Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09270


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Full Text
1110 XXXT1I IDILIO 93
Por tres mezes adiaatados 5$000
Por tres netos yencidos 6x000

BNCABRBGADOS DA. SBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexaodrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio 11 arques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
lias Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS us coKHtius.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Ignarassu, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anta, Bezerros, Bonito, Csroar, Altinho e
Garanhuns as terr.as-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Beila, Boa-Vista,
Ouricury e Kr as quartas feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlera as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Ooarto minguante as 4 horas e 4 minutos da
manhaa.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manhaa.
24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
TEICi FEIRA 23 U ABRIL DE Itl
Por uno adiantado 19|000
Porte fraico para o subscriptor.
BUCO
DAS DA SENARA.
22 Seguida. Sa. Soler e Caio mm.jS.Seohorinha
23 Terca. S. Jorge m. ; S. Adalberto b. m.
24 Qoart. S. Fideles de Sigmarioga m f.
25 QuinU. S. Marcos Evangelista ; S. Hermioo.
26 Sexta. S. Pedro de Ratisb. m.; S. Cleto p. m.
27 Sabbafo. S. Tertuliano b.; S. Turibio are.
28 Domingo. A fgida de N. Senhora ; S. Vidal
|AUUlKrUAS UUS TRIBNaKS A CAPITAL
Tribunal do cpmmercio; segundas e quintas.
Relacao: tercas, quintas sabbados as 10 horas.
Fazenda : torgas, quintase sabbados as 10horas!
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orahaos:. tercas e sextas as 10 horas
Primeira vara do civel; tercas e sextssao meio
Segunda Tara do eiTel:
hora da tarde:
PARTE OFFICIaL
ministerio do imperio.
EXPEDIENTE DO DIA 20 DE URQO DE 1861.
3.*secgn.Ao presidente da provincia de Mi-
nas-Geraes, declarando que pela resolugao impe-
rial de 16 do correte mez, tomada sobre parecer
da seccao dos negocios do imperio do conselho
de estado, exarado em consulla de 7 de fevereiro
ultimo, foi annullada a eleico de vereadores e
juizes de paz da parochia de S. Sebasliao do Pa-
taizo, municipio de Jacuby, por terem occor-
"do s seguinles irregularidades subslanciaes :
1. Nao ser admitiido para a orgsniaacao da
mesa parochial ura eleitor suppleote, sob pretex-
to de residir em lugar duvidoso, em consequen-
cia da incerteja dos limiles entre aquella provin-
cia e a de S. Paulo.
2." Nao ter o presidente da meza votado para
organisago della, devendo-o fazer por ser
eleitor.
3.a Nao se terem lavrado as actas do recebi-
mento das cdulas da 1 e 2 a chamadas, nem
constar da acia da 3.a chamada os nomes dos vo-
tantes que nao comparecern).
4.a Nao torera sido recebidasas cdulas de ruis
de 40 votantes, sob pretexto de que elles linham
mudado de parochia.
Ao presidente da provincia do Cear, decla-
rando que por imperial resoluto de 16 do cor-
rente mez, tomada sobre consulta da seccao dos
negocios do imperio do conselho de estado de 9
de fevereiro ultimo, foi approvada a eleico de
vereadores e juizes de paz da parochia de Maran-
gnapa, visto que as irregularidades que contra
ella se atlegam, ou nao sao substanciaos, ou nao
eslao sufflcientemente provadas.
- 22-
Ao presidenta da proviucia de Sergipe, decla-
rando que pela imperial resolugao de 16 do cor-
rente mez, tomada sobre consulta da seccao dos
negocios do imperio do conselho de estado de 19
de Janeiro ultimo, foi annullada a eleico de ve-
readores e juizes de paz parochia de Villa-Nova,
por se ter dado airregularidade aubstancial, alm
de outras, de ter feito parte da mesa e servido
de secretario um cidado morador m parochia
diversa.
Ao presidente da provincia das Alagoas, de-
clarando que pela imperial resolugao de 16 do
Corrente, tomada sobre consulta da seccao dos
negocios do imperio do conselho do estado, foi
approvada a eleigo de vereadoros e juizes de paz
da parochia do Rosario, municipio do Penedo
visto que das irregularidades allegadas, urnas
eslao sujcienlemente contestadas, oulras nao
estao provadas, e outras finalmente nao sao subs-
tancies.
Ao presidente da provincia de Sergipe, de-
clarando que pela imperial resoluto de 16 do cr-
lenle mez, tomada sobre consulta da seccao dos
negocios do imperio do conselho de eatado de 19
ae janeiro ultimo, foi approvada a eleico de ve-
readores e juizes de paz da parochia dePacatuba,
por nao se provarem as irregularidades argidas,
antes constando que o processo eleiloral correu
regularmente.
Silva, resolreu que, como existe dinheiro depo-
sitado nos cofres, perlencente dita heranca, de-
ve-se entregar ao dilo curador a importancia ds
porcenlagem devida do valor da lelra que leon
seb sua guarda e administraco, e caso nao exis-
ta, cabe ao supplicante intentar em juizo as ac-
coes competentes, bem como para haver o pre-
mio de depositario, pois nao pode o ministerio
da fazenda tomar conhecimento de semelhante
pretenco, vislo ser questo de natujeza iu-
dicisl. '
A' das Alagoas, ordenando, em vista do
officio de 15 do mez ultimo da respectiva pre-
sidencia, que proceda venda da casa cometa-
da e que se acba contemplada sb o d. 10, vislo
a sua conservado nao ter sido de utilidade al-
guma fazenda; e quanto s Ierras da Trindade,
dove i thesouraria informar qual o seu valor e
o que tem rendido, quer por administrado, quer
por arrendaroento, e bem assim sobre o es-
tado actual de todos os oulros proprios nacio-
naes. r r
r 13
Circular s ihesourarias, recommendando que
requisitem do thesouro os livros que teem de
servir no futuro exercicio de 1861 a 1862, caso
nao os possam obter fcilmente as provin-
cias. v
A'directora gcral da contabilidade, com-
municando que por imperial e immediata reso-
luto de 30 de janeiro prximo findo, tomada
sobre consulta da secgo de fazenda do conselho
de estado de 8 do dito mez, foi indeferida a pre-
lencao da sania casa da Misericordia da corte,
a perceber, alm dos 8 por cenlo do imposto das
loteras que lhe foram concedidas para ronlinua-
gao das obras do hospital geral, os 4 por cenlo
accrescidos pela lei n. 1,114 de 27 de setembro
ultimo, visto que com o referido augmento de
4 por cenlo nenhuma reducgoasoffre a santa ca-
sa da Misericordia nem as outras corporacoes a
da, ordena aos Srs. inspectores das thesourarias
de fazenda, de accordo com a opinio do minis-
terio da guerra, communicada ao thesouro no
aviso do mesmo ministerio de 27 de dezembro do
anno paseado, que obserrem d'ora em dianteo
seguinte :
1." Logo que as thesourarias de fazenda f-
ceberem a communiesgo da reforma de qual-
quer official, ou seja feita por intermedio do
thesouro, ou diretamente pelo ministerio da
guerra, abriro o respectivo assentamento. e li-
quidando o servigo do mesmo official vista
da f de officio que dever a presentar, arbilraro
provisoriamente o vencimenio que lhe coober, na
kV1* 1 lha aflm de ser pago desse vencimento, o qual
ser alterado, se por vontura o que houver sido
arbitrado pela thesouraria nao combinar com o
Dxado na patente de reforma.
2. Para que tenha lugar este processo o of-
flcial reformamrdo dirigir sua petico thesou-
raria de fazenda instruida com a f de officio,
devendo, para poder sor incluida em folha e
pago do sold da reforma, prestar flanea ao pa-
gamento do sello, emolumentos e direitos devi-
dos, se nao preferir faz-lo previamente, bem
como a repr qualquer quantia que por ventura
receba de mais, no caso que o sold ds reforma
e declarado na patente seja inferior ao arbitrado
provisoriamente pela thesouraria.
3. As thesourarias de Goyaz e Mato-Grosso
marcarao o prazo de dous annos aos sobredilos
officiaes, e s mais o de um, contados da dats em
que frem incluidos provisoriamente em folha,
para apresenlarem as patentes, e findo esse pra-
zo, se o nao flzerem, ser-lhesha suspenso o pa-
gamento.
4. As thesourarias de fazenda completaro
o assentamento provisorio que houverem aberto
! ao official reformado, fazendo nelle
quartas sabbados a 1
ENCaRREGADOS DA
Alagoas, o
SBSCRIPCAO DOSL*
Sr. Claudino FalcioDias; Baha
Sr. Jos Martn Aires; Rio da Janeiro.
Joao Pareira Martina.
o Sr(
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diamo Manoel Figoelroa fe
Faria,na sua hWarTa prega da IndenendenH. 1?
6 e8.
na
t%'nert?2r.m" m.edida eral a e8te resPe'o se
atlender sua reclamaco.
Quarta directorio geral.
nai. nl'n.l0'8 da Pro"nc' de Pernambuco.
Llqn..Pn i,'08'6011" thesouraria de fazenda
daoualu a.1,e.r' companhia de cav.llaria
da de ciafiT,nc,fl.Jl?>cio Pereira Serra, a aju-
1U j..Pp-10 miamo Pe gem que fez de
$ i.,gua,,- D8 Provincia do Rio Grande do
indhih" and0'srlhe Porm a forragem que
odebihmente recebeu para urna besta
gagem.
Aj mesmo
tomou
de ga-
---------,---------...., as precisas
. aiteracoes no caso de darse auzmento ou reduc-
18i8 6 d ZZZah?eTi0?J 8 ^e outubro de gao do sold da reforma por ella, arbitrado, lo-
detn ""^ ,85 25 le selembro go que receberem a patente da mesma reforma
4!fn',rT"0 ,mposl S8ri Pa,g0 inte- remettida pelo thesouw, como est em pratica,
Kas lote?MP, r|Ue comprarem M ,b,ilhetes de Pr, v r,ulle J o d<; ministerio dague.ra d
suas loteras, continuando assim aquellas a rece- 25 de Janeiro do anno passado.
drrit1TtD.!rtq da, citada le de 27 de setembro ultimo.Commu- mesmo se dever declarar do a
nicou-se ao ihesoureiro das loteras, e
iencia do Rio de Janeiro na
toca.
A' thesouraria do
parte
dever declarar do assentamento pro-
a presi- visorio.
que lhe ( 5. As disposigoes destas inslrucges serio
i extensivas aos officiaes de msrioha residentes as
p n J dearan'lo, em-provincias, se o ministerio da marinha nissocon-
m9x^z\^s^X'^\r.Z6T''" ""m" m'" "qiie,e"n'-
I oegunaa directora geral.
Ao presidente da provincia de Penambuco. ac-
Ministerio aa fazenda.
EXPEDKKTE DO DA 11 DE FEVERE1HO DE 1861.
Ao minisierio do imperio, declarando que os
responsaveis pelos dinheiros e valores do estsdo
sujeitos preslagode coutas ao thesouro e the-
sourarias. na foima determinada noart.2ldo
xegularnento annexo ao decreto n. 2,548 de 10 de
marco do anno passado, sao nicamente aquelles
que por nomeago ou commisso dotoverno e de
seus delegados tivorem a seu cargo a adminislra-
gao ou arrecadago e dispendio dos ditos dinhei-
ros ou valores ; nao devendo considerar-se como
laes os directores ou thesoureiros dasemprezas
ou estabelecimentos particulares de candada que
percebem auxilios pecuniarios dos cofres pblicos
ou por meio do produelo de loteras ; porque es-
tes, a par dos cilados auxilios, tambem adminis-
trara os rendimentos proprios das referidas em-
prezas e estabelecimentos ; e os competentes es-
tatutos e corapromissos devem ter-lhes marcado o
modo de prestar suas contas.
Nao obstante islo, ao governo assiste o direito
ce Uscahsar a applicagSo dsda a qualquer ubven-
gao conferida pelo estado, ou seja exigindo do
subvencionado a apresenlacao de balancos de sua
receita e despeza, ou por meio de oame nos li-
vros da respectiva escripturago quando assim for
preciso.
Fica assim respondido o aviso do mencionado
ministerio de 9 de maio ultimo, requisitando ex-
1hMrrTpari.p0der,8alisf"er ao que Por este
L LS2P*? em 24 d0 mez atecedente sobro
thesouranas h Pt?Z P'raJa enlreKa ao to**>mo
e lr^esou^arlas^os livros e doeumenlos dascontas
dos responsaveis.lara com tazenda J^*3
- A Ihesourariadoparfi^e,.^,,,,,!
posta ao seu officio deT4e dezembro ultimo, que
foi indefendo o requerimeu0 de Manoel Joaiim
de Frenas & Irmo, pedmdo ^.e fosae classica-
do em novo e velho o tabaco qi* subnwtteram a
despacho ; e que cumpre thesouiaria laier sen-
tir estago competente que na pauta do consu-
lado o tabaco nao pode ter futras qualifiCac>s
alemdas que seecbam expressamenie marcadas
D. ?,lv639 D-3 do ""lamento de 19 de setembro
de 1860.
A' do Maranho, declarando, em resposta
ao seu officio n. 7 de 10 do mez ultimo, que a
multa de que trata o art. 553 do regulamenlo de
19 de setembro de 1860. que fra imposta por ter
sido encontrada em um despacho de cerveja
maior quaotidade de garrafas do que'a mencio-
nada na nota para o mesmo despacho, pertence
ao estereometra que a encontrou, visto que nos
deveres que o citado regulamenlo lhe incumbe
elle o verdaJoiro conforente quanto aos lquidos
que se despaeham, segundo se deduz evidente-
mente do art. 143, sendo portanto approvada a
resolugao lomada pela dita thesouraria a seme-
lhante respeito.
A' mesma, declarando, em resposta ao seu
ouicio n. 4 de 10 do mez findo, que o ajudante do
administrador das capalazias da respectiva alfan-
dega nao precisa de novo titulo para continuar a
servir, por isso que o lugar que exerce o mes-'
mo quo eslava oxerceodo; comquanto actual-
S p- 2 re6ulamenlo de 19 de selembro de
.h Dle ?eja noniedo mediante propoata
c sob a responsabilidade do administrador.
,,,. 12
r..i urnria 1 Mara"hao. declarando, em
SuLt0feU mc!? de ,0 d0 m "Itimo. que
nre/ado d.da T -decMo de "*' 1ue os em-
vaa .nrCapa'"Ia8 da 'g prestassem
aadoreuiVrnf9, acco,rdo com os rts. 121 a
1860. regulaa,enl n- *.6 de 19 de setembro de
-^a"TImLdlLC9ar, para 1ue informe, sera parda
" de/f,.dadnmTar thouri. os saldos da
caixa de fundos de fardamento auando fni >
fineta em 31 de dezembro de l&oTqS Vm-
aaHe(?,bU,,a, J?rqU9 .* na, le'10 fio nao o
e* adodevedorde quantia alguna como est re-
aolvido em diversos casos da mesma natureza
. r Ai' e ,pemambuco, communicando que o
tribunal do thesouro --
ingieza tmxly, por nao estar revestida das for-
malidades prescriptas no decreto n. 811 de 13
de outubro de1851, e bem assim dando o des-
pacho quo se lhe requereu para as mesma* mer-
caduras, e por esta occasiao nota-se que a the-
souraria dsse por consummada a deciso da al-
landega, apesar de nao concordar no prin'cipio
Vt q",?.;[01,fund,da e quan'o pergunta-se
permillido fazeremse (aes depsitos
cusando o seu officio de 22 de fevereiro, e que
se tica inteirado de que trata de submetter ap-
provago do governo a planta e orgamento '.da
oespeza com o prolongamento da va frrea des-
de a esla;ao das Cinco-Pontas at o centro da
cidade do Recife.
2.a aecgo.Ao mesmo presidente, communi-
cando ter-se recebido nesta secretaria de estado
1-U...U taes depsitos nPos casos em S.tt ISSVSSUgBStSStS^
gao costeira nessa provincia.
22
Quarta directora geral
i nos casos em que o mes-
deposit
mo cdigo permitte.
15
n S }* 'heorariaa, remetiendo o decreto '
n. z,/*o de 13 do correte mez, declarando
quaes os vencimenlcs dos fiscaes dos bancos em
que ha mais de um gerente, e eslabelece regras
sobre sua percopgo.
A' thesouraria do Amazonas, declarando,
em resposta ao seu officio de 6 de setembro ulti-
mo, que procedeu regularmente indeferindo os
requenmentos em que Custodio Pires Garca e
Jos Antonio de Andrada Bsrre pudiam serisen-
tos do respectivo imposto, como advogados, que
Ins langou no correte exercicio a collecloria
oas rendas geraes da capital, allegando nao se-
remprovisionados, visto acharem-se os uppli-
cantes comprehenddos no 10 do art. 2 do re-
approvando a deliberaro que
o mandar pagar companhia Pernarabu-
ALlV9p0IHi, a 1Ui,D<'a de 280. importancia
rt,w a!eDS dada* pe,a Presidencia do Cear a
dous ociaes a urna familia.
28
a Segunda directora geral.
h= Pff'dente da provincia do Amazonas. dem
U A.s 'IS?' d0 corpo de gurnigao daquel-
P I 2" 0IyeP>:da Costa Dourado.
nilTo M!,ldAIMa^8hao id9m idem' as d0 ca-
p ao Mnoel Alexandcino de Albuquerque Pita,
aneres Antonio Joaquim Guedes de Miranda, e
lente Francisco Jos de Souza Neiva e Luiz
AugustrCohm, este do 5 batalho de infantaiia,
e aquells do corpo da guarnigo da dita pro-
T1QC19.
. ~~ Ao,a de Pianhy, idem idem. a do lenle
ao como ce guarnigo da mesma provincia Joa-
quim Prutencio de Souza Lima.
T.I-0 ** d0 Cear'idem idem- a do alferes do
BelMa Crp guarniSo Josioo Franklin
.^-0.da- le. Pernambuco. idem idem, as do
cap.ao Jos Theodoro Pereira de Mello, o alfe-
'r""sco de Resende Pereira. e Luiz Anto-
oode Menezes Santos, este do 10 batalho de
inlatana, e aquelles do 2 da mesma arma.
.T mesiS. Pprovando o defetimento da
m,- 3 ?8.Roberta das Chagas Marques,
que Mil baixi do servigo do exereito para seu
irma, o soldado do 10a batalho de infamara
Manol Gregorio das Chagas, allegando estar o
reterlo soldado processado no foro civil; por
isso ue como praga do exereito nao esl inhibi-
do di resposder peranle o jury.
Quarta directora geral.
Aopresideate da proviaaj do Maranho. re-
comiendando, afim de que se conserve sempre
ero da, a muor regularidade no pagamento da
tropt existeite.
Ao dade Pernambuco, declarando que as
dspezascon enterramentosde officiaes do exer-
cto devm :orrer por conta dos cofres pblicos
uiicaramleem favor daquelles que fallecerera
sem dxar ispolio, observando-se porm a maior
econBia em semelhantes casos.
30
Segunda directora geral.
Aipresidente da provincia do Maranho, or-
denidc. que faga submetter a conselho de uer-
o ?m i d0 /espetivo corpo de guarnigo
Beldo Luccas do Souza pelo fado de haver%-
riao soldado do mesmo corpo Sabino Jos de
B'O. t/M*
~ Ao. meamo, remetiendo, para te3%onve-
pme destino, a guia de soccorrimento do 2a
rgento do 4 batalho de infantaria Candido
ompeo de Assis Bnlo.
sargento do 9a batalho de infanlaria Luiz.
e
Manoel
delei
Jo?.- de Souza.
iid^I"ileU"Se.ta,nbem para mesmo O cer-
lin S .de as?enlamentos do prediclo Ia cadete.
Fi.fp0Peadde0S?vCe?.Panha d6 Mwltari* Ma
oa>*0a0mesmo~.Tran"niHo por copia V. S.
para sna sciencia e direceo. o aviso do Ia do
decl;Vmrl0EXra-,Sr;tDDslr0 da 6uer2
liwnr. Ad0 Prque.devem ser entendidas as
f -? na forma da le concedidas a officiaes do
fazenda M ,ransmie a 'hesouraria de
Dito ao Dr. chefe de policia.-A' vista do ex-
SnAvmc8eU,0^cl0.n" 272. de 12 do correte,
pode v.s.autonsar Jo subdelegado do districlo
irrasa alugar com a devida economa
Publica a0Md.rertCi0vgeraLD,*ri da nstraego
publica.Mande Vrac. admettir no colleeio dn
orphaos. preenchidas as formalidades waef
r^SVeqtrento416^' ^^
le .dminislradTr-es"e feir0Vedsade qU" "
obras publicas da proviocia.
encarregados de-
ss^wa pr.iyps,dreI re-
m=aAdeasas ob"s. que se achav.tri
reShA memo-7Pevolvo V. S. o incluso
hw n? desPeza 'e,la com o fornecimento de
dfli,Pnhfto,?U.V,eidav,llade F|ores nos mezes
dejuuho e julho do anno passado. que acompa-
nhou o seu officio n. 1234 do 13 d selembro da-
n? "00' iQm de que descriminadas as des-
dBfn?.fmai a exercici? correte authenticada.
l ,ch0Qn.form,dade cora a informagSo do inspeclo
da thesourana n.266, junta por copia, e quanto
ecLee.rC,C,^flnsdore1ueira tbesourariaqa res-
peciiva quidago.
licipando que por decreto de 18 do corrente 15
ra nomeado JosNunes Ribeiro, para o lugar i
administrador do correo da provincia.No me.-
mo sentido ao administrador.
-23
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia de Pernambuco, d<
clarando, em resposta ao seu officio de 14 c
corrente mez, que foi posta disposico de
Exc. a quantia de 2:288370 para os reparos i
ponte velha do Recife.
27
Primeira directora geral.
de Pernambuc
. o requer
quim Francisco de Souza Na
.no.!. Iarr pede uma 8ubenco para poder acudir
Ao da Parahyba, idem, idem, a do 2o cade-
te do corpo de guarnigo daquella provincia Joo
Officio ao presidente da provincia do Par, par Mar>nho Falgao.
.-/ da de Pernambuco, idem idem, a cetti-
d5o de assentamentos do Io cadete Io sargento
do 9o batalho de infantaria Luiz Jos Jos de
bouza, ea do soldado da companhia de caval-
Isna daquella provincia Manoel Felippe de Oli-
veira. r
Ao mesmo, declarando haver sido deferido
o requerimento do Io cadete t" sargento do 9o
batalho de infantaria Luiz Jos de Sooza, e
mandando que o altestado que se lhe remelle te-
nha o conveniente destino.
~ A' de Sergipe, declarando, em
que pagara os colleclores como multa, na forma
oo arl. 43 da lei de 28 de outubro de 1848, pela
mora em recolherem aos cofres pblicos os mes-
mos dinheiro, e a cuja multa se acham tambem
Ministerio da guerra.
EXPEDIEMTE DE 23 DE MARgO DE 1861.
Segunda directora geral.
comprehenddos os respecvos" crTdwwr como denanP^en!d0el?!.da Pr.0VDCa do Amazonas, or
foi declarado pelo aviso n. 34 de 23 de Janeiro SSfdo que f"SSJ8eguir ?** corte o 1." te
*->--' nenie do corpo de engenheiros Vicente Pereir
ias,visto achar-se j designado quem osubtitu
naquella provincia.
Ao da do Para, remetiendo, para ter o cor
de 1851; cumprindo, portanto, que a thesouraria
intime a quem ordenou o pagamento dos juros
na importancia de 51*395 a fizequiel Baplista
Bastos, na qualidade de procurador dos herdei-
ros de Francisco Jos da SHv, q'ue'eni^ pVrVs ^t^ Afla' a cerlid?de ssentaraentc
cofres nacionaes com a dita quanlia dentro do ?fc!. J 1 r aar8e,nto do 3.o batalho de ai
prazo de oilo dias. f ,,Ula pe, Carlos Manoel Ferreira de Arauj.
16 l ~.AP da do Maranho, mandanlo entregr
Circular s thesourarias, ordenando que remet- 2a* *f?" d? "?,5? do ercilo a Antonio Ma-
tate coro urgencia ao thesouro uma relago das
reoas que enlram directamente para os" cofres
oas m^mas thesourarias, declarando quaes os
iandamfe,ios de semelhante pratica.
dem trMjsmitlindo o decreto n. 2,743 de 13
do corrente, que rf^ula a arrecadagio da mult
de 4 por cenlo ubslRutiva do imposto de 2 do
cenlo sobre o valor das causas demandadas.
19 -
Circulars thesourarias
a
por
ciano Alves de Oliveira o seu escravo Joo, qe
com o supposto nome de Joaquim Jos da Fra-
ga pertenceu extincla 4.a companhia de peds-
tres daquella prouiDCia.
Ao da Parahyba, declarando, em soluo
dunda que propOz relativamente a reuniolos
conselhos econmicos dos corpos do exento
que quando por motivos de servigo nao se sfoa-
rem presentes todos os membros que os om-
poero, podem os mesmos conselhos
de m"co de 1855 quanto ao numero delinhas !
Quarta directora geral.
e de letras que dwemlo^VttrfiQto E rUn{|re"d*Dl8 da pr("incia d^ Amazonas, de-
das pelas reparligoes de fazenda. PUM" | Cn1BrPan.d10,'ie1m reaPsta a? se cMcio de 7 deja-
.-" A lhe80ora"a do Para, declarando, em
resposta ao seo officio de 28 de abril de 18H)
que foi approvada a sua deciso de declarar
collector de Obidos que deve
10
- que deve cobrar a siza 4o
\*'.T a" casas, trras, campias, arvoredos ga-
ao ae criagao, instrumentos e utensilios emquan-
nidos e fazendo parte da fazenda e nao da
. tendo em vista o requeri-
mento do bacharel Egydio Henriques da Silva
pedindo a porcenlagem que lhe aompete como
curador da heranga jacente de Manoel pereira ds
importancia do gado quando vendido separada-
mente, visto achar-se semelhante deciso as
conojgoes eslabelecidas no aviso de 23 de de-
zembro do 1856 n. 423.
-Z"Ad.a pemambuco, communicando que e
commandante da companhia de guardas da al-
tandega da provincia Joaquim da Cunha e Fguei-
redo pode usar das divisas de major, posto que
oceupava na guarda nacional de Goysz.
Lireular us lhesourarias.Ministerio dos ne-
gociosi dai fazenda.Rio de Janeiro, 20 de feve-
reiro de 1861.Angelo Moniz da Silva Ferraz
presidente do tribunal do theaouro nacional at-
tendendo a que da doutrins da ordem circular
n. 1 de 7 de Janeiro de 1856. apezar de estar em
harmona com a legislago militar e de fazenda
pode resultar algumas vezes o inconveniente de
demorar por muito lempo o pagamento do sold
dos offleiaea reformados residentes naa provin-
cias ; mas reconhecendo ao mesmo lempo que
p.io Pde eei tolerada a pratiea abusiva que se
unna nlroduzido antes da referida circular teve-
se com ella em vista acabar |de pagarem se os sol-
dos aos ditos officiaes. sem ser avista das patentes
Jii/B,",e aoicao,ente em virtade ds communi-
,Jime?mV^otm' Pr 8er semelhaule pra-
'" B*'"w, 6 disposigio de leis expressas, e
porque della tem resultado at prejuizos 4 fazeu-
neiro ultimo, que por avisos de 17 de dezembro
do anno passado e 5 de fevereiro desteanno foi a
fesiectiva thesouraria de fazenda habilitada com
quima de 74i98i. pedida pira diversas rub-
cas u demonstrago por ella apresentada.
d -26-
Prxmeira directora geral.
Ao presidente da provincia do Rio Grande a>
i>orie, approvando a deliberago que tomou ca
mandar ixarainar por uma commisso os medica-
mentos da respectiva enfermara militar, e de-
clarando, em resposta ao seu officio de 16 di
passado, tue se o pharmaceulico pela mesmi
presidencia coitratado nao tem as necessara
habiliiagoes, cunpre contratar oulro que as reu.
na, vuto como n exercilo nao existe actualmen-
te nennum dispovel que possa servir naquelk
Segundi directora geral.
Ao presidente di proviocia do Rio Grande .o
orle, devolvendo seu officio datado do Io io
corrente mez, e oulr.s papis que o acompanh,-
ram. aflm de fazer juntar ao officio o requer-
meotp do segundo sargento almoxarife da forli-
dVvSoScit.Ral'ag08' ,oa'uim Francis
Ao da Parahiba, approvando a deliberado
2J?reni]fi0? maDdar .que ommandaotelo
IVr J.lg .ard/ 2f.cloul da P^incia nomeaise
para ajudante do dito crpo outro official quo ao
o agente do conselho onomieo.
Ao da de Pernambuco. declarapdo, em rs-
posta ao seu officio de 28 de dezembro ullinD.
em que solicita augmento de pessoal para o ser-
vigo da seeretana do respectivo
armas, -
Ministerio da marinha.
EXPEDIENTE DE 23 DE FEVEREIRO DE 1861.
A capitana do porto da provincia do Mara-
nho, declarando em resposta aos seus officios
que brevemente seguir para a mesma provincia
um engenheiro encarregado de examinar as obras
do dique e indicar as providencias que forem
convenientes para que lenham ellas rpido e se-
guro andamento.
-28 -
3* seccaoA' presidencia do Para, aecusaodo
a recepgo do seu officio n. 7, do Io de outubro
ultimo, sobre a conveniencia de haver no arse-
tr?' aocaPilaodoporto.-QueiraV. S. miois-
m.^en,C-m P8SITel Dre"dade e exaeco infor-
?eoScia tTS?^0" q.e P09SS satisfa"r a exi-
do nSJi P0 Exm% Sr- conselheiro ministro
nnhlfr.8.ni08 de afr,culiura, commercio e obras
publicas no aviso de 5-deste mez junio por copia.
Dito ao mesmo.-Msnde V. S. por em liberda-
dnc..CdA".Franc",c,l Xavierque. sendo julgado
orHa d 8erT,o. foi mandado entregar V. S.
por parte do commandante da estago naval
Coramunicou-se ao chefe de polica.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Ad-
tmSJtt&VK! 8e8und0 lermo anaexo
K5J?* de lf do corrente, sobn. 108, cele-
hfin. Ji COm 8erenleda companhia Pernam-
2 fSi denave8ac,ao costeira, pe a quantia de
fWV9. Para a conduego a reboque da escuna
L' d., porl d0 Ri0 Grande d0 Norte para o
nlu'"'a? P?.r um dos Tapores da mesma com-
zna 9e pia tneou"a de fa-
Dito ao commandante superior de Flores.Pa-
ra que seja tomada em considerago a mater'- 0
seu officio de 20 de fevereiro ultimo. f--o pre-
ciso que l. s. remella um mappa ** orga do ser-
vico activo e de reserva de r-" um dos munici-
sob seu commando sur-->ior, de conformidade
com os modelos p-j-sos.
Dito ao corrxuandanle do carpo de polica.
Pode V. s. mandar engajar no corpo sob seu com-
mand o paisano Andr Lopes da Cruz, a que se
refere o seu officio n. 172 desta data.
P'l?-?0 !D8.Pec.lot da thesouraria de fazenda.
me
as ar-
n. 559. mande
2683991 ris para
pagamento das 29 pragas do 9o batalho do in-
untana, que. em virtude de ordens da presiden-
ta e%nS des,acar Para Auas Bellas, a contar
ae ib a do do corrente. Commuoicou-se ao com-
mandante das armas.
algu-
Portara.-O vicepresidente da provincia (
endeudo ao que requereu o amannense da secre"
omfiXnPtente 5 tecrt<*rio do governo.
Officio ao coronel commandante das armas -
Passo as maos de V. S.. de ordem d% K.7"T
JSr* da.Pro"cit0pd.r?8deeem- 5atri-
buidos pela maneira constante da nota junta H
mSSTmtiS^ d0 dia d "SS d3
m', e *" de margo ultimo.
ota a que se refere o officio supra.
ao commandante das armas...... 3
Ao arsenal de guerra.... 2
Ao4" batalho de artilharia Vp." 10
A companhia de artiicea..... 1
Ao corpo de guarnigo....... 4
A companhia de ca vallara... i','.'.'.'. 1
A*0^alalhao de infantaria...... 10
Ao 9o dito dito...... iX
Ao 10 dilo dilo................... jo
fcra vista do incluso pret em duplcala, que
foi remettido pelo coronel commandante das
mas com officio de hontem, sob
V. S. entregar a quantia de 261
-.__,----. vuu.oiuouvia UCliOICI UJ1U- Korspi i, i --------n >fn". a tu-
mi de marinha da mesma provincia uma machi-*' 5 q e. 'omou a presidoncia de mandar pa-
na de cortar e furar chapas de ferro, e uma ser-
rarla a vapor; e dizeodo que ficam expedidas as
ordens necessarias, aflm de ser aquella machina
comprada na Inglaterra, e para ali serremettida
directamente, assim como para que se prepare,
nao s a da forga de 12 cavallos, mas tambem a
caldeira, que existem sem applicago as offici-
nas do arsenal de marinha da corte, e sejam
igualmente para ali enviadas, visto que, segundo
declarou o director das sobreditaa officinas,
pdem servir para dar movimento senaria e a
quaesquer oulros apparelhos que se montem na-
quelle arsenal; comprndole ao estabelecimen-
to da Ponta da A rea ou a Miera Irmo & Maylor
someute a ferragem necessara mencionada ser-
rara, pois que pode ser feita na provincia o que
for de madeira.Expediram-se os necessarios
avisos legago imperial em Londres, inspec-
gao do arsenal de marinha da corte e intenden-
cia;' e fizeram-se as convenientes commu-
nicages.
Portara, nomeando a Anaslacio da Cunha
de Azeredo Coutinho para o lugar de director das
construeges navaes do arsenal de marinha da
provincia do Para, na forma do decreto n. 2,583
de 30 de abril do anno prximo passado.Fize-
ram-se as necessarias communicagdes.
1 de margo.
3secgo.A* presidencia do Amazonas, di-
zendo, em resposta ao seu officio n. 1 de 16 de
janeiro ultimo, que pertencem ao ministerio do
imperio, e nao ao da marinha, as despezas com
as galeotas das presidencias de provincias, e que
deve portanto dirigir quelle ministerio o pedido
que Tez o dito officio. para se mandar construir
no arsenal de marinha do Para uma galeota
am de ser empregada no servigo da mesma pre-
sidencia. r
Diloao mesmo.-Restiluo V. S. competente-
mente legahsadas as contas do gaz consumido
com a Uluminago do arsenal do marinha nos
mezes de julho, agosto, selembro, novembro e
dezembro do anno prximo passado, e fevereiro
e margo ltimos, afim de que mande pagar a im-
portancia de taes contas pessoa que para isso
se mostrar habilitada.Communicou-se ao ins-
pector daquelle arsenal.
Dito ao mesmo.Recommendo V. S. fque
de conformidade com o aviso do ministerio da
guerra de 20 de margo ultimo, junto por copia,
mande abonar ao alferes da companhia de caval-
laria desta provincia, Ignacio Pereira de Senna,
a ajud de custo, a que tem direilo, pela viagem
que fizera.da cidade de Bag de Jaguaro na
provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul.ten-
00 v. b.em considerago o numero de leguas in-
dicado na nota inclusa, que acompanhou o cita-
do aviso.Communicou-se ao commandante das
armas.
Dilo ao mesmo.Transmiti por copia V.S.,
para seu conhecimenlo e direcgo, o aviso de 26
de margo ultimo, em que o Exm. Sr. minis-
aa guerra declara que foi approvada a deli-
51
Jr"i!U,tU'se tambem doosexemplaresao"^P<*-
tor da thesouraria de fazenda. e ben assim ao
mesmo commandaote das armas*2 exemplares
ecgdes de previsoes d conselho supremo
ra lerem o desuno indicado em outra
elhe traDsipi'iio.
ranoisco de Paula Baplista.Da
___ Sr. presidente da provincia, com-
munawjrer ,i.a, segundo consta de aviso do
minisferrf do -apeno de 27 de margo ultimo foi
recebido ^WgM aS. M. o Imperador o exem-
plar d'"~rrelecgoes de hermenutica jurdica
q'lC-/- &'.fiereceu ao mesmo augusto senfior.
uno ao inspector da thesouraria de fazenda.
ir,nama-/Vce;pre8dente da Provincia manda'
fu W d \- S" 4 nclusas ordens do thc-
mfna ?al,,0b n8' 52 a 55' e bem Mata um
S222 a 1llcflorw 8eral das rendas Publicas,
datado de 30 de margo ultimo.
Remetteu-se tambem uma ordem do ministe-
rio da guerra datada de 20 do corrente.
Uito ao primeiro secretarlo da assembla" legis-
lativa provincial.S. Exe. o Sr. vjee-presidente
da provincia manda transmittir V. S. a infor-
ao'ni,,"ldo polo jo de direito da comarca
ue rao d Alho com referenra ao incluso reque-
rimento de Francisco Antonio Brayner de Souza
ngel, labellio e escrivo do crime e civel
,.tqu8Ku c?maca' a W refere o officio dessa
"b n i!" 13 d6 abril d0 anno P*8"110
DESPACHOS DO DU 19 DE ABRIL DB 1861.
Requerimtntoi.
ri ,hn,0 8 S-ou!" "' -Volte ao Sr:' inspector
da thesourana de fazenda.
Caetano Lourengo de Seixas.Informe o Sr.
inspector da thesourara de fazenda.
ecio de Aquino Fonseca.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
.!U,Jd0 Federic0 Banks.-Inforrae o Sr. di-
rector da mstrucgo publica.
Gongalo de FreiUs Fragozo.Indeferido vis-
ta da mformago.
A mesa regedora da irmaodade de S. Francis-
de Paula da capella do Caxang.Fica expedida
a conveniente ordem.
John Donnelly.-informe o conselho de com-
pras navaes.
eos"!* de SeDa Monteiro"D-se-lhe no vapor
Pedro Celestino de Souza Pimentel__A'
da mformago nao tem lugar.
Igual.J indeferido.
visla
EXTERIOR.
vapores da
Governo da provincia.
Expediente do dia 19 de abril de 1861.
icioso Exm. bispo diocesano.De eonfor-
midade com a resolugao da assembla legislativa
provincial, sirva-se V. Exc. Rvdm. de dar o seu
parecer acerca do incluso requerimento em que
os habitantes de Cruangy pedem a restauraco
da reguexia djquelle nome.
Dito ao coronel commandante daa armas.
1 rsnsmitto por copia V. S., para o seu conhe-
cimenlo e devida execugo, o aviso de 3 do cor-
rente em que o Exm. ministro da guerra declara
Bear derogado e sem effeito o aviso de 31 de agos-
to do anno prximo passado, que mandou fazer
applicago das disposigoes do de 15 de fevereiro
de 1842 aos corpos de deas companhias para a
substituigo de fiscal.
Dito ao mesmo.Remeti V. S.. prra que
lhe d o conveniente destino, o incluso altestado
commando dis que me fora traosraHtido pelo Exm. Sr. minUtro
e mais um ajudante de ordens, que qua.t-.da guerra em aoferimentq 6 pretngo do l"e!S
gar a quantia de 280JOO0, proveniente de passa-
gens dadas pelo presidente do Cear a dous offi-
ciaes e a uma familia a bordo dos
companhia Pernambucana.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
uas inclusas conlas, que me foram remettidas
peto chefe de polica com officio de 17 do corren-
le sob n. 304, ver V. S. que o actual delegado
de polica de Tacarat tendo recebido do seu an-
tecessor a quantia de 233000, resto da que foi
adianlada por esss. thesouraria para as despezas
com o sustento dos presos pobres da cadeia da
quelle termo, dispendera para esse fim nos me-
zes de janeiro e fevereiro do corrente anno a
del68i400 i64S600, ncando em 8eu Poder 8aldo
E porque, segundo pondera o mesmo chefe de
polica no citado officio junto por copia, faz-se
anda preciso para a continuago de taes despezas
o adiantamento de mais 200, o autoriso a man-
dar eflectuar esse adantamento, se nao houver
oslo inconveniente.- Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao mesmo.A Joaquim Antonio de Castro
unes mande V. S. pagar, conforme requisitou o
cnete de polica em officio de hontem, sob n 302
a quantia de 40, dispendida como se v do re-
cibo junto em duplcala, com o aluguel da casa
que serve de cadeia no termo de Tacarat, a con-
tar de julho do anuo prximo passado a fevereiro
ultimo.Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao juiz de direito da primeira vara.De
conformidade com o que acaba de ser determina-
do por aviso expedido pelo mioisterio da justiga
em 5 do corrente, transmiti Vmc. o incluso
requerimento em que Marcolino Ferreira da Cos-
ta pede ser prvido no officio de porteiro dos au-
ditorios desia cidade, afim deque mande por em
concurso o referido officio na forma do art. 11 do
deEe,-^,I de ^ de 88sl de 1851. e aviso
o. 252, de 30 de dezembro de 1854, e findo o pra-
zo legal, remeta a esta presidencia os requeri-
mentos de todos o pretendemos com declarago
do seu numero convenientemente informados
pelo modo proscripto oo art. 12 do citado de-
creto.
Diloao director do arsenal de guerra.Recom-
mendo i Vmc. de conformidade com o que me foi
ordenado em aviso do ministerio da guerra de 3
do corrente, que faga reolher a esse arsenal, pa-
ra ter nelle o conveniente uso, o barril de plvo-
ra, que segundo consta de seu officio de 11 de
fevereiro ultimo, veio de maia na remesss que fez
o arsenal de guerra da corte com destino s dto-
vincias do Cear e Maranho.
Dito cmara municipal desta cidade Para
poder satistazer a resolugao da asamblea legis-
lativa provincial, informem Vmca. acerca do pro
jecto incluso, sob n. 36, que me ser devolvido
relativamente & aposentadora dos empregadoi
cmara.
Ha alguna annos que todos flearam mui com-
movidos na Enropa, e cora sobeja razo, por
causadas penas que a lei sueca infliga ao luthe-
rano que abragava a religio catholica. Todos
ucaram meio satisfeitos no anno passado em
razao da le sobre os cultos, proposta por el-rei
da Suecia e aceita, nao sem lula, pela dieta.
Com effeito. tim virtude dessa lei, os cultos es-
tranhos religio nacional apenas subsisten] pela
tolerancia da autoridade real. E' mister uma
licenga del-re para abrir um templo oo nma
egreja ; el-rei tem plena liberdade para cassar
a autonsagao, se julgar que abusam della, e,
gragas ao syslema engenhoso de vigilancia a
que se devem sugeitsr os cultos dissidentes e
cujas despezas sao por elles pagas, o abuso ser
sempre fcil de descobrir, se existir, e de inven-
tar, se nao existir. Na verdade, a nova lei dos
cullos permilte aos membros da egreja nacional
orlhodoxa abandooarem essa egreja para adherir
a qualquer uma das conlissoes chriites autori-
sadas por el-rei. Mas tambem elles nao podem
abjurar seoao depois de se haver sogeitado
tormalidades humillantes e ouvir as admoesta-
goes do capitulo de que dependem a parochia -
por oulro lado, a propaganda das doutrinas dis-
sidentes est sugeita a mais de um obstculo, o
as conversoes operadas de m f cabem sob a
algada de prescripgoes penaes redigidas em ter-
mos tao vagos que ser sempre uma empreza
pengosa aconaelhar a um Sueco que abandone a
pura religio evanglica por qualquer culto me-
nos puro e meos nacional.
Ha entretanto ao pede nos um paiz, onde a
le sueca, por mais imperfeila que seja, seria
aceita eomo o mais inesperado o inverosmil fa-
vor por um certo numero de christos que ali
lambem pedem para se separar da egreja nacio-
nal. Esse paiz a Hespanha. Nao duvidamos
que lodos aquelles que deounxiaram a indigna-
cao da Europa os castigos inflingidos aos catho-
ticos da Suecta, se reunam a nos para lamentar
as perseguigoes jurdicas a que esto expostos os
protestantes hespanhes, ou sa uma das vozes
que fallavam lo alto socalar boje, ser quan-
do muito a do mundo. Ha algum lempo a esta
parte qne o protestantismo vae se inlroluzind
na Hespanha. Quando se companha com o-
tnteresse que exige um tal espectculo os es-
forgos que faz o governo da raioha Isabel para
fundar na Hespanha a liberdade poltica, e quan-
do se pode apreciar, como nos, no meio de que
difficuldade8 se vae realisando essa obra merito-
ria, ha tentagoes para tancar em rosto propa-
ganda protestante o nao ter escolhido oulro mo-
mento para apreaentar-se na Hespanha. Ger-
rainam desse lado tantas conspirarles secretas
asquaea lado pode aervir de pretexto 1 Mis foc-
coso convir que os que procurara a salvaco
devem difflciimente se deixar persuadir que espe-
rara, quando a consciencla lhe diz que encon-
traram-no ; e o pequeo numero de protestan-
tes que ha na Hespanha, pode aliar dar a si
*%
______~


*)
UE10 Di ITflyiro TER$A FBlaU U 01 ABB1L 1 1U1.
O 8r. Alfonso de Albuquerque (leado):Art.
Io. Oa praprtolarios a quem tal caminho tier a
proejar aerridio poderio requerer a. sui abertu-
ra, etc., etc.
O Sr. Fenelon :Veja que este, impos reque-
rimenlo ni o lio bom para o proprietario por
=
mesmo este lettomunho qnouio lio dfamoatoii
a acobertarcom seu nome noe*tta intrigo oU-
Esscs protestantes, conderonados ao aetWdo
pelo rigor das leis hespanhola, hMiaa SMlfl-
li&K3BSi^beru Grtuedal O Sr, Alonso de AMtq.rqoe :-lsto que
iiinda botes f Ihtrno olla- estar embradoe que un outro que nio m, ha
**ir" este ^Si* w pareeoS- pooeo a. disae aqut nesta casa que baria gr.u-
U fellcidade em se obter infermace favrtei
alo4 do presidente da provincia como dea em-
jtpregados o* thcsouratia.
(Ra.ua aparte.)
9W,
taeaoros. E* obre este tate que p
-xar-t e mormente a aUencto d policia heeoa-
nqola, e o qoem tesa sido objaeto de ees
priocipaee rigores. O Sr llatamoroa aeiiptano
efoe 8 de oute&to, ios* em cottodia lea
BarceloM. ei trauaterl peta Granada esa las
de ddaetnbro para ser ceeirontado com Aina-
0- Asturasn-nos orne Coi rigorosamente con-
certado irrcommuntcatel por alguns dias, e qee
foi misten de urgentes pedidos para decidir aa
autoridades beepenholas a nao euviarera-no do
Barcelona a Granada ic, preso a urna correte
como criminosos e calcetas. Entielanto qual *
cu crrme ? Mi o eccusam so le de narer
Tendido Biblias e recebido assigoaturas para pro-
fissoesdef. Ele ora perseverante a religiao evanglica, nunca
deixou de declarar voluntariamente em seus
inteirogatorioe que eslava Tooge de cuidar em
ppor-se ao goterno de seu paie.
Agora que o proceste de Alhamo- o de Mata-
moros, acha-ac eseTcomeco, nlo ha mais es-
eraoca de os v*r*capar a urna condemoacao
rigorosa. OsotUgoa 128. 12. 130. 16 e 137
4o cdigo penal hespsnhol seo formaes. Elles
preveem todos os modos possiveis de deixar a
religo e a deflender um culto diferente do
ullo calholico, e punem todos etses casos qur
-com prrsio, qur com prisio e vrabilho, qur
de civil parcial, da qual nao pdereabililar-se o
offendido inda foliando espontneamente
greja legal. A impreosa Kberal oada pode pois,
-esa favor de Alhamo e de Matamoros; apenas
pede convidar um governo que nio quizer sa-
hir do lugar que occupa entre os gocemos li-
ares, a usar do clemencia e a soltar sem condi-
v.o dous cidadio honrados, chriataos sobeja-
ienle convictos e dedicados para fugir por meio
de urna fraquea aos castigos injustos, que lize-
ram timbre em arrostar. Faltaiia, potm, a
um dever sagrado, se perdesse essa occasio para
assignalar a iiiconsequencia de um povo, digno
entre todos por suas virtudes viris de ser livres,
quequer s-lo e que cometa riscando de suas
leis a mais preciosas das liberdades do individuo,
adaoraco.
Injuriar-se-hla a Hespsnha se cressem por ah
que nao ha as classes illustradas muita gente
que sent um estado de cousas. Se at aqui nao
4cntaram muda-lo aioda, e se deixam subsistir
em seu cdigo leis, que a deshenram, porque
teceiam os prejuteos populares, e a associa^o
do clero. Sem atacar de frente esses prejuizos,
o em excitar intilmente hostilidades dfanle
dos quaes eutretanto o dever e a boa poltica
ordenara as vezes de nao recuar, nao haver al-
gum meio de fazer urna transiccao entre o rgi-
men actual ea liberdade? Por que nao hao de
fazer na Hespanha, em falta de cousa melhor,
urna lei anloga a que se fea-ha pouco na Sue-
"? Visto que a quetao est sendo agitada,
eoi u. erro da psite da rainha Isabel nio pro-
curar algui.4, cousa semelhante. Se ella o ten-
taese e se ar..|Ccao que retb^ni succedida na
Suecia. apesaradme vontado doepse
lherano, naufragass i>, Hespanha,,
por certo obngados a pensar o dr"
podem dizer o Mundo, que 6 'm,";
elecer a liberdado n'um pfcvoca
a'um povo protestante. ^^
J. J. W'eissT
I [te Journal des Debis.H. *0trron.)
DIARIO DE PERNAMBUCO
occi
A assembla provincial, apenas oceupou-se
com a terceira discussao do projectn n. 46 de
1658, Ocandoa materia anda addiads, depois de
oraren) os Sr. Pereira do Brito, Penelou e Al-
fonso de Albuquerque.
A orden) do dia' a conlinuagao da de hon-
tem.
PERH>WBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 20 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Vera-Cruz.
(Cooclusio )
O Sr. Alfonso de Albuqucquer :Sr. presiden-
te, passou o artigo 1. do projecto em segunda
discussao sem que eu tivesse u'elle atteoido e
por isso farei agora as mesraas obserreces que
teria uessa occasio de presentar justificando a
opposico que lhe fazis, como agora o faro, por
quanto nao teoho visto oprojedosufficientemen-
te discutido para que m podesse convencer da
sua utilidade. e assim exporei nesta terceira dis-
cussao as razes que teoho para nao concordar
em quasi todas as ideas do projecto.
Declro desde ja, que, segundo costumo, at-
tenderei as razoes que os sustentadores do pro-
jecto apresenlarem, ese destruirem os meus ar-
gumentos o desfizerem os meus receics votarei
por elle.
Dispoese, senhores, pelo projecto que quando
16r reconhecida pelo presidente da provincia nos
termos da lei'tal, a necessidade da abertura de um
caminho, quedo servido para povosdos, villas,
comarcas e suas ramiflcacoes etc. podei a es-
trada ser declarada provincial ou municipal para
se proceder a desapropria^ao dos terrenos etc.
Ora. senhores, js temos urna lei acerca de desa-
propriac,es de terrenos para estradas publicas,
nio sei pois a que vem semelhante projecto. Tai-
vez me digam, como ja me disseram urna vez :
se do mais. se estatu a mesma cousa, nao faz
mal. Eu deixaiia isto sem resposta se nao visse
um grande inconveniente em semelhante modo
de pensr.
A desapropriacio de terrenos para estradas pu-
blicas patece-me que sao feitas depois do deler-
minaefles da assembla provincial....
O Sr. Fene-Ion :Nao, senhores, se o nobre de-
putado da-me licenca, visto que me ocho hoje
encommodado e nao posso tomar parte na discus-
sao, lhe exporei em apartes o que entender con-
teniente aQm de explicar-lhe a questo.
u Se. Alfonso de Albuquerque: Estimarei
muito.
O Sr. Fenelon :Ha casas em que a assem-
bla provincial deve .decretar a desapropriaco, ha
casos em que a desapropriacio compete, ou pode
aer feita pelo presidente da provincia, e ha outros
casos em quo a municipalidade trata da desapro-
priacio.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Nio Uve lem-
po de consultar a legislaco ; nio eslive bontem
presente, nao sube dos projectos que enlrtram
para ordem do dia, e hoje nao Uve lempo de es-
tudar as materias que dVIla fazem parte, porm
urna vez que se me diz que ja existem leis que
regem a materia contida no projecto respondo
sin-plesmente : este desnecessario.
(Ha um aparte )
O Sr. A ffonso de Albuquerque :Se ja o pre-
sidente tem aulorisac,5o pira desapropriar, a que
vem semelhante projecto, o que accrescenta elle,
qual o beneficio e utilidade que noa traz ? Se
tormos assim nada adiaoUmos. o prosegu nen-
to do velho costme de nossa Ierra de s fazerem-
se leie para fazerem leis. Has, eobores, nao
amente este mal o da fabricacsp de leis inuteis
que resulta do projecto, ha outro que este parece
indicar. A cada pateo qualquer pioprielario far
sentir a necessidade que ha de desapropriarem-
se terrenos na sua propriedade e dahi vem por
fim a resultar um beneficio ( recia macos J por
tanto senhores, eu me tejo em un grande emba-
so....
O Sr. Fenelon :A materia diffieil.
O Sr. Alton ao do 'Albuquerque :O projecto em
le que 6 diffieil, a desapropriacio nao diffieil
porque est, determinada por lei e os poderes com-
petentes habilitados para ella...
Urna voz :Gomo ?
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Pois a dea--
spropriacio nao esl regularmente determinada ?
(lia um aparte.)
O Sr. Aflonso de Albuquerque:E o que
flue tem o.rt.l"-do projecto?
Urna voz:Lea.
O Sr. Alfonso de Albuquerque (l o art. lc do
projecto.]
m Sr. depuiado:Lela o Io ait. aMiro, as-
sim como o leguintei.
O W. Affoneu de Albuquerque :E emelban-
tea pahtraa nio foram minhas, foram do nobre
deputado que aa aaseata na extrema esquerda.
Ora, senhores. eu proprietario precisando de
dinheiro, e estando na presidencia da provincia
iim homem que seja raeu amigo....
O Sr. Fenelon:O que faz? Tem o projecto na
mi veja o que pode fazer.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Fajo muito.
O Sr. Fenelon:Rogo-lne que leia todo o pro-
jecto.
(O Sr. Affonso de Albaqaerque l todos os ar-
ligos additivos em discussio.)
O Sr. Fenelon: Aplique agora o aeu argu-
mento do homem que quizesse dinheiro, e que
tem o amigo presidente.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :E* verdade |
que esses artigos a primeira vista parecem pre-
venir qualquer abuso, mas permitta-me dizer-
lhe que ha nelles um querque seja, que anda
nao pude deseohrir
Um Sr. deputado:Admira que haja alguma
cousa que o nobre deputado lio perspicaz como
nao possa descobrir.
O Sr. Affouso de Albuquerque :Qual perspi-
cacia I.. O que eu faco aqui todos es dias pedir
luz aos sabios; ajudem-me pois que nao preten-
do mais do que esclarecer-me. Eu vejo no pro-
jecto um meio de dar dinbeiro.... sim de dar
dinheiro, procuro saber qual a chicana que se
pode empregar com este projecto para se obter o
dinheiro que ello d. (Bisadas ms galeras.) Al
hoje nio se tem dado dinheiro pata semelhante
cousa, cada proprietario que tem necessidade de
abrir um caminho as suas trras, abre sem pe-
dir dinheiro a ninguem, e para que vem agora
essa idea de se lhes dar dinheiro pelos cofros
provinciaes?
Parece-rae que eslou atinando.... supponha-se
que um proprietario tem um amigo presidente ;
e desejando abrir um caminho as suas trras,
nio poder mancommuoar-se com o vizlnho por
cujas trras tem de passar o caminho, visto que
. tem de dar metade do dinheiro, e a thesouraria
| outra metade, para que em resultado desse ajus-
te venha a thesouraria a pagar por dous embora
o proprietario tivesse figurado como dando me-
tale?
(Ha um aparte.)
Serci mais claro. Figure-se que o terreno va-^
le um tanto, avalia-se no dobro, e est tudo ar-
ranjado. (Bisadas as galeras.)
Um Sr. deputado : Desla maneira pode-se
condemnar tudo.
(Ouvem-so outros apartes.)
0 Sr. Affonso de Albuquerque :Desta manei-
ra pode se condemnar tudo (111) E diz-se isto
nesta trra aonde se diz que a propria assembla
provincial, composta de tantos membros, com-
posta dos eleitos da provincia nem mesmo isen-
ta de peccados, que lambem faz seus favores as
vezes bem agradaveis ; de setenta conlos de ris
por exemplo. Isto nao sou eu que o digo, todos
sabem quem o disse.
Aoude, segundo se proclamou aqui, repito,
t6m-se commetlido tantos escndalos em que
nem bom tocar, porque sao feridas que san-
gra m.
Sechore?, este projecto c um porta abeita pa-
ra mais escndalos, parece-me melhor que elle
nao passe, vamos atamaocando as coasas como
| a, ~ji, corrigiodo o vicio do que est4 feito, e
nao ediii^r njSjge com mais vicios.
E verdade, ohores, que a materia principal
de que trata o projwi0 precisa realmente de um
correctivo, correctivo u. aue reconheci s neces-
sidade logo que o nobre dep.v>ao que se senla
miuha esquerda mandou ou qu\ mandar urna
emenda ao projecto offerecido pelo Sr. Sauze Beis
e tanto recooheci essa necessidade que em ?arli-
ticular lhe disse : ha necessidade de alguma cou-
sa, faga seja o que for.
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : Mas essa
emenda nao satisfaz a necessidade que eu previa.
Partce-me que o mal....
Um Sr. Deputado :Qual mal?
O Sr. Affonso de Albuquerque: E* este : o
proprietario a seu bel-prazer, a cada momento
abre e fechar caminho?, interrompe o transito e
a vista dessa nossa grandeza e boa disposicao pa-
ra darmos dinheiro....
(Ourem-se apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque: Parere-me
que a idea adoptar deveria ser esta :Nenhum
possuidor de terrenos poder tapar um caminho
de servidlo publica sem soffrer tal ou 1*1 pena.
Acho que assim se cortar todo o mal.
(Ouvem-so outros apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Quinto esse
mal de que me fallam, as disposires civis, no
direito, achamos remedio para o caso em que
urna propriedade eocrave outra....
(Ha outro parte )
O Sr. Affonso de Albuquerque : O dono ds
propriedade que encrava outra obrigado a dar
sabida....
Um Sr. Deputado : Mas depois de que lulas,
de que dispendio?, de que rhicauas.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Note-se que
isto quanto utilidade particular....
Um Sr. Deputado : E quanto utilidade pu-
blica concillada com a utilidade particular ?
OSr. Alfonso do Albuquerque : Mas o projec-
to nao diz respeito sanio utilidade particular
publica.
(Ha um aparte ) ,
O Sr. Affonso de Albuquerque :Senhores, eu"
lenho o meu predio encravado na propriedade de
outro, e o que tem o publico com isso ?
(Ha outro aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : A idea que
desejo que seja adoptada esta :O caminho que
liver por mais de seis mezes dado servido ao pu-
blico nao poder ser tapado.Com isto evitam-
se esses processos, esses dinheiros dispendidos,
e muito dinheiro se ha de gastar.... Toda a vez
que o proprietario liver necessidade de abrir ca-
minhos em sua propriedade, ou pd-las seu gei-
to, ha de rchar meios de tirar dinheiro da the-
souraria, e este abuso ha de chegar proporedes
descoohecidas quando houver um partido que te-
nha amigos quem queira favorecer porque en-
tao ser este projecto um cofre de gracas.
Offereco, pois, ao projecto a seguinlo emenda,
nao sei se esl bem redigida, creio mesmo que
nao ; pode norlanto soffrer alguma reforma, creio
que ella pode curar o mal que levou os nobres
deputados apresentar o projecto. A emenda
concebido nos seguiotes termos : (l.)
Ha no projecto um artigo que acbo bem, e o
artigo 7o ; acho-o razoave!, e foi em conformi-
dade com elle que formulei a emenda, assim de-
claro que votarei por esse artigo, pela emenda
que offereco e contra ludo o mais quo contm o
projecto.
Vai mesa, lida apoiada e entra era discus-
sio a seguinte emenda:
Nio se poder embarazar, eu mudar urna es-
trada, ou caminho que tenha dado servido por
mais de seia mezes a diversas propriedade* agr-
colas para as villas, povoados, estradas publicas,
e suas ramificacoes sem permisaao daa cmaras
municipaes, sob pena de cincoenta mil res de
multa. S. B.Affonso de Albuquerque.
O Sr. Souza Beis:Sr. presidente, o nobre de-
putado que acaba de seotar-se comecou oppondo-
se ao projecto, e segundo me parece, l a su*
idea principal, mas finalmente o ouvi coofessir
que essa idea era boa...
O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu nao disse
mais do que : a idea do projecto < boa, porm o
mal que o projecto tere em vista sanar precisa de
outro remedio.
O Sr. Souza Res:Logo a idea boa...
O Sr. Affonso de Albuquerque :Porm im-
proficuo o remedio.
O Sr. Souza Reis:Se o nobre deputado diz
que preciso faier alguma couaa, embora nao
pelo modo porque o projecto dispoe, nio posso ti-
rar outra cooclusio eeoao quo acha boa o idea,
embora nao para ser reajisada pelo modo porque
o projecto indica.
Entretanto,^.senhores, o nobre deputado que-
rendo justificar b proposiges emitlidss a este
respeito disae lambem que o faiia porque nao li-
na visto que o projecto ti t esse sido disentido
1 como convinn.
' i i
Sr. presidente, ea deto lmbrar A casa que es-
te prefecto sofreu a primeira discussio em 1869 *.
devo terebrar ainda i casa, que uessa discussio
empenharam-se diversos da aeaa membros, ecoa-
seguinlemenio deve o nobre deputado ftearboaa
certo e convencido de que o projecto que se Sis-
ete nio toas p i asedo dosappercobUe.
O Sr. Alfoose de Albuquerqse; Ai falle! de
mim, nio culpe! a pessoa alguma ; t culpa foi
sainhaquee COjttti Bastar desappercebido por
mim sostente
O Sr. Soosa Reta:Entraode este projecto ai
segunda diseasslo os prosete sessio, V. Ese.
to, e a casa tamben quo us disiincto orador
impugnou o projecto quaato ao modo porque o
aeu autor preleneea levar a effeito i idea, e este
ole duvidou convir com esse nobre orador, qoe
elletiriha razio, e por isto nio s este, como ou-
tros siembros desla casa, ouvidoa a resptito, coa -
viersln em que rrodts ser muito bem subitituilo o
projecto na cooformidade do pensaraenlo emit-
tido por esse nosso distioeto collega; (lectiva-
mente este apresentou diversos artigos idditivos
que ors se disculem, e que por assim cizer en-
traran, ero discussio com previo assentimeoto de
urna grande parle dos membros desta ctss...
O Sr. Aflonso de Albuquerque: O sibstiluti-
vo fei que eu nio vi, e a culpa s miiha.
O Sr. Souza Reis :Eu eaton explicando o que
se tem dsdo para que o nobre deputfjds se coa-
venta de que o projecto nio tem pasudo desa-
percibido. .
O Sr. Affonso de Albuquerque: A mim so-
mente passaram desapercebidos os artigos addi-
tivos.
O Sr. Souia Reis:... e nem ha o mnimo pro-
posito de que assim aconteca.
Agora, Sr. presidente, eu entrarei na aprecia-
gao da materia. Sabe a casa que temos un lei
que determina os casos de desapropriacio > esta
lei se refere aa diversas hypothescs em que a uti-
lidade publica pode exigir essa lwnitaeio, essa
roarcta(io da propriedade. Perganta-se, porm,
nao haver algum caso em que o interesas parti-
cular possa existir, e no qual a utilidade publics
venha tomar parle tambera, e deva ser atendida,
para que esse direito de propriedade sofra essa
coarctaeo que osla establecida somonte quando
di-se s utilidade publica? Eu emendo jue sim,
e esse nobre depulsdo, que me tem acoapaoha-
do sustentando o projecto, lambem o tea enten-
dido.
Foi, Sr. presidente, para que podess* isto ter
lugar, que eu confeccionci esse projecU e eolio
eu tive era vistas principalmente fazerdesappa-
recer os caprichos dos proprietarios, qet como o
nobre deputado sabe e conbece, porqis o con-
fessou, se d s vezes, e muito prejuicial.
Entre nos a respeito de estradas as odemni-
saces se dio dos terreaos quo sio preisos par
estradas provinciaes e muoicipaes; iodessas
indemoisacos e nio de outras alheiasi taes es-
tradas que pela lei especial que nos leaos sobre
desapropriacio, para estradas sio autonstdas po-
rm, o nobre deputado sabe que estas lio po-
dem ser mmtas; ou por outra, que aperas po-
der haver urna para cada localidade, cas-s ha-
ver porm em que se recoohec,a a ulilidde de
outras estradas atm dessaa...
Um Sr. deputado :Sio municipaes.
O Sr. Souza Reis:Mas nao sao dessas qu tra-
ta a lei de desapropriacio, por.ue nio posivel
que o legislador tivesse em mente a ida por
exemplo: de pira a freguezia da Varzea sdaze-
rem tantas estradas municipaes quantas e po-
desse suppocque eram necessarias.
(Ha um aparte )
O Sr. Souza Reis :O que porm erial,
que para a Varzea haja urna estrada muniipal, o
que curial, que para a comarca do Oianna
haja urna estrada provincial, etc. Sao deas es-
tradas que talla a lei de desaproprie,es, ms da-
do o caso em que um proprietario io veja imba-
racado por um seu vizinho no transito di ucea
estrada que passe pelo terreno dess) viiioro para
ir ter a urna estrada geral ou muoicbai e que esse
caminho ou essa estrada que partcular, lio s
ioteressa ao proprietario que quer t r o traosio,
como interessa lambem ao publico >m geral...
O Sr. Affonso de Albuquerque :?elalei nai
partcular.
O Sr. Fenelon :E' particular, ptestanio-se
utilidade publica.
O Sr. Souza Beis Respondo ao nobrelepu-
tado, que neste caso verificado a ulilidae pu-
blica..
Um Sr. deputado :Do proprietario ?
O Sr. Souza Reis :O projecto nao dhsso,
| dt-lo o nobie deputado.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :O nobrde-
=
* o>
a dotapprepria(io, e Oqu ainda para quem are-
quer. E se assim que se faz tudo na nossa tr-
ra, para que tamos abrir mais esta porta ? Se se
dia. que mesmo no centro desta assembla os es-
eandalea sio grandes, como se na ae estranhar,
que um presidente de provincia tambera d mo-
eua tolla ao Brasil, a prestar seos serrjees A esta
provincia, s o lazando a outra com permissio
do presidente da provincia, quando esta seachar
sufcieotemente servida de engenheiros.
t Art. 3. O peticionarlo perceber a subtaa*
Co que lhe marcar o presidente da provincia, a
pbrta ao* abusos, aoa escandaros o ao deasefb
ment dos cofres provinciaes ? Porque nio vamos
com aa lossas coasas eomo eslo e tratamos da la-
direitar o que est torio, ou por outra, porque
dio corrigimos ea defetos e antes tamoa abrir
mais tontea de tieios ?
Acho que a emenda que offereci produz o cor-
rectivo : eu As a emenda aqui na carreira, nio
teoho mesmo presumpeo de fazer ludo certo e
direito, sujeilo-me i cor recri, e mesmo se nio
me sujeitssse que remedio teria eu ? Emendem
a emenda, corrijam-a so acaao ella previne o
mal.
Um Sr. deputado :Se a idea d'ella que nao
serve.
O Sr. Affonso de Albuquerque '.Porque nao
serte ?
O Sr. Souza Reis :Porque traz mais gravea
inconvenientes.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Quaes sio
elles, que eu nao os ouvi.
O Sr. Souza Rcia :Para isso soris preciso
discutir de novo.
(Ha um aparte).
O Sr. Affonso de Albuquerque :Isso o mes-
mo que nio fazer a lei, porque ninguem val abrir
camiahos, pagando as tetras por onde elles pas-
saren, para de sua algibeira pagar, porque esses
cerninos piem-se arranjar em amisade com os
proprietarios por cujas tetras elles pasateos, e
qaando alguma tez succeda querer algum sujei-
iar-se pagar ao vizinho proprietario o preco de
seu terreno, em regra ser por um capricho, so-
ta por urna intriga de vizinho, em regra ser
quando se contar com o apoio do presidente,
quando se coota com os meios sufficieotes para
desappropriar o terreno, dando urna ridicula in-
demnisacio.
O Sr. Souza Reis : Agora j lamenta s in-
demnisago ridicula I
O Sr. Affonso de Albuquerque : Sim, se-
nhores, lamento a indemnisaco ridicula e la-
mento a indemnisaco exagerada ; lamento a in-
demnisaco ridicula, porque quando se quer op-
primir ao fraco, neste caso d-se-lbe urna in-
demnisaco ridicula e nenhuma ; lamento a io-
demnisnijo exagerada, porque quando se que
proteger ao forte, elle lera essa indemoisacao
avnltada.
Pensa o nobre deputado que algum proprieta-
rio se sujeilar abrir um camiuho sua custa
se nao fr para fazer mal algum vizinho, e se
nao contar com os meios para isso ? Afiirmo -lhe
que poucoshio de apparecerfra deste caso.
Assim, Sr. presidente, eu sustento que o pro-
jecto ndo bom, que o projecto prejudicial, e
que a minha emenda boa, e nao sei quaes se-
jam os inconvenientes que possam resultar della,
urna vez que se corrija no que diz respeito ao
fraco, isto se acharem pouco seis mezes, seja
um auno se um anno fr pouco, seja um anno e
um dia, dous annos etc., com tanto que nao pas-
ee o projecto como se acha concebido, porque
ser urna lei prejudicial, e mesmo quando ouo
seja, quando elle nao traga os inconvenientes
3ue apresentei, urna lei intil, porque para a
esappropriacao por utilidade provincial ou mu-
nicipal, j existe lei, e quant > utilidade peli-
cular, nada temos que fuer, porque hao direito
civil para esse caso.
O Sr. Nascimeoto Porlella faz algumss consi-
derares a respeito do projecto com o fim de
mostrar que, poslo seja til a idea n'elle contida,
a forma por que est redigido nao lhe parece a
mais conveniente.
O Sr. presidente convidou o Sr. Io secretario
a oceupar a cadeira da presidencia, porque tem
de tomar parte na discussio
O Sr. Vera Cruz faz consideracoes em favor do
projecto.
Tendo daJo a hora, fica a discussio adiada.
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
ti vos de acaudalo ? Para que aattr-ee mais eetf i Ojeo* dever ser restituida aoa' cofre proviociaee*
oaaonio queira, ao tottar da Europa, proatar
seus servidos profanla, para o quo dar fiador.'
Ficam rehogadas a dispoices em contrario.
Sala das commisses. 11 de abril de 1801.
Dr. M. de Figueirde Paria, Antonio Pedro^Goa-
calvea Guimaries, Antonio dot Santos Siqooira
CatalcanU, vencido. >
c A assembla legislativa provincial resolto :
c Att. 1. A povoaco de Altinho fica elevada
a catbegorlade villa que deuominar-se-ha Villa
Nova da Taquara.
Art. 2. Esta villa ter por limites o mea-
mos das fregueziss de QuipapA e Altinho, que
por isto ficario desmembradas da cidade de Ca-
luai, revogadsa as disposicocs em contrario.
Salla das sesses da assembla provincial. 22'
de abrilde 1861.Francisco Jos Femantes Gi-
tirana.
Foi approvado o seguinlo parecer determinsn-
do-se que se offlciasse convenientemente.
c A commisso de orcamenlos e contas muni-
cipaes, examinando a policio de Charles Louiz
Cambrone, julga indispensavel que acerca de
seu objecto seja ouvido o director das obras pu-
blicas, afim de informar quaes as vantagens ou
iuconreniente de systema de esgotos por meio do
qual o peticionario se prope a tazer o desta ci-
dade.
Paco da assembla provincial legislativa, 22
de abiil de 1861.Francisco Jos Feroandes Gi-
lirana, Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti,
Francisco Jos Marlios Penna Jnior. .>
[Continuarse ha).
Sess&o em ZZ de abril de 1861.
Presidencia do Sr. Bardo de Vera-Cruz.
Ao meio dia, feila a chamada, verlGca-se ha-
ver numero legal deSrs. deputados.
Abre-se a sessio.
L-se e apprevam-se as acta dass antecedentes.
O Sr. lo secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offkio do Sr. deputado Jos Antonio Lopes
partecipando nio poder comparecer na presente
sessio.Inteirada.
Um requerimiento de Antonio dos Santos Vital,
professor jubilado, pedindo a gratilicago, mar-
cada no art. 10 da lei de 15 de outubro de 1827.
puladqgfcabou de o dizer.
O 9T Souza Reis:.....se coohecido pos
poderes competentes a utilidade publica, qut0
projecto, que se lhe appliquemas mesmas dsj_
sires com os quaes se fazem em geral as de
apropriaces, com a differeoca de que, a indea
nisacao ser feita parte por quem a reqner e pat
le por conta dos cofres provinciaes ou municipaei a' commisso de legislaco.
sendo que em caso nenhum o proprietario quet Outro de Francisco de Paula e Silva, Io escrip-
requer, lera direito a indemnisaQi do quo lheturario do consulado provincial, pedindo a graca
peitencr. dse altender em sua aposentadoria, quando a
Ora digo eu, um projecto concebido uestes ter-tenha de requerer ao poder competente, o espa-
mos, salvando todas aa hypotheses, com todos os;o de 7 annos e 5 mezes que servio como collec-
cotrectores de que eu venho de fallar, nio portor geral.A' commisso da ordenados,
certo para so regeitar nem pela materia em si, Ouiro de Alexandre Americo de Caldas Bran-
nem pela forma poique est elle concebido. do, Io escripturario da thesouraria provincial.
Agora eu apreciare a emenda do nobre depu-pedindo um anno de licenca para tratar de sua
tado- saude.A' commisso de pelicoes.
A emendi Sr. presidente, pela forma porque Outro de diversos guardas do consulado pro-
esi concebida nao pode ser approvada pela eisa.vincial pedindo augmento de ordenado.A' Corn-
elia fe re de frente o direito civil, o nobre deputa-misso de ordenados,
do ha de reconhecer isto comigo : o nobre depu- E' liJo e approvado o seguinte parecer da com-
tado sabe que nos nio podemos limitar o prazomisso :
de servido, o nobre deputado sabe que para se A commisso de forca policial, tendo em
constituir a servido, necessario anno e dia vista o requerimenlo em o que pedem osoffl-
como. pois, o uobre deputado estabelece na sui ciaes do corpo de polica augmento de seu sold,
emenda que a se.-viJo se constilua era seis me- na mesma proporcio em que foram augmenta-
dos o anno prximo passado os ordenados dos
zes ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Pois bem
admiti a correego.
O Sr. Souza Reis Sabe mais o nobre deruta
do que ainda mesmo admitiida a emenda com
agora diz que nao ter duvida em hzer, naos
evita, que alguem em o fim de constituir servida
procure abrir quantos caminhos lhe parecer, e
nobre deputado sabe lambem, que quesles se pe
dem originar dahi para que esta servido se nc Cypriano Fenelon Guedes Alcaforado,
oonstitua, o que muito prejudicial e deve acar-Pereira deLucena.
retar grandes inconvenientes entre proprietariose Sao lidos julgados objectos de deliberacin
vizinhos, e o que nos procuramos evitar com o mandados imprimir os segointes projeclos :
projfdo que se discute. J v, pois. o nobre de- Acomm'sso de legislajao, a quem foi pre-
putado, que nem a sua emenda pode passar talsente o requerimenlo da irmandade do Divino
qual est redigida... Espirito Santo erecta ra igreja que foi des ex-
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Emende-a. jinclos Jesutas nesta cidade pedindo esta as-
O Sr. Souza Reis:... e nem a sua idea, ain-.ombls a adopeo de urna medida explicativa ds
da minha emenda deve passar, porquo traz gra- eique lhi
empregados provinciaes, de parecer que seja
dito requerimenlo indefeiido, porque alm de
eslarem ossobreditos offlciaes pagos convenien-
temente com as vantagens que actualmente,
percebem os cofres provinciaes nao suportare
accrescimo de despeza.
Sala das commisses da assembla legislativa
provincial de Peroambuco, 22de abril de 1861.
Ilenrique
ves inconvenientes que como disse, nos devo-
raos evitar.
Tenho concluido.
O Sr. Alfonso de Albuquerque,Parece que o
nobre deputado que acabou de assenlar-se, nio
deslruio as minbss objeccoes, e por conseguinte
ellas ficam razes.
As estradas ou caminhos de que falla o projec-
to, ou sao municipaes, ou provinciaes, ou sao
particulares ; se particulares, nadi ie lera le-
gislar em rea^ao utilidade publica.se provinciaes
ou municipaes, j ha legislaco que determina a
sua abertura e todo o mais processo.
O Sr. Brito.Isto qoe manifest.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Isto um di-
lemma que, com quanto euo nio eounciasse por
esta forma, todavia o que se deduz de minha
argumentarlo da primeira vez que falle!, e o
qual eu nao vi destrnir-se, ro vi mostrar-se
qoe nio fosse um dilemma.
A nica que produzio o nobre deputado quem
respondo, fra do circulo vicioso em que laborou,
foi que o proprietario que pede a abertura da es-
trada, nio percebe indemnisaco. Mas, senho-
res, en j disse como essas cousas se pJem fa-
zer, e como se fazem na nossa trra em que tudo
compadresco ; eu j disse que o proprietario
que tem presidente camarads. pode pedir aber-
tura do caminho, pode arranjar orna indemnisa-
co alta para o vizinho maocommonado com o
qual, nio venha i dar cousa alguma, e antes
receber. Ora isto nio te responden.
O Sr. Feoelon :O nobre deputado nio v, que
a indemnisaco quanto- mais alta fr, tanto mais
cresce a parle do proprietario que a pede ?
O Sr. Aflonso de Albuquerque O nobre de-
putado ou me nio comprenende, ou me nio quer
comprehender. Eu digo qoe o proprietario qoe
pede a desappropriacio pde-semancommunar
como vizinho,por cujee trras tem de passar a es-
trada e elevar a indemnisaco um preco tal,
que a parte que tocar aoa cofres pblicos, seja
gufflcierne nio s pera pagar ao vrzutho, como
eUe proprio.
(O Sr. Feoelon d am aparte).
O Sr. Alfonto de Albuquerque :Mas o qoe
aa diffo, que a metade da indemnisaco dath
vola pMsidtDsia aer tal, que ehegee para pagai
lhe concedeu loteras, por quanto dellas
exigido o importe de 8 por cento a pretexto de
6o se fazer na referida lei expressa menco de
qie o seu producto deve ser applicado s obras
d igreja, atlendendo que a intenco desta as-
senbla foi effectivamente que : o producto de
tais loteras fosse applicado s obras da Igreja,
enfcora fosse a concessio feita irmandade, e
qui nem outra poda sor a sua intenco, quando
pan este fim as pedio a mesma irmandade, de
parecer que se adopte a seguinte resoluco :
A assembla provincial de Pernambuce, de-
creta.
Art. tnico O producto das 5 loteras con-
tedidas irmandade do Divino Espirito Sinto
erecta na igreja dos exnctos Jesutas nesta cida-
desomente, deve ser applicado s obras da mea-
na igreja, devendo ser assim entendida a lei n.
J93de 1 Je julhode 1856.
Sala das commisses, 22 de abril de 1861.
)r. Nascimento Porlella, Souza Reis, Peana Ju-
uor.
A commisso de pelicoes, a quen foi pre-
lenle a de Jos Tiburcio Pereira de Magalhes,
leguodo leoente do corpo de enaenhriros, e ba-
:harel em malhemathias e scienciis pbysicas
>ela escola central do Rio de Jineiro, solicten-
lo a esta assembla urna subveico para ir com-
pletar seus estudos na Europa, atlendendo que o
uipplicanto natural desta prorincia ; que foi
llenamente approvado os asterias que formam
ecurso que seguio, que os respectivos professo-
ns attestim sua intelligenca e applicagao, que
tbalmente, balda de bons engenheiros, como se
cha a provincia, contem yodar aquellos de seus
fihos, que se destinguirem esse ramo de sciencia,
Projecto.
A assembla leglatrta provincial de Per-
mobuco, resolte :
Art. 1. Pica o presidente da provincia auto-
riado contratar com Jos Tiburcio Pereira de
MigeifcifS, i sua ida luropa, para completar
osurso deengenharis, cra especialidade no ra-
no de pontos, estradas e obras hydraulicas, de-
vsndo empregar nettes studos nunc mais de
tan annos, a contar da dita de sua ioecripcio, am
oaareoer urna escola de emgenharia na Europa,
o Art.-2> Piear oWgaffa o peticionario em
REVISTA DIARIA.
N'essas mltiplas e frequentes transformarles,
po rque em nosso paiz lem passado as repartios
do serviQo publico sem duvida alguma a dos
correios aquella que menos phases conta em ua
vida olficial.
Com effeito, as variagoes que o poder aiminis-
trativo tem entendido seren convenientes cora
relacao essas entidades, pouco lem atlingido aos
correios; que alias a estadio que mais caren-
" ca aprsente de urna reforma radical, e que deve
i passar de quinquennio em quinquennio pelo me-
nos por modificages acommodadas ao estado do
artico.
Para isto sio condices iodispensaveis o aug-
mento do respectivo pessoal, a orgaiisaco do
servico postal, que muda com o accrescimo da
populaeio, e Qnalmeote todas essas nelhoras de
que elle susceplivel e que a experiencia indica
sempre.
Ser inaxequivel isto ? ser de dilb'l pralica
porm esta reforma ?
Quando nosle ramo do servio publico tanto
se lem trsbalhado nos paizes da Europa, de mo-
do a nio haver oada a desejar, j isto um
grande passo dado, j urna vaotagem real para
o legislador iutelligente, que sobre a materia e
na ua applicac.ao apenas lera de adoptar a pra-
lica desses paizes s necessidades do nosso, ten-
do em coosidertcao todavia as differencas topo-
graphicas e da p>pulaco relativa.
Sem embargo, o que ahi vemos ? Um contraste
perfeito, sem duvida.
Desde o anno de 1820 que nos achamos em
contacto, ou cem mais ou menos ligaco com
esse servico, como tudo d'ahi para c mui pouca
melhors havemos nelle notado.
Outr'ora, que a populaeio desla cidade era
dous tercos menor do aue a actual, hivia um
costeiro hbil e diligente, que fazia a entrega
das cartas as casas dos respectivos donos ; mas
hoje que ha quatro, todos elles reunidos nao for-
mam a actividade daquelle, e por isso acontece
que tres das depois dachegada das cartas, aindi
nao se tenha completado a distribuido dellas
pelos donos; o que reproduzio-se no dia 17, em
que tocaram simultneamente este porto os va-
pores do norte e sui.
E assim, nio poucas cartas deixaram de ser
respondidas, com detrimento da brevidade pecu-
liar ao commercie, que soffte por tal modo urna
demora em sua correspondencia de quinze dias,
que vio da chegada e sabida de um outro
vapor.
Estes phenomenes, porm, nio sao locaes ou
esp*ciaes esla cidade smeote, o que n'ella se
d, reproduz-se em todos os pontos do imperio,
dos quaes todos os dias partem reclamaces por
um remedio efficaz, remedio que existe as mos
do Exm. ministro do imperio, de quem lambem
o reclamamos instantemente, lano mais quanto
na corte ja devem existir informac.es exsctas da
irregularidffde ao servico, a que alludimos, for-
necidas por esse empregado do correio geral quo
veio examinar por ordem superior o indicado
servico nesta cepital.
E nesta situado ser justo, que se imponha a
pena do regulamento dos correios pessoa que
oonduzir urna carta, desta para aquella localida-
de, onde haja correio, quando este nao satisfaz
33 necessidades, e obriga muitas vezes aos parti-
culares a mandarem expresaos, com maiores
despezas, paraserem bem sarvidos ?
Poder-se-ha ainda exigir, que se franqueem as
cartas assim remetlidas, pagando-se os direitos
de um servico que se nao recebeu ?
Este estado nao pode subsistir, e a elle d
lugar a insufliciento paga dos empregados, a qual
nao guarda por certo proporcio com o numero
de horas do servido e com o resumido pessoal de
algumas administrares ; e por urna escala des-
cendente tal aquella dos carteiros, que para
estes lugares so concortem pessoas achacadas,
incapazes desse servico, e smente o podem fa-
zer compassadameote e que depois de deitarem os
oculos para lerem o enderecu das cartas, quando
abaito que para semelhante mister devem-se
ter individuos ageis, robustos e que saibam 1er
bem, para nio gaslarem horas com um servico
que pode ser feto dentro de (raceoes destas.
Este estado nio pode e nem deve permanecer,
assim como nao carece comprova-lo mais.
A sua desconveniencia salta aos olhosde tolos,
e as indicaces que ahi Gcam, manifestam-o evi-
dentemente ; cumpte pois que o govetno atlen-
dendo situaco, d-lhe um prompto remedio
na reorjanisacio melhodica de um servico to
importante, e isto espetamos de sua solici-
tud*.
Em sesso da assembla provincial de 20 do
correte foi apresentada, e remettida a commis-
so de pelicoes, urna do Sr. Duprat solicitan io
um privilegio exclusivo porquarenta annos, fim
de eocorporar urna sociedsde de edicaco nesta
cidade e seus arrabaldes, sob condicio d cons-
truir as casas de 20 25 / mais baraus do- (jue
actualmente.
Esla idea concebida pela* Sr. uuprat de
vantagens pralicas to positiva, que estamos
que ser-loe-ha concedida o pedido, deque re-
sjltarao notaveis beneficios para a provincia.
Alm delli trazer t emprego de muilos bra-
cos, d.-r um accrescimo de reada notavel pelo
lado do imposto a decima, nio fallando j
nessrs outros erenluaes pelo eslabeleoimeoto
as casas construidas pela sociedsde de to-
jas etc., ele.
acusamos abundar na produccio das vanla-
gms resultintos dessa sociedade, agora que
daquella peticio damos sciencia ao publico;
jorque de outra vez j distamos alguma cousa
sobre ella, e o Sr. Duprat em seus prospectos
tudo comprehendeu de maneira satisfatoria e
plena, como foi visto e apreciado pelo mesmo
publica.
Constt-nos que, alm das commisses da
Associaco Commercial Beneficenle, outras hou-
veram mais particulares, que foram encarregadas
de promover a acquisic.io de assigoaturas para o
as y lo de mendicidade.
Ora, como este acha-se de certo modo reali-
sado para concordata da referida associaco com-
mercial com a Santa Casa da Misericordia desta
cidade, conveniente que essas commisses ou
antea pessoas incumbidas deem solucio da b^i
arrecadaco, e effecluem a entrega das quantias
recebidas da generosldade publica para um fim
pi, a qae se dote dar lodo o desenvolvimeiilo
possivel, sendo por certo o primeiro elemento
detle a realisaco eSectiva
blica para a caixa geral.
O Sr. Buarque de lascado envia-nos as!
seguiotes observaces acerca do transporte dos
ganero da estadio das Cinco-pontos para o Be-
cie ; as quaes aqui inserimos para couaccimen-
to do publico, e satitfacio de S. S.
REPARTIGAO FISCAL DA ESTRADA DE FER-
RO DO RECIPE A S. FRANCISCO.
Recite, 90 de abril de 1861.
Ulra. Sr. Redactor ds RtnsU Diaria.-**
benevolencia com que V. S. toas acolbido ateus
escripioi leva-me a pedir-lhe que se digoe w-
seu conceituado jornal as Seguiotes
srices relativas ao transporte dos gene-
pato va terrea, entre a eslacio
de Cinco-pootas e o bairro do Recife.
Bao tenho or fim responder aos intultuosos
artigos qu debita do anonymo se lem esetipto
no ConarituOiseiBt, por quanto a os ietetpoota-
Co que se tesa dado aos actos do govetno o a
ignorancia da maneira por que se pretaqde rea-
lisar esse sertico, teem sea duvida sido a causa
da descotlexia com que tenho sido tratado pelo
aeu autor. #
Meu fim, presentando ao governo a idea do
transporte por mor, j acceila pela compaebia,
foi e melhorar um servico que tasa dado logar
i innmeros dissabores para a administracio da
via-ferrea o constderaveis perdis para os cofres
nacientes, pela falta de armazens para depsitos
dos gneros e impuasibidadeem que noa sea-
mos de construi-loa na actual-localidade da esta-
cao, offerecendo so mesmo lempo mais garan-
tas e vantagens aos expedidores e proprietarios,
por quinto alm da responsabilidade que ter a
companhia no segondo trajelo, effectaado ra-
zio de 40 rs. por arroba e durante o lempo quo
estiver a mercadera em deposito, accrease que
os gneros conduzidA do Recife para a eatcio
de Cinco-pootas oada pagam. Creio que um
servico orgaoisado com semelhantes condices
por domis ventajoso, e nao pie deixar de ser
apreciado pelos proprietarios. Eotretanlo nao
elle obtigatotio, nem affecta em nada os inte-
resses dos senhores de engenho.
A estaco da Cineo-ponUg ser entio con-
siderada como urna eslacio intermedia, a os ge-
nero* que para ella forera expedidos"seSo igual-
mente entregues aquelles.que o.resljup%rem ;
as tarifas serio alteradas.nicamente' do que
relativo ao trajelo entre Cuica-pontas e Recife;
e quanto as modificages que teem de ser subs-
tituidas ao governo teem apenas por fim melho-
rar o estado actual do trafego, dando-lhe mais
regularidade, offerecendo e transporte de certas
mercadorias
Estas explicsc5e8 me parecem satisfazer
algumas pessoas importantes que me teem con-
sultado sobre este objecto.
c Quanto a maneira por que foi effectuado o
contrato de que se trata compete ao governo en-
trar na sua apreciacie, e elle nicamente res-
ponderei se sobre este sssumpto me forem pe
didas inforraaces. De V. S. amigo altelo ve-
nerador e criadoDr. Buarque de Macedo..i
Hontem comecou o processo de habilita-
Co pan o concurso s cadeiras vagas de ins-
Irucco elementar do sexo femenina. Duas sao
apena as habilitadas.
Compem-se a commisso examinadora dos
professeres Miguel Archanjo Mindelo e Auto-
oio Rufino de Audrade Luna.
A lotera que vai ser extrahida amanha
a quarta Iparte da quarta e primeira da quinta,,
em beneficio da matriz de S. Pedro Marivr de
Olinda.
Estamos au.torisados declarar, em des-
mentido ao artigo ffistrado de [erro, inserto no
Constitucional de 20 do corrente, que nunca foi
reconhecido ao eogeoheiro fiscal da mesma es-
trada que fosse mais exacto em suas informaces,
por quanto teem sido ellas al hoje procedentes,
e satisfeilo s exigenciss da presidencia. Outro
sim, que as palavras informaces com exacti-
dao, que se lera no oTicio de 11 do corrente, di-
rigido ao mesmo eogenheiro,sao urna formula da
simples tarifa, deveado significar informaces
minunciosas; e que nenhum alcance teem em
relacao ao elevado e merecido conceito, que
como agora sempre gosou aquelle disiincto func-
cionatio para com o governo.
Pelo Dr promotor publico foi designado o
dia 25 do correte, para a reuniio do cooselho
de julgamento, que tem de responder o solda-
do da 4* companhia do corpo de polica Damio
Jos da Silva, por crimes de insubordinado e
desobediencis.
Sao membros do cooselho :
Presidente
Major Alexandre de Barros Albuquerque.
Auditor
Dr. Francisco LeopolJino de Gusmio Lobo.
Vogaes
2 lente do 4* bitalho de artilharia, Jos An-
tonio Rodrigues de Freilas.
Tenente ManoelGoncalves Rodrigues Franca.
Filippe Marques dos Santos Jnior.
2 dito do corpo de policis, Luiz Jeronino Igna-
cio dos Santos. '
Alferes do corpo de policia fbequim Barbosa
dos Reis.
A pessoa que nos enviou urna noticia so-
bre o delelxo com que, um escrivo do nosso
foro, trata o servico seu cargo, queira vir le-
galisar o seu documento na forma da lei, pata
que possa essa noUcla ser publicada.
Foram reculbidos casa de detencao nos
dias 20 e 21 do corrente, 3 homens livres e 1 es-
cravo, sendo 2 ordem do Dr. chele de policia,
inclusive o crioulo Henrique, esetavo de Joo
Ferreira da Silva; 1 i ordem do Dr. juiz de di-
reito especial do commercio, e 1 ordem de
subdelegado da Boa-vista.
Passfceiros da barca porlugueza Corsa,
vindos do Porto psra esta provincia.Antonio
Martins de Castro, Antonio Joaquim de Brito,
Jos Lopes, Joaquim da Silva Campos, Bernar-
do Jos Ferreiro, Antonio Vieira Gomes, Joo
Gomes Sena, Jos Manoel de Carralho, Joaquim
Ferreira dos Santos, Jos Pereira. Artista, Jos
Fraocisco Areias, Viaz Calino, Jos Pimeola,
-Miguel Clorello.
Passageiros do vapor nacional Persinunorr,
sabidos para Mace e portos enterraedios.Ber-
nardo de Albuquerque Gama,' D. Anna Feltsdo-
natia de Barros Leile e2lhos, Felicidade Can-
dida de Jess, vigario Francisco Urbano de Al-
buquerque, Bernardo Gomes de Mello, sua se-
nhora e urna creada, Manoel Joaquim de VerQosa
Lins, Dr. Frederico Belove e sua familia, D.
Joaquina Mara de Castro, Jos Pedro de Castro,
Jos Epiphano de Almeida, Joaquim Anionio de
Sequera Terres, Pedro da Silva Reg, Henrique
daCunha Rodrigues, Antonio de^zevedo Ma<>,
tenente coronel Jos Antonio Lopes e 2 cti'dos,
Tristo Bicaste de Normandes, Manoel Jo calves Braga Jnior e 1 criado, Mane*_Goncal-
ves Barros, Antonio Fernandes <* Silva, Dr:
Ambrosio Machado da Cunha Cfcvalcanle, Ma-
noel Cavaleante da Albuquerr06-
= Passageiros do vap'f Iqvarass sabidos
pata oCeat o portos er^ermedios.Dr. Francis-
co Xavier Pereira d* Brito, Miguel Jos de Al-
ves, Jos 6oncal*es Malveira, sua senhora, sua
irmia Raymvnda Candida Malveira el criado,
D. Mfgarida Ferreira Campos, Joo Fransisco
dailva Mondonga. Manoel do Medeiros Cirva-
irio, Joaquim Duarle Campos, Feliciano Nunes
Soares, Antonio Correia da Silva, Joso Querino
d Goes e sua cenhida, os criminosos, Manoel
Garca dos Santos, Jos Joaquim Ferreira, Anto-
nio Jos das Virgens, 7 pracase2 escravos, Ma-
noel Jos Martins, Luiz de Senna Monteiro.
Passageiros do btigue pottuguez Relmpa-
go sahidos para Lisboa.Antonio Jos Martins,
Joo dos Santos Ferreira, Joo Martins dos San-
tos Cardosb, Benito Ceord Rodrigues.
uatdouro publico :
Malatam-se no dia 13 do corrente para o con-
sumo desta cidade 108 rezes.
No dia 14-98.
No dia 15-97.
No da 16-80.
Nodia 1795.
No dia 1859.
No dia 1972.
No da 2099.
No dis 2199.
No dia 22100.
Communicados.
O Mosteiro le Santo-laso.
I
A litteratura nacional acaba de enriquecet-so
cem urna gloria a urna esperance. O Sr. L. A.
Burgain, offettaade s tolttas patrias o Mosteiro
4* Santo-lugo, prometi em breve o Govtrnador
de Braga, que est no prelo da Typ. Laemmert.
A' om e outro ltalo, saudamos o illustte pue-
da concurrencia pu- la. A' crer na esperance pela gloria qoe a anaoo- -
ca, tira o Gobernador de Braga atiociar-se com
honra i tantos monumentos Iliterarios que tem
por pedestal o talento dramtico doSr. Burgain.
Insaciavel de gloria e do reawese. o disiincto
educador oio se satiifez de haver concebido o Luiz
de Camota, levando ao Homero dos lempos mo-
dernos o padreo que a patria lhe negara em vida.
Cantar Cambes, fra eme gloria; o depon de Al-
meida Garret, mais gloria aiada. E tonto nao bes -
leu o natam tarea tro comaetriota.
O Pedro orgalboso, o Doge teto, o Reidos
Amores, coocepc.5es admira?eu do genio roma-



1, I..J4
MBK) DI ftlUIMUqOO.; IBjQA flIRA i* d A,WL DI 1M1.
,
.
nesco, nao podiam encher o tonos do orgalho,
que tem direito o poeta. Ell^^^Htara so-
berba vaidosa e temeraria as fatcoc, i igioaes
de Pedro, elle que piolara ::- irs;os
finissimos do Diogo da Cana, B^^H
Fernando do Mosteiro deSan
Eis-ahi urna gloria de invejar I O. A/osei i Demetrio do storaes Chaves.
SosUo-sflO, cujo assumpto i &' Chrysoatomo Vitaliawjsolelho.
eternas melodas ao autor da Favorita, um poe- Salustianc^HHM W^
jna eru tjcos versos heroieos que por vezes cole-
ra e apaisoha o espirito.
Dentando, aos meetres d'arle
* J
3ue ama orna
o poema resil-
lara, pagano aoSr; Burgain o insignificante tri-
buto de nossa admiradlo.
Mo um roto individuad 0 Mosteiro d$San-
to-lago, que tio ao natural fot peato em cena
Cela Empreza-Germano, rez-ae um drama popu-
ar. O publico iuleiro le tua a gloria nacional.
O Sr. Burgaio tere a feliz idea de offerecer o
seu poema i um poeta d'arte. O Sr. Germano de
Oveira, que tio hbilmente ha contribuido para
immorlalisar Pedro, o Diogoe o Homero Lusita-
no, immortahsou o Fernando.
Como desempenhou o nosso artista-principe
esse carcter altivo, arrogante e nobre da Intr-
pido Fernando ? Ser eate o assumpto de urna
jnilysaestudada.
______- *
Permita-nos pois S. 5. qu a
aua modestia demoiesta espansio
los de que se acham cheios os no.
fcelo da tuas em
Alfandega de Pernambaco, 19
Jlo Valentlm Das Tllela.
18I.
V
^
\ THEATRO.
Subi scena no theatro de Santa Isabel na
fiite do sabbado ultimo, como estara annuncia-
V do, dramaMosteiro de Santo-lagodo Sr. Luiz
^V A. Burgain. Composico de mrito, cheia de im-
presses fortes e capazei de aeosibilkar o espec-
tador mais fri, esse drams ainda mais resaltou
pelo bom desempenho que Ihe foi dado.
Em todos os actos o acenaria estere de um ef-
feilo maravilhoso ; no prmeiro, e na ultimo, nao
se poda aspirar mais do que, que efTedivamen-
te foi visto A sombra e triste vista de um cern -
terio, a edr verde-negra dos cypresles, o aparato
fnebre de urna casa de morios, casaram-seper-
feilamenle com vista do ultimo acto.
Agora os actores.
O Sr. Germano no papel de Fernando, e logo
no 2 acto, deixou aos apreciadores do genio o
campo mais vasto para suas locubracoes. Nessa
luti de um coracao que ama, mas que condem-
I nado pela surte pobreza, alimenta urna preten-
do nobre, um amor santo, que se ve obrigado
couderuuar esse amor ao mais terrivel oslracis-
i no, s porque pobre, e o objecto de seu culto,
existe no seio de urna corle ; a resoluco que to-
ma de separar-se de Leonor, depois de receber a
declaracao de que ella o ama ; o esforro, final-
mente, empregado para separar-se delta, todo,
_ tudo foi terfeilameole coraprehendido pelo Sr.
I Germano.
A Sra. b. Manoela, nao menos que o Sr. Ger-
mano, comprehendeu a sua parte.
Na noite de sabbado, a Sra. D. Manoela, no see-
nario do Santa Isabel uao era apenas a artista que
manifestava o genio,ere o genio que conquis-
tara os louros.
as dores e priuces de urna mulher que, vic-
tima do engao, encoD.lra agora um homem que
a ama e a quem ell i corresponde, mas que pen-
sa nao poder dar esse homem mais do que um
nome manchado pelo crime, a eximia artista pro-
vou quem .
Durante todo o correr da peca, nao houve urna
parte, um gesto, urna patarra ao menos que, ro-
jando dos labios dos do is geoios Germano e D.
Manoela. nao fossem a fiel iuierpetraco da crea-.
gao doSr. Burgain.
O Sr. Nunes desempenhou bem o seu papel.
O Sr. Thomaz, psreceu-nos um pouco fraco,
em partes que reclamavam mais enlhusiasmo,
mais forja e expressao.
A Sra. D. Carmela, lambem afrouxou bastante,
e seria para desejar, que pesando mais as partes
de que se eocsrrega, se exforcasse para molhor-
menle desempenha-bs.
A nenhum destss artistas falta gosto e talento ;
que so apoderem mais de su is parles, possuam-
se mais de seus papis, o tero oblido o que o
publico costuma dar ao genioo applauso.
Quem quizesse assislir ao acto de contrieco do
Sr. W., nao careca mais do que leva-lo ao Jfos-
teiro de Santo-lago, e eulao ve-lo-hiam curvado
ante o genio, depois do seu pecavit dizer, que a
Sra. D. Manoela a soberana do palco brasileiro.
m. s. j. .
Francisco Jos Alves de Camino.
Antonio Jos Rodrigues de nula.
Francisco Jos dos Santos Jnior.
Francisco Pereira de Carvalho.
Hermenegildo Jos de Alcntara.
Gabriel Moreira Rangel.
Beroardioo de Sena Muniz.
Jaaquim Ricardo Ferreira.
Nicacio Antonio Nunes.
Joo Pereira da Silveira.
Jos Marcelino da Silva Braga.
Joaquim de Albuquerque e Mello.
Ignacio Jos de Paula.
Thomaz Mjreira de Carvalho.
Izidoro Marinho Cesar.
Jos Ferreira Penha.
Jos Ceocalves da Silva Bastos.
Joaquim Elias de Mour Gondin.
Joo Gonealves Pires Ferreira.
Americo Vespucio de Hollaada Chacn.
Joo Diniz e S.lva.
Joaquim Milete Mariz.
Jernimo Marlz.
Costa, equlpsfetti 10, carga arroz e oulros g-
neros ; a Almelda Gomes Aires 4 C
Porto 40 das, barca potluguftt* Cotia. deW5
toneladas, capito Rodrigo Joaquim Carneiro,
equipajew*> caria rioho, sebo!la*,e oulros
generdl; '?TbomaeV de quino Fonceci J-
nior. s>.
Navio* tahidos no metmo dia
Rio-Grande do- Sul Brigae nasloa! Mafra,
capUo Joaquim Ramos de Ollveira, earfa as-
sacar.
Lisboa Brigue portugus Florinda, capilo
Joaquim Augusto da Souza, Carga assucar.
A'ofoi entrados no dia]-22.
Santos 56 das, barca belga Maria Thereza,
de 302 toneladas, capitao lean Baptista Hor-
nea, equipagera 15, carga eaf; orden. Ar-
rlbou com agua aberta e per ter perdido o mas-
tro de proa, seu,destioo Hamburgo.
Novias taidos no mismo dia
Cear e portos intermedios Vapor nacional
Iguarust,' commandaote V lenle Joaquim
Aires *oreira.
Lisboa 'r Brigue porluguez Relmpago, capitao
Joio Xae^r da Fonceca, carga assucar.
Canal Barca menea na Villa-Franca, capito
Samuel Hell, carga assucar.
COMMERCIO.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 20. .
dem do dia 22. ... .
Editaes.
275:227l01
28:147J07
303:3759006
Movimento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas.. 144
> com gneros..
Volumes
sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
------162
93
206
------299
tos orphos.
_ satro JTe Santa Isabel.
Vamos dizer algumas palavras sobre o espec-
tculo de sabbado, e islo com bastante medo do
Sr. W, que (aqu para ns nao para grabas 1
Mas o Sr. W tem graca, [}& isso verdade !)
tem! Elle j dignou-se dar ao nosso amigo o
gracioso titulo de corleso de bastidores, e quem
sabe se tambero tenciona agraciar-nos com o de
lacaio de bastidoresl Quem sabe? I Elle nao
zno homem, nao; mas isso seria urna cruelda-
de, por que eu l nao caio I Em6m elle valente
porm ha de dar-oos lempo de desviar o cacha-
bo do alguma chavascada 1 Ole, se ha I Se nos
quizer dirigir alguma piega, griie : gare la bom-
be I e ver o risco 1
O Uosteiro de Sanio-\\p.
Diz Mr? Vctor Hugo, no prefacio ue seu Ruy-
Blas : E' dever do dramaturgo salisfazer s tres
especies do espectadores que coropem o publico
theatral; as mulhtres,os pensadores e a mufi-
do propriamenle dita. Acco, senliraenlo ou
paixo e caracteres.
O Sr. Burgaio, com o seu drama Mosteiro de
Sanlo-lago, eremos que cumprio esse dever sa-
tisfactoriamente. Nao analysaremos o drama
(como deviamos,) porjulgarmo nos incompeten-
tes para isso. Apostamos que o Sr. W concrda-
la que temos consciencia I Ocjepar-nos-hemos
antes do desempenho.
O papel de Fernando, o novico, de que se en-
carregou o Sr. Germano, foi bellamente executa-
do ; pelo menos assim entendeu um povo im-
znenso qu, iofatigavel em render homenagem ao
mrito, fui o pruneiro a reconnecer o genio ar-
tstico do Sr. Germano, offertando-lhe bravos e
palmas, espontaneas ovacoes de que elle cre-
dor.
O autor do drama foi o prmeiro a tecer elogios
oo Sr. Germano quando o vio representa-lo. De-
pois pffereceu-lh'o.
Leonor, a grorila, foi execulada pela sympa-
thica e eximia Maooelita que ~ '
Terna, sublime, ardente i sempre a mesma,
Senipre artista feliz, genio inspirado.
Parece-nos que esses lindos versos do nosso
Macedodeviam scrcompoMos para ella I
Quem inda nao a apreciou na virtuosa Maria
da Graca de Deus, ni louca Maria Joanna da
Pobre Mae, na ingenua Adelia da Probidade, e
em tantas outras partes importantes, e quizer
formar um juizo seu respeilo, v v-la trabs-
lhar na Favorita do Rei, e dir comnoico : E' um
genio da scena I
Que importa que algura parvo, invejoso das
glorias alheias, nao reconhega o genio da Sra.
Manoela ? Que importa, se o publico imparcial
lhe tribua os mais sinceros encomios?
porventura esse parvo lera consciencia do
que diz?
O Sr. Thomaz comprehendeu bem o seu papel
de rei Affooso, a que deu urna bella execugo.
Vai progresslvameote conquistando as sympa-
-tbias do publico que lhe faz justica.
Os Srs. Nunes e Raymundo foram bem.
O drama do Sr. Burgain agradou muito. Pa-
rece-nos que o Sr. W nada ter que dizer do ca-
racterstico dos autores.
Feio do carpo bonito a"alma.
E' urna composigo do autor da Honra e glo-
ria, qu* tem bastante merecimento. A creacio
daquelle lypc Antonio foi bem concebida,
OSr. Campos encarregeu-se dessa dfficil par-
te que lhe grangeou applausos.
O bom Antonio moreceu os parabens do pu-
blico.
Tudo o mais ni comedia foi bem, a excepcao
do coro dos ferreiros, que deram suas martelladas
aem corapasso. Findo o espectculo foraa cha-
madoi scena os artistas que Irabslhuam na co-
media, e tambero ao Sr. Germano e Manoela que
receberam merecidas palmas.
Inotuo.
Descarregam hoje 23 de abril.
Patacho inglezMary Blockfazendas.
Barca portoguezaCorc.amercadorias.
Brigue inglezElisabethbacalho
Brigue brasileiroEncantadormercadorias.
Hiate nacional Lindo Paquete diversos g-
neros.
Importa cao.
Hiate brasileiro Lindo Paquete, rindo do Mi-
ranho, consignado a Almeida Gomes Alves & C,
manifestou o seguidle :
1 caixa brioquedos de porcelana e chumbo pa-
ra criancs ; a Eslevo C. Madeira.
7 calxas relogtus, candieiros. e mangas de vi-
dro, 5 ditas obras de zioco, 9 ditas ditas impres-
saa, 1 dita pianhas de madeira, 1 dita violoes, ra-
becas, arcos e cordas para os mesmos, 1 dita cas-
sa da Allemanha, 1 dita cambraia de algodo,
dita chales de merino, 1 dita ditos do chaly, 2
ditas ditos de casemira, 630 saceos arroz. 165 di-
tos farinha, 46 ditos carrapato, 69 encapados gom-
ma de mandioca, 50 paneiros tapioca ; a ordem
de diversos.
Brigue nacional Feticidade, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Jos'Soares Velloso, mani-
festou o saguinte :
1 caixo charutos ; a D. A. Matheus.
2 ditos chapeos ; a T. Barros Taveiro.
100 pipas vasias; a B. & Souza.
30 ditas ditas j a Joo Francisco da Costa.
550 barrios vasias; a J. F. Rodrigues da Silva.
Barca nacional Iris, vinda do Rio de Janeiro,
consignada a Aranaga Hijo & C, manifestou o
seguinle:
1 caixo charutos ; a Joiio Anglada.
100 caixas sabo e 60 pipas vasias : a Velloso
& Vianna.
2 caixas chitas, 2 ditas camisas ; a David Hu-
bert.
Brigue nacional Encanfaor, vindo de Rio de
Janeiro, consignado a Amorim ti Filhos, mani-
festou o seguinte :
1000 barricas vazias, intimadas, 1 caixo cha,
50 pipas vasias, 1 oixo charutos, 274 saceos fa-
rinha de mandioca, 50 ditos caf ; a ordem de
diversos.
Hiate nacional Sergipano. viodo da ilha de
Fernando, consignado a Martinsc Irmos, mani-
festou o seguinte :
79 barra azeite de palma, 89 arrobas de algo-
do ; a ordem.
Brigue inglez Etisabelh Mi Lea, vinda de Ter-
ra Nova, consignado a James Crablree &C, ma-
nifestou o seguinte :
1836 barricas e 49 caix5es bacalho ; aos mes-
mos.
Exportaeao.
Da 19 de abril.
Brigue inglez Minilalau, sahido pira Liver-
pool, carregaram Southall Mellors & C, 94 sac-
eos com 527 arrobas de algodo.
Patacho dinartarquez Bolhilde, sahido para o
Rio da Prata, carregaram Amorim Irmos 400
barricas com 2722 arrobas de assucar.
Brigue inglez Elisabeth, sahido para o Canal,
carregaram Saunoers Brothers & C. 1000 saceos
com 5000 arrobas de assucar.
Brigue inglez Inanita, sabido para Valparaiio,
carregiram N. O. Bieber & C. 500sac:os com
3000 arrobas de assu'-ar.
Brigue porluguez Relmpago, sahido para Lis-
boa, carregaram Marques Barros & C. 50saceos
com 250 arrobas de assucar.
Brigue suec J^erdinand, sahido para Fal-
moutn, carregaram Krabbe Whately&C. 1000
saceos com 5000 arrobas assucar.
Brigue inglez Fayre, para Liverpool, carrega-
ram James Ryder 4 C 300 saceos com 1500 arro-
bas de assucar.
Brigue francez Paraftta. para o Havre, carre-
garam Tisset-freres 700 couros salgados com
26,748 libras.
Beccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambaco.
Rendimento do da 1 a 20. 20:5889309
dem do dia 22.......2:541*412
O Illra. Sr. inspector da thesooraria pro-
vincial, em cumpriraenta do artigo 7o do regu-
lameuto do collegio dos orphos de Santa The-
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do corrente, mands fazer publico
que no dia 6 de junho prolimo vindouro, peran-
te a junta da fazenda da mesmaJ^souraria,
vio a praca, para serem arrematauas a quem
mais der a renda dos predius abala declarados
pertencentes ao patrimonio dos N. 1.Larga do Pedro II,
salla do 1 andar........ 180,000 por anno.
N. 95.Ra do Pilar, casa
terrea..........<,........ 236,000
N. 96.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 157,000
N. 97.Rui do Pilar, casa
terrea.................... 161,000 -d
N. 98.-Rua do Pilar, casa
terrea.................... 224,000
N. 99.Ra do Pitar, casa
terrea.................... 167,000
N. 100.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 162,000 a-
N. 101. Ra do Pilar,
casa terrea"............ 181,000
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea;.............. 162,000
N. 103. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 181,000
N. 104. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 172,000 a
N. 105. Ra do Pilar.
casa terrea.............. 170,000
N. 1.Estrada do Parna-
merim, sitio............ 500,000
N. 2.Estrada de Pama-
merim, sitio............ 120,000
N. 3.Estrada do Rosari-
nho, sitio .............. 321,000
N. 4.Estrada da Uiruei-
ra. sitio.................. 212,000
N. 5.Forno da Cal, sitio 352,000
As arrematac,oes sero feitas por tempo de
3 annos a contar do Io de julho de 1861 a 30 de
juoho de 1864, e sob as cendicoes constantes
do edital de 9 do correle.
E para constar se mandou afSxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesourarfa provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.
O secretario
A. F. da Annunciao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedades pertencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao ftzerem, sero
os mesmos dbitos remeltidos para juizo, aQm de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraris
provincial de Pernambuco, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento ao art. 7 do regulameoto
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 de
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 do
maio prximo futuro, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vao praca para serem
arrematadas quem msis der a rendados pre-
dios abaixo declarados perlencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
annos a contar do 1* U julho de 1861 a 30 d >
junbo de 1864.
As peuois que M proposorem a eatii arremi-
tacei comparecam ni sala das sesadas da mesma
junta no da cima declarado plentelo 41a com-
petentemente habilitados na forma dos arligos
abaix
E par constar se mandou affixar o presente e
FlcaHf6lrffio.
Secretarla da thesooraria provincial de Per-
nambuco 9 de abril de 1861
O secretario
Artfomo F. fAnnunciago.
Arl. 75 do regalemenlo da thesouraria.Os
contractos de arrematarlo de fends, que impor-
tara em mais de 2Htt00O res, terio effectuados
tob a garanta de dous fiadores, idneos, que te-
nham boas de raz na ctdade do Recite, ao me-
nos um delles urna vez que outro seja notoria-
mente abonado.
Arligos do regulamento interno da thesouraria.
Art. 16. Os documentos comprobstorios das ha-
litaces dos arrematantes, e os que devem provar
a idoneidade dos fiadores serio apresentados na
sesso da junta anteriora de arrematado, para
serem tomados em considerarlo, resolver-se so-
bre aflanca e admittir-se o licitante.
Art. 17. Aslieitacoes sero offerecidas em car-
tas feiehadas com o sobscripo proposta psra a
arrematado tal. > Estas cartas sero com a pre-
cisa antecedencia ladeadas pelos licitantes na
cav do eorreio, e recebidas na occasio da arre-
maiSyio, do administrador desta repartico, por
um empregado da thesouraria para serem abertas
em junta na presenca de todos os licitantes.
Conforme O secretario
A. F. d'Annunciaco.
arsenal de guerra, 1? de
Declarares.
para forneclntento
abril de 1801. M
Btnio /ofLamenha Lint,
Coronel presidente. '
Alexandrt Augusto de Fras Villar,
Major vog1 servindo de secretario.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo bando paga o 6* dividendo
de 12500 por accSo.
Pela subdelegada do Recife soTez publico
que se acha depositado um eavallo que vagava
na ra no dia 18 do corrente : quem for seu do-
no, eompareca nadita subdelegada, que provan-
do pertencer-lhe, lhe ser entregue.
Recife 21 de abril de 1861 .Miranda Leal, sub-
delegado.
THEATROf
DE
Santa Isabel.
EMPREZ4 GERMANO.
Recita extraordinaria ltvre 9e as-
signatura.
Quarla-feira, 24 de abril de 1861.
Subir seena a excellente e muito applaudida
ia- drama en dous actos e um prologo ma-
d.
COMPARHIA ^RASILEIRA
O vapor Oyapock, eommandante 9 eepite
tenente Santa Barbara, esperado dos portsdo
sul at odia 30 do correle o cfoaf depie da-
demora do costuras seguir* pata os do nort>."
Desde j recebem-se passageiroe e 6ngaja-ser
a carga que o vapor poder cocdcrzir, a qai de-
ri ser embarcada no dia de sea chegada ;
encia ra da Cruz n. 1, escripierio de Azare-
do & Mendos.
COMPANHIA PRNAUBUC \NA
BE w .
Navegaco costeira a vapor,
Parabiba, Rio Grande do Norte
Macao, Aracaty e'Ceara'.
O vapor Iguarass, commandaote Moreira,
sahir para os portos do norte al o Cear no
dia 22 do corrente mez. Recebe earga at o diat
80 ao meio da. Encommendas. passageiros e
dinheiro a frete al o dia da sabida as 2 horas
escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Pela capitana do porto se declara que echa-
se na doca prxima a mesma mpitsnia am hiate
em mo estado, que foi echado na cor&a dos Pas-
sarinhos, abandonado: quem sejulgar com di-
reito so referido hiato baja de apparecer na mes-
ma capitana, com documento que prove sua
legilmidade, que lhe ser entregue, pagando as
despezas ; e nao apparecendo no Cm de tres dias
ser vendido ou desmanchado.
Capitana do Porto de Pernambuco 19 de abril
de 1861.
Joo Nepomuceno Alves Maciel,
Servindo de secretario.
Connelho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem da contratar os gneros
alimenticios para a com'panhia dos menores do
arsenal de guerra, durante os mezes de maio e ju-
nho prximos vindouros :
Pao de 4 oocas, bolacha, caf em grao, assucar
reGnado de segundo sorte, mantelga franceza, cha
hysson, carne verde, dita secca, toucinbo de Lis-
boa, feijo niulatnho ou preto, arroz do Mara-
nhao, bacilbo, azeite doce de Lisboa, vinagre
de dila, farinht de mandioca.
Quem quizer contratar ties gneros aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 29 do
corrente mez.
Sala das sessoes do referido conselho, 19 de
abril de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario.
PROBIDADE
Terminar o espectculo com o espirituoso en-
tre acto,
sfflFia m ts&wsto,
Oomeeari 7 }. horas:
Osbilhetes vendidos para a recita de domingo,
que foi transferida, tem entrada nesta noite.
Aysos martimos.
Para a Ma
Segu em poucos dia b palhabote nacional
Dous Amigos, para alguma carga que lhe falta,
e passageiros trata-se com Francisco L. 0. Azeve-
do. ra da Madre de Deus n 12.
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Coo-
ceico pretende seguir com muita brevidade, s>
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaestem excedentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Meades, bo sea
escriptorio ra da Cruz n. 1.
LeiloesT
Leilao
NOVO BANCO
DE
Pernambuco
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgatar as notas
de ua emissao de 10.s* e 20# em prejui-
zo dos possudores por mais dous mezes
que bao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 d^ja-
neiro ultimo e findo este pra*o s po-
dera' ter lugar a substituidlo ou rs-
gate com o descont mental e progresf i-
vo de 10 porcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Ns.
66 Casa terrea,
67 Casa terrea,
por anno.....122jjO0C
idem dem .... 81JJ000
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea, por anno.....2O5$000
69 Casa terrea, idem dem .... 125^000
Ra do Viga rio.
72 Sobrado de dous andares e loja,
poranno.........602$OO0
Ba da Senzala Velha.
79 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........87535000
0 Sobrado de dous andares e loja,
por anno..... 753^000
81 Casa terrea, por anno.....191g000
200g000
162OO0
por
. 168#000
162:006
163*000
. 172*000
. 253JO00
tempo de 3
23:129721
Consolad* provincial.
Rendimento do dia 1 a 20. ... 42 7933564
dem do dia 22...... 3.144*673
45:938J237
Movimento do porto.
O C *
a. a. to
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r* r* S"
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Horas.
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PublicaQoes a pedido.
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Citierna hydro-
me trica.
Franeez.
Inglei.
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Os. abaixo aisignados gaardas da alfandega
desta cidade, vem perante o publico agrade-
cer ao Illm. Senhor fumino Jos de Olireira
M maneiras urbanas e sempre altareis com que
soabe, durante o tempo que serrio interinamente
o lugar de-guarda-mor, captar a estima e respei-
to dos seus subordinados, seas quebra da sua
dignidade, mostrando que sabia eoaciliar as c*ri-
gacoes d superior com as regras do cirilidade
e um perfeito civalteiro.
A noite clara, rento ESE regulsr e assim ama-
nheceu.
OSCJLACiO ba anu'.
Preamar as 1 h. e 30' da tarde, altura 6,3 p.
Bairsmar as7 b. e 18' da maoMs, altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de .maane, 22 de
abril do 1861.
ROHAHO STBFFL,
1* leoeanta.
Navios entrado* no di* 31.
Ceir SO das, hiato nuc'ional Lindo Paquete,
eladas, cipitao JscinlhoNuaes da
de 105 tone
82 Casa terrea, idem idem
83 Casa terrea, idem idem .
Ra da Guia.
84 Casalerrea, por anno .
Roa do Pitar.
91 Casa terrea, por anno. .
92 Casa terrea, idem idem .
93 Casa terrea, idem idem .
94 Casa terrea, idem idem .
As arrematarles serio feitas
annos a contar do 1" de julho de 1861 a 30 de
junho de 1864 e sob as condicoes constantes do
edital de 9 do corrento.
E para constar se mandou afxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O secretario, A.
F. da Annunciao.
De ordem do Sr. inspector da alfandega se
faz publico, que no dia 23 do corrente se ho de
arrematar em hasta publica, depois do meio dia,
porta da mesma repartico, de conformidade
com o disposto no artigo 306 do regulamento, 6
barris com plvora, pesando liquido 150 libras,
valor de cada libra 500 re*., total 759, apprehen-
didos pelo guarda Joaquim Ricardo Ferreira, sen-
do a arrematacao livre de direitos ao arrematante
Alfandega de Pernambuco 20 de abril de 1861.
O 4." escriplurario,
Joaquim Albino de Gusmo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento do artigo 7." do regulamen-
to do collegio dos orphos de Santa Thereza e
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5
do corrente, manda fazer publico, que no dia 25
do mesmo mez, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vo a praca, para serem ar-
rematadas aquem mais der a renda dos predios
abaixo declarados, pertencentes ao patrimonio
dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II, se-
gundo andar............... 482,000 por anno
N. 1. Ra do Qaeimado,
loja........................ 331,500 por anno
N. 2.Ra do Imperador, so-
brado de dous andares e loja. 1:601,000 por anno
N. 4.Largo do Paraizo, so-
brado de dous andar loja. 901,000 por ano
N. 5.Ra das larangeiras,
casa terrea................. 204,000 por anno
N.8.Ra Velha,casa terrea. 202,000 por anno
N. 9.Ra da Gloria, sobra-
do de um andar e loja.....1:001 , N. 10.Ra de S. Goncalo,
cesa terrea.................
N. 11.-Ra de S. Gon$elo,
casa terrea.................
N. 12.-Rea do Sebo, casa
terre......................
N. 13.Ra dos Pires, casa
terrea ......................
N. 14.la do Rosario da
Boa-vista, casa Ierres.....
N. 40.Ra da Lapa, casa
terrea......................
N. 4!.Ra da Lapa,
terrea......................
N. 61.Ra da Cacimba, casa
terrea......................
182,000 por aono
182,000 por anno
160,000 por anno
103,000 por anno
101,000 por auno
152.000 por anno
181,000 por anno
800,000 por anno
As arrenttae,5e serlo feN por lempo de tres
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anuo findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretar%da directora
francisco Joo de Barros.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar osobjectos
seguiutes :
Para a botica da colonia militar de Pimenteiras.
4 libras de gomma arbica em p.
16 libras de cevada limpa.
4 arrobas do assucar refinado.
16 libras de flores de borragem.
8 garrafas de xarope de gomma arbica.
2.garrafas de xaropes de chicoria composlo.
6 garrafas de espirito de vicho. *
4 libras de agua de flor de larangeira.
2 ooqbs de extracto gommoso de opis.
2 libras do elher sulphurico.
2 libras de ludano liquido de Sedynham.
6 garrafas de vinho Madeira branco.
6 oncas de tintura de nosvomica.
6 vidros de magnesia de Henry.
12 caixas de sedeliles.
12 garrafas de oleo de Ruine.
6 garrafas de oleo de amendoa doce.
2 oncas de oleo de crotn legliam.
1 libra de mercurio doce.
4 libras de ungento rosado composto.
2 libras de camphora*
4 garrafas de rob-ant-syphititico de Laffecteur.
1 libra de tintura digenciana.
1 libra de tintura de mirra.
1 libra de tintura de beijoim.
12 libras de linhaca em p.
1 libra de alcalro.
4 libras de ungento Eleoie.
4 libras de banha de porco.
8 libras de polpa de tamarindo.
12 vidros deoppio-deldoch.
4 libras de linhaca em grao.
8 libras de pomroada de saturno.
4 libras de pommada al'issima.
6 seringas de gomma elstica grandes com pipos
8 seringas de gomma elstica pequeas com
pipos.
2 libras de flores de ros.
8 libras de Qos de liobo.
6 oo^as de chloroformio.
2 libras de sabo branco.
6 covados de flanella.
1 pedra de afiar.
1 sacca-rolha.
12 pennas de lapis.
1 grosa de pennas d'aco.
2 fjcas elsticas maior e menor.
12 libras de moslarda em p.
2 libras de pommada mercurial.
Para a colonia de Pimenteiras.
1 bsodeira grande de flele com armas impe-
rises.
1 adrica para a mesma.
1 panno de cruz para esquife. .
1 Ismpelo de praca.
2 escriraninha de lalao sendo urna grande e
outra pequea.
2 caslicaes de lati.
1 caodleiro de cobre para quattel.
1 caneco ou ceo de cobre para jarra.
Quem quizer vender taes objectos presente a
suaa propostas em caris fechada na secretaria
do conielho, is 10 horas da manha do dia 26 do
correte mez.
Sala das sessoes djo cMselho adninistraUrot
C0MPANB1A PERJ4MBUGAN4
DE
Navegar costeira a vatr
O vapor Jaguaribe, comraandante Lobato,
sahir para osportos do sul no dia 4 de maio
s 4 horas da tarde. Recebe carga at o dia 3
ao meio dia. Passageiros e dinheiro a frete at
o dia da sahida s 2 horas: escriptorio no Forte
do Mattosn. 1.
COMPAA PERNAMBIICANA
DH
iVavegaco costeira a vapor
Parabiba, Rio Grande do Norte, Ma-
cao. Aracaty, Geava', Acaracu' e Granja.
O vapor Persinunga, commandante Moura,
sahir para os portos do norte al a Granja no
dia 7 de maio s 4 horas da tarde. Recebe car-
ga at o dia 6 ao meio dia. Eacommeodas, pas-
sageiros e dinheiro a frete al o dia da sahida
as 2 horas: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
avisos martimos.
Gilbam, capito da barca ingleza Ci-
ty of the Sultn,
arribada neste porto na sua recente viagem de
Buenos-Ayres com deslino s Londres, precisa
tomar a risco martimo a quantia de 20:0003000,
mais ou menos, sobre o casco, apparelho e car-
regamenlo da mesma barca. No escriptorio de
Saunders, Brothers & C, praca do Corpo Santo,
se receber proposta dos prelendentes em carta
fechada at 4 horas da tarde do dia 23 do corren-
te mez.
Rio de Janeiro
Sabira' bremente a linda e velera
barca nacional IRIS a qual recebe
passageiros e escravos tendo muito
bons commodos em separado para estes
ltimos : a tratar com os consignata-
cios Aranaga Hijo & C, ra doTrapi-
rheNovon.6. \
Pila
Southall Mellors &^C. faro leilao por inter-
vengo do agente Pinto, do mais completo e va-
riado sortiraento de fazendas inglezas as mais
proprias do^Mffcado e novamente chegdss
lerca-feiraj^^wo corrente s 10 horas em ponto,
no seu aiWzftn fu do Trapiche o. 38.
LEILO
A 2e>do corrente.
Ramos, Duprat & C. faro leilao por iuterven-
co do agente Oliveira, do mais perfeito sortl-
menlo de fazendas de seda, l, linho e de algo-
do, todas proprias do mercado, e que muito
agradaro a seos freguezes, cuja concurrencia
deridamenle apreciaro no dia
Quinta-feira25
do corrente, em que ter lugar o leilao n s&
das fazendas indicadas, como de alguns lotes da
miudezas, que serfio vendidas a todo prego,
principiando as 10 horas da maoha em ponto,
no seu armazem ra da Cruz do Recife.
LEILAO
Quinta-feira 25 do corrente
as 11 horas em poni.
Henry Gillam, capito da barca ingleza Cily
of the Sultn, arribada neste porto na sua via-
gem de Buenos-Ayres para Londres, far lcilai
por iotervencao do agente Pinto em presenga do
agente oe Lloydes, porautorisaco do Sr. ins-
pector da alfandega e por conta de quem per-
lencer cerca de
4,478 couros salgados
no dia e hora cima mencionado porta da as-
sociaco commercial.
LEILO
Sexta-feira 26 do correte
s 10 horas.
Almeida Gomes, Alves & C. firo leilao porin-
terveoQo do agente Pinto, em seu armazem na
ra da Cruz n. 27, dos seguinles objectos que
serio Tendidos sem reserva de preco por que-
rerem fechar contas, a saber:
Chapeos do Chili, sortidos.
Ditos de feltro pretos e pardos.
Charutos-do Rio de Janeiro.
Retroz do Porto sortido.
Pelicas brancas.
Toalbas de linho e mujtos oulros objectos.
Nesta mesma occasio
espora- venda a prazo ou a dinheiro as segua
tes fazendas inglezas, chitas de differenles qua-
lidades nos estreitas como largas, damascos,
casemiras e pannos de differenles cores, baelao.
princezas, grvalas de differenles qualidades
:hapeos de sol nao s do seda como de panno,
outras fazendas que estaro expostas no dia e
hora cima mencionados.
segu na presente semana, por ter grande parte
do carregamento contratada, o cter Erna, efl-
nito Joo Anlunes da Silveira ; para oque lhe
falta, trata se com os consignatarios Moreira &
Ferreira, ra da Madre de Peos n. 4.
LEILAO
Quinta-feira 25 do corrente
ao correr do martello com
lanche.
PELO GEME
Rio de Janeiro
A veleira barea nacional Rio de Janeiro pre-
tende seguir com muita brevidade, tem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que lhe
falta, passageiros e escravos a frete, trata-pe com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
escriptorio rus da Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir noeles olto dias o veleiro e bem
conhecido brigue naciooat Almirante ; para o
resto da carga que lhe falta, passageiros e escra-
vos a frote, para os quaes tem escolenles com-
modos, trata -se com os seus consignatarios Aze-
vedo & Meados, no seu escriptorio ra da Cruz
numero 1.
Para a Babia.
A sumaca nacional Horteocia pretende se-
guir com muita brevidade. tem parte do seo car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta.
O ageute Lamargo far lei-
lao com autorisaco de urna
ressoa que se retirou para
Europa, de urna excellente
mobilia de Jacaranda com me-
sa, consolos de pedra, urna
outra dita, mesas elsticas,
aparadores, cadeiras de ba-
lanco* guarda roupa, secreta-
rias, app*arelhos de mesa-,
obras de metal priacipe, pis-
tolas de revolver, un rico re-
logio com msica, um piano
cadeiras a valsas e inuitos ob-
jectos que estaro patentes no
i^?,V*S'4'*!ltmT?,*iactodoteiao,na ra doTra-


to
*v
DIARIO DS fWUS4BMOCO. TERi> FEIRA 23 M ABRIL DE itfi.
piche n. 4, segundo andar as
10 hora*em ponto.
-r
Quarta-feira 24 do corrente.
Antunes far leilo em ten armazem na ra
do Imperador o. 75, de urna rasa terrea aita m
ra do Alecrim n. 26. com 2 aalas, 4 quarloa,
cosinha, quintal etc., assim como de urna grande
meia agua aita na mesma ra n. 13, a qual tem
urna sala, Squartos e urna pequea saleta. Prin-
cipiar sll horas em ponto.
LEILAO
DE
2 casas terreas.
Terca-feira 23 do corrente.
Antuoes far leilao em seu armazem na ra
do Imperador n. 75, de 2 casas terreas, urna sita
na ra do Padre Florisno n. 14 com 2 salas, 2
quarlos, cosinha, quintal murado e caiimba, e
cutra sita na ra do Jardn) o. 9. com os mes-
tnos commodos e com porlo para o fundo, no
dia acioja s 11 horas em ponto.
LEILAO
Quarta-feira 24 do c )rrente.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de3c0
a 360 saceos com farinha de mandioca,
na ra da Madre de Dos no armazem
n. 6 dos Sr.. Machado & Rodrigues, as
11 horas em ponto.
Na vraria n. 6 $ da prac,ajda
Independencia precisase fallar ao Sr.
lose' Rufino de Mendorx
Foreiro,
Precisa-se de m bom foroeiro para
Goianna : a tratar com Jos Duarte das
Nev.
- **
Irmandade de Santa Cecilia*
m
i
erecta na igrejade Nossa
Senhora do Livramento.t
De ordem da mesa regadora convido a
todos os nossos irmos professores, para
# Wa 25 d corrente s 9 horas da ma-
Q nhaa comparecerem no consistorio da
mesma irmandade aflm de reunidos em
mesa geral tratarmos de negocio de alta
$ monta relativo a mesma irmandade.
$ Jos Francisco de Araujo
Escrivio.
Lima, $
Quarta-feira 24 do corrente
as 11 horas em ponto.
DE
Urna casa el negro
em seu armazem.;.:
na ra do Viga rio imirierovl9.
PELO AGE^T^fc
C-MARO
^ O agente CarnargoTar lei-
lao por mandado do Exm Sr
Dr. juiz do commercio e a re-
querimento dos depositarios
e curadores da massa fallida
deJoaquim Luiz dos Santos
Villa-verde, de urna casa ter-
rea na ra Imperial n. 201,
com 25 palmos de frente e um
telheiro no fundo, com um
forno de padaria e soto, e
um escravo de nome Joaquim
perifonente tudo ao mesmo
fallido, que iro no menciona-
do dia s 11 horas em ponto,
no armazem cima indicado
LEILAO
Ao correr do martello.
Terca-feira 23 do corrente as
11 horas em ponto.
Com lunch.
O agente Camargo fara' leilo no dia
cima mencionado na la Novan. 36,
dos artigos seguintes englobado ou are-
talho, a vontade dos compradores, vist
serem de urna fabrica de chapeos de sol
que o seu dono quer liquidar, indo tudo
sem Imite, pelo seu dono querer reti-
rarse no im do corrente mez.
Chapeos deso de seda para homem.
Dito de panno para dito.
Dito de seda para senhora.
Dito de panno para dita.
Perfumaras diversas da raelhor
existe no mercado.
Bengalas,chicotes e artigos de miudezas
eo melhor que ha.
O agente cima pede aos seus amigos
e fregu zes e aos paes de familia que
nao deixetn de vir a grande pechincha
no dia terca-feira as 11 horas do dia.
Na mesma occasiao ira' urna excellente
burra para guardar dinheiro; assim co-
mo o apparelbo do gaz existente na dita
casa cora o seu competente registro,
podendo ser collocado em qualquer es-
tabelecimento sindoelleda companhia.
Pede-se ao Sr. Germano
Francisco de Oliveira digno
emprezario do theatro de San-
ta Isabel que queira substituir
com a comediaFeio do cor-
po e bonito d'almo entre
acto Bertha de Castigo an-
nunchda para o espectculo
de quarla-feira 24 do cor-
rente.
________Um da platea.
Irmandade acadmica del
N. S. do Bom Conselho.
A mesa administrativa da ir-
mandade acadmica de Nossa Se-
nhora do Bom Conselho convida
a todos os nossos charissimos ir-
mos para assistirem a missa do
stimo dia, qne se tem de cele-
brar pelo repouso eterno do nosso
fallecido irmaolos Antonio Gon-
calvs de Lima, quinta-feira 25
do corrente as 9 horas da manhaa
no convento de S. Francisco.EL
M. Pinheiro, secretario.
lima pessoa 4t Portugal, deseja sa-
ber se ainda existe Dr. Jes Coelho
de Oliveira, que oatr'ora resida do
Cabo os Escada, em um engeuho, afim
de lhe eommuDicar noticias de orna ae-
ra nca que Ihe pede locar por norte de
om parate: a deixar explicaces na
hvraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia, com o subscripto Alpha.
Julie Beifller. mulher de P. Jacoby Demar-
leux, subdita franceza, vai a Europa.
Calvicie. *
A utilidde da pomada in-
diana nao so de fazer oas-
cer os cabellos mais lambem
de dar-lhes forca para e-i-
lar a calvicie e nao deixa-
los embranquecer to cedo
como quando ella nao for
applicada ; alem disto, sen-
do sua composico formada
de substancias alimentares.
. bsopco pelos poros nao
tA.TUXS^fr-rua d0 Iroperador
Sociedade -_?
DE M ti
Edificares e compra de
terrenos.
O abaixo assignado tendo distribuido bom nu-
mero de prospecte para a dita sociedade nestes
ltimos dous mezes. juica que as pessoss que os
tem recebido tiveram lempo sufficiente de os lr
e poder apreciar as vantegens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige ; porlanto convida as numerosas pessoas
que lhe disseram desejarem coadjuva-lo com suas
subscripcoes, levar a effeito e pdr em andamen-
to esta grande e benfica empreza, at remetle-
rem os ttulos de subscripc> da maneira indica-
da na circular, que junta ao "dito Ululo acompa-
cada prospecto.
Pnblicacoes do instituto homeopa-
tha do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA U0ME0PATU1CA
Obra indfspensavel todas as
pessoas que quizerem curar ho-
meopatliieamente,
. CONTENDO :
4 defimcao clara dos termos de medicina: a
cautas maii frequentes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que melhor Ihes correspondem : a
quanltdade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
aos echronxcas: a hora do dia oudanoite
emqueos medicamentos desenvolvem melhor
saa accao : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros
ouedas, pancadas e fracturas e tfSas as mo-
no paleo
que
Avisos diverso**.
Hoje (23) a ultima praca da
quarta parte do excellente sitio com ca-
sas de vi venda, sensata, cocheira etc.,
etc., em que mora o Sr. Barroca na
Passagem da Magdalena. A pa, te do
sitio que vai a praca por execucao de
Joao Ferreira Villela contra o casal do
finado Manoel Carneiro Leal, e*ta' ava-
llada em 7:5000. A praca tera' lugar
di'pois da audiencia do juizo de orphaos
e na casa dos auditorios. O
esta' em mo do porteiro.
escripto
3000C\AChO ZpoQv&phcA
tJctrnamhucAtiA.
!./'-"24do coente, s7 horas* da nole,
^. sL, aoJ6xtraordinaria d0 conselho director
^Secretaria da AssociacSo Trnograpoie*
nmbutana 22 de abril de 186f!
J. Cmab,
1. tterttarw;
Orterece-se urna ama que cosinha perfeita-
mente : na rua das Aguas-Verdes b. 8.
Precisa-se de urna ama escrava
do Terco n. 26.
_ QUem quizer enoarregar-se de atorrar um
Jveiro perto do rio dirija-se a rua do Apollo nu-
ipero 9.
*SSJ" Furtaram do prlmeiro andar do sobrado
na rua da Cadeia n. 66 um relogio suisso de ou-
ro eom correle lambem de ouro, o. 7383 ; ro-
ga-se aos senhores relojooiros ou a_qualquer pes-
soa a quem fr offerecido de o aprehender e le-
var a mesma casa Antonio Jos Lopes da Silva
que gratificar com generosidade.
Arrenda-se o engenho Jacir, sliuado no
termo de Sennhaem. moente e corrente, com ca-
sa de vivenda de sobrado com bastantes commo-
dos por ler outra casa terrea contigua com com-
municacao para o mesmo sobrado, estribara para
qualro animaes, olana e seu respectivo forno.casa
de engenho com urna moenda que produzcilda
paracincoentaa sessenta paes por tarefa com un
parol de cobre suflicienteniente grande, cora
picadeiros para receber para mais de cento e cin-
coenta carros de canas, casa de caldeira com dous
completos asentamentos, tendo a casa sufflcien-
le caparidade, urna deslilago completamente
montada contigua a casa de caldeira, com um
alambique de cobro de continuidade, com su
respectivas garapeiras que produz urna pipa de
agurdenle por dia de vinlo e dous graos pelo
ariometro de Carlier, casa de purgar para rece-
ber mil paes completamente arraojada. com dous
lanques para deposito de mel (de madeira de ama-
relio), com dous couxos lambem de amarello ;
casa de encaixamento com quatro balcoes, sna
respectiva estufa e caixes para deposito do as-
sucar, casa do fazer farinha com um grande forno
e completo aviamenlo; grande armazem para de-
posito de gneros por baixo da casa de vivenda ;
senzalla para habitar (rinta casaos ; sendo o seu
locomotivo agua, que nunca falta seja qual fr o
vero ; copeiro, com urna roda de ferro com qua-
renta palmos de dimetro : todas as obras referi-
dos de pedra e cal, e com ptimo madeiraraento
Sendo o embarque dos gneros que exporta den-
tro do mesmo engenho por eslar a beira rio e a
beira mar. Os partidos sao a roda do engenho.
Iodos lavradios e do melhor massap que se po-
de desojar para a produccao de cana ; assim co-
mo todas as ladeiras, por serem compostas de
barro moriquipi e gomoso, com matas lambem a
roda do engenho de sufficiente capacidade para
dar estacas para cercar e lenhas para uso dos tor-
nos o casa de caldeira, e madeira para carros e
reparos que fr mister fszer-se nos edificios rs-
ticos. Os partidos tanto de vanea como os de
ladeiras com capacidade de produzir de quatro a
cinco mil paes sem nunca ser preciso plantar na
palha ; com um ptimo cercado para animaes, e
extraordinariamente grande e urna grande parte
coberta com capim milhan. Com trras por abrir
de fcil esgoto cujo solo c de massap. Este en-
genho finalmente um dos de primeira escala
que tem esta provincia. Arrenda-se vendendo a
safra que existe fundada para a colheila de 1361.
a findar-se em 1862. sendo avahada por peritos
assim como o preco dos pes. As condicos
lempo do arrendameoto se combinar com quem
o pretender, que dever procurar seu pruprie-
lano o corooel Gaspar de Menezes Vascoocellos
de Drummood nosiliodesua residencia no Man-
guinho, que se acha a casa de vivenda no prioci-
pio das duas estradas e que vai para a ponte de
Uchoa.e dos Affliclos, de manhaa at J hora da
tarde.
, ."T La-se, engomma-se e cose-se com per-
reicao : no largo da itibeira 17.
Attencao.
Manoel Joaquim Dias deCistro, arrematante
da massa fallida de Joaquim Antonio DiisdeCas-
Iro, e depois Castro & Amorim. avisa aos deve-
dores das ditas extioctas firmas, que no prazo de
vrnha,n slisfazer seus dbitos na mesma
oja undos os quaes usar dos mcios que a lei
lhe faculta. Recife 22 de abril de 1861.
- No dis 14 do correle ausentou-s'e do pateo
do Larmo n. 5, 2o andir, o escravo Jos Manoel
de nacao Costa, idade 35 annos. baixo, corpo re-
gular, tem um dos dedos do p encostado ao m-
nimo, um pouco alevaniado. muito conhecido
qui: j pertenceu ao Sr. Jos Victorino de Pai-
va, suppe-se andar trablhando naconducao de
carvao de pedaa, onde sempre trabalhara : quem
delle souber appareca no lugar cima, que se cra-
tiucar generosamente.
Precisa se de urna mulher para acoropanhar
urna seohora at a cidsde da Fortaleza, capital do
oear, em um djs vapores da carrira : na rua da
Uniao n. 46.
Aluga-se urna boa escrava moca e robusU
para lodo o servico de urna casa : a tratar na Boa-
rua da Conceicao n. 25.
o segundo andar do sobrado da
; a tratar na praja da Indepen-
Aluga-se
rua Nova n. 21
dencia n. 22.
O senhor que mandn lavar e encommar
na rua da Palma n. 41 urna perna de cortinado
de cama franceza, 2 colletes, 3eamisas, 2to*lhas
1 ceroula, 2 pares de meias e 2 lencos, e por es-
tar prompta a mais de dous mezos, rogs-se en-
carecidamente ao seu dono que faca favor de ir
buscar neates quatro dias. o que pelo coatrario
flea-se sem reaponsabilidade Igumreobre a rou-
fer- i;Vmo77enh"^VP"a"lm0.dobero "UB
Precisa-M por aluguel da um preto para o
",SMlJllerM nmt cut > nw n ru o-
* va rj. >j.
nha
Deverodiri'gir-ihe de baixo de subscripto, rua
do Crespo n. 4 loja. do Io de abril em diante.
Tendo-se aprrsentado muitos donos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formacao
do capital da sociedade, torna-se necessario que
os socios que querem entrar com dioheiro na for-
magao do capital, mandem o mais breve possivel
seus ttulos de subscripeo na indicada forma,
fim dse poder fazer os devidosassen lamentos!
Assim como j o disseroos no prospecto, nao
na qur.n nao possa subscrever para to til em-
preza. vista da facilidade que ella d para rea-
usar o pagamento das dez prestacoes, que forma-
rao o total das subscripcoes de cada socio. Basta
pagar dez mil ris todos os dous mezes para com-
pletar em vinte mezes urna subscripeo de com
QjiI T6IS*
Qualquer artista, carpina, pedreiro, ferreiro.
carroceiro, ou outro emprego, deixando de parl
um da de servico por semana de 2#500 em 40
semanas completa o pagamento d'uraa subscrip-
STmS i& e em 80 seman idi subscripeo
de 2003. Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de previ-
dencia que n'um caso de aoidente ou de molestia
poder- Ihes-ba ser d'um grande soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muita gente bo
louvar e gabar o projecto da empreza, mas que
era apreseotada em m occasiao, visto o mo es-
pado dos negocios em geral o a falta que se sent
de dinheiro na praca. Tudo islo verdade. mas
a arias actual ha de ler seu termo, o ludo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultado das
transaccoes desesperadas com juros de 1 Ii2 a 3
por cento ao me*, ha de ser o reactivo que hade
precipitar a volta do equilibrio geral.
No entretanto de ioteresse capital da socie-
dade por elle projectada, que os que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vantagans que a
mesma poder oferecer, se apressem subscre-
ver afim de que. depois de fundada e em exerci-
co^gssa aproveitar ainda a occasiao de comprar
terrenos, madeiras. materiaes de toda especie
mesmo casas, por precos muito abaixo d.os valo-
rejwiagos em tempos de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos precos
acluaes, desde j os socios tem a certeza de que
seus capitaes poderodar grandes benicios so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver paisado e
que tudo torne a seu estado normal.
Para apromplar tudo o que a empreza precisa
para se por em plena accao e andamento sao pre-
cisos 9 a 12 mezes ; portanto ha urgenciaiem rea-
lisar quanio antes os primeiros 250 contol de ris
de seu capital.
As subscripcoes que o abaixo assignado pede
sao para formar urna sociedade que lodos reco-
nhecem ofterecer grandes vantagens a seus socios
e ao puz; portanto ella nao precisa d'oulra re-
commenda^o alm dessas.
Se fosse urna subscripto em favor d'este ou
a aquello eslabelecimento pi ou decaridade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece que tanto
aqu como era qualquer outra parte do mundo
muito importa para o hora xito que as subscrip-
coes sejara pessoajgente apresentadas pelas pes-
soas mais ndujU, mais consideradas e mais
elevadas da localidade. N'este ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que ter.ciooava
subscrever 10g, 20J, 30$. por lhe ser pedido por
urna commissao composla d'este, d'aquelle e
d aquello outro grande da trra ou capitalista
subscreve logo 100$, 200#. 300. no caso de subs-
cripeo para urna sociedade commercial ou in-
dustrial, o caso mui difireme s se subscreve
para esla, com toda a circumspecsao, calma o re-
flexao, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
raelte trabjlho cerlo e continuo a muitas cente-
nas de pais de familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de todos os ramos de officinas,
que deitaro na circulado commercial d'esta
praga muitas centenas de contos de rie no cor-
rer do anno. que a nao ser esta empreza dormi-
ran) aferrolhados ou empregados em outros ne-
gocios, que nao attiogem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
oceupar diariamente.
E^ com a alavanca poderosa da unio e asso-
ciacao do pequeo ao grande capital que esta o
outras grandes emprezas de utilidde publica e
privada poderao realisar-se nesla praca, sem ser
preciso o soccorro dos amestradOs capitalista
das outras pracas do imperio, sem o qual nao se
realisana cm 1852 ou o primeiro banco em Per-
nambuco. E' verdade que do 1853 para c tem
apparecido e tem feito algum progresso o espiri-
to d associajao, porra nicamente para transac-
coes baocanas e de descontos. Estas nao esten-
dem1 sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosas, como a eslender a sociedade em
commandila para compra de terrenos e edifica-
coes de casas, etc.
-. r --- ~ /. w..w. *, o t* US inv-
estas conhectdas, principalmente as que aras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar d mulher durante a prenhez, na occasiao
do parto e depois delle: os cuidados que a
cnanga reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos
que eslao sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital interesse ; bem como urna descripcao con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que entran no com-
posicao do corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, urna mostrando qaanlo possivel to-
dos os orgos internos, com a sua explicaco
phmologica e outra mostrando as differenles
regioes abdomivaes. [X primeira colorida pa-
ra os senhores assignantes.)
PELO D0UT0R
SABINO OLEGARIO LUDGERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica -uma obra completa de homeopalbia, o
resultado da pratica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, o
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais ain-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de eslabelecimento, captes de
navio, curas d'almas, ele, que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos eiTeitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionaodo o autor, aproveilando sua
viagem Europa,fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular (al qual o havia feito, acooteceu
que antes de incetar a publicaco visse elle obras
mu modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, o entao resolveu mudar inteiramente o
plano que havia concebido, e dar toda 1 expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que tanto os
nomens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se pubhcasse a obra, como a principio ti-
nba organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
Ateo, como agora est composto ser sem duvi-
a r 1 ma'8 ulil de todas ^ue se tem Publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
aratissimas.
Na loja de fazendas que se est
liquidando.
Rua do Cabug n. 8.
PT fargos Ponce d8 Leon Hquidataro da
fndTeaofrma.deA,0?ei,,a& Bur0. 'endeudo
rh...J f"end4s existentes na loja da rua do
wouga n. 8, por muito menos de seo custo. para
pagamento de seus credores. vende ainda por
menos as miudezas em razio de oo serem ellas
propnas de uma loja de fazendas :
rijas de seda sarjada de bonitas cores para cin-
tos, enfeites de chapeos para senhora e para
ros de meninos de peito, que gerslmente
a vara, vende agora
a vara a
cores a vara a
com punhos o colancho
bordados
se vende a
.800 rs.
Ditas da mesma qualidade estreitas a vara a
120 rs.
Franjs de seda pretas como do
260 rs.
Pecas de bico francez muito fino cada peca a 800
1, 1*200. 1600. 2. 2*400. 3, 3#200 e muito
largo a 4#, 450O e a 5.
Bicos de seda branca para enfeites de chapeos
para senhora, como para vestidos de noivas a
20 e 240 rs. a vara.
Aberturas para camisas
a 400 rs.
Sapaliohos para meninos de merino
a 15280 rs.
Bonels ouvados para menino a 1J600.
Bonets francezes prelos para menino, muito fi-
nos a 2*560 e a 3.
Enfeites de flores e com fitas francezas para se-
nhora a 3*. 4 e 5*.
Enfeites pretos de vidrilho para senhora a 21 o
a 2*500. *
Luvas de pelica de Jovin para senhora a 800 rs.
o par.
Toucas de la para menino de peito francezas
a 800 rs.
Ditas de fil de lioho para dito, francezes a 1*.
Ditas francezas de l para senhora parida a 20500.
PM*fgJ* meas grossas do Porto para homem
Continua a liqui-
daco
da loja de fazendas
Rua do Cabug n 18.
acabar com este e.UbriecSei!Urg0'* JlMdo ,de
quido pagar aos credores d.',.?"^. *6/eAH-
rnenle resolvido f.ior uoi"^.'.^"ft""-
ma de todas as fazendas com$S?[l?ttrr
de seu custo, sendo que. alm das m,a.meno
annunciadas,' expe mais as seguinUs '"*" j
Chapeos francezes finos para snfcnr. -
a6 de Al como de seda, de lindase 0re8 Vniu
&n0maflU.f 6 nre8 na8' bicos de B ond e ,*f
drilho. dando-se para os chapeos seus resoeri
0^Sah,das de baile- fo"<>" l de seda para
s&ue*rdi,m por 3(wo- -es
cores segura,, ptimo e de muito goslo p,ra c,
na
A assignatura 15*. pagos na occasiao de assig-
ir. [Depois de impresso custar 25*.J
Acha-se igualmente em via de pnblica-
co a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
00
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em tudo superior
pn-
F. M. Duprat.
Pernambuco, 30 de marco de 1861.
Precisa-se comprar uma preta de meia ida-
de que coztnhe o diario de uma casi de
familia ; a tratar na rua das Plores n. 25.
pouca
Ama.
Precisa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia : na loja de livros ao p do arco de
Santo Antonio.
Aluga-se uma preta escrav com bastante
leite p>ra ama : a tratar na rua do Crespo nu-
mero 2 B.
No dia 25 do corrente mez, as 10 horss do
da. na sala das audiencias, se ha de arrematar
perante o Dr. juiz interino dos feitos da fazenda
nacional, uma casa terrea de pedra e cal, sita na
rua do Queimado n. 57, pertencente ao execula-
do Jos Antonio de Oliveira, por si e por oulros
tendo a dita casa 12 palmos de frente e 36 de fun-
do, com pequeo quintal murado, com 48 palmos
em quadro. avaliada por 2:500}. Recife 21 de
abril de 1861'Caetano Pereira de Brito, solici-
tador interino.
Flix Sauvage, cidadao francs, relira-se
pata Europa.
Joao Goocalo de Souza Azevedo declara que
mudou o son nomo para Joo de Souza Azevedo.
No botequim da rua larga do Rosario pra-
cisa-se alugar um preto, e lambem se precisa de
ua coziflheiro ao mesmo botequim.
meira. tanto no que diz respeito disposico das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, etc., etc. Com uma estampa demous-
traliva da continuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignatura de 8$ pagos na occasiao de as-
signar. (depois de impresso custar 12* pelo
menos.) r
As pessoas que quizerem assignar uma e ou-
tra obra pagaro apenas 20* em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao for acompanhada
d respectiva importancia, nao ser considerad
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, rua de Santo A-
maro, [Mundo Novo] n. 6.
Casa de campo.
Aluga-se uma boa casa com quiutal grande, no
Monteiro junto ao sobrado : a tratar na rua es-
trella do Rosario n. 28.
SOCIEDADE
11M.\0 BE\EFICE\TE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco*
Por ordem do Sr. presidente convido os senho-
res socios, de conformidade com a ultima parte
do art. 31, a comparecerem na sessio de assem-
bla geral no dia 25 s 6 1|2 horas da larde.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 22 de abril
de lsol.
Joo Jos Leite Guimares.
. 1. secretario.
Francisco Jos Carvalho, Portuguez. vai
Portugal.
O abaixo assignado nao pode deixar de dar
um voto de gralido e eslima ao lllm. Sr. subde-
legado da freguezia da Varzea Jos Correia Leal,
pelo zeloeactividadeque o mesmo senhor empre-
gou na apprehonso de um relogio de ouro pa-
tente suisso que me foi furtado no dia 18 de no-
vembro de 1860 em um baoheiro no Cachang
e pode agora ser appreheodido pelo mesmo se-
nhor que me fez o especial obsequio de vir pes-
soalmenle trazer em minha casa.
Francisco da Silva Cardoso.
Mana Thereza. da ilha de S. Miguel, acha-
se na rua nova de Santa Rila n. 45.
O Sr. Eliziario Gomes de Lima tem uma
caria na rua Nova n. 7.
Na rua Augusta n. 9 compra-se um molho-
do de tlaula em bom uso.
Na rua do Trapiche Novo n. 42. compra-se
moedas de ouro de qualquer qualidade.
Ditas de moiascruas para homem a 2*500.
Ditas de meias brancas finas para homem a 3*.
Ditas de meias piuladas para dito encornadas a
2J.500 e a 3*.
Ditas de meias pintadas para meninas a 3*.
Ditas de meias brancas finas para meninas a 4*.
Ditas de meias brancas para senhora i 3J500,
4* e a 5*.
Meias pretas para senhora a 200 e a 400 rs
cada par.
Meias de la preta para padres a 3* cada par.
Ditas de seda preta para homem a 2JS560 e a 3
cada par.
Ditas de seda preta para senhora a 2* o a 3g
cada par.
Ditas de seda branca para senhora a 2*500 o a
4* cada par.
Luvas brancas de algodao encorpadas o* finas a
240 o a 300 rs. cada par, comprando-se a du-
zia a 2*500 e a 3*.
Pentes de tartaruga muito finos a imperatriz a 8*.
Canos de flores francezes a 500 rs. e a 2* cada
-caixo.
Carteiras com chsruteiras que por ahi se vende
por 4* a 2*.
Bonets francezes para homem a 1*.
Graratas de cassa de cores seguras a 240 rs.
Camisinhas de cambrain para senhora a 1*.
Sinturo de borracha para segurar as calcas a
200 rs.
Chicotes pata montara a 6{0rs.
Bengalinhasa 700 rs.
Thesouras a 60 e a 80 rs. cada uma.
Sabonetes a 60 rs. cada sabio.
Comestique ou pomada franceza para alisar ca-
bellos a 60 rs. cada pao.
Botoes de vidro lapidado para casaveques a 100
rs. a duzia.
Banha franceza. essencias o espiritos o ludo mais
quanto de perfumaras por precos desgrana-
dos, como outros muitos objecto's que nao
possivel annunciar-se de uma vez.
Na taberna da rua Nova n. 50, pelo dono
querer liquidar sua casa, est vendendo por me-
tade de seu valor um sorlimento de vinho engar-
rafado no Porto a 68 annos pelo preco de 800, 1*
e 1&280.
Dilo Muscatel a 900 rs. a garrafa.
Bordeaux a 700 e 800 rs.
Marrasquinho a 1*280 e 1600.
Conhaque a 800 e 1*.
Licores finos a 2g.
Champanha a 1*800.
Cerveja em duzia a 4S800 o 5*.
Garrafa a 500 rs.
Latas de emitas a 660 rs.
Conservas a 400 e 600 rs.
Pomada em porco a 280 rs.
E outros muitos gneros que se vendem bara-
tsimos.
cas, colletes e palitos,
a 1*600 cada covado, vende-se a
Lories de colletes de fuslo a 500 e
Oaze de seda pura, de lindsimas co-
res para vestido de senhora o co-
vado a .
Riscados escossezes de cores fixJs para
vestido de senhora, o covado a .
Bnmzinho de lioho para paletos e cal-
cas, para andar por casa, como para
roupa de meninos, o covado a
Organdis ou cambraias muito finas' d
nquissimos padroes, para vestidos
de senhora, o covado a 280 e a .
trela de cores, o covado a .
Fusto de muito bonitos padres m'iu-
dos para vestido de senhora, o co-
vauo a .... .
Fusto alcochoado de rscadihos para
paletos e cal5as, o covado a .
Casaveques, capas e jaquetinhas de la
que geralmente se venda
80
600
880
180
200
para menino, sobre ludo para a pre-
SS. StaATT?-a i:m'
Corles de calcas de meia casemir, d
zsa^z.de co.,es eiar"s e ecW
S&tVTSoV.'* <-m:
Cortes de calcas de
7:500 e a .
casemira preta a
ttapeos pretos fraocezes para homem
de mu.to fina massa, e da ultima
moda que se vende geralmente a 10j|
560
500 n
i
400
480 n
4gO0O al
1
8000
11*000 -
por
fui .
Chapeos de palha para homem a Tam-
berlick a.....
Chapeos
8*000
, de palha para artistas a '. *. 3S0O
les de todas as qualidades. paletos fraocezes
damC?.mJra e-deu,r quadades. se?ou as'
SK^Sl'fA a?.S_.fl?* .. "des
sedas, pannos finos .
setim de Macau preto, meias para ho-
ihora e meni
baratissimas, que se
uma vez.
E' aproveilarera-se,
crise commercial
mem, seohora e menino, o mil outras 'fazendas
"i nao pode annunciar de
antes que desapparega a
Fazendas baratas.
Na loja de tres portas da rua do Queimado n.
69, chitas de cores a 160 rs. o covado, chitas fran-
cezas finas a 260 o covado, cassss de bonitas oo-
res e finas a 540 a vara, brim brauco fino a 13500
a vara, algodao branco, duas larguras, a 560 a
vara, paleiots de casemira escura a 8*, grvalas
trillando relroz a 1* cada um todas estas fa-
zendas se vendem na loja de tres portas da rua
o Queimado n. 69.
Cana e milho.
Vende-se cana em garrafa 240 ris, o milho a
4eeis.Scuia Da lravessa do paleo do Paraizo
n. 1618 casa pintada de amarello.
Charutos de Havana
a 8,000
o iFeriore8 cnarols de Havana, vende-se por
8*000 o cento, no armazem de Francisco L. O.
Azevedo, rua da Madre de Deus o. 12.
Aos apreciadores
do barato.
Na rua do Crespo n. 20 A, vendem-
se as seguintes fazendas : peqas de al-
godSozinho largo de su pe or qualidade
com 20 varase pequeo toque de a va-
ria por 20200, 3^500 e ijf, toalhas de
linho adamascadas para mesa a 30, bri-
lhantina para vestidos a '210 o covado e
gravatas de seda a 200 rs.
Calcado de Milis.
Borzeguins de Melis lodo de bezerro e de cor-
davio, recabido p|k> ultimo navio do Havre ; na
loja de Burle JudW & Martina, rua do Cabuui
numero 16.
_ .Vende-ae um ou dous cisaes do galinbas da
Cochiocnioa.; oo pateo do Paraizo d. 16.
Rua do Crespo n9 8, loja
de 4 portas.
Com pequeo toque de avaria
Pecas de cambraia lisa com81|2 varas a 2*500
e 3*, ditas de algodozinho americano com 14,
16 e 20 jardas a 2J, 2J500 e 3500llmpo. chitas
frmcezas. lindos deseohos e cores fixas de 240 e
260 rs., cambraias miudinhlsa 240 rs. o covado.
Oh que pechincha
Paletots de fioissimas casemiras de lindas co-
res, claras o escuras, forrados de seda a 18* cada
um, caigas de casemira preta fina a 9*, e ditas
de casemira de cor a 8* : vende-se na rua Nova
n. 42, defronte da Conceici) dos Militares.
4 300 rs. o par
de luvas de fio de escocia, proprias para monta-
ra ; vende-se na rua Nova, defronle da Concei-
$o dos Militares.
Vende-so uma escrava parda, do idado 30
annos, habilitada em todos os trabalhos de uma
casa de familia, com 2 filhos. 1 de 4 annos, e ou-
tro do 10, e sem nenhum defeito, o que se garan-
te ao comprador, a quem dir-se-ha o motivo da
venda : a fallar na rua do Hospicio n. 3.
Feijao amarelo.
Vende-se na rua dos Pires n. 42, a 400 rs. a
cuia para acabar.
Leite sem agua.
Na praga da Independencia, defronto da loja
de livros, vende-se muito bom leite a 240 rs. a
garrafa, de quarla-feira em diante.
Vende-se um sobrado de um andar sito no
bairro do Recife, na rua da Cruz n. 61. que faz
quina para o becco do Abreu; quem o quizer
comprar, entenda-se com Bernardioo da Senna
Dias, na Boa-Vista, rua do Tambi n. 1.
Attencao.
Vende- se uma cabrinha de 20 annos, boa en-
gommadeira e costureirj, acostumada a todo ser-
vico de sala e a vestir senhoras, com um filho
mulatioho muito esperto de 4 annos ; a ve-Ios
na rua de S. Francisco n. 68. segando andar, e a
tratar na rua da Aurora n. 70, segundo andar.
Vende-so uma preta crioula. propria para o
servico de casa ; na rua da Cadeia do Recife n.
oo, primeiro andar.
Remedio dos meninos.
Vendem-se garrafas de mol de pao a 7*0 rs. ;
no deposito de Amparo & Mello, na rua do Li-
vramenlo n. 39. No mesmo ba par veoder-se
smente de coentro.
Enfeites de grade.
^Z^Vi:na rua ^-"o. *
Laafiua para bordar.
A loja^d'aguia branca recebeu um novo sorli-
mento de laa de bonitas e diversas cores, e para
commdjfidade de sua boa freguezia est venden-
uoai.3l librai.oquo eSj_oul|. parte se no^ha.
sendo assim fina s na loWaguia bclfru_
do Queimado o. 16. n. **^
Bonitas caixinhas com pos de
arroz, e boneca.
Aloja d'aguia branca recebeu mui bonitas cai-
xionas com uno pos de arroz, e a complante bo-
neca, cajos pos sao acertadamoote applicados pa-
n! .ias' e, mesmo fls senhoras usam delles
2fo r?,B,e.emfe sa.h!rVC0? P"a theatro. baile.
nlrinnA8 Ca.da "'.1?1? 2' e b"a, Pela su^
penondade da qualidade, alem de serem mui
novos como sao, o que os torna preferiveis : ven-
do16* JS S8U'a braDCa* rua d0 Queima-
Banha fina em copos grandes.
A loja d'aguia branca aesba de receber um novo
Lf. h f10rtlment0 le banhas, eslractos. leos
para cabello opiata sabonetes. ec, etc., e cora
iMO a estimada banha, fluide napoliuin, em bo-
nitos e grandes copos de vidro opaco com lampa
hSk banba por sua superioridade o
activos cheiros de rosa e flor de lar.nja. j ho-
& COhe-c^'' e aPrcciada, e contina a ser
m16." copo; na,ojad'a8uiabra"
Para vestidos.
Vendem-se cassas francezas decores a dous
tustoeso covado, chales de cores a 640 ra. : na
rua dai Imperatriz n. 60, loja de Gama & Silva.
Vendo-se a taberna sita na lravessa do
uelmado n 7 propria para um principiante por
veerihaOUnC048>UD '" lralir S "" Sen"U
Vende-se azeite de peixe a 400 rs. a ssrra-
fa. caadas a 2J800, loucioho de Lisboa a 320 rs
chouncas a 400 rs. ; na rua Direita n. 14. '*
Vendem-se varios objectos de mobilia de
amarello. ludo em bom uso, proprio para mobi-
liar uma casa de homem solteiro ou de pequea
umilia ; a tratar na rua larga do Rosario n. 9.
Vendem-se
Na rua das Cruzes a. 38,
segundo andar,
por mui barato preco os movis seguin-
tes : uma cama de casal, embutida e
um porta-se vi ior ; um cokao de mo-
las ; uma commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; uma mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em cata de ty'non de
l'tnclo), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-separa o campo,
por isso destaz-se destes objectos, man-
dados vii expresamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com perfeicao
a apurado gosto.
BJDM:
coberlos e descobortosr pequeos e grandes, de
ouro patento inglez, para hooaom e seohora do
um dos rnelhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pelo u'iimo paquete Ingles : en cas de
Sonthall Mellor d C.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender era
eu armazem, na praca do Corpo Santn.11,
alguna pianos do ultimo gosto recentimento
ahogados dos bem conhecido e acreditados fa-
bncantes J Broadwood A Sons de Londres
mnito prosnontra este clima
*


DlAslIO DE PEUNAlBCO. E&CA FKIRA J3 K AIL DE 1861
(8)

CONSULTORIO
MEDICO rUTEIME OPERADOR.
3 KMDAGLORIA.i lSAIMM i \H\03
Clnica uor ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os das pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao sopara ac idade, como para o engenhos
a outraa propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos saa casa at islO horas da manhaa e em caso
de urgencia i outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
darao rametter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C na ra da Cruz, ou i loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na'ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa-loja e na casado annuncianleachar-se-ba constantemente os melhores edics-
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos....... ;........159000
Dita de 36 ditos................. 209000
Dita de 48 ditos.................259000
/'Dita de60 ditos...............- 809000
Tubos avulsoseada um;........*. : 11000
' Frascos de tinturas. : :............2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina,' cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes......... 69000
/
/
ARN4ZEN PROGRESSO
CONSULTORIO ESPECIAL B01EOPATWCO
DO D0UT0R
n SABINO 0. L. PIHHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al mel dia, acerca das seguales molestias :
molestias das mulheru, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitica, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabin
nicamente rendidos em sua pharmacia ;
que o forem (ora delta sao falsas.
L* Todas as carteiras sao acompanhadaj de um
impresso com um emblema em Te]ASsT, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As cartakas que nao levarem esas Impresso
assim marcador embora tenham na tamna o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
E*3t2- an Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operacdes da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
DE
TMkl
DO
Recife a Sao Francisco.
Limitada.
. outro aviso a partida
n"*Vigp P tabella >c"nte:
; todtis
A'^^o."!" a partida dos trena ser& regu-
8
Largo daPenha
0 proprietario deste armazem par-
ticipa aos eos numerosos freguezes- assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sormeuto de gneros os melhores que tem rindo a este mercado e por ser parle delles
vindos por corita propria, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Manteiga ingleza perfeltamente flor o ubre, e em bar-
rril se far algum abatimento.
iliaUVeiga IraUCeZa a maisnova ^^ na ao merCado vende-se a 720 rs. a libra.
Clia perOla nySOll C pret <>, melhores que ha neste genero a 2500, 2$ e
1*609 rs. a libra.
QaeiJOS uameilgOS chegados neste ultimo Tapor de Europa 1600 rs., em por-
gao -se fari algum abatimento. ;
"**eiJO 6W11SS recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 6*0 rs. a
libra.
^gUXljv \rlw os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e ioteiro-se far algum abatimento.
Gaixiunas com ama e duas libras eIegaDlemente fUta uniendo
diferentes qualidades de confeitos, amendoas cobertas, pastilhas etc., etc., o que he mais
proprio para mimo a 19 cada urna,
PaSSaS maVtO aOVaS em caila8 com 14 a 15 librag Tende-se nicamente no Pro-
gresso a 2$ cada urna.
*****WCU11111 IUqVCIiI a mais nova que ha no mercado, vende-se nicamente no ar-
mazem progresso a 3$000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
A.UieiXaS fraiieeZaS a mm a jbraem poroo se far algum abatimento.
MaMPs^Gl&UU imperial d0 afamado Abreu, e de outrca muitos fabricantes de
Lisba a 800 rs. a libra.
L.atas eom bolaculauas ue soda
differentes qualidades.
V^aOCOVaie 0 maig SUperior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
ftl&Qa ^e tomate em iatde i libra, a mais nova que ha no mercado a400 rs. a
libra.
reas SCCeaS em con(iesa8 de-8 libras por 3S500 a retalho a 480 rs. a libra.
Couser\ as fraueezs e inglezas as mais nOTas que ha por das em direilura a 800 rs. o frasco.
AAetria, mae&Trao e t&luarlm a m rs
rcba por 8#.
Falitos de deate ltxa&os
T oueinao de Lisboa
a arroba a Q$.
fr resailVO multo novo vende-se pare acabar a 400 rs. a libra.
Guourleas e paios
a libra.
BaaVia Ce BOrCO reUliada a maisalvaqi ode haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
LataS eOllY peiXe de pOSta preparado da elhor maueira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em.Portugal a 1$500cada urna, assim como tem salmao-e
lagustioha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitae
qualidades dos melhores fabricad tes de Sao Flix, cha rapan he das mais acreditadas marcas,
arveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pa-
rificado a 1g agarrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas fraacezas, y^ti em calda, azeilonas
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo tudo de cuoerio^L^lidade.
Na audiencia do juizo de paz do prirneiro
districto da freguezia de Santo Antonio, no dia 23
do correle mez, ho de ir pra;a para serem
arrematados a quera mais der, 18cadeiras, 2 ban-
cas e urna mesa de meio de sala, de abas, tudo
de Jacaranda, e 2espelhos de parede, penhora-
dss a Joaquim Theodoro Alves.
Deseja-se arrendar urna boa baixa de ca-
pim ; na ru da Florentina, casa da esquina que
volta para a ra de Santa Isabel.

a
S
ce
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te
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S
vende-se a 15600 rs. cada urna com
a libra e em caizas de urna ar-
ena molhos com 20 mecinhos por 200 rs.
e mais novo que ha aa mercado a 320 rs. a libra em barril
o que hade bom neste genero por-serem muito novos a 509 rs.
Gura certa das hydropesias.
as miaas vwgens pelo centro das provincias.de fernarabuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pelogaveroo em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantes do paizem muitas molestias, administrando-as em dses fao-
Escopathicas eom mais ou menos proveito, porm aempre com certeza de que nao pjejudicava aos
meas doentes.
D'eotreo uawode molestias, que Uve de tratar, urna classe me merecea muita atlenco
tanto pela frequeocia coa que apparece, como pela moctalidade que apreseota. Esta classe de
molestia a hydrepesia.
Ti va de tratar de multas hydropesias, por lodos os muios conhecidos, mas os resultados nao
correspondan] a mioha speclacliva ; ten Jo porm conheoimento de ama planta, que havia produ-
duzidc ods resultados em alguna casos, tratei de estudar os cus effeitos e na verdade Uve o pra-
zer de virque ella su especifico poderoso no curativo das hydropesias
Sendo pois as hydropesiac. qur activas, qur pawivas do numero das molestias mais ierriveis
que affectamji nossa populacao e que grande numero de victimas ha feito em todos os tempos,
julgo ter .prestado um grande servico a humanidade com a deacoberta de um agente to poderoso,
ine Benhuma s vez me tem falhado, aioda tnesmo nos casos naai desesperados.
Ma aacitts (hydropeiia de ventre) costumam eztrahir o liquido por meio da punecao ; mas o
liquido -quese eitrahe nao a causa da bydropesia, eUe a constitue; a experiencia tem mostrado
que a ekcco do liquido que constitue a ascilis um meio palliatko com o qual d-se em verda -
dt algum all vio ao doenle, maa se empeiora o seu estado ; por quaote sempre ou quasi sempre o
liqtido se repteduz com muito maior rapidez, na razo directa das operacdes que so repetem para
o erahir.
Quasi sempee a ascilis aymptoma da leso de usnu vicera do ventre particularmente do baco.
E' to seguro o tralameoto das hydropesias pelo novo agente, que nio receio em offerecer-me
para applica-lo cosa a condieco de nada reeeber no caso de nao ficar o doente curado, seja qual
fGr o seu estado; e eecno desejo que a efficacia deste remedio seja comprovado pelos mdicos pe di
ao illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annuio, e por cojo motivo lhe tributo o meu sincero gradecimento.
Assim pois quera aa quizeraproveitar dos meus fracos aervicos se digna de procurar-me em
anata casa, ra da Eoda a. 47, prirneiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Josi Alte Tenorio.
TABACCAPORAL
Deposito das maaatactutas impetiaes deranea.
Este etcelente fumo acha-se depositado direumente na na Nova n. 23, ESQUINA DA
CA.MBOA 00 CARMO, o qual se vende por macos de 3 hectogramos a 1000, em porjao de
10 mseos paro cima com cesconto de 26 por cento; so rneimo esubeleoimepio acbl-se ttmbem
o jardadeiro papel dt linho para cigarros.
O artista americano
O artista americana
O artista americano
O artista americano
O artista-americano
Tira retratos por( 3$
Tira ratratos por3(
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento xinhas novas
Tendo recebido um sotlimente ce cai-
xinhas novas
Tondo recebido um -sortimento de cai-
xinkas novas
Tendo recebido um sortimento -de cai-
xinba novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Beodo recebido um sortimento dt cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande sal ao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No gronde -salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grandesalao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
noem recentemente recebido umigran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambera um grande ornecimen
to de caixas para retratos de 3^(000 rs-
cada um, as pesaoas que desejaremad-
quirir conhecimentos prsrticcs na acte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob cond-icoes muito
razoavee.
Os cavallieiroseenhora8 &o convida-
dos a visitar estesestabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima (icaanunciado.
Mudanca de esta-
beiecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desla e de outras previocias, que mu-
dou o seu estabeleeimento defazendas que tuina
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja armazem que (odos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeouj
de (azeodas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por pregas muito baratos :
ra do-Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, erua
do Imperador, oulr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Jchegou o prompto al-
livio.
Bem como oa outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway di C. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambero
chegaram inslrncces completas para se usarem
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de eoser: em casad e Samuel P.
Jobs ton & C, ra da Senzalla Neva n. 52.
Na livraiia n.6e8ds praca da
Independencia precisarse fallar ao Sr.
Ulisses Gokles Cavalcanti de Mello.
N'um engenho distaule do Recife 6 legoas,
preciaa-se de um moco solteiro que lenha as ha-
bilitacdes para ensinar com perfeico as lioguas
portugueza, franceza e latina ; e se a estes co-
nhecimentos reunir os de msica e de aiaoo, pa-
ra ensinar; maior ser o ordenado : quem o pre-
tepder, dirija-ae ao eacriptorio do Sr. Octaviano
de Souza Franca, ra de Apollo n. 30, que acha-
ra com quem tratar.
Preciaa-se alugar urna prela para vender na
rus, que seja fiel: na ra da Palma n. 74.
Aluga-se por preco cmodo urna sala e
camarinha com entrada livre e bonita vista : na
Boa-Vista: a tratar na roa do Queimado, loja
n. 45.
- Precisa-se de un ama de leite; na roa do
Queimado n.lf.
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Aluga-se urna .camarinha na ra das Ciu-
zea n. 4, por preco moito commodo : quem a pre-
tender, dirija-se mesms.
Luiz Goo^alvea Agr faz ver a todos as pes-
soas que sao devedoras cocheira de carros f-
nebres que'existi na ra do. Imperador em um
armazem pertencente ao convento de S. Francis-
co, que tem autorisado ao Sr. Leopoldo Ferreira
Martina Ribeiro a agenciar a cobranza de ditas di-
vidas, qur amigavel, qur judicial ;_a para que
nao se chamem a ignorancia,faz o presente aviso.
Consullas medicas, i
Serlo dadas todos os dias pelo Dr. Cos- S
me de S Pereira no seu escritorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre:
1." Molestias de olhos.
2. Molestias de coragao e de peito.
3. Molestias dos orgos da geracao e
do anus.
O exame dos doentes ser feilo na or-
dcmde suas entradas, comegando-se po-
rm por aquelles que aoffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos c p-
ticos sero em pregados em suas cnsul-
tardes e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, on ao menos
probabilidade sobre a sede, nalureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-ia ou
curar.
Varios medicamentos serlo tambera
empregados gratuitamente, pela cer-
za que tem de sua verdadeira qualidade,
romplidao em seus effeilos, ea necessi-
ade do seu em prego urgente que se usar
elles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa doa
doentes toda e qualquer oper-gao que
julgar conveniente para c restabeleci-
menlo dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de urna completa colleccao de ^
instrumentos indispensavel ao medico
W operador. qd
ttZ^axpmyu' ^.Ma*j(jeaj|gajUw
Aluga-se o prirneiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca .do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de coiinha : quem ti ver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da n anhaa s 4 da tarde.
23ii@tti3 S^ftA aa&fia&aSiS
|| M. J. Leite, roga a seus deve- |
dores que se dignen) mandar pa- o
* gar seus dbitos na sua loja da '
H ra do Queimado n. 10, enten- i|
H tendo-se paia esse im com o seu ||
l procurador o Sr. Manoel Gomes
H Leal.
a"* WIOBV iPtB** CJloW OT1' WnW EJM DAl *iJ BJiSV tw%
0 bacharel WITRIjVIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23, prirneiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa do Carino.
S9ie$i@aieais casase &&&&li*&M
iP!HwirTB% VtWwWBM rWVfl!W V$T sJ&M ctTT srr7r?m ^
-- Na travessa da roa
das Cruzes n. 2, prirneiro andar, continua-se a
Ungir com toda a perfeiclo para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Attenco.
D. Maria Bernardina da Conceicao'
Lima, vende pera pagamento dos ere-
dores de seu finado marido Antonio Ro-
drigues Lima, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e soto n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
to n. 42 sito na ra*da Senzala Vellia,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na traveisa da Made-de Dos, um dito
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. 4 sita na rna da La-angeira :
Os pertendentes podem dirigir se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr. Augusto Ribeiro Lima Chalara.
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicao da cartilha ou compendio de
doutrina christaa, a mais completa dequantas se
tem impresso, porquanto abrange tudo quanto
continua a antiga cartilha do abbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-so muilss
oracoes que aquellas nlo tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo os ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas miyJaveis,
e eclypses desde o corrente auno at o de 19PJ!
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, dio a esta edi;ao da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns.6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Aluga-se o terceiro andar da casa da raa
da Imperatriz n. 47 ; a fallar no mesmo, das 9
horas da manhaa s 3 da larde.
AKenrio.
Um rapaz solteiro precisa alugar urna sala in-
dependenle, no bairro de Santo Antonio ; quem
tiver e quizer alugar, annuncie por este jornal.
A padaria do lelo do norte, na ra do Co-
lovello, precisa de um bom forneiro.
Na ra da Imperatriz, padaria n. 41, exisle
i barrica com bacalbo desde a semana pas-
quem se julgar com direito a mesma, ap-
sada
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t- r-1-1-1 ao co
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ijllii.
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Aesignado B. H. BramaK,
Suxierin tendente.
M CONSULTORIO ESPECIAL
H0ME0PATIUC0 f
so
DR. CASAIVOYA,
30--Roa das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os maie
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Ca-
lellan e Weber.por pre^oe razoaveis.
Os elementos de hom-e-opathia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
f^g--1 wt^mw f^Bf3^^aj*>a^g.wl*jafltf^a^*
^ncaS^t^^^S^nt^ e!% bW* W fi^l wbH<^B wWwm
O bacharel Jlo Vicente da Silva Costa tem
o seu escritorio de advogacia na ra do Itangel
o, 73, ultimo sobrado esquerda, ao voltar para
o paleo da r&nha.
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar na
mesma ra n. 40.
Medico.
W O Dr. Americo Alvares Guimarles faz
a publico que est residindo na ra da Cruz
| n. 21, onde d consultas e pode a qual-
quer hora ser procurado para o exercicio
de sua proDssao medica.
Fernando Garzolli, relujoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que liverem em sua mo
relogios para concertar muito lempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
contar desta data, prevenindo tambera s pessoas
que teem feito troca de relogios, deizando sig-
ua!, que. se no prazo referido os nlo forem bus-
car, ser reputado nullo qualquer negocio feito,
e nenhum direito haver de reclamaren) : roga
juntamente s pessoas que tiverem objectos de
ouro em sua mo sem juro algum, o favor de vi-
rem retira-los no prazo cima indicado, do con-
trario sero vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recife 10 de abril de 1861.
Attenco.
Na ra do Rangel n. 73, ha urna pessoa que se
offerece para tirar qualquer copia, traslado, ou
fazer qualquer escripturacao, por mais diflicil e
importante que seja ; e bem assim communica-
dos, annuncios e correspondencias, qualquer que
seja o seu objecto ; requerimenlos para o presi-
dente da provincia, para S. M. o Imperador, as-
semblas geral e provincial, thesourarias, e fi-
nalmente para qualquer reparliglo ou establo
publica ; prometiendo se todo segredo que por
ventura demande a nalureza do negocio, e nlo se
levando a menor paga pelo respectivo Irabalho,
se tudo nlo for desempenhado com brevidade,
perfeiclo e conteni.
pareca que dando ossignaes e pagando as despe-
zaste ser entregue.
Quem tiver para vender duas escravas ma-
cas de bonitas .figuras, que saibam bem pregar
urna senhora, coser e engommar ; dirija se a ra
do Queimado n. 31.
Na ra das Aguas-Verdes n. 100, engom-
ma-se com toda a perfeigao ; adverte-se s pes-
soas que quizerem mandar engommar na dita
casa, que s se recebe roupa lavada.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
do!* de bilhetes de 1 )teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos. v
Um mogo Portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellasse offerece para fazer algum a escripturacao
mercantil de qualquer estabelecimenlo, seja q'uol
for o seu estado : quem necessitar, deixar car-
ta fechada nesta typographia sob as iniciaes D.
Alugam-se dous grandes armazens
na ra da Concordia, com proporcoes
8ufficentcs para um grande cstabdeci-
mentode qualquer qualidade que seja :
a tratar com Almeida Gomes, Alves i
C, ra da Cruz.
servico d
no p'ateio
de um criado para servico de
na ra da Matriz da Boa-Vista
Precisa-se
casa de familia ;
numero 24.
Roga-se aoSr. Antonio do Rosario Padilha,
da Rahla da Traillo, que ltimamente chegou
esta cidade no vapor Cruzeiro do Sul, de vir
rua da Praia n. 29, a nego.io que lhe diz res-
peilo.
Jos Fernando de Almeida segu para a
Europa com seu iilho Anselmo Fernando de Al-
meida.
Precisa-se de um menino de 14 a 16 annos
para caizeiro, Porluguez ou Brasileiro, que d
Dador a sua conducta ; na rua do Rangel o. 9.
JOIAS.
Joaquim Monleiro de Oliveira Guimarles com
loja de ourives na rua do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha eorlida das mala bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est reaolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
. PreciiSrse.de urna ama que saiba fazer o
diario de urna casa ; a tratar na rua larga do Ro-
sario n. 18, no segundo andar. Na mesma casa
tem para alugar um negro moco proprio para
qualquer servico.
Quem precisar de um caizeiro porluguez,
que entende de loja de fazendas, dirija-se ta-
berna do porto das canoas, esquina da rua das
Flores n. 28.
Da casa do abaixo assigndo fugio no dia
17 do correle mez a escrava Ignacia, cabra, de
idade 40annos, pouco mais ou menos, estatura
regular, cabellos cerrados, rosto se'cco, tem a
falla como quem lem falta de dente, pernaa
groasas, ps regulares, levando toda a roupa de
seu oso arrumada em ama coberta de chita.
Jos Henriquea Machado.
Aluga-se um escravo proprio para todo o
servico; quem pretender, dirija-se a rua Direlta
D* "'n*0-?1" I"* "Olla para S. Pedro.
Precisa- se de um menino de 14 a 15 annos
e mais, que d fiador a sua conducta ; na loja de
chapeos da rua Direita n, 61.
STAHL C.
IRETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
Roa da Imperatriz numero 14 S
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) Q
|Retratos em lodos es-
| tyloa e tanibhYos. %
| Pintura ao natural em
oleo e aquarella.
Coplas Ae da guerreo- %
tyuo e outros arte
tactos.
| \u\brotypos,
Paisagens.
8
Offerece-se um rapaz poMuguez para cria'-
dp ,; quem precisar, annuncie por este iario ou
dirija-se a rua da Senzala Nova n. 26.
Aluga-se a loja com arraaco da casa da rua
uireita o. 87, propria para qualquer estabeleei-
mento, nao se olhando o preco : a tralar na luja
da rua do Queimado o. 46.
Precisa-se do urna ama para o
portas dentro, que saiba cozinhar
de S. Pedro, sobrado n. 4.
J. N. Lssserre. subdito francez, relira-se
para tora do imperio.
Pede-se toda attenco.
Custodio Jos Alves Guimaiaes & C,,
pedem encarecidamente aos seus deve*
dores que lhe venbam saldar suas con-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nao fizerem serao entregues a
eu procurador para cobrar judicial-
mente, fazemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
SOCIEDADE BASCARA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Os senhores socios commanditarios slo convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
uo de 15 0i0 ao anno. Recife 22 de abril de
lool.
Precisa-se de um preto de mcia idade que'
saiba tratar de cavalloa, e enlenda alguma coua
de sitio : dirija-se a rua do Vigario n.2.
ftOTIRI
Holel Trovador,
rua larga do Rosario o. 44.
O dono deste estabelecimenlo contina a for-
necer comidas para fra
Precisa-se de um caizeiro que cntenda de
taberna, e que d Qador a sua conducta; em
Fora de Portas, tua do Pilar o. 135.
Gabriel Soares Rapozo da Cmara du-
rante aua ausencia desta provincia tem
, constituido seu procurador para tratar de
seus negocios ao Sr. Dr. Gabriel Alcldes
Rapozo da Camara.oa rua da Aurora o. 78
O desembargador J. M. Figueira de Mello
vende pelo preco do costo em Londres, com o
frete e direitos pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criado, o qual anda nlo foi
servido : quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Affonso de Melle, na
rua da Aurora n. 46.
Luigi Lorenso Faro, Italiano, vai ao Rio de
Janeiro,
Amanhaa pelas nove e meia ho-
ras da manhaa andarao impretervel-
mente as rodas da quarta parte da
quarta e primeira da quinta lotera em
beneficio da matriz de >. Pedro Martyr
de Olinda.
O resto dos bilhetes e meios se acham
a venda na thesouraria das loterias rua
do Queimado n. 12, prirneiro andar,,
praca da Independencia loja n. 22 do
Sr. Santos Vieira e as outras do eos-
turne.
As sortea serao de prompto pagas lo-
go ao se darem as listas.O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Pede-se
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na rua do Cabuga' n. I B, a negocio
que n3o ignora.
Em um engenho distante desta ci-
dade 7 leguas precisa-se de urna senho-
ra que saiba ensinar primeiras letras e
franceza duas meninas, e se souber m-
sica e piano maior sera' o honorario :
na ruado Imperador h. 73, prirneiro
andar.
P%


____________
*
m:.

m
IMlO OKMCAMIOCO. T*Wg* HA 23 M AB11L 01 lili.
0
* J. Praegei udarana seu
arinasem da ru da n. 17, para
a mema ra n. il. \
Dr. Debroy. dentista, seceessordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa so respeitavel publico quoche-
ga/ em Pernambuco no tnez de abril ou at
jucho.
Attenco.
Avisa-ge pela segunda ve ao Sr. Alfredo Li-
pes Gama de lera bondade de vir entregar o que
dcu-se-lhe por engao na ra do Raugel n.SO,
aasa de relojoelro.
Hatheus Jos deSouz Guimares fax sciente
ao rsapeitavel p.ublico e com eapecialidade aoa
aeus numerosos freguezes. tanto da praca como
4o mato, que mudou a sua officina de relojoeiro
para o primeiro" andar da casa n. 8 da mesmi
ma da Gadeia do Recife, aoode contina a traba-
Miar na mcsma proflssio com a malor perfeigao e
promptidao possivel.
Nao lendo os deredores do casal do Qnado Joao
lavares Cordeiro prestado atlencio ao annuncio
que em data de 12 de novembro prozimo passado
izeram os administradores do dito casal, e tendo
o Illm. Sr. Dr. juiz do orphaos concedido somon-
te mais tres mezes para a liquidacao, os mesmos
administradores previnem aos devedores do ca-
al. que aquelles. que no prazo de 8 das nao
sealisarem seus dbitos, serao coagidos a faze-lo
pelos meios que a lei faculta. Recite 20 de abril
de 1861.
Aluga-se um sitio em Bem-flca, 5 margem
do Capibaribe, com casa para familia, quarto pa-
ra escravos, e estribara ; trata-se na ra Real
aumert} 1.
OSr. Joao Antonio de Barros queira dirigir-
se reparlicao do correioafim desalisfazer o im-
porte do seguro que fez p*ra o Rio de Janeiro.
Alguma senhora deidade que queira aca-
bar de ensinar primeir0t letras a urna menina,
dando lices diariamente, e morando com a fa-
milia, mediante boa paga, dirija-se a ra da
Praia n. 49, que se lhe inculcar com quem deve
tratar. "
'.Aranaga hijo &C. fazero scfenle ao respei-
tavel corpo de commercio que desd o Io do
eorrente abril, associaram a sua casa com mer-
eial desla praca aos Srs. Uanoel Onely,"$MigueI
Valle, cando este ultimo na gerencia da cJS.
Aluga-se na Capunga Nova, quasi mar-
gem do Capibaribe, um sitio com urna bella ca-
sino jardim : para informagoes na ra da Cruz n.
33. armazem onde se vende sebo do Porto, e vel-
ias de composico.
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
J2 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
jatriz n. 12 loja.
Compram-se es-
cravos
de toda idade, tanto para
provincia como para a ri-
fe ambos os sexos o
exportar para fra di
dade : no escnptorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Cusa, ra Direita n. 66.
Compram-se moedas de ouro de 20j} ; na
nn Nova n. 23, loja.
Vendas.
Bous escravos venda com
habilidades
3 bonitas escravas de idade de 15 a 20 annos,
urna ptima quitandeira, lavadeira e cozinheira
por 75>J*. 1 escrauo sem vicio por 1:200^. 1 mo-
le'jue bora cozinheiro, 1 escrava cozinheira por
650: na ra de Agoas-Verdes n-46.
Na ra larga do Rosario, passando a boti-
ca, a segunda loja de miudezas n. 8, lem para
Tender em corita sjda frouxa para bordar a 120
rs. a mead.i, retroz de todas as cores, botes de
seda pretos para casaca a 20 rs. e muito finos a
40 rs., capachos conipridos para boira de porta,
ditos redondos para meiodesala, caixinhas com
apparelhos de chumbo para almogo proprios para
meninos brincar, peonas de ayo pona de langa a
300 rs. a caixa muito finas,, liuhas de peso de dif-
erenlesgrossuras a 120 rs. a meada, grvalas de
seda muito finas e muito eslreilas a 1*400 cada
ama, alflneles de roda a 40 rs. cada urna roda,
cartas do mesmo. cabega chala a 160 rs. cada urna
carta, lonetas deumedous vidros muito Anos
arcos e muito baratos, las para bordar a 6J> a
libra, boloes pretos de linda para paletol a 1(500
a groza, ditos a 1J200, dilos muito finos a4$000
de roda de velludo, penles de tartaruga a 5,
12, 16 e 24 cada um muito finos, froco de to-
das as cores a 500 a peca.
ftirat sem segundo.
Na roa do Queimado n. 66, loj* de-adazas,
estt queimando os saauiiti i uli[HitriliJiii U
prego convida :
Caitas" de clcheles a 40 rs.
Cartoes de dilos a 20 ra.
Groza de peonas d ago muito finas a 500 ra.
Charutos multo finos, caixa com 002*500.
Groza d% botes de luca a" 140 rs.
Carretel Vlinha com 100 jardas a 80 rs.
Bules coaa fiknha muito fina 320 ra.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com 1[2 libra a 500 rs.
Frase* de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com ph< sphoros especiaes a melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 400 rs.
Pegas de franja de laa muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia desabneles muito finos a 600rs.
Itcas para acender charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alflnetea finos a 100 rs.
Calzas de agitas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1*.
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3; i
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito
500 rs.
Pegas de tranca de la com 10 varas a 320
Escovas para denles muito finas a 200 rs
o imperial fino a 40 rs.
rosso a 80 rs .
es para espartilho a80rs
Caixas para rap muito finas a 1 .
Pares'de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
APfilMAVEU
16--RnadaCadeia do Recife-.6j
LOJA DE MIUDEZAS
DE
Fonseca< Silva.!
Saias bordadas para senhora a 2*
urna, peitos para camisas a 2* a duzia,
uentes de tartaruga a imperatriz de 5$,
F8- 7$ e 8$ um, enfeites de vidrilhos
prelus e de C)res para senhora a 1*800
um, pegas de froco com rame a 200
rs. a pega, fitas de velludo preta a 800
1* e 1*200 a pega, essencia de sabo a
1*. superior oleo para tirar caspas a
'- 1*280, espelhos dourados a 800 rs. a
2 duzia e a 80 rs. cade um, peotes para
atar cabellos a 1500 a duzia, cartas
5 francezas finas a 35 a duzia e a 320 rs.
i o baralho, ditas porluguezas a 1*800 a
3 duzia e a 200 rs. o baralho, caivetes
| graodes para fructas de 3* a 8* a duzia
8 -e de 320 a 800 rs. cada um, ricas caiii-
j nhas com espelhos conteni perfuma-
5 ras proprias para toilete de senhoras a
| 5j, 6*e7* cada urna, argolas douradas
| a 1*500 a duzia e a 200 rs. o par, dados
| a IgfiOO a tala, pentes finos para barba
| a 400.rs'., agulheiros com penas de ago
\ a 80 rs. colheres de metal principe para
l terrina a 2* cada urna, para cha a 2* a
? duzia e para sopa a 4*500. penles deJ
| bfalo amarellos para alisar a 400 rs. i
s cada um, ditos para bichos de 240 a 320 i
i rs. cada um. flvelas para caiga a 800 rs. i
} a duzia e a 80 rs. cada urna, botes de :
$ madreperola para abertura a 480 rs.-a j
j duzia e a 60 rs. cada um, ditos de osso
I a240 rs. a duzia e a 40 rs. cada um. di-
j tos de louca a 160 rs. a duzia e a 20 rs.
cada um, dilos de pbantasia a 320 rs. a !
} duzia e a 40 rs. cada um, alfineles de
cabega chata a 100 e 120 rs. a carta, i
5 suspensorios fiuosa 5C0 rs. o par, pin-
j ceis para barba a 400 rs. a duzia e a 40
j rs. cada un, tesouras para costura em j
carleiras a 1* a duzia, sinlos de borra-
i cha a 320 rs. cada um, caixas de bfalo I
| para rap a 900 rs. cada urna, tranga de \
I carocoi a 60 rs. a pega e a 600 rs. o
masso, agulheiros de osso a 40 rs cada f
um, penles de baleia a 240 rs., sabone- I
tes para barba de 60 a 200 rs. cada um, {
lioha fina para marcar a 300 rs. a cai- t
xa, colheres para cha de 320 a 400 rs. a
duzia, fitas de linhode todas as larguras
a 480 rs. o masso, e muitos outros ob-
jeclos por pregos os mais baratos do que
em outra qualquer parte.
-=
Relogios.
VendVn emeasade Johaston fmt & C,
ra do Vigario o. 8 um bailo ortijseoto da
relogios da ouro, palela aglat, da um dos mais
afanado! fabricantes de Liwpool; tambera
ana rariedado de bonitos traMnos para os
naanaa.
Arroz de casca novo, saccas
cofa 22 cuias a 3J200, jnan-
teiga iogleza flor a 800 rs a
libra,
Na roa das Cruze n."24, eeiuioa da
do Ouvidor.
lfCMft*^t*i*a^ rafi na tima -mi
tsMressa
II
4 fama triuinpha.
Os baraleiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
jRua do Crespo numero 17.1
Vendem riquissrmos chapeos de seda
brancos para senhora a 15|, admiravel
a pechincba.
Riquissimos chapeos de pa|ha da Ita-
lia ricamente eofeiUdos a 28* e 35J.
Para a quaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por pregos baratissimes.
Gres pretos de todas as qualidades pe-
kspregosde 1*900, 2$, 2#100. 2*700 o
. covado afflangando-se ser estes pregos
i menos 400 rs. em covado do que se pode
i comprar em outra parte;
Ricos enfeites imperatrii o melhor
i que tem viodo a provincia.
Cortes de colletes de velludo preto
bordado a 5$ o corte, incrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo baralissimo prego de 280 rs. o co-
vado, affianga-se serem tao boasfazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia. ,
Cambraias da China bordadas a mao !
com 9 varas a pega por 6*500, ricos cor-
les de cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
bados por 35g, cortes de las a Garlbaldi
a 10* com 25 covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 5*.
Saias bordadas a 2*200 eada urna.
Ditas bordadas a 4* com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 305, saludas de baile o que ha de me-
lhor, esparttlhos de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
roupas feitas, sobrecasaeas. paletots, col-
letes, caigas, camisas, seroulas. meias,
grvalas etc.
Calcado ftleli
ltimamente chegado de Paris, incrivel
s se vendo.
Ultima ola de Pars
Enfeites de caneca para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'agula de ouro, ra do Cabug n.
1 B. sonde as senhoras senario om completo
sommento de enteites de cabega. Unte pretos
como de lindas cores, da ultima moda de Pars,
reoebidos oo dii 16 pelo vapor francez, pojs as
senhoras que desejarem ver aoderio mandar pe-
dir, que prossptamente se lhe mandarlo as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em Tista
de ricos que sao ninguem deixar de comprar:
isto s ns loja d'aguia de ouro, rus do Cabug
s amantes da moda.
o sortimentd.'de collarinhos de lioho dos
mata-modernos jostos a640rs. cada um ; na ra
Nova n., loia-de Tertuliano Candido Ramos &
CompanrlPsK.*-
Cascarronas de seda de todas
v -as*cores. \^"
A lojadraguia branca rcebeu >Wn as demais
cousas vifldas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrias de seda para enfeites
de vestido, o tortimento das cores excelleote
inclusive a preta, que tem de diversas larguras
e-obra de tanto gosto, s se encontra na loja'
d aguia branca, ra do Queimado o. 16.
Propriopara mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n.
IB, chegado um complelo sorlimento de cai-
xianas para costura de todos os Umanhos, orna-
das com preparoa muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'agula de ouro, ra
do Cabug n.1 B.
NATURALLEDE
5sSiS5!S25eS(*. odaCruia.lj
ELOGIOS
CENTRO COMMERCIAL
IS BuadaCadeiadoRecife 13
ARMAZEM DE TABACO. CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
suspiros
CharutOS ,a da B hi e de t auperiores charuto
nelro por con la da grande fabrica dos Srs Domingos Alve. Machado &"" Tad.odo se
! hamburRo. Sempr8 graDde sornionl0 de carutos''manilha, havana.
verdadeiro em magos de diversos tamanhos, garante-se
a qua-
porgaj e
suissos e bamburgo.
CharutOS SUisSOS a 30 0 milheiro. fazenda superior e que se venda a 45.
^eSo^
EOCf3fo?sara CharUtS 1-. *< -la, 1* cada um, dito, par. cigarros a
Papel pardo nicot par, cig8rr03 a m 0 ,vrnho d m f lh
"gero?."' e S0rlimen, de PaPel Sns nm. "8 lf. roz, vidauras e hesfTanno5;.:
Tabaco caporal francez>
lidade.
Tabaco turco a ^ a ,bra, m u Ubra por 3J> part clgarros e cachinbos
TabSS Pa cigarro, e ca-
^b^a5oT?6^
Cigarros de manilha depapel braaco e prdo a m 0 milheiro
Machinas e papel para cigarros de maailha
yIIL^IuoT1 em mas de uma "bra e dit03de meU libra f"end9 uP"ior-
* a sos ae ouya e Darro para labaco e rap
Phosphoros e iscas de di?ers qualidades para charulog
d!i^h?rf^fSVr8cmpresotUmenloePsnlos0^ gesso louca ma-
deir*' *arr0 os 'erdadeiros e sempre apreclaveis cachimbos de espuma C '
Tabaco d o Rio de Janeiro ^ para cachmb08 e cigarrog a m a ^
V endem-Se tOdaS azeodag mai8barlodoque em outra qualquer parte.
t^sisS'^^sr^0' torQaado-e receber inc,aiod s chui"j i--,
APr,,Mn,nJ,s' csuota-M e re.eUe- ,os sea. destinos coa bre-
^.mes"6 fiC* exp'l l0m Um Tiriad0 "l'm9*10 de obiectos proprios para os senhores f-
tarato i9^^ff^^ffBfineUma{%> *oti, >*** tt"1 ** ****** wto
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
BBMHMttBmiNe.
Attenco
E' barato.
Camas de ferro de todos os tamanhos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
morcado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
|3iWie^a-9iGeia -m mw
mSk Acaba de
chegar
i ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas, cilgados e fazendas e todos
estes se vendem por pregos muilo modi-
ficados como de seu costume.assim como
sejam sobrecisacos de superiores pannos
ecasBCos Jeitos pelos ltimos Ogurinos a
i 26. 28. 30* e a 35, p.lelots dol mesmos
p?nnos preto a 16$. 18J. 20 e a 24tf
ditos de casemira de cor mesclado e d
novos padroes a 14. 16, 18, 20 e 24,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9. 10, 12J e a 14, ditos prelos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 12
dit03 de merino de cordSo a 12, ditos
de merino chioez de apurado gosto a 15
dilos de alpaca preta a 7, 8, 9 e a 10,
ditos saceos pretos a 4, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4#500, di-
tos de brim pardo e de fusilo a 3500 4
e a 4500, dilos de fusto branco a 4
grande quanlidade de calcas de casemira
preta edecores a7, 8, 9e a 10,ditas
pardas a 3 o a 4, ditas de brlm de cores
nasa2g500, 3, 3500 e a 4fi. ditas de
6. ditas de brim lona a 5 e a 6$. colletes
de gorgurao preto ede cores a 5Se a 6
!vsm "scmra de cor Pretos a 4S500
a J ei 3500, ditos de brim ldna a 4
ditos de merino para lulo a 4 e a 4500,
caigas de merm para luto a 4:8500 e a 5fi
capas de borracha a 9. Pata meoiorTs
de lodos os tamanhos : caigas de casemira
prefa ede cir a5J, 6 e a 7, ditas ditas
de brim a 2, 3 ea 3500. paletots sac-
eos de casemira preta a 6J e a 7, ditos
de cor a 6 e-a 75, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 e
14, ditos de alpaca preta a 5, bonels
para menino de todas as qualidade ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios neos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12$. ditos de goreu
rao de cor e de la a 5 e a 6. ditos de
brim a 3. ditos de cmbrala ricamente
bordados para baplisados.e muilas outras
fazendas e roupas feilas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assira como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar o que para este flm
temos um completo sorlimento de fazen-
das de gosto e uma grande officina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua promptidio e perfeigao nada dei-
xa a desejar.
Veode-seem casa de Saundres Brolhers & C
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Roskell, por piejos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excelleote gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme o seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 1 o par;
ellas, antes que se acabem : na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEOULAS
de \$ e 5*000:
Continua-se a trocar sedulas de uma s figura
por melada do deseonto que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cenlo: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, ra da Cruzo
o. 1.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2,500 rs. a libra s na aguia branca.
Asverdadeiras lu-
vas deJouvio.
A loja d'aguia branca receben pelo vapor fran-
cez uma nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quanlos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que ae dirigirem ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorli-
mento do todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gz para candieiros,
J ch^gou este gaz lio procurado, bem como
um completo sorlimento dos candieles proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na rus
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo
Leite &Irmo.
Carlos
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquina Ferreira de S.vendem-
se por pregos baralissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para homem e menino a 3500
cortes de casemira de cores a 3500, pegas de ba-
bados largse transparentes a 3, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.
cassas de cores de bons gostos a 210, organdys
muito fino e padroes novos a 500 rs. o covado
pecas de entremeios bordados finos a 1500. ba-
c bordados a 320 a vara. golinhas bordadas
a 640. manguitos de cambraia e fil a 2, bra-
Teaan ^6 a,0llao coa> 9 palmos de largura a
18280 a vara, sobrecasaeas de panno fino a 20
25, paletots do panno e casemira de 16 a 20$
dita de alpaca prelos de 3500 a 7$. ditos d
brim de 3 a 5. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2500 a 59. colletes de casemira de
crese prelos, ditos de setim preto, tudo a 5,
corles de casaa de cores a 2, pegas de madapo-
lo Gno a49500, assim como outras umitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu yalor
Dar acabar
fmmmmmm m tmmmm^
GlIRGEL & PERDIGiO.
FAZENDAS BOAS E BARATAS, i
Ra da Gadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blonde com
manta, capella, flores e mais pertences.
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique.
^-Viahos engarrafados.
Termo*
Collares.
Lavradio.
Itadeira.
Carcavellos.
Arntho.
Bucellas.
Malvaaia, em caixas de uma duzia. da garrafas :
Da ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pela ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeitea de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, e de seu costum esl ven-
dendo mui baratos a 10 cada um ; porisso di-
rijam-selogo a dita loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16, antea que se acabem.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos booets iaglezes de gor-
gurao e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
droes a 1$500. Esses booets por suas boas qua-
lidades e muita duragao tornam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para paa-
seio ; assim como outros booets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2$500, 3 e
4, o melhor possivel: na roa do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Liquidacao
DE
miudezas baratas.
Ra larga do Rosario n. 36,
primeira loja junto da
botica.
Caixas de pos para dentes a 100 rs.
Saboneles bons a 160 rs. um.
Ditos inglezes a 400 rs. um.
Massos de grampas a 40 rs.
Carreteis de linha de 100 jardas, decdr e bran-
ca a 30 rs.
Carreteis de linha de 200 jardas, Alexanders, a
80 rs.
Luvas de seda perfeitas a 500 rs.
Ditas de seda com loque de mofo a 200 rs.
Sapaliohos de la a 320, 400, 500 e 600 rs
Groza de botes para caiga (de osso) a 240 rs.
Dita do ditos para dita (de ago) a 360 rs.
Dita de ditos de setim para paletot a 2.
Enfeites imperatriz de fita muito larga a
3500. 6
Ditos de vidrilho a 2.
Pares de meias para senhora a 240 rs.
Duzia de ditas para dila, finas, a 4
Cartas de alfineles, cabega chata, a 240 rs.
Apparelhos d: louga pintados para menina a
IJjfOOO.
Ditos de dita dourados e pratiados a 1800.
Groza de botes de louga para camisa a 200 rs,
Dita de dilos de madreperola para esmisa a
600 rs.
Pares de jarros dourados a 20.
La para bordar a 6500 a libra.
E outras mais miudezas como sejam : franjas,
fitas, bicos, pentes, trangas, gales, espelhos, e
outros muitos objectos que so vendero barato
para acabar.
f9-i99 @ sa
W Emeasade Mills Latham & C. na ra 0
da Cadeia do Recife n.52, vende-se : SJ
9 Vinho do Porto. )
9 Dito Xerez engarrafado da muito supe- @
# rior qualidade.
O Oleo de linhaga. sj
9 Alvaiade. @
@ Secante. @
Azarco. q
Encarnado veneriano em p.
@S9 9
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo rapar (ranees, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. *.
loja da boaf.
Vende-se confronte ao portio da fortaleza
oae unco Ponas o seguiote : carroces para bois
e cvanos, carrinhos de trabalhar na alfsndega.
ditos de mi torradores de caf com ogio, do-
eradicas de chumbar de todos os tamanhos, e
oern assim rodas de earrogas e> carrinhos. eiios
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
!26L 02dna, de f rrero e rapiDa, e alu-
gam-se tambem earrogas.
Ha pechincha.
Na ra do Crespo n 8, foja de
guatro portas.
Cambraias de cor miudinhas. cores fias com
pequeo toque de ararla, pelo baralissimo prego
de 200 rs. o covado
Machinas de rapor. ~^X
Rodas d'agua. Z
Moendas de canoa.
sj Taixas.
Rodas dentadas.
Bronzese aguilhes.
Alambiques de ferro. X
% Cnvos, padroes etc., ele:
Na fundigao de ferro de D. W. Boy man
9 ruadp Brum passando o ehafariz. Z
la SS
elogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlln & C.rua da Cruz n;
38,vende-saum grande e variado sorlimento
ae relogios de algibeira horsontaes, patentes
ehronometros.meioschronometrosdeouropra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suisaa, que se
vendero por pregos razoareis

Caes do Ramos armazem
24.
e piaho
Loja das % portas
n
Vendem-se taboas de amarello, louro
por pregos razoareis.
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muito bom pan-
i 160 rs. o covado, cassas de
00
.cores seguras a
2,
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a
primznho de quadrinhos a 160 o covado musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 610 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs.o covsdo. fil de linho preto com sal-
pico a l$400a vara, luvas de torcal mftito finas a
UO rs o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da nofte.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc.. e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo : os pregos sao baratissi-
rcos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 1$200 a 3S000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
Attenco. i e sem elles.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
Rooker & C, existe um bom sorlimento de 11- variado sorlimento de franjas de seda de difieren
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor' les larguras e cores, inclusive a preta tanto com
au
Parioha ba-
rata.
Vende-se no armazem amarello da rui da Mt.
dre.defoeos, confronte ao consulado.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phantasia superior.
Mnteletes, taimas, visitas de fil, de
gorgurao liso e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as qualidades e"
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho
algodo para meninos
Peotes de tartaruga modernos e dos
mais acreditadas fabricantes de 10 a 30.
Luvas de Jovin e enfelte de cabega.
dPe
ara senhora, de
e todas as idades.
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezas einglezas
Nesta loja s se vende a dinheiro e
aor isso mais barato que em qualquer ou-
tra, seu sortimenio completo de fazen-
das de moda, ditas Inferiores e roupa fei-
ta e seus pregos multo conhocidos: na
loja n. 23, do-se as
ra da Cadeia
amostras.
i SKSf S SK SMiM SKiHiMiBK
Superiores fitas de velludo
ede seda. ,
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1 B
acaba-ae de receber de aua propria eocommendi
peto rapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo Hese afeara*
lavradas. de lindos padroes, que 8a VasVTor
prego ouiU em cauta, aaaim como tas de cha-
ma ote de tedaa aa corea, proprias para dotes
cintos com uvela^reta proprios para tai. iV
de Urea! com ridrilho muito ora a 11200o a/
ditas sem ridrilho a 800 rs., ditas da sada enfei-
tidas com bico a ridrilho aSft: lato s se vandV
ai aguia de ouro n 18.
.Ufe.
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
pregos mui razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fia;
a doze vintens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanlo nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ra do Queimado n. 2.
est multo aertida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1JO00 e
li00rs. a rara; dito pardo muito superior a
18200 a rara ; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 am riscadinhos de linho
proprios para obras deWhinos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1S600
ditos de brim de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de lioho muito fina a 20, 22 e a 24 rs. a
pega com 30 jardas ; atoaihado d'algodao muito
superior a 1400 rs. arara; bramante de linho
com 2 raras de largara a 2#400 a rara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2400 a
duzia; ditos maiores a 3S; ditos de cambraia
de linho a 6, 7 e 8J rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8 rs. cada um ; dilos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
rolla a 1280; ditos com renda, bico e labyrin-
Ioa2000; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se Tendera muito barato a dinheiro a
nsta: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O P reguiga est queimando, am sua loja na
ra do Queimado n. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
*8, casemira escura infaslada propria para cal-
ca, eollete e palito ts a 960 rs. o corado, cam-
braia organdy de maito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente maito fina a 39,
4, 59, e69 a pega, dita tapada, com 10 vara
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 340, 260e280ra. o cora-
do, riquissimos chales da marin estanpado a
Tf a 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda moito delicada a 9 eadaum, ditos com
uma s palma, moito finos a 850, ditoslisos
com franjas de seda a 53, lescoi de cassas com
barra a 100, 120 a 160 eada om, meiaa moito
Roas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
quahdadea 3 e 3500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos deaephos, para eoberta a 180 ra.
o covado, chitas asearas isjgletaaa 59900 a
paca, a a 160 rs. o corado, brim branco da poro
linho a 19, 19190 o 19600 a rara, dito preto
muito encorpado a 19500 arara, brilbantini
azul a 400ra. o corado, alpaca da differentes
cores a 380 r. o corado, casemiras pretas
finas a f50O, 39 a 39500 o covado, cambraia
preta oda salpicos t9rO rs. a van, ontra?
muitas fazendas qua sa farf patento ao compra-
dor, a da todas t* darao amostras coa panhor,
**
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
*-ao me, 5almo' ao8 Pfe58 500 rs. a
2o00 a rara ; ansia do comprador lodo neg-
S%fS$g%SD,rua doQuei-
Rua largado Rosario
n. 38, passando a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Linhas brancas de Pedro V e cartSo de 50iar-
das a 20 rs de 200 jardas a 60 rs.. linhas de
carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 rs
linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200 de 100
jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
".'"'"jA60"- earrinho.dita fina de 200 jarda':
de p 120 ii. 200, a 80 rs. o carrinho, lmha
muito boa, luras de seda para senhora com pou-
co mofo a 500 rs. o par, e a 4800 a duzia, ba-
laios proprios para compras a 3 e 3500 cada
um, linha do gaz de todas as cores, .botes de
louga para camisa a 240 a grosa, e a 30 rs. a du-
2ia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gro-
ss a 600rs., ditos muilo finos a 120 e a 160 rs a
duzia, baralhos de carias a 320, 400 e 500 rs! o
baralho, multo finas, franjas de cores para cor-
tinados, ditas de seda para vestidos, ditas pretas
com ridrilho, tudo muito em conta, e s vista
dos compradores se dir o prego deslas franjas
por ter grande porgio de varias qualidades.
-- Vende-se rinho bom da Figueira e hespa-
nhol, a garrafa a 440 rs., e em caadas a 3360:
na ra da Senzala Velha, taberna n. 102. quina
do becco Largo,


D1U10 31 miAMBQCO. TUCA FEUU *MtatUL Dtlf 1.

HftliiftftliAO
Calilo barato na ra larga do Rosario ir 31
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calcado at o fim de mareo, como preten-
da, por isso re sobe vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidacao.
Para homem, senhora e menino.
tS-S deN,,nt- *oll p,t*nt* 8 e ,500fDito8 de urna olacom salto
Orlo da ditos sola fin a 7 e 8,900 Oitos de urna sol Mm ,.it
Ditos inglezes prova d'agua
Botas de bezecro
Borzegams de lustre a 8, 7 o
Ditos toldos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pespuntados
Sapatdes de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola com salto
Ditos de dito sem salto para dama
Ditos de bezerro de 2 solas
8.000
7.500
7.000
8,000
6.000
8.000
8.000
6.000
4.500
3.000
2.500
3.500
Oitos de urna sola sem salto
Borzeguins de lustre para rapazes a
Sapatdes para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de setim branco para senhora
Ditos de durique branco
Ditos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspeas
Ditos de ditosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3.000
5.000
4.500
8.500
4.000
3,500
2.500
2.500
3,000
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
PRUADO0HADO40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
i"!ffSl\b^!me'Lhl8.im?rA"m..8..rl_imet0..cfm,P.let0 le roupa feita de todas as
2ue
asacas de panno preto, 409, 358 e
jue tem um dos melbores proessores. ""^, v"m
, 309000
Soorecasaca de dito, 359 e 30S0O
Palitots de dito e de cores, 359, 309.
25$000e 209000
Dito de casimira de cores. 229000.
15. 129 e 93000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9J000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brisa de cores, 59, 49500,
Ditos de bramante de linho branco.
egooo, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto.
159000 e v '
Calsas de casimira preta e decores.
.129.109. 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
w5t. ?"80 de cores'
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 123, H e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
11gooo
89000
39500
39500
39500
45000
89000
6g000
49500
29500
3S000
89OOO
39500
59OOO
59OOO
59000
39000
292OO
15*80
29300
39OOO
19800
18000
Ditos de setim prete
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7S00O, 69OOO e
Ditos de brim e fusto branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 18600 e
Camisas de peito de fusto braneo
e de cores, 29500 e
Ditas de peito de linho 68 e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 29500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 79000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, US, 128, US e 79OOO
Collannhos fle linho moito finos,
novos feilios, da ultima moda 98OO
Ditos de algodo 3500
Helogios de ouro, patentes hori-
sonlaes, IOO9, 909, 8O9 e 709000
uitos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 408 309000
uoras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis o
Toalhas de linho, duzia 129OOO e lOjfOOO
Sevados gordos.
no Chora-meni-
Vendem-se serados gordos ;
no. sitio da cabella n. 2.
jE' barato qu
admira.
NA LOJA DO
A
Ra do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 29, de 4 a 39 e 3J5C0.
Gollinhas bordadas muito finas a 19.
Pegas de babadinhos muilo finas com
e 11"2 varas a I96OO e 29.
Entremeios de cambraia fina a 160 rs. a
tira. Grosdenaple do cores a 19600 o covado. S
Manguitos de cambraia bordada a 19500. 9
Manguitos bordados e gola por 59
Chalys matisados a 500 rs. o corado.
Lanziohas muito finas a 4C0 rs. o corado.
Chapeos de seda para senhora a 15 e 25g
Ditos de palha da Italia a 28g.
Chales de touquim a 208.
Chapeos de sol de seda inglezes a 129.
E outraa muitas fazeodas que s se ren-
de por pregos muito baralissimos.
Luvas de pellica a 29500.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da aguia branca recebeu de sna propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est rendendo
pelo baratissimo prego de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeilosj.assim como outros de
merm tambera bordados a I96OO e 2J. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos taraanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de amos as pro-
cissoes ; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engr*cado
possirel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
Vende-se urna escrara parda, de idade de
18 a 20 anuos, bonita figura, e corpulenta", pti-
ma para o servico de casa, e tambem do ra ; o
motiro da renda se dir ao comprador : na ra
do Aragao n. 15.
H Na loja de Nabuco & C. na ra Nora
n. 2, veste-se um homem dos ps at a
cabeca por difieren tes precos.
(Mesme awattew teera m
vende-se urna mulatinhade 10 annos, mui-
to linda e esperta, assim como urna ngrinba de
8 anoos, proprios para dar-se de mimo a urna
menina ; no largo do Pa/aizo n. 16, por cima da
taberna amarell*.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca receben oras e delica-
das capellas de flores finas para as noiras, e as
est rendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas era
frente do Livranento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim braueo, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 9,
ditos de estameas a 48, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada ama, collarinhos de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se rende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha al as 9 da noite.
Manteiga ingleza
em barris de rinte e tulas libras: no armazem
de Tasso Irmos.
Anda existe um resto de barricas
de farinha de milho que se vende por
mdico preqo : no armazem de Mtheus
Austin & C, ra da Senzala Velha nu-,
mero 106.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo preco de 800 rs. a rara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Yendem-se e trocam-se
escravoa de ambos os sexos :. no escriplorio del
Frsnoseo M. p. da Costa, ra Direita n. 66.
im Mt mfft VSM m
Calcado barato.
Vende-se na loja ate Nabuco & C. na
ra Nora n. 2 :
Borzeguins de duraque gaspeados de lus-
tre para senhora a 29.
Ditos ditos paja meninos a 29.
Ditos de pellica com salto para senhora
a 59.
Ditos de selim com salto a 69.
Ditos de pellica sem salto a 48.
Ditos de setim sem salto a 59.
Ditos todas de duraque com salto e sem
sallo a 39.
Borzeguins de bezerro para meninos a 59.
Sapatdes de lustre e bezerro a 29.
VENDE-SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinhe do Porlo, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Boinas.
Lona e flele.
Fio de rea.
Tinta de todas as cores.
Seilins, silhoes, arreiose chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Sabao.
Grosdenaples baratis-
sinos.
Vendem-ee greedenaplas preto apelo taratissi-
mo preco de 11600 e o ovado: aa rea do
Queimado n. Majada boa fe.
Farinha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo do brigue rifarU Rosa, fun-
deado defronte do caes do Ramos, por preco com-
modo : a tratar com o capito a bordo, ou com
o consignatario Manuel Aires Guerra, na ra do
Trapiche d. 14.
A 1000.
Graratas pretas de setim : oa ra do Queima-
do n. 22, loja da boa f.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fizas, padrdes
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
o corado, e mais barato .ue chita: na ra do
Queimado o. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.
Gariba.di.
Graratinhas de goslo a 200 rs. cada orna : na
ra de Crespo o. 18, loja de Diogo t Fernandes.
AcnmciA
B*
Importante
Aviso
Na loja de 4 portas da ra do Queimado n. 39
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officini de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeilo mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommeode ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade ios
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exordio.
Faz-se fardas, fardoes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm dlsso faz-se mais casaquiobas
para montana, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
goslo da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargtdores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
j fardamenio de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
|carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Afiiancando
1 que per tudo se tica responsarel como seja boas
I fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se prometler, segundo o srslema d'onde
1 veio o mestre, pois esptra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em es-
perimentar.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus fregueses deU praQa e oa de ra, que tem
exposto reuda sabao de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Transaos Jnior
4 C, ns roa do Amarina n. 58; massa amarella,
caetanha, preta e oulras qualidades por menor
prejo que de oulras fabricas. No mesmo arma-
zem tea feita o seu deposito de reas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
comseatcio.
Queijos muito noros e o melhor que ha
nesle genera a 29 cada um, no antigo ealabeleci-
mento junto ao sobrado doto do Sr. Figuetra ;
assim como no estabelecimento de Joaquim da
SUra Costa & Irmo, na esquina que volta para
a ra estrella do Rosario o. 50.
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19. .
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1{800.
Lences.
Lences de panno de linho fino a Ig900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preco de 5$.
Ta ra tana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo preco de 260 rs. a rara.
Cambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato preco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 9 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6$.
Mantas de L londe.
Mantas de blondo pretas de todas as qualidadea
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branca fina a 28800, 3$000 e
3j>500.
Toalhas.
Toalhas de fusilo a 600 rs. cada urna.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Joahstoa AC.
seilinse silhoes nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas ngleres, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios {tara carro de
um a dous cvalos relogios de ouro
inglaz.
HJNBICO LOW-MOW,
RnadtScnzaHaRovaB.42.
Reate esUBolecimento contina a harer na
compiti sor liasen t o da moendas emeias moca-
das para engenho, machinas da rapor e laixas
te ferro balido a eoado, da todos ostamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva C., tem serupre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
ento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapicha
n. 1.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
So na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n.
1 B, recebera-se um completo aortimenlo das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguidles : pn tas, cor de censa, amarellas
e brancas, sorlimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afianzamos a boa
qualidade e fresquido, pois se receben em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a rara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6$000 a pega com 8 1(2 raras; di-
muito superior a 8000 a peca com 10 varas;;
dita fina com salpicos a 4#800 a pega com 8 1
raras; fil de linho liso muito fino a 800 rs
rara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a v
ra ; % outras muitas fazeodas que, sendo
nheiro, rendem-se muito baratas: na ru
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem faites a 22rs.; ditos de brim braaco de
Unto a I* n.; ditos de setineta escaros e 8|600,
muito barate, apreraitem : na roa do Qoairaa-
do n. 22, loja da Boa f.
inmimkw mmmmi
lia)
lOirA IEITA ANDA MAIS BA1ATAS.I
SORTIMENTO COMPLETO
[ DI
iFazeadas e obras feitas.!
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Bastol
NA
I 3
ua dfjj
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuraa e fizas a
5$000 a duzia: na ra do Queimado n.22, na
ioja da Boa f.
Sor lmenlo de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 7.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e braceos a 16$.
Chapeos lisos para senhora a 25}.
Ditos de velludo cor azul a IS5.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3g,
Bonets de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4f.
Chapeos de sol francezes de seda a 7$.
Ditos inglezes de 10$, 12$ e 13$ para um.
Arados americano? e machina-
para lavarroupa- em casa deS.P. Jo
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
59 cada urna: na ra do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-00 butijae com a superior tinta ingle-
za azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
DO rs. a botija : oa ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se urna morada de casa
terrea muito bem construida, traveja-
da e parte assoalhada, muito propria
para um sobrado, em boa ra do beir-
ro da Boa-Vista: a tratar na ra da
matriz da Boa-Vista casa n. 13 das 6 as
9 da manhaa e das 3 as 6 da tarde.*
Paiose chouricas
muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
vendem-se em barris sonidos de 32 at 8 libras,
no escriplorio da ra do Rangel n. 43. primeiro
andar, bem como chocolate de baunilha e canel-
la muilo superior, em latas de 8 libras, formas
de quarla e meia quarla.
H Vende-se um par de bancas e urna mesa
para escriplorio, tudo de amarello, e um touca-
dor de Jacaranda : trata-se na ra do Aragao nu-
mero 32.
Remedio pro
ioso
patenta
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes dehorlalica muito oras
viudas da Europa pelo ultimo vapor inglez oTy-
ne ; na loja de ferragens de Vidal 4 Bastos, ra
da Cadeia do Recife n. 56 A.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica
mente bordados, pelo baratissimo preco de 35*
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Na ra Direita n. 76, vende-se um carallo
proprio para viagem, por ter bom passo e andar
de osixo meio, tambem ae troca por outro, se
Meias de linho. finas, do
Vendem-ae na loja de ferragens da ra da Ca-
de n. 44, por prego farorarel.
Vende-se urna casa terrea com o commo-
dos Mguintes : 4 quattos, cozioha fra, boa ca-
cimba, porteo ao lado, com 300 palmos de fun-
do, no fundo 4 mei-aguas fazendo frente em duas
ras; quem pretender, dirija-se ao lugar do
Lampo Verde, ra do Sooego a. 50. que se dir
quem rende.
Vendem-se ps de larangeiras de umoigo e
aa auna, ps de sapoti, pagote, fructa-plo, lima
para cerca e outras qualidades defrucias; na
Ponte de UchAa, lio da viura Carrbll; 0 lam-
oem rende-seno mesmo sitio um bol de rica in-
gle. *
O rerdadeiro especifico para a cura completa
dasfendas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, deslocacoes, enchagos, tumores, erysi-
pellae quasi todas as molestias da pello : acba-se
a renda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......2g000
de meio dito.... IjfOOO
> de 1/4 de dito... 600
quasi de graca!
Vestidos brancos de cambraia bordados com 2
e 3 babados, fazenda muilo superior, a 6S cada
um ; na ra Nora n. 42, loja de Tertuliano Can-
dido Ramos & C.
Pecliincha
Com pequeo defeito de
avaria.
Madapolo muito largo e fino, com alguma pia-
la de ararla, pelo barato preco de 43 a peca ; na
ra Nora n. 42, loja de Tertuliano Candido Ra-
mos & G.
Uvas.
Cbegaram as bellas uvas da ilha da Itamarac,
ao deposito da ra estreita do Rosario o. 11.
Queijos do Sirid.
Ba do Queimado
|n. 46, trente amarella.
_ Constantemente temes um grande e va-
f riado sortimenlo de sobrecasacas pretaa
nJ" or de cores mu,, fln 2,
r2 v*' Palet0,s d* niesmos pannos
a zog, 22J e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 18, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30S e 35. sobrecasacas de
casemira de core muilo finos a 15, 16$
e 18J, ditos saceos das mesmas casemi-
rasal05, 12 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muilo
|aa a 5$ e 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas core a 4$ e 4JI50O, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes de brim branco e d
fusto a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
25500 e 3, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 4500 e 5'
jas pretas de merino a 4EC0 e 5, pa-
I letots dealpaca preta a 3500 e 4fi, ditos
sobrecasaco a6,7e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muilo
boa fazenda a 3800 e 48, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores s 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 60500 e
, 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
j 30500, ditos sobrecasacos a 5J e 50500,
i calcas de casemira pretas e decores a 6,
6(500 e 7, camisas para menino a 2C
a duzia, camisas inglezaa pregas largas
muilo superior a.32 a duzia par acabar.
S Assim como temos urna officina de al
taiate onde mandamos executar todas as-
obras com breridade.
Potassa da Riissia e cal de
Lisboa.
No bera conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Rerife n. 12, ha para render a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Ray mundo
Carlos Leite <
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r t i -
ment das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novo8
aperfeicoa-
menlos, fszendo pespento igual pelos dous lados
da costura, moslram-se na roa da Imperattiz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em csrriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Guadanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeilosa 3 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servido diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ra doAmorim
numero 43.
Vendem-se batatas muilo novas, pesadas, pelo
barato preco Je 2 a arroba : a ellas, que se es-
li acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira prela muito bem
feitas a_10, ditas dedila de cor muilo superior a
9, eslo-se acabando : oa ra do Queimado n.
32, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2J500 a sacca, chegada ha dous dias de Santa
Calharina, de muilo boa qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15.
Cera de carnauba
da Granja e de outros lugares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
ee$e*a
45 Ra Direita 45
gss^=
ente
.eBhora'emrelaoa. r" **
veram o de 2 ? j s; f?.!?'* (oeP"" ti-
cassem urnalem'iToJv Z ?"" K-
uelo mal amanhado, enaSW0ri,g0? cni-
aflm de obaiax nm'SSSSZS&XJ?'*'
Mm ae oDsiar a que oslentaasem w.:\ v ?
boso p d. bella? por "H2i5 SfVtX ""-
ral as cinco paites do mundo Mas SRm r*"
de encontrar urna oppMeici fl ..:, C- ***
proprielario doeslaZSe^o": "dE. ?
iLTt 5? \ !! a. bofiaf TA
cefBOeS.Ez.. pretenden; YT92'ZH*
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). .
Dito (com hqp fuella). .
Austraco (Km laco). .
Joly (gaspa baixa). .'
Para menina.
De 23 a 30. .
De 18 a 22. ; '. '.
Para homem.
Nantei (2 bateras). .
Francezes (diveros autores.
Inglezes de bezerro, intericoi
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia
Ditos pernambucano, : '. '. 6,m
fcapatoes para homem.
2 bateras (Nantes). .
1 batera )Suzer).
Sola de bater (Suzer).
Meos borzegas (lustre).
Sapatdes (com elstico).
Ditos para menino f
H50
S00O
4$00
3#50i
lOOOi
9.S0OC
9600*3
!500
5^60*
5^20
5$Q0Q
6^000
5(00e
4$0s)
qu ns. bezerro fmno V \ae ,Ulre. marro-
r.dks. S/floeic'. .".to-?-Weto' "^
barato.
abundancia e muiia
Jogo de damas e eamao J
obra delicada. ?.,' TS&^JgS^t
dofradtrrqets" S? ffi- i
damas, e dentro3 de g, mi co' "" JPg d*
ros a 10, ludo na ru! L n ?m /eu." De8sa- .
branca n! 16 dQ"eimado,Ioja d'aguia^ j
Os lindos cintos tanto paral
S!6Di5?'a5 COmo Para tteni8?
l! aondea,TaKdeOUr0u' rn do ^o.
d, e acnoe as senhora* arhatSn iii ."?..
rhoS,e.ni'aS acha" 'dos cintc.
a8i He cu, n. j c.bng l "i. '*
BolachiDlia Dgleza
grande fabrica
detamancos da ra
Direa, esquina (tra-
vessa de S. Pedro
n. 16.
Achara o llustrado publico deaia ciu-dee de
fra um completo e nquissimo sortimenlo de la-
mancos de (odas as qualidades, que se vende tan-
to a retalho como em pequeas e grassss-^or-
goea, por menos do que em outra qualquer parle
m"d:dCrp0orUloD.n0?OSO,tmeDt d8 ,amaBCOS
Vendem-se velas de coaiposicio com pouca
d.fferenca do espermacele a 440 rs. a libra, issim
como cera de carnauba e sebo do Porto a retalho-
BS8 do Livrameoto, loja nu-
1. esquadro de
cavallaria. ;
Na loja de Gnimaraes & Lima, na ra
do Crespo, tem para vender casemira
mesciada, propria para calcas d
(asdo esquadro de cavallaria.
ra-
Escrayos fgidos.
S
Cbegaram os frescaes c
psito da raa estieila do
se em conla.
Seijus do Sirid, .so de-
osario n, 11, o vende-
VELAS
DE
cera de carnauba,
Vende-se a 139 a arroba, e a 440 rs. a Ubra ; na
ru de Boda n. 48, sobrado.
AtteiNjo.
Vende-se na loja de Nabuco & C, na
ra Nova n. 2, insignias massonicas por
preco commodo. m
Hais que Pechinchal
Aletria, talharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vende o Braodao. na Lingoeta n. 5.
A240rs..
o covado de lanhas de quadros para vestidos,que
seapre vendeo-ae a 1 ; na loja de Adriano &
Castro, ra do Crespo n. 20.
A 200 rs.
Gravatinhas de froco para meninas .* na ra do
Crespo d. 18.
Para casamentas.
Botinas de setim branco para senhoras; na lo-
ja do vapor, ra Nova o. 7.
Vende-se urna preta de meia idade com
todas as habilidades necessarias para urna casa
de familia : quem pretender, dirija-se a ru Im-
perial n. 187.
Fugio no dia 2 de setembro do
anno p. passado, o escravo. Francisco,
mulato claro, com dade de 30 annoj
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretos anellados, conduzio urna ma-
ca de ovelha em que levou a roupa e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do !pu'
provincia do Ceara' : roga-se aos capi-
taes de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a aprehensao do dito
escravo a entregar a seu senhor Joao Jo~
s de Carvalho Moraes Filho, na ra do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado..
Fugio no da 2 de marco do cor-
rente anno, um escravo cabra de nome
Luz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra', tendo os signaes seguntes: altura
regular, pouca barba, cheip do corpo,
ps grandes, com algumas cicatrizes no
rosto, e muito palavriidor : rogase a
todas as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a aprehencSo do drto escra-
vo a entregar a seu senhor na ra do-
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado,
Fugio da eidade do Aracaiy^ no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
rnaadante superior Manoal Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bente
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de dada
de eioeoenla a Untos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguos na fronte,'
queixoSoo, ps grande*, e com os dedos gran-
des dos ps bem abanos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes da lar sido surcado*
Consta que este escravo appareeera no dia 6 do
corrate, rindo do lado das Cinco Ponas, e sea-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que liaba sido vendido por seu senhor para
Goianninha: qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambueo aos Srs. Basto & L*
moa, que gratiflearo generosamenie.

m


-------
-^

DOMO 31 MtlWUlBUCO. *. URCA FEltU *3 01 AfifcIL DE 1811.
^
iteratura.
Extractos da obraA Denocraeia na
America, do Sr. A. de Ttqwrille.

ii
Eslado actual e futuro dos fres racat nos Ena-
nos-Unido.
(CodcIuso.)
Quando examina se attenlamrnte o que se
passa nos Estados-Unidos, descobre-se, sem sor
preciso fazer algum esforco, a existencia de duas
tendencias contrarias ; sao como que duas aguas,
que correm dentro do mesmo leito en sentido in-
Terso. Ha 45 annos que existe a Uniao; e o
4empo tem eito jusliga rouitos preconceitos
provinciaes, que no principio militaran) contra
ella. Tem-so tornado menos exclusivo o senli-
meolo patritico, que ligava cada um dos Ame-
ricanos ao seu estado ; conhecendo-se melhor as
-diversas parles da Unilo, tem-se aproximado
ella. A posta, este grande lego dos espirito?,
penetra hoje al no fundo dos desertos; barcos
de vapor fajera commonicar-se entre si todos os
.pontos da costa: o corcmerefo desee, e sbeos
rios do interior com urna rapidez sera exemplo.
A' estas facilidades, que crearsm a natureza e
a arle, reunem-se a inslabilidade das vontades, a
ioquietagao do espiito, o amor das riquezas que
arrancando incessaolemeute o americano para
fra desua casa, levam-no por-se em commu-
nicago com un grande numero de seus concida-
dllos. Por este motivo elle percorre o leu paiz
em todas as direeges, e visita todas as popula-
rles, que o habilam. Nao se encontra provincia
alguma em Franga, cujos habitantes se conhegara
to perfeitamento entre si, como os 13 milhes de
homens, que cobrem a superficie dus Estados-
Unidos.
Ao mesmo lempo que os Americanos se con-
funden), elles se assemelham, e diminuem por
isso as dilferengas, que o clima, a origem o as
-insluicoes heviam estabelecido entro elles. Ap-
proximam-se todos cada vez mais um typo com-
mum.
Todos os annes militares de homens, vindosdo
norte, se derramara era todas as partes da Uniao;
trazem corosigo suas crengas, suas opinioes, sem
costures ; e como suas lu7.es sao superiores s
dos homens, entre os quaes v5o viver, nao tar-
da ra por isso se apossarem dos negocios e mo-
- dificarem a sociedade em seo proveito. Esta emi-
gracao contina do norte para o sul favorece sin-
gularmente a fusao de lodos os caracteres pro-
*. vinciaes em um s carcter nacional. A civilisa-
l (ao do norte, porlanto, parece destinada a lor-
nar-se a bitola commum, pela qual deve-se re-
guiar um dia toda a da Uniao.
A proporgo, que a industria dos americanos
faz progressos, vm-se estrellar os lagos, que
uoem lodos os estados confederados, e a unio
entra nos costumes, depois de haver entrado as
opiaies. O lempo, marchando, hado acabar de
fazer desapparecer urna multidio de terrores
' 'puantasticos, que atormentavam a imagiuacio dos
\homens de 1789.
O poder federal nao se ha tomado oppressor ;
wnae tem destruido a independencia dos estados ;
"cao conduz os confederados monarchia ; com a
Uoiao os estados pequeos nao cahirSo na de-
pendencia dos grandes; e a coofederaco tem
continuado crescer incessantemento em popu-
lacho, em riqueza, e em poder. Eslou portaoto
convencido, que na ecluaiidade os Americanos
- tem menos difficuldades naturaes era viverem
unidos, do que as nao tiveram em 1789 ;
a Unio, hoje, pois, tem menos inimigos, do
que naquelle lempo. E entretanto se se quer
estudar com cuidado a historia dos Estados-Uni-
dos de 45 annos para c, convencermo-nos-hemos
. sem custo, que o poder federal decresce ; nem
diflicil indicar as causas desse phenomeno.
No momento, em que foi promulgada a consti-
tuigo de 1789, denhava tudo na narchia ; a
Uniao, que succedeu agesta desordem, excitava
niui'.o mdo, e muito odio ; mas linha ella r-
danles amigos, porque era a expresso de urna
grande necessidade.
Ainda que mais atacado ento, do que nao o
hoje, o poder federal atlinge rpidamente o mxi-
mum de sua forga ; como sempre acontece um
gorerno, que triumpha depois de ter exaltado as
suas torcas na luta.
Nessa^aea -ajntorpreUgao da constituida o pa-
receu dilafar antes, do que comprimir a sobera-
na federal, e a Uniao apresentou, sob muitas re-
laces, o espectculo de um s e mesmo povo,
dirigindo, tanto no interior, como no exterior, por
um nico goveroo. Para chegar, porem, este
ponto, o poro havla-se de alguma sorte collocado
cima de si mesmo. A constituido nao tinha
destruido a individualidade dos estados ; e todos
os ojfcs, quaesquer que elles sejam, tem um
instinclo secreto, que os conduz para a indepen-
dencia.
Este iuslinclo aioda mais pronunciado em
um paiz, como a America, onde cada aldea for-
ma urna especie de repblica, habituada a so go-
bernar por si mesma.
Houve portanto esforco da parte dos estados,
"que se sugeitaram preponderante federal; e,
como se sabe, todo o esforjo, embora seia coroa-
do oe um grande resultado, nunca deixa de se en-
fraquecercom a causa, quen faz nascer.
A' medida quo o goveroo federal firmara o seu
poder, a America reassumia a sua posicio entre
as nages ; a paz renascia sobre as fronteiras ; o
crdito publico se restabelccia ; coofuso sue-
co dia urna ordem flxa, que permittia industria
individual proseguir em sua marcha natural, e
desenvoWer-se na plenitude de sua liberdade.
^|esta mesma prosperidade, que comegou
fazer perder de vista a causa, que a havia produ-
zido ; passado o perigo os Americanos nao acha-
rara mais em si a energa e o patriotismo, que os
haviam ajudado conjura-lo. Livres dos terro-
res, que os preoceupavam, enlraram fcilmente
no curso de seus hbitos, e abandonaram-se sem
resistencia tendencia ordinaria de seus precon-
ceitos.
deza de recursos, dtf qae dtepoem, e com os quaes
pode fazer face a todas as exigencias.
Ameagados assim em sua existencia o bancos
provinciaes sao obrigados a raoderarem-se, e da
s langaiem na circulaclo um numero de bilhe-
tes proporcionado ao seu capital. baoeos
provinciaes sofTrem, verdad, porm com im-
paciencia esta especie de verificado de conlas.
Os jornaes, que esto a seu odo, bemeomoo.
presidente, que per interesse proprio tem-se tor-'
nado tambera o seu Ofgo, atacam o banco cora
um quase furor.
Suscho contra ellees paixes locaes, eo ceg
instinclo democrtico do paiz.
Em suas opinioes os directores do banco for-
mio um corpo aristocrtico, e permanente, coja
influencia nio pode deixar de se fazer sentir no
goveroo, e deve' mais dia menos dia alterar os
principios.de egualdade. sobre que repousa aso-
ciedade americana. A lula do banco contra seus
inimigos outra cousa nio que um incidente do
grande combate, que na America dio aa provin-
cias ao poder central, o espirito de democracia ao
espirito de jerarchia, o de independencia aode
8ubordinac.ao.Eu nao sustento, que os inimigos
do banco dos Estados-Unidos sdio precisamente
os mesmos individuos, que, tambera em oulros
pontos ataquem o governo federal: aflirmo po-
rem que os ataques contra o banco dos Estados-
Unidos, sio o producto dos mesmos instinctos,
que niUUao contra o governo federal, e que o
grande numero de inimigos daquelle um simp-
toma terrirel da fraqueza deste. A Unio porm
nunca moslrou tanlo a sua debilidade, como na
lamosa questo da pauta das alfandega.
As guerras da revolugio franceza, e a de 1812
impedindo a livre commuoicacao entre a America
ea Europa, haviam feilo crearem-se manufactu-
ras no norte da unio.
Quando a paz reabriu aos productos da Europa
o caminho do Novo Mundo, julgaram os Ameri-
canos, que deviam estabelecer um sistema de al-
fandega, que podessesimalianeamenle proteger
sua industria nascente, e solver a somma das di-
vidas, que a guerra lhes havia feito coolrabir.
Os estados do sul, que nao lem manufacturas pe-
8 animar, e que somonte sao agricultores, quei-
aram-se logo deata medida. Nao enlrarei aqui
e que devia circunscrever-se exactamente es-|o exame do que podia haver do real, ou facticio
5?e/Viq"e se lhe.h,v' tragado. A consliluigao eslas queixas ; rero simplesmente os fados
ua a UOlaO <> nrn-ilo,.l,> .la .! .. ..%.. a na onlr...... _____... V..
m- i'
iral a
m v
ILo
rroTp
~ n
Desde o instante, em que se comecou a pensar,
que oao era mais necessario um goveroo forte,
que elle pareseu incommodo Tudo prosperava
com a Uniao ; oinguem, pois, se destacou da
confoderago ; quiz-se, porm, sentir somente a
aeco do poder, que a representava..
Em geral desejou-se conserrar-se unido; mas
em cada um facto particular roostrou-se inrlma-
cao para a independencia. O principio da confe-
deragao foi cada dia mais fcilmente admitiido, e
menos applicado ; assim, pois, o governo federal
creando a ordem e a paz, procurou elle proprio
sua decadencia.
Desdo que-comecou manifestar-so exterier-
meole esta disposigao dos espirilos, os humtPtde
partido, que vivem das paixdes do povo, poze-
ram-tc explorar o terreno em seu proveito.
O governo federal achou-se desde logo em urna
siluagao muito critica ; seus inimigos logravam o
favor popular ; e o melhor meio, que havia para
se dirigir esse governo, era a promess de o en-
fraquecer. A datar desta poca todas as vezes,
que o governo da Unio entrou em cooleslago
com o dos estados, nao deixou jamis de recuar.
Quando se tem dado o caso de interpretar-se as
phrases da conslituigoo, a interpetragao quasi
sempre tem sido favoravel aos estados, e contra-
ria Uniao.
A consliluigao dava ao governo federal o cui-
dado de zelar dos ioteresses nacionaes : havla-
se pensado, que elle pertenca o direilo de fazer
ou favorecer no interior as grandes emprezas, que
imitara por flm augmentar a prosperidade de toda
Unio [inlernal improvimento), como, por exem-
plo, os canaes. Os estados espantavam-se diaote
da idea de ver urna autoridade differeute da sua
dispor ssim de urna porco de seu territorio.
Temeram, pois, que o poder central, adquiriodo
dest arte em seu proprio sei.o um padreado res-
peilavel, nao conseguase por fim exercer urna in-
iluencii, que elles queriam reserva-la toda intei-
ra, e exclusivamente para seus agentes.
O partido democrtico, que se ha opposto sem-
pre todos os deseuvolvimento8do poder federal
levantou,
por usurpago ; e o chefe do estado por ambigl
O goveroo central, intimidado com estes clam
res, acabou reconhecendo elle mesmo o seu erro'
devii circunscrever-se
con
o privilegio de tratar com bs nages
estrangeiras : a Unio havia compreheodido nes-
ta generalidade as tribus indias, que limitam com
as fronteiras do territorio da confederado.
Em quanto estes selvagens trataram de fugir da
presenga da civilisago, o direito federal oao foi
contestado ; mas no dia, era que urna tribu india
teutou residir sobre um ponto do solo, os estados
limitrophes reclamarais um direito de posse so-
bre estas trras, e um direito de soberana sobre
os homens, que faziam parle dellas.
O governo central apressou-se reconhecer
ambos estes direitos ; e depois de haver tratado
com os Iodios, como se forera povos independen-
tes, eotregou-os como subditos lyraonia legis-
lativa dos estados.
Entre o estados, que se haviam formado sobre
a costa do atlntico, muilos estendiam-se indefi-
nidamente para o oeste pelos desertos, por onde
os curopeus nao haviam ainda penetrado. Os
estados, cujos limites eslavam irrevogaveis, e de-
terminadamente fixados, viam com mo olho o
futuro iamenso aborto seus viziohos ; estes
por espirito de conciliago, e para facilitar o acto
da UniSo, consenliram, que se lhes tragassera li-
mites, e abandonaram confederagao todo o ter-
ritorio, que se achasse alm delles.
Depois desta poca o governo federal consti-
tuirse proprietario de lodo terreno inculto, que
se encontra no exterior dos trese estados primi-
tivamente confederados ; o elle o encarregado
de o dividir, e vender, e mandar recolher exclu-
sivamente no Ihesouro da Uoio o producto das
vendas.
Com o auxilio desta venda o governo federal
compra aos indios suas trras, abre estradas nos
novos districtos, a facilita ah com toda a forga
do seu poder o desenvolvimento rpido da socie-
dade.
Ora, tem acontecido, que oestes mesmos deser-
tos, cedidos em outro lempo pelos habitantes das
costas do atlntico, nao se formado novos esta-
dos. O congresso lem continuado a vender, em
proveito da nago inteira, as Ierras iocultus, que
estes estados oncerro em seu seio ; hoje porm
prelendem elles, que, ums vez constituidos, de-
vem ter o direito exclusivo de applicar em seu
proprio proveito o valor das lenas vendidas. Tor-
nan-se as reclaraages cada vez mais ameagado-
ras, entendeu o congresso, que devia lirar a Unio
urna parle dos previlegios, de que havia ella
gozado at ento ; e no ti m de 1832, fez urna
lei, pela qual, sem ceder as novas repblicas do
oeste a propriedade de suas trras incultas, appli-
cava entretanto, em seu uoico proveito, a mais
grande parte da venda, que se lirava da venda-
gem dellas.
Basta percorrer os Estados-Unidos para apre-
ciar-se as vaotagens, que a nacao tira do banco.
Estas vanlagens sao de muitas especies ; ha urna
porm sobre todas, que mais fere as vistas do es-
trangeiro ; vem a ser, que os bilhetes do banco
dos Estados-Uoi Jos sao recebidos na fronleira dos
desertos pelo mesmo valor, que em Ppiladelphia,
onde elle tem a sede de suas operagdes. Entre-
tanto o banco dos Estados-Unidos objecto de
grandes odios ; seus directores pronunciaram-se
contra o presidente, e aecusam-oo com alguma
razo de haver abusado de sua influencia para
embaragar a sua eleigo. O presidente ataca por
tanlo a iostituigo, que os directores represeotam
oom todo o ardor de urna inimisade pessoal. O
que encorajou o presidente proseguir desta
forma em sua vinganga, senlir-se elle apoiado
sobre os instinctos secretos da maioria. O banco
forma o grande lago mooetario da Uoio, como
o congresso o grande lago legislativo ; e as
raesmas paixoes, que actuo para tornar os esta-
dos independentes do poder central, actuo para
a destruigo do banco.
O banco dos Estados-Unidos possue sempre em
soas mos um grande cumero de cdulas perten-
ceotes aos bancos provinciaes, e pode, no dia que
quizer obrigar estes ltimos pagar em moeda
metlica o valor desses bilhetes ; quando para
elle alias oao corre o mesmo perigo,ex vi da gran-
'' "rtrego a apreciago dos leitores. Jem
JBZU a Carolina do Sul, em urna represenlago
ao congresso, declarava, que a lei da tarifa era
incoustiluiciooal, injusta, e opresstva. Depois
w a.G80r6i. Virginia, a Carolina do Norte,
o estado 4 Alabama, e o de Uississipi fizeram
reclamagoes mais ou menos enrgicas- oeste mes-
mo sentido.
Longo de dar altengo a esles queixumes o
congresso nos aooos de 1824 e 1828 elerou anda
mais os direitoe da tarifa, e coosagrou de novo o
principio della.
Por esta occasio produziu-se, ou antes lem-
brou-seaosul urna doutrina celebre, a que dero
o nome de nulli/ieaqo. No lugar competente
eu mostrei, qae o fim da consliluigao federal nao
toi estabelecer urna liga, seoo crear um gover-
no nocional. Os Americanos dos Estados-Uni-
dos.em todos- os casos previstos por sua consti-
tuigao, formam um s e o mesmo povo. A res-
peito de todos estes pontos a voolade nacional
expnme-se, como em todos os povos coostiluicio-
oaes, com o auxilio de ama maioria ; ama vez
que esta se ha pronunciado, dever da miooria
submelter-se s suas decises.
Tal i doutrioa legal, a uoica, que esleja em
narmooia com o texto da coostituigio, e a io-
lena5 reconhecida dos que a redigiro. Os nul-
lificadores de sul pelo contrario presumem, que
os Americanos, pelo acto de sua unio, oo en-
looderam fuodir-se em um s e mesmo povo,
mas sim que somente quizefam formar urna liga
de povos independentes ; de oode se segu, que
cada eslado, teodo conservado sua soberauia
completa, seoo em acgo ao meos em prio-
cipio, tem o direito de iolerpetrar as leisdo coo-
gresso, e de suspeoder em sen territorio a execu-
gao daqueltas, que lhes parecerem oppostas a
consliluigao, ou a justfga. A doutrioa toda da
nuiuficagao acba-se resumida em urna phrase
Er.?nrtUnC',d^eiB ,833 em P8enga do senado dos
Estados-Unidos pelo Sr. Cahoun, o chefe reoo-
onecido dos nulliflcadores do sul.
A constihiigo, disse elle, um cootralo, em
que os estados figurara como soberaoos. Ora
sempre que existe um cootralo eDtre partes con-
tratantes, que nao conhecem arbitro commum.
cada urna desU* partos conserva o direito de mi-
gar por si mesma a extensao de sua obngotio
E' manifest, que semelhaote doutrina destroe,
como priocipio, o lago federal ; e produz, de
fado, a anarchia, de que havia livrado o* Ame-
ricanos a consliluigao de 1789.
Quando a Carolina do Sul vio, que o congresso
se mostrava surdo aos seus clamores, ameacou de
applicar lei federal da doutrioa dos nulliQca-
dores.
O congresso, nao obstante, insistiu em seu sys-
lema, ate que emfim rebeotou a tempestad-e. No
correr de 1832 o povo da Carolina do- Sul elegeu
urna couv-eucao nacional para consultar sobre os
meios extraordinarios, que falta vara adoptar-se ;
e 24 de novembro do"ito anno esta convengSn
publicou, com o nomo deordenanga, urna lei, que
aunullava a lei federal da tarifa, prohiba de pre-
levar os direitos, que nella se impuoham, e de
receber os recursos, que se offorecessem para os
tribunaes federaes.
Esta ordenaoga s devia ter principio de exe-
cugo no mez de fereveiro seguate ; e dizia-se
nella, que se antes desta poca a congresso mo-
dificasse a tarifa, podia ento a Carolina do Sul
concordar em oo dar outras consequeoclas s
suas ameagas.
Mais tarde expressou-se, porm, de urna ma-
neira vaga, e indeterminada, o desojo de subraet-
ter a questo urna assombla extraordinaria de
todos os estados.
Emquaoto se esperava a reuoilo desta essem-
bla, a Carolina do Sul armava suas milicias, e
se preparava para a guerra. O que fez o congres-
so "? Esta corporago, que oo havia dado ou v i Jos
aos seus subditos, quando supplicavam, prestou
altengo s suas queixas, logo que os viu com as
armas as mos.
Fez, pois, urna lei, pela qual os direitos esta-
fOLtHETlM n
OBATEDORDEESTRADA
roa
PAULO DPLESSIS.
belecidos na tarifa deviam ser reduzldos progres-
sivsmente dentro de dez annos, at qaechegas-
sem ao ponto de nao ullrapassarem mais as ne-
cessidade* do governo. Assim, pois, o congresso
abaodonoa completamente o principio da tarifa;
um direito protector da industria elle substituiu
urna medida puramente fiscal.
Para dissimular a sua derrota o governo da
Unio recorren i um expediente, de que usam
mito os goveroos traeos ; isto cedendo sobre
os fados, ntostrou-se inflexivel respeito dos
principios. Ao psssc que o congresso mudava a
legislago da tarifa, passava urna outra lei, que
investa o presidente de um poder extraordinario
para subjugar pela forga as resistencias, que nao
causavam medo.
A Carolina do Sul oo consentiu em deixar i
Uuio oem mesmo estas iracas ppareocias da
victoria : a mesma convengo nacional, que ha-
via nullicsdo a lei da tarifa, reunindo-se de no-
vo aceitou a concesso, que se lhe offereeera ;
mas declarou egualmente, que cada vez insista
com mais forga oa doutrioa dos nulliQcadores ; e '
para provar aonullou a le), que outorgava pode-
res extraordinarios ao presidente, embora estives- j
se muito convencida, de que de ial lei nunca se '
faria uso algum.
Quasi todos os actos de que acabo de fallar,
realisaram-se oa presidencia de general Jackson.
Nao se peder negar, que no negocio da tarifa :
este chefe nao houvesse sustentado com nabili- .
dade, e vigor os direitos da Uoio. Creio, entre-
tanto, que se deve colloor no numero dos peri-'
gos, a que est sugeito hoje em dit e poder fe-
deral, a conducta daquelle que o representa.
Algumas pessoas formaran) oa Europa, res-
peito da influencia que o geoeral Jackson pode
exercer dos negocios do seu paiz, urna opioio, |
que parece muito extravagante, aos que vrram as !
cousas de perto.
Ouviu-se dizer que o general Jackson narra ga-'
nhado batalhas, que era um hornera enrgico, ar- I
rastado por habito, e por carcter ao emprego!
da forga, ambicioso de poder, e despota por,
gusto.
Talvez tudo isto soja veidade : mas as conae-
queocias, que dahi se nao tirado, sio reconhec-
damenle grandes erros. Presumiu-se que o ge- |
eral Jackson quera estabelecer nos Estados- "
Unidos a dictadura ; que ia fazer reinar ahi o
espirito militar, e dar ao poder central urna ex-
teosao perig03a s liberdades provinciaes.
Na America aioda oo diego o lempo de se- ,
melbvnles emprezas, e o socuto de taes homens ;'
se o geoeral Jackson tivesse querido dominar por
esta maneira, teria com toda a certeza perdido
sua poeigo potinca, e compromettido sua exis-
tencia : tambera ouoca foi elle- to imprudente, '
que o lentasse.
Longe de querer dilatar o poder federal, o pre-
sidenle actual representa, pelo contrario o parli- j
do que qur restringir esta poder aos termos '
mais claros e mais precisos da consliluigao, eque
oo admito, que a interpetragao poesa nunca ser
favoravel ao governo da Unio ; e em vez de
apresentar-se como o campeo da eentralisago,
o geoeral Jackson o ageote das descontiaugas
provinciaes;. foram as paixes diiemiralisanles,
se me poseo assim explicar, as que o elevaram ao
poder soberano ; e adulando todos os das es-
tas paixes-que ello se maniera, e prospera oesse
mesmo poder. i
O geoeral Jackson -o escravo da maioria ; elle
a acompanha em suas vontades, em seus desejos,
era seus instinctos meio patentes, ou para melhor
dizer, elle a adevinha, e corre para collocar-se
eua frente.
Todas as rezes que o governo dos estados en-
tra em luta com o da Unio, raro que o presi-
dente nao seja o primeiro, que duvide do seu di-
reito : elle precede quasi sempre o poder legisla-
tivo : quando se d oaaso de interpetragao sobro
a extengo do poder federal; elle arraoja-se de
alguma soile contra si proprio ; se miogua, se
disfarga, e por flm at se apaga. Nfro isto por-
que elle seja naturalmente fraco, ou inimigo da
Uoio : quando a maioria se pronuooiou contra
as preteoges dos nuUIflcsdores dosul, vimo-lo
collocar-se a eua fren le, formular cora clareza, e
energa as doutrinas que elle professava, e ser o
primeiro quo appellou para a forga.
O general Jackson, para me servir de urna com-
parago emprestada ao vocabulario dos partidos
americaoos, pirece-me federal por poeto, repu-
blicano, por calculo.
Depois de se ter, assim abaixado diante da
maioria para gaobar o seu favor, o geoeral Ja-
ckson se ergue ; e marcha ento. para os objectos
une ella mesma procura. u Pr aquellas com
que se nao embaraca, destruindo todos os obsta-
culos que se lhe oppoem.
Forte com um apoib quo nao tiveram seus pre-
decesores, calca dabaixo dos ps seus inimigos.
pessoaes por toda parle em que os encontra, e
com urna fecilidade, que nenhum presidente en-
coutrou ; loma sob sua respoosabilidade medidas-
que ninguem antes delle teria ousado toma-las ft
acontece- lhe mesmo tratar a represenlago nacio-
nal com uraa especie de desJem quasi insultuoso ;
recusa sanecionar as-leis do congresso, e muitas
vezes deixa de responder i este grande corpo..
um favorito que algumas vezes trata com rigor e
aspereza a seu proprio amo.
O poder do geoeral Jackson augmenta cooti-
nuameute ; mas o do presidente dirainue. Em
suas mos o governo federal forte ; elle porm
passar enervado seu successor.
Ou eu me engao redondamente, ou o.governo
federal dos Estados-Luidos teode cada Jia en -
fraquecer-se ; relira-se sutcessivameole dos ne-
gocios, e comprime cada vez mais o circulo de
sua acgo. Naturalmente fraco, abandona mesmo
*s appareoeias da forga.
Por outro lado parece-me ver, qjue nos Esta-
dos-Unidos o sentiraento da independencia tor-
nava-se cada vez mais vivo nos estados, e o amor
do governo provincial tambem cada vez mais pro-
nunciado.
Qoer-se a Uoio, mas reduzid* uraa sombra ;
querem-na forte em certos casos, mas iraca em
oulros ; deseja-seque em tempo de guerra ella
possa reunir em suas mos as torgas nacionaes, e
todos os recursos do paiz, e que em tetnpo de paz
oo exista por assim dizer ; coma se eslivesse na
oalureza das cousas esta alleraalivade debilidade
e de vigor.
Nio rejo nada, que possa presentemente sustar
este movimeffto geral dos eso i ritos ; ae cousa*
qae o fizeram nascer, nao cesssm de sainar no.
mesmo entilo Elle continuar, pois, pode-te\
predizer, que se nio sobrevier algaras eircums-;
tancia extraordinaria, o governo da Unio ir ca-
da dia se enfraquecendo.
Creio, entretanto, que aioda estamos longe do
lempo em que o poder federal, incapaz de ampa-
rar sua propria existencia^ e de dar a paz aO paiz,
se anniquillar de qualquer sorte por si mesmo.
A Uoio est inoculada nos costumes, desejam-
na ; seus resultados sao evidentes, sous beneficios
visives.
Quando se perceber que a fraqueza do gorerno
federal compromelle a existencia da Unio, eu
nao duvido, que se veja nascer um movimeuto
de reaego em favor da forga. O governo dos
Estados-Unidos de todos osgovernos federaes,
que ho sido estabelecidos at os nossos das, o
quemis naturalmente est destinadoobrar :
emquaoto s o atacarem de urna maneira indirec-
ta pela interpetragao de suas leis, emquaoto se
nao alterar profundamente sua substancia, urna
mudanga de opinio, urna crise interior, urna
guerra, podero restiluir-lhe de repente o vigor
de que carece.
O que eu quizsomente eomprovar isto: mui-
tas pessoas entre nos penso, que nos Estados-
Unidos haum raovimeoto dos espirilos,que favo-
rece a eentralisago do poder as mos do pre-
sidente e do congresso. Eu, porm, .entendo
que visivelmente se observa um movimento con-
trario.
Longe de quo o governo federa), lornando-se
velho, ganbe forga e ameace a soberana dos es-
tados, digo, que elle teode cada dia -enfraque-
cer-se, e que so esl em perigo a soberana da
Unio.
Eis o que o prsenle revela. Qual ser o re-
sallado floal desta tendencia ; que acontecimen-
tos podem suspender, retardar ou aprestar o mo-
vimento que lenho descripto ? O futuro oceul-
ta-os, e eu nao tenhoa pretengo de poder levan-
lar o seu vu.
Cidade do Natal 4 de abril de 1861.
Boas palavras sobre as seccas do Cea?
Pelo Dr. Theberge. (*)
Lendo o numero de 1303do Cearense nelle de-
parei com um artigo lendo o mesmo titulo que
don a este, era que seu autor, o Rvm. Sr. Tilo-
ma i Pompeo de Souza Brasirse mostra muito as*
sustado pela decisio dada pero Sr. Dr. Joo Er-
nesto de Hedeiros relativamente s seccas do Cea-
re das-provincias circumvizahas ; pela razo de
eonsidera-las- como phenomenos inevltareis, in-
curaveis e superiores s forga humanas; porque
resultara da posigaogeographicada provincia, das
correles atmosphericas, de cajo jogo e evolu-
ges faz depender o phenomeno-da chuva ; d'ou-
de conclue que o uoico recurso admissivcl em
semelhante perplexidade a creagao de observa-
torios-meteorolgicos em toda a provincia, para
a previso das seccas de um aneo para o outro,
afim de poder a populagdo se prevenir em lem-
po, para a visita deste flagello.
Lomo meio curativo, ou Unitivo de to lerrivel
deciso, o redactor aprsenla urna certa do S. Dr.
Vidor de Borja na qual, depois de por em duvi-
da apossibilidade de prevers secoas, era mes-
mo alravs dos melhores instrumentos astron-
micos, nem por meio das operagoes-mais apura-
das do calculo das-probabilidades, procura de-
monstrar quo o phenomeno da chuva devido
acgo daeleclricidade alraospherica sobre as mo-
lculas do vapor aquaso suspensas no ar ; e indi-
ca como remedio capaz de modificar- a acgo elc-
trica, de maneira a produzir acondensago dejtes
vapores em chuva, a srboricullura o a multipli-
ca cao dos agues em toda a extensao da pro-
vincia. I
Talvez seja audacia ou temorida le da minha
parte intromelter-me om questes de to alta es-
phera, e dependentes das-sciencias physicas ap-
plicadas a climatologa de urna regio, sobre lulo
era competencia com homens especiaes na scien-
(*) Apezar de j termos dado estampa este
interessante artigo do nosso amigo o Sr. Dr. The-
berge, transcreveodo-o do Cearens, de novo o
vamos publicar pelos motivos que nos expressa o
nosso amigo as liabas-seguales, que nos ende-
recou em sua carta de 10 de Janeiro prximo pas-
sado, com a solicitaco da respectiva publicago.
Remetto-lhe conjuoctamenle um artigo so-
bre as seccas desta provincia, o qual mandei inse-
rir no Cearense, onde foi publicado muito incor-
rectamente, de maneira que muitas passagens
achara-s inintelligiveis. Corrigi-o, fiz-lhe gran-
des e importantes corree;oes, e Ih'o envo para
inserir no Diario, que tem outre*proporges que
o Cearense nao tem, e por isso lido por toda a
parte Ilustrada do Brasil com o devido interesse.
Este artigo um resumo das-opinioes, que hi
formado o Sr. Dr. Theberge acerca das seccas,
que devastam o norte deste imperio, e como tal
nao pode deixar de interessar a-todas as pro viu-
das, onde cria-ee gado, e conseguinlemente a es-
ta nossa tambem.
A importancia deste trabalho por tanlo ma-
nifesta pelo lado pratico ou de applicacao, e sob
a apreciago scienliQca. nao ella menos reco-
nhecida.
No desenvolvimento da materia, entrou o Sr.
Dr. Theberge na discusso identifica dos pheno-
menos meteorolgicos, que produzem a chuva e
o invern, afim de refutas certas ideas quasi ge-
raimento recebidas sobre a materia, e que ello
reputa errneas, como prova-o ; ideas que assim
abracadas, relinham a discusso o'um campo des-
! conveniente, e mui diverso daquelle que lhe
curapre tomar e manler.
i E, pos isso, ideas novas foram enjillidas: idas
que vo de encontr a tudo quanto ha sido aven-
tado, mas que se erguem no terreno da realidade
j par revocar a discusso ao seu verJadeiro as-
sumpto.
Emcooclusao & estas lionas, importa observar,
, que eom quanto o presente trabalho seja em es-
sencia o mesmo j publicado, todava a sua for-
ma foi grandemente modificada por ampliages
importantes, que do-lhe por conseguale um no-
vo iateresse, e convidara respectiva leitura.
Wrutuo.
ca de lr no espago ; mes em flm como alguma
tintura tenho adquirido destas sdendas. j faz
tempo bastante, e como 15 annos de residencia
oesta previoda, durante os quaes tenho visto,
observado e analysado, me tem fornecido alguns
coobecimentos pratlcos sobre a-materia em ques-
to, espero ser desculpada, a minha audaeia e,
que a beniguidade dos leitores ffle perdoir al-
uma asoeira que possa emittir no decurso da
discusso, em attengao aos motivos que me
anmam.
Declaro primitivamente que parlho a opinio
io Dr. Meeiros, que as seccas no Cear depen-
der da suaposigo geographica, e de causas que
nao dado ao hornera remover absolutamente.
As correntes atmosphericas, os phenomenos elc-
tricos, e os enconlros de carnadas sereas com
temperaturas variadas produzem a corrverso dos
vapores dissolvidosem vapores condensa-dos, que
formam as nuvent.e a resolugio destas em got-
las d'agua que cabera em forma de chuvas f sao
isto bellas theorias que nos do urna idea mais
ou menos approximada do qae se passa no grao-
de laboratorio da natureza, mas que nao nos ex-
plicara o porque esles phenomenos se produretn
quotidianamente em tal ou talregiio.erarissimas
vezes em outra. O problema da climatura de oa
paiz muito complexo, e )i#a-se i muitas cir-
comsteocies, que neo conheeeznos-, e que todava
seria necessario contemplar n sua solugo.
Se pertilhoas opinioes do DY. Hedeiros rela-
tivamente s causas productoras d secca ; e se
como elle me persuado quo ellas se acbam tora
do alcance dos esforgos humanos para as modi-
ficar, confesso qae nio posso cotsprehender a
utilidade da creago do observatorios* proposta
por elle, afim de prever a secca de um para ou-
tro anno. Serio por ventura ellas sugeiOi? a um a
periodicidade igaal a das revoluges doplanetas?
Os astrnomos empregados nelles podero des-
crever as ph so? da secca, descrerer os pheno-
menos meteorolgicos qae a precederlo e a aoom-
panharo ; mas prever a sua apparigo com an-
tecedencia, de anno, parece-me muilo diflicil,
para nao dizer ioexequivei. Ser por ventara a
natureza to mesquioh* de meios, que nao traga
estas calamidades seng <*companhadas de um
nico e sempre idetico corteje de circumstaa-
cias, que se possam determinar com anteceden-
cia ? Nao. O estudo das scieecias physios no
ensina pelo contrario' que disoem de recursos-
infinitos, e que os omprega cora urna limplici-
dade maravilhosa ; e que nossa inHelligencia nao
pode comprehende-las na sua tot-alidade.
PRIMEIBA PARTE.
(Continusgo.)
II
A prova iocontestivel de que a pouco havia
passado ura hornera na malla de Santa Clara era
para a pequea tropa de avenlureiros oo s um
mysterio, como um facto de mor Importancia.
Cora effeito, custava crer que ura honiem s
tivesse a ousadia de penetrar no iotimo d'esta pe-
rigosa solido. Mas ento qaem erara seus com-
panheiros ? Quaes erara suas tencOes ? Que se de-
via esperar de um encontr com elles? Um sl-
lianga ou um choque?
Todos estes pensamentos que vinham de tropel
imaginago dos avenlureiros, os fiziam estar en-
dosos o om silencio.
Foi D. Heorique o primeiro que fallou:
Na verdade, disse elle em tom de mofa, nao
coraprehendo que urna descoberta to insignifi-
cante vos produzisse urna impresso to forte I
Se estas pegadas sao de um ente sobrenalu-
raljjiao tendea os voesos rosarios ? E se sio de
umTlomera de carne e oaso, nio tendes as vos-
vas carabinas?.... E tu, Grandjean, que pen-
cas? .
Eu, Sr. Henrique, respondeu o Cansdeose
em hespanhol, s creie no que possivel, e por
conseguinte neg a existencia desta pista.
Entretanto, replicou o joven, depois de ama
ligoira pausa, o sigual deixado no solo de urna
tal perfeigao ; elle exprime em todas as suas
Sartes a marca de um spalo, que se nao pode
uvidarl.... Olha.... ali.... bem perto da la-
ga Nao vs duas pequeas covas feilas na
trra ? Has sio devidas certamente alguem
que se ajoetbou.... e aqui.... bem perto.... ob-
servo estes dez dedos marcados na trra ve-
so o perdidos dous pollegsres e das uohas dos
dedos.... E' inconleslsvel que um hornera ee
sjoelnou e apoioo-se aqoi, proraveithente pira
beber na laga....
(*] Vide/Jtario n. 92,
Do urna s vista d'olhos li todas as pistas
que o senhor eslsolelrando com lano vagar,
disse Grandjean. Observei ainda maisquebradas de
ramos que rae permitliram jurar, em qualquer
outra circumstancia, que um homem e um cavallo
passaram a pouco por aqui. Ento urna vez que I
viste tambem, por que gritas contra a evidencia?I
Repito, senhor, porque minha razo se re-
cusa adroilliro impossivel I___Ora, eu nao ad-
miti que um idolatra, um judeu ou um christo
tivesse penetrado s at aqui.... E nos aqui nos
echamos.... Isto cousa muito differenle I Em
primeiro lugar nos somos sete homens ; depois
para vencer o monte Santa Clara, alravessamos
simplesmente a Sonora....
Bem?
Huito bem I para que um homem (ivesse
podido chegar aqui sein passar pela Sonora, seria
preciso, nem mais oem menos, que elle tivesse
galgado asmontanhas Rochesas, o rio Colorado
e os territorios indianos 1.... Ora, isto era vis-
gem que se arriscara fazer um exeretto prvi-
do de vveres.
E quem le diz que este hornera nao Qzesse
o mesmo que nos? Que elle nao tivesse, como
nos, constantemente costeado o golplio da Cali-
fornia ?
O mais simples bom senso basta para dei-
lar por trra semelhante supposigo I___ Se
aquello que o senhor iusiste em chamar um ho-
mem tivesse-nos seguido, nao teria chegado ain-
da ; se elle viesse adiaote de os, por lodo o ca-
minho lhe andaramos pista....
E que conclues o'alii ?....
Que a supposigo que o senhor ha pouco ti-
nha manifestado em tom de mofa auoica verda-
dera ,e por tanto aquella que todos devemos abra
gar..
Be que supposigo fallas t, Grandjean ?
O Canadense hesitou ; mas, tomando urna
deliberagao, disse carrancudo:
Nio ignoro que a minbs resposta vae dar
motivo risota : e isto para mim a mesma cou-
sa Nenbuma importancia dou a que se pen-
se de mim, porque eu sei o que valho. Declaro
pois que etla pegada, de que procuraes de baldo
saber a origem, foi feita por um espirito....
Um espirito 1 repetiu D. Heorique. Qae en-
tendes tu pqr isto ?
Eu chamo espirito o que o senhor ha pouco
chamara um ente sobrenatural!.... Chame alma
do oulro mundo, ou phantasma, conforme fr do
seu goslo
Ouvindo esta resposta, D. Henrique nao pode
ter-se serio ; quanto aos Mexicanos, nao pareceu
que elles fossem da mesma epiaao que o Cn-
dense : o Mexicano acceita com os olhos fecha-
dos tudo que se lhe aprsenla com o nome do
milagre ; mas ood f alguma s manifestagoes
que se produzem sem a intervengao do um santo.
Zumbem de mira quanto quizerem, repli-
cou Grandjean, os habitantes de Villequier acre-
ditara as almas do outro mundo, e meus com-
patriotas nio sao tolos!.... Por fim decontas.so
nao goslam da palavra alma do outro mundo,
troquem-a pela de bruxa.... As almas do oulro
mundo e as bruxas andam pouco cavallo, e
quasi que nao tem o costume de se refrescar as
aguas que encontrara no caminho, disse D. Heo-
rique ; mas fique de parle esta discusso asnati-
ca, e tratemos dos preparos de nossa ceia ; que
temos aioda em materia de provises?
Cinco libras de pinole [1) e urna trincha de
tasajo, (2) respondeu um Mexicano.
E' pouco, disse D. Henrique.
Queira Deus, senhor, que nao tenhamos lo-
go de chorar por esta pequea pitanga.... o que
sem duvida ha de acontecer se o senhor contiua
n'eata sua insensata senda....
Silencio, atslhou D. Henrique cora um lora
imperioso e encarando o Mexicano, que abaixou
a vista; nao goslo de observages, nem quero
cooselhos.....O que exijo de todos urna obe-
diencia passiva I Pago-os, eslao meu servigo ;
nada de esquecer isto 1....
Urna faisca de colera luziu com a rapidez do
relmpago no olho prelo do Mexicano.
Est bem, senhor, disse elle com um san-
gue fri glacial que tocava impertinencia, nao o
esquecerei.
Urandjean, continuou D. Henriqae, voltan-
do-se para o Canadense, que ha pouco lornra-
se pensativo, toma a carabina e vao dar um pas-
seio pela malta : provavel que eoconlres algu-
ma caga no camiuho Deixo-te o cuidado da
nossa ceia.
Esta tarefa que nao deixava de ler seus peri-
gos, pareceu agradar ao gigante ; ello ezaminou
com cuidado as-espoletas do reflo, apertou o cin-
luro de couro, oncheu d'agua urna cabaga que
I trazia & tlracolo, e poz-se i caminho.
Emquaoto os Mexicanos, depois de ter pensado
os carelios e atado nos lugares onde havia
mais rama e mais fresco, oceupavam-se de cor-
tar raadeiras que deviam alimentar o fogo duran-
te toda a noite, D. Henrique conversava, ou para
melhor dizer, fazia perguntas Traga-Mescal,
porque o Indio de natureza era pouco conversa-
dor.
B dado o caso que se annanciaese urna secca
de ura anno para outro, seria isto sufficiente para
prevenir seus effeitos? Nao por eerle, porque
para se prevenir contra ella seri mysler que
fosse prevista antes do principio do averno pre-
cedente, afim de poder-se augmentar e mesmo
dobrar a_ produego da terra de maneira que a
popnlagose prevenissede manlimento para dous
annos. A experiencia mostfa^quoRdianamente
que-a previso no futuro o sogredo de leus, e
a inleliigeocia nos ensina que nao devia conce-
de -la ao homem. Em consequacir pelo menos
ociosa a idea de levantar observatorios para
ler no futuro.
OSr. Dr. Borja Castro parece laborar n'um
erro grande oa sua dissertage, dando a-enten-
der q*ie suppem o territorio do Cear* comos-
lo de-areias. enganando-se sem duvida pelo que
tem observado no litoral. Os ventos soprando
constantemente as mesma estages de-um mes-
mo rumo da agulha tem com a continuar do
tempo agglomerado as praias- do ocano nesta
provincia ama Immensa qaantidade da areias
provenientes de elluvies fluv-iaes, alteradas-pela
acgo prolongada de aguas marinas, e de detritos
de mariscos, e das rochas destacadas, e inces-
tante mente roladas pelas ondas;.estes producios
langados fra pelo ftuxo e reJuio sao apellidos
pelos ventos sobre as trras vizinhes do mar, na
beir do qual vo produzindo- terrenos de nova
formeee, que invadem pouco e pouco o-seu lei-
to, e recuam seus limites. Estes ajuotementos
de arate exlendem-se em lodo o litoral.u'uma
facha estreita de algumas leguas, "para o-iaferior.
Estas-formagdes differem eseoeialmente dos-ser-
loes. Estes constara em geral as bacas dos
ros de terrenos alluviaes argiloso3 e oalcaries,
formando varzeas mais ou menos-extensas, onde
vem morrer series de valles o tabuleiros-forma-
dos em geral de rochas primitivas, ou por de-
tritos-destas mesmas rochas,, misturados- oom va-
rios terrenos. As agglomeracoes de areia sao
rerissimas nos scrldes, e s encontrara ao Qariri;
de notar que estas areias sao eminentemente
productivas, quando bem regadas, o qxte devem
sem duvida aos ses calcreos que entrara, n'urna
grande proporgo na sua composigio. Fago esta
primitiva advertencia, afim de nao deixar corro-
borar a opinio geralmenle admeltida por quem
nio conheee a constiluicao dos terrenos- do ser-
ta, de constarem de agglbmerages aranosas,
pouco differentes das do grande Sahara, dando
querem derivar o nome Cear, posto que sem
fundamento nem pandada alguma.
Agora estudemos os phenomenos meteorolgi-
cos que se succedem annoalmenle-nee- serles do
Gear, para vermos se foram bem. analysados
pelo Sr. Dr. Borja Castro.
Nos invernos regulares-as cbu.vas sao geralmen-
le to copiosas que occasionam chsias- oes rios e
riachos, os fazem transbordar e inoundam os
terrenos visinhos, n'umagrsnde extensao; a agua
humedece estes terrenos, infilttando-se nelles
at urna grande profundidade, o os-deixa no fim
da estago chuvosa muito embebidas. Nos ta-
boleiros as chuvas penetram po* tal maneira os
terrenos formados de arga e pedregulhos, que
surdem os olhos de agua nos seas cumes, e em
muitas partes formam atoleires, onde se somem
as vezes cavallo e cavalleiro. Depois do invern
apparecem durante dous meaeograudes ventanas,
que auxiliadas pelos ardores do sol intertropical,
produzem urna evaporacio mui rpida, que con-
formemente aos principios da physica se acora-
panham de um.deseavolvim.enlo de eleclricidade.
proporcional a intensidadda evaporarlo.
I Parinha cozida de milho.
(2) Caras secca ao sol.
Ento, Traga-Mescal. lhe dizia elle, ests
bem certoque nao temos errado o caminho?....
to certo, que antes de quioze dias teremos con-
cluido a oossa viagem.... ao palacio do gro-
chefe das Areias deOuro?...
A' que vera estas questes? respondeu o In-
dio. Se te enganei, quando nos vimos a primeira
vez, nao sou lio nescio que le v declarar agora
a traigo.... Se minhas palavras foram verda-
deras at entio, nao te posso repetir hoje seoo
o quo j sabes.... Nao se perguota a mesma cou-
sa duas vezes um hornera.... Eu nao sou mu-
lher....
So tu me trahisses, repetiu D. Henrique
abaixando a voz, e em tom de ameaca, desgraca-
do de ti....
Que interesse tenho de te trahir.
Nenhum.... i menos que eu saiba.
Pagaste-me adiantado?
Nao ? 1
Iosultaste-me?
Nao?
Tenho tingar era ti a morte de um ir-
mo ou de um amigo? continuou o Indio, de-
pois de urna pequea pausa, e dando um tom
particular esta ultima pergunla.
Nao I
Nao, dizes tu? Muito bem 1 ento por que
suspeilas de mira ?
Nao desconfi de ti, Traga-Mescal, porque
meus ioteresses sao os mesmos teus, e por isso
desejars de boa vonlade que eu consiga o que
desojo; receio apenas que tuas inslrucges se-
Bm falsas, que oo nos tenhas desencaminhado...
a tres dias qae por vezes te vi hesitar no cami-
nho que devias seguir.
Quando foi que se viu um Seris perder o ca-
minho? disso o Indio com soberba. Esta malta,
bem que ouoca por ella passasse, me apreseota
tantas difficuldades quanto ti o gyro do que
chamas urna cidade... Se soubosses que a mora-
da de urna pessoa por quem procuras na cidade
em que te arhas, estaras certo, nio verdade,
que, tomando informags d'esses araarellos ocio-
sos que atravancara as ras, descubriras essa ca-
sa.... E* o mesmo que me acontece. O sol, o
musgo das arvores, a natureza do terreoo, tudo,
al o proprio canto das ares e o rugido do tigre
responde s minhas perguntas e me apona o ca-
minho que devo seguir... Se alguma vez hesito
porque oode eu farejo um perigo, preflro gastar
o meu cateado ir de ventas 6 um obstculo 1..
O homem tlente, .quando faz a guerra, evita to-
da a lata intil, que o poderla fatigar antes de
alcaogar o verdadeiro inimigo. Has arre l oom
Isnlo parlar I... Conversar en urna malta, por
pouco frequenteda que seja, expdc-se confiar
seus segredos alguma orelha in,visivel 1
Traga Mescal, depon de fazar esle aranzel, cru-
zo u os bracos e affastou-se cora passo lento e
magestoso, parecendo que nao. se lembrava nada
do seu interlocutor.
Oh I murmurou D.. Henrique seguindo-o
com o rabo do olho, tambem ello me suspeilo I
Que medonha posigo que a minha I.... Que
terrirel paiz que este }.... A morte se apresen-
la de todos os lados sob mil formas differentes !
O ferro, o veneno, a fome, a sede, a febre, ludo
se conspira contra a existencia 1 1 Nao sa trra
que se pisa aos ps esl ingada de replis, como
offerece traiges por toda a parte 1 Temer rada
passo urna emboscade, nio ssberde quem sellar,
no_ dar passo dos mais insignificantes da vida
seno com as malores cautelas, um viver iosu-
portavel 1 Nao nt> pelo contrario, esse
que o viver, continuou elle, com um selvagem
enthusiasmo que lhe assomou aos olhos I Aqui
nada de estupidas leis temer, nada de ridiculas
posiges sociaes respeitar. O homem intrpi-
do rei no deserto 1 Sua indomavel energa, suas
fortes e ardenles paixdes, que nada ha que as re-
freie, se desentolrem agosto e guinda m- se li-
vremenlo II Ah 1 se por forga do destino, eu ti-
vesse nascido no Novo Hundo, nao teria gasto a
minha mocidade tristomente em urna estril ag-
taco !.... As violencias o as temeridades que
maculam o meu passado, seriara so parecer de
todos outros tantos ttulos de gloria 1 '___ Os
principios da parva educago que me deram nao
embotariam o meu espirito, e nio teria passado as
noites de insomnia febril que me torturam. Ah
de balde que meu orgulho se subleva.... Nun-
ca me poderei redimir completamente das pri-
meiras impresses da infancia !___ Entretanto
quem sabe se, quando meus esforcos forem co-
rnados, o prazer do triumpho nao pora patente
minha inlelligencia um outro horisonte I___..
Quem sabe se nao eslearei aos ps com loda a
forga do desprezo esses pomposos parodoxos ar-
ranjados pelos vethacos para engaaros tolos !...
Emlim nao ha tornar atrazdo partido que tomei 1
Nada ha que possa desviar-mo do rumo ; o que
eo quero dfnheiro, muito diuheiro 1.... Urna
nodoa magniilcamente dourada nio deslustra um
brazo.... pelo contrario..... augmenla-lhe o
brilho 1___ Todos os palifes o avenlureiros de
Pars que para se esesparem do terror que eu
lhes inspirara tem cobardemenle assoalhado que
oto era possivel que um homem de bem cruzas-
se commigo a sea espada sollicitarao com empe-
nho a honra de serem admlttidos i minha mesa
de jaqlar e approteitarem as roigalbas de minha
(Continuar-te-na].
opulencia, quando eu tor millionario 1___Avan-
te, coragem Siato-me com energa le que
me aflianca a victoria.... Todava se os presagios
rae engaeam ?.... se lenho de suecumbir....
bem.....quero ainda que o fragor do meu baque
seja to estrepitoso que encubra o ruido de meus
erros da infancia 1....
O tal Sr. Henrique fex urna pequea, pausa e
depois proseguiu I
O potito esseacial ua setualidade, quer eu v
para diaote, quer torne para tras, sabir sio a
salvo da temeraria empreza em qua me melli. Mi-
nha amizade cora Grandjean tornou em certeza
as duvidas que ha algum tempo de tropel aecudia
minha imaginago. E' ceito que me acho em
vesperas de urna cataslrophe !.... Suspeilo da
mesma forma do ar impudente dos meus Mexi-
cano?, como do porte digno e magestoso de Tra-
ga Mescal. Que me importa alflm I.... Nada te-
mo de adversarios taes... Atacar-me de frente....
tanto nao se atreteriam elles. Sorprender-
me.... nunc o conseguiro ; ando seropae em
guarda. Has se me abandonesaero, que sena de
mim cestas immeusas solides ? Succumbiriain-
fallivelmente sede e fome I.... Has que mo-
tivo teriam para me abandonarem ? EK verdade
que lhes devo ainda parte do salario l B depois
Grandjean, apezar de sus brutal franqueza e ra-
ra iodifference, nao seguira este vergonboso
exemplo 1 Elle me seria sempre fiel, nao por ami-
zade i mim, mas por honrar sua palavra. Sin-
gular e extravagante que a natureza? deste ho-
mem I E' um honrado condoltitre moderno ; o
bravo leal de la Prairie. Emquaoto nao termi-
nar o cootralo que liga sua sorte & minha, pode-
rei cootar com seu apoio. Mas no dia em que
lie eativerlivre, se alguem lhe pagar bem, nao
ter duvida de metler-me urna bala na caneca....
Fiz mas de o maltratar pouco ; e preciso que
eo procure ganhar sua affeigo. Este Grandjeau
um instrumento precioso que para o futuro po-
de mevir ser de muita utilidade....
Um Uro que retiniu por loda a malta, feo
Sr. Heorique levantar a cabega e descuidar-se do
que pensara,
[Continuarse-ha-)
BWN,-- TYP. D5 V. t. DI FARIA. -1861.
^


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