Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09271


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Full Text
lili IIXT1I IDlttO 94

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P#r tres mezes adiaiUdss
Por tres mezes vencidos
OOUTi rEIRA 24 DE ABRIL PE 1SI
Poraano*diantad#19g000
Ptrle frawp para sobseripUr.
k I
RNCARREGADOS DA SBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Sra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKHDaS DUJ (JUKMKiUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sexias-feiras.
& Aoto, Bezerros, Bonito, Caroar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brjo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fi as quartas feiraa.
Cabo, Serinbaem, RioFormoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL,
t Ouarto minguante as 4 horas e 4 minutos
manha.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
lo Ouarto crescente as 4 horas e 26 horas
manha.
24 La eheia as 8 horas e 4 minutos da tarde
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horss e 6 minutos da manha
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
Segunda. Ss. Soter e Caio mm.;S.Senhorinha.
Ter{a. S. Jorge m. ; S. Adalberto b. m.
Quarta. S. Fideles de Sigmaringa m. f.
Quinta. S. Marcos Evangelista ; S. Hermino.
Sexta. S. Pedro de Ratis b. m.; S. Cielo p. m.
Sabbado. S. Tertuliano b.; S. Turibio are.
Domingo. A fgida de N. Senhora ; S. Vidal
AUUIKU1AS Ui)S itUBUNAfca DA CAFIIaE
iTribunal do commercio ; segundase quintas.
Relago: tercas, quintas a sabbados aa 10 horas.
'Fazenda: tersas, quintas e sabbados as 10 horas!
Juizo do commercio : quartas ao meio dis:
[Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas
Primeira rara do cirel: torgas sextas ao meio
STonr.ad:urde.CTel! q"rl" 6 >abbado"
PARTE OFFICIAL.
Coverno da provincia.
Expediente do dia 19 de abril de 1861.
Officio ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Do offlcio incluso por copia do director
do arsenal de guerra desta provincia, datado de
19 do correte ver V. Exc. os motivos porque
tem deixado de seguir para essa capital os vinte
birris de plvora de que trata o offlcio de V. Exc.
de 3 deste mez, que tica assira respondido.
Dito ao commandante das armas Providencie
V. S. para que esteja postado no caes de Viole Dous
de Novembro um dos corpos da guaroigo, logo
que conste que demanda o porto desta cidade o
vapor Jaguaribe da compaohia 'Peroambucana,
em que se espera o Exm. Sr. Dr. Aotooio Marce-
lino unes Goncalves, presidente nomeado para
esta provincia, afim de fazer as honras do eslylp
ao mesmo Exm. Sr. no seu desembarque ; cum-
prindo que V. s. ordene ao mesmo lempo que a
fortaleza do Brum de a salva do costume.
Officiou-se tambem ao inspector do arsenal de
mannha para opportonamente prestar a galeota
para o desembarque de S. Exc.
Dito ao mesmo.Para eu poder satisfazer a
exigencia contida em aviso do ministerio da guer-
ra de 4 do corrente faz-se preciso que V. S. me
remeta, am de ser transmitida aquella secre-
taria de estado, a f do offlcio do lente Fortu-
nato Theodoro de Lima, que pertencia* ao V ba-
talho de infantaria UHando foi reformado.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.
para seu conhecimento, o aviso de 28 de marco
ultimo, no qual o Exm. Sr. ministro da guerra,
julgando improcedente a al lega gao com que Ro-
berta Maria das Chagas Marques pedio a baixa de
seu irmio soldado do 10 balalho de infantaria
Manoel Gregorio das Chagas, declara que bem
procedeu esta presidencia indeferindo esta pre-
tengao; porquanto o achar-se o referido irmao
da supplicante com praga no exercito nao o inhi-
be de poder responder ao jury.
Dito ao mesmo.Envi V. S. os inclusos pro-
cessos verbaes dos soldados do 9o natalho de in-
fantaria a Felippe Alvcs de Almeida, Manoel Jos
Mureira e Joaquim Jos Leonardo, e do 10 da
mesma arma Quintiliano Jos Nunes, Manoel Go-
mes Ventana e corneta Pedro Jos de Araujo
Bastos, allm de que sejam cumpridas as semen-
gas proferidas nos mesmos processos pelo conse-
Iho supremo militar de justiga.
Dito ao capito do porto.Mande V. S. por
em liberdade o recruta Gustavo Adolpho da Ro-
cha Falco, visto ter em seu favor isengo legal.
Mmdou-se tambem por em liberdade o recruta
Joao Francisco Ales pelo mesmo motivo.
Dito ao mesmo. Fago apreienlar V. S., para
ser inspecoionado, o recruta Joo Jos Thomaz.
Communicou-se ao chefe de polica que o re-
metiera.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. substituir poroulras as quatro pra-
vas do corpo sob seu commando que vieram do
destacamento de Pao d'Alho, urna por doente e
tres por faltas all commettidas, conforme solici-
tou o chefe de polica em officio n. 314, de 19 do
correte.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Expela V. S. ordens para que
urna escolta de 8 primas e um inferior de conQao-
ca se aprsente amanilla ao chefe de polica, afim
deconduzir um preso que vai responder ao jury
do termo de Iguarass.Communicou-se ao su-
pradito chefe.
Ordenou-se tambem qne apresenlasse ao mes-
mo chefe, no da 22 do correle, s 10 horas da
manha, urna outra escolta d 6 pracas para con-
duzir dous criminosos que teem de responder ao
jury no termo de Cimbres.
Dito ao mesmo.Mande V. S. dar baixa ao
cabo de esquadra Manoel Caelano Demetrio que,
segundo a sua informaco n. 81 de 18 de eve-
reiro ultimo, concluio o tempo de seu engaia-
mento. '
Mandou-ae tambem dar a baixa ao cabo Ma-
noel Jos da Costa Guimaraes.
Dito ao commandante superior do Recife.
Sirva-se V. S. de expedir suas ordens para que
seja dispensado do servio do 1* esquadro de
cavallaria deste municipio al segunda ordem o
amanuense da secretaria do governo, Bufino Jos
Fernandos Figueiredo.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional de Flores.Tendo nesta data autorisado a
thesourana de fazenda a pagar os vencimentos do
alteres Jos Caetaoo da Silva Campos comman-
dante da escolta que conduzio recrutas de Villa
Bella para esta capital, deixei de praticar o mes-
mo acerca dos da mencionada escolta, por nao
estarem os respectivos prets orgaolsados nomi-
nalmentc, segundo pondera o inspector daquella
repartigao em sua ioformaso de 13 do correte,
sob n. 287, o que declaro V. S. em resposla ao
seu offlcio de 26 de marco ultimo, devolvendo os
mencionados prets, para serem reformados neste
sentido.
Dito ao Inspector da Ihesouraria de fazenda.
Anunndo ao que me requsitou o coronel com-
mandante das armas em offlcio de hontem, sob
n. 566,;reommendo V. S. que mande adian-
tar ao tenenle Manoel Dionisio de Seuza, dous
mezes de seus vencimentos, e para trinla presas
do 9." balalho de infantaria, que sob seu com-
mando destacam para Aguas-Bellas, bem como a '
importancia de urna beata de bagagem.Com-
municou-se ao commandante das armas.
Dita ao mesmo.Visto que, segundo V. S.de-
clara em sua informaco de hontem, sob n. S03,
pode ser paga a quaotia de 757000.proveniente de
livrosfornecidos por Santos & Compaohia para o '
1." balalho de infantaria da guarda nacional deste
municipio ; como ae v da conta, qne devolvo, e
autoriso a mandar effectusr esse pagamento '
pesaos que para laso se mostrar habilitado.Com-'
municou-se ao commandante superior do Recife.
Dito ao mesmo.Declarando-me o Exm. Sr.
ministro da guerra em aviso de 28 do margo ul-
timo, unto por copia, dever correr por conta dos
cofresjpublicos a indemnisagao que reclama o com-
mandante do 10." batalho de infantaria, da des-
peza, na importancia de 40:560 ris, feita com
o enlerramento do alteres daquella corpo Anto-
nio Manoel Barboza, que falleceu sem expolio,
sirva-se V. S. de mandar effectuar semelhante
pagamento em vista da conta em duplcala, que
para esse Bm remeti inclusa.
Dito ao mesmo.Autorisando V. S., nos ter-
mos de sua informaco de hontem, aob n. *304
a mandar pagar ao tenenle do 2. balalho de in-
famara, Lniz Martina de Carvalho, quantia de
12*800 ris, proveniente de forragem para urna
besta de bagagem, ns marcha que fez em servi-
do desta capital villa do Bonito, e viceversa.
Communicou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Em vista dos recibos juntos
em duplicita que, me foram remanidas polo di-
rector das obras militares com officio de hontem
sob n. 26, mande V. S. indemnisar aquella di-
retoria da quantia de 55*000 ris dispendida em
virtude da ordem da presidencia com os reparoa
necessarios no quarlel do Campo das Princezas
para a commodago da secretara arrecadago
geral da companhia fixa.de cavallaria desta pro-
vincia.Communicou-se ao director da* obras
militares.
Dito ao mesmo.Considerando urgente a des-
peza com o pagamento de 37 brasas feitas do
caes em construccSo do Forte do Mattos, atien-
tas as razes allegadas pelo respectivo arremi-
| taote, Francisco Botelho de Andrade, bo reque-
I ntnento sobre que versa a sua informago de 18
: deste mez sob n. 302. autoriso a V. S. a man-
dar realisar esse pagamento sob minha respon-
I sabilidade, nos termos do decreto de 7 de maio
de 1842, visto nao haver eredito para a referida
DESPACHOS DO DI* 20 DK ABRIL D 1861.-
Requerimentos. ,
Bacharel Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Informe o Sr. director geral interino da ios-
truegao publica, ouvindo o reftedor do aymnasio.
deapez.; segundo consta de su. citadainforn: th.oMri.0 roM """ Nun68-Wri"" *
PO t\ ma nAmmuni^A 1.1/ G L>bb4 .________f I "
go; o que communico 4 V. S. para sua scien-
cia e devida execugo.
Dito ao mesmo.Nao obstante o qud V. S.
pondera em sen offlcio desta data, sob n. 307, a
que respondo, deve V. S. cumprir a minha or-
dem de boje mandando pagar sob minha respon-
sabilidade a importancia de 37 bracas de caes
construidas no Forte do Mattos, por Francisco Bo-
telho de Andrade, visto subsistirem para o caso,
que idntico, os mesmos fundamentos, que se
deram para a expedico do officio desta presiden-
cia de 11 de evereiro ultimo, relativo ao paga-
mento das despezas com o pessoal e material
necessario continuado das obras do melhora-
mento do porto desta capital.
I Nesla dala me dirijo ao governo imperial ex-
pondo as razes. que a conselharam esta minha
deliberago, que se espera ser approvada.
i Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Era additamento ao offlcio desta presidencia de
7 de marso prximo findo declaro V. S. que
a quantia de 19JOO0 ris, dispendida com o alu-
guel de dous cavallos para condueso do alferes
Miguel Augusto Barbalho Picaos, deve ser paga
ao capitao Joaquim Francisco Lavra, como por
eogano se dlsse no offlcio cima citado,
i Dito ao mesmo.-Mande V. S. pagar a Carlos
Roberto Totl, ou aoseu procurador conforme re-
quisilou o chefe de polica em offlcio de 14 de
T?Sr\AUli-mVob' ni 109> nl s a 1anla
oe atfmo ris, dispendida com o sustento dos
presos pobres da cadeia do Barreiros nos mezes
de oulubro a dezembro do anno prximo passa-
do, mas tambem a de 30000 ris,- em qua im-
porta o aluguel, vencido desdo julho ate o cita-
do mez de dezembro, d casa em que serve de
quartel ao destacamento daquelle termo, oomo
tudo se v dos documentos, que devolvo, vis-
to nao haver inconveniencia nesse pagamento,
segundo consta de sui informaso de 18 do cor-
rente, sob n. 145.Communicou-se ao Dr. chefe
de polica. "
Dito ao mesmo.Remello por copia V. Sepa-
ra seu conheoimento.o offlcio.sem data que me di-
ngiu o thesoureiro do extincto conselho do pa-
trimonio dos orphos, Dr. Gabriel Soares Raposo
da Cmara, participando os motivos, que deram
lugar a nao prestar elle as suas contas nessa Ihe-
souraria.
Dito ao mesmo.Pelas razes expendidas em
sua informaso de 28 de mar5o Ando, dada com
referencia ao requerimento, em que David Fer-
reira Bailar pede que ordene o recebimento da
meia siza devida pela compra de urna escrava.
realisada por escripto particular, pode V S. man-
dar receber o re/erido imposto, como de mani-
festa equidade.
Dita ao mesmo.Certo do contedo de sua in-
formaso de 18 do corrente, sob n. 144. dada
acerca do requerimento em que D. Cosma Joa-
quina de Lima Nunes pede pagamento da grati-
UCdQao, que lhe compete, por se achar regendo
interinamente a cadeira de S. Fr. Pedro Goncal-
vel do Recite, tenho a dizer que mande V. S.
abonar supplicante urna gratifleaso correspon-
ordenado da respectiva professora,
paga mediante os attestados
Jos Antonio Pestaa.Passe portara conce-
dendo a lie-inga requerida.
Joo Francisco Alves.Ficam expedidas as
convenientes ordens para a soltura do suppli-
cante.
Luiz Martina de Carvalho.Dirija-se Ihesou-
raria de fazenda.
Mahoel Jos de Faria Simes.Informe o Sr.
director geral interino da inslrucso publica.
Manoel Antonio de Jess.informe o Sr. de-
legado da repartido das trras publicas.
Manoel Adriano de Albuquerque Mello. Fica
o supplicante despensado da multa.
EXTERIOR.
A qnestao romana no parlamento
inglez.
A questo italiana acaba de ser objecto de urna
sena discusso na cmara dos communa de In-
glaterra, duas sesses, de 4 e do 7 de mareo, fo-
rana quasi inteiramente ebeiaspor esta discusso.
s jornaes nao se oceuparam da primeira aesso,
na qual dous oradores catholioos, os Srs. Hen-
nessy e George Bowyer, se flzeram ouvir ; e de
mais alguma importancia sesso de 7, na qual
fallou lord John Russell. Porm sua analyse.
que reserva muitas columnas aos discursos des-
favorecis eaua* pontificia, consagra to somen-
taSS?ao d,8Cfu,r,9do Sr- ". >-
hora' qQ8 duranle mais de urna
O Uoniteur fez como os oulros.
Julgamos ser necessario aecusar s agencias de
m.UBC?W1 ,em COlume de nSo CfiS
o que pode lnteressar aos catholicos. no enlamo
SSESE? lodo .0aidad0 en> reproduzir as
par iculandades as mais insignificantes. as pre-
sentes circurastancias parece-nos que ellas pode-
n.fem ,nconvenientes derogar seus usos ; a
questao romana de um inleresse assaz geral. os
adversarios do papado teem bastantes orgos para
que o publico possa conhecer tudo quanto diz
respeilo essa queito e os argumentos que os
calholicos fazem valer em favor do poJer tempo-
ral ; e assim, as agencias de que nos oceupamos
devera ser um pouco mais imparciaes em suas
tradusoes. Podem-se perdoar-lhes inexactidoes,
contrasensos saltos que explica a rapidez, com
que feto o trabalho dos Iradutores ; mas nio-
guem podena desculpar-lhes ama parcialidade.
que torna sua existencia quasi intil.
dente
e que dever ser
da lei.
Dilo ao mesmo.Attendendo ao que repre-
sentou o padre Manoel Adriano de Albuquerque
Mello, professoc particular de inslrucso elemen-
tar, no requerimento sobre que informa o direc-
tor geral interino da instrnesao publica em offl-
cio de 26 de marso ultimo, resol nesta data re-
leva-Io da multa, que lhe fol imposta, de con-
formidade com o artigo 99 da lei n. 369. de 14
de maio de 1855 : o que communico V. S. pa
ra seu conhecimento e execuso.Communicou-
se ao director geral da inatruego publica
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
vmc. fornecer ao commandante superior da guar-
da nacional do Rio Formoso, ou a quem por elle
se irostrar autorisado, 25 armas com seus com-
petentes correamos para o batalho n. 43, de
infantera do municipio de Serinhem.Deu-se
sciencia ao supradito commandante superior.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. quanto antes tapar a escavagao que os pro-
sos principiaran a fazer na priso do hospital mi-
litar, segundo requisita o coronel commandante
das armas em officio de hontem, sob n. 565.
Communicou-se a este.
Dilo aodirector das obras publicas.Informe
vmc. se j terminou o contrato feito com o en-
genheiro Meltler Kamps para servir na reparti-
Sao a seu cargo, e no caso affirmativo, se anda
se fazem precisos os seus servigos.
Dito ao mesmo.Concedo a autorisaso que
vmc. pedio em seu offlcio de .hontem, sob n. 97
para mandar lavrar o termo de recebimento'
definitivo das obras do 4o, 5o. 6 e 7o Uncos da
estrada do norte {ompreza Mamedel visto i ter
expirado o prazo de resp no caaflfdeserem recebdas, segundo -consta do
alado officio, que fica-assim respondido.com-
roanicou-se a Ihesouraria provincial.
Portara.0 vice-presidente da provincia, de
conformidade com o disposto no artigo 20, 3 do
decreto n. 2,012 de 4 de novembro de 1857, com-
binado eom o decreto n. 2.576 de 21 de abril de
1860, resolve oonslderar vagos os lugares de 4o
5* e6supplentes do juizo municipal e de orphos
do lermo do Ouricury, comarca da Boa-Vista por
nao terem prestado juramento, Liberato Ribeiro
Granja Joao Marinho Falco de Albuquerque e
Gongalo Rodrigues Coelho, nomeados por porta-
ra de 17 de maio de 1858 ; e nomeia para os
substituir ao major Joaquim Leonel de Alencar
Franciaco Jos Barbosa Vellinho e Joo Ferreir
de Siqueira, que preslaro juramento persnle o
respectivo presidente da cmara municipal, ou
juiz de direito da comarca, no prazo de tres me-
zes, contados desta data ; Qcando a lista dos sup-
plente orgaoisada pela forma abaixo declarada
nos termos do artigo 3 daquelle decreto :
1." Cprnelio Carlos Peixoto de Alencar.
Dimas Lopes deSiqueira.
Francisco Raimundo Teixeira.
Major Joaquim Leonel de Alencar.
Francisco Jos Barbosa Volhinho.
Joo Ferreir de Siqueira.
- Remetteram-se copias desta ao juiz de direito
da Boa-Vista, ao juiz municipal d'aquelle termo
e ao presidente da respectiva cmara.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao director do arsenal de guerra.S.
Exc. o Sr. vice-preaideote, manda communicar
V. S. que nesta dala se expedem ordens pira
que sejam cooduzidot para o Rio Grande do Nor-
te, no vapor Iguaraet, t caixdea contando ob
jectos destinadoa i companhia fixa daquella pro
vincia, e que deixaram de seguir pelo vapor Pa-
ran, conforme aeelara V. S. em offlcio de 19
do corrente, sob n. 108.Expedio-se a ordem e
deu-se parte ao Exm. Sr. presidente da referida
provincia.
Dito ao bacharel Loureogo Jos de Figueiredo.
juiz municipal e de orphos do Bonito.S. Exc.
o Sr. vice-presidente da provincia, manda aecu-
sar receido o offlcio de 16 do eorronte, em qua
V. S. participa haver na mesma dada entrado no
gozo da licenga que lhe foi concedida.Fizeram-
se ib communicagoes do estylo.
respeito sao os de nosso cnsul em Ancona ; este
cnsul nos diz qUe as plantaces de amoreiras
muiliplicam-se, e que o capital empregado noa
produelos augmenta de urna maneira notavel. O
Sr. Oiotti acroscenta que os productos dos manu-
facturemos inglezes, o algodao, o linho e o ferro
aa consomem. fcilmente e em grandes propor-
Soko Em um P"'00"0 de cinco aonos, de 1854 a
1858 inclusive, periodo, durante o qual declinava
nosso commercio com a Sardenha, o valor das
importares inglezas nos estados romanos aug-
mentou 100 Qp. Durante o meamo periodo as ex-
porlages romanas para a Inglaterra augmentaran
perto de 200 OjO EraOm de 1854 1858 o nu-
mero total das toneladas, importadas pelo com-
KoJj rilTooO e'l,d" d*grej"' 8Ub de
Sao elgarismos; ninguem poderia contesta-Ios,
enes deviam ter urna forca irresistivel em urna
cmara ingleza. Depois de haver mostrado que
os ltimos successos nao foram favoraveis aos in-
leresses britannicos, o Sr. Hennessy examina
mls^r8ctamenle a poltica de lord John Russell
e do Piemonle : eis aqu como elle considera a
pretendida no-intervenso da Inglaterra.
O nobre lord, diz elle, pretende haver adop-
tado urna poltica de stricta neulralidade nos ne-
gocios italianos. Mas em um officio datado de
22 de maio de 1860 elle exige duas promeasas do
Piemonte: a primeira, de que nao atacar a
Venecia, a segunda de que nao atacar o rei-
no das Duas-Sicilias. Isto nao era deixar que os
lalianosfizessem seus negocios, eram antes dous
actos de iotervengo.
a O conde Cavour fez as promessas que lhe
eran pedidas com a nica reserva de que a Aus-
tria e as Duaa-Sicilias noatacariam o Piemoote.
a a 5onde Cavour previa desde logo a possibili-
dade de oulros ataques, visto como declarava
que o Piemonte eatava na impossibilidade de re-
primir as manifestagoes de syropathia, da parte do
povo da Sicilia.
< Depois disto o rei da Sardenha violou sua
promessa e niertet"o noa negocios napolitanos.
Nosso ministro dos negocios estrangeiros disse
todava que Vctor Emmanuel tendo dado sua pa-
lavra de permanecer em paz e amizade com o
re de aples, nao tioha o direito de faltar
t suas obrigages, e commetter um acto de agres-
sao contra o soberano de um estado visi-
nho. >
ah suas tristes consequencas. O que feito dos
nS", LS.S00cl"ldo" .ha q,,aen,a e cinco "
a. a S,tiie",s gr?.nde ,ra,,d0 diclado Pe' espa-
da de Vyellington?-Foi feilo em pedagos pelas
liau P,emoDte"8 na parte que diz respeilo
oo?Phf t!Un0.d09gra.nde8 PrinciP'<. sustentados
d.im Ha'w m?r\d08o communs, e algures pelo
?,n,.d8WellD8ton? 0ue feito das grandes
l S"5 que 8,BlT"ani Inglaterra? Oque teria
?d0KaalgUns.,nn08' se o imperador dos
rrancezes houvesse desembarcado oitenla mil ho-
mens as costas occidentaes da Irlanda?Flo-
restas de bayonetas teriam apparecido sobre o
Hneno ; os Austracos e os Russos teriam viudo
en nosso soccorro. A Inglaterra tinha enlo al-
"../5"_c.'?!,erTad?rig 6 monarchicas. Tudo isto
ais para
est perdido ; lord Russell por si s fez maia
perde-lo do que todos os seus predecessores
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgA DO SD^
Alagoas, o Sr. Clandino Falco Dias; Bahia
Sr. Jos Marllns Aires; Rio de Janeiro, o Sr*.
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBL'CO.
O proprietario do diario Manoel Figneiroa d
Faria.na aua Imaria praga da Independencia ni
6 e 8. *
dar m.um?K '"^njie. porque ella que pode
melhnr Jin^dade' r,oalD>eDle. porque ellaque
melhor mantm em seus naluraes limites o es-
nidos.
nnh,r!d0,! */ al]i8nc,s n8 exMem mais, eo
ii, L?- aiDda deslru" nis alguma cousa ;
eliedestruio a confiansa dos homens de estado
rLA*a n^a ,hoesli r"9?-ffice, defendendo a traiso deliberada, que
derribou o joven rei de aples.
Nao temos as mesmas razes que o Sr. Hennes-
sy para deploramos o abatimento da Inglaterra
mas estamos perfeilamente de accordo com elle
pora estigmatizar-lhe as causas econdemnar orna
revolugao, que desde Villa-franca s tem oblido
lodlTo's'dfreitoT'0 **#* P6la U* de
Ao ver-se os catholicos da Inglaterra e um
grande numero de protestantes deste paiz.como
lord Normanby, partilharem os sentimentos dos
qe^lKa^fSm''^" D^-t.goa,
onr n.,a./01?er:aao' o espirito de progresso,
bz .rmleli Capaz de obrar efficazmeate so-
r.ni! m- S.a0mesmo len,P pode'ro.0. U0" "" ma5S" PaM Cm 8 ricos e
a Iudo1fl1u,n, acnsttuigo jogleza tem de bom
forit hJ 1 ire.mD,a sPca9 catholicas da his-
toriaida Inglaterra ; essencialmente tradicional
cahnr0!e/" a na5i0> Cj0 '"Perament l
SSSfcll ar"er8ao d0 ""neos dons
que ella recebeu de urna educago catholica mui-
tas vezes secular, que a torna to perigosa como
nagao protestante : ella faz servir ao mal os %-
miraveis recursos de seu genio; que grandese
l.ndas cousa. nao [aria ella, se se pozesse m'ser?
reu- ?So do bem e da verdade !
Quando o rei da Sardenha fallou assim sua
patarra e invadi oa estados das Duaa-Sicilias, o
ro de aples entrincheirou-se forlemente atraz
do Volturno ; e todo o mundo concorda em dizer
1"e Francisco II podia desde logo repellir Ga-
nbaldi e por Dm invasSo, ae as tropas piemon-
lezaa nao livessem ohegado. Descjam acaso sa-
ber os honrados membros que me ouvem em que
proporgo os napolitanos favorecan a empreza
de Ganbaldi?
Um correspondente do Times, escrevendo em
data de 10 de setembro, affirma, por urna auto-
ru Tri.nrt, 808 d28.lres dePdoe catholicoB reiro.
mas os debates de nossas cmaras Este correspondente
oa estandartes do aventu-
!nl!ie-f^,al modo ?99*3 column aPezar dos! parcialidade paraom" o re de NaoieV
!UfJ,i""ety!!f.PB.w,ao. 1uaai ^dos oa dias das depois oTilfee em um irtlgo de fun
nao pode aer siupeito de
Alguna
VKS^SSI^t^^t^t ta.U "' t8fa aida q1voluso"trnhr.nIe-,-sTdo"fe';.
za^a s ooder dar um n.nfrt. COm gr,nd,e pe_ para os naPollanos do que por elles Garibaldi
^^!^^^{^^ graThr-" P6dr JBfi-i pletele
2.
3.
4.
5.
6.
questao romana em seu verdadeiro p.
Ergueu-se a diecusso proposito da questao
dos subsidios. O Sr. Hennessy. depulado de
King s-County, abri o debate provando com tac-
tos a inconsistencia da conducta poltica de lord
John Russell ha seis anno3; e examinando aua
poltica como ministro dos negocios estrangeiros,
Se fosse do interesse e da honra da Ingla-
terra favorecer a poltica piemonteza, eu nao te-
na cousa alguma a dizer ; mas. segundo me pa-
rece, o contrario o que verdade.
E contina assim:
O governo muilas vezes empenhou a cmara
a comparar a situago do Piemonte com a das
esUlouSorormnStoda "r"* 22 ^"S8*5,? que ***ETmS3m
Til uP a*' c,""celler do Erario marinheiros
en seu ultimo quadro financeiro insisti sobre as
relagoes que existen entre um bom systema de
tioangas e um bom governo. Julguemos confor-
me esta regra o governo piemootez ; julguemo-
lo consultando nicamente os relatorios feitos
pelos ministros da Inglaterra no exterior e pelos
mont* rnecidos pel P'oprio governo pie-
,nA?$r'.AnS6,. Brofferio, membro doparlamen-
JSiVp H-rr,publlC0u 0b" a poltica financeira
S?k'i- S"r UVat obra' cua circulago foi
prohibida no Piemonte. O systeina deimpsico
diz elle nessa obra, esgota o contribuinte sem en-
riquecer o theaouro, porque as taxas sao impos-
tas sobre os objectos mais necessarios vida; O
Sr. Weat, secretario d legago britannica em Tu-
rtn mandou um relatorlo ao nobre lord sobre a si-
Jn.I. DAaTA^A penodo de t819 1848 o juro an-
nual da divida piemonteza era de 8,400,000 fran-
urante o segundo periodo o juro da divid
COS.
_ que assistiram ba-
. elles podem dizer se o seu resultado nao
foi decidido pela chegada de tropas regularea pie-
monlezas.
Alm disso, entre os estrangeiros que comba-
teram por Garibaldi alguns ha, cuja inlervenso
certamente sentida por esta cmara. Garibaldi
pode gloriar-se de haver tomado dous canhes.
porm acaso quem os tomou foram os 90 ou 100
napolitanos que combatiam aob suas ordens? De-
vo cortezia do almirantado um documento que
tem sua importancia, visto como vem do com-
mandante Forbes, do Renourn O commandante
Forbes, em um relatorio que lhe foi pedido diz
que os canhes foram de fado tomados pelos ga-
ribaldinos, mas que duzentos metros pouco
mais ou menos de Santa Maria esses garibaldi-
necessidade de soccorro, e que os
do llenown prestaram-lhes um au-
xilio que Ibes permittio levarem os canhes.
O Sr. Hennessy examina depois o proceder dos
piemontezes no paiz conquistado e particular-
mente nos estados napolitanos ; lembra as faga-
nhas dos Cialdini e dos Pinelli, as atrocidades
commettidas nos Abrazios, o bombardamelo de
Ancona e Gaeta, e chega s eleigoes:
Sabe-se. diz elle, qual a populaco da Ila-
aa meridional; eu tenho em mos um jornal of-
ucial, que nos d esses algarlamos. Em geral aa
populacoes tomam interesse as eleigoes; ainda
ga Pouco o vimos no condado de Cork, onde
6,400 eleitores votaram por um candidato conser-
vador fm de mostrarem sua reprovago poli-
tica do Foreign-Ofice. (Aplausos e reclama-
ges.)
E evidente que os eleitores de Cork nao jul-
gam as cousas absolutamente da mesma maneira
que alguns reformadores desta cmara. (Atten-
go I) Mas, na Italia meridional eu vejo um 14-
borio Romano, ministro piemontez, que obtem
''W&MI mo^IeTeTle"" "^ Ca9lella-na-00lro Pe"
milhes numero redondo. A poltica do Pie- Saciala i
monte,quando este empenhou-se na ultima guer- j uor88n
ra. era urna poltica desesperada. Mr. Weat ex-
poe que se deve esperar um novo accrescimo da
divida.
Comparemos agora com oa outros governos
gs liana. Tenho as mos um documento, que
t.B \llli* ,p.ubIiC8 d8 grao-ducado de
Toscaua em 1858 ; ella era ent de 2.474,000
libras ; hoje de quatro milhes em numero re-
dondo.
por 99 votos; Rosal por 60;
Eis o que se chama suffragio
a. tJi" ,Hennessy "ostra aqui que o commercio
da Inglaterra com o Piemonte ia em decrescimeu-
to. entretanto que augmentaba com os outros Ml.
zes aa Italia. Segundo o relatorio do Sr. Gray,
cnsul bntannico, a poltica piemonteza destrua
o commercio de dous modos: em primeiro lugar
empregsndo a parte activa da populagao em urna
guerra ruinosa ; em aegundo. sustendo aa tran-
sacgSes e os negocios por ms medidas floancei-
ras. Entretanto nao assim :
Lord Lyons, contina
Lyons, em um officio
Em Placencia sobre 1,213 eleitores houve 68
rotantes.
Os habilantantes esperam dias melhores.
Em Miln, achou-se em un collegio 239 votan-
tes; em Florenga 144....
t A cmara pao pode bem appreciar o que for-
gou o joven rei Francisco II a deixar aples ;
ha eate respeito urna lacuna noa officios que
lemos sob os olhos. Mas os fados sao conhe-
cidos.
A frota britnica, a mais consideravel que
ntrou na. bhi de aplos, ah estava, quando
se examinou ae o rei deria defender ou nao sua
capital.
Um dos ministros presentes ao conselho, em
que se tratara desta queslo.era Liborio Romano
quo recebia j, como ainda recebe dinheiro pie-
montez. r
Esse homem, o maior traidor, que existe ni
Europa, achou-se assim habilitado alrahirseu

03 *5S.l0",.d0, de Junho de 1S55 o de 7 de niaio
de 1856. diminuindo a tarifa das alfandegas, aug-
mentaram sensivelmente a cifra das receitaa : o
edieto de 27 de marso de 1857 ainda melhorou
este estado de cousas. Em um outro offlcio lord
Lyons prova que o pre$o das propriedades aog-
mentou em propors&es nolaveis ha alguna anuos,
cue esse augmento nao atlingio seu mais alto
grao, e que a agricultura faz eonsideraveis e in-
conietaveis progresaos Finalmente em um ter-
ceiro offlcio elle mostra um melboramenlo ex-
traordinario na situago financeira.
i A" 14 de maio de 1856 o embaixador de Fran-
$aem. Itoma (gr dfl aayDe?alj mogtrou a mulu_
phcacao das novas conatruegoes, a extonao pro-
greaaira das relasaa commerciaes, os progressos
da agricullura e a apparencia geral de proaperi-
dado, que admira todos os observadores,
i Os derradeiros lelajorlos qo^ temos
Cinco officiaes generaos estavam presentes. Qua-
tro aconselharam de accordo com Romano que
nao se defendesse aples; *um a\ o goneral
Bosco. que copservou-ae fiel, era de parecer que
se combatesse. Como pode Liborio Romano
apoiar sua optnio? Servindo-se dos officios do
nobre lord, que enrgicamente exigir que nao se
renovassem aa aceas de Palermo.
ioP5al8S,p0d,eri,a e^ordemonatrar a triate par-
te tomada pela Inglaterra na queda do rei de a-
polea.
com a mesma felicidade e o mesmo vinor
que o orador eatigmatiza a conduela do Piemonte
para com o governo ponlifiio e k rt
mraaao das Marcas e da Omb>^
nando: **
Est provado a<
inqualiOcavel
Elle diz termi-
De mais, o Sr. Hennessy demonstrou perfeila-
mente as ruinas que a revoiuso accumula na Ita-
lia | demonstrou que a Inglaterra, que poderia
mais do que qualquer outro paiz aproveitar das
desgrasas do continente, nao menos interesas-
da do que as outras potencias na manutengo da
ordem e do direito. v
Ella tem para coosolar-se o prazer de ver ferir
a igreja, que ella detesta ; mas reconhecer que
a igreja catholica e o papado prestara aervicos
ate mesmo aquellos que os detestara. Quanto aos
paizes catholicos nao pode restar para elles du-
vida alguma sobre a conducta poltica que elles
teem a seguir.
II
Reproduzmos seguodo o Txmes as passasens
quecitamoa do Sr. Hennessy na cmara dos com-
muns. Este discurso produzio -na cmara urna
viva impressao, bem que a maioria nao fosse fa-
voravet s ideas expoatas e aos sentimentos ex-
pressados pelo orador.
O representante do King's Counly ainda jo-
ven ; tomou lugar a 4 de marso entre oa oradores
com os quaes poder contar a causa catholica ;
sera sem durida um dos membros mais distinctos
do grande partido conservador, que tende a re-
torrnar-se em Inglaterra, regeitando os anliaos
prejuizos dos velhos torys e tomaodo por base a
canserrac.o dos verdadeiros interesses sociaes e
polticos: esses interesses nao poderiam serhos-
us ao catbohcismo, visto como 6 ou caiholicismo
que elles enconlram seu maia firme apoio e sua
mais magnifica expresso.
Seria enlregar-ae vas illuses aquello que
acreditaase que o partido conservador poder f-
cilmente triumphar na Europa ; muito eviden-
te que sao actualmente os principios revolucio-
narios, que o acarretam ; maa o proprio excesso
de seu tnumpho abri muilos olhos, seu triura-
pho cmprelo acabar por esclarecer todos os
.iespi,rl08; lulae*la hoje to claramente
estabelecida entre a ordem e a desordem, entre a
conservaco e a deatruigo, entre a religio e essa
especie de atheismo poltico, que nao quer mais
reconhecer os direitos de Deus sobre as sociedades
humanas, qne o citholicismo que a igreja e o pa-
pado apparecem cada vez mais como o nico refu-
gio, o nico meio possivel de resistir dissoluco
que ameaga-os. '
O protestantismo esgotou seu principio, che-
gou suas mais extremas consequencas, nao
mais urna religio, os protestantes lgicos, os que
retiectem, bem conhecem queesto em urna po-
sigao falsa ; os restos do chrslianismo que elles
conservaran, bem conhecem elles que sao inca-
pazes de defende-los cora a dissolvente doutrina
oo exame individual, e conhecem igualmente que
as sociedades constituidaa aobre essa doutrina
nao tem elemento algum de reaistencia.
A revolugao bem o sabe : e assim, ataca so-
mente aa sociedades que ainda se conservam ca-
tholicas, e se encarniga principalmente a des-
truir o nico estado que tem permanecido pura
e exclusivamente catholico.
Os paizes protestantes Ibes perteocem, quando
o citboliciamo nao tiver mais existencia social
reconhecida, o reato desabar por si mesmo, a
uta terminar, os direitos do homem nada mais
terao a temer dos direitos de Deus, o prazer subs-
tituir o sacrificio e a dedicago, e a humanida-
de degradada curvar dcilmente a cerviz ao scep-
iro do deapota, que lhe buscar os gosos mate-
naes da vida em troca da liberdade e dos nobres
gosos da intelligencia.
Ento, aero anda proclamados os direitos do
homem, maa s haver um homem que tenba di-
reiloa; os outros nao tero oulro direito a nao ser
o de obedecer ao homem: elles verao ae essa obe-
diencia maia suave que a que Deus exige.
A alternativa eat claramente estabelecida: o
que conatitue o inleresse da lula actual o pre-
sentimeoto das grandezas ou das bumilhagoes.
que seguirao necesaaramente o triumpho ou
ruins da religio como instiluigo social; ease
presentimenlo que agita todos os povos christos.
Em todas as denominages do protestantismo as
intelligencias mais elevadas e maia rectaa envi-
dara todoa os meios par reagirem contra as
fataes cons6quenciaa da falta de autoridade; en-
vidara todos os meios para remontarem pleni-
tude do chrslianismo, que s ae encontr na
igreja catholica ; todas as igrejaa naeionaea, to-
das as seilas teem urna alta igreja, ou urna frac-
Sao, que concede maia ao principio de autorida-
? s P'0'6818016 da Allemanha volvem os
olhos para Roma ; nao veem mais nella o ini-
migo, cuja ruina pedan; veem a autoridade di-
vina que poder aalva-los.
Sabe-ae que movimento agita a igreja anglica-
na : ah, em um menor thealro, agitam-ae o es-
pirito de conservago. Mas os conservadores, os
torys, que principio eran os ricos da veapera,
e-oa rico1 dos despojos da igreja catholiea, s
queran conservar o esbulho, e era em suas fi-
lenas que se encontravam oa mais determinados
immigos da igreja romana.
Estes sentimentos se modifica sensirel e r-
pidamente : restan muitos prejuizos, reata um
odio wstinctlro contra Roma ; porm esses pre-
juizos enfraquecem ; esse odio comega a corar de
si mesmo; sao oa mais distinctos membros da
igreja estabelecida que rollara & igreja mi; sao
os mais honrados horneo? de estado, que reco-
nheeemos servicna prestados pela igreja aocie-
dade. Anda algias pasaos, e esses inglezes to
altivos de seu. privilegios e de suas liberdades,
axaltam a ^ d ,"lll*nt inle' gabam"a
exaltara a duem elles, unidas a Inglaterra e a
Franca o mundo lhes perlence. a cirilisaco
triumpha por toda a parte. Nos combtenos eSS
L?^ffi5 ?" Dao por escon amos
?,?. adeS d0 povo inle. Por que a nula-
' protestante en sua" poltica. Sma
revolucionaria, inimiga do
trra ainda
nagao politicamente ,
tS te"0 fa,a men,e i"ga dosouto'po-
2L.N!? f? cond'5oes a allianga ingleza nao, 5o-
porn tndem to reapeitosos para com o
foi fatal ao com- -r? Poltica seguida na Italia cipio do autoridade, esses inglezes reconhecero
... _.;; --*--- 'nanga ingleza nao po
Sra a Finr?"6 ,umf eniba5o ou urna illuso
para a Franga ; ella falsea nossa poltica enca-
de., todos os nossos movimento,. obrigam no
lZZT$?qle fazem-nos desv ar dipelica
oSe'reaH,"5'' 8UgmeDta B8 ^ -
histia. Progreasos da civilsago
Somos alijados em nome, e por toda a parla
nossa aegao se nullifica Se vamos Syria P"!
gr os direitos da humandade e salvar nossos
correligionarios, ahi encontramos a Inglaterra
que protege os inimigos dos chrulos. e que s
usa de sua influencia para aemear grmns de
osa'garanTia.6' UD d"f 8eda mais po4e-
Na China, erguemosa cruz, oblemos a liberda-
?erraarnTOe8CK0,ea8; raaS hi "* a logl-
rnmm m *"." bel]>> m seus missionarios
commercianlea ; e em lugar de levar a f e a ver-
U?a 80,edade. que morre por falla de
crenga e de verdade, nos lhe levamos a dunda
eadiscusso. Nao soraenle o antagonismo
He,aduaVg-r-aDde8 ,aS6es' e otagonismo de
duas rehg.oes, e assim que sao embaraga-
dos os progressos do christianismo.
lir p,U9.S aeTlA 8e, .aJlaterra fosse catho-
ica. Poderla anda ah haver rivalidades de in-
leresse e de influencia, mas essas rivalidades re-
dundariam era proveilo de todos os povos. e
ento que urna aliaoga intima entre as duas pri-
mearas nagoes do mundo seria til causa da
cmlisagao ; quando os novos apostlos catholi-
cosi partirem ao meamo tempo de Ioglaterra e de
rranga ; quando um biapo catholico celebrar a
musa em S. Paulo de Londres, poder-se-ha di-
zer entSo que o verdadeiro progresso deu um
grande passo ; nao existiro mais as divisoes re-
ligiosas; schisma grego ser apenas urna lem-
oranga, e a Europa inteira unida em urna mesma
le, como ha alguns aeculus, porm mala puaoiu-
sa que uuuea, prvida de meios de acgo que nao
conheciam nossos pais, tornar em proveilo das
oulras partes do mundo essa devorante activida-
de, essa superabundancia de vida, que s se ai-
signala agora pela deatruigo e ruinas.
Acaso phantasiamoa um liodo aonho quando
noa deixamoa levar essas brilhantes prespecti-
vas do futuro ? E" no momento en que a Euro-
pa consternada, as sen ouragem. assiste a que-
da do papado, a perseguigo da igreja e s victo-
rias da impiedade, e no momento em que a In-
glaterra protestante aclama Garibaldi, em que
a Prussia protestante aclama Italia revolucio-
naria, em que a Ruasia conservadora deixa o cam-
po hvre revolugao, em que a Austria catholica
esl abatida, em que Fransa catholica deixa fa-
zer ou applaude, nesse momento que convm
fallar do triumpho da igreja catholica? O mal
inumpha, e nos s rallamos das victorias do bem!
Por que razo? Oschristoa esto acosluraados
essas mudangas de fortuna : a igreja calholici
nao tem outra historia; o papado lera opperado
suas maiores conquistas no meio das persegui-
Soes ; morte do Christo nao mais do que o
preludio de sua reaurrelgo. Depois de trezen-
tos annos de perseguigo, depois de dez aonos da
mais violenta tempestado, que por ventura ella
soffrera, a igreja sahe de repente das catacum-
bas para plantar a cruz sobfe o capitolio, e a
mundo romano todo iotelro achou-ae christo.
vieram os barbaros, destruirn ludo, at mesmo-
esse imperio romano to sabiamente organisado.
o mais poderoso que os homens tem contem-
plado, sobre as ruinas amontoada* pelos barbaros
ergueu-se o throno terrestre do vigariode Jess
Christo, e a igreja catholica reinou sobre os po-
vos, cujo nome mesmo os Romanos nao conhe-
ciam. Mais tarde os imperadores que a igreja
sagrara tentaram dominar o papado para domi-
naren a igreja; houve Papas exilados, achismas,.
aceas horriveis: os imperadores gastaram-se nea-
sas lucias impies; pou&os d'enlre elles deixaram
o throno sua posteridade, qoasi todos acaba-
ran miseravelmeote, e o papado livre e a igreja
livre deram Europa os dous magnficos seculos
daa cruzadas, da cavallaria, da emancipaco das
communas,os seculos de S Bernardo, Pbilippe
Augusto e S. Luiz.
i .A !fS eJfin,en,o da igreja catholica. A.
lula cedo tomou a comesar; onde eat a poste-
5SS 2 Pnflippe o Bello ? onde a de Henrique
vill ? onde essas rasas reaes, quo tentaram di-
minuir a magestade do viga rio de Jess Christ
nos lempos modernos, e que conservando a f no
tundo do corago ultrajaran aos papaa impondo-
lhesmedldaa maia fataea asi proprios do que
igreja ? Por morte de Pi VI a impiedade trium-
phante bradou que nao haveria maia papaa, e Pin
Vil foi eleito. Sao sabidos esses fados to r-
cenlos : Po VII depois de cinco annos de exilie
e de captiveiro tornou a subir ao throno pontifi-
cio e morreu rei ; e depois dessa poca, quan-
tos triumphos para a igreja catholica I que mag-
nifico movimento de misados I qne brilhantes
conversoes I
As provangas conegan de noro: ellas sao
para nos o peohor de novas victorias, e os sig-
naos deesas prximas victorias apparecem i da
aa partes.
aS3mcomo,,o;XCU
e aos interesses inglezes,
propria Italia. Nao paraqi
que doutrina catholica que coneilia melhor a
autoridade e a liberdade, porquanto elle que.
todaa
E" na Inglaterra que folgamos de considerar
essas provansas. Da-ae entre os nossos visi-
nhos um alian evidente, O ministerio revolu-
cionario que hoje as dirige enfraquece-se risivel-
mente; a politice de lord Palmerston e de lordl
John Russell perde terreno, e seus edrersarios
polticos aentem a neetssidade de apoiarem-sa
sobre os catholicos para concluir a derrota de um,
gabinete que ae aniquila.
Os catholicos nao precisan uair-se un par-
tido ; baata prometieren seu epoio qualquer
gabinete que fizer justiga tos catholicos no inte-
rior, e que no exterior recusar favorecer as em
prezas rerolucionarias, islo aos ataques dirigi-
dos contra o calholetismo.
O relho toryamo nio exiate sais. Na Ingla-
terra bem como algurea, brevemente nao hareri
mais do que dous partid^, possireis: o da ordem
que concilla a autoridade e a liberbade ; o da
desorden, qae esencialmente inimigo da rel-
.gltoe destruidor de loda a sociedade.
*



*> m *m?,u u Hiai

ftLMUQ Dt IRAlAllOeO. *- QUARtl fajatfci* DI ABRIL M 1M1.
A Inglaterra esti fatigad* das aoiiedades do [mostrar a pqp.ca teguranea doa najantes nesle
presente ; a parta honrad* 41 popuUale eel aaratUarel piz g0WMao por padrea ?
JA-
desgostosa dos exctssos aViewetendtdos italianos,
se ha anda urna maioria favoravel Garibaldi e
o Sr. de Gavour, porque ainda ha mui
juizos e ignorancia; a imprensa inglesa Dio
maia ettiate do que a anata em faaac chegar a
seus letlsrav a iatsmae inglesa esa materia
hosirl ao panado, i groja eeHrolic*
Balea prelatees se dlssirmrem, eeaeppl
Sr. Ueonessy cabera
sua expressao.
O Times nao tiuha
urna medida afir da cortar um grande meL
sofre a iutlruccio publica, em vrtude da*
'
III
Slli
'SSi
i aa>. kabilit
os. fjaaa legisl
que acolheraai a discurso da S*. Heaaeisy moe-
tram qae batlati fazer con asee* a vataade i 4a-
glaleira para que ella sa declara centra ara*
vetagie italitea.
Todo o mundo lees tetada da arilhaela ma-
sifeMtcae desympatme aelo rei de Nasales, que
entre ua provocara eeaeiems de imperador;
a cmara doscommuna acaba de teStemuohar as
metmas frympalhiaa a a metna *4miragao ; ao | ja. Elias dittertm-ms quo Un ha a sido '^tle-l"" ntp '" hhilitdn pnmi Cnvinha, abato
ret
am
id pr!
do lugar aaaasissiai-para
tea, que eetasedo que
estar ataina-maamentase A
c>o actawfe* matada d<
pompa, so de lea,* fi
awaaSfc,
*. >** Kentleman, dix o Sr. Bowyer,
ewba de narrar-nos que ladre psraram junto
Roma um comboy. Certamenie, radres ca-
pazas de parar um trem sobre um camtnho de
RoaaamvasM siguas dtsa, a so cme4 nin-
deaemawo, Quaal o matine sa A rtapeite
doa masarme da Parata. Queois eu
ea Roma vi um geatlema ioglez. e ama__
de altfteathegeria, ambos pratesiante, peuc la-
vados % favorecer o gaveras ponlfteio, o caaes-
lavam em reross, quando esta cldade foi toma- 'tes ao de se adruiltirem meetres do f*grroqaati-
Pede a patarra, maii para provocar a discuiso
i qua para outra. cousa, ralo que ia-se volar o
projecto eam mais o>batr, quando em seu en tin-
que a regen, alo o quix demorar maia.
Em pnmeiro lugar consigna o projectas ideada] der't malcra pede turarai impottanci, e anda
Tazar desappareeer a intuigio de 1 e 2o gr* r**U%eajAbam illacidada.
acolas de inttrucgio p ,_ti razro que] Rao deteja qde somente o projecto paste de
"re, coma.BMilot lem pattMa^taaV da
se Haaatpatninus-------qiiaaaiii T"
samwitto, desgrasase djvertos aat-.'
lilamente como est aapi mrataas, que foram votada p^aaa-
aa*mcando-se a dfteaesio 1 Quea-
assraaWiaeala.se recordando damaneira par
fol rotada saaeeemblca a lei qua taraotees
out
para aaa lar
para dar lugar ilute
tenha marcado
e pois a m'.flh, imaginario sampre frvida
me lera \ tombater o pfoieclo, nem a manir
q; fr^oc algum dt minha parte. Muito
sdP ad
gloria djetuter prorado Snotoa de tade, e que oio tlfha hartdo massacre
algum. Nao houre mulheres Dem meninos mor-
ios ; a cidade foi tomada de assalto, S6m duvida,
reproduzido exactamente
sta parte do discurso do deputado caibolico ; en-
contra.rrio-la do faifet, equeremos anresunta-la
aos nossos leitores:
Lord Russetl, diste o Sr. Hennessy, foi o
nico homem de estado da Europa, que nao pro-
testou contra o bombardeamento d'Ancona. E'
forzoso sem iuvid alguna attnbuir este proce-
der seu odio contra o pepa. Ancona foi bom-
'-fcardeada por estraugeiros sem declaracao de
guerra.
< Neste bombardeamento raorreram mais mu-
lheres e meninos do que havia Teridos soldadote
marinheiros na armada do almirante Persano. O
joverno britnico vio Isto sem protestar. Capua
fii mais tarde bombardeada pelos piemontezes, e
ageverno britnico conservou-se silencioso. Mas
acamara deve lembrar-se de suas queixas enr-
gicas proposito do bombardeameDto de Palcr-
tco, proposito do bombardeamento, que pedia
ameaQar aples.
Entretanto e bombardeamento de Gaela co-
mecou por trra, e a armada sarda amear;ou bom-
bardear do lado do mar. O que fez emao ogo-
verno ioglez? O nobre lord aniraou e favoreceu
a bombardeamento de Oaeta. E quaes erara as
frontes sobre as quaes um ministro ingles cha-
xBava assim as bombas de urna armada piemon-
teza ?
Havia em Gaeta um joven rei, que de-
fenda valerosamente seu throno contra estrau-
geiros; havia junto delle, partilhendo lodosos
perigos de seu esposo, urna jovm senhora, mo-
aelo da cavallaria moderna. (Applausos). Essa
tnulher, que sua dedicacao conjug.il, que sua in-
trpida coragem, que sua constancia em suppor-
tar os golpes da adversidade, tornaram digna de
um throno maior que o das Duas Sicilias, essa
mulher a mais brilhanie perola da mooarchia
europea, a rainha de seu sexo I (Applausos
prolongados) Como poiloo-se lord Russe'l res-
peito desses dous corajes ? Em um oOcio de
13 de de zembro, o nobre lord assim se exprime .
O rei de aples tem a liberdade de retirar-
se, perqne nao o faz ?
Eu direi ao nobre lord a razio porque o rei
nao se retira va : porque o rei de aples era
am homem de carcter, que linha um grande de-
ver a cumprir, e que nao temia expor sua vida
para defender a independencia de seu povo.
Quando o Sr. Hennessy terminou seu discurso,
sjanhou sua cadeira no meio dos applausos redo-
brados do todo o lado conservador da cmara.
E' um lindo successo, que muito promelte, e
este um dos motivos de nossas esperances futu-
ras. Os applausos que accolheram o elogio do
rei e da rainha de aples mostram que a verda-
deira coragem e os nobres sentimenlos sao com-
prehendidos por toda a parta ; e que s a revo-
lucao, ioteressada em ludo destruir, que pode
Ssosar em rebsixar o que verdadeiramente gran-
s e verter em ridiculo a coragem infeliz.
O Sr. Layard lentou responder ao Sr. Hennes-
sy. O Sr. Layard eremos nos, um sabio ar-
eheologo, que adquiri urna grande repulaco
cora as ruinas de Ntnive e de Babylonia, o que
oio o impede de oceupar-se com os negocios con-
temporneos e de moBtrar-se pouco favoravel s
mais antigs insliluicea. Se o papado fosse
penas urna ruioa, elle trata-lo-hia sem duvida
com mais respeite ; o Sr. Lyard s ama as rui-
nas, e por isso que sa mostra favoravel revo-
luto italiana.
Cooforme o Sr. Layard o Sr. Hennessy cora-
metteu urna grande falta de ommissao, tratou
aeu assumpto com ruuita leviandade, e nao mos-
tron um cooheeimeoto sudiciente da materia.
A ommissao consiste em-qae elle se esquecu de
fallar dos italianos e de teut sentimeatos. Ora,
o Sr. Layard est convencido de que os italianos
approvam tudo que entre elles lem lugar ; elle
partilha a opiniao d'aqaelles quo confuudem a
Italia uuui w ricaiuuio ci no suffragio univer-
sal exprimido por um votante soare vtnte; er na
liberdade do voto as Marcas e na Ombra, oc-
eupadas por quarenta mil piemontezes, e nos es-
tados napolitanos, nos quaes sao fuzilados lodos
esses votantes da vespera, que no dia seguate
nao querem mais unidade italiana. O Sr. Layard
vem de um outro mundo.
Entretanto o Sr. Layard vem de Roma segun-
d nos diz em seu discurso ; elle ahi eslava na
mesma poca que o Sr. Hennessy, a sabe por-
que razio esse honrado deputado catholico est
io pouco ao correte dos negocios italianos.
O Sr. Hennessy, diz elle tirou todas as suas
infoTmagoes dos monsenliores e dos cardeaes da
corle romana, os quaes receberam-o peifeita-
anale. Um monseobor ia toma-lo pela manhaa
nao o deixava lodo o dia, e s noile o Irazia
para sua casa.
Em poucas patarras, o Sr. Hennessy eslava
prisionelro sem duvidar disso, e s lhe deixa-
vam ver o que poda ser visto sem inconve-
niente.
ISo assim que o Sr. Layard estuda as cou-
sas ; elle fallou oom todas as sortes de pessoas,
cstudou profundamente suas aspiragoes e tenden-
cias, e pode solemnemente declarar que o po-
vo inteiro, excepcao dos monsenhores tupra-
mencionados, doa cardeaes e de seus adeptos, de-
seja e anciosameota espera o fiovdo poder tem-
poral dos papas. ( Applausos. )
O Sr. Layard lembfa depois os numerosos actos
de arbilrariedade e crueldade, commeltidos pe-
los legados do Papa em suas provincias ; elle op-
pe tudo isto am urna espantosa simpheidade
sos actos da mesma nalureza censurados ao go-
verno piemontez ha um auno. O Sr. Layard er
na prosperdade das provincias de Bolonha e de
ferrara depois que foram libertadas da tyrannia
poutiiioia ; er as atrocidades de Perusa, e nao
quer crer nos documentos officiaes citados pelo
Sr. Hennessy, nos relatnos dos cnsules ingle-
ses, nem as cifras ; ao mesmo lempo incr-
dulo e crdulo como um Ieitor do Siecle.
O Sr. Hara tera pronunciado o mesmo dis-
curso em notsa cmara dos deputados, se tivetse
tido a responder ao Sr. Kolb-Bernard ou ao Sr.
Setter.
Comprehende-se que com laet disposiges elle
a v defeitos na administracao oopiificia, e de-
feitos essenciacs inherentes naWesa daa cou-
sas, de sorte que nao ha meio de laze-los desip-
parecer a nao aer destruindo a propria cousa.
Purera, accrescenla elle bom xito do re Vic-
tor-Emmanuel a devido vontade dos italia-
nos ( elle esquece a guerra d 1859, a invaso
las Martas, as fuziladas dos Abruzziot, o litio de
Cela ) ; Vctor Emmanuel nunca appoiou-se so-
bre as baionetat estrangeiras ( nem mesmo em
Solferino ? ) ; as aocosac/ies feitas pelo Sr. Hen-
nessy contra as eleices italianas sao falsas. Bai-
la pois, diz lermioando o Sr. Layard, basta tomar
m considerago a vontade do povo italiano, que,
dando provaa da nma moderacio extraordinaria,
noslra-te resolvldo a ser governado por Vctor
Emmanuel. A. Italia anida ter ua ettado as-
saz forte ; a Italia desanida poder ser franceza ;
mida, nao sari tubmettida nago algama. O
apoio porem que damot aos italianos nao pode
ser seoao um apoio moral, nao poda aer ostra
cousa maia do qua a expressao da ama cordeal
ympalhia. d
Assim se exprime o Sr. Layard. Apezar de
aeu profundo conhecimento das aspirarles italia-
nas, alia mostra tymplesmenle qua nao conoces
a populaco catbolica da penintula ; nao frequen-
tou oa monteahores, rerdade, mas tamberanio
irequentoa aa eltsaas populares a s rio atea par-
te da nobreza e da burgnezia que est ganha pe-
la ravolacia. Urna ciUcio qaa alia flzera de um
litro do Sr. Gtorgea Bowyer mereceu-lhe urna
aplica deate eaiinaata orador catholico. O Sr.
Bowyer nao tara difficuldade em refular aa ac-
cutacoea da tyranoit. faitea aa rame pontifi-
co ; elle nao teve mait dtffcaldadea aa aspar aaa
nasa d* cmara aa cootequeociat qaa o Sr.
**yard tirata da hittoriaa da ladroet iocrivais,
na quaaa o honrado Sr. Layard acrediUva. Ac-
aasoaao nsrru esta ettimavel tibio coa toda
L*6?* -V* U4I$, U"*0 '*<> a aomw
*oy de cantako de ferro jacto de ana, pan
mas s houve trinta homens morios e morios
combatendo ; nada houve qua se perecease com
um massacre.
O Sr. Ueorge Bowyer oceupa-se depois do fa-
moso principio de nao intervencd ;
E' permlttido, diz elle, iotervir por ama jus-
ta causa, nao permitlido intervir em favor da
injuitica ; mas agora s se olna como justa a in-
tervenco feila em favor da rebelliio. Talo que
feito contra am soberano quo defende seus di-
reitos admiltido como justo ; ludo que feito
em favor do soberano injusto. Vi honrados gen-
tlemans applaudirem quando fallou-se ha pouco
dos massacres de Perusa, nao ouve urna palavra
de indignagao quando meu honrado amigo fallou
das atrocidades commeltidas pelo geverno pie-
montez. Era perfeitamente justo que os piemon-
tezes bombardeassem Ancona e Gaela ; mas
quando o defunto rei de aples fez bombardear
urna parte de Hessioa, oceupada peles rebeldes,
trado u-se que toda a Etuopa devia protestar con-
tra urna tal barbaria. Quando falla-se dos mas-
sacres commeltidos pelo panido revolucionario,
dizem que essas cousas sao desculpaveis em lem-
po de revolugo ; mas quando um s homem,
como o bario Poerio por exemplo, posto em
prisao, o governo que se defende tratado de ty-
raoico e de brbaro, anda que a prisio tenha lu-
gar por um caso de traljio (oh I oh I) Os honra-
dos gantlemans que me ouvem piem exclamar
oh !o fado tal.
Sem duvida quando o honrado secretario
d'estado dos negocios estraugeiros levantar-se,
ouviremos anda glorificar o principio de nao in-
tervengo. Entretanto fui a inlervencio france-
za que tirnou possivel a revolugo italiana. Nao
havia sublevagao alguma na Toscana, quando o
prncipe Napoleie, cojo recente discurso acaba
de admirar a Europa, chegou i Livourne, o que
permittio que o partido revolucionario dertibasse
o governo. Acaba-se de dizer que foi o abando-
no de Bolonha pelas (ropas austracas que forgou
o legado retirar-se. Nada ha nisso de admi-
ravel.
Nao restavam mais tropas para manter a or-
dem ; urna divieio franceza eslava em Toscana,
o partido revolucionario notioha mais nada que
podesse rete-lo. De ludo isto porm, nada prova
que o governo poutiQcio fosse detestado pelos
habitantes.
O Sr. Bowyer examioa depois o proceder do ga-
binete ioglez para com aples, mostra 'que em
(odas s circumstancias esse gabinete favereceu a
revoloco.
Foram os navios da rainha que favorecern! o
desembarque de Garibaldi em Harsala ; com a
froi i ingleza que o partido revolucionario de a-
ples contava. O Bluc-Book teslemunha que
Vctor Emmanuel agradeceu ao governo inglez
pela sympathia que lhe mostrou, e pela influen-
cia moral que exerceu em seus povos.
Quaoto ao rei de Sardonhi, prosegue o Sr.
Bowyer, elle nao um italiano, um saboyano, e
um mo saboyano, visto como cedeu a Saboya.
E o general Cialdini teve a imprudencia do plan-
tar a cruz de Saboya sobre os muros de Gaeta I O
rei que cedeu o paiz de seuspais, pude acaso ser
o campeio de urna nacionalidade estrangeira ?
Qual foi seu proceder respeito de aples ?
Elle deixon orgaotsar-se em Genova urna exped-
gao, cujo fim patente era derribar o rei de a-
plos com quem eslava em paz. A' principio
reprovou Garibaldi, e ao mesmo lempo emprega-
va lodos os meios para fazer com que os officiaes
napolitanos trahissem seu rei, e algum tempo de-
pois ontrou em pessoa em aples na eompaohia
de Garibaldi I.... *
Chego ultima parte desu lamentavel his-
toria.
O rei de aples retirou-se para Gaeta com
a joven rainha, eahi valerosamente defendeu os
direitot de sua corda e de seu povo. Mas o ge-
neral Cialdini, o geaeral da rei de Sardenha,
sem qua tiresse liando declaracao de guerra,
sem que houves.se um pretexto de guerra siqur.
poz-se bombardear a fortaleza ; e os. honrados
gentlemans que me ouvem applaodirara quando
ou virara dizer que tres mil bombas linham c-
nido sobre a cidade. Quem pois, deve ser cha-
mado agora o rei de Bomh* ? Durante este si-
tio a rainha de aples desempeohou as funecoes
de urna irmaa da caridade, transpuriando-se das
trincheiras aos hospitaes, pensando os feridos,
ajudaodo morrer os soldados. Este espectaealo
nao pode excitar a sympathia do nobre lord
(Russell); elle nao linha sympathia por esta no-
bre mulher, por esse rei que combata em defeza
de seu direito ; elle a linha tmente pela pirata-
ra, pela revolta e por Garibaldi 1
OSr. Bowyer mostra depois que a unidade ita-
liana urna chimera. Os mais gloriosos tempos
da Italia sao os de Dante, de Petrarca, de Mi-
guel Angelo, de Gallileu ; entio, a Italia nao for-
mava am s estado, e no entanto esteva frente
dos oulros povos pelas artes, pelas s iencias,
pela luteratura; era gloriosa, mas nio unida.
Ella s tem sido unida sob a compressao dos
conquistadores, e hoje l se torna urna pela con-
quisia. Para fazer da Italia um s estado, basta
esmagar-lhe as differentes nacionalidades ; bas-
ta destruir essas magoificas instituiees munici-
paes que teem feito sua glora ; basta apagar tres
qusrtas partes de sua historia, e redozir tudo
urna silenciosa uniformidado sob a pressao do
despotismo militar.
Em vez da liberdade, prosegue o Sr. Bo-
wyer, a Italia s tem a tvrannia, e se as tropas
piemontezas amaohia deixassem aples, o le-
gitimo soberano daa Duai-Siciltas stria levado
sua capital sobre oa hombros de aeu povo. (Ri-
sadas) Vt podis rir, porque ignoraes os ver-
daderos sentimentoa desea populagio ; mullos
aonos de estada em aples nao me deixam duvi-
da alguma sobra o que avanco.
O Se. Bowyer terminou seu discurso mostrando
que segundo elle, o que se paasa na Italia amea-
ca a paz da Europa, porque o governo imperial
de Fraoca qaer servir-te da rerohigio italiana
contra a Europa e contra a Inglaterra. O discur-
so do pjincipe Nopoleao fornece-lhe argumentos
este respeito. Nio queramos acompanha-lo nes-
te terreno ; nosso designio fazer conhecer aos
nossot leitores as aprec i agries dos homens d'esta-
do da Inglaterra revolugo italiana a questao
romana. A causa do papa, beai se v, acnou
cloqueles defensores na cmara dos communs ;
a vardade foi dita com tanta claresa quanla aaio-
ridada e coragem.
J. Chajstrel.
Monde.S. Pilho.
"da tw dtrmrow
isto nio se fas.
Anda ha maia nutra cousa. Quando mesmo
hajam mestres habilitados para enaioarem as ma-
larias do 2. grao, rara aera o menino qaa va
aprender essas materias as escolas da icetrac-
Cao primaria ; por isto. seohores, redigi o art.
1* do projecto que offerecs A coosideragao da ca-
sa, por este modo (l).
2 artigo tambera o segoiote (WJ.
A raiio que tenho para pedir a revogaeic des-
te queaito da le que a letura oa Santos Evan-
gelios por quem nio sabe commenta-los al
prohibida. A noticia de historia Sagrada, com er-
feito, faria parle da escola do 2* grio, te houves-
sem pessoas que estivessem habilitadas para is-
so, assim pego que se limitem os prtucipies de
historia, geographia etc., at o fim do artigo que
exige (anta cousa para professores de primeiras
lettras com ordenados insignificantes, pego, digo,
quo se limite tudo isso que um poco immenso
de tciencia, que urna ustentago de nona le-
gislago, cousa que nao gotto que te faga, per-
qu apparecem abusos, quo a nao existir seme-
Inantes disposiget nio se dariam, pego que se
tire tudo isso, e que fique.enlo pa o ensino
daa escolas o segoiote (lj
Acho que as nossas circumstancas com a
sciencia de que podem dispr os nossos professo-
res, o quaulo podemos mandar ensinar aos me-
ninos as escolas primarias
Miuha idea principal, porm, Sr. presidente,
na proposigio deste projecto que fique rehoga-
do lodo o til. 4o da melma lei, e que dispem o
seguinle (l).
Exige-se por tal disposigo que os professores
ous por ce uta provinciaes para, aestr
o; assim coasaeeti-se I amarando Umbaa.
das leis que forma rotadas pata flamea un car-
tos contratos' para es facturas de estradas, e para
j illuminaciin i gar ...
Senbores, quanda alguem propoaa. ua ore-
jee,, quando vem anenciar ama laia pastar
DIARIO DE PERrUMBUCO-
A assembla provincial approvou hontem : em
3a discusso o projecto n. 46 de 1858, emenda do
pelo Sr. Fenelon, e posturas da cmara muni-
cipal de Villa Bella; em 1* os de na 3 e 6 do
corrente anno ; e em 2* o de n 1 tambem deste
anno. Passaodo-se 2a do
veriflea-se nao haver casa, e
sio.
A ordem do da do hoje : conlinuacio da
de boje e 2* do projecto n. 3 sobre a torca po-
licial.
particulares fagam um exame ese habiliten) con-
forme ella determina, e eu entendo que em nos-
so paiz as nossas circumstancas, nao possivel
exigir-se dos professores particulares essas hab -
litacoes sem cortar os meios de se difundir mais
fcilmente o coohecirnento da letura e da escrip-
ia, emquanlo que nos sabemos que muitos ho-
mens eminentes hoje conhecidos no nosso paiz
aprenderam a lr com individuos que quasi nae
sabiam para si, que quasi nSo sabiam soletrar.
(Riso )
Esta lei que hoje rege a instruego publica, se-
nbores, foi nicamente adoptada, porque nos
paizes eslrangeiros exislem disposiges ou leis se-
melhaoies, nao se olhoa para as nossas circums-
tancas, decrelou-se por decretar ; por luxo, j
disse, e os abusos foram, porque nao podiam dei-
xar de ser, a consequencia.
Njs lugares em que os delegados de instruegio
publica tem aperlado com os professores particu-
lares, ulles fecham as escolas, e Oca o povo sem
a instruego que delles podiam obler, e quando
nio apertam, ficam as escolas abertas e ospro-
fressores eosinandocom escndalo o abuso da ter-
minante disposigo da lei.
Tem causado, seohores, muito clamor tal dis-
posigo. e julgo que devenios por um termo a
isso. A' polica competer verdade, e deve mes-
mo examinar se nessas escolas particulares se
ensinam boas ou ms doutrioas, a directora ou os
delegados da instruego publica podem e devem
iogerir-se as escolas particulares para o mesmo
fim, para investigar a conducta do mestre, mas
para cohibir que se prodigiHse o pao espiritual,
nao sei se digo bem, que se d aos meninos,
um grande mal, e causa reaes prejuizos, assim
pelo mea projecto quero que. (l).
Urnaloutra tda, seohores, acho que deve ser
admittida, e que o professor posta oceupar-se
de oulra qualquer industria, urna vez que nio
prejudique sem trabalhos escolares. Qualqoer
empregado publico, o padre, o vigaro, pde-se
oceuparde qualquer industria, a oo ser as que
lhe sio expresamente prohibidas, mas aos pro-
fessores prohibido I Entendo que isto urna
uraode injstiga, alm de que d lugar i abusos,
porque professores conhego eaaque at tem casa
de commercio aberta offendendo a lei.
Ora. se isto nio ee pode evitar, melhor que
nao|exista uma.disposicao inesequivel ou imprati-
cavel.
No art. 5 estabelece o projecto (l),
Pouco exsedem os vensimeotos que aqu se
pedem, do que percebem actualmente os profes-
sores do t gio, o como nao sio bem pagos, pa-
rece que com esse augmento, nao sefazseno
urna grande juslige.
O art. 6 dispe (1J.
Parece-me que a menino como qualquer pessoa
e muilo principalmente o menino trabalha com
muito mais gosto partiodo o trabalhj duas vezes
por dia, do que em um trabalho continuado de
muitas horas ; acho, pois, que essa innovagio
muito m, e parece-me que o menino depois de
tralhar duas horas nio faz mais nada que se
aproveite.
Dizem-me que as escolas do matto os meninos
nao vao duas vezes por dia, s vio urna vez, e
d'ahi parti a idea de s abrirem-se as escolas
urna vez por dia; mas, Senhores, Oque isto em
relagio ao matto, aonde cirenmstancias peculia-
res pode justificar semelhante inovagio, mas nao
se d o mesmo as cidades, e pois fique a direc-
tora da instruego publioa autorlsada a designar
quaes as escolas em qne s so Irabalhe urna vez
por dia.
O art. 17 diz (J)
Acho, Seohores, que aimagem de Nosso Se-
nhor Jess Quisto nio deve estar exposta em es-
colas publicas, aonde os menraos esli sempre
brincando, e por maior que seja a vigilancia do
mestre, elles sempre praiicam inrercrenciis.
To sacrosanta imagem deve estar em lugar con-
veniente, aonde o meninos levados por seus
pais vo reverencia-la, vio adorar o grandioso
symbolo da redempgao, tambem que fique sem
effeito essa disposigio.
Vai mesa, lldo, ju'gado objecto de delibe-
ragio e mandado imprimir para fazer parte dos
trabalhos da casa o seguint* projecto:
1861.PROJECTO l A assembli legislativa provincial de Per-
nambuco, resolver
Art. 1. Fita revogada a dlslincgo de es-
colas de primeiro e segunde graos de instrugio
publica primaria determinado pelo art. 48 da le
ael4demaio de 1855. '
Art. Fica revogado o art. 47 da mesma
lei as partes que exige.
< Letura dos evangelhos e noticia da historia
sagrada.
Os elementos de historia e geographia.
Os principios de sciencias physicas applica-
veis aos usos da vida.
oornetria elementar e agrimensura, at o
fim do artigo.
* iArta3, Fica reT0Kaao *do o tiU4. da mes-
ma lei, ficando o mestre ou professor ouUicUui
do collegio qualquer numero de-discpulos ou
collegiaes sujeitoa as visitas e inspecgo da direc-
tora da instruego publica.
c Art. 4. Os professores publico podero
oceupar-se de qualquer mister que nio fr in-
eompativel ou prejudicial ao eiacto cumprl-
mento de suas obrigagoes.
ArL 5. Todos os professores percebero oa
vencimentps actualmente marcados para os pro-
Admua-so qnro depois do victorioso e brilhanie
discurso com que o nobre t* secretario cambaleo
O projecto, ote appareos. alguem que procure
attenuar, senio destruir, to solidos argumentos,
e sua admirago craace de panto vendo o propria'
aator do artigas -additivos, estando com a pala-
vra, ceder e eocolher-se.
Parece-lhe que eiistindo lea que regulara a
desapropriagao por utilidade provincial e munici-
pal, semelhante projecto intil, alm de peri-
roso. porque aa puso que sa presta uaicamente
ioteresses particulares, di largo pasto a cupi-
dez de dlnheiro e a pequeas vingancas de pro-
pxlelarot ruraes.
Mostra receiot de que se passar o projecto nio
venh'a a ser iasufficienle a receita da provincia
para indamnisagoes a proprielarios que eatejam
em favoraveis coodigos, e em muito amigaveis
religues como as presidencias.
Termina declarando, que sendo muilo dcil,
Bem possivel votar em favor do projecto se o con-
vencerem de sua utilidade e excellencia.
O Sr. Fenelon sustenta o projecto e combata
urna por urna todas as proposiges do anteceden-
te orador.
O Sr. Fenelon, sustenta o projecto.
O Sr. Alfonso de Albuquorque ."Sr. presiden-
te, ou nio posso esludar todas as cousas, todas
ss materias que aqu se discuten), nao posso tra-
ze-las esludadas de casa, como aquellas que sao
proposlas por mira ; e quando eu combalo aqu
um projecto, nio firme e disposlo a votar ne-
cesariamente contra elle, nao o fago porque es-
leja completamente convencido da sua inutilida-
de ou da sua m razio, falta o lempo at para
esludar aquillo que aqu propooho e que infeliz-
mente anda nio lem sido dado para ordem do
dia, mas o que se segu que nao lendo eu es-
tudado tudo quaoto aqu ao propee, fago aa mi-
nhas objeccoes, fazeodo sempre o protesto, de que
convencido prestarei o meu voto a essas idias
dos nobres deputados.
Constantemente pego aqu luz aos sabios, aos
que osteotam eabedria neste areopago, anda
desta vez pedi, insterpor essa luz* Sr. presidente,
e o que achei foi a confuso, as trevas I
O Sr. Fenelon :Obrigado ; muito obrigado 1
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Nao digo, que
o defeilo seja meu ou do nobre deputado, s sei
quo nao fui sufficientomente esclarecido e por
tanto, emquanlo o nao for, continuarei a votar
contra o projecto.
Em prlmcirn lugar Sr. presidente, digo que
me trouxeram a confuso o trovas, porque aqu
se ostenta muito a demonstrago de uma u.,
hypothese que este projecto previne, que nio a-
quellas previnidas pelas leis de desapropriagdes
citadas pelo nobre deputado que ultima mente fal-
lou ; mas, senhores, apezar de todos os esforges
feito pelo nobre deputado, elle nio demonstrou
impugno um projecto, se chegam a convencer-, ORDEM DO DIA
.!L0^pro,5p,0 "l" Por elle e eartraaqua Sus lidoe. j4gados abjtts da deliberago e
antes da estar eicltap'm. Nis mandados A Imprimir os legutatea projectos:
A coaaiasio da peligoes, guem foram pra-
.alaaaa raguarimeatos de Loiz de Azevedo a
)uza, 2* escriptursrio do consulado provincial,
Baterri djlamaln, guasea ao meama aaoas-
Alexaama amenco da Baldea amatas, 1
eeeipiurario ai ttaaourarla pfovittmaVpaaiado
a teta aitemmaaum anno da licaaaca aom ledos
oa veacimeaaoa pata traliraa da ama aaadaa,
jateando joatifieadas os mstiros attajadot pelos
psamaaarlaa, de parecer qaa ae adopte a teguin-
laiifa ligia:
A aaseataMa teadalativa provincial da Paraam-
buco, resaiVa : .-
Art. 1. Mea o presidan da pror4aaJaatari-
sadr conceder a Euizde Azevedo Souz, 2o es-
crpturario de lontulado proiocialT Joo Bezati-
ra de Mello, guarda do mesmo consulado, e Ale-
xandre Americo de Caldas Brando, 1 escriptu-
rario da Ihesouraria provincial, am anno da li-
ceo ;a a cada um dos peticionarios com todos os
seos vencimeolos.
*-rt. 2. Ficam revogadaa as disposiges em con-
tra rio.
Salla das commissoes23 de abril de 1861.Ao-
O Sr. Affonso da Albuquerque :Suppoe-aa. tonio dos Santos Siqoeira Cavalcantf. Antonio
sempre que o que esti feito esti bem feito.... Francisco Gongaives Guimaraes. Dr. Manoel de
que
eu tenho reattmmsaabre ta aaser:
farra qu inda aqni as exponha aa
aaa ene calor que a osara deputade as tupaia
pela castrarlo, praaaea rom amaior ptecidsapas-
tivsClevar aa mineas ideas aaa espirita d
tcsqns me ouvera
um pra-
P1
em execugaa, qualquer que a qasira Casar
Ircer, que ae deve encarregar de prorar
utilidade.
Um Sr. deputado :Pelo contraro, dere er
aaateataae em primeiro logar,
O Sr. Affonso de Albuquerque :Pois bem,
basta dizercontestoe vt sote obrigado a de-
monstrar essa utilidade.
O Sr. Souza Res:Basta dizercontesto?
O Sr. Affonso de Albuquerque:Basta sim, a
vos compete demonstrar a utilidade.
O Sr. Fenelon :E' pralica al na cmara dos
deputados comecar a discusso pela opposigao
3ual fosse essa hypothese, disse que os caminhos
e que trata o projecto, (foi o que eu percebi de
sua demonstrago ) nao sao provinciaes nao sao
muoicipaes, sao caminhos vicinaea. Se esses ca-
OSr. Souza Rea :Ahi nos ajuda.
O Sr. Affonso da Albuquerque :Suppoe se
sempre que o que est feito est bem feito e que
quaodo alguma cousa ta innova alguma razio
nova ha para isso a aquelle qae traz a innovagio
A que obrigado a dar a razio delta. Ora, em
tudo que o nobre deputado disse. eu s vi que a
respeito de desapropriacao est ludo determina-
do nas.Ute que s ha uma nova hypothese, por
onseguidle eu nao posso sabir deste terreno, nio
posso deixar de insistir para que o nobre deputa-
do mostr essa nova hypothese;
Agora, senhores, volto i minha emenda para
que oio fique em e.squecimenio.
Sempre pego luz aos sabios e muitas vezes os
sabios s me dio trevas e confuso. A minha
emenda consagra a idea de que, seja multado em
taoto ou quanlo quem quer que embaragar ou
mudar, um caminho, uma estrada qualquer por
onde houver servldao por mais de seis niezes.
Aquijevantou-se logo uma celeuma; que nos
tal nao podamos fazer, por que tal servido nao
poda ser de menos de anno e dia, eu, senhores,
tenho. memoria bastante fraca e nao quz segun-
do as noges que tenho do direito, impregnar a
proposigao dos nobres deputados, mas vejo hoje,
que os nobres deputados se enganaram ; 1 por
que anno o dia nao constitue uma tal servido';
2 por quo nos podemos nao obstante as leis que
tratara de servido, nos podemos mesmo pelos
principios estabelecidos pelo nobre deputado para
a desapropriagao, para abertura de estradas, de-
terminar que se considere a desapropriagao feita
quando existir a servidlo por seis mezes.
O Sr. Souza Res:Eu nao deixarei passar as-
sim sem protesto o dizer do nobre deputado, que
anno e dia nao constitue servido, provo-lhe o
contrario.
O Sr. Affonso de Albuquerque :E eu susten-
to o contrario, digo que nao constitue....
O Sr. Souza Reia :Entio quem tem anno e
dia de servido nao tem direito a pro por aegao ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao senhor,
quando....
O Sr. Souza Reis:O nobre deputado est en-
gaado.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Nao estou.
OSr. Souza Reis:Recorra ao direito civil,
que ha de achar.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Recorr e
achei que sao precisos 10 aonos quando se Ira-
le
O Sr. Souza Reis:Est engaado.
O Sr. Affonso de Albuquejque:Nao estou...
minhos sao provinciaes, se sao muoicipaes, est mas nao vale isto a pena___meu Um, Sr. presi-
previsto o modo de sua desapropriagao as leis
que o nobro deputado citou ; entretanto senho-
res, eu cancei de prestar altengio ao nobre de-
putado mas oio vi a de-non tragao dessa hypothese
differeote, nio vi outra cousa seoo dizer o nobre'
deputado que sio caminhos vicinaes. Oh I se-
nhores I se sao caminhos vicinaes, cousa que a
dente, mostrar como nos podemos admittir a
emenda quo eu mandei, pedindo o praso de 6
mezes para constituir- se servido, e que pelo
acto addicional a assembla provincial tem o di-
reito de legislar sobre os casos e a forma por que
pode ler lugar a desappropriagio por utilidade
provincial ou municipal; e se nos podemos con-
nossa legislagio nao conhece. siderar de necessaria a desapropriagao de um ter-
0 Sr Souza Reis :E' preciso faze-la conhe- reuo para fazer-so uma estrada ou caminho,
cer; para isso que serve o projecto. pura e simplesmenle sem que exisla servido,
O Sr. Fenelon :Ahi est o nobre deputado em : oo podaremos determinar que se considere des-
contradiego ; anda agoradizia que tudo eslava, apropriado aquelle caminho que tiver-se presta-
provisto na lei, agora diz que a lei nio conhece., do a servido publica por mais I de seis mezes ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Se sao ciiui- I Se nos podemos dizer hoje fica desapropra-
nhos vicinaes, isso que a nossa lei oo conhece, do tal lugar, ou tal terreno, podemos dizer, que o
Figueir* Faria.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, re sol ve :
Art. 1. Fita restituida ao municipio da Igua-
rassu' o territorio desmembrado por, lei provin-
cial n. 336 de 12 de malo de 1854, para a regue-
zia de S- Loureego da Matts.
Art. 2. Ficam revogadaa as disposiges em con-
trario.
Pago da Assembla provincial de Pernambuco,
23 de 1861. Joo Cavalcanti de Albuquer-
que.
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, resolve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado a mandar construir com a maior brevi-
dade um agude na povoacio de Paoellas, conve-
niente ao. abastecimento de aguas, pudendo nessa
obra gastar at 2:0008000.
Revogadas as disposiges em contrario.
Salla das sesses 23 de abril de 1861. Fran-
cisco Jos Fernandes Gilirana. Joo B. Correia
da Silva.
(Continuar-se-ne.)
------------------
REVISTA DIARIA-
Por scotenga do Sr. Dr. juz de direito espe-
cial do commercio foi homologada a concordata
o florecida pela casa fallida Camiaha & Filhos, a
acceila por quasi todos oa credores.
Seguoda-feira pela manha, na estrada dos
Remedios, foi uma mulher surrada, segundo nos
informam.
Se anda nao appareceram providencias, pre-
ciso que a autoridade respectiva as tome, para
vingar a lei postergada to escandalosamente, e
nio ficar o ofleosor sem punigo.
Tendo sido considerados vagos os lugares
de 4, 5 e 6 supplentes de juiz municipal do
termo do Ouricury, por nao haverem os Hornea-
dos prestado juramento, foram ltimamente no-
meados para substltui-los os senhores major Joa-
quim Leonel de Alencar, Francisco Jos Barbosa
Vellinho e Joo Frreira de Siqueira.
A sociedade bancada Amorim, Fragoso.
Sanios & C. paga aos socios commaoditarios o
seu segundo diridendo, na razo de 15 por cento
ao anno.
Hoje pelas 9 1/2 horas da manhia extre-
se a 4a parte da 4a e Ia da 5a lotera i beneficio
da matriz de S. Pedro Marlyr de O linda.
Recommendamos a letura do escriplo Sr.
Dr. Theberge sobre as seccas, cuja publicsgao co-
megmos hontem.
A materia importante, e digna de ser senio
estudada, ao menos apreciada por meio da le-
tura.
Escrevem-nos de Alagoas, em 16 do cor-
rente :
< Em virtude da portara da presidencia de 28
de setembro do auno prximo lido, quemandou
que a eleicao para deputados provinciaes da le-
gislatura de 1862 a 1863 se fizesse no mesmo dia
que a eleigio para deputados geraes, a cmara
municipal de Macei expedio os respectivos di-
plomas aos seguinles Srs. que obllverara maioria
cir-
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIA!.
Sess&oem tt de abril de 1S81.
Presidencia do Sr. Bardo dt rira~Cruz.
( Conalutde. )
O Sr. Affonso de Alaoquerqse -. Tenha hoje,
eeaharet, a honra de aprsaastar a este Ilustre
assembla um projecto, que hi muitos diat tenho
elaborado, tea coatudo ter-aeieaolvide a ipre-
ena-Jo, aas como julgo es argente Decomisad
de n. 7 de 1860, ,
leraala-ae a ses- (fessores do segundo grao.
Art. 6. Aa escola publicas primaria se a-
brrio duas vezes por dia, eomo antes das dispo-
siges que alterou o rgimen, as grandes povoa-
ges que serio designada pelo director da ins-
truego publica.
< Art. 7. Fica sem effeito a disposigio regu-
lamentar que exige a imagem de Jeaus Chritio
exposta na tula publicas.
a Art. 8. Ficam revogadn toda a disposiget
em contrario.
c Figo da assembla legislativa provincial de
Pernambuco, 22 de abril de 1881. Affonso de
Albuquerque Mello. >
ORDEM 00 DIA.
Gentioda a lerceira dltcusiio addlada do pro-
jeoto o. a da 18B; que trata da abertura deca-
miohoa.
O Sr. Brito oppoe-te ao projecto por coniide-
ra-lo um pomo de ditcord, que te tai laocar
entre o* pcoprietarw territorial da provincia,
itm tratar menor ulttdad puWici.
timbera nio podemos legislar a tal respeito.
O Sr. Fenelon :Sobre desapropriagao t
O Sr. Affonso de Albuquerque : Sim.
O Sr. Fenelon :Sobre desapropriagao ? ainda
pergunto outra vez ao nobre deputado.
O Sr. ATonso de Albuquerque :=E eu respon-
do sim uma, ou mil vezes se o nobre depu-
tado quizer.
Nos s podemos legislar dentro d'aquelle li-
mites que nos s3o marcados pela lei, sobre aquel-
las bases em que assenta o poder 'esta assem-
bla. O acto addicional diz: as assembleas
provinciaes podem legislar sobre os casos e a for-
ma porque pode ter lugar a desapropriagao por
utilidade provincial ou municipal.
Um Sr. deputado :E mais nade 1
OSr. Affonso de Albuquerque :Ora se o ca-
minho municipal, ou provincial, a utilidade
provincial ou municipal,se o caminho nao pro-
vincial nem municipal, a utilidade nao provin-
cial nem municipal.
Dm Sr. deputado :Mas entre urnas e oulros
nio pode haver uma terceira distlocgo ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ento nao
est na faculdade da assembla legislar.
Se esses caminhos a que o nobre deputado
chama vicinaes sao de utilidade municipal, sio
caminhos municipaes. ( Nao apoiados ) se sio de ,
utilidade provincial sao caminhos provinciaes, se
uo sio nem uma nem outra cousa, nio est as
nossas attribuiges legislar a tal respeito.
O nobre deputado fez uma prclecgo muilo"
grande em que mostrou seu grande, fundo de
sciencia, mas parece-me que com esta minha ar-
guraenlago, tenho derrotado completamente to-
do esse castello porque o nobre deputado nio
disse qual era a hypothese quo elle quera pre-
venir, e por esse lado principalmente que eu
combato o projecto.
Senhores, se o modo da desappropriagio est
j determinado nessas leis pe'o nobre deputado
citados em seu projecto, a que vem mais este pro-
jecto?
Eu esperei que o nobro deputado motrasse
qual essa nova hypothese, quaes essas taes ca-
minhos vicinaes, aonde estao comprehendidoi,
porque repito, se sio provinciaes ou municipaes,
est isVo j prevenido na le, se est fora desses
casos, esl fora do meu poler legislar a tal res-
peito.
Um Sr. deputado:Logo, nao secreem ?
OSr. Affonso de Albuquerque :Eu sei que a
utilidade dos caminhos de que trata o nobre de-
putado no seu projecto existe, sim senhores, de
utilidade municipal, mas isso j est prevenido
pela lei; portento a que rem o projecto ? O que
resulta pois dessa extensa prelecgo que o nobre
deputado vem dar aqu ?
O nobre deputado censura-nos porque nos ar-
gumentamos quando se trata de jure consintiendo
com os abusos e o nobre deputado diz, que com
o seu projecto procura prevenir todos os abusos,
o nobre deputado censurava-me quando fallo nos
abusos das autoridades, na ima.oralidide quo la-
vra r,or eata ierra a o nobre deputado quem diz,
quem proclama aqui que com o seu projecto
quer.prevenir os abasos, os escndalos que se dio
na execugio da lei I O nobre deputado censura-
nos a mim, por isto, e ao mea Ilustre
collega que me fica a direila porque fallou nos
abusos praticados pela assembla provincial e no-
bre deputado o mesmo que diz, que nesta as-
sembla se teem commettido escndalos, que
exittem feridos em qae nos nio devemos locar I
O cobre deputado que esti de boje em diante
inteiramente desarmado para comsigo ou outra
qualquer que tiver de anontar os vicios qua cor-
roer a rociedade Brasileira, porque quando no
recinto desta assembla se diz que ella tem com-
mettido escndalo que ha feridos em que se nio
deve tocar, o nobre deputado deu-nos arenas pe-
derosas contra a quaes nio pode mais com-
batar.
O Sr. Fenelon -.Estimo muito
O Sr. Affonso de Albuquerque:Eu senhores,
nio fallo aqu com uma imagiaaclo frvida, por
3ue se alguma vezes brado pala ditcutia. quan-
o fallo no abuses que lavram entre nt, me ar-
rebato um pasee, quando procura eaclarecar-me,
qaer par a luz da iibedoria a quem a tem, eu
ettou aa maior caterva que possivel dar-te. Da
irimtlra vez que levante!-me para impugaar et-
s projecto lodo viran como au fui as apatpadel-
terreno que por seis vezes se prestar servido
publica se considere desapropriado e desapro-
priado sem indemnisaco, porque pelas nossas
trras segundo o principio admitlido ltimamente
nao se d inderanisago alguma, apenas se pagara
os bemfeilores e o espago que toma o caminho
uma vez feito e por onde se tem paseado mais de
seis mezes, nio tem bemfeilorias algumas.
Assim, ssnhores, entendo que o projecto apezar
de lodos os meios e modos pelos quaes os seus
nobles autores procurara sustenti-lo, procurara
evitaros abusos que podem resultar das desapro*
priages, oo pode ser approvadd; porque em lu-
gar da evitar esses abusos, elle os lia augmentar,
porque o projecto nio augmenta idea, augmenta
sim a legislagio, que o qua d lugar a muitas
ouiras e mais abusos e por conseguale inulil e
prejudicial.
Se se lem em vista fazer alguma cousa, pare-
ce-me que a emenda que mandei satisfaz, porque
ved e que os senhores do engenhos, os agriculto-
res, os particulares lapam, ioterrompam lodos os
das, os caminhos e as estradas. Para que, se-
nhores, nos havemos de crear eastellos e fazer-
mos cousas de que nao temos necessidade ne-
nhuma, porque a tal respeito j ha lei que deter-
mina o que se deve fazer ? Qual o peior mal
que e d todos os das por este centro? Nao
ser o lapameoto que os camponezes fazem dos
caminhos pblicos ? Para que deixamos do curar
este mal qne real e vamos cuidar de outro que
ne existe ? Entendo senhor, que devemos curar
o mal aonde elle existe e nio procurar levantar
um caatello muilo grande, um edificio soberbo
sobre... Nio, digo mais porque se usar de um
termo o nobre deputado pode queixar-se. Nao
ao projecU que eu chamo lama, nao sou capaz ;
a sua idea foi muilo ba, ma digo, queum
edificio levantado na lama, digo que a idea boa,
mas nio tem alicerces que o sustenten), isto
que eu quero dizer.
O Sr. Fenelon :Est, bom, isso sempre me-
lhor que lama.
O Sr. Affonso.de Albuquerque :So ainda as-
sim exprsaao' ofiensiva perdde, u a"retiro,
porquo nio quero olender.
O Sr. Fenelon :Nio ; seja lama
O Sr. Souza :Estamos cerloa de que o nobre
deputado nio quer offender.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Estar certo
disso hoje, mas j pensou o contrario.
Assim, seohores, parece que se deve regeitar
o projecto e se alguma cousa se deve fazer, nesse
caso deve ser adoptada a minha emenda pela
qual voto.
Dada a hora, fica a discusso adiada.
O Sr. presidente designa a ordem do da, e le-
vanta a sessio.
ha-
las, procurando lomete a luz
iqui roma tu com a
SESSAO EM 23 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. tardo de fera-Crux.
Ao meio dia, feila a chamada, verlflca-se
ver numero legal de Sr. deputados.
Abre-se a sessio.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1* secretario d conta do segninte,
EXPEDIENTE.
Um officio da secretario da preaidencia remet-
iendo artigo de posturas da cmara municipal
desta cidade. A' commisso da posturas mu-
nicipaes.
Oulro do mesmo, remetiendo a informago que
ministrou o Esm. bispo diocesano acarea da re-
Suerimento, em que oa habjtanteade Paoellas e
upap pedem a tranaferencia da seda deeta /re-
guezia pan aquella povoagio.A' commiasio de
esta titea.
Oalro do meaao, remellando copia da altera
goea feila no contrato Mamede. A' quem fea a
requisigao. .
Um requerimento de Claudio. DebaeuK, eatabe-
lecido oettt capital eom oaaibue, que eaprega
diariamente ao transporte de pessoas para aa di-
verses arrebeldea desta ctdaas, ptspoe-aa a eata-
belecer trilhoa desterro pira linha daomoibut
deeta capital A Aaipucot, meditte e prerMagie
do uso exolutrvo desmatte trilhot, e a itamp-
giodoa impostas por rate annos.A'commissi
de industrie e eitei.
Oalro da ordem 3a a* 8. Frae cisco- deata cida-
de, rametteaea alguna artigo adataioaaaa i eeua
le a luz: ledas tata viste estatuios, e pedioSe que tete a*wovado*.-A'
ailor docilidade, guiado I coaaiasio de aegotoieccleaUscosT
de votos pira deputados provinciaes pelo 1o
culo.
Tenenle coronel Domingos Mondin Pes-
taa................................... 514
Dr. Joaquina Telesphoro Frreira Lope
Vianoa................................ 512
Dr. Antonio Machado da Cuuha Caval-
canti.................................. 511
Dr. Thomaz do Bom ti ni Espindola...... 584
Acadmico Francisco Ildefonso Ribeiro
de Meoezes.......................... 466
Dr. Ricardo Pereira da Rosa Los...... 459
Padre Manoel Amaocio das Dores Chaves 442
Dr. Aristides da Silveira Lo lo............ 427
Dr. Hermelindo Accioli de Barros Pi-
mental................................ 425
Vigaro Gitulio V. Augusto da Costa.. 420
Dr. Roberto Calheiros de Mello......... 415
Antonio Ignacio de Mosquita Neves..... 415
Dr. Luiz Laurindo Paes e Lima......... 413
Padre Antonio Jos Pinto............... 401
Capilao Luiz S. d'Albuquerque Estacada 397
Dr. Fulppe de Mello Vascencellos...... 39-2
Dr. Bernardo Pereira do Carnio Jnior.. 387
PadreJacintho Candido de Mendooga.... 386
2 circulo.
Aparagio feita pela camari municipal do Pe-
nedo.
Dr. Feliato E. de Lemos Gonzaga...... 376
Padre Domingos Fulg no da S. Lessa.... 362
Joao Ferrado da Gasta Imbuzeiro...... 356
Padre Domingos L. da Espineza......... 332
Padre Satyrio Jos Barbosa.............. 259
Dr. Jos Torquato d'A. Barros........... 256
Jos Francisco Soataa................... 255
Dr. Aniceto de Jeaua Mara B........... 255
Tenente coronel Francisco de Paula
Mesquila C............................. 240
Major Antonio Horeira Lemos.......... "240
l'eligeneo A. d'Araujo.................. 236
Dr. llermogeaes O. A. de Figuereido... 226
OSr. Jas Pires Frreira pede-nos a pu-
blicago do seguinle:
Se o que lerabra a Revista Diaria, relati-
va mate ao destino que se deva dar a uma sub-
vencio promovida para a fundacio de atylos de
mendicidade, ae retere a que foi promovida por
uma commisso, que primeiro procurou realisar
esta idi. o abaixs assignado como thesoureiro
da mesma commisso declara, que o producto
dessa aubscriptio em dinheiro se acha recolhido
a caixa filial, venceodo premio, tendo sido feitas
as entradas em diversas datet, havendo alm
dislo donativos de outra especie. Jos Pires
Frreira.
Obtequitram-nos com um numero do Cea-
rense, com dttu de 5 do crrante, no qual le-
mos o seguinle :'
Pelo ultimo vapor do norte receberam-se
carias da Granja por va do Maraoso noticiando
a perda do hiate Palpite que vinha para esla ca-
pital, e traa a bardo toda bagagem que o Dr.
Capanema oio quu levar comsigo para a Serra
Grande onde leocionara fazer uma excursia r-
pida, e em estacio invernosa temia acbar to-
dos os rioa cheios.
Entre os objectos perdidos vinham as ma-
leada roupa, o livro de registro de todas as ob-
servigges meteorolgicas feilaa al o Sobral, da
mesma sorte as observarles astronmicas, e a
diacripgao geolgica da provincia, todoa oa ma-
auaeriptot, a em Gm as notaa que sarvtam para
as passar a limpo quando alguma demora em
qualquer lugar forcaesem a isso. Perdeu-se igual-
mente toda collecgo photographica, uma serie
da vlstaa de nossas cidades a povoages, lypos
dendrologicos, utensilios usados pelo nosso povo,
suas eoaatrucgea etc., assim como algumas
pootograpatas, de objecto microscpicos.
Alguna instrumentos, livroa, objectoa pre-
parados para analyse chimica entre eatea os ga-
geseis egu.s do Ptg, rariaa plantas medici-
asee. a maior parte dts colleegoes de Sobril e
da Meruoca.
Em um momento perdern -te trabalhos que
ouateram tantas fadigas ao Dr. Capanema a aeu
ajudaate o capitia Coitinho, e manee rema fo-
ram ellet eficazmente auxiliados pelo bem amito
eeomoanhetrode viagem, o Dr: Das; ae todo
13 volotees.
Segando aa noticias, qua corren*, apenas es-
capo* a tripolagio do navm.
Em iddittmenlo, porm, esta noticia, accres-
ceotamee qaa, tetaasate, aa acha eatra nos a
asea 4 qasa o Sr. Dr. Capanema confiara o
lirre da aawrrseaee meteorolgicas, a qae o
pdda saltar.
suTABOuao manco ;



su&jo i* riuunfiM; $ua*ta fema a* de abril m imi.
i
Malaram-se no da 23 do correte para o con-
sumo desta cidade 0 reres.
Coram uniendo?.
u uwm.
E' o decino sexto anoo que em Pernanbaco
templa de un menora do horaem modesto,
mas rerTOleframente grande o Mostr quo'tanto
se empenhra en glorificar e engrandecer esta
provincia.
ounciaraento desda que ella 4
sem darida ujtttMlmecJo *o toeco. 101
ternura, um nstiocle ; amor filial em ccao
ara com a mais terna das maea; tea eentimen-
o de pierda, que J>9tts inspira no animo dos
ealbolicos ; a graj;a que f*zendo-aos chrislos
nima e da morimeoto o este amor. Per certo,
e sttendermos anoss'i nalireza conhecemos, e
Sentimos o amor, que temos a aquello*, que nos
Ceram o ser, eeotimento universal, e esponta-
neo, se alguma paiao o nio tem suftocado, ou
destruido: ora, e isto acontece tto natural-
mente para com nossos paes terreos, oque nao
devora acontecer par com aquella me, cuja fl-
!ia;io e amor So sem eomparaeo immeosamen-
te superiores ? D'ahi a venerarn que em todo
o tempo a igreja catholica e os eis tem mani-
festado para coa a Mi de Deus, e dos horneas;
d'ahi essa adheso, e aferr, com que os derotos
de Mari* tem receido com jubilo, e defendida
com zelo ludo quanto os santos e doatores tem
escripto, e enuoado da saolidade, e da pureza,
da protecc.ao 8 faumento, das grandezas e ex-
cellencMS da Virgem ; de serte que em toda par-
te em que Jesus-Christo adorado sua sania mi
venerada ; e nao ha no mundo chriso e c-
tholico reino, provincia, cidade, tilla, ou po-
voajao, onde a Virgem Hara oa seja reconhe-
cida e honrada como Mae de Deus, msdianeira,
amparo, e Me dos chrislos. Por isto sao inn-
meros os templos consagrados a Deus debaixo
do seu nome, e nao ha igreja, que nao ten ha um
altar consagrado ao seu Culta, em que nao se
divise urna iniagem, ou pelo menos ama estam-
pa sua. Assim pois so somos chratos, se so-
mos calholicos, cerremos os ouvidos aos impos,
o ingratos immigos de Jess Chrislo, e entoemos
-eheios de confianza e de pi enthusiasmo (tus
louvores era lodo o moz do maio prximo vin-
douro : invoquemos a Hara com aquella segu-
ranza qae deve inspirar-nos seu poder, sua boa-
da Je, sua qualidade de Mae do eus salvador.
Nao ha creslura cajo valimenlo diante de Deas
seja tao poderoso, como o da Virgem Mara ;
nao inmatura, cuja bondadeeeja tao manlfea-l
ta, cujo amor seja to extremoso, cujo soccorro
seja tao prorapto as nossas necessidades, como
o da Virgem Hara. Ora, possuindo ella todas
as prerogativas no mais alto grao, e habitando
Doseio da glora cima de todos os santos e ao-
jos. Unida mesmo ao throno de Deas, partici-
pando da mesma caridade, de que Deus a fon-
te, eom qne temara e piedade nio ouvir os
nossos rogos, nao acolher as nossas supplicas?
Excitemos-nos em louvar a Hara preparndo-
nos com a pureza de nossas consciencias, lavan-
do-as as salutare aguas da penitencia (a con-
Cssao). Nao esquejarnos as tribulacoes que a
igreja catholica romana est effectivameote sof-
frendo na pessao de seu chefe visive, pae dos
Chrislos, Pi IX I Pegamos a Virgem Santissi-
ma que venda em ssu soccorro, offerecendo em
todo, o em parle, as oraedes do bemdicto mol
maano, e deste modo agradaremos a Deus e a
sua Me Sanlissima, como litios obedientes da
mesma igreja catholica romana.
Laus Deo, Vrgenique Malri.
A historia de urna iuscripeo.
Por duas vezes em pouco mais da um raez,
tem esta cidade tldo a honra de hospedar um dos
mais assiduos e incansaveis investigadores das
cousas patrias. Rero-me ao Sr. Varnhagem,
que alm de diplmala prestimoso e historiador
distincto, vota-se com fervor ao estudo da ar-
cheologia.
Em das de margo prximo passado, levado por
esse amor vivo e intenso da histeria, qae lodos
lhe reconhecem, tez elle ama excursao a velha
Olinda, afim de contemplar de perto as minas da
altiva capital da antiga capilania de Pernam-
bueo.
Sr. Varnhagem caberi nio pequtno quinho de NSo responderemos a nenbura. E' esla a nosts 'Sea caara municipal eoromotoria desta eida-
gloria pelo beneficio qtro resultar oa miztica con- dlrfsa e opinie. Podara gritar qe'bft'-feaWtnbs la nio tena melos dVpir ebrreeti/o a abusos d'esss
de rir bastante.
W.
O solo sagrado que primeiro fura o arraial das
heroicos e atrevidos aventureirds que to longe do
ninho paterno fu dar m urna patria que lano
sublimaran), tiuha por certo direito saudosa vi-
sita, as sentidas homenagens doescriptor que lhe
commemorra os feios gloriosos.
Vagando pelas desertas ras da decadente ci-
dade, parou dianle do edificio que fdra outr'ora
o palacio dos governadores desta fatdica trra.
Apenas o pode elle couhecer pelo lugar que lhe
assignam a topograpnia e as chronicas.
Haviam-no, com enefto, deturpado a trolha e
o martello desapiadados dopedreiro, innocentes
instrumentos das iras iconoclsticas de um enge-
nheiro, agente brbaro executor dos decretos de
um presente sem coraco e sem poesa
poca devotada ao culto dos ioteresses mate-
riaes, porque nao tem alma para sentir, vivein-
gloria toda entregue s especulares da bolso, e
as mais equivocas transaeces que lhe podem pro-
porcionar os prazeres physicos, o saciar-lhe a
paixo infrene do luxo. poca de mesquinhas
e esteris contendas de palavras, porque nao tem
a forja de iniciaco, era poder de aejo, nem
enthnsiasmo das crengas religiosas, nem o exal-
tamento do patriotismo, nem os arroubameolos
da imaginaco, nem os xtasis de urna generosa
ambico, nem as verligens de un nobreorgulho,
nem o ascetismo da abnegaco, nem a audacia
das grandes aspiraedes, o o desprezo dos perigos,
entende que deve apagar lodos os vestigios de
vm passado venerando e glorioso, extinguir ludo
quanto possa cxprobar-lhe as vilezas*, as abjec-
-ces, os desoalos, e as miserias I
poca de epicursmo grosseiro, desdeoha o que
avvenla o espirito ; embriaga-se no perfume quo
a chimica moderna rouba s flores, porque o
cheiro do producto d urna oulra chimica dos
lempos heroicos e de sublimes dedicaces, mo-
lesta-lhe o olphato e provoca-lhe as horripila-
res do medo. Valsa e quadrilhas as salas de
baile, porque recela as emoedes e fadigas das li-
rias do entendlmenlo, c teme emmaraohar-se e
perder-se as confusas evolujoes e perplexidades
dos combales. A espada dos rudes aotepassados
trocou a elli por urna caona da India, amecha
do arcabuz por um charuto da Havana Aos cui-
dados e aspreoecupacoes da causa publica sucee-
leram os uredos de anle-camaras, as intrigas de
cales, e os dous colioquios secretos do bondoir ;
aos nobres e vigorosos incitamentos do amor da
atra, as eslreitas inspiracoes do egosmo ; s
jtas do bem publico, os desregramentos e em-
puches das rivalidades pessoaes I <
Na presidencia de Sr. desembargador Antonio
Pinto Chichorro da Gama, ordenou-so o concert
da antiga morada dos governadores da capitana,
para nella abriger-ae o curso jurdico, ameagado
Je ser expellido pelas ruinas, do convento de Sao
Bento, onde se estabeleccra.
O engenheiro encarregado das repsrages c
concertos, as suas indiscretas profanagoes do
edificio ousou por mos sacrilegas sobre a lapida,
que tinha urna inscripgo commemoratlva de um
fado histrico inleressante. A lapida foi arran-
cada, arrojada So chao, espedagsda, e os frag-
mentos applicadosao caiga ment da ra I....
E assim o nome do raaior vulto do periodo da
guerra da emancipaco veio ser cateado diaria-
mente aos ps pelos' descendentes dsquelle que
tanto pugnara para que tivessem um* patria, de
que se vangloriam e de cujas tradiges de heroi-
cidade anda hoje se alentam.
O Sr. Varnhagem descobro por accaso um dos
fragnenlos da pedra, que con'inha ama inscrip-
go, que se refere sem duvida reedttteseao do
palacio em queslio por Andr Vidal Be Negrei-
roa. Nao longe do fragmento aehado devem es-
tar os mais perdidos entre ts pedras do calga-
mento.
Cumpre-nos, cono Pernambucanos, reunir es-
ees pedacos da lapida histrica, e deposita-las
em lugar, onde fiquem ao abrigo de novas pro-
fanagoes.
Eu lembrsra, pois, ao 8r. presidente, que or-
denasee urna busca as immediagdes do palacio,
na roa qae lhe est em frente. Encontradas e
recaaos os fragmentos, tejan elles depositados
no pequeo atea do Gymeasio da ptovincia.
Sao reliquias preciosas qae importa qae se oao
psrosm.
A vosea nocMade. olhando para essa pedra;
nuda, mss elequente, Inspiror-se-ha de m pa-
triolisno que desfallece e marre niogoa de
exemplos. Procurando saber quem fdra Andr
Vidal ds Negreiro, aprender amar a patria e
sentir arrebentar-lhe do peito mm s virwnlea
el visas e niigiote que adornarsm o eximio e pres-
tante vario.
CTA IHEJITRAL.
Nio eom polenica, insultos e partidos ren-
corosos, que viremos un dia registrar as pa-
ginas artsticas de nossa historia, os nones de um
Taima e de um Taborda....
A arte dramtica m nosso paiz jas infelizmen-
te anda no embriio des troves, e quando pele
grande orgso da clvillsago elevamos voz em
prol disto ou daquillo, esmorecemos completa-
mente a Vista do chuveiro de disparates absur-
dos que de todos os lados nos ferem os ouvidos.
Paciencia !
Os horneas sensatos, que sabem distinguir o
nerito da nedioendade, que saben avaliar con-
scienciosimenle o talento, vocago e vonlade de
nossos artistas, estes, calam-se... calam-se, por-
que conhecera o nosso perfeito atraso, negligen-
cia e nullidaie emqaanto a artes....
O primeiro actor brasileiro, o Sr. Jio Caeta-
no, a guarda avaogada da arte dramtica na Ame-
rica, est sujeito a crtica Elle tem innmeros
defeitos, orgulho e vaidade.
O astro luminoso da seena dramtica lusitana,
o eximinio actor Taborda, est sujeito a critica...
Elle tem defeitos, orgulho e vaidade.
E quem os nio ter ?.... Quem ha perfeito nes-
te mundo?....
Entretanto em Pernambueo, o actor e empre-
zaro do thealro de Santa Isabel, o Sr. Germano
de Oliveira, nao quer estar sujeito a critica----
Elle nao tem defeitos.... Elle perfeito.... io-
violjvel e sagrada a sua pesaoa I !.. Fatni-
dade 1
O sympalhieo artista deslumhrado pelas gloras
ophemeras de triumphos momentneos, chegou a
persuadir-se que assegurara o seu deslino por
essas ovacoes de occasio, que sao muito cono
pronessa, mas que valem pouco cono victoria
definitiva....
Cegou-o a luz desses relmpagos de glorias, e
jalgou haver tocado ao seu zenilh, na occasio
em que ainda nao tinha conseguido mais do que
travar oombate 1 Vai perder-se eomo qaasi todos
os talentos do palco, a quem os prneiros trium-
phos impossibilitam de arriscar nova porgo de
vontade e de esludo para urna decidida glora I
E' este o mais palpitante deleito ou vicio do
sympalhieo actor, quem de corago sympatbi-
samos e apreciamos qualidades que asss o re-
commendam.
Elle possue reconheoido talento e rocago ar-
tstica, e se os seus trabalhos nao apreseotam ain-
da a firmeza de um pulso dramtico experimen-
tado, releram todava o brilho de um desejo r-
deme e original.
A nossa critica Qlha da consciencia e cora-
go, e se empregamos alguma vez a linguagem
spera, com o alvo nicamente de estimular e
fazer sentir aquelles que se dedicam a arte dra-
mtica, estudo, forca de vontade, gosto e anima-
gao no dever que contrahiram para com a socie-
dade.
As allusoes mesquinhas que nos faz alguns se-
nhores que nao nosconhecem, cahiriam na lama,
berco de laes creages, se por ventura nos conhe-
cessem.
Nao queremos hostilisar ao Sr. Germano, que-
remos sim, chama-lo a restricta obrigago dos
seus deveres como actor e emprezario.
Deixemos o Sr. Germano e digamos alguma
cousa cere do espectculo ultimo.
Deu-se no sabbado, em Santa Isabel, o Hos-
teiro de Santo-lago, drama em 5 actos, do Sr.
Bourgain.
O thema velho e conhecido.
O Sr. Germano satisfez a espectativa publica.
Na seena ullima do quarto acto gostsmos de ve-
lo. Animado e profundamente inspirado era a
creago virgem do typo de Fernando I No correr
de todo o quarto e quinto actos trjbalhou bem.
Depois de pereorrer una parle da escola artsti-
ca, na interpretarlo de diversos e encontrados
senliraenlos dramticos, mostron estudo e gosto
apurado. A inspirsgo naquelle da deu-lhe an-
tecipado conhecimento.
Vamos adianto.
Balthasar felizmente interpretado pelo Sr. No-
nes, merece particular elogio. Na seena ultima
do lerceiro acto srrancou bravos I O Sr. Nuoes
pelo seu talento, qualidades, vocago e gosto o
mais forle esteio da empreza Germano.
O Sr. Raymuodo no interessanto papel de Gas-
par mostrou mais urna vez a sua habilidade ar-
tstica. E' nessas creagdes que o seu talento'se
manifesta. Nessa esphera que desejamos v-lo
sempre trabalhar I Osseus esforgds nao naufra-
gara nunca.
O papel de D. Affonso, desempenhado pelo Sr.
Thomaz correu soffrivelmenle. Lastimamos nao
ser feilo melhor. Os seus transportes e sentimen-
tos nao tinham aquello cunho ds estado o arte
que se faria revelar nos oulros seus companhei-
ros. No caracterstico, deixou la con milhas de
distancia o Jacob daPiobidale 1
Prosigamos.
Costamos da Sra. Hanoelu na inlerpretagao da
importante creago de D. Leonor. Desenvolveu
gosto e habilidade. Em mmica Irabalhou como
artista 1 A actriz que eucharfudou no lodo a bella
creago de Adelfa, leve pejo, e com orgulho todo
nobre, elerou os senlimentos do poeta al aonde
lhe permilliram a3 suas acuidades I No quarto
acto, a actriz manifestou muito estudo e gosto !
As queotes record aces que dominavam ainda as
suas illuses perdidas, o desespero e desprezo
cruel do seu amante, que faz da Favorita um bello
typo, foram interpretados pela actriz naquella
ooite.
cto Sanie* I*.
A litteratura nacional acabe de riaeKer-se
m'tina gloH e utoa esperance. O S. L. A*
WBfrgtn, Tjffertsndo s llt'ras patrias o JfWefro
de Santo-Ittjo, preirerle n Weve o Govtrnador
de Braga, que est Os froto da Typ. Laemmert.
A' um e narro titulo, rndanos o titostre poe-
to. A" cror na esperangs polglbrih qpe a tnnun-
ete, vira o Goveritior de Bivga associar-se com
honra tantos monunentol litterartos qae ten
por pedestal o talento dramtico doSr. Butgain.
losaeiavel de gloria e de renome, o distincto
oocador nio se satisfez de haver concebido o
Imix ote Carnees, elevando ad Homero dos rem-
os modernos o padrlo qae a patria lhe negara
em vida. Cantar Candes, fdra urna gloria; e de-
pois de Almeida Carret, mais gloria ainda. E
tahto n5o bastn ao nosso Ilustre compatriota.
O Pedro orgulhoso, o Diogo avaro, o Itei dos
Aores, concopgdes admirareis do genio rona-
nesco, nao podiam enefaer o tonnel do orgulho,
que ton direito o poeta. Elle que pintara a so-
berra vaidosa e temeraria as feigoes origioaes
de Pedro, elle que pintara a avareta nos tragos
Onlssimos do Diogo da Cata Maldita, ooncebeu o
Fernando do Mosteiro de Santo-lago.
Es-hi nma gloria denvejarl O Motlelto de
Santo-lago, cujo assumpto magnifico inspirara
eternas melodas ao autor da Favorita, am poe-
ma em ricos versos heroicos qne por vezes eole-
va e apaixona o espirito.
Deixando aos mestres d'arle que urna urna
fagam conheeer as bellezas que do poema resal-
tan, paganos ao Sr. Burgain o insignificante tri-
buto de nossa adnragio.
Nio um voto individual. O Mosteiro de San-
io-lago, que tao ao natural foi posto em seena
pela Empreza-Germano, fez-ee um drama popu-
lar. O publico inleiro fez sua a gloria nacional.
O Sr. Burgain teve a feliz idea de owrecer o
seu poema un poeta d'arte. O Sr. Germano de
Oliveira, que to babiinente ha contribuido para
immortalisar Pedro, o Diogo e o Homero Lusita-
no, immortalisou o Perneado.
Como desempenhou o rrosso sriista^principe
esre carcter altivo, arrogante e nobre do intr-
pido Fernando ? Ser este o a9*ampto de ama
analyseesludada.
A. *
odoJ estarn ao reputacoes desta trra ; e
na i o da a que o defamaaor ousado
rgao mi fasqom, em a gtraoti de um edfc-
Ortetoploda^ypogTaphi nacio(rtl snimdor
osjterbo. ,~
No quero, prm, levasfcr qoexa%, neta arll-
*wVedrl*tfl^8, :centeBto-me em facer pu-
blico o que me acontece, ta quanto resignado-
mebte espero o Sr. coronel Cmara caia ao mea
alcance, para enflo entrar no hieu ajuste de cen-
ias com o Sr. Jos Leandro.
Hecife,22de abril de 1861.
Bento Jos Alvts de Oliveira.
que a Sra. Hanoela se pode
8 MggMtao tW INUr Nesla escola
mostrar.
Sigamos.
A Sra. Carmela desenpenharia bellamente o
seu papel de confidente se nio estivesse to n
caracterisada. Comtudo esta a actriz que nos
merece mais desculpa, em attengo a grande tor-
ga de vontade que emprega nos seus trabalhos.
Resumindo afloal o inleiro desempenho do
drama do Sr. de Bourgain, somos de parecer quo
correu como nao se esperara___O qua se con-
clue daqui?....
Digamos alguma cousa sobre a comedia, Feio
do Corpo e Bonito d'Alma.
De senlimentos nobres, desenho de caracteres
e desfecho moral, esta comedio ama delicada e
mimosa composico.
A inleressante creago de Antonio confiada ao
Sr. Campos satisfez a platea. Confessamos que
eslava bem caracterisado.
O sargento Culilada, entregue aos cuidados do
Sr. Raymuodo, nao conheco nada melhor I
O Sr. Mendes nada fez, *e portanto nada direi.
A Sra. Aona Chaves que trabalhou pela pri-
meira vez, mostrou muito acanhamento 1 nao ti-
rara os olhos do tablado___era a Del estatua da
desventura nos verdes campos da amargura Urna
cousa gostamos.... Foi do que mostrou o arre-
geger do vestido, tslvez a bel-prazer, quando des-
ceu a escada 1 Sim, senhor I goatamos. Escate,
Sra. Anna Chaves. A senhora eslava muito mal
vestida, e to nal que se viam as ponas do seu
formidavel balso de trnta e seis arcos !..>. Con-
dado para entra vez.
A Sra. Jesuina ezcedeu a ludo quanto hade
horrivel no desempenho e caracterstico do seu
papel.
Observagoes.
O scenario do primeiro e quintoactos, que pelo
aonuncio do espectculo, foran pintados no Rio
de Janeiro, nao tinha nada que admirar! O do
quinto acto era de effeito mui atda ; a la que
embellezava o quadro eslava creio qae at' re-
mendada a luz qae xpargia era encarnadis-
sima A unici e solitaria cruz que exislia, estava
lo mal collocada, que di platea e camarotes se
notara perfeitameote um pedago de taboa bruta
que lhe servia de amparo I Ora, isto sao cousas
imperdoaveis....
Nada ri.pois, no magnifico effeito dessas see-
na*; e a empreza poupou muito pata que nao
fosse completo, como annunciou I
Cabe tamben rigores* **a*t a fr. enpre-
zarlo pela continua transferencia de todas as ses
recuas Al.', .4 e 3.* serie tranferid, e fi-
nalmente a 4.* son aHrobidade para hoje I Sa-
fa I Isto massa ao publico, e ao mesmo tenso
cassuaSa___
Fechando eeU, trnanos t pedir ao sympathi-
co artista, qu mpregue os seus esforces e ctti-
+*ot, BesVpiiswniN sJMMlw M*^ para com o publico e o govtto.
Nos iremos sompre seguindb o correr das pegas
en Saffla Utbsl, o eserevendo par* o publico il-
lustraoo e aeoaaio e quo nos dilar a consciencia,
desprertndo indirectas estupidas e arligos de eh-
Srs. redactores. Ne poseo deixar de appro-
v,r tembranga que teve o Sr. Bernardo ds Sil-
va Lardoso de estabelecet urna agencia commer-
cial e particular entre a villa da escada e o Reci-
te, halai gencia qne se acha hoje funecionando,
apezar dos obstculos que tem conseguido rom-
per o Sr. Bernardo, estou convencido que pro-
meti tantas vantagens quantas podem desejar
os negociantes e os sonhores de engenho, cujas
vantagens esto ao alcance de todos, e portanto
habilitados s conhecerem.
Eu quizera que o Sr. Bernardo grangeasse on
numero de asignantes, para que con csbo en-
ia P0(,C88e 89r constante ao qae se obrigou,
pois deparo os pessoa do Sr. Bernardo severida-
de de principios e cunpridor de seus deveres,
como tem atlestado, relativamente a esta agen-
cia para com es seos essignantes. Portanto, cer-
to de que os negociantes da villa da Escada e os
senhores de engnhos nao deixaro de proteger
esta empreza to til quao approveilavel para to-
dos que nao trepido em dizer que o Sr. Bernar-
do pode contar com essas pessoas de quem deve
eaperar todo o colhimento.
Escada 23de abril de 1861.
J. S. P. C. J.
Publicagoes a pedido.
O Constitucional e o Esm. Sr, Dr.
Leitau da Cunha.
Pensramos que o Constitucional dar-se-hia
por agora ao trabalho de elucidar e definir mais
desembugadamenle os principios da liga, que o
programma deixra em duvida, pondo a um lado
a discusso de tactos que se prendem passada
administraco.
Este leal procedimento, que fdra promellido
pelo conlemporano, era o nico razoavcl em
visto das circumslancias do momento.
Se ha para a opposigo um certo dever de
profligar a marcha de um govemo actual, nao
sabemos para que guerrear um governo pas-
sado.
Dir-se-ha que o odio peesoal quem dirige a
opposico ?
Nesta bypotnese, a queslio'nio de principios
e ideas, mas de pessealidades.
E' o desemvolvimento natural da celebre divisa
de todos os lempos, que se inscreve frente da
bandeira constitucional:no's ou Js.
Nnguem dir por certo que ha interesse publi-
co em envolver u nome do Exm. Sr. Dr. Lcito
da Caolia em tactos que, nio poBderiam da
admiuistracao, em nada a podem disdourar.
Diz-se entretanto que o assassinato de Regis
foi o fruclo das lices de cynismo que do Exm.
ex-presidente receberam os mezarios da freguezia
de S Jos.
Smente eom o fim de langar conta da pas-
sada adninislrago a responsabilidade moral
deste acto lamontavel, a Ilustre contemporneo
reala o Qo quebrado pelo Liberal e volta dis-
cusso das sceuas do 1" de Janeiro.
Sentimos profundamente que, em attenco s
conveniencias de ordem publica e moralidade
social, nio nos seja licito averiguar a autora
desse brbaro crme que tao tristemente cele-
brisou o dia 1 de Janeiro.
E' o respeito moralidade doiuiz que nos faz
suspender.
Pendendo o feito desse assassinato da sabedoria
e rectidao do illustrado Dr. juiz de direito da 2"
vara, nao queremos levar ao seu espirito um
motivo deprevengo.
E' sobre os autos que devo versar a sui allen'-
g3o, e os utos do claro tesleraunbo da ver-
dade.
Esperemos que fallen os liibunaes. Mais
tarde, discusso.
Se ella fdra pleearia, se fra regular, se fdra
jurdica, ee fdra conscienciosa, e nao eirada de
indigno capricho, odio implacavel e sioistra io-
tenco, nos a aeceitariamos de bom grado.
Has, o que nio se tem feito e nem se nuer
fazer.
Est ainda a prova nos proprlos autos, ondo o
perjurio dsu as maos calumnia.
E em meio dessi implacavel perseguigo que
se move um cidado distincto, que vem o
nomo do Exm. Dr. Leito da Canha sob o titulo
de Ilustre Marargio ?
Por ventura, j nao merece o Sr. Dr. Leito
da Cunha os jubilosos applausos daquelle nume-
roso concurso que, depois ds eleigao de dezern-
bro, o fdra vicloriar estrepitossmonte em pa-
lacio ? Pois que i Hontem elevado ao Capitolio,
e hoje atirado Tarpela! E os lempos nao
mudaram, apenas mudando os homens 1
Tal o systema da opposico 1
O povo applaude, e o Jornal ataca 1
O povo sauda em vittoria, e o jornal escarnece
e zombetea !
Quem nao conhecesse a versatilidade dos
nossos homens, pensara que o Sr. Dr. Leito
da Cunha houvesse esmagado sb o carro da
administraco alguma insidiosa preteogao, um
pariato hereditario, alguma cousa que se lhe
asseraelhe.
Mas nada disto !
Por mais que se diga, urna a verdade: Os
nossos homens variam, mas variam de co-
rago.
Nao a ambico que os transvia ; o patrio-
tismo que os inflama.
Nao sd felwmente o Sr. Dr. Leito da Cunha
o nico respoasavel pelo esaaesinato de Regs.
Segundo o parecer do contemporneo, outros
muilos homens importantes representan! n'uma
Tarca ignobil.
Ha aecusages que cahem por si mesmas ; e
algumas ha que nio cohn, porque nunca me-
receram as honras de subir.
Z.
Bom seria, que, para eevitarem queixas raui-
tas vezes injustas, o mui digno e honrado presi-
dente do tribunal da relagao se dignssse dar cer-
tas providencias relativas ao transito das senten-
cia pela chaocelarla, fazendo adtnittir o expe-
diente, ou praxe de nio ser entregue parte urna
sentenga extranida, susceptivo! de encargos, sem
ser por meio de requerimento della ao jutz rela-
tor, sendo ouvida a oulra : deesa forma se evi-
tar a perda de lio importante recurso, como se
lem dado, sem saber-se ( o grande caso) de
quem parle a falta que tchala occasionado ;
entretanto quem soffre a mesma o mais inno-
cente, a parte prejudicada : isse qae ahi vai dito
nio importa mais do que urna supplica feita.
Resposta.
N* 0
Vi
n
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o.

B
Horas.
B
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Cmtiqrado.
y a ^ 8 S I Hygrometro.
S!
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I

Cisterna hydro-
metriea.
s
1
8
3
Franeez.
Inglei.
8
A noite oublsda com alguns aguaceiros, vento
fresco de SE e assim amanheceu.
OSCILACAO DA MARE'.
Preemar as 2 h. e 18' da tarde, altara ,6 p.
Bauamar as8 h. e 6' da manbia, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 23 de
abril de 1861.
Ron ano Stepm.,
1* teoesate.
L>eclara Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimeoto
do arsenal de guerra, em comprimento ao art. 22
do regulamento de 14 de dezembro de 1852, faz
publico, que foram aceitas as propostas dos se-
nhores abaixo declarados.
Para o fardamento do corpo da guarnigio da
Parabiba.
Ramos & Lima :
1211 botes grandes lisos de metal amarello a
80 rs.
283 ditos ditos pequeos a 65 rs.
Joo Jos da Silva :
84 grosas da botoes de osso pretos a 400 rs. a
grasa.
153 pares de clcheles pretos a 200 rs. o par.
300 varas de brim da Russia a 780 rs. a vara.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
300 varas de brim da Russia a 780 rs. a vara.
Para a colonia militar de Pimenteiras.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
100 pennas de gango por 800 rs.
2 duzias de lapis a 320 rs.
6 garrafas de tinta preta a 400 rs.
20 exemplares de collegoes de carias a-60 rs.
0 taboadas a 60 rs.
6 exemplares de grammatica portugneza lti-
mamente adoptada a 19.
20 ditos de compendio de arithmelica por Co-
Responde-se ao autor da perganta ineerta no,
Constitucional de hontem, 23 de.abril, que a ir- lsgo a 15^280.
nio foi ao I 20 colleccoes de compendios para uso das aulas
mandado de N. S. do Bom Conselho
enterro do irmio Lima, por que nao qualquer
sociedade que se mova pela vontade de quem
quer que fdr: tem rgimen edeve reger-se pou-
co mais ou menos pela praxe das outras irraan-
dades ; se as outras irmandades e contrarias
desta cidade sd acompanham os enterros dos
irmos qu sao depositados e encommendados
as lgrejis em que esto erectas, claro que a
irmandade do Bom Conselho assim obrando nao
merece que se lhe faga censuras. Demais sendo
o da 19, como foi, chuvoso, e estando as ras
cheias de lama, nio era possirel que a irmanda-
de sahisse p do convento do S. Francisco
matriz da Boa-vista somento para satisfazer ao
capricho dosdous outres qie nao reflelem, cha-
mando por esse meio o ludibrio do publico, que
nada desculpa.
Quanto segunda parta da sua excusada per-
genia, apenas responde-se que embora a ir-
mandade actualmente desponha de poucos meios,
nao exeusar-ce-hia satisfazer o dever de dar
catacumba, se lhe fosse pedida. Nao se oceupe
o Sr. perguntador com os pegamentos, por que
o dito irrno nao estava em lia, nem se allegon
esla raso.
Tocando, porm, na lerceisa parle de sua per-
gunta, responde-se que seja mais delirado o
autor, porque etse alguem de quem falla tem
muitos roerecimenlos e nao precisa de se enpor-
calhat com especulares. Se, porm, o Sr. autor
quizer langar sobre elle alguma censura, apre-
sente-sa de cura descoborta e com factos, que
deponham contra sua repulagio, se quizer dei-
le se oceupar. '
Ad verte-se, que nao se responder segunda
vez se o Sr. autor apresentar-se debaixo da capa
do anouymo.
Recite, 24 de abril de 1861.
Um dos directores da irmandade.
Correspondencias.
ca
Srs. redactores.As allusoes da mais puogente
Iumniacom que prelendeu moleslar-me o Sr.
Jos Leandro de Godoy Vasconcellos en sua cor-
respondencia publicada no Constitucional de 9 do
correDte, deu logar o que intentasse ama queixa
perante o Sr Dr. jufz municipal da segunda vara,
a ver se o mesmo Sr. na villi do Rio Peixe se desse em aljgum tempo,
nao o assassinato de urna cmara inteira, como
o disse, mas o de um vereador se quer, assim
como que eu concorresse para o rsuDO'eT respec-
tiva matriz, acontecido 7 aonos depois 'de ter
minha residencias 1 leguas d'aqaelle lagar, o
sendo hoje sabido que os autores de tal crme es-
tio presos e condemnsdes.
'A midha quesillo, era com o^r. Jos Leandro,
e nao |com a gente do Constituetona. Isto me
fazia crer que tu lo me fosse fcil at o ponto de
encaminhar em juizo a aegao contra o meu ca-
lumniador ; mas assim nio aconreceu poique,
comoedictor d'aquelle jornal, ful apreseotado o
8r. coronel Bernardo Jos da Cmara, morador
em Agua -preta, 20 leguis distante desta cidade,
e onde nio sel se se podar faierlchegsf ama cita-
gao I
Son, porm constrangido a retardar minha
gueslo de honra, para nao despender eeforgos e
encomraodos ioutols, e tuperar que o Sr. coronel
venha a esta cidade, o que sd Daos sabe quando
dCBleceri Qre bel ehtenHoa trica part
procNstmir e preterir o desMrvo legal d'aqueU
le* que MSSam pelas griilhM Id OrgioHberl I
Pois 9 Sr. coronel Ctniars,- nio devero,, ter nesla
Me um pocortor, t[t pW*l* respodess
n julzo, am vez que nio-bbstsdte a SUS resi-
dencia tio distante, acceitou o enttrgd de testa
do ferro le f paMd* t
de primeiras le tiras, 6a edigao a 680 rs.
6 ditos de traslados a 100 rs.
12 cartilhas a 400 rs.
4 duzias de creides a 160 rs. a dnzi.
Para o almoxarifado do arsenal de guerra.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
2 espanadores a 29500.
O conselho avisa aos roesraos vendedores, que
devenc recolher os objectos comprados, no dia 24
do correnle, s 10 horas da manha.
8ala das sessoes do referido conselho, 23 de
abril do 1861.
Alexandre Augusto de Fras Villar,
Hajor vogal serviodo de secretario.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA
GERMANO.
livre de as-
COMMKKCIO.
CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL.
EH 23 DE ABRIL DE 1861.
A caixa desconta letras a 10 %, sendo as de
seu aceite a 9 %, loma saques sobre a praga do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 7o-
NOVO BANCO
DE
PERIIHBVGO.
EM 23 DE,ABRIL DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 /0
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 12 % >
de 6 mezes, e torea dinheiro em tontas correales
simples ou com juros pelo premio e prazo qu se
convencionar.
Recita extraordinaria
signatura.
Quarla-feira, 24 de abril de 1861.
Subir seena a excellenle e muito applaudida
comedia-drama en dous actos e um prologo ma-
rtimo,
PRODIDADE
Terminar o espectculo com o espirituoso en-
tre acto,
ISOTMi M (ESTKBD,
Comegar s 7 V horas:
Osblhetes vendidos para recita de domingo,
que foi transferida, tem entrada nesta noite.
Atsos martimos.
bons commodo em separado para
ltimos: a tratar com ot consignata-
cios Aranaga Hijo 4 C, ra doTrapi-
rhe Nov 6.
MAL aiP\NHIit
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 29 do corrate espera-se da Europa:
um dos vapores desta compannia, o qual depois
da demora do costme seguir para o Rio da
Janeiro tocando na Bahia : oara passagens etc..
trata-se con os agentes Adanson, Howie & G.l
ra do Trapiche Novo n. 42.
GOWAMUA I imUM
DE
Mavegacao cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, Ma-
ceo. Aracaty, Ceara', Acaracu' e Granja.
O vapor cPersinuoga, commandante Houra.
sahir para os portos do norte ata a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebo car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Eocommendas, pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida
as 2 horas: escrptorio no Forte do Haltos n. 1.
Para a Babia
Segu em psucos diss o palhabote nacioal
Dous Amigos, para alguma carga quelbe falta
e psssageiros trata-se com Francisco L. O. Azeve-
do, ra da Hadre de Deus n 12.
COMPAMIA rEKMMBUCm
ni
Vavegaco cesteira a vapr
O vapor Jagusribe. commandante Lobate.
sahir pra os portos do sul no dia 4 de mai
s 4 horas da tarde. Recebe carga at o dia 3
ao meio dia. Psssageiros e dinheiro a frete at
o dia da sahida s 2 horas: escriptorio ne Forte
de Mattos n.l.
COMPANHU BRASILEA
DE
PfiflilfEl & UMi-,
O vapor Oyapoct, commandante o capitn
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do>
sul at o dia 30 do corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do norte.
Desde j recebetn-se psssageiros e engaia-so
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agencia ra da Cfuz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Menes.
aifandega,
Rendimento do dia 1 a 22. .
dem do da 23.....
303:3753008
7:4508031
310:825fl039
Movtinento da alfandegra,
Volumes entrados cem fazendas.. 158
> > eom gneros.. 12
Volumes

sabidos

com
com
fazendas..
gneros..
170
71
581
------651
Descarregam hoje 24 de abril
Barca americana Imperador farinha e bola-
chinha.
Barca portugnezaCoreafeijao e alho.
Barca belgaHara Therezinliacaf.
Brigue inglezElisabethbacalho.
Patacho inglezHary Block-fazendas.
Brigue brasileiroEncantadordiversos gneros.
Beecbedoria de rendas Internas
ayeraes de Pernambueo.
Rendinento do dia 1 a 22. 23:129*721
dem do dia 23. ..... 1:9529890
25062#6U
Consnlado provincial.
Rendimento do dia 1 a Si
Iden do dia 13 ...
45:938*37
3:7525721
a
49 690958
mu
Mo vimenio do portn
TMd iahido no Ha 22.
Em comaissieO brigue barca de guerra nalo-
nl Hamarc, commandante 0 capilo de fra-
gata Jlo Gorr es do Agaiar.
Ntmt nha de trigo ; a aiheas Austin i C
nWto* sahfaV* M mimo dio.
Rio de JaneiroBrigue nacional Molfia & AJfre-
ao, capillo Gaspar da Silva. Rodrigues, carga
Macar,
sgue na presente semana, por ter grande parte
do carregameuto contratada, o cter Erna, ca-
'ilao Jlo Antunes da Silvetra ; para n que lbe
alta, trata se com os consignatarios Horeira &
Ferreira, rui da Hadre de Peos n. 4.
raja :
Rio de Janeiro
A veleira barca nacional Rio de Janeiro pre-
tende seguir com muita brevidade, tem parte de
seu carregaroento prompto : para o resto que lhe
falta, psssageiros e escravos a frete, trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no eu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir nestes oito dias o veleiro e ben
conhecido brigue nacional aAlairante ; para o
resto da carga que lhe falta, passageiros e escra-
vos afrete, para os quaes ten excellenles com-
modos, trata-se com os seus consignatarios Aze-
vedo & Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz
numer 1.
Para a Baha.
A sumaca nacional Horteocia pretende se-
Sir com muita brevidade. tem parte do seu car-
ramente prompto : pari resto que lhe (arta,
Sata-se con os seus consignatarios Azevedo &
endes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
COMPANHIA PERNAMBUC.VNA
DE
Navegago costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Horefra,
sahir para o portos do norte at o Cear no
dia 22 do correnle mez. Recebe carga at o dia
20 ao meio dia. Kncommendas, passageiros e
dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 horas
escriptorio no Forte do Hattos n. 1.
Rio de Janeiro
Sahir'bremente a linda e releira
barca nacional IRIS, a qual reeene
paisage'tro e e$craVM tentfo tmiit
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceicio pretende seguir con muita brevidade, s<5
recebe psssageiros e escrotos a frete, para os
quaes tem excedentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu.
escriptorio ra da Cruz n. t.
LfjlIOCS.
LEIL40
Quinta-feira 25 do corrente
as 11 horas em poni.
Henry Gillara, capito da barca iogleza cCity
of lhe Sultn, arribada neste porto na sua vil-
ge m de Buenos-Ayres para Londres, far leilo
por intervencao do agente Pinto em presenca do
agente de Lloydes, por autorisa;So do Sr. ins-
pector da alfandega e por conta de qnem per-
tencer cerca de
4,478 coros salgados
no dia e hora cima mencionado porta da as-
sociac,io commercial.
LEILO
Sexta-feira 26 do correte
s 10 horas.
Almeida Gomes, Al ves 4 C. fario leilao porin-
lervencao do agente Pinto, em seu armazem na
roa da Grue n. 27, dos seguales objectos que
serio vendidos sem reserva de preco por que-
reretn fechar contas, a saber:
Chapeos do Chili, sortidos.
Ditos de feltro pretos e pardos.
Charutos do Rio de Janeiro.
Retroz do Porto sorlido.
Pelicas brancas:
Toalbas de linho e muitos outros ohjectos.
Nsta mesma occasio
*$BNrnAen tes (asendas inglesas, caitas de differentes saia-
lidadeaniosestreitas cano largas, damascos
casemiras e pannos do differentes cores, baetoo*
princezas, grvalas da differentes qualdodes*
chapeos de sol nao s do seda como do panno,
outras fazendas que otario expostas no da
hora cima mencionados.
LEILO
A 25 do corrate.
?] *V% ft<,rt c- leilao pqr iaterraa-
) cao do ageate Oureira, do mais perfeito sorti-


II
(O
D1ABI0 M HWUBIIOCO. *- QAaTAFBBU 34 M aBML DE mi.
ment de fazeodas de da, li, linho e de algo-
4o, todas proprisa do mercado, e que muito
agradarlo a seus freguezes, cuja concurrencia
debidamente apreciaro no da
Quinta-feira 25
do correle, em que ter lagar o leilo nao
das fazeodas indicadas, como de alguns lotes de
/ miudeas, que sero vendidas a todo prreo,
principiando as 10 horas da manha em poni,
no seu armazem ra da Cruz do Recite.
LEILAO
Quinta-feira 25 do corrente
ao correr do marte)lo com
Jauche.
PELO AGENTE
ombelio sortimento de ferragens e cntilerias e
oniras miudezcs em bom estado, mas que nio
obstante aereo vendida* tem limite em precoe,
para lechar ontae,
Qwarta-teira 24
do correte, s 10 horas da manha em ponto,
no se* armazem no raa da Cruz do Recite.
Aysos diversos.
O ageute Lamargo far Iei-
lao com autorisacfio de urna
ressoa que se retirou para
Europa, de urna excelleate
mobilia de Jacaranda com me-
sa, consolos de pedra, urna
outra dita, mesas elsticas,
aparadores, cadeiras de ba-
lance guarda roupa, secreta-
rias, apparelbos de mesa,
obras de metal vrincipe, pis-
tolas de revolver, un rico re
logiocom msica, um piano,
cadeiras avulsas e inultos ob-
jectos que estaro patentes no
acto do leilo, na ra do Tra-
piche n. 4, segundo andar, as
10 horas em ponto.
LEILAO
DE
Uma armaco.
Se.xta-feira 27 do corrente.
Costa Carvalho far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. joiz de direito especial do com-
mercio e a requerimeoto de Antonio Alberto de
Soma Aguiar e ootros da armaco da taberna da
ra de Hortas de Antonio Perelra Vianna. a qual
ser vendida sera reserva de preco par flear ou
ser arrancada nodia cima s 11 horas em ponto.
LEILAO
Na livraria n. 6 e 8 da praca^da
Independencia precita se fallar ao Sr.
Jos Rufino de Mendonca.
Offerece-se urna mulher para lodo servico
de ama secs : a tratar na ra da Roda n. 25.
30 socucho nj o g trabuca
tJcruflmhucatm
Quarta-feira, 24 do corrente, s7horasdanoite,
haver sesso extraordinaria do conselho director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana 22 de abril de 1861.
J. Cesar,
1." tecretario.
O abaivo signado declara que despedio
seu csiieiro Antonio Nunes Djarte de Figueire-
do, e roga a seus devedores que nao Ihe paguem
coota alguma sod pena de pagar segunda vez.
Recite 23 de abril de 1861.
Jos Dias Brando.
lrmandade acadmica de
N. S do Bom Conselho.
A mesa administrativa da ir-
rnandade acadmica de Notsa Se-
nhora do Bom Conselho convida
a todos os nossos charissimos ir-
maos para asstirem a mista do
stimo dia, qne se tem de cele-
brar pelo repouso eterno do nosso
fallecido irmao Jos Antonio Gon-
calves de Lima, quinta-feira 25
do corrente as 9 horas da manliaa
no convento de S. Francisco.B.
M. Pinheiro, secretario.
urna ama escrava ; no pateo
do
corrente.
Quarta-feira 24
Antunes far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 75, de urna rasa terrea sita na
ra do Alecrim n. 26, com 2 salas, 4 quarto,
cosioha, quintal etc., assim como de urna grande
meia agua sita na mesma ra n. 13, a qual tem
urna sala, 2quartos e urna pequea saleta. Prin-
cipiar sll horas em ponto.
LEILAO
Quarta-feira 24 do c )rrente.
O agente Camargo fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer de3c0
a 360 saceos com farinna de mandioca,
na ra da Madre de Dos no armazem
n. 6 dos Sr.. Machado & Rodrigues, as
11 horas em ponto.
LSIL&O
Quarta-feira 24 do corrente
as 11 horas em ponto.
DE
Urna casa el negro
em seu armazem
na ra do Vigario numero 19.
PELO AGENTE
MARGO
O agente Camargo far lei-
lo por mandado do Exm Sr
Dr. juiz do commercio e a re-
querimento dos depositarios
e curadores da massa fallida
Tilla-verde, de urna casa ter-
rea na ra Imperial n. 201,
com 25 palmos de frenje e um
telheiro no fundo, com um
forno de padaria e soto, e
um escravo de nome Joaquim
pertp.ncente tudo ao mesmo
fallido, que iro no menciona-
do dia s 11 horas em ponto,
no armazem cima indicado
Precisa-se e
do Terco n. 26.
Quem quizer encarregar-se de aterrar um
viveiro perto do rio dirija-se a ra do Apollo nu-
mero 9.
S3" Furtaram do prlmeiro andar do sobrado
na ra da Cadeia n. 66 um relogio suisso de ou-
ro com correte tambera de ouro, n. 7383 ; ro-
ga-se aos senhores relojooiros ou a qualquer pes-
soa a quem fr offerecido de o aprehender e le-
var a mesma casa Antoqio Jos Lopes da Silva,
que gratificar com generosidade.
Arrenda-se o engenho Jacir, situado no
termo de Serinhem, moente e corrente, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ter outra casa terrea contigua com com-
municaco para o mesmo sobrado, estribara para
quatro animaes, olaria e sea respectivo Corno,rasa
de engenho com urna moeoda que produz calda,
para cincoenta a sessenta pies por larefa com um
parol de cobre sufflcientemente grande, com
picadeiros para receberpara mais de cento e cin-
coenla carros de canas, casa de caldeira com dous
completos assentamentos, tendo a casa suficien-
te capacidade, urna dealilaco completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobre de continuidade, com suas
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
gurdente por dia de vinte e dous graos pelo
ariometro de Cartier, casa de purgar para rece-
ber mil pes completamente arraojada,omdous
tanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio}, com dous couios tambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balces, sn
respectiva estufa e caixdes para deposito do as-
surar, casa do fazer farinna'com um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baix da casa de vivenda :
senzalla para habitar trila casaes ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta sej qual fr o
verSo ; copeiro, com urna' roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
das de pedra e cal, e com ptimo madeiramento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por estar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engffnho,
todos lavradios e do melhor massap que se po-
de desejar para a produeco de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas tambem a
roda do engenho de suficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos for-
nos e casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr misler fazer-se nos edificios rus-
ticos. Os partidos tanto de varzea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil pes sena nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhao. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo de magsap. Este en-
genho Gnalmente um dos de.pnmeira escala
que tem esta proviocia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheita de 1861,
a flndar-se em 1862. sendo avaliada por peritos,
assim como o preco dos pes. As condices e
tempo do arrendamento se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu proprie-
tario o coronel Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond no sitio de sua residencia no Han-
guinho, que se acha a casa de vivenda no princi-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
choa.e dos Aflliclos, de manha al 1 hora da
larde.
Uma pessoa de Portugal, deseia sa-
ber se amda existe Dr. Jes Coelho
de Olivara, fie outr'ora resida ne
Caba i Cacada, em um eage^ho, afin
de Ihe comiHuoicar noticias de ama Me-
ra ica que lie pede tacar por norte de
tun prente: a doixar explieacoes na
Hfraria ns. t) e'frda praca da Indepen-
dencia, com o subscripto Alpha.
Julle Beifier, mulher de P. Jacoby Demar-
leux, subdita franceza, vai a Europa.
Calvicie.
A utilidade da pomada in-
diana nao so de fazer nas-
cer os cabellos mais tambem
de dar-lhes forca para evi-
tar a calvicie e nio deixa-
los embranquecer to cedo
como quando ella nao for
applicada ; alem disto, sen-
do sua composico formada
de substancias alimentares,
a abeopeo pelos poros nao
Depsitos, ra do Imperador
n. 59, e ra do Crespo n. 3.
Precisa-se comprar urna preta de meia ida-
de que coziohe o diario de urna casi de pouca
familia ; a tratar na ra das Flores n. 25.
Ama.
pode ser nociva.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia : na luja de Irnos ao p do arco de
Santo Antonio.
Aluga-se urna preta escrava com bastante
leite pa ama : a tratar na ra do Crespo nu-
mero 2 B.
No dia Io de maio do corren te,as 10 horas do
dia, na sala das audiencias, se ha de arrematar
perante o Dr. juiz interino dos eitos da fazenda
nacional, uma casa terrea de pedra e cal, sita na
ra do Queimado n. 57, pertencente ao execula-
do Jos Antonio de Oliveira, por si e por outros,
tendo a dita casa 12 palmos de frente e 36 de fun-
do, com pequeo quintal murado, com 48 palmos
em quadro, avaliada por 2:500}. Recite 21 de
abril de 1861-Caetano Pereira de Brilo. solici-
tador interino.
Flix Sauvage, cidado fraocez, retira-se
para Europs.
Joo Goncalode Souza Azevedo declara que
mudou o seu nome para Joo de Souza Azevedo.
No botequim da ra larga do Rosario pre-
cisa-se alugar um preto, e tambem se precisa de
um cozioheiro no mesmo botequim.
J. Praegei & C. mudaram
arinasem da ra da Crus n. 17,
a mesma ra n. 11.
Peblicacoes 4o instituto homeopa-
ta do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
Bl
MEDICINA HitJKOPATHICA
Obra Indispensavel todas as
pessoas que quizerem curar ho-
meopathicamente,
CONTKNDO :
i de/inigo clara do termo de medicina: os
causas mait frequente da molestias: o symp-
tomas, forque estas se faxem conhecer : os me-
dicamento*, que melhor Ihes corresponden^ : a
quantidad* das dse de cada medicamento e
seu respectivos intervalo na molestias agu-
das e chronicas: a hora do dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa aeco.: a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os enuenenamen-
tos, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
mias conhecida, principalmente a que gras-
tam no Bratil, qur as penos livres, quir
na escravas: o soccorros que se devem pres-
tar d mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
enanca reclama, quir logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia: os perigos
que esto sujeitos todos os que tomam reme-
allopathicos: e muitos outros artigos de
dios
seu
para
Atten^o.
Avisa-se pela segunda vez ao Sr. Alfredo Lo-
pes Gama de ter a bondade de vir entregar o que
aeu-se-lhe por engao na ra do Raugel n. 20,
casa de relojoeiro.
Pede-se
Leilo
Southall Moilors & C. continuarlo porinter-
-vengio do agente Pinto, o seo leilo de fazeodas
inglezas, bem conhecidas de seus freguezes, cuja
24 do correte s 10 horas em ponto, no seu ar-
mazem ra do Trapiche.
Hoje, 24 do eorrente.
ladoro, HalUday & C. (ario leilo por io4er-
jenfiM do^genu Oliveir, de porces de liabas
aI?l**A.5*V IonM cutUerias avinadas por
coala ensce de que* pertencer, assim como de
Atlen^o.
Manoel Joaquim Dias de Castro, arrematante
da massa fallida de Joaquim Antonio Dias de Cas-
tro, e depois Castro & Amorim, avisa aos deve-
dores das ditas extinctas firmas, que no prazode
30 dias venham satisfazerseus dbitos na mesma
oja, findos os quaes usar dos meios que a lei
Ihe faculta. Recife 22 de abril de 1861.
Precisa se de uma mulher para acompanhar
urna senhora at a cidade da Fortaleza, capital do
Ceir, em um das vapores da carreira : na ra da
Umao n. 46.
Precisa-se por aluguel de um preto para o
servico interno de nma casa ; a tratar na ra No-
va n. 51.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Nova n. 21 ; a tratar na praca da Indepen-
dencia n. 22.
Alugam-se dou grandes armazens
na ra da Concordia, com proporcoes
su lucientes para um grande estabeleci-
mento de qualquer qualidade que seja :
a tratar com Almeida Gomes, Alves &
C, ra da Cruz.
Offerece-se um rapaz portuguez para cria-
do ; quem precisar, annoncie por este Diario, ou
dirija-se a ra da Seozala Nova n. 26.
Attencao.
Mara Bernardina da Conceicao
?ende psra pagamento dos ere-
dores de seu finado mando Antonio Ro-
drigues Lima, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e sotSo n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
to n. 42 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na travetsa da Madi e de Dos, um dito
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, uma dita
terrea n. 4 sita na rna da Lstrangeira :
Os pertendentes podem dirigir-se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Orligueira, ou ao
Sr. Augusto Ribeiro Lima Chalaea.
- Na (ravessa da ra
Ungir com toda a perfeico para ^oalquar edr, e
o mais barato possirel.
o Sr. Franklin Peixoto que compareca
na ra do Cabuga' n. 1 B, a negocio
que nao ignora.
Em um engenho distante desta ci-
dade 7 leguas precisa-se de uma senho-
ra que saiba ensinar primeiras letras e
franceza duas meninas, e se souber m-
sica e piano maior sera' o honorario :
na ruado Imperador n. 73, primeiro
andar.
LOII itlA
HOJE pelas nove e meia ho-
ras da manha andaro impreterivel-
mente as rodas da quarta parte da
quarta e primeira da quinta lotera em
beneficio da matriz de S. Pedro Martyr
de Olinda.
O resto dos bi Ihe tes e meios se acham
a venda na thesouraria das loteras ra
do Queimado n. 12, primeiro andar,
praca da Independencia loja n. 22 do
Sr. Santos Vieira e as outras do eos
turne. -
As sortes sero de prompto pagas lo-
go ao se darem as listas.O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza.
J. N. Lasserre. subdito frncez, retira-se
para fora do imperio.
D.
Lima,
Pede-se toda attencao.
Custodio Jos Aires Guimares & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que ihe venham saldar suas con-
tas no prazode 15 dias, e quando as-
sim o nao fizerem sero entregues a
seu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia..
SOCIED ADE BAM4RI4-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Os senhores socios commanditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ja-
z5o de 15 0(0 ao anno. Recife 22 de abril-de
1861. t
Precisa-se de um preto de meia idado que
saiba tratar decavallos, e entenda alguma cousa
de sitio : dirija-se a ra do Vigario n. 2.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de literia, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i nprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Um moco Portuguez, guarda-livros de uma
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellas se offerece para fazer alguma escripturacao
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necessitar, deixari car-
ta fechada nesla typographia sob as inicles D.
W D.
O bachsrel Augusto Elisio de Castro Fon-
seca cordialmeote agradece a todas as pes-
soas que assistiram ao enterro do seu ami-
go e prente Jos Antonio Goncalves Lima
estodante da faculdade de direito, com es-
peciaiidade ao.Jr. provincial e mais reli-
giosos do cooviio do Cermo, e convida a-
estas meaaaai fwssoas. a todos os Srs. len-
tes e eatudanteS da faculdade de direito
aos seos amigos os do finado para out--
rem uma roisM ?or alna deste no da S'l
do correla pelas 7 boras da manbaa na
igreja da matriz da Boa-Vista.
Precisa-se de dous ou
tres offlciaes tamanqueiroa ; na raa larga do Ro-
sario n. 22.
Precisa-se de feitor para sitio no Hooleiro:
a tratar aa ras da Cruz n. 9.
vital interesse ; bem como uma descripeo con-
cisa, e em inguagem acommodada a intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que entram na com-
posico ao corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, umamoslrando qaanto possivel to-
dos os orgos internos, com a sua explicaco
phisiologica e outra mostrando as differentes
regioes abdomivaes. (Aprimeira coloridapa-
ra os senhores assignantes.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
Ihica uma obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais an-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimento, capites de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencion/indo o autor, aproveitando sua
viagem Europa.fazer imprimir all (y Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acooteceu
que antea de jncetar a publicado visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes da idaa
novas, e ento. resolveu mudar inteirameote o
plano que havia concebido, e dar toda expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados ua scieocia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo roveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe issftam accres-
cirao de despeza de dous tercos maisifo. que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio ti-
nha organissdo. J*
O Diccionario Popular de Medicina Bonieopa-
thica, como agora esl composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
gioas pouco mais ou menos.
A assignatura 15$, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso custar 25*.)
Acha-se igualmente em va de pnblica-
co a segunda ediceo do
THESOURO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediceo em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposico das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, etc., etc. Com uma estampa demos-
trativa da continuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignatura de 8$ pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar uma e ou-
trV o p88fo apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao for acompanhada
da respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo) n. 6.
Casa de campo.
Aluga-se uma boa casa com quiutal grande, no
Monteiro junto ao sobrado : a tratar na rus es-
trella do Rosario n. 28.
SOCIEDADE
IM\0 BE\EFICE\TE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambnco.
Por ordem do Sr. presidente convido os senho-
res socios, de conformidade com a ultima parte
do art. 31, a comparecerem na sesso de assem-
bla geral no dia 25 s 6 i|2 horas da tarde.
Secretaria da sociedade nio Be ne ficen te dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 22 de abril
de 1861.
Joo Jos Leite Gumaraes.
1." secretario.
Francisco Jos Carvalho, Portuguez, vai
Portugal.
Maria Thereza, da lha de S. Miguel, acha-
se na ra nova de Santa Bita o. 45.
O Sr. Eliziario Gomes de Lima tem uma
carta na ra Nova n. 7.
Dr. Debroy. dentista, successordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quo che-
gara em Pernambuco no mez de abril ou at
juono.
AMA.
Precisa-se de uma ama ; na ra Nova n. 5.
Attencao.
Precisa-se alugar uma casa com commodoa
par tamilia, perto da praca > quem tiver, jiode
procurar mformacoea na prica do Corpo Santo,
oo escnaiorio da eoeonandilaV
Precisa-se
conttaiar uma senhora branca, de idade pouco
mais ou menos de 50anos, para asslslir em com-
panhia de uma senhora casada, residenie na fre-
guezia de Santo Amaro de Jaboato : a quem
isto eonvier, annuncie para ser procurado.
A pessoa que perdeu um relogio nos Pra-
zeres. sem correle, dirija-se a ra das Cruzes n.
35, que Ihe ser entregue, dando o signal do dito
relogio, pagando o achado e as despezas do an-
nuocio;
A. Harismendy, cidado francez, retira-se
para Europs.
Perdeu-se desde a ra do Vigario at ao
armazem do Sr. Tasso & Irmos, uma conta cor-
rente com o recibo de saldo de contas: a pessoa
que acbou, sendo a queira levar a seu dono Joo
Duarte Magioario, ra do Baogel n. 10, ser re-
compensada.
Compra-seos Mysterios de Paris: na ra
da Calcada n. 22."
Escravo.
Compra-se um escravo cozinheiro que seja mo-
go ; na ra da Cadeia, loja n. 23.
Na ra de Domingos Pires n. 15, vende-se
uma escrava de 40 annos ; dae 9 horas da ma-
nha em diante.
Venda de sitio.
Vende-se ou permuta-se por predios na cidade
um dos rat-lhores sitios dos Aftlictos, com as ac-
commodaces seguintea : grande casa de viven-
da com 5 salas, 8 quarlos, grande cozinha. es-
triDana para mais de 6 cavallos, cocheira para 3
carros, soto, etc., etc., sitio com 1,000 palmos
de frente, e perto de 2.000 de fondo, grande bai-
xa de capim, emais de 3,000 arvoredos de fruc-
lo ; quem quizer fazer este negocio, dirija-se ao
8llio fronteiro igreja, ou ruu do Queimado le-
ja n. 33,que achara com quem tratar.
200 arroba e 6K> a libra : na ra
treita do Rosario taberna n. 47.

. Para homem.
^chincha sem iqua
PaletoU saceos de casemi
de cor e preto a 12g.
ra mesetado,
Ditos sobrecasacos Rolla"da m*m.'
renda e de velludo 20!
fa-
Dltosde brim de lioho branco
Chapeo preto muito fino
Cortes de casemira superior a Brim de lioho transado liso e de cor
corado 640 rs.
Grvalas de seda e gorguro a 500 e l
Camilas brancas e de cores muito n-
nas a 2.
Para senhora.
Recebeu-se leques, pulceiras de sanda-
j? PO^o modelo para 2ge 5g.
Recebeu-se extractos, essencia de sn-
dalo, banhas preparada com sndalo.
Saias balo de musselina e madapolo
para senhora a 4 e menina a 3#.
SOCIEDADE
Recreio Litterario e Be-
nefleente
Amanha quarta-feira, 23 do corrente. s 3 ho-
ras da tard, haver sesso da assembla geral,
Secretaria da sociedade Recreio Litterario e Be-
neOcente 22 de abril de 1861.
S. S. Horaes Sarment,
1.a secretario
Precisa-se de um menioo de 14 a 15 annos
e mais, que d fiador a sua conducta: na loja de
chapeos da ra Direita n. 61.
-Arrenda-se o engenho, Ibura, distante do
Recife uma legoa e um quarto, com boa casa de
vivenda, etc. ; vende-se a safra creada, assim co-
mo a boiada, vaccas de leite, novilhos e burros ;
a pessoa que pretender e/se negocio, se poder
dirigir ra da Aurora, sobrado n. 82, primeiro
andar, onde encontrar com quem tratar.
Jos Garrido Perreira dos Santos vai ao Rio
de Janeiro.
Aluga-se urna grande casa de um andar
com commodos para um collegio, defroote da
fundicao do Sr. Starr em Santo Amaro ; a fallar
com Guimares Purset, defronte da igreja de Be-
lem, ou com Manoel Joaquim Gomes, ra do Im-
perador n. 26.
Aluga-se um molecole de 22 annos de ida-
de, que sabe bolear e serve para todo servico de
qualquer casa de familia ; aluga-se tambem uma
escrava que sabe cozinhar e vender na ra, serve
para todo servico de qualquer casa de familia :
para tratar, dirija-se a ra da Imperatriz n. 47.
Aluga-se um preto moco, que est acostu-
6 2 Mr"S de padaria ; na ra do Ouro nu-
mero 23.
QiA ,a<* %itta mu ^ *j^a w
U abaixo assignado faz sciente tt
a todos os seus amigos e que o
quizerem honrar com a sua con- 1
funca, que elle tem estabelecido
o seu escriptorio de advogado na
ra do Queimado n. 26, primei-
ro andar, onde pode ser procura-
rado desde as 10 horas da manha
at as 3 da tarde dos dias uteis.
Eduardo de Barros FalcSo de
Lacerda Cavalcanti de Albuquer-
que.
-" Precisa-se fallar aos Srs. Reginaldo Alves
de Mello e Theodoreto de Souza Santos ; em
Santo Amaro, taberna de Jos Jaciotho de Car-
valho.
Pedimos ao Sr. Germano Francisco de Oli-
veira os espectculos dos domingos as 4 horas 1[2
e nao as 7 como aonunciou.
Muitos caixeiros.
Farfolla de Sania Collia-
rfoa,
muito nova, torrada, e de excellente gesto, igual
a de Muribeca ; a bordo do brigue Maria Rosa,
atracado ao trapicheBaro do Livramentono
largo da Assembla n; 15.
Chitas francezaa claras e escuras cor Q-
xa, padroes modernos corado 280 rs.
Vende-se na ra da Cadeia confronte o
becco largo loja n. 23 de Gurgel & Per-
digao.
tmvemm mam mmmm*
a r".0^1* em direito Juveodo
Salgado de Castro Accioli transferio a
sua residencia da ra Velha para o bair-
ro de Santo Antonio, ra do Queimado
n. 30. primeiro andar, onde advoga
para o tribunal da relacSo e mais audi-
tores desta cidade. No jury desta ca-
pital ecomarcas visinhas, encarregase
de qualquer defeza mediante razoavel
ajaste. Promette a todas as pessoas que
o honrarem c3m a sua confianca tomar
todo interesse as questes que forem
confiadas ao seu patrocinio.
Tnr 'nerive cIPeHnas de seda para
nhoras de melhor goslo posvel a 12
se
VilUr^aVor" l0i de/Guimafae*
vinar, ruado Crespo o. 17.
129.
&
Algodao largo com 20 jardas a 2*500 a peca,
com um pequeo toque de avara ; na ra do
Crespo n. 18, loja de Diogo & Fernandes.
Vende-se urna cocheira com 6 cavallos e 3
carros : a tratar na praca da lndepenpencia n-
meros 14 e 16.
0 abaixo assigoado agradece cordialmente
o eoteresse que os seus amigos e prenles, se
dignaram moslrar-lhe (em Olinda, aonde se
achava, e h'esta cidade para onde regressou) por
occasio da febre amarella cora vomito preto
de que foi acommettido em 20 de marco prximo
passado. Ao seu especial amigo, ou antes ao seu
bom aojo, olllm. Sr. Dr. Ignacio Irery da Fon-
seca, offerece o sacrificio de sua vida, poisque
com o auxilio de Deus, a elle a deve. Ao seu
cunhado e amigo o Sr. Dr. Joo Pedro Maduro
da Fooseca, que partilhou com aquelle seu col-
lega, e com a mesma dedicacao o arduo traba-
Iho de sua cura, eterna gratido. Recife, 23 de
abril de 1861. Jos Baptista da Fonseca J-
nior.
AOS SENHORES
abaixo declarados pede-se o favor de sedirigi-
rem a ra do Crespo casa o. 1, a negocio de seus
interesses:
Antonio Francisco da Cunha.
Antonio Jos Mendes.
Antonio Pereira da Rocha.
Balbino Simes do Amaral Camillo Pessoa.
Francisco Goncalves Guimares.
Francisco Pereira de Barros e Silva.
Frederico Augusto de Lemos.
Dr. Felippe da Uotta Azevedo.
Jaciotho Luiz Guerreiro.
Joo Cancio Gomes da Silva.
JooMarinho Cavalcante de Albuquerque.
Jos Maria de Souza Araujo.
Jos do Uollaoda Cavalcante.
Joaquim Fedro do Reg Cavalcante.
Joaquim da Fonceca Soaresde Figueiredo Mello.
Manoel Cavalcante de Albuquerque Lins.
Manoel Correia de Brito.
Maooei Malheus Cavalcante.
UlicesCokles Cavalcante de Mello.
Vicente Farreira da Silva0
Forneiro.
Precisa-se de um bom forneiro para
Goianna : a tratar com Jos Duarte das
Neves.
lotera.
Acham-se venda os novos bilhetes e mein.
,ntn. v"? da lDdePendencia loja n. 22 do Sr
Santos Vieira, na ra Direita n. 3 boticV do S?"
Chagas, na raa da Cadeia do Recife n 45
dos Srs. Porto & Irmo.
dAmrdS a?darao impreterivelmente D0
Tiria oq5f "* Sr' ""Presidente da pro-
vincia se dignou approvar para a extraerlo rl.
oiKeS todq.uvil8upposlqSe "VKSpS"
Antonio Jos Rodrigues d Souza.
PLANO.
2600 bilhetes a 5*...-
Beneficio e sello de 20 por c'lo*.
loja
dia 4
Liquido.
nf.erade............ 5-000
1 Dito de .. 0An5
1 Dito de............."." S
1 Dilo de........
! Ditos de 1003........
de 40J........
de 20........
de 10.....;..
de 5........
13:0005000
2:600*000
10:400,5000
6 Ditos
15 Ditos
30 Ditos
572 Ditos
S
240,
300
300g
2:860
630 Premiados.
1970 Brancos.
10:400S00O
t
!
s
Lotera.
Pede-se aos senhores thisojaMro e cauteliaUa
das loteras da provincia, que ai paguem qual-
ia sabir ntf ttlhete inteiro de
da4., el. da 5." lotera
a_cidade de Olinda, que cor-
1 abaixo assignado, cujo bi-
Jos da Costa Pontea.
quer premio ai
a, S791 da 4*
de S. Pedro Mi
re hoja 24, san
Ihete fe] perdido.
glrmandade de Saota Cecilia
erecta na igreja de Nossa
Senhora do Livramento.S
De ordem da mesa regedora convido a
todos os nossos irmaos professores, para
no dia 25 do corrente s 9 horas da ma- 0
nha comparecerem no consistorio da M
mesma irmandade afim de reunidos em
mesa geral tratarmos de negocio de alta
monta relativo a mesma irmandade.
Jos Francisco de Araojo Lima,
Escrivo. m
9 8 9 988898 98
Pretende-se saber de Manoel Joaquim da
Silva filho de Joo Luiz. da Silva, naicido na
freguezia do Travanca lugar d'Orligoza bispado
de Lamego em Portugal,que foi estabelecido na ci-
dade do Recife por muitos annos com negocio de
molhados, e consta que 10 ou 12 annos se reti-
rou para o sorteo e que de novamenle viera para
esta cidade : roga-se a quem poder dar alguma
nformacao dirigir-se a Joaquim da Silva Castro
na ros do Crespo o. 8.
V ^^^-----
***> <^asaBaiBBlBHISjBJBJJBaB
i estuuaules do lercouo auno da (*-
cuidado de direito convidara aos seus col-
latas e amigoa do finado Joa Antonio
Goncalves Lima para assistirem na matriz
da Boa-Vista urnas missaa que tem de se-
rem celebradas pela alma do mesrao do dia
25 do correla pelas 9 horas da manha.
2600 Bilhetes.
N. B. As sortes maiores de 1:000 eslo su-
foiin'J."*d"con <:iei.-0 ihesoureiro, An-
tonio Jos Rodrigues de Souza.
99A/.prr(l\.1'aaDci0 d0 8Terno de Pernambuco
22 de abril de 1861.Portella.
Cooferido.Francisco Lucio de Castro.
89-988888888989888889
y dvogado Innocencio Serfico de 8
W Assis Carvalho declara que para os miste- t
res dasuaprofisso s pode ser encon-
9 trado em seu escriptorio, ra do Queima- &
d0 n- *f. das 10 1[2 horas da manha at I
da tarde, nao podeodo ser antes
I por estar oceupado nos trabalhos de
w sua cadeira no collegio das artes. f*
8 8888888888888888 8889
Na padaria da ra Direita n. 84, vendem-
se cylindros americanos novamente chegados,
para padaria, por prego commodo.
E barato que)
admira.
NA LOJA DO
E' capa.
Vende-se superior fumo de S. Flix
para capas de charutos finos, por ser
dos negosiantesBastosda Babia a
Ra do Crespo numero 8
I Baldes de 30 arcoa de madapolo e de
[ crochet a 4*500.
i Collarinhos de linho muito finos a duzia
1 5f e 6$.
Saias bordadas de 3 pannos a 29 e 2}5C0.
Ditas de 4 pannos a 35 e 3*900.
| Gollinhas bordadas muito finas al}.
Pecas de babadinhos muito finas com 3
e 1(2 varas a 11600 e tf.
ntremelos (a tir; a 160 rs.
Sedas de quadros o covado a I96OO.
Manguitos decambraia bordada a 18500.
Manguitos e uma gola bordada por 50
Chalys matisados a 500 rs. o covado.
Lanzmhas nuilo finas a 4C0 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 15$ e 254
Ditos de palha finiasimos a 28g.
Chafvs de louquim branco bordado a 20$.
Chapeos deso de seda inglezes a 12.
Cortes de vestidos de seda muito ricos
por precos muito razoaveis.
Luvas de pellica a XS500.
Vende-se uma mulata com as habilidades
de eogommar e cozinhar, e fazer todo o servica
de ama casa, e da melhor conducta que se poesa
enejar, com ma cria de 8 mezes, muito linda 9
espeita ; no pateo do Paraizo n. 16, por cima da
Bberna amarella.
Os abaixo assigoados scientifleam aoa seus
aevadores que o Sr. Antonio de Fariae de Bran-
oao Cordeiro, o encarregado e nico autorisado
para recaber coatas de ana casa.
., Camargo & Silva.
"-.. J?1:?' Da C^P^nga nova, qaaa mar-
gendo Capibaribe, un sitio eom una bella casa
e ardim : para ioformaces, na ra da Cruz n.
33, armazem aonde se vendo seso do Porto, e fe-
las da composico, compran libras storUoas,



>. QUA&TA FEai 14 Dg $ME DI 1861
()
DO
"1?. ^ l^^HSDl,
.owt.JED,C(IP*R1 >E Oriflftllt. *
3 Bt AI>AGLORIA, VS VDOTI \D*P3
CVlmieapoT ambos os syalemas.
O Dr. tobo Moscoso da consultas todos oa das pela manhaa, e de tardedepoisde 4
horas. u>ntrta partidos para curar annualmente, nio sopara acidado, como para o engentaos
a ouiras propnedades ruraes. e *
Oa hamadosdevem ser dirigidos i sua casa at a 10 horas da manhaa em caso
de urgencia aoutra qualquer horado dia oa da noite, sendo por escriptoem que se declare
o uome da pessoa, o da ra o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recite po-
dero remetter seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Crur, ou i loja do
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao pe da ponte velha.
Nesga loja e na casa do annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopatbieos ja bom conhecidos e pelos prejos seguintes: i
Botica de 12 tobos grandes...........I00t)b
Dita de 24 ditos.................189000
Dita de-36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos................. 25*000
Dita de 60 ditos...............- 809000
Tubos avulsoscada um.........: l000
"rcos d inturas. .:;.'........., 29OOO
'-1 Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr ,'tra-
dar ido om portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirnrgia etc.. etc........209000 .
Medicina domesticado Dr.Hering, com diccionario. 109000
Brtorio do Dr. Mello Meraes......... 6008
ARMAZEM PR0GRES80
DE
largo daPenlia
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barate que se achacom
um grande sortimento de gneros os melhores que tem vindo a este mercado por ser parte driles
vindos per cont proprio, vende-o. por menos do que em outra q.alquer paite.
Mfc*^s terfcl,~u -- -. -
* a mais cora-que ha no mercado vende-ae a 720 rs. a libra.
JESl%l Yly80,l ^ P1N5%* melh0tM ha enero 2500, 2S e
T9*m9Cj rs. a iioro.
^* uaitttillgO i ehegades'oeste ultimo ropor de Europa I96OO rs., em por-
cao-se ar algum abatimento. "^
libra recentemento chegade e de superior qualidade rende-se a 640 tt. a
vende-se a 1S&O0 rs. cada urna com
h .,.tM..i cins mtlh*a q boa qualidade a 640 rs. a libra e ioleiro se far algum abatimento.
S^J2?dm,% '*!!* UbtaS **-" entortadas cootendo
prop^^^^^ *
p^^ir*8 em Mitt8 cm u ,ibr '-*- *-
' ___ f3i a mais ex>va que ha ao mercado,-vende-se nicamente no r-
mazermprogresso a 39000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra. ".auieiuo oo ar-
Ameixas franeezas, AQOn a libraem p0rcSose far.igum abamenl0>
lalas eom bolaeViVaVias de soda
difierente. qualidade..
  • ***. ^01liate ltaide.i libra, a mals noa que ha oo mercado a 909 re.
    P eras soeeas em C0Bd6C de 8 Uhru por 3i>500 a leUlh0 ^ m M a libr
    Conservas tranceza s e inglezas
    das em diroitura a 800 rs. o frasco.
    Aietria, macarrao e ta\uatim *, Iihr.
    roba por 8*. m "' Ilbr* em cma de""" ""
    Pa\Uos de dente Visados... ,l
    _ w *-.vo em molhos com 90 maciohos por 200 rs.
    T oueinno de lAslioa n .,.
    a arroba a 9$. -w* o maisnoy* que ha no mercado a 320 rs. a libra-em barril
    " "o noo Tondo-se para acabar 400 rs. a libra,
    a libra. flM h* de kom #esle geMro P*r erern .muito noros a S40s.
    Banaa de pareo reuaada a
    460 rs. a libra em barril a 400-rs.
    Laias eom neixe de nosta... *
    .. r.. .ia a a preparado da melhor auoeira poasivel das melho-
    uLqc?^dad88,df P6IX0 queh,S5 Portual SO0cada urna, assim comT.tem aalm.o^
    cerVeU^ diUa S2Sf-1,,n,BU,dera0 ^ix' chMnPQhe da* m.is acreditadas marcas*
    ifil.i < """"luino de zara, licor fraocez de todas as qualidades, azeite doce du-
    iwrataa^ utroa mwtos teneros que ncootrario tudo e superiorualidade.
    COPSULTOWO ESPECIAL H0PATHIC0
    DO DOTO*
    ^ SABINO 0. LV PJftttO.
    Ra de Santo Amaro (Mundo
    No*)gj,-6.
    Consultas todos os das uleis desda as 10 horas
    at meio dia, acerca das seguintes molestias :
    lofeitiaa das mulhiret, molestias da erian-
    fo*, mt-Iuliai da ptlle, molestias don olhos, mo-
    lestias syphiliticas, todas a especies d ftbres,
    febres intermitientes esuas consequencias,
    PHARMACIA ESPBCIAL HOMEOPATHICA.
    Verdadeiroa medicamentos homeopatbieos pre-
    parados som todas as cautelas pecessariss, in-
    talliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
    em glbulos, pelos precos maia commodos pos-
    sires.
    N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
    nicamente rendidos em sua pharmacia ; todos
    que o forem (ora della sao falsas.
    Todas as carteiraa sao acompanhadas de um
    impresso com um emblema em relevo, leudo ao
    redor aa seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
    Pioho, medico brasileiro. Este emblema posto
    igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
    de. As carteiraa que nio lerarem esse impresso
    assim marcado, embora tenham na lampa o no-
    mo do Dr. Sabino sao falsos.
    Dentista de Pars.
    15Ra Nova15
    Frederic Geutier, cirurgiiodentista, faz
    todas as operaces da sua arte e colloca
    den tes artifieiaes, todo com a suporiori-
    dade e perfercio que as pessoas entendi-
    das lbe reoonhecem.
    Tem agua e pos demifricios etc.
    8
    Algo-ma senhora de idade que queira aca-
    bar de ensinar primeiraO letras a uma menina,
    dando licoes diariamente, e morando com a fa-
    milia, mediante boa paga, dirija-se a ra da
    Praia n, 49, que se lhe inculcar com quera dee
    tratar.
    Aluga-se um sitio em Bem-0.ce, margem
    do Capibaribe, com casa para familia, quarto pa-
    ra escraros, e estribara ; trata-se na ra Real
    numero 1.
    cal-
    as mais oras que ha por serena in-
    mai6*lra que pode haver no mercado vende-se
    Cura certa das hidropesas.
    ^!im?M"4'^MPx,0^nt^ de Sergipe e Alagos ora
    mpregado pelogomuio em poca, epidmicas, o ora exerceodo a medicina em diversas locaUda-
    4ea.-iui eipenmeataado suplanta, do paltem muitas molestias, admimslrando-a* enidSS ti
    reusadoentesC0,D """^ *""" fn"la' ""** ,"PW COm "rl C p!"udic1. *
    Ventre o numerle molestia., que tire de tr.ur, uma clsue me mareceu muita altenr^
    XSVehq;d?oCpe.r *'"*">* PeU morUlid.de que Ip^enff JLuVasse^
    Xi de tratar de muita. bvdropea., por lodosas meios conhecidos, mas os resultados nan
    correspondum a minha .eclMUTa ;-toado porm conbecimeoto de ama pl^'a. que haVia nroSu
    dundo bon. resallados em algoos casoa.tratei de e.todar o. seue effeos J, rerado ttre o nr.
    zer de rer He ella Soado.poi. as bydropoafu. qur acti*ar qur paasira. do numero das molestias mais terrireis
    que affeetam a nossa popaiacao o que .grande numero de victimas ha feito em lodos os temos
    julgo ter presado um grande Mrrieo a hum.nidade coa a descoberta de um agente o poderoso
    ^ue nenhuma s vez me tem falaado. amda mesmo nos caaos mais desesperados Pw">ao,
    Na ascitis hydrope.ia de ontr<) costa mam extrabir o liquido por meio da punecao mu o
    Intuido que se exirahe nao a cu., da bydropesi., ello a coaotitue a experiend. teSm mo^.do
    que a oxtraecap do liquido que coostUne a asciti. um meio paltiatiro com o qual d-sTem Verde*
    de aEum all.vio ao doente. mas Mema m, 0 seu estado / por quanto sempre ou quasi sempre
    exlhir "prodazeom "u" ' O artista americano
    O artista americano
    O artista americano
    O artista americano
    O artista americano
    Tira retratos por^
    Tira ratratos por 3$
    Tira retratos por 3
    Tira retraeos por 3
    Tira retratos por-3
    Tetado rece b i do um sor t ment de
    xinhas novas
    Tetado recebido um sortimento de cai-
    xinbas novas
    Toodo recebido um sortimento de cai-
    xinhas novas
    Tosido recebido um sortimento de cai-
    xinbas novas
    Teado recebido um sortimento de c
    xinhas novas
    Teado recebido um sortimento decai-
    xinhas novas
    No grande salao da ra do Imperador
    No grande salfio da ra do Imperador
    No grande salao da ruado Imperador
    *o grande salao da ra do Imperador
    No grande-slaoda ra do Imperador
    No grande-sal9o da ra do Imperador
    A. W. Osborn, o retratista america.
    no tem recentementerecebido u*n gran-
    de evariado sortimento decaixa,qua.
    dros, aparatos cbimicos, e um grande
    numero de objectos relativos a arte-
    Como tambero -um grawde fornecamen-
    to de caixas paca retratos de 3#006 rs-
    cada um, as pessoas que desejarem ad-
    quirir onhecimentos pratees na arte
    de retratar acharSo o ahaixo assigndo
    sempre prompto sob condicoes muito
    razoaveis.
    Os ca*alheiroeenboras So convida-
    dos a visitar estes estabelecwaentos, pa-
    ra examioarem os specimens do que
    cima fica anunciado.
    Mudanca de esta-
    v?r!l ae"PM f*?"8 W1*?! 4* Uf* da.uma *kera H particularmente do baco.
    n.r. .%>. ugUr tMt;!ne?l0Jd" fc/drope^la. pelo DOro .gente, que nao receio em offerecer-me
    Fa, 22 S:^00 a****9 de nad*'?*" ao at9 de D flc" dete curado, seja qual
    S mi? ?n, LhiC0Ma.de8e| ?U^aeaoet de8te rttMiio 8eJa "P"'do pelo, mdicos ped
    ao lln. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho. para se prestar a inspeccionar o. meo. doentes
    ao que loaoio. e por cujo motivo lbe tributo o meu rincero agr.decimento aoenie,
    .^**-" "".'V M quizoraproveiUr dos mea. traeos .arrieos se digne de procurar-me em
    miaha casa, ra da Roda n. 7, pnmeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino
    .________ Jos* Uva Tenorio.
    belecimento.
    Jos Moreira Lopes .isa aos seus amigos e
    freguezes desta e de utras proiocias, que mu-
    dou o*eu estabelecimooto defazendas quetinha
    no sobrado amarello da ra do Quoimado. para a
    loja e armazem quefoidos Srs. Santos & Rolim
    onde tem o mais completo e arfado sortimonto"
    de fazendis de todas as qualidades para vender
    em grosso e a retalho por pregos muito baratos
    ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, o ra
    do Imperador, outr'ora ra do Collogio, sobrado
    de um andar n. 86.
    COMPANHU DA VA FRREA
    DO
    Recife a Sao Fraocisco.
    Ilimitada.
    Uniln?ur.0kTiMawrUd*dM 'nsser regu-
    lad. pela tabella M-guinte :

    a
    ce
    3
    9
    ce
    a
    a

    H
    s
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    3SS3 I^SS ISS2
    e
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    a
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    tu
    S^S l3
    2 ?** irt -
    o
    Atttjnco.
    alheus Jos de Soul* GuimlrSs faz sciente
    ao respeitavel publico e com especielidade aos
    seos numerosos freguezes, tanto da pra^a como
    do mato, que mudou a sua officina^ de reiojoeiro
    para o pnmeiro andar da casa o. 8,da mesan
    roa da Cadeia do Recife, aonde coDtiDu a traba-
    lbarna mosma proflssao com a malorp%fejso o
    promptidio possivel.
    i /m^ VIUV tWU Wc.iW USVoloWSe
    Consultas medicas.
    Serao dadas lodos osdias pelo Dr. Cos-
    me de Si Pereifa no seu escritorio, ra
    da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
    d. manhaa menos aos domingos sobre:
    1." Molestias de olhos.
    .* Molestias de coracio o de peito.
    3. Molestias dos orgaos da geranio e
    do anus.
    O exame dos doentes ser feito na or-
    dem de sujs entradas, comegando-se po-
    rm por aquelles que soffrerem dos
    olhos.
    Instrumentos crmicos, acsticos e p-
    ticos serio empreados em suas oonsul-
    ta;des o proceder com todo rigor e pru-
    dencia para obter certeza, ou ao menos
    probabilidade sobre a sede, na'lureza o
    causa da molestia, e dahi deduzir o plano
    de Ira-taraento que deve deslrui-la ou
    curar.
    Varios medicamentos sero tambem
    empregados gratuitamente, pela cer-
    teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
    promptido em seus effeitos, e a necessi-
    dode do seu emprego urgente que se usar
    delles.
    Pralicar ahi mesmo. na em casa dos
    doentes toda e qualquer oper?co que
    julgar conveniente para o restabeleci-
    mento dos mesmos, para cujo fim se acha
    prvido do uma completa collecgao de
    instrumentos indispensave ao medico
    operador.
    Vendas.
    gS^S
    se:
    etn
    '-'S
    "999 n
    I
    3
    ee
    * o
    a
    . o
    o
    n-"--^ O t- O ,2
    B-t- O >-t> c C-C3 c o
    AssigndoB. Bramah,
    fiuserin tendente.
    Aluga-se o primeiro andar e loja
    do^ sobrado* de 4 andares no becco da
    Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
    to a. 5.
    Para uma casa
    franceza.
    Precisa-se de uma escrara que saiba engom-
    mar-, coser, o fazer todo o serviro de uma casa
    de pouca familia, e que seja flete diligente, a
    mesma casa precisa-sede um escravo para o ser-
    vico de cazioha : quem tier pode dirigir-se
    ra do Imperador n. 27 confroote a orden) ter-
    ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
    tas, das 9 horas da maoha s 4 da tarde.
    M. J. Leite, roga a seus deve-
    dores que se dignem mandar pa-
    gar seus dbitos na sua loja da
    ra do Queimado n. 10, enten-
    H tendo-te paia esse fim com o seu
    procurador o Sr. Manoel Gomes
    H Leal.
    Obacharel WITRUV10 pode ser
    procurado na rna Nora n. 23, primeiro
    andar, do sobrado da esquina que volta
    para a Camboa do Carmo.
    MeieeeeeKMs 9&m 9m&&mmm
    i Medico.
    *P O Dr. Americo Alvares Guimares faz
    jjg publico que est residindo na ra da Cruz
    g n. 21, onde d consultas e pode a qual-
    8quer hora ser procurado para o exercicio
    de sua proflssao medica.
    OTM
    TABAC
    Oposito das manimfaeluvas impetiaes deram^
    rAl^i^^aTa*!>m0 MMe ^0,it*do direuiiamito na roa Nova n. 28, ESQDf A DA
    Sn f?^ CARMO, o qual se .ende por maoos de heetogramos a 1000, e om poreio de
    10 ftao-ntro cima eom oeoeonto do 9b por ceptP i o mosmo wtaWeciowr, WMftmbwn
    p ?mmm papel de liobj) para cigarros.
    Jchegou o prompto al-
    livio.
    Bem como os eutros medicamento, dos cele-
    bres Dr. R.dw.y & C. de New-York. Acham-se
    renda na ra d. Imper.triz n. 11. Tambem
    chegaram nstrucce completas par. se usarem
    estes remedios conteado um ndice onde se no-
    de procur.r a molestia que se deseja curar oa
    quaes se reodom a 1,000.
    Agencia dos fabricantes americanos
    Grouver & Baker.
    Machinas de coser : om casad o Samuel P
    Johston & C., rna da SenzallaHora n. 52.
    Na livraria n. 6 e 8 da praca da
    Independencia precisa-se fallar ao Sr.
    lisse Cokle* Cavalcanti de Mello.
    N'um engenho distante do Recife 6 Jegoas
    Brocisa-se de um mo$o oltoiro que lenha as ha-
    ilitacde. para eosioar com perfjicao aa lioRuaa
    portagueza, franceza o latina ; o ao a estes co-
    nheclnionto. reunir o. de musicu e de pi.no, pa-
    '* ^r.'waior ser o ordenado: quem o pro-
    Us&.S11*'- ^P'0",0 d Sr. Octarfano
    de Souza Franca, roa da Apollo a. 30, que cha-
    trata
    CONSULTORIO ESPECIAL
    H0ME0PATIIK0
    DO
    DR, CASAXOVA,
    30-Raa das Cruzes--30
    fie.te consultorio tem sempre os mais
    aoros o acreditados medicamentos pre-
    paedos em Paris (ae tinturas) por Ca-
    tellan e Weber.por presos razo aris.
    Os-elementos dehome-opalhia obra.re-
    comanendada intelligeoeia de qualquer
    peasoa.
    A luga se a loja do cobrado da
    ut da Imperatriz n. 38 i a tratar na
    mesma ra n. 40.
    Attenco.
    Nio toado os deredore. do casal do finado Joa
    Taars Cordeiro prestado atteo;ao ao annuncio
    gue em data de 12 de noembro prximo passado
    uzeram os administradores do dito casal, e tendo
    o Jllm. Sr. Dr.juiz do orphaoa concedido somon-
    te mais tres mezes para HquidacSo, os mesmos
    administradores ptevinem aos deredores do ca-
    sal, que aquelles, que no prazo de 8 dias nao
    realisarem seus dbitos, sero coagidos a faze-lo
    pelos meios que s lei faculta. Recife 20 de abril
    de 1861.
    Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
    n. 20, roga as pessoas que tirerera em sua mao
    relogios para concertar muito tempo, o faror
    de irem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
    contar desta data, prevenindo tambem s pessoas
    que teem feito troca de relogios, deixando sig-
    na!, que. se no prazo referido os nao forem bus-
    car, ser reputado nullo qualquer negocio feito
    e nenhum direito haer de reclamaren): rog
    juntamente s pessoas que tierem objectos de
    aro em sua mo sem juro algum, o faor de i-
    recn retira-los oo prazo cima indicado, do con-
    trario serao Tendidos pela importancia do que se
    aeharem a derer. Recife 10 de abril de 1861.
    --_ Luigi Lorenso Faro, Italiano, ai ao Rio de
    --- lo dia 14 do correnle ausenlou-se do paleo
    do Carmo n. 5, 2o andar, o escravo Jos Manoel
    de nacao Costa, idade 35 annos, baixo, corpo re-
    gular, iem om dos dedos do p encostado ao m-
    nimo, _um pouco eleanlado, muito conhecido
    qui: jpertenceu ao Sr. Jos Victorino de Pai-
    ra, suppoe-se andar trabalbando na conduco de
    carao de pedas, onde sempre trabalhara : quero
    delle soubor appareca no lugar cima, queseVa-
    .lificar geaorosamenle.
    ttS9 $$.
    JOIAS.
    Prcisa-se alugar ama preta para tender na
    ra, tnaaoj. Ool: ni ra da Palma*. 74.
    -.r.S!,"**pi: m? odo urna sala e
    irre o
    Boa-VUta; tr.Ur na roa do 0u"
    na
    loja
    Joaquim Monteiro de Ohreira Guimares com
    loja do ounres na roa do Cabug n. 1 A, partici-
    pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
    geral.que ae cha sortida da. mais bollas edoli-
    cadaa obras de ouro o prata, o qoerendo acabar
    com o negocio, est resolrido a render mais ba-
    rato do que em outra parte, garantindo as ditas
    obras, pascando conta com recibo, declarando a
    qualidade, e eompra oa troca obras relhas, pa-
    gando o ouro por mais do qne em outra parte
    a:~~, precs- de uma ama que saiba fazr o
    diario de uma casa ; a tratar na rus larga do Ro-
    sario n. 18 no segundo andar. Na mesma casa
    tem para alagar om negro moco proprio para
    qualquer Berir,o. H
    Quem precisar de um caixeiro portugus,
    que enfeude de loja de fazendas, dirija-se ta-
    fSSs 28. C*n"' ",Ua' d* rua "^
    Da casa do bixo astgn.db fogio no dis
    U a .cnorrente eecrar. Igoacla, cabra, de
    r?.f LI2fc.fM",*> '!* estatura
    regalar, cabe! <8m
    falla como quem tem 1 ente*, porosa
    grosm, pea regul.roav 1 HL de
    ej sos^^^Bilv
    ^^BwJOp.do.
    I STAHL C.
    RETRATISTA DE S.M. 0 IMPERADOR.
    J Roa da Imperatriz numero i \
    (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
    Retratos em todos es-
    5 ty\a e tamaitos.
    | Pintura ao natural em
    { oleo e aquarella.
    2 Copias de daguerreo-
    tyno e outros arte-
    % actos.
    | \mbrotypos,
    Paisagens.
    $
    Holel Trovador,
    rua larga do Rosario n. 44.
    O dono deslo estabelecimento contina for-
    necer comidas para fra.
    Vendem-se arios objectos de mobilia de
    amarello, tudo em bom uso, proprio para mobi-
    liar uma casa de homem solteiro ou de pequea
    familia ; a tratar na rua larga do Rosario n. 9.
    Cana e milho.
    Vende-se cana engarrafada 240 ris,-e milho a
    200 ris a cuia ; oa traveasa do pateo do Paraizo
    o. 1618 cas. pintada de amarello.
    Charutos k Havana
    a 8,000
    Superiores charutos de Havana, vende-se por
    88000 o cenlo, no armazem de Francisco L. 0
    Azeredo, i roa da Madre de Deus o. 12.
    1TOMS
    baratissimas.
    Na loja. de fazendas que se est
    liquidando.
    Rua do Cabug o. 8.
    &^* Burgos Ponce de Len, liquidatario da
    extiocta firma de Almeida & Burgos, vendeodo
    todas as fazendas existentes na loja da rua do
    Cabug n. 8, por moito menos de seu cusi, para
    pagamento de seus credores. ende anda por
    menos as miudezas em razio de nao serem ellas
    proprias do uma loja do fazendas':
    Fitas de seda sarjada de bonitas cores para cin-
    tos, enfeites de chapeos para sanhora e para
    cinteiros de meninos de peito, que geralmente
    se vende a 2$ a vara, vende agora a vara a
    800 rs.
    Ditas da mesma qualidade estrellas a vara a
    120 rs.
    Franjas de seda pretas como de cores a vara a
    260 rs.
    PeQas de bico francez muito fino cada pega a 800,
    t, lc200, 19600, 29. S&iCO. 3$, 3#200 e muito
    largo a 4, -19500 e a 5.
    Ricos de seda branca para enfeites de chapeos
    para senhora, come para vestidos de noivas a
    200 e 24.0 rs. a vara.
    Aberturas, ara camisas com punhos e colaricho
    a40Qrs<7
    Sapalinhoa para meninos de merino bordados
    a 19280 rs.
    Bonets ouvados para menino a I56OO.
    Bonets francezes pretos para menino, muito fi-
    nos a 29560 e a 39.
    Enfeites de flores o com fitas franeezas para se-
    nhora a 39, 49 e 59.
    Enfeites pretos de vidrilbo para senhora a 2fi a
    a 290OO. *
    Luvas de pelica de Jovin para senhora a 800 rs
    o par.
    Toucas de la para menino de peito franceza
    a 800 rs.
    Ditas de fil de linho para dito, francezes a 19
    Ditas franeezas de 15 para senhora parida a 29500
    Duzias de meias grossas do Porto para homem
    a 1J600.
    Ditas de meiaaciuas para homem a 29500.
    Ditas de meias brancas finas para homem a 39.
    Ditas de meias pioladas para dito encorpadas a
    2$500 e a 39.
    Ditas de meias pintadas para meninas a 39.
    Ditas de meias brancas finas para meninas a 49.
    Ditas de meias brancas para senhora a 39500,
    49 e a 59.
    Meias pretas para senhora a 200 e a 400 rs
    cada par.
    Meias de la preta para padres a 39 cada par.
    Ditas de seda preta para homem a 29560 e a 39
    cada par.
    Ditas de seda preta para senhora a 29 e a- 3
    cada par.
    Ditas de seda branca para senhora a 29500 e a
    49 cada par.
    Luvas brancas de algodio encorpadas e linas a
    240 e a 300 rs. cada par, comprando-se a du-
    zia a 29500 e a 39.
    Pentes'de tartaruga muito finos a imperatriz a 89.
    Caixos de flores francezes a 500 rs. e a tt cada
    caixo.
    Carteiras com charuteiras que por ahi se vende
    por 49 a 29.
    Bonets francezes para homem a 19.
    Grvalas de cassa de cores seguras 240 rs
    Camisinbasde cambraia par. senhora a 19
    SinturSo de borracha para segurar as calcas a'
    2uu rs*
    Chicote, para montara a 640 rs
    Bengalinhasa 700 rs.
    Thesouras a 60 e a,80 rs. cada uma.
    Sabonetes a 60 rs. cada sabo.
    Comestique ou pomada franceza para alisar
    bellos a 60 rs. cada pao.
    Botes de vidro lapidado para casaveques a
    rs. a duzia.
    Banha franceza. essencias o espiritos o-tudo mais
    quanto de perfumaras por precos desgraca-
    dos, como outros muitos objectos que nao
    possivel annunciar-se de uma vez.
    nr Nf- ta.bfrna da r"a Nova n. 50. pelo dono
    querer liquidar sua casa, est vendendo por me-
    lado de seu valor um sortimento de vinho engar-
    omo0 ,68,nn08 pel PreSde80. !
    Dito Muscatel 900 rs. a garrafa.
    Bordeaux a 700 e 800 rs.
    Marrasquino a I928O e 1S600'
    Coohaque a 800 e I9.
    Licores Onos a 2g.
    Champanha a 1}800. r
    Cerveja em duzia a 4J800 o 59.
    Garrafa a 500 rs. ^^
    Latas deervilhasa 660 rs.
    Conservas a 400 e 600 rs.
    Pomada era porco a 280 rs.
    asimos!0' muUS gener8 qoe 8e "nden> ara-
    ca-
    100
    Fazendas baratas.
    da rua do Queimado n.
    rs. o covado, chitas fran-
    Na loja de tres portas
    09, chitas de cores a (60
    cerno fin,o cten\ .-w. """ cunas iran-
    .r, 50V'r'' bn" brauco fln a 19500
    a vara, algodao branco, duas larguras a 5fiO
    ln\\VJ?el[a> de Caa11emira e8Cura gravaus
    I IPIffllIKgM
    Rua da Crespo n9 8, loja
    de 4 portas.
    Com pequeo toque de avaria
    f-3*'dl.lM d ""odaoznho americano com 14
    ZXlV^f ^ 500 o 39500 limpo, chitas
    irancezas. lindos desenhos o cores fizas de 240 o
    260 rs., cambraias miodinhas a 240 rs. o covado.
    Ol que pecbincha
    Paletots de flnissiraas caaemiras de lindas co-
    res, claras e escuras, forrados de seda a 189 cada
    rfm;.C.." de """ir8 preta fln e ditas
    decasemiradocor a8#: rende-so na iua Nova
    n. 42,dofronle da Concedi dos Militareis
    4 360 rs. o par
    Na rua do Trapiche Novo n. 42. compra-so 5 v M'hUres-
    moeeas de ooro de qualquer qualidade. ..~-??' uin oorado de um andar
    Compras.
    ..7JL,nAaioaw, *:Jno lufr. dirigir-
    se reparticao do crrelo afim do salisfazer o m^
    porte o seguro que tez para o Rio de Janeiro.
    SES6 ? CaP'MIta No". i"" '* mar-
    gem do capibaribe, um sitio com uma bella ca-
    7ftmpr,ln"8e Scr"o do sexo masculino de
    ratjx n'S0?' eabra ou oer< na rua dalmpo-
    Compram-se es-
    cravos
    e ambos os sexos o do toda idade, tanto
    bairro do Recife, na rua da CJuz
    sito no
    0.61, que faz
    quina para o becco do Abreu; quem o qoizer
    comprar, entemla-se com Beroardino de Senna
    Das, na Boa-Vi*la, rna do T.mbi o. 1.
    Attenco.
    Vende se una cabrioha de 20 annos, boa en-
    gommadeira e coslureira, acoslumada a todo ser
    vicodooalaoarealir senhora., com um fllho
    mulatinho muito esparto de 4 naos ; a ro-loa


    ()
    ftURlO A ti MIAM9U0O. CUARTA rXHU 94 M ABRIL DI 1M1.
    Vende-se Dina escrava parda, do, idade 30
    anuos, habiiiada em todos os trabalhos de urna
    eaaa da familia, coro 2 filbos, 1 de 4 anoos, e ou-
    1ro de 10, e sosa nenhum defeito, o que se garan-
    te ao comprador, a qoem dir-se-ba o motivo da
    renda : a tallar na roa. do Hospicio n. 3.
    Contina a liqui-
    daco
    da loja de fazendas
    Ra do Cabug n 18.
    A' diaheiro.
    t^* Burgos Ponce de Lew, liquidatario da
    extincta firma de Almeida & Burgos,- tendo de
    acabar com este estabelecimento, para de seu li-
    quido pagar aes credores 4a-masas, ba decidida-
    mente reaolrido a fazer urna verdadeira Califor-
    nia de todas a faseodas com grande abatimento
    de seu cusi, sendo que, alm das que restam j
    annunciadas, expde mais as seguioles :
    Chapeos francazes finos para senhora, nao
    a6 de fil-corno de seda, de lindas cores, enfeita-
    dos com filas o flores finas, bicos- de Blond e vi-
    drilho, dado-se para os chapeos seus respecti-
    tos veos de fil de seda, bordados que se ven-
    den) os que custavam I29OOO por 5900J, os de
    l*S0OO por 63080, os de I89OOO por 8000, os
    de 239000 por 13900011!
    Sahidas de baile, forradas al de seda,- psra
    senhora, que se vendiera por 309000, vende-se
    por 6t00 e 10*0001
    Brim setim ou brim de puro hnbo e seda
    trancado finissimo, de listras e de quadrinhos de
    cores seguras, ptimo e de muito goslo para cal-
    as, colleies e palitos, que geralmente se venda
    sem>egufldo.
    800
    600
    880
    180
    200
    560
    500
    400
    480
    4SO0O
    85000
    II9OOO
    890OO
    3S500
    800
    a I96OO cada corado, rende-se a .
    Corles de colletes de fustao a 500 e a
    liaze de seda pura, de lindissimas co-
    res para resudo de senhora e c-
    ralo a ........
    Siseados escossezes de cores fixts para
    restido de senhora, o corado a .
    Brimzinho de linho para paletos e cal-
    gas, para andar por casa, como para
    roupa de meninos, o corado a .
    Organdis ou cmbralas muito finas, de
    riqusimos padres, para vestidos
    de senhora, o corado a 280 e a .
    Tafel de cores, o eovado a .
    Fusto de muito bonitos padrees miu-
    dos para restido de senhora, o co-
    rado a :.......
    Fustao alcochoado de riscadinhos para
    paletos e calcas, o corado a .
    Casaveques, capas e jaquetiohss de lia
    para menino, sobre tudo para a pr-
    senle estaco iorernosa, a 1:600,
    2:000. 2:500. 3-O00, a.....
    Cortes de calcos de meia casemira, e de
    casemira de cores claras escuras,
    Cada corte a 2:880, 3:200, 4:000,
    5:000, 6:000. 7:000 O.....
    Corles de caigas de casemira preta a
    7:500 e a.........119000 6
    Chapeos pretus francezes para horneo),
    de milito fina massa, e da ultima
    moda que se rende geralmente a U)$
    Pr............
    Chapeos de palha para homem a Tam-
    berlick a..........
    Chapeos de palha para artistas a .
    Calcas feilas de casemira preta e de cores, colle-
    tes de todas as qualidades, paletos fraocezes,
    de casemira e de oulras qualidades, seroulas,
    camisas de meias, de linho, gravatas de seda,
    velludos, sedas, pannos fios azues, verdes,
    pretos ; setim de Macau preto, meias para ho-
    mem, senhora e menino, e mil oulras fazendas
    baratsimas, que se nao pode annunciar de
    urna vez.
    E aproveitarem-se, antes que desappareca a
    crise ci mmercial
    Boiis escravos a venda com
    habilidades
    3 bonitas escraras de idade de 15 a 20 anuos,
    urna ptima quilandeira, lavadeira e cozinheira
    por 7509, 1 escrauo sem vicio por 1:200$, 1 mo-
    leque bom cozinheiro, 1 escrava cozinheira por
    6509: na ra de Aguas-Verdes n. 46.
    Na ru 1 larga do Rosario, passaodo a boti-
    ca, a segunda loja de miudezas n. 98, tem para
    vender em cunta seda frouxa para bordar a 120
    rs. 3 meada, retroz de lo Jas as cores, bolees de
    seda pretos para casaca a 20 rs. e muilo finos a
    40 rs., capachos comandos para beira de porla,
    ditos redondos para meio desala, caixinhas com
    apporelhos de chumbo para almogo proprios para
    meninos brincar, peonas de ayo ponta de lenca a
    500 rs. a caixa muilo finas; linhas de peso de dif-
    ferentesgrossuras a 120rs.a meada, gravatas de
    seda muito finas e muito estrellas a 19400 cada
    urna, alfinetes de roda a 40 rs. cada urna roda,
    cartas do mesmo, cabeca chata a 160 rs. cada urna
    caria, lonetas deumedous vidros muilo finos
    arcos e muilo barato j, laas para bord*r a 69 a
    libra, boles pretos dt* lioha para palelot a 18500
    a groza, ditos a.lJ200, ditos muilo finos a4000
    de roda de velludo, penles de tartaruga a 59, t
    129,169 e 249 cada um muito finos, froco de to-
    das as cores a 500 a pega.
    Na ruado Queimado n. 55, loja de miuazae,
    esta queimando oa aeguintes rogos abaixo da-
    Miwdes, todM aamiudeoa esli perfeitoe, ea
    proco eonrida :
    Caita ttaeolebetoi 1 40 rs.
    Carteede ditos a 20 rs.
    Groza de peonas de ac muito finas 500 rs.
    Charetos multo finos, caixa com 0029500.
    Groza de bolees de louca a 120 rs.
    Carretel de linha com 100 jardas a 80 rs.
    Bules com banka muito fina a 320 rs.
    Dito dito dito a 500 rs.
    Baoha em lata com 1r2 libra a 500 rs.
    Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
    Caixas com brelas muilo novas a 40 rs.
    Ditss com phc sphoros especiaos e melhor que
    ha a 160 rs.
    Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
    Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
    Pecas de franja de l&a muito bonitas cores t
    800 rs.
    Duzia de saboneles muito finos a 600 rs.
    Iscas para acender charutos a 60 rs.
    I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
    Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
    Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
    Pares desapatos de tranca de algodo a 19.
    Dilos de la para meninos a 200 rs.
    Frascos de macass perola a 200 rs.
    Ditos de oleo a 120 rs.
    Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3$.
    Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
    Massos de grampas finos a 40 rs.
    Caivetes de aparar penna a 80 rs.
    Tesouras para unhas e costura muilo finas a
    500 rs.
    Pegas de tranca de la com 10 varas a 320
    Escovas para denles muito finas a 200 rs.
    Cordn imppri fino a 40rs.
    Dito grosso a 80 rs.
    Cordoes para espartilho a80rs.
    Caixas para rap muito finas a 19*
    Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
    Linha de marcar (novello) 20 rs.
    Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
    Relogios.
    Vende-se n case de Jeanmen 1W 4 C.,
    ra do Zigano a. 3 Wto iinammii da
    relogios de ouro, patente ingln, 9a nados mais
    afamadoi labiiemrtu da Liwqwel; Mobem
    orna variedad* bonitos toammliDs para oa
    APRIMAVERi
    |l6-Rna da Cadeia do Recife-16
    LOJA DE MIUDEZAS
    DE
    Fonseca< Silva.!
    Saias bordadas para senhora a 29
    urna, peitos para camisas a 29 a duzia,
    uentes de tartaruga a imperalriz de 5$,
    pS. 7$ e 8$ um, enfeites de ridrilhos
    pretos e de cores para senhora a 19800
    um, pegas de froco com rame a 200
    rs. a peca, fitas de velludo preta a*800
    19 e 19200 a pega, essencia de sabio a
    19, superior oleo para tirar caspzs a
    19280, espelhos dourados a 800 rs. a
    duzia e a 80 rs. cada um, peotes para |
    atar cabellos a 1500 a duzia, cartas Wft
    francezas finas a 35 a duzia e a 320 rs. jgg
    o baralho, ditas portuguezas a I98OO a Tg*
    duzia e a 200 rs. o baralho, caivetes g
    grandes para fruclas de 39 a 89 a duzia n,
    o de 320 a 800 rs. cada um, ricas caixi- Fi
    nhas com espelhos conlendo perfuma- |
    ras proprias para toilete de senhoras a fl
    59, 69e79 cada urna, arbolas douradas >
    a I9500 a duzia e a 200 rs. o par, dados [<-j
    a lgfjOO a tala, penles finos para barba r*
    a 400 rs., agulheiros com penas de ago v.'
    a 80 rs. colheres de metal principe para j) t
    terrina a 29 cada urna, para cha a 29 a /g-;
    duzia e para sopa a 49500, pentes de W'
    bfalo amarellos para alisar a 400 rs. f?k
    cada um, dilos para bichos de 240 a 320 ? _.
    rs. cada um, tirelas para calca a 800 rs. g
    a duzia e a 80 rs. cada urna, boles de gy
    madreperola para abertura a 480 rs. a &"
    duzia e a 60 rs. cada uno, ditos do osso V-''
    a 240 rs. a duzia e a 40 rs. cada um, di- Wk
    tos de louca a 160 rs. a duzia e a 20 rs. m>
    cada um, ditos de phanlasia a 320 rs. a t"
    duzia c a 40 rs. cada um, alfinetes Se (j)j
    cabega chata a 100 e 120 rs. a carta, {jgrt
    suspensorios finos a 5C0 rs. o par, pin- ffp
    ceis para barba a 400 rs. a duzia e a 40 <<
    rs. cada um, tesouras para costura em (
    carteiras a 19 a duzia, sitaos de borra- K?
    cha a 320 rs. cada um, caixas de bfalo ?(
    para rap a 900 rs. cada urna, tranga de <
    carocol a 60 rs. a pega e a 600 rs. o prav
    masso, agulheiros de osso a 40 rs cada r' um, pentes de baleia a 240 rs., sabone-
    les para barba de 60 a 200 rs. cada um,
    linha fina para marcar a 300 rs. a cai-
    xa, colheres para cha de 320 a 400 rs. a
    duzia, BUs de linho de todas as larguras
    a 480 rs. o masso, e muitos outros ob-
    jeclos por pregos os mais baratos do que
    em outra qualquer parte.
    CENTRO COMERCIAL
    ARM1VZEU DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
    DE
    Sme Leopoldo Bourgard
    CliarUlOS SUSpirOS da Bahia, e grande deposito de superiores charutos do Rio d Ja-
    neiro por conta da grande fabrica dos Srs Domingos Al ven Machado & C, rendeudo-se em
    porc e a relalho, alm disto tem seoipre grande sortimento de charutos mamlha, havau,
    suissos e hamburgo.
    CharUlOS SUISSOS a 30J o milbeiro, fazenda superior e que se venda a 459.
    ClgarrOS de papel e palhade milho, de papel grosso, de linho, de seda, arroi, pardo e
    hespanhoes sendo de superior tibacodo Rio, vende-se em milheiros muito barato.
    UOCaeS para CharUlOS eom agarras de metal a 19 cada um, ditos para cigarros a
    a 320 rs.
    rapel pardO IllCOt para cigarros a 100 rs. o tivrinho de f50 folhas sendo em porgo,
    igualmente existe sortimento Be papel sans nom, sans litre, arroz, vidauras e hespanhol pa-
    ra cigarros.
    iaDaCO Caporal [raucez, verdadeiro em magos de diversos tamanhos, garante-se a qua-
    lidade.
    1 abaCO tUrCO a 59 a libra e meia libra por 3$, para cigarros e cachimbos.
    1 abaCO IlCUr de liarleDeKe em magos de diversos tamanhos, para cigarros e ca-
    chimbos, fazendo-se abatimento em porgao.
    1 abaCO aUieriCanO em latas a-29, eru chapa a lo a libra e em macinhos embrulhados
    em chumbos 160.240 e 320e a groza de 179 a 229, para cigarros e cachimbos.
    Cigarros de mauilha de papel branco e pardo a 159 o milheiro.
    Machinas e pajel pr cigarros de mauilha.
    ixape rOlaO francez em magos de qma libra e ditos de meia libra fazenda superior.
    VaSOS de loUCa ebarr0 para tabaco e rap.
    PhOSphorOS e iseaS 4, irersas qualidades para charutos.
    CaCniniDOS esla casa tem sempre soitimento espantoso de cachimbos de gesso, louQa, ma-
    - deira, barro e os rerdadeiros e sempre apreciareis cachimbos de espuma.
    TabaCO d O RiO de JaneiFO picad0 para cachimbos e cigarros a 800 rs. a libra.
    Veildeni-Se tOdaS as fazendas mais busto do que em outra qualquer parle.
    (rarailte-Se todos os objectos rendidos toruando-ae a receber (incluiado os charutos)" quan-
    do nao agrsdem ao comprador.
    AprOmpt'l 111 -Se encommeadas, encaixotam-se a rameitem-se aos seua deslinos too) bre-
    ridade.
    Ale 111 0 qUe fica expoato tem usa variado sortimanto de objectos proprios para oa eenhores fu-
    mantea.
    Recebem-sa todos os artigos direclamante, motivo pelo qual se pode render muito mais.
    barato do que em outra qualquer parta.
    Vender muito para vender barato
    Vender barato para vender muito.
    Arroz 4e casca novo, saccas
    com 22 cuias a 3#200, man-
    teiga ingteza flor a 800 rs a
    libra,
    Na ra das Cruzas n. 24, esquina da traressa
    do Ouridor.
    A fama Iriufflpha.
    Os bu rale i ros da loja
    Ecy DE
    Guimares & Villar.
    [Ra do Crespo numero l'7.j
    Vendem rquissimos chapeos de seda
    brancos para senhora a 15$, admirarel
    a pechiocha.
    Riquissimos chapeos de palha da Ita-
    lia ricamente enlejiados a 289 e 3$.
    Para a quaresma.
    Superiores cortes de seda prela borda-
    dados a velludo de 2 saias e outros de 7
    babados por preces baratissimos.
    Gros pretos de todas as qualidades pe-
    los pregos de 19900, i$, 2$100, 29700 o
    eovado afilangandO'Se ser estes .pregos
    menos 400 rs. em eovado do que se pode
    comprar em outra parte;
    Ricos enfeites imperatris o melhor
    que tem vindo a provincia.
    Cortes de colletes de velludo preto
    bordado a 55 o corte, incrivel s se
    vendo.
    A 280 rs, o eovado.
    Organdizes de ricas cores e desenhos
    pelo baratissimo prego de 280 rs. o eo-
    vado, affianga -se serem to boas fazendas
    que muito se tem vendido s primeiras
    pessoas da provincia.
    Cambrau3.da China bordadas a mo
    com 9 varas a pega por 69500, ricos cor-
    tes de cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
    bados por 35$, cortes de las a Garlbaldi
    a 109 com 25 covados, baldes de 80 ar-
    cos e outros de musselina a 59.
    Saias bordadas a 29200 cada urna.
    Ditas bordadas a 49 com 4 pannos.
    Manteletes pretos compridos bordados
    a 30$, sahidas de baile o que ha do me-
    lhor, espartilhos de todas as qualidades.
    Grande sortimenio de
    roupas feilas, sobrecasacas, paletols, col-
    letes, caigas, camisas, seroulas, meias,
    II grvalas etc.
    Calcado M eli
    **> ltimamente chegado de Paris, incrivel
    s se vendo.
    r"MT *i" *iTi "ITi ri-* .***MA"at^^M*i**5f
    Attenco
    E' barato.
    Camas de ferro de todos os tamanhos e quali-
    dades, as mais modernas que tem vindo a este
    morcado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
    Recite n. 56 A, de Vidal & Bastos.
    H tttt 3*J tti23ttt-aia 3a3 SOS Si^t 2^2 2a Vt
    5 uui uujb man vui ms.m ww wstmvsm9B%jtwm#*
    Acaba de
    chegar
    ao novo armazem
    DE
    BiSTOS k REG
    Na ra Nova junto a Con-
    ceico dos Milita-
    res n. 47.
    Um grande e variado sortimento de
    roupas feilas, c ligados e fazendas e todos
    estes sa vendem por pregos muilo modi-
    ii licadoscomo de seu costume.assira como
    C sejam sobrec isacos de superiores pannos
    |b e casacos feites pelos ltimos figurinos a
    5 269,289. 309 e a 359, paletots dos meemos
    X pannos preto a 16$, 18$, 209 e a 2*9,
    a ditos de casemira de cor msela do e de
    I novos padroes a 149. 169, 189,209 e 249,
    ditos saceos das mesmas casemiras de co-
    res a 99, 10|, 129 e a 149, dilos pretos pe-
    U lo dimiouto prego de 89, 109, el2, ditos
    3d de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
    l| ditos de merino de eordao a 129, ditos
    V de merino chinez de apurado goslo a 159,
    |I ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
    *> ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
    || seda fazenda muito superior a 49500, di-
    tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
    e a 49500, ditos de fustao branco a 49,
    grande quantidade de caigas de casemira
    preta e de cores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
    pardas a 39 e a 49, ditss de brim de cores
    finas a 2$500, 39, 39500 e a 4$. ditas do
    brim brancos finas a 49500, 5$, 59500 e a
    69, ditas de brim lona a 59 ea 6$, colletes
    de gorgurao preto e de coras a 5$ e a 6$,
    ditos de casemira de cor e pretos a 4$500
    e a 59, ditos de fustao branco e de brim
    a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4$,
    dilos de merino para luto a 49 e a 49500,
    caigas de merino para lulo a 4J500 e > 5$,
    capas de borracha a 99. Para meninos
    de tolos os tamanhos: caigas de casemira
    prela e da c a 5$, 69 e a 7, di las ditas
    de brim a 2j, 39 e a 39500. paletots sac-
    eos ae casemira preta a 6$ e a 79, ditos
    de cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39,
    sobrecasacos de panno preto a 129 e a
    14, ditos de alpaca prela a 59, bonels
    para menino de todas as qualidades, ca-
    misas para meninos da todos os tamanhos,
    meios ricos vestidos de cambraia feitos
    para meninas de 5 a 8 anuos com cinco
    babados lisos a 89 e a 12$. dilos de gorgu -
    rao de cor e de lia a 59 e a 69, ditos de
    brim a39, dilos de cimbris ricamente
    bordados para baplisados.e omitas oulras
    fazendas e roupas feilas que deuam de
    ser mencionadas pela sua grande quanti-
    dade ; aseim como recebe-se toda e qual-
    quer encommenda de roupas para ao
    mandar manufacturar e que para este fim
    temos um completo sortimento da fazen-
    das de goslo e urna grande oficina de al-
    faiate dirigida por um hbil mtsln que
    pela sua promplidao e perfeicao oadadei-
    xa a deaejar.
    Ultima mfa k Paris
    Enfeites de cabeca para as se-
    nhoras de_bpjn gosto.
    S na loja d'agaia itMnW, roa do Cabugi n.
    1 B. aoade ansaliam achirlo wat aplato
    aerOamto la enaltes de cabeca, anta pretos
    corto de liadas eom. da ultima meas lie Varis,
    recebidosoo fl.ii 16 pelo rapar rraBeisz, T>ojs as
    senhoras que desejarem ver posara* mandar pe-
    dir, que promptamente eelhe maodarao as amos-
    tras, pois estamos bem conroaciias que em vista
    de ricos qae sao nioguem deixar de comprar :
    isto oa loja d'aguia de ouro, roa de Cabugi
    n. 1 B.
    Aos amantes da moda.
    Rico sortimento de collarinhos de linho dos
    mais modernos gostos a 640 rs. cada um ; na ra
    Nora n. 42, loja de Tertuliano Candido Ramos &
    Compaas.
    Cascarrilhas de seda de todas
    as cores.
    A loja d'aguia hranca recebeu com as demais
    cousas rindas pelo ultimo vapor franoez, tnui o-
    ras e bonitas cascarrilhas de seda para enfeiles
    de vestido. O sortimento das cores exeelleole
    inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
    e obra de tanto gosto, s se encontra na loja
    d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
    Propriopara mimo.
    S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi o.
    IB, chegado um completo sortimento de cai-
    xinhas para costara de todos os tamanhos, orna-
    das com preparos muito finos e ricamente enfei-
    tadaa, proprias para qualquer mimo de senhora
    ou menina : isto 6 na loja d'aguia de ouro, ra
    doObug n. 1 B.
    8
    2EL0GI0S.
    rala.
    Vende-se no arastem amarello da ra da Ma<
    dea da Daos, confronto ao consulado.
    Vende-se em casa de Saundres Brothers A C.
    praca do Corso Santo, relogios do afamado fa-
    brcame Roskell, por pregos comraodos e tam-
    bem trancellins e cadeias para os meamos de
    escolente gosto.
    Luvas de tonjal
    com vidrilho a 1#000 o par.
    A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
    de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
    luvas prelas de torcal com vidrilho a 19 o par ;
    a ellas, antes que se aeabera : na roa do Quei-
    mado, loja d'aguia branca n. 16.
    SEOULAS
    de l$e 5#000.
    Continua-se a trocar sedulas de urna s Ogura
    por metada do descont que exige a thesouraria
    desta provincia, e as notas das mais pragas do
    imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
    torio de Azevedo & Mondes, rea da Cruzo
    n. 1.
    Vidrilhos de todas as
    cores.
    Na loja da aguia de ouro, ra do Cabugi n. 1
    B, rende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
    tioado, que se rende por baratissimo prego de
    2.500 rs, a libra s na aguia branca.
    As verdadeiras lu-
    vas de Jouvin.
    A loja d'aguia branca recebeu peto vapor fran-
    cs urna ora remessa das verdadeiras luras de
    Jouvin, cuja superioridade j bem coohecida
    por quanlos as tem comprado, e ser mais por
    aquellos que se dirigirem i ra do Queimado,
    loja d'aguia branca n. 16, assererando que sao as
    melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
    mento de toda as cores tanto- para homem como
    para senhora.
    Gaz para candiciros.
    J. chegou este gaz lio procurado, bem como
    um completo sortimento descandieiros proprios
    que se vendem por muito baixos pregos : na rus
    da Imperalriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
    Leite ilrmo.
    Ra do Crespo,
    leja n. 25, de Joaquina Ferreira de S,rendem-
    se por pregos baratissimos-, para fechar contas:
    chapeosdo Chille para hornera e menino a 39500,
    corles de casemira de cores a 39500, pegas de ba-
    bados largse transparentes a 39, pegas de cam-
    braia lisa fina a 3$, sedas de quadrinhos miudos
    de coree escuras e gostos-novos-a 800 rs. o eova-
    do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
    cassas de cores de bons goslos a 240, organdy
    muito fino e padres novos a 500 rs. o corado,
    pecas de eolremeios bordado finos a 19500. ba-
    bados bordados a 320 a vara, golinhas bordada*
    a 640, manguitos de cambraia e fil s 29. bra-
    mante de algodo com 9- palmos de largura a1
    IJ280 a rara, sobrecasacas de panno uno a 20-e
    25o, paleinU do panno e casemira de 16 a 20J,
    dita da alpaca pretos de 39500 a 7$. ditos de
    brim de 3 a 59. calgasde- casemira preta e de co-
    res para todos os pregos, ditas de brim de crese
    brancas de 29500 a 5-5, colletes de casemira de
    crese pretos, dito*de setim preto, ludo a 59,
    cortes de cassa de cores a 29 pegas de madapo-
    ln fino a 49^00, assim como oulras muitas fa-
    zendas que se veudero po-r menos lo ssu ralor
    Dar acabar.
    E afeites de grade.
    A loja d'aguia branc recebeu noros e bonitos
    enfeiles de grade pata senhoras, e os est ven-
    dendo a 49 cada um ; na ra do Queimado, loja
    d'aguia branca n. 16.
    La fina para bordar.
    A loja d'aguia branca recebeu un novo sorti-
    mento de lia de bonitas e diversas cares, e para
    commodidade de sua boa freguezia esta venden-
    do a 79 a libra,o que em outra parte se nio acha,
    sendo assim fina : s na loja d aguia branca, ra
    do Queimado n. 16.
    Bonitas caixinhas com pos de
    arroz, e noneca.
    Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
    xiohas com fioo pos de arroz, e a complante no-
    neca, cujos pos sao acertadamente applicados pa-
    ra bertoejas, e mesmo as senhoras ussm delles
    quando leem de sabir, como para theatro, baile,
    etc., cusa cada caixioh 2$, e barato pela su-
    perioridade da qmlidade, alera de serem mui
    novos como sao, o que os torna preferiris : ven-
    dem-ae ns toja d'aguia branca, ra do Queima-
    do n. 16.
    Superiores fitas de velludo
    e de seda.
    Na toja d'aguia de ouro, roa do Cabugi n. 1 B,
    acaba-sede recabar de sua propria ancommenda
    palo vapor trancar fitas de velludo de todas as
    larguras prelas e da cores, sendo lisas, abenas a
    lamias, de liados padroes, qua ae rende por
    prego muito em conta, selos como fitas aa cha-
    malote de todas as caree, proprias para ciatos,
    Citoacoaa firera prela prnprioapara luto." leva
    de torga! comaidrUbo muito navas a tjJOOo par,
    ditos sem vidrilho a 800 rs., ditas da sada enfei-
    tadas eom bien a vidrilho t: isto ad aa rende
    na aguia de ouro n 18.
    Remedio dos meninos.
    Yendeaji-ae garrafas de mel de pi a 720 ra. ;
    oodeposito de Ampiro & Helio, na ra do 24-
    vramento n. 8. No mesmo ha pite randar-se
    eemente de coentro.
    inhos engarrafados
    Termo*
    Collares.
    Lavradio.
    M a deira.
    Carcavellos.
    Arruino.
    Bucellas.
    Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas
    na ra do Vigario n. 19, primeire andar.
    Novos e bonitos
    enfeiles de velludo.
    A loja d'aguia branca acaba de receber peto ul-
    timo vapor francez urna pequea quantidade de
    enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
    que aqui tem vindo, a de seu coslume est ven-
    dendo mui baratos a 10$ cada um ; por Uso di*
    rjam-se logo a dita toja d'aguia branca, ra do
    Queimado n. 16, antes que se acabem.
    Bonets de gorgurao avel-
    ludado.
    Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
    gurao e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
    droes a I55OO. Esses bonets por suaa boas qua-
    lidades e muita durago tornam-se mu proprios
    para os meninos de escora, a acamo para paa-
    seio ; assim eomo outros bonets de palha e pan-
    no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2$500, 3 e
    49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
    16, loja d'aguia branca:
    Liquidacdo
    DVID.
    Vendem-se as melhores e mais frescas lavas
    de pellica da Joavia que ae podem desejar, por
    terem sido receidas peto vapor francez, sendo
    brancas, prelas e de cores, tanto para homem
    como para senhora : na rus do Queimado n. 22,
    toja da boa re. T
    Vende-se confronto ao portao da fortaleza
    das Cinco Pontos o seguiote : carrogas para bois
    e cavallos, csrrinhos de trabalbar na altsndega,
    ditos de mo, torradores de caf com fogio, do-
    bratficBs de chumbar de todos os tamanhos, e
    oem assim rodas de carrogas e carrinhos, eixos
    para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
    denjes s officinaa de ferreiro e carapina, e alu-
    gam-se tambem carrogas.
    Banha fina em copos grandes.
    A loja d'aguia branca aesba de receber um novo
    e grande sortimento da banhas, estrados, leos
    para cabello, opiata, sabonetas, ec, etc., e com
    isso a eslimada b*Mha, fluido aapolitaio, em bo-
    nitos e grandes copes de vidro opaco com lampa
    de metal. Essa banha por sua superioiidade e
    activos cheiros de rosa e flor de laranja, j ho-
    je bem coohecida e apreciada, e contina a ser
    vendida a 2*300 cada copo ; na loja d'aguia bran-
    ca o. 16.
    $ d901t398t
    m Machinas de vapor. 9
    9 Rodas d'agua. 0
    % Moendas decann. m
    O Taixas. a
    8 Rodas dentadas.
    Bromes e agoilhes.
    Alambiques da ferro.
    % Crivo, padroes etc., ele:
    #3 Nafundigaode ferro de. W.Boirman
    m ra do Brum passando 'o chafariz. Sa
    DE
    miudezas baratas.
    Ra larga do Rosario n. 36,
    primeira loja junto da
    botica.
    Caiass de pos para denles a 100 rs.
    Saboneles bons a 160 rs. um.
    Ditos inglezes a 400 rs. um.
    Masaos de grampas a M)rs.
    Carreteis de linha de 100 jarlas, de cor e bran-
    ca a 30 r?.
    Carreteis de linha de 20-jardas, Alexandersi
    80 rs.
    Luvas de seda perfeita a 500 rs.
    Ditas de seda com toque de mofo a 200 rs.
    Sapatiohos de la a 320, 400, 500 e 600 rs
    Groza de boles para caiga (de osso) a 240 rs.
    Dito do ditos para dita (de ago) a 360 rs.
    Dita de ditos de setim para paletot a 29.
    Enfeites 6 imperatriz de fita muito larga
    395OO.
    Ditos de vidrilho a 29.
    Pares de meias para senhora a 240 rs.
    Duzia de ditss para dita, finas, a 49-
    Cartas de alfinetes,abega chata, a 240 rs.
    Apparelhos d- louga piolados para menina a
    lfOOO.
    Ditos de dita dourados e prattados a IjSOO.
    Groza de boles de louga para camisa a 200 rs,
    Dita de ditos de madreperola para camisa a
    600 rs.
    Pares de jarros dourados a 2j?.
    La para bordar a 69500 a libra.
    E outras mais miudezas como sejam : franjas,
    filas, bicos, pentes, irangas, gales, espelhos, e
    outros muitos objectos que so venderlo barato
    para acabar.
    a* $ #
    9 Em casa de Mills Latham & C. na ra 9
    ti da Cadeia do Kecife o.52, vende-se : %
    9 Vinho do Porto. 9
    9 Dito Xerez engarrafado da muito supe- 9
    9 rior quahdade.
    9 Oleo de linhaga. 9
    9 Alvaiade. #J
    S Secante.
    Ss) Azarco.
    Encarnado veneriano em p.
    l
    iflE lelogio
    Suissos*
    Attenco.
    Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
    Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
    nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
    fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem pro
    pregos mui razeaveis.
    Chega para todos.
    Cassas francezas muito bonitos e de cores fixa;
    a doze vintenao eovado, mais_ barato do qn
    chita, approveitem em quanto nao se acabam
    amado Queimado n. 22.nabemeonhecidalo-
    ja da Boa t'.
    A loja da boa f
    na ma 4o Queimado n. 2A
    est muUo sofetida,
    e vende muito barato :
    Brim branco de puro linho trangado a 12000 e
    19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
    15200 a vara ;. gangas francezas muito finas de
    padres escuro; a 500 rs.; riscadinhos de linho
    proprios para obras de meninos a 200 rs, o ao-
    vado : corleado caiga de meia casimira a 1$606;
    ditos de brim de linho de corea a 29 rs.; breto-
    nha de linho muito fina a 209-, 229 e a 249 rs> a
    pega com 30 jardas; aloaihado d'algodo muilo
    superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
    com 2varas de largara a 2a400 a vara; longos
    de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
    duzia; ditos maiores a 3$ ; ditos de cambraia
    de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia; ditos borda-
    dos muilo finos a 89 rs. cada um; ditos de cam-
    Em casado Schafleitlln & C.rua da Cruz n.
    38, vende-se um grande e variado sortimento
    de relogios de algibeira hofiaontses, patentes',
    chronometros.meioschronometrosde ouro*pra-
    ta dourada e foleados a opro, sendo estes relo-
    giosdos primeiros fabricantes da Suissa, qaa se
    vanderao por precos razoaveis
    Caes do Hamos armazem
    n 24.
    Vendem-se taboas de amarello, louro e piaho
    por pregos razoaveis.
    Loja das % portas
    EM
    Em frente do Livrament
    Luvas t toreara 800 rs, par.
    Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
    rs-. o ccrado, ditos estrerfen eom muito bom pan-
    no a 160 rs. o corado, cassas de cores seguas a
    200 rs. o corado, pegas de bretanhs de rolo a 2g,
    brimzlnho de quadrinhos a 160 o corado, musse-
    lina encarnada fina a 320 o corado, algodo de
    das larguras a 640 a rara, tongos de cassa pin-
    tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
    a 860 rs. o corado, fil de linho prelo com sal-
    pico a ljJOOa rara, luvas de torgal muito finas a
    00-rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
    manha s 9 da noite.
    Franjas de torcal para mante-
    letes.
    Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
    gal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
    de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
    nos em lugar de relo:os-pregos sao baratissi-
    mo, i visto das larguras e bom gosto, de laes-
    franjas sao de 1S200 a 3(000 a vara ; oa ra do
    Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
    Franjas de seda com vidrilhos
    e sem elles.
    braia de algodo com bico largo de linho em
    rolla a 19280; ditos eom renda, bico e labyrin-
    lo a 29000 ; e alm disto, outras muitas fazen-
    das que se vendem muito barato a dtnbairo a
    vista: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
    Gheguem ao barato
    O Preguica est queimando, aa aualoje na
    ra do Queimado n. S.
    Pecas de brotanha da rolo eom 10 varas a
    9$, casemira escura infestada prepriapara cai-
    ga, collete a palitots a 960 ra. o eovado. cam-
    braia organdy da muito bom gasto a 480, rs.
    avara, dito liza transparente muito fina a 3tf,
    49, 59, e69 a peca, dita tapada, com 10 varal
    a 59 e 6*a pega,chitas largasie modernos a
    escollados padres a 140, 260e280 rs. o eova-
    do, riquissimos chales da marin astanpado
    79 e 8a, ditos bordados com duas palmas, a-
    tende muito delieads a 99 eadanra, ditos com
    urna s palma, muito finos a 8f50, ditoslisoa
    eom franjas de sada a $9, Uftcoi da cassas com
    barra a 100, 120 a 160 cada um, meias malta,
    finas para senhora a 4 a duzia, dita* da boa
    qualidade a 3a a 89500 a duzia,, chitas fran-
    cezas de ricos desechos, para coberta a 280 rs.
    o'eovado, chiusmuras inglesas a 60900 a
    pega, e a 160 ra. o eovado, brim branco da puro
    linho a 19, t9t00 a 1*3*0 atra, dito prato^
    muito eneorpedo 19SOO vara, brilhnrrtrn
    azul a 490 rs. o eovado, alpacas de difkrentes
    erea 900 ra. o eovado, eaaemiras pintas
    Insia nOOO, 39 a aoSOOoocnrado, amara,.
    pnbU oda aalpieas a 100 ra. ,, ^a utraa
    muita* UaandM qua aa fari ptlsoaa ao compra-
    dor, t da todaa ta darao amoitras eom panhorj
    Na loja d'aguia branca se enconlra um bello e
    variado sortimento de franjas de seda de difieren-
    tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
    vidrilhos como sea elles, e das larguras de um
    dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
    295OO a vara ; vista do comprador tode nego-
    cio sd far para apurar dinbeiro : na ra do Quei-
    mado n. 16, loja d'aguia branca.
    Ra largado Rosario
    a 38, passando a botica de Sr.
    Bartholomeu, a segunda lo-
    ja de miudezas.
    Liabas brancas de Pedro V e eartao de 50 jar-
    das a 20 rs., de 200 jardas a 60 rs., linhas-de
    carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 rs.,
    linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200, de 100
    jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
    ararla, a 60 rs o carrinho, dita fina de 200 jardas
    de n. 120 a n. 200, a 80 rs. o carrinho, linha
    muito boa, lurre de seda para senhora com oou-
    co mofo 500 rs. o par, a a 498OO a duzia, ba-
    tatos proprios para compras a 39 e 3$500 cada
    um, linha do g de todas as cores,, botoes de
    louga para camisa a 240a grosa, e a 30 rs. a du-
    zia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gra-
    sa a 000 rs., ditos muito fiaos a 120 e a 160 rs. a
    deaia. baralbos.de carias a 320, 400 e 500 rs. o
    baralho, multo finas, franjas de cores para cor-
    tinados, ditas de seda para vestidos, ditas prelas
    com vidrilho, todo muito em coala, e s vista
    dos compradores se eir o prega destas franjas,
    por lar grande porgao de varias qualidades.
    Vende-se vinho bom da Figueira e hespa-
    nhol, a garrafa a 440 rs., e em caadas a 39360 :
    na ra da Senrala Velha, taberna n. 102, quina
    da becco Largo.






    mm
    5------

    Calcado barato oa rea 1 do Rosario r 11
    O doao deste t sendo ^ v
    acabar com todo o cletelo at m de marco, como preten-
    da, por- laso resabe .tander por menos, afim de acabar mais
    breve a qjxidactd.
    Para homem, senhora e menino.
    &ad.e8K,K.,.117,eP,Un,e ** 6 ^552 W ^e urna .o. com Ho
    Wtoeiaglezeaprova: 'agua
    Botas de bezerro
    Beraegoins de lustre a 6, 7 o
    Rtos todos de duraque
    Ditos, todos de pellica
    Ditos de lustre pespuntados
    Sepales de lustre de 4, 5 e
    Ditos de lustre de 2 solas
    Ditos entrada baiu de 1 sol com sallo
    Ditos de dito sem salto para daRsa
    Ditos de bezerro de 2 solas
    8,500
    8,060
    7.500
    7, 8.8)00
    ftx
    9,060
    8,000
    6,006
    4.500
    X
    3,500
    Olios de urna sola sem salto
    Borzeguins de lustre para rapazea a
    Sapatoes para ditos a 3 e
    Ditos de bezerro para ditos a 2 a
    Borzeguios de satim branco para senhora
    Ditos de duraque branco
    Ditos de ditos de cores
    Ditos de cores com gaspeas
    Ditos de ditosa
    Ditos de dito dito
    Ditos de ditos para menino
    Chiaeles de couro de cabrito
    2,800
    2,400
    5.000
    4,000
    3.000
    5.000
    4,500
    3,500
    4,000
    3,500
    S.500
    2,500
    3,000
    ARMAZEM
    DE
    i
    Joaquina Francisco dos Santos.
    1HAD0 401
    Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
    aaKenrt^l!m^ti.h!.!!?5preu,I1.80rliinenl0 cPto de roupa feita de todas
    -Macas de panno preto, 409, 35| e
    Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
    PaKtots de dito e de coree, 35, 30,
    25S00Oe 209000
    Drto de casimira de cores, 22*000.
    t59, 129 ^^ 9*000
    Ditos de alpaka preta golla de Tal-
    ludo,
    Ditos de merio-silim pretos de
    cores, 9J000
    Ditos de alpaka de cores. 59 e
    Ditos de dita preta, (*#, 79. 5f e
    Ditos de brim de cores, &, 49500,
    48000 e
    Ditos de bramante de liafee branco.
    6S0OO, 59OOO e
    Ditos de merino de eerdo preto.
    159000 e
    Calsss de casimira preta e de cores.
    129,109, 99 e
    Ditas de princesa e merino de cor-
    do pretos, 59 e
    Ditas de brim branco e da carea
    5S00O, 49500 e '
    Dita de ganga do cares
    Colletes de velludo preto e de co-
    res, lisos e bordados, 121, 91 a
    Ditos de casemira prala e de cores,
    lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
    89OOO
    89&OO
    39500
    39500
    4f000
    89000
    6J000
    49500
    29500
    3|000
    ^ Ditos de setim preto
    Ditos de seda e setim branco, 69 e
    Ditos de gurgurSo de seda pretos e
    de cores, 75000,69000 e
    Ditos de brim e fusta branco,
    395OO e
    Sealas de brim de linho
    UgOOO- Bitas de algodo, 1J60O e
    Camisas de peito de fusto branco
    e de cores, 29500 e
    Bitas de porto de linho 65 e
    Ditas de madapolo branco e de
    cores, 99, 25500, 29 e
    Camisas de meias
    Chapeos pretos de massa.rraBceEes,
    formasda ultima moda 10J,89500e 79000
    Di os de feltro, 69. 55, 49 e J9OOO
    Ditos de sol de seda, ingletes e
    franceses, 149.12$, 118 e 7000
    Collannhos de linho muito finos,
    novos feilios. da ultima moda *800
    intos de algodo sqq
    Relogios de onro, patentes horl-
    sontaes, t0O9, 909, 809 e
    . Prata galvanisados,
    tente hosontaes, .405 3090OO
    UDras de ooro, aderecos e maios
    aderemos, pulseiras, rozetas e
    anneis
    89000
    39500
    59000
    59OOO
    59000
    39OOO
    292OO
    18280
    29300
    38000
    19800
    I9OOO
    HEME 3ft sMaHM MMMsUss QtJO* PBsU U> B* AB.1L fiftlttt.
    G r osdeaap! es barat i s-
    simos,
    j ***!ZttEZlm'l&.m Wta>i|JsjhWiaj|lBlli
    'M'fr1!? cadswaui rae de
    Qaeunado n. .floja da loa
    Farinha de mandioca de su-
    perior quaSH.
    Vende-se a bordo do brigve Mara Rosa, fon-
    deado defronte do caes do Ramos, por preco com-
    modo : a tratar com o capillo a bordo, ou com
    o consignatario Manoel Aires Guerra, na rus do
    Trapiche d. 14.
    A 1#000.
    . G"TJ,ta! PreUs de "'i : "* lo Queima-
    d d. 23, loja da boa t.
    Cassas de cores.
    Alada se rendes*, cassas da cores fizas, padres
    maate besitos, pele baratUsimo preco da 240 re.
    o corado, e mais barate que chita : na roa do
    Queimado n. 22, na boa eonhecida loja da
    Paletos.
    Importante
    Aviso
    pa-
    709000
    Toalhas de linho, duzia I29OOO e IO9OOO
    Sevados gordos.
    Vendem-se serados gordos ; no Chora-meni-
    no, sitio da capella n. 2.
    Vendem-se
    Na ra das Cruzes a. 38,
    segundo andar,
    pot mui barato preco os moris seguin-
    te$ : urna cama de casal, embutida e
    um porta-serviior ; um colxao de mo-
    las ; urna com moda : um espelho gran-
    de ; um armario com outro espelho ;
    umapparador; urna mesa para doze
    pessoas; um porta-licores ; servirlo de
    porcelana para jantar; um relogio de
    marmore negro, representando Miguel
    Angelo ; duas bellas grasuras (Apollo e
    as musas, Moliere em cata de Ninon de
    l'Enclos), em duas ricas molduras. Ten-
    do seu dono de retirar-se para o campo,
    por iiso detfaz-se destes objectos, man-
    dados Tti expresamente de Pars, aon-
    de foram confeccionados com perfeicao
    a apurado gosto.
    Vende-ee azeite de peixe 400 rs. a gjrra-
    fa. caadas a 2*800, toueioho de Lisboa a 320 rs
    cbouricas a 400 rs.; na ra Direita n. te.
    Capellas fina* para no-iva*.
    A loja d'aguia bronca recebe* novas e delica-
    das capellas de flores Anas para as noivas, e as
    est rendendo a 69 e a 89, conforme e seu pro-
    posito de barateira lo}* d'agua branca, roa do
    Queimado n. 16.
    Loja das seis portas em
    frente do Livramento.
    Roupa feita para acabar,
    Paletots de panno pralo a 229, fazeada fina,
    calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
    brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
    de bramante a 49, ditos de fuatao do corea a 49,
    ditos de eetamenha a 4f, ditos da brim pardo a
    39. ditos de alpaca preta saceos e sabrecasacos,
    colletes do velludo pretos e de cores, ditos de
    gorgoreo de seda, graratas de linho as mais mo-
    ernas a 200 rs. cada ama, collarinhos do linho
    a uliima moda, todas estas fazendas se rende
    barato para acabar; a loja est aborta dn 0 ho-
    ras da msnha at as 9 da noite.
    Manteiga inglfeza
    om barra do Tinte o tantas libras : 00 armazem
    do Taso* Irmos.
    Anda existe um resto de barricas
    de farinha de milho que se vende por
    mdico preco : no armazem deMtheus
    Austin d C, ra d Senzaia Velha nu-
    mero 106.
    Sapatinhos de setim
    meias de seda para bap-
    tizados.
    A loja da aguia branca recebeu de sna pronria
    encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
    oorosamente bordados, os auaes est vendendo
    L nHr,ISSlm? prec, de **> (nesse enero nao
    P?d dar mais PerfeitosJ.assim como outros de
    merino tambero bordados a I96OO e 2. Recebeu
    igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
    diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
    meninos e meninas que servem de anjos as pro-
    o bocal tecido de borracha, o mais engrifado
    possirel: ludo isso na ra ra do Queimado lo-
    a da agua branca n. 16.
    Para vestidos.
    Vendem-se cassas francezas de cores a dous
    lustc-so corado, chalys de cores a 640 rs. ; na
    ra da Imperatriz n.60, loja de Gama & Silr.
    Na loja de Nabnco 4 G. na
    . 2, reate-se um hornera dos
    cabeca por differentea prejos.
    ra Nots
    ps at a
    tt MQdiSMe StteM&
    1 T" JeDde*** uma nrulatinhadelOannos, mui-
    to linda e esperta, assim como urna ngrinba de
    8 anuos, proprios para dar-se de mimo a urna
    menina ; no largo do Paraizo n. 16. por cima da
    taberna amarella.
    Calcad barato.
    Vende-se na loja de Nabnco &
    ra Nora n. 2 :
    Borzeguins de duraque gaspeados de lus-
    tro para senhora a 29.
    Ditos ditos paia meninos a 29.
    Ditos de pellica com salto para senhora
    a 09.
    Ditos de setim com salto a 69.
    Ditos de pellica sem salto a 49.
    Ditos de selim sem salte a 59.
    Ditos todos de duraque com salto o sem
    salto a 39.
    Borzeguins de bezerro para meninos a 59.
    Sapatoes de lustre e bezerro a 29.
    Fil preto.
    Vende.se fil de linho preto liso pelo baraias-
    madoQae-
    simo p:
    mado n.
    de 800 rs. a rara
    loja da boa .
    na
    Vendem-se e trocam-se
    . osemos do ambos os sexos : no escripiario do
    Frsnetseo M. P. da Cesta, roe Direita n. 66.
    Leite sem agua.
    Na praca da Independencia, dafronte da Iota
    . de listos, renda-sa muilo bom leila a 240 a a
    guitia, de quarla-feira sadiaote:
    VENDE-SE EM CASA
    DE
    Adamson Howie
    Jjnho do Porlo, de Xerez e cognac.
    Blscoulos.
    lolbas.
    Lona e filis.
    Wo de rea.
    Tiota de todas as cores.
    Sellins, silhoes, srreios e chicotes:
    Ra o Trapiche n. 42.
    Na loja de;4 portas da ra do Queimado n. 39
    aclia-se um grande armazem com todo o sorti-
    mento de rcupas feitss, para cujo fim tem mon-
    tado urna ofBcina de alfaiate, estando encarrega-
    do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
    ra deseropenhar toda e qualquer obra que se lhe
    encommende; por isso que faz um convite espe-
    cial a todas as pessoas com -especialidade sos
    Illm?. Srs. offlciaes tanto da armada como do
    exerelto.
    .Faz-se fardas, farddes com superiores preparas
    e muito bem feitas, lambem trata-se fazer j far-
    damento todo completo conforme se usa no Rio
    de Janeiro, tanlo que tem os figuriaos que de
    U rieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
    para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
    colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
    do maiore de cavallaria. quer seja siogelos ou
    bordados a espequilha de euro ou prala, ludo ao
    gosto da Europa, tambera prepara-se becas para
    deseoibaraadores e de qualquer juiz segundo o
    estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
    conhecidas al hojo, assim como tem muilo ricos
    desenhos a matiz de todas as cores proprios para
    fardamento de pagens ou criados de libr que se
    lar pelo gosto franceza. Na mesma casa *en-
    carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
    fianceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
    que por tudo se flea responsarel como seja boas
    j fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
    i da que se prometter, segundo o systema d'onde
    yeio o mestre. pois esptra a honrosa visita dos
    ! dignos seohores visto que nada perdem em es-
    perimentar.
    Armazem de fazenda
    DA
    Ra do Qmimado n. 19.
    Cobertas de chita, gosto chioez, a I98OO.
    Lences.
    Lenges de panno de linho fino a 15900.
    Cortes de casemira.
    Cortes de casemira de cor muito fina, pelo bo-
    rato prece de 59.
    Ta ra tana.
    Tarlatana branca para forro de resudo, pelo
    baratsimo preco de 260 rs. a vara.
    Gainbraia de cor.
    Cambraia matizada fina a 240 rs. o corado.
    Chita franceza.
    Chitas francezas pelo barato preco de 220 rs.'.o
    covado.
    Esteira da India,
    de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
    sala e camas.
    Cortes de collete.
    Corles de relindo preto bordados a 69.
    Mantas de Llonde.
    Manas de blonda pretas de todas as qualidados
    Cambraia branca.
    _ Pee de cambraia branca fina a 29800, 39000 a
    9(000.
    Toalhas.
    Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
    Ruada Senzaia Nova n.42
    Vende-se em casada S. P. JonhstOH d C.
    sellins9 silbos nglezes, eandeeiros e castijaes
    broazeados, lonas nglezes, fio de vola, chicote
    paraetrros, emoniaria, arreios para carro de
    4om cavslos relogios do ouro patente
    ingttr.
    Novas sementes de horta-
    liza.
    inheiro a' vista,
    Vendem-se sementes de hortaiice muito oras
    viodas da Europa pelo ultimo vapor ingles Ty-
    29V a\ lT ie ferraeDS de Vidal 4Bastos, ra
    da Cadea do- Recite o. 06 A.
    Superiores manteletes.
    Vendem-se superiores manteletes pretos rica
    mente bordados, pelo baratissimo preco do 359 ;
    na roa do Queimado n. 22, loja da boa f.
    Vende-se nma casa terrea com os commo-
    dos legumtes : 4 quartos, cozioha Eira, boa ca-
    cimba, portio ao lado, com 300 palmos de fun-
    do, no futdo 4 mei-agius fazendo frente em duas
    ras; quem pretender, dirija-se ao logar do
    Campo Verde, rus do Socego n. 50,, que se dir
    quem rende.
    Vendem-se ps de laroogeiras de nmbigo e
    da China, ps de sapoti, pagte, frocta-pio, lima
    .UPA FEITA AWDAIA1S BAIATAS.
    SORTIMENTO COMPLETO
    DI
    [Fazendas e obras feilasj
    KA
    LOJA
    E ARMAZEM
    DI
    Ges & Basto!
    NA
    Dl 1 Veeden-M.paletos do panno preto ffa#, muis
    Nesta esubeleeimeato contina abare* na
    Wiploto sortisMDto da mocadas emeiss moen-
    das pa engenho, machinas da mpoi a Uixas
    te forro batido e eoado, da todos os tamanhos
    para dito,
    Tachas e moendas
    Braga Silra & C.f tem sewpre no sen depo-
    sito da ra da Moeda o. 3 A, um grandesor-
    monto da tachas a moendas para engenho, de
    nroito acreditado fabricante Edwin Mrw a tra-
    tar no mesmo deposito ou na roa do Trapiche
    n. I,
    As verdadeiras luvas de pelli-
    ca Jouvin.
    S na loja d'aguia de ooro. roa do Cabug n.
    1 B, recebera-so um completo sortimento das
    verdadeiras loras de pellica Jouvd, sendo das
    cores sf guiles : pretas, cor de canna, amarellss
    e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
    rnero como para senhora, pois afiancemos a boa
    quahdade e fresquidSo, pois se recebeu em di-
    reitura pelo vapor francez: s ns loja d'aguia de
    ooro, ra do Cabug n. 1 B.
    Cheguem aloja da Boa f
    Chitas francezas muito finas de cores fixas a
    280 rs. o corado ; cambralas francezas muito fia
    as a 640 rs. a vare ; idem risa muito fina a
    49500 e a figOOO a pega com 8 1|2 raras; di-
    muito superior a 8J00O a peca com 10 raras!:
    dita fina com sal picos a 49800 a peca com 8 1 2
    raras; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
    rara; larlalana branca o do cores a 800 re. a ra-
    ra ; o outras muitas fazendas que, sendo a di-1
    nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado}
    Queimado n. 22, na loja da Boa f.
    Lengos para rap.
    Vendem-se lencos muito finos proprios para os
    tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
    59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
    >oja da Boa f.
    Sortimento de chapeos
    Aua do Queimado n. 39
    Loja de quatro portas.
    Chapeos pretos francezes de superior qualida-
    do a 79.
    Ditos dos mais modernos que ha no mercado
    a 9*.
    Ditos de castor pretos e braocos a I69.
    Chapeos lisos para seuhora a 259.
    Ditos de velludo cor azula I89.
    Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
    dos a 89.
    Ditos ditos para menino a 59.
    Lindos corros para meninos a 35
    Bonete de velludo .a 59.
    Ditos, de palha muito bem enfeitados a 4f.
    Chapeos de sol francezes de seda a 79.
    Dilos i nglezes de 109,129 e 139 P>ra um.
    Arados americanos e machina-
    para lavar roupa: em casa de S.P. Jr*|
    hnstoB & C. ra daSenzala n.42. ~
    Manguitos e golla.
    Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
    e muilo bem bordadas, pelo baratissimo prec,o de
    59 cada urna: na ra do Queimado n. 22, loja
    da boa f.
    Tinta azul que fica preta.
    Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
    za, azul ao eecrever-se, e preta quendo secca, a
    500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
    guia branca n. 16.
    de casa
    traveja-
    propria
    do bair-
    rua da
    fsra cerca, a outras qaalidades de frctas; n
    onte de Uchos, sitio da riova Carroll; e tam-'
    bem vende-se no mesmo sitio um boi de rsce in-
    gleza.
    Sabo.
    Joaoiim Francisco de Helio Santos avisa asa
    seos freguezes detta praca o os de frs, que tem
    Aos apreciadores
    do barato.
    Vende-se urna morada
    terrea muito bem construida,
    da e parte assoalhada, muito
    para um sobrado, em boa ra
    ro da Boa-Vista : a tratar na
    matriz da Boa-Vista casa n. 13 das 6 as
    9 da manhaa e das 3 as 6 da tarde.
    Paiose chouricas
    muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
    vendem-se em barris sortidos de 32 at 8 libras,
    no escriplorioda ruado Bangel n. 43, primeiro
    andar, bem como chocolate de baunilha e cand-
    a muito superior, em latas de 8 libras, formas
    de.quarta e meia quarta.
    Vende-a ai taberna sita na travessa do
    (Jueimado n 7, propria para um principiante por
    terpoucos fundos ; a tratar na ra da Senzaia
    Velha n. 48.
    Remedio pro-
    digioso!!!!
    O verdadeiro especifico para a cora completa
    dss fendas antigs e recentes, ulceras, fistulas,
    pisaduras, dealocac.6ea,*eohcos.. tumores, eryai-
    pella e quasi todas as molestias da pelle : acha-se
    i renda ae Basar Pernsaabucano da roa do Im-
    perador e aa praca da Independencia n. 22.
    Prego doa frasco......2J0O0
    demeiodito.... 19000
    de 1/4 de dito... 500
    qnasidegracat
    Vestidos brancos de cambraia bordados com 2
    o 3 babados, fazenda muito superior, a 6S cada
    um ; na ra Nova n. 42, loja de Tertuliano Can-
    dido hamos t C.
    Pechincha
    Com pequeo defeito de
    avaria.
    Madapolo muito largo e fino, con alguma pin-
    ta de ararla, pelo barato preco de 4f a peca ; aa
    ra Nora a. 42, loja do Tertuliano Candido Ra-
    mos & C.
    Una 4o Queimado
    n. 46, frente amarella.
    Constantemente temes um grande e va-
    nado sortimento de sobrecasacaa pretas
    ue panno e de cores muito fino a 289,
    208,225 e 245, ditos saceos pretos dos
    mesmos pannos a 149. 169 o 18J. casa-
    cas pretasmuitobem feitas edesuperior
    panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
    casemira de coro muito finos a 159,16$
    o 18$, dilos saceos das mesmas casemi-
    ras a 10g, 129 e 14$, calcas pretas de
    casemira fina para homem a 89, 99, 10/
    e 12, ditas de casemira decores a 7,89,
    99 e 109, ditas de brim brancos muito
    fina a 5J e 63, ditas de ditos de cores a
    39, 39500, 49 e 49500. ditas de meia ca-
    semira de ricas cores a 4$ e 48500, col-
    letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
    de ditos de cores a 4$50O e 59, ditos
    brancos de seda para casamento a 59
    ditos de 69, colletes.de brim branco e d
    fusto a 39,39500 e 49. ditos de cores a
    29500 e 39, paletots pretos de merino de
    cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 9
    colletes pretos para luto a 42500 e 5}'
    cas pretas de merino a 4$500 e 59, pa-
    letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
    sobrecasaco a 69,79 e 88, muito fino col-
    letes de gorguro de seda de cores muito
    boa fazenda a 3>8oo e 48. colletes de vel-
    ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
    para menino sobre casaca de panno pre-
    tos e de cores a 149,159 e I69, dilos de
    casemira sacco para os mesmos a 69500 e
    , 79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 o
    395OO, ditos sobrecasacos a 58 e EtOO,
    i calcas de casemira pretas e decores a 69,
    ' 68500 e 79, camisas para menino a 2( 9
    K a duzia, camisas inglezas pregas largaa
    { muito superior a,32 a duzia para acabar.
    Assim como temos urna officina de al. I
    faiateondemandamoa executar todaa as S
    obras com breridade. M
    MSSKSKHaBtn aMaKSKaHSRS
    Potassa da Russia e cal de
    Lisboa.
    No bem conhecido e acreditado deposito da ra
    da Cadeia do Becife n. 12, ha para vender a ver-
    dadeira potassa da Russia, nova e de superior
    qnalidade, assim como tambem cal virgem em
    pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
    oulra qualquer parle.
    Raymuodo
    Carlos Leile &
    Irmao recebe-
    ram pela bar-
    ca Clarissavin-
    da ltimamen-
    te de New-
    York.um com-
    pleto s o r t i -
    ment das me-
    lhores machi-
    nas de cozer
    6^000
    5*500
    5^000
    4,$50Q
    4^000
    3500
    10*000
    9S00O
    9^000
    8$ 00
    8*5ce
    6^000
    * Roa Direita 45
    oaUTSSM5!;ae St.ex-mimro da fazenda
    de 160"i oadlrit^.""-o basUnte o augmento
    seBhoV.'Sm^eSol. dl^hoS bolfn" d'
    reram o do 25 V 1 s Vvf ^. em 1ue Pus ti-
    cassem u bem LflboU^V' que e"" '-
    de encontrar urna opposicaoflrsn? tF<5
    proprietario do esUbelec Smen da rua SS?
    45, que nao quiz vender as suas hni? e"a "
    coraos, pretenden, V&?I*
    Borzeguins para senhora.
    Joly (com brilhantina).
    Dito (com la^o e fiea). .
    Austraco (sem laro). .
    Joiy (gaspa baixa). [
    Para menina.
    De 23 a 30, .
    De 18 a 22. \
    Para homem.
    Nantei (2 bateras).
    Francezes (diversos autores
    nglezes de bezerro, inteiricos
    Ditos (cano de pellica). .
    Ditos vaqueta da Russia
    Ditos oernambuca dos '.
    Sapatoes para homem.
    2 bateras (Nantes). *****
    1 bateria )Suzer); [ fgJJ
    KJb0r,2^,B('tre). 6$000
    Sapatfc, (com elstico). 5JoOO
    Ditos para menino ?jjf500 e 4*000
    Jogo de damas e gamao.
    e 09. asaim como outras caixinh.c nT. 4
    dobradi5.s e tranque Js tendo f"Cima o ?T
    Os lindos cintos tanto para
    sephoras como para meninas.
    1 R /tiT a',u,,e "">, roa do Cabog n.
    tato DaMr"hVel,b0r" achari0 Osliod^ c"B,t
    eos JZL nM0" conP" ^nio. os maisri-
    cll a? P?de enconUr. 'o dourado fioo,
    cobo de outras cores, que em vista do ullirr
    Mosto niDguem deiur de comprar : s na leja
    dguia de ouro, ruado Cabug n. 1 B.
    Oolaioba ingleza
    a 3S0OO a barrica veude-se no armazem pro-
    gresso, no largo da Penha n. 8
    melhorados
    com novos
    aperfeicoa-
    mentos, fazendo pesponto igual pelos dous lados
    da costura, moslram-se na roa da Imperatriz n
    12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
    os preparos para as mesmos como agulhas re-
    trozes em carrlteis, linha de todas as cores tudo
    fabricado ezpressamente para as mesmas ma-
    chinas.
    Guardanapos de linho
    muito barato.
    Vendem-se guardanapos de linho de flores com
    pequeos defeitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre-
    go e qualidade, para ojjervico diario de qualquer
    casa; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
    numero 16.
    Ra do Amorim
    numero 43.
    Vendem-se batatas muilo novas, pesadas, pelo
    barato preso de 29 a arroba: a ellas, que se es-
    lao acabando.
    grande fabrica
    detamancos da ra
    Direita, esquina da tra-
    vessa de S. Pedro
    n. 16.
    Achara o Ilustrado publico deata cidade e da
    fra um completo e rlouissimo sortimento de !
    mancos de todas as qaalidades, que se vende tan-
    to a retalho como em pequeas e grande? or
    dos mais afa- i Sae?> Por mados autores 8S"m 9 novo sortimento de tamanrn .
    moda do Porto. Ul' a
    Vendem-se reas de coaipoaicao com pouca
    d.fferen?a do espermaeete a 440 rs.a libra, Sssim
    na nova fabnea da ra do Lirrameato, loja nu-
    mero 27.
    i:
    esquadro
    cavallaria.
    de
    na ra
    Na loja de Gnimaraes Si Lima,
    do Crespo, tem para vender casemira
    mesclada, propria para calcas das pra-
    c,asdo i- esquadro de cavallaria.
    20 A, vendem-
    pecas de al-
    Na ra do Crespo n.
    o as seguales fazendas
    godSozinho largo de snpeiior qualidade
    com 20 varase pequeo toque de as.
    wr^oavendaMMdsMb^^^ e **. toalhas de
    Redreao armazem dora. Travassoe Junief '"
    A C, aa roa do Amorim n. 58; masan amarella.
    caetanha, prosa a outras nalidados por saoaor
    proco que de outras fabricas. Ro mesmo arma-
    zem tem feito o sea deposito de velas da caras
    na simples ssm mistura alguma, como
    owpoatcte.
    Queijoa muito novos e o moflrr
    n*s ganero a 29 cada um, no antgl
    "0^ junto ao sentado novo dto St\
    2Pfco o aWdtarant do
    Silra CosU 4 IrsaSo, na esquina qW
    a ra estreita do-Rssrto > W.
    linho adamascadas para mesa a 9$, bri-
    IbanUna para vestidos a 2*0 o covado e
    gravsrta de seda a 200 n.
    - Calcado de Mis.
    ragdn k iferis todo de banrr o do eot>
    , ,**?' leeM'pch ttltinio navio do Hatre s aa
    >r & Uartine, rus

    Uv#m w uuu
    numero ?.
    *f^^I*2S4*w9* ** < saea de
    "CoelaatMna : no pateo do Parabe n.
    galii
    HnhMda
    Uvas.
    Galgas de casemira.
    yendem-se calcas de casemira preta muito bem
    tenas a_ 109, ditas de dita de cor muito superior a
    V9, estao-se acabando : na roa do Queimado n.
    22, loja da boa .
    Farinha de mandioca
    2SW0 a sacca, chegada ha dous dias de Santa
    LathariM, de muito boa qualidade ; 00 largo da
    Assembla n. 15.
    Farelo muito fino,
    saceos grandes : no largo da Assembla n. 15.
    Cera de carnauba
    da Granja o de outros logares, qualidados muilo
    boas ; ao largo da Assembla d. 15.
    Sebo eoado,
    em barricas, muito boa qualidade ; no largo da
    Assembla n. 15.
    Escrayos fgidos.
    Atten Chegaram as bellas ovas do ilha do Itamarac,
    00 deposito da ra estreita do Rosario n. 11.
    Oueijos do Siridu.
    ijes do SiriM, ao do-
    oa.ll, aroae-
    Itoda
    se om conta.
    cera de carnauba.
    Vndese na loja de Nabuco & C,
    frua Novan. 2, insignias massonicas
    prego commode.
    {
    Mais que Pechiocha!!!
    Aletria. Ulharim e macarro a 400 rs. a libra -
    vende o Brandio. aa Liagoela n. 5:
    A240rs. .
    osovado dolasinaaade quadrespara vosridos.qae
    oSS^^aTc* ** "' c? ^ Adriana 4
    asalto, ra do Crespo a. 90.
    ASOOrs.
    Gravatiahas de Iroco para meninas; na ra lo
    uraspo n. 18.
    Para casamentos.
    '. SoOnas de setim 9rsncojr senhoras.- na le-
    a do vapor, ra Nova n. 7.
    Feijo amarelo.
    Vende-se na ra don Pires
    caa para acabar.
    n. 42, a 400 rs.
    Fugio no da 2 de setembro do
    anno p. passado, a escravo Francisco,
    mulato claro, com idade de 30 annos
    pouco mais ou menos, barbado, cabel-
    los pretos anellados, conduzio urna ma-
    ca de ovelha em que levou a roupa e
    algum di nheiro, assim como um chapeo
    de couro, natural da villa do lpu'
    provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
    taes de campo, autoridades policiaes e
    a qualquer peesoa a apcebensao do dito
    escravo a entregar a seu senhor Joao Jo-
    s de Carvalbo Moraes Filho, na ra do
    Queimado n. 13, que seta' bem recom-
    pensado.
    Fugio no da 2 de margo do cor-
    rente anno, um escravo cabra de nome
    Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
    ra', tendo os signaes seguintes : altura
    regular, pouca barba, cheio do corpo,
    pes grandes, com algumas cicatrizes no
    rosto, e e' muito palavri^dor : rogase a
    todas aa autoridades policiaes ou pessoas
    particulares a aprehenefio do dito escra*
    vo a entregar a seu senhor na ra do
    Queimado n. t3, que sera' bem recom-
    pensado,
    Fugio da cidade dio Araeatv, no mez de se-
    taraare proxisto pessedo, um escravo do com-
    mandanto seperioi Manoel Jos Peana Pachaco,
    qua ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
    Louroaco Coflares, da nomo Josquim, de idado
    de eincoenta a tantos annos, fulo, alta, agro,
    dantas grandes, o oom sita de alguns na frente;
    quoixofino, ps grandes, ecom os dedos gran-
    Vdes dos ps bem' abortas, muito palavriador, in-
    culca-sa forro, a lesa signaes da lar sido sanado*
    Consta qneesto escravo appareeera na dia 6 da
    sorroxna, viada do lado das Cisco Ponas, e sea-
    do unaerogads f$t usa pacsaairo sao conhelo,
    disseque liaba sido vendido por masaba* pasa
    Goisnninha: qualquer pessoa que a pegar o pa-
    a der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & La-
    Irnos, que gratificarse goaarasasMata



    (8)


    DIARIO M HUBAMBDCtt :-* QARTA FHiU 84 DR ABRIL DE 1811.
    Lit^rg^ura.
    f
    l raa quesl de eolMBit poHtka.
    Ser verdad que do progresso do capital re-
    sultam o augmento do salario e a baixa do lucro
    do mesoao capital, scm que por eTeilo da baixa
    flo lucro peiure'a condUfio do capitalista ?
    Eis una quosto summamenle delicada para
    ser resoUida segundo es saos principios da sci-
    encia econmica.
    ' Eaf tres pocas distinclas pode oonsiderar-se
    a economa poltica. A primeira al J. B. Say,
    a segunda at Proudnoa, e terceira era. que flo-
    rcS'Tiu es novas ioas de F. Bsliat.
    Al Say, a riqueza e conseguinlemeolb o ca-
    pital s era concebido corno urna accuruirlsgo de
    objectos rualeriaes. Os economistas, illuilios
    por estas locuces elpticas : o ouro vale tanto,
    a prata, o trigo vale tanto virara na materia
    urna qualidade chamada valor, como o physico
    descobre n'ella a durac.o, a gravidade, a impe-
    neirabilidade. Eram, pois, levados crer que o
    valor e a riqueza se serviam de medida coramum
    e reciproca. E' por isso que Ricardo e Sismondi
    se veem forjados condemnar as maquinas, a
    concurrencia e liberdade, glorificando o luto e o
    imposto. E" pela mesma razao que os socialistas
    e communislas amalgoam a ordem social, on-
    de veem convertidos os dons gratuitos de Deus,
    a satistaQio, a utiliJada.o bem e o goz commum,
    encurta indefinidamente a esphera do trabalho,
    do extorco, do servido e do dominio oneroso
    approprlado.
    A condicao do trabalhador, pela torca infallivel
    do progresso dado teoa asaim molhorado propor-
    cional e indeGniiaiL
    Dizemos, por is'o.oue o salario ttce, em
    relaeo ao gozo, que o trabalhador pode auferir;
    em relago utilidade gtaluit*, que tem
    sido substituida utilidade onerosa.
    Dizerque o salario ten crescldo oa tem baila-
    do dizer ao mesmoJempo que o trabalhador pode
    proporcionar-se mais oa menos salisfacao, mais
    ou menos ulilidado.
    Baia ou alga de salarios sao porttilc ideas
    correlativas, que exprimem exactamecte dimi-
    uuqo ou augmento de ulilidado ou de valor que
    aquellas ideas representan!.
    E' por isso que o progresso do capital, exlio-
    guindo o dominio da propriedade e expandindo
    o da egualdade e communhao, melhora a sorte do
    trabalhador, e que a condicao do capitalista nao
    deve jamis empeiorar.
    Nao nos oc nanhum modo extranha a opi-
    nio dos que dizem : que os productos encarecen)
    e o silario dimloue quando ha pouco capital, o
    que a paga do servico desee na razo de sua
    abundancia.
    A primeira proposito certamente muito
    verdadeira e flear completa se discernios que a
    paga ou lucro do capital tambera decresco para
    o capitalista em proporco da diminuigo
    d'aquella.
    Se os productos encarecen), de certo que o
    salarlo deve diminuir, e a condicao do capitalista
    peiora como a do trabalhador; porque no s
    se nao multiplican) as emprezas e nem mesmo se
    conservan) estacionarias, se nao que ellas diml-
    nuem coosideravelmente na razo do decresci-
    mento do capital: logo, a riqueza tambem
    dimioue.
    A segunda proposico, porm, absolutamen-
    te inexacta, isto que a paga do servico do
    capital desee na razo de sua abundancia.
    Esta proposico iosuslenlavel em razo do
    progresso conslderavel da riqueza pela multipli-
    os agentes naluraes, a utilidade, em urna pala-
    vra, o dominio commum, no dominio da proprie-
    dade individual. E' anda por egual razio que
    chovem contra o capital as maldices do povo,
    que nao pode ver no aluguel.no interesse, na ren-
    da, ou na usura seno urna verdadeira usur-
    parlo.
    Sob a imprcsso de laes principios, que a es-
    cola de Smith proclama, resultam infallivelmen-
    te do progresso do capital as seguintes leis econ-
    micas : a dimiouicao do salario, e a baixa do
    lucro do capital ; e como eiTeilo immediato o eni-
    peioramenlo da condicao do trabalhador e do
    capitalista.
    Expliquemos o phenomeno.
    j cago dos capitaes.
    O progresso do capital para os economistas phy- j Offcrccamos um exemplo.
    siocratas importa, como temos observado, a agglo- ge os capitaes em pregados oa prodcelo esto
    meragao de valores ; e pois podemos produzir o na raz0 de jqo, comprehendemos que estos ca-
    seguinte argumento: o capital proporciona-, pilaes nos possam render 10, pois que tal o
    do aos valores, os valores aos esforcos, os esfor- progresso da riqueza que esses mesmos capitaes
    eos aos obstculos ; logo o capital proporciona- j tecm nroduzido.
    do aos obstculos. Falsa direc?o dada sciencia : Se, porm, augmentam na razo de 1000 olles
    uesde a sua origem 1 Resultado to triste quanto devera produzir na razo de 100, muito embora
    iofallivel de um principio falseado 1 (e 8n esi 0 grande engao] no primeiro caso o
    Na segunda poca da sciencia econmica abre- f capitalista tenha sido retribuido como 10 e no
    se discusso nova e esclarecida entre a escoli in- ? segundo caso elle tenha parecido s-lo, nao como
    gleza de Smith e a franceza de J. B. Say. j ioo. porm por exemplo como 20.
    Este grande meslreNf Say ) procura libertar a Ainda, se existem, empregados em reproduc-
    sciencia do frreo jugo do materialismo e levan- :5c, loOcontos de ris, elles podem render para
    ta bem erguida a nova bandeira de sua emanci- 0s capitalistas na razo de 2%; se porm,
    paco. O principio do valor encontra-o elle nao em vez de 100, se empregam 1000 contos, o
    somenle nos servicos humanos prestados por oc- iucro de3se capital decrescer ni razo de
    casio das cousas, mas ainda as-qualidades uteis \ /a .
    postas pela natureza as propris3 cousas ; e eis, j E'mister, entretanto, nao Iludir pela forma
    diz Bastiat, que elle se torna collocar sob o l urna verdade to grande e importante que ah
    jugo da materialidade, e longe eslava de deape- I est no fundo, a qual vem ser: que os capi-
    da;ar o vu funesto que os economistas inglezes talistas, cada um individualmente, que no pri-
    haviara lanzado por sobre a questo da proprie- roeiro caso eram remunerados na razo de 2 %.
    dade. Trava-se urna discusso entre Ricardo e lucraro realmente menos do que no segundo
    Say. Aquelle d palavra riqueza o sentido de caso, em que sao remunerados na razo de um
    valor e Say o de utilidade. O triumpho de qual p0r cenlo.
    quer dos dous campeos era impossivel, porque o lucro do capitalista augmenta, bem como o
    a palavra riqueza ou capital tem um e culro salario do trabalhador, na razo do progresso do
    senliio. Porque a naturea crea utilidade, segu- capital, quaodo ambos augmentam ou diminuem
    se que ella crea valor ? Funesta confuso, da em proporco do progresso da industria uni-
    qual os inimigos da propriedade se tem aprovei- versal,
    tado como urna arma formidavel. | Todo o augmento de capital da sociedade traz
    Quando a sciencia se achava nesta siluacao, melhoramento de produeco e barateza de pro-
    apparece Proudhon, o qual sera innovar cousa
    alguroa, se apodera das primissas de ambas as
    escolas, e lira a sua concluao a mais lgica.
    < Vs confesssfs diz elle, que os dons gratuitos
    de Deus tem utilidade e valor ; confeasaes que
    os propietarios os usurpam, logo a propriedade
    um roubo.
    Approximando-nos agora das novas ideas de
    F. Bastiat, que temos feilo notar como urna nova
    era da sciencia, observamos que todos os econo-
    mistas da escola materialista nao teem visto co-
    mo ella o mal que se inlerpe entre a necessi-
    dade e a salisfacao ; que a felicidade do genero
    humano est em produzir omaior bem com o o
    menor extorco possivel ; que este o problema
    eterno de sua infaligavel pesquisa ; e que flnal-
    ductos ; logo a parte do lucro do capitalista, que
    sesuppe menor, dada a multiplicarlo dos capi-
    taes, justamente mais abundante, porque ella
    realisa e exprime urna quietidade de productos
    e de satisfaces tanto maior, quanto foi o aug-
    mento da industria productora.
    O estado econmico de urna sociedade tinto
    mais perfeilo, quanto maiores forem o lucro do
    capital e o salario do trabalhador; porque o
    lucro e o salario esto na razo directa do pro-
    gresso industrial, isto da maior graluidade,
    que podem realisar o salario e o lucro.
    E' portanto verdade que do progresso do capi-
    tal resulta o augmento do salario ; poi n nunca
    a baixa do lucro do mesmo capital, sendo que
    por esta razo nao empeira a eondijo do
    cavalheiro
    Dr. F. Pinto Pessoa.
    mente o dominio da propriedade recua propor- capitalista.
    cao que certos obstculos sao vencidos, e a hu- Desenvolveremos mais largamente a doutrioa
    manidade se atira novas pesquisas diante da que acabamos de emittir, se algum
    expansibilidade indefinida de nossas necessidades attencioso se dignar contestar-nos.
    physicas, moraes e intellectuaes, elevando in-
    cessanlemente o nivel humano, realisando cada -------------------
    vez mais a communhao e com ella a egualdade
    no seio da grande familia humana. j)nas palavras sobre as seccas do Leara
    Esta expressaoprogresso do capitalcorres-
    ponde exactamente, no sentido econmico, este
    pensamento: -progresso de riqueza, diminuico
    de valor; augmento de graluidade, dimiouiQo
    de exforco ; transformago do dominio da onero- j
    sidade ou da propriedade no dominio commum
    resistir a taes inclemencias, nao serem, como
    muito commum, dotados da propriedade, de
    conservar em tubrculos.ouoolras excresw
    da raiz ou do tronco, urna reserva dos suecos,
    que absorten] durante o invern aflm de utilisa-
    P para
    sua sustentarlo e conservado, at* appari^o do
    iuvemo seguate, t observa em" umitas
    plantas do uadro
    enumerar Imiravel previdencia da na-
    tureza 1
    Dura esle estado de cousas em quanto sopram
    os ventos gera>s de N. N. E que nao falham.
    um s da, e a certas horas quasi sempre as
    mesmas, para cada localidade; ventos estes que
    duram pooeas horas, mas sao de urna violencia
    extraordinaria e progressiva al o fira da eslago
    calmosa.
    Quando approxima-se o lempo do invern, for-
    mam-se no horisonte, da parle donde vem o
    vento, e na approximacao da noile, agglomera-
    (es de nuvens, que fusilara innumeraveis re-
    lmpagos, que obrasam esta parte do co ; mas
    com a appanco do vento goral dissipamse cada
    dia. sem nunca subirem ao zenilh. Depois de
    dias e mezas da apparicao destas nuvens, e de
    sua dissipaco pelos ventos geraes, de repente
    estes deixam de soprar. Ento as nuvens do ho-
    risonte chegam ao zenilh, e se resolvem em chu-
    va, com horrorosas trovoadas, que se succedem
    sem inlerrupso. Est principiado o invern,
    alais tarde as trovoadas diminuem de ioleosida-
    de e de frequencia, e ento as nuvens desabam
    sobre os sertoes em torrentes que mais se pa-
    recen) com diluvio do que com invern.
    Algumas vezes nao cessam os valos geraes,
    e continuam a dissipar as nuvens de que fallei,
    ento a secca, se declara e passa-se o lempo da
    eslago invernosa sem chuvas notareis, e com
    persistencia'dos ventos geraes.
    Iosislo sobre esta persistencia ou desapparico
    dos ventos geraes e peridicos de 24 em 24 ho-
    ras, porque nos sertoes do Ceari lenho observa-
    do que o sigoal mais certo do ioverno ou da
    secca ; sigoal que acompanha, e caracterisa.
    Como aflirmam a vista de aemelhantes tactos que
    as seccas do Cear dependem da falta de evapo-
    rado, e da eleclrecidade, cujo deseovolvimeoto
    ella produz; quando ludo indica que esta evapo-
    rarlo excesivamente abundante e rpida, e
    por consequencia acompanhada do desenvolvi-
    mento de electricidade que sempre a acompaaha ?
    Julgo eu que a sua inlensidade a maior causa
    das seccas, porque sendo a evaporaco la i r-
    pida, faz com que desapparega tqja a agua da
    superficie da trra, e produza a aridez e a deso-
    laco, que se observa nella. Quera observa o
    co do serlo durante o decurso da estac&o cal-
    mosa nao estranha haver seccas nrlle, mas ca
    pasmado de nao as ver se repioduzir cada anno.
    Passam-se mezts e mezes consecutivo sem se
    avistar no firmamento o menor indicio (le nu-
    vens, quer durante o calor do dia, quer durante
    as noites, que tambem se conservara bastante
    quentes em razo da irradiarlo do calrico- absor-
    vido pela trra durante o dia. Nem urna tolla
    de orvalho apparece em todo o serto durante es-
    te periodo, e dorme-se ao tempo scm receio de
    apaohar o sereno da noite.
    O phenomeno da chuva sem duvida o resul-
    tado da aeeo complexa da varuco de tempe-
    ratura as diversas regioes da atmosphera, das
    correntes aereas que nella se chocara mutuamen-
    te, asaim como da electricidade. Os vapores
    aquasos, dissolvidos no ar, em virtude do seu
    calrico elevado, passando para urna regio mais
    fria se condensam em vapores pela sua menor
    capacidade par-a a dita dissoluco, e formam as
    nuvens. Estas atravessando outra rogio ainda
    mais fria, ou achando-se submettidas a certas
    iofluencias elctricas, se resolvem em gottas de
    chuva quo cabem em virtude de seu peso. Admitto
    quo os bosques possam ter alguma influencia nes-
    ta ultima parte da prodocao da chuva, quando-
    as nuvens passam por cima delles; mas que in-
    uam para as fazer subir do horisonte ao zenitb,
    cousa que nao admitto, por motivos que mais
    adiante expenderei. Antes do chegar a elles que-
    ro rectificar um erro que se lpete sem reflexo,
    e quo forma um dos prioxipaes argumentos a fa-
    vor das theorias que combato. Neg eu esta
    proposiQo; e sinto muito achar-me nesle ponto
    em opposico formal com o reverendo Sr. Pom-
    peo, que fez um estudo especial da succ-ssso
    das seccas, durante o decurso do secuto passado ,
    tirando quasi lodosos seusdocumentos dosvros
    da fazenda que parecer fornecer poucos detalhes
    sobre a questo. Logo adiante darel a coohecer
    os documentos que me levam a seguir a minha
    opinio, e persuado-me serem mais positivos
    dais explcitos, por serem locaes.
    Disse nao soi quera, e repele todo o mundo
    que antigamente as seccas eram msis raras e mais
    tracas, do que hoje, e que ellas vo augmentan-
    do do frequencia e de inlensidade.
    Fallam-nos documentos sobre o resto do sejolo
    17, mas esta autoridade suficiente para pro-
    s eram to fortes naquelle lem-
    po, q iiia-M falta de agua. Durante o
    slculo passado ensina-nos a historia que .seccas
    rigorosisslmas a iovernos eminentemente chu-
    vosos succederam-se em periodos de quatriennios.
    Quatro annos chovia com exceaso, a os qua-
    tro seguintes havia falta absoluta de chuvas;
    o reverendo Pompeo ainda me contesta este fado
    que acho consignado na eynopsla do general
    Abreu e Lima, na era de 1836, e que eu mesmo
    tenho verificado. N'uma nota dn Dr. Mauoel
    Arruda Cmara, que me foi comraunicada por
    um amigo, entre outras seccas do XVIII seculo,
    aponta urna mu rigorosa que so deu em 1719 ;
    ora de 1720 a 1724 vio 4 anoos. Confessa o meu
    Ilustrado opposilor que ha tradico e documen-
    tos escriptos de urna secca rigorosa que assolou
    lodo o norte do Brasil, principiando pela Bahia,
    e que durou 4 annos, desde 1724 at 1727. De
    1728 at 1732, outro periodo da 4 annos, o ge-
    neral Abreu e Lima diz que as chuvas forana
    tribua tambem para diminuir a copia d,
    aguas, expondo-as & acclo difewia loa ra
    res, que activara muito a evaporacJm ;
    que as(arvores abrigando, posto que ira
    mente o solo, pois quasi todas perdea sua
    O problema da apparijle ou nao apparigo do
    interno-4 multo mais complexo do que no-lo
    presentara, supponho que aleda ha grandes
    - lacaoas as theoriu a ais admiraveis que po-
    olha- demos orgarrisir no estado actual da sciencia ;
    turante as seccas, podem embarassar aova- |9mpra ho de nos escapar mullos dos dados que
    racao da agua que o penetra, e prevenir em ae]\0 eotram, porque as nossas forjas e nosso al-
    parte a sua grande desceselo. Admiti mais que canee sao limitadissimos.
    a frescura entretida pelo sombro debaixoda capa]
    de frondosos arvoredos possa entreter um abai- Os ventos geraes oxercem urna influencia mui-
    xamentode temperatura Capaz de provocan con-'to mais directa sobre o appareetmento do invern
    densaco dos vapores, e contribuir para refrescar
    a sua, folhegera e suas raizes. mas recuso a sua
    influencia sobre a produccSo dos invernos ; e logo
    provarei esta asserc,o.
    Os acudes produzem effeitos anlogos pelain-
    fillrago das aguas at certa distancia, e tornara
    as trras circunvisinhas aptas para certas cultu-
    ras, e mesmo para a sustentaco de aores que
    nao se despem de suas folhas; por isto estou
    convencido que nunca se pole perder, mas antes
    lucrar muito com a multiplicagao dos acudes
    pelo serlo ; porque independetemenle das van-
    muilo abundantes. Em 1732 houve oulra secca tagens ja indicadas, fornecem peixes e outros re-
    rigorosa que causou grande atrazo agricultura,
    e que foi seguida de tres annos de grande esca-
    cez de vveres. Diz a este respeito urna das pri-
    meiras vereac,es da cmara do Ico de 1738 que
    deoero lodos os municipes plantar mandioca e
    outros gneros alimenticios, nao os poderam ven-
    der para fora do municipio, a/im de prevenir a
    cursos de passadio a seus donos, e sao para os
    gados bebidas certas, onde seus donos os podem
    revistar quolidiaoamente sem grande cusi e
    muito a comraodo.
    Coovem promover a sua construeco por todos
    os meios, a na maior escala possivel, em toda a
    superficie da provincia, por causa das suas innu-
    repetico das seccas, que precedern* a creaco da meraveis vantagens ; assim como prevenir mesmo
    "
    villa,' a qual foi erecta em 1738, em virtude de
    urna ordem anterior; e note-se que o termo com-
    prehendia a metade do Cear, isto toda a re-
    gio situada ao sul do Rio Banabui. Foi em
    razo desta secca de 1732 e das dos annos que
    Ihe succederam, que El-Ret do Portugal, por
    Carta Regia de 1736 delermioou, que todos oa
    senderes de engenho fossem obrigados a plantar
    mandioca as so as Ierras, pelo menos quanto
    fossem bastante para a suslenlsco Jas suas fa-
    milias e da gente que empregavara no seu trafi-
    co ; afim de prevenir a mortandide que havia
    occaaionado a escacez delta nos annos preceden-
    tes de 1732 a 1736 vo 4 asnos; de 1730 at 1740
    vo outros 4 anoos. Al 1740 nao se trata mais
    de secca ; mas desta poca em diante, acbo car-
    tas da cmara do Ico a El-Rei reclamando contra
    a exigencia da edificac.ao de urna eadeia a eusta
    dos moradores do municipio; contra a proposta
    de um correio entre Pernambuco e Ico; contra o
    imposto de um boi por corral, afim de servir
    para sustentado dos Jesutas da hospicio de
    Aquiraz; e contra o pagamento dos- tercos do
    rendimento do. senado, fundando-se em todas
    ellas na circunstancia das seccas que devastara
    constantemente o Cear e arruioam os criadores,
    que por isto esto sempre reduzidos a principiar
    o seu negocio. Deatas cartas se collige que de
    1740 at-1744 oa annos forana pouco favoraveis, e
    que os criadores sotTrersm nesle periodo grandes
    perdas, por lodos estes documentos julgo-me
    autorisado a dizer que a Ia melada do Xflll se-
    culo foi assignalads por urna succsso de pe-
    riodos de 4 anoos de secca e de 4 annos de chu-
    vas abundantes; o tambem a sustentar que as
    secca i do mesmo scula nao foram to pouco- nu-
    merofss, nem menos rigorosas-que as do pre-
    sente, como o diz o reverendo Sr. Pompeo.
    Durante o perioJo de 1724 a 1T27 urna missq
    estaoelecida no Cariri, vio-se obrigada a abando-
    nar a sua aldeia da Misso Velha e passar-se pata
    outra, que ainda hoje se chama Misso Nova pelo
    motivo de faltarcoropletamente agua na primeira.
    Isto deu-se no Cariri, ainda hoje to abundante
    de aguas ; n'um tempo era que suas frondosa*
    maltas ainda se achavam todas no seu estado pri-
    mitivo.
    Por um lapso comroelli um erro de data, di-
    zendo que este tacto se deu em 1735, em lugar
    de 1725, lapso este bem palpavel, ja que era ou-
    tra obra tratei desta secca, que declarei ter exis-
    tido no anno de 1725.
    Em 1779 houve no Cear urna secca mu rigo-
    rosa e devastadora, qu causou grandes prejuizos
    em toda a capitana de Pernambuco e suas anne-
    xas ; mas nao deixou tanta impreaso na popula-
    cao corno a seguinte :
    Em 1792 houve outra secca to forte que A y res-
    Casal assevera que 7 freguezias foram desampa-
    radas, sera que nellas Gcasse alma viva : morreu
    todo o gado dos sertoes desde Cear. at Pernam-
    buco. Ora as freguezias daquelle tempo nao eram
    como as de iiojq, eram incomparavelmente maiores
    independenleraente destas, nouveram outras me-
    nos rigorosas, que por isto deixaram inipresso
    menos viva. Diz o Sr. Pompee, e. concordo com
    elle, que o autor da chorographia, Ayres do Casal
    f>i Iludido quanto despovoac,o daa freguezias ;
    a secca foi rigorosa, e durou mais de 2 annos ;.
    porem nao houve urna s freguezia que ficasse
    despovoada. Foi mais-extensa nos sertoes da Pa-
    rahiba, e Rio Grande.
    Nesle seculo em 1825 e em 1845 houveram sec-
    por leis a destruido das maltas, especialmente
    as margena dos rios, e nos cumes das monta-
    nhas, donde surdem olhos d'agua, ou nascengas
    da rios ; porque ellas influem poderosamente so-
    bre seus eitos e suas vertentes, preservando-as
    dos ardores do sol, e assim contribulado para
    nao seccarem suas aguas, e se tornarem mais
    abundantes. Se continuaron! os carinenses a des-
    truir as florestas da chapada da serrra do Araripe,
    os moradores dasserras hmidas deVaturite, Ara-
    lanha e Maranguape a descobrir de aores, como
    tem pralicado at hoje os cumes dos montes que
    dominara a chapada geral destas serras, pouco
    dou pelo futuro destas regioes, que hoy* vo pro-
    duzindo com abudancia excel'eote caf a assu-
    car.
    Pelo Dr. Iheberge.
    [Conlinuacao.)
    Cessam estes ventos violeotos e regulariaam-se
    os .venios geraes, que soprandocom furia a cer-
    tas horas do dia ou da noile, conforme a sua
    siluac,o mais ou menos central; desapparecem
    as nuvens do co que tornase perfeitamente lim-
    po at o apparecimento do invern seguinte, sal-
    vo quando apparecem chuvas em oulubro ou
    A historia da provincia demonstra o contrario; cas terriveis, mas que nao consta harerem occa-
    i_ / -________ --- w*>>n f.mituinlC Hf\ aiftnirfn faltan A' m> n no Imana A \ 9 v!/a i n m rfna
    Nao nos Iludamos, portanto, o destino do ca-
    pital fazer coocorrer os agentes naturaes na
    obra da produeco; por Isso que o homem
    associa ao seu trabalho urna proporco sempre
    crescente desses mesmos agentes, como o ar, a
    agua o fri, o calor, a luz, a gravitaco, a elas- novembro, chuvas estas que sao pouco copiosas,
    ticida'de, etc. etc. ( e que ordinariamente durara pouco.
    A realisaco de sua obra, D^us a deixou por j O calor do sol tambera vai augmentando de n-
    um lado, ao interesse individual, que sem tensidade cada dia ; a evaporado vai continan -
    conteslaco a mais viva e a mais intima e per- do com tanto maior actividad?, que a atmosphera
    manente de noasas energas, cerlo deque elle abrasada pelos raios solares cada vez mais nten-
    no repousar nunca ; e por outro lado con-, sos, vai adquirindo urna capacidade mmensa
    currencla, que a mais bella das intences finaes para a absorpgo e dissoluco dos productos da
    do mecanismo social, e que se opera com um evaporarlo; o solo dessecca-se absorvendo o ca-
    ardor proporcional amplitude da deslgualdade, lonco, deixa-se penetrar por elle, e promover a
    e nao repousar tambem sem que a tenha feilo evaporaco da agua al urna grande profundida-
    desapparecer. i de. A vegetaco dessecca-se, as arvores perd_em
    Este fluxo sempre crescente que
    o trabalho j as folhas e deixam o solo cada vez mais exposto
    , a concurrencia destribe em todas as aegao do calrico; cessam completamente os
    veas do corpo social. phenomenos hygrometricos. As aguas juntas em
    O capital, bem como a riqueza, se aprsenla (lagoas ou acudes, evaporam-se com urna rapidez
    sob dous aspectos destnelos, mas ao mesmo tem- tal, que em agudes de grande extensao tenho o-
    po inseparaveis ou nfalliveis, que sao a utilida- j lado, no Qm da secca urna deminuicao quotidiana
    de e o valor. de dous a tres dedos na altura. As agoas dos
    O augmento de capital, ou de riqueza implica rios secam completamente, excepto nos lugares
    necessariamenle diminuico de valor e augmento ; maia profundos dos seus eitos, que o povo cha-
    progressivo e proporcional do utilidade. I ma pocos. Sao elles maiores ou menores adjun-
    Se assim nao fra, o progresso no dominio dallos d'agoa, que pouco abaixam, porque sao en-
    propriedade obstara o progresso no dominio da j Iretidos pela correnle das agoas vo debaixo das
    communhao, e esta recuaria dianto
    do dominio
    appropriado, e teriamos conseguinlemente che-
    gado escola materialista, que havemos con-
    demnado.
    E, pois, concebe-se fcilmente como a multi-
    plicaclo de capitaes, expandindo indefinidamente
    arelas, que as preservara da aeco do sol.
    A vegetaco rasleira secca toda completamente
    e as arvores despidas das suas folhas difficilmen-
    le resistem a sequido e ridas do solo, em que
    nao acham mais os suecos necessarios sua ali-
    mentaco. Poucas sao as especies que pdem
    sto: que as seccas eram mais frequenles do
    que hoje, e mais destruidoras, muito embora as^
    maltas estivessem intactas, e no seu estado vir-
    gem. O padre Antonio Vieira, director das mls-
    ses do estado do Maraoho, de 1852 at 1660,
    descreveudo a Ibiapaba e suas missdes, refere
    que ahi as seeceram to frequenles e intensas,
    que fallavam completamente e quasi sempre os
    meios de subsistencia, tanto assim que os mls-
    siooarios mandando mendigar farinha de casa
    em casa; nao a achavam, porque nem a tinham
    os que se entregavam a sua fabricaco; acha-
    vam-se redutidos a se alimentar com duas espi-
    gas de milho secco por dia, o quo os levou a
    provar a carne de largatixas. que a necessidade
    lhes fez achar saborosa. N'outra parte diz que
    at aentio-se grande falta de agua. O padre Vieira
    diz positivamente que a farinha faltava mesmo aos
    indios que a cuitioacam, logo porque os Tu-
    bajarsdoquem elle trata se enlregavam de fado
    a cultura da mandioca, o que elle declara ex-
    pressamente n'oulro lugar. Isto posto cae por
    si'a objeceo que faz o reverendo redactor do
    Ceorense allegando quo se estes indios eolhiam
    milho e nao maddioca. porque nao a plantavam.
    Demais, como que faltava agua na sorra da
    Ibiapaba naquellas eras remotas, quando as maltas
    ainda se conservavam intactas; ao passo que nao
    consta que ella faltasse daquelle tempo para ca?|
    Nao devo ignorar o reverendo redactor que a cha-
    pada da Ibiapaba o poni do Cear quo foi pri-
    mitivamente frequentado pelos europeos, que
    nunca deixaram de residir alli de mistura com os
    Indios; e se esta falla de agua fosse habitual e
    nao effeito da secca, os seus habitantes a teriara
    abandonado por outro lugar menos rido e rigo-
    roso ; mas vemos pelo contrario que esla regio
    elevada da sorra foi sempre a morada predilecta
    dos Indios at hoje.
    FOLHETIM ()
    OBATEDORDEESTRADA
    roa
    PAULO DUPLESSIS.
    sionado faltas d'agua nos eitos dos rios nem dos
    grandes riachos, nem obrigado a populaco- de
    povoado algum a abandona-lo, qualquer que fos-
    se sua situaoo, nem mesmo causado diminuido
    uotavel na poroac.o de freguezia algum, por
    mais elevada qua fosse para as vertentes dos-dos:
    todava em 25, e ainda mais em 45 as mallas
    achavam-se muito mais destruidas. Como que
    se tirara consequencias to errneas de tactos to
    bem conhecidos ? Se ha urna differenca entre as
    seccas deste seculo e as dos dous precedentes,
    que estas foram iucomparavelmente maisfurtes,
    mais devastadoras; e se fosse verdade qjue a. des-
    trnigo das maltas influisse nellas, seria mais. l-
    gico em rela;o aos tactos observados, concluir
    que ella tem influido para torna-las menos- fre-
    quenles e monos rigorosas ; mas sacia isto um
    sophisma, igual ao que altribue-lhe a frequencia
    e intensidade das seccas ; tomando por effeito de
    um facto o que sem ligacocom ello vem depois
    delle.
    Aprsenla^ como prova da influencia das mal-
    tas, o terem seccado rios que de primeiro corriara
    de um invern para o outro. Anda vejo nisto ou-
    tro sophisma semelhanle aos precedentes ; os
    rios corriam naquelles lempos- durante grande
    parle da secca ; porque suas aguas as nascen-
    gas nao eram aproveitadas como o sao hoje para
    regado das lavouras. O Salgado que esteva neste
    caso al Ico foi deixando de correr, ao passo que
    se multiplicaran) os engentes.do Cariri, porque os
    donos desles engenhos rete suas aguas para
    fazer regos nos canaviaes;e ao passo que foram
    augmentando estes eslabelecimtntos agrcolas,
    foi o rio secando mais cima, a ponto que hoje ja
    nao corre mais na distancia de 6 leguas da Serra
    do Araripe, donde proceden) suas vertentes
    Nao duvido que a deslruico dos arvoredos as
    PRIMEIRA PARTE.
    II
    (Conlinuacao.)
    Por alguos instantes conservou o pescoco es-
    tendido, o ouvido alerta esculando attentamente
    os menores ruidos que vagamente se faziam per-
    ceber ; ia continuar sea pesseio, quando um se-
    gundo Uro, que choou longe, o fez parar.
    Oh I murmurou elle immediatamente,
    Grandjean que trata denos preparar a ceia....
    Que modo osse dos meus Mexicanos? Parece
    que esto inquietos. Supponho que nao contara
    com algum soccorro da oulrem para me ataca-
    ren)___ E's delles que eu devo desconfiar
    E Traga-Mescal ende est?.... Ah ei-lo. Ao ve-
    lo, tomar-se-hia por ama estatua de bronze Dor-
    me encostado urna arvore, mas um franzimen-
    lo quasi imperceptivel dos sobr'olhos, que nao no-
    tara se nao eslivesse prevenido contra elle, des-
    meBte este somno to repentino. Traga-Mescal
    me entregara alguesa emboscada, e estes dous
    tiros em vez de serem dados por Grandjean, nao
    seriara dados contra elle ?
    D. Henrique, depois de hesitar um pouco, pre-
    parou a carabina, e depois so dirigi para o -
    dio'
    Traga-Mescal, lhe disse elle em hespanhol,
    e puchando-o rudemente pelo braco ; eis o mo-
    mento de dares provas d'esse profundo conheci-
    mento das mallas de que te ufanavas a pouco.
    Vas me levar sem perda de tempo ao lugar d'on-
    de partirn) estes dous tiros quo deverias ter ou-
    vido. apeiardo somno eom que estsvss.... Doixa
    (*} Yido iario a. 93.
    l estas armas___V l que te nao estorvem na
    carreira....
    D. Henrique apenas linha dito estas palavras,
    e os ramos de um copudo espinheiro, ao p do
    qual ello se achava, se agitaran) com violencia e
    deixaram passar Grandjeao.
    O Caodense vinha muito sobresaltado ; os mo
    vimentos bruscos e desordenados, com a mo ar-
    ribada sobre o cano da espingarda, a alera do lu-
    do a pallidez do rosto, apezarde sua cor tostada,
    davam entender que vinha morrendo de raedo.
    Que!.... j de volta.... Grandjean 1 disse
    D. Henrique, pelo que parece, foste bem succedi-
    doll___Que mataste ta? dous gamos ou dous
    cabritos ?
    Atirei em um gamo 1....
    Onde est elle ?
    Nao sei 1....
    Como isto ?
    Vi-o cahir, porm nunca mais pude acha-Io.
    D. Henrique olhou para Grandjean com ar de
    admiraco.
    Se tantas vezes nao livesse sido testemunha
    da infallibilidade de la pontaria, lomarla esta
    desculpa por urna evasiva de mu cacador, e ao
    mesmo lempo ebeio de vaidade ; mas teu res-
    peito tal nao se pode suppr I Se atirasto em um
    gamo, elle devera ter cabido. E como que veos
    cora as mos vszias?
    O Canadense bateo com o p com for;a ; e de-
    pois distrahido e para bem dizer respondendo
    seus peosamentose nao s perguntas de D. Hen-
    rique, resmungou estas palavras:
    Oh I se eu tivesse urna bala de prata, nao
    seria l um gamo, as tambem o diabo em pes-
    soa que oa traria....' Um homem de seoso nunca
    e deveria arriscar* entrar as maltas.d'este dim-
    nado paiz, sem ao menos ter notolso um par de
    balas de prata fundida, por um abbade I
    Porque fallas asaim ?
    Pelo que me succedeu.
    E que te aconteceu f
    Um caso quo eu nao quero cootar, por que
    o enhor me tomara por um doudo, e nao me
    dara crdito.
    nascencas, e as bordas dos eitos dos rios cou-
    E' muita philaucia meu ver honrar com o no-
    me pomposo de arboricultora os poucos conselhos
    que se podem dar hoje aoa sertanejos, em ordem
    a prevenir a destruiejo das matas; e muito f-
    cil ai'onselhar-lhes de plantar arvores ; mas
    mais difficil executa-las.
    A arboricuUura do serto urna parte da bo-
    tnica pratica que deve tratar da cultura, iste ,
    da reprodcelo ou propagaco, da conservacM
    das arvores do serto e da ualuralisaco de ou-
    tras. Ora, estas operaQes sao eminenlemente
    dificeis : poucas- sao as especies de arvores que
    resistan) n'um terreno to secco- e rido, n'uma1
    atmosphera to abrasada, e no meio de tantos ele-
    mentos de destruiQes. As poucas arvores do
    serto nao supportam a traosplantago, e recla-
    mara para nao morrer de um a oulro ioverno
    condicgdes que sedevem estular cora especiali-
    dade, porque o clima e o terreno sao dfferentes
    dos-outros e sui generie : iunuodacoes dos inver-
    nos abundantes tambem lhes fazem urna guerra
    nao menos perigosa de-que a das seccas. Quan-
    do se tiverem feilo estes estudos, ento existir
    arboricuUura possivel, que se ensinar aos serta-
    nejos ; mas hoje que nao se tem feito estes estu-
    dos, a arboricuUura de serlo nao passa de um
    nome pomposo, mas dco e sem sentido ; e acon-
    selhar aos sertanejos a propagado das arvores,
    presar no deserto. Em quanto a arboricuUura
    nao existe seno nominalmenle, pelo menos
    ocioso fazer depender o remedio das seceas, de
    urna base to ftil, e que ainda nao existe, nem
    mesmo em germen. Se queris que produza al-
    gum beneficio, o deveis primitivamente fazer e
    deixar al l de vos aconselbar urna cousa que
    nao existe.
    As malas o os arvoredos-sao de grande utilida-
    de. Persuado-me mesmoque durante o invern,
    quando este j se acha estabelecido pela concur-
    rencia das causas naturaes que o produzem, os
    bosques e os acudes podem altrahir as nuvens e
    produzir maior copia de chuva na sua clrcumvi-
    sinhanca, do que em lugares seceos e desco-
    berlos.
    Explica-se perteitamento este phenomeno.
    Acontecendo que urna nuvem carregada de
    urna qualidade de electricidade passe no lenaalh,
    urna arvore maisou menos elevad* "podb perfei-
    tamente obrando como conductor nalural submi-
    nislrar-lhe a electricidade contraria sua, altra-
    hi-la, destruir a sua tenco elctrica pela contra-
    ria que lhe ministra, e nesta occasio promover a
    converso dos vapores em chuva que cai na visi-
    nhauga ; sao casos que as-lheorias physicas e me-
    teorolgicas nos explican), e que nao possivel
    deixar de admiltir; mas desles effeitos contin-
    gentes e parciaes nao lgico concluir que estes
    phenomenos cuja acQo -limitada a urna espado
    infinitamente restricto, lo multiplicadas come-se
    possam auppAr em toda a superficie Ja provincia,,
    possam jamis influir como causa geral dos in-
    vernos ; possam fazer que as nuvens subam do
    horisonte ao zenilh dos diversos pontos da pro-
    vincia, condicao indispeosavel para que possam
    os bosques reagir sobre elles.
    A solugo do problema das seccas nu fazer
    com que as nuvens se converlam em chuva, porque
    islo impossivel quando s nao ha; mas sim fazer
    com que appare^am na superficie do Cear,. su-
    bindo do horisonte ao zenilh ; obtido est6 resulta-
    do, que o mais importante, ento sim os arvo-
    redos poder ser de grande utilidade, mas nun-
    ca elles as resolvero em chuva, em quanto nao
    os houver; pelos menos parece-me isto lgico.
    Se nao fosse assim como se explicara o caso
    observado em 1845. A freguezia do Riacho do
    Saugue queja era ueste tempo urna das.que pos-
    suia maior numero de agudes ; as nascencas do
    riacho e dos seus confluentes sao bastante frescas
    e coberlas-de grandes arvoredos, e tem ex alien-
    tes Ierras de agricultura, ainda em grande parte
    nao aproveitadas. Era a freguezia quo relaliva-
    mete possula mais gado. Foi tambem mais
    maltratada pela secca a ponto que no districto da
    Cachoeira asseverou-se-me ter escapado menos
    de moia duzia de vaccas. Qual foi a causa que
    paralysou a aeco dos bosques e dos acudes 1
    porque razo nao altrahiram msis a chuva do
    que outros lugares vizinhos inconteslavelmente
    mais seceos e ridos, onda sempre houveram al*
    gumas chavas poucas, ao passo que o Riacho do
    Saogue nao contoa urna nica de importancia ;
    ao passo que as vizinhas.sem bosques e sem acu-
    des liveram chuva e algum pasto, a ponto que
    nenhuma soffreu como esta ? Sao phenomenos
    -que nao se podem explicar, mas que fazem clau-
    dicar as theorias que se nos quer incutir.
    nos sertoes do que outro qualquer agente1 que se
    nos-aprsenla.
    E' facto constante, palpavel, e reconbecido por
    todas as pessoas que tem residido no serlo, e ob-
    servado a successo'das estaedes, qne em quanto
    sopram os ventos geraes, hajam os preparativos
    que houver o invern nao se maaifesta.
    Quando elles eessim de soprar, enlo as nu-
    vens que desde algum tempo se forraavam e so
    dissipavam alternativamente do Oriente, princi-
    pian) a elevar-se, e a dar signaes de phenomenos
    elctricos intensos, qne produzem a chuva. Em-
    quaato dura ella nao ha vent03 geraes, e quando
    elles tornara a appareeer, pode-se afBrmar que o
    invern eal concluido, ainda que, continuo a so-
    prar o vento sul, que tambem outra condicao
    indispeosavel de um bom invern.
    A constituico geographlca e geolgica da pro-
    vincla do Cear pode tambem influir na produc-
    to das seccas, masafflrmo que por mais que te-
    nha reflectido sobre a explicago desta influencia-,
    nunca ache urna que me salisfizesse. Exporei
    aqu summariamente o que tenho observado-re-
    lativatrente a estas duas condijoes.
    A parte do norte do Brasil, onde se manifestara
    as seccas maia rigorosas, consta do bispado do
    Pernambuco comprehendendo as provincias de
    Alagas, Pernambuco, Parahiba, Rio-Grande do
    Norte, Cear ; da provincia do Piauhy- e de parte
    daquella da Baha. Toda esta regio forma um
    ngulo recto, cujos lados seguem quasi a direc^o
    dosdreulosde loagitudeede latilude, cortam-se
    na pona dos Touros, ponto ornis oriental da
    America meridional, onda ao acha por consegua-
    te o vrtice do dito ngulo.
    Quem sabe I Tambem eu tenho meas mo-
    mentos de credalidade. Vejamos como foi isso.
    O seohor ouviu dous tiros, nao ?
    Sim, e depois ?
    Pois bem 1 d'estes dous tiros s um foi dado
    por minha espingarda.
    E o outro?....
    Nao sei explicar O mais que posso fa-
    zer, contar o que me dis respeito.
    Canta que eu ouco.
    Apenas tinha eu entrado na malta, levan-
    tou-se um gamo em frente de mim na distancia
    de uns cera passos. Os galhos das arvores rae
    embaragavam de lhe altrar, e puz-me pista
    d'elle. O andar Irregular do animal quo pareca
    muito senhor de si, moslrava que elle nio me
    suspoitava ali, e que nao fugia de mim : estava
    por tanto certo de o alcancar, e j o linha como
    urna preza certa. Nao era mais que urna questo
    de tempo. Com effeito depois de alguns saltos
    mais, elle pousou no meio direito de um claro,
    sem duvida formado ha lempos pelo curso de urna
    manga de agua ; levei a arma cara, e atirei; o
    animal, ftido em cheio, virou de cambalhola, e
    cahiu 00 chao ....ou...... Sabendo eu que quao-
    do um gamo nao ferido no coraco foge na car-
    reira e vas morrer longe, apressei-me em irapa-
    nha-lo.... Apenas eatava eu os viole passos
    distante d'elle, quaodo assustando-ae com a mi-
    nha presenta, elle consegua, por um grande es-
    forz levantar-se equis fugir Pus-me ao en-
    caljo.... quasi i m mediata monte i meu lado dis-
    parou-ae um tiro.... o gamo cahiu fulminado....
    E quem deu esto Uro? Perguntou D. Hen-
    rique.
    Um tiro, repeliu Grandjean, levantando os
    hombros eom ar de duvida a de plodade, suppe
    o senhor que era um? Se me sirvo d'esta ex-
    pressao que nao aoho outra para explicar o qne
    ouvi.... o qne vi.... Ria-sa quanto qulxer, o se-
    nhor nao me provar qne um tiro de espingarda
    J.U. J .!._ I... (mi fiirn... Af fl'.l. a. fn
    Os ventos geraes sopram n'uma direeco pouco
    mais ou menos paralela linha que dividira es-
    le ngulo quasi recto em dous ngulo eguaes
    entre si. Parece que os ventos geraes, eahindo
    obliquamente obre os dous lados deste ngulo,
    fleam desviados da sua dipceo primitiva, eu pe-
    lo menos soffrem ahi ama modrnca;o, que-im-
    pede em lodo o seu mbito a produeco dos phe-
    nomenos que occasionam a chuva. Parece ainda
    que estes ventos escorregam co sentido do lado
    que encontrara, parque na eosta existe urna facha
    do litloral chamado matlrs, onde as chuvas sao
    mais abundantes, o esta facha vae-se tornando
    tanto mais extensa para o interior, quanto mai.--
    se aparta do vrtice. O Rio-Grande mais sec-
    co .do que a Parahiba, Pernambuco c o Cear.
    Em Alagas, Piauhy e Uaraubo, ha mais aguas
    do que mais perto do Rio-Grinde.
    Como influe esta condicjto geographica na in-
    constancia das esloces no mbito deste ngulo 1
    E" isto uma questo que devo ser estudada com
    muita attenco e por longo periodo de tempo.
    TalVez que a variaeo do rumo do vento tenha al-
    guma influencia.
    A constituico geolgica do fiesr tambem
    muito notavel. Poema a provincia uma grande
    bacia mui baixa em telsQo s regidas- que a cer-
    cana em grande parte de sua ciroumferencia. A
    organisa;o de quasi toda esta baeia consta de
    rochas primitivas, presentando urna superficie
    muito ondulada e accidentada, mas-sem que uma
    deslas ondulacoes se eleve mullo acim das ou-
    tras, excepto alguos pontos que designarei, onde
    formam-se serras, todas as quaes- seguem uma
    direeco aproximando-se notavelmente da linha
    norte e sul. Quaodo ellas sao mullo altas, at-
    trahem as chuvas, tornam-se muito hmidas e
    abundantes de vertentes, proprias-para regos, e
    prestam-se cultura- da canna o do eaf, que,
    lendo bom trato, sao de excellente qualidade as
    serras de Mbranguapo, Arataoha e Baturite, na
    fralda da serra do Araripe e da serra grande do
    Ibiapaba. Quando sao mais baix-os-, tem menos
    agua de vertentes ; mas- conservan, frescura bas-
    tante no seu-interior para se podorem prestar
    cultura da mandioca e do algodu, como succede
    as do Cmara e Pereiro, na de S-.. Pedro nos con-
    fina do Cariry, as da Marianna, do Machado, de
    Santa Bita, o em outras, finalmente, de menos
    importancia*
    Esta grande bacia aeha-se cercada, em quasi
    toda a sua circunferencia, de platos de uma na-
    tureza toda especial. Do lado- occidental, uci
    desles palos, naecendo na- maagem oriental do
    rio Parnabiba, vem elevando-se pouco e pouco
    al os conlins do Cear, onde fita abruptamente
    inlerrompido por talhadas eleva-dissirnas, cima
    dos terrenos desta ; o que se chama serra Grao-
    de da Ibiapaba. Estas quebradas principiara
    pouca distancia do mar, perlo do Granja, e con-
    tinuara at varzea da Vasca, n'uma extensas de
    cento e tantas leguas de norte sul. D'abi esto
    pial projecta, quasi em ngulo recto, ama rami-
    ficaco cu prolongamento que vae de N O
    S E at- Milagrea, n'uma extensao de mais de 50
    leguas, com uma largura vartavel de 8 10 le-
    guas: o que se chama serra do Araripe, quo
    serve de limites estro o Ceari ao norte,, e Per-
    nambuco ao sul. Ah eessa este plato, formado
    em toda a sua extensao de terrenos secundarios,
    cujas carnadas, sobrepostas urnas s oulras, se
    desenham com graca as talhadas de que fallei.
    Sobre estes terrenos estratificados aaha-se uma
    carnada profunda de areias finas e fofas, quo em-
    beben) por flltrac&o, o com uma grande presteza
    todas as aguas que n'elle cahem.;. de maneira
    que em toda a sua superficie raasima a agua,
    roas o terreno conserva frescura e poderia ser
    aproveitado, so nao fosse a falta absoluta d'agua
    -ffcea as precisos do homem e des.aninues. Esla
    superficie, onde quer que se observe, parece ni-
    velada.
    De Milagrea at 50 leguas ao. norte, os confina
    do Cear sao determinados por una serio de al-
    tos que separam as aguas da provincia das do
    Pernambuco ao sul, e da Parahiba ao nascento
    Ao norte do valle do riacho Figaeireda se obser-
    va oulro pM da mesma natureza que os outros,
    mu muito mais baixo ; > a serra do Apody. que
    separa o Cear do Rio-Grande n'uma extensao do
    sul norte de perto de 25. leguas, sobre unta,lar-
    gura de 8 10 leguas.
    deixe de dar luz o fumaba.... Ora d'esla vez foi
    o quo aconteceu....
    Examinaste ao menos o lugar d'onde parti
    este troYo? Tu abe; que eu respeito os teus
    prejuizos, Grandjean, perguntou D. Henrique em
    tura de mofa.
    Mas que vem isto ? Repito que isto leve
    lugar bem perto de mim, e nao havia ninguem.
    E o gamo, que tem impediu de o apanhares ?
    Eu nem tratei disso. Seria o mesmo que se
    eu quizesse accender uma fogueira com um fogo
    fatuo, respoodeu o Canadense em tom de pro-
    funda convieco. Creia-me, Sr. Henrique, nao
    teime por basoOa em negar o poder do diabo, is-
    to vos traria desgranas 1
    Afinal o que ha de mais certo em ludo is-
    so, que havemos de coiar o nosso tasajo o o
    nosso pinoli; porque faz-se noite, e seria dema-
    siada imprudencia querer entrar agora na malla.
    Arrependo-me, Grandjean, de te ter mandado kca-
    ga o nao ter ido eu mesmo. Foi um gamo que
    perdemos.
    O senhor imagina que esse gamo era na
    verdade um gamo? disse o gigante.
    A menos qoe nao fosse um nome supposto.
    Suas chufas s provam uma cousa, Sr. Hen-
    rique, interrompeu Grandjean enfadado ; que a
    Instrucco que se recebe as escolas d bons igno-
    rantes vaidosos. Um homem quo nunca vlveu no
    intimo da natureza um sardo quejulga ouvir,
    um ceg que se persuade que ve, um parla-
    dor que falla a torto e direito I O que acabo de
    dizer oo para abater ao senhor 1 Dentro em
    pouco tempo, quando os seus sentidos come;arem
    .se desenvolver, o senhor reconhecer cura gran-
    de admiraco, quanta razo tinha eu para me
    expliaar da maneira porque acabo de fazer I Deus
    qu6ira, para seu beneficio, o que eu duvido mui-
    to, que at ento a sua triste presumpeo nio lhe
    soja fatal, a nio o leve algum um desas-
    troso I
    O oven linha ouvido o Canadense com uma pa-
    ciencia e uma docura que nao lhe eram de co-
    lume. O desejo de ideolificar-se com Grandjean
    moltvava esta benevolencia fra de seu ha-
    bito*.
    Bravo e sabio compaohero, responden ali
    eflectano uma alegra quasi familiar, por muito
    joven qu eu seja ainda, tenho esla noite um ap-|
    (Confinuar-ss-Jtav}
    dade de um Indio. Ora, os meus Mexicanos que
    acabara de fumar o vigsimo cigarro, nio cuidara
    maia de ceia l Se nao cuidares da minha comi-
    da esla noite, provavel que ss realisem os teus
    agouros ; amanhia me acharo morto fome.
    . Uma hora depois desta conversarlo do Cana-
    dense e de D. Henrique, urna noite escura esten-
    dia seu negro manto na matta de Santa* Clara.
    Um montio de ramos de folhas seccas, acceso
    pelo Canadense, alumiava com suas chammas
    deseguaes e trmulas pequea tropa dos aventu-
    remos, o lhe dava um singular aspecto.
    A densa copa das arvorea e um im penetra vel
    zimborio de verdura qne se estendiam cima da
    foguein, coodensavam o brilho da chamma, o
    formavam como ama especie de aureola vermo-
    Iha e enfumagada, de um effeito extravagante 1...
    Encaixlhadoa nesle brllhante resplendor, que os
    punha em alto relevo, os aventureirosparodam
    creaces phantaaticas. Um Europea que inexpe-
    radamente se achasse no meio delles, nio poda-
    ra deixar do ser assallado de espanto e terror I
    Os Mexicanos, apezar das fadigas do dia e das
    preoecupaedes do seguinte, jogavam uma partida
    de monta. Traga-Mescal estava deilado ; al-
    guns passos mais longe e na.sombra, Grandjean
    encostado carabina velava pela seguran ja de
    seus compauheiros. E D. Henrique passeiava
    posso vagaroso pela borda da laga.
    Habituado desde a infancia vida nmada, o
    Canadense linha sella um conhecimento tal que
    lhe baslava qualquer pequea attenco para ser
    umasenlinella infallivel. Quem nio coobeosese
    suas habilidades, infallivelmente o" aceusaria de
    uma criminosa negligencia, tal era o deleito com
    que fazia aua aenlinella, de olhos meio fechados,
    e quasi completamente descuidado.
    Havia apenas dez minutos que Grandjean as-
    sim eatava quando foi sbitamente arrancado da
    somnolencia por uma viva emocao. Seu olhar
    filo rdante pareca querer penetrar ta trovas;
    cou rgido como marmore ; a respiraco parou,
    ragio, phenomeno extraordinario, eossou
    quasi d bater.
    Alguns instantes de extrema alteocio desvane-
    depois, apesar de sua forte corpulencia e a rigi-
    gidez apparenls de seus membros grossos e mus-
    culosos, e sa poz i andar de rastos o com tanta
    subtileza como uma aerpente.
    Grandjean chegou to inesperadamente ao p-5
    dos MexioaBos, que lhes parecas ama
    ric.o.
    appa-
    Silencio... nada de gritos... nada do axcla-
    macoes. ., lhe disse com calor o a voz baixa, to-
    rnera as armas e vamos ellas. > Onde est D.
    Henriqua ?
    Ali, respondeu umMexicano apontaaso para
    a isga.
    Sr. Henrique, disse elle ergusads-se de re-
    pente diante do homem, como se sahisse debaixo
    da trra, est para acontecer alguma novidade...
    Paga favor de aoompaohar-me I...
    Novidade, Grandjean ? repeli o Sr. Hen-
    rique com ama voz perfeitamente calma. Que ,
    dize-me, en te pego ?... Sem da*idM o bruxo da
    carabina encantada, que nos vem trazar o gamo
    que elle matn ha pouco em nosaa honra, e que
    tu Aseste a asneira de desprezar I
    Por esta vez eu perdo este gracejo, disso
    Grandjean, porque motra uma insipidez toda
    a prova, ou um amor proprio capaz de aupprir
    uma talla absoluta de coragem 1 Deus queira
    que s lenhamos de nos haver com creaturas hu-
    manas I
    Quando o Canadense e D. Henrique se junt-
    is Mexicanos, acharam osles extremamen-
    te inquietos.
    Trafta-lescal dorma.
    Se meo ouvido podesse me engaar, disse
    Grandjean lanzando um olhar rpido sobre o In-
    dio, eu acreditarla muito bem em uma sorpreza
    dos pelles-vermelhas: porm a buiha que es pu-
    via nao nem do sallo de uma ave nem do andar
    de um Indio. Silencio... ougam...
    petite horrivel e capaz de lutar contra Yoraci-1 ceram suas iDcertejas, ; elle aWuou-s {Confinuar'-j-na.)

    MTS,-j TYf. DS M. F. DI FA1U, -1861.
    I.in l


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