Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09272


This item is only available as the following downloads:


Full Text
'"
~T"i
1110 IXXIII I01EK0 98
Por tred^^^^f
Por tr^^^^^H
OIITA fEIRA 25 DE ABRIL DE lili
Pr no adiantad i 9$00 O
Porte franco para o subscriptor.
I
UE
tniinmD
NCARREGAD09 04 S16CRIPCAO DO NORTB
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino do Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, oSr. A, de Lemos Braga; CearS o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tas Ribeiro Guixnaries; Par, o Sr. Justino J.
fiamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
i*AKIlL)Ab D LiUKHKlU.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Garuar, AUinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas eiras.
Cabo, Serinhem, Rio Forra oso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante as 4 horas o 4 minutos da
manha.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 36 horas da
manhaa.
24 La cheia as 8 horas 4 minutos da tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos ds manha.
Segundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
AUU1KNC1AS U06 IRIBUNa JJA CAPITAL.'
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
.Relacao: tercas, quintas e sabbados as 10 hora* I
5 Segunda. Ss.Sotere C.io ...;S.Senhorinha. PlMS.: *. quintase sabbados as lOnoraJ
DAS DA SEMANA.
23 Terca. S. Jorge m. ; S. Adalberto b. m.
24 Quera. S. Fideles de Sigmarioga m. f.
25 Quinta. S. Mareos Evangelista ; S. Hermino.
26 Sexta. S. Pedro de Ratis b. m.; S. Cleto p. m.
27 Sibbado. S. Tertuliano b.; S. Turibio are.
28 Domingo. A fgida de N. Senhora ; S. Vidal
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do civel:
hora da tarde;
quartas e sabbados a 1
ICaRREGADOS DA SUBSCR1PQA DO SU1*
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias Bahia
S/. Jos M.rttns Alvos; Rio de Janeiro, o Srt
Joao Pereira Martina.
EM PERNMBUCO.
O proprietario do nuiuo Manoel Figueiroa de
Faria.na sus livraria praga da Independencia nr
6e 8. *
P
h z
Vk
PARTE 0FFIC1AL.
G o vero o da provincia.
Expediente do dia 22 de abril de 1861.
Officio ao Exm. presidente da Babia.Commu-
nico V. Exc. que foram recebidos nesta pro-
vincia, e tiveram o conveniente destino, oito cai-
-xoes e tres volumes remettidos pelo arsenal de
guerra dessa, contendo diversos artigos perten-
centes ao 2o batalhao de infantaria.Offlclou-se
ao commandante das armas para ordenar que o
quartel mestre daquelle batalhao v ali receber
os referidos caixdes.
Dito ao coronel commandante das armas.
Mande V. S. por em liberdade, anda mesmo que
j se he com praga o recruta Roberto do Espi-
rito Santo, que apresentou isengao legal.
Dito ao mesrao.Attendendo a necessidade
que expoe o teneote coronel commandante do 9
batalhao de infantaria no officio annexo ao de V.
S. de 20 do correnle sob n. 569, j havia eo man-
dado adianlar ao official e pracas que destacaran)
para Aguas Bellas, os vencimentos de dous me-
ses, e nesta data expeco ordem para que pela col-
lectora de Garanhuns seja o mesmo destacamen-
to pago nos devidos tea pos : o que com m nico
-i V. S. para seu conhecimento, e em resposta ao
',seu citado officio.OCficiou-se thesoraria de
fazenda para expedir ordens no sentido cima in-
dicado.
Oito ao commandante superior do Recite.Po-
de V. S. transferir do primeiro andar do sobrado
n. 5 do pateo do Carmo para a do largo do Livra-
mento n. 31 pelo aluguel meosal de 33J333, con
lado do Io do correte, a secretaria desse com-
mando, como solicitou em seu officio n. 39, de
14 do correte, certo de que thesoraria de fa-
zenda assim o fago constar nesta data.Fez-se a
a commumeaco conveniente.
Dito ao Dr. chefe de polica.Sirva-se V. S.
da expedir suas ordens para que desembarquen]
do hiate Sergipano o sejam postos disposico
do juiz municipal da Ia vara os sentenciados Ale-
xandre Correa de Albuquerqne, Antonio Ferreira
da Silva, Antonio Francisco de Souza, Francisco
das Ghagas Duarte de Oliveira Joio Felippe da
Silva, Jos* Joaquim de Lima, Jos Rodrigues da
Cruz, Manoel Francisco do Nascimento, Severino
Lopes da Silva Labarda e Manoel Caefano do
Nascimento, este ultimo da provincia da Bahia, e
os outros desta provincia, que regressaran do
presidio de fazenda.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. augmentar com mais seis pracas do
corpo sob seu commando a escolta que deve par-
tir para a villa de Cimbres, e com 5 pracas o des-
tacamento existente cmCaruar.
Dito ao iospector da thesoraria. provincial.
De conforraidade com a sua iaforraacio de 18
deste mez, sob n. 143, e pelas razes nella expen-
didas, mande V. S. receber o imposto de meia
siza, a que est obrigasa D. Thereza Goncalves
de Jess Azevedo pela compra de urna escrava de
nome Jovia realisada por escripto particular,
como e de equidade, e j foi resolrido por esta
presidencia em officio de 20 do corrente.
Dito ao mesmo.Para poder salislazer a requi-
sito da asstmbla legislativa provincial, remet-
ta-me V. S. urna copia do contracto feito para a
conclusao da obra do hospital Pedro II.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar ao pro-
fessor publico jubilado Antonio dos Santos Vital
a quantia de 161S240, em que importara os mo-
vis que elle vendeu para a aula da instrueco
elementar do Rio Formozo. constantes da relago
por eopa inclusaCqmmunicou-se ao director
geral interino da instrueco publica, que assim o
havia requisitado.
Dito ao iospector da thesoraria de fazenda.
Tendo em vista a sui inlbrmago de 19 do cor-
rele, sob n. 305, reslituo a V. S. a conta da des-
peza feita com a Hlumioaco da repartico de po-
lica nos dias 6, 7 e 8 de selembro 'do anno pr-
ximo passado, afim de que seja paga aos empre-
zarios da illuminago a giz nesta capital, a quan-
tia de 255^)00, em que importa a mencionada
conta.
Dito ao mesmo.Com a informaco em origi-
nal do coronel commandante do 2 batalhao de
infantma fica satisfeila a exigencia de V. S. co-
uda em officio de 11 do corrente, relativamente
a prelengo do 2 cadete daquelle batalhao Jlo
Wanderley Navarro Lins.
Dito ao mesmo.Devolvo a V. S. a relacSo em
duplcate, que acompaohou a sua ioformaco de
15 do corrente, sob n. 294, relativamente s dia-
nas abonadas pelo delegado do termo de Naza-
reth aos recrutas do exercito Francisco de Salles
e Thomaz Antonio do Fanas afim de que mande
pagar essa despeza, na importancia do 5*460, se-
gundo ja se ordenou em officio de 13 de agosto
do anno prximo passado, visto haver ehegado
augmento de crdito para a verba recrutamen-
to e engajamento como se ve da ordem do
theseuro nacional, n. 54, do 3 deste mez.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o ajuste que, segundo o seu officio de 20 do cor-
rente, sob n. 28, fox Vmc. com Rufino Manoel da
Cruz Cousseiro para a construego da obra de
alvenaria precisa na cavallariga do quartel do
campo das Princezas, pela quantia de 847J10O.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc, recolher a esse arsenal a bomba de ferro
m mo estado, que servia na cacimba do quar-
tel do 9o batalhao de infantaria, e foi substituida
por baldes com correntes de ferro.Communi-
cou-se ao commandante das armas.
Dita ao presidente do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra. Pro-
xnovam V. S. a compra dos objectoa constantes
da relago junta, os quaes sao precisos para pro-
?imento do almoxarifado do arsenal de guerra.__
tommunicou-se a thesoraria de fazenda.
Dita ao juiz de direito da Ia vara da capital.
Tespondendo ao sou officio de 30 deste mez devo
decfarar-lhe para sua intelligencia e direco que,
em vista da terminante disposico do art. 1 do
decreto n. 2530 de 18 de fevereiro de 1860, que
derrogou nessa parte o art. 4. do decreto, n. 816
de 30 de agosto de 1851 nao pode subsistir a no-
meago por Vmc. feita de Fr.ncseo Manoel de
Almeida para servir interioamenle o officio de
porleiro dos auditorios desta cidade, vago por fal-
lecimento de Jos dos Santos Torres, e que ficar
de nenhum effeito, devendo servir esse officio o
official de justtea que estiver de servigo, como
regular.
Dita ao director geraf da instrueco publica.
Conceda Vmc. tres dias de licenga aos orphos
do collegio de Santa Thereza. Justo, Pedro e
0? nIhos de ,usta Ep'phaoia da Fonceca, que
nchaudo-se bstanlo doente, deseja v-loe.
. P,11* ao thesoureiro das iotorias, Teado nes-
ta data approvado o plano que Vmc. me enrou
em o seu officio de 20 do corrente para xtraco
das loteras assim lh'o commuolco para seu co-
nhecimento, remetiendo-lhe copia do zaterido
plano.-Remetteu-se copia de plano a thesora-
ria provincial.
Dita so director das obras publieas. Pode
Vmc, conforme pede em mx officio de hoie, sob
n. 101 mandar lavrar o termo de recebimentp
defenitfo das obras do 3 lanco da estrada do
norte (empresa* Mamede) visto haver expirado o
praso de responsabilidade e acharem-e ellas no
caso de serem recebidas defenitivamente, segun-
do consta do citado officio. Communicou-e
thesouraris provincial.
Expediente do secretario do governo.
Officio. Ao Io secretario da assembla. pro-
vincial com a inclusa copia das alteracoes feitas
no contrato Mamede satisfago, de ordem do Exm.
Sr. vice presidente da provincia, a requesigao da
assembla legislativa provincial contida em of-
ficio de V. S. de 20 do corrente.
Dito ao mesmo. De ordem de S. Exc. o Sr.
vice presidente da provincia, passo por copia as
mos de V. Exc. para ser presente a assembla
geral legislativa o incluso artigo de postura, que
remeti a cmara municipal desta cidade com o
officio tambem por copia junto.
Remetteu-so tambem a informaco do Exm.
bispo diocesano sobre a transferencia da sede da
freguezia de Quipap para a povoago de Pa-
nel! as.
DESPACHOS DO DIA 22 DX ABRIL DE 1861.
Requerimtntot.
Antonio Ignacio da Silva. Remeltido ao Sr.
director geral da instruego publica para attender
ao supplicante nos termos de sua ioformago de
19 do corrente sob n. 113.
Clara Joanna da Fonceca Gama. Expedio-se
ordem no sentido que pede a supplicante.
Francisco da Rocha Accioli Wanderley. In-
forme o Sr. capito do porto.
Padre Manoel Adriano do Albuquerque Mello.
Deferido com o meu despacho de 20 deste mez.
Mara da Purificago Loureiro. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Silvano Moreira Lima. Informe o Sr. ios-
pector da thesoraria de fazenda.
Thereza Gongalves de Jess Azevedo. Nes-
ta data se expede ordem a thesoraria provincial
no sentido que requer a supplicante.
DIARIO DE PERNMBUCO-
A assembla provincial, depois de urna discui-
so de ordem sobre um parecer da commisso
de justiga civil ecrimioal, que foi addiado por
tres dias, requerimento do Sr. Alfonso de Al-
buquerque, ouvio os Srs. Fenelon Pena Jnior e
Pereira de Brito accerca do projecto n. 3. do cor-
rete anno, fixando a forga policial. Havendo-
se dado urna discusso vehemente entre dous se-
nhores deputados, o Sr. presidente levantou a
sesso.
PERNMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 23 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. Dardo de Ver'o-Cruz.
[Conclusao.)
O Sr. Afibnso de Albuquerque (Pela ordem]:
Si. presidente, nao sei a ordem que costumam
seguir os trabalhos da casa, e desejando moito
que se deem andamento as materias que lenho
tido a hoora de offerecer a esta assembla, per-
gunto a V. Exe. com que meios poderei obter que
tratemos dellas ? V. Exc. me poderi responder
que existindo o regiment eu me poderia guiar
por elle, mas eu com essa perguota que lhe fago
quero nao s me instruir mais fcilmente, como
pedir aos nobres membros das commisses a que
foram dirigidas as minhas indicacoes quesedig-
nem apresentar os seus pareceres.
Se insto, Sr. presidente, sobre esse negocio
por que enlendo que as materias que teoho tra-
zido cousiderago da casa sao de urna necessi-
dade lo palpitante que nao ha quem nao o re-
conhega, quem nao sinta que temos grande ne-
cessidade de correceo para a magistratura, e
tanto isto verdade, "que as palavras que teoho
dito aqui, tem achado eco, ou antes sao ellas o
eco ou a expresso do que se sent em todo o
Brasil, pois desde que me entendo tenhoouvido
grave clamor contra a magistratura de nossa
Ierra.
E, pois, senhores, se at agora os poderes do
estado tem estado adormecidos, visto que esses
poderes nao tem cuidado absolutamente no bem
do paiz, e acoolecendo mesmo, que em geral,
salvo rarissimas excepgoes, os homeus eminentes
do estado tem-se oceupado nicamente de seus
Interesses pessoaes, empregando a posigo a que
chegam, ou a que tem ehegado como meio de
satisfazer suas grandezas e suasambicoes,a maior
parte das vezes bem desregradas. E nao sou eu
s quem digo isto, geralmeote assim se diz e as-
sim se pensa em toda a parte e a respeito desta
assembla anda se diz mais, isto que isto nao
urna assembla de representantantes do povo,
mas sim urna synagoga (risadas as galenas),, que
esta casa urna escola de meninos que vivm a
brincar e a dizer chalagas. (Risadas)___
O Sr. Souza Reis: E dizem isso ?!
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Dizem at
maisalgumas cousas....
O Sr. Fenelon:Mas parece-me que o nobre
deputado nao devia tambem dize-lo.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ora, meu se-
nhor, eu nao digo isto, digo que tal se diz.
O Sr. Fenelon :Porm entendo que o nobre
deputado nao deve apresentar-se aqui sendo o
eco dessas pequeninas cousas.
OSr. Affonso de Albuquerque :Muito obrga-
do pela ligao, embora me seja ella dada pelo no-
bre deputado que pelos seus precedentes parece-
me o menos habilitado para a dar. Por que foi
o nobre deputado quem proclamou neste recin-
to que esta assembla escandalosa.
Acredito, Sr. presidente, que nao posso offen-
der casa quando repito o que se diz por ahi, o
que se diz por toda a parte.
Ora. eu nao digo que esta assembla seja urna
casa composta de meninos : sao mancebos que
tem pensamento e intelligencia, s lhes faltan-
do crenga e resolugo ; parece-me que poderia
esperar-se que dsse um passo, alguem ha de ser
o primeiro, e bem pode ser que se fallarmos, e a
assembla geral acordar, se lhe dissermos : vede
que estamos sobre urna mina, que o abysmo est
a nossos ps Se em consecuencia deseas leaes
e francas palavras obtivermos remedios aos ma-
les que nos affligem, ticai certos, senhores, que
em vez de nos ehamarem meninos de escola,
brincalhoes chocarreaos, ho de dizer que cum-
primos o nosso mandato, e que bem merecemos
da patria.
Terminando, Sr. presidente, insisto com asno-
brea deputados para que deem o sou parecer,
quer sobre o que propuz sobre a magistratura,
quer a respeito das elelges, quer a respeito do
recrutamenlo, quer sobre a gusrda nacional, e
quer finalmente, a respeito do cdigo criminal,
por que sao objectoa de necessidade e sem os
quaes nao podemos dar em s passo sem nos
approximarmos cada vez mais do principio.
Peco igualmente a V. Exc, Sr. presidente, que
um projecto offerecido por mtm, e que j nao diz
respeito a moralidade [publica, poiem. ao pao da
vida, de nossa agricultura, que o nosso pao, que
eses projecto, o qual ao sei que fim levou, seja
dado para a ordem do di, e por isso, se cabi-
veust tequererei a V. Exc. que assim 0 faca.
OSr. Affonso de Albuquerque (pela orden :
Pededueselembre s commisses a qnem ore
utrtgtda as diversas indicsg5ei que tem apresen-
tatfo i casa, a conveniencia e necessidade que
ha em se tratar com urgencia desses negocios.
Igualmente pede que seja dado para a ordem do
dia o projecto n. 5 deste anno de que autor.
O Sr. presidente satisfar o pedido do nobre
deputado em relago ao projecto n. 5, quanto po-
rm respeito do mais que deseja, os membros
das commisses acham-se presentes e bem ou-
virsm o pedido do nobre deputado.
O Sr. Luiz Felippe (pela ordem) Como mem-
oro de urna das commisses quem foram diri-
gidas as indicagOes do Sr. Affonso de Aibuqucr
que, levanta-se para declarar que sendo essai
materias, como se encarregou de o dizer o pro-
prio autor das indicages, de importancia trans-
cendente, as commisses tem estado meditar
sobre ellas, o brevemente dar conta de suas lo-
cubracoes.
Contina o discusso do projecto n. 46 de 1858
adiado na sesso anterior, e que trata de abertu-
ra de caminhos pblicos.
O Sr. Manoel Portella que tinha a palavra, nao
est presente.
Julga-se a materia discutida e posta votse
approvada.
Entra em 2a discusso o projecto n. 1 deste
anno. ,
c Art. 1.* Fica o presidente da provincia au-
lorisado aposentar Patricio Jos Borges de
Freitts, agente do imposto do fumo, tabaco, cha-
rutos, cigarros e sabo, na razo dos annos de
servigo que o referido agente tiver prestado no
dito emprego.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Quero que
me digam qual a razo que existe para que esse
Sr. Patricio nos venha pedir aposentadoria.
Um Sr. deputado '.Nao ha nenhuma ; j fallei
contra esse projecto na primeira discusso.
O Sr. Affonso de Albuquerque: E eu votarei
contra na segunda.
Julga-se a materia discutida. O artigo ap-
provado.
Entra em discusso o art. 2 que diz:
_ a Os vencimentos da mencionada aposentado-
ria sero regulados de conrormidade com os arls.
Io e2da lei n. 486.
Eocerra-se a discusso por nao haver quem pe-
dase a palavra e trala-se da votago, apparece
porm duvida em ter ou nao sido approvado o
artigo.
O Sr. Manoel Figueiroa requer que se verifique
a votago.
Suscita-se urna questo do ordem em que to-
mam parte os Srs. Fenelon e Siqueira Cavalcan-
ti respeito de poder-se ou nao verificar a vo-
tago.
OSr. presidente decide que verificar sempre
qualquer votago urna vez que naja duvida e seja
requerida por qualquer deputado, e nao se falte
as conveniencias que o regiment prescreve.
Verifica-se a votago e reconhece-se que o ar-
tigo foi approvado.
Enlra em 1* discusso o projecto n. 3 deste
anno, que Dxa a forga policial para o anno de
1862.
O Sr. Manoel de Figueiroa, pede os motivos
que levaram a nobre eommisso de forga policial
confeccionar o projecto em discusso, que re-
forma a lei do anno anterior, elevando o quanti-
lativo votado.
O Sr. Lucena, mostra que a forga policial fl-
xada pelo projecto que se discute em lugar de
trazer augmento de despeza como suppem e
antecedente orador, pelo contrario traz urna de-
mineigo de 38:000/ em relago a forga policial
fizada pela lei n. 476 que vigora actualmente.
Diz mais que nao somonte esta a vanlagem do
projecto em discusso sobre aquella lei, existe
anda a de se transformar a secgo de pedestres,
que hoje existe sem prestar os servigos para que
foi creada, em urna secgourbanaque ser or-
ganisada da melhor maneira e sem que nunca
possa ser destacada.
Julga-se a materia discutida e o projecto ap-
provado.
Entra em primeira discusso o projecto n. 6
deste anno, pelo qual se autorisa ao presidente
da provincia. contratar com Joo Falque e ou-
tros o estabelecimenlo de urna companhia de car-
ros-de praga, mediante certas condices, e um
privilegio por 30 annos.
O Sr. Fenelon declara que nao se levantou para
propriamenlo impugnar o projecto, talvez mais
farde o faga, apenas quer 1er urna consulla do
conselho de estado no lempo do Sr. Luiz Pedrei-
ra doCoutoFerraz, pela qual sedeclarou incons-
titucional urna lei da provincia da Bahia em que
se conceda o privilegio para urna linha de m-
nibus estabeleoer-se em servigo psra certos pon-
tos da capital daque'la provincia.
O Sr. Souza Res :Sr. presidente, nao suppo-
nha que o projecto em discusso soffresse im -
pugnago pelo lado porque acaba de soffrer, e
nao supponha isto, porque realmente nunca me
passou pela mente que alguem houvesse, que
pensasse nao podermos conceder o privilegio para
se eslabelecerem linbas de vehculos para con-
ducho de pessoasem qualquer lugar dentro des-
te paiz, sem preceer proposta da cmara muni-
cipal ; porque, como sabe V. Exc. e a casa, as
assemblas provinciaes rnente depeodem de
propostas de cmaras para legislaren, quando o
tiverom de fazer respeito da policia e economa
municipal; taes sao as palavras do acto addicio-
nal no 4. do art. 10.< Sobre a policia e eco-
noma municipal precedendo proposta das c-
maras. Toda a questo portento, reduz-se sa-
ber se o privilegio para se eslabelecerem carros
de praga, deque trata o projecto, pertence po-
licia e economa municipal. E com quanto pen-
se que ninguem haver, que bem atteodendo para
o que policia e economa municipal, julgue que
o projecto em,discusso pertence urna ou ou-
tra cousa, eu o demonstrara.
Regularisar, Sr. presidente,, o servigo de tudo
quanto pode dizer respeito salubridade publica,
ao embelesamento das cidades, seguranga indi-
vidual mesmo at certo ponto, etc. etc., taes sao
as cousas quecoostituem objecto sobre que s ca-
maras municipaes compete fazer posturas para a
polica dos seus municipios, taes sao as cousas a
que se referem as palavras polica municipal
e uto nao vejo cousa alguma por onde se possa
dizer, que os carros de praga estejam ahi com-
prehendidos.
Desde que se tratar de regularisar semelhante
servigo, a municipalidadedeveintervir...
O Sr. Fenelon :Basta isso para tornar o objec-
to municipal.
O Sr. Souza Reis : O privilegio para o esta-
belecimenlo dos carros, este acto em si nica-
mente ? nao, meu collega; a regularisago. porm,
desse servigo deve ser feita com audieocia da c-
mara municipal.
O Sr. Luiz Fiiippe: Foi nesse sentido, lalvei.
o parecer do concelho de estado.
.s: Fenelon : a lei provincial qoeconcedeu
o privilegio, foi declarada inconatitucional por
involver materia cuja proposta compela cma-
ra municipal.
O Sr. Souza eia :- Assim, pois, o presidente
da proiincia, i quem o projecto incumbe rali-
sar o eotttralo, comprir realisa-lo, fazendoin-
letvir a cmara nmueipal, porque nessa occasio
e queso deve regularisar o serrigo".
b.wItk* Sr' j,reden,e. 1u> li pnvfccfa'l da
Baha Uvease descido a detalbes, livease regula-
rizado este servigo, e sendo astim, muito bem de-
cidi o concelho de estado declarando que a lei
ora fncooal tucional, porque incontestavelmente
ella entenda com a polica manlcipal D|o ti-
anda, senhores, que se til, se podemos con-
ceder privilegio para esta industria, devemos
coocede-los a toda* as mais industrias do paiz,
porque assim teremos gneros mais baratos do
que havendo concurrencia...
Vm Sr. deputado!Mas se requererem...
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu requeiro
para mim todas ellas e comprometto-me a dar
mais barato tudo; obrigo-me a ter urna compa-
nhia de adrogados excellentes, os melhores da
dos pelo meu nobre collega que acaba de fallar
porque nada menos sao do que membros do con-
selho de estado, respeito-as nao s pela jurisdic-
go com que tem seno tambem porque sa re-
conhego como pessoas de intelligencia muito su-
perior e em quem sobram razes para melhor co-
ohecer do que eu o que e constitucional e o que
o nao ; mas este meu respeito nao me leve a
acceilar as suas doutrinas quando forem ellas
contrarias lettra do aclo addicional, como eu -
UnPh?a0D(,han.1,UeH : -S6 "* ?"CCer de f2 fall0U Cidade e tral" usas mu* araS
nobre deputado nao se referem a urna lei que te- Quanto a questo de ser ouvida" cmara oara
e om^nibus naraBr.Z",Sad0 *"* ** ^ *,' "" EES ou uer T 5 ?! 2, 'qu
e mnibus na Baha, e inconstitucional o projecto nao sendo feito por
HiJffS.* Presid,en.le' o au? eu entendo dever propoeta da cmara, que temos nos mais ue
J/n r8tenl;a0 do projecto e contra a opi- mandar ouvir essa cmara? Se nao inicia!
niao-do meu nobre collega, para mim sempre Uva desta casa urna semelhante idea se deve ser
femUEiT1- Lspe-t0 P UD,., que Casa> .*"" "uem Proponh. o que nos' compete
2SfJmbBr? "S88"! "I0,eS ?erec,d88 Pr es8e duer-indefeiido, o tem lugar, requeira pelos
nobre deputado? voto pelo projecto em primeira canaes competentes-e nao mandar ouvi? a
d scusso. porque sua ut.lid.de assas reconhe- mar. De mais, se nao deve ser concedido st
L?V,"miSS bo de8e"olvimento desta [ melhante privilegio, porque dar um corte a U-
matena, (a ulilidade do projecto) porque ella nao *
foi contestada e creio mesmo que seria abusar da
nha herido proposta da cmara ; mas o projecto! cento de lucro em urna industria com tanto aue
redocom':' Di, d98e?Dd.,0 det.lhas.n.dasej. S6, do que sendo ISSXT S^
n.Subetecend!??T?,,0-d? 8em?' m" Ti! 1 Pr C6Dl0 de 8nho- As,ira lere8 ^o **
l V J""1'8010 p,r* !1.ue?0", "l I b,a eai tod" industrias para que haver
ou tai individuo crear urna companhia de carros privilegio. H
de praga, dando ao presidente da provincia auto- (Ha um aparte.)
nsagao para effectuar esse contrato, nao pode por O Sr. Affonso de Albuaueraue -J disse nue
forma alguma este projecto ser impugnado por se f6r permittido a um Tter carros na ra nln?
inconstitucional sob tal fundamento. guem mais vai proc" ""os s"coche?". mIto o
.?u_.r,l8P!'.10 Sn presidente, as autond.de. cita- quei tiver o prazer em paga-Ios lifcaros Digo
paciencia da casa o faz-lo.
Teoho dito.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Sr. presiden-
te, eu tambem quero um privilegio para eu s
advogar e prometi enearregar-me das causas
muito barato, prometi ter urna companhia de
advogados, os melhores desta cidade. Nao que-
ro privilegio s para advogar. quero-o tambem
para eu s ter casa de negocio de fizendas e de
tudo mais....
O Sr. Siqueira Gavalcanti:Mas o projecto nao
merece que o nobre deputado o ridicularise.
O Sr. Gitraoa:O dosejo do nobre deputado
deve ir a urna commisso.
. 9 Sr.^ffonso de Albuquerque :Eu nao estou'
ili I Olll.T risaII r1n aclnn ^i.nitn rti.i--------- ...~ _-,
------------------r.....-8iul pwmwc o uai um tu
22? x 'Austria, e matar um direito adque-
rido, por conaeguinte inconstitucional o pro-
jecto, que temo/nos mais que estar massaodo a
casa guardandojara segunda discusso o espe-
rando ainda prvala da esmara, quando temos
tanto que fazer.^nos que tratar de outros ob-
)e?,0Xniais importantes, de mais necessidade e
ulilidade. para os quaes nao ha tempo, como por
exempjo da agricultura que a nossa primeira
neceSdade, o po, a vida ? Eu voto porlanto
C0Dtra^projcclo ; quem quizer que procure l
os. ns'no temos que ouvir cmara
uto, a cmara se quizer que propo-
lo isto jier para c, entendo que se
nao conceder um privilegio
nem pil
nha e quat
deve desf
deste.
O Sr. Sic
ndicularisaudo, estou duendo que quero um pri-! derages
vilegio para estas cousas e para todas as mais in-! Vai mesa
dustiias, e que ser de utilidade publica este' ment :
eir. Cavalcanti, faz algumas cousi-
o. apoia-se o segointe requeri-
meu desejo, porque virei offerecer as cousas os
productos, o servigo de melhor especie e mais
baratos dez vezes mais do que actualmente.
Porque senhor, ha de a casa dar attengo a
urna proposta destas? E' alguma cousa nova ter
carros na praga ? urna inveugo que merega
um premio da invengio? nao urna industria!
que j existe na trra? Ser por ter os carros na
ra? pois quem quizer nao pode t-Ios na rua,|
sem alterar de modo algum as despezas de sua
industria?
O Sr. Souza Reis:O nobre deputado desco-
nbece o que ha entre nos.
O Sr. Siqueira Cavalcanti:O nobre deputado
bem mostra morar no Cabo.
O Sr. Luiz Felippe:No Cabo mora muita
gente que sabe o que se pasas aqui.
OSr. Affonso de Albuquerque:Pobre Cabo !
nao ha nada mo que nao venha de l.
Sr. presidente das cousas que se teem .pre-
sentado nesta casa, a nica que me excitou in-
digoago foi esta. Porque senhores se ha de dar
privilegio a um hornera para elle s ter carros
na ra, quando ha direjtos adqueridos nesta ma-
teria, quando vai-se matar a industria de muitos ?
Um Sr. Deputado :Ainda nao existe.
Requeiro que o projecto que se discute seja
remeltido ao Exm. presidente da provincia para
ser consultada a cmara municipal u precoder
proposta della.Fonelon.
O Sr. Souza ReiSr. presidente, outro gene-
ro de mpuguag^jTse levanta contra o projecto, e
este alaca-o em. sua utilidade; eu nao vejo ra-
zo alguma no' nobre deputado que assim se pro-
nuociou, e aprecisrei portanto os seus argumen-
tos. O nobre deputado fallou no direito que te-
mos de conceder privilegios e disse, que em vista
da constituido, o de que se trata nao pode ser
concedido ; e fallando ainda com referencia ao
privilegio, disse que elle ataca a liberdade do
exercicio de urna industria. Creio que foram es-
tes os seus dous argumentos principaes.
O Sr. Affonso de Albuquerque: E o direito
adquirido ? E o direito dos capitaes emprega-
O Sr. Souza Reis :Isso tudo com relago ao
ataque teito ao exercicio da industria.
Eu digo, Sr. presidente, que o projecto nao
8 k 3 eS8es direitos adquiridos de que falla o
nobre deputado, que o projecto nao ataca a cons-
tituigao. Nao ataca o direito adquirido porque
a industria de muitos, porque se um s pode ter projecto autorisa i mi iiimmub e que o
rros na ra, ninguem que os achar alli vai O Sr. Affonso de Albuquerque --Isso chica.
dos c"r"osS D" C0Xe,r" 6 eS, mrla *DdU8,ra me9m que dize?' T" nao hjam mai
FnTo. a n carros nem cocheiras.
ir V- 7 P i :~ n8 fac08 pr0T8m conlra Sr- Souza Reis : ~ O "obre deputado des vi-
no Ro de. Janeiro e no Para ha carros de ra com nhece de que carros se trata de ene industria'^
privilegio e nao morrem essa industria. falla *a< Mlna se
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ha privilegio
no Rio de Janeiro?
Um Sr. Deputado :Sim.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Nao senhor,
todo o mundo podo ter carros na ra.
Um Sr. Deputado:Existe urna companhia
privilegiada que os teem.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Quem disse
quo s urna companhia que os teem ? uo ha
tal.
OSr. Siqueira Cavalcanti:O nobre deputado cidade
que acredita na Europa, deve saber que l ha Um Sr. deputado: O projeclo diz-carros de
falla.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao de;conhe-
go, vi no Rio, sei o que : V
O Sr. Souza Reis:Desconhec?, se nao desco-
nhecesse, nao avangaria o que tem avangado. O
nobre deputado saiba que esses carros nao sao
os que entre nos se usam hoje, e por conaeguin-
te nenhum receio ha de que os actuaes estabele-
cimentos de carros renham a soffrer desde que
se estabelecer essa nova industria. Estes carros
prestam-se especialmente ao transito dentro da
privilegios.
O Sr. Pereira de Brillo :E na Blgica tambem.
praga.
O Sr.
Affonso de Albuquerque: O que sao
n..Vp?.S* PePu,aao:Na Russ tambem e em ; carros de"prga"? "a*uma* couHsan'ova ?
n[ ?,P f; a. a. Sr- Souza Reis :~E' 9inj. alguma cousa que
a2. T!* da,A,bn1uerque :-Hs privile-; o nobre deputado desconhec sao os carros aue
gios em toda a parte e nem carece ir Europa se prestam condugo de pessoas dentro da^!
para saber de alguma cousa que se passa l; ha
privilegios em toda a parte, mas para garantir,
para premiar as descobertas. as invenges.
O Sr. Souza Reis:Mas nos nao podemos pre-
miar.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Pego ao no-
bre deputado que d attengo ao que eu digo
para ao depois responder. 'Digo que na Europa
se garante, se premia s descobertas e inven-
ges, mas nao aquillo que j existe, mas nunca
dizendoninguem mais trabalhe em tal iudus-
tria, s um tem esse direilo.
\tn Sr. deputado:Isso falso nao se diz tal
cousa no projecto.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ora, senhor,
se um s pode ter carro na ra, quem vai mais
procura-Ios as coxeiras ?
Um Sr. deputado :Quem quizer ter o prazer
de paga-Ios mais caros.
O Sr. Affonso de Albuquerque.Ento V. Exc.
est combatendo o projecto.Quem quizer ter o
prazer de pagar mais caroQuem que quer ter
o prazer de pagar mais caro tendo mais barato ?
Est concordando comigo, que isto matar a in-
dustria dos carros. Este projecto, senhores,
inconstitucional (nao apoiados] ioconstitucio-
nal porqus con.tiluigo s garante privilegios
pelas invenges, pela, descobertas e aqui nao
desee-berta, nao ha invengo, ba sim destruigo
do direito de propriedade, de um direito adque-
rido, de urna industria existente no paiz e na
qualestaoempregadosmuitosconto.de reis. E
qual a utilidade disto senhor? ser utilidade de
alguem, porque neme objecto de primeira neces-
sidade.
Um Sr. deputado:O nobre deputado logo sa-
ber da utilidade.
O Sr,, Affonso de Albuquerque:E' agora a oc-
casio de demonstra-la.
0 Sr. Souza Res:E' melhor quando estiver
estabelecida a companhia.
(Ha um outro aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque:OWgado 1 Sa-
me tacultarsem meios de ter palacios, carros e
ostras muitos cousas gue-eu nao lenho, seria
multo bom para mim, mas quero saber se de
utilidade publica prohibir orna industria que exis-
te legslmen te, mita -la; isso que eu quero
saber. ^
f um aparte.)
Sr. Affonso de Albuquerque :-E' utilidade
pabilos matar ..industrias? ento estabelece-se
para cada indnstria um privilegio, porque qual-
quer que tercer um. indu.tria s, pode forne-
cermais barato e m.elnor do que teado concur-
rencia, porque eu ganharei mais tirando um por
Affonso de Albuquerque : Ora I ora 1
dado
OSr.
ora I
O Sr. Souza Reis: J v o nobre deputado
que sendo taes os carros que nos autorisamos com
o privilegio, dahi nao vem prejuizo algum aos
estabelecimentos actualmente existentes.
O Sr. Affonso de Albuquerque .-Isto que fal-
la mostrar.
O Sr. Souza Reis:Isto ; falta mostrar von-
tade do nobre deputado, maseu nao estou obri-
gado a uto.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Ainda nao de-
monstrou segundo me parece.
O Sr. Souza Reis : Quanto ao privilegio, o
nobre deputado sabe que elle autorisado pela
nossa constituigo.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Aonde est ?
O Sr. Souza Reis :-No artigo 79.
O Sr. Affonso de Albuquerque: Se me mos-
trar, eu voto immedilamente pelo projecto.
O Sr. Souza Reis : (L.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Isso seu.
O Sr. Souza Reis:Ouga o nobre deputado.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Estou ou-
vindo.
O Sr. Souza Reis : (Leudo.)
O nobre deputado querer sem duvida dar a
palavra inventores urna significado tal que
nao queira estender este favor aos individuos que
pedem este privilegio que o projecto concede r
O Sr. Affonso de Albuquerque :Sim, senho-
res, quero.
O Souza Reis:Sei como diz o nobre deputa-
do, que carros de praga ha em muita. parte. ;
mas se o nobre deputado fuer applicagao nossa
cidade, ao aue ha entre nos, ver que ha nisso
urna verdadeira novidade que bem pode ter os
favores de urna invengo.
O Sr. Affonso de Alboquerque: Ento nao
invengo, introduegao na provincia.
O Sr. Souza Reis :D o nobre deputado o no-
me que quizer, mas ha de applicar a lei ao caso,
porque ella se presta a taso e quando se nao pres-
tasse, o nobre deputado nao v em artigo ne-
nhum da nossa constituigo s prohibilo dos pri-
vilegtoe, v que se concedem privilegios....
{Ha um sparte.l
O Sr.'SMB Res: Perde o nobre deputa-
do.... Este o caso em que a eonstituigo ento-
rna, maoda que se d privilegio; mas dahi nao
se segu que dedos outros sesos de recouhecida
utilidade publica, se assemblas nao estejam au-
torisad.s pan conceder privttsgios.
Sr. presidente, nao seu amigo dos privifegio;
como o sobra eputato parece timbem nio o jar,
elles sao em verdade odiosos como moito bem
disse o oobre deputado, mas sabe o nobre depu-
tado que sempre se os tem autorisado quando se
rece Ce' qUB Sem eUes indus,ria oo appa-
O Sr. Luiz Felippe :-E o que ha de bom aqui.
por privilegio. 4y *
O Sr. Souza Reis :-E' verdade. Assim se nos
temos no caso prsenle, que al hoje nao tem ap-
parecido essa industria, porque ra2o nao have-
mos de dar o privilegio, quando elle se tem con-
cedido a outras emprezas que nao podem-ser
consideradas como invenges?
O Sr. Affonso de Albuquerque : Quaes sao ?
O Sr. Souza Reis :-A estrada de ferro em Per-
nambuco e urna invengo ? O encanamento da
agua urna invengo ? A llumioago a gaz
urna invengo ? (Apoiados.)
Um Sr. deputado : A limpeza da cidade ? E
note q% para esta nao houve proposta da ca-
O Sr. Souza Reis : J v o nobre deputado-
que o projeolo nem fere a direitos adquiridos e
nem a constituigo do imperio.
Senhor presidente, eu concluo.
Folgo de ver a casa em quasi sua maioria ap-
plaudir-me quando eu acabo de demonstrar quo
o privilegio que era o projecto quer que se con-
ceda nao ataca pelo menos, os precedentes, pla-
menos, a pratica. *
Eu, portanto, espero que ainda por estas razes
o projecto seja adoptado em primeira discus-
S30.
O Sr. Affonso de Albuquerque rSr. presi-
dente, os privilegios que aqui se teem concedi-
oo,alguna mesmo ferindo a constituigo....
Um Sr. deputado :Nao vejo nenhum que flra
a constituigo.
O Sr. Affonso de Albuquerque:.... como-
aquelle que concedeu o encanamento das aguas,
vedando a industria das canoas d'agua. como
0 que concedeu a urna companhia o corte da car-
ne verde, teem sido, dizendo respeito a obiectos
de primeira necessidade....
O Sr. Souza Reis :Aonde est essa limi-
tacao?
O Sr. Affonso de Albuquerque: Em porte ne-
nhuma." r
O Sr. Souza Reis :Ento para que e3se argu-
mento?
OSr. Affon.o de Albuquerque:Foi este o
argumento deque se teem servido aquelles que-
teem defendido esses privilegios para faz-los
passar na assembla. dizendo, que em primeiro
lugar est a salrago publica; e assim se teem
concedido estes dous privilegio, que ferem a
constituigo, que teem destruido direitos adque-
ndos, direitos de propiiedad.. O privilegio da
estrada de ierro em que fallou e outros seme-
ntantes, nao sao to exclusivos....
O Sr. Souza Reis:Nao to exclusivo ?
O Sr. Affonso de-Albuquerque:Nao cao.
O Sr. Souza Reis:Porque ?
O Sr. Affonso de Alququerque:Porque no>
isenta de se abrirem outras estradas, de se con-
cederem outros.
Um Sr. deputado :Isenla dentro de urna cer-
ta zona.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Dentro do
urna serta zona muito estreita.
Um Sr. deputado:Tambem o projecto quo
se discute nao prohibe estabelscer-se urna com-
panhia de cirros no Cabo, ou mesmo nos Affo-
gados.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Aqui nao
urna zona estreita, urna cidade inteira.
Ainda ha urna outra differenca, e que
quando se teem concedido esses privilegios, elles
nao teem ido matw outras industrias do mesmo
genero; nao havia outra estrada de ferro a qual
se dusesse que ficava privada de transito em
favor daquella.
Um Sr. deputado:Tambem nao se acab*
com os carros actuaes.
O Sr. Affonso de Alboquerque :Isso chi-
cana, porque quando se dizs vos tendes di-
reilo de ter carros na ra, est claro que nin-
guem mais os val procurar as cochelros; quem
nao v uto ?
A invengo de carros de praga, por mais
que se esforgasse o nobre deputado para mostrar
qual era, nao chegou seu fim. Disse que, car-
1 ros de praga sao aquelles que conduzem a gento
dentro da cidade,mas eu nao sei quaes sejara
os carros que nao sirvam para cooduzir gente
dentro da cidade e fra della, difiremedos que
I existem, nao sei por conseguinte qual a novi-
dade.
E, senhores, na poca em que nos achamos.
em que j certas pessoas gozam de privilegios
; que denotara de matar a industria, nao sei a
(que vem conceder-se lgalmente mais outro pri-
,vilegioe um privilegio desta ordem 1 Mas islo
anda corollario deste lempo em que s se p-
(do viver de privibgios, embora o paiz inteiro
clame, desesprese pela falla de meios de-
I vida I
Se nos vemos um clamor geral em todas as
industrias, quando nenhuma d para a subsis-
tencia, vamos ainda por p&as a essas industrias?
Quem que aproveita com o estibelecimento
desses carros ? Urna pequea parte da popula-
gao ; e ser isso urna medida de tanta necessi-
dade, que faga se fechar os olhos constitui-
go, dar-se um golpe no direito de proprie-
dade?
A respeito das carnes verde*, diziam, um
monopolio que existe, vamos acaba-lo por mero
este privilegioe o privilegio fr peior, os cla-
mores fram maiores. Quem se queixa, quem
sent a falta desse commodo de carros na praja ?
E' sem duvida urna pequea parte da populagao:
e por essa pequea parte esquecemo-oos das
grandes necessidades do paiz, esquecemo-nosdo
soffrimento geral do povo?
(Cruzam-se apartes.)
O Sr; Affonso de Albuquerque :Tem tudo,
porque emquanto ha tanto em que se cuidar
emquanto ha tanta miseria a que attender, nao
devemos cuidar simplesmeate no commodo do
poucos, ou antes n'um iuxo de certa classe da
populaco muito pequea.
Um Sr. deputado :Aproveita a todos.
O Sr. Affonso de Albuquerque : A todos
quem ?
O Sr. Siqueira Cavalcanti: Ao pobre e a
neo
O Sr. Affonso de Albuquerque .-Porque razo
nao damos us tambem um pretilegio para as do
mais industrias t -*
Porque nao dizsmos tambem ninguem pode-
r ter loja, s um poder vender fazendas. s um
poderi adrog.r, a-um podei ter sapataria, e as-
aim pordiaute. Sem duvida assim teremos ..pa-
tos mais baratos, etc.
Um Sr. deputado :Isso que ataca a indus-
tria existente.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Assim como
se ataca aindu.tri. dos carros.
Um Sr. deputado :Nao ha qnem tenha tal in-
dustria aqei.
Sr. Affonso de Albuquerque : Qoal a in-
dustria ?
3 Sr. deputado: Ter cerros parados na
pragas.
r, Affonso de Albuquerque : Isio urna
verdadeira chican., poique j disse o repito, lo-
go qu4 ez'stirem carros as pracas-ninguem maie
ir procura-Ios nag coxeiras.
(Be. um apirte). "^^ "



s?

IAR10 M f ERBJJI1UCO, QIRTA FElaU 25 DI ABRIL U 1161,
-------------------,----------------ifci_____________i. -.,,______________________-*
< nn
O Sr: Alfonso de Albuquerque :Toda as-co-
aeiras no Rio teem aeus canoa na praga, aso ba
le que Ibes prohiba isso.
(lia uro aparte.)
O Sr. AP/ooso de AlbuquerqefMMie lies pre-
tantcm dar carro* mata bara
privilegio? privilegio para malar eiaa in-
dustria e ficarcm so eet campo, perqu assim
poderlo dar mais rato.
A conalituicao, Sr. presidente, permitte a det-
propriagio noa casos de lecoohecida utilidade
ilica, mes manda indemnisar : ora, quecom-
g?
se vae indemnisar a deapeza, o capital em-
pregado nessa industria as carro* .ve existe ac-
tualmente, se se paga a estes que vera a soffrer
com privilegio ?
Han Sr. deputado :-Qaa leen a deespropriago
com ieto ?
cursos do paiz. O que, porm, censuro que
durante o espago decorrido depois da ultima cor-
reigo, o delegado deste termo apenas houvesse
leito uma oa outra visita a cadeia, com maoi-
(este iutraccaa do art. 150 do citado regulamen-
te, que lbe impe a obrigacao de fazer essas vi-
sitas oo principio de cada mez. Se as houvesse
feto casa a precisa regalandade, telvez. deaper-!
lado pela presento do* presos o peles suas solici-
l*cetbou*oteegi sido logo reparadas siguanas
prises arbitrarias, e oio ore fossem pedidas e
cooceSBdeo Untas ordeos de tuAnu-oorput, co-
mo teem sido. Ease (alta d loger que prea-
creva o seguinle:
a Art. nnico. O Dr. promotor publico, rre caso
de que at o dia 10 do cada mes o delegado
de polica nao baja visitado a cadeia, requerer-
Ihe-ba que a vieite ; e, se nao (dr attendido.
tuario nao eslejam to sob a prsalo de otees-
dedes, e qual nao deixa de ser inconveoUnte, so
neo perigosa aos interesses da bo admioiatrseo eavaHara
dajustif
m
m>9' U? ** nemear dous avaliadores,
doierir juramento e que summeriemente
O Sr. Affonso de Albuquerque : Necesssrie- immedialementecommunicar-me-ha isso raes-
mente concedido o privilegio ficam moras todes
as ooxeiras existentes actualmente, pergunlo.
5uem paga ease prejuizo causado pelo privilegio ?
e isso ama verdadeira offensa io direito de
jjropriedade, se uma verdadeira desaprepriagao,
segue-se que esees industriosos devem ser inder-
sisados.
Uin Sr. deputado :Essa nova I
O Sr. Affonso de Albuquerque : E' novo ?
Tamben novo conceder previiegio para uma in-
dustria qne j existe, jorque s constituigo s
permitte os privilegios em casos de inveneso, mas
nao sei que carros na ra seja invencao, pelo
contrario cousa que existe ha muito lempo.
Voto por conseguate contra o projecto, e an-
da contra o requerimento, porque como jdisse,
sos nada temos que perguntar 6 cmara ; se
interesse que se dirija a ella e venha de l a pro-
posta, que deve morrer aqui.
Cncerra-se adiscusso.
O Sr. Theodoro da Silva declare nao poder vo-
tar sobre o projecto, por isso que tem relages de
parentesco com um dos peticionarios.
Posto votos o requerimento, regeitado e ap-
pravado o projecto.
Approva-se a dispensa do intersticio para ser
incluido ne ordem do dia o projecto de ixago de
orc*.
Entrando em primeira discusso o projecto n.
7 de 1860 que manda construir um acude na po-
voaco do Bebedouro. *
Verifica-se nao havercasa, pelo que
OSr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao. +
ha-
Scssau em 24 de abril de 18 til.
Presidencia do Sr. bardo de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feila a chamada, verfica-se
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sessao.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
OSr. 1 secretario dconta do seguinlo
EXPEDIENTE.
Lm cilicio do secretario da presidencia, remet-
iendo copias de uma representago de Carlos
Louis Cambronne, e a respectiva informago da
camera municipal A' commissao de negocios
de cmaras.
Sao lidos e ficam eddiedos os seguintcs pare-
ceres, o i* por pedir s palavra o Sr. Gitirens, e
2 por tambem pedir a palavra o Sr. M. Por-
tella :
A commissao de pelicoe?, & quem (oi pre-
sente do thesoureiro das loteras desta provin-
cia, em que pede elevacao da porcenlagem que
percebe, nao achando piauriveis as razdes alle-
gadas, de parecer que seja ella iodeferda.
Sala das commisses, 24 de abril de 1861.
Dr. Manoelde Fgueiia.Antonio dos Santos de
Siqueira Cavalcanti.
A commissao de pelces, quem (oi pre-
sente a da sociedade Instituto Pi e Litlerario,
de parecer que seja ella indeferida, por (alta de
provas importantes e garantias sufficienles para
o bom emprego do producto das loteras que pe-
dem.
Sala das commisses, 24 de abril de 1861.
Dr. Hanoel de Figueira. Antonio dos Santos
Siqueira Cavalcanti Jnior.
E' lido e approvado o seguinle parecer:
A commissao do constituigo e poderes,
cujo conhecimenlo (oi trazido o projecto de lei
de 11 dejulho de 1858, que por inconstitucional,
deixou de ser sanecionado pela presidencia da
provincia, visto determinar o seu art. 2 que o
producto das loteras concedidas igreja do con-
vento de N. S. do Carmo desta cidade, gozasse da
asen cao do Imposto geral outorgada pela lei geral
c 586, de 6 de setembro de 1850 ; 6 de parecer
-que seja modificado aquello projecto, adoptndo-
se o seu art. Io, e supprimindo-se o sobredito
art. 2o. Ofina assirn a comiuisso, porque a dis-
posicio debi artigo ou interpretativa 'uma lei
geral sobre impostes geraes, ou diz respeito
sua cxecuc.ao, pelo acto addiciooal as assemblas
provinciaes nao tem competencia para nenhum
estes dous casos.
Sala das commisses,-23 de abril de 1861.
Luiz Felippe. Theodoro da Silva. Ignacio
Leo.
[Continuarse- ha.)
COMARCA DE GARAMilJNS.
Pro > i ni cuto geral em correico que
proceden oDr. Theodoro* Machado
Freir Pereira da Silva, em 17 de
dezeiubro de 1860.
Tio desconhecido que a allribuifo de cor-
regedor urnadas mais penosas e difliceis, que
exerco o juiz de direito. I.Gr e examinar avul-
tado numero de papis, inventarios, contas, au-
tos e livros, servico em que muitos consuromi-
ram dous ou mais annos; assignalar e reformar
abusos, tafsceis de admissiio, como de custosa
descoberta as muitas tenas de papel em que
silenciosos oceultara-se;variar de esludo
cada momento pela diversidade dos assumptos,
que prendem-se nossa tao volumosa e enreda-
da legislarlo, com os seus casusticos avisos,
que, por mais que os multipliquen), serao sem-
pre menos que os casos;reflectir com escr-
pulo, combinar as observares com acert, redu-
zi-las escripia e ludo isso no limitado prazo
designado pela lei; de certo trabalho cheio de
superiores obstculos, pelo tacto prompto e se-
suro que requer, e pelos valiosos estudos de
que depende. Pois bem : os obstculos recres-
cem para mim na razio directa dos poucos an-
cos da minha vida de magistrado.
Se, portento, me oeie licito esquivar-me de
abrir a presente correico___n8o digo bem, se
preferisse o meu commodo obediencia aos
meus deveres, nao t-la-ia aberto; mas pens
que ao magistrado cumpre dar sempre provas de
res-puto lei e de que comprehende o que dere
ao paiz.
Feitas estas ligeiras considerares, passo col-
gir n'um provimento geral, como de estylo, as
xoinhas observaeges, para que, comidas n'um s
corpo, ellas possam ser fcilmente consultadas e
observadas as prescripces que encerra pelos em-
pregados do (Aro.
Cadeia.
Observei, na visita que fiz cadeia desta villa,
eslarem neMa reclusos trinta individuos, alguna
na sala livre, uma mulher em priso separada e
a Qiior parte em suas priees terreas, confun-
didos os detentes com os pronunciados e sen-
tenciados, e um escravo com bomens livres.
Comprehende-se nao ser esta a classificac,o
porcondigdes, idades e moralidade que a consti-
tuicao recommenda que naja as prises, como
muito convm, para que a estreita aproximaco
de areo desigualmente corrompidos nao preju-
dique a moralidade dos que ainda nao o sao de
todo.. E*. portento, a mesma constituicao quem
dama centra semelhanle estado de cousas.
E cao tudo.
Vi as duts prises terroso sem o conveniente
aceio, pouco arejadas, sem Jeitos e oo meio de
cada uma dellas um tronco estendido, espera
des incorregiveisl Verifique! mais que os
presos nao sao bem alimentados, pois a mdica
raco que percebem, reduzida pela porcenta-
gem, que, como compensadlo do encargo, deduz
o (ornecedor, nico que se presta s-lo nesta
villa, onde elham os recursos; o qoe o tem
consentido por (orea dos circunstancias.
Entretanto a coostituicio no seu art. 179 21
itgulamenlo ttO arts. 148, 157 o 164 por
previdencia social querem que os preso* tste-
jam separados, segundo M suas circumslaneia* e
unes; e que, alm de terem almoco SanUr
SMdkM, seism as prises Hmptt o arejadas, para
? enferma,ae8. desespero e morte oio
es cooaummtm I
EsUs obsoroMoes tscrtvo-as com um certoj
ssoiimeoto de tristeza; po,qUe as causas, que u
suscitara, retonheeo proViro da pooxS'tlU r"
a mo, pan que seja elle multado em 5OS00O rr.
da primeira vez e responsabilisado na reinci-
depcia. Pela in(racco desta prescripcao, ser
o Dr. promotor publico tambem multado em
308000 re. i>
Igualmente observe! que uma ou outra vez
que acontecer* as autoridades maodarem entre-
gar a nota da culpa ao individuo recolhido 6
priso. certo e que bem raras (dram essas
vezes, pois no livro do carcereiro ha apenas um
ou ouiro averbamento da apresentacao dessas
notas da culpa, enos proceasos crimes, que exa-
minei, smente as encontrei em numero de
cinco, bavendo algumas em que, deploravel ir-
riso ao preccito constitucional 1 os presos de-
cljraram t-las recebido no tronco da povoaco
tal!.... Sopito as impresses que em mim des-
pertara estes eslranhos recibos, porque nuiles
ainda descubro uma prova da pobreza de re-
cursos que j alludi. Uma comarca tao es-
tensa como esta, tendo tantos poroados a actual-
mente quatro villas, sem os precisos elementos
de vida para que devessem ser erigidos tal ca-
thegoria ; uma comarca nestas condices, dizia
eu, e com uma s cadeia, a desta villa ; visto
que nao pode dispensar os troncos de oulras
eras, embora a constituicao preceitue o con-
trario.
Mas cumpre nao esquecer que a censtituico
tambem infringida pelo desuso das notas da
culpa, que sao umt verdadeira garanta priva-
gao da liberdade individual; e, para evitar a
reproduco desta infraccao, ordeno se observe
0 seguinle:
Art. 1 A auloridade, que dentro de vinte e
a quatro horas, nao der nota da culpa ao indi-
viduo, que fr preso sem culpa formada (const.
art. 179 8, e cod. do proc. art. 148), ser
punida pela primeira vez com a multa de clo-
coeola mil ris, e na reincidencia com proces-
so de rlsponsabilidade.
Art. 2. Ao Dr. promotor publico incumbe
Qscalisar a observancia dessa prescripcao ,
quaudolhe forem os processos com vista, dao-
>< do-rne logo parte da in(raccao, se houver, para
I que sejam impostas aquellas penas.
a Art. 3." A nota da culpa nao necessaria,
quaudo a priso (eita depois da culpa for-
mads.
Ainda o livro das entradas e san idas dos pre-
sos, de cujosassentamentos nern sempre consta,
como cumprira, os motivos dasrise, s quaes
muita vez seguiu-sea immediM soltura dos de-
lentos, sem que fossem processados, robustce-
me a conviccao de que nao tem sido diminuto o
numero das prises arbitrarias, por suspeitos de
crime ou para averigusces. E, para que cesse
semelhanle abuso, que nao posso deixarje cen-
surar, lembro s autoridades policiaeg o fiel
cumprimeoto das disposices dos artigos 131,
132, 133,144. 146, 175 e 176 do cod,. do prr.c,
e arligos 114, 285 e 288 do regulamjjto n. 120.
A conslituicap vida a pritao sem qVpa forma-
da e somonte a permitte, alm do caso da pro-
nuncia, quando o individuo preso em flagrante
delicio, ou quando est indiciado em crime ina-
fiancavel; porm, mesrno n'esle ultimo caso, a
priso facultativo, como dispe o citado arti-
go 175 do cdigo, pois o juiz nao obrigado
mandar logo prender o indiciado, tendo o arbi-
trio de (aze-loou deixar de (aze-lo, o qual, pela
sua importancia, sdevo seruercido quando ha
vehementes indicios de crimiriMJdade e nunca se '
houver duvida. E quer no caso, de indiciamen-
loosi crime inaQancavel, quer o de pronuncia,
Dio as deve effectuar a priso sem ordem por
escripia da respocliva auloridade, que a decre-
lar, assignada por ella e na qual declare o seu j
motivo. A privaQo da liberdade de alguem,
nao ser pela forma indicada, uma violencia, 6
um (rimo, que farti punir.
Nao passarei 6 outro assumpto sem que re-
commende ao Dr. juiz municipal que d'ora em
diante oo deixe os reos condemnados priso
com trabalho ou mesmo priso simples, quan-
do fr mais prolongada, cumprircm as penas na
cadeia d'esta villa, por cuja (alta de seguranca
nao convm que n'ellas permanec.am sentencia-
dos penas crescidas, como tem acontecido.
Tiufos
Tendo notado, pelo exame que flz nos ttu-
los de nomearo de alguna empregados de jusli-
'a d'este foro, que os novos e velhos direitos ou
oram indevidamente pagos, como nos ttulos
dos escrives de paz ; ou deixaram de satisfa-
zer-se, sendo de>idos, como em quasi todos
os dos utliciaes de jusiica do juizo municipal e
das subdelegacias ; ou (oram incompletamente
satisfeitos, como nos dos escrives das mesmas
subdelegacias e nos de oulros escrives interinos;
havendo tambem algumas irregularidades no pa-
gamento dos respectivos sellos ; o que denota
n'essa materia conuso de idas, prejudicial aos
interesses da (atend ; determino que nos pro-
vimenlos dos empregos e officios de jusiica se
atienda s s^guintes intrueces:
1.a Que, sendo gratuito e nao estando su-
jeito prestago alguma o provimento dos escri-
ves de paz, como expresse na le de 15 de
outubro de 1827 artigo, 6 e desenvolvido na por-
tara de 13 de outubro de 1835; visto que esse
provimento est isento de pagar novos e velhos
direitos, e sello aviso n. 472 de 23 de dezeru-
bro de 1857;
2. Que o titulo de escrivio de subdelegado,
que esl comprebendido na tabella anoexa lei
n. 243 de 30 de novembro de 1841, paga 5 %
de direilo, conforme a lolagio do veocimento
annual, como o explicam os avisos n. 240 de 22
de agosto de 1851 e n. 172 de 1857, j citado ;
assim como est sujeilo ao silo proporcional de
1 /o do mesmo vencimento annual, excepto se
este fr menor de 508000 rs. ou o Ululo de no-
meaco interina.Regulamenlo de 10 de julho
de 1850 artigo 27 2 e 5, e artigo 35 2;
3.a Que, entretanto, devendo pagar direitos os
ttulos de todas as nomeac,es inlerinas, salvo
quando os (unecionarios sao nomaados em viriu-
de da lei,como substitutos natos dos (unecionarios
eflectivos. o que declaram os avisos de 13 de
outubro de 1834, 5 de Janeiro de 1848, n. 2133
de 18 de novembro de 1854 e n. 316 do 20 de
agosto de 1855; cumpre que, pelas provises
interinas dos officios de jusiica satisfagan) os pro-
visionades os direitos ou da tabella annexa
citada lei n. 243 ou da que vera appensa cir-
cular n. 168 de 10 de outubro de 1850, as quaes
esto collegidos todos os direitos pagaveis ;
4.a Finalmente, que, de cooformidade com
esta ultima tabella, qual reere-so o predito
aviso o. 472 de 1857. as provises dos officiaes
de jusiica do juizo municipal e das subdelega-
cias. esto obrigados aos direitos de 540 rs., e
de 10 70 da lotaco do vencimento annual, na
proporco dotempo da duraco das mesmts pro-
vises ; como tambem ao sello proporcional de
1 7 d'esso vencimento annexo, salvas as ex-
ceptes contidas nos g do artigo 27 do citado
regulamenlo de 10 de julbo de 1850.
Tambem Uve occasio de observar que alguns
dos escrives de paz, que sao igualmente escri-
ves dos subdelegados, por eslarem reunidos
esses dous officios, servem com dous ttulos dis-
linctos, um expedido pela cmara municipal e o
outro pelo delegado de polica.
Ha n'lsao manifesta ilegalidede ; porque, po-
dendo a cmara municipal nomear eecrivo de
paz somenle no caso de que este ocial, por
aoiorisaco do juiz de direilo, esteja separado
do offlcio de escrivio do subdelegado, artigo 14
do cdigo do processo combinado com os arligos
9 di lei das Re. e 19 e 48 do regulamento n.
120, nrescrevem estas mesmas disposices que,
quando palo contrario eslejam os dous cargos
reunidos, sirva d'eacrivo de paz o do subdele-
gado e por conseguate cosa o titule que este
for psssado pelo delegado de policio, que quem
o Bomeia J>oHasls. d'ora em osante o eterVio
aosubdelegado, que ezereer cumulativamenie o
omcio de escrivio do paz, nao ter mais que um
so titulo, expedido pelo mostoo delegado.
E porque nao conveabs que officios de tenues
rendimentos, cosas ease, aadem desarisexadoa,
permUtindo e mesmo preMiado as dispesices ci-
tadas a sua annexajio, pan que os seu.) aerea-
da jusiica; o que se conclue das razos de desre-
to de 29 de fevejeiro de 1698, e lei de B do ou-
tubro de 1823 art S; prohibo por forc-daqueMas
meamas disposiedes da tei das re. e reg. n. 120,
a separaego dos oobroditos oflebsa, esnsonsMk>
enente que os julios de paz simes odas ostros es-
crives qoe oio os dos subdelegados, sob t com
minaciode strtm multados em 5OJ00Qrs.pt
infraccao.
teros.
ram os livros que acbei regularmote
eocriptos s ecm limpeza: os do cartorio do escri-
vo Carapeba esto neslo caso ; porm na saotDr
parte dos outros cartorios. e aobretodo ne do ee-
crivo Santos, e nos de paz a escriptaracio pea-
sima, eas vezes quasi ininlelligivel. Ignorare,
porveutura, os esertviea etsuiem os-seus juizes
que a ord. I. tt. 58. 3 autorisa a suspenso
correccional do escrivo pelo seu mo escrever?
Cem estas palavras refiro-me forma material
da escripturagao, pois, quanto sua substancia,
os defoitos avullam ainda mais. Examinei escrip-
turas lancadas em notas e admirei-me com estra-
nheza da muita ignorancia de quasi todos os ta-
bellies e notavelmenle dos de paz ; ignorancia
1ue tanto mais indesculpavel quanto certo que
ella pode dar causa damnos incalculaveis I
Conflar-se algnem de um tabellio, incumbi-lo
delegalisar os seus contratos, de aoiutelar os seus
direitos, de segurar os seus Una, de dispr dellea
para depois de sua morte, com certeza da trans-
missao aos seus amigos e prenles, e pela igno-
rancia do funcionario, ser illudida a sua conflan-
ca, nullos os contratos, inutilisados os direitos,
perdidos os bens e transmiltidas outros as he-
rangas e legados ; de certo lo censuravel que
nem mesmo tem qualiflcacio a censura 1
As muitas faltas e erros, que observei nos livros
de notas, e quo compelliram-me (azer applica-
?ao das penas disciplinares alguns tsbellies,
induzera-me, alm de os haver ssigoalado nos
respectivos livros de notas, a exlrahir do reglmon-
jo dos tabellies, conlido na ord. 1. Io tiL 78 e til.
80, as seguintes instruc;es e providencias, para
previnir a reprodcelo dos mais notaveis e pre-
judiciaes :
Art. 1. O tabellio, que lavrar escriptura sem
que Ihe seja destribuida, fice sujeito, com quanto
a falta de destribuicao nio a anoulle, disp.
prov. art. 26, pena de suspenso correccional,
imposta pela citada ord. 1. Io til. 78 1, combina-
da com o reg. das correigcs, art. 501 3.
Art. 2. E' prohibido aos tabellies mandarem
ou consentirem que escreventes juramentados,
ainda mesmo com a sua subscripto, lavrem es-
cripturas em notas; visto como ao escrevenle ju-
ramentado s permittido escrever cerlos actos,
designados pela ord. I. Io til. 24 3, e til. 97 S
10, e decr. de 16 de Janeiro de 1817, que excluem
as escriploras do numero desses actos permi-
tidos. ~
Art. 3. Os compradores, nos contratos de
compra e venda, devem assignar as escriploras,
pois, embora no formul. do man. dos tabell. nao
esteja incluida esta iormalidade, a citada ord. lil.
78 g 4 a exgenos contratossynalagmaticos.
Art. 4. Ao tabellio nao licito resalvar as
entrelinhas e raspaduras margena das escriptu-
ras ; porm no (echo dellas, antes das assignaiu-
ras das parles e testemunhas ord. ct.
Art. 5. E' essencial que no corpo das escrip-
ras declaren) os tabellies se asleram s partes e
se as coohecero ord. cit. e 6.
Art. 6. Nos livros de notas, que devem ser-
vir apenas para escripturas de testamentos, con-
tratos e obrigaces, podem lancar-se papis im-
portantes, para segursnea de direitos, como car-
tas de liberdade ; porm nunca papis e docu-
mentos de outra ordem.
Art. 7. D'ora em dianle margem das es-
cripturas os tabellies ho de declarar a paga que
levaram, para se conhecer se levaram de mais
que o laxado ; e, quando nao queiram perceber
cousa alguma, escrevero niftt como estatu
a ord. I. Io tit. 80 16.
o Art. 8. Jamis deixaro os tabellies de in-
corporar s escripturas as verbas de sello, conhe-
cimentos de siza, ceriides negativas de hypothe-
cas e procurares, ord. 1. 3 tit. 60 pr., e decr.
n. 482 de 14 de novembro de 1842.
Arl. 9. Na escriptura de testamento aberto
deve a testeraunha que assiguar rogo do testa-
dor, declarar que o (az por mandado do testa-
dor, porelle nao saber 1er ou oo poder assignar
como substancialmente o exige a ord. 1. 4 til.
SO pr.
t Arl. 10. Pelas contravences destas instruc-
c,es, sern os tabellies multados em 503000, ou
responsabilisados, conforme a gravidade das
(altas.
Quanto ao registro geral das hypothecas, alm
de uma ou outra irregularidade j indicada uos
provimentos parciaes, leuho por muito recom-
mendado ao tabellio encarregado do registro que
desde j. sob pena de responsabilidade e dos mais
em que iucorrer pelo damno, que causar s par-
tes, alm do dia, declare a hora em que tiver lu-
gar o registro de qualquer hypolbeca, para regu-
larisaQo, das preferencias ^ visto como o art 885
do cod. comra., que commnm aos hypolhecsrios
civis e commerciaes, re*ogou o art. 14 do decr.
n. 482 de 14 de novembro de 1846, sobre a co-
lso do registro das hypothecas na mesma hora ;
o que bem explicado pelo aviso de 26 de selem-
bro de 1850.
em censequencia das duvidas que se tem le-
vantado no foro, e que (oram trazidas so meu co-
nhecimenlo n'uma das audiencias da presente
correico, autoriso o procedimento de tabellio
encairflgado do registro, que o mantera, de nao
admillir registro hypothecas celebradas pores-
cripto particular, salvos os casos exceptuados.
A escriptura publica da substancia desses
contratos, lei de 20 de juobo de 1774 3 ; e s-
mente as hypothecas constituidas por pessoas pri-
vilegiadas, em cujo caso, ainda assim, as escrip-
turas particulares devem ser legalisadas confor-
me prescreve a citada lei, que podem ellas ser
admitlidas registro independentemenle de es-
criptura publica.
Erro mui prejudicial encontrei nos livros dos
apootamenlos e protestos das letras ; porquaolo,
sem uniformidade e sempre incompleta e defec-
tuosamente ; cada tabellio faz o apootamento e
protesto das letras, como lhe parece. O processo,
porm, do arabos esses aetos regulado actual-
mente pelo cdigo commercial e regulamenlo te
737, que nessa parle substituirn) o deficiente art. 2
da lei de 15 de novembro de 1827- E, paraexe-
cujo da nova legistaco, ordeno :
Que, em vezde terem os tabellies um s livro
para os sobreditos apootamentos e protestos, o
que determinava aquella lei, cumpre que tenbam
dous, um para os aponlamenlos e o outro para o
registro dos instrumentos dos protestos ; devendo
ambos serem sellados, abertos e encerrados, ou
murados e rubricados pelo Dr. juiz municipal e
escriptos seguidamente osera inlervallo algum
cm brancoarts. 408 e 410 do citado cdigo ;
i Que, sob pena de responsabilidade, aprsen-
telo os tabellies no praso de um mez ao Dr. juiz
municipal um livro, que servir para o registro
dos protestos, (cando o existente pera os apoota-
mentos ;
Que os setos do apontamento e do protesto
devem ser (eitos do cooformidade rom os arta.
406 e 408 410 do cdigo commercial, cujas so-
lemnidades, esaenciaea, eomo sao, cumpre que se
guarden religiosamente, para que a sua preteri-
do nao occasjone a nullidade do protesto; o que
se acontecer, obrigar o tabellio iodomnisar as
partes de todas as perdas, damnos e despezas. que
resultareis tasa nullidade e perd do offlcio.
Art. 414 do citado cdigo.
Devo tamben prover sobre alguns defeitos, que
os livros dae nangas crimes revelara.Nota-se
ntllas que mullas das testemunhas de abonaco
que subsidiariamente obrigaram-se com os fiadores
nao teem a precisa idoneidade ; qne algumas fl-
guram nos mesmos livros, como testemunhas
subsidiarias, muitas e repetidas vezes ; que nao
consta da maioria dos termos que li, o valor dos
beos dados njpotbeca,em garanta das Janeas ;
e que os mesmos fiadores, eom os mesmos bens,
es teem hypolhecado em tres e mais flaneas, pelo
mesmo cartorio.Esses defeitos dio lugar s se-
guintes providencias:
a Art. 4s> Os juiaes nao acceitem como teste-
ra uobaa subsidiarias, individuos que, no seu pru-
dente entender, nao sejam abonadas, o que are-
suppe o art. IOS do cdigo do processo.
Art. 8. Tambem sao oeoaiottm qoe repeti-
das e seguidas vozes figurosa como teslemuabas
de sbooaco os mesmos individuos, para que essa
garanta nio se torne va.
i Art. % Vate exigir o art. 905 do regula-
mento o. 120 que os sana dados polo fiador esa
hypolbeca Sesea, leebam o valor da meseta
flanea, compra que sejasa ellas avallados; o qeo
leca |sla proceder, esto nio lbe aprnestem t-
tulos oo document* comprobatorios do valor dos
i sirt. 4. No termo da anga basta que o es-
ortfis faca lasnsie .dessa nomeagao e do jura-
BJOtrto a transcreva a avaliago, como se Irans-
creve o conhecimenlo do pagamento dos di-
stilo*. "
V Art. 5. Conhecido -tt valor dos bens hypo-
thecadoe. Dio se admita o fiador 4 aflancar ou-
tros res com es mesmos bens, salvo so o aeu va-
rar exceder ao dea flaneas reunidas.
c Arl. 6. Oa juizea e escrives, que infringi-
* precedentes regras, serio multados em
SOflOOO.
E comquanto cenvenha, para que as hypothe-
cas constituidas por Cangas crimes, que nunca
seo registradas, prodozam os mesmos elTeitos das
hypothecas que o sao, adoptar alguma medida,
quo obrigueosfridoTes- registrarem-as ; o que
em virtude do decreto numero .. de 14 de no-
vembro de 1846, lhes facultativo e nem conse-
guiolemenle o juizo os pode compellir qoe o
facam ; deixo por cssa lacuna, que ha na legisla-
cio, de prover semelhanle respeito, pois, se o
Uzease, excedera de miobas attribuices.
Sobram erros nos termos de bem viver e de
seguranca ; e d'ahi provm a sua nullidade, por
llegaes.
Ignoram os escrives, o que aliase lo sabido,
que oto se lavra termo de seguranca eu de bem
viver, nem a parle obligada assigna-lo, sem
que primeiro lenba havido o respectivo processo
summario administrativo, com julgamento, no
qual que se comminam as penas, cujaimpo-
sigo, no caso de quebramento do mesmo termo,
deve preceder outro processo? O termo que nao
for processado assim, illegal, como seconhece
dos arts. 121 130 do cdigo do processo e 111
! 113 do regulamenlo n. 120; e para que cesse se-
melhanle illegalidade, observe-se o provimeolo
mais desenvuluido, que respeito dou em sepa-
rado.Ao escrivo Carapeba falta um livro para
os predilos termos, do qual se deve prover em
piafo breve.
Tambem os escrives dos subdelegados e dos
juizes de paz nao eslo prvidos de todos os livros
que por lei sao exigidos ; bavendo alguns que so-
menle teem o protocollo das audiencias, como o
escrivo de paz do Pogo Comprido : outros ape-
nas tres, como os de Talmeira e Jupy : e nenhum
o numero delles.
Cumpre, pois, para regularidade do servico, que
os sobrdaos escrives teoham o seguintes
livros:
1. De protocollo das audiencias do subdele-
gado ;
2. De termos de (langas ;
3." De bem viver e segursnea, todos tres nu-
merados e rubricados pelo subdelegado, depois
de sollados ; "
4.a De ioI dos culpados, sellado e depois sber-
lo e numerado por mim ;
5.a De protocollo das audieucias do juizo de paz
por elle numerado e rubricado, depois de ser
tambem sellado;
6." De notas, aberto por um vereador da cma-
ra, com as mesmas formalidades;
7." e 8." De apontamento de letras e de regis-
tro dos protestos, ambos abertos pelo Dr. juiz mu-
nicipal, precedendo o pagamento do sello.
No dlatriclo, porm, em que, por nao haver
subdelegada, o escrivo de piz nao sirva de es-
crivo do subdelegado, ter apenas os ltimos
cinco livros e mais de bem viver e segurenga, que
ueste caso ser aberto pelo seu juiz. O que tudo
cumprir-se-ha no praso de dous mezes.
Juizo criminal.
O decreto o. 2,423 de 25 de maio de 1859 de-
termina que as autoridades (orraadras da culpa,
sempre que tenham de concluir o processo (ora
do termo de oito dias, declarem no despacho da
pronuncia ou nao pronuncia os motivos justics-
livos da demora, para que o juiz superior os
aprecie e, no caso deque os ache improcedentes,
promova a responsabilidade do formador da culpa.
Esse decreto de salular fiscalisaco dispo
sigo do art. 148 do cod. do proc, que denuncia
a demora dos processos como abuso escandaloso
e ofensivo todas as garantas da liberdade indi-
vidual. Com efeito, o que vale, por exemplo,
que o individuo s possa ser preso nos casos em
que a lei o permitte, se, uma vez delido, o arbi-
trio e o capricho prolongam indefinidamente a
sua priso ?E, nao ainda mesmo que sejam o ar-
bitrio e o capricho, se a indolencia e o relacha-
mento a prolongsm ? por isso que as autorida-
dades policiaes devem ter como nobre empenho
seu, preferir o ndamenlo dos processos crimes
qualquer outro negocio ; e, s no caso de impe-
dimento invencivel, poderodeixir de conclui-
los no praso da lei, declarando todava na sua
deciso o motivo da demora.
Entretanto, nenhum processo vi, dos mulos
que excederam o prazo, em que o juiz declarasse
o motivo da demora; nenhum se quer em que
cumprisseo decreto I Esquecem porventura que
elle iaipe ao juiz superior a obrigago de pro-
mover a responsabilidade da auloridade que o
infringe ? Quero, porm, suppr que baja mera
ignorancia da recente disposigo: limito-me
assignalar com censura a falla commettida, na
persuaso de quo nao venha ser repetida ; se,
porm, houver recalcitraco de era em diante,
j noharer mais desculpa, farei o meu dever,
responsabilisarei o infractor.
Outra nao menos grave falta foi a que observei
nos processos, que subiram correigo ; pois,
com manifest despreso ao espirito do arl. 179
9 da constituicao, os processos de flanes, cuja for-
ma ummarissima e de rpido andamento, teem
sido peolocontrario algumas vezes retardados por
dias e dias sem solugo, o que pelo menos revela
o crime de demora na administrago da justica ;
por quanto, se se enlende e eom boos fundamen-
tos, que restringir a promessa constitucional le-
var s prises reos de crltms aflangaveis, quan-
do pretendem afiangar-se, como alias de prati-
ca geral; do cort olfeude-la a prolongada con-
servado dos reos as prises, por causa deinde-
bilas protelages das autoridades.
Sei, com efeito, que algumas vezes isso de-
vido indolencia das partes e s distancias ; mas
basta que nem sempre seja, para que coavenha
trar-se limpo de quem provm a demora ; e
assim recommendo que, semelhanga do que
prescreve aquello decreto, se a llanca nao fr
concedida atoilo dias depois de pedida, o juiz
respectivo, sob pena de ser multado em 50$000,
declare na sentenga final, em que manda passar
alvar de soltura ao afiangado, o motivo da de-
mora, para que era correigo se possa conhecer a
sua procedencia ou improcedencia.
Tambem nao me parece consenlaneo com a n-
dole do ministerio publico o procedimento, que
algumas mas tem tido o Dr. promotor publico
de nio omitiir o seu juizo sobre processos crimes,
esa que, certo, nao lhe cabo denunciar, mas
que lbe teem sido enviados com vista pelos
tesases
Nao ba dovida alguma de que nio obrigato-
ria aos juizes a audiencia do promotor publico
acerca de taes crimes ; o reg. n. 120 arl. 222,
diz que elle l dever ser ouvido nos oulros, de
que lbe cumpre denunciar; diversos avisos de-
claran isso mesmo; mascomprehende-se, o que
alias explicam os avisos de 28 de setembro de
1843 e 243 de 17 de dezembro de 1850, que o juiz
ainda nos crimes de acgo particular, nao esl
inhibido e pelo contrario pode ouvir ao promotor
para seu esclarec ment; sssim como com p rehn-
de-se que 4 este, quem incumbe requerer tudo
aquillo que perteoce administrago da justiga
criminal, de maneira que por sua culpa, omisso
ou negligencia nao solfea o servigo que tem rela-
cao com o seu cargo, nao lcito deixar de emit-
tiro seu juizo, quando pedido para a boa appli-
cago da lei, ou quando, o que tanto importa,
simplesmente se lhe d vista. Nio quero, po-
rm, dizer com isso que os juizes sejam obriga-
dos ouvir sempre promotoria nos crimes par-
ticulares ; ouvi-la-hao, se quizerem ; essa au-
diencia porm, obrigstoria nos outros crimes,
ainda que a denuncia naja sido dado por pessa
particular e nao pelo promotor; citado art. 222 do
reg. n. 120.
Reputo errnea a pratica que observei em al-
gumas subdelegacias, de ser admittido na forma-
co da culpa procurador por parte do reo, nio
comparecendo elle ou ealando ausente. O art.
142 do cod. do proc. quer que os reos asssistam
i forma ci da culpa, por sor a sus presenca con-
veniente aos ulereases da jusiica, para que dellea
se possa obter os precisos esclarecimeotos acerca
da vtrdadedos {actos-, j oa contestago das tes-
temunhas, j no interrogatorio e as mais dili-
geociee, que o jsxo queira determinar. E' por
essa razio qoe o citad artigo diz que,estando
o reo preso, afflancado ou residindo no districlo
da culpa, de marteira que poeto $ conduxido
Prsenes do juiz, sstttftrd aos termos do proces-
so. Liaguagem tao imperativo convence de que
nao se deve persistir re pratica da admissio de
preeuradoree as ausencia do reos, por abusiva.
Se o reo pede assistir formaclo da culpa, com-'
parecas; se nio quer deve ser conduzido debaixo
de vara; e se est ausente soffr a pena da reve-
lia ; mas nunca em sua ausencia se admita o leu
procurador.
Em alguns dos juizos criminaes observe! mais'
que satisfaz-se o direilo que tem o ro.de contes-
taras testemunhas, daado-se-lbe a palavra para
fazer-lhes perguntes atlioenles ao facto. A le!
nao falla precisamente dessa especie de conteata-
cao que todava pode ser exercids, visto como nio
contraria e antease compadece cosa osysteeoa do
defeza estabelecido para a formaco da culpa;
mas ella de certo incompleta, pois a verdadeira
constestago das testemunhas esl definida no
art. 3 do decreto de 17 do abril de 1824 e consis-
te em reprova-las o reo do palavra, pateotoaado
os seus defeitos e qoalldsdes pessoaes e fazendo
reflexoes que tendam demonstrar a improceden-
cia dos seus ditos, a iovorosimilhaoca des fictos
e a falsidade dos seus dcpoimenlos.Assim pro-
ceder-se-hs de ora em diante.
Por fim recommendo e muito as autoridades
policiaes, que visto ser a Infraccao caso de multa
e responsabilidade, nao descuidem-se de que os
processos em que a justiga publica nao parte,
esli sujeitoa ao pagamento do sello e nao devtm
ser julgados sem esse pagamento ; e que os mes-
mos processos, em que figura a justiga como au-
tora, devem, para execugio do art. 52 $ 1.a do
reg. de 10 de julho de 1850, ser sverbados na
collectoria, ou pelos proprios escrives arrecada-
dores do sello, antes da primeira sentenca, on
despacho de pronuncia, para que os reos o pe-
guera, quando sfinal forera condemnados.
Juizo de paz.
Os erros que avullam nos termos de concilia-
cio e de julgamento das pequeas demandas nos
juizos de paz ; a deficiencia delles, que muita
vez impede se conheca o pedido e a condemna-
gao : o abuso to prejudicial s partes, de serem
processadas em autos as questes, que cabem na
algada do juizo ; em summa, outros erros que
resaltam dos protocolos, determinam-me dar
as seguintes instrueces, com o fim de torna-los
menos frequentes.
Os juizes de paz, tanto as roociliages como
as pequeas demanda, proceder verbal e sum-
mariamenle. Naquellas, feitas as precisas dili-
gencias pelo juiz, se as parles nio conciliam-se,
lavram-se no protocolo os necessarios termos de
todo o occorrido, os quaes ellas assigoam com o
juiz e devem ser lircumstanciados e claros, men-
cionados os oomes das partes, o pedido e o ac-
cordo ; se, porem, nio conciliam se, nao lavram-
se taes termos, bastando apenas urna simples de-
claracio de oo concilialas, langada pelo escri-
vio no requerimento da parte e repetida no pro-
tocollo para constar.Disp. prov.. art. 7, decr. de
15 de margo de 1842 art. i. 1. e reg. corara,
n. 737 art. 34.Portanlo, errnea e nio con-
tinuar a pratica seguida neste foro, de lavrar-
se termos de nao conciliago, em vez de fazer-se
uma simples declsragio disso no requerimento e
no protocollo.
Assim tambem devem ser feduzidos termos
os julgamentos das pequeas demandas, quer ha
ja absolvigo, quer condemnago ; e alem de
igualmente explcitos e claros, cumpre que men-
conem os nomes das partes, o valor do pedido, a
audiencia das mesmas parles, as provas produzi-
das e a conlestaeo, resumidamente expostas e
por fim a deciso, com a assigoalura do juiz e
das partes. Lei de 15 de novembro de 1827 art.
? J 2 cil- decr- d 15 de marco 182, art. 1
9 2. Desse modo sero processados os termos des-
eas pequeas demandas e nao como os que exa-
minei, que deixaram-me, depois que os li, na
mesma ignorancia do seu conteudo, na qual es-
lava d'antes.
Do exposlo e sobretudo do aviso n. 86 de 26 de
outubro do 1843, que allude ord. 1. 1 t. 65
7, manifesta-se a illegalidade da ser processa-
do por escriplo, quer algum incidente desses pe-
queos pleitos, como as provas, a inquirigo
das testemunhas, quer o mesmo pleito propna-
meote, como vi processado um, que lnha libel-
lo, cootrariedade, provas e at para nao faltar
cousa alguma, pagamento de sello antes da sen-
tenga final I S um pequeo e summarissimo
processo permittido na execugo das senlengas
proferidas nessas questes que cabem na alcida
do juiz. *
I E, porque sejam destnelo o aclo da concilia-
go, as causas que excedem algada, e o do
julgamenlo, as que cabem dentro della ; cumpre
que, embora alguma petigo accumule arabos os
acl08, sejam processados destioclamente, havendo
um termo para a conciliago e ouiro separado pa-
ra este julgamento. como esclarece o aviso de 24
de novembro de 1837.
No juizo conciliatorio nao se admitte procura-
dor, o que muitas vezes foi infringido, salvo por
impedimento da parte, provado lal que a impos-
sibihte de comparecer pessoalmeute e sendo o
procurador munido de poderes especiaes; e nes-
sa caso deve constar isso mesmo do termo, nao
bastando drzer-se que se fez a conciliago por
procurador da parle, como se cosluma fazer.
Lei de 15 de outubro de 1827 art. 5 1.
Por ultimo, lembro que as citages no juizo de
paz, sejam para as pequeas demandas, sejam
para as conciliaces, nao se fazem por mandado ;
mas por forga dos simples despachos proferidos
ns peliges, quo para isso sero entregues aos
ofliciaes de justiga, como determina o art. 81 do
cod. do proc.
Os juizes de paz eos escrives, que nao obser-
***" e8l8s Prescrpges, sero multados em rs.
oOtOOO, alem da responsabilidade em que possam
incorrer.
Juizo dos orphos.
Do juizo dos orphos e doj tutores, que pala
sua paternal solicitude, suppram a incapacidade
dos menores, velando sobre a sua educaco, para
que um dia sejam cidados uteis si e ao paiz,
guiando a sua iolelligencia, to fcil de desvai-
rar-se pelo fogo das paixes nascentes, preser-
vndoos dos perigos de que a sua inexperiencia
os cerca, administrando os seus bens, fructo das
eeonomias paternas e as vezes de sacrificios lon-
gos e penosos para que nao o consummam espe-
culadores srdidos.... do juiz dos orphos e dos
tutores, dizia eu, depende o bem estar dos mes-
mos orphos e at em parte o futuro da socie-
dade.
Destas poucas palavras so deprehende que de-
ve ser mui serio cuidado do juiz dar em lempo
tutores idoneos esses infelizes; pebres ou ricos,
porque todos pela lei sao iguaea e teem iguaes
direitos.
Lamento, porque isso importa uma advertencia
e revela um mal, ter de pateotear que quasi sem-
pre depois de inventariados e partilhados os bens
que costuma-se neste termo dar tutores aos or-
phos, que algumas vezes ja partilhados os bens,
ainda ficam sem elles ; porque o juizo esqueceu-
se ou de nomea-losou de coostrangi-los assig-
narem o respectivo termo.
Entretanto, l est a providente ord. 1. 4 tit.
102 pr., determinar que se d tutor ao menor
no prazo de um mez, que correr do dia em que
elle houver licado orpho ; l est tambem a
lei de 15 de outubro de 1827, art. 5 11, obli-
gando o juiz de paz dar iuformaco ao juiz dos
orphos acerca dos menores, cujos pas fallece-
reni ; e nenhuma destas disposiges cumprida,
concorrendo a inobservancia d'esta para a d'a-
quella I
Pois bem: para qoe na futura correi gao nao
tenha_ occasio de lastimar tanta demora na no-
meago dos tutores, determino que oo fim de
cada mez os juizes de paz ministres) ao Dr. juiz
municipal aquellas infbrmaces, que sao obri-
gados, sob pena de serem multados em 80|000.
E, se inconveniente a simples demora na no-
meago dos tutores, como nao ser funesto fica-
rem os orphos sem elles, por nao terem patri-
monio administrar-se; devendo alias dar-se
tutores todos indisliuctamenle, sejam ouno
favorecidos de bens, porque a lei oo manda so-
mante garantir esses bens, seno tambem o es-
pecialmente as pessoas dos raenoies 1 Quantos
individuos nio ha por ah, entregues aos vicios
e immoralidades, ou espiando o seus Crimea as
cadas; porque na infancia nao tiveram quem os
vigiasse, refreiasse as suas ms tendencias e, afi-
nal, arrastados por ella ao deelive escorregtdio
da occiosdade, foram ter a perverao e aoa
crimes?
Sei que alguns orphos pobres, nao todos, o
Dr. juiz municipal ha. entregue pessoas, que cu-
rem da sua educaco; mu pede a jusiica qoe,
eom mais cautela, essa medida estenda-se
quantos esliverem em taes oircumstaeeias.
' O alvar de 23 de oulubro de iSM. 7 a au-
torisa, visto diapor que ojuiz do* orbaos oa d a
quem greiailamagte os quizer criare ensinar a lr
e escrever, tendo por compensaco o direito de
conserva-los comaigo at' a idade de 16 annos.
Todava muito convm que aa pessoas que assim
receberem orphos, psra maor garanta-dellea e
responsabilidade aoa, assignem primeramente
termo de tutela; o que se compadece com a
I ildsocis me parece mais condigna
pessoas livres do que dar os orphos soldada.
l|lo modo que prescrevia a ord. b>. 1., tu. 88 8
13. que em todoa os lempos foi considerada como
mo*. e que, sogsodo posecra "s-irrt salo
rtdades, e.U em desuso. Com efeito, n'um lu-
gar agrcola, cono este, e no qoal f.ii j0 b,rn,
eseravos para o trabalho, fazer arrematar os sh-
vicocdos maocas por aerto oaooeo de mBDO
eenaeonesrte-loa oto servas dalteoV; poU cora
a sua pesaos pouco importar-ss-aiem os amo,
visto como ao procorariam tirar dalles todo o li
ero, como liranam de usa animal da carga.
Assim tenho por mui rccommendeao ao Dr
juumuaieipal que, conbeceudo desde j quaes
sao os orphos pobres, existentes no termo os
entregue tutores, que os queiram crear o edu-
car gratuitamente, com a compensago que con-
cede o citado alvar, se os mandarem ensinar
ISr e esciever; e na futura correigo aproatnla-
ri uma relago, contendo o numero, os nomes o
a residencia de taes orphos e dos tutores quo
lhes forem dados. H
Outro nio menos solicito empenho do juizo
dos orphos deve ser o da lomada das contas aos
tutores nos prazos designados pela lei; e, neste
ramo do servico publico, nao me licito deixar
de dirigir uma censura ao Dr. juiz muinicipal.
por haver consentido que a ex-tutora D. Anuil
Paes de Lira conservasse em si o alcance de seis-
ceutos e cmcoenU mil res (650O00), verificado
conlra ella desde 2 de margo de 1859 at depeis
de aberta a presente correico ; por nao haver
coagido os tutores Lourengo Jusiinlano Guedes
Alcoforado e Josquim Francisco de Mello, con-
tra quem expedi mandado de priso, que reco-
Inessem no praso da lei o alcance, em que Aca-
rara para com seus pupillos, desdo que presla-
ram contas em maio do correte anno; e por ha-
ver deixado, nao obstante as mui expressas re-
coramendaces feitas as duis anteriorescorrei-
goes, de chamar contas o tutor Manoel de Car-
valho Furtado, e nao constrang-lo que reco-
hesse ao cofre a importancia de 2788000. duas
ergas partea da excessva vintena, que, como
testaraenleiro, lbe fra concedida.
Fallescendo-me o lempo sem que podesse ver
e examinar lodos os papis, que foram trazidos
S correigo ; apenas, dos vinte tutores que res-
tam por prestar suas contas, pude tomar as de
um delles. Fallando nisso, tenho por fim re-
commendaraoDr. juiz dos orphos que proceda
cora brevidade tomada dellas; assim como que
jamis abandone esse to inportante servigo o
pelo contrario obrigue os tutores virem pres-
ta-las logo que se findem os respeciivos prazos:
faga effecluar a priso delles, se dentro de nova
das, depois de prestadas, nao recolherem os al-
cances ao cofre ; se observe o seguinle :
Art. 1. O Dr. juiz dos orphos nao app
contas de tutela, que, reenndo-se desp
feitas. forem simplesmente autorisadas com a
lavra do tutor, sem a exhibicao de documentos
comprobatorios.
Art. 2. Faga o mesmo Dr. juiz dos orphos
contar d ora em diante juros da mora dos alcan-
ces que nao forom recolhidos no prazo de nove
das, os quaes sero de 5 por cento, laxa que pa-
gara os dinheiros dos orphos recolhides ao the-
souro.
O exame, que fiz nos inventarios, convenceu-
me deque a ord. 1. 1. tit. 88. 4., que determi-
na se comecem os inventarlos dentro de trinta
das, vai cahindo em repiovavel desuso, com
prejuizo dos interesses dos orphos; pois vi in-
ventarios comecados de 5 at 15 annos depois do
fallecimenlo dos inventariados, comoodaJoo
de Berros Silva.Abstenho-ma de commenta-
rios, por que lo prolongada demora, que espe-
ro nio se repita, patentes com que. exactido
foram descriptos, com que igualdade divididos
os beos.
E' abusiva a pratica de irem os juizes fazer as
descripges dos bens fra de suas residencias,
como aconteceu na maior parte dos inventarios
trazidos ao meu conhecimenlo ; pois de oilenta o
tres apenas quarenta foram feilos no lugar da
residencia do Dr. juiz dos orphos.
O alvar de 10 de outubro de 1754 determina
que os juizes sssiam fazer inventarios nos
lugares da siluago dos bens, quando isso fr de
mais utilidade para os orphos; e assim proce-
da-se de oraem dianle, psra que pequeos acer-
vos partveis nao sejam absorvidos por cusios de
coqducgo, caminho e esirada.
E, porm, mais eslranhavel que essa pratica
de fazer-se invenluarioa de berangas insignifi-
cantes, os quaes veem ser, como eram dous
que examinei, verdadeiros autos de pobreza.
O que d'ahi resulta que o inventario, em vez
de beneficio para o herdeiro, torna-se inventario
de cusas.
Em lal caso cumpre proceder lo smente
descripgo dos beas da heranga, para garanta
dos herdeiros; e, se assim nao se fizer, multarei
o infractor em 509000.
Duas providencias ainda recommendo ao Dr.
juiz dos orpho3 e veem serque, para regu-
lar-se os estados na contagem, o escrivo certifi-
que, no comego do inventatlo, o dia e a hora, em
que comegaram os trabalhos e, depois do lermo
de encerramento, o dia e a hora, em que finali-
sou-se a descripgo dos bens ; assim como que,
para se fiscalisar se fagarn fielmente transcriptas
nos aulas as parlilhas feitas em separado pelos
partidores, seja appenso aos autos esse trabalho
dos mesmos partidores, rubricados pelo juiz o
assignado por elles.
Tambera recommendo que, visto eslar restau-
rado o cofre dos orphos, sejam sempre os seus
dinheiros recolhidos elle e jamis depositados
em mo de particulares; o que lhes pode ser
prejudicial, como hia sendo aos filhos do finado
Joaquim Jos sofJreu o deposito deSOOgOOO seus
(cito em poder do vigario Joo Clemente da Ro-
cha, que, para reslilui-los, foi mister que eu o
coagisse por meio de priso.
A'essa prohibigo nao dever o Dr. juiz dos
orphos abrir a mnima excepgo.
Quanto s mais irregularidades e erros, que ha
nos inventarios, refiro-me aos despachos nelles
proferidos, para que sejam guardados as provi-
dencias, que contem.
Provedoria de capellas e residuos.
No registro dos testamentos manifestam-se
algumas irregularidades, como, entre outros, a
de haverem sido registrados os testamentos sem
que conste o seu averbamento na collectoria.
Isso me induz a determinar ao Dr. juiz munici-
pal que oio mande cumprir testamento algum,
sem que primeiro seja apreaentado aquella esla-
ce e nella se lance a verba da apresentago; e
que, sem estar proenchida esta fermalidade, o
escrivo nio o registre, como prescreve o decre-
to n. 156 de 28 de abril de 1842, que, no caso de
ofraego, sujeita o provedor multa de 50000
IUO3OOO e ao escrivo o'ametade, alm das
penas em que incorrerem pela responsabilidade.
Do citado art, que me parece nao estar revo-
gado pelas leis provinciaes relativas arrecada-
co da laxa, de heraucas e legados, tambem evi-
dencia-se que todos os testamentos, haja ou oo
herdeiros obrigados a laxa, eslam sujeitos aquello
e assim arerbamento.oa collectoria; em far-se-ha
de ora diante, cessando qualquer determinaco,
que por ventura baja em contrario.
Do livro dos registros manifesta-se igualmente
?ue nao se ha cumprido a lei de 7 de Janeiro da
692, 2, que obriga os tesUmeoteiros & leva-
ren) os testamentos ao cartorio do* reaidoos
dentro de dous mezes, contados do dia do iaile-
cimento do testador; porquaolo testamentos ha
que s fbram averbados muito lempo depois
daquelle prazo.
E, convindo que cesse ees* preleoce da lei,
que, se alguma vez devida protelages do
(Aro, ua maioria dos casos o quasi exclusiva-
mente demora dos testamenleiros em declara-
ren! se aectitam ou nao os testamentos, sem o
que nao se deve esperar que sejam registrados,
pois, oo acodo mais gratuito o registro, como
era por aquella lei, oumpre que alguem se baja
encarregado da execugo do testamento pera
occorrer a despetas que elle traz; determino
que, depois da sua abertura e da audiencia do
Dr. prometor dos residuos, mande lago a Dr lua
municipal intimar ao leataoteateiro para vir
dentro de & das, assignar termo de aeeeitacto!
sob pena de conaiderar-se o seu oto comparect-
menta como desistencia; proaadendo do meamo
moda cosa os outros, oa ordem da desigoagse
feila pelo testador.
Se, pateos, cabem callea aceaitar, nomes
enlao um teslaaateT*o dativo, ajas de preferea-
eia deve ser (aera aateja as peats das bono, caso
toaba as precisas qualidada, obrigsada-o
aceaitar a teatemaotaria ao sobredito praao.
Entretanto, a airo obstante a aocettaca* da
toataaoeoto,n tastemesdeiro sao o levar ao registro
dentro do sobredito praso, o escrivio ta-oficio o
notificar para isso, comquanto o jais, ao caso
de saspeitaa costra a mesmo testamenteiro, o
1 a
m^L






'1 II III
possi aken obrigar 4 qui o ^ reglrir,
embori nao estej fiado c-S^H
Mm notificadas nao trouiereni
deolro da (res das, que ae lhes asaianar, oer-
lea oertmio, qoe Uverem dfceXtu, frfd1
poderem ser procseseos por Hniiimfulitj
come dspSi aquella le de 1692, oos i e 5*
que al confirmado pelo Td|*Tlento da
correices, art. 34, 9 2.
de3deiulhdel>4, que esUbeleeo o premi
pita o erro de dar previo testanienteW tn-
j*5?p,efaiT\,como fex ro > ttame\eiro
Joao Peroira de Almelda
E' tambem da maia palpitante necessidade nes-
le termo a descrlonselo de que sojam bens de
evento, vago e de ausentee, para que ceise a cri-
minosa exiorsio que por ahi se pratica.
Sao nena de ausente* os dos falltcidos testados
ou entestados, de quem se sabe hiver berdeiros
ausentes, e os de ausentes que se Ignora se sao
niortos ou vivos ; cajo sao ormovoii, semo-
ventes ou de raix, qui teera senhorio ou presu-
me-se terem-no, mas que ao certo nao se sabe
quem seja ; e, finalmente, de eoento sao, entre
outros, os gados ou beatas acbados ou que ra-
gam sem dono.
O caracteristico des primeiros 6 a ausencia do
dono ou dos herleiros, os quaes alii sao conhe-
cidos ou podem s-lo ; o dos segundoi a in-
certeza do senhorio, cuja eiiatencia presume-se
entretanto : e o dos terceiros, que sao os de que
trata aOrd. 1. 4, p 94, consista era vagarem seh
dono de una para outra parte, ou trazidos e mu-
dando cora o vento, donde lhes vem onome.
E visto, poi9, que nao podem confundir-se os
bens de evento com os de ausentes ; quando mui-
to a coofuso teria lugar entre elles e os bens va-
gos ; mas desapparece logo se attender-se, como
j disse, que os baos de evento nao teera dono
ou presume-so nao o terem, no entanto que os
bens vagos, cora quanto nao estojara possuido?,
tcdavia teeoj scnborio, embon incerto ou desco-
nhecido.Aviso numero 245 de 10 de novembro
de 1853.
Para ser mais claro, direi que naqoelles a pre-
sumpQo de que nao ha dono e uestes de que
o ha.
Com estas ideas fcil de comprehender-se que
os aoimaea vacuus ou cavailares,ferrados ou nao e
que forem echados, nao podem ser considerados
bens de ausentes; que sao bens vagos osquean-
darem perdido?, tendo ferro ou qualquer sigoal
de dominio, o qusl indica o senhorio, comquan-
to desconhecido ou incerto ; eque sao de evento
so-nenie os que vagarem e nao estiverem marca-
dos com ferro ou qualquer outro signal, porque
esta circumstancia faz presumir nao terem dono.
E' iaso o que se evidencia do novissimo decreto
2,433 de 15 dejunho de 1859. artigosl, 11 e 15,
e decreto numero 160 de 9 de mato de 1842, ar-
tigo 44.
Portanto manifestis en ti illegil essa appre-
heoso que os arrematantes dos bens de evento
por ahi fazem de gsdos ferrados ou assignalados,
cujos donos muitas vezea sao conhecidos, s por-
que desviaram-se os gados das fazendas em que
pastavam
E como procedem elles ? to concesionarios da
fazenda e esta circumstancia s por si diz que nao
gozara de mais privilegios qu ella ; e, no entan-
to, o que ella nao licito, por sua conla o fazem
elles : apprehen.Jem quaolos bens encontram,
sejam de evento ou nao, a por sua propriaauto-
rldade, visto que nao procuram a mnima inter-
vengo do juizo, veodem-nos logo, para eocubri-
rem os vestigios da exlorsio e difficultarem a in-
demnisacao, que ella di direito. Pois entao pa-
ra que manda a lei que, apprehendidos os bens
de eveoto, proceda o juizo irunicipal as precisas
averigucoea para descubrir quem pertencem ;
eso no caso de que estas diligencias preliminares
nao produzam effeito, assim comodepois de ava-
llados os bens, depositados e affiados os to pre-
cisos edilaes, em que linda chamado compa-
recer quem por ventura possa ler direito nelles,
que autorisa a sua venda em praca publica ; fi-
cando mencionados nos livros do juizo todos es-
83S termos, bem como os sigoaes caractersticos
dos bens apprehendidos e rendidos, para garanta
do proprietario, que tem direito receber o pro-
ducto liquido do arrematarlo ? Como que, nao
obstante serem tantas as apprehensdes e vendas
dos bens de evento, que torto e direito fazem
os arrematantes, nao constsm ellas dos livros do
juizo que esto em branco ?
To intoleravel e criminosa offensa ao direito
d? propriedade ha levantado oclimor que seou-
ve, contra taes violencias; e basta___ curapre
que cessem !
Accordem, pois, as autoridades, cruzem osseus
recprocos esforcos, auxiliem-se mutuamente pa-
ra qoe desappareca essa immoralidade ; cierra o
o Dr. juiz municipal, comzelosa energa, assuis
aitribuicoes de arrecadador de taes bens ; avi-
sem-no as autoridades policiaca dos abusos, que
corcmetterem os arrematantes; denuncie elles
o Dr. promotor publico ; e cumpram lodos os se-
guintes disposicoes :
Art. 1," O Dr. juiz municipal Qca obrigado
fazer intimar todos os arrematantes dos bens
de evento n'este termo com commimco da pena
de desobediencia, do que o offlcial de justica
passar cerlldo, que sera autoada e archivada
no csrlorio, que lhes prohibida a venda parti-
cular de taes bens, e sem inlervencio do juizo.
Se, porm, fuerera elles o contrario, o Dr. juiz
municipal o processar por desobedientes, tan-
tas rezes quinta* fr repetida a infracto, ser-
vindo de base ao processo aquella cerliJo.
Art. 2." O subdelegados de polica, por in-
termedio dos inspectores de quarteiro, faro
ocente todas as pessoas residiles nosseus dis-
tados, que, quando aeharem animaes vacuna
ou cavalWes, os entreguem logo aos mesmos
subdelegados e jamis aos arrematantes dos ben's
de evento, sob pena de poderem ser processalos
pelo crime previsto no art. 260 do cdigo penal.
a Art. 3." Os subdelegados, apenas receberem
esses animaes achados, procederao as diligencias
recommendadas pelos arts. 194 e 195 do cdigo
do processo, para que sejam descocerlos os seus
donos ; e, se nao o conseguirem, os remellero
ao Dr. juiz municipal.
Art. 4. Caso, porm, os arrematantes dos
bens de evento apprehendam ou vendam em seus
districtos alguna dessee bens, darao os subdele-
gados parte circunstanciada do facto ao Dr. juiz
municipal e ao Dr. promotor publico, quem
aquello tambem comraunicar o facto dessas
vendas, quando chegue ao seu conhecimento por
outro ;qual'iuer modo.
logo que receba taes communicacoes, denunciar
do arrematante pelo crime de coocussao, previsto
no art. 135, 2. do cdigo penal.
Art. 6." As contravenQoes destas dsposiges
daro lugar ser multado o empregado contra-
ventor em 50, alm deresponsabilidade, se o
merecer.
Quanto s capellas, se bem que precisamente
nao os haja n'este termo, todava como os patri-
monios das Almas e de Jess, Mara e Jos, con-
sistentes ero trras, estejara onerados de encargos
xos, j de?erara as suas instituirles ler sido es-
criptas no livro dos registros e dos tombos das
capellas, imilaco do qoe dispe o aviso n. 274
de 22 de setembro de 1855.
Nao obsta que o patrimonio das almas esteia
sequestrado, em consequencia de haver sido jul-
gado devolulo a fazenda e agora o fosse tambem
o da matriz de Papscaca ; porque o registro ser-
vir n'este caso para que todo o lempo conste
sua derolucao, o que n'elle dever-se-ha aono-
iar, como manda o regulamento das correices.
art. 44, 7.. v
O Dr. juiz municipal faca proceder a inscripcio
recommendada.
GUSTAS.
Para que se man leo ha a moralidade do foro,
urapre que haja a mais escrupulosa flseiliiicio
da pirte dos juizes na conUgem e pagimeate das
cust-s dos seus empregados
A's vezes o abuso consiste na percepQo de
maiores salarios que os fizados; porm t vezes
tambero-consiste no augmento do escripto, lavran-
do os escrivaes autos a termos inuieis, pesiando
oerlidoes dispensareis, n'uma polavra, muliipli-
caodo o trabalho, que muco Ibes cuita, par
multiplicaren! os aalarioi.
Nao faco applicac40 d'oaUi palavras; ellas ser-
viro, porm. do advertencia ao aaaregados,
pira que llquem bem cortos do que, ao preferi-
rem a improbidade a um nomo honetto, fa-los-
hel punir, como acebo de resolver que sejam rea-
poosabiluados dous juizei do paz do Papacaca e o
aeu escrivo. r^~~r
Espero na futura correicao ver respeiudo a a-
telligcncia, que fleei 4 alguna arligos do regaon-
to e as proviJencias, que dei & respeilo de cuitas
o* diversos autos papis, que passaram pelo
aeu naos.
URIO DI n*U*m*: QffiffU niU ft-irl AflWL DI 1861
Ai PWtea nao se deixem eipotlar sileoolasta ;
lem do recurso fcil e prompto. que Ibes faculta
lever dos juizes
malea de acolo.
Cumpra-se guirde-se este provmenlo, do
4B* o eactfri extr*hir copias, para serem en-
tregues aos empregados, quera competir a sai
execuyio.
Giraohum, 17 da dezembro de 1860.O juiz
de dimito, raeodoro Machado Freir Pereira
da Silva Jnior.
REVISTA DIARIA-
A lei regulatnenlar da guarda nacional do
imperio, n. 602, de 19 de setembro de 1850, no
Art- 14 S, iseiUa de todo o eervico da mesma
guarda nacioual, naoobetante acharem-ee alista-
dos, aos es luda ii tes. matriculados em aulas pu-
blicas; mas aem embargo disto abi vemos ser
desconbeeid esta disposicao da lei, atropellando-
se alzos alumnos do Curso Commereial, ao
ponto de serem presoa por falla de servico I
fc' cortamente oclassiQcsvel este proaeder. que
deve ter um paradeiro ; porque a lei est cima
de toda e qualquer voulade caprichosa.
A nidgera licito ignorar que o Curio Com-
mereial sendo creado pela lei a. 414 de 30 de
abril de 1857, e regularisado pelo acto adminis-
trativo de 9 de fevereiro de 1860, seja una es-
cola publica, que tenha a favor dos seas alum-
nos a isencao daquelle referido art. 14 3* da lei
geral n. 602; e sabido isto, porque o t-lo como
instituido particular nao honrara a intelligencia,
que assim o antendesse, todo o aervico exigido
aos respectivos alumnos seria um atropello, ama
illegalidade, urna exorbitancia do cumprimento
de deveres.
Na terca feira termioou-se o acto de habi-
litadlo das pessoas, que tem de concorrer ao
provmenlo das cadeiras vagas de ioslruccao pri-
maria do sexo femioino.
O thesoureiro das loteras, fez alteracao no
plano, porque se extrahiam as mesmas submel-
tendo um novo approvac,o do governo, que
efectivamente approvou-o em data de22 do cor-
rente, deven io por elle ser extrahida a futura
lotera.
Este novo plano reduzio o capital menor pro-
porcjlo, que o consagrado no anterior.
O numero de bilhetes eleva-so 2,600, sendo
destes premiados 630, e o maior premio de......
5:000j000.
Passageiros do hiate nacional Sana Anna
vindo do Ass : Mara Francisca dos Prazeres e
um filho menor.
HATA00UR0 PUBLICO :
Mataram-se no dia 24 do correte para o con-
sumo desta cidade 94 rezes.
MMi

I. bataatorla do vosee honrado poli podfTli
bem curar-vos desea minia, e prrvir-vos de ae-
melhantes iarrieadai.
Admle.
Goslastes, meu charo W. da Sr D. Maooela,
porque deaenvolveu gosto e habilidad*, o frota
lhou em mmica domo irtisU I Ora, que contra-
dlco minifeita Ha pouco enehafurdOndo no lo-
do urna creaclo, hoje tnbilhando como irtisW t
E o que en digo.
E sao voa pejies do tinta pirvoice, meu cha-
ro W. ?
A Sr. D. Crmcla. dizeis, que desempenhiria
bellamente o aeu papel de confidente so nao el-
ti vase to md caracterisada.
E tendea razio, porque a Sr* D. Carmela, son-
do a Sr.* D. Carmela, tove de fazer de Carmelo,
porque veilio-ie de pageos, logo eiteve md ca-
racterisada, porque a Sr. D. Carmela, nao o
Sr. Carmelo.
lato claro.
Agora oFeto do Corpo e bonito (Palma.
Em? que tal? I assim, assimnao tardada?
^ Sr.* Anna Chaves, diseis mea charo W., que
esleve acanhada, que nao tirn oa olhos do ta-
blado.... foi pena Ie porque lhe nie indicastes
o lugar em que estaveis? E' amito ingrata___
mas afinal sempro goslastes quando ella arrega-
cou o vestido ao descer a escada.... em ? que
magano I
No entinto as vosaaa assiduas licoes, meu cha-
ro W., farao deesa aenhora urna bella dama in-
genua, nao verdad* ? Ora coofessai, confessai.
Basta; j voa muito extenso, at outra voz,
ento tratarei dos mais artistas quo entraram no
Feio do Corpo bem como do tcenario do
Moiteiro de Santo-lago a que voa meu charo
W., em vosiaa obiervacoei tinto depreciaos.
O sentinella.
Communicados.
Theatro.
Meu charo W.Li a vossa Reuieta Theatral
publicada bontem 24 do corrente e achei-a to
chistosa, que uo pude resistir idea que me so
breveio de proclamar-vos o bestuoto maisenge-
nhoso e de maior alcanco que se pode encontrar
em materias theatraes.
Comecaes logo, meu charo, por formar urna
parelhado primeiro trgico francez, do artista por
excellencia, anda nao imitado oaquelle paiz da
arte dramtica, e do interprete de aceas cmicas
moilo copiado e at excedido nao s por actores
portuguezes como tambem por brasileiros que em
nada lhe sao inferiores.
E nao ser isto meu charo W. urna crassa ig-
norancia de vossa parte?
E verdade que mais adiante dizeis que elle o
astro luminoso da scena lusitana, mas que tetn
defeitos, logo segue-se que astro defetuoso, que
o seu luminoso nao radiante, e no entanto o
pondes a par do grande artista francez I
Ora meu charo W. bastara s este desconcha-
vo vosso, para prorar a toda a evidencia que nao
lendes o melhorjuizo, alm de cousa alguma eo-
tenderdesda materis.
Vamos adianto,
uem vos disse que o Sr. Germano nao quer
arsugeito critica? que nao tem defeitos___
qtfe- perfeito.... inviolavel.... sagrada a sua
pcssoal.. para que formaes vos todo esse pro-
montorio de sem razes contra o horaem a quem
todos conhecem como estudioso cultivador da ar-
te que professa, dcil a todas as observacos quo
lhe fazem os entendidos, que no comeco do sua
carreira artstica teve mestres que o ensinaram,
como elle mesmo confessa, nao sendo como o vos-
sOguarda avancada meu charo, que nunca
a prende u e que no entanto vos opro:lamae3
primeiro com innmeros defeilosl l
Nao ser isio da vossa parte aleivosia, e ra
vootade contra o Sr. Germano ?
Se este senhor so tivesse dedicado a urna espe-
cialidade, aquella por exemplo. para a qual sua
vocacSo o arrastava, e que ha 17 annos lhe gran-
geou o titulo de primeiro actor no primeiro ihea-
tro do imperio, e della se nao tivesse afaslado,
com o talento que possue, talvez fosse o nico ar-
tista do Brasil que verdaderamente merecesse
esse titulo, tocomesiohoa de to fcil distribu-
cao para todos aquelles que pisam as taboas de
um theatro. Mas, como faze-lo se oSr Germano
se tem visto obrigado a estudar todos os caracte-
res e a ezecuta-los? I
Mas vos, meu charo W. que nao sabis destas
cousas, des por paos e por podras, lem pnnu-
rardes indagar a fundo a matara de que julgaes
oceupar-vos, mais que no meu entender nao fa-
zeis mais do que desacredihr-tos. Eu que vos co-
nheco bem, nao desejaria que estivesseis fazendo
lio ridicula figura I Ah que se vosso paisou-
besse I..
Passarei por alto o embroglio de que vos ser-
vis, meu charo, sobre o deslumbrameolo de glo-
rias, de triumphos ephemeros e momentneos de
luz e relmpagos, etc., e de defeitos e vicios pal-
pitantes dosympathico actor cod quem sympa-
thisaes, e.... vamos sdiante.
Nao pretendis hostilisar ao Sr. Germano, o
que queris chama-lo restricta obrigaco dos
seus deveres como actor e como emprezano
E' muito louvavel este vosso empenho, e a nao
serdes assalariado para igjo, a patria deve ver em
vos um dos seus mais fiis e desinteressados ser-
vidores.
O publico que applaude oSr. Germano como
actor, o governo que contratou com o Sr. Germa-
no, a commisso directora do theatro que-tem de
velar pela execugo do contracto, e al o Sr ad-
ministrador, devtm todos abenQar o poleroso
anxilio que lhe prestaesno exerccio de suas func-
edes, e at eslou certo que se elles vos cooheces-
sem noduvidariam erigir-vos um monumento
histrico em que se l-se a seguinte insetipeo :
Em honra e gloria do campeo telador das
obrigacoes restrictas e dos deveres do ador em-
presario.
Vamos adiante.
Dizeis, meu charo W., que o Sr. Germino na
ultima representado satisfoz a espectativa publi-
ca. Bravo l isto quo ter consciencia Que
goslastes delle I.... parabens ao Sr. Germano,
que soube fazer-se gostir pelo bora gosto do meu
charo W, que nao ahi qualquer gosto, um gos-
to que tem conta, peso e medida. J v o publi-
co, o governo, a commisso e o administrador
que como actor, desta vez o Sr. Germano cura-
prio o seu contrato, pois o charo W. gostou delle
no Mosteiro de Santo-lago.
Prosigamos.
Os Srs. Nunes e Raymundo, aquelle merecendo
particular elogio, este oo naufragando nunc< os
seus esforcoi, agradaran] ao charo W. de urna
maneira mais do que humana.
Deve o Sr. Germino encher-se de orgulho,
!D,,03',e 8eu9 d'8CPulos do lanto no goto do
charo w., e nao amofinir-ae pelo que elle diz em
seu desabono, urna vez que bem disser os disc-
pulo", e detestar o meslrn ou enche-lo de defei-
tos, isso iocoocebivel e at coqlra producente.
O meu charo W., gosta gos do Sr. Germa-
no, e a prova que
Quem mea Olho btija,
Minhi bocea adoca.
Sigamos.
O Sr. Thomar, com quem vos meu charo W.
embirrastes desde o Juleu diProbidad me-
recen a vossi lastima, no entanto achaslus que o
caracteristico estiva cem milhas de distancia
do Jacob diProbidade.
lito 4 que intelligencia I Pois nao vedes que
o pipel da probidade, um velho, que deve ter
barba* e cabellos brincos, e que o re do Mostei-
ro 4 Santo-lago, anda moco de bigpdinho e
pera?
No entinto dstes esta noticia ao publico, e en-
xergutei a diffenac.a no cancterislico I Que sa-
piencia infusa a vossi cererdestas cousa*, meu
chsro W. I
Publicares a pedido.
AUGUSTOS E D1GN1SSIMOS SESHORES RE-
PRESENTANTES DA PROVINCIA.
Os abaixo assigoados veem unsonos protestar
peraofe vos contra um reqierimento de Joio
falque e Antonio Machado Gomes da Silveira,
em que pedirara a esta augusta assembla um
privilegio exclusivo por trila annos para po-
derem osar de carros de transporte com o titulo
de carros de praga, mediante um prego fixo,
marcado pelo governo da provincia, E eomo
urna pretendo desta ordem venha offenderdi-
reitos adqueridoi, por isso que excluem os sup-
plicintes do uso de um direito, que lhes ou-
torgado pelss nossas lea fundamentaos, urna
vez que todos tem seus estabelecimenios de cu-
cheira cora carros de aluguel, de cojo oso fica-
nam privados, se acaso fosse por esta Ilustrada
assembla sancionada urna pretenco semelhanle
to injusta, quo offensiva dos direito* alheios,
veem os supplicantes confiados na vossa illuslra-
9S0 e Imparcialidade, sabmissamente requerer, e
implorar jusliga. ou iodeferindo a petigio ci-
ma, ou ento fazendo extensivo o mesmo privir
legio a todos aquelles, que j usam desta indus-
tria ; pelo que
. RR- Me.
Claudio Dubeaux.
Augusto Fisch.
Joo Ribeiro de Farla.
Souza Leo & C.
Joao Baptisla Nomeriano.
Joo Ferreira de Paula.
Joaquim aires Pinto.
Joaquim de Oliveira Pinto.
Antonio Jos Ferreira Arrefinador.
Ignacio Jos Cabral.
Manoel Alves Santiago.
Joaquim Marques dos Santos Souza e Mello.
Joaquim Fernmdes da Rosa.
Manoel Gongalvea Ferreira.
Andr Barboza Soares.
Raymundo da Silva Gomes.
Joaquim Paes Pereira da Silva.
P. L. Bourgeois.
COMJfERCIO.
Praca do Recife 24 de
abril de 1861.
A.s tres horas da Urde.
Cotafdes offleiaes.
Cambio sobre Londres-26 d. por laOOO 90 das
de vista.
Cambio sobre o Rio de Janeiro li2 OO de des-
cont 15 das de vista.
Descont de letras-10 e 11 0[Oao anno*
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
eYlfandegra.
Rendimento do dia 1 a 23
dem do dia 24. .
. 310:8255039
. 27:362J872
338:1879911
tloviinento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas.. 18
com gneros.. 143
____ 241
Volumes sahidos com fazendas.. 100
com gneros.. 405
------505
Descarregam hoje 25 de abril.
Patacho mglez-Mary Block-fazendas.
Bngue inglezElisabethbacalho
Barca americana Imperador mercadoria3.
Barca portugueza Coreodem.
Barca belgaMara Therezacaf.
Patacho brasileroBeberibediversos gneros.
Importa^ao.
Barca americana Imperador, vinda de Phtla-
delphia manifestou o seguinte :
2,960 barricas farnha de trigo, 300 barriqui-
nhas bolachinhas, 100 saccis farello, 100 barrs
banha de porco, 500 resmas de papel de embru-
Iho, 10 barricas graxi em latas, 50 caixas e 20
fardos fazenda de algodo, 2 caixas objectos de
dagarreotypo, 15 caixas vidros de vermfugo, 1
caixa lampeos e seus perlences, 3 latas oleo, 1
cai-xa cha, 4,000 ps taboas de poho: a Matheus
Auslin & C.
1 caixa feixaduras, a N. O Bieber & C.
4 volumes bombas, 3 volumes perlence3 das
mesmas : a Samuel P. Johnston.
Barca Belga A/arta Thereza vinda de Sanios
consignada a Luiz Antooio de Siqueira, manifes-
tou o segninte :
5,050 saccas com 25,550 arrobas de caf : a
ordem.
Barca portugueza Cor?a, vinda do Porto, con-
signada a Thomaz de Aquino Fonseca, manifes-
tou o seguinte ;
20 caixes vinho, 6 barrs salpicos, 3 caxoes
palitos; a Thomaz de Aquino Fonseca Juuior.
12tinisde condeces e assafates, 6 caixes 1I
nhas ; a Christovo Guilherme Brenckefield.
i caixes vinho, 1 dito lamprea ; a Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo.
18 barra e 20 caixes vinho : a Jos Joaauim
Das Fernandes & Filhos. H
24 canastras albos, 100 ancorlas azeitonas, 13
saceos rolhas, 2 caixes palitos ; a Antonio Lo'pes
Braga.
12 barricas nozes, 70 canastras alhos : a Al-
meida Gomes, Alves & C.
22 cestos palitos, 44 caixes batatas, 1 dita li-
nna, tremolas e e escovas, 6 ditos fechaduras
machados e martellos, 7 csixotes aseobios, 300
resteas e 46 caixas ceblas ; a Rodrigo Joaquim
Corris*
5 latas salpices, figos, 2 ditas guardanapos,
toalhas, lencos e tesouras, 2 sa^os feijo ; a P-
rente Vianna & C.
1 caixio retroz; a Manoel de M. Machado.
1 barril vinho ; a Jos Joaquim de Pioho Meu-
doea.
1 ciixa enndegas de vime : a Domingos Antu-
nes Yillaca.
1 barril presuntos e salpic*: a Joiiuim di
Silva Cislro.
80 caixes batatas ; a Antonio Joaquim de
Souzs Ribeiro.
1 lata silpices ; a Antonio Lope Pereira de
Mello.
50 saceos feijo; a F. & Cabral.
200 canastras batatas: a Antonio Jos Alves da
Fonseca.
1 volu me salpices ; a Jos tioocalves VUla-
Verde. .
1 Calzos penles de ohire: a Bernardiao Co-
meo d* Cirvalho.
50 caixes sebo em pao, 25 dito* dito *m vela,
1 babuztnho renda, 1 caixiozinho retroz, 2*ac-
cos roupa, 9 volumai, cestioha*. noza*, guarda-
loes, doces e ele.; a ordem de diversos.
200lo.'n* chumbo de muiutio; |/J7 saceos ta-
rlo } a Barroca $ MedeiioiT^
xfl* vinho, 1 chapa deerro para fogio ;
i Vicente Forre.'" da Costa.
vinho, i lata doce ; a Frondaeo de
Ans Brillo.
1 dito orna imagen) o obras de velludo ; a Jos
PijUodoMagilhaSt.
100 redas de arcos de pd ; a Jos da Silva
Lora.
7 connotes echadoris, S dllo* ttH, 6 birria
prego* ; a Thomaz Fernando* de Cuaba.
1 caito doce ; a Antonio Joaquina Vazde Mi-
randa.
105 canastras albos, 255 nccos erjao, 1 c*i-
xaoum noluario ; a Jos Marsellino da Bou.
4 ci!rM Unh, 3 uil pomada. 7 barrs pre-
W, lOOcaixovs velas de sebo, 16 quartolas fa-
6 rJ"11" *nho; a Azevedo 4 Mende*.
2j alhas com louga e trelo ; a Manoel Alber-
to Qorrea de Meneze*.
1 lata salpices ; a Jos Joaqalm Pereira de
Hendonga.
5 barr* ebo.7 ditos vinho, 2 caixSe* papelo
e palitos ; a Jos Antonio da Costa C.
2caixislmhi.;a Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro. '
60 canulras alhos; a Cosme Jos dos Santos
Callado.
60 ditas ditos, 9 grades de ferro, 1 caixo fa-
quoiro de prata, 1 lancha para pescara, 2 bar-
rs "i6.'100'"- caixo notes, 1 caixioha um mis-
sal, 00 rodas arcos de pao ; a Carvalho Nogueira
& C.
1 lata salpicos: a Jos Joaquim da Silva
Neves. ...... '
4 caixas linha, 3 cuuhetes fechaduras, 2 pipis
vinagre ; a Pinto de Souza & Biro. .
1 barril vinho ; a Mauoel Gongalves da Silva.
t caixo velludo, 1 barril presuntos e salpices ;
a Jos dos Santos Neves.
40 saceos feijo, 117 pegas de madeira, 4 Ii2
duzlasde taboas do pinho. 1 caix*o obras de pa-
mela ; a Guimares & Fonseoa.
1 caixo lyrros ; a Nogueira de Souza & C.
262 ancorlas azeitonas; Francisco Alves
Martins Jnior.
100 rodas de arcos de pu ; a Custodio Rodri-
gues Vielr*.
1 caixo doce ; a Manoel Antonio Torres.
135 canastras alhos, 9 caixes papelo, 4 ditos
panno, coxonilhos e linha de lioho : a Manoel
Dnarte Rodrigues.
1 caixa ora sancluario ; a Joo Ferreira da
Silva.
16 caixes azulejos, 1 embrulho ignora-so : a
Bailar & Oliveira.
5 ditos fructas secca, queijos. sementes pannos
e meias de linho, livros etc. ; a Antonio Joaquim
de Mello.
1 caixo salpices ; a Jos Gongalves do Olivei-
ra Maia.
t dito ditos; a Joaqun Dures de Campos.
1 barril ovos ; a Jos Bento Gil C.
25 saceos feijo;Luciano Fernandes de Souzs.
140 caixes sebo em pies e em velas; a Joo
Jos Rodrigues Mamede.
23 barrs vinho, 5 caixoles pomada, 2 caixes
linha ; a Jos Antonio da Costa & Irmo.
2caixaaliuha ; a Jos S Leito Jnior.
80 gigos de madeira, 1 lata salpices ; a Anto-
nio Ferreira lonteiro.
i caixa tremoia, broxuris etc., ; a Henrique &
Azevedo.
9 barrs salpices ; a Joio Fransisco Paredes
Porto.
300 aocoretas azeitonas ; a Monteiro & Lopes.
4 caixes palitos. 10 dilos pomada, 7 saccas
folha de louro, 30 ditos feijo, 2 latas carne de
porco ; a Joaquim Veira de Barros.
1 caixo retratos ; a Luiz de Moraes Gomes
Ferreira.
2 ditos palitos ; a Jeaquim Francisco da Silva.
7 ditos msicas; a Joio Pereira Rabello Braga.
100 lceos feijo, 1 caixo obras de prata ; a
Manoel Ignacio de Oliveira.
1 caixo um oratorio ; a Joaquim Correa Re-
zende Reg.
8 volumes cadeiras e sof, 50 caixes vinho, 2
ditos palitos ; a D. Alves Matheus.
300 rodas arcos do pao; a Francisco Moreira
Pinto Barbosa.
2 caixes coxns de linho ; a Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
7 barrs presuntos, 1 caixo imagens de barro,
1 dito obras de prata, 8 ditos pentes, linha, tre-
molas, toalhas, vidrilhos, reuda de palhelas etc.;
a Francisco Guedea de Araujo.
6 barrs presuntos, 101 caixas batatas, 20 cu
nhetes sebo em velas, 2 caixes palitos, 2 ditos
liuha ; a.Manoel Ferreira da Silva Tarroso.
1 caixo fechaduras, 129 canastras alhos ; a
Lima Jnior & C.
1 caixio marmelada e castanhas, 1 dito pentes
sapatos, barretes, escovas, meias, palitos de pan-
no etc. ; a Eduardo da Costa Malheiro.
Hiate nacional Santa Anna, vindo de Macau
consignado a Gurgel & Irmos, manifestou o se-
guinte :
160 alqueireg sal, hmn com feijo; a or-
dem.
Hiate nacional Beberibe, vindo do Rio de Ja
neiro consignado a Azevedo cMendes, manifes-
tou o seguioto :
1 caixo rap. 392 saceos caf, 40 latas fumo.
256 pipas vasias. 150 volumes barricas abatidas,
150 caixas velas slearinis, 25 ditas de composi-
go ; a ordem.
Exporta$&o.
Dia 22 de abril.
Brgu* inglez nanita, para Val-Paraizo, car-
regara m N. O. Bieber & C. 3,500 saccas com....
21,000 arrobas de assucar.
Brigue francez Parahiba para o Havre, cerre-
garam Tisset Frers, 900 couros slgalos verdes
com 44.996 libras.
Barca franceza Franklin, para Marseille, car-
regaram Rothe & Bidoulac, 1,600 saccas com....
8,000 arrobas de assucar.
Brigue inglez Fairy, para Liverpool, carrega-
ram James RyJer & C 207 saccas com 1,155 ar-
robas e 25 libras de algodo.
Brigue inglez Elizabeth, para o Cmal, carre-
garam Saunders Brolhers & C. 600 saccas com
3,000, arrobas de assucar.
Barca americana Salem, para Liverpool, car-
regaram Augusto Muoiz Machado 800 arrobas de
ossos.
Polaca hespanholi Chile, para Marseille, car-
regaram Jos Millo* 745 saccas 3,725 arrobas de
assucar.
Brigue sueco Ferdinand, para Falmouth, car-
regaram Krabbe Whately 1,300 saccas com 6,500
arrobas de assucar.
Da 23. -
Brigue inglez Elisabeth, para o Canal, carregs-
ram Saunders Brothers & C. 1.550 saccas com
7,750 arrobas de assucar.
Hecefoe doria de rendas Internas
geraes de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a 23. 25 0829611
dem do dia 24......: 800&980
25:883*591
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 23. 49.690*958
dem do dia 24.......2.0770931
51;768889
Moy i Diento do porto.
to
o.
Horas.
en
* 2
o
kthmosphera
09
83
w
3
3
8
$ 88 S
3
Oirtcco.
Intensidade.
I
FArAMt.
S

8 8

a a f,'

Centigrado.
Bygrometro.
i
JTfJ


11

Cisin* hydro-
motrica.
Frantfe*.
fnolet.
, A note nublada com algn* iguiceiroi, vento
ireaco de o assim amanheceu.
oscitxgAO da un',
Preamar a* 3 b. e 6' da tarde, altura 6,8 p.
Bairemar is8 h. e 54' da manhia, aitn 1,2 p.
Observatorio do arsenal do marinha, 94 de
abril de 1861.
Romano Stkppi, *
1* teneinte.
Navios entrados no dia 14.
Rio de Jineiro20 diea, patacho nscional aBe-
berlbe, de 299 toneladas, capillo Manoel
Joa Veira, equipagem 12, carga caf e mais
gneros ; a Azevedo Mendos. Tres eacravos a
entregar.
Ass10 das, hiate nacional Santa Anna, de
43 tonelidis, capito Joiquim Antonio do Fi-
5ueiredo, equipagem 6, carga sal ; a Gurgel
rrao.
Farthroouth 38 das, brigue inglez aGreyhond,
de 230 toneladas, capito William Henry
Putt, equipagem 13. carga 2950 barricas com
bacalho ; a Krabb Whately & C
Terra-Nova30 das, brigue inglez TitaniaD,
de 290 toneladas, capito Joo Congdon,
equipagem 12, carga 2850 barricas com ba-
calho ; a Johnston Patear & C.
Terra-Nova 22 d.as, brigue inglez Peerlls,
de 146 toneladas, capito Andrews Mearns,
equipagem 10, carga 2110 barricas cora baca-
lho : a Saunders Brothers & C.
Nao honveram sahidas.______________
Declarares.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos
seguintes :
Para provimento dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
10 duzias de limas metas cannas de 14 polle-
gadas.
10 toneladas de carvo de pedra.
20 quiulaes de ferro inglez em barra de 1 112
pollegad*.
15 quiotaes de ferro inglez quadrado de 5(8.
16 quiotaes de ferro em vergas de veranda.
10 dudas de limas chatas de 14 pollegadas.
6 ditas de limates de 10 pollegadas.
2 ditas de limates de 8 pollegadas.
2 ditas d linloes de 6 pollegadas.
10 caadas de azeite doce.
4 libras de polassa.
6 arrobas de rame sortido.
Quem quizar vender laes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha drPdia 3 de
maio prximo futuro.
Sala das sesses do referido conselho, 24 de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario
Pela idminislrsco do correio desta cidade
se faz publico para fins convenientes, que em vir-
tude do disposto no art. 138 do regulamento ge-
ral dos crrelos de 21 de dezembro de 1814 e art.
9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851, se
proceder a consumo das cartas existentes nesls
administraco perlencentes ao mez de abril do
anoo paseado, no dia 3 de maio prximo, s 11
horas da manha, na porta do mesmo correio, e
a respectiva lista se acha desde j exposta aos
interessados. Correio de Pernambueo 24 de abril
de 1861.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
THEATRO
Rio de Janeiro
Satura' bremente a linda e velera
barca nacional IRi, a qual recebe
passageiros e eraros tendo muito
,bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com o consignata-
rios Aranaga Hijo 4 C, ra do Trapi-
rheNovon. 6.
REAL COflPUHIA
DE
Santa Isabel.
EMPREZ4 GERMANO.
4.a Recita da assisjnatura,
GRANDE ESPECTCULO.
Sabbado 27 do corrate.
Subir scem pela segunda vez neste theatro
o magnifico drama em 5 actos, escripto era verso
pelo Sr. L. A. Beurgain, autor do Pedro-Sem,
Luiz de Canicies, Casa-Maldicta e outros,
MOSTEIRO
vea a frote, para os quaes tea escolente* eos
modo*, trata-se com os eus consignatarios Aze-
vedo Si Mende*, no seu escriptorio ra da Gnu
numero 1. i
Para a Baha.
A sumaca nacional Hortencia pretende *>>
r com maita brevidade. tem parte de seu car-
regamento prompto: tarto reeto qno lhe falu
irati-ie com os eu* consignatarios Azevedo A
tendee, no seu escriptorio ra da Croz o I.
DE
issumpto da opera do maestro Donzetti
A. FAVORITA.
Castella1340.
Os coros sao os mesmos da opera
O scenario do primeiro e quinto aclos sao no-
vos, pintados no Rio de Janeiro e aqu retocados
pelo hbil pintor o Sr. Francisco Dornellas.
O primeiro acto representa urna galeria do con-
vento de Santiago de Compostella ; alm da ga-
lera v -se is arvores e sepulturas do claustro.
O quinto acto,o claustro do mosteiro de Santia-
go. Noile deluar, cruzes, sepulturas, etc., etc.
E' de um magnifico effeito esta scena, e a empre-
za nada poupar para que seja complete.
Termioar o espectculo com a bella comedia
em um acto,
FEIODOrORPOEBOMTOD'ALlIA
Comecar s 7 } horas:
CASSINO POPULAS
NO
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Sabbado, 27 do corrente.
O bailo annunciado para o dia 13 lera lugar
sabbado 27 do corrente, o qual ser com pompa
e brilhantismo, envidando-se para isso es molos
possiveis.
Sero observadas.as dsposiges do regulamen-
to interno approvido pelo Illm. Sr. Dr. ebefe de
polica.
Entrada para damas gratis, csvalheiros 2.
Avisos martimos.
pasa
Rio de Janeiro
A veleira barca nacional Rio de Janeiro* pre-
tende seguir com muita brevidade, tem parte de
eu carregarneoto prompto : para o reato que lhe
falta, passageiros e escravos a frete. trata-se com
os hu consignatario* Azevedo Si Mande*, no seo
escriptorio roa da Cruz n. 1.
Para o Rie de Ja-
neiro
pretende seguir sotes ofto das o veleiro bem
oobecido brigue nacional Almirantea ; para o
resto da carga que lhe lalta, pimgelro* e esefa-
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 29 do corrente espera-se da Europa
um dos vaporea desta cempanbia, o qual depois
da demora do coslume seguir para o Rio da
Janeiro tocando na Baha : cara passagens ete._
trata-se com os agentes Adamson, Howie & C.
ra do Trapiche Nove n. 42.
COjIPAMIA rERSAIBUim
DK
Navegacao costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao. Aracaty, Ceava', Acaracu' e Granja.
O vapor Pemnuog, commandinte Moura,
sahir para os portos do norte at a Granja or
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Eocommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahids
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mattos a. 1.
Para a Babia
Segu em *poucos das o palhabote nacional
Dous Amigos, para alguma carga qoe lhe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da.Madre de Deus n 12.
AMIIA PEINAMBUCANA
DB
Navegaca costeira avapor
O vapor laguaribe. commandante Lobato,
sanjr para os portos do sul no dia 4 de maio
as 4 horas da tarde. Recebe carga at o dia 3
ao meio dia. Passageiros e dinheiro a frete at
o dia da sahida s 2 horas : escriptorio no Porta
de Mattos n. t.
COMPANHU BRASILEIRA
DE
O vapor Oyapock, commandante o capitc
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do
sul at o dia 30 9o corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e 6ngaja-se>
a carga que o vapor poder condutir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
COMPANHIA PERNAMBCANA
DE
Navegado costeira a vapor.
Parala iba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor clguarass. commandante Moreira
sahir para os portos do norte at o Cear no>
dia 22 do corrente mez. Recebe carga al o din
20 ao meio dia. Eocommendas, passageiros a
dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 horas
escriptorio no Forte do Mattos n. I.
Lisboa e Porto,
Vai sahir com a maior brevidade para os porto
cima indicados a nova barca portugueza Corea:
quem na mesma quizer carregar o resto que lhe
falta ou ir de passagem. poder entender-se com
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca Ju-
uior, ra da Cacimba n. 1, primeiro andar, ou
com o capito Rodrigo Joaquim Corris, na
praca.
Leiloes.
LILAO
Quinta-feira 25 do corrate
as 11 horas em ponfo.
Henry Gillam, capito da barca ingleza cCily
of lhe Sultn, arribada neate porto na sua vi-
gem de Buenos-Ayres para Londres, far leila
por interveocao do agente Pinto em presen;* do
agente de Lloydes, por avtorisaco do Sr. ins-
pector da alfanjes e por conta de quem per
tencer cerca de
4,478 couros salgados
no dia e bora cima mencionado porta da as-
lociacao commerciil.
LEILO
Sexta-feira 26 do correte
s 10 horas.
Almeida Gomas, Airea & C.fario Uila por in-
lervencio do agente Pinto, asa eu armazem na
ra di Croa n. 27, da* aegaiotes objaatos que
serio aneldos acto reserva ae proco por que-
rerem (echar contal, a *aber :
Chap** do Chil, artido*.
Ditos de feltro preto* a paraos.
Charuto* do Ro de Janeiro.
Retroz do Porto sortido.
Peliea* branca*.
Tosi** da linho muito* outro* objectn*.
Nesta mesma occasio
expor vindi a prazo ou a dinheiro a* segua-
les (azoadas Inglews, chitas de dBereut** qua-
-
.,.*!



w
idade nao s estreitag como largas, damascos,
casemiras e pannos de diferentes cores, baelao,
princezas, grvalas de differeotes qualidades,
chapeos de sol nao s do seda como de panno, e
cu tras fazeodas que estar o expostas no dia e
hora cima mencionados.
LEILAO
A 25 do corrente.
Ramo, Duprst & C. faro leilao por iulerven-
cao do agente Oliveira, do mais perfeito sorti-
mento de fazendas de seda, la, liobo e de algo-
dao, toda* proprias do mercado, e que muito
ogradarao a seas freguezes, cuja concurrencia
devidamente apreciaro no dia
Quinta-feira 25
do correte, em que ter lugar o leilao nao s
das fazeodas indicadas, como de alguns lotes de
miudezas, que sero vendidas a todo preco.
principiando as 10 horas da manhaa em ponto,
no seu armazem ra da Cruz do Recife.
LEILAO
Quinta-feica 25 do corrente
ao correr do martello com
lanche.
PELO AGENTE
OIBIO DI FaUUUMKX. QUINTA FIRA 25 DE ABRIL DB 1861.
O ageute Lamargo fara lei-
lao com autorisaco de un:a
pessoa que se retirou para
Europa, de urna excellente
mobilia de Jacaranda comme-
sa, consolos de pedra, urna
outra dita, mesas elsticas,
aparadores, cadeiras de ba-
lando* guarda roupa, secreta-
rias, apparelhos de mesa,
obras de metal vrincipe, pis-
tolas de revolver, um rico re
logio com msica, um piano,
cadeiras avulsas e muitos ob-
jectos que estaro patentes no
acto do leilao, na ra do Tra-
piche n. 4, segundo andar, as
10 horas em ponto.
LEILAO
DE
Urna armacao.
Sexta-eira 27 do corrente.
Costa Carvalho (ara leilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do com-
mercio e a requerimenlo de Antonio Alberto de
Souza Aguiar e outros da armaco da taberna da
ra de Hortas de Antonio Pereira Vianna, a qual
ser vendida sem reserva de prego para lcar ou
ser arrancada no dia cima s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Urna taberna,
Sabbado 27 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelo Sr- Jos Fran-
cisco Ferreira far leilao no dia cima s 11 ho-
ras em ponto, da arraago e gneros da taberna
da ra Nova n. 50, em um s lote ou a retalho a
Tontade dos compradores. _
LHL
DE
600 a 700 barri-
cas de baealho,
Ao correr do martello.
Sexta-feira 26 de corrente as
10 horas.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer, mar
ca bem acreditada W&H Thomaz & C,
no armazem da escadinha da alfandega
do Sr. Paula Lopes.
Consulado de Franca
LEILAO
A requermento de Flix Souvage &
C por autorisaco do Sr. visconde de
Lernont cnsul de Franca e en sua
presenca e por conta e risco de quem
pertencer, o agente Hyppolito vender'
em leilao urna caixa marca J.V1C e RPM
n. 375, contendo objectos para seleiro
e sapateiro avariados a bordo do navio
francez Paralnba, capitao Garay:
sabbado 27 do correte as 1 i horas em
ponto no armazem d'aquelle senhor,
na ra da Cruz do Recife em frente ao
chafariz.
Aos Srs. litterafos
e acadmicos
DE
OVftOS.
O agente Hyppolito da Silva -autori-
sado por urna pessoa que se retira para
fora da cidade, fara' leilao de urna ex*
plendida livraria, consisindo em livros
de direito, ditos classicos, htorias de
diversos paizes e multas ootras obras
que fe tornara enfadonho
mencionar.
O que se afianca que os referidos li-
tro s&o completamente novos e que se-
rio vendidos ao toque do martello e pa
ra isto o agente cima convida aos Si s,
hachareis, litteratos e acadmicos para
que aproveitem a occasiao pois nem
sempre deltas bavera': effeetuando se o
leilao quinta-feira 2 de maio as 11 ho-
ras em ponto em seu escriptorio na ra
da Gadeia do Recife n. 48, primeiro
andar.
Os livros poderao ser examinados.
LEILAO
O agente Hyppolito fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer e paqa
fechar contas, de urna porcao de vmhos
engarrafados como Rordeaux, Santera,
Kirsch, e bem assim de algumas fruc-
tas em conservas : sabbado 27 do cr-
rante ao meio dia em ponto na ra do
Trapiche n. 13, armazem.
LSHaAS
DE
CHARUTOS
O agente Hyppolito autorisado pelos
Srs. Antonio Gomes & C fara' leilao
por eonta e risco de quem pertencer de
15,000 charutos fabricados no Rio de
Janeiro, os quaes sao de excellentes
qualidade, e serao vendidos sem limite
algums>segunda-fcira 28 do corrente as
11 horas em ponto, no trapiche alfan-
degado no Forte do Mattos denominado
barao do Livramento.
Farinha do Chili
B. G. Bendiven capitao da galera di-
namarqueza Himalaya, arribada a
este porto na sua recente viagem de
Valparaizo e Tom para Cork, fara' lei-
lao por intervencSo do agente Hyppo-
lito, em presenta do Sr. cnsul da Di-
namarca e com licenca do Sr inspector
da alfandega e pnr conta e risco de
quem pertencer de cerca de 5 a 6,000
saceos com farinha do Chili avariada,
de 100 libras hespanholas cada urna :
segunda-feira 29 do corrente ao meio
dia em ponto, no armazem alfandegado
do Exm. Sr. baro do Livramento no
caes d'Apollo.
Avisos diversos.
LOTIRIi
Quarta parte da quarta e pri-
meira da quinta de. S. Pe-
dro Martyr de Olinda.
Nos bilheles rubricados com a chancella do
abaiio assignado foram vendidos os seguinles
nmeros com as seguintes sortea :
1920 5:0008 1 meio bilhete.
855 800{t Bilhete inleiro.
687 8008 Dito dito;
1073 400g 1 meio bilhete.
1128 1009 1 dito dito.
381 100 1 dito dito.
. 1721 100 1 dito dito.
489 40 Bilhete inteiro.
1 40 Meio Dilhete.
2014 40g Bilhete inteiro.
1962 40 2 meios bilheles.
1139 40J 1 meio bilhete.
e outros de 10 e 20. A sorte paga inclusive
a garanta (de 12 por cento geraes e 2 provin-
ciaes) ni praca da Independencia n. 22 aonde se
acham expostos- venda assim como as mais
tojas do costume, os bilheles e meios da lerceira
parte da quinta lotera de Nosaa Seohora do
Guadalupe rubricados por
Santos Vieira.
Bilhete inteiro 6&000
Meio bilhete 30O
Em porjoes de 50,000 para cima.
Bilhete 58500
Meio 2*750
C0MP4MIIA DI VIA FRREA
OD
IJecife ao Sao Francisco.
(limitada.)
Roga-se a quera tiver de fazer alguma recla-
mado ou queixa sobre perda, demora ou arara
em gneros transportados pela va frrea queira
dirigir-se immediaiamente ao Sr. James Kirk-
ham inspector do Irafego na estagao das Cinco
Pootas ou oa do Cabo, por escrpto ou pessoal-
mente.
Teudo-se dado alguns engaos na entrega do
assucar em consequencia de todos os aaccos nao
serem marcados roga-se aos Srs. agriculiores
que os queiram fazer marcar distinclamente com
o nome do engenho a que pertencem por ex-
terno.
Assignado -E. H. Braman,
Superintendente.
No da 27 do corrente mez, depois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz municipal da segonda va-
ra, s 2 horas da tarde, se ho de arrematar em
praca publica, na sala das audiencias, por ven-
da, as trras da propriedade denominada Passo
do Giqui, contendo o antigp trapiche, vlveiros,
torno de olaria, cassoles e trras annexas, com
urna casa em estado de ruina ; e o dominio di-
reito de diversos terrenos da mesma propriedade
aforados a differeotes pessoas, conforme o escrp-
to em mo do porleiro do juizo, por execujao de
Manool Joaquim Baplista contra Jos Florencio
de Oliveira e Silva, proveniente de duas letras de
parle da compra que este fez da predita proprie-
dade qaefieou especialmente hypothecada ao aeu
integral pagamento.
Precisa-se da quantia de 3:000000 a pre-
mio, dando-se por hypotheca um dos melhores
predios situados no Poco da Panella : a pessoa a
quem coovier fazer este negocio, queira dirigir-
se ao Sr. Manoel Jos da Silva Cabral, oa ra
Bella n. 6.
Atiendo.
Aluga-se em ama das melhores ras da fregue-
sa de S. Jos ama meUde da um sobrado por
comroodo preco, sendo a familia ou pesaos paz:
qaMtpretBdr. dirija-se a ra Direita, taberna
o. 76~que dir o nao .
iriQ Keller tiI a Miranbo.
Acham-se i venda os novos bilhete e meios
da lerceira parle da qulgla lotera a beneficio da
igreja de Nossa Seohora do Guadelupe de Olin-
da, na thesouraria das loteras ra do Queimado
D. 12 primeiro andar e na casas commissiona-
das oa praca da Independencia loja b. 22 do Sr.
Santos Vieira, a ra Direita n. 3 botica do Sr.
ChagM, na ra da Gadeia do Recife o. 4$ loja
dos Srs. Porto & Irmo.
As rodas andarlo impreterirelmente no dia 4
de maio prximo, As sortes sero de prompto
pagas a entrega das listas. Abaixo vai publicado
o plano qoe o Exm. Sr. vice-presidente da pro-
vincia se dgnou approvar para a exlraccSo das
loteras, o qual suppoato que menor cm capital
offerece todava em proporcao mais premios que
o transado. o thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
PLANO.
2600 bilhetes a 5.............. 13:000000
Beneficio e sello de 20 por cento. 2:6DO0O0
Liquido. 10:4008000
1 Premio de............ 5:000
1 Dito de............ 8008
1 Ditode................ 400
1 Dito de............ 2008
3 Ditos de 100$........ 3008
6 Ditos de 408........ 2408
.15 Ditos de 209........ 300
30 Ditos de 10$........ 3008
572 Ditos de 5........ 2860
-- uj --------10:4008000
o.J0 Premiados.
1970 Brancos.
2600 Bilhetes.
N B. As sortes maiores de 1:000 eslao su-
geitasaos descontos da le.O thesoureiro, An-
tonio Jos Rodrigues de Souza.
Approvo. Palacio do go vert o de Pernambuco
22 de abril de 1861.Portella.
Conferido.Francisco Lucio de Castro.
Trocase
por maeda corrente as notas geraes
dos padres seguintes:
Brancas de 1 com urna figura.
Ditas de 5 com urna dita.
Rdxas de 50$.
Brancas de 500.
Verdes de 500.
E mais : notas do banco da Babia
de 108 e 20 rs. ditas da caixa
filial da dita de 20 : na ra da Cruz
do bairro do Recife, armazem n. 27.
s
Furto.
No da 20 de abril na occasio de se
estar butaudo um vidro em urna tabo-
leta, furtaram nma cadeia de ouro de
lilagran para reloglo, com urna borlota
em cada lado e no meio um chicote e
um estribo, e por isso pede-se aos Srs.
ourives e mais pessoas a quem esta r
otTerecida para vender, ter a. bondade
de segurar a pessoa e levarcm a ra da
cadeia do Recife n. 55, loja de Figuei-
redo & Irmo que ser recompensado.
Os administradores da massa de
Manoel Antonio dos Passos Oliveira &
C, loja de trastes n ra Nova n. 21
pela ultima vez convidam a quem se
ulgar credor da dita loja a apresentar
seus ttulos no escriptorio da adminis
tracao, ra da Cruz n 40, ate o dia 50
do corrente mez, se quizer ser,contem-
plado no rateio de somma importante
ao qual vai proceder-se sem mais de-
mora. Recife 21 de abril de 1860.
Urna pessoa habilitada para es-
cripturar por partidas dobradas e com
boa letra se olTerece ^ara fazer qual-
quer escripturacao commercial e mes-
mo para fora desta cidade : quem qui-
zer dirija-se a Roa-Vista raa Velha nu-
mero 75.
i "7.Dr DabToy. dentista, successordo Sr. Pan-
ao respeitavel publico quo che-
rnambuco no mez de abril ou at
advogado Inooceocio Serfico de
Asis Carvalho declara que para oa miste-
Tes de sua proflsso s pode ser encon-
gado em seu escriptorio, ra do Queima-
o n. 14, das 10 1[2 horas da manhaa at
3 da tarde, nao podeodo ser antes
fpor eslar oceupado pos trabalbos de
sua cadeira oo collegio das arles.
!&& ea*
US abaixo assignados scientificam aoa seus
devedores que o Sr. Antonio de Parias de Bran-
dado Cordeiro, o encarregado e nico autorisado
para receber contas de tua casa.
Camargo 4 Silva.
Aluga-se na Capunga nova, quasi i mar-
gem do Capibaribe, um sitio com urna bella casa
e iardim : para informacoes, na ra da Cruz n.
33, armazem aonde se vende sebo do Porto, e ve-
las de composicao, e compram libras sterlinas.
Jos Gaido Perreira dos Santos vaiao Rio
de Janeiro.
Aluga-se urna grande casa de um andar
com commodos para um collegio, defrunte da
fundico do Sr. Starr em Santo Amaro ; a fallar
com Guilherme Pursell.defronte da igreja de Be-
leo, ou com Manoel Joaquim Gomes, ra do Im-
perador n, 26.
Aluga-se um molecote de 22 annos de ida-
de, que sabe bolear e serve para lodo servido de
qualquer casa de familia ; aluga-se lambem urna
escrava que sabe cozinbar e vender na ra, serve
para todo servico de qualquer casa de familia :
para tratar, dirija-se a ra da Imperatriz o. 47.
Aluga-se um preto moco, que est acostu-
mado ao servico de padaria ; na ra do (Juro nu-
mero 23
A. Harismeudy, cidado francez, retira-se
para Europa.
Na livrana n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse Cokles Cavalcanti de Mello.
Precisa-se de um ama escrava : no pateo
do Terso n. 26.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa se fallar ao' Sr.
Jos Rufino de Mendonqa.
O abaivo assignado declara que despedio
seu caixeiro Antonio Nunes Duarte de Pigueire-
do, e roga a seus devedores que nao lhe paguem
conta alguma sod pena de pagar segunda vez.
Recife 23 de abril de 1861.
______ Jos Dias Brando.
Irmandade acadmica de
N. S. do Bom Conselho.
A mesa administrativa da ir-
mandade acadmica de Nossa Se-
nhora do Rom Conselho convida
a todos os nossos charissimos ir-
maos para assistirem a missa do
stimo dia, qne se tem de cele-
brar pelo repouso eterno do nosso
fallecido irmo Jos Antonio Gon-
qalves de Lima, quinta-feira 25
do corrente as 9 horas da manhaa
no convento de S. Francisco.R.
M. Pinheiro, secretario.
i Cassino Militar I
Pernambucauo.
a

A directora faz sciente aos Srs. socios
que, em assembla geral foi marcado o da
4 de maio futuro, para ter lugar a ioaugu-
racao da sociedade, om um baile offere-
_ cido aos Exms. ministros da guerri e ma-
trinha, em demonstradlo doregosijo que se
acham possuidos pela elevarlo dos mes- @
_ mos Exms. generaes marquez de Caxias e
S Joaquim Jos Ignacio do cargo de minia- 9
tros de estado. $
A mesma directora previne a todos os g
socios que se deverao reunir em assembla 9
geral na sexta-feira (26 do corrente) pelas H
4 X horas da tarde, na residencia do Sr. g
director do arsenal de guerra afim de pres- ^
tarem suas assignaturas as felicilaedes g$
que teem de ser dirigidas aos Exms. mi- ,0
oistros de marioha e guerca, em nome da 9
referida sociedade. $
Fioalmenle roga a todos os Srs. socios
que, apresentem as suas propostas de con- @
viles al o dia 28 do corrente, no sobrado
da ra Nova n. 46, primeiro andar, e de
29 por diaote poderao procura-ios em casa &
do Sr. thesoureiro, oa travessa da Matriz &
da Boa-Vista.
Antonio ViUlla,
1" secretario. A
Casa de campo.
Aluga-se urna boa casa com quintal grande, no
Monteiro junto ao sobrado : a tratar na ra es-
treita do Rosario o. 28.
SOCIEDADE
INI10 IE\EFICEME
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Por ordem do Sr. presidente convido ossenho-
res socios, de conformdade com a ultima parle
do art. 31, a comparecerem na sessao de assem-
bla geral no dia 25 s 6 1)2 horas da larde.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
A i8^! Selleiros ei Pernambuco 22 de abril
de 1861.
Joio Jos Leite Guimares.
1. secretario.
Francisco Jos Carvalho, Portugus vai
Portugal. '
Mara Thereza, da lha de S. Miguel, acha-
se oa ra nova de Santa Rita n. 65.
O Sr. Eliziario Gomes de Lima ten urna
carta oa rp Nova n. 7.
Lotera.
Pede-se aos senhores thesoureiro e eautelialas
das loteras da provincia, que nao paguen qual-
quer premio que possa sahir no bilhete inteiro de
n. S791 da 4.Vp*fte da 4.\ e 1. da 5. lotera
de S. Pedro M re noielf, senao a abano assignado, cujo t-
mele 101 perdido.
Dioge Jos da CosU Fontet.
Offereee-ee urna mulher para todo eervieo
de aa seca : a traUr na roa d Hoa d. ,
CASA
DE
commiso de escravos,
pateo do Paraizo n. 16,
sobrado que foi do fal-
lecido Nicolao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos, que se achava
estabelecido oa ra larga do Rosario n. 20, e ahi
da mesma maneira se contina a receber escra-
vos para serem vendidos por commissao, e por
conia de seus senhores, nao se poupando esforcos
para queosmesmos sejam vendidos com promp-
tido, fim de que seus senhores nao soffram em-
pate com a venda delies. Neste mesmo estabe-
lecimeoto ha sempre pira vender escravos de
ambos os sexos, velhos e mogos.
O proprietarfo do eslabelecirneoto typogra-
phico da ra do Imperador n. 15, defronte de S.
Francisco, faz sciente ao publico, e prin:ipalmen-
te aos seus freguezes, que d'ora em diaote at
outro annuncio, o seu estabelecimento abrir-se-
ha as 9 hars da raanha e fechar-se-ha as 4 da
tarde.
Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa ; na ra Nova n. 48.
Aluga-se urna padaria bem afreguezada pa-
ra a Ierra e para o mato ; a tratar na ra Impe-
rial n. al.
Fugio oo dia 21 do corrente mez urna ca-
bra por nome Candida, estatura baixa, disdeota-
da, ida Je 26 annos, pouco mais ou menos, e se
acha pejada, levou vestido de roupo de assento
branco com rodas encarnadas e chales brinco
com barra de cor, consta que esl em alguma
casa ; a pessoa que a tiver occullada.sujeitar-se-
ba ao rigor da le : quem a pegar, leve ao seu
senhor na ra da Senzala Velha n. 136, que ser
recompensada.
illeiifo.
Pede-se a alguos mogos' que moram l para a
estrada do Pombal em companhia de algumas co-
melxas, que se cohibam, deixando de perturbar
o socego das familias que moram pela circunvi-
sinhanga ; e outro sim deixando de arrancar as
estacas e ramos das cercas que mais prximo lhes
ficam, com o que summamenle damnicam os
respectivos propietarios. Se nao houver emen-
da em semelhante procedimento, protesta-se usar
contra elles dos recursos legaes, e enlo veremos
o que faz oMsis insolente.
Deseja-se saber aonde mora a Sra. D. Lui-
za Mana de Barros, mi do Sr. Dr. Jos Pereira
da Suva, que juiz municipal na cidade deSan-
tarem, na provincia do Para, aflm de se lhe en-
tregar urna encommenda viuda daquella mesma
cidade : na ra do Queimado o. 48.
Attenco.
No hotel inglez collocam-se deotes artificiaes
Aviso aos senhores padei-
ros.
Na rui de Apollo n. 34 existe para vender-se
um resto de gigos grandes de madeira vindos do
Porto pelo ultimo navio, obra muito bem feita e
proprios para substituir os paoacs, aos quaes
levam grande vaolagem em duracao, reconhecida
por todos que delies tem usado.
Vende-sea loja de calcado d. 35, na ruado
Livramento ; os pretendenles acharo com quem
tratar na mesma casa n. 6.
D-se 800* a juros sobre penhores.de ouro
ou prata ; na ra da Florentina, casa da esquina
que volta para a ra de Sania Isabel.
Precisa-se de um caixeiro que d conheci-
mento de sua conducta, para tomar urna taberna
por bataneo, nao se duvida dar ioterease a quem
Uver alguns fundos; oa ra da Imperatriz o. 34,
se dir quem quer. -
Cozinlieiro.
Precisa-se de um bom czlnheiro psra o hotel
da villa da Escada: a tratar na rua'Direita desta
cidade o. 76."
Aluga-se
a loje com armacSo da casa da ra Direita o. 87
propria para qualquer estabelecimento, nao ae
olhando o preso: a tratar oa loja da na do Quei-
mado n. 4o.
A padaria do lelo do norte, na ra-do Co-
tovello, precisa de em bom forniro
Adelaida Sborgi com suas duas ilhatf Edwi-
ge e Giuditta, subditos italianos, retiram-se para
Precisa-se de um caixeiro para padaria quo
abone sua capacidade, e boa conduela; na nada-
ra do pateo da Santa Cruz n.
Precisa-se de nma aenhora idos* qne saiba
tratar de um doenl e um pessoa so: a tratar
na ra Direita n. 14, esquina de 8. Pedro.
Aluga-se "urna escrava ou mulher forra pa-
ra ama de urna casa 'de pouca familia ; na ra
das Utues, sobrado d. 8, primeiro antar.
Peehineha
sem igual.
Superiores chales de merino estampados, fios,
de muito lindas cores, pelo baratissimo preco de
5$, ditos de merino liso muito finos a 45, lindas
cassas organdys matizadas a '240 rs. o covado,
cortes de chita fraoceza com 11 covados a 2*500
o corte, cambraias brancas de 10$ a pega, com
pequeo loque de mofo a 3* ; na loja do sobrado
de quatro andares na ra do Crespo o. 13, de Jo-
s Moreira Lopes.
Forneiro.
Precisa-se de um bom forneiro para
Goianna : a tratar com Jos Duarte das
Neves.'
Attenco.
Manoel' Joaquim Das de Castro, arrematante
da massa fallida de Joaquim Antonio Dias de Cas-
tro, e depois Castro o Amorim, avisa aos deve-
dores das ditas extioctas firmas, que no prazo de
30 dias venham salisfazer seus dbitos na mesma
loja, findos os quaes usar dos meios que a le
lhe faculta. Recife 22 de abril de 1861.
AOSSENHORES
abaixo declarados pede-se o favor de se dirigi-
rem a ra do Crespo casa n. 1, a negocio de seus
inieresses :
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Jos Mendes.
Antonio Pereira da Rocha.
Balbino Simes do Amaral Camillo Pessoa.
Francisco Goncalves Guimares.
Francisco Pereira de Barros e Silva.
Frederico Augusto de Lemos.
Dr. Felppe da Molla Azevedo.
Jacinlho Luiz Guerreiro.
Joio Cancio Gomes da Silva.
Joo Marinho Cavalcante de Albuquerque.
Jos Mara de Souza Araujo.
Jos do Hollanda Cavalcante.
Joaquim Fedro do Reg Cavalcante.
Joaquim da Fonceca Soaresde Figueiredo Mello.
Manoel Cavatcanle de Albuquerque Lins.
Manoel Correia de Brito.
Maooei Malheus Cavalcante.
Ulices Cokles Cavalcante de Mello.
Vicente Ferreira da Silve0
Nova carlilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edico da carlilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a antiga carlilha do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, do a esta edicao da carlilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
**k OT!w t *w v&f aWW * 1| M. J. Leite, roga a seus deve- *
dores que se dignem mandar pa-
g gar seus dbitos na sua loja da '
H ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pai a esse im com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
. Leal.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja Del e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozioha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde. -
MOTEA.
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mo
relogios para concertar muito tempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
contar desta data, prevenindo tambem s pessoas
que teem feilo troca de relogios, deixando sig-
nal, que, se no prazo referido os nao forem bus-
car, ser reputado nullo qualquer negocio feito,
e nenhum direito haver de reclamaren): roga
juntamente s pessoas que tiverem objectos de
ouro em sua mo sem juro algum, o favor de vi-
rem relira-los no prazo cima indicado, do con-
trario sero vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recife 10 de abril de 1861.
Mudanza de esta-
belecimento.
3Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazeodas quetinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeoto
de fazeodas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por presos muito baratos :
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, erua
do Imperador, oulr'ora ra do Collegio, sobrado
de um aodar o. 36.
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar na
mesma ra n. 40.
Attenco.
*
Precisa-se alugar urna casa com commodos
pan familia, perlo da praca ; quem tiver, pode
procurar informacoes na praca do Corpo Santo,
no escriptorio da commandita.
Quem quizer encarregar-se de aterrar um
viveiro perto do rio dirija-se a ra do Apollo nu-
mero 9.
SST" Furtaram do primeiro andar do sobrado
na ra da Cadeia n. 66 um relogio suisso de ou-
ro com corrente tambem de ouro, n. 7383 ; ro-
ga-se aos senhores relojoeiros ou a qualquer pes-
soa a quem or eflorecido de o aprehender e le-
var a mesma casa Antonio Jos Lopes da Silva
que gratificar com generosidade.
Precisa-se
contratar urna enhora branca, de idade pooco
mais ou menos de 50 annos, para aasistir em com-
panhia de urna seohora casada, residenie oa fre-
guezia de Santo Amaro de Jaboatao : a quem
isto coovier, anonade para ser procurado.
A pessoa que perdeu um relogio nos Pra-
zeres, sem correte, dirija-se a ra das Cruxea n.
35, que lhe ser entregue, dando o signal do dito
relogio, pagando o achado e as desposas do an-
nuncio.
Perden-se desde a ra do Tigario at ao
armazem do Sr. Tsso de Irmos, urna conta cor-
rete com, o rebo de saldo de coojas: a jossoa
Jue achou, sendo a queira levar a seu dono Jlo
uarte Mioario, ra do Rangel o. 10, ser re-
compensada.
Aluga-ae o segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 11 ; acatar oa praca da Indepen-
dencia n. S2.
Urna pessoa de Portugal, deseja sa-
is existe o Dr, Jos Coelho
viiTfa, que eutr'ora resida no
Cabo oa Estada, em om engenho, afim
de lne contguiDicar noticias de ama Me-
ra n^a que lhe pode tocar pr mor te de
om prente: a deiiar explicaces na
livraria ns. $ e 8 d praca da Indepen-
dencia, com o subscriptoAlpha.
- Julie Beiffler. mulher de P. Jacobv Demar-
leux, subdita fraoceza, vai a Europa.
Calvicie.
A ulidade da pomada in-
diana nao s de fazer nas-
"r.08C?5ells mais tambem
de dar-lhes for5a P,r evi-
tar a calvicie e nao deixa-
Ios embranquecer lao cedo
como quando ella nao for
applicada ; alem disto, sen-
do sua composicao formada
de substancias alimentares,
a absopcao pelos poros nao
pode ser nociva. Depsitos, ra do Imperador
o. 59, e ra do Crespo o. 3.
Precisa-se comprar urna preta de meia ida-
de que cozohe o diario de urna casi de pouca
familia ; a tratar na ra das Flores n. 25
Ama.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia : oa loja de livros ao p do arco de
Sanio Antonio.
Aluga-se urna preta escrava com bastante
leite para ama : a tratar oa ra do Crespo nu-
mero 2 15.
No dia 1 de maio do corrente.as 10 horas do
da, na sala das audiencias, se ha de arrematar
perante o Dr. juiz interino dos feitos da fazeada
nacional, urna casa, terrea de pedra e cal, sita na
ra do Queimado n. 57, pertencente ao ejecuta-
do Jos Antonio de Oliveira, por si e por o-ilros.
lendo a dita casa 12 palmos de frente e 36 de fun-
do, com pequeo quintal murado, com 48 palmos
em quadro, avahada por 2:500. Becife 21 do
abril de 1861-Caelaoo Pereira de Brito, solici-
tador interino.
Flix Sauvage, cidado francez, retira-se
para Europa.
Joo Goocalo de Souza Azevedo declara que
mudou o seu nome para Joo de Souza Azevedo.
No botequim da ra larga do Bosario pre-
cisa-se alugar um prepj, e lambem se precisa de
um cozinheuo no mesmo botequim.
J. Praegei & C. mudaram seu
armasem da ra da Crus n. 17, para
a mesma ra n. 11.
Pede-se
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na ra do Cabuga' n. 1 B, a negocio
que n5o ignora. .
Em um engenho distante desta ci-
dade 7 leguas precisa-se de urna senta-
ra que saina ensinar primeiras letras e
francez a duas meninas, e se souber m-
sica e piano maior sera' o honorario :
na ruado Imperador n. 73, primeiro
andar.
J. N. Lasserre. subdito francez, retira-se
para fora do imperio.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Alyes Guimares & C.,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que lhe venham saldar suas con-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nao fizercm seao entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, azemos esta observarlo para
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDADE BANCAMA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Os seohores socios commaoditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
zao de 15 OtO ao anno. Recie 22 de abril de
loo!.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de lotera, s
quaes sao rubricados com tin-
ta de iroprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Um moQo Portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, disponuo de algumas horas,
nellasse offerece para fazer alguma escripturacao
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necessitar, deixar car-
ta fechada nesta typographia sob as iniciaes D.
O bacharel Augusto Elisio de Castro Fon-
seca cordialmente agradece a todas as pes-
soas que assistiram ao enterro do seu ami-
go e prente Jos Antonio Goncalves Lima,
estudante da faculdade de direilo, com ea-
pecialidade ao Sr. provincial e mais reli-
giosos do convento do Carmo, e convida a
estas mesmas pessoas, a todos os Srs. len-
tes e estudanles da faculdade de direito,
aos seus amigos e os do finado para ouvi-
rem urna missa por alma desle no dia 25
do corrente pelas 7 horas da manhaa na
igreja da matriz da Boa-Vista.
Precisa-se de dous ou
tres ofDciaes tamanqueiros ; oa ra larga do Bo-
sario n. 22.
Precisa-se de feitor para sitio no Monteiro:
a tratar na ra da Cruz o. 49.
Precisa se de urna mulher para acompanhar
urna senhora atea cidade da Fortaleza, capital do
Cear, em um dns vaporea da carreira : oa ra da
Unio n. 46.
Dentista de Paris.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgiiodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
deotes artificiaes, tudo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas eoteodi-
das lhe reconhecem.
Tea agua e pos dentifricios ate.
Alguma Senhora de idade que qoeiri aca^
bar de ensinar primeiras letras a urna menina
daaflt lied ts diariamente^ morando com a fa-
2KBJ -hoa paga, dirija-se a ra da
rrsuM. 4, tjoe se lhe inculcar com quem deve
tratar. i
j "t *)**:* "m so e Bera-flce, maVgem
do Capibanbe, com casa para familia, qoarto e-
ra escravos, e estribara ; trata-se na ra Real
numero 1.
Precisa-se por aluguel de um preto oara a
wjijjntet.0 de man casa ; i traiu na iua ni


.DIARIO OS flERNAUDCO. QUINTA FEIRA 25 DS ABRIL DI 1801.
(5)
*
=


CIL^HJL
MEDICO PARTE.RE OPEBADR.
3 BA D V GLORIA. C ASADO FUNDAOS
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso di consultas todos os das pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao s para ac idade, como para o engenhos
u outraa propriedades ruraes.
% Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declara
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou i loja de
ivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os memores Medica-
mentos homeopathicos ji bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botiea de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos.......\ ;........151(000
Dita de 36 ditos............, 209000
Dita de 48 ditos............, 259000
Dita de 60 ditos............. 309000
Tubos avulsoscada um.........: ; 1000
Frascos de tinturas. .::.;..:....... 2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duaido em poriuguez, com o diccionario dos termes
de medieina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes.......i 6900*
ARMZEM PROGRESSO
DE
C01PANHIADAVIA FRREA.
DO
Recife a Sao Francisco.
Ilimitada.
At outro aviso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella seguirle :
3
es
03
O
s=
a
o
a

<
;g$ 11285
s
o
Z
<
se
o
i2SS I8SS
6
-=


"O
a
es
Q
es
<
<
na
z
<
s
Et-tr*ooeoooo>o>oe
o
|S3SS l8S
E **> te w >n
o
a
gTi5 I -9*-r ISSrcm
o
coccooeee0>oooo
lar lio da Penlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Sr?. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimeuto de gneros os meiores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
Tindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga iuglea perfeamente flor, m r libra, e em bar.
rril se far algum abalimento.
^lanteiga lraneeZ.a a mai8 noya que ha no mercad0 vende-se a 720 rs. a libra.
GU petla, \iyson e pteto 08 melhore8 que ha Desle geDero a 2m> 2J e
19600 rs. a libra.
yaeijos amen gos chegados ne8te uUimo Tapor de Europa i$6oo rs., em por-
cao se far algum abalimento.
yutSljtJ SUISSO recentemente chegsdo e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
" praiO 08 melhoresque tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento:
CaixittliaS COI Uma C daaS libras elegantemente enfeitadas contendo
differentes qualidades de confeitos, amendoas cobertas, pastilbas etc., etc., o que ba mais
proprio para mimo a li cada urna,
VaSSaS IllUltO 1IO\aS em caixu com 14vi 15 Ubra8 ven(ie.8e nicamente no Pro-
gresso a 29 cada urna.
ISOidCUlUlia nglCZa a mais nova que na n0 mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 35000 a barrica e a retalho a 210 rs. a libra.
A.meiXaS lranelas a 480rs a libraem por5ose far algum abalimento.
^latmelaaa impeTial d0 afamad0 Abreu, e de outros muitos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
lalas eom bolacYnnhas Ae soda vendese a l600 rl. cada UBla eom
differentea qualidades.
V^UOCOiaie 0 maj8 SUperior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
nl.a^a de \Omate em latasde l libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
PeTaS SeeeaS em condecas de 8 libras por 39500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas trncelas e Inglczas
das em direilura a 800 rs. o frasco.
JVletria, macarrao e taluarim a
roba por 80.
Palitos de dente lixados
9
T onclnno de Lisboa
.a arroba a 9g.
IrreSulllO mun0 n0T0 T6nde-se para acabar a 400 rs. a libra.
Chonrlcas e paios
a libra.
Hanna de porco retinada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas com peixe de posta Dreparaoo da melhor maDeira possivel da8 melh0.
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 19500 cada urna, assim como tem salmo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champaohe das mais acreditadas marcas,
cerreja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pa-
rificado a 1$ a garrafa, nozesa 320 rs. a Ubra, ervilhas francezas, tructa em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontrario tudo de superior aualidade.
I
I
t
W
H
35
M
O
Q
S
O
5
ce
.
-3
ce
O
=
o
E
9
ce
es
a
es
<
I O N -OB-O"
S!fA2-S-:S-o.Ss5
i o 0-:- a *
u-
o
S^^Se? li55S IS
o
a
<
a
z
<
z
Cd
O
<
a
5
lS?S IS
Polassa da Rassia e cal de
Lisboa.
No bem conheeidW acreditado deposito da rita
da Cadeie do Rede n. 12, ha para vender a ver-
dadeira polassa da Ruasia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em1
pedra ; ludo por precoa mais baratos do que em
outra qualquer parte.
CALQADO.
45 Ra Direita 43
Por sem duvida que o Sr.ex-minlslro da fazenda
estavadespeitado com os delicadosps dasnossas
amaveis patricias 1 Prova-o bastante o augmento
de 160|0 aos dixeitos que pagam as bolinas di
seBhora em relaco s de horcem queapens ti-
reram o de 23 "u I S.Eicdesejava que ellas tro-
cassem urna bem feita bolina joly,por algum ch-
nelo mal amanhsdo, encosluradode pOpa proa,
aflm de obstar a que ostentassem com|garbo mi-
moso p da bella pernambucana, que nio tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. teve
de encontrar urna opposico firme e enrgica no
proprietario do estabelecimento da ra Direita n.
45, que nio quiz vender as suas bolinas a 7$000
como S.Exc. pretendeu, e sim pelos precos se-
guintes :
Borzeguins para senhora.
Joly (com briUiantina). .
Dito (com laco e ivella). .
Austraco (sem laco): .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30......,
De 18 a 22.......
Para hornera.
Nantes (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, inteiricos
Dito (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos Dernambucanos .
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5
1 batera )Suzer).....5J200
SoIadebater(Suzer). 50000
Meios borzegins (lustre). 6(000
SapatSes (com elstico). 5#000
Ditos para menino 5#500 e 4^000
Muito calcado bem feito no paiz por precos ba-
ralissimos: assim como couro de lustre, marro-
quins, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio ele. em abundancia e muito
barato.
MMMsm BsM ra mb asa rs*i mr w "wrct
^tfnvenvQBvnwBi mam MRi aun m m #i*
Para homem.
60000
50500
50000
40500
40000
30500
100000
90000
90000
8$ 00
80500
60000
ID (O (O --C --C t- t-
r w I ^--rs I <
o
a
as mais novas que ha por serem vin-
400 rs. a libra em caixas de urna ar-
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
o que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a mais alva que pode haver no mercado vende-se a
a
z
<
s
a
I lAkAOQ I O
r~ t t-1^ t^ oo ao
o
I
3
\Pechincha semigual.\
Palelots saceos de casemira mesclado,
de cor e prelo a 12$.___________
Ditos sobrecasacos golla da mesma fa-
zenda e de velludo a 20#.______________
Ditos de brim de linho branco a 4$.
Chapeo prelo muito Qno a 8$.
Corles de casemira superior a 4$500.
Brim de linho trancado liso e de cor
fg covado 640 rs.
Grvalas de seda e gorgurio a 500 e lg.
Camisas brancas e de cores muito 11-
nas a 2g. ____________________________
Para senhora.
Recebeu-se leques, -pulcoiras de sanda-
lo novo modelo para 2e 5g. ______
Kecebeu-se extractos, essencia de san-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balao de musselina e madapolao
para senhora a 4$ e menina a 35.
Chitas francezas claras e escuras cor fi-
za, padroes modernos covado 280 rs.
a m>
a
u
m m
o,
w (- o i > = a.e.c AssignadoB. H. Braman,
SuDerintendente.
Compras.
Coropra-se os
da Calcada n. '22.
Myslerios de Paris: na ra
------
Cura certa das hydropesias.
as minhas viagena pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paiz em muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopalhicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao pjeiudicava aos
meus doentes.
D'entreo numero de molestias, que tive de tratar, urna classe me mereceu muila atteoco
tanto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidade que aprsenla. Esta classe de
molestia a hydropesia.
Tive de tratar de muitas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nSo
correspondan] a minba espectacliva ; tendo porm conhecimento de nma planta, que havia produ-
duzido bous resultados em alguna casos, tralei de estudac os seus effetos e na verdade tive o pra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesiss.
Sendo pois as hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que affectam a nossa populacho e que grande numero de victimas ha feito em todos os lempos,
julgo ter prestado um grande servido a humanidade com a descoberta de um agente lo poderoso!
que nenhma s vez me tem fslhado, ainda mesmo nos casos mais desesperados.
Na aacitis (nxdropesia de ventre] costumam exlrahir o liquido por meio da puneco ; mas o
liquido que se extrahe nao a causa da hydropesia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
que a extraer o do liquido que constitue a ascitis um meio palliativo com o qual d-se em verda-
de algum alltvio ao doeote, mas se empeiora o seu estado ; por quanto sempre ou quasi sempre o
liquido se reproduz com muito maior rapidez, na razao directa das operacoes que se repetem para
o exlrahir.
Ouasi sempre a ascitis symptoma da lesao de urna vicera do ventre particularmente do bago.
E' tao seguro o tratamento das hydropesias pelo novo agente, que nao receio em offerecer-me
iara applica-lo com a condiego de aada receber no caso de nao ficar o doente corado, seja qual
6r o seu estado ; e como desejo que a efBcacia desle remedio seja comprovado pelos mdicos pedi
ao Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que aonuio, e por cojo motivo )he tributo o meu sincero *gradecimento.
Assim pois qnem se qufzer aproveitar dos meus traeos servicos se digne de procurar-me em
miaa casa, ra da Roda o. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Joti Alees Tenorio.
TABAC CAPORAL
Deposito das masi^aetuTas impeTiaes deran*;a.
.r, '^f^S^nJ^"19 * CAMB0A PO CARMO, o qual se vende por ma?os de S hectogramos a 11000, e em porcao de
lOne^g paro cima cora cesoonto de 35 por ceoto no mismo estabelecimento acha-se umbem
o ntimimo papel de Iwbo para cigarros.
Escravo.
Compra-se um escravo cozinheiro que seja mo-
co ; na ra da Cadeia, loja n. 23.
Na ra do Trapiche Novo n. 42. compra-se
rnoedas de ouro de qualquer qualidade.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no esenptorio de Francisco Malhias Te-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
Compram-se rnoedas de ouro de 200 ; na
ra Nova n. 23, loja.
Vendas,
Na padaria da ra Direis n. 84, vendem-
se cylindros americanos novamente chegados,
para padaria, por preco com modo.
jE' barato quej
admira.
NA LOJA DO
UBI
K Vende-se na ra da Cadeia confronte o fs
otbecco largo loja n. 23 de Gurgel & Per- a
KsnfeseiKie asas assttSMMR)*
M
S
Ra do Crespo numero 8.
Baldes de 30 arcos de madapolao e de
crochet a 49500.
Collarinhos de linho multo finos a duzia
5 e6.
Saias bordadas de 3 pannos a 2$ e 2J500.
Ditas de 4 pannos a 39 e 38500.
Gollinhas bordadas muito finas aljfl.
Pegas de babadinhos mullo finas com 3
e 1|2 varas a 15600 e 2.
ntremelos (a tira) a 160 rs.
Sedas de qaadros o covado a lj)600.
Manguitos de cambraia bordada a 10500.
Manguitoa e urna gola bordada por 50
Chalys malisados a 500 rs. o covado.
Lanzinhas acuito finas a 4C0 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 15 e 852,
Ditos de palha loissimoa a Sgg.
Chales de touquim branco bordado a 20g.
Chapeos de sol de seda inglezes a 12;
Corlea de vestidos de seda muito ricos
por prejos muito raaoaveis.
Luves de pellica a 29500.
grande fabrica
letamancos da ra
Direita, esquina da tra-
vessa de S. Pedro
n.16.
Achara o Ilustrado publico desta cidade e e
fra um completo e riquissimo sortimento de la-
mancos de todas as qualidades, que se vende tan -
to a retalho como em pequeas e grandes por-
c5es, por menos do que em outra qualquer parte,
assim como um novo sortimento de lamancos a
moda do Porto.
jfGuardanapos de linho
muito barato.
Vendem-seguardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 3 a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, para o servido diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ra do Amorim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
barato preco Je 29 a arroba : a ellas, que se es-
lo acabando.
Caigas de casemira.
Vendem-se caigas de casemira prela muito bem
feitas a_ 10;*, ditas de dita de cor muito superior a
99, esto-se acabando : na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2500 a sacca, chegada ha dous das de Santa
Catharina, de muilo boa qualidade ,- no lsreo da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15.
Cera de carnauba
da Granja e de outros lugares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade : no largo da
Assembla n. 15.
Atten #
i
Vende-se na loja de Nabuce & C, na
ra Nova n. 2, insignias massonicas por
prego commedo.
E' capa.
Vende se superior fumo de S. FeKx
Pra capas de cbaruto finos, par ser
dos negociantesBastosda Babia a
a arroba e 6M) a libra : na ra et-
treita do Rosario taberna a. 47.
Na ra de Domingos Prea n. 15, vende-ae
urna pserava da, 40 nnos ; das 9 horas da ma-
nha em diaute. fc
Vende-se urna cocheira com 6 cavarlos e 3
carros : a tratar na praga da Indepenpencia n-
meros 14 e 16.
Vendfm-se varios objeclos de mobilin de
amarello, tudo em bom uso, proprio para mobi-
liar urna casa de homem solleiro ou de pequea
familia ; a tratar ni ra larga do Rosario n. 9.
Cana e milfao.
Vende-se cana engarrafada 240 ris, e mflho a
200 ris a cuia ; na traressa do paleo do Paraso
n. 1618 casa pintada de amarello.
Charutos de Havana
a 8,000
Superiores charutos de Havana, vende-se por
85000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, roa da Madre de Deus o. 12.
baratissimas.
Na loja de fazendas que se est
. liquidando.
Ra do Cabug n. 8.
Cs^ Burgos Ponce de Len, liquidatario da
exlincta firma de Almeida & Burgos, vendendo
todas as fazendas existentes na loja da ra do
Cabug n. 8, por muilo menos de seu custo, para
pagamento de seus credores. vende ainda por
menos as miudezas em razao de nao serem ellas
proprias de urna loja de fazendas :
Fitas de seda sarjada de bonitas cores para cin-
tos, enfeites de chapeos para senhora e para
cinteiros de meninos de peito, que geralmente
se vende a 29 a vara, vende agora a vara a
800 rs.
Ditas da mesma qualidade estrellas a vara a
120 rs.
Franjas de seda prelas como do cores a vara a
260 rs.
Pecas de bico francez muito Qno cada pe;a a 800,
1, 1200,1#600, 2, 24C0. 3, 3200 e muito
largo a 49, 40500 e a 5.
Bicos de seda branca para enfeites de (chapeos
para senhora, como para vestidos de 'noivas a
200 e 240 rs. a vara.
Aberturas para camisas com puchos e colaricho
a 400 rs.
Sapalinhos para meninos de merino bordados
a t&280 rs.
Bonets ouvados para menino a I56OO.
Bonets francezes pretos para menino, muito fi-
nos a 2560 e a 3j.
Enfeiles de flores e com Atas francezas para se-
nhora a 3, 4 e 59-
Enfeites prelos de vidrilho para senhora a 2$ o
a 295OO.
Luvas de pelica de Jovin para senhora a 800 rs
o par.
Toucas de l para menino de peito france za
a 800 rs.
Ditas de fil de linho para dito, francezes a 19
Ditas francezas de l para senhora parida a 29500
Duzias de meias grossas do Porto para homem
aI96OO.
Ditas de meias cruas para homem a 29500.
Ditas de meias brancas finas para homem a 39.
Ditas de meias pintadas para dito encorpadas a
255OO e a 39.
Ditas de meias pintadas para meninas a 39-
Ditas de meias brancas finas para meninas a 49.
Ditas de meias brancas para senhora a 39500,
49 e a 59.
Meias pretas para senhora a 200 e a 400 rs.
cada par.
Meias de la prela para padres a 39 cada par
Ditas de seda prela para homem a 29560 e a 39
cada par.
Ditas de seda preta para senhora a 25 e a 3g
cada par. -
Ditas de seda branca para senhora a 29500 e a
49 cada par.
Luvas brancas de algodao encorpadas e finas a
240 ea 300 rs. cada par, comprando-se a du-
zia a 29500 e a 39.
Pentes de tartaruga muito finos a imperatriz a 89-
Caixos de flores francezes a 500 rs. e a 29 cada
caixo.
Carteiras* com charuteiras que por ahi se vende
por 49 a 29.
Bonets francezes para homem a 19.
Grvalas de cassa de cores seguras a 240 rs.
Camisinhas de cambraia para senhora a 19.
Sinturo de borracha para segurar as calcas a
200 rs.
Chicotes para montara a 640 rs.
Bengalinhasa 700 rs.
Thesouras a 60 e a 80 rs. cada urna.
Sabonetes a 60 rs. cada sabio.
Omeslique eu pomada franceza para alisar ca-
bellos a 60 rs. cada pao.
Boles de vidro lapidado para casaveques a 100
rs. a duzia.
Banha franceza, essenciss e espiritos e ludo mais
quanto de perfumarlas por precos desgrana-
dos, como outros muitos objeclos que nao
possivel aonunciar-se de urna vez.
Na taberna da ra Nova n. 50, pelo dono
querer liquidar sua casa, est vendendo por me-
tade de seu valor um sortimenlo de vinho engar-
rafado no Porto a 68 annos pelo preco de 800, 19
e 19280.
Dito Muscatel a 900 rs. a garrafa.
Bordeaux a 700 e 800 rs.
Marrasquino a 19280 e lgGOO.
Conhaque a 800 el;.
Licores linos a 2g.
Champanha a 15800.
Cerveja em duzia a 4J800 e 59.
Garrafa a 500 rs.
Latas de ervilhas a 660 rs.
Conservas a 400 e'600 rs.
Pomada em porgio a 280 rs.
E outros muitos gneros que se vendem bara-
tiasimos.
Fazendas baratas.
Na loja de tres portas da ra do Queimado n.
69, chitas de cores a 160 rs. o covado, chitas fran-
cezas finas a 260 o covado, cassas de bonitas Do-
res e finas a 540 a vara, brim branco fino a 19500
a vara, algodao branco, duas larguras, a 560 a
vara, palelots de casemira escura a 89, grvalas
imitando retroz a 19 cada um todas estas fa-
zendas se vendem na loja de tres portas da ra
o Queimado n. 69. #
Ra do Crespo n9 8, loja
de 4 portas.
Com pequeo toque de a varia-
Pecas de cambraia lisa com81|2 varas a 29500
e 39, ditas de algodozioho americano com 14,
16 e20 jardas a 29, 2$500 e 39500 limpo, chitas
francezas. lindos desenhos e cores fixas de 240 e
260 rs.,cambraias miudinhasa 240 rs. o covado.
Oh que pechincha
Paletots de finissimas casemiras de lindas co-
res, claras e escuras, forrados de seda a 189 cada
um, caigas de casemira preta fina a 99, e ditas
de casemira de cor a 89 vende-se na ra Nova
n. 42, defronle da Concei^o dos Militares.
4 300 rs. o par
de luvas de fio de escocia, proprias para monta-
rla ; vende-se na ra Nova, defronte da Concei-
cio dos Militares.
Vende-ae um sobrado de um andar silo no
bairro do Recife, na ra da Cruz n. 61, que faz
quina para o becco do Abreu,- quem o quizer
comprar, enlenda-se com Bernardino de Senna
Dias, na Boa-Vista, ra do Tambi n. 1.
Attenco.
Vndese urna cabrinha de 20 annos,- boa en-
gommadeira e coaturaira, acealumada a todo ser-
vido de sala* a vestir senboras, com urn ilho
mulatinho muilo esparto de 4 annos; a ve-lo-
na ra de S. Francisco n, 68, segundo andar, e a
tratar na ra da Aurora n. 70, segundo andar.
Veajda-so nma fttta crioula. propria para o
servico de casa; na ra da Cadeia o Beclfe a.
55, prnoeixo andar.
Paios e ehouricas
muilo boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
vendem-se em barris sonidos de 32 at 8 libras,
no escriplorio da ra do flangel n. 43, primeiro
andar, bem como chocolate de bauoilha e canel-
la muito superior, em latas de 8 libras, formas
de quarta e meia quarta.
Vende-se a taberna sita na travessa do
Queimado n 7, propina para um principiante por
ter poneos fundos ; a tratar na roa da SeDzala
Velha n. 46*.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, destocares, enchacos, tumores, erysi-
pella e quasi todas as molestias da pelle : acha-se
venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praja da Independencia n. 22.
Prego dos frasco...... 2g0O0
de meio dito.... 19000
de 1/4 de dito... 500
quasi degraca!
Vestidos brancos de cambraia bordados com 2
e 3 babados, fazenda muito superior, a 6g cada
um ; na ra Nova n. 42, loja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
Pechincha
Com pequeo defeito de
avaria.
Madapolao muito largo e Ooo, com alguma pin-
ta de avaria, pelo barato preco de 48 a peca ; na
ra Nova n. 42, loja de Tertuliano Candido Ra-
mos & C.
yas.
Chegaram as bellas uvas da ilha de ItamaracJ,
ao deposito da ra estrella do Rosario n. 11.
Qiieijos do Sirid.
Chegaram os frescaes queijos do Sirid, ao de-
posito da ra estreita do Rosario n. 11, o vende-
se em conta.
VELAS
DE
cera de carnauba,
Vende-se a 139 a arroba, e a 440 rs. a libra ; ca
ra da Roda n. 48, sobrado.
4rmazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a ljSO.
Lenqes.
LenQesde panno de linho fino a I$900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preco de 59.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de er.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 69.
Mantas de lloode.
llantas de blonde pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branca fina a 29600, 39000 e
39500.
Toalhas.
Toalhas de fusilo a 600 rs. cada urna.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica
mente bordados, pelo baratissimo prego de 359 :
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f.
Vende-se urna casa terrea com os commo-
dos seguintes : 4 quarlos, cozioha fra, boa ca-
cimba, porto ao lado, com 300 palmos de fun-
do, no fundo 4 mei-aguas fazendo frente em duas
ras; quem pretender, dirija-se ao lugar do
Campo Verde, ra do Socego n. 50, que se dir
quem vende.
Aos apreciadores
do tiarato.
Na ra do Crespo n. 20 A, vendem-
se as seguintes fazendas : pecas de al- -
godozinho largo de superior qualidade
com 20 varase pequeo toque de ava-
ria por 6-200, os500 e 4$, toalhas de
linho adamascadas para mesa a os, bri-
lhantina para vestidos a 2i0 o covado c
gravatas de seda a 200 rs.
Calcado de Milis.
Borzeguins de Melis todo de bezerro e de cor-
davo, recebido pelo ultimo navio do Havre ; na
loja de Burle Jnior & Uartins, ra do Cabug
numero 16.
Ai2#!
Parece inerivel chapelinas de seda para
senboras de melhor gosto possivel a 129.
para acabar : na loja de Guimaraes &
Villar, ra do Crespo n. 17.
~ e&&iiM&i& *ir*syi*snnfiiy~isrii
Yenda de sitio.
Vende-se ou permuta-s por predios na cidado
um dos melhores, sitios dos Afflictos,. com as ac-
commodagoes seguinte3 : grande casa de viven-
da, com 5 salas, 8 quartos, erando cozioha, es-
tribara para mais de 6 cavados, cocheira para 3
carros, sotao, etc., etc., silfo tom 1,000 palmos
de frente, e porto de 2.000 de Tundo, grande bai-
za de caploa, emaia de 3,000 arvoredos de fruc-
io; quem quizer fazer esto negocio, dirija-se ao
sitio fronteiro igreja, c ruu do Queimado le-
ja n. 33,que achara com quem tratar.
Earioha de Santa Cotha-
ria,
lito nova, torrada, e d excellenle gosto, igual
a*eMuribeca ; a bordo do brigue Mara Rosa,
atracado ao trapicheBario do llmmentona
largo da-Assembla d, 15,


w
UMO 01 tWJUMNJCO. QVmk tfSEk i* M AWIL DI 1061.
>
Veode-ae uma^escrava parda, de idade 30
anuos, habilitada em todo oa rabalhos de urna
casa de familia, com 2 filhos, 1 de4 annos, e ou-
tre de 10, e sem nenhun defeito, o que se garan-
te ao comprador, a quem dir-se-ha o metivo da
venda: a (aliar na ra do Hospicio o. 3.
Contina a liqui-
dadlo
da loja de fazendas
DA
Ra do Cabug n. 8.
A.' dioheiro.
93?" Burgos Ponce de Leoo, liquidatario da
extincta Arma de Almeida & Burgos, tendo de
acabar com este eetabeleclmento. para de seu li-
quido pagar aos credores da massa, ha decidida-
mente resolvido a fazer urna verdadeira Califor-
nia de todas as fazendas com grande abatimento
de seu cusi, sendo que, slm das que restam j
annunciadas, expe mais as seguioles:
Chapeos francezea finos para senhora, nio
s5 de fil como de seda, de lindas cores, enfeila-
dos com fitas e flores finas, bicos de Blond e i-
drilho, dando-se para os chapeos seus respecti-
vos reos de fil de seda, bordados que se ven-
der os que cujlavam 120000 por 50000, os de
14J0OO por 60000, os de 180000 por 8*000, os
de 253000 por 1300001 11
Sabidas de baile, forradas at de seda, para
senhora, que se vendiam por 300000, vende-se
por 69400 e 100000I
Brim setim ou brim de puro linho e seda
trancado flnissimo, de listras e de quadrinhos de
cores seguras, ptimo e de nimio gosto para cal-
cas, colletes e palitos, que geralmente se venda
a 10600 cada covado, vende-se a 800
Corles de colletes de fustao a 500 e a 600
Gaze de seda pura, de lindissimas co-
res para vestido de senhora o co-
lado a.......... 880
Riscados escossezes de cores flus para
vestido de senhora, o covado a 180
Brimzioho de linho para paletos e cal-
cas, para andar por casa, como para
roupa de meninos, o covado s 200
Organd ou cambraias muito finas, de
riquissimos padres, para vestidos
de senhora, o corado a 280 e a 560
Tafet de cores, o covado a 500
Fustao de muito bonitos padres miu-
dos para vestido de senhora, o co-
vado a.......... 400
Fustao slcochoado de riscadinhos para
paletos e caigas, o covado a 480
Casaveques, capas e jaquelinhas de liia
para menino, sobre ludo para a pre-
sente estacan invernosa, a 1:600,
2:000. 2:500, 3000. a..... 4g0C0
Cortes de calcas de meia casemira, e de
casemira de cores claras e escuras,
cada corte a 2:880, 3:200, 4:000,
5:000. 6:000, 7:000 e..... 8^000
Corles de caigas de casemira preta a
7:500 e a.........110000
Chapos prelos francezes para homem,
de muito fina massa, e da ultima
moda que se vende geralmente a lOg
por............ 80000
Chapeos de palha para homem a Tam-
berlick a.......... 3g50O
Chapeos de palha para artistas a 800
Caigas feitas de casemira preta e de cores, colle-
tes de todas as qualidades, paletos francezes,
de casemira e de outras qualidades, seroulas,
camisas de meias, de linho, gravatas de seda,
velludos, sedas, pannos Anos azues, verdes,
pretos ; selim de Macau preto, meias para ho-
mem, senhora e menino, e rail outras fazendas
baratsimas, que se nao pode annunciar de
urna vez.
E' aproveilarera-se, antes que desapparega a
crise ccmmercial
A240rs.
o covado de lazinhas de quadros para vestidos,que
sempre vendeu-se al; na toja de Adriano &
Castro, ra do Crespo n. 20.
A 200 rs.
Gravatinhas de froco para meninas; na ra do
Crespo n. 16.
Na rna larga do Rosario, passaodo a boti-
ca, a segunda loja de aiudezas n. S8, lera para
vender em conta seda frouza para bordar a 120
rs. a meada, retroz de todas as cores, botes de
seda pretos para casaca a 20 rs. e muilo Tinosa
40 rs., capachos cotupridos para beira de porta,
ditos redondos para meiodesala, caixinhas com
apparelhos de chumbo para almogo proprios para
menioos brincar, peonas de ago pona de langa a
500 rs. a caixa muito linas, liuhas de peso de dif-
ferentesgrossuras a 120 rs. a meada, grvalas de
seda muito nas e muito estreitas a 1; 00 cada
urna, alfinetes de roda s 40 rs. cada urna roda,
carias do mesmo, cabega chata a 160 rs. cada urna
Carta, lonetas de um e dous vidros muito Anos
arcos e muito barato), las para bordar a 6$ a
libra, botes pretos de linha para paletot a IgOO
a groza, ditos a I52OO. ditos muito finos a 4000
de roda de velludo, peoles de tartaruga a 5$,
12$, 169 e 249 cada um muilo finos, froco de to-
das as cores a 500 a pega.
Rival sem segando.
Na rna do Queimado o. 55, loja de miudezas,
est queimando os segoiotes artigos abaixo de-
clarados, todas u miudezas esto perfeilu, o
prego convida :
Caixas de colchetes a 40 rs.
Cartes de ditos a 20 rs.
Groza de peonas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa com 0029500.
Groza de botes de iouca a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com ,banha muito fina a 320 rs.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com 1[2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com ph< sphoros especiaes e melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cross pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muilo finas a 200 rs.
Pecas de franja de lia muilo bonitas cores a
800 rs.
Duzia de aaboneles muito finos a 600 rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
Fhosphoros em caixa de folba a 100 rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1$.
Ditos de la para meninos a 200 rs. .
Frascos de macassi perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos de cabo preto a 3j.
Pares de lavas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar peana a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 rs.
Cordoes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 10.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
K PMMaYEsU
j--Ru;\ da Cadcia do Recife--1
LOJA DE MIUDEZAS
DE
Fonseca Saias bordadas para senhora a 20
urna, peitos para camisas a 29 a duzia,
uentes de tartaruga a imperatriz de 5$,
*$. ~S e 85 um, enfeites de vidrilhos
pretos e de cores para senhora a 10800
um, pegas de froco com rame a 200
rs. a pega, fitas de velludo preta a 800
10 e 10200 a pega, essencia de sabo a
1$, superior oleo para tirar caspas a
10280, espelhos dourados a 800 rs. a
duzia e a 80 rs. cada um, peoles para
atar cabellos a 1500 a duzia, cartas
francezas finas a 35 a duzia e a 320 rs.
o baralho, ditas portuguezas a 10800 a
duzia e a 200 rs. o baralho, caivetes
grandes para fruclas de 30 a 80 a duzia
ede 320 a 800 rs. cada un, ricas caixi-
nhas com espelhos ronlendo perfuma-
rlas proprias para toilete de senhoras a
5, 63 e 7$ cada urna, argolas douradas
a 10500 a duzia e a 200 rs. o par, dados
a 15600 a tala, penies finos para barba
a 400 rs., agulheiros com penas de ago
a 80 rs. colheres de metal principe para
terrina a 20 cada urna, para cha a 20 a
duzia e para sopa a 40500, peoles de
bfalo amarellos para alisar a 400 rs.
cada um, ditos para bichos de 240 a 320
rs. cada um, fivelas para caiga a 800 rs.
a duzia e a 80 rs. cada urna, botes de
madreperola para abertura a 480 rs. a
duzia e a 60 rs. cada um, ditos de osso
a 240 rs. a duzia e a 40 rs. cada um, di-
tos de louca a 160 rs. a duzia e a 20 rs.
cada um, ditos de phantasia a 320 rs. a
duzia e a 40 rs. cada um, alfinetes. de
cabega chala a 100 e 120 rs. a carta,
suspensorios tinosa 5C0 rs. o par, pin-
ceis para barba a 400 rs. a duzia e a 40
rs. cada um, tesouras para costura em
carteiras a 10 a duzia, siotos de borra-
cha a 320 rs. cada um, caixas de bfalo
para rap a 900 rs. cada urna, tranga de
carocol a 60 rs. a pega e a 600 rs. o
masso, agulheiros de osso a 40 rs cada
um, pentesde baleia a 240 rs., sabone-
tes para barba de 60 a 200 rs. cada um,
linha fina para marcar a 300 rs. a cai-
xa, colheres para cha de 320 a 400 rs. a
duzia, fitas de linho de todas as larguras
a 480 rs. o masso, e muitos outros ob-
jectos por pregos os mais baratos do que
em outra qualquer parte.
''.'
CENTRO COMERCIAL
1 S-Hua da Cadeia do Rceife-lS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
LnarUtOS SUSpirOS neiro por cunta da grande fabrica dos Srs Domingos Alvos Machado & C, veodeodo-se em
porgo e aretalho, alm disto tem sempre grande sortimento de charutos manilha, havana,
suissos chamburgo.
CnarUlOS SUiSSOS 305 0 milheiro, fazenda superior e que se venda a 450.
Cigarros de papel e paihade milho, de papel grosso, de linho. de seda, arroi, pardo e
nespanhoes sendo de superior tabaco do Rio, vende-sefci milheiros muito barato.
aPam charut0S com agarras de metal a 10 cada um. ditos para cigarros a
a o\) rs.
fape pardo niCOt para cigarros alOO rs. o livrinho de 150 folhas sendo em porco,
igualmente ensle sortimento de papel sans nom, sans titre, arroz, vidauras e hespanhol pa-
ra cigarros. r r
lidadeCa^ francez, verdadeiro em magos de diversos tamanhos, garante-se a qua-
TabaCO turCO 59 libra e meia libra por 3S, para cigarros e cachimbos.
Tabaco fleur de harlebeke .B macos de drersos lamanh0Si para cigarrog M.
chimbos, fazendo-se abatimento em porgao.
8m?i,aSf.rSar.0 e" Ia1"'2*. encapa a 10 a libra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160,240 e 320 e a groza de 170 a 220, para cigarros e cachimbos.
ClgarrOS (Je manilha de papel branco pardo a 150 o milheiro.
Machinas e papel para dgarros de maailha.
Kap rolaO francez em magos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
VaSOS de lOUCa ebarro par. tabaco rap.
PhOSphOTOS 6 isCaS de diversas qualidades par. charutos.
CachimbOS esta casa lera sempre sortimento espantoso de cachimbos de tesso Louca m
detra, barree es verdadeires sempre apreciareis cachimbos de espuma.8 C '
Tabaco do Rio de Janeiro picad0 para cachimbos e cigarrog a800 ra a ^
Vendem-Se tOdaS fazendas mais barato do que em outra qualquer parle.
^S^^^ffs^r^" lornando-e a raceber (ioc,"ind m *"> *--
APr(vldam~8e enconmen'1"' ncaixottm-se e remeltem-se aos seas destinos com bre-
ma0n0teqsUe Qcaex)08to lom am MrUdo <>rtiniU> de objectos proprios para os senhores f-
barato ^^11^^%^^^^ ,mUt0 P" q"1" >Me Tender
Vender muito para vender barata
Vender barato para vender muito.
Relogios.
Vende- se em casa de Johnsion Paier C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, plente ndex, de um dos mais
afanados fabricantes de BrWpool; tambera
urna variedade de bonitos irancelins para os
Para casamentes.
Botinas de setim branco para senhoraa; na lo-
ja do vapor, roa Nove n. 7.
Feijo amarelo.
Vende-se na ra dos Pires n. 42, a 400 rs. a
cuia para acabar.
A fama (riunpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Huimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.]
Vendem riquissimos chapeos de seda
brancos para senhora a 15f, admiravel
a pechincha.
Riquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 280 e 35g.
Para a quaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por pregos baratsimos.
Gros prelos de todas as qualidades pe-
los pregos de 10900, 2J, 2J100. 20700 o
covado afangando-se ser estes pregos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em outra parte.
Ricos enfeites imperatriz o melhor
que tem viodo a provincia.
Cortes de colletes de velludo preto
bordado a 53 o corle, iocrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo baralissimo prego de 280 rs. o co-
vado, afflaoga-se serem lo boas fazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas a pega por 60500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
bados por 35g, cortes de las a Garibaldi
a 1O0com25covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 50.
Saias bordadas a 20200 cada urna.
Ditas bordadas a 40 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 305, sahidas de baile o que ha de me-
lhor, espartilhos de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
roupas feitas, sobrecasacas, psletots, col-
letes, caigas, camisas, seroulas, meias,
gravatas etc.
Calcado Meli
ltimamente chegado de Paria, incrivel
s se vendo.
Attenco
E' barato.
Cimas de ferro de todos os tamanhos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
mercado ; na loja deferragens, ra da Cadeiado
Recite n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Acaba de
chegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, cilgados e fazendas e lodos
estes se vendem por pregos muito modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecisacos de superiores pannos
e casacos feilos pelos ltimos Qgurinos a
260,280, 300 e a 350, paletots dos mesmoj
pannos preto a 16j, 18$. 200 e a 24,
ditos de casemira de cor mesclado e de
, novos padres a 140.160, 180.200 e 240,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 90. 100,12 e a 140, ditos pretos pe-
| lo diminuto prego de 80, 100, e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 120,
ditos de merino de cordao a 12j, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 150,
ditos de alpaca preta a 70, 80, 90 e a 100,
ditos saceos pretos a 40, ditos de palha de
seda fazenda muilo superior a 40500, di-
tos de brim pardo e de fustao a 80500, 40
e a 40500, dilos de fustao branco a 40,
grande quantidade de calcas de casemira
preta e de cores a 70, 80, 90 e a 10, ditas
pardas a 30 e a 40, ditas de brim de cores
finas a25500, 30, 30500 e a 4$. ditas de
brim brancos finas a 40500, 5J. 50500 e a
60, ditas de brim Ion a 50 e a 6$, colletes
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 6S,
ditos de casemira de cor e prelos a 4S500
e a 50, ditos de fustao branco e de brim
a 30 e a 30500, ditos de brim lona a 4,
dilos de merio para luto a 40 e a 40500
caigas de merino para luto a 4J500 e a 5$,
capas de borracha a 90. Para meninos
de todos os tamanhos : caigas de casemira
prefa e dt cor a 55. 60 e a 70, ditas ditas
de brim a 2J. 30 e a 30500. paletots sac-
eos de casemira preta a 65 e a 79, ditos
de cor a 60 e a 75, ditos de alpaca a 30,
sobrecasacos de panno prelo a 120 e a
149, ditos de alpaca preta a 50, bonets
para menino de todas as qualidades, ca-
misas para meninos de todos os tamanhos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 80 e a 12g, ditos de gorgu-
ro de cor e de la a 50 e a 60, ditos de
brim a 30, ditos de cimbris ricamente
bordados para baptisados.e militas outras
fazendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiale dirigida por um hbil meslre que
pela sua prosaplidio eperfeicao nada dei-
xa a desojar.
Farinlia ba-
rata.
Vende-se no armazem amarello da ra da Ma-
dre de Daos, confronte ao consolado.
Ultima nwda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras d> bom gosto.
S na loja d'acata de ooro, ra do Cabug n.
B. 8c%de as eohoras acharo um completo
-,
sorliflMAto sesisHaf da cabega,
como de lindas cores, da ultima moda de fans,
recebids 00 dia 16 pele vapor francez, poja as
senhoras que desejarem ver podero mandar pe-
dir, que promptamenle se lhe mandarlo aa amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de ricos que sao ninguem deiiar de comprar :
isto s naloja d'aguia de ouro, roa do Cabug
n. 1 B.
Aos amantes da moda.
Rico sortimento de collarinhos de linho dos
mais modernos goslos a 640 rs. cada um ; na ra
Nova n. 42, loja de Tertuliano Candido Ramos &
Companhia.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca recebeu com. as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mu no-
vas e benitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O Sortimento das corea excellente
inclusive a preta, que lem de diversas larguras,
e obra de Tanto gosto, s se encontra na loja
d'aguia branca, roa do Queimado n. 16.
Propriopara mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n
IB, chegado um completo sortimento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro. ra
do Cabug n. 1 B.
MELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brolhers 4 C.
praea do Coreo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Roskel!, por pregos coramodos e lam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est*vbndendo mui novas e bonitas
luvas pretas de terg>l com vidrilho a 10 o par;
a ellas, antes que.se acabe ra : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia granea n. 16.
SEDULAS
de l$e 5*000.
Continua-se a trocar sedulas de nma s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cenlo: no escrip-
torio de Azevedo 4 alendes, roa da Cruzo
n. i:
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da agoia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baralissimo prego de
2.500 rs. a libra s na sguia branca.
Asverdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as lem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
loja d'aguia branca o. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para candioiros.
J chegou este gaz lo procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na rus
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leile & Irmo.
Ba do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S,vendem-
se por pregos baratsimos, para fechar coritas:
chapeos do Chille para homem e menino a 30500,
cortes de casemira de cores a 30500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 30, pegas de cam-
braia lisa fina a30, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e goslos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras a claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito fino e padres novos a 500 rs. o covado,
pecas de entremeios bordados fios a 10500. ba-
bados bordados a 320 a vara, goliohas bordadas
a 610, manguitos de cambraia e fil a 20. bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
lg280 a vara, sobrecasacas de panno Gno a 20 e
250, paletots do panno e casemira de 16 a 20g,
dita de alpaca pretos de 30500 a 75, ditos de
brim de 3 a 50, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 20500 a 59, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, tudo a 50,
cortes de cassa de cores a 20, pegas de madapo-
ISo fino a 40500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
nara acabar
E afeites de grade.
A loja d'aguia branc recebeu novos e bonitos
enfeites de grade para senhoras, e os est ven -
deudo a 40 cada um ; na ra do Queimado, loja
d'aguia branca n. 16,
La fina para bordar.
A loja d'aguia branca recebeu un novo sorti-
mento de la de bonitas e diversas cores, e para
commodidade de sua boa freguezia est venden-
do a 70 a libra,o que em outra parte se nao acha,
sendo assim fina : s na loja d'aguia branca, ra
do Queimado n. 16.
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xinhas com fino pos de arroz, e a competente bo-
neca, cojos pos sao acertadamente applicados pa-
ra bertoejas, e mesmo as senhoras usam delles
quando teem de sahir, como para iheatro, baile,
ele, custa cada caixinha 25, e barato pela su-
perioridade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiris : ven-
dem-se os loja d'aguia branca, ra do Queima-
do n. 16.
Superiores filas de velludo
ede seda.
Na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug n. 1 B,
acaba-se de recebar de sua propria encommenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abortas e
lavradas. de liados padres, que ae vende por
prego muito em coala, assim como illas de cha-
malote da todas as cores, proprias para cintas
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
de torgalcom vidrilho muito novas a !gaKJ0ar
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de aada eifei*
tsdas com bico e vidrilho a 20 : isto s se verte
ka aguta de ouro n 1S.
Remedio dos meninos.
Vendem-se garrafas de mel de pi a 710 rs
no deposito de Amparo A'Mello, na ra do Li-
vramento n. 39. No mesmo ba pira render-se
sement de eoeatlr,
KATURAIXE DE VICHY
losito na boticaf raneeza ra da Crux n. 22
^Vintaos engarrafados*
Termo'
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Ariatho.
Bucellas.
Malvasia, em eaixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez nma pequea quaetidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo. e de seu costme est ven-
dendo mui baratos a 100 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia bran
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido receidas pele vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cotes, tanto para homem
como para seohra : na ra do Queimado n. 23
loja da boa f.
Vende-se confronte so porlo da fortaleza
das Cinco Pontas o seguiote : carrocas para bois
e cavallos, carrinhos de trabalhar na affandega,
ditos de mi, torradores de caf com fogo, do-
bradicas de chumbar de todos os tamanhos, e
bem assim rodas de carrocas e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesqoer outras obras ten-
dentes s officinai de ferreiro e carapina, e alu-
gam-se tambera carrocas.
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca acaba de receber um novo
e grande sortimento de banhas,
, estrados, leos
ana loja d agufa branca, ra do, para cabello, opiata, saboneles, ec, etc., e com
Uso a eslimada banha, fluido napolitain, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com tampa
de metal. Essa banha por sua superioridade e
activos cheiros de rosa e flor de laranja, j ho-
je bem conhecida e apreciad, e contina a ser
vendida a 2300 cada copo; na loja d'aguia bran-
ca n. 16.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
Suro e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
ros a 1(500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita durago toroam-se mui proprios
para os meninos do escota, e mesmo para pas-
selo ; assim como outroa bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2(500, 30 e
40, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Liquidacao
DE
miudezas baratas.
Ra larga do Rosario n 36,
primeira loja junto da
botica.
Caixas de pos para dentes a 100 rs.
Saboneles bons a 160 rs. um.
Ditos inglezes a 400 rs. um.
Massos de grampas a 40 rs.
Carreteis de linha de 100 jardas, de cor e bran-
ca a 30 rs.
Carreteis de linha de 200 jardas, Alexanders, a
80 rs.
Luvas de seda perfeitas a 500 rs.
Ditas de seda com toque de mofo a 200 rs.
Sapatinhos de la a 320. 400,500 e 600 rs
Groza de boles para caiga (de osso) a 240 rs.
Dita do ditos para dita (de ago) a 360 rs.
Dita de ditos de setim para paletot a 20.
Eofeiles imperatriz de fita muito larga a
30500.
Ditos de vidrilho a 20.
Pares de meias para senhors a 240 rs.
Duzia de ditas para dita, finas, a 40.
Cartas de alfinetes, cabega chata, a 240 rs.
Apparelhos de louga pintados para menina a
IgOOO.
Dilos de dita dourados e pratiados a 10800.
Groza de boles de louga para camisa a 200 rs,
Dita de ditos de madreperola para esmisa a
600 rs.
Pares de jarros doursdos a 20.
La para bordar a 60500 a libra.
E outras mais miudezas como sejam : franjas,
fitas, bicos, pentes, trancas, gales, espelhos, e
outros muitos objectos que so vendero barato
para acabar.
g@9'99a & 33 $*
Q Em casa de Milis Latham & C. na ra O
9 da Cadela do Recife d. 52, vende-se :
9 Vinho do Porto.
9 Dito Xerez engarrafado de muito supe-
# rior qualidade. Q
Oleo de linhaga. Q
Alvaiade.
Secante. dj|
Azarco. t$
ft Encarnado veneriano em p. eB
rja ai$j
Machinas d e vapor. 0
Rodas d'agua.
Hoendas deesnna.
e) Taixas.
^ Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhes.
9 Alambiques de ferro.
^ Crivos, padres etc., etc."
I Nafundigode ferro de D. W. Bowmanji
9 ruado Brumpassando o cbafariz. m
99999 ae5
Relogios
Suissos*
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
anas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
pregos mui razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores flxa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao ae acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na i na do Queimado n. 11
est multo sortlda,
e vende multo barato :
Brim branco de puro linho trancado a IgOOO e
10400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lj|200 a vara; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obraa de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1(600 ;
ditos de brim de linho de cores a 20 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 200, 220 e a 240 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 10400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 20400 a vara ; longos
de cambraia braacos para algibeira a 20400 a
duzia; ditos maiores a 3; ditos de cambraia
de linho a 60, 70 e 8g rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo finos n 80 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 10280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 20000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinhairo a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sua loja na
rna do Queimado n. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2, casemira escura infestada propria para cal-
fia, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 39,
^, 59, e69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escollados padres a 240, 260 e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
79 80, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delieada a 90 eadaum, ditoscom
ama sd palma, muito finos a 80500, ditosliso
com franjas de seda a 59, leacoi de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
inas para senhora a 49 a dada, ditas de boa
qaahdadea 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs,
o covado, chitas esvaras inglesas a 5900 a
p5a, e a 160 ra. o ovada, brim branco de puro
linho a 19, 19200 a 19600 a vara, dito preto
Mito encorpaJo a 19500 avara, -arilhantina
arul a 400rs. o covado, alpacas da differentes
e6vee a 860 rs. o covado, casemiras pretas
tnna 29909, S9e 39509 o covado, cambraia
preta a i$ salpieos a 900 ra. a vara, a entras
maltas faadas que se fara patente to^ompra-
or, e da todas se darlo amostras com paahor,
Em casada Schafleitlin & C.,rua da Cruz n:
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometroa, meioschronometros de ouro'pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vendero sor precos razoaveis
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e piano
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Layas de toro al a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 229
rs. o covado, ditos estreitos com muito bem pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 25,
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengoa de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 1^400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhia s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
ga!, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo : os pregos sao baratsi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 18200 a 3$000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca o. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
20500 a vara ; 4 vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Ba largado Rosario
n. 38,passando a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Lichas brancas de Pedro V e carlao de 50 jar-
das a 20 rs., de 200 jardas a 60 rs.. linhas de
carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 rs ,
linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200 de 100
jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
avaria, a 60 rs. o carrinho, dita fina de 200 ardas
de n. 120 a n. 200, a 80 rs. o c.rrinhu, 'linha
muito boa, luvas de seda para senhora com pou-
co mofo a 500 rs. o par, e a 40800 a duzia, ba-
laios proprios para compras a 30 e 30500 cada
um, linha do gaz de todas as cores, boles de
louga para camisa a 240 a grosa, e a 30 rs. a du-
zia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gro-
sa a 600 rs., dilos muito .finos a 120 e a 169 rs. a
duzia, baralhos de cartas a 320, 400 e 500 rs! o
baralho, muito finas, franjas de cores para cor-
tinados, ditas de seda para vestidos, ditas pretas
com vidrilho, tudo muito em conta, e s avista
dos compradores se dir o prego destas franjas.
por ter grande porgo de varias qualidades.
Vende-se vinho bom da Figueira e hespa-
nhol, a garrafa a 440 rs., e em caadas a 30360 -
na ra da Senzala Velha, taberna n. 102, quina
do becco Largo.
fe
*0
ts
O
S5

!
a>8
3
O
M
I
w
o
O
w
s
o
s
o
o
p
n
S9
&5
O
p
o
V
p
2.
O
a
8
P
I


ouuoDimii
n. QUINTA TOU 15 01 ABttL DI 1M1.
(7
lo barato na na larga d Rosario r 32.
O doao d< i estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o caljido at o fim de mareo, como preten-
-*fi, por isso resolve vender por menos, afina de acabar mais
>reve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
^megmoa de Nanles tolla patento 8 e 8,500
Dito de ditos sota fina a 7 e 8,000
tos ingleies prora d'agna 7.500
.Jolas de bezerro 7 000
Olorzegsns de lustre a 6, 7 e 8,000
fDito* todos de duraque 6,000
Ditos todos de pellica 8,000
Ditos de lustre pespootados 8,000
Sapates de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de 2 solas 4,500
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto 3,000
Ditos de dito sem salto para dansa 2,500
Ditos de bezerro de 2 solas 3,500
Ditos de urna sola com sallo
Ditos de tima sola sem salto
Borzeguins de lustre para rapazes a
7,000 Sapates para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de letim tranco para senhora
Ditos de duraque branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspeas
Ditos de ditosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3.000
5.000
4.500
3.500
4,000
3,500
2.500
2.500
3,000
ARMAZEM
RUPA F
( DE
Joaquina Francisco dos Santos. L
40 RA DO QUEMADO 40g
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
,.?5S!? estabelecmento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
^ ,!f.^.tamb.tm 8e ma?d" execut" Por medida, i vontade dos freguezes, para o
tem uodos melhores professores.
j-fle panno preto. 409, 359 e 308000
Sobrecasaca de dito, 850 e 30$00
PalUots de dito e de cores, 359, 309,
255000 o 209OOO
Dito de casimira de cores. 22&000,
15, 129 e 99OOO
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, HjOOO
Ditos de menno-sitim pretos e de
cores, 9$000 8*000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 395OO
Ditos de brim de cores, 59, 4*500,
4$000 e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6*000, 59OOO e 45000
Ditos de merino de cordao preto.
159000 e 8^000
taisss de casimira preta e de cores.
129,,109. 99 e ejOOO
Ditas de pnnceza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores.
58000, 49500 e 29500
ouas de ganga de cores 38000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ e 89OOO
Bitos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurRurlo de seda pretos e
de cores, 7g000, 69OOO e
Ditos de brim e fustao branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 1g600 e
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 29500 e
Ditas de peito de linho 6J e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 25500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa.fraocezes,
formas da ultima moda 10i,89500e
Ditos de fellro, 69. 5J, 49 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 149, 12$, 11$ e
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima mbda
Ditos de algodao
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, IOO9, 909, 8O9 e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40S 3O9OOO
obras de ouro, aderecos e meios
adereces, pulseiras, rozetas e
anneis e
Toalhas de linho, duzia 129000 e IO9OOO
59OOO
5J00O
59000
39OOO
292OO
1S280
29300
39000
19800
18000
79000
28000
79000
9800
9500
Sevados gordos.
Veodem-se serados gordos ; no Chora-meni-
no, sitio da capella n. 2.
Venden
se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mui barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida e
um porta-servi ior ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em cata de Ninon de
Fundos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por isso desfaz-se destes objectos, man-
dados vit expressamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com perfeicao
a apurado gosto.
Vende-se azeile de peixe a 400 rs. a garra-
fa, caadas a 29800, loucinho de Lisboa a 320 rs
chouricas a 400 rs.; na ra Oireita n. 14.
Capellas finas para noivas.
A Toja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para aa noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de baraleira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fustao de cores a 49,
ditos de estamenha a 45, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca-preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
ernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
a uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aborta das 0 ho-
ras da manha at u 9 da noite.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
do Tasso Irmaos.
Bolaehinha ingleza
a 3fQ00 barrica ; vende-se no armazem pro-
greaso, so largo da Fenba n. 8
Fii preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo preco de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Yefideffl-se e trocaa-se
eacravo de ambos os sexos: na eacriptoo de
Frafldow II. P. da Corta, roa Direita n, 66.
Leite sem agua.
Na pra(a da Independencia, defronte da loja
de lime, vade sa mito bom hite a 240 rs. a
garrafa, da quarta-f eir em diante.
Cochiaobioa : no o* loo de Parao d. 19.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda. delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os uuaes est vendendo
pelo baratissimo preco de 39. (nesse genero nao
se pode dar mais perfeilos).assim como outros de
merm tambera bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmeote mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes ; tem brancas, de listas, de florzinhas. e
o bocal tecido de borracha, o mais engripado
possivel : ludo isso na ra roa do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Para vestidos.
Vendem-se cassas francezas de cores a dous
lustoes o covado, chalys de cores a 640 rs. ; na
ra da Imperatrlz n. 60, loja de Gama & Silva.
mm HiKieeM ssos Meese^a
Na loja de Nabuco & C. na ra Nova
n. 2, veste-se um homem dos ps at a 1
cabega por differentes precos. &
utmmwim tmonsm mmmm
-. Vende-se urna muIatinhadelOanoos, mul-
to linda e esperta, assim como urna ngrinha de
8 annos, proprios para dar-se de mimo a urna
menina ; no largo do Paraizo n. 16. por^ima da
taberna amarella.
Calcado barato.
Vende-se na loja de Nabuco & C. na
ra Nova n. 2 :
Borzeguins de duraque gaspeados de lus-
tre para senhora a 29.
Ditos ditos paja meninos a 29.
Ditos de pellica com salto para senhora
a 59.
Ditos de setim com salto a 69.
Ditoa de pellica sem salto a 4$.
Ditos de setim sem salto a 59.
Ditoa todos de duraque com salto e sem
salto a 39.
Borzeguins de bezerro para meninos a 59.
Sapates de lustre e bezerro a 29.
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta da todas as cores.
Sellins, silhdes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Sabio.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e oade fra, qae tem
eiposto onda sabao de sua fabrica denominada
Reciteno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na roa do Amorim a. 58; maesa amarella
casUaba, preta e outras qualidadea por menor
prego qae de outras fabricas. No meamo arma-
zem teas feita o seu deposito da velas do carnau-
ba simples sem mistara algema, como as de
incaica.
Qiieijos.
Queijos muit aovo o o mslhor .
cada um, so aoligo astam
meato jai gueiiSa
pesia* orno mo aatabelecimaoto de Joonim de
da* Alva Costa k Iiaao, m aasmioa que vota para
M raa estreiU a Rosario .S.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-se posdenaples teto talo bera tissi-
oawoo 4a1M0O a S o ovado: aa roa do
Queimado a. SMioja da baa/.
Farinha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-so a bordo do brigue Mara Rosa, fun-
deado defroate do caes ds> Ramos, por prego com-
modo : a tratar com o oapitao a bordo, ou com
o consignatario Manoel Arres Guerra, na ra do
Trapiche d. 14.
A1000.
Grava tas pretas de setim : na ra do Queima-
do o. 22, loja da boa f.
Cassas de cores.
Ainda se veadem cassas de cores fizas, padrdes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, a mais barato que chita: na raa do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa 4.
Importante
Aviso
Na loja de;4 portas da ra do Queimado n. 39,
aeha-se um grande armazem com todo o aorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do delta um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
lllms. Srs. ofiiciaes tanto da armada como do
ezercito.
Faz-se fardas, fardos com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figuriaos que de
la vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou.
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hojo, assim como (em muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
.-fc".bo/dadaao me8mo g08.t0- Ama?SDd0 Arados americano e machina-
que por tudo se ca responsavel como seja boas i -
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no I Para lavarroupa: em casa de S.P Jos
da qae se prometler, segundo o syslema d'onde nnston & C. ra daSenzala n.42.
Manguitos e golla.
RoadtSeDulli Ndvaa.42.
"este estabelecimento contina ahaverum
completo so/timento da moendas emeias moan-
aas para engenho, machinas da vapor o taixas
te ferro batido e eoado, de todos os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no sen depo-
sito da ra da Meeda n. 3 A, um grande sor-
memo de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mav a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
As verdadeiras hivas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n
1 B, recebera-so um completo sortimento das
verdadeiras luyas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de caona, amarellss
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afiancemos a boa
qualidade e fresquidio, pois se receben em di-
reiturs pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado; cambralas francezas muito fia
as a 640 rs- a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6$000 a pega com 8 1)2 varas; di-
muito superior a 8J00O a pega com 10 varasf;
dita fina com salpicos a 49800 a peca com 8 1 [2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras moitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se maito baratas: aa ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por eerem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia: na ra de Queimado n.22,ni
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/fu do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
M
Ditos de castor pretos e brancos a 169.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor szul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 35.
Bonete de velludo a 59.
Ditos depalha muito bem enfeitados a 4f.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 elS9 para um.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitoe a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rt.; ditos de setineta escaros a 895OO,
muito barato, aproveitem : aa ra do Queima-
do n. t, loja da Boa f.
iit
m?k FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
na
Fazeadas e obras feitasj
HA
LOJA E ARMAZEM
DS
[Ges k Basto]
NA
Una do Queimado
I 46, frente amarella.
> < Constantemente temes um grande e va-
1 riado sortimento de sobrecasacas pretas
I 2? P"no e de cores muito fino a 289,
Le Sl Paletols dos meemos pannos
a ZOf ,22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
meemos pannos a 149. I69 e 18$, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 159,1$
o 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$,. caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 101
e 12, ditas de casemira decores a 7,89,
9 e 109, ditas de brim brancos muito
fiBa a 5$ 069, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
: tetes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
1 de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
branco de seda para casamento a 59,
I ditos de 69, colletes de brim branco e de
! fustao a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
29500 e 39, paletot pretos de merino de
1 cordo sacco e sobrecasaco a 7$, 89 e 99
, colletes pretos para lulo a 4$500 e 59'
cas pretas de merino a 4#5CO e 59, pa-
Jogo de damas e gamao.
Vendem-se bonitas caixinhas com moldura e
h,iU!Tae cor.e8 "uPuos em grosso vidr'o,
obra delicada, pelos baratsimos precos de 1 4
aJST a*aBI como ou,r" i maiores com
rt?**"5*?9 *". 'do em cima o jogo de
r?. inV^l0 g,ma eom eu ecessa-
bMna S'l ro*oQuln,o.loja d'aguia
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
1 B 2? d'iHa de ouro. ra do Cabug n.
tanto n. ,!A8n8enhraS ach"So 08lindos c*dos
Pn.m... 0" orno para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado Lo
C n,nD0UtraS/?r8i 5" etD Tila do altimo
Mais qae Pechineha!
Terotdirn.6 asa; o* a b
1.
esquadro
cavallaria.
de
Na loja de Gnimaraes & Lima, aa ra
do Crespo, tem para vender casemira
mesclada, propria para calcas das pra-
cas do 1 etquadrao de cavallaria.
Escravos fgidos.
veio o mestre, pois espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
I Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casado S. P. Jonhston 4 C.
sellins e silhdes nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro de
um e dous eavalos relogios de ouro patenta
inglez.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes dehortalica muito novas,
viodas da Europa pelo ultimo vapor inglez Ty-
ne ; na loja de ferragens de Vidal & Bastos ra
da Cadeia do Recife n. 56 A,
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
59 cada urna : na ra do Queimado o. 22, loja
da boa f.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao eserever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se urna morada de casa
terrea muito bem construida, traveja-
da e parte assoalhada, muito propria
para um sobrado, em boa ra do bair-
ro da Boa-Vista : a tratar na ra da
matriz da Boa-Vista casa n. 13 das 6 as
9 da manhaa e das 3 as 6 da tarde.
, leiots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
taco a 69,79 e 8$, muito fino col-
tteeietts&isdgs
sobrecasaco _
I letes de gorguro de seda de cores muito
; boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel
: lado de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
i caigas de casemira pretas e decores a 69,
' 6$500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a'329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-*
! faiate onde mandamos ezecutar todas aa
obras com brevidade.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Carissavia-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r l i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
aperfe i coa-
mentos, fazendo pespento'igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Nodia 14 do corrente ausentou-se do pateo
do Carmo a. 5, 2 andar, o escravo Jos Manoel
de nsCao Costa idade 35 annos, beixo, corpo re-
gular, tem um dos dedos do p encostado ao m-
nimo, um pouco elevanlado, muito conhfcido
aqu: j pertenceu ao Sr. Jof Victorino de Pai-
*a, suppoe-se andar trabalhando na conduco de
carvao depedaa, onde sempre Irabalhara : quem
delle souber appareca no lugar cima, que se gra-
tificar generosameole. 6
Fugio no dia 2 de setembro do
anno p. pastado, o escravo Francisco,
mulato claro, com idade de 30 annos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretos anellados.'conduzio urna ma-
ca de ovelha em que levou a roupa- e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do ]pu'
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
taes de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a aprehemao do dito
escravo a entregar a seu senhor Joo Jo-
s de Carvalho Moraes Filho, na ra do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado.
Fugio no dia 2 de marco do cor-
rente auno, um escravo cabra de nome
Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra', tendo os signaes seguintes: altura
regular, pouca barba, cheio do corpo,
ps grandes, com algumas cicatrizes no
rosto, e muito palavriidor : roga-se a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a aprehencao do ditoescra-
vo a entregar a seu senhor na ra do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado,
Fugio da cidade do A.racaty, no raez de se-
tembro prximo passado, un escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de eincoenta e untos annos, fulo, alto, magro,
dentes grandes, e com falta de alguns na frenie,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado:
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, viudo do lado das CineoPontas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senhor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o pe-
der levar em Pernambueo aos Srs. Basto Le-
ntos, que gratificarlo generosamente.
Dos premios da quarta parte da quarta e primeira da quinta lotera, con-
cedida a beneficio da matriz de S. Pedro Martyr de Olinda, extrahida
em 24 de abril! 861. "
NS. PKEMS.
1 409
5
9
13
15
17
18
39
40
41
42
44
48
61
63
68
71
77
78
80
83
92
96
101
17
23
25
28
34
35
38
4*
51
51
53
56
66
76
74
78
82
83
84
5
87
91
9
m
17
IOS
5*
NS. PKEMS.
1009
59
IOS
&9
sog
mi
218
21
22
24
49
50
51
67
69
70
73
80
86
90
9*
98
310
11
16
17
25
27
35
36
42
49
51
58
59
61
64
65
67
88
84
87
90
94
9Y
407
8
II
12
H
17
19
23
31
47
5$
109
59
109
59
109
59
NS. PREJUS.
449 59
61
63
IOS
59
1009
59
109
5
77
78
82
84
85
87
88
89
96
99
501
7
9
13
14
17
19
21
26
31
32
34
36
39
41
42
43
48
49
58
65
66
69
72
73
74
75
81
82
8$
97
90
92
94

600
209
59
409
59
109
59
ios
109
59
NS. PREM.
109
59
1-
603
6
8
10
12
17
26
28
29
48
54
55
60
63
66
86
87
92
700
2
5
10
11
20
21
23
24
39
40
41
45
46
59
75
83
89
90
99
806
25
27
31
32
33
85
42
50
51
52
53
59
109
59
109
59
8009
5$
NS. PREMS.INS. PREMS.
OttOMSo,- SeveriamJwe de Mowa.
854
55
56
66
70
91
92
98
900
7
15
16
17
20
22
23
26
31
32
34
38
40
46
48
52
59
63
64
66
68
69
72
93
95
96
109 99
591001
7
M

13
15
17
21
23
26
30
33
45
49
59
800S
59
109
59
1053
65
68
71
72
73
74
79
80
85
20J
59
209
59
4009
59
NS. PREMS.
59
209
59
109
109
51
10*
5*
40S
59
59
20f
90
96
1100
9
12
13
22
23
26
28
30
35
39
48
62
63
66
75
87
88
99
1201
3
5
S
12
13
15
16
17
18
91
IO9
59
IOO9
5S
409
SOS
5*
80
39
44
*5
52
56
209
afl-
1260
69
82
93
98
99
1300
4
12
16
18
21
24
29
31
32
37
38
41
48
50
59
65
72
73
75
76
78
79
81
89
90
1401
5
6
8
13
17
23
26
28
30
83
84
85
86
8
40
42
44
51
N8. PREMS.ilMS. FREMS.
109
59
109
100
59
1454
55
57
60
61
67
77
78
79
91
96
1501
3
11
16
20
27
28
29
30
34
49
50
56
57
65
66
71
77
80
89
93
1603
16
ao
st
26
31
36
3
40
45
40
ss
54
55
64
68
7
"*
59
200
55
109
5S
109
5*
109
5S
1679
82
86
93
94
95
96
99
1702
6
7
13
17
21
31
48
53
66
67
68
90
93
96
1801
5
7
16
21
35
88
39
44
47
72
73
74
77
78
81
87
88
90
9
1904
4r
u
ft
28
23
95
H
NS. PREMS.
IOO9
59
109
59
109
59
109
59
fifiaaTsal
1938
39
41
59
62
65
73
75
77
81
90
2000
9
14
22
26
32
34
35
37
46
47
48
49
50
55
56
62
63
66
70
72
77
78
81
82
83
91
92
93
99
1105
13
14
17
18
22
59
40S
59
NS. PREMS.
10$
59
209
59
409
5S
2131
32
35
46
55
58
65
67
69
71
76
84
86
90
2204
8
10
21
27
30
32
33
34
35
36
39
56
58
61
63
64
71
75
76
78
79
92
93
94
95
96
23O0
a
59
409
59
NS. PREMS.
10;
59
ios
5#
2325
27
28
35
43
49
57
58
64
73
75
90
99
2407
9
18
20
29
31
33
36
37
39
40
42
43
44
46
49
52
56
61
64
65
66
69
81
85
87
92
2508
12
26
2
83
94
39
41
43
46
59
NS. PREMS.
109
59
209
59

14
ao
23
24 i .... ...
Prnmbnco: >j>. de M. F. de fteith^im.
2550
51
55
58
60
62
70
74
75
80
87
2600
5
10
24
26
28
32
44
48
50
54
55
56
63
64
66
70
7
74
75
77
81
90
98
2703
14
1
91
22
24
37 ,
29
31
32
86
41
43
55
63
409
59
S. PRaf.
59
909
5J
44*
59
2769
70
73
76
78
79
86
87
91
93
95
2804
5
15
17
22
25
28
30
43
44
50
52
54
57
67
69
70
73
7
84
87
90
[2901
5
12
16
31
SS
34
36
45
56
71
73
77
80
81
87
95
IO9
59
109
5f
20$
209
5*
209
5
200S
5|


(8)
DUMIO DI PEIHA1BUC0. -s Q
15 DB iBBIL DE 1811.
Litteratura.
3
Duas palavras sbre as seccas do Cear
Ptlo Dr. TAskr.
i:.-U bar; 3 pla-
to-, e coin sua constiluigio a primitiva,
p-rcce ler sido.dospida Uos letenos secundarios
q io a cobriam por um destfs ctcuclysmas, que
I 'ni modifcalo a superficie dj oosso globo. Esla
baria aprsenla mui pon serras notaveis. Ella
c dividida em ua_s vertenles por umi serie de
altos, que prioflipiam perlo da cepitil, formada
pelas sorras de Cajiliipe, Maranguape, Aratanha e
JJjiurit, que se succede de uorte sul. Na ex-
. treniidade desta serra de Batu'it, na distancia
de 35 leguis do mar, nasce outra serie de serras
que se dirige de nascente poeute, formando as
serras di Maiianna, do Machado, das Bestas, e
um massisso de altos que sao o ponto culminante
di provincia : este massisso so bifurca para ir-se
.f ligar com a serra da Iblapaba, deixaodo no m-
bito da bifurcacio um reconcavo chamado Cara-
tibios, cujas aguas reunidas formim as nascencas
do rio Poli, quo esedam-se por um valle profun-
do que parto a continuidade da serra Grande, e
Tae langar-se no Parnahiba, perto de Therezioa.
Do massisso que apontei, nascem o Jaguarbe
ao sul, o Poli ao occidente, o Acarac ao norte,
e o Banabui ao nascente. Esta serie de eleva-
res divide as aguas do Jaguaribe e de seras con-
fluentes das do rio Acarag, e dos outros rios si-
tuados entra elle e a capital. A bacia do Ja-
guaribe oceupa toda a parte meridional, e forma
as trez quartas partes da provincia do Cear, que
percorre de norte i sul primitivamente, depois
de poenle nascente, e ulteriormente de sul
norte, para se ir lanzar ao mar; recebando todas
as verlentes da serie-divisoria que acabo de des-
crever, da parle da serra da Ibiapaba, e as de to-
da a serra do Araripe e dos altos que a limitara
ao nascente. Com todas estas vertenles, este rio
extenso e seus congeneres s correm durante o
invern, e seccam durante a eslsgo calmosa.
Indepeadentemente das serras j apontadas, ha
outras. como sejam as da Pereira e Cumar, que
principiara ao sul da do Apody, da quol sao se-'
paradas pelo valle do riacho Figueiredo; d'ahi
correm de norte sul, no decurso de 30 leguas
at cima do Icaque tosteio, tem tres ou qua-
tro leguas de largura o muito mais em outras
partes. A serra de Santa Rita que separa as ver-
tenles do ro Jaguarbe e Banabui, liga-so ao
massisso que j assigoalei, e corre de nascente
poente n'uma exteosa de vinle leguas, e n'uma
largura de trez 4 mais.
Taes sao as principaes serranas que se acham
.WUneios po lem iouir sobre scciden-] Ilustrado e morigerado comprehendeu que .
tes con.,:.... :es dos hinverncs. mas nunca sobre ociosidade a rali de todos os vicios, e nao ces-
sar prlmordiaejLeJlc8nte^ j ss de recoramendar o trabalho como preceUrf D-
>iz-se quo a electricidade que se desenvo'; ve na
occasiao da evaporado acompanha os tomos de
Vapor que se elevara na aimospliera para formar u
nuveos, nos quaesse agglumera. s iMm os ton
na aptos a atrahir outras nuvens carrejadas d
icidado opposta que achando-so na espher
de suaacc mutua, secombaam e deale choque
produzem a converslo dos vapores eni chuva.
Concordo nlsto; mas pergunto se estesphenome-
nos sao to saccessivos, qrrea agu evaporada na
superficie da provincia, a raesma que Dell i calie
era chava ? ou se esta electricidade que atlrshe
as nuvens para a provincia ? Nao por cerlo ;
porque esta electricidade dovida (evaporado s
rioo, imposto ao homem depois da queda de1
Ado ; e antes quer populages trabajadores, do
m 4^e foi elle que pro-
- moveu a abo inumeravei dias santos,
que tanto favorectsni a ociosidade. No Cear o
trabalho depois da secca o maior mal que pode
acontecer ao homem ; e em geral privativo da
escravatura oda gente sem recursos^ o clero nao
se importando eom a moralidade nem cora a reli-
gio que as mais das vezes nao enslna, aos po-
vos; nao comprebende ou nao qfer comprehen-
der que a pratica da moral christn o que leva
ao reino do co, e que o dogma nao senao a
sanecao Divina da moral ; e Analmente que o
se produz com actividade durante a estagao cal- j traba'lho o meio melhor de moralisar o homem:
mosa. e quasi oenhuma quando vem as chuvas, porque em quanto est trabalhando, nao se lem-
por causa do estado de sa turacao da atmosphera bra ordinariamente das obras ms; ao passo que
- ociosiJade rcoonhecida mi de todos os vi-
pelas metraas chuvas. Logo a evsporicio que se
effectua na provincia nem influs nem pode in-
fluir sobre o apparecimento do invern.
A agua evaporada durantes estagio calmosa
dissolve-se na atmosphera cuja capacidade para
ella immeosa, e neste estado c irrogada com
ella polos rentos geraes, que a impeliera a gran-
des distancias de lugar onde se produzio, e mais
cerlo que esta nao volta mais para a proviacis.
A chuva que cahe nella sem duvila o resultado
da erapnrarao que se effectua incesantemente na
superficie dos mares, que a geographia nos en-
sina ser quatro vezes mais extensa do que a das
trras: isto posto, que influencia poder ter a eva-
poradlo que se faz no Cear, e a que se poderia
fazer no caso de ahi chegar a seu mximum de
intensidade, com militares de acudes e urna red-
de arvores frondosas todo o anuo ? A de urna goto
ta d'agua de mais ou de menos em um vastissima
acude ; e de semelhanles causas que se pre-
tende fazer depender a producglo de invernos
abudantes nos serles doCeat. Regeito absolu-
tamente estas theorias como insuficientes para
ter a menor influencia na producglo dos invernos
para modiear as causas efflcieotes da climalurs
de urna regio. Os meios que emprega a natureza
para alcaogar os seus flos nao sao-,to limitados
que a diminutissima in:luencia que temos para
reagir sobre elles possa modifica los as sua-
causas primordiaes ou efficientes. Apenas nos
concedido reagir sobre alguns effeitos accidene
taes e secundarios. Por isso afflrmei e sustento
que a supprcssbo das seccas nao de nossa com-
petencia nem to pouco a sua previsao de um
anno para o outro, quaesquer que sejam os ob-
servatorios que se eslabelecam. Talvez a obser-
vado possa chegar a prever o estado do invern
no seu comego, conforme a serie de circurastao-
cias que o acompanham, e isto mesmo acho de
urna difflculdade extrema.
Do que precede concluo, quo as seccas sao
n'esta bacia ; todas as quaes sao de natureza gra-.j phenomenos naturaes, que provem de causas ge-
nitica. Qual a^accao dos ventos em relacao i raes, que o homem nao pode modificar, o sobre
configuraco do Cear? Qual a influencia da jas quaes nao pode reagir seosivelmento ; taes sao
conslituigio geolgica da mesma provincia? Ela configuragio geral da3 trras e dos mares, esua
como podem influir sobre a conslituigio dos in- {acglo sobre as grandes correntes atmosphericas,
vernos ? Sao questesque nao pretendo resolver, j f4Ue produzem os ventos geraes os quaes ja de-
Julgo. ter estabelecido a coincidencia da mudanza monstrei ter urna influencia direeta sobre o ap-
dos ventos geraes com a apparigao do invern, ej parecimento ou nao apparecimento dos invernos
tenho a intima conviccao de que todos os meios I no Cear. Em surama nao podemos nem preve-
que nao forem capazes de reagir sobre estes ven-
tos e sobre a conformarlo geographici e geol-
gica do Cear, nao podero jamis inlervir na
constituidlo dos invernos na provincia.
Em quanto a' scieocia nlo poder actuar na
temperatura do's polos e das zonas trridas, nlo
darei muito pelos seus meios de influir sobre os
invernos. Pde-se cobrir a superficie da pro-
nem prevenir a apparic.ao das seccas, nem modi-
fica-las na sua essencia. Este o ministerio de
Dos e nao compele ao homem nem humadir
dade.
Como consequencia destas idts nao pretendo
concluir que a provincia do Cear seja Inhabili-
lavel, e que sua populacao deva desampara-la.e
vincia de florestas, que sempre Qcario desp'idas !relirar-se Para as planicies do Amazonas. Se nlo
da suafolhagem na estaqlo calmosa, ou de aQu- dado a<> homem previnir as seccas, Influindo
des. ou, emflm. de observatorios, as seccas nas suas causas primarias, pode perfeitamente
continuariam flagellar o Cear, sem jamis po-1 previnir os seus effeitos e tornar a provincia um
derera ser previstas, em lempo opportuno, paraj^ue0- Porque meio?
prevenir os seus effeitos. A acglo dos bosques e Por meio do trabalho e da industria methodi-
des acudes muito restricta para poder obrar so- j camente dirigidos pela sciencia e pela expenen-
bre causa das seccas ; e os observatorios nlo cia- O clima da Europa nlo admitte comparadlo
tm instrumentos bastantes activos para ler o i com d0 Cear. O seu solo cangado por milha-
que se passa nas regioes polares, j que a orga- res de annos de cultura incessante nao se pode
cisacao do homem nao Ihe permute (requemar equiparar ao desta provincia, ondea vegetaco
aque'llas regies, onde tudo mysterio para elle. milhares de vezes mais rpida, viQOsa.e mesmo
O mais audacipso dos raortaes. o celebre Fran-]luxuan'e- O Cear s tem contra si as 3eccas,
klin, que, segulo a exprsalo de um grande ge- nio, levou o arrojo ponto de desarmar o Omni-; 1u8 a Europa tem as rnesmas seccas
potente, inutilisando nas suas mos o rayo celes- ,
te, foi sem duvida quem at hoje fez mais, para
a
cios.
O clero brasileiro nao comprrhcndeu o quanto
poderia fazer n'uma poplenlo to dcil, e ainda
lio imbuida de espirito religioso. Para alcanzar
este resultado seria preciso dar o exemplo; e esla
precalo o detem no trilho errado que vai se-
guindo.
Osgoveruospor seu lado mais oceupados com
os interesses da politice, do que com os inleres-
ses vitaes do estado, feixam os olhos sobre tudo
quanto pode favorecer esta origem de prosperida-
de.e riqueza dos povos ; sobre este nico meio
de dar a esta provincia a importancia que merece
entre suas irmaes.
Nao se pode duvidar que s a religilo por seu
prestigio e seus recursos ; e a polica, por suas
relac6S com todas asclasses da sociedade, e pe-
las medidas a seu alcance, poderlo com lempo,
destreza e perseveraran modificar a propensio da
populaglo para a ociosidade, e incutir-lhe o amor
ao trabalho
Os gneros de primeira necessidade nlo tem
at hoje aproveitado aos productoies por causa
das diUiculdades de seu transporte para os mer-
cados onde poderiam ter urna pcompta e fcil ex-
traco ; a trra cultivada produz era toda a exten-
sao da provincia, e produz com grande abun-
dancia, mas a falta de estradas e de meios facis
e pouco dispendiosos de transporte fazem cora
que chegando aos grandes mercados nlo podem
competir com os que vem de lugares menos dis-
tantes ; Ucam no lugar da produc;ao, onde sua
superabundancia avilta-lbes o prego, a ponto de
nao pagar o trabalho que reclamara, ou occasio-
na sua perda ; o productor desanima vendo que
nlo aproveita o fructo de seu suor deixa de se
dedicara cultura, ou limita a suaproduegao a-
quillo que indispensavelmente necessario para
seu consumo, de maneira que quando vem urna
secca apanha toda a populaglo desprevenida de
sobra ou reserva, e traz consigo a fome com todo
o seu hediondo cortejo.
Se os governos empregissem os rendimentos
provinciaes em fabricar estradas e facilitar os
meios de transporte, em vez de locupletar pa-
rsitas, com o nico um de os achar ao seu lado
nos dias de eleiclo, populaglo achaodo escoa-
mento proveiloso s sobras do3 gneros consumi-
dos na localidade fazia para augumentar o seu
productos, alim de |augmentar o seu bem estar;
e este augmento dos gneros alimenticios seria
nm preservativo contra |os effeitos da secca, e da
fome que sempre as acompanha.
Permitla-se-me dizer que as seccas sio mui
raras na provincia do Cear para levar a popula-
gao a augmentar a sua producglo era ordem a
conservar reservas do um anno para o outro.
Nos annos immediatos s grandes fomes e nas
consecutivas, todo o povo entrega-se a cultura,
e colhe com abundancia, era razio deste fervo-
roso ardor para o trabalho estabelece-se urna far-
tura extraordinaria, que faz baixar o prego dos!
modificar o estado elctrico da atmosphera, con-
seguido, por meio dos conductores metlicos,
descarregar a nuvem da sua lenslo elctrica, e
prevenir seus effeitos fulminantes em urna cir-
cunferencia de dimetro, pouco mais ou menos
egual na superficie da Ierra quatro vezes
elevarlo da ponta do conductor cima do chao.
Nao me consta que teulia sido determinado at
que altura elle exerce a sua acglo na atmos-
phera, por causa, da variagao da tenslo elctrica '
que nao sao
raras, tem as innundagcs, os gelos o as geadas
que convertem Ierra e agua era pedra durante
mezes inteiros, destroem tudo quanto nella ve-
geta ; tem a neveque esconde a vista at o pro-
prio aspecto da trra. No Cear, ao homem sim-
ple* baslam urnas seroulas e camisa de algodlo-
sinho, durante todo o decurso do anno, to be-
nigno seu clima ; na Europa pelo contrario ne-
cessita de roupa queme de la, e em quanlidade
sufficiente para preservar o organismo da
para preservar o organismo da aegao
na al~mo"I destruidora do fro ; necessita de fogo para a-
._o elctrica quecer-se ; e este fri intenso augmenta por tal
das nuvens. e da variagao do estado hygrometrico iorma a necessidade de urna altmentagao copiosa
do ar. Suppondo-se que esla acelo se estends 'e reparadora, que nlo ha comer que satisfaga o
urna ou duas leguas, o que est distancia em h,0.mem d Irabalho. L slo trabalhosos e com-
nzao do espago immenso, onde actuara as cau- Piados os processos emprogados para adquirir
sas das seccas? Como esperam de arvoredos e Preparar os gneros de primeira necessidade,
agudes, cuja acelo quasi idntica com a dos as le"as sao muito poucas pars os que a
cuja accao e quasi
conductores, um resultado que possa influir so-
bre as causas efiicienles das seccas? Que influen-
cia pode ter no grande laboratorio do universo,
direi mais, do nosso mundo, a electricidade, pro-
duzida na superficie de alguos milhares de agu-
des, que se poderiam edificar na superficie desta
provincia, e de arvoredos por numerosos que se-
jam, quaudo a sua esphera de acglo to limi-
tada e se estende to pouco?
Esla electricidade por ventura, cuja acglo
tao limitada, comoj o vimos, poderia algumdia
contribuir para a ascensao das nuvens do hori-
sonte ao znith, afim de que possam ahi se re-
solver em chuva ? Nao por cerlo. E, todava,
esta a grande salvagao que se procura, fazer
chegar cima da superficie do Cear nurens pre-
cl.es de vapores, que ahi mesmo se des faca m em
agua. Entlo os arvoredos poderlo influir pode-
rosamente sobre a sua converslo em chuva, mi-
r.istrando-lhes, como conductores naturaes, a
electricidade contraria que tem.
Mas alose me diga, sem fundemento que os
agudes e os arvoredos multiplicados na provin-
cia farlo cessar ss seccas, em quanto nlo se me
presas que tlvenm ser um este melboramento.
Favbreeer i exportagfo dos productos 4a provin-
cia, particularmente dos de gneros de primei-
, afim do promover a sea produc-
glo era maior escala, e para Isto antes premea
do que carregar de imposlos esta producgl_
ana sabida. Eaapregar todos os aaeios legaes,
desculparia mesmo o empreo de alguma medi-
da arbitraria da parte da polica para obrirgar os
vadlos atrabalharem, exigir do clero a sa coo-
peraglo para o mesmo fim pelas meios a seu
uleance ; emfim promover e favorecer a creaglo
de grandes celleiros 'onde se guardem as sobras
dos gneros alimonii'cffls nos annos ahondantes,
para supprir as fallas nos annos calamitosos ; e
conceder premios a qum os estabelecor : taes
sao a meu ver os meios mais convenientes de
previnir os effeitos da fome que cosluma act^m-
panhar as seccas nesta provincia, meios que me
tem suggerido urna longa observaco durante 12
annos de residencia nos serles desta provincia.
Ha muito lempo que propalo estas ideas, mas
sem proveito.
Compenetrado da importancia que tem para o
futuro desta provincia a facilitaglo dos transpor-
tes, e das relages eutre seus diversos pontos,
elaborei um plano da sociedade, lendo por fim
estabelecer urna liaba de carros por meio dero-
dagem puxada por cavallos, mudados de trez
em trez leguss, entre as cidades de Aracaly e Ico
Ico collocada no centro dos serles, emporio
do commercio de todo o interior, nao s desta
provincia, como das suas circumvisinhat; cidade
grande, rica, muito commerciante, populosa, e
maravilhosamente collocada para anda augmen-
tar ^prodigiosamente seu commercio; Aracaty
porto do mar, o mais importante da (rovincia, e
o mais frequentado pelas embarcages de cabota-
gara, depois que se Ihe tem tirado a sua alfao-
dega ; e empedids a entrada directa dos navios
que vem do estraogeiro; nao obstante a rivali-
dade giosa da capital, que debalde emprega to-
dos os meios para Ihe tirar esta importancia in-
lerposlo de todas as mercadorias que se derra-
mara em toda a bacia do rio Jaguarbe, e dos g-
neros do palz que por elle se exportio para fura.
As varzes im mensas e pionas do rio Jaguarbe for-
necem muila commodidade para se abrir urna
estrada capaz de favorecer esta empresa, j que,
hoje sem estrada trabilhada, trocam-se animal-
mente entre estas duas cidades mais de mil car-
radas de mercadorias que voltam compostas de
productos dosertio. Oblive um previlegio e au-
lorisa;o para fundar urna sociedade por acedes
dando-se-me 4 annos para dar principio a sua
execugao. Eucorporei urna companhia no Ara-
caty e I:, mas o pnzo de 4 annos era dema-
siadamente, curto, para vencer as innumeraveis
difiieuldades que ollerece urna empresa nova da
importancia desta : a assembla receiosa de me
ver executar o meu projecto, j to adiantado,
ou ciosa da importancia que ia dar esta empre-
sa a sua rival, apressou-se em fazer caducar o
meu previlegio, e aproveitando-se das minhas
ideas forjou no anno passado urna lei autorisan-
do o presidente a contratar com outra qualquer
empresa orgnisada sobre as rnesmas bases. Es-
ta forga parlamentar, nlo me tem desanimado,
porque eslou intimamente convencido que sem
profundos esludos sobre a materia e conhecimen-
tos perfeitos das localidades, nada se far coro
proveito oeste sentido. Os aracalienses com sua
inaglo tambera lem contribuido para este resul-
tado ; a companhia apenas formada elegeu um
coiHelho executivo, que me comprou o meu pre-
vilegio, cahio apenas nascido em um estado co-
motoso do qual ainda n5o o pude dispertar.
Eslou esperando que roe d urna decislo defini-
tiva, afim de tomar minhas medidas, se o enthu-
siasmo que eocontrei na orcasilo da organisagao
da sociedade, se tiver evaporado em fumo, como
a plvora pelo fogo. Quando emitti minhas ideas
pela primeira vez sobre esta materia, nlo houve
ros do interior ao mercado da capital ? Nao, por
cerlo, emquanto nlo houverem camiohos ou es-
tradas praticaveis entre este ponto e e* <>euoa
lugares da provincia ; e o serian tao ondulado-
e accidentado, e alm disto tao secco, e rido '.
Mallo d'aguas e de ostros recursos, que julgo
difUcillimo, para nao dixer quasi irapeesire, no,
estado presente da provincia, nem mesmo daqul
a muito terapo, abrir estas estradas, coto can*
ciencia de permittir um transito fcil e comiriodo
aos productos do centro, a nlo seguir-se as mar-
geos dealgum graniTe rio; e sabe-se que nlo na
nenhum perlo da capital.
Abram-se as estradas que se quizer atravez dos
serles, o commercio, que sempre procura suas
melhoras, desprezaria estas dispendiosas estradas
por aquella que a natureza ministrou pelas var-
zeas, do Rio Jaguarbe sera Irabalho dos homen9,
para levar os seus productos ao porto do Ara-
caty.
Este porto ser sempre o mais natural de toda
a vasta bacia do Jaguarbe e de seus confluentes,
porque se encontrara mais vantagem e mais.cora-
modos na estrada quo segu os seus leitos ; e ta m-
generos, a abundancia faz perder lembranga dos ?uem no se div.erlisse, J Puc a mi"" cus-
--_--_.i._... .. *ata hua a ia inHsnflm nia ni hnma am'l^iia
querem cultivar ; aqu pelo contrario os proces-
sos slo de urna simplicidade maravilhosa, e quasi
nunca falha a colheita, as Ierras slo lio vastas,
que nem se aproveita a sua centesima parle, e os
donos as dio sem lucro a quem as quer ulillsar;
mesmo acontece que a grande intensidade do ca-
lor diminue a appelencia pelas comidas solidas,
augmentando muito mais o desejo das bebidas
aquosas, que l devem ser alcohlicas : afim do
augmentar a colorilicaglo. indispensavelmente li-
gada ao intriucheiramento da vida.
No Cear urna tosca choupana suQicienlemen-
te coberta para abrigar da chuva, urna morada
suQiciente para resguardar contra o tempo : ao
passo que na Europa sao indispensaveis casas
bem feichadas, para previnir a entrada do ar
fri. L misler.que o homem trabalhe lodo o
da para adquirir os meios de subsistencia, que
sao tanto mais cuslosos, quanto maior agglo-
meraglo da populaglo em um espago diminuto.
Todava esta populaglo espantosa supera todos
estes embaragos que Ihe aprsenla a natureza in-
grata, para ella, era relaco sua prodigalidade
para com esta provincia. Contra as fomes ha a
der urna Iheora que rae prove, que elles farlo su- i reserva das sobras da producglo annual que ul-
bir as nuvens do horisonte ao zenith dos diversos
Eontos do Cear ; porque as que tenho visto at
oje, nada ensioam neste sentido.
Se algum effeito neste sentido se podesse obter
entlo converia cobrir a provincia de urna rede de
conductores eletrcos, que poriam ao dispor das
nuvens a electricidade toda da Ierra, este reser-
vatorio commum della.
FOLHETIU
n
0BATEDORDE ESTRADA
T-OR
trapssja o consummo ; tanto assim que de cr-
caos, de batatas, de manteiga, de queixos, etc.,
a Europa abastece nlo smente grande paite da
America como do mundo inteiro. Como se alcanga
este resultado ? Por um trabalho incessante e
pertinaz ; por urna industria bem dirigida. A re-
ligilo e o estado se entender para incutir as po-
pulages o amor ao trabalho. O clero, em geral
annos calamitosos, o fervor para agricultura re-
fece. e prepara a desgraga do outra secca sub-
sequente.
So as grandes seccas se succedessem em cur-
tos periodos, de cinco em cinco annos afirmo
com seguranga que ellas pooco se sentiriam. A
observaco nos tem mostrado que, lendo em vis-
ta estas calamidades, mui fcil prevenir os seus
effeitos. assim nao lenham occasiao de serem es-
quecidas.
O solo cearense to frtil em geral, e com-
pensa to generosamente, e copiosamente o tra-
balho que se emprega nelle, que bastara para
nlo haver mais tomes que o povo sempre tives-
se em prospectiva urna seca rigorosa.
Um grande prejuiso resulta nesta provincia,
para a agricultura, da lei do recrutamento, ou
antes de seu modo de execugao ; sao os delega-
dos encarregados de prender os recrutas, e re-
mette-los para a capital ; desejam em geral li-
vrar as localidades onde goveroam de ladres,
vadlos e mal procedidos, mas su;cedo que estes,
provendo a sorte que os espera, sempre se pre-
valecen) de fortes e poderosos protectores, que
slo altendidos pelos presidentes, de maneira que
estes empregados nlo podendo recrutar esla
gente sem prestimo, por serem sempre con-
trariados pelos valiosos protectores, veem-se
obligados a capturar filhos de familias boas, ho-
rnera prestrnosos por seu trabalho, que raras
vezes slo dispensados, porque nao so tem pre-
venido de padiinhos poderosos. Os recriado-
res desgostam-se e com razio do procedimento
dos goveroanles, e nlo se entregara senlo de
muito mo grado a esta tarefa, urna das roais
odiosas das suasobrigages. Se o governo quer
boos delegados, deve-lhes dar prestigio bstan-
le para poderem exercer as suas importantes
funeges, e quando nlo Ihe merecorem conflanga,
deve substitui-los por oulros ; mas um pessi-
mo meio de os conservar, tirando-lhes toda a
forga moral. Em todas as localidades do sertao
ha destes validos, que se entregara, a todo gene-
ro de perversidade e de crimes zombando das
autoridades, e flagellando os cidadios honestos,
fiados no valimento dos seas protectores, como
quo am delgalo pode ter gosto no exercicio
das suas funeges, quando vum perverso destes,
recrutado por elle, voltar insullando-o, e mofan-
do da sua authoridade ? E' todava o que vemos
todos os dias em todas as partes.
Mandar abrir estradas boase perduraveis entre
os pontos principaes da provincia, nlo como
se tem usado at hoje, por curiosos ou afilhados
a quem se quer favorecer; mas'sim debaixo da
direcglo de engenheiros, ou pessoss habilitadas
neste genero de construeges todo especial ; fa-
vorecer por todas as vias possiveis o melbora-
mento dos meios de transporte, e auxiliar as em-
ta, hoje ellas andlo em todas as bocas, embodas
as folhas : e apenas se rae quer conceder as hon-
ras da patornidade.
J demonstrei que possivel e nlo muito dif-
Qcultoso remediar os effeitos da fome, que sem-
pre acompanha. as seccas, e por conseguale sal-
var existencia dos habitantes; mas nlo isto
sufficiente para remediar os effeitos das seccas,
se conttnuarera a destruir as fortunas, e por os
cearenses em circunstancias de principiar nova-
mente seus estabelecimentos, em curtos periodos.
Julgo tambera possivel e nlo muito custoso
preservar completamente as fortunas dos abalas
que lhes resultara das seccas ; e isto pelo* roes-
mos meios que j apontei, o trabalho e a indus-
tria vejamos por que modo.
Os estabelecimentos de grande cultura; da
canna ou do caf, nao se podendo estabelecer se-
nlo em terrenos muito abundantes d'agua, pdem
deixar de fazer nos annos seceos os mesmos inte-
resses que nos annos regulares ; mas nunca
soffrem ruina completa, como succede aos de
criaglo de gado. A experiencia que lem mos-
trado que os annos calamitosos para o sertlo, slo
eminentemente proveitosos para os primeiros,
que vendera para o consummo, por um prego
bem porque o embarque no Aracaly mais fcil do
que na capital. Debalde se multiplicarlo as medi-
das oppressoras, que jexistem, para chamar o
commercio para a Fortaleza ; nlo ter outro resul-
tado seuao faze-lo defiohar cada vez mais, sem
obter o resultado desejado.
Sirva de exemplo a estrada nova que se abri ha
pouco entre o Crato e Ico. Presidio sua conslruc-
glo a idea de obrigar o commercio do Cariri a se
fazer pelo Crato, ao qual se quiz dar impulso em
detrimento do resto do Cariri. Escolheu-se um
rumo inconveniente, por terrenos ingratos, on-
dulados e pedregosos, sem agua e sem commo-
dos; ninguem.lrsnsita por ella ; um nico car-
ro se atreveu a segu la, para nunca mais, nem
este nem outro, tornar a aventurar-se a seme-
lhante temeridade. L se foram nella uos poucos
de contos de ris perdidos, porque o commercio
do Cariri contina a seguir a estrada da ribeira
do rio Salgado.
O porto natural do interior do Cear iocon-
lestavelmenle Aracaty, e tudo quanto se fizer
para subslrtui-lo pelo da capital, ser baldado e
sem resultado; infelizmente sua barra vae-se
entulhando cada vez mais com as aras do litto-
ral e as alluvles do Jaguarbe.
A construcglo de um porto na Fortaleza a
meu ver, urna idea ociosa e ruinosa para a pro-
vincia, alm de nlo altingir o resaltado que della
se espera.
Serta ella admissivel, nao obstante as difiieulda-
des que aprsenla, se os gneros que acodera
seu mercado, se arruinassem nos armazens fal-
ta de meios de embarque ; mas bem sabido que
isto nlo succede ; e que todos os gneros que
chegam praia, se embarcara com mais ou me-
nos custo e trabalho ; ao passo que elles se per-
dem completamente nos lugares de sua produc-
glo, falta de meios de transporte para o lugar
do embarque, como succede em Uaturit, distan-
te 2 leguas da capital, onde a safra de assutar e
caf flca de um anno para outro, e as vezes mais
tempo ; no Ico a respeito dos algodes, e sobre tu-
do no Cariri e mesmo em toda a provincia, onde se
desperdigara os couros, por ser mui dispendioso
e difficil o seu transporte para os mercados do
littoral.
Qual vista disto a necessidade palpitante
da provincia ? Ser por ventura um porto na For-
taleza ? Um porto cpmmodo e dispendiosissimo,
nao para embarque dos gneros, porque estes
nao podem chegar praia, mas sm para embar-
que e desembarque dos passageiros dos vapores?
Nao ser isto um conlrasenso? Amis urgente
necessidade da provincia ler estradas boas para
favorecer a chegada dos gneros ao littoral. Fa-
gam-se, pois, estas estradas afim de salvar e pro-
mover as industrias do centr ; e quaado a sua
abundancia e bom estado fizer com que afiuam
os gneros dos mercados do littoral, a ponto de
nlo se poderem embarcar lodos e commodamen-
te por musa da ruindado dos portos; enllo ser
terapo de se tratar de construir um, mas dever
ser escolbido o lugar para oude convergirem na-
turalmente os gneros da provincia, cujo interesse
nlo dever jamis ser sacrificado ao da capital,
para onde nlo se encaminharlo nunca os produc-
tos das industrias do centro a nao ser com cusas
e difiieuldades extraordinarias, e ruinosas para o
commercio.
vista disto, nlo ser urna verdadeira estulti-
cie querer todo transe um porto na capital, on-
de a natureza e os homens o repellem ? Todava
esta a vertigem dos governos e dos estadistas e
economistas da assembla provincial. Querem
um porto sem gneros de embarque, como osgo-
vernados quizeram um fortaleza sem forga, e in-
capaz de descargas festivas sem se arruinar. Que-
rem um porto para justificar o nome de porto,
como se quiz um simulacro de fortaleza para jus-
tificar o nome da capital; assignaturas estas que
arruinara o interior, para lisoogear a basofia e
fanfarronice dos habitantes da capital 1
Empregue-so a quinta parte do diobeiro neces-
sario para a construcglo de um porto em fazer
um boa estrada, commoda e perdoavel, que, pe-
4ue tbuubiu poro o tousuiuiuu, pur uui prei.- ~ >.., >.-.v |u.uu.t, i|m, |ii-
exhorbilanto os gneros que colhem. Por causa Ias margens do Jaguarbe, eramificada por seus
da secca de 1845, o Crato que nlo era senao urna
villa tosca, e quasi sem casas: com os lucros que
fez nesta occasiao mudou completamente de face,
e triplicou de importancia romo por encanto. O
mesmo se deu relativamente Baturil. Por isso
omitiirei de tratar tongamente destas industrias
que ainda oceupam urna ordem secundaria na
provincia.
A proveito a occasiao para combater um erro,
que julgo bem funesto prosperidade da provin-
cia ; querem lodo o- transe os governos e as
assemblas provinciaes loroa-la agrcola, contra
as leis da natureza. O Cear em geral criador,
o seus terrenos nlo dio senlo para a criaglo,
excepelo de algumasserras hmidas queja apon-
tei. Promova-se a agricultura nellas ; nada
maislouvavel ; mas deixar-se cegar pela idea
de consumir todos os rditos da provincia para
fazer na capital um porto para embarque dos
poucos gneros que pdem produzir estas limita-
das serras hmidas, com o fim, dizem, de pro-
mover a agricultura ; mas, digo eu, com o in-
tento de centralisar na Fortaleza todo o commer-
cio da provincia, ama verdadeira loucura.
Esta ceolralisaglo poderia ser boa e convenien-
te, se a natureza se nlo oppuzesse a ella ; mas a
invaslo incessante e rpida das areias no littoral
ameaga inutilisar em poucos annos o resultado
de gastos to enormes, como reclama a construc-
glo de um porto qualquer; e mesmo admittiodo-
se que este projectado porto se conserve em per-
feito estado, ser elle capaz de chamar os gene-
PAULO DUPLESSIS.
PRIMEIRA PARTE.
II
(CoDtinuago.i
tirandjean fallara ainda, quando um sussurro
dos ramos chamou toda a attenglo dos aventu-
remos. Quaai ao mesmo tempo um assovio per-
turbou o silencio da noite.
Quem vem l ? exclamou D. Henrique com
voz vibrante.
Amigo.
Quin vive ? Replicou nm Mexicano.
Hombre de paz. fl]
Uow goes fhere ? (2) pergaotou Grandjean.
Friend, (3) responden a voz.
Grandjean, D. Henrique e os Mexicanos se mi-
raran) com espanto. s tres perguntas que Ihe
tiuhamsido feiUs em tres linguas differentes, o
invisivel linha respondido com um accento tao
puro, que cada um julgou reconhecer n'ello am
compatriota.
Avance e nada toma, disse D. Henrique.
depois de urna ligeira pausa ; seja bem vindo I
Bofe, replicou o deaconhacido, que nlo era
visto ainda, o seu convite, pelo que fleo obriga-
do, completamente ioutil: trigo um excelen-
te jantar, e s quero que me deixem aquecer no
fogo. Os senhores lem mais ganhar que eu
n'esta troca___
() Vide Diaria "n. l '
(1) Homem de paz.
(2) Quem vem l?
(3) Amigo.
O desconhecido sahiu enllo do meio de urna
mouta onde eslava meltido, e caminhando para os
aveolureiros, disse :
Eis-aqui a mioha promessa, e lancou por
torra um magnifico gamo, que elle trazia ao hom-
bro ; agora cumpre que me deis lugar em vosso
fogo.
III
A chegada, ou, para ser mais exacto, a appa-
rigao deste viajante nocturno constitua um facto
tao extravagante e tao extraordinario, que os
avenlureiroa ficaram algum tempo sem dlzer pa-
lavra. Cada umo examioava com extrema cuiio-
sidade. Sua estatura esbelta, delgada e desemba-
ragada nlo exceda quasi de cinco pos e tres pol-
legadas ; indicava antes agilidade que forga. Seu
rosto oval linha a expressiva immobilidade qus
destiogue a raga asitica ; nlo se poderia conhe-
cer as paixes que soffresse este hornera senao
por sua repentina exploslo. Quanto sua adade,
seria muito difficil determina-la ; a (acilidade e
ligeireza do andar indicavam mocidade ; mas as
rugas que apresentava no rosto davam entender
que elle j andava por seus quarenla annos. Sua
cor, primitivamente de um branco temo, tostada
pelo iol; tinha eata, tons quenles e ricos, parti-
culares ao sangue mouro e castellao. Suas roupas
eram as de um pobre ranchero, ou abegao do
interior das Ierras. Traxia urna aqueta curta e
urna caiga larga de couro de gamo; em rez de
bota vaquera, um par de grandes polainas de es-
pesso tecido suba-lhe at as coxas. Trazia na
mo urna espingarda de dous canos, de fabrica
ingleza e grosso calibre.
Depois de haver comprmeotado os avenlurei-
roa com urna leve e familiar inclioagao de cabe-
ga, como se fossem seus anligos coohecidos, o re-
cem-chegado acceodera um cigarro, e se tinha
assentado perlo da fogueira ; sua total indifferen-
ca fazia pensar que elle nao suspeitava quanto
na va de extranho em sua chegada, e menos que
se Ihe pedira explicages d'ells.
Foi D. Henrique quem abri a conversa :
Mea amigo, disse elle em francez, porque
razio vos achaes esta hora no meio da malta
de Santa Ciara ? Quem sois vos? D'onde vindes ?
Estaes s ou tendes companheiros de viagem ?
Como Toschamaes?
confluentes, sirva para o transporte dos gneros e
das industrias do interior para o Ara.caly; que
logo ver-so-ha mudar-se a face da provicia, dimi-
nuirem-se os estragos das seccas, e affluir dinhei-
ro aos cofres, para se construir um porto, onde
elle se tornar mais necessario e proveiloso.
Esta digresslo me arredou um momento do
meu assumpto.
Dizia eu que a cultura do assucir e do caf nlo
se acha na contingencia de urna ruina completa
pela opposlgao de urna seqca, como a criaglo.
O mesmo pde-se dizer da cultura do algodao.
Limilar-me-hei, pois, a tratar da industria ge-
ral e vital desta provincia ; da creaglo do gado ;
iodustria esta donde depende sua existencia e sua
prosperidade actual e futura.
Para a iotelligencia do que segu darei urna
idea suscincta dos systemas de crear gado, se-
guido nos diversos paizes. Tres slo elles.
O primeiro consiste em crear o gado n'um es-
tado completamente selvagem. Soltam-se michos
e fomeas em campos de grande extenslo, onde se
multiplicara longo da vista do homem que evi-
tara e fogom. Em certas pocas rtuuem-se os mo-
radores para ir apanhar os productos da creaglo,
o que nao se effectua senlo com grandes cusios,
riscos immensos, e difiieuldades extraordinarias.
Os productos sempre sao muito maltratados e nlo
slo suscepliveis de se domesticar como quando
se criam debaixo da vista e na companhia do ho-
mem. Este modo de crear reclama campos im-
mensos, e nlo se usa mais senlo entre os povos
Emquanto o joven fazia estas diversas pergun-
tas ao pobre diabo vestido de couro, este trocava
com Grandjean um rpido olbar. Se D. Henrique
observasse n'esse momento o Canadense, difficil-
mente explicara a expresso de alegra refreada,
que assomava ao rosto, ordinariamente impassi-
vel do gigante. Nlo foi senlo depois de ter soni-
do urna boa fumaga de um malfeito charuto que
elle tinha na bocea, que o desconhecido respon-
deu seu interlocutor :
Nio comprehendo, disse elle em hespanhol,
a admiraglo que vos causa a mioha presenga
n'este lugar. Nada mais natural do que encon-
trar am cagador em urna malta 1 Queris saber
quera sou eu : o meu vestuario vo-lo dir. Meu
nome? Ghamam-me Joaquim Dick___ D'onde
venho ? Nio lei, ando ao acaso. Se eslou s ?
Sisa....
Esta resposta insignificante e lacnica, pareceu
causar urna impressio profunda aos Mexicanos:
Traga-Meseal abriu os olhos, e esqueceu-se por
.um instante de seu papel de dormiohoco.
Algum de vos conhece este homem ? Disse
D. Henrique dingindo-se aos Mexicanos, cuja
emogio elle tinha percebido.
Todos nos conhecemos sua senhoria pela
sua fama, respondeu um d'elles. Quem nio ter
ouvido tallar de Joaquim, o celebre Baledor de
Estrada ?
Pelo respeito misturado de temor com que o
Mexicano pronunciou estas palavras, D. Henrique
mirou segunda vez o viajante nocturno. Joaquim
Dick soffreu este uovo exime com urna total in-
diffeienga.
Nio serla urna indiscripgio, senhor, repli-
cou o joven, depals de ama pausa, perguntar-vos
d'oude vem a grande repulagio de que gozaes, e
em que consiste ella ?
Meu Deus I senhor, respondeu Joaquim
Dick, minha existencia li solitaria, que quan-
do tenho occijd de trocar algumas palavras
com ilguroa pes<>oa, eu nio posso perde-la 11
E' lio bello viver entre os horneas I Acha-se en-
tre seus semelhanles tanta generosidade, franque-
za e caridade 1 1
O tom indeflnivel com que o Baledor de Estra-
da aecttuou estas palavai, linhi tanto de unc-
gio e de sarcasmo, que D. Herirtflle" nao soube
neo adianlados era civilisagio, e nas re-
as de populaglo ; hoje
us ^^Htuiia e nos Panpas da
. As retes bravias que fogem
-iaieasabis ou pouco frequentados
>esta provincia dio ama perfeita id 5a deste sys-
ema. m vaqanJJW|i que os fazendeiros e va-
queta ocgsnisMi para ir l pegar estas rezes
bravias-por divertiaeolo, mostranrq'ianlo pe-
ngosa a captura, e imperfeitos os resultados que
ap tirara deste mod de crear.
O segundo syslema que consiste em crear o
gado no esTado meie selvagem, e que 4 geni-
mente adoptado n'esta provincia, consiste em
soltar as femeas com s machos suficientes, em
campos abertos, onde achara as cou-as necessa-
rias sua subsistencia, pisto e agua, debaixo da
inspeccao immediata e incessante de um vsquei-
ro, que, percorrendo sempre os campos, eocoo-
tra-se i cada paseo com.elles, trata de suas enfer-
midades, e recolhe-os frequentemente aos curraea
ou aos cercados. Cada fazenda tem seu signal
que se imprime com ferro incandecente no quar-
to dos animaes, de tal forma que, quando alguns
individuos se desviara dos pastos da fazenda, os
vaqueiros se communicam mutuamente o resul-
tado das auas observaces, relativamente aos in-
dividuos de til ou tal fazenda que tem encontra-
do. Por esta forma o gado que se acha em c n-
ticto frequonte com o homem, nio se cria lio
bravio, os producios se pegam eom facilidade, e
sem grandes riscos se inulilUam para a repro-
dcelo, por meio da capagio. As vareas sio
chamadas aos carraes durante o invern para sa
lhes aproveitar o leite, e por isto os bezerros,
desde a tenra edad?, se acoslumara i vista e
companhia do homem. Os cavallos sio menos
bravios, araansim-se com facilidade, e se amol-
dara melhor o trabalho, sio menos viciosos.
Este syslema, muito superior ao primeiro ain-
da, tem grandes inconvenientes. Os animaes sus-
tentam-se com pasto verde durante o invern, a
durante o verlo, com pasto secco quando o
acham ; na falta, com folbigas, renovos de arvo-
res e seus raminhos mais tenros, e algumas rai-
zes jjne sabem arrancar. Da farlura passam in-
sensivelmente cada anno i privages que admira
poderem supportar. Quando as femeas parem no
fim do verlo, as vez^p acham-se lio esgotadsa
pela falta de alimento, que nio tem substancia
para crearem seus Olhos, e morrera muitas com
elles. Quando escapam s crises. passado o pri-
meiro invern de sua vida, vio encontrar o verlo
seguate, que lhes coarcta o crescimeoto e desen-
volvtr&enlo natural, de maneira que as ragas se
acanham e degenerara.! olhos vistos. As vaccas
nio dio leite quasi nenhum, os cavallos licam *
pequeos, acanhados e feios, mas, em compensa-
gao, adquirera pelo costume das privages o meio
do supportar a fome e de nio sentir tanto o tra-
balho. A raga cavallar do Cear mui pequena;mas
um destes cavallinhoscamoba 10 leguas-por da,
sem outro alimento que o que acha no campo,
nas horas de descango, e nao'seate urna viagem
prolongada, se se tem o cuidado de nio deixar
ferir-se. Estes cavallinhos fazem frequentemente
debaixo da sella de 20 30 leguas por dii, or
caminhos infames. Trabalbam annos inteiros
sem sentirem muito a fadiga, com tanto que sa
lhes augmente a alimentagio com urna ragio de
milho. As rezes do gado vaccom, depois de capadas
engordara no invern, com urna presteza admi-
ravel, mas pelo decurso do verso adquirem urna
magrem tal, que se tornara iacapazes de servir
para o agougue. Poucas sio as que se utilisam
para o servigo de agricultura, e cortamente pou-
co servigo p'restariam durante o verlo, nio sa
lhes dar alguma ragio do alimento mais repara-
dor do que o pasto do'mtto:"-
Este systeraa rcelama tm grande exlensio de
terreno, porque, andando^emprfioe urna outra
parte, o gado destroe 4m_ pouao tempo debaixo
dos ps o pouco pasto que*~resisie s intemperies
das eslages. O numer;, das' rezes que se poda
criar n'um espago determinado limitado, e nio
se ultrapassa sem grandes prejuizos. Esta hoje
urna das principaes causas, que inflae sobre a
mortaodade as vezes espantosa que se deeen-
volve em certas pocas no sertlo.
O lercero syslema, todo baseado na industria,
consiste em criar o gado ralo, ora recolhido em
cavillarigas, ora solt em cercados, com pasto
verde, quando o >>s, ou com alirentos guarda-
dos, e preparados para este lira ; sendo o feno
ou capim sreco a base desta alimentagio. Este
o methodo adoptado pelos povos mais civilisa-
dos; por meio dalle que as nages europeas
criam lio grande numero de gado vaceum e ca-
vallar, em tio diminuto espago do territorio, que
chega para a sustentarlo da populaglo, para as
precises da agricultura e do estado, que em ge-
ral enlretm grande numero de cavallos para a
guerra.
Este syslema sem duvida mais trabalhoso a
muito mais dispendioso ; reclama grandes des-
pezas e trabalbos primitivos, mais bragos para a
preparagio dos pastos, e maior numero de pes-
sdas para tratar dos animaes, roas estes sacrifi-
cios sao generosamente recompensados pelos re-
sollados iocomparavelmenle mais favoraveis que
delle se tiram -O gado morre muito menos,
cria-se mais robusto, adquire proporges muito
maiores ; os voceas dio mais leite e conseguinte-
menle mais manteiga e queijo: os cavalbs sio
maiores e mais aptos aos servigos para que se
destinam, e pde-so decuplar a producglo no
mesmo espago de terreno.
(Os primeiros criadores que se estabefecersni
n'esta provicia adoptaram o primeiro syslema,
mas, como os Indios entraran destruir o gado
por tal forma que as fazendas nio augmentavam,
e que nio se poda trotar delle pelo risco de ca-
hir nas mos, desta gente, houveram queixas taes
que nos primeiros annos do seculo passado foi
ordenado por diversas cartas regias que se fizes-
se aos indgenas bravios urna guerra de extermi-
nio, ordem esta que se execulou com urna ter-
rivel pontualidade, e ocesionou urna carneficina
que nao cessou durante am quarto de scalo poc
tal forma que os miseraveis Indios foram mor-
ios, caplivados ou expulsos de suas trras.
De en to para diante foi-se modificando o me-
thodo de criar, al que se estabeleceu o systeraa
actual que foi tambera melhorando, ao passo qua
as primeiras datas foram-se subdividiodo, por
effeito do augmento da populaglo. Hoje que esta
subdivisio tem trazido um verdadeiro cahos na
queslio da propriedade territorial, o methodo
adoptado tem chegado ao seu maior auge da
aperfeigoamento, cada situago tem seu vaquei-
ro, e grande copia de gado, muito embora o do-
no nio possua senlo algumas bragas de Ierras.
(Continuar-se-ha.)
i
qual destes dous seotimentos devera os aliri-
buir.
Minha celebridade, se celebridade se pode
chamar, replicou Joaquim Dick, emana da ma-
neira por que eu fago o meu papel, e por que eu
exergo mioha profissao. O Baledor de Estrada,
vos bem o sabis, senhor, a guarda arangada ex-
trema, dovo dizer mesmo sacrificada, de todas as
excurses no Almangear.... Quando parte de S.
Luiz, por exemplo, oodo qualquer outro ponto
prximo frooteira, quer urna colonia de emi-
grantes, quer urna tropa de aveolureiros ou os
cegadores, o primeiro cuidado que ha de obter
bons batedores de estradas. Por Dm esaa mis-
sao tio escabrosa, tio difficil e tio perigosa,
que poucos homens sio bastante aptos para bem
desempeoha-la. Devemos presentir, adevinhar
e frustrar as tretas das tribus immigas, indicar o
caminho que se tem de seguir, connecar os sig-
naes das aguas, providenciar pelo alimento das
pessoas quem escoltamos, em urna palavra li-
vra-los de todo o pergo ; e se o acaso zomba
de nossos esforgos e illude nossas previses, of-
ferecermo-no3 como primeiras victimas aos pe-
rigos quo nos nio souberaos ou nio podemos evi-
tar I E' pois um cerlo sangue fri nas horas
suprema?, urna prompta e quasi infallivel apre-
ciagio dos acontecimentos imprevistos, emfim
recursos adqueridos por urna longa experiencia
que eu devo o ser conhecido dos intrpidos com-
panheiros que frequentam as Ierras indianas.
Quanto minha repulagio, ella a de um ho-
mem que d pouco aprego sus vida, e nio he-
sita nunca, quando se trata de vengar urna inju-
ria, de servir-se de seu ctelo.
Um silencio de perlo de um minuto seguiu es-
tas patarras de Joaquim Dick.
-r- Joaquim, disse emflm D. Henrique, torna-
remos depois fallar d'esta materia ; por agora,
tenho ainda algumas perguntas i fazer-vos....
E quem vos assegura que eu estarte dispos-
to i responde-las? perguntou o Baledor de Es-,
trada modando sbitamente de toro.
O que vejo quo minha condescendencia
em satisfazer a vossa curiosidade vos levou um
engao.
Esquecei-vos, senhor, qne- en nio sou nem
vosso cotnpBnhefro, neo TWlocreado 1 Aqui no
deserto a civilisagio nio pode penetrar. A ri-
queza, o nascimenlo e a edacagio alo tem pri-
vilegio algum I Aqui entre os homens que por
acaso se acha reunidos ha s urna destinecio : a
coragem 1 O valente comminda, o fraco obedece !
Nos continuaremos depois esla comversi, dizeis-
vs ? Podis saber se dentro em ama hora, ain-
da estarei aqui ? Com que direito dispoodes as-
sim de minha pessoa ede mioha vontade ?
Os Mexicanos que conheciam a violencia do
carcter de D. Henrique, esperaram que a res-
posta do Baledor de Estradas desenvolvesse ama
tempestado; porm nao se realisou sua previ-
sao.
Sr. Joaquim, respondeu framente D. Hen-
rique, vos vos enganaes completamente respei-
to de minhas intenges. Nunca penseiem al-
tentar contra a vossa liberdade. Admiti de boa
mente, que o prestigio de que alias goza a riqueza
por toda a parte, nio techa aqui valor algum ;
mas nio posso acreditar que sejaes aurdo voz
do interresse. A cobica um sentimento muito
proprio do homem, muito poderoso, muito inde-
pendeote da civilisagio, ecreio que nio ves des-
embaragarieis d'elle s por passar as montanhas
Rochosas. Ora nio vos occultarei que eu tinha
e tenho ainda o desejo de vos contratar para o
meu servigo. Foi pois com o pensamento de vos
dar algum lucro, e certeza de que vos nao recu-
sarais, que fallei com a franqueza que presen-
ciastes.
Estas explicages parece que produziram urna
certa impressio no animo de Joaquim Dirck: um
sorriso, que em ultima analyse, seria muito dif-
ficil de traduzir, espandiu seu semblante, enlio
fallou elle eom vox melodiosa:
Caramba. Eis o que eu chamarei (aliar em
ouro. Sim, senhor, tendes razio cent veas, mil
vezes mesmo, batedores de estradas, aveolurei-
ros e cegadores, nunca somos insensiveis am
lacro honesto. Porque nio vos collocastes n'este
terreno desde principio? Ter-nos-hia-nios lofoec-
tendido perfeiUmente. Agora eis-ne prompto
responder i todas as pergenias..,. nada de
madense Grandjean nlo pd suster um
movimentode vr sorpresa, ao ver o prazerc
bicoso que mostrou o Baledor de Estrada.
E' impossivel 1.. E' um sonho 1.. mormu-
rou elle entre os dentes. Bom 1 nio era o que eu
pensava 1 E como saber-se o que pensa ou o
que quer o Sr. Joaquim I.... Elle tem mais es-
pirito no dedo mnimo do que eu em todo o meu
cerebro 1 como eslou salisfeito d'esle encontr I
D. Henrique nio perdeu lempo em approvei-
t ar a boa vontade do Baledor de Estradas, e deu-
se pressa em comecar seu interrogatorio.
Ha muito tempo que vos achaes na malla
de Santa Clara ? Perguntou elle.
Ha oito dias.
Que fazeia?
CagoHa pouco assustei am dos voseos,
que tolamente escapou se de approximar-se da
mira. Ah I por vida minba I.... ei-lo em carne
e osso. E' este grande corpo mal feito, disse
Dirck aponiendo para Grandjean.
O Canadense fez un cumprimeolo.
Que motivo poda determlnar-vos vos ar-
riscar s n'eslas paragens, mormente quando
desta temeridade nio devieis esperar lucro ? re-
plicou D. Henrique.
Vossa admiraglo prova, senhor, que vos nio
me appreclaea, como eu merego, disse Joaquim.
Meu nome se tornara celebre, se eu me pareces-
se ao commum dos homens ?.... Eu nio sou nm
creado vulgar, mas sim um verdadeiro Batedar
de Estrada Foi osis por gosto que por neces-
sidade que eu escolhi esta profissao : exergo-a
com amor Nunca perd a occasiao de explorar
urna so lidio, de estacar um paiz desconhecido..
o acaso me trooxe pata perto do monte Santa
Clara, tratei logo de embreohar-me nesta peri-
gosa malta, qu gava impenetravel.... mi-
m successo : actualmente,
mais myaterios para ma I.
D'oride faneis. qaando parales aqui ?
um lttgi'r cojo nome vos deve ser conhe-
cido, das bordas do rio oa regato Jaquesita.
(CorUnnar-ie-fco. ]
;YP. DS M. I. DI FA11A. -I80I.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBNZPGYI0_LO2BFK INGEST_TIME 2013-04-30T23:34:54Z PACKAGE AA00011611_09272
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES