Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09275


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Full Text
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Ftr (res aezes adiaotados 51000
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SEGUIDA FEIRA 29 II ABMLI1 ItIL
PoraaBiadaBta4tl9$000
Parte frtict para o snbscripUr.
Mil
BBCAHRBGADOS DA BB3CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, da Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel los Mar-
ti as Ribeiro Guimaraes ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
t*AKlll>Ab UuS UUKK&1U9.
Olinda todos ot dias as 9 1/1 horas do dia.
Igiiarass, Goianna Parahiba as segundas e
sextas-feires.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ctraar, Altinho e
Garahuns as lercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qneira, Ingazeira, Florea, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ourcury e Fx oas quartas (eiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MIZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante aa 4 horas 4 minutos da
manha.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da nao.
18 Quarto crescente aa 4 horas e 36 boraa da
manhaa.
[24 La cheia as 8 horas 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE BOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
ISegundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
das da senara.
39 Segunda. S. Pedro a,; S. Hago are
90 Terga. S. Catharina de Sena y.; S. Peregrino
1 Quarta. Ss. FeTlppeoThiago app.;S.Jeremas
2 Quinta. S. Athanazlo b. ; S. Mafalda infanta,
3 Sexta. lorenzo da S, Cruz ; S. Rodopiano m
4 Sachado. S. Wonica miideS.Agostinho.
5 Domingo. A maternidade de N. Senhora.
AuuibNblA UUS TRIBUNA*. 1>A CAfii'AL."
Tribunal do eommercio: segundas e quintas.
Relaoao: tergas, quintaa e aabbados aa 10 horas.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
dis.
Segunda Tara do cirel: quartaa sabbadoa a 1
hora da tarde:
ENCaRREGADOS DA SUBSCRIPCA DO SU1-*
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Dias; Bahia
Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Sti
Joo Pereira Martina.
EM PERNMBUCO.
O proprietario do durio Manoel Pignelroa de>
Faria.na aua livraria praca da Independencia rj
|6e8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincial.
Expediente do dia 25 de abril dt 1861.
Officio' ao eapitio do porto.Faco aprsenla r
i V. S., para ser inspeccionado o recruta Anto-
nio Jos Moreira.Communicou-se ao chafe de
polica.
Dito ao baro de Cuararapes, director getal
dos indios.Queira V. S. habilitar-me com sua
iotormacao a satisfazer a exigencia feita pelo
Sr. ministro dos negocios da agricultura eom-
mercio e obras publicas no final do aviso junto por
copU expedido em 4 do correte mez.
Dito ao inspector da thesouraria de fazeada.
Estando nos termos legaes o pret e (ulnas juntos,
que me foram remettdos pelo commandante su-
perior interino da guarda nacional desta cpiul
com officio de 22 do correte, sob n. 42, mande
V. S. pagar os vencimentos relativos ao mez pr-
ximo passado, dos cfQciaes do exercito, cornetas,
clarins e tambores empregados nos corpos da
mesma guarda nacional.Communicou-se ao
commandante superior.
Repartid ao especial das trras p-
nicas.
EXPEDIENTE.
Officio ao Exm. presidente. Em observancia
a o respeitavel despacho de V. Exc. exarado no
officio da cmara municipal da villa de Boa Viata
sou a dizer a V. Exc. quanto a primeira duvida
pro posta pela referida cmara, que todos os pro-
pietarios que nao liverem registrado aeua terre-
nos nos prasos marcados pelo regulamento de 30
de Janeiro de 1854, esto sugeitos aa multas com-
minadas pelo mesmo regulamento de 30 de Ja-
neiro, Ocando com tudo livre deltas os proprie-
tarios de que falla o officio a que informo, se por
ventura provarem que a culpa nao fui delles, e
si m por falta de pessoa que tomasse o registro, o
que nao mullo fcil, por que anda mesmo que
o vigario da freguezia de seus terrenos Uvesse es-
tado suspenso para responder a um processo, a
freguezia devia ser exercida por ootrem que ne-
cessaramente teria sido nomeado. eento a este
competera tomar o registro. Quanto porm, a
segunda duvida em vista do j citado regula meu -
to me parece claro que sao os competentes para
dar registro os terrenos pertencentes as corpo-
rales etc. os procuradores ou administradores
da mesma corporagao. Assim me parece ter cum-
prido o que por V. Exc. me foi ordenado.
)ito ao mesmo. Em observancia ao respei-
exarado no officio ao
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.,
para o seu conhecimento e devida execugo a
circular n 17 expedida pelo ministerio da fazen- tavel despacho de V. Exc.
da em 25 de fevereiro ultimo, declaraod
os papis que esto sujeitos ao sello do Io art. I a v. Exc. q
58 do regulamento de 26 de dezembro do anno de 18 Je marro de 1858 e de Janeiro de 1857, aa
passado.Remelteram-se iguies copias ao pre- relagesdeque falla osupra citado vigario devem ,
sidente da relagSo, ao tribunal do eommercio. ao ser apreseutadas logo que Ande cada um dos
juiz especial do eommercio, ao joizo dos feitos prasos, a presidencia da provincia para esta dar- '
da fazenda, aos juizes de direito, e aos juizes mu- lhe o competente destino. Quanto a segunda
registro de seus terrenos, como faz certo o docu-
mento n. 1, aou de opinio que os supplicantes
nao esto no caso de ser attendidos. Ente o meu
parecer, V. Exc. porm, far o que melhor en-
tender.
Dito ao Exm. director geral.Tenho a honra
de passar s mos de V. Exc. a inclusa demons-
trado constante dos passageiros emigrantes vin-
dos para esta provincia de diferentes pontos da
Europa.
Dito ao Dr. presidente do jury.Cendo sido
sorteado Joao Chryaoslomo Fernandes Vianna,
afim de servir na present sesso do jury desta
cidade, na qualidade de juiz de (acto ; rogo i V.
S. se digne dispensar esse empregado, porquanto
a presenta d'elle nesta repartigo reclamada
bem do servigo publico, pois na qualidade de
porteiro archiviata que nao pode ser destraba-
do sem prejuizo do expediente d'esta repar-
tico.
Dito ao Exm. Sr. presidente.Em observancia
ao respeitavel despacho de V. Exc. exarado no
requerimento do padre Joo Derculano do Reg,
aou informar V. Exc. que, vista do regula-
mento de 30 de Janeiro de 1854, nao pode ser de-
ferida a preteogo do Rvd. supplicante, porquan-
to so acha ella comprehendida as disposiges
dos artj. 24, do regulamento de 30 de Janeiro e
11 da le de 18 de setembro de 1850, cujas dis-
nicipaes.
Dito ao commandante do corpo de policia.
Pode V. S. engajar no corpo sob seu commando
o paisano Antonio Gome) Ferraz, de que trata o
seu officio desta data, sob. n. 182.
Dito ao iospector da thesouraria provincial.
Em vista da conta junta mande V. S. pagar ao
agente da companhia brasileira de paquetes a
vapor a quantia de 425750 rs. em que importara
as passagens dadas do Cear para esta provincia
em um dos vapores da mesma companhia so cri-
minoso Joaquim Nolasco da Silva, e a duas pra-
vas, que o escoltaran).Communicou-se aos su-
praditos.ageales.
Dito ao director das obras militares.Approvo
e ajuste que fez Vmc. com o mestre pedreiro
Antonio Manoel do Sacramento para a cons-
truego no quarlel do Campo das Princezas da
parede do refeitorio, e da que deve separar a co-
ainha da arrecidacao de gneros, e bem assim
para a factura do novo fogo, aproveitando-se
para elle a chapa do que existia no quartel de
Sanio Amaro, lulo pela quantia de 3305410reis,
constante dos dous ornamentos, que acompaoha-
ram o officio de Vmc. de 20 do corrente, sob o.
27.Communicou-se thesourararia de fazenda.
Dito a cmara municipal de Flores Approvo
a nova arrematagao quo Vm. mandou proceder
dos impostos pertencentes a esse municipio pelas
quantlas indicadas no officio que me dirigirn)
emll do corrente, o qual ca assim respon-
dido.]
Dito ao director geral interino de iostruegao
publicaRespondo o officio de Vmc. de 24 do
corrente, sob n. 116 acompanhado de outro, que
devolvo, do director do collegio dos orphos, te-
nho a dizer-lhe que pode Vmc. autorisar o
mesmo director a elevar a trila e seis li-
bras o fornecimento diario do pao naquelle col-
legio.
Dito ao juiz de paz mais votado do 1 districto
de SS. Cosme e Damio de Iguarass.Scienle
do que commuoica Vmc. em seu officio de 17
deste mez devo declarar-lhe em resposta que ir-
regularmente e contra a expressa disposigo dos
arts. 1 do decreto o. 1812 de 23 de agosto de
1856. e 2 do decreto o. 2621, de 22 de agosto de
1860, aviso de20 do fevereiro ultimo Io, foram
convocados para organisago da junta de qnalifi-
cago de votantes dessa freguezia os eleitores e
supplenles ltimamente eleitos, que ainda nao
foram recolhidos pelo poder competente.
Cumpre, portaoto, que Vmc, nulliflcaudo esse
acto, como que novamente os eleitores e sup-
pienntes da legislatura a Qndar em maio prxi-
mo, e reunindo a respectiva junta no dia 9 de
junho, que para isto designo, prosiga no3 termos
ulteriores da qualiGcago, dando-me ciencia do
resultado.
Portara. O vice presidente da provincia, at-
tendendo ao que requereu Jos Soares Neiva, ca-
pito cirurgio mor da guarda nacional da co-
marca de Garahuns, resolve conceder-lhe seis
mezes se licenga para della gosar fora da referida
comarca.Communicou-se ao respectivo com-I
mandante superior.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Exm. director geral da secretara do
ministerio da justiga.S. Exc, o vice presiden-
te da provincia manda aecusar recebida a cuta
imperial do Dr. Hermogenes Scrates da Silva
Cabral e Vascoocellos, juiz municipal da primeira
vara desta cidade, que acompanhou o officio de
Y. Exc. de 5 do corrente sob n. 180.Deu-se-
le o conveniente destino.
Ditoao Io secretario da assemblea provin-
cial.S. Exe. o Sr. vice presidente da provincia,
manda transmillir V. S. para ser presente a
assemblea legislativa provioeial, o orgamento da
receita e despeza do anno fioanceiro de 1859 a
1860, que remetteu a cmara municipal da villa
de Flcres.
DESPACHOS DO DIA 25 DE ABRIL DB 1861.
Requer imenlos.
Antonio Francisco de Jess.Informe o Sr.
engenheiro director das obras publicas.
Antonio Rodrigues Pinheiro.Selle e volte.
Beolo de Souza Maia.Noha vaga.
Estevao da Cunha Medeiros.D-se-lhe pas-
sagem de proa no vapor da companhia de nave-
gando costeira.
Henrique Jos Vieira.Informe o Sr. director
do araenal de guerra.
A mesa regadora da irmandade de Nossa
Senhora do Rosario da freguezia de Santo Anto-
nio. Lxpedio-se ordem no sentido que requer.
Jos Soares Vieira.Passe portara concedeado
seis mezes de licenga.
Manoel Francisco do Espirito Saoto.Informe
o Sr. Dr. chefe de policia.
Manoel de Almeida Nobre. Informe o Sr. di-
rector geral de instruego publica.
Theotonio Cesar de Almeida.Informe o Sr.
director do arsenal de guerra.
Vicente Ferreira da Costa Miranda.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazeada.
cujas
posic&es so oppoem ao que requer o Rvd. suppli-
o quaes! grio de S. Lourengo de Tejucupaco. sou a di- "ne- ",e'ido 1ue Palera o fiscal desta repar-
5 1* art. "r a V. Exc. que embista dos avisos circulares' 'f?* nhauli,mafpar,e dov8e p"ec"/ E sqain-
to tenho a informar, V. Exc porm far O que
julgar dejustiga.
Officio ao Exm. director geral.Tenho a honra
de communicar V. Exc, que reassumi as func-
goes de delegado desta repartigo, desde o dia 1
do corrente.
Officio ao Exm. presidente da provjocia.Ten-
do o seguodo-tenenie Henrique Jos da Silva
Qninlanilha, sido nomeado juiz-commissario para
intervir em todas as questes de lmites que se
suscitaren) por occasiao da medigo edemarcagao
das trras da Aldeia dos Indios da villa da Es-
cad), na conformiade do aviso do ministro do
imperio, expedido pela repartigo geral das trras
publicas em 1 de fevereiro do cortete anno, con-
vm muito para evitar duvidas que se vo susci-
tando que V. Exc. se digne declarar se o dito
juiz-commissario tem jurisdigo em todo muni-
cipio da Escada, segundo a disposigo do art. 30
do regulamento de 30 de Janeiro de 1851, para o
effeilo da proceder quaesquer medigao ou demar-
cagao que n'aquells muoicipio forera necessarias'
e requer las, em razo de estarem as posses su-
geitas riyalidago e legitimago. ou suas func-
goes se limitara ao que disser smente respeito
s trras dos Indios.
Officio ao Exm. director geral Tenho a honra
de aecusar recebido o officio circular de V. Exc.
daiado de 5 do corrente, remetlendo-me seis
exemplares de mappas para differentes usos ten-
dentes ao servigo desta repartigo.
Dito ao Exm' Sr. presidente.Para queeu
possa satisTazer o que me incumbe o art. 76 do
regulamento de 30 de Janeiro de 1854, rogo
V. Exc. baja de ordenar ao engenheiro e juiz-
duvda, sou de parecer que as trras j registra-
das e que passam a outros possuiiores nao pre-
cisara de novos registros. I
Dito ao mesmo. Era observancia do respei-
tavel despacho de V. Exc. exarado no incluso of-
ficio ao vigario Joo Baptista Soares, tenho a di-
zer a V. Exc que em face do aviso de 23 de no-
vernbro de 1854 sou de opinio que asdeclara-
goes de que falla o supra citado vigario em sua
primeira duvida, devem ser apresentadas pelo ad-
| ministrador e consenhor dos terrenos de que se
' trata, devendo nao obstante o registro ser feilo em
'commum por todos os possuidores : quanto a
j segunda duvida, em vista do disposto no aviso n.
Dito ao mesmo.Mando V. S. pagar ao neg- 3 de 17 de Janeiro de 1855. tenho a dizer que,
ciante Jos Joaquim Teixeira Campos, conforme '
requisilou o chefe de policia em officio de hon-
tem, sob n. 333, a quantia de 249000 res, des-
pendida, como se v dos inclusos recibos, com o
tapamento de um rombo feito na cadeia do Li-
moeiro.Communicou-so ao chefe de policia.
Dito ao director do arsenal de guerra.Haja
Vmc. de maudar con3ertar nesse arsenal as 80
armas, de que trata o olficie, junto por copia, do
commandante superior do Recite.Communi-
cou-se a este.
quando urna propriedade, tiver parte n'uma fre-
guezia, e parte em outra, deve cada urna destas
partes ser registrada na respectiva freguezia, nao
pdenlo por tanto o vigario coosultante registrar
terrenos em sua freguezia que nao perlencerem
a ella. Quanto finalmente a terceira sou ainda
de opinio que as rolages nominaes dos multa-
dos devem ser remettidas a autoridade compe-
tente no lim do cada um dos prasos. Este o
meu parecer V. Exc. porm julgar como for mais
acertado.
Dito ao Exm. director goral. Em virtudo do
officio de V. Exc. de 19 de agosto prximo passa-
do tenho a honra de remeter V. Exc o mappa
incluso, constante dos navios entrados neste por-
to cora emigrantes noraezde marco proximofindo ?0,?missario, eocsrregsdo da demarcagao
r.-. .. r mi*)A niD lamo il. Va..a. .ma H.\ MkM mn
Dito ao Exm. Sr. presidente da provincia.Em
observancia ao respeitavel despacho de V. Exc.
exarado no officio do promotor do Bonito, sou a
dizer Y. Exc que os terrenos devolutos conti-
guos quelles que actualmente esto na posse de
qualquer individuo, devem ser respeitados antes
que se proceda a competente medigo, embora
digo das trras da Escada, me d communicago
dos trabalhos que est procedendo.
E como me parece que esse fuoccionsro es'
persuadido de que nenhuma dependencia o liga ,f
repartigo especial das trras publicas, qur na
qualidade de medidor, quer na de juiz-commis-
sario. rogo tara bem & V. Exc. se digne de dar
ditos terrenos depois de medidos venh'am per- *u" ,rdens ll respeito |para bem da regulari-
tencer a aquellos que liverem terrenos contiguos "l.0? servigo.
a elles. Sou por tanto de opiuio que uinguem
poder exercer acto algum de posse sem ditos ter-
renos sem que incorram as penas do regula-
mento de 30 de Janeiro de 1854 E' este o meu
parecer V. Exc. porm, far o que melhor enten-
der em sua sabedoria.
Dito ao mesmo. Em observancia ao respei-
tavel despacho de V. Exc. exarado no requeri-
mento incluso de Francisco Pedro Cavalcanti
I Uchoa, sou a dizer V. Exc. que me parece a-
i char-se o supplicante no caso de obter a licenga
de que trata em seu requerimento. E' o que me
offerece dizer V. Exc.
Dito ao mesmo. Era observancia ao respei-
tavel despacho de V. Exc langado no requeri-
mento de Manoel Antonio Alves da Silva, sou a
dizer que me parece achar-se o supplicante no
caso de ser attoodido no qu9 requer, urna vez que
elle ten ha registrado os terrenos quelhe perten-
cem, o que nao consta ter feito e dessa forma io-
corrido na multa de 25$ consignada no art. 95 do
regulamento de 30 de Janeiro de 1854. E' este o
meu parecer V.Exc. porm, far o que melhor en
tender em sua sabedoria.
Dito ao mesmo. Tenho a honra de passar
as mos de V. Exc. o incluso
Officio ao director da colonia militar de Pimen-
teiras.Para satisfazer o despacho de S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, exarado no requeri-
mento incluso de Manoel Valentim dos Santos,
sirva-so V. S. do informar o que lhe olT-recer
acerca do contedo no dito requerimento.
Dito ao Exm. Sr. presidente.Tendo a presi-
dencia da provincia se dignado remetler para
esta repartigo todas as informaedes que na for-
ma do art. 28 do regulamento de 30 de Janeiro
de 1854, deram os juizes de direito, juizes mu-
nicipaes, delegados, subdelegados o juizes de paz;
mandei formar urna especie de synopse em for-
ma de mappa, que foi coberta com o officio de
14 de novembro do anno prximo passado diri-
gido ao digno antecessor de V. Exc, afim de com
facilidade conhecer-so de sua importancia. Em
presenga desse trabalho, V. Exc. observar :
1." Que, algumas autoridades nao deram in-
formigo alguma ;
2." Que, das que foram recebidas, urna s nao
est circunstanciada como devia, para que se
podesse formar um juizo exacto das trras devo-
lutas oceupadas e possuidas em toda a provincia,
de modo que se podesse bem extremar o dominio
publico do particular ;
o incluso requerimento de
Jos RuQuo de Barros, acerca do qual sou a dizer! 3o finalmente.|Que,as autoridades que ministra-
que em vista do exposto pelo fiscal desta repar- rao taes informages mais ou menos imperfeitas,
ligao no officio junto, me parece fra de duvida allegara talvezcom alguma razo. a falta de oeios
ser a presidencia dasAlagoas e a desta provioci aas para podorem satisfazer o que Ihes foi exigido,
competentes para deferir o requerimento do sup- I Todava v-se desse iraperfeito trabalho, a que
pilcante, urna vez que ambes se acho habilita-] me retiro, que as comarcis de Santo Anlo, Na-
das para as nomeagoes de juizercommissaros na zareth. Goianna, Bio Formoso, Bonito, Brejo,
conformidadc do disposto no art. 30 ao regula-' Garahuns, Flores, Tacaral eBoa Vista, existi-
mento de 60 dejaneiro de 1854 E' o que me rem terrenos devolutos e sesmarias e posses su-
oirerece dizer, V. Exc. porm, far o que melhor geilss legitimsgio e revalidago, sobreludo nos
enienaer em sua-sabedorio. municipios de Nazareth, Goianna, Rio Formoso,
Ditoi ao mesmo. Em oDservaocia ao respei- Serinhaem, Barreiros, Cimbres. Buique, Ingazei-
tavel despacho de V. Exc. exarado no incluso re- ra, Villa Bella, Caruar, Boa-Vista, Cabrob, Ou-
quenmento do altores Antonio Claudino Montei- ricury, e Tacaral.
ro sou de opinio que em face do art. 60 do re- Se se quizer esperarjdas autoridades a que cima
guiamenlo de 30 de Janeiro de 1854, o supplican- me refiro, informages to exatas e miDucosas
* *e r.e1uererao J"1* municipal competente a como requer o regulamento citado, para se poier
meaigaode suas trras a qual sendo approvada dar comego as mediges, mui tarde podera ficar
peta presidencia, segundo o disposto no art. 51 nesta provincia extremado o dominio publico do
do supra citado regulamento e pagos os direitos parlicular.nas trras*publicas quando alias certo
finiSD..Ceioria CODorme 8 tai" do ll la lei que se acha a fioalisar o segundo praso do regis-
n. oui de 18 de setembro de 1850, sero os autos tro das trras, e alguns posseiros j solicitara me-
remettidos ao delegado do director geral das ter- digo.
ras publicis que ento lhe far passar o respec- Em vista do expendido permiltir V. Exc. que
uvo titulo. Este e o meu parecer V. Exc. porm, eu use lembrar a necessidade de serem nomea-
ura o que melhor entender. I dos os juizes commissarios dos municipios cima
uito oo mesmo.Em observancia ao respeita- apontados, como j se praticou a respeito da Es-
vet despacho de V. Exc. exarado no requer- cada, porque eslou certo que somonte estas au-
r" .ADlon, ,os Henriques, tenho in- toridades em razo do seu officio, poierao ioque-
tormar V. Exc que os documentos aprsenla- rir miudamenla sobre a existencia, nao s dos
dos pelo supplicante, nao sao bastantes para des- terrenos devolutos, como de todos aquellos q
pensar a legitimago do seu terreno, assim como por suas condiges esto nos termos de recebere
tambera deve pagar a competente siza ; no en-
tretanto me parece de juttiga, que o supplicante
seja manlido na posse do seu terreno, al que
sejam nomeadas as autoridades competentes ; e
elles all quer nao; aendo que aos ditos vigarios
corre a obrigago de indagar a quera perlengo
o mencionados terrenos, sem que possam alle-
gar difficuldadea para isso, visto como ninguem
melher do que elles pode conhecer do territorio
da paroenia que tem obrigago de percorrer, e de
conhecer a seus freguezes, nos quaes seno pode
presumir a recusa absoluta de orientar ao paro-
choque tiro^ba vontade de cumprir o que lhe
impoeo regulamento de 30 de Janeiro do 1854.
Dito ao mesmo.Rccebi do Sr. director geral
das trras publicas o officio circular, junio por
copia sob n. 1 do 5 de outubro do corrente anno.
ao qual vieratn annexos seis exemplares de map-
pas de difiranles servigos cargo da repartigo
geral das tetras publicas, afim de enchendo-os
com o complexo de tolas as informages, que es-
ta delegada possuir, tanto as j oblidas e apre-
sentadas cono js que poder ainda obter, segundo
os dizeres nos mesmos mappas comidos os re-
meta conveaientemente organisados a tempo de
chegarem a corte al o ultimo de Janeiro prximo
futuro impretervelmente. Neste mesmo sentido
ofGciou-me V. Exc. em 7 de novembro do cor-
rente anno.
Em consequencia destas ordens e porque um
dos mappas se refere as aldeias officiei ao direc-
tor geral dos indios como S. Exc. ser da copia n.
2, e tive resposta o que consta da copia n. 3,
doqde se v que o director geral se julga dispen-
sado de remetter-me directamente as informa-
ges que requisilei, e que necessito para organi-
sar a informigo geral que em consequencia das
ordens tenho a dar ao tempo que me foi pre-
Bxo.
Pelo art. 4 do regulamento de 30 de Janeiro de
1851, parecsaine que esta repartigo tem a facul-
dade de pedir directamente informages poupan-
do a presidencia nao pequeo trabalho ; e V. Exc.
assim so dignou dedarar-me verbalmente quan-
do tive a honra de censulta-lo. Mas o director
geral dos indios entende que nada tem com a re-
partigo das ierras, ou que esta repartigo nada
tem com as aldeias; como, porm, eu julgo o
contrario, rogo a V. Exc. se digne resolver como
julgar melhor em sua sabedoria para que o servi-
go publico nao soffra.
Officio circular a lodos os vigarios da provincia.
Para enmprimento das ordens da presidencia e
da repartigo geral das Ierras publicas, cumpre
que Vv. Ss. tt o fim de dezembro prximo futu-
ro envi a esta repartigo, as informages exigi-
das conforme os dizeres comidos no mappa inclu-
so, acerca de registro de trras ; podeudo fazer
uo lugar competente as observages que julgar
onvenienle para maior esclarecimento.
Officio circular aos juizes municipaes da pro-
videia.Para cumprimenlo das ordens da presi-
dencia da provincia e da repartigo geral das tr-
ras publicas, cumpre que Vv. Ss. at o Qm de
dezembro prximo futuro, envi a esta repart-
cao as informages conforme os dizeres comidos
nos modelos dos mappas inclusos, acerca das
posses, sesmarias e trras devolutas; podendo
fazer no lugar competente as observages que
julgar conveniente para maior esclarecimento.
Igual aoi juizes de direito d provincia.
Igual ni juizes de paz da provincia.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do eommandu das armas
de lernambueo, na cidade do
Hecite, X de abril de 1861
ORDEM DO DIA N. 93.
O coronel commandante das armas, faz publico
para conhecimento da guarnigo, que se apresen-
taram neste commando vindos dos porlos do nor-
te esul os Srs.: capilo Carlos Frederico A vellos
Goes de Brito, alteres Joo de Uliveira e Mello,
e Joaquim Jos Luiz de Souza, este do corpo de
guarnigo desta provincia e aquello do Ia bala-
Ihao de infantera, ao qual (carao reunidos, fl-
enndo o referido Sr: alteres Souza addido ao 9
da mesma arma at seguir a seu deslino.
Outro sim faz publico o mesmo commandante
das armas, que em inspecgo de saude porque
passou em data de 3 dejaneiro, o soldado do 2*
batalho de infamara Antonio Cordeiro dos San-
tos, foijulgado incapaz do servigo activo do
exercilo por soffrer de hernia inquioal.
Finalmente publica [para sciencia da guarnigo
a copia do aviso que em data de 3 do corrente
expedir o ministerio da guerra declarando Gcar
derogado e sem.eleito o aviso de 31 de agosto
do anno}passado.
4.a directora geral.2.a secgo.Rio de Ja-
neiro.Ministerio dos negocios da guerra, 3 de
abril de 1861.Illm. o Exm. Sr.Tendo-se sus-
citado duvidas sobre a legalidade do aviso de 31
de agosto de 1860, que mandou fazer applicago
das disposiges do aviso de 15 de fevereiro de
1842 aos corpos de duas companhias, para a subs-
tituigo de fiscal, declaro a V. Exc que houve en-
gao manifest, porquanto, nao se dando na or-
ganisago de taes corpos o lugar que se pretende
substituir, evidente que nao podem ter lugar as
providencias indicadas no aviso de 15 de feverei-
ro de 1842, nem isso necessario naquelles cor-
pos aonde o nico fiscal da dissiplioa o major
commandante e o do conselho econmico pode ser
um capilo-e mesmo na falta destes, um tenente,
mas sem que por isso seja considerado mandante,
nem tenha maiores vantagens como accootece
com o capitao thesoureiro que apenas tem as de
seu posto.
Pica pois, derogado e sem effeito o aviso de 31
de agosto de 1860 cima citado.
Dos guarde a V. ExcMrquez de Caxias.
Sr presidente da provincia de l'ernambuco.
Cumpra-se.Palacio do governo de Pernam-
buco, 19 de abril de I851.-Poreffo.
AsiignaJo.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Ccnforme. Antonio Eneas Gustavo Galvo,
Alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
proceda a medigo dos terrenos devolutos ; e en-
enlo segundo o regulamento e lei das Ierras, se
poder fazer ao supplicante o que fr de justiga.
Esto o men parecer, V. Exc. porm, far o que
melhor entender em sua sabedoria.
. Dito ao mesmo.Em observancia ao respeita-
vel despacho de V. Exc. exarado oo requerimen-
to de Jos Ribeiro Ribas, informo V. Exc. que,
em face da clarissim disposigo da lei de 18 de
setembro de 1850, o supplicante fez urna compra
oulla, e orna tal me parece nao ter direito um
despacho favoravel ; V. Exc, porm, far o que
eutenderem sua sabedoria.
Dito ao mesmo.Em observancia ao respeita-
vel despacho de V.Exc exarado no requerimen-
to de Antonio Hachado e outros, sou a informar
V. Exc que, nao obstante os documentos apo-
sentados pelos supplicantes sob n. 2 e 3, quo nao
entrarei por ora na apreciado delles, me parece
que nao tendo satisfeito a disposi;o do aviso de
INTERIOR.
,ue
condiges esto nos termos de receberem
ttulos por esta repartigo. E assim que nao s
ficarao elles desde lo ,o constituidos na necessi-
dade de seintervirem acerca dos limites, como na
obrigago de poderem ministrar ao governo e a
repartigo, os dados que sao indispensaveis para
se poder marchar em um negocio de tanta poude-
rago e que urge por urna prompta solugo.
Ditoao Exm. director geral dos indios.Para
cumprimenlo das ordens da presidencia da pro-
vincia e da repartigo geral das trras publicas,
cumpre que V. Exc. at o fim de dezembro pr-
ximo futuro envi esta repartigo as informa-
ges exigidas conforme os dizeres contidos nos
modelos dos mappas inclusos, acerca das aldeias ;
podendo V. Exc. fazer no lugar competente as
observarles que julgar conveniente para meior
esclarecimento.
Dito ao Exm. presidente.Em observancia ao
respeitavel despacho de V. Exc. exarado no offi-
cio, que devolvo ao vigario de Tacaral, tenho a
honra de informar que, segundo bem parece ao
Dr. Gscal, nao ha menor duvida de que aos viga-
rios, cumpre multar, findos os prasos marcados,
a lodosos possuidores de trras situadas dentro
23 de novembro de 1854, relabro ao sonpoteate' dos limites da respeclira freguezia, quer residam
PARAHIBA.
Viajor do pensamento vimos, antes de encelar
jornada, visar o nosso passaporte peranle o pu-
blio.
O nosso nome exprime muito. Por entre as
transformarles sociaes de toda a especie a pala-
vraREGENERAClO tem oceupado disliocto
lugar.
A humaoidade tantas vezes transviada da ver-
dadeparao erro, sempre inquieta entre a im-
pcrfejgo nos tactos, e a perfectibilidade as ideas,
tem apropriado a regeneraco todas as ideas para
o bem.
A grande familia dos pensadores livres desde
os Etsenios at Owen ou Fouritr, tem percorri-
do qs vastos plaioos do ricionalismo abstracto, e
at fincado suas tendas no terreno da realidade,
sb o guio dessa palavra seductora.
Tambem nos poderiamos com ella ir devassar
as regiesda phantasia, e chegar a Repblica de
Pialaos a Utopia de Morut, ou a Palingenesia
de Dallanche.
Nao vamos, porm, to longe.
O nosso objeclo muilo preciso, o nosso titulo
meramente poltico, e limita-nos reahdade
dos fados laes como se vao succedendo oa nos-
sa sociedade.
Com elle queremos significar o periodo cm
que entrou agora o partido constitucional-con-
servador.
lia cerca de 2 lustros que o individualismo
tem sido eregido em norma de proceder, que a
honra poltica tem sido considerada como urna
vaa preoecupago, seno como um peccado, que
o walpolismo proclamado como meio de governo
tem apurado a arle de explorar-se a tarifa das
consciencias....
O exemplo veio das classes superiores e infil-
Irou-se at a massa da populago.
O espirito publico jazeu dormente, ou foi ater-
se a illuses e erros apregoados pelo charlata-
nismo.... Nao foi ouvid* a voz dos que preten-
dern) protege-lo contra as epidemias moraes,
polticas e financeiras, semeadas pelos aventurei-
ros do pensamento___
Tudo estara perdido, e ira de roldo a ignoto
paradeiro se no horisonte annuviado do paiz nao
surgase a bda estrella que preside aos seus desti-
nos, fazendo empallidecor de todo esse fogo-fatuo
chamado conciliacao que tantas mystificages
causou.
Bem viuda a aurorada regeneraco !
Ao passo que a nago elege urna grande
maioria de constitucionaesconservadores para
seus representantes, a corda inspira-se do mes-
mo pensamento, e chama para os seus con-
selhos distinctos representantes das mesmas
ideas.
Era tempo I
A conciliacao convertida em equilibrio de
partidos, e falsamente chrismada com o bello
nome de ecletismo, quando nuuca passou do
mais deploravel syncretismo, dera esses funes-
tos resultados, que todos viam, que lodos sen-
tiamo mais desolador scepticismoa mais des-
ordenada confuso o mais completo maras-
mo....
Era, porm, impossivel, que em um paiz co-
mo este, onde o genio nacional rivalisa com a
sua grandiosa natureza, o espirito publico parea-
se ahi.
A raaego coraecou.
Os partidos apparentemenle confundidos, mas
nunca assimilidos nem refundidos, comegaram
a procurar os setis amigos arraiaesos chefes
bastearam os seus pendes e os toques de reu-
nio despertaram chos desde tanto lempo ador-
mecidos
Mal organisados, esquecidos da disciplina, al-
guns enervados pela capua conciliatoria, mar-
charan) os conservadores a lula eleitoral. O re-
sultado excedeu a expectativa 1
A nova organisago ministerial j foi effeilo do
seu triumpho.
E' esta a siluagollsongeira e esperangosa,
certo, mas ainda nao segura nem positivamente
definida. C*mpre, pois, nao adormecer nos lou-
ros da victoria.Alerta !
O paiz necessita de ver vivificado pela crenga.
O espirito partidario, condigo essencial do
nosso rgimen poltico, deve resurgir em sua
verdadeira modalidade.
O governo deve viver, como necessario que
elle viva, forte em sua acgo, embora justamen-
te cootido, mas nao desacreditado, aviliado e
sem forga.
Devem ser laucadas as bases de urna situago
normal, em que a opiniao manifestando-se livre
e legtimamente pelos seus orgos circunde de
garantas e de prestigio ss suas manifesta-
jes.
Devem ser providas as necessidades mais pal-
pitantes da nossa vida de povo civilisado que as-
pira ao mais alto grao de grandeza, de prospe-
ridad e, de bem ser moral e material..... Deve
ser esquecido o passado, e s lembradas as diffi-
culdades, que ho de ser resolvidas no presente,
e que sao bastaote grandes para se tornaren)
o objecto de urna preoecupago exclusiva, abso-
luta I
Alerta Iportanto, contra o espirito de anar-
chia, de revolugo e desorden), como contra a
volta a esse passado de hontem, em que se que-
braran) as tradiegescontundiram-se os cam-
pos sacridcou-se a poltica dos principios a po-
ltica das circumstanciase aooullaram-se os
partidos permanentes, instrumentos necessarios
e regulares de todo o governo livre.
E' esta a regeneraco que queremos symboli-
sarsao estes os principios, que com este no-
me queremos sustentar e defundir.
Nao pretendemos as honras de orgo deste
ou daquelle grupo poltico da provincia, offe-
recemo-nos como auxiliar do grande partido
constitucional conservador, servindo de echo s
ideas proclamadas l na cmara do imperio pelo
Regenerador, cujas luminosas doutrioas devemos
seguir, porque somos da mesma escola e seita
poltica.
Satellile obscuro pedimos para isto venia ao
astro brilhante.
Surcedemos a Imprensa.
Nioguem, porm, veja nialo urna simples mu-
danga de nome, ou phenix renascendo de suas
onzas.
A Imprensa preencheu a sua misso.Lida-
dor esforgado, esse peridico manteve-se em seu
posto emquanlo houve necessidade dos seus ser-
vigos.
Na poltica todos os dias surgem novos hori-
sonles.
As necessidades de hontem nao sao as de ho-
je, nao sero as de araanha.Obstinar-se, nao
saguir o curso dos acontecimentos, nao s pa-
rar, retrogradar e retrogradar annul-
lar-se.
A Imprensa que appareceu na arena jornalis-
tica sb o imperio de outras circumstancias, que
tinha tradieges a guardar, nao podia represen-
tar convenientemente a nova era....
Subslituimo-la, e eis explicada a melamor-
phose.
A' frente da Regeneraco achara-so caracteres
mui distinctosvelhos de posigo feita cusa
de servigos e sacrificios s ideas, porque sempre
propugnaran); mogos de nobres e Jegjiimas aspi-
rares.
As crengas e os interesses do nosso partido se-
ro, portento, sustentados e defendidos com o
calor das nossas convieges, mas sempre com o
maior comedimento e conveniencia.
Manler-nos-hemos no terreno ardenle da lua
cora energa, desprezando a calumnia, affron-
tando os desgostos, soffrendo com resignago o
odio dos inimigos, o desdom dos iodifferentea e
a iojusliga dos proprios amigos; mas empre-
gando esforgos titnicos para desviarmos-oos do
maelstrom das personalidades, dos convicios,
dos mesquinhos interesses, das pequeninas pai-
xes....
Queremos assim proejar rumo corto aos altos
iins, a que nos propomose ao publico, que
j sabe quera somos, e para onde ramos, pedi-
mos o nossopasse.
Avante 1
[Da Regeneraco.)
DIARIO DEJPERNAMBUCO^
Sabbado pela manha apoctou A esta cidade o
Jaguaribt, trazendo seu bordo o Exm. Sr. Dr.
Antonio Marcelino Nunes Gongalves, presidente
desta provincia, que vera assumir as redeas da
respectiva administragao.
S. Exo. desembarcou no caes 22 de Novembro,
onde urna guarda do 8a batalho de Unha fez-
Ihe as honras do costume; e d'ahi seguio par*
o palacio do governo, em companhia do Exm.
Sr vice-presidente.
Hoja deve ser o acto da posse, perante a as-
semblea provincial, onde presta S. Exc. o devi-
do luramento, entrando em seguida na gestao
dos negocios pblicos, na qual deaejamos-lhe-
teiizes xitos, e que conduza esta prouincia pe-
ln vas do progresso e melrwramentos, de qurj
A'assembla provincial approvou no sabbado *
em 3 discusso o projecto n. 2, e em Ia o de n.
l do corrente anno ; em 2a as posturas da c-
mara de Olioda desde o artigo 65 at 124 inclu-
sive, e um regulamento apenso s mesmas o
em 1.a as posturas da cmara do Rio-For-
moso.
A ordem do dia de hoje : discusso dor
proiecios n. 49 de 1856, 11, 16 e 21 do corren-
te anno. e 2a dos de n. 11 de 1854, e 6e 7 do
corrente anno.
Hontem fundesram em nosso porto, os vapo-
res Persinugna e Jaguaribe, da companhia Per-
nambucana, que foram portadores de jornaes o
cartas cora as datas seguintes : Alagoas, Para-
hiba e Rio Grande do Norte 25, e Cear 22 do
corrente. Eis o que colhemos da leitura de umsa
e outras:
Alagoas.L-se no Crrelo Oficial:
Hontem (16) s 6 horas e meia da tarde,
falleceu o Illm. Sr. Dr. Jaime Carlos Leal, que
exercia nesta provincia o importante cargo da
chefe de polica.
Foi urna morte prematura, e bem sentida
por lodos que conheciam o Ilustre finado.
Depois de urna longa enfermidade, que por
mais de urna oscillago tez nascer urna traca es-
peranga de cura, veio a terrivel realidadea
mortecortar urna existencia chara, e deixar
urna esposa desolada e tres Qlhinhos orphos.
< Magistrado integerrimo e conspicuo, o ua-
do chefe do policia, conta em sua vida um tecido
de actos bitolados pela norma do justo nunca
transgredi o preceito da lei.
A provincia das Alagoas soffre com to do-
loroso passamento; e nos sentidos apresentamos
oossos pezames sua angustiada familia,
Hontem sdez horas da noite foi depositado
o seu cadver na igreja matriz desta cidade e
hoje s cinco horas da tarde, depois de feitas as
ultimas exequias foi conduzido o fretro para o
cemiterio publico, accompanhado por grande
numero de pessoas.
a Foi designado pelo Exm. Sr. presidenta da
provincia para chefa de policia interino o juiz da
direito da comarca de Anadia Dr. Ignacio Jos de
Mondonga Ucha.
< Acaba de aportar as nossas plagas o vapor
Paran trazendo seu bordo o Exm. Sr. Dr.
Autonio Alves de Souza Cirvalho, presidente)
nomeado para esta provincia.
Assumindo as redeas da administragao, es-
peramos e confiamos que S. Exc. s ter em vis-
ta o bem da provincia, a sua prosoeridade.
o Deve merecer-lhe muila conslderago alm
do mais as finangas, que sao a alavanca mais
poderosa do progresso de urna naco, de urna
provincia.
De suas bem acertadas medidas, de seu tino
administrativo, muito esperamos Alagoanos.
Nos que conhecemos de perto S. Exc, felici-
tamos a provincia pelo digno administrador, que-
so acha a sua frente, e desojamos que por seus
actos justos e iodependentes elle justifique o que
levamos dito:
O futuro o mostrar.
Hontem (18), tomou posse da presidencia da-
provincia o Exm. Sr. Dr. Antonio Aires de Sou-
za Carvalho.
Hoje (23) ao meio dia compareceram no pa-
lacio do governo a convite do Exm. Sr. presiden-
te os senhores inspectores da thesouraria de fa-
zenda, e da thesouraria provioeial e o Illm. Sr.
Dr. Jos Alcxandrino Dias de Moura.
S. Exc. fez-lhes ver o estado pooco lison-
Reiro das finangas da provincia, e encarregou-
lhes o exame do estado da fazenda provincial,
afim de que no mais breve prazo possivel apre-
sentassem os meios de melhora-Io.
Quer S. Exc. com os seus recursos admi-
nistrativos procurar desde j alliviar o mal por-
que est passando a provincia, e fazer o indis-
pensavel cerceamento de despezas, nao tendo
seu procedimenlo considersgoes a que nao esli-
verem ligados o bem e interesse publico.
Deus queira que esta ligo aproveite pro-
vincia, e que se desprese inteiramenta o sys-
ihema do augmento progressivo de despezas sem
guardar-se a devida preporeo com o augmento
de sua receita.
Parahyba. A Imprensa, jornal que oessa pro-
vincia se publicara, de propriedade e redaego
dos Srs. Carneiro da Cunha, acaba de passar
chamar-se,Regeneraco. Em outra parte en-
contrarlo os leitores o seu prospecto.
Eis o que de notavel occorreu, de que nes da
oonta nosso correspondente:
- 25
c Nao temos fado de importancia 4 referir,
quanto a tranquillidade publica e seguranga in-
dividual ; pois goza-se nesta provincia de per-
feita e coropleti paz.
O Sr. baro de Mamanguape vai gerindo con-
veniente e prudentemente os negocios pblicos
da provincia, confiados a sua experiencia e tino
administrativo ; mas esse mesmo proceder nao
o lvra da ira, sanha e furor da redaego do Des-
pertador que, como sempre, a bandeiras despre-
gadas ha feito armas contra os Exms. Srs. Silva
Nunes e baro de Mamanguape. Nao se acredi-
tar, fra d'aaui, que taes escriptos saiam da
penna de um funecionario publico, o inspector da
alfandega, Dr. Jos da Costa Machado, que nao
tem rebugo em dize-lo, como sabido por toda a
gente.
Me parece que cada qual poder pensar em
poltica, ou em tudo, como entender, mas pens
que outro tanto nao deve acontecer quanto ao
modo de proceder, pois ha deveres, convenien-
cias e attenges que se devem guardar.
O que significar um funecionario de cathego
ra, em face do governo, dizer o presidente un
ignorante, arbitrario, procedeu caprichosa e il-
legalmente, desperdiga os dinheiros pblicos, il-
lude a lei, est cumprindo o testamento de seu
antecessor, obra sem vontade, delibera sem ac-
go, seno que camiohamos para o afrouxamen-
to do respeito e obediencia que se deve a autori-
dade, para o anniquillamenlo de forga moral que:
deve acercar a urna autoridade, como um presi-
dente da provincia ?
O que dira o Sr. Dr. Corta Machado a um
sea subalterno que sendo redactor de um jornal
dissesse o iospector da alfandega pouco inters
sado pelo servigo publico, nao fiscalas os direilos
do estado, quando ha salvados se observa que ha
negligencia culposa, que ainda nao est esquecido
o facto de ama acrematago de crescido numero
de barricas de farinha de trigo na praia de Tam-
bad em um s e nico lote, que oenhum interes-
se tomou a alfandega nos salvados do navio que
deu a cotta nos baixos de Lucena, em meiados do
anuo passado ? Paria o que fez em certa occa-
siao, desgostando a um seu subalterno que se vio
obrigado a pedir demissao do emprego que oceu-
pava.


*> lu wmk m
11GIS
MAMO 01 rHaU(JQ\ 5IGNDA FIHU 2 T ABRIL M 1161.
'10
$*?fr!l ^XH 0111
Vio podemos concordar com semdhante
proceder, que contrario aea.tatertets paMlaoa,
seria i consenuneo cooi os -principios de
honra e de tealdade que Sc. soliriusie a su a
xnneragio pera poder desaogadamenteoccupar-

os i o te re:
a aata bem
iie Cunde do N
politicoa dos rastfroo*', que* ecas
IContina o reeratameoto con muits Mttvi-
w; saa-lom un proreito correspondente ; a
teencoei sio immensas ; as protetcoes infinitas ;
e mato desapparecioeoto dos recfuUodpa: as
maltas, os basquea, sa catingas e as proprias chur-
frweotear--
rrem o que ka
.ate mencio.
Caatinua invern riganose. tomo j ais
a vira nesu trra ; aquellaanotes de alo-
que i aeaelhanca da-tutor parte dos ho-
. lera a anta aam se contentaren
i aUgao algn, e 40 *twrem seotpre la-
aneataoe a sua torta, e a-oetaimdide oa ieca-
t>ea, soe lembrando, "variando as sobles do
aaWipto ; e oem sao dotadas da paciencia verda-
deiraaienie evanglica, e loi.g*inidade iniper-
araavel do impoeeivel Job,, para dizerem vista
ale suas canas atesadas em sgoa o mesmo, que
alala este santo Patriaren* bblico, quando lhe
do Brasil hio de ser por muilos secutes
anda un groado estrave para o praaochimeoto
do son asaslH. Pasteo o Cruieireaio Sul, a-
measta> Vaaoo 7 reerataa 3 volunta, ios pera a
oaarifce ; < asynaasl wiialoa .paso o exertito :
deaaa cifra dtl i e-MS ka amespseo inda
mufla jasaseis peroouei; jboOus dizer, que
apenas oeotou-se a canana, ou amando tniulo,
qaae Mi se -cfcegou pvifBMetec>aa.
tanas.4 22 dobril, oa pacoutra eovl7
da* de abertura de eeeaao a-asaembia provin-
cial, e nada vei aadi coatea nem una al esta
data ; por via de regra nao he seseio por falta de
numero, e quando casualmente baja,, nao de
certa pata-se delibera comeilgume. J-ae falte
em aditamento desse corpo l para setembro ou
outubro prximos. Se assim acontecer, bem far
a presidencia, despedindo para suas casas qua-
yioham annoociar a anorte de tus bois, de seus i torze deputados, que embo'r* nao trabalhem.hao
jumentos, e de tudo o que era seu.tus dtdUo, de sem du vida querer receber os seus subsidios, e
Dtus abstulit, si( itomen domini benedictum. j isto em orna conjunctura como esta, em que nao
O Senhor foi quemm'os deu ; o mesmo Senhor, ha i intern para se pagar qnem rea], e proveito-
quem m'as tira; oque fazer nesle caso, sendo smente trabalha.
conformarme hmntidemente com as preicripcoes | Nao lhe posso ainda desta ver cumprir a pro-
ales leus decretos, render-lhe grabas, e bem dizer messa que lhe fiz sobre o relstorio da presiden-
te se tvome j te queixaro, e alguus amarga- cia, porque ainda nao Hte pude por os olhos ; maa
mente, do excesso da cliuva, afQrmaodo, que j deixe-so estar, que algum dia nao i o mesmo
alio ellas fazendo mais mal do -que bem ; alea que nunca.
do prejutzo da safra, dizem elles, que flcou quasi | Hontem foi o dia marcado para a eleigao da
aaeio pelo meio no campo, suffre-se o de toda cmara municipal desta cidade ejuizes de paz da
cana plantada, que morreu, eo da impossibili- freguezia, que tem deservir no correte quatrien-
dade de plantar outra, por isso que os partidos
(as trras) esli debaito d'agea.
Nao duvido, que assim aconteca com aquellos
colonos, que plantara em Ierras baixas, e ala-
gadizas; nao succede poim o mesmo com os
demais lavradores, cujos terrenos agricullaveis
so elevados em arde ni, que ou nao sao innun-
dados, ou quando o sejam, nao passa isso de
poucas horas; para estes pois, assim como para
os creadores, o invern tem sido um thesouro
derramado por Dos sobre suas fazendas, e-la-
v oras.
c Um relogio possuo au para therraoraetrar
passar este novo verbo com licenga dos Hora-
cios?] o bem, quo j nos vai fazeado e grande
ioverno, e o mercado desta capital, onde, ape-
zar do assedio, em que nos trazem os atravesa-
dores de todos os gneros alimenticios, inclusive,
como j disse Vine, as proprias fructas ; nao
obstante a chuva iacessaale, que nao permute
viajar desembarassadamenle, nem desmanchar
aaaodioca, nem colher uiautimeotos nos roca-
dos; e sem embargo do recrutamento, que afu-
yenta dos povoados al os meamos matulos re-
coohecidamente iienlos delle ; nem assim, digo
o, o sustento tem subido di prec,o, que admire,
e toroe-se urna calamidade, como na cidade de
S. Paulo, quando fica littertlmente cercada por
um mez, e mais pelas clieiis de Tiel, Pinheiros,
e Tamanduaty; ou na Baha, quando os lempo-
raes do sul nao permitiera a entrada dos barcos
da recoufavo, da Cachoeira, de Santo Amaro,
o Nazareth, que sao, como se sabe, os seleiros,
que soslentam, e farlam aquella capital; e isto
para mim urna demonstrarlo da abundancia,
que j nos vai trazeudo o invern, e um sympto-
na da grandes*, de que havemos gozar no fim
delle.
Por ahi ha, quem pense, que nao a farlu-
ra do invern, quem sustenta os presos favore-
cis dos gneros alimenticios, e tende para abji-
ra-los; seoo a falla, e cerestia da mola.
i Nao duvido, quo esta causa tambem con-
corra, ou mesmo concorra poderosamente para
arealisac.o do phenomeno, que acabo de assigna-
lar; opino porm, que uao ella exclusiva : em
todo caso isto urna demonstrado de economa
poltica, em que nem me quero meller, nem
aqu lugar proprio para ella: dicidam-na l os
nossos Colberts, e Quesoais; que eu, misero ma-
tulo, enfangado (v mais este galecismo por con-
la de quem o acceitar) nestas areias da cidade de
Natal so o que quero saber, e do que me quero
aproveitar, de milagre, o deixo quem liver
lempo para o prodigalisar nestas prescrutac.oe3,
a tarefa de folhear a folhinha,
Santo, que o operou; e oeste
alisa o mai commodo do mundo, u.u .,
do que observar fielmente o prudente conselho
da grande Imperatriz da Rusta, a famosa Calha-
rina, quando dizia, quequem abre as indos
para receber um beneficio, de ve feichar os olhos
para nao ver de onde elle parle.Goze eu pois
da abundancia, e baralesa, e brigue l, quem
quizer, para saber, que santo perleoce a pa-
ternidade do milagro.
Cahio no da 13 deste o telheiro de urna ola-
ria do proprielario Joaquim Ignacio Pereira no
Cearamerim, e malou a dous meninos entre as
vinle e tantas pessoas, que se acharara debaixo
delle, algumas das quaes Ocaram mu gravemen-
te offendidas, e todas mais ou menos leudas, ou
contusas; nao consta porm, que a (ora as me-
lunos, tenha raorrido maisalguem.
a Em Papary na noite de 6 esfaquearam-se re-
ciprocamente Cipriaono Ferreira Gomes, e Joa-
quim Simplicio; deata lula resultou murter este
segundo no dia seguinle, e ficar muilo maltrata-
do o prlmeiro ; a justija enlrou em contas com
He.
Tendo sahido, na forma do costume, em o
dia 18 para carregarem agoa os gales Theodoro
da Costa Ribeiro, Jes Paulino de Souza Ferrei-
ra, e Trajaoo Jos de Mello, conseguiram, por
negligencia das pravas de polica, que os escol-
tavam, fugir do poder dellas, e desapparecerem;
elizmenle porm Trajano no dia seguinte foi
preso, e recolhdo cadeia, e os outros dous j
consta, que foram agarrados daqui 8 legoas, no
lugar Cabaceiras e eolregues ao subdelegado de
tilinga, para as mandar trazer. O Io reo, Theo-
doro, sentenciado gales perpetuas por ha?er
matado no destricto de Nova Cruz urna mulher,
que dorma de noite em sus propria cama com
seu marido, que tambem sahio ferdo, e poude
escapar o 2o. Paulino, est indiciado em crime
de homicidio na villa do Apody: o 3o, Trajano
cumpre a pena de gales por oito anno, por crime
de roubo praticado na villa do Jardim de Pira-
nhas da comarca do Principe de Serido. As di-
ligencias ordenadas pelo Dr. chee de polica Sil-
va Braga, sao dignas do seu zelo, e da activjda-
de, que al aqu ha desenvolvido no exercicio
do seu emprego.
Estamos aqu gozando da mais famosa testa
annual, que se faz nesta provincia, por isso que
lia concorrem todos os seas habitantes, e nao
qs de urna localidade smenlo ; quero dizer, esta-
mos as arrematacoes dos disimos do gado vac-
cum, cavallar e miuneas. Vii cidade do Natal
arrematar disimos, ou mesmo vir ver arremta-
los, como acontece muitos dos licitantes, que
nao iiodem competir com os mais ricos e podero-
sos do que elles, urna romana profana, mas to
fantica para os Biograndeses do norte, como a'
vriagem religiosa des fiis crentes dos dogmas sa-
grados do Alcoro Meca, ao menos urna vez na
Tida, para visitarem o tmulo do grande prophe-
a, fazerem as suas oblares e deposilarem sobre
elle os votos da pureza da sua f e os protestos
de sua leal adheso ; ou tambem como para os
Paulislos o habite que tem, de irem nos mezes de
julho, agosto e setembro feira das bestas em
Sorocaba, embora nao comprem urna so, nem
mesmo levem dinheiro para isso.
Infelizmente, porm, para a thesouraria este
anno as cousas nao vio correndo muilo bem para
olla: um s viniera nao appareceu, porque nao
ha dinheiro, e quando o houvesse, sabe-se que
noguera arremata disimos com moeda vista, e
as melhores garantas, isto firmas seguros, ou
j esio comprometidas, ou se nao esto, nao
qoerem se sujeilar isao ; tanto assim que, ha-
7fi nVii? eleTad0 b8e "anca vista cifra de
(lbl:UUO|) cento e sessenta e um contos de res,
j as rebaxou na razio de 50 por cento, e ainda
assim os licitan lea esli torcendo o nariz ; mas
emiim acbo que por este ultimo prego elles sem-
pre ho de chegar o pescoco ao rlho, como di-
zem os matulos, tirando a metaphora dos-bezer-
tos, quaodo os amansara.
a Se o invern assegura nao s a existencia,
como a gordura dos gados, o mesmo invern o a
falta de moeda, como fiz ver respeito dos man-
timentos, concorrem para a barateza delles: e so
lies esli, como realmente esli, baratos no
mercado, est visto que nao pdeos estar caros
as arrematacoes : oeste ponto a thesouraria nao
passa de um vendedor qoalquer, quo levando o
eu genio (aira, nlo o vende pelo prego que lhe
oraz, se nao por aquello quo mala alto pode ob-
ser no mercado da parte dos compradora. Daqai
ove que j nao aio sd os disimos, come alguna
peosavam, os jM hio 4.j^,,, 4 provincia da
2?.e2L,M M ,cl,t; '*> P"o necessarios
otros reourso, entro Maoaea eu voto, come o
m,,$ efflcaz intaUirrt V!SSum! todal\l
deipezas juperflott.
nio em virtude da anullacao da de 7 de setembro
ultimo pelo Sr. Almeida Peieira. A mesa adia-
se composta exclusivamente pelo partido conser-
vador, que espera vencer o pleito, nio obstante a
opposicio que encontra do lado de seus adversa-
rios polticos; at esta hora (4 da tarde), nao tem
bavido a menor novidade ou duvida que possa fa-
zer suspeitar, que a ordem sja alfi alterada.
Ab, meu amigo, j vivo lio assustado com
eleiges, que fago votos para que pnsse o projecto
do Sr. deputado provincial desse Pernambuco,
Ur. Alfonso de Albuquerque, pelo qual serio me-
aarios os empregados do governo, e voleles os
jurados. Se este voto se realisar, estou cerlo que
se tea bario todas as brigas, ecessario mesmo to-
das as duvidas, quo sem apparecer as malditas
eleiges. O governo qae tenha e trabalho, e bri-
gue para designar os deputados em quera deve-
remos votir ; que quanlo nos nao temos mais
desempenhar do que o servico material de le-
varmos as chapas para as mesas, e os emprega-
doj drllas o de lerera a primeira, e de carregarem
sobre os nomes dos designados nesta lodos os vo-
tos do eollegio. Quaodo andei pelo centro dessa
provincia contaram-me, que um potentado delle
fazia a eleigo de sua parochia por esta guisa.
Sentado na cabega da mesa abra a urna depos
de recolhidos os-votos ; lia a primeira cdula, cu-
jos nomes os secretarios tomavam ; quando pe-
gava na segunda, j a nao lia, e sim collocando-a
em cima da primeira diziana mesma conformi-
dade, e assim para com a lerceira, a quarta, a
quinta at a ultima. Por este melhodo nem se
brigava na tal freguezia, nem havia votagio. Eis
a mesma paz, descango e felicidade de que have-
mos gozar, quando or o governo o designador
dos candidatos que devera ser deputados, volan-
tes os jurados e apuradores dos votos os empre-
gados do mesmo governo ; porque emfim urna
vez que o resultado hade ser este mesmo que te-
mos tido at agora, e seguramente havemos de
ter daqui era diaolc, pois eolio venha elle sem
briga, sem intriga, sem derpeza e sera derrama-
ment desangue.
Eslava hoje com vea
viesse trazer luz do daos fados que so deram
mostrando desia forma, que se houre desraapato
le, nio proceden isso do povo do Bnito,par-
tiu das autoridades qne all ilavam ; a devendo
este desenvolvimento oceupar por algum tota
attoncao da casa, porque aluda lemos'a te
EnceizfcsMJi diacaasaa>posto anuloso-.
*", sao Btovadoa a tpl%2Mr, 4*. 5o e & unto
com momia emenda :
Em lnajar d* SMaaargepts cata ama, dico-oe
tres Chofi, atado as amis ameadas regeW
tadas.
Sio approvados os de bm
o supprtmido o 6*.
t Art."** O presidente da provincia
sar eja disiribuir do seguinte modo .
* f 4. Bwdir-afore em-duae eeees,
primeira^ que .ae denominar urbana
-^
nigos do projecto
a orsjani-
obro coiroga^e commissib, que a emenda
^*^*fora. porque ella era inteiramen-
foiud iiplina do corpo....
'. Fenaloo :Pego ao nobre deputado, qae
_ J|pko,OJlue ae discute a conveniencia
aereen ao otnciaea nomeados, sob preposta do
te depejllll nn ao, por -p sfaMl e
disposigao a rfl le poli -
M. iasi aprejecto.
O 3r.Xaaena^-Eu estou combtame o asca-
entadopelo outro nokm Oputado.
O Sr. rtmlon 1 Como se resafio a mim....
O Sr. Laowa : Hontem oaei dlwr, que
onda nao podta ser aceita, por sor contraria
dosciplina do corpo: assim penseitambem pri-
meira vista, mis hoje declaro, qae estou persua-
dido, de que nio ha o menor iaooaoeniente para
a deiciplina do corpo com a adopgio da emenda,
eomo^se icha rediglda. pnrqnanto ai aomeagei
do a
compeala de 150 praaaj.-o a,2. que se denomi-
narvolante composta de 350 pragas.
2. A meci.urbana ac armada efir-
dada do modo que mais conveniente ter ao servi-
co de rondaa e vigilancia da cidade e seus subur-
bios, e Picar inteiramente disposigao do chtte
de polica.
3. A secgao -volanteaera armada como
o actualmente o corpo de polica, e coaservar
a mesma organisacao.
< I 4. A secgio urbana ser distribuida,
como formis conveniente, de modo que jamis
seja destacada.
5. A sergio volante far o servigo doa
destacamentos.
I 6. A secgiourbanaformar tres com-
panhias com tres cheles, sujeilas mesma disci-
plina do corpo.
Art. 3. fica o presidente da provincia auto-
risado expedir os necessarios regulimeotos
para essa nova organisag&o.
o Art. 4. Continua ao presidente da provincia
a autorisagio do art. 3 da le n. 476, do anno pas-
sado, para fazer o eogajament das pragas que
devem compor as referidas secgei, medanle a
graliflcagio de 150P000 por quatro annos.
Art. 5. Fica o presidente da provincia aulo-
risado despender com a forga policial, assim or-
ganisada, at a quantia de 250:00(hJOOO.
Art. 6. Se as circumslancias financeiras da
provincia melhorarem, o presidente far montar
e equipar urna companhia de 20 pragas.
Entra em primeira discussioe aparovadosem
debate o projecto numero 7 deste anno, que
diz :
Art. nico. Fica approvado o compromisso
da irmandade da Gloriosasenhora Santa Aunado
Campo Alegre, erecta na freguezia do Cabo, re-
vogadas as disposigoes em contrario.t
Entrando em lerceira discussao o projecto n.
2, que concede 4 loteras para a obra do Gymoa-
zio, veriOca-se nao haver casa, e pelo que
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
Sess&o em 9 de abril de 1861.
Presidencia do Sr. Manoel Portella.
Ao meio da, teita a chamada, veriQca-se ha-
ver numero legal de Srs. depuUdosd>
Abre-se a sesso.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
0 Sr. 1 secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio dos ofHciaes do corpo de polica
desta provincia, pedindo a revogago do artigo
3 da le provincial ns. 436 de 26 de maio de
1858.A coramissSo de legislaco.
I Ura requerimento de Juo Hiplito de Meira
Lima, propondo-se a contrataros rebaixamentos
e Tapira:a
_ de poeta, e disposlo
discorrer mais alguma cousj sobre este assump- | das adeir'as de Chixaim, Timb
lo, se o Sr. Jaguaribe nao estivesse instar pela coremissao de obras publicas.
mao u?kDdox,que quer 8eguir P"a amanhecer I Outro do engenheiro Henrique Augosto Millot,
na 1 arahiba. Nao hade faltar porm occasiao ; e empreiteiro que foi do 14 laogo da estrada do
aposio que ser mais fcil Vmc caogar de man- sul. pedindo a indemnisago da quantia de
aar imprimir o que eu escrever, do que cu de es- ; 1.788J}000.A commissao de orgment.
crever: o que cusa nao dizer e escrever bes- | Outro de Basilio Alves de Miranda Varejao e
teiras, cono dizem aqu os meus patricios (isto sua raulher, pedindo que se marque quota no
Desleirparvoice, bestidade, e nao besteira orgamenlo municipal, para de urna s vez se-
nerva, a que chamamhelleboro), se nao gastar rem pagos da quantia de 46:6788607 rs. que a
para procurar o dinheiro. trabalho e lempo par, as dar ao prelo ; cmara desta cidade lhe devedora!-A commis-
I procedimenlo, lenha porm paciencia, e lembre-se, que se lhe sao de orcamento municipal.
1, nao fago mais, rogou, mas nao n lhe exigi que aeccitasse o en- E' lido e aporovado o secuinte reaueri
cargo.
as
Eslava lhe escrevendo no dia 22, quando rae
vieraro dizer, que a fortaleza fazia signal de va-
por do norte, e poraue era o Jaguaribe que se es-
perava nesse dia, garatugei o resto da carta, fe-
cnei-a, mandei-a para o crrelo toda pressa e
qXirop,r:^ *mmjmm** pelo.Sr_;deputa-
pprovado o seguinte requerimento :
Requeiro que ao Exm. presidente da pro-
vincia se pega copia do acto pelo qual foi res-
cendido o contrato Millet com os fundamentos
de sua utilidade.Souza Res.
[Continuar-H-ha.)
.-jpo _.
da sua tarefa. Imagine agora qual nao seria a mi-
nha decepgao, quando no dia seguinte, na f de
que j o Jaguaribe singrava l pelas aguas da
Parahiba, nformararo-me que o vapor quo havia
chegado, e se achava anda 00 porto, era um va-
por fabricado nos Estados-Unidos, e vera para
empregar-se na carreira da corte para Nicterohy,
apparelhado em ordem conduzir cavallos, gado
e toda especie de trem, inclusive carruagens, en-
trando aqu para tomar carvoe seguir como se-
guio hontem ao seu destino. Hoje eolio que
amanheceu no ptrto o referido Jaguaribe, pelo
do Lucelia na sesso de 25.
O Sr. Lucena : Peii, a palavra Sr. presiden-
te, nio s para apoiar a emenda, que se acha em
discussao com o art. 2." do projecto, elaborado
pela commissao de lxago de forga policial, da
qual fago parte, seno como para dar algumas
explicagOes ao nobre doputado, que fallou hoje
em pnmeiro lugar, acerca de um faci.'que in-
volvendo a minha pessoa, foi com grande pezar
meu Irazido discussao. Peco pois casa que
me concoda toda a sua benevolencia.
qual lhe remetto este nos crtplum, quo tem por Vuauao. r- presidente, se coufeccionou o pro-
unico fim dizer-lhe. que de 22 para c nao tem i J.e',0.e.m-dl^US8ao' euestava inteiramente pos-
jecto em discussao,
occorrido cousa que faga especie roerega as hon-! Sllidu fas raz5?s- 1ue io^a>
ras de novidade, que deva ser contada."A assem-
blea provincial ainda nio foi adiada, nem lam-
ben trabalha ; sabe-se que ella vive por ser o
periodo que lhe foi marcado para isso, mas nao
porque d signal algum de sua existencia.
* Ainda nao se concluiram as arrematages do
disimo, nem tambem a eleigao para a cmara
municipal desta cidade : entretanto j me consta
que a opposigio (os liberaes) se queixa, de que a
urna se acha grvida, nao pelos meios ordinarios
e legaes, mas sim por aquelles, pelos quaes j
urna outra vestal oitocentos annos antes de Jess
hontem nesta casa
expendidas pelo meu illustre collega de com-
missao, mas depois de ter onvido os argumentos
apresentados pelo nobre autor da emenda, eu
nao posso deixar de adherir ella, prestando-lhe
o meu vol, para que seja adoptada pela casa, e
modificado nesla parte o projecto. Esta minha
mudanga de opioio, parece, que deve ser apre-
ciada, porque ella filha da conviegio, e devo
fazer esta declarngo, para que nao me possa ser
apphcavel em toda a sua extensao a sentenga
errare humanum est, sed perseverare diabo-
Ucum.
Chrsto concebeu do^Deusaite"dos"fifhQs'se-1 iProe51?.Jcons?6ra uma disposigao. que foi
meos ; e a filha do rei Acrisio na torre de la i !5"Lf 0m-b'.!.".:P?? meu Dob collega. quem
prso um do omnipotente Jpiter
em chuva de ouro. Seja l como f>; de ludo isto
o que mais cerlo, quo quem ganha a mesa,
ganha a eleigao, como disse o Sr. Antonio Car-
los, e eu o repilo constantemente : e esta regra
para mim, salvas as rarissimas excepgoes. to
axiomtica em materia de eleiges, quanto na
geometra a proposigao que ensinague os tres
ngulos de um triangulo sao iguaes dous rec-
tos.
Cear. O Exm. Sr. Dr. Antonio Marcelino a-
ues Goncalves passra a admioistragaoda provin-
cia ao vce-presidente Pinto do Mendonga, no dia
21 do correte.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 26 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz.
( Con el usa o. )
. ORDEM DO DA.
Continua a discussao adiada do art. 2o e seus S-
do projecto de fixagio de forga policial.
O Sr. Rufino de Almeida tinha pedido a pa-
lavra para sustentar a emenda que fot olTereeida
ao 6o do art. 2o do projecto, mas depois do
que outros disseram em favor da tal emenda na-
da mais poderte avaogar.
Aproveitando a occasiio de estsr com a pala-
vra, talvez procurasse responder a alguna depu-
tados que troffxeram para a discussao do projecto
fados que lhe sao inteiramente exranhos, mas nio
s por jolgar mui inconveniente a conlinuagao
de uma discussao assim desencaminhada, como
por ae achar soffreodo de uma bronchiles, deixa
de usar da palavra que lhe foi dada, e cede lu-
gar ao orador que depois delle se acha ins-
cripto.
Com ludo poder ser que na ultima discussao
do projecto tome parle nos debate, e entao dir
ou tratar do que julgar oonvenienio.
O Sr. Theodoro da Silva : (Nio devolveu o
seu discurso.)
O Sr. Fenelon faz eonsiderages sobre o artigo
do projecto e emendas.
O Sr. Luiz Pelippe cedo da palavra.
O Sr. Gitirana : Sr. presidente, a hora esl
bastante adianlada e a attengio com que o no-
bres depotados teem ouvido os oradores que me
precedern, traz ao meu espirito desconfianga de
que seria imprudencia oceupar agora a sua at-
tengio.
A cesa cpmprehende, quo tomando a palavra
na diacuasao da forga depolica, e sendo como aotr
morador na comarca do Bonito, estando all du-
rante o periodo eleitoral, seria adherir umain-
jiaticafeita ao oro diquella conmci, se nao
transformado S?uco-m-e referi- ist > 1ue Bao 8e de?ia Pr
1 disposigao do chefe de polica a seccao urbsna,
mas sim disposigao do presidente da proviocia,
porque esse artigo do projecto era todo copiado
da legislago franceza, e o que os francezes cjja-
mam perfeitos de polica, nio sao senao os nos-
sos presidentes de provincias.
Eu sei, Sr. presidente, que a nossa orgaoisa-
go adminslrativa, tal qual ella existe, nao pas-
sa de uma verdadeira anomala ; me parece, pois,
que os altos poderes do estado se deviam com-
penetrar bem dosta verdade, e fazer com que pe-
los canses competentes se adoptassem reformas
serias, para que se creasse uma carreira adminis-
trativa,na qual se habilitassem os candidatos, que
prelendessem segu-la,para que nio vissem os mais
as importantes cadeiras presidenciaes, como a de
Pernambuco, homeos sem pralica alguma da ad-
ministragio. quo tudo quanto iniciam e praticam
6 inteiramente alheio aos interesses mais vitaes
da provincia que lhes confiada. A nossa ac-
tual organisagao administrativa d aos chefes de
polica uma esphera muito circumscripta de ac-
gao; fallara-lhes muita vez os recursos os mais
essenciaes para elles garanlirem conveniente-
mente a seguranga individual, e de propriedade,
e lodos os outros direitos sagrados dos cidadios;
em muitas occasioes nos presenciamos,que o che-
fe de polica, a primeira autoridade na hlerarchia
policial, nio passa de um delegado, ou de um
subdelegado, seus subalternos. Foi convencida
desta verdade, que a commissao quiz, que a sec-
gao urbana ficasse inteiramente disposigao do
chefe de polica, para que elle podesse occorrer
de prompto todas as emergencias, aue se po-
dessem dar.
Ora, que de inconvenientes nio resullariam de
urna disposigao de le, que determinasse. que a
secgao urbana, que deve fazer o servigo de ron-
das e de diligencias na cidade, estivesse, nio
disposigao do chete de polica, mas disposigio
do presidente da provincia ? Os inconvenientes
seriam gravissimos, o servigo publico nio seria
convenientemente atlendido, pois que muito lem-
po teria de levar aquella autoridade em ridigir
olcios ao administrador da provincia, e este ao
commandante do corpo, para que fossem presta-
das as pragas, que houvessem de ser requisita-
dos ; emfim se houvesse tal disposigio de lei,
danamoa direlto que se conlinuassa dizer,
que o governo do Brasil nao passa de um gover-
no de papelada. A aecgo urbana pelo artigo em
hS"?0' -m d.e Uzer MrTS ronda* ;o
chefe de polica tem.segundo o projeclo.o direto
n!ri!m0Ter e9"for5Jra lodosos pontos
da cidade, e seus suburbio?, sonde so flzer ne-
ntt.V,ia Dr posigio, porque nao val a pena ter o chete de
i,_-, ---------- |>wiia tci ij (111540 UO
M.1?"iif aT ao Pre8deno provincia para
pooir-lhe um, dous e tres soldados'de que possa
rir precisar de um momento para outro.
wiao-ie anda, Sr. presidente, isto diste o
uMoei doa ofuciae Uo corpo de polica,
uto da seego volaoae, nao ependam do.pro-
p0St* do_re,ue<:,'v0 commandante, pelo que deve
aer indifferente este, que os offleises sejam oo-
meados, sob proposta do chele de palete. Nao ha
inconveniente ainda nisto, porque ha um regula-
ment, que impe penas aquelles, queinfriogi-
rom a descpllna, e por conseguinle lem o com-
mandante do corpo em si todos os raeios'para
chamar ordem os refractarlos. Aioda mais, en-
tendo, que a emenda deve ser adoptada, porque o
chefe de polica, que o respoosavel pela segu-
ranga publica, deve exercer uma aegio muilo di-
recta sobre seus subordinados; ora aqu mesmo
na cidade se fazem diligencias de summa impor-
tancia, essas diligenciaa sio ordinariimente con-
fiadas offlciaes, e 6 preciso, que estes empre-
guem todos os esforgos, para que taes diligencias
sejam feitas, eomoo devem ser, e que se receiero,
no caso de negligencia ou descuido, de ura castigo
prompto, e certo da parte do chete de polica.
Ditas estas plavras, Sr. presidente, em sus-
lentagao da emenda, eu devo ainda dizer alguma
cousa, acerca de um fado, Irazido discussao pe-
te meu nobre collega, deputado pete 2o circulo
eleitoral. Este facto se refere ao recrutamento
telto na pessoa de Pedro Jos doa Santos; eu sei
qae ura outro meu nobre collega tem de tratar
desta materia e aprecia-la em todas s suas cir-
cumslancias, mas. nao obstante, eu nio posso dei-
xar de fazer acerca della algumaa ponderages.
Pedro Jos dos Santos, Sr. presidente, nao
esse cidadao honesto, esse bora filho, aprsenla-
do aqu pelo raen nobre collega, quem muito
respeito. Pedro Jos dos Santos ura hornees da-
do ao latrocinio, reo de polica, lo i migo do tra-
balho, sem crengas polticas, e foi recrulado por
ter fu rudo de uma teja de fazendas na ra da
Cadeia algumas pegas de chita. Marlinho de tal,
dono desla loja, dirigio-se ao Dr. chete de poli-
c'*> queixou-se-lhe, de que esse individuo, nao
s lhe havia furtado essas fazendas da sua loja,
senao como, que na occasiio de lhe serem estas
apprehendidas, elle o ameagra com lirar-lhe a
existencia, e que, portanto, pedia-lhe providen-
cias para que fosse garantida sua existencia. Sen-
do o crime de que se trata, particular, e nio que-
rendo Martinho dar queixa contra Pedro Jos dos
Santos, o chefe do polica julgou dever recrula-
lo. Eu bem sei, que elle pela lei, poda obriga-lo
assignar termo de seguranga....
O Sr. Brto:Eolio o que basta.
O Sr. Lucena : ... .mas nos sabemes perlera-
mente, que os termos de seguranga podera pro-
duzir algum effeilo, mas n'aquelles individuos,
cujas coosciencias nao esto ainda caulerisadas, e
conseguioteraenle a medida mais conveniente pa-
ra giranlir a existencia de ura cidadao honesto e
pacillco, como o Sr. Marlinho, era fazer com
que Pedro Jos dos Sanios, que oslentava uma
figura athletica, e que, primeira vista, nao de-
nunciava ler soffrimento algum, fosse assentar
praga no exercito ou na armada, am de que su-
jeito urna desciplina severa, se corrigisse dos
seus vicios.
(Ha ura aparte.)
O Sr. Lucena :Mas nao podendo o chefe de
polica impr penas, nao podeudo processa-lo,
porque o crime era particular, nem exislindo
sengao legal, que fosse logo reconhecida, e que
lhe lolhesse o dircito de recruta-lo, elte nao po-
da deixar de proceder, como procedeu, e esta
foi a razio que o tevou ordenar, que Pedro Jo-
s dos Santos fosse recrutado, e na mesma hora
poste disposigao do presidente da provincia.
Agora o que o nobre deputado deve fazer
queixar-se do procodimenio do presidente,que se
procedeu.como diz o nobre deputado, merece re-
almente toda a censura.
O Sr. Pereira de Brilo:-Foi o que eu fiz.
O Sr. Lucena:O nobre deputado disse, que o
chefe de polica tinha feito um acinte lei com o
recrutamento desse hornera, e eu etou mostran-
do, como o chete de polica nao merece essa ac-
cusacao, como elle nao fez acinte nenhum le
cora tal recrutamento, porque Pedro Jos dos
Sanios nao lhe requereu cousa alguma no senti-
do de apresentar isencao legal, e nem pessoa
alguma por elle.
O Sr. Pereira de Brilo:Requereu.
O Sr. Lucena:Ao chete de polica nao, posso
alirma-lo, porque estou muito bam iuformado;
nao se lhe fez um s requerimento acerca do re-
crutamento desse individuo.
O Sr. Pina:E quando fizesse, talvez l ficas-
se psssapdo como lem succedido com outros.
O Sr. Lucena:O nobre deputado suspeilo.
O Sr. Pina :Ha um mez e Unto que est um
iiomem preso, e o Sr. chefe de polica com o re-
querimento na salgadeira. (Risadas.)
O Sr. Lucena:Podem ser muito justas as ac-
cusagoes feitas pelo meu illustre collega ao ei-
presidente da provincia acerca do procedimento,
que lhe allribue para com Pedro Jos dos Santos,
porque eu nao posso comprehender, que ura pre-
S if nle.de Provinci.8.P0f muito alto que se julgue
collocado, por mais poderoso que se aprescute,
recuse um cidadao uma cerlido.que elte pega.
(Apoiados). *
O fr. Pereira de Brto:Apoiado. Acostume-
se a razerjusliga assim.
O Sr. Lucena :A'visla da inspeegio que jul-
goo.como assevera o nobre deputado, Pedro Jos
dos Santos incapaz do servigo; claro, que elle
nao podia ser recrutado, e o ex-presideote exor-
bilou remettendo-o para o Rio de Janeiro....
O Sr. Pereira de Brito :Gragas a Dens 1
O Sr. Lucena :.... para tssentar praga de
mperul-marinheiro. Eu posso assegurar ao no-
i ei,,atad0. que o digno chete de polica foi
alheio todo este negocio, e que s leve noticia
delle, quando o Constitucional o narrou, e quan-
do o nobre deputado apresentou na casa o re-
querimento que foi regeitado, pedindo respeito
iniormagoes ao governo.
O Sr. Pereirs de Brito : Como foi
elle, pensei que nao ignorasse o facto.
O Sr. Lceos :Nao ; preso esse iodividuo,
ro logo posto disposigao do presidente da pro-
vincia; r
O Sr. Brito :Ahi houve um manejo de saias
em palacio,
O Sr Lucena :Esse manejo, proveio do mes-
mo queixoso.
O Sr. presidente :Attengio, Sr. deputado,
essa palavra nao parlamentar.
O Sr. Brito -.Saiasl (Risadas).
O Sr. Lucena :O manejo, se que o houve,
nio podia provir de outrs pessoa, senao daquelle
que se disse ofondido, e que foi representar ao
? de P,icia coolra individuo de quem es-
tou fallando, porque nos sabemos das relages
que exisliam entre o Sr. Martinho, e o ex- presi-
dente da provincia (apoiado*]. Me parece, pois,
que esse individuo devia fazer ao ex presidente a
mesma quena, que tez ao chefe de polica, e tal-
vez, que elle, accedendo uma amsade mal en-
tendida, quiaesseobsequia-lo...
O Sr. Souza Res :O que amisade mal en-
tendida ?
Outro Sr. deputado :Isso que nos nao sa-
bemos.
O Sr. Lucena :... conculcando a le, e ne-
gando as certides. que se pediam para provar,
que Santos nio podia ser recrutado. Declaro
que nao aoho outra explicagio esse fado, se
verdadeiro. Com a explicagio, que acabo de dar,
Sr. preaden'.e, me parece, quo o nobre collega
deve estar convencido do que o digno chefe de
polica nao teve a mnima parte no recrutamento
de Pedro Jos dos Santos...
O Sr. Brito :Aaeito a explcacao.
O 5>r. Lucena ;.... e que se alguem ha, que
deva ser por elte censurado, nao pode ser outro
senao o ex-presidonte da provincia.
Agora, Sr. presidente, vejo-me orcado en-
trar numa queslao. na quiljamaistocaria.se
porventura nao fosse provocado isso pelo meu
lluetre amigo. '
O Sr. Brito :-Euagradeco muito o nobre de-
putado a sua altengio.
O Sr, Lacena :Eu vou narrar os [actos, qae
te pissaiam entre mim o o presidente da pro-
yue, porque me pueeo, que ases (actos boje
Sio pblicos, e porque elles se pasiaram em
preso por
presenga de todas as pessoas, que fcejueatevam
o seu palacio.
De volta da minha commissao do Ouricury, ea
eslava resolvido nio aceitar mais o cargo de
delegado, mas deferencias i um amigo, quera
muito respeito, fizeram com qae eu mudasse de
"""lo.
_imo semprt, Sr. presidente, oiofcaer
tarde do modo porque doaompenho mus dame-
rea, por isso nio chama rei terabteaca o mea
praeedimento na Uicio da fregueua de Santo
Antonio, depois da qual dirig-rae ^ ex-preei-
denta de Pernambuco. e pedi-lhe uma licenca
pan descantar no aeio de minha familia.
Esea licenga.depoia de algum cuaio.me foi con-
cedida, e quando au meaapponha muito taan-
qoillo, fui obsequiado com uma carta 'aqoelle
ex-preiidente, pedindo-me, que houvesse de
cempanoor neita cidade, parquinto a miaba
presenga ae fazia aqui necetiaria, em conse-
quencia de so ter de proceder eleigao da Boa-
Visia, que prometlia ser muito disputada. Nao
quereodo, Sr. presidente, que jamis se dissesse
que me recussva ao servigo publico, ou que tinha
medo de compromellimeatos, fiz o sacrificio de
vir, e de apresentar-me S. Exc. Na carU, cora
que me honreu, e que eu eslava muito longe de
esperar, e de merecer, me declarara S. Exc., que
basta va, que eu estivesse nesta cidade na vespera
da eleico, e polr ordeoanga, portador dessi car-
ia, me mandou tambem dizer, que no caso de
eu nao poder vir, fizesse com que elle (ordnan-
os) regressasse logo, de modo i esUr de vrlU
esta cidade. tres das antes da eleigao, para que
no caso oelle nio chegar esse lempo, flcar des-
cangado de que eu viria, e conseguintemente nao
ter necessidade do procurar outra pessoa para me
substilair.
Na vespera da eleigao, petes 9 horas da ma-
nila, aqu cheguei, e logo que apeei-me, fui in-
formado, de que essa eleigao prometlia ser real-
mente muito disputada ; que era uma eleigao de
capricho para ambos os partidos ; que nella se
envidariam lodosos esforgos, e que o presideote
da provincia eslava disposto obrar de modo, que
ordem publica nao fosse perturbada.
Cora estas noticias, senhor presidente, corriam
de enrolla cerlos boatos aterrradores ; assim di-
zia.se, qae viriam grupos, j da freguezia de Sio
Lourengo da Malta, jada Varzea. j de S. Jos,
j finalmente de outras freguezias, com o intuito
de perturbaren! a eleigao &: dizia-se tambera, que
existan casas preparadas cora armamento, afim
de que esse intuito fosse melhormente levado
emito.
Estesnoticiasjeboatos me eram trazidas, ora por
pessoas do credo conservador, ora por pessoas do
credo liberal, teto uns dizam-me, que os libe-
raes pretendiam empregar todos os meios para
perturbaron] o processo eleitorai, outros pelo con-
trario, sustenlavam que era o partido conserra-
dor que tinha essas intences. Apezar, senhor
presidente, destas noticias, que circulavem na
cidade, eu es'.ava disposto apresenter-me ao
Sr. Dr. Ambrozio e entregar-me sua disposigao
sem condigo alguma, nfim de ir assislr ao pro-
procosso eleitoial da Boa-Vista ; porm um ami-
go, quem muito considero, e varias outras pes-
soas da minha affeigae. sabendo da minha chega-
da, e conhecendo perfeilameote as circumslan-
cias dfUcieis em qne eu devia achar-me colloca-
do, ecouhecendo ainda mais ao ex-presdenle da
provincia, tverara a bondsde de honrar a minha
casa, e dar-me aiguns conselhos, dizendo-me,
que procurasse os meios de nao sahir-me mal da
commissao, pedindo as n^cessarias garantas. To-
mando na devida considerado conselhos, parti-
dos de pessoas to prudentes, e que aeabavam de
me honrar com uma prova lio inequvoca da ami-
zade, eu dirigi-me palacio, dsposto pedir ao
sr. Dr. Ambrozio aquelles meios, que eu eolio
julgava necessarios, nio s para acercar de pres-
tigio a minha pessoa e a minha autoridade,
mas anda para fazer com que o proceesso elei-
loral corresse com toda a regularidade. J pedo
de palacio, encontr o Sr. Dr. Hermogenes So-
erales Tavares de Vasconcellos, juiz municipal
dal vara deste termo, que apenas me avistou,
foi-me dizendo estas plavras : dou-lhe os
parabens pela suachegada, epego-lhe encareci-
damente que aceite a commissao com que quer
honra-lo o presideote, porquanto elle j me aca-
bou de fallar para ir assislr ao processo eleito-
nl, suppondo que voc nao viesse. o
O Sr. Theodoro Silva :V, portanto. que elle
procurou substituto para o nobre deputado por
suppr que nio viesse.
Fago esta ponderagio, porque isto discorde In-
teiramente do que disse o nobre deputado que an-
tes fallou.
O Sr. Lucena :Nao, porque logo depois sou-
be tambera, que o ex-presidente da provincia,
n an,es. a hava procurado ao Sr. Dr.
Araujo Barros, e pedido-lhe, que elte houvesse
de acer.ar essa mesma commissao, de que me
quena encarregar, e que este lhe apresentra
condigoes taes, que o presidente nao esllvera por
ellas ; pelo que o Dr. Barros deixou de aceitar a
commissao, e o presideote se vioobrlgado ap-
pellar para o patriotismo do Sr. Dr. Hermogenes.
Me parece, Sr. presidente, que qnando eu nao es-
tivesse convencido de que os conselhos daquelles
amigos, aos quaes me refer, deviam ser tomados
por mim em toda a considerago. este nico fac-
i do ex-presideote da provincia para comigo, de-
via fazer com que eu nao me sujeilasse a repre-
sentar um papel menos digno.
Disse 5 S. Exc, apenas entrei em palacio, que
eslava prompto ao seu chamado, e que elle dig-
uasse de explicar-me quaesas suasintenges.quaes
as suas vistas com relagao tleigioda Boa-vista.
O Sr. Dr. Ambrozio me disse, que as suis vistas
eram as melhores ; que lhe era indfferente, que
vencesse este ou aquella partido, que esteva dis-
poslo dar-me todos os meios para que eu le-
vssseao cabo a minha commissao, com feliz re-
sultado. Perguntei-lhe, quando me dara essas
garanas, esses meio?se logo no principio da
minha commissao, ou em sua continuacio ; res-
pDndeu-me, S. Exc. que dar-me-hia* todos os
meios do que precizasse paramanter a ordem e
desempenhar a minha commissao assim que es-
tes fossem necessarios. Observei entio i S. Exc,
senhor presidente, que cu nao tinha o dora da
presciencia, que eu nao podia saber quando um
conflicto appareceria, para com antecedencia re-
quisitar os meios, as medidas convenientes, Qm
de frusta-lo; que por isso eu entenda que seria
mais prudente qne S. Exc mandasse por minha
disposigio desde logo uma forga respeitavel. S.
Exc respondeu-me que nao podia annuir
minha proposta, porquanto a presenga de uma
forga respeilavel antes do processo eleitoral ter
comego, dara motivos que os membros do par-
tido liberal se levantassem contra elte, e disses-
sem, que tencionava meller mi profana na
orna.
Pedi-lhe ainda, que alm dessa forga, eu dese-
java, que elte houvesse de substituir o subdele-
gado por urna oulra pessoa de minha conflanga.e
extranha s questes polticas ; e ainda esta se-
gunda proposta me respondeu, que nio podia sa-
lisfaze-la, porque o partido conservador dira por
seu turno, que elle eslava possuido de intences
sinistras seu respeito.
A' vista deesas declaragoes formaes do ex-pre-
sidente, eu lhe declarei, que nio podia aceitir a
commissio, de que me quera encarregar. Com
este minha resposta o Sr. Dr. Ambrosio dsse-
me, que eu nio compliessse a stuago, que fizes-
se o sacrificio de aceitar a commissio, e que me
da va duas horas para releclir.
Voltei minha casa. Sr. presidente, e lindo o
praso marcado, escrivi ama carta so Sr. Dr. Am-
brosio, declaraodo-lhe, qae nio poda acquiescer
ao seu pedido, sem que fossem salisfeitas as con-
diges, que linha tido a honra de lhe apresentar,
e em resposta, recebo mete hora depois um reca-
do, chamando-me palacio.
Quando voltei a pilado segunda ver, erara
pouco mais ou menos, sete horas da noile, l s
achavam, entre outras pessoas, os Srs. secretario
da provincia o meu collega o Sr. Dr. Peona, o
major Fras Villar, e o commandante das armas
e o Sr. ex-presideole ainda nessa occasiio insis-
ti no pedido, que me tinha feito ; eu entio tra-
tei de justificar a minha reclamacao...
O Sr. Theodoro da Silva :Km tudo o que tem
oito respeito da insistencia do presidente para
aceiUr a commissio. eu vejo que havia sincera
vontede da parte delle.
r fictos, como elles se passaram : assim o exige a
minha leaidade.
O Sr. Theodoro da Silva :Ainda fago esta pon-
deragio, porque o nobre deputado discrepa do
que disse hontem o 8r. Dr. Brito.
O Sr. Lacena :Eu fiz sentir ao Sr. Dr. Am-
brosio, que nio devia haver recete, da sua parte
em cooceder-me a forga, que pedia, porque desd
que S. Exc. se mostrara confiado em mim, deve-
ra cootar qoe.para a autoridade, que sabe cumprir
orna dever, a terca aa lo deite, em vex de sor
au instrumente de ecoscio, 6 pelo contrario uto
elemento de ordem, um penkor de seguranga
garanta indiridojl... (Apelados.)
O Sr. Ftaalea;Stimo amito ouvir este pro-
posigo.
~4HBrtamne:... quo eu nio podia ser soi-
peito io partido lihtral, desde que havia sido cha-
>0a pan amjajgr* delefNM. ero i | !
da* laiuteooiaa desse mesmapartido. fatua A S.
.; por coaaeaaiote, que acerca desea ponto
elte ped. Omt moaniado. nio doaia ler o ma-
norjaoelo eoppoaielo do mesmo partido pela
corteaatio a med**, que ea reclamara. Disae-
Ibe ainds, smoaio havia razio tambem para wp-
por, que o partido conservador laaaam mal a
subttUu.cbodooaAdelagado, norqliamo me par-
ete, que tu tambem nio esa auipeuo ame par-
tido viste como ainda me nao havte envolvido
nis lutas polticas da provincia, e quo equelle
partido, j devia es**r coovoorfdo, de que eu ao
tena outro Intuito, se nio o de manter a ordem
a lei. S. Exc. insisti em nao conceder-me as
garantas pedida*, e per ultimo s me dizia
dou-lhe 12 pragas...
O Sr. Penna Jnior: Porque as mais ao de-
pois as dara.
O Sr. Lucena Depois disse-me S. Exc, que
me darla 25 pragas. Bespendi ainda Sr, presi-
dente, que nem 12 pragas, nem 25, me eram suffi-
Ctentes para manter a ordem no processo eleito-
ral da Boi-Vista, em coneequencia do exallamen-
to dos nimos, eque eu nio quera, nem deseja-
vs, que uma s gota desangue fosse derramada,
por, falta de medidas por mira tomadas. Fiz-lhe
ainda sentir, que se por veelura se achasse ueste
cidade o Dr. chefe de polica, que cora a sua pa-
lavra auiorisada, viesse dissipar de seu espirito
qualquer calumnia, que revestida com as roupa-
gens da verdade, lhe fosse porventura apresenta-
da, eu nao importa condicoes, oio faria exigencia
alguraa ; mas queachando-se elle ausente, e de-
vendo eu ser considerado como a primeira auto-
ridade policial em sua ausencia, sobre mim reca-
hiria toda a responsabilidade dos factoe, o que,
conseguintemente-, eu qeria estar escoimado de
qualquer imputagao, que par ventura se me po-
desse fazer ; que por Unto S. Exc. me dsse a
terca que eu pedia, (300 pragas) e por fim que oio
fazia questio de numero, com Unto, que me dsse
uma forga respeilavel...
O Sr. Souza Reis:Entio podia aceitor as vin-
te e cineo.
O Sr. Lacena :... que desde quje ella nio fos-
se mais necessaris, eu a faria retirar e s ficirie
cor aquella que julgasse indispensavel.
[Ha um aparte.)
O Sr. Lucena : Appello para o testemunho do
nobre deputado que se achava presente.
O Sr. Penna Jnior.Estou confirmando o quo
diz o nobre deputado.
O Sr. Lucena :O Sr. presidente ainda desta
vez recusou o que eu lhe pedia. Emfim, por ul-
timo, insista comigo para que eu assumisse .
legaca, e nao. me envolvesse cora o precesso
eitoral da Boa-Vista ; mas eu declarei formal-
mente a S. Exc que uma vez, que eu linha sido
chamado para assislr esse processo eleitoral, o
facto de eu aceitar a delegacia, e nio me envolver
nesse pleito poltico traria comsigo quebra de mi-
nha digoidade, e por isso nao acquiescia ao seu
pedido.
(Cruzam-ee apartes.)
O Sr. Lucena :Ainda, Sr. presidente, dea-se
uma circunstancia, que eu devo narrar, e que
eu apresentei considerago do Sr. Dr. Ambrosio,
fazendo-lhe ver, que esse seu procedimento nao
era coherente.com o que elle havia manifestado-
para comigo, quando assistia ao processo eleito-
ral em Santo Antonio. Em uma das noites do
mez de Janeiro, indo eu palacio, o Sr. presi-
dente me declarou. que alguna individuos, des-
peitados comigo, em consequencia do meu pro-
cedimento com o facto occorrido em Modesto
Francisco dasChagas Caoabarro, teotavam contra
a minha existencia...
Ura Sr. deputado :Aonde ?
O Sr. Lucena : Que alguns individuos, re-
pito, despeiados comigo pelo meu procedimen-
to a respeito do fado dado com Modesto F. das
Chagas Caoabarro, teotavam contra a minha exis-
tencia, ou que procuraran, em ultimo caso,
desmoralisir-me na igreja matriz de Santo An-
tonio, e que por isso elle passava dar aa pro-
videncias necessarias, para que, no da seguinte,
me fossem apreseoladas 30 pragas. Effecliva-
mente no dia seguinte 30 pragas commaodadas
por um olficial me foram apresentadas, Disse
S. Exc, como que tendo elte procedido des-
l arte para comigo na eleigao de Santo Antonio,
quena mandar me Boa-Vista,para onde tiobam
de coovergir (odas as forgas dos dous partidos, o
onde os nimos esteriam em effervecencia, prin-
cipalmente os d'aquelles que me voUvam oge-
rlza, com 25 pragas ? Ainda desla vez S. Exc.
nao esteve pelo que eu lhe observara e decla-
rou-me que podia retirar-me, se o quizesse, e ir
gozar da minha licenga.
Eu, Sr. presidente, respeito muito a pessoa do
Sr. Dr. Ambrozio, porm, nio posso deixar de
dizer, ao menos, uma palavra contra ama propo-
sigao, que elle avaogou meu respeito (que
elle levianamenle avangou I) e que chegando
ao meu conhecimento por pessoa fidedigna, veio
de alguma sorte oflender o meu Carcter e a mi-
nha dignidade,
O ex-presidente declarou varios membros do
partido conservador, que eu havia requisitado
forga, porque pretenda abusar della, afim de
favorecer ao partido liberal.
Era preciso, Sr. presideote, que eu nao me
compenetrasse da minha dignidade, que eu ig-
norasse quaes os deveres que tinha cumprir,.
para praticar um semelhante acto, que nio po-
da deixar de ser cualificado como uma verda-
deira perfidia, porque eu entendo, que desde
que uma autoridade qualquer, ou melhor, desde
que um cidadao qualquer/, se acha revestido de
um cargo publico, e que esse cidadao se in-
cumbem obrigages, elle as deve desempenhar
do modo mais imparcial e mais justo : conse-
guintemente, eu que me achava revestido desse
carcter, desde que me nio compenetrasse dos
meus deveres, o meu procedimento nao podia
deixar de ser considerado, como uma perfidia ao
governo e a lei.
(Cruzam-se apartes.)
0Sr-Lucena :Confesso.que tanto na fregue-
zia de Santo Antonio, como na comarca da Boa-
Visla, aonde Uve de assislr eleigio de juzes
de paz no termo do Ouricury, nao me envolv
nem directa,oem indirectamente na eleigao, a fa-
vor deste ou daquelle partido.
O Sr. Francisco Pedro:E' exacto.
O Sr. Souza Res :Assim mesmo dizem o-
contrano disso.
involv'' Fr,ncisco Pedro :~(Bango que nio se
O Sr. Soura Res : Dizem at que prolegeu
muilo ao nobre deputado. (Nio apoiados.)
O Sr. Lucena :Na eleigao do Ouricury, aonde
eu dispunha de uma forga superior 200 pracas
nao maodei um s soldado igreja matriz, mn-
dei apenas 6 pragas noite para guardar a urna
anda mais nao me apresentei uma s vez ni
igreja nem nenhum dos officiaes que faziam
parte dessa forga: "*
O Sr. Fenelon :Eis ahi o nobre deputado de-
fendendo o Sr. Ambrosio, quando lhe negava
O Sr. Lucena :Isto devera convencer ao Srs
Dr. Ambrozio, de que dispondo eu deSOO pricad
e nao meinvolvendo na eleigao do Ouricury...
(Ha apartes e appteusos as galenas.) "
O Sr. Presidente : Altengio. (L):
Todos os cidadios e estrangetros podero
assislr s sesses, com tanto que vonham desar-
mados, e guardem o mais profundo silencio, nao-
dando a menor demonstrado de applauso ou re-
provago ao que ae passar na astembla. >
Os Srs. espeolsdores attendam i esta dispo-
sigao. K
h 9 fT' kucina -T".0 que diza n00re diputa-
da ? (ao Sr. Fenelon). v
O Sr. Fenelon ; Eu dizia.que o nobre depu-
tado justificara o presideote, quando lhe neaou
forga, porquo se lendo-a sua diapoaicio na
Boa-Vista nio proenrou usir della para manter a
l^foTne^da? PdU dsp9D"-U 1ui Porisso
.0 Sr. Lucena : Maa -Torca, que eu pedia
nao se deu entro no dia segrate. ? v
m ScdepuUdo :-A aituaglo mudoo.
.Sr- ,\ene!00 : ~ Mttao pelM exigencias do
partido liberal, que foi padir anUas?
Sr: JnUo : ** iMttcto, no-pediamos-
forgas, pedamos garantas.
O Sr. Fenelon : E quaes sio essas gara-
tas, senio a terca ?
J*a ^f'"0 : Pedamos a mudenca das au-
c n aitao 1ua coosisamas garantas.
O Si* Giliranna : Continu o nobre deputa-
do que vai muito bem.
O Sr. Lucena : Agora eu devo dizer algu-
mas palavraa com relagio um (acto, em que.ha
pouco, toquei nesta cua.e que oi.ptlt mea illas.



twaa mmmmna*- mwm feiiu m anu, de m u
i
Ir colleja interpretado de un modo muito dilV
erenU do que s atierra. "
Parec*u-meque o aobre deputado aranjoa oes
la cas*, que era o pulido coosarredor que at|
tentar* contra a miaha existencia,.'o u. quem ore
tK^* 5""""1'""'-" m> Sent Astelo.
u ar. BrtUp.: Qi**e o que o nobre deputado
cabou, de referir.
dise> qu
era o partido coaaervaaor.
. O Sr. Lucen ; O aobre deputado disse que
tinhe, tido noticia, de que alga mas peesoas do
partido coaserrador tinham essa* inteocoeS, oo ?
O Sr. Bruto: Sim, seohor, o$-qu* deram eco
Gaanabarro.
(Cruiam-ae muitoa outroa apartes).
O Sr. Presidenta : Allnelo.; nern tan a
patarra o Sr. Dr. Lucena.
O Sr. Luoeoa ; Quando mearan ese fado
ios se real, qpaado mesmo lguem tveoae em ins-
tas tirar-me a existencia, o que eu nao pojo
acreditar, me parece, em abono da rerdade o
digo, que semelhante iatenco sinistre alo pedia
ser filha de um partido, [apoiados). A nica
pesso que eeindigitara como tendo essa inteu-
elo.....
OSr. Portella : Tambem incapaz disso.
O Sr. Luceaa : Nao digo qu* seja capaz ou
incapaz, mas aseerero que essa pesaos nao p*r-
tence ao partido conservador, oso pe rt en ce ao
partido liberal, aho pertence a partido airan,
(apoiados) porque ella por de mais conhecida
oeste capital pelos seus mies faites.
He parece Sr. presidente, que taaho satisfeilo
ao oobre deputado com as explicac,es que dei e
que de mim exigi.
Nao sei, se- polerei anda dizer duss palavras
acerca de urna emenda offerecida pelo Sr. Dr.
Souza Reis, a qual ignora se est en dfseus-
65o. Craie,, que a a presen t gao dest emenda foi
inoportuna, porquanto nao seaclia em discesso
o art. Io. mas 9im o 2a, e a apreseotaeao so po-
dia ter lugar ao art. 1.
O Sr. Souza Reia : Lela o 2 do art. 2*.
O Sr. Lucena : Poroj j pasaou qua a forja
constar de 500 pravas e julgo qua essa emeoda
nao est ao caso do ser apoiada.
Emfim Sr. presidente, a hora est adiaotada,
eu estou bastante fatigada, porisso na sessao se-
guate tratarei de demonstrar em como esso
orneada do meo illustre collg*, a quom muita
respeilo, nao ple ser appro*ada pela casa.
REVISTA DIARIA.
0 chairo incommodo, que a fgida de gaz
tem difundido pela cidado, corrompeodo sea du-
Tida o ar respirarel, reclama que se providencie
de modo a veda-lo ; visto que em grande quan-
tilade essa fgida.
Esta reclamacao nao dera ser oegligeociada,
pois o seu objecto enlende com a saude publica,
que n&o cousa indiferente.
Conven que se remora ama pobre aliena-
da, que faz morada ao paternal da igreja de S.
Pedro, oodo pelo seu estado misrrimo promove
quanta immuodicia ha.
O ac'o de sua reraocjio d'alli para o hospital
urna obra de caridade, ao passo que assim livra-
b o publico de um espectculo poueo digno da
nossa aivilisa'jao e principios religiosos.
Nos commuaicam que os sobrados de nme-
ros 128 e 131) da ra de Horlas acham-se desa-
prumados, ameacando desabarem.
A mesma comoiuoicacao consigna, que coasta
ha ver um visinho enderezado oeste seolido ja urna
representacSo a cmara, sem que porm houves-
se inda apparecido essa providencia.
Como quer que seja, importando este tacto a
prevengo de urna catastrophe, a nosso turoo pe-
dimos que so verifique a exatiio] delle, para os
procedimientos ulteriores, assim evilando-se al-
gum sinistro que possa dar-se, quando menos
se pense.
Da villa da Independencia oa provincia da
Tarahiba temos a seguinte carta do 1 do corren-
te, em quo mais urna queixa faz-se da negligeo-
cia do servido dos correios.
Seja ella consignada, j so nao atteode recia-
macoes quolidianas.
Nao me canso em ioeommeda-locam miabas
queixas, sobre a irregularidade e demora com
que recebo os Diarios. Quando cheguei aqui, de
volta de miaa riagem essa capital, esperava
achar alguna, porm nao chegou nenhum correio
da Parahiba em todo o raez de margo prximo
passado ; e os ltimos que recebi aotes de mioha
partida de aqui, foram com dala de seis do mez
desetembro ; e assim estou atrazado de receber
os Diarios Je dous mezes menos cinco das.
Vmc. julgasse teuho motivos justos de quei-
xar-me, tanto mais quaoto vejo que Vmc. tam-
bem oaoee emee de fazer amargas queixas a esse
respeito em seus Diarios ; porm o Sr. director
do correio da Parahiba nao os l, ou se faz surdo
o mudo, e n5o responde, nae se escusa, fazendo
saber os motivos quelhe impedem de despachar os
correios de dez em dez diss, como os regla-
menos o prescrevem.
No tempo em que Sua Magostado o Imperador
andou per aqui, os correios chegaram com urna
regularidade qua dava gosto, durante urnas seis
semanas ; porm apenas Sua Nagestade retirou-
se, tudo mudou de face.
Isto lhe communico para seu governo, e fazer
o uso d'essa advertencia que julgar conveniente,
etc.
De urna carta de Macei extractamos o s-
quiote :
Urna prova de que nos nao nos conserramos
estacionarlos o seguate :
O negociante d'esta praga Pedro da Silva Re-
g, sahio de sua casa na noile do dia 16 do cor-
rete, foi a essa praga ah comproa cerca de 50
-cootos, no da 2z s 3 horas da tarde ja eslava
de volta ao seio de sua familia, e no dia 23 estar
-com toda a sua fazeada dentro de casa II
Gragas a acgo prompta desse agente cirili-
sador o vapor.
a Quasi lodos os meus amigos commerciaotes
aqui oo querora saber seno do vapor, que ja
provou ser susceptivel de pontualidade, so de-
pendente do bom maneje.
Hontem (26) com a chegada do pequeo va-
por americano,e quese destina navegago os ha-
hia do Rio de Janeiro, entre Nicteroby e o muni-
cipio neutro, espalhou-se um camard de mo
gosto.
Dizia-se que o vapor /aoian6e da nossa
companhia cosleira, tinha sido visto encalhado
nos recfes da pona de Lucen tres milbas ao
norte da barra da Parahiba.
verificar donde parta a noticia, veio-se no conhe-
cimento, que a sahida "aquello vapor do Cear,
ainda l tinha deixado o Jaguaribe, e que o navio
encalhado na ponta de Lucena era o Manoel Mon-
te, que ali est ha 2 asnos quasi e que s tem
um mostr.
a Lastimamos, que se lenha.to mo gosto, e
embravamos, que se obslivessem da continua-
go, porque fcil adquirir esse habito, urna
mentira e sempre ma de muitas outras.
Teodo-se verificado com a chegada do vapor
./agarie,*que nao tinha vindo a escuna Lindoya
reboque como se esperava, somos informados
que sahio immediatamente o vapor Camaragibe
em demanda do Rio Grande do Norte, do intuito
de traze-la.
Foram recolhidos casa de detengan no dia
26.do correte, 11 homeos, sendo 6 livres, e 5 es-
craros, a saber : a ordena po Dr. chefe de polica
6, inclusive o africano de nome Gongalo, escra-
vo de Sebastio Valeriano Aires de Souza, e
Loureoco, crioulo, menor, escravo de D. Mara
dos Aojos de S Brrelo ; a ordem do subdelega-
do do Recite 2, a ordem do da Boa-Vista 3, que
sao : Amaro,pardo, escraro de Joaquim Mauri-
cio Waoderiey, e Flix, crioulo,, do Visconde de
Suassuna, a Joo, lamben crioulo, de Luiz An-
tonio Vieira.
Passageiros do vapor Jaguaribe, vindo do
Cranja e porto* intermedio: Sua Exc. o Sr. Anl*
nio Marcellino Nunes Goocalves, e sua Exm.a
familia, 1 criado e 8 escraros, Jorge Victor, sua
senhora e 1 criad, Raymuodo Pacheco Amora,
Joaquim de Maltos Guimares, Miguel Rodrigues
Freir de Albuquerque, Vicente Atrae de Carva-
lho, escrava Thoreza, Joae da Silva Salgado,
Joao Sroste Guimaraet. Jos Fiiicio di Silva, Joio'
da Csta Gadrfha, S.lttr Ferreira Camioha,
capttao Antonio de Lentos Braga, as escravae
efruanas Mana Jaeiutha, Joo Lu- Gongalree
Vianaa.Seindio Beresjriao de Seuza, o escravo
DomMOt padre FrancUce Pedro da Silva No-
luco al crUda, Antoaio Jom Teixeira Bar-
boza, Miguel Soares Rapos da Cmara, Mieatel
Antonio Ribeiro Dantas, Jo Ferreira aa Silva
JoaOlympwCwdozadnMellov Jos Nunes d
Pauta, Jos Francisco Cpelbe da Paz, Thomaa
Gomes da 8ilre,.Jo PedVo da Parias, Fabricio
Gomes Pedroza, sua senhora. 1 Blho e 2 criados
Jw wwir < evo,, IoI loaoiiiai Di S^
itottnikffVriiMdMr Iik de Liurei-
ro Antonio da Silva, Piro Antonio
Leoncio Pereira, de Aze*do,
MHHwUas Pereira, sea seobora 3
de Atanyd* Mello, An-
iNkio Dwrto Ceim*r, f. B. Bruno, Manoel de
)ltveira Lns, FraneiKO de Orireir Lima, An-
tonio de Mreira Rolim, Antonio Jos da Silva
Ouiaaraea, l e*or*vo preso e 7 pragn, Kemino
AoUbo tiwit.u-*, hn Lecae Ferreira,
*-==^- 'iTTi iJTJTi
O Etm. Sr. Dr. Portella eotragando hoieao sst
ueeessor ai redea* da goveroo de Peroambuco
caractensa, ten durid*. assuas acede*: joven e
estimad do poroi ferajmbucano coneerrarf iqaz-
pre em eu coraclo sic*r** iMtimento de do-
gura e da amizad*.
Receba, portanto, o Exo-. Sr. Dr. Portella a fe-
icttages de toaw o hooasas honestos e patrio-
taa ; e permita que unindo a miaba fraea toz a
aoe, peaje tmbete manifestar e. Bxe. eati-
-;
i

Pattaierrodo vpoc Pertinnnga rtedij de ment deque me acho posaudoi tributaedoao
JeWeie porto intermedio* : al Crea tui*> Anto-
nio Farra* Jnior, alfares Antonio Josa Ribeiro,
Dr. Alfredo da Rocha Basto*, capito Ranoal Sa-
bleo de Mello e teriaio, FreiCaelaDodeTroyana
Maaael ThomCordeire, Justiae Maaoel Ramos.
Jos Pedro de Castro, teneate-coronel Pedro de
Alcaulara Buarque, Joo Baptisti do Reg, padre
Maaoel Mara, Antonio da Roeha Wanderley, Dr.
rernande Affon*o de Mello e sua familia, Pau-
lina Maria de Jess, soldado Maaoel Penare da
Souza. crioula lirre Maria. Severiano Baadeira
de Mello, soldido Eneas Affonso Vianoa.
Matadouba roauco. Mataram-se no dia
27 do corrate, para o consumo desta cidade 101
rases.
Falleceram duranle a semana 49 peasoas.
sendo livres 9 horneas, 8 raulheres, e 17 prvu-
los, escravos 8 horneo* e 7 mulheres.
CHRONICAJUICURIA.
TRIBUNAL DI RELICa.0.
SESSAO EM 27DEABRa DE 1861.
PBBSIDEHCU DO KXK. SR. COHSBLHEIRO KBHEUHO
. DE LEVO.
As 10horas da mauha, achando-sepresen-
tes os Srs. desembargad ores Cae tao Santiago,
Silreira, Gitirana, Bastos de Oliveira, Lourengo
Saoligo, Silva Gomes, Costa Motta a o Dr. jmz
de. direito Domtngues da Silva, faltando o Sr.
desembargado: Guerra, procurador da sorda,
foi aberta a sessao.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
RECURSO COMMERCIAI..
Recorreo te, o juizo ex-officio ; recorrido, Mi-
guel Gomes da Silva e Joaquim Alves Barbse.
Relator o Sr. desembargador Caetano Sau-
tiago.
Sorteados os Srs. desarabargadores Costa Motta,
Bastos de Oliveira e Gitirana.
Ficou adiado.
HABEAS-CORPUS.
Concedeu-se ordem de habeas-corpus pedida
por Antonio Joaquim Maaoel, para ser apresen-
tado o reo em sessao de 4 de maio futuro.
Concedeu-ae a soltura pedida por Joo Baptisla
de Castro Maranhao, em habeas-corpus.
APPELLACES CR1MBS.
Appellaale, Pedro Caroeiro da Silva ; appella-
do. Maaoel Moreira da Silra.
A aovo jury.
Appellaale, o promotor ; appellado, Luiz An-
tonio Cabng.
A nove jury.
Appellaale, o juizo ; appellado, Alexandre Go-
mes da Silva.
Aoro jury.
APPELLACES CIVEI3.
Appellanlo, Francisco Antonio Pereira da Sil-
ra ; appellado, Belchior dos Reis Caralcanti.
Confirmou-se asenlenca.
Appellaale, Francisco Frederieo da Rocha; ap-
pellado, Feliciauo da Silva Santos.
Desprezaram-se os embargos.
Appelliate, Maaoel Antonio Pereira de Abreu;
appellado, Francisco de S Albuquerque.
Reformada a seateoga.
DE3IGXAQ0 DE DIA.
Assignou-se dia para julgamento dasseguiutes
appellages civeis :
Appellaale, Maaoel Jerooymo Barreiros Raa-
gel ; appellados, Andr Das de Araujo.
Appelhnte, Jos Joaquim Theotonio de Mello ;
appellado, Antonio Luiz dos Santos.
As appellages crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro da Cos-
ta Soares.
Appellante, Manoel dos Santos Martins Roma-
no ; appellado, Laurentino Correia dos Santos.
Appellaute. o juizo ; appellado, Igaacio Pe-
reira dos Aojos
Appellante, Manoel Ferreira Vianna ; appella-
do, ojuizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Maaoel Rodri-
gues Correia.
Appellaute, Joaquim Domiogues Moreira ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, o prelo Vicente; appellado, o
juizo.
Appellante, Antonio Fitippe de Mello ; appel-
lado, o juizo.
Appellaale, o promotor; appellados, Maria Ro-
drigues e sea irmao.
Appellaale, Joaquim Jos de Lyra ; appellado,
o juizo.
Appellaale, o promotor ; appellado, Antonio
dos Saotos Marques Reg.
Appellaute, Theophilo, escravo; appellado,
o juizo.
Appellante, ojuizo; appellado, Pedro Fernn-
des do Reg.
Appellaale, o juizo ; appellado, Bonifacio Jos
de Lima.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellages crimes:
Appellaale, Thereza Maria de Barros ; appella-
do, Franc seo Xavier Falcao.
Appellante, D. Maria Teixeira da Silva ; appel-
lado, Joaquim Jos de Bnto.
As t}i horas encerrou-se a sessao.
atfaUta dar-le, ae-integro Pernambacano as bome-
nageas sinceres de um rerdadeiro amigo.
J, J. laymnndode tendones.
Casa de saide.
A casa de saude dos Drs. Ramo* & Seve, aber-
ta ha quasi trae asaos, tem p reatad o relevantes
servigos, tratando ueste periodo grande numero
da doentes.com poueo* caaos fuaestos.
Porm ea propietarios nenhum resultado tem
tirado que recompense o grande tr*balho que tem
com a direcgo deste estabeieclmento, pois todo
o lucro tem sido poueo para se dispender com
seu grande costeio, porque es doeotes all sao
alimentados com os gneros do primeira qoalida-
de quo vem ao mercado, e no mais sao maetidos
ao aeeeio que se exige n'um eatabelecimento des-
la natureza.
Mesmo assim ainda se nao generalisou a crenga
de que convrn mais tratar certos doentes era urna
casa de saude, do que em aeu proprio domicilio,
porque alm de serem convenientemende medi-
ca*, e curativo mais econmico porquanto a
diaria de dous mil ris que se exige hoje oeste es-
tabelecimeato inferior a simples graticago do
medico que riaita o doeote em sea babitacae.
Que repugnancia baver, pois, da parte dosae-
nhores em maadarem seus escravo* para esta
easa ?
Se for por economa ella mal eoteodida co-
mo j o prevemos. Sa por julgarem que elles
serao maltratados : esta suspeita s se po te com-
baler visitando os seohores o doeote repelidas
veze?, como Ibes permittido fazer. Se por
ideas rulioeiras, ento nao merecer desculpa, por
que s se deve permanecer nos vethoa coslames
quando os modernos nio sao preferiveis.
Assim, pois, convm que os senhorea que tive-
rem escraros doentes ajulem oa proprielarios
deste importante estabelecimento, os quaes mere-
cen lourores pelo zelo e cuidado que empregam
como donos e como mdicos, e cuja dedicago por
urna empreza de beneficio geral admirarel, por-
que at hoje nenhum lucro lhe tem produzido.
Recife, 26 de abril de 1861.
Um doenle curado na casa de tav.de.
Correspondencias.
Srs. redactores.Permittam-me que polo seu
jornal possa eu dirigir algumas patarra* ao Sr.
Lm do povo que tanto rae honra em sea com-
municado publicado hoje 27 do crrante.
Agradecende qoanto em abono meu se dignou
dizer em sua exposigo, nao posso deixar de pon-
derar-lhe que se alguma cousa hei feilo durante
as minhas omprezas, jamis passei alm do mea
contrato, e justamente isso o que tem pralici-
do todos os outro* emprezsrios que me tem suc-
cedido.
Sempre que de novo, como emprezario, tomo
conla do theatro, depois de nelle funecionar ou-
tra empreza, encontr alguna melhoramentos, e
nem poda deixar de ser assim, estando testa
daadmimstrago material um empregado to ze-
loso, como em abono da rerdade o Ulm. Sr.
Gustavo Jos do Reg.
Se algum estraga existe no tbeatro, lauto em
sceoano, como em vestuario, nao data isso do
tempo em que fuacciooam as emprezae, cujos
contratos sao religiosa mente observados, porisso
que alm doSr. administrador ter toda a rigilan-
cia na parle material, a Ilustrada commisso di-
rectora, Del orgo do gorerno, nao consente ja-
mis que os emprezarios ultrapassem os limites
marcados nos respectivos contratos; isso pro-
rra, sira, das representagoes avulsas concedidas
a pessoas que nao tendo respoosabilidade algu-
ma, nio lhe importam damnificar o que encoa-
tram de bom, fazeodo recahr as culpas n'squel-
les que de boa f, ej,ligando praticar actos de
caridade lh as coocedem.
Foi, portanto, um poueo iojusto em sua expo-
sigo o Sr.Um do povo quando me julgou o
uuico emprezario cumpridor de deveres, o ni-
co que possa oferecer garaotiaa, o nico emQm
que tem salisfeito o publico, quando em minha
consciencia me considero o meos habilitado de
todos os que lom tomado a si esle to pezado en-
cargo. v
fo eolanto agradego de toda a minha alma, as
expreeses cora que te digoa honrar-me o Sr.
Um do povoo o juizo que de mim forma, cer-
ticando-lho de que jamis fallar em mim de-
sejos de bem satisfazer os meus encargos.
Recife, 27 de abril de 1861.
Germano Francisco de Oliveira.
COMMERCIO.
&lfBMleffa.
Rendimento do da 1 a 26. .
dem do dia 27.....,
374:959J263
27:458S389
'.o^^fr,
652
Betataa
Carne secca- -
Caf---------------
Agurdente Tenden-ae 4.le.p5#Hr,
_ apipe.
couroa- ... os *ecco* salgados Teoderam-
se a 190 ra, a libra.
Arroz ----------o m> shrran%l rendeu-se a
.. AA a009rt por.
Azeilodce- Veedea-ae de 2SWD a 3#000
__ ,. r. por galio.
^alfao- ^- Neo hou*> renda peratacedo.
reUlboo-ae de- 4O>a lOjttOO
rs. por barrica, icande em ser
11.090 barrica*.
Venderam-8e a 2000 rs. por
arroba.
A do Rio Grande readeu-sede
2*800 a 300 rs. por arroba,
e a do Rio da Prata de 3*000
a 954OO rs., fleando em ser
69,000 arrobas da primeira e
6,000 da segunda.
Veodeu-se de 6J00O a 6*500 rs.
, ,Pr arroba.
Garri do pedra dem de 14*000 a 16f00t) ra. a
_ tonelada.
Carreja- ... Vendeu-se de 3*500 a 5*500
_. rs. a duzia de garrafas.
Cha----------, Vendeu-se do 1*900 a 2*900 rs.
fu w a 1Br,
Chumbo---------Vendea-se a 20*000 rs. por
quintal em leagol. de 22*500 a
23*000 rs. o de munigu, o a
_ 16* rs. em barra.
rarinna de trigo. Tiremos um carregamento de
2260 barricas de PbiUdelphia,
com o qual o deposito desta
de 3,700barricas; de Richmand
5000, de Trieste 1300, e Frae-
cata 200 pref -zendo 10.200
barricas : retaJhou-ae de ii$ a
26* ra. a primeira, de 24* a
27* rs. a segunda, 30* rs. a
d a Jf terceir, e-2ft a ultima.
*ar.aemaudioca-Tem entrado muita do ioterior
da provincia, e apenas seob-
tem 3*5000 re. pel sacca, da
... de fra.
Fejao----------dem a 1*600 rs. por arroba:
prego que ainda se obter ues-
tes 30 dias, por quaoto depois
j teremos o principio da co-
Iheita do novo.
FolhadeFiandres-Idem de 21*000 a 22* rs. a
caixa.
Ferro--------- o de Suecia rendeu-se a 9*
ra. o quintal, o iaglez a 6*000
reis.
Genebra Rm botijas rendeu-se a 333 re.,
e em frasqueira a 6g000 rs.
Manletga- A ingleza vendeu-se a 650 rs.,
e a franceza de 550 a 560 rs.
por libra, Qcando em deposito
ceres do 900 brrris.
Oleo ------o de liuhaga vendeu-se a 1*450
rs. por gale.
Queijos- Os flamengos veoderam-se de
. 1*000 a 1*600 rs. cada um.
Touciouo- --- Veodeu-se de 8*000 a 8,500 rs.
por arroba.
Vinhos O de Mediterrneo vendeu-se a
2604 rs. a pipa, e os de Lisboa
_. de 280S a 320* rs.
Vinagre Vendeu-se de 110* a 120*000
rs. a pipa.
Disconto- Conliauou de 10 a 18 por cen-
to ae anuo, descontando a Cai-
xa filial 300 contos de reis a
10 por cont ao anoo.
Frates- Para o Canal a 50, e para Liver-
pool a 37/6 e 9/16 por libra
de algodio.
Pauta dos jrecos dos gmero sujeitos direitot
deexportaco. Semana de 29 deabnl a i do
mez de de maio 1861.
Mtrcadorias.
Abanos.....:
Agurdenle de cana,
dem restilada e do reino
dem caxaga
Unidades-. Valores.
. cento 1*000
. caada *560
$560
> *30O
Movlmento da alfandosa.
Volumes entrados coa fazendas..
* com gneros..
Volumes
a
sabidos

com
com
fazendas..
gneros:
1
163
-----164
214
108
ERRATAS.
No provimeoto geral, publicado no Diario de
Pernambuco de 25 dd crranle, ha as seguintes
erratas: na pigina 2a, columua Ia, periodo4o,
linha 4a, em vez desuas prisoes, la-seduas
prises; ao periodo 14. lioha 9a, em vez de
vencimento annexo, la-sevencimento aonuo ;
no periodo 16, lioha 3a, em vez deeste olficial,
la-se este officio; no periodo Onal, ltnha 2a,
em vez decomo esse, la-secomo esses ; na
3a columna, perodo 19, linha 6a, em vez de
devendo ambos serem, la-sederendo ambos
ser; no periodo 21, linha 9a, la-sedessa nul-
lidade ; na 4a columna, periodo 7o, linha 7a, em
re denumero delles, la-senumero comple-
to delles; no periodo 18, linha 9a, em rez de-
no ainda mesmo quesejam, la-seainda mes-
mo que nao sejam i 00 periodo 21, linha 3a, em
rez desempre seja, la-sesempre o seja ; na
columna 5a. periodo 4o, liaba 17, em rez de
larrar-se termos, la-selarrar-se termo ; no
periodo 16, linha 13, em rez dearrestados por
ella, la-searrestados por ellas; na 6a .colum-
na, periodo 4o, linha 13, em rez dese observe,
la-see observe: ao periodo 9*, lioha 2a, em
vez de s saiam, la-ses sahiam ; no mesmo
periodo, liaba 7a, em vez deestrada, la-se
estada ; ao periodo 10, haba Ia, em vez deessa
pratica de fazer-se inventarios, lea-seessa a
Firalica de fazerem-se inventarios; 00 periodo 13,
inha 3a, em rez deos estados, la-seas esta-
das ; no mesmo periodo, linha 8a, em rez de__se
fagam, la-sese foram ; no periodo 14, linha
6, em rez desoffreu, la-seSoffreu ; no pe-
riodo 19, liaba 6, em vez deaquello e assim
averbameoto na coliectoria ; em far-se-ha ; le-
seaquello averbamento na coliectoria ; e assim
far-se-ha; do periodo 21, lioha Ia, em vez de
preteogoes, la-se preterigo ; ao periodo 22, li-
oha Ia, em rez deoomes, la-seaome ; na
pagina 3a, columna Ia, linha 5a. em rez deque
tirerem, la-sea que tirerem ; no periodo 9,
linha Ia, era rez de-lio coecesslonarios, la-se
sao concessionarios; no perodo 11, linha 7*,
era rez dedenuncie elles, la-sedenuncie
delles ; e analmente no periodo H, linhas 4. em
rez dos seus empregados, la-aeaos seus or
pregados.
Alm destas erratas, outras ha, como alterago
de pon jacio, troca de letras e outros mesmo de
maior importancia, que o leitor todava terS sup-
prido. r
Communieades."
Tributo ao mrito.
E' a segunda vez que o Exm. Sr. Dr. Joaquim
Pires Machado Portella tem administrado, eoexo
vice-preaideute, eet* bella e heroica provincia
de Pernambuco ; a segunda fez qae o aobre
e disuado cidadio tem mostrado, a proviaeiede
Pernamaueo, oqnantocapat, por sena talento*
Vu 'iajudee, atrgjr coa ducripeo e acert i
alta unecao de sau rriHisteria.
322
bola-
Descarregam hoje 29 de abril
Barca americana Imperador farinha e
cbinhas.
Rarea inglezaSpirit of the Taraesbacalho.
Barca portuguezaCorgamercadorias.
Brigue portuguezMargiridaidem.
Hngue inglezGrayhooud bacalho.
Brlgue mglez-TUaaia-bacalhio.
Bngue ioglozPurlessbacalho.
Patacho ioglezMary Blockferrageos. .
Exportado
di u L 1>1 26 de abril.
Polaca hespanhola Chile, para Marseille, car-
regaram: '
Aranaga Hijo & C. 580 saceos com 2,900 arro-
bas de assucar.
Barca franceza Franklim, para Marseille. car-
regara m :
*[ A Bidoulac, 800 saceos com 4.000 arrobas
Brigue francez
regarsm:
F. Jos Gomes, 100 saccoa com 500 arrobas de
asnear.
Barra americana Salem
raga re m :
Ssundere Brothers & C., 900 saceos
arrobas de assucar. "
Beccbedoria de rendas Internas
Keraes de Pernambuco
Rendimento do dial a 26. 28:187*873
dem do da 27....... 808*202
28:996*075
Parahiba, para o Havre, car-
500 arrobas de
para Liverpool, car-
com 4,500
o *, CoBS*ado provincial.
endmento do dia 1 a 26. 53:967*640
d0 di W....... 801*726
dem
54.769*366
PRAA DO RECIFE
S7 DE ABRIL Dr: 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres a 26
d. per 1*000 re., aobre Pa-
riz de 365 a 368 re. por fran-
co, sobra Hamburgo de 685
> por M B, e sobre Lisboa de
106 a 108 por cento de premio,
regalando ee soquea aobre
Londres a 20,000 a? : aoere o
Rio de Janeiro saecoe-se de
1/2 a 1 poc canto de dis-
canto.
Algodio----------O escolando reodeu-se a 8*400
ra., e e regalar a 8*200 re. por
arroba.
Assucar O* brancos veoderam-se de
3*200^1 4*000 rs; os Borneos-
te- 2JM0 a 3*800 ra.; masca-
rada porgada de 2*400 a 2*350
r e bruto de 1*9*) a 1*950
ra. por arcaba. .
dem genebia...... *
dem alcool oa espirito de
agurdente...... >
Algodo em caroco .... arroba
dem em rama ou em l.
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado.
Assucar mascarado .... a
dem brenco......
dem refinado. ..... o
Azeite de amendoim ou mon-
dobim......
dem de coco ,
dem de mamona .
Balataa alimenticia* .
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina.......
Caf bom......
dem escolha ou restolho
dem terrado......libra
Caibros........um
Gal..........arroba
dem branca...... >
Carne secca charque. ...
Carro rgela)......
Cera de carnauba em bruto,
dem idem em reas. .
Charutos. .....
Cocos seceos......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem rerdes.....
dem de cabra cort idos .
dem de onca......
Doces seceos......libra
dem em geleia ou massa
dem em calda. a
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Esteiras para forro ou estira de
nario......
Estoupa nacional .
Farinha de mandioca. .
dem de araruta .
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes. .......um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho .
Gomma........
Ipecacuanha (raz) ....
Leona em acns.....
Toros.... ... a
Lenhas e esteios.....um
560
8600
2JJ000
8$000
700
2J800
2*100
3g300
8
caada 2*000
29500
18600
arroba 1*000
48000
88000
7O0O
ooo
300
360
2C0
400
38800
18600
*250
8400
2*500
48000
*I95
*350
*120
8280
118000
1*000
*5O0
*500
48000
28000
libra
a
ceuto
a
libra
a
>
um
cento 20*000
arroba 18600
alqueire 18500
. arroba

a

arroba

cento
Mel ou melaeo. ..... caada
Mileo........
Pao brasil ......
Pedras de amolar ....
dem de filtrar.....
dem rebolo.....,
Piassara....... ,
Puntas ou chifres de raceas e
norilhos....., .
Pranchdes de amarello de
dous custados......
dem loure. ,, .
Sabio.........
Salsaparrilha.,.....
Sebo em rama. ,
Sola ou vaqueta .....
Tabeas de amarello ....
Idea diaeraae.....,
Tapioca........
Tiarea.........
Unhas de boi ...*)..
Vinagra
arroba.
quintal
urna
a

molhos
cento
urna
a -
libra
arrobe
a
urna
daciaa
*'
arroba
una
cento
cenada
68000
18500
58000
168000
88000
128000
68*00
2*500
258600
2J400
11*000
508000
#250
900-
10*000
*800
4|000
182C6
8200
4*000'
16*000
8|000
400
268000
58000
28400
114*500
70*000^
3*200
10*000
8820
*280
AHanega de Pemamboeo 27 de abril de tttt
*,L*? C(M,ftr*te. Antonio Carlos de
Pintea Borge*. O seguido conferenle. Joa Ma-
na Cesar do Amara!,
Approro. Alindola de Pernambuco 27 de
abril de 1861. Barros.
Conforme Joao Josa Pereira da Paria, ter
ceiro escriturarlo.
MoYimentfr do porto.
Movii entmdot no dia 2*.
Granja e porloa intermedios, 4 da rapor na-
cional Jaguaribe, eommandante Manoel Joaquim
Lobato.
Macei e portee intermedios, 42 hpraa rapor
nacional Peranenaa, coramandante Manoel Ro-
d ngues dos Sanios Honra.
Cardiff, 60 dias brigue prussiano Alby, de 171
toneladas, capillo A. F. Petrowsky, equipagem
10 passoaa, carga carrio de peds : a Heory Fas-
er-r. C
Navios sahidot no mesmo dia.
Bahasumaca nacional fiortencia, capillo Jo-
s uaresma dos Sanio, carga rariosgeoeros.
Caoalpatacho inglez Elitabett, capito Wel-
Ieane Glebble.
Pensacolabrigue iaglez Sir H. Parueli. capi-
to James Wood : ora lastro.
Marseillebarca franceza Ft/Ie deBoitloane
capillo Eguidazu : carga assucar.
Lirerpoolbrigue inglez Menattilau, capito
welliam i. Plowell : carga algodo e assucar.
dona andares.o loja,
168*000
162*009
162*000
o> ee a. o. 5' n o. S Horas.
2 1 o em V H e 5! B sr f kthmosphera O
w on P5 ES n C en 1 CA O 1 Orteao. m H O 03 ai n se
Fresco V 6 t Inttnsidadt. >
^ si 0> ce 8 1 Pahrenhtit. H O aa H 9i 0 -i 5 ffi
f* i" Centgrado. t c
S 3 -4 te 0 t 2 | Hygrometro. a I
00 0 m I Ciaarna hydro-06 mtrica.
1 3 * Prancez. s > m i e
O "i* 1 8 Inglez.
0 Sobrado, da
por anoo .
81 Casa terrea, por anoo. .
82 Caaa terrea, idea idem .
83 Caaa tarrea, idea idem .
Sea da Guia.
84 Caaa terrea, per anee .
o, Rtt* do Pillr-
91 Cae terrea, por ano. .
Caaa- tarrea, idem idea .
93 Casa terrea, idem idem .
9* Casa terrea, idem dem : .
Aa arrematacoee serio feitas por tempo de 3
annp a cootar do 1 de julho da 1861 a 30 de
junno de 1861 e aob as condi<;6ea consume do
edital de 9 do correte.
E para constar se mandou affixar o presente
publicar pelo Diario.
Sapreiaria da thesouraria proviacial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O secretario. A.
F. da Anunciajo.
Dedara$5es.
A noite clara at 3 h. da raanha que tornou-
se de aguaceiros, rento SE regular que roodou
para o terral ao amanhecer.
OSC1LACAO DA ARE'.
Preamar aa 5 h. e 18* da tarde, altara 7,2 p.
Bairamar as 11 h. e 6' da manhia, altura 0 9 p.
Obserratorio do arsenal de marinha, 27 de
abril de 1861. '
Romano Stepplk,
1* tenesote.
Editaes.
De ordem ao Illm. Sr. inspector da alfando-
ga sefaz publico, que ao dia29 do corsete depois
do meio da, se ho de arrematar poita da mes-
? VoP'i1'530 le conformidade com a disposicao
' 2 d,.a' 204 d0 "gu'amento. 10 barris com
a marca VIB de ds. 1 10, contendo salitre rin-
dos de Londres no brigue sueco Ferdinand, sen-
do a arremalaco lirre de direitos ao arrema-
tante
Alfsndega de Pernambuco, 26 de abril de 1861.
O 4. escriturario, Joaquim Albino de Gus-
mao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz do direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife e seu termo, capital da prorin-
cia de Pernambuco por S. al. I. e C. o Sr. D
Pedro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber pelo presente, que s requerimento
dos negociantes Samuel Power Johanston & C. e
Brender a Braodis & C. se acha aberta a fallencia
do Machado & Souza pela sentenca do theor si-
guite : *
Das letras de folhas 5. 6. 10, 21, 22 e 23 e cer-
Udao de folhas 20 r. se mostra que a lirma com-
merciai Machado & Souza. de que sao socios An-
tonio Luiz Machado e Antonio Francisco de Sou-
za Magalhaes, estabelecidos com loja de ferra-
geos na rea do Queimado n. 49 ha cessado os
seus pagamentos declaro a dita firma em eslado
de quebra e Dxo o termo legal da existencia
della a contar do dia 16 do marco prximo pas-
sado. r r
Noraeio curadores fiscaes aos credores Samuel
Tower Johnston & C. e depositarios interinos aos
credores Brender a Brandis; e prestado pelos
pnmeiros o juramento do estylo e pelos segun-
dos assignado termo de deposito, o escriro re-
mella copia desta senten^a ao juiz de paz com-
petente para a apposicjio'de sellos, que ordeno
se ponham na forma da le em todos os bens, li-
rros e papis dos fallidos.
Feilo o que e publicado o presente nos termos
dos arts. 812 do cdigo commercial e 129 do re-
gularoento n. 738 se proceder s ulteriores dili-
gencias, que o referido cdigo e regulamenlo de-
termieam.
Itecife 23 de abril de 1861.Anselmo Francis-
co Peretli.
Nada mais se continha em dita sentenca, em
consequencia da qual sao conrocados todos os
credores daquelles fallidos para que no da Io de
maio prximo rindouro, s 10 horas da manhaa,
e na sala dos auditorios comparaban), atim de se
proceder a Domeaco de depositario ou depos-
tanos.
E para que ebegue ao eonheeimenlo de quera
ioteressar possa, maodei possar elitaes que serao
aflixados nos lugares docostume e publicado pela
imprensa.
Dado o passado nesta cidade do Recife de Per-
oambuco, aos 26 dias do mez de abril de 1861,
4o da independencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascmenlo, es-
crivo o subscreri.
Antelmo Francitco Perelti.
O capito Jas Luiz Pereira Juuior, caral-
leiro da imperial ordem da Rosa ejuiz de paz do
terceiro auno com exercicio no primeira, do pri-
meira districto da freguezia de SaBlo Antonio do
Recife, etc.
Fago saber a qaem conrier, que as audiencias
deste juizo coaiinuam a ser as 2 horas da tarde
de todos os dias tercas e sextas-feiras que nao
forera santos ou feriados, na sala pablka de au-
diencias, na ra do Imperador; e que despacha
das 9 horas da manhaa em diaole, oa casa de sua
residencia na ra Nora n. 7, segundo andar, oa
sonde for encontrado. Eu Joaquim da Silra Re-
g, escrirao que o escreri.
O Hllna- Sr. inspector da thesouraria provia-
cial, em rrtude de decalo da junta da fazenda
da mesma thesouraria, manda fazer publico que
a arremalaco dos predios pertencentes ao patri-
roooio dos orphios, annuociada para hoje, foi
transferida para o dia 2 de maio prozimo futuro,
deveodo os pretendentes apreaenter os seus re-
querimentos para sua habililaco, e de seus fia-
dores at 29 do eorrente.
E para constar se mandn affixar e presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria a?a Ihesenraria provincial de Pee-
narabuco 25 de abril de 1861. O offlcial da se-
cretara, Miguel Affeoso Ferreira.
O Illa. Sr. iaspeclor da thesouraria provin-
cial, em cumprimeoto ao arl. 7* do regulameolo
do eollegio dos otpbaos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 de
correte, manda' fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, parante a junte da fazenda
da mesma thesouraria, rao pu;a pora serem
arrematadas quera mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados pertencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphios.
Ra da Cacimba,
Ns. ,
6*> Caaa terree, por anoo. ....
7 Gasa terrea, idem idem ....
Rae dos Burgo*.
68 Casa terrea, por anno.....
69 Casa torrea, Idem idee ....
Rea do Vigerie.
I Sobrado de dona andar e loia,
poranno.........
Raa da Seazalo Velbe.
i Sebrado de dous andar* e laja,
por anno...... 8753*000
122*900
818D00
2038000
125*000
6028000
Coaselbos de compras navaes.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada, abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico que tar ia*o lugar em sessao de 4
do mez de maio prximo, medanle proposta
era cartas fechadas apresenladss nesse dia al as
11 horas da manhaa, acompaubadas das amostras
do que ceiba no poasivel.
Para navios e arsenal.
20 arrobas de almagra, 500 agulhas de coser
lona e brim, 12 pecas de gacheta da lioho proprio
pare machina; 2 pacotas de papel bata, e 20
resmas de panno esmeril.
Para o arsenal.
152 barreada ferro sortidos.em forma de + de
V 3 dl4 J* Pollegadas. 20 ditas de dito, dito
chato de 25|8a 7(16,180 leacoe* de ferro gatra-
nisado proprio para telhado. de 6 + 4. e 114 rer-
galnoea de ferro sorlidos de 1 IjJ a 3t4.
Para narios.
2 pegas de baelilh*. 200 colheres de ferro 40
cadeados sordos, 10 duzias de lapis, 200 nva-
Ihas de marinheiro, e 10 paes de obreias.
As condicoes paro elTectaar-se a compro, sis
as do eslylo, j ha muito condecidas pela publi-
cacao.'
Sala do conselho de compras naraes em Per-
nambuco, em 27 de abril de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Conselho administrativo.
O conselho administralivo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de contratar os genero
alimenticios para a companhia dos menores de
arsenal de guerra, durante os mezes de maio eiu-
nho prximos viudouroa :
Pao de 4 uncas, bolaeha, caf em grao, assucar
reunado de segundo sorte, mantelga franceza, cha
hysson, carne verde, dita secca, louciubo de Lis-
boa, feijao mulaliaho oa preto, arroz do Mara-
nhao, bacalho, azeite doce de-Lisboa, rinagre
de dita, farinha de mandioca.
Quem quizer coutratar tses gneros aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 29 do
correte mez.
Sala das sess5es do referido conselho. 19 da
abril de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,.
Mejor vogal servindo de secretario.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro da
anno fiado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emisso
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objecin
seguiutea:
Para proviraonto dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
10 duzias de Irma
gadas.
10 toneladas de carvao de pedra.
20 quiutaes de ferro iaglez em barra de 1 fr2
pollegada.
15 quiolaes de ferro inglez quadxado de 5[8,
16 quintaes de ferro em vergas de varanda.
10 duzias de lima* chatis de 14 pollegadae.
6 ditas de limotes de 10 pollegadas.
2 ditas de raatoea de 8 pollegadas.
2 ditas de li na toes de 6 pollegadas.
10 caadas de azeite doce.
4 libras de potassa.
6 arrobas de rame sortido.
Quem quizer render toee objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 3 de
maio prximo futuro.
Sala das sessoes do referida conselho. 21 de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal serviodo de secretario.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes:
Para os recrutas do 9 batalho de infanlarb.
16 booets.
Para o fardamento da msica do 8 batalbio do
infantera.
135 corados de panno alvadio.
Para a enfermara dos aprendizes menores da
arsenal de guerra.
1 chaleira o. 5.
1 chacolateira grande.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente is
suas propostas em carta fechada, na secretaria da
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 8 de
maio prximo riadouro.
Sala das sessoes do referido conselho, 26* de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Fras Villar,
Major rogal serviodo de secretario.
Pela subdelegada do Recife ae faz publico
que se acha depositado um cavallo que regara
na ra no dia 18 do correte : quem for seu do-
no, comprela na dila subdelegada, que proran-
do pertencer-Ihe, lhe ser entregue.
Recife 22 de abril de 1861 .Miranda Leal, sub-
delegado.
de Irmas meias canoas de 14 pelle
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZi GERMANO.
4.a Recita da assiajnatura.
O espectculo anewnciado para sabbado 27 da
crranle, e que foi tranaferin tere lugar
Segnurja-leira 29 de abril de 1861,
nem o drama em 5 actos
0 NOSTEIRO
S A 51 TA 60
e a Comadla, em um acto
KMCBriBSITeD'alI4
Ct*agar 7 )i hora:-


ta
DUMOW

i SEGUNDA fEAl K \BHiL Kll.

=r
Barrado mui tos pedidos de camarotes e cadei-
ras, para a recita de hoje, e nao tendo ido possi-
vel aerrira todos, a empreza ap'ressa em repetir
ate mesmo espectculo
AMAINBA
TERCHEIRA 30 DE ABRIL.
Ba>dta extraordinaria livre deas-
sisuatura.
A orcheatra eiecutari a ora ouverturaA
grande orcheatra
As cacadas de Pelotas
na provincia do Rio Grande do Sal.
Composigo do Sr. Coles, que a escreveo expres-
sameote e dedicou ao habitantes daquella bel-
la cidade*
Seguir-se-ha o drama em cinco actos.
O
Mosteiro de Santiago.
assumpto da opera do maestro Boaizelii
AFWOtt\T\.
Castella1340.
Os coros sao os meamos da opera a
Oscenario do prtmelro e quinto actos sao no-
vos, piolados no Rio de Janeiro e aqu retocados
pelo hbil pintor o Sr. Francisco Dornellas.
O primeiro acto representa urna galera do con-
vento de Santiago de Composlella ; alm da ga-
lena v-se as arvorese sepulturas do claustro.
O quinto acto, o claustro do mosteiro de Santia-
go. Noite deluar, cruzes, sepulturas, etc., etc.
de um magnifico effeito esta sceoa, e a empre-
za nada poupar para que seja completa.
Terminar o espectculo com a nova comedia
m um acto.
Precisase de urna mn-
Iher para viajar.
Comprar s 7 meia horas.
Avisos martimos.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Pipi?U A UM,
O vapor Oyapock, commandante o cspito
tenenle Santa Barbara, esperado dos portus do
sul at o dia 30 do corrente o qual depois da
demora do cosame seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-si
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Hendes.
Para a Babia
Segu em poucos dias o palhabote nacional
Dous Amigos, para alguma carga que Ihe falta,
e passageiros trala-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Madre de Deus n. 12.
COMPANHIA PERNAIBIIGAIU
Navegac costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato,
sahir para osportos do sul no dia 4 de msio
s 4 horas da tarde. Recebe carga at o dia 3
ao meio dia. Passageiros e dlnheiro a rete at
o dia da sabida s 2 horas : escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
COSPAMIA PERMSBICAXA
Navegacao costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao. Aracaty, Geava', Acaracu' e Granja.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
sahir para os portos do norte at a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Eocomroendas, pas-
sageiros e dinheiro a (rete at o dia da sabida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos d. 1.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes ingleses a vapor.
At o dia 29 do corrente espera-se da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depois
4a demora do coslume seguir para o Rio de
Janeiro tocando na Rahia : nara passagens etc..
trata-se com os agentes Adamson, llowie & G.,
ra do Trapiche Novo o. 42.
Rio de Janeiro
Sahira' bremente a linda e veleira
barca nacional IRIS, a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consigna ta-
caos Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rhe N'ovon. 6.
Para a Baha.
A sumaca nacional cHortencia pretende se-
guir com mpila brevidade. tem parte do sen car-
regenlo prompto : para o reato que ihe falta,
trata-se com oa seus consignatarios Azevedo &
H ende?, no seu escriptorio roa da Cruz ni
PAUL'
o Rio de Janeiro
O auito veleiro brigus nacional Falicidade,
eajo carregamanto se acta prompto, secue para
o Rio de Janeiro at o dia 3 de maio prximo fu-
turo impreterivelmenle, recebe estrave** frete e
passageiros, para os quaes ten eicelleoUs com-
od ; a tratar coan os seu* eonsignatariss Jos
Feloso Soares & Filho, no largo do Corpo Santo,
trapiche da companhia.
Rio de Janeiro
A veleira barca nacional Rio de Janeiro pre-
tende seguir com muit brevidade, tem parte de
seu carregamento prompto : paca o resto que Ihe
taita, passageiros e escravos a frete. trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mondes, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio ge Ja-
neiro
pretende seguir nestes oito dias o veleiro e bem
coobecido brigue nacional Almirante ; para o
resto da carga que Ihe falla, passageiros e escra-
vos a frete, para os quaes ten excellentes com-
modos, trata-se com os seus consignatarios Aze-
vedo & Hendes, no seu escriptorio ra da Cruz
numero 1.
Lisboa e Porto
Vai sahir com a raaior brevidade para os portos
cima indicados a nova barca portugueza Corga:
quem na mesma quizer carregar o resto que Ihe
falta ou ir de passagem, poder enlender-se com
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca J-
nior, ra da Cacimba d. 1, primeiro andar, ou
com o capillo Rodrigo Joaquim Correia, na
praca.
DAS
Messageries imperiales.
No dia 1 de maio espera-se dos portos do sol
o vapor francez Estramadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume se-
guir para Rordeaux tocando em S. Vicente e
Lisboa erom correspondencia para Gorce (costa
d'Africa), para passageiros, encommendas etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
_______Leiloes.
LEItO.
Segunda-feira 29 do corrente.
O agente Evaristo far leilao de porcao de tras-
tes para acabar sem reserva de prego, consislin-
do em guarda vestidos, guarda roupa, comrao-
das, consolos, marqueza?, carteiras, mesas e
muitos outros objectos ludo de amarello : no dia
cima s 10 horas do dia na ra do Vigario nu-
mero 22.
Aos Srs. litteraos
e acadmicos,
Leilao
O agente Hyppolto da Silva autori-
sado por urna pessoa que se retira para
ora da cidade, fara' leilSo de urna ex-
plendida livraria, consistindo em livros
de direito, ditos classicos, historias de
diversos paizes e multas outras obras
que se tornaria enfadonho mencionar.
O que se affianca que os referidos li-
vros sao completamente novos e que se-
r5o vendidos ao toque do martello e pa-
ra isto o agente cima convida aos Si s,
hachareis, htteratos e acadmicos para
que aproveitem a occasiao pois nem
sempre dellas havera': efiectuando se o
leilao quinta-feira 2 de maio as 11 ho-
ras em ponto em seu escriptorio na ra
da Cadeia do Recife n. 48, primeiro
andar
Os livros poderao ser examinados.
LEILAO
Terca-feira 30 do corrente
O agente Pinto fara' leilao por conta
de quem pertencer e sem reserva de
precode 600 barricas com bacalhao de
boa qualidade marca WBH&C, ultima-
memente chegado no brigue inglez
Reinder, no armazem do Sr. Vicente
Ferreira da Co>ta na escadinha.
LEILAO
A 29 do corrente.
Izidoro Halliday & C. contionaro por inter-
vencao do agente Oliveira, o seu leilao de gran-
de sortimento de ferragens e cutilerias em bom
estido, e na mesma occasiao apresentaro ven-
da, por conta e risco de quem pertencer, avulta-
(la porcao de linhas diversas. Otas, lonas e cuti-
lerias avahadas, cuja venda nao pode realisar-se
em seu ultimo leilao por bita de lempo : segun-
da-feira 29 do correle, s 10 horas da manha
em.ponto, no seu armazem ra da Cruz do Recite.
DE
Farinha do Chili.
B. G. Bendixen capito da galera di-
namarquesa Himalaya, arribada a
este porto na sua recente viagem de
Valparaizo e Tome para Cork, fara' lei-
lSo por intervengo do agente Hyppo-
lito, em presenca do Sr. cnsul da Di-
namarca e com licencia do Sr inspector
da alfandega e por conta e risco de
quem pertencer de cerca de 5 a 6,000
saceos com farinha do Chili avadada,
de 100 libras hespanliolas cada urna:
segunda-feira 29 do corrente ao meio
dia em ponto, no armazem alfaadegado
do Exm. Sr. baro do Livramevjto no
caes d'Apollo.
ISIL&Q
CHARUTOS
O agente Hyppolto autorisado pelos
Srs.'Antunes Guimaraes & C fara' leilao
por eonta e risco de quem pertencer de
15,000 charutos fabricados no Rio de
Janeiro, os quaes sao de excellentes
qualidade, e serio vendidos sem limite
algum : segunda-feira 28 do corrente as
11 horas em ponto, no trapiche alian-
degado no Forte do Mattos denominado
barao do Livramento.
MOVIS.
Terca-feira 30 do corrente"
PELO AGENTE
O referido agente autorisado pelos donos de
diversos movis depositados em seu armazem da
ra do Vigario'n. 11, vender em leilao publico
no dia cima designado e pelas 10 horas da ma-
ntisa
Sem a menor reserva e a gol-
pe de m artel lo
qusnlidade de movis novos e uiados, como se-
jam cadeiras simples de bragoi e de balango,
consolos, mesas, sofs, carteiras, secretarias, es-
tantes, guarda roupas, guarda loucas. toilets,
marquezas, lavatorios, cabides, quartinbeiras,'
mesas elaslicas, toucadores, curas francezas e
outros muitos objectos de utilidaie.
O agente adverte a seus antigos freguezes que
sempre o tem honrado com sua concurrencia a
tolos os leudes feitos por intervengo do anoun-
ciante, nao faltem a este leilao pira pecHincha-
rem com a compra de bons objecto por um pre-
go commodo, visto a franqueza que para isso Ihe
facultaram seus respectivos donos.
LEILAO
Forneiro.
Precisa-se de umbom forneiro para
Goianna : a tratar com Jos Duarte das
Nevei.
==
Atten^o.
Manoel Joaqaim Dias de Csatro, arrematante
da massa fallida de Joaquim Antonio Dias de Cas-
tro, e depois Castro & Amorim, avisa aos deve-
dores das ditas extinctas Armas, que no prazo de
30 dios venhsm saiisfazerseus dbitos na mesma
loja, fiados os quaes usar dos meios que a lei
Ihe faculta. Recife 22 de abril de 1861.
a
Quarta-feira 1* de maio.
PELO AGENTE
PESTAA.
A porta do armazem do Sr. Annes defronte da
airandega pelas 10 horas da maoha, o referido
agente far leilao por conta de qiem pertencer
e em lotes vontade do compradores
DE
129canastrascom alhos do Porto chegados re-
centemente na barca Corsa.
LEILAO
DE
Cadeiras americanas.
Quarta-feira \ de maio.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente competentemente autorisado
e por conta de quem pertencer, vender pelas 11
horas da manha no largo da alfandega, pelas
amostras que estaro patentes ao ezaue dos
compradores
DE
30 caixas com cadeiras de pao americanas che-
gados prximamente e j despachadas, cuja
venda ser feita sem reserva por ser para fe-
char contas.
LE1LO
DE
MOV
O agente Hyppolto autorisado por urna pessoa
que se retira para fora da cidade far leilao de
urna esplendida mobilia de mogno toilets, camas,
aparadores e muitos outros arligos de madeira,
e bem assim louca, vidros e rouitoa utencilios
propnos para qualquer casa de familia : quarta-
feira 1 de maio em seu escriptorio na ra da Ca-
deia do Recife n. -18, as It horas em ponto.
Acabada aahir dos prelos desta lypographia
urna nova edicto da car til ha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, porquanto abrange ludo quanto
contioha a antiga cartilha do abbade Salomode
e padre mestre Ignacio, acreacentando-se muitas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribando nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das feslas mudaveis,
e eclvpses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, dio a esta edi;o da cartilha urna
preferencia aaas importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia;
5NMMM9, flfi womvsimwi
M. J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, emen-
ten do-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
K^si^siHie-^eiMi^diei*
Aluga-se o primeiro andar e loja
do^ sobrado de andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n.J3.
Para urna casa
franceza-
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
, ATOHIpD.
Fernando Garzolli, reiojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mao
relogios para concertar muito lempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
contar desta data, prevenindo tambem s pessoas
que teem feito troca de relogios, deixando sig-
nal, que. se no prazo referido os nao forem bus-
car, ser reputado nullo qualquer negocio feito.
e nenhum direito haver de reclamaren): roga
juntamente s pessoas que tiverem objectos de
ouro em sua mi sem juro algum, o favor de vi-
remrelira-los no prazo cima indicado, do con-
trario serio vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recife 10 de abril de 1861.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento defazendas qaetinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem quefoidos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos :
ra do Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, erua
do Imperador,outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
IVecisa-.se de um caixeiro para urna padaria,
que tenha pralica ou mesmo sem ella, com tanto
que d fiador a sua conducta : a tratar na pada-
ria do pateo da Santa Cruz ns. 6 e 8.
Aluga-se um terceiro andar e solo n'uraa
dis.melhores ras do bairro do Recife; a tratar
na ra da Cadeia n. 33, loja.
Costuraras.
Pudsa-se de costureiras ,
gagTW para obras mais finas
po
?r^isa
m i
loja n. 10.
para
na
obras de carre-
rua do Cres-
CASA
Hoje, 29 do corrente
DE
BACALHAO
O agente Camargo fara' leilao por
conta e iisco de quem pertencer de urna
porcao de barricas com bacalhao, sendo
os lotes a vontade dos Srs. compradores,
no armazem do Sr. Paula Lopes na es-
cadinha da alfandega, as 11 horas em
ponto.
Avisos diversos.
Aviso.
Do poder de um dos eaixeiros do abaixo assig-
nado desencammhou-se urna letra da quanlia de
560, saccada pelo mesmo abaixo assignado em
|5 do corrente, a prazo de 3 m*zes, e acceila pelo
Sr. Alexandre Jos di Rosa dar 25 de agosto :
roga-se a quem a achou o fivir de entrega-la no
escriptorio da ra do Trapiche n. 14, na certeza
de que a mesma letra ficar sem valor no caso
de lio apparecer. pois o acuitante ji se acha
lm]para *Dao p,g,lv *ecife ** de,briI
Manotl AUti Guerra.
Acba-se jusu e contratada urna- casa terrea
m ra k> Sotego, no ampa Verde n. ?, perten-
cente ao Sr. Miguel Jos da Costa : quem aejtl-
gream dUeito a dita propriedade por qualquer
l,^?a"gei- W' U,nd MUtwsiro, no
ptno it tres otas. -
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a receber *scra-
vos para serem vendidos por commisso, e por
onta de seus senhores, nao se poupando esforcos
para que os mesmos sejam vendidos com promp-
tido, afim de que seus senhores nao soffram em-
pate com a venda delles. Neste mesmo estabe-
lecimento ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mocos.
Precisa-se alugar urna ama forra ou capti-
va, que tenha bom e abundante leite para ama-
mentar urna crianca de um mez, cuja ama deve
ser desembaracada a tratar na ra da Cadeia do
Itecife n. 51. sogundo andar.
Paul Cohn, subdito francez val para o Rio
de Janeiro.
Precisa-se alugar 2 pretas boas quitandei-
ras, una moca e outra idosa : quem tiver dirja-
se ao becco da Boia n. 2, 1 andar.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
e fazer todo o servico do interior de urna casa :
na ra do Livrameoto casa n. 20, Standar.
Regressa para o Rio de Janeiro no vapor
Paran, o subdito povluguez Jos Antonio de Se-
queira.
W. P. Hughes, Inglez, segu para a Eu-
ropa.
Feliz resultado.
Forte iiiflainmacu do ligado e do
btseo.
E* muito sensivel para um pai ver sua amada
filha, de idade de 15 annos, soffrer continuos pa-
decimentos sem Ihe poder valer.
Era to tristes circunstancias me achei eu, que
tendo urna filha com urna forte inflammaco do
ligado e do bago, que Ihe tirava a respiraco, e
Ihe causava muito cansaco, havia muito lempo
que assira soffria sem que Ihe podesse da.r reme-
dio ; por nltmo recurso mandei chamar o Sr.
Ricardo Kirk, morador na ra qual.applicando assuaa chvpas. ttedicinaes, leve
o mais feliz resultado, pois Mees a Dos, minha
filha est boje de saude perfeit, o que eu quasi
nio esperava, e en serei eternamente grato a este
senhor, poisrque,, depois de Dos, foi causa de
salvar-se a Vida de minha querida filha.
* Domingos de Oliveira Pinto.
Ra do Sabio n. 268. Rio de Janeiro.
Eetav* a firma recouhecida pelo tabelliao Joo
Pinto de Moraes.
A pessoa que na quarta-feira da semana
prxima passads offereceu fio de algodo da Ba-
hw, pode dirigirse praca da Boa-Vista n. t,
que se deseja comprar.
tima pessoa de Portigal, deseja sa-
ber se anda eiiste alhr. Jas Coelfco
de Oliveira, qae outr'era resida 10
Cabe oo Escada, es m eogeiiho, afa
de Ihe comminicar noticias de orna he-
ranca que ihe pode tocar por norte de
um prente: a deixar explicacoes na
livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia, com o subscripto*Alpha.
Calvicie.
A utilidade da pomada in-
diana nao sd de fazer as-
cer os cabellos mais tambem
de dar-lhes forca para bt-
lar a calvicie e nio deixa-
lo8 embranquecer tao cedo
como qoando ella nio for
applicada ; alem disto, sen-
do sua composi(&o formada
de substancias alimentares,
a absopeo pelos poros nao
pode ser nociva. Depsitos, ra do Imperador
n. 59, e ra do Crespo o. 3.
Pede-se toda attenco.
Custodio Sot lves Guimaraes & C,
pedem enes recidamente aos seus deve-
dores que Ihe venham saldar suas con-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nao fizerem seao entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, azemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDAOE BASCARA-
Amorim, Fragoso Santos
& Companhia
Os senhores socios commanditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
zao de 15 0[0 ao anno. Recife 22 de abril de
loo!.
Sendo presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de Litara, s
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-uprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Um moco Portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellasse offerece para fazer alguma escripturago
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necessitar, deixar car-
w n nesta tvP8r8Pn'a oh as iniciaes D.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeijo que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Cartas.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C, loja de trastes na ra Nova n. 24
pela ultima vez convidara a quem se
julgar credor da dita loja a a presentar
seus titulos no escriptorio da adminis-
tra rao, ra da Cruz n. 40, at o dia 30
do corrente mez, se quizer ser contem-
plado no rateio de somma importante
ao qual vai proceder-se sem mais de-
mora. Recite 2* de abril de 1860.
Trocase
por moeda corrente as notas geraes
dos padres seguintes:
Brancas de lj} com urna figura.
Ditas de 59 com urna dita.
Rxas de 50g.
Brancas de 500$.
Verdes de 500#.
E mais : notas do banco da Bahia
de 105 t. e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de -20$ : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
s
Relira-se pan Inglaterra o Sr. Thomaz
Cien.
Retira-se para Inglaterra o Sr. Thomaz
Gibbs.
Retira-te para Inglaterra o Sr. James
Fisher.
Deseja-se comprar urna escrava criouls de
14 a 18 annos de idade que seja prendada e sem
vicios, preferindo-se que tenha estado em casa
de familia : a tratar no escriptorio de Amorim Ir-
maos. na ra da Cruz n. 3.
Precisa-se de urna ama para todo o servico
de urna casa de pouca familia : na ra da Roda
n. 54.
&m
J. Hunder, alfaiate, na ra Nova n. 69, avi-
sa ao publico progressivo e aos amantes das
modas do bello trajo, que encontrar um bom
sortimento de fazendas novas e modernas, pro-
prias para casacas, caigas e colletes, com os me-
lhores officiaes, que se pode servir aos freguezes
com promplido; e urna machina de costura.
4 ttencao.
Na noite de sexta-feira 26 do corrente desap-
pareceu do sitio da viuva Carvalho em S. Jos do
Maoguinho, um cavallo mellado claro, carnudo,
frente aberta, dinas pretas, com alguns cabellos
brancos, cauda da mesma forma e comprida, cal-
gado de preto as raaos e de branco nos ps;
tem em cada mao urna feridinha, e em um dos
quartos ferrado com a lettra Y, tem mais algu-
mas lettras, porm igoora-se ; bastante fogoso
e rincbador: quem o pegar ou dr noticia, diri-
ja-se ao dilo sitio, ou ra da Cadeia do Recife
n. 41, que ser bem recompensado.
AVISO.
50&O0O
1043460
134{7C0
180*910
396J240
499*892
llifOOO
107*830
471|014
717*285
94*500
46*000
1:240*096
No escriptorio devlnva Amorim 4 Filho. roa
da Cruz n. 45, existem duas cartas vindaa do Rio
de Janeiro, sendo orna para o Sr. Victorino da
? V i. e 00,ra para 8r- Tihurclo de An-
drade Vallasques. a cujis pessoas roga-se o favor
de virem recebe-las.
Ignacio Jos Dias Correia. subdito portu-
guez, retira-se para Lisboa com sua mulher Car-
SarSv.R'S,?.- SU" 6 dU" fl'bM -'
,iZ J MSefa lMbel do Amparo, natural da pro-
lu** p."rtl. deseja saber com urgencia
se esia morando nesta provincia ou fora della
seu mano Joao Francisco Setuba do Nascimeuto'
que mesmo roga algumas pessoas que dellesou-
berem, dirigr-se ra larga do Rosario n. 37,
em casa de Joao do Reg Falcio. onde a mesm
reside.
Tendo de ser levadas i prar.s nova roen te as
dividas activas do espolio de Bento Fernandos do
Passo por nao haver comparecido lanzador, e ten-
do o Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara pa-
rante quem se procede ao respectivo inventario
determinado que os annuncios fossem feitos com
individuaco das dividas, declarando-ce as quan-
ttas, os Domes e moradas dos devedores, titulos
das dividas, jurse vencimentos ; se faz publico
pelo presente que a arrematado devtr ter lugar
no da l. de maio prximo, depois da audiencia.
aendo as dividas as seguintes :
Manoel Rodrigues do Passo, falleci-
do nesta praca, tem um peuhor
de ouro..........................
Domingos Barreiros, nesta pra^a,
por saldo de urna hypotheca ven-
cida em 31 de Janeiro de 1841,
vencendo juro de 1 1[2 por cenlo
ao mez, que est paga at 30 de
abril de 1858......................
Rosa Maris Francisca de Paula, no
Hanguioho, por saldo de urna hy-
potheca vencida em 19 de setem-
bro de 1858, vencendo juro de 1
112 por cento....................
Jos Rodrigues do Passo, ntsta pra-
ca, por saldo de urna obrigago
passada em l.dejulbo de lc32..
Joaquim Pereira de Mendonca, por
urna letra vencida em 14 de Ja-
neiro de 1842, juros de 2 por
cento ............................
Jos Teixeira Guimaraes, por seis
letras vencidas em 1844 a 1848,
juro de 2 por cento..............
Bernardo Rezende de Vilhena, falle-
cido no sertio, por urna letra von-
cida em 7 de maio de 1844, ven-
cendo juro de 2 por cento........
Manoel Rodrigues do Passo, fallecido
nesta prac, por urna letra ven-
cida em 30 de margo de 1856,
juro de 2 por cento.". .......... 68737I6
Antonio Francisco da Cuoha, por
conta de livro....................
Antonio Francisco Macota, por
mandado de penhora ............
Alexandre Lopes Ribeiro, por man
dado de penhora ...............
Theodorio Babello da luz. por ui
obrigaco vencida em 24 de ou-
tubro de 1849, juro de 2 or
cento........................_*]_
Igoes, prele, por saldo de' "conta d
livro.......................
Jos Gomes Moreira e Izidio Jos Pe-
reira, por mandado de penhora..
Jos Gomes Moreiaa, por conta de
livro que declara ser proveniente
de letras, as quaes se ignora aonde
"18 ;503667
O testamenleiro,
Joaquim Antonio da Silva.
Compra-se sebo da trra, sendo derretido :
na ra do Brum o. 46.
Pechincha
Ra do Crespo n. 8, loja de
4 portas.
Com pequeo toque de avaria.
e SfjQQ dC cambrai8 ,isacom 8 1|2 varas a 2*500
Ditas de algodozinho americano com 14 16 e
SO varas a 2, 2*500, e 3S500 liropo.
a oa88 Lacezas' ndos desenhos e cores fixas.
de 2A0 e 260 rs.
Cambraiasmiudinhas, covado, a 240 rs.
T V,ende'se uma mulata de boita fig'ura.co-
ziona, lava e eogomma : no caes do Ramos, so-
Aviso
aos senhores padeiros.
Na ra de Apollo n. 34 existe para vender-se
um resto de gigos grandes de madeira. vindo do
lorio pelo ultimo navio, obra muito bem feits e
propnos para substituir os panacs, aos quaes
levam grande vantagem em dureco, reconheci-
da por todos que dellas tem usado.
EM CASA
DE
Noratlrmos,
ra Nova n. 67, casa do Dr. Lopes Netto, tem
para vender e acabar logo, por prego muito di-
minuto, uma porgao de vestidos de seda de todas
as cores, e do mais moderno Rosto ; emflm ven-
de- se pelo prego do cusi de Franga.
Vende-se um excellente cavallo andador, de
tamaoho regular : quem o pretender, dirija-se a
ra da Roda n. 45, que achara com quem tratar.
Escrava.
Vende-se uma negra de idade de 35 annos pou-
co mais ou menos, boa quilandeira: na loja de-
litros ao pdo|arco de Santo Antonio.
a pechincha.*
A boa f est torrando, na ra estreita do Ro-
sario n. 18, esquina das Larangeiras, manteiga
ingleza muito soperior a 640 e 560 rs. a libra, e
em barril se far algum abatiroeuto, gomma
muito boa a 100 rs. libra : s na boa f.
Vende-se uma taberna sita ni ra de S.
Gongalo n. 25, freguezia da Boa-Vista, com pou-
cos fundos, propria para principiante, assim co-
mo uma casa terrea na mesma freguezia ; a tra-
tar na casa cima.
Vende-se uma carroga com pipa quasi jm-
va e propria para vender agua : a tratar na ra
Imperial, primeira casa depois da fuodico.

No dia de maio haver inspeegao de saude,
na casa da secretaria do commando superior s
11 horas da manha.
Os interessados comparegam a hora indicada.
O secretario,
Firmino Jos de Oliveira.
O Dr. Manoel Moreira Guerra, tendo termi-
nado os trabalhos do seu cooeurso na Faculdade
de Direito, continua a advogar no (oro civil, com-
mercial e criminal, para o que aera encontrado
no seu eteriptorio, roa do Cabug n. 2, das 10
horas da manha s 3 da tarde.
A secretaria do commando superior da guar-
da nacional deste municipio funtciona d'ora em
dianie no 1* andar do sobradado pateo doLivra-
mento n. 31. '"- ''
Firmino Jos de OHveira, mudou-ae para
o Ia andar do sobrado do paleo do Livramento
n. 31.
Roga-se ao Sr. Bernardiao Antonio Vieira,
que diriie-ae ra da Imperatriz n. 40, V andar,
negocio de seu '---------
Rap.
Vende-se rap de Lisboa, rolao francez, Paulo
Cordeiro, grosso, mei>> grosso e fino, e jeuron.
todas estas qualidades vende-se tanto em libra
como a retalho. na ra larga do Rosario, passan-
do a botica, na segunda loja de miudnzas.
Attenco.
Grande pechincha.
Paletots de alpaca prela 6 de cor a 3S600, dito
o'ra1i* 4-d"0 de merino' preto, fazendas de
18 a OJJ, caigas de todas se qualidade, camisas,
ceronlas ; na loja de fazendas da ra da Impe-
ratriz n. 48, junio s padaria trancas.
Batatas.
Veodem-se batatas Diurnamente chegadas s>
*J000; n m da Madrs de Dos n. 90,
kf
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MaJUO O ffl&NAUUCO. SEGUNDA flUU
ABRIL M UBI.
c;
CONSLT
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iD ICO PARTEIR0E 6PERADIR.
3 Rl A DA;LOmA, CAYABO Ft%Dl03
CUmie* t ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os das pela manhaa, e da tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara ac idade, como para o engenlio
a ontras propriedades ruraes.
Os chamadosderom ser dirigidos i sua casa at s 10 horas da manhaa a em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por ascriptoem que se declare
o no me da pessoa, o da roa e o numero da easa.
Nos casos que nao forem da urgencia, aspessoas residentes no bairro doReeife po-
dero remetter seas bilhetes i botica do Sr. J. Sounn dt G. na roa da Cruz, ou i loja de
iivros do Sr. Jos Nogueira de Soma na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na easa do annuncianleaehar-se-ha constantemente os memores medica-
mentos homeopathieos j bom condecidos e pelos procos seguintes:
Botica de 13 tobos grandes.....,.....10000
Dita de 24 ditos........;........189000
Dita de 36 dito..................209000
Dita de 48 ditos. ................ 25(000
Dita de60 ditos...............- 309000
Tubos avulsos cada um.........:...* 19000
Frascos de tinturas. : :............29000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes......... 6900*
ARMAZEM PROGRESSO
DE
COMPANHIA DA.YIA FERlEA
DO
Recife a Sao Francisco.
LAmitat.
At outro ariso a partida dos trena ser regu-
laos pela tabella leguinte :
a
95
SE
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S I uCOCOIXI9)S)*0IOOOO
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os melhores que ha neste genero a 29500, 2$ e
recentemente chegado e de superior qualidade Tende-se a 640 rs. a
em caixas com 14 a 15 libras rende-se nicamente no Pro-
largo da Pcnlia
O proprietario deste armazem par-
iicipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que tem rindo a este mercado e por ser parte dellea
Tindos porconta propria, Tende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga ingUza perteitameate flor m ,ibri, e em b_
rril se far algum abatimento.
MaUteiga l ranee7-a a ma8n0Ta que ha n0 mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Ca peroVa. hyson e pteto
19600 rs. a libra.
^Iiieijos uamengos chegad09 ne3te uUimo Tapor de Europa s l600 Mi> em por_
cao se far algum abatimento.
libra.
" J* paTtWJ os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quihdade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
CaixittUaS COK ama e daaS \lbTaS elegantemente enfeitadas contendo
differentes qualidades de coneitos, amendeas eobertas, pastilhas etc., etc., o que ha mais
propno para mimo a 19 cada urna,
Vassas maito novas
gresso a 2JJ cada urna.
K, luli luglClia a ma8 nova qUe ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3&000 a barrica e a retelbo a 240 rs. a libra.
AJIteiXaS traneezaS a 480rg a 1braem p0rSose far algum abatimento.
"*** impeTial d0 afanjadci Abreu, e de outros muitos fabricantes de
Lisboa a*80 rs. a libra.
Isa tas com bolaeMnaas de soda
difiereates qualidades.
UOCaJViAie 0 majs 9nperior que tem rindo a este mercado a 900 rs. a libra.
aHa^a a tomate em iat9de i ijbrai a mais D0Va que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
Vetas -SeeCaS em condesas de libras por 3&500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas franceza s e inglezas
das em direitura a'800 rs. o frasco.
AAeiTia, macar rao e talaarm mn.. librae m caiIa8 de UBa ar.
roba por 80.
Palitos de dente Uxados
T oneiano de Lisboa
a arroba a 9$.
* reSUflf.Ml auno novo rende-se.para acabar a 400 rs. a libra.
i-HonT*C,aS e paiOS 0 qu ha de bom nesle genero por erem muito noros a0 rs.
a libra.
Banna de poveo rennada a mai8a4,a que pode haver n0 Bercad0 Tend6.se ,
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas COlll peiXe de p08ta Drepara(Jo da melhor m.nera,Possirel dasmelho-
res qualidades de peiie queba em Portugal a 19500 cada urna, assim como lem elmao e
lagustiuha em latas menores a 900 rs., rerdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, chato pao he das mais acreditadas marcas,
cerreja de ditas, marrasquino de zara, licor fraueez de todas as qualidadee, azeite doce pu-
rificado a 1| agarrafa, nozes a 320 rs. a libra, errUhas francesas, tructa em calda, azehenas
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo-tado de superior aualidade.
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rende-se a I56OO rs. cada urna com
as mais oras que ha por serem rin-
em momos com 28 macinbos por 200 rs.
o mais noro que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
Cura certa das hydropesias.
Mas miohas viagens pelo centro das provincias de-fernarobuco, de Sergipe -e Alagoas ora
pregado pelo gererno em pocas epidmicas, e ora exerceodo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paiz-em muitas molestia?, administrando-as em dses ho-
Bieepathicas com mais ou menos proreito, porm sempre com certeza de que nao paejadicara aos
meus doentes.
B*eBtreo numero de molestias, que tire de tratar, urna classe me mereceu moita atteocio
tanto pe* frequencia com que apparece, como pela mortilidade que apresenta. Esta classe de
molestia a hydropesia.
Tire 4e tratar de muitas hydropesias, por todos os meiosconhecidos, as os resultados nao
correepondm a rainhaespectactira.; tendo porm conhecimento de ama planta, que haria produ-
duzido boas resultados em alguna casos, tratei de estudar os eeue ffeitos e na rerdade tire o pra-
zer de rer que ella um especifico poderoso no curaliro daa hydr-epesis.
Sendo pois as hydropesias, qur activas, qicr passiras do numero das molestias mais terrireis
que affecUm a oossa populaco e qe grande numero de victimas lia feito em todos os lempos,
julgo ter prestado um grande servigo a bumanidade com a descoberta de um agento lo poderoso,
que nenhuma so rez me lem falhado, jinda mesmo nos casos mais desesperados.
Na ascitis (iydropeia de vente*) costumamextrahir o liquido por meio da (mjdcc&o ; coas o
liquido que se extra he nao a causa da hydropesia, elle a conslitue.; a experiencia tem mostrado
que a extraeco do liquido que constilue a ascitis .um meio palliativo com o qual d-se em rerda-
de algum all vio ao doeate, mas se empeiora o seu estado ; por quanto sempre ou qoasi sempre o
liquido se reproduzcom muito maior rapidez, na razio directa das operacoes que se repetem par
ox*xabir.
Ou asi sempre a ascitis symptoma Ieso de urna ricera do reir particularmente dobaeo.
E' tio seguro o tratrnoslo das hydropesias pelo uovo agente, que nao receioem offerecer-me
fiara applica-lo com a coodicgo de nada receoer 00 caso -de nao ficar o deente curado, seja qual
dr o seu estado; e como desejo que a efficacia deste remedio aeja comprorado pelos mdicos ped
ao Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinbo, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que aoouio, e por cajo motiro Ihe tributo o meu sincero agradecmento.
Assim pois quem se quizeraproreitar dos meus fracos serricos se digne de procurar-me em
miaha easa,ra da Roda a. 47, prneiro andar, ou 00 consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos ilota Tenorio.
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O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por, 3$
Tira ratrato por 3#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinlias novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande satao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grandesalao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Gomo tambem um grande fornecimen*
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cadaum.as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicCes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras $o convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examtnarem os specimens do que
cima tica anunciado.
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Assigndo B.*H. Bramah,
Sucerin tendente.
Atteaco.
O. fflaria Bernardina da ConceicSo
Lima, vende psra pagamento dos ere-
dores de seu finado 'marido Antonio Ro-
drigues Cinta, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e-aolao n. 34 sito -na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
tao n. 42 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na tiavetsa da Madie-de Dos, um dito
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraioo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna drta
terrea n. 4 sita na rna da La**angeira.-:
Os pertendentes podem -dirigir se ao Sr.
padre Jos tLeite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr. Augusto Ribeiro Lima Chalara.
Alugam $e dous grandes armazens
na ra da Concordia, com proporc/ies
suificientes para um grande estabeleci-
ment de qualquer qualidade que seja i
a tratar com Almeida Gomes, A Ivs C, ra da Cruz.
sjMsmjsMjgijaaaii j*>f ^y ttettOM wt
^m^Bmwmmwl^m DSwr^*15iwW PTfitTOrrm%l*
CONSULTORIO ESPECIAL
H0HG0PATHIC0
DO
DR. CASAXOYA,
30-Roa das Cruzes--30
Neste consultorio tem sempre os mais
noros e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Ca-
lellao e Weber, por presos razoareis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
; commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Aluga-se um moleeote de 22 anaos de ida-
da, que sabe bolear eserre para todo servico de
qualquer casa de familia ; aluga-se tambem urna
aerara qua sabe cozinhar e render na rus, serr
para todo serrijo de qualquer ca'sa de familia :
para tratar,dirja-M a rus da Imperatriz n. 47
Na vrana n. 6 e S da praca da
Independencia preciaa-se fallar ao Sr.
UliMej Cokles Ca*alcanti de Mello.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Hendonca.
Adelade Sborgi com suasduasftlhasEdwi-
ge Giuditto, subditos italianos, relirim-sa para
Casa de campo.
. Aluga-se urna boa casa com quintal grande, no
Honteiro junto so sobrado : a tratar na ra es-
trella do Rosario n. 28. ..
O seahor que anouncioa rioho engarrafado
de 68 annos de idade a 800 rs. a garrafa, queira
lerar toda a quantldade que tirer, delraz da ma-
triz de S. Jos, ra do Forns n. 3. E' rerdade
que quando 0 aenbor o eogarrafou no Par, eu
tambem eslava J.
MtM.
Precisa-sede urna ama para o trrico le pouca
familia ; quem quizer ser, diriji^te a
Larangeitas o. &, segundo andar.
0 bactaarel WITRUV10 pode ser
procurado na rna Nora n. 23, primeiro
aadar, do sobrado da esquina que volla
para a Camboa do Garmo.
Medico. ?
O Dr, Amerlco Airares Guimaries faz
publico que est tesidindo na la da Cruz
n. 21, onde d coosuas a pode a qual-
quer hora ser procurado para o ezercicio
0 de sua profissao medica.
Aluga-se o Capuoga nors, quasl mar-
gtm do Capibaribe, um sitio com urna bella casa
iardim : para informaedes, na ra da Cruz n.
ra das 33, armazem aonde se.Tando sebo do Porto, a re-
lia de composicSo, e compran libra* starlinii,
I STAHL *C. I
"RETRATISTADE S. H. 0 IMPERADOR.!
Ra da Imperatriz numero 14
# (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos em lodos es-
Vyloa e tamanlios. |
| PVntwraao natura lem %
{ aleo eaquarella. |
J Coplas de daguerreo-
tyno e outros arte-
| actos. |
\mliTotynos. |
gPalsagens. g
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOL'TUR
SABINO O.LPINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias otis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias sypkUilioat, todas as especies de febres,
febres intermitientes -e suas consequenciae,
PHAKHA.CIA ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadekos medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarios, in-
fallireis em seue-eieitos, tanto em tintura, como
em glbulos, peloe pregos mais commodee pos-
sireis.
N. B. Os mediesmenfos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia.; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
i impresso com um emblema em relero, leudo ao
redor as seguales patarras : t)r. Sabino O. L.
I Pinho, medico brasileo. Este -emblema posto
i-igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao lerar&m esse impreoeo
assim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falso?.
M O abaixo signado taz cente
*a todos os seus amigos e aquelles
que oquizerem honrar coma sua
II con/anca,queelle lem estabeteci-
H do o seu escriptorio de advogado
arua do Queimado n. 26, I.?
andar, onde pode ser procuia-
rado desdeas 10 horas da manhaa
ate'as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros FalcSo de i
Lacerda Cavalcanti de Albuquer- m
que,
Attencao.
Nio tendo os deredores do casal do finado Joio
Tarares Cordeiro prestado attencao ao annuncio
que em data de 12 de norembro prozimo passado
Qzeram os administradores do dito casal, e tendo
o Illm. Sr. Dr. juiz do orphaus concedido someo-
te mais tres mezes para a liquidayo, os mesmos
administradores prerinem aos deredorss do ca-
sal, que aquelles, que no prazo de 8 dias nlo
realisarem seus dbitos, serao coagidos a faze-lo
pelos meios que a let faculta. Recife 20 de abril
de 1861,
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
0 dono deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad a Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova a. 53.
Arrenia-se o engenho Jaeir, situado no
termo de Serinhaem, moenlee corrente.com ca-
sa de rirenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municafo para o mesmo sobrado, estiibaria para
qoatro animaea, olaria e seu respecliro forno.casa
de engenho com urna moenda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pies por tarefa com um
parol de cobre sufBcientemente grande, com
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de*canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa sufficien-
te capacidade, urna dealilacio completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
gurdente por dia de rinte e dous graos pelo
ariometro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil pies completamente arranjada, com dous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxoa tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcdes, sna
respectiva estufa e caixoes para deposito do as-
surar, casa do fazer farinba com um grande forno
e completo ariamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de rirenda ;
senzalla para habitar trinta casses ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
rerao ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renla palmos de dimetro : todas as obras referi-
do de pedra ecal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que expolia den-
tro do mesmo engenho pur estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho,
todos larradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a producto de casa ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de sufncienla capacidade para
dar estacas para cercar e lenhss para uso dos for-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fazer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de rsrzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pies sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
cobetta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de massap. Este en-
genho finalmente una dos de primeira escala
que ttm esta proriocia. Arreoda-se rendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1861,
a findar-seem 1862, sendo araliada por peritos,
assim como o prego dos pes. As condic.6cs e
lempo do arrendamenlo se combinar com quem
o pretender, que derer procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconrellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Han-
guinho, que se acha a casa de virenda no princi-
pio das duas estradas e que rai para a ponte de
Uchoa.e dos Afflictos, de manhaa at 1 hora da
larde.
I Consultas medicas.
S Serao dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
H me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1." Molestias de olhos.
2. Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgos da gerarao e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
den de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chinacos, acsticos e p-
ticos serao erepregados em suas consul-
tares e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que dere destrui-la ou
curar.
Vanos medicamentos serao tambem
erepregados gratuitamente, pela cer-
teza que lem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
del lee.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doeDles toda e qualquer oprnro que
julgar conreniente para c restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa collec^o de
instrumentos indispensarel ao medico
operador.
seiseeesig mMtmmmmmei
O, bacharel em direko Juvencio
Salgado de Castro AcctoU transferio a
sua residencia da ra Velha para o bair-
ro de Santo Antonio, ra do Queimado
n. 30, primeiro andar, onde advoga
pera nte o tribunal da re I a cao e mais au-
ditorios desta cidade. No jury desta ca-
pital e comarcas visinha, encarrega se
de qualquer defeza mediante rezoavel
ajuste. Promette a todas as pessoas que
o hoorarem com a sua conlianca tomar
todo interesse as questoes que forem
confiadas ao seu patrocinio.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
83 da rus do Pilar, em Pora de Portas, com ex-
celentes commodos .- a tratar no segundo an-
dar do mesmo.
Precisa-se de urna ama forra ou f aerara,
para easa de pooca familia ; a tratar na ra das
Cruzes o. 12, segundo andar.
LOTIRIi
Quarta parte da quarta e pri-
meira da quinta de S. Pe-
dro Martyr deOlinda.
Nos bilhetes rubricados com a chancella do
abaixo assigndo foram rendidos os seguintes
nmeros com as seguintes sortea
JOIAS
Joaquim Monleiro de Olireira Guimaries com
loja de oarires na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa sos seus smigos freguezes e ao publico em
geral, que ae acha ortida das mais bellas e deli-
cadas obras de our# e prata, etiuerendo acabar
com o negocio, est resalfdo a render mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando eoota com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras ralbas, pa-
gando o oure por mais do qua m. outra parte,
1 meio bilhete.
Bilhete inteiro.
Dito dito.
1 meio bilhete.
1 dito dito.
1 dito dito.
1 dito dito.
Bilhete inteiro.
Meio bilhete.
Bilhete inteiro.
2 meios bilhetes.
1 meio bilhete.
1920 5:000f
855 8008
687 800$
1073 00S
1126 100
381 tOO
1721 100
489 40
1 40
20U 408
1962 40
1139 40$
e outros de 10 e 20. A sorte paga inclusire
a garanta [de 12 por cento geraes e 2 provin-
ciaes) os pra;a da Independencia n. 22 aonde se
acham exposlos renda assim como as mais
lojas do costume, os bilhetos e meios da terceira
parle da quinta lotera de ossa Seohora do
Guadalupe rubricados por
Santos Vie ira.
Bilhete inteiro 6000
Meio bilhete 3000
Em porc,5es de 50,000 para cima.
Bilhete 5500
Meio 25750
COSPAMIADA VIA FRREA
OD
Recife
ao Sao Francisco.
(limitada.)
Roga-se a quem tirer de fazer alguma recla-
mac,ocu queixa sobre perda, demora ou arara
em gneros transportados pela ra frrea queira
dirigir-se immediatamente ao Sr. James Kiik-
ham inspector do trafego na estarao das Cinco
Ponas ou na do Cabo, por esc ripio ou pessoal-
mete.
Teudo-se dado alguns engaos na entrega do
assucar em coosequencia de todos os saceos nao
serem marcados roga-se aos Srs. agriculiores
que os queiram fazer marcar distinclaa,eote com
o nome do engenho a que pertencem por ex-
terno.
Assigndo-E. H. Bramah,
Superintendente.
Aluga-se urna escrara ou mulher forra pa-
ra ama de urna caca de pouca familia ; na ra
das C'uzes, sobrado o. 2, primeiro andar.
O desembargador J. H. Figueira de Mello
rende palo preco do cusi em Londres, com o
frete e dinheiro pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criado, o qual anda nio foi
serrido ; quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Alfonso de Mello, na
ra da Auroran. 46.

SB O adrogado Innocencio Serfico de
9 Assis Carralho declara que para os misie-
@ res de sua prosso s pode ser encon-
$ irado em seu escriptorio, ra do Queima-
@ do n. 14, dts 10 1|2 horas da manhaa al @
SJ$ s 3 da larde, nio podendo ser anus *
tj por estar oceupado nos trabalhos de @
@ sua cadeira no collegio das artes. ;.t
AUenoo ao Carioca.
Na ra estreita do Rosario o. 25, loja de fuui-
leiro, existe um graode sortimento de obras de
flaodres de todas as qualidades, como seja bahs
de todos os tamanhos com fundos de madeira e
fechaduras, caixos para conduzir comidas, bacas
e banheiros de formas legantes, formas para
bolos e pudins, assadeiras, urnas grasdes e pe-
queas, emfim ludo quanto desejar se possa em
flaodres, sendo todas estas obras do melhor gosto,
e bem acabadas, que s a rista animaro ao com-
prador, e por mais mdicos presos do que em
ouira qualquer parte ; recebem-se eacommendas
ese garante a promptido.
Caixt iro.
Na loja de fazendas da ra da Imperatriz n. 6
est m rapaz com dous annos de pratica de fa-
zendas para se arrumar.
Aviso.
Josoaim Jos Tarares, com casa de negocio na
ra Imperial n. 215, declara ao reepeilarel pu-
blico, que harendo outros de igual nome, de hoje
em diaate se assigoar por Joaquim Jos de Olio
da Tarares.
Maravilhosa cura.
Tumor a* lira.-o
Sr. redactor.Voo por meio de sua acreditada
folha agradecer publicamente a mararilhosa cura
que o Sr. Ricardo Riik, com escriptorio natrua
do Parto n. 119, acaba de operar em meu fllho,
de pouco mais de anno e meio de idade, ao qual
sobroveio um tumor no braco direito junto ao
hornero, em cujo lugar t>g seohores facultativos
julgaram a dilatagio difficil e perigoss ; e sendo
eu acooselhado a recorrer ao sobredito Sr. Kirk,
este senhor applicou-lhe urna das suas chapas
medicinau, e ella s, em menos de 15 dias, fez
apparecer a supuracao, quasi sem soffrimentos, e
actualmente (gracas Dos rm primeiro logar,
e em segundo ao Sr. Ricardo Kirk), acha-se meu
innocente ilho perfetamente sao :Tenha, pois,
a boodade, Sr. redactor, de inserir estas liohas,
dando por esta maoeira um sincero e publico
testemuoho de minha gratido ao Sr. Ricardo
Kirk.
Ra da Assembla o. 8, Rio de Janeiro.
Jos da Silva Mello.
Recoohecida rerdadeira a assignalura supra
pelo tabellio.
Pedro Jos de Castro.
Quem precisar de ensino de primeiras le-
tras, msica e piano, para principiante fora da
praca ou eogenho, annuncie, ou tratar na ra de
lionas n. 27.
Voou da casa n. 60 da ra da Gloria um
Csnind, desappareceudo pelos telbados das casas
viziohas; pede-se a quem o tenha pegado, de o
lerar na sobredita casa, que ser generosamente
recompensado.
Precisa-se de um .hornera habilitado para
feitorde um engenho perto da praca ; para tra-
tar, na ra do Imperador n. 17, segundo andar.
Precisa-se de um homem acostumado ao
Irabalho psra tomar conta de ura sitio, sendo
casado melhor ser; procure na loja do Passeio
Poblico n. 7. \
O proprietario do estabelecimento trpogra-
phico da rus do Imperador o. 15, defroe de S.
Francisco, faz sciente ao publico, e principalmen-
te aos seus freguezes, que d'ora em diante at
ouiro annuncio, o seu estabelecimento abrir-se-
na as 9 hars da manhaa e fecaar-se-ha as 4 da
tarde.
Furto.
Hontem desappareceu da casa sita na rus Ja
Caeia do Recife o. 46, primeiro andar, um relo-
gio de ouro patente inglez n. 9979 do fabricante
Jackoson, de Lirerpool, com um passador tam-
bem de ouro, e craradas neste duas pedras de
cores, branca e encarnada tendo-se perdido a
chare, ficando nicamente um canudinho que es-
t suspenso naergola do mesmo passador. Pre-
rioe-se, pois, a quem for offerecido dito relogio
o farcr de se dirigir ra daAmorim, armazem
de Antonio Jos Pires & C., que ser generosa-
mente recompensado.
3--Roa estreita do Rosario3
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar dentes arliflciaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a rontade de seus donos, tem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas
para conserraclo da bocea.
Aluga-se a casa de om andar e soio, sita
na ra Imperial n. 87, com commodos para urna
grande familia : a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife n. 62, segundo andsr.
Arrenda-se o excellente engenho S. Gas-
par, sito na freguezia de Serinhaem, com parti-
dos mui prximos, ou roda da resprctira casa
para 2,000 pes aouualmenle-, embarque Da por-
ta, e mangues para s leo ha precisa, alem de ou-
tras nlagens que ofTerece ; a tratar na ra do
Hospicio n. 17.
CURA COMPLETA
na cha
lnflatuma^o e dores de peito.
Eu abaixo assigosdo declaro em como umaso^
brinha minha, tendo padecido de urna ioflamma-
cs e dores de peito. que lhe tomara toda a res-
pirado, isto di muito lempo, sem que podesse
obter melhora alguma ; ltimamente resolri a
mandar applicar orna das chapas medicinaes do
Sr. Ricardo Kirk, escriptotio na roa do Parto n.
119, e posso assererar que no pequeo espado de
15 das tire a salUftcao de a rr inteirameote
boa, e por ser rerdade assgnei o presente. Ra
da Alfandeg n. 225, Ro de Janeiro.
Anna Rosa do Espirito Santo.
Precisa-se alogar um moleque para todo o
secrico externo de urna padaria, paga-se bem :
no paleo do Terco n. 40.
Pde-se
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na ra do Cabuga' n. 1 B, a negocio
que n3o ignora.
mama


<)
mamo omntmwnan..-* cigubda toba m k aiml di mi.
Acham-se a' venda os novos bilhete
e meios da terceira parte da quinta lo-
tera a beneficio da igreja de Nossa Se-
nhora do Guadalupe de Onda, na the-
soararia das loteras ra do Queimado
n. 12, prirneiro andar,e as casas com-
missionadas na praca da Independencia
loja n. 22 doSr. Santos Vieira, na ra
Direit n. 3 botica do Sr. Chagas, na
ra da Cadeia do Recife n. \h loja dos
Srs. Porto & Irmao.0 thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Precisa-se de ura caixeiro para taberna : ni
ra do Mondego n. 97.
Aluga-se
a loja cota armario da casa da ra Direila n. 87
ptopria para qualquer estabelecimenio, nao se
olhaodo o oreco: a tratar na loja da ra do Quei-
mado o. 46.
Urna pessoa habilitada para es-
cripturar por partidas dobladas ecom
boa letra se offerece para fazer qual-
quer escripturacao commercial e mes-
mo para fora desta cidade : quem qui-
zer dirija-se a Boa-Vista ra Velha nu-
mero 73.
0 bacharel Joio da Costa Ribeiro Hachado
tem escriptorio de advocada oa ra do Queimado
b. 26, onde pode ser procurado das 9 s 3 horas
di tarde.
P. Eduardo Bourgeois vende sua cocheira,
sita na rui Nova o. 59, com 23 cavados, 2 cabrio-
lis e 5 carros bons, os quaes sendo postos na ra,
podero servir para carros de praca, sendo do
mesrao feilio : para tratar, das 10 horas da ma-
nhaa s 2 da tarde.
Precisa se de urna ama, preferindo-se es-
crava ,- no pateo do Terco n. 26.
Aluga se uro segundo andar na ra da Pe-
nha n. 29 : a fallar na mesma ra n. 5.
pro
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na roa dalmpe-
ratriz o. 12 loja.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escnpiorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Custa, ra Direila n. 66.
Compram-se moedas de ouro de 209 ; na
ra Nova n. 23, loja.
Escravo.
Compra-se um escravo cozinheiro que seja mo-
go ; oa ra da Cadeia, loja n. 23.
Vendas.
Attenco.
Na ra da Imperatrz, loja n. 20. vende-se
ganga adamascada mais larga que chita franceza,
ptima fazenda para fazer colchas e outros mis-
teres, pelo diminuto prego de 240 rs. o covado :
neste mesmo estabelecimento aioda tem alguns
cobertores de la oscuros al300.
Vende-se urna preta perfeila cozioheira e
que lava bem de sabo, de bonita gura sem vi-
cios e detritos : na ra dasCxuzes n. 18.
chapeos
noivas a
com punhos e colaricho
meninos de merino bordados
2$ e
rs
baratissimas.
Na loja de fazendas que se est
liquidando.
Ra do Cabug n 8.
fc^ Burgos Ponce de Len, liquidatario da
exmela firma de Almeida & Burgos, vendeodo
todas as fazendas existentes na loja da ra do
Cabug n. 8. por muilo menos de seu cusi, para
pagamento de seus credores. vende anda por
menos as miudezas em lazao de nao serem ellas
proprias de urna loja de fazendas :
Filas de seda sarjada de bonitas cores para cin-
tos, eofeites de chapeos para senhora e para
cinteiros de meninos de peito, que geralmente
se vende a 2 a vara, vende agora a vara a
oOO rs.
Ditas da mesma qualidade eslreitas a vara a
120 rs.
r*?j" de seda pretas como do cores a vara a
260 rs.
Pegas de bico francez muito fino cada peca a 800
1. 1*200, 19600. 29. 24CO. 3, 39200 e muit
largo a 49, 49300 e a 5.
Bicos de seda Branca para eofeites de
para senliora, como para vestidos de
200 e 240 rs a vara.
Aberturas para camisas
a 400 rs.
Sapalinhos para
a 19280 rs.
Bonets ouvados para menino a l$60O.
Bonets francezes pretos para menino, muito fi-
nos a 2560 e a 39.
Eufeiles de flores e com fitas francezas para se-
nhora a 39, 49 e 59.
Eofeites pretos de vidrilho para senhora a
a 295OO.
Luvas de pelica de Jovin para senhora a 800
o par.
Toucas de l para menino de peito france za
a 800 rs.
Ditas de GI6 de linho para dito, francezes a 19
Ditas francezas de la para senhora parida a 2$500
Duzias de meias grossas do Porto para homem
a I56OO.
Ditas de meias cruas para homem a 29500.
Ditas de meias brancas finas para homem a 39.
Ditas de meias pioladas para dilo encorpadas a
2J500 e a 39.
Ditas de meias pintadas para meninas a 39.
Ditas de meias brancas finas para meninas a 49.
Ditas de meias brancas para senhora 9 39500
49 e a 59. '
Meias pretas para senhora a 200 e a 400 rs.
cada par.
Meias de la preta para padres a 39 cada par.
Ditas de seda preta para homem a 29560 e a 39
cada par.
Ditas de seda preta para senhora a 29 9 a 3*
cada par.
Ditas de seda branca para senhora a 29500 e a
49 cada par.
Luvas brancas de algodo encorpadas e finas a
210 e a 300 rs. cada par, comprando-se a du-
zia a 29500 e a 39.
Feotes de tartaruga muito finos a imperatrz a 89
Caixos de flores francezes a 500 rs. e a 2 cada
caixo.
Carteiras com charuteiras que por ahi se vende
por 49 a 29.
Bonets francezes para homem a 19.
Grvalas de cassa de corea seguras a 240 rs.
Gamisinhasde cambraia para senhora a 19!
Sinturo de borracha para segurar as calcas
200 rs.
Chicotes para montara a 640 rs.
Bengalinhasa 700 rs.
Thesouras a 60 e a 80 rs. cada ama.
Sabooetes a 60 rs. cada sabo.
Comesliqae eu pomada franceza para alisar
bellos a 60 rs. cada pao.
Boldes de vidro lapidado para casaveques a 100
rs. a duzia.
Ba-nha franceza, essenciss e espiritos e ludo mais
Remedio
digioso
0 verdadeiro especifico para a-cura complata
dSsferidw antigs e recentes, tricen. Estolas,
pisaduras, deslocagoes, eaehagos, tumores, errst-
rilla-equtaitodas as molestias da pello : acba-ae
venda no Sacar Pernambucano di ra do I
perador na praga da Independencia n. 29.
Prego doa frasco......2jJ0O0
demeiodito.... I9OOO
de 1/4 de dito... 500
Venda de skio.
V ende -se ou per m uta-se por predios na cidade
um dos melhores sitios dos Afilelos, com as ac-
commodagSes seguiotes : grande caaa de viven-
da, com 5 filas, 8 quartos, grande cozinha, es
tribaria para mais de 6 cava los, cocheira para 3
carros, soto, etc., etc., sitio com 1,000 palmea
de frente, e perto de 2.000 de fundo, grande bai-
xa de capim, emais de 3,000 arvoredos de fruc-
lo ; quem quizar fazer este negocio, dirija-se io
sitio fronteiro igreja, ou ruudo Queimado le-
ja n. 33,que achara com quem tratar.
Para ratos.
Nos armazens de Ferreira & Martins, travessa
da Madre de Dos ns. 9 e 16, vende-se por m-
dico prego a verdadeira e nica preparago para
matar ratos e baratas, em potes de bario vidrado,
chegada recentemente de Londres.
Na ra de Domingos Pires n. 15, vende-se
urna escrava de 40 annos ; das 9 horas da ma-
nha em diante.
Ainda existe um resto de barricas
de farinha de milito que se rende por
mdico preco no armazem de Matheus
Austin & C, ra da Senzala Velha nu-
mero 106.
Vendem-se velas de composigo, tanto em
porces como a retalho, garantindo-se a boa qua-
lidade, mais barato do que em outra qualquer
parte: na fabrica da ra do Livramento n. 27
j 4 PIUMYYEIU
16-Raa da Cadeia do Recife16]
LOJA DE MIUDEZAS
DE
FonsecacSilvaj
i Saias bordadas para senhora a 29
i urna, peitos para camisas a 29 a duzia,
\ uentes de tartaruga a imperatrz de 5&\
FS, 7$ e 88 um, enfeites de vidrilhos
pretos e de cores para senhora a I98OO
nm, pegas de froco com rame a 200
rs. a peca, fitas de velludo preta a 800
19 e 19200 a pega, essencia de sabo a
19. superior oleo para tirar caspas a
19280, espelhos dourados a 800 rs. a
duzia e a 80 rs. cade um, peotes para j
atar cabellos a 1*500 a duzia_carlas Ej
francezas finas a 3$ a duzia e a 320 rs. g
o baralho, ditas portuguezas a 19800 a 2
duzia e a 200 rs. o baralho, caivetes E
grandes para fructas de 39 a 89 a duzia 1
ede 320 a 800 rs. cada um, ricas caixi- |
nhas com espelhos coatendo perfuma- a
[ ras proprias para loilete de senhoras a ag
1 59, 69e79 cada urna, areolas douradas ps
j a 1 j500 a duzia e a 200 rs. o par, dados *
1 a 1S60U a tala, penles finos para barba
a 400 rs., agulheiros com penas de ago |
j a 80 rs. colheres de metal prncipe para k*
; terrina a 29 cada urna, para cha a 29 a as
! duzia e para sopa a 49500, pentes de
I bfalo amarellos para alisar a 400 rs. f%
I cada um, ditos para bichos de 240 a 320 m-
rs. cada um, fivelas para caiga a 800 rs. &
a duzia e a 80 rs. cada urna, botoes de fl&
madreperola para abertura a 480 rs. a //
; duzia e a 60 rs. eada um, ditos de osso jrf
I a 240 rs. a duzia e a 40 rs. cada um, di -
| tos de louca a 160 rs. a duzia e a 20 rs.
cada um, ditos de pbantasia a 320 rs. a
i duzia e a 40 rs. cada um, alfinetes de
cabega chala a 100 e 120 rs. a carta,
suspensorios tinosa 500 rs. o par, pin-
ceis para barba a 400 rs. a duzia e a 40
rs. cada um, tesouras para costura em
carteiras al} a duzia, sintos de borra-
cha a 320 rs. cada um, caixas de bfalo
para rap a 900 rs. cada urna, tranca de
carocol a 60 rs. a pega e a 600 rs. o
masso, agulheiros de osso a 40 rs cada
um, pentes de baleia a 240 rs., sabooe-
tes para barba de 60 a 200 rs. cada um,
lioha fina para marcar a 300 rs. a cai-
xa, colheres para cha de 320 a 400 rs. a
duzia, filas de linho de todas as larguras
a 480 rs. o masso, e muitos outros ob-
jectos por pregos os mais baratos do que
em outra qualquer parte.
VELAS
DE
cera de carnauba,
Vende-se a 139 a arroba, e a 440 rs. a libra
ra da Boda n. 48, sobrado.
na
ca-
des, como outros muitos objectos <
possivel anouociar-se de urna vez.
ao
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 19800.
Lences.
Lengesde panno de inho fino a 15900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato prego de 59.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pele
barattssimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o corado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barate prego de 220 rs. o
covado.
Esleir da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Corles de velludo preto bordados a 69.
Mantas de tlonde.
Mantas de blondo pretas de todas as qualidadea
Cambraia branca.
o-F^Aa8decambrai' branca flna 29800. 3JW0
J9w0.
Toalhas.
Toalbas de fusto a 600 rs. cada urna.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratsimo prego de 35a :
na ra de Queimado n. 22, loja da boa f.
Farinha de Sania Collia-
ria, i
-Cirilos e ludo mais mallo nova, torrada, e de excellente oslo iual
qu.nto de perfumar*, por pregos desgrsca- a Ae Marinee. ; bordo d! 55 JKtrm!
Relogios.
VeaoVs mam* Johnstoa Patar A C,
ra do Vigarfo n. 3 um bello fortimento de
relogios do ouro, palate iogttt, do um dos mais
faumdoa fakritantes do LtWpaoi; ttmbem
urna Tanodado da bonito franasBas para os
meamos. r
Para casamentos.
Fejoamareo.
cu!;ep?."8.ec.DbVrUa ^ PrM D* ** a 4^ '
4 fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares Villar.
Ra do Crespo numero 17.|
Vende riquissimos chapeo, de seda
brancos para senhora a 15$, admiravel
a pechincha.
Riquissimos chapeos de palha da Ka-
lia ricamente enfeitados a 289 e 35$.
Para a quaresma.
Superiores corte de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por pregos baratissimos.
Gres pretos de todas as quadades pe-
los pregos de 19900, 2$, 2J100. 2970 o
covado affiangando-se ser estes pregos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em outra parte;
Ricos enfeites imperatrz o melhor
que tem vindo a provincia.
Cortes de colletes de velluda preto
bordado a 5$ o corte, incrivel s se
vende.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo baralissimo prego de 280 rs. o co-
vado, afflaoga-se serem to boas fazeadas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas a pega por 69500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com 7 a 9 S-
bados por 35S, cortes de las a Garlbaldi
a 109 com 25covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 59.
Saias bordadas a 29200 cada urna.
Ditas bordadas a 49 com 4 pannos.
Manteletea pretos compridos bordados
a 305, sahida a\o,bae o que ha de me-
lhor, espartilhftav-de tudas as qualidades.
Grande sortimenio de
roupas feitas, sobrecasacas. paletots, col-
leles, caigas, camisas, seroulas, meias,
graalas etc.
Calcado Meli
_- ltimamente chegado de Pars, incrrvel
M so se vendo.
Attenco
E' barato.
Camas de ferro de lodos os lmannos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
morcado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Milita-
res n. Al.
Um grande e variado sortimenio de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes sevendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume,assim como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos figurinos a
269,289, 309 e a 359, paletols dos mesmos
pannos preto a 165,185. 209 e a 2*9,
ditos de casemira de edr mesclado e de
novos padrdes a 14$. 169, I89.209 e 24,
ditos saceos das mesmas easemiras de co-
res a 99. 10*, til e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, 109, e 125, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 125, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brm pardo e de fusto a 39500, 49
e a 49500, ditos de fusto branco a 49,
grande quanlidade de caigas de casemira
preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 33 o a 49, ditas de brm de cores
finas a 25500, 3, 39500 e a 45, ditas Oo
bnm brancos finas a 49500, 55. 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 65. colletes
de gorguro preto e de corts a 55 e a 6$.
ditos de casemira de cor e pretos a 45500
e a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 45
ditos de merm para luto a 49 e a 49500.
caigas de merino para luto a 45500 e a 51.
capas de borracha a 99- Para menio's
de lodos os lmannos : caigas de casemira
preta eda cor a 55. 69 e a 79, ditas ditas
de brim a 2j, 39 e a 39500. paletols sac-
eos de casemira preta a 65 e a 7, ditos
de cor a 69 e a 75, ditos de alpaca a 39.
sobrecasacoe de panno preto a 12* e a
14, ditos de alpaca oreta a 59, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios neos vesdos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 89 e a i2$. ditos de Borsu -
bnm a 39. ditos da ombraia ricamente
bordados para baptieados.e multas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
flade ; assim como reeebe-se toda e oual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufacturar o que para este Om
temos um completo sortimenio de fazen-
das de gosto e ama grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptido e perfeigo nada det-
xa a desejar.
T Ven*-M loja da funileiro da ra estreita
do Rosario n. 10, com poneos fundos, ou. s ar-
magao ; a tratar na pateo do Terco a. 16.
Peckincba a 3JG0O.
Vento* bateWafc.nigleza moita a.a, har-
neas com 24 libras,- no armazem do Anses, con-
DV7B,
frontesa
llima nukk fa Basti.
^twwwbwv uiufm o ron*
Enfettes *e caneca para as se-
nhoras de bom gosto.
S nvlsja d'aguia de ouro, raa do Cabugi n.
1 B. aonde as seuhoras acbarao um completo
sortimenio de enieea de cabega, tanto pretos
como de lindas cores, da ultima moda de Paris,
recebidos 00 dis 16 pelo vapor francez, pojs as
senhoras que desejarem ver poderlo mandar pe-
drr, que promptamente se lhe mandaro as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de ricos que sao- ninguem deixar de comprar :
islo s na loja d'aguia da ouro, raa de Cabug
n. 1 6.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultima vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimenio das coras excellente
incliuire a preta, que tem de diversa, larguras,
e obra de tanto gosto, s se encontrr na loja
d'aguia branca, ra do Queimado o. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n.
IB, chegado um completo sortrmento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparas muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : islo sna loja d'aguia 1
do Cabugi n. 1 B.
loja d'aguia de ouro, ra
ELOGIOS.
Vende-se em easa de Saundres Brothers & C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brieaute Koskell, por pregos eommodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 1| o par
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de i$e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo 4 Mendes, ra da Cruzo
o. 1.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2.500 rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quaotos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16. asseverando que s3o as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
menio de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz to procurado, bem como
um completo sor.tigaento dos candieiros proprios
que se veodem por muito baixos pregos : na ra
da Imperatrz n. 12, loja de Rayoaundo Carlos
Leite & Irmo.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas ;
chapeos do Chille para homem e menino a 39500
cortes de cajemira de cores a 39500, pegas de ba-
bados largse transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e goslos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras claras a 240 rs.,
cassasde cores de bons goslos a 240, organdys
muito fino e padres novos a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordados finos a I95OO. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640. manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
IS280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletols do panno e casemira de 16 a 205
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos d
brm de 3 a 59. caigas de casemira prela e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
braocas de 9500 a 5j, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim prelo, tudo a 59,
cortes de cassa de cores a 2#, pegas de madapo-
ln fino a 4)500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
nara acabar.
atracado ae trapicheBaViod Livramentono
largo da Aesemblea n, 15.
Farinha ba-
rata.
Vende-se no armazem amacollo da ra da
are de Dos, confronte ao ceoaulado.
Eofeites de grade.
A loja d'aguia branc recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ven-
dendo a 49 cada um ; na ra do Queimado, loja
d aguia branca n. 16,
Laa fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu un novo sorti-
menio de la de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do a179 a libra,o que em outra parte se nao acha,
sendo assim fina< s na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Bonitas caixinhas leom pos de
arroz, e boneca.
A loja d'aguia braoca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competante bo-
neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir, como para theatro, baile
etc., custa cada caixinha 2J, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sio, o que os torna preferiveis : veo-
dem-se na loja d'aguia braoca, ra do Queima-
do n. 16.
Superiores lilas de velludo
ede seda.
Na loja d'agaia de ouro, roa do Cabug o. 1 B
aeaba-se de receber de sua prepria encommenda
pelo vapor francez fitas de vallado de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abortas o
lavradas. de lindos padres, que se vende por
prego muito em conta, assim como filas de cha-
malote de todas as cocee, propriaa para cintos
ciatos com fivela preta proprios para luto, luvas
de torgal com vidrilho maito novas a tfciOO o oar
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda onfei-
ladas com bico e vidrilho a 29 : islo s se venda
na aguia de ouro n. 18.
Oueijos do Sirid.
Chegaram os fraseaos quijos do Sirid, ao de-
posito da ra estreita do Rosario n. 11, o vnde-
se em cuota.
viudos engarra
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasa, em caixas de ama duzia de garrafa:
na roa do Vigari a. 1, prirneiro anaar.
Contina a liqui-
dado
da loja de fazendas
DA
Ra do Cabug n. 8.
A' dioheiro.
t^ Burgos Poaco de Len, liquidatario da
exmela firma de Almeida 4 Burgos, tendo de
acabar com este eslabelecimento. para de seu li-
quido pagar aos credores da massa, ha decidida-
mente resolvido a fazer urna verdadeira Califor-
nia de todas as fazendas com grande abatimento
de seu custo, sendo que, alm das que restam j
annunciadas, eipe mais as seguiotes :
R"7 CJ,.?pos franceze Anos para senhora, nao
so de ril como de seda, de lindas cores, enfeita-
dos com filas e flores finas, bicos de Blond e vi-
drilho, dando-se para os chapeos seus respecti-
vos veos de fil de seda, bordados que se ven-
SSiftS" 1uVuslavam 129000 por 59000. os de
de 259000 por 139000! I! ^^ ^^'
-- Sahidas de baile, forradas at de seda, para
S^Ti(J9ooTdil"por 30*000' Teade-se
Brim setim ou brim de puro linho o seda
trangado flnissimo, de listras e de erusdrinhos de
cores seguras, ptimo e de'muito gosto para cal-
gas, colletes e palitos, que geralmente se venda
Vendem-se as melhores e mais (retesa luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido receida pelo vapor francez, aeado
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : oa rus, do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Vende-se confronte ao porto da fortaleza
das Cinco Ponas o seguinto : carrogas para bois
e cavallos, carrinhos de trabaihar na altandega
ditos de mao, terradores da caf com ogo, do-
bradicas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrogas e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer outras obra ten-
denles is oQkinat de erreiro e carapina, a alu-
gam-se tambem carrogas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e grande sortimenio de baohas, estrados, leos
para cabello, opiata, sabonetes, ec, etc., e com
isso a estimada banha, fluido napolitain, em bo-
nitos e grande eopos de-vidro opaco com tampa
de metal. Essa banha por sua auperioiidade e
activos cheiros de rosa a flor de laranja, ji ho-
ja bem conhecida e apreciada, e contina a ser
vendida a 2500 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca q. 16.
a 19600 cada covado, vende-se a .
Corles de colletes de fusto a 500 e a
baze de seda pura, de lindissimas co-
res para vestido de senhora o co-
'd0 ......
Riscados escossezes de cores fixos para
vestido de senhora, o covado a .
Brimzinho de linho para paletos e cal-
gas, para andar por casa, como para
roupa de meninos, o covado a .
Organdis ou cambraias muito finas, de
riquissimos padrdes, para vestidos
de senhora, o covado a 280 e a .
Tafet de cores, o covado a .
Fusto de muito bonitos padres miu-
dos par vestido de senhora, o co-
vado a ;.......
Fusto ale jehoado de riscadinhos para
paletos e caigas, o covado a .
Casaveques, capas e jaquetinhas de la
para menino, sobre tudo para a pre-
sente estago invernosa, a 1:600.
2:0C0, 2:500. 3 000, a.....
Cortes de caigas de meia casemira, e de
casemira de cores claras e escuras,
cada corte a 2880, 3:200, 4:000,
5:000,6:000, 7:000 e [
Cortes de caigas de casemira preta a
7:500 e a....... .
Chapeos pretos francezes para homem,
de muito fina massa, o da ultima
moda que se vende geralmente a IOS
por ;.........
Chapeos de palha para homem a Tam-
beriick a.......... 33500
Chapeos de palha para artistas a 800
Caigas feitas de casemira preta e de cores, colle-
tes de todas as qualidades, paletos fraocezes,
de casemira e de outras qualidades, seroulas,
camisas de meias, de linho, grvalas de seda,
velludos, sedas, pannos finos azues, verdes,
pretos ; setim de Macau prelo, meias para ho-
mem, senhora e menino, e mil outras fazendas
baratsimas, que se nao pode annunciar de
urna vez.
E' aproveitarera-se, antes
crise commercial
800
600
880
180
200
560
500
400
480
4$0G0
8S000
119000
89000
que desappareca a
jouvin.
99999
&
Machinas da vapor.
Rodaad'agua.
aloendas de canas.
Taixas.
Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhes.
Alambiques de ferro.
Crivos, padres etc., etc:
Na fundigo de ferro de D. W. Boirmaol
ruado Brum passando o ehafarir.
MN*f eB# *
Relogios
Suissos.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, e de seu coslume est ven-
dendo mui baratos a 10$ cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dila loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimenio de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
pregos mui razoaveis.
A loja da ba-f
na tua do Queimado n. 2ft
eata muito sortida..
e vende muito Batato :
Brim branco de puro linho trangado a 1(000 e
19400 rs. a vara; dito pardo muito superior a
1J200 a vara; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1J600
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
aha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3g; ditos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labvrin-
loa29000; a alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado o.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sualoja na
ruado Queimado n. S.
Pocas de bretanha de rolo com 10 varas a
*$, casemira escara infestada propria para cai-
ga, collete a palitots a 960 rs. ooovado, cam-
braia organdy da maito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente maito fina a 39,
4, 5, 6 a peca, dita upada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 840, 260 e 280 rs. o eova-
do, riquissimos chales da marin estaapado a
T 8f,. ditos bordado com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 eada um, ditos com
amas palma, maito fiaos a 89500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100,120 e 160 eadj nm, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 a 89500 a duzia, chitas fran-
cezas de fieos desenhos, para coberta a 280 tt.
o eovade, ehitaseseuras inglesas a 5|9Q0 a
poca, a al 60 rs. o covado, brim branco da puro
hubo a 1, 19i00 o 1600 a vara, dito preto
"'i11* V"fio 950 avara, brilbantri
azul a 400rs. o covado, alpacas de difTerentes
cores a 360 m.o ,,.*,, awemiras pretas
finas a 29500, 3 19500 mado, eambrai.
preta edesalpieoe a500 rs. a van, a outras
utas fazendas que se ar patenta ao compra-
4or, a da todas sodari* aoMftm m pouaor.
Em casada Scbafleitlln & C,ra da Cruz n:
38, vende-se um grande e variado aortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosde oure pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suisaa, que se
vendero por pregos razoaveis
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Levas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguas a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de roto a 2J,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
pico a IJIIOOa vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja est aborta das 6 huras da
manjjaa s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, propriaa para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os pregos sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 1S20O a 35000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontr um bello e
variado sortimenio de franjas de seda de differen-
les larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
29o00 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Ba largado Rosario
n. 38, passando a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Linhes brancas de Pedro V e cartao de 50 jar-
das a 20 rs., de 200 jardas a 60 rs.. linhas de
carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 rs
linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200, de 100
jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
avaria, a 60 rs. o carrinho, dita fina de 200 jardas
de n. t20 a n. 200, a 60 rs. o carrinho, linha
muito boa, luvas de seda para senhora com pou-
co mofo a 500 rs. o par, e a 49800 a duzia, ba-
laios proprios para compras a 39 e 39500 cada
um, linha do gaz de todas as cores, botoes de
louga para camisa a 240 a grosa, e a 30 rs. a du-
zia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gro-
sa a 600 rs., ditos muito finos a 120 e a 160 rs. a
duzia, baralbos de cartas a 320, 400 e 500 rs. o
baralho, muilo finas, franjas de cores para cor-
tinados, ditas de seda para vestidos, ditas pretas
com vidrilho, tudo mnito em conta, e s vista
dos compradores se dir o prego deaUs franjas
por ter grande porgio de varias qualidades.
A 200 rs.
Gravatinhas de froco para meninas: na ra do
Crespo n. 16.
Si
a*
o
os

&

t4



as
DIWO as *tt**WlVQ** 090** JlBA KM AU. 011*1.
DE
=
Calcado barato na ra larga do Rosario r 31
O doDO -deste es4abelecimenU> jj&o lhe sendo possivel
acabar com todo o caletdo at o fim de marco, como preten-
da, por ssoresohe vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidacfio.
Para homem, senhora e menino.
5rP".d* N.,ntM ,elu ntu 8
Dito de dito sola fina a 7 e
Ditoaiegletea prosa d'agua
Bola* de becerro
Borxegnir de lustre a T e
Ditos todos de duraquo
Dito* todos de pellica
Ditos de lustre pesponUde*
Sapa toes de lustre de 4, 5 s
Ditos de lustro de I solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dito sem salto para deasa
Ditos de bezerro de a solas
8,600
8.000
7.500
7.000
8,000
e.eoo
8.000
8.000
,800
4,500
8,000
2.500
Ditos de urna sola com sallo
Ditos de urna soja.sem caite
Borzeguins de lustre para rapazas a
Sapales para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de setioa braceo para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de corea
Ditos de cores com gaspeaa
Ditos de ditos a
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
3,500 Chnelos de couro de cabrito
2,800
2.400
5,000
4,000
3,000
5,000
4,500
3.500
4.000
3,500
2.500
2.500
3,000
ARMAZEM
DE
R07PA FS3ITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
p RA DO QUINADO 4
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas
2ue
asacas de panno preto. 400, 359 e
I1 !?!,' L.tam\im M ma?di ecutar per medida, 7oWd7o7fre"g'uezey,7ara
jue tem um dos melhores professores. p
. 30*000
Sobrecasaca de dito, 35 e 30S0O
Palitots de dito e de cores, 35, 302,
25*000 e 20&000
Dito de casimira de cores, 22*000,
159, 12 e 99OOO
Ditos de alpaka preta golla de rer
ludo,
Ditos de merino-sitios pretos e de
cores, 9gO0O
Ditos de alpaka de cores. 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79, 59 e
Ditos de brim de cores, 59, 4*500.
4SO0O o -
Ditos de bramante de linhe brinco
6g000, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto.
159000 e '
Calsas de casimira preta e de cores.
29.10, 99 e
Dirfs de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de nrim branco e de cores.
5S000, 49500 e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 123, 9$ e
Ditos de casemira preta e de cores
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
11SO0O
89OOO
39500
395OO
39500
45000
89OOO
6S000
49500
295OO
3JOO0
89000
39500
Ditos de setim preto
Ditos de seda o setim branco, 69 e
Ditos de gurgurio de seda pretos e
de cores, 7J000, 69OOO e
Ditos de brim e fusto branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 1$600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e
Ditas de peito de linho 65 e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39.29500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, fraocezes,
formas da ultima moda 10S,89500e
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 12$, llg e
Collannhos de linho muito finos,
novos feilios. da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, IOO9, 909,8O9 e
Ditos de prata galranisados,
tente hosootaes, 400
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneia
pa-
59000
59000
59OOO
39OOO
29200
18280
29300
390O0
19800
19000
79000
29OOO
79000
709000
309000
Toalhas de linho, duzia 129OOO e
I
109000
Vende-se um preto mogo sem deleites e vi-
cios, propn'o para todo e qualquer servico : na
ra dasCruzesn. 1S.
Vendem-se tres casas em Olinda, sendo
urna na ra do Amparo n. 45, no largo da igreja
com quartro quartos, duas salas o um gabinete ao
do e cozinha assobradada para traz, e duas na
ra doJogo da Bola ns.16 e 17 cada urna com
dous quartos e duas salas, todas em chaos pro-
prios: a tratar na prac.a da Independencia ns.
19 e 21.
Vende-se azeite de peixe a 400 rs. a ma-
la, caadas a 22800, toucinho de Lisboa a 320 rs.
chouricas a 400 rs.; na ra Direita n. 14.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 49,
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
39. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
da ulma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmos.
Bolacliinlia ingleza
a 35000 a barrica ; vende-se no armazem pro-
gresso, no largo da Penha n. 8
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vendem-se e Irocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco H. P. da Costa, ra Direita n. 66.
Vende-se urna mulata com as habilidades
de engommar o cozinhar, e fazer todo o servico
de urna casa, e da melhor conducta que se possa
desejar, com urna cria de 8 mezes, muito linda e
espeila ; no pateo do Paraizo n. 16, por cima da
taberna amarela.l
?
Em casa de Mills Latham & C. na ra
Sapatinhos de. setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitosj.assim como outros de
merino tambem bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de amos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas e
o bocal tecido de borracha, o mais engranado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Para vestidos.
Vendem-se cassas francezas de cores a dous
tustoes o covado, chalys de cores a 640 rs. ; na
ra da Imperatrlz n. 60, loja de Gama & Silva.
igaie rameal asa asasen a
m Na loja de Nabuco & C. na ra Nova
J n. 2, veste-se um homem dos ps at a fi
i| cabeca por difiranles precos. m
MwaBB asau m mwsmi a
Vendo-se um sitio e dous terrenos por de-
traz da Casa Forte ; a tratar na ra do Caldeirei-
ro n. 68, ou no quartel do corpo de polica com
o quartel-mestre do mesmo corpo.
1 Calcado barato.
X Vende-se na loja de Nabuco & C. na S
H ra Nova d. 2 : m
Borzeguins de duraque gaspeados de lus- 2
tre para senbora a 29.
Ditos ditos paja meninos a 29.
Ditos de pellica com salto para senhora
a 59.
Ditos de setim com salto a 69.
Ditos de pellica sem sallo a 4$.
Ditos de setim sem salto a 59.
Ditos todos de duraque com salto e sem
salto a 39.
Borzeguins de bezerro para meninos a 50.
Sapatoes de lustre e bezerro a 29.
da Cadela do Recife n. 52, vende-se
Vinho do Porto.
Dito Xerez engarrafado de muito
rior quahdade.
Oleo de nhaca.
Alvaiade.
Secante.
Azarco.
Encarnado veneriano em p.
supe-
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mni bonitos bonete iiglezes de gor-
Surao velludo, mescladoi o de mui bonitos pa-
rdee a 1J500. Esses bonete por suas boas qua-
lidades e milita durago toroam-se mui proprioa
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
elo ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., o mui bonitos a 2f500, 8f e
49, p melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aioia branca;
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Sabo.
aos
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa .
seus reguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recife-no armazem dos Brs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amareila
csstanba, preta e ootras qualidades por menor
prego que de outras fabrica. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas do carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicio.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
89000 o cento, no armazem de Francisco L. 0.
Azeredo, roa da Madre de Deus n. 12.
Grosdenaples lutjtttb
4o; m ra do
OueSSo o. SJwja da boa f.
Fariuha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo do brigue Mara Roes, (on-
deado defronte do caes do Ramos, por prego coa-
modo : a tratar com o capiteo a borde, ou com
o consignatario Manoel Alves Guerra, na rus do
Trapiche d. 14.
aooe.
Grvalas pretas de setim na ra do Queima-
do o. 22. loja da boa f.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna offieins de alfaiate, estando encarda-
do delta um perfeito mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
eocommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. oulciaes tanto da armada como do
exercito.
Fiz-se fardas, fardoes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
drseme todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os flgqrinos que de
l vieram ; alm disso fiz-se mais cssaquiobas
para mentara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
goalo da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylode Coimbra aonde se fazem a melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto i fraoceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afilancando
qne por tudo se tica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre, pois esp*ra a honrosa visita dos
dignos senbores visto que nada perdem em es-
penmentar.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. JoahstOB &C.
sellins e silhes nglezes, candeeiros e easticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicou
para carros, emomaria, arreios para carro de
um dous cvalos relogios de euro patenta
inglez.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes dehortalica muito novas,
viudas da Europa pelo ultimo vapor inglez ne ; oa loja de terragens de Vidal & Bastos ra
da Cadeia de Recife n. 56 A.
Pechineha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, finos,
e2 uil 'odas cores, pelo baratissimo prego de
5S. ditos de merino liso muito finos a 49, lindas
cassas orgsndys matizadas a 240 rs. o covado,
cortes de chita franceza com 11 covados a 29500
o corte, cambraias brancas de 109 a pega, com
pequeo toque de mofo a 39 ; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo o. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
E' barato quej
admira.
NA LOJA DO
Ra do Crespo numero 8.
Baldes de 30 arcos de madapolo o de
crochet a 49500.
Collarinhos de linho muito finos a duzia
59 e 69.
Saias bordadas de 3 pannos a 29 e 2j5C0.
Ditas de 4 pannos a 39 e 38500.
Gollisrfias bordadas muito finas a 19.
Pegas de babadinhos muilo finas com 3
el[2 varasal9600 e 89.
Entremeios (a lira) a 160 rs.
Sedas de quadros o covado a I96OO.
Manguitos decambraia bordada a 19500.
Manguitos e urna gola bordada por 59
Chalys malisados a 500 rs. o covado.
Lanziohas cuito finas a 4C0 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 159 e 253
Ditos de palha floissimos a 28$.
Chales de touquim branco bordado a 20g".
Chapeos de sol de seda inglezes a 129.
Cortes de vestidos de seda muito ricos U
por precos muito razoaveis.
Luvas de pellica a 29500.
J chegou o promplo
alivio,
bem como os outros medicamentos dos celebres
Drs. Badway & C-, de Nev-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem che-
garam as inslruccoes completas para se usarem
estes remedios, contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que ae deaeja curar, os
quaes se vendem a I9OOO.
VCfeUClA
taafaSeiullaltovai.42.
foto estabelecimento contina ahaverum
completo sortimento i moendas eaaeias moeo-
.oaj fin engenho, machinas da tapor e taixas
le farro batido eoado, da todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no teu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um frandaaor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tn-:
tor no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
a. 4*
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
So na loja d'aguia de ouro, ra do Cabng o.
i re*ebera-se um completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguiotes : pretas, cor de canna, amarellsa
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para aenhora, pois afiancamoa a boa
quahdade e fresquidao, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez : so na loja d'aguia de
ouro, na do Cabug n. 4 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francesas muilo unas de cores fizas a
280 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara; dem lisa muito fina a
49500 e a 6J000 a pega com 8 1)2 varas; di-
muito superior a 8g000 a pega com 10 varasf;
dita fina com aalpicos a 49800 a pea com 8 1(2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outrs incitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. ni loja da Boa f.
Lencos para rap. |
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fijas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22,na
toja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/t*ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79-
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9g.
Ditos de castor pretos e brancos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonets de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4J.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos isjglezes de 109,129 el 39 para um.
Arados americano te machina-
para lavar roupa :cm casa deS.P. Jos
hnston & G. ra daSeuzala n.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo freg de
59 cada urna: na ra do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
basa eitoa 4 22 rs.; titee 4o brim a*..co do
linho a 59 rs.; ditos do setineta escaros a 89500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Calcado
grande sortimento.
Ra Direita 45
ni5Un,1Jnri,*"ne,u, Pernambucana, que
Sin COre ama" Mle eatabelecimento
dando comprar urna botina
mei de familia, prudente e
de gosto?
econmica
man-
Qual a
que lhe
UPA FEITA ANDABAIS BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
DI
Falcadas e obras feilasj
i
LOJA
E ARMAZEM
DE
Uvas
vende se na ra
da
de Itamaraca':
Cruz n. 21.
Palitos do gaz.
O deposito dos palitos do gaz contina a estar
8upprido e vendem-se em porcoes e a retalho,
Eor mdico oreje : na travesea da Madre de
'eos, armazem ns. 9 e 16. de Ferreira & Marlfns.
Vende-se urna taberna moito afreguezada
para a trra, e com poucos fundos, muito pro-
pria psra principiante : vende-se por seu dono
ter de ir a Europa: a tratar na mesma roa do Cor-
doniz n. 12.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-ae, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se a taberna sita na tra-
pessa do Queimado a. 7, propria para
qualquer principiante por ter poucos
fundos, a dinheiro oii a prazo: a tratar
na mesma ou na ra da Senzala Velfaa
n. 48.
Chapeos
de sol de seda a 4#500.
Acabado chegar urna grande quanlidade de
chapeos de sol de seda superior quo se vende
pelo diminuto prego de 49500, ditos muito gran-
des com cabos de canna a 6$50O, ditos inglezes
superiores tanto em seda como em armacao pelo
diminuto prego de 89, assim como grande sorti-
mento d sobretodo de panno peloto de pelucia
de differentes modelos, uniformes de casemira
de cor a 24g, grande quanlidade de caigas de ca-
semira preta a 69 e de cor a 69500, paletots sac-
eos de casemira preta a 89, chapeos de castor
branco a 5g, ditos de seda preta superior a 79,
assim como grande qaaniidade de camisas de es-
gaiSo de diversos modelos de collarinhos a 269,
28J e 309, ditas com peitos de linho pregas lar-
gas e pregas atravessadas pelo diminuto preco
de 36* e de 38g a duzia : no novo armazem de
Bastos & Reg, na ra Nova junto a Conceico
dos Militares n. 47.
Guai danapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 39 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Vinho de Bordeaux
em barris e em caixas : vende-se em
casa de J. Praeger & C, na ra da
Cruz n. 11.
Calcas de casemira.
Vendem-se caigas de casemira preta muito bem
feitas a 109, ditas de dita de cor muito superior a
99, eslo-se acabando : na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Vende-se na Lingoeta n. 5, o
seguinte:
Manteiga ingleza flor a 19 a libra, franceza a
700 rs., cha preto a 19400, passas novas a 560,
concervas francezas e portuguezaa a 700 rs. o
frasco, toucinho de Lisboa novo a 320 a libra,
presuntos novoss 480, banha de porco refinada
a 480 a libra, latas com peixe de posta de diver-
sas qualidades a 19400, charutos suspiros a 4 a
caiza, toucinho de Santos a 240a libra, vinho do
Porto engarrafado, superiores marcas, de 19 a
12500, rap Gasse da Bahis a 19 o bote, cognac a
9j a duzia de garrafas, cerveja a 500 rs. a garra-
fa, e 51500 a duzia. cha hyssou a 29500 a libra,
vinho de Lisboa a 60 a garrafa, ervilhas france-
zas e portuguesas a 720 a lata, e outros muitos
gneros em proporco.
*
AtteiNjo.
Vende-se na loja de Nabuco & C, na
ra Nova n. 2, insignias massonicas por
prego commodo.
[Ges k Basto!
NA
Ana do Queimado
*. 46, frente amaiella.
. Constantemente temes um grande e va-
aao sortimento de sobrecasacaa pretas
snP* o e de core8 mui10 fino a 289,
& .7?-' Palelot doa mesmos pannos
* 102,225 e 24{, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149. 16 e 18$, casa-
cas pretas muito bem feitas edesuperior
panno a 289, 30J e 359. sobrecasacas de
casemira de core multo finos a 159,16$
e 182, ditos saceos das mesmas casemi-
rasaiog, i25 e 142, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 75.89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fifia 55 e 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500. ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 45 e 42500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 42500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 39,39500 e 49. ditos de cores a
295OO e 39, paletots pretos de merino de
cordlo sacco e sobrecasaco a 75,89 e 99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
cas pretas de merino a iftlCO e 59, pa-
letots dealpaca preta a 39500 e 45, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 82, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
bos fazenda a 39800 e 42, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobrecasacos a 55 e 59500,
calcasde casemira pretas e decores a 69,
862500 e 79, camisas para menino a 21 |
a duzia, camisas inglezas pregas largaa
muito superior a 329 aduzia par* acabar.
Assim como temos urna officina deal>
faiate onde mandamos ezecutar todas as
obras com brevidsde.
51C d* OS M2f 3B
W1W1WVW"* ^m
Ray mundo
Carlos Leile Si
Irmo recebe-
ra m pela bar-
ca Ca rissa via-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorli-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
doa mais afa-
mados autores
melh orados
com novos
aperfei coa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na roa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem reeeberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
I Para homem. |
jPechincha sem igual.
Paletots saceos de casemira mesclado,
de edr e preto a 125-
59500
59500
59OOO
59000
49500
49000
I9OOO
o m..ii* renCU pela 1ulid ,',r 0uorS" d0 P081T. loe nao quei-
"aP" e I, o calcado que em outra
altendam ** Da P' 10 12 0n U?
Senhoras.
Botinas rom Jaco (Jolj} e brilbantina.
com taco, de lustre (superfina).
* com lsco um pouco menor. .
aem la?o superiores. .
sem laco nmeros baixos. .
sem laco de r......
Sapatoa do lastre. ; .
Meninas.
Botinas com laco........45400
sem lago.......* \ 4*000
para maceas de 18 a 20. ., 395OO
Homein.
(Nantes) lustre. ...... 1050OO
ranten) couro de porco inteirissas IO5OOO
(Fanlen) bezerro muito frescaes. 95500
diversos fabricantes (lustre). 9SO0O
inglezas inteirissas. .
gaspeadai. .
prova d'agua. .
Sapatoes.
Nantes, sola dopla.....; '-
urna sola.....
para menino 4j e '. '. '.
Meio borzeguins lustre. .
Sapatoes lustre......., \
Sapatos de tranca.
Portuguezes de Lisboa fino. ....
Francezes muilo bem foitos. '.
Alem disso um completo ssilmente- do lfoiti-
mo couro de porco e do verdadeiro corda.ae para
bolinas de homem ; muilo couro de lustre, be-
zerro francez, marroquim, vaquetas, couros pre-
paradose em bruto, sola, fio, taixas etc., ludo
g'JSJJ aull .7Ve2*"e",e um C,T,11 novo.-castanho, e
K <= r?0.' por p.reS muit0 commodo ; no pa-
teo de S. Pedro n. 4. K
- Vende-se urna perfeila cozioheira. sabenco
fsnsssaBef'e *"'"
Calungas baratos.
Calungas de porcelana, pequeos, proprios pa-
ra cima de mesa a 640 rs. cada um : na ra lar-
ga do Rosario n. 36, loja do leo de prata.
Polassa da Bussia e cal de
99000
89500
89500
55500
55COO
3:500
9000
59000
29000
19500
Ditos sobrecasacos golla da mesma
zenda e de velludo a 209.
fa-
Ditosde brim de linho branco a 49.
Chapeo preto muilo uno a 85-
Cortes de casemira superior a 49300.
Brim de linho trancado liso e de cor
covado 640 rs.
I
Gravatas de seda e gorguro a 5U0 e 15.
Camisas brancas e de cores muilo ti-
nas a 29.
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de sanda-
lo novo modelo para 29 e 5g.
Recebeu-se extractos, essencia de san-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolo
para senhora a 49 e menina a 39.
Chitas francezas claras e escuras cor fl-
xa, padres modernos covado 280 rs.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
quahdade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Paiose chouricas
muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa
vendem-se em barris sonidos de 32 at 8 libras'
no escriptorio da ra do Rangel n. 43. primeir
andar, bem como chocolate de baunilha e cand-
a muilo superior, em latas de 8 libras, formas
de quarta e meia quarta.
Jogo de damas e gamao.
Vendem-se bonitas caixinhas com moldura a
os quadros de cores estampados em grosso vidr"o,
obra delicada, pelos baratissimos precos de 3 4
e 5. assim como outras caixinhas maiores co'm
dobradicas e tranqueras, tendo em cima o jogo de
Hanr.SinV,e.n! 0e e,?hX com 8eus necessa-
nos a 109. tudo na ra do Queimado, loja d'aguia
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n;
1 a. e aonde as senhoras acharo os lindos cintos
lano para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino,
como de outras cores, que em vista do ultimo
Mosto nnguem deixar de comprar : s na lote
daguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Mais que Pechineha!!!
Aletria talharim e macarrao a 400 rs. a libra :
rende o BrandSo. oa Lingoeta n. 5.
s
Vende-so urna preta crioula propria para o
servico de casa; na ra da Cadeia do Recife a.
55, primeir andar.
Cana e milito.
Vende-se cana engarrafada 240 ris, e mllho a
00 ris a cuia ; na travesea do pateo do Paraizo
2 16IB casa pintada de amarelo.
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja e. 23 de Gurgel & Per-
digue
IMHNMMM QKSI9 NMHMMM
Uvas.
Chegaram as bellas uvas da ilha de Itamaraca,
ao deposito da ra estreita do Rosario n. 11.
Nobilia com pouco uso,
Vende-se um sof, doze cadeiras, dous conso-
los, urna cama com colchao novo, tudo muito ba-
rato, por ter o proprietario de retirar-se para fra
da cidade : na ra da Cadeia do Recife n. 46.
Oh que pechineha
Paletots de fioissimas casemiras de lindas co-
res, claras e escuras, forrados de seda a 189 cada
um, caigas de casemira preta fina a 99, e ditas
de casemira de cor a 89 -" vende-se na ra Nora
n. 42, defronte da Conceico dos Militares.
4 300 rs. o par
de luvas de fio de escocia, proprias para monta-
rla ; vende-se na ra Nova, defronte da Concei-
cao dos Militares.
A12M
Parece inerivel chapelinas de seda para
senhoras de melhor gosto possivel a 12|
para acabar : na loja de Guimaraes &
Villar, ra do Crespo n. 17.
Vende-se a dinheiro i vista 00 a prazo urna
taberna com poucoe fundos, propria para princi-
piante, na ra Direita a. 41: a tratar na mesma.
Escrayos fgidos.
Fugio no da 2 de setembro do
auno p. passado, o escravo Francisco,
mulato claro, com idade de 30 annos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretos anellados, conduzio urna ma-
i ca de ovelha em que levou a roupa e
b alguna dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do lpu*
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
taes de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a aprehensao do dito
escravo a entregar a seu senhor Joao Jo'
s de Carvalho Moraes Filbo, na ra do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado.
Fugio no dia 2 de marco do cor-
rente anno, um escravo cabra de nome
Liz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra', tendo os signaes seguintes: altura
regular, pouca barba, cheio do corpo,
ps grandes, com algumas cicatrizes no
rosto, e muito palavriidor : rogase a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares aaprebencao do ditoescra-
vo a entregar a seu senhor na ra do
Queimado n. 13, que sera* bem recom-
pensado,
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,,
que ha pouco o havia eomprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de orne Joaquim, de idade
de eincoenta a untos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente;
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem asertos, muito pala vriador, in-
culca-se forro, e ten signaos de ter sido surrador
Consto que este escravo apparecera no dia 6 do
correte, vindo do lado das Cinco Pontos, e sen-
do enterrogado por um pareceiro sea conhecido,
disso que linha sido vendido por seu senher para
Goianninha: qualquer pessoa jjue o pegar o no-
derjlevar em Pernambuco aos Srs. Basto Le;
nos, que grstifioarao peneraaansento.
Fscravo fgido.
Fugio no dia 18 do correte aaez, da ra da
Moeda o moleque Bogeoio.de 18 annos de idade
com os signaes seguintes : olhoa brancos. gran-
des, um signa] vizlvel no feilo. foi vestido com
camisa de algodlo de liHlras, chspo de palha com
fita preta : quem o achar, leve-o a meama ra,
que aer recompensado.


()
MARIO M MMUMIUM. = M6UNU KHU It M 1WL E mi.
as
Litteratura.
Conferencias de Nossa Sentara de Pa-
rs pelo R. P. Flix.
Segunda
I
(Conlinuagio.)
Deixem-nos, diz ello em outro lugar, de
querer .eiisinar a verdade aquelles que nao es-
ta,) no caso de coroprehende-la, porque ist o
mesmo que substituir nelles o erro pela verdade.
Se eu quizesse flgurnr a t-slupidezfigurara utn
pedante ensinando cathecismo meuioos de
oilo annoi; e se eu quizesse fazer um menino
louco, obriga-lo-hia explicar o que elle leu
no seu cathecismo.
Nao pensis, senhores, que eu me d ao traba-
lho de refutar seriamente taes pensamentos in-
sensatos. Ellos por si mesmos se acham refuta-
dos. Coma I Exigir que o menino esculla de li-
vre vonlade urna moral, urna religio, um Deus,
quando nunca se lbe fllou de Deus, de religio,
e de moral I Educar sem oogio de f, de cons-
cieocia, de religio, de divndade, al a edade de
quatorze annos, essa ciealura humana que to es-
tpidamente chamaos o menino da natureza,
como se a alma, a eoosciencia, a moral, a reli-
gio nada tivesse de commum com a nossa nitu-
reza I Convidar em nomo da razio esse menino
de quatorze annos para abracar a doutrioa e a re-
ligio, a que de ve conduzi-lo o melhor oso da sua
razio, quando sem idi d'alma, de Deu*, e de
eoosciencia elle nio pode mesmo fazer uso dessa
razao 1
O' philosopho I Fallaes-uos em nome da nstu-
Teza, e nao vedes at que ponto a insultan) os
vossos paradoxosl Pallaes-nos em nome da ra-
zao, e nao vedes a vossa em que circulo vicioso se
cncerra 1 E' em nome do urna e de outra que nos
rergonhosas prosternares, com essa publica
himiliscio da intelligencia homana proclamar a
impotencia dos horneas sem principios, iocapazes
do aeharem em si meamos conricefiea cabalareis,
ama coragem indomirel, o ioveucivet resisten-
cia!
II
Sonhores, esse vicio radicalna educagao da iri'-
telltgeocia, que acabo de patentar-vos, isto a
ausencia de principios, do -convirge, o du cer-
teza, as sociedades modernas o vicio de que se
reseole toda a educagio que nao ousa sor fran-
camente christia e catholica. Em qualquer parte
que a considerisou no lar domestico no cen-
tro da familiaoo as escolas e colleglosella so
vos aprsenla desdida da palavra da f, e da af-
firmacao da auloridsda : o pois aempro duvidosa,
negando tudo e nada aflirmando, fraca sempre e
nunca eslavel, concorre para arredar antes do
que firmar nos principios da vordde as joveos
indiligencias. Sigamos o menino as diversas
phases da sua formagao intollectcal, e veremos
como por toda a parle, em que nio ha a educa-
gao christia, a sua vida nio tem base, para a sua
intelligencia nao tem um ponto corto de apoio.
Peoetrae nessa familia desherdada do christia -
nismo, ondeo racionalismo moderno tem assenla-
doasua residencia: apalavra doChristoe o dogma
catholico nao sao ali a regra iofallivel do pensa-
mento ; o pao e a mae nao fallam em nome de
urna autoridade reconhecida e incontestavel; a
certeza nio desee dos seus labios para a alma de
seus filhos com o verbo da f. Existe ali ums
mi racionalista, sceplica, mi sem f, sem sym-
bnlo e sem convieges. Vde-a procurando dar
ao pensamonto nascente de seu filho urna regra,
um fundamento de certeza : roas como fraca
essa mi para missio tio difficil I orno marcha
tmida, incerta, vacillante 1 E assim deve ser,
porque ella est s s con Rousseau, s com
Voltsire, ou s entre ellas dous ; s fioalmento
com o livre pensador de quem humilde apolo-
gista. O que far ella com o seu pensamento so
fra das-vistas le seu pee ede su mi, entregue
l '^"0'5'0 dS bom.*wl V 80. ge" lllario irresoluto afiro do dar essa joven intel-
nio responde-nos com a educagao do bruto I ligencia 0 que lhe falla se elevar-um sym-
Ide eoph.sta ide : a humanidade vos despre- unVCrenga, uma doutrina ?
xa ; ella responde s vossas.utopias com urna pro- Mas dexeiDos esse exemplo que poderia ser ti-
nca int.llivel; ella responde ao vosso genio de do como uma excepS|o rara. Supponhanios que
innovagao com o genio do senso commum ; e ao a m.ie chrislia e catholica : ella falla como a
passo que alguns espritus desvirados, raros her- egreja 0 com :, 8ffirma Terbode
*i\,X Mu83? soph,sm."' >"" deseas theo-.D8eJ verdade d1vina'; ievela ao meninu. com
ras phantaslicas experiencias crue.s que ma- 0 calhecsmo na mi, todo o dogma cathol co. o
tam uos seus propnos filhos vida religiosa, e ,oao 0 mV8ter0 criris TnTiVt'rr1- '"/ gUUdS Pel0bm 2' SErtol! nio um homem s'men e? mas '
e pela toa f Continua inr nns moninnc da : .. ... .. ..H"
oito annos, e
ligiao, a idea d
resumo abrevalo
menino para vir ser um perfeito homem.
servar as suas leis
Eu se, senhores, que a maior parte dos adver- [ morreu para salvar a
sarios do methodo afllrmalivo, e da formagao da 'f; !.^6L. .f!'l.5e.c!d":P
iolelligencia por meio
da
diz-lhe que Jess Chris-
humauidade, e que
Kara proseguir na trra
autoridade, nao che- i Iu"?.b".r.ePa."ildL"'.diz_"1.n_e,fialmente um cu
gam tanto :" elles nao querem que seja adiado um ceu P"* os boDS- e um >nfe>o P os mus,
o desenvolvimento material do menino, e a sua 2"9.0 cu Va" a1ucll,s tue eem em Jess
cultura moral; pelo contrario querem que o me- I CnJ,sl.. obedecem sua lei.
nio seja o mais cedo possivel iniciado na vila As9im du a mae ao "lno D1 Pr.ettn' do Pae>
d'alma e da eoosciencia, mas de que modo? por que a escula : mas1ue Pe. senhores?um pae
meio do raciocinio e da discussao. Nao concor- ?ue tem "nlimentos religiosos, mis nao tem re-
dam com a educacio que corneja por dizer ao
menino em nome de uma autoridade: crde por
que eu falloi; alumno porque eu armo. Esse
processo mut simples e natural subslituem elles
por outro artificial, pois que s querem a educa-
gao que diz ao menino : crde aquillo que virdes;
aflirmao aquillo que cu demonstro.
ligiao : um p?e talvez sceplico, desta, paulheista,
humanitario.
i JJm dia o meuino ioterrompe em mel sua
mi :Vos dizeis que Jesus-Christo Deus, e
que cu devo adora-lo : mas eu honlem vi sobre
a mesi de meu pao um livro, e olhando para a
1 pagina, que eslava aberU li o seguiote : Jess
E nisso, sabios da trra, que se encerra toda Crr.isl Da f> mfis I"9 um ran(1e homem, um
a vossa scieocia ? Peds iutelligencia anda ver- 8ab.10> um legislador: Voltei a pagina e li
de, e apeos desabrochando, que julgue as vos- D,a18 | Na0 ha lofern<>- O inferno um es-
sas deroonstrages, quando essa ntelligencia sem Pnllho inventado pelos padres para alerrorisar
jirincipios e ideas determinadas nem mesmo p- Povo e azcr lnedo s C"ngas. Porm, diz a
de comprehender os elementos de uma demoos- maJ1e luo v6s lesle8 meu lho' uraa "Pie-
trago? Na poca em que se deve assentar as ba- dade. uma blasphemia.Perguntemos 4 meu
ses que queris aconslruccio do edificio? Ap- Dae> reP,,ca o nenmo. Quera tem razao. meu
pellaes para o raciocinio am de formar a razio, Pf6"0 780 '". ou Am,!nha mae ? ..M,nh* mae
e esqueceis que para sern* percebidos os vossos d f *a? ,.es"s Cr,r,st.0x D?u*. ro!so ,lvr ,d,z 1U8
raciocinios mister que a razio ja esteja forma- elle Da0, Des -. > m'nha maequerera eoga-
da? Admiro a vossa simplicidade. O mesnio n-me?-Meu lilho, responde o pae, leudes
Rousseau, se vos ouvisse, zombaria de uma sa- aPenas dez aDn0S os meninos da vossa edade
bedoria pouco monos louca que a su, e dir-vos- "aoseoecupara com essas quesloes : calae-vos, o
hia : E' cora-gar pelo fim. Quanto mm, dir- ^UaMm a vossa ligao.
vos-hei: IV destruir a obra antes d'ella concluida Desta sorte perantc o ensino catholico da mi
Pois quando se deve comegar por dar vida o pae racionalista se abstm, muitasvezes duvida,
uma base inabalavel que vos procuraes abrir- e algumas at nega : negocio conlida talvez por
lhe abysmos osondaveis? Tomae sentido 1 Mea- esse respeito que a palernidade deve impAr in-
ts & razio, ments is necessidades mais intimas fancia, por esse legitimo pudor de si mesma, a
da propria vida; intellcctualmeote fallando, qual nio obstante, bom ou mu grado, se trahe
creaes um aborto, faltando s leis da natureza, e nos tactos, quindo mesmo nio ousa revelar-se
por isso a natureza vos punir. Pensaes fazer o as palavras.
homem racional, furga de raciocinios, eso coa- E agora respondei-mc. senhores. entre aquello
segus faze-lo racionalista. Nio querendo inca- ensino da mae e aquello silencio de pae, ou antes
tir-lhe na alma os dogmas, vos o levaes ao scep- entre a affirmagao sincera de uma e negagao
ticismo ; nao querendo ali semear as verdades mal disfargada do outroo quo vira ser da in-
primarias efecunda-las com o verbo afJtrmador, lelltgencia do menino? Entre aquellas duas pa-
cora o vosso verbo racionalista, nada mais fazeis lavrasque se contradizem, e que, ambas, em no-
do que estragar essa trra virgem da intelligen- me do amor reclamam o seu imperio sobre o pen-
is, onde soprarao todos os ventos do erro, e a samento do menino, o que vita ser da f deste,
verdade jamis della brotar. Esse menino, ain- das suas conviertes e dos seus principios?
da na edade de dezoito nios, nao lera doulri- -
as ; apenas opinies roas quo opinies? vacil- Anda nao suppuz a situacio peior. Encontram-
lintes, incertas, fluctaando ao sopro de uma pa- hJa P quf chegam negar o direito quo
lavra sem f. Nao quizestes desenvolver ao seu leem as maes de ensinarem seus filhos outro
pensamento ao despontar os dogmas invariaveis symbolo que nao seja o symbolo adoptado pelo
e definidos do christtanismo, o elle errar aira- e pensamento individual ; elles proclamara a
vez dos mil desvos do labyrintho das opioios pretencao, mais que desptica, de que o pensa-
humanas ; proseguir de estago em estagio, de ment de suas mulheres depende do seu propno,
adiga em fadiga, o longo itinerario do erro, sem df. 0Dde {""era depende a inteligencia de seus
encontrar jamis o repouso no seio da ver- "'nos ; elles blasphemara da religio que impoe
da je. s suas mulhores outra doutrina que nao a sua ;
Assim senhores, a natureza do menino ; el- e alimentara a ambigao de exercerem sos, fra do
le tem necessidadede crer, assim como a tem de 'gremio do chrisliaoismo e da egreja, tanto sobre a
adorar. Essa necessidade indestructivel nao sendo' intelligeDCia das mulheres como dos filhos. o quo
salisfeila pelo ensino afllrmalivo da verdade, vol- chamara com todo o orgulho-a realeza do pen-
tar-se-ha o menino para todas as illuses do er-
olt9j. M He. os coseos phiLusophos, leio os
palavra de om estranho : esse estranho um seua livros, ougo os seos discursos, peso as suas
homem honesto, mal & quem om abono da ver- "
dade nao podemos chamar um chrisio.
meslres- quao, ver jy ^^einoo-
ei-me : como proceded sentonerf'
der, nessa joven intelligencU? Onem sois, em
oome de quera Maos ? Qual o vosso symbo-
lo e a vossa religio ? ou ao meosqual a vos-
sa doutrina? A' que philosophia, quesystma
se prende o osso pensamento? E, debaixo do
ponto de vista em quo vos considero, que nome
vos devo dar? Espiritualista, eclelista, ma-
terialista, ou pantheisla ? liesensinar: mas
Suem o vosso mestre ? Descartes, Bacon,
ousseau, Vollaire, Fourir, ou Saiol-Simon?
Entre lodas as escolas, que entre si dividem os
fragmentos de suas philoscphiss retalhadas, aca-
so sabis vos mesmo aquella que prefers ? E po-
dereis em uma hora impr ao menino a formula
abreviada das vossas crengas certas, das vossas
con vieces definidas ?
E enlio como dar esse menino cabido dos
pragos da maternidade nos bancos das vossas au-
las principios e crengss, e com as crengas e prin-
cipios, os fundamentos da iutelligencia e a base
de toda a vida ? Se sabis o que intelligencia e
verdade, como nio tremis idea de impr ao
menino uma doutrina que nio depende senao de
vos, e que uo tem oulra senecio mais do que a
do vosso pensamento 1 Com que direito lhe subs-
tituiris a verdade por uma philosophia, um sys-
tema, uma utopia talvez, uma chlmera, om so-
nho? Eotre Aristteles e Platio, entre Zeno t\
Epicuroqueimpoita a vossa escolha ? De onde
vos vira o poder de impor esta ou aquella convic-
gio.de fundar e.-ti ou aquella crenca vos, que
nao bebeates na egreja os dogmas do cristia-
nismo, vos, cuja palavra nao ple pois ser o
echo desse verbo que esclarece todo o nensa-
mento ? r
Ah j vos comprehendo: nada imporeis, nada
definiris; instruido de tudo o que o homem
tem pensado, de tudo o que tem elle dito,
apresentareis intelligencia que tem se le da ver-
dadeuma historia composta de erros. Daris
ao menino a nogao de ludo, e de nada lhe daris
a certeza ; e om oome da philosophia (aris tam-
bera a loucura de deixar ao menino a livie es-
colha da sua doutrina, da sua f. religio e Deus
lendo a certeza de que assim elle nunca ter em
sua vidanem uma doutrina, nem uma f nem
uma religio, nem um Deus 1 E esta ser a vos-
sa obra mais bem feita I
ro : proseguir excessiva e talvez que phrenetica-
menie em todas as chimeras de peosimento hu-
mano I Impedido para um lado e para o outro,
dobraodo-se, qual frgil cannigo agitado ao forte
samento.
O que ser se a mi, sob o pretexto especioso
de realisar na familia a uoidade intellectual, con-
sentir em abdicar a sua mai3 preciosa hberdade,
a sua mais legitima independencia ? O que ser
souro dos ventos, nuuca poder ter uma religio,' e ella collocara opiniSo de um homtfm cima da
uma doutrina. e nem mesmo uma opiniio bem j doutnna da egreja, e a autoridade marital mais
undada I E o pobre menino, depois de homem 1UB a autoridade catholica ? Como o filho po-
talvez que uma gloria da sciencia e da llteratu-ider achar UIDa re8ra P"a seu pensamento, e
ra, ir engrossar essa mullidBo de sabios sem uma Dase Para loda a SU Vlda nas "oes desse
crenga, de Iliteratos sem principios, que sSo a1 Pa? 1ue 'cilla, que duvida e quo nega?
peste da sociedade e o flagello do genero huma-
no I A sus intelligencia sem base fixa, e sem um
ponto certo de apoio, nio lera vigor e firmeza
Demos, porm, que o pae nao aspire essa so-
berana ; respeite na sua mulher e no seu filho
uma doutrina que nao oblm o suffragio da sua
acha-la-hio sempre prompta coder todas as' Philosophia, finalmente deixe que falle alma do
fraauezas d'alma, para nao dizer todos os op- uino' Pela Docc de sua mi, uma autoridade que
probrios do pensamento.
E quando chegar o dia
Nao percebeis, senhores, a chaga profunda que
deve receber a alma dos vossos filhos pelo ecep-
ticismo ou negagio que bom ou mo grado se
trahe na palavra do preceptor, se que nao se
(em j trahido na palavra do pae ?
E depois o que far o profasor desse adoles-
cente j livre da disciplina da escola, e da depen-
dencia do lar domestico ? Ide de collegio em
collegio, de academia em academia, conduzin-
do pela mi o joven de 16 annos, buscae uma
palavra que o ensine, buscae um apoio para a
sua alma que vae sentir passar sobre ella todas
as tempestades da vida. L o vejo ao p de uma
cadeira escutando um homem que falla.
Quem esse homem ? E' Sophronio. O que diz
elle ? Diz que o homem tem alma e que esta al-
ma immorlal ; dizque ba urna verdade, uma
justigs, que ha deveres ; diz que o christanismo
e a maior das religies, o Christo o maior reve-
lador, e a egreja a mais magnifica das insli-
tuiges.
Mas pergunta o mancebo, o christianismo
divino ? Jesus-Christo Deus ? E sem accei-
tar come obngatoria a rovelagao do Christo e a
lei da egreja, posso eu proencher o meu fim ?
Posso repousar na plena psz da verdad! adquiri-
da, e da minha eoosciencia satisfeita?
Mancebo, responde Sophronio, essas ques-
loes sio graves; nio compete philosophia a
missio de resolve-las ; uns affirmam, outros
negara : Deus vos fez inlelligenle e livre ; esco-
lhei pois entre a affirmagao e a negagio.
O mancebo, pouco satisfeito.vae adianto ; quer
ouvlroque diz Rufo. Rufo foi discipulo de So-
phronio ; mas despreza as doutrioas deste. So-
phronio na sua opiniio vae muito atrazado : Ru-
fo joven, falla com enthusiasmo. vivo, de-
cidido, corajoso : diz que a egreja huma-
na ; que Jesus-Christo foi um bomem, sa-
bio e reformador ; que o milagre, o sobrenatu-
ral, o divino na humanidadenio passam de pa-
lavras, que nao teem significagio : qa*a criti-
bem moslra o sentido dellas, e a sua insignifi-
cancia confessa quo grandes homens disseram
o contrario, taes como Agostinho, Thomaz de
Aquiao, Bossuet, Peneloo, milhdes de grandes
outras iriielligencias foram de opiniao avesaa aos
orculos delle Rufo ; mas o mundo de eolio pa-
ra c tem progredido, e esses grandes homens
vista delle lornaram-se pequeas entidades
Ouvado taes palavras o discipulo sent nas-
cer-lhe um pavor secreto : busca suas convic-
ges, e s encontr duvidas. Prosegue anda,
quer ouvir Albino ; esto que vae dar a ultima
palavra da semencia, a solugo do deslino. N>
sua opiniio Rufo tmido, ioconsequente, e ape-
nas fica em meio caminho. Mas enlio o que quer,
o que diz Albino ? Diz que Deus espirito um
contrasenso ;-iz que o mundo eterno, e a ver-
dade eternamente variavel ; que Deus a na-
tureza, que Deus tudo a forga, o magnetis-
mo, a electrcidade, a lei mathemalica etc. ; que
ochrislianismo nada, a egreja e nada ; que
nao existe mais que o homem marchando sobre a
ierra para o seu progresso indefinido por meio
de sua propria energa I
O que fazer, com a edade de 18 annos, no meio
dessas affirmages tmidas e dessas negages
petulantes ? De que serve ir o mancebo cuvir
anda o que dizem Lucio, Semprooio, e Strgo-
nio para dar uma base ao seu pensamento vacil-
laote ? O que ter elle ganho pobre joven
sceplico quando houver percorrido como os jo-
veos Gregos do Prtico ao Lyceu, do Lyceu
Academia, para ouvir urnas aps outras todas
as eloqueocias, philosophias e utopias da nova
Alhenas ? Como saber-se justamente o que peo-
sam lodos os Zenos, Plales, Aristteles, e mes-
mo todos os l'yrrhos e Arislippos do nosso se-
clo ?
No meio de suas divergencias e ivisoes infi-
nitas todos elles fallam a mesma linguagem, que
tambem por lodos elles egualmente desmentida.
Sou eu quem tem razao ; a verdade o meu
opinies, e os r BMfrre altivos, soberbos, ar-
rogantes :s dogaoalieos mesmo no sea scepticis-
mo: nio ignorando coasa alguma, porem nada
pro?ande, e mofando uns dos oulros. >
Eses pealo commum I lodo, quer no seculo
XIX quer no seculo.XVIII, me parece ser tam-
bem o nico sobre que todos elles tem razio.
Tnumphantes quando atacam, fracos quando se
defeodem se examino ss sus ruoel (fallo da-
quellas que lhes sio proprias, e nio Imitadas de
nos) encontr-as fortes smente para destruir ;
elles nio combinara entre si senao para dispu-
tar ; se couto as vozes, vejo cada u sua propria.
O numero das philosophias ; e para fa lar coro
mais veracidade devo acorescentar que al o ex-
cede, atlendendo-se que om sao philosopho mu-
da muitas vezes o seu sysiema philosophico sem
pretender mudar a sua persooalidade : mullos
ha que adoptam dous.trez e quatro systemag, e
sempre o ultimo adoptado quem reservada a
honra deespalhar pelo mundo a verdadeira dou-
trina, at que outro sysiema veoha amanhSa
destlironar o sysiema de hoje, dando assim mais
uma prova da iosufflciencia da philosophia para
fundar crengas, crear couviegoes, e fixar uma ba-
se vila humana I
Ah I senhores, como encontrar essa base de
toda a vila, sobre o terreno da duvida, da dis-
cussao, e da negagio, onde o mancebo sent
cada passo que sob o seu pensamento iocerto,
anhelante, e assustado, lulo se esca, e te oc-
culta. tudo falta sua intelligencia ? Como por
eqtre essas philosophias que se pulverisam mu-
tuamente, obscurecendo com o seu p a athmos-
phera das intelligencias, se ha de destinguir o
puro sol da verdade ? E nesse montio de syste-
mas, em que se sccumulam ruinas sobre ruinas,
como a intelligencia conseguir plantar suas rai-
les"? Como a vida cumegari solida e flrrrfe na
regiio dos principios para d'ahi se elevar, rres-
cer. fortificar-se, resplandecer com todo o seu
brilho e belleza ?
E quando vierem ao mancebo as vagas tempes-
tuosas da existencia, quando o bramir das paixes
tumultuosas lhe trouxer essas horas tio obscuras,
mesmo para aquelles quem melhores luzes tem
esclarecido o pensamento, quando o glido bafejo
do erro e o sopro dse impastado dessas paixes
se combinaren) para anniquillar essa alma por
ellas acoutada, como o frgil navio pelas enea-
pelladas ondas do ocano, de que lhe servirSo
para guia-lo na tormenta algumas verdades in-
certas, apenas entrevistas, quaes pallidas estrel-
las fluctuando alravs das nuvess no fundo de
um cu obscuro t
Obi vosso pensamento, senhores, prophetisa,
assim como o meu, o futuro do adolescente sem
crengas e sem f. Depois que no crepsculo da
duvida, e na noite da ignorancia todas as suas
virtudes bouverem como tantas outras passado
pelas tormentas vida, depois que os estragos
de suas paixes lbe hou'erem na alma amontoa-
d ruinas, como esse discipulo do racionalismo,
como esse filho do-sceplismo conseguir er-
guer-se ? Para isso ser-lhe-ia preciso um ponto
de apoio, o elle nao o tem ; por quanto a sua
vida, por si mesma uma ruina, ruina primaria
causa de todas as outras.
Eu os rejo esses Olhos de uor educagao
sceplica, discpulos de um racionalismo sem
symbolo e sem f, que ha triota annos parece nao
viverem seoao para patentear-oos destrogos por
toda a partedestrogos- no coragio, na conscieo-
na vontade, destrogos mais qae tudo na in-
ceptor, de um leigo ou de um'
importa : o sel flis^^H^
a mesma a sua am
quer que seja, quasK vae
vra a intelligencia c
zer-lhe:
o rile felo, e a sua palavra fcilmente poderia
falnar, e trahir ao msmo lempo a verdade e til
Se eu estivesse s,. se pera apoiar as minhas af-
nnnagoofl, para firmar a la iniellgencia, eu
a Esta sabedoria, menino, nao te rem de um
homem que indaga a verdade, pois que ella a
propria verdade, a verdade substancial, nica
que pode dizer: ego sumveritat. Esta philoso-
phia nio se discuteenuocia-se, formula-se, o
apparece-te em todo o brilho que lhe proprio;
nio te vem iolelligencia buscando os mil ro-
deios dos raciocinios humanos ; ella ebega alra-
vessando as s >mbrss que a demonstragio deixa
muitas vezes ficar sobre o seu caminho ; ella
chega como o raio do sol que nio tem precisio
de ser esclarecido, porque elle a mesma clari-
dade: pois ella tambem a luz que esclarece ao
homem neste mundo; e sem ter necessidade para
se dar i conhecer de outro brilho mais que o seu
proprio brilho vem ti, e te diz: eis-me
aqu. Esta philosophia nio te moslra envolvida
n'uru sysiema humano parte smente da verda-
de : mostra-te n'um resumo divino loda a ver-
dadeomnent vtrilalem ; nio apona a la in-
telligencia Ariatoleles, Platio, Scrates, Zeno;
apona o Verbo, enelle e com elle o summario
da philosophia humana e da philosophia divina,
ludo o que a razio eosina humanidade, tudo o
que a revelagio ensina egreja a sabedoria
total se revelando ao homem para conduzi-lo a
pleoitude da sua perfeigaodoctntos onmem
hominem ti omni tapientia, ut exhibeamus
omnem homdinem perfectum in Cltristo Jeiu.
(Coloss. I, 28) .
Tendes desta forma um menino de doze annos
formado ao ensino da educagao catholica; elie
nunca raciocino, eeitretaoto tem conhecimento
de todos os enigmas que atormentara a philoso-
phia humana. Quem Deus? Elle o sabe. O
que a alma? De onde veio o mundo? Qual o
fim da humanidade? Qual a marcha aeguir-se
para chegar esse Om? O que ha depois
desta e a vida? O que preciso fazer
para cada um attingir ao seu destino? Tudo
elle sabe, nada dislo egnora. A igrea nao esta-
belece perante essa joven intelligencia semelhan-
les quesloes, apenas afirma; e se ell tem adop-
tado no cathechismo a formula de ioterrogagio,
tei> sido smeote para ajudar a inteHigencia, e
ouoea para suscitar a duvida.
magio. Queres saber, meu filho, qual e a minha
?Escota : Affirmo com duzenlos mil
sacerdotes, duzentos mil catholicos multiplica-
dos por teda as geracoes que ha dous mil annos
atraressnm o globo : affirmo com quatorze mi-
mos de marlyres : affirmo com mais de viole
milhes de apostlos: affirmo com mais de cem
milhes de virgens, confessores e santos : affirmo
com leg'ides incalculaveia de philosophos, theo-
logoa, doutores, oradores eseriptores 6 sabios,
que todos se acharara sempre e sa acham anda*
de accordo em affirmarem com as suas palavras
isso mesmo que te ensino pela minha bocea : sim
affirmo com a sciencia, com o genio, com a elo-
auencia, com a santidade, com o herosmo ; af-
rmo com todos os Chrysosfomos, Agostinhos,
Jeremas, Ambrosios, Boaventuras, Anselmos,
Thomaz de Aquinos, Bossuets e Feneloos, que
ha bem vnte seculoa se succedem uns aos outros
no calholicismo; affirmo com o lempo, com o
espago, com a durago, com a eternidade ; affir-
mo com o cu e com a trra ; affirmo com os ho-
mens e com Deuscom Deus, verdade, meu
filho, porque esse Verbo que eu te affirmo aabiu
do seiu de Deus, e collocou-se na egreja pa-
ra nella viver e doulrinar todas as intelligen-
cias : e eis aqu como pela voz do pontfice, que
se acha em Roma, pela voz do bispo'que refere a
palavra do pontfice, pela voz do pastor que re-
fere a palvra do bispo, de grao em grao, de echo
em echo, o Verbo Eterno vem retiir afioal na
toa joven intelligencia pelos labios de teu pae I
Devea crer, meu filho, na palavra de Deus, que
te vem da autoridade mais alta que ha sobre
a Ierra 1
Mas presinto j a objeegio que se formula no
intimo do pensamento de algon3 de entre vos.
Dizeis: que importa ao menino essa doutrina o
esss autoridade no ponto de vista de sua razio ?
Como pode elle rssoavelmente admitlir nao s o
ensino de semelhanta doutrina, de que nao tem
conhecimento, eomo tambem o testemunho de
semelhante autoridade, que nio reeonhece ? Elle
er sem comprehender a primeira, e sem julgar a
segunda : e neste caso como ente racional po-
der elevar-se, partindo de uma bsse aceita sem
a eoosciencia- de sua razio ?
das grandes Iutss da
justina e da verdade, quando fr permiltido men-
tira e iniquidade o prevalecer abertameote con-
tra as augustas fraquezas da santidade e da ver-
dade desarmadas, voso veris de envolta tambem
cora tantas outras intelligencias, que se julga-
vam fortes e iodependenles, aviltar-se nas mais
FOLHET1II (1
OBATEDORDEESTRftDA
roa
PAULO DUPLESSIS.
para elle e um problema : e cumpre confessar
que isto o que de melhor se pode esperar de
muitos paes do nosso lempo.
Assim mesmo a educagao nio est completa.
O menino do lar domestico passa para a escola :
na obra do seu aperfeigoamento vae ali a palavra
de um mestre succeder palavra de uma mi.
Terrivel situagao para o coragio materno, e para
o futuro do menino 1 Ei-lo em lio tenra edade
sysiema. Todos esses meslres da sabedoria
humana usurpam o nome e incommuoicavel do
verbo divino : Ego sum veritat. Neste ponto sao
sempre os mesmos nas suas perpetuas mu langas :
taes como os achava Hermias nos primeiros so-
culos christios, taes como os achava o proprio
Rousseau no XVIII seculos, eu os acho anda
hoje com systemas sempre tibios, e com uma
pretengio, e orgulho que nunca mudam. Cou-
PR1MEIRA PARTE.
IV
el.
telligencia anniquillada por mil systemas. Elles
por ahi vio se arraslando com o seu: coragio sem
amor, com a sua vonlade sem forgas, com a sua
akna sem virtudes, com a sua inteligencia sem
convieges, nem mesmo podendo encentrar em
um principio qualquer uma esperanga de res-
surreigio 1
Deiiemos, senhores,. deixeraos essa trra em
croe a ruina tem lavrado, deixemos essas regies
da duvida, e busquemos sobre a torra christia e
entholica o slo fame e fecundo em que intelli-
gencia eslende as suas raizes, e eacoutia todo o
seu desenvolvimento.
III
A educacio verdaderamente chrietaa. o catholi-
ca completa a intelligencia do menino, affirmaodo
com o verbo de Deus loda a verdade que inte -
ressa ao seu destino, e affirmaBdo-a com uma
autoridade incomparavel: essa verdade tio plena
e soberanamente afumada se desenvolre em
continuo progresso para conduzir o homem sua
perfeigao.
O que torna sobre tudo de iaeonlestavel supe-
rioridade a educagio profundamente catholica
o preencher e-lh por si s a eondigio que, como
vimos, forma uma necessidade primaria: por
quanto ella quem estabelece para a iolelligen-
cia bases inabalaveis; ella quem enraiza a mes-
ma iolelligencia em Jess Christo, e a edifica
sobre o seu fundamento divinoradicati et super
oedifieali in ipso; elU quem a fortifica na
fconfirmatx in fidt (Coloss, II, 1.) Apoiados
desta forma sobre o Christo, e nella enraizados
por sua intelligencia, pde-se dizer dos meninos
assim educados o que S. Paulo dizia aos chris-
tios de Colosse : ln /de fundati, stabiles et im-
mobiles. Apoiados na f, isto no verbo de
Deus ensina Jo pels egreja, vos seris firmes e
iuabalaveisstabila el immobiles.
Mas como se consegue essa primeira coosoli-
dagao da alma, que o fundamento de toda a
educagio seria da intelligencia ?
Senhores, pego-vos que me prestis aqu toda
a vossa attengao. O que faz a perfeigao da in-
telligencia a sua uniio intima com o fundamento
e o principio das oousas: sobre o principio
que ella se spoia para descobrir o seu proprio
fundamento, a sua firmeza, e a sua forga. Ora,
o que se acha e se descobre no mais intimo e
profundo das cousis o Yerbo felo carne, o
Verbo creador e o Verbo revelador; porque
por elle que tudo foi creadoomnia per ipsum
facta sunt (loao. 1,) nelle que tudo se fuuda
tn ipso condita sunt unioerso (Col. 1,16). e
nelle que tudo se conteraet omnia in ipso
constant. Logo, senhores, est claro que apotar
a Intelligencia do menino sobre o Yerbo encarna-
do o mesmo que apoia-la sobre o principio e o
fundamento das cousas, isto sobre o seu pro-
prio fundamento e principio; o mesmo que
prendero pensamento do menino ao pensamento
do Verbo; o mesmo queunir a intelligencia hu-
mana intelligencia divina ; n'uma palavra
apoiaro menino no proprio Deus.
Eis aqui o que deslingoe de uma maneira
saliente a educagio da intelligencia,*quando
ella baseada no christianismo, e muito especial-
mente no calholicismo. Que essa educagio par-
ta das ligues de u na mi, de um pae, de um pre-
(ConliDuagio.)
Grandjean, commovido ponto de chorar, fez
uma ligeira pausa, e depois por um movimento
quasi inslinclivo estendeu sua spera mi ao Ba-
tedor de Estrada ; porm, Joaquim, encostado
arrore ao p da qual eslava sentado e com os
tragos crusados ficou immovel e nao respondeu
este convite de amizade.
Perdoae-me, Sr. Joaquim a franqueza, re-
plcou o Canadnso som uma voz que elle procu-
rara tqrnar calma, mas que apezar de seus esfor-
gos demonstra va u mador real, eu nao sou homem
da cidade, j me langaram isto em rosH hoje
mesmo ; apenas traduzo mui brutalmente os me-
lhores ienlimenlos do meu coragio...
Pelo silencio pertinaz em que se conservara o
Batedor de Estrada, Grandjean levou sobre elle
um olhar inquieto, quasi snpplkanle : Joaquim,
modo de uma estatua, nio dava sigoal de vida.
Seu rosto levemente Iluminado por um raio da
la quepassava alravez da folhagem, apreseutava
o aspecto da morte.
(*) Vide Diario n. 977
O Ganadense estremeceu, um indisivel senli-
mento de terror apossou-se delle.
Sr. Joaquim, Sr. Joaquim 1 gritou elle sa-
cudindo pelo brago, em nome de Deas, respen -
dei-me I
Aos tombos de Grandjean, o Batedor de Estra-
da estremeceu, e abalando a cabega por vezes,
disse:
Meu pobre rapaz, se em vez de nos achar-
mos nesta matta virgem do Novo-Mun lo, esti-
vessemos em um sali da Europa, eu te dara mil
desculpas pela minha distraegio, porque, confes-
so-te, esqueci-me por momentos que eslavas
aqui I causa disso essa sempiterna e monto-
na historia que obstinas-te contar cada vez que
o acaso nos faz encontrar. Pego-te, ordeno-te
mesmo, se assim o queres, que nio se trate mais
nunca entre nos destas historias lio antigs. Eu
aalvei-te por capricho e nio porgenerosidade :
oo outro da eu passaria mesmo por p de ti sem
me lembrar de perguntar se tu eras viro ou
mono.
Porm, esta cutilada que um anno depois
vos recebestes por mim, senhor ?
Que queres tu, como todos eu tambem te-
nho miohas horas de fraqueza. Era justamente
porque j uma vez te tinha tirado dos apertos da
sSde. que livrei-te do golpe do cutelb. Nio quiz
destruir uma de minhas boas aegoes. Cont tio
pouco dellas em miohi vida. .
Nio, nao, senhor, nio vos ereio... Vos Vos
cajumniaes, exclamou o Canadense com calor.
Nio ha no mundo ninguem melhor, mais nobre,
mait generoso que vos.
- E' tambem essa a minha opiniio, respondeu
o Batedor de Estrada sorrindo. Todos os homens
que se nio trata de seus ioteresses e de suas pai-
xes, representam perfeilamenle a imagem da
virtude I Has acabemos com isso!... Tenno que
pedir-te informages respeito de duas pessoas.
Sabis, senhor, que eslou inteirameete
Mover quesloes fazer vacillar a lu -r dar so-
luges roostra-la em toda a sua irradtacio ; eis
o que fez a egreja pelos labios de uma mi ou
de um- preceptor. Ella d ao menino todas as so-
luges que na ordem das verdades locam ao
principio, ao destino e ao governo da vida; o
menino ludo sabe antes mesmo, como dizia neste
lugar um orador Ilustre, de suspeitar o que
saber. Aquello que como- nos adora o Verti de
Deu, sompre vivo e fallando por sua egreja, nio
pJe- deixar de prosleroar-se aqui admirado.
Aquelle que nio fr chrislio anda assim nio
deitar de reconhecer a grandeza desla idea : in-
troducir a verdade n'alma de um menino por
meio da palavra do Christo.. Obra incomparavel,
escola divina, em que -o pensamento de Deus
que se ensina por meio de uma palavra que vem
de umainaliluicao que se proclama tambem obra
de Deue,, para dar ao seu ensino o poder e a affir-
magao da autoridade do mesmo Deus 1
Cocr effeito, senhores esse ensino que efllrma
a verdade se faz como deve ser feito com uma
autoridade a que nada sobre a Ierra pode ser
comparado.
E' verdade que o mestre, o professor que for-
mula perante o menino o dogma catholico, sio
horneo, e falliris como todos os homens:: e o
pae, que revela ao filho todo o mysterio chrislio
com a sua palavra cheio de ternura e amor, nio
talvez mais que um homem simplesmentees-
tranho por si mesmo & todos os systemas o to-
das a philosophias. Vos diris como eolio-o me-
nino pode orer na palavra de seu pae ? Mas nio
vede sob que salvaguarda incomparavel o pae
abriga a sua palavra ? Nio vedes que junto-a elle
se acha o pastor, todos os pastores do calholicis-
mo? que junto aq, pastor se acha o bispo, que
junto ao bispo se acha o soberano pontfice, e jun-
to a este ultimo se acha o Christo de quem elle
vigario?esse Verbo de Deus, cuja doutrina o
echo repelido de seculo em seculo, de espato em
espago, atravz de todos os graos da hierarchia
social, por todos o* representantes da hierarchia
catholica ?
Ah I senhores, quando pela primeira vez vossos
paes, instruidos na escola de Jess Christo- se in-
clinaras) aos vossos ouvdos para revelarem esse
mesmo Christo, que os tinha ensinado.; quando
formulando perante vos as verdades em que
criam, elles tos ensinaram tambem formula-
lar, e crer egualmente nellas, supponhamoa
que cada um de vos, dolado de uma razio pre-
coce, vida de analysar aquillo q>ue s affirma-
vam, houvesse dito seu pae pouco mais ou me-
nos estas palavras:
Meu pae, quoro crer que dizeis a verdade ;
mas como posso eu adquirir uma certeza e con-
viegio disto? Vos affirmaes que ha um Deus, que
nelle ha tres pessoas destnelas; porm eu nun-
ca vi esse Deus, e nem posso comprehender como
sejam as tres pessoas de que me fallaes. Affirmaes
tambem que Deus creou o mundo, e que me creou
mim, que eu tenho uma alma, que esta alma
immortal, que para salva-la o Filho de Deus se
fez homem, e morreu sobre a cruz. Tudo isto que
affirmaes, meu pae, bem extraordinario; eu
desejaria ter de lulo uma certeza; sem ella co-
mo poder ser firme a minha crenga ? Ple ser
que nio tenhaes vos mesmo consultado todos os
orculos da sciencia. O meu coragio me diz que
devo contar com a iodefectibilidade do vosso
amor, diz-me, porm, a razio que nio devo con-
tar com a iofallibidade da vossa palavra. Para af-
firmar com vosco cumpre-me ver e crer: vero
quer que seja que me traga a evidencia, crer no
que me affirme uma autoridade : ora, evidencia
nio a lenho ; autoridadeignoro qual seja a
vossa 1
A' estas palavras do filho raciocioador eis aqui
o que muito bem paderla responder o pae ca-
tholico :
< E' verdade, meu filho, teu pae am homem
simples e vulgar; nuoca penetrou no mysterio
das cousas, nuoca interrogou a sciencia : tivesse-
E' verdade, senhores, principio e- menino er
sem comprehender, e aceita a doutrina sem po-
der dar a razio della ; e por mais que fagaes, nio
conseguiris mudar a necessidade da sua natu-
reza : pois que asstm necessidade da sua vida
intellectual, moral e religiosa : cumpre que elle
receba nao s por meio de uma verdade que lhe
ensinam, como tambem por meio de uma auto-
ridade que lhe affirma, os elementos e a base da
vida, e o seu ponto de partida. Mas antes de
coocluir contemplae aqui' loda a belleza da
obra de Deus ; idee-ver como-o assentimento da-
do desde o prioeipio affirmagio da autoridade,
e verdade por alta ennunciada, se esohrece
pouco pouco com uma luz progressiva, e acaba
reconhecendo-se eminentemente rasoave.
Essa dcil aceilacao da verdade e da autoridade
por parle do menino se vae esclarcenos por si
mesma, medida-que o menino cresce, cem lodo
o progresso da sua razio nascente ;. e nessa in-
telligencia em que a verdade foi semeada per as-
sim dizer na sombra, opera-se uma especie de
aurora progressiva que lhe descobre na fesaa ver-
dade e a autoridade aoeilas por meio da patarra:
ou antes nessa joven alma que receben o dom
de uma vida dupla, harerio tambem duas auro-
ras que corresponder uma i outra,. multipli-
cando suas luzes mutuas aurora das- verda-
des naturaes, e a aurora das verdades sobrena-
turaes.
A' proporcio que-o menino cresce, e que sua
razio so fortifica, a ordem e harmona dae verda-
des naturaes semeadas no fundo-da sua-iolelli-
gencia pelo verbo creador, e desenvolvidas pela
palavra social, por si mesmas se esclarecen cada
vez mais.
A sua palavra interior corresponda) patarra
exterior, e elle percebe que as vozes de fra sio
echos da voz q,ue lhe falla dentro : aquillo que
s lhe hariam afflrmado elle eoneebe. e depois
da coocepgio raciocina ; e chega afinal demons-
trar sem nunca ter passado pela duvida: porm
o raciocinio nio lhe serve de ponto de partida,
pelo contrario um degrao que o faz avangar no
mundo intellectual: nao a base d > edificio, o
seu remate remato tanto mais alto e esplendi-
do, quanto mais enraizada se acbar a base no
fundo immutavel dos principios.
O mesmo que lhe acontece na ordem natural
tambem lhe acontece na ordem das verdades so-
brenaturaes depositadas na sua alma pelo Yerbo
revelador.
A sement divina desses verdades foi ali plan-
tada pelo baplismo, e ali permanecer como, o
grao na trra. Ha uma luz infusa, porm, laten-
te, quo no menino baptisado precede o uso da
razio. Quando a egreja catholica affirma ante-
riormente o dogma revelado; quando diaum
menino de sete annos : a Nio ha mais que um
Deus, e nesse Deus ha tres pessoas destnelas
neste ponto o Verbo interno corresponde ao Ver-
bo externo, e a luz reconhece a luz. A intelli-
gencia do menino, ioclinads por uma eegaodirec-
ta da graga, islo c, por uma irradiacao. interior
do Verbo, adhere palavra da egreja, quo lhe faz
exteriormente ouvir a palavra da f : porque a f
vera do ouvido, e do ouvido pola palavra Fides
ex audilu, auditus autemper verbum Dei.
Como vedes, senhores, nessa esphera superior
ludo se passa pouco mais ou menos como na or-
dem natural ; ludo comees pela affirmagio abso-
luta, e pelo dogma definido, nio para se immo-
billsar e se petrificar no menino, mas para so
desenvolver com a edade por um conhecimento
progressivo.
vossa disposigio !... Quaes sio estas duas pes-
soas ? ..
Tu o leu amo.
Eu e D Henrique, exclamou o Canadense
sera procurar occullar sua admiragio.
Sim, e cornejo por ti. At hoje,Grandjean,
nio procurei saber quem s tu, e em que le oc-
cupas : sei do teu nome, e nada mais.
Ah verdade, senhor, respondeu triste-
mente o Csnadense.
Se le nio tenho tido completamente no pen-
samento, continuou o Batedor de Estrada, ao me-
nos lenho te dado proras de que nio me tenho es-
quecido de ti. Nio le tenho feito chegar s mios,
mesmo nos lugares mais remotos para onde te
conduzia tua nmade estrella as cartas que le di-
rigiam da Europa, quer Guaymas, quera. S.
Francisco ?
-- E' verdade, senhor. Tenho perguntado
mira mesmo, como era possivel qua me des-
cobrisseis um lugar em que na vespera eu nio sa-
bia onde estarla no dia seguinta. O ar extrava-
gante de vossos mensageiros, quechegavam sem-
pre sem serem esperados, como se sahissem do
seio da trra, e dessppareciam sem me responder,
nao eootribuiram pouco tambera para excitar a
minha curiosidade. Atormcnlei a minha imagi-
nagao por muitas vezes, foi-me impossivel levan-
tar o vu que oceultava vosso espantoso poder.
Meu poder, Grandjean, repetiu Joaquim
Dick em toro de mofa.
Sim, senhor, replicou o Canadense em tom
de profunda conriegao.
Oh 1 Sr. Joaquim, desnecessario que pro-
curis eoganar-me... Prohibi-me de communi-
car michas reflexes quem quer qu seja, efi-
cirei mudo como um tmulo ; ordeoae-me que
minia, e meotirei para ros obedecer ; mas nao
deveis pedir que eu me engae mim mesmo...
por mais que quizesse nao poderia coosegui-lo I
Sim, senhor, eu o repilo, vossa modesta
profissic nio est em relacao com rossa posicio
real 1 Eslava longo de pensar que esta la casca
grossa cobrisse uma imagioagao tao brilhanle,
disse Joaquim Dick ; eem que indicios, em que
proras apoias tua extravagante crenga?
Provas positivas, certas, eu nio as tenho,
senhor ; porm, os nucios sio em abundancia.
De certo I E quaes sio elles ?
Por exemplo, os mais anligos e aagazes ma-
teros quando se lhe faz pergunlas vosso res -
peito, abanara oom a cabega de uma maneira
mysteriosa, olham em roda de si, como se recei-
assem que algum invisivel os ouvisse e calam-ae I
De lempos em lempos tambem os chos do deser-
to repetem vosso nome. Em que acontecimen-
tos se tem achado envolvido o celebre Batedor
de Estrada ? Ninguem sabe com certeza ; o que
verdade que houve ou om grande triumpho
ou uma medooha calastrophe, e que as mios do
Sr. Joaquim tom-se baohado em sangue ou en-
chido deouro 1...
A' esta resposta do Canadense, Joaquim Dick
encolheu os hombros com ar de piedade.
A mentira reina na cidade, disse elle, o>
exageragio no deserlo A verdade nio existe
em parle alguma ; alguns combates e alguns
duellos felizes havidos contra os Indiose os lau-
kees; alguns punhados e pedaeinhos deouro*apa-
ohados por casualidade em meu caminho, tem
sido suficientes, pelo que parece, para fazer de
mim um ente phantaslico, quasi sobrenatural I
Emfim I... Creiam l no que quizerem ; quo eu
de certo nio lomarei o trabalbo de fazer acreditar
ou destruir esses tontos absurdos : fago tao pou-
co caso da opiniio dos homens I...
Havia nas palavras do Batedor de Estrada um
tal acento de verdado que o Canadense senliu-se
abalado em sua conviegao.
Por fim, proseguiu Joaquim Dick depois de
uma pausa de alguns segundos, nio se trata ac-
tualmente de minha muite humilde pessoa, porm
| sim de 11... Tua patria a Frange, nao
. assin ?
[Continuar-se-ha.)
Sim, senhor, respondeu Grandjean depois
de uma pequea hesitagao.
Em que provincia nasceste ?
Em que provincia nasci ? replicou roachi-
nalmente o Canadense em tom do quem procura
ganhar lempo.
Sim, respondei.
Grandjean leve muitas difliculdades em respon-
der ; a lingua estar paralysada.
Nasci na Normaodia, em Villequier, mur-
murou elle com voz quasi inintelllgivel, e depois
de ficar vermelho como uma bata.
A confusio do Canadense era manifest, era
evidente.
Porque, disbo I te perturbas assim ? lhe
disse Joaquim, minha pergunta nao tem nada de
lerrirel.
Eslou confuso, senhor, porque eslou men-
tiodo e nio sei .sentir, exclamou Grandjean de-
cidindo-se afoutamente ; nasci em uebec. no
.Canad.
Ah... E que motivo le fez escolher o fati-
gante e perigoso officio de cagador, peior aindi
que o de buscador de aventuras no Novo-Mundo ?
Obedeceste nm gosto particular, ou uma
necessidade de posicio ? Nao liuhas maissegu-
ranga no Canad ?
Nunca tire, senhor, pendencia alguma com
a jusliga ingleza. Quaolo correr a sorte de ser
quottdiaoamente mordido por alguma cobra, re-
talbado por algum Indio, ou fuzlado por algum
Americano, isto nao tem nada de agradare!, e eu
nao Cmprelendo,Tiue baja quem depois de ha-
ver ajuotado uma pequea fortuna, contine por
;osto expor-se semelhaotes acasos... Se eu
osso rico nao estaa mais viole e quatro horas
neste paiz.
Grandjean deu um eslrondoso suspiro ; Joa-
quim poz-se rir, e depois de ter langado sobre
eu interlocutor um olhar ao mesmo tempo de
tristeza e desprezo, oonlinuou :
Assim O o amor do ouro, a cobica para dar
s cousas o seu nome proprio, que te prende
uma carreira que abragaste com repugnancia, o
que segues com aborrecimenlo ? O contrario me
teria admirado. Os homens, qualquer que seja
a classe da sociedade que pertengam, se pare-
cem todos na essencia, apenas differem na forma.
E dize-me, Grandjean, se a fortuna chegasse um
dia bater na porta de tua tenda, que farias tu
de seus mimos ?... Nao (carias embaragdo como
elles ?
Oh 1 que, nio ; exclamou o gigante com
impeto.
Podes estar engaado I Amaa o luxo ?
O luxo 1 f, que esta palavra tem se apre-
senlado lio raras vezes minha imaginagio, que
me esqueci da significagio della.
Teus senhos te levam estas bellas e alti-
vas Americanas cujas virtudes os tourtas euro-
peas cantara com tanta lhaneza ?
Quando sooho, ando alraz de gamos, evito
uma emboscada, ou mello uma bala na cabega
de um Yankee.
Eqjao deve-se te collocar na categora des-
ses desgragados que sao mais dignos de lastiro,
do que de odio, que soflrean rerdadeira molestia,
a influencia do ouro, e amam-o apezar disso : o
contacto de uma partcula dere-te causar febre ?
nio ?...
Gosto muito do ouro como metal, mas dou
preferencia ao chumbo ou ao ferro. Com o ouro
nada se fabrica que seja til ; com o ferro fazem-
se caneos de espingarda, fazem-se facas; com o
chumbo faz se bailas.
Senhor, concedei-me que vo3 diga que vos-
so interrogatorio, em vez de vos orientar qual-
quer cousa & meu respeito, al o presente so tem
servido para tos enganardes,
[Conlinuar-se-ha.)
&P5.- TYP. DS H. F.DI FIFIA. -18H.


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