Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09269


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Full Text
Alie XlXfU IDIIIO 92
or tres mezes adiantados 5 $000
P*r tres mezes veicidos" 6)000 .-
SEGUIDA FEIRA 22 DE ABRIL HE Ittt
Par mt adianado 19(000
Parle fraice para a subscriptor.
cnnnm
BNCARRBGADOS DA SCBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Haranho, o Sr. Hanoel Jos Mar-
tn. Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.-
ftamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAK11UAS O lAIKHMua.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Ignarass, Goianna e Parahiba as segundas e
seztas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Csraar, Altinho e
Garanhuns as tercas-reiras.
Pao d'Alhcs Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Vx oas quarlas feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
t Cuarto minguante as 4 horas e 4 minutos da
manhaa.
(O La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manhaa.
24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minntos da manhaa.
Isegundo as 2 horas e 6 minntos da tarde.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. Ss. Soter e Caio no.; S.Senhorinha.
23 Terca. S.Jorge m. ; S. Adalberto b. m.
24 Quarta. S. Fideles de Sigroarioga m. f.
25 Quinta. S. Marcos Evangelista ; S. Hermioo.
26 Sexta. S. Pedro de Ratis b. m.; S. Cleto p. m.
27 Sabbado. S. Tertuliano b.; S. Turibio are.
28 Domingo. A fgida de N. Senhora ; S. Vidal.
AumiswUAS uus 1K1BUNA5 a UAPAL.^CaRHEGaBoS DA SUBSCJUPCA DO S^
Tribunal do eommercio; segundas e quintas.
Relacao: tercas, quintas e sabbados ss 10 horas.
Pazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextssao meio
dia.
Segunda rara do civel:
hora da tarde:
quartas sabbados a 1
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia
Sr. Jos Martina Aires ; Rio de Janeiro, o Srt
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figieiro. da
Faria.na sus lirraria prega da Independencia ni
6e8.
PARTE OFFICUL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 18 de abril de 1861.
Officio ao Exm. bispo diocesano.Para satis-
azer a resoluco da assembla legislativa provin-
cial sirva-se V. Exc. Rvma. de dar o seu parecer
cerca do incluso requerimento do vigario da fre-
guezia de Una, Francisco Urbano de Atbuquer-
que Montenegro, pedindo a transferencia da sede
de sua freguezia para o povoado denominado
l'ropriedade.
Dito ao Exm. presidente do Rio-Grande do Nor-
le-~v4? MP<>r Paran sero enviados V. Eic4
pelo arsenal de guerra desta provincia dous cai-
xoes conteodo os objeclo? constantes da relaco
junta por copia, com destino a companhia fu
dessa provincia.
Fica assim salisfeita a requisicao de V. Exc.
em officio de 3 do corrente.Providenciou-se so-
bre a condcelo dos caixoes e communicou-se ao
director do arsenal de guerra. ,
Dito ao Exm. Sr. Antonio Pinto de Mondonga,
Io Tice-presidente do Ceari.-Jenho presente o
officio que V. Exc. me dirigtu^m 13 do corrente
commnnicmio haver na qualidade de 1 vice-
presidente tomado conta da adminislrago dessa
provincia no dia 9 desle mez.
Aproveito a opportumdade para agradecer
V. Exc. as suas obsequiosas expressoes,
cendo-me ao mesmo tempo para cumprir as or
dens de V. Exc. quer sojam relativas ao serrino
publico, quer ao particular de- V. Exc.
Dito ao mesmo.TransmUlo" V. Exc, para o
m conveniente, a guia de soccorrimento do sol-
dado do corpo fixo da guaroico dessa provincia
Jos Antonio de Almeida, o qual segu no vipor
Paran a reuntr-se quelle corpo. Communi-
cou-se este destino ao commandante das armas.
Remetteram-so tambem as guias do cabo Ma-
ximiano de Araujo de Andrade, anspecjtda Lucas
Jos de Santa Anaa e do soldado Jos Francisco
Freir que seguem para aquella provincia no
mesmo vapor pira fim idntico.
Dito ao mesmo.Nesta data segu para essa
provincia o anspecada Vicente Alves de Araripe
e o soldado Antonio Jos do Naseimento, que
Tieram a esta escolian io um criminoso.
Devolvo inclusa a guia de soccorrimento das
mencionadas pregas, visto como ellas nada rece-
beram nesta guarnico, conforme declarou-me o
coronel commandante das armas.
Dito ao Exm. presidente do Maranho.Parti-
cipando V. Exc. que nesta data fago embarcar
disposigo de V. Exc. no vapor Paran 17 cai-
xoes um dos quaes veio da corte com destioo a
Jas Antonio da Silva Bandeira.Sellado volte.
Joaquim Vicente Dias.Sellado volte.
ioo Miguel dos Aojos.Sellado-volte.
Maria da Furificego Loureiro.Sellado volte.
EXTERIOR.
Se bem singular ver que todos, catholicos e
voltariatnos, Inglezes e AUemes, interpretan) da
mesma maneira a brochura doSr. de la Gueron-
niere, e consideram-na como um ultimtum feito ,
ao papado, ultimtum intil e que ha de provocar 'tcni (iou3 erros
jo grande crime ser fraco ; nem mesmo tem i
sua disposigo os baluartes do Gaeta.
Entretanto, antes de commetter este novo cri-
me, o mundo parece hesitar. Provendo as con-
sequencias fataes, que resultaran) da queda de
um throno, que o sustentculo de todos os ou-
tfos, o governo francez tenia provar, que se acon-
tecer tal cataclysma, ao menos elle empregou to-
dos os esforgos para conjura-lo. O Sr. de la Gue-
ronniere encarregou-ae disso. Acaso o conse-
guio?
A' despeito da habilidade do escriptor, sua obra
primeiro que ludo, ella nao nos
a retirada do exercito e a queda'immediata do po- diz m2i do que todo o mundo sabe ; a inflexi-
der temporal, nao menos singular ver os jor- bilidade do Papa nao um segredo para pessoa
naes officiaes combalerem essas conclusoes, pois a'umi Circumscripto ao terreno do direito e
sao lgicas. | dos principios, nico verdadeiro, S. Santidade
A unificaco da Italia, palavra de que se apode- repelle toda a transecgo, que nao garantisse es-
rou a revoluco, conlm em germen o seguinte : se direito e esses principios. Que catholico nao
a queda do throno de S. Pedro, a guerra com a hemdiria ao Santo Padre a inabalivel firmeza,
Austria.
Nao se julgando assaz fortes os italianisslmos
para transpdr o Mincio, voltam hoje os olhos pa-
ra a cidade eterna, e Roma a grande questo do
dia no parlamento italiano. Apoiados na Ingla-
terra, cujo papel nos to hostil desde Villa-
Franca, os cavourianos intimaram Franca que
lhe3 entregue Roma assim como Ihe
com quedesempenha seu deverpara com Deuse
para com a Santa Igreja ? Em segundo lugar a
brochura nada conclue.
O Sr. de la Gueronniere espera que a Fran-
ca nao entregar o papado revoluco ; que o
exercito permanecer at o dia prximo, em que
o governo pontificio, desabusado desses perigo-
sos nllidos, que lhe teem imposto seu apoio,
. intimaram
| que Ihcs entregasse Gaeta. Ora, a poltica fran- 80uber distinguir entre aquelles que tudo tenta-
ceza nao feliz na Italia. Ella tem marchado de ratn Para perde-lo, e aquelles que tudo fizeram
offere- dissaDoresi de humilhagoe3 em humilhagoes. As- P" salva-lo.
_ I segura o Sr. de la Guroonire que o governo nao ] E' muito vago. Se o Papa nao dosenganasse ;
ha de entregar o Papa revoluco. | *e nao fosse possivel a reconciliado entre Roma
A Franca, porm, nao queria a unidade, e hoje e a Italia revolucionaria e excommungada, o que
esto a proclama-la. A Franja queria a men- acontecera ?
tengao do poder temporal, e apenas resta ao Pa- Eis o que perguntam duzentos niillies de ca-
pa Roma e seus errebeldes: quasi que Garibaldi tholicos,_e els o que nao diz a brochura.
Se o Siecle, o Journal des Debuts, a Opinin
Nntionale e a imprensa ingleza nao se eoganam
a interpretaco, que do ao silencio do Sr. de la
Gueronniere, o poder temporal estara irrevoga-
velmenle condemnado ; haverii simplesmente
em Roma um bispo, a quem seria permittido ha-
bitar o Vaticano al o dia em que tornando-se a
cidade eterna eslreitissima para a corte do re e
respeitou o territorio continental de el-rei de a-
ples, e este est no exilio ; censurava a expe-
digo da Sicilia, e fez-se a expedidlo. Se os Ita-
lianos primaram em ingratido, por que haviam
de mudarse o bom xito Ihes coroa a audacia ?
Quando toleraram a invaso das Marcas e da Um-
bra, quando deixaram desbaratar o pequeo
exercito do Papa e innundar de sangue francez o
prtico de Loretto, que pretexto, que motivo in- do parlamento nacional, algum a fragata exigida
rocaram para impedir que os Piemontezes entras- pelas circumstancias estacionar na embocadura
sem em Roma ? ellos nao teem sobre Roma me- du Tibre para prestar ao vigario de Jesus-Christo
nos direito que sobre Bolooha ou Ancona. ? mesmo servijo que ao rai de aples. Se os
A Franca ra, achar-se diante de um parla- jornaes precitados se engauam sobre as intencoes
ment que apezar da falsidade da asseveracio, e pensamento do Sr. de la Gueronniere, de
nem por isso deixar de intitular-se parlamento sua honra desengana-los publicamente,
nacional. Se elle quer a cidade de Roma para Quanto nos, a igreja catholica chega a um
capital ; se essa coociliago entre o papado e a ojmento solemne. Nao ha illusao possivel I Ha
revoluco era apenas um contrasenso, orna im- dezoito mezes o revolucionarlsmo, protegido pe-
possibilidade, o que fazia o governo 1 Tudo con- principio de nao intervenco, seguro da impu-
( siste nisso, e no entretanto o Sr. de la Guron- nidade, n5o conhece mais freio : elle pode tudo,
essa provincia e os outros vio acondicionando ar- Dlre cala7se a lal respeito. Ora, para nos, esse 8 de l"do capaz. E" isto porem razo para des-
tigos de armamentos pertencentes ao meio bata- mu.UsDao e a condemnaco do poler temporal, esperar ? Ao contrario : unio, coragem e es-
guando o Secuto diz ao Constitucional: aSe peranga, devem ser mais que nunca a divisa dos
um engao, se as consequencias que tiro, sao bomens de f. Cerremos nossas fileiras : nada
falsas, basta de palavras iouteis ; explicai-nos o de transaccao com o espirito do mal. Dobre-
senlido positivo do documento, tem elle razo, mos> multipliquemos, se possivel nossas offe-
tem a verdade, assim como o Constitucional o rendas. O PonliOce-Bei tem sido dospojado pe-
erro, quando responde. lo mais forte, esie grande principio da civilisa-
Apezar de annunciar que ra responder calego- 5 progressista. Que o dinheiro de S.Pedro
lamente a Patria nao nos parece mais feliz. preencha o dficit e repare o crime 1 A prora
Quer ella que respeitem o principio da sobera- rude ; mas, ha dezoito seculos, quantas tempes-
nia temporal, e que acam o governo temporal tades teem agitado a barca de S. Pedro 1 Neste
sujeitar-se s modificares que loruaram-.se ne- seculo mesmo nao vimos nos Pi VII tornar a
cessarias, indispensaveis, por causa do espirito SUDr ao throno de Pedro e terminar em Roma
moderno. E' o que ella chama a reconciliacao do sua gloriosa carreira,- abencoaodo o mando e per-
Papa e da Italia. doando aos seus perseguidores?
Como esto rendo, palavras e sempro palavras. Quando Po VI morria em Valenca, o sacro-
A Patria poda assignalar-nos : collegio, balido e dispersado de todos os lados,
1 as modiQcages necessarias por causa do pareca na irapossibilidade de reunir-se ; as por-
espirito moderno : tas da Cidade-Eterna lhe estavam fechadas. Tu-
2 o que o espirito moderno, onde o corneja, do pareca perdido, e do amago de seu tmulo a
onde acaba ; sombrado Voltaire devia estremecer de conten-
3 o que um principio respeitado como prin- lamento.
cpio, porm transformado e restringido a bel E' nesse mesmo momento que o mundo admi-
prazer, e isto sem atlender ao homem em que "do sabe da reuoio do conclave na cidade dos
reside esse poder; doges, e a eleigo de um dos msiores papas, que
4o o que acontecer se o pontifica rei nao qui- illustraram a Igreja (Po Vil)
zer reconhecer o direito da forga ; Goragem pois I Deus quer experimentar a
5" o que entende por esta patarra reconcilia- igreja e conhecer seus fiis. Lembremo-nos
gao do Papa com a Italia, e quaes os meios que desta patarra, que nao pode falhar, qne ha dezoi-
Ihe parecem melhores para chegar a tal fim 1 Ha to seculos nunca alhou : c E eu estarei com-
um abysmo, nao entre o Papa ea Italia, mas en- tosco todos os dias at a consummago dos se-
tre o Papa e o piemontismo, cavado pelo roubo,
pela explicago, pelo sacrilegio e dosprezo a to-
das as leis divinas e humanas; ha os raios da
reja: Quem ha de ench-lo ? Ser a famosa
iho do Piauhy, os quaes constam da relago
junta por copia, rogo V. Exc. que se sirva de
mandar eovia-Ius para ali na primeira opportu-
idade.Deram-se as providencias sobre a con-
doecjio.
Dito ao coronel commandante das armas.Para
terem o conveniente destino aprsenlo V. S. os -,
ttulos de engajamento do furriel Pedro de Al- nraJe,Qie1! ?ir_,?J1_a.n_0S P^ecemafc feliz,
cantara e do soldado Francisco Jos Barbosa, este
da companhia fixa do cavallaria, e aquelle da de
artfices desta'provincia, e que me foram envia-
dos pelo ministerio da guerra com aviso de 3 do
corrente.
Remelleu-se tambem para ter destino a certi-
do de assentamentos do cabo de esquadn do
10 batalho do infantaria Antonio Joaquim da
Penha.
Dito ao mesmo.Transmuto Y. S. o aviso ex-
pedido pelo ministerio da guerra em 5 do corren-
te, cobriodo o processo de inresligago feito aos
cabos de esquadra Leoncio Baplista Barrlo e Ba-
silio de Urzdo Luna, e ao soldado Joaquim Jos
de Sanl'Anna, afim de que V S. proceda a res- i
peito dessas pracas pela forma indicada no citado
aviso.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. por disposigo do director do ar-
senal de guerra urna lancha grande desse, afino de
transportar para bordo do vapor Paran varios
caixoes contondo armamento, que teem de ser
enviados por aquella repartgo diversas provin-
cias do norte.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmuto V. S., pira seu conhecimento e exe-
cugao, copia do aviso do ministerio da marinha
de 5 do correte, mandando que seja processada,
na cooformidade da circular de 6 de agosto de
1847, por pertencer a exercicio findo, divida do
que trata Augusto Muoiz Machado no requeri-
mento junto, afim de que possa ter lugar o res-
pectivo pagamento.
Portara.O vice-presidente da provincia, to-
mando em considerado o que lhe expoz o ins-
pector da thesouraria provincial em officio de ho-
je, sob o. 141, resolve, nos termos do art. 33 da
lei n. 488 de 16 de maio do anno prximo passa-
do, abrir um crdito supplementar na importan-
cia de 9:300$, pira pagamento do que se est
dever ao arrebatante das obras do hospital Pe-
dro II.
Dita.O rice-presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do Dr. chefe de polica
datada de 16 do correte, sob n. 295, resolve no-
mear o bacharel Joo Goozaga Barcellar para o
lugar de delegado de policia do termo do Cabo.
Communioou-se ao chefe de polica.
Dita.Os Srs. agentes da Companhia Brasilera
de Paquetes a Vapor mandem dar transporte para
a proriocia da Babia, no vapor Cruxeiro do Sul,
ao cabo Jos Antonio de Oliveira e soldado Joo
Rodrigues de Luna, do corpo de policia daquella
provincia, que para all regressam.
Dita.O vice-presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do Dr. chefe de policia
datada de 16 do corrente, sob n. 296, resolve no-
mear o capito Francisco Antonio de S Brrelo
para o lugar de delegado de policia do termo de
Nazareth.Communicou-se ao chefe de policia e
ao commandante do corpo de policia, a qA per-
tence o nomeado.
Expediente do secretario do governo.
OIieio ao 1 secretario da assembla legislativa
provincial. S. Exc, o Sr. rice-presidente da
proriocia, manda responder o officio que V. S.
me dirigi em data de 8 desle mez, enriando a
informago dada pola presidencia em 14 de abril
do anno passado acerca do projecto n. 13 do mes-
mo anno, que acompaohoa ao seu citado officio,
6 que V. S. se dignara de levar ao conhecimento
da assembla legislativa provincial.
Dito ao Dr. Alvaro Barbalho Ucha Caralcanti,
juiz dos feitos da fazenda.De ordem de S. Exc,
o Sr. rice-presidente da provincia, aecuso rece-
Ada a coramunicaco que em 15 do corrente lhe
fez Y. S. de que, por estar anojada pela murte de
urna tia e molesto, pastara naquells data o exer-
cicio desencargo ao seu substituto.Fzeram-se
s communicagoes do estylo.
Dito ao bacharel Francisco Teixeira dS, juiz
municipal de Po-d'Alho. S. Exc, o Sr. vice-
presidente da provincia, manda aecusar racebida
a coramunicaco que em 10 do corrente lhe fez
V. S. de haver nessa mesma data reassumido o
exercicio dos seas cargos de juiz municipal e de-
legado desse termo.Fizeram-se ascommanica-
$068 convenientes.
DESPACHOS DO DIA 18 DK ABRIL DK 1861.
Requerimenlos.
Joo Hygioo de Miranda. Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
brochura ?
culos, e as portas do inferno nunoa preralece-
ro.
E de feito, nao ha um s principe, que, tendo
atacado Roma e insultado o representante de
Deus sobre a trra, nao tenha sido castigado des-
E' mu commodo tragar em casa magnficos pro- de este mundo,
grammas, dizer : o A Franca quer isto, acn- O espirito moderno joga a Deus um desafio in-
selha aquillo ; se houvcrem seguido seus conse- su liante. Se por toda a parte a mentira, a ini-
Ihos, o papado nao estara a borda do abysmo. o quidade e a astucia trumpham ; se Deus deixa
assim livrar-se antecipadamente de toda a res- que a tempestado cubra com suas vagas o esquife
ponsabilidade. Entretanto seria justo examinar de Pedro ; se elle parece dormir, sabemos que
o que um Papa, qual a misso que deve cum-
prir neste mundo, e ver se o que exigem pos-
sivel para elle. Se collocado o soberano pontfi-
ce na necessidade de escolher entre Deus e o
homem, nao ser dovidosa sua escolha Se fr
preciso, ha de cahir, mas nao transigir. j
E' bem singular que a Patria, que reconbece
a necessidade da independencia do Papa, nao
ache outro meio para lh'a assegurar seno obri-
gando ao poder temporal a soffrer certas modifi-
cagoes que de fado o ho de reduzr a zero. Ha
mil annos que Carlos Magno, o grande impera-
dor, achou um processo iofallivel para lomar in-
dependenles os pontfices romanos. Dotou a
egreja com um pequeo territorio sufficiente para
despertar em seu dia e em sua hora 1
XAVIER DE F0NTA1NES.
( Le Monde.S. Filho. )
[Jornal do Commercio, do Rio.)
INTERIOR.
Minas-Geraes.
Campanha,26 de fevereiro de 1861.
! Folgo de noticiar-lhe que nao me enganei fe-
lizmente nos meus clculos quando na minha ul-
tima carta lhe dira que a votago do collegio de
Passos dara um dos lugares de deputado pelo 5.
formar um pequeo estado. Esta dotajao foi con- circulo ao Dr. Firmino'
sagrada por dez seculos. Por que razo deixar ; De pessoa fidedigna que reio daquella cidade
hojo a nacao franceza calcar aos ps a obra de e all assislio eleigo, sabe-se que a votacao cor-
m.UoSnS?rSnL*/0r,,U9 r"a0 Pare"ra ella como reu do seguinte modo: Dr.Bretas 45 votos; Ha-
3'ttnc'a %m Preseo$ e alguns garibaldi- bello Campos 44 ; Dr. Firmino 42; Dr. Evaristo
AZnpJi/S8!!*"0 oCcnsWuaonel. a 3; e Dr. Joaquim Delflno 1. Sommados eses
.t LtiZ&JSTi&Z 9 diaS tD05 repelem vo,os com 9 dos demais collegios, o resultado
dos mtSSSAi^U^ST a63 6 V* tal !" elei?a0 9euinle : D* Ev.rislo.189; Dr!
dos os catholicos do mundo para pedir que for- Joaquim Delno 162 ; Dr. Firmino 157 : Dr Bre-
flDH.0nT0R.lal,aUme8lad0 Deulro> ""Va* 156; Dr- Maximiano 148? Dr Gabriel Po
a Suissa ou a Blgica, nicamente reservado para 130 ; e Rabello Campos 112.
os soberanos pontfices? | De todos os collegios deste districtofoi o de
Passos o nico em que houre chapa, e esta to
bem sustentada que deu o resultado cima dito.
E' de admirar semelhante facto, quando nos
demais collegios primaram os eleitores em dis-
seminar a rotago pelos muilos candidatos geraes
e de bairro que se apresentaram.
Nos 157 rotos do Dr: Firmino ha um tomado
em separado no collegio de Pouso-Alegre, de um
eleitor da Borda da Matta, excedente ao numero
determinado peia presidencia, que, tendo mar-
cado em um. portara o numero de 4 eleitores
para aquella freguezia, declarou posteriormente
que ella s poda dar 3, e que, no caso deja es-
tar feita a eleigo, tomasse o collegio respectivo
o voto do 4. eleitor em separado, at que pelo
poder competente fosse decilido qual o numero
de eleitores que realmente devia dar a referida
parochia.
Nao sei como proceder cmara desta cidade
na apurago dos votos, que est mareada para o
dia 1 do prximo mez de margo, em rista da dou-
trina do arlso de 9 de ferereiro de 1848, confir-
mada pelo do Io de margo do mesmo anno, risto
como derer contar nicamente os rotos que fo-
ram attendidos pelos collegios, mencionando os
tomados em separado. Neste caso ficar o Dr.
Firmino empatado com o Dr. Brotas, e dorer-se-
ha proceder sorte para conhecer-se qual delles
o deputado?
Abstenho-me de emittir juizo algum a este rea-
peito, e espero que cmara municipal, que con-
11. entre seus membros pesso.s intelligentes e rt-
Os dous milhes de homeos que de urna ou-
tra extremidade do mundo curvara o joelho dian-
te da cadeira de S. Pedro, nao valem a peona
disso ?
Todara ser isso mu simples, mui fcil. Tar-
de ou cedo, aera preciso faz-lo. O papado ha
de ser sobranceiro a tudo a respeilo de tantos
pbilosophos que predizem sua ruioa ; ha de du-
rar al o fim do mundo, e al o ultimo dia ser a
independencia sua primeira necessidade. Evitai,
pois, um cataclysma,j que o podis, ej queso
se trata de querer evita-lo. Eritai ao mundo,
Franga chrisla, dolorosas commogoes, risto co-
mo est fatalmente condemuada a obra que fo-
mentaos ha quinze mezes.
X. DE ONTAlNES.
[Le Monde.H. Duperron.)
A ignobil coojurago tramada desde ha muito
contra os Bourbons de aples triumphou Anal-
mente. Mais um throno acaba de desabar Da
Europa. Gaeta cahio ; Gaeta, que ha tres me-
zes desafiar, lodos os canhes de Cialdini, rio
em um momento urna triplico exploso derribar
sens baluartes, e sepultar em suas ruinas seus
mais braroa defensores. O grande armazem da
plvora, construido de um. maneira toda espe-
cial, salla no dia 13; e as batera* piemontexat
nao atiravam desse lado l
* Ellea deshonraran] rerolugo exclama-
ra ha doos dias nm rerolnciooario celebre.
Gaeta nao existe mais Agora, a rez de Ro-
ma. Ant na tambem um soberano legitimo, cu-1 lustradas, decida a questao com todo 9 acerlo ; e
se nao o fizer hei de lhe dirigir os meus compe-
tentes reparos e censuras
Ha de sorprender a mullas pessoas do partido
conservador nessa corte o resultado do collegio
de Jacuhy, onde aquelle partido dispoz de muila
torga em outros lempos.
Nao se pense porm que os Carvalhaes foram
derrotados; nao : elles triumpbaram anda esta
vez, masdiz-se que-com armas e bagagem liga-
ra m -so aos liberaes, e que assim nao ha mais
naquclla villa um saquarema para meisinha.
No 3. districto realisaram-se igualmente as
minhasconjecturas quanto ao resultado da elei-
go. Ligaram-se os candidatos do norte, ou os
seus patronos, e balendo urna chapa de ferro ex-
cluiram os do sul, isto do finado circulo de Bae-
pendy, que nao perderiam as esperances de anda
toraarem assento na cmara se tivessemos sup-
plenles como no bom tempo deoutr'ora.
Neste circulo a maioria pertence ao partido
conservador, mas a sua m organisagio impossi-
bilitando a correspondencia de personagens in-
fluentes por causa das distancias e helerogenei-
dade de interesses, deu em resultado o triumpho
completo do partido da opposigo, ao qualjulga-
mos anda pertencer o Sr. Mariano Procopio.
At ao presente nao nos consta que o presiden-
te desta provincia, o Sr. Pires da Motta, e o il-
lustrado Dr. Callado, chefe de policia, praticas-
sem durante a eleigo acto algum que revelasse
interesse pelo triumpho de qualquer dos candi-
datos nos dous crculos deste lado da provincia.
Amigos da liberdade do voto, que nao pode-
mos comprehender desde que a autoridade tem o
seu candidato, fazemos esta declrago em horae-
nagem verdade, e como prova doaprecoda
imparcialidade daquelles funeciooarios.
Nada de novo lenho noticiar-lhe relativamente
a fados criminosos, a nao ser um que acaba de
dar-se na freguezie do Lambary, do termo desta
cidade. onde em urna das noites passadas dersm
um tiro na porta do certo negociante porluguez, e
por baixo da mesma poieram um papel em que
em que vinham desenliadas uma^aca e urna pis-
tola, declarando-se em baixo que se dava ao dito
negociante o prazo de triuta dias para retirar-se
do lugar, sob pena de morrer.
To desptica inlimago aterrou o intimado, e
nao obstante despjar elle ardentemente urna pro-
rogago daquelle prazo fatal, consta que se est
preparando para mudar-se, evitando assim a ap-
plicago da pena comminada, que nao pode ser
peior e nem mais grave. Bom que o Sr. Dr.
Callado se informe deste facto, e fique sabendo
que naquella povoago nem lodos teem a liber-
dade de residir, embora as leis digam o contraro.
U Dr. Salom nem sequer anda mandou alu-
garcasa nesta cidade, de sorte que j perdemos
as esperances de o ver exercendo o seu nobre
cargo de juiz de direito. Nao nos penalisa seme-
lhante facto, e s desejamos que o Sr. ministro
da justiga lhe de um successor, apenas terminado
o prazo que tem para vir exercerseu emprego;
e fique S. S. l pela sua velha cidade do Faado
que por c nos arranjaremos bem com outro
qualquer juiz que seja conservador, ou que, nao
o sendo, abstenha-se de querer catechisar-nos
iniciando-nos as ideas liberaes.
Dos municipios que compoem as quatro co-
marcas deste lado da provincia s dous, os da
Ayuruoca e Ilajub, esto sem juizos formados.
Para o cargo de juiz municipal daquella villa
apresenta-se pretendente um bacharel intelli-
gente, o Dr. Antonio de Barros. Mello, que nos
consta j ter requerido o lugar; para o desta est
nomeado o Dr. Joo Jos Rodrigues, talvez o de-
cano dos juizes municipaes do imperio, e que
sem duvida pela longa experiencia que tem, indo
entrar em exercicio do seu cargo, roltou do ca-
mloho apenas soube do roubo da urna daquella
villa. Fez bem o destemido juiz : os itaju penses
brigaram, el se avenham com os seus juizes da
ierra, embora eivados de qualquer suspeigo.
Alteada o Sr. ministro peligo do Dr. Mello,
e fiquo certo de que far urna ptima nomeago.
Attenda tambem S. Exc necessidade que ha
de desannexar-se o termo de Jaguary do da Pou-
so-Alegre, sssim como o de Jacuby de Passos,
nomeando juizes formados para ambos, que pres-
tar um relevante servico adminislrago da jus-
tiga e aquelles municipios, que sao ricos, popu-
losos e de grande extenso.
Estamcs por c algum tanto arrufados com o
Sr. Pires da Molla por ter mandado suspender os
trabalhos da estrada do Carmo s Aguas-Virtuo-
sas, e que continuaCo da grande estrada do,
Piauhy, que foi concluida ha quatro annos mais
ou menos; e ainda mais por dizer S. Exc. no seu
relatorio que esta parte daquella importantissima
via de communicago municipal e que dere ser
feita cusa das cmaras. E perfeito engao:
esta estrada grande transito e serr decommu-
nicar os termos de Passos, Jacuhy, Tres-Pontas e
Caldas, e o desla cidade com a corle, assim como
as ricas poroagoes de Casa-Franca, Caconde, Ca-
jur, S. Simoeoutrasda provincia de S. Paulo.
Nao pequea extengo de camioho j se acha fei-
ta, e hoje completamente innutilisida, porque,
suspensos os trabalhos, nao se pode dar fim a di-
versas mudangas comegadas.
Repare S. Exc. este acto que praticou, man-
dando recomegar a obra, que cesaaro as nossas
queixas e bemdiremos o seu nome.
2 de margo
Concluio hontem a cmara municipal desta ci-
dade a apurico dos votos, e pelas actas dos di-
versos collegios vim eu saber de novidades occor-
ridas em alguns, das quaeuenhuma noticame
baria ainda chegado ao conhecimento.
Em Jaguary tomou-se em separado o roto de
um eleitor da parochia de Cambuby, sob o ftil
pretexto de haver dado a mesma, reunida do
Capirary, creada ha tres para quatro annos, nore
eleitores, e nao poderem reunidas dar 11, como
hava determinado o presidente da provincia.
Esqueceu-se sem duvtda prepotente maioria
do collegio pertencente ao lado liberal que por
um aviso de moderna data, do actual ministro do
imperio, se declarou que na hypothese de um
numero impar de eleitores devia-se considerar
o numero superior como metade, e nao o infe-
rior, isto que cinco se deviam considerar me-
tade de nove, e nao quatro.
Em Jacuhy prepotencia" fez tambem tomar
em separado os votos dos dez eleitores deS. Se-
bastiao e Piraiso, pretexto de ter havido gran-
de coaccao na eleigo primaria, e ameagas de ar-
ra?aret9,'se os templos e aeabar-se com a reli-
giao. Nada disto se provou e foi um verdadeiro
capricho e arbitrariedade por nao commungarem
aquelles eleitores com a apostasia e pertencerem
parciahdade contraria.
Em Pouso-Alegre, como j lhe disse na minha
ultima carta de 26 do passado, tomou-se em se-
parado o voto de um eleitor na parochia da Bor-
da da Malla, em virtude de ordens d. presiden-
a. Em vista desta. occurrenciis, proredendo a
cmara apurago, e nao contando os votos to-
mados em separado, foi o resoltado da eleigio o
seguinte ;
Evaristo : 186
J. Delno ... 160
Maximiano ... 147
Brota......144
Firmino .... 141
A cmara mandou expedir diplomas aos tres
primeiros votantes.
Se ae contusem todos os voto* tomados em
separado, seria o resultado da eleigo :
Evaristo 18J
J. Delfino ; 161
Bretes.....153
Firmino.....153
Maximianoj. 148
Considerando-se validos os votos dos eleitores
de S. Sebastio do Paraso, e nullos os mais que
foram tomados em separado, dar-se-hia o se-
guinte resultado :
Evaristo .... 186
J. Delfino ... 160
Brota......153
Firmino 151
Maximiano. : 147
Nullos os votos de S. Sobaslio e validos os
mais tomados em separado, sao os deputados os
tres primeiros que se seguem :
Evaristo .... 167
J. Delfino ... 161
Maximiano. 148
Brotas ; 144
Firmino .... 143
De.prez.do o voto do eleitor da Borda da Mal-
la, nico que em minha humilde opinio se de-
ve considerar nullo por exceder o numero de
eleitores que devia dar aquella parochia, o re-
sultado da eleico :
Evaristo .... 186
J. Delfino .161
Brotas.....153
Firmino .... 152
Maximiano. 148
O eleilor da Borda da Malla votou no Dr. Firmi-
no. Evaristo, e Gabriel Po.
Pela acta da eleigo de Passos veriQquei que o
resultado da eleigo daquelle collegio nao foi
exactamente o que lhe refer na minha supradita
carta de 26, mas sim o seguinte :
Rabello. ... 44
Brotas. ; 42
Firmino. ... 38
Evaristo'.. ; 3 -
J. Delfiuo. 1
alm de outro votos perdidos, que foram dados
homens que nao eram candidatos.
19 de margo.
Completando o histrico do drama eleitoral
no 6." districto de Mioas, tenho commuoicar-
lhe que no dia 2 do mez que corre, reunio-se a
cmara municipal desta cidade, e fazendo a apu-
rago geral, menos dos votos dos eleitores do
Rio-Manso, no collegio da Diamantina, expedio
os diplomas de deputado aos Srs. Dr. Paula Fon-
seca, Cesar, e commendador Cruz Machado.
Creio, porm, que este resultado nao defini-
tivo, porquanto no collegio da Diamantina de-
ram-se irregularidades to manifestas e de tanta
magnitude, que forgaro a cmara dos Srs. de-
putados annulla-lo.
Com efleito, a eleigo para deputados n'aquelle
collegio acha-se de tal .orte viciada, e foram to
revoltantes os actos praticados pela maioria em
prejuizo dos direilosda minora e da verdade da
eleigo, que de rigorosa justiga sua annullaco.
Eu o vou provar :
Na freguezia do Rio-Manso o 1. juiz de paz,
felura ainda da conciago, vendo que o partido
conservador, por isso que contara com quasi
unanimidade, tinha infallirelmente de triumphar
assentou de o inutilisar, deixando por um ftil
pretexto de tasar a eleigo. O 2." juiz de paz,
porem, consro da seus deveres, continuo, o
processo interrompido, seguindo rigorosamente
as prescnpges da lei e mais disposiges eleilo-
raes, como foi demonstrado na segunda cor-
respondencia do Serr, inserta rio Jornal do
Commercio.
Na freguezia da Penha, onde o partido liberal
tem vencido as lutas anteriores, depois que o
lenenle-coronel Franciaco de Paula Campos dei-
xou de ploitear a eleico, um grupo de distinctos
cavalheiros do districto de Arassuahy resolreu
antepr-se ao Sr. Vaz, e reuni urna somma de
rotantes superior aos asseclas do relho liberal,
que na qualidade de 1. juiz de paz, e amostrado
em todos os manejos eleitoraes, fez com que da
urna sahisse, nao a expresjo da rontade da
maioria da parochia, mas sim a sua manifest
falsiflcago ; o que tambem se evidenciou em
outra correspondencia do Serr, publicada .no
Jornal do" Commercio a. 50 de 20 de fevereiro
deste anno.
Reunido o collegio da Diamentina sob a presi-
dencia interina do 1. juis de paz. este, com a
mesa interina, repellio os eleitores do Rio-Man-
so, queuo foram admittidos votar para a or-
ganisagao da definitiva, a qual depois nem quiz
aceitar seus diplomas e verificar seus poderes,
assim como o desprezou os protestos documen-
tados contra a validade da eleigo da Penha, pro-
testos alias que constavam da acta da eleico pri-
raaria-
Sendo a somma total dos rolantes da fregue-
zia da Penha de 461. d'estes sao 83 dos quarlei-
roes de Cocees e Engeoho, que pertencendo
freguezie do Rio-Vermelho, no municipio do
Serr, a Exma. presidencis ordenou que fossem
chamados rotar nesta ultima.
Na fregu jzia da Penha, segundo consta de res-
pectiva acta, apparecerem 261 listes, deixendo
de comparecer 131 votantes. Ou foram chama-
dos os 83 votantes de Cocaes eEngenho, ou nao :
no primeiro caso faltam 59 listas, no segundo
sobram 14. Ora, sendo inferior 14 a maioria
de votos entro o pretendido primeiro eleitor da
parochia e o ultimo supplente, clero que est
insinevelmente nulla a eleigo primaria, dada a
segunda hypothese, e na primeire evldenlissi-
ma sua nullidade. Desde logo cumpria que fos-
sem tomados em separado os votos daquelles
eleitores.
Vejarlos agora como procedeu o collegio da
Diemantina. Nao aceitando os votos, e nem se-
quer os protestos dos eleitores validos do Rio-
Manso, admitlro o votsrem promiscusmenteos
eleitores da Penha, cujos poderes reconheceu I
Nunca o cyoico desrespeito da lei e a violenta
postergago dos direitos de outrem foram levados
to longe. Admittido o procedimento do colle-
gio da Diamantina, as minoras nao teem mais
direitos em politica, e o systema representativo
se reduz urna desprezivel mentira,
Contra semelhantes abuaos s vejo um reme-
dio, a annullaco da rotago do collegio, menos
a dos eleitores do Rio-Manso, que repellidos pelo
despotismo do mesmo, fizeram urna acia especial
de seus rotos, que foram aulhenticar perante a
cmara municipal da Diamantina, que remet-
teu-a do Serr, com os protestos ho admitti-
dos pelo collegio, tanto sobre eleigo do Rio-
Meeso como sobro de Penhe. Todos este, papis
subiro preseoga do Exm. ministro do impe-
rio, e tero de ser examinados pela cmara dos
Srs. deputados.
Ainda nao param aqui os abusos do collegio da
Diemantina. Tendo a maiorie da mesa lavrado
urna acta evidentemente falsa do. trabelhos, dous
membros d'ells e urna boa parte do collegio re-
clamaren) contra tanto cynismo e arbitrariedade,
e como nao quizeasem assigna-la sem a. devida
declareges, foi-lhes negado o livro respectivo,
em que faltam a. assignatura. de quasi metade
do corpo eleitoral, nao porque esta se fortasse ao
cumprimenlo de um derer, mu sim porque vio-
se esbulhada de um direito.
Uto posto, entendo que salta & todas a. vida,
a nullidade do coUegio da Diamentina, e reco-
nheclda a genutna apurago da votacao no 6,
gutrUto eleitoral de Dinas c s seguale,
. Serr:
l.8 Paula Fon-
- seca.....108
2. Cruz Ma-
chado .... 108
3. Simo da
Cunha. ... 108
Cesar..... 6
Minas
Nova..
80
38
46
123
Rio
Pardo.
21
20
0
10
.Total
218
166
154
139
Ajunlando dos eleitores do Rio-Manso, eua
votagao legal consta da acta especial, 11 Votos
aos dous primeiros, e 10 ao lerceiro. lemos
-4* ?a.uL*. ?0Dseca 229 Cru* Machado
177 ; 3. Simode Cunhel61.
(Jornal do Commercio do Rio.J
Relatorio presentado pelo Illm.
Exm. Sr. Dr, Lulz Antonio da Sil-
va Aunes ao Illm e Exm Sr. ba-
rao de Mamanguape, t: vice-pre-
sidente, na occasio de entregar,
lhe a administraco d esta pro-
vincia.
Pelecio do governo da Pereybe, em 17 de
... ^ mergo de 1861.
itim. e Exc. Sr. Tendo de seguir para a cor-
te a tomar assento na cmara temporarie, como
deputado pela provincia do Espirito Santo, soli-
cile do governo imperial a minha exonerago, e
esperando-a todos os dias, tritei logo de adiantar
os trabelhos da presente exposigSo, cuioi ele-
mentos estavem sendo preparados, e tinhem sido
exigidos pera a organisago do relatorio que ti-
nha de serapresentado assembla provincial na
sua prxima reunio.
O pouco espago que tive para este trabalho, *
deficiencia de informagas por nao terem chegado
anda algumes que forem exigidos, sao rszes
justificelives das faltas que nelle encontrar V.
Exc.
Felizmente o conhocimento perfeito que tem
V. Exc. da provincia, dos seus recursos, das suas
necessidades, suppriro as grandes lecunes que
encontrar, e remediero essas" faltes. Procura-
rei entretanto esforgar-rae para que a presente
exposigao contenha eo menos ss principses infor-
magoes e esclarecimentos, que me parecem ne-
cessarios para o bom andamento dos negocios
pblicos.
Antes de tudo, tenho a satisfaco de commu-
icer a V. Exc. que a preciosa" seude de Sues
Magestodes e Altezes nao tem soffrido a mener
lieragao, e que S. Alteza Imperial a Serenissima
. nnceza D. Izebel no dia 29 de julho do anno
passado, reunida, as cameras legislativas no pago
do senado, prestou juramento como herdeira da
coroa as mos do presidente do mesmo senado,
na forma do art. 106 da constituigo do imperio.
TBANQUILLIDADE PUBLICA.
Ao entregar-rae a adminislrago de provincia,
dingio-me o meu digno antecessor na sua ex-
posigao as seguioles palevras a esterespeito :
A lula eleitoral que Jera lugar no corrente
anno, prometa ser reunida em alguns pontos da
provincia, e pelo que obserrei no processo da re-
nso dos votantes, conclu que as vistas da au-
toridade superior devem convergir para o fim de
ir preparando os espirilos, para que entrem n'essa
lula com reflexo e calme que exigem os mais
yitees interesses da socedade. e que podem ser
realmente perturbedos peles sllucinagoes propria
dessas quadras, se com antecipago, nao se mos-
trar disposta a autoridade superior a portar-se,
com a maior energa e prudencia ao mesmo tem-
po, afim de fazer respetar, com os recursos de-
que dispoe, i liberdade do voto, e manter o maior
escrpulo da parte das autoridades subelternas
no cumprimenlo de seus deveres, e o respeilo que
devem os contendores ordem publica, e aos di-
reitos individuaes de seus concidadeos .
Nao foram para mim perdidas estas refiexoes.
Alem do que se observava nos dffferentes pontos
do imperio, fui notando a jusleza das observa-
goes do meu antecessor om relago a provincia,
e procedendo de forma a nao alimentar asdlvi-
soes, os odios, queja to cedo comegevem a de-
senvolver-se, e que poderiam terminar em for-
midavel exploso.
Tudo empreguei por acalmar as ruins paixoes
que se desenvolvan). O principal incentivo
ellas, na occasio da minha chegada esta pro-
vincia, era a imprensa, onde se debatiam os dous.
orgaos das opinies polticas em que se divide a
Parahyba. Discussoes irritantes, ditos offeosivoa
e injuriosos azedavam cada vez mais os nimos,
que entretanto se foram mais scelmendo, desda
que conhecerem que nem uns nem outros
dana governo o menor prestigio e forga.
A poca da reunio da assembla provincial
proporcnou nova occasio par. as discussoes a
tules. Appareceram estes desde logo qusndo se
tralou da organisego da mesa respectiva e da
venlicegao de poderes dos seus membros. Foi-
me felizmente possivel conseguir acalmar toda
essa irritago, e azer chegarem a um acord os
dous partidos, que perfeitamente se equilibravam.
ne assembla.
Durante todo o tempo em que trabalharam os
eleitos da provincia, nao cessaram de me dac
proves da tua benevolencia e adheso a politica
de tolerancia e moderago por mim adoptada.
Acalmaram-se as irritagoes, arrefeceram e mo-
deraram-se as discussoes; e o resultado desse
procedimento foram as acertadas medidas qua
emaoarem da assembla, nao se tendo tornada
necessaria a prorogago de seus trabalhos, e ten-
do sido o mais bem aproveitado possivel o lem-
po que para elles designou lei fundamental do
imperio.
Encerrados os trabalhos a 15 de agosto, conti-
nuerem os preperativos de ambos os partidos pa-
ra a lula que se ia abril em setembro, e que con-
tinuara a 30 de dezembro.
A provincia ioteira teste mu nha da im parcia-
Iidade e perfeila neutralidede que menteve a pre-
sidencia duraute todo esse tempo. Em mais da
urna matriz recooheceram os proprios vencidos
que o tinham sido em lula franca, leal e absolu-
tamente hvre. Os mesmos orgaos da opinio o
proclamevam em suas columna. : e os nico
tactos que em Alago. Nova e em Souza se dorara
produzndo a interrupgo e inutilisago dos tra-
balhos, foram severamente reprimidos, sem qua
o governo mdagasse qual dos partidos polticos
solTreriaou lucrara com essas deciides.
Tentando logo depois da eleico municipal urna
oxeurao ao interior da provincia, que percorri
toda, no intuito de melhor conhecer e avaliar os
seus recursos e necessidsdes, tive occasio da
conhecer de perto que o espirito da populego .
achava um tanto agitado pela lula que ha poucot
terminara, e que em breve recomecara.
Antes da minha partida da capitel, tinhe lid
noticia dasoecurrencias de Alagoa Nova.
Um do. espectadores arremegara-se orna V
pretexto de ter ella .ido viciada,e cheia de cdula
clerfdestinemente introBuzides ; e espalhara os
bilheles pelo chao da egreja, causando isso gran-
de alarido e tumulto.
Felizmente a autoridade pode conseguir qua
tuda serenaste, e que nem um resultado mais.
desagradarel e triste fos3e occesionado por essa
conflicto. Como entretanto pertencessem os per-
turbadores da ordem parcialidad* politica a
caja frente se achara o delegado de polieie, a
tendo ouvido o honrado juiz de direito da comer-
|, qne me foweceu, as oecessarias iaformacQuaY


ti)
URM) DI FERUM1C0. SEGUHBA FEtftaY M DI ABRIL M 1161,

sobre todas essis occurencias, e que V. Exc. eo- i
ontrari na secretaria do governo, parecen-rae
incoa veniente a coosetvaeao d'aqaelle (relegado,
o exooerei do cargo que occupavt,
Depois de ter percprrido. aauindo do capital no
dia 17 de setembro, as villas do Pilar, Inga e
ampia* Grande, ero caminho deata ultima villa
para a de Cabeceiraa, eecootrei no dia 21 com-
mooicg6c de Soutt, que ese oollciavam o pe-
quena dtalerbto que la roben ahi Uvera lugar por
eeajUo da leigo. Depola de alguma* recul-
base le volentos, toita pela esa paroehial, arre-
aaeaaara-ae urna um inditduo, eatrando-a ao
chao, a Miera era pedsgot. Quenado por miro
meemo averiguar estas negocios, e provi Jencitr
o proprio tbeatro dos aeootecimeotoa, prosegu
ata mioha vtogem ; qne (ioha por termo a metma
cidade de Souza.
As Tillas de Cabaceiras, S. Joo, Teixeira, Pian-
c, foraia por misa visitadas, e encontradas em
perfeita Iranquillidade, apezar de estarem seas
habitantes passaado por urna quadra de lio forte
agitego poltica. No dia 1* de outobro cheguei
Souza, onde logo tralei de tomar coohecimeoto
ato que occorrera, ouvindo as autoridades a prin-
cipies pessoas do lugar.
Como consecuencia do que soubera, entend
conveniente exonerar o delegado de polica dous
supplentes do eaaamo, dosigoando novo dia para
a eleigo, como flzera a respeito de Alagoa Nova,
como de lei.
Em Citle, pora onde segu deSouza, tinha ti-
4o lugar a eleicao coa serios reeeioa de pertur-
baco da ordem e tranquillidado publica, por
causa do procedimeato da mesa, que alm de la-
zar a chamada dos votantes por um livro rubrica-
do falsificado, e muito alterado, recusara receber
os votos do ruis de duzeolos oidados devida-
me.'ile qualiGcados.
Inteirado do que occorrera, e depois do ouvir
o r. juiz de dreilo da comarca e as mais auto-
ridades do lugar; o de verificar por documentos,
Mstenles na secretaria, que mutois dos oornes
incluidos no livro tinham sido adrede accrescen-
sndos, e outros alteradosanoullei a referida elei-
cao, mandando proceder outrade que tudo dei
parte ao governo imperial, que, por aviso de 5
de Janeiro ultimo, approvoo o meu acto ; assim
comoapprovara as providencias dadas para Ala-
sjoa Nova e Souza.
Be Catul passei a Patos, onde tudo se achava
calmo e tranquillo ; seguindo dessa villa para a
Alagoa Nova, onde cheguei no dia 12 do raesmo
asa de outubro, tendo j lido lugar a nova elei-
cao, sera que fosse de maaeira alguma alterada a
traoqoillidade publica, achaudo-se testa da po-
lica um ofiicial de* te corpo, que garanti ple-
namente a liberdade do voto, que tanto lhe lora
recommendada.
Em Area conlnuava inalteravel a Iranquilli-
dade publica, encontrando eu no mesmo estado
de paz e quietado a villa da Independencia e a
cidade de Mamanguaqe.
Nao aconteca, potm, o mesmo em Bananei-
ras, onde todos recriavam abusos, violencias e
arbitrariedades por parle da polica, que j come-
cava as perseguigoes.
_Coovenci-me da veracidade dessas informages,
nao s pela queixa e mais notas que perante oiim
pruduzio o delegado contra o subdelegado que
periencia p. lilica opposls, como tambem pela
ingenuidade com que se houve o mesmo delega-
do, oftorecendo-rae vencer a eleicao e fazer reca-
Blr os votos dos seus eleitores nos candidatos que
por ventura protegesso o governo. Exonerei-o.
exonerando tambem o subdelegado, desarmando
assim as duas parcialidades, e confiando a polica
e a torga publica a esse mesmo ofTicia!, que to
bons serrigos prestara ordem o a liberdade do
voto durante a etoigo municipal em Taip, Pilar
e Alagoa Nova.
Tomadas todas as providencias para qua se nao
reproduzissem tiesta provincia as scenas sangui-
nolentas de oulras pocas, e mesmo os factos que
se catarata dando as ltmilrophes: expedidas as
ordens precisas para que em toda a parte, em to-
dos os pontos se garantissem ao mesmo tempo a
paz, a iranquillidade publica e a livre manifesta-
cao do voto, aguardei ancioso o resultado de meus
esforcos e de meus desejos, que felizmente lve-
xam plena e completa realisago.
Nao foi em ponto algum seriamente alterada a
tranquillidade publica. Apenas em Patos tornou-
ae riecessaria a presenga do Dr. juiz de direito e
e algumas praeas, que evtaram a desordem com
que um pequeo grupo pretenda perturbar oa
nulilisar os trabalhbs da eleicao, ensanguentan-
do-a talvez.
Em Taquera tornou-se tambem indispensavel
a presenga do digno chele de polica, que de tal
maneira se houve, e com tanta imparcialidade e
lino so portou, que ambas as parcialidades acal-
xuarara-se, e ambas fazem anda agora justiga ao
leu procedimento.
Em resultado cabe-me a satisfagao de congra-
zular-me com V. Exc. pela maneira porque cor-
reu lodo o processo eleitoral em selembro e de-
nembro, mostrando mais urna vez os Paralbanos
quanto sao respeitadores da lei, e quanto teem
progredido no uso do sagrado direito de escolhe-
xem seus representantes
Posto que de pouca importancia nesta provin-
cia, nao devo oceultar a V. Exc. os recetes de
perturbaco da ordem que ia originando a err-
nea e malvola interpretado dada ao art. 11 10
da lei do orcamento geral para o exercicio de
1861 1862.
Em Alagoa Nova e Campia, nicos lugares
ande appareceram esses boatos, abortaram os pla-
nos dos desordeiros, mediante o prudente empre-
go de meios brandos e suasorios.
Contina anda inalteravel a Iranquillidade pu-
blica, que, como V. Exc. acaba de ver, pouco per-
turbada foi durante o tempo proprio das agua-
rdes.
ELEIQOES.
Com o decreto n. 2,621 de 22 de agosto do aono
passado baixarara as iostrueces paraexeeugo do
decreto n. 1,052 de 18 do'mesmo nuzeanno,
que alterou a lei n. 387 de 19 de agosto de 1846
e o decreto o. 842 de selembro de 1855. sobre
leices.
Em cimprimento das referidas leis e decretos,
dos avisos do governo imperial de 22 do men-
cionado mez, e de 10 de setembro e 4 de dezem-
hro, foram pelas portaras ns. 46 e 157 de 26 de
autubro e 20 de dezembro, designados os colle-
gie-s eleitoraes de cada um dos dislricios da pro-
vincia, e numero de eleitores que devia dar cada
parochia. Annexo a esta exposicao encontrar
V. Exc. o mappa respectivo [n. 1), do qual se v
que a provincia se divide em dous districtos com
dezoito collegios, e 781 eleitores, pertencenles a
l parochias.
Ao primeiro districlo, composto de dez colle-
gios, cabem 477 eleitores em 18 freguezias ; ao
segundo, composto de oito collegios, pertencem
304 eleitores em 13 freguezias.
O numero de votantes qusliflcados no anno pr-
ximo lindo de 47,372, muito superior ao de
Sualquer dos tres annos anteriores, em que a qua-
Dcacao deu o seguinto resultado :
Annos. Votantes.
1857.......... 29.812
1858.......... 33.078
1859.......... 32,990
Era 1856 o corpo eleitoral, de que se compu-
nham os cinco circuios da provincia, contava
569 eleitores.
Nao havendo alteracao alguma em relago
eleigo de jues de paz e vereadores, leve ella
lugar no dia 7 de setembro, excepto em algumas
parochias, onde falta de commuoicacoes e do
Sreenchimeoto em tempo das formalidades
gaes fez adiar esse acto.
Em toda a parte, porm, leve ella lugar sera
que fosse alterada a tranquillidade publica, tendo
apenas sido interrumpidos os actoa respectivos
aa Alagoa Nova e Souza, em consequencia das
ocurrencias que cima foram declaradas.
as pocas novamente designadas leve lugar
nova eleicao tanto em Souza como em Alagoa
Wova, correado tranquilamente e em perfeita
liberdade e calma, o procesto eleitoral.
A respeito da eleicao municipal de Souza e
le Bananeiras, pendem de intormages e derifo
do governo imperial as representares que me
foram dirigidas por diversos cidadaos, aceras da
maaeira e legalidade com que corroa o respectivo
processo.
Varios cidadaos votantes da freguezia da Barra
Je Nataba representaran] lamber contra a elei-
cao de 7 de selembro.
As allegarles porm, referindo-se oa sos
vicios de qualifleacao, ou factos nao pro vados
nao foi por mim atendida.
Levei lodos os papis ao eonhecifflsnto do go-
?eroo imperial, que, por aviso do aUnisterto do
vino. 6.19 de feTeftiro ultimo, approtou a
aninha decisio.
30 de dezembro teve lugsr. de codforrnidsdo
eom o ditposto na flovitsima reforma eleitoral, <
aleicaopara eleitores as diffrentei pafochias
ala provincia..
Im algumas dellas apparecerSo duplcalas, que
Urio de ter apreciadas e decididas pelo poder
competente, ao qaal remetti todos os papis e
documentos1 respectivos, que chegaram ao meu
conhecimento.
Teve lagar a eleic&o primaria sem o menor
disturbio, asaistindo o Dr. chela da policia a que
tova lagar m Taquira, oide a torta exacerbado
dea aotmoa fazia receiar algum serio confleto.
A* 2 de Janeiro reuniram-te os eleitores nos
lugares, a que devlam formar-se os collagiot, e
ah asoelbaram os representantes da provincia.
Ja coabecido o reaultado da apuracao (lia
pela cmara municipal do capital, em relaclo ao
primoiro districlo; foram reeoohecidos deputa-
dos : o Dr. Diogo Velho Gavalcaoli de Albuquer-
que, com 365 votos; o Dr. Anitio Salalbial Car-
neiro da Guoha, com 329; e V. Exc. coa 284.
vos pertencenles a lagares das freguezias de S.
Juao e Camaina, prximos a aova villa, flzeram
com que fosse pela lei numero 12 de 6 de outu-
bro de 1856 autortado o presidente da provincia
A fuar a nova circunacripcao territorial entra oa
terrenos de Alagoa Nova, Arela, Campia e S.*
Joao.
O vgario e os poros de Alagoa Nov teem re-
clamado das paitadas adainilracoas a execucao
d'essa la, xecucio que aa parees ter sido em-
barazada aa consequencia do qua em officio da
15 de outubro de 1858 ponderou & esta presiden-
cia o Rvm. bitpo diocesano, e que V. Exc. encon-
trar no gabinete, junto asa papis respectivos.
Bntendendo ou que seria conveniente terminar
da urna ves etsa questao, exig em agosto do
aono passado doa respectivos juiass de direito,
juizes muoicipaes e promotores pblicos, ss in-
Quanto ao segundo districlo, depende o resul- formages que podessem colher, eque'melhor
lado da verifkacao de poderes pal* cmara dos ensaten a govsrao a'aat* decisa'o.
deputados; por quanto tendo-se dividido a ca-1 Infelizmente nao me vieram ellas,
mar municipal de Pombal, reuniram-se por J reiterei as ordens para que venham, exi-.
urna parte o presideote da cmara e mais dous giodo-as tambem dos vigarios rospeclivos e das
vereadores, e juramentaran) os suppleoles no-, cmaras muuicipaes : tencionava avista de lodos
cessarios, aparando as actas que Ibes preceram esses dados examinar a questao, eomo ella o me-
lugaret, e expedindo diplomas ao Dr. Antonio rece, formar um juizo, e officiar ao Sr bitpo
Mauoel de Aragao e Mell, e couselheiro Antonio afim de flear, como seu aecordo, determinado
Jos Heuriqucs: por outra reuniram-se tambem essa eircumscripcao.
tres vereadores convocaram outros suppleoles, i V. Exc, porm, far o qne entender mais
apuraram as aclas'que mais legitimas lhes pare- conveniente.
ceram, e expediram diplomas ao mesmo Dr. An- j A respeito do lugar Canto de Pedras, e etpe-
tonio Manoel de Aragao e Mello e ao r. JoSo ialmente de um sitio de Joo Gualberto de Olt-
Leiie terreira, ; veira no mesmo fugar, tambem ha questao, que
Em iodo o csso parece nao haver duvida a coovm seja decidida pela assembla provincial.
respeito da eleicao do Dr. Aragao. As autoridades e parochos de Independencia pre-
TERRITORIO DA PROVINCIA. tendera que o lugar perlence a este termo; as
cedaslro que dos pases cuja, organisacao de Mamanguape pretender o contrario, e asse-
administractiva se acba perfeita ou adiantada, veram que os respectivos moradores sao qualifl-
tanlo auxilio presta aoadministridor e a todo cados votantes e jurados em Mamanguape.
aquolle que so dedica ao estudo da estalistica,. Ficam sobre mesa de V. Exc. todos esses
considerada nos seus mltiplos e variados pontos papis, que eu tencionava levar ao conhecimento
de vista, e que muita ulilidade presta para o da assembla provincial, afim de que ella deter-
perfeito conhecimento des recursos e necessida- mioasse os limites das suas freguezias, de sorte
des materaes e moraes do paiz, nao existe entre a cortar essas duvidas, e evitar novas para o
nos. futuro.
Mesmo as provincias mais importanic-s e mais Tambem entre os municipios de Bananeiras e
ricas notam-so apena ligeiros ensaios para esse Coit su-citam-se duvidas, que assembla pro-
flm, os quaes apenas podem servir de imperfeila vincial cabe resolver. A le da creaco da villa
base ao que de futuro se emprebender u'esse do Coit deu-lhe por limites os da respectiva fre-
sentido. guezia.
Na Parahyba quasi nada existe a esse res- Posteriormente foram desmembrados desse
Pel'0' municipio e freguezia alguna lugares para forma-
Um mperfeilo e incompleto reconhecimento rem a nova freguezia de Araruoa, desmembrada
feio pelos engenheiros Blcc-ss e Pulemaun, de da de Bananeiras, e formadas de partes que per-
algumas das estradas que desla capital se dirigem tenciam aquellas duas.
alguns pontos da provincia, (rabalho que V.' Pretendo a cmara do Coit, que esses lugares
Exc. encontrar em quadro no gabinete da pre- desmembrados para a nova freguezia coutinuem
sidencia, quanto esse respeito existe. a fazer parte do seu municipio.
Nao menciono alguns veihos esbocos de plan- Enlende a de Bantneiras que, pertencendo ao
las de algumas villas da provincia, tracados por
engenheiros que aqu serviram ha mullos annos.
e que mesmo nao durara como perfeitos esses
irabalhos-, que para pouco ou nada podem
servir.
A necessidade de urna bda caria topographica
da provincia torna-se muito sensivel.
A que existe, do visconde de C'Jlectdam,
incompleta e muito iuexacta ; nao s em relagao
aus limites desla com as provincias visinhas,
como a respeito da uosico das differentes loca-
lidades, disiancias respectivas etc.
seu municipio a nova freguezia de Araruna, de-
vem ao mesmo perteneer tolas as partes compo-
nentes dessa freguezia, erabora tivessem ellas
periencido outr'ora freguezia e municipio do
Cuit.
POPULAgO.
A admicistraQio luta com osmaiores embara-
50s para colher sigues esclarecimeotos a respeito
da populaco da provincia.
Mesmo oas mais adiaotadas e ricas, onde ha
repartices especiaes de estalistica conveniente-
mente montados lutam as administraces com
Entretanto n'aquelle irabalho dos engenheiros obstculos e difBculdades.
Prussianos, que cima me retiro, se v bem Avultam estas aqu, onde nada ha senao re-
determinada a posicao geographica desla capital, censesmeotosantigos e muito imperfeitos.
das cidades de Arela e Mamanguape, e das villas Segundo o ultimo, que teve lugar era 1852,
do Pilar, Inga, Campia, Independencia, Dana- anda a populago da provincia por 212,000 almas'
oeiras, Alagoa Nova, S. Joo e Teixeira. das quaes 28,000 escravos.-
Poder servir de esclarecimento e base do Tendo pornPsdo dizimada em 1856 pelo cho-
trabalho indicado, e de que deve-se tratar desde lera a popuhco e3crava, quo, anda por outras
que o permittam os recursos da provincia, aclu- causas de todos coohecidas tende a descroscer,
alente insufficientcs.
Um dos meus antecessores refere, em seu
relatorio assembla provincial, que a carta do
littoral fura eucarregada pelo ministerio da ma-
rinha ao Io teoenie da armada Manoel Antonio
Vital de Olveira
Nao consta porm da semtaria a existencia de
semelhaute trabalho: uem mesmo sei se foi
levado effeito.
LIMITES.
Esse mesmo digno ex-presiJente que me re-
aro (o Sr. coronel Beaurepare Rohan, ) procu-
rando averiguar quaes os verdadeiros limites da
creio que ao ser muito errado o calculo, que a
limitar hoje a 20,000 mil almas, se a tanto
chegar.
As circumstancias financeras da provincia nao
permitiera actualmente o dispendio de quaes-
quersommas, qjese destiaassem a esse objeclo.
Parece-me entretanto que alguma cousa se pode
ir fazendo por intermedio das autoridades poli-
ciaes, exigindo-se-lhes todos os annos mappas
da populaco com as necessarias especifica-
coes.
Ir-se-ho habituando poro e autoridades es-
_ se trabalho; e quando a administrago poder
provincia, s pode ahaoca alguns traeos esclare- cuidar de meios mais efScazes, e que possam
cimentos acerca dos d'esta com a provincia do Rio Pr*duzir melhores e mais definitivos resultados,
Gran le do Norte ; e esses mesmos esclarecimen- chara mais ou menos preparado o terreno; e
los foram exclusivamente fornecidos por aquella H"es os povos dos preconceitos que obstam na
actualidade quesquer passos nesse sen-
Do mappa n. 2, que V. Exc. achara annexo,
encontrar os poucos esclarecimeutos que me
foi possivel obter acerca da populago.
Do mappa n. 3 conhecer tambem o movimen-
to em relacio baptisados, casa meatos e bitos;
e que, mesmo incompleto como se acba, su-
perior ao que em annos anteriores se tem podi-
do obter.
Do referido mappa. e nao mencionadas as lre-
guezias de Bananeiras, Inga, Pombal, Catle do
provincia.
Nao eslao porm de lal modo determinados os
referidos limites, que se tenham evitado freqnen-
tes questdes.
O lugar Marcos da Baha da Iraico, termo de
Mamanguape, tem originado conflictos, que fe-
lizmente nao tem degenerado em fortes violen-
cias, pela maneira cheia de moderaco e pruden-
cia por que lera procedido as autoridades do Ma-
manguape. Prximas esse lugar, e em territo-
rio limitrophe cora o Rio Grande do Norte, exis-
tem as trras do engenboJCamaratuba, perlenceo-
te a Manoel Attonio de Siqueira e Mello. Que- l*00118 e S. Jos de Piranhas, algumas das quaes
rendo esse proprietario fazer despejar de suas ter- s^o muito importantes pela sua crescida popu-
ras alguns moradores, e sendo-lhe preciso para 'cao. consta terem havldo 9,164 baptisados sen-
esse Bm recorrer autoridade, dirigio-se as jus- do 8.575 de lvres e 589 de escravos; 3,070 obi-
ticas de Mamanguape. tos, sendo 2,901 de pessoas livres e 169 de es-
Fazendo estas expedir um mandado de despejo, craTs; 2,140 casamenlos, sendo 2,084 de livres
nao poderara os ofliciaes de juslics faze-lo cum- e 5(> de escravos.
prir. por se ter opposlo isso ura inspector da Em lodo o anno de 1860'sahiram da provincia
quarteiro do Rio Grande do Norte, arneacando- Parl fra o imperio tres estrangeiros, levando
os com priso ordem do respectivo subdelegado. oscal* por Peroambuco. Nao entrou eslrange-
Procedendo-se depois urna vestoria, reconhe- ro alSum vindo de fra do imperio,
ceu-se que o lugar em questao Oca aquem dos i Tunnac viiRriran
limites, bem claramente designados por marcos lEKKAS PUBLICAS.
de pedra cora a legendaParahibado lado do D, SlZMSaJa?;. t ., .M
sul, tendo a do lado do norte a legenda Rio decreto n. 2,575 A de 14 de abril de 1860,
Grande.
Em vista d'isso, requereu Manoel Antonio novo
mandado de despejo, que oblevo, seguindo com
os ofliciaes urna torca da guarda nacional, ao en-
contr dos quaes sabio o juiz de direito do Goian-
ninha d'aquella provincia, impedindo qualque'r
procedimento judicial das autoridades da Para-
ma leve execueSo nesta provincia 1 de junho
de mesmo aono, foi extincta a reparlico espe-
cial de trras publicas, o seu expediente cargo
da secretaria do governo.
Iofelizmente anda desconhecida na Para-
Jiiba a colonisago estraDgeira. Emquanto os
bracos rareara, diminuindo sensivelmente, nao
hiba, e obrando em nome do presidente respec- fa0 SUD8',l,ul tivo. o que fez cora que se retirassem tanto os of- ornos. ''""ra, que, demais, luta com a ralla
ficiaes de jusliga, como a torca. 0 raesmo juiz de ?! c,aT)-llae?> e .* ransportefacil dos seus pro-
direito contesleu posteriormente as intormaooas ^'"spara os differentes mercados,
dadas esta presidencia pelo juiz municipal e de-1 yual1uer esforgo que se fizesse nesse sentido,
legado de Mamanguape. i me Parece 1ue bem compensado;
Pela minha correspondencia ofncial este res-' Eu,relant0 'enues recursos da provincia nao
peilo com o Sr. presidente do Rio Grande do or- C0seDlem lue Por 81 em aoxHio dos poderes
te conhecer V. Exc. que essas quesioes se nao ge"-ef' teD,e actoalmente qualquer cousa nesse
acham decididas. Propuz ltimamente a S. Exc. s
que levassemos ambos todo o occorrido ao conhe-
cimento do governo imperial, que poder mandar
proceder scienlicamenle e com mais seguranca
e perfeigo aos necessarios examet, afim de que
a assemola geral resolta definitivamente acerca
o'esses limites, conservaudo-se entretanto o stalu
quo at decso superior. Quanto conflictos de
jurisdiego, quede novo se dessem, serfam elles
decididos pelos tribunaes como fosse de direito.
Esse meu ultimo officio nao teve anda solugo
alguma d'aquella presidencia.
Nem so com a provincia do Rio Grande do
Norte que so suscitara quesioes de limites com a
Parahiba. Na nova villa de Pedras de Fogo, da
comarca do Pilar, e na povoago de Matla Vir-
gem, termo de Cabaceiras, comarca de S Joo,
acham-se os limites com a provincia de Pernam-
buco confusa e inconvenientemente designados.
A primeira cortada por urna linha divisoria
muito contestada : servindo outr'ora de limite
estrada geral, (oi em consequencia de mudaoga
de transito, mudado tambem o trago da estrada,
pretendendo a provincia de Peroambuco acompa-
obar essa circamstaucia, que muito lhe aprovei-
ta. Parece-me que o bom direito se acha do lado
da Parahiba, apesar de que ea secretaria do go-
verno e aos archivos existentes oem um esclare-
cimento se encontra, que nos possa perfeitamente
orientar na questao.
Novos exames e indagagoes seriam talvez ne-
cessarios, e em todo o caso, seja qual for a deci-
ao, deve cessar esse inconveniente estado de
cousas, que muito prejudica a numerosa popula-
go da localidade de que se trata.
A linha divisoria entre s duas provincias no
districlo de Malta Virgem pasas tambem 00 cea-
tfo do povoado, cortando a capella que la existe,
de sorte que a entrada do templo pertence urna
das duas, e o altar mor outra. Comprehende-
se a inconveniencia poltica e administrativa de
semelhaute divitio, a que devem attender os po-
deres do EtUdo.
Os limites muuicipaes nao sao tambem petfei-
lameote discriptos ; e d'ahi se origtoam as vetes
duvidas e qustet difeeit de solver.
. Aei-PI0Tlnci,ll uamero 10 de 5 da setembro
de 1830 elevou a cathegoria de Villa a freguezia
da Alagoa Nova, dando-lhe por limites, e dei-
xando a parte espiritual dependente do Rvm. his-
po diocesano. Essa lei foi porm derrogada n'esla
ultima parle, de orto que ffcu o municipio re-
daztdo aos ettreitos limitas (tret a quatro laguas)
da freguezia. Ai repetidas represan tac es dospo-
_ Accresce qae a emigrago no norte do impe-
rio dillisil; e ainda nao se estabeleceram as
correales^ que felizmente J conduzem annual-
mente aos diversos pontos do sul militares de co-
lonos;
Muito poucos terrenos devolutos existem na
provincia, cujas trras tem em qufsi sua totali-
dade possuidores certos.
Tambem nao ha aldeias.
Os poucos Indios que existem em differentes
localidades, acham-se confundidos na massa ge-
ral da populago.
SAUDE PUBLICA.
Tem sido em geral satisfactorio o estado da sa-
lubridade publiea na provincia. A' excepgao da
varila, que em pequea escala, se desenvolveu,
em alguns pontos, nenhuma outra molestia appa-
receu, que lomasse carcter epidmico. Mesmo
daquella molestia poueSs foram os casos fataes.
Em flus de junho do aono passado espalharam-
se netta cidade boatos aterradores a respeito de
urna epidemia, oo caraclerisada, que apparece-
ra na Cruz do Espirito Santo, distante daqui seis
legoas. Logo que chegaram ao meu conheci-
mento essas noticias, acompanbadaa de instan-
tes pedidos para que fostem um medico a 10c-
corros ao lugar, encarreguei o Dr. Antonio da
Cruz Cordeiro de para 11 dirigir-se, e observar o
3ue houvesse, dando-me noticia exacta e breve
o que observasse. Felizmente nao passavam os
faclos, que tinto aterravam os moradores daquella
povoajo, de alguna caaoa de tvpho, dos quaes
dous fataes.
Dous ou- tres casos de febre araarella se tea
dado em embarcares estrangeiras, mas sem que
tenha havido caso algum fatal.
Predominam netta cidade e aeua arredoras du-
rante o invern as affecgdes das viaa respiratorias
e digestivas.
No verao predominam as angas as couvul-
goes e desyolhe.-ias, nos adultos febres intermi-
tentes e malignas, cepbalalgla, irritagdes inletli-
nas, etc.
O digno intpector da aauda publica contina
a reclamar aa medidas por qua Um inaiado nos
seus anteriores reltenos e que, dependendo de
creacidas despezai, nao podem por ora ter lugar.
Vo-ae colhendo posto qus lentamente, alguns
reiuttadOS da vacciaa ; tendo porm nicamen-
te conhecidos os que se retorera capital, por
isso que os commissarios vaocioadorea alo re-
mettem 01 meppaa retpectivot. Do qne consta
aa capital ae ve que do 1* de Janeiro i 31 de de-
zembro de 1860 foram vaccioados 300 individuos,
sendo:
Horneas. Mulheres. Livres. Escravos. Total.
187 113 214 86 300
Deanes tveram vaccioago regular 208. Sem
reaultado 22.' Nao foram observados 70.
SANTA CASA DE MISERICORDIA.
Continua este pi estabelecimeolo, nico da
provincia, em tua marcha lenta, mais segur*. As
pequeas secoamodaedesdo edificio nao consen-
tem que o hospital preste todos os servigos qae
e destinado, e que se vio tornando cada vez mais
reclamados.
A arrecadago das reodas respectivas oo tol-
la como serla par* desejar, apezar dos esforgos
do digno provedor actual: e se nao fosse a sub-
vengan com que o auxilia a provincia, o estabe-
lecimento nao poderia marchar.
De julho de 1860 tovereiro ultimo, compra-
heudeodo e espacn de orto mezes completos, fo-
ram tratadoa 240 eoermos, dos quaea sshiram
curados 181, tendo morrido22; sendo portaotoa
mortalidade de mais de 9 por ceoto, resultado
que, como muito bem diz o honrado provedor oe
seu relatorio, dereria cousiderar-se como desa-
nimador, ae se oo attendesso que muitos en-
fermos s muito tarde e quando desengaados,
se recolhem ao hospital da Santa Casa. Accresce
que, mesmo assim, o resultado oblido mais fa-
voravel do que o relativo mortalidade dos tres
annos anteriores.
Nesse mesmo prazo, de julho tovereiro, a
receita em dinheiro, iocluindo o saldo que paa-
sou do anno anterior, de 18 516J552, e a des-
posa de 17:447J539, havendo por consequencia
em 28 de tovereiro um saldo de 1:069013, como
consta do balango annexo ao relatorio do digno
provedor.
as cifras da receita e despeza acham-se cora-
prehendidos 6:000J>doados por S. M. o Impera-
dor ; devendo por isso considerar-se como re-
ceita ordinaria unieamente a tommade..........
12 516g552 e despeza effectiva a de 11:447^530.
O saldo em letras de 8.467762, que com o
existente em dinheiro prelaz somma de........
9:536*775.
Importa a divida activa da Santa Casa em___
1:4629931, nao incluida a subvengo anda nao
satisfeita pelo thesouro provincial, dos uous l-
timos mezes, nem a de 3:250$, que o thesouro
deve ao estabelecimento.
Nao foram ellas comprehendidas no quadro an-
nexo quelle relatorie, bem como nao o foi a re-
ceita proveniente do3 emolumentos das embar-
cages nos mezes de dezembro, Janeiro e toverei-
ro ltimos.
Alm dessas diversas importancias a Santa Ca-
sa se achara em muito melbor posigo se lhe
tossem pagas nao s divida proveniente dos di-
minutos foros e renda do seu patrimonio, que
sobe a quantia de 2:062712,como lambem a
proveniente de legados pos oo cumplidos, pelo
qual sao responsaveis os successores da ultima
administradora do extincto morgado.S. Salva-
dor do Mundocujos nomes com as respectivas
quotas sao os seguiutes :
O. Mara Joaquina de Albuquerque
Mello............................... 3:635974
Padre Francisco Pinto Pessoa....... 1:7318415
BarodeMara...................... 1:385/132
Dr. Francisco Antonio de Almeida e
Albuquerque....................... 1:2118991
Dr. Antonio Carlos de Almeida e Al-
buquerque ......................... 1:211*991
Dr. Augusto Carlos de Almeida e Al-
buquerque......................... 1:2118991
Jos Ponciano Gomes da Slveira.... 692$5b"
Francisco Manoel Carneiro da Cunha 6922567
Jos Gomesda Slveira............... 6925567
Manoel Gomes da Slveira........... 346JJ283
Padre Felippe Benicio da Fonseca
Galvo............................. 346$2S3
Pela administrago da Santa Gasa foram expe-
didas aos referidos devedores circulares convi-
dndolos a tralarem acerca de seus dbitos, e
oflerecendo-se-lhes prazos razoaveis. V. Exc.
prestara um relevante servgo esse pi estabe-
lecimeato auxiliando-o na cobrauga dessas quan-
lias, assim como fazendo com que so torne effec-
tiva e se realise a promessa do honrado baro de
Mara, a que se refere o relatorio do provedor da
Santa Casa, de 1858, acerca dos partidosOu-
teiro, Retiro e Saramagocujo dominio directo
pertence ao estabelecimento, que nem ao menos
gosa do diminuto e respectivo foro, a que tem
iocuntestavel direito Continuara assim {diz o
aclual provedor) a serem usufruidos esses terre-
nos sem a menor vantagem para a Santa Casa,
e com risco de negar-se-lhe cora o andar do tem-
po o dominio, sa o dgao titular nao fosse, como
, um homem de sa consciencia o temente a
eus.
Entre as casas do patrimonio do estabeleci-
mento existe a de n. 14 da ra do Carmo, que
est sendo usufruidasem vanlagem alguma, ten-
do sido legada ao estabelecimento pela bemtoito-
ra D. Candida Rosa Thenoria de Aragao.
A divida passiva, que vem especificada no an-
nexo n. 5, importa em 2:781*771.
Sao tratadas na Santa Casa as pragas do corpo
policial, o que toi determinado por acto da pre-
sidencia de 22 de maio de 1858, por isso que o
quartel do corpo nao oftorecia oscommandos ne-
cessarios para o estabelecimento de urna enfer-
mara. Reverta para o estabelecimento, aQm de
se compensarem as despezas respectivas, o sold
inteiro de cada praga, durante o tempo em que
all se conservava.
Dessa pratica se orignavara graves inconve-
nientes. A eutormidade para o soldado do corpo
policial, alm dos soflmenlos phYsicos que lhe
trazia, causava-lbe, quando casado e ooerado de
familia, asmaiores torturas ; por isso que a dei-
xava ao desamparo e a morrer de tome. Os que
se achavam nessas condiges dfcilmente, e s
vezes s muito tarde, se resolviam a dar-se por
doentes, temendo para a familia os effeitos da
suspeoso de todos os vencimeotos.
Ouvidos o commandanle e o medico do corpo,
adoptei, sob proposta d'este, e depois de ouvida
a administrago da. Santa Casa, o alvitre de or-
denar o descont no sold de cada praga de vinte
res por dia, o qual recolhido ao thesouro devia
servia para pagar as despezas com os medica-
mentos. O primeiro resultado 'essa experien-
cia nao toi como se desejava por isso que nao
foram suflicientes os descontos effec'.uados em
nm trimestre para o pagamento dos remedios.
Mas observa o medico que no referido trimestre
deram-se muitos casos de eutormidade no corpo,
e que nao se pode d'ahi deduzir ura calculo io-
fallivel para o anoo inteiro.
Como quer que seja, e aioda quando em vez
de 20 rs. se lizcsse o descont de 40, me parece
que deve ser sustentada a medida, pelos bous
resultados que tem produzldo, e pelo contenta-
mento que sua adopgo causouaos pobres solda-
dos, sobre tudo quelles que supportam o onus
da familia.
Semelhante descont nao lhes seria mesmo
pesado, por isto quo o seu sold toi elevado de
700 800 rs. diarios.
DIVISAO ADMINISTRATIVA, JUDICIARIA E
ECCLESIASTICA.
Existem oa provincia quatro cidades, quinze
villas, e diversos novoados mais ou menos im-
prtanles. D'easas toi creada a villa de Pedras
de Fogo pela lei o. 10 do anno passado, que
creou tambem ahi um districlo de paz.
Em cada urna das cidades, e villas, exceptua-
da apenas a de Albandra onde nao se tem apu-
rado o numero de jurados necessario para se
crear o respectivo conselho, exilie creada urna
delegacia subdividida em subdelegadas, que so-
bem ao numero de ciocoenta e tres, e qae quisi
todas eslao preenehidas, como V. Exc. ver do
mappa o. 7, achaudo-se someote vagas as dele-
gadas de Cabaceiras, de S. Joo e de Teixeira,
tendo sido exonerados a seu pedido o serventus-
rio da primeira ; e o da segunda por nao cenvir
a sua continuagio ao aervigo publico, visto ser
um official do exercito que ha muito tempo se
acha fra do commaodo da sua companhia,
qaal devia recolher-se em vista das reiteradas
ordeos do governo imperial. A ultima toi ha
pouco creada.
Acham-sevagas as subdelegadas de Alhandra,
Taquara, Inga, Serra do Teixeira e Belm.
Pelas resoluges de 13 e 25 de agosto do aono
assado declarei exlinctos os districtos de subde-
egacia do Pauliala, Termo de Pombal, e Santo
Antonio de Poges, termo da Bananeiras ; nao
s porque, i, viata das inforratget cotrdaa. ne-
nhuma vantagem ae adquera para o aervigo pu-
blico da conlinuacao d'esaaa aubdelegidas, como
porque nio abundava nat raspeclivas localidades
o pessoal Idneo para oa cargos po'.iciaes. Acre-
ce que tinham aldo creada por circumstancias
extraordinarias relativas seguranca publica e
admioiatracao da jusliga, as quaes tinham ees-
tado.
Tendo tido creados termos as villas de Pe-
oraa de Poco e Teixeira, por ae ter aparado nu-
mero ntlllciente de jurados oa forma da lei, fo-
ram ahi creadas, pelas resolugoet de 16 de tove-
reiro, e 31 de Janeiro d'este cono, delegadas de
polica, tendo j sido preenchidos e lagares
respectivos em Pedras de Fogor
Sob proposta do Dr. chefe de policia toraa
creados: a 27 de abril um districlo de subdele-
ga*! no povodo da Fagandes, terna de Cam-
pia Grande ; a 18 de maio um outro na povoa-
&-d* Ca'P"' le"> do Catle do Rocha ; e a
30 de outubro outro na de Saot'Aooa do Congo,
jermo de S. Joao. Os respectivos limites cons-
taa das resoluges qae os crearam.
provincia oas
Bananeiras, A-
Ttrmot.
de
Quanto ao judicial, divide-te
sete comarcas da capital, Pilar,
rea, S, J0S0, Pombal e Souza.'
A capital coropreheode os termos d'esta cida-
eda de Mamanguape ambos com juizes le-
trados.
A de Pilar compe-se dos de Pilar, Pedrea de
Fogo. Iogi e Campia Grande, tendo o primeiro
o quarto juiz letrado, o devendo le-lo o 3o que
foi deeannexado do Pilar pelo decreto n. 2,720
de 9 de Janeiro ultimo, e que ainda nao foi pr-
vido.
Na comarca de Bananeiras existem como jui-
zes letrados, e efectivamente prvidos, os ter-
mos do mesmo nome e de Independencia ; sem
elle, o de Cuit.
Na de Area, que se compoe dos termos do
mesmo nome e do de Alagoa-Nova, s aquello
tem juiz letrado.
A de SI J080 comprehende os termos de Ca-
baceiras, S Jooe Teixeira. O segando tem juiz
letrado ; o primeiro foi desannexado d'este pelo
decreto n. 2,721 de 9 de Janeiro ultimo, nao ten-
do ainda sido prvido de juiz letrado ; termo do
Teixeira foi creado ha pouco tempo.
Creio que muito conviria ao servgo publico a
desannexago do termo de Teixeira do de S. Joo,
sendo reunido ao de Patos, o que sem augment
de despeza tornara melbor e mais proficua a
administrago da jusliga, e a vara municipal res-
pectiva mais procurada do que o tem sido, falla
que tem occanonado serios embaragos marcha
regular da referida administrago.
A comarca de Pombal compe-te actoalmente
dos termos reunidos de Pombal e Catle do Ro-
cha, e do de Patos que deve ter juiz letrado, e
cuja vara tem sido oceupada por supplentes
mais de anno.
A comarca de Souza comprehende os dois ter-
mos separados de Souza e Pianc4 Para o ulti-
mo nomeei interinamente, com autorisacao do
Sr. ministro da jusliga, o bacharel Jos Cyriaco
aoares Raposo da Cmara, que entrou em ex-
ercicio 9 de tovereiro ultimo.
Ha por tanto na provincia desenove termos,
dos quaes quatorze com juizes letrados, e cinco
reunidos a outros, havendo quatro vagas de iui-
zes municipaes.
As comarcas acham-se todas prvidas de pro-
motores formados o de juizes de direito, estan-
do porm anda com licenga os juizes de direito
de S. Joao e de Bansneiras ; nao constando at
hoje que tenha entrado em exercicio o juiz de
direito de Souza, Hyoolito Cassiano Pamplona.
Foi obrigado, vista de- faclos documentados
que chegaram ao meu conhecimento, e depois
de ouvir os respectivos juizes de direito, sus-
pender auccessivamente o 1\ 2o, e 3o suppleoles
do juiz municipal de Cabaceiras, e o Io supplen-
le do de Palos, ordenando que tossem todos
responsabilisados. Um desses supplentes de Ca-
baceiras j foi pronunciado pelo Dr. juiz de di-
reito interino de S. Joo, como V. Exc. ver
dos documentos e papis que lhe hSo de ser pre-
sentes.
Tendo vagado a promotoria da capital, remov
para ella a seu pedido o bacharel Francisco Cle-
menllno de Vasconcellos Chaves, que ainda nao
chegou de Souza, onde se achava exercendo car-
go idntico. Para essa comarca remov o pro-
motor de S. Joo, que oo podia conveniente-
mente continuar a servir na comarca, sendo pr-
ximo prente do Dr. juiz do direito interino e do
supplente da juiz municipal, que exercia esse
ca rgo.
Para S. Joo nomeei o bacharel Claudino Fran-
cisco de Araujo Guarila.
Tratava tambem de remover 011 dar outro des-
tino ao promotor de Bananeiras que, pelas mes-
mas razdes que dictaran! o acto relativo ao ex-
promotor de S. Joo, nao pode convenientemen-
te continuar a servir all, apezar do bom con-
ceito que formo de um e ootro desses funeciona-
rio?.
No ecclesiastico, comprehendo a provincia trin-
la e duas freguezias, tendo sido creada e des-
membrada da de Pianc pela lei n. 5 de 11 de
julho do auno passado a ultima, de Nossa Senho-
ra da Conceigo da Misericordia, a qual foi can-
nicamente provida em outubro do anno passado,
recahindo a nomeago interina no padre Fran-
cisco das Chagas Souza.
Sao collados os parochos de vinte e duas fre-
guezias, sendo encommendados os das freguezias
da Taquara. Jacoca, Baha da Traigo, Pedra
Lavrada, Cabaceiras, Teixeira, Cajazeiras, S. Jos
de Piranhas, Santa Luzia e Misericordia. as
freguezias de Mamanguape, Area e Campia
vigarios interinos, que, nos impedimentos
collados, exercem as uocges parochiaes.
Capital.................
Maaanguaps...........
rilar...................
ll: ...................
Campia Grande.......
Bananeiras.............
Independencia .........
Cuit...................
a ro* i.iiMM>oil
Abgoa Nova ...........
S. Joo..................
Pombal..................
Catle da Rocha........
Po....................
Souza....................
Pianc......
ADMINISTRA CAO DA JUSTICA.
Policia.
Das parlicipages recebidas consta lerem-se
commetlido no anno prximo passado lindo de
1860, 96 erimes. Tomando os quatro ltimos
anuos e iocluindo o passado leremos seguinte
demonstrago :
Numero de Numero ie
Btssoes. riot.
2 26
2 22
2 48
2 11
2 27
1 i
1 11
1 1
2 40
2 21
1 9
2 8
2 4
2 8
2 13
1 8
No termo de Cabaceiras abrio-se a primeira
sesso e encerrou-se sem haver julgamento, por
que o nico reo qae linha de ser julgado nao pode
comparecer no tribunal por doente.
Os reos jalgados, dos quaes alguns por mais de
um enme, foram:
Por torimeotos.................. JiJ
Por homicidio................" 57
Por uso de armas detozs;!'.'. 38
Porfurto....................... 28
Porameagas................'.Y.'. 19
For tirada e fuga de presos..!! 14
Por crime de roubo............. 11
Pordamno..................... 8
Porestupro.................... 2
Contra a liberdade individual... 2
Por crime de rapto............. 1
Por polygamia................. 1
Por estelionato................. 1
"93
Desses julgamentos resullaram 123 condemna-
goes e 139 ab&oWges.
Os erimes de responsabiUdade o os especiaes-
de que trata o decreto de 2 de julho de 1850
comraetiidos na provincia, e julgados no juizo de'
direito no aono de 1860, sobem 25 em 15 pro-
cessos (mappas ns. 10 e 11.)
Os de infraego de posturas municipaes e os
policiaes julgados fra do jury foram 11 em 11
processos.
Foram capturados, no anno de 1860. 329 cri-
minosos, numero que, comparado com os dos ou-
tros annos, demonstra a actividade e vigilancia
que empregou a ajptoridade, observago que pode
tambem ser feita em relage aos julgamentos.
O numero de prises eftoeluadas aos ullmis 6
annos e o seguinte :
Numero de sesscs.
Deiictos. 1855 207 11 20 23 8 5 16 25 315 1856 65 11 36 14 7 4 34 20 191 1857 ~85 16 52 12 15 1 16 58 20 285 1858 59 54 30 10 5 3 44 24 229 1859 66 61 2 45 11 21 6 6 8 6 1 10 1 1 1 1 12 30 289 1S60
Homicidio....... Tentativa de homicidio........ Ferimentos e of-feosas physicas Injurias verbaes.. 82 3 73 10 1 41 10 9 1 1 2 29 4 l 3 8 2 1 1 1 1 1

Uso de armas de-
Desobediencia ... Contra a liberdade individual.. ResponsabiUdade Fuga de preso.... Estupro.......... Perjurio......... Resistencia...... Tentativa do roubo.............

Ajuotamento illi-

4 41
Crimes oo de-Total.............

Crimes.
Aborto....................
A m ea cas....................
Contra a liberdade individual
Contra o livre exercicio dos
direilos polticos........
Damnes...................
Estupros....................
Ferimentos e offensas phy-
sicas......................
Tentativas do mesmo crime.
Fugas de presos............
Tentativas do mesmo crime
Purtos.....'..................
Homicidios..................
Tentativas de homicidio,....
Infantecidio.................
Moda falsa.................
Resistencias.................
Raptos......................
Tentativas de rapto..........
Roubos......................
Tentativas de roubo.........
Tiradas de presos............
185711858
1
1
1859
4
rO
11
22
6
32
9
2
1
27
2
1860
35
23
4
Entre os capturados contam-se 14 criminosos
pertencentea outras provincias.
A policia se acha confiada ao intelligente e ac-
tivo chefe Dr. Manoel Jos da Silva Neiva. Ape-
zar das interrupgoes que os seus soffrimentos
physicos o tem obrigado no seu exercicio, sao
patentes e importantes ds resultados por elle ob-
tidos.
O mappa n. 15 indica o pessoal da secretario
dos da repartigo, o qual o respectivo chefe julga dia
minuto, parecendo-lhe indispensavel a creaco
de um lugar de archivista, cujo serventuario seja
especial e exclusivamente encarregado da conve-
niente arrumago dos papis, e tomada e presta-
godas notas e esclarecimeutos necessarios.
Tendo sido exonerado o official servindo de se-
cretario da referida repartigo,econslando-me que
por decreto de 14 de Janeiro ultimo fra nomea-
do em subslituigo o cidado Thomaz de Aquioo
Mindello, nomeei-o inteiramenle para esse cargo,
em cujo exercicio se acha.
Do mappa n. 14 se conhece qual o servico que
se tem toito nessa repartigo.
Refere-se o mappa n. 7 diviso policial da
provincia e pessoal respectivo.
No seu estado completo deve esse pessoal com-
prehender :
19 delegados
114 supplentes.
52 subdelegados.
312 supplentes dos mesmos,
31
2
13
1
4
28
3
1
2
2
Dividem-se os crimes pelos diversos termos da
maneira seguinte:
Capital............ 16
Mamanguape...... 4
Areia.............. 4
Alagoa Nova...... 2
Independencia..... 13
Bananeiras........ 4
Cuit.............. 2
Pilar............... 10
Inga............... 8
Campia Grande... 4
S. Joo............ 9
Cabaceiras........ 2
Pombal............ 3
Catle do Rocha... 4
Souza.............. 7
Pianc............ 4
Total.... 96
A incerteza dos dados obtidos acerca de um dos
criraaa mais coamuna e de mais diffici! represso
na provincia, o de furto de cavalloa, causa de
nao figurar na demonslraco cima o numero
reapectivo, que alias de elevado algarismo.
O decreto n. 1,090* da 1 de setembro do anoo
passado, relativo aos processos por esses crimes,
ainda nioproduiio todos es seus effeitos, queso
mais tarde irio seodo conhecidos.
Na correr do anno passado funecionou o tribu-
nal do jury nos difforeates termos da provaid*.
tomando conhecimento de 198 procestos com 262
reos dos quaes 254 horneas e 3 mulheres a sa-
ber:
497 total.
Durante a minha administrago (17 de abril de
1860 17 de margo de 1861) foram nomeados :
13 delegados.
20 supplentes dos mesmos.
22 subdelegados.
26 supplentes destes.
81 total.
Muitas dessas nomeages tveram lugar para
preenebimento de vagas.
No mesmo espago de tempo foram exone-
rados :
14 delegados.
9 supplentes de delegados.
19 subdelegados.
15 supplentes de subdelegados.
57 total.
Tireram ellas lugar pelos aeguintes motivos:
a pedido.
6 delegados.
3 supplentes dos mesmos.
11 subdelegados.
5 supplentes destes.
25 total.
Por conveniencia do servigo :
7 delegados.
4 suppleoles dos mesmos.
4 subdelegados.
6 suppleoles de subdelegados.
21 total.
Entre os delegados e subdelegados exonerados
sete eram ofliciaes militares que tiveram de re-
colher-se aos seos corpos, e por isso foram dis-
pensados das commisses.
Por iucompatibidade :
1 delegado,
2 suppleates de delegados.
2 subdelegados.
2 suppleotes dos mesmos.
7 total.
Por mudaoga de residencia para outro dis-
triclo :
2 subdelegados.
2 tupplentes dos mesmos.
TtotaJ.


*m
HABI DI MBflAJUUGO; st. SEGUNDA FEJRA ii DE ABRIL DE IM1.
.
a gal pira os se-
Existem por preencher
guales logares :
3 delegadas.
90 supplenciis de delegado.
4 subdelegadas.
55 upplencia de subdelegado.
anaBaSasM
82 total.
A expedigo de ceato e tsatas prag9 enviadas
felo mea antecessor nao prodmioos bons resal-
ados que se aguardavam ; e achando-se entre-
tanto muito atropellado o servigo na capital, fiz
recolher a orga, cojis pracas ebegaram em mi
atado, nao lendo sido Conservadas no de disci-
plina e moralisago qoe deveram ter guardado.
Como porra nao convinha abandonar os ter-
mos de Fianc, Souza e Patos sos faclnoras que
impunemente os percorriam, com especialidade o
primeiro, onde so pronuneiadoa em crimea de
morte consta existirem 154, nao ociando os que
nao tem sido processados, ordenei que seguase
para aquellos lugares um deslecamento de 56 pra-
vas, que ainda li se acha, commandado pelo ca-
pito Jos Anselmo Rodrigues, auxiliado pelo
capito Augusto Pipes Villas Boas e alteres Joa-
qun! Alves da Cimba, os quaes todos leem pres-
tado relevantes servigos e conseguido capturas
muito importantes. Infelizmente tanto o capi-
to Anselmo como o capito Villas Boas soguera
ara os corpos que forara destinados em Pemam-
uco e na Babia, sendo necessario substitui-los
convenientemente. No seo gabinete encontrar
Y. Exc. a relaeo dos criminoses que me re-
fer qual me foi remettida pelo delegado de poli-
ca de Pianc, que confessa ser ainda defectiva.
{Continuar-ge-ha}.
DIARIO DE PERrUMBUCO-
A assembla, depois da leitura do expediente,
pareceres das commisoes e projetos, approvou
sabbado em 4* discusso a emenda do Sr. Souza
Reis ao projecto de reforma do regiment da casa,
e ouvio os Srs. Alfonso de Albuquerquo, Souza
Reis, Nascimento Portella e Vera Cruz, na 3a
discusso do projecto a 46 de 1859, emendado
pelo Sr. Feoelon, fleaodo a materia adiada pela
hora, e com a palavra os Srs. Fenelon e Pereira
de Brito.
A ordem do dia de boje : continuadlo da an-
tecedente, e mais Ia discusso dos projectos o. 3
.(torga policial), e 6 (carros de praca) do correte
anno.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 20 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. Sarao de Vera-Cruz.
Ao meio, dia feita a chamada, veriflea-se ha-
ver numero legal de Srs. deputados.
Abre-se a sesso. -i.
L-se e approva-se a acia da antecedente.
O Sr. lo secretario d conta do seguite
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da presidencia, remet-
iendo a iufornuQao dada pelo juiz de direito da
comarca de Pao d'Alho, aobre o reqoerimeoto de
Francisco Antonio Brayner de Souza Rangel, ta-
faelllo e escrivo do crlme e aivel daquella co-
marca.A' commisso de justica civil e criminal.
Outro de Francisco Mara Duprst, pediodo que
se decrete urna lei concedendo-lhe o privilegio
exclusivo por 40 annos, afim de encorporar urna
sociedadede construeco e edificado de casas na
cidade e no campo, appropriadas s commodida-
des convenientes de cada classe respectiva de mo-
radores.A' commisso de peticoes
Outro de Jos Theodoro Gomes, pediodo absol-
vigo dos juros de 9 por cenlo como devedor
thesouraria provincial, do restante de umi letra
proveniente do imposto de 2(500 por cabeca de
gado no municipio do Limoeiro.A' commisso
de orgamento provincial.
Sao lidos, julgados objecto de deliberago c
mandados imprimir os seguiotes projectos :
A assembla legislativa proviocial rosolve :
a Art. Io. Os professoros avulsos que forera
chamados servir no Gymnasio Pernambucano,
efectivamente serviro cummulativamentecom
os outros professores.e tero direito igual a grati-
ficago deste tempo que servirem.
Art. 2." Ficam revogadas as disposices em
contrario.G. Alcoforado.
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, decreta :
Art. 1. Fica desmembrada a povoago de
Panellas da freguesa de Altinho, pelos limites
do respectivo distncto, e encorporado a do Qui-
pap.
Art. 2 A sede da freguezia de Quipap flea
transferida para Panellas, e revogadas as disposi-
cns em contrario.
Sala das sess5s, 20 de abril de 1861. Fran-
cisco Jos Fernandos Gilirana. Joaquim Pedro
Barrlo de Mello Reg.
A commisso de petices quem foi presen-
tes a da irmandade do Santissimo Sacramento da
freguezia da Boa-Vista desta cidade e a dos ha-
bitantes da freguezia de S. Jos de Barreiros, em
quo pedem preferencia para suas loteras, de
parecer que se adopte a seguite resoluco :
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, resolve:
Art. nico. O presidente da provincia, manda-
r correr de preferencia a qualquer outra, duas
loteras urna em beneficio das obras da matriz da
Boa-Vista e outra em o das de S. Miguel de Bar-
reiros, sem prejuizo porm das concedidas ao
trario.
Sala das coramissoes 20 de abril de 1861.Dr.
Manoel de Figueirda Faria, Goncalves Guima-
res.
[Continuarse-ha.)
mensas o que corresponde m-me a mesma aorlu
da difficuldades que ci vamos conseguindo :
........ Reconhego que teoho inegligente pan
oomV. 9. par j nolhe ter escripto 4 V. S. Pn-
rmA parque o vexame c muito a temos
lempo de escrever para casa ; e muito satisfeito
par saber que vio todos boas, a que tivemos este
anno um invern sublime. Deus queira que vi
em augmento. J s o'duas horas depois da
meia naite........
c DaV. S. bbrnho amigo a respeitador etc.
Acha-se marcado o prazo de sessenta dias
para habilitago dos que se quizerem propor a
serven lia vitalicia do lugar de porteiro dos audi-
torios desta cidade, vago por morte do respecti-
vo serventuario Jos dos Santos Torres.
A habilitago na forma do decreto de 30 de.
agosto de 1851, art. 14.
Foram norneados delegados de policia do
termo do Cabo obacharel Joo Goncalves Bacel-
lar, e d'aquello de Nazareth o capito Francisco
Antonio deS Barreto.
Nestes dous ltimos dias, em consequencia
de haver sido trazido para urna das caldeiras do
arsenal de marinha o casco de um pequeo na-
vio, eorreram boatos de que era um biate que se
encontrara encalhado em Ponas de Pedras, e que
tinha siguaes de empregar-se no commercio de
escravstura. Passando averiguar o fado, obli-
vemos as seguintes informagesi:
O hiato Flor do Brasil, que navegava outr'ora
para a Parahyba, mudou de proprietario, epas-
sado algum tempo, seu novo dono, vendo que
pouco resultado lhe dava 6 trafego, e achando-se
o navio precisado de muitosconcertos, enlendeu
melhor desampara-lo aa corda dos Passariohos,
o que com effeito realisou.
Hayendo ltimamente a capilania do porto an-
nunciado que os cascos do navios, que se acha-
vam naquella localidade, deviam ser retirados,
ningueni appareceu para remover esse ; finio o
prazo marcado, a capitania temendo que, ruis
dia menos dia, viesse elle abalroar, com a cor-
renteza, com algum dos navios Tundeados no por-
to, maodou colloca-lo dentro de ama das cal-
deiras do arsenal, fazendo novos annuncios, que
com effeito se leem em outra parte deste Diario.
J se v, pois, que foi de mo gosto a ioven-
gao de navio negreiro, etc., etc., e que o que ape-
nas bouve foi cumpriraento do regulamento das
capitanas e ordens em vigor.
Fassageiros do hiale nacional Sergipano,
vindo da ilha de Fernando: 1 cirurgiao do exer-
cito Jos Joaquim Machado, capito Luiz Fran-
cisco, Teixeira sua senhora e 1 escrava, 15 pra-
cas, 2 mulherescom 2 fi'ihos menores pertencen-
te as mesma pragas, 16 prezos, 2 mulheres per-
tencentes aos mesmos. Manoel Baptisia Barbosa
e 1 escrava, Francisco Caetano de Assis, Thereza
Mara de Jess e 1 ilho menor, Amelia filha de
um prezo, Sebastiana de Jess, Mara Joaquina
da Conceigo e 2 filhas menores, 1 escravo per-
tencentea um prezo.
Passageiros do hute nacional Invensivel,
sahido para Aracaly: D. Jozepha dos Anjos
Donelly e 4 Qlhos menores, Theophilo Theotooio
Bezerra sua senhora e 1 Gibo menor, e Candido
Jos de Abreu.
Falleceram durante a semana 45 pessias ;
sendo 14 homens, 9 mulheres e 16 prvulos
livres.1 homem, 1 mulher e 4 prvulos es-
cravos.
MORTALIOAOE 00 OA 20.
Izabel Mara da Conceigo, parda, solteira, 20
annos, hemorhoide.
Leobino, pardo, 6 annos, convulsoes.
Urna mulher, que foi recelhida sem falla no hos-
pital de cari Ja Je, e morreu depois de entrada.
Manoel, liberto, preto, solteiro, 30 annos, me-
nengite aguda.
Mara, exposta, branda, 1 dia, espasmo.
MATAOOL'RO PUBLICO :
Mataiam-se no dia 20 do corrente para o con-
sumo desta cidade 27 rezes.
REVISTA DIARIA-
Ioformam-nos que o novo caes entre as
^uas pontea aprsenla alguraa damnificago,
causada pelo embate de alvarengas que se amar-
ro junto rampa, dizendo-se-nos que ah
acha-se fendido o paredo supposto ao caes em
forma de varanda.
Nao examinamo-lo por nos mesmos, mas con-
ven) quo o seja por quem tiver essa obrigacao ;
e, verificado o que dito fica, importa vedar taes
amarraces, e curar-se do reparo sem detenga.
Consta-nos que vo appareceodo os cambis-
tas de bilhetes de theatro as noites de espect-
culos ; c como seja isto vedado, preciso que se
faga effectiva a prohibirlo consagrada.
Para este abuso, pois, solicitamos a attenco
da competente autoridade.
Hojecomeca o proces?o de habilitacSo para
o concurso s cadeiras vagas de instrueco ele-
mentar do sexo feminino.
Alguna assignantes de nosso Diario, na ci-
dade de Olinda, queixam-se de que a illumioa-
go ali feita apenas em melado das nioles e
nesse pouco roesmo, com ama luz amortecida,
em consequencia da falta de azeite. As authori-
dedes, a qaem compete attestir o exacto cu mpri-
men ta desee contrato, pedimos pite sejam mais
escrupulosas, afim de poupar o dinbeiro dos co-
fres provinciaes, e nao insultar o publico com
essa irrisoria illuminaco.
Tendo de proeeder-se desde j a obstruccao
completa da barreta das jangadas, cessa o transi-
to de qualquer embarcacao por ahi, e acham-se
interceptadas as entradas e sahidas, que daotes
faziam-ee por esse ponto.
Se o estylo a horneo, eoaao foi dito e
passa por axioma, o autor da seguite caria, que
nos enviaram, n'ella acha-se sufflcientemenie
daguerreotypado.
Nao precisa, pois, que digamos ao leitor ser
lie um digno examinado m lalinidade, cm
correspondencia com um sea nao menos digno
to
.Lida e apreciada a pega, involuntaria exclama-
gao sotta-se dos labios,lembrando o beaus venler:
eae-a e pasmai aote-tamaohos rasgos de elo-
quencia philoaopbica a ortographica.
cMautw. Olinda........... de 1859. Muito
prazer lereiqua estas mkihaa tascas e mal trava-
das regras tiverem oapplauso, de irem ahi per-
xnanecerem, contemplando em litigio, um sote-
smp de alegra: Que v. S. e minha ta D.
Biquinba etodoa desta exceUenle casa: estejem
suavisando urna maravlhosa.saudeacompanbeda
com o retrocesso de felicidadeso que para mim
o pinhor de maior importancia. Eu al ao pre-
sente tioda estoa com saue gragas Deus
< As saudades que tenho (ido da la. si im-
nao publicasse estes relalorios em. sua integra, a
pedimqs-lhe que o faga.
Talvx que, salesemos os relatnos dos dous
antagonistas, mudassemos de opinio ; porm as-
sim descarnados, reduzidos a esqueletos, parees-
nos que o Sr. Buarque de Maeedo foi demasiada-
mente severo ou cr aas suas aprerhgSes, e que
o Sr. Viriato da Medeiros, baldo de argumentos,
s achou para responder ao commissario do go-
verno palavra menos proprias da um cavalheiro
como elle .
Analysemos um pouco, ehonniioitqui mal y
penie. O que quo se pode em boa lgica colliglr
do extracto dos dous relatnos? quaoto a nos,
simplesmente o seguite:
1." A estrada de ferro foi-mal construida, a
nella nao se fez senio concerlos parciaes e nsuf-
Ocientes.
2. Permanece a estrada em mo estado, o
que muito augmenta a despeza de sua conserva-
gao. #
3.a preciso fazerem-se concertos geraes, cu-
ja despeza ser compensada no espago de cinco
annos por meio da eaonomia na despeza da con-
servaeio.
4.* O nivel da estrada t muito balxo, e por con-
seguinte exposto a frequentes inundagdes.
5.* Os meios de esgoto das aguas sao iosuffi-
cientes.
6. Mal organisado est o servigo administra-
tivo.
7. As compras se fazem por pregos avulta-
dos e sem averiguago da qualidade dos gene-
ros.
Depois do que allega o Sr. Buarque de Macado,
passemos ao que allega, segundo o extracto, o
Sr. Viriato de Medeiros, para destruir as aecu-
goes.
1.a Concorda em muitos pontos, embora duros
de engolir, com o seu eollegt.
2." as suas respostas, comtudo, vc-se o amor
proprio offendido e com razo.
3.* Informages acerca dos fados de quo se
trata de averiguar, nada.
4." Diz que o estado da linha mo, a des-
peza consideravel, que precisodisainui-la quan-
to antes, que bastar reconstruir parte da via, mas
que requer exame mais minucioso.
5. Diz que sao necessarias reformas na admi-
nistrago, fazendo-as com vagar.
6 Que sedeveestabelecer um melhor systema
de fiscalisago.
7.a EmOm, que o Sr. Buarque de Maeedo
muito mogo, inexperiente, e que nao sabe o que
diz.
Poderiamos ir mais louge e achariamos mais
acrimonia na resposta do Sr. Viriato de Medei-
ros, porm nao seria digno delle e nao o quere-
mos fazer.
O que fado que ha de um lado aecusages
graves, e que do outro nao responde a essas ae-
cusages com argumentos baseados sobre dados
positivos.
Accusago de urna parte, desabito da outra, e
nada mais.
O publico, o paiz esto interessados em sa-
ber quem tem razo, se a directora da estrada,
se o Sr. Buarque, e para este um convoi publi-
car os dous relatnos em toda a sua extenso pa-
ra todos avaliarem a forga das aecusages, e a da
defeza.
Amigo da verdade.
CHR0N1CA JJJU10IARIA.
TRIBUNAL DA RELAfjIO.
SESSAO EM 20 DE ABRIL DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COKSELHEIRO ERHEL1NO
DE LEVO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Caetano Santiago,
Silveira, Gilirana, Bastos de Oliveira, Lourengo
Sanligo, e Costa Molla, faltando os Srs. desem-
bargadores Silva Gomes e Guerra, procurador
da corda, foi aberla a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do.8, procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
ACGRAVO DE PETigiO.
Aggravanle, Antonio Francisco Dornellas ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Bastos do
Oliveira e Silveira.
Negaram provimenlo.
Aggravanle, Carlos Jos Aslley & Companhia ;
aggravado, Jos Alexandre Gubian.
Relator o Sr. desembargadorMolta.
Sorteados os Srs. desembargadores Bastos de
Oliveira e Silveira.
Ficou adiado.
RECURSOS CHIMES.
Recorrente, Florencio Jos Correia Marques ;
recorrido, o juizi).
Relalor o Sr. desembargador Bastos de Oli-
veira.
Sorteados 03 Srs. desembargadores Gilirana,
Silveira e Lourengo Santiago.
Improcedente. "
Recorrente, Silvestre Rodrigues Pinto ; recorri-
do, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourenc.o San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Costa Molla,
Bastos de Oliveira e Gilirana.
Foi julgada improcedente a queixa de Joaquim
Manoel de Carvalho, contra o Dr. chefe do poli-
ca desta provincia.
Foi proposta a petigo de Lourengo Calisto de
Souza, pediodo ordem de habeas-corpus.Foi
concedida para o dia 23 do correte, s 11 horas
do da, ouvida a autoridade competente.
Foiproposta igual petigo de Joaquim Fernn-
desde Azevedo, e teve igual despocho.
Igual petico de Francisco Lourenco, e tambera
ual despacho.
DESIGNACXO DE DIA.
Assignou-se dia para julgamcnlo das seguintes
appellages civeis :
Appellante, Manoel Antonio Pereira de Abreu;
appellado, Francisco de S Albuquerque.
Appellanle, Francisco Antonio Pereira da Sil-
va ; appelldo, Belchior dos Reis Cavalcanti.
Appellant*, Guilhermina CorJeiio da Silva;
appellado, Ignacio Jos Machado.
Appellanle, Manoel Jeronymo Barreiros Ran-
gel ; appellados, Andr Dias de Araujo.
As appellages crimes :.
Appellanle, o juizo; appellado, Francisco An-
tonio das Chagas.
Appellante, o juizo; appellado, Antonio Lucio
Bezerra.
Appellante, o juizo; appellado, Francisco de
Assis Bezerra.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Jos de
Mello e outros.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Severo
Granja e outros.
Appellante. o promotor ; appellado, Luiz An-
tonio Cabug.
Appellante, Ignacio Joo Joaquim ; appellado,
o juizo.
DISTRIBDigOBS.
Ao Sr. desembargador Silveira, o aggravo de
petigo :
Aggravanle, Luiz Francisco Barbslho ; aggra-
lado, e juizo.
Ao Sr. desembargador Gilirana, os aggravos de
petigo :
Aggravanle, Joo Luiz Vianna ; aggravado, o
juizo.
Ao Sr. desembargaaor Costa Motla, oe recursos
crimes :
Recorrentes, Jos Francisco de Souza e ou-
tro ; recorrido, o juizo.
As 1)i horas encerrou-se a sesso.
3ue lllustrado editor do Sornj)f do Commercio I Lenna** ft esteios.
eu publicidad* iquelle communicado, escripto uei ou melaco
da marear injustamente a re- ^ ""*WJ
- ?
putaco de urna pessoa quo lhe al hoje desCo-
nheeida.
DIgnando-se V.S. publicar.estas liohas, muito
obligarlo ao seu onstanle leitor.
/. da Coila Barrada Jnior.
Maranho 13 de margo de 1861.
Do Pvtycaior Jfaronnti de 15 de margo de
90 la

=
COMMERCIO.
de amarello de
Al tandear.
Rendimento do dia 1 a 19. ,
dem do dia .,..,,,
266:3995029
8:8288072
275:227*101
tlovimento da alfandega.
Volumes entrados cejn fazendas.
a com gneros.. 2
Volantes sahidos com fazendas.. 35
* coa gneros.. 104
139
Descarregam hoje 21-de abril.
Brgue inglezElisabelhba.calho
Patacho inglez Mary Blockfazendas.
Barca nacionalIrisdiversos gneros.
Beecbe doria de rendas Internas
geraes de Pernamboca.
Rendimento do' dia 1 a 19. 19:849)836
dem do dia 20. .' .'V 738J473
Pi brasil ......
Pedras de amolar .
dem de filtrar .
dem rebolo ......
Piassava........
Pontas ou chifres de vaccas e
novilhos.......
Pranchoes
l. dous custados. .
dem louro. .
Sabo,, ,. .
Salsa parrilha.. ..
Sebo em rama. .
Sola ou vaqueta "".
Taboas de amarello
dem diversas .
Tapioca ....
Travs. -. .
L'has de boi :: .
Vinagre
om
caada
arroba,
quintal
urna
-"
>
molhos
50*000
t*4
800
lOfOOO
1800
35O0C
lgSCO
S2O0
2r588{309
Consulado, proviocial.
Rendimento do dia 1.a 10. '. 42:1960744
dem do dia 20. .... 596j8-20
.42.793J364
cenlo 4*000
urna
>
Ubra
arroba

urna
duzias
-
arroba
Uina
cent o
caada
160OO
8f000
080
25SOO0
5S000
2&400
104500
70000
39200
IO9OOO
$300
280
Art. 16. Os documentos comprobatorios dasna-
lilages dos arrematantes, e os que devem provar
1 rdoneidade dos dadores serio apresentado na
sesso da junta anteriora da arrematago, para
serem tomados em considerTgio, resolver-se so-
bre aflanca e adrnillir-se o licitante.
ArLvl7. As licilaces sero offerecidas em car-
tas fjuchadas com o sobscripo proposta para a
arrematago tal. Estas cartas sero com a pre-
cisa aoiecedencia lancadaa pelos licitantes na
caixa do correio, e reeebidas na occasiio da arre-
matago, do administrador desta repartigao, poa>
um eropregado da thesouraria para serem aborta
em jerita na presenca de todof oa licitante.
Conformo 0 secretorio
A. f. d'Annunciaco. ^^^^
Declara^oes.
PRA^'-flO" ifei^
lgU8
Os Srs. Buarque de Maeedo e Viria-
to de Medeiros.
Agradecendo redaccSo do Jornal do Commer-
cio os extractos que dea dos relatnos dos 9rs.
Buarque de Macado e Viriato de Medelrosobre a
estrada de ferro de D. Pedro II, sentimos ?m
Sr. redactor do Publicador Afaranhense.A.
magoa profunda, que me causou a leitura de um
communicado Inserto no Jornal do Commercio
do Rio de Janeiro de 2i de fevereiro ultimo, for-
ca-me de novo recorrer s columnas do seu
conceituado jornal, e entreter o publico com ques-
loes, que pouco podem ioleressar-lhe.
J em um dos nmeros anteriores do Publica-
dor Maranhense respondendo um protesto da
Sra. D. Mara Clara de Salles Castro, publicado
contra raim, tive occasio de mostrar que nada
do que all se me arguia fra praticado durante o
tempo, que tenho exercido o lugar de juiz deor-
phos e auzentes desta capital, servindo-me para
esse fim de documentos, cuja authenticidade
impossivel contestar.
Quaodo pois esperava que a Sra. D. Mara Cla-
ra ( ouseus ofliciosos protectores ], envergonha-
da do seu procedimenlo, e convencida das ca-
lumnias, que contra mira irrogara, guardasse o
silencio, e se mantivesae de modo nao cha-
mar sobro si mais indignago, do que suscitou
seu famoso protesto, apparece um communicado
do dito numero do Jornal do Commercio, onde
os meus detractores, aproveitando-se da distan-
cia e do anonymo, teotam de hoto ferir minba
reputago reproduzindo a mesma accusago, e
emprestando-me iolengOes c qualidades, que de
certo at hoje ninguem me tem attribuido 1
Fra logo entrar em todos os delalhes dessa
infame e negra accusago, que ser brevemente
apreciada pelos tribunaes do paiz, e pelo governo
imperial, quem me dirijo: basta por ora, e pa-
ra que ninguem acredite na mentirosa exposigao
que faz o coramuuicante, saber-se que nao fus
eu o juiz que comegou o inventario, mas sira meu
honrado e digno antecessor o fallecido Raimun-
do Alexandre Valle de Carvalho; que nao fui eu
quem requisitou a remessa do dinheiro e dos or-
phos existentes em L'sboa, e cujo indeferimento,
na opinio do communicante, urna das glorias
das justicas de Portugal; e finalmente que nao
fui eu quem procedeu arrematago da sumaca
Parnahiba, e dos niarinheiros, que a trpolagao,
mas o probidoso Sr. Francisco Jos Brando de
Souza, que de certo agradecer Sra. D. Mara
Clara o bom conceito que dello forma.
De lodos os faclos, pois. que se me attribue,
s um foi por mim praticado, o de haver re-
cusado conferir Sra. D. Maria Clara a tuto-
ria de seus filhos, que solicitava ; mas alem de
que esta Sra. por sua residencia em Lisboa nao
podia exercer semelh me encargo, militaram para
o meu procedimenlo outras razoes, que o decoro,
a minba dignidade, e o respeito que voto s cin-
zas do finado Jos Domingues de Castro, obrigam
a calar ueste momento.
Todas as vezes que tenho sido obrigado no
exercicio do meu cargo, nomear tutor a algum
menor, sempre dei preferencia s raes, quem,
se fallara a actividade e intelligencia precisas pa-
ra a admioistrago dos bens dos seus filhos, so-
bra o amor paterno, e urna cousa compensa a
outra.
Mas quando conhego que ellas, alem da fraque-
za natural do seu sexo para os actos, que deman-
dara actividade e intelligencia, nao possuera a
decencia e a honestidade que a lei exigo para
aquello elevado sacerdocio, e que portanto ne-
nhuma contianga podem inspirar quer sobre
boa administrago dos bens, quer sobre a educa-
gao moral e religiosa de seus filhos, parece-rae
que cumpro um dever sagrado, recusando entre-
gar sua direcgo esses infelizes entes, que ape-
nas entram na primeira phase da existencia.
Eonde bebi eu esses principios, onde echei es-
tas disposigoes de lei, que desconhece o commu-
nicante, e de que tanto se admira ?
Os principios, bebi-os na austeridade de miuha
educaco, e as noges do honesto e do justo por
Deus gravadas na consciencia de todos ; as dis-
posigoes prohibitivas, achei-as na ord. do hv. 4.
Pelo que respeita s irregularidades do inven-
tario, que taujbem aponta o communicante, nao
sei de que valor sero ellas, visto que se nao dig-
nou de indvidua-laa. Mas porque, se assimacou-
teceu, nao appellou desse monstruoso inventaro
a Sra. D. Maria Clara ?
Porque nao deu contra o obscuro juiz de or-
phaos da capital do Maranho urna queixa pelos
ousos e violencias, que commettera no exercicio
do sea cargo ?
Porque nio discuta nos jornaes desta cidade
os seus direilos. e levou ao conhecimenlo de to-
das as suas amargas queixaa ?
Porque ? Mas nao ; faz-lhe conta escrever
de longo, onde nao pode chegar a prompta repu-
tago de suas calumnias, eonde, sempre sob a
capa do anonymo, pode mais salvo deprimir a
reputago de seus desairelos ; faz-lhe conta essa
guerra de emboscada, em que j parece bastante
affeita, e para a qual mostra decidida voeago ;
faz-lhe conta finalmente levar a questo para o
terreno que escolbeu, porque sabe perfeitamente
que ahi nao a posso acompanhar.
E de certo bem v V. S. que nao rae pessivel
empenhar-me n'uma discusso, es;'a materia nao
devia dver-me respeito, e cujo flm tnica de-
primir-me sem que meus detractores apresentem
um aoto, que nao seja calumnioso ; entretanto
se o autor do communicado deseja sustenta-la,
nlo hesilarei assim mesmo em provoca-lo, mas
con urna eonico, e vem a ter de assigasr antes
o seu neme.
Feito isto, e s assim lhe darei cabal resposta.
Perdoe-me, Sr. redactor, se abuso com esta
publicacao dos precioso momentos de sus atten-
co, mai precisos para outros assomploa; po-
rm a ofleosa que me dirigirn foi bastante sen-
eutf, 9 mol Nanvet ainda ptiafacilidaue com o
,,SODE ABRIL DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Sobre Londres saccou-ee a 26
1/4. e 26 1/2 por 1000 rs.,
sobre Pariz de 365 rs. por fran-
co, sobre Lisboa de 106 a 108
por cento de premio, e sobre o
Rio de 1/2a 1 por cento de
discesto.
Assucar----------O branco vendeu-se de 3gJ0O
a 4^200 rs. por arroba, o so-
menos a 298OO rs, ma$o*va.do
purgado de 26400 a 2#500 rs.,
e bruto a 1(900 rs. por ar-
roba.
Algodo----------O escolhido obteve de 89OOO a 1
89300 rs., e o regular a 89200
rs. por arroba, efectuaodo-se
vendas do de Macei a 7980O rs.
por arroba.
Azeito doce-------Vendeu-se de 29700 a 2$90O
rs. por galo.
Bacalho----------Retalbeu-se de 7&000 a 109000
rs. por barrica, ficando em ser
7,00a barricas.
Carne secca- A do Rio Grande vendeu-se de
39000 a 39600 rs. por arroba,
e a do Rio da Prata de 29OOO
a 3^200 rs., Gcando em ser
86,000 arrobas da primeira e
10,000 arrobas da segunda.
Vendeu-se de 6000 a 69400 rs.
por arroba.
Carro de pedra dem de 149000 a 163000 re. a
tonelada.
Vendeu-se de 19750 a 19950 rs.
a libra.
Vendeu-se de 39500 a 5$000
rs. a duzia de garrafas.
Vendeu-se com 300 por cento
de promio sobre atadura, cam-
bio ao par.
Manteiga---------A iogleza vendeu-se de 650 a
700 rs. a libra, e a franceza de
539 a 540 rs., licando em de"
pozito 1,300 barris.
Queijos-------------Venderam-se de 19400 a I96OO
rs. os flamengos:
Toucinho--------dem a 8*000 rs. por arroba.
Vinagre-----------Vendeu-se de 1109 a 12000
rs. a pipa.
Vinhos-----------O tinto de Lisboa reputou-se
de 280900 a 3109000 rs. a pipa.
Velas-------------As stearinas de 720 a 750 rs. a
libra.
Fretes-------------Para o Canal a 50, e para Liver-
pool a 32/6 e do algodo a
9/16.
Disconto- O rebate de lettras regulou de
10 a 18 por cento ao anno, dis-
comando a Caixa cerca do 400
coutos de reis nesta semana, a
10 por cont ao anno lettras at
4 mezes.
Alfandega de Pernambu'co 2 de abril de 1861.
O primeiro cooferente. Francisco de Paula
Gongalves da Silva.O segundo conferente, Jos
Miguel de Lira.
App'rovo. Alfandega de Pernambuco, 22 de
abril de 1861 Barros.
Conforme. Joo Jos Pereira de Faria, ler-
ceiro escripturario.
Moyimento do porto.
Navios entrados n dia 20
Rio de Janeiro 21 dias brgue nacional Encan-
tador, de 214 fonellada, capito 'Antonio Pe-
dro dos Santos equlpagera 9, carga vazlhame
e lastro; viuva de Amorim e Filhos. '
[Ilha d Fernando:5 dias hlate nacional Sergi-
pano, de 54 ((meladas, capito Hentique Jos
'Vieirr d'SlIv(: ipaget-, carga vario
gneros Mirtina Irmos.
Navios sahidos no mesmo dia
Aracaty. Hiate nacional Invensivel, capito
Jos Joaquim Alves da Silva, carga differentes
gneros.
Macei e portos intermedios.Vapor nacional
Persinunga, comraandante Manoel Rodrigues
dos Santos Moura.
Macei. Brgue inglez Oden, capito James
Hausard; em lastro.
Caf-
Ch.......
Cerveja-
Louga -

a.
a.
o.
O
B I
Horas
Z
B
Atmosphera.
vi

PJ
Dirscgo.
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Intensidad*.
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Fahrenheit.
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Centgrado.
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22 I Hygrometro.
*. 0 *. OO 0 10
-i >j ~J =1 -1
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Cisterna hydro-
metrica.
Francs.
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Inglez.
a
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PS
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I
r-
c
c

C.
5
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciment
do arsenal de guerra, tem de contratar os gneros
alimenticios ^)ara a companhia dos menores do
areenat de guerra, durante os mezes de maio eiu-
nho prximos vindouros :
Pao de 4 oogas, bolacha, caf em grq, assucar
refinado de segundo sorte. manteiga franceza, cha
hysson, carne verde, dita secc, toucinho'de Lis-
boa, feijo mulatioho 041*' preto, arroz do Mara-
nho, bacalho, azeite doce de Lisboa, vinagra-
de dita, farinha de mandioca.
Quem quizer contratar taes gneros aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretara
do conselho, s 10 horas da manha do dia 29 d
crreme mez.
Sala das sessoes do retorido
abril de 1861.
conselho, 19 de
liento Jos Lamenha Lint,
Coronel, presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretarle.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, pata foraecimenta
do srsengl de guerra," tem do comprar os objec-
tos seguintes:
Para o fardamento do corpo deguarnigo da pro-
vincia da Parahiba.
-1211 baldes grandes lisos de metal amarerlc
'383 ditos pequeos dito de dito.
84 grosas de botoes preto de osso.
153 pares de clcheles pretos.
600 varas de brim da Russia.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fochada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manha do dia22 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
abril de 1861. Bento Josl Lamenha Lins,
Coronel presidente.
alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario.
Capitania do Porto.
De ordem do Sr. chefo de diviso e capito do
Porto se faz publico que vai-se proceder quanto
antes ao tapameBto da barreta das jangadas, para
o que previne nao haver naquelle lugar mais sa-
hidas ou entradas para embarcacao alguna.
Capitana do Porte de Pernambuco 15 de abril
de 1861.Joo Nepomuceno A. Maciel, servindo S
de secretario.
/

NOVO BANCO
DE
Pernambuco;

A noite chuvosa, calma at 4 h. e depois E bas-
tante fresco.
OSC1LACAO DA HAR*.
Preamar as 11 h. e 54' da manha, altura 5,8 p.
Baixamar as6 b. e 6' da tarde, altura 2,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 20 de
abril de 1861. 1
Romano Steppl,
1" leneEnte.
Editaes.
Pauta dos pregos dos gneros sujeilos direitos
de exportaedo. Semana de 22 a 27 do mes de
abril de 1861.
Mercaduras. Unidades. Valores.
Abanos.....: cenlo
Agurdente de cana. .
dem restilada e do reino .
dem caxaca......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodo em caroco ....
dem em rama ou em la. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........
dem de edeo......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias ....
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ......
mQndsees........
Caf bom......- ;
dem escolha ou restolho .
dem terrado.......
Caibros ........
Cal. ......
dem branca ......
Carne secca charque. .
Carvo vegetal.....
Cera de carnauba em bruto. .
dem dem em velas. .
Charutos. ......
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem verdes .......
dem de cabra corridos .
dem de onga. -. ,
Doces seceos ...... libra
dem em geleia ou massa .
dem em calda......
Espanadores grandes. .
dem pequeos.....
Esleirs para forro ou estiv de
navio........
Esloupa nacional ....
Farinha de mandioca. ', .
dem de araruta.....
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........
Fumo em folha bom, .
dem ordinario ou restolho.
dem em tolo bom ,
dem ordinaro restolho. .
momma........
Ipeeacuanha (raz) ....
Leona em echas.....cento
Torda. ....
cento 1J000
caada $640
S640
320
8640
S700
arroba 2$000
> 8S000
700
2J700
2l00
3S400
a s
caada 2000
2500
> tg280
arroba 1*000
3g000
a 7S500
65400
38500
libra 306
um 400
arroba 200
- 400
> 4S000
1&-600
libra #280
|400
cento 2#500
> 48000
libra 9200
> $350
> #135
um 8280
> 108000
Ubra 1*000
500
500
um 48000
28000
cenlo 205000
arroba 18600
alqueire 18000
arroba 68000
a 18500
um 55000
ofooe
8fOM
a 128000
> OfOOO
arroba S.MO0
258000
cento sfooe
> tOfQOO
O Dr. Bernardo Machado da Co9ta Doria, juiz de
direito da primeira vara criminal da comarca
do Recite, etc., etc.
Fago saber aos que este edital virem, que, ba-
vendo vagado o cfficio de porteiro dos auditorios
desta cidade, por morte do serventuario vitalicio
Jos dos Santos Torres, sao convidados os pre-
tendentes ao mesmo cargo a apresentarera os
seus requerimenlos no prazo de 60 dias, sendo
estes competentemente instruidos na forra do
artigo 14 do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851. Este ser affixado na casa das audiencias
e correr na imprensa
Recife 20 de abril de 1861.Eu Joaquim Fran-
cisco de Paul Eleves Clemente, escrivo o subs-
crevi. Bernardo Machado da Costa Doria.
De ordem do Sr. inspector da alfandega se
faz publico, que no dia 23 do corrente se ho de
arrematar em hasta publica, depois do meio dia,
porta da mesma repartigao, de conformidade
com o disposto no artigo 306 do regulamento, 6
barris com plvora, pesando liquido 150 libras,
valor de cada libra 500 rs., total 75, apprehen-
didos pelo guarda Joaquim Ricardo Ferreira, sen-
do a arrematago livre de direitos ao arrematante
Alfandega de Pernambuco 20 de abril de 1861.
O 4." escripturario,
Joaquim Albino de Gusmo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumpriraento do artigo 7. do regulamen-
to do collegio dos orphos de Santa Thereza e
ordem da Exm. Sr. presidente da provincia de 5
do corrente, manda fazer publico, qua no dia 25
do mesmo mez, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vo a praga, para serem ar-
rematadas aquem mais der a renda dos preiios
abaixo declarados, pertencentes ao patrimonio
dos Jilos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II, se-
gundo andar...............
N. 1. Ra do Queimado,
lojs........................
N. 2.Ra do Imperador, so-
brado de dous andares eloja.
N. 4.Largo do Paraizo, so-
brado de dous andar loja.
N. 5.Ra das larangeiras,
casa terrea.................
N.8.Roa Vel ha, casa lerrea.
N. 9.Ra da Gloria, sobra-
do de um andar e loja.....1.001,000 por anno
N. lO.-Rua deS. Gongalo,
casa terrea................. 182,000 por anno
N. 11.Ra de S. Gongalo,
casa terrea................. 182,000 por anno
n. 13.Ra do Sebo, casa
'?"e--.................... 160,000 por anno
N. Id.Ra dos Pires, casa
terrea...................... 103,000 por anno
N. 14.Ra do Rosario da
Boa-vista, casa terrea..... 201,000 por anno
N. 40.Ra da Lapa, casa
terrea...................... 152,000 por anno
N. 41.Roa da Lapa, casa
terrea...................... 182,000 por anno
N. 61.Ra da Cacimba, casa
terrea....................... 300,000 por anno
As arrematages sero feitas por tempo de tres
annos a contar do Io de julho de 1861 a 30 da
junbo de 1864.
As pessoas que se propuserem a estas arrema-
tages comparegam na sala das sessoes da mesara
junta no dia cima declarado pelo meio da com-
petentemente habilitados na forma dos artigo
abaixo.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretarla da thesouraria provincial de Per-
nambuco 9 de abril de 1861
6 secretario
atonto W. aTArmsnca'oeo.
Art. 75 ee regsiaaaasto da theseeraria.O
contractos de arremataeo de renda, que impor-
tara ee mas de fttWOjOOO reis, serlo etfeeftiados
sob a garanta de dous fiadora*, idneos, que te-
nham bens de raiz na cidade do Recife, ao me-
nos um delles orna vez que o outro sera notoria-
mente abonado.
Artigo do reguiwneato interno di thetouraxit.
482,000 por anno
331,500 por anno
1:601,000 por anno
901,000 por ano
204,000 por
202,000 por
anno
anno
O novo banco de Pernambuco con-J y
nua a substituir ou a resgalar as nota+jr
de sua emissao de 10$ e 20# sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que liao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do avisa
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e findo este pra?o s po-
dera' ter lugar a substituidlo ou res-
gate cora o descont mensal e progressi-
vo de 10 por cento poreada mez.
Recife 9 de margo de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
plimento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituidlo das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Rarros.
Conselho administrativo.
0 conseibo administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectoa
seguiutes :
Para a botica da colonia militar de Pimenteiras.
4 libras de gomma arbica em p.
16 libras de cevada limpa.
4 arrobas de assucar refinado.
16 libras de flores de borragem.
8 garraas de xarope de gomma arbica.
2 garrafas de xaropes de chicoria composto.
6 garrafas de espirito de v'mho.
4 libras de agua de flor de larangeira.
2 oogas de extracto gommoso de opis.
2 libras do ether sulphurico.
2 libras de ludano liquido de Sedynham. '
6 garrafas de vinho Madeira branco.
6 ongas de tintura de nosvomica.
6 cidros de magnesia de Henry.
12 cairas de sedelites.
12 garrafas de oleo de Ruine.
6 garrafas de oleo de ameodoa doce.
2 ongas de oleo de crotn legliam.
1 libra de mercurio doce.
4 libras de ungento rosado composlo.
2 libras de camphora*
4 garrafas de rob-aot-syphititico de Laffecteur.
1 libra de tintura digenciana.
1 libra de tintura de mirra.
1 libra de tintura de beijoim.
12 libran de Imhaga em p.
1 libra de alcatro.
4 libras de ungento Eleme.
4 libras de banha de porco.
8 libras de polpa de tamarindo.
12 vidros deoppio-deldoch.
4 libras de linhaga em grao.
8 libras de pommada de saturno.
4 libras de pommada alvissima.
6 seringas de gomma elstica grandes com pipos..
8 seringas de gomma elstica pequeas com
pipos.
2 libras de flores de rosas.
8 libras de fio de linho.
6 ongas de chloroformio.
2 libras de sabo branco.
6 covados de flanella.
1 pedra de afiar.
1 sacca-rolha.
12 peonas de lapis.
1 grosa de pennas d'ago.
2 facas elsticas maior e menor.
12 libras de mostarda em p.
2 libras de pommada mercurial.
Para colonia de Pimenteiras.
1 bandeira grande de flele com armas impe-
riaes.
1 adrica para a mesma.
1 panno de cruz para esquife.
1 lampeo de praga.
2 escrivaninha de lato sendo urna grande o
outra pequea.
2 castigaos de lato.
1 candteiro de cobre para quaitel.
t caneco ou ceso de cobre para jarra.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 26 da
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento de arsenal de guerra, 17 da>
abril de 1861.
Basto Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Prieu Vlmr,
Major vogal serviado de secretario.



**+
DURIO DI PgRABHOCO. *. SEGUNDA
ABRIL
1661.
Noto Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6* dividendo
de 12jJ500 por aeqSo.
THEATRO
.-
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
O especticulo annuccisdo para hontem, e que
loi transferido por cansa da doenga da actriz Ma-
noela Lucci, ter lugar 4* feira 24 do correte.
O resto'dos bilheles ahco-se venda no es-
critorio do' theatro.
Avisos martimos.
Avisos martimos.
Gilham, capito da barca ingleza Ci-
ty of te Sultn,
arribada oeste porto oa sus recente viagem de
Buenos-Ayrea com destino a Londres, precisa
tomar a risco martimo a quaotia de 20 OOOjOOO,
mais ou menos, sobre o casco, apparelho e car-
regamento da mesma barca. No escriptorio de
Sauoders, Brothers & C, praca do Corpo Santo,
se receber proposta dos pretendentes em carta
fechada at 4 horas da tarde do da 23 do corren-
te mez.
Para Lisboa
o brigue Relmpago sahe imprelerivelmeote a
22 do corrente ; para passageiroi, trata-se oa ra
do Vigario d. 19, primeiro andar, com o consig-
natario Thomaz de Aquino Fonseca.
age na presente semana, por ter grande parte
do carregamento contratada, o cter Erna, ca-
pillo Joo Antunes da Silvera ; para oque lhe
falta, trata se com os consignatarios Moreira <&
Ferreirs, rui da Madre de Peos n. 4.
venci do agente Pinto,-do mais completo e va-
nado sortimento do fazendas inglezaa aa mais
propriai do mercado o notamente chegidas :
terca-feira 23 do corrente as 10 hoxaa em ponto,
no sea armazem ra do Trapiche n. 38.
LEILO
Qninta-fira 25 do correte
s 10 horas.
Almeida Gomes, Ales # C, fario leil3t> por in-
lervenglo do agente Pinto, er seu armazem na"
ra da Cruz n. 27, dos seguales objec.os que
serlo Tendidos sem reserva de prego por que-
rerem fechar contas, a saber:.
Chapeos do Chili, sortidos.
Ditos de fellro pretos e pardos:
Charutos do Rio de Janeiro.
Retroz do Porto sortido;
Polkas brancas.
Toalhas de linho e muosoutros objectos.
Nesta mesma occasio
expor venda a prazo ou a dioheiro as segua-
les fazendas inglezas, chitas de differentes qua-
lidades nos estreilas como largas, damascos,
casemiras o pannos de differentes cores, baetao,
prncezas, grvalas de differentes qualidades,
chapeos de sol nao s do seda como de panno, e
oulras fazendas que estarlo expostas no dia e
hora cima mencionados.
LEILO
A 22 do corrente.
Ramos, Dupnl & C. faro leilao por iuterven-
go do agente Oliveira, do mais perfeito sorti-
mento de fazendas de seda, la, linho e de algo-
do, todas proprias do mercado, e que muito
agradarlo a seus freguezes, cuja concurrencia
devidamente apreciarlo no oia terga-feira
23 do corrente.
em que lera lugar o mesmo leilao principiando
as 10 horas da maohla em ponto, no seu arma-
zem ra da Cruz do Recife.
LEILAO
mm
Rio de Janeiro
A veleira barca nacional Rio de Janeiro pre-
tende seguir com muita brevidade, tem parte de
seu carregamento prompto : para o resto que lhe
falta, passageiros e escravos a rete, trala-se com
s seus consignatarios Azevedo & Mendes, no seu
scriptorio ra da Cruz n. 1.
ara o Rio de Ja-
neiro
pretende seguir oestes oito dias o veleiro e bem
coohecido brigue nacional Almirante ; para o
resto da carga que lhe falta, passageiros e escra-
vos afrete, para os quaes tem excellentes com-
modos, trata-se com os seus consignatarios Aze-
vedo & Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz
numero 1.
na ra da MeAre de Dos no armazem
n. 6 dos Sr.. Machado & Rodrigues, as
11 horas em ponto.
Quarta-fir 24 do cpente
as 11 horas em ponto.
Urna casa el negro
em seu armazem
na ra, do Vigario numero 19.
* PEU> AGENTE
CIMARGO
O agente Camargo far lei-
lao por mandado do Exm. Sr
Dr. juiz do commercio e a re-
querimento dos depositarios
e curadores da massa fallida
de Joaquim Luz dos Santos
Villa-verde, de urna casa ter-
rea na ra Imperial n. 201,
com 25 palmos de frente e um
telheiro no fundo, com um
forno de padaria e soto, e
um escravo de nom Joaquim
perte.ncente tudo ao mesmo
fallido, que iro no menciona-
do dia s 11 horas em ponto,
no armazem cima indicado
Quarta-feira 24 do
Antunes farl leilao
corrente.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQfU k VPQR.
O vapor Oyapock, cominandante o cspitlo
tenente Santa Barbara, esperado dos portosdo
sol at odia 30 do corrente o qual depois da
demora do cosime seguir para os do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agenciaTua da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
COMPANHIA PERNAMBUC.\NA
DE
IN'avegacao costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguar3ss.>, commaodante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente mez. Recebe carga at o dia
20ao meio dia. Encommendas, passageiros e
dioheiro a frete al o dia da sahida as 2 horas
escriptorio no Forte do Mattos n. I.
Passageiros para Marselha.
Segu para Marselha at o ftra do corrente mez
a veleira barca franceza Frankliu, s recebe
passageiros, para os quaes tem excellentes cora-
modos : a tratar com Basto & Lemos, ra do
Trapicha n. 15, ou com o capito A. Bernard, no
armazem dos Srs.J. Mendibour, ra do Trapiche
Novo.
""a
Rio de Janeiro,
o yeleiro e bem conhecido Drigue nacional Con-
ceigo pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaes tem excellentes commodos : trala-se com
os seus consignatarios Azevedo & Alende.", no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para a Baha.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade. tem parte do seu car-
regamento pronrpto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azeredo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz o 1.
LeiloesT
\
Segunda-feira 22 do corrente.
O agente Camargo fara' leilao na ra
do Ilaogei, por mandado do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio e a re-
querjmento de Ferreira & Martins, da
arma cao da taberna e mais pertenm
pertencenfe a Antonio Bento de Cam-
pos, as 11 horas do dia em ponto.
. em seu armazem na ra
do Imperador n. 75, de urna rasa lerrea sita na
ra do Alecrim n. 26, com 2 salas, 4 quarlos,
cosioha, quintal etc., assim como de urna grande
meia agua sita na mesma ra n. 13, a qual tem
urna sala, 2quartos e urna pequea saleta. Prin-
cipiar s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
2 casas terreas.
Terca-feira 23 do corrente.
Antunes far leo em seu armazem na ra
do Imperador n. 75, de 2 casas terreas, urna sita
na ra do Padre Florisno n. 14 com 2 salas, 2
quarlos, cosinha, quintal murado e cacimba, e
outra sita na ra do Jardim n. 9, com os mea-
mos commodos e com portao para o fundo, no
da cima s 11 horas em poni.
LE1L0.
Segunda-feira 2rdo corrente
s 11 horas em 'ponto.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr juiz especial
do commercio, dos objectos arrematados
por Ernesto Celestino de Mendonca,
e Joo Flix da Rosa, na taberna da ra
do Rangel, dos objectos arrestados por
Ferreira & Martins a Antonio Bento de
Campos, que irao a leilSo na mesma ta-
berna por conta dos mesmos arrema-
tantes.
LEILAO
Quinta-feira 25 do corrente
ao correr do marteilo com
lanche:
PELO AGENTE
Segunda-feira 22 do corrente.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio a requerimento do cura-
dor fiscal e depositario do fallido Anto
nioJacmtho Pacheco, das dividas do
mesmo fallido, em seu armazem na ra
do Vigario n. 19, as 11 horas em ponto.
Os Srs. pretendentes podero entender-
se com o agente cima afim de saberem
quaes os devedores e suas moradias.
LEILAO
Ao correr do martello.
Terca-faira 23 do corrente as
11 horas em ponto.
Com lunch.
O agente Camargo fara' leilao no dia
cima mencionado na ra Nova n. 36,
dos artigos seguintes englobado ou are-
lalho, a vontade dos compradores, vist
serem de urna fabrica de chapeos de sol
que o seu dono quer liquidar, indo tudo
sem limite, pelo seu dono querer reti-
rar-se no fim do corrente mez.
Chapeos deso de seda para homem.
Dito de panno para dito.
Dito de seda para senhora.
Dito de panno para dita.
Perfumaras diversas da melhor que
existe no mercado. .
Bengalas,chicotes e artigos de miudezas
eo melhor que ha.
O agente cima pede aos seus amigos
e freguezes e aos paes de familia que
nao deixem de vir a grande pechincha
no dia terca-feira as 11 horas do dia.
Na mesma occasio ira' urna excedente
burra para guardar dinheiro; assim co-
mo o apparelho do gaz existente na dita
casa com o seu competente registro,
podendo sercollocado em qualquer es-
tabelecimento sendo elle da companhia.
Aysos diversos.
Leilao
Ter9a-feira 25 do corrente.
O ageute Lamargo far lei-
lao com autorisaco de un: a
ressoa que se retirou para
Europa, de urna excellente
mobilia de Jacaranda com me-
sa, consolos de pedra,uma
outra dita, mesas elsticas,
aparadores, cadeiras de ba-
taneo- guarda roupa, secreta-
rias, apparelhos de mesa,
obras de metal i rincipe, pis-
tolas de revolver, um rico re
logio com msica, um piano,
cadeiras ayulsas e muitos ob-
jectos que estaro patentes no
acto do leilao, na ra. do Tra-
piche n. 4, segundo andar, as
10 horas em ponto.
Transferencia
DE
Leilao de carros.
Segunda-feira 22 do corrente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
Horas em ponto de dous carros promptos com c-
vanos na cocheira da ra de Santo Amaro de-
fronte da casa do Sr. Dr. Sabino.
LEILAO
Quarta-feira 24 do cjrrente.
O ageste Camargo fara' leilSo por
conta e riscP de quem pertencer de 300
Uma pessoa de Portugal, deseja sa-
ber se ainda existe o Dr. Jos Coclho
de Oliveira, que outr'ora resida no
Cabo oa Escaria, em um engeuho, afim
de lhe commnoicar noticias de nma se-
ranea que lhe pode tocar por morte de
um prente : a deixar explicaces na
livraria ns. 6 e 8 da praca da Iodepen-
dencia, com o subscripto --Alpha.
Na lyraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia piecisa se fallar ao Sr.
Antonio Henriques de Miranda.
Julie Beifller. mulher de P. Jacoby Demar
leux, subdita franceza, vai a Europa.
PiMteacdes do instituto homepa-
tas do BrtftHt
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA HOMEOPATHICA
Obra Indlspensavel todas as
pessoas que quizerem corar no-
meopatbicamhte,
C0STE5D0:
A de/inico clara dos termos de medicina: as
cautas mata frequentes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que melhor Ihes corresponden: a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das as chronicas: a hora do dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa accao : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, facadas, tiros,
2uedas, pancadas e fracturas e iodos os mo-
eslias conhecidas, principalmente s que gras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhex, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia: os perigos
que esto sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital inleresse ;-bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas exlranhas medicina, dos
orgaos ma\s importantes, que entram na com-
posigo do corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, urna mostrando qaanto possivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicaco
phisiologica e outra mostrando as differentes
regioes abdomivaes. [Xprimeira coloridapa-
ra ossenhores assignantes.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopalhia, o
resultado da pratica dos homeopathas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramenle os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais ain-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabolecimenlo, capitaes de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopalhia.
_N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa.fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, aconleceu
que antes de incetar a publicaejio visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e ento resolveu mudar inteiramenle o
plano que havia concebido, e dar loda a expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, poiicssem tirar della o mximo proveilo pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a ncincipio li-
aba organisado. r
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thiea, como agora est composlo ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 Volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignalura 159, pagos na occasio de assig-
[Depois de impresso custar 25.)
Acha-se igualmente em fia de pnblica-
co a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposiro das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao esludo dos temperamentos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demons-
traliva da conlinuidade do lub intestinal desde
a bocea at o recto. \Y
A assignstura de 8g pagos na occasio de as-
signar. [depois de impresso cuslar 12# pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagarlo apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignalura, qua nao for acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerad!
como tal. '
Assigoa-se em casa do autor, ra de Sanio A-
maro, [Mundo Novo) n. 6.
J. Praeger & C. muda rara
arinasem da ra da Crus n. 17,
a mesma ra n. 11.
Joo Duarle de Macedo, Portuguez,
Europa.
~-.Ur Debroy. dentista, successordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respeitavel publico quoche-
gar em Pernambuco no mez de abril ou at
junho.
AttenQo.
Avisa-se pela segunda vez ao Sr. Alfredo Lo-
pes Gama de ter a boodade de vir entregar o que
deu-se-lhe por engao na ra do Raugel n. 20,
casa de relojoeiro.
Na audiencia do juizo de paz do primeiro
districto da freguezia de Santo Antonio, no dia 23
do corrente mez, ho de ir praga para serem
arrematados a quera mais der, 18 cadeiras, 2 ban-
cas e urna mesa de meio de sala, do abas, tudo
de Jacaranda, e 2espelhos de parede, penhora-
das a Joaquim Theodoro Alves.
Precisa-sealugar uma prela para vender na
ra, que seja fiel: na ra da Palma n. 74.
Aluga-se por prego commodo uma sala e
camariohacom entrada livre e bonita vista : na
Boa-Vista: a tratar na ra do-Queimado, ]0ja
n. 4o.
nar.
seu
para
vai
na ra do
Pede-se
Soutbaii Melln & c. faro leilao por nter- a 360 saceos txm farinha de mandioca,
ao Sr. Franklin Peixoto que compareca
na ra do Cabuga' n. i B, a negocio
que nao ignora.
Em um engerho distante desta ci-
dade 7 leguas precisase de uma senho-
ra que saiba ensinar primeiras letras e
franceza duas meninas, e se souber m-
sica e piano maior sera' o honorario :
na ruado Imperador n. 73, primeiro
andar.
LOIHlli
Depois d'amanhaa pelas 9 e meia ho-
ras da manhaa andarao impreterivel-
mente as rodas da quarta parte da
quarta e primeira da quinta lotera em
beneficio da matriz de S. Pedro Martyr
de Olinda.
O resto dos bithetes e meios se acham
a renda na thesouraria da loteras ra
doQueimado n. 12, primeiro andar,
praca da Independencia laja, n. 22 do
Sr. Santos Vieira e as outras do eos-
turne.
As sortee serao de prompto pagas lo-
go ao se darem as listas.O thesou-
reiro, Antonio Jote' Rodn'giMitfcoiiza.
Precisa-se de uma ama de leite
Queimado o. 11.
Precisa-se de uma ama que saiba fazer o
diario de uma casa ; a tratar na ra larga do Ro-
sario n. 18, no segundo andar. Na mesma casa
tem para alugar um negro moco proprio para
qualquer servio.
Quem precisar de um caixeiro porluguei,
que entende de loja de fazendas, dirija-se ta-
berna do porto das canoas, esquiaa da ra das
Flores n. 28.
._"T Da casa do abaixo assignado fugio no dia
-7 i corrente m" a escrava Igoacia, cabra, de
idade 40annos, pouco mais ou menos, estatura
regular, cabellos cerrados, rosto secco, tem a
falla como quem lem falta de denles, pernas
grossas, ps regulares, levando toda a roupa de
seu uso arrumada em uma coberta de chita.
Jos Henriques Hachado.
Aluga-se um escravo proprio para todo o
servico ; quem pretender, dirija-se a ra Direita
n. 14, esquina que volta para S. Pedro.
Precisa-se de um menioo de 14 a 15 annos
e mais, que d fiador a sua conducta : na loia de
chapeos da ra Direita a. 61.
Offerece-se um rapaz portuguez para cria-
do ; quem precisar, annuncie por este Diario, ou
dirija-se a roa da Seozala Nova n. 26.
Aluga-se a loja com armsc.o da casa di ra
Direita o. 87, propria para qualquer estabeleci-
mento. nao se olhando o preco : a tratar na loia
da ra do Queimado D. 45.
Precisa-se de uma ama para o
portas dentro, que saiba cozinhar
de S. Pedro, sobrado n. 4.
.-' 8 bilheles da 49 lotera da casa da corree-
gao do Rio de Janeiro, pertencentes a sociedade
Feliz, sao os seguintes : um bilhete de n. 4389,
" raeio de n. 3756, dous quartos de ns. 1666 e
nS? lote" desta provincia, um bilhete de n
2iM, dous meios de ns. 930 el,993.-Alcantara.
1. procurador.
I. Neto Lasserre. subdito francez, retira-se
para tora do imperio.
Pede-se toda attengo.
Custodio Jos Al ve GuimarSe & C,
pedem encarecidamente aos seus deve-
dores que lhe venham saldar suas con-
tas no prazo de 15 dias, e quando as-
sim o nSo fizerem serSo entregues a
seu procurador para cobrar udicial-j
mente, fazemos esta observacao para
que ninguem se chame a ignorancia.
servico de
; no pateio
Sociedade
DE
Edificacoes e compra de
terrenos.
O afeiio assignado tendo distribuido bom nu-
mero de prospectos para a dita sociedade nestes
ltimos dous mezes. julga que as pessoss que os
tem recebido tiveram lempo sufficiente de os lr,
e poder apreciar as vantagens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige; portento convida as numerosas pessoas
que lhe disseramdesejarem coadjuia-lo com suas
tubscripgdes, levar a effeito e pd/em andamen-
to esta grande e benfica emprez, at remette-
rem os ttulos de subscripgo da maneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
u hartad a prospecto.
DjMco dirigir-lhe debaixo' de subscripto, ra
do tfspo n. 4 loja, do Io de abril em dianle.
Tedo-se apreseotado muitos donos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formago
do capital da sociedade, lorna-se necessario que
os socios que querem entrar com dinheiro na for-
mago do capital, mandem o mais breve possivel
seus ttulos de subscripgo na indicada forma,
fim de se poder fazer os devidosassentamentos.
Assim como j o dissemos no prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para to til em-
preza, vista da facilidade que ella d para rea-
lisar o pagamento das dez prestagdes, que forma-
rio o total das subscripgdes de cada socio. Basta
pagar dez mil ris todos os dous mezes para com-
pletar em Tinte mezes uma subscripelo de cem
mil ris.
Qualquer artista, carpina, pedreiro, ferreiro,
carroceiro, ou oulro emprego, deixando de parle
um dia de servigo por semana de 2jj50, em 40
semanas completa o pagamento d'uma subscrip-
go de 100>, e em 80 semanas uma subscripgo
de 200J. Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de previ-
dencia que o'um caso de acdente ou de molestia
poder-lhes-ha ser d'um grande soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muita gente boa
louvsr e gabar o projecto da empreza, mas. que
era apresentada em m occasio, visto o roo es-
tado dos negocios em geial e a falta que se sent
de dinheiro na praca. Tudo isto verdade, mas
a crise actual ha de ter seu termo, o ludo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultado das
transaeges desesperadas com juros de 1 1(2 a 3
por cento ao me?, ha de ser o reactivo que hade
precipitar a volta do equilibrio geral.
No entretanto de interesse capital da socie-
dade por elle projeclada, que os que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vantagens que a
mesma poder offerecer, se apressem a subscre-
ver afim de que, depois de fundada e em exerci-
cio, possa aproveitar aioda a occasio de comprar
terrenos, madeiras, materiaes de toda especie,
mesmo casas, por pregos muito abaixo dos valo-
res pagos em tempus de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos pregos
actuaos, desde j os socios tem a certeza de que
seus capitaes podero dar grandes benideios so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver passado, e
que tudo torne a seu estado normal.
Para apromptar tudo o que a empreza precisa
para se por em plena aeco e andamento sao pre-
cisos 9 a 12 mezes ; portanto ha urgencia em rea-
lisar quanto antes os primeiros 250 contos de ris
de seu capital.
_ As subscripcdei que o abaixo assignado pede
sao para formar uma sociedade que todos reco-
nhecem offerecer grandes vantagens a seus socios
e ao paiz; portanto ella nao precisa d'outra re-
commendago alm dessas.
Se fosse uma subscripgo em favor d'este ou
d'aquelle eslabelecimento pi ou de caridade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece que tanto
aqu como em qualquer outra parte do mundo,
muito importa para o bom xito que as subscrip-
gdes sejam pessoalmnte apresentadas pelas pes-
soas mais influentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidade. N'esle ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que teccionava
subscrever 10g, 20$, 30, por lhe ser pedido por
uma commisso composla d'este, d'aquelle e
d'aquelle outro grande da trra ou capitalista,
subscreve logo tOOg, 200#, 300, no caso de subs-
cripgo para uma sociedade commercial ou in-
dustrial, o caso mui difireme s se subscreve
para esta, com toda a clrcumspecgo, calma e re-
flexo, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
meti trabalho certo e continuo a muitas cente-
nas de pais de familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de todos os ramos de officinas,
que deitaro oa circulago commercial d'esta
praga muilas centenas de contos de ris no cor-
rer doanno, que a nao ser esta empreza dormi-
riam aferrolhados ou empregados em outros ne-
gocios, que nao atlingem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
oceunar diariamente.
E' com a alavanca poderosa da unio e asso-
ciago do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes emprezas de utilidade publica e
privada podero realisar-se nesta praga, sem ser
preciso o soccorro dos amostrados capitalistas
das outras pragas do imperio, sem o qual nao se
realisaria cm 1852 ou o primeiro banco em Per-
nambuco. E' verdade que de 1853 para c tem
apparecido e lem feito algum progresso o espiri-
to d'associago, porra nicamente para transae-
ges bancarias e de descontos. Estas nao eslen-
dera sua benfica influencia is classes mecnicas
e laboriosas, como a estender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e edifica-
ges de casas, etc.
F. M. Duprat.
Pernambuco, 30 de margo de 1861.
3-Rua estreitrdo Rosa rio3
gj Francisco Pinto Ozorio continua a col-
jq locar dentes artificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
H cebe paga alguma sem que as obras nao
^ fiquem a vontade de seus donos, tem pos
a e outras preparages as mais acreditadas
I* para conservago da bocea.
Attenco.
Hatheus los de.Souia Guimaries faz sciente
lavel publico e com especialidade aos
SlUM,nerO80.Lf?gueze8- l^t0 da Prac como
fl mal*, que nrndou a sua offiema de reloioeiro-
para o primeiro andar da casa n. 8 da mesm*
na da Cadeiado Recife, aonde contina a traba-
jar na mesma profisaSo com a maior perfeico e
promptido possivel. ^
Nao lendo os devedores do cual do finado Joo
m,Ia? .rd!i,IVr!8Ud0 at6nao ao nuncio
que em data de 12 de novembro prximo passado
Uzeram os administradores do dito casal, e tendo
o Illm. Sr. Dr. juiz do orpbos concedido somen-
lm"!'ej mezes P" Hquidago. os mesmos
administradores prevlnem aosfrlevedores do ca-
a!, que -aquelles, qo no prazo de 8 dias nSo
reansarem seus deb^qs, sero coagidos a faze-lo
de 186teiS qU8 l6 facuU"' Racife 2 de abril
H7.AL08^se um sili0 em Bem-fica, margera
r fp.V Com MM P" fami,i. quarto pa-
DumeroT ** '' '"'""" n' rUS R"4
,T. Sr.Joo Antonio de Barros queira diriair-
nriTr,1C80d0 porte do seguro que fez para o Rio de Janeiro.
- Alguma senhora de idade que queira aca-
bar de Minar primeiras letras a uma menina
dando hgoes diariamente, e morando com a fa-
milia, mediante boa" paga, dirija-se a ra da
rraia n. 49, que se lhe inculcar com quem deva
A' PRIMVERi
[l6-Rua da Cadeia do Recife--! 6j
LOJA DE MIUDEZAS
DE
Fonseca . SaiaB bordadas para senhora a 2
5 uma, peitos para camisas a 2$ a duzia
clDle dolarlaru8a imperatriz de 5$,
"S. 7g e 8g um, enfeites de vidrilhos
pretos e de cores para senhora a 1J800
um, pegas de ispeo com rame a 200
rs. a pega. utaTae velludo prela a 800
I e 1&200 a pega, essencia de sabo a
1, superior oleo para tirar caspas a
1JM80, espelhos dourados a 800 rs. a
duzia e a 80 rs. cada um, peotes para
alar cabellos a 1500 a duzia, cartas
francezas finas a 3J a duzia e a 320 rs.
o baralho, ditasarluguezas a 1800 a
du?ia e a 200 B baralho, caivetes
grandes para frdcTas de 3j> a 8 a duzia
ede 320 a 800 rs. cada um, ricas caixi-
nhas com espelhos contendo perfuma-
rlas proprias para toilete de senhoras a
oa, 6#e7J cada uma, argolas douradas
* ?S2a duzia e a 200 rs- P". da a 600 a tala, pentes finos para barba
a 400 rs., agulheros com penas de ago
a 80 rs. colheres de metal principe para
terrina a 2 cada uma, para cha a 2 a
duzia e para sopa a 4500. pentes de
bfalo amarellos para alisar a 400 rs
cada um, ditos para bichos de 240 a 320
1 rs. cada um. fivelas para caiga a 800 rs.
I a duzia e a 80 rs. cada uma, botes de
madreperola para abertura a 480 rs. a
1 duzia e a 60 rs. cada um, ditos de osso
a 240 rs. a duzia e a 40 rs. cada um, di-
| tos de louca a 160 rs. a duzia e a 2o rs.
! cada um, ditos de phantasia a 320 rs. a
1 duzia e a 40 rs. cada um, alfinetes de
cabega chata a 100 e 120 rs. a carta,
suspensorios finos a 500 rs. o par, pin-
ceM para barba a 400 rs. a duzia e a 40
rs. cada um, tesooras para costura em
car,eir" a 1 a duzia, srntos de borra-
cha a 320 rs. cada um, caixas de bfalo
para rap a 900 rs. cada um. tranga de
carocol a 60 rs. a pega e a 600 rs. o
masso, aguiheiros de osso a 40 rs cada
um, pentes de baleia a 240 rs., sabone-
tas para barba de 60 a 200 Vs. cada um.
Unha fina para marcar a 300 rs. a cai- |
xa, colheres para cha de 320 a 400 rs. a
du/'a. fll de linho de todas as larguras
a 480 rs. o masso, e muitos outros ob-
jectos por pregos os mais baratos do que
em outra qualquer parte.
Queijos muito
. A a>
novos e o melhor que ha
neste genero a 2a cada um, no anligo estabtleci-
mento junto ao sobrado novo do Sr. Figueira -
assim como no eslabelecimento de Joaquim da
silva Costa & Irmao, na esquina quo volta
a ra estreita do Rosario o. 50.
para
9
Attenco.
Vende-se na loja de Nabuco 4 C, na
ra Nova n. 2, insignias massonicas por
prego commodo.
Vende-se um par de bancas
para escriptorio, tudo de amarello, e um touca-
dor de Jacaranda : trala-se na ra do Arago nu-
mero >z.
mm mmamm diere mmmm
II Na loja de Nabuco & C. na ra Nova
n. 2, vesle-seum homem dos psate a
cabega por differentes pregos.
- Vende-se uma mulatinha delOannosTrnui-
to linda e esperta, assim como uma ngrinha de
8 annos, propnos para dar-se de mimo a uma
menina ; no largo do Parizo n. 16. por cima da
taberna amarella. .
Calcado barato.
i Vende-se na loja de Nabuco & C. na S
I ra Nova n. 2 :
KBorzeguins de duraque gaspeados de lus- S
tre para senhora a 2$. fg"
Dilos ditos paja meninos a 28. .
H Ditos de pellica com sallo para senhora S
8 58. 0
Ditos de selim com salto a 6.
Ditos de pellica sem sallo a 4g.
Ditos de seiim sem salto a 5$.
S Di tos todos de duraque com salto e sem
salto a 30.
O Borzeguins de bezerro para meninos a 5.
J*aJ,aA0_esJ,Alo>tre e bezerro i|..
SOCIEDADE BASCARA-
Amorm, Fragoso Santos
Companhia
Os senhores socios commanditarios sao convi-
dados a receberem o segundo dividendo na ra-
za o de 15 0[0 ao anno. Recife 22 de abril de
1861.
Precisa-se de um preto de meia idade que
saiba tratar de cavallos, e entenda alguma cousa
de sitio: dirija:se a ra do Vigario o.2.
Calvicie.
A utilidade da pomada indiana nio id de fa-
zer nascer os cabellos mais tambam de dar-lhes
forga para evitar a calvicie e nio deixa-los em-
nrnquecer to cedo como quando ella nao Jor
applicada; alem disto, sendo sua compo'sigo
formada de substancias alimentares, a absopgioC=
pelos poroa nio pede ser nociva. Depotos,lcomo ce l.carniuaa eiebo do Porto a relalho:
ra do Imperador o. 69. e ra do Cren>o a. 3. 1n no*a tabrjet da roa do Livramento, loja nu-
il ale Mello1 er0 S57'
Na ra larga do Rosario, passando a boti-
ca, a segunda loja de miudezas n. 38, tem para
vender em conta seda frouxa para bordar a 120
rs. a mearla, retrex de todas as cores, botes da
seda pretos para casaca a 20 rs. e muito finos a
40 rs., capachos compridos para beira de porta,
dilos redondos para meio de sala, caixiohas cora
apparelhos de chumbo pira almogo proprios para,
meninos brincar, peonas de ago pona de langa a
500 rs. a caixa muito finas, liuhas de peso de dif-
ferentes grossuras a 120 rs. a meada, gravatas da
seda muito .finas e muito eatreilas a 19400 cada
uma, alfinetes de roda a 40 rs. cada uma roda
cartas do mesmo. cabega chata a 160 rs, cada uma
carta, lonetas deumedous vidro muito finos
arcos e muito barato, lias para bordar a 69 &
libra, botes pretos de liaba para paletol a 150O
a groza. ditos a 1J200, ditoa muito finos a 4JO00
de roda de velludo, pentes de tartaruga a 5
12J, 16 e 24 cada um muito finos, froco de to-
das as cores a 500 a pega;
r~ Vendeni-se velas de composigio com pouca
differenga do espramete a-440 rs. a libra, assim
O deeembargador J. M. Figueira
vende pelo prego do custo em Londres, cora o
frete e direitos pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criadoft qoal ainda nio foi
servido : quem p pretender, pade examina-lo na
cocheira do Dr, Fernando Affonso de Mello, na
ra da Aurora n. 46*.
Lnigi Loreoso Faro, Italiano, vai ao Rio de
JaMiro.
Bons escravos venda com
habilidades.
3 bonitas escravas de idade de 15a.20annof,
um,,SL 1aitaDdira, lavadeira e caanhelra
por 750. 1 escrauo em vicio por 1:200, 1 mo-
leque bom cozinheiro, 1 escrava cozinheira por
M*: ai raa da Agou-Verdes n. 46.


DlAlIOJHfcfjEftNAlBOCO. ^-SEGUNDA kliM 22 M ABRIL DI 1861.
()
9
*
COIS JRfO
M :0 PARTE! ROE OPERADOR. .W.
1 RA DAGLOMAeCASADOFlJlf DA03
alea por ambas os syalemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os das pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidade, como para o engeraos
a outras propriedades rnraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at is 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
No* casos que nSo forem de urgencia, aspessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero remeUersens bilhetes botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou i loja da
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja a na casa do annuncianteachar-se-ha constantemente os memores Medica-
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grande.......,.....109000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos...........'......205000
Dita de 48 ditos................. 255000
Dita de 60 ditos............. 305000
Tubos avulsoscada uro.........: 1|000
Frascos de tinturas. .::............2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........205000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 105000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,.....i 65000
ARMAZEM PROGRESSO
DE
raaw .ir
largo daPeulia
O prprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que tem viudo a este mercado e por ser parte delles
vindos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer paite.
TOanteiga ingleza perfectamente flor a soo. a abra, e em bar-
rril se far algum abatimento.
^fiaUtClga lraUCCZa a majg nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Ct petoVft, UVSOU e ptetO os meUlores que ha neste genero a 250O, 2$ e
1&600 rs. a libra.
QueiJOS uameilgOS chega(ios neste ultimo rapor de Eupa 1*600 rs., em por-
oso se far algum abatimento.
IgUeijO SW1SSO recentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 6*0 rs. a
libra.
" UeijO praiO 03 melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento;
CaxiuliaS COm Uma e luaS libras elegantemente enditadas contendo
differentes qualidades de confeitos, amendoas cobertas, paslilhas etc., etc., o que ha mais
proprio para mimo a 19 cada urna,
raSSaS mUltO 1&0\aS em caixas com 14 a 15 libras vende-se nicamente no Pro-
gresso a 29 cada umi,
ISOiaCCllUlia lllgiea a mas nova que na n0 mercado, vende-se macamente no ar-
mazem progresso a 3#000 a barrica e a retaiho a 240 rs. a libra.
Ajneixas franeezas a mt5,
Marmelada imperial
Lisboa a 800 rs. a libra.
"LataS eom bolaelllliaS de SOdm Tende-Se a H6O0 rs. cada urna com
differentes qualidades.
\-iUOeOia\e 0 majs superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
nla^a e tomate em iatas de \ libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
libra.
Ir?era SeCCaS em condesas de 8 libras por 3&500 a retaiho a 480 rs. a libra.
Conservas raucez.* s e inglezas a8 mai9 n0Tas que ha por serem ,in.
das em direilura a 800 rs. o frasco.
AAetria, macar rao e taluarim a mts. a 1bra e em caixa8 de atna ar.
roba por 8$.
PalltOS de deilte llXadOS em molhos com 20 macinbos por 200 rs.
T OneinnO dO LilSDOa 0 mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em harril
a arroba a 9g.
reSnntO muii0 n0To rende-se para acabar a 400 rs. a libra.
tinonriQaS e paiOS 0 que ha de D0in neste genero por serem muito novos a 560 rs.
a libra.
Banba Oe porCO reiinaiia a majs ajva que p0(je haver no mercado vende-se a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
Latas eom peixe de posta
Novo) n. oV
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
molettiat das mulh&rt, tnoltttlai da enan-
ca, molel\at da*pellt, molestia dot olhos, mo-
lestias syphxliticas, toda a especies de febret,
febret intermitiente e tua consequencias,
. PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
arados som todas as cautelas necessarias, in-
illiveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes plavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteira* que nio levarem esse impresso
assim.marcado, embora tenham na tampa
me do Dr. Sabino sao falsos.
JjSKfWwwSi" HHwnWRilv VSfVNVN 2
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista
todas as operacdes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
* dade e perfeigo que as pessoas entendi-
II das lhe reconheeem.
| Tem agua e pos dentiricios etc.
^AmBg^mMttsVtt/BkWSMtMsWtM
flffVBffBv BBWWB*Bl Wmm vw ww fui vcs^aw
InstrucQo particular.
O abaixo assignado lgalmente habilitado ensi-
na latim e fiancez, em sua casa, a ultima da. roa
da Santa Cruz vollando para a ra da Gloria. Na
mesma casa acba-se aberta urna aula de geogn-
phia, j bem frequentada : o lente pessoa legal
e convenientemente habilitada, o aproveitamento
ge r consequegcia da frequencia. As. pessoas que
se quizrem preparar para prestar exame no fim
do auno corram malriclar-se.
Luiz Emigdio Rodrigues Yianna.
mnmn da va frrea
DO
Refife a Sao Francisco.
Ilimitada.
At utro aviso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella seguinte:
Aluga-se urna ctmarinha na ra das Cru-
zes n. 4, por prego muito coramodo : quem a pre-
tender, dirija-se" a mesma.
Luiz Gon^alves Agre faz ver a todos aspes*
soas que sao devedoras cocheira de- cvs f-
nebres que existi na ra do lroperadxHfera um
armazem pertencente ao convento de S. Francis-
co, que tem autorisado ao Sr. Leopoldo Frreira
Martina Rtbeiro a agenciar a cobraoca de ditas di-
vidas, qur amigave.K qur judicial ; e para que
nao se chamem a ignorancia .faz o presente aviso.
vc^S lnNrBS5VCnBv TBWafi^SWWI^.
a
- Na travsa da roa
das Cruzes n. 2, primeir andar, cootinua-se a
Ungir com toda a perfeigio para qualquer cor, e
o mais barato possieel.
Attenco.
a libra em porco ee far algum abatimento.
t
afamado Abreu, e de outros muitos fabricantes
de
preparado da melhor maneira possivel das melho-
res qualidades de peixe que ha em Portugal a 15500 cada urna, assim como tem salmio e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
qualidades dos melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe das mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
rificado alga garrafa, nozes a 320 rs. a libra, ervilhas franeezas, truct em calda, azeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontraro tudo de superior qualidade.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos port'3|
Tira ratratos por 3^
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No. grande sallo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salgo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambera um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3$000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar achara o o abaixo assignado
sempre prompto sob condiroes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenboras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no s'eu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s.6 al s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestidl de olhos.
2. Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgos da geracao e
do anus. .
O exame dos doeules ser feito na or-
demde suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e op- *
ticos serao empreados em suas cnsul- *,
ta;des e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturesa e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamento^ serao tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptidlo em seus effeitos, e a necessi-
dade do seuemprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer opericjo que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se cha
prvido de urna completa collecco de g
instrumentos indispensarel ao medico |
operador. f%
xro 9SV &*% V9V Van V3M eo* c^flW wsnt eTE vKrm *3%
Aluga-se o primeir andar e loja
do sobrado de andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servido de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vido de cozioha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
HvWWi onV WBVWPV vm^ MR 93M VjSW va^ __
M. J. Leite,roga a seus deve- ||
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
i \^Km ^a>v+C v4v *B"#Ww",wfcWS,W^^^5^SrJ**
0 bacharel WITRIV10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23,primeir
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa do Carmo.
Mx^fr e?X% VS% W9M ffTcwrf rfWTSVcB* e7fr* wf
D. Mara Bernardina da Conceicao
Lima, vende psra pagamento dos ere-
dores de seu finado mando Antonio Ro-
drigues Lima, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e sotSo n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
to n. 42 sito na ra da Senzal-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na traveJsa da Madi e de Dos, um dito
de 1 andar e sotSo n. 24 sito no largo
do Panizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. 4 sita na raa da La-angeira :
Os pertendentes p'dem dirigir-se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr. Augusto Ribeir Lima Chalaqa.
Nova carola.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicto da cartilba ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequanlas se
tem impresso, por quanto abraoge tudo quanto
continha a anliga cartilh* do abbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acreacenlando-se muitas
ora^oes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo noa ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudavei?,
e edypses desde o corrente anno at o de 1903,
segura da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impres|ao, do a esta edi;o d cartilha urna
preferencia asssvimportante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia; ', '
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
da Imperatriz n. 47 ; a fallar no mesmo, das 9"
horas da manha s 3 da tarde.
AUencjt.
Medico.
8
S o ir a a- & = g
AssignadoE. B. Braman,
Sunerintendente.
Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
emf regado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui experimentando as plantas do paiz em muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meof alhicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao piejudicava aos
meua doentes.
D'entreo numero de molestias, que Uve de tratar, urna classe me mereceu muita allnelo
Unto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidade que aprsenla. Esta classe de
molestia a bydropesia.
Tire de tratar de muitas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
correspondan! a minha espectacllva; tendo porm conhecimento de ama planta, que havia produ-
duzido bons resoltados em alguns casos, tratei de esludar os seus effeitos e na verdade tive o pra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesias.
Sendo pois as hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que affeotam a nossa populaco e que grande numero de victimas ha feito em todos os tem pos,
julgo ter prestado um grande servico a humanidade com a descoberta de um agente lio poderoso,
que neahuma s vez me tem fslhado, ainda mesmo nos casos mais desesperados.
Na asoitis (hydropesia de ventre) costumam extrahir o liquido por meio da pncelo ; mas o
liquido que se extrae nao a causa da hydropesia, elle a constilue ; a experiencia tem mostrado
que a extraeco do liquido que conslitue a ascitis um meio palliativo com o qual d-se em verda-
de algum allivio ao doente, mas se empeiora o seu estado ; por quanto sempre ou quasi sempre o
liquido se reprodaz com muito maior rapidez, na razao directa das operacdes que se repetem para
o extrahir.
Quasi sempre a ascitis symptoma da leso de urna vicera do ventre particularmente do bige.
E' to seguro tratamento das hydropesias pelo novo agente, que nao receioem offerecer-me
para applica-lo com a condiego de nada receber no caso de nao ficar o doente corado, seja qual
r o seu estado; e como desejo que a efficacia deste remedio seja comprobado pelos mdicos ped
ao IUm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annuio, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero sgradecimento.
Assim pois quem u quizer aproveitar dos meus fracos servidos se digne de procurar-me em
miaha casa, ra da Roda n. 47, primeir andar, ou no consultorio do IUm. Sr; Dr. Sabino.
Jos loes Tenorio.
de um criado psra servico de
na ra da Matriz da Boa-Vista
Mudanca de esta-
belecimenio.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento defazendas que tinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim, a todos os seus amados irmos por segunda vez
PW WW WIW-------.
CONSULTORIO ESPECIAL
H0ME0PATHIC0
no
DR. CASAAOVA,
30~Rua das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Ca-
tellan e Weber, por pregos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
11 pessoa.
tt SUS SSC eW" vlC 5C 95 feSC' ^* B* **
O bacharel Joo Vicente da Silva Costa tem
o seu escriptorio de advogacia na ra do Rarigel
o. 73, ultimo sobrado esquerda, ao voltar para
o pateo da Penba.
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
Precisa-se
casa de familia
numero 24.
A mesa regedora
da irmaodade do Seohor Bom Jess das Dores,
em S. Goncalo, do Dairro da Boa-Vista, convida
O Dr. Amerlco Alvares Guimares faz
publico que est residindo na ra da Ciuz
n. 21, onde d consullas e pode a qual-
quer hora ser procurado para o exercicio
de sua profisso medica.
m^. an:/? im<* J^rJ.oai -q-^ JUTA Jg'J fffl/U
Carvalho, Nogueira &
C., sacam qnalquer quantia
sobre Lisboa, Porto e Ilha de
S. Miguel: na ra do Vigario
d. 9, primeir andar.
ifnKM.
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mo
relogios para concertar muito lempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
contar desta data, preveniodo tambera aspessoas
que teem feito troca de relogios, deixando sig-
oal, que. se no prazo referido os Do forem bus-
car, ser reputado duIIo qualquer negocio feito,
e nenhum direito haver de reclamarem: roga
juntamente s pessoas que tiverem objectos de
ouro em sua mo sem juro algum, o favor de vi-
rem retira-los no prazo cima indicado, do con-
trario sero vendidos pela importancia do que se
acha re m adever. Recife 10 de abril de 1861.
Attenco.
5
Na ra do Rangel n. 73, ha urna pessoa que se
offerece para tirar qualquer copia, traslado, ou
fazer qualquer escriplurago, por mais difficil e
importante que seja ; e bem assim communica-
dos, annuncios e correspondencias, qualquer que
seja o seu objecto ; requerimentos para o presi-
dente da provincia, para S. M. o Imperador, as-
semblas geral'e provincial, thesourarias, e fi-
nalmente para qualquer repattico ou estnro
publica ; prometiendo se todo segredo que por
ventura demande a nalureza do negocio, e nao se
levando a menor paga pelo respectivo trabalho,
se tudo nao fr desempeohado com brevidade,
perfeigo e contento.
TABAC CAPORAL
Defosilo das manuf aeturas impeTiaes dc raa^a.
Esta etcelente (amo aeh.vse depositado direumeate na ra Nova n. 33, ESQUINA DA
GAMBOA DO CARMO, o qual se vende por macos di 9 heetogramos a 1000, e em porcao da
10 mascas paro cima com cesconto de 25 pojr cerno; np masroo esubelecimento tch*w tambem
o yrtoMn papal di linio para cigarros.
onde tem o mais completo e variado sortimento
defazendas de todas as qualidades .para vender
em grosso e a retaiho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Jchegou o prompto al-
livio.
Bem como os outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway & C. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem
chegaram inslrucc.5es completas para se usarem
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad a Samuel P.
Johstoo & C, ra da SentaHa Nova n. 62.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissej Cokles Cavalcanti de Mello.
N'um engenho distante do Recife 6 legoas,
precisa-se de um moco solteiro quff tenha as ha-
bilitaces para ensinar com perfeicao as lioguas
porlugueza, franceza e latina ; e se a estes co-
nhecimentos reunir os de msica e de piano, pa-
ra ensinar; maior ser o ordenado : quem o pre-
tender, dirija-se ao escriptorio do Sr. Octaviano
de Souza Fraocs, ra de Apollo n. 30, que acha-
ra com quem tratar.
Precisl-se de urna ama para coiinhar para
ama pessoa *, na ra do Trapiche n. 20, egundo
andar.
Deseja-se arrendar urna boa baia deca-
pito ; na ra da Florentina, casa da esquina que
rolla para a ma de Santa Isabel,
para comparecerem no domingo 21 do corrente
mez, pelas 9 horas da manha, que ter lugar a
eleiQoda nova mesa que ha de reger em o an-
no de 1861 a 1862: portento roga a Vs. Ss. que
nao baja falta.O escrivo actual,
Bento Franciscoda Cunha.
Pretende-se saber noticia de Manoel Jua-
quim da Silva, filho de Joo Lniz da Silva, nas-
cido na freguezia de Travanea, lugar de Ortigosa,
bispade de Lsmego. em Portugal, foi estabeleci-
do na cidade do Recife por muitos annos com
negocio de molhados, e consta que ha 10 ou 12
annos se rellrou para o serto, e que de nova-
mente viera para esta cidade : roga-se a quem
poder dar alguma ioformacar, dirigir-se a Joa-
qun) da Silva Castro, na ra do Crespo o. 8.
Jos Fernando de Almeida segu para a
Europa com seu lho Anselmo Fernando de Al-
meida.
Precisa-se de um menino de 14 a 16 annos
para caixeiro, Portuguez ou Brasileiro, que d
fiador a sua conducta ; na ra do Rangel n. 9.
Um rapaz solteiro precisa alugar urna sala in-
dependeote, no bairro de Santo Antonio ; quera
tiver e quizer alugar, annuncie por este jornal.
A padaria do leo do norte, na ra do Co-
tovello, precisa de um bom forueiro.
.-. Na ruada Imperatriz, padaria n. 41, exisle
urna barrica com bacalho desde a semana pas-
sada : quem se julgar com direiloa mesma, ap-
parr-ca quedando ossignaes e pagando as despe-
zas lhe ser entregue.
Notice to members of the Br-
tish Clerks Prevident asso-
ciation.
A meeling of lhe above aseocialion will be lield
at the Rooums of the British library on mondey"
22 instant.
By order,
Erd: In Recey Seck.
Offerecfe-se um menino porluguez de 13 an-
nos de idade, para caixeiro de loja de fazeodas, o
qual j tem praltca do negocio e d fiador n
conducta : quem precisar dirija-se ao becco Lar-
go n. 6.
Aluga-se duas casas novamente acabadas
em armazem com grandes quintaes com telheiros,
tendo urna cambda no fundo, para commodidade
de qualquer ofilcina ou padaria, sita na ra Im-
perial ns. 160 e 162 : a tratar na ra Direita nu-
mero 84. i
Precisa-se de urna ama para casa de pe-
quena familia : na ra do Hospicio n. 62.
Ama de leite.
Aluga-se urna escrava com excellente leite ;
na ra da Cadeia do Recife n. 46.
Joo Henri^ues de Freilas, subdito portu-
guez, retira-se para Lisboa no primeir navio.
Protesto.
D. Anna Maiia Theodora Pereira Duro, viuva
do finado Lui Eloy Duro, seus Clhos e genro,
previnem ao publico de que protestam contra
qualquer venda ou hypollieca as casas sitas na
ra da Cruz ns. 37 e 45, por se acharem as mes-
mas em litigio contra os herdeiros da fallecida
Felicia Antonia de Amorim e outros, e isto desde
1821, sendo que a causa corre pela 1.a varado
civel desta mesma cidade (escrivo Baplista) e
pelo que sem seu censen tmenlo e mais herdei-
ros se faca negocio algum sob pena de nullidade.
Alugam-se effectivaroente prelas para ven-
der na ra ; a tratar na ra da Senzala Velha n.
36, primeir andar.
Precisa-sc de um crhdo bom para o servi-
do de casa de homem solteiro ; paga-se bem : na
ra das Cruzes n. 2, esquina.
Precisa-se de um menino de 14 a 15 annos
e mais, que d fiador a sua conducta : na loja de
cbapeos da ra Direita n. 61.
Quem tiver para vender duas cscravas mo-
cas de benitas figuras, que saibam bem pregar
urna senhora, coser eengommar ; dirija se a ra
do Queimado n. 31.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite, preferindo-se
urna que seja desempedida ; na ra Augusta, ca-
sa terrea n. 84.
E' chegado praga da Boa-Vista, loja de
cera n. 9, vindo de Lisboa pelo brigue Relm-
pago, um completo sortimento de bogias d-s
melhores que vem a este mercado.
Quem tiver urna casa terrea ou sobrado de
um andar com bom quintal e commodos para
urna familia, que nao pequea, para vender,
pode procurar no caes do Ramos n. 32, que se
tiir quem compra.
Precisa-so de urna mulher portugueza para
ama de urna casa de pouca familia, que saiba co-
zinhar e engommar ; a tratar na*rua de Apollo
n. 1, primeir andar.
i
i
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na roa do Cabug n. 1 A, partici-
pa aoa aeus amigos freguezes e ao publico em
geral.que se acha sortida daa mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Jos Garrido Ferreira dos Santos vai ao Rio
de Janeiro.
Roga-se ao Sr. Antonio do Rosario Padilha,
da Babia da Traicio, que ltimamente chegou
dade no vapor Cruzeiro do Su), de vir
rura Praia n. 29, a nego-.io que lhe diz res-
| STAHL C. :
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
q Ra da Imperatriz numero \ \
% (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
| Retratos em todos es-
tyloa e tam& u\ios.
| Pintura ao natural em
| oleo eaquarella.
J Copias de daguerreo-
| typo e outros aTte-
tactos. 4
g \mbTotypos. J
gPaisageus. f
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra. ^^.
Precisa-se de m caixeiro que entenda de
taberna, e que d fiador a *us conducta ; em
Pora de Portas, iua do Pilar n. 135.
a) Gabriel Soares Raposo da Camera du- aj
#J rante sua ausencia desta provincia tem
f constituido sen procurador para tratar de
seus negocios ao Si briel Alcides '
Mudenca.
Maria Joaquina de Sant'Anna, florista, mora-
dora na ra do Queimado n. 2, terceiro andar, .
faz sciente aos seohores armadores e ao publico,
que se acha morando na ra da Roda n. 48, so-
brado de um andar, onde contioa em seus tra*
balhos de flores, bolos e adornos para as se-
nhnras.
Pede-se ao Sr. J. M. de A. L, estudante do
5. anno, que tenha afondado de vir pagar o que
deve na ra dos Pires n. 34, do contrario veri
seu nome por extenso.
Na ra das Aguas-Verdes n. 100, engom-
ma-se com toda a perfeigo ; adverte-se s pes-
soas que quizerem mandar engommar na dita
casa, que s se recebe roupa Uvada.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garant-
dor de bilhetes de latera, qs
quaes sao rubricados com tin-
ta de ivprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Um moc.0 Portuguez, guarda-litros de urna
casa commercial, dispondo de algum* horaj,
nellasse offerece para fazer alguma escripturacao
lecimento, st'ja qual
cessitar, deixar car-
ta fechada nesta typographia sob as iniciaes D.
W. D.
Alugam-te dous grandes armazens
na ra da Conco oan proporcoes
lite estabeleci-
mento de qualquer qualidade que seja :
a tratar com Almeida Gome*, Alves &
C, ra da Cruz.


()

WAWO DI PiaHlMBDCO. GCHDA IRA 22 M 1BUL 01 1M1,
Aranaga hijo fc C. fazem sciente ao respei-
tavel corpo de commercio que desde o Io Jo
correte abril, associaram a sua casa commer-
cial desla praga aos Sra.Ilanoel Onety, e Miguel
Valle, flcando este ultimo na gerencia da casa.
Alaga-se na Capanga Nova, anasi ff mar-
gem do Capibaribe, un sitio com urna bella ca-
sa e jardim : para inforaaaces na rus da Cruz n.
33, armazem onde se vende sebo do Porto, e rel-
iaisdecomposiclo
Compras.
.."" , exo masculino de
12 a O annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratnz n. 11 toja. y
Compram-se
notas de 1 e 5S relhas, com descont msis m-
dico do que em oulra quilquer parte: oa praca
da Indepeadencia n. 22.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escnptorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Costa, Toa Direila n. 66.
Compram-se moedas de ouro de 20 ; na
ra Nova n. 23, leja.
Aos amantes da moda.
Rico sortimento de eollarinhos de lioho dos
CompanaS J* Ter,uuano Cmoo Ros &
, t, VENDA.
Jos Francisco Ferreira, teodo de m retirar pa-
ra lora, vende sai taberna da ra Nova n. 5*.
com bastante* freguezes, Unto para a trra como
pera o mato : quera pretender dirija-se & mesma
taberna.
Rival sem segundo.
VedasT
grandefebrica
detamancos da ra
Direiia, esquina da tra-
vesea de S.Pedro,
n. 16.
Achara .Q.illustrado publico desla cidade e de
fra ura completo e riquissimo sortimento de ta-
mancos de todas as quaiidades, que se vende tan-
to a retalho como em pequeas e grandes por-
c6es, por menos do que em outra qualquer parte,
assim como um novo sortimento de tamancos a
moda do Porto.
Na roa do Qneimado n. 55, loja do miudezas
est qneiroando os seguintes artigoa abaixo de-
atorados, todas as miudezas esto pereitas a o
prego convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.*
Cartees de ditos a 20 rs.
Groza do pennas de ac muito finas a 500 rs.
Charutos-muito finos, caixa com 002500.
Croza do botOes de louca a ISO rs.
Carretel de linba com 100 jardaa a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Dito dito dilo a 500 rs.
Banha em lata com 1i2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias mnito novas a 40 rs.
Ditas com ph( sphoros especiaes e melhor qus
hs a 160 rs.
Pares de meias cruas pera hornera a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 300 rs.
Pegas de franja de laa muito bonitas cores s
800 rs. '**
Duzia de sabonetes Mito finos a 600fS.
Iscas para acnder drarutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs
Cartas de alflnetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de Iranga de algodo a la.
Ditos de lia para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3J.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Masaos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de Iranga de la com 10 varas a 320
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 rs. /
Cordes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 18.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Liona de marcar (norello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Relogios.
Vende-se em easa do Johnston Pater &
a. 3 nm baifejptiaMi
relogioi de ouro, patenta ingle,* un dos
ra do Vigario a. 3 um bello
afamado fabricantes da Ltarpool;
ama Tariedade da bonitos trneeiins
meamos.
Arroz de casca ;novo, sa
com 22 cuias a3#200, i$an-
teiga iogleza flor a 800 rs a
libra, *
do'ouvld d" CrnZM "' 44, OT,nina da "*"
4 a^. GUtaa aioa (Maris
to Enfeites de cabeca para as se-
nhoras ce bom costo:
Fazendas de todas as quaiidades
Joaq
DE
uim F. dos Santos.
40 -RA DO OUEIMABO -40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Grosdenaple ereto o corado a 3j,
2*500, M, mtoo
aeua lavrada preta e branca o co-
vado 3 .2500 e
Setim preto superior o covado a
Corles de vestidos de gorgoreo de
seda preto de 2 saias a 80 e
Mantas de blonde prjtas e brancas
para senhora a 124 e
Lengos de gorguro de seda preto a
Ditos de seda rozos para senhora
a2ge
Tafel preto e rxo a 1]J e
Manas de filiie liulio pretas a
Sedas de cores o covado a 18500
. 1, 900 e '
Diversas fazendas de la e seda.
Cambraia e seda o corado a 500,
610, 800, 1 e
Velludo preto muito superior o co-
vado a
Panno e casemira preta e de cores
de todas as quaiidades
Casemira preta de coros de 2 largu-
ras corado
Organdys muito fino ede novosde-
senhos vara
Veos de cores para cabega de se-
nhora a
Tiras e enlremeios
Sargelim de cores pratiado covado
2{000
4*000
70000
8SO00
25000
18600
500
16S0OO
800
S
i200
59000
I
2SO00
igooo
3*000
320
Merino setim preto e de cores pro-
prio at para vestuarios de me-
ninas o corado 1JJ000
Enfeites para cabera de senhora
Saias balo de madapolao, de raus-
selina e de 30 arcos a 3*500,
48. 4500, 5 e 6S0O0
Selira preto azul e encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o corado 1600
Lura preta de seda de todas as
quaiidades para senhoras, ho-
raens e moninos
Mantas para graratas o grvalas de
seda de todas as quaiidades
Chales de merino berdados, lisos e
estampados de todas as: quaii-
dades
Ditos de louquim branco muito fi-
nos
Cortes de restido de
e phantasia
Peitosde cambraia de linho
camisa lisos e bordados
Ditos de madapolao brancos e de
cores %
Chitas francezas a 260, 280, 300 e 320
Catsas francezas preta e cor de
rosa a 600 e 500
Lencos bordados e lisos de cam-
braia de linho e de algodo
gaze do seda
para
I
I
I
i
4 fama Iriumplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedic
I DE
Guimares & Villar.
|Rua do Crespo numero 17.|
1. Ven^eitt riquissimos chapeos de seda
brancos para senhora, a 15$, admirarel
> a pechincba.
! Riquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 28 e 35g.
Para a quaresma.
Superiores cortes de seda preta borda*
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
bbados por procos baralissimos.
Groa pretes de todas as quaiidades pe-
los- precos de 1900, 2$, 2gl00, 2700 o
covado affiaogando-se ser estes precos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em oulra parte.-
Ricos enfeites imperatrix o melhor
que tem vindo a provincia.
Cortes de colletes de velludo preto
bordado a 5J o corte, incrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhes
pelo baralissimo preco de 280 rs. o co-
vado, affianca-se serem to boas fazendas |
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia. J
Cambraias da China bordadas a mi
com 9 varas a peca por 6&500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com 7 e 9 b-
bados por 35S, cortes de las a Garibaldi
a 10 com 25 covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 5.
Saias bordadas a 2200 cada urna.
Ditas bordadas a 4 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a dj, sahidas de baile o que ha de me-
| Ihor, esparlilhosde todas as quaiidades.
Grande sortimenio de
II roupas feitas, sobrecasacas. psletols, col-
" leles, caigas, camisas, seroulas. meias
grvalas etc.
Calcado Meli
8 ltimamente chegado de Pars, incrivel
so se vendo.
Attenco
E' barato.
Camas de ferro de todos ostamanhos e quaii-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
morcado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
, n .IJa d -|0|Vde ouro- -" d0 Cao"* n.
rti.inVa "enIlora acSo um completo
como de Undas cores, da ultima modsdeParU.
recebidosoodjal6pelo vapor francez, pojs as
senhoras que desejarem ver poderio mandar pe-
dir, quepromptamente seibo mandarlo as amos-
tras,poisestamos bem convencidos que em vista
de neos que So ninguem deixar de comprar:
w *J na loja d'agrta de ouro, ra do Cabugl
Escrava venda.
Vende-se urna escrava crioula de 25 a 28 an-
nos de idade. cozinha e engomma alguma cou-
sj, compra e vende mnilo bem na ra a tratar
na ra de Agoas-Verdes n. 26.
Cascarrilbas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca recebeu com as demais
cousas rindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrinas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras
e obra de taato gosto, s se encontr na loja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Propriopara mimo.
a S a loja d'aguia de ouro, roa do Cabugi n.
1 a, chegado um complelo sortimento de cal-
nabas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com prepares muito finos e ricamente enfei-
ladas, propnas para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabula n. 1 B.
NA.TURALLE I)E VICHY.
Deposito na botieof raaeoxa ru da Cruz a. 12
MELOfilOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bncaute Roskell, por procos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias
excellente gosto.
para os mesmos de
Luvas de torzal
com vidrilho a 1^000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
ae Darateirs, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho a 1 o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca a. 16.
SEDULAS
de 1$e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por melada do descont que exige a thesouraria
desla provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
toro de Azevedo & Mendes, ra da Cruzo
n. 1.
Vidrilhos de todas as
cores.
^Violios eBgarrafaios^t
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carca vellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvaaia, em caixas de ama duzia de garrafas:
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pola ul-
timo vapor francs ama pequea quantidada de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqu tem vindo, e de seu costume est ven-
dendo mu baratos a 10 cada um ; por isso di-
njam-se logo a dita loja d'aguia branca-, ra de
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets iaglezes de gor-
guro e velludo, meiclados e de mui bonitos pa-
droes a lg500. Esses bonets por suas boas qua-
iidades e muita duraco tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
elo ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., o mui bonitos a 2g500, 3 e
4, o melhor possivel: na ra do Queimado n
lo, loja d'aguia branca:
Vende-se urna mobilia de Jacaranda
ra de Agoas-Verdes n. 42.
Liquidacio
na
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto. azul e branco asse-
tinado, que se vende por oaratissimo
2,500 rs. a libra s na aguia branca.
preso de
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Acaba de
chegar
i ao novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceiQo dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sorlimento de
roupas feitas, calgados e fazendas e todos
estes se vendera por precos muito modi-
Wcados como de seu cosiume.assira como
sejam sobrecasacos de superiores pannos
*SSLi0" SIL08 u,Uimos flgUfinos a
26, 28, 30J> e a 35, p.letots dos mesmos
pannos preto a 16f, 18J. 20 e a 24
ditos de casemira de cor mesclado e d
novos padres a 14. 16. 18. 20 e 24
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 9. 10, 12j) e a 14, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 8, 10, e 12$, ditos
ae sarja de seda a sobrecasacados a 12
ditos de merino de cordao a 12, ditos
de merino chinez de apurado gosto a 15
ditos de alpaca preta a 7. 8, 9 e a 10'
ditos saceos pretos a 4. ditos de palha d
seda fazeoda muito superior a 450O di-
tos de brim pardo e de fusto a 3500 4 <
ea4500, ditos de fusto branco a*4 I
grande quantidade de calcas de casemira"'
preta e de cores a 7, 8, 9e a 10, ditas i
Pa 3 e a 4$, dit>s de brim de cores '
finas a 28500, 3, 3500 e a 4fi. ditas de
brim brancos unas a 4500. 5J. 5300 e a
b. ditas de bnm lona a 5 e a 6J. colletes
de gorguro preto ede cores a 5e a 6
1 ditos de casemira de cor e pretos a 41150
e A.5*- d,tos de rustao branco ede
a 3 e a 3500, ditos de brim loua a
ditos de merino para luto a 4 e a 4J
caigas de merm para luto a 4S500 e a 5'
capas de borracha a 9. Para meninos
de lodos os tamanhos : caigas de casemira
SI6?6 d* r A?* 7. ditas ditas
de brim a 2. 3 e a 3500. paletots sac-
eos de casemira preta a 6$ e a 7, ditos
de cor a 6 e a 7$, ditos de alpaca a 3
sobrecasacos de panno preto a 12 ea
14, ditos de alpaca preta a 5, bonels
para menino de todas as quaiidades. ca-
misas para meninos de todos os tamanhos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babados lisos a 8 e a 12g. ditos de gorau-
SL>*X *JeliI'5Sta.6-">
Drim a 3, ditos de cmbrala ricamente
bordados para baplisados.e muitas outras
razendas e roupas feitas que deixam de
ser mencionadas pela sua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para se
mandar manufacturar e que para este flm
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil mestre que
pela sua prompdao e perfecao nada dei-
xa a desejar.
As verdadeiras lu-
vas de Joiivin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvn, cuja superioridade j bem conhecida
por quanlos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorli-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para caodieiros.
J chegou este gaz tao procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos precos : na ra
da Imperalru n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leile & Irmao.
Ba do Crespo,
loja n. 25, de.Joaquim Ferreira de S, vendem-
se porpregos baralissimos, nara fechar conlas
chapeos do Chille pira hornera e menino a 3500
cortes de casemira de cores a 350O, pegas de ba-
ados largos e transparentes a 3, pegas de cam-
braia lisa fina a 3. sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores eseuras e claras a 240 rs.
cassas de cores de bons gostos a 240, organdy
muito (loo e padres novos a 500 rs. o covado
pecas de entremeios bordados finos a 1500 ba-
cf bordados 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2. bra-
2if de aloao C0B> 9 palmos de largura a
1J280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
2o, paletots do panno e casemira de 16 a 20ff
dita de alpaca pretos de 3500 a 7$. ditos d
bnm de d a 5. caigas de casemira preta e do co-
res para todos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 2500 a 5>. colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, ludo a 5
cortes de casaa de cores a 2, pegas de madapo-
lao fino a 4J500, assim como outras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
nara acabar
DE
miudezas baratas.
Ra larga do Rosario n. 36,
-primeira loja junto da
botica.
Caixas de pos para dentes a 100 rs.
Sabonetes bons a 160 rs. um.
Ditos inglezes a 400 rs. um.
Massos de grampas a 40 rs.
Carreteis de linha de 100 jardas, de cor e bran-
ca a 30 rs.
Carreteis de linba de 200 jardas, Alexanders, a
80 rs.
Luvas de seda perfeitas a 500 rs.
Ditas de seda com toque de mofo a 200 rs.
Sapatinhos de la a 320. 400, 500 e 600 rs.
Groza de botes para caiga (de osso) a 210 rs.
Dita de ditos para dita (de ago) a 360 rs.
Dita de ditos de setim paf a paletot a 2.
Enfeites imperatrix de fita muito larga a
3500.
Ditos de vidrilho a 2.
Pares de meias para senhora a 240 rs.
Duzia de ditas para dita, finas, a 4.
Cartas de alfinetes, cabeca chata, a 240 rs.
Apparelhos d louca pintados para menina a
Ditos de dita dourados e pratiados a 1800.
Groza de botes de louga para camisa a 200 rs,
eJ?'1' ('e d'los de rosdreperola para camisa a
600 rs.
Pares de jarros dourados a 2.
Laa para bordar a 6500 a libra.
E outras mais miudezas como sejam : franjas,
fitas, bicos, pentes, trancas, gales, espelhos, e
outros muitos objectos que so vendero barato
para acabar.
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais fre de pellica de Jouvin 1|Bf J"" u"
terem sido recebidas peto vapor ranca, sendo
brancas, pretas e de cara, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n l
toja da boa f. '
Vende-se confronte ao portlo da fortilea
das Cinco Ponas o seguinte : carrocas para bois
e cavallos, carrinbos de U|balbar na alfsndega
ditos de mao; torradores de caf eom ogio, do-
bradigas de chumbar de todos os tamanhos, e
bom assim rodas de carrogas* e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer entras obras ten-
dentes s officinai de ferreiro e carapina, e alu-
gam-se tambem carrogas.
Ha pechina.
Na ra do Crespo n 8, loja de
quatro portas.
Cambraias de cor miudinhas. cores flxas, con
K12*"0 l01ue de Tarto, pelo baralissimo preco
de 200 rs. o covado
Machinas de vapor. ^www
Rodas d'agua.
Moendas decanna.
9 Taixas.
9 Rodas dentadaa. _
% Bronzes e aguilhoes.
0 Alambiques de ferro.
% Crivos, padres etc.'ate:
Na fundigSo d ferro de D. W. BovrmanL
^ruadoBrumpassandoo ehaariz. 2
:
lelogios
' Suissos.
nm
4S.
FAZENDAS BOAS-E BARATAS.
Raa da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blonde com
manta, capella, flores e mais perteuces.
Vestidos de seda de cores
reantique.
e de mo-
Vestidos de cambraia brancos b.orda-
! dos e de phantasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados.
I Sedas de quadrinhos, grosdenaplea de
todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as quaiidades e"
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de todas as idades.
Pentes de tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 10 a 30.
Luvas de Jovin e enfeite de cabeca.
Farmfia ba-
w
j rata.
Vende-se no armazem amarado da ra da Ma-
dre de Dos, confronto ao consulado.
Cassas. organdys. diamantina, chitas
claras e escoras, francezas e inglesas
Nesta loja s se vende a dinheiro e
por iseo mais barato que em qualquer ou-
tra, seu sortimento completo de fazen-
das de moda, ditas inferiores e roupa fei-
ta e seus precos muito coohecidos:
ra da Cadeia loja n. 23, dSo-se
amostras.
na
as
K9HMKWM BiMeKSMitHnS
Superiores litas de velludo
edeseda.
Na laja d'aguia de ouro, raa do Cabugi n. i n
acaba-se dn recebar de sua propria wommenda.
pelo vapor francez fitas de vallado de todas Ja
Urguraa pretas e da coras, sendo lisas, abarlas e
lavradas. de hados padres, que se Toada M
prego muito em coota, assim como Otos de fia.
malote de todas as odres, proprias para cintos
cinos com fivela preta nroprioa par* luto, laval
da torgal com vidrilho muito novas a ItOOo na
i4toa tan vidrilho a 800 rs., ditasda^a
55LW1 ir : bl t ~*\j** frt patonte w o"!-
ldor, d todas sa dario tmoitras goai panhor,
v Em casa de Mills Latham & C. na ra 9
3 da Cadeia do Recife n. 52, vende-se : @
9 Vinho do Porto. ||
# Dito Xerez engarrafado de muito supe-
9 rior qualidade. a
9 Oleo de liohaga. a
@ Alvaiade. Z
@ Secante. >
Azarco. a
@ Encarnado veoeriano em p. *
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Roslron
Rooker & C, existe um bom sorlimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melbor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
pregos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa;
a doze vintena o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ra do Queimado n. 2&
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a lgOOO e
1400 rs. a vaca; dito pardo muito superior a
1J200 a Tara; gangas francezas muito finas de
padres oscuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1S60
ditos de brim de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20, 22 e a 24 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 1400 rs. a Tara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2400 a
duzia; ditos maiores a 3$ ; ditos de cambraia
de linho a 6. 7 e 8J rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 1280; ditos com renda, bico e labyrin-
loa2000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Gheguem ao barato
O Preguiga est queimando, em sualoja na
ruado Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 Taras a
^8, casemira escura infestada propria para cal-
ta collete o palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 3,
59 a 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260o 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales da marin estanpado a
T* 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
anda muito delicada a 9 cada nm, ditos com
urna so palma, muito finos a 8500, ditoslisos
com franjas do seda a 59, laacoi da cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias mnito
finas para .sonhora a 49 a duzia, ditos de boa
quahdadea 3 eS9500 a duzia, chitas fran-
cezas de neos deseohospara coborta a 280 rs.
o coTado, ehitaseaturaa iagtozasa 590 a
pee, a al 60 n. o coTado, brim branco do puro
linho ,19, 19*>tl960e)Tafa, #*> vn
anuo encorpado a 19900 aTra, brilhanUn
inl a 400 rs. o- coTado, alpacas de diffarantas
ores 300 rs.o covado, casemiras pretos
finesa fOOO, 39a 3*50* o corad, cambraia
preta edesalpicos a 00 rs. a Tata, e ontras
Em casa de Schafleitlln & C.rua da Cruz n:
38, vende-so um grande o variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patontee.
ebronometros meioschronometrosde ouro'pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se
vendero por pregos razoaveis
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro o pinho
por pregos razoaveis. *
Loja das $ portas
EM
Em frente do Livramente
Lovas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2.
brimzinbo de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao do
tSZQE* 64?<* '"' lP <*ssa pin-
tados a 120 rs. cada um. seda preta de ramagem
80 72i?,d0- fi,10 de ,inh0 Pto com 5a
p^o a l$400a vara, luvas de torgal muito finas,
I** 4p,i i ,0Ja est aberl d 6 horas da
manha s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitos franjas de tor-
Cal, propnas para enfeites de manteletes, corpos
de validos etc.-etc, e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo : os pregos sao baralissi-
mos vista das larguras e bom gosto, de taea
franjas sao de 1S200 a 35000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontr um bello e
variado sortimento de franjas de seda de differen-
UrtrUhf/33 e C0re8' !Dclusive a Pret. nto com
SfS'S Cm ," ellea' e da 'guras do um
Smo ZV. 5alm,- "os PW ^ 5O0rs. a
2500 a vara ; visto do comprador todo neg-
^ttraxstirss.n,roa doQu-
Rua largado Rosario -
n. 38,passando a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Linhas brancas de Pedro V e earlao de 50 ar-
das a 20 rs. de 200 jardas a 60 rs.. linhas L
carreteis a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 rs
linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200 de Ifin
SUS1 C8rDh0S de2f jardas' com P^uena
ararla, a rs o carrinho, dita fina de 200 .ardas
de n 120 a n. 200, a 80 rs. o carrinho, "nhl
muito boa luvas de seda para senhora com pou-
co mofo a 500 rs. o par, e a 4800 a duzia, ba-
laios propnos para compras a 3 e 35O0 cada
um, linha do gaz de todas as cores, botes de
louga para camisa a 240 a gross, e a 30 rs. a du-
zia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia a ro-
sa a 600rs.,,ditos muito finos a 120 e a 160 rs a
duzia, baralhos de cartas a 320, 400 e 500 rs' o
baralbo, rnuilo Unas, franjas de cores para cor-
tinados ditas de seda para vestidos, ditas pretas
com vidrilho, ludo muito em coota, e s visto
dos compradores sedir o prego destas franjas,
por ter grande porgao de varias quaiidades.
\ende-se vinho bom da Fifmpir k
nhol, a garrafa a 440 rs., e em ca
na ra da Senzala Velha, taberna
do becco Largo.
bom da Fgueira e hespa-
a v.0..rs' e.eni caadas a 3360 :
n. 102, quina



I JIMIO 31 PMAMBO00.- *- 8EGDWBA FEtft^ M Dtt AMUL DI 1861*
Groflfenaples baratis-
(7
Calcado barato la ra larga do Rosario ir 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar cota todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resol ve vender por menos, afim de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Boneguios de Nadies sola plente a 8 e
Dito de ditos sola fina a 7 e
Ditos inglezes prova
.- d'agua
Bolas de bezerro
Borregeins de lastre a 6, 7 o
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lostre pespuntados
Sapates de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada bata de 1 sola com sallo
Ditos de dito sern salto para dansa
Ditos de bezerro de 2 solas
8,500
8,000
7.500
7.000
8,000
6,000
8.000
8,000
6,000
4.500
3,000
2,500
3,500
Ditos de urna sola com salto 2,800
Ditos de urna sola sem salto 3,400
Borzeguins de lustre para rapazes a 5.000
Sapates para ditos a 3 e 4,000
Ditos de bezerro para ditos a 2 e 3,000
Borzeguins de setim branco para senhora 5.000
Ditos de duraque branco 4,500
Ditos de ditos de cores 3,500
Ditos de cores com gaspeaa 4.000
Ditos de ditosa 3,500
Ditos de dito dito 2,500
Ditos de ditos para menino 2,500
Chinelos de conro de cabrito 3,000
ARNIAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO 0UE1MD0 40l
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
ni,.H8.H,!8lae.IeCmenl0ha8empreu,n ortinento completo de roupa feita de todas as
quahdades, e tambera se manda executar por medida, vontade dos freguezes. para o
a
ue tem um dos melbores profesores.
asacas de panno preto, 40, 35fl e
309000
3000
Sobrecasaca de dito, 35$ e
Palitotsde dito e de cores, 35, 30,
25*000 e ^' 20000
Dito de casimira de cores, 229000.
159. 129 e 99000
Ditos de alpaka prlla golla de vel-
ludo,
Ditos de raerin-sitim pretos e de
cores, 9$00O
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 5$, 49500,
4S00O e
Ditos de bramante de linho branco.
6S0O0, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto.
159000 e '
Calsas de casimira preta e de cores.
.129.109. 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores.
5SO00. 49500 e '
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9g e
Ditos de casemira preta e de cores
lisos e bordados, 69, 595J0O, 59 e
11SO0O
89000
39500
39500
39500
4S0OO
89000
6^000
49500
29500
3$000
89000
39500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurgurie de seda pretos e
de cores, 7$000,69OOO e
Ditos de brim e fusto branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, 1600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e
Ditas de peito de linho 6$ e
Ditas de madapolo branco de
cores, 39, S9500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, franceses,
formas da ultima moda lO.ftfOOe 79000
Ditos de feltro, 69, 5g, 49 e 29000
)itos de sol de seda, inglezes e
59OOO
59OOO
59000
39000
292OO
1$280
29300
39OOO
19800
18000
franceses, 14, 12S, Ufe
Collannhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodao
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, IOO9, 909, 809 e
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40f
Obras de ouro, aderecos e meioa
aderemos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 12000 e
79000
9500
709000
309000
f
109000
Sevados gordos.
Vendem-se sevados gordos ; no Caora-meni-
bo. sitio da capella n. 2.
-m
E'barato qu
admira.
NA LOJA DO
l wSm raD w fSK i
Rua do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 29, de 4 a 39 e 3J5C0.
Golliohas bordadas muito finas alj*.
Pecas de babadinhos muito finas com 3
e 1(2 varas a 19600 e 29.
Entremeios de cambraia fina a 160 rs. a
tira.
Grosdenaple do cores a 19600 o covado.
Manguitos de cambraia bordada a 19500.
Manguitos bordados e gola por 59
Chalys matisados a 500 rs. o covado.
Lanzinhas multo finas a 400 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 15 e 258
Daos de palha da Italia a 28fl.
Chales de touquim a 20f.
Chapeos de sol de seda inglezes a 12.
E outras multas fazeodas queso se ven-
de por precos muito baralissimos.
Luvas de pellica a 29500.
Sapatinhos de setim e
meas de seda para bap-
tizados.
Aloja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os guaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais perfeitos).assim como outros de
merino tambera bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes;; tem brancas, de listas, de florzinhas e
o bocal tecido de borracha, o mais engrapado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da agnia branca n. 16.
.. Vende-se urna escrava parda, de idade de
1 a 20 annos, bonita figura, e corpolenta, pti-
ma para o servico de casa, e tambem de ra ; o
motivo da venda se dir ao comprador : Da ra
do Aragao n. 15.
de Bordeaux.
Capellas fina para noivas.
A loja d'aguia branca receben novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livraneiilo.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de cores a 4,
ditos de estamenha a 4f, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e soferecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
da uliima moda, todas estas fazendaa se vende
barato para acabar; a loja est aborta das 8 ho-
ras da manhaa at as 9 da noite.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras: so armazem
de Tasso Irmos.
Anda existe um resto de barricas
de arinha de milho que se vende por
mdico pre^o : no armazem de Mtheus
Auitin & C, ra da Senzala Velha
mero 106.
nu-
Fil preto.
Vende-se- fil de linho arelo
simo preco de 800 rs. a vara :
mado n. 22, loja da boa f.
liso pelo baratis-
na roa do Qaei-
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. r. da Costa, ra Direita n. W.
Em casa de Kalkmann Irmos & C., ra da
Cruz n.* 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tem as seguimos qualidades:
De Brandenburg frres.
Su Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Cha tea 11 Loville
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Cha tea u Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Arcos para saiasabalo.
A 160 rs. a vara ; na ra do Queimado b. 29
outr'ora27. '
VENDE SE EM CASA
DE
Adamson Howie
Vinho do Port, de Xerez e cognac.
Biacoutos.
Rolhai.
Lona e niele.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhe, arreios e chicotes:
JRua do Trapiche n. 42.
para
Sabo.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de tora, que teas
exposto i venda sabio de soa fabrica denominada
Medieo armazem dos Srs. Travassos Jnior
a C, na ra do Amoro n. 58; massa amarella,
casUnha, prata e outras qualidade* por menor
preco que de outras fabricas. No asesino rma-
sela tem feito oseo deposito de telas de carnau-
ba simples sea mistura alguna, como as de
cosa posi gao.
siraos.
Vendem-se gtosdenples preto spelo baralisst-
mopreeo detMM e 2 o ovado: na ra do
Queimado n. it.iloja da boa f.
Farinha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo do brigue Mara Rosa, tun-
deado defronte do caes do Ramos, por preso com-
modo: a tratar com o capitao a bordo, ou com
o consignatario Hanoel Aires liuerra, na ra do
Trapiche d. 14.
A1#000.
Gravatas pretas de setim : na ra do Queima-
do n. 22, loja da boa f.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fixas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita : na roa do
Queimado n. 22, na bem conheeida loja da
Boaf.
Garibaldi.
Gravatnhas de gosto a 200 rs. cada urna : na
ra do Crespo n. 18, loja de Diogo 4 Fernandes.
Importante
Aviso
Na loja de 4 portas da ra do Queimado n. 39
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de rcupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna officioi de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito meslre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz nm convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. ofliciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiorespreparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os Bgurinus que de
l vieran. ; alm dtsso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquelas, bem como
colletes a militar para os Srs. sjudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos eu
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como tem muito ricos
desechos a matiz de todas as cores proprios para
farda ment de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
que por tudo se flca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nlo se falta no
dia que se promelter, segundo o syslema d'onde
veio o mestre, pois espera a honrosa visitados
dignos senhores vislo que nada perdem em es-
perimentar.
Armazem de fazenda
DA
Rua do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1J)800.
Lenqes.
LetfQesde panno de linho fino a 1J900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preco de 5$.
Tara tana.
Tarlatana branca para forro de vestido, nelo
baratissimo preco de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato preco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6#.
Mantas de llonde.
Mantas de blonde pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
3 5008S de cambraia branc* flna a 2*800 3#)00 e
Toalhas.
Toalhas de fuslao a 600 rs. cada urna.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S.P. Joahstoa 4C.
selhns e silbos nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro da
um e dous cvalos relogios de ouro patenta
inglez. r
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes de hortaliga muito novas
vindas da Europa pelo ultimo vapor inglez Ty-
ne : na Iota de ferragens de Vidal A Bastos', ra
da-Cadea do Recife n. 56 A.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica
mente bordados, pelo baratissimo preco de 358-
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f. '
iVGTICA Y
va
..jtUWHNW.
toa daSeizalla Nava a.42.
estabelecimento contina a haver na
completo sor ti ment de moendas emeias moen-
das para engenho, machines de vapor e laixas
te ferro batido e coado, de todos os tamanhos
ptra dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serupre no seu depo-
site da ra da Hoeda n. 3 um grande sor-
mento de tachas e moendas para engento, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no metmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
So na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug6 n.
1 B, recebera-se nm completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo daa
cores seguintes : prttas, cor de canna, aroarellas
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afianzamos a boa
qualidade e fresquido, pois se recebeu em di-
reilura pelo vapor francez : s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francesas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
49500 e a 6J0OO a pee.* com 8 li2 varas; di-
to uito superior a 8g000 a pera com 10 varas!;
dita fina com salpicos a 410800 a pega com 8 1{2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
toja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/Jua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 7.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9J.
Ditos de castor pretos e braceos a 16j>.
Chapeos lisos para senhora a 25$.
Ditos de velludo cor azul a 18$.
Ditos de seda para meninas ricamente endita-
dos a 8j.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos corros para meninos a 3J.
Bonets de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a A%.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 P*" um.
Arados americano e machina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston 4 C. ra daSenzala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo preco de
59 cada urna: na ra, do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vendem-se paletos de panno preto Uno, multo
bem feites a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 re.; ditos de setineta escuros a 89500,
n mello barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, leja da Boa f.
Paletos.
lift
MUFA FEITA ANDA IA1S BARATAS.!
J SORTIMENTO COMPLETO
DI
Fazendas e obras feilasj
CALCADO.
Ra Direita 45
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Bastos
NA
de casa
traveja-
propria
do bair-
rua da
Vende-se urna morada
terrea muito bem construida,
dae parte assoalhada, muito
para um sobrado, em boa ra
ro da Boa-Vista : a tratar na
matriz da Boa-Vista casa n. 13 das 6 as
9 da manhaa e das 3 as 6 da tarde.
Paios e chourigas
muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
vendem-se em barris sonidos de 32 at 8 libras
no escriptorio da roa do Rangel n. 43. primeiro
andar, bem como chocolate de baunilha e'canel-
Ia mmio superior, em latas de 8 libras, formas
de quarla e meia quarta.
Vendem-ae4caix6esenvidracados, proprios
para padaria ou taberna ; Da ra das Cruzes nu-
mero 36.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulceras, fstulas
pisaduras, deslocages, enchacos, tumores, erysi-
pella e quasi todas as molestias da pelle : acba-se
venda no Bazar Pernambucano da roa do Im-
perador e aa praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......2(000
deraeiodito.... jOOO
> de 1/4 de dito... 500
(|uasi de graca!!!
Vestidos trancos de cambraia bordados com 2
e 8 babadoa, fazenda muito superior, a 6$ cada
um ; na roa Nova n. 42, loja de Tertuliano Can-
Ramos & C.
dido
Na roa Direita
a. 76, vende-se um cavallo
proprio para viagero, por ter bom passo e andar
flaer con.nMi",, Umb6ia M trw* or out.
Meias de linho, linas, do
Porto.
Vendem-se na loja de ferragens da roa da Ca-
deia n. 44, por prego avoravel.
Vende-se urna casa terrea com oa commo-
Imh^rt* : 4?"atlM' "ha ra, boa ca-
a, porttoao lado, com 800 palmos de fun-
A
do, no fuodo 4 mei-aguas fazendo frente em duas
Smin lSSi Preted"' dirija-ae ao lugar do
quem vond? "g0 n* M que ,e dIr*
*"lffd"?'? ps de 1,raDgeiras de umbigo
n!,^iLp8 de,MPl>. Pgote. fructa-pio, Tima
JEL^Ki A0ulr',8 Mdadea de froctas ; na
Mn, vende-se no mesmo silio um bol de raca in-
Pechineha
Com pequeo defeito de
avaria.
Madapolo muito largo e Ano, com alguma pin-
ta de avaria, pelo barato preco de 4$ a peca : na
ra Nova n. 42, loja de Tertuliano Candido Ra-
mos & C.
Uvas.
Cbegaram aa bellas uvas da ilha deIlamaraci,
ao deposito da ra estreita do Rosario o. 11.
Oueijos do Sirid.
Cbegaram os freacaea queijos do Sirid, ao de-
posito da roa estreita do Rosario n. 11, e vnde-
se em canta.
VELS
DE
cera de carnauba.
Una do Queimatlo
*. 46, frente amarella.
Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
SaJ*"^0 e de core8 Dauit0 flno 2^*,
*L *' Palet0,s do mesmos pannos
a 205,225 e 24J, ditos saceos preos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 18$, casa-
cas pretasmuito bem feitas ede superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, 16JJ
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOg, 12 e 14$, calcas pretas de
casemira flna para homem a 8, 9, 101
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 6, ditas de ditos de cores a
3, 31,500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e d
fusto a 3, 35500 e 4. ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasacoa 7J, 8 e9
colletes pretos para lulo a 4500 e 5'
(as pretas de merino a 45C e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8$, muito fino col- fe
letes de gorguro de seda de cores muito tt
boa fazenda a 3800 e 48, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 68500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
83500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
calcas de casemira pretas e decores a 6,
6$500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas^regas largas
muito superior a:32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al- X
faiate onde mandamos executar todas a
_ obras com brevidade. '4E
aSKSiSS&iSdiis ae$K ais ueste ie
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coohecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmio recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa vio-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a pe rfei coa-
mentos., fazendo paspento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ra da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
Irozes em carrileis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 3 a duzia, ptimos pelo pre-
co e qualidade, para o servido diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Ra do Amorim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
barato preco de 2 a arroba : a ellas, que se es-
tao acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira preta muito bem
feitas a 10, ditas de dita de cor muito superior a
9, esto-se acabando : na roa do Queimado n.
22, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2$500 a sacca, chegada ha dous dias de Santa
Latharina, de muito boa qualidade ; no lsrgo da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15:
Cera de carnauba
da Granja e de outres logares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade : no largo da
Assembla n. 15.
45
).8?aJa*V,i,,w ^--ministro da fazenda
Hl!u^P?-d0.eSB 9 deli"dosps dasnossas
fuSl PmM I Prova-o bastante
de 160 |0 aos dlreilos
o augmento
aflm de obstar a que ostentassem comfoarboc\bL
moso pe da bella pern.mbucana. que ffiem
val as cinco p.,tes do mundo. Mas S"xc Te'e
de encontrar urna opposicio firme e enercica no
propnetario do.estabelecimento da ru. D feita n
4o, que nao quiz vender as suas botinas i 7*om
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantiiui).
Dito (com lacp e fiveila). .
Austraco (semblo). .
Joly (gaspa baixa). ..."
Para menina.
De 25 a 30.....
De 18 a 22.....'. \
Para homem.
Nantei (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, inteiricos
Ditos (cano de pellica). *
Ditos vaqueta da Russia \
Ditos Drnambucanos .
SaDates para homenh
2 batena^Nantes). .... 5.600
I batera )Suzer).....5*200
Sola deba ter (Suzer). 5000
Meiosborzegms (lustre). 6^000
SapatOes (com elstico). 5000
Ditos para menino .^500 e 4$000
Muito calcado bem feito nopaiz por precos ba-
ralissimos: assim como couro de lustre marrol
qu.Ds, bezerro francez. courinho". vaqutt prel
paradas, sola, fio etc. em abundancia "'t
6'OO
5500
osOOO
4^(500
4-^000
3f500
10^000
9.S00O
9.v00
8j? 00
805(10
6^000
e muuo
barato.
Jogo defamas e eamao
Jae^m~\* b0DUs cai'oh com moldura e
SSSSS S grosso vidro!
obradeiic^^b3mKea'erOSSO?,^
. .Siim como mu 'JJffr c'om
iZftS C Y'^^' de em cima o Jgofi
damas e dentro o de g Os lindos cintos tanto para
seuhoras como para meninas.
1 R64naJild',Bui",.de ouro' roa d0 c"g n.
UOIO D.n'renb0r" aCh"5 SlDd0S C'Dlf
unto para senhora como para menina, os msisri-
Cn,qnUe/ep?deeDcon,r"' ,nt0 dour.de floo
Mosto ninguem deitar de comprar : s na lo a
daguia de ouro, rua do Cabug n IB
Boliicliiiilia ingleza
armazem pro-
a 3J0OO a barrica ; veude-se n
gresso. no largo da Penha o. 8
tnrt7.VBe0nKe;Sr^uma prela de meia idade com
todas as habilidades necessarias para urna casa
.att7qUem PreleDder' d"a"Se K
1. esquadro de
cavallaria.
Na loja de Gnimares & Lima, na rua
do Crespo, tem para vender casemira
mesclada, propria para calcas das pra-
casdo 1- esquadro de ravallarU
Escravos fgidos.
Pechineha de meias.
Meias de cores muito floas, muito boas e bo-
nitas, para homem a 1500 a duzia e a 140 rs. o
par, que s deixar de as comprar quem nlo as
vio ; na rua do Queimado n. 65, loja da dili-
gencia.
Mais que Peiocha!
A le tria. Ulharim e macarra o a 400 a. a libra -
vende o Brandao. na Lingoela n. 5.
? 240.
o covado de liaainhaa de quadros para vaatidos.qoo
aempre vendeu-e al; aa loja de Adriano &
Caatro, rua do Crespo n. 20.
A 200 rs.
j_Gravatinhae de troco para meninas; na rua do
Crespo n. 16.
Para casamentos.
Botinas de setim branco para ivnhoras na'lo-
ja do vapor, rua Nova n. 7.
RuadoQueimadon.l.
Ha para vender algodao com toque de avaria,
diversas qualidades s presos.
Fugio no dia 2 de setembro do
anuo p. passado, o escravo Francisco,
mulato claro, com idade de 30 annos
pouco mais ou menos, barbado, cabel-
los pretos anellados, conduzio urna ma-
ca de ovelha em que levou a roupa e
algum dinheiro, assim como um chapeo
de couro, natural da villa do W
provincia do Ceara' roga-se aos capi-
taes de campo, autoridades policiaes e
a qualquer pessoa a aprehensao do dito
escravo a entregar a seu senhor Joao Jo-
s de Carvalho Morags Filho, na rua do
Queimado n. 13, que sera' bem recom-
pensado.
Fugio no dia 2 de marco do cor-
rente anno, um escravo cabra de nome
Luiz, natural do Ico, provincia do Cea-
ra tendo os signaes seguintes : altura
regular, pouca barba, cheio do con.
pes grandes, com algumas cicatrizes no
rosto, e e muito palavrhdor : roga-se a
toq>s as autoridades policiaes ou pessoas
particulares a aprehendo do ditoescra-
vo a entregar a seu senhor na rua do
Queimado n. 13, quesera' bem recom-
pensado,
n7n f,l8' D0 diJ 5 de e?e"iro do correte
2mV^VJ? Dome 'wq. de oacao,
3Ln,adHde/5450On08' dfl e84atUr "A
doente do p esquerdo, com falta de varios de-
dos, urna fenda funda na sala do mesmo, intu-
la-se de forro, por causa daqualle p consta an-
dar pedindo esmolas pela Boa-Visu. paoam
_ pela Boa-Vista, Passagem.
St^J'- ?CbaBg.' assim con3 consta
elle ter um padnnho que escravo da viuva do
Nobrenessa mesma estrada ; quem o pegar le-
ve-o rua das Cruzes n. 22.
v 50^ de gratificacao.
Ausenlouse do convento do Carmo da cidade
de Olioda um escravo de aonie Fliaeo. com os
sigoaes seguintes: altura regular, cheio do cor-
po, pernea ou ps apalhetados, falto de denles na
frente da parte supenor. cor nio muito preta e
tem o estomago um pouco saliente ; eete escra-
vo ja esteve 12 annos escondido em casa da fa-
f! !f,id0^Dad0 ,0i claadi"o Leite, que o tinha
Jl. u deC0,mpad0'e*Pr0Tavel 1u tornasse
?*n?,i ??rtato assignado protesta
contra os das de servico a quem tiver o mesmo
l Mchala 186,- Pnr' Ff- Lnil d Pur-
Fogio da cidade do Araeatr, no mez de se-
tembro prximo passado, nm escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Peona Pacheco,
qne ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenee Collares, de nome Joaquim, de idade
de incoenu e Untos annos, falo, alto, magro,
denles grandes, e com falu de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tea signaes de ter sido surrador
Constt que este escravo appareeera no dia 6 do
eorrenle, vindo do lado das CineoPontas, e sen-
do enterrogado por na pareeeiro sea eonhecido.
diese qne tinha sido vendido por seu senhor para
Goianntnha: qualquer pessoa qne o pegar o po-
der levar em Pemambuco os Srs. Basto & Le-
aos, que gratificarlo generosamente,



(8)
_______
DIARIO DI rmUUMB^GO. t- SEGHDa FEIRA 12 DI ABRIL DE 181.
Litteratura.
Extractos da obra-A Democracia aa
America, do Sr. A. de Tocquevle.
n -
Eslado actual e futuro das tresracas nos Esla-
nos-Unidos.
(Conlinuaeio.)
A confederago foi formada pela livre vonla-
de dos estados ; estes unindo-se, nao perdern
sua nacionalidade, nem se fundiram em um s e
mesmo povo. Se um desses estados quizesse ho-
je retirar o seu nome do contrato, havia ser diffl-
cil provar-lhe, que elle o nao podia fazer.
O governo federal, para ocombaler, nao se
apoiaria de urna maneira evidente nem sobre a
forga, nem sobre o direito.
Para que o governo federal (riumphasse fcil-
mente da resistencia, que Ihe oppozessem alguns
de seos subditos, seria mister que o intesesse
particular de um, cu de muitos de entre elles es-
tivesse inteiramente ligado existencia da Uoio,
como assim se lem visto muitas vezes na historia
das coofederaccs.
Eu supponbo, que entre os estados colligados
pelo lago federal hajam alguns, que gozem ex-
clusivamente das principies vanlegens da Unio,
uu cuja prosperidade depende inteiramente do
fado da Unio ; dada esta bypolhese, eviden-
te que o poder central encouirar nestes estados
um apoio muito grande para conservar os outros
na obediencia.
Mas, se assim fr, o governo federal nao tirar
a sua forga de sua propria existencia ; elle a ir
buscar, portento, em um principio que contra-
lio sua mesma natureza.
Os povos s se confundiram para perceberem
vanlagens eguaes da unio ; e no caso que cima
refer, o governo federal poderoso, porque entre
as nagoes unidas reina a desegualdade.
Anda supponho, que um dos estados confede-
rados lioha ganbo urna preponderancia muito
grando para apossar-se elle s do poder central :
elle considerar os outros estados como seus sub-
ditos, e far respeitar na pretendida soberana da
Unio, a sus propria soberana : far-se-ho neste
caso grandes cousas em nome do governo fede-
ral, este governo, porm, realmente nao existir
ni ais.
Neslea dous casos o poder que obra em nome
da confederago, torna-so tanto mais forte, quan-
to mais se separa do estado natural, e do prin-
cipio reconhecido das confederarles.
v=" Na America a uoio actual e til todos os
estados, mas ella nao essencial neohum
delles.
Muitos estados quebrariam o laco federal, sem
que por isso Ccasse compromettida a sorte dos ou-
tros ; bem que fosse menor a somma de sua fe-
licidade.
Como nao ha estado, cuja existencia e prospe-
ridade seja inteiramente ligada a confederarlo
actual,nao ha tambera nenhum que esteja disposto
fazer grandes sacrificios pessoaes para conser-
va-la. Por outro lado nao se conhece estado al-
gum, que tenha presentemente um grande inte-
ressede ambico para manter a confederaco. tal
qual nos a vimos em nossos das.
xTodos nao exercem, de certo, a mesma influ-
encia nos conselhos federaes, mas nao se vfitam-
bem um s, que se possa lisongear de dominar
iielles, e tratar seus confederados como inferio-
res ou subditos. i ^
Parece-me, por tanto, certo, que se urna por
cao da Uuio quizesse seriamente separar-se d
outra, nao s nao se podia impedi-U de o fazer,
como mesmo nao se tentara vedai-lhe o uso do
seu direito.
Fixado este ponto, eis-nos mais vontade ; nao
se trata mais de indagar se os estados actualmen-
te confederados podro se separar, mas se elles
queraro ficar unidos.
Eutre todas as razes, que tornam til aos
Americanos a unio actual, encontram-se duas
principaes, cuja evidencia fero fscilmente todos
os pinos. Anda que os Americanos sejam, por
assim dizer, nicos no continente, o commercio
d-lhes por visinhos todos os povos, com os
quaes elles trafican).
Apezar do seu isolaraento apparenle, os A-
mericanos tem necossidade de serem fortes ; e
ellea s podem 3er fortes conservando-se unidos
Os estados desuoindo-se, nao diminuiran! se-
ment sua forga respeito dos eslrangeiros ; elles
creariam eslrangeiros sobre o seu proprio
Desde ento enlrariam em um systenia de al-
andegas interiores ; dividiriam os valles por li-
nhas imaginarias ; reteriam o curso dos ros, e
incommodariam por todas as maneiras a cultu-
ra das trras do immenso continente, que Deus
Ibes concedeu para seu dominio.
Hoje elles nao (em invaso, que temer, e por
consequencia nao tem .necessidade de entreter
exercitos e levantar impostos. Se a Unio che-
gasse a se romper, a preciso de todas as cousas
nao lardara talvez a se fazer sentir.
Os Americanos, portanto, tem um immenso
inleresse em se conservar unidos. Por outra
parte quasi impossivel descobrir que especie de
inleresse material tea presentemente urna por-
rao da Uoio em se separar da outra.
Quando se langam os olhos sobre urna carta
dos Estados-Unidos, e que se percebe a cadeia de
serras, chamadas Alleghanys, correndo de nor-
deste sudoeste, e percoirendo o paiz em urna
extenso de 400 leguas, ioclinamo-oos crer, que
o Qm da Providencia foi levantar entre o valle de
Misssspi e as cosfts do ocano atlntico urna
deslas barreiras naturaes, que oppondo-se s re-
lacOes permanentes dos homens entre si, for-
mara como os limites necessarios dos differentes
povos.
Mas a altura media dos Alleghanys nao se ele-
va mais de oilo centps metros.
Suas summidades* redondas, e os espagosos
valles, que elles contem em seus contornos apre-
sentam em mil lugares um accesso fcil.
Ainda mais ; os principaes ros, que vem des-
pejar suas aguas no ocano atlntico, como o
Hudson, o Susqueanna, e Polomac nascem da
outra parte dos Alleghanys em um plato berto,
que circunda a bacia do Mississipi. Partindo des-
ta regio, elles abren caminhe por entre esta mu-
ralba, que pareca dever desvia-los para o occi-
dente, e tracam no aeio das monlanhas estradas
naturaes, sempre abenas ao hornero.
Nem ama barreira, pois, se levanta entre as
diversas partes do paiz, occupado em nossos das
pelos Anglo-Americanos. Os Alteghanyi, que
mtsmo o orlam estados, muito menos serven
de limlfift povos.
New-York, Pensilvanfa, e a Virginia os abra-
cara em seu mbito, e se estendem tanto ao oc-
cidente como ao oriente destas monlanhas.
O territorio occupado em nossos- das pelos 24
estados da Unio, e os tres grandes dislrictos, que
ainda nao esto collocadoa no numero dos esta-
dos, ainda queja tenham habitante?, cobre urna
superficie de 131 mil, 144 leguas quadradas ;
quero dizer, aprsenla j urna superficie quasi
egual cinjo vezes de Franca : oestes limites
se enconlraslo variado, temperaturas difieren-
tes, e productos mu diversos. Esta grande ex-
tenso de territorio, occupada pelas repblicas
Anglo-Americanas, fez nascer aovidas sobre a
conservacao de sua unio.
Aqoi devenios distinguir : interesses contra-
rios se criam algumas vezes as differen'.es pro-
vincias de um vasto imperio, e acabara por en-
trar em luta ; acontece entao. que a grandeza de
un estado o que mais compromette a sua du-
rago : mas se os homens quecobrem este vasto
territorio nao tem entre si interesses contraros,
esta mesma extenso dove servir-lhes para sua
prosperidade ; porquento a unidade do governo
favorece singularmente a troca, que se pode fa-
zer dos differentes productos do slo, e tornando
o seu escoadouro. mais fcil, augraeoti-lhes o
valor.
,9.ra-?UTe uemi n" differentes parles da
Unio, interesses diversos ; nao descubro, porm,
que uns sejam contrarios aos outros.
Os esta los do sul sao quasi exclusivamente
agricultores ; os do norte sao particularmente
manufacturemos e commerciantes : os estados do
oeste sao simultneamente manufacturemos e
agricultores. No sul colho-se o fumo, o arroz, o
algodo e o assucar ; no norte e no oeste milho,
e trigo. Eis-aqui fontes diversas do riquezas ;
para aproveitar; porem, estas fontes, ha um meio
commum, e egualmenle favoravel para todos;
este meio a unio.
O norte, que conduz as riquezas dos Anglo-
americanos para todas as partes do mundo, e as
riquezas do Universo para o seio da Unio, lem
um inleresse evidente, em que a confederado
subsista tal qual ella em nossos dias, afim de
que o numero dos productores e consumidores
americanos, aos quaes elle chamado servir,
torne-se sempre o mais grande que frpossivel.
O norte, que o medianeiromais natural entre o
sul e o oeste da Uoio por uro lado, e o mundo
pelo outro ; o norte deve pois desejarque o sul
e o oeste se conservera unidos, o prosperen afim
de que fornegam suas manufacturas materias
primas, e seus navios frele.
O sul e o oeste pela sua parte tem um inleres-
se mais directo ainda na conservago da unio, e
prosperidade do norte. Os productos do sul se
exporlam em grande parte para alm-raar ; o sul
e o oeste tem porlanlo necessidade dos recursos
commerciaes do norte : elles devem querer, que
a Unio tenha um grande poder martimo para
os poder proteger efncazmenle.
O sul e o oeste devem contribuir espontnea-
mente para as despezas de urna marinha, ainda
que elles nao tenham navios; porque se as es-
quadras |da Europa vierem bloquear o sul e o
delta do Misssspi, o que s>ria feito do arroz,
das Carolinas,/o tabaco da Virginia, do assuc.tr
e do algodo, que crescem na valle do Mississi-
ii? Nao ha, pois, urna porgo do budjel fede-
. que nao se applique conservago de um
intere-sse material commum a todos os fede-
rados. .
Iudependente desla utilidade commercial o
sul, e o oeste da Unio acham urna grande van-
tagem poltica-em se manterem unidos entre si, e
com o norte.
O sul contcm em seu seio. urna populago im-
mensa de escravos; populago ameagadra no
presente, e mais ameagadra uo futuro.
Os estados do oeste ocrupam o fundo do um s
valle. Os ros, que banham o territorio desles
eslados, partindo das Serrs da Rocha, ou Al-
leghanys, vem todos confundir suas aguas com
as do Mississipi, e descem com elle para o golfo
do Mxico. Os estados do oeste estio inteira-
mente isolados, por sua posigo, das tradigesda
Europa, e dacivilisago doantigo mundo.
Os habitantes devem por isso desejar de con-
servar a Uniao, para nao ficarem sos em presen- i
ga dos negros ; e os habitantes do oeste, aQm de
nao seacharemfeichadosno seio da America Cen-
tral sem communicago livrecom o Universo ; o
norte por sua pane deve querer, que a Unio
nosedivida, para ficar, como o annel que prende
este grande corpo ao resto do mundo.
Existe pois, um lago estrello entre os interes-
ses maleriaes de todas as partes da Unio. Di-
rei oulro tanto, pelo que diz respeito s opioies,
e sentimenlos, que se pdem chamar os interes-
ses immateriaes do homem.
Os cidados dos Estados-Unidos fallir muito
do seu amor pela patria; confesso. porm,
que absolutamente nao me fio nesle patriotismo
reflectido, que se funda sobre o inleresse, que
pode destrui-lo logo que mude de objecto.
Semejantemente nao dou muito grande impor-
tancia linguagem dos Americauos, quando elles
lodos os dias manifestara a inlengo de conser-
var o systema federal, adoptado por seus paes.
O que mantem um grande numero de cidados
sob a autoridade de um governo, menos a von-
tade rasoavel de se conservaren! unidos, do que
o aecrdo instinctivo, e de alguna sorte invo-
luntario, que resulta da similhanca de sentimen-
los, e da conformidade das opinies.
Eu nao concordarei nunca, em que os homens
formem urna sociedade, s^porque obedecem ao
mesmochefe e sao sujeitas s mesmas leis ; so-
ciedade s ha, quando os homens coosideram um'
grande numero de objectos sob o mesmo aspec-
to ; quando sustentam as mesmas opinies res-
peito de um grande numero de assunrptos ; e
quando finalmente os mesmos fados fazem nas-
cer nellcs as mesmas impresses, e os mesmos
pensamentos.
Aquello, que olhando a queslo debaixo desle
ponto de vista, estudasse, o que se passa nos Es-
I Ol 111 I l>I
n
OBATEDORDEESTRADA
ron
PAULO DUPLESSIS.
lados-Unidos, desetbreria sem custo, que seus
habitantes, divididos, como se acham em 24 so-
beranas distinctas, constituem entretanto um no-
vo nico; e talvez mesmo chegaasa pensar,
que o estado da sociedade existimis realmente
no aeio da Unio Anglo-Americana, do que en-
tre certas nagoes di Europa, que s tan ama
nica legislarlo, e se submellem a urajK ho-
mem.
Aluda que os Americanos dos Estados-Unidos
tenham muitas religies, todos ellea entretanto
olham religio com os mesmos olhos.
Nao se combinam sempre nos meios, que de-
vem adoptar para bem governarem o paiz, e va-
rlam de opinio sobre algumas formas, que con-
vm dar ao governo ; acham-se porm, em per-
feita harmona sobre os principios geraes que de-
vem reger as sociedades humanas, i
Du Maine Florida, do Missouri at o ocano
atlntico, existe a conviego, de que reside no
pvo a origem de todos os poderes legilimos. As
mesmas ideas vigoram a respeito da liberdade. e
da egualdade ; e professam-se eguaes opinies
quanto liberdade da impreosa, o direito de as-
sociagSo; o jury e a responsabilidade dos a-
gentes do poder.
Se passamos das ideas polticas, e religiosas
para as opinies phlosophicas, e moraes, que
regulam as aegoes diarias da vida, e dirigem o
complexo dos passos da conducta civil, notare-
mos o mesmo acord.
Os Anglo-Americanos, collocam na razo uni-
versal a autoridade moral, bem como na univer-
salidade dos cidados o poder politici, e julgam
que quando se tiverde fazer distinegio do que
penniUido, ou prohibido, do que verdeiro ou
falso, deve-se estar pelo que decidir a opinio
geral. r
A maior parte d'entre elles presume, que bas-
ta o conbecimento do iateresse ben entendido
para conduzir o hornera ao que justo e ho-
nesto.
Creem elles, que cada urna pessos, quando
nasce, recebe logo- a faculdade de se governar a
si propria, e que por este motivo ninguem tem
direito de coagir a seu semelhante, para que se-
ja feliz.
Todos lem urna f viva na perfectibilidade hu-
mana ; elles julgam, que a deduso das luzes de-
ve necessariamente produzir resultados uteis,
assim como a ignorancia causar effeitos funestos.
Todos consideram sociedade como um corpo
em progresso, humanidade, como um quadro
vanavel, em que nada tem direito de ser perpe-
tuamente flxo ; e admitlem, que aquillo que Ihes
parecen ben hoje, pode amanha ser substituido
pelo raelhor, que est oceulo.
Eu nao digo, que todas estas opinies sejam
justas; afrmo porm, que sao americanas.
Ao passo que os Anglo-Americanos sao assim
unidos eutre si por ideas communs, vivem entre-
tanto separados de lodos os outros povos por um
sentimenlo de orgulho.
Fazem cincoenta anuos, que se repete inces-
santemente aos habitantes dos Estados-Uuidos,
que elles forman o nico pdvo religioso, escla-
recido, e livre, que haja no mundo.
Observan, que entre elles as instituigoes de-
nocralicas tem prosperado at agora, qoando alias
nauragam no resto da trra; por este motivo
tem urna opinio immensa de si mesmos, e nao
estao longe de crer, que formam urna especie
apartada no genero humano.
Assim, portanto, os pergos, de que est amea-
gada a Unio Americana, nao nascem tanto da di-
versidado de suas opinies, como de seus inte-
resses ; devenos pois procura-Ios na varedade
dos caracteres, e as paixes dos Anericano3. Os
homens, que habitam o imnenso territorio dos
Lslados-Uoidos sao quasi todos descendentes de
una sepa commum ; mas pelo andar do tenpoo
clima, e especialmente a escravidao, ho intro-
auzdo differengas visiveis entre o carcter dos
Ioglezes do sul dos Estados-Unidos, e o dos In-
glezes do norte. Cr -se geralmente entre nos (os
trncales), que o captiveiro d urna porgo da
Uniao interesses contrarios aos da outra.
Eu nao observei, que isto fosie assin : o cap-
tiveiro nao creou no sul interesses contrarios aos
do norte ; as elle nodiOcou o ciracter dos ha-
bitantes do sul, e deu-lhes hbitos differentes.
Fiz conhecer em outra parto desta obra a influen-
cia, que o captiveiro havia exercido sobre a ca-
pacidade commercial dos Americanos do sul ;
esta mesma influencia estende-se igualmente
seus coslumes. O escravo um servente que
nao discute, e ludo se sugeila sem resnungar ;
algumas vezes elle assassina seu senhor, mas nun-
ca lhe resiste.
No sul nao ha familias lio pobres, que nao te-
nham escravos. O Americano do sul, desde que
nasce. acba-se investido de urna sorte de'dicta-
dura domestica ; as primeiras nogoes da vida,
que elle recebe, fazem-lhe conhecer. que nasceu
para commandar, e o prineiro habito, que con-
contrata, o de doninar sen trabalho. A educa-
gao pois, tende poderosamente fazer do Ame-
ricano do sul um homem altivo, diligente, irasci-
vel, violento, fogoso em suas voniades e impa-
ciente diante dos obstculos ; fcil porm em
desanimar, logo que nao pode trumphar de im-
proviso.
O Americano do norte nao v escravos corre-
rem em roda do seu bergo ; s vezes nem mes-
mo creados livres ; visto que por va de regra
elle obrigado servir-se com suas proprias
naos. Apenas nasce, quando a idea da necessi-
dade ven de todas as partes a presen tar-se ao'seu
espirito ; elle aprende porlanlo desde a infancia
conhecer exactanenie por si neano o linite
natural do seu poder ; nao espera subnelter pe-
la forga as vonlades, que se oppozeren sua, e
sabe, que para obter o apoio de seus senelhan-
les, -lhe necessario prineiro que tudo gaohar
os seus favores. Nestes tornos pois, o habitan-
te do norte da Unio, paciente, reflectido, tole-
rante, tardo obrar, as perseverante en seus
planos.
Nos estados neridionaes as nais urgentes ne-
cessidades do honem sao satisfeitas ; assim, pois,
o Americano do sul nao vive preoecupado com
es cuidados maleriaes da vida, una vez que una
outra pessoa se encarrega de cuidar d'elle.
Livre nesle ponto, sua inaginago dirige-se
para outros objectos mais grandes, e menos exac-
tamente definidos.
O Americano do sul apaixonado pela grande-
za, o luxo, a gloris, o estrepito, os prazeres e
mais do que nada a occiosidade : nem um moti-
PR1ME1RA PARTE.
(Conlinuaco.)
Para o futuro terei o cuidado de ne confiar
de li, Graodjoan, disse elle com ar pensativo. So-,
mente convence-te de urna ceusa ; nelhor ser
xneu amigo, que ser meu inimigo 1 Ah lioha es-
quecido, urna ultima pergunta... Como que ten-
do t urna revelagao to importante fazeres-me,
parecas ha pouco com tanta repugnancia en-
celar esta conversa ? Teu comportamento me
pareca bastante dfficil de explicar.
Elle muito sinples, ao contrario, senhor
Henrlque I
Falla, eu te ougo I mas nao procures enga-
oar-ne....
Engaar 1 ao senhor I repeliu o Canadeose :
ento o senhor me toma por algn Mexicano ou
fior um Iankeo 1 Sou Nornando, nateido em Vel-
equierl Entre nos nao ha o coatune de mentir.
Quando nao pdenos responder una pergunta
ou ella nos incommoda, o nais que fazenos ca-
larmo-nos. Agora, se o senhor quer saber o mo-
tivo de meu silencio : bem : eu vou dizer. Pri-
meiramente devo dizer-lhe con toda a inge-
nuidade que nolbo tenho odio nenanizade: o
senhor para mim um ente totalmente indiferen-
te. Que o Sr. ganhe ou perca completamente na
sua empieza, cujo fim eu ignoro at hoje e lam-
iera nao desejo saber, para mim a mesma cou-
sa. Tara mim s ha um negocio que ganhar
honestamente o meu sold que o senhor me pa-
ga. Fui alugado em Gaaymaa razo de trinta
lastras por mez para acompanha-lo na viagem.
or toda a parte por oude o senhor tem andado
eu o tenho acompanhado, onde o senhor fr, eu
tambem uei.... He comprometa ame bater com
toda a bravura no caso dos Indios nos alaca-
*J Vide Diario a. 91.
ram : esteja certo de que se chegar a occasio, o
meu rifle ha de ter que fazer Emfim, entre
nos ajustou-se que seria em prol de seu commo-
do applicada a minha experiencia da vida do de-
serto I Nao tenho este respeito preenchido sa-
tisfactoriamente a minha obrigago? Quando o
senhor era devorado pela sede, quando o sol lau-
cando sobre si seus raios de chumbo derretido, o
ameagava de o por louco, nao fui sempre buscar
agua, nao constru sempre um abrigo ? Nao
assim? O senhor nao pedera pensar o contra-
rio ? Pois enlo estamos quites um com o outro;
o senhor tem-me pago prompto e certo ; eu o
tenho servido com toda a conscieocia ; estamos
de contas justas. Agora se, por imprudencia ou
por cobiga, o senhor se acha em urna posigo m,
nada tenho com isso.... Nao sou nem seu conse-
lheiro, nem seu amigo, nem seu defensor, nem
tambem seu inimigo O meu dever ser im-
parcial.... Mas para que tanta palavra perdida...
Eu errei em trazer baila semelhante discusso...
Por favor nao me pergunte mais nada que eu nao
lhe respondo.
. Onosso homem lioha estado escutaudo o tal
Grandjean com toda a atteogo, e sem lhe tirar
os olhos um s instante.
Agradego-te esta tua rustica ingenuidade ;
ella me d mais confiaoga que um pomposo pro-
testo de devotago !.... Urna vez que to pouccH
temes comprometler-le, faze por terminar esta
conversa 1 Fica certo que para mim serpentes
ou ursos cinzenlos, serviodo-me de tua lingua-
gem enigmtica, a' mesma couaa : para 88 ser-
pentes tenho o sallo do botim e para os segundos
o cano da carabina.
Eu. senhor Henrique, sou menos impruden-
te : preflro matar a cobra de longe do que ac-
commeti-lade perto Urna dentada no calca-
nhar cousa de um instante ; mas o veneno sobe
com muita rapidez do calcanhar ao cortcao 1 Por
fim nada tenho com estas cousas : cada um pode
pensar cono quizer e decidir cono lhe parecer.
0 senhor nao ten alguma orden dar-me ?
Pelo contrario I monta j eivallo, toma a
frente da nossa tropa, e guia-nos eomo melhor
entenderes, al achares um bom lugar para
acampanos esta noile.
J lhe disse, e repito, senhor Henrique, que
nada conhego da mata de Santa Clara, respoodeu
o Canadense poudo-se na sella com todo o
vagar.
Nao tua memoria, massim tua expe-
tleucia que eu recorro oeste momeulo, Um no-
1 r i
to oobriga & fazer esforcos para vi ver, e como
nao-ten trabainos necessIRos, adormece, e nao
emprehende mesmo os uteis.
Reinando a egualdade das fortunas no norte, e
nao enstindo nais o captiveiro all, o honen
acha-se absorvido por esses nesnos cuidados
nalenaes, que o branco deadenha do sul. Dea-
de sua infancia oceapa-se combater a miseria,
e aprende preferir a abastanga todos os outros
gozos do espirito e do corago. Concentrado nos
pequeos detalhesda vida, sua imaginagosees-
vai, suas ideas sao menos numerosas, e menos
geraes : tornam-se porm mais pralicas, mais
claras, e mais precisas.
Como elle dirigesmenlepara o estuloda fe-
licidade todos os esforgos de sua intelligencia,
nao passa por isso primar n'elles : sabe admi-
ravelmente tirar partido da natureza, e dos ho-
mens para produzir a riqueza ; comprehende ma-
ravilhosamenie a arte de fazer a sociedade con-
correr para a prosperidade de cada um de seus
membros, o psra arrancar do egosmo individual
a felicidade de todos. O homem do norte nao
tem smenlo experiencia, seno lambem saber:
enlretanto elle nao eitiraa a sciencia, como um
prazer, valia ella como um meio, e i se apossa
con avidez de suas applicagdes uteis.
O Americano do sul mais espontaneo, mais
espirituoso, mais franco, mais generoso, maisin-
tellectual, e mais brilhante : o Americano do
norte mais activo, mais razoavel, mais claro,
mais esclarecido.
Um tem os gostos, os preconceitos, as fraque-
zas, e a grandeza de todas as aristocracias: o ou-
tro aa qualidades, e as faltas, que earacterisam a
classe media.
Reun dous homens em sociedade, dae estes
dous homens os mesmos interesses, e em parte
as mesmas opinies ; se seu carcter, suas luzes
e sua civilisago frem differentes, ha muitas
probabilidades, de que elles se nao conciliem ;
esta mesma observago applicavel urna socie-
dade de nagoes.
O captiveiro nao ataca directamente a coofe-
derago americana pelos interesses, seno direc-
tamente pelos costumes.
tinn e3ladosi .ue dheriram ao pacto federal em
1790 oram treseem numero ; hoje a confedera-
gao conta vinte e quatro. A populago, que nessa
poca suba perto de quatro milhes de habi-
tantes, Jiavia quadruplicado no espago de 40 ao-
nos ; em 1830 elevava-se ella peno de 13 mi-
lhes de almas. Iguaes mudangas nao pdem
realisar-se sem perigo. Para urna, sociedade de
oages, como para urna sociedade de individuos,
ha tres probabilidades principaes de durago ; a
sabedoria dos socios, sua fraqueza individual, e a
pequenez de seu numero.
Os Americanos, que se separara das costas do
ocano atlntico para se ioternarem no oeste,
sao aventureiros, impacientes de toda especie de
jugo, vidos de riquezas, e muitas vezes repela-
dos pelos estados, que os viram nascer.
Chegam no meio do deserto sem se conhece-
rem uns aos outros. Nao acham ah, para os
conter, nem tradieges, nem espirilo de familia,
nem exemplos. Entre elles o imperio das leis
fraco, e mais fraco ainda o dos costumes. Os ho-
mens, que povoam cada da os valles do Mississi-
pi sao portanto inferiores, em todos os assumptos,
aos Americanos, que habitam nos anligos limites
da Uniao. Entretanto elles exercem j urna grao-
de influencia em seus conselhos, e chegam ao
governo dos negocios communs primeiro do que
tenham aprendido se dirigir si proprios.
Va.n}. mais fracos sao os socios, tanto mais
probabilidades de durago tem a sociedade, urna
vez que elles s tem seguranga conservando-se
reunidos.
Quando em 1790 a mais povoada das repbli-
cas americanas nao linha quinhentos mil habitan-
tes, cada urna deltas senta sua insignificancia
como povo iudependente, e este pensamento tor-
nava-lhe mais fcil a obediencia autoridade fe-
deral ; mas quando um dos Estados confedera-
dos, como New-York cinta dous milhes de ha-
bitantes, e cobre um territorio, cuja superficie
egual ao quarto da de Fjanga, senle-se, frle por
si mesmo, e se contina desejar a unio, como
til a sua felicidade, nao a oliia mais como ne-
cessaru sua existencia : elle pode passar sem
ella : e coosentindoem continuara sua adheso,
nao tarda a querer ser preponderante.
A multiplicago s dos membros da Uniao pro-
pendera j poderosamente para romper o laco
federal. *
Todos os homens collocados no mesmo ponto
de vista, nao olham da mesma maneira os mes-
mos objectos : e com nuito maior razo isto
acontece, quando o ponto de vista difireme.
A nedida pois.que o nunero de repblicas ame-
ricanas augmenta-se, v-se diminuir a probabi-
lidade de colligir o assenlimenlo de todos sobre
as mesmas leis. Hoje os interesses das diffe-
rentes partes da Unio nao sao contrarios entre
si ; mas quem podero, prever as diversas mu-
danzas, que um futuro prximo far nascer em
um paiz, em que cada um dia crea cidades, e
cada lustro nagoes I
Depois que se fundaram as colonias inglezas,
em22 annos duplica-se mais ou menos o nume-
ro de seus habitantes ; nao percebo pois eiusas,
que devara daqui um seculo suspender este
movirxento progressivo da populago anglo-ame-
ricana ; antes de se passarem cem annos, eu pen-
s, que o territorio occupado, oureclanado pelos
Estados Uuidos ser coberto por nais de cera
nilhes de habitantes, e dividido en quirenta
estados. Admito, que estes cen nilhes de ho-
mens nao ten interesses differentes, pelo contra-
ro dou todos una vantagen igual en se cono
servaren unidos, e digo, que por isto nesraa
que elles sao cem milhes, formando quarenta
nagoes distinctas, e desigualmente poderosas, a
minutengo do governo federal nao mais, que
um feliz accidente.
Eu quero crer na perfeclilidade humana ; mas eu
quanto os homens nao mudarem de natureza, e se
nao transformarem completamente, fugirei de
crer na durago de um governo, cuja larefa
conservar unidos quarenta povos differentes, der-
ramados sobre urna superficie igual da melade
da Europa, evitar rivalidades enlre elles, cohibir
a ambico e as lutas, e reunir a acgo de suas
vontades independentes para o complemento dos
mesmos planos. O mais grande perigo, porm,
que corre a Uoio,provm da deslocago continua
de torgas, que se opera em seu seio. Das mar-
geos do lago-Superior ao golpho do Mxico con-
tarse em linha recta ( vol d'oiseau] quasi qui-
trocentas leguas de Franga1 A extenso desta
linha innensa serpea pela fronteira dos Estados
0odos, hora ella entra dentro destes limita, o-
ra penetra nuito mais vezes pelos desertos. Ten-
se calculado, que os braceos avancavam sete le-
guas (termo ndio), todos os annos solire esta
vasta fronteira. De lempo en tenpo aprsen-
la-se un obstculo ; m districto improductivo ;
um lagoj-uraa nago india, que Inopinadamente
se encootra no caminho.
A columna para ento um instante, suas duas
extremidades se curvam sobre si mesmas, e de-
pois quo se ajuntam, comeca-se avangar. Ha
nesta marcha gradual, e continua da raga europea
para as serras de Rochas alguma cousa de provi-
dencial ; urna especie de deluvio d6 homens,
que sobe incessanlemente, e ao qual Deus todo
o dia d a mo, para que suba. Dentro desta
primeira lioha de conquistadores edificam-se ci-
dades e formam-se grandes estados. Era 1790
acham -se apenas alguns milhares de cortadores
de rnadeira nos valles do Mississipi, hoje. estes
mesmos valles contm taotos habitantes, quantos
linha a Unio tola inteira em 1790. A popula-
go nos valles do Mississipi sobe quatro milhes
de habitaotes. A cidade de Washington foi fun-
dada em 1800 no proprio centro da confederago
americana ; hoje em dia ella jase acha em urna
de suas extremidades.
Os deputados dos ltimos estados do oeste, pa-
ra virem tomar assento no congresso, j soobri-
gados fazer um caminho to longo, quanto um
viajante que partiese de Vienna para Pars. Todos
; os estados da Uoio sao arrastados ao mesmo
lempo para a fortuna : todos porm nao podero
crescer na mesma proporgo. Ao norte da Unio
ramos destacados da cordilheira dos Alleghanys,
avangando at o ocano atlntico formam nelle
ensea Jas espagosas, e portos sempre francos aos
maiores barcos.
A' partir do Potomac, pelo contrario, eseguin-
do as costas da America at a foz do Mississipi,
nao se eocontra mais que terreno raso e areioso.
Nesta parte da Unio a sabida de quasi todos
os rios obstruida, e os portos. que se abrem de
distancia (de Ioin en loin], no meio destas la-
goas nao apresentam aos navios a mesma profuu-
didade ; nao offerecendo por isso ao commercio
facilidades to grandes, como os do norte.
A' esta primeira inferioridade, que nasce da
natureza, reune-se urna outra, proveniente das
leis.
Vimos, qae o captiveiro, que est abolido no
norte, existe ainda no sul ; ej mostris influen-
cia funesta, que elle exerce sobre a felicidade
do proprio senhor. O norte deve portanto ser
muito mais commerciante, e mais industrioso,
que o sul ; pelo que natural, que a populago e
a riqueza marchem mais rpidamente para l. Os
eslados situados sobre a costa do ocano atlnti-
co estoj meio povoados ; a maior parte das
trras tem ahi um proprietario ; elles nao pode-
ro pois recebar um numero de emigrantes igual,
ao que podem recebtr os estados de oeste, que
anda offerecem industria um campo sem fim. A
baca do Mississipi infinitamente mais frtil,
que as costas do ocano atlntico. Esta razo
ajuntada todas as outras conduz enrgicamente
os europeos para o oeste : e isto se demonstre ri-
gorosamente por cifras. Se Gzermos a conta so-
bre o territorio inteiro dos Estados Unidos acha-
remos, que ha 40 annos o numero de seus habi-
tantes tem-se quasi triplicado ; mas se nos refe-
rimos smente sobre a bacia do Mississipi, en-
contraremos, que no mesmo espago de tempo a
populago tem-se tornado ahi trinta e urna vezes
maior do que era at ento. Cada dia o centro do
poder federal se desloca: ha quarenta annos a
maior parte dos cidados da Unio resida sobre
a costa do mar na circumvisinhanca do lugar, em
que se eleva hoje Washington ; agora esta maio-
riaj se acha mais para o centro, e mais para o
norte ; e nao se poder duvidar, qne em menos
de vinte annos ella nao es'.eja do outro lado dos
Alleghanys. Subsislindo a Uoio, a bacia do
Mississipi por sua fertilidade, e extenso. ne-
cessariamente chamada tornar-se o centro per-
manente do poder federal: em 30 ou 40 annos
ella oceupar, pois, o seu lugar natural. E' fcil
de calcular, que para esse tempo sua. populago
comparada com a dos estados assentados sobre as
bordas do atlntico estar na proporgo de 40 para
11 pouco maisou menos. Ainda alguns annos,
e a direcgo da Unio escapar completamente aos
eslados, que a fundaram ; e a populago do Mis-
sissipi dominar nos cooselhos federaes.
Esta gravitago continua das torgas, e da in-
fluencia federal para o nort-oest se revela lodos
os 10 annos, quando, depois dfe se harcr feilo
um recenseamenlo geral da populago, se lixa de
novo o numero dos representantes, que cada es-
tado deve dar.
E' diflicil conceber urna unio duravel entre
dous povos, um dos quaes pobre e fraco, e o
outro rico e forte; e ainda quando mesmo se
provasse, que a forga e a riqueza de um nao sao
a causa da fraqueza e da pobreza do outro: a
uoio ainda mais difficil de manter-se no tem-
po, em que um perde torgas e outro est em ca-
minho de as adquirir.
Este crescimento rpido, e desproporcionado
de certos estados araeaga a independencia dos
outros. Se New-York com os seus dous milhes
de habitantes e seus quarenta representantes,
quizessem dar a lei ao congresso, talvez o conse-
guisse.
Mas ento, ainda mesmo que os estados mais
poderosos nao buscassem opprimir os menores,
uem assim o perigo deixaria de existir; por-
quanto este est tanto na possibilidade do facto,
quinto n'elle mesmo. Os fracos tem poucas ve-
zes confianga na juslica, e na razo dos fortes.
Os estados que crescem menos depressa do que
os outros, laogam vistas de desconfianga e inveja
para os que sao favorecidos da fortuna. D'aqui
esta profunda indisposigo, e esta inquietago
vaga, que se observa em urna parte da Unio, e
que contrastara com a felicidade e confianga, que
reinam na outra.
Eu pens que a allitude hostil, que tomou o
sul, nao lem outras causas.
De lodos os Americanos os homens do sul sao
os que deveriam estar mais ligados Unio ; por-
que sao elles especialmente os que mais soffre-
riam de ficar abandonados si mesmos ; enlre-
tanto, sao os nicos, que ameagam de espedagar
o feixe da confederago. D'onde vem isto? E'
fcil de o dizer: o sul que forneceu quatro pre-
mo
dia
mera pratico, como s, nos mysterios das soli-
dos, deves saber melhor que ninguem, escolher
o lugar mais favoravel sua seguranga para urna
pousada. Faze o que entenderes ; desde j ap-
provo qur as precauges quehouveres de lomar,
qur as imprudencias que fr indispensavol
fazer. Vamos, esporas ao burro... e avante I
Na yerdado, senhor Henrique, diz Grand-
jean depois de orna pequea pausa e em um tom
de desconteotamento e emberago, nao lhe dissi-
mularei a confianga que o senhor me tem me
extremamente desagradavel, e me colloca em
urna singular posigo.
Que posigo, Grandjean ?
- Ora essa I na posigo de me esmgalhar a
cabegacom urna bala ou fazer um buraco no peito
com urna faca, s para prestar servigos urna
pessoa que me inteiramente indiffereote... Ad-
mira-se que eu adevinhe que o senhor ainda nao
comprehendeu bem a sua posigo ? Por fim co-
mo o senhor est no seu direito em exigir que eu
lhe sirva de guia, eu lhe obedego.
O Canadense, depois desla resposta, deu diver-
sos estalos com a linxus, poz o cavallo trote e
alcangou logo o Indio Seris que marchava na
frente da caravana.
Os Mexicanos vendo Grandjean fazer sua mar-
cha, trocaram entre si um rpido olhar de intel-
ligencia.
Quanto ao Indio, foi com urna rlgeza de esta-
tua e sem mostrar a menor sorpreza que elle se
virn para o Canadense, que com a boca da cara-
bina lhe linha balido livremente no hombro.*
Traga-Mescsl, lhe disse Grandjean em hes-
panhol, (o dialogo entre D. Henrique e o Cana-
dense tinha sido em francez) suslem li esse bur-
ro e deixa-ne pasaar I
Passa I respondeu lacnicamente o Seris.
Est feito, muito bem l.... Duas palavras
ainda, charo Traga-Mescal.
Dize... Nio posso, quando ando de viagem,
sentir ninguem atraz de mim.... lato me omba-
raga o andar, me irrita os ervos e me faz cansar
o cavallo sen utilidade.
Quaolas palavras, e por fin nada disseste I
Tua observago nuito judicioaa, anavel
Traga-Meacal Pois ento vou logo 4 qneelo?
se queres ne seguir nenos de vinte e cinco pas-
eas de distancia, eu te mello no corpo a baila do
meo refle. Entendesto-ne?
Muilo bem, respondeu o Indio com imper-
lurbavel soed&de,
25?1 eonfederico ( Washington, Jefferson.
f i l Monroe >' qae "be ho6 18 o Poder
federal lne escaps, que, Cada anno, ve diminuir
o numero de seos representantes no coneresso n
crescer o dos do norte e do oeste, o sul povoa'do
de homens ardentes e irasciveis, irrita-se e la-
Elle volve com pesar suas vislas sobre si mes-
n ; interrogando o passado, se-pergunta cada
se nao opprimido; e se vem descobrir
ue urna le da Unio nao lhe evidentemente'
favoravel grita que se abusa da forcapara con
elle; redama com arinr, e se nao escutam
sua voz, se indiana, e ameaga de retirar-se de
urna sociedade, cujos encargos supporta sem lhe
desfrnclar os commodos.
As leis da tarifa, dizia'm os habitantes da Caro-
lina, em 1832, enriquecem o norte e arruinam o
sul; porque, nao ser assim, como se poderia
conceber, que o norte, com o seu clima inhospi-
taleiro e o seu slo rido, augmenlasse incessan-
lemente suas riquezas e seu poder, em quanto o
sul que forma como o jardim da America, de-
cahe rpidamente? Se as mudangas, deque te-
nho fallado, se operassem gradualmente, de ma-
neira que cada gerago ao menns tivesse o lem-
po de passar com a ordem das cousas, deque
ella foi testemunha, o perigo seria menor; as
ha alguna cousa de precipitado, poder-so-hia
dizer, de revolucionario, nos progressos que faz
a sociedade na America.
O nesno cidado ten podido ver seu estado
marchar frente da Unio, e se tornar depois
fraco nos conselhos federaes. Na tal repblica
anglo-anericana, que tornou-se grande to de-
pressa, cono um homem, e que nasceu, cresceu
e chegou matoridade em trinta annos.
Nao devemos, entretanto, suppor que os esla-
dos, que perdem o poder, se despovam ou pe-
recen) : sua prosperidade nao para ; elles cres-
cem mesmo mais promptamente do que nem um
reino da Europa : mas parece-lhes que se empo-
brecen), porque nao enriquecem to depressa co-
mo o seu visinho ; e crern perder seu poder
porque entram de repente em contacto com um
poder mais grande do que o seu : sao, pois, menos
seus interesses do que seus sentimenlos, e suas
paixoesque sao oflendidas. NSo isto, porm, bas-
tante para que a confederago esleja era perigo?
Se desde o principio do mundo os povos e os
res s houvessem tido em considerago o sua
uimc-ade real, quasi que se nao saberla o que
a guerra enlre os homens.
N'estes termos o mais grande perigo, que
ameaca os Estados-Unidos, sua propria pros-
peridade : esta tende crear em muitos dos con-
federados aquelle enlhusiasmo, que sempre
acompanha o augmento rpido da fortuna, e nos
outros a rjreja, a desconfianga. e os desgostos
que sao a consequencia da perda della. Os Ame-
ricanos regosijam-se, quando contemplam esle
moviniento extraordinario ; elles deveriam, pre-
me, olna-lo com pesar e temor.
Os Americanos dos Estados-Unidos, fagam o
que iizerem, ho de vir ser um dos mais gran-
des povos do mundo ; elles hao de cobrir com
suas vergonteas quasi toda America do Norte : o
continente que elles habitam propriedado sua,
ae que ninguem os poder privar: quero insta,
pois, com elles, para ojie desde j se mettam na
posse della ? A nquefa, o poder e a gloria, nao
podem mais faltar-lhes um dia ; entretanto, elle3
se precipitan para esta innensa fortuna, cono
se s Ihes restasse um momento para se apode-
raren) della; ... :
Creio que tenho demonstrado, que a existencia
da confederago actual dependa inteiraniente do
accordo de todos os confederados em 'quererem
se conservar unidos. E partindo desles dados,
ndaguei quaes eram as causas, que podiam le-
var os differentos estados qnererem-se sepa-
rar ; mas para a Unio ha duas manaras o
morrer; ura dos estados confederados pode que-
rer se retirar do contrato, e romper violenta-
mente assim o lago commum ; pois este caso
que se applica a maior parle das observages,
que precedentemente fiz: O governo federal po-
de perder progressivamente o seu poder por urna
tendencia simultanea das repblicas unidas re-
naver o uso de sua independencia.
O poder central, privado sucessivamenle de
todas as suas prerogativas, reduzido por urna
concordata tacita impotencia, tornar-se-hia in-
hbil para desesnpenhar o seu mndalo, o a se-
gunda Unio perecera, como a primeira, por
urna especie de imbeclidade senil.
A fraqueza gradual do lago feleral, que final-
mente conduz para a annullago da Uoio, ,
aiem disto, em si mesmo, um facto deslindo,
que pode arrastrar muitos outros resollados mui-
lo menos extremos antes de produzir o maior,
que apontei: antes mesmo de se romper a con-
federago, j a fraqueza do seu governo podia
reduzr a nago impotencia, causar a anarchia
no interior, e a frouxido da prosperidade eeral
do paiz.
Depois de haver indagado o que conduz os
Anglo-Americanos desunirem-se, importan-
te examinar, se, subsislindo a Unio, seu gover-
no alarga a esphera de sua acgo, ou a estreita,
e se se loraa mais enrgico ou mais fraco.
Os Anericanos viven evidentenente preocu-
pados de un grande nedo: perceben que, na
maior parte dos povos do nundo, o exercicio da
soberana tende concentrar-se en poucas
maos, e elles se aterran con a idea de que as-
sim ha de vir succeder en seu paiz. Os pro-
prios estadistas senlem este horror, ou pelo me-
nos fingem senti-lo; porque na America a cen-
tralisagao nao popular; e nao se pode lison-
gear mais hbilmente a maioria, do que bradan-
00 contra as suppostas invases do poder cen-
tral. Os Americanos nao querem ver que nos
paizes, ende se manifesta esta tendencia centra-
lisante que os apavra, s se encontra um povo,
quando alias a Unio urna confederago de di-
versos povos: facto este, que sufficiente para
desconcertar todas as previses fundadas sobre a
analoga. Confesso, que considero estes medos
de um grande numero de Americanos, como in-
teiramente imaginarios: longe de temer com el-
les a consolidago da soberana as maos da
1 mo, creio, pelo contrario, que o governo fe-
deral se enfraquece de urna maneira visivel.
Para provar o que digo sobre este ponto, nao re-
correrei fados anligos, mas quelles de que
pude ser testemunha, e que se tem realisado em
nosso tempo.
(Continuar-st-ha.)
Tu me conheces muito bem para saberes que
eu nunca ameago em vo 1
O que digo fago.
Sei que tu s brutal e bravo 1
Pelo sorriso de satisfcelo que passou pelos
grossos labios do Canadense, via-se bem que a
resposta do Seris era um comprimento lisonge-
ro ; todava elle afaslou-se sem responder. Tra-
ga-Mescal, rgido e immovel sobro a aliara es-
perou que os Mexicanos se juntassen elle para
ento pr-se caminho : duas palavras que elle
disse em voz baixa e sem virar a cabega, fizgram
estremecer os recem-chegados, os quaes conti-
nuaran andar em silencio.
Depois de urna boa hora de marcha lenta e pe-
nosa, fez alto a tropa dos aventureiros. Grand-
jean tinha alfim echado um acampamento seu
geito. '
O local escolhido pelo Canadense era de urna
belleza piltoresca e assalvajada : era borda de
urna grande laga, cuja agua morta protegida por
urna gigantesca moldura de verdura, parecia-se
com a superficie de um immenso espolho. Urna
ribauceira natural, formada por um terreno ac-
cidental e totalmente sem errores, costeava na
extenso de uns cem passos a parte da ribeira em
que os viajantes se apearam.
Os Mexicanos e o Indio Traga-Mescal princi-
piaram desencilhar seus cavallos, que esten-
dendo o pescogo para a laga, rinchavam alegres
e lambiam com as lioguas ardentes de sede os
freios cobertos de urna croata de escama secca,
quando o Sr. Henrique por sua vez chegou ao lu-
gar do acampamento.
A' vista da calma e mysteriosa paysagem que
se aprsentela de repente seus olhos, o joven
cavalleiro nao pode reter urna exclamago de pas-
mo e sorpreza ; seu ar fro e altivo dea lugar
um enlhusiasmo, que mudou completamente a
expresso do seu rosto, e lho deu urna aoberba e
masculina belleza ; mas esta melamorphose foi
de curta durago.
Ora temos um entemecimento. ridiculo e f-
ra de proposito, murmurou elle comsigo ; Deus
me perde, quasi que sonbei com una choga e
um corago. O que ha n'este sitio de notavel e de
atlractivo? Bon seria que se parecesse ao me-
nos com una vista de theatro das mais ordina-
rias.... Eu me julgava mais forte___ Como me
pude esquecer que na natureza tudo illusotio,
assim como, na aociedade, nao ha seno menti-
ra ? Neste mundo o que ha de verdadeiro
o ouro 1 Confesso entreunto quo este lengol
d'agua de um effeito muito agradavel II Es-
tes gigantes centenarios das maltas, cuja verde-
jante folhagem pende para a laga, graciosamen-
te entrelazada de enredigos, parecem-se mui bem
velhos e namorados Faunos que se miram ns
aguas de un regalo. O grave siloncio que ha por
toda a parte, os perfumes que se espalham na ath-
mosphera, o vasto campe que imaginago offe-
recom-estas solides, lulo isto reunido forma um
complexo assz harmonioso___ Sim, mas se em
vez de se deixar levar pela primeira emogo, se
recorre analyse.... qual ser o vosso ente de
razo ? Esta vos responder que no fundo lodoso
d'esla laga serpeiam vorazes e hrridos crocodi-
los que estas bordas cobcrlas de urna vegetago
to deslumbradora, do guarida hediondos rep-
tis ; que estes ditos perfumes inebriantes sao
nascarados miasmas venenosos e mortaes; que
esta agua tao lmpida estagoada e que, quem
se atrevesse procurar n'e I la refrigerio, quer be-
bendo-a, quer banhando-se, se oxpora quasi
com certeza apaohar esta febre lgida da Ame-
rica, que rara vez deixa com vida o misero de
quom ella se apodera 11 O homem que nao do
vulgo, o homem superior, nunca deve-se deixar
dominar por urna impresso qualquer. E' to ra-
ro que nossos sentidos se nao enganem quando
elles appreciam um objecto ou um sentimcnlo
novo I
D. Henrique depois de haver restnoninhado es-
tas palavras, apeou-se e acenou ao Canadense,
para que se chegasse elle: o gigante obedeccu
com um vagar, que bem denotava sua indepen-
dencia.
Nao temes, Grandjean, lhe disse D. Henri-
que, que a proximidade desta laga produza em
nos alguma peste ?.... Sabes muito bem quanto
malfica a humidade n'eslas regies, princi-
palmente noite Temos ainda urna hora do
dia Seria bom aproveila-la psra procurar ou-
tra pousada....
Com mais facilidade se cura ama febre que
nma punhalada ; respondeu o Canadense com to-
do o seu vagar... Afinal, faga l o que quizer :
agora que tenho feito o meu dever e desempe-
nhado honestamente a trela, porque me compro-
met!, pouco me importa que o senhor amanha
esteja viro ou defuodo: continuemos andar.
S tenho dizer-te una palavra, Grandjean :
aeampiremos aquil... porm desejava queme
dissesses a razio porque escolheste eale lugar.
O Canadense em tu de responder logo 4 esta
pergunta. poz-se nirar ao seu interlocutor;
dir-se-hia que era a primeira vez que o via.
Pensava at hoje que bastava estudar a phy-
sionomiade urna pessoa para conhecer seu ca-
rcter, respondeu elle emfim ; mas agora coohe-
ci que era urna tolice minha... D'aqui por diante
hei de querer ver as aeces para ento jolgar: s
estas nao mentem 1...
Enlo mudaste de opinio meu res-
peito?...
Sim, Sr. Henrique.
E como foi isto ?
Eu tinha ao senhor por um homem valen-
te e arduoso toda a prova.
E agora t
Agora, eu lhe supponho sempre urna gran-
de coragem, e nada mais...
O que quer dizer, Grandjean, fallando com
toda a clareza, que nao tiohas confianga alguma
om minha sagacidade ?... E' verdade... Poderias
te engaar, respondeu D. Henrique com um fino
sorriso. E qual o motivo porque de presente me
julgas to deferentemente ?
A sua pergunta, Sr. D. Henrique... Oh l
pois o senhor nao comprehendeu que entrinchei-
rado borda d'esla laga, nao podia ser atacado
sonao por um lado ? Pois pequea vantagem ter
o inimigo s pela frente quando se tem de bater-
se con torgas superiores.
D. Henrique ia responder quando gritos de es-
panto e terror dados pelos Mexicanos chanaram
sua atteogo ; e correu para elles. O Canadense
seguiu-o sem demonstrar a menor curiosidade.
Bem mostravaque, affeto i vida aventureira, os
incidentes to imprevistos e mesmo to drama-
ticos da vida nmada, ne lhe faziam o menor
abalo, nem na imagioaco, nem nos ervos.
Queha de novo, pergunlou D. Henrique,
chegando-se aos Mexicanos.
Olhe I sua aenhoiia I respondeu um d'elles,
cujas feiges desconcertadas deounciavam real e
profundo terror.
D. Henrique acompanhou con a vista o dedo
con que o Mexicano aponlava para a trra. Era a
pegada do p de un homem ha pouco feita na
borda luminosa da laga.
IContinumr-se'ha.)
ERPN,- TYf. DE M, F, Di FAMA, -1861.


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