Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09267


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Full Text
1110 XXXTII IDIttO 90
Porlres mezes adianlados 5|04}0
Por tres nem YencHs 6$0OO
SEXTA FEIRA 19 PE ABK1L HE lili
Pr aooo ad ian tadi 19$ 000
Porte fraileo pan o subscriptor.
n
NCABEgGADOS DA SUBSCMPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexaodrino d Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
<7, o Sr. A, de Lomos Braga; Ceara o Sr. 1. Jos
de Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos Ribeiro Guimares-, Para, o Sr. Justino J.
fiamos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
Partidas dos ckkkis.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
sextas-feiras.
S. Anta o, Bezerros, Bonito, Ciruar, Allinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouncury e Fi as quartas feiras.
Cabo, SerinhSem, BioFormoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha)
EPHEMEBIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguanle as 4 horas e 4 minutos da
manha..
10 La ora a*s 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente ss 4 horas e 26 horas da
manha.
24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da mantisa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. Ss.Euthichio m.; S. Olympiada m:
16 Teres. S. Engracia t. m ; S. Fructuoso are.
17 Quarta. s. Aniceto p. m. ; S. Elias monge.
18 Quinta. S. Galdino b. card.; S. Apolinario m.
19 Sexta. S. Hermogens m. ; S. Scrates m.
20 Sabbado. S. Ignex do monte Policiano.
21 Domingo. O Patrocinio de S. Jos.
jAUlMItNUA DU5 XiUBUNAKs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relacao: tercas, quintas a sabbados ss 10 horas.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgA DOSrjU
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias;
Babia,
8r.
PARTE 0FFICIAL.
v
Ministerio da justica.
Senhor.Tenho a honra de apresentar a V. M.
Imperial as demonslracoes que provam o dficit
de 240:801J>734, as verbas do orcamento, casa
de correegio e reparos de cadeias e sustento de
presos, no exercicio correte, e de solicitar a im-
perial assignalora para o decreto creando o cr-
dito supplementar que deve fazer face ao referido
dficit. Da respectiva demonstrado da despeza
j effectuada e presumivel na verbaCasa de cor-
recto e reparos de cadeiasv-se que o total
*obe a 501:7158874, e que para fazer-lhe face te-
ve o governo sua disposigo a consignado do
ornamento e o beneficio das loteras, que, juntos
a somma da despeza a annullar, perfazem a im-
Por'"CH de 318:63<130, sendo portento o dficit
ce 153:081^734. ,
As obras que se teem feito naquelle estabeleri-
mento, o augmento progresivo no prego dos sa-
larios e dos gneros de subsistencia, do causa
ao dficit, accrescendo oa trabalhos preparatorios
para cora rapidez eefllcacia desembarazar aaroia
do eslabelecimento das trras que teem corrido
cero o desmoramento da montsnha, que constan-
temente est amoscando alguna do seus edificios
e anda o removimento que se val azendo com os
meios ordinarios para que nao soffra a estrada
graves prejuizos. Na outra demonstrado est
patente a despeza feila com a condcelo e sus-
tento de presos, e calculada a que ss ha de fazer
no resto do exercicio. Sobre ser diminuto o ere-
dito consgnalo na lei do orgamento para occor-
rer a esta despeza, attendendo ao preco por que
nao foroecidos os viveres aos detentos, teve o
governo de fazer face por meio desta verba a sub-
sistencia e vestuario dos menores artesos, cujo
numero cresceu demasiadamente. O dficit nes-
ias duas verbas tem sido constante nos exercicios
anteriores, obrigando os meus antecessores a re-
correrem ao remedio dos crditos supplementires
para elevar as consignacoes decretadas e reconhe-
culas nsufBcientes. Sou, senhor, de Vossa Ma-
gestade Imperial, subdito fiel e reverente.Gran-
tico de Paula de Negreiros Sayo Lobato.
Decreto n. 2,765 de 30 de margo de 1861.
Abre ao ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da justica um crdito supplementar da
quantia de 240:081734. para occorrer s des-
pezas no correte exercicio de 1860 a 1861 com
as verbas mencionadas na tabella que com este
DfllXAa
Tendo ouvido o meu conseibo dos ministros
nei por bem, na conformidade do 2* do art 4
da lei n. 589 de 9 de setembro de 1850, aut'ori-
sar pela repartido dos negocios da justica o cre-
jeen000^6/. *.' desPa no corrente exercicio de
380 a 1861 das verbas constantes da tabella que
com este baixa, fazendo-se a dislribuigo na for-
ma da mesma tabella, e devendo esta medida ero
lempo competente ser levada ao conhecimento
flo corpo legislativo.Francisco de Paula de Ne-
greiros Sayao Lobato, do meu conselho, ministro
secretario de estado dos negocios da justica. as-
sim o tenha entendido e faga executar.Palacio
do Rio de Janeiro, em 30 de marco de 1861 40
da independencia e do Imperio.Com a rubrica
de S. M. o Imperador.Francisco de Paula de
negreiros Sayao Lobato.
Tabella distribuitiva do crdito supplementar
concedido por decreto desta data para o crreme
exercicio de 1860-1861.
Dos guarde a V. EicFrancisco de Paula de
ftegreiros Sayao Lobato.Sr. presidente da pro-
vnola da Parahiba.
3.a Secco.Rio de Janeiro.Ministerio dos
ntg0cl0Spd6 imPeri. en 19 de marco de 1861.
illm. e Exm. Sr.Foi presente ao governo im-
perial o offlcio dessa presidencia com dala de 24
de Janeiro ultimo, no qual V. Exc. expOe que ten-
do-se concluido pacificamente nessa provincia a
eleigo de deputades assembla geral legislati-
va, o partido poltico que nella fra vencido ma-
nifealava o proposito de figurar duplcalas de
elaigoes, que realmente nao liveram lugar, espe-
rando assim complicar a concluso do processo
eleitoral e obter da parcialidade de algumas das
cmaras apuraderas a expedkgaode diplomas aos
candidatos doseu lado poltico com excluso da-
quelles que teem em seu favor os votos popula-
res legalmente manifestados ; e conclue V. Exc.
consultaudo qual o procedimeoto que sedeva ter
a respeilo dos autores das suppostas duplcalas, e
da cmara municipal da cidade de S. Christo-
vao, se, como protestava fazer, resolver excluir,
na occasiao da appurago, todas as eleicoes que
lhes forera adversas, e dar preferencia s actas de
eleigoes puramente fantsticas, como as duplica-
tas que se referem s parochias de Villa-Nova e
Missao de Japaratuba, s com o flm de poder
expedir diplomas aos candidatos da sua parciali-
dade.
Em resposta cumpre-me declarar a V. Exc,
de ordem de S. M. o imperador, que, achando-se
rovogado o art. 111 da lei de 19 de agosto de
lato devem ser processados e punidos os auto-
res das actas falsas, a que V. Exc. se refere, co-
mo responsaveis pelo crime claramente definido
no art. 167 do cdigo penal, qualquer que possa
ser, alias, a deliberado da cmara dos deputados
sobre a validade das respectivas eleicoes.
V"' Poren), cmara municipal da cidade
de S. Christovao, ainda quando menos acertado
seja o seu procedimento no exercicio da attri-
buigao que lhe compete pelo art. 87 da lei de 19
ag9t?Lde 1846. de Pur de preferencia, no
caso de lhe serem presentes actas em duplicata,
aquella que lhe parecer mais legitima, entende
o governo imperial que ser msis prudente, na
nypolnese figurada, nada deliberar sem que te-
rina lugar previamente a decisao da cmara dos
deputados por occasiao da vericagio dos pode-
res de seus membros ; pois que convem nruito
evitar o desaccordo e contradicho que seria pos-
sivel dar-se entre os juizos que sobre esse objec-
io houvessem de proferir a cmara dos depula-
oos e o poder judiciario. Accresce mais que o
simples desacert da cmara apuradora no uso do
arbitrio que lhe concede o mencionado artigo da
le supracitada, podendo nascer de simples erro
de intelligencia, nao bastante por si s para
sujeita-la urna punigo sendo indspensavel pa-
Fazenda: tergas, quintas e sabbados as 10 horas! V- '* M"iiaB A1 *io de Janeiro,
Juizo do commercio : quartas ao mel dia: I ao ^re'r Martina.
Dito de orphos: tercu e sextas as 10 horas. pfrnaui
Primeira vara do civel: ter5.s a sextas .o meio PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa ,
quartas a sabbados a ljFaria.na sua lmaria praja da Independencia
6 e 8.
Segunda
hora da tarde:
ns.
da lei.
18
19.
Verba.
Casa de correnlo e re-
paros de cadeias......
Conducho e sustento de
presos.................
Pl8C0 do Rio de Janeiro, em
1061.Francisco de Paula
Lobato.
Quantias dis-
tribuidas.
153:081734
87:00021000
240:081 J734
30 de margo de
de Negreiros Sayo
Ministerio do Imperio.
3' secgao.Rio de Janeiro.-Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 6 de margo de 1861.Illm.
e Exm. Sr.Tendo sido presento a S. M. o Im-
perador a representagao da assembla legislativa
dessa provincia, datada de 14 de abril de 1860
m que agradece ao governo imperial a nomea-
cao do Dr. Francisco Carlos de Araujo Brusque
para o cargo de presidente da mesma provincia,
no qual pede eeja elle conservado ha por bem
mesrao augusto senhor mandar declarar a Y. Exc
de conformidade com a sua immediata resoluga'
do 1 de setembro do anno prximo pasaado, to-
mada sobre parecer da secgSo dos negocios do
imperio do conselho de estado, que a dita assem-
hlea exorbitou de suas attribuiges dirigindo ao
governo imperial a referida representagao : pois
que s licito s assemblas legislativas provm-
cjaes exercer as attribuiges que lhes sao confe-
ridas pelo acto addicional constituiglo poltica
do impeno, entre as quaes oenhuma existe que
P?" utorisar o procedimento que teve a assera-
bla legislativa provincial, o qual nem como acto
mdifferenlese poderia sustentar, por isso que
manilesla a sua inconveniencia.
O que de ordem de S. M. o Imperador com-
"DS? ". ?' p'ra ^ue fsSa C0DSl -
semblea legislativa dessa provincia.
Dos guarde a V. Exc Francisco de Paulada
hegre\ros Sayao Lobato.Sr. presidente da tro-
Tiocts.de Santa Catharina.
3. secgao.Bio de Janeiro.-Ministerio dos ne-
gnos do imperio, em 18 de margo de 1861.
lilm. e Exm. Sr.Tenho presente oofficio de V.
Exc. n. 10 de 8 de ferereiro ultimo, submettendo
consid6raco do governo imperial a duvida
suscitada pea cmara municipal da villa da Ala-
goa-Nova, acerca do exercicio do cargo de ve-
xeador polo cidadio Joao Nepomuceno Borges
que se escusou do dito cargo por nao querer ser-
Tir conjunctamenle oa mesma comarca com seu
genro.
Pondera a cmara que nio sao altendiveii as
razoes allegadas por aquella cidado para escu-
WMe do cargo de vereador, por isso que o art.
23 da le do 1.a de outubrode 1828 oao compre-
hende o caso de terem de aervir conjuoctameote
o sogro e o genro, e apenas trata da concurrencia
do pa e fllho, irmos ou cunhados emquaoto du-
rar o cuohadio.
.nn.le.^,ire.po?t, dcIr(> V. Exc par.a o fazer
W. *'i*tU* cmara, que, embora o arl. 23
v.rVi.1. M-8 .miS8 a resPail da bypothe-
se yerteote, nao admissivel que funcionem
conjunctamenle na mesma cmara o sogro e o
genro, porquanto esta no espirito da le excluir
urna semelhanie concurrencia, sobretodo tendo
ella excluido os cunhados, que sendo timbea af-
flo, estao em parentesco mais remoto que o o-
!r aviso de 29 de dezembro de 1829.
Observo e*trtanto a V. Exc. que, no caso de
estar impedida* georo, nenhum ioconvenferrta
na em que funccione como vareador o sogro, ou
Tice-versa ; comlaoto que o exercicio de taes
Kincsoes cesae logo qae se aprsente o impedido.
ra que esta tenha lugar, que se reconhega hjver
ella procedido com m f, caso este em que mais
discretamente se proceder aguardando que seja
proferido ojuizo definitivo da cmara dos depu-
tados sobre a eleigo que houverdado preferen-
cia a cmara apuradora.
Dos guarde a V. ExcFrancisco de Paula de
Negreiros Sayao Lobato.Sr. presidente.da pro-
vincia de Sergipe. -
3* secgao.Rio de Janeiro.Ministerij dos ne-
gocios do imperio, em 20 de margo de 1861.
ittm. e txm. Sr.Foi presente ao governo im-
perial o offlcio dessi presidencia com data de 5
do corrente mez. no qual participa V. Exc. que.
tendo comegado a funecionar acamara municipal
oa capital dessa provincia no processo da legisla-
uva, com falta do um de seus membros, penetra-
ra no recinto da cmara Joo Pinto da Luz, e.
derenndo juramento a si proprio, tomara assento
pretendendo ingerir-se nos trabalhos da mesma
cmara, a pretexto de ser elle o segundo supplen-
te.e oe acnar-se ausento um dos vereadores do nu-
mero, e qua recusando retirar-se, apezar das ob-
servagoes do respectivo prosidente, resolver este
suspender os trabalhos, e fra em pessoa dar par-
e do occorndo a essa presidencia, acoaselhando-
ne r. txc. por essa occasiao, que pteenchesse
palos meios legaes a vaga existente, e ordenando
que comparecesse no pago da cmara o chefe de
polica, cuja presenga foi bastante para que so ex-
citasse a reproduegao de taes tactos e se concluis-
II l^uffi* .e?PedDdo a cmara os diplomas
iJl, S? d? dl,sa JesuD0 Lame8 Costa e Dr.
Joao Silveira de Souza. f
Em quanto porm unecionava a cmara muni-
cipal o referido JoSo Pinto da Luz eoulros sup-
plentes de vereadores. como elle, nao juramen-
tados, constituirn) clandestinamente outra cama-
ra, a qual conala que expedir novios diplomas
?.?.rTr,.CIi0n,dJ0 hee de divisao e ao eaPilao Fra-
cisco Carlos da Luz.
Haar,.eC-endV V" Exc- 1ue es,es actos nao po-
dem deuar de ser considerados criminosos, con-
sulta ao governo imperial se deve maodar proces-
sar os seus autores, antes mesmoque se pronun-
cie oj uno da cmara dos deputadosa respeito da
eleigao dessa provincia.
Em resposla devo declarar a V. Exc. de ordem
.' *.,,IinPer8dor, que achando-se revogado
o art. 111 da le de 19 de agosto de 1846, devem
ser processados o referido Joo Pinto da Luz e os
deraais supplentes que com elle concorreram il-
egaimente para a formagao de urna segunda c-
mara municipal, estando em exercicio a cmara
legalmente constituida ; arrogando-se por esse
modo o exercicio de funeges publicas que lhes
nao competiera. Nem obsta a que assim se pro-
ceda a circunstancia de nao ter sido ainda profe-
o juizo da cmara dos deputados sobre
dadaos. O fado de nao ter o juiz de paz presi-
dente da mesa parochial advertido aos votantes
que fechassem as suas sedulas, como determinan)
as instrueges annexas ao aviso circular de 27 de
sttembro de 1856, nao razo sufikienle para
que se annulle a eleigo; alm de que nao ad-
missivel que as reclamages contra tal abuso se-
jam apresentadas depois de estarem as seduias
abertal, e emmassadas para o acto da apuragao
visto que em tal estado do processo eleitoral
impossivel urna averiguago exacta, aobretudo a
respeito daquellas que tiverem sido entregues
dentro do involucro.
Attendendo ao exposto, o governo imperial re-
solve que subsista a eleigao com a suppressao
dos votos das sedulas carimbadas ; por isso que
todas as circunstancias dadas ioduzemacrr nao
s na existencia de transaegoes immoraes, mas
tambem na coaego exercida sobre os portadores
das referidas sedulas.
Quanto representsgo queaV. Exc. dirigi o
presidenleiDleiiiio da cmara municipal em data
de 29 de setembro do mesmo anno, queixando-se
do respectivo secretario por ter este recusado
comparecer na dita cmara e entregar ou enviar
o livro das actas da eleigo, o governo imperial
devolve a V. Exc. para que, depois de ouvlra
quem de direito fr, proceda ltimamente na for-
ma da lei.
Deus guarde a V. ExcFrancisco de Paula de
Negreiros Sayo Lobato.Sr. presidente da pro-
vincia de S. Paulo.
5 secgao.Rio de Janeiro.-Ministerio dos
negocios do imperio, em 1 de abril de 1861.
Illm. e Exm. Sr Foi presente ao governo im-
periil o ofiicio do inspector da thesonraria do la-
teada dessa provincia, enviado com o visto de V.
Exc. era data de 28 de fevereiro ultimo, no qual
aquelle inspector juntando urna demonstrago da
nsufficiencia do crdito aberto pela ordem do
thesouro n. 107 de 30 de julho do anno prximo
passado, para despezas com os vencimentos dos
empregados das visitas de saude dos portos. pe-
de seja augmentado o referido crdito com a
quantia de 990 000 rs. e em resposta cumpre-me
declarar a V. Exc. para que o faga constar the-
sourara de fazenda, que nao ha necessidade do
augmento proposto, pois que o inspector da visi-
ta de saude do porto nao tem nem pode ter direi-
10 aos.^cimentos da tabella annexa ao decreto
D" Z'io, de 27 de abril de ,859- tarado pelo de
p. z,7o4 de 23 de Janeiro do corrente anno, por
isso que esse regulamento acha-se ainda depen-
dente de approvago do poder legislativo, sem a
qual nao pode ter execugo na parte relativa ao
pes3oal e seus vencimentos, como j foi declara-
do por este ministerio em aviso de 11 de julho de
No caso, pois, do terem sido j pagos os ditos
vencimentos, de conformidade com a mencionada
tabella, deve V. Exc. expedir as ordens necessa-
rias para que sejam indemnisados os cofres na-
conaes.
Deus guarde a V. ExcFrancisco de Paula
de Negreiros Sayo Lobato.Sr. presidente da
provincia do S. Pedro do Rio Grande do Sul
--------"* .w.. uc|iuiauu3 9UUID 83
eteigoes dessa provincia ; pois que, seja qual fr
a esse respeito a sua decisao, nao deixar jamis
ae ser criminoso e digno de punico o procedi-
mento dos sobredito8 supplentes.
A V. Exc, como primeira autoridade dessa
provincia, especialmente encarregada de velar na
execugo das leis, cumpre expedir as ordens ne-
cessan.is, aflm de que sejam processados e pu-
nidos os autores daquelles tactos criminosos, co-
mo o exigem a ordem social e a moralidade pu-
blica. r
Deus guarde a V. ExcFrancisco de Paula de
>egreiros Sayao Lobato.Sr. presidente da pro-
vincia de Santa Catharina.
3 teccao.Rio de Janeiro.Mioisterio dos
negocios do imperio, em 22 de marco de 1861.
illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Impe-
rador o offlcio de V. Exc. de 19 de outubro do
anno passado, trantmiltiodo tres representages
que a^v. Exc dirigirn) varios habitantes da ci-
G o ver no da provincia.
Expediente do dia 16 de abril de 1861.
Officio ao Exm. presidente das Alagoas.An-
nuindo ao pedido do alteres ajudante do segundo
batalho de iofaotaria, Luiz Jos Ferreiri J-
nior, constante do requerimento, que aqui ajun-
to, solicito V. Exc. a expedigj de suas or-
dens no sentido de ser suspeoso o abono mensal
de dous tergos do respectivo sold, que o mesmo
alteres consignara nessa provincia. Communi-
cou-se ao commandaote das armas prra o fazer
constar quelle official.
Dito ao capito do porto.Ao seu offlcio de
nDlem datado, sob n. 61, respondo dizendo que
pode V. S. mandar apresentar ao inspector do
arsenal de msrinha, a fim de ser alistado na
companhia de aprendizes menores do mesmo
arsenal, o recruta Manoel Googalves Pereira
que foi considerado apto para o servigo, confor-
me declara V. S. no predito offlcio.
Dito ao mesmo.Pode V, S. por em liberda-
de o recruta Flix Manoel da Paixao, visto ser
guarda do 6o batalho de infantaria e prompto
para o servigo, segundo declara o commandante
superior deste municipio. Communicou-se a
eate.
Dito ao inspector do arsenal de marioha.Em
vista das informages juntas em original, que me
serao devolvidas, contrate V. S. com o gerente
da companhia pernambucana de navegagao cos-
teira a condugao a reboquo da escuna Lindoua
do porto do Rio Grande do Noite para o desta
capital, se o prego exigido pelo mesmo gerente
poresse trabalho fr inferior a despeza calculada
pelo commandante da estago naval no officio
incluso, e que se ter de fazer com a ida de um
navio de guerra aquella provincia para o mes-
mo fim.
Dito ao director da faculdade de direito.Con-
cedo a autonsago queV. S. solicita em seu offi-
cio de 8 do corrente, para mandar nao s com-
praros bancos necessarios a essa faculdade, mas
tambem concertar os que estiverem em circums-
tancias de o ser.
Dito ao conselho administrativo__Promovam
vs. Ss. a compra dos objectos e medicamentos
constantes dos dous pedidos juntos, os quaes
sao precisos colonia militar de Pimenteiras.
Lommunicou-se ao commandante das armase
tbesouraria de fazenda.
Dito ao conselho de compras navaes.Podem
Vs. Ss. promover, nos termos dos artigos 9 11
do regulamento de 20 de fevereiro de 1858 a
compra dos objectos precisos ao almoxarifa'do
do arsenal de marinha, e que constam da relacao
que veio coberta com o offlcio desse conselho de
10 do corrente.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. pagar sob mioha responsabilidade.
nos termos do decreto de 7 de maio de 1842 os
vencimentos relativos ao mez de margo ultimo
ao mestre do hiate Parahibano, Candido Fran-
cisco Simoes, visto nao haver crdito para esse
pagamento, segundo se v da informagao de V.
6. de 13 do comente, sob n. 286, dada com re-
ferencia da contadoria dessa thesouraria.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para seu
conhecimento e execugo um exemplarimpresso
do decreto n. 2743, de 13 de levereiro ultimo,
%B*SS SSo^pXce^^oore'o^l-orSaT
que se procedeu na mesma ci-
os rolos das sedulas
e juizes de paz
dade:
1* pedindo que se unam
carimbadas aos daaoutras;
V requerendo que seja msntida a apuragao se-
parada, e que os votos das sedulas carimbadas
nao sejam contados;
3a pedindo a anaullago da referida eleigo.
o mesmo augusto senhor, tendo-se confor-
mado por sua immediata resolugo de 16 do cr-
rante mez, com o parecer da eeeco dos negocios
do imperio do conselho de estado, exarado em
em consulta da 7 de ferereiro ultimo, ha por bem
mandar declarar o aeguinle :
Que das irregularidades allegadas contra a elei-
gao, urnas nao se aeham provadas, e outras fo-
ram satisfactoriamente explicadas pelos documen-
tos que Y. Exc, apTeaenttrtm. diferentes Ci-
sas demandadas. cau-
Dito ao mesmo. Mande V. S. adiaoUr ao al-
moxanfe do hospital militar, de conformidade
com o que solicita o coronel commandante das
armas em offlcio de 12 do corrente, sob n. 510,
a quantia de 1:0009000 rs., constante do iocluso
pedido, para occorrer s despesas d'aquelle es-
tabelecimento na segunda quinsena deste mez.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S. para os
fin convenientes copia da.acta -da sessodp
conselho administrativo para fornecimenlo do
arsenal de guerra, datado de 10 do corrate.
para sua intelligencia o aviso de 8 do corrente
no qual o Exm. Sr. ministro da agricultura, com'
mercio .e obras publicas communica que na
fMi^fiM0- C/fdil P"a f0"ro CO
de 186.1 J862 foi esta provincia rontemped*
b? mo '" D'11U* de 27 de se*8nb' -
n d,fi"2Spe,clor da ^arara provincial.-
ntirf, geraI ,Uierino da "Strncglo publica
partecipa-me em officio de hontem que, de con-
formidade com a deliberagao da presidencia de
i ao corrente, mandou admittir como collabo-
rador para coadjutor os trabalhos da secretaria
o aquella repartigo Eduardo Daniel Cavalcanle
veiiez de Guivara. que principiou a ter exerci-
cio no da 15 do corrente : o que communico
. S. para seu conhecimento.
Dito so mesmo.A" Simplicio Jos de Mello
mande V. S. pagar a quantia de 120* dispendida
ro.ra "siento dos presos pobres da cadeia da
villa do Brejo, urna vez que esleja nos termos le-
gaes a melisa conta que me foi remedida pelo
chefe de polica com officio de hoolera, sob n.
Communicou-se ao chefe de polica.
Mandou-se tambem pagar ao mesmo senhor os
veDcimentoi relativos ao mez de fevereiro ulti-
mo, de sele guardas nacionaes destacados na villa
do Brejo.
Ao negociante Joaquim Autunes da Silva a
quantia de 242000. dspendida no mez de feve-
reiro com o alimento dos presos pobres de Gara-
nhuns.
Dito ao juiz de direito da Boa-Vista Ioteira-
ao pelo seu officio de 25 de fevereiro ullimo dos
motivos porque deixou de haver no corrente anno
sessao ordinaria do jury no termo de Cabrob
recommendo-lhe que. quanto antes, e logo que
teoham cessado aquellos motivos convoque a re-
ferida sessao. H
Dito ao director geral interino da instruego
publica.Bespondendo o odleio que Vmc. me di-
rigi em 12 do corrente tenho a dizer que haven-
oo-se em 13 deste mez mandado entregar ao ins-
pector da thesouraria provincial a mesa de que
trata o citado offlcio, nao pode ella ser apelicada
ao flm que Vmc. indica.
Dito ao mesmo.Concedo a autorisaco que
Vmc. sollicita em seu officio de 15 do corrente,
sob n. 105, para mandar que o delegado litterario
da fregutzia de Caruar contrete urna pessoa
idnea para reger interinamente a cadeira de ins-
truego elementar do sexo femenino daquella rre-
guezia at que seja provida a referida cadeira.
Dito ao engenheiro William Martineau.Pela
leitura da copia junta ver Vmc. que a capilania
do porto j se acha prevenido de que se vai pro-
ceder ao tapimeulo de barreta das jangadas, e
que neste sentido passo a fazer os convenientes
avises com o fim de evitar algum sinistro por par-
le das pequeas embarcages, que costumam par
ella transitar. r
Portara.o vice-presidente da provincia, con-
formando-se com a proposta do Dr. chefe de po-
lica datada de 12 do correte, sob n. 274, resul-
ve nomear a Raymundo Leonel de Alencar para
o cargo de subdelegado de polica do primeiro
astricto da freguezia do Ouricury, e a Fraocisco
Laroeiro de Andrade Noguera para o de primeiro
supplente do mesmo subdelegado
DitaO vice-presidente da provincia, tendo
em vista a informagao do director geral da ins-
trucao publica de 15 do correte, sob a. 106. com
reierencia s provas por escripto, apresentadas
Em 5r0i r publico deioslrucgo elementar da
villa de Iogazeira, Marcolino Antonio Xavier, no
exame a que se sugeitou, resolve considera-lo
habilitado para perceber as vanlagens. de que
traja o art. 16 da li n. 369 de 14 de maio de
1000.
Dita.OsSrs. agentes di companhia brasileira
de paquetes a vapor expegam suas ordens para
que sejam transportados, por conta do ministerio
da guerra, no vapor que se espera do norte, o ca-
bo de esquadra Pedro Celestino Pereira, e os sol-
dados Maxiraiano Ribeiro de Araujo e Virginio
Napoleao Ramos, os dous primeiros para a Ba-
ha, e o ultimo para a corte, os quaes vio reunir-
se aos corpos a que pertenceni.Commuoicou-se
ao coronel commandante das armas.
^*/,*''' do secretario do governo.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda,
S. Exc, o Sr. vice-presidente da proviocia.
manda transmiltir i V. S. a inclusa ordem do
thesouro nacional datada de 8 do corrente, bem
como um officio da directora geral das rendas
publicas, de igual data.
Dito ao primeiro secretario da aasembla legis-
lativa provincial.De ordem de S. Exc, o Sr.
vice-presidente da provincia, transmiti V. S.,
para serem presentes assembla legislativa pro-
vincial, o orgamento e cantas que ltimamente
remetteu a cmara municipal da villa do Brejo, e
bem a9sim copia do officio da mesma cmara ex-
pondo as necessidades de seu municipio.Remet-
teram-se tambem o orgamente, contas e a expo-
sigao das necesidades de seu municipio feitas
pela cmara do Cabo.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. trice-presidente
da proviocia, manda remetter copia V. S., para
serem presentes assembla legislativa proviocial
nao s o officio do provedorda santa casa de mi-
sericordia e informagao da cmara municipal do
Recife, mas tambem a resposta que deu a presi-
dencia acerca da inconveniencia de edficages
defronte do hospital de Pedro II, e da necessida-
de de serem desapropriadas algumas casas edifi-
cadas as proximidades.
DESPACHOS DO DU 16 DE ABRIL DE 1861.
Requerimentos.
Maooel Antonio de Jess.Selle osupplicmte
a presente pellgio e aprsente ao Sr. inspector da
tbesouraria de fazenda, para o m declarado no
despacho.
Vicente.Nao tem lugar.
Maooel Antonio Alves da Silva.J est no-
meado juiz-
Jos Urbano Pacheco de Mello. 2 teneote do
4a batalho de artlharia a p.Prove o que al-
lega e juote procurago do seu coostituinte.
Candido Fraocisco Simes.Dirija-se a the-
souraria de fazenda.
Antonio Luiz Ferreira
proprias pegas
saber.
da discusso nada mais do a
Queremos todava tomar nota disso, documen-
tos para mostrar que o governo francez, e os que
o sustentaran) na revindieacao da Saboia e Nice
nao se desviaram nem dos principies que a Fran-
ca imperial nunca deixou de invocir tanto para
tV^m S8ra seus Tnfos. nem ao resperto de-
vido aos direitos das potencias europeas.
tilhfi?2 1Ue 6S,a co"vic?au ao seja ainda par-
chada pelo governo federal suisso ; o ponto de
np*r? J,uB,e haTdm p09to atoridades su-
periores de Berne, era to difireme do que de-
n ,- 6e*rolbld,'' desde comeco da oscussao.
q na Suissa algumas pessoas ainda penam
que o raiado de Turim de 24 de margo pode pa-
ZZma'0 fTVfw". a seuranca e a iodepen-
dencia da confederago helvtica! *
Mas o que o espirito de partido pode ganhar
l,TJLTS elerDa,s E"". Pdeu com a exa-
gerago de suas reclamages.
rm m,.effe.Tas ,ob3ervaS5es da Suissa s acha-
"""J" Inglaterra e aioda o'um pequeoo
dPmIdr0PP.0,,l?re, a0 pa8S0 I"6 os governos
das outras potencias signatarias dos tratados de
i 5 sao unnimes em deixar hoje a Franga e a
Pn r! mo u,'C03Ju"es da desavenga suscitada
entre urna e outra.
Th' qU? ^8dil a ulliina c"ular do Sr. de
fhouvenel. dirigida em 17 de julho ao Sr. Tur-
E12&2*'* Ju? feicht a 8eri9 d documen-
tos publicados. Tal attitude da parte das poten-
cias c pois a melhor justificacao do procedimento
r'ri,", 5-' aP"S0 1U8 f cendemnago das
reclamages helvticas.
A "^"ar tnioisterial enumera com muita cla-
PraJf, obser?acoe apresentadas pela Austria,
fnviV.a "* e oulras Pte"cias signatarias
Convidado a pronunciar-se sobre o tolo dos de-
.rieHC0S*eD1,nrCa de uma conferencia, o go-
verno de Vienna fui o primeiro que exprimi a
opioiao que as potencias se teriam sofficiente-
mente sentado de responsabilidade, tomando
iota a declaragao do
f9-los7oDJnS.erde,mMada',,enle felicilad" Por
te-Ios tao convenientemente abandooado.
Do confl.cto franco-helvtico, apenas
hoje uma simples formalid.de a cumprir
e el"."5" rPel" po-,e?ci" reunidas em
de d.\%L I da indePadencia e neulralida-
nl I t33 declaraSo que ao mesmo lempo
ser conforme com o espirito dos tratados de
e do tratado de Turim. Comprehende-sa
resta
uma
em confe-
1815
^i8S.,aU,0r,dadM.de *en*o instue com im-
paciencia pela realsago dessa formalidaitf; a
SSCTj qUe S 0U-r08 e,tados teem ta-
tengoes do goveroo imperial seria j uma ga-
S^u5pnmera garaD,ia Dao fus" p s
'"d. Sf! Proprio Pro"der da Fran-
ga em todo este negocio.
,i n .-. Ernesio Dreole.
[Le Conslituhonnel. H. Duperron.)
INTERIOR.
S. Paulo.
S. Paulo, 25 de margo de 1861.
a^?22!&m Ql 1uarema, nem por
isso a opposigo tem amainado suas iras deixan-
dnonT'm,i,?-pralC,r uma *i^ade chr'sfa" o
qIMS catnol,cos dbram os joelhos ante um
peccado/.Parab,er d6 DeUS "Perdodese
UJSSF* que um grande club resolveu o par-
e2.r'.rnm,e nenHhum de sfU adep,os se =>"-
^u'i ? de Pderm melhor completar sua
mssao contra o Sr. presidente Henriques. pol'
ZL\ ""o Poderle fallecer coragem e dis-
posigao para levar ao cabo a obrai comecada
nnsS,r0nrd0r PKr U1 f6rma So.o. pl nos',
8 omblDados.lobre a bMe d haverem con-
su'a exeacung0oPUnQCada8 qU6 Ul ~W- a
Se essa grande resolugo nao foi com effeilo to-
m1nTin,..n.?*.e'0p5ehend9 ue lanta "te teoha
governo francez de res-
peitar escrupulosamente a neutralidade helvtica
lr, 1 |ardePha para com o districtos oeu- falland a *erdade, iojuriando e calumniando s
n.,;!niPrUSMaUmb^n,pensou qae a demora Porque o resultado da eleico lhe foi adversoi-
E1!S^Daodeua'acoDferencia, era sem impor- P' ao crivel que depois d wnflwac i?
S^i'Afg'g**? faPJor, por uma Preparando-se paradla, haj. almas cathoCs
clausula o tratado de Turim e em protestos for- oda ujeitas ao domioo das ms paixes ou
*? Preatadohomeoagem aos graodes prioci- Pou.das do espirito diablico q sempreacom-
Pios da oeutrahdade perpetua e da iovolabida- Panna <> caodidatos infeliies. P m
DeasCeuDMf 8.C n he.lTei'ca-. 1.a!?"'1poJ"'como fr- "rl V a opposi-
"*" .Iado' a *" dheno a reuoio de uma cao contina a guerra de improperios e insultos
?r?nrC'a-' porm,de.ci"ando qae o governo;P^aadefactosqueaajudemPe^^
irancez a nao devia dnii..- -ir. .li _r____ hmh a .<. Z...___'.
taria o mesmo auxil
tes daquelle oegoci
i dundar que ella ahi oos pres- aCao, de despeito sobre o curto estadio percorri-
ilio que as phases preceden- o pela adminstragao actual. E1 systema mui-
-;-10' ? de Proposito adoptado, porque, tendo-se esoa-
0n.arecefram' po18' 8ufflcieDles a declaragoes do lh,do dias a demissao do Sr. cooselheiro He-
S25Eno.fran8 qano a neutralidade e a iode- "q.u.. as sendo verificada como falsa essano-
PaluS,ra.C0,)fede-rar ^etca. ese agora 'Cli. Jalga a opposigo, nao bastante, esse fac-
l\nh!g ituacao. deviam pelo menos re- ,0 >" possivel se continuar a gritar, ineultar e
conhecerem Berne aue essa stuagao tao favo-1 eDCb a "erdade, porque penfa anda contar
vela Su.. como Honrosa para o governo do f> ministerios de iranaigao!,e porwoimpo-
- o carro fatal da lurbu-
vel a Suissa
imperador. ~ i lentes para fazer parar
A nica duvida, segundo pensamos, que pode lencia-
existir nosespiritos serios acerca da questo da Ha cert circunstancias em que a destituico
Saboia, versa sobre a necessidade que ha para a df. uin individuo que reveste qualquer cargo du-
o de duas anti- ? "carreta o desprestigio do principio da au-
Franga de reivindicar a annexag
gas provincias sardas. Por muito tempo'conTes-
tou o goveroo ioglez a importancia que a Franca
devia ligar a posse das duas vertentes dos Alpes,
ao depois do augmento territorial do Piemoote.
_ Hoje nao discutiremos de novo as objeeges
rindas de Londres. Nada parece-nos melhor es-
tebelecido do que o raciocinio do governo fran-
cez, e quando esse raciocinio fosie admitlido pela
potencia mais directamente interessada. isto
pelo Piemonte, parece-nes difficil admittir obser-
vagoes contrarias.
Todava a compilago official faz-nos conhecer
uma dscussao mu espirituosamente dirigida a
tal respeito pelo Sr. de Persigny, para que possa-
raos resistir ao desejo de cita-la aqui. O novo
embauador apreaentou a questo com uma origi-
alidade de concepgo mu notavel, e gragas a
Caldas.Os juizes de
paz do quadriennio lindo sao competentes para
fuoccionar emquanto nao sao legtimamente
uidos. Avisos de 24 de maio de 1849,
5; 26 de julho de 1850, e 27 de Janeiro de 18X
Brasiliano de Mbgalhes Castro.Passe porta
ra concedendo dous mezes de licenga com ven-
cimentos.
Joaquim Francisco Leandro.Nao tem lugar.
Joo Francisco Duarle.Eociminhe-se.
Ignoz Mara da Conceigao. Nao tem lugar o
que requer.
Joo Fernandos de Araujo.Opportunameote
ser atlendido.
Hilario Jos Paulo.Opportunamenle ser at-
tendido.
Ignacio Cardso da Silva O supplicante ser
julgado na primeira sessao do jury que se reunir
no termo da capital.
uma habihdade que tinha asua origem no pro-
prio direito, poude obter algumas revelages dig-
oas de se notarem. Julguem-oo :
o O Sr. conde de Persigny ao Sr. ministro dos
negocios estraogeiros.
Londres, 18 de fevereiro de 1860.
Pens ser til levar ao conhecimento de V.
exc a conversa que tive hontem eom umlmembro
importante do gabioete. i^eaoro
Se fosse possivel fazer-se, lhe disse eu, um
tunnel subraannho entre Douvres e Calais seria
isso mu ventajoso para ambas os paizes em lem-
po de paz e seu inconveniente em lempo de guer-
ra, por sso que cada paiz teria em seu poder urna
das extremidades do tunnel. Se, porm, um ou
oulro dos dous paizes possuisse ao mesmo lempo
as duas extremidades, isto Douvres e Calais se-
ria um grande pengo paraum delles.Resposta
=Evidentemenle. "'
Pois bem, as duas vertentes dos Alpes as
naos de um estado importante, para este ul-
timo de uma vantagem anloga, 1. para o ataque
como para a defeosa, substituido alias o tunnel
subalploo da realidade o tuonel submarnho da
bypotheic=RespostaE' verdade.
a Aioda nao todo : a vantagem que a Sa-
boia, em caso de guerra europea, offereceria a
um reino da Italia, ou antes aos alijados desse
reino para vos attacar, seria tralegicamente mui-
to superior a hypothese de um tunnel de Douvres
a Calas em poder dos Ioglezes, pois um exercilo
inglez, partiodo de Calais, apenas atacara a Fran-
ge por uma de suas extremidades, ao passo que
um exercito europeu desembocando de Chambery
poder-se-hia, apoderar em vinte quatro horas
entre Vieona e Lyao, da nossa grande linha d
Pans ao Mediterrneo e di/idira Franga era duas
partes.=Resposta.=E' ainda verdade.
Pois bem I
EXTERIOR.
Ha uma questo a cujo respeito a publicacio
dos documentos officiaes destribaidos pelo senado
e assembla legislativa nao langou nenhuma luz
nova: a questo da Saboia. Seus termos ha-
viam sido epreaentados te claramente, a dis-
cusso diplomtica, travada entre es deus gover-
?.e5 a.a^\s8s de um lado e a Franca do outro,
fra ti j fielmente traduzida pelas, circnlares ou
foi uma eventualidade que "o
imperador previo no comego da guerra da Ita-
lia, nao podendo a independencia da Italia esta-
belecer-se seoo de dous modos, ou por uma
confederago definitiva de todos os estados ita-
lianos, ou pela formscao de um grande estado
do norte da Pennsula, havia elle de declarar
que consentira nisso, sob condigio de recla-
mar, nesse ullimo caso, defensa da Franga a
vertente fraDceza dos Alpes, e at o que de-
veria reclamar aioda quando nio hoovesse feito
as despezas da independencia da Italia. Ora
queira dizer-me, dessas duas formas de inde-
pendencia para a llalla, uma confederago de
estados ou um grande estado italiano, possa
dando a Saboia i Franga e outra nao, que foi a
que o imperador sustentou, recommeodou e pro-
tegen? Nao foi a que devia deixar a Saboia Sar-
deoha ? Resposta. He verdade. E se hoje o
imperador parece prestar-se mais ao projecto de
um grande reioo na Italia, nio sio as recom-
mendaces e as instancias de goveroo inglez que
o impellem para iseo ? Respoita. He verda-
de ainda.Como se ha de ver, pois, disse eu
no proceder do. imperador cousa diversa d
maior e mais completa lealdaie l
a AMlgnedo-F. de Persigny
A questo da Saboia nio poda ier. como h
de confessar, melhor apresentad* e rendida em
loda as suas partes do que "o iot'pelo Sr. de
PersigDy. E' a harmonia da intelllgencia e da
d. .i ,Dfe'17men,e o que falta na aclualida-
st&JSS. a co.DS0lida5ao desse principio.
tenria dP l,eS.dH ?6la du"a de annos a W"
g**,, localldades que nao poupa meios de
feZ dm.".1!0 SB D5 a i"'0"26 6m SU3 S5-
resses de qualquer especie.
ieiiaU.emn^,e,rer *", Pres.i(,ente de provincia, su-
eno insultos o calumnias da opposigo, e vic-
Stei! Com,n.ua8 decooDaoc,s?F O systema 2-
dop ado por mioislerios anteriores nao pode sem
2a "tarnas T1"[a do actual para ser conti-
nuado, porque o gsbinete-Cixias compreheode-
f TSSSs* n?C09idade de nao ceder ao espiri-
to de turbuleocia que se vai fortificando em todo
.VTri,0..acusta d08 "crificios que de seus de-
legados lhe tem feito alguns ministerios passa-
'. T.e m es,tado na coDsciencia de todos que
2Stoffi.",aD?-/ teoaz imporla demlsso da
naler rra,f!rred,d'' e uAn brevemente nao
morilrtC ere? qua 8e queramsujeitar des-
moralsagao. enfraquecedora mesmo do proprio
poder que assigna a destituigio. ProPo
rto^l"aCapUal- a PPs5o lem laogado mo
de todos os meios, oao se coolenta cori a tribu-
f. ?5CHm. 8 ""P^08.*- nde os mais duros insul-
tos sao ditos e proferidos; gragas immunidade
f i 5 6 "PP"10 leg'slago que protege a
outra, foi al ao poler judiciario, procurando
por meio de um simples juiz municipal supplen-
te (simples na extenso da palavra) desmoralsar
o principio da -autoridade na pessoa do Sr. con-
lhe o'faco ni JS Henri1ues Vou naar-
Ha das constou que o Dr. Carro pretenda fa-
zerjustificagoes contra o presidente da provincia
o que sem duvida caba em seu direito: mas
apregoava-se tambem que a opposigo nio con-
lava com o juiz municipal effeclivo Dr. Segurado
para seus fins, esperando por isso a melhor oo-
porluuiJade. De repente esse boato toma forca
o o juiz de direito Dr. Tarares Bastos, d paite
de doente, passaodo a jurisdigio ao Dr. Segura-
do ; e exactameDte foi cahir a vara de juiz muni-
cipal em mno do 5* supplente, Dr. Paulo do Val-
le, por impedimento dos primeiros na assembla
provincial I
E' entio que, decorridos, segundo o placo, tres
ou quatro das, o Dr. Carrio apreseotou aquella
mis supplente sua previamcote celebrisoda justi-
ficacao para ser despachada, cooclundo ella com
um requenmanto para ser citado o presidente da
provincia (textuaes palavras) ajim de assislir por
si ou por procurador inquirico das testemu-
nhas.julgada a/inal dita justificacao por sentcn-
ca i o miz municipal supplente nao hesitou, era
eampanha j projectada ; despachou ordenando.
a cuagao do presidente d provincia.
Tudo isto sorprende, poim o autor na justifl-
cagao um Ieote de direito, e o juiz supplente
um doutor tambem de direito; e sendo ceno qua
ojuizque ordeoa a eitagao de qualquer pessoa
deve ter jurisdigio sobre ella, claro que o juiz
territorial nao a poda ordenar em relagao ao Di-
sidente da provincia.
Argueaenla-se com a lei de 1828, que insti-
llo o supremo tribunal de jusliga. e que permit-
te aos juizes territoriaes receberem queixas ou de-
nuncias contra os presidentes de proviocia. faci-
litando s partes coffeodidas os meios d oro-
vas ; masa justifleagio requerida nio era era
quena nem denuncia, e nem o justificante decla-
rou ser para tal fim ; como pois seria competi-
te pira ella o juiz territorial ?
Mas ainda quando fosee para esse fim (queirau
ou denuncia), aioda assim nio ha lei alguma qua
permita aos juizes territoriaes a citagio dos pre-
sidentes de proviocia, porque seria svjeitar a pri-
meira autoridade local a outra que lhe subor-
dinada pelo systema hierarcoico adoptado entre
oos.
E alera disso, se a justifleagio teodia a fazee
acreditara existencia de um crime{expresea
do art. 152 do cdigo do processo) por (altada,
documentos para juntar a alguma qoelxa ou de-
ounea na forma a lei. nio era ella aena un
1-.- aSUd0 coJ|a]arfr<><5sso criminal, com-
1841 C4V?' ^ fl'? d8 de>ro de,
3 regulamento n. 120 da
silentes de-direito re-


1X1
'UMO DI rKRIiMBUCO. SEXTA FfiHU 1 D* ABRIL M 1U1V
f.fi
offensor pira as-
Weriam a cita?ao fl
sur ampos delkl0
nfP .""V-cidM f Erain os tfe tWpWV* 1i*efren^
_*o Sr conselheiro Henriquei as passsda clei-
^^^oes, porque, segundo articuloU jUlllHttlr?"
----------1 .....
i V A A *
OEl
de urna parcialidade poltica eran cooslanlo,
visto cobo *sde '|856 ene delegado se havia
habituado a r&0 reapeitar o voto; aendo por
demais eWftdalosa sua cooaervaco quaode
admittia qU seu sogro tivesse em aua casa, no
, porque, stjuuuo iruwiu u jiuuvuhv, |^lvu P| matriz, homCOS armados
idete da provincia demiilio autoridades po-isar os adversarios
mandou forja n
relaces ttrtimd? em pesio* do lado I
ratfor 1 Isto causar estrahheza a tota V
aneado, mas em S Paulo M gente que nao tre-
pida em lavar poltica pof esta forma, de sorte
que m breW o governo prettocVal uto podet
tois dmiltlr, mandar for$*- ewtfelef relele
ce* pesssoas de uar ou outro lato poltico I
Mae, como dise o depav*o citatorio, ho]e
fado contaminado, e, qte "mal, o BCTrYlo
Joaquim Jos Gomes certifican ter cumprido o
'despacho por ter certeza de haver sido entregue
eo-Srv conselheiro Iltfirl^vs bub camr ~clutorl1
te dez horas, quando funecienava a secretaria do
governo Tal carta nunca fui recebida pelo con-
lheiro, segundo mi consta ; e o escrivio, qo
tambem perlence 4. opposicao, cerlifiea ter cer-
teza da entrega, fiis-aqui como correm as cousas
ueste canto do Brasil; c de cerlo que o proprio
Imperador nao escapara de ama citacSo dessas,
requerida pelo tente Dr. Carro, ordenada pelo
iuiz municipal supplente, alguns dizera ad hoc,
Vt. Paulo do- Valle, e supposta cumprida pelo es-
rivao, tscettiio Joaquim Jos Gomes.
Felizmente todo este negocio deu em resultado,
a vespera do dia designado para o compareci-
meoto das tealcmuphas. a eiecuto tro arriso o.
9 de 7 de outubro de 1843, que decreta a incom-
palibilidade entre os cargos do juiz municipal e
e professoies de preparatorios ; e sendo o Dr.
Paulo do Valle professor substituto de geometra.
anno passado, dia em que pelo presidente da
provincia, o Sr. Dr. Ignacio Francisco Silvetr*
da Molla, fol collocada no alicerce da caixa geral
a pedra fundamental, depois de appMvaao o
projecto e remenlo que pelo direclor-*ae.o*ra
publicas, autiliado pela commissio harnean
. para alerrori- .
como aconteceu na eleico para com elle julgar da quanlidade e qualidade
o uoklpsl, .mrmaado diversa.e**a. que eeW das aguas que c.fleweeea o n.mmfmhvl**'
5*
do
esa hoaeni armado* havia alguns crimineeM i e a altura de sua nasceales sobre esla tlda- 9"
cuja noate a Lei tuMice. de; Ihe fol apteMaUdo. ac)waw-M hoje em vi* de-
QdantO i demtalo do eiactor da barretas eoeclusi, ecomeeaudo j astenos** gen flm, W
do Cubstao, est justificada pelo proprio correa-
pooMotVd Ctrreio Mercantil qeando diz que
esa*" funeeronatio l* coeaasunicava, todos 6
meref urna lista d eomes de lodos o psssaftfros
que pasaavam pela barreira, & thesouraria
provincial.
F. o mesmo correspondente affirma o tacto,
erabora procure attenua-lo pelo nao eumprimento
da dispus^SO" legal hT rnHlTO TeTBTJTjrl ~ _
Eis o Sr. conselheiro Henriqaes acousado per
promover a execueio da le fiscaes 1
Relativamente affianca do novo nomeado para
substilui-lo, lamentavel que a opposicao falle
assim a verdade.
O Dador o multo rico bario do S. Joao do
Rio-claro, e alo um negociante de Santos, que
alias nao tem beas alguos hypothecados, como
pretende o correspondente.
Affirma tambem este correspondente que
o Dr. M en des de Almeida pretndeme ao lugaj
de inspector da thesouraria provincial I
E* a prirceira vez que se ouve fallar em tal
cousa, porque atroi rrto consta, e nxa rodo o
mundo sabe que o Dr. Costa Cabra 1 merece plena
confianza do presideute da provincia.
Querem a intriga, o, nao se coilentanio com
isso, esae correspendente vai alm quando pre-
petarel estaco*
Trmciseo Ella.
Rvfo Dantas ........
BaooelTfieira Pei-
xeHo...........:.....
7* Joio Valeatim Diaa
Ffnacg..............
I* Antonio onealves
MarUnjaw..-...........
24
22
11
5
ridevidamcnte exercia o cargo de juiz municipal tende desairar o carcter d Dr. Men les de Al-
supplenle, espccialaaenle agora que funecionava jmeida, que mal nenhutn lhe tem feilo, e cuja
na faculdade de direiio como examinador. Em I inteireza e probidade reconbeoida por amigos e
cbnsequencia passou a vara ao presidente interi- inimigos.
no da cmara municipal, Dr. Hendes de Almeida, \ Felizmente esse correspondente nao d quasi
o qual inmediatamente mandou por urna porta- noticia alguoa, limitaodo-se critica do relato-
ts que o escritao Gomes Qzesse os autos de jus- rio de S. Etc. o Sr. eonselheiro Henriques. elo-
tlficajao do Dr. Carro cora vista ao Dr. promotor giado por todos que leem lidocomo o verdadeiro
publico, afim de di?er sobre a legalidade da ci- quadro do pessimo estado em que est a provin-
tacio, requerida e ordenada, do presidente da
provincia, e aim de requerer o que melhor con-
Tiesse justica publica.
O escriro, inteirsmenle nos inleresses do jus-
4ilicante, junlou aos autos a referida poitaria,
deixando d a cumprir sob o fundamento de nao
saber quam era o promotor publico I E isto reo
tempo que o Dr. Carro. viepser cora urna excep-
to de uspeicao contra Br. Mtodes de Almoi-
a, o qual, Uzeado ubir os utos a despacho;
jurou-se suspeito para que set, nao dissesse que
quera impedir planos de adversarios polticos por
espirito de paTlido.
Felizmente, vista da trovoada que tacto lo
escandaloso, qual o da.citaijo do presidente da
provincia, levantou, acudi o Dr. lavares Bastos
ssumindo a jurisdigio de juiz dedireito, voltan-
lo a vara de juiz municipal ao Dr. Segurado, o
qual sera duvida ter toda a coragert) para afron-
tar as iras do justificante, resalrauJo o prestigio
4e autoridade superior, nao se prestando a ser
instrumento imbcil de despeitos eleiloraes.
Como em um des artigos da justifleaco o Dr.
Carro articulara que o Dr. Floto Jnior fdrs
mandado a Mogy das Cruzes pelo presidente da
provincia, tendo estado em intimas e longas con-
ferencias com S. Etc. a tal respeito antes de
partir, o Dr. Pinto Jnior na assembla provin-
cia a respeito de todoa os ramos do servico pu-
blico ; e seria esteoder as proporedes desta carta,
se eu me dsse ao trabalho de refutar aecusa-
ces banaes.
O presidente da provincia, considerando
esgotada a lista dos sopplentesdo juiz municipal
e du de orphos desta capital, nomeou novos
supplentes no dia 22 do correte.
Hontem marchou para S. Sebastio um
oQicial cora oito pracas de permanentes a flm de
policiar aquella localidade, cajas ras sao transi-
tadas impunemente por criminosos, julgando-se
aioda protegidos pela autoridade local.
O mesmo consta que vai fazer para a Faxinn,
onle ameacam assassinar diversos cidados,
como por exemplo o escrivao Pinto Pimenia.
Suppoe-se que sao odiosidades privadas, que
no entanto o governo est na obrga;o de
reprimir.
O depulado Manocl Eufrasio de Toledo tem
cabalmente refutado o opposiciooista Jos Boni-
facio, cuja accusacJio apenas slo bonitas palavra;
c arredondadas phrases.
Resurgi o Tymlnra, to cerebrisado pela
linguagem desabrida que mostrou no anuo pas-
sado conlra os conservadores, e assim conti-
na sua carreira.
O Sr. Nebiis foi a primeira victima sacrificada
14.
15.
16.
17.
18.
Vai ser publicado
sahir brevemente.
um jornal conservador s
(Carta particular.}
cipal, na sesso de 23, a proposito da discusso s iras dos redactores desse peridico,
de um seu requermento sobre objecto diverso,
declarou que nunca conferenciara com S. Exc. so
ove negocios eleitoraes de parte alguma, e que
ra a Mogy das Cruzes por convites repetidos do
prmeiro juiz de paz lente MaooelJos Martns,
sfim de assessora-lo na presidencia da mesa ; e
que, se por ter ido a palacio tres ou quatro vezes
antes da eleicao, imporlava isso tratar com o pre-
sidente da provincia sobre assumpto eleitoral, en-
to o proprio Dr. Carro iucorria tambem nesse
facto, porque, as vezes que foi fallar com S.
Exc. sobre negoeios de alguns amigos pessoaes
lo iuteror, ali encontrara por una falalidade
imprevista o proprio justificante.
Estas declarares do Dr. Pinto Jnior muito in-
commodaram o Dr. Carro, que flcou inleirameo-
te raysticado, jugando que o Dr. Pinto Jnior,
por estar em opposigio admiaislrQo provin-
cial, faltara verdade dos fados no interesse
los planos do partido liberal, tambera em oppo-
sicao como sabe.
RIO DE .1 VM lito
31 de margo de 1861.
Consta-nos que foram agraciados :
Com o Ululo da baro de Mootsorrate e honras
de grandeza, o Sr. conselheiro Joaquira Jote
Pinheiro de Vascoucellos, presidente do supremo
tribunal de Justica ;
O Sr. Dr. Camillo Mara Ferreira Armond,
com o titulo de baro d Prado ;
O Sr.Dr.Thomaz Jos Pinto de Cerqueira, com
o titulo do conselbo.
Teve hontem lugar, como eslava annunciado,
a ceremonia da benco das aguas do eocanameu-
' do ro da Vicencia, sendo immedulimeute
lo
Esquecia-me dizer-lhe que com a entrada do
Dr. Tavares Bastos para a vaira de juiz de direito
ameaca-se todo o mundo, que nao corapartilha os
nteresses da opposicao, com processosderespon-
sabilidade, apregoando-se ao mesmo lempo que
-r despronunciado o vereador Dr. Leandro de
Toledo, que o governu provincial suspendeu por
fiaverem plena sesso da cmara municipal no
dia 1 do correte, por occasio de proreder-se
Ieilura do aviso do ministerio do imperio de 26
do prximo passado, atirado ao secretaiioo mee-
zuo aviso com estas palavraseicantesdd poca:
Lia esse papel sujo !O presidente da provin-
cia suspendeu-o, e mandou que a cmara muni-
cipal informarse circunstanciadamente sobre o
Acto, e essa corporac,o inforunou no sentido aci-
ina exposto.
Nao sei se o Dr. Tavares Bastos compaitilha as
vistas que sens amigos polticos lhe atlribuem ;
pens mesmo que sao temerarios esses boatos, e a-
penas espalhados para animar e desanimar esla ou
aquella parcialidade poltica ; mas s coinciden-
cias muito o comprometiera no animo de nossos
Imparciaee.
E demais, a nao appellaco no processo de
Custodio ( chefe liberal no Juquiry J na vespera
da eleico, appelando smente em relaco mu-
Iher, acreditada por muitas pessoas como me-
aos culpada ; a desproouncia trplice, ou em tres
processos, do ex-subdelegado supplente de San-
ta Iphigeoia, Francisco de Paula Xavier de Tole-
do, denunciado em um dos ditos processo como
culpado de reler oa priso por maie de dous me-
its ura cldado sem culpa formada, e at sem
nota de culpa, sendo o mesmo cidado sollo por
que nada tinha contra si. seno lalvez o capricho
da mesma autoridade supra-mencionada ; o tacto
de rigosamente exigir em correico dos funecio-
eartoa conservadores a apresentaco de seus t-
tulos, deixando porm de faz-to em relaco ao
Dr. Ribas, que era e promotor de capellas e
residuos, e que nem Se dignou comparecer as
audiencias geraes de abertara e encerramentoda
sobredita correigao, nao merecendo por isso a
znaia leve censura, ao passo que censaras injus-
tas foram profligadas conlra outros empregados,
inclusive conlra o juiz municipal Dr. Segurado :
tudo isto e outros tactos pe os fuoccionario con-
servadores e a araeagada cmara municipal sob
a impresso de indizivel terror, queaou o pri-
tneiro a julgar Infundado porque pens que o juiz
de direito nao far tal. '
Cumpre no entanto que o governo imperial
tome assumpto de lodos esse negoeios, porque
no estado em que eslo as cousas em S. Paulo
nao lia governo possivel. pois a propria torca pu-
blica nao inspira conflanja alguma, tendo alguoa
elllciaes que nos quarteis lm peridico contra
o governo, e se extasio ante os elogio que re-
ceben na tribuna e na imprensa dos supuosios
propugna dores dss liberdades puolicaa.
Devo consignar que oscomraandante do cor-
pos e da companhia de cavallaria se esforcam por
xnanter a disciplina e o rgimen militar dos quar-
teis, masa accaosuperior d aoje Importante, por
que falta o aystema tradicional de suiordinaco
? de respeito ao governo constituido.
De proposito s agora fallo-lhe oeste aclo,
porque, estando na pasta da guerra o Ilustre
general marquez deCaxiss, s elle, com suavon-
tade forte e experiencia, administra Uva, poderia
par um paradeiro a deorganlaco que Keral-
mente lavra no palz.
-JSiJV coneluir e8U em refutaras
atlcia falsas que o correapondenle do Correio
Mercantil enviou para caca corte, e que foram
publicadas naquelle jornal em aeu numero de 18
re correte figurando agora o correspondente dea
ta capital como morador em Sanios. E'aubi-
quidade de um mesmo individuo.
DepoU de Tillar em tantas demissas depoia da
leicao, apona esse correspondente apaaas a dos
delegados de polica de Taubal e Piodamonhan-
aaa, alm do d S. Jos do Parahyba 1 O
*rmelro delegado da polica (Taubai) foide-
hittido, verdade, mas i requuico do Dr. ebee
jL2nel!f+ POfV". alando prew na cade.
aqaella cidade os compromettido de Cacapava,
ouiapnaque O iuizalanUipal foase o defegado
fpoiici, poique tem urna carreira a fazer;
Kreacendo que. m da depois dedada de
*"*?. o demiitido apreieotou daspaUo usa
S2. fflcieocia !"* "rgencia ni.
Cnanto ao d tnUmok-i*,, omm$
franqueadas ao uso publico no chafarize pilastras
levantadas as esquinas das ras da capital.
As 5 horas da larde, em presenta de muitas
pessoas gradas da capital e da corte, que haviam
sido expressamente convidadas, dos erapregados
de todas as repartiQes, ofllclaes da guirda na-
cional, e irmaudade do Sanlissimo Sacramento da
matriz, depois de ser aberta pelo Sr. presidente
da provincia, o Sr. Dr. Ignacio Francisco Silveira
da Molla, urna das torneiras do chafariz construi-
do no largo Municipal, e de S. Exc. encher um
jarro de prata com a agua que della jorrou, o
reverendo vigarip da freguezia, padre Antonio de
Mello Muniz Maia, coraraissionado pelo Exm. Sr.
bispo diocesano, que nao pede tfir assistir ao
acto, langou, Conforme o ritual, a sagrada bencao
sobre a mesma agua, e em seguida abriram-se as
oulras torneiras do chafariz e das pilastras.
Apenas foram abortas as tornoiras, pronunciou
o Sr. Andre Lino da Costa o discurso seguinle :
Senhores.Eis realisado um acto, do qual,
pela sua transcendencia, a historia administrati-
va do Rio de Janeiro jamis deixar de fazer
mennlo honrosa era hooieoagem ao seu benem-
rito autor.
O laborioso presidente da provincia, o Sr.
Dr. Igoacio Francisco Silveira da Molla, recouhe-
cendo como urna das mais urgentes necessidades
a de livrar-nos do flagello de que por muito
tempo fomos victimas, escolheu o dia de hoje
para olTerecer-nos, como prova do rouios e
assignalados serviQos com que no tem beneficia-
do no curto espaco de sua sempre lembrada
administrago, a grande quaolidale d'agua que
oeste momento corre pelas ras da capital.
OSr. Dr. Silveira da Molla, ou (rindo os mais
sinceros desejos de ser til aos seu governados,
e procurando imitar o louvavel exemplo do nosso
soberano, o magnnimo Sr. Pedro II, que nao
cessa de promover todos as meios de fazer pros-
perar o abencoado torro da larra de Santa Cruz,
que pela providencia Divina lhe foi condado des-
de o memoravel dia 25 de abril de 1859, em que
>. Exc. assumo a gerencia dos negocios pblicos,
o seu mais decidido empenho tem sido destruir
obstculos que se oppunham aoa inleresses da
provincia que to honestamente administra : fe-
lizmente os ha vencido; e para pror-vos que
nennum outro pensamento tem sobresabido em
sua administrarlo, tem vista o grandioso acto
que prende nossa alinelo, e que exuberante-
mente justifica qulo dedicado nos tem sido o Sr.
Dr. Silveira da Mella, por isso que, nao obstante
as contrariedades com que teve de lutar, nao
trepidou um nstame em supera-las para nos
deixar a salvo da mais palpitante neeessidade.
O Sr. Dr. Silveira da Molla, querendo asso-
ciar ao da do feliz regresso de ES. MM. Impe-
riaes capital do imperio a expedicao de urna
medida de manifesta utilidade publica, deliberou
no dia 11 de fevereiro do anno prximo pastado
mandar dar comego aos trabahos do encanamen-
to cujas aguas hoje sao franqueada ao publi-
co. Na verdade urna homenagem mais digna
de tao augusta pessoa, do que esses artefaclos de
laicos e laathejoalas que lhes ergue a lisonja e
que em breve se desfazem sem deixar me-
moria I
Seao Sr. Dr. Silveira da Motta coube a glo-
riosa misso de enriquecer a capital da provin-
cia com um dos principaes elementos para a
nossa subsistencia,a agua, eumprindo urna
das santas obra de misericordia, eloroando-se
cada vez mais digno da benco dos co e da
eterna gratidio dos Nilherobyenses, cerlo que,
era demonstrado do nosso justo e cordial recon-
hecmenlo por lio incomparavel beneficio, deve-
nios unir aosaaa tozos e coa franqueza dizer-
m2s bemIejo presidente da provincia,
o Sr. Dr. Ignacio Francisco Silveira da Molla, a
No semblante de todas aa pessoas presentes
iuUava-e o maior regozijo por to importante
beneficio, feito proeiocia do Rio de Janeiro
pelo seu presidente, o Sr. Dr. Ignacio Francisco
Silveira da Motta.
Fiada a ceremonia da benco, entoou-se na
igreja matriz um lolemoe Te-Deum, a que assis-
lir!fflM."e8lnM Peaoas. Pregou o Rv. Dr.
Patricio Muniz.
Publicamos em seguida a descripeo daa obras
do encanamento, que devemos i obsequiosidade
do director das obras publiaas da provincia, o Sr.
ataja-Jos de Miranda da Silva Me, a euio zelo
f ? 8?de Pft .atovitta realiaaco do
Mnrajo qne hontem saudaraa os lthero-
lyease.
*.LIBIU? 9br** C0,B u leBWd8 So
*Biyl9, fofipj mauguraJai em J de akrii do
31.
32.
33
34.
abaetecendo de etCelleote
pital e sua prtocipaee aub
? ConHtnem estas obra* eVMdaVem Rs......
T:636JI0O:
Urnacafara, oa reserraieelo geral con 4mm
dtvltoes rectaegulare, ten* eada urna 10oa*- 13.
moa de comprimento, 30 de largura eM
altura al bordadura ou friio em que se ele-
vara os pJiirci quiu susiurrrnrr rr "teenr, tean
estes pilares 18 palmos de altura, e sendo os
espacos por elleq comprehetididos fechados por
grades de aram de lati.
a Urna caixa de reuniio e depasito, quadrada,
com 21 palmos de lado, e 8 de profundidade,
coberta e gradeada com a caixa gefal, e onde,
reunindo-se todas a aguas que o manantial for-
nece, sao encamiahadas por urna calha contida
em urna muralli da 325 palmos de coaprmeo-
to com 22 de altura mxima (offerecendo em sua
face superior ou respaldo um passadigo de 8
palmo de largura) a ama calha de madeira
forrada de zBcorquo as dialiibue le eee diviade
da mesma cala geral.
Tres caixa parciaes. quadrada, tendo duas
16 palmo de lado e 10 de altura, e urna 11 pal-
mos de lado e 5 de altura, todas coberlas e gra-
deadas como a caixa geral, e destinadas a rece-
ber e conduzir de deposito, por meo de calbas
encerradas em paredes, cojo comprimento varia
de 60 a 380 palmos, as aguas de todas as nascen-
tes, depois de sedimentaren! na mesma caixa
parciaes, e na de deposito, a substancias que
possarn lraz*r em suspensa.
Todas estas caixas, como i geral e a de de-
posito, sao construidas de paredes de grosss al-
venaria de pedra e cimento hydraulico, assentes
sobre espessas e largas apatas geraes da mesma
construeco, abrangendo cada orna sapata o pa-
vimento e base de cada caixa, tendo a paredes
da caixa geral 15 palmos de grossura na base a
sobre a respectiva sapa la,10 na parte superior.
Urna linha sngela de tubos de ferro de 6 pol-
legadas de dimetro, a qual, na extensio de cer-
ca de 3j4 de legua, conduz as aguas da caixa ge-
ral entrada da cidade, sendo dahi ramificada
por cerca d duas leguas de retornados tubos de
chumbo, pelos quaes sao conduzidas e distribui-
das por 54 torneiras em pilastras de cantaras, si-
tuadas as esquinas de todas as ras e pravas da
cidade, e em um modesto, mas elegante chafaiiz,
tambera de cantara, na praga municipal, onde se
l em latim e porruguez a segrate inscripeo :
AQUAS VICENTIAS
NTTHEROHIM
PROVNOLE METROPOLIM
PERDCCB5DAS
IGNAT. FRANCISC. SILVEIRA DA MOTTA
KJLSDLM PROVUlCK PH.EKS
PUBLIC/E UTIL1TATIS STUOIOSUS
COSSILC1T JUSSIT CRAVlT
PETRI AVd. U
BIUSILUHIM IXPBKATORIS
FEL1CITER RECNANTIS XXX
CURISTI AUTEM NATI MDCCCLX
ANUO
JOS. MIRANDA DA SILVA RES
OPERUM Pl'BILCORUM DIBECTORB
Atradueclo c o seguinle :
ENCANAMENTO
DO RIO VICIUCU
NOANNODOSENHOR
MDCCCLX
E TRIGSIMO DO REINADO DO
Al'CCSTO IMPERADOR PEDRO II
O EXM. DR.
IGNACIO FRANCISCO SILVEIRA DA MOTTA
PRES1DFNTE
DESTA PR0V1SCIA DO RIO DE J.OE1HO
POR BEM DO POVO
MANDOi; PV.OJECTAR E EXECLTAR
ESTA OBRA
PFLO MAJOR DIRECTOR DA OBRAS PVBLICAS DA
MESMA PROVINCIA
O BACHAREL
JOS DE MIRANDA DA SILVA RES.
Finalmente, o planto de arvores de grande
deseravolvimenlo em todo o manancial.
A caixa geral e a de deposito, bem como a
muralha que as communica e urna das caixas
parciaes e suas calhas, acho-se concluidas at
ao respaldo de suas paredes, e em activo anda-
mento nellas as respectivas coberturas. As ou-
lras duas caixas pacciaes, e bem assim lodos os
paredes que eucerram as ceibas que a ellas
cooduzem as agueas desde suas origen., e dellas
as levao a reunir-se na caix de deposito, acham-
se era adiantado estado de construeco, a qual
licar concluida em pouca mais de um mez.
A canalisaco era lubos de ferro, o suas ra-
mificacOes em tubos da chumbo era Nilherohy,
em todo o bairro de S. Domingos e em parle do
loga, esto concluidas, e (oruocendo 39 tornei-
ras. Em menos de um mes licar tambera cm-
plelo e franqueado ao publico em todo este ul-
timo bairro o cncanameolo que nelle est em
andamento, e ser levado a loarahy, logo que
chegue da Europa a ultima partida de chumbo
para este mesmo bairro contratada.
Com todas estas obras, iucluiodo-se o paga-
mento de 5,000 bragas de lubos de chumbo, pela
mor parte j assentes. e as despezas que foram
precisas para montar a adminlslraco das obras,
como construeco de quarteis para trabilhado-
res, rrecadacoes, compra de animaes, carros,
ferramenta ulensis, etc., se tem despendido at
ae.fira da primeira quinzeua demarco a uuantia
de 195:806J189. H
Para evitar os inconvenientes que pudessem
trazer ao publico as necessidades de coucerlos na
linha siogela de lubos de ferro actualmente as-
seote, tem j a presidencia providenciado sobre a
duplicarlo da referida linha, cuja construeco
foi oreada em 15:151^191, nao indurado preco
dos tubos.
Na intenclo de tornar mais abundante o ma-
nancial; levando a maior extenso o planto de
arvores que o devem alimentar, e reunindo-lhe
oulras cscenles que lhe ficam pretinas e po-
dem para o futuro ser necesarias, tem j a pre-
sidencia mandado examinar e avaliar alguns ter-
renos particulares contiguos ao que j de pro-
pnedade provincial, onde existem as nascenlcs
aproveitadas ao encamnenlo, afim de deliberar
Sua desapropriaco.
Alem da distribuico d'agua em torneiras do
Chafariz e em pilastras da cidade e seus arrabal-
des, corre elh j tambem era condados espe-
ciaes na igrej* matriz desta cidade, e em algu-ss
predios particulares, cajos proprietarios.por con-
trato, a encanro.
[Jornal do Commereio, do Rio.)
Jorge Moa-
Jofsja R.

10
19
7
.-4
s
regeitado, depois de orarem os Sr. Affjnso de
Albuquerque, Souza Rea e Ignacio de Barres ;
passando-se i continuaclo da das posturas de
Oiinda, verica-se nio haver casa, e levantar ae i
aesslo.
A ordem do dia de hoje : continuaclo da an
lanie, 3.* discussinilkjroiecto da.reform
m requermento da Jrmaadade de N. Senho-
ra de Rosario da UU assembla aepprofacao de seu comprflnisso.
A commissio de negocios ecclesiasticos.
-----Qlkltt fjf ''"'"-' recolhidas no convento do
Corceo de Jess, da villa de Iguarass, pe-
a
41.
42.
43.
16
16
16
16
16
16
15
15
15
15
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1S
11
11
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7
7
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6
5
5
3
2
10
8
4
6
8
5
0
8
4
3
10
9
5 de abril.
Na ultima sesso do supremo tribunal de jus-
li?a foi apresentada a lista geral dos jaizes de
direito elassifleados na ohlem de suas respecti-
vas aniiguidades at o Um do anno passado in-
clusive.
Este longo trabalho que a lei incumbi ao re-
fondo tribunal, annualmente feito por urna
commissao, que presentemente flcou composta
dos Exm. Sr. conselheiro Pintoja, Brito, que a
ella jl pertenciam. e Silva Tavares, em substi-
tuto do Sr. Cometi Franca que pedio des-
peos.
Resumindo essa lista, como furamos o anno
paseado, vemos que sobre 281 individuos tem re-
cahido a nomeacio para os lugares de iuizes de
direito do imperioe que do matriculados e com
exereicio apenas contam antiguidado 259. nao
fallando no Sr. Div Quintlao 46 Castro Lelo, qae
estando no numero dos que leem exercido, com*
tudo fieou considerado sem nenbuma antiguida-
do por ler incorrido em mora.
Desees, par, so leem effectivo exerticio 221.
Os oelros acham-se avulsos.
Na impossibilidade de dar en lio limitado es-
pago Uo axiaoaa liau, """"f-'nnda de observa
ede, satisfaremos curesiade ios leilores e
dos mais interssMd^ prtlfcipdtr gmente os
juizes que j passaram de 10 annos de servico. a
lo osSr. Dr?.: v
O
>.... JO
arbalho U-
chda ernlena,..... 20 1
,12* Miguel Joaqats Ay-
resdoNaseisasMo.... 12 10
Pantalelo Jos da Sil-
va Ramos............ W 1
Anselmo Francisco ___
PEcenr^.:.^:.......' rt gt
Francisca de Asi
Pereira Rocha ...... 18 8
Innoaencio Marques
de Araujo Gas...... 18 3
Venancio los Lis-
boa.................. 17 8
Manoel Elysiario de
Castro Menezes...... 17 7
19. Domingos Martina de
art Ji................ 17 4
20. Evaristo Ferreira de
Araujo.............. 17 2
e-t. r ifmino Kodrigues
aa Siv...........*... 17 0
22. Francisco Loureoco de
Freilas.............. 16 9
23. Jos Baplista Lisboa. 16 9
14. Manoel Filippe Mon-
n. tairo................. 16 8
25. Joaquim Firmino Pe-
reir Jorge.-......... 16 7
26. Bernardo Machado da
Costa Doria.......... 16 7
27. Jos Bernardo de
Loyola.............. 16 2
28. Miguel Fernandes Vi-
eira.................. 15 \\
29. Matheus Casado de
Araujo Lima Ar-
nad .................. 15 10
30. Antonio de Barros
Vascoucellos....... 15 9
Affonso Cordeiro de
Negreiros Sayo Lo-
bato.................. 15 6
Joo Jos de Almei-
da Couto............ 15 3
Joo Evangelista de
Negreiros Sayo Lo-
bato .................
Jos Ricardo de S
Reg................
35. Theophilo Ribeiro de
Rezende.............
36. Baro de Lorena.....
37 Joo Caetano Lisboa.
38. Joo Baplista (ion-
calves Campos ......
39. Jos Antonio de Ma-
ga I ha es Castro......
40. Joo Bonifacio Gome
de Siqueira..........
Antonio Ladislao de
Figueiredo Rocha___
Francisco Diego Pe-
reira de Vascoucellos.
Jos Joaquim de Si-
queira................
44. Francisco Domingues
da Silva..............
45. Antonio Francisco de
Azevedo............
16. Jos Tavares Bastos..
47 Antonio Jos Lopes
Damasceno..........
48. Goncalo da Silva Por-
to....................
49. Luiz Antonio Barbo-
sa de Almeida ......
50. Manoel Jaosen Fer-
reira ................
l. Bernardo A u g u s t o
Nascentes de Azara-
buja.................
52. Joo Caldas Vianna..
53. Polycarpo Lopes de
Leo.................
5i. Francisco Mariini....
55. Francisco Jos Por-
tado..................
56. firmano Domiogues
do Couto............. 10
Seguem os de menor antiguidade :
Na e lasso dos avnlsoe ha vale oito, que sao
os Srs. ;
Domingos Mattins de Feria, Francisco Louren-
co de Freitas, baro de Lorena. conselheiro
Francisco Diogo Pereira de Vascoucellos, Bernar-
do Augusto Nascentes de Azambuja, Joo Caldas
Vianna, Ignacio Manoel Alvares de Azevedo,
Maooel Jos da Silva Porto, Joo Chrysosts-
rao Pinto da Fonseca, Antonio Jos Monleiro de
Barros, Urbano Sabino Pessoa de Mello, Joaquim
rraDcisco_ Alves Branco Moniz Brrelo, conse-
lheiro Joo Los Veira Cansancio de Sinimb,
Antonio Joaquim Fortes Bustamante, Manoel
Pereira da Silva Colho, Manoel Fernandes Vie-
ra, Raymundo Ferreira de Araujo Lima, conse-
lheiro Joo Lustoaa da Cunha Paranagu, Fran-
cisco Liberato de Mallos, Ambrosio Leilo da Cu-
nha, Joo Jos Ferreira de Aguiar, Jos Antonio
Vaz de Carvalhaes, Jos Antonio de Oliveira e
Silva, Joao Alves de Castro Roso, conselheiro
Francisco Xavier Paes Brrelo, Antonio Pereira
Pinte, Bernardo Avelino Gaviao Peixolo o Manoel
Pinto de Souza Dantas.
Na rlasse dos matriculados, sem antiguidade,
por nao terem enviado cerlid5es de exercicio, es-
lo os doze seguinles Srs. Drs.:
Antonio Roberto de Almeida, Andre Pereira
Lima, Francisco de S Brito. Jos Alves dos
Santos, Jos Francisco da Silva Amaral, Joo
Capislraoo Macedo Alckmin, Joo Mauricio C-
vales nli Wanderley, Jos Pereira da Silva Bra-
ga, Jerouymo Mximo de Oliveira Castro, Joa-
quim Goncalves Lima, Joaquim Pinto Porto e
Luiz Jos de t-'ampaio.
Na classe dos nao matriculados por nao terem
apreseniado as cartas imperiaes de suas nomea-
ces, e smente certidoes de exercieio, os seis se-
guinles Srs. Drs. :
Francisco Urbano da Silva Ribeiro, Caetano
Vicente de Almeida Galrlo, Jos Alfredo Ma-
chado, Lourenr;o Francisco de Almeida Calicho,
Manoel Carrilho da Costa e Kaymundo Antonio
de Carvalho.
Na classe dos nao matriculados e sem certi-
does de exercicio estao os doze seguintes Srs.
doutores :
Antonio de Souza Marlins, Bento Jos de Sou-
za, Caetano Alves Rodrigues Horta, Carlos de
Cerqueira Pinto, Didlmo Agapite da Veiga, Fi-
lintho Henriques de Almeida, Francisco de Sou-
za Cirne Lime, Jos Mara de Albuqoerquo Mel-
lo, Julio Barbosa de Vascottcellos, Miguel Gon-
calves Lima, Antonio Mara do Amaral e Rodri-
go Castor de Albuquerque Maranhlo.
Foram excluidos da lista precedente os nomes
dos Srs. doutore:
Alfonso Arthur de Almeida Albuquerque, Jos
Pereira da Costa Motta e Jos Ignacio Accioli de
Vasconcellos, que foram promovidos a desem-
bargadores; conselheiro Bemvenuto de Maga-
laes Taques e Oaaparino Moreira Castro que
pediram demissle para poderem apresentar-se
candidatos assembla geral pelos distncios de
suas jurisdieces; Domingos Jos Nogueira Ja-j
Euarlbe que obteve aposentadoria ; Francisco
arques de Araujo Ges e Francisco Pereira Du-
Ira, por terem fallecido.
Temos portante:
Juizes de direito com antiguidade e em
exercicio..............................
Ditos com antiguidade, teas avulsos....
Sem antiguidade por ter incorrido em
mora...;.;...........;................
Sem antiguidade por falta de certidoes
de exercicio..........................
Sen matricula e tora certidoes de exer-
cicio..................................
Sem matricula e aem certidoes da exer-
cicio ...............i.........-.........
do de n. 55 de 186fr; 2/ dos de na. 1 o 2 do cor- 2 Sl*5j f "5*? ?e-5!n# 4*"y,!(IB'
rente seno, o 3.a daa pasturas de Villa-Bella.
8
12
2!
21
26
25
10
8
11
0
21
9
0
18
8
4
27
6
4
1
14
16
21
20
11
9
6
16
4
29
13
2
25
9
19
9
10
16
15
14
24
19
13
14
Na sosso de 15 do-correte foi apreeentado, 4
assembla provincial, e seguate projecto :
1861. PitOJECTO n. 5.
A assembla legislativa provincial, resolte :
Art. 1. Fica eilincto o instituto commer-
cisl.
Art. 2. Fica extiucto o Gymnasio Pernambu-
cano.
Art. 3. 0 goveruo da provincia- fica-auXozL.
sado:
g 1. A vender o predio em construeco para
0 gymnasio, offerecendo-o em primeiro lugar ao
governo geral para a Faculdade de Direito.
2. A estabelecer no mais curto prazo pos-
sivel urna fazeoda normal as proximidades da
lmha frrea, e um curso da agricultura annexo a
mesma fazenda.
3. A applicar o producto da venda do edi-
ficio do gymnasio a compra do terreno n'ecessa-
rio 4 fazenda.
J 4. A mandar levantar os planos e plantas
dos estabetecTmeirtos, sendo tudo no estyro o mais
simples possivel.
5 A fazer todas as demais despezas dos es-
tabelecimentos, podeodo dispender mais 50.0009,
que se poro sua disposico pela lei do orna-
mento.'
6. A fazer osregimentos neeessariosas di-
tas insiituicoes.
" Art. 4. O governo fica obrigado a submetler
1 spprovaro desta assembla na sesso prxima
futura tudo o que tiver feito e planejado em exe-
cuQo desta lei, e assim as segnintes sesses.
Paco da assembla provincial de Peroambu-
co 16 de abril de 1861.Affonso de Albuquerque
Mello.
PERNAMBUCO.
222
28
12
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSO EM 17 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz, conti-
nuada pelo Sr. Aanol Portella.
Canlinua^o da segunda discusso das posturas
da cmara d'Olioda.
Art. 20. As boticas,casas de paslo.botequios,
tabernas e quitandas, nao podero usar de panel-
las, caldeirdes, balanzas, ou oulros quaesquer
utencilioa de cobre ou lalo, sera ser estanhados,
e bem limpos : os infractores sero multados
em4#.
E' approvado.
Art. 21. Os donos de estribaras e cocheiras se-
ro obrigados conserva-las cora toda a limpe-
za, varridas e lavadas lodos os das. Os infracto-
res sero multados em 5$.
Vai mesa e apoia-se a seguinle emenda :
Suppriraam-se as palavras lavadas todos
os das.Affooso d'Albuquerque.
E' approvado o artigo e regeilada a emenda.
Arl. 22. Fica prohibida a conduccao de ca-
dveres nos carros de passcio, quer sej'am dealu-
guel ou propries. Os infractores ou donos dos
carros sero multados em 20#
Approva-se sem debate.
Art. 23. Os proprielarios dos terrenos em
que se formarem ou houverem charcos de aguas
represadas, que prejudiquern sade publica,
sero obrigados esgola-las e atterra-los. Os in-
fractores sero multados ero23;..->
Approvado.
a Art. 24. Fica absolutamente prohibido o en-
trudo de aguas, limas de cheiro, ou outros quaes-
quer ingredientes. Os infractores sero multados
em 20g. e oito das de priso, se nao poderem
pagar a multa, e se fr escravo levar duas du-
zias de palmatoadas, mandadas dar pelas auto-
ridades policiaes.
O Sr. Miranda justifica, e manda a mesa a se-
guinle emenda :
a Em lugar de palmatoadas, diga-sesendo
escravos soffrer quatro das de priso no calla-
bouc.o ou corpo de guarda, quando i houver no
lugar, ou quando nao na cadeia.J. de Miranda.
L-se e apoia-se a seguinle emenda que jus-
tificada pelo seu autor :
A* emenda do Sr. I. de Miranda.Em vez
de quatro das, diga-se :24 horas.A. d'Albu-
querque.
Tambem apoiada est'outra emenda *.
Salvo se os senhores se sujeitarem pagar
oito mil res da multa.O. Andrade.
Encerrada a discusso e posto votos o artigo,
c approvado, sendo regeilada a emenda do Sr. J.
de Miranda e prejudicadas as outras.
Sao successivamente approvado os seguintes
arligos :
Arl. 25. Fica prohibida a venda da plvora,
e o fabrico de fogos de artificio dentro da cidade.
ou em lugar 'ondehajam vizinhos. Os infracto-
res sero multados em vinle muris, ou em oito
das de priso, se nao poderem pagar a multa.
Arl. 26. Ninguem poJer correr cavallo den-
tro das ras da cidade, excepto as ordenanzas
montadas e offlciaes em servigo. Os infractores
pagarlo quatro mil ris de mulla, e sendo escra-
vo soffrer a pena de duas duzas de palraaioa-
das, ordenada pelo respectivo subdelegado, ou
delegado.
Art 27. As noile os 'carros sao obrigados
trazer lanlernas com luzes. Os infractores paga-
rao a multa de seis mil ris.
Arl. 28. 03 carros s podero andar 5 passo
brando ou trole. Os infractores seiomultadosem
seis mil ris, e mais tres diasde piiso.
Art. 29. Ninguem poder levantar tornos de
padaria, ou de outra qualqucr oCGcina dentro da
cidade. sem licen;a da cmara. Os infractores
pagaro a multa de vinte e cinco mil ris.
- Art. 30. Fica prohibida a lavagemderoupa
nos pocos, bicas ou footes desla sidade : os in-
fractores sero multados em dous mil ris, e sen-
do escravo soffrer a pena de duas duzias de pal-
matoadas, ordenadas pelo delegado ou subdele-
gado.
* Art. 31. Todas as casas de negocio, e de ven-
der comesvos, que nao conservarem a devida
timpeza, sero seus donos multados na quanlia
de cinco mil ris, o o dobro as reincidencias.
Art._ 32. Os gneros de qualquer nalureza
corrompidos, ou falsificados que fdrem encontra-
dos I venda era qualquer lugar, sero apprhen-
didos, lanzados fra, precedendo exame de um
facultativo ou pharmaceutico, os peritos comea-
dos pelo fiscal, e seus dunos multados em dous
mil ris, por cada qualidade de gneros ou effei*-
tj. (Se o vendedor fr escravo, alm da multa
que seu seohor pagar, ser punido com duas du-
zias de palmatoadas, ordenadas pelo delegado ou
subdelegado.
Art. 33. Fica inteiramente prohibida a ven-
da de garepa, e de outras bebidas que prejadi-
cam 4 saude : os infractores sero multados em
trinta mil ris e oito dias de priso, e o duplo
as reincidencias.
c Arl. 34. Nao c permillido andarera pelas
rus e nem se conservarem nos lugares pblicos
todos aquelles que soffrerem molestias conta-
giosas, aomo chagados, leprosos e bexiguentos,
que sero enviados s autoridades policiaes, para
serem recolhidos aos respectivos hospitaes.
Art. 35. Ninguem poder matar, e eaquartejar
rezes para o consumo do povo, lenio nos mata-
douros pblicos ou particulares, com tcenla da
cmara municipal ; os infractores sero multados
em vinte uil res e na perda da.carne.
Entrando em diseuaalo o art. 36, o Sr. N.
Portella manifeata-ae era opposiflo, Otando o
mesmo adiado por rao haver casa,
O Sr. presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a seasio.
aasas de oreeante. r""imfrr
Outro de J*te Bazerra dav Mello, guarde do
consulado provincial, pedias! a esta assembla
um anno de llcenca para tratar de sua saude.A
eommuaio de peiictes.
B.' lida e remanida 4 coatajrissa. de constitui-
do e poderes, a. guite ioatauclo,:
ndico que sata' chamado Juttino Eugenio
Lavaoere. rsoppleuta do IV tUsiriclo paute
lilur a falla de deputada daquelle districte Luiz.
de Albuquerque. Martina Pereira.Giranzu
ORDEM DO DIA.
Entra em segunda discusso o pvojectoda com>
misso de polica para se alterar o regiment
Artigo nico. Os abates, iodemnuacoea o
remisses de dividas o. podem ser attendidas
na le dos orcamemos provincial e municipal
aera que ou tennam sido proposlos pela respec-
tiva comroissoes deorcamento nos projeclos que
offerecerem, ou tenham sido approvados em
projectes especlaes adoptado em tercera dis-
cusso.
JL' annrfTiitn um MmSmm -
O Sr. Souza Res pede dispensa de intersticio
afim de ser dado para rdem do da da aeguiRte
sesso. Afsim ae vece.
Entra em segunda discusso o projecto o. 40
de 1860. r
Art. i*. Os arrematantes de obras publicas
que pretenderem indimnisacoes. ou liverem de
fazer reclamar/oes, que nao possarn ser attendidas
pela presidencia da provincia, aprescotaro os
seus requerimentos a assembla provincial por
intermedio da mesma presidencia, acornpanhados
de lodos os esclarecimeoto3 e ioformacoes da di-
rectora das obraa publicas e da thesouraria pro-
vincial, que possarn ser convenientes.
O Sr. Souza Res diz que julga o projecto des-
necessario vista do disposto na lei regulamen-
tar das obras publicas, e tambem o considera pe-
rigoso, porque parece consagrar o principio de
que alm dos casos era que ae podem dar in-
deranisses, fica a assembla aulorisada para
as conceder.
Nao v que o projecto adianto mais cousa al-
guma, pois que se altender-se para os preceden-
tes da casa, ver-se-ha que a assembla nao lera
nunca concedido indemnisaces sem as conve-
nientes informales, nao s da presidencia, mas
de todas aquellas repartieres que a presidencia
julga necessaria consultar.
Termina declarando que votar cootra o pro-
jecto.
O Sr. Fenelon sustenta a neeessidade e con-
veniencia de ser adoptado o projecto.
O Sr. Affonso de Albuquerque declara que vo-
tar contra o projecto por couhecer que intil,
urna vez queja esl previsto por leis que vigorara
os casos em que nicamente se podem dar iu-
deranisaQts.
OSr. Ignacio de Barros pronuncia-se favor
do projecto.
[Continuar-te-ha).
Antonio Henriqae de
Miranda.............
Jale Querido Rodri-
gues Silva ..........
Joaquim Pedro da
Cesta Lobo..........
V Uorestce Caetano de
Fimo........,.......
2
3*
Anaoe. Mezes. Dia*.
27 6 3
88 10 H
28 r i
25 ; e
O 4i
[Correio Mercantil)
sss "
Dt*R10 DE PERNIW8UC0
'^-^**-**-..........m
A assembla provincial ocpou-se honlem :
i.com a 2.* dlsensso do projecto reformando o
regiment da can, que approvado, endo dia-
peneado o intersticio pira ebtrar em S.' hoja ;
2. coa al discQUla do de ti. 40 de zWqtfe
SESSO EM 18 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. Manoel Portella.
Ao meo dia feila a chamada, verifica-ae be
ver numero legal de 22 Srs. deputadoa
Abre-se a sesso.
e-see approva-se a acta da antecedente.
OSr. I secretarlo d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario da presidencia raaet-
tendo 40 exemplarea do relaterie apreienlado
pelo inspector da thesouraria provincial.A dis-
tribuir.
Outro do mesmo rometteado, informado pal
presidenta da rebelo a copia da um oficio da
cmara municipal desta cidade.A cotnmiisao
de orsamenlo aunicipal.
REVISTA DIARIA-
Prope-se Mr. Cambronne, emprezario do ser-
vido da limpeza desla cidade, a estabelecer era
todas as ruasd'lla um ystema de esgoto das
aguas pluviaes, por rotio da canalisaco actual
projectada para o referido servico.
Como compensadlo desse melhorameoto, re-
quer que sea ampliado em mais violo annos o
privilegio concedido pelo contrato de 29 de se-
tembro de 1858, como retribuido do servido pii-
milivo ; e oeste sentido havendo apresentado a
sua proposta, acha-se esla de presente submelli-
da considera^ao do corpo legislativo provin-
cial.
Parece-nos que a prolago de lempo por elle
solicitada nao deve ser motivo para a rege cao
pura e simples da sua proposta. Importa pelo-
contrario que esta seja estudada nos eleitos, que
della devem resultar, afim d reconhecer-se so
elles equivalem concesso da amplia^o reque-
rida.
Todava, a neeessidade de um e?golo geral das
aguas das chuvas palpitante ; e a proposta os-
tensivamente se aprsenla como mui ventajosa,
alem de demouslrar-se suscepiivel de salisfazer
aquella neeessidade, quo hoje se reproduz em
quanta ra tem esta cidade.
Foi nomeado subdelegado do primeiro dis-
Iricto da freguezia do Ouricury o Sr. Raymundo
Leonel de Aleocar ; e para primeiro supplente
do mesmo o Sr. Francisco Carneiro de Andrado
Nogueira.
Foi considerado habilitado o professor de
Ingazeira, Marcolioo Antonio Xavier, para per-
ceber as vanlagens do arl. 26 da lei n. 369.
Foi adffiiuido e Sr. Leonardo Daniel Caval-
canti Vellez de Guevara collaboraco na secre-
taria da directora geral da inslrucc'o publica.
Honlem teve lugar a procisso do SS. Sa-
cramento em visita aos enfermos da freguezia de
S. Pedro Marly* de O inda.
Uma guarda de honra do nono batalho de in-
fanta ra da guarda nacional acompanhou a mes-
ma, procisso.
Acha-se autorisado, sua requinto, o
nosso engenheiro fiscal da estrada de ferro para
proceder a um exame as tarifas e regulamentos
da mesma eslrada, e fazer-lhes as alteracoes
conducentes melhor regulaiidade do servico.
Na confecc^o desle trabalho dever ser ouvido-
o respectiva superintendente, e o sea resultado
remeliido posteriormente a presidencia para ser
levado aprecieco do governo imperial.
Na ra do Sebo, junto a calcad* da casa n.
42, existe um grande buraco, que convra seja
entulbado desde j para evitar algum siDlro.
Cbeio d'agua, como se acha elle, nao possi-
vel ser reconhecilo para em tempo o carro to-
mar outra direccio, e nao cahir nelle cem tal so-
lavanco, que capaz de deilar uma pessoa por
Ierra, depois de have-la elevado s nuvens, mo
grado seu ; o que anda anle-hontem deu-secon-
nosco.
Se isto aconteceu-nos por forca de algomapra-
ga rogada, em consequeneia de nossfs lembran*
cas, sem embargo inda iocorreremos n'ontra,
fazeodo o presente reparo, para o Om de ser en-
t ulna do o referido buraco.
O Sr. Duprat remette-nos o seguinle ar-
tigo :
IIinisterio de agricultara, commer-
eio e obras publicas.
Do recem-creado ministerio
da agricultura, commereio e
obras publicas ha de nascer a
idade de oaro para o Brasil.
A agricultura ha da ser for-
c vital desle extenso e esperan-
coso imperio.
B.
A grande noticia aqatdragada 16 de marco
prximo passado pelo Oyapock da retirada do mi-
nisterio Ferraz e dr organisaco de novo gabine-
te, realisada sob a presidencia do Exm. Sr. mar-
quez de Caxias no dia 3 da mesmo mez, annon-
ciou que o minutario da agricultura, commereio
e obras publicas fra inaugurado e achava-se
ad inttrim ao cargo do Exm. Sr. chefe da es-
quadra Joaquim Jos Ignacio.
Esta fado, em nossa opioio de grande al-
cance para o Brasil, auggerio-nos a idea de la-
var ao conhecimento do publico e mesmo do il-
lustrado governo de S. M. I. o nosso pequeo
contingente de planos de melhoramentos que de
vem-ie iuiroduzir neste joven imperio, a quera
desojamos a maior prosperdade, e este moliv
fez-noa escrever oa tres artigo, sob o titulo
Agricultura que o Mario da Pernambueo fes-
nos o favor de publicar en sua Reoista Diaria
de 28 de marco, Se 11 do abril correte ; e ore
aproreilando o mesmo favor, remettemo-lhes este
novo artigo.
Como introdcele ao que teaaoa a dizer, apro-
"cilamoa aoccasia de dirigir mil louvores e fe-
licilacfies ae nobre depuUda, autor do atojarte
da reacio do ministerio especial da agricultura
commereio e obras publica, por quinto epezar
de nio termos a honra de' o conhecer peasoal-
raente, aappomea qae este ienhor estudou larga-
mente a apreciou em todos os sen* detalhes a
grande uliUdade dvnte importante mioiaterio, cu-
jos tres.raaosate ligados ealMi% ceeatttuem
a base fundaaenttl de jnleulaeMutu> ora.
cimento dafortana publica a privada deate javea
oespern$oo iaiperio. Julama con effeit
que aa vistea de referid Mor alo as 4 use
hornera superior, visando nal fuluro de engran-


NAiiiQ oj winmurntif ** w m^i*, ^ilm i*.
in^Ri parao P8il. futuro que os tres ri-
fhll \ZZ? D0T0 o**-Puerto proporciooaf-
hL2*Vqu8? no'a pMU *J* didgid* por um
*n T de acsao d !"> a ***-
tura ou commereio e quo alea disto qoeira dar-
as preekoe* mais palpitantes do pah; que
oeram ser remediadas com a maior brevidade
pela saa reparligo.
< Alhoje oo temos aqal noticias, que o mi-
nistro effeetm da agricultits,cemmercio e obras
publicas tenha sido nomeado ; porra as ultimas
que chegarara dlzem que e6 seria depois da reu-
Biio descamaras, e talvez que nesta occasiio S.
"M. I. cscolha o autor do projecto. Todava, en-
tre outroa habilitados para occupar este ele?ado
-cargo ciram-se osSrs.Theophilo Benedicto Olto-
ni, bara de Mau, Luiz Antonio Sampaio Vian-
Ea e Fi8ueiredo Jnior, todos osquaes se acham
lo Rio de Janeiro.
Ora, nos consideramos a creago Uo minis-
terio especial da agricultura, commereio e obras
publicas, para o Brasil, como a transigi do maior
etrazo e da rotina mais inveterada, para urna
era nova de melhoramantos materiaes e moraes,
neralisar abrindo a era da idade do ouro para
este imperio, cuja torga vital ha de emanar da
agricultura aperfeigoada, como fonle inexgotavel
da fortuna publica de todas as nacoes cultas,
Se nestes ltimos trinta anuos o governo nlo
tem acertado na escolha dos muios empregados
para levar o Brasil ao grao de prosperidades e
desenvolvimeoto da fortuna, que eooerra em si :
e se pelo contrario os seus horneas de estado tem
abusado da posigo e occaeionado o dficit exis-
tente as Guangas do imperio, ainda lempo de
curar este perigoao mal, tutes que se torne mais
grare.
c Nao maos do ministro, quefdr effectivamen-
te incumbido de dirigir os negocios da ora pasta,
acham-se hoj^ 03 destinos do Brasil ; delle.de-
pende a introduego dos melhoramentos mate-
riaes e moraes, de qua tauto carecem es tres ra-
mos da admiuistrego publica a seu cargo.
Qual poder vir a ser o futuro do Brasil sem
nielhorar a sua agricultura pelos meios adopta-
dos com tanto proveito pelas nagoes mais cultas
do globo, sem nacionalisar o seu acanhado nego-
cio, e st>m abrir vias de communieago do seu ex-
tenso littoral para o interior deserto de suas vas-
tas provincias, resuondam os Baybaud, Dlos e
eutros panageriatas do Brasil, onde nunca vieran
mas do qual escreveram em Paris historias, que
peloestylo fazendo honra ao seu talento como es-
criptores, contera todava paginas que nao con-
dizem eom a realidade, com o que se v" logo
que se passa algara lempo n'esle paiz ; e assim
eremos que estes bollos livros, escriptos com o
um de provocar a eraigrarao espontanea da Alle-
manha e de oulros estado's da Europa, tem pelo
contrario uccasionado exactamente o inverso do
desidertum.
A nossa longa estada no Brasil tem-nos for-
necido occaaio de presenciar muos males, que
a nao serem cuidadosa e brevemente curados,
tornar-ae-ho talrez iucuraveis.
Em nossa humilde opinio, julgaraos que a
agricultura elevada ao grao de perfeigo que a
sciencia poder-lhe-ha proporcionar, ser a verda-
dera salvago do Brasil ; por isso tomamos a li-
berdsde de lembrar de novo ao governo a funda-
go.desde ja das escolas normaes ou institutos agr-
colas, montadase orgaoisadas da maoeira indica-
da era nossosja referidos artigos sob o titulo Agri-
cultura publicados neste Diario.
a Com ffeito, logo depois da fundagao d'ellas,
mediante urna regular administracao, combinada
com o bom andamento, reriQcar-se-hao progres-
8os e melhoramentos immensos, que d'ahi ha
poucos aono* quiutuplicaro a cifra total dos pro-
ductos actuies, e iotroduziro muitos outros hoje
talvc. despresados, oudesconhecidos.
E' com este segmento .incalculavel de pro-
duego, quo as rendas do estado promptamente
ubriro o decit hoje existente, crearo fundos
de reserva, e perraittiro, alm de fazer face as
despezas ordinarias do estado, o pofler-se annual
e gradualmente redexir os direitos de imporlago
orno o tem feito e continuam a fazer a Inghtr-
ra, a Franga e oulros paizes da Europa e mesmo
da America, e acabar por urna vez com os direi-
tos de exportacao, que desde 1844 ou 1845 deviarn
star suppriraidos, a vista do grande augmento de
direitos de imporlago, que o governo mandou
cobrara contar de 11 de novembro de 18i ; e
nao obstante o tormo medio dos direitos da nova
paula igualar ou mesmo exceder o valor do3 di-
reitos de imporlago, addicionados aos de expor-
tacao, a deflnhada e oppreasa agricultura, tem si-
do obrigada a continuar a supportar o desfalque
no prego da venda de seus productos, dos direi-
tos pagos pelos exportadores desde 1845, como
antes da creagao a nova paula, posta em eia-
cugao em 11 de novembro de 1844. Longe de
supprimirem-seos direitos de exportagao, est6s e
aquelles de importigo tem continuado a ser exi-
gidos cumulativamente l
O commereio de exportagao e imporlago,
feito por nacionaes, em navios brasileiroe, d'eve
ser protegido e animado por meio de premios e
direitos difierenciaes, quer a respeito aquelles
de ancoragem, quer dos de exportagao e impor-
lago ; assim se pralica nos oulros paizes, e com
mais parti:ularidade em Franga e na Blgica.
A reparligo das obras publicas, que al hoje
pouco ou nada de importante tem effectuado,
devora de ora avante ser encarregada de cuidar
seriamente na creago do novas vias de comrau-
nicagao, no melhorameoto e sobre tudo na con-
servagao dos poucos que exisiem ; sem o que a
agricultura nao poder assumir a importancia de
que susceptivel, nem proporcionar ao commer-
eio o seu principal alimento.
<( Paremos aqui por hoje, e era artigos espe-
ciaes e separados continuaremos a tratar dos dous
outros importantes ramos da adminisirago da
nova pasta.
Pernambuco, 14 de abril de 1861.
F. M. Duprat.
Temos mais urna vez occasiao de fallar do
nosso comprovinciano o Sr. Arsenio da Silva,
hbil pintor que acaba de Tollar da Europa, ha
quatro para cinco mezes, ten Jo all completado
seus estudos. O Sr. Joo Ferreira Vilella, tam-
bera nosso comprovinciano, e hbil ambrotypisU
de SS. MM. II., obsequiou-nos com seguinle
descripgo do ultimo trabalho do Sr. Silva, que
.acaba de ser apresentado S. M o Imperador;
eccrescentar qualquer pensament-i essa descrip-
co, seria ir metler a mo na sera alheio, o que
por forma slguma queremos:
Peco-lhe, Sr. redactor da Revista Diaria,
de dar lugar ao pequeo artigo que Ihe envo,
ser mais um obsequio a cootar entre os que por
vezes tem feito.
< O Sr. Arsenio da Silva, nosso comprovin-
ciano, remelteu pelo vapor Paran, am de que
fosse convenientemente entregue, u-n quadro que
lembrou-se de offerecer a S. M o Imperador, e
110 dia 7 do correnle, segundo noticia o Correio
Mercantil de 8, foi esse quadro entregue a S. M.
pelo Sr. capito de fragata Gomensoro.
O quadro urna das mimosis produeges do
pincel artisli-.o e correcto do Sr. Arsenio da Sil-
va e representa a cachoeira de Paulo Affonso no
ponto de sua maior torca e queda.
No primeiro plano v-se a queda da agoa no
salto a que chamara Caldeira do Inferno ; um
magnifico lencol d'agoa que em catadupa se es-
tende como urna mraeosa mortalha por sobre os
rochemos, despenbaodo-se naquelle formidavel
orvedouro, eom toda a magestade grandiosa da
natureza selvagem.
c 4 transparencia d'agoa, os diversas lons,
conforme a gradagao da luz, e o maior ou menor
volaste d'agoa, indescriptivel: aprecia-se com
vista, a penna incapaz de reproduzir o qne
a atina sent nessa contemplago.
< Sobre o abysmo v-se um arco-iris eom to-
das as cores do sceptro, resultado da refraego e
teflexio dos raios solieres dos rallhoes de gotas
d'agai que a catarata atira asi ares, quando pre-
eipitando-se pelos rochedos lauga-se na Caldeira
4o Inferno.
No segundo plano veem-se slguns saltos
d'agoa e alguns rochedos, espalhados conforme
03 collocou o dedo do Omnipotente.
Nos ltimos planos, finalmente, estendem-
se as immensas agoas do Rio 8. Francisco, que
se perde em um bonsonte da setembro, sempre
bello, sempre encanUdor no nosso paiz. O lodo
e bello, magnifico.
Esse soberbo quadro foi feito, quando lti-
mamente eatv o*r. Arssnlo em Paria; copia
de un daguernotvpo feito pelo mesmo artiata no
da 7de seiemWofe 1856, quando a curiosidade
o goilo pelo Hlo' da oatrz o levou a ca-
*oeira de Paulo Affonso.

caixilhtdo em urna bella moldura, etc., etc., obra
do mesmo arsts, da qual mui d proposito
deixo de fallar, embora o seu real ralor artstico
e a sua extrema belleza.
Os IrabaHios de pintora do Sr. Arsenio sao
sntaj osearan te conhecidoi nesta provincia, e
trie a priamsira vez que o Ate-ro de Pirnamiu-
o delles se tem oceupado. Existen) quadros do
proael desse-ajlista na capella do palacio da pre-
idtoeia, e as casas de alguna d seus amigos.
Em seu gabinete, sempre obsequiosamente dis-
posigo de quera o quer visitar, admira-se urna
grande variedade de quadros e estudos, querem
fusin, quer sm pastel, quer em goaeche, quer a
oleo, que fazem resaltar e edmiraro talento desse
moco artista, que tanto tem de distinti, quinto
de modesto.
E' pena que o 8r. Arsenio se veja cendem-
oado a viver entre um povo que penco ou ne-
nhum valor d as bellas artes, e que em materia
de pintura prefere quasi sempre o trabalho do
curioso, do borrador, ao do verdaderro artista,
por que o trabalhar deste nao pode prostituir-se,
e aquelles sustentam-se com pateos. A prova
desta triste verdade est por ahi em algumas
igrejas da nos.a trra, reoentemente restauradas,
est.... nao vamos mois longe.
c E' verdade que o Sr. Arsenio quer deixar-
nos, vai buscar horisontes mais largos e ares
mais propicios. Faz bem.
c Estamos convencidos que o brllhante astro
que equeee e vivifica quanto pode as artes na
trra que Deus lhe deu por patrimonio, nio dei -
xar de distinguir o Sr. Arsenio, como tem feito
com quantos srtistas de mrito se lhe *n apro-
ximado Conlente-se o Sr. Arsenio com a gloria.
< Como amigo do Sr. Arsenio da Silva tracei
estas linhas que ahi fie un escripias, nio aaber
del las se nao depois do improssas : desculpe se
e-ffendi sua modestia, e releve-me uzar do direilo
que tenho de dizer o que sinto, e de admirar o
seu bello talento.
a 18 de abril de 1861.
F. V.
Publicamos na 8* pagina o primeiro capi-
tulo da Democracia na America, por Aleixo de
TocquevilU, cuja traduegao nos foi offerecida
pela nosso correspondente do Rio Grande do
Norte.
Concluimos hoje o folhetimUrna familia
trgica, e amanhaa encelaremos a poblicago do
Batedor de estradas, que nao lhe inferior em
lances importantes.
Nao ha remedio se nao pedir anda urna
vez, ao Sr. fiscal de Santo Antonio, que lance
suas vistas para as agoas ptridas langadas, de 9
horas da noite por diante, de diversas casas do
caes 22 de novembro. E' de mais I
ORvm. Frei Caetano de Messina, que por
muitos annos oceupou entre nos o cargo de pre-
feto das mssdes no bispado de Pernambuo, e
presentemente exerce o de commissario apostli-
co dos missionarios capuchiohos no Brasil, ha-
vendo passado a prefeitura ao mui digoo Rvm.
Frei Sebastiao da Virgeni, parti hontem uo va-
por Cruzeiro do Sul para a corte, i continuar a
execugao de seus encargos, promovendo o me-
lhoramenlo das ruissoes.
SSo tantos e (ao importantes os servigos pres-
tados por esse Rvm. missiooario em o uosso bis-
pado, principalmente nesta provincia, que ella
com saudade o v partir, mitigando gua ausen-
cia com aesperanga de era breve te-lo de novo,
para passar alguna mezes, e de ficar possuindo
como prefeito o Rvm. Frei Sebastiao da Virgem,
cujo zelo pelo bem da religio e aflavel trato,
tornam-o um modelo desses typos do evangelho.
S. Exc. o Sr. Dr. Ambrosio LeitSo da Cunha,
ex-presidente desta provincia, disse acerca dos
missionarios capuchiohos, especialmente do Rvm.
Frei Caetano de Messina, o seguinle que moito '
prova o que a vaneamos
Chamo a vossa esclarecida attengio para o
collegio de meninas assentado na villa de Papa-
caga, pelo infaligvel zelo do reverendo capu-
chinho Frei Caetano de Messina, cujo oome se
lera recommeudado tanto nesta provincia, por
servicos importantes que lho h* prestado.
Contam-se 4 isas de recolhidas: a da Glo-
ria nesta cidade, a da Conceigao em Olinda, a do
Coragao de Jess em Iguarass e a da Soledade
em Goianna.
Algumas das ordens religiosas referidas es-
to em completa decadencia, e os seus patrimo-
nios destruidos e delapidadns I
a Bnteodo que conviria anima-las, fazer-lhes
algumas concessoes, que, sem acorogoar os vi-
cios e defeitos que as desmoralisaram, Bervissem
para rehabilita-las a serem uteis e piestrmosas,
como foram em lempos anteriores.
E' talvez estranha idea esta na poca em que
vivemos. No entretanto, os servigos prestados
pelos missionarios do hospicio da Pooha, nesta e
as provincias viziohas, ao superiores a todo o
elogio ; e bem corto que o Brasil e oulros pai-
zes foiam elites quando cada convento era urna
escola, urna casa de soccorro cerlo i pobreza, e
um templo onde o culto religioso 3e celebrave
com a mais esplendida e edificante grvidada e
decencia. ,,
Foram recolliidos casa de deleugSo no
dia 17 do crreme ; 3 horneas e 2 mulheres, sen-
do 2 livres e 3 escravos, a saber : a erdem do
Dr. chefe de polica 4, inclusive os escravos Ca-
semiro e Ignacia, esta de Jos Henrique Macha-
do e aquello de J0S0 Francisco Xavier Paes Bar-
reto, a ordena do subdelegado do Recife 1, que
o prelo Antonio, escravo de Manoel Jos da
Costa. .
_ O vapor nacional Cruzeiro do Sul, sahiio
para os portes do sul, levou seu bordo os sa-
guinles passageiros:
Fr. Caetano da Messina, Joaqun) Jos de Cir-
valho Siqucica Varejao c sua filha, Telemaco Soa-
res Velho, U. C imilla A. de Menezes e' fllhas,
2o lenle Tancredo Jos da Silva Quitanilha, D:
Joaquina Augusta Monleiro Viaons, 2 filhos me-
nores e 2 escravos, Aristides Jos de Lefio, sua
senhora, 2 filhos menores e 3 escravos, Dr. Ayre9
de Albujueique Goma, Calharina, escrava de
Augusto C. de Abreu, Sabino de Abreu Barros,
Antonio Pereira da Silva, Dr. Miguel Fernandes
Vieira e 1 criado, Ainele Luise, Gamillo de An-
drade, D. Juvina Augusta de LeraosGuirnaraes e
2 Ulnas menores, Francisco Leite das Virgens,
Jos o Raymundo, escravos de Symphronio Olym-
pio de Queiroga, Maria e Francisca, escravaj de
I). Juviaa Augusta de Lemos Guimaraes, Bernar-
do, escravo de Domingos Francisco de Souza
Lelo, Custodio Dias Moreira, Augusto Ryder,
Willam G. Feimdes, Jos Mauricio de Oliveira'
Guimaraes, Joo de Oliveira Guimaraes, Joo J.
de Azevedo, Dr. Gabriel Sosres Raposo da Cmara
e 1 escravo, Americo Netlo Firmioiaao de Souza
el escravo, Theroza, escravs de Caetano Seve-
rino da'Silva, Galdino, Antonio, Cypriana, Igna-
cio, Aucelino e Joo, escravos de Silvno Gui-
Iherme de Barros, Joaquim da Costa Meirelles,
Domingos da Silva Torres, D. Carlota Kirthan e
2 menores, Frauclsco Duarte das Neves, Eugenio
M. Costa Paiva, Dr. Manoel Mamede da Silva Cos-
ta e 1 escravo, lesuino Telles N. Cravo, Dr. Eu-
genio Augusto do Cauto Belmont e 1 escravo,
Francisco Jos Raptist, Jos Gomes da Silva, sua
senhora c 1 escravo, Dr. Antonio Jos d'Assump-
gao Naves. Isabel, escrava de Jos de Gouva,
Herculano, escravo de Galdino da Silva Martins,
Matbiss, escravo de D. Anglica Maria do Espi-
rito Santo e Silva, Candida, escrava de Simo
Sampaio Leite, Jos Meodes de Freitas e 1 escra-
ro, Jos T. do Souza Alves, Manoel da Costa e
Silva, Pedro Celestino Pereira, Maximiano Ribei-
ro de Aroajo, Virginio Nipoleo Ramos, cabo
Jos Antonio de Oliveira, soldado Joo Rodrigues
Lima, Manoel de Araujo Castro el criado, Bom-
vindo Sampaio Gomes, Luiz Jos Gongalves Fran-
ga, Andr Jos Fernandes dos Santos, Jos Casa-
do da C. Lima e 1 escravo.
O vapor nacional Paran, sabido para os
porlos do norte, levou 6. seu bordo os seguintes
passageiros :
Flix Moreno BrandSo. Charles Avom, Pedro J.
dos Santos, Jos Lucas Ferreira, Joaquim M. de
Souza Santiago, Joao Jos Ribeiro Guimaraes,
Ildefonso Correa dos Santos Almeida, 1." cirur-
glo Dr. Jos Joaquim Gongalves, cabo Maxi-
mino de Araujo Aodrade, soldados Leas Jos de
Sanl'Aana, Jos Francisco Ferreira e Jos Anto-
nio de Almeida, Marcelina de So uta Travaaso,
Augusto Emilio da Cosa, Francisca Maria da
Conceigao, Felippe Beoicio da Fon teca Galvo,
Domingos Francisco Ramalho, Joao Isidoro Dias
Cadete, Joao Pedro dos Santos Sobriqbo e 1 cria-
do, Jos Paulino von Hooholtt.
O hiele nacional Artista, sabido para o Rio

CHROMCt JUK.UA1*.
de Pernambuco
i.____

m
TBIBUMIL DO COIIERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 18 DE ABRIL
DE 1861.
MESIDEKCIA DO JtlM. SR. DESKMBAB.8AD0R
V. A. DK SOUZA.
s 10 horas da manhSa. reunidos osSrs. epu-
tados Reg, Lemos, e Basto, o Sr. presidente
declarou aberta a sesso.
Fei lida e approvada a acta da antecedente.
EXPEDIBKTK.
Um aviso do ministerio da justga de21 de mar-
So do correte anno, acompanhandp exemplares
o decreto numero 2733 de 23 do Janeiro e do
aviso de ti de feverairo, marcando o modo de
verificaren) as transacc&es.Accuse-se a rcep-
gao e remelta-se junta dos eorrelores para seo
conhecimento.
Um officio da presidencia do Rio Grande do
Norte, de 15 do corrente, acompaohado de urna
collecco dasleis daqoella provincia, promulga-
das no anno passado. Accuse-se a recepcio e
archive-se.
Outro do secretario do roerilssimo tribunal do
commereio do Maraohao, de 8 do correnle, acom-
panhado da relagao dos coromerciantos matricu-
lados nesse tribunal, no deeurso dos mezes de
Janeiro margo ltimos.O mesmo.
Foram presentes as cotacoes officiaes dos pro-
cos correntes da praca, relativas s semanas fin-
das.Archive-so.
DESPACHOS.
Um requeriraento de Manoel Lopes Rodrigues
Guimaraes. fazendo varias reclamagdes contra seu
ex-patro Jos Aires Fernandas.Digan o sup-
plicado e a adminisirago de sua casa.
Outro de Jos Maria Nunes, pediodo o registro
da sua nomeago de caixeiro de Antonio Fran-
cisco Martins de Miranda.Registre-se.
Outro do mesmo, pedindo se o seu patrio est
matriculado.Como requer.
Outro de Mi noel Antonio da Silva Moreira,
pedindo o registro da nomeago de seu caixeiro
Joaquim Jos da Silva Moreira.O mesmo.
Outro de Manoel Firmino da Silva, visto pelo
Sr. desembargador fiscal, pedindo malricular-se.
Milricule-se.
Outro de Antonio Pinto da Silva, pedindo o re-
gistro da nomeaco de caixeiro de Joo Cardoso.
Registre-se.
Nada mais heuve.
SESSAO JUDICIARIA EM 18 DE ABRIL.
PRESIDENCIA DO BXH. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimaraes.
A meia hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.
presidente abri a sesso,- achando-se presentes
os Seohoros desembargador Silva Guimaraes, e
deputados Reg, Lemos, e Bastos.
Faltou com causa o Sr. d< sembargador Vil-
lares.
Lida, foi approvada a acta da sesso de 11 do
correle.
DISTRIBUIQOES.
Appellante, Joo Antonio Gomes Guimaraes ;
appellado, Manoel Jos Gongalves Braga.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes.
DILIGENCIAS.
Appellantes, Azevedo & Mendes ; appellado,
Antonio Jos Arantes.
Vista as partes.
Appellante, Joo Pinto Damazo Jnior ; appel-
lado, Jos Adolpho de Barros Corris.
Vista as partes.
AGORAVO.
Aggravanle, Manoel Joaquim Rodrigues de
Souza ; aggravado, Luiz Antonio de Souza Ri-
beiro.
O Sr. presidente deqegou provimento.
Aggravanles, Antunes & lrmo ; aggravado3,
Seve, Filhos & C.
O Sr presidente nao tomou conhecimento.
E nada mais havendo a tratar, o Exm. Sr. pre-
sidente levantou a sesso.
Communicados.
Theatro.
Duas palavras ao Sr. W. preclarissimo juiz das
causas dramticas.
Decididamente, meu charo, o seu escrlpto de
cabo de esquadra, embora seja dado por um ca-
dete! O Sr. tem dedo para a cousa !..
Osympalhico critico nao podeodo auster-se no
terreno em que provocara a discusso, j porque
o seu pouco ou nenhum conhecimento da arle
nao o autorisa para tanto, ji porq-io doeu lhe a
propria conscencia, alirou-se com uohas e den-
tes sobre mim, e no seu phrenesi hydrophobico
condemnou-m-'a morrer na Siberia 1 S com urna
gargalhada.
Eseute Sr. VV. eu acceito a sua seolenga com
duascondigoes:
1.a Se o Sr. me dlssor onde flc a Siberia, se
fructa ou o que ;
2.a Se, no julgar improcedente a sentenga con-
demnaloria o Sr. se sujeita s legitimas coose-
quencias drssa improcedencia, parto assombroso
do seu desmesurado talento I..
Ora na verdade I pena qua o Sr. W. nao te-
nha assento em algura parlamento um ver-
dadeiro deputado da opposigo, lodos os dias s
raesma ladainha, todos os dias a meama cous* I
E' na verdade um grande crime, dizer-se quo a
Sr." D. Manoela um genio 1 Que crime l
E oque seria se dissesseraos que a Sr.a Maria
Luiza eraoutra? Fallaramos a verdade? Talvez.
O Sr. W. confiando por dermis 00 seu talento,
rebaixa nos at onde quer sem se lembrar que o
vituperio a mais ridicula das faltas!
Saiba todo o mundo que o Sr. W. um talen-
to nunca visto.
E' talento 1 talento I muito talento! Agora
mais em particular.
Eu sou um cortezo de bastidores, sou um pa-
pa espectculos, mas se por acaso obsequiasse o
Sr. W. com algum bilhetede platea que me hou-
vesse custado os raeus dez tusles, nao seja o con-
trario de tudoisso? Indubitavelmeole.
Previno desde j ao Sr. W. que nao sou advo-
gado do Sr. Germano que nao precisa de defezas,
tanto mais quanto o orgo da aecusaco c to ta-
lentoso.
Sou apenas ura hornera que nao quero quo a
mentira passe sem refutago; que respeito o ge-
nio onde quer que elle apparega.e que pens, que
raelhor ser cmico do que constituir-se o ezor-
rague das reputages alheias.
Aqui fago ponto.
Continu o Sr. W. e lhe daremos um violen).
M. S. /. P.
COMfflWRCHK
. FoleSr. Arawto ofriaxlM artista qus eo- ?e'?Pne,iro> 1,?tt bf<, M tfitoltt-pw-
piou a caxoeira de Paule Afoaae por procesaos "H A'i. a. n^.
phoiographicos. | *9M AlTei Bn a 1 seraro a entregar.
c O quadro de qu, me teaho Qccujido foi %-
Allandega.
Rendimento do dia 1 a 17. ,
dem do dia 18.....,
230:2213830
19:5958364
249:8179194
Novimento da alfaudega.
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.
Volumes

sabidos

com fazendas..
com gneros..
20
24
------ 44
71
516
------ 587
Descarregam hoje 19 de abril.
Barca americanaSalembacalho.
Patacho nacionalDous Amigos diversos g-
neros.
Beccbedloria de rendas Internas
greraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 17. 17:443j>069
dem do dia 18...... 97l419
18:414#488
Consalado
Rendimento do dial a
dem do dia 18. .
provincial.
17.

3a:420588
1:134*687
36:555*275
io Grande 8 de mareo de i SCI,
REVISTA DA PlAgA.
O movimento commefcial desta praca no de-
curso deste mez nao foi da maior importancia,
para o que muito concorreu as limitadas transac-
cesque tem havido aos tractos da provinsia.
As vendas que se fueram mais salientes, foram
em alguna gneros nacionaes de principal consu-
mo ; como, em assucares, que se realisaram qua-
si ledas, as entradas, excepta da carga 4o Juie
- e Conceicdo da Babia, entrados
na dous das e qne ficam em despacho ; sendo as
rendas pojico vaaUjosas pala daclinaso dos pre-
?os quo tlvemde fsz# os impasUdaVes para os
reahsar, em caf que se concluiram todas as exis-
leBCtas,assim come emfumo que oo b.depoa>
lo algum.
Y*1'/* c?n,an(l0 i* lguipas exialencias da fa-
rtnna de trigo, pus o que concorre os altos pre-
ces que restringe a procora e na supposlgo de
avuludos suppiimenlos.
De sal nao ba deposito em primeiras maos e se ,
a safra melhorar, como se espera, fazer-ae-ha
sentir sua falta.
Continua a escacei de carrio de pedra e a ns-
vogagao a vapor augmenta.
Os trabalhos das xarqueadas sao limitados, de-
vido a falta de gados gordos, pois que a secca na
cimpanha esteodeu-se mais do que se esperava ;
e comquanto houvessem algumas chuvas nao fo-
ram geraes. Cocotudo ha esperance que esta la
de margo seja mais favorecida as entradas de
rezos proprias para a malanga.
Para o urque nao tem havido maior influen-
cia, e creaos que tambera em parle concorre a
taita do genero e mrmenla segundo os desejos
dos exportadores. Todava alguns eorregamentos
se tem comprado na necessidade de despachar
navios proprios. Especulagdes s tem appareci-
ma p,rle lle ^&na ^arqueador, por nio terom
podido vender seu genero segundo suas exigen-
cias. "
As compras efectuadas durante o mez regula-
ran] em Pellas de 2*800 at 35200, e tambera
urnas duas tres mil arrobas, por ser genero su-
perior, alcancaram de 3*300 a 3*400.
AS gorduras estao inteiramente calmas. No
principio do mez ainda tiveram alguma procura e
Secre^ll?rini de ^ a 4S5C0 s rax"' e 6*300
a 6^500 o sebo ; porra depois da entrada do Apa
estriaram completamente os especula lores, e na-
da se lem feito dessa data em diante, que nos
conste.
Os couros salgados tiveram certa reaego com
a entrada do mesmo paquete, devido a especula-
gao de dous novos pretendentes, que todava nSo
excederam em suas compras a 175 rs. por libra ;
aatisfeito suas p'retenges qge eram para effec-
tuar suas remessas, productos de suis vendas,
retiraram-se do mercado e voltou a posigao do
mesmo ao seu amigo estado, e hoje muito dif-
icultoso alcaugarem os xarqueadores 175 rs. por
libra, pelo desanimo em que eslo os exporta-
dores.
Em seceos nada se tem feito nogeral, e est-
se em apathia completamente ; apparece alguma
demanda para os couros pesados de 24 libras para
cima, que se lem pago de 360 ate 365, porm ba
poucos.
Fiodando este nosso exordio diremos em resu-
mo, que nossa praga resente-se muito da frouxi-
do das transaeges e do esmorecimento de que
se acbam possuidos os especuladores para todos
os gneros; peis que alm de nao alcangarem re-
sultado aos capilaes que empregam, vem-se do-
mis a mais sobrecarregados de enormes direitos,
para qualquer dos lados que se virem.
Fretes.Fretaram-se neste mez 7 navios: sen-
do 5 para couros salgados ; um a 57 1/2 a 5 0/0,
duus 60 1/2 5 0/0 ; ura por 500.1ibras esterlinas,
le 126 toneladas, e oulro por 470 libras de 123
toneladas ; todos para o Canal.
Para cinza fretaram-se dous navios por 42 1/2
cha. por tonelada e outro por 40 chs.
Fretou-se mais o brigue brasileiro Parahyba
para Montevideo, -ima de 2:600*000 para carre-
gar em Porto Alegre, para onde vai seguir.
Para o imperio fretaram-se tres navios para
xarque a 300 e 320 rs. por arroba, pira o Rio de
Janeiro eos dentis porlos em proporgo.
Cambios.A antecedencia com que aprsenla-
mos esta nossa revista, nao nos permilte dar urna
definigo exacta das operages que tem havido
em cambios. Comtudo informam-nos que ha pou-
cos sacadnres, e que sobre Londres tem regulado
24 3/4 a 25 ds.. Paris 380 a 384 fs. e Rio de Ja-
neiro ha tomadores a 2 0/0 90 dias, mas lambem
nao ha sacadores.
MOVIMENTO DO MERCADO.
Gneros nacionaes.
Arroz.Nao houveram entrados, o deposito
deste artigo est concluido. Para Porto-Alegre
seguirn) 160 saceos e venderam-se 143 saceos
de Paranagu 11* o sacco.
Assucsr braneo de Pernambuco. Entraram
3,868 barricas, 900 meias e 1,050 saceos, saber :
Na Clemenlioa 840 barricas, 50 meias o 750
saceos : no Princezat 300 barricas, 250 mstVs e
50 saceos ; uo Relmpago 928 barricas, 250
meias e 50 saceos.
Com a nossa ultima revista flcou o mercado
sem exisleocias, por cujo motivo as primeiras
cargas que entraram neste mez alcangaram as
primeiras qualidades 5J5O rs. por arroba ; mas
repetindo-se os supprimentos foi declinando e fi -
zeram-se as ultimas vendas de 4*200 at 5*200
rs. por arroba, segundo suas qualidades.
Em alguns destes carregamentos vieram varios
lotes para entregar, para Porto-Alegre ; segui-
rn) mais 400 volumes da Clemenlina por con-
t propria para all se dispdr e oulras pequeas
fraege?.
Fica em ser o carregamento do Julio que
est em despacho, 300 barricis e 50 meias do
Princeza, 100 barrios do Mrquez de Olinda
e 150 barricas e 100 saceos da Theresa I.
Dito mascavo. Entraram 1,028 barricas e 40
meias ditas, que ludo se reolisou de 3S600
4000.
Dito da Baha.Entraram 795 barricas braoco
469 ditas mascavo, viudo na Formse 374- bar-
ricas braneo e 61 dits mascavo, cuja carga se-
smo para Pelotas. No Vingador 188 barricas
braneo e 169 ditas mascavo, que se realisou o
melhor braneo 5*. e mascavo 3*800 rs. No
Surpreza 233 barricas braneo e 239 ditas mas-
cavo, que peles suas boas qualidades alcancaram
de 4j4O0 at 50400, e o mascavo 3*800.
Hontem emrou mais na barca Conceigao
620 barricas braneo e mascavo que a nica car-
ga e existencia com que iicamos.
Cat.Entraram 291 saceos, incitando eoeom-
mendas e venderara-selOO saceos a 6,800 rs., 50
7,500 rs.,40 7,100 rs., 60 de urna existencia
do mez passado 7,000 rs. Ficam em ser cerca
de 60 saceos, sendo parte devido s altas pre-
lengoes.
Caxags.Das 284 pipas que entraram, 40 pi-
pas da Formse seguiram para Pelotas ; 10
pipas da Clemenlina, 70 do Vingador. 60 do
Surpreza e 10 do PrinCeza (oram vendidas
140,000 rs. Ficam em sr 94 pipas da Concei-
gao e urna existencia antiga de 30 pipas.
Farinha de mandioca.Para o coosumo da
praga recebemos de continuo de Porto-Alegre
supprimentos muito regalares e conservou sem-
pre o prego bordo de 3,200 3,300 ris o
sacco.
Feijo.Foram mais resumidas as remessas
que tivemos; subi um pouco ltimamente, rea-
lisaodo-se as ultimas partidas 11 e 12,000 rs.
bordo.
Fumo.Entraram 183 rolos, sendo 10 poren-
commenda, e o restante vendeu-se, 23 rolos
15,000 rs., 150 de 15.200 rs. e 15,500 rs. Seguio
para Porto-Alegre a existencia que iem do mez
passado de 180 rolos.
Nao ha existencias em primeiras mos.
Goiabada.Das 20 caias que entraram com
latas, venderam-se 12 caixas de 1,000 rs. at
1,200 rs. a lata.
Ficam em ser 8 caixas.
Em tijollos nao ha em primeira rao e muito
pouco no retalho. Sao procurados.
Melado.Vendeu-se a existencia que havia de
50 60 barris 17,000 rs.
Milho. Mercado muito abundante e ultima
venda bordo de 3,000 3,200 rs. o sacco.
Vinagre.Vendeu-se o resto da partida do
Henrijuela a 45,000 rs. a pipa.
Nao ha em primeira mo.
Xavios despachados para Pernambuco de 1 28
de margo.
Barca Saudade, com 11,000 arrobas de ear-
ne,84 do sebo e 129 de graixa.
Brigue Machado l, com 8,654 arrobas de
carne e 113 de sebo.
Dilp Eliza. com 7,621 arrobas de carne, 50
de graixa e 150 de sebo.
Dte Invencivel, com 40,199 arrobas de car-
ne, 138 de sebo, e 30 saceos farinha de man-
dioca.
Patacho Barros I, com 14,152 arrobas de
carne, 23 barris uiuhas.
Escuoa Cigana, com 4,527 arrobas de carne,
ICO de graixa e 56 de sebo- 1
(Commerctai).
IB.
pagem 9, cefga A,83$ barricas cem kacalho; a
ordenr.
Rio de'Janeiro23 dias, barca nacional Rio de
Janeiro, de 270 toneladas, capito Joaquim
Cardoso, equipsgem 12, em lastr ; a Azevedo
& Mendes.
Navios eahidot-no mesmo dia.
Porto do sulVapor nacional Cruzeiro do Sul,
com mandan te o capito de mar e guerra Ger-
vasio Mancebo.
Porto do norte Vapor nacional Parata, com-
mandante o capitio-tenente Jos Leopoldo de
Noronha Torrezao.
Canal pela Parahiba Barca ingiera Favorita,
capito John Penton, em lastro.
Rio de Janeiro Hiate nacional Artista, eapHSo
Joaquim Jos Alves das Neves, carga aasucer.
Observacao.
Fundeou no lamaro um patacho inglcz, mas
nao tevecemmunicago com a torro.
5'
ir.
n
w
"0
es
S
3
-s-
01
s s
-4

00

00

Atfuospker:
Oirecao.
Intensidad*.
Fahrenheit.
Centgrado.
~ 2 8 SS I Hvarometro.
o
a I
Cisterna hyaro-
me trica.
-a
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en
O
o
i
i
o
3
1 Francez.

O
O
o

o
O
Inglei.
O
ce
IB
n
A noite do sguaceiros, vento variavel do qua-
drantedoSEateas4h. da manha que rondou
para o terral.
OSClLAfAO DA HAR*.
Preamar as 10 h. e 18' da manha, altura 5,6 p.
Ba'"mar s4 h. e 30' da tarde, altura 2,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de
abril de 1861.
Romano Steppl,
Io tenesote.
Ediiaes.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimentodo artigo 7." do regulamen-
lo do collegio dos orphos de Sania Thereza e
ordem da Exm. Sr. presidente da provincia de 5
do corrente, manda fazer publico, que no dia 25
do mesmo mez, permite a junta da fazenda da
mesraa thesouraria, vo a praga, para serem ar-
rematadas aquem mais der a renda dos predios
abaixo declarados, pertencentes ao patrimonio
dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II, se-
Rundo andar............... 482,000 por anno
N. 1. Ra do Queimado,
'"i1........................ 331,500 por anno
N. 2.Ra do Imperador, so-
brado dedousandareseloja. 1:601,000por anno
N. 4.Largo do Paraizo, so-
brado de dous andar loja. 901,000 por ann
N. 5.Ra das larangeiras,
casa terrea................. 204,000 por anno
N.8.Ra Velha. casa terrea. 202,000 por anno
N. 9.Ra da Gloria, sobra-
do de um andar e loja.....1 001,000 por anno
N. 10.Ra d S. Gongalo,
casa terrea................. 182,000 por anno
N. 11.-Ra de S. Gongalo,
casaterrea................. 182.000 por anno
M. 12.-Rua do Sebo, casa
terrea ......................
N. 13.-B.ua dos Pires, casa
lerrea ......................
N. 14.Ra do Rosario
Boa-vista, casa terrea. ...
N. 40.Ra da Lapa, casa
lerrea......................
N. 41.Ra da Lapa, casa
terrea...........
Seeruiar thesnuwrfs provincial de frer-
nambaco, 11 de abril de 18.
O secretario
A. F. da Annanciaco.
- O Illm. Sr. inspector da thesor/raria pror-
eaai saaada fazer publico, para conhectmenio dea
rendeiros e fcreiros de propriedades perlenceslea
o patrimonio dos orphos desta cidade. que de-
vea pagar aeus dbitos directamente nesta ine-
m !?" cSnu! e *ue' M ol0 "*erem, *r
es meemos dbitos remeltidos para juizo, afim da
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o presente
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
proviucial de Pernambuco, 5 de margo de MW.
O secretario
A. F. d'Annunciago.
U illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumpnmento ao trt. 7 de regulament
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. 8r. presidente da provincia de & da
corrente, manda fazer publico, que no dia16 de>
maio prximo futuro, perante a junta da fazeade
da mesma thesouraria, vo praga para serem
arrematadas quem mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados pertencentes ao patriae-
nio dos Jilos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea,
67 Casa terrea.
Casa terrea.
Casa terrea,
por anno. .
idem idem .
Ra dos Burgos,
por anno. .
idem idem .
Ra do Vigario.
dous andaras e
122*000
81JD00
2K>$0OO
125*000
loja,
84
91
92
93
602S00O
8753*000
753*000
1911000
200J00O
162*000
168*000
da
B
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 18.
Terra-Nova 31 dias, brigue ioglez ia5eftV
M'Lea, de 128 to&tUdaa, capUa F. leu equi-
160,000 por anno
103,000 por anno
201,000 por anno
152,000 por anno
182.000 por anno
N. 01.Ra da Cacimba, casa
,erres..................... 300,000 por anno
As arrematages sero-feitas por lempo de ires
annos a contar do Io de julho de 1861 a 30 da
junho de 1864.
As pessoas que se propuscrem a estas arrema-
tiges comparegam na sala das aessoes da mesma
junta no dia cima declarado pelo meio dia com-
petentemente habilitados na forma dos artigos
abaixo.
E para constar se mandou afxor o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
uambuco 9 de abril de 1861
O secretario
Antonio F. d'Annunciago.
Arl. 7 do regulamento da thesouraria.Os
contractos de arremalago de renda, que impor-
tara em mais de 2:000*000 reis, sero effectuados
sob a garanta de dous fiadores, idneos, que te-
nham bens de raiz na cidade do Recife, ao me-
nos um delles urna vez que o outro seja notoria-
mente abonado.
Artigos do regulamento interno da thesouraria
Arl. 16. Os documentos comprobatorios das ha-
lilagoes dos arrematantes, e os que devem provar
a idoneidade dos fiadores sero apresentados na
sesso da junta anteriora de arremalago, para
serem tomados em consideragso, resolver-se so-
bre aQanga e admita-so o licitante.
Arl. 17. As licitages seio oflerecidas em car-
tas feichadas com o sobscripo proposta para a
arremalago tal. Estas cartas sero com a pre-
cisa antecedencia langadas pelos licitantes na
caixa do correio, e recebidas na occasiao da arre-
malago, do administrador desta repartico, por
um empregado da thesouraria para serem abertas
em junta na presenga de todos os licitantes.
Conforme O secretario
A. F. "Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento do artigo 7 do regu-
lamento do collegio dos orphos de Santa The-
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do corrente, manda fazer publico
que no dia 6 de junho prximo vindouro, peran-
te a junta da fazenda da mesma thesouraria,
vo a praga, para serem arrematadas a quem
mais der a renda dos predios abaixo declarados
pertencentes ao patrimonio dos dilos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II,
salla do Io andar........ 180.000 por anno.
N. 95.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 236.000
N. 96.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 157,000
N. 97.Rui do Pilar,casa
lerrea.................... 161,000
N. 98.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 224,000 >
N. 99.Ra do Pilar, casa
te/rea..... .............. 167,000 >
N. 1*0.RuadoPiiar.casa
.terrea.................... 162.000
N. 101.- Ra do Pilar,
casa terrea-............ 181,000 a
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea!.............. 162,000
N. 103.- Rus do Pilar,
'trras.............. 181,000
N. 104. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 172,000 a '
N. 105. Ra do Pilar.
casa terrea.............. 170,000
N. 1.Estrada do Pama-
merim. sitio............ 500,000
N. 2.Estrada de Paraa-
merim. Mlis............< 120,000
N. 3 Estrada o Rosari-
nho, sitio .............. 321,000
N. 4.-Eelrada da Miruei-
rarsttjo.................. Vf&n
N. 5.^-Forrro da Cal, sitio 352,000
As arrematages serio feilas per
3 annos a contar do Io de julho de 1861 a"30de
junho de 1864, e sob as ceudicees consientes
do edilal de 9-do corrente.
E para coestar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
72 Sobrado de
por anno.
Ruada Senzala Velha.
79 Sobrado de dous andares e lo>a,
por anno........
0 Sobrado de dous andares". o loja,
por anuo......,
81 Lasa terrea, por anno. .
82 Casa terrea, idem idem ....
83 C^sa terrea, dem idem ....
Ra da Guia.
Casa terrea, por anno ....
Ra do Pilar.
i-'sa lerrea, por anno.....462O0O
tasa terrea, dem idem .... 162*000
Lasa terrea, idem idem .... 172*000
34 Lasa terrea, idem idem : .. 253*000
As arrematages sero feitas por lempo de 3
anu.us .a contar do Io de julho de 1861 a 30 de
Jr. 1 a I8?* e 80b condignos constantes de
edilal de 9 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco. 11 de abril de 1861.O secretario, A.
r. da Annunciago.
O lente da armada Manoel Estanislao da Costa-
juiz de paz do 2o dislricto da freguezia de S.
rrc Pedro Gongalves do Recife, et-. ele.
Fago saber aos que a presente carta de edicto
virom que por parte de Manoel Martins de Car-
rv\me feiU elce e theor seguinle :
Diz Manoel Martins de Carvalho, que quer fa-
zer noticar a Joaquim Ferreira de Souza, para
que em coociliago lhe pague a quantia de 760*
rs., importancia a saber: 400* rs. de urna letra
aceita pelo supplicado e hs muito vencida, alm
dos juros, e 360* rs. de alugueis de seu sobrado
e loja do mesmo, aonde tinha o supplicado pa-
daria, sob pena de proceder-se a revela na for-
ma da le, e porque o supplicado se acha ausen-
te era lugar ignorado, requer a V. S. o admita a
justificar a ausencia, e sendo quanlo baste, a i.ul-
gue por sentenga, mandando passar ediiaes por
nove dias, afim de por elles ser o supplicado ci-
tado para a conciliago. o supplicaote declara
que o predio cima declarado na ra da Guia
do bairro do Recife.
Pedeao Illm. Sr. juiz de paz lhe delira.E R.
MeD. Antonio de Locio o Silby.
mais se nao eootinha em dita peligo, na
qual dei o despacho seguinle :
.oU8liD.$ue- 2 d'9trcio do Recie 12 de abril
i Sul.- Estanislao da Costa.
Em virtude do qual despacho, produzio o sup-
plicante suas testemunlias, sendo-me os autos
conclusos, dei a sentenga do theor seguinle :
Julgo por sentenga a justifieago de folhas a
folhas, e mando que se passe a carta de edictos
requerida por nove dias. pagas as cusas pelo iue-
tiDcsnte.
,ofe2und0 dislricto do Recie, 17 de abril de
I8g|,Manoel Estanislao da Costa.
Nada mais se continha em dita seBtenga aqui
copiada por bem da qual se passou ao justifican-
te a presente carta de edictos com prazo de novo
das, pelo qual ae chama e cita ao referido Joa-
quim Ferreira de Souza, paro que dentro do dito
prazo comparega por si, ou por seu bastante pro-
curador na primeira audiencia deste juizo, qu
lera lugar a immediata, depois de lindo o referi-
do prazo, para se proceder aos termos de conci-
liago na forma e petigo supra transcripta.
Pelo que toda e qualquer pessoa, prente a
amigos do justificado o podero fazer scieute do
que cima fica exposto, afim de que oo fique*
indeferido.
O porteiro deste juizo publique este nos luga-
res mais pblicos desta freguezia, o affixar pas-
sando certidao em forma, e ser publicado pela
impretisa.
Dado e passado nesle 2o dislricto da freguezia
de S. Frei Pedro Gongalves do Recife, 18 de abril
de 1861.
Eu Antonio da Silva Reg, escrivo,
crevi.
Manoel Estanislao da Costa.
e es-
.
I
tempo
de
Deelaracoes.
Inspecfao do arsenal de marii
Faz-se publico que a comroiaso de peritos,
examinando, na forma determinada no regula-
mento, acompanhando o decreto n. 1,324 de 5
de fevereiro de 1854, o casco, machina, caldei-
ras, apparelho, mastreago, veame, amarras, o
ancoras do vapor Iguarass da corapanhia Per-
nambucana de navtjgacao cosleira, achou tudo
em estado regular.
lnspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 18 de abril de 1861.
Eliziario Antonio dos Santos.
Inspector.
Directora geralda instrueco
publica.
Paco saber que o Illm. Sr. Dr. director geral
interino designou o dia 22 do correnle, pelas 10
horas da manha, para o exame de verificago de
capacidade para o magisterio, das oppositoras s
cadeiras vagas de instrueco elementar.
Assenhoras que para sse fira se inscreveranx
no prazo marcado no edital de 8 de marco, sao
convidadas a comparecer nesta repartigo'no re-
ferido dia e hora.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 16 de abril de 1861.
Salvador Henrique de Albuqu erque.
Secretario interino.
Couselho administrativo.
O conseno administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem do comprar os objec-
tos seguintes:
Para o fardameoto do corpo de guarnigao da pro-
vincia da Parahiba.
1211 bales grandes lisos de metal amarello.
383 ditos pequeos dito de dito.
84 grosas de botos prelo de osso.
153 pares de eolebetes pretos.
600 varas de brira da Russia.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente aa
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 22 do
corrente mez.
Sala das sessdes de conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 do
abril de 1861.
Benlo Josi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Friat Villar,
Majar vogal aerviodo de secretario.
Caixa lilial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
annofiuctV, vfi-ie proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituirlo das notas de 20$ da emissao
da metoaa cajixa.
Gfti filial no Recule aos 20 de s*aa-
eo de aiflil.Operatorio Ja Aroctewa
Francisco Joto de Barros,


<<)
DIARIO OS ftlttMUJCO. t. SEXTA FMAA 10 DE ABRIL DE 1811.
Conselhosde compras navaes.
Tendo de ser promovida a compra do material
da armada abaixo declarado, manda o conselho
Tater publico, qucter ino lugar era sessio de
20 do andaote mez, mediante proposlas recebi-
dai al is 11 horas da manha do mencionado
di, acompanhadas das amostras dos objectos:
Para oa navios e arsenal.
Alraiade 6 araoiis.
"^ara os navios.
Castas de coco 100. cabo de manilha de 5,6 Itf
e 7 pollegadaa 3 pegas, lona ingleza estrella 31
peQts, piassava 60 molhos.
Para o arsenal.
Cobre de 8/0 em folha 4 lentes.
Para a companhia de aprendizes artices.
Talheres 6 duzias.
As coodiges para effecUar-se a compra sio
ba mu'ito conhecidas pela pdbcaco.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco, em 17 de abril de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectoi
seguales :
Para a botica da colonia militar de Pimenteiras.
4 libras de gomma arbica em p.
16 libras de cevada limpa.
4 arrobas de assucar refinado.
16 libras de flores de borragem.
8 garrafas de zarope de gomma arabics.
2 garrafas de xaropes de chicoria composto.
6 garrafas de espirito do vinbo.
4 Horas de agua de flor de larangeira.
2 ongas de extracto gommoso de opis.
2 libras do ether sulphurico.
2 libras de ludano liquido de Sedynham.
6 garrafas de' vinho Madeira branco.
6 ongas de tintura de nosvomica.
6 vidros de magnesia de Henry.
12 caixas de sedelites.
12 garrafas de oleo de Ruine.
6 garrafas de oleo de amendoa doce.
2 oncis de oleo de crotn tegliam.
1 libra de mercurio doce.
4 libras de ungento rosado composto.
2 libras de caro priora*
4 garrafas de rob ant-syphlilicode Laffecleur.
1 libra de tintura digenciana.
1 libra de tintura de mirra.
1 libra de tintura de beijoim.
12 libras de lnhaca em p.
1 libra de alcatro.
4 libras de uoguento Eleme.
4 libras de baoha de porco.
8 libras de polpa de tamarindo.
12 vidrcs de oppio-deldoch.
4 libras de linhaga em grao.
8 libras de pommada de saturno.
4 libras de pommada alvissima.
6 seringas de gomma elstica grandes cotn pipos.
8 seringas de gomma elstica pequeas com
pipo?.
2 libras de flores de rosss.
8 libras de dos de lioho.
6 ongas de chloroformio.
2 libras de sabio branco.
6 cuvados de flauella.
1 pedra de afiar.
1 sacca-rolha.
12 pennas de lapis.
1 grosa de pennas d'ago.
2 facas elsticas maior e menor.
12 libras de mostarda em p.
2 libras de pommada mercurial.
Para a colonia de Pimenteiras.
1 bsndeira grande de Alele com armas impe-
riaes.
1 adrica para a mesma.
1 panno de cruz para esquife.
1 lampeo de praga.
2 escrivaniaha de lato sendo urna grande e
outra pequea.
2 castigaes de lati.
1 canJieiro de cobre para quartel.
1 caneco ou coco de cobre para jarra.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 26 do
correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsonal de guerra, 17 de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Hajor vogal servindo de secretario
No dia 8 do correte foi apprehendida, e
acha-se recolhida casa de detencao, urna preta
-de nome Quiteria : quem for seu senhr, compa-
rece na subdelegada do Recif, aonde, provando
pertencer-lhe, se far entrega.
Recife 15 de abril de 1861. Antonio Gomes
Miranda Leal.
Capitana do Porto.
De ordem do Sr. chefe do diviso e capito do
Porto se faz publico que vai- se proceder quanto
antes ao tapatneotoda barreta das jangadas, para
o que previne nao haver uaquelle lugar maia sa-
bidas ou entradas para embarcado alguma.
Capitana do Porte de Pernambuco 15 de abril
de 1861.Joo Nepomuceno A. Maciel, servindo
de secretario.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6- dividendo
de 12500 por accao.
NOVO BANCO
DE
Peroambuco.
DENOMINADA DOS ACTOS. *
1.O novico e o pagem.
2.tO prazo dado.
3.*A maldicao I
4.O throno e o altar.
5.A exniagio.
PERSONAGENS.
D. Affoqso I, rei de Caslella... Tboraaz.
Fernando, novico..............
Balthazar, superior............
D. Gaspar, valido...............
Primero fldalgo................
Segundo dito...................
D. Leonor de Gusmao, a Favo-
rita...........................
Ignez, sua confidente............ D. Carmela.
Um pagem..................... Leite.
Damas, cavalleiros, pageos, guardas, frades e
peregrinos.
Caslella1340.
Os coros sao os meemos da opera
Germano.
Nunes.
Raymundo.
Vicente.
Valle.
D. Hanoela.
Oscenario do primero e quinto actos sao no-
vos, pintados no Rio de Janeiro e aqui retocados
pelo hbil pintor o Sr. Francisco Dornellas.
O priaaeiro acto representa urna galera do con-
vento de Santiago de Composlella ; alm da ga-
lera v-se as arvorese sepulturas do claustro.
O quinto aclo.o claustro do mosteiro de Santia-
go. Noite de luar, cruzes, sepulturas, etc., etc.
E de um magnifico efieito esta scena, e a empre-
za nada poupar para que aeja completa.
Terminar o espectculo com a nova comedia
em um acto,
FEIO DO COBPO E BONITO B'ALMA
PERSONAGENS.
Antonio........................ Campos.
Francisco...................... Valle.
Crispim........................ Mendes.
Mariaono...................... Vicente.
Sargento Culilada.............. Raymundo.
Bernab........................ Leite.
Isabel.......................... D. Auna Chaves.
Bernarda, adela................ D. Jesuina.
Coro de ferreiros, etc.
Comegar s 7 J horas;
Domingo, 24 de abril de 1861.
Recita extraordinaria livre de as-
signatura
Para satisfazer o pedido de grande
numero de pessoas.
Subir scena a excelleote comedia-drama em
dous actos e um prologo martimo
PROBIDADE
Terminar o espectculo com o espirituoso en-
tre acto, executado pela Sra. D. Manoela, D. Car-
mela e Sr. Raymundo,
II CfiSTIEl,
Comerr s7 horas em ponto.
Avisos martimos.
Para Lisboa
o brigue Relmpago sshe impretervelmente a
22 do corrente ; para passageiro, trata-se na ra
do Vigario n. 19, primero andar, com o consig-
natario Thomaz de Aquino Fonseca.
LEILAO
Sexta-feira 19 do corrente.
O agente Camargo fara' leilSo por
mandado do Ex tu. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento des de-
positarios e curadores da massa fallida
de Jos' Fernandes Agr, das dividas per-
tencentes a mesma massa, em seu arma-
zem da ra do Vigario n. 19, as li ho-
ras em ponto. OsSrs. ptetendentespo-
derao examinar a rearao dos devedores
na casa do referido agente.
LEILO
Ao correr do martello.
Terca-feira 23 do corrente as
11 /toras em ponto.
Com lunch.
O agente Camargo fara' leilao no dia
cima mencionado na ra Nova n. 36,
dos artigos seguintes englobado ou are-
talho, a vontade dos compradores, v ist
serena de urna fabrica de chapeos de sol
que o seu dono quer liquidar, indo tudo
sem limite, pelo seu dono querer reti-
rar-se no fitn do corrente mez.
Chapeos deso de seda para humera.
Dito de panno para dito.
Dito de seda para senhora.
Dito de panno para dita.
Perfumaras diversas da mlbor que
existe no mercado.
Bengalas,chicotes e artigos de miudezas
eo melhor que ha.
O agente cima pede aos seus amigos
e fregiuz.es e aos paes de familia que
nao deixem de vir a grande pechincha
no dia terca-feira as 11 horas do dia.
Na mesma occasiao ira' urna excellente
burra para guardar dinheiro; assim co-
mo o apparelho do gaz existente na dita
casa com o seu competente registro,
podendo sercollocado em qualquer es-
tabelecimento sendo elle da companhia.
t fenharj
abaixo declara-
dos que tenham a bondade de compa-
recer a' praca da Boa Vista n, 16 A, a
negocio de seus interesses:
Os senhores :
JoSo Paulo de Lima. -
Francisco Goncalves de Souza.
Jos Antonio de Oh ve ira.
Jos Fiel de Jess Leite.
Jos' Lino de Castro.
D. Faustma Maria Coimbra.
Francisca Adelaide Carneiro
Pablicaces do instituto
tlia do Brasil.
!'-
O brigue nacional Maria e Alfredo segu pa-
ra o RIO DE JANEIRO impreterivelmente no dia
20 do corrente, recebe passageiros somente e es-
cravos: trata-se na ra da Cruz n. 45 ou com o
capito a bordo.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou aj-esgatar as nota
de sua emissao de 10$ e 20$ sem preju-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de indar em 9 de maio do cor-
rente auno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pra*o su po-
dera' ter lugar a substituicSo ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
vo de 10 porcento poreada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Pela .subdelegada de polica da freguezia de
Santo Antonio aehara-se recolhidos presos na
casa de detencao desde 7 do mez corrente por se-
rem encontrados as ras desta freguezia fra de
ora, os pretos : Benedicto, que diz ser escravo
de Luiz Carlos Coelho da Silva ; e Germano, que
diz ser escravo de Joto de tal Bailar : quem for
seus donos, queiram comparecer oeste juizo para
o flm de pagarem a respectiva mulla municipal
depois do que serem sollos. Recife 12 de abril
de 1861.Villaca, subdelegado.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Horeira,
sahir para os portoa do norte at o Cear no
dia 22 do corrente*mez. Recebe carga al o dia
20 ao meio dia. Encommendas, passageiros e
dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 horas
escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
Passageiros para Marselha.
Segu para Marselha al o um do corrente mez
a veleira barca franceza Fraoklin, s recebe
passageiros, para os quaes tem excedentes com-
modos : a tratar com Basto & Lemos, ra do
Trapiche n. 15, ou com o capito A. Bernard, no
armazemdosSrs. J. Hendibour, ra do Trapiche
Novo.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
3.a Recita da asatignatura.
Sabbado 20 do corrente.
GRANDE ESPECTCULO.
Subir i scena pela primeira rez neste Iheatro
o magnifico drama em 5 actos, escripto em verso
pelo Sr. L. A. Bourgain, autor do Pedro-Sem,
Luiz de Cames, Casa-Maldicla e outros,
0 HOSTEIKO
SAtlTlAGO
sjsumpto da opora do maestro Pontoeai
Rio de Janeiro,
o yeleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceigo pretende seguir com muita brevidade,
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaes tem excellentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, no sew
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para a Babia.
A sumaca nacional tHortencia pretende se-
guir com muila brevidade, tem parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
Segunda-feira22 do corrate.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio a requerimento do cura-
dor fiscal e depositario do fallido Anto-
nio Jacintho Pacheco, das dividas do
mesmo fallido, em seu armazem na ra
do Vigario n. 19, as 11 horas em ponto.
Os Srs. pretendentes podeao entender-
se com o agente cima afim de saberem
quaes os devedores e suas moradias.
Transferencia
+1*. DE
Leilao de carros.
Segunda-feira 22 do corrente
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto de dous carros promptos com ca-
vallos na cocheira da ra de Santo Amaro de-
fronte da casa do Sr. Dr. Sabino.
Avisos diversos.
Castro,
homeopa-
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA HOMEOPATHia
Obra iadispensavel todas as
pessoas que quizerem curar ho-
meopathicainente,
. contendo:
A de/inxcao clara dos termos de medicina: as
causas mais freqtentes das molestias: os symp-
omas, porque estas se fasem conhecer : os me-
dicamentos que melhor Ihes correspondem : a
quantidade das dses de cada medicamentos
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das e chronicas: a hora de dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, facadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
eslias conhecidas, principalmente as que gras-
sam no Bratil, qr as pessoas livres, qulr
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasiao
do parto e depois dee: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos
que eslo sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital inleresse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada inteli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgaos mais importantes, que entram na com-
posico ao corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicarn
phisologica e outra mostrando as differentes
regies abdomivaes. (A primeira colorida pa-
ra os senhores assignanles.]
PELO DOTOR
SABINO OLEGARIO LIMERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina horaeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pralica dos homeopathas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais an-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimento, capites de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeltos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa,fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incetar a publicacao visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolveu mudar inteiramente o
plano que havia concebido, e dar toda a expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um aceres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeop-
tica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15$, pagos na occasiao de assig-
ar. (Depois de impresso custar 25>.J
Na livraria n. 6 e 8 da praga da
Independencia ptecisa-se fallar ao Sr.
Antonio Henriques de Miranda.
Precisa-se, por aluguel, de um negro para
cuidar de um cavallo, e fazer algum servico de
ra em casa de pouca familia, e que entenda al-
guma cousa do servico necessario em um sitio pe-
queo ; tendo um moleque para o ajudr : quem
quizer aluga-lo pode dirigr-se ra do Trapiche,
armazem n.o 13.
Os abaixo assigaados previnem aos devedo-
res de Joaquim Moreira Uuerrido, outr'ora esta-
beiecido com loja na ra do Livramento n. 38,
que sao elles abaixo assignados os nicos autori-
sados a receber a importancia das dividas activas
da referida loja.James Crabtree & CAugusto
C. de Abreu.
Instruc^o particular.
O abaixo assignado legalmente habilitado ensi-
na latim e francez, em sua casa, a ultima da ra
da Santa Cruz voltando para a ra da Gloria. Na
mesma casa acha-se aberta urna aula de geogrs-
phia, j bem frequontada : o lente pessoa legal
e convenientemente habilitada, o aproveitamento
ser consequencia da frequencia. As pessoas que
se quizerem preparar para prestar exame co Cm
do anno corram matricular-se.
Luiz Emigdio Rodrigues Yianna.
assaciaco Cg po0tr piuca
ipcvnamlutcatta.
Domingo, 21 do corrente, s 10 horas da manhi.
naver sessao extraordinaria do conselho director.
Secretaria da Associaco Typoa;raDhica Per-
ambucana 17 de abril de 1861.
J. Cesar,
1. secretario:
Da-se pequeas quanlias sobre peohores de
ouro e prata, vencendo cada pataca 40 rs. de ju-
ros por mez ; na Poote Velha n. 10. ah achara
com quem tratar, at a quantia de 100# ou mais.
Aluga-se o terceiro andar da ra do Amo-
nen n. 19, com soto e muitos commodos ; para
ver a chave Ba loja do mesmo.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono desle estabelecimento contina a or-
necer comidas para fra.
Attenco.
O Dr. P. G. Souza Pitanga declara
ao publico que se dirigi a ra do Cres-
po n. 8 para saber a que era chamado
seu irmao o Dr. Jos Augusto de Souza
Pitanga, e que dizenJo o senhor que o
chamou que elle ficou devendo ao seu
antecessor a quantia de 20# poF saldo
de urna conta, elle immedi8*iente
quiz saldar essa conta dando em depo-
sito essa quantia at que dito seu irmao
Ifae declaras* se era ou nao verdade. o
que foi por elle regeitado, e para que
_____ nao ijareca ser outra a questo fez o
loe o. 35, de carross com bois proprlu pa- Pretente annuncio. visto como *eu ir-
(fco da airosas t orro. ImSo se acha em Matto-Grosso.
C0MPAMH4 PERIIBGaIU
DR
Navegaco costeira a vapor
O vapor fPersinunga, commandente Moura,
segu para os portosdo sul de sua escala no da
w do corrente mez s 4 horas da tarde.
..e;Cebe c!rg.a l dia 19 ao neto di- Pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida s
horas; Escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
Leiles.
LEILAO
DE
(jarropas e bois.
Sexta-feira 19 do corrente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima 11
horas m ponto em seo armazem na roa do Im-
perador _
ra o
Acha-se igualmente em via de publica-
cao a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
00
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediejio em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposicio das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demons-
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignatura de 8g pagos na occasiao de as-
signar. [depois de impresso custar 12 pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, que nao for acompanhada
d* respectiva importancia, nao ser considerad!
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo] n. 6.
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas estao perfeitas, e o
pre?o convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Cartoes de ditos a 20 rs.
Groza de pennas de ac muito Anas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa com 0023500.
Groza de botSes de louca a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com li2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com ph< sphoros especiaes a melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
Pe5 de franja de Iaa muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs.
Iscas para aceder charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a iijk
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 33.
Pares de luvs de fio de Escocia a 320.
Uassos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar peona a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs,
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 rs.
Cordoes para espartilho a 80 rs.
Caixas para rap muito finas a 1$.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Vepde-se urna morada de
terrea muito bem construida,
da e parte assoalhada, muito
para um sobrado, em toa ra
ro da Boa-Vista : a tratar na
matriz da Boa-Vista casa n. 13 das 6 as
9 da manbSa e das 3 as 6 da tarde. .
i: esquadro de
cavallaria.
Na loja de Gnimaraes & Lima, na ra
do Crespo, tem para vender casemira
meselada, propria para calcas' das pra-
vas do 1- esquadro de cavallaria.
N. 35-Rua larga do Rosario-N. 35.
Acha-se recentemente chegado nesta cidade
Francisco Jorge da Silva Paranhos. dentista de
Lisboa, (discpulo do celebre Desirabode) tem a
honra de offerecer aos Ilustrados habitantes des-
ta cidade e seus suburbios os trabalhos concer-
nentes sua arte, que executa com a maior de-
licadeza e perfeicio, limpa os denles ainda os
que se acharo com o trtaro mais inveterado, dan-
do-lhes alvura primitiva sem lhe alterar o es-
malte, assim como os fistulados, ainda aquelles
desprezados por outros sem o maior soffrimeoto
do paciente, chumba com as massas mais acre-
ditadas al hoje, enlloca os artiuciaes terrometa-
licos, incorrupliveis, e diapbanos, assim como
acerta e indireita os disformes, e separa os caria-
dos dos saos afim de evitar-lhes o contagio.
Pede-so ao senhor que indo a urna loja na
ra do Crespo, levou por engao uns papis que
eslava era cima do baldo da mesma loja, inclu-
sive o titulo de um terreno de marinha, perton-
cente aoSr. Pedro de Alcntara dos Guimares
Peixolo. e urna carta dirigida ao Sr. Raimundo
da Silva Maia, podendo entregar na lypographia.
Precisa-se de urna ama para cozinhar; na
ra do Rangel n. 11, loja.
Precisase
de urna ama que entenda sufflcienteraente do tra-
balho de cozinha : na ra larga do Rosario, loja
numero 22. '
Ama
Aluga-se urna preta que faca todo o servico de
urna pequea familia, tambera se compra se*con-
vier : a tratar na taberna grande da Soledad*.
.--Precisa-se saber onde existe nesta provin-
cia Mana Thereza, natural da ilha de S. Miguel
freguezia de S. Vicente Ferreira, para negocio d
seu inleresse, annunciando oor este Diario.
Notice to members of the Bri-
tish Clerks Prevideat asso-
ciation.
A meelingof the aboveassociation will be held
at the Roouras of the British library on mondey
22 instan!. J *
By order,
.. Erd:In Recey Seck.
Aluga-se a loja com armago da casa da ra
Direita n. 87, propria para qualquer estabeleci-
mento. nao se olhando o prego : a tratar na loia
da ra do Queimado n. 46.
Offerece-se um menino porluguez de 13 an-
uos de idade, paracaixeiro de loja de fazendas, o
qual j Ion pratica do negocio e d fiador sua
conducta : quem precisar dirija-se ao becco Lar-
go o. 6.
Aluga-se duas casas novamente acabadas
em armazem com grandes quintaes com telheiros
tendo urna cambda no fundo, para commodidad
de qualquer ufficiua ou padaria, sita na ra Im-
perial ns. 160 e 162 : a tratar na ra Direita nu-
mero 84.
Precisa-se de urna ama para casa de pe-
quea familia : na ra do Hospicio o. 62.
Ama de leite.
Aluga-se urna escrava com excellente leite ;
na ra da Cadeia do Recife n. 46.
Joao Henriques de Freitas. subdito porlu-
guez, retira-se para Lisboa ao primero naviok
Protesto.
D. Anna Maria Theodora Pereira Daro, viuva
do Uado Luiz Eloy Durao, seus filhos e genro,
previnem ao publico de que protestam contra
qualquer venda ou hypotheca as casas sitas na
ra da Cruz ns. 37 e 45, por se acharem as mes-
mas em litigio contra os herdeiros da fallecida
teucia Antonia de Amorim e outros, e isto desde
KM, sendo que a causa corre pela 1/ vara do
civel desta mesma cidade (escrivo Baptista) e
pelo que sem seu consentimento e mais herdei-
ros se raga negocio algum sob pena de nullidade.
Fugio no da 22 de fevereiro do corrente
anno um escravo de nome Joaquim, de naco,
deidadede4550annos. de estatura regular,
doente do p esquerdo, com falta de varios de-
dos, urna frula funda na sala do mesmo, inlitu-
ta-se de forro, por causa daqualle p consta an-
dar pedindo esmolas pela Boa-Vista, Passagem,
Estrada Nova at Cachang, assim como consta
elle ter um padnoho que escravo da viuva do
Nobre nessa mesma estrada ; quem o pegar le-
ve-o ra das Cruzes n. 22.
Alugam-se efectivamente pretas para ven-
der na ra ; a tratar na ra da Senzala Velha n.
do, primero andar.
Precisa-se de um crisdo bom para o servi-
co de casa de homem solteiro ; paga-se bem : na
ra das Cruzes n.*2, esquina.
Precisa-se de um menino de 14 a 15 annos
e mais, que d fiador a sua conducta : na loja de
chapeos da ra Direita n. 61.
Quem tiver para vender duas escravas mo-
cas de bonitas figuras, que saibam bem pregar
urna senhora, coser e engommar ; dirjase a ra
do Queimado n. 31.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite, preferindo-se
urna que seja desempedda ; na ra Augusta, ca-
sa terrea n. 84.
E' chegado praca da Boa-Vista, loja de
cera o. 9, vindo de Lisboa pelo brigue Relm-
pago, um completo sortimento de bogias das
melhores que vem a este mercado.
Hoje sexta-feira, 19 de abril, pelas 11 ho-
ras da manha, na casa da audiencia do juizo de
orphos, ser a ultima praga da arremataco do
sobrado da ra da Guia o. 53, no estado em que
se achar. por 5:200, por execuco contra Joao
Athanasio Das.
Qaem tiver urna casa terrea ou sobrado de
um andar com bom quintal e commodos para
urna familia, que nao 6 pequea, para vender,
pode procurar no caes do Ramos n. 32, que se
dir quem compra.
Precisa-sede urna mulher portugueza para
ama de urna casa de pouca familia, que saiba co-
ziohar e engommar ; a tratar na ra de Apollo
n. 1, primero andar.
Joao Duarte de Macedo, Pottuguez, vai
Europa.
Aluga-se um escravo proprio pera todo o
servico ; quem pretender, dirija-se a ra Direita
n. 14, esquina que volta para S. Pedro.
200
rs.
Gravatinhas de froco para meninas; na ra do-
Crispo O. 16.
Para casamentos.
Botinas e setim branco para senhora; na lo-
ja do vapor, ra Nova n. 7.
RuadoQueimadon.l.
Ha pata.vender algodo com toque de avaria,
diversas quahdades e precos.
Veade-se um par de bancas e orna mesa
para escriptorio. tudo de amarello, e um touca-
dor de Jacaranda ; trata-se na ra do Arago nu-
mero 32.
Ra largado Rosario
n. 38, passaudo a botica do Sr.
Bartholomeu, a segunda lo-
ja de miudezas.
Linhas brancas de Pedro V e carlo de 50 jar-
das a 20 rs., de 200 jardas a 60 rs.. linhas de
carretela a 360 rs. a duzia, o carrinho a 30 r
linhas de carrinho finas do n. 80 a n. 200, de 100
jardas, carrinhos de 200 jardas, com pequea
avaria, a 60 is o carrinho, dita fina de 200 jardas
de n. 120 a n. 200, a 60 rs. o carrinho, linha
muito boa. luvas de seda para senhora com pou-
co mofo a 50O rs. o par, e a 4j80O a duzia, ba-
laos proprios para compras a 3* e 39500 cada
um, linha do gsz de todas as cores, botes do
louca para camisa a 240 a grosi, e a 30 rs. a du-
zia, ditos de madreperola a 60 rs. a duzia, a gro-
sa a 600 rs., ditos muito finos a 120 e a 160 rs. a
duzia, baralhos de cartas a 320, 400 e 500 rs. o
baralho, muito finas, franjas de cores para cor-
tinados, ditas de seda para vestidos, ditas pretas
com vidrilho, tudo muito em conta, e s vista
dos compradores se dir o preco destas franjas,
por ter grande porgo de varias qualidades.
Uvas.
Chegaram as bellas uvas da ilha de Ilamarac,
ao deposito da ra estreita do Rosario n. II.
Queijos do Sirid.
Chegaram os frescaes queijos do Sirid, ao de-
posito da ra estrella do Rosario n. 11, o vnde-
se em conta.
VELAS
DE
cera de carnauba*
Vende-se a 13j> a arroba, e a 440 rs. a libra ; na
ra da Roda n. 48, sobrado.
gaseasge agMeeeeaes am^mu
JL i I
4 fama triumplia. |
Os barateiros da loja
Encyclopedica i
DE
Guimares fe Villar.
|Rua do Crespo numero 17.9
Vendem riquissimos chapeos de seda
brancos para senhora a 15J, admiravel
a pechincha.
i Riquissimos chapeos de palha da Ita-
ha ricamente enfeitados a 28jJ e 35JJ.
Para a quaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por precos baratissimos.
Gros pretos de todas as qualidades pe-
i los pregos de 1900, i$, 2J100, 2^700 o
, covado affiangando-se ser estes pregos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em outra parte:
Ricos enfeites imperatriz o melhor
que tem vindo a provincia.
\ Cortes de colletes de velludo preto
i bordado a 5J o corle, incrivel s se
I vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo baralissimo prego de 280 rs. o co-
vado, affianga-se serem to boas fazendas
que muito se lem vendido s primeiras
pessoas da provincia. *
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas a pega por 6500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
bados por 35g, cortes de las a Garlbaldi
a 10# com 25 corados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 5?.
Saias bordadas a 2$200 cada urna.
Ditas bordadas a 49 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 30$, sahidas de baile o que ha de me-
lhor, espartilhos de todas as qualidades.
Grande sortinienio de
roupas feitas, sobrecasacas, paletots, col-
letes, caigas, camisas, seroulas. meias,
grvalas etc.
Calcado Meli
ltimamente chegado de Paris, incrivel
i| s se rendo.-
Mudanca.
casa
traveja-
propria
do bair-
rua da
Maria Joaquina de Sant'Anna, florista, mora-
dora na ra do Queimado n. 2, terceiro andar,
faz sciente aos senhores armadores e ao publico,
que se acha morando na ra da Roda n. 48, so-
brado de um andar, onde contina em seus tra-
balhos de flores, bolos e adornos para as se-
nhoras.
Pede-se ao Sr.J. M. de A. L, esludante do
5. anno, que teoha a bondade de vir pagar o que
deve na ra dos Pires n. 34, do contrario ver
seu nome por extenso.
Na ra das Aguas-Verdes n. 100. engom-
ma-se com toda a perfeigio ; adverte-ae s pes-
soas que quizerem mandar engommar na dita
casa, que s se recebe roupa lavada. '
C#mpram-se moedas de ouro de 201; na
ra Nova n. 23, loja.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda : na
ra de Agoas-Verdes n. 42.
Escrava venda, j
Vende-se urna escrava crioula de 25 a 28 an-
nos de idade, cozinha e engomma alguma cou-
sa, compra e vende muito bem na ra,- a tratar
na ra de Agoas-Verdes o. 26.-
VENDA.
Pianos
Saunders Brothers 4 C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. U
alguna pianos do ultimo gosto recentiment
ehegadoe dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood & Sons do Londres
muito proprio o ara este clima
n
com
para o mato
Ufierna.
quem pretender dirija-se mesma
3-Roa estreita do Rosario-3 .
S Francisco Pinto Ozono continua a col-
^ locar denles arlificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
^ cebo paga alguma sem que as obras nao
0 fiquem a vontade do seos donos, tem pos
o outras preparares as mais acreditadas
2 para conservagao da bocea.
coberts
-FranciscoJerreira, tendode se r """"""li'SS!?" *V" ""** 5'
fra. vende su. taberna da roa NovTm. LVP*leB,lf ingfe f*n h#"?.
m bastantes fregueses, tanto para a tona como memores fabrican tas de Liverpool, vin-
darMPtftimo paquete
SoniballlWorCs
t#
iyloz
en casa da


MAMO DE PS&N4I
.
SEITA FEUU 19 Di ABRIL DI 1861.
CGNSCJIilldffJ0
MEDICO
AD
3 RL A PALOilIA, l^ADOFl ^D V03
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moicoso ii consultas todos os das pela manhia, e de tardedepois de 4
horas. Contraa partidos para eurar annoalmente, nao sopara acidado, como para o ensenos
o outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos i sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualqner horado diaoada noite, sendo por escriptoem que se declare
o nomo da pessoa, o da roa e o numero da casa.
Nos easos que nio forera da urgencia, as pessoas residentes no bairrodoRecife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou i loja de
jivros do Sr.. Jos Nogueira de Souta na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuocianle aehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos prejos seguintes:
Botica de 12 tobos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos............, 209000
Dita de 48 ditos................. 257000
Dita de 60 ditos............; 809000
Tubos avulsoscada ura.........'....' 19000
Praseos de tintaras. .::............ 200O
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzco em poriuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Meraes. ,....... 6900t
ARMAZEM PROGRESSO
DE
.
Largo laPeiilia
O prprietario deste armazem par-
ticipa aos seos numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sorlimeuto de'geoeros os melhores que tem viudo a este mercado e por ser parte delles
viudos porconta propria, vende-os por meos do que em outra qualquer paite.
Mantelga inglea perteitamente flor. m rl a libM|, em b_
rnl se far algum abatimento.
nlameiga iraneeza a mais nova que ha no mercad0 yende-se a 720. a nbra.
^U*01'^ ^Y8011 e PTet0 os melhores que ha oeste genero a 2J500. 2S e
1J600 rs. a libra. *
4|aeijos aameagos chegados nesle nUimo Tapor de Europa s 1#600 rg em
cao se far algum abatimento.
" J S*18S0 recentemeote chegado e de superior qualidade vende-se a 6*0 rs. a
v f.. .08 ffielhores que tem viudo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento.
Calxlolias com urna e Auas libras 6legantemenle eDfeilada8 contendo
differenles quahdades de confeilos, amendoas cobertas, pastilhas etc., etc., o que ha mais
proprio para mimo a 1$ cada urna,
Passas multo novas em ca1 com 14 a 151brag Tende.se u-ncamente no Pro.
gresso a 29 cada orna.
lUglftXa a mas D0Ta que ha no mercado, veode-se nicamente 00 ar-
mazem progresso a 35000 a barrica e a retalho a 240 rs. a libra.
VmeiXaS traneezaS a 480 a 1Lbraem por5a0se far algum batimento.
aT,l ?;? *mPet^a^ do afamado Abren, e de outroa muitos fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
L,atas com bolaeulalias de soda vendese a ls600 cada uma com
dinerentes quahdades.
IjllUCUlUie 0 mals superor que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
Iliaca de tOmatO mlatde.1UbraalD0V, ba Q0 mercadoa900r9. a
libra.
PeTaS SeeCaS eBJ C0Dd6Ca8 de s libras per 3500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas franeen s e inglesas as mais nom que ha por erem ?in.
das em direitura a 800 rs. o frasco.
Aletria, maearrao e talnarlm a m a bf. t em caila9 d< ar.
roba por 80.
Palitos de dent lindas em BOlh08 com 20 mcilih08 pof mm
Toneinno do LAsfaoa 0 mai8 n0T0 ha no mercad9,320 rg. a libra tm barr1
a arroba a 9g.
Ir reSUliXO mviio ooyo Tende-se para acabar a 400 rs. a libra,
... yalOS 0 que ha de bom Reste genero per serem muito noves a 560 rs.
a libra.
Bauha ae poreo refinada. Bla6.lTa que pode fcaw O0 mercad0 ,ende.M a
480 r. a libra e em barril a 488 rs.
IaUs eom nelie de posta Dreparad0 da melhor mroita pos8ivel dM jnelho.
res quahdades de pefxe queba em Portugal a 1500cada uma, assim como tem salmao e
lagustinha em latas menores a '900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
quahdades dos melhores fabricantes de Sao Felw. champanhe das mais acreditadas marcas
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor raacez de todas as quahdades, azeite doce pu-
rificado i1Sj garrafa, nozes a 380 ra. a libra, ervilhas franceza, tructa em calda, azeilonaa
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo tudo de superior qualidade.
CONSULTORIO ESHCIAL H(flMlC0
DO OOUT
D SABINO 0. L. PfMHO.
Ra de Santo AmaW (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos oa das uteis desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguintes molestias :
molestias dat mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphiliticas, todas ai especies de febrts,
febre intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOilEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos bomeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa. in-
falliveis em seus effeitos, Unto em tiotura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os mediesmentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carleiras sao scompsDhadas de um
irapresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico braeileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carleiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora teoham na lampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaes, todo com a superiori-
dade e-perfec,3o que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Perdeu-so o neto bilhele da 4.a parte da
4.a e 1.a da 5.a lotera da matriz de S. Pedro Mar-
tyr de Olinda n. 1512 ; rogase a quem o achoa,
querendo restitui-lo a seu dono, entrega-lo no
pateo do Tergo n. 10.
Cura certa das hydropesias.
as mirrhas viagens pelo centro das provincias de ^ernam buco, de Sergiae e Alagoas ra
empregado pelogov-eroo em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicBa em diversas localida-
des, tuieiperimeDtando as plantas do paizom muitas molestias, administrando-as em dses ho-
meopathicw com maisou menos proveito, perm sempreoom certeza de que nao pjeiudicava aoe
meus doeniee. r "*"
, Veettto numero de molestia*, que Uve de IraUr, uma classe me mereceu muita attencao
1 a a hT"* ^0m qU BppaMC0' como peU mortalidde que apresenta. Esta classe de
Tive de tratar de muitas hydropesiaa, por todos os meaos conhecidos, mas os resultados nao
correspondiam a minha eartacttva ; tendo porm conhecimeato de uma planta, que havia produ-
duzdo boas resultados em Iguns cases, tralei de estudar os seus effeitos e oa verdade tive o nra-
zer de ver que e ella um especirco poderoso no ourativo das hydropesias.
Sendo pois as hydroj>esias, qur activas, qur passivas doaumero das molestias mais terriveis
que afrectasB a nossa populacao e que grande numero de victimas ha feito em todos os temos
julgo ter prestado um grande servijo a humanidade.com a dosceberta de um agente tao poderoso'
que nenhuma so vez me tem fslhado, anda mesmo Na ascitis (bydropesia de rentre] costamam extcahir o liquido por meio da punecao mas o
liquido que se extrae nao a causa da hydropeaia, Ue a constilue ; a experiencia tem mostrado
11A Afn aliiiH ~ >^i Aii.f. A ^^ >f > _lSt af
,que a extraccao do liquido que constilue a aaeitts um meio palliatiro com o qual d-se em verda-
ilgom aliivio ao doeote, maa se empeiora o seu estado ; por quaote sempre ou auasi
JiqUldO *o ranwnA..- a ia _.!_ :J_____________:. j:__l. _.*
de ala
sempre o
para
livio ao doeoie, maa se empeiora o seu estado ,
se reprodz com muito maier rapidez, aa ratao directa'das operaces que"se repetTm
Oaasi sempre a ascUas ymptema da lososte urna cera do veotre particularmente do baco.
n. .iS? ?gar t"l?ie?l0Jda8 hvdropesias pelo novo agente, que nao recelo em offerecer-me
para -applica-lo com a coadiccao de nada receber no caso de ao flear o doeote curado, seia qual
i i8ulfV,' n, keJ:0,nn,deiel0 ?ue/ effl?5d; de**e "a,,i0 "i* comprovwlo pelos mdicos ped
ao imsx. sr. Dr. sabino Olegario Ludgero Pioho, para se pceslac a inspeccionar os mena doentes
ao que annuo, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero gradecimeoto. '
-iok. 8llD 1'* I"8 quizeraproveitar dos meus fracos servidos se digne de procurar-me em
jaiana easa, ra da Roda a. 47, primeiro aBdar, ou no consultorio do Illm. Sr. OrTSabino.
^____i_^^^^ JoU Atees-Tenorio.
'

Deposito das mannfaetnras imperiaes deFranca.
r^MRrf'tSlr1! Dftm "*?* dPiudo direumeate na roa Nova n. 83, ESQIR1 DA
SS2 J2 ^ M0, qU*1 "*"& Por maco, de 4 hoctogrmoa* i000. Te porcao de
?JS22X eomceseonu) de 25 por eento; no mesmo eitabetoimento icba-M tambera
f. ?*?? P*F IwbP Pf garro.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por'5^
Tira ratratos por 3|
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3 --
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salSo da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista ara erica.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condi^oes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimen's do que
cima Mea anunciado.
Mudanza de esta-
beiecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabe(cimento defazendas que tinha
no sobrado amareUo da ra do Queimado, para a
loja e armazem quefoidos Srs. Santos & Rolim
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em groeco e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, erua
do Imperador. outr*ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
J chegou o prompto al-
livio.
Bera como os outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway l C. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem
chegaram instrueces completas para se usarem
esles remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se desoja curar os
quaes se yendem a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
, Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston 4 C, ra da Senialla Hova n. 52.
Na Hvraria n. 6 e 8 da praqa da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
lisse Cokles Cavalcanti de Mello.
N'um eogenho distante do Recite 6 legoas,
precisa-se de um mogo solleiro que tenha as ha-
b litagoes para ensioar com perfeicao as lioguas
porlugueza, franceza e latina ; e se a estes co-
nheclmentos reunir os de msica e de piano, pa-
ra ensinar; maior ser o ordenido : quem o pre-
tender, dirija-*e ao eecrjptoro do Sr. Octaviano
de Souza Fran5s, ra de Apollo n. 30, que acha-
ra com quem tratar.
Veode-se uma grande parte de um dos
melhores sios em Bebenbe de baixo, e uma di-
la em urna casa de pedra e cal na povoaco do
numl?. : 'rat,t M ,U* a lB.P,ri*
Veode-se urna exeellente propredade em
"ii".' ,be ** P com travejamenlo
Z'ILV, 1"*?*' "O'^P'looa de frente
c w de fuodo, sito os ra do Cses d'Aollo n. 7;
a trstarna ra do Imperador, outr'ora Collegio.
numero 4o.
Precisa-se de ama ama para cozinhar pata
orna passoa ; oa ra do Trapiche u. 20, legundS
(5)
C0JBPANH1ADAVU FRREA
Recife
DO
a Sao Francisco.
limitada.
trens ser regu-
At outro aviso a partida dos
lada pela tabella aegutnt..
i
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.s?=; i s
O .S- S o- a.
oc
^ Si
. S
J. 9
Ss.
CQ -t I
Assigndo B. H. Bramah,
Kufierintendente.
commisso de escravos
naruadaPenha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por contado seussenhores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o bom trala-
mento para os mesmos, afim deque ossenhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com as
diligencias que da parte do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sua confanos, no que es-
pera merecer aitenrao tanto dos senhores que
Ih'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam conjlar, pois espera ter sem-
pre para vender escravos de amboa os sexos e
idadea.,
Jj veo* avan onv c/oi e-m- UJtIVdV S7(H OlT dOW jflfi
CONSULTORIO ESPECIAL
H0ME0PATHIC0
DO
DI. CASA3iOV.il,
30-Raa das Crnzcs-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
lellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commeodada iotelligeocia de qualquer
pessoa.
EMMHie-MeflHMfiflK-WSfiNflKii
0 bacharel Joo Vicente da Silva Costa tem
o seu esciiplorio de advogacia na ra do Rngel
o, 73, ultimo sobrado esquerds, ao voltar para
o pateo da Penha.
Aluga-se um segundo e terceiro andar e
soto proprio para familia, na rus da Cadeia' Ve-
lha n. 27; a tratar oa loja do mesmo.
Aluga-se a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38: a tratar na
mesma ra n. 40.
Precisa-se de uma ama para cozinhar e en-
gommar para casa de pouca familia ; na ra do
Lima, em Santo Amaro, primeira casa passando
a taberna da esquina.
Aluga-se uma esersva para todo o servico
de urna casa : no pateo de S. Jos o. 49.
Joaquim de Sonsa Ferreira retira-ae para
Macei.
Curso particular de rhe-
torica.
O acadmico Maooel da Costa Honorato tem
aberto o seu curso de oratoria e potica nacional,
na ra Direita n. 8, primeiro andar.
Consullas medicas.
Serao dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escritorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1.a Molestias de olhos.
2. Molestias de corsco e de peito.
3. Molestias dos orgaos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de sujs entradas, comecaodo-se po-
rm por aquelles que solTrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a Sede, natureza o
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer oper.-cao que
julgar conveniente para o reslabeleci-
mento dos memo. para rujo fim se icha
prvido de uma completa collecgo de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
para
A SEMANA
ILUSTRAD!
J chegou at o n. 12
deste interessante jornal ra do Imperador n.
12, sonde se continua a receber assignaluras.
Presos trimestre...... GJ000
Semestre.............. 118000
Anno................. I85OOO
Os elogios que a Semana Illustrada, o pri-
meiro jornal ilustrado do Brasil, tem merecido
de todos os jornaes da corle, sao a prova mais
cabal de seu merecimento.
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo casligat mores contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana Ilus-
trada que tomou aquella seoten;a por maioria.
O n. 6 que acaba de publicar-se traz bonitos
iriigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applicaeo eleiloral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de Janeiro de
1861 :
Publicase o n. 6 da Semana Ilustrada; cuja
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai tornando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comecou a ser destribuido boje o o. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguintes artigos:'
Escurso, Codos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias ea interessante novellaAs Faios
do Ouro de Paulo Feval.
Sahio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujochiste e escolha as lornam dignas de
suas irmas nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dous ca-
ptulosos theatros e as modasda aleada im-
mediata da Semana Ilustrada, e que ella anda
nao quiz dar a 1er a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de fevereiro
de 1861 :
Nao me enganei qusodo em uma das minhas
primeiras chronicas, ao registrar o apparecimen-
to da Semana [Illustrada, manifest! a conGan-
;a que me inspiravam os seus redactores, e as
animadoras esperanzas com que se recommenda-
va a nova publicaco.
A Semana Ilustrada vai seguiodo excellente
caminho, dirigida- pelo bom gosto, pelo a turis-
mo, pela muito louvavel habilidade que a tem
feito e ha de fazS-Ia escapar do mais perigoso
escolho que ameaca as publicares desse genero,
a affensa pessoal.
Nao ha um so numero da Semana Ilustrada
que deixe de mostrar-se interessante por algu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigara abu-
sos que todos estao sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriptos e bonitas p.oesias acom-
panham as caricaturas, e augmentam o valor e
rm .'J l *i r,r"t* da augusls casa imperial
rm seu estabeleciirento na ra do Cabug n. 18
enme.ro ,ndar, entrada pelo p.teo da matriz'
pem lindos alfineleade oro de le P.r, &
lem-se retratos. No mesmo estabelecimen o U-
raru-se retratos por
Ambrotypo e por melainotypo
Sobre psnoo encerado, proprios para remelle- ,
rem-ie dentro de certas.
Sobre ma acacheta ou talco, especiaos para -al-
Gnete ou cassolelas.
Relratos transparentes, offereceodo o mesmo
retrato duas'vistas,"
uma em cores outra em preto e branco.
Retratos a oleo, de todos os tnjannos at o
ponto natural. "
J. Praeger & C. mudaram seu
armasem da ra da Crus n. 17,
a mesma ra n. II.
LO i 11514
A"ham se a venda os bilhetes e meics
da quai ta paite da quarta primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyrde Olinda, na the-
souraria das loteras ra do Queimado
numero 12, primeiro andar, e as to-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Vieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Cha gas, no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmaos. As rodas an-
dar5o impreterivelmente no dia 25- do
corrente e os premios serao pagos de-
pois da entreca das listas. O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza
Agencia de leiloes.
O agente Costa Carvalho par-
ticipa ao respeitavel corpo de
commercio, a seus amigos e fre-
guezes que mudou seu armazem
cescriptorio para ra do Impera-
dor n. 35, onde foi o armazem
do agente Hyppolito da Silva e
all o encontrai ao sempre promp-
to para desempenhar as func-
cOes de seu cilicio d quem espe-
ra toda proiecco e conceito. &
ASSOCIAQAQ
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Nao tendo comparecido os senhores socios a
reuoiao da assembla geral, como se havia con-
vocado para domingo 14 do corrente, nao obs-
tante ser essa reuniao dsquellas que a lodos de-
vena interessar, quando se trata de negocios de
manutenrao da mesma sociedado, tao eminente-
mente abalada ; nao era porcerto de esperar dos
Ilustres socios uma indiffereflta tal, com algu-
mas excepQes, e continuando a necessidade des-
sa reuniao, o S-. fice-presidente de novo manda
convidar a todos os socios para domingo 21 do
corrento, as 10 horas da manhaa, se reunirera Da
casa das sessSes na ra Direita n. 27 para func-
cionar a assembla geral.
Secretaria da Associacio de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 16 de abril
de 1861.
Galdino Jos Pires Campello.
, 1." secretario.
MAS.
merecimento dessa publicado
Acaba de sabir dos prelos desta lypogranhia
urna nova edicio da carlilha ou compendio de*
doutrina chnsta, a mais completa dequantas se
sacrificios pecuniarios, e por outro os anima" "a" wit^r!s!,.:Pr5_u"l ?brnge tudo quanto
fazem avullar o
hebdomadaria.
Abundara all as carapueas, isso verdade ; e
ha carapueas que servem a muitas cabecas, que
o publico a sua vootade (scolhe e designa ; cer-
lo porm que a Semana JIlustrada ainda nao
lalhou manifesta e positivs'mente umascarapu-
ca para algum individuo em particular, e tem
portanto sabido respeitar todas as coosiderecoes.
Mas um peridico da ordem da Semana Illus-
trada exige grandes despezas. e convm por coa-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos concoirendo para elle com as suas as-
signatura*.
Consta-me que a Semana Ilustrada tem tido
um acolhimento muito favoravel; mas preciso
que nao esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo tempo um auxilio material e um auxilio mo-
ral, porque por um lado concorre muito para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para uma casa
franceza. v ^
Precisa-se de uma escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de uma casa
de pouca familia, e que seje fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horss da manhaa s 4 da tarde.
Al. J. Leite, roga a seus de ve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Joaquim Monleiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.)
- Na travessa da ra
das CruzeJn. 2, primeiro andar, continua-se a
Ungir com toda a perfeigao para qualquer cor, e
o mais barato possirel.
Scott Wilson & C, ra da Crnz d. 21, teem
para vender 200 folhas de cobre de 22 arrobas, e
os pregos correspondentes.
l
conlinha a antiga caitilha do abbade Salomonde
"-ore meslre lgnacio,_acrescentando-se muitas
agoes que aquellas nao tioham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudavei.
e eclypses desde o corrente anno~at o de 1903'
seguida da folhioha ou kalendario para os mes-
os annos. A bondade do papel e excellencia da
mpressao, dao a esta edicao da carlilha uma
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da lndepen-
dencia:
'^ Aloga-se o terceiro andar da casa da ra
da Imperatriz n. 47 ; a fallar no mesmo, das 9 '
horas da manhaa s 3 da larde.
de um criado pira servico de
na ra da Matriz da Boa-Vista
Precisa-se
casa de familia
numero 24.
Alnesa regedora
da irmandade do Senhor Bom Jess das Dores,
em S. Gonzalo, do bairro da Boa-Vista, convida
a todos os seas amadoa irmaos por segunda vei
para comparecerem no domingo 21 do correte
mez, pelas 9 horas da manhis, que ter lugar a
eleicitfda nove mesa que ba de reger em o so-
n de 1861 a 1861: portento roga a Vi. Ss. que
nao ba^a falta.O eactivio actnal.
Jwoto Franciseona Cuaba. .
0 bacharel WITRY10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa do Carino.
xeieeeeeieeK ra mxx*xe
I Medico.
** O Dr. Amerlco Alvares Guimares faz
publico que est rasidindo na tua da Cruz
n. 21, onde d consultas o pode a qual-
quer hora ser procurado para o exerclcio
de sua proflssao medica.
ina raan "mirar wi
Carvalho, No#6fra &
C, sacam qualquer qnttlTia
sobre Lisboa, Porto elitia de
S. Miguel: na ra do Vigario
la, 9, primeiro andar.
ASSOCIACIO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 21 do corrente haversessao ordina-
ria da assembla geral, os senhores socios em dia
sao convidados a comparecer na sala das sessea,
pelaa 10 1|2 horas da manha do referido dia,
am de conhecerem como lhes cumpre dos tra-
bamos do trimestre Dndo.
Secretara da Associacio Popular de Soccorros
Mutuos 15 de abril de 1861.
Joo Francisco Marques.
1." secretario.
Mestra de primeiras letras,,
costuras, bordados, etc.
Josepha Alexandrina Pereira da Silva, achan-
do-se provisiooada pela directora geral da ins-
trueco publica para ensinar particularmente pri-
meiras letras, ufferece seus servicos aos pai:> de
familias que lhe quizerem confiar suas fllhas. nio
so para o ensioo de primeiras letras, corno tum-
bem para o de coser, marcar, fazer labyriothos,
bordados de linha, seda, troco, prata e ouio; bem
como fazer e enfeitar chapeos de peina e de seda
para senhoras e meninas : na roa do Hospicio
numero 76.
Offerec(!-se um criado portugus para todo
servico de uma casa ; a tratar na travessa; do
Peixoto 24.
Na audieosia do juizo de paz de 1. distric-
to da freguezia de Santo- Aotooio no dia 19 do
' correle mez bao de ir 4 su praca. para serem
arrematadas, a quem mais der, 18 eadeiras, 2
acaa eio de ala de abas, to-
do dejaeitahdi.elapelhos de parede, nenao-
rados a Joaquim Theodoro Alves.
Nsvfua do Mondego o. 33. lava-ao o en-
gomma-se com per laica o e prego muito com mo-
do, e alem deste com toda brevidade possirel.



>
()
DURIO D* KaUUMWCO. SEXTA fltttA lt #E
2=
ABRIL Dg
IM1.
Arrooda-ae o engenho Ibura, distante do I
Recite ama legos eum auarto, con boa casa de
?yenda, ele, rende-ae safra criada, assim co-
mo a boiada, ecas de leite, novilboe e borros :
peeaoa que pretender este negocio se peder .di-
rigir a ra da Aurora, sobrado d. 83, primeiro
andar, onde encostrar ees quena tratar.
Um moco PerMagues, fearda-livros de orna
Casa commercial, diapondo de algumas horas,
nellas se oiTerece para fazer algnma eacripturaco
mercantil de qualquer aUaelecimento, aeja qual
for o sea estado : quem nec'esaitar, deixara car-
U fechada nesta typogrephia aeb as iniciaos D.
W. B.
Attenco.
D. Mara Bernardina da Conceiqao
Lima, vende pera pagamento dos cre-
. dores de sea finado marido Antonio Ro-
drigues Linra, os predios : Um sobra-
do de 3 andares e soio n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
, tSo n. 42 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares sotao n, 8 sito
na travessa da Mad' e de Dos, um dito
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraizo, dual casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. 4 sita na rna da La-angeira :
Os pertendentes podem dirigir se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr. Augusto Ribeiro Lima Chalara.
Sociedade
DE K
Edifica^des* compra de
terrenos.
0 abalzo assignado tendo distriboido bom Da-
mero de prospectos para a dia sociedade Beatas
ltimos dooa mezes, julga que as pessoas que os
tem recebiao iiveram tempo suCficiente de os lr,
e poder apreciar as vanlagens dirersas nelles es-
pendidas coro a devida clareza que o assumpto
exige ; portanto convida as numerosas pessoas
que Ihe disseram desejarem coadjuva-locom suas
subscripgdes, i levar effeito e por ero andamen-
to esta grande e benfica empreza, at remelle -
rem os Ttulos de subscripgo da maneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
eha cada prospecto.
Deverao dirigir-lhe debaizo de subscripto, ra
do Crespo n. 4 loja, do 1 de abril em diante.
Tendo-se apresentado muitos donos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formado
do capital da sociedade, toroa-se necessario que
os soeios que qnerem entrar com dinheiro na for-
mac.ao do capital, mandem o mais breve possivel
seas ttulos de subscripgo na indicada forma,
fim de se poder fazer os devidos^assentamentos.
Assim como j o dissemos no'prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para to til em-
preza, i vista da facilidade que ella da para rea-
lisar o pagamento das dez prestaces, que forma-
rao o total das subseripcdes de cada socio. Basta
pagar dez mil ris todos os dous mezes para com-
pletar em viole mezes urna subscripto de cem
mil ris.
Qualquer artista, carpina, pedreiro, ferrelro,
carroceiro, ou outro emprego, deixaodo de parle
um dia de servigo por semana de 2#500, em 40
semanas completa o pagamento d'urea subscrip-
to de 100#, e em 80 semanas urna subscripto
de 200J. Esln paquaoo apit>l formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo-de previ-
dencia que n'um caao de acdente ou de molestia
poder-lhes-ha ser d'um grande soccorro.
O abaizo assignado tem ouvido muila gente boa
louvar e gabar o projecto da empreza, mas que
era apresentada em m occasio, visto o njo es-
tado dos negocios em geiat o a falla que se sent
de dinheiro na praca. Tudo isto verdade, mas
a crise actual ha de ter seu termo, o tudo ha de
tornar ao sen estado normal. 0 resultado das
transacges desesperadas com juros del 1)2 a 3
por cento ao met, ha de ser o reactivo que ha de
precipitar a volla do equilibrio geral.
No entretanto de inleresse capital da socio-
dad e por elle projeclada, que os que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vantagens que a
mesma poder offerecer, se apressem subscre-
ver alim de que, depois de fundada e em ezerci-
Alugam-se dous grandes armazens
na ra da Concordia, com proporqfies
suficientes para um grande estabeleci-
mcnto de qualquer qualidade que teja :
a tratar com Almeida Gomes, Atoes &
C, rna da Cruz. ** '
IM* FCENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em PwaaaakMo.
Domingo 11 do crrante haver sessSo de as-
sembla geral para tratar de negocios urgentes,
por isso convido os senhoros socios a compare-
cerem na sala das aesses as lOherasda maohaa.
Secretaria da sociedade Unilo Benecente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 17 de abril
de 1861.
Joao Jos Leite Guimares.
1." secretario.
grande fabrica
detamancos da ra
D.reUa, esquina da tra-
vessa de S. Pedro
n. 16.
Achara o illustrado publico desta cidade e de
fra um completo e riquissimo sortimento de ta-
ma neos de todas as qualidades, que se vende tan-
le'a retalho como em pequeas e grandes por-
ches, por menos do que em outra qualquer parte, ci, possa aproveitar ainda a occasio de comprar
assim como um novo sortimento de tamancos a
moda do Porto.

terrenos, madeiras, materiaes de toda especie
I mesmo casas, por precos muito abaizo dos valo-
res pagos em trapos de regular andamento do
negocio em gern' ; podendo comprar aos prego*
. actuaes, desde ja 1 socios tem a certeza de que
seus capitaes podero dar grandes benittcios so-
: ciedade, ae ella tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver passado, e
I que tudo torne a seu estado normal.
Para aproraptar tudo o que a empreza precisa
I para se por em plena aeco e andamento sao pre-
( cisos 9 a 12 mezes ; portanto ha urgencia em rea-
! Usar quanto antes os primeiros 230 contos de ris
: do seu capital.
S~ < As subscripgdes que o abaixo assignado pede
Hila (ni Illiperalriz numero 14 |' sao para formar urna sociedade que lodos reeo-
/nt,'r. i.0, a. n. 0;j. : nhecem offerecer grandes vanlagensa seus socios
(Outr ora Aterro da Boa-\isla.) aj e ao pafa. portsn,B0 ella n5o prBeciga d.outra re.
commendacao alm dessas.
Se fosse urna subscripcao em favor d'este ou
d'aquelle estabelecimento pi ou de earidade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece que lanto
aqu como em qualquer outra parte do mando,
muito Importa para o bom exilo que as subscrip-
tos sejara pessoalmente apresentadas pelas pes-
soas mais influentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidado. N'este ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que tencionava
subscrever 10$, 20$, 30$, por lhe ser pedido por
urna commisso composla d'este, d'aquelle e
d'aquelle outro grande da trra ou capitalista,
subscreve logo 100$, 200$, 3009, no caso de subs-
cripto para urna sociedade commercial ou in-
dustrial, o caso mui differeole s se subscreve
para esta, com toda a circurnspecgo, calma e re-
flezo, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
melle trabalho certo e continuo a muilas cente-
nas de pais de familia artistas, operarios, obrei-
SantOS Vieira O UniCO garant- ros e aprendize3 de lodos os ramos de officinas,
que deitarao na circulago commercial d'esta
ornea muilas centenas de contos de ris no cor-
rer do anuo, que a nao ser esta empreza dormi-
ran) aferrolhados ou empregados em oulros ne-
gocios, que nao altiogem as classes dos artistas
e operarios nu obreiros diversos que a empreza
occuoar diariamente.
E' com a alavanca poderosa da uniio e asso-
ciacao do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes empresas de utilidade publica e
. privada podero realisar-se nesta praga, sem ser
; preciso o soccorro dos amestrados capitalistas
de 2 d3S oulras pracas do imperio, sem o qual nao se
realisaria cm 1852 ou o primeiro banco em Per-
nambuco. E' verdade que de 1853 para c tem
apparecido e tem feilo algum progresso o espiri-
to d'associscSo, porm tnicamente para transac-
goes bancarias e de desconlos. Estas nao eslen-
dera sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosas, como a estender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e ediflca-
I ces de casas, etc.
F. M. Duprat.
Pernambuco, 30 de margo de 1861.
STAHL $ C.
'RETRATISTA DE S. H. 0 IMPERADOR.!
Hua da Imperalriz numero \\ 2
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos em todos es-
tylos e tamu\\os.
| Pintura ao natural em
oleo ea%naTe\\a.
| Copias de tVaguerreo-
tyoo e outros artc-
| faetos.
AjHi\fToVyttos#
Paisageiis.
Sendo prese ateniente
uni
dor de bilhetes de 1 >teria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Na ruado Trapiche n. 22, precisa-se
copeiros serventes.

4enco.
de
Alugam-sa 4 canoas grandes para lijlo,
carreira; na ra Direita dos Afogados n. 13.
SOCIEDADE IMRI l
Amorim,.Fragoso Santos
Companhia
Os senhores soci s comroandilarios sao convi-
dados a comparecer sabbadofO do correte s II
horas do dia, na sala da Associago Commercial,
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mo
relogios para concertar muito lempo, o favor
praga do Corpo Santo, aOm de Ihes serem palen- "j de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
tes os irabalhos dos dous semestres decorridos- contar desta data, prevenindo tambera s pessoas
Recite 16 de abril de 1861.
Precisa-se de urna escrava para ama de ca-
sa de pouca familia, que saiba cozinhar e lavar :
em Santo Amaro, estrada de Belem, sitio do Sr.
Jos Candido de Garvalho Medeiros.
que leem feilo troca de relogios, deixaodo sig-
na!, que. se no prazo referido os nao forem bus-
car, ser reputado nullo qualquer negocio feito,
e nenbum direito haver de reclaraarem: roga
.'juntamente s pessoas que tiverem objeclos de
Aluga-sc a loja do sobrado da ra da Aurora V ouro em sua mo sem juro algura, o favor de vi-
; a tratar no mesmo, ou na rus do Cabug \ rem retira-los no prazo cima indicado, do con-
o. 11, loja.
Arremataco de urna casa.
Na sexta-feira 19 do cor'rente, pela audiencia
do Dr. juiz municipal da 1.a vara do civel, escri-i
vo Baptista, a ultima praga para a arrematago
da casa terrea da ra da Roda n. 23, com 2 por-
tas e 1 janella de frente, com 2 salas, 5 quartos,
cozinha fra, cacimba, pequeo quintal com por-
to, 1 sotao separado d
tos, cozinha, pequeo quintal com cacimba, por-
tan eduas entradas, canos para esgotodas aguas.
S xta-feira 19 do crreme ir praga publi-
ca, em audiencia do Ilhn. Sr. Dr. juiz de orphos.
semblas geral e provincial, thesourarias.e fi-
nalmente para qnalquer reparligo ou eslago
sm.ro Antonio,, id.de 42 annos. av.Uado em" $3ZlSX?:U ^ W-fl ,U? ^
O00# : quem o quizer arrematar, comparega na ^ levando a
trario sero vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recite 10 de abril de 1861.
Attenco.
*
Na ra do Rangel n. 73, ha urna pessoa que se
oiTerece para tirar quslquer copia, traslado, ou
fazer qualquer escnplurago, por mais difllcil e
importante que seja ; e bem assim communica-
te?ra.Sgo:2msalas?n|eqSaa" j oTe^tec^"
dente da provincia.
requerimentos para o presi-
para S. M. o Imperador, as-
sala das audiencias do referido juiz, no indicado
dia, s 11 horas do dia.
Amorim Irmos fazem saber que Joo Hen-
riquesde Freitas nao mais empregado de sua
casa desde o dia 9 de abril.
Guilhermino de Albuquerque
Martios Pereira pede ao Sr. da loja n.
8 da ra do Crespo qual o negocio que
lhe quer fallar.
PILLAS PALISTANAS
Em duas caixas n. 1(2
A facilidade com que esta msravilhosa medi-
cina efieclua prodigiosos curativos em quasi
todas as especies de enfermidades (vejam as
felicitagots publicadas pelos jornatt] a fazer
recommend.vel e preferivel a todas e quaes.juer
oulras.
Pode-so viajar exposto as inclemencias do
tempo, pode-se trabalhar e comer o que se ape-
tecer, sem que por isso se siata seus efficazes
effeitos.
A composicao de miohas pilulat 6 nicamente
de plantas e ftizes colatdas nos campos e mallos
da provincia de S. Paulo, nao entra mercurio
(que faz a bate de moitas ouUos piluUs) e c
exijo nem dieta era resguardo.
Para ioformages ou encoramendas pode-se
8*-. me,u COT"spondeote, ra do Parto n.
119, Rio de Janeiro C. P. Elchevom.
Joaquirnda Silvai Torres, subditj portuguaz,
segu para Maceid.
nalureza do negocio, e nao se
menor paga pelo respectiro trabalho,
se tudo nao fdr desempenhado com brevidade,
perfeigo e contento.
Troca se urna imagem de Santo
Antonio de Lisbo?, que tenha palmo e
meio de comprimento : na praca da In-
dependencia n. 1 e 16.
Urna pessoa que tem sob sua direcgo alga-
mas escripias se oiTerece a tomar conta de ou-
tras ; garante bem desempenbo e brevidade : a
tratar na ra do Crespo o. 20 com o Sr. Jos Ma-
noel dos Santos Villasse.
Aluga-se um escravo mogo para te do sarri-
go, vendem-se travs de 40 a 60 palmos : na ra
do Imperador n. 50, 3o andar
Precisa-se de urna ama para tratar de ama
crianga, preferindo-se urna de leite ; na ra do
Jardim n. 61.
Francis bVrlr.m Jones retira-se para a
Baha.
O contrato de arrendamento da casa em que
est a secretaria do commando das armas nenhu-
ma condigao tem, para na estribarla jdesss casa,
serem alojados o numero de carelios da compa-
nhia de eavallarta del." lioha, como coosla no
Diarlo de Pernambuco de 9 do correnle, visto
que est arrendada smente para o dito fim, e
nao para servir da quarlel de parte di dita com-
panhia ; e por isso protesta-se mais contra os
estragos que porveotura possam apparecar. Re-
cite 10 de abril de'1861.O proprletario,
Compras.
Compraru-se escravos do sexo masculino de
12 a SO annos, cabras ou negros na roa da Impe-
ralriz n. 1S loja.
Compram-se
notas de 19 e 5$ velhae, com descont mais m-
dico do que em outra qualquer parte: na praga
da Independencia n. 22.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no eacnptorio de Francisco Msthias Pe-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
-Compra-s um eylindro americano de pa-
daria, em segunda mo, por prego commodo :
quem livor annuncie por este Diario, sendo es-
toja sem defeito.
Vendas.
Calcada francez
barato, ainheiro avista, na
Tua'doGbugn. 16
Bolinas de lustre -eso perfeito estado para ho-
ea a ti e 81*60.
'Ditos de dito e de bezerro de Nenies (Suzer) a
9fN*.
Ditos de lustre com pellica para homem a 6/
e7/000.
Ditos de cores gaspiados para eenhora a 3, 49 e
4500,
Ditos de eorese prelos gaspiados para menina
a%,2>o00e3
Ditos de lastre e pellica para senhora a 4#.
Sapatea de luatre para homem a 3S, 30500 e
4$000.
Ditos de dito gaspiados para homem a 4S000,
49500 e 5.
Ditos de dito gaspiados para menino a 39000 e
39500.
Ditos de dito para dito a 2J e 29500.
Ditos de bezerro pira dito a 29.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeite8
da vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s se encontr na loja-
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug n.
16, chegado nm completo sortimento do cai-
xiohas para costara de todos os tsmanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto a na loja d'aguia de ouro, ra
do CabuR n. 1 B.
AU MINRALE
J8ATURAIXIMJC
engarrafaos
, moga, e com
ltimamente do
Vende-se urna escrava crioula
algumas habilidades, chegada
mato ; na ra dos Hartyrios n. 36.
Arcos para saiasabalo.
A 160 rs. a vara ; na ra do Queimado n. 29.'
oatr'ora 27.
Arroz de casca nov, saccas
com 22 cuias a 3P00, man-
teiga ingleza flor a 800 rs. a
libra,
Na roa das Cruzes n. 24, esquina da travessa
do Ouvidor.
Villa do Cabo.
A rmazem do barateiro
O Machado est queimando a dinheiro vista
carne, bacalho, e todos os mais gneros tenden-
tes a molhados, do que tem sempre grande sor-
timento, aangaodo a boa qualidade.
Sabao.
Joaquim Francisco de Helio Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabao de! sua fabrica denominada
Reciteno armazem dosSrs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
Bf simples sem mistura alguma, como as de
composigo.
iEieeios.
Attenco
m
E' barato.
' aw*> v piu|>iiomuu, i na iua ua ocu^atj
. MitceUno fos Looss, l;do becco Lttjgo,
Cimas de ferro de todos ostamanhos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
morcado ; na loja. de ferragens, ra da Cadeia do
Recifo n. 56 A, 0% Vidal & Bastos.
ffi^SMfiataSiftVaisrt^ **^*a*>s%*,%v,vt
Acaba de
ehegar
novo armazem
DE
BASTOS & REG
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feilas, c ligados e fazendas e todos
estes se vendem por precos mullo modi-
ficados como do costume, assim como
sejam sobreosacos de superiores pannos
e casacos feitos pelos ltimos Ggurinos a
269,289. 309 e a 359, palelols dos meamos
pannos preto a 16J, 18. 209 e a 249,
ditos de casemira de cor mesclado e de
notos padroes a 149.169, 18. 209 e 249,
ditos saceos das mesmas casemiras de co-
res a 99, 109,12$ e a 149, ditos pretos pe-
lo diminuto prego de 89, 109. e 12$, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
ditos de merino de cordo a 129, ditos
de merino chinea de apurado gosto a 159,
ditos de alpaca preta a 79, 89, 99 e a 109,
ditos saceos pretos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 49500, di-
tos de brim pardo e de fusto a 39500, 49
e a 495OO, ditoa de fusto branco a 49,
grande quanlidade de calcas de casemira
preta e de eores a 79, 89, 99 e a 10, ditas
pardas a 39 e a 49, ditis de brlm de cores
Gnasa2g500, 39, 39500 e a 4g. ditas de
brim brancos finas a 49500, 5$. 59500 e a
69, ditas de brim lona a 59 e a 64, colleles
de gorguro preto e de cores a 5$ e a 6,
ditos de casemira de cor e pretos a 4&500
a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos de brim lona a 4.
ditos de merino para luto a 49 e a 49500,
calcas de merino para luto a 4,8500 e a 5$,
capas de borracha a 99. Paia meninos
de lodosos tamanhos: calcas de casemira
prefa ede cir a 5$. 69 e a 79, dilas ditas
de brim a 2, 39 e a 39500. palelots sac-
eos de casemira preta a 69" e a 7, ditos
de cor a 69 e a 7J, ditos de alpaca a 39.
sobrecasacos de panno preto a 129 e a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonels
para menino de todas as qualidades, ee-
misas para meninos de todos os lmannos,
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 annos com cinco
babadoa liaos a 89 o a 12j. ditos de gorgu -
rio de cor a da lia a 59 e a 69, ditos da
brim a39, ditos de cimbris ricamente
bordados para baptisadoi.e muilas outras
fazendas e roupas feitas que deizam de
aer mencionadas pela sua grande quanli-
dade ; assim codo recebe-se toda e qual-
quer encommenda de roupas para so
mandar manufacturar c que para este'fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande oficina de al-
faiate dirigida por um hbil meslre que
pela sua promptido e pereicao nada del-
ta a desojar.
vende-ae viohoTom"da RgttetraTheYpa-
nhol, a garrafa a 440 rs., e em caadas a 39360 :
na ra da Senzala Velna, taberna a. 102, quina
Vende-se em casa de Saundres Brothers & G-
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Roskell, por presos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesrnos do
excellente gosto.
Luvas de torcal
T
com vidrilho a 1#000 o par.
A Toja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui novas e bonitas
lavas pretes de lorcal com vidrilho a 19 o par;
a ellas, antes que ae acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de l^e 5^000.
Continua-se a trocar sedulas de ama s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escri-
torio de Azevedo Si Mendes, ra da Cruzo
n. i:
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo preco de
2,500 rs. a libra s na guia branca.
As verdadeiras lu-
vas^deJouvin.
A roja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras lavas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por qaantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverandoque a3o as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz lao procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se rendem por muito baixos pregos : na ra
da Imperalriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
i Leite S Irmio.
Sua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas:
chapeosdo Chille para homem e menino a 39500,
cortes de casemira de cores a 39500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miados
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassasde cores de bons gostos a 240, organdys
muito fino e padroes novos a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordados finos a 15300. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 610, manguitos de cambraia e fil 1 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
13280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 o
259, paletots do panno e casemira de 16 a 203,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, dilas de brim de cores e
brancas de 9500 a 5}, colleles de casemira de
crese prelos, ditos de setim preto, tudo a 59,
corleado cassa de cores a 29, pegas de madapo-
lao fino a 495OO, assim como oulras muilas fa-
zendas que se venderao por menos do seu valor
Dar acabar
V*j^*jga3^Bfiaa a>< *Baa^ ata, Mita,
avwtvBVw cmv ZrBm WmW 7SV W9W cbw zzcqv !/aVm &afm
GIRGEL & PERDIGiO.
gFAZENOAS BOAS E BARATAS.
Ra da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blonde com
manta, capella, flores e mais perleuces.
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Halvaaia, em caixas de ama duzia de garrafae
na roa do Vigario n. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez ama pequea quanlidade de.
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, e de seu costme est ven-
dendo mui baratos a 109 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, -ra do
Queimado n. 16, antea que se acabem.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
droes a 1(500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita durago tornam-ae mui proprioa
para os meninos do escola, e meamo para pas-
selo ; assim como ontros bonels de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2J500, 39 e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Chapeos de sol
de seda e de panno de todos
ostamanhos, perfumaras
bengalas, chicotes, etc. etc.
A liquidaco da loja na ra Nova n. 36, conti-
nuar somente at o dia 20 do correte mez, e
com abales importantes nos objectos cima men-
cionados : vende-se em porgo e a varejo.
Vende-se um par de bancas e urna mesa
para escriptorio, tudo de amarello, um toucador
de Jacaranda ; trata-se na ra do AragSo n. 32.
Vende-se ou permuta-se por predios na ci-
dade um dos melhores sitios dos Afilelos, com
as acomroodagoes seguintes : grande casa de vi-
venda, com 5 salas, 8 quartos, grande cozinha,
estribara para mais de 6 cavallos, cocheira para
3 carros, sotao, etc., etc., sitio com 1,000 palmos
de frenle, e perto de 2,000 de fundos, grande bai-
la de capim, e mais de 3,000 arvoredos de di-
versas fructas : quem quizer negociar, dirija-se
ao sitio fronteiro igreje, que achara com quem
tratar, das 3 horas da larde em diante.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, ra Direita n. 66.
I0QVI0.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebldas pelo vapor francez, sendo
brancas, pelas ^ de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n 22.
loja da boa f.
Vende-se confronte ao porto da fortaleza
das Cinco Pontea o seguate : carroca para bois
e cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandega,
ditoa de mo, torradores de caf com. fogio, do-
bradicas de chumbar de todos os tmanhos, e
bem assim rodea de carrogas e carrinhos, eixos
para oa meamos, e quaesquer outras obras ten-
dentes s offlcinai de ferreiro e Garapia, o alu-
gam-se tambem carrogas.
-Vende-se para fra da provincia ama es-
crava crioula, bonita figura, de idade 22 a 23 an-
nos, com habilidades, e o.motivo desta renda se
dir ao comprador: na ra de Saoto Amaro, so-
brado n. 14.
Vende-se urna armago de urna taberna e
os utencilios da mesma, sita na ra da Praia n.
54: a tratar na mesma ra n. 39.
Ha peehincha.
Na ra do Crespo n 8, loja de
quatro portas.
Cambraias de cor miudinhas. cores fizas, com
pequeo toque de avaria, pelo baratissimo prego
de 200 rs. o covado
399*9aa99 999 9199999
Machinas de vapor. Q
Rodas d'agua. gj
Moendas de cansa. ejj
Taixas.
Rodas dentadas. 0
Bronzes e aguilhoes. SJJ
Alambiques de ferro. %
_ Crivos, padroes etc., etc. %
9 Na f undigao de ferro de D. w. Bovrman
ruado Brum passando o ehafarre.
9999999 9999999 99 9999
9
9
tfft

Relogios
Suissos.
Vestidos de seda de corea e de mo-
reantique._____________________________
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phantasia superior.____________
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados._______________
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as qualidades e
tmanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodo para meninos de todas as Idades.
Pentesde tartaruga moderos e dos
mais acreditados fabricantes de 109 a 309.
Luvas de JoTn e enfeite de cabeca.
Cassas, organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezas e inglezas
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & G.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesrnos.
@^S 99999 99999 999
9 Em casa de Mills Latham & C na ra 9
j$ da Cadeia do Recite u. 52, vende-se : 9
9 Vinho do Porto. 9
tDilo Xerez engarrafado da muito supe- 9
rior qualidade. @
9 Oleo de liuhaca. 9
@ Alvaiade.. @
Secante.
@ Azarco. @
9 Encarnado veneriano em p. 9
9999999 9999 9999999999
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
onas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
precos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fiza;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22. na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na rna do Queimado n. 2&
eat muito soYtida,
e vende muito barato :
Nesta loja s ae vende a dinheiro e
por isso mais barato que em qualquer ou-
tra, seu sortimento completo de fazen-
das de moda, ditas inferiores e roupa fei-
ta e seus precos muito conhecidos: na
trua da Cadeia loja n. 23, do-se as
amostras.
gSMaHKiBS 9N9H MiiWiWN!
Superiores filas de velludo
ede seda.
Na loja d'aguia de ouro. rna do Cabug n. 1 B,
acaba-ae de receber de sua propria eocoaaawnda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
largaras preta e de core, sendo lisas, abortas e
tarradas, da lindos padreas, que ae rende por
proco muito am conta, assim como fitas de cha-
malote de todas as coras, proprias para, cintos,
cintos com Arela preta proprios pata luto, luvas
de torcal com vidrilho muito novas a IfMOo par,
ditas sem vidrilho a 800 rs., dilai da seda afei-
tadas com bico vidrilho a 29 : isto s st ronde
ns agula de ouro n. 18.
Brim branco de puro linho trancado a 1$000 e
19400 rs. a vara; dito pardo muito superior a
lgzOO a vara; gangas francezas muito finas de
padroes oscuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de calca de meia casimira a 1$60 ;
ditos de brim de linho de cftres a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, S29 e a 249 rs. a
peca com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 raras de largara a 29400 a rara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada nm ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
rolta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 23OOO ; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O P reguija est queimando, em sua loja na
rus do Queimado o. S.
Pecas de bretanha de rolo com 10 raras a
88 casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente mnito fina a 39,
<9, 58, e69 a pega, ditatapada.com 10 raras
a 59 e 69 a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riqaissimos chales da merino estanpado
T| a 89, ditos bordados casi duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada nm, ditoscom
ama s palma, mnito finos a 8950U, ditoslisos
com franjas de seda a 59, leos da cassas com
barra a 100, 120 a 160 eada nm, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 89500 a duzia, chitas frafl*
onzas de ricos desenhos, para ooberta a 280 rs.
o corado, chitassaauraa inglezas a 3*900 a
peca,a a 160 r. aa*vadavorfmbn linho a 19, l*t00 a 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19M0 arara, brilhantin
asnl a 400rs. o corado, alpacas de diffarentes
odres a 360 rs. o corado, casemirss pretas,
fintas 29100, 89* 39500 a eorado, cambraia
preta a de salokoa a$0O rs. a rara, e atrs
vitas(aseadas que se far petante ao compra-
dor, e de todas la darlo amostras coa penhor,
Em casa de Scbafleitlln & C,ra da Cruz n:
88, rende-se um grande e rariado sortimento
de relogios de algibeira horisontaea, patentes,
chronometros,meioschronometrosdeouro!pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo eatea relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suiaaa, que se
vondero por precos razoaveis
Caes do Kamos armazem
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torcal a 800 n, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o corado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2$,
brlmzinho de quadrinhos a 160 o corado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
pico a IglOO a vara, luvas de torcal muito finas a
00 rs. o par : a loja est abarla daa 6 huras da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo : os pregos slo baratissi-
mos, 6 vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 1J200 a 3$000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras da um
dedo al meio palmo, aos pregos de 560 rs. a
29500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Ultima moda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, sonde as senhoras acuario um completo
sortimento de enieites de cabeca, lanto pretos
como de lindas cores, da ultima moda de Paris,
recebidos no dia 16 pelo vapor francez, pojs as
senhoras que desejarem ver podero mandar pe-
dir, que promptameote se lhe mandarlo as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de ricos que sao ninguem deizar de comprar :
isto s na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug
n. 1 B.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e
de Tasso Irmos.
tantas libras : no armazem
V
j:


diawq pi.wm**H9rm.+ svaujb*u mn tmnammu
mfwlwW^Wlr
DE
Calcado barato m ra larga d Itesario a* 32.
0 dono deste estabelecimento nao ihe sendo possivel
acabar eom todo o calcado at o fim de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, afina de acabar mais
breve a liquidaco.
Para homem, senhora e menino.
In aila !! O f f\t\ x
Borzeguins de Nsntes sola palete a 8 a
DHo da ditoa sola floa a 7 e
Ditos inglezes prava d'agua
Bolas de bezerro
Borzeguins da lustre a 6, 7 a
Ditos todos de duraque *"
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pespuntados
Sapatoes de lustre de 4, 5 a
Ditos de lustre de 2 solas
Ditos entrada baixa de 1 sola cora Mito
Ditos de dito seca salto para densa
Ditos de bezerro de 2 Bolas
8,500 Ditos de urna sois cora salto
8,000 Ditos de urna sola sem salto
Borzeguins de lustre para repazca a
Sapatoes para ditos a 3 e
Ditos de bezerro para ditos a 2 e
Borzeguins de selim branco para senhora
Ditos de duraqua branco
7.500
7,000
8.000
6.000
8.000
6,000
4.500
3,000
2.500
3.500
8oOO Ottos de ditos de cores
Ditos de cores com gaspeaa
Ditos de ditosa
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Cbinelos de couro de oabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3,000
5,000
4,500
3.500
4.000
3,500
2.500
2.500
3,000
ARMAZEM
DE
1 ROUPA FUTA i
Joaquim Francisco dos Santos, i
40 RIA DO 01EIMAD0 401
Defroiite do becco da Congregado letreiro verde.
Ueste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa teita de todas aa
qualidades, e tambero se manda execular por medida, vontade dos freguezes. para o
que lem um dos melbores professores.

M
W
Casacas de panno preto. 40$, 35 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 a 30jf00
PaMotsdediWredecores, 359, 30.
25S00O e 205000
Dito de casimira de cores, 22)1000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka prela golla da rel-
.lu Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9J000 89OOO
Ditos de alpaka de cores. 5f 0 3S500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 3500
Ditos-de brim de cores, 59, 49500,
4fl600 e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6g00O, 59000 e 4$000
Ditos de merino de cordio preto,
159000 e 89000
Calsss de casimira preta e de corea.
129.109.99 a 6*000
Dita de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
5S000,45OOe 29500
Ditas de gauga de cores 3$000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e borda-dos, 129, 9$ e 89000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos a bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59OOO
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5j>00
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7|000,6&OU0 e 59000
Ditos de brim e fuslo branco,
395OO e a&ooo
Serouias de brim de linho 2J200
Ditas de algodo, 1(600 a 1J280
Camisas de peito de fustao branco
e de corea, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6g e 38000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, S^OO, 29 e I98OO
Camisas de meias I9OOO
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10ff,8500e 79000
Ditos de feltro, 69. 5$, 4 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 149.1*5.11$ e 79OOO
Collannhos de linho muito finos,
novos eitios, da ultima moda 98OO
Ditos de algodo *500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 7O9OOO
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosootaes, 40J 3090OO
Obras de ooro, aderemos e meioa
aderemos, pulseiras, rozetaa e
anneis 0
Toalhas de linho, duzia I29OOO a IO9OOO
Vendera-se toalhas de linho ada-
mascadas pan mesa, ao mdico preco
de 3g : na ra do Crespo n. 20 A.
barato que]
admira.
NA I.OJA DO
Ra do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 29, de 4 a 89 e 39500.
Golohas bordadas muito finas a 19.
Pecas de babadinhos muito finas com 3
e 1[2 Varas a I96OO e 29.
ntremelos de cambraia Qoa a 160 rs. a
lira.
Grosdenaple do cores a I96OO o covado.
Manguitos de cambraia bordada al9500.
Manguitos bordados e gola por 59
Chalys malisadosa 500 rs. o corado.
_ Lanziohas muito Anas a 4P0 rs. o corado.
H Chapeos de seda para senhora a 159 e 253
S Ditos de palha da Italia a 283.
jg Chales de tonquim a 20$.
Chapeos de sol de seda inglezes a 129.
Jf, B outras militas fazeodas que s se ven-
*de por precos muito baratissimos.
Luras de pellica a 295OO. 11
Capelias finas para noivas.
A. Toja d'aguia branca receben oras e delica-
das capailas de flores finas para as noiras, e as
est rendendo a 69 a a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Palctots de panno preto a 229, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de (ustio de cores a 49,
ditos de estamenha a 45, ditos de brim pardo a
39, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
coetes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, graratas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, coHarinbos de linho
da ulima moda, todas estas fazendas se rende
barato para acabar; a loja est abetta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Potassa.
Vende-se a 40 rt. a librt, a
superior eaWa potassa do acredi-
tado fabricante Joo Casa-nova ,
cuja qualidade t reconhecdo ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci-
d& como da Rutsia : no deposito,
ruada Cadea n. 47, escriptorio
de Leal Reis.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os uses est vendendo
pelo baratissimo preco de 39, (oesse genero nao
se pode dar mais perfeilos),assim como outros de
merino tambera bordados a l6O0 e 29. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
dirersos tamanhos, tendo al, propriaa para os
meninos e meninas que aervem de aojos as pro-
cissoes; lem brancas, de listas, de orzinhas e
o bocal tecido de borracha, o mais engraca'do
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
a da agu a branca a. 16.
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOTA.
Este i nestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes^nSo contm mercu-
rio era alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complei^omais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleigo mais robusta ;
enteiraraente innocente era suas operagese ef-
feitos; pois busca o remove as doengas de qual-
quer especia e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forja, depeis de ha ver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperado ; fa$am um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Rao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermedades:
Queijos.
VenrLem-se queijos muito frescaea Tondas pelo
ultimo vapor a I96OO : na rus Direita n. 8.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
?reas (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeoa extenua-
rlo.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febretodaespecie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigeatoes.
Inflamma^oes.
Irregularidades .
menstruar5o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra*
Manchas na cutis.
Abstrucjao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retengio deourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febre to intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 124, Strand, ana loja de
todos os boticarios droguistaeoutraspesioas edo
estregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Veadem-se as bbcetinhas a 800 rs. cada
orna cMlae, contera ama instnc^io ara portu-
goeepara explicar o moda de se asar dettas p-
lalas.
O depeaito geral em casa do Sr. Sontt
rAarraeceotieo, ni ra de Cruz n. 23 en Per-
naAbuco.
Aos apreciadores
do barato.
Vendem*ee perjaade algodloainho lar-
go de superior qualidade com 20 varas,
pequeo toque de avaria por 30200: ras
ra do Crespo loja n. 20 A.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-se grosdenaples preto spelo baratissi-
mo prego de IgOOO e 29 o covado: na ra do
Queimado n. 22,|Joa da boa f.
Farioha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo do brigue Mari* Rosa, tun-
deado dtronte do caes do Ramos, por prego coro-
modo ; a tratar com o capito a bordo, ou com
o consignatario Maooel Alves Guerra, na ra do
Trapiche d. 14.
Atten^o,
Vende-se urna taberna muito afregueada para
a trra, em muito bom local, e propria para um
principiante por ter poucoa fundos ; a tratar na
na do Codorniz n. 12.
Vende-se o engenho Cete situa-
do em Mar ico ta freguezia de Iguarassu':
a tratar com Jos Azevedo de Andrade,
ra do Crespo n. 20 A, ou com o Sr.
Francisco Ignacio da Cruz e Mello, no
Giquia'.
Vende-se urna porgo debarris vasios, sen-
do de 4.a e 5. que foram de azeite doce e vinbo:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Cassas de cores.
Anda se rendem cassas de cores fixas, padrdes
muilo bonitos, pelo baratissimo prec.o de 240 rs.
o corado, mais barato que- chita : na ra do
Queimado n. 22, na bem conheeida loja da
Boa te.
Gariballi.
Graratinhas de goslo a 200 rs. cada urna : na
ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fernandes.
Impo
liante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado o. 39,
acba-se am grande armazem com todo o sorti-
mento de rcupas feitss, paracujo fim tem mon-
tado urna otScina de alfaiate, estando enearrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. ofiiciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparo
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damenlo todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, lano que lem os liguriaos que de
l rieram ; alm disso faz-se mais casaquinhas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
coetes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maior e de cavallara, quer seja singelos ou
bordados a espeqnilha de ooro ou prils, tudo ao
goslo da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores -e de qualquer juiz segundo o
esiylo de Coimbra aonde se fazem as melbores
couhecidas at hojo, assim como lem muito ricos
desenos a matiz de tedas as cores proprios para
fardameoto de pageos ou crisdos de libr que se
far pelo gosto francesa. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se ca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se promelter, segundo o systema d'onde
reio o mestre, pois espera a honrosa risita dos
digoos senhores risto que nada perdem em es-
perimentar.
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Gobertas de chita, gosto chinez, a 15800.
Lences.
Lengesde panno de linho fino a 1(900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muilo fina, pelo ba-
rato pre;o de 5.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato preco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
dei 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de reliado preto bordados a Cg.
Mantas de Llonde.
Mantas de blonde pretas de tedas as qualidades
Cambraia branca.
ecas de cambraia branca fina a 2&800, 3#000 a
Toalhas.
Toalhas de fustao a 600 rs. cada urna.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em oasade S. P. Jonhston AC.
selhnse silbos nglezes, oandeeiros e castigaos
bronzeados, lonas ngleres, fio de vela, chicote
para carros, emomaria.arreios para carro de
un a dous cvalos relogios de euro paiente
ingiei. ^
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes de hortaliga muito novas,
vindaa da Europa pelo ultimo vapor ingles eTy-
'! fa leja de terragens de Vidal & Bastos, ra
da Cadea do Recite n. 56 A.
Superiores manteletes.
Vendem-se Mperieres manteletes pretos rica
mente bordados, pelo baratissimo preco do 35 :
na .4o OMimado n. 22, loja da boa f.
.^"~ '^H6*"* ? frande parte de wa do me-
lbores sitios em Beberibe de baii, e orna dita
em orna casa de pedra e cal, na povoaoio do dito
Beberibe ; a tratar na rna da Iapentriz n SO.
A lfOOO.
ucrIcucil
t>*
nm im-m%
RtadaStaialU Sv*a^2.
Reste estabelecimento contntia ahaverum
completo sortimento da moendaaemeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
te ferro batido e coado, da todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da roo de Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento do tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja- d'aguia de ouro, rna do Cabug n.
1 B, reeebera-ae um completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo dss
cores seguintes : pretas, cor de canns, amarellas
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afiancamos a boa
qualidade e fresquidao, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro^iua do Cabug n. i B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitaa francezas muito unas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
49500 e a 6g000 a pe$a eom 81 (2 varas; di-
muito superior a 8000 a pe^acom 10 varas?;
dita fina com sal picos a 45800 a pega com 8 12
varas; fil de linho liso muito fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras ailas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
50000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
toja da Boa f.
Sortimenlo de chapeos
/iua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 7J.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9*.
Ditos de castor pretos e brancas a 16$.
Chapeos lisos para senhora a 25}.
Ditos de velludo cor azula 18&.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 80.
Ditos ditos para menino a 5$.
Lindos gorros para meninos a 3J.
Bonets de velludo a 5$.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4JJ
Chapeos de sol francezes de seda a 70.
Ditos inglezes de 100,120 e 130 para um.
r Arados americanos e machina-
para lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hnston & G. ra daSenzala n.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
50 cada urna: na ra uo Queimado n. 22, loja
da boa f.
Cabriolet.
Por menos de seo valor vende-se um cabrio-
let americano, novo, com 4 rodas e arreios; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se em casa de Adamson Howie &
Companhia :
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Bisco utos.
Rolbas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Vende-se urna asa terrea, na ra das Cru-
zes o. 8 ; a tratar na mesma ra n. 12.
Paios e chouricas
muito boas, ltimamente chegades de Lisboa,
vendem-se em barris sonidos de 32 at 8 libras,
no escriptorio da ra do Rangel n. 43, primeiro
andar, bem como chocolate de bauoilha e canel-
la muito superior, em latas de 8 libras, formas
de quarta e meia qaarta.
Vendem-se 4 caixes envidraba dos, proprios
para padaria ou taberna ; na ra das Cruzes nu-
mero 36.
Remedio pro-
digioso!!!!
0 verdadeiro especifico para a cura completa
das eridas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, deslocacoes, eochagos, tumores, eryai-
pella e quasi todas as molestias da pello : acha-se
i venda no Bazar Pernambucano ds ra do Im-
perador e aa praca da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......2|000
demeiodito.... 10000
de 1/4 de dito... 500
Vende-e o engenho Triumphan-
te, situado no Vao de Una : a tratar
com Jos Azevedo de Andrade, ra do
Crespn. 20 A.
Peehineha
Com pequeo defeito de
avaria.
Madapolo muito largo efino, eom algoma pin-
ta de avaria, pelo barato prego de 43 a peca ; na
ra Nova n. 42, loja de Tertuliano Candido Ra-
mos & G.
Vendem-se per prego commodo tres terre-
nos no Campo-Verde com 30 palmos de frente e
280 de fuodo cada oro, todos juntos ou separa-
dos, tendo a grande vantagem de tr dentro ara
para toda edifleago que se quizer fazer por sor
ditos terrenos muito alto ; a tratar na ra da
camboa do Carmo, sobrado da esquina que relia
para o largo n. 24.
Admiren!.
1 eacravo sem vkioa. bonita figura, por 1:200,
1 esorava boa cozieheira por 700, 1 dita lava>-
deira e quitandelra por 6500, 1 muoamba la-
tinfaa da idade da 18 annoa, 2 liadas negrinhaa ;
na ra de Aguas-Verdes n. 48.
Vende- so urna osera va moja e de figura
sgradavel; a vero a tratar, ua ra do Bruna nu-
mero .
Paletos.
Vendem-Se paletos de panno preto fino, muflo
bem eitos a 220 rs.; ditos de brim branco de
linho a 60 re.; ditos de setineta escaros a 30600,
e maito barato, aproveftem r na roa do Queima-
do n. 22, leja da Boa f.
iii
WFA FEITA ANDA 1A1S lARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feitasj
9*
LOJA E ARMAZEM
DK
jGes k Bastol
NA
Ra do Queimado
i.46, trente amarella.
t i c.on8laatemente temes am grande eva-
, nado sortimento de sobrecasacas pretas
| Pono e de cores muito fino a 28,
. >2 ?S Palelot dos mesmos pannos
zoj,22 o 248, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 140,160 o 18J, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muilo finos a 150,16$
o 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
raaalOS, 120 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7,65,
90 e 100, ditas de brim brancos muito
fina a 58 e 60, ditas de ditos de cores a
3, 30500, 40 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, eol-
letes pretos de casemira a 50 e 6, ditos
de ditos de cores a 48500 e 50, ditos
i brancos de seda para casamento a 50,
| ditos de 6, eolletes de brim branco e de
i fustao a 3, 30500 e 4. ditos de cores a
2500 e 30, paletots pretos de merino de
i cordio sacco e sobrecasaco a 1$, 8 e 9,
eolletes pretos para lulo a 40500 e 5,
i cas pretas de merino a 405CO e 50, pa-
. lelots dealpaca preta a 3500% 48, ditos
sobrecasaco a 60,7 e 88, muito fino eol-
letes de gorguro de seda de cores muito
i boa fazenda a 30800 e 48. eolletes de vel-
> ludo de cores e pretos a 70 e 80, roupa
, para menino sobre casaca der/anno pre-
toa e de cores a 140,150 e 160, ditos de
i casemira sacco para os mesmos a 60500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
30500, ditos sobrecasacos a 58 e 50500,
i caigas de casemira pretas e decores a 60,
6$500 e 70, camisas para menino a 20
i a duzia, camisas inglesas pregas largas
muito superior a|320 a duzia para acabar. _
| Assim come temos urna officina de al-*
i faiate onde mandamos executar todas as A
J obras com brevidade.
(36Cfii9&&lS fiKffittanttdiSeieXE
smsniVOTiWBivwBM MnvBWVTCeTBffnra'i*!
Potassa da Russia e cal de
45 Ra Direita 45
Por sem duvidiqne o Sr.ex-ministro da fazenda
S^!!!fSt"1do,c?,IB oad 5??I?? ^MMeif*'. Pw'M bastante o augmen lo
eVhor1^?old,r-el28 !? botina de
.ll S?if,??a,'.de homeB1 qoeapenis t-
2LV t ^ ,e 3-Ezc.deseiava que ellaa tro-
VLuZ Xa* ^P* "otinaM.poralgum chi-
? "1 "*. neoataradeTde popVprOe
aflm de obstar a que oatenlassem eosnterbo o mi
oso pe da bella pern.mbucana."Rio t.Bi~-
val as cinco parles do mundo. Mas 8 c t?
^T'V-' PP'?>o Arme eenerg'c no
proprietano do esUbelecinentd da rna Direa n
45, que nao qutz vender as suas botinas a 7s0fl
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina).
Dito (com lacp e firella). .
Austraco (sem laco). .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.......
De 18 a 22......\
Para hotaem.
Nantei (2 bateras). .
Francezes (diversos autores, .
Inglezes de bezerro, inteiricos
Ditos (cano de peica). .
Ditos vaqueta da Bussia .
Ditos pernambucanos
65OOO
5^500
5^000
4^500 *
4^000
5.S500
1 OSO00
O'OOO
9^000
s^f oe
8^500
6S00O
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadea do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa via-
da ultimamen-
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5j60o
1 batena )Suzer)..... 5^00
bofa deba ter (Suzer). 5000
Meios borzegias (lustre). 6J000
Sapatees (com elstico). 5$000
Ditos para menino ?05OO e 4^000
ra,ul0nC.l5!d0 bem feit0 noP" Por precos ba-
ratissimos : assim como couro de lustre, marro-
ques, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
bant"' 8 el' enr abundancia 'o
Bom que admira-
,.7flgt Dg'e" a800c"- a ,br8' dila r""co-
Zt-2 6sPeima.l queijosdo vapor a IM e 2. ditos a lg440, cha
a 8. doce de goi.ba a 800 e 1 j o caixo, vinho
5 .teTKrtaI,d0 8C0 e *la a"afa i-
M a 320 a libra : na travessa do paleo do Pa-
rauo n. 16-18, casa piulada de amarellol
Jogo de damas e gamo.
Vendem-se bonitas caiiinhas com moldura, e
os quadros de cores estampados em grosso vidro,
obra delicada, pelos baratissimos precos de 3, 4
e a assim como outras caixinhas maiores com
dobradicas e tranquetes, tendo em cima o jogo de
r^SS\Lde,Dl0 e g,mao com 8eus ecessa-
L Bn 16 n* rUa Queimai lja d'aguia
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na toja d'aguia de ouro, ra do Cabug a.
I B. aonde as senhoras achario os lindos cintos
tanto para senbora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, lanto dourado fino
como de ou Iras cores, que em vista do ultim
Mosto muguen deixar de comprar : s na loia
dagui a de ouro, rna do Cabug n. 1 B.
Bolachinha ingleza
a 3S0OO a barrica ; veude-se no armazem -nro-
gresso, no largo da Penha n. 8
Manteiga iogleza a 720
e 640 rs.,
252" "^P" ch a 2240' ca 240. esper-
?\1 8J?' CDie;Va a m bolachinha in.
gleza a 160 rs., em barrica 3J, toucinho a 320
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados antores
m elh ora dos
com novos
aperfe esta-
mentos, fszendo pespento igual pelos doos lados
da costura, mostrsm-se na r ja da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Guarda na pos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
- -...IUI..UCU- .--------- of, luucinno a izo
te de New- lberna da estrella, no largo do Paraizo nu-
mero 14.
Taberna da boa f,
ruaestreita do Rosario n.
18, esquina das Laran-
geiras.
Vende por menos do qne em outra qualquer
parte millio muito bom a 200 rs. a cuta, em sac-
eos grandes a 3g300, queijos muito novos lti-
mamente chegados a 2200 e a 1*700. manteiga
ingleza a 820, 720 e 560 rs.. arroz a 100 rs. a li-
bra gomma muito boa a 110 rs. a libra, maotei-
a franceza a 580 e 640 rs. a libra, toucinho a
am rs. a libra, e em porgao se far algum abale.
a ~Z ic .;9e uma excel,eo'o escrava com ida-
de de 15 a 16annos, de muito boa conducta, pro-
pequeos defrtosV37du.zTa;HOpTios"pro pTe" I ^^SSS^LSTZ^ .t/.'de
loja d'aguia branca
casa ; na na do Queimado,
numero 16.
Ra do Amorim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
barato pre?o de 2# a arroba : a ellas, que se es-
li acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se caigas de casemira preta muito bem
feitas a 10$, ditas de dita de cor maito superior a
9$, eslo-se acabando : na ra do Queimado n.
23, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2fl500 a sacca, chegada ha dous das de Santa
Catharina, de muilo boa qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
aaceas grandes : no largo da Assembla n. 15:
Cera de carnauba
da. Granja e de ontros legares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade ; no largo da
Assembla o. 15.
Peehineha de meias.
Meias de cores muito finas, muito boas e bo-
nitas, para homem a 1$500 a duzia e a 140 rs. o
par, que s deixari de ss comprar quera nao as
vio ; na na do Queimado n. 65, loja da dili-
gencia.
Mais que Peehineha!!!
Ale tria, talharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vende o Brando. na Lingoeta n. 5.
Chapeos andalu-
zes,
Sao chegados praca da Independencia na. SS
e 34 os afamados chapeos andaluzes, assim para
senhora cono para homem, sendo os primeiros
de feltro e os ltimos de palha, feltro e panno ;
em ata ter i a, gosto e fazenda sao so da ultima
moda em Parie.
Cheguem freguezias i loja de (rila portas na
rea do Queimado n. 69 para comprar fazendas
por todo preco, estou torrando pera sortir de no-
vas [aieudas, para vender mais barate do que em
outraqualquer parte na ra do Queimado, loja
de tres perlas o. SO. ^
mero 55.
Charutos suspiros.
-Na ruaa=ye!a D' 70- vendem-se charutos sus-
piros a 358000 o milheiro, e a retalho a 3S800 o
cento. "^
Escrayos fgidos.
50$ de gratificaco.
Ausenlou-se do convento do Carmo da cidade
de Olinda um escravo de nome Flizeo, com os
sigoaes seguintes: altura regular, cheio do cor-
po, pernas ou ps apalhelados, falto de denles na
frente da parte superior, cor nao muito preta e
tem o estomago um pouco saliente ; este escra-
vo j esteve 12 anuos escondido em casa da fa-
milia do finado Jos Claudino Leite, que o linha
a titule de comprado, e provavel que tornasse
para l : portanto o abaixo assigoado protesta
contra os das de servicoa quem liver o mesmo
acoutado sob qualquer titulo. Carmo de Olinda
15 de abril de 1861.O prior, Fr. Luis da Pure-
za Machado.
No dia 20 de dezembro do anno" passado
fugio do engenho Maravilha, na freguezia da Es-
cada, um casal de escravoe : o escravo chama-se
Antonio, crioulo, idade de 32 annos, altura re-
gular, cheio do corpo, muito tagarella, sem bar-
ba, com a cicatriz de um taino em um dos so-
brolhos ; a escrava chama-se Mara, de cor fula,
idade de 40 annos, estatura regular, tem falta de
alguos denles da frente, barriga bastante grande ;
descoDfla-se terem ido para o Bulque, d'onde sao
naluraes : quem os apprehender, leve-es ao Sr
lente Emilio Pereira de Araujo, senher dos di-
tos escravos, que recompensar com geuerosi-
dade.
Fugio da cidade do Arscaty, no mes de so*
tembro prximo passado, nm escravo do'eom-
mandante superior llanoel Jos Penna icheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Benfo
Lourenco Collares, de nomo Joaquim, de idade
de cineoenta o tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e con falta de alguns na frente,
queixofitio, ps grandes, ecom os dedos gran-
des dos p-Ss bem abarlos, muito palevriador, in-
culoa-se forro, e tem signaos do ter sido surrador
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
crrante, vindo do lado das Cine Pon las, osea-
do enterrogado por ai pareeeiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu sennor para
Goisnninba: qualquer pesaos, que o pegar o po-
dar levar em Pernanoueo aos Srs. Basto de Ia-
moa, que gratificareo generoeameete, /


DIARIO 01 fMUAMBUC. -- SXETA FE1RA 19 DB IM/Lt DE 1M1
Litteraiura
Extractos da bra-A ftcnwcmia na
America, doSr. A. de Twpeyille.
Posico occupada pele
lados-Unid'
ca dos
tos Es-
hao do morrer bu isolameolo, como
o destino do negros porm eil
tas ligado com. o dos Europeos:
ragas acham-se eulacadas, sem entrelan-
lo so confundirem ; to difficil Ihc separarem-
se rompleUuieiiie, como se unirem.
O oais terrivel de iodos os males, que amea-
{am os Estados-Unidos, nasce da presenca dos
negros sobre o mu.slo. Quando se indaga a cau-
sa dos embaraces presentes, e perigos futuros da
Lmio, parla-se do ponto que se partir, rem-se
s-mpre a esbarrar com este primeiro (acto. Os
homens, geralmente filiando, tem necessidade
de fazerem grandes e constantes esiorgos para
crearem males durareis ; lia porm um mal, que
penetra no mundo as escondidas; primeirameule
perceberao-lo apenas no meio dos abusos ordina-
rios do poder; principia por um individuo, co-
. jo nomo a historia nao conserva, aliram-no co-
mo um germen amaldicoado sobre qualquer pon-
to do solo ; eltc se nutra de aua propria seivs,
esteode-se sem esforeo, e cresce naturalmente
com a sociedade, que o recbeu em scu seio:
este mal o captireiro.
* O christianismo haOia destruido a escravidao ;
os christos do XVI secuto porm a restabelece-
xam ; entretanto olios s a admittiram em seu
sys'ema social como urna eicepgo regra ;
e fol por isso que lomaram a maior camel-
la em reslringi-la urna s das racas humanas:
abriram com este systerna urna (erida menos lar-
ga humanidade, mas inQnitameote mais diffl-
cil de curar.
Devemos deslinguir cu.dadosamenle duas cou-
sas; o captiveiro em si mesmo,*e suaa 'conse-
quenoias. Os males immediatos, produzidos pelo
captiveiro, eram entre ot anligos quasi os mea-
mos que entre os modernos; as consequencias
porm delles sao differeotes.
Entre os amigos o escravo pertencia mesma
Jaca, que pertencia seu senbor. e muilas vezes
.le era superior em educegao, e em luzes; s as
separara a liberdade, e urna vez conferida esta,
elles fcilmente se confundiam.
Nesles termos os antigos linham um meio mul-
to simples de se livrarem da escravidao, e de suas
consequencias; este meio era a alforria ; e desde
que elles o empregaram de urna maneira geral,
Tiram-se livres della. Isto porm nao querdizer,
qwe algum lempo depois de destru la a escravi-
dao na antiguidade, os seus traeos nao subsislis-
sem aiods.
Ha um preconceilo natural, que cooduz o ho-
niein desprezar, o que foi aeu inferior, muito
lempo ainda depois que este se tornou o seu
egual: a desegualdade real, que a foriuua, ou a
le, produz, succede sempre urna desegualdade
imaginaria, que tem nos coslumes a sua raz ; na
aniiguidsdo porm este effeito secundario do cap-
tiveiro tioha um termo. O liberto parecis-se tan-
to com os hornees de origem livre, que em breve
torniva-se impossivel deslingui-los no meio del-
les.
A maior difllculJade, com que lulavam os an-
tigos era a de modificar a le; para os modernos
3 de mudaros costumes; para nos a difculda-
de real principia, onde a antiguidade a via fin-
dar. A razio disto porque ntreos modernos o
laclo iromalerial e fugitivo do captiveiro se com-
Mr,: pela maneira a mais funesta com o fado
material, e permaneote da diflerenca da raca : a
lembr.iDca do ctptiveiro deshonra a raga, s esta
perpeta a recordado d'aquelle.
Nao ha Africano, que viesse livremente para as
plagas do Novo-Mundo : de ondoso segu, que
os Africanos que se acham presentemente na
America, sao escravos, ou libertos. Dest'arte o
negro transmute com a existencia o signal exte-
rior de sua ignominia lodosos seus descenden-
tes. O escravo moderno nao difiere somente do
seohor em relicto liberdade, senao lambem pe-
lo que diz resuelto origem : pode-se libertar
n m negro ; mas ninguem conseguir fazer, com
que elle em frente de um europeu deixe de estar
na posicao de um eslrangeiro. Isto ainda nao
tudo : este hornera, que uasce na abjeccao ; esto
eslrangeiro, que o captiveiro iotroduziu entre
nos, apenas reconhecido pelos traeos geraes da
humanidade. Seu rosto nos parece hediondo ;
sua intelligencii acanhada, e seus goslos baixos;
pouco falta, que o. nao consideremos um ser in-
termediario entre o bruto e o homem. Os moder-
nos porlanto, depois de abolirem o captiveiro,
tem ainda que destruir tres precoDceilos muito
mais fugitivos, e tenazes que elle; o preconceito
de senhoro, de raca, ede brancura. E'no mui-
to difllcil nos, que tiremos a dita de nascer no
meio de homens, que a natureza fez nossos se-
meltuntes, e a lei nossos eguaes ; -nos muito
difllcil, dizemos dos, compreheoder o espaco in-
transitavcl, que separa do europeu o negro da
America.
Mas nos podemos ter urna idea remola deste
espago raciocinando por analoga. Vimos em ou-
tro tempo grandes desegualdadea, que s tinham
as suas raizes na legislarlo. O que hovera de
mais ficticio, do que urna inferioridade legal? O
que de mais contrario ao inslioclo do homem, do
que essas diTerencas permanentes estabelecidas
entre pessoas evidentemente semelhantes'.' Estas
differen^as entretanto tem subsistido por sca-
los ; e subsistem ainda em mil lugares ; por to-
da parte deixaram tragos imaginarios, mas que o
tempo mal as pode apagar.
Se lio difllcil desenraizar a desegualdade
creada somante pela lei; como se ha de destruir
aquella, quealm desla base legal, tem os seus
fundamentos immutaveis na propria natureza ?
Quaolo mim confesso, que, quaodo considero a
difflculdade, c8m que os corpos aristocrticos che-
gam confundir-se na massa do poro, e o cui-
dado extremo que elles empregam para conservar
Sor seculos as barreiras idaes, que as separam
o mesmo povo, desespero de ver desapparecer
urna aristocracia, fundada era signaes visiveis e
immorredouros. Os que esperam, que os Euro-
peus se confundirlo um da com os negros, pare-
cem-me acanchar ama idea chimenea: minha
razio nao me induz crer em tal amalgama, e
eu nao vejo nos fados nada, que m'a indique.
FOLHETOI
imafaTiatragica
fon
CHARLES HUGO.
Al aqurpor toda pirte, em-ojosos brancos hio
sido malpoderosos, tem elles conservado oa ne-
gros na humilhacao, oa no captiveiro : por onde
Sprcm os negroi tem silo mais fortes, elles hio
eatruido os orlaros; o nico deve t ha de
haver,que eslas duas racas tem aborto enlre
si. Se eu considero os Estados-Unidos do nossos
dias, vejo perfectamente, que em. certa parte do
paiz a barreiro leg.il, que separa, as duas raJ^Ef
se obaixar, r cebo o captiveiro, que reetia ; reparo porm, qate
fst immovel o pnconcerto, qus elle fjz nascer,
Na parte da niio, em quo os negros nao sao
mais escraros, aiham-se elles approximados dos
brancos ?
Telo contrario loda a pessoa, que ti ver habita-
do os Estados-Unido.', lia de ver, que succed
isso as avassas. O preconceito do rara me parece
j mais forte nos Estados, que aboUram a esrravi-
I dio, do que n'aquelles, onde ella ainda existe, o
jem parle nenhuma so mostra elle lio inlollersn-
I te como nos Estados, em que foi sempre deico-
nhecido o captiveiro.
Vcrdade seja, que ao norte da Uoiio a lei per-
I mitle aos negros e aos brancos conlralarem al-
Mangas legitimas; mas a opiniio declara infame
o branco que se casar com urna negra ; e seria
muito difllcil citar um exemplo de um factn se-
melhante. Era quasi todos os estados, em que
o captiveiro foi abolido, dio-se aos negros direi-
tos eleitoraes : mas se um negro se spresentarem
urna assernbla para votar corre o risco de perder
a vida. Se o negro for opprimido, tem direito
dirigir sua queixa, mas os seus juizes sempre sao
os brancos.
A lei d-lhe um assenlo no tribunal dos ju-
rados ; de que lbe serve isso, porm, se o pre-
conceito o enxota dalli pira fra I As escolas,
em que aprendemos fllhosdos Europeus, naoac-
ceilam os filhos negros.
Nos theatros o negro, nem troco de ouro, po-
der comprar o direile de se assentsr ao lado da-
quelle, que foi seu seohor: nos hospitaes elle jaz
atirado l um canto em separado.
Permilte-se ao negro dirigir suas preces ao
roasmo Oeus, a quem os brancos dirigem as suas,
mas nio de o fazerem no mesmo altar: o negro
tem seus padres e suas egrejas: nio se Ihe fechara
as portas do cu ; mas a desigualdade so vae de-
sapparecer na eotrads do ouiro mundo; quando
o negro nio existe mais, atiram-se-lhe os ossos
fra, porque a diflerenca das condines subsiste
at na egualdade da morte.
Asim, pois, o negro livre ; mas elle nio po-
de compartir nem os direitos, nem os prazeres,
nem os trabslhos, nem aa dores, nem mesmo o
tmulo daquelle, de quem elle fot declarado
egual; o negro nio poder encontrar-so em par-
le alguma com os brancos nem na vida nem na
morte.
No sul onde subsiste ainda o captiveiro, nao
ha tanto cuidado em ter separado o negro, ello
desfructa conjnnctamenle com o branco os traba-
Ihos e os regalos deste ; que ate certo ponto con-
sente em se confundir com elle ; a legislacodo
sul mais dura respeito do negro, mas os h-
bitos sao maiJ doceis e tolerantes. No sul o se-
ohor nio teme de elevar o escravo at a sua al-
tura, por que sabe, que, logo que o queira, pode
alira-lo ao p : no norte o branco nao percebe
mais distinctamente a barreira que o dere sepa-
rar de urna raga abatida ; pelo que elle se affas-
ta do negro com tanto maior cuidado, quanto te-
me de um dia se misturar com elle. Nos esta-
dos do sul a natureza reassuraindo algumas vezes
os seus direitos, vem por um momento reslabe-
lecer enlre os brancos e os negros a egualdade :
nos estados do norte o orgulho faz calar at a pai-
xo mais imperiosa do homem. O Americano do
norte lalvez consentisse em ter relacoes illicitas
com urna negra, se os legisladores houvessem
declarado que ella nao poda aspirar em tempo
algum ser sua esposa ; mas como a lei permit-
te-lhe esse direilo, quanto basta, para que elle
fuja della com urna especie de horror.
E' dest'arle que nos Estados-Unidos o precon-
ceito, que replleos negros, parece crescer pro-
porcio, que estes cessam de ser escravos, e que
a desigualdade se imprime nos costumes pro-
pongo que ella se apaga nasleis. Mas se a po-
sicio relativa das auis racas que habitam os Es-
tados-Unidos tal qualeu acabo de descrever,
qual a razio por que os Americanos aboliram o
captiveiro nos estados do norte da Unio, e o con-
servan) no sul ; e d'onde nasce o sggrararem el-
les os seus rigores ? A respesta fcil : por-
que a abolido do captiveiro nos Estados-Unidos
nio foi feita no inleresse dos negros, sendo dos
brancos. Os primeiros negros foram importados
na Virginia no anno de 1621 : na America, como
em todo o mundo o captiveiro nasce sempre no
sul.
'aqui elle foijganhando terreno passo i pafso;
mas medida que subia para o norte, decrescia o
numero dos escravos : na nova Inglaterra vio-se
sempre muito poucos negros.
As colonias estavam fundadas : -rim secuto ha-
via-se j passado, e um fado extraordinario co-
ra ec. a va erir todas as vistas: as provincias que,
por assim dizer, nao possuiam escravos, cres-
ciam em populaco, riquezas e felicidade mais
rpidamente, que aquellas que os possuiam. as
primeiras o habitante ere obligado & cultivar elle
mesmo a trra ou allugar para isso os servidos
de outro ; uss segundas elle achava sua dtspo-
sirio trabalhadores, cujos esforgos nao Ihe era
necessario retribuir. Ilavia por tanto trabalho, e
despezaspor um lado ; descauro, e economa do
ouiro ; entretanto a vantagem Ucava para o lado
das primeiras.
Este resultado pueda tanto mais difllcil de ex-
plicar, quanto os emigrantes, que pertenciam tu-
dos raca europea, linham os mesmos hbitos, a
mesma civilisagio, as mesmas leis, e s se dille-
rencivam uosdos oulros por nuangas mu pouco
sensiveis.
O tempo continuava marchar; deixando as
praias do ocano Atlntico os Angto-Americanoa
se entranhavam todos os dias mais pelas solides
do Oeste ; ahienconiravam elles terrenos e climas
novos ; tinham que vencer obstculos de natureza
diversa ; suas racas se misturavam ; homens do
sul subiam para o norte, homens do norte des-
ciara para o sul. No meio irle todas estas causas
o mesmo fado se reproduzia cada passo; e em
geral a colonia em que se aao achavam escravos
lornava-se mais povoada e mais prospera do que
aquella emque os havia.
Ao passo que se avaocava, comecava-se i per-
ceber que o captiveiro lio cruel ao escravo, era
alm disso funesto ao senhor: esta rerdade, po-
rm, recebeu sua ultima dmonstracio logo que
sichegou sobra a* margeos di Ohio. O r^H
os Indios tinhamchamsdo por excellencia^^H
ou por ontra oRi Bonitobaona um dof^H
msgoiOeos valles, em que o homem baja em lem-
po algum fello ajua morada.
Sobre as duas Beiras lo Ohio esteMem-
fenos ondulados, oade o solo ofTerece todos os
dias ao lavrador thesouros inexgotaveii ; om um
e outro lado o ar e^iMm^Hr c 0 erfma
temperado.; cada um desses lados forma a fron-
leira extrema de um vasto estado ; o que segu
pela esquerda as mil sinuosidades que o Ohio des-
creve em seu curso chama-sn oKenluky ; o
outro toniou emprestado o nome ao proprlo rio.
Estes dous estados s dlflerera em um ponto : o
Kenluky admiltio fscravos 50 Ohio os repellio.
O viajante,que embarcado no meio do rio des-
ce por elle abaixo al a sua fez no Mississipi, na-
rega, por assim dizer, entre a liberdade, e o cap-
tiveiro ; basta-lhe lanjar as vistas em torno de
siparajulgar em um momento qual destas duas
condi(es mais favoravel humanidade ? So-
bre a margem esquerda do rio a populacio est
espalhada aqui e acol, de quando em quando
v-se um grupo de escravos percorrendo com ar
negligente campos meiodesertos ; s mata primi-
tiva reapparece cada passo ; diis que a so-
ciedade esi ali como que adormecida, e o homem
sem ter o que fazer ; e que s a natureza quem
pfferoce a imagem da vida e da actividade. Pe-
ta margem direita, ao contrario, levanta-se urna
bulha confusa que proclama ao louge a pres"en{i
da industria : ricas cearas cobrem os campos, mo-
radas elegantes anounciam o gosto e os cuidados
do lavrador ;de lodas asparles revola-se a abas-
tanca ; o homem parece rico e contente : emfim
elle trabalha I
O estado do Kentucky foi fundado em 1775, o
Ohio s o foi dore annos depois ; doze annos na
America equivslem mais de meio seculo na
Europa: boje a populagio do Ohio excede i do
Keotuckv em 250,000 habitantes. Comprehen-
dem-se fcilmente estes diversos effeitos do cap-
liveiro e da liberdade; e bastara elles para nos
explicarem as diTerencas, quo se encontrara en-
lre a civilisacao enliga e a de nossos dias.
Na margem esquerda o trabalho confunde-se
com a idei da escravidao; na direita com a da
felicidade ei do progresso ; n'aquella elle de-
gradante, n'esla honroso: na margem esquerda
do rio nao se pode schar joroaleiro da raes
oranc, porque elles lemem de parecer-se com
os escravos ; d'aqui a necessidade de recorrer ao
servico dos negros; na margem direita de balde
se procuraria um homem ocioso ; o branco sppli-
caii todos os trabalhos sua acliridade e sua in-
lelligencia.
Assim, porlanto, os homens que no Kentucky
sao encarregados de exhaurir as riquezas nalu-
raes do slo, nio tm nem zlo, nem luzes ; e
os que possuem estes dous predicados, ou nada
fazem, ou se trasladara para o Ohio no intuito de
poderem aproveitar-se de sua industria, exercen-
do-a sem pejo. Verdade que no Kentucky os
senhores fazem trabalhar os escravos sem Ibes
pagar salario algum ; em compensarlo porm
tiram pouco fructo dos seus estarces; quando
alus, se elles o pagassem homens livres, este
preco revertera com usura no valor de seus tra-
balnos.
O jornaleiro livre paga-se do seu servico ; mas
elle o desempenha com mais promptido, do que
0 escravo ; e, como se sabe, a rapidez da eiecu-
5*0 um dos grandes elementos da economa.
iv Dr8DC0 ?8nde os seus soccorros, mas s se
ln os compram tambera, quando se necessita del-
les ; o negro nao tem que reclamar prec.o algum
pelos seus servigos, mas o senhor tem obrigacao
de o sustentar eflectivamente, de o alimentar em
sua velhice, como em sua edade madura, em
sua infancia estril, como nos annos fecundus de
sua mecidade, em suas doencas, como em seu
estado de saude.
As3im, sem pre pagando, que se obtem o tra-
balho destes dous homens ; com a diflerenca, po-
rm, que o jornaleiro livre recebe somente o seu
salario ; e o escravo urna educacao, alimento,
cuidados o vestuario; o dinheiro, que o senhor
dispende na manlenca do seu escravo, sane de
auas maos pouco i pouco, e em delalhe ; por is-
so mal elle perceba esta despeza; quando, po-
rm, paga ao trabalhador livre, falo de urna vez,
de onde parece que s enriqueceu com aquelte
dinheiro o trabalhador que o recebeu; a reali-
dade, porm, que o escravo custou mais caro
do que o homem livre, e o seu trabalho menos
productivo. A influencia do captiveiro dilata-se
anda mais longo; ella penetra at na propria
alma do seohor, e imprime urna diraccio parti-
cular em suas ideas e em seus goslos.
Sobre as duas margeos do Ohio a natureza deu
ao homem um carcter enrgico e emprehende-
dor; mas em cada um dos lados do rio elle faz
desta qualidade commum um emprego diflereo-
te. O branco da margem direita, coagido i viver
de seus proprios esforcos, deposilou na felicidade
material o fim de sua existencia ; e como o paiz,
que elle habita, aprsenla industria recursos
inexgotaveis, e offerece sua actividade atlrac-
tivos que se reproduzem, o seu ardor de adquirir
ultrapassa os limites ordinarios da cobica huma-
na; atormentado da gana das riquezas, vemo-lo
atirar-se com audacia em todas as estradas, que
1 S-bre a forluna ; e por isso que elle abraca
odifferenlemente a profissao de marioheiro, ma-
nufacturero e lavrador, supportando com egual
constancia os trabalhos, ou os perigos inherentes
estas diversas profisses, e mostrando com este
empenho, que ha alguma couss phenomenal nos
recursos do seu genio, e urna especie de heros-
mo em su 1 avidez pelo gaoho.
O Americano da margem esquerda nao despre-
za somente o trabalho, senao tambem todas as
emprezas, cujo xito depende delle ; vivendo em
urna ociosa fartura, elle tem os goslos do homem
vadio ; seus olhos o dinheiro perdeu urna par-
te de seu respectivo valor; nio insiste tanto em
fazer fortuna, como em entregar-se agilagio, e
aos prazeres ; n'isto que elle emprega a sua
energa, quando o sea visinho o encaminha para
outras occupac,es; ama apaixonadamenle a cca
e a guerra ; recreia-se nos exercicios mais vio-
lentos do corpo ; e familiarisa-se desde a infan-
cia com o uso das armas, no qual aprenden i
jogar sua vi la em combates singulares. O cap-
tiveiro, portanlo, nio impede os brancos somente
de fazer fortuna, senao tambem de a quererem
conseguir.
Operando as mesmas cousas continuamente ha
dous seculos as colonias inglezss da America
septentrional em um sentido inverso, ho ellas
por lioi estabelecido urna diflerenca prodigios)
SEGUNDA PARTE.
O Pae.
(Con cluso.)
XII
EPILOGO.
Cerca de tres annos depois dos aconlecimentos
que acabamos de narrar, no decurso dessa poca
falal 1685 tio dolorosamente memoravel pela
desastrosa revogacaodo edicto de Nantes, a Fran-
ca apresenlavs o eslranho espectculo de urna
naci ao mesmo tempo em luto e em testas. Em-
quanlo urna parte do povo fugia dianle da per-
seguicio, no meio desse desespero e dessa der-
rota do reino, a corte se ostentava mais brilhante
e mais sumptuosa que nunca : ella lancava o seu
ultimo claro antes de extinguir-se.
Acabava-se de edificar Trianon e Marly, e ma-
dama de Maintenon, posto que tivesse j publi-
camente substituido a sua rival madama de Mon-
lespan, todava nao tinha ainda desenvolvido em
torno do seu real amante eaai monotona ascti-
ca e rigorismo fantico que deviam bem de pres-
ea ensombrar a corle e a cidade, sepultando o es-
pirito francez, por muito penetrante que fosse, no
confestionario dourado dorei.
Entretanto, apezar de que a corle nio deitasse
os seus hbitos de festa, se lia em todos os sem-
blantes as mais serias preoecupaces.
Alm das graves noticias politices trazidas a
VeWMlet por estafetas que acudiera spressadi-
jaente de todos os pontos ds Franca perturbada, a
*) Vide biarxo n, 90,
desgraca imminente da Montespan prestava-se
para as conversarles malignas dos inquietos cor-
tejaos. Conlava-se muito em segredo diversas
scenas intimas, que punham todos os dias em lu-
la as duas rivaes, assim como as ultimas peripe-
cias dessa derrua femenini que so dava em tor-
no dos degrus do tbrooo, e que fazia patente pe-
rante toda a corle e com todas as astucias da ri-
validad a mais odiosa o orgulho aggressivo
de madama de Montespan contrae humildadepa-
ciente de madama de Maintenon.
Bem que se defendesse com obslioacio quasi
desesperada, com ludo a bella e orgulhosa favo-
rita de ha muito tinha consciencia do triumpho
da sua piedosa rival : mas assim mesmo nio quiz
desapparecer do fastigio do poder sem fazer urna
gloria da sua queda ; e pois, foi anda ella quem
determinou e presidio as ultimas pompas de Ver-
sarles e de Marly. Em vesperas de deixar a
corte casava com todo o apparato a sua pri-
meira (liba mademoiselle de Nantes com o Sr.
duque de Bourbon, neto do grande Conde.
Houvera naquelle tempo grande serie de festas
magnificas e torneios, que foram longa e minu-
ciosamente narrados as Noticias especiae doSr.
de Daogeau : porm essas festas, enlre as quaes
mais primou a do marqaez de Seignelai nos seus
jardios de Sceanx, foram todas eclipsidas pelo
fausto que presidio a essa do re em Versailles e
Marly, no seguate dia ao daquelle casamento.
Ao passo que os saldes, especialmente a cele-
bre galera das Musas, resplandecan) de flores,
candelabros, o ricas damas de trajar surapluoso,
da parte de fra do palacio numerosos grupos d
pagens, com as cores das nobres casas a que per-
tenciam, iam e Tinham de um para outro lado
mostrando-se mutuamente com mil exelamaedes
de sorpreza as magnificencias ds nova residencia
real. >
Era qual mais se extasiara vista dos doze ps-
vilhes allegoricos, j baplisados pela poesa
cortexa daqaella poca, com o titulo pomposo
de habitarles do sol, os quaes tinham no seu
centro o palacio de Thetis, isto o diloso templo
em que o rei se dignava reeolher-se ao mesnro
tempo que o sol.
Era qual mais admirado se moslrava diante
dos bellos grupos deCouston e de Kellers ; dian-
teda magestoea alameda de Belvedere, do ribei-
xo com a sua' grande cscta, do podjbal, do pv
mercial do hornera do sul
por isso que aoje so a norte
facturas, estradas de ferro e
inca se observa, azendo-se
----------------v otro as habitantes do nor-
te a do o!, como entre estes uns para com os
oulros. Em regra vieram do norte os homens,
que nos estado*ais meridionsea ds Uniio dedl-
cam-se emprezas coromerciaea, e procurara ti-
rar lucros do captiveiro ; cada dia as pessoas des-
se lado derramam-se pelo sul, onde Ibes nao faz
tanto ruedo a concurrencia, como no norte, e
descobrem recursos, que os habitantes meriio-
naes desconhecem ; e submeltendo-se um sys-
tema que, entretanto desapprovam, conseguem
tirar delle roelhor partido, do que os mesmos
que o fundaram, e aindi o sustentara.
Se eu quizesse levar mais o longe psralello, f-
cilmente provaria, que quasi todas as diTerencas,
que se observa m enlre o carcter dos Americanos
nosul, e no norte,tem a sua oiigem no captiveiro
mas como se eu o flsesse, afastarme-hia do meu
assampto, indago neste momento, nio quaes se-
jam todos os effeitos da eacravidio, mas somen
te os que ella produz sobre a prosperidade mate-
rial dos que a admittiram.
Esla influencia da escravidao sobre s produc-
co das riquezas s poda ser mui imperfeitamen-
le conheclda da antiguidade nesse tempo o cap-
tiveiro existia em todo o universo policiado, e
diziam se barbaros os povos, que nao conheciam.
Tambem o christianismo somente deslruiu o cap-
tiveiro fazendo valer os direitos do escravo ; em
nossos dias porm pode-se ataca-lo em nome do
Senhor ; sobre este ponto harmonisio-se perfei-
tamente o interresse, e a moral.
A proporcio que eslas verdades se manifesta-
ran! nos Estados-Unidos rla-se o captiveiro recuar
pouco a pouco diante das luses da experiencia.
O captireiro haria comecado no sul, e se ti-
nha estendido para o norte ; boje elle se relira
desta regio.
A liberdade partindo do Norte desee, sem pa-
rar, para o sul. Entre os grandes oslados a Pea-
silvania forma o ultimo limite do captireiro para
o norte ; mas elle se acha abalado nestes mes-
mos limites. O Marylanl, que fica immediata-
mente baxo di Pensilrania, prepara-se todos
os dias para o abolir, e j s Virginia, que extre-
ma com o Maryland, discute a sua utilidade, e
os seus perigos.
Nao ha urna s grande mudanga as inslitui-
Coes humanas, sem quo se discuta as causas des-
sa mudanca a lei das successoes. Quaodo a des
igual iede das parlilhas reinara no sul, cada fa-
milia era representada por um homem rico, que
senta menos a necessidade do que o gsto do
trabalho ; em derredor delle viviio da mesma
maneira, como outras tantas plantas parsitas, os
membros de sua familia, a le havia excluido da
heranca commum : via-se entio em todas as fa-
milias do sul, o que se v ainda em nossos dias
as familias nobres de certos paizes da Europa,
em que os irmaos mais mocos, sem ter a mesma
riqueza, que o primognito, vivem to ociosos,
como este.
Este effeito idntico era produzido na America,
e na Europa por causas inleiramente anlogas.
No sul dos Estados- Unidos a raga toda dos brancos
furmava um corpo aristocrtico, a cuja frente
apresenlava-se um certo numero de individuos
privilegiados, de riqueza permanente, e ocio here-
ditario. Esles chefes da nobreza americana perpe-
tua vo nos corpos, de que eram representantes os
preconceitos tradicionaes da raca branca, e a idea
de ser honrosa a ociosidade. No seio desta aris-
tocracia podia-sa encontrar pobres, mas nao tra-
balhadores ; a miseria lhes pareca preferivel
industria : os trabalhadores negros e es:ravosuio
achavam competidores ; e por isso fosse, qual
fosse a opiniio, que se tivesse sobre a utilidade
de seus servicos, era preciso acceita-los, vislo
que nao havia oulros.
Do momento, em que as leis de successao fo-
ram abolidas, todas as fortunas comegaram de-
miuuir simultneamente, e todas as familias se
aproximaran) em razio de um mesmo movimen-
lo do estado, em que o trabalho toroa-se indis-
pensavel existencia : muilas destas familias hio
totalmente desapparecido, e todas devisaram o
momento, em que era mister, que cada urna tra-
lasse de prover as suas necessidades por meio de
seus proprios recursos.
Ainda boje se veem ricos : estes porm nio
formam mais um corpo compacto, e hereditario ;
e nem poderam adoptar um espirito, perseverar
nelte, e faze-lo adoptar em lodas as Qleiras.
Principiou-se pois a abandonar de commum ac-
cordo o preconceito, que infamara o trabalho ;
e sendo poucos os pobres, elles tem podido, sem
se enregonharem, oceupar-se dos meiosdega-
nbar sua vida. Um dos effeitos porlanto mais
prximos da egualdade das parlilhas foi de crear
urna classe do trabalhadores Unes.
Desde o instante em que o trabalhador lirre
entra em concurrencia com o escravo, sente-se a
inferioridade deste, o o captiveiro tem sido ata-
cado em seu proprio principio, que o inleresse
do senhor.
A medida que a escraridio recua, a raga ne-
gra a acompanha em sua marcha retrograda, e
volts com ella para os trpicos, de onde origina-
riamente reio. Isto pode parecer extraordinario
ao primeiro aspecto ; mas nos ramos j com-
prehend-lo em um momento. Abolindo o prin-
cipio do captireiro, os Americanos nio forraran)
logo os seus escraros : e o exemplo, que rou
citar, servir para facilitar a intelligencia do que
vou dizer adiaote ; este exemplo o do estado
de New-York. Em 1788 este estado prohibi a
venda de escravos em sea territorio ; o que era
vedar de urna maneira indirecta a importacio
delles. Desde logo o numero dos negros nio
cresceu mais, seno segundo o augmento natu-
ral da populacio negra. Oito annos depois to-
mou-se urna medida mais decisiva, declarndo-
se, que a datar de 4 dejulho de 1799 todos os
filhos, que nascesem de pais escraros, seriara li-
vres. Feichou-se porlanto todo o caminho do
crescimenlo ; ha anda escraros, pode-se porm
dizer, que o captiveiro j dessppareceu.
teo dos bichos, e finalmente diante dessa incom-
paravel machina, primor d'arte do cavalleiro de
Ville com o seu prodigioso machioismo e mons-
truosa construjio que tinha devorado florestas
inteiras.
Tudo attrahia e procurava o enthnsiasmo pal-
rador dos pagens dispersos pelos jardios de
Marly.
Um s de eolre elles conservava-seinsensivel
a todas essas inaravilhas. Era um louro e bello
adolescente de quinze a desosis annos, como os
oulros vestidos com a libr de pagem, e que des-
cuidoso errava por entre as aleas do jardm sem
vollar ao menos a cabega para laes bellezas pro-
digalisadas ali pelo duplo genio de Mansard e de
Lenotre.
Por muito joven que fosse, pareca ter j ad-
quirido esse poder de meditacio que permitte ao
hornera o isolar-se no centro da multidio. Nem
as noticias desastrosas que iraziam a corte agita-
da, e que de pasmo enchia toda a Franca, nem
os reaes esplendores desse palacio, onde o mais
magnifico dos raonirchas dava a mais magnifica
de tolas as festas, pareciam merecer a atiendo
desse joven pagem : pois que elle se nio moslra-
va eommovido, nem sorprezo.
Seu labio, que comegava a cobrir-se da primei-
ra peunugem de um fino bigode, tinha singular
expressao de altiva gravidade. Lia-se sobre o seu
semblante o ultimo reflexo de um sorriso inno-
cente interrompido sbitamente pelaapparicaode
alguna dessis sombras aventuras, em que o hor-
ror da tragedia se rene grandeza da scena.e
que fazem perder para sempre ao espirito a facul-
dade de admirar-se.
Polo que da sua edade se poda colligir devia
ter elle mui pouca experiencia da vida ; mas ao
mesmo tempo a sua phisionomia denotara que
nada do que Ihe restara conhecer do espectculo
das cousas humarlas podia per* elle elerar-se as
proporcoes de um successo eslranho. Possuia
esse olhar tranquillo e iodolente do menino ara-
be, que exercita sobre a banalidade dos homens
e da) cousas a placidez sem limites de um des-
prezo familiar aos grandes rugidos des monslros
e das feras, e coja ignorancia finalmente se lem
visto e se tem medido com o leao.
Trajava vestes de lulo, mas um luto de urna
elegancia a loda prora: era ama libr de ve-
ludo pceto bordado de prala; ama perola de cor,
A partir da poctem que ata estado da aorta
reda assim a importacio dos escrrvod, nao se ti-
rara mais negras de sul para leva-Ios a o e ter-
ritorio.
Desde que um estado do noria prohibe a rende
ios negros, o escravo nao pudendo mala sabir das
mo* drseu possuidor, torua-se urna proprieda-
de incommoda, e como tal sente-se inleresse em
transporta-la para o sul.
No dia em que um estado do norte declara que
nascer livre o fllho da es:rava, esta perde urna
grande parle de seu valor vendase!, viso que sua
fecuodidade nao pode mais entrar em preco ; e
por isso ha grande conveniencia em trsnsporla-la
para o sul. Dest'arle urna s e mesma lei, ao
passo que impede que os escraros do sul venham
para o norte, varre os desta para aquella re-
gio.
Eis, porm, urna outra causs mais poderosa
que as que acabo de mencionar. Quanto mais se
diminue em um estado o numero dos escravos,
tanto mais se faz nelle sentir a necessidade de
trabalhadores livres ; e a proporcio que os tra-
balhadores livres vo ss apostando da industria,
o escravo, visto que seu trabalho menos pro-
ductivo, vae-se tornando urna propriedade me-
diocre ou Intil, e como tal devendo ser exporta-
da para o sul, onde nio ha que ternera concur-
rencia.
A abolicio do captiveiro nio faz o escravo ad-
querlr a liberdade ; ella o faz somente mudar de
seohor: do septentriao elle passa para o melo-
da.
Quanto sos negros libertos, e ses qu* nascem
depois da abolicio do captiveiro, estes nio dei-
xam o norte para se trasladaren) para o sul; mas
acham-se em fronte dos europeus em ama posi-
Cio anloga dos indgenas ; cooservam-se se-
mi-civilisados, e privados do direitos no meio de
urna populago, que lhes infinitamente superior
em riqueza e em luzes, e por isso expostos ty-
rannia das leis, e intolermcia dos costumes.
Mais infelizes, sob certas relacoes, que os Indios,
tem contra si as recordacoes do captiveiro, e nio
podem re -lmar a posse de um nico lugar do so-
lo : muilos suecumbem de miseria, os oulros
concentram-se nascidades, onde encarregando-
se dos mais grosseiros trabalhos, vivem uma exis-
tencia precaria e miseravel.
Ainda quando o numero dos negros continuas-
se crescer da mesma maneira que na poca em
que elles nio possuiam a liberdade, augmentan-
do o numero dos brancos, depois da abolicio do
captiveiro, com duplicada celeridade, os negros
ficariam logo, como engolidos no meio de ondas
de uma populaco estrangeira.
Um paiz cultivado por eseravos por via de
regra, menos povoado que um paiz cultivado por
homens livres ; e de mais a America uma re-
giio ora, no momento em que um estado decre-
ta a abolicio do captiveiro, elle est apenas meio
povoado.
Mal se destre a escravidao, quando se faz lo-
go sentir a necessidade de trabalhadores livres, e
ento vem-se affluir para o seu territorio de to-
das as parteado paiz grupos de aventuremos ou-
sados, que vem aproveitar-se dos recursos novos
que se vio abrir industria.
O solo se divide entre elles, sobre cada porgao
estabelece-se uma familia que toma logo posse
della. Tambem para os estados livres que con-
corre a emigrado europea.
Ora, o que seria da pobre Europe, se, rindo
buscar farlura e felicidade no Novo Mundo, fosse
estabelecer-se em um paiz, onde o trabalho in-
quinado de ignominia?
Por esta forma, pois. a populaco branca cres-
ce por seu momento natural, e ao mesmo tempo
por uma immensa emigraco, quaodo pelo con-
trario a populayio negra nio recebe emigrantes,
e se debilita por si mesma : em um instante, por
tanto, a proporcio que existia entre as duas ra-
gas, est destruida.
Os negros nio formam mais que um infeliz des-
troc, uma pequea tribu pobre nmada, per-
dida no meio de uma populaco immensa, e se-
nhora do solo, e a sua existencia apenas se per-
cebe pelas injusticas e rigores de que elles sio
victimas.
Em muilos estados do oeste a raca negra l nao
chegou ; em todos os do norte ella desapparece.
A grande questo do futuro se concentra em um
circulo eslreito ; ella se torna assim menos temi-
rel, porm nao mais fac de se resolrer. A' me-
dida que se desee para o sul, mais difficil abolir
utilmente o captireiro : esta eircumstancia re-
sulta de muitas causas materiaes, que preciso
desenvolver.
A primeira o clima ; exacto que o trabalho
para os Europeus se lhes torna mais difllcil i pro-
porcio, que elles se approximam dos trpicos :
muitos Americanos presumem mesmo que. sob
certa latitude elle se Ihe torna mortal, entretanto
que o negro sujeila-se elle sem nem um peri-
go ; mas eu nio pens que esta idea, alias to
faroravel i preguica do homem do sul, se funde
na experiencia. No sul da Uoiio nio faz mais ca-
lor do que no sul da Hespanha e da Italia. Sendo
assim, porque razio nio pode o Europeu execu-
tar ahi os mesmos tcabalbos? E se a escraridio
foi aboliia na Italia e na Hespanha, sem que por
isso os senhores della morressem, porque nio
succeder o mesmo na Unio ?
Nao posso crer que a natureza baja interdicto,
sob pena de morte, ao Europeu da Georgia ou da
Florida do tirar por si mesmo a sua subsistencia
do solo : mas certo, que este trabalho Ihe seria
muito mais penirel e menos productiro que aos
habitantes da Nora Inglaterra. Perdendo assim o
trabalhador lirre no sul uma parte de sua supe-
rioridade sobre o eseraro, diminue muito por isso
a utilidade de acabar com o eaptireiro. Todss as
plantas da Europa crescem no norte da Uniio ; o
sul tem as suas proprias.
Tem-se obserrado que o captireiro um meio
despendioso de cultivar os cereaes : o que colhe
Si*1Vr^&h.1t,de,C(M,heeW0 MD-
uveirOj ao conserva nanyaalmente em seu serri-
o ura pequeo narae.ro de trabalhadores : na
ccaasiH de semear, e as poca da ceifa elle ran-
cie, 6 cerjo maior numero delles; mas apenas
concluido o servico sao estes despedidos.
Para encher oa seus paies, ou plantar as seas
trras, o agricultor qtfe vive em um eslado, onde
ha eacra'o, v-se na necessidade de entreter por
todo o anno um grande numero de trabalhadores,
ele que somente necessita por sgaos alas, pot-
c.ue, com diflerenca dos homens livres, os escra-
vos, trabalhand por sua conl, nao esperario o
momento em que se renha alugarasoa indus-
tria ; preciso, pois, compra-Ios pars esse fim.
O captiveiro, independente mesmo de seus in-
convenientes geraes, naturalmente menos ap-
plicavel aos paites em que se cnltiram oa cereaes
do que aquelles onde se colhem outros produc-
tos. A cultura do tabaco, do algodio, e eapedal-
mente a da canna de assucar, exige, pelo contra-
rio, cuidados continuos.
Nesta cultura podem-se empregar mulheres e
meninos, que na do trigo de nada serririam : a
por isto que o captireiro. naturalmente mais
apropriado ao paiz, de que se tirara os producloa
supra mencionados.
O labsco, o algodo, a canna s crescem ao
lu ; eales gneros sao os que formam ahi as ton-
tos prineipaes da riqueza do paiz ; desguind-
se o captiveiro os homens do sul achar-ae-blam
em uma deslas duas alternativas; ou sniam obri-
gsdos de mudar o seu systema de cullura, a
nesle caso entraara em concurrencia com os
homens do norte, mais aetlros e mais experi-
mentados que lies ou curtivariam os mesmos
productos sem escraros, e ento leriam de sop-
portar a concurrencia dos estados do sul, que o
conservassem. Assim o sul tem razes particu-
lares, quaes nao tem o norte, para sustentar o
captiveiro.
Eis-aqui poretn um outro motivo mais podero-
so, que todos os oulros. O sul poderia, em ri-
gor, abolir o captiveiro ; mas como livrar-se-hia
elle dos negros ? No norte expelle-se simult-
neamente o captiveiro, e os escraros ; no sul
nio se pode contar com este duplo resultado.
Prorando, que o captireiro era mais natural e
ventajoso ao sul, que ao norte, indqaei surl-
cienlemente, que o numero de esiravos devia
ser all muito maior que aqui. Foi para o su],
que se levaram os primeiros africanos; foi para
all que se flzeram as maiores carregacoes delles.
A' proporco que se avanca para o sul, ganha
grande forca o preconceito, que olha como hon-
rosa a ociosidade: nos estados que se aproximara
dos trpicos nao ha branco que trabalhe; os ne-
gros, portanto, sao mais numerosos no sul do
que no norte. A' cada dia, como j fiz ver em
outro lugar, elles augmentara em numero ; por-
quanto, proporcio que se destroe o captiveiro
em uma das exlremidadea da Uniio, os negros
se accumulam oa outra. Sob esta condico, pois,
o numero dos escraros augmenta no sul, nio so-
mente pelo morimento natural da populacio, co-
mo tambem pela emigraco focada dos negros
do norte. A raca africana, para crescer a'esti
parte da Unio, tem causas anlogas s que fa-
zem augmentar to depressa a rae europea no
norte. No estado do Malne conta-se um negro
por 300 habitantes; no Massachussets um por
100; em New-York por 100; na Pensylvania
3 por 100; no Maryland 34 por 100 ; na Virginia
42 por 100; emfim 55 por 100 na Carolina do
Sul. Tal era a proporcio dos negros em relaco
aos brancos em 1830.
Esla proporcio, porm, muda incessantemente
cada dia ella lorna-se mais pequea no norte e
raaia grande no sul.
E' evidente que nos estados os mais meridio-
naes da Unio nao se poder abolir o captiveiro,
como se praticou nos estados do norte, sem ar-
riscar-se i grandes perigos, que estes nao tm
que temer.
Vimos como os estados do norte manejaram a
transieco entre o captiveiro .e a liberdade: el-
les guardam em ferros a geraco presente o
emancipam as ragas futuras. Dest'arte s se in-
troduzem os negros lentamente na sociedade; e
em quanto se conserva no captiveiro o homem
que poderia fazer um mo uso de sua indepen-
dencia, liberta-se aquella, que antes de se tornar
senhor de sua pessa, pode ainda aprender a ar-
te de ser livre. Seria difllcil fazer applicaco
desle melhodo ao sul. Quando se declara que
datar de certa poca o filho da negra ser livre,
introduz-se o printpio e a idea da liberdade no'
seio mesmo do captiveiro ; os negros que o le-
gislador guarda na escravidao, e que vem seus
filhos sahir delli, espantam-se dessa partilha
desigual, que o destioo Taz entre elles ; inquie-
tam-se por tanto e se irritam. Desde ento o
captiveiro perdeu seus olhos a especie de po-
der moral, que Ihe daram o tempo e o costume ;
e fica reduzido ser nicamente o abuso da
forca.
( Continuar-$e-ha.)
cinzenla, do preco inestimavel, servia para pren-
der a pluma do seu chapu. Trzia sobre o cor-
pinho tres atacadores prateados, e sobre as Ion-
gas pregas do seu cinto podia-se ver a rica borda-
dura de negro brasao de armas ciogido de
prata.
A presenca daquelle pagem em Marly dava a
entender que elle pertencia a alguma casa das
mais considerareis do reino, pois que s grandes
e poderosos fidalgos tinham recebido a honra
de um convite para a festa que ali tinha lugar na-
quelle dia.
Elle havia segu lo seus amos at o primeiro
dos quatro vestbulos que conduziam ante-ca-
mara do re ; ali parara com todo o respeilo, con-
forme o exiga a etiqueta, e foi depois silenciosa-
mente misturar-se na multido dos pagens.
No mesmo momento a grande porta da galera
das Musas dava passsgem a um mancebo e a uma
moca, cujos vestidos inleiramente pretos pare-
cern) tio estranbos em somelhante festa, que a
sua entrada foi acolhida com um longo murmurio
de sorpreza.
Todas as caberas se roltaram e inclioaram-se
urnas para as outras, tomando as mil atlitudea ds
curiosidade : e no meio dessa immensidade de
leques, que se asilavam eoceultaram os segredi-
nhos e cochichos, um nome terrirel, annunciado
em voz alta pelo porteiro, reio cortar o fio s con-
versacOes comegadas sobre as graves preoecupa-
ges que traziam indecisos todo o reino e a corte.
Passou rpidamente em roz baixa de bocea em
bocea os prineipaes traeos de uma aventura sem
exemplo, cujas circumsiancias tinham vagamen-
te transpirado, e sobre a qual a vontade expresas
do rei havia suspendido as indagaedes da juslica.
Nao houve quem se nao admirasee dseme-
lhsnte impunidade, e o caso estrondou por tal
forma que nem mesmo poderam faze-lo esqoecer
os numerosos rasgos de coragem a ralor militar,
aos quaea o hroe extraordinario dessa aventura
deveu a honra de rr muitas rezes nos ltimos
tres annos o neme fatalmente celebre, de que
elle usara, consignado com grandes elogios nos
ordene do dia do xercito.
Assim, pois, a esperance dq mancebo e da sua
companheira no palacio da rei, em Marly, e na-
quelle dia, causou tal espanto entre os aasistentes
que passou a anciedade.
Todos os ciliares 99 voltaram para o joven par,
que, affeclaodo nao reparar na commogao singu-
lar que provocara, dirigia-se para o circulo ma-
gestoso em que o rei, cercado da flor dos seus cor-
lezos, prestara ouridos dlstrabidamente a uma
dissertago politice, sustentada com a maior vi-
racidade por madama de Montespan contra a sua
ditosa riral.
Da mesma forma que o seu pagem, o mancebo
e a moca estavam vestido de luto; mas se na
libr daquelle esse luto ostentava tal ou qual
magnificencia, nos vestidos dos dous era elle ob-
servado com toda a rigidez austera das grandes
familias quando lhes acontece alguma calastro-
pbe. Nem um s bordado, nem uma s flor, nem
um s diamante trazia a joven no seu (rajar: e
nio obstante essa simpllcidade, que conlrastava
estranhamente com o luxo doscustosos trajes das
outras damas, que ali se schavam, ella era assim
mesmo de uma belleza tio rara e lio pura, tudo
em si trabia a tal ponto a nobreza da raca e dos
ademans, que um murmurio de admiraco veio
bem depressa misturar-se com susssurro de
curiosidade que pouco antes percorrera todo o
sali.
Alm disto tinha nos seus lindos olhos azues,
oa sua pallidez transparente, no seu andar to-
cante e gracioso, na expressao melanclica da
sua phisionomia, o quer que fosse de dolorosa-
mente palhetica, que ao ve-la todos se sentiam
admirados.
E com effeito 1 quera deixaria de sentlr-se to-
cado at o fundo d alma ao aspecto dessa extre-
ma delicadeza feminina envolvida pela fatalidade
em terrivel o medonba aventura I ? No meio des*
se luto quasi monacal, que cobria a sua belleza
celeste, ella resplandeca assim mesmo. Dir-se-
hia um anjo que trmulo vem de presenciar a co-
lera de Deua; e o vento formidavel de Josapbal
pareca fazer curvar ainda com o seu sopro abas-
lesinha frgil dessa flor do ideal,
O mancebo era sizudo, grave a solemne. Seu
traje de setim preto trazia por nico ornamento
um medalhio enriquecido de diamantes, oujo ru-
bina, egaelmente preto. tobresahia na alvura do
seu largo pescocinho simples sem rendas. Ti-
nha a epparencia militar, mea com o quer que
fosse de extraordinario que parada elle perten-
ecer a uma ostra milicia que nio a milicia dos
homens. Sua espada, despida de joias e ornatos,
tinha o puubo todo 49 tetro di itmai sombras,
e causava terror por sua espantosa realidade no
mel deesas iuteis espadas de corte, ostentndo-
se por sobre o gibio desses fidalgos ociosos.
Elle lancava sobre os assistentes um olhar fir-
me em que se nio va brilnar o submisso raio da
otear do cortezio, e dirigia-se para Luiz XIV
com o porte nobre e severo, como se fosse se-
nhor de um throno mais elevado ainda que o
throno do rei.
Madama de Montespsn apenas o percebeu ;
nio pode cooter um movimento de sorpresa,
interrompeu em meio a sua dissertac&o.
Os successos de toda a ordem, que Ihe fazlam
desse dia de festa o mais grave da sua vida, apa-
garam-se por momentos do seu espirito. Nao
pensou mais no casamento de mademoiselle do
Nanles, nem na sua propria desgraca e uo trium-
pho de madama de Maintenon.
Vendo aquella mancebo, sinistra recordaco
alravessou-lhe o pensamento, que foi inmediata-
mente seguida da lembranca desse facto que cir-
culava em todas as boceas : manifest em voz
baixa a Luiz XIV o seu espanto pela presenca de
semelhante convidado no casamento de suafilba
e o re, querendo responder-lbe fez signal aos
cortezos, que o rodeavam, para que ae affastas-
sem ura pouco.
Senhora, diese alie, este mancebo nio um
criminoso, um justiceiro : a honra viva de
uma familia trgica que pode finalmente readaui*
rir o seu nome; e, recebendo-o na minha no-
breza e cavallaria, nesle dia solemne, e oestes
lempos difficeis para a minha corda, eu nio faja'
mais do que corvar-me ante o impenetravel mys-
terio dos designios de Deus, que do alto dinga
ds cousas humanas, e nos dna historia do capi-
llo Chrisliaoo mais um exemplo da sua Omnipo-
tencia, quenicapode fazer parricida* que sai
jem innocentes 1
E o rei acenou ao novo marquaz da Gansea pa-
ra quo sa approximasse delle.
FIM.
[Pt&siitmSUviira.)
t
mm
KMK,-. IYP. DB M. F. DI PARIA, -18*^


Full Text
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