Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09277


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Full Text
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iiio iiitii lomo 100
j
^ Por tres mezes ataateta d$Ot)0
Por tres atftt rencidos 6&0OO
*

QARTAFEIR I DI IlIO DE Itl
i .i ni

Por aaao adlsMdo tMQOO
Porte fratco para o stiteotiptar.
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imu
BNCARRBGADOS DA SDBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino do Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cer o Sr. J. Josa
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos Ribtro Guimarea; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS UiKKKlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garaohuns as tercas-teiras.
Pb d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px oas guaras feiras.
Cabo, SerlnhSem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha]
EFHEMERIDES DO MIZ DE MAIO.
1 Quarto minguante as 5 horas 13 minutos da
tarde.
9 La ora as 8 horas 48 minutos da tarde.
17 Quarto crescentt a 1 hora e 48 minutos da
tarde.
24 La eheia as 3 horas o 46 minutos da mas.
31 Quarto miog. as 8 horas e 6 minutos da man.
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as horas a 30 minutos ds manha.
Segundo as- 8 horas e 54 minutos da tarde.
das da semana.
39 Segunda. S. Pedro m.; S. Hugo are:
10 Terga. S. Catharina de Sena t.; S. Peregrino
1 Quarta. Ss. FellppeoThiago app.;S. Jeremas
S Quinta. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
8 Sexta. Invengo da S. Cruz ; S.'Rodopiano m
4 Sabbado. S. Monica mideS.Agostinho.
5 Domingo. A maternidade de N. Senbora.
iAuouuiua: uos IRIBUNas da cafial."
Tribunal do commercio ; segundas e quintas.
Rela'co: tergas, quintas e sabbados aa 10 horas.
Fazenda: torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e /extas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextasao meio
dia.
Segunda rara do civel: quartas s sabbados s 1
bora da tarde;
ENCaHBEGADOS DA SUBSCR1PCA DO Sil'
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias Babia
Sr. Jos Msrtins Altes;. Rio do Janei, ofcrt
Joao Pereira Martina. '' V
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do sumo Manoel Figueiroa de
Faria.na sus linaria praga da Independencia n.
PARTE QFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 27 de abril de 1861.
Officio ao Exm. bispo diocesano. Convido
V. Exc. para assislir ao acto da posse do Exm.
residente nomeado para esta provincia, Dr. Ar-
omo Marcelino Nuces Goncalves a urna hora da
tarde do dia 29 do correte.
Foram igualmente convidados o corpo consa-
Ministerio do imperio.
Decreto de 20 de abril de 1861.
Concede aos officiaes generaes do eercilo e ar-
mada que liverem ceno lempo de servigo etTec-
tiv a ommenda e a gra-cruz da ordena de lar estrangiro, os cbefes das repartigoea publi-
S. Bento de Aviz. cas civis e militares com os respectivos emprega-
Querendo manifestar o apreco e considerarlo dos, e os diversos fuoccionarios da provincia,
em que tenho os bcns servidos prestados por Ion- Dito ao coronel commandante das armas.Ten-
gos annos pelos oliciaes generaes do exercito e do de tomar posse da administrago desta pro-
armada, hei por bem determinar o seguinle : I vincia no da 29 do correte, urna hora da tar-
Art. Io Os oliciaes generaes do exercito e ar- de, o Exm. Sr. Dr. Antonio Marcelino Nunes Goo-
madaque cootarem 35 annos de servigo effectivo, Qalves, sirva-se V. S. de expedir as suas ordena
sero condecorados com a commenda da ordem afim de que toda a torga de primeira lioha que
de S. Bento de Aviz, e se forem teoentes-gene- estiyer disponivel, reunida aos corpos da guarda
raes ou marechaes de exercito, ice-almirantes nacional deata cidade, que sero postos sua dis-
ou almirantes, e contarem 45 annos do mesmo posigo pelo respectivo commandante superior
servido, s-lo-ho com agra-eruz da dita ordem.
Arl. 2. A apreciacao egomputago da qualida-
de e do lempo de servigo a que se refere o arl. 1,
sero feitas de conformidsde com as disposices
dos decretos os. 692 de 25 de agosto de 1850 e
1.638 de 10 de setembro de 1855.
Francisco de Paula de Negreiros Sayo Lobato,
do meu conselho, ministro e secretario de estado
dos negocios da justiga e interino do imperio, as-
sim o telina entendido e o faga executar
Palacio do Rio de Jaoeiro, em 20 de abril de
1861, 40 da independencia e do imperio.Com
a rnbrica de S. M. o Imperador.Francisco de
Paula de Negreiros Sayo Lobato.
Convindo fixar urna regra acerca do tratamento
que devana entre si usar os officiaes do exercito e
armada, hei por bem determinar que na correspon-
dencia e trato reciproco entre os generaes e mais
officiaes do exercito e armada tenhamo tratamento
de excellencia os marechaes de campo e briga- destine, que'no seia aquella.
interino, esteja postada em frente do palacio do
governo a hora cima indicada, para fazer as hon-
ras do estylo.
Officiou-se ao commandante superior do Recife
em relacao aos corpos da guarda nacional, e de-
, terminou-se ao arsenal de guerra a entrega de
seis boceas de fogo para serem guarnecidas pelo
4o batalho de artilharia a p.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.At-
tendendo ao que pedio-me Candida Tbomazia de
Azevedo norequerimento sobre que versa a in-
formago de V. S. de 23 do correte, sob n. 118,
tenho resolvido que seja entregue supplicante
o menor seu filho Joo Felippe, mandado apre-
sen lar nesse arsenal seu pedido pelo Dr. chefe
de polica, para ser alistado na companhia de
aprendzes artfices, visto nao se poder effetluar
a aua admisso naquella companhia por falta de
vaga, conforme V. S. declara na citada informa-
cao, e nao querer ella que se d ao menor outro
deiros, os chefes de esquadra e os chefes de di-
viso ; e o tratamento de senhoria os coronis,
tenentes-coroneis e majores, e os capites de mar
o guerra, capites de fragata e capites-lenentes.
Francisco do Paula de Negreiros Sayo Loba-
to, do meu conselho, ministro e secretario de es-
Dito ao commandante superior de Olinda.De
conformidade com o que solicitoa o chefe de po-
lica em officio o. 338 de 25 do corrente, queira
V. S. expedir suas ordena para que sejam dispen-
sados do servigo da guarda nacional sob seu com-
maodo, emquanto oceuparem os cargos de ins-
tado dos negocios da justiga e interioo do impe- pectores de quarteiro no termo de Iguarass, os
rio, assim o tenha entendido e faga executar. individuas constantes da inclusa relago assigna-
Palscio do Rio de Janeiro, em 20 de abril de da pelo secretario do governo.
1861, 40 da independencia e do imperio.Com Helaro de que trata o officio cima.
a rubrica de S. M. o Imperador.Francisco de Bernardino de Senna Salles.
Paula de Negreiros Sayo Lobato.
Vicente de Callas Brando.
' Jos Paulino da Costa.
; Antonio Elias do Moura.
Melquades Francisco da Vega Pessoa.
Emilio de Souza Costa.
Toaquim Elias de Moura.
Antonio Marlins Vianna.
Ministerio da justica.
Decreto n. 2,775 de 10 de abril de 1861.
Crea o lugar de inspector das obras da casa deepr-
reigo da corte e reslabelece o de carcereiro da
de detengo.
Convindo estabelecer regras para a fiscelisago Antonio Joaquim de Jess,
e inspecgo das obras da casa de correcgo da Antonio Joaquim da Fonseca Galvo Sobrinho.
corte e conGa-las a um empregado exclusvamen- Communicou-se ao chefe de polica,
te incumbido desse servigo actualmente a cargo Dito ao mesmo.Respondo ao officio de V. S.
do director daqueile estabelecimenlo, j onerado de 9 do corrente, dizendo-lhe que, nao sendo
com os importantes deveres eattribuiges do seu isengo legal o facto de ser guarda nacional, e
emprego, que sao para absorver toda a sus at- tendo pessiraa conducta os individuos de que tra-
tengao, sobretudo depois da creago do instituto la seu citado officio, como doclarou o respec-
dos menores artesos; e cumpnndo, ouirosim, livo commandante do bjtalho, nao pode ter lu-
manler a observancia o art. 7 4 da lei de 3 de g" a sua soltura.
dezembro de 1841 e do art. 46 do regulamento u. Dito ao commandante do corpo de polica.__
120 de 31 de janeiro de 1842, quanto ao lugar de Pede V. S. mandar engajar no corpo sob seu com-
carcereiro da casa de detengo ; hei por bem de- mando o paisano Antonio Thomaz da Silva, a que
cretar o seguinte : se refere o seu officio de hoje, sob o. 189.
Art. 1. rica creado o lugar de inspector das Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
obras da casa de correcgo da corte. Transmiti V. S., para os fins convenientes, as
1. Este inspector ter a seu cargo fiscalisar e primeiras e segundas vas das contas do hospital
inspeccionar as respectivas obras, competindo-
lhe exclusivamen te dirigir todos os trabalhos nel-
las empregados e dispar do trabalho dos Africa-
nos livres, e do que de costume prestado pelos
detidos no calabougo, coja adminlstrago lhe fica
perlencendo.
_ 2. O modo por que deve ser feita esta inspec-
co e fiscalisago, e o systema de e3cripturago
militar, relativas ao mezde margo ultimo, acom-
panhadas do parecer da commisso militar de
saude, que as examinou. Communicou-se ao
coronel commandante das armas.
Dito ao mesmo.Communico V. S. para seu
conhecimento e direcgo, que, segundo partici-
pou-me o coronel commandante das armas em
officio de honlem, apb n. 599, fallecer no dia 21
Negreiros Sayo Lobato.
a seguir relativamente aos servigos da competen- do corrente na cdalle de Caruar, onde se acha-
cia do referido inspector, sero regulados em ins- *a no gozo da licenga de quatro mezes concedida
truegoes especiaes expedidas pelo ministro e se- pelo governo imperial, o 2o lente do 4o bata-
cretario de estado dos negocios da justiga. lho de artilharia a p, Americo Clemente Duar-
3 O inspector das obras da casa de corree- 'o Pereira.Communicou-se o fallecimento desse
cao da corte perceber a gralicagjo annual de official ao Exm. Sr. ministro da guerra.
3:600&000. Dito ao mesmo Devolvo V. S. os documen-
Art. 2. Fica restabelecido o lugar de carcereiro los que acompanharam a sua informago de ton-
da casa de detengo da cidade do Rio de Janeiro. leQ). sob n. 323, afim de que mande entregar a
Este carcereiro ter o vencimento annual de 600# Jos Joaquim Jorge a quantia de 10 0003 que
alm da carceragem regulada, e exercer as func- Francisco de Paula Tiburcio Ferreira recol'heu
goes de seu cargo debaixo da immediala flseali- calxa do alraoxarifado do presidio de Fernando
aseso do chefe de polica, na forma da lei de 3 de para pagamento das pragas all destacadas, vislo
dezembro de 1841 e regulamento n. 120 de 31 de nao haver inconveniente nessa entrega, sesundo
de janeiro de 1842. consta da citada informago.
Art. 3. O director da casa de correcgo, salvas Dito ao mesmo. > Restituo V. S. os docu-
as disposices dos arligos antecedentes, contina mentos que acompanharam a sua informago de
a ter asattribuigoesque Iheconfere oregulamen- 25 do corrente, sob n. 321, afim de que, estando
to de 6 de julho de 1850, e bem assim a inspec- elles nos termos legaes, seja paga Manoel de
gao sobre o instituto dos menores artesos, crea- Souza Braga, ou aoseu procurador, a importan-
do pelo decreto n. 2,745 de 13 de fevereiro de cia da despeza feita com o foroecimento de luz
1861, com os respectivos vencmentos. ao quartel do destacamento da cidade de Caruar
Francisco de Paula de Negreiros Sayo Lobato, contar do l.9 de novembro at 29 de Janeiro
do meu conselho, ministro e secretario de estado prximo lindo, visto que o referido destacamento
dos negocios da justiga, assim o tenha entendido auxilia a forga de primeira lioha na difJlciencia
e faga executar. desta.
Palacio do Rio de Janeiro, 10 de abril de 1861. ? Dito ao inspector da thesouraria provincial -
40da independencia e do impeno.-Com a rubri- Em vista da inclusa conla, quo mo Foi Smetds
Francisco de Paula de pelo chefe de polica com officio de nont^msoo
n. 344, mande V. S pagar Joo Jos Ferreira
de Mello, ou seu procurador, a quantia de
4I&5400 rs., despendida com o sustento dos pre-
ros pobres da cadeia do Limoeiro nos mezes de
Janeiro margo deste anno.
Dito ao mesmo.Estando reconhecido o direi-
to que assisle Joo Francisco do Reg Maia ao
pagamento por elle pedido de 2:244j>550 rs., que
se lhe est dever proveniente das obras do
areiameoto da estrada do Cachang, e sobre que
a sua informago de 26 do margo ultimo,
S. realisar em dinheiro
que o permillir o estado
dos cofres dessa thesouraria.
Dito cmara municipal do Recife.Convindo
altender ao que solicita Carlos Luz Cambronne,
emprezario do servigo de limpeza desta cidade
na inclusa representago, sobre que versa a infor-
mago ministrada por Vmcs. em 14 de fevereiro
ultimo, e sendo esse objecto de privativa attri-
buigao das cmaras municipaea, pelo qoedispoe
J- do art. 66 da lei do 1. de outubro de
1828, recommendo Vmcs. que formulem quanto
antes um projecto de posturas nesle sentido e
para a boa execugo do art. 44 do contrato feito
com equelle emprezario, afim de ser submettido
ao conhecimento da assembl* provincial na pre-
sente sesso.Remetteu-se copia de tudoas-
sembla provincial para seu conhecimento.
Dito ao director geral interino da instruego
pubiica.Mande Vmc. admitlir no collegiodos
orphos o menor denome Samuel, filho de Sil-
vera Mara do Rosario, a que se refere o reque-
rimento incluso.
Portara.O vico presidente da provincia, al-1
tendendo ao que requeren o bacharel Antonio
Rangel de Torres Bendeira, professor de geogra-
phia e historia do gymnasio provincial, resolve
conceder-lbe um mez de licenga com vencmen-
tos, a contar dol. de malo prximo vindouro.
Dita.O vice-presidente da provincia, confor-
mando-se com a propoata do director da reparti-
co das obras publicas datada de 20 do corrente,
sob n. 99, resolve nomear conservadores de es-
tradas Trsto Francisco Torres e Jlo Cenco
Ribeiro do Amaral, o primeiro para o terreno de
conserrago creado na estrada do Monteiro, e o
o segundo para o quarto da estrada da Victoria.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes vapor mandem transportar seus
destinos o alteres Olympio da Costa Dourado, e
o soldado Fabo Francisco de Oliveira, este para
a provincia da Parahiba, e aquello para a do
Amazonas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao primeiro secretario da aasembla le-
gislativa provincial.De ordem deS. Exc, o Sr.
vice-presidente da provincia, communico V. S.
para o fazer constar assembla legislativa pro-
vincial, que o Exm. Sr. Dr. Antonio Marcelino
Nunes Googahes. presidente nomeado para esta
provincia, prestar o juramento do estylo paran-
te a mesma assembla no dia 29 do corrente
mez urna hora da tarde.
Dito ao mesmo.S. Exc, o Sr. vice-presidente
da provincia, usando da aulorisago que lhe con-
fere o 2. do art. 26 da lei n. 488 de 16 de maio
do anno passado, organisou a tabella junta por
copia, pela qual se devem cobrar os emolumentos
da secretara do governo, e ordena-me que a re-
meta V. S., afim de ser submetlida approva-
go da assembla legislativa provincial.
COMHANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de Fernambiico, na cidade do
Recife, 30 de abril de 1861
ORDEM DO DIA N. 96.
O coronel commandante das armas, determina
que na manha do dia 1. de maio vindouro se
posse revista geral de mostra aos corpos movis
do exercito em guarngo nesta provincia o as
coropanhias soladas pela ordem seguinre : s 6
horas i companhia de artfices; s 6 1/2 ao 2."
batalho de iofanlaria ; s 7 companhia fixa de
cavallaria ; s 8 ao 10 ; s 8 1/2 ao 9, ambos de
infantaria ; e finalmente s 9 ao 4 de artilharia
a p.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvo,
Alteres ajudante de ordena interino do com-
mando.
Ministerio da fazenda.
Decreto n. 2,773 de 10 de abril de 1861.
Proroga por mais 6 mezes o ultimo prazo conce-
dido por decreto n. 2,655 de 29 de setembro i
do anno prximo passado para a incorporago !
do banco Soccorro e Auxilio.
Attendeodo ao que me representaram George
Hudsoo, e Daniel Castello, instituidores do banco
Soccorro e Auxilio, hei por bem prorogar por I
mais 6 mezes_o ultimo prazo concedido por de-sob n. 112, mande V.
crelo o. 2,655 de 29 de setembro do anno prximo esse pagamento, logo
passado, para a incorporago ecomego das ope-
races do mesmo banco.
Jos Mara da Silva Paranhos, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
da fazenda e presidente do tribunal do Ihesouro
nacional, assim o tenha entendido e faga executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 10 de abril de
1861, 40 da independencia e do imperio.Com
a rubrica de Sua Magestade o Imperador.Jos
Maa da Silva Paranhos.
Decreto n. 2,774 de 10 de abril de 1861.
Proroga por mais seis mezes o ultimo prazo con-
cedido por decreto n. 2,654 de 29 de setembro
do anno prximo passado, para a incorporago
do banco Industrial, Commercial e Territorial
do Rio ds Janeiro.
Attendendo ao que me representoo a directo-
ra do banco Industrial, Commercial e Territorial
do Rio de Janeiro, bei por bem prorogar por
mais seis mezes o ultimo prazo concedido por
decreto n. 2,654 de 29 de setembro do anno pr-
ximo passado, pira a incorporago e comeco de
operagoes do mesmo banco.
Jos Mara da Silva Paranhos, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
da fazenda e presidente do tribunal do Ihesouro
nacional, assim o tenha entendido e faca execu-
tar.
Palacio do Rio de Janeiro, 10 de abril de 1861
40 da independencia e do imperio.Com a ru-
brica de Sua Magestade o Imperador,Jos Ma-
ra da Silva Paranhos.
Da Gazeta de Turin extrahimos a seguinle car-
ta do general Ciallini, em resposta que lhe foi
dirigida pelo general Fergola :
General.
a Em resposta carta que me flzestes a honra
de rae dirigir hoje, devo dizer-vos que teodo o
re Vctor Emmanuel sido proclamado rei da Ita-
lia pelo parlamento italiano, a vossa opioio se-
r de futuro coosiderada como urna completa re-
belho ; por consequeocia, nao conceder!, nem
a vos nem a vossa guarnigo, capitulado de
qualidade alguma, mas deves entregar-vos todos
discripgo ; se llzerdes fogo sobre a cidade, fa-
rei fuzilar, apoderando-me da cidadella, tantos
oliciaes e soldados da guarnigo quanlss forem
as victimas do vosso fogo contra Messina ; os
vossos beos pessoaes, assim como os dos vosso3
officiaes, se rao confiscados em proveito das fa-
milias dos cidados pacficos, para os indemnisar
dos prejuizos que lhes liverdes causado; final-
mente, en:regar-vos-hei, tanto a vos como aos
vossos subordinados, ao povo de Messina.
Tenho a certeza de que hei de cumprir as
minhas promessas, e sem receiar ser aecusadode
jactancia, declaro-vos que vos e os vossos nao
tardareis em cahir em nosso poder.
Desta maneira, pois, reflectl e pensai como
vos agradar. Nao continuarei a olhar-vos como
militar, mas como um verdadeiro assassino, e co-
mo tal vos julgar a Europa inteira.
Da Patrie reproduziraos a seguinle carta, que
os generaes Klapka e Turr dirigiram aos sem
compatriotas hngaros :
Pars, 9 de margo.
Cbegou ao nosso conhecimento que agentes
austracos queriam aproveilar as prximas elei-
goes para provocar um movimento prematuro na
Hungra.
Cumprimos um dever prevenindo destes ma-
nejos os nossos compatriotas, e pedimo-lhes que
desenvolvam toda a sua energa para impedir o
bom resultado.
< Na actualidade, um levantamento na Hun-
gra poderia comprehender as nossas mais legiti-
mas esperanga3.
Temos a coovicgo de que ninguem pora' em
duvida os sentimentos patriticos que nos inspi-
ram dando-vos este conselho.
Julgamos que nos acompanharo lodos aquel-
es que trabalham para a liberdade da nossa in-
feliz patria, tanto no estrangeiro como no paiz,
quando dizemos :
a E' necessario reservar intactas as nossas Tor-
cas para o momento em que circunstancias maii
favoraveis nos abrirem eventualidades de resul-
tados sufilcientemente grandes para justificar urna
resolucao extrema da nago.
Georges Klapka.
Etienne Turr.
Em seguida publicamos, extrahida do Progres-
so de aples, a carta em que Francisco II en-
gajava indirectamente o general Fergola a nao se
render :
Charo general.
Depois de tres rrezes de gloriosos combates,
mu tas brechas abertas collocaram-me na iropos-
sibilidade de continuar a defeza da praga. Estou
certo de que a vossa guarnigo se far admirar
pela Europa inteira corro a de Gaeta.
Um correspondente do Ami de la Religin
transmute quelle jornal a ordem do dia seguin-
le, dirigida ao batalbo de zuavos pontificios pe-
lo ministro das armas:
Os boatos espalhados com insistencia ha al-
gum lempo, obrigara o abaixo assignado a diri-
gir tlgumas paladea aos officiaes inferiores e sol-
dados que compem o batalho de zuavos.
O recrulamento deste corpo foi instituido so-
ore urna nobre e generosa dedicago, de que nao
deixaram de dar as provas mais nolaveis. Seria
possivel comtudo que houvesse corago cuia
consciencia e firmeza fossem abaladas pelas diffi-
culdades sempre crescentes da situago. Ho de
se conceder baixas quelles que julgarem os peri-
gos superiores sua dedicaco, ou que receem
partilnar das gloriosas humilhagoes de queneste
momento est ameagada a coroa do vigario de
O batalho de zuavos pontificios nao deve
contar as suas fileiras seno homens que nao
tremara diante de quaesquer provocages.
Assignado o pro-ministro das armas,
t Xavier de Merode.
c Um jornal estrangeiro publica a seguinle
carta, que S. a. o principe Luciano Murat di-
ngiuao duque de......... um dos seus amigos
em aples. Julgamos dever reproduzl-la como
simples documento :
Castello de Buzenral, 27 de margo.
a Charo duque.
A nossa siluago poltica locou agora mais
do que nanea o extremo, e nao pode prolongar-
se, os diversos partidos que se disputan na Ita-
lia esto prximos a ontrar em conflicto, e asse-
gurs-se-me que as aspiragoea o as vistas do rei-
no das Duas Sicilias estao voltadas para mim.
PJ#.conveniente que_eu faga conhecer o meu
penssweoto, tantu v como a todas quelles
que tem conftanga era mim, %
Tenho atritas yezes-Nd*clarado, Botav*l-
niAite no comeco das annexagoes, que eu nao
sena nunca um obstculo unidade da Italia, e
leD.no mentido a mioha promessa. Mas esta
unidade pode ser entendida e effectuada de dif-
ferentes maneiras. Exiate a unidade federal,
conforme com o desenvolvimento histrico, e o
genio da Italia, e a unidade centralizada sahida
do movimento utpico dos conspiradores. Os
roeios, e direi mesmo os artificios empregados
para realisar esta utopia, foram para mim, des-
de o anno passado, a indicago certa do aborta-
mento de urna empresa, que conviria mesmo
evitar.-
Era faci! organisar associacoes polticas des-
tinadas a secundar os movimeotos preparados-
era fcil uroir tramas habis, amadurecer a mi-
seria e as citeumstancias facis, explorar contra
os governos justamente detestados o odio univer-
sal era possivel ganhar duas ou trez balalhas ;
mas nao era fcil decapitar o reino das Duas Si-
cilias, fazer de aples urna cidade de provincia,
e invadir Roma sem destruir as rasoes de estado
e as rasoes moraes que deffeudem o papado : ar-
mar um milhao de soldados para bitter a Aus-
tria, e pretender mesmo conter em respeito
Franca guara de Roma, e com a Franca as mo-
narchias de Europa ameagadas de urna revolta
geral.
Ignora-se se o pensamenlo intimo do Piernn-
te seria prinilivamente fazer de toda a Italia
um nico remo sem altender a tantas difficalda'-
des; as tendencias do Piemoote foram muilas
renes suspeilts aos promotores da unificago,
ainda mesmo os mais celebres ; mas no dia em
que o Piemonle plantou a sua bandeira no centro
na Italia, encontrou-se no declive das mais ar-
riscadas empresas; e hoje tem atraz de si o fa-
natismo que oarrasta a resolugoesextremas;
Este fanatismo clama actualmente ao3 ho-
mens que governam a Italia : Avante I irea
mos em Roma, depois nos voltaremos para a
Austria ; ou se melhor vos convier, altaquemos
a Austria e depois Roma. Assim falla um par-
tido que tende a sublevar todos os povos para
fazer cu mplices.
Ceder o Pierconte a este fatal impulso ? Se
cede, se a obra da unificago guiar a novos cou-
flictos com a Austria, ento a guerra se ateiar
de novo no reino das Duas Sicilias ; o Piemonle
lera diante de si o exercito austraco, e pela par-
to de Iraz a autonoma napolitana, % ento sero
ao mesmo tempo ameagadas a independencia
nacional pelos exordios austracos, e a liberda-
de pelos furores do partido bourbonico ; a liber-
dade e a independencia po Jeriaoi suecumbir ou
pelo menos cahir de novo na alta jurisdiego das
grandes potencias.
Comprehendo queem face da possbilidade
de similnaotes cilamidades, e depois do que me
escreveates, a recordago de meu pae brilhe
como um raio de esperanga. Emquanto subsis-
tir o povo das Duas Sicilias, o nome de Joaquim
Napoleo ser charo e venerado no corago de
todos : e eu, su filho. affrontaria com grande
honra os perigos e as difficuldade3 de que, n'esta
grave conjunctura estara cercada a misso de
lhe suuceder pela eleigo popular.
c Eu nao me encarregaria de urna misso to
grande seno para abrir a era, to necessaria
Italia, de urna fecunda elaborago poltica e so-
cial, e com a vontade de langar os fundamentos
de um edificio que nunca se abalou com a obra
das annexagoes, sustentada somenle por esletos
vacilantes. Nao se funda em alguna mezes a
grandeza dos estados.
O admiraval poder do imperio fraocez o
fructo do trabalho social de muilos seculoi.
Da mesma maneira que eu nao quiz por
embaragos unificago italiana, nao consenti-
ra que oulros viessem embaragar o pensamento
do nosso reino enrolvendo-nos em emprezas
seductoras, mas desastrosas. Guardsrei como
um Ihesouro a vossa independencia, e parlilha-
rei com um parlamento o que ha de mais no-
bre na tarefa de um rei: o desenvolvimento da
actividade social por meio da animago dada
industria, ao commercio, s scioncias, s artes,
aos grandes trabalhos, e a todo o elemento de
educago collecliva e de progresso nacional.
A regra fundamental da minha conductt se-
ria bem differente da dos homens que agitara a
Italia. Estes teem imposto ao povo italiano
contrarias de conspiradores, associados em to-
das as revoluges europeas. Nos pelo contrario,
coosiderar-nos-hia-raos felizes em ver desappa-
recer esta aristocracia artificial de conspiradores,
que dispoem de tudo sua vontide.
Nos nao procuraremos a amisade d'esses
agitadores cosmopolitas que provocam urna trans-
formago territorial da Europa, mas a de todo o
governo dotado de tendencias conservadoras e
progressivas
Quanto aos povos da Italia, nao somonte
a sua amisade, mas a sua fraternidade que nos
serla necessaria, urna fraternidade que lomasse
a forma da confederago, nica que pode operar
nossa transformado politice. Quereriamos ter
na Italia urna garanta e na Europa um elemen-
to d'essa conciliago que os povos e os gover-
nos invocara receiosos dos immensos perigos
que parecem presagiar um futuro turbulento.
Acceitae, charo duque, a expresso da mioha
particular estima.
Luciano Murat,*
O celebre Mazzioi publicou no seu peridico a
Unxta Italiana um programma poltico dirigido
aos italianos, cujas concluses sao as seguiotes:
O que se realisa da nossa patria urna ques-
to de facto, que outros fados pdem alterar
tambera.
Ainda nao affirmmos poderoso e universal-
mente o direito italiano.
Chamo-vos a firma-lo por tudo quanto pode
ser-vos querido e sagrado. Os trinta, o cin-
ccenta mil voluntarios d3o podiam dar mais do
que o programma.
A v6s, milhoes de homens livres, pertence
toroa-lo vosso, e que seja inviolavel, e irrevo-
gavel.
A Europa s espera a vossa manifestar-So
para acceita-lo.
Essa manifestago deve ser trplice. Deveis
protestar agora unnimes, de um extremo ao
outro da Italia, contra a oceupego de Roma, e
exigir que cesse; aroar-vos, e atlacar a Austria
em Veneza.
Esperaos Garibaldi; mas Garibaldi disse que
esperava de vos 500,000 homens armados para
a primavera. Estaes dispoetos para islo ? Peo-
saes em reunir-vos?
Organissi-voa e srmai-vos italianos I O go-
vorno, a menos que nao queira vender-vos e
confessar a traigo, nao pode negar-vos o seu
sssentimento, e o seu apoio.
Logo que estiverdes armados, atacai a Aus-
tria em Veneza. commandada por Garibaldi, sem
que o governo, e o exercilo regular se vejam
obrigados a seguir o seu impulso 7
Estes sao os conselhos que os republicanos
do aos seus irmos.
O jornal de S. Petersburgo, publica o seguinle
escripto, que o imperador Alexandre dirigi a
seu iroo S. A. I. o gro-duque Constantino Ni-
colaierttch:,
Alteza imperial.Assignei hoje o manifest
que concede aos oomponezes senhoreaes os dL-
reitos de cultivadores livresj o sanecionei os re-
gulamentos geraes e loces,- assim como as dis-
posices relativas aos campouezes domsticos li-
bertados, medidas que linbam primeramente si-
do examinadas, soba vossa presidencia, na com-
roissao superior instituida para examinar a ques-
taojJos camponezes. e sujeita depois sdelibe-
ragoes do imperio.
Nesle mesmo dia, to memoravel para a
Russia, o impulso do meu corago e o sentlmen-
to do meu dever fazem-me desejar manifeslar-
vos o meu mais vivo e profundo reconhecimento
pela exaclido, celeridade e perfeila conformida-
de com as minhas ideas, por que este negocio
foi levado .ao cabo.
Desde'15 de julho de 1857, dia em qn fos-
tes chamado a fazer parte da commisso institui-
da para a reforma projectada, tendes incessante-
raenleplomado a parte mais activa em todos estes
trabalhos, e no mezde utubro de 1860depois;
da concluso dos trabalhos das commissdes da
redaego, convoquei a commisso superior, para
examinar o projecto apreseolado por elles, e en-
carregueij V. A. de presidir a essa commisso,
pela coofianga particular que deposito em vs.
Tendes plenamente justificado essa confian-
ga. Depois de ler atienta e profundamente estu-
dado tudo quanto se refere s diversas e impor-
tantes questes, que deviam suscitar o exame das
medidas j projectadas ou das que podiam con-
correr para as aperfeigoar, tendes, com o vosso
zelo pelo bem publico, consagrado todos os vos-
sos exforgos e todo o vosso tempo, os trabalhos
da commisso superior.
Desta maneira gragas a vos principalmente,
lermlnou-se no prazo tixado por mim, o exame,
detalhado em todas as suas partes, desta obra to
vasta, a correcgo e concluso dos projectos, a
solugo de todas as incertezas que surgiriam nes-
le trabalho, e fioalmente a reduego de muilos
e novos regulamentos.*
Convido a V. A, para manifestar a minha
gratido sincera aos membrosda commisso su-
perior encarregada de resolver a questo dos
camponezes, pelas provas de infaligavel e meri-
toria actividade que deu. Nao esquecerei nunca
a maaeira por que V. A. I., e todos os membros
da commisso superior, procederam nesta occa-
sio importante, e comigo a Russia inteira ha de
sem duvida consagrar-lhe urna recordago.
O futuro s conhecido de Deus, e o xito di-
Gnitivo da grande obra emprehendida depende da
sua santa vontade, sempre misericordiosa. Com-
tudo podemos desde j dizer, com a consciencia
tranquilla, que para a concluso desti obra te-
mos empregado todos os meios que dependem do
nosso poder, e esperamos humildemente que a
Providencia, protectora da nossa amada patria,
ha de abengoar o cumprimento dos nossos deso-
jos cuja pureza lhe conhecida.
Sancconando os projectos relativos enian-
cipago dos camponezes o dos domsticos, assim
como a Dxagao uu seu estado paia fatuto, jul
guei indispensavel tomar ao mesmo lempo me-
didas para a orgaolsago de toda a classe rural,
sobre bases geraes e uniformes. Neste fim, ios-
tiluo urna commisso especial debaixo da minha
immedata direcgo, da qual vos nomeio membro,
deferindo em vos a presidencia. Tenho a certe-
za de que coohecendo as minhas vistas e os meus
desejos a esto respeto, emprebenderiels activa-
mente, com o vosso constante zelo que causa al-
guma pode abalar, os trabalhos desta nova obra
tao Intimamente ligada que j est termi-
nada.
Vosso afleigoado e reconhecido.
ot S. Petersburgo, 19 de fevereiro de 1861.
(Assigoado) Alexandre.
Os jornaes de Turim publicam a mensagem vo-
tada pela mesma cmara em resposta ao discurso
da coroa, a qual concebida n'estes termos :
a Senhor .Representantes de urna nago li-
vre e unida, confiamos no vosao corago de ref
Ualiano e desoldado valente : Sabis que o vosso
pensamento se liga dolorosamente com a desola-
da Veneza, e que a Italia aspira com anciedade
pela sua Roma.
As victorias do exercilo da trra e de mar. as
taganhas dos voluntarios guhdos por urna mara-
rlhoso capilo, as virtudes militares dos guardas
nacionaes, tem animado nos italianos a con-
anga da sua forga ; mas nem este seniimenlo,
nom a forga da sua forluns, deixam o seu valor
aos conselhos da prudencia.
A reputago de sensatez italiana ha de ser
restabelecida como a do seu valor. A Italia nao
pode ter cooselhos timidos de um rei que pela
sua liberdade soube arriscar a sua vida e i sua
coroa.
o O imperador Napoleo e a Frang podem
contar com o nosso reconhecimento ; os nossos
coxagoes olham como um novo beneficio para a
franca palavra do principe imperial que est uni-
do a vos pelos vnculos de sangue, e Italia por
um antigo affecto.
a Devemos a amisade da Inglaterra, fundada
ero um amor coromum com o nosso liberdade
um apoio moral poderoso as batalhas da civi-
lisago.
A homenagem que to dignamente tendes
tributado ao novo rei da Prussia, e aos testemu-
nhos de sympathia para com a nobre nago ger-
mnica, unimos pslavras de reconhecimento pelo
voto parlamentar favoravel unidade italiana.
Esta unidade, na qual a Italia pode contar
nicamente a sua base, a Igreja a sua verdadeira
independencia, a Europa o seu equilibrio natural,
essa unidade poltica ser cuidadosamente garan-
tida por nos na obra legislativa em que trabalha-
mos, Partidarios de urna grande liberdade admi-
nistrativa, nos preservaremos do perigo das dis-
cordias, e de quaesquer tentativas contra a acgo
municipal.
Qualquer medida que tenha por fim aug-
mentar os armamentos ser agradecida aos povos
italianos, como foram gratas aos generosos subal-
pinos todas as que tinham por fim preparar a
empreza que hoje se realisa.
Senhor, no anniversaro do vosso nascimen-
to, os suffragios de um povo ioteiro collocam a
coroa da Italia sobre a vossa cabega, abengoada
pela Providencia.
< Esta a digna recompensa do valor dos vos-
sos antepassados, do sacrificio de vosso pai, da
fque vos, uoico no meio de todos os antigos so-
beraoosda Italia, tendes tido na causa da liber-
dade e do direito popular.
ALLOCUgAO DE SUA SANTIDADE.
Ha muito tempo, venerareis irmos, que a
sociedade se acha agitada pela lastimavel lucta
que se tem suscitado entre a verdade e o erro, e
entre a virlude e o vicio ; na nossa desgragada
poca principalmente, essa lucia chegou aos l-
timos limites ; una defendem o que chamam com
complacencia a moderna civilisago; outros defen-
dem, pelo contrario, os direitos da justiga e da
nossa religio sanlissima.
Os primearos pedem que o pontifico romano
se reconcilie com o que elles chamam progresso
civilisago moderna ; os segundos querem, com
razao, que oa principiosinquebrantavels e immu-
taveis da justiga eterna se conservem invioiaveis
e em toda s sua integridade, e que se mantenha
Ititacta a forga da nossa divina religio ; religio
que exalta a gloria de Dos e pde um remedio
efflcaz a Untos males como aquellos que affligem
o genero humano ; religio que a verdadeira s
nica segursi e cuja observancia cnduz os filhos
dos homens, depois de haverem platicado nesta
vida mortal taolas virtodes, ao porto da bema-
venturanga eterna. Os patronos da civilisago da
nossa poca atacam e combaten easaa ideas, af-
"mando ao mesmo tempo que elles sao os ver-
aadeiros e sinceros amigos da religio. E nos pres-
taramos de bom grado f s suas patarras se oa
instes e lamentareis tactos que diariamente se
apresentam vista de todos nu provassem alta-
mente o contrario.
Na trra nao ha mais do que urna verdadeira
e santa religio instituida pelo proprio Nosso Se-
nhor Jess-Chnsto, mi facunda de todas .as vir-
tudes, inimiga encarnigada de todos os vicios li-
bertadora das almas e que conduz verdadeira
feucidade, cujo caminho ensina.
a Essa religio chama-so religio cstholica
apostlica romanS.
*. JMeci'fuioi na nossa allocugo consisto-
rial de9d se dos que vrvnm fra d'essa arca de salvago,
e confirmamos aqui o que dissemos a esto res-
peto.
Temos pergunlado aos que nos incitam a
apertar, a bem da religio, a rao que nos esten-
de a civilisago moderna, se os tactos sao de tal
nalureza que possam induzr o vigario de Jesua
Chnsto sobre a Ierra, a qu6 recebara a misso da
manter inclume a pureza da sua doutrina celes-
tial ede alimentar oscordeiros e as ovelhas com
essa mesma doutria* e coofirma-los n'ella, a
fazer alliinga sem grave perigo para a sua co'ns-
ciencia e sem grandissimo escndalo de todos com
a sociedade moderna, cuja obra tem causado tan-
tos males, que nunca podem ser bastante lamen-
lados, e que promulgou tantos principios, tantas
opinioesdetestaveis, e tantos erros aberlamenta
opposlos doulrina da religio catholica.
Entre os fados qne se tem produzdo, nin-
guem ignora como tem sido violadas as mais so-
lemnes convenges entre a S apostlica e os so-
beranos, nem a maneira como islo acooleceu em
aples. N'esta assembla, em que estaes reuni-
dos em grande numero, veneraveis irmos, quei-
xamo-nos u este estado de cousas, e reclamamos
contra elle cora todas as nossis torgas, como ja
protestamos contra semelhanles alternados, e se-
melhantes violages.
c Esta civilisago moderna, favorecendo em
alguns pontos o culto catholico, nao nega os em-
prsgoa pblicos aos iufieis; prohibe as escolas
catholicas aos seus flllios; irrita-se contra as fa-
milias catholicas religiosas ; contra as inslitui-
goes fundadas com o fim de dirigir as escolas ca-
tholicasj contra mutos ccclesiasticos de muilas
graduages homens insignes pela sua elevada
dgoidade, dos quaes mutos passam miseravel-
menle a sua vida no exilio ou em ferros; e
tarabem contra os clrigos piedosos. que, dedi-
cados a nos e a esta Santa S, defendem caloro-
samente a causa da religio e da justiga. Esta
civilisago aueforner.e subsidios s insii'uicfieo
as pessoas catboheas, espoua a igreja catholica
das suas mais justas e das suas mais legitimas
possessoes; applica todos os seus cuidados e to-
dos os seus esludos em diminuir a efficacia salu-
tarda igreja. Em quanto deixa (oda a liberdade
aos escriptos e s palavras qua conbatem a pro-
pria igreja, e lodos quelles que lhe sao dedica-
dos do corago, e que alimenta a licenga, ao
mesmo tempo que se mostrara muito prudentes e
muito moderados, reprimindo as violencias com-
metlidas contra os que publicara bons escriptos,
emprega toda ateveridade para estes, logo que
julga que elles leero excedido, ainda que pouco.
os limites da moderago.
Nestas circumstancas, o pontfice romano
pode nunca estender a mo cono amigo civili-
sago, e unir-so com ella para um pacto de alli-
aoga e de concordia ? E' necessario dar s pa-
la vras o seu verdadeiro sentido, e a Santj S ha
de ser sempre fiel aos seus verdadeiros princi-
pios. Foi sempre o patrono e o proctetor da
verdadeira civilisago, e todos os monumentos da
historia testemuoham e provam remotamente
que em todas as pocas, levou at s ierras mais
longiquaa e mais selvagens do universo, s verda-
deira humanidade de costumes, a verdadeira sa-
bedoria e a verdadeira disciplina. Mas como
debaixo do nome de civilisago, se quer com-
prehender um systema, cujo fim debilitar e
mesmo destruir a igreja de Chrislo, a Santa S e
o pontfice romano nunca podero certamente
combinar com esta moda de civilisago. Porque
como diz sabiamente o apostlo : Quoseninpar-
licipalio cum iniquitate aut qua socielas lucs
ad tenebras ? Qua autem conventio Christi ai
Belial? (Ep 11, ad Corinthius.) '
a Qual pois a probidade dos desordeiros e
desses patronos da sedigo, quando elevam a voz
para exaggerar es exforgos tentados em vo por
elles, para se alliarem com o pontfice roma-
no ? Elle, que deriva a tua forga dos principios
de eterna justiga, qual seria o pacto por que elle
poderia nunca abandonar a sua causa, para que
a sanlissima f se enfranquega, e para que a Ita-
lia venha a cahir na desgraga de perder o seu
explendor e a sua gloria, que depois de onze se-
cutas resplandece ali desde o centro at cadeira
catholica ? E nao se diga que a Santa S fechou
os seus ouvidos aos pedidos daquelles que- teem
manifestado desejos de urna administrago civil
mais liberal.
Sera ir buscar um exemplo fra, fallaremos
da nossa desgragada poca. Efleciivamente al
onde a Italia nunca alcangou dos seus principes
instituiges mais livres, temos na nossa alma
paternal desejado para nossos filhos urna admi-
nistrago civil, e temos outhorgado todas as
concesses possiveis. Estas s foram limitadas
pelas leis mais communs da prudencia, afim de
que o presente que fizesse a seus filhos nao po-
desse ser infeslado de veneno pela obra dos ho-
mens preversos. Mas qife succedeu ento ? O
resultado das nossas concesses foi urna espan-
tosa licenga, e as cmaras onde se haviam reu-
nido os ministros e os deputados foram tintas
com sangue humano derramado por mos
impas.
a Se oestes ltimos tempos nos teem dado
conselhos a respeto da administrago civil nao
ignoraes, veneraveis Irmos. que os temos a'ccei-
tado, exceptuando, nao obstante, e regeitando o
que nao tinha relagao com a admioistrago civil
mas que tenda a que dessemos a nossa sanego 4
parte da expoliaco j coosummada. Alm por
que que falla de conselhos bem recebidos. e das
nossas sinceras promessas de lhes dar execueao
quando os fautores das usurpages proclamamt
anonamente que o que querem nao reformas,
mas a rebelliso absoluta e a separago completa
do soberano legitimo ?
Eis aqui os verdsdeiros autores e fautores
dos crimes, os que faziam ouvir os seus clamores
por toda a parte, e nao era o povo; delles que
se pode dizer o que distar o veneravel Beda dos
pharizeus, e dos escribras inimigos de Jess
Chrislo: Non hasc aliquis de turba sed pharisos
calumniabuniur et scnboj sicut evangelista es-
tantur. Mas ataque fefto ao pontificado, nao
s tende a qne a Santa -S e o pontifica sejam
eternamente despojadas do seu poder temporal
legitimo, mas tende tambem a qnea forca salutac
da virtude catholica seja enfranquecida e at
se fosse possivel, desappareca completamente -
e para sse fim cdmpreheudeu com a obra da
Deus, com o fructo da redempgo, e com a san-
lissima t, nossa mais piedosa hersnga, que nos.





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URIO 01 ffUlHBQQtk QUARTA FURA 1 S* MAM) M lMlt
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loi transmittida do itrefcvel getrtflcio consom- faga triamphar gloriosamente. Pedimo-lhe lam-
inado no Golgota : a v-eriaVdBlo-*it maia qu boaaatQ rcsiitua a sociedade desordenada a Irn-
sufficien temen te demonstrada, tasto pelos tactos, atriUldads o a ordem, qae lhe conceda a desfa-
ja consummadcrs, como pelos que enanamente da paz per nato do trumpho da justad, que delle
occorrem; a 10 delle esperamos.
Na Italia, -quintas dioceses ha" 'WrtrWi o No meio deste estremecimenlo da Europa e
seus toados, mi coosequencia das mbaracos que de todo o universo, em prcsenca da coramogio
a >paa* tota apaleas* es patronos da er?Ui- que WyerisseaUaa Wh es a silo eneaxra-
se>e> moderna, ejae afeara tantas povaaces adw e areno dawet ds dirigir a ser te dos so-
oartsUis sea pastora, ese apoderan de aaus tos, sioatassaisdoojua en so Dase que pode
kem para a*liea-los a ssus asa* Qnastans eambaler coanaosco e per ns: Judicamu$, Dtnt
prelados gemam no desterre 1 Qaeatos apesU- tt dtsceme causam noetrmm ale grua non ssacta;
tas] (proclamamo-lo cora profunda 0 f ni pugnet pro nona nt tu, Deus
corceo) quantos apostatas tsUaoda, neo esa no- es* alius
me ale Dees, mas ees son a Satanes, nades na ster,
impunidade qae esa atal systema de governo
Ibes proporciona, perturbara as conseiencias,
promover aimpiedadee endurecem cora aasuis
afronlosas doutrines os qae desgracadamente
teem acreditado sellas, e se exforcam por des-
truir as Testiduras de Gferrtto, nao vacillando em
propOr eaconselhar a crear o de igrejas naci-
-caes, como elles Ihes chamara, assim como ou-
-tras impiedades de igual genero 1 Depois de
haverem. desta maneira insultado a religio, que
bypocrita mente convidara para pactuar cora a
cm.isago moderna, nao cillara com a mesma
hypocrisia em exhortar-nos a que nos reconci-
liemos com a Italia.
< Quando temos ido inleiramente despojados
le quasi toda a nossa soberana temporal, e so
sustentamos a mais grave posigo de pontifico e
de soberano com o auiilio das generosas dadivas
ios filhos da igreja catholica, que todos os dias
nos manda com amor, esses auxilios, a que nos
nostramo reconhecidos, (azem-oos objecto de
ciume e de odio para es que redamara de nos a
reconciliagio, e prelendem que nos manifeste-
mos dispostos a ceder e a declarar como livre
propredade dos usurpadores as proviucias arre-
batadas ao nesao dominio pontificio.
Na esa inaudita audacia chegam at a que-
rer que a s apostlica, que fui, que ser sempre
a sede ua verdade eda justiga, saneciooe o prin-
cipio de que nma causa injusta e violentamente
usurpada pode aer tranquilla e honradamente pos-
suida e conservada pelo aggressor inicuo, a favor
do qual se quer estabelfcer o principio falso de
que a iujustig Iriumphaote nenhum prejuizo
causarsaalidada do direito, semelhanle preteo-
^o contraria is solemnes expresses pela qual
se acaba de declarar no grande e illustre senado,
que o pontfice romano, sobre todos, o re-
presentante da furga moral na sociedade hu-
t mana. Com islo fica proclamado que nun-
ca se prestar aunuir esse desejo vandlico,
sem violar a base da disciplina moral, de que elle
foi Tecoohecido o priraeiro symbolo e a mais fir-
me imagem.
E' neeessario que qualquer que, obsecado
pelo erro ou fu rea do pelo medo, trate de dar con
selhos cooforme s injustas vistas dos perturba- j resse da causa commuro, e addiariam as suas
dores da sociedade civil; neeessario sobretudo j legitimas recia magues, afim de nao embaracarem
na nossa poca, que se fiquem bem persuadido '
de que esses perturbadores nunca estaro salis-
eitus emquaoto nao tiver desapparecido todo o
O general Klapks, dirigi Patrit a sefniole
carta:
Pars, 24 de margo.
Sr. redactor,Os reiterados e presidentes
ataques que fazem na imprenaa fraoceza contra o
espirito de islolerancia e de exclusao dos meus
compatriotas a retpeito dos seus irmos israelitas,
exigem explicages. Ficar-vos-hia pois a nao
poder ser mais obrigado, se vos dignasseis inse-
rir no vosso jornal as segua tes linbas:
A uoica arma qu"e a Hungra possue agora
contra o governo de Vanos, e a coosliluico de
1848. Esta constiluigao, que nos serve de ponto
de partida, e de base iodispensavel para operar
a nossa reconstituidlo, conlem infelizmente al-
guns restos de leis antigs cuja suppresso ser,
sem a meoor duvida, uro dos primeiros actos,
como do primeiro dever, da prxima assembla
nacional, a qual como sabis deve reunir-se em
2 de abril. *
Urna das mais importantes entre as grandes
quesloes de que a Dieta ha de terde oceupar-se,
a emancipado completa dos israelitas, eman-
cipaco que teria sido proclamada ha muito tem-
po pela Hungra, se o nosso governo de 1848
1819, nao' tivesse sido soffocado pelas bayonetas
estrangeiras.
Parece nao se comprehender a situago em
que nos acharaos. Presste-se em se censurar as
commisses eleitoraes por nao haverem concedi-
do aos israelistas o voto eleitoral, e nao se re-
flecte que proceder de urna maneira diflVrente
era corametter um acto de illegalidade que a
Austria nao deixaria de ceno Je invocar para pela
sua parte violar as leis do paiz.
u Os chefes polticos da Hungra julgaram que
nada podiam fazer melhor do que deixar esta
quesio suspensa al reunio da assembla na-
cional, nico poder legislativo, que pode reco-
uhecer e consagrar de urna manetra irrevogavel
a mais perfeita igual Jado entre todos os cidados.
Julgamos tambera, e com razio, poder con-
tar com o patriotismo esclarecido dos seus com-
o patriotas israelitas, sabendo jue estes ltimos
- fariam voluntariamente este sacrificio, no inte-
prncipio de autoridad?, tolo o freio da religio,
toda a regra de direiio e de justiga. Estes agen-
tes subversivos, por desgrana da sociedade civil,
comegaram ha muito lempo, tanto por meio da
palavra cmodos seus escriptos, a perverter os
spirilos dos homens, a debilitar o senlimenlo
moral, e a fazer a apolheoze da injuslica. Elles
em pregara tddus os seus esfercos em persuadir
o mundo inteiro de que o direito invocado pelos
hooieus honrados nao outra cousa mais do que
um capiicho injusto quo deve ser completamente
nniquillado. E' aqu que se > a verdade destas
palavras :
Cuxit etdeftuxit Urra infirmla el, de-
fluj.il orbis, infirmla s aliilado populi terree
et Ierras infecta esl kabitaloribus suis ; quia
ransgressi sund Ugis mulaverunl jus ; dissipa-
xerunl faidus sempiternum.
' Mas, no meio desta obscuridade profunda,
permiltida por Dos, nos seus inabalaveis desig-
nios, depositsmos toda a nossi esperanza e toda
a nossa coniauga no pai demente das misericor-
dias, nesse Dos de toda a consolado que nos
conforta em todas as nossas tnbulacoes. E' elle,
veneraveis irmos, que difunde eutre vos o es-
pirito de concordia e de humanidade, e que aug-
menta todos os dias esse espirito,afim de que, un-
nimemente ligados comnosco, soffreiscomnosco
a sorte que nos seus secretos designios nos re-
serva a providencia ; Elle que por meto do lago
da caridada rene onlre si, e ueste centro de
V*rdade e de uoidade catholica. os sautos prela-
dos do universo cunoiico, que pregara a don
trina da verdade catholica aos liis, e mostra aos
fiis o camioho que deven seguir no meio de
taas trevas, e annuncia aos povos a palavra
santa ; Elle que espalha o espirite da orago
por todas as nages catholicas, e Ihes inspira o
sublmenlo de equidade para que possam formar
um juizo recto e sao dos aconlecimentos contem-
porneos.
Este admiravel concurso de oraces no uni-
rersocatholico, estas palavras significativas de
amor que se nos prodigalisam com tanta unaoi-
midade e de paites to diversos [o que difcil-
menle, se encontrar nos secutos anteriores da
maneira que hoje o vemos), deraodlrem muito
evidentemente que para os homens rectos, ne-
eessario dirigir-se constantemente para esta ca-
thedral do beraa ven turado principe dos aposto-
Jos, luz do universo, que sempre lera ensinsdo os
dogmas da verdade e da salvago. e que nunca
-cessar al a consumaco dos seculos, de ensinar
as leis mmulaveis da justiga eterna.
Nao exacto que as povoagoes da Italia se
leuhamabstidodedaro mais brilhanle testemu-
nbo do seu respeito e do seu amor filial pela s
apostlica. Looge diiso, milhares dos seus lilhos
nos teem dirigido asmis affectuosas cartas, nao
para convidar-nos urna recoociliago que niu-
guem reclamava, mas para parlilhar dos nossos
suil'rmentos e das nossas penas, para correspon-
der nossa solicitudc e manifestar deste molo
toda a sua averso criminosa e sacrilega espo-
lidco da nossa soberana temporal.
a Neste estado de cousas, antes de terminar,
declaramos clara e altamente, dianle de Dos
odiante dos homens, que nao existe razo algu-
ma quo possa levar-nos a essa pretendida recon-
ciliago. Todava, em attengo a que, sem sermos
dignos disso, exercemo3 na trra as fuoce.oes do
que foi advogado dos pescadores e pedio o seu
perdo, compreheodemos que detemos perdoar
e perdoamos aos que nos teem offendido, e pe-
dimos por elles, alim de que tornem para o bem
com o auxilio da divina graga, e meregam desta
maneira a benco do quem na trra o vigario
de Christo.
Por consequencia de todo o corac.io roguo-
mofi por elles, e estamos disposios a perdoar-lhes
logo que voltarem para o camioho do bem. Mas
no entretanto nao podemos permanecer passivos,
aguardando tantas calamidades, sem nos propa-
lar contra ellas: e nesse meio lempo, nao pode-
mos lambe/u deixar de estar commovidos e afflic-
tjs, considerando como proprios os males causa-
dos aos que soffrem perseguigo pela causa da
justiga. Assim, penetrados de urna profunda
dor, rogando a Deus, cumprimos o dever mais
importante do nosso supremo apostelado, que
consiste em fallar, ensinar e condemnsr ludo o
que Dos e a sua igreja falla ni, ensinam e coo-
demnam; s assim cumprimos a nossa misso e
prestamos homenagem ao Evangelho, execulan-
do o mandato da santa palavra que recebemos de
Nosso Senhor Jess Coristo.
a Por isso, quando se nos pedem cousas injus-
as nao podemos acceder a ellas. Se pelo Con-
rado, o que se nos pede o perdo, estamos
sempre dispostos a concede-lo, cono anda re-
ceotemente o temos eito com geoerosidade e lar-
gueza ; e para proferir a palavra perdo de urna
maneira completamente digna da saotidade do
nosso titulo pontificio, dobramos o manto diante
de Deus, e arvoramos a bandeira triumphal da
nossa redempgao. Supplicamos muito humilde-
mente a Jess Christo, que inocule em nos a sua
caridada, a flm de que posaamos perdoar, como
Elle perdoou aos seus inimigos, antes de eutra-
gar a sua alma santissima a seu eterno pai.
c Pedimos-lhe tambera com grande iastancia
que, assim como depois do perdi por elle con-
cedido no meio das profundas trevas de que se
acbava coberta a trra inteira, illuminou as al-
mas dos seus inimigos, que, arrependidos dos
seus borriveis crimes, se golpeavam cheiosde
contiicgo, empregue Umbem nss espsssas tro-
va da nossa idade os tbesouroa ineifotareis. da
su a infinita misericordia, os dona da asa graca
celestial e triumphanle e faca com qae voilem ao
iebanho todas as ovelhas desgarradas.
a Quaesq^uer que sejam no futuro os iosonda-
Teis designios da Dioa. Providencia, suppcs-
aos a JeJus ChtUtp, em nome da sua Igrejw,
que julgue a causa do seu vigario, que. ao raes-
sao tempo a causa da sus igrtja, que a defende
otra, as exfprso* dos leus iniroigos, que s
a grande obra da regenerago nacional.
De um e outro lado, exalta-se, em detri-
mento da Hungra, a eleigo feila em Vienna,
de um israelita para o parlamento austraco, e
islo sem se pensar, que se este raesmo parla-
mento existe Hungra que o deve.
Aqui nenhum obstculo se offerecia, e po-
dia-se, sem se expor cousa alguma, fazer a elei-
go couao se qu7CSse. Emquaoto que ua Hun-
gra anda agora, havia urna coostiluigo com
leis existentes, que, emquaoto o paiz nao tiver
meios mais efficazes de deffeoder contra os seus
adversarios, fazem a sua nica garanta.
Applaudimos portauld as decises lomadas
pelos polacos a respeito dos seus compatriotas
israelitas.
E corariimos de vergonha, se, quando a
dieta se reunir, exislisse um nico bom patriota
hngaro que pedisse o addiamenlo deste acto de
alta justica.
Peco-vos que acceiteis, senhor, a expresso
da minha mais dislincla coosiderago.
G. Klopka.
Discurso proferido por Mr. Ratazzi, no da em
que toraou a presidencia da cmara piemonteza,
e que mereceu um enlhusiastico accolhimento
da assembla :
a Senhores :Presidir aos trabalhos legislati-
vos desta nobre assembla, eleila pelo suffraglo
de vinte e dous milhesde cidados, urna mis-
sao que excede tnuilo a medida das minhas|forgas.
Toda a Italia, antes mesmo do se unir em
um s parlamento, era j urna na alma, as in-
teligencias e as vontades. O plebiscito as ur-
na r pieuiuiuo pelo aos coragoes. Para a res-
taurago na nossa nacionalidade cooperaran) com
roaravilhosa harmona as inteligencias e as for-
gas de toda a pennsula.
Poucas nagoes teem sabido triumphar de
tantos obstculos e ulirapassar, tantos principios
sem que fossem profundamente commovidos os
grandes principios sobre que descanga a ordem
publica.
Este fado foi recentemente recordado na tri-
buaa na livre Inglaterra, e na do senado irancez
nos magnficos discursos que se pronunciaran! em
nosso favor.
O direito sagrado que nos pertence assim co-
mo a todos os povos, o direilo de revindicar a
nossa independencia alcangou tambem urna vic-
toria assignalada na assembla de Berlioi.
O reconhecimento do nosso direito por urna
parte da opioio publica ni Europa, um desses
factos que fazem presentir o prximo Qm dasdo-
lorosas secessidades que ha tantos annos pesara
sobre a uossa patria.
' O presidente.disse que ha no entretanto obsta-
culos de diversas naturesas ; que os cidados os
mais italianos permanecen fra dos limites da
monarchia nacional ; que nao pode deixar de vol-
tar as suas vistas para elles ; que a assembla
nao pode inaugurar os seus trabalhos com me-
lhores auspicios do que ruido da queda do ulti-
mo baluarte da reaego e do despotismo de Gae-
ta, cojo sitio augmenta novo explendor s glo-
rias do valente exercito, e pz termo a urna guer-
ra provocada pelas faltas de um governo que os
seus procedimentos corruptos, e as suas offensas
ao sentimento nacional tinham lomado odiosa,
e proseguiu neste3 termos : )
_ O movimenio popular da Italia meridional
nao quer ser julgado segundo o direito dos tra-
tados, mas do que lhe provem da forga da cons-
ciencia pnblca e do sentimento patritico. A
Inglaterra, Frang Hespanha, Blgica, Grecia e
America, obdeceram as suas relagoes nacionaes
essa mesma,lei, eteem seguido os mesmos prin-
cipios. Os trabalhos legislativos a que vamos
entregar-nos tero por objeclo firmar os vnculos
que unem as novas e as antigs provincias, e por
em harmona todas as partes do Estado.
A variedade das nossa tradijijes econmicas,
encontrar na vossa sabedoria, e na allitude das
vossas medidas legislativas esse legitimo equili-
brio que o carcter-especial da pennsula con-
senle. Devemos dedicar-nos e essa grande e di-
fcil obra, se queremos dar forga exterior e sen-
sivel personalidade nacional da Italia.
mo tempo que ha de facilitar a realisacoda nos-
sa independencia, coroar a obra grande e fa-
digosa da nossa restaurago. Por este meio po-
der finalmente a Italia, firmar sa em presenga
da Europa na unidade da sua monarchia e do seu
parlamento.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
As discusses do parlamento francez nio nos
devera fazer esquecer das do parlamento brit-
nico.
Do eutro lado da Mancha, ha symplomas de
modificago na opioio publica, os quaes importa
assignalar.
Os excessos da revolugo italiam fortificara o
partido conservador; o ministerio Palmerston-
Bussel nao parece to solido, e desse lado pode-
ra sobrevir tal mudanga que nao deixaria de in-
fluir nos aconlecimentos vindouros. E' corto que
se eofraquece o ministerio liberal. Desde o anno
passado que as eleiges parciaes teem introduzi-
do na cmara dos communsuns quinze conserva-
dores.
A Irlanda, magoada na religio e no patriotis-
mo, comega s repellir os whigs que continuara a
votar a favor de um ministerio hostil Santa S
e eis que o condado de Cork, um dos mais impor-
tantes da Irlanda, acaba de nomear um depulado
conservador, facto este tanto mais significativo
quanto esse condado havia sempre mandado
cmara um representante libera] desda o bil da
reforma.
O Sr. Leader foi eleito depois de baver pronun-
ciado estas palavras:
Quanlo a questio ds poltica eatrangeira, sou
absolulamonto opposto s perigosa doulriaa que
anima cada atado a apoderar-se da propriedade
do visisho.
O Sr. Ltade; tev a msisra de mais de tres mil
Voto
Quando se sabe que na cmara da* communs *
maloria ministerial apenas excede de slguns v-
los s mif>orra, e que n um projecto tccaaU o ga-
binete so leve materia gragas a quair* votos ca-
iholicos, reconhece-se a fraqeeza da aaaaainiS'
lorio que no exterior nio tem outro raeflio seni<
atear o fgo da revolugo.
A cmmcs don Isfds acba d ou^fa
o f do wmvjjm Iscm o 53lin._
Ine oensniM rijtssonte a politios ds> PiemoDle.
, nossa iaapmss Kberal nao fez a ese discurso-:
a honra de c ooupar com elle; nao diOkil
comprehender o porque ; as seguintes passagens
que vamos citar, explicarlo ase silencio.
Depois e baver mostrado por molo da historia
que as inteligencias mais esclarecidas ds Italia
nunca sonasrsm senso com orna confederado, a
nio com a uniCcago ; depois de hsver dito que a
esie respeilo Dante e Machiavel sio da mesma
opioio que Balbo, Gaoberl, que Napnleo IB, e
Lamartine, e que a Italia unificada nao senio a
Italia de Cavour, de Buoocompagni, de Liborio
Romano, e triste dize -lo 1 de lord John Russell
passa em revista os actos do governo pie-
mootez.
< Esse governo, diz elle, poda declarar fran-
csmeuie seus projectos. Preferio andar por vas
subterrneas
Laogou em Garibaldi toda a respensabilidade
da expedido da Sicilia: um correu os perigos,
outro tere o proveiio. Entretanto, forgoso uo-
ta-lo, leve Garibaldi a franqueza de confessarque
desde o principio havia.recebido o maior auxilio
posstvel da parte de el-rei daSardenha. Era de
Garibaldi o ferro, o ouro vinha da Sardeuha, ou-
v I e fui sales por meio do ouro, do que por meio
do qualque outro metal que el-rei da Sardenha
e o conde Cavour ganbaram todas'as suas victo-
rias. ,(Ouvi I)
notorio que mais de 450 contos de ruis fo-
ram gastos na Sicilia pelo governo piemontez;
notorio que alguna dias antes da chegada de Ga-
ribaldi a aples foram entregues 90 contos de
lis a pessoas encarregadas de subornarem a-
ples os funecionaros civis e os officiaes de mar e
trra.
Disseram. e ninguem o desmectio, que 700
contos de res 8 % com 2 "/ de premio foram
fornecidos por um certo banqueiro napolitano e
pagos por agentes do governo piemontez. Esta-
vam comprados os capitaes dos navios, e o que o
prova que as equipsgens recusartm segui-los.
Quando Francisco II promolgou urna constituigo
enlregou-se s raaos do Liborio Romano que no-
meou ministro do reino. E' sabido que Liborio
Romano s cuidara em trahir a seu soberano.
Francisco II era joven, nao podia crer em tanta
perfidia.
Quem poderia cr6-lo ? Nem homens nem an-
jot, pois a hypocrisia o nico crime que fica
oceulto e invisivtl Dos....
N'uma proclamado que seguiode perto seus
successos, declara va el-re Victor Emmanuelque
nuoca hesitara entre o throno e sua palavra. Com
effeito S. M. nio hesilou ; porm foi o throno
que preferio; toraou menos trabalho em cumprir
sua palavra. Qual foi na realidada seu compor-
ta renlo depois da acceitago dos preliminares de
Villa-franca e da assignatura do tratado de Zu-
rich ? Lord John Russell, em seu despacho de 31
de agosto, allude a isto : el-rei da Sardenha po-
dia ro acceitar os preliminares de Villa-franca
bem como o tratado de Zurich, porm, ha ven do
renunciado continuago da guerra, e dado sua
real palavra de viver em paz e amisade com a
Austria, nao podia mais fugir s suas obrgagoes,
e dirigi um ataque sem motivo contra um prin-
cipe visioho
Estas reflexoes applicam-se particularmente
ao caso de aples; pois em todos os despachos
o secretario do ForeignQffice punha aples e a
Veoecia as mesmas circumstancias. (Ouvi
El-rei Victor Emmanucl devia camprir sua pala-
vra, quando affirmava a Sir JamesHudson que elle
n j vendera, nao cedera, era trocara nunca
parte alguma dos seus estados? As tropas, cora-
maudadas por Cialdini e l'anii, invadiram o ter-
ritorio pontificio sem declarago de guerra, e ma -
tarara cruelmente as tropas allemies, italianas e
inglezas que estavam em servigo do papa ; toda
essa expedigo foi urna vergonha para a Europa.
Era sincero Victor Emmanuel, quando disse a el-
rei de aples que elle oppunha-se expedigao
de Garibaldi, e que era urna usurpagio iojus-
tiliuavel o emprego de seu nome feito pelo
mesmo Garibaldi ? El-rei da Sardenha por-
lou-se em oulros casos, como horaem de hon-
ra ? Garibaldi confUcou todas as propriedades
particulares da familia real de aples no valor
de 12,OJO contos de ris (11 milhes de duca-
dos), inclusive a penso da me do rei actual
que urna prioceza da Sardenha : Victor Emma-
nuel conQrmou essa couliscago. ( Ouvi I) Vs. Ss.
devem lembrar-se da penosa impressao causada
pela recompensa concedida familia do regicida
Agesilo Milano: a penso foi paga em nome
d'el-rei da Sardeuha. Alera disto, S. M. mos-
Irou-se imparcial as recompensas e favores con-
cedidos aos regicidas; du a ordem de S. Mau-
ricio a um horaem que confessou ter sido pago e
empreado para matar seu pae Carlos Alberto.
c sabida a hislotia de Gallenga ...
a Anda ha pouco Uzeram urna interpellaco
ao lord secretarlo dos negocios estrangeiros acer-
ca do procedimenlo das tropas sardas na Cala-
bria, procedimenlo absolutamente contrario hu-
manidade. Quando o nobre lord respoodeu, tai-
vez nao tivesse anda conhecimenlo da primeira
proclamado de Pinelli. Que decreto sanguina-
rio fez om algumas semanas mais victimas do
que jamis attribuiro a Fernando II durante um
reinado de trinta annos ?
Aqui entra o marquez de Normamby nos por-
menores. Chega depois ao exame das eleiges
italianas.
Desejo accrescentar algumas palavras sobre
um facto raui pouco coohecido n'esle paiz, que-
ro fallar do modo por que so fazem as eleiges
Italia. Segundo os relatorios officiaes de Tu-
riii, tenho um calculo baseado em o numero dos
votos dados as reeleigdes parciaes de setembro
do anno passado. No ducado de Genova, de
950.0(i0 habitantes, s 20,000 sao eleiiores, isto
, 1 em cada 45 desses 20,009 apenas votaram
4,300, isto 1 votante por cada 170 da popula-
cao total. Na cidade de aples, que conla
500,000 habitantes, apenas votaram 4,000 ; em
Milo que conta de 300 a 400,000 habitantes,
bouve cinco mil habitantes. E' evidente que as
eleiges nao exprimirn) os sentimentos da popu-
lacho, o
Desagradou ao Times o discurso do marquez
de Normamby. Esse jornal nao se divertio em
refutar os factos; seria urna tarefa por demais
difficil ; gracejou com o nobre lord, e, em ulti-
ma analyse, deu elle razio ao nobre lord no
pensar dos homens de bem, no pensar de
todos aquelles que nao crm que a iojusttga, a
violencia e a mentira sejam os meios de que se
servem ss boas causas.
Nao ha duvida alguma, que o conde Cavour
para obler a independencia e a vivificaco de
seu paiz, poz de lado as tradices da cortezia dy-
naslica e as mximas das leis internacionaes :
para tal flm, teve elle em pouco apreco al as
etlipulagoes dos tratados. Um hbil publicista
poderia convenc-lo da mais grosseira infraccSo
dos principios de Wattel, e ainda das mais vota-
veis autoridades. A Sardenha tomou parte na
guerra contra a Russia, sem ter parle nos trata-
dos relativos Porta. A Sardenha provocou a
Austria de caso pensado, e a Austria cabio no
lago. A Sardenha aproveitou-se das commo-
ges populares para chamar si a Toscana e as
legages. ainda que o grao-ducado e o papa ne-
nhuma parte houvessem tomado na guerra de
1859. 1 Sardenha invadi os estados do papa,
sem declraaco de guerra e sob frivolos pretex-
tos. A Sardenha foi conivente com Garibaldi e
aproveitou-se dos fruclos de sua atrevida ampre-
zs, Agqra mesmo talrez medite a Sardenha o
modo por que ha de tornar puramente nominal
a mais antiga soberana da Europa, o aonexar a
cidade de Rorca a seus dominios lio rapida-
mento alargados. Emfim, ella ameaca ataoar um
imperio com quem fes um tratado de paz ha
menos de dous anuos, e nao ooculla o desejo
de tirar seu legitimo dono a provincia do Ve-
neza. Tudo isto Incontestevel; muito mo,
se alguem quizer encarar pelo lado internacio-
nal, e una pessoa hbil pode achar ah um the-
ma para bem boas invectivas. Foi preciso in-
fringir os coslumes nacionats, t os iranianos in-
fringirn-o..
Ninguem poderia justificar com mais impru-
dencia urna causa m. Certo, do triumph, o
Times nada mais occulia ; confesas on antes pro-

(so que egoca conserva o mundo alerta, e que
asusta todas es inleressn, O Times falla com
M mesma tranquaia qu*a nossa imprensa revolu-
liberal. bom nots-lo, sabido que
ente todos os joman ingieres o Times
quem mais se distingue contra a Franca ; seu
odio tem-se mostrado semnta axuit
fiante.
I CaUffTRBX.
(Zs Monde. H. Daparroa^j
DIARIO DE PERrWBCO.
A sssembla provincial oceupoa-s* hontem:
Ia com a 3a discuasio do projecto n. 6, quo fica
adiado por 24 horas, requerlmento do Sr. Fe-
nelon ; 2 com 4* do de n. IS. que approvado;
3 com a 3* do de o. 7 de 1860, que 6 igualmen-
te pprevade ; 4* eom al do do n. Id, que
regeitado ; 5 com a Ia das posturas do Rio-For-
0)080 e 3a das de Olinda, que sao approvadis ;
6* finalmente, com a Ia do de n. 49 de 1856, que
nao pode ser votado por nio baver mais casa.
A ordem do dia de hoje : 3a discussio do
projecto n. 15, 2a do de n. 13 e das posturas do
Rio-Formoso, e continuago da antecedente.
PEBNnMBUCiT
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SBSSO EM 29 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr, bardo de Fero-Crwr.
[Concluso.)
ORDEM DO DA.
Entra em 1' discussio o projecto n. 15 deste
anno que explica a lei n. 393 do Ia de julho de
1856, e designa a applicaeio que se deve dar ao
producto das loteras concedidas a irmandade do
Divino Espirito Santo d>sta cidade.
E' approvado sem debate.
Entra em primeira discusso o projecto n. 11
tambem deste anno, o qual tira a povoago de
Panellas da freguezia do Altinho, e transfere a s-
de da freguezia de Quipap para Panellas.
O Sr. Gonralves Gutmares Nao possivel
queum pnjeelo desta ordem passe em Ia discus-
sio sem que haja quem sustente a sua utilidade ;
trata-se de urna transferencia de sede, tira-se de
tima freguezia para dar-se a outra urna porgio
importante dessa freguezia, e nio ba quera illa
cide esse negocio, quem venha dizer a casa quaes
as vantagens delle I Declaro, pois, que nio pos-
so votar pelo projecto salvo se os seus autores
quizerem nos vir mostrara sua utilidade, para o
qae os convido.
(Pequea pausa.)
OSr. Reg Barros :Sr. presidente, levant-
me simplesmente para fazer ligeiras observaces
sobre esse projecto.
O anno passado, senhor presidente, quando foi
aqui apresentado um projecto elevando a calhe-
goria de villa o povoado de Panellas, quando es-
se povoado ainda nio era nem freguezia, eu me
oppuz a semelhante cousa ; este anno como os
nobres deputados sabera eu nio tenho podido
comparecer as sessoes por ter estado doente, e
hoje que pude comparecer pela segunda vez ve-
jo o projecto entrar em discusso pelo qual se
determina a transferencia de sede de urna fre-
guezia para um povoado de outra que se desmem-
bra, vejo levantar-se um dos nossos collegas,
provocara discusso, e em resultado nem ao me-
nos o autor do projecto, que ignoro quem seja,
nos vem dar as razes de utilidade da medida que
propem I
Entendo, senhor presidente, que projectos de
natureza desles nio devem passar desapercebidos
sem ter sido examinado pela casa, e mesmo sem
ter sido enviado a urna commissao que o con-
sidere, ou ouvida alguma autoridade que saiba e
nos possa mostrar a conveniencia de tal medida.
Nosei se o projecto que eleva a villa povoa-
go de Panellas morreu....
Urna voz:Cahio.
O Sr. Reg Barros: Foi ento este anno, e
neste caso a assembla est convicta que o po-
voado de Panellas nao pode ou nao deve ser vil-
la, e como, pois, vem agora pedir-se a trausfe-
reacia de Panellas para outra freguezia, e tornar
esse povoado sede dessa freguezia ? I Que utili-
dade pode haver nisso ? Creio que nenhuraa, e o
projecto parece-me lio destituido de convenien-
cia que nem mesmo o seu autor animou-se a
responder ao convite do nobre depulado que me
precedeu no pedido de explicaces.
Feitas estas observages lerminarei declarando
que vou requerer para que o projecto seja remet-
tido a urna commissao para o reconsiderar.
O Sr. Souza Reis baseando-se uas informages
que exislem do Exrn. bispo diocesano, da cmara
muuicipl de Caruar, do juiz municipal tambem
de Caruar, do vigario de Quipap e no pedido
de mais de 500 pessoas de Panellas e Quipap,
sustenta a utilidade e conveniencia do projecto.
O Sr. Joao Braulio combale o projecto, base-
ando a sua argumentado especialmente na in-
conveniencia de se reduzr, como quer o mesmo
projecto, a freguezia do Altinho a quasi nada, em-
quanlo procura-se engrandecer a lodo o transe a
freguezia de Quipap, de sorlo que lendo apenas
a freguezia de Altinho duas capellas fiaes, quer-
se-llie tirar urna para dar-se a Quipap, que pos-
sue cinco. Termina declarando que vota contra o
projecto, e que espera da assembla toda a equi-
dade nesse negocio.
O Sr. Martios Pereira manifesU-se contra o
projecto pelo conhecimento que lem da localida-
de de que nelle se traa, e declara que em lugar
desse projecto desejaria antes ver a casa adoptar
urna medida que elevasse Panellas calhegoria
de villa, porque em seu animo iuflue mais a com-
modidade dos povos do que o interesse dos pa-
rochos.
_ Vai mesa c lido, apoiado e entra em discus-
so o seguidle requerimento :
Requeiro que o projecto em discusso seja
remeltido commissao de estatistica para recon-
sidera-lo.S. R.Reg Barros.
Julga-se a materia discutida. O lequerimento
regeitado e o projecto approvado.
Entra em 2a discusso o projecto n. 7 dosle an-
no, que approva o compromisso da irmandade da
gloriosa Seuhora Saut'Auna de Campo Alegre.
E' approvado sem debate.
Entra em 2a discusso o projecto n. 7 de 1860.
Sao successivameole approvados sem debates
os seguintes :
_ Art. 1. O presidente da provincia fica auto-
risado a mandar construir quanto antes um agu-
do na povoago de Bebedouro conveniente ao
abasteclmento d'agua.
Arl. 2. O mesmo presidente, para realisago
desta obra, fica autorisado igualmente a dispen-
der at a quanlia de 2:000.
A' requerimento do Sr JoSo Braulio dispensa-
se o intersticio para entrar na ordem do dia da
seguinte sessao.
Entra em 2a discusso o projecto n. 6 deste
anno.
:< Art. 1. Fica o presidente da provincia auto-
risado contratar com Joo Falque e Antonio
Machado Gomes da Silva, o estabelecimenlo de
urna companhia decarros-de-praga, mediante
condigea estipuladas de accordo com ambas as
partes contratantes.
Vo mesa, sio lidas, apoiadas e enlram em
discusso as seguintes emendas :
Ao art. 1: Depois das palavras Hachado
Gomes da Silvaaccrescente-seou com quem
meihores condigoes apresentar. Rufino de Al-
meida.
.< Em vez de 30 annosdga-se 20 annos.F.
Alcoforado. >
O Sr. Portella combate o projecto.
Acbaodo-se na ante-sala o Sr. Dr. Antonio
Marcelino Nunes Googalves, que ia prestar jura-
mento para poder tomar posse da adminislrago
desta provincia de que ltimamente fra nomea-
do presidente, suspende-se a discussio do pro-
jecto, e o Sr. presidente da assembla convida a
commissao que tioha de receber i S. Exc. o Sr.
Dr. Marcelino,! introduzi-lo na sala das sessoes.
Em seguida S. Exc. introduzido com todas as
formalidades, o toma assenlo direita do presi-
dente da assembla.
O Sr. Ia Secretario faz a leitura da carta impe-
rial que no.mea o..Sr. Antonio, Marcelino Nunea
Googalves presidente da provincia de Pernam-
buco.
Depois da. leitura o Sr. presidente da assem-
clarar que lhe dari o sea roto, bem como i
emenda que limita o prazo do pririlsgio s 20
sonos.
O Sr. SiqueiraCavalcanti, manifesU-s a favor
do projecto e contra as emendas, declarando, que
apenas adoptar aqullo do Sr. R. de Almeida
ntelia ,qu determina. qu fsilegio ac concedido
accionarios, w <* meifiSa eoas^n
Eneerra-se s iseasiio, posta I veto* o sr-
" approvad,bs como a emooda qu Umi-
ta a 20 annos o acaso do prWilegio. a quo de-
termina que o otossso privilegio sejs adjudicado
a aera meihores condigoes offereser, e regeita-
das as demais.
Dada s hora
99
O Sr. Presidenta designa a ordem de dia, le-
vanta a sessao.
ha-
No
JLGAMENTOS.
*eWS0 CCOUIERCUL.
recurso aommercial adiado em sessao
de
clama com vsidade que os tratados foram ipfringj- bla defere o juramepio do eajjlpso Sr,. Dr. Har-
dos, infringida o direito das gentes, e approva-o. 'celino, qual logo depois se retira coja, as mes-
fiisomo na realidade po.de a revoluglo italiana finas formalidades com. quo fra introduzido.
ser deendds. Qs q,ue- sbem que nada de eslavel Contlnos a discusso tnlerrompida.
pd sor fondado na iniquid^. violencia, po- O Sr.,Lua ftllope, f.ligeir5 considera con*
Tem per ah eonjeetoTar a duracao dessa mola- lejs steaiiio do WWip, cnn*luiao> *a dn-
SESSAO EM 30 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. bario de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feita a chamada, veriflea-se
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessao.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1* secretario di conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia remet-
iendo copia da informago dada pela cmara mu-
nicipal do Recife acerca do projecto o. 36 de 18
de abril de 1859. A' commissao do legis-
lagio.
Outro do mesmo remetiendo copia ds autorisa-
(o que lhe confere o 3 2 do art. 26 da lei n. 488
de 16 de maio do anno passado pelo qual se de-
vem cobrar os emolumentos na secretara do go-
verno.A* mesma commissao.
Um requerimento de Pedro Rodri.ues de Souza,
pedindo que se autorise ao presidente da provin-
cia, a contratar o fornecimento do sustento dos
presos pobres da casa de deteog&o.A' commis-
sao de petiges.
Outro de Carlos Louis Cambronne, pedindo qne
se adopte urna lei aulorisando ao presidente da
provincia a tomar um certo numero de aeges da
companhia que elle se prope tomar.A' sommis-
sio de orgamento provincial.
Sao lidos e approvados os seguintes pare-
ceres :
A commissao de negocios f eclesisticos a quem
foi presente o compromisso da irmandade de N.
S. do Loreto e termo da cidade do Recife para dar
seu parecer pede que sobre elle seja ouvido o
Exm. e Rvm. Sr. bispo diocesano na parte reli-
giosa.
Salla das commisses, 29 de abril de 1861.
Antonio Francisco U. Gutmares, Francisco Pe-
dro da Silva, padre Margal Lopes de Siqueira.
A commissao de ordenados, a quem foi presen-
te a pellgio- de Francisco de Paula e Silva, de
parecer que versando esta peligao sobre interpre-
lagio da lei provincial n. 16 de 7 de abril de
1851, que regula a maneira das aposentadorias dos
empregados, seja ella submellida a appreciagio
da commissao de legislago, aquem cabe conhe-
cer da materia.
Sala das commisses, 30 da abril de 1861.
Ignacio Joaquim de Souza Leo, i. Mello Reg,
Josquim Eduardo Pina.
E' lido e Dea adiado por pedir a palavra o Sr.
M. Portella, o seguinte parecer:
A commissao do ordenados, a quem foi pre-
sente um requerimento dos guardas do consulado
provincial, pedindo augmento nos seus ordenados
de parecer que ltenla a exignuidade dos cofres
provinciaes, seja indeferida semelhante peligao.
Salla das commisses, 30 de abril de 1861.
Ignacio Joaquim de Souza Leo, J. M. Reg,
Joaquim Eduardo Pina.
Sao lidos e approvados tres pareceres da com-
missao de posturas e negocios de cmaras ap-
presentados e addiados na sessao do anno passa-
do, e versando todos elles sobre artigos e postu-
ras da cmara municipal desta cidade.
[Continuarse-ha.)
r REVISTA DIARIA-
O conselho municipal de recursos desle termo
acha-se funecionando.
Noticiara-nos que o respectivo fiscal j
procedeu ao conveniente exame nos sobrados
da ra de Hurtas ns. 128 e 130 de que tratamos.
A informago addlciooa, que os respectivos
termos acbam-se em juizo, sem assigoar a cau-
sa disto.
Foram consideradas habilitadas para en-
trar era concurso is cadeiras vagas de instrac-
ca elementar do sexo feminino aa duas senho-
ras que se apresentaram ao processo respectivo.
Por deciso do conselho director da ins-
truego publica de 25 do passado, foi suspenso
do exercicio do seu magisterio por tres mezes o
professor publico da povosgio de Ipojuca, Jos
Simio da Silva Santos.
A referida suspenso com perda dos venci-
mentos e na forma do art. 94 da lei n. 369, com-
binado com o art. 107 da mesma lei, ficando o
appel-
ap-
27 do correal, era que recrtente, o i
corrido Miguel Gomes da Silva e Joaquim Aires
. ,'iu*0tt"*e improcedente o recurso qosn-
iGomes, Mreforman aseateoca g'isnlp m
AMELLACSS CITIS.
*!*""*** Joaquim Theolonie de Mello;
paalli do, Antonio Luiz dos Ssnte*. '
Mandn-s jsatar^procuraco bastante ou-
thorgada ssulker do appeUedoT
Appeltai, Jos Piubein Salgado e Araujo ;
apabilado. Joao Baatiata aa Conoakao. l '
Despreaaraaa-se os embargos!
ApeUasU. D Fiansisea de Paula Fsmira';
appellado, Joao Caetano de Abreu.
Desprezaram-se os embargos.
Apoellante, Joaquim Jos de Oljveira e Senza ;
appellado. Custodio Domingues dos Santos.
Desprezaram-se os embargos.
Appellaote, Joaquim Jos de Oliveira
lado, Manoel Duarte Vieira.
Reformada a seoleoca.
Apnellante, Flix Ovalcanti de Albuquerque *
appellado. Antonio Martina Lcile. *
Despreiaram-se os embargos. ^
AppeUante, Clemente Luiz de Souza Nelle *
appelWo, padre Manoel Rodrigues da Silva.
Reformada a senlenca.
Appellante, a escrava Joaquina por seu cura-
dor; appeliada, D. Man Rosa Moreira.
Reformada a senlenga.
Appellante, Joo Alves de Albuquerque : ap-
pellado. Manoel Floreocio do Reg.
Confirmada a sentenca.
Appellante, Jos Francisco Aecioli Lins ;
pellado, Feliciano Jos Ribeiro.
Confirmou-se a sentenca.
AFPELLAgES CRIMES.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Ignacio
Pereira e outro.
Nao tomaram conhecimento.
Appellante, Serafina Pereira Baptista ; appel-
lado, o juizo.
Improcedente
Appellante, Joaquim Domingues Moreira ; ap-
pellado, o juizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro da Cos-
ta Soares.
Improcedente.
Appellante, o iuizo; appellado, Francisco de
As8is Eezerra.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Car-
dim de Mello e outro.
A novo jury.
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio Lucio
Bczerra.
Improcedente.
Appellante, o juizo : appellado, Manoel Joa-
quim.
Nullo o processo.
designaqXo de da.
Assignou-se dia para julgamento dassegaintes
appellacos crimes:
Appelante, ojuizo; appellado, Jos Pereira
da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Romic-
dos Sanios Muniz.
Appellante, ojuizo ; appellado, Bentode Faria
Oliveira.
Appellante, ojuizo ; appeliada, Anna Rodri-
gues de Veras.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Carlos
Tessoa.
Appellante, o juizo
siano do Soccorto.
appellado, Hypolito Cas-
DISTRlBL'ICOES.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, o
appellages civeis :
Appellante, Antonio Alves Correia Lima ; ap-
pellado, Pedro Lopes de Queiroz.
Ao Sr. desembargador Costa Molta, as appella-
ges civeis :
Appellante, o cnsul portoguez; appeliada,
Pulcheria, por seu curador.
As 2 horas encerrou-se a sessao.
JURY DO RECIFE.
2a SESSAO.
Da 30 de abril.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA PRI-
HEIRA VARA CRIMINAL BERNARDO MACHADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
A's 10 horas da manha procedendo-se a cha-
mada verifica-se estarem presentes os seguintes
Srs. juizes de facto :
Joo Alves Dias Villela.
'" Horado^ Susrao o'elht"'
Sabino Jos de Almeida.
Joaquim Ildefonso da Motta Silveira.
oa permanencia dos effeitos della.
Foi despronunciado, era grao de recurso
para o juizo de direito da segunda vara, o Sr.
Antonio Francisco Lisboa Esteves, indiciado pe-
la morte havida as eleiges da freguezia de S.
Jos.
Remellam-nos o seguinte aindi sobre o
estado da estrada do Cachaar :
Consiota que vnltemos, Sr. redactor, a sua
conceituada Revista, afim de ver se por meio
della disperta-se o conservador da estrada do
Cachangi.
Cumpre que este erapregado este j alerta ;
veja o deplorar el estado em que se acha a estrada ;
repare para os atoleiros e buracos que ha nella,
obrigando desta sorte os passageiros dos mnibus
a apeiarem-se, para o mesmo poder passar ou
sahir do aloleiro.
a Isto deu-se ainda no dia 29 do passado, e
parece que nao ficar ahi somente.
< Urna providencia, pois, so reclama de novo.
Hoje coraegam os ejercicios religiosos do
mez maano.
Foram recolhidos casa de detengo nos
dias 27, 28 e 29 do correte mez 26 homens e 1
mulher, sendo 18 livres c 9 escravos ; a ordem
do Dr. chefe de policia 6, inclusive os crionlos
Luiz, escravo de Manoel Buarque, Joao, de An-
tonio Pereira, os pardos Marcelino, de Carrillo
Pinto do Lemos, Claudina, de Joaquim Marques
da Costi Soares, e Francisco, de Francisco Bote-
lho de Mendonga ; a ordem do Dr. juiz dos feilos
da fazenda 2; a ordem do Dr. delegado do 1 dis-
iricto 7 ; a ordem do subdelegado do Recife 4; a
ordem do de Santo Antonio 2; a ordem do de S.
Josa 2, que sao : Joaquim e Januario, crioulos,
este escravo de Manoel Peregrino de Almeida, e
aquello de Ignacio Googalves; a ordem do da
Boa-Visls 2, que sao o pardo Joaquim e o afri-
cano Manoei, este escravo de Joaquim Juvencio
da Silva, e aquello de D. Mara Cavalcanli; a or-
dem do da Capunga 1 ; e a ordem do da Var-
zead.
O patacho nacional Regulo, viodo da Ba-
bia, trouxe i seu bordo os seguintes passagei-
ros:Jos Custodio de Lemos e Jos de Souza
Lobo.
O vapor brasileiro Oyapock, sabido para os
portos do norte cooduzio a seu bordo os seguin-
tes passageiros:Dr. Jos Sergio Perreira, Ulric
Keller, alferes Olympio da Costa Dourado, Ida
Amada, Francisco da Guerra Machado, Dr. Jos
Joaquim Googalves Camello, Joaquim Jos Bap-
tista, Antonio Polari, Domingos da Silva Baila-
zar, Ricardo Maia Vieira, Jos Pacheco.
M atado uro publico. Mataram-se para o
consummo desta idade no dia 30 do correle,
92 rezee.
Mortalidad! do da 30.
Joao Evangelista, pardo, solteiro, 23 annos, tu-
brculo pulmonar.
Antonio, braneo, 16 mezes, convulces.
Francisco de Legre, braneo, solteiro, 43 annos,
diarrhea.
Francisco, braneo, 4 mezes, convulces.
Camilla, parda, escrava, 60 annos, intente ebro-
nica.
CHROrtlCAJUDICIMRIJl.
TRIBUNAL OA RELACau-
SESSAO EM 30 DE ABRIL DE 1861.
PRESIDENCIA
EI4N0
DO EXM. SB. CONSELMSIRO B!
DJSLMiO.
As lOboxa da manMa, achando-se presen-
tes oa Srs. desambargadores Caetano, Santiago i
Silveira, Gitirana,. Bastos de Oiivmrs, Loureaco
.Santiago. Silva ( una.. Coala Motta e Guorraj
procurador da. cari,, foi. berta sessao.
, Paseados na. feilos e entregues os distribui-
do*. nrriM)ii-TTiWi Tirrtfti
* s^aflTafWa,,Tf"a^^"^ ^ i "Tsss/^'^si'W^
Manoel Antonio de Albuquerque Machado:
Umbelino Maximino de Carvalho.
Flix Paes da Silva Pereira.
Miguel Pereira Geraldes.
Joo Antooio da Silva Pereira.
Manoel Floduardo Mendes Lins.
Antonio Camello Pessoa de Lacerda.
Manoel Beoto de Barros Wandeiley.
Francisco Maia Cortes.
Francisco Campello Pires Perreira.
Raymundo Alves de Oliveira.
Dr. Jacintho Pereira do Reg.
Caetano Aureliaoo de Carvalho Couto.
Augusto Rufino de Almeida.
Paulo Valentim Nigromante.
Flippe Duarte Pereira Juaior.
Lulergado Aureliaoo de Figueiredo.
Antonio Francisco Lisboa Esteves.
Heorique Soares de Andrade Brederodes,
Hermino Egidio de Figueiredo.
Bruno Alvaro Barbosa da Silva.
Jos Antonio Moreira.
Thomaz de Almeida Anlunes.
Bemvindo Gurgel do Amaral.
Joaqnlm Jos da Costa Fajozes.
Cndido de Souza Miranda Couto.
Foram multados em 20#000 cada um dos Srs,
multados no da de hontem, que nao eompare-
ceram boje, e mais os Srs.:
Thomaz Jos da Silva Gusmo Jnior.
Antonio Pinto de Oliveira.
Jos Jacintho da Silva Mendonga.
Antonio Joaquim Perreira.
Jos Antonio Lopes Guimares.
Joo Antonio do Reg Pacheco.
Jos Augusto da Costa Guimares.
Joaquim Manoel Mendes da Silva.
Nicomedes Mara Freir.
Jos Rodrigues Pinheiro.
Marcolino Dornellas Cmara.
Manoel Domingues aa Silva Jnior.
Braz Vieira da Silva Guedes.
Joaquim Jos Marlius.
Luiz Melauco Franco
Jos Fernandes de Azevedo.
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Marianno Lopes Rodrigues.
Candido Nunes de Mello.
Augusto Jos Ferreira.
Joo Climaco Freir.
Aureliano de Oliveira. <
Francisco Euzebio de Faria.
Jos Nazario dos Aojos.
Luiz Jos Monteiro.
Jos Fernandes lavares.
Manoel Sabino de Albuquerque.
Joaquim Googalves Vieira Gutmares.
Guilherme Ferreira Pinto.
Henrigue Marlins Saldanha.
Sendo insuficiente o numero de 31 jurados,
o Sr. Dr. juiz de direilo procedendo ao sorleio
da mais 17 jurados sahiram sorteados os senho-
res seguintes:
Jos Elias de Oliveira.
Manoel Osmundo da Cmara Pimentel.
Joo Autonio de Carvalho Canto.
Manoal Marques do Abren Porto.
Jos Antonio da Paula Madurara..
.Manoel Bruno Alves do Couto.
Dr. Miguel Jos de Almeida Pecnambucow
Manoel Benlo da Silva Magalaaes.
Antonio Jos de Oliveira Brasa.
Leocadio Manriques da Conceitao.
Antonio Nunes de Oliveira.
Tertuliano Scipio da Fonaeca.
Candido Jos dos Paseos. R
Antonio Francisco das Chagas.
adala de Sant'Anna MonJairo.
Jas Antonio da Rocha.
Joio Pessoa da Gama.
O Sr. Dr. juiz dadiailo mandou m expedieaa


v^mmmm


--------------
MUID MitagimilK Q6AXTA FHA* 1 M *AIO 0 ^f;
---------
------
c*
!f?^fli,l,So dUod o 48* se-
gulnte. i 10 horas da msnbia
CMARA MUMCIPAL DO RBCIFE.
SESSO EXTAORDINARIA AOS 18 DE ABRIL
DE 1861.
Presidenta da r. Dr. Benriquct da Silva.
Presentes os Srs. Reg, Miie, lleno, Se, e
Barata, (altando com cansa o Sr. Reg o Albu-
.nerque, e sem elta os mais senhores, abrio-ae a
sesso, e foi lida e approvada a acta da antece-
dente.
Foi lido o seguiote
^ EXPEDIENTE :
Um offieio circular do Exm. Tice-presidente da
provincia, Dr. Joaqun Pires Machado Portella,
communicando tr tomado posse da administra-
cao destt provincia, no da 6 do corrale, na que-
lidade de segundo Tice-preaidenle da mesma.
Inteirada.
Outro do procurador, informando sobre a peti-
za o de Manoel Figueiroa de Paria, que na pri-
meira parte da mesara requer pagamento do quar-
tel da publicaco dos trabalaos desta camera, e
na segunda pede proTidencias para que nao l'he
seja neceseario requere? osando livor de receber
qualquer importancia de igual natureza, afim de
evitar os transmites porque pasaam es suas peti-
Soes dando lagar a demore dos gementes,
luanto a este segunda parte do reqqerimento,
disse o procurador o seguiote r
Primeiro, que nao ochava rezao no' qoe o peti-
cionario pede, pois que das suas peticdes via-so
claramente quaes oa tramites porque ellas passa-
ram, pareceodo-lhe vista daa meama, que me-
nos formalidade nao se poda exigir, a menoa que
se presclndisse daquellas que sao absolutamente
indispeusaveis, visto que doos linham sido os
nicos despachos naa peticdes, um deioforae
e outro depiase mandado.
Segundo, que o peticionario linha contratos com
a thosouraria provociai, e devia saber qual o cur-
so que seguem ahi as peticdes, nao devendo pocj
isso reclamar contra o que se pratiea aqu na c-
mara, que nao pode ser mais sumario.
Terceiro, que se o peticionario quera assim
queixar-se da demora dos seus pagamentos, an-
da menos razio tinha, porque quasi sempre que
tem de receber, tem tambem de pagar alugueres
vencidos da casa do seu estabelecimento, encon-
trando deate modo os dbitos, com pequeas dif-
ferencas, ora a seu favor, ora favor da cmara.
Quarte, que daa duas ultimas cootaa, que o pe-
ticionario apreseotou, Qcou-se-ihe restando a
quantia de 160 mil res, at dezembru prximo
passado, mas como se acbasse a vencer o quartel
do predio que oceupa, na importancia de 127 mil
lis, e eslivesse elle a dever de impostos dos seus
estabelecimentos 112 mil riis, sommando ludo
239 mil ris, entenda elle procurador, que res-
tando anda o supplicaote cmara, nao devis
queixar-se de demora de pagamento.
Quinto, que finalmente Ibe pareca, que o que
o peticionario quera, era que as suas contas fos-
sem submettidas a commissao de polica, e pagar
somente com o visto desia, dispensando-seo pro-
cesso ordinario.Posto em discussao resolveu a
cmara se lavrasse por despacho na peticio :
que quanto a segunda parte da mesma, nada ha-
va que resolver, e que se exlratasse nesla a re-
ferida ioformacio.
Outro do mesmo procurador, informando -que,
. exeraplo de outros, poda Antonio da Silva Fer-
reira comprar a cmara o terreno na estrada no-
va do Uanguioho i Solidado, fronteiro i proprie-
dade que all possue, pois que esse terreno fazia
parte d'aqnelle que a cmara desapropriara ao ci-
rurgio Teixeira.Mmdou-se remelter a peti-
Qio ao eogenheiro para medir os palmos do ter-
reno.
Outro do mesmo, apresentando urna nota em
cootiuuacio da que remetiera na sesso de 2 do
correte, das multas impoetas pelos fiscaes no
trimestre findo.
Posta em discussao, o Sr. Henriquea da Silva
requereu que se tratasse da proposta que fizera
naquella sesso de 2, para se augmentar com mas
tres trabalhadores o numero dos occupad'os na
limpeza das ras da cidade, ficando assim dous
permanenteaem cada urna daa quatro freguezias.
Foi approvada a proposta ; e quanto ao mais li-
cou a cmara inteirada.
Outro do contador, informando circumstancia-
damente sobre o offieio do Dr. chele de polica,
dirigido a presidencia da provincia, e por esta
cmara para informar, peJindo ordenasse S. Exc.
o pagamento pelos cofres municipaes do forneci-
menlo de luzes para a infermaria da casa de de-
tencao, desde 14 de outubro al 9 de dezembro
do anno passado.Que se informasse presiden-
cia com o ocrorrido, mostrando-ae a convenien-
cia de continuar a cmara a fazer o foroecimento
em consequencia de comprar o azeite por menos
do que vem na conta annexa aquella offieio do
chele, e reflexionando-se sobre o augmento do
fornecimenlo, visto se estar gastando agora com
os luzes somente da enfermara mais do que se
gasta va quando o estabelecimento nao era illumi-
nado gaz.
Outro do fiscal da Boa-Vista, pedindo se-llie
mandasse pagar a quantia de 10 mil ris, que des-
pender com a conducio e innumacio de dous
cavados, que encontrara morios, ignorando quem
iossem os seus doaos, um na praca da Boa-Vista
e outro na cambda do Hospicio, nos das 13 do
mez de margo dudo, e do correte.Mandou-se
pasfar mandado.
Outro do mesmo, respoadendo que esla cmara
fdra quem dera o nome dedesengaoa urna
das ras novas, que passa pelo sitio, que foi do
fallecido senador Hanoel de Carralho.A' reque-
rimcnlo do Sr. Barata, maodou-se substituir a-
quelle nome pelo dera do Principe.
Outro do mesmo, informando sobre a peticio
de Jos Fernaodes Lima, quo pede providencias
respeilo de se esgotarem as aguas pluviaes, que
cstagnam nsquella ra mencionada do Desenga-
o, dizeodo o fiscal que essa eslagnacao procede
de se ochar obstruida a valla que passa^pelo silio
do visconde de Suassuna, e por outros terrenos
particulares, em consequencia de residuos vege-
taes que na misma lancam.Mandou-se ordenar
ao fiscal, queiotimasse aos donosdesses terrenos
para desobstruirem a valla.
Outro do mesmo, informando que Malernus Le-
niz est no caso de obter a lieenga que requer
para transferir a sua padaria da ra por traz da
fundico do Starr para a doLima, em Santo Ama-
ro, por ser o lugar marcado para laes fabricas.
Concedeu-se.
Outro do fiscal do Recite, informando que Ber-
nardo Jos Rodrigues Pinheiro pode obter a li-
eenga que requer, para fazer foroo de padaria no
quintal da casa n. 6 da ra do lirum, por ser ahi
lugar marcado para esse fim.Ooncodeu-ser
Outro do fiscal de S. Jos,.communicando que
por ter fellecido seu pai, e achar-se elle enojado,
deixava de comparecer a sesso.Que se desa-
nojssse.
Outro do mesmo, deflarando, em resposla a
portara, que lhe fdia expedida 8 do crreme,
ter feito lavrar termo de echado contra alguna
propietarios de terrenos devolutos, por os nao
terem murado, deixando de proceder igualmente
quanto a outros, por ignorar seus nom'es, e quan-
to ao terreno da ra Imperial oceupado com o
viveiro, por vacillar se o mesmo est compreheo-
did'o na disposicio da postura, rsto se achar em
alagado.Que se respoodesse que o terreno do
viveiro est compreheudido na disposicao da
postura, e nao um alagado de marinha.
Outro do mesmo, respoadendo nao ter feito re-
mover o montao de lixo existente na ra Impe-
rial, prximo ao chafariz, por nio ter meios
sea disposic.80 para isso, por que sendo cinco so-
mente os serventes oceupados na limpeza das
ras da cidade, bo da nico da Semana em que
trabalham easuafreguezia, mal pdem limpar c
largo da Ribeira praca do mercado:que
quanto as varandas de madeira arruinadas do
obrado do pateo do Terco, posto que nio esti-
^sasem eos estado de fesabar, todava as toba
Cello arrear.Quanto a primeira parle, addiado
e quanto a segunda, a cmara ficou ioteirado.
Outro do fiscal de S. Loureoco da Malla,com-
tnunicando em resposla a ordem que recebera
desta cmara, de ,2 do correute, que durante o
semestre ultimo nao imposera mulla alloma; e
que por molestia nio tem comparecido as ses-
ses desti cmara.Inteirada.
Lau-se, e mandou-se remetter commiso
de edificaedes (Seve e Reno e Albuquerquej urna
replica de Jos Jacome Taseo,- a respeilo anda
do tapmento, que pretende do boceo queda sa-
bida para o aromes n 30. do caes do Apollo,
de que arrendatario.-O Sr. Reg apresentou
m artigo postura, quo foi approvado, amplian-
do adispesHio
1858.
do ari. I* de 4 de Junho de
iniodaSU-
Antonio Bi-
ello Pio-
na, Fran-
ranoUco de
Silva, Joio
Francisco da Silva, Joanna Maris do Espirito
Santo, Jos Francisco Barrotte, Joaquim Fran-
cisco Saraiva de MlMiM Jas Fernandos Lima.
Joio Antonio de Araujo larangeira Leite, Jlo
Marlins de Barros, Pedro a Costa Castello
Branco, e levanteo-st a
Eu Manoel Farre retario a subs-
crevi.-Henriqd8iWa oN-presidoato, Reg;
Barata do Almolda, Mello, lea! Ssve.
TABELLA do rendiment da alfandega de Pernambuco no
mez de abril do corrente exercicio, comparado com o
de iguaes mezes dos dous ltimos annos.
IMPORTACO.
Direitos de importagio para consamo............
Ditos addicionaes..................................
Ditos de baldeagio e reexportacio................
Ditos do baldeago para Costa d'Africa..........
Expediente dos gneros estrangeiros navegados
por cabotagem..................................
Expediente dos gneros do Paiz..................
Expediente dos gneros livres....................
Armazenagem das meresdorias...................
Premio dos sssignados............................
DESPACHO MARTIMO.
Ancoragem........................................
Direitos de 15 % das embarcac&es estrangeiros
que passam a nacionaes..............,....,....
Ditos de 5 % na compra e venda das tnbarcacoes.
EXPORTACAO.
Direitos de 15 % de exporla;io de pao Brasil.....
Ditos de 5 % de exporlacio......................
Ditos de 2 /o de addicionaes......................
Ditos de 2 7o de exportacio......................
Ditos de 1 7o do uro em barra..................
Ditos de }i 7o d(>s diamantes....................
Expediente da Capatazia.........................
INTERIOR.
Multas.
Sello do papel *H2T.1:V
r r \ proporcional.
Imposto dos despachantes.....
Emolumentos..................
1860 1861
3-3:13g8zS
35:370642
209600
9889062
1:4048324
309000
1.3089811
1:1009806
1:7769300
EXTRAORDINARIA.
Receita eventual....................
2749500
579500
41:6449125
16:657J649
1:1045980
2429655
225$869
4920040
939750
100520O
39590
Dizimos da provincia das Alag'as................
Dizimos da provincia da ParahySa...............
Dizimos da provincia do Rio Grande do Norte....
Contribuico de caridade..........................
426:0369328
35099070
6629919
2719209
____3959385
430:8748911
1859 a 1860
315:9898090
3969831
4438015
1:3489517
5889701
2:2909763
3219860
2 2499700
6249000
5839650
56:6599638
559920
5659640
2319905
68 (9200
2008600
50900U
989000
38375
383:3859405
5:8719704
19039378
1:2199199
7278903
3931079589
1858 a 1859.
42S:695834
118364
6889939
6179136
240900O
4:6519168
4:457|014
2:1839700
2969500
61:6318772
25:8529709
61888*
7359245
1348376
6918200
2108890
1628500
639320
528:3859547
4:9699095
4299540
4749600
4189302
5346779084
Alfandega de Pernambuco 30 de abril de 1861.
O 4* escriturario, Bazxlio B. Furtado.
sobre os hombros, proponho-?o, me, em re de
extrahtrdes 1,000 volomes smeste, conforma fi -
os concordes, mralas sisis 200. Darte mo-
compensados do aecreseimo, qus ora re-
clamo. Alm date, como a obra, quaudo ha mm
anoo rora anounciada a sua poWicacso, constasse
de ana numero de paginas, (300) ioferior soque
hoie tem, (500) bem podis elevar a assigo.to
dalla a 4*006; aaadavea este, da qoal-nio igno-
ris doris provenir o publico por mel de so-
nando*. D'sqal vodsa, que oeohum prejulzo vos
eso* a reforma da oodfcio esa qnesto, por
3uanto, alen da eompeosaco a que cima allu-
i, passaado a assignatura da obra do proco co-
nheado (39000) pera o de 4*000, contareis com
urna cifra de lacro mais consideravel, do que
aquella que naturalmente deveis ter calculado.
Por demais, manifesto-vos a esperance de
que seja feita a impressio do meu lirro com ni
tidez e elegancia; qualidades estas que, como sa-
bis, dependem do emprego de bom papo), de
bons typos, de boa tinta, e, o que mais de ama
esmerada composicio. Quanto ao papel ser-vos-
ha apresentada a mostra do que escolhi; typos e
tinta, o estabelecimento onde pretendis effectuar
a publicaco os coala excedentes. Quanlo
composicio, descanco e confio na vossa pericia,
dequetendes lanas vezes dado pravas em im-
portantes trabalhos typographicos.
.*J'0 P** concluir sem assellar -vos aqui a
gratidao immorredoura, a que me obrigastea, {-
vorecendo coa os vossos valiosos esforcos a pro-
psga?o de meu obscuro llvro.
c 8ou com subida- eslima de Vr. Ss. servo mui-
to alteoto e veneradorFranklin Americo de Me-
neze Doria.
Abril de 1859.
_______ (Conttni*ar-s-no.)
COAOIKaClO.
Praca do Recife 30 de
abril de 1861.
iVs iros lloras da tarde.
Cotatfes offieiaes.
Frete de assucar para o Canal47/6 e 5 0(0 por
tonelada.
Deaconlo de letras10.11 e 15 0i0 ao anno.
Camoio sobre Pars 369 rs. por franco 90 das
de vista.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaraessecretario.
NOVO BANCO
DE
PERHAMBUCO.
EM 30 DE ABRIL DE 1861.
O banco descoma na presente semana a 10
o prazo de 4 mezes e a 12 7o
ao anno al o prazo de 4 mezes e a 12 7o alc o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correales
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencioear.
Communicados.
A atlministracao do Exm. Sr. Dr. Aunes
' Goncalves
Acha-se entra nos o xm. Sr. Dr. Antonio Mar-
cellino Nunes Goncalves, presidente nomeado
para esta provincia, e que deve boje prestar ju-
ramento peranle a assembla legislativa provin-
cial, e as8umir o limo da administracao pu-
blica.
O inleresse que lomamos pela sorte e prospe-
ridado desta provincia, cujos elementos de gran-
deza tanto necessilam ser fecundados pela acco
viva de urna administracao illustrada e enrgica,
altamente superior ao espirito de faccio ou de
parcialidade, e que marche desempeada dos
motivos pequeos de urna poltica eslreita e ex-
clusiva ; e de oalra parle, o conheciinento par-
ticular que temos do carcter elevado e circums-
pecto de S. Exc, de sua illuslrago e recudi de
espirito, e mais que ludo de sua forca de vonta-
de, e de todos esses dotes brilhantes que Ibe sao
geralmeotd aprecios, eos aulorisam a coogratu-
larmo-nos com a proviucia pela chegada de S.
Exc, e era nome desse carcter distincto, que ha
sempre posto em relevo, quer como um dos mais
bellos ornamentos da magistratura brasileira,
quer as administraedes das provincias do Ri
Grande do Norte e especialmente do Cear,
cujos destinos dirigir ltimamente, com mi
segura e de modo tao admiravel, que conseguir
crear como administrador e homem poltico um
monumento de reputacio publica, e esse titulo,
eremos dever hoje felicitar esta provincia, por
lio vantajosa adquiricio, e que tanto interess*
sorte de suas prosperidades e de seu bem-estar
publica ; que contam desde j urna importante
garanta de que os seus reclamos mais ntimos
serio consultados e attendidos, e seu desenvolvi-
roento material e moral, promovido efficazmente
como cumpre.
Saudando, pois, a provincia por motivo lio
fausto e consideravel, saudamos igualmente aos
homens de lodos as crencas polticas, a quemo
fado naturalmente deve importar, e damos os
parabens S. Exc. pelo novo campo aberto aos
recursos vantajosos de seu espirito, e da seus ta-
lentos, e raelhor occasiao quese lhe depara de fir-
mar ainda mais o seu crdito administrativo, e ob-
ter novos testemunhos de apreco e consideracao,
como o que acab de lhe ser dado pela carta im-
perial que o nomera para esta provincia.
Mil venturas acompanhem a prestigiosa admi-
nistracao de S Exc.
Recife29 de abril de 1861.
Correspondencias.
Srs. redactores.Mui longe suppunha de mira
o pensamento que as perseguicoes viessetn de-
mover-me, e a minha familia da mais serena paz
que cabe felizmente ao pobre agrcola, que, afas-
tado inteiramente do mundo poltico, nada mais
procura, senao em afanoso lidar enxugar as la-
grimas d miseria de sua pobre familia, a quem
tranze a dor, as angustias, e affiJcgdes da presen-
te e inconstante poca 11 Mas eoganei-me I Per
mais calmo que procure o homem viver afasia-
do dessas vicissiludes por que passam os polti-
cos, por mais que busque preencher apenas as
funecoes que lhe adberem, os nios, e sempre
mos o perseguem.
E'esta a primeira vez que saio da esphera do
nada quesou, para vir ao publico bradar contra
a injusta e aggressora perseguicio que desabri-
damente contra rnim e minha familia ostenta o
Sr. lenente-coronel Jos Francisco de Arroda.
Ouca-me pois o respeitavel publico, e preste o
mrito a quem o tiver.
Em 1817 meu finado pai, como homem campo-
nez, pode descobrir no lugarSerra do Garrapa-
tourna proppedade devoluta, onde fez posse,
tazendo varias lavras com a sua familia. Meu
pai era homem rustico, que nem das letras en-
tenda ; mas, dirigiudo-se ao Doado Jos Pedro
da Cunha, poderam haver no anno de 1821 urna
sesmaria daqnella propriedade, para euja conse-
cuss3o despendu a quantia de duzentos mil ris.
Seguram-se as precisas formalidades por lei exi-
gidas ; a publi .-acao por trinta dias e mais outros
trila qne deu o finado Jos Pedro, para fim de
ver se apparcciao pessoas ji spossadas naquella
propriedade.
Na posse da mesma propriedade desde o j
mencionado lempo, nio suppuz que o Sr. lenen-
te-coronel Jos Francisco de Arroda quizesse
contraverter, nao tanto a paz de lo creseidas fa-
milias, eemo urna posse dada em nome de S. M.,
cujos titules possuimos.
O inleresse cga, e quem mais tem mais de-
aeja. sem embargo das lagrimas dos pobres.
Igoacio Correa, com-senhor da propriedade
Poco do Ju, ba siguas annos apresentou im-
pugnadlo a propriedade, que justamente possui-
mos: e consultan lo ao mencionado leneote-co-
rone, este afflrmou-lhe, que nos, berdeiros da
propriedade Alaga da Susuaranaeramos io-
venciveis no pleito, tanto pelos ttulos que pos-
suimos, como pela prescrip^io, caso os nao U-
r casemos.
Ora, hoje qoe osinleresses cegsm, mui princi-
palmente ao Sr. coronel Arroda, que na pessoa
da Sra. D. Antonia, viuva de Ignacio Correa, en-
contra mii, e orna dessas mais disvellsdas por
um Olho adoptivo ; eti por que vamos sentiodo
os rigores de unta desabrida perseguicio de S. S.
Consta aos moradores da freguezia de Taqaa-
retinga, onde moramos, quo em nosa familia nu-
merosa encontra-se apenas homens rsticos, que
igooram inteiramente das letras, cujo apreco era
oenhum as pocas em que fomos creados ; prin-
cipalmente pela difuculdade que havia para ac-
quisicio de mestres ; mas ladroes, velhicos, as-
sassinos, desordeiros, nio encontrar S. S. em
nossa familia ; e menos encontrar della um fac- i 8e.u aceite t 9 7
to notavel entre nove filhos de Serafim Gomes. Rio ae Jaaeiro,
CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL.
1M 30 DE ABRIL DE 1861.
A caixa descont letras a 10 /0, sendo as de
toma saques sobre a prac.a do
e recebe dinheiro ao premio
Para desspropriar-nos do que na melhor boa do 8 7c
f possuimos, tem o Sr. coronel Jos Francisco
de Arroda langado mi dos seguiotes meios, que Alfaudega.
ao respeitavel publico passo a commemorar : Rendiment do dia 1 a 29. 416:023385
Na intelligenc?a e harmona com as autorida- dem do dia 30.......10:012894:)
des do Limoeiro. que servicos prestados quizo- ---------
ram pagsr-lhe, trata de denunciar principalmente
de mim e de minha familia como aggressores de
sua existencia, valendo-se para tanto de teste-
426:0363328
munhas falsas e instruidas ai hoc, como confes-
sou urna deltas oestes termos, sendo frisada pelo
advogado Villarm :nio mando me eosinarem
para eu assim jurar 111
Pobres, rsticos, ignorantes das letras, somos;
mas assassinos. nao, nao! Nao echando o Sr.
tenente-coronel maia proras para dar de sua ara-
reza, com a qual quer e pretende damnar tan-
tas familias, manda apresionar meu mano Anto-
nio Sernardo da Silva, serviodo-ae porlanto da
impostora denuncia de assassino de Serafim Pe-
reira de Lucena, quando os existentes daquelle
lempo, em que se deu um tal assassioato, sabem
que meu mano innocente, e que s para cum-
prir as ordena do governo de enlio, fez parte da
tropa que fdra ao lugar do Uamb, comarca do
Brejo, oo le esse senbor aggredindo a tropa, fdra
morto pelo rabo da mesma, que recebera o pri-
meiro tiroteiro.
Dada porm a hypothese que meu mano tires-
se por execugao do ordem do governo assassioa-
do Serafim Pereira, j nio a primeira vez, que
as intrigas da mesma familia o tem pretendido
perseguir como bem o coronel Henrique Pereira
de Lucena, quando delegado, que aprisionando
meu mano, como assassino de seu mano, nio o
pode punir, soltando-o depois de dous mezes de
prisio. Demsis, exislem ainda os que compoze-
ram aquella escolta, ordenada para apresionar-se
os as^assiDos de Jos Barbosa em um festim br-
baramente trucidado, furando-se-lhe olhos, cor-
taodo-se-lhs dedos, etc., etc.; se S. S. quer pu-
nir o que foi mandado execular pelo governo da-
quelle tempo, quasi 40 annos, principie por
apresionar e denunciar nio aos filhos de Serafim
Gomes, como possuidors da propriedade Alaga
da Susuarana em nome de S. M.
E' preciso sembrar a S. S. que a ser recto deve
principiar por casa. S. S. sabe que seu escravo
e vaqueiro Jacob, assaasinra um iufeliz, cuja
viuva existe no lugar Halhadinha, e cujos filhos
em sua casinha estio. Sabe tambem S. S. que
este mesmo escravo projectira dito assassioato
por um despeito, proierindo em publico que s
faria as barbas depois que se vingasse ; e s as
fez depois que fra encontrado o cadver ptrido
nos campos, pelo que mereceu que S. S. julgan-
do-o definitivamente, o tlvesse em ama corrente
at o dia sexta-feira santa, quando, prostrado
seus ps, fra absolvido pelo jury que ocondem-
nou; isto pelo tribunal da coascienda de S.
S., com as indulgencias plenarias, tanto de um
tal horror, como pelas facadas no preto escravo
de Sevenno Cabral de Arrula. Tem razio, Sr.
tenente-coronel, a poca excelleote; conti-
nu I Tem razio de dizer que o escravo Jacob
aefendera a potta de seu senhor, onde, zeloso
de.... apunhalra semerimo au preto alheio A
fazer justica devoS. S. denunciar dos assassinos
que existem em seus dominios e potestades. Nio
os nomearei para nio provocar odiosidades.
Deem, Srs. redactores, publicidade as presen-
tes lindas, com o que muito obrigarao a seu cons-
tante leitor
Manoel Ferreira da Sxlva Bal.
Uovimeolo da alfandega,
Volumes entrados com fazendas..
> com
gneros.
456
------456
117
140
------257
PablicaQoes a pedido.
ASSOCIACiOTYPOGUAPHICA PER-
NAMBUCliVA.
Instado por circunstancias imperiosas, o con-
selho director resolveo, em sessio de 28 do cor-
rete, mandar fazer a publicacio de differentes
documentos que possue, assim como dos officios
dirigidos por esta secretaria ao Sr. Dr. Franklin
Americo de Menezea Doria, residente na provin-
cia da Baha, acerca dos Enlevos, poesa do mes-
mo senhor. Para esses documentos o cooselho
chama a atteocio das pessoas imparciaes e espe-
cialmente dos amigos do Sr. Doria, e pede s fi-
lustres redaccoes dos jornaes da Baha que os
transcrevam a proporcio que forem sendo publi-
cados, por cujo especial aror se confessar agra-
decido.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nsmbucana, 30 de abril de 1861. fbfercib A'u-
reliano da Cunha Cezar, 1. secretarlo.
N. i. lllms. Srt. presdate e mait'memoro*,
da Atsociafio Typographica Pernambucana.
Tendo- vos dignado aceitar o o fie racimen te quo
vos fiz da propriedade da 1.* edicio de urna obr
minha de poesas lyricas, que colligi sob o titulo
commum de Enlevos, permitti que vos aprsente
urna alteracio, que resolvi-me a (azar, sobre ama
das condicoes da impressio, que forano levadas
ao vosso conhecimento, e as quaes lio gneros*- Foro de terrenos de marinha
mente presta ses vossa appro vacio.
Desojo receber 400 exemplares da obra, con-
cluida a publicacio della ; e nio 200, como ios
fra commuoicado. Ora, para que esse augmen-
to ote ofiVnfa as vantagens que desejo sfneera-
metrte vos provenhaoj da empresa que toosles
Ditos de patentes au *,,:,. a.
Kuarda nacional.........T??."
Dizima de chancellara..........
Matricula da Faculdade de Direito.
Multa por infracedes do regola-
monto.....................V....
Sello do papel flxo................
Ditodo proporcional.............
Premio de depsitos poottsos....
Emolumentos.................
Imposto sobre lojas e casas de
deseontos.....,......
Dito sobre casas de movis, rou-
pas, etc. fabricados em pas es-
trangeiro...........
Dito sobre barcos de interior. .
Taxa de escravos. ? .
Cobraaga da divida activa ....
Indemnisaces...........
Receita eventual...................
8889000
1:3199683
~"*800
86f45
30g9180
W ?0*0942
1539606
171020
4:7999084
2809000
336f000
1:1488000
9469977
229500
I29OOO
32:4029319
Recebedoria de Pernambuco 30 de abril de
1861,
O eecrivao,
Manoel Antonio Simoes do Amar al.
Consulado provincial.
endimento do dia la 29. 56:4S.9259
dem do dia 30.......2:1469539-
Ooro eercoado (o evo)
Patacas hsepmhuUe .
Ditas brasUetras .
Dita metieran ,
US r"^.
19980
930
930
930
875
79950
3>wrantod*a*io^#,e^?V/ to
29010*
9
954
88S
8902
Divida differide
anco do Purtogal. .
Dito coromereia! de Verlo
Dito Mercantil do dito .
RENDIMENT DA MESA
VINCIAL EM O MEZ
A SABER :
Direitos de 90 re. por (J do as-
sucar exportado.........
Dito de 20 re. por caada d'aguar-
dente, alcool ele................
Dilo de 7 01o do mel.....
Dito 2 Or) idem do algodio expor-
tado'............
Dito de 17 rs. por libra de couros
seceos, verdes e espichados.....
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados.......
Capatazia de 320 rs. por sacca de
algodio exportado .......
Decima dos predios urbanos .
Sello de herancas e legados. .
2 por cont de meia siza de es-
cravos..............
Escravos exportados..............
Emolumentos de polica.....
10 por cenlo de novos evelhos di-
reitos dos empregados provin-
ciaes...............
Dito de 12 0|0............
Dilo sobre cambios..............
Imposto de 4 por cenlo........
509 rs sobre casas de modas,
perfumaras, lojas de chapees
te...................t....
Mullas por infraegoes ......
Restituices e reposicoes.....
Imposto sobre carros, carracas e
mnibus........................
Juros da decima..........
Taxa de que trata o art. 111 da lei
n- 369..............
68 6319798
DO CONSULADO PRO-
DE ABRIL DE 1861,
33:34IS423
6659300
4t620i
8569540
2:8255570
5319811
365S080
65705495
5645043
2:7195392
1:623800o
219000
7271557
3:1539360
2000000
2:0939360
1:4409000
1699038
2119675
1089000
49150
279800
Mesa do
de 1861.
consulado provincial
58:6319798
30 de marjo
O 2o escripturario,
Ulisses Cotes Cavalcanli de Mello.
b.
m.
Volumes sabidos com fazendas..
com gneros:
fescarregam hoje 1. de maio
Barca americanaImperador farinha de trigo.
Barca portuguezaMargaridamercadorias.
Brigue inglezGreyhnoud-bacalho.
Brigue braseiroJoven Arthur caf e cascos
vasios.
Importafao.
Barca americana Azelia, vioda de Vniladel-
phia, consignada a Matheas Auslira & C, ma-
nifestou o seguiote :
2271 barricas fatinha de trigo, 400 barriqui-
nhas bol achn lia, 200 saceos farelo, 1,000 rea-
mas de papel de embrulho, 10 caixinhas oleo
de vermefuge, 50 caixas cha, 1 lanca para um
carro ; aos consignatarios.
25 caixas oleo ; a Sara. P. Johnslon& Q.
ltate nacional Santa Rilaa, vindo do Ass,
consignado a Martins & Irmios, maoifeslou o
seguinte :
238 alqueiras de sal, 200 moihos de palha de
carnauba, 100 esleirs de dita, 98 moihos ,com
930 couriohos curt Jos, 3 couros de boi, 24 meios
de sola 10 libras de peonas de ema, 21 toros
de madeira ; a ordem de diversos.
Brigue escuna nacional Jovem Arthur, vin-
do do Rio de Janeiro, manifestou o segualo :
150 pipas vazias, 100 barricas ditas. 35 cali-
les velas de composicio, 2 caixas gales, ren-
das de palhela falsa, 100 barriquinhas vazias, 1
caixa rap, e 258 saceos caf; ordem de di-
versos.
Vapor nacional Oyapock, procedente dos
portos do sul, maoifeslou o seguiote :
1 caixote joias ; a Rabe Scbmettau & C.
I caixinha ditas ; a Norat& C.
50 meias caixas cha ; a Tasso & Irmio.
1 caixote impressos ; a Almeida omea Aires
&C.
7 caixas rap, 1 sacco caf; a Pinto de Souzi
& Bairio.
2 volumes cigarros e fumo ; a Barros &
Silva.
1 caixa ditos, I dita charutos, 1 lata fumo; a J.
B. dos Res.
1 Caixote lirros ; a Nogueira de Souza & C.
1 caixao mercadorias ; a Ramos e Silva.
50 rolse 6 latas fumo, 1 caixa fazendas, 1
caixao charutos, 1 banicacaf; a ordem.
Exportauao.
Dia 27 de abril.
Polaca hespanhola Chile, pata Marseille,
carregsram :
Aranaga Filho & C, 20 saceos com 100 arro-
bas de assucar.
Brigue inglez Fairy, para Liverpool, carre-
garam :
James Ryder & C, 103 saccas com 535 arro-
bas e 5 libras de algodio.
Dia 29.
Barra americana Salem, para Liverpool, car-
regaram :
Saunders Brothers & C 1280 saraos com 6400
arrobas de assucar.
Barca portugueza Corea, para o Porlo, car-
regaram:
Thomaz de A. Fooseca Jnior, 4 pipas, 2 meias
e 184 barris com 7664 medidas de mel.
Antonio Nunes D. de Figueiredo, 20 cascos
com 1416 medidas de mel.
Brigue francs Parahiba, para o Havre, car-
regara m :
Tisset freres & C, 400 saceos com 2000 arro-
bas de assucar.
Polaca hespanhola Chile, para Marseille,
carregaram :
Aranaga Filho 4 C, 555 saceos com 2775 ar-
robas de assucar.
Brigue inglez Joanita, para Val Paraizo.
carregaram
N. O. Bieber & C, 120 saceos com 720 arro-
bas de assucar.
Ucecbedoria de rondas Internas
reraes de Pernambuco.
Rendiment do dia 1 a 29, guY799945gJ
dem do dia 30.......1 622*660

a
i
o

a
>

150
140
29950
15500
lf00
15800
19100
15800
19350
19450
293OO
REVISTA COMMERCIAL.
LISBOA, 11 DE ABRIL DE 1861.
Prscos correntes dos gneros de importacao do
Brasil.
Algodao de Pernambuco.
Dilo do Maranhio .
Dito de Angola .
Assucar de Pernambuco
Dito mascavado .
Dilo do Rio de Janeiro
Dito da Baha b .
Dilo dito mascavado .
Dito do Maraohao branco
Dilo dito mascavado......
Dito do Para broto ...
Dilo de Cabo Verde.....
Agurdente de canna do Brasil P 509000 53t000
Alpista............
Arroz da India. Ga : .
Arroz do Maranhin ePariup.
Dita dilo bom .......
Dito dilo ordinario.....
Dilo dito miudo.......
Caf do Rio primeira sorte .
Dito dito segunda dita. .
Dito dito terceira dita ....
Dilo de boa escolha. .
Dilo da Cabo Verde.....
Dito de S. T. e Principe. .
Dilo de Angola........
Cacao do Para.......
Dilo da Baha........
Dilo de San Thom.....
Cera amarella de Angola .
Dita dita de Benguela. .
Gravo do MaranliSo.
Cravo de Girofe .
Chifres.......M 30SOOO 80OO0
Couros seceos da Rio.....%
32:402931
RENDIMENT DA RECEBEDORIA DR RENDAS
INTERNAS 6BRAES DE PEhNAMBUCO DO
MEZ DE ABRIL, A SABER :
Rendas dos preprios nacionaas..
Ladennos
Sitados bensde rala.............
Dcima addictonal das corpora-
Ses de mi mora.............
Direitos novos e velho* e de
chancellarla..................^
215*750
426*93*
729600
7.267J8S4
157#S
9259701
Ditos verdes do Para
Ditos ditos da Baha.....
Ditos ditos de Angola......
Ditos silgados do Maranhio
Ditos talg. de Pernambuco a
Ditos dt > da Babia....... a
Ditos ditos da Angola. ... d
Ditos ditoi de Cabe Verde. o
Ditos ditos das Hitas.....o
Ditos ditos mouros.......
Cominbos.....- (g;
Deules de marfim lei......
Ditos ditos meao........
Ditos ditos escravelho ....
Erra doce..........@
Farinha de pao.......alq.
Gomma copal amarellla e en-
carnada........n
Dita branca......
Dita ordinaria........
Dita do Brasil ........
Melaco............P
Oleo de eopaliiba......b
Ouruc............g
Pimenta da India....../-. o
Salsa parrilha superior*'..'. (a)
Dita dila regalar...'.....
Dita dita orioaris......-
Tapioca boa..........@
Urzela de Angola e Bengaa
la superior.........
Dila de dita ordinaria ....
Dita de Cabo Verde.....
Vaquetas do Maraohao. .. ama
Dita de Pernambuco ....
ExporlacSo.
Alm.


D
Ib.
D
M
A
A
6 (

Agurdente
Azeite doce '......
Amendoa doce im milo
Banha de poreo. .
Batatas.........
Cera branea em grurae.
Dita dila em velas. .
Ceblas.........
Centeio.........,
Cevada ..........
Carne de vacea.....
de porco
Chouri(os.......
Farinha de trigo. .
Miltio. .....<
raios. .........
Prestalos.......
Srigo rije do Reino. .
ito molla.......
Toacinho........
Vinho do Lisboa tiulo .
Dito dte branco .....
Vinagre da Lisboa tinto
Dilo dito branee ....
Cambios.
Londres 90 did......94 1/4
Pars 100 d|d.......527
Genova 3 mid.......524
Hamburgo a u>|d.....48 1 [4
39 a 30 1/2
5769000 a 578900
2589000 e26290M
2589000 a 2628000
REVISTA COMMERCIAL.
De 12 de marco 11 de abril de 1861.
No periodo qn abrange esta revista, o nos
mercado foi pouco ahondante em transaccoes o
0 movimento que mais se notou foi nos princi-
pies gneros do consumo, e nos importantes san
pnmentos que tiremos.
No mercado de fundos tem-se eectuado algo-
mas transaccoes, e fice com lisongetra animado.
Assocar.--Entraram desdo a nossa anterior re-
vista at hoje 12.685 saceos e63 barricas do Per-
narahuco, 86 saceos e 2 barricas da Baha 136>
caitas, 133 saceos e 14 barricas de Aracai, 72t
barricas do Para, 479 d Cabo-Verde, 173 caixa*
50 barricas e 1,057 saceos de Londres, 100 sacco
de Liverpool e 100 caixas deCadix.
Estes sapprimeotos de Inglaterra e do Brasil.
chegados quasi ao mesmo tempo, Gzeram con
que os precos se reduzissem as cotac.des que no-
tamos. As noticias porm ltimamente chegada*
de Inglaterra, da subida deste genero naquella
mercado, tem feito com que os posiuidores sus-
tenten! os presos aclaei com firmeza, porque
de crer que cossando as remeasas dsquella pro-
cedencia, este genero se collocai em melhor no
sicio.
A existencia actual deste genero nos rameos
da alfandega e em descarga at hoje de
Caixas Feixes Barricas Sacros Giao
1583 363 2*24 26181 220
Algodio. As transaccoes forana de pouca out
nenhuma importancia, sendo o minino das co
tacoes para insignificantes vendas das qualidades
baixas do Para, nio obstante porm os possuido-
res eonservam-se com mais firmeza. De Liver-
pool entraram 17 fardos.
Aguardeutedo Brasil. Entraram de Pernam-
buco 70 cascos e 50 pipas, e de Acaraj 19 pipas.
Este genero est totalmente em apalhia, assim
como muito insignificantes teem sido as venda*
da estrangeira, da qual entraram 213 cascos e 2S
pipas.
Azeite. O mercado tera-se cooservado con
bastante animacio, e differentes transaccoes re
teem effectuado para o estrangeiro e para con-
sumo.
ArrozVendas limitadas. Entraram de Liver-
pool 1,000 saceos, e deQuillimane 5,058 paojas.
Alpista.Poucas vendas. De Vlaardiagen vie-
ram 322 saceos.
Caf.As entradas deste genero consistiranx
em 1,579 saceos de Loanda, 250 de S. Thom a
124 de Cabo-Verde.
Continua a falta absoluta das primeiras sortes
do Rio.e do de Cabo-Verde, e por isso as segun-
das bqjrs sortes teem obtida o mximo das cota-
coes, cootervando-se porm desallendidas as ter-
cciras sortes baixas e a escolha.
Do de S Thcm continuara as veodas limita-
das an consumo, e o preso de 4|400 apenas
para alguma marca mais oscolhida.
O de Angola tem lido favoravel acceitacio, a
tendo os possuidores cedido alguma cousa da
suas prelencoes, realisaram-se bastantes vendas.
Cera. Apezar de se terem renovado algunas
ordens do estrangeiro, e realisarem bastantes
transaccoes, este genero flca em m posicio, etn-
conseqoencia do grande deposito que temos e dos
novos supprimeulos chegados.
Observaremos porm que em algumas transac-
coes de maior vulto os precos realisados foranx
ainda inferiores aos de nossa cotacio. havenda
por isso possuidores que preferiram fizer embar-
ques de conta propria para o Brasil.
Os supprimeulos chegados foram de 1,272 ga-
mellas de Loanda, 245 de ltenguella, 25 volumes
e 105 libras de Mossaraedes e 18 volua.es de Quil-
limane.
Cacao.No principio do periodo desta revisto
houve alguma animacio para este genero, e re-
venderam-se para reexportar as partidas do de S_
Thom que mencionamos ltimamente; actual-
mente est em apalhia, e os precos para o do Para
baixaram s coiaccs Pelo Estephania rieran.
de S. Thora 3- ecos.
Couros. Tem-se effectuado algumas transac-
coes dos das diOerentes procedencias, notaremos
porm as effecluadas ltimamente para reexpor-
tar nos espichados da Bahia e salgados do Ma-
ranhio ; e para consumo nos espiehados de An-
ftola.
As entradas foram de 920 e 95 meios de sollo
e 310 vaquetas de Pernambuco, 579 da Bahia. 437
de Aciracaj. 3,758 de Loanda. 640 de Benguella,
356 de Mossamedes, 19 de S. Thom, 336 de Ca-
bo-Verde e 568 das Ilhas.
Gomma copal.Eflecluaram alguns embarques
de conta propria, porqne as transaccoes foram da
pequeo vulto.
Entraram de Loanda 133 barricas e 212 volu-
mes, e de Beoguella 186 saceos.
Gomma do Brasil.Entraram de Pernambuco
445 saceos e 47 paneiros.
As qualidades superiores teem lido melhor sc-
ceilacio, e os pregos subiram, as ordinarias sa
desallendidas.
Mlico.Os precos tem-se reduzido gradual-
mente, porque as fabricas cootinuam fechadas
mas se a imporlacao nio for importante de sup-
por que nao snffra maior rednecio.
Os supnmentos foram de 948 cascos e 218 bar-
ris de Pernambuco, e 29 cascos de Londres.
Marfim.Entraram 920 ponas de Loanda, 1231
Mozambique, 68 de Quillimane, 134 de Beo-
guella, e 25 de Mossamedes,
Este genero est totalmente em apalhia, o por
isso os precos podem repulsr-se nomioaes.
Ouruc.A falta de procura para este genera
deu lugar a que se fizessem alguns embarques
de conta propria. Do Para vieram 246 paneiros.
Salsa-parrilha.Os possuidores niocedem das
altas pretencoes que tem, e por isso as transac-
coes oram insignificantes.
O supprimenlo durante esta revista foi de 672
rollos do Para.
Sal.Tem bavido difiranles embarques, e na
mercado sustenta se o preco cotado.
Urzella.Vendas muito redozidas. Este ge-
nero est geralraenle desprezado. As entradas
foram de 1287 saceos de Loanda 29 de Mocambi-
que, 986 de Beoguella, 68 de Mossamedes, 230)
de Cabo Verde.
Viuho e vinagre.O mercado conserva-se na
mesmo estado em que designamos em nossa ai-
tima revista, isto regular em transaccoes.
EMBARCACES DESPACHADAS.
Pernambuco. Margarida brigue portuguez,
com 74 pipas e 356 barris de viuho, 16 pipas e
85 barris de vinagre. 189 barris de azeite, 30 de
carue ensacada, 275 de loucinho, 48 de chouri-
cos, 96 saceos de feijio, 500 de farellos, 50 da
semeas, 16 de cominhos, 200 volumes com arcos
para barris, 276 caixas de cebollas, 240 de bata-
tas, 10 barricas de alpisli, 110 de Jariofia, O da
linhaca, 14 saceos e 10 fardos de erva-doce e 14
volumes diversos
Para.Feliz Ventura, bpgae portuguez com 2
pipas, 14 meias ditas, 319 barris e 1 ancorla da
vinho, 30 caixas de dito moscatel, 6 meias pipas
e 105 barris de vinagre, 32 barris de azeite, 5 bar-
ris e 1 volume de carnes, 86 barris de toucinho,
110 de presuntos, 15 de banha, 7 caixas, 46 barra
1 e 35 ancoretas de chouricns, 170 tsoios de sal,
ai*- <*t\i\ iwS 1130 cai"8 de maM". 20 de massinhas, 450 da
Moto i|400 19500 batatas, 900 moihos de cebollas, 700 volumes da
uu, louca, 8 volumes de drogas, 8 caixotes e 168 cai-
A
m

d
i)

b
a
d


ar.
600
45200
69100
5&60J
59200
4gOO
45200
35700
3z00
25C0
55700
45200
35800
39200
354OO
315
600
90
155
155
130
2fl500
1S800
15650
25100
15650
2}000
19600
15600
25150
700
4400
65OO
65900
59400
45400
45300
45000
35400
25600
5990o
4SI00
5000
3;800
39400
39680
310
320
700
120
157
102
147
100
157
197
122
160
150
195
120
356OO
15150
15000
600
35300
800
217
107
182
165
197
207
132
170
155
205
150
35800
15400
19250
19160
35600
900
49OOO
25100
1400
19500
59200
29S00
15800
29600
379000
525OOO 545000
100 140
130 140
19J000 2O5OOO
12*000 169OOO
1O9OOO 119000
19200 294OO
qq 129000 139000
89300 IO50OO
85000 109000
19200 25OOO
1S900
69200
39550
49100
300
380
400
180
420
330
A
Dnz.
400
25000
79OOO
39650
45300
39600
340
400
420
200
430
340
129OO0
209000
39600
99000
460
900
de
660 780
Q 392OO
V 909OOO 969000
1159000 1209OOO
P. 459000509000
> 408000 459OOO
Amsterdaoa 3 tld.
Madrid 8 di?. .
Porlv8d|v.....
42 1!*
... 930
. par.
Metas.
Pesas do 89000 .
Onca hespjabolu. .
Ditas mexicanas. 1(9100
' Aguas da o re dosEtU-
do.-Uniia .... 189230
Soberanos (a praU). 49490
89040
i
xas de cera em velas, 20 barricas de bacalho.
153 ancoretas de azeitonas, 14 caixas de doce, 40)
de geoebra, 20 ancoretas de gos, 14 volumes da
passas. 7 barricas de alpista, 1 de cevada, S da
cominhos, 4 sacos de erra-doce, 10 barricas
de carvo animal, 7 saceos e 3saquiohoa do no-
zes, 4 saceos de pimenta, 20 saqunhos de fei-
jio. 100 barris de cal, e 159 volumes diversos.
Linda, barca portugueza 0001 139 barris a
20 aocoreUs de violto, 55 batris de vinagra, 8u>
barris e 40 volumes de azeite, 316 moios de al
100 saceos de sameas, 5 de cominhos, 5 d er-
ra-doce, 7 caixas de figos, 111 de cera em vo-
las, 9 do doce, 250 de btalas. 40 de massas, 14
barriauinhas cora amendoa, 150 barricas do fari-
nha, 200 de cal esv p, 50 de bacalho, 50 caixas
e 1200 melhor de ceiollas. 5 barris e 200 asco-
Tetas de azeitonas, 5 barris e t caixa do seixe.
15 volumes de paisas, 6 da drogas o 100 di-
versos.




ty
DIABW RRJUBMOCa QARTA fEUA 1 Q&4UI 0E 11*1.
X
BARRA DE LISBOA.
Enitaias.
Marco 19 Bearn (v.) la No. Brasil,
dem 20 Maa da Gloria, Valenle, Pernambueo.
dem 28 Constante, Reis, Pernambueo.
dem 80 Bella Figueirense, Lessa, Pernamfc- "'
Abril 8 Ooeyda (.) Bevis, Brasil. *
dem 3 Lato HI. Vieira. Fj. .^
dem 5 Hara &"- **>"co.
lo>!* r&Vab Ver, Santo, Par,
dem 7 eiao, Rocha. Para.
feAdas.
Mario 14 Tyne (.) Jellic. Brasil,
dem dem Feli Ventura, Silva, Para,
dem 18 Frederico, Lisboa, Macei.
dem 34 Margaiida, Ribeiro. Pernambueo.
dem 29 Extremadure (r.) Trollier, Brasil,
dem 30 Linda, Neves, Par.
- EMBARCcSeS' "a CARGA.
Ternambuco.Brigus Constante e Bella Fi-
gueirense, e patacho Mara da Gloria.
Maranho.Brigue Bom Successo.
Par.Brigue Ligeiro II e barca Flor do Vez.
Mot imento do porto.
Navios entrados no dia 30.
Baha3 dias, patacho nacional Regulo, de 164
toneladas, capitam Joaquim Antonio de Paria,
equipagem 10, carga charutos e mais gneros ;
Azevedo & Mendes
dem5 dias, brigue porluguez Carmosina de
159 toneladas, capitao Quirno Francisco Go-
mes, equipagem 12, em lastro; a Marques Bar-
ros & C.
Navio saludos no mtsmo dia
Portos do norteVapor nacional Oyapock, com-
mandante o capitao tenente Antonio Joaquim
de Santa Barbara.
Rio de JaneiroVapor americano Primeira, ca-
pitao Thomaz Thompson ; em lastro.
Q.
*
O
a.
o.
-
Horas.
B
klhmosphera
o CA P5 1 Oirccfo. <
B 35 CB o a I 1 Intcnsidade. a H O
3 g 00 i 1 Fahrenkeit. SI Bt
f> ?o oa O .8 Centgrado. H O
o
3
I Hygrometro.
-J J -J =1 ~j
Cn V* Cn CJ1
C.T VX -4 -4 O
->- * M Cd
Cisterna hydro-
metrica.
S S S el |
2 S
oo
o
00
i Francez.
Inglez.
N. 97Rui do Pilar.ce*
terrea........,.., .......
N. 98Rus *'llr. CM
w t!5^u KwJ eu
''"....................
N. 100Roa do Mar, casa
tarrea.................... 162.000
N. 1Q1 Roa do Pilar,
casa terrea--......,.....
N. 102 Ra do Pilar,
casa terrea........,.....
N. 103. Ra do Pilar,
casa terrea..............
N. 104 Ra do Pilar,
casa terrea..............
N. 105 Ra do Pilar.
casa terrea..............
N. 1.Estrada do Parna-
merim, sitio............
N. 2.Estrada de ParDa-
merim, sitio............
N. 3Estrada do Rosari-
nho, sitio ..............
N. 4.-Estrada da Miruei-
ra. sitio,................. 211,000
N. 5.Porno da Cal, sitio 852.000
As arreraalaces serao (eitas por
3 anoos a contar do Io do julho de 1861
161,000
224,000
167,000
181,000
162,000
181,000
172,000
170,000
500,000
120,000
321,000
a

tempo
" a 30de
de
o
ce
ce
SO
=
>
s
:1
II
P c
A noite nublada, vento regular do SE. at as
z n. e depois bonanca.
0SC1LAC40 DA HAR'.
Preamar as 8 h. e 6' da manha, altura 6 6 o.
Bairamar as 2 h. e 18' da tarde, altura 1 2 p
Observatorio do arsenal de marioha, 30 de
abril de 1861.
Romano Stepple,
Io leneEnte.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz especial do commercio desla cidade do Re-
cite de Pernambueo e sea termo, por S; M I
que Dos gnarde, etc. "'
Fajo saber aos que o presente edilal virera
que Luiz Teixeira de Almeida dirigio-me a oe-
ticao do theorseguinte:
Diz Luiz Teixeira de Almeida, que quer fazer
citar a Jos Gomes da Silva Santos, para na pri-
meira audiencia deste juizo, fallar aos termes de
urna ac?ao summaria, em a qual Ihe pede a
JrfSw&Ifi 7950O ra. e*ndo a quautia de rs.
lo/auu dos seus ordenados, vencidos de 24 de
dezerobro de 1859 24 desetembro da 1860 na
razao de 250?)000 rs. annuaes, como caixeiro que
loi de sua taberna sita na ra Nova desla cidade
e a de 92;JOOO rs. que o supplicante Ihe antrego
para guardar, deduzindo-se deslj quaolia a im-
portaiicia das pequeas despezas, que o mesmo
supplicante fez durante o referido tempo; o que
consta dos livros do suplicante : sob pena de
revelia ser condemnado no principal, juros da
cootestacao e oaa cusas; e porque o supplicado
se ache ausente em lugar nao sabido, vem re-
querer a V. Exc. digne-se admilti-lo a justificar
a ausencia, e sendo quante baste o julgue por
sentenca, mandando passar carta edilal para
V "" K' tana eanai para a
citajao, com o prazo de 30 dias; foito o que ser-
me nomeado curador in lilem para responde-
rem a presente aegao.
Pede a V. Exc. deferimentoE R. M.0 ad-
Togado, Dourado.
E mais se nao conlinha em dita pelico aqui
transcripta, na qual dei e profer o despacho do
Iheor seguinte:
Justiflque. Recite 26 de marco de 1861
Anselmo Francisco Peretti.
E mais se nao conliuha em dito despacho aqui
transcripto, em virtude do qual ra a mesma
aeslnbuida ao escrivo deste juizo Manoel Ma-
na, e tendo o supplicante produzido suas teste-
xnunhas com que justlcou a ausencia e incerte-
Mii 88r da re8deDria do supplicante, foram
sellados os autos e subiodo os mesmos minha
concluso nelles dei e profer a sentenca do theor
seguinte:
A'vista da inquerigo de fia. 6 fls. 7, julgo
provada a ausencia do justificado em lugar nao
sabido: pelo que mando seja citado por meio
de edictos, pasaando-se a respectiva carta com o
prazo de 30 das: lindo o qual e sendo o ausente
riavido por citado se Ihe nomear curador para
com este correr a causa os seus devidos termos
pagas pelo justificante as cusas.
Becife23 de abril de 1861 Anselmo Fran-
cisco Peretti.
E mais se nao conlinha em dita petico, aqui
mu bem e fielmente transcripta e copiada, e em
seu cumprimento o respectivo escrivo fez pas-
sar o presente edilal, com o dito prazo de 30
fliag, e pelo seu Iheor chamo, cito e hei per ci-
tado o sobredito supplicado Jos Gomes da Silva
Santos para comparecer nesle juizo afim de fazer
a opposicao que tiver que o releve da condem-
iiacao do pedido do supplicante. sob pena de
revelia. r
E para que Ihe chegue ao conhecimenlo ser o
presente publicado pela imprensa e aflUado na
forma do estylo.
Cidade do Recite 30 de abril de 1861.Eu Ma-
noel Mara Rodrigues do Nascimento, escrivo
subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Hermogeues Scrates Tavares de Vascon-
cellos, juiz municipal da primeira vara da ci-
dade do Recife de Pernambueo, por Sua Ma-
geslade Imperial e Constitucional, que Deus
guarde, etc.
Paco saber a quem interessar possa, que esl
aberto e se acha f unecionando o consolho muni-
cipal de recursos desle termo.
E para que chegue a noticia de todos maodei
lavrar o presente que ser publicado pela im-
prensa. '
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambueo, aos 29 de abril de 1861.
Eu Joio Saraivs de Araujo Galvao, escrivo o
Ment,
Hermogeoes Scrates Ta vares de Vasconcelloa.
O Illm. Sr. inspector da thesonraria pro-
vincial, em cumprimento do artigo 7o do regu-
lameuto do coilegio dos orphos de Santa Tne-
xeza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do corrate, manda fazer publico
que no dia 6 da iuoho prximo vindouro, peren-
ne a junta da Uzeada da mesma thesouraria,
ao a praca, para serem arrematadas a Iquem
ais der a renda dos predios abaixo declarados
Pertencentes ao patrimonio dos ditos orphos.
1.Largo de Pedro II,
sal do andar........ 180,000 por anno.
iuoho de 1864, e sob as cendices constantei
do edilal de 9 do correte.
E'para constar se maodou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarfa provincial de Per-
nambueo, II de abril de 1861.
O secretario
. A. F. da Annunciaco.
T i ln8Pecl0' da thesouraria provin
al manda fazer publico, para conhecimenlo dos
rendeiros e foreiros de propriedades pertencentes
o patrimonio dos orphos desla cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao fizerem, sero
os mesmos dbitos remettidos para juizo, afim de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesourarii
provincial de Pernambueo, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Annunciaco.
O capitao Jas Luiz Pereira Jnior, caval-
leiro da imperial ordem da Rosa ejuiz de paz do
lerceiro anno com exercicio no primeiro, do pri-
meiro distrcto da fregaezia de Santo Antonio do
Recife, etc.
Faco saber a quem convier, que as audiencias
deste juizo coniinuam a ser as 1 horas da tarde
de rodos os das tercas e sextas-feiras que nao
Torera santos ou feriados, na sala publica de au-
diencias, na ra do Imperador; e que despacha
das 9 horas da manhaa em diante, na casa de sua
residencia na ra Nova n. 7, stgundo andar, ou
aonde for encontrado. Eu Joaquim da Silva Re-
g, escrivo que o escrevj.
O Illm Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em virtude de deciso da junta da fazenda
da mesma ihesouraria, manda fazer publico que
a arremalagao dos predios pertencentes ao pitri-
momo dos orphSos, annunciada para hoje foi
transferida para o di* 2 de maio prximo futuro
devendo os pretndeme apresentar os seus re-
quenmenlos para sua habilitacio, e de seus fia-
dores ate 29 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 25 de abril de 1861. O offlcial da se-
cretaria. Miguel Alfonso Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento ao art. 7 do regulamento
do coilegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 de
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematadas quem mais der a
dios abaixo declarados
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea, por anno. .
67 Casa terrea, dem idem '. *
Ra dos Burgos. '
os Lasa terrea, por anno. .
69 Casa terrea, idem idem ..'.'.
Ba do Yigario.
72 sobrado de dous andares e loia
por anno....... [
ta c v Ba da Senzala Ve'lhs.
ty sobrado de dous andares e loia
por anno..... .T
0 Sobrado de dous andares
por anno.....
81 Casa terrea, por anno. ;
82 Casa terrea, idem idem .
83 Casa terrea, idem idem ,
. Ra da Guia.
84 Casa terrea, por anno .
n, Ra do Pilar.
31 Casa terrea, por anno. .
92 Casa terrea, idem idem '.
93 Casa terrea, idem idem .
94 Casa terrea, idem idem ; .
As arremataces serao feitas
annos a contar do Io de julho de 1861 30 de
Ki e i8?4 e 80b as COI>d'5oes constantes do
edilal de 9 do corrente.
E para constar se mandou affixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambueo. 11 de abril de 18610 secretario, A.
r. da Annunciaco.
4 libras de potas sa.
6 arrobas de rame aortido.
Quem quizer vender taea objectos aprasenle as
suas propoatsa em carta {echada na secretan
do coneelho, s 19 horas da manha do dia 3 de
malo prximo futuro.
Sala das seseos do referido consolho. 24 de
abril do 1861. '
Bonto Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto deFrias Villar,
Major vogal errindo de secretario
Coaselho administrativo.
0 coaselho administrativo, para fornecimeoto
do srseoal de guerra, lem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para os recratas do 9o balalho de infantaria.
16 booels.
Para o fardamento da musics do 8 batalhio de
infentaria.
135 eovados de panno alvadio.
Para a enfermara dos sprendizes menores do
arsenal de guerra.
1 chaleira n. 5.
1 ohacolateira grande.
Quem quirer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselno, s 10 horas da, manha do dia 8 de
maio prximo vindouro.
Sala das sesses do referido conselno, 26 de
abril de 1861.
Bento Josi Lamenha Lins,
'* Coronel presidente. N
Alexandre Augusto dt Frias Villar,
Major vogal servinde de secretarlo.
rendados pre-
perlencentes ao palrimo-
122jpO0O
81gOOO
e loja,
por
2O5S00O
125^00
602g000
8753J>000
753JJO0O
191SOO0
200SOOO
1629OO0
1689000
. 162S006
1629000
. 1720000
; 253JHW0
lempo de 3
NOVO BANCO
DE
Pernambueo.
O novo banco de Pernambueo conti-
nua a substituir ou a resgalar as notas
de sua emissao de 10$ e 20$ sem prejui
zo dog possuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do amo
do ministerio da fazenda de 3i de Ja-
neiro ultimo e findo este pra-o s po-
dera' ter lugar a substuicao ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
?o de lOporcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Novo Banco de Pernambueo,
O novo banco paga o 6 dividendo
de 12$500 por acc5o.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
5.a Recita da assignatura.
AMANHA
Qninla-feira, 2 de maio de 1861.
tok
COITAimU fERNAlBUCAlU
DI
Navegado cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ha-
cao. Aracaty, Ceara', Acaracu'e Granja.
O vapor Perainunga, commandante Moura,
sahir para os portos do norte at a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Encommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos: a tratar com o consignata-
rios Aranaga Hijo & C., ra doTrapi-
rhe Novon. 6.
Para a Baha.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muila brevidade, tem parte do seo car-
regamento prompto : para o resto que Ihe falta,
traia-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
do Imperador putr'ora ra do Coilegio,
Mil horas no mencionado da.
AosSrs. litteraos
e acadmicos,
Leilao
DE
ESTREA DA ACTRIZ
JULIA GOBERT.
Subir scena pela primeira vez nesle theatra
o excellente e msgniQco drama em 5 actos, ori-
ginal frsncez,
ATORRE
DE
o presente e
Declaracoes.
N. 05.Ra do Pilar, caaa
terrea...............
*. 96.Mua do PiUr.'ciia
*ewea..................,
136,000
157,000
Con sel hos de compras navaes
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o consclho
fazer publico que lera isso lugar em sessio de 4
do mez de maio prximo, mediante propostas
em cartas fechadas aposentadas nesse dia al as
11 horas da maeha, acorapanhadas das amostras
do que caiba no possivel.
Para navios e arsenal.
20 arrobas de almagre, 500 agulhas de coser
lona e bnm, 12 pecas de gacheta de linho proprio
para machinas; 2 pacotes de papel bata| e 20
resmas de panno esmeril. m
... ^ara o arsenal.
o ', f*,\"ZS*u"0JorAos'em orra de f de
2 a 3 3|4 de pollegadas. 20 ditas de dito dito
chato de 2 5,8. 7,16.180 lencoes de ferro gal va-
nisado proprio para telhado, de 6 + 4 e 114 ver
galhes de ferro sorlidos de 1 1,2 a 3,4.
Para navios.
2 pecas de baelilha, 200 colheres de ferro 40
cadeados sorlidos, 10 duzias de lapis, 200 nra-
Ihas de marinheiro, elO pes de obreias
As condicoes para effecluar-se a compra, sao
as do estylo, j ha muito conhecidas pela publi-
Sala do conselho de compras navaes em Per
nambuco, em 27 de abril de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambueo.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituido das notas de 20)) da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861O secretario da directora
francisco JoSo de Barros. "
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciment
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
Para provimenlo doa armazeos do almoxarifado
do srseoal de guerra.
10 duzias de limas meias cannas de 14 polle-
10 toneladas de carvo da pedra.
20 quiutaes de ferro inglez em barra de 1 li2
pollegada. l
15 qoiotaes de ferro inglez quadrado de 5t8.
8 quintaos de ferro em vergas de varanda.
10 dazias de limas chatas de 14 pollecadas.
S dlltt d limatoes de 6 pollegadas.
10 caadas de azeite doce. ^^
imm
PERSONAGENS.
O condo Murray, com o nome
de John Walker.............. Germano.
Williams Duglas, duque de Ha-
milton, valido de Carlos II.. Valle.
Hulet, bandido................ Nunes.
Toby, ao servico dos Murray.. Thomaz.
Ricardo, fllho do conde e con-
dece Murray.................. Vicente.
Sydney, gentil homem........ Teixeira.
Bedford, capitao das guardas.. Leite.
Condessa Murray............... D. Julia Gobert.
Clary Murray.................. D. Manoela.
Alice, sua filha................. D. Aona Chaves
Joanna, mi de Toby.......... D. Carmela.
Um carcereiro.................. Campos.
OfQciaes, soldados, gentis-homens, etc.
O primeiro acto passa-se em Londres em 1849.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto
TRIBlMfjAO E VENTURA.
Comecar s 7 .V horas:
Avisos martimos.
MHHPMIHJI
DAS
Nessageres imperiales.
No dial0 de maio espera-se dos portos do sul
o vapor francez Estramadure, commandante
Trollier, o qul depois da demora do costumo se-
guir para Bordeaux tocando em S. Vicente e
Lisboa e com correspoodeocia para Gore (costa
d frica), para passageiros, encommendas etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
Lisboa.
O brigue portuguez Carmozina, capitao Fran-
cisco Jos Netto. esperado da Baha a todos os
momentos, recebe carga e passageiros : trata-se
com os consignatarios Marques, Barros & C, no
largo do Corpo Santo n. 4, segundo andar.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiale
Santa Aona : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel S Irmo, na ra da Cadeia n. 28.
Para oPenedo.
Segu em poucos dias o bem conhecido hiale
Beberibe, para carga e passageiros trata-se ni
ra do Vlgario o. 5.
L1YR08.
O agente Hyppohto da Silva autori-
sado por urna pessoa que se retira para
lora da cidade, fara' leilao de urna ex-
plendida livraria, consistindo em livros
de direito, ditos classicos, historias de
diversos paizes e muitas cutas obras
que se tornara enfadonho mencionar.
O que se affianca que os referidos l-
vros sSo completamente novos e que se-
rio vendidos ao toque do martello e pa-
ra isto o agente cima convida aos Sis,*
hachareis, htteratos e acadmicos para
que aproveitem a occasiao pois nem
sempre dellas havera': efectuando se o
leilao qumta-feira 2 de maio as 11 ho-
ras em ponto em seu escriptorio na ra
da Cadeia do Recife n. 48, primeiro'
andar.
Os livros poderao ser examinados.
LEILAO
."T SJ-- accionistas da companhk
lante de reboque sao convidados a
em aisemblea geral extraor-
ditiarta no dia 3 do torrente ao meio
da, em casa dosSr. Henry Foister &
C, ra do Trapiche.
uissss s pre,ve,ho;"rua
Caixeiro.
Preciea-se de-um, menino de 12 a 14 annos
para caixeiro de Uberoa e que d fiador de sua
conducta ; para tratar, na rua da Codorciz n 12
taberna. *"
O abaixo assigmdo faz publico ue nesta
data deu sociedade em sua taberna sita na roa
das Cruzs n. 24, ao seu caixeiro o Sr. Antonio
Lieano Martins Marques, cuja socadade serto-
nhecida sob a razo social do TereTra & Maraes
que fica obrigads a liquidacao do activo e passi-
vo da firma do abaixo aesignado. Recife 27 dn
abril de 1861.Custodio Collago Pereira Jnior
Preciea-se de urna ama que saiba cozinhar'
para urna pessoa ; na rua do Hospicio n. 82. '
.,,7" J,e8!50 ('oe acnou uma porcio de roupa
suja embiulbada em ama coberta, que cahio do-
mingopaSHdo de cima do mnibus, no caminho
.".!?! POde eDtreg" ao boleeiro *o mes-
mo. que ser recompensado.
k7 Al0a'8f um lerceiro andar e solio com
boa coz.nha. forno. etc., em uma das melhorM
ras do bairro de S. Fr.'PedroGoncalves: a tra!
tar na rua da Cadeia n 33, loja.
Avisa-se ap Sr. Joio de Barros de Arauia
Pereira que at o da 15 de maio mande YeSrir
duas vaccas que deixou no sitio nos Afflictos a
caso nao o faga sero botadas em deposito. '
Arrenda-se o engenho Peres, com safra a
sem ella, e tambera se vende : a fallar com o
lenente-corooel Manoel Joaquim do Reg Albu-
querque. 6
O abaixo assigoado faz sciente ao respeita-
yel publico em geni, que nao fagam negocio nem
transaegao alguma com letras, essripturas publU
j cas e outros quaesquer documentos que aboare.
!,m.eSC"^S P0T Seu Dlh0 Taeophio Alves da
Uva, o com assigealura sua, por que todos san
falsos E como lhe consta que existem, desde j
protesta pelos meioslegaes proceder contra quem
t os possuirou apresentar. E para que nio pos-
sa allegar ignorancia ou outro qualquer motivo
faz o presente annoncio.
.. .. .- Rosendo Alves da
Recife, Io de maio de 1861.
Silva.
Ia vara
da Roda n.
! 6 ,Tr,ira sexla-feira3do maio prximo vindouro,
Illd 10. e a ultima praga pelo juizo municipal da '
9? ? Hd8 Uma "i" terre" "a fUa da "^
2, com duas salas, 5 quartos, cosinha ra, quin-
tal pequeo com porlo; com um sobradinho
que deita para a rua dos Palos, com duas salas
laZi?iU"t0S,.-C0S,nha,e cacimba com Pequeo'
I quintal, e portao, avuliada na 5 parte, tres con-
Leiloes.
Rio Grande do Sul
segu nestes dias o lindo e veleiro brigue Castro
1 por se achar com o seu carregamento promp-
to, e s lecebe passageiros, para os quaes tem
excellenles commodos, e para ellos trata-se com
os consignatarios Pinto de Souza & Bairao, na
rua da Cruz n. 24, ou com o capitao a bordo.
Para a Babia
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigo*, para alguma carga que lhe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, rua da Madre de Deus n 12.
No dia 2 de maio.
Evaristo autorisado pelo proprietario far lei-
lao de una casa terrea sita na rua da Esperanga
n. 2, acabada um anno e a moderna, comeado
2 salas, 4 quartos, cosinha fon, cacimba, tendo a
casa 30 palmos de frente, com 105 palmos de
fundo, com quintal e um terreno ao lado de 30
palmos chaos proprios, is 11 horas do dia cima
no armazem n. 22 da rua do Vigario, na mesma
occasiao haver leilao de moblliase pegas avulsas
LEILAO
No dia 1 de maio.
James Crabtree & C. fario leilao por interven-
gao do agente Oliveira, do mais completo sorli-
menio de fazendas inglezas. inclusive muitas
avariadas, que serio vendidas por conta e risco
de quem perteocer: quarta-fein
1* de maio
s 10 horas da manhia, em seu armazem na
da Cruz do Recife.
Quarta-feira !' de
PELO AGENTE
lr.l ? "i" do Sr- AnDes defronte da "ohenlos e quareota mil ris; quem a prelen-
alfandega pelas 10 horas da manhaa, o referido er pode ir correr. 4 P"ien-
agente far leilao por conta de quem pertencer
e em lotes vontade dos compradores
DE
l29canaslrascom alhos do Porto chegados re-
centemente na barca Corsa.
LEILAO
DE
OfTerece-se uma ama para casa de pouca fa-
milia ou de homem solteiro : para tratar na rua
da Mangueira n. 32.
r a Je** n.**i0**** irmandade da Santa
LnLd?9 CaD0f,ros dendo fazer a festa do seu Padroeiro no da 3de
maio, lem resolvido para o dia 12 do mesmo.
Joaquim Jos Vieira,
Escrivo.
? mi.D5,e""e aAU" COm Sr- Joaqum Ce-
' K!?i?.?e- LemS,Duarle -: na taberna i pic?o qUe M,U,Da para rua d0 Hos-
rio n. 26, ha para
-oleque cosinheiro, copeiro e com-
^oi,o"dtt.tK;Wro de Cas,ro'portugue2- t
americanas.
Quarta-feira 1- de mtioJ^:2%A^
PELO AGENTE
PESTAA.
0 referido agente competentemente autorisado
e por conta de quem pertencer, vender pelas 11
horas da manhaa no largo da alfandega, pelas
amostras que estarlo patentes ao exame dos
compradores
DE
30caixas com cadeiras de pao americanas che- '
gadss prximamente e j despachadas, cuja
venda ser felta sem reserva por ser para fe-
char contas.
LEILAO I
i
A fama Iriumplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
MOV
rua
LEILAO
Quinta-feira 2 de maio.
Costa Carvalho far leilao no dia cima em seu
armazem na rua do Imperador n. 35, por conta
de uma familia que se retira para f ira da pro-
vincia de todos os seus movis e lougas.os quaes
serao entregues sem reserva de prego.
LKIL&Q
A 3 do corrente.
Joio BaplistaHorner, capitio da barca belga
Mana Thereza, pertencente ao porto d'Aovers,
fsn leilao por autorisago do Illm. Sr. inspec-
tor da alfandega, em presenga do Sr. cnsul d
Blgica, por conta e risco de por interveogo do agente Oliveira, do casco,
mastros reaes e gurupas, e correntes com fer-
ros, tudo em um s lote e tal qual se acha no
ancoradouro da descarga nesle porto, onde foi
legalmente condemnada em consecuencia da sua
recente arribada por forga maior, na viagem que
tazia de Santos com destioo a Hamburgo ; e em
seguida serio vendidos em diversos lotes, os
mastareos, vergas, relame, cordoalha e mais
pertences da mesma barca.
Sexta -feira 3 docorreute
s 10 horas da manhaa, no armazem alfandegado
do bario do Livramento, no caes de Apollo.
C0MPAINHIA PERAIBUCAIU
DI
Navegacao costeira a vapor
0 vapor oJaguaribe. commandante Lobato,
sahir para os portos do sul no dia 4 de raai
s 4 horas da Urde. Recebe carga at o dia 3
ao meio da. Passageiroa e dloheiro a frete at
o da da sabida s I horas: escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
Lisboa e Porto
Jl !!|jr com '[ IwiJade pan os portos
dma indicados a nova barca portogueza Corea
fllinm na mumi nuim *>__ ^__* *..
Dior, rua da Cacimba n. 1 ptieiro andar,
tom o capillo Rodrigo Joaquim Corris
jNreftV
ima
Sexta-feira 3 do corrente
sll horas.
DE
Uma taberna.
0 agente Catnargo fara' leo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz pedal
do commercio e a requerimanto dos de-
positario da massa fallida de Jos An-
tonio Soares de Azevedo, da taberna
pertencente ao mesmo o qual consiste
em araac,ao, genero etc., etc., na rua
O agente Hyppolilo autorisado por uma pessoa
que se retira para fon da cidade far leilao de
uma esplendida mobilia de mogoo toilets, camas
aparadores e muitos outros arligos de madeira
e bem assim louga, vidros e muitos utencilios
proprios para qualquer casa de familia : quarta-
loin l de maio em seu escriptorio na rua da Ca-
deia do Recife n 48, as 11 horas em poni.
LEILAO
Quinta-feira % do corrente ao
meio dia em ponto.
DE
Uma casa e \ negro
em seu armazem
na rua do Vigario numero 19.
PELO AGENTE
MARGO
O agente Camargo far lei-
lao por mandado do Exm. Sr.
Dr. j oiz do commercio e a re-
querimento dos depositarios
e curadores da massa fallida
de Joaquim Luiz dos Santos
Villa-verde, de uma casa ter-
rea na rua Imperial n. 201
onm s>^ almn(, JL f marmore negro, representando Miguel
COm 25 palmos de frente e Um Angelo du9, bella, gravara, (Apollo e
telneiro no fundo, com um '
forno de padaria e soto, e
um escravo de nome Joaquim
pertencente tudo ao mesmo
fallido, que iro no menciona-
do dia s 11 horas em pouto
no armazem cima indicado.
Avisos diversos.
DE
Guimaraes & Villar.
[Rua do Crespo numero 17.J
Recebem continuadamente da Europa
sedas, cambraias, lias, chapelinas de pa-
Ina e de seda para senhoras, manteletes
pretos ricamente bordados, ditos de co-
res, tahidas de baile,saias a balo de di-
versas quahdades, saias bordadas de to-
das as quahdades e precos, chitas fran-
cezas muito bonitas e finas, enfeites de
diversas quahdades para cabeca de se-
nhoras, espartilhos de molas e muitos
outros objectos que nao mencionamos,
todos proprios para senhoras.
Para1 homens
palelots, calcas, cohetes, chapeos, cami-
sas, seroolas, meias, grvalas, lencos, so-
brecasacos, calcado Melie e muitos ou-
tros objectos.
Vendem baratissimo
Veodem baratissimo
Vendem baratissimo.
Quem duvidar v ver
Ouemduvidar v ver
Quem duvidar v ver.
K Levem dinheiro
Levem diubeiro
II Levem dinheiro.
Yendem-se
Na rua das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mui barato prego o, movis seguin-
tes : uma cama de casal, embutida e
um porta-serv ior ; um colxao de mo-
las ; uma commpda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
umapparador; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando
Veneravel confra-
ria de Santa Rita de
Cassia.
A mesa regedora da veneravel eonfraria de
Santa Rita de Cassia convida a todoa os seus cha-
rissmos irraSos para que se dignem comparecer
no da 5 do corrente mee, pelas 10 bons da ma-
nhaa, no consistorio da mesma contraria, afim
de se eleger a aova mesa que tem de .regar em o
anno de 1861 a 1882. Consistorio da veneravel
coninria de s,BU Biu de Cl8|it em j0 e mi
de 1881.O eecrtvio,
Joio Pedro de Jess de Hou,
as musas, Moliere em casa de ion de
l'Enc\o$), em duas ricas molduras. Tn-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por isso desfaz-se destes objectos, man-
dados v'u expressamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com perfeicao
a apurado gosto.
mm
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
oo.ro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
,.l?itllita0.pquele inglw : m ""de
SoDthall Mellor C.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para veoder em
euermaxem, pa prafado Corpo Santo d. 11,
algn pianos do ultimo gosto recentimente
negados d os bem conhecido a acnditadosa-
meantesj lroadwood dt Sons de Londres o
alto proflrioparaeeteeuju
y


DU1I DI MHLNAMCO. QUARTA IEIRA l D MAiO Bt 1S61.
()

*t
DE
Meo pa
largo da Penlia
0.proprietario deste armazem par-
licipa aos seua numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que tem viudo a este mercado e por ser parte delles
Tindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga ingleza perteitamente flor, soo r> a iurs, em bar-
rril se (ara algum abalimento.
Nl.&Itteig& iraUeftia a mais nova que ha no merca(j0 vende-se a 710 rs. a libra.
Clia pCTOla, \\yS011 e ptetO 0, melnorei que ha neste genero a 2500, 2f e
1*600 rs. a libra.
^gUQljOS llaiiieil^OS cnegados neste ultimo rapor d Europa 1600 rs., em por-
gan se far algum abalimento.
\|uJV|0 SU1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 6*0 h. a
libra.
"aeiJO pratO os meihoresque tem vindo a este mercado por seren muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e ioteiro se (ara algum abalimento.
CaixiilYaS COn Uma C duaS libWLS elegantemente enteitadas contando
differentes qualidades de confeitos, amendoas cobertas, pastilhas etc., etc., o que ba mais
proprio para mimo a 1$ cada urna,
IPaSSaS TOUllO WOVaS em cail8 com 14 a 15 libras vende-se nicamente no Pro-
gresso a 2j> cada urna.
BOlaCBlllua lllglCLa a mais%ova que ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3;000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
AmeiXaS IraiieeZaS a 4gors. a libra em porcose (ara algum abatlmento.
W*atMla Lisboa a 800 rs. a libra.
ViataS OH! bolaelllaViaS de SOda vende-se a 1600 rs. cada urna com
differentes qualidades.
%-llOeOiaie 0 maB 6uperior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
NLa$a de tomate em latas de l libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
VeTaS SeeCaS em COndeQas de 8 libras por 3500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas fraaeezseiaglezasasmaSDOVasqaehapor 8erem viu-
das em direitura a 800 rs. o (rasco.
Metra, maCATTaO e taWiaTim a m rs. a 1bra e em calzas de urna ar-
roba por 80.
Palitos de dente libados em molhos com 20 maCinho8 Por 200 rs.
X OneinuO de Lsboa 0 mii, novo que na no mercado a 320 rs. a Un em barril
a arroba a 9g.
IrTeSnntO mu|l0 n0f 0 vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
v-UOuriQaS e paiOS 0 que ^a e DOm neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
BanVia de pOTCO Tenada a maisalvaque pode haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
L.ataS eom peiXe de pOSta Dreparado ds melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe queba em Portugal a 1*500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a 1$ a garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas francezas, trocla em calda, azeitoaas
baratas e outros muilos gneros que encontrarlo tudo de superior aualidade.
Tendo de ser levadas prar,a novaroenle as
dividas activas do espolio da Bento Fernandas do
Pmso por nao ba ver coarpe reci do lancador, e ten-
do o Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara, pa-
rante quem se' procjrde ao respectivo inventario,
determinado que os annuncios fossem feitos com
individuadlo da* dividas, deelarando-se as quan-
tiaa, os nomes e morada dos devedores, ttulos
das dividas, juros e vencimentos / se fez publico
peto presente que a arrematacio deveri ter lugar
no dia 1.* de maio prximo, depois da audiencia,
sendo as dividas as seguintes :
Hanoel Rodrigues do Passo, falleci-
do o esta praca, tem um penbur
do ouro........................... 50*000
Domingos Barreiros, nesta praca,
por saldo de urna hypothec* ven-
cida em 31 de Janeiro de 1841,
vencendo juro de 1 1\2 por ceoto
ao mez, que est paga at 30 de
abril de 1858...................... 10*?48O
Rosa Mara Francisca de Paula, no
Minguiaho, por saldo de urna hy-
potheca vencida em 19 de setem-
bro de 1858, vencendo juro de 1
l|2por cento.................... 134*760
Jos Rodrigues do Passo, nesta pra-
ca, por Saldo de urna obrigacao
passada em 1. de julho de lt32.. 180*910
Joaquim Pereira de Mendonc.8,
vencida em 14 de
1842, juros de 2
por
ja-
por
urna letra
neiro de ,
cento............................ 396S240
Jos Teixeira Guimares, por seis
letrss vencidas em 1844 a 1848,
juro de 2 por cento.............. 499*892
Bernardo Rezende de Vilhena, falle-
cido no serlao, por urna letra ven-
cida em 7 de maio de 1844, ven-
cendo juro de 2 por ceoto........ 1125000
Maooel Rodrigues do Passo, tallecido
nesta praca, por urna letra ven-
cida em 30 de marco de 1856,
juro de 2 por cento.............. 6:873*716
Antonio Francisco da Cunha, por
cootadelivro .................... 107*830
Antonio Francisco Macota, por
mandado de penhora............ 471(014
Alexandre Lopes Ribeiro, por man-
dado de penhora ................ 717*285
Theodorio Cabello da Luz, por urna
obrigaco vencida em 24 de ou-
tubro de 1849, juro de 2 por
cento............................ 94*500
Ignez, prela, por saldo de coota de
hvro............................... 46*000
Jos Gomes Moreira e Izidio Jos Pe-
reira, por mandado de penhora.. 1:240*096
Jos Gomes Moreiai, por conta de
livro que declara ser proveniente
de letras, as quaes se ignora aonde
exisem .......................... 1:474*945

12;503667
LOTERA.
Sabbado pelas 9 horas e meia da ma-
nha, no consistorio da igreja de N. S.
do Rosario de Santo Antonio, andarao
impreterivelmente as rodas da terceira
paite da quinta loteria a beneficio das
obras datgreja de N. S. do Guadalupe
de Olinda. Os bilhetes e meios bilbetes
acham-se a' venda na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pri-
meiro andar, na praca da Independen-
cia n. 22 loja do Sr. Santos Vieira, ra
Direita n. 3 botica do Sr. Chagas e no
Rccie ra da Cadeia loja n. 45 dos Srs.
Porto & Irmao.
As sor tes serao pagas a entrega das
listas. O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
ffl*filj*l^LQ 416 6)itt*&i^>aii&$
O abaixo assignado taz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
que oquizerem honrar cora a sua
conunca.que elle tem estabeleci-
do o sea escriptorio de advogdo
arua do Queimado d. 26, 1.*
andar, onde pode ser procura-
rado desdeas 10 horas da manhaa
at as 3 da tarde dos dios uteis.
Eduardo de Rarros Falco de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
&Al&3ISfiliS aHUMB gIMIftMB
*\r% ai jjip^ PMfBf era* aCW WJ P3* ern OaJW Jtvli
Attenco.
Nao tendo os devedores do caialdofioado Joo
Tavares Cordeiro prestado attenQao ao annuncio
2ue em data de 12 de novembro prximo passado
zeram os administradores do dito casal, e tendo
o Illm. Sr. Dr. juiz do orphos concedido somon-
te mais tres mezes para a liquidaco, os mesmos
administradores previnem aos devedores do ca-
sal, que aquelles, que no prazo de 8 dias nao
reslisarem seus dbitos, sero coagidos a faze-lo
pelos meios que a lei faculta. Racife 20 de abril
de 1861.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por, 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortiment de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de car*
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande sallo da ra do Imperador
No grande salSoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3jj(000 rs-
cada um, as pessoas que desejai em ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalbeirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
O testamenleiro,
Joaquim Antonio da Silveira.
0 O advogdo Innocencio Serfico de 9
SAssis Carvalho declara que para os miste- &
res de sua profisso so pode ser encon-
0 trado em seu escriptorio, ra do Queima- 49
0 do o. 14, das 10 1)2 boras da manhaa at @
9 s 3 da tarde, nao podendo ser antes $$
9 por estar oceupado nos trabalhos de 9J
m sua cadeira no collegio das artes. @
***#*
10 desembargador J. M. Figueira de Helio
vende palo preqo do cusi em Londres, com o
frete e dioheiro pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criado, o qual ainda nao (oi
servido ; quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Alfonso de Mello, na
ra da Aurora n. 46.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para (ora.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston & C, rus da Senzalla Neva n. 52.
Ha para vender-se urna escrava com idade,
que sabe cozinhar o diario e lava : na ra do So-
to ou Ilha dos Ratos, atraz da ra da Aurora,
casa terrea n. 1.
D abaixo assignado ignorando a residencia
do Sr. Antonio Moreira Reis, senhor directo do
solo do engenho Junco, sito na comarca do Porto-
Calvo, provincia das Alagoas, roga-lhe que baja
de vira sua casa na ra da Aurora n. 46, afim
de receber a imporlaocia dos respectivos foros,
conforme se acha aulorisado pela toreira do mes-
mo solo.Fernando Affonso de Mello.
Precisa-se de 2:000,000 rs. a juros sobre

CONSULTORIO
DO
MEDICO
5Ra estreita do Rosario3
f
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhaam, moente e correte, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaco para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e seu respectivo forno.casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pues por tarefa com um
parol de cobre sufficlentemenle grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufflcien-
te capacidade, urna deslilac&o completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobro de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de viole e dous graos pelo
ariometro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arranjada, coro dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamenlo com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixoes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamento; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar Irinla casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falla seja qual fOr o
verao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira ro e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem coinpostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufSciente capacidade para
dar estacas para cercar e lenbas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fdr mister fazer-se nos edificios rus-
lieos. Os partidos tanto de vsrzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas
para conservacao da bocea.

STAHL C. |
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
Roa da Imperatriz numero 14
(Outr'ora Aterro da Roa-Vista.)
| Retratos em todos es- |
tylott e tamanlkos. |
| Pintura ao natural em |
| oleo eaa;uare\\a. f
| Couas de dagnerreo-
| tyno e ontros arte- |
| Vacos.
{ Ambrotynos,
Paisageus.
MI M!!
PARTEIROE OPERADOR.
3 Kl A II VC.I.OlvIA.i VS VIH^n \ll V03
Cliniea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao sopara acidada, como para o engenhos
u outras propiedades ruraes.
Os chamados devera ser dirigidos sua casa at islO horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & G. na .ra da Crnz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos horneo patneos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grande......,.....10*000
Dita
Dia
Dita
Dita
de 24 ditos,
de 36 ditos,
de 48 ditos,
de 60 ditos. ,
8
155000
209000
25?000
30*000
1000
2000
hypolheca de uro sebrado : quem liver e quizer I ciaco m pSes sem nunca 8er preciso plantar na
fazee negocio dima-se ma estrella do Rosario n.\u. .., ni; rr-.an n>r< nmuo. >
fazer negocio dirija-se
s. 34, primeiro andar, que achara com quem
tratar.
Precisa-se de 2:000,000 a juros sobre hy-
polheca em predio nesta cidade : quem preten-
der dirija-se a rui Bella n. 6, a tratar com Ma-
ooel Jos da Silva Cabral.
La va-se e engomma se com perfeicio o
mais commodo possivel: na ra di erzala Ve-
lha n.50, segundo andar.
Aluga-se um escravo proprio para qualquer
servico : quem precisar dirija-se a ra Direits
n. 14.
Mathias Tavares de Almeida faz sciente ao
re-ipeitavel publico o com eapecialidade ao corpo
decommercio, que desde o 1. de margo do cr-
rente anoo deixou de ser socio da loja de ferra-
gens da ra do Queimado n. 30, cuja casa gyrava
sobre a razao social de Lei te & Mathias, ficando
todo o activo e pasiivo cargo do socio Leite, o
Sr. Joo Leite do Reg Sampaio. Recite 29 da
abril de 1861.
O pxoprietarlo do estabelecimento lypogra-
pfaico da ra do Imperador r>. 15, defronte de S.
Francisco, faz sciente ao publico, e principalmen-
te aoe seus ireguezes, que d'ora em diante at
oulK> annuoeio, o seu estabelecimento abrir-se-
na as 9 hars da maoha e fechar-se-ha as 4 da
tarde,
Attenco.
Manoel Joaqalm Dias de Castro, arrematante
da mssea fallida de Joaquim Antonio Diaa de
Castro, e depois Castro & Amoro?, avisa aos de-
vedores das ditas exlioctas firmas, que no prazo
de 30 diat veoham satisfazer seus dbitos na mes-
dii loja, lindos os quaes usar dos meios que a
eilhe faculta. Recite 2t de abril de 1861.
Precisase de urna ama pa-
ra cosinhar e comprar para
casa de urna pessoa s: no
beccodo Padre n. 6,primeiro
indar.
III | |
iTugar urna ama que aaik)
tambara engomaaar: na n
flatos, casa terrea o. 1, i
da chegar o panda tdicio 4o Gymnsiio, roa da
AmmT
. Precisa-se alagar urna ama que tai ha co-
zinhar o diario a tambara engomaaar: na ra do
Sete ou Ilha dos Ratos, ewa terrean. 1, antes
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1861,
a findar-se em 1862, sendo avahada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condices e
lempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu propie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummood no sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa,e dos Afflictos, de manhaa at 1 hora da
larde.
Quem precisar de ensino de primeiras le-
tras, msica e piano, para principiante fora da
oraga ou engenho, anouncie, ou tratar na ra de
Uortas n. 27.
Maravilhosa cura.
Tumor no braco
Sr. redactor.Vou por meio de sua acreditada
folha agradecer publicamente a maravilhosa cura
que o Sr. Ricardo Kiik, com escriptorio na ra
do Parto n. 119, acaba de operar em meu filbo,
de pouco mais de aooo e meio de idade, ao qual
sobreveio um tumor no braco direito junto ao
hombro, em cujo lugar os aenhorea facultativos
julgaram a dililacao difficil e perigosa ; e sendo
eu aconselhado a recorrer ao sobredito Sr. Kirie,
este senhor applicou-lhe urna das suas chapas
medicinan, e ella s, em menos de 15 dias, fez
apparecer a supuraco, quasi sem soffrimeotos, e
actualmente [gracaa Dos em primeiro logar,
e em segundo ao Sr. Ricardo Kirk), acha-se meu
innocente Bino perfeitamente sao :Techa, pois,
bondade, Sr. redactor, de inserir estas lionas,
dando por esta maneira um sincero e publico
testemunho de minha gralido ao Sr. Ricardo
Kirt.
Ra da Assembla n. 8, Rio de Janeiro.
Jos da Silva Mello.
Recoohecida verdadeira a assignatura supra
pelo tabellio.
Pedro Jos de Castro.
Quem tirar um moleque de idade de 18 a
22 annos, e o quizer a lugar, dirija-se a ra da
Alegra n. 44.
Freeiea-se de dous homens portoguezet que
saibam IrabsHiar com carracas ; oas Cinco Pon-
Us n. 71.
Attenco.
D Mara Bernardina da Conceicao
Lima, vende ptra pagamento dos ere-
dores de seu finado marido Antonio Ro-
drigues Lima, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e sotao n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
tao n. 42 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na tiavetsa da Madt e de Dos, um dito
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. 4 sita na rna da La*-angera :
Os pertendentes podem dirigir-se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr. Augusto Ribeiro Lima Chalara.
if Pif"ii-ar*iPa"i ** aMaflMBflBftMI
MnniVVM DBfwwWfTOf BW oB% i^uw w*
CONSULTORIO ESPECIAL
IIOMEOPATHICO f
DO j^
DR. CASAXOVA,
30-Hoa das Cruzes-30
Neste consultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ca-
tellan e Weber.por presos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
K~^lie'6-ftft^ft*i ax&tu* r) m niw WU> viam ennvHWvmMi
0 bacharel W.TRUV10
procurado na ra Nova n. 23,primeiro
andar, do sobrado da esquina que volla
para a Camboa do Carmo.
O bacharel em direito Jeronymo
Salgado de Castro Accioli transferio a
sua residenciada ra Yelba para o bair-
ro de Santo Antonio, ra do Queimado
n. 30, primeiro andar, onde advoga
perante o tribunal da relacao e mais au-
ditorios desta cidade. No jury desta ca-
pital e counreas visinhas, encarrega-se
de qualquer defeza mediante razoavel
ajuste. Promette a todas as pessias que
o honrarem com a sua con nanea tomar
todo interesse as questoes que forem
confiadas ao seu patrocinio.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
83 da ra do Pilar, em Fora de Portas, com ex-
cellentes commodos : a tratar no segundo an-
dar do mesmo.
SOC1EDADE
Recreio Literario e Be-
neficente
De ordem do Sr. presidenre effectivo scientifi-
co pelo presente a todos os senhores socios que
quarta-feira, 1. de maio, s 3 horas da tarde ha-
ver seaso da assembla geral.
Os socios que nao comparecerem e que nao
patticiparem serso, Dcaro incursos ao 9.a
do art. 38 dos estatutos que regem esta socie-
dade.
Secretaria da sociedado Recreio Litterario e Be-
nefiecnte 29 de abril de 1861.
S. S. Moraes Sarment,
1." secretario
Precisa-se de urna ama escrava ou
forra para o interior de urna casa de
nonra familia ama dn CnMeatn hnie linter, eogommar o cozer.: na ra da Aurora n.
pouca tamnia na ra do (Allegro noje 4 ?ollM pgra a h| d0| U{ gobrtdo 4e UB
do Imperador n. 81, taberna. andar.
GRANDE COSMORAMA
Ra da Imperatriz n. 21.
AQ BELLAS VIAGENS DE ILLl'S.lO
Quarta-feira 1 de maio de
1861
O dono deste rico e importante estabelecimento
roga ao respeilavei publico desta lio maravilhosa
provincia, para que nesta noite visitem este mui
apreciavel divertimento, obrigando-se expor as
vistas mais notaveis e curiosas, as quaes tem sem-
pre tido apoio geral : espera pois na proteceo
das dignas familias e senhores estudantes, que o
honrarn como espera
Nest a noite cstarao expostas as vistas se-
guintes :
Cidade de Jerusalm apresentando os soffrlmen-
tos do Creador do mundo.
Cidade do Recife lirada da fortaleza doBrum pe-
la mar pequea.
Vista decoostral, as forliDcacoes na Russia.
Grande cidade de Roma.
Vista do jardim na Frange.
Vista do interior da igreja Magdalena na Franca.
Vista de Pernambuco tirada do telegrapho.
Vista de Mosco w antiga capital da Russia.
Entrada na Franca porS. Martin.
Vista da igreja de S. Marcos coi Veneza.
Vista do porto de mar em Veneza.
Vista da ponte Rearto em Veneza.
Vista geral de Fontainebleau, Pars.
Vista da igreja de S. Marcos mostrando os dous
gigantes.
Entrada geral 500 rs. cada pessoa.
O abaixo assignado
previne a todas as pessoas que se acham a dever
na sua taberna da ra da Roda n. 48, que nao
6 SCI' P88"em os seus dbitos se nao ao seu caixeiro ora
existente, ou a pessoa habilitada com procuraco
do abaixo assignado, visto nella nao ter mais ge-
rencia alguma o Sr. Maooel Jos da Silva rmen-
le!, que alero de nao ter prestado contas, levou
comsigo os livros do estabelecimento. Recife 26
de abril de 1861.Victorino de Almeida Rabello.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava,
para casa de pouca familia ; a tratar na ra das
Cruzes o. 12, segundo andar.
Precisa-se de urna ama para coziohar em
urna casa de pouca familia, pagase bem : em
Santo Amaro, passando a fuodi(o do Sr. Slarr,
ra do Lima o. 1.
Tubos avulsos cada um.........:
Frascos de tinturas. : ............
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........20&000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Helio Maraes. ..'.... k 6500
Cura certa dasliydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do patzem muitas molestias, administrando-as em dses bo-
meopalhicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao pjejudicava aos
meus doentes.
D'entreo numero de molestias, que litro de tratar, urna classe me mereceu muila alinelo
Unto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidale que aprsenla. Esta classe de
molestia a hydropesia.
. Tive de tratar de multas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
correspondiam a minha espertactiva ; tendo porm conhecimeoto de urna planta, que havia produ-
duzido bons resultados em alguns casos, tralei de esludar os seus effeitos e na verdade tive o pra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesis.
Sendo pois as hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que aectam a nossa populaco e que grande numero de victimas ha feito em todos os lempos,
julgo ter prestado um grande servico a humanidade com a descoberta de um agenle lo poderoso,
que nenhuma s vez me tem falhado, ainda mesmo nos casos mais desesperados.
Na ascilis (hydropesia de ventre) costumam extrahir o liquido por meio da puncho ; mas o
liquido que se extrahe nao a causa da hydropesia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
que a extracto do liquido que constitue a ascilis um meio pallialivo com o qual d-se em verda-
de algum allivio ao doenle, mas se eropeiora o seu estado ; por quanto sempre ou quasi sempre o
liquido se reproduz com muito maior rapidez, na razo directa das operaces que se repetem para
o extrahir.
Quasi sempre a ascilis symptoma da leso de urna vicera do ventre particularmente do bsQo.
E' lo seguro o tralameoto das hydropesias pelo novo agente, que nao receioem offerecer-me
para applica-lo com a condieco de nada receber no caso de nao Qcar o doenle curado, seja qual
fdr o seu estado ; e como desejo que a efhcacia deste remedio seja comprovado pelos mdicos pedi
ao Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annuio, e por cujo motivo Ihe tributo o meu sincero agradecimenlo.
Assim pois quem se quizer aproveitar dos meus traeos servidos se digne de procurar-me em
minha casa, ra da Roda o. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Altes Tenorio.
APPKOVACliO EllfORISACi
Der advocat Cicero Peregrino aehrt
fort seine dintele zu bedienen, in sei-
nem Comploire Queimado Strasse n. 26,
\vo er taeglich von Morgens 10 bis Nach-
miltags 3 Uhrzu sprechen sein wird.
fi$ O bacharel Cicero Peregrino contina ^
t>, a advogar no sea escriptorio na ra do m,
* S$ pode ser procurado das 10 s 3 horas da
&{,t9' m
so $
g. Cicero Peregrioo, bacbelor of laws, ma
^ may be eonsulted on matters aiTectiog *~
his profession al bis office, o. 26 ra do gt
Queimado 1 si. floor, daily from 10 at 3 '
o'clock. #
DA
16, l.er tage, ou l'on peut le trouter
, tous les jours de dix Irois heures.
#
Precisa-se atusar urna preta que aaiba, i
s
co-
Lmtuik itnmi si mmu
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
whwm mmmmt
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affeciadas-
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em toda
vincias deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se te
as enifermarias abaixo escripias, o que se prova com innmeros ai testados que exisem
seas capazes de disiincgoes.
Com estas Chapas-electro-magnkticas-epispasticas obtem-se urna cura rad
fallivel em todos os casos de inflammago ( eansa externas, como do Ggado, bofes, estomago, bsco, rins, tero, peto, palpitarlo de coraco, gar-
ganta, olhos, erysipelas, rheumalismo, paralysia e todas as affec^oes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lombinhos escrfulas etc., seja qual for o
seu tamaaho e profundeza, por meio da suppurac,o sero radicalmente extirpados, sendo o seu
uso aconselhado por habis e disiinclos facultativos.
As encommeudas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para hornera, senhora oo crianca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na caneca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a circunferencia: e sendo inchagoes, feridas ou ulceras, o molde do seu ia-
manho em um pedazo de papel e a declarscao onda exisem, afim de que as cbapaspossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicaepes e tambem de lodos os accesso-
ios para a collocac,So dallas.
Consulta as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriptorio, que
se achara aborto todos os dias, sem excepc,o, das 9 horas da maahaa s 2 da larde.
||9 Ra do Parto ||1)
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Ra do Queimado botica n. 15.


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()
WAJUO DI HCAR4IIICO QAM1 FBHA 1 M W Dt ItW.
AVISO.
lude
superior
No di 1* de maio haveri apees,
nt casa da Metalarla do commaodo
11 horas da oanhia.
Os interessados comparecam a hora iadicada.
O secretario,
Firmimo Jost de Oliveira.
Pirtico Joa da Oliveira, mudou-ae paca
o 2* andar de sobrado do pateo do Livramento
a. 31. 5
Roga-se ao Sr. Bernjjdino Antonio Vielra,
que dirija-aa i raa da Imperalriz o. 40, S* andar,
a negocio de teu interesa*.
Na livraria 6 e 8 da> praca da
Independencia prectsa-se fallar ao Sr.
Uliaei Cokles Gavalcanti de Helio.
Precisa-se de urna ama que ssiba coziahar
a fazer todo o servigo do interior do na casa:
na ra do Li?ramalo casa o. SO, 2* andar.
Regresa* para a Rio de Janeiro no vapor
Paran, o snbdilo portogaez Jos Antonio de Se-
que ira.
W. p. Hughes, Inglez, segu para a Eu-
ropa.
Feliz resultado.
Forte inflamma^aao do flgado e do
aoo.
E' muito sensivelpara um> pai ver sua amada
fllha, de idade de 15 anaoa, soffrer continuos pa-
decimentos sem lhe poder valer.
Era to tristes circooistancias me achei en, que
tendo urna fllha com ama forte inflammagio do
ligado e do bajo, que lhe tirara a respirago, e
lhe causara ailo cansaco, hara muito tempo
3ue assim soffria sem que lhe podesse dar reme-
io ; por nltimo recurso mandei chamar o Sr.
Ricardo Klrt, morador na ra rio Parto n. 119, o
qual.applicando assuas chapas medicinaes, tere
o mais feliz resultado, pois grecas a Dos, mirrha
Clha est hoje de saude perleit, o que eu quasi
nao esperara, e eu srei etoinameole grato a este
senhor, pois que, depois de Dos, foi causa de
salrar-se a vida de minha querida fllha.
Domingos de Oliveira Pinto.
Ra do Sabao o. 268, Rio de Janeiro.
Eslava a firma reeonhecida pelo tabellio Joio
Pinto de Moraes.
Cartas.
No escnplorio de viuva Amorim & Filho, ra
da Cruz o. 45, existem aaa* cartas rinda do Rio
de Janeiro, sendo orna pata Sr. Victorino da
Silva Leitio, a oatra para 8*. Tiburcio de An-
dr.de VeUaaajoe. a col* fias tayas favor
de viren receba-las.
Ignacio Joa Mas Corris, lubdita porlu-
guez, retira-a* para Usboe con sua mulfaer Car-
asinda Xavier de Sonsa e duas fllhas mea o rea
Dorgiral Lidia.
iosepfca Isabel do Amparo, natural da pro-
vincia da Paraaiba, desoja saber coas urgencia
a est morando nesta provincia oa lora delta,
teu mano Joio Francisco Setuba do Nascimenlo,
Jue mesmo rosa algumss pessoas que dellesou-
erero, dirigr-se ra larga de Rosario n. 37,
em casa de JoSo do Reg Paleto, onde a mosma
reside.
Urna pessoa de Portugal, deseja sa-
ber se anda existe o Dr. Jas Goelho
de Oliveira, que outr'ora resida na
Cabo ou Escada, em nm engenho, afim
de lhe comtnuoicar noticias de urna he-
ranea que lhe pode locar por marte de
im prente: adeixar explicacesna
livraria ns. $ e 8 da praca da Indepen-
dencia, com o subscripto--Alpha.
Calvicie.
A til idade da pomada in-
diana nao so de fazer nas-
cer os cabellos mais tambem
de dar-Ibes forca para evi-
tar a calvicie e nao deixa-
los embranquecer to cedo
como quaudo ella n&o for
applicada ; alem disto, sen-
do sua composigo formada
de substancias alimentares.
AtU|U|BW
ralla n8T,
Mo, nio aa
roadoQuei-
a loja cota armacio da casa
propria pera qualquer esta)
albaado o proco: a tr
mado a. 46.
O bacharei Joto da Costa Ribeiro Hachado
tMO-ooortpiori de aavoeaeta 6 ra do Queimado
a. X. m> pode sor procurado das 9 ii 8 boros
da tardo.
CftV ANUA DA TU FRREA
OD
Recife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Roga-se a quera Hverdo fazer alguma reela-
maeao ou queiza sobre perda. demora ou arara
em gneros transportados pela via frrea queira
dinpr-se naaediatamente ao 8r. James Kirk-
ham inspector do trafego na estacSo das Cinco
Pootas oa na do Cabo, por escripto ou pessoal-
monte.
Tendo-se dsdo alguns engaos na entrega do
assucar em coosequencia de todos os saceos nao
serem marcados roga-se aos Sra. agricultores
que os queiram fazer marcar distinctamente com
o nomo do engenho o que pertencem por ex-
tenso. r
Assignado-E. H. Bramah,
Superintendente.
Precisa se de urna ama. preferindo-se es-
crava ,- no pateo do Terco n. 26.
Aviso.
M. J. Leite, roga a seus de ve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus debito na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse m com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de -i andaras no be eco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Avise ao publico.
0 abaixo assignado, morador-no termo de Cim-
bres-da comarca do Brejo da Madre de Dos,
scientiQca ao publico que ninguem contrate ne-
gocio algum de compra com a escrava Juliana,
crioula, pertencente ao casal do finado Joao Tho-
maz de Albuquerque, por se achar sua viuva D.
alaria de Siqueira Cavalcanti responsavel pela
quanlia de 1.000$000 que aquello finado se obri-
gou para com o abaixo assignado, como ludo
consta do documento que existe, nao s porque
ainda se nao procedeu a inventario nos bens dei-
zados por aquelle finado, como porque esses
poucos bens deixados teero sido vendidos e con-
sumidos, restando somente essa escrava Juliana,
nico bem qoe pode gwaotir essa divida de
1:000 a que tem direito o abaixo assignado, na
qualidade de procurador do majer Antonio dos
Santos de Suuza Leso, na queslo que sustenta
contra, alguns dos herdeiros da finada D Hara
dos Prazeres Cavalcanti, sondo tambera o abaixo
assignado, por parle do seu conslituinte, cessio-
nario da mor parte das cotas hereditarias nesse
mesmo inventario.Pantalio de Siqueira Caval-
canti Jnior.
' C. Starr, subdito britnico, faz urna viagem
para fra do imperio.
Joaquim Jos Tavares, com casa de negocio na
a absopgao pelos poros nao roa Imperial n. 215. declara ao respeitavel nu-
eoo-nto. r. h im.H. bIiC0f qae haTend0 ootrosdeigual notne de boie
em diante ae assigoar por Joaquim Jos de Olio-
da Tavares.
sobrado
a tratar
Aluga-se a loja do
ra da Imperatriz n. 58 :
mesma ra n. 40.
Aluga-se um terceiro andar e sotao
dis melhores ras do bairro do Recife
na ra da Gadeia o. 33, loja.
da
na
n'uma
a tratar
pode ser nociva. Depsitos! roa do Imperador
n. 59, e roa do Crespo o. 3.
Pede-se toda a t ten cao.
Custodio Jos Alves Gumaraes & C.,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que lhe venham saldar suas cori-
tas no prazo de 15 das, e quando as-
sim o n5o fizerem seao entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDADE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
& Companhia
Os senbores socios eommanditarios sie convi-
dados a receberem o segando dividendo na ra-
zao de 15 0t0 ao anno. .Recife 22 de abril de
loo!.
Sendo presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de l>teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Um mogo Portuguez, guarda-Iivros de urna ompram-se escravos do sexo masculino de
casa commercial, dispondo de sicomas horas lz,a.zu anP0,s> cabr" ou negros na ra da Impe-
ndas se oterece para fazer alguma escripturacao' ratnz D' ** ,0Ja-
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
or o seu estado : quem necessitar, deixar car-
iar fechada nesta typographia sob as iniciaes D.
CONSULTORIO ESPECIAL lOMEttATHICO
DO DOCTOR
SAMO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguiutes molestias :
moesiio dat mulheret, moUttxa das crian-
cas, molestia da pell, molestias dos olhos, mo-
lestias syphxlUicas, todas as especies de febres
febres intermitientes e suas consequencias,
pHAR""AClA ESPECIAL HOMEOPATH1CA .'
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as csotelas necessarias, in-
fslhveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
N. R. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sna pharmacia : todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao seompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes patarras : Dr. Sabino O. i.
Piano, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos mediesmentos que se pe-
ne, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Tende-se nao perfeiu coiioheira. oobondo
te"^fm.l*nrt,.*W fatoreoosprao! no
raa do Sania Isa
Pechincha a 3000.
__ Vendo-oabotachtona inglesa muito aova, bar-
ricas cera 24 lbeos no armazem o Aunas, con-
fronta a alfandega, n. 7 B.
Ullima moda de Pars
Infeites decabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de ouro, roa do Cabog n.
1 B. sonde as seohoras acharo um completo
sortimento de eamitas de esboce, tanto pretos
como de lindas coros, da ultima nto*1a de Paria,
recebidos oo dia 16 pelo vapor ff^tr. poi as
senhoraa que desejarem ver poderq mandar pe-
dir, que promptamente so lhe mandaras as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de neos que sao ninguem deixar de comprar :
isto s na loja d'aguia da ourot na do Cabog
o. 1 B.
Cascarriibas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca recebeu com as domis
cousas viudas pelo ultimo vapor francez, mu no-
vas o bonitas cascarriibas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excelleate
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s se encootra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Propriopara mimo.
S na loja d'aguia de ouro, rao do Gabug n.
I B, chegado nm completo sortimento de cai-
xinbas para costara de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos o ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo da senhora
ou menina : islo s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n. 1 B.
lELOfilOS.
Compras.
Compra-se sebo da
na ra do Brura n.46.
trra, sendo derretido
CASA
vdm mm*iwsmrw8M WPrWwrsfJSrJSl
Dentista de Pars
15-Ra Nova15
, cirurgio dentista, faz
DE
commiso de eseravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi defal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antiga escrip-
torio de commissao de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ah
da mesma maneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conta de seus senhores, nao se poupando esforcos
para queosmesmos spjsm vendidos com promp-
tido, afim de qu^s^u* senhores nao soffram em-
pale coro a rea delles. Neste mesmo estabe-
lecimento In serupre pra veader escravos de
ambos os sexos, velhos e moco.
Paul Cohn, subdito francez vai para o Rio
de Janeiro.
Aviso,
Do poder de um dos caiieiros do abaixo assig-
nado desencaminhou-se urna letra da quanlia de
560#, saccada pelo mesmo abaixo assignado em
25 do correte, a prazo de 3 raezes, e acceila pelo
Sr. Alexandre Jos da Rosa para 25 de agosto :
roga-se a quem a achou o f*vor de entrega-la no
escriptorio da ra do Trapiche n. 14, na certeza
de que a mesma letra flear sem valor no caso
de nao apparecer, pqis o acceitante ji se acha
avisado para a nao pagar. Recife 27 de abril
de 1861.
ilanoel Alves Guerra.
Frederic Gautier
todas as operaces da sua arte e colloca
I dentes artificiaos, tudo com a suporiori-
I dade e perfei$5o que as pessoas entendi-
das lhe recouhecem.
Tem
J
agua e pos dentifricos etc.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
Compram-se moedas de ouro de 20a -
ra Nova n. 23, loja.
Vendas.
na
ASSOCIAQAO
DOS
Artistas alfaiales.
De ordem do Sr. presidente convido a todos os
socios desta associajo para domingo S de maio
se rennirem na sala das sessoes, s 10 horas da
mauha, afim de proceder-se a eleicao do con-
sclho administrativo.
Secretaria da Associaco dos Artistas Alfaiales
28 de abiil de 1861.
Antonio Macario de Aasis.
1*. secretario.
Estabelecimento de carros fu-
Arrenda-se o engenho Castor por preco
muito com modo, de boa producQo, na freguez'ia
de Sennhaem, distante legoa e meia da via fr-
rea ; a IraUr no escriptorio dos Srs, Leal & Ir-
mao, na ra da Cadeia.
mnm-m-mmmm
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padres seguintes :
B;aricas de 1# com urna figura.
Ditas de 58 com urna dita.
Rxas de 50J.
Brancas de 00$.
Verdes de 500.
E mois: uoias do banco da Baha
rd? 1*J!- 5 2^.r- di,as da C8i
filial da dita de 20 : na ra da Cruz
do bairro do Recite, armazem n. 27.
MfSH-a-KHMl
u7 T^h/W" uma escra?a criouls de
t T'S ,dade que 8eia Pndada e sem
vicios, prefenado-se que tenha estado em casa
de faraa : a tratar no escriptorio de Amorim l-
maos, na ra da Cruz n. 3.
J. Hunder, alfaiste, na ra Nova n. 69, av-
md.. hU J'u P.regressivo o aos amantes das
sortimpnn He"r ^?' Qae eDC^ati um bom
sortimento de fazeodas novas o modernas pro-
FhirPm 9a88Ca8'C8lc" e co,,ele. com s me-
lhores ofliciaes, que se pode servir aos freguezes
com promptidao; e uma machina de costura
4ltenco.
n. 10, do abaixo assignado.
Chegou a este ettabelecimenlo um
riquissimo panno de velludo preto, bor-
dado e guarnecido de ouro uno verda-
deiro, para enterros de primeiraordem.
Existem carros fnebres para anjos,
donzellas e defuntos, entre estes um to-
do preto decentemente guarnecido,
Tambem se ornece todo o necessario
para qualquer enterro ou oiHcio, sera o
menor encor modo das partes*
Na noite de sexta-feira 36 do corrente deixn
pareceu do sitio da viuva Carvalho em S Joa do
frinTLnhh0; "? "V8" n,el,ad0 claro, carnudo
frente aberla cimas pretas. com alguns cabelloi
brancos. cauda da mesma forma e comprida eal!
jado de preto as mos e de branco
ai cada mao uma feridioha,
nos ps;
e em um dos
Nova pechincha.
Na loja de 4 portas n 56, roa da Imperatriz.
oufr ora aterro da Boa-Vista, vendem-se fazen-
4 J.1.80' e 2W rs. o covado. ditas francezas a
o 320 o covado, chales estampados a 29700 cada
um, pecas de cassa para cortinados a 2500, ditas
de cambraia para forro a 1600, ditas finas para
vestidos a 2&500, 3, 3500. camisas para senho-
ra, gollinhas e puohos muito finos e rutremeios
o tiras bordadas, tudo isto por barato valor.
Poassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido o acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova o de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
podra ; tudo por prejos mais baratos do que em
outr3 qualquer parte.
Attencao ao Carioca.
Na ra eslreila do Rosario n. 25, loja do funi-
leiro, existe um grande sortimento de obrss de
(landres de todas as qualidades. como seja bahs
de todos os tamanhos com fundos de madeira e
fechaduras, caixas para conduzir comidas, bacas
e banheiros de formas elegantes, formas para
bolos e pudins, assadeiras, urnas grandes e pe-
quenas, emflm tud.o quanto desejar se possa em
landres, sendo todas estas obras do melhor gosto
e bem acabadas, que s a visla animarlo ao com-
prador, o por mais mdicos precos do que em
outra qualquer parte ; recebem-se encommeodas
e se garante a promptido.
Feijo amarelo
Veode-se na ra dos Pires n. 42, a 400 rs. a
cuia para acabar.
nebresdopateodo Paraizo r?^
?.r!Ch"d,0-: luem Ww'o'o TnoHeolTi!
n 41 L^rTll- U rua da Cadeia d ^cife
0.41, que ser bem recompensado.
7* Na 'ivraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisase fallar ao Sr.
Jote Rufino de Mendonca.
Pede-se
com as-
seio, promptidSo e precos commodos, a
qualquer hora do dia e noite no mesmo
estabelecimento ou no mesmo pateo lo- no M" 'iptorio, raa'do (Zabiiai
ja do.sobrado n. 13 e sobrs km. 18.
Jos Pinto de Magalhes.
Ricardo Mara TWra, sobdfto eortoguef,
retira-so para o Manabas.
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na rua do Cabuga' n. 1 B, a negocio
que nao ignora.
n.Z ?f^Mfno, Mreira Ooerra, tendo termi-
nado os trabalhos do seu concurso na FaraW.ft
reto. cooHnua aadvogar no foro civil, com-
X e errminal, para o gue sari encontrado
n. 2, das 10
tr!Z*?'?'!B?a1? superior
ar-
cal! *. "* dd P*1*0 d0 Li",_
Armazem de fazenda
DA
Rua do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chines, a 1|800.
Lenco es.
Leoces de panno de linho fino a 18900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, neto ba-
rato pre^o de 5. "
Ta ra tana.
Tarlalana branca para forro de vestido, nelo
baratissimo prejo de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 340 rs. o covado.
Chita ranceza.
Chitas francezas polo barato proco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 e 6 palmos elargOj propria para fom
sala e camas.
Cortes de coilete.
Cortos do rollado preto bordados a 6|.
Mantas de Llonde.
Mantas do blondo protas de lodosas qualidades
Cambraia branca.
Pocas de cambraia busca fina a 21800, 3*000 o
Toalhas.
Toallas do fasllo a 800 rs. cada uma.
Vende-se em casa de jSaandres Brothers & C.
praca do Corno Santo, relogios do afamado fa-
brica ule Roskell, por prpeps commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os raesraos do
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est veodendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torzal com vidrilho aljjo par;
a ellas, antes que se acabem : na rua do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDLAS
del#e5000.
Continua-se a trocar ondulas de orna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pravas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo 4 Mondes, rua da Cruze
o. 1.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja do aguia de ouro, rua do Cabug n. 1
B, venoe-so vidrilho preto, azat e branco asse-
tioado, que se vende por baratissimo preco de
2.500 rs. a libra s na sguia branca.
Asverdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez uma nova remessa das verdadeiraa luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem rua do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que s3o as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos precos-:' na rua
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundti Carlos
Leile & Irmo.
loa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissiraos, para fechar con tas .
chapeos do Chille para hornera e menino a 3$500
corles de casemira de cores a 3#500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3$, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadriohos miudos
de cores escuras e gostgs novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 2*0 rs.
cassasde cores de bons goslos a 240, organdys
muito Ano e padres novos a 500 rs. o covado
pecas de eatremeios bordados finos a 1>300 ba-
ados bordados a 320 a vara, goliohas bordadas
a 610. manguitos de cambraia e fil a 2JJ, bra-
52!? de al80,l,> co 9 palmos de largura a
18280 a vara, sobrecasacas de panno Ano a 20 e
25$, paletots do panno e casemira de 16 a 20S
diiade alpaca pretos de 3500 a 7$, ditos d
bnm de 3 a 59, caigas de casemira preta e de co-
res para todos o precos, ditas de bria de cores e
brancas de 2^500 a 5j, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, todo 5a
cortes de caesa de core a 2, pegas de madapo-
lao fino a 49500, assim como outras muilas fa-
zendasque se vendero por meooa do seu valor
para acabar
Attenco
E' barato.
Camas de ferro de todos os tamanhos o quali-
dadeJf a* mais modernas que toa rindo a esto
mercado ? na loja de ferragens, raa 4a Cadeia do
Redre a. 58 A. do Vidal & Bastos.
VELAS
DE
cera de carnauba,
Vende-se a 13a s arroba, o a 440 rs. a libra ; na
rua da Boda n. 48, sobrado. -
Relogios.
Vende-se em easa de Jobnston Pater & C.,
raa do Viga rio n. 3 ura bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uma variedode de bonitos traacelins para os
meamos.
Para o bailo do dia 4.
Cassino Hurtar Pernambucano.
Eoconlram-seas bellas botinaa de setim branco
para senhoras : na loja do vapor na rua Nova no-
mero 7. .
Vende-se um preto de bonita figura :' na
praga do Corpo Santo o. 17.
Vendem-se seis nonas partes de um sitio
com casa de venda, na estrada do Parnameirim
junto ao sido do Sr. Francisco Goedes deAraujo :
a tratar ne rua do Queimado n. 18, segunda loja
indo do Rosario.
Vende-se uma taberna a dinheiro vista
ou a prazo, bem afreguezada.- quem pretender,
dirija-so a rua Diieita n. 31, que achara com
quem tratar.
OS MISTERIOS
DA
CIDADE DA BAHA
POR
Joo Nepomuceno da Silva.
Acha-se venda o i. volumo na livraria ns.
o e 8 da praga da Inlependencia a lfOOO.
Vende-se a barcaga Aura-Vapor, ae car-
ga de 700 arrobas, e navega na barra do Suape :
quem a quizer, dirija-se ao lenente-coronel Ma-
noel Joaquim do Reg Albuquerque.
Arcos para salas balo.
No armazem de fazendas de Joo Jos de Gou-
veia, rua do Queimado n- 29, outr'ora 27, vende-
so a 160 rs. a vara.
Farello de Lisboa.
Farello de Lisboa muito novo, vende Jos Luiz
de Oliveira Azevedo, em seu armazem na tra-
vessa da Madre de Dos n. 5.
PS-Ai2*!!f
Parece incrivel chapelinas de seda para
senhoras de melhor gosto possivel a 12a \
psra acabar : na loja de Guimares &
Villar, rua do Crespo o. 17. X
VIO.
Vendea-M ae melhores o mais frescas luvas
de pellica de Jeuvm que ae podem desefar, por
terem sido recebidas polo vapor francs, sendo
nocas, frotas o de coro, tonto para hnmem
como para senhora : na rua-4o Queimado a. K
loja da boa f.
Vendo-so confronte ao portio da fortaleza
das Cinco Pontos o segoiote : corroga para bois
e cavalloo, carrinhos de trabalhar na alfandega
ditos de mi, Urradores de caf com fogio, do-
bradigas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodaa da carrogaa o carrinhos, eixos
para os meamos, o quaesqoer outras obras ten-
dentes s officinas de ferreiro o carapioa, o alo-
gam-se tambem carrogas.
Baaha fioa em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de recabar nm novo
e grande sortimento de hachas, estrados, leos
para cabello, opiata, sabonetes, ec, etc., e con
isso a estimada banha, fluida napotitaio, em bo-
nitos o grandes copos de vidro opaco com lampa
de metal. Essa banha por sua superioridade o
activoa cheiros de rosa e flor do larsnje, ji ho-
je bem conhecida e apreciada, e contina a ser
vendida a z>300 cada copo*; na loja d'aguia bran-
ca o. 16...
?. -
Machinas do vapor.
Rodas d'agua.
SJ Moendas deesnna.
(B Taixas.
J Bjpdas dentadas.
SB Bronzes e aguilhes.
SJ Alambiques de ferro.
SB Crivos, padres etc.,'tc:
s Na .undiftode ferro de D. W. Bowmaas-
% raa do Bram passando o cbafariz. Z
#### # %%
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos pretos desta typographia
uma nova edigao da cartilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a antiga cartilha do vbbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
oragoes que aquellas nao tinbam ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis
e eclvpses desde o corrente anno at o de 1903'
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, do a esta edigao da cartilha uma
preferencia asss importante : vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
lelogios jfl|
Suissos.
Em asa de Sehafleitlla & C.rua dr Oras n;
38, vende-so um grande o variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaea, patente,
enronometroa.meioschronometrosde ouro'pra-
ta dourada o foleadoa a ouro, sondo esto relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suiasa, que ao
vonerao por precos razoaveis
Vendem-se taboas de amarello, louro
por pregos razoaveis.
E afeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enlejes de grade para senhoras, e os est ven-
dendo a 4| cada um ; na rua do Queimado, loja
d aguia branca n. 16,
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu um novo sorti-
mento de las de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do 7J a libra,o que em outra parte se nao acha
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, rua
do Queimado n. 16.
Bonitas caixiohas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a complante bo-
neca, cujos ps sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, o mesmo as senhoras usam delles
quando leem de sahir, como para iheatro. baile
etc., custa cada caixioha 25, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que es torna preferiveis: ven-
dem-se na loja d'aguia branca, rua do Queima-
do n. 16.
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia do ooro, roa do Cabug n. 1 B.
acabf-s de raeebos de aa. propria encemmend*
pelo vapor francez fitas de velludo de todas aa
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas o
lavradas. de lindos padres, qua ae vendo por
Braco muito oa conta, assim como atas do onaC
malote do todas oa coreo, proprias para cintoa.
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
do loreal com vidrilho muito novas a 11200aar
dius sem vidrilho, ., 80Q re., dita, da Sm&
td.s com bico vidnlao a 2 : Uto a ae vendo
na aguia de ouro n. 18.
Superiores manteletes.
IVondam-sB soperiores manteletes pretos rica
saoBte bordados, palo baratissimo prego da 35
a raa do Queimado n. M, loja da boa f.
Attenco.
Na rua do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C., existe um bom sortimento de 11-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveis.
A loja da ba-f
na raa do Queimado n. 1^
esta muito anida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1J000 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
11200 a rara; gangas franeezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhoa de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
rado : cortes de caiga de meia casimira a 1S600
ditos de brim de linho de cores a 28 rs.; breta-
nba de linho muito fina a 20, 22 o a 24 rs. a
pega eom 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 1400 rs. a vara; bramante delinbo
com 2 varas de largara a 2400 a vara ; longos
de esmbraia brancos para algibeira a 2400 a
duzia; ditos maiores a 35 ; ditos de cambraia
de linho a 6, 7 e 8 rs. a duzia; ditos borda-
dos muito finos n 8rs. cada um; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
vpita a 1280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo,a2000; e alm diato, outras muitas fazen-
das que so vendem muito barato a dinheiro a
vista: na rua do Queimado n.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sualoja na
ruado Queimado n. 1.
Pegas de bretanha do rolo eom 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para eal-
5, colleto o palitots a 960 rs. oeovado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 3,
4*J*a% 6 a peca, dita tapada, com 10 vara
a 59 o 69 a pega,chitas largas do modernos e
escollados padres a 340, 260e280 rs. o cova-
do, riquissirnos chales da marin estanpado a
7 o 89, ditos bordados cosa daas palmas, fa-
isada muito delicada a 9 cada um, ditostom
uma s palma, muito finos a 850U, ditaslisos
com franjas do seda a 59, leftcoi de eassas eom
barra a 100, 120 o 160 cada um. meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, datas do boa
qualidade a 3 89500 a duiia, chitas fran-
cezas de ricos desechos, para eoberta a 3S0 r.
o eovado, chitasescuras inglesas a 5!J00a
poca, a a 160 rs. o eovado, brim branco da paro
linho a 19, 19300 o *9S00 a vara, dito preto
muito encordad a 19500 avara, brilhantbi
asal a 400 r*. o eovado alpacas de difieren tes
3 M.p eovado, easomirss protas
finesa 250O, 39a 30o p eovado, eambraiai
pittt e de salpicos a a vara, o ostras
manas telendas que se fara patenta aoacmn*a-
dor, d todas st darlo amostras co paoJuir
Caes do Ramos armazem
n 24.
e pinito
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Uvas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, botas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitos cem muito bom pan-
no a 160 rs. o eovado, eassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 29
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
hna encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
"2" 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 1 $400 a vara, luvas de torga! muito finas a
00 rs o par : a loja est aborta das 6 horas ds
manba s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
Cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc.. e mesmo para pannos fi-
nos ero lugar de relo : es pregos sao baratsi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 1S200 a 3$000 a vara ; na rua do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encentra um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, Unto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, oos precos de 500 rs. a
29500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na rua doOuei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Boa largado Rosario
n. 38, passando a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Linhas brancas de Pedro V e carto de 50iar-
das a 20 rs. de 200 jardas a 60 rs., linhas de
carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a SO rs
linhas de carrinho finas de n. 80 a n. 200 de 100
jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
avaria, a 60 rs o carrinho, dita fina de 200 jardas
de n. 120 a n. 200, a 80 rs. o carrinho, linha
multo boa, luvas de seda para senhora com pou-
co mofo a 500 rs. o par, e a 4800 a duzia, ba-
laios proprios para compras a 3 e 38500 cada
um, linha do gaz de todas as cores, botes de
louga para camisa a 240 a grosa, e a 30 rs. a du-
iia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gro-
sa a 600rs., ditos muito finos a 120 e a 160 rs a
duzia baialhos de cartas a 320, 400 e 500 rs. o
baralbo, muito finas, franjas de cores para cor-
tinados ditas de seda para vestidos, dilas pretas
com vidrilho, ludo muito em conia, e s 4 vista
dos compradores se dir o prego deslas franjas
por ter grande porgSo de varias qualidades. *
A 200 rs.
Gravatinhas de frooo para meninas: na rua do
Crespo n. 16.
I1
8-
r*> aaaaaai


I II 11 .....I I
i T i i
_
*- QUAKTA IBU 1 Dt MI DliHl.
' ''''

(7





Calcado
grande sortimento.
45 Ra Direita 45
QailMri a joven o linda peruaabucana, oue
nio procure animar tolo eetanelecimento man-
dando comprar urna botina do mate? Qual a
aii de familia, prdento e oconomica que Ihe
nio d preferencia pela qualidade preo ? Qual
o caTalheiro on rapaz do positivo, que ooqaei-
re comprar por 8, 9 e 10, o calcado que cm outra
parte nao vendido ae nao por 10, 13 oa 141
atiendan;
Senhoras.
Bolinea com lago 0oh] e brigantina. 5*500
com lago, de lustre (superfina). 59500
> com laco um poueo menor, 5000
sem lago superiores..... 58000
aem lago nmeros beixos. 4*500
^ aera lago de tOr....... 49000
Sapatoa de lastre. : I9OOO
Meninas.
Botinas com laco. ...*... 3$400
sem lago.........4000
para mangas de 18 a 20. 80500
Homem.
Nantea) lustre. .;.... 101000
Fanien) couro de porco inteirissas lOjOOO
Panienj bererro muito fresca? s. 9g500
diversos fa bizcantes (lustre). 9g000
inglezas inteirissas.....99000
gaspeadas. .... 89500
prorrd'ague. 8)500
Sapates.
Nenies, sola dupla. ..,:.. 59500
urna sola......... 5$CO0
para menino 4$ e..... 3*500
Meio borzeguins lustre....... 69OOO
Sapates lustre.......... srVfl
Sapatos de tranca. v
Portuguezee de Lisboa finos.....89OOO
Francezes muito bem feitoe.....1*500
Alem disso um completo sorlimento do legiti-
mo couro de porco e do verdadeiro cordavjo para
botinas de homem ; muito couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
parados e em bruto, sola, fio, (alzas etc., ludo
em grande quanlidade e per pregos inferiores aos
de outrem.
Sorlimento de chapeos
/{ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79. H
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 16;.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8a.
Ditos ditos para menino a 5*.
Lindos gorros para meninos a 35.
Bonets de velludo a 59.
Ditos depalha muito bem enfeitados a 4f,
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 Pra um.
Batatas.
Vendem-se batatas ltimamente chegadas a
2$000 ; na ra da Madre de Deoa n. 20.
Farinlia de Sania Colha-
rina,
muito nova, torrada, e de excellente gosto, igual
a de Munbeca ; a bordo do brigue Mara Rosa
atracado ao trapicheBarSo do Livramenton
largo da Assembla n, 15.
Vende-se urna carroca com pipa quasi no-
va e propria para vender agua : a tratar na ra
Imperial, primeira casa depois da fuodigo.
Rap
Vende-se rap de Lisboa, rolao francez, Paulo
Cordeiro, grosso, meio grosso e fino, e Meuron.
todas estas qualidades vende-se tanto em libra
como a retalho, na ra larga do Rosario, passan-
do a botica, na segunda loja de miudezas.
Vende-se azeite de peize a 400 rs. a garra-
fa, caadas a 2(800, toucinho de Lisboa a 320 rs.,
chourigas a 400 rs.; na ra Direita n. 14.
Capellas fina* para noivas.
A Toja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Palctots de panno preto a 22*. fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, palelots
de bramante a 49, ditos de fusilo de corea'a 4*,
ditos de estamenha a 4g, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras: do armazem
de Tasso Irmos.
Bolacliinlia ingleza
a ^JOOO a barrica ; vende-se no armazem pro-
gresso, no largo da Penha o. 8
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratia-
simo prego de 800 rs. a vara : oa raa do Quei-
mado d. 22, loja da boa f.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : do escriptorio de
Francisco H. P. da Costa, ra Direita n. 66.
Vende-se urna mulata com as habilidades
de engommar o cozinhar, e fazer todo o servigo
de urna casa, e da melhor conducta que se possa
desejar, com urna cria de 8 mezes, muito linda e
esperta ; no pateo do Psraizo o. 16, por cima da
taberna amarela.l

Em casa de Mills Latham & C na ra 9
da Cadeia do Recife n. 52, vende-se : J
9 Vinho do Porto.
{Dito Xerez engarrafado de muito supe-
rior qualidade.
jp Oleo de liohaga.
SAlvaiade.
Secante.
Azarean.
S Encarnado veneriano em p. fe
i
Grande^pechincha.
Paletote de alpaca preta o do toa a 39*00, ditos
forrados a 49, ditos de merino preto, fazeaias do
18 a lOf, calca do todas ao qualidade. oaaalaaa,
eeroulas; na loja de fazendaa da raa da Impe-
ratriz_n .48, junto a padaria (raneen.
4PBINAYER1
[16-Rua da Cadeia do Recife16
LOJA DE MIUDEZAS
DE
jFonseca< Silva.
Agua do Oriente a 19280 rs. a garra-
fa, dita celeste em garrafas a chineza a
89. dita de Cologoe a 29800 o 4J a gar-
ran, fltaa de velludo abertes de todas
as larguras por precos baratissimos que
i vista das amostras ae dir, ditas de
seda lavradas de diversas larguras,
franjas de differentea qualidades, bo-
toea para puohos de bom Rosto a 320
rs.,bengalas superiores del} a 1J800
eada urna, apparelhos de cha para brin-
quedos de crian cas a 1, 2, 3 e 49, ditos
de porcelana propria para duas pes-
soas a 6$, jarros com pomada par a 39,
pomada em vidros de 800 a 19 um, tio-
teiros psra trazer no bolso a 400 rs um,
caias transparentes psra rap urna 320
rs., ditas muilq^grandes a 500 rs ade-
recos dourados a 19, luvas de seda para
homem e seohora a 800 rs. o par, esco-
ras finas para roupa a 19 urna, ditas
com espelhos a 800 rs., pulceiras de
bom goato a 29500 o par. figuras com
tinteiros e arieiros um 500, 800 e 19,
ricas caixinhas de vidros com espe-
lhos conteodo perfumarlas a 29500 cada
ama, meios aderegos pretos a 800 rs.,
marcas para eobrir a 80,100,120 e 160
re. a groza, sabio leve a 160 rs. um,
peotes de massi em caizinbas a 600 e
800 um e a lgiOO dos virados, lapes
massa azul e encarnado a 320 a duzia,
canelas de pao a 160 rs. a duzia, caixi-
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia,
botots de todas as qualidades para col-
letes a 240 rs. a duzia, luvas brancas
para homem com pequeo defeito a 160
rs. o par, boles de louca para camisa
a 160 rs. a groza e de cores a 240 rs.,
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai-
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a
800 rs. um, alamares de metal para ca-
potes a I920O a duzia, pegas de bico de
10 varas de 600, 800, 19, 1J200, 1J600,
19800 e 2 a pega, macass perola a
240 rs. o frasco, sapatinhos de la a 400
rs. o par, condeces, balaios e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a 1$ cada um, ditos do cbili a 4ft rada
uro, spatos de tapete para homem e
seDhora a 19 o par, ditos do pelucia a
I95OO o par, caixas com vidro e espe-
Iho para sabonete a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs.,oculos de alcance pequeos
j e lentes, bem como muitos objectos mais
I baratos do que em outra qualquer pirte.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-ao groadenaples preto apelo oaraUaai-
mo prego de IfiOO e 29 o covado: na ra do
Queimado a. 22, loja da boa f.
A 1<000.
Grvalas greta* deoetim : na raa do Queima-
do 3S. leja da boa f.
Impo
rtante
Aviso
M Av I *
Di
Paletos.
msm
a pechincha.
A boa f est torrando, oa ra estreiS do Ro-
sario a. 18, esquina das Larangeiras, nanteiga
ingleza muito superior a 640 e 560 rs. a libra, e
em barril se fari algum abatimeuto, gomma
muito boa a 100 rs. a libra : s na boa f.
. Vende-se urna mulata de bonita figura, co-
zinha, lava e eogomma : no caes do Ramos, so-
brado n. 20.
Escrava.
Vende-se urna negra de idade de35annospou-
eo mais ou menos, boa quitandeira: na loja de
litros ao p do'.arco de Santo Antonio.
Aviso
aos senhores padeiros.
Na ra de Apollo n. 34 existe para vender-se
um resto de gigos grandes de madeira, vindo do
Porto pelo ultimo navio, obra muito bem feita, e
proprios para substituir os panacs, aos quaes
leram grande vantagem em durago, reconneci-
da por todos que dellas tem usado.
EM CASA
DE
Norat Irmos.
ra Nova n. 67, casa do Dr. Lopes Netto, tem
para vender e acabar logo, por prego muito di-
minuto, urna porgo de vestidos de seda de todas
as cores, e do mais moderno gosto ; emflm ven-
de- se pelo prego do custo de Franga.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de saa propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a I96OO o 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, propriaa para os
meninos e meninas que servem de aojos as pro-
cisses; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engracado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da sguia branca n. 16.
Para vestidos.
Vendem-se cassas francezes de cores a dous
tustoea o corado, chalys de cores a 640 rs. ; na
ra da Imperatriz o. 60, loja de Gama & Silva.
VENDE-SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Na loja de4 portes da raa do Queimado n. 39,
aclia-se um grande armazem com todo o sorli-
mento de rr.upas V i tas, para cujo fim tem mon-
tado urna officin de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que so Ihe
encommende; por isso que faz un convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-ae fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-so fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
l vieram ; alm disso faz-se mais cassquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e do cavallaria, quer seja siogelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
esiy lo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como (em muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamenio de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto i franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre, pois espt ra a honrosa visita doa
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Ruada Se&zala Nova n.42,
Vende-se em casa do S. P. JonhstOB & C
sellins e silhoes njlezes, candeeiros e castigae
bronzeados, lonas nglezes, fio de vola, chicot'
para carros, e momaria, arre ios para carro de
um o dous cvalos relogios de ouro patento
ingloz.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinhetro a' vista,
Vendem-se sementes dehortaliga muito novas,
viudas da Europa pelo ultimo vapor ioglez Ty-
ne ; na loja de ferragens de Vidal & Bastos ra
da Cadeia do Recife n. 56 A.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino eslampados, finos,
de muito lindas cores, pelo baratissimo prego de
5$, ditos de merino liso muito finos a 49, lindas
cassas orgsndys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 29500
o corte, canxbraias brancas de 109 a pega, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo b. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
Ksa>a.ii),-ya tffl .. m^-.m^-^. ojitaiir
[E' barato quej
admira.
NA LOJA DO
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendom-se mui bonitos btela inglezes do gor-
Suro rollado, mesdados e do mui bonitos pa-
rdos a 1^500. Eosoa bonets por sana boas qua-
lidades o multa durago lornam-so mui proprios
para os meninos do escola, o mesmo para paa-
aeio ; uaim como- outros bonets de palha o pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a SgSOO, 39 o
4, o nMthwpooatfBi: or ruado Qotimai n.
16, loja d'aguia brinca.'
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolbas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhoes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Sakio.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes deata praga e os de fra, que tea
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travasaos Jnior
4 C, na ra do Amorm n. 58; massa amarella,
caatanba, preta e outras qualidade por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem felto o seu deposito de velas de caras*.
na simpa sem mistura alguna, como a* de
eoaaposicao.
Charutos de Havaoa
a 8,000
Superiore ctrarnfo do Harana, vende-se por
89000 o eeato, do armazem do Frawiaco L. O.
IAzeTOHMrn d* Mrde 0eni a. M
Ra do Crespo numero 8.
Baldes de 30 arcos de madapolo e de
crochet a 49500.
Collarinhos de linho muito finos a duzia
55 e 6. .
Saiaa bordadas de 3 pannos a 29 e 2j5C.
Ditas de 4 pannos a 39 e 3&500.
Golliohas bordadas muito finas a 1J.
Pegas de babadinhos muito finas com 3
o 1 [2 varas a 19600 e 29.
Entremeios (a lira) a 160 rs.
Sedas de quadros o covado" a I96OO.
Manguitos de cambraia bordada a 19500.
Manguitos e urna gola bordada por 59
Chalys malisados a 500 rs. o covado.
Lanzinhas muito unas a 400 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 159 e 25$
Ditos de palha fioissimos a 28$.
Chales de touquim branco bordado a 20$.
Chapeos de sol de seda inglezes a 129.
Cortes de vestidos de seda muito ricos |
por pregos muito razoave9.
Luvas de pellica a 29500.
Jcliegou o pronple
I alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Radway & C-, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as instruegoes completas para se nearem
estes remedios, contendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se vendem a I9OOO.
Palitos do gaz.
O deposito dos palitos do gaz contina a estar
aupprido e vendem-se em porces e a retalho,
por mdico ptego : na travessa da Madre de
Dos, rmazem ns. 9 e 16. deFerreir & Martfns.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
; 4 portes.
Com pequeo toque de a varia.
Pecas de cambraia lisa coa 8 112 varas a 29500
ita de algodozinho americano coa 14. 16 o
10 varas a 2, 29500, e 3*590 limpo.
,%" Ssnw> ka****! e core fixa,
de 240 e-260 rs.
Cambraias miudinhas, corado, a 240 rs.
mmm Urw-Non,
Ria*Bill I?9tb.42.
noito Uboloeimento contina ohavarna
completo sortimento do moendaemeias moen-
da para ygonho, machinas do vapor taixas
te ferro batido e coado, de todo o tamanho
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serupre no leu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande tor-
mento de tachas e moendas para engenbo, de
muito aereditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no metmo deposito ou na raa do Trapiche
B. 4.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, recebera-se nm completo sortimento da
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo da
cores seguintes : preta, cor de canna, amarella
e brancas, sortimento completo, tonto para ho-
mem como para senhora, pois afiangamos a boa
qualidade e fresquidao, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitoa francezaa muito finaa do cores fizas a
280 rs. o covado ; cambraias francezaa muito fia
as a 640 ra. a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 68000 a pega com 8 li2 vara; di-
muito superior a 8$O00 a pega com 10 varasf;
dita fina com salpico a 49800 a pega com 8 1|2
varas; fil de linho Uso mullo fino a 800 re. a
rara ; la ra tana branca e de odre a 800 m. a va-
ra ; e outras muitaa fazendas quo, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ra do
Queimado n. 22. na loja da Boa f..
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para o
tabaquistas por serem de cores escuras e fiza a
59000 a duzia: na ra do Queimado n.22, na
loja da Boa f.
Arados americano? e machina-
para lavar roupa: cm casa deS.P. Jo*
linston & G. ra daSenzala n.4-2.
Manguitos e gol la.
\epdem-se guarDiges de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
59 cada urna: na ra do Queimado o. 22, loja
da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Chapeos
de sol de seda a 4^500.
Acabado chegar urna grande quanlidade de
chapeos de sol de seda superior que se vende
pelo diminuto prego de 49500, ditos muito gran-
des com cabos de canna a 68500, ditos inglezes
superiores tanto em seda como em armaco pelo
diminuto prego de 89, assim como grande sorti-
mento de sobretudo de panno peloto de pelucia
de ilerenles-modelos, uniformes de casemira
de cor a 21$, grande quanlidade de caigas de ca-
semira preta a 69 e de cor a 69500, palelots sac-
eos de casemira preta a 89, chapeos de castor
branco a 5$, ditos de seda preta superior a 79,
assim como grande quanlidade de camisas de es-
goiao de diversos modelos de collarinhos a 269.
28J e 30, ditas com peitoode linho pregas lar-
gas e pregas atravessadas pelo diminuto prego
de 36 e de 38$ a duzia : no novo armazem de
Bastos Reg, na ra Nova junto a Conceicao
dos Militares n. 47.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardar a pos de linho de flores com
pequeos defeitos 39 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho (le Bordeaux
em barris e em caixas : vende-se em
casa de J. Praeger & C, na ra da
Cruz n. 11.
Calcas de casemira.
Vendem-se caigas de casemira preta muito bem
feitas a 109, ditas de dita de cor moilo superior a
99, esto-se acabando : na ra do Queimado n,
22, loja da boa f.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a 19 a libra, franceza a
700 rs., cha preto a I940O, passas novas a 560.
concervas frmcezas e portugueza 700 rs. o
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novos a 480, baoha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peize de posta de diver-
sas qualidades a 19400, charutos suspiros a 4g a
caixa, toucinho de Santos a 240 a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 19 a
1$500, rap Gasse da Baha a 19 o bote, cognac a
9g a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5500 a duzia, cha hyssou a 29500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zes e portuguesas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
Vende-se a taberna sita na tra-
eessa do Queimado n. 7, propria para
?[ualquer principiante por ter poucos
undos, a dinbeiro ou a prazo : a tratar
na mesm ou na ra da Senzala Velha
numero 48.
Cana e milho.
Vende-se cana engarrafada 240 ris, e milho a
00 ris a cuia ; na travessa do pateo do Paraizo
2 1618 casa pintada de amarello.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, uleeras, fstulas,
pisaduras, deslocages, encbagos, tumores, oryai-
ella e quasi todas as molestias da pelle : acba-se
veoda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 2t.
Prego dos frasco...... 2J.0O0
1 de meio dito.... 19000
de 1/4 de dito... 500
Vendem-se paleto de panno preto fino, multo
bom feito 229 rs.; dito de brim branco de
linho a 59 rt.; dito do aotineU oacarroo o 39600,
4 muito barato, aprovoilem : na ru 4o Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
mfk FEITA ANDA LUIS BAIATAS.I
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feitas.!
n
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Una do Queimado
n. 46, trente amarella.
_ Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento de obrecasacas preta
oe panno e de corea muito fino a 2&9,
oOJ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20$, 225 e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmo paDno a 149,169 o 18J, casa-
cas preta muito bem feitas e do superior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 159,16$
e I85, ditos saceos da mesmascasemi-
rasalOJ, 12 e U$, caigas preta de
casemira una para bomem a 89, 99, 10|
e 12, dita de casemira decores a 7g, 85,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5S e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4(500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
f usto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7|, 89 e 99,
colletes preto para luto a 4$500 e 59,
gas pretal de merino a 4$5G0 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4?, ditos
sobrecasaco a 69,79e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3jj8oo e 48, colletes de vel-
S lodo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
879, ditos de alpaca preto sacco a 39 o
39500, ditos sobrecasaco i5$ e 59500,
S caigas de casemira pretas e decores a 69,
j* 65500 e 79, camisas para menino a 21
Jjm a duzia, camisas inglezas pregas larga
2 muito superior a)329 a duzia para acabar.
X Assim como temos urna officina de al
S faiate onde mandamos executar toda aa
Jm obras com brevidade.
ttSK3K$iSdS9S BftdiGdifcStfKrfifttt
Rey mundo
Carlos Leile &
Irmao recebe-
ra m pela bar-
ca Claris savin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas .as cores tudo
fabricado expressamente para as* mesmas ma-
chinas.
at*% ggrw Ptow ccii^ WW9 f oTnl VtBWTEWcBWvaSWS
Para homem.
Pechincha sem igual.]
Psletots saceos de casemira mesclado,
de cor e preto a 12g.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba doreceber pelo ul-
.frV'Pfr fr".0**" om* Pequea quanlidade de
nieiies de velludo os mais modernos e *onitos
f* Vl toa viudo, o 4o oca eootume est ven-
dendo mu baratos 10 cada om ; por isso di-
Uueimado n. 16, ante que so acaben).
Acaba de
chegar
ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
este se vendem por pregos ncuito modi- :
beadoa como de seu costume.assim como
sejam sobrcasaco de iuperiores pannos
? ob'S10" Rt'08 ullimo8 figulinos a
269,289, 309 e a 359, pletots dos mesmoa
pannos preto a 16J, 18|. 209 e a 24
ditos de casemira de edr mesclado e d
I novos padroes a 149.169, I89.209 e 24
ilos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99. 109,129 e a 149, dilos prelos pe-
lo diminuto prego de 89, IO9, e 12$, ditos
e sarja de seda a sobre caeacados a 12
ditos de merino de cordao a 129, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a ios'
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha d
seda fazenda muito tuperior a 49500, di-
tos de brim pardo e do fusto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores
-fipas a 25500, 39, 39500 e a 4$. dilasde
brim brancos finas a 49500, 55, 59500 e a
6, ditas-re brim lona a 59 e a 6$, colletes
de gorgurao preto e de corrs a 5S e a 6S
ditos de casemira de cor e pretos a 4S50
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 3*500, ditos de brim lona a 4S
dilos de merino para luto a 49 e a 49500
caigas de merino para luto a 4S500 e a 5fl'
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ede cor a 5$, 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2J, 39 e a 39500. paletots sac-
eos oe casemira preta a 0$ e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanho
meios ricos vestidos de cambraia eilos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
baados lisos a 89 e a 12g, ditos de gorgu-
rao de cor e de laa a 59 e a 69, ditos de
brim a 39, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e rcuitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que M
pela sua promplido e perfeigao nada dei- Je
xa a desejar. |C
Paios e chouricas
muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
vendem-se em barris sortidos de 32 at 8 libras
no escriptorio da ra do Rangel n. 43, primeir
andar, bem como chocolate de baunilha e canel-
la muito superior, em latas de 8 libras, formas
de quarla e meia quarta.
Jogo de damas e gamo.
Vendem-se bonitas caixinhas com moldura e
os quadros de cores estampados em grosso vidro
obra delicada, pelos baratissimos pregos de 3 4
assim como outras caixinhas maiores cm
e o
Ditos sobrecasacos golla da mesma fa-
zenda e de velludo 9 209.
Ditos de brim de linho branco a 49.
Chapeo preto muito fino a 8g.
Corles de casemira superior a 49500.
Brim de linho
covado 640 rs.
trancado liso e de cor
Mirtos Agarrafados^*
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavello.
'Arintbo.
Bucella.
Marrana, em caixa de anta duzia de nafa
na roa do Vigarlo 19, primeirt) andar.
Grvalas de seda e gorgurao a 500 e lg.
Camisas brancas e de cores muito ti-
nas a 29.________________^__
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de sanda-
lo novo modelo para 29 e 5g.
Recebeu-se extractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolo
para senhora a 49 e menina a 39.
Chitas francezes clara e escuras cor fi-
xa, padroes modernos covado 280 rs.
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Per-
digo.
.- ----------------.Vd uiuiuitj cun
dobradigas e tranqueras, tendo em cima o jogo de
damas edentro o de gimao com seus necessa-
nos a 109. tudo na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16 *
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loj d'aguia de ouro, ra do Cabug n
1 B, aonde as senhoras acharao os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino
como de outras cores, que em vista do ultim
Mosto ninguem deixar de comprar : s na loja
daguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Mais que Pechincha!!!
Aletria. lalharim e macarrao a 400 rs a libra
vende o Braodo. na Lingoeta n. 5.
Carroca.
Vndese urna carroga de duas rodas, mteira-
menle neva e muito bem construida, faz-se lodo
negocio e muito em conta por ter sido receida
em divida a tratar na ra do Queimado n. 6.
loja de Machado & Santos.
Na ra da Penha n. 33, vende-se queijo
suissq a 640 rs. a libra, manteiga iogleza a 800
r., dita franceza, primeira sorte, a 720 rs., mar-
melada, Utas de duas libras, urna libra I94OO e
800 rs., saceos com milho a 5g000.
Vende-se a barcaga Aura Vapor, que tra-
balha em viagensda barra Suape
Uvas.
H 1 minien viagensoa narra Suape ; quem a qui-
zer, duija-se ao lente-coronel Manuel Joaquim
'do Reg Albuquerque.
. Vende-se um bonito cavallo muito gordo e
muito novo, e bom andador : na ra das Aguas-
Verdes n. 23, sobrado.
Chegaram as bellas uvas da ilha de Ilamarac,
ao deposito da ra eslreita do Rosario n. 11.
Attenco.
Na ra da Imperatriz, loja n. 20, vende-se
ganga adamascada mais larga que chita franceza,
ptima fazenda para fazer colchas e outros mis-
tere, pelo diminuto prego de 240 rs. o covado :
oeste mesmo estabelecimenlo ainda tem alguna
cobertores de la oscuros al9300.
Para ratos.
Nos armazens de Ferreira & tfarlins, travessa
da Madre de Dos ns. 9 e 16, vende-se por m-
dico prego a verdadeira e nica preparagb para
matar ratos e baratas, em potes de barro vidrado,
chocada recentemento de Londres.
-JA
I Pechincha |
3 chapeos a Garibaldi.
f Ricos chapeos de palha enfeitados da
ultima moda pelo baratissimo prego do
10$: na roa da C.deia do Recife n 24.
A O >##### ##> u6taiet de Hara.
Est venda na livraria de bulmare di Oli-
vtr, ra do imperador n. 54, urna nova edigio
deste Medientes livrinhos, mallo man augmen-
tado que todo os que at agora se tem publicado.
Vende-se urna casa terrea com duas salas,
dous qoartos, cotiha for, quintal ocacimba, no
ra do Padre Florenciano n. 14 : a trotar na raa
dQeB>eflo n. 24, priaroro andar.
Escravos fgidos.
Fugio no dia 2 de setembro do
anno p. passado, o eicravo Francisco,
mulato claro, com idade de 30 annos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
lo pretor aDellado, conduzio urna ma-
ca de ovellia em que levou a roupa e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, e' natural da villa do lpu*
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
taes de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pesioa aaprebensao do dito
escravo a entregar a seu senlior Joao Jo'
se de Car valho Moraes Filbo, na ra do
Queimado n. 13, que era' bem recom-
pensado.
9
.Fugio no dia 2 de marco do cor-
rent anuo, um escravo cabra de nome
Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra', tendo os signaes seguintes: altura
regular, pouca barba, eio do corpo,
pes grandes, cora algumas cicatrizas no
rosto, e muito pala vrisdor : rogase a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a aprer>enc9o do dito escra-
vo a entregar a seu senhor na ra do
Oueimad n. 13, quesera* bem recom-
pensado,



(8)
DIAMO 91 mifAMBUOO. QUARTA FEIli 1 01JBLIO DE 1841.
Litteratura.
O jejom do senlwr de Bnchanao.
(Coocluio.)
Se.ao menos a reprodcelo deesa divina come-
dade, e dirigia-se parlfcAf/menle s ordeos re-
ligiosas e aos conventos virgen?, ossss tropas
escolhidas do jejum, daprece, da hunilhago,
expiac.io|publica.
Harta Da cMade Sania grandes procissoes, do
fim das quaes marchava a supremo hierarchi
dia, dfssesmysterios da edsde media, que tanto os cardeaes, com os pea descaaos e com a cj
iiiiuressav3in aos oossos boos av., livessero al- no pescogo. Cnlavam-se aaantphooes dos
gura que de proposita !...' Mas nao, o Sr. Bu- ,09' isto nfocavani-se os grandes homens da"
chamo poe eirordem do dta a prece, o jejum e rePubIca christaa, que amorte codocrs como os
a humilhao-io, quaodo todo o mundo est desgos-I"sesSoreS d! .T'V0S UDl de %USl Cada um
to>o driles, al mesmo o cu, quando os mais f.|Confessava Individualmente seus pccados iodivi-
n is conheeadorea de jejuna inuteis ou de humi- duaM- Mas os Pecados nacionaej, que nioguem
lhagts proveilosas declarara sem rebuco que Pol,e C0Dliecfcr sem illosao e fazr conhecer sem
Dcus nem se importa com as preces.
Emfl, a proclamago; esl feita.
agora como o povo americano pode pola em exe
cucao. Trinis milhes docidados devem santi-
ficar um dia solemne segundo as formas respec-
tivas do culto de cada um. Diremos desde j.'i o
que podo ser um jejum preparado conforme as
receilas diversas de quatrucentos quiuhentos
cultos.
nao
atas.
Ests
perigo, excepto o bispo universal, que v de ci-
mi da cruz o todo do rebanho, era o papa que os
Vejamos indicaba em sua bulla de exame de conscieneia
A' Philippe-o-Bello, esse principe, orgem de lo-
dos os nossos males, elle (embrava a violago doa
direitos do povo, Luiz XII mostrava o abuso de
Mas, primeiro que ludo como que os quinze
milhes de cidados que nao pertencem deno-
minado alguma ho de se baver com Isso ? Acaso
pensou o Sr. Buchanan em redigir um tract for
lhe lime, no qual ensiuar todos os sem admi-
nistrado?, que nao duvidam, o que o jejum,
que hora pode ser quebrado, de que alimentos
deve compor-se a refeigo, etc., etc. ? Quanto aos
oulros quioze milbes, que espectculo devera
ter a Uoio apreseotado Deus, aos aojos e aos
casuistas sexta-feira 4 de Janeiro de 186! ? 03
nielhodistas santificaram-o urrando, os shakers
dausaodo, os episcopaes cantando, os presbytera-
nos lendo, os Mormons esposando-se, os utilita-
rios contando, os quakers calando-se. Que cha-
man inaudito depois da torro de Babel I E essa
confuso das linguas, que produzira urna separa-
cao geral, deve fazer hoje do norte e do sul um
co.-aco e urna alma I
Oeixemo8 a ironia. Tinhamos direito de ser-
virme-nos della contra a intruseo litrgica do Sr.
Buchanan, como o propheta do verdadeiro Deus
della se sema para com os sacerdotes de Baal,
quem desafiava.

Agora, tiremos a moralidade desU immensa
parodia, mais digna por certo de lagrimas do que
de esesrneo. Essa moralidade talvez a mais
alta ligao que Deus tenha reservado aos bomens
da Europa no seculo em que vivemos. A tenla-
tira de penitencia nacional americana prova a
impossibilidade inveosivel de separar a politica
da religiio, Deus dos homens, Jess Christo da
sociedade christaa. Sim, esl provado que a ma-
china constitucional, por mais gabada e aperfei-
goada que seja, nao pode bastar tolas as peri-
pecias das nacionalidades. Sim, est provado que
ha casos, menos raros do que se pensava, nos
quaes nao ha mais soccorro na sabedoria dos ho-
mens, e nos quaes 6 forgoso perecer, menos
que Deus, dignando-so melter o dedo nos nego-
cios nacionaes que os homens agitaram com as
mos e com os pos, nao os salve sem ellos, e
muila3 vezes seu pezar. Sim, est provado que
o nico meio de obler esse favor, essa graga ines-
perada de Deus, orapregar os sentimentos e as
.ceremonias litrgicas, que o genio do chrislia*
nismo ensinou aos homens com urna belleza de
harmona, que prende egualmente todas as racis
desde a3 mais civilisadas at as mais selvagens.
E esta lico chega velha Europa no momento
em que acaba de demolir a coostrueco carlorin-
giana da egreja catholica, o templo mais magni-
fico, diremos nos por uossa vez, que a razo do
homem esclarecida pelo amor de Jess Christo
erguir expanso legitima das faculdades so-
ciaes.
Eis o que ha esencialmente Da proclamarlo
dd Sr. Buchanan, olhada com a segunda vista
da f:
Pobre Sr..Buchanan, comodevia elle estar em-
baracado em suas maneiras no dia 4 de Janeiro
de 16611 Elle, fraeco infinitesimal de seu povo,
que honlem nao era cousa alguma, que amanha
nao ser nada, elle era obrigido a celebrar o sa-
crificio de expiacao por esse mesmo povo, que
nem (em f, nem lei religiosa 1 Fez o que pode,
nao tinha cousa melhor a offerecer s almas de
seus compatriotas. Seu embarazo s pode ser
comparado com o do leo da fbula, ou se quize-
rem, com o de um reverendo bfalo da America
no meio dos animaes*doenles da peste.
Mas antes da repblica americana tinha havido
no outro bemlspheriouma repblica christaa, que
tambem foi feita em pedamos por urna querella de
escravislas e abolicionistas. Apenas deste lado
do Ocano os nomes de escravislas e abolicionis-
tas eram dous appelhdos, visto como os primei-
ros queriam a ordem na liberdade, e os segundos
a liberdade na desorden).
Ora, essa repblica christaa passra por sua vez
por crises horriveis, as quaes a espera05a aban-
donara o espirito dos homens, as quaes todas as
classes esliveram em um estado de confusao e de
espanto.
Nessa hora solemne fora de mister pedir soc-
coiro ao Deus de nossos paes, e ento, em lugar
de qualquer Buchanan, eis que presidente fra
incumbido otre nos de tocar o coradlo de nosso
Pae celette.
Uavia em Roma um cidado da repblica chris_
ta, que se chamava papa, isto pae na mais
alta accepcao da palavra. Esse pao das almas
descenda, por espirito o eleigo, de Pedro,
jugar tenente de Jess Christo, que una em si
proprio a humanidade e a divindade. O papa
expediu urna bulla do jubilen i, toda a christan-
scus exercilos na Lombardia ; Luiz XIV censu-
rara sua tentativa de egreja nacional, e aa armas
que seus quatro artigos forneceriarn reis menos
religiosos do que elle; Carlos III de Hespanh*
fazia sentir a crueldade de seu proceder para com
a companhia de Jess ; Jos II da Austria mos-
trava a aeco corrosiva de urna legislado, de que
o imperio talvez punca mais se seguira. Na ves-
pera do grande perdao os povos e os reis rece-
biam absolvigo geral; no dia seguiote o banque-
te euchariatico reuoia milhes de irmos. Emflm
a indulgencia plenaria era annunciada cidade e
ao mundo e forgoso era crer quejo que era des-
ligado sobre a trra era desligado no cu,
que a colera de Deus provocada pela loucura dos
homens estava applacada, e que a repblica chris-
taa purificada ia continuar seu curso prospero e
glorioso. Era forgoso er-lo en lio, ou ser for-
goso nao acredita-lo jamis ; porquanto, posto de
parte o absolutismo, esse quadro tinha mais ma-
gestade, mais uneco, mais razo mesmo do que
o jejum do Sr. Buchanan. ,
O progresso fica pois da parte da baslica de S.
Pedro e a decadencia do lado do capitolio de
Washington. A caricatura da penitencia ameri-
cana toca-nos anda, porquanto ella lem boa iu-
tengo de ser urna copia dos costumes calholicos;
mas nos, europeus, filhos de Carlos Maguo, de S.
Luiz, deS. Fernando, de S. Henrique, permane-
cemos os proprietariosincommulaveis do original
divino. Oh I velhs Europa, t s bem culpada e
bem enferma entretanto guardas em leu seio to-
das as liges e todos os exemplos. Nao ouve
quelles que quizerem mandar-te para a escola
do Novo-Mundo, porque ellos pregam o mundo
transtornado.
Abbade Jtxio MORKf..
[O Monde S. Filho.)
Dous contos para enancas.
PRIMEIRO.
AVE DE ORO.
Era urna vez um rei, o qual possuia junto ao seu
palacio, um lindo jardim, em que havia urna ar-
vore que dava macaas cor de ouro.
No outomno, quando as magasestavam madu-
ras, o rei foi conta-ls, e no dia seguinle, indo
ver se estava anda na arvore? a mosma conta,
achou urna de menos. Por este motivo ordenou
que (odas as noiles a arvore seria guardada por
pessoa da sua cooaaja, e como tinha tres filhos
confiou este encargo o mais velho.
A' moia noite o principe estando de senlinella
arvore, adormeceu, e na manha immediata fal-
tou mais oulra maga.
Na seguiote noile foi mandado o Qlho segundo
do rei para guardar a arvore. Nao desempenhou
melhor o encargo d* que o primognito. A* meia
noite adormeceu, como tinha adormecido o ir-
mo na noite antecedente, e ao amanheuer viu
que fallir na arvore ouir* magia.
Ao terceiro Qlho do monarcha veio a caber a
guarda da celebre arvore na terceira noite.
O rei nao deixou de o/anifestar alguna receios
de que o filho mais mogo, em cousequencia dos
seus poucos annos, fosse vencido pelo somno
anda mais cedo que do que tioham sido os
irmaos.
Nao obstante estas duvidas, o rapaz foi ni inda-
do para ao p da arvore, e lo firme era a vonta-
de que linha de cumprir com o seu dever, que
resistiu ao somno, e eslava acordado % com os
olhosbem abertos, quando deu a meia noile.
Ouvlu rumor e logo depois viu ao luar urna ave,
cujas peonas eram todas de ouro, a qual veio
voando em direcgo arvore at poussr em um
dos ramos.
Eslava ella ponto de tirar com o bicco urna
das macaas, quando o mancebo Ihe disparou urna
flexs.
No mesmo instante, a ave levantou o vdo, mas
nao to de sbito que a flexa, tocando em urna
das azas, nao tivesse ensejo de lhe deslocar urna
das peonas de ouro, quo veio cahic sobre a
ierra.
O principe logo apauhoua penna, e pela ma-
nha foi leva-la ao rei seu pae, a quem contou o
acontecimeolo.
Em acto continuo, houve conselho no pago
cujos votos foram unnimes, declarando que a
penna valia tanto como todo o reino. Cousas de
conselheiros.
Ouvido o conselho, disse o rei :
Se a penna tem tanto valor, nao me devo
contentar com urna s ; e devo ambicionar a ave
a que ella pertence. .
Se assim o pensou, melhor o ordenou.
O filho mais velho, que era o mais vaidoso,
confiando demasiadamente em si, parlio em se-
guida para o campo, esperando encontrar a ave
de ouro.
Ao cabo de muito caminbar, avislou urna rapo-
si assentada no aceiro de urna espessamata e en*
gatilhou logo a espingarda, apontando para o
animal.
doa eajenaas lodos faltarem
triante, dae>a rao ouvir.
lou, assim que a arma esteva apon
ato ron dar-to a
o caminho que devts se-
avf
; urna estar'aluminadaVo~oT
e rlr: nao entres, nem ponha
o limiar da porta. Perooita
mente, 1180 obstara? ser pobre
fOLHETHI ()
OBATEDORDEESTRADA
?0R
PAULO DUPLESSIS.
15o' m. _
na nutra ei
e triste.
O principe disse com os seus botes:
E' impossivrl que um animal lo parvo me
d um bom conselho.
E disparou.
O tironeo acertou, e a raposa com a cauda le-
vantada, desappareceu pela espessura da malta
como o relmpago desapparece por entre as
nuvens.
O prncipe foi andando o seu caminho, e era
j noite fechada, quando chegou urna aldeia,
onde deparon com duas pousadas. Havia gran-
de folia em urna deltas, onde se cantava e danca-
va que era um nunca acabar.
A oulra, de misera appareoca, estava em com-
pleto socego.
O mancebo entrou na pousada onda todos folga-
vam, e ahi se diverliu muito, comendo e bebendo
ate mais nao poder.
Tal foi o folguedo, que se esqueceu do rei seu
pae, bem como da ave do ouro.
Como tivesse decorrido diaa e das, sem o prin-
cipe regressar palacio, parliu o filho segundo
do monarcha em bu>ca da ave de ouro.
Da mesma forma que o irmo mais velho, en-
controu a raposa, e como elle, desprezou o con-
selho qaella lhe deu.
Ao ebegar aldeia onde flcavam as duas pou-
sadas, viu o irmo janella da mais aleare e fes-
tiva.
Chamado por elle, nao tendo animo para
lhe resistir, 6ntrou, o comegou a folgar com os da
testa.
Tendo decorrido novamente das e das, desde
a partida do segundo filbo do rei, aem elle voltar
palacio.' maoifestou o mais novo desejo de par-
tir em procura da ave de ouro. -
Custou ao pae esta resoluto, porque o consi-
derara menos prudente que os irmos, e temia
que urna desgraga, que pile contava como certa,
o privasse do filbo que lhe reslave.
Taes foram os rogos do rapaz, que o paecedeu,
dando a hcenga para a partida.
la o principe no camioho que tioham seguido
os dous irmos, quando deparou com a raposa
assentada no mesmo aceiro.
O animal repetiu a resposta feita aos oulros dous
principes.
Como o terceiro filho do rei tinha bom coraeo,
disse raposa :
Socega, que nao te farei mal.
Nao ters de que te arrepender, respondeu
a raposa. Para chegares mais breve onde deso-
jas ssseuta-te na mioha cauda. ,.
Assim que o principe se assentou na cauda da
raposa, comegou o animal a correr bom correr,
saltando montes e valles, e com tal velocidade,
que o vento assobiava por entre os cabellos an-
nellados do viajante. -
Ao chegarem a aldeia, o mancebo pondo o p
em trra, seguiu o conselho da raposa, entrando
sem hesilago alguma na mais pobre das pousa-
das, e ahi p-ssou socegademente a noite.
Pela manha sahiu da aldeia o perto de um
campo extenso encontrou a raposa.
O animal era de poucas palmas, mas de boas
obras e fallou-lho assim .
Davo-te o reato do conseaho j allende ao
que vou dizer-te ; continua o tett.aminho em
linha recta at que chegues ao p 4 um castal-
io, ante o qual vers um regiaento da soldados
deitados: nao te assustes, porque tolos estaro
dormindo. Passa pelo meio delles, entra no cas-
tillo, rae d sala em safa at chegares a Um
quarto, onde, dentro de urna gaiola de pao, es-
tar empol airada urna ave de ouro. Perla desU
gaiola ordinaria estar outra toda de ouro: to-
ma sentido em nao tirar a ave da gaiola ordina-
ria p-ara*a que te ha de eeduzir i'su riqueza.
Se o fueres, ters que te arrepender de nao se-
guir o meu conselho.
Dito isto, levantou a cauda e o principe nova-
mente se assentou, depois do que a raposa cor-
ra to bom correr, que o vento assobiava ou-
tra vez por entre os cabellos annellados do prin-
cipe.
Ao chegarem junto do castello, acharara ludo
conforme a raposa tinha previsto. O principe en-
trou em palacio e foi direito ao quarto onde es
lava a ave de ouro, dentro de urna gaiola do ma-
deira, junto qual estava outra de ouro.. Viu
com pasmo n'esse quarto as tres magas cor de
ouro, que tioham faltado na famosa arvore do
jardim de seu pae. Distrahido com este inci-
dente, comega considerar querera ridiculo e
improprio de to formosa ave leva-la em urna
gaiola tosca a sem valor, ajuando via ali ao p
urna gaiola to rica e primorosa. Se bem o pen-
sou, melhor o fez, e, abrindo a porta da gaiola
onde estiva a ave, agarrou o garboso animal e
levou para dentro da gaiola de ouro.
N'este momento a ave (leu um grito estriden-
te, e os soldados, aoordando, entraram 00 cas-
tello e levaram o principe para um carcere.
Na manha do dia immediato compareceu an-
te um tribunal, que o coodemoou morte.
O rei prometteu perdoar-lhe, com a condigo
de que o mancebo havia de irizer ao palacio real
o cavallo da ouro, cujos ps eram mais velozes
do que o vento. Comegou o infeliz mancebo
caminhar, indo muito pesar-so, porque nao sa-
bia como encontrar o cavallo de ouro.
Quando menos o pensava o mais embebido es-
tava na tristeza, vio a raposa, j to sua conhe-
cida, assentada beira da estrada.
Nao seguiste os meus conselhos todos
disse ella e aconteceu-te desgraga. Tenho de
de ti: nao desanimes, que eu te vou eosinar o
meio de achares o cavallo de ouro. Contina an-
dar mas sampre em linha recta, e ebegars perto
de um castello, em cuja cavallariga est o cavallo
de ouro. Os criados que o guardara estaro aor-
mindo bom dormir, e to profundamente, .que
po leras roubar o cavallo, sem que el es o per-
cebam ; mas toma tambem seolido no que te vou
dizer: pe no cavallo a sella ordinaria de pao
atada com urna corda, o que vers ao p de ou-
tra de ouro. Se nao fizeres o que le digo ters
que te arrependeres.
Dito isto, a rsposa levaotou a cauda, e logo
2ue o principe ani se assentou, comegou ella
correr bom correr, na forma do coslume,
saltando montes e valles.
Chegaram aonde ella tinha dito e ludo estava
na forma annaociada.
O prncipe entrou na cavallariga de palacio e
vio o cavallo de ouro ; mas, quando ia por-
Ihe a sella de pao, nao sei que tentago o assal-
ta, e comega pensar que to formoso animal
nao devia ter seno a sella de ouro. Se assim
o pensou, melhor o fez. Pegou na sella de ou-
ro, mas assim que esta havia locado no cavallo,
comega elle rinchar com tal forga, quo acor-
dara os criado logo se apodaran- do mancebo
imBrudeota, quero amarra* muito bem amar-
rado.
Na manha segainle foi proceesado e condem-
nado i morte.
O rei nio tere durida am perdoar a ata Iba
prometteu o cavallo de ouro, mas cam a condi-
pdwadas, unaj $10 de que havia de trazer ao palacio real a for-
mosa princeza que mora va em uro palacio de ouro
O caso era complicado, mas o misero mancebo nao
leve remedio seno comecar caminbar em pro-
cura da princeza, que marara no palacio de
ouro.
Felizmente, havia dado poocos passos, quan-
do encontrou a sua boa amiga raposa.
A raposa, compadecida do principe, que assim
encontrara quasi desanimado procura da prin-
ceza que morava no palacio de ouro, falla-lhe
'estes termos:
Nao devia j querer saber de ti. Confiando
em que te emendes d'essa vaidade com que foges
dos boos conselhos, anda .prestare! mais urna
vez soccorro aos teus pesares. caminho em
que estamos, vai direito ao palacio de ouro, onde
chegara noit. Quando lodos esliverem dor-
mindo, a princeza ir banhar-sa em urna linda
casa de banho. Ao v-la caminhar para essa casa,
vai ao seu encontr, e d-lhe um beijo, que ella
te seguir : nao lhe des nem um momenio para
se dospadir da familia, porque, em tal caso, te-
rs de que te arrepender.
Dito isto, a boa da raposa levantou a cauda
felpuda, n qual o principe ib assentou, e ei-la
correr bom correr, saltando montes e valles,
como das outras vezes.
Quando chegaram ao palacio de ouro, o priu-
cipe vio ludo conformo a raposa havia annuncia-
do, e ficou s, esperando pela meia noite, hora
que os moradores deviam estar dormir, com
excepgo da princeza.
Meia noite soar, e a prin:eza camiohar
para a casa do banho. O prncipe corre ella, e
dlhe um beijo na mo, A' este signa! respon-
de ella que est prompta para oacompanhar,
mas comega suspirar e chorar, pedindo-lhe
qne a deixe despedir, ao menos por um momen-
to, da sua familia.
O maneebo nao cedeu, principio, ao pedido ;
mas, como a princeza chorara cada vez mais e
vio ojoelhada repetir o pedido com a mais viva
instancia, nao lhe foi possivel resistir por mais
tempo, e concedeu os poucos momentos que ella
supplicava para a despedida.
Assim que a princeza entrou no quarto do pae,
este acordon, bem como todas as outras pessoas
que estavam em palacio, e o mancebo foi preso e
carregaram-ode ferros.
No dia seguinle, pela manha, foi levado
presenga do rei, pai da princeza, o qual lhe
disse :
De ves morrer. Existe um s meio para
salvares a rida. Chega essa janella, e olha
para aquella montanha que me cobre a vista de
um lindo panorama, que mal se adevinha para o
outro lado d'ella. Se em oito dias a poderes ti-
rar do s.'u lugar, nao s te perdoarei a vida, mas
dar-te-hei minha fllha.
O principe foi para junto da montanha e come-
gou a trabalhar, ora com a p. ora, com o alvio:
mas, quando, ao cabo de sete dias de trabalho,
vio o pouco que tinha feito, perdeu de todo as
esperangas e a sua triieza fazia d.
Na tarde d'este dia, o mais amargorado da sus
vida, appareee a raposa no sitio onde elle es-
lava.
Ainda nao desespero de que aprendas a se-
guir os conselho que le do. Vai dormir, que eu
Irabalharei em teu lugar.
Nenhum de nsqueira o somno do pobre man-
cebo, porque nao lhe faltaram sonhos horrorosos,
at que, ao amanhecer, ao abrir os olhos, vio que
a montanha havia desapparecido.
Foi logo, muito contente, fallar ao rei, dizen-
do-lhe que estavam salisfeitos os seus desejos.
Com boa vontade ou sem ella, a re, como era
homem de palavra, nao teve remedio seno dar-
Ihe a Glha para casamenta.
O3 dous desposados partiram da corle, e nao
tmhasj ajuda andado muito. camioho. quando a
nosaa coqrraalda raposa Ihes veio sahir ao eucon-
s reamad
eu que
era doutor em medicina : ao que
sim.
Perguntoa-lne eatio aa liana vista urna dar l
Nao.
Se linha ourldo urna dor f
Nao.
Se tinha cheirado urna dor 1
Nao.
Se tinha provado urna dor ?
Nao.
Se emfim tinha sentido urna dor ?
Sim
Muito bem, disse o clrigo : temos tambem 4
dos sentidos contra um, sobre a questose exis-
te a dore assim, senhor, ros sabis que existe a
dor, e eu sei tambem que existe a alma.
E cumpiio Belmente a sua patarra.
LIA' M

S.
SCENA TRGICA.
Em 1! -rne aconlecou um caso rerdadeiramen-
te horroroso.
Dous inglezes passearam s 3 e meia da ma-
nha pelas immediages de urna casa de feras.
Um delles, o eapito Lork pz-se a fazer axer-
cicios gymnasticos n'uma grade da parte da den-
tro, na qual havia um fosso muito profundo, que
servia de morada a um urso.
O inglez perdeu o equilibrio e cahio no
fosso.
O sau compaoheiro, em vez de pedir auxilio ls
casas immediatas, foi busca-lo legag&o in-
gleza.
Quaodo voltou, Lork estava a um canto do
foaso. #
O urso dormia, mas ao ruido, que Qzerani os
de fra acordou e vio o eapito, do qual se appro-
ximou com desconfianza. Lork tireu-lhe suc-
cessivamente com o chapeo e com a oapa, que
o animal agarrou, aproximando-se at quatro ve-
zes daquelle desgranado a retiraodo-se, at que
quinta lhe poz a garra no hombro, derribando-o
e tornou-se a retirar.
Ento deitaram ao eapito a pona de um co-
bertor, ao qual se agarrou comegando a subir.
O urso porem apauhou-o por urna perna, lan-
gou-o por trra, e fe-lo enf pedagos, aera que a
victima tivesse mais tempo do que para gritar aos
seus companheiros: Malai-mel
[Nagao.)
HA MUITO SE NAO FALLA VA DELLE.
Ha muito se nao ouvia fallar de Alexandre
Dumas.
As noticias de Londres dzem que o celebre ro-
mancista se acha actualmente em aples, onde
estava para bater-se em duello com o redactor da
Italia del Poplo. Tendo este dito que Alexan-
dre Dumas recebera 40,000 ducados do governo
dictatorial em aples. Mr. Dumas enviou um
cartel ao dito redactor e convidou para teste-
munhss do duello o condo Teleki e Mr. Vio-
kler.
THRONO DE OURO.
O principe de Travancor, vassallo do governo
brilannico, propoz aosoutros rajahsda India me-
ridional que custade todos enviassern um thro-
no de ouro mscisso rainha Victoria e para o
qual elle subscreveu logo cora 500 libras ( reis
2509000)
NECROLOGIO.
Falleceu em S. Petersburgo o poeta e pintor
russo Tarass Chevlcheoko.
Tinha nascido servo e foi resgatado ao seu pro-
prietario pela sociedade protectora dos artistas.
Sua irma s ainda o anno passado alcangou a
sua liberdade, gragas inlercesso da sociedade
de soecorros dos litteratos indigentes.
O" nomo e o talento de Taras* Chertchenko
eram muito populares na Bussia.
ESTO VERDES.
A Discusso jornal de Madrid, publica os se-
guintes vaticinios :
O Austraco passar aos Alpes Noricos, e o
Prussiano passar o Rheno.
Cahlr o imperio turco e levantar-se-ha no
Bosphoro a grande nago grega.
A Polonia e a Hungra recuperarlo a sua in-
dependencia,
tro e assim fallo^jlrncipe : A Confederarlo Germnica, sonverter-se-ha
Possues um vane* thesouro, mas coavara n'amas nago. A Hespanha e Portugal for-
ceza do palacio de "ouro pertence I ""o t
tambem o cavallo de ouro. d lle-
Como hei de obler o cavallo de ouro ? per-
guntou o principe.
Eu te ensino como replicou a raposa.
Vai na companhia da princeza ao palacio do rei
que te mandou ao palacio de ouro. e elle icar
to contente, que to dar o cavallo de ouro. As-
sim que o cavallo te for apresentado, dores logo
moota-lo. Depois aperta a mo a todo?, era sig-
nal de despedida, sendo a princeza a ultima, por-
que, assim que lhe aperta res a raao, faze-a subir
garupa do cavallo e parte mmediatamente, pois
que o cavallo ser mais veloz do que o vento.
O principe tomou o caminho indicado pela ra-
posa, chegou ao'palacio do rei que tinha o cavallo
de ouro, e, seguindo os conselhos que a amisade
lhe tinha dado, fugio com a princeza, levando-a
sobre o carado de ouro.
A raposa sanio ao encontr do caralleiro e da
sua formosa companheira.
Vou eosinar-te agora o rnoio de teres a ave
de ouro, para te mostrar que, depois de seguir o
bom conselho, vera sempre um premio valioso
recompensar qnem lhe prestos attenco.
Ensinou ao principe o caminho que devia lo-
mar e failou assim a raposa :
Quando chegares s proximidades do cas-
tello onde est a are de ouro, dirs princeza
que desea do carado e quo nao tenha receio, por-
que eu a protegerei. Depois entra com o carado
de ouro no paleo do castello, onde todos se mos-
trarais muito cooten:es por te rerem, e ho de
apresentar-te a ave de ouro. Assim que tireres a
gaiola na mo, chega esporas ao carado e diri-
ge-te ao sitio onde nos estirermos, a princeza, e
eu porque a princeza montar outra rez no ca-
rado e ambos seguiris em paz vosso caminho.
f Continuarse-ha )
PRIMEIRA PARTE.
[Coolinuago.)
O Batedor de Estrada Urantou-se da mouta
em que estava sentado, e poz-'se caminho;
Grandjean segoiu-o sem fazer a mebor observa-
cao.
Joaquim Dick nao se engaara na supposigo
de que Gaviln estivesse farto ; porque ao pri-
meiro assovio que deu, o inlelligente animal cor-
Teu para o p d'elle.'
Os gentlemen-riders da Europa, estes juizes
omnipotentes, cujas senlengas sao sem appella-
go era aggravo as qaestoes hyppicas nao s
nao conhecem o cavallo, como nd fszem urna
idea das qualidades e aptides raoraes que pos-
sue este animal. '
O puro-sangue ioglez na verdada orna adrai-
ravel e poderosa machina humana, urna locomo-
(*] Vide Diario n. 99. ......"
tiva maravilhosa, e nada mais. Os desvelos n'el-
le empregados, sua vida montona e livre de
qualquer accidente, impedem o desenvolvimenlo
de sua intelligencia, elle cresce, corre, ganha
premios e morre sem ter nunca vivido realmen-
te: tem apenas funecionado.
O contrario acontece era ludo relativamente ao
carado mexicano do interior das Ierras. Creado
ao ar livre, em plena liberdade, sem nunca ter
soffrido a humiliago e o conforto da estribara,
elle ganha sua nutrico cusa do casco e deve
sua seguranga sua esperteza e vigilancia. Mais
tarde quando sa-lhe a hora fatal da servido ,
altivo e bramiodo de indigoago, que elle aceita
a luta ; os enervantes estudos do manejo nao o
tem habilitado gradualmente soffrer o contacto
do homem : tambem nao lem a recetar que venha
perteneer um rieago enfatuado : quem fr ca-
paz de o domar ser somonte seu dono.
O respeito instinclivo que tem o cavallo mexi-
cano para o homem que o soube domar, cusa
pouco converler-se em raconhecfmento quando
elle se convenceque este era vez de o tratar co-
mo um vil escravo, lhe delxa alias urna grande
parle de sua liberdade. Pouco pouco a genero-
sa alimaa loroa-se o amigo devotadodeseu s&-
nhor, partecipa de sua vida, associa-se seus
perigos, partilha de sua gloria e de suas desgra-
gas.
Assim, recebendo Joaquim Dick o seu querido
Gaviln com alecto e carinho, este se poz rin-
char de alegra! ecom seus grossos labios abra-
gou a face de seu amo.
Bravo e bom animal, murmurou Grandjean
quasi enternecido.
O Canadense, se considerara os Americanos a
os Canadenses, como feras, assim como na pouco
havia declarado Joaquim, senta em compen-
sado urna sincera syrapalhia pelos cavados do
Novo-Mundo. Depoi,s dos seus patricios de Ville-
quer, elles eram os nicos eptes humanos que
elle amava : dizia elle.
Quando os dous aveotureiros tocaram s raas
do acampamento, um quem-vem-l sonoro, dito
em bespanhol, lhes deu conhecer quo D. Hen-
rique e seus companheiros es*arara alerta.
Muito bem 1 Sr. Joaquim, qual foi o resul-
tado da rossa excurso, perguotou D. Henrique,
que tinha sahido ao encontr do Batedor de Es-
trada?
Podemos dormir esta noite sem sossobro,
respondeu Dick, calendando o capole com toda a
pachorra alguma distancia do fogo
. E o inimigo ?
' Ah perdi, senhor, interrompeu Dick em
fraocez, ros comegaes fallar o uosso conve-
nio. .
E como assim?
Fazcndo-roe perguntas quando eu mostr
desejo de estar calado.
O joven franziu o sobr'olho, e depois de um
momelo disse :
Eslaes no vosso direito, Joaquim : alm
disso o laconismo em um criado agrada-me. Ve-
lareis esta noile ?
Eu velo sempre, respondeu o Batedor de Es-
trada, deitando-se sobre o capote.
Ainda mesmo quaodo o somno entorpece
rossas faculdades e abate-ros as palpebras?
Joaquim tinha j fechado os olhos, e nao res-
pondeu mais.
O resto da noite se passou sem que algum in-
cidente viess incommodar 03 viajantes, como o
havia prdito o Mexicano,
Variedades.
SOBRE A EXISTENCIA DA ALMA.
Um medico deisla, encontrndole com um cl-
rigo, perguntou-lhe se se dava predica com o
fim de salvar as almas? ao que o clrigo respon-
deu que sim.
Perguntou-lhe ento se tinha visto urna alma ?
Nao.
Se tii.ha ourido urna alma ?
Nao.
Se tinha cheirado urna alma ?
Nao.
Se linha prorado urna alma ?
Nao.
Se tinha sentido urna alma ?
Sim.
Muito bem, lhe diz o doutor : temos quatro dos
cinco sentidos contra um, sobre a questose ha
alma ?
O clrigo, em seguida, perguntou-lhe, se elle
a mais bella nago do occi-
E em todo o mundo se sentir eisa aspirago
de liberdade que o grande incentivo do progres-
so. E ento, senhor cada nomem do seu direito,
acabaro as reroluQes.
A Correspondencia de Hespanha diz :
# Nao podendo o proprios demcratas negar
que era Portugal ha decidida opposigo idea de
uoio Hespanha, propem como meio simples,
para que em poucos-annos haja em Portugal opi-
nio contraria, se mude para Vigo e Cdiz orno-
vimento que actualmente ha as allandegas de
Lisboa e Porto, com cuja receila o governo por-
tugez acode roaior parte dos seus encargos, e
em breve os proprieta nos e con tribu n tes grita-
rao que nao podem com os imposlos que exige
o decoro de urna nago.
ATTENTADO HORRIVEL.
No dia 19 do prximo passado de a-se na po-
voago de Mellade, na provincia de Lugo ( Gali-
za ) um attentado horroroso. Estando o paroeno
a dizer missa, ao tempo que pronunciara as pa-
tarras que preceder a communho, arremelteu
com elle, um tal Jos Balino, de S. Pedro de Ma-
cada, e lhe descarregou algumas pancadas no
pescogo. O aggressor foi preso pelo poro que
assislia missa, e o parocho conduzido sachris-
lia, d'onde depois que lho eslancaram o sangue,
tere ralor para regressar ae altar, a consumir
as partculas consagradas, e abengoar p povo,
que choraudo o acompaohou ata casa, onde se
achava em perigo.
O fCorreio doa Estados-Unidos publica alguna
pormenores biograpbicos casca de Lola Montea,
condesas de Lansteldt, ha pobCo fallecida, suc-
cumbiodo a urna parslysia que ha mudos mezes
a tiuha presa a um ledo de dores.
A data e o lugar do sea nascimento nunca se
soube com certeza. Urnas vezes dizia que nas-
cora em Sevilha, outras que nascra em Lemerick
na irlanda. Urna terceira rerso diz que nasc-
ra em Montrose na Escossia.
Quando morreo, linha 32 annos, segundo nos.
e 42, segundo outros.
Passou a sua infancia parte na Inglaterra, par-
te na India, onde sau pae servia no exercito ia-
Muito joven, casou, em seguida a um raoto
com o eapito James que pouco depois a deixou'
Tornando Europa, quiz por forga seguir a car-
reira theatral, porm com quanto lhe fossem fa-
miliares a hespanhol, a inglez e o francez tinha
em qualquer lingua que faltaese, um accenlo es-
trangeiro, que er< Oavaflmenlado de mais na
sua cooverssgo, mais um grande defeito para a
scena. e tevepor isso de renunciar o drama a a
comedia para se dedicar danca.
A sua indola impetuosa e inimiga do trabalho
fizeram com que as suas estreiss nos theatros de
Inglaterra fossem outros tantos fiasco* assigoa-
lados com sempre novas excentricidades.
Acooteceu-lheo mesmo na Opera e as Varie-
dades, em Pars, mas alcAgou a celebridade de
outro genero. A sua ligago com Dujarrier, um
dos fundadores da Presae, o duello em que este
foLmortalmeote ferido, e o processo que seiba
seguiu a lornaram notavel.
A sua maior celebridade data das suas relagea
com o rei Luiz da Bsviera. sobre o qual chegou
a ter um imperio absoluto.
Feita condessa de Landsfeldt, representou por
akum tempo em Munich, um papel semelhan-
te"ao queMad. Pompadour outr'ora representou
em Versailles. at que foi expulsa pelo povo amo-
tinado, que lhe nao poupou insultos, e se refuaiou
na Suissa,
Passou alguns annos a correr aventuras e che-
gou a achar-se em Pars na precsode recorrer
publicago das suas memorias, como nico re-
curso, que lhe lirou logo um escndalo provoca-
do peloa primeiros captulos.
Foi n'essa poca que casou com o gentd-ho-
mem inglez, que nao tardou a recorrer ao di-
vorcio.
Poi para a America no mesmo narlo que coa-
duna Kossulh aos Estados-Unidos edesembarcou
em New-York em dezembro de 1851.
Appareceu nos theatros das grandes cidades
como atriz e dangarina e acabou por embarcar
para a California.
Ali contrabiu terceiras nupcias com um joma-
lista e por dous annos viven n'uma especie da
solar rustico dos districtos mineiros, como urna
castellaa bohemia.
Um bello dia lornou a apparecer em New-York
fazendo leituras publicas, que nao s lhe deram
considerareis receitas, mais tambem relages com
o clero protestante, que a quiz tranformar em
mulher seria..
Foi o ultimo papel da su vida aventureira.
Acabou na obscuridade em casa de urna dama
iogleza, que conhecra na Inglaterra.
A sus oonversago era um verdadeiro fogo de
artificio, onde ao brilho do espiito nalural se
misturava o das recordares. A sua reputago
como belleza era das mais legitimas. Tinha^so-
breludo, uns olhos admiraveis-, cujo encanto re-
sistiu aoe estragos do tempo e de urna vida agi-
tada e tempestuosa.
A CIDADE DE LOANDA.
A cidade de S. Paulo de Loanda, capital danos-
sa provincia de Angola, tem dentro de barreira,
5quartosde milha de comprimeoto, e 3-quartos
de milha oa sua maior lagura. Em 18t contava
6:000 habitantes, e' 33 casas commerciaes-, que
vendem por atacado ; 35 lojas-de fazendas de 10-
da a especie a retalho ; 107 casas de mercearia e
molhadoa ; 5 boticas ; 4 buhares ; 5 agougues ;
113 quitandeiras com fazeodas as quitandas e
pelas ras ; 14 ditas que rendem carne de porco
e de carnelro oa praga do agougue ; 16. casas que
vendem agua ao poro ; 7 padarias ; 5Iojasde
adaiates; 6 de barbeiros; 3 de carpinUiros e mar-
cenemos ; 4 de ferreiros e serralheiro i, 3 de fu-
odetros ; 3 de ourives ; 1 de pintor l da sapa-
teiros ; 5 de tanoaria ; e l fabrica de chajutos.
Urna hora antes do romper do dia, a pequea
tropa dos aveotureiros dobrava suas bagagens e
se punha caminho, deixando ali o cadver de
Traga-Mescal.
O Batedor de Estrada substitua o Indio Seris
om suas funegesde batedor e guia : era com urna
habilidade extrema e egualao menos que tinha
Traga-Mescal, que elle desempenhava suas obri-
gagoes. Dir-se-hia que os obstculos desappare-
ciam diante d'elle, proporgo que elle avanga-
va ; Gaviln, com a redea soda sobre o p-sco-
go ajudava os esforgos do seu amo com iocrivel
sagacidad a.
O sol em seu zcntti espargla seus ardentes
raios soore os cimos das arvores j crestados; re-
nava a mais completa calmara, e tudo pareca
morto, quando Joaquim apeou-se.
Sr. Henrique, disso elle, estamos na hora
da ssta. Queris que fagamos alto? Os caval-
los nao do mais um passo seno com difflculda-
de: precisara de algum repouso.
Nao menos necessitamos nos, respondeu D.
Henrique : eu tenho a garganta e a cabeca em
brazas l
E' cora effeito um tirocinio horrivel o de
procurador de arentureiros, disse framente o Ba-
tedor de Estrada; co"nheci mais de um corago
audacioso, encerrado em um pedo de ferro que
deixou de bater quaodo se obslinou em seguir es-
te terrivel officio 1___
Mas vos, Joaquim, nao estaes fatigado?
Ai, senhor, a fadiga nao tem acgo sobre
meus ervos I
Porque dzeis : ai?
Porque a fadiga chama o somuo, e o som-
no s vezes d o esquecimenlo I...
Tedies por rentara aeceaiidade de esque-
RICARDO WAGNER. .
Este compositor allemo o aulor da opera
Danuhanseu, que, apesar de patrocinada pelo
imperador, teve um completo fiaaco na Grande
Opera de Pars. S.
Gastaram-se soturnas fabulosas as decorages
para a por em scena.
A proposito desta opera conta-sa a seguinle
anedocta:
c Quando os imperadores da Austria e Franca
se despediram, depois de assignarem a paz te
'Villafranca. Francisco Jos disse a Napoleo
III:
Quera pedir um favor a V. M.
V. M. manda, respondeu o soberano fran-
cez
Ha no meu imperio disse o imperador da Aus-
tria um msico revolucionario, que com duas ou
tres operas alcangou grande popularidade. F-
cil me seria prende-lo n'uma fortaleza, porem
(icaria sempre a sua msica como um recorda-
go revolucionaria. Como Paria d e tira repu-
tages artsticas, quera dever a V. M. o favor
de attrahir sua capital o msico que me en-
commoda eanoula-lo.
O imperador Napoleo apertou a mo ao da
Austria, duendo.
Aceito esse novo artigo do tratado,
A S DE.PEKIM.
A 8 de Pekim, fundada peloa missionarios
portuguezes no soculo 17, um templo gran-
dioso e o maior de toda a Asia. A fachada de
marraore e as paredes interiores revestidas de la-
drilhos enveroisados. Das lories-v&-se o admi-
ravel panorama da cidade.

Junto da egreja hara habitag&o para o bispo 0-
para os padres da misso.
Foi edificada em t650 com a inrocago da S.
Jos. Os china chamam-lhe Nantam, que quer
dizer egreja do sul. No atrio tinha seguinle ins-
cripgio em lingua chineza e em letras d'ouro :
Kin-ku, que qoet diz : donatiro do impera-
dor .
cer? perguotou D. Henrique, encarando filamen-
te o Batedor de Estrada.
Joaquim rocebeu este olhar Oto com urna per-
feita indifferenga, ou para melhor dizer Qngiu nao
obserra-lo.
Crdes ros, senhor, que exista um homem
quo tenha tanla resignago e candanga que possa
sem mortificar-se pensar em sua mocidade en-
carar o futuro sem amedronlar-se ? Pelo que me
diz respeito, quando reido nos aborrec meo tos
de minha condigo presente e nos desgostos que
muito provivelmente enlutario minha velhice,
desejaria nao mais existir.
Joaquim, disse D. Henrique meia voz,
ompregaes mal o tempo em vos lastimardes I
Nao vos comprehendo.
O acaso, pondo-voa sob mioha prolecgo,
poderia muito bem ler-ros assegursdo o futuro I
Que bella cousa que a mocidade 1 disse
pausadamente o Batedor de Estrada ; n'esta eda-
de de felicidade o de loucura cr-se era ludo ;
de nada ae durida.... Promelter-me vossa pro-
lecgo, quando vos mesmo estaes 00 camioho das
aventuras.... Vossa audacia, senhor, grando,
.nao ha duvida : rosso sangue ardenle e impetuo-
so, rossas qualidades sao das masosUreis, con-
cordo: mas lembrae-ros que n'este momento
mesmo caraes debaixo de rosaos pi um slo fr-
til de accidentes o semeiado de tmulos san-
grantes e ignorados I
Sim, possivel: mas este slo superabun-
da de ouro I inierxompeu-o D. Henrique com fe-
bril enlhusiasmo.
Um sorriso de grande satisfago mestrou-se nos
labios do Batedor de Estrada.
Ohl murmurou, romo pensare irmamente
todos os homens da mesma qualidade I
EXPOSICO DE LONDRES.
Todos os desenhos e plantas do edificio dea-
tinado exposigo industrial de 1862, sao obra do
eapito Foroke; do corpo real de engenkeiros, e
tem oblido ^admuago geral. Fixou-se para a
exposigo a mesma poca que em 1851, isto .
abrir-se-ha a 15 de outubro. Ser inaugurada
pela rainha em pessoa.
O REI DA DINAMARCA.
O rei da Dinamarca casado tres vezas, sem
que de nenhuma fosse riuro.
Nascido em 1308, casou em 1828 com a Giba
de Frederico VI, da qual se soparon em 1837.
Tornou a casar em 1841 com a filha do gran-du-
que de Mecklemburgo-Strelitz, da qual tambem
se separou em 1846, esposando depois, morgaua-
ticamente, em 1850 a condessa de Dans. E, com
tudo, nao lem filhos de nenhum dos tre&casa-
mentos.
(Commereto do Porto}*
Joaquim, replicou D. Henrique depois de
urna pequea pausa, nao me dissestes hontem
que vinheisda ribera da Jaquesita
Leaab raes -vos deste nome que eu deixei es-
capar uma s vez em nossa conversa, nome des-
conhecido da mor parle dos habitantes deste
paiz, e que para roa, sobretudo, recem-ebegado,
nao dere ter sigoiQcago e mesmo nao podara
avivar lerabran^a alguma; na rerdade uma
forga uaudita de memoria I
Com isto nao respondis a minha perguo-
ti, Joaquim. Passastes ou nao com effeito o rio
Jaquesita?
Costeei-o e passei-o.
E lindes conhecimeoto das Ierras que elle
banhs em seu corso ?
D'isto nem eu nem ninguem poder-se-bia
gabar I
Porque, Joaquim ?
Porque de todos s aventurelros que tem
leutado oxplorar eslaa regies, nem um s vol-
tou.
Ah.... e porque nlo voltarao ellos?
J vistos algum dia, Sr. D. Henrique, andar
um cadver?
Porque razo todos estes aveotureiros tem.
raomdo sem chegar ao fim de sua misso?
Entonde-se assim.
E do que maneira tem eltes morrido, de ac-
cidentes cu do molestias?
O accidente a molestia das bordas do Ja-
queada.
.
[Confinuarse-ad.)
E1PIV- TTP. Bl H. F. D* PARIA* -1861.


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