Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09276


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Full Text
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TERCA FEBA 30 >E ABBII DE IltJ
Por ma aliaitali 191000
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BNCARRBGADOS DA lUflCUPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Anioofc Alexaodrino dt Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques .da Silva; Araea-
ty, oSr. A, de Lemos Braga; Cear Sr.J,
da Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimarea ; Para, o Sr. Jarifo 3.
Ramos; Amazonas, o'Sr. Jernimo da Coa**.
artn
PARTIDAS DOS VUKMKlUa.
AIIID
. Olinda todos oa dtaa as4 1/2 horas do dia. .
Igaaraas, Goianna Parahiba as segundas e
extas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciniar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartaa feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una,Ba>reiros,
Agua Preta, Pimeateiras e Natal quintas feiras.
I (Todos os crrelos partem aa 10 horaada manhaa)
EPHEIIERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante aa 4 horas 4 minutos da
manhaa.
10 La ora aa 4 horas 39 minutos da man.
18 Quarto crescente sa 4 horas e 26 horas da
manhaa.
24 La cheia aa 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 8 horas a 30 minutos da manhaa.
Segundo aa 8 horas a 54 minutos da tarde.
PARTE OFFICIIL
Governo da provincia.
Expediente do dia 26 dt abril de 1861.
Officio ao coronel commandante daa armas.
Vueira V. 3. informar cora o que lhe oecorrer
acerca dasMofTmaces em original, do inspector
da Ihesoararia de fazenda e do director do arae-
senal de guerra, que me serio devolvidas com os
papis a ellas annezos relativas ao pedido que
faz o commandante do 9o batalhao de intentarla
de fardamcnto dar os recrulas, que vo ae alis-
tando naquelle batalhao, e a que acompanhou o
officio de V. S. de 11 do crreme, sob n. 506.
Ditoao mesmo.Com a inclusa copla da infor-
mado do director do arsenal de guerra respondo
ao officio de V. S. de 22 do correute, sob n. 576
cobiindo outro em que o commandante do 9o bata-
lhao de infantaria insta pelo fornecimento de mo-
chilas para equipamenlo dos recrulas que se vao
alistando naquelle corpo, e do que ha necessi-
dade.
Dito aocapito do porto.Mande V. S. pdr em
liberdade o recruta Joo Jos Thomaz, visto ser
guarda nacionalprompto para o servigd, conforme
me declarou o commandante superior do Recite.
Communicou-se a este.
Ditoao mesmo.Tendo Francisco da Rocha
Accioli Wanderley provado ser seu escravo o re-
cruta de nome Joo Baplista da Rocha, determino
V. S. que o mande por em liberdade entregan-
do-o a seu supradito senhor.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Ap-
provo a venda que, segundo o officio de V. S. de
16 do corrente, sob n. 107 ; effectuou-se em ter-
ceira praga publica, do casco smente do hiate
I'arahibano, pela quantia de 30OS00O offerecida
pelo baro do Livramento. Communicou-se
thesouraria de fazenda.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. engajar no corpo sob seu commando
o paisano Francisco das Chagas Gregorio, a que
se refere o seu officio de hoje, sob n. 186.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Aos negociantes Maia & Mondes mande V. S. pa-
gar, conforme requisitou o cot maulan te supe-
rior da guarda nacional de Garanhuns em officio
de 7 de margo ultimo e 4 do corrente, sob n. 24
26. os vcncimenlosdoS guardas destacados na-
quella villa e na povoacao de Correntes, relati-
vamente aos mezes de desembro, Janeiro, feve-
reiro e marco prximos findos, urna vez que este-
jam nos termos legaes os inclusos documentos
que para esse flm acompanharara os citados offi-
10S;7 n.?ou'8e ,an,uera Par: a Simplicio
Jos de Mello a importancia dos vencimentos dos
guardas nacionaes destacados ni villa do Brejo
durante o mez de margo ultimo ; bem como a
do pret do corneta do batalhao n. 35 daquella vl-
la, Simplicio Gomes Pereira dos mezes de Janei-
ro a margo prximos Dodos.
* Joao Ignacio Ribeiro Roma a quantia de
1:7009 importancia de medicamentos vendidos ao
ao conselho administrativo para a botica do hos-
pital militar.Communicou-se esses pagamentos
a quem compela.
Dito ao conselho de compras navaes.Appro-
vo o contrato que segundo o termo por copia an-
nexo ao officio de 10 do corrente effectuaram VV
*2S- "f l?rrao3 do 2 do art. 5 do regulamento
de 20 de fevereiro de 1858 com diversas pessoas
para fornecimento dos arligos de fardamento,
dietas e mais objectos de consumo necessarios aos
navios da armaoa e estabelecimentos de marinha,
s pragas dos dificrentea corpos da armada e das
companhias de aprendizes marinheiros e artfices,
bem como para a lavagem da respectiva roupa-
ria, tudo durante o trimestre corrente.Commu-
nicou-sa thesouraria de fazenda.
Dito a thesouraria provincial.Em additamen-
to ao final do meu officio de 19 do corrente re-
commendo V. S. que mande entregar ao alferes
Francisco do Reg Barros, para conduzir a seu
destino, conforme requisitou o chefe de polica
era officio de hoolem os 200# que se mandou
adiantarao delegado do termo de Tacarat para
oecorrer s despezas com o sustento dos presos
pobres de repectira cadeia.Communicou-se ao
referido chefe.
Dito ao director do arsenal de guerra mande
Vmc. fornecer os objectos constantes do pedido
junto, os quaes sao precisos para a escola elemen-
tar do 2 batalhao de infantaria.
Dito cmara municipal de Iguarass.Para
dar cumprimento ao aviso por copia incluso, ex-
pedido pelo ministerio da agricultura, commercio
c obras publicas, de27 de margo ultimo, infor-
men) Vmcs. acerca do que pede no requerimento
junto Joaquim Francisco de Souza Navarro.
Dito ao 4o juiz de paz em exercicio do districto
da freguezia de Cimbres.Constando do officio
que Vmc. me dirigi em 8 de feveieiro ultimo nao
se ler installado em lempo a junta de qualifica-
go dessa freguezia, recommendo Vmc. que,
fazendo a convocago de que trata o art. 4o da lei
de 19 de agosto de 1846, reuaa a referida-junta
no dia 23 de juoho vindouro, que para isso de-
signo, e prosiga nos domis termos do processo
de qnalificago, do cooformidade com as disposi-
goes em vigor.
Dito aos senhores juizes e mesaros da irman-
dade do Senhor Bom Jess dos Afilelos da fre-
guezia de S. Bento.Devolvo Vmcs. o incluso
compromisso da irmandadedo Sr. Bom Jess dos
Afflictos de S. Bento, afim de que seja approva-
da na parte roligiosa pelo Exm. bispo diocesano
e possa ser presente assembla provincial.
Portara.O vice-presidente da provincia, con-
ormando-se com proposta do chefe de polica
de 24 do correnta, sob n. 331, resol ve conceder a
exoneragjo que pedio Evaristo Mendes da Cuoha
Azevedo do lugar de 3o supplente do subdelega-
do de polica do districto da Capunga, e nomea
para sub3titui-lo o Dr. Manoel Gentil da Costa
Alves.
Dita.O vice-presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do chefe de polica de
25 do corrente, sob n. n. 337. resolve nomear os
ciaadaps Joaquim Antonio Carneiro e Manoel
Antonio de Jess Jnior para os lugares vagos
do 2o e 4o supplenles do subdelegado de polica
da freguezia de Santo Antonio desla cidde.
Communicou-se ao chefe de policia.
DESPACHOS DO DM 26 DE ABRIL DE 1861.
Requerimtntos.
Azevedo & Mendes, agentes. Informe o Sr.
inspector da saudedo porto.
Jos Alves da Silva Guimarea.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Jos Joaquim Gomes do Abreu.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazends
Joo Romarico de Azevedo Campos.-Informe
Sr. inspector da thesouraria de fazenda
Joaquim Jos de Azevedo.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica. ,
Pentaleo Squeira Cavalcanti, major.-Informe
Sr. delegado interino da repartigo das trras
publicas.
Silvano Moreira Lima.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de rernambuco, aa etdade do
Becife, C6 de abril de IH 61
ORDEM DO DIA N. 94.
O coronel commandante das armas declara para
acwncu aa guaruic,o e Aos convenientes que, no
dt 11 do corrente foram examinadas pravamen-
te pelas respectivas commissoes as materias de-
signadas no art. 29 do regulamento de 31 de mar-
go de 1851, e approvados plenamente no manejo
d'arma, fogos, manobras de batera de campanha
e de bater, detalhe, escripturaco e economas dos
corpos, os Srs. capites Joao Evaugelista"Nery da
Fonseca. Antonio Luis Duarte Nunes e Trajano
Alipo de Carvalho Mendonga, est da companhia
de artfices desta provincia, e aquellos do 4* ba-
talhao de artilharia a p.
as materias designadas no art. 28 do mesmo
regulamento. isto na nomenclatura d'arma,
seu uso e differentes especies, manejo de pega de
campanha e de bater, manejo d'arma, exercicio
de fogo, escola de peloloe pontana aoalvo, fo-
ram examinados no indicado dia e approvados
plenamente, o sargento-ajudante Joo Candido
Ferreira, Io sargento Joo Nunes do Araujo So-
dr. e simplesmeote em todas as referidas espe-
cialidades o 2o cadete 2o sargento Jos Sabino
Maciel Monteiro, todos do referido 4 batalhao de
artilharia a p, e approvado plenamente em todos
elles o 1 sargento da companhia de artfices Ma-
noel Jaciolho Marques de Oliveira.
Foi tambera examinado a 26 de margo ultimo,
o 2o cadete Io sargento da companhia fixa deca-
vallaria desta guarnigo, Carlos de Sonto Gon-
diui, sendo approvado plenamente na nomencla-
tura das differentes partes d'armas, seu uso e
suas especies, manejo da respectiva arma, exer-
DIA5 DA SEMANA.
59 Sjjtfnda. S. Pedro m.; S. Hugo are.
30 Terga. 8. Catharina de Sena v.; S. Peregrino.
1 'Quarta. Sa. Fellppe e Thiago app.; S. Jeremas.
2 Quinta'. S. Athanazio b. ; S. Mafalda infanta.
3 Sexta. Invenco da S. Croz ; S. Rodopano m.
4 Sabbado. 8. fonica mideS.Agostinho.
5 Domingo. A maternidde de N. Sen hora.
Ht- :
jAUUltiNiAJJ US IKIBUNAEa UA CAPliAL.'
I Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas, quinta aabbados as 10 hora*.
Fazenda: torgas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orbaos: tergas e sextas aa 10 horaa.
Primelra vara do eivel: tergaa e sextas ao mei<
. da.
Segunda vara do civel
da tarde:
hora
quartas sabbados a 1
KNCaRRFGADOS DA SUBSCR1PCA DO STjL<
Alagoaa, o Sr. Claudino Falco Dias Bahii
Sr. Joee Martin. Airea; Rio de Janeiro, o Sx\
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figneiroa de
Faria.na sua livnrii praga da Independencia n.
6 e 8.
Hungra soh/etudo, toma urna direcgo cada vez
mais perigosa, ao mesmo lempo que as outras
partes, e especialmente na Galicia as circumstan-
cias pouca esperaoga offerecem para urna pacific
"insolidago. '_
Tanto maiores que se tem tornado aa difflcuT^
I'
dades no interior da Austria, tanto mais enrgica
se tornou a agitago dos elementos hostis as suas
fronteiras, e parece que a fraqueza da Austria
deve servir para pdr em execugo toda aorle de
planos de subverso.
A Frange, a Italia, e a Russia, bem que por ora
oceultamente. tem all a mo no jogo. e j lti-
mamente mencionamos que os Montenegrinos
romperam de novo das suis montanhs, que os
christos na Herzegovina so uniram a elles, e que
toda essa provincia se tornou o theatro das mais
sanguinolentas aceas.
Todos os esforgoj da Turquia para supprimir a
insurreico nao tiveram at agora nenhum resul-
tado, .ej nao ha mais duvida, que logo que a
Austria ae achar obrigada a empregar as suas tro-
pas no seu interior, a Serbia e em breve tambem
os principados danubianos entraro no combate
aberto contra a Porta Ottomana. As guerrilhas
italianas s esperam por esse signal para pa3sar
para a Dalmacia Turca, e d'alli cahir as costas
da Dalmacii Austraca, ao mesmo tempo que se-
gundo se diz, a oceupago desta ultima pela Fran-
_ gs o prego, que o conde de Cavour concadeu
cicio de fogo, escola de peloto a p e a cavallo,' ?ela >otinuago da aluenga franceza e por isso
e pontaria ao alvo. i logo que rebentar o combate pela mesma, nao
Foram tambem examinados no dia 24 deste: ,ar** a intervengo da Franga. Ao mesmo
mez, os Srs. tenentes do 2o batalhao de infanta- *etfpo comegaria um ataque da Italia no P e no
ra Aurelio loaquim Pioto, Pedro Lino de Barros Mmcio, a Russia interviria no Oriente, e seria
Res, Joo Adolpho de Souza Brrelo e Luiz Mar- Pos,a em ena urna crise europea da mais terri-
nos de Carvalho, os quaes, no manejo d'arma, Tel oatureza. Tudo depende ainda, como disse-
manobras de batalhao e exercicio de fogo, foram raos> do andamento das cousas na Austria, e des-
plenamente approvados o Io e 3o, e simplesmente
o_2 e 4o ; as materias do detalhe, eseriptura-
gao e economas, furam todos approvados plena-
mente. Sendo igualmente examinados no mesmo
da, o Io cadete 2o sargento Francisco de Paula
Ferro Tranth, o Io sergento Joaquim Prisco de
Queiroz, o 2o sargento Fraoklin de Hollanda Ca-
de a paz de Villa-franca a Europa mais de urna
vez pareca achar-se em vespera de novas guerras
emquanto que os esforgos da maioria das poten-
cias souberam sempre ainda adiar a guerra. As-
sim tambem hoje nao se deve ainda abandonar a
esperanga da conservaco da paz ; porm em to-
lo o caso a posigo sobremodo critica. A con-
valcant, Io cadete Dirceo Joaquim Correa deMo- fttsfio da Austria mudara de urna vez a stua-
- infelizmente nao se pode contar sobre
raes, soldados particulares Justino Alves da Cu-
nha Bacellar e Gedeo de Souza Velho, lodos
do mencionado 2 batalhao; oa nomenclatura
d'rma, seu uso esuas dilTerentes especies foram
approvados : ol e 2o plenamente, o 3o simples-
mente, o 4o, 5o e 6o reprovados, tendo iguaes
$ao, mas
isso.
Nos ltimos das o imperador da Austria fez
aos hngaros differentes novas concesses asss
considerareis.
A questo al agora pendente da reorganisago
approvacoes no manejo d'arma, exercicio de fogo, a Transylvania foi solvida, e as decises da con-
na escola de pelotao e pontaria ao alvo. ferencia jurdica reunida em Pesthe para tratar
Foram examinados no dia 31 do mez ultimo os fla ""eorganisago dos negocios da justiga na Hun
;gundos cadetes prmeiros sargentos, Basilio ?"" mereceu em maior parte aapprovaco do
"iperador.
Em consequencia dessas concesses obtidas pe
segu
Rodrigues de Seixas e Claudino Antuns de- imperador,
veira, e o 1 cadete Francisco Theophlo Paes Em cons ,
Barreto, todos do 9o batalhao de infantaria ; sen- los membros ungaros do gabinete, o baro Vay e
do na nomenclatura d'arma, seu uso, suas diffe- c?nde Szescen, a existencia do ministerio p-
renles especies, manejo d'arma, exercicio de fogo, r8cia ameagada, dando a sua demisso os mem-
escoia de pelotao e pontaria ao alvo, simples- {!ros allemies, com o Sr. de Schmerliog testa
mente approvado o e reprovados o 2o e 3J. p9l momento os esforgos do archiduque Rainer
. i ambem foram examinados no mesmo dia 31 accomodaram a dissensao ; porm a posicao tal
de margo ultimo, os Srs. tenentes do 10 batalhao que a cada momelo poder de novo romper o
de infamara, Eslevao Jos Paes Brrelo e Mo- mesmo confliclo. prximos futuros accontecimen-
flesto Antonio Coelho de Oliveira Netto: no ma- los na Hungra nao podendo deixarde levar a urna
nejo d arma, manobras de batalhao, exercicio do D07a crise ministerial.
fogo tendo as seguintes approv&goes : o Io re- No dia 6 do corrente se dove reunir a dieta da
provado, e o 2 approvado simple3mente, no de- Hungra, e neste momento parece que a sua reu-
talhe, escnpturago e economa : oTreprovado "ao s ser possivel por meio de novas conces-
em todas as materias, e o 2o approvado plenamen- soes de parte do gabinete de Vienna. A maior
te em todas ellas. parte dos deputadosda|dieta hngara j cheganm
Foran^examioados no mesmo dia, o 2o cadete em Pesthe, e j tiveram deliberagoes preparato-
Campos, e 2 sargento nas.na8 seuniriam em Ofen, mas debaixo de todas as cir-
s somente em Pesthe ; o lugar desti-
Dieta de Hols-
tornado de novo muilo
Caelano Bessone de Assis
Antonio do Sacramento, este da companhia de
artfices, e aquello do batalhao 10, sendo am-
bos reprovados em nomenclatura d'arma, seu
uso e suas differentes especies, manejo d'arma
exercicio de fogo, escola de peloto e pontaria ao
alvo
Os Srs. commandantes dos corpos mandaro
apresentar ao Sr. delegado do cirurgio-mr do
exercito os Srs. cadetes e inferiores examinados,
afim de screm inspeccionados de saude.
Outro sim, o mesmo commandante das armas
taz publico que approvou o engajamento que con-
iranio o cabo de esquadra da 4 companhia do 9o
batalhao de infantaria Jos Antonio do Nasci- ,
ment para servir por mais 6 annos, percebendo l cerca do? conflictos que resultsro e de
alem dos vencimentos que por lei lhe compet- ^consequencias.
rem o premio de 4O0S, pagos na conformtdade do aI'c,a a convocago da dieta foi provlsoria-
docreto e regulamento do de maio de 1858. adiada at o dia 15 do corrente ; nos ou-
Assignado. Jos Antonio da Fonseca Galvo. Y?3- D.aizes> fom excepgo da Venecia, cuja cons-
Ccnforme. Anonio Eneas Gustavo Galvo. '"15S0 P",,cu,l" fi adiada, as dietas se reuiro
Alferes ajudante de ordens interino do com- fS^SP* ,as-
mando. Ualicia se pode contar com que j dieta lera
nado para a dieta pelas leis de 1848. Nao se sabe
porque o governo insisti at agora na reunio
em oten ; mas elle o fez urna vez, e rejeitou to-
dos os requerimentos acerca da reunio da dieta
em Pesthe. Se elle nao quizer por agora em du-
vida a reumao, s lhe restar ceder de novo, e
essa cqneessao forgada s servira para fortificar a
iiungriana suapbstinada insistencia narestituico
dos leis de 1848.
Ninguem pensa mais em que a dieta hngara se
entender a mandar a sua depulago para o con-
selho do imperio, e por isso se est com grande
um carcter inteirameole nacional; na Bohemia
as eleigoes resullaro tambem nosentidodo partido
desta ?acional 5 no ul do Tyrol a maior parte dos ele-
tores reiusou as eleigoes para a dieta do Tyrol,
nsist.ndo n urna dieta particular para essa parte
meridional do paiz, fallando italiano e separada
pelos Alpes da parte em que se falla allemo;
doj outros paizes as eleigoes se terminaram em
sentido liberal ministerial.
Os embaragos do ministerio das (naneas nao
querera melhorar e a-prata cujo premio tioha bai-
xado a 47 % j excede de novo 50 /.. Nao se
poae pensar em economas no thesouro emquanlo
siluagao ameagadora no Oriente, o movi-
na Polonia Russa, a questo venesiana, e
nal ter por commandante o Sr. tenente-coronel rcumsAaocias da Hungra tornara urgente ter
Rodolpho Joo Barata de Almeida. I semP,^e Pr<>rr-'
28-
ORDEM DO DIA N. 95.
rendo de tomar posse da administraco
provincia amanha a urna hora da tarde, o Exm.
i>r ur. Antonio Marcelino Nunes Gongalves, re-
soiveu a vice-presidencia que a guarda nacional
desta cidade, reunida a tropa delinha, formassera
em parada, afim de solemnisar este acto, e nesta
conrormidade o coronel commandante das armas
determioa, que urna dviso sob o commando do
W. coronel Luiz Jos Ferreira, composta de duas
Dngadas, esteja postada em linha no caes de 22
de novemoro s 11 horas e meia do referido dia.
A primeira brigada, que ser coroposta dos ba- i"e ?
talhoes 1, 2 e 3" de infantaria da guarda naci- meD-to
A*egunda brigada, quesera composta do 4o
batalhao de artilharia a p, guarnecendo8 boceas
de fogo, e do 2o de infantaria do exercito, ser
commandada pelo Sr. coronel graduado Hygino
Jos Coelho. (
Aps a revista do costume a diviso marchar
para o largo das Princezas, afim de fazer as con-'
tinenciasdevidas.
Os Srs. commandantes da diviso e brgadis !
nomearao os seus empregados entre os Srs. offl-'
ciaes dos referidos corpos.
As brigadas iro convenientemente municia-'
das, devendo o parque de artilharia estar prepa-
rado para executsr urna salva de 19 tiros. I
O coronel commandante das armas convida aos
Srs. commandantes dos corpos do exercito que
nao ilzerem parte da parada, com os seus respec- '
liroa officiaes, os do corpo de saude e os do es-
lido-maior de Ia e 2a classe, para que compare-'
gam no referido palacio a indicada hora, afim de r
assistirem ao acto da posse, durante o qual toca-' ro.Mucnano.w, at agora exercendo asfuocges de
mptas grandes torgas militares.
rallaremos agora da questo poloneza. Na
nossa ultima j referimos as oceurrencias em Var-
sovia em hns de fevereiro. Desde entoo mov-
mento em Varsovia tem feito sempre maiores
progressos, e o procedimento do governo russo
nao deixa de causar a maior sorpreza.
Ha pouco se publicaran) as reformas primera-
mente promettidas, e urna parte dellas j se acha
em execugo. *
A Polonia tem o seu proprio conselho de esta-
do com o direito de querelar acerca da admiois-
tragao e de requerer a respeito de reformas le-
gislativas, um regulamento municipal sob bases
iDeraes eum estatuto emancipando os negocios
oe escolas e instrucgo publica da Polonia. Para
oingir a organisago nacional dos negocios das
esco as foi nomeado o conde Wiepolonski, pessoa
geralmente estimada, ao mesmo que foram dimit-
lidos dos seus lugares differentes empregados
odiosos aos polonezes, e entre esses o conselhei-
rao as msicas dos corpos.
Assigoado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Lontorme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
aleres ajudante de ordens interino do com-
mando.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
HANBLKGO
B deabrilde 18BI.
Desde algum tempo a aituagio tomou de novo
um carcter maia ou menos ameagador. E' ver-
dadeque nao se reeeia urna interpretago da pax
ja nos pnmeiroa mezes, mas cada vex maia razio
na para receiar um rompimento durante o de-
S., proximo 'rao. Os motivo desses re-
na Turqu011 PrinciPln,n,e Austria e
diKM! 'nd' *a* Au8tria P" "lomar aa
difflculdades no seu wterior. O conflicto coa *
ministro do interior.
Em Varsovia se organisou urna guarda nacio-
nal, verdade que por ora nao aunada, e a poli-
ca execuliva se acha essencialmente nas mos dos
cidadaos.
,^SKe^^nci" do8>lonezes, dirigidas sobre o
restabelecimento da constituigo de 1815 nao fl-
cam anda satisfeitas com tudo isso, mas a vista
da espantosa condescendencia do gabinete de S
Pe ersburgo se espera que aa concesses at agora
fetas s serao o principio de mais outras. Entre-
tanto a condescendencia russa tambem nao in-
eiramente inexpiicavel. Um motivo essencial
t.lvez se encontrar em cortos planos da poHUca
Um movimento nacional na Polonia um meio
A^i^P.rifn,P8a au8lent difficuldndeslda
i*a^,*eaUet" M8U" for?" "> norte, ao
suaeciso10 ,M neocio no "ente che. a
ftrnA18,Iu adve"ario* principal da poltica
aaiubS lliv .U.Mr'a' 6 qu"10 B," e8laFullima
aouber ligar aa torgas do seu adversario, tanto
mau segaros serio os seus resultados? A so
acajesce-male oulra cousa. No meado do mez
passadose publlcaram finalmente em S. Peters-
burgoos decretos acerca da aboligo da escrava-
tura.
A sua xecuglo naturalmente ter ainda de lu-
tar com grande diOiculdades, e debaixo dessas
circumstancii3 nada conviria menos a Russia do
que um levantamiento na Polonia, o qual possi-
velmente se poderia estender para outro lado, e
assim tornar as difficuldales da aboligo da es-
cravatura um perigo vital para o imperio. Em
geral se toma por preponderante a primeira hy-
pothese e nao se considera como receioso o pre-
sente processo da reorganisago interior do impe-
rio do czar.
Facto que segundo as noticies que at agora
temos, os decretos imperiaes tem sido recetados
pelo povo com vivo enthusiasmo, e a maioria da
pobreza sabe apreciar o modo sensato pelo que se
ha de realisar a aboligo da escravatura. Sobre-
todo se cuidou em estabelecer um termo suffi-
ciente, para que os differentes inleresses tenham
o devido tempo para fazer os seus preparos ne-
cessarios, cando as presentes circunstancias de
facto em vigor durante dous annos ainda.
Ao lado do movimento da Polonia Russa, aca-
ba de se manifestar urna viva agitago entre a
populago poloneza na provincia prussiana de
Posen. Os deputados polonezes dessa provincia
no parlamento prussiaoo tem ao mesmo tempo
trabalhado incangavelmente para tornar to uteis
que possivel aos seus fins as tribunas parlamen-
tares.
J no principio das sessoes, na occasio .
discusso do enderego falla do throno se mani
festaram esses esforgos, tratando os respectivos
deputados de introduzir nesse enderego um pr-
rafo, requerendo certos direitos especlaes em fa-
vor da nacionalidade poloneza na Prussla: Esl
claro que esses esforgos foram baldados. Nao
obstante isso elles apresenlaram ltimamente
duas propostas, a primeira tendente a segurar a
preponderancia da lingua poloneza ua provincia
de Posen, e a outra se referindo aos tratados de
Vienna, dos quaes deduz differentes exigencias
acerca da unio nacional entre os habitantes po-
lonezes da Prussia e os polonezes da Russia e da
Austria.
Essas propoatas naturalmente tambem nao te-
rao nenhum resultado, mas em todo o caso os Po-
lonezes ao menos obtem com isso que a sua
questo entre sempre de novo em discusso. Fe-
lizmente todos esses esforgos nao podem causar
nenhum receio Prussia, porque a populago
KHkSP e oa Prorincia de Posen, nao excede de
700 mil pessoas, e se acha espalhada enlre urna
populago allema do mesmo numero,eso n'um
pequeo districto perto da fronteira da Russia se
encontraum ncleo compacto.
Alem das mencionadas propostas polonezas,
nao tem occorrido nada de notavel nas cmaras
prussianas. Em consequencia das festas da pas-
eos as sesses se acharara addiadas por duas se-
manas, e o que depois se tratou nao do ne-
nhum interesse geral. ltimamente quer paro-
cer que a cmara dos senhores finalmente se de-
cidir a aceitar as propostas do governo acerca
dos imposto sobre bens de raiz.
Entretanto as oceurrencias na
lein em Itzehoe se tem
interessantes como se sabe, urna das priocipaes
exigencias da confederagao allema que at a
definitiva reforma do estado geral dnamarquez,
se deve conceder dieta holsteineza, do mesmo
modo como o tem o conselho de estado dna-
marquez, um vol deliberativo acerca do budget
geral, e que por isso o budget do estado geral pa-
ra o anno fioanceiro de 18611862 lhe deveria
ser apresentado immediatamente. Como tam-
bem sabemos as potencias estrangeiras, e espe-
cialmente a Inglaterra e a Russia tinham apoiado
essa exigencia, ao mesmo tempo que a Dinamar-
ca ategoraa regeitou enrgicamente nas propostas
que o governo dnamarquez apresentou em 4 de
margo a dieta reunida em Itzehoe, se achava de-
clarado mu claramente
ceder adieta
e de nenhu
de se fazer nma concesso esse respeito. Tan-
to maior sorpreza causou a noticia que soube em
l* ae margo, que na noite passada o sob-secreta-
rio de estado inglez lord Wodehouse, interpela-
do pelo lord Ellenborough linha communicado
cmara dos pare, que segundo aviso do minis-
tro dnamarquez em Londres, o governo dnamar-
quez tioha concedido adieta holsteineza em Itze-
n2reaUtfifit lfiRoberaUT0 .Sce.rca d0 budel eral
para iabl1862. Ao principise pensou que
haila engao de parte do ministro inglez, e nao
se deu valor sua communicago. at que urna
eiprossao do commissario d'el-rei junto dieta
d Itzehoe, o ministro Rasloeff, fez de novo lem-
brar essa communicago.
O ministro Rasloeff observou, que um prrafo
atqui por ninguem reparado, no projecto de le
apresentado sobre a posigo provisoria de Hols-
tein paca com o estado geral, offerecera dieta a
occasio para se pronunciar respeito dos nego-
cios financeiros do anuo de 18611862, e que o
governo teria estado prompto fazer todas as
communicagespossiveis se a assembla o tives-
se desojado. Juntamente com a communicago
de lordjWodehouse essa declarago nao poda dei-
zar de causar grande sorpreza. Ninguem linha
julgado possivel, que o prrafo citado pelo com-
missario real podesse ter a importancia d'uma
proposta de budget, e as proprias declarages do
governo dnamarquez nas outras partes das pro-
postas apresntadas dieta diziam e contrario.
Teve pois lugar urna interpellago na sesso de
25 de margo, dingindo-se ao commissario real a
pergunta positiva, ae segundo a opinio do go-
rerno. o citado prrafo apresentava ou nao die-
a o budget em questo. Eo que aconleceu? Em
ugar de responder am ou nao, o ministro Ras-
loerr declarou dever reservara sua resposta at
prxima sessao no dia 26, se repeli a mesma
pergunta o ministro declarou dever anda adiar
a resposta, eaddiou a assembla at o dia 4 de
3I.h.!i 'a mais. undo na assembla da
dieta o barao de Biome doclarou que o governo
dnamarquez nao proceda honradamente, an-
nunciandos potencias estrangeiras haver apre-
sentado o budget, nao pensando entretanto de o
fazer em Itzehoe. o Sr. Rasloeff nao ousou con-
tradizer uso positivamente.
Bem ae pode imaginar a sensago que deviam
causar esses acontecimenlos. Mesmo em Cope-
nhague^ opinio publica se pronuncia mu deci-
didamente contra a tctica pouco honrada do mi-
nisterio, querenlo dar-se nos olhos dos estran-
geiros a apparencia da maia conciliadora con-
descendencia, e deixar apparecer a rejeitago das
propostas dinamarquezas como prova d'uma obs-
tinacao injustificavel. Entretanto a consequen-
cia foi quo o Sr. Rasloeff foi sacrificado pelos
seus collegas, e sahio do ministerio, e tambem
nao ir mais assistir as discuasdes em Itzehoe
como commissario real. Naturalmente nao el-
le a parte culpavel, mas toda a aua culpa s foi
nao ter lido o alrevimento de representar eom
devido assento o syslema mentiroso dos seus col-
legas.
Pelo adiamento da dieta de Holateio at o dia
4 de abril, foi addiado ao mesmo tempo o seu en-
cerramento que ao principio estava fizado para o
da 27 de margo, e assim tambem a resologo de-
finitiva acerca da propostas coosttucionaes do
governo diQaauupez, Esl. claro que isso nao
impedir a
propostas.
P. S. Itzehoe
unnime rejeitago dessas mesmas
- 4 de abril. Hoje foram rea-
bertas as sessoes da dieta do Holstem o commis-
sario real provisorio, o conselheiro Schultze, sera
responder pergunta da dieta um simples sim ou
nao, declarou que no art. 13 do projecto de cons-
rl^A *e ach.a?a contido para o Holstein o di-
m i.nie"*'r t*m\'f"a buJget commum,
em tanto que diz respeito ao Holstein. e o mes-
mo se acha declarado no relatorio. que hoie se
publicou, do presidente do conselho de ministros
dirigido a el-rei. '
Londres. 8 de abril.
i ei1' mannaa recebemos aqui a mala do Bra-
sil vinda pele Oneida, por haver este paquete che-
gado a Southampton na noite de 6 do corrente
vespera de domingo ; de sorte que quando hon-
tem cnegou a esta capital a mencionada mala nao
pode ser ella destribuida, porquanto em dia san-
tificado nao ha neste paiz servigo algum official
de crrelos, excepgo dos despachos que com
urgencia sao remetidos ao governo e s legages
estrangeiras acreditadas junto da Soberana da
bra-Bretanha.
Haramos todava j recebdo pelo telegrapho
de Lisboa um resumo das noticias que trouxera
aquelle paquete do Brasil; e foi por esse modo
que no da 3 do corrente os jornaes de Londres
annunciaram que Uvera lugar no Rio de Janeiro
, iSK miDJs,erial. sendo o ministerio Ferraz,
da substituido pelo do marquez de Caxias, aquem no
- a", deBmarco u.llim. sus magestade o impera-
dor confiara a missaode organisar urna nova ad-
niinistragao. Mencionando o nome do Sr. Para-
nhos entre os dos novos ministros, as folhas in-
glezas que se oceuparam deste recente successo
notaram que esse dislincto cidado j por vezes
rTii?? 'CAt0 i frenle dos ne8cios pblicos com
ministro da corda, e nao deixanm de manifestar
suas sympathias por aquella escolha de sua ma-
gestade o imperador.
Tambem mencionaram a creago do novo mi-
nisterio de obras publicas, agricultura, com-
mercioi eindustria,.que acaba de serinterinamen
e confiado ao chefe de esquadra Joaquim Jos
Ignacio, nomeado igualmente mais eHectiva e
permanentemente para o jninisterio da marinha
A creago desta nova repartico causou aqui
decidido interesse, que n se absiiveram de mos-
trar as referidas folhas, quando ao darem a noti-
cia da mudaoga ministerial no Brasil observaran)
quo a nova repartigo, a que sero affectados os
negocios sobre commercio, agricultura, obras pu
blicas e industria, vira sem duvida beneficiar as
empiezas de caminhos de ferro brasileira aqui
ntroduzdas ; porque esse ministerio especial at-
tender com escrpulo para os muitose variados
negocios que concernem aquellas emprezas, mas
que al hoje careciam de maior attenco por le-
rom estado dopendentes do ministerio do impe-
rio, lobrecarregado com mil atlribuigoes. e por
isso multas vezes obrgado a por delongas em ne-
gocios que interessavam o andamento ordina-
rio dessas mesmas emprezas.
Assim pois apresenta-se ao publico inglez. in-
teressado nasnossas cousas, urna nova era n ad-
ministragao publica brasileira, era que elle sauda
e por cujos fecundos resultados fax rdanles vo-
.m iU",,,ra qU? 80b nova repartigo pos-
sam ter um desenvolvimento completo os diver-
It anTLf f Orm.amo U,ul *C ministerio.
Ate ao presente as directoras das nossas empre-
nUfli,/rtrea8haqU1 Tenda 8e ,em amargamenu
?a n, Sk. em qUe Da maXima parte cora injusti!
ca, das delongas com que o ministerio do impe-
rio resolve os negocios das mesmas companhias
em que o governo imperial tem direito de inte?!
rm.M 880r8' '"eBt" n0T9 Heraco. espe-
remos que cessem essas queixas que, com razo
raMSU ella, eram fetas contra o governo impe-
a,?S.DOmes '10!'? min>slros que foram aqui
dados pelas folhas ioglezas sao os seguintes :^!
melhor seria que, por ausencia de motivos com-
quanto imagioarios ou pelo menos exagerados.
nao lhe fosse mis ter essa larefi. '
Nada posso communiear acerca do que hoie te-
hfrmr"d21a-.aM2bla8eral "*** Mimaal-
ludi. mas, habituado como estou a presenciara
u>t*ZeDClV0m que os capitalistas inglezes cos-
tumamszelaroempregodeaeos capites pre-
vejo que nea?. veu.io nio terao fallido sircas-
?,nS,ia-1Sad0,.C0Dlra oBrMM en> Issw ao inci-
dente de que dei noticia. '
Pela seguinte mala darei conta do que houver
occorrido nessa reunio da ossembla g"r Q0
accionistas da estrada de ferro do Recifl.
Asacgoes desta companhia ficam a descont
a 4 1/2 sobre 15 de entrada. As
com odeSIl/lx sobre 10 de

. conselheiro Paranhos ; mi-
nistro da justiga e interinamente do imperio con-
seheiro Sayo Lobato ; e ministro da marinha e
!?urna.hef,aHdocoinmercio'a8"cultura e indus-
.-chee de ea1tta1ra Joaquim Jos Ignacio.
Esses jornaes porm nao indicara as causas que
levar.ru a adrainistrago transacta a dar a sua de
missao, posto que, nolem a circunstancia de ha-
ver esse ministerio perdido as eleigoes em muitos
Suedeier^n"11011'!01 S DOmes dos "
que deverao preencher as pastas que se achara
oceupadas apenas interinamente
O ministerio Ferraz nao inspirava no publico
commerci.l da Inglaterra confi.nga algum" que
pogressiv.mente lhe foi retirada p'ela odiosa ele?
CUCto (segundo aqui opinio corrente) da lei pa-
noaa.9|fi?irb,IC'5a.0 d D0V0 re8ulamento das
nossas alfandegas no tocante s formalidades dos
maBifcstosj sobre este incidente tenho por
zes chamado a attengo dos leitores
ta vez me cumpre dizer alguma
mesmo essumpto.
falf hL6? Uhquatr0 dias Publicou o Daily News
estrada 'euE?i 0Drelalorio rector!, da'
[SftZS! de Per,nambucu 'era de apresen-
m.A T ? gerat dos accinistas na reunio
tqo L MrdR?nr.a,ertdLUSar: e "essedocumen-
to faz Mr Benson, presidente da dita directora
mengao do embarago que vo levando as E
em consequencia da injustiflc.vel pretenco do
SSITli0- ,m.Penal den,8oen'rar com as chamadas
que a directora tem feito, e para as quaes o mes-
ve-
e ainda des-
cousa sobre o
deif 4
da Bahia
**"*! E" de S. Paulo'comVde" \\i\
sobre 4 tambara de entrada. '
neste8n^Dr. PHn, S5 que 8e anfestra
iia K J a PP8,cao c. como j tive occa-
Slf.nH eDir0B,r re8aanenio das nossas
alfandegas ltimamente iatroduzldo.
fi i?* e em Londres "e ,era levantado
dss lei i i0' C0Dtr" ,8disPosices vexatorias
hfrrt iihnaume-,dm,Iara deiue em breve
rerr, Ru89!U aa "'erpellado4 nas cmaras
acerca do que aquelle respeito lenciona repre-
mo'" 4 ^OTerno d0 Brasil em favor do com-
mercio inglez.
Ha dias o Morning Post publicou sob titulo de
disposicoes vexatorias, a parte desse regulamen-
to relativa aos manifestos dos navios, querendo
assim segundo me pareco crear na opinio publi-
ca animadversao aufficiento para que as queixas
que actualmente se faz contra o Brasil aejam
apoiadas com a opimao geral.
Em Liverpool leve lugar ha pouco tempo um
meetmg, convocado expressamente para discutir
os vexames que sobre o commercio lancava
aquella medida do governo imperial; e nclle
prevaieceu a opinio de que o commercio de
Inglaterra deveria recorrer protecgo official
ua oraa-Uretanha para a remogo daquelles ve-
xames, comegando j pervaler-se do ministro
brasileira em Londres afim de dlspr o governo
imperial em favor de semelhante e rasoavel
reclamago. re
O quadro desenhado nessa reunio do que
im manifest segundo as formalidades prescrip-
tas pelo nosso nororegulamento causa at riso- foi
assim que um dos circumstantos affirmou que
anda para a eapeeiflcago dos mais simples ar-
ligos se requera tanto papel, tanta escriptura-
?ao, e tanta despeza, qde valia apena de abando-
nar a idea de commerciar com urna nago que
na presente poca se lembra de crear embaraces
inuteis liberdado do commercio I
Consta tambem que nos Estados-Unidos se tem
levantado grande opposigo contra essa medida :
epor este paquete segu para o Rio de Janeiro
s>r. vyngnl, (de Baliimore mas com casa com-
mercial no Rio) disposto a tentar pelos meios ao
seu alcance a suspenso do regulamento no to-
cante a maniteslos. Elle nao recuar para con-
seguir seus fins diante de quaesquer difficulda-
des; e mesmo recorrer, se tanto for preciso,
ao expediente de meeting em que a opinio pu-
blica brasileira nao deixar por certo de condem-
nar um expediente que na pratica est provando
tao mal. E sem duvida justo que o fisco
proteja seus inleresses; mas quando das medi-
das decretadas resulta uma somraa de males
enormes contra a classe que ellas affoctam, sem
E",!.r, Saran '? para me,n>0 fisco' convtI>
mudar de poltica e seguir aquillo que a expe-
riencia tiver aconselhado com melhor e capaz
de justa nenie sasfazer ambas as partes.
Os nossos gneros venda
ucam pelos seguintes pregos :
por libra. Calle de Ia qualidade60 s70 s 2a
dita-5* s 6 d-60 s ; 3 dita 51 s-54 : tudo
sujeito a 3 d de direito por libra. Assucar branco
dePernambuco e da Parahiba 26 s-30 a per
Sft iD?aSnCaTa0J8J.6 d~25 s- Assucar tranco
da Baha 23 a 6 d-29 s 6 d ; mascavado-19 s-
2J s per cwt. Couros salgados 5 d 3/4 a 7 d 1/2
6 d i 8d:i/f Cl ? d ,,/2 a.9d; e. ""ossalgados
o a ad J/2. E finalmente o algodo de Per-
nambuco e do Maranho. cuja venda nesta ulti-
ma quinzena tem sido limitada conservando
todava pregos fixos, fica colado de 8 d 1/4, 8d
l/, a 9 d por libra.
qq; f f ESS? 5ra,ileros de 5 % Acara de
85 3% -diidendo; e os de 4 1/2 % a
ps consolidados inglezes 3 /. Acara a 91 5/8.
3/4. Os portuguezes 3 /. a 45 e 47. Os 3 "/'
hespanhoes a 49 1/4. Os 5 /. sardos de 81 a
83, Os rnssos de 5 /. a 101 e 102. Os 6 % de
Buenos-Ayres de 88 a 90. Os peruanos 4 1/2
ex-aivWeudo. leDS *' 6 "'" d '101
onMnS.U!mn0SqMinze, d.Us che8a"m Je diversos
porlos do Brasil a Ioglaterra os seguintes na-
Do Maranho Bangalore (23 de margo) a Li-
verpool ; de Peroambnco James (23) a Clyde: da
Parahiba Levant (22) a Falmouth ; do Rio-Grande
\!52fi&?* 'laoulh; do Rio-Grande Ro-
seoud (22) a Southampton ; de Pernambuco Ja-
^'Ta'f (23rJ aG"ock; de Pernambuco
granes (24) a Greenock; de Pernambuco Sea
Nymph (27) a Clyde ; do Para Florist (30) a Li-
verpool ; e do Para Bonita (4 do corrente) a
neste mercado
governo possue em sua mo a quantia de por cada acgo convertida. Na opinio de Mr
SSSSti COmo e8sa quamia 7ai J a'ra do capital
garantido o governo imperial nao tem direito de
questionar companhia acerca da opportunidade
da, chamadas, e como ao mesmo tempo pela oPe-
nSaHCOD?ersao OTerno imperial entrou na
posigo de um accionista qualquer conclue a di-
rectora que esl ella no direito de obrigar o go-
bStriJ Tul" COm as chamada etas segundo o
ot ci,nd 8,COaipeteDle' da mesma directora.
Bnn 5? f8le succe8So assembla geral, Mr.
v?S. ? *" que' ac.on8elhado pelos seus ad-
vefnn i!;nn,a,raua resolucao de representar ao go-
verno imperial, havendo entretanto j suspendi-
fem'252S2 de f'ieados aos accionistas que
SklT" endld0 .ullia'nenie converler as suas
uiem S! "Slm- 0b8Jlar a que maiores luantias
passem para as maos do governo imperial. Este
2blm mV', .Cm Cl!eil0 send0 ecutad e
Lovern^ im-lw que D0 ca, de un recusa de
fsta oDri.Zn.81 -eC ama5ao da =omp.nhi. que
ferendai8 f?S acci0D,8las que flzerara j trans-
valentl. ;.en,rarem aqui cora as quantias equi-
ttlto ii,-.,tte pag8rao 80 *oy"no d0 Brasil,
souroLreV, que ,ne8 0ca de obrigarem o the-
Se es SffflalM T3 reP,siSao- E5Pero, porm.
mane? dlcfu,1sd-6 ieah* a remover-se de orna
u?n "t,8factona Para lnb8 Partes: e
MBionmu que destee incidentes s pode resultar
fi/iV^ para no8SO crdito, que na actua-
Bin. fit ? Wl0 inculcaa> os detractores do Bra-
m fmil ffomno imperial que pondo es-
...f ar"i companhia de Pernambuco quiz
JerteuS ** $U" mh3 dBneiro ue lhe nao
r.^.^ff5*0 in)Periald0 Brasil era Londres in-
dift h ?m remoTer as In,rias que contra o ere-
dito brastleiro so levanta aqui p0t Teies; mas
Liverpool..
De Inglaterra
seguintes :
seguirn no mesmo periodo os
(3)
para.
De Holyhead Pfautilus (24) para Pernambuco
de Falmoulh Vaild (24) para Pernambuco de*
L.verpol Adela (27) para o Rio-Grande ; de L!
verpool Brw (28) para o Maranho; de Cardiff
te^l(%ara Per08mbu Keitnoon (27) para Pernambuco; de Cardifl
Ueldm (27) para o Para; de Milford Louiza I i do
corrente) para a Bahia; de Milford Olive?
para a Baha; e de Liverpool Ziska (3)
Pernambuco. l '
m triste fado que como brasileiro nos deve
affl.gir de veras teve lugar em Liverpool no cor-
rento do mez prximo patsado. O marinheiro Joa-
quim Francisco, brasileiro e natural da provin-
n.ai. i'Cr??S0' C8ba de 8fir condemnado
Ph r7Hd8qUella cldade sentenciado a traba-
2SL 5a dos .Perpetuamente pelo crimedehom-
0OIB"t""losiore a Pessoa de um seu com-
panheiro, de nago hespanhola, e qoe com aquel-
verjoo" CnmiD0S0 8e 8ChaTa "ndndo em Li-
Parece que o crimefdra commettido. echndo-
se o perpetrador em estado de embriaguez ; e
eata circuinstancia lhe raleo a altennuaco da
pena, que no grao maior teria sido a de morle.
lera elle pruvalvemento de cumprir aquella sen-
lenga, jo sendo de esperar que a soberana ve-
nha a modera-la, porque infelizmente nao se do>
circunstancias que isso recommendem.
O almirante Grenell, nosso cnsul neste* reino,,
havesao sido competentemente autorisado pelo.
nosso ministro neala corte tomou a defeza do reo
enearregando desta um dos mais habis advoca-
dos do Liverpool. Mas-nada poude fazer esse dis-
lincto advogado para completamente salvar o cri-
minoso.
No dia 25 do mez paseado teve com effeito lu-
gar era Windsor, ni capell de S. Jorge, a cere-
monia fnebre por oceasiao do enterro da sua ai-
Sffr*i qe" de Kent- DiMenteshavUsido.
PubLcado o prograjam dessa cerenoni, qu



t) MiaaingAMot 4Si3i &m
ftlAJUO D tERlAMKlfO. TER(4l FEWA. 30 l ABRIL M 1161,
tUndo-aeide abril, o une vinha desconcertar o planos da
pMllm* 'epfatKjlo, qne esperara ter mais algunas sema-
r, desafiogadameate alluir o edifi-
, empentando para casa obra de
Lord |ohn demoligo todas as tuas torgas. A subsecuente
leve lugar de ama maneira
penas aos prenles da ill
nitros daa corte parete
real com alguna dos mmMM dr
Palmeraton, o conde de Graville, e
Busell. loras a secretarios de eetedo"'r>l1leo1llT ediflcago. por oulra e quesao do modo de se
enue je mAnistro* MJaj|a^roi se a^raiaalr organiaf como poter,.uao me. des*grande oui-
v,S5^*|,eli! ltete Brea**, dad^ajaiw^niinkB seu gremio <;leojw-
pele ftiMi, conde da tendi por Porlaaal, tea) te poder.
eJoJUueear e o con- Na semana anterior ebragara-se a onpcsico e
ideas uccionislas, planeara urna r*v orno oeicio
ministerial era que ficaase o viscoote de Si com
a presidencia do conselho de ministros, a o Sr.
Asila cora peala de azeade.
1 ultima apalyse, eran estes plano* na
segunde conflaao de importancia, pois iota mea-
digar o prestigio e adhesee que tem no paii al-
guna dos earacteres que"a opposigio mais tem ag-
date Wiihzae*aela,SaxonHV Bctre,es pnooaaiB
oereertea HgerMlo o Princi*teLaMen i
transportado de Pregesaore-Lodge pera c-
pala real de Win tese n madrugada dafeelle
dia.
A presenca dos principes fraocezes eiiledos no
nterro da duquesa de Kent oausou vivo ciuine a gredido.
algn* peridicos trncese, que, arrebatados e
en repararen na circunstancia de parentesco
que une aqueUes familia real ingVeta, virio
aqullo um insulto formal so imperador Napo-
leo e i Frene.
Mas a opinio publica aqu e en eutroe pontos
-tem por tal modo extranhado aquella censu-
re que hoje eston bees convencido, os auto-
Tes de semelhautes artigos devem estar comple-
tamente eovergonhados de sua leviandade em
criticar em acto por oatuteza innocente.
Essa parte da imprensa Frauceza figurava j o
-conde de Flahault, enibxador da Franca esta
crte aulorisado a pedir expMcagoes ao gover-
no ioglez por aquello moiivo I
Escusado ser affirmar que semelhaate ideia
nao passaria pelo espirito do imperador apo
ieao, cuja sisudeea e acert sao conhecitios.
O Parlamento Britnico -se conserva por em-
quanto em ferias por occasio da paschoa ; e s
auianha ou depols recomegar suas sessoes.
Deste modo nao me cabo desta vea a tarefa de
relatar os seus mais importantes traoalhos, po-
dando apenas commuoisar por analoga de ma-
teria que Lord Palmeraton, o qual Italia recente-
mente deixado vaga a sua caaeira no pailarnen-
to por haver sido nomeado govemador de Dover
O dos Cinco Portes acaba de ser reeleito membro
senta desde longos idos.
Por occasio da sua eleicio o primeiro minialro
4a Gr-Bretaoha compareceu dianle dos seus
cousutuinies para como de costme fazer-lhes
sua profisao de f, formalidade esta que cu-n-
prio com o talento e laclo poiilico que o dis-
tingue.
Ao mesmo tempo S. S passando em revista
o estado da poltica europea, ponderou que o ho-
lisonte se acha carregado de grosaase negras nu-
vens ; mas com firmeza sustentou que a Ingla-
terra, grabas aos immensos armamentos que tem
feito, ao desenvolvimento das suas ortificaces,
a orginisac.o das [oreas voluntarias, v sem ,
aasombro a possibilidade e mesmo a probalidade
da borrasca.
E' sabido que a Inglaterra se acha com effeito
preparada pata as eventualidades de urna guer-
ra ; mas Lord Palmerstou, tratando nesta occa-
sio daquelle assumpto, levou tambem em vista
Dr. Manoel Thomaz Lisboa (redic
ca Liberal.)
Manoel Jos4 Hachado. -
Visconde de Fonte Arcada.
Antonio Manoel Barreiros Arrobas.
I da

el cniui i'Tin (iii
te Poln-
Acabo de, receber oeste
Iroio, uru aovo maaifeeto
Como visraeu doa satn
eviar-ltenm, NtolUe' Lempo do o lrT
Pte m guate te atei
De novidedee Utterarias
Ihe
Etftes proitr-los de fase o nao forem eceHos-, e
oeposigo vlo-se reduzlda aos seus recursos.
Nao obstante esse desamparo, a opposico lem-
brou-se da famosa colligago de 7 de abril de
1858 em que os regeneradores pactuaram com
os cabralistas e miguelistas para atacar na urna
o partido histrico.
Lembraiam-se que em 1859 se renovarse esse
monstruoso accerdo de fraccoes heterogneas;
incitou-os a ligacao em que so encenlram acla-
a.lmente com o partido reaccionario, que em
Franca chamara ultramontano, que em Hespa-
nha seintiluh no-cafiotco e aqu se diz laz-
za riela.
Logo que o gabinete propoz a discusso da lei
de meios, rebentou de improviso urna proposta de
adiamento assignada pelo Sr. Fontes.
Ogoverno jogou oulra carta, fazende questo
ministerial da rejeico daqueQa proposta da op-
posicao.
Os granadeiros tornaram as suas posic,es, a
votaQo foi nominal, e o gabinete, contados os
votos, achou-se em minora de 4.
Vio-se, pois, que esses 4 votos eram os dos
quatro deputados miguelistas.
Nao hatia oulro caminno a seguir senao a dis-
soIuqSo.
Urna cmara assim nao offerecia elemonlos de
governo para nenbum dos lados. Suppondo
que se enlregavam as pastas epposicao, os no-
vos ministros, (pelo menos quatro) deixando de
ser deputados pelo facto de sua etevacao ao mi-
nisterio, representavam quatro votos menos.
Os miguelistas, que sao opposigo com (odas
as opposici's, representavam quatro votos con-
trarios. Os aspirantes a ministros, que eram
minios iriarn agrupar-se com a opposico le-
vados do despeito. Junte-se a isto 76 votos do
outro lado da cmara que votaram com o mi-
nisterio actual e veja que logo ficaria em miBoria
a nova administrarlo.
Das duas urna:ou o novo gabinete ficaria
esmagado pela opposico dentro em poucosdias;
ou teria de dissolver a cmara, ficando logo as
pnmeiras horas abalado por esse acto vio-
lento.
Espalhou-se aqui que o ministro de Franca
nesta corte dirigir urna nota ao governo portu-
guez cerca da questo das irmaas de caridade.
justincar as enormes despezas com que estacar- E inexacto. Houve verbalmente algumis ex-
regado o povo inglez para a defeza do paiz : elle plicaes entre esse diplmala e os Srs. Avila e
bem sabe, como habit estadista que quanto Ihe marquez de Loul, mas estou pe
convinha na occasio eulhusiasmar pela gloria
aos seus consiiluintes.
Receio entretanto que na prxima reunio do
parlamento, este primeiro ministro sja vivamen-
te allacado pelo partido liberal sobre a lar una de
que aecuso o programara poiilico do ministerio
Falmeretoo, e isto a ausencia ds proposta
acerca da reforma ekitoral. Muilos meelings
ipm tido lugar nesse sentido contra o governo.
De Italia nada h de novo a commuuicar. A
questo romana contina no mesmo estado ; e
eguudo publicara as olhss fraucezas a oceupa-
co da Franja em Roma continuar por mais 6
meies.
O governo britnico acaba de reconhecer el-rei
Viclor Emmuel como rei d'ltalia.
De Varsovia as noticias sao Jinda ameajado-
ras. O povo, nao contente com as concessdes
persuadido que
este negocio ir correndo os seus tramites at
chegar a urna soluco honrost para todos.
A Independencia Belga tratando ha poucos
das desta questo, fazia just?a ao gabinete por-
tuguez expressando-se nos termos seguimos :
Ha algum lempo que se falla muito dos
obstculos que enconlra em Portugal a perma-
nencia das irmas de caridade francezas. A
verdado acerca deste iucidentefcque chegou qua-
si a ter as proporcoes de urna complicado di-
plomtica, esta :o governo portuguez nao era
hostil nsiilui{ao das irmas de caridade, oem
contrario sua presenta no reino; mas as leis
que regem em Portugal obrigam todas es commu-
oidades sujeico do prelado portuguez.
Ora as irmas de caridade, em opposico s
leis portuguezas, quedara permanecer sob a au-
toridade espiritual de seus superiores, residentes
feilas pelo imperador, insiste pela sua autonoma, quasi sempre em Franca.
A Russia tem augmentado as suas torcas naquel-
le reino.
Lisboa, 13 de abril.
Foram dissolvidas as cortes e convocada a no-
va asfembla legislativa para 20 de maia prxi-
mo. As eleicoes para deputados devero ter lu-
gar a 28 do crreme. A anircacao propria de
urna poca eleiloral, com todos os seus accesso-
rios legaes oceupam n'este momento a atlengao
publica e servem de incentivo aclividade dos
partidos. Estes, nao eslo amortecidos ao ponto
que,sobre todos os nossos visinhos hespanhes que-
rem dizer. A cmara eslava dividida em duas
parles numricamente iguacs, oscillando as vo-
tacoes, segundo o auxilio que a qualquer dos la-
dos prestavam os quatro deputados absolutistas
que linham assento n'aquella casa. Desde o prin-
cipio da sesso parlamentar a allilude da oposi-
cao tinha sido apenas especiante. Pouco depois
foi recorrendo a meios impeditivos pouco pro-
prios de urna assembla que se interessasse de-
vras pelo desenvolvimento das cousas publicas.
Duas ou tres propostas de iniciativa do goveruo
deixaram de ter seguimenlo pela inercia da c-
mara que prefera addiar volar, isto no intuito
de ir gaahaodo lempo, espera de urna oppor-
tunidade mais f&voravel para entrar no poder,
pois segundo a propria conQsso dosseus orgos
mais auloiisaJos na imprensa, a opposico nao
tinha elementos para se habilitar governanga.
Marchavam as cousas n'este estado de apathia,
quejulgo ter-lhe descripto na minha ultima car-
ta, quando o ministerio tomou urna posico de-
cisiva, publicando a portara de 5 de marco pre-
trito em que inlmava as irmas de caridade
raneczas, aqui existentes sob a jurisdieco can-
nica do prelado francez, a obedecerem ao pa-
triarcha de Lisboa sob pena de lhes serem con-
fiscados os bens de que eslo de posse, para o
que se lhes deu o prazo de 40 dias. Tres ou
quatro dias antes da* publicaco desta portara
notavel, celebrra-se ni capital um meeling,
(de que tambem Ihe falleij o qual poz em alar-
me a gente seria de todos os partidos pelos
symptomas que apresentava. Aquello meeling
concluir por entregar urna exposigo ao mare-
chal Saldanha a frm de ser pelo velho duque
apresentado ao chee do eslado. Entre os no-
mes que firmavam aquelle manifest, enconlra-
vam-sealguns desfavoravclmeule coohecidos do
publico. A fojcao pois da nova parcialidade que
parecia querer predominar -pela excitado das
mnssas, era de trislissimo agouro. as cama-
ras seguiram-se aquella maniestaco alguna d-
bates acalorados, como era de esperar. A por-
tara de 5 de marco foi o signal do ataque para a
tearco ; a siluacao do parlamento, at all
pouco pronunciada, tralou logo de definir ; a
desobediencia do instituto das irmaas de carida-
de achou no seu posto os seus mais acrrimos
defensores.
Na cmara hereditaria annunciou e veriGcou o
conde de Thomar urna rigorosa interpellace ao
governo, contando derriba-lo terca de acciama-
COes, de giitaria, de injurias e de furor. As ul-
timas sesaes d'aquella casa foram assaz tem-
pestuosas, occorrendo alguna incidente que aca-
bam de indignar a opinip publica, fazendo che-
gar conviego da grande maioria liberal a ne-
cessidade de se reformar acamara alia, ou por
urna reorganisagao, ou pela nomeaco de novos
pares.
^ Entretanto na cmara electiva, collocava-se o
Sr. Fontes testa da opposigo. Ogoverno,
que apresentra os orgameotos no principio da
sessao viu que chegado quasi o praso legal para
o eacerramento da sesso (que devia ter luear a
7 de abril) ainda a commUso de azenda nao
tinha aprezentado o respectivo parecer do que
resultara nao se poder discutir sera urna proro-
gecao. A opposrgo parlamentar eptendeu que
o poder moderador, em vez de usar livremente
de sua prerogativa constitucional, devia eslar
sujeilo ao vol da samara, sendo toreado a pro-
rogar quando a excellentissima cmara indirec-
tamente lh'o intimasae. Os ministros da corda
nao se conformando com esta novisaima theoria'
jnlgaram o conirro, e arUevendo, pela exigui-
dade do tempo remanesente, a impessibUidade
dse discutrem osorcamentos no termo legal
d\ sesso legislativa, proposeram para a discus-
so a loi demeios.islo a que auterisa o governo
proceder cebranga dos impostas, e sua apajica-
cdo, a flm de que este, fechado o parlamento,
nao tivesse de arrecadar os tributos e gasta-Ios
en dictadura o que sempre, odioso. Ora a lei
meoe, como praxe, costuma serapprovada
pe le orcamento, salvo os casos excepcio-
^tU"! que' ,nwenoi-ie esta ordem, se dis-
2^1 ,!SSU"8mt ^nle, N'fl,tM ciroumstan-
Stn lf???s?tlttlS.M I"**' *' *""
aeoteqne ai cortes ierlm, enoerradas a di 7
Daqui nasceu a lula que os jornaes clericaes
teem desfigurado, q governo portuguez to
pouco hostil instiluicodas irmas de caridade.
que trata deorganisar communidades conformes
aquellas que lbe foram de Franja.
Quando se publicou a portara de 5 de margo
ultimo, propoz o nosso goveroo ao parlamento
a fundago de um instituto portuguez de irmas
de caridade, sujeilo as autoridades civis e ecle-
sisticas do paiz.
A semana passada, os negociantes da praga
de Lisboa abriram entra si una subscripeo para
o futuro Instituto Portuguez de Irmas de Cari-
dade, havendo donativos de um conlo de reis
e mais;
Organisaram urna commisso em que figuram
os Srs. Bessone. Jos Ribeiro da Cunha, Manoel
Jos Machado, Chamijo, Joo de Brilo, Antonio
Thcophilo de Araujo, visconde de Porto Ban-
deira, baro de Villa-Nova de Fozca, Tarujo,
etc. J '
O presidente o baro de Villa-Nova de Foz-
ca ; thesoureiro o Sr. Rodrigues Tarujo ; secre-
tario o Sr. Jos Ribeiro d* Cunha.
Esla commisso promove donativos para
aquella instituigo ; estabelece commisses Q-
liaes' e trabalha de muito boa vontade, que o
principal.
A subscripgo j excede a 20 conlos de
ris.
A gente reaccionaria nao gostou desta inicia-
tiva, e os seus jornaes leem aggredido os dous
candidatos que aclasse commercial prope pelos
circuios de Lisboa, como representantes da in-
dustria fabril e do commercio.
A subscripgo para o monumento de Cames,
reforgada pelos generosos e avullados donativos
que vieram do Brasil, passa de 23 conlos de ris
fortes.
Votou-se a quanlia de noventa e tantos conlos
para o eochovl e dote de sua alteza a sereois-
sima e formosissima princeza D. Antonia, que
se unir malrimonialmente com o principe her-
deiro de Hohenzollern-Sigraaringen, irmo da
fallecida rainha da Portugal a Sra. D. Eslephania
de saudosa memoria.
A aprensa hespanhola tem-se obstinado l-
timamente a debater a queslao do iberismo, pre-
tendendo, ao que parece, formar a nosso respei-
to, urna opinio falsa nos conselhos da Eu-
ropa.
Ha pouco achava-nos inespazes de termos um
governo forte e enrgico, em consequencia do
frsccionameoto dos partidos e atona poltica.
E' inexacto, e este paiz est dando actualmen-
te um teslemunbo de grande vitalldade poltica
em presenca de urna poca eleitoral decisiva.
Porquauto, amigo redactor, a questo do orga-
menlo nao discutido, um falso pretexto. A
questo de principios;o liberal contra o re-
accionario;o prcgressisla com todas as suas
Iradicces, contra urna colligaco em que figu-
rara em primeira liona os elementos anti-dym-
nasticos, o fanatismo religioso; o systema ob-
noxio da escola cabralisla, o systema fatalmente
dessipador e perdulario da gente regenera-
dora.
- posso aje-
ra dizer, mas para a oulra real he mencionase! o
a ,Wu-
venga as eleigoes
Espera-se que o ministerio
por grande maioria.
A 7 do corrale celebrou-se na sala do Risco
do Arsenal da Mariana em Lisboa, urna grande
reunio para eleger novo centro eleiloral pro-
gressists, sahindo eleilos os seguintes cavalhei-
ros, muilos dos quaes baviam pertencido ao
centro eleiloral, que foi eleito em 1859 :
Baro de Villa-Nova de Pozeos.
Luiz de Castro Guimares.
Josquim Filippe de Souza.
Manoel da Silva Passos.
Antonio de Oliveira Marca.
Roque Juaquim Fernandes Thomaz.
Antonio Alves Marlius
Luiz Filippe Leite (redactor da Opinio.)
Anselmo Jos Braceamp
Manoel de Jess Goelho (redactordo Portuguez.)
Vicente Ferrer Nelo de Faiva.
Jacinlbo Augusto da Sant'Anna e Vascon-
celos.
Manoel Antonio Vellez Caldeira.
Josa Mara Frazo.
Conde do Rio-Maior.
Ignacio Francisco Silreira da Molla.
lase Elias Garca.
Luiz de Almeida e Vaseoncellos (redactor do
Jornal do Comwureio.)
Joo Flix Rodrigues (redactor do Portugus'
"os do Nascimento Goo calves Con4a.
"anoel Alves do Rio.
_ lio Cabral Teixeira de Queiroz.
oo Chrysostomo de Abro e Souza.
lelchor Jos Garcez (ex-ministro da guerra.)
t4 Silva Mandes Leal [redactor do Jornal
Ctmmtroio.),
mais notavel.
Em D. Marta II asi daate enc^tMee
ffter que dtita cartat de Jetee Sandeso.
?. S.Fallecen em Lisboa e duqueza d Pa-
linella, senho.ra de. asilas, jirtudes e extrema
aridate. _
Foi reecendido o coutrato Luccole para a en-
preza do caminh de ferro de 'Cintra e docas no
Tejo, por nao satisfazer as cendiges a eme se
ligara. ^
As seto e meia da noite te da 13 do correte
termineu a votagao nominal sobre a prospoata que
appreva os actos do governe quanto aos assurnp-
tosdi Italia.
O iriumpho foi complete ; 176 deputados, entre
os quses se cootam quaai todos os denominados
dissidentes da maioria, e que demonstrara que
continuara a ser ministeriaes, deram o seu voto
de approvago ao gabinete. As opposiges s ru-
niram 40 votos. Absteram-se de votarlos Srs.
Ros Rozas, Prez Zamora, Polo e outros era hu-
mero de oito ou dezdeputadcs.
Parece que ogoverno hespanhol eslava resolvi-
do a dissolver o congresso em caso de que as to-
tagees ulteriores Ihe fossem adversas.
Fallava-se em novo ministerio, porem o gene-
ral O' Donnell nao eslava, ao que parece, resol-
vido a largar to cedo o poder.
Tendo o Sr. Calvo Asencio perguntado mesa,
no flm da sesso cima referida, se ji se sabia no
congresso o numero de deputados que, nos lti-
mos lempos, receberam gragas do governo, diz
um jornal do reino visinho, que passa de cen o
numero dos funecionarios pblicos que ha na ac-
tual legislatura, e os seus vencimentos imporUm
em mais de seis milhoes de reales. Isto sem con-
tar, accrescenta a cilada folha, os diversos depu-
tados dependentes da casa real e directores de
jornaes que passarn por defensores do ministe-
rio O Donnell.
Quasi todos os deputados que sao ao mesmo
tempo empregados do estado, acham-se actual-
mente em Madrid, e formara, pouco mais ou me-
nos, a melade dos que assislem s sessoes, qae
sao uns 220.
Nao se incluom diversos militares em commis-
so activa. Asgracas concedidas a deputados des-
de 1859 sao 69. Das ultimas anda seno dera
conta s corles.
O alludido jornal deu-se a este trabalho para
mostrar a independencia com que se podem fazer
as votagoes no congresso hespanhol e a conllanca
que e paiz pode ter nellas.
Os oppocionistss contara que por occasio de se
discutir a poltica interna de Hespanha se aug-
mentar no congresso o numero dos inimigosdo
gabinete ; porem, segundo se diz, nao ha moti-
vos para crer que estas esperangas Dcaram de-
fraudadas. Peranta a situago critica da Europa,
e adelerminago constante de ministerio de ad-
mittir-nos leis admluistrativas quantas emendas
possam contribuir para que venham a ser mais
liberaes, sem destruir as bases das mesmas leis,
nos esperamos que viro collocar-se ao lado do
governo alguns que sao tidos hoje por seus ad-
versarios.
Os oppocionstas ao ministerio elevam o nu-
mero dos que estavam conforme este partido no
congresso a 85, e cr-sa que o nulhero dos mi-
nisteriaes ser de 160. Julga-se que de entre os
oppocionislas haver muilos que se abstenham
de votar na questo das leis administrativas, por
que nao obstante divrgircm da opinio do gabi-
nete n'alguns assumptos nao querem concorrer
para enfraquecer urna situago, que oo ser f-
cil substituir por oulra aclualidade, como reco-
nhecem al osproprios adversarios do ministerio
as suas conversagdes particulares.
Fallou-se em que o Sr. Caldern Collanles da-
ra a sua dcmisso, e corris que a questo sobre
a crise ministerial sera excitada no conselho de
ministros que vai ter lugar em Aranjuez.
Narrava-se nos gremios polticos que o general
O'Dounell tinha o pensamenlo de formarum mi-
nisterio em que entrassem tres progresslstas e o
marquez de la Vega de Armijo ; mas tambem se
dira que semelhante gabinete encontraria nsu-
peraveis obstculos.
No da 30 ao meio da sahlram para o real sitio
do Aranjuez todos os ministros n'um trem espe-
cial, porque all, actual residencia da corte se re-
ne o conselho sob a presidencia de sua magesta-
de ; parece que smenle la ficaria o ministro dos
negocios estraogeiros, voltanlo com seus colle-
gas o Sr. Negrete. Porem os jornaes do dia 31 de
margo nada dizem relativamente a essa reuuio
ordinaria do conselho de mioistros.
A queslao grav6 para a prxima sesso da c-
mara, lindas as ferias, a que diz respeito ao es-
lado das rlages da Hespanha com o Mxico,
donde fui expulso o seu representarrTb diplom-
tico, o Sr. D. Joaquim Pacheco, que se acha em
Madrid e se aprsenla munido de todos os docu-
mentos para mostrar que oo foi a sua retirada
resultado de queslao pessoal, mas consequencia
de um agravo feito nago hespanhola.
As opposigesja especulara com este aconteci-
mento, procurando tirar todo o partido possivel
conlra o ministerio.
A questo italiana deu occasio a urna discus-
so muito renhida na cmara dos deputados em
Madrid. Por paule do partido liberal, fsllou o Sr.
Sagasta, respondeu-lhe o ministro dos nego-
cios estrangeiros, seguio-se o Sr. Oiosaga, vol-
tou a fallar o miaislro, retrucou o Sr. Sagasta.
e a paz do mundo nao se alterou apezar da scena
violenta, que houve na cmara no primeiro dia
por ter dito o Sr. Sagssti, que o principal direito
de Isabel II era a vontade nacional.
A opposigo aecusava o governo de abandonar
a causa liberal na Italia. 0 governo respondeu
que na causa italiana havia para a Hespanha
cousas a approvar e oulras a reprovar, e que
n'esse sentido andar ogoverno. Que protesta/a,
qne influir* e que empregra os seus esforgos a
favor de Parma, e de aples pelos di rei tos dy-
nasticos e a respeito de Roma pelas obrigagoes de
catholico.
O Sr. Sagasta entre as razoes com que procu-
rou mover o animo do ministro dos negocios es-
trangeiros allegoo a necessidade de estabelecer o
principio das annexagoes, que servisse depois
para reunir Portugal a Hespanha. O partido li-
toalmaisatantaiK) em Hespanha quer a uoida-
dade da pennsula mesnii pelos meios com que
se fez a de aples.
Sobre o modo de apreciar a situago inleira do
nosso paiz ( a poca qoe falla ) aa suas neces-
sidades mais imperiosas, e algumas das medidas
Kroposlas deliberado do parlamento nao tem
vido inteiro accerdo entre o presidente do con-
selho de ministros e o nosso ultimo embaixador
em Roma ( Sr. Rios Rozas.)
No dia 9 circularan! muilas e diversas noticias
de summa gravidade, entre outras cousas dizia-
se que o embaixador da Frange sahiria mui bre-
vemente da corte de Hespanha, nao faltando
quera suppuzesse que o flzera na vespera desse
da. lndicava-se que o duque de Tetuo mani-
feslara rainha o desejo de largar as redeas do
governo.
. Appareceu em Madrid um olheto com o titulo
de Alerta Ueepanhe no qual se mostram gran-
des receos de intrigas estrangeiras. Esla broxura
foi destribuida aos deputados. Diz-se que urna
estrategia ministerial para intimidar e conter a
opposigo que se levantou na cantara contra o
actual governo.
Tinha-ae divulgado nos corredores do congresso
que no diaJ9 deste me suspendar-se-niam as
sessoes parlamentes ; mas a Correspondencia
nega terminantemente qualquer fundamento que
e pretenda dar a aemelhante boato. Igualmente
diz que as peasoas mais ligadas em materias po-
lticas com o Sr. Rios Rozas duvidam de que seja
certo, ao menea por ora, o que alguns peridicos
asseveram quanto apreseotagio por parte do
mesmo seonor. de urna proposta politice admi-
nistrativa hostil ao governo.
, Aa olhaa ministeriaes, em geral, diziim que
nem serum dissolvidas nem addiadas as cortes.
Foi approvada no senado a lei para a alien.cao
dos bens do lero. ^
Adjudicaram n'uraa sesso aolemne. a primeir-
deeto genero, *|qM residi sua magatade a raia
,,or.?ry.ws'offlM*ci'lM Pe ociedede oco-
nomiea Matritense s pessoai que ae distinguiram
?;?;;;; asfTirl,om na proriot!i8
SatrmcU te ooautesao te sesso do dia 12 do
>-- corrente:
tetttetjgocios estrangeiros responde
2i? '"*' u*"Wmnte para rebater a suppo-
^^?eja*te que os represeataotes da Hes-
Ba em-TuriU, aples e Paris tinbam segui-
s suas uupiraces politi
o tmmmkWm da Ilali
ulna .aNajaveam s> dignidad
d seceeteada arfa.
, resideata da cmara expjMaa tiabeta
fllala tro depuiados pro e laMasatrs a .uee-
to, e perguotou se o congresea a dava por ter-
minada, ou se cootrouaria. Resolvea-a quepre-
iudicasse o debate, e o Sr. Hazaa cedeu a pa-
lavra ao Sr. Martiacz de la Reas.
Presta-se a maior, attenco tanto da parte dos
deputados como do numeroso publico & autorisa-
da e respeitavel voz de presidente do rongr^an ;
O T'fl CQlTI l lQOUiallaa faril a, fArrarta -nava n.t.L
i h"H* *"*Bw*BiH twctl trCOrreCW Cual <|ue
npra aabo exprimir as suas idees depois de
que nao fallava eomo homem addido a
cldadio* conlra procedimapto da mesa paro-
t>ew efcta per ter aparado daas cdulas viciadar A
Doa Srs. tenentes-coronis do corpa de estsdo-
maior de Ia classe Sebastio FrancisteteOlivei-
la auxiliar da proiiadi <" R" ulull 21^"o!^0--ffiAfa'A-'1.,IB -n" m**m"
e.de .oger.h.ros Emasto Anu Laauoee^*>*;*KJ^. J!L-.. P"-,
4 roa- ubje,apmmandante
qao
propria
i mata lavo importancia atlendendo-se
di
umeaea entre
eilor pelo primeiro
D 8r. teent, inatail do corpa te slate- JES u
C&d^^r.1Saltra^d5QeS \ n^SSSS. fa-
da teta "? u" pw^ > iraamesia, psraaaeMla ao aaltagio d* Valenga,
r-major femado do exento. Mne. ^$2?^ ff^f? *'>*'
aommaater
pyrotechaieo
o testa-
do Cam-
declarar
Caaral, para coatiamar
carnelo do laboratorio
pjnho;
Do Sr. Io lenla do carpo de engenheiros An-
tonio da Costa Barros Tlloso, para servir interi-
namente cama aaaasilor. da escala da marinha.1
deu
qualquer partido, mas como deputado da nago,
tez um bello discurso sobre o que e o que pode
ser a liberdade da Italia, e expendeu theorias to
razoaveis quanto justas, que mereceram rbpetidas
demonstracoes de approvago.
Terminado o discurso de Sr. Martinez de la
Kosa, l-se urna proposta pedindo ao congresso
q,e Tca "r OUFao cm saUifaco as cxplica-
goes dadas pela governo sobre a poltica nos as-
sumptos relativos Italia ; cuja proposta sus-
tentada pelo Sr. Snchez Silva. Entra era dis-
cusso, e pedera a palavra contra os Srs. Calvo
Ascesio, Figuerola, Aguine, Gonzlez Brtfvo e
castro, u primeiro impugna-a porque julga os
actos Polticos do gabinete nao s contrarios
Wtralidade, mas tambem favorecedores da cau-
nimiga da liberdade da Italia. Duas increpa-
goes dirigi o orador ao governo sobre a poltica
interna deste que foi Borneado at hoje.
O presidente do conaelno de ministros respon-
u que o gabinete adiara a replica para que o
congresso conliouasse em beneficio da causa pu-
blica tratar das leis pendentes da discussSo.
A s 3 horas da larde do dia 11 deste mez dig-
narm-se SS. MM. receber em audiencia particu-
lar os ministros plenipotenciarios da Blgica, da
Austria e de Portugal, que tiveram a elevada e
agradavel honra de depositar as reaes mos car-
tas de seus augustos e respectivos soberanos, ca-
bendo ao representante de S. M; F. a de apre-
senlar o Sr. conde de Penafiel, e o Sr. Antonio
Augusto Teixeira de Vaseoncellos, para offerecer
a S. M. el-rei os seus Irabslhos Iliterarios.
Nao certa a noticia de que o general Bosco
passe ao servigo de Hespanha.
Ha tempes que o governo de S. M. em nome
da rainha Isabel, offereceu um asylo ao papa em
Hespanha para o dia em que desgracamente ne-
cessitasse d'eile. Hoje, nem S. M. a rainha nem
o governo mudaram de ideas ; se o Papa care-
eesee de um asylo fra de Roma, acha-lo-hia em
Hespanha.
Todas as noticias que te espalharsm em Madrid
respectivamente retirada do embaixador francez
daquella efirte, apresentar-se como autorisada
para desmentir completamente ; loDge disso as
relacoea (diz) entre o nosso governo e o visinho
imperio sao excellentes e cada vez mais ami-
ga veis.
Tem eslado em discusso lei administrativa ;
o governo vai obtendo maioria. A emenda do
Sr. Polo sobre deputagoes provinciaes foi regeita-
da em volago nominal por 138 votos contra 63.
O goveroo foi atacado pelo Sr. Salazar por
tendencias para um principio centralisador. Esle
deputado e o Sr. Mazarredo combateram neste
sentido o art. 20. do proiecto de lei; mas o arti-
go passou por 122 votos contra 66.
Estao completa e satisfatoriameute desvaneci-
das as amigaseis e reciprocas queixas entre o
nosso ministro dos negocios estrangeiroa, oSr
Caldern Collanles, e o digno embaixador francez
na corle de Madrid, Barrot, pela m interprela-
gao que alguns deram s palavras do primeiro e
ao despacho do segundo relativamente aos nego-
cios de Roma.
Sao completamente falsas as aterradoras noti-
cias que se dvulgaram acerca de Maocos; e
que nunca fOrara to intimas e cordiaes as rela-
goes entre aquello paiz e a Hespanha como as
que exislem na aclualidade.
Sahir com brevidade para Inglaterra o mi-
nistro desta potencia em Madrid, Mr.Buchauan e
ao mesmo tempo chegar Madrid o seu succes-
sor, sir J. Crampton.
As correspondencias de Paris asseguravam que
se o estado da Europa o permittisse, aimperatriz
dos Francezes viria esle anno fazer urna visita ao
seu lindo palacio de Artenza, as provincias vas-
congodas, para o que so aclivam muito as obras
Daquella especie de castello feudal.
Serve isto para desmentir a quasi improbabili-
dade da uolicia, relativamente urna prxima pe-
regrinago da imperalriz Eugenia santa cidade
de Jerusalm,
No dia 23 do mez passado parti para Aranjurr
a rainha de Hespanha com el-rei ecom os prin-
cipes. All passam a primavera. Depois vo
para a Granja e s voltam Madrid nocomeco do
invern.
As tropas fizeram alas, por entre as quaes pas-
sar*m SS. MM. precedidas de um meio esqua-
drao de cavallaria, e acompanhadas por dous es-
quadroes.
Todas as combinagoes de nova organisagao mi-
nisterial, ou para melhor dizer recomposigo sao
conlraditas pelos jornaes partidarios do ministe-
rio. Confessam comtudo, que o Sr. Rios Rosas
nao est de aecrdocom o gabinete actual.
Diz a poca que o Sr. Rios Rosas lem sobejo
patriotismo para prestar-se ser instrumento de
opposigoes radicaos, nem para contribuir que
vollem os diis de domina oes reaccionarias tris-
tsimas para a Hespanha.
Creso que o Sr. Bermudez do Castro, cuja
permanencia era Roma, e sahida para a Hespa-
nha alternativamente tem sido annunciadas, per-
manecer na capital do orbe catholico em quanto
nao partir para a Baviera o rei de aples a Hes-
panha neste ponto, nao faz nem mais nem menos
do que a Pruisia, a Russia, a Austria, a Saxonia,
a Baviera e outras potencias, que conservara an-
da em Roma os representantes que tinham no
reino das DuasSicilias, sem que islo possa ter
maior importancia do que um acto de cortezia e
de respeito urna grando desgraga.
O congresso dos deputados, que se oceupava
de assumptos de interesse puramente nacional,
deliberou que nao houvesse sassso antes de 3 de
abril.
AHrma a poca em contrariedade outro pe-
ridico, que o conselho de ministros esteve sem-
pre accorde e unnime no pensamenlo de nao
suspender as sessoes das cortes antes do prazo |
ordinario da legislatura, e o duque daTetuo :
ninguem oceultou desde o primeiro momento
dos boatos que era aquelle o seu desejo e o seu
proposito.
ma vez qne nao faite aos seus deveres na esco-
la militar da qual 6 repetidor;
Do Sr. 1" teen te do corpo de engenheiros Jos
Eduardo Barbosa, pata ir servir na provincia do
Cear, disposigio do respectivo presidente.
Por decreto de 10 do correle foi nomeado se-
gundo official da secretarla do conselho naval o
amanuense do mesmo conselho Luiz Alves Horta,
e para a lugar de amanuense o pralicante da con-
tadoria de marinha Joaquim Jos Ignacio Jnior,
por titulo daquella data.
Pela congregado dos lentes desta faculdade
em sesso do da 9 do corrento foi julgado, habi-
litado para o eoncurso a um lugar de oppostor
dasecgo de ciencias accessorias, cuja inscripgo
foi encerrada na mesma sesso, o Sr. Dr. Joaquim
Monteiro Caminho.
16
Teve hpntem lugar a primeira sesso prepara-
toria da cmara dos depotados, sob a presidencia
provisoria do Sr. visconde de Camiragibe, sendo
secretarios os Srs. Rodrigo da Silva, Tavares Bas-
tos, Joo Alfredo e Silva Nuoes.
Foram apresenlados pelos membros da mesma
cmara os respectivos diplomas ; e tendo alguns
Srs. deputados do Maranbo reclamado sobre a
aceilago ou nao aceitagao do diploma apresenta-
do pelo Sr. Candido Mendes, suscitou-so urna
queslao de ordem, em que tomaram parte os Srs.
viriato, Furtado, Gomes de Souza, Theophilo Ot-
toni, K. Octaviano, Rodrigo Silva. Bezerra Caval-
canli. Fabio e Candido Mendes. O Sr. presidente
resolveu que o diploma fosse para a commisso.
Procedeu-se depois a votago da mesa que tem
de funecionar durante as sessoes preparatorias, e
sahiram eleitos os Srs.: presidente, visconde de
Camaragibe ; vice-presidente, Nebias; e secre-
elil -10' Pereir* p'Dl : 2o, Gara Cerqueira ;
o Leitao da Cunha, e 4o Tavares Bastos.
Seguio-se a eleigo dos 25 membros que, se-
gundo o disposto no art. 5o do regiment, devem
formar as commisses de poderes.
Foi nomeado inspector das obras da casa de cor-
recgo da corte o Sr. conselheiro Joo Esteves
da Cruz.
17
Hontem, na cmara dos deputados, prestaram
juramento os vinte cinco membros que compem
as cinco commisses de poderes.
Varios Srs. deputados fizeram depois sobre as
eleigoes das provincias das Alagas e do. Mara-
oho algumas observages.
Hontem ao meio dia preslou juramento na c-
mara municipal de Nilherohy, como vice-presi-
dente da provincia, o Sr. Dr. Jos Ricardo de S
Reg.
A' porta da cmara eslava postada urna guarda
de honra do corpo de artilharia e um piquete de
cavallaria da guarda nacional.
O Sr. Dr. Reg foi acompanhado pelo presiden-
te da provincia, o Sr. Dr. Ignacio Francisco Sil-
veira da Molta ; o (indo o acto do juramento se-
guirn: ambos para palacio, onde achavam-se
reunidos os chefes das repartiges publicas, gran-
de numero de empregados, offlciaes da guarda
nacional o oulros cidados, que foram compri-
menlar ao Sr. Dr. Reg, por tej assumido a ad-
ministrago da provincia, e despedir-se do Sr. Dr.
Silveira da Molla, que acabavadedeixa-la.
Urna commisso da cmara municipal foi tam-
bem comprimentar o Sr. vice-presidente.
Retirando se em seguida o Sr. Dr. Silveira da
Molla para a corle na barca de 1 hora da tarde,
foi acompanhado al ponte polo Sr. Dr. Reg e
todas as pessoas quo estavam no palacio da pre-
sidencia, muilas das quaes com a commisso da
cmara vieram at corte, chegando algumas
casa do Sr. Dr. Silveira da Molta, que se raos-
trou muito penhordo por essas provas de estima
e considerago.
18
Na cmara dos deputados foram apresenlados
hontem dous pareceres acerca das eleires da
provincia do Cear.
preei den-
se que o
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
i* do abril de 1861.
Por decretos de 6 do correlo foram Bornea-
dos : thesoureiro geral do thesouro nacional, o
Sr. Antonio Marques Baptisla de Leao, thesou-
reiro da caixa da amortisacao da divida publica ;
e para esle emprego o Sr. Jos Francisco Belens
de Lima.
- "3 -
Le-se na ordem do dia de hontem do ministe-
rio da guerra:
S. Eic. o Sr, ministro e secretario, de estado
dos negocios da gutrra manda publicar, para co-
nhecimenlo do exercilo, e para que lenha a de-
vida execugo, que nao estando designada qual
a pena em que incorre o official quando excede
licenga quo obteve, tendo-se smenle provi-
denciado na legislago militar a respeito da deser-
gao des officiaes do exercilo; para obviar, ou at-
tenuar a repeligo dos xcessos de licenga doa
mesmos officiaes, S. M. o Imperador houve por
bem, por imperial resolugao de 30 de margo pr-
ximo passado, tomada sobre consulta do conselho
supremo millar, determinar que quando a ausen-
cia nao exceder 8 dias, ser ella corrigida com
pnsao, que oo exeeda ao dobro dos das da au-
sencia, a arbitrio da autoridade militar a quem
competir conhecer desta falla ; e quando a au-
sencia excede a oito dias, a. nao chegar a trinta
ser nomeado um conselho de ioveatigacio d
ires officiaes, quauunoa- podar infligir maior
pena queate priMO pelo dobro tambem doa dias
de ausencia, sendo porm ella previamente con-
firmada pela auioridado militar que ilier convo-
car e. referido conselho.
Da mesma ordem do dia constara as aomsacee
aguioles: *
Foi nomeado por decreto de 10 do corrente,
para o lugar de capilo do porto da Paralaba o
capito de fragata reformado Caelano Alves de
Souza Filgueiras.
Por decretos de 12 do corrente, foram aposen-
tados, com os vencimenlos que lhes competirem,
na forma da lei, o secretario da inspecgo do ar-
senal de marinha da provincia da Baha Joo da
Costa Carvalho, e o jlmoxarife do mesmo arsenal
Antonio Guimares ; e nomeados para substitui-
rem, ao primeiro o amanuense da secretaria do
conselho naval Manoel Pedreira de Cerquei-
ra, e ao segundo o bacharel Jos Pereira de Mes-
quita.
Foram demittidos, por decretos da mesma
data, o official da secretaria da inspecgo bacha-
rel Constancio Gracindo de Souza Brito, o escri-
vo do almorifado Jos Paulino de Campos Lima,
e o comprador dos arroazens Jos dos Santos Co-
lonia, todos do sobredito arsenal, sendo nomea-
dos official da secretaria da inspecgo o ama-
nuense da mesma secretaria Manoel vo Daltro e
Castro, escrivo do almoxarifado o ajudante do
mesmo escrivo Constantino Lucas Pessoa da
Silva, e comprador dos armazens Caetano Alves
de Souza.
19 -
Hontem na cmara dos deputados, antes da or-
dem do dia, suseilou-se um debate sobre a elei-
go de S. Paulo, em que tomaram parte os Srs.
Lessa, Martios Francisco, Rodrigo Silva e Pa-
checo.
Enlraram depois successivamente era discusso
os pareceres da Ia commisso de poderes acerca
ds eleigo do Io e 3o districtos eleitoraes da pro-
vincia do Cear. Foram ambos approvados; es-
te sem debate, e aquelle depois de orarem os
Srs. Silveira Lobo, Pereira da Silva, e Alencar.
Foram pois reconbecidos,deputados os Srs. Je-
ronymo Martiniano Figueira de Mello, Jos Mar-
tiano de Alencar, Manoel Fernandea Vieira, Ray-
mundo Ferreira de Araujo e Manoel Fernandes
Vieira.
Apresenlaram-se os seguintes pareceres :
A 3a commisso de poderes tendo examinado
as actas e mais documentos relativos eleigo do
3* dislriclo do Riode Janeiro, vem submetler
vossa considerago o seguiote resultado de seu
trabalho:
Este dislriclo lem por sede a cidade de Nilhe-
rohy, e compe-se de trila e seis parochias, dis-
tribuidas em nove collogios eleitoraes, que sao os
de Ilsliorehy, Marica, Mag, Estrella. Sanio An-
tonio do S, Vassouras, Valenga, Parahyba do
Sul e Nitheroby.
Eleigo primara.Das actas o mais documen-
tos sunrnettidos a exame verifica-se que o pro-
cesso d eleigo primaria correu com toda a re-
Sularidade em quasi todas aa parochias deste
istncto, sendo as parochias de Marica, de Nossa
Senhora da Gloria de Valenga, de Santa Isabel
do Rio Preto e da Bempoata aa nicas sobre cujo
processo eleitoral se fizeram arguiges, cuja na-
tureza e fundamentos a commisso passa a ex-
pr.
Parochia de Nossa Senhora do Amparo de Ma-
rica.A eleigo desta parochia correu regular-
mente o sem conleslago alguma al o dia 8 de
Janeiro, em que, ultimada a apuragio, no acto de
publicar-se a lista dos votados para eleitores foi
per alguns cidados apresentado um protesto ar-
gutodo de nulla e iegal a qualifioaco felta no
anno de 1860, e imputando-se s autoridades lo-
caes intervengo andebita na eleigo. Da acta,
em que foi lasaste esas protesto enata que ou-
tros cidados eonlraprotestaram refalando taes
allegages, o mostrando que pela mesms qualifi-
cago argida de nulla se flzera sem reclsmagSa
alguma a eleigo de vareadores e juizes de paz.
Como os vicies argidos no referido protesto
nao foram acempanhadoa de prova alguma, ca-
lende a commisso que la! protesto em nada af-
feaia a regularidade da eleigo desta parochia.
Parochia de Nossa Senhora da Gloria de Va-
lenja.No exame da acta da eleigo daata psro-
cjtia neta-ao- um- protesto assigaado por varioi
cia teprMa* te-aio te Janeiro
jui**_p*'!?,*,to' ** fficioa de 30 de de-
11 do Janeiro, participou presi-
dencia q. a chamada doa ..oame* nao foi pela
copia aofneotica da qnslicago, porque essa co-
pia daaappareeeu, usa pete, livro, porque este
nao ful presente mesa parochial. o mesmo juiz
de paz accrescenta que, avista desta falta, pre-
tenden adiar a elelgao; mis vendo-se coacto
pelas ameagas que Ihe dirigi o povo reunido em
frente de toa caea, passocPa jurisdiego a seu im-
ruediato, que foi presidir a eleigio.
Esta participago que, e fosse comprovads
alTeclaria indubilavelmeale a validado da eleigo'
primaria desta parechia, acha-se em manifesta
opposico cora as actas da referida eleigo, das
quaes consta que o 2 juiz deltas Placido Jos de
Almeida assumio a jurisdiego, nao pela allega-
da coaegodo l,mas por estar este incommodado;
vendo-se mais das reeridss aetas que a eleigo
correu regularmente sem leclamacao ou protesto-
de pessoa alguma. Nao podendo, no juizo da
commisao, a simples partu-ipaco, nao documen-
tada, dirigida pelo 1 juiz presidencia, destruir
a f e presumpgo legal que lem a seu favor as
nulhenlicas da dita eleige, principalmente por
que no acto solemne da dita eleigo neahuma voa
se ergneu conlra sua validado, eajend.e a com-
misso que a validade dessa eleigo nao pode ser
posta em duvida, principa I mente altendendo-se
a que o Io juiz de paz confessa quo transmiltio a
jurisdiego a seu immediato, que presidio a elei-
gio.
Parochia da Cooceigo da Bemposta.Sao gra-
ves as arguiges que pesam sobre a eleigo desla
parochia, pertencente ao collegio da Parahyba do-
bul. Essas arguiges assealam sobre tactos com-
provados pela propria acta, e por isso com justo,
fundamento o collegio da Parahyba do Sul to-
mou em separado os votos dos cinco eleitores que-
a ella pertencem.
Ve-se da acia que no curso da eleigo, aecuss-
do o facto de inlroducgo illegel de cdulas na
urna, instou a minora da mesa no Dra da tercei-
ra chamada que seflzesse a conlagem para se ve-
rificar exactamente o numero das cdulas intro-
duz.as illegalmenle na urna, e que era fcil
comparando-se o numero das receidos com o
dos volantes, que nao acudiram a lerceira cha-
0j3 (Jd.
A maioria da mesa recusou-so a essa exigen-
cia, que alias nada mais era seno a exaela ob-
servancia da lei. Para que a existencia dessa
fraude nao fosse comprovada com a menso no-
minal dos volantes que deixaram de comparecer
lez-se desapparecer a lista dos que nao acudiram
fi ultima chamada, facto este que, argido pela
minora da mesa, foi confessado pela maioria.
que altribuio esse desapparecimento a seus ad-
versarios. Assim, para acobertar a illegal intro-
duegao de cdulas a urna, violou-se a disposi-
gao do ait. 49 da le de 19 de agoslo de 18*6.
Achando-se que taes fados eslo comprovados
peas propnas actas e confisso da mesa paro-
chial, a que sem essa fraude o resultado da elei-
go seria muito differente, porque a difirenos da
votacao entre o 5 elcitor e o 1 snpplente s-
menle de 3 votos, e de 16 enlre o ultimo surf-
plente e o 1 eleilor ; a qne outras multas irre-
gularidades constajn das actas, como sejam a do
recebimento de listas de pessoas nao qualificadas;
e de haver o presideote da mesa paiochial feito
nomeagao de um membro para substituir outro
que nao compareceu, em vez de ter sido essa
substiluigao fela pela mesa ; enleade a commis-
so que lodo este conjunto de circunstancias pre-
judica essencialmente a validade da eleigo da
dila parochia.
Eleigo secundaria.0 processo da eleigo se-
cundaria correu regularmente em todos os colle-
gios deste districto. A apurago final, feita pela
cmara municipal da sede do districto, d o ae-
f.S fi|ulta,d0 :rDr" Je">nyrao Jos Teixeira
auva jai conselheiro Francisco de Paula de Ne-
grearos Sayao Lobato 379. Os diplomas eslo
conformes acta da apurago geral.
A commisso termina seu trabalho com as se-
guintes concluses:
1.a Que seja declarada nulla a eleigo de elei-
tores da parochia da Conceigo da Bemposta.
5!. Que sejam approvadas as eleigoes de todaj
uS oulras parochias deste districto eleiloral.
8. ue sejam declarados e reconbecidos de-
putados por este districto os Drs Jeronvmo Tei-
xeira Jnior e Joo Manoel Pereira da Silva.
* Ouo tendo o terceiro deputado eleito con-
selheiro Francisco de Paula de Negroiros Sayo
Lobato sido nomeado ministro e secretario de
estado dos negocios da justica, se communique
ao governo queja se achara verificados os pode-
res conferidos pela eleigo deste districto.
hala das commisses, 18 de abril de 1861.
Antonio Gongalves Barbosa da Cunhs.-Leandro
Bezerra.-R F. de Araujo Lima.-J. M. de Alen-
car.Francisco da Serra Carneiro. .
Vistos na 3a commisso de poderes os diplomas
dos deputados eleitos pelo Io circulo da provin-.
ca ao Rio de Janeiro, e confrontados com as ac-
ias das eleigoes primarias e secundarias, vai ser
suDmeltido 4 vossa considerago o resultado des-
se exame.
Comprebende o 2o circulo 40 freguezias, nao
se lendo concluido a eleigo nade Santa Rita do
collegio de Campos por conflictos que se deram
entre os membros da mesa. Das trila e nove
restantes se oceupra a commisso nicamente
daquellas em que notou algumas irregularidades
no processo eleiloral.
S. Salvador.Alguns cidados protestjram con-
tra a irregularidade da eleigo, allegando troca
de nomes de alguns votantes, e alterago na or-
dem da eitura de lista da chamada ; mas nao se
tendo produzido provas em favor dessas allega-
ges contestadas pela mesa no seu contra-pro-
teslo, entende a commisso que nao podemser
altendidos.
Santo Antonio dos Garulhos.Houve ignal-
meule nesga eleigo um protesto de alguns cida-
dos conlra a pretendida recusa que flzera a me-
sa de cidados qualificados : a esse protesto sem
prova respondeu a mesa que apenas dez votan-
tes tinham sido recusados, por nao ler a mesar
depols de ouvir a pessoas autorisadas do lugar,
reconhecido a identidade da pessoa. Nota-se
mais na acta da apurago a falta da iosergo da
portara do presidente que marcou o numero dos
eleitores, o qual alias nao foi excedido.
Nossa Senhora das Dores.Deixou se de cutn-
pnr a disposigo da ultima parle do art. 16 do
decreto n. 2,621 de 22 de agosto de 1860 relativa
transcnpgo da portara do presidente.
S. Joo Baplista.Protestaram alguns votan-
tes conlra a irregularidade na formago da mesa,
por ter votado ura eleilor que mudara de domi-
cilio ; e conlra a troca de nomes e a recusa de
votantes. A mesa no seu contra-protesto nega a
mudanga de domicilio, bem como os outros tac-
tos articulados. Nao se transcreveu na acta da
apurago a portara do presideote.
S. Francisco de Paula.Houve igualmente pro-
testo e contra-protesto, mas nao se a presen ta-
rara provas queconfirmasaemos fados articula-
dos ; de modo que anda neste caso deve subsis-
tir a presumpgo legal que resulta das actas re-
gulares do processo eleitoral.
_ S. Fidelis.Cootoa-se ao ultimo eleitor viga-
no Joaquim Fraoeiscoda Cruz Panla um voto de
urna cdula onde se lia o nome vigario Francisco
da Cruz Paula. Tendo porm a mesa anterior-
mente tomado em separado o voto de duas ce-
dulas, urna com o nome da Francisco da Cruz
Paula e oulra de Francisco Joaquim da Cruz Pao-
la, devia proceder conseguinlemonte a respeito
daqueile voto e na forma do aviso de 18 de sa-
lera bro de 1849 4" ; ficando nesse caso o ulti-
mo elaitor empalado comes dona primeiros sup-
plenles Jos Alves Pereica oAlexendrino Telles
de Menezes.
S. Jos de Leooiasa.Nao se declarou na acta
do recebimenlo das cdulas, nem o aumero, nem
o nome dos votantee^ue deixaram de compare-
cer a terceira chamada.
Santo Antonio de Padua.Nao se transcreveu
na.acta a itegra d portara por se ter desenca-
mtohate o original.
Joe BaptiaU do Vallio dos VeadoaDeu-
e i6*018 **'ta oe n* anleosaentia freguezia.
Aldeade S Pedro.-r-Houve um protesto deum
dos eacmladora.; eeauioria te. mesa aceitase
do-o nio lonira-proleatou por considerar desne-


-*.=
mvQ mammm* wmw* vmtm
____
nurri
m
'*"%$% como 0i kctoa allegado nao eram
vordadeiros, nem se achavam provados, A base
oo protesto era terem afilo lodosa listas recebi-
dajpeio juizde paz,que es volteta ecollocara
le encontrelaz .para eonbeaer i
aaa
-J2 .
nao houre seaaao na camarW aos SB-
Da ordem do dia publicada em 9Mo Oriente,
Mtia u sltate* Be-meagoes :
Sanlissimo Sacramento de Cantag.llo.Nio se Do 9r. brgadeiro graduado 4o corpo de estado
fleclnreram os nomos dos rotaatea qoe deimam malor de segunda classe. JacinthoPtatodeArao-
oe comparecer 6 3* chamada, neas te trarracreTeu, jo Cerrei, qae devia inspeccionar o arrpo de
a portara do presidente. i guatiricio e eompanbia de caralteriadaprorin-
S. Sebastio do Alto.Declarou-se apenas o cia de Ins Geraee, par igual commissio na
numero dos rotantes quedehtram de compa-
recer 3a chamada.
Santa Maria Magd alea .~0 cidado Lopo de
Albuquerque Dioiz prolaatou, allegando tactos
ates, iw, a aerea! prorados, derfeao produzir
necessarlamente a nullidade da ele'cSo ; mas
nenhuma .prora foi offerecida, e a commieio
nao julga que dera ser lomado em consideracio o
ampies asserto de um individuo.
Nossa Seahora da Conceico daa Deas Barras.
Houre a omissan de- se declarar os noaes dos
rotantes que deixaram de comparecer i 3a cha-
mada.
Santa Rita do Rio Negro.Ha duplcate. Con-
cluida a eleicao e apparecendo durldas sobre a
apuraco, lavrou-se a acto que um mesario re-
cusou assignar. Mandou .juiz de paz ento affi-
xar editaos convocando os rotantes pira ora
eleicio, no dh 13 de Janeiro, posteriormente
os inutilisou, substisniao-os por ootro em que
chamara os eleilores para reeeberem diploma.
Eolreianto ao dia 13 de Janeiro, por rirtude
daquelle primeiro edtlal, se reuni urna assem-
bla parocbial presidida pelo 4o juiz de pz, e
procedeu-se a urna ora elegio.
A commisso prescinde de mais largo desen-
Tolrimeoto sobre este incidente, porque julga
manifesfa a nullidade di segunda eleicao pelo
laclo de se 1er concluido anteriormente e com a
precisa ralidade o processo eleitoral.
S. Joo Baptista de Nora Friburgo.Houre um
proteste contraprotestodo pela mese. Como os
anteriores, esse protesto nao loi acompanhado de
proras, e por conseguiste neo merece nenhuma
consideradlo.
A respeito das outras (regueiias o processo
eleitoral correu regularmente.
Nada tera a commisso a obserrarsobre o pro-
cesso da eleicao secundaria que se acha em ludo
conforme s disposiedes da lei.
A commisso aprsenla pois vossa approva-
co as seguioles concluses:
1.* Que seja annullada a segunda eleigao da
freguezia de Santa Rita do Rio-Negro.
2.a Que se arjuulle o diploma do eleitorde S.
Fidelis, rigario Joaquim Francisco de Cruz Pau-
la, sujeitando-o ao sorteio com os dous primei-
ros supplentes.
3.a Que se approrem as eleigdes das fregue-
zias do districto, visto que as irregularidades
apontadas nao sao de natureza a induzir nulli-
dade.
4.a Que sejam reconheci Jos deputados os Srs.
conselheiro Joo de Almeida Pereira. Dr. Pauli-
no Jos Soares de Souza e conselheiro Luiz Pe-
dreira do Couto Ferraz.
Pago da cmara dos deputados, sos 18 de abril
de 1861.R. F. de Araujo Lima.J. M. de Alen-
car.Leandro Bezerra.-Francisco da Serra Car-
neiro A. G. Barbosa da Cunha.
20 -
Hontem na cmara dos deputados foi Iido em
primeiro lugar o seguiote parecer da Urceira
commisso de poderes, que flcou adiado por ter
pedido a patarra o Sr. T. Ottoni:
c Foi presente i teroeira commisso de pode-
res um requerimento em que o Dr. Manoel Joa-
?.uira da Silra, reclamando contra a apuraco
bita pela cmara municipal do Pirahy, sede do
4o districto do Rio de Janeiro, pede seja-lheper-
mitiido o mgresso nesta cmara, e a f.culdade de
tomar parte na discusso da eletgo do districto,
pelo qual elle se julga legalmente eleito.
Se a concessao da licnga impetrada depen-
desse nicamente do arbitrio desla cmara ou da
boa rootade dos rnerxbros que compita a vossa
terceira cammisso, nao hesitara ella em propor-
ros urna solugo na forma pedida.
Mas a commisso altendendo: 1, que tal li-
cnga nao ple ser concedida emquanto rigorar
o preceito estatu Jo oo art. 4o do regiment; 2o,
que nenhuma disposigao regimeotal pode ser dis-
pensada, alterada ou rerogada no periodo das
aessoes preparatorias de urna cmara anda nao
constituida ; 3, que em idnticas circumstancias
a cmara por rotac.o quasi unnime denegou em
sesso de 21 de abril de 1857 igual liceoga ao Dr.
Jos Antonio de Magalhes Castro ; 4a, que nao
conveniente firmar-so um precedente em sentido
contrario, de parecer que se nao conceda a li-
cenca pedida, Gcando a reclamado de que trata a
primeira parte da petigo em poder da commis-
so para ser deridaraente apreciada quando se
tratar da eleigo do 4o districto.
Sala dascommisses 19 ds^bril de 1861.
A. G. Barbosa da Cunha.J. de Alencar.
Leandro Bezerra.R. F. de Araujo Lima.
Em seguida os Srs. Couto, Barros Pimuntel e
Calazans. fizeram algumas obserraedes, o pri-
meiro sobre a eleicao de Mallo Grosso, e os lti-
mos sobre a de Strgpe.
Eutraram por Gra successivamente em discus-
so os pareceres da terceira commisso de pode-
res acerca da eleigo do 3 e 2o districlos da pro-
vincia do Rio de Janeiro. Ambos foram appro-
vados, orando sobre o primeiro os Srs. Saldanha
Marioho, Barbosa da Cuoha e T. Ottoni, e sobre
o segundo os Srs. T. Ottoni, Alencar e Paulino de
Souza.
Foram pois reconhecidos depulados por aquel-
es districlos os Srs. Jernimo Teixeira Jnior,
Joo Manoel Pereira da Silva, Joo de Almeida
Pereira Filho. Paulino Jos Soares de Souza, e
Luiz Pedreira do Couto Ferraz.
21
Completou-se hontem o ministerio com a en-
trada dos seguintes caralleiros :
Ministro do imperio, o Sr. depulado conselheiro
Jos Antonio Saraiva ;
Ministro da agricultura, coramercio e obras pu-
blicas, o Sr. senador conselheiro Manoel Felizar-
do de Souza e Mello ;
Ministro dos negocios eslrangeiros, o Sr. depu-
tado Antonio Coelho de S e Albuquerque.
Fazemos votos para que o ooro gabinete seja
feliz em sua diflkil, oas honrada misso.
As circumstancias do paiz reclamsm de lodos
prudencia e dedicarlo, para que o syslema re-
presentativo se acredite cada rez mais entre nos,
e a prosperidade publica nao soffra por lulas exa-
geradas e esteris.
A ora cmara, rica de illustrago e de urna
mocidade esperanzosa, ha de corresponder, nos
o esperamos, ao seu grande encargo.
Eotrou hontem em discusso na cmara dos de-
putados o requerirueoto do Sr. Barros Pimentel,
adiado na sesso antecedente, pedindo ao gover-
no informacoes sobre o processo de responsabili-
dade que se instaurou na cidade da Estancia
contra o ex-promotor aquella comarca o bacha-
rel Pedro de Calazans. Depois de um debate en-
tre os Srs. Calazans, Barros Pimentel, Bittencourt
Sampaio e Figueira de Mello, foi o mesmo reque-
rimento retirado pedido do seu autor.
Eotrou depois em discusso o parecer da ter-
ceira commisso de poderes acerca da reclama-
cao do Sr. Dr. Manoel Joaquim da Silva pedindo
para ser adrailtiio a sustentar a sua eleicao no
recinto da cmara. Depois de orarem os Srs. T.
Ottoni e Barbosa da Cuoha, foi approrado.
Obtere merc do titulo de conselheiro o director
geral da quarta directora geral da secretaria de
estado dos negocios da guerra Jos Antonio de
Calazans Rodrigues,
Consta-nos qhe o Sr. Dr. Eduardo Pindahyba
de Hattos nao est exonerado do cargo de chefe
de polica da provincia do Bio rande do Sul, e
que nicamente foi noraeado e segu hoje para
aquella provincia o bacharel Jos Wenceslao Mar-
ques da Cruz na qualidade de juiz municipal do
termo da Cachoeira.
provincia de Matto-Grosso; derendo inapeccio-
I
par o^eorpo de rtilharia, o docanlhria," bale-
Inao de caladores, e companhia de artifleee da-
quella prorincia.
Do Sr. lente-coronel lio eorpo de eetado-
maior de segunda ciaste, Joio Oarlon de Bau-
mann, para inspeccionar o corpo de guarnico
e a companhia de carallaria d provinea de Mi-
BM-Geraes.
Do Sr. major do corpo de engenheiros Pedro
Torquato Xavier de Brito, para ser empregado
nos trabalhee do arebiro militar.
Do mesmo Sr. major, para apresenlar-se ao
Sr. ministro da fazenda, afim de servir na com-
misso de xame das obras da ora casa da
moeda. ^
DoSr. segundo cirurgio do corpo dWaude do
exercito Dr. Joaquim dos Remedios Monteiro,
para servir na prorincia de Santa Catharina, onde
se acha.
-23-
A cmara dos deputados anprorou hontem,
sem debate, os pareceres da primeira commisso
de poderes relativos eleicao do primeiro distric-
t da prorincia do Maranno e da provincia do
Amazonas.
Foram depois declarados deputados por aquelle
districto e prorincia os Srs. Joio Pedro Das
Vteira, Luiz Antonio Vieira da Silva, e Fabio
Alexandrino de Cuvalho Res ; e pela do Ama-
zonas os Srs. Angelo Thomaz do Amaral e Fran-
cisco de Serra Carneiro.
Em seguida enlrou em discusso
acerca da eleicao do Para.
Fizeram algumas observacea os Srs. Fabio,
Pereira da Silva', Silveira Lobo e Oltoni, e offe-
receu o Sr. Pereira da Sirva um requerimento de
adiamento at seguinte sesso, afim de consi-
derar o respectiva commisso alguna documentos
sobre a questo que se acham em poder do Sr.
Fabio. Este requerimento foi approvado depois
de um debate em que tomaram parte os Srs. Fa-
bio, Silveira Lobo, F. Octaviano, Leito da Cu-
nha e Pereira da Silva.
o parecer
Por aviso de 17 do corrente foi nomeado para j
corr mandar a estacio naval do Maranho o Sr. ca- !
pito de mar e guerra Francisco Pereira Pinto,em
lugar do ir. chefe de diviso Joo Maria Wan-
denkolk.
Por aviso de 17 do corrente passou a servir
como membro interino do cooselho naval o Sr.
chelo de diviso JooMaria Wsndeokolk.em subs-
tituico do Sr. capitiode mar e guerra graduado '
Pedro Paulo Boutrouelle.
Foram tambem nomeados :
Os Srs. coronel Ricardo Jos Gomes Jardim e
teoente-coronel Francisco Antonio Raposo, para
serrirem, o primeiro como membro effectiro, e o
segundo como membro adjuncto do mesmo con*
selho, ambos interinamente.
Foi nomeado o Sr. major Pedro Joaquim Tor-
quato de Brito membro da commisso de exame
das obras da ora casa da moeda, em substitu-
gao do Sr. major Francisco Primo de Souza
Aguiar, que foi nomeado presidente da provincia
do Maranho.
Por decreto de 16do corrente fot nomeado pa-1
ra o lugar de segundo cirurgio do corpo de sa-
de da armada o Dr. Antonio Jos de Mello.
Foi nomeado por decreto de 16 do corrente ter-
ceiro escrpturario da contadoria do marinha o
quarlo dito Jos Bernardes da Cunha.
Foi concedida a demisso que pedir o capito
de mar e guerra graduado Pedro Paulo Boutrouel-
le do cargo de membro interino do conselho
naval.
Foi absolvido pelo conselho supremo militar,
reformando a sentenca do conselho de guerra, o
primeiro lente d armada Jos Carneiro de
Amorim Bezerra.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
A assembla provincial approrou hontem : em
Ia discusso o projeclo n. 16 do corrente anno,
sem debate, o n. 11, depois de orarem os Srs
Goncalves Guimara.es, Reg Barros, Souza Res,
Braulio e Martius Pereira, e ser regeitado um
requerimento de addiamento ; e em 2a, sem de-
bale, o de n. 7 do correule anno, e o de a. 7 de
1860.
Passando-se 2a do de n. 6, oraram os Srs.
Nascimento Portel la, Luiz Felippe, e Siqueira
Cavalcante, sendo approvado com as duas emen-
das seguintes : ou com quem melhores con-
dices apresentar e 20 anuos em vez de 30
A ordem do dia de hoje : 3a discusso dos
projectos ns. 1, 3 e 6 do corrente anno, 7 de
1860, e continuarlo da antecedente.
Hontem 1 hora da tarde prestou juramento
na assembla provincial, e tomou posse o Exro.
Sr. commendador Dr. Antonio Marcelino Nunes
Gongalvcs,presidente ltimamente nomeado para
esta prorincia.
mac*o8o,al ArSr. <*Pio Virklo de 'tfedel-
:W J Wejtodo)a|ado**ta**io4a fcrfer-
re* de D. Podio II.
Esto* substiiuico mntMtAm alai i
< o loesouro : Iffte, la..smp,m pape!
branco, num*.r?ao manuscripta : puazo maroa-
da-at 30 do aortpte, cometer o desatento de
40/0em cada mar, do Io de bho am diante,
Id oarem sem ralor algom.
51000. fl" alampa, au 6 figura no emble-
ma, papel braceo; o prazo o aaoamo que para
as notas cima.
205000^.4* esta opa. em papel bronco, tendo
tres figuras no emblema, nicas deste ralor qae
exialem na cireubeo. O prazo que deria Radar
em 30 do correle foi prorogado at SI de Ju-
Iho riodouro, comecando o descont gradual de
10 7,, na forma da lei, do Io de agosto em di-
ante.
Banco do Brasil.Recolhem-se as de 30$, e
o prazo finna no ldejalho.
< Banco Rural e Hypothecario. O prazo para
recolhimento de notas inferiores a 500000 ex-
pira em 20 do corrente, soffrendo dabi em diante
o descont de 10*/* em cada mez at ficaromaem
ralor.
Banco Commercial e AgricelaNo mesmo
prazo cima expira o recolhimento daa auas no-
tas inferiores a 509, sofirendo depois o compe-
tente descont de 10 % at extinego de seu
rata1.
Baha. O que digno de menclo occorreu o
que se contm nos seguintes trechos do Otario
da Baha
Tere hontem (22) na oasa do Sr. Lourenco
Deroto um almoco que alguos amigos, offerece-
ram aoSr. Canssnso de Sinimb. A mesa para
mais de cem talheres estere abundante e ex-
cellentemeate servida.
< Assistiram alera de varios deputadosrindos
do norte os Srs.: presidentes da provincia, bispo
do Rio Grande, chefe de polica, eommandante
das armas e da estaco naval, inspectores da
thesourara de fe2enda, da provincial e da d'al-
fandega, officiaes de marinha, empregados p-
blicos etc., etc. Duas bandas de msica tocaram
entrada e na sala do almoco.
a Fizeram-se muitos o enthusiaslicos brindes,
sendo o primeiro a SS. MM. II. pelo Sr. Cansan-
so de Sinimb.
Findo o almoco, depois das 4 horas da tar-
to embarcou o Exm. conselheiro, sendo acom-
panhado abordo peloSr. presidente da provincia
e grande numero de seus amigas.
< Os Srs. Pessoa da Silva e Joao Gualberto dos
Passos recitaram bellissimas poesas, sendo al-
gumas de improviso.
Hontem (23) pelas 8 horas da manha o ca-
bo de esquadra do 8* balalho de infaotaria do
exercito, Honorato de Barros Galvo, matn com
cinco punhaladas a parda Joanna Mara da Trin-
dade, moradora no becco denominado Ignacio
Cappio, da ra do Castanheda da freguezia de
Santa Anna desta cidade. O criminoso foi logo
preso, e ante o subdelegado d'aquella freguezia,
o Sr. Cunha Valle, respondeu o auto de qualiQca-
cao e Interrogatorio, em que absolutamente nao
negou ter rido o autor do facto, mas que estan-
do embriagado se nao lembrava que tivesse as-
sassinado a infeliz, sendo, porm, certo que era
seu o instrumento com que a victima foi ferida e
consista em urna perna de compaseo. Fez-se
corpo de delicio no cadarer, que, & requisieo
do mesmo subdelegado, foi sepultado no cetnite-
rio da Santa Casa da Misericordia.
Tere hontem (25) lugar a abertura dos intr-
nalos da escola normal de hornens e senhoras.
Estirerara presentes este acto solemne o Exm.
Sr. presidente da provincia, chefe de polica, cora-
mandante das armas, director dos estudos e omi-
tas outras pessoas gradas desla cidade.
L-se no Jornal da Cachoeira :
Por-pessoa Gdedigna que aqu chegouda vil-
la do Camiso, nos communicou que as febres
tem ceifado com intensidade nos lugares seguin-
tes : Calingas, Bxa Grande, Rosario do Orob
e Mundo-Novo, sendo em grande parte victimas
d'ella os infeles desvalidos, qne morrem por
falta de soccorros.
Anda informou-nos a mesma pessoa que na
villa do Camiso lem ella allifeito grandes estra-
gos, havendo das de chegarem a porta da ma-
triz 6 o 8 cadveres envoltos em redes.
< Em um so dia, dentro do adro, alera dos ata-
cados, pereceram victimas das febres Antonio
Vital Figueiras, Glho da Cachoeira, que all resi-
da, e tinlia provis para advogar, casado, doi-
xaodo sua pobre mulher ao desamparo; Joo
Francisco Alves, que ha pouco lempo desceu das
lavras em rirtude da secca e esteve no Curraii-
nlio, onde depois seguio para all; neete meimo
dfa apeando-se na porta de sua morada o juiz
municipal Dr. Bandeira fdra accommettido des-
so terrivel flagello, e que constara estar pouco
rnelhor.
Na villa de Jacobina comegavam as tebres a
desenvolver-se com grande intensidade.
Alagoas. Havia chegado de Lisboa, no patacho
portuguez Frederico, o obelisco destinado re-
cordar a visita de S. M. o Imperador Cachoeira
de Paulo Alfonso, mandado eocommendar pelo
Exm. Sr. bario de Jaragu.
5
*>V, o aauBo anmalo, aprosaatadae ao se-.**.*>dea%rif a attiridoda' todifidunl unta car-
*?*___tAlt I reir jaisampia. M
O auunififio que mais Um servido de thama I Falia-aV uio na adopelo de ^a" Pr0"
dWWIJio, noa circo! j policos o discurso do priaa para prlermoattitade hostil oV*0'18r"
Sapoleao no senado a respaile da quea-1 te do clero e de algumas aseociaedes qus iT P~
%&*?*', -.-... I ram agitar os espirites. Entre estas frtaW*
orna peda ser dividida, diz elle, em duas cas figura o inraortanle velatorio do ministro do
Hf?f p*'"? "Od!* "'fm luotda Oca a ; interior relativamente liMCtodado de SL Vicen-
anttga Hoaldo, Latinos a Roma das Cesares, te da Paulo, e n'afcur eircnlo tem sido asa u rap-
es m o cipitoiio o monte Avanlno, o Colrseo e o lo de largas coosarvacws a auppresslo de todas
rorom ; ao oulro, na margem directa, S. Pedro, as corporacoes qae nio e15o autorisadas.
f\ V 11 f Ji n rt ai _n a J_ f .___i n_a_n___ __ a n__

Ivo.
loza da
o Vaiicano, a noraa da igreja. Esta Roma calho-
'*iiiCa ,en(Jo dominio dos papas, e a santa
se all conservar a sua auloridade temporal. To-,
dos os estados cathocos saegurarism ao papa
um subsidio.
Neste discurso censurou o principe Nspoleio, o
governo austraco por nao haver executado os
Presume-ae meavo que e trata de confeccio-
nar um projecto de lei, que deve ser submetlido
cmara, cora o fim de dar urna consagracio mais
explcita aos quatro artigos da constituifo de
1062, nos quaes assenta toda a independencia da
igreja gallicaoa.
Falla-se tambem da modificacao ministerial em
compromissos contrahidos em Vilh-fraooa. espe- Franea havendo j qoem ebegue a apontar aa
Foi removido o chefe de policia da prorincia
de Piauhy Francisco de Faria Lemos para O mes-
Foram nomeados cavalleiros da ordem de S.
Bento de Aviz : e tenente-coronel do corpo de
angenheiros Thomaz da Silva Paranhos, os majo-
res Agoslinho Maria Piqet, Manoel Francisco
Coelho de Oliveira Soares e Luiz Jos Pereira de
Carvalho, e os capitacs Jos Maria de Alemcaslro,
Jos Antonio Corris da Cmara, Manoel Rodri-
uesdeOIrreira Netto, lulo Carlos deWillagran
abrta, Joaquim Jos da Silveira Jnior, Carlos
Francisco Cardoso, Elesbo Maria da Silva Bit-
tencoun, Francisco Agnello de Souza Valente,
Luiz Antonio do Couto, Manoel Antonio da Cruz
Brilhante, Manoel Joaquim da Costa e Manoel
{Mino de Melle.
O rapor Oyapock, entrado hontem dos portos
do sul, fui portador de cartas e jornaes com as'
seguintes datas : Bio de Janeiro 23, Baha 26 e
Alagoas 29 do corrente. Eis o quecolhemos da
leitura de uns e outros, alm do que rai por ex-
tenso em outra parte.
Rio de Janeiro. Baixaram os seguintes de-
cretos e avisos :
Pelo ministerio do imperio, decreto de 20 de
abril de 1861, concedendo aos officiaes generaes
do exercito e armada, que tirerem 35 anoos de
servico effectivo, a comraenda e gra-cruz de
Aviz :
Pelo da juslica, decreto n. 2,775, creando o
lugar de inspector das obras da casj de correc-
co da corte, e restabelecendo o de carcereiro da
casa de detenco ;
Pelo do commercio e agricultura, decreto n.
2,772, autorisando a companhia Unido, da pro-
vincia do Rio-Grande-do-Sul, prolongara sua
duraco por mais 15 anuos, elevar seu capi-
tal 250.0009000 rs., e estabelecer a sua sede
em Pelotas ou nu Rio-Grande.
Pelo da fazenda,, decretos ns. 2,773 e 2,77*pro-
rogando os prazos concedidos para a encorpora-
Cao dos bancos deSoccorro e Auxilio e In-
dustria, Commercial e Territorial do Rio de Ja-
neiro ; e 2,776 prorogandoo prazo concedido ao
bancoCommercial e Agrcola, para a substi-
tuico das suas notas de valores inferiores 50#
res ; e
Feto da marinha, aviso de 26 do passado, al-
terando o regulamento provisorio que baixou
com o aviso de 10 de ferereiro de 1852, para a
praticagem da barra da provincia do Para.
Por decreto de 12 do corrente foi nomeado
secretario da inspeccao da Baha, o amanuense
do conselho naval, Manoel Pedreira de Cerquei-
ra; sendo nomeado para substituir este, Arsc-
nio Jos Ferreira.
Por carta imperial de 8 do passado, foi re-
eonhecido cidado braaileiro Jos Marques de Al-
meida, negociante do Bio de Janeiro,
Foi nomeado amanuense do arsenal de
guerra da corta Heunque Antonio Caldas Pr-
xedes e Silra.
Tomara posse da presidencia da provincia
do Rio, o Exm. rice-presidente Dr. Jos Ricardo
de S Reg, por haver pedido demisso o Sr.
Silveira da Molta.
Haviam na corte noticias de S. Paulo, com
dallas at 14 do corrente. a assembla pro-
vincial proceden eleico da mesa, para servir
no 2 mez, que flcou assim composta :
Presidente, bato de 6. Joao do Rio-Claro.
Vice priidente, Dr, Americo Brasilienso.
i." secretario, Ihnoel Euphrasio de Toledo
2 dito, Dr. Jos do Amaral Gurgel:
Acharam-se matriculados na faculdade de Di-,
reito. 490 estudanles sendo : no Io anno, 107 ;
oo 2o, 81 ; no 3, 134; no 4, 99 ; e no 5o 69.
L-se no Corrtio Mercantil:
O governo nomeou ama commisso compos-
tados Srs maresnal de campo Pedro de Alcn-
tara Bellegarde, e engenheiro* Carlos Neate e
Hencique Law, que tem dar pareeer sobre o re-
latorio do Sr: Dr. Buarqua de Micedo e infot-
occorridos depois da
NOTICIAS COMMERCIAES.
Rio de Janeiro, 22 de abril de 1861.
Cambio sobre Londres 26 1(2 d. a 90 d. v.
Effecluaram-se alguns saques diminutos sobre
Loodres esse prego.
Chegaram, procedentes de Pernambuco :
16, o brigue Damo, com 11 das de vagem ;
18, a barca americaoa Fanne, com 13; e 20, a
barca americana Conrad, com 9.
Salaran), para Pernambuco : brigue escuna
Joven Arlhur, patacho hollandez Mathilde Bar-
bara, brigue Seis lrmos, e barcas Castro II e
Atrevida.
Bahia, 25 de abril de 1861.
O cambio e moedas caram ultima hora aos
seguintes precos:
Londres 60 e 90 ds.26 1[2 d por 1#.
Pars b 365 a 370 rs. o fr.
Ilamburgo 680 a 700 m. b.
Lisboa > 106a 108 por cento.
Dobles hespanhoes3lJ>a 3I500, esc.
da patria30&500 a 31$, idem.
Pecas de 6JM00 relhas16&500 o 17, idem.
de 489j300 a 9400, idem.
Petacoes brasileiros 2j a 2J)100.
hespanhoes2p a 2JI00.
mexicanos 1$900 a 1960.
Chegou, procedente de Pernambuco, 17,
a barca ingleza Stella, cora 4 dias de riagem.
Sahiram, para Pernambuco: 24, o brigue
porluguezCarmosina, e 25, o patacho Regulo.
As cartas e jornaea de que foi portador o rapor
inglez Magdalena, alcancam : de Ilamburgo & 5,
Bruxellas e Pars 7, Londres 8 e Lisboa 13
do corrente.
Eis o resumo dos factos
partida do rapor francez.
Capitulou Ciritella-del-Tronto e rendeu-se
descripeo a lidadella de Messina. Vctor Em-
manuel instigado pelo seu espirito religioso ro-
solveu conceder guarnico coodiedes anlogas
s que loria alcanzado por meio de urna capitu-
lado. Franciscj II tinha ordenado aos gorer-
nadores daquellas duas fortQcacoes que assus-
lassem urna capitulando como a de Gaela.
O Journal des Debats elogiando o procedmen-
to do relho Prgola, goreroador de Messina, diz
que necessario homens como este para com-
pensar vista da-Europa essrs ministros e esses
generaes de coosciencia fcil que estavam apor-
tados na anti-camara de Francisco II para mais
comraudamente abrrem as portas a Garibaldi.
Accresconta o mesmo jornal que o general Pr-
gola ainda pode prestar importantes servaos
Italia e considera que elle servir rnelhor pela
sua resistencia da que se prestara a sua adheso
prompta aos factos consumanados.
Um despacho assignado por Francisco II di-
rigido aos seus agentes nos paizes estrangeiros,
em que aonuociara as ordeus expedidas para a
capitulado das duas cidadellas, termina por estas
palavras :
Dia vir no qual nao sendo as mesmas as
circumstancias, o soberano legitimoappellar para
a fi lelidade dos seus subditos. Nenhuma idea de
impaciencia ou ambigo aprossra este momento
supremo ; mas no entretanto el-rei est decidido
a facer todo o sacrificio para evitar a effuso do
sanguo e a evitar no reiuo das Duas-Sieilias as
agitaees iouteie. b
A cmara piemonleza apenas tendo conheei-
mento de entrega de Messina, annunciada pelo
conde de Carour, approrou por acclamagio um
roto de agradecimeuto ao earercilo italiano, tanlo
de trra como de mar.
Foi tambem votado o prejeela que confere ao
rei do Piemonte o titulo dS reida Italia. Este
projeclo submetlido ao corpo legislativo peloj
presidente do conselho de ministro era acompa-
nhado de considerac.es anlogas As que foram,
cialmeote no que diz respeito aos prisioneiros de
guerra huogaros que tinham feito parte da legio
?n,rf organisada pelo Piemonte, e que a Aus-
tria tinha prometlido mandar para os aeus domi-
cilios, sem se inoommodar de maneira alguma
pelo seu comporlamento anterior, e principal-
mente sem lbe imper servico algum militar.
Este discurso prendendo todas asattences pre-
oceupa multo o espirito dos partidarios da aanta
se, e da lugar a vivas dseusses oa imprensa.
1 unha-se em duviJa e o imperador dos france-
ses estara de accordo com as Ideas polticas de
seu primo, mas algumas folhas raocezaa publi-
caran) urna carta que se diz escripia pelo proprio
piinho do imperador, e al hoje ainda nao tem
atdo debatida esta assercao. A carta o se-
guinte :
.Meu querido Napoleao.Ainda que nao es-
tou inicuamente de accordo comtigo em todos
os pontos, desejo ser o primeiro a felicitar te
pelos senlimenios lao nobremente patriticos que
acabas de manifestar com tanta elegancia, como
pelo mmeoso triumpho oratorio que alcancaste
no senado. Luix.
Esta carta diz-se ter sido escripia em preseoga
do conseibo de estado, e pelas felicitares que
dirige ao principe Napoleao parece que aceita es
principios por elle formulados.
Diz-se que Vctor Emmanuel tambem compri-
mentra o principe dirgindo-lhe pelo telegiapho
o seguinte despacho :
c Acabo de ter o.vosso magnifico discurso, e
agradero-vos em nome da Italia e no meu. Vc-
tor Emmanuel.
O principe Napoleao em urna conversa cora
um dos seus amigos, que se moslrava incrdulo
quanlo realisago do plaoo annunciado por elle,
disse que dentro em pouco ou o papa lera con-
sentido em se estabelecer na linha direita do Ti-
bre, ou lera saludo de Roma.
Respoadendo s felicita<;6es que os seus ami-
gos da Italia lbe faziam, dizia o principe Napo-
leao, que defundendo calorosamente na tribuna
do senado francez a causa da Italia, o Qzera, le-
vado pela profunda sympathia que a Italia Ihe
inspirava; e por urna sincera convieco ; que os
intereises da Franca e da Italia eram commuas ;
e queesses ioteresseseram os da civilisaco eda
liberdade ; que desejava ardentemenle que a
causa italiana triumphasse immediatamente, por-
que est conveneido de que esse triumpho far
unir dentro cm pouco a Fringa Italia pelos mais
ntimos lagos.
O parlamento italiano insiste na necessidade
de ver Roma declarada capital da Italia. Neste
sentido orn o conde de Cavoar declarando fran-
ca o positivamente qne essa transferencia ser
feita em virtude de urna lei e sem a menor des-
orden).
0 ministro piemontez accrescentou que o rei-
no da Italia offerece garantas ao poder espiritual
e torga moral que nunca potencia alguma amiga
pode dar ao pontificado.
0 conde de Carour disse que tinha sastentado
por muitos annos a liberdade da Igreja e mostrou
a espe ranea que tinha de que a opinio publica
se mostrara disposta racllicar esta proclama-
gao, e que a Franga entrar em accordo com a
Italia.
A maneiri porque o presidente do conselho
do Piemonte so expressou, moslra evidentemen-
te que a questo romana tende ao seu termo.
Sobre esta questo foi ampio o debate no par-
lamento em Turio ; Mr. Audinot dirigi urna ia-
terpellago ao governo sobre este assumpto.
Aquclle-depulado, depois de ter feito sobresa -
hir os vicios irremediareis do governo temporal
do papado, perguotou ao gorerno se havia nego-
ciagoes para se fazer cifrar a interveogo estran-
geira em Roma, e quaes os meios por que se es-
perava resolver esta questo.
As resposlas do conde deCavour foi como eos-
turna da-la aquelle hornera de estado sobre os
assumptos graves que se debatem oa Europa.
Disse que quando o rei da Italia entrar em Ro-
ma, hade dar igreja a mais ampia liberdade,
e essa liberdade ha de ser garantida pelo estatuto
italiano.
Esta manaira de fallar idntica que elle
leve, quando tratou da questo romana em que
expoz a maneira de ver do gabinete sobre este
assumpto.
Um jornal annuncia a chegada de Cialdini e
Turiu, deixjndo antever que fdra chamado to-
da a pressa ero consequencia de novas e impor-
tantes communicages feitas ao gorerno sardo
sobre a concentrago de tropas austracas na ex -
tenso das fronteiras e em toda a margem do
P emquanto esta folha escreve assim, aigumas
cartas dizem que os austracos ao mesmo tompo
que se preparam por todos os modos para o:cor-
rer as eventualidades, laucamos sobre os pie-
montezes a responsabilidade de urna nova guerra.
O receio do urna prxima guerra com a Aus-
tria adquire lodos os dias novas proporces, e
comeca por consequencia preoecupar muito os
espirilos.
Confirma-se a noticia de urna evolugo do
exercito austraco sobre o Mincio, e afTirrui-se
ao mesmo lempo que Garibaldi rene com acti-
vldade, ainda que sem barulho, os elementos
que julga necessarios para urna prxima campa-
nha contra Veneza.
Um jornal inglez diz que os generaes Turr,
Klappa e Garibaldi esto j de accordo para em-
prehender qu.mto antes a projectada expedigo,
segundo esta folha nao se dirige Veneza, mas
sim Hespanha.
Todas as cartas que se recebem tanto da Polo-
na como da Hungra fallam da grande agitacao
que reina nos nimos, e principalmente entre a
gente dos campos. Urna carta de Varsoria affir-
ma que estes se tem aprsentelo em grandes
massas, armados do fouces, desenvolvendo tal
enthusiasmo que se poderia dizer terj rebenla-
do urna monstruosa revolugao. Diz-se que em
Pesth aconteceu a mosma cousa.
O exercito italiano toma posges lmtando-se
conservar a defensiva. Est eminente a guer-
ra entre a Austria e o Piemonte. As tropas aus-
tracas concentradas na frooteira, ameagam inva-
dir a Lombardia.
Em aples nao tem havldo tranquilidade.
Urna mauifusUcao dos operarios em sentido re-
publicano alterou a ordem, sendo necessario que
toda a orca armada correase s armas. Na ci-
dade tem reinado um pnico geral, todava a or-
dem restabeleceu-se. Beceia-se que estas m*-
nifestagoes lenham um fim muralista.
Chegou Pars o filho do general Ulloa que foi
ministro da guerra de Francisco II. que tendo-se
filiado no partido murat3ta era enviado pelos
agentes de aples.
Dizia-se que era portador de urna mensagem
assignada pelos habitantes de 240 municipalida-
des do reino de aples, pedindo o restabeleci-
mento da familia Mural.
O proprio principe Luciano Mural foi quem
solicitou do imperador urna audiencia para o fi-
lho do general Ulloa, afim de lhe fazer presente
as circumstancias que se offerecem a favor da sua
causa.
A imprensa de Turim rejeita acremente aspre-
tengs do prncipe Luciano, dizendo que rinha
crear novos embaracos const.tuico da Italia,
e que o reino daa Duas Sicilias he nao devia
obrigagoes algumas porque habitava pacificamen-
te no seu hotel de Pars ou em Burencal no seu
palacio, em quanto Garibaldi, Vctor Emmanuel e
Cialdini se sacrifiesram para libertar a Italia.
O corpo legislativo em Franga rotou a resposta
ao discursodoimperador. O resoltado da rota-
gao fui significativo : 212contra 13.
A cmara regeitou a proposta que pedia a re-
tirada das tropas franoezas de Boma. Esta cir-
cunstancia deu lugar a aue fosaem retiradas
muitas outras propostas. O debate foi animadis-
simo, e a cmara Qcou conmovida da maneira
porque ourio fallar alguns oradores sobre os ne-
gocios de Roma. A cmara franeeza tratou do
estado de Argel e da sua coronisag&o. Muitos
oradores tomaram a patarra a favor da liberdade
pessoal dos colonos, para os quaes quexem mais
garantas, susteataadu ao mesmo lempo a necee*
pessoas que derem desempenhar aouelles car-
Ros. Palla-se no principe Napoleao como encar
regado de organisar o novo gabinete.
A Inglaterra reconheceu j o novo titulo de
re da Italia a Vctor Emmanuel, e em conse-
quencia disto, declarou ao encarregado de nego-
cios do ex-rei de aples, qae tinha acabado a
sua misso, a eotregoo-lhe os passaporles.
O gorerno inglez tem soffrdo na cmara pe-
queos choque, em aigumas rotages pouco im-
portantes, mas que indicara que lera de ser mo-
dificado, ou de dissolrer as cortes.
As duas cmaras inglezas continan) a oceu-
par-se da questo da Italia e dado Oriente.
O gabinete prussiano presidido por Mr. Schlei-
nitz fstava muito ameacado pela opposiglo que
encontrara na cmara afta.
As cmaras portuguesas foram dssoUidas, e s
eleicao devia ter lugar no dia 28 de abril. O pre-
texto para a diesolugo foi orna votago da cma-
ra dos depulados, regeitando a lei de meios, e
pedindo a discusso immediata do orgameoto. A
verdadeira causa, foi o modo liberal com que o
governo se lem portado na questo da reaeco
religiosa.
A Dieta do Holsteiu tomou urna atlitude a res-
peito de Dinamarca que nao deixa grande duvida
-a respeito dosdesejos qne parece ter para provo-
car um conflicto. A Dieta regeitou ltimamente
por unanimidade as propostas dinamarquezas re-
lativamente 8 bases da ora constituigo.
Ainda que temos sempre risto manifestar espe-
rangasdeum ajuste amgavel nesta questo al-
guns correspondentes receiam agora que a guer-
ra chegue a rebentar.
J official o resultado da conferencia diplo-
mtica de Pars sobre a oceupago de Igr pelas
tropas francezas. Estas sero all cooservadas
at 5 de junho prximo conforme urna proposta
do que a Prussia parece ter toando a iniciativa.
Esta resolugo de conferencia foi formulada e
um protocolo, assignado pelos representantes de
todas as potencias, mas hade sar consignada por
urna convengan especial que os plenipotenciarios
devam assignar em urna posterior conferencia,
A emigrago dos christos continua. Receiara-
se noros massacres.
O pedido de commisso estabelecida em Bey-
routh para que fosse executada a penna de morte
aos sentenciados cau3ava grande agitacao entre
os Musulraanos.
Una, para o poroado denominado propredado.
na mesma freguezia.
Art. 2 E&la transferencia, ter lugar quando
alli faourer U.ma Igreja, ano coma decencia ne-
faria se preste ad coito DIrHc.
A.' 3' "^f'Si" P?8m m contraro:
Pernambuco *, da4n,ie."6lT" Felippe.
nado LeSOoo ^r^rSi^'sf^T' ?"
o Augusto de Almdo. ref!*e Br,tK Ma-
laxar Moieeao.-bSSSVeJ'0'- Mirtinf pSf*-
REVISTA DIARIA-
Hontem por utjs hors da larde prestou o Bxn?.
miL "arcc,,D Nunes Gongalves w-
ramento. n<>rant ausnku.____i-.T*. *****"
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 27 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Portella.
( Concluido. )
ORDEM DO DA. *
Entra em 3a discusso o projeclo o. 2 deste
anno, no qual concede 4 loteras de 120:000,000
ris cada urna para a conliouago das obras da
casa do Gyranasio Pernambucaoo.
E' approvado sem debate.
Primeira discusso do projecto n. 13 deste
anno pelo qual se determina a suppresso dos
primeiros oTicios de tibeliio de notas o escrivo
do civel do termo da cidade di Victoria, e a
conservagao do de tabellio de notas e escrro
do cirel do mesmo termo.
O Sr. Theoioro, diz que nao lem animo deli-
berado de rotar contra o projecto, mas tambera
nao est disposto dar-lhe um roto favoravel;
quer ouvir de algum dos merabios da commisso
que o elaborou qual a conveniencia que justifica
a medida proposta; a diviso dosottlcios de jus-
tica m em todas as comarcas da provincia, e
to imperfeita que ao passo que um escrivo tem
lucros avantajados, outros rivem na penuria e
na miseria ; paroce-lhe necessario rerer-se a le-
gislagao existeute respeito do modo por que es-
tao divididos os oficios de justiga, e decretar-se
urna medida geral em que sejam attendidos os
nleresses da justiga e a igualdade nos beneficios
de seas serventuarios, o que devia ser o que a
commisso Ozesse, era lugar de apreseotar una
medida parcial; respeito da conveniencia do
projecto nao deixa de ter suas duvidas, porquan-
to havendo na cidade da Victoria dous tabellies,
quer-se supprmir um desses lugares, em quanlo
que lhe parece nao deixa de trazer rantagens ao
servigo publico e prompta expedgao dos nego-
cios dos particulares, a conservagao desses dous
tabellionalos; e conclue dizendo que julga mais
acertado nao se decretar a suppresso proposta
pelo projecto, mas determioar-se que o serrigo
de todos os cartorios da Victoria seja feilo por
destribuigo.
O Sr. Souza Res, como membro da commis-
so de legislago julga de seu derer justificar o
projecto quo se discute, e que foi por ella apre-
senlado.
Os dous tabellies da Victoria dirigiram-se a
assembla pedindo eada um cousa differente, po-
rm o que mais lhes conrinha. A commisso de
peligoes a quem foram distribuidos esses reque-
rimentos, depois de os examinar, resolveu o que
julgou mais equitativo, deixando de satisfazer
aos 2 peticionarios como queriam. mas decidin-
do o que julgnu mais conveniente.
Quanto inconveniencia que achon no projecto
o antecedente orador, dir que ella desapparece
urna vez quo ha impossibilidade no preseule de
tomar-se urna medida goral, que alcance todos
os cailorios, ou officios da jusliga.
Pedio e espera informagesda'presidencia, que
lhe fornecero os dados, e lhe daro a base para
confeccionar um projecto, que pretende apresen-
lar, e pelo qual procurar satisfazer as uecessi-
dades e conveniencias nao so dos differentes ter-
mos da provincia, como dos ofilciaes da justiga
nelles empregados.
Julga-se a materia discutida.
O Sr. Manoel de Figueirda declara ser prente
de um dos peticionarios, e por isso nao poder
rotar no projecto.
Poslo rotos o projecto: approrado.
Entra em 2a discusso as posturas da cmara
municipal da cidade da Victoria, que sao appro-
vadas sem debate.
Em seguida sao approvadas em 2a as da cmara
de Olila desde o ait. 40 at o 124 inclusive, e
um regulamento ellas appeoso, com algumas
emendas offerecidas pelo Sr. Izidro de Miranda.
Passando-se Ia das do Rio Formoso, verifica-
se nao haver mais casa, o Sr. presidente marca
a ordem do dia e levanta a sesso.
SSSm1 HPerlnte \ "sembW provincial, com a
formalidades do estylo, entrando em aeiaid na
poste da administrarlo da provincia. "
m7 ?D,.la,!ou""; hontem a segunda sesso in-
diciara do jury deste termo oo corrente anno
ror falla de numero dos Srsvjaizes defacto
nao eomegsram os rospeclivos Irabalhos.
Puncciona de escrivo o Sr. Saraiva, por Impe-
dimento do servenluario effectivo.
.-Foram Borneados V e 4o supprentes da sub-
delegada desta freguezia de Santo Antonio o*
Srs. Joaquim Antonio Carneiro e Manoel Antonio
de Jess Jemror.
i Z ?3 aoDd* *d0 OTOado, por pedido, do
lugar de 3 supplente do subdelegado da Gauo-
8Vir* FT*fl,9, "m da Cunha Azevedo, foi
substituido pelo Dr. Manoel Gentil da Costa Al-
hoje G>rrdaGmbre* 'etBM noUci" at 18 I"
Tem cahido copiosa chova alli, dando esperan-
ca de uru bom anno; Bu. os gneros anda con-
tinan.' a altos precos, nao obstante islo. A car-
ne l.lh.-se a 5*190, a farinh. est a 560 rs por
cuia, e o milho a ;)60 rs. ^
A policia resentia-ee da falla duplicada de um
agente enrgico, e de um destacamento, que faca
ZaSSuZ lrl;IM- garantindo simultneamente a vida e a proprie-
dade dos cidados *
Pora bera recebida a noraeacSo do Sr. lenente-
corooel Joaquim de Almeida Catauho para dele-
gado do circulo Iliterario draqu-lle termo ; e es-
perara que ell trar a transferencia da cadena
de instrucgao elementar de Pesqueira para all
visio exisiirem muitos meninos pobres em Cim-
Dres, qUe frequeotavam a aula, ao passo que em
iesqueira consta-nos ser ella frequentada por nu-
mero maior de dous ires.
Esta esperanga, tem-n'a portento mais fundad
quanto j por igual transferencia propugnou o
Rerm. parocho de Cimbres, quando na delegada
Iliteraria, correndo de boa fonle que representara
atea directora geral da instruego publica sobre
os fundamentos e necessidade delia.
A questo dos carros de ra tem prorocaJo
da parle dos cocheiros do carros de aluguel ubi
grande alarma.
Julgam-se elles, com a concessao do privilegio
requerido, em p de lesados em seus direitos,
como se por ventura houresse para com elles al-
gum contrato estabelecido, ou se fosse vedado
ao corpo legislativo, pelo facto da existencia das
cocheiras, rotar urna lei que sem offende-los.
melhure a condigo do consumidor.
No entanto, evidente que pelo interessede
uns trinta cocheiros, nao deve soffrer aquelle de
urna populago ioteira ; e pelo contrario cumpre
attender-se nisto o beneficio dos cem rail habi-
'antes desta cidade, que em grande parte sao ho-
je obrigidos a serrirem-se desse meio de com-
muuicagao, j para um acto de familia, j para a
cooducgo de um medico, por nao haver outro i
ao passo que exige-se de 8* a 10* pela vagem
da ra do Imperador ao Mondego, e 30O# por
mez nss condueges para os airabaldes.
Segundo os dados colhidos e que seguem, n
ha mnibus ou carro de aluguel, que nao pro-
duza no auno ura valor igual ao custo com nclu-
so dos aniniaes e rreios, e deduceo do susten-
to dos mesmos animaes.
Suppondo que custo um carro....... 2:l)0C3
Duas parelhas...................... gyyj
SESSO EM 29 DE ARR1L DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feita a chamada, veriGca-se ha-
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario da presidencia, com-
municando que o Exm. Sr. Dr. Antonio Marce-
lino Nunes Gongalves presidente nomeiado para
esta provincia, prestar juramento do estylo pe-
rante esta mesma assembla no dia 29 do corren-
.te mez, a urna hora da tarde.
Um requerimento de Jos de Barros, Crrela
Selle, fiel do thesoureiro do consulado provin-
cial, pedindo um anno de liceuga para tratar da
sua sade.A commisso do peligoes.
Outro de Joo da Cunha Wanderley arrema-
tante do imposto de 2,500 por cabega de gado
vaceum, morlo para o coosummo no municipio
de Nazarelh, oo trienio de 1857 1860 por rinte
o seis eontos de ris, por haver soffrido enorme
prejuizo nos ltimos dous annos, pedia a esta
assembla que am sua sesso prxima psssida
houresse de lhe conceder o abate de seis conloa
de ris ou aqnillo que julgasse proporcional.
A commisso de orgamaato provincial.
E', Iido e julgado objecto de deliberagio e
mandado imprimir o seguinte projecto.
Temos de despeza de estabelocmento
Supponha-se agora que este carro
leuha tres treguuies para os arrabal-
des, a 60* mensaes...................
Que acompanhe 5 enterros a 5*.....
E que faga 10 viagens extraordina-
rias a 8*...............................
Resulla por mez a receita de........
Ora, esta quaotia multiplicada por
doze mezes, ........................
E addfcionando-se ainda 50 viageos
de domingos o festas, lermo medio a
10* ...................................
Produz a receita total de............
D'ahi dedaza-se para sustento dos
cavallos..............................
Para ordenado do cocheiro..........
Para aluguel da cocheira............
Para coocertos................
2:8003
180-3
25*
80*
285*
3:20*
1:000-3
4:420
800*
360*
loes
100*
Resta lquido........................ 3:060S
, Mas anda dando 260* para quebras, v-se qua
e tirada no decurso do anno a importancia em-
pregada no carro e parelhas ; que ficam por tan-
to de lucro effectivo.
E poder subsistir semelhante estado de v-
zame?
Nao por certo.
E'preciso a coocurrencia, para melhorar o
servigo quer quanto ao prego, quer quanto ao
custo.
Passageiros que vicram no hiate nacional
Santo Rita, entrado do Ass: Manoel Zefetino
Gongalves Torres, Luiz Cerneiro Monteiro e lidia
Maria da Silva Campos.
Passageiros que vleram no vapor nacional
Oyapock, entrado dos portos do sul: seguem
para o norte Joo Jos de. Lemos e sua seohora.
lenle Jos Eduardo Barboza e sua sonhora, Lui-
za Maria da Cooceigo, ex-praga Tertuliano Ma-
noel da Silva, ex-praga Domingos Ferreiaa do
Espirito Santo, ex-cadete Antonio Emiliano do
Almeida Braga1, commendador Honorato Alves da
Souza, lenle Prancisco Jos de Souza INeivas,
Joo Luiz de Oliveira, Mauricio Sevaal, Jacintbo
Fernandes Pinheiro, sua mana e sobriaho, Joa-
quim da Silva Peixoto, capito Goncalo do Mal-
los Rocha, coronel Jos Vicente de Amorim Be-
zerra, tenente-coronel D. Jos Carlos da Gama
lente Jos Francisco Coelho e Manoel da Costa.
Para esta provincia :alteres Antonio Joaquim,
Guades de Miranda, lente Antonio Luk Tei-
xeira Campos, Dr. Pedro Camello Pessoa, D Del-
irara Olimpia Bornes, D Mara B. D. do Vallo.
Colono Don, sua mulher a 7 Blhos, imperial ma-
rinheiro Luiz Gomes Barboza, Josepba, crioula,
escrava de D. Belmira Joaquina Teixeira Cam-
pos, Thomaz de Faria e seu escravo Luiz, criou-
o, alteres Joaquim do Prado Araujo Leite, Sym-
phronio Olimpio de Brito e seu escravo africano
Ricardo, D. Mara Francisca Ribeiro, Eduardo
Augusto Reyder, William Vaoglian, Charles Wil-
liam Cornber, Joo Nepomuceno da Silva, deser-
tor Francisco de Paula, Joaquim Alvares de Mo-
raes Ferreira, Raymundo Lopes da Cruz, Fran-
cisco Duarte das Noves, W. C. Fennelly, Fevrr
Antoine, Antonio Caralcanti de Albuquerque J-
nior, Jos Francisco Taboca, Domingos Ramos do
Araujo Pareira, Firmioo Pereira de Barros, Ma-
noel Joaquim Duarle Guimares, Baruab Perei-
ra da Rosa Calheiros, Antonio Teixeira Pinto.
Pedro Claudioo Duarle, Elias Jos de Almeida
Joaquim dos Santos Maia, Carlos do Horoay o
seu escravo Jos. Dr. Miguel Felicio Bastos d
Silva e seu criado, Jos Joaquim Tavares da Cos-
ta, Lorange Pierre Rom Josephe e sua sonhora.
Bernardiuo Jos da Carvalho, Jos de Nascimen-
to Souza, Alexaudre Eduardo Ferreira Neves o
Jos Joaquim do Oliveira.
IUtado.iro publico. Mataram-se para o>
consummo desta aidade no dia 28 do correte.
97 rezes.
No dia 29 do mesmo. 102 ditas.
MORTALIDADK DO DU 19.
Isabel Lios Wanderley, branca, aolleira, 33 an-
no; aneurisma.
Joo, preto, escravo, solteiro, 55 annos; apo-
plsiia.
Joo, braaco, 5 meses; eoovuUes.
Candido, pardo, 5 mezes; toase convulsa. .
Mara, parda, 8 lias espasmo.
-------- <***o



._.______1 jll_______________
(O
DlfcBlD M PIWUWTOOO. a- TERCA
DE 1841.
CHRONICA JUDI1MIA.
JURY DO RECIFE.
r sessao.
Da 9 de abril.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ BE DIREITO D. pRJ_
JIE1RA VARA CRIMINA!. 1BH5ARD0 '.CUADO DA
COSTA DORIA.
Promotor publico, o Sr. Dr-. francisco Ltopol-
dino de Gusmo Lobo
Escrivo,o ata jui\0 municipal da primeira
vara, Joao Ao.Tatua d* Araujo Galvo.
Nao eomparecendopor doeole o eacrivao pri-
vativo do jury e execuces criminaes, o Sr. Joe-
qnim Francisco de Paula Esteves Clemente,
nomeado para substituir ioteriaa.meo.le o escri-
vo da primeira vara municipal Joo Saraiva
de Araujo Galvo.
Procedeodo-sa chamada verifica-se eslarem
presentes os seguales Srs. juizes de faci:
Joo Alves Dias Villela.
Jos Lopes de Oliveira Jnior.
Horacio de Gusmo Coelho.
Sabino Jos de Almeida.
Joaquina Ildefonso da Molla Silveira.
Manoel Antonio de Albu iuerque Machado.
Umbdiuo Maximino de Carvalho.
Flix Paes da Silva Pereira.
Miguel Pereira Geraldes.
Joo Antonio da Silva Pereira.
E' dispensado de servir na presente sesso. o
Sr. Manoel Jos da Costa Guimares, visto resi-
dir no termo de Agua Prela.
Sao multados era 203000 por cada dia de ses-
so era que fallaren) os Srs. juizes de facto se-
guales que nao comparecern! aos trabalhos,
anda qne fossem legalmente notificados.
AiTogados.
Rolinode Oliveira BodriguesCaropello.
- Muribeca.
Manuel Joaquim Bspiisla.
Jaboalo.
Manoel Flodurdo Mendes Lins.
Santo-Antonio.
Joo Goncalves Pires Ferreira.
Jos Joaquim Guedes de Almeida.
Antonio Camello Pessoa de Lacerda.
Joaquim da Coala Leite.
Joaquim Jos dasNeves,
Poco.
Filippe Duarte Pereira Jnior.
Sanio Antonio.
Raymundo Alves de Oliveira.
A (logados.
Eduardo Ferreira Balthsr
Recife.
Feliz Fernandes da Paz.
Sonto Antonio.
Francisco Campello Pires Ferreira.
Boa-Vista.
Braz Vieirada Silva Guedes.
Muribeca.
Jos Caetano Cavalcanti.
Santo Antonio.
Servulo Manoel de Jess.
Pojo.
Manoel Beolo de Barros Wanderle
Recife.
Jos Augusto da Costa Guimares.
A (Togados.
Paulo Valentim Nigromante.
Santo Antonio.
Francisco Maia Cortes.
Recife.
Mariano Lopes Rodrigues.
Santo Antonio ( ra do Queimado.
Dr. Jacintlio Pereira do Reg.
Santo Antonio.
Jupocencio Garca Chaves.
Boa-Vista.
Francisco Antonio de Menezes.
Santo Antonio.
Antonio Piolo de Oliveira.
Dr. Joaquim Jos de Campos (adrogado.)
Boa-Vista.
Augusto RuQoo de Almeida.
Muribeca.
Francisco Cavalcanti de Lacerda.
Varzea.
Manoel de Mello Falco de Menezes.
Boa-Vista.
Joo Pereira Lagos.
Manoel Antonio Simes do Amaral Jnior.
Poco.
Manoel de Parias Guimares.
Boa-Vista.
Manoel Ribeiro da Fonseca Braga.
Santo Antonio.
Pedro Alexandrino Orlis Camargo.
Poco.
Antonio Ayres Vellozo Jnior.
Santo Antonio.
Thom Rodrigues da Silva;
Nao lia vendo numero legal de juizes para ter
comeco os trabalhos, proeedeu-se ao sorteio de
juizes supplementares, e foram deseeosados
os Srs. :
Antonio de Hollanda Arco-Verde Cavalcanti,
por haver servido na primeira sesso do jury.
Dr. Candido Emygdio Pereira Lobo, por eslar
serviodo o cargo de promotor publico na comar-
ca de Alcntara, no Marauho.
Os juizes supplemenlares sorteiados, sao os
senhores :
Thomaz Jos da Silva Gusmo Jnior.
Lutergado Aureliano de Figueiredo.
Antonio Pinto de Oliveira.
Jos Jacinlho da Silva Mendonca.
Antonio Joaquim Ferreira.
Jos Antonio Lopes Guimares.
Joo Antonio do Reg Pacheco.
Jos Augusto da Costa Guimares.
Joaquim Manoel Mendes da Silva.
Nicoraedes Mara Freir.
Antonio Francisco Lisboa Estoves.
Jos Rodrigues Pinheiro.
Joaqntm Jos da Costa.
Marcolino Cornelias Cmara.
Manoel Domingues da Siva Jnior.
Henrique Soares de Andrade Brederodes.
Hermino Egidio de Figueiredo.
Braz Vieira da Silva Guedes.
Joaquim Jos Manes.
I.uiz Metlico Franco.
Jos Fernandes de Azevedo.
Bruno Alvaro B. da Silva.
Candido de Souza Miranda Couto.
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Marianno Lopes Rodrigues.
Candido Nunes de Mello.
Augusto Jos Ferreira.
Jos Antonio Moreira.
Thomaz de Almeida Antunes,
Joo Climaco Freir.
Bemvindo Gurgel do Amaral.
Aureliano da Oliveira.
Francisco Euzebio de Faria.
Jos Nazario dos Anjos.
Luiz Jos Montero.
Jos Fernandes Tavares.
Manoel Sabino de Albuquerque.
Joaquim Goncalves Vieira Guimares.
Guilherme Ferreira Pinto.
Henrique Martins Saldanha.
Communicados.
leito da ddr, con a acertada appHcacio flu ho-
meopathia.
Oh I e copio pedera en ealar o noae do meu
bemfeitr,, do Sr. Dr Sabino Olegario Ludgero
j inh.o, se a elle deo a minha sauie, o meu rea-
abelecimento, depoisde -m forte ataque de fe-
bre amarella com eongestSo cerebral 11
Nao Oeco, nem eu estou ideando mal que
nio soffresse, ao contrario deiejra ter toda a
valenta de brase, para fazer comprehender ao
leitor a gravldade do cato em qoe me achei; por
que so assim poderia elle formar coaceito da im-
portancia do curativo, e o quanlo por isso deve o
meu animo ter obrigado ao Sr. Dr. Sabino.
Em dias do mez de margo, na cidade de Oliods,
oode estudava os aulas preparatorias, para poder
matricular-me no curso Iheologico do seminario,
vi-me repentinamente assaltado da sobredila mo-
lestia : a febre era intensa, os vmitos com san-
gue, anda que inlerrompidos, frequentes ; e lu-
do isto acompanhado de muitas dores de cabeea,
e um geral eotorpecimento de todo o corpo. Nao
era o caso para desprezar-se. Enio ped a um
de meus compauheiros de estudo me mandasse
vir um carro.
Quaodo este chegou, j nao pude ir por meus
ps ; foi preciso que os collegas me levassem nos
bracos at aentar-me nelle.
Chegando a esta cidade do Recife, era casa do
meu presado lio, foi o meu primeiro cuidado que
me chamassem o Sr. Dr. Sabino. Acertada es-
colha 1
Com effeito o Sr. Dr. nao se fez esperar, acu-
di de promplo a socconer-me ; elle observou-
me a lientamente ; e reparando que a casa onde
me recolbi era pouco opporluoa para o meu Ira-
lamento, por ser demasiado cauda, elle mesmo
iodicou-me a moradia da Ezm.a Sr" O. Alejan-
drina Luiza de Albuqnerque, asseverando-me que
ella se prestara anda mais a servr-me de eofer-
meira.
Aqu comecou o Sr. Dr. Sabino a iuedi:ar-me
elle applicou-*e a combater forte m en le o mal na
sua raz, mais nao era este de natureza a ceder s
primeiras dozes.
A febre nao declinara, o saogue mais abundan-
te, os vmitos prelos em excesso de sorte que,
quando cessavam, ficava eu u'um estado de in-
leiro abatimeulo e prostaco.
O sangue que em dous jorros me sahia pelo
oaiiz por espago de 12 horas, tendo sido pelo
medico considerado como urna crise favoravel,
quasi que me reduz ao estado de cadver, em
em razo de sua enorme quantidade.
Assim passei mais de 3 dias, sem apparecer
nem se quer vislumbre de melhora.
Imagine o leitor, que esperance poda ter eu
de vida I tjual seria a minha aticgo e amargu-
ra, quando na tristeza dos semblantes dos charos
collegas, que se dignaram visitar-me, eu lia cla-
ramente os sentidos, mais funestos signaes d6
urna morte prxima 1 1
Oh I co.no triste o morrer na minha idade I
Digam embora os philosopho?, que a morte o
termo dos oossos males ; que com ella se acaba
o nosso padecer, e que longo de ser tmida, deve
ser aolesdesejada.
Isto pode ser verdade ou com aquellos que tem
sido maltratados da fortuna, ou com os que j es-
lo e rifara dos de viver. Mas na juvenlude, na
raanba da vida, quaudo asillusoes deste mundo
nos affagam ; quaodo nutrimos bem fundadas es-
peranzas de representar-mos um dia algum pa-
pel na sociedade" ; quando pais cariobosos e ses-
ineram pela nossa educago, para lerem um ar-
rimo na sua velhice ; quando queridos manos em
nscomtemplam o apoio da familia : nao, nesta
idade, tiestas circumslancias, ninguem, ninguem
se resigna com a idea de morte. E entanto era
ella que naquelle estado se me figurara com to-
dos os horrores do sepulcbro.
Immerso, quasi abysmado nestas lgubres
ideas, ai I que amarguradas horas que passei !
Mas l vinha o meu consolador, que no tfaesouro
da sua prudencia e sabedoria achava sempre pa-
lavras, com que me animasse, com que desGzesse
as minhas tmidasapprehenses.
Sealguma vez, na recrudecencia do mal, o Sr.
Dr. Sabino desconfiou de poder salvar-me a vida,
elle nao m'o deixou depreheuder nunca de pala-
vra ou gesto seu ; antes pelo contrario elle s
sabia enlreler-me com as lisongeiras esperances
de um prompto restabelecimento: o que sem
durida um poderoso adminiculo da medicina na
cura dos enfermos.
Maldico ao medico, que s tem para o seu
doeule palavras de desengao 1 Minia embora,
mas nao lhed urna desesperan;* total.
Por isso, porque sempre me alenlou com as
promessas de me pOr bom, que, mesmo quando
o Sr. Dr. Sabino, nao conseguase o salvar-me,
nao seria menor a minna gralido na eteroidad
ao recordar-me de um hornera, que empregou to-
dos os recursos, assim os d'arle, como os da per-
suaso, para suavisar os meus padecimentos.
Porm o Sr. Dr. Sabino nao se limitava simples-
mente estes boosofficios, e visita que me fa-
ziam hora certa e constante ; elle mostrou
alm disto interesse pela minha sudo Mais de
3 vezes por dia mandava elleioquerir do meu es-
tado, o parecase poder socegar,quando mo vis-
se de p.
E porque tanto ioteresse, tanto cuidado pela
minha salvaco?
Nao pense alguem, que era a paga material que
o mova, que a idea de lucro que obrava em seu
coraco, para se haver comigo desi'arte. Nao, o
Sr. Dr. Sabino, sabia bellamente que mesmo es-
forcando-me, eu nao lhe poda dar urna recom-
pensa proporcionada aos seus sereos. Assim,
que nao era a idea de lucro o movel de tanta ge-
nerosidade, masa intima conviego em que est
o Sr. Dr. Sabino, de que exerce urna misso sa-
grada sobre a trra, que qaando um enfern/o se
entrega aos cuidados de um medico, este deve
envidar lodos os esforgos, nao poupar nenhum
trabalho.uenhum estudo,nenhuma fadiga, al que
veja bom aquello que lhe conQou a sua vida ; em
urna palavra,queo medicoque tem esteportamen-
to, curpre um verdadeiro sacerdocio, e de todos
attrahea neveraco, o amor e o respeito.
Honra, sim, honra, ao Sr. Dr. Sabino, que to
oobre conceito forma do seu ministerio. Gloria
quelle que nao sabe envilecer a sua prosso
por amor do dinheiro. Louvor o gloria a este
generoso medico, que se deixa tocar dos gemi-
dos da humanidade enferma, para lhe trazer o al-
livio.
ptima bcncliciorum, castos est ipsa
memoria beneficiorum, et perpetua
conlessio graliarum.
Chrys. Super Mah. 25.
Eis-aqui como se exprime um santo padre so-
bre os beneficios recebidos, eosinando-nos, que a
melhor depositara delles a sua mesma lembran-
ca, e a perpetua declaraco das gragas. E na ver-
dade, qualquer que se estima e sabe que-cousa
honr, recebendo de outro algum beneficio, pro-
cura logo por todos os meios raoslrar-lhe a sua
gralido.
Esta nobre qualidade fez e far sempre o distin-
tivo de um corago bem formado ; assim como a
qualidade contraria, a ingratido, ser a mais in-
fame pecha que se pode angar a alguem.
Firme nestes principios, Srs. redactores, que
en vou pedir-lhes espago as columnas do seu
acreditado jornal, sfim de exarar estas poucas II-
uhas, pelas quaes pretendo fazer publico o meo
Teconhecimento a um homem, que abaixo de
Deus, restituio-me a saudee a vida.
Este homem aquello que j por este mesmo
jornal, j pelos peridicos dcsta capital nao raras
vezes tem recebido de seas beneficiados publico
-lestemiioho de generosa gralido ; porque tam-
bera mais de urna vez tem elle provado cora fac-
-tos marvilhosos a elflcacia da medicina que pro-
fessa, e da qual foi o apostlo qesta provincia de
Pernambuco, onde asss conhecida a sos peri-
cia medica, pelos felizes resoltados que diaria-
mente coin, levantando innmeros enfermos do
trativos do ex-presidenle, quando n'estes se quer
exercer, mostra-se impotente, e cahe no ridi-
culo.
Hoje vera no ConHitucional um communicado
acerca da reforma feita pelo ex-presidente na ad-
minialraclo do patrimonio dos orphos, cuja con-
cluso i que deve a assembla provincial voltar
ao ysUana anterior, annullando o que fez o ex-
presidente.
Estara o ex-prestdeute alienado, quando to-
mou aquella resoluco, ou seria levado a toma-
la por motivos ponderosos ?
Faltara elle verdade ao seu relatorio, quando
affirma que examinando os orphos, veio no co-
nhecimento que com S, e 3 aooos de collegio, nao
sabiam lor I
Nao fcil constestar um facto to fcil de ve-
rificar e ninguem o conteslou.
Dado o facto, forgoso era que o ex-presideete
sanasse to grande mal, e de lodos os remedios
o mais natural, e aquelles de cojos effeitos mais
se devia esperar, era porsb a inspeceo do direc-
tor da instrueco publica a educacao dos orphos,
e foi isso o que fez o ex presidente.
Com effeito foi esse um atteotado inaudito, dig-
no de eternas censuras dos commnoicantes do
Constitucional.
Os cidados conspicuos, que to dignamente
desempenharam as funeces de administrador do
patrimonio dos orphos, nao podiam sujeitar-se a
urna inspeceo constante da regularldade do en-
tino, nem seria justo que o ex-presidente impo-
zesse to pesado onus a cidados, que por espiri-
to de caridade e amor ao paiz gratuitamente, ti-
ra vam de seus negocios particulares otempo ne-
cessario i boa gesto do patrimonio dos orphos.
A questio de hermenutica jurdica, em que o
senhor communicador se funda para se restabe-
lecer, como eslava a administraco do patri-
monio dos orphos nao nos parece decidida em
favor da sua these.
E' para nos evidente que o acto addicional
abrogou implcitamente a le de It de novembro
le 1831. Mas ou abrogasse, ou nao o certo que
preciso que os orphos saibam ao menos 1er e
escrever.
Partidista de toda a provincia n?s actuaes
circumslancias da economa concordo com o se-
nhor communicador, em que seja adliada por
agora a iostiluico de novas cadeiras no collegio.
Tambem concordo com o meu collega commu-
nicador que a administraco do patrimonio nao
seja incorporada cisa da misericordia
O que succedeu com os bens da santa casa de
Olinda, onde se deram os mais escandalosos
roubos, destruindo-se al os livros da casa para
se nao poderem provar em juzo, faz-me recear
que, no correr dos lempos, venham a cahir'os
bens da misericordia em mos indignas, e que se
renovera iguaes escndalos.
E' minha humilde opinio, que pagando, como
paga a provincia, grand% parte das despezas dos
estabelecimeotos pos estando j longe ce nos os
lempos, em quo por mera caridade chrisla se
faziam reaes sacrificios era bens dos pebres, e
nao harendo, como nao ha, esperanza entre nos
de se conseguir por ra^io de contrarias religiosas
capilaes, que dispensem os continuados, e artil-
lados sacrificios do thesouro provincial, o mais
acertado, e o mais seguro para bem dos pobres,
serla instituir ama administraco publica de to-
dos os estabelecimeotos pios sob a direccao do
presidente da provincia, e a inspeceo da assem-
bla provincial. Alias teremos orphos sem
saber 1er com tres annns de escola, e flaa-
ro os beas dos pobres exposlos a eventualida-
des como a que se realtsou na casa da misericor-
dia de Olinda.
*****
50 barris azeite; a Joo da Silva Regadas.
1 fardo alfazema, 1 dito femara, 1 dito penet-
ras de cabello, 1 calza papis de cor, pipos do
osso, e pinceis de dourar; a Joo Soum & C.
50 banis farinha de trigo a Manoel Marques
de Amorlm.
1 caixa livros impressos, % ditas cantara para
urna pa baptlsmal ; a Manoel Goncalves da Silva.
100 oaixas btalas, 390 ditaa eebolas, 38 bar-
ris cbouricas a Luiz Jos da Costa Amorira.
4 aaccos comanos, 4 dtorerva-doce ; a An-
tonio Jos Arantes.
25 barris azeite; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
12 saceos cominhos, 10 ditoserva-doce, 6 ditos
Imhaca : a Aranaga & Filhos-
Beccbedoria de rendas internas
areraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 27. 28:996*075
dem do dia 29.......1:783*384
30:779*459
Editaes.

Consolado provincial.
Rendimento do dia 1 a 27. 54.769*366
dem do dia 29.......1:710*893
5:f8559
O Dr. Hermogene Scrates Tavares de Vaacoo-
cellos, jais municipal da primeira rara da ci-
dade do Recife de Pernambuco, por Sua Ma-
gostado Imperial e Constitucional, que Deua
guarde, etc.
Faco aaber a quem iuteressar possa, que est
i i,' se ,cn" anecionando o conseiho muni-
cipal de recursos deste termo.
E para que chegue a noticia de todos mandei
Iavrar o presente que ser publicado pela im-
prensa.
Dado e passsdo nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 de abril de 1861.
Eu Joo Saraivi de Araujo Galvo, escrivo o
escrevl.
Hermogenes Soerates Tavares de Vesconcellos.
Declarares.
Correio geral.
co* Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe Novo n. 6.
Para a Baha.
A sumaca nacional fHortencia pretende se-
guir com muita brevidade, tea parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seos consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
IPJDsUL
o Rio de Janeiro
9 muto veleiro brigue nacional Felicidades,
cujo carregamenlo se aeha prompto, segu para
o Rio de Janeiro at o dia 3 de maio prximo fu-
turo imprelerivelmente, recebe escravos a frete e
passsgeiros, para os quaes tem excellentes com-
modos ; a tratar com os seos consignatarios Jos
velo Soares k Filho, no largo do Corpo Santo,
trapiche da companhia.
Relam das cartas seguras vindas do sul pelo
vapor Oyapock para os senhores abaixo decla-
rados :
Almeida Gomes, Alves & C.
Padre Antonio da Cunha Figueiredo.
Antonio Ribeiro Pacheco de Avilla.
Porfirio Amancio Goncalves.
Dr. Victal Ferreira de Moraes Sarment.
Pela adrainislrago do correio desla cidade
tem de conduzir
postos do norte sero
fechadas hoje (30) s 3 horas da tarde.
THEATRO
DE
libras.
>



Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
Publica^oes a pedido.

AO PUBLICO.
Homens ha que, s por genio calumnioso nao
vacillam em manchar a reputacio alheia, por
mais solida e legtimamente basaeda. Assim
dizem tolos, e eu digo mais, que homens ha
que nao vacillam mesmo em manchar a sua pro-
pria repulaco, quando disso Ihesprvm o ouro
ou cousa que o valha. Foi um destes, que por
meio de urna representaco calumniosa, em no-
rae dos soldados destacados em Fernando, pro-
curou manchar a exemplar e notoria conducta do
meu amigo o capito do 4 batalho de artilharia
Luiz Francisco Teixeira, que por isso dirigi ao
Gxm. Sr. commandanle das armas, a quem foi
presente a sobredita representaco, o re-queri-
raenlo abaixo transcripto. Oxal que o Eira. Sr.
com mandante das armas, proporciono-lbe todos
os meios, o nenhum bice lhe aprsenle, como
de esperar, afim de que appareca a verdade.
Illm. e Exra. Sr. commandanlo das armas. e,maior de 1,700 pacotes, os pregos sao
Luiz Francisco Teixeira, capito do 4" batalho Qualidade^superior 10-13 schillings.
de artilharia a p, soffrendo.
Hamburgo, S de abril de 1861.
Bolletim commercial.
Por causa das festas o negocio esleve tranquil- ,
lo durante as ultimas semanas, e se os principa es Bernardino Jos de Queiroz.
gneros sustentaram os seus precos, as transec- i Prederico Lopes Guimares.
coas comtudo so limitaram a pequeas compras {Jeronymo Bandeira de Mello,
para o consumo; os nossos depsitos apresen- Juvencio Augusto do Attayde.
tam hoje urna boa escolha. Joaquim Mara Mascarenhas e Souza.
Caf.Na ultima quinzena as principaes ven- J* Miguel da Costa,
das s foram para satisfazer as urgentes preci- j0S,; Joaquim Goncalves Bastos,
ses ; o prximo leilo na Hollanda de cerca 465 Manoel Alves Guerra,
mil saceos de caf, anounciado para o dia 17 do Pr- Manoel Buarque de Macedo Lima:
corrate tem parausado o negocio, e conside-
rando-se o grande numero de navios que devem
anda chegar do Rio de Janeiro e de Santos pa-
rece ioevitavel prximamente urna redueco dos se faz publico que as malas que
presos. O despacho do Rio de Janeiro de 11 de ? T?Por aOyapock para os posti
marco, aqsl recebido hontem nao te ve nenhuma
influencia e o mercado sem novas cotagdes se
conserva tranquillo.
Durante o mez de margo se venderam cerca
135,000 saceos, dos quaes cerca 74,000 a entre-
gar. Em fins de marco existiam 50,000 saceos
de caf do Rio e de Santos.
Colamos : caf regular ordinario do Rio 6 li8-
6 5[16 sebillogs.
Importar ao de caf at dos de marco
1861 17,800,000
1860 20.900,000
1859 17.600,000
1858 9,400,000
Em ser em fins de marca :
1861 8,500.000
1860 8.500,000
1859 11,000.000
1858 21,500,000
Assucar.Desde o nosso bolletim pelo vapor
francez a posico do assucar tem melborado e os
pregos se toroaram mais firmes. Durante o mez
passado se venderam 2,700 saceos de assucar
mascavado de Pernambuco acerca 16 1|4 mar-
co banco.
Colamos :
Assucar, da Baha branco em caixas 18 1(2-22
marco banco.
Dito da dita mascara-jo em caicas 15 1(2-17 1(2
dito.
Dito da dita dito em saceos 16-17 dito.
Dito de Pernambuco, branco. em saceos 19 liz-
23 dito.
Dito de dito mascavado em saceos 16-17 1(2 dito.
Imporlaco de assucar at fins de marco :
1861
1860 7,000,000
1859 10,000,000
1858 3,500,000
Em ser em fins de marco :
1861 9,000,000
1860 7,000,000
1859 5.000,000
1858 3,500,000 >
Couros.Sao procurados os couros pesados, ao
mesmo lempo que os couros leves nao merecem
attengo. o fim de marco tiveram lugar consi-
deraves vendas cerca 3,200 do Rio Grande do
Sul e 11.000 da Baha ; ficam em ser 16,000 cou-
ros do Brasil.
Colamos :
Couros do Rio Grande 12 a 12 Ij2 schillings.
Ditos de Pernambuco e Babia 8 a 9
O tabaco do Brasil conlinuou a ser procurado
e effectuaram-se agradaveis transaeges em se-
gunda mo. O deposito de tabaco braailoiro nao
librar.
desde sua primeira
praga, mil privages para poder viver to smente
com os seus vencimontos militares, com a de-
cencia conveniente a sua posigo na sociedade,le-
ve, depois de quioze annos de praga,a infelicidade
de destacar para o presidio de Fernando de No-
ronha, para ter o desgosle de ser dalli retirado no
fim de quatro mezes, por ter sido apreseotado a
V. Exc. em nomo dos soldados do destacamento
urna represeotago que muito deshonra o sup-
plicante; por isso, uo pode o supplicante, nem
deve, sob pena de ficar sua reputago, (al ento
sem mancha,/ pelo menos, em duvida, deixar de
empregar todos os meios legaes, afim de provar
a fslsidado de semelhanle aecusaco : portanto o
supplicante vem perante V. Exc. pedir e rogar
a V. Exc. que se digne submetter a sobredita ac-
cusago a um conseiho de investlgago, visto
achar-se nesta capital vinte e quatro pragas que
estiveram na ilha de Fernando, aob o commando
do supplicante, e esperaR. M.
Luiz Francisco Teixeira.
* *
COMMRIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 27. .
dem do dia 29.....
402:417*652
13.605J733
416:023*385
Taes sao as vozes que espontneamente rom-
pera do intimo de minha alma agradavelmente
commovida na doce contemplago de tanto des-
interesse, tanto amor o caridade, pralicada comi-
go pelo Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
digne-se, pois, elle aceitar este fraco, mas sincero
tributo da minha gralido.
Se oulros que em idnticas circumslancias s
minhas, tiveram recurso a este mesmo jornal,
para patentearem os sentimentos de sua alma en-
ternecida e grata ; se oulro?, digo, me tem ex-
cedido na belleza da phrase no ornato das figu-
ras, na sublimidade dos pensamentos, certo esteja
o Sr. Dr., que nenhum me excedeu, nem excede-
r na sinceridade da vonlade, nem na amplido
de generosos desejos.
Se por deficiencia de meios pecuniarios, nao
pude compensar, como coovinha, os relevantes
servigos do Sr. doutor, maneira dos feriis cam-
pos, que retribuero centuplicadamente ao colono
o valor do seu trabalho, a menos terei sempre
em vista desempenhar a doulrina de S. Joo
Chrsostomo, que tomei pira epigraphe do pre-4
sent escriplo : a saber, gravar profundamente
na memoria a lembranga do beneficio recebido, e
fazer perpetua declarago do meu agradecimenlo.
a ptima beneficiorum, custas est ipsa me-
mora beneficiorum, et perpetua confessio gra-
liarum.D
Manoel Joaquim Benicio Pinheiro.
Movi me uto da a I tandeara,
Volnmes entrados com fazendas.. 101
a com gneros.
A furia hydrophobica com que a gente do Con
titucional se atira ao ex-presidente Dr. Am-
brozio vai passando a verdadeira mana incura-
vel.
Ora com gracejos, ao que parece de bom goslo
chamam-lhe tartaarug, e Marzago, sem duvida,
em prova da sua ignorancia, e inepcia adminis-
trativa. Ora arcusam-no de erro por dizer que o
homicidio crime particular, e quando com o
cdigo criminal na mo se lhe prova, que effec-
tivamente pela nossa lei o homicidio crime par-
ticular, p5em-se a gsgejar urna especie de ap-
pellago do cdigo para o modo porque so expri-
me o outro presidente.
Annunciam emphaticameule urna projectada
analyse do excedente relatorio do ex-presidente,
e sabem-se com um tecido de pilherias ridiculas,
sem impugnarem urna s das ideas do relatorio,
esem indicarem omissao alguma, nem proporern
medida administrativa nova, ou pelo menos di-
versa das que encerra acuelle bello trabalho.
x Vonlade de moder a nica cousa provada em
todas estas miserias, mas como essa vontade
oriunda de causas extranhas aos faites adminis-
677
-----778
Volumes sabidos com fazendas.. 18
com gneros: 347
-----365
Descarregam hoje 30 de abril.
Barca americanaImperadormercaduras.
Barca americanaAzeliaidem.
Brigue portuguezMargaridaidem.
Barca portuguezaCorgao reslo.
Barca inglezaSpiritof lhe Taraesbacalho.
Brigue inglczPurlessbacalho.
Brigue inglezTitania-bacalho;
Brigue inglezGreyhnoudbacalho.
Brigue prussiaooAlneycsrvao.
Brigue brasileiroJoven Arthur caf e cascos
vasios.
Imporlaco.
Brigu portuguez Margarida, vindo de Lisboa
consignado a F. S. Rabello & Filho, manifestou
o se-guinle :
60 barricas farinha de trigo, 350 saceos farelo,
15 pipas e 41 barris vinho, 50 ditos azeite de
oliveira, 75 ditos toucinho, 74 saceos feijo, i cai-
xole massa de tomates, i caixio balanga, 1 dito
pesos ; a F. S. Rabello & Filho,
30 barris carne ensacada, 50 ditos toucinho,
25 ditos azeite de oliveira, 35 ditos e 6 pipas vi-
nagre, 17 ditas e 155 barris vicho ; a T. do Aqui-
no Fonseca.
1 barrica giz branco, 1 caixote e
linho, peneiras, raizes medicinaes,
a B. F. de Souza.
5 pipas e 25 barris vinho ; a Mills Latham & C.
8 barris vinho ; a Rabe Schametteau & C.
49 ditos dito ; a Jos Antonio da Silva Jnior.
22 saraos feijo ; a Joao do Reg Lima &
Irmlo.
200 volumes rodas e arcos para barril ; a An-
tonio Joaquim de Campos.
4 caixas ceblas; a Antonio Altes Vllella.
10 pipas vinagre, 60 barris vinho : a Cunha &
Irmo.
1 caixote arreioa ;' a Joo Pedro Maduro da
Fonseca.
50saceos semea ; a ttenry Gibson.
50 barris toucinho, 10 ditos ahourigas: a Amo-
rim & Irmaos.
. 2 pipas e 23 barris vinho, 39 ditos azeite : a
Manoel Ignacio de Oliveira & Filhos.
5 pipas e 25 barris vinho ; a Krabb Whately
& C.
50 barris loucioho, 50 ditos vinagre a Tasso
& irmo".
Dita Ia 7 1i2-81i2
Dita 2,,e3,, 61i4-6 3(4
Em rolos 10-12
O algodo sustenta os pregos e continua a sor
procurado ; em algodo brasileiro nao houveram
nenhumas transaeges.
Cacao sem novidade e frouxo.
Tapioca venderam-se em leilo 67 barricas da
tapioca do Rio a 6-61(8 schillings.
O Jacaranda muito procurado : as duas ultimas
cargas chegadas da Baha tiveram prompta ven-
da ; colamos, Jacaranda do Rio 18-30 marcos e
da Baha 13-17 marcos por 100 libras.
MoTimento do porto.
Navios entrados no dia 28.
Ass16 dias, hiate nacional Santa Rita, de 55
toneladas, capilo Antonio Joaquim Alves, equi-
pagem 7, carga sal e mais gneros.
Philadelphia28 dias, barca americana Azelia,
de 265 toneladas, capito Charles W. Xerlise,
equpagem 10, carga 2,711 barricas com fari-
nha de trigo ; a Matheus Austio & C.
Nao houveram sahidas.
Navios entrados no dia 29.
Portos do sul5 dias e 19 horas e do ultimo por-
to 26 horas, vapor nacional Oyapock, comman-
danle o capilo-tenente Antonio Joaquim de
Santa Barbara.
Rio de Janeiro18 das, brigue-escuna nacional
^oi-eii Arthur, de 147 toneladas, capito Joa-
quim Antonio Gongalves Santos, equpagem 11,
carga caf e oulros gneros; a Azevedo &
Mendes.
Southamplon e portos intermedios19 dias, va-
por inglez Magdalena, commandante R. Woo-
lward.
Barcelona38 dias, polaca hespanho^a Lince, de
182 toneladas, capito Izidro Marestany, equ-
pagem 10, carga vinho e mais gneros ; a N.
O. Bieber & C.
.Yudos sahidos no mesmo dia
Canalbrigue sueco Ferdinand, capilo A. Mar-
cketedt, carga assucar.
Portos do sulvapor inglez Magdalena, com-
mandante R. Wouhvard.
TERCV-1E1BA 30 DE ABRIL.
Recita extraordinaria livre de as-
signatura
A orcheslra executar a nova ouvertura
As Cacadas de Pelotas
Na Provincia do Rio Grande do Sul,
composigo do Sr. Colas, que a escreveu expres-
samente e a dedicou aos habitantes daquella bel-
la
cidade.
Seguir-se-ha o
drama em cinco actos
0IH0STE1R0
DI
SAI?
DE
assumpto da opera do maestro Donizetli
A.A.YOBITik.
Caslella1340.
Os coros sao os mesmos da opera a
a.
o.
a.
Horas.
z
i'.
r
n
B
o-
kthmosphera
Vi
P3
P5

Dirtecio.
1 fardo fio de
livro e etc.;
(O
e
B % | /nentdade.
~^ i
s SE i' 3 I Fahrenheit.
*
v
O)
J3

8
03
Ctntigrado.
9g | Hyrometro.
t*
cS
Cisterna hyira-
metrica.
8
A
s
1

I
S "2
8
S
a js
3
Francez.
Inglez.
o
ce
s.
ca

r o
A noite nublada com (pequeos aguaceiros,
vento do quadrante de SE, variavelde intensida-
de, e assim amanheceu.
0SClLAg\0 DA mare'.
Preamar as 7 h. e 18' da manha, aliara 6, p.
Bairamar asi h. e 30' da tarde, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha, 29 de
abril de 1861.
Romano Stbpplb,
! lenesnte.
O scenario do primeiro e quinto actos sao no-
ros, pintados no Rio de Janeiro e aqui retocados
pelo hbil pintor o Sr. Francisco Dornellas.
O primeiro acto representa urna galera do con-
venio de Santiago de Compostella ; alm da ga-
lera v-se as arvores e sepulturas do claustro.
O quinto seto, o claustro do mosteiro de Santia-
go. Noite de luar, cruzes, sepulturas, etc., etc.
E' de um magnifico effeito esta scena, e a empre-
za nada poupar para que seja completa.
Terminar o espectculo com a nova comedia
em um acto,
PRECISASE DE IIH.4 NCLHER
rauii.
PERSONAGENS.
Archbaldo, rico proprietario.. Raymundo.
Felicidade, sua mulher........ D.Julia.
Lanlair, professor.............. Thomaz.
Margue tte, eos tu reir.......... D. Carmela.
Francisco, creado.............. Campos.
A scena passa-se em Pars em casa de Arch-
baldo.
Comegar s 7 ; horas:
Avisos martimos.
Para a Baha
Segu em poucos das o palhabole nacional
Dous Amigos, para alguma carga que lhe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Deus n. 12.
COMPAMUA PERIUHBUGAIU
DB
Navegaca costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandanle Lobato,
sahir para os portos do sul no dia 4 de maio
s 4 horas da tarde. Recebe carga at o dia 3
ao meio dia. Passageiros e dinheiro a rele al
o dia da sabida s 2 horas: escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
. COMPANHIA PERNA1B11GANA
DB
Navegado costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao. Aracaty, Ceara', Acaracu' e Granja.
O vapor cPersinuoga, commandante Moura,
sahir para os poitoa do norte at a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 8 ao meio dia. Eocommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da anida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos d. 1.
Rio de Janeiro
Sahra* bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
Rio de Janeiro
A veleira barca nacional Rio de Janeiro pre-
tende seguir com muita brevidade, tem parte de
seu carregamenlo prompto : para o resto que lhe
falla, passageiros e escravos a frete, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir nestes oito dias o veleiro e bem
conbocido brigue nacional Almirante ; para o
resto da carga que lhe falta, passageiros e escra-
vos a frete, para os quaes tem excellenles com-
modos, trata-se com os seus consignatarios Aze-
vedo & Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz
numero 1.
Lisboa e Porto
Vai sahjrcom a maior brevidade para os portos
cima indicados a nova barca portugueza Corea:
quem na mesma quizer carregar o resto que lhe
falta ou ir de passagem, poder entender-se com
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca J-
nior, ra da Cacimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capito Rodrigo Joaquim Correia, na
praca.
DAS
Mcssagcries imperiales.
No dia 1 de maio espera-se dos portos do sul
o vapor francez Estramadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume se-
guir para Bordeaux tocando em S. Vicente e
Lisboa e com correspondencia para Gore (costa
d'Africa), para passageiros, eocommendas etc., a
tratar na agencia rua'do Trapiche n. 9.
Lisboa.
O brigue portuguez Carmozina, capito Fran-
cisco Jos Netlo, esperado da Bahia a todos os
momentos, recebe carga e passageiros : tratase
com os consignatarios Marques, Barros & C, no
largo do Corpo Santo n. 4, segundo andar.
Para o Aracaty.
Para o Aracaty seguir brevemente o hiale
Santa Anoa : para carga e passageiros trata-se
com Gurgel & Irmo, na ra da Cadeia n. 28.
Para oPenedo.
Segu em poucos dias o bem conhecido hiale
Beberibe, para carga e passageiros trata-se ni
ra do Vigario n. 5.
Leiloes.
UtIAO.
Segunda-feira 29 do corrente.
O agente Evaristo far leilo de porco de tras-
tes para acabar sem reserva de prego," consistin-
do em guarda vestidos, guarda roupa, commo-
das, consolos, roarquezas, carteiraa, mesas e
muitos outros objectos ludo de amarello : no dia
cima s 10 horas do dia na ra do Yigario nu-
mero 22.
LSlll
No dia 2 de maio:
Evaristo autorisado pelo proprietario far lei-
lo de urna casa terrea sita na ra da Esperanca
n. 2, acabada um aono e a moderna, contendo
2 salas, 4 quartos, cosinha fora, cacimba, tendo a.
casa 30 palmos de frente, com 105 palmos de
fundo, com quintal e um terreno ao lado de 30
palmos chaos proprios, s 11 horas do dia cima
no armazem n. 22 da ra do Vigario, na mesma
occasio haver leilo de moblliase pegas avulsas.
LEILO
No dia 1 de maio.
James Crabtree & C. faro leilo por interven-
Qao do agente Oliveira, do mais completo sorti-
mento de fazendas inglezas, inclusive muitas
avanadas, que sero vendidas por conta e risco
de quem pertencer: quarta-feira
1* de maio
s tO horas da manha, em seu armazem na
da Cruz do Recife.
LILAO
ra
Quinta-feira 2 de maio.
Costa Carvalho far leilo no da cima em seu
armazem na ra do Imperador n. 35, por conta
da urna familia que se retira para f ira da pro-
vincia de todos os seus movis e louc.as,os quaes
seio entregues sem reserva de prego.
Aos Srs. litteraos
e acadmicos,
Leilo
* DE
LIVROS.
O agente Hyppohto da Silva autori-
sado por urna pessoa que se retira para
fora da cidade, fara' leilSo de urna es-
plendida livraria, consistindo em livros


iMBBMHBi^M
01*110 DI SJMUCO. *-, TUCA- f U*A I* M AJtt& DI MU
(5)
historias de
obras
de direit, dito clsticos,
diverso* paizes e mu tai
que se tornarffenfajlo]
0 que se afilaos;
?ros sao compJeL
rifo vendidos ao toque
ra istoo agente cima______________
hachareis, literatos e acadmicos para
que aproveitem a occas pois nem
sempre deila bafrera'-. effecttiando se o
leilo quinta-feira 2 de maio as 11 ho-
ras em ponto em seu escriptorio na ra
da Gadeia do Hecife n. 48, prmeiro
andar.
Os li?ro podero* ser examinados.
LEILAO
DE
ftUtftO
Terca-feira 30 do correte.
O agente Pinto fara' leilao por conta
de quem pertencer e sem reserva de
preqode 600 barricas com bacalhao de
boa qualidade marca WBH&C, ultima-
memente chegado no brgue inglez
Reinder, no armazem do Sr. Vicente
Ferreira da Costa na escadinha.
LEILO
A 29 do corrente.
Izidoro Halliday & C. continuaro por inter-
vengan do agento Oliveira, o sea leilo de gran-
de sortimento de terragens e cutilerias em bom
estido, ena meama ocqasio apresentaro "ven-
da, por conta e riaco de quem pertencer, avulta-
da porcao de linhas diversas, utas, lonas e cuti-
lerias variadas, caja venda nao pode realisar-se
em sen ultimo leilo por falla de lempo : aegun-
da-feira 29 do corrente, s 10 horas da manha
em [ponto, no sen armazem ra da Cruz do Keci'e.
LEILAO
T MOVIS.
Terja-feira 30 do corrente*
PELO AGENTE
PROGRE
BE
largo da Penlia
O proprietario deste armazem par-
recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 610 rs. a
C0INRBM DA VIA FRREA
DO
Redfe a Sao Francisco.
lAnta&t.
Ira. libra em porcao se far algum abatimento.
do afamado Abreu, e e outroa muitos fabricantes
da
m
O referido agente autorisado pelos donos de
diversos movis depositados em sea armazem da
ra do Vigarion. 11, vender em leilo publico
no dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
nha
Sem a menor reserva e a gol-
pe de martello
quantidade de movis novos e usados, como se-
jam cadeiras simples de bracos e de balance,
consolos, mesas, sofs, carteiras, secretarias, es-
tantes, guarda roupas, guarda loucas, toilets,
marquezas, lavatorios, cabides, quartinbeiras,
mesas elsticas, toucadores, cimas francezas e
outros maitos objectos de utilidade.
O agente adverte a seus aniigos freguezes que
sempre o tero honrado com sua concurrencia a
tojos os leudes feitos por interveceo do annun-
ciaote, nao fallem a este leilo para peduncha-
rem com a compra de bons objectos por um pre-
:o commodo, visto a fraoqueza que para isso lhe
acultaram seus respectivos donos.
LEILAO
ticipa aos seus numerosos freguezes aasim como aos Srs. amigos do bom barato que se acha com
um grande sortimeuto de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por aer parle dellea
viudos por conta propria, vende-ot por menos do que em outra qualquer paite.
Mantel*;* inglexa perfeitam ente flor, goo a ib, em bar-
rril se fari algum abatimento.
^aailteiga iraneeza a ouitnova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
CU perola, \lJSOn e pret og melhores que ha ueste genero a 2&500, i$ e
1)600 rs. a libra.
QueiJoS amengOS chegados ueste ultimo vapor de Europa 1*600 rs., em por-
cao se far algum abatimento.
Queijo suisso
libra.
\|UfcljO pralO os melhoreaque tem vindo a este mercado por terem muito freecaes e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
Ca\X VnUaS eOlBt Uma e duaS \lYiraS elegantemente enfeitadas contendo
differentes qualidadesde confeitos, ameodoas cobertas, pastilhas etc., etc., o que ha mais
proprio para mimo a 19 cada urna,
\ aSSaS 1All\tO 1\0\aS em uilu com 14 a 15 i,bra8 vende-se nicamente no Pro-
gresso a 29 cada urna.
uOlaeu Valia VUgleXa a mais nova que ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3*000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
\\ueixas raneexas a m
Marmelada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas com bolachiuuas de soda
differentes qualidadea.
ViliOCOlaW 0 ataia superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
Ma$a de tomate
libra.
PeraS SeeeaS tm codecat de 8 libras por 3*500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas francezas e inglezas as mai8 n0T que ha Por serem n-
das em direitura a 800 rs. o frasco.
Meiria, macarrao e talnarim a m a libra e
roba por 8*.
"ailtOl de dente llXadOS em moih0s com 20 macinhos por 200 rs.
X OnCinnO de VilSDOa 0 maisnovo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
a arroba a 9$.
* resnniO muit0 novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
v.nOnriC.aS e paiOS 0 qBe Da de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
Banna de pOrCO refinada a mai9ai?aque pode haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
LataS COm peiXC de pOSta Dreparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 1*500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champaohe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeita doce pu-
rificado alga garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas francezas, lructa em calda, azeitonaa
baratas e outros muitos gneros que encootraro tudo de superior qualidade.
At outro aviso a partida dos trens ser
lada pela tabella aeglnte :
regu-
vende-se a 1*600 rs. cada urna com
em latas de 1 libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
em caixas de urna ar-
as
s
a
ce
&i
ao
ce
as
a
a
o
i
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2 O 5 O t~ t- t~ -
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Soooocoeoieieiseoo
X
a
't
s
Quarta-feira 1* de maio.
PELO AGENTE
PESTAA.
A' porta do armazem do Sr. Annes defronte da
alfandega pelas 10 horas da manhia, o referido
agente far leilao por conta de quem pertencer
e em lotes vontade dos compradores
DE
129 canastrascom albos do Porto chegados re-
centemente na barca Corsa.
LEILAO
-si
dj O advogado Innocencio Serfico de C
% Assis Carvalho declara que para os miste- fe
dg res de sua prosso s pode ser encon-
JJ Irado em seu escriptorio, ra do Queima-
do n. 14, das 10 1(2 horas da manhia al
s 3 da tarde, nao podeodo ser antes 9t
aj por estar oceupado nos trabathos de
m sua cadeira no collegio das artes.

10 desembargador J. M. Figueira de Mello
vende palo prego do custo em Londres, com o
frete e dinheiro pegos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criado, o qual ainda nao foi
servido ; quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Alfonso de Mello, na
ra da Aurora o. 46.
ce
ce
ce
ee
ce
o
MI
a
S
o
OE
Cadeiras americanas.
Quarta-feira 1* de maio.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente competentemente autorisado
e por conta de quem pertencer, vender pelas 11
horas da manha no largo da alfandega, pelas
amostras que estarlo patentes ae exame dos
compradores
DE
30 caixas cora cadeiras de pao americanas che-
gadis prximamente e j despachadas, cuja
venda ser feita sem reserva por ser para fe-
char coutas.
LEILO
DE
MOV
O agente HyppolKo autorisado por urna peasoa
que u retira para tora da cidade far leilo de
urna esplendida mobilia de mogno toilets, camas,
aparadores e muitos outros artigos de madeirs,
e bero aasim louca, vidroe e muitos utencios
proprios para qualquer casa de familia : quarta-
feira 1 de maio em seu eseriplorio na ra da Ca-
deia do Recife n. 48, as 11 horaa em ponto.
Avisos diversos.
" Pfoeiso-se de dous horneas portuguezes que
saibam trabalhar com earrocat: na Cinco Pon-
tas n. 71.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono desle estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra-
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston & C., ra da Senzalla Nova n. 52.
Ha para vender-se urna escrava com idade,
quesahecozinhar o diario e lava : na ra do Se-
ve ou Ilha dos Ratos, atraz da roa da Aurora,
casa terrea n, 1.
D abaixo assignado ignorando a residencia
do Sr. Antonio Moreira Res, senlu r directo do
solo do engeoho Junco, silo na comrea do Porto-
Calvo, proviocia das Aiagoas, roga-lhe que ha ja
de vira sua casa na ra da Aurora o. 46, aura
de receber a importancia dos respectivos foros,
conforme se acha autorisado pela foreira do mee-
mo solo.Fernando Alfonso de Mello.
Precisa-se de 2:000.000 rs. a juros sobre
hypolhcca de um sebrado: quem tiver e quizer
fazer negocio dirija-se ma esireita do Rosario
n. 34, prmeiro andar, que achara com quem
tralar.
Precisa-se de 2:000,000 a juros sobre hy-
polheca em predio cesta cidade : quem preten-
der dirija-se a mi Bella n. 6, a tratar com Ma-
noel Jos da Silva Cabral.
Lava-se e engomma se eom perfeieo o
mais commodo possivel : na ra da Senzala Ve-
lha n. 50, segundo andar.
Aluga-se um escravo proprio para qualquer
servico : quem precisar dirija-se a ra Direita
n. 14.
Para o baile do dia 4.
Casino Militar Pernambucano.
Eocontram-ee as bellas bolinas de setim branco
pira senhoras: oaloja do vapor na ra Nova nu-
mero 7.
Precisa-se alugar um negro para todo ser-
vico de padaria, lendo praliea melhor ; na ra
d* Cinco Ponas a. 98.
Mathias Tacares de Almeida faz sciente ao
respeitavel publico e com especialidade ao corpo
de commercio, que desde o 1. de margo do cor-
rente anno deixou de ser socio da loja de ferra-
geo da ra do Queimado n. 30, cuja casa gyrava
sobre razo social de Lei'-e & Mathias, fleando
todo o activo e passivo cargo do socio Leite, o
Sr. Jobo Leite do Reg Sampaio. Recife 29 da
abril do 1861.
Sociedade
\jnUto BcneVVcciitc (los Co-
cheiros em Pernambuco.
Por ordem da Vice-prcsidencia faz sciente aos
aeonores socios erTectivos, que sabbado6de maio
barer assembla geral para os convenientes.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Cocheiros em Pernambuco 29 de abril de 1861.
Antonio. Ferreira Lima,
2. secretario interino.
Vende-se a barcada Aura Yapo, que Ira-
balha em viageus da barra Sua pe ; quem a qui-
zer. dirija-se ao tenenle-coronel Maooel Joaqoim
do Reg Albuquerque.
Vende-te um bonito cavallo muito gordo e
muito novo/e bom andador : na ra das Aguas-
Verdes n. 23, sobrado.
Quem tiver um moleque de idade de 18 a
22 annos, e o quizer alagar, dirijan-te o ra da
Alegra p, 44. I^W^**"*'
Arrenia-se o engenho Jscir, situado no
termo de Serinhem, moente e corrente, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com cora-
munica(o para o mesmo sobrado, estribara para
quatroanimaes, olariae seu respectivo forno.casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincuenta a sessenla pes por tarefa com um
parol de cobre suficientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos sssentamenlos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna destilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de contiouidade, com suis
respectivas gartpeiras que produz urna pipa de
agurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariomelro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil pies completamente arraojada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio], com dous couxos tambem de amarello ;
casa de encaixamento com qualro balces, sna
respectiva estufa e caixoes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinhacom um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar trinta casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual for o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos genero? que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho.
todos lavradios e do melhor msssap que se po-
de desejar para a prodcelo de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambm a
roda de engenho de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar e leonas para uso dos tor-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que for misler fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de virzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhao. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo i de maesap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que Um esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1861,
a findar-se em 1862, sendo avallada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condignos e
lempo do arreodameoto se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel aspar de Menezes Vaccoocelloa
de Drummond oo sitio de sua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
U:hoa, dos Afflietos, de manha at 1 hora da
tarde.
Quem precisar de ensino de primeiras le-
tras, msica e piano, para principiante fora da
Draga ou engenho, anauncie, ou tratar na ra de
Hottas n. 27.
Voou da casa o. 60 da ra da Gloria um
Ganind, deaappareceudo pelos telbadosdaa casas
viziohaa; pede-se a quem o tenha pegado, de o
levar na sobredita casa, que ser generosamente
recompensado.
Precisa-se de um bomem habilitado para
feilor de um engenho pe/to da praga ; para tra-
tar, na roa do Imperador n. 17, segundo andar.
Precisa-se de um homem acostumado ao
trabalho para lomar conta de um sitio, sendo
casado melhor ser ; procure na loja do Passelo
Publico n. 7.
O proprietario do estabelecimento typogra-
phico da ra do Imperador n. 15, defronte de S.
Francisco, faz sciente ao publico, e principalmen-
te aos seus freguezes, que d'ora em diante al
outro annuncio, o aeu estabelecimento abrir-se-
na as 9 hars da manha e fechar-se-ha as 4 da
tarde.
Furto,
Honlem dessppareceu da casa alta na roa da
Cadeia do Recife n. 46, primeiro andar, um re o-
gio de ouro patente inglez n. 9979 do fabricante
Jackoson, de Liverpool, com um passador tam-
bem de ouro, e cravadas neste duas pedras de
cores, branca e encarnada tendo-se perdido a
chave, fletado nicamente um canudinho que es-
t suspenso na argola do mesmo bailador. Pre-
vioe-se, pohva quem for offerecido dito relogio,
o favor de se dirigir 4 roa diAmorim, armazem
de Antonio Jote Pires i C-, que ser gcuerota-
meolc retompensado.
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y! ,
; cueca -t o
L.9
AssignadoB. II. Bramah,
Suoerintendente.
Attenco.
D. Mara Bernardina da Conceic.ao
Lima, vende pera pagamento dos ere-
dores de seu finado marido Antonio Ro-
drigues Lima, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e sot3o n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
to n. 42 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na travessa da Madre de Dos, um dito
de i andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. 4 sita na rna da La-angeira :
Os pertendentes podem dirigir-se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr- Augusto Ribeiro Lima Chalara.
J51l CWW17alWv*B^J"
CONSULTORIO ESPECIAL
H01E0PATH1C0
DO
DB. CASANOYA,
30-Roa das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber, por presos razosveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
LOTERA.
Sabbado pelas 9 horas e meia da ma-
nha, no Gonsntorio da greja de N. S.
do Rosario de Santo Antonio, andarSo
impreterivelmente as rodas da terceira
paite da quinta lotera a beneficio das
obras da igreja de N. S. do Guadalupe
de Olinda. Os bilbetes e meios bilhetes
acham-se a' venda na thesouraria das
loteras ra do Queimado n. 12, pr-
meiro andar, na praca da Independen-
cia n. 22 loja do Sr. Santos Vieira, ra
Oireita n. 3 botica do Sr. Chagas e nu
Recife ra da Cadeia loja n. 45 dos Srs.
Porto & Irmfio.
As sortes serao pagas a entrega das
listas. O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Precisa-se de urna ama esc a va ou
forra para o interior de urna casa de
pouca familia : na ra do Collegio boje
do Imperador n 81, taberna.
S3awni6S6 ets aas*iai*6
(7ll(7ui*a>V*a> W^^ VBiaj C/tiPB |l Bfll RtU **
O abaixo assignado faz sciente
a todos os seus amigos e aquelles
. que o quizerem honrar com a sua
conf'unca,que elle tem estableci-
do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, 1.*
andar, onde pode ser procuta-
rado desde as 10 horas da manha
at as 3 da tarde dos das uteis.
Eduardo de Barros Falcao de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
Waiwm^^mwn0woit mv wmw sivw fvvvnvvBVivi
Attenco.
Nao tendo os devedores do casal do finado Joo
Tavares Cordeiro prestado allengo ao annuncio
2ue em data de 12 de novembro prximo passado
zeram os administradores do dito casal, e tendo
o Illm. Sr. Dr.juizde orphos concedido Borne-
te mais tres mezes para a liquidac.o, os mesmos
administradores previnem aos devedores do ca-
sal, que aquelles, que no prazo de 8 das nao
realisarem seus dbitos, serio coagidos a faze-lo
pelos meios que a lei faculta. Recite 20 de abril
de 1861,
JOIAS.
Joaqulm Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico era
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
como negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhs, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Precisa-se alugar urna ama que saiba co-
lindar o diario e tambem eogommar: na ruado
Seveoullha dos Ratos, casa terrea o. 1, aotes
de chegar o grande edificio do Gymnasio, ra da
Aurora.
Estabelecimento de carros f-
nebres do pateo do Paraizo
n. 10, do abaixo assignado.
Chegou a este estabelecimento um
riquissiino panno de velludo preto, bor-
dado e guarnecido de ouro fino verda-
deiro, para enterros de primeira ordem.
Exittem carros fnebres para arijos,
donzellas e defuntos, entre estes um to-
do preto decentemente guarnecido,
Tambem se fornece todo o necessario
para qualquer enterro ou otficio, sem o
menor encommodo das paites, com as-
seio, promptidaoe precos commodos, a
qualquer hora do dia e noite no mesmo
estabelecimento ou no mesmo pateo lo-
ja do sobrado n. 13 e sobrado n. 18.
Jos Pinto de Magalhes.
GRANDE COSMORAMA
Ra da Imperatriz n. 21.
AQ BELLAS Y1A6ENS DE ILLUSAO
Quarta-feira 1 de maio de
1861
ASSOCIAQO
nos
Artistas alfaiates.
Da ordem do Sr. presidente convido a todos os
socios desta aisociacie para domingo 5 de maio
se rennirem na sala das seises, t 10 horas da
manha, fim de proceder-se a eleic,o do con-
selno administrativo.
Secretaria da Associaco dos Artistas Alfaiates
28 de abril de 1861.
Antonio Macario de Assis.
Io. secretario.
Arrenda-se o engenho Castor por pre?o
muito commodo, de boa prodcelo, na freguezia
de Serinhem, distante legoa e meia da via fr-
rea ; a tratar no escriptorio dos Srs. Leal l If-
mo, na ra da Gadeia.
Attenco.
Manoel Joaqulm Dias de Castro, arrematante
da massa fallida de Joaquim Antonio Dias de
Castro, e depois Castro & Amorim, avisa aos de-
vedores das ditaa exiinctas firmas, que no prazo
de 30 dias venham satisfazer seus dbitos na roes-
ma loja, lindos os quaes usar dos meios que a
lei lhe faculta. Recife 22 de abril de 1861.
SOCIEDADE
Recreio Litterario e Be-
neficente
De ordem do Sr. presidenre effectivo scientiQ-
co pelo presente a todos os senhores socios que
quarta-feira, 1. de maio, s 3 horaa da tarde ne-
vera sesso da assembla geral.
Os socios que nao comparecerem e que nao
participaren! seiso, flearo incursos no 2.*
do art. 38 dos estatutos que regem esta socie-
dade.
Secretaria da sociedade Recreio Litterario e Be-
neficente 29 de abril de 1861.
S. S. Moraes Sarment,
1. secretario
i Pechincha
0 bacharel WITRlVIO pode ser
procurado na ra Nova n. 23,primeiro
andar, do sobrado da esquina que volla
para a Gamboa do Carmo.
O bacharel em direito Jeronymo
Salgado de Castro Accioli transfer o a
sua residencia da ra Velha para o bair-
ro de Santo Antonio, ra do Queimado
n. 30, primeiro andar, onde droga
perante o tribunal da relacao e mais au-
ditorios desta cidade. No jury desta ca-
pital e comarcas yisinhas, encarrega se
de gualquer defeza medante razoavel
ajuste. Promette a todas as pessoas que
o honrarem com a sua confanca tomar
todo interesse as questOes que forem
confiadas ao seu patrocinio.
Aluga>s.e o primeiro andar do sobrada n.
83 da ra do Pilar, em Pora de Portas, com ei-
cellentet commodos ; a tralar ao segando an-
dar do mesmo.
. Precisa-ae d urna ama forra oo escrata,
para casa de pouca familia ,- a tratar na ra das
Cruzein. 12, segundo andar.
Ricardo Mara Vieira, subdito portugaez,
reura.-s para o Maraooto.
O dono deste rico e importante estabelecimento
roga ao respeitavel publico desta lo roaravilhosa
provincia, para que nesta noite visitero este mui
apreciavel dlvertimento, obrigando-se expor as
vistas mais notaveis e curiosas, as quaes tem sem-
pre tido apoio geral: espera pois na proteceo
das dignas familias e senhores estudaotes, que o
honraran como espera.
Nest a noite estarao expostas as vistas se-
gu nles :
Cidade de Jerusalm apresentando os soffrimen-
tos do Creador do mundo.
Cidade do Recife tirada da fortaleza doBrum pe-
la mar pequea.
Visla de coostral, as fortificaces na Russis.
Grande cidade de Roma;
Vista do jardim na Franca.
Vista do interior da igreja Msgdalena na Franja.
Vista de Pernambuco tirada do telegrapho.
Vista de Moscow antiga capital da Russia.
Entrada na franca porS. Martin.
Vista da igreja de S. Marco; em Veneza.
Vista do porto de mar em Veneza.
Visla da ponle Rearto em Veneza.
Vista geral de Footainebleau, Pars.
Vista da igreja de S. Marcos mostrando os dous
Rigentes.
Entrada geral 500 rs. cada pessoa.
O abaixo assignado
previne a todas as pessoas que se acham a dever
na sua taberna da ra da Roda n. 48, que nao
paguem os seus dbitos seoo ao seu caixeiro ora
existente, ou a pessoa habilitada com procuraco
do abaixo assignado, visto nella nao ter mais ge-
rencia alguma o Sr. Manoel Jos da Silva rmen-
te!, que alem de nao ter prestado contas, levou
comsigo os livros do eslabelecimeoto. Recife 26
de abril de 1861. Victorino de Almeida Mello.
Sabbado 27 do corrente, appareceu na bar-
ra de Mara Farinha, um preto da Cost*. que diz
chamar-ae Manoel, cora urna marca na testa e
com.o dedo immediato ao grande do p esquerdo
cortado, nao quer dizer o senhor : procure-se
no caes de Santa Isabel, no lugtr onde fundeam
as canoas de cal, a Candido Francisco Cavalcanti.
@ chapeos a Garibaldi. %
# Ricos chapeos de palha enfeitados da #
) ultima moda pelo baratissimo preco de
% 10$ : na ra da Cadeia do Recife n .'24.
Avise ao publico.
O abaixo assignado, morador no termo de Cim-
bres, da comarca do Brejo da Madre do Dos,
scientica ao publico que ninguem contrate ne-
gocio algum de compra com a escrava Juliana,
criaula, pertencente ao casal do Tinado Joo Tho-
maz de Albuquerque, por se achar sua viuva D.
Mara de Siqueira Cavalcanti respoosavel pela
quantla de l.OOOgOOO que aquelle finado se obri-
gou para com o abaixo assignado, como tudo
consta do documento que existe, nao s porque
ainda se nao procedeu a inventario nos bens dei-
xados por aquelle finado, como porque esses
poucos bens deixados teem sido vendidos e con-
sumidos, restando somente essa escrava Juliana,
nico bem que pode garantir a essa divida de
1:000$ a que tem direito o abaixo assignado, na
qualidade de procurador do major Antonio dos
Santos de Souza Leo, na questo que snsienta
contra alguns dos herdeiros da finada D Mara
dos Prazeres Cavalcanti, sendo tambem o abaixo
assignado, por parte do seu constituinte, cessio-
nario da mor parte das colas hereditarias nesse
mesmo inventario.Panlalio de Siqueira Cavai-
canti Jnior.
Justino Manoel Ramos, subdito portuguez,
retira-se para a provincia da Parahiba do Norte.
C. Starr, subdito britnico, faz urna viagem
para fra do imperio.
I APRIMAVER1 I
|l6--Roa da Cadeia do Recite--! 6||
LOJA DE MIUDEZAS
DE ''{j
Fonseca Agua do Oriente a 1*280 rs. a garra- W\
\ la, dita celeste em garrafas a chineza a p--'
I 2. din de Cologoe a 9)800 e 4$ a gar- %^
i rafa, fitas de velludo abertas de todas (.?<...
| as larguras por precos bsralissimos que v>.
\ visla das amostras se dir, ditas de j??)'?
i seda lavradas de diversas larguras, gvj
\ franjas de differentes qualidades, bo- jp?
1 toes para punhos de bom gosto a 320 %**
j rs..bengilas superiores de lj a 1)800 t*^
2 cada urna, apparelhos de cha para brin- g^
\ quedos de crian gas a 1, 2, 3 e 49, ditos .t.;.
de porcelana proprias para duas pes- j
$ soas a 6g, jarros com pomada par a 39, J?
] pomada em vidros de 800 a 19 um, tin- Qp
i leiros pira trazer no bolso a 400 rs um, K^
i caixas transparentes para rap urna 320 fe
rs., ditas muito grandes a 500 rs ade- ^
i tecos dourados a 19, luvas de seda para ta
$ homem e senhora a 800 rs. o par, esco- p:s
I vas finas para roupa a 19 urna, dtes lc'x
i com espelhos a 800 rs., pulceiras de m.
i bom goato a 2)500 o par, figuras com \-
| linteirjs e arieiros um 500, 800 e 19, i!j)^
k ricas caixinhas de jidros com espe- r
! lhos contendo perfumaras a 29500 cada *
i urna, meios aderemos pretos a 800 rs., W<4
a marcas para cobrir a 80,100.120 e 160 ^
rs. a groza, sabo leve a 160 rs. um, ?
a pentes de massi em caixinhas a 600 e jg|)
jj 800 um e a IglOO dos virados, lapes />;
{ massa azul e encarnado a 320 a duzia, %-t
I canelas de pao a 160 rs. a duzia, caixi- \k
nhas com lamparines a 600 rs. a duzia, ,_,
botes de todas as qualidades para col- tW
letes a 240 rs. a duzia, luvas brancas S|5
para homem com pequeo defeilo a 160 Mg
rs. o par, botes de lou;a para camisa ^r
a 160 rs. a groza e de cores a 2t0 rs., gt
clcheles em cartas a 40 rs. e em cai- r*
xinhas a 60 rs. urna, chicotes finos a ^
800 rs. um, alamares de metal para ca- SB
potes a I92OO a duzia, pegas de bico de ,:
10 varas de 600, 800. 9, IjSOO, 1)600, W
I96OO e 2 a peca, macass perola a K-4
240 rs, o frasco, sapatinhos de l a 400
rs. o par, condecas, balaios e cestas pa-
ra compras que a vista do tamanho se
dir o prego, chapeos de feltro a 500 e
a lj cada um, ditos do chili a 4ft cada
um, spalos de tapete para homem e
senhora a 19 o par, ditos de peluda a
1)500 o par, caixas com vidro e espe-
Iho para sabooete a 500 rs. e sem vidro
a 100 rs., oculos de alcance pequeos
e lentes, bem como moitos objectos mais
baratos do que em outra qual juer p irte.
Nova pechincha.
O novo mez de Mara.
Est venda na livraria de Guimares & Oli-
veira, ma do Imperador n. 54, urna nova edigo
desles excelleoles livrinhos, muito mais augmen-
tado que lodos os que at agora te tem publicado.
Vende-se urna casa terrea com duas talas,
dous quartos, cozioha fora, quintal a cacimba, na
ra do Padre Florenciano n. 14 : a tratar oa ra
do Queimado o. 24, prmeiro andar.
Carroca.
Vende-te urna carrosa de duas rodas,
mente nova e muHo bem construida, faz-se todo
negocio e muito em conta por ter sido receida
em divida ; a tratar oa ra do Queimado n. 6,
loja de Hachado & Santot.
Na ra da Penha n. 33, vende-te queijo
suisso a 640 rs. a libra, manteiga ingiera a 800
rs., dita francesa, primeira sorte, a 720 rs., mar-
melada. Utas de duat libras, urna libra 194001
800 rs., taceos com nilho a 5fl000.
Na loja de 4 portas n. 56, roa da Imperatriz,
outr'ora aterro da Boa-Vista, vendera-se fazen-
das que faz admirar!! I chitas esstcascores fitas
a iVI80 e 200 rs. o covado, ditas francezas a
240, 260 e 280 rs. o covado, la para vestidos &
320ocovado, chales estampados a 2)700 cada
um, pecas decassa para cortlnidos a 2500, ditas
de cambraia para forro a 1J600, ditas Ooas para
veslidoa a 29500. 39,39500. camisas para senho-
ra, gollinhas e punhos multo finos e iutremeios,
e tiras bordadas, tudoislo por barato valor.
No dia 30 do corrente, depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz municipal, da primeira vara, vai
praga por venda os movis seguinles: 1 cama
franceza de amare-io., 1 marqueta de dito, 5 ca-
deirude dito com asunto de palbioha, e 1 co-
tnteirt- <>* de dito, por enecuco de Jos Nuoes de
Oriveira contra Carlota Marques da Silva.
feade-se a taberna sita na tra-
?essa do Queimado n. 7, propria para
qualquer principiante por ter poucos
fuios, a dinheiro ou a prazo : a tratar
na mesma ou na ra da Senzala Velha
numero i8.


w
mi*i*D*imtj*wtVQ(>^7U^fU^mMnmPLrn

No di* t* de mato haver iosoecgo de Mude!
casa de secretaria 4 Mamando superior as
ti horas da asanhaa.
Os interessades cenyartcata a hora indicada.
O secretario,
Firmino Joti dt Olivra.
O Dr. Haooel llorara Guerra, tando tami-
zado os trabelhos do sao concurso na Faculdade
< Direito, continua a advogar no foro civil, com-
cnercial e criminal, para o que ser encontrado
ara sea eaariptorio, ra do Cabug a. %, das 10
liaras da manhaa s 3 da tarde.
A secretoria do commando superior da guar-
4a nacional deste luioicipio funeciona d'ora em
4Lame o Io andar do sobrado 4o pateo do LUra-
anento n. 31.
Firmino Joa de Olireira, mudou-se para
2o andar do sobrado do paleo do Livramenlo
.31. '
Roga-se ao Sr. Beroardioo Antonio Vieira,
que dirija-se A.rna da Imperatriz n. 40, 2o andar,
* negocio de sea interesse.
Aluga-se um molecole de 22 anuos de ida-
le, que sabe bolear e serr para todo servigo de
qualquer casa de familia ; aluga-se tambem urna
escrava que sabe cosinbar e vender na ra, serve
atara todo servico de qualquer casa de familia :
ara tratar, dirija-se a ra da Imperatriz n. 47.
Na livraria n. 6 e 8 d praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
IHissex Cokles Cavalcanti de Mello.
Precisarse da urna ama que jaiba cozinhar
*) facer lodo o servico do interior de urna casa:
oa ra do Livrameolo eaaa n. 86, 2* andar.
Regressa para o Rio de Janeiro no vapor
Paran, o subdito portugus Jos Antonio de Se-
ducir.
W. P. Hughes, Ingles, segua para a Eu-
copa.
Feliz resultado.
Gaitas.
Fil
ra
Rio
na
Corte infammacao do ligado e do
bateo. .
E' agito sensivel para um pai ver sos amada
tilda, de idade de 15 annos, soffrer continuos pa-
elecimeotos sem Ihe poder valer.
Em to tristes circumstancias rae achei eu, que
figado e do bago, que lhe tirata a respirago, e
fhe causava muito cansado, havia muito tempo
dio ; por nllimo recurso mandei chamar o Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra fio Parto n. 119, o
qual.applicando as mas chapas medicinaes, teve
e raais feliz resultado, pois ragas a Dos, minha
fil lia est hoje de saude perfeita, o que eu quesi
sao esperava, e cu serei eternamente grato a este
aenhor, pois que, depois de Dos, foi causa de
aalvar-se a vida de minha querida filha.
Domingos do Olireira Pinto.
Ra do Sabo o. 268, Rio de Janeiro.
Eslava a firma reconhecida pelo tabelliao JoSo
Pinto de Moraes.
j&9B&!&&SH flMBM HBltttlftMaWdl
M. J. Leite, roga a seus eleve- *
dores que se dignen) mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da *
ra do Queimadon. 10, enten- m
tendo-se paia esse fim com o seu fij
procurador o Sr. M a noel Gomes &
Leal. H
*"wlfifl"CTn?WBlfnnf W**7~wW ?R nfmwSmfi^
Aluga-se o primeiro andar e loja
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
No eaeriptorio de viuva Amorim
da Cas* o. '45, exlstem 4u atrlis
de Janeiro, sendo ama para o Sr. Victotioa da
Silva Lellao, o oatra para o Sr. tiburefb de A-
orad e Vallaiqoes. a cujss paseata roga-se o lev et
44 virem recebo-las.
Ignacio Jos Dias Correia. medito portu-
guez, retira-se para Lisboa com sua mulher Car-
mioda Xavier le Soma e dan Qlhas menores
Dergival a Lidia.
Josepha Isabel do Amparo, natural da pro-
vincia da Parahibs, deseja saber com urgencia
m est morando nesta provincia ou tora dola,
sau mano Joo Francisco Setuba do Nascimento,
que mesmo roga algumas pessoos que deltesou-
berem, dirigir-se & raa larga do Rosario n. 37,
em casa de Joo do Reg Falcao. onde a mosma
reside.
Una pessoa 4e Portugal, deseja sa-
ber se anda existe o Dr. Jas Cotlhe
de OHveira, que outr'ora resida na
Cabo o Escada, en nm eageuho, afita
de lhe canmiaicar noticias de orna he-
ranca que lhe pode tacar per marte de
nm 'prente: a deiiar explicacoes na
livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia, com o subscriptoAlpha.
Calvicie.
A utilidade da pomada in-
diana nao so de fazer nas-
cer os cabellos mais tambem
de dar-lhes torca para evi-
tar a calvicie e nao deiza-
los embranquecer to cedo
como quande ella alo for
applicada ; alera disto, sen-
do sua compoago formada
de substancias alimentares,
a absopeo peloa poros nao
pode ser nociva. Depsitos, ra do Imperador
n. 59, e ra do Crespo n. 3.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Alves Guimaraes & C,
pedem encarecidamente aos seus de?e-
dores que lhe venham saldar suas cori-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o n5o fizercm serao entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, azemos esta observacao para
a loja com
propria para quelq^^^^^^^^^^^HI
olhaoWll 0pn|^Hl
na Diretos n. 87,
i se
RFQuei-
mado tr. 40.
o hi^hf^lnio da Costa RfaeM aUakado
tem escriptorio de advocaciaoa r-oauo Queimado
b. 26, oade peda ssr procurado das *s 3 horas
di Urde.
P. Eduardo Bourgeois vende sua cocheira,
sita na ra Nora o. SO, com t3 cavallos, a cabrio-
leU e 5 carroe boas, os quaes seado postas na Me,
podero servir para carros de praca, sendo do
mesmo feitio : gara tratar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.
Precisa se de urna ama, preferindo-se es-
crava ; no paleo do Terco n. 26.
Alaga se um segundo andar na ra da Pe-
nha n. 29: a fallar na mesma ra n. 5.
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
nar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
MaTIHICM.
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
a. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mao
re'.ogios para concertar muito tempo. o favor
de virem bscalos dentro do prazo de 30 dias, a
contar desti data, prevenindo tambem s pessoas
que teem feito troca de relogios, deUando sig-
na!, que. se no prazo referido os nao forem bus-
car, ser reputado nullo qualquer negocio feito.
nenhum direito haver de reclamaren]: roga
juntamente s pessoas que tiverem objectos de
aura em sua mao sem juro alguro, o favor de vi-
ccmretira-los no prazo cima indicado, do con-
trario sero vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recite 10 de abril de 1861.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
ir guezes desta e de outras provincias, que mu-
4ou o seu estabelecimento defazendas quetinha
ao sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
oade tem o mais completo e variado sortimeoto
defazendas de todas as qualidades para vender
3 grosso n a retalho por precos muito baratos:
cua do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, erua
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
4e um andar n. 36.
nnnCTmfiii^OTw wmw *mM aSv9M aaPl MR1 Baj
Medico. ?
O Dr. Americo Alvares Guimaraes faz If
publico que est residindo na ra da Cruz s>
ti. 21, onde d consultas e pode a qual- |f
quer hora ser procurado para o ezercicio 2
de sua proOsso medica.
Aluga-se a loja do sobrado da
ruada Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
Aluga-se um terceiro andar e solio n'uroa
4*s melhores ras do bairro do Recife ; a tratar
aa ra da Cadeia n. 33, loja.
CASA
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
esUbelecido na ru larga do Rosario n. 20, e ahi
4a mesma maneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commisso, e'r/rJPj
conta de seus senhorea, nao se poupando esforgos
para que os meamos sejam vendidos com promp-
tido, aflm de queseussenhores nao soffram em-
ate cam a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mogos.
Paul Cohn, subdito francez val para o Rio
-lo Janeiro.
Aviso.
raa
-Precisa-se de uracaweiro pira taberna : na 1 Vendaba urna parfaita cozinheira. sabando
a do Mondego n. 97. tambem lavar o eDg4moiSM*r compras : aa
taebaan. .
incha a 3|KM)0.
Vende-se bolacbioha iogeza muito nova, bar-
Do poder de um dos caiieiros do abaixo assig-
aado desencaminhou-se urna letra daquantia de
9609, saocada pelo mesmo abaixo assignado em
25 do correte, a prazo de 3 mezas, e acceita pelo
Sr. Alexandre Jos da Rosa peta 26 da agosto :
caga-se a quem a achou o favor de entrega-la no
ecriptorio da ra do Trapiche a. 14, na certeza
4e que a mesma letra flcar sem valor no caso
4e sao appaiecer, pois o scceitanto jlseacha
2*'!25?para 'nig ps**r- Reel(e w **,btil
4bs loOl.
Janoe Uves Guerra.
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDADE BASCARA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Os senhores socios commanditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
o de 15 0i0 ao anno. Recife 22 de abril de
1861.
Sendo presentemente
Santos Vieira oitnicogaranti-
dor de bilhetes de l)teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de iiDprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Um moco Portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellasse offerece para fazer alguma escripluraco
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necesaitar, deixar car-
ta fechada nesta typographia sob as iniciaes D.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
JH todas as operacoes da sua arte e colloca
8 denles artificiaes, tudo com a superiori-
dado e perfeigo que as pessoas entendi-
H das lhe reconhecem.
S Tem agua e pos deniifricios etc.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C, loja de trastes na ra Nova n. 24
pela ultima vez convidam a quem se
julgar credor da dita loja a apresentar
seus ttulos no escriptorio da adminis-
tra rao, ra da Cruz n 40, at o dia 30
do corrente mez, se quizer ser contem-
plado no rateio de somma importante
ao qual vai proceder-se sem mais de-
mora. Recite 24 de abril de 1860.
Trocase
M1TAM4 DA YIA FRREA
OD
Recife ao Sao Francisco.
(limitaba.)
Roga-se a quera tiverde fazer alguma recla-
mar;ao ou quena sobre perda, demora ou avaria
em gneros transportados pela via frrea qneira
dirigir-se immediatamente ao Sr. James Kirk-
ham inspector do trafego na estaco das Cinco
Pon tas bu na do Cabo, por escripto ou peasoal-
menle.
Teudo -se dado alguna engaos na entrega do
assucar em consequencia de todos os saceos nao
serem marcados roga-se aoa Srs. agricultores
que os queiram fazer marcar distioctamente com
o norne de engenho a que pertencem por ex-
tenso.
Assignado -E. H. Bramah,
____ Superintendente.
aLOTIRI
Quarta parte da quarta e pfr-
meira da uuinta de S. Pe-
dro'Martyr deOlinda.
Nos bilhetes rubricados com a chancella de
os seguintes
ricas com libras; no armazaa do Annes, co-
fronte a alfandega n. 7 B.
llliaa olla de Pars
Enffeites de cabeca para asjse*
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de ouro, ra da Gabvg n.
I B, sonde as seohoras aaharao um completo
sortimento de enteitei de cabera, tanto pretos
como de lindas cores, da ultima moda de Paris,
receidos no dia 1(5 pelo vapor francez, poja aa
senhoras que desejsrem ver podero mandar pe-
dir, que promptamente se lhe mandario as anaos-
tras, pois estamos bem convencidos que am vista
de ricos que sao ninguem deixar da comprar :
isto s na loja d'aguia de ouro, raa do Cabug
n. 1 B.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hraoca recebeu com as demaia
cousas vindaspelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excelleote
inclusive a prela, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s se encontra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Propriopara mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, chegado um complelo sortimento de cai-
xinbas para costara de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n. 1 B.
. com a
abaixo assignado foram vendidos
nmeros com as seguintes sortes
1920
855
687
1073
1126
384
1721
489
1
2014
1962
1199
5:000S 1 meio bilhete.
Bilhete ioteiro.
Dito dito:
1 meio bilhete.
1 dito dito.
1 dito dito.
1 dito dito.
Bilhete intetro.
Meio Dilhete.
Bilhete inteiro.
2 meios bilhetes.
1 meio bilhete.
sorte paga inclusive
800:
400L
100
100
100
40
40
ios
40
405
e oulros de 10 e 20. A
i a garanta (de 12 por cenlo geraes S provn-
i ciaes) ni praca da Independencia n. 22 aonde se
achara expostos i venda assim como as mais
lojas do costume, os bilhetes e meios da lerceira
parte da quinta lotera de Nossa Senhora do
Guadalupe rubricados por
Santos Vieira.
Bilhete inteiro 6000
Meio bilhete 3;000
Em porces de 50,000 para cima.
Bilhete 58500
Meio 2750
Caixfiro.
8
por moeda corrente as notas geraes
dos padrdes seguintes:
Brancas de 1 com urna figura
Ditas de 5 com urna dita.
Rdxas de 50j.
Brancas de 500.
Verdes de 500.
E mais: notas do banco da Baha
de lOfll rj. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 20 : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
m
s
Na loja de fazendas da ra da Imperatriz n. 6
est um rapaz com dous annos de pratica de fa-
zendas para se arrumar.
Aviso.
Joaquina Jos Tavares, com casa de negocio na
ra Imperial n. 215, declara ao respeitavel pu-
blico, que havendo ou tros de igual nome, de hoje
em dianle se assignar por Joaquina Jos de Olio
da Tavares.
Pede-se
ao Sr. Franklin Peixoto que compare
na ruado Cabug' n. 1 B, a negocio
que nao ignora.
Aluga-se ma escrava ou mulher forra pa-
ra ama de urna casa de pouca familia ; na ra
das Cruzes, sobrado n. 2, primeiro andar.
C ompras.
Deej-se comprar urna escrava crioula de
14 a 18 annos de idade que seja prendada e sem
vicios, preferindo-se que tenha estado em casa
de familia : a tratar no escriptorio de Amorim Ir-
mos, na ra da Cruz n.3.
MU,
J. Huoder, aifaiate, na ra Nova n. 69, avi-
sa ao publico progressivo e aos amantes das
modas do bello trajo, que encontrar om bom
sortimento de fazendas novas e modernas, pro-
prias para casacas, calcas e colletes, com os me-
lhores offlciaes, que se pode servir aos freguezes
com promplido; e ama machina de costura.
Meneo.
Na noito de sexta-feira 26 do correte desap-
pareceu do sitio da viuva Carvalho em S. Joa do
Manguinho. om cavallo mellado claro, carnudo,
frente aberia, clinas pretas, com alguna cabellos
brancos, cauda da mesma forma e comprida, cal-
cado de preto as raaos e de branco nos ps;
tem em cada maro urna feridinha, e em um dos
quartos ferrado com a Ultra Y. tem mais algu-
mas lettras, porm ignora-se ; bastante fogoso
e rinebador: quem o pegar ou dr noticia, diri-
ja-se ao dito sitio, ou ra da Cadeia do Recife
n. 41, que ser bem recompensado.
Arrenda-se o oxcellente engenho S.Gas-
par, sito na freguezia de Serinhiem, com parti-
dos mui prximos, ou i roda da respectiva casa
para 2,000 pies annualmente, embarque na por-
te, e mangues para a lenha precisa, aiem da ou-
tras vantageni que offerece ; a tratar na ra do
Hospicio o. 17.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca. i
Compra-se sebo da torra, sendo derretido :
na ra do Brum n. 46.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se es-
cravos .
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Hathias Pe-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
Compram-se moedas de ouro de 20 ; na
rua,Nova n. 23, loja.
Escravo.
Compra-se om escravo cozioheiro que seja mo-
co ; na ra da Cadeia, loja n. 23.
Vendas.
Feijo amarelo
Vende-se na ra dos Pires n. 42, a 400 rs. a
cuia para acabar.
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 19800.
Lenco es.
Lences de panno de linho fino a ig900.
Cortes de catemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preso da 5.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 xa. o covado.
Chita franceza.
Chitas francesas pelo barato prego de 220 rs. o
corado.
Esleir da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
aala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6.
Mantas de Llou.de. *
Manta de blonda prelas de todas as qualidadea
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branca fina a 20800, 3#000
3#500.
Toalhas.
Toalhaj de fuslio a 600 rs. cada urna.
Superiores manteletes.
Vendem-ae superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego da 881 :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f,
Attenco
E' barato.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praca do Corpo Sanio, relogios do afamado fa-
bricare Roskell, por presos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesraos de
excedente gosto.
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendando mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 1;* o par ;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de i$e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s Qgura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mondes, ra da Cruzo
n. 1.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tioado, que se vende por baratissimo prego de
2.500 rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade ji bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ^ ra do Qaeimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para caodieiros.
J ebegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimeoto dos candieiros proprios
que se veodem por muito baixos precos : na ra
da Imperatriz u. 12, loja de Raimundo Carlos
Leile &Irmo.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
ae por pregos baratissimos, para fechar coritas;
ehapeosdo Chille para homem e menino a 39500,
cortes de casemira de cores 3#>00, pegas de ba-
ados largos e transparentes a 3$, pegas de cam-
braia lisa fina a 3J, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito fino e padroes novos a 500 rs. o covado,
pegas de ntremelos bordados finos a 19500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2$, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletilla do panno e casemira de 16 a 20$,
dita de alpaca pretos de 38500 a 7g, ditos de
brim de 3 a 5$. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2$500 a 59, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setira preto, tudo a 5$,
cortes de cassa de cores a 2J, pegas de madapo-
lao Qno a 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
Dar acabar
Enfeites de grade.
A loja d'aguia branca recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, eos est ven-
dendo a 49 cada um ; na ra do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16,
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu um novo sorti-
mento de la de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do a 79 a libra, o que em oulra parte se nao acha,
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competanle bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir, como para theatro, baile,
etc., custa cada caixinha 2g, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
dem-se na loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Superiores filas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
acaba-se de recebar de sua propria epcommend
pelo vapor francs fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
lavradas. de lindos padroes, que se vende por
#reco muito em coota, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores, proprias para cintos,
cintos com flvela preta proprios para luto, luvas
de torgal com vidrilho amito novas f l|200o par
ditas sem vidrilno a 800 ti., ditas da seda enei-
ladaa com bico e vidrilho a 29 : isto s se vende
na agola de euro n. 18.
Oueijos do Sirid.
Chegaram oa freacaes queijos do Sirid, ao de-
posito da ra estreita do Rosario o. 11, 0 vende-
se em conta.
Camas de ferro de todos os tamanhos a quali-
dades, as mais modernas que ten viudo a este
mercado ; na toja de ferragens, rus da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
VELAS
DE
cera de carnauba.
Vende-se a 139 a arroba, e a 440 rs. a libra ; na
ra da Roda n. 48, sobrado.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.,
ra do Yigario n. 3 nm bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
nma variedade de bonitos trancelins para os
meamos.
Para easamentos.
Botinas de setim branco para senhoras; na lo-
ja do vapor, ra Nova n. 7.
\ fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimaraes & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.\
Vendem riquissimos chapeos de seda
brancos para senhora a 15j, admiravel
a pechincha.
Riquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 289 e 35{J.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por pregos baratissimos.
Gros pretos de todas as qualidades pe-
los pregos de 19900, 2$, 2J100, 29700 o
covado affiangando-se ser estes pregos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em outra parte.
Ricos enfeites imperatriz o melhor
que tem vindo a provincia.
Cortes de colletes de velludo preto
bordado a 5g o corte, iocrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo baratissimo prego de 280 rs. o co-
vado, affianga-se serem to'boas fazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoaa da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas a pega por 69500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com ? e 9 ba-
bados por 35$, cortes de laas a Garlbaldi
a 109 com 25 covadoa, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 59.
. Salas bordadas a 29200 cada urna.
Ditas bordadaa a 49 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 305, aahidas de baile o que ha de me-
lhor, espartilhos de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
roupas feitas, sobrecasacas, psletots, col-
letes, caigas, camisas, seroulas, meias,
f grvalas etc.
Calcado Meli
ltimamente chegado de Paris, incrivel
1| s se vendo;
i^BwefWr^W^iw mJWm afS*aflNr^we^Bwa?aji'^i
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes ae vendem por
pregos mui razoaveia.
A loja da ba-f
na Tua do Queimado n. 2&
eata muito oYda,
e vende milito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1(000 e
1-3400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lg-200 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1J600;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 19400 rs. a rara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 35; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 85 rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada um; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
Ioa29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Chegtiem ao barato
O Preguica est queimando, m su a loja na
ra do Queimado n. S.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ta, collete e palito ts a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4#, 59, e68 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 o 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
71 e 89, ditos bordados cos duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 09 cada um, ditos com
umas palma, muito finos 89500, tfhoslisos
com franjaste seda a 59, leagoi de cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias aauilo
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
quahdade a 3 o S9500 t duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para berta a MO rs.
0 covado, chitaseseuras ingieras a 59900 a
peca,a a 160 rs. o covado, brim branco Ha puro
linho a 19, 19t00 a 1*600 a vara, dito preto
muito eneorpado a 19690 avara, brilhantin
azul a 400 rs:. o eovado, alpacas da difieren tes
cores a 360 rs. o aovado, eaaamiras pzatas
finase 29506, 39 a SfSOO o eovado, cambraia
preta e de salpicos a 800 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, a da todas jarle amostras coas panno*
Luvas de Joovin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que ae pedem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : nana do Queimado n. 22,
loja da boa f. aja
Vende-se confronte ao porfi da fortaleza
das Cinco Ponas seguate : carrogas para bois
e cavallos, carriarhas de trakalhar na alfandega,
ditos de mi, torratora* de cat com fegao, do-
bradigas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrogas e aarrinboe, eiios
Sara os mesraos, e quaeequer dateras obras t-
enles as offtet** de tttreiro e raptos, e alu-
gam-se tambem carracas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de reeebemm novo
e grande sortimento de banhas, estrados, leos
para cabello, opiata, sabonetas, ac, etc., e com
uso a estimada banha, fluido napolilain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com lampa
de metal. Essa baaha por sua superioridade e
activos cheiros de rosa e flor de laranja, ja ho-
je bem conhecida e apreciada, e continua a ser
vendida a 2500 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
99d999dJL
8 Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
SJ Moendas decanna.
dj Taixas.
% Rodas dentadas.
% Bronzes e aguilhes.
aj Alambiques de Ierro.
^ Crivos, padroes etc.'etc:
% Na fundie&o de ferro de D. W. Bowman#
9 raa do Brum paseando 'o ebafariz. m
Suissos.
Vendem-se taboas de amarello, louro
por pregos razoaveis.
Em casa de Schafleitlin & C,ra da Cruz n.~
, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometros,meio8chrenometrosdeouro!pra-
ta dourada e foleados a onro, sendo estas relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vendero por pregos razoaveis
Caes do Ramos armazem
n 24.
e piano
Loja das i; portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, t par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o eovado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2$,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada na a 320 o eovado, algodo de
duas largaras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os pregos sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 15200 a 35000 a vara : na ra do
Queimado, loja d'aguia branca a. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de difiran-
les larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
2JJ500 a vara ; vista do comprador todo neg-'
ero se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Ba largado Rosario
n. 38,passando a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Linhas brancas de Pedro V e carlo de 50 jar-
das a 20 rs., de 2C0 jardas a 60 rs.. linhas de
carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 rs
linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200, de 100
jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
avaria, a 60 rs. o carrinbo, dita fina de 200 jardas
de n. 120 a n. 200, a 80 rs. o carrinho, linha
muito boa, luvas de seda para senhora com pou-
co mofo a 500 rs. o par, e a 4$S0O a duzia, ba-
laios proprios para compras a 3 e 33300 cada
um, linha do gaz de todas as cores, boldes de
louga para camisa a 240 a gross, e a 30 rs. a du-
zia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gra-
sa a 600rs., ditos muito finos a 120 e a 160 rs. a
duzia, baralhos de cartas a 320, 400 e 500 rs o
baralbo, multo finas, franjas de cores para cor-
tinados, ditas de seda para vestidos, ditas pretas
com vidrilho, tudo muito em conta, e s vista
dos compradores se dir o prego destas franjas
por ler grande porgao de varias qualidades. *
A 200 rs.
Gravalinhas de troco para meninas: na ra do
Crespo n. 16.
sr.
O
2
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^ Ci *tf < a


D1*M0?3 rW**MBGQCfe ZIt$i WIH llBMillli ma
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PLUS DE
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VAA.O TIUTA WW COlUTlVe
SEXCAKS, OX TODAS A AF
,C"rt ato erra ChaMe. ~
ItoroaBNi ptefrivel ao
Goah-*c, e as ra*e-
15o*. ira iramediaiamen-
te qualquier purgaco ,
relawco e dtbildade, e igualmenie fluxus e
flores brancas das mulheres. ijc<*aa de
Cbabic. Esta injecco benigna emprega-se mes-
mo lempo do xarope de citrato de ferro, urna tea
de maibi, e una vea da larde durante tres das;
ella secura a cura.
SA1\G

B ALTERARES DO SASSt'E.
D*au it4eHi[H
ropa tegeial f em mer-
curio, o nico conhecido
e- appnrvado para curar
---------------.'or pnmptida6 e radi-
calmente impigen, pusiula, btrpes, sarna, co-
mixo*s, acrimonfa< e alleraces viciosa* do aan-
gue; virus, e qualquer afln ao venrea. ata-
bIioh mineraea. Tomio-ie dous por semana, se-
cutado olratamento depurativo. Pamada an-
tiherpetiea. De um ffeito maravilhoso as af-
fteftes cutneas e comia&es.
He ori-ahidaji.Pomada que as cuaa em 3 da.
u P"t'lo e na ra larga do notario, botica de Barthalomeo Francitco de Sorna, n. 36.
Suop du
JARABE DO FORGET.
Este wope ect approvado pelos irais eminentes mdicos de Paris,
como sendo o melhor para curar constipacoes, trs aneccoes lo* lirjncbos, alaq-ies do peito, irriUc.W nervosas e insomnoienrias: orna collierada
pea HDM, e outra noite sao sufcientes. O.tnVilo desie excelente xarepe satisfax so mesmo
lempo o doeute e o mtrico.
O dtpotilo na raa larga do Rotario.botka de Bartholomeo 'anciuo de Souza, n. 36.
Attenco.
Grande" pechincha.
Paletots de alpaca preta e de cor a 3)500, ditos
forrados a 49. ditos de merino preto, fazendas de
18 a 10$, calcas de todaa as qualidades, camisas,
ceroulas ; na loia de fazendas da raa da Impe-
ratriz n. 48, junto a padaria franceza.
Batatas.
Yendem-se batatas ltimamente chegadas a
OOO : na ra da Madre de Dos n. 20.
Malungas baratos.
Calungas de porcelana, pequeos, proprios pa-
la cima de mesa a 640 rs. cada um : na ra lar-
ga do Rosario n. 36, loja dtfleo de prata.
Farfolla de Santa Colha-
rina,
muito nova, torrada, e de excellerrte gosto, igual
a de Muribeca ; a bordo do brigue Maria Rosa
atracado ao trapicheBario do Livramentono'
largo da Assembla n, 15.
a pechincha.
A. boa f esli torrando, na ra eslreita do Ro-
sario n. 18, esquina das Larangeiras, maoteiga
ingleza muito superior a 640 e 560 rs. a libra, e
em barril se far algum abatimeuto, gomma
muito boa a 100 rs. a libra : s na boa f.
Vende-se urna taberna sita na ra de S.
Goncalo n. 25, freguezia da Boa-Vista, com pou-
cos fundos, propria para principiante, assim co-
mo urna casa terrea na mesma freguezia : a tra-
tar na casa cima.
Vende-se urna carroca cem pipa quasi no-
ya e propria para vender agua : a tratar na ra
Imperial, primeira casa depois da fuodirao.
Rap
Vende-se rap de Lisboa, rolao francez, Paulo
Cordeiro, grosso, meio grosso e fino, e Meuron,
todas estas qualidsdes veode-se tanto em libra
como a retalho, na ra larga do Rosario, passsn-
do a botica, na segunda loja de miudezas.
Vendem-se tres casas em Olinda, sendo
urna na ra do Amparo n. 45, no largo da igreja,
com quartro quartos, duas sala o um gabinete ao
lado e cozinha assobradada para traz, e duas na
ra do Jogo da Bola ns. 16 e 17 cada urna com
dou3 quartos e duas salas, todas em chaos pro-
prios : a tratar na praga da Independencia ns.
19 e 21. *
Vende-se azeite de peixe a 400 rs. a garra-
fa, caadas a 20800, toucioho de Lisboa a 320 rs.,
chouricas a 400 rs.; na ra Direita d. 14,
Capellas finas para noivas.
A Toja d'aguia branca receben novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est veadendo a 6$ e a 8), conforme o seu pro-
posito de baraleira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16."
loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4$, ditos de fuato de corea a 43,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhoa de linho
da ulma moda, todas estas fazendas ae vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manba at. as 9 da noite.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras: no armazem
de Tasso'Irmos.
Bolachinba ingleza
a 35000 a barrica ; vende-se no armazem pro-
gresso, do largo da Penha n. 8
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo barat-
simo prego de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vendem-se e lrocam-sc
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, raa Direita n. 66.
Vende-se urna muala com as habilidades
, de engommar e cozinhar, e fazer todo o servido
de urna casa, e da melhor conducta que se possa
desejar, com orna cria de 8 mezes, muito linda e
espeita ; no pateo do Paraizo n. 16, por cima da
taberna amarela.l
$ !
O Em casa de Mills Latbam & C. na ra
l da Cadeia do Recife n. 52, vende-se
9 Vinho do Porto.
m Dito Xerez engarrafado de muito supe-
# rior qualidade.
9 Oleo de liohaga.
SAlvaiade.
Secante.
Azarco.
dj Encarnado veneriano em p.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de a varia.
Pecas de cambraia lisa com 8 lr varas a 2*500
Ditas de algodozinho americano com 14, 16 e
20 varas a 2, 2*500, e 3S500 limpo.
Chitas francezas, lindos desenhos e cores fizas,
de 240 e 260 rs.
Cambraias mindinhas, covado, a 240 rs.
__ Vende-se urna mulata de bonita figura, co-
zinha, lava e engomma : no caes do Ramos, so-
brado n. 20.
Vende-se um excellente cavallo andador, de
tamanho regular : quem o pretender, dirija-se a
ra da Roda n. 45, que achara com quem tratar.
Escrava.
Vende-se urna negra de idade de 35annos pou-
co mais ou menos, boa quilandeira : na loja de
livros ao pdo|arco de Santo Antonio.
Aviso
aos senhores padeiros.
Na roa de Apollo n. 34 existe para vender-se
um resto de gigos grandes de madeira, vindo do
Porto pelo ultimo navio, obra muito bem feita, e
proprios para substituir os panacs, aos quaes
levam grande vantagem em duraco, reconheci-
da por todos que dellas tem usado.
EM CASA
DE
Norat Irmos.
ra Nova n. 67, casa do Dr. Lopes Netto, tem
para vender e acabar logo, por prego muito di-
minuto, urna porcio de vestidos de seda de todas
as cores, e do mais moderno Rosto ; emflm ven-
de- se pelo preco do cus lo de Franja.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca receben de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de selim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3$, (oesse genero nao
se pode dar mais perfeitos),assim como outros de
merino tambero bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cisses; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engracado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguitfbranca n. 16.
Para vestidos.
Vendem-se cassas francezas de cores a dous
tustoes o covado, chalys de cores a 640 rs. ; na
ra da Imperalriz n.60, loja de Gama & Silva.
Grosdenapiesbaratrs-
Na loja de Nabuco & C. na ra Nova
Sn. 2, veste-se um homem dos ps at a
cabega por differeoles pregos. SE
Vende-se um sitio e dous terrenos por de-
traz da Casa Forte ; a tratar na ra do Caldeirei-
ro n. 68, ou no quartel do corpo de polica com
o quarlel-mestre do-mesmo corpo.
Calcado barato.
S Vende-se na loja de Nabuco & C. na S
ra Nova n. 2 :
Borzeguins de duraque gaspeados de lus- 2
Ir para senhora a 2.
Ditos dito? paja meninos a 2*.
Ditos de pellica com salto para senhora
a 5*.
Ditos de setim com salto a 6$.
Ditos de pellica sem salto a 4$.
Ditos de selim sem salto a 5*.
Ditos todos de duraque com salto e sem
salto a 3*.
Borzeguins de bezerro para meninos a 5*.
Sapates de lustre e bezerro a 2*.
Vendem-se gresdenaples preto apelo baratlsl-
%^vm$Avmrtrtm tfo
AlOOd.
Gravatae pretas de selim : ira ra do Queima-
do n. 22, loja da boa f.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com lodo o sorti-
mento de reupaa eitas, paracujo Om tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarda-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra deaempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
lllm?. Srs. officiaes tanto da armada como do
ezercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparas
e muito bem feilas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se osa no Rie
de Janeiro, tanto que tem os figurines que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, fardetas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prita, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
far pelo gosto a franceza. Na mesma casa eo-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto Affiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Ruada Senzala Nova n.42:
Vende-se em casa di S.P. JoBhstoa &C
sellinse silhes nglezes, candeeiros e castigae*
broazeados, lonas nglezes, fio de vela, chicot
para carros, e montara, arreios para carro d
um a dous cvalos relogios de ouro patenta
inglaz.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes dehortaliga mnito novas,
viudas da Europa pelo ultimo vapor inglez Ty-
ne; na loja de ferragens de Vidal & Bastos ra
da Cadeia do Recife n. 56 A.
Pechincha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
da muilo lidas cores, pelo baratissimo prego de
5$, ditos de merino liso muito finos a 49, lindas
cassas organdys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 2*500
o corte, cambraias brancas de 10* a pega, com
pequeo toque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo o. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
|E'barato quej
admira.
NA LOJA DO
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mol bonitos bonets iaglezesde gor-
guro e velludo, meseladoa e de mol bonitos pa-
drees a 1 $500. Eses bonets por suas boas qua-
lidades e muitc duragao tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e sesmo pata pas-
Mto; asaim como outros bonets de palha e pin-
jo fino, etc.. etc., e mu bonitos
1&2 ?i}or ppssivei: na ra do
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e flele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicotes;
Ra do Trapiche n. 42.
Sabo.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e oa de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Repfeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No meamo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples em mistura alguma, como as de
composlgao.
Charutos de Havana
a 8,000
a a jxw, 3* e Superiores charutos de Havana, vende*ae por
Queimado o. 8*000 o cento, no armazem de Francisso L. 0.
J Azeredo, a rus da Madre de Deas o. 12.
Ra do Crespo numero 8.
Baldes de 30 arcos de madapolio e de
crochet a 4*500.
Gollarinhos de linho muito finos a duzia
5* e 6*.
Saias bordadas de 3 pannos a 2* e 2J50O.
Ditas de 4 pannos a 3* e 3J500.
Golliohas bordadas muito finas al*.
Pegas de babadinhos moilo finas com 3
el [2 varas a 1*600 e 2*.
Entremeios (a tire) a 160 rs.
Sedas de quadros o covado a 1*600.
Manguitos de cambraia bordada a 1*500.
Manguitos e urna gola bordada por 5*
Chalys matisados a 500 rs. o covado.
Lanzinbas auito finas a 400 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 15* e 25g
Ditos de palha finissimos a 28$.
Chales de tbuquim branco bordado a 20$.
Chapeos de sol de seda ingleses a 12*.
Cortes de vestidos de seda muito ricos
por pregos muito razoaveis.
Luvas de pellica a 2*500.
Jchegon o prompto
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Badway & C-, de New-York Acham-se
venda na ra da Imperalriz n. 12. Tambem che-
garam as inslrucgoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar, os
quaes se veodem a 1*000.
Uvas
de Itamaraca*: vende se na ra da
Cruz n. 21.
Palitos do gaz.
O deposito dos palitos do gaz contina a estar
supprido-e vendem-se em porcoes e a retalho
por mdico prego : na trovessa da Madre de
Dees, armazem ns. 9 e 16.de Ferreira & Martfns.
Venda de sitio.
Vende-se ou permuta-se por predios na cidade
um dos melhores sitios dos Aflictos, com as ac-
commodagoes seguintes : grande casa de viven-
da, com 5 salas, 8 quartos, grande cozinha, es-
tribara para mais de 6 cavallos, coeneira para 3
carros, aoto, etc., etc., sitio com 1,000 palmos
de frente, e perto de 2.000 de fundo, grande bal-
xa de capim, emais de 3,000 arvoredos de fruc-
1p; quem quizar tazar esto aegocio, dirija-se ao
Itio frooteire rIgreja, ou ruu do Queimado le-
ja d. 33,que achara com quem tratar.
A6TCiiY
. __________M0W.
Neate subeleeimento contina a Katar oa
completo sertimeo to de moendas emeias moen-
das para eogenho, machinas de vapor e taixas
te farro batido e coado, da todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem aaropre co aeu depo-
sito da roa dalfoada n. 3 A, um grande sor-
meoto da tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a ira-
ur no mesmo deposito oa na roa do Trapicha
n. A.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro, rus do Cabug n.
1 B, recebera-se um completo sorlimento das
verdadeiras lavas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de canna, amarellss
e braucas, sortimeoto completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois sfiangamos a boa
quahdade e fresquidao, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: sd na loja d'aguia de
ouro, ra do CabugB.4 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cures fizas a
280 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
naa a 640 rs. vara ; dem lisa muito fina a
4*500 e a 6J00O a pega com 8 112 varas; di-
muito superior a 8g000 a pega com 10 varasf;
dita fina com salpicos a 4*800 a pega com 8 1[2
varas ; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
Paletos.
Vendem-se paleto da patino preto fino, msito
boas feito a >2*ts. ; ditos de brim braaco de
liahe m 5* rs.; ditos e rtioeU escures 8*500,
WWA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
si
[Fazendas e obras feilas.
RS
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
5*0O0 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Arados americano te machina
pata lavar roupa: em cata de S.P. Jos
hntton & C. ra daSenzala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarniges de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
5* cada urna: na ra do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za. azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija.; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Chapeos
de sol de seda a 4#500.
Acabado chegar urna grande quanlidade de
chapeos de sol de seda superior que se vende
pelo diminuto prego de 4*500, ditos muito gran-
des com cabos de canna a 68500, ditos inglezes
superiores tanto em seda como em armagao pelo
diminuto prego de 8*, assim como grande sorli-
mento de sobretudo de panno pello de pelucia
de differeoles modelos, uniformes de casemira
de cor a 24g, grande quanlidade de caigas de ca-
semira preta a 6* e de cor a 6*500, palotots sac-
eos de casemira preta a 8*. chapeos de castor
branco a 5g, ditos de seda preta superior a 7*,
assim como grande quanlidade de camisas de es-
guiao de diversos modelos de collariohos a 26*.
28$ e 30*, ditaa com peitos de linho pregas lar-
gas e pregas atravessadaa pelo diminuto prego
de 3fta e de 38$ a duzia : no novo armazem de
Bastos & Reg, na ra Nova junto a Conceigao
dos Militares o. 47.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos deleitosa 3* a duzia, ptimos pelo pre-
go equalidade, paraoaervigo diario de qualquer
casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho de Bordeauv
em barris e em caixas : vende-se em
casa de J. Praeger & C, na ra da
Cruz n. 11.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira preta muito bem
feitas a 10*, ditas de dita de cor muito superior a
9*, esto-se acabando : na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Vende-se.na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Maoteiga ingleza fior a 1* a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 1*400, passas novas a 560,
concervas francezas e porluguezas a 700 rs. o
frasco, toucioho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novos a 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 1*400, charutos suspiros a 4$ a
caixa, toucioho de Sanios a 240 a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 1* a
1^500, rap Gasse da Bahia a 1* o bote, cognac a
9S a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 5{500 a duzia. cha hyssou a 2*500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e porluguezas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporgo
NqyiB e boaitos
enfwtei de velludo.
A.lojoiBiaa*aaBB-a^tadataabarHloa-
Btnbarato, aproveitem : na ra do Quaima- no vapor francez urna pequea quantidade de-
do n. 23, loja da Boa f. enfeites da velludo os mais nroderuos e bonito*
jw qol tem rindo, e de sen cosame esli veo-
Jdo mu baratos a 10* cada um ; por isso dl-
yoeaaado n. 1 Acaba de}| |
chegar
ao novo armazem
HE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas eitas, colgados e fazeodas e todos ft
estes sa vendem por pregos muito modi- *
iicadoscomodeseucoslume.assim como -
sejam sobncasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
26*, 28*, 30* e a 35*, paletots dos mesmos
pannos pulo a 16J, 18$. 20* e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
novos padroes a 14*. 16*. 18*. 20* e 24*,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9*. 10. 12* e a 14*. ditos pretos pe-
; lo diminuto prego de 8, 10, el28, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12
ditos de merino de cordao a 12, ditos
i de merm chinez de apurado gosto a 15
ditos de alpaca preta a 7*. 8, 9 e a 10*'
ditos saceos pretos a 4*. ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di-
tos de brim pardo e de fuato a 3*500, 4
e a 450O, ditos de fusto branco a 4
grande quanlidade de calgaa de casemira
preta e de cores a 7, 8*, 9e a 10, ditas
8"d" iaSLa ** dil" de brlm de cores
finas a 2$500, 3, 3500 e a 4. ditas de
Ma brancas finas a 4*500, 5$. 5*500 e a
t.*, ditas de brim lona a 5* e a 6fi. colletes
de gorguro preto e de cores a 5g e a 68,
ditos de casemira de cor e pretos a 4J&0
e a 5*, ditos de fusto branco e de brim
a 3* e a 3*500, ditos de brim lona a 4g.
ditos de merino para luto a 4 e a 4500"
caigas de merino para luto a 4500 e a 53*
capas de borracha a 9. Paia meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ed* cor a 5g, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2fl, 3* e a 3*500, paletots sac-
eos de casemira preta a 6J e a 79 ditos
de cor a 6* e a 7$, ditos "alpaca a 3*
sobrecasacos de panno preto a 12* e a
14, ditos de alpaca preta a 5, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanho*
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8* e a 12*. ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 5* e a 6*. ditos-de
brim a 3, ditos de cambraia ricamente
bordados para baptisados.e muitas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e urna grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promplido e perfeigo nada dei-
xa a desejar.
Paios e chouricas
muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
vendem-se em barris sorlidos de 32 at 8 libras
no escriptorio da ra do Rangel n.43. primeira
andar, bem como chocolate de baunilha e cand-
a muito superior, em latas de 8 libras, formes
de quarta e meia quarta.
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges k Basto!
NA
Una do Queimado
I !* 46, fvente amareUa.
Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
5/nno e de cores muito fino a 28,
wg e 35*, paletots dos mesmos pannos
205, S2g e 245, ditos saceos pretos dos
mesmos panuoa a 14*. 16* e 185, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28*. 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muilo finos a 15*. 16$
e 185, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a IOS, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 75.8,
e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 5S e 6, ditas de ditos de cores s
3, 3*500, 4* e 4*500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5* e 6*, ditos
de ditos decores a 4J500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6*, oolletes de brim branco e de
fusto a 3, 3*500 e 4*. dilos de cores a
2*500 e 3, paletots pretos de merino de
cordio sacco e sobrecasaco a 7, 8 e 9,
colletes pretos para luto a 4*500 e 5*,
gas pretal de merino a 4*500 e 5*. pa-
letots de alpaca preta a 3*500 e 48, ditos 5
sobrecasaco a 6*, 7* e 85, muito fino col- fl
letes de gorguro de seda de cores muito
_ ,boa fazenda a 3*800 e 4S, colletes da vel-
lado de crese pretos a 7* e 8*. roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14*. 15* e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3* e
3*500, dilos sobrecasacos a 5g e 5*500,
calgasde casemira pretas edecores a6*,
68500 e 7*. camisas para menino a 20*
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a.32* aduziapara acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
^raaVWWiW* WSW afaW triaR TO^ W!WB W?Wb Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa rin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r t i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m elh ora dos
com novos
aperfeigoa
os preparas para as mesmos como agulhas, re
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
a*iaasc*3 ai ei3ai3aia&>&
w*%wmwvwtmwwvbvitbv axi PAvesv DRW MM
Para homem. |
Pechincha sem igual.
Paletots saceos de casemira mesclado,
de cor e preto a 128-
Ditos sobrecasacos golla da mesma fa-
zenda e de velludo a 20*.___________
Dilos de brim de linho branco a 4*.
Chapeo preto muilo fino a 88-
Cortes de casemira superior a 4*500.
Brim de linho trancado liso e de cor
"VfJ --------- aperfeigoa- ".....--- **
menlos, fazendo pespento igual pelos dous lados Jfi?i IP lAITIIC f nmoA
da costura, mostram-se na raa da Imperalriz n. "uOu **13 ";"1S C gdllidO.
11, a qualquer hora. Tambem receberam todos Vendem-se bonitas caixiohas com moldura e
os Drenaros nara as mesmos como aeulhaa. re- s quadros de cores estamnado em orn.cn v^-'
covado 640 rs.
S
1 Attenco. |
9 Vende-se na loja de Nabuco & C, na
9 ra Nova n. 2, insignias massonicas por 4j
t) prego commodo. A
Cana e milho.
Vende-se cana engarrafada 140 ris, e milho a
00 ris a cuia ; na travessa do pateo do Paraizo
2 1618 casa pintada de amarello.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulceras, fistolas,
pisadoras, deslocagoes, eochagos, tumores, eryai-
pellae quasi todas as molestias da pelle : acha-se
venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......28000
> demeiodito.... 1*000
> de 1/4de dito... 500-
*Yinhos engarrafados^
Termo"
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carea vellos.
Arintho. j
Bucellas.
Malva sis, em caixas de una duzia da garrafas :
na raa do Vigario n. 19, primeira andar.
Grvalas de seda e gorguro a 500 e 1S-
Camisas brancas e de cores muilo fi-
nas a 2*.________^_______________
Para senhora.
Rectbeu-se leques, pulceiras de sanda-
lo novo modelo para 2* e 58.
Recebeu-se extractos, essenca de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolo
para senhora a 4* e menina a 3*.
Chitas francezas claras e escuras cor fi-
xa, padroes-modernos covado 280 rs.
Veode-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Per- i
digao. *
Uvas.
Cbegaram as bellas uvas da ilha da Itamaraca,
ao deposito da ra eslreita do Rosario n. 11.
Mobilia com pouco uso,
Vende-se um sof, doze cadeiras, dous conso-
los, urna cama com colchao novo, tudo muilo ba-
rato, por ter o propietario de relirar-se para fra
da cidade; na ra da Cadeia do Recife n. 46.
os quadros de cores estampados em grosso vidro
obra delicada, pelos baratissimos pregos de 3 f
e o*, assim como outras caixinhas maiores com
dobradigas e tranquetas, tendo em cima o jogo de-
damas, e dentro o de gimao com seus necessa-
nos a 10*. ludo na ra do Queimado, loja d'aguia
branca n. 16
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n
1 B, aonde as senhoras acharao os lindos cintos-
tanto para senhora come para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino
como de outras cores, que em vista do ultim
Mosto ninguem dexar de comprar : s na loia
daguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
MaisquePecniflclia!!!
Aletria, lalharim e macarro a 400 rs
vende o BrandSo. na Lingoeta n. 5.
a libra :
ATO!
Parece iuerivel chapeinas de seda para
senhoras de melhor gosto possivel a 12*.
para acabar : na loja de Guimares &
- Villar, ruada Crespo n. 17.
[fia41MI6fil6 ftfWTar**^* -S
I awa wuim J mvavwvnlvnVVWII
Attenco.
Na rus da Imperalriz, loja n. 20, vende-se
ganga adamascada mais larga quo chita franceza,
ptima fazenda para fazer colchas e outros- mis-
teres, palo diminuto prego de 140 rs. o covado :
neate meamo estabeloeimeoto aiada tesa alguna
cobertores de lia oscuros al*30O.
Pira ratos.
Nos armazens de Ferreira & Harlins, travaasa
da Madre do Dos ns. 9 e 16, vende-se por m-
dico prego a verdadeira e nica preparago para
matar raloaa baratas, m polea da bao vidrado,
chegada recentemente da Londres,
Escravos fgidos.
"^"^"^""^^""^"""^"^"aaaaBSBpl
Fugio no dia 2 de setembro dr>
anno p. pastado, o eteravo Francisco,
mulato claro, com idade de 50 anuos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretot anelladot, conduzio urna ma-
ca de ovelha em que levou a roupa e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do lpu-
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
t5es de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a aprehenso do ditc*
escravo a entregar a seu senhor JoSo Jo*
se' de Carvalho Moraes Fiiho, na ra do>
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado.
Fugio no dia 2 de margo do cor-
rente anno, um escravo cabra de nome
Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra*, tendo os signaes seguintes: altura
regular, pouca barba, cheio do corpo^
pes grandes, com algumas cicatrizes no-
rosto, e e' muito palavriador : roga-se-a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a aprehencSo do dito escra-
vo a entregar a seu senhor na ra do>
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado,
Fgio da cidade do lracatjr, no mez de se~
tembro prximo pastado, nm escravo do com-
maBdante superior Manoei Jos Penna Pacfcjsco^
que ha poHco o havia comprado ao Sr, Bent
Lourengo Collares, da noma Joaquim, de idaoV
de cincaenta a tantos annos, falo, alio, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente
queixo fino, ps grandes, e cora os dedos grana-
das dos pea bera abortos, muito palavriador, in-
culca -aforro, a tasa signaos datar sido wrradet-
Consta.qoe este escravo apparaeera no dia 6 de*
correnle, vindo do lado, daa Cinco Ponas, a ses>
do enlatragada par uta paaaaatro sen conhocido
disse qua tiohasid ^mdida pas> tan seafaer para
Goianninha: qnalqrjer pessoa que o pegar o po-
dar levar eaPrnamiuco aos Srs. Basto & Ur
piHj qna fisihlrarain sjflicitOMinBiiUi


18)

DUAIQ DI IMlAMBUtO. m$l Mlll
==
DE MU.
,^^0^
0 jejw do snior de Bienanai
Nos do* enfadamos per eerttas d nosso lem-
po, por rallarnos da civilsagio moderna cois co-
nhecmeuto 4* causa, por termos esUdtado o es-
piritoe a lilr* da gonitituigao'dos povos, pa
marcham na vanguarda do progressov-jft' porque
temo/sentido um enfado e um despeito, que n
podemos ocotfcr, leudo a prodamagio do se-
nhor James Buchanau, datada de 14 de dezembro
de 1860. Nao srxpense c'omtudo que fosse doto
para os nossos onvidos o tom dessa tiomelia su-
persticiosa" e retrogad. J tiebamoSa oiivldo a
raioha Victoria de sua corte de Winduw dirigir-
se o povo com a noticia da sublevagio das In-
diis para impor-lhe um dia solemne de jejum,
de preces e de humilhaco. Mu que differenga,
o mano o esperavemos,-oae Jaia entre a
constituico de Irmio Jonathan, essa constitui-
gio que o presidente aolual Do jnlgou dizer mui-
to proclamando-a o templo mais magnifico, ele-
vado pela razio pura liberdade do horaem, e a
constituigio de John BulI, antigo edificio, cujo
plano nio ter plano, onde cada scalo tem acu-
mulado urna pedra e depositado seu prejuizo ;
ddalo que se recosa analyse, eque impossivel
seria conservar de p sen os gatos d'ouro de um
patriciado monopolisador, que pode dar largas
acuitas libeidades, porque rene todos os inte-
resses ?1
Ora, entre as pegas carcomidas dessa consti-
tuido ingleza, figura o titulo de chele da egreja
de de quebrsr| a cabeca pera decidir queaiea de
dogmas, de sacramentos ou de liturgia ; basta-lhe
oorir a maioria de seu parlamento, como a toz
d Espirito-Santo, tanto mais que sendo nacio-
nal o caito dos sabditos, o patriotiso.o sempre
HpeaTr-lhes-ha de fwerem a menor objtelo.
Una papisa era laes condiges nada tem vjue che-
monas possivel os piet(ssaredu:ad<.
horrar do'u'r papismo estjangeiro ; e na ver-
dade desconsolador para ofcfrancczes, que adoii-
ram a Inglaterra, que aspiram multiplicar o
pontos de* semelbanca entra as duas nagoes, que
a rei slica nos opponha aqui um obstculo io-
superavel.
A deusa Razio lioha insuflado entre nos todos
os horneas. Has urna papisa sob os traaos de urna
rainha adorada era talvez a nica probabilidade
para urna egreja gallicana de acalmar o espirito
fundador dos descendentes dos Gaulezes.
Como quer que seja, reconhecido o estado mos-
tr em theologia sem ser obrigado a sabe-la, quer
eUe seja representado por um papa, quer por
urna papisa, seu direito incontestarel decretar
jejuns expiatorios, a santificado de um dia de
preces, com tanto que nao seja o domingo, e pro-
ceder eonflsso dos peccados iodividuaes e na-
cionaes.
O seuhor Cayla nao pensou talvez nisso ; mas
assim. Temos ante nossos olhos o exemplo do
oulro lado da Mancha e do oulro lado do Ocano.
Do outro lado do Rheno, na verdade, os chefes
coroados da religiio protestante renunciaram fa-
zer jejuar os seus subditos, mas nao por falla de
poder, como qualquer se pode certificar disso
lendo as predicas theologico-philosopho-polili-
vhgjrrmtho, d'onde mais
D pondo sahir ?
mando ephemero
de um sceptro nao tem
Mas, numerosas appellagoes feitsi
ciar-oes de P>edociy^^^KK_
a' e
por asso-
riam a bao
se das almas
daos do mund
dignos
ha vi a cou*
o nico
Unid
*\ por
personagem gevernado dos Estados-
meto
deste mcoanisme
nanda nao se o cooheoe;'captea <
aoglicana, que attribuido ao soberano da Gra-
Brelanha com o de defensor daf. Queum guar- ca8> ue re e s senhoros trocam era Berlim ;
da zeloso da orthodoxia, que um superier aos mas Pel contrario per poder de dispensa, em
bispos, por occasio de uro nefauslo acontecimen- consideracio i fraqueza dos estmagos prussos,
tonos destinos da nago. chame seu clero e fiis cuJa nalurea como a aoliga tem horror ao
ao jejum, humilhagio, i preco, i eonflsso dos Tacu0-
peccados individuaes e nacin aes pode-se dizer'1 Que espirifos positivos nao se accomodam com
que elle d muito trabalbo espiritual seu povo j esse amalgama do espiritual e do temporal ; que
por um s dia, mas ninguem pode dizer que elle1 ejles exigera urna poltica mais rac'onal para o
seja inconsequente. E mesmo admillido urna ver'seculo XIX, nos o sabemos, e lhes damos razio ;
que o divino fundador do christianismo eetfpu- j mas quando querem censurar o quechamam ma-
jou que os bispos, successores dos apestlos, fos- nia de fazer de conego, de patriarcha, nos appre-
sem submettidos aos leigos, o sexo nao nos es- sentamos as circumstancias atlenuantes em favor
panta muito. At confessamos nossas preferen- desses soberanos esclarecidos, que teera no fundo
cias ; se fossemos bispo anglicano nos orgulha- ; d'alma opinies (o sabias como os publicistas
piornos de obedecer em nossas funecoes espiri-' mais adiantados, porm quem a prudencia fra
tuaes antes urna rainha do que a um czar, cujas de Sans-Soucis obriga a capitular com os princi-
botas compridas bem poderiam inspirar-nos cum- pos.
primentos, mas nunca ama piedade concen-j Na Europa os soberanos d'oqui muflo tempo
trada. ainda serio sujeitos aos usos e costumes de seus
Nao sabemos ainda se os fabricantes de bro- subditos, e ser-lhes-ha de mister consumir mais
churas e os homens mais importantes, que os espirito e forga para desarraigar um abuso petii-
commanditam, c^pseguirao introduzir em Franca cado pelos seculos, do que seria preciso para
um culto nacional sem unio com a egreja uni- estender as fronteiras do paiz. A America ao
versal; entretanto, convimos que o que elles po- contrario nao embarazada por esses vastos de-
dora offerecer de mais attractivo aos francezes, psitos de caput-morluum, que obstruem o lugar
que senlem a necessidade de fazer regular pelo onde deveriam basear-se as verdadeiras theorias
governo suas consciencias, sem comparadlo o sociaes. Ella veio ao mundo no momento em
espectculo da Inglaterra. Urna rainha, urna mu- que a razio triumphava das trevas, que tinham-a
llier, uma mi, que poderia contentar-se de go- tanto lempo eclipsado no antigo hemispherio ;
zar das bondades constitucionaes, segundo o pen-
samento de Napoleo, na ociosidade de sua alli-
tude junto de seu aclivissimo parlamento ; e
que preferio multiplicar os perigos e os labores
da roateroidade, sobre os quaes o general Bona-
encoutrou uma taboa rasa, sobre a qual tudo tem
sido meio, e nada obstculo seus planos. Ella
pdde comegar su* poltica, como Descartes sua
philosophia, pedra fundamental da evidencia.
D'ahi se segu que se se pode desculpar as dy-
pjrte graluava exclusivamente a estima que ti- nastias europeas, que so oceupam mais ou menos
nl.a por esse sexo ; essa rainha veneravel, que da theologia. principalmente quando se recebem
pratica com o senlimento mais delicado de sua suas confidencias to dignas de applacar os es-
natureza a religio, que ella governa ; que presi- crupulos, nao pode haver sufficienles anathemas;
de prece e a leilura Ja Biblia em seu gyneceu, protestos e reprovages contra um presidente dos
nao mais impropria que qualquer oulro secular Estados-Unidos, que abdica uma posigo nica
a olhar seu povo como uma familia augmentada,
e a fazer-lhe uma advertencia christa, quaudo
. bem moroco.
l'de-se dizer isto, porquanlo temos pen-
sado em ludo,que a inteltigencia de uma mu-
ll er pouco apta para os estudos theologicos,
por mais disposigo que alias ellatenha para com
finura julgar da msica, da pintura e do bom gos-
to na vida elegante. E' possivel; porm seria um
rei muito superior nesta especialidade uma
mulher ? E por mais predisposlo que elle fosse
theologia como Henrique VIII e Jacques 1 teria
acaso tempo de seguir seu gosto e seu dever em
epochas to tormentosas como a nossa ? E' ver-
dade que o marechal Beroadotte as grandes
guerras do consulado o do imperio teve muito
tempo, sem quo ninguem nolasse sob sua tenda,
de passar pela vista toda a controversia entre os
lulheranos e os calvenistas, e decidir-se em fa-
vor dos primeiros, que lhe oilereciam um throoo,
contra os segundos, aos quaes por nascimento
partencia. Nao o negamos ; mas evidentemente
isto um caso excepcional, como os pequeos
pastores, que lm a bossa das mathematicas
ponto de fazerem, brincando junto das cabras, es-
ses mesmos clculos, sobre os quaes muitos em-
pallidecem no observatorio das Longitudes.
Desl'arle, nao sobre taes phenomenos que
deve ser eslabelecida a misso dos soberanos.de
no mundo para ernpunhar a poltica republicana
nesse enredo dos systemas mysticos, em que a
humanidade ha-muito lempo tem se arrestado.
Tal 6, com effeito, o sentimenloqueo seuhor Bu-
chanan faz-nos hoje sentir e isso o quo quere-
mos explicar.
Enumeremos nossas queixas contra elle: o pre-
sidente dos Estados-Unidos nao papa de ma-
neira alguma. Desde ento, por que que elle
toma esse tom lacrimoso e essa compungo offi-
cial, que lera ouvido sem duvida de alguma ca-
deira protestante ? A constiluigao federal lhe
prohibe, elle e cada legislitura dos estados
particulares regulamentar os cultos como quer
que seja. Como que elle vem annunciar do al-
to do capitolio de Washiogton, como um muezzin
improvisado, a celebragao de um jejum univer-
sal e a santificago de um dia de prece ? A reli-
giao na America do norte ha viote e quatro an-
nos o que o senhor Benam, membro do instituto,
cavalleiro da legiao de Honra, demonstra ha dez
annosque ella deve ser por toda a parle, isto c,
puramente individual. Cada um em seu foro in-
terno a tem ou nao, e se a tem lhe d em essen-
cis e forma o ser que lhe parece.
Quando o chefe executivo de um grande paiz
gozava de uma posigo to simples, relativamen-
te um exercicio das faculdades humanas, que
fez nsseer no mundo o mais vasto contencioso,
um e outro sexo de rege i religiio. Desde que a de que a historia faz niengao, como nio soube el-
egreja est no estado, e que o estado quer a egre- le approveitar-se e conservar-se nessa simplici-
ja para si, o chele do oslado nao tem necessida-'. dade radical, em vez de metler a vara de seu com-
d
aaaero
- piedosa e patritica do
que deixar a religiio fra do* estado, em mos'
das associiges que benl quizessem delta encar-J
regar-se. Nio esta a linguagem da razio des-
de que nio est roaia condamnada a calar-se sob
pena de epiar'as verdades que lhe escaparan),
longo das academias e das decoraroes ?
Bem presentimos o que o senhor Buchanan,
aaaim maltratado pela escole racional e positiva,
vae responder-lhe.Nao sei mais o que faga,
unio doa estados actualmente ameagada de
um perigo assustador e inminente, e tenho es-
gotado lodos os recursos que encontrara na cons-
tiluigao. a O pnico e desordeos de um carcter
terrivel reinara em todo o paiz. Todas as classes
esto em um estado de confusio e de espanto. A
esperanga, sim I a esperance que tinha ficado no
fundo da bocela de Pandora, vooh do arco da al-
lianga, que encerr a constituigio federal.O que
conclus d'ahi ? Que a Uniio desunida nada mais
tem do que langar-se de oelhos na presenga de
Deus, e pedir ao cu um aoceurro que nio lhe po-
de mais vir da trra ?
Se isto verdade, que escndalo para os racio-
cinslistas da velha Europa, elles, cujo consolo era
volver os olhos para a Democracia na America I
Mas o senhor Buehanan, que nos parece muito
commovido, poupa por ventura a razio? Con-
vm encarar para isso de mais perto antes de de-
clarar que elle nao desespera muito cedo de suas
torgas. Raciocinemos.
Foi a razio lio smente que edificou o capito-
lio de Washington, o mais lindo templo, ele. Por
que motivo a razo quebastou para edifica-Io nao
bastara para preserva-lo ? A razio sempre jul-
gou que ella era to capaz de um como do oulro.
Ella nunca deixou do prever as grandes commo-
ges sociaes, e quando incumbio-se de restaurar
a obra esgotada de Carlos Magno, onde, verda-
de, o sobrenatural oceupava um grande lugar,
ella peusou em fazer face essas circumstancias
excepciooaes da vida publica, e declarou que en-
contrara o fim de suas crises, por quanto possuia
meios de sociabilidade desconhocidos dos seculos
anteriores. Por honra sua era de mistor lembrar-
se disso no momento do perigo.
O que que faz que na Europa se fosse obriga-
do a recorrer a uma intervengo divina, quando
tratou-se de redigir o contrato social ? E' que em
todas as sociedades que eslo no estado de in-
fancia a ustrucgao era um monopolio da hierar-
cnia sacerdotal. Pouco espalhada pela classe dos
guerreiros, era desconhecida na dos artistas e dos
servos. Na America, pelo contrario, a imprensa
langou seu /Sai lux no meio do cabos ; a ustruc-
gao e obrigatoria ; tantas escolas, quantos pha-
roes. Toda a populagao sabo ler e pensar. Im-'
prensas innmeras, movidas pelo vapor e pela
liberdade, servidas por caminhos de ferro, vo
era todos os recintos do territorio iniciar o povo
no manejo de seus negocios e no discernimeuto
de seus interesses.
Na Europa as religioes previlegiadas, as castas
as nacionalidades mesmo, impediara com barrei-
rasquasiinsuperavesa diftusao dos rsios lumino-
sos. Os negocios do estado eram o segredo de uma
oligarchia tanto mais ciosa de seus direilos, quan
to senta o reroorso de sua usurpago. Na Ame-
rica as religioes pullulam as aguas da liberdade,
as nacionalidades fundem-se ou anniquilam-se,
as casias nem mesmo em nome existam. Pelo
contrario, vastas associages. secretas deste lado
do ocano, despresadoras' destas precaugoes da-
quelle outro lado, sob os mais variados e engra-
gados nomes, accolhem os cidadios segundo suas
propensoes e manetra de ver, conferindo d'esta
arte opiniio privada de cada membro a assis-
tencia e a organisaco do corpo ioteiro.
Na Europa a palavra, queute ainda sobre as
materias polticas, toroa-se suspeita, mesmo
quando a imprensa j tem conquistado seus di-
reilos. A America fez Justina esl consequen-
cia. A' par das tribunas oliiciaes, muito multi-
plicadas, que dio a luz da publicidade os actos
dos funecionarios, e fazem da respoosabilidade
ministerial uma verdade pratica, ha clubs para
lodos os oradores e oradores para tudo quanto se
pode saber. Na occasiio, as grandes necesi-
dades da patria, cada praga torna-se um forum
e qualquer calgada uma cadeira.
Foi porm principalmente em materia de suf-
fragio universal que a Europa moslrou-se por
muito tempo avara, ainda mesmo depois do re-
conhecimento da soberana do povo, entretanto
que a America mostrou a este respeito como
outros muitos sua liberalidade e sua confianga I-
limitada no bom senso popular. Todos votam,
e votam por todos. Nio ha nem calhegoria de
capacidade, nem lista de censatorios, nem ex-
cluses de indignidades. O voto nio si o per-
mittem, um direito inherente ao homem como ser
dotado de razio o consciencia, mas um direito
inherente pelle do hornera, o que faz que o di-
reito evidente ao primeiro volver d'olbos. O
plebiscito est estabelecido tio poderosamente
as leis e nos costumes, a industria do paiz o fa-
vorece de tal sorte, a rede elctrica obedece-lhe
to pontualmente, que em um dia trinta railhes
de cidadios, senhores de si proprios, poden fazer
saber sua vontadeao governo,palavra impropriis-
sima, por quanto o governo nesta trra modello
nao mais do quo o que deve ser lgicamente,
dadlos
trar a religiio no Eetado
jugo doa sacerd
Uge. E' encesta
louvado, elle
bre o slo a
roo, assuslador
. la como uma of-
bitudo, que o povo ame-
vilisado,
rtu- do presidente
a f do* povos maisveihos na le ^P^
lago nwii, esoi
quand : "rovoca seu desespero.
Poisrbem, fe povo tioinvejavel elioio
^e le, que falla e que v
repubnklfc^EBMBal. nos campos da qual a pa
a i ni prensa e a ekgio, esses Irez astros da razio
humana, nunca se poein : nio, nio admittimos
que esteja reduzida aos paroxismos, ou ao menos
s o admittimos em ultima exlremidade. Seo
perigo redobrar, aglomerar-se a ameagar as mar-
geos do Mssisipi de umascen* de deauniio.cuja
origem seria de mister procurar na baca do Eu-
phrates nos primeiros das do mondo, os Ameri-
canos devem ter antea confianga nessa razio hu-
mana, que devem sua fama, do que no empiris-
mo devoto do Sr. Buehanan. A razio, quando
sufficientemente interrogada, tem sempre uma
resposta para tudo. O povo tem fallado, lido e
votado. Poi8 bem Ahi est o remedio constitu-
cional. Porm acaso fallou, lea, a volou quanto
o mal o exiga ? Eis a queslio da dose tao im-
portante em therapeutica. Dobrem-a I Fallero
lodos ao mesmo tempo, sejsm os comicios per-
manentes, os redactores em chefe inleilnhem o
artigo de fundo I E' impossivel que nio se ad-
vinhe floal a palavra do enigma. Os orculos
d,a anligoidade eram conlos de criangas. A razio
humana, esquentada pelos clubs, jomaes e elei-
gdes, a verdadeira sybilla dos povos adultos. -
Anda se nos sugere um pensamenlo de re-
pente. Esta sybilla dos tempos modernos tem
tambem livros sybillinos mui despresados infeliz-
mente, aoa quaes nio se tem querido dar valor
algum. Acaso o Sr. Buehanan tem ao menos um
Montesquieu ? Desde o principio da crise tem
elle meditado no espirito da leu 1 Eal nesta
somma liberal a solugio dos mais desesperados
problemas. Todos os Magos do fundo do occi-
dente devem consulta-la, e Montesquieu em seu
congresso deve oceupar o lugar, que S. Thomaz
oceupava no concillo de Trenlo. Disso depende
a salvagio do novo capitolio.
Em todo o caso, sempre ser tempo, para an-
nullar a forga centrifuga inlroduzida no seio da
unio, de recorrer prece, ao jejum, humilha-
go, eonflsso, todos esses remedios de italia-
nos novigos e pueris, por meio dos quaes o Sr.
Buehanan provavelmente nada salvar do todo, e
humilhai de certo o seculo e o paiz das luzes.
vo ao
rea vi
a. Oslo
lhos paro
ur
^Bf Para
FOLHETIM
n
OBATEDORDE ESTRADA
II
O Sr. Buehanan fez tudo quanto lhe aeonse-
lhavarnos cima; chamou o povo, apellou para o
povo, raergulhou-seno povo, fonte de todo o di-
reito, de toda a razio e de todo o remedio; e
depois subi cima do Capitolio, le esperou com
confianga. No entanto, at aqui nio vio coma
alguma vir em soccorro do mais bello templo,
elevado, etc, nio ser o p das grandes estrada,
levantado pelos formigueiros humanos, que se
oceupam do saffragio universal, e as nuvens mais
espessas ainda das opinies manifestadas pelos
clubs, pelos jornaes e pelas tribunas.
Este resultado inesperado ao mesmo tempo
iuexplicavel. Mas como o presidente est collo-
cado de modo, que bem pode ver as cousas, e ao
mesmo nao tem interesse algum em ver lio turvo
e to negro, parece-nos impossivel recusar seu
testaraunho. Recebemo-loprovisoriamente, earre-
temoscome elle o diz, cque a hora das calamidades
e dos perigos vai soar, que as.leucuras anteriores
teera por consequencias actuaes laes exigencias
imprevistas, que vio inevrtavetmente dar origem
aos horrores da guerra civil e aoscrimes do san-
gue, absolutamente como em uma monarchia,
onde houvesse sacerdotes e nobres.
Admitamos ainda que oe discursos, os jornaes
e os votos, fuaccionando permanentemente, te-
nham sido apenas palavras e vozes, proctereaque
nihil, o que bem parece uma blaspbemia, e que
s haja Deus, a quem a naeo possa recorrer, o
que parece quasi uma supersligao. Examine-
mos esla nova siluagio do povo americano.
Que elle tudo fez par emta-!o, uma jusliga
que se lhe faz; e de faci, a constituigio dos Es-
tados-Unidos era to pouco preparada para rece-
ber Deus e dar-lhe um lugar de honra, que ho-
je ella nao sabe mais como render-lhe um culto
um pouco consequente.
Os demcratas americanos sao um povo muito
religioso,tem-se dito,nesle sentido,que el-
les teera muitas religioes,quatrocentas ou qui-
nhnntas. segundo o ultimo rcense*ment. O
que nao impede que um grande numero de cida-
oos, a maior parte pouco mais ou meaos, nao
lenha podido encontrar uma religiio seu modo
em urna tio linda variedade, e que tenha prefe-
rido nao abragar alguma dellas, ou como elles
dizem, nao pertencer a denomioago alguma.
quantos entre essesmilhes de Lomen nao crom
em Deus, ou acreditara no pantheismo, ou nao
arjmittem que Deus se oceupem dos negocios hu-
manos?- Quantos outros, aperlados entre o do-
lar adquerido e o dolar a adquerir,. nao sabem o
que creen? E agora vem-se-lhes dizer que a
poltica humana chega seu termo, e que con-
vem recorrer poltica divina I A' quem pe-
diremos soccorro senio a Deus ? Seu braco om-
nipotente pode s salvar-nos de nossos crimes e
loucuras. Suban at o cu nossas ardenles sup-
plicas para que elle nio as abandone nasta ho-
ra de perigo extremo. Isto hebreu para es-
sas rayriadas de homens sem hbitos religiosos.
A proposigao de orar nacionalmente nao re-
pugna menos seus hbitos polticos. O prin-
cipio fundamental do direito novo, o que faz a
gloria da constiluigao americana, nosase-
parago da egreja e do estado, a secularisago
absoluta da sociedade civil; mas anda a indif-
ferenga absoluta para com todo o culto o para
com todo o acto do oulto.
Ora, o poder civil como tal prope hoje aos ci-
^o ex;
^^B de
roa a unecao pontificia; enlenoiam-se t
sacerdotes para engaar o povo e rete-ltf na igno-
rancia de seus direilos. O ihrono e o altar lnham
pois sIDnidades qae os chamavam um para o
outro. Mas a cadeira presidencial e o altar, sol-
dados um ao oulro, que contrarevolugio! Que
resurreigio de todos os abusos no mesmo mo-
mento em que os italianos, derradeiraa victimas
do sacerdocio e do imperio, derrubam o altar
flm de emanciparem o throno.
E' pois gravissimo fazer uma prece como pre-
sidenta dos Estados-Unido. Ser evidentemen-
te o facto mais forraidavel pratcado pelo chefeJ
executivo desse grande povo desde a declaragio
daindependenda, e ser uma verdadeira decla-
rago de dependencia par com Deus e a religiio.
Emfim, concedamos que o Sr. Buehanan foi
forgado essa neeessidade terrivel. Vejamos a-
gora que prece elle pode fazer sem compromet-
ter-se e sem compromeltcr a honra dos Estados-
Unidos. Supponhamos pois uma mullidlo de
cousas mais maravilhosas urnas do qm as outras,
e profundamente desconhecidas ale aqui da de-
mocracia americana : que Deus no co se oceu-
pe dos Estados-Unidos, que veja as suas dissen-
gdes, que ouga os eacravistas e abolicionistas,
que saiba os meios de p-los accordes, que pos-
sa fazer-lhes saber esses meios, mas que nio o
queira, e que espere para quere-lo, nio virtu-
des cvicas e actos de herosmo nacional, porm
preces publicas I Vejamos como o Sr. Buehanan
vai empregar os meios para satisfazer essa fan-
tazia divina, lmpermeavel razio, no meio do
templo, elevado por essa mesma razio liber-
dade.
Obrigado a praticar um acto de culto e evitar
egualraenle a exclusio e a preponderancia, elle vai
reduzir ao mesmo denominador os quatrocentos
ou quinhentos cultos dos cidadios, que os teem,
e fazer uma prece que qualquer delles possa ac-
ceitar. Elle nio se dirigir um Deus sobrena-
tural, porquanto esse suppoe todos mysterios
e todas as dissenges da theologia, esse flagello
da razio;s lhe resta o Deus da natureza,o
ser supremo de Kobesplerre : elle vai decretar
que o povo americano er oo seu ser supremo e
na immortalidade da alma ; e em uma fasta re-
novada de nossa primelra repblica, nomeio das
(llores e dos leguraes, entre os animaos de cornos
dourados e os instrumentos aratorios e industria es
elle vai supplicar ao omnipoteale que desvie do
peior passo o carro embarazado do Estado. Ain-
da nisso Jiaveria inconsequencias, porm essas
sio su por lo veis.
Infelizmente, tal n5o a resolugio sensata e
toleravol, que o Sr. Buehanan tomou convi-
te de piedosos e patriticos cidadios, e que elle
beseou no senlimento de seu dever conslitucio-'
nal. > Tolosconhecem sua proclamagio. Nos
temos vergonha de dize-lo, vergonha pela razio,
vergonha por seu templo, vergonha pelos Esta-
dos-Unidos, o mais ainda vergonha pelos euro-
peus, que os admirara, o Sr. Buehanan ouve
orar e faz orar os cidadios do pavilhio estrellado
como a papisa da Inglaterra, como o papa de Ro-
ma, como os jesutas do Paraguay poderiam fa-
zer orar os e3cravos do obscurantismo.
O Sr. Buehanan ousa faltar de jejum, de con-
fissio de humilhages, e de nossa ingratdic
o culpabilidade para com o Pai celeste ; elle
pee era scena todo o farrapo da supersligao o poe
em pratica a litburgia e o ritual como as pocas
mais desacreditadas do baixo imperio e da idade
media. Sua linguagem recorda a do missionario
de Franga no principio da restauragio, quando
se esforga por caplivar as imaginagoes por uraa
especie de terror religioso, e faz pensar nos Exer
eieios Piedosos de Santo Ignacio, quando escolhe
para os seus penitentes assumptos deoragioe de
exame de consciencia. c Cada indiviiuo, qual-
quer que seja a esphera de existencia, em que se
aeha colloeado, pense era sua res ponsabildade
pessoal para com Deus e para com seu paiz, afim
de que santifique este dia. Oremos Deus que
nos apague no corago esse falso orgulho de opi-
niio, que impelir-nos-hia a perseverar no mal
por obstinagio as tes, do que ceder por justa sub-
missio s exigencias imprevistas, que nos cer-
can
Que exigencias imprevistas, com effeito, aquel-
las que reclaman de um presidente doa Estados-
Unidos remedios tio anlipalhicos razio, civi-
llsago e s luzes como o jejum, a confissio-a
humilhagio e a santificago 1
Entremos em algumas particularidades, o pro-
vemos a inconstitucionalidade, desses nomes
barbaros, quo exprimem as mais supersti-
ciosas ideas que por ventura tenhara servi-
do para o embrutecimento da especie humana.
O que pode haver mais desptico que o jejum no
ponto de vista parlamentar da bygiene, e como
possivel que alguem imagine que esse rgimen,
qne extena e abate a natureza, possa agradar a
seu autor, quo essa penitencia que reduz o corpo
servidlo seja agradavel quelle que ros chama
liberdade ? O jejum ura excesso oquem, como
a orgia um excesso alera : a'virtude est- entre
ambos. S a temperanga tudo que ha de ver-
dadero, de justo, de liberal, porque s ella pode
chamar-se o governo ponderado do estomago.
Pde-se fazer humilhagio a mesma censura:
ella avilta a alma emquanto o jejum curva o cor-
po. Ella excede o fim, que deve ser lie affasta-
ds do orgulho como pussillaminidade;fim que
o equilibrio republicano deve colloear no justo
meio da modestia.
Quanlo a coofisso geral, ou ella apenas
uma formula vaga deum remedio inerte, ou pode
transformar um dia de santificago em uma scena
de escndalos. Quel unirem-se com um pe-
sar penitente para confessarem ante o Omnipo-
tente seus peccados indi viduaes e nacin aes I
Separai-vos antes e oceultai-vos em um canto pa-
o cOTpTHB
aes ai o sejam suspeita
a de introduzir as relagi
in de desprezo que far bro-
e que os peccados nacionaee
nados no gabinete Washiogton,
Snra dos Estados-Unidos, elles ji
mais que vistos.
em o bom senso. a honestidad,
deraifo, virtudes qne a razao substituio aos
n, qne o Iheologia in>en'.ra
so o nome deoonselhos evanglicos SeoSr.
un nio quer dofcar-se de seu jejum, de
afisiao. contriegao e humilliaco, ao menos
qne saiba que sombras evoca. EUe recorda os
capuchinhos, o carmelitasdescalces, os fla-
glenles, os tas, as procisses de peniten-
or
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
IV
(Continua gao.)
O tom de franqueza de que se servia Grandjean
a'eata resposta, pareeeu desapontar Joaquim o
leva-lo ter alguma curioaidade.
Visto que te interrogo eom lauto desaso,
disse elle, excusado que contine ; cedo-te a
palavra. Conta-me em poucas palavras a la vi-
da passada at a poca em que entraste para o
se'rvigo de D. Henrique ; feito o quo, verei se de-
vo tornar minhas perguntas.
Que se faga em ludo a vossa vonlade, se-
nhor ; mas devo prevenir-vos qae semelhante
historia nada lera que vos possa interessar.
Nada de prembulos; vamos ao ficto.
Tenho uma familia numerosa, disse Grand-
jean ; porm de todos os meus parentes, s co-
nhego meo pae e minha mi. Meu pae, no tem-
po da revolugo de 93, era o couteiro-mr dos
Srde Villequier. O rigor com que elle desem-
pennava seui deveres, a firmeza de seu carcter e
sua obstinajo invencivel, lhe tinham grangeado
muitos inimigoe d'enlre os ladres de caga do
lugar: assim queriam trala-lo como um grande
persooagem, isto pendurs-lo n'um lampeio I...
Levado pelas supplicas de sua mulher ou domi-
nado pelo modo, meu pae tomou passagem n'um
navio com destino ao Canad, e chegon sio e sal'
to Qoebec. Nasci eu dei annos depois. Da mi-
nha infancia apenas posso dizer que minha role,
bella Normanda de corago e d'alma, me emba-
lou ao som das cantigas de seu paiz, e qae o pri-
meiro nome que me ensloou pronunciar foi o
de ViUtquier 1 Meu pae, quer que a necessidade
0 ohrlgasse, quer que ella etcolbesse esla profls-
alo de preferenda outra quilquer, por se n-
eemelhar i sua condicio paseada, fes-so matoi-
{*) Vide Diario i. 9*.
ro 1 Minha mc ficou s encarregada de minha
educagio ; e sabe Deus o que lhe custou este tra-
balhol Mandava-me lodosos das pela maohia
uma escola gratuita ; e logo que anoilocia me as-
sentara seu lado e contava-me at alia noile
historias do seu paiz. Explicava-ue as lendas, os
usos, os costumes de sua chara Normandia ; devo
dizer que eu a escutava-a com immenso prazer 1
* Meu fllho, me dizia ella sempre no fim, nio te
esquegas que se o accaso te fez nascer em Qoe-
bec, nem por isso deixas de ser filho de Ville-
quier 1 >
Uma tarde, quaudo eu voltava da escola, achei
minha mi em um estado de exallagio extraor-
dinaria. Tinba eu entio dez annos. Luiz, dis-
se- me ella, sem me dar tempo de lhe perguntar
nada, recebi uma carta da nossa trra.
Uma carta de nossa Ierra, repel eu con,
grande sobresalto I Que fortuna, mostrae-m'a !
Vaes fazer mais do que ver, vaes le-la'em
voz alta, me respondeu ella.
Nunca me esquecerei, viva eu cem annos, da
confusSo e desespero que me caussram estas pa-
lavras I.... Ha quatio annosque eu andava na
escola, e ainda nio sabia o alphabeto.... nunca
pude passar das duas primeiras lettras. Em com-
pensadlo eu jogava o socco melhor que um In-
lez, lulava como um Erancez e nio teria duvi-
a em apostar um tiro com qualquer alirador
kentukiano I Vi-rr.e obrigado confessar 4 mi-
nha mi minha ignorancia.
Que desgraga, me disse ella, que nio sai-
nas lr nem escrever 1 teamos podido conversar
com os amigos de l da nossa Ierra.
No dia seguinte, cu era o primeiro que chega-
va na escola, tarde eu sabia todas as lettras;
um anno depois escrevia menos mal quo hoje.
Deste momento em diaote, gragas meus talen-
tos novos, minha vida se passava mais vezes em
Villequier do que em Quebeu. Eotretive uma cor-
respondencia diaria com os numerosos parentes
e amigos de minha familia. Islo dorou dous an-
nos, isto at a morte de minha mi. Nio ha-
vendo couaa que me prendesse mais Quebec,
puz-me eaminho para ir ler com meu pae, que
entio eatava acampado na fronleira americana.
Soube em minha viagem que elle tinha sido mor-
to havia um mez em uma luta com os Yaokees.
Meu primeiro pensamenlo foi voltar para Frange
pela Normandia; porm um falso pudor, de que
hojedou gragea Deus, me impeda de levar mea
projectp effeito. Repugnava-me voltar para mi-
nha familia como um mendigo___ Elles pensa-
rlo, dizia en comigo, que a miseria quem me
obriga ir ter com elles. Fquei. Desde enlo
coat alguma notavel temse dado em minha vi-
da, que vaina i pena contar, principalmente
vos, Sr Joaquim, quo conheceis, melhor que nin-
guem n'esle mundo os incidentes deque se com-
poe a existencia dos aventuremos do Novo-
Mundo. Corri muitos perigos, srnsquei muilas
vezes minha cabega e nio foram poucos os In-
dios e Yaokees que matei I A minha felicidade
nica, o nico fim de meus trabalhos, soccorrer
aos patricios que sio infelizes. Sei pelas cartas
que recebo de Villequier, que ahi muitas vezes se
falla em meu nome, e que esperam com a maior
impaciencia a minha volta, ou para melhor dizer
a minha chegida. Emfim, repito, fago todo o
possivel por ser til aos amigos. O anno passado
ti ve o prazer de dar-um sino para a egreja, e de
fazer reparar-se a escola dos meninos ; quasi que
se nao passa um mez que eu nio seja padrinho
por procuncao ; aconselho os maridos que tem
desarengas familiares ; reprehendo speramente
is mulheres casadas que nio se comportan com
honeslidade; s vezes tambem dou a algum ra-
paz que esl-apaixonado e ojie leve a infelicida-
de de lhe cahir a sorta no recrutamento com que
pague um substituto. Afinal, ainda que esteja
milhsres de leguas de Villequier, o mesmo
como se l eslivesse Tenho toda a que se
algum dia chegar ser rico, o quo seria a maior
das felicidades, de ir morrer ua minha aldea e de
ser enterrado no cemilerio do presbylerio no meio
de meus parentes e amigos.
es pardos, negros, verroelhos, brancos, azues,
todos os phanlasmas, que a elevagio do liberalis-
mo fuera entrar nos limbos. Que saiba ainda
que se transforma em Moyses, em Jeremas, em
Reame.
Ah 1 como lhe senta bem esse papel de grande
ou pequeo propheta I Quanlo antes cubra o
corpo com um silicio e a cabega de cinzas, rompa
de cima baixo sen fraque preto e tire sua grva-
la branca, j que lhe faltan vestidos mais com-
pridos. visto como elle pretende salvar ou repa-
rar o templo mais magnifico, elevado, etc., como
se se Iratasse do templo de Sslamio, essa mara-
vilha do mundo theocratico.
(Confn uar-se- ha.)
Conferencias de Nossa Senhora de Pa-
rs pelo R. P. Flix.
Segunda.
I
(Coocluso.)
Nao acreditis, senhores, que esses principios
da razio, e esaes dogmas da revelsglo, affirma-
dos infancia pela palavra de pae, e pela palavra-
da egreja, fiquera toda a vida sem esclarecimen-
tos, e sem luz, como estatuas na sombra. A'
medida que o menino se eleva, a luz por um
progresso iosensivel mas real, vae esclarecendo
esses dou mundos do pensamenlo; descobre-
Ihe os seus cumes, fundamentos, e relaces ml-
tipla ; descobre-lhe a final a conveniencia, a or-
den, a belleza, e a fecuodidade dessas verda-
des em que elle creo sem comprehend-las. e
sera mesmo saber e que era erar e comprehen-
der. JI entio nao ci soraente, reconhece que
tem razio para crer; e tanto melbor comprehen-
de, quanto melbor ve por um olho lmpido, e
desassombrado das nuvens das paixes humanas.
O mundo da f lhe apparece radiante da propra
luz da razio; e por seu turno tambera o mundo
das verdades racionees se cobre ce o reflexo
desse aslro divina que se chamaa O que a
razio lhe ensina lhe parece mesmo mais rasoavel;
pois que, patenteando-lbe ao ciarlo da historia
os fundamentos desse mundo superior a si mes-
ma, ella confirma a sua f nao s per ludo o que
lhe moalra, como por, tudo o que lhe occulla.
Assim se desenvolve a inteligencia do menino
quer na ordem natural, quer na ordem sobrena-
tural, por um rrescimento parallele e um pro-
gresso continuo : procurae nesse desenvolvimen-
to urna solugo de contiauidade, e encontra-la-
heis. O menino er sempre, nunca duvida ; ?fur-
nia sempre, nunca nega v e cada hora do tempo,
eada movlmeoto de sua vida, cada elhar lanzado
sobre Deus, sobre o mundo, e sobre si mesmo,
lhe revela mais e mais o quanto lera elle razio
para crer: sua inteltigencia que nasccu- na som-
bra, envolvida nos cueiros da f, se banha com
alegra na sua propria luz, como o sol, cujo bri-
Iho augmentaaugmenta at quo chegaudo ao
seu apogeo langa de si os seus raioa mais vivifi-
cantes e resplandocentes..
Enlo, senhores t ento que o- chrstio co-
nhece nio s a forga e alegra, come- o enlhusias-
mo da verdade ; porque a verdade o convida pa-
ra as suas testas, e Ibe proporciona- sagrados en-
te vos, xtasis sublimes as torrentes- de sua lu!
Filhosde um seculo de.scepticism, nufragos da
f, vos nao conheceis essas puras alegras-, que a
verdade ionoculada na alma humana pela autori-
dade divina esparge aaintelligencia na hora dasua
completa irradiagao, quando a efiusio de seus per-
fumes egual ao esplendor de sua- laz I.Alguna de
entre vos pode ser que tenha m conbecidoa felicida-
de de na paz recolher os restos de suas crencas dis-
persas pelas tormentas da vida ;. todos-v-s porm
nao teodes couhecidona sua plenilude essa feli-
cidade de uma f cada vez mais- firme, rasoavel,
e radiosafelicidade sem egual da verdade rece-
bida na aimplicidade, e esclarecida, depois pela
selencia, pela evidencia, e pela razao.
Quanlo a mim coufesso que a conhec?, e a mi-
nha alma sent aqui a necessidade de poten tea r a
vossa alma esse beneficio de Deus para o homem.
O beneficio incomparavel -a. fe adauirida pela
educagio calholica, engrandecida, n'um progresso
continuo por entre todas as provaagas da vida__
eu nunca mais vos esquecerei I Nesse brilho su-
perabundante que crcava a minha f, cada vez
mais pura e radiante, conheci no mais intimo da
minha alma essas alegras da verdade, a que na-
da pode comparar-sel
O' Deus 1 quantas vezes no- silencio do reco-
Ihimenlo, sozinbo com a verdade, isto corar,
vosco mesmo, resplandecendo cora o brilho des--
sa f que minha alma ingenua recebera dos la-
bios de uraa mi, que tanto sabia crer na vossa
palavraquantas vezes cem o jubilo no corago,
e com as lagrimas nos olhos eu exclamei: O' meu
Deus! Sede bem dito por me ha verdes revelado*
o vosso verbo na minha primeira infancia.! O'
divina religiio) O' egrejaminha mi, verda-
deira instituidora das intelligencias I se os-ho-
mens vos coohecessem, se elles soubessam co-
mo bella, como sublime a crenga desde a
infancia com uma luz e aerenidade sempre- cres-
centeah I elles desejariam o que meu> earagio
de irmio, o que ainha alma de apostlo deseja
a toJos os meninos, a saber : que efiss. encon-.
trem em Jess-Christo, revelado pela educagio
christa, as verdadeiras alegras do peosamento.
e os verdadeiroa progresos da ioteUigencia 1
(Le MondeStitieiro.)
O Batedor de Estrada tinha ouvido a historia
de Grandjean com toda a atteogio. Por varias ve-
zes suas feiges tinham dado signal de admira-
gao uns olharea de sensibilidade:
Por Deus, bravo companheiro, que nio es-
perara nada do que tenho ouvido I Suppunha-le
um bruto, violento, vingativo, eacravo do dinhei-
ro e promplo assassinares por qualquer baga-
tena. Estara longe de pensar que sob formas tio
pouco seductoras se oceultasse tanta sensibilida-
de I Caramba 1 nSo sei realmente como com esla
natureza de cordeiro tenhas podido is vezes te
decidir usar de teu refle e derramar o sangue
de teua scmelhantes.
Eu senslvel, senhor 1 exclamou Grandjean,
dando uma grossa risada, queris sem duvida di-
vertir-vos minha custa? Tenho vivido sempre
na carnsgem, e por isso pouco me incommoda a
vista do sangue. Nao ha muito tempo qae cba-
musquei os milos de um Americano, porque
nio me quera cagar uma piastra que me devia.
Ou me expliquei mal, ou vos nio me entendes-
les bem. A' excepgio de meus patricios de Ville-
quier, nio amo ninguem neste mundo senio
vs. Os Yankses e os Mexicanos sao, & meus olboi
animaes fer07.es que eu mato sem piedade, todas
as vezes que se oflerece occasiio.
Eis-ahi um correctivo que torna compre-
hensivel e verosmil o lado benvolo em excesso
de teu carcter, exclamou Joaquim. Virtuoso na
Normandia, onde nunca pozeste o p, o bandido
na America, onde te achas, sabes salvar tua pes-
aos sem infringir as leis da natureza. Quanto
amizade que tens aos teus patricios eu a compro-
hendo perfeitamente : t nunca vivesle entre el-
les. Agora que j me dste teu respeito os es-
clarecimenlos que eu desojara,.presta-me de no-
vo toda a altengio. Vou fazer-te outras pergun-
tas. Onde encontraste D. Henrique? Qual o seu
nome de familia? Porque razio entraste em sea
servigo ? A noile adianti-se ; e s breve em
tuas respostas.
Conheci o Sr. Henrique em S. Francisco e
encontramo-nos depois em Guaymas. Parece-me
que o ouvi chamar por seu nome ; mas nio me
lembro delle. Sei apenas que os Francezes es-
tabelecido! na California davam-lbe um titulo de
oobreza*. conde ou duque... ou nio sei que...
porque eu nio dou importancia cousa nenhu-
ma destas I Foi D. Henrique qaem me convidou
f>ara o acompanhar em uma excursio que elle ia
azer, e eu aceitei com a intenc&o de fundar o
dote que deve servir para arranjar o casamento
de uma prima e patricia, Jacquelina Lefort.com
meu patricio Joio Ledru, filho do moleiro 1...
Que reputagio tinha D. Henrique em S.
Francisco ?
Nio me possivel responder esla pergun-
ta, senhor, e por uma razio muito simples, e
que ninguem ousaria em S. Francisco dizer em
voz alta o que pensara de D. Henrique.
E porque ?
Porque todos tinham modo delle.
Deve, pois, teu amo ser bem terrivel I
Nio sei ; s o que posso afiangar-vos que
elle tem uma forga corporal extraordinaria e uma
destreza pouco commum.
E tu, qual a tua opiniio ?
Eu, senhor, julgo que elle tem tanto de va-
lente como de forte, e lano de perverso quanto
de ralete I
Uma palavra mais 1.;. Nao suspeilas algu-
ma cousa respeito da expediclo emprehendida
por teu amo?
Nada, senhor.
Nunca te veio idi pergontar-lhe onde te
levava ella ?
Nunca... E' tio adinrente para mim ir
para aqui en para ali I Pagaem-me os meus sa-
larios, e pouco ae importa com os lugares.
Pois bem, queresque eu diga para onde te
leva teu amo?
Dizei-me, senhor.
Elle te leva para a morte 1
Esta rerelaco nennuma impresso fez ao gi-
gante.
Oh 1 senhor, disse elle tranquilamente ;
lato de matar-me nio seria cousa lio fcil como
parece que peosaes. Se esta expedigio acabasse
por uma batalba, era cousa que pouco me admi-
rara... Assim mesmo nada prova que en nella
suecumbisse.
E eu juro que sim.
Por minha vida 1 entretanto at hoje ..
Al hoje, ainda nao serviste de alvo ao
ponto de mira do meu refle, inlerrompeo fra-
mente o Batedor de Estrada.
Que, senhor, exclamou o Canadense, pois
a expedigio de meu amo era dirigida contra
vos?
Sim.
Ah 1 que miseraval I queris que..
Grandjean susteve-se.
Acaba, disse Joaquim.
Mil milhiiss de diabos 1 estou preso pela pa-
lavra... Niosou senhor de mim nesle momento,
replicou o Canadense com violencia. Sim ; mas
logo estaremos de volta Guyamas... e en-
tio...
Eolio estars minha disposigo, disse .
Batedor de Estrada, e eu te darei ganhar o do-
te com que casars tua prima Jacquelina Lefort
com teu patricio Joio Ledru, filho do moleiro
.V
Um silencio bastante prolongado seguiu-se
revelaglo do Batedor de Estrada.
Grandjean procurara coordenar um pouco as
suas ideas, tio perturbadas estavam ellas pelo
2ue acabava de saber, e Joaquim Dick, entregue
uma cqmpleta distraegio, pareca pela segunda
vez ter-se esquecido que ali se achavaseu com-
panheiro.
Foi o Cauadense qaem primeiro fallou.
Senhor, disse elle, ha pouco me causastes
tio grande sorpresa, que por um instante fiquei
atordoado. Agora que meu espirito eat um pou-
co livre deste choque, pego-ves licenga pira por
minha ves vos fazer uma pergunta.
Joaquim Dick levantou a cabega e olhando dis-
tradamente para seu interlocutor, lhe disse :
Falla.
Como pode ser que D. Henrique seja vosso
inimlgo, e que contra vos tenha feito esta ex-
cursio ?
Antea de nene encontr esta aelte, elle
gnorava vosso nome e nunca vos tinha visto o
rosto I
Nio tenho costme, Grandjean, de discutir
uma cousa, que eu principio por afirmar.
De fado, muito justo, senhor.
Pois bem, uma vez que meu amoioidugo
vosso, porque o advertales da iraigio que-os. Me-
xicanos tramavsm contra elle ? Era tao simples
deixa-lo assassinar I
Pela preoecupagio do Batedor do- Estrada era
fcil adevinhar que elle nao ouvia. o Cana-
dense.
Dize-me, Grandjean. exclamou ello, repa-
raste na carabina que traz teu amo ?
Sim, senhor, reparei nella o admirei-a.
Que qualidade de arma ?
E' uma arma de dous canos, de um traba-
lbo, de uma solidez e de um alcance adai-
rareis.
De que calibre ?
De um calibre extraordinario e muito bule :
doze bailas por libra...
E estas balas nio tem alguma cousa de par-,
ticular, e que as deslioga das ordinarias ?
Perdi, senhor, estas balas sio guarnecidas
de uma pona de ago.
Ah I muito bem I .. nio me havia engaa-,
do, resmungou Joaquim ; depois alteando a toz
disse :
Teu amo, haveri oito dias esla patte.Qao
ficou por alguuaa horas atraz de sua es-
colta ?
Esta circumstancia exscla, senhor; s-
mente admiro, que estejaes informado de
tudo.
Nio ouviete durante esla ausencia um
Uro?...
Sim, Sr. Joaquim, verdade, disse o Cana-,
dense cada vez mais admirado. D. Henrique i
quem pergun le mais tarde acerca disso, me res-
pondeu que tinha a tirado ara um bnfalo, eque
lioha errado...
Portaolo suas reupas deviam estar mancha-
das de sangue...
Cada vez melbor I...
Mas, senhor....
Vamos I interrompeu bruscamente o Bate-
dor de Estrada; Gabilanj deve ter comido bas-
tante, o caja sei tudo quanto desejava 1 Ah uma.
nica recommendago : nio le esquegas de ser
muito circumspecto comigo em toda a nossa via-
gem : preciso muito qae leu amo nada saiba de
noasas relagdes paseadas.
tConiinuar-te-ha,.),
ttP!- TYr. DI M. I. TJX FARU, _mi.


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