Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09266


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Full Text

1119 IlITII IOIEM 19
Pop tres mezes tdia
Por tws mezes y

OMITA FEJRA 1S DE ABRIL DE lili.
Porannoadiantado 19J000
Prle flanco pan a soBscriptar.
*M
H
ajea

cniAifi
BJICARRBGADOS DA SBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino dt Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Par, 6 Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Cosa.
Ohnda todos o* dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Giraar, Altinho e
Garanhuns as tergaa-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fi as quartas feiras.
Cabo, SerlnhSem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiraa.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL. '
S Quarto minguante aa 4 horas 4 minutos da
manha.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto creacente as 4 horas e 26 horas da
manha.
24 La eheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro aa 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo aa 11 horas e 18 minutos da tarde.
15 Segunda.
16 Ter^a. S.
17 Quaita. S,
18 Quinta. S
19 Sexta. S.
20 Sabbado.
SI Domingo.
DAS DA SEMANA.
Ss. Euthichio m.; S. Olympiada m
Engracia v. m ; S. Fructuoso are.
Aniceto p. m. ; S. Elias monge.
Galdino b. card.; S. Apolinario m,
Hermogens m. ; S. Scrates m.
S. Ignez do monte Policiano.
O Patrocinio de S. Jos.
lAUOlENUA; US TK1BUNAE DA CAPITAL.
[Tribunal do commercio : segundas quintas.
Relaco: tercas, quinta a aabbados as 10 horas.
Fazeoda : tercas, quintas e aabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orpbos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do crel: tercas e sextas o meio
dia.
Segunda Tara do civel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCaRREGADOS DA SUBSCRIPfA DO SU1"*
Alagoa j, o Sr. Claudino Paleto Dias; Babia
Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janairo, o Sr'i
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figneiroa da
Faria.na sus livraria prega da Independencia ns
6e8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 15 de abril dt 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
Srva-se V. S. de mandar por em liberdade, dan-
do-lhe baixa se estiver com praca, o recruta Joo
Lopes da Silva, visto ter provado iseocao legal.
Mandou-se tambem por em liberdade o de no-
me Geminiano Serafim de Olireira Mello, visto
ser incapaz do servico.
Dito ao meemo.Declaro V. S., para seu
conhecimento e direccao que o Dr. Jos Joaquim
Gongalves de Carvalho, que na forma das ordens
imperiaes, vai servir na proriocia do Cear.deve-
r seguir para o seu destino no rapor, que para
ali seguir, no fim do presente mez.
Dito ao mesmo.Trsnsmitto por copia V. S.
para seu conhecimento o aviso circular de 5 do
corrente, no qual o Exm. Sr. ministro da guerra
declara o modo porque se deve emterpretar a
disposiQo facultativa do art. 109 do reglamento
ue baixou com o decreto n. a-,677 de 2? de ou-
robrj do anno prximo pastado.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista do prel, que derolvo, mande V. S. pa-
gar de conformidade com o parecer da coniado-
na dessa thesouraria a que se refere a sua in-
lormago de 13 do corrente sob n. 287, os venci-
mentos do alteres Jos Caetano da Silva Campos,
commandante da escolta que condusio recrutas
do termo de Villa-Bella para esta capital, fleao-
do para serem satisfeitos os vencimentos da re-
ferida escolta quando houver crdito e roltarem
reformados os respectivo* prets, para o que se
officia nesta dala ao commandante superior da
guarda nacional de Flores.Fex-se o officio q
se trata.
. Dito ao mesmo,Mande V. S. pagar ao len-
te Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos os renei-
mentos, relativos ao mez de margo ullimo.do des- '
lacimento de guardas oacionaes da cidade do Rio '
Formoso, urna vez que estejtrn nos termos legaes
os inclusos documentos que me fram remeltidos '
pelo respectivo commandante superior com offl- '
co de 6 do corrente.Communicou-se ao com- '
mandante cima referido.
Dito aojuiz de direiio da2.a vara.Tendo de-
signado o dia 1." de maio prximo vndouro para
reunio da junta que, de conformidade com a
portara de 19 de novembro de 1858, tem de jul-
gar em ultima instancia o ocioso processo do
-soldado do corno de policia Antonio Jos Pereira,
sendo Vine, della relator; assim lh'o communico
para que comparece no palacio da presidencia
pelas II horas do dia cima indicado.Officiou- '
se ao commandante das armas a Qm de avisar
a tres officiaes superiores do exercito, que sir-
van de rogaes, e communicou-se ao comman-
dante do mencionado corpo.
Dito ao director das obras militares.Approro
o ajuste que, segundo o seu oIBoio de 9 do cor-
rente, sob n. 23, fez Vmc. com Jos Pereire Al-
cantara do O' para a caiadura de todos os com-
partimentos do quartel do 9. batalho de infan-
tana, bem como de todo o exterior desse ede-
co, tudo pela quantia de 350000.Communi-
cou-se ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao director da colonia de Pimenteiras.
Respondo a o seu officio do 1." do corrente, sob
n. 92, dizendo que concedo a autorsco que
solicita Vmc. para comprar um carao e urna
junta de bois para o serrino dessa colonia.Com-
municou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao director geral da instruego publica.
Pelo seu officio de 13 do coirente, aob n. 104,
fiquei inteirado de ter o escripturario do patri-
monio dos orphos Manoel Antonio Viegas, fei-
to entrega nessa repartido dos lirros, movis,
e papis da exncta a dministrago daquelle pa-
trimonio constantes da relago que asompanhou
o seu citado officio.
Dito ao director das obras publicas.Em vista
da inclusa ioformago ministrada pela thesoura-
raria provincial acerca do requerimento e mais
papis juntos, no qual Jos Lopes da Silva Gui-
mares pede pagamento de diversas ferragens
que diz haver fornecido para a concluso do raio
do suida casado delenco, exija Vmc. do enge-
nheiro encarregado d'aquellas obras os precisos
esclarecimeotos sobre a compra de taes ferragens,
e por ordem de quem fdram ellas fornecidss.
- Dito aos emprezarios da illuminaco gaz.__
Para que possa ser altendido o requerimento, que
devolvo. convm que Vmcs. remettam em dupl-
cala a conta, que acompsohou o citado requeri-
mento, da importancia do gaz consumido no
arsenal de marinha no mez de selembro do anno
passado.
Portara.O rice-presidente da prorincia, con-
lormando-se com a proposla apresenlada pelo
lenenle-coronel commandante dol. batalho de
artuharia da guarda nacional do municipio do
Recie, que se refere a informado do respecti-
vo commandante superior interino de 12 do cor-
rente, sob n. 37, resolve, de conformidade com o
art. 48 da lei n. 602 de 19 de setembro de 1850,
comear officiaes do referido batalho oscidados
abaixo declarados:
Estado-maior.
1. tenente quartel-mestre, o 2. lente se-
cretario Jos de S Leito Jnior.
2." lente secretarioFrancisco Gomes de
Oliveira Sobrinho.
2." tenente porla-bandeira;Julio Cesar Fer-
reira de Aguiar.
Primeira companhia.
2. tenente.Jos Luiz Innocencio Poggi.
2." dito.Manoel Osmuodo da Cmara Pi-
mentel.
Segunda companhia.
1. tenenteo 2. tenente Jos Peres Campello
de Almeida.
2." tenente.Francelino Xavier daFonseca.
Terceira companhia.
1." lenteo 2." lente Manoel Bentoda
Silva Magalhes.
Quinta companhia;
2.a tenente.Leopoldo Ferreira Martins Ri-
beiro.
2." dito.Joo Velloso Soares.
Sexta companhia.
Capilo o.l. tenento Joo Caetano de
Abreo.
Communicou-se ao commandante superior do
Recife.
Dita.O rice presidente da prorincia, atlen-
dendoao que requereu o professor publico de ins-
truego elementar da fregueza de Quipap, re-
solve conceder-lhe 2 mezes de liceuga com ven-
cimentos para tratar de. sua sade.
Expediente do tecretario do governo.
Officio ao director do arsenal de guerra da
Baha.S, Exc, o Sr. rice-presidente da pro-
rincia, manda declarar V. S. que, pela leitura
do seu officio de 13 do corrente,- flcou lnterado
de terem sido embarcados a bordo do rapor Pa-
ran tres fardos o oita caixes, contando pecas
de fardamento com destino ao V* batalho de in-
fantaria, constantes da relaco anoexa ao citado
officio.Communicou-se ao director do arsenal de
guerra desta prorincia.
Dito ao bachsrel Francisco Leopoldino de Gus-
mo Lobo. S. Exc. o Sr. rice-presidenle da
prorincia, manda acensar recebido o officio de 13
ao corrente, m que V; S. lhe communic ter
entrado no exeteicio do etrgo de promotor publi-
co deala capital no dia 5 do referido mez.Fie-
ram-se as communicages que sao de eslylo.
DESPACHOS DO DIA 15 DB ABRIL DI 1861.
Augusto Frederico de Olireira.Nao tem lu-
gar vista da ioTormacao.
A mesa regedora da irmandado de Nossa Se-
nhora do Rosario dos homens prelos da fregue-
sa de Muribeca.Fica expedida a ordem na for-
ma requerida.
Caetano Lourengo de Seixas.Selle este e o
incluso requerimento e volte.
Henrique Augusto Millet.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
Joaquim Coelho de Lima.'Nao ha que deferir
administrativamente.
Joaquim Antonio de Santiago Lessa.Informe
o Sr. commandante superior do municipio da ca-
pital.
Mareelino Jos Lopes.Informe o Sr. director
das obras militares.
Manoel Garca dos Santos.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial oceupou-se hontem :
1 com os artigos additivos ao projecto o. 46 de
1860, que sao approvados ; 2 com o apresenlado
no dia antecedente pela commisso de policia da
casa, que approvado; 3 com a primeira dis-
cusso do de n. 56 de 1860, que regeitado, sera
debate ; 4 com a primeira do de n. 36 de 1859,
que addiado ; 5 com a primeara do de n. 7 de
1860. que approvado, sem debate ; 6 final-
mente, com as posturas da cmara de Olinda,
que sao approradas al o art. 36 inclusive.
A ordem do dia de hoje a continnaco da de
hontem.
Hontem fundearam em nosso porto os vapores
Cruzeiro do Sul e Paran, o primeiro rindo dos
portos do norte e o segundo dos do sul do impe-
rio. As datas de que foram portador sao: Ama-
zonas 20 do passado, Para 9, Maraoho 11, Cea-
r 14, Ro Grande do Norte 15. Parahiba e Ala-
gdas 16, e Baha 13 do corrente. Eia o que co-
ntemos da leitura dos jornaes e cartas que rece-
bemos.
amazonas A cmara municipal da capital
procedeu no dia i* de marco a apurarlo geral
de todos os collegios da prorincia para dous de-
putados assembla geral, declarando taes os
senhores :
Angelo Thoraaz do Amaral cem 101 rotos.
Francisco de Serra Carneiro com 68.
Para.A presente carta do nosso correspon-
dente narra o que de importante por all oc-
correu :
a E' esta a terceira vez qua seguidamente en-
tra nesle porto o rapor do sul em dia de galla.
Ante-hontem ao aristar-se o Cruzeiro, re-
conheceu-se vir embanderado, e muitas pessoas
nao se terebrando que esse dia era o 7 de abril,
em que fot devolvida a corda ao actual impera-
dor, acreditaram de boa f na chegida de noro
presidente ; e por certo lnha isto rszoarel fun-
damento, porque o rapor ultimo tinha trazido
como indigitado para governar o Para, o Sr.
Brusky.
Desta ve* como de outras, os polticos da
Ierra Dcaram feom agua na bocea, lembrando-se
afinal do dia que era, e a razo porque nao so o
vapor como os navios surtos no porto estavam
embandeirados.
O Cruzeiro do Sul nenhuma noticia impor-
tante nos conduzio, nao ser a certeza da no-
meacao de presidente ; entretanto alguem ou-
ri dizer que este caralleiro talrez c nao riesse.
Nao sei nem posso linar com a raso deste
boato ; mas o que lhe posso asserersr que a
gente do sul do imperio nao se d muito bem no
clima do norte.
< Continuara infelizmente as discusses pes-
soaes contra varios individuos dos dous partidos
em que est dividida esta provincia.
< Tem estado em scena as vidas, com especia-
lidade dos Drs. Tito Franco de Almeida, Antonio
Henriques de Miranda, e outros individuos do
partido liberal, assim como ao lado conservador
se tem dito quanto possivel dizer-se contra o
Sr. Amaral, presidente da provincia, Ors. chefe
de policia, Joaquim Antonio de Paria Abreu e Li-
ma, o outros caracteres.
Quando a analyse dosaconlecimenlos polti-
cos desee exiremos, em que a vida prirada o
assumpto da imprensa partidaria, melhor nao
fallar mais em negocios que se reflram poltica,
porque aemelhante procedimenlo locommoda e
aborrece o homem sensato.
Infelizmente muita gente ha que gosts disso;
pela mioha parte declaro que muitas rezes ao
comerar a leitura de questoes daquella ordem as
abandono porque nao me inleresss a vida pri-
rada.
< Desde que lhe escrero as minhas cartas sem-
pre tive em mira fugir de semelhantes questoes,
procurando com mais ou menos exactido a im-
parcialidade ; entretanto para alguem isto um
| defeiio ou antes um mal.
Aps a sahida do rapor Oyapock fui atroz-
mente aggredido pelo Diario do Grao Para ; por
que ceosura a versal hada que os jornaes desta ci-
dade lem publicado contra as pessoas mais res-
[peitareis que figurara nos dous partidos.
A minha censura, sem duvida, oi razoavel :
I pos que pondo-se de parte os bons ou mios ver*
, sos que de um e outro lado se tem dito sobre as-
; sumptos polticos, o que nelles se tem lido nao
passa de invectivas pessoaes aos que se acham
aqu a frente do partido conservador e liberal.
I < O escriptor das amendoas e rebueados do
Diario do Gro-Par, que ni uralmente o au-
tor da maior parte da versalhaik publicada nesse
jornal, escusava de incommodar as almas dos
morios para metter medo ; se acha portento mu
limadas, bellas e harmoniosas taes produc5cs
continu a dar pasto ao seu estro, e empentan-
do a lutar alti-tonante do sen apurado gosto,
continu dar proras do raro talento que pos-
ase. r
Deixe, pois, descantados os mortos que nao
metlem medo, e se quer servir-se de taes mode-
los para puchar as orelhas quem escrere estas
linhas, faca primeramente urna invocado s
musas para se compadecerem do milo e da sua
Blaneia.
Larguemos de mo o poeta d'agua doce e
vamos ao que serve.
Tivemos aqui os actos da semana santa com o
maior concurso de povo que possivel, e pro-
prios de um paiz educado nos preceitos catho-
llcos.
Com tudo na qunta-feira santa a concurren-
cia noite nao foi tanta quanta era para desejar
mas isto por certo derido m noite que es-'
tere.
A proporcio de enterro que aqui ha tanto de
maohia como noite, foram com o devido appa-
ralo acompanhadas por muita gente.
< A semana santa corrreu como doria ser em
tudo sentimental e cheSa de religio entre a popu-
larlo, e isto Dar se notar, quando a crele re-
ligiosa e os preceitos mais radicaes daigreja rao
to abalados por todo o mundo.
Ao menos irvam estes exemplos de gloria ao
c Commercialmente fallando continuam no
mesmo estado os negocios ^mercantis ; por era-
quanto nao tem havido mafa quebras nem fugas
porm a praca vai muito abalada, e o crdito em
muita desconBanca.
A borracha nao tem oblido melhora de pre-
go, nao s aqui como em relaceo s noticias pro-
cedentes de Inglaterra.
c O cacao este anno ser diminuto, e muita
gente pensa que a safra deste genero baixar
melade da produeco do anno prximo passado.
a Todos olham para a futura cmara dos depu-
tados e para a poltica do gabinete actual ; todos
esperam medidas flnanceiras i beneficio do com-
mercio e da navegado, sobre tudo pira o Para,
aoode a mo e as vistas do governo imperial tem
por tantas rezes sido desenidosas.
c Deus queira que taes esperanzas, taes futu-
ros sejam realisareis, afim de ver se conjurando
a crise com prudencia dos particulares e medidas
do governo, pode esta prorincia attingtr ao grao
de prosperidade a que e fadada pela providencia.
c Temos tdo ltimamente entradas dos portos
dos Estados-unidos da America do Norte, de In-
glaterra, de Franca e Portugal.
De Portugal chegaram a barca Palmyra e o
patacho Boa-Nova, procedentes do Porto.
Quanto este ultimo, eis aqui a noridade
que publicou o Jornal do Amatnos:
< Hontem de manha chegou o patacho portu- ,
guez Boa-Nova, rindo do Porto, d'onde parti
4 do mez passado, com 20 passageiros e 14 pes-
soas de tripolaQo.
A 23 de margo, com 19 dias de riagem, na
latitude N. 5 gr. 45 m. e 59 seg. e longitude O.
38 gr. 19 m. e 12 seg., naregando com o panno
todo largo, com cutelloa e barredoura, aristou ao
sul urna barca para elle forcejando, sem bandoira
alguma ; ento, aproximando-se esta, o brigue
audou mais em cheio para desriar-se da bsrea,
que sobre elle rinha, e nao o podendo conseguir
orgou : mas a barca arribou, e reio direilo proa
do patacho, fazendo sallar o gurups, que lerou
adianto a borda deste bordo, o beque todo, pao da
bujarrona, da giba, rergas de seradeira, urna an-
cora de 10 quilates, Qcando enrascads a mastrea-
co de ambos os navios, cortaedo-se todos os ca-
bos e relias do patacho para nao ir pique. Como
a mastreagao deste Dcou sem cabo algum para a
proa, com o primeiro balanco grande a mastrea-
co da barca partio-lhe o mastaro do rellacho,
fazendo rir abaixo o que com elle tinha commu-
nicaco, cont a rerga do rellacho, a do joanele,
a do sobre, mastaro do gafelope, partindo-se os
4 paos de cutellos, e assim rompendo-se os res-
pectivos pannos ; o pao da bujarrona fez-se em
3 redaros, assim como o da giba, Qcando o guru-
ps damnificando o costado do nario.
Logo que se desenvencilharam a barca bolou
em cheio para O N O, fugiodo a que do patacho
lhe conbecessem o nome e nacionalidade, nao
obstante os estorbos que os do patacho emprega-
ram para a deter at rer quanto hara soffrido
c Ento a tripolaco do Boa-Nova tapou os
rombos, metteu dentro o gurups ; paos da bu-
jarrona e giba ; cortando o que nao podiam sal-
var por causa do mar alto ; seguraran) a mastrea-
c.o como poderam, e continuaran) com os dous
maslros reaes e o mais em misero estado ; com
o navio proa aberto, e no convs.
a O capito, Paulino Antonio Cardozo, fez logo
o competente protesto, assigoando-o passageiros
e tripolaco.
c Consta-nos, que a gente da barca estar res-
uda de encarnado, com a camisa por fora das cal-
cas ; eram brancos, e com barbas compridas.
Ignoramos as araras, que o sinistro lera
causado ao carregamento, mas felizmente se nao
perdeu urna s vida.
Outra noticia :
Na baha de S. Marcos, no Maranho, o ra-
por Cruzeiro do Sul abalroou com o hiate nacio-
nal Prolector, que fez da quilba prtalo, salvan-
do-se todos, menos o mestre, que eslava doente
no cimarote.
a O rapor tomou os nufragos a seu bordo e
trouxe-os para osta capital, aflru de- tornar e le-
ra-Ios para o Maranho.
< Eis como foi o successo :
O rapor sahio do Maranho no dia 6, 1 1/2
hora da madrugada, com troroada e muita chura
que tornaram a noite escura, rento L N E fresco
e mar regular. Pelas 2 1/2 horas, estando com o
pharol defronte de S. Marcos, de quarto o imme-
diato, na tolda o pratico e pharea no mastro do
traquete e as caixas das rodas, a viga da proa
gritou : nario pela proa ; o rapor parou e
carregou a estibordo, mas nao pode eritar que o
hiale abalroasse pelo costado de bombordo e por
jante da roda do mesmo lado, a qual pegou o
mate pela proa.
Inmediatamente o vapor arreiou um escaler,
que eoconlrou o navio de qullha para cima, re-
colbeado sete pessoas, que estavam grupadas so-
bre a mesraa.
.Ao chegarem a bordo declararam que Justino
Elziario Moreira era o pratico do hiate, que o
commandava por estar gravemente doente o mes-
tre Joo Gongalves Paria, que logo morreu com o
abalroamento. Que o hiate rinha de Ur para o
Maranho. Que era seu propietario Antonio Joa-
quim Braga e consignatario Jos da Cunha San-
tos. Que rinha carregado com farinha, milho,
assucar, azeite e taboas. Que quizeram acender
a lanterna da bitacula para serem ristos, mas que
o rento e chura nao consentiram. Que o hiate
era noro, de primeira riagem, e que, rindo con-
cluir-se no Maranho, tinha falta de varios ob-
jectos necessarios para navegar..
O hiate deixou um dos seus ferros pela parte
de dentro no dormente da roda de bombordo,
que parti urna rigia e duas grossas curras de
ferro do dormente
O commandante do rapor, officiaes, tripola-
Qo e passageiros protestaram contra qualquer
reclamago futura no mesmo dia do abalroa-
mento.
Sem poder mais continuar por muito o'ccu-
pado aqui fecho a presente.
urna poca bem memorarel nos annaes desta pro-
rincia.
a Dos actos da presidencia apenas arulta o ad-
medida esta que o servico publico reclamara com
instancia.
Na noite de 8 do corrente deo-se um es-
plendido baile nossales do Club Maranhense ao
Dr. Silreira de Souza.
A' esse baile comparecern! oitocentas pes-
soas seguramente, e estere animado at as 5 ho-
ras da manha, quando terminou.
a A alegra e o contentamento lnziam em lodo
oa semblantes ; todos concorriam, cada qual mais
satisfeto, por manifestar oa sentimentoa de sym-
pathia e respeito que consagram ao Dr. Silveira
de Souza.
ser sempre recordada pelos bons Haranhenses
com saudade.
Eis a circular dos convites : Desojando os
amigos do Exm. Sr. Dr. Joo Silveira de Souza
manifestar-lhe publicamente, antes de sua parti-
da, a consideracao e estima em que o leem, quer
pelas suas inminentes qualidades, quer pelos
servidos prestados i esta provincia durante sua
administrado, encarregaram aos absixo-assigna-
dos de convidar V. S. e sua Exma. familia para
honrar com a sua preseuca o baile, que para es-
se fim preteodem dar nos salos do Club Mara-
nhense na noite de 6 de abril. Maranho etc.
Creia que nunca vi tantas provas de sympa-
thias, como as que tem sido dadas ao Dr. Silveira
de Souza depoia que largou as redeas da admi-
nistrado, e este o mais evidente testemunho
do quanto a provincia apreciara a administrado
talvez mais brilbante que temos tido.
a Consta-nos que este vapor lhe trouxera o
diploma de deputado.
Nos lhe desejamos nm fuluro risonho, cheio
de gloras e felicidades, como o merece, por sua
illustraco, probidade e amor a justira.
o Os amigos de S. Exc. preparam-se para dar-
me inda no momento da partida provas do seu
reconbecimento.
os que requera a civilisaco. que entre elles ia
nageendo, e exigiam o corpo, e a grandesa, que
tomava a naeo. Entre nos tambem o que re-
gula, e verdadeiramente deve regular o siste-
ma de se pagar quem trabalha, seja qual fdr o
trabslho, que se preste, urna vez que seja utll ;
por quanto o que verdade, o que est muito na
naturesa do homem, que para elle nem ha
,r".b,lho pesado, com tanto que seja bem retri-
buido, nem leve, logo que nao recompensado.
A pretendida economia respeito de orde-
nados, diz o Sr. Lamartine, urna economia
fexta em prejuiso da liberdade, e da grandesa
dopaxz.
Isto digo aqu de passagem somonte para
mostrar, que anda quando os legisladores pro-
vinciaes deixassem de comparecer por saberero,
que na caixa nao existia dinbeiro para se lhes
pagar o seu subsidio, nem assim lhes seria isso
desairoso, como penso, que os que lhes fa-
zem essa accu?aco.
Quanto mim julgo pelo contrario, que os
verdadeiros motivos, que concorreraro para esta
*n-* 8* em Pr'me'ro lugar essa punvel
indifferenca poltica, que nos outros os brasilei-
ros vamos mostrando para o servico, e nego-
cios pblicos do paiz. e que a fallecida conci-
liacao ia tornando cada vez mais profunda, e por
consequencia cada vez mais perigosa para a li-
berdade, como pensara Rousseau no seu contra-
to social ; e que Dos permuta, que se extinga
com a revivifleago dos partidos, que, pelo que
observo, trabalham por voltar sua forma pri-
mitiva : em segundo lugar a crise financeira,
debaixo de cujo peso geme a provincia, e que de
manda medidas, cujo rigor todos se esquivam
de afrontar.
Desgracadamenle a experiencia nos eosina,
que a arvore, que mais frondosamente vegeta,
que mais depressa cria raizes, e mais prompta-
menle as profunda, a dos abusos ; da mesma
forma que de todas as prescripcoes, que conhe-
cemos, e a sociedade admitle, a que se verifica
em menos tempo a prescripeo dos mesmos
usos; alm disso nem um proprietario neste
ra
de
r O Dr. Abilioanda fica entre nos nois esoe- ,. De.m.um proprietario neste
pelo seu successor, que CT*VS S^aAtt lfiA?!!*'r
n .. oivau, tumo o proprietario ae um abuso. Ora,
uesejaramos que este destiento magistra do sendo isto assim, est visto, que preciso ter
orasse-so anda alsum temoo. mu enmonan um> rorioain .;. .... _..?:_:.. .________
demorasse-s anda algum tempo, mas como nao
i as nossas mos realisar esse desejo, que
>tM.Tr-AVi.V.5. i --- -"j! i H- ouuegayao ae si proprio para marchar de
imni contraria-10 '" bnlhante carreira, fa- (rente aos abusos, ataca-los, extermioa-los, an-
Maranho.No presente vapor segu o Exm.
Sr. Dr. Silveira de Souza, que deixou a presiden-
cia des a provincia pela de S. Paulo.
O nosso correspondente diz-nos o segulnte :
c Depois da mioha antecedente, que (oi pelo
Oyapock, nada aconteceu por aqui digno de espe-
cial menjao, e se nao (osse a noticia da exone-
rago do Sr. Dr. Leo Velloso, apenas lhe escre-
vena para pedir-lhe desculpa do laconismo.
Consta do Mercantil e de outras gazetas vin-
das pelo Cruzeiro do Sul, que o Dr. Velloso, qne
apenas se acha nesta provincia cerca de vinte
dias. est demitlido sendo nomeado para substi-
tui-io o Sr. major Primo de Aguiar.
Como e por que ae den esta demissao cou-
sa, que nao sabemos ; s podemos dizer que sen-
timos profundamente a sua retirada, porque te-
mos fe de que o Sr. Leo Velloso nao havia de
desmentir a esperance que lodos tinham 4 ree-
Seito de sua administracao, eque esta seria igual
do seu integro e iliustre antecessor Dr. Silveira
de Souza.
t Os poucos actos do Sr. Velloso, a sua affa-
bmdade e cortezia, no curio espace de sua resi-
deicia entre nos s leem dado occasio para elo-
gios, e podemos asiererar que o Maranho lucra-
a conservado de S. Exc que
Ao menos irram estes exemplos de glora ao ia j comprehendudo a situaco nutica em au
l Stlrelra de Soma, cuia adminislraco marcou
zemos rotos para que S. S. e a sua estimarel fa
milia sempre se recordemdo Maranho, que lhe
dere importantes serricos.
Ctar.Desta prorincia limitamo-nos ao que
diz o nosso correspondente:
Poucas sao as oceurrencias que tem havido
depois de minha ultima correspondencia.
No dia 9 passou o Exm. Sr. Dr. Marcelino a
administrado da prorincia ao primero rice-pre-
sidente o Sr. visitador Antonio Pinto de Men-
donca.
No dia (10) tere lugar a apuracio da cmara
municipal das actas de todos os cllegios para a
eleico de senador.
Eis o resultado da apurarao da cmara:
Dr. Miguel Fernandes Vieira.............. 732
Dezembargador Antonio Jos Machado.;.. 554
Dr. Raynuodo Ferreira de Araujo Lima. 517
Dezembargador Andr Bastos............. 475
Dito Figueira de Mello.................. 399
Visitador Pinto........................... 231
Dr. Jaguaribo............................. 227
Padre Pompen............................ 212
Dito Carlos................................ gg
Dr. Francisco Domingues................ 9
Dr- G"5................................. 8
Votos em separado.
Visitador Pinto........................... 13
Dezembargador Figueira.................. 12
Padre Pompeu............................ 22
Dr-M'?ue............................... 2
Dezembargador Machado................. 1
Dito-Bastos................................ 1
Dr. Araujo Lima.......................... l
Deixaram de apurar 14 rolos que obtere o
Dr. Raymuodo de Araujo Lima no collegio do
Aracaly, e que nao rieram mencionados na acta
respectiva, mas que constara da acta remettida
ao gorerno.
A cmara municipal deixou de acceitsr e mes-
mo mencionar um protesto que apreseotoa um
eleilor do collegio desta.
O resultado, pois, da rolag'o dos cllegios
eleitoraes da prorincia, excluidos os dous que
menciona o protesto, do o seguinte resultado pa-
ra a lista triplico:
Dr. Miguel Fernandes Vieira............. 724
Dr. Raymondo Ferreira de Araujo Lima. 532
Dezembargador Andr Bastos de Olireira. 476
1 *J?UTe1uni arentasse que, nos cllegios do
ico, Riacho de Sangue e Milagros, funeconaram
os julzes de paz do quatriennio passado.
Mas, a rerdade que os noros eleilos nao
naviam sido juramentados e empossados por sua
excellencia o presidente da prorincia por nao ha-
rer ainda appiorado taes eleicoes, como o hiria
teito para outros lugares.
Tanto exacto o expendido que nao appare-
ceu a menor reclamaso respeito, porque nao
poda proceder, nao tinha lugar.
Sabe-se que o Exm. Sr. Dr. Antonio Marce-
lino presidente nomeado para essa prorincia se-
guir para seu destino no rapor Jaguaribe no
Nada mais ha de notarel a referir.
Rxo Grande do Norte Nao recebemos jornaes
desta provincia, entretanto parece-nos que nada
mais occorreu digno de nota, alm do que se
"3* Sarla d0 nosso correspondente. Ei-la :
Tndem aliquando. Quintes, depois de mul-
tas besitacoes, pourpalers, enfaros, e fastios,
abrio-se no dia 6 do corrente a assembia legis-
lativa desta provincia com a presenca de doze
membros, cuja metade, quando nao mais. era
composta de supplentes, que me consta foram
convidados at ao ultimo rotado ; podendo-se
por ieso dizer 4 este respeito com o cantor das
Lusiadas.
E l na quarta parte ora os cam posara,
E se mais mnndo hoerra l chegra II
Ha por ahi, quem pense, e teime, que esta
esquivaba da parte dos Licurgos provinciaes
nasce de saberem elles, que o cofre nao tem vin
tem nem fpara pagar-lhes as diarias, e muito
menos anda para dar a juda de cusi aos que
vemdefra da capital. Se assim (osse, nem
por isso eu echara, que este motive era desairo-
so aos legisladores, que se nao tem resolvido
viroecupar a cadeira honrosa, que no recinto
da assembla lhes offerecer os seus consliluin-
tes ; por quanto, como se sabe, no paiz, que se
diz o mais livre do mondo, nos Estados Unidos,
todas as tuneces publicas sao pontaalmente re-
tribuidas ; os proprios jurados recebera, cada
um, um dollarpordia de sesso; e nem aquel-
es famosos republicanos se envergonham de fa-
zerem dos meos de adquirir riqueza a saa reli-
gue, e de adorarem o dinheiro, como sua dirin-
dade.
O lempo feliz, em que oa Romanos serriam
gratuittmente o cargos pblicos, e (aziam a
guerra custa do proprio soldado, ji se oram
mais de 20 seculos ; elles mesmos por occasio
dos d ancos de cerco de Nfros reconheceram,
que era preciso abandonar usos, e ooslumes so-
monte proprios. da monarchia do ralrecida Ro-
melo, e dos primeiros tempos da repblica dos-
Brutos, e dos Valerios Publiclas, para, adoptar'
de do seu dircito, e da saotidade de sua acqui
sicao, como o proprietario de um abuso. Ora,
urna coragem maiz que patritica, urna como
que abnegado de si proprio para marchar de
lesir a toca lutar com urna once enraivada.como
me dizia nm sertanejo, antes ir urna tou-
ceira de chquechique brigar com urna cascavel
assanhada, antes marchar urna casa de oxs
para Ibes tirar o mel, do que tocar na pello do
proprietario de um abuso.
Seguramente o Ilustrado Sr. Salles Torres
Homem nao acooselhar ninguem, que o fa-
ja ; nem ao Sr. Ferraz haviam ficar saudades
da espinbosa pasta da (azenda, que tanto tem de
entender com os homens, que querem residir
em palacios chioeza, e em festine opparos i
custa do auor do misero povo, e das lagrimas dos
mal retribuidos empregados pblicos.
Nao obstante porm estas cousideraQes
doze dos mais ousados; como j disso, s reuni-
rn, e formaram casa, qae ] se enche com
quatorze, e espera recrutar para mais.
Dzem-me, que para isso se conseguir foi
necessario o emprego dos exforcos de algnns ci-
dados bem intencionados, auxiliados pelo con-
curso mute commedido e honesto do Exm. Sr.
Dr. Jos Bento Jnior.
As rases, em que, me consta se fundara S.
Exc, para desejar sinceramente* a reunio do
corpo legislativo da provincia, sao, em mea con-
eeito, de grande peso, e lhe fazem muita honra.
< Primeiro que tudo S. Exc. quer, e tem mui-
Jo peilo fazer todo o bem, que poder a provin-
cia mas como o nao possa fazer por si s, in-
te ressa-se por isso na reunio da assembla,
poder competente para decretar as mais impor-
tantes, e decisivas medidas, que para isso s*ao ne-
cessarias. Ao depois havendo-se declarado em
opposiQo ao Exm. Sr. Jos Bento o partido li-
beral desta capital por occasio das eleicoes ; e
tendo censurado alguna de seus actos, quer
S. Exc. leva-Ios mesa, e ao exame desse tri-
bunal, que falla pela provincia, e que por ella
profere a sua sentenca pro, ou contra tases
actos.
Um governo justo, leal e consciencioso nao
foge da luz do sol, nem procura subtrahir os seus
actos apreciaco, e analyse de unta opposico
sizuda e sincera, embora enrgica ; pelo contra-
rio elle a procura e desafia mesmo como urna li-
ma, cuja acgo cada vez mais faz apparecer o
brilho do metal sobre o que se emprega.
O peior de tudo nao isso, seno o nada,
que at hoje se tem feito, ou nao ha sesso, ou
se ha, gasta-se em minudencias de nenhum va-
lor ; entretanto ainda se nao abordou urna s
das questoes vitaes, de que se oceupou o extenso
relatorio da presidencia.
a Por fallar-lhe nesta pessa, quero dizer-lhe
que ainda nao pude colhe-la entre mos ; por
ora s existe della o original, que est fechado no
respectivo gabinete da assembla, para ali se li-
rarem copias.
A imprensa daqui to tarda, e irregular,
quea nestes cssos, e semelhantes nao satisfaz a
curiosidade publica : s porlanto l para o fim
do mez enviar-lhe-hei o resultado da lico, que
lhe prometti estudar, e talvez mais alguma cousa
das discusses e trabalhos da assembla.
Houve hontem domingo 14 do corrente em
casa do Dr. Joo Mara Brando Castello Branca,
a primeira reunio do partido liberal desta capital,
no sentido, e imitajo da que houve nesse seu
Recife.
Consta-me, que com os espectadores elevou-
se ao numero de 39 ou 40 pessoas, que se acha-
rara presentes. Resolveu-se anomeacao de um
directorio para reger a sociedade, e de urna com-
misso par organisar estatutos, que regulou de-
finitivamente a acgo da sociedade constituida.
Notou-se, que nao flzesse parte, ou ao menos
assistisse inatallaco da sociedade um s chefe
derepartico, ou urna sodas autoridades.superio-
res, quo dirigem os differentes ramos da adminis-
trando publica ; e smente o promotor publico da
comarca, que se diz, l mesmo declarara nao fa-
zer parle da sociedade liberal, mas sim assistira
ella em razo do sea cargo.
Vmc. Ser porque todos esses magnates sejam
conservadores radicaes, ou porque se dossem
de nao serem convidadas para a reunio, como
foi o promotor publico, que diz alto e bom som,
que saquarema, comme il faut ?
Pois muito bem, enleodo eu, que o melhor
crisol para purificar este ouro, seria o de imita-
rem os conserrsdores daqui o mesmo que fize-
ram os dessa capital na ra da Aurora; quero di-
zer, celebrarem tambem a sua sesso de iniciati-
va, para por meio della se saber quem do mar,
fim de ir para o mar, quem de trra para tr-
ra, e quem amphibio, ou hermaphrodita, para
na primeira qoalidade ir morar 14 nos ares, e fa-
cer companhia mi de S. Pedro ; e na segunda
Ir procurar nos catlogos de Linno, Blanchard.
Curler, a especie qae lhe pertence, e nella to-
mar o seu lugar : etsttfctpar a* jour duhi.
Parahiba. A carta seguale do nosso corres-
ponde d todos os (actos ali oecorridos :
A provincia est em perfeita calma, nenhum
fado importante chegou'ao mea conhecimento.
A' 6 do corrente (oi demitlido do cargo de ins-
pector do thesouro prorincial o bacharel Jos
Carlos da Costa Ribeiro, e nomeado o bacharel
Joo da Molla Correia Lima.
Deixo de referir o que se diz motivara essa
demissao ; porque espera-se que o Dr. Ribeiro
vira imprensa exporos (actos que se annuncia-
m como causaes da sua demissao.
Sem querer levar-me pelo que se diz, nao
vodenar de dizer que o motivo que acluou no
espirito do Sr. baro de Mamanguape dere ser
mportante, pois S. Exc. compreheode perfeita-
nente que, em sua interinidade nao prudente
^omar medidas importantes e de grande alcance,
epois de ouvir ao demiltido e da justificaco do
acto de S. Exc. direi oque pens ; por ora incli-
?AmS Crer (,ue Sr'de Mnguape, sendo do-
tado de grande tino e prudencial. Uvera raides
valiosas para demittir ao Dr. Ribeiro que um
moco inteligente.
Quizera fazer algamas consideraces acerca
importante relatorio com que o Sr. Sirva Nu-
nes entregou ao Sr. baro de Mamanguapo a ad-
ministrarlo da provincia, mas isso trabalho
superior que me furto, eonvencido de que
melhor seja o mesmo transeripto oas paginas de
seuimportante jornal ; por ser semelhante publi-
cagao de interesse publico.
Isto nao obstante passarei para esta alguna
tpicos que se referem ao digno ehefe de policia
Dr. Manoel Jos da Silva Neiva.
Na rubrica tranquilidade publica disso
Sr. Silva Nunes Em Taquera tornou-se tam-
bem indspensivel a presenga do digno chefe de
polica, que de lal maneira se houve, e com tan-
ta mparcialidade e tino se portou, que ambas as
parcialidades acalmaram-se, e ambas fazem ain-
da agora justiga ao seu procedimento. Mais adi-
anle na rubrica policia se l o seguinte t-
pico A policia se acba confiada ao intelligente
activo chefe Dr. Manoel Jos da Silva Neiv.
A pesar das interrupces a que os seus soffrimen-
tos phi8icos o tem obrigado no seu exercicio, sao
patentes e importantes os resultados por elle ob-
tidos .
Juizo idntico^ manifesta S. Exc. quando se
refere 4 alimenlacao dos presos pobres, pois, co-
mo em outra occasio j refer, o Sr. Dr. Neira
conseguio eeonomisar para os cofres prorinciaes
mais de um cont de res mensalmenle.
Folgamos que mais urna rez receba o S. Dr.
Neira essa manifeatsco de apreco de que digno
o magistrado que se collaca superior s paixoes,
dispondo de urna inteligencia robustecida e que
ha dado innmeras proras de actiridade e zelo
superior pelo servico publico.
O governo imperial apreciando os relerantes
servaos do Sr. Dr. Neira pode aproreita-lo em
:ommisses mais importantes, galardoando assim
o mrito real que possue e deslingue o magistra-
do honrado e experimentado.
E' esperado o Dr. Pedro Camello Pessoa que r
tem de ir exercer as fuocedes do juiz de direilo,
na comarca de Banaeiras, que lbe oi designa-
da. Tem esta prorincia, cootando o Dr. Pense,
quatro magistrados, filhos dessa prorincia todos
dignos por seu mrito pessoal e que honram a-
toga que os rereste e sao o Dr. Neirs, chefe de
polica, Dr. Jos Bandeira de Mello, juiz de di-
reilo de Arco, Dr. Luiz Correa de Queroz Barros
dito da do Pilar e o Dr. P. Camello Pessoa dito-
de Banaeiras.
c Quando principiamos a presente anda nlo
libamos lido esse numero do Despertador, no
qual foi publicado um commuoicado do Sr. Dr.
Jos Carlos da Costa Ribeiro, em qae este Sr. pro-
cura justificar peranle o publico a demissao que
lhe foi dada pelo Sr. baro de Mamanguape.
Li o communicado com todo o cuidado, re-
u-o epasmei, pois occopa o mesmo sete colum-
nas inteias, que no meu humilde pensar nao
conlem cousa que possa serrir para defeza, mas
somente observei que o Sr. Costa Ribeiro quiz
ter um desabafo pessoal, altribuindo j ao Sr.
bilra Nunes, j ao Sr. baro de Mamanguape e>
j a um lerceiro, a sua demissao, da qual foi S.
S. a nica causa, com o seu procedimento con-
tradictorio, peranle aquelles dous Srs. ao primei-
ro dos quaes disse o Sr. Costa Ribeiro em ser-
rado o seguintechefe da 2* sec$o Jos Ben-
to Meira de Vasconcellos. E* homem maior de
60 annos, sua aaude est muito arruinada e nao
lhe permute assiduidade. Seus soffrimeutos phy-
sicos reagem sobre suas faculdades moraes, sua
intelligencia -est embotada, ele etc.
A risla desta ioformaco o Sr. Silva Nunes
na conformidade dos arts. 46 e 47 do regulamen-
to respeiclivo aposentou ao chefe de seceo J.
Bento Meira de Vasconcellos. Pens possivel se possa serrir bem, cumprir dereres
de empregado publico, chefe de seceo de urna
repartico fiscal quando se est com a intel-
ligencia embotada.
Entrando o Sr. baro de Mamanguape na ad-
ministrado da proriocia requereu-lhe J. Beoto
tornar para o seu lugar, ao que foi mandado ou-
rir o inspector que dera a ioformaco reserrada
cima transcripta.
A petigo roltou accompanhada pelo officio,
cujo conteudo passo 4 transcrerer IUm. e Exm
Sr. Parece-me justa a pretenco Jos Bento Meira
Wasconcellos constante do incluso requerimen-
to, tanto mais porque o acto, que q aposentou,
em rista do art. 47 do regulamento do thesouro
provincial parece-me nao ser legal. O supplican-
te est arengado em idade, e enfermo, mas e ho-
mem encanecido no servico publico e merecedor
da altenco do governo. Elle me tinha comfca -
meado o seu desejo de obter a aposenladoria,
mas nao j e nem de chofre, como efla lhe foi
! e,PeraTa ainfla Igum tempo para poder
obte-la com um vencimento mais farorarel. O?
acto de preaideneia, antecipando essa aposenta-
dona, nao me sorprendeu menos 4 mim do que-
4 elle, ele etc etc. B pois nao s nao me op-
ponho 4 sua rolta para o thesouro. etc etc.
O facto da aposenladoria, antes de realisado-
pelo Sr. Silra Nunes, foi sabido pelo Sr. Costa
Ribeiro, que oni urna carta forneeeu os meos ;
isto declarou o tempo de serrico do emprega-
do, e em ioformaco declarou-o incapaz de todo
serrino, por acbar-se elle com a ioteliigencia
embolada, e no officio ao Sr. baro de Maman-
guape, moitrou-se sorpreso com a aposenladoria,
e oega o direilo qae ineonteslarelmenle lem o-
presidente de aposentar empregados, as condl-
coes creadas nos citados artigos, embora nao ha-
vendo requerimento do empregado.
Foram esses os motiros que deram lugar A-
demissao do Sr. Costa Ribeiro. qne nao se defen-
deu e somente desabafou-se maltrataodo a dous
caracteres distinctos, contra os quaes jogou in-
jurias e calumnias.
Onde que ecusacoes calumniosas e inju-
riosas serriram de meterle de defeza, para acto
nossoe ? >
Alagos.Le-se no Comi Oficial:
Communicam-nos do Pilar em data de 11 de*
corrente.
Aa churas tem continuado fortemenle, a
ponto de ter parausado um pouco o commercio.
Nao sei o motivo porque consenle-so o en
terramento em igrejas, quando ha cemiterio, que>
tanto trabalho den ao poro e a rei Caetano.
At o presente anda n&o foi decidida x
questo da engeiUd depositada em casa do ne-
gociante ttebial : a providencia perece demons-
trar que a mn^^Hpor natureza livre.
Nestes ultlaafl Mnxerivido nesta. villa.
o innocente lasquenet.
Dea*} o Pifar al 4 Capaila, as estradas est


m
111

aiii
fallando1 oTftl
axnasi intrantriites,
-3omno, onde se nao
Deot queira que
letebre desse lugar; ortajair RdeV-tlas aajred-
Crio summamente u m me ato qulquer.
Commuoeoui-oosdo PHtt tandaia duda.

-M*-
utyo di
QUISTA FE1R4 18 01 ABB1L 1 lSfti.
As chura continuara, e as aguas do monta
tm peatee da la^Bw de h*bj
------loaete lavar r
LCtiatKt aue mviaai eafsitade ua casado
dade, f<*aa*)r*4dia.cfMo
conseguida* ji se acta no peder
re Jos Hwg,yt,fc,. *"
ficaa630taaeti*ponca, ee
I. >
**>-fcego*Km Ja O da eariaaiaa o
vapor da atierra TJeaifa, ea orindo a Sr. bofe
de dirisao Francisco Manoel Barroso, a tomou
.poseeao ^oataisnaa va ealacao naval -a 4
Le-se na Diario da Ukia z
S. Exc. o Sn presidente da provincia proro-
sjou por lodo o mez de abril o pisco para substi-
tuicao das cdulas de. 1$.e 5,orna se v do o(B>
lo, abaixo transcripto.
a Nao sendo possivel vencer-se o troco das
colas de lj e 59 no correle mez, pela razio de
eua possoidores reamaren] para oa ltimos dias
b ubstituicio deltas per outras, como lambem
jorque ha nesla semana algu-ns dias santiOcados
a que repartieres poMicas nio rrabartiim,
leoho resolvido prorogtr por todo o mez de abtil
referido troco, que lh'o commuoico para sua
fri velloso, a o aegoado lenlo da armada Geraldo
i Capdidolifins.
se oo Jornalto Commercio
1< JjUi#JBr*M do dU do ajudante-genml do
cito constar u teguiotes nomeacs :
"i"*j capitio do corpo de engeoheiros Luis
Joae da Franca, para ser empregado no traba-
tnoedtj awtdM Tansatar ;
Do 8r. ajfarea de corpo de estado-maior da
daSataa^ para tea*
*"*( da Sr. iinYlmlu da praatocia a fSo
f"?>- d Sed, atan d aer aaaawasjado esa ser-
tica da aaa eerpo
..*J*1*!HB?enl*-*et*P, ettado-rnejer do
Mi. Fita saco CoeJho, para
inspeoci da carpo e poo_
. Kioctadv Aaw,xona, i argaSr.
ctataatl taeortio da stado-maior de S* classe
Jos Fcente de Amoiim Bezerra;
?-Be-Sr. tenewte da i' regiment de wtslletit
Dos guarde a V. S.=Sr. onselbeiro Inspec-
1or de fazeada.
r Recebemos futha da Cachooira at 4 do cor-
rele.
Duas cartas, datadas de 25 deste mez, aca-
tamos de recofcer desta frr-guezia.
a Ambos*) notsos correspondentes dizem-nos,
que urnas ebres, que por J appareceram, tem
causado grande mortondad ; morrem todoa os
dias, tres, quatro o cinco pessoas dessa mo-
lestia.
Accresco qse as victimas desse flagello-
rnorrem sem os soccorros espirituaes, porque o
reverendo Sr. vigario abandonou o seu rebanbo
-can desolaco, sem ao menos deixar quesi o subs-
tlU9S*.
u Esse procedimento por certo mu indigno
ala parte de um membro do clero, e merece a
attencio das autoridades respectivas.
Um dos correspondentes atrescenta que por
li continua a obuver copiosamente, e que a fa-
rinhs est por 35 e 45 ao alqueire.
Contina ainda queixando-se da Taita de urna
autoridade enrgica, que moralise o povo, quo o
faca deixar essas facas que trazera sempre coin-
sigo como traz as joias a menina elegante.
Quelxa-se mais da falta de um templo,
accommodado s suas necesidades porque a
agreja que elles tem, tendo quatorze deze-
aeis snnos de creada, anda nao est coo-
cluida.
Os ofHciae* da armada empregados nesta
provincia no arsenal de mariuha e na eslacio
naval dirigem urna felicitacao ao Sr. mioislro'de
naribha pelo motivo de hver sido chamado a
ecuparesse olio cargo um official da armada,
cousa que, havia longos annos, so nao dava.
Consta-nos haver sido esss pega rodigida
pelo distincto primeiro lente o Sr. Alvares
de Araujo, commandanle da corveta vapor
tagi.
O Sr. chefe de esquadra Parker, o mesmo
Sr. Araujo e o Sr. primeiro lente Antonio Ma-
iioel Fernandes eslao incumbidos pelos seus col-
legas de apresentarem a felicitajao ao Sr. miuis-
tro da marinha.
Parle boje (13j ao meio dia a corveta a va-
por iWao, levando seu bordo o Sr. chefe de
squadra Parker e seu secretario o Sr. primeiro
tenente Aotonio Manoel Fernandes, os qiiaes vio
oceupar no Rio de Janeiro os mesmos postos,
que por quatro annos oceuparam na eslacao na-
tal desta provincia.
Os Srs. Parker e Fernandes deixam aqui a
lembranga, que se nio apaga, de servidores dis-
tinclos e caracteres honrados, Aquelles, que os
Irataram sio accordes nos elogios que fazem s
cuas boas maneiras e polidez.
Rio de Janeiro.Baixou pelo ministerio da
marinha o seguinte
AVISO DE 27 DE MARCO DE 1861.
Fixa o numero t jornats don serventes dos al-
moxarifados de marinha do imperio.
2a secc.ao. Rio de Janeiro.Ministerio dos
bprocios da marinha, oro 27 de marjo de 1861.
Atlendendo ao que V. S. expoe no oficio n. 663
de 6 do correte, de conformidade com os de-
cretos n. ,769 de 16 de junho de 1856. arta 6
73 e 81, en. 2,583 de 30 de abril de 1860, art!
9, tenho resolvido Miar o numero e jornaes dos
serventes dos almoxarifados de marinha segundo
a inclusa tabella, que a este scompanha, assig-
iiada pelo conselheiro director-geral desta se-
cretario de estado.
Dos guarde a V. S.Joaquim Jos Ignacio,
Sr. contador da marinha.
tabella fixando o pessoal e vencimentos dos ser-
ventes dos almoxarifados de marinha do im-
perio, na conformidade do que dispoem os
regulamentos e decretos ns. 1,769 e 2 583 de
16 de junho de 1856 e 30 de abril de 1860
ALMOXARIFADO
DE
MARINHA.
ia-XEB.0 DO PESSOAL
E DO
VENCIMENTO POR DIA.
Da corte...............
Da provincia da Baha.
Da de Pernambuco.....
Da do Par ............
Da de Moto-Grosso....
Serventes por-
teos.
Jornal
woo
18000
18000
1|000|50U
15000 500
Gr
500
500
5(J0
Serventes
Iigeira Bento Machado. Gomes, para ajudanla de
ordons da iospecro dos coros da guarnicao de
S. Paulo, a cargo do Sr. coronel do corpo de es-
ttda-majorde segundo'classe IGarlos Augasto de
Oveira;
< Do Sr. tenente reformado do exercito Loa
rengo da Cesta Vasconcaltoa, para porteirp inte-
rino da escola militar auxiliar da provincia do Rio
Grande do Svlt
Do Sr. 1 cirurgiio do corpo de saud do
eaerciie Dr. Miguel oaquim de Castro Mascare-
nhas, para ser eocarregado da enfermarla de me-
nores do arsenal de^uerra do Pernambuco;
: "" ** s**\apirta do corpo de- staoo-mtrcT
deS* classa Joae Anselmo da Cwu, e teoeote de
da 1* Joae Pompeo de Albuquerque Cavalcsnli,
ate para ajudante de ordena, e aquelle secrela-
no da inapeccao do batalhio da engenheiraa a
caio'do-e. tenente-general Jos Mara da Silva
BiltencourL.
Foram transferidos :
Pa*a a 3a coapanhia do 1* regiment de ca*
vallara, o capitn do 2o da mesma arma Herme-
negildo Servulo Junqueira;
Para a (efunda compauhia deste regimeata,
o capiiao daqueila, Leocadio Jos de Figueire-
do.
Urna commisso de officia^s das dierenUs
classea da armada offereceu hanlem ao Se. mi-
nistro da marinha o retrato de S. Exc. em um qus-
dro ricamente moldurado, recitando um dollea
na occasiio de enlrega-lo a seguinte allocogao :
A nomeacao de urna das notabilidades da
nossa corporacao para o ministerio da marinha
fo um acontecimento do tanta signifcacao e al-
cance, que os oQiciaes da armada, independen te
da cemmemorocao reservada historia, resolve-
rn perpeiua-lo pelo meio, cuja indicaoao Ihe
dera urna public^ao devida penna de V. Exc
e feta em 1847 sob o titulo Galera naval de
Greenwxch.
Nesso galera esto expostos em pintura os
oOicioes mais dislioctoa da armada britsnnie*.
O retrato de V. Exc. collocado na secretaria
de estado a par dos de tantos ministros, que bem
mereceram do imperador e da naci, e ao mes-
mo lempo distribuido peles offlciaes de todas as
classesda armada, demonstrara.com singeia ver-
dadero jubilo o orgulho de que nos acharaos
possuidos, vendo a marinha restituida direccao
natural dos seus chefes.
Offerecendo a V. Exc. na sus propria aeme-
Ihanja urna prova da nossa estima e dedicacio,
nutrimos a mais vehemente esperanca de que'
vencendoquaesquer difficuldades. V. Exc justi-
Ocar o enthusiasmo da marinha e assympathias
da opiniao publica. Grata a muitos dos Ilustres
antecessores de V. Exc, por amor ao paiz e por
um espirito de classe que nao procura disfarcar,
a marinha faz votos para que a administra;io de
v. Exc. complete as administracoes pretritas,
serviodo de base prosperidade das futuras.
Digue-se pois V. Exc. occeitar esta maoifes-
togao de sen tmenlos com o signa 1 que os perpe-
tua e symbolisa.
S. Exc rtspondcu :
Sou muito grato raanfestoio de benevo-
lencia com que a Ilustre corporacao da armada
de que me gloro de fazer parte, acaba de hon-
rar-me por intermedio de VV. SS.
Aceito com prazer o prsenle com que me
brmdam aquelles que, meus cornpaoheiros era
muilas e arriscadas lulas, bem sabem que a mi-
nha divisa foi sempre a gloria do paiz. a gloria
dessa dedicada parte da sociedade brasileira cha-
madamarinha de guerrra nacional e imperial.
Se a bondade do soberano nao me livesse
tanto distinguido, alm mesmo de rainhas muito
limitadas esperanzas, por cerlo nunca raais nobie
e mais imprtente recompensa poderi* ser dada
aos poucos servirlos que, a par de meus compa-
tenho prestado do que essa hoje rece-
as criaettes que pero neste projectflL sera cortar-
moa por oulras despezas, que nao teo da
necessidade, porm que sendo de/
lancia e ponderer^So o seu objecto,
pensar-nos d'ellos pora occorrer-m
dadea immediatas e argntea quo
dotemos salisfazer, como sej
osea opiaadtusMnirsim
amo ""
pirt
dkihe
naao inalaicta add^ym
aatra taatfitailrjirv. a cursa aiiimu.|
estaaqt* ata da basM pc.uct Vjia
viaU a g
03I
I
V m-
ao i Patricio Jos Borges,
----------imposto do tabaco, sabio ele.
l0t*- : presidente tenho duvidss
$njetf*a -elaborado pela honrada com-
'PeUces e em quanto essas dnvidas
reaolvidas, nio posso preilar-lhe o
ea tato,
n. 486.
das as cmaras. Senhores, ou os parochos sao
empregados cvis on nio.
Um Sr. deputado^ Sio.
0 Sr. Francisco Pedro : Se o sao nio poiem
ser corapellidos sob pena de multa, e por ama ,
lei provincial, a fjroecer esses mappas s CalBaT u*
'" rpunicipaes
Se por ventura, aeahoeaa, nos ,
tentar essas instituices, e mais s outras de que
toreaemae
ia do* emptegadnado aenau
ciataacio incluidas duaa tercia par-
alem do atdenado. paca fi-
que elles deaataaer apoaeota-
aWtjajajajdaada esta ao quaniplo do ordena-
que percebarem >
d "o 3. a coronaria do art. 1. dix.
A disposicN do art. 1. s tem applicacio ao
empregado, que ti ver direito de ser aposentado
*** *ju ".1J.g11a.dM par. latnttB';. aquella; juv
rem que s tiver direito de ser aposentado com o
ordenado proporcional aos annos de serrico po-
der* perceber mas quaaim proporcional esses
oonos, na razio do mximo Osado no art. 1..
Ora o peticionario, o Sr. Patricio Jos Borges
de Frailas, -agente do imposta do fumo, tabaco e
aabao, nio percebe ordenado, mas sim porcenta-
gem do que arrecada, e se ello nio percebe orde-
nado, me parece que nao peda ser favorecido
com as dispojc,es dos arts. i." e 3. da lei n,
46o ; no emtanto se existe urna lei posterior i es-
to, se existe algutna reeolucio permittindo um
lal favor, entao muito poaaivel, que ou muda
de opiniao.
Moa me parece ainda Sr. presidente que a as-
sembia de ve attender ao estado deficiente dos co-
fres provmciaea e que nao dere ser generosa como
peticionario, porque o peticionario um desses
bomens que se ocha em possicao de nao merecer
ase favor ds casa, porqaanto um hornera que
0*0 tem familia, possuidor de urna fortuna cres-
cido, como eu estou bem informado, embora al-
legue esn aeu favor muitos annos de servicos e
urna conducta illibads, como eu sou o primeiro i
reconhecer.
m Sr. deputado :Tem elle servijes ?
O Sr. Lucena :Mas o queteem os servicos ? E'
preciso ver a lei ese a assembla pode fazer es-
te favor, mas se a assembla nio pode fazer sem
abrogar a lei que se ocha em vigor, a lei do anuo
passsdo, mo parece que a assembla nao deve
fazer esto favor, porque o peticionario nao pre-
cisa o estado de deficiencia dos cofres nio o
permiti.
O 9r. Pereira de Brito :Prestou elle ser-
visos '?
O Sr. Lucena :Se nos fdr-mos ento a pre-
miar os servigos que tenbam prestado lodos os
empregados da provincia devenios decretar urna
outra lei eral e nao devemos importar-nos com
as difficuldades da provincia, porque paro a dian-
te apparecerio novos pretenderles e nos nao de-
vemos estar lodos oa dias i fszer leis especiaes,
para este ou aquella individuo.
(Ha um aparte).
O Sr. Lucena Pois, honlem fazemos urna
lei e j hoje hsveraos de a abrogar justamente
nos circo instancias mais criticas da provincia no
qu respaila s suss flnongas ?
Eu voto contra o projecto.
O Sr. Siqueiro Cavalconti:(Nio derolveu seu
discurso.)
r/iivJ! eiD- v?rd8de ?80 Encerrada a discussoe posto a votos o projec-
Jl^ razae.para fazer-se assio ncrepagoes to approvado.
O Sr JFeueona- M?. "n,8PDl0 P9980"-. d^ussao do projeito n. 46 de 1860 que es-
nleira a non ti o 'Zu Jf.!KnU Uma corPOT8;ao lablece o que deve segir-se na abertura e alar-
m!SJSm*lSj^L T qU"d? 'f8 S regeitad0 arl6 d0 ProJect0 e "PProrado o
I_?r!. emittem, sejam logo justicadas subslitutivo.
Entra o arl. 2.
E' regeitado.
"i^,*|*:"
veqiie bao pode mridar coi tdo, achoqu
que devemos salisfazer hoie as uimeiras neces-
sidades, acuellas que sao thoes.
O gymnasio temos visto que nao tem traxida
os beneficios, queiTelle se esperara, o nesta cl-
dode ha 00 tem hatido- ootrostwllegio. e mofs
podem ftodar-8vh -coilegioda* artu.,aae po-
de mu bem subaliUMe est em milhprescir-
cumatsncios, em milhores condicees da aue o
gymnasio. ^ 4
Quanto, senhores, 4 iostrtoicS do cutio cm-
toercial eu nao aei o que de commercio se pode
olli ensinar aos braailairoa. (Rinaii.^, ,
a Sr. Deptrtath>->~D r. Bt. Fignerrda
lhe responda,
p Sr. Alfonso de Albuquerque.... alm de que
aoi!* U" n,8,n, uend.r no cir-
so de eommerao, porque o noaso commercio
um coomeraio muito rasleiro e igniflean-
Um Sr. Deputado :-No ha tal o nebro de-
namuco 0Sl" ^ D'* coam^^ <* *"-
ccfLl^JH0*"90 de- AIqerq0e:-0 principal
commercio d aqu e o de dulas falsas, u o con-
trabando, o d. agioUge Il0$ bancos. ..
no*!L^J^("lU1'-~mb f8Sa **n injuria aoa
nossos comtaercianie. '
Amm^r,.Da,2U*,0:"-Mentemos algum dos
.'A*** de Albuquerque :-Eu aprsenlo
Mjraaoeapaaajn, peco taes e taee cousas; fallo a
ssoasquesupponhoeatarem tanto ou melhor
.lr"M d? queu.eu- e P0 e acharem que es-
aceitem no,80."1"'!"' que n,edidas *">*
aceitera-nas, se acharem o contrario discuUm-
oas e reprovem-nas. Pedirem factos pessoaes!
Senhores. a mmho pal.vra de paz (muito bem),
eu nao venho aqui aecusar pessoa Iguma, j o
disse muitas vezes. Se por ventura eslivesse em
um paiz era que a lei preponderas,......
UmSr. deputado:o qoe dir o corpo coro-
SSrV- a ler coohetin*'to de taes aecusseoes
tao odiosas e tao genricas ? *
O Sr. Pieshkmte;Attencio.
Um Sr. depotado:Mas cdtto se ha de deixar
passar semelbaale coesa, sem reclamaoao.
u sr. bitiraua :O melhor deixar p'assar sem
resposta. r
O Sr. Affonso de Albuquerque :Louvo muito
o procedimento dos 9rs. que se propoem a ad-
vogar aqu os mteresses dessa gente que eu apon-
10 como mmoralisadas. roas em verdadi. nHn
5r. Francisco Pan; Sen hora, se aeata
t*na apparecesse nana postan mandando que oa
juiaee de direito dssam mappas das anas aea-
tea^aa s camiraa oaauaicipaea. fue oa juizes ana
uietpaes dssem taanhem mappas de auas
tencas, emQm qua oa promotores daaaern
poe da suas promocoes. eu creio qee essa postara
nao passario ; eataataata como com os faro-
chas com oa padrea. qu*r-ae que a artigo paaae,
levando-sc-lhe o rediculo...
Um Sr. depulado : Para qua [o nobre depu-
pytada faz do-urna queslao lio pgunnat aau
questio pessoal, uma queslao da classe ?
O Sr. Francisco Pedro : Nio foi o espirito de
classe que me levou a isto, foi a uecessidade de
sustentar a miaa emenda.
(Ha um aparte)
0 Sr. Francisco Pedro : E' ama falta de res-
peito para com os parochos, que se lhes devera
melhor tralamento, e se sio empregados etvis
nio estio em uma classe lal que nao merecam
mais attencio. Portan to, Sr. presidente, nio
s como parocho que eu me vejo obrigado a con-
testar o artigo, conlesto-o tambero porque sou
cathelieo, aeutaada que 'ferir muito aos mi-
nistros do cutio publico.
Um Sr. deputado: 0 que tem o catholicismo
cora iaso ?
O Sr. Francisco Pedro Pois constranger o
patucho por uma postura sob pena de malta,
cumprir uma exigencia da cmara nao deares-
peita-lo ? Nio irazer-lhe o avlamento e in-
juria r
Um Sr. denotado: Aondo est a falta de res-
peito ao catholicismo
O Sr. Francisco Pedro : Eu enxergo-a, e o
nobre deputado em sua consciencia tambera.
Senhores, eu nio devo ir adianto, e pego a casa
que coi-sidere um pouco, e veja que nio justo
appro*ar-se o arligo em discusso, o se alguma
cous tenho dito que possa oltender aos nobres
deputados, eu a retiro,puis seria sem inteneso de
O fazer.
Vozes : Nio, nio.
Indo-se a votar, verifica-se nio haver casa.
O Sr. presidente, designa a ordem do dia e le-
vanta a sessio.
se as nao
N.
80
4
I
3
3
94
Jornal
1300
lJfOOO
19000
eoc'o
isooo
ODSERVAgES.
i' A casa da arrecadasio na corte continuar
a ler os mesmos 16 serventes que nella traba-
Iham, olem do que serve do porteire, os quaes
sseam igualados em vencimeatos e obrigacoes
aos do almoxarifado.
* Estes vencimentos serio abonados nica-
mente nos das em que effectivamente trabalha-
rem e acodirem ao ponto, coaservando-se nos
armazens al jiora de lioaliiar o servi?o.
3o Os servantes serio livrea. e execucio dos
xjue servirnm de porteiros, se applicarao exclu-
sivamente ao aervico bracal, conforme dispe
J "' 3 do regulamento de 16 da junho de
ao5o.
4* Os serventes do almoxarifado da corie serio
listnouidos pela intendencia s diversas seccoes
casas de deposito o armaaens da S. Domingos,
segundo as conveoieaciaa da service, devendo
auxiliar-ae mutuameate sem pie que tr neces-
ario.
5 Na intendencia da marinhae as inspeccoes
Jos arseoaes haver livroe de nwlrioula ptra os
individuos de que trata esU tabella, nos quaes
se Ibes abrir assenlamento, avista de
era por eacripto 4o respectivo* chefes
admissao.
or-
para
Os escrivaea respeetboa organisario as folhas
-dos venc.meotoa menaaea, qua sarao por elles
notados 00a ditos livros no acto da se fazer o na-
camente. r
nrT.i? ?nlead*nle M cole e os inspectores as
jmmocias, no caso de nio poderem os awveotes
quando occorrer grande affloencia de trarbalho
IT""* ^**ou dol artealTea;
segundo a naiateza de objecto de qua se Katar
i excepcao dos inspectores na parte relativo i
tes, por serena elles oa proprios chefes; e
juaodo por algum isaonaeniente se nao poder
ffectuar o dito auxilio, aquelles chefes admitti-
rao tem poranamente, emquante durar faina
a servente qae se julgarem neceaaarios, pre-
ceaendo ordem da secretaria de estado na corte
c dos presidentes na provincia,
-m *?**/** ** **>,doaegocioa de marinha,
Sm? m'S0 Vtoi.*~Pnnci$oo Imvier
Foram oomeados :
Mfki? nheiros
bida.
A elevagao ao posto eminente a que a con-
anga do raonarcha acaba de chamar-rae, impoe-
me, eu bem o sei, muitos deveres. Talvez para
execujiodelleseu nio teoha os predcalos que
devem fazer o apanagio do hornera de estado Se
a vpnlade, porm, vol alguma cousa, declaro
muito positivamentetenho vontade de servir, e
servir bem ao ryisso paiz ; e, meus bravos cama-
radas, procurarei com afinco que esse pouco es-
pago detempo, que me resta a peregrinar pela
trra, nao desdiga os antecedentes que me attri-
buis.
Peco, pois, VV. SS. que tenham a bonda-
do de transraitiir osles meus sinceros senlimentos
briosa corporacio de quo sao orgios.
Estas noticias juntas as que demos em nos-
sos dous nmeros precedentes, completara a serie
que recebemos pelo vapor ingles Tyne.
NOTICIAS COMMERCIAES.
Bahia, 13 de abril de 1861.
Londres 60 e 90 ds.26 1[2 d. por 1.
Pars a 360 a 365 rs. o fr.
Hammburgo 680a 700 m. b.
Lisboa > 106a 108 por cento.
Dobloes hespanhoes31 a 31*500, esc.
da patria30*500 a 318, idem.
Pecas de 6^400 velhos16&500 o 17, idem.
de 498300 a 9A400, idem.
Potoces brssileiros 2$ a 2S100.
hespanhoes2a a 28100.
mexicanos 1*900 o 1J960.
Chegaram, procedentes de Pernambuco :
i, a escuna Carlota, com 8 dias do viagenj ; 6,
os bngues inglezes Iceni e Hebe, com 3 dias cada
um, e a barca breraense Clarisse, com 3 dias.
Sahiopara Pernambuco: 6, o palhabote
DousAmxgos. '
com factos que se aprescutm.
. O Sr. Affonso de Albuquerque: S
jusiiticar?
Um Sr. deputado:O paiz far juatica.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Pois bem
para o paiz que eu fallo e nao para o nobre de-
putado. (Rissdss ns saliapoiadoa das galeras)
assim advino a quem quer que assentou em seu
presumido amor proprio cbamar-me a ordem,
como disse honlem na ante-sala, que nio faco
caso de sua foce, que nio ha de tirar-me do
meu proposito, nao ha de descarreor-me toda a
vez que fallar com o direito, com a faculdade que ,
a le me d. /"Rumor as galenas ouvem-se d'alli! se imprims
alguns apelados e muilo bem); e quaDdo acn- tiros,
teca salar dos limites que a lei me tem marcado
, ah est o Sr. presidente para advertidme, ne-
nhura outro tem esse direito e uem eu lhe con-
senlirei arrogar-se a elle.
At aqui alguns apartes offensivos que me tem
sido dadas...
Um Sr. deputado :Nao se tem feilo mais do
que por em relevo as proposices do nobre de-
putado....
9 Sr. Affonso de Albuquerque :.... tem-me
doido, porque eu nio conhecia o proposito em
que se eslava. Julguei que fossem-me dados
esses apartes por ler eu offendido
Lem-se e apoiam-se os seguintes arligos ad-
dilivos : (vide Diario de hontem.)
O Sr. Luiz Felippe, diz que os arligos additivos
versam sobre materia tao importante, to grave,
podem por tal forma ferir o direito de proprie-
dade por isso que se referem desapropriacoes,
que nao conveniente nem possirel volar-se as-
sim de affogadilho, sem ura estudo muito apro-
fondado sobre a materia e quo em vista disso, para
que nao vote a assembla leis impensadas, vai
pedir o adiamenlo da disenssao ao menos at que
--m no jornal da casa esses arligos addi-
L-se o seguinte requerimento :
Requeiro o adiamenlo da discusso ale que se-
jam iropressos no jornal da casa os artigos additi-
vos.Lniz Felippe.
Approva-seo adiamenlo.
QSr. Manoel Portella, pede urgencia para ser
iidoo parecer da comraisso de polica sobre a
ndicacQodealgunsSrs.deputadosquepropozeram
um odditamento 00 regiment da casa.
Apprpva-se a urgencia e em seguida lido o
mondado imprimir o projecto.
1. discusso do projecto n. 2 deste anno que
1 4 loteras de 120 contos cada uma com
obra da casa do Gymnasio
------- o amor pro-
prio de alguem ; pensei que houvesse quem li-! applicacio especial
vesse injustamente echado allusoes naa miohas provincial.
epates o^^ 1-f requeri-
SSfJSS m-e_doem.ma\9' P?r 1e me Requeiro o adiamenlo por 8dias.-A. de Albu-
ASSEMBLEA LEfilSLATIVA PRO-
VINCIAL.
SESSAO EM 16 DE ABRIL DE 1861.
Preaideacio do Sr. Baro de Vtra-Cruz.
(Conclusio.)
L-se um parecer da commissio de negocios de
cmaras municipaes, sobre o qual suscita-se uma
quesiao de ordem, em que diversos senhores de-
putados tomam parte.
Tratara-se de reconhecer se era ou nio cons-
titucional a materia do parecer. AQnal o Sr
presidente declaro qe nio pode recebe" e d-
mittir entro ostrabalhos da casa, materias relati-
vas cmaras municipaet, sem que sejam pro-
postas pelas mesmas cmaras.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Sr. presiden-
te, contrario a principios que tenho expendido
nesta casa, mas nao obstante, sem estar em con-
traoiccao com elles, vou apresentar um projecto
que uma excepcao aos principios que tenho
exposto. Venho hoje, senhores com o machado
e a alavanea procurar destruir cem o m arl ello e
a colher para construir.
A reforma, senhores, que peco hoje casa,
ama reforma de grande ponderacao porque diz
respeito a agricultura, e trata de um objecto de
vwal oteresse, de urgente neceasidade.
A nos nio falta m braros, senhores: nio nos
faltara terrenos, nio nos falta fertilidade, entre-
tomo nao temos prodcelo, a nossa agricultura
deflnhondo progressivomenle amea5a estar pres-
tes a decohir inteiromenle. v
J disse, e tenho repetido milbares de vezes o
nosne assocor nos mercados europeas, nao pode
coneorrer com o assucar de ontros paizes em
quanto aue nio estamos em condicede* inferio-
res a deanes outros paizes; o qoe qoe se pode
pois, concluir d*ahi T Nem mais nem menos sena
que ha victos quaesqner que sejam em o nosso
modo ou meio de agricultor.
Fasendo-'ae, senhore, pequeo eludo, por
pouco que ae rtflicta acarea da prorliicclo do
assoear em nosso paiz, achar-w-lra que o deleito
u nossa agricultor consiste no atrazo da indos-
tria, unto moral, como, alo sei se me exprimo
>9m, como Itrt. Hat no nao podemoi fizw
sao diios com o proposito de descarrear-me, de
perturbar-rae na minha tranquillidade; eu pois
continuo dentro do privilegia e do direito queme
da a lei; hei de fallar de todos os vicios da sacie-
dade, quer os nobres deputados queiram quer
nao. Eu nao acenso pessoa alguma e nem ha
deputado algum que precise de accusaio, pri-
meiro porque o accusarao no nosso paiz intil,
e sem resultado algum, e segundo porque nio
est deputado algum em discusso ; e de mais,
senhores, eu Irato de cousas muito mais altas do
que qulquer dos deputados que estao aqui,...
Um Sr. deputado : Mas diga-me uma cousa :
se tivesse garantias accusaiia a slguem. a algum
deputado...
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Se por ven-
tura a lei eslivesse em execugao, se loase preciso
aecusar a alguem. ou algum deputado, se algum
deputado eslivesse em discusso, eu nio s ao-
cusaiia ao deputado como a quem quer que fosse
preciso aecusar. Entretanto, direi mais ao no-
bre deputado, que nao me oceupo com aecuaa-
Qes a pessoa alguma porque venho com animo
deliberado de trazer para aqui palavras de paz,
e venho senliodo por ver as leis desprezadas em
nosso p8iz...
O Sr. Giiirana :E' pena que o nobre deputado
nio stia desse circulo vicioso.
O Sr. Affonso de Albuquerque :E' pena tam-
bero que o nobre deputado nao saia ds trazer
para esse circulo vicioso. Se nao me quizer ou-
vir tem bom remedio...
O Sr. Gilirana :Eu que remedio tenho senio
ouvir o nobte depulado.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :E eu que re-
medio tenho se nao soffrer ao nobre deputado.
(Risadas as galeras.)
Assim, Sr. presidente, eu continuarei e nin-
guem me tirar do meu proposito, e nem me of-
fenderei mais por qulquer palavra que me diri-
jam, por isso que trato do interesse do meo paiz,
nio porque lhe tenha amor, j se foi o tempo
em que o ama va.
Uma toz :Nao ama a sua patria ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :J se foi o
tempo em que eu a amava ; boje apenas procuro
cumprir o meu dever de cidadao ; e j que estou
nesta casa do onde ninguem me pode tirar aenao
Ueos, que foi quem me botou nella, por quanto
foi preciso que morresse umhomem e adoecesse
outro para que eu aqui tivesse entrada, e ser
preciso que Dos ponba bom a esse ultimo para
que eu d'aqui saia ; e, como dizla, j que estou
nesta casa [cnmprirei o meu dever de ci-
dadao e nem mesmo que todoa se levantossem
contra mim eu nio me calara.,.
Ha um aparte.(
Sr. Affonso de Albuquerque:Sei que nao
ha proposito algum da casa para offender-mejou
muito obrigado a quaai todoa oa meus nobres col-
legas tenho motivos para dever muila contilera-
cao e respeito a cada um individualmente mu
sei que ha um cerlo proposito de alguna, que
al ba bem pouco ignorara, mas felizmente co-
nhego agora, e venha d'ora avante qualqutr aa-
gressao injusta e despeitosa... nao faco cao I
Vou segurado o meu caminho. O projecto que
tenho a apresentar o seguinte (l):
L-e e julgado objeato de deliberacio. vai a
imprimir um projecto do Sr. Alfonso de Albu-
querque.
ORDEM DO DJA.
Continua s discusaio adiada na SMto anterior
do art. 2. projecto que croa logue de nat-
dores.
E' apnrotado sem debate, bem como emenda
do Sr. Souza Rei.
Entra em 1.a discusso o projecto n' 1 dente
anno, que uthoria 0 presiden! da provinaia a
querque.
OSr. Nascimento Portella, faz ligeiras codsi-
deracoes em opposigio ao adiamenlo
O Sr. Affonso de Albuquerque, pede a retirada
do seu requerimento, o que lhe concedido.
Approva-se o projeclo.
^ut'oua a 2.a discusso do art. 19 das postu-
ras de Olinda adiada da se38o anterior.
O Si Prancisco Pedro :Sr. presidente, pedi
a palavra para fazer ligeiras consideraces contra
o artigo que se acha em discusso das posturas
da cmara de Olinda.
V-ee que o artigo 19 manda que os paroihos
daquelle municipio sejam obrigados a dar a c-
mara moppos dos baptisadoa, bitos e casa-
mento, sob pena de seren multados em 25$;
entretanto Sr. presidente vendo tambem que pas-
ana desspercebido esse arligo, assrm como todos
os mais iam passando, e vendo mesmo que elle
nao eocerrava nenhuma utidade, e que nio era
menos injusto, e um pouco rediculo (nao apoia-
dos) pedi a palavra para justificar a emenda que
mandei a mesa pedindo a suppresao.
Parece-me. Sr. presidente, que as cmaras mu-
nicipaes nao podem impr obrigacoes de qulquer
natureza aos parochos.
Um Sr. Deputado : Nesse caso ser Ilegal
mais nao ridiculo.
O Sr. Francisco Pedro :Sim illegsl e redi-
culo.
la dizendo, senhor presidente, que as cmara
nao podem impr obrigacoes aos parochos sob
Sena de uma multa : mas em lugar de ser com-
alida na casa esta idea, foi dito que ella era til,
era mesmo de neceasidade, dando lugar a que
tomasse o trabalho o nobre deputado o Sr. Souza
Res rever o archiao e trazer a casa as posturas
da cmara do Recito para mostrar que essa dou-
trina nio era nova, e assim justificar o seu pro-
jecto. Entretanto senhor presidente o nobre de-
putado bem longe de demonstrar a utidade, a
necessidade e conveniencia dessa medida, nada
disse, leve-a como necessaria e til logo que leu
urna semelhant'8 dispo6Qio as postura da ca-
pital.
Estou informado Sr. presidente que tendo sido
proposto esse artigo de posturas pela cmara do
Recite, elle passra aqui sem muita reflexio, co-
mo decostume (nioapoiados). Eu tenho sido
lestemunha dessa falta dealtenco da casa qnan-
do se trata de posturas. Sendo approvado tal
artigo alguns parochos darito esses mappas ; mas
depois deixaro de o fazer, por que a mesma c-
mara reconheceu a sua inulilidade, e eahio era
dezuso. Pera que, senhores, quer a cmara sa-
ber quantos se baplisam, quantos casam e quan-
tos morrem ?
Um Sr. Deputado :Isso dito assim realmente!
O Sr. Francisco Pedio:E", sim, objecto de
Luso e maia nada.
O Sr. Fenelou :Nunca pensei que a estatis-
tico toase objecto de luxo I
O Sr. Francisco Pedro :Mas a cmara nie tai
formar a eslatistica, e sem dunda um lux.
Um Sr. Depotado :Por qoe aa ?
O Sr. Francisco Pedro :Ha um poder com-
petente paraisso, pelo menos os presidentes tees
exigido dos parochos esees mappas, eeu os tenho
UttSr, deputado: Entio ser, tambem luxo
dos presidentes 7
OSr. Francisco Pedro: Nie aei. mas reeo-
nheco que a cmaras nia podem xigir dos pa-
rocho* taeamappa, sob pena de multo, craavn
uureccao de ama postura.
Um Sr. denotado: Se o govarno ha de pe-
dir asa parochos peda ds camaraa.
O Sr. Fraaciac Padro : Ento fecwe ana
ii gesal pan a*romcia ueste antido, e par to-
Sesso em 14 de abril de 1861.
Presidencia do Sr. baro da Vera Cruz, conti-
tinuadapelo Sr. Manoel Portella,
Ao meio dia feila a chamado, e verifican Jo-se
haver numero legal de Srs. deputados
Abre-se a sessio.
Le-se e approva-se a acta da antecedente.
OSr. lo secretario d.conta do seguinte:
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario da presidencia, remet-
tendo as contas assim como orcaraentos de re-
ceita e despeza da cmara do Cabo. A' com-
sio de ornamentos munielpaes.
Outro do mesmo, remetteodo o ornamento e
con tes da cmara municipal do Brejo.A'mes-
ma commissio
Outro do mesmo, remetiendo a copia de um
oflicio do provedor da santa casa de misericordia
einfurmigio da cmara municipal, assim como a
resposta da presidencia acerca da inconveniencia
de edificacoes defroote do hospital Pedro II, e da
necessidade de serem desopropriadas algumas ca-
sas edificadas as proximidades do mesmo hos-
pital A' mesma commissao.
Um requerimento do porteiro e do segundo
continuo do consulado provincial pedindo que
seautorise ao presidente a mandar-lhes pagar
certa differenca de ordenado e porcentagem que
so lhes deve.A' mesma commissio.
E' lido um parecer da commissio de posturas
de negocios de cmaras approrando com certas
modiOcages posturas da ornara municipal da
villa do Ouricury, e fica addiado por pedir a pa-
lavra o Sr. Helio Cavalcanti.
Sao lidos, julgados objectos de deliberacio e
mandados imprimir os seguintes projectos.
A assembla legislativa provincial, resolve :
tSd8' depnl*d0 :-Porlne? Ser inconstitu-
O Sr, Luiz Fetfppfl>-0 projecto trata de de-
cretor apostatadorits.para empregados da cama-
^fc1 e
ides, toda as medidas necessaiias re-
Um Sr. deputado :Seritwm qaa o nebre de-
paUdo lea aleada 1828, qaa tratada* caceas.
manacipaeav '
O Sr. LauCelifjBa :-.... Se atado isto nao
tate proaadaato^nwHle qwpela dieposicoee do
prtjacto p.aece ^ a. de^Vdat^enttdetias
coamatetoaaafre aa^k^aeaT pon taato
ma pare. que te-amos mSm m^aaTataate a ca-
anata rawancipal i nt^m o prajeota. e ntalo
seatido, aatm qua ma faca cargo de produzir ra-
zoe contrao mesrnoproietto, vou mandar
aaaea-o teguieto fequorlmanto l);
E' tudo quanto lenho dizer.
Vai A mesa, lido, apsiodo,
cussio o seguiute requerimeoto
Requeiro qoe taja ouvida acamara munici-
pal do Recite sobre o projecto em discusaio.Luiz
relippe.
Julga-ee a materia discutida, e approvado ore-
queriraeato Qca adiada a discusso do projecto
at virem a iaforaaocea da cmara muaicipal.
Entra em 1.a discusso o projecto n. 7 de 1860
autonsando o presidente da provincia mandar
tdnstruirquanio antes um a^ude ua povoario dr>
t eolra em dis-
7 approvado sem debate.
Contina a 2.a discutao das posluratda c-
mara ruunvcipal de Oliade.
Eal em discusso o art. 19 das mesmas.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Sr. presiden-
te, parec-me que nio um peccado pedir um
rellexo de luz i quem quer que tenha tanta ou
1UaU sabedoria, Ignoro a lei que porventura
da escamaras municipaea o poder de impr taes
ou quaes obrigacoes aos vigarios, e nao posso vo-
lar pela disposicao do artigo em discusso, sem
que me mostrem que ha lei que d scmelhante
peders cmaras municipaes.
Segundo as regras geraes, parece-me que as
cmaras municipaes nio pdem impr uma obri-
ga;ao ou um onus qulquer empregados pbli-
cos geraes (apoiados) : co, pois, ospera de es-
ciarectmentos para poder decidir-me sobre o voto
que uevo dar ao artigo, na certeza de que, se nio
roe mostraren) que a camsra tem essa ollribui-
Sao.volare contra, viato estar convencido de que
a cmara municipal nao pode impr uma obriga-
cao qualqoer sem estar habilitada legislar.
Que a cmaros municipaes confeccionando
posturas, impouha obrigacoes geraes seus mu-
nicipes, coocordo, mas um empregado publico
eral, e de mais mais religioso, creio que
uma d aquellas cousas que nao tem funda-
mento.
Peco portanto a luz aos sabios, e creio qua
com isso nio faco um peccado (Muito bem.)
Julga-se a materia discutida o posto o artigo
votos, regeitado.
[Continuar-te-ha].
Discursos do Sr. deputado Gitrana
na se s su o de 13 do correte.
O Sr. Gitirana : Sr. presidente, eu nio pre-
tendo oceupar a attencio da casa por muito tem-
po, e Ievanto-me apenas pora dirigir um pedid
ao meu nobre collega que apresenlou o segundo-
requerimento que acaba de ser lido. Pesso, pois,
a esse nobre deputado o favor de apreseotar-nos
as considerages que actuaram eu seu espirito,
para fazer esse requerimeuto, pedindo informa-
coes ao Exm. presidente da provincia, acerca da
uiilidade de nm projeclo que comigo coofeccio-
nou, que o assignou comigo, que nio ha muito
tempo ojulgava bom, til, conveniente...
Um Sr. deputado : Sapienis f wiuari con-
titas*.
O Sr. Gitirana:Se fr salisfeito como espero,
pode bem ser que volte a tomar a palavra.
O Sr. Gilirana : -Sr. presidente, precisei ouvir
ao nobre depulado, que acaba de salisfazer a
meu conrite, para apresentar casa, ainda al-
gumas consideraces, com asquees mais uma vez
pretendo justificar a utidade do projeclo que ti-
ve a honra de offerecer a sua apreciado ; pro-
curarei destruir primeramente a utidade de se-
raelhaote requerimento sem deixar de adoptar,
todava, o que o nobre deputado representante
pelo circulo do Limoeiro, offereceu em nrimeiro-
lugar. r
Senhores, nao se que razes leria o nobre de-
pulado o Sr. Braulio e Silva, para offerecer um
requerimento pedindo informac.es ao Exm. pre-
sidente da provincia, sobre um projecto que co-
migo confeccionou e tambem o assignou ? 1
O Sr. Braulio :E que mal pode fazer ao pro-
jecto esse requerimento ?
? S5' Gilirani :Ter o nobre deputado a von-
tade de acertar ? Se esso o sentimento quo
nutre, parece-me que, conciliando-o cora a eco-
noma do tempo, que nos deve ser mu precioso,,
devia satisfazer-se com o requerimento do nobre
presentante do Limoeiro ; porque nesse requeri-
mento pede-se que, a passar o projecto em dis-
cassao, seja ouvido o -Exm. presidente da pro-
nocia. r
O Sr. Baulio :O que tem de Be fazer amanhia
faca-ae hoje.
O Sr. Gitirana : ... isto alm de contera
salutar medida, sempre conveniente em questes
desta ordem, de pedirmos esclarecimentos pre-
sidencia, trazao mesmo tempo uma outra conve-
nienea, qu a de economisarmos o lempo que
poder-se-ha perder em discusses sem resultado :
assim, ser o projeclo votado agora pela segunda
vez, e o tompo consumido na discusso nio ser
perdido, porquanlo, quando tiver de vollar ca-
sa com as informaces solicitadas, apenas tare-
mos uma s dcusso, que ser a terceira, e uma
so votacao...
UmSr. deputado :E se as informages forero,
taes que o projecto nao possa e nem deva ser ao-
provado ? r
O Sr. Gitirana :Pela mesma maneira respon-
do : e se as informages forem to favoraveis qua
o projecto nio possa deixar de ser adoptado, nio
teremos perdido tempo fazendo-o entrar ou con-
Uuuar ainda em segunda discussio, para ter maia
uma ou duas votaces ?
V-se, pois, senhor presidente, que o requeri-
mento do meu nobre amigo deputado pelo Li-
moeiro satisfaz o pensamento do requerimento do
meu nobre collega o Sr. Braulio, e de mais a
mais, Iraza conveniencia de aproreitarmos a dis-
cusso herida...
O Sr. Luiz Filippe : Parece um contrasea
pedireor-se ioformecoes sobre um obiecto i an-
provado. ^
O Sr. Gitirana :Sr. presidente, nio tenho de-
sejos de conseguir para o projeclo uma discusso-
precepitada, nao; lodos sabem que elle j foi .
largamente discutido na sessio do anno passado
tomando parte nos debeles alguns dos nobres de-
putados, inclusive o Sr. Braulio e Silva...
O Sr. Braulio :Sim, senhor.
\ Sr. Gitirana :... que pela sua parte fez la-
do o que pode a favor de projecto, nio s apo-
sentando consideraces que o haviam levado a
a assigoar, mas tambem mostrando a convenien-
cia dessa creaco.
Ora, depois de tanto trabalho, ser conveniente
perde-lo ?
Direi mais, Sr. presidente, sem querer censu-
rar, todava, o nobre autor do segundo requeri-
mento, que tanta mais admiro quo s nesla occa-
sio apresentasse elle essa sua lembranca, esse seu
zelo, e interesse de melhor acertar nesta questio,
queuto extranho tanto maia seraelbaote procedi-
mento, porque me parece, qu6elle involve uma
coolradieio que nao existira te o requerimento
que mandou mesa fosse apresentado por outro
qulquer membro desta casa. E digo isto, se-
uhores, porque quando confeccionamos o projec-
to que se discute, o flzemos com toda reflexio,
sem deixar actuar em nosso espirito convenien-
cia poltica, que pelo contrario rj declaro ca-
sa ctm franqueza, em minhas ptetences parti-
culares combatem-se com as do nobre depu-
lado. r
Entreunto, representantes do
dt oulr'ora, bem intencionados,
Art. 1. Fica creada no 2o districto da fre-
guezia dos Afogaddos uma cadeira de primeras
latiros para o sexo masculino, a qual ser provi-
da na forma da lei.
Art. 2. Ficam revoga Jas as disposicoes em
contrario.
Pago da assembla legislativa provincial de
Peroambuco, 17 de abril de 1861.Manoel Isi-
doro de Miranda.
J lendosido approvado o compromisso da
irmandededa Gloriosa Senhora Santo Anna, do
Campo Alegre erecta na freguezia do Cabo no
parte religiosa pelo Exm. prelada diocesano,
a commissio de parecer que seja adoptada a se-
guinte resolugao:
Art. nico. Fica approvado o compromiiso da
irmondade da Glorise Sedhora Santa Anna do
Campo Alegre erecta na freguezia do Cabo, revo-
gadas as disposicoes es contrario.
Sala das comraisss, 18 de abril de de 1861.
Francisco Pedro, Gongalres Guimaries.
A commissio de petiges quem foi presen-
te a de Joio Falque e Antonio Hachado Gomes
da Silva, pedindo um privilegio para trinta an-
uos para estabelecerem nesta cidede umicompa-
nhia de carros, com especialidadecarros de pra-
5a"-. atlendendo a que desde muilo se resente es-
ta cidade da falta, de talcompanhio ; altendendo
a que com uma tal creagio serio favorecidas a
classe menos abastadas da nossa sociedade ; at-
lendendo que ella promover a emigragio de
habis mestres que melhororio as arles e ofcioa
que se acham ligadas esse trafego ; atlendendo
anda que ella far baratear o meio de trans-
porte de urnas para outros localidades ; atlen-
dendo Analmente.) que nenhum subsidio nem
iseucio pedem os supplicantes, ao passo que de
sua empieza resultar um augmento de receita,
teolo para os cofres geraes como para os pro-
viociaes, com a importancia dos artefactos que
devem empregar, e com os impostos que torio
de pegar, c de parecer que se adopte o seguinte
Projecto.
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, resolve :
Art. 1. Fica o presidente da provincia auto-
nsado contratar cora Joao Falque e Antonio
Machado Come da Silva, o estabelecimenlo de
uma companhia. decarros de praga.mediante
condiges estipuladas, de accordo com ambas as
partes contratantes.
Art. 2. Aos peticionarios fica um previlegio
por trinta annos contarda dala em que for as-
signado o contrato. Ficem revogadas as dwpo-
sigoes em contrario.
Sala das commisses, 16 de abril de 1861.
Dr. Manoel de Figueira Fario, Antonio dos San-
tos Siqueira Cavaloanti, Antonio FranciscoGon-
calves Guimaries.
ORDEM DO DIA.
Entram em discusso os arligos aditivos offere-
recidos ao projecto n. 46 do anno passado, os
quaes fram publicados no Diarto de honlem.
O Sr. Affonso de Albuquerque (pela ordem) de-
sejo saber se est tambem em discusso o arligo
subsliiutivo do art. 1. do projecto.
O Sr. presidente declara que apenas a casa de-
ve-se oceupar dos artigos additivos.
Julga-se materia discutida, e o arligos sio
successivamenle apprevados, assim como o pro-
jecto qua pataa para a terceira discussio.
Entra em primeira discussio o projecto apre-
sentado hontem pela commissio de polica aura
de que se altere o regiment da casa, diapoudo-
se que osbales, indemnisagoea e remissoes de
dividas, nio pessam ser attendidas nat leis do
orgameatos provincial e municipal, aem que ou
tenham sido propostas pelas respectivas com-
misses de orgamento nos projectos que ofere-
recerem, ou em projectos especiaes adoptados
em terceira discussio.
E' approvado aem debate.
O Sr. Mello Cavalcanti pede despensa de inter-
sticio para que o projecto seja dado para a ordem
do da da sessio seguinte.
Assim se venoe.
Eolra em primeira discusso o projecto n. 56
do anno passado, que eleva a 1:000 rs. o orde-
nado do cirurgiio do grande hospital de caridad
desta cidade.
E' regeitado sem debate.
Entra em 1.a dieouaaao a projecto n. 36 de
1859, qua autora ao presidente da provincia
aposentar 01 empregados da cmara municipal
dtsta cidade, observando as prescripcoes da lei
n. 276 de 7 de abril de 1851.
OSr, Fenelon pronancia-se tavor do projec-
to, e pede time teja- approvado.
O Sr. Luiz Felippe :-r. prtaidtata, en barita reditumoa no termo em que o fferanmoa.
em dar o meu voto ao prajeat qoe tediacato. I Ora a nata do qut rabo de dizer connacer
mesmo circulo
, entendendo qon
mam de parto caaia a na.repreaemantes daquel-
le etratlo, apresentar, promover e pugnar pelan
necesidades da que elle ae resntao, entenda-
mos tambem qae-donarnos apresentar o projecto-
qaa1 se ducate, porque pereorrendo a povoaco
Obi aneitat e o diversos povoados que a cercam,
e depota de termas adquerido aa mais exacta a
minuciosas mrormages, chegamoa a eata can
animados daa aeihores daaajiMO*, e com a
v iBtaa no interesse legitimo das necessidades d
orelo, qua representemos, sao trepidaran em
I
c
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MAMO f* fWAHfqOO; glUMTl FElftA 19 QB ABfttC, M IWi:
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casa que sincera a minha admiragio e fundad* a
miaba extranheza, quando vejo o nobre |deputedo
apresen lar um requerimento pedindo informa-
coes sobre urna cousa que all Gto largamente es-
tuou contigo, babilitando-se assim a poder dar
e nao a precisar de informagoea ; porque r
udu particular que fizemos colhemos iot^HB
ce sufflcientes nao s para
mas para es'-larecermds esta snafiaiHu Este foi -
a motivo porque logo na primeiro cistusslo do'
projecto nao aprcsenUmos uarrtquerhnento pe-
4iodo esclarecimento de qualidade alguma ao*
Exm. presidente da provincia.
O Sr. Rraulio :O que foi urna folla.
O Sr. Citiraoa i-Wo-foi urna falta, foi o dese-
30 quo. liveraos de ver aceita a nossa idea, visto,
starmos convencidos da sua necessdade. e nio
termos atlendido a eutras conveniencias, que nao !
lossem ado interesse publico. Assim emende-;
nos de commum accordo que poderiamos pres-
cindir de requisitar do Exm. presidente da pro-
vincia informagoes, pois que o estado Coito por
nos era bastante para esclarecer todoa os pontos
cesta questio sobre que apparecem cootealages
Se, porm, a discussao viesse mostrar que esta-
vamos engaados, e que era neceasaro um ter-
-ceiro juiz a quem recorrer entao nao havia de
minba parte repugnancia em acceita-la. Al hoje
porm nao tem havido essa necessdade, al hoje
nao temos niesmo entrado em urna discussao
franca e minuciosa, que mostr se estamos, ou se
nao estamos habilitados suCBcientemente para
tratarnos desse negocio aem precisar de soccor-
rer s luzes ou opinioes de terceiro....
O Sr. Braulio :O nobre deputado est com
muito medo das informagoes do presidente.
O Sr. Gitirana Nao tenho raides para tema-
las, mas se at o prosete nio tere havido neces-
sdade dolas, se al agora ninguem ntsta casa se
tem presentado contestando as razas com que
temos exposto e sustentado a conveniencia da
medida proposta no projecto para que havmos
de ser os proprios que. dos mostremos duridosos
-do que asseguramos, e pedindo informagoes a
quem com difficuldade as poder dar, tao satis-
factorias como as que temos?
Has, senhores, anda quando pelo requerimen-
to do nobre deputado se quizesse remediar qual-
quer (alta, qualquer omisso, qualquer precipita-
{3o_que houvessede nossa parte, s com grande
prejuizode lempo poderiamos conseguir isso, o
que podemos conseguir igualmente com a adop-
to do requerimento apreaeetado pelo meu amigo
o Sr. Dr. Lucena, digno representante do circulo
do Limoeiro, sem com lulo perdermos tempo
que tao precioso nos .
Quando me persuada, senhores, que o tempo
decorrido do anno passado hoje, teria influ io no
espirito do nobre deputado o Sr. Braulio para
sustentar o projecto que comigo offereceu a con-
siderando desla casa ; quando me persuada que
elle se apresenlasse com mais zelo a alagar esse
nosso mimoso Glho, qusndo o vejo com tanta
ingratido despreaa-lo (riso)......
O Sr. Braulio da um aparte.
O Sr. Gitirana :L chegaremos. E este pro-
cedimento tanto mais me admira quanto nesse
tempo decorrido de entao at hoje, tiremos oc-
casio, eu e o nobre deputado de andarmos na
comarca do Bonito, de estarmos em contacto com
pessoas de Panellas, pessoas da amisade do nobre
deputado....
O Sr. Braulio : Depois de apresentado o pro-
jecto nao esiive mais em contacto eom gente de
Panellas.
O Sr Gitirana: e creio nao oavio o no-
ore deputado reclaraaces daquelle povo acerca
do que, trata o nosso projecto, e se que as ou-
vio aprsente-as hoje para assim justificar o seu
procedimento-
Senhores. de que nos servirlo as informagoes
pedidas? Ouvi-me, procurai-mecomprehender,
e conhecereis que de minha parte ha sempre as
melhores inteogoas sobre ludo, principalmente
que nos compete satisfazer.
De que dos serreo, senhores, arinformagoes
pedidas ? Ser para orientar-roo-nos sobre a
conveniencia da medida que se quer lomar ? Se
o nobre deputado nos apresentou o seu projecto
sem estar convencido da sua ulilidade, sem ter
estudado bem esta materia, sem estar habilitado
para deseovolv-la e mostrar a sua conveniencia
eutilidade, parece-me que procedeu muilo mal,
o que a qualquer outrodeputado podendo-sedes-
culpar um semelhante procedimenlo, a elle se
nao poderia desculpar, visto que habitante da
comarca a que perteoce o territorio quo procu -
ramos elevar a villa.
Ser, senhores, o requerimento do nobre de-
putado, o resultado de urna modestia excessiva ?
de um receio infundado de nao ser crido em su as
informacoes ? Nesle caso pergunlarei porque nao
o apresentou a mais tempo ; j nao esteva o no-
bre deputado com a palavra sobre o projecto ?...
O Sr. Braulio :Estire justificando aos habi-
tantes de Panellas a quem se (aziam arguicoes.
(Apoiado.)
O Sr. Gitirana :Se o nobre deputado apre-
sentou seu requerimento afim de mostrar de
um modo oais conveniente a ulilidade do pro-
jecto, por que nao usa eoto ds palavra, e nao
procura desaovolver o seu pensamento, justiQ-
cando-o de um modo tal que possa casi pres-
cindir de informacoes da presidencia, informa-
coes qui vo roubar tempo ao presidente, assim
como nos rouba a nos......
O Sr. Braulio:Est com muitos receios das
informacoes da presidencia.
O Sr. Gitirana:O nobre deputado sabe que
ssigoando eu este projecto nao Uve em visia a
menor conveniencia poltica fui somonte levado
pelo interese real daquelles a quem tenho a hon-
ra de representar, por tanto, ve o nobre deputa-
do, que eu nao posso ter medo das informacoes
des te ou daquelle, apenas o que desejo econo-
rnisar tempo, ver quanto antes essa medida
adoptada, 6 nao matar a discussao.
Agora se o nobre deputado tem razes valiosas,
pelas quaes julgue que o projecto hoje nao til,
nao conveniente, peco-lhe que eselarega-nos,
que nos mostr ts razdes em que funda esse seu
juizo, porque eu mesmo, se fr convencido, nao
duvidarei votar contra o meu projecto, porquan-
to, sabe o nobre deputado, que nesla casa, nao
me dirijo seno pelos Interesses reaes do publico,
e de sorle alguma quereria ferir, ainda em favor
do meu proprio interesse, os interesses dos habi-
tantes do districto que me elegeu.
Aproximando-mu mais do verdadeiro terreno
da discussao, permitta-se-me, Sr. presidente
apresentar ainda algumas consideracoes, com as
quaes quero justificar o meu projecto.
O pensaroeolo que elle enceira o de elevar a
cathegoria de villa o territorio comprehendido
cas freguezias de Quipap e Altinho.
Senhores, o territorio do Altinho e Quipap
olera de muito extenso comprehende em ai diver-
sa p o voages que vo apresen lando algum de-
senvolvimiento, nao s no que diz respeilo ao
material, como at ao moral. Algumas dessas
povoacoes llcam a urna distancia tal da sede da
villa a que pertencem, que s6 com difflculaade
os seus habitantes sao prvidos dos remedios que
procuram as autoridades de urna villa. Assim
v-se que sendo asede do municipio nacidsde
de Caruar, flea esta cidade distante de Quipap
cerca de 20 leguas....
O Sr- Braulio :Quatorze e quiaze leguas.
O Sr. Gitirana :Aflanco ao nobro deputado
que nuaca menos de 18 leguas.
O Sr. Braulio d um aparte.
O Sr. Gitirana :.,... a o nobre deputado se
j foi a Quipap, deve saber que os caminbos sao
pessimos em tempo de invern, a ponto de quisi
ficarem interrumpidas as relages entre Caruar e
essa localtdade. Ora, se vC que a distancia que
ha entre esses dous pontos, reunida a difficulda-
de do transporte, como que autorisa, ou pelo
menos justifica muito bem a medida que tende a
dar aos habitantes de Quipap em lugar mais
prximo os remedios que vo buscar a Caruar.
Sabe o nobre deputado que na freguezia de
Quipap existen multas povoacoes importantes,
que a cada instante tomara maior incremento.
Site que no territorio da freguezia Altinho ex-
ista uma povoaco importante, que depois das
agitagoes porque passou em lempos de Vicente
dePiula, iem prosperado muilo. Alise eocon
tram citadaos que tem mostrado multo zelo pela
ordem publica, eque continuarlo a prestar seus
relevantes servicos a, um modo mais proveitoso,
.se por ventura esse territorio tiver em si urna
cmara municipal, que concentrando a acgo
mais enrgica de sus attribuisusa, poder de
promplo aecudir as necessidades do municipio.
Sabe maisro aobie deputado, que alm da po-
voaco de ftilas, perlenceate a freguezia do
Altinho existem ali umitas povoajdes, que pro-
metiera miifo, e todas ellas dio a Panellas urna
vida propria mentido por seus naturaes recursos.
O 8r. Pina : A circunstancia de ser Panel-
las elevada a vilfo, nao inDue pan o seu deseo-
vol'imento.
0 Sr. Gitirana : Iso que nio proceden-
tt, nao logioo ; o que i logi queso esses
P!os <*tMa versaii povp^os, o distantes da
le da villa, aond i cmara monici-
Pl a qom compete immediaraeot r*vr e re-
tOMiat eertas neeessMades, tem com tudo sabido
manter-se em seus priaetpios de dedicacao or-
dem, tem coa tudo nseater-se indepen-
dentes esAs-tUsad amor ao trabalho o apre-
sentado algum daaenvelvlment material e moral,
o que nao seria se por ventura se tantas diffl-
culdades, elles eocontrassem de prompto os meios
de satisfazor ts auas uecesaldades vitaes ? Isso
que 6 argumente lgico e procedente.
? o ^iaa : ~ 'ara "w^e deputado.
1 O Sr. Brito di um aparte ).
O Sr. Gitirana : lf io tem procedencia o apar-
te do nobre deputa io ; oquoeu digo urna ver-
dade.so proposigesque estou enunciando dian-
te de ums corpora^ao Ilustrada, que devo tur sci-
encia do que eatou dizendo e se eu nao estou
duendo a verdade me refutem. Se porm ha al-
guem que por nio ter conhecimento da localida-
e a que me refiro julga-se pouco habilitado pa-
ra de aciencia prooria saber ae certa a minha
argumentado, entao ou procure intormar-se de
outros collegas que mais f lhe meregam, ou em
quanto eu nao fr contestado em minha argu -
mentaco de um modo procedente nio vejo mo-
tivo para seno crer no que digo.
Por tanto proseguindo na discussao dizia, eu
se urna verdade que esse terreno sendo des-
membrado de Caruar mais que suficiente pa-
ra formar a nova villa e isto tanto mais verdade
quanto nesse territorio existem muitas povoaedes
povoscSes que iro partilbar de um benfico resul
tsdo com a creaco dessa villa ; se ainda exae-
to que a localidade por mim escolhida para sede
da nova villa a mais conveniente, porque col-
loco-a em distancia quasi que egual de todas
essas diversas povoages que a cercam bem como
Altinho, Quipap, S. Benedito, Bobedouro, Capo-
eiras e outras cajos nomes agora me nao recor-
dara ; se Panellas justamente o ponto para
aoode podero recorrer com mais facilidade todos
aquelles povoados afim de obterem josttea, e pro-
verem certas necessidades suascreio tambera que
justamente este o lugar que de preferencia a
outro qualquer se deve escolher para se le da vil-
la a ter ella de ser creada.
Ainda no meu projecto porm se observa a mais
rigorosa utilidade publica, quando deixando ou-
tros povoados como Altinho e Quipap,colloquei
a sJ da villa em Panellas, deixando todava
de attender a considerabas de amigos importan-
tes, que me pediam j para que a sede fosse em
Altinho, j para que fosse em Quipap. Deverei
por isso ter acorrido no desagrado de muilos que
eu quizara ter evitado mas como sobra-ne fran-
queza precisa para tratando-se do interesse pu-
blico sacrificar qualquer amisade que eu nao
possa conbiuar com os meus deveres de cidado
de bom grado as perderei se tanto for preciso
para cumprir o meu dever.
Provado assim quo o projecto conveniente,
espero que seja adoptado.
Discurso do Sr. deputado Lucena,
na sessao de 13 do correte.
O Sr. Lucena :Uonlem, Sr. preajidenie, man-
dei um reau^rimenlo masa, pedinda informa-
ges, sobre o projecto em discussao ; nesse re-
querimento que nao foi li Jo i casa, eu pedia essas
informacoes, sem declarar se era ou nao em pre-
juizo da discussao do projecto ; mas consideran Jo
hoje, que quando se quer malar um projecto qual-
quer, au e mister mai* do que fazer-se um re -
querimento, pedindo informacoes aogoverno...
O Sr. Braulio :Ignorara eu isso,
O Sr. Gitirana :Sabia-o de mais.
O Sr. Lucena :... e nao qoereido eu pas-
sar, como o assaasino do projecto do meu no-
bre collega o Sr. Gitiraoa, reformei-o do modo
porque elle foi litio na casa, e essa minha refor-
ma foi qualificida pelo nobre depiutado qua ha
peuco deixou a cadeira de 2* secr.-tario, (refra-
se ao Sr. Luiz Felippe) como um cobtrasenso.
O Sr. Luiz Felippe :Nao quiz offender ao no-
bre deputado e se d licenca, eu diri que urna
esquisitice.
O Sr. Lucena :Poderla o meu requerimento
ser excepcional, extemporneo e prematuro, mas
nunca urna esquisitice neni um conlrasenso. Mas
eu provarei ao nobre deputado que o meu reque-
rimento nem excepcional, nem extemporneo
e nem prematuro Nao c nada disto e porque
tem-se dado nesla casa o precedente de se man-
dar requerimentos mesa no sentido do que ha
pouco mandei, isto sera prejnizo da discussao
e digo isto informado por alguna nobres deputa-
dos que sao mais antigos do que eu nesta casa ;
e por censeguinte me parece que o meu requeri-
mento eslava do caso de ser submettido consi-
derado da assemblca, e nao regeitado in limine,
e substituido por um outro, que traz comsigo uro
inconveniente gravissimo, que dar logo por ter-
minada a discussao, alm de que contrasenso e
exlemporaneidade sao ideas entre se mui diffa-
renles. Pode-se muito bem pedir informacoes
ao governo sobre o projecto em discussao, e nem
eu, nem o nobre deputado autor do projecto, o
Sr. Gitirana, nos oppomos isso, mas queremos
que ellas veaham em tempo conveniente, em tem-
po opporluao, a eu nao posso comprehender um
tempo maisconvenienie, mais opportuno do que
na terceira discussao, porque na primeira e se-
gunda discussao tem de se tratar da utilidade do
projecto, de sui conveniencia e se nos consid-
rennos pela discussao que o projecto nao tem im-
portancia, escusado mandarinos encommodar
presidencia com informacoes, que nao podem
deixar de levar muito tempo em se obte-las.
Um Sr. deputado :E se as informacoes pcova-
rem que o proj*cto nao de conveniencia, nao
lera fundo de utilidade ?
O Sr. Lucena :Entao regeitamo-lo.
Eram apenas estas as observages que a bem
do meu amor proprio, desejava fazer.
da Fringa
Bernardo J
chado, J>
mendy, Al
Gorra a raet.1
Palaris, Ji
ica, JelaFeraMidaa de Almeida,
[rtfeira, Francisco da G uarre.Ha-
m Bernarda* de Sena, A. Hera-
lo Labelle. Custodio Jos Alves
ncisco de Paula Andrade. Antonio
Qulrino da Goes-, Luiz Irnaeio de
P-Sri. % fr-Ernesto de S. Anna Cunha, Dr.
Josd tWllom.aBeNfHarmeoegtUhGomes
da Costa e I soldado seu camarada, Dr. Damicia-
"'osws, tfaooel de Medeiros Gafvalho,
aMtkifane Arroda Cmara, Antonio Baymundo
* OlvtitV, Antonio do Rosario Padtiha, Maaoal
Antonio de Sonsa, Joaqoim Caetano Fargee, Jos
Areline Ptreira da Boeha, JoioGongalves Fer-
reira, Joa Pereira da Castro Pinto, padre JoSo
do Reg Honra escravoa. Jos Ipifonio de Al-
matde, Joaquiai Pereira Arantes, D. Joaqaioa
Augusta Monteiro e 1 ascravos, Dr. Jos Anto-
nio Baptista e t escravo, Antonio Rodrigues de
Souza, Antonio Jos da Halaquias, Jos Mara
Pestaa, Aoaclelo J. de Mello.Custodio Rodrigues
Ferreira Maia, Antonio Correira da Stt*a, enmi-
ooso Joaquim Nolasco da Silva e 2 pregas que o
escoltam, 2 pracas do exercito, 2 escravos a en-
tregar Joio Paulo Chaves.
Seguem para o sul: os Eira. Srs., senador
Joaquim Vieira de Seuza e 1 escravo, senador
Angelo Muniz e 2 osera vos, conselheiro Cypriano
Jas Veiloao o 2 escravos. Dr. Joo da Sirvcira
Soaza sua senhora, Seriados e 9 escravos, Igna-
cio Frazo da Costa, Antonio Moreira, Vicenta
Rodrigues, tenenle Basilio Magno da Silva, capi-
to Gonzalo de Mallo Rota, capito Augusto
Lopes Villas-Boas e sua senhea e 3 escravos,
Dr. Diogo Velho Cavalcante Albuquerque e 1
escravos, Dr. Anizio Salalhiel Carneiro dCanha
el escravo, Dr. Joaquim do ttaaciment Costa
Cuchi Lima e i escrava, Jos Lepes de Abreo
Barroso e 1 escravo, Flix Rodrigues Selxas, 8
aprendizes de mancha e 1 imperial marinheiro,
14 recrutas do exercito, 7 ditos de marinhra, 52
escravos, entregar.
Vierarn dos portos do sul no vapor Paraw-;
cadete Jos Sergio Ferreira Jnior, Lurz Go-
mes Ferreira e t criado, Jos Francisco Maia, Ri-
chard de la Mautiara, a 1 fllho menor, alfares
Joao de Oliveira Mello, dito Joaquim Jos Luiz
de Souza, sua senhora e 2 filaos, Miguel Antonio
do Naacimeoto, 1 aenteociada, 2 albos 2 pracas
que a escollara, Dr. Frederico Nelove, sua ir-
maa, 1 imio e 1 sobrinho. D. Julia Cobert e
sua mi, Joo Duarte Macedo. Dr. Uredo *
Rocha Bastos, Eugenio Hara da Costa, Manoel
de Araujo Castro e 1 criado, Joaquim Antonio de
deSiQ-ueira Torres, Joaquim Romo de Sena,
Manoel Antonio de Azevedo Moutinho, Francis-
co Ay res S. de Moraes, Joaquim de Sonza Fer-
reira, padre Manoel Simplicio Nicodemus, Anto-'
nio do Azevedo Maia, Henrique da Cunba Rodri-
gues. Lucio Francisco de Abreu, FranciscoLeite
das Virgens, Manoel Jos Capania, Pedro da Sil-
va Reg, Balbioa Areias da Costa Rebimbs,
Manoel Antonio Areias, Theolilo Theodoro da
Costa, Luiz Jos Gongalves Franco, padre Sam-
paio Gomes, 1 ex-praga do exarefto, sua mulher
e 2 flihos, 1 ex-praga da armada, 2 pragas de
Seguem para o norte : o Exm. presidente
do Maraoho Dr. francisco Primo de Souza
Aguiar e sua familia, alteres Jovino Frankn Be-
lota, Francisco Coelho de Souza, Olympio da
Costa Duarte, Jos de Cerqucira Aguiar
Lima, Jos Fernandes, Manoel Alves Pereira.
Jos Mara do Nascimeoto, Dr. Manoel
Mara do Amoral o Silva e 1 criado, Manoel Pe-
reira da Silva Coaracy, 2o cirurgiao Dr. Joo
Francisco de Almeida esua familia e 2 criados,
5 imperiaes marinhairos, 1 ex-praga, 2 pragas de
pret.
Foram recolhidos casa de detengSo 2 ho-
mens livres; 1 ordem do subdelegado do Re-
cie e 1 ordem do da Capuoga.
TMEATBO.
V* f^S8 ,0 Sr- ** p- infM defen-
"' d0 Jl*"*9 aos da-Probidade.
DecideVajBenta. meu charo, aaua defaza de
arromba I I|S0 que follar como professional
na saasria I...
O ayaspathko sitista escolheu ruim adrogado,
se e qua nao passa de raesquiuho instrumento !
scute mea charo Sr. M. S. J. P. Nio sei co-
mo nao motri de rir quando ao lr o Diario, de-
pare com a toa bridante defeza Olhe que o
senhor tem talento... Sim, senhor 1
Veja coreo o senhor grande coasa, que nem
me atrevo responder o seu artigo de fundo I...
Chamar a Sr. Manoela de genio... S por isso
mereca o aeohor dez annos de regaboles na
Sibena I S com ama gargalbada.
Escute meu charo. Em qaanto nio pedir de
joelhos perdo ao genio por semelhante atienta-
do, eu nao descerei a imprensa para discutir,
cumptindo sempre, cinco annos de degredo na
Guyana-franceza.
Urna palavra ao ayropathico artista.
Entendo c pira mim Sr. emprezsrio, que a
critica bem cabida, um estimulo, um bem re-
conhecido e desde j assevero ao senhor que nao
teuho e nem quero amizades e relages com c-
micos, sendo mesquiohas as allusoes que o se-
nhor ou alguem iusinuou ao pobre instrumento,
qua se assigna M. S. J. P. Nao devia ter dado
aitengao, ae atlengio merece o seu instrumento.
Tolvez um deaaes papa-espectaculoa, insignes e
celebrrimos corlalos de bast lores I Todava
j que o fiz, repito, seguirei sempre o correr das
pegas que se representaren! em Santa Isabel,
despresando a mordaciada de escriptores da
laia do seu advogado.
Entende 1 E* lempo perdido ; nao quero pol-
micas com gente que deixou transluzir a mais
crassa ignorancia. Dos me lirre do tal I
W.
REVISTA DIARIA.
Por portara de 13 foi nomeado delegado do
termo de C'brob o tenante coronel Jos Soares
de Mello Arelins.
Foi removido o professor do Pogo da Panel-
la, Maximino Narciso Sobreira do Mello para a
cadeira de Baixa-Verde, eo professor desla Jero-
nyrao Theolonio da Silva Loreiro para aquella.
No da 22 do crrente havera lugar, ua di-
rectora geral da instrucg&o publica, o exame de
verilicacao de capacidade para o magisterio ele-
mentar do sexo feminino, afim de que ulterior-
mente tenha lugar entre as approvadas o concurso
s cadeiras vagas.
Queixa-sa-Dos o Sr. Manoel Francisco de
S., residente em S.Jos de Mipibu, provincia do
Rio-Grande do Norte, que ba um mez nao rece-
be os Diarios de sua assigoatura; so passo que
lli'os havomos remettido regularmente todas as
quintas-feiras e pelos vapores das companhias
Brasileira e Permanbucana
Parece-nos que malhar em ferro fro, mas
nao obstante seja consignado sempre o tacto.
- O Sr. que nos'.enviou urna noticia vaga acerca
de urna orpha de pe e mi. de menor idade, e
que existe no becco do Tambi em casa de urna
lia. queira dirigir-sa ao Sr. Dr. juiz dos orphos,
expor-lhe o facto, que S. S. ha de providenciar
como couber no caso.
He este o meio regular, e nao a publirago
que se nos pede, sem que todava se nos d da-
dos positivos; e mesmo porque taes materias
reclaman) toda a discrigo possival.
Hontem conlinuou na Caculdade de direito
a argumenlago dos candidatos um lugar de
substituto, retirando-se. antes de comecar o acto,
um dos concurrentes o Sr. Dr. Collaco,"
No vapor Paran, que se acba em nosso
porto, veio da Bahis, e segu tomar posse da
presidencia do Mnranho o presidente ultima-
mente nomeado,< o Eim. Sr. Dr. Francisco Primo
de Souza Aguiar.
No vapor Cruzeiro do Sul, que se acha era
nosso porto, vieran do norte, e aeguem para a
corte, os Exms. Srs. senadores Joaquim Vieira de
Souza e Angelo Muuiz, e os Exms. Srs. deputa-
dos Drs. Joo Silveira de Souza, Diogo Vclho
Cavalcaole de Albuquerque e Anizio Salalhiel
Carneiro da Cunha.
A barcaga Flor do Pago, que hontem hara
sabido de*te porto para o de Camaragibe, carre-
jada de mercadorias, arribou com o maslro par-
tido, e por pouco deixou de dar costa na preia
do forte do Buraco donde foi cooduzida para
dentro pela vapor de reboque Camaraoib.
Foi segado provimeuto pela relacao do
districto ao recorso, que para ella interpozeram
oscomplicadot no processo tirado pelos tristes
acootecimentos de Aguas Bellas.
Passageirot do vapor nacional Cruzeiro do
Sul, vindo do Para: Dr. Francisco Adolfo Varn-
hgus, Pedro Baplista Moreira, Clara M*ria di
Conceico, capiti Carlos Ftederico Goes, Jos
Communicados.
1 volume; a Ma.noel Firaino Ferraba.
i dito; Dr. Pedro Antonio Cesar.
i dito; Domingos AJves Matheus.
1 dito; a Joo Jas de Amorim.
1 dito; a Tasso & Irmo.
1 dito; Germano Francisco de Oiiveira.
1 dito; a Gervasio Mancebo Jnior.
1 dito; a Gaspar Leita da Feria.
1 dito; a Joo Keller 4 C.
1 dito Epfanio Jos da Rocha Biltancourt.
Vapor nacin! Cruztiro do Sul, ptecedento
do Norte manlfestou o se guile:
6 caixas 2 fardos; a Ferreira 4 Matheus.
1 dita tabaco americano ; a Tisset Freres.
60 rollos salsa; a Seraflm F. Bastos & Irmios.
8 barricas farlnha de topioca ; a Ordem e mais
1 sacco e 1 caixa conttndo 12 selllns para ho-
rnera com os arreios
1 volume; a Julio Cesar Gomes de Castro.
l'lata; ao Dr. Ante nio F. de Souza Bandei-
ra e I ineapado.
1 calxao de papelao: a Prxedes ds Silva
Gusmo.
t
3
1
1
1
1
2
1
1
1
1
sacco; a Manoel da Silva Santos,
caixotes ; a Aranaga & Filhos.
ineapado ; a Melquades Pereira da Silva.
ciixote ; a Ignacio Tavares da Silva,
dito; a Almeida (lomes, Alves & C
dito ; ao Dr. Jos Francisco de Vireiros.
rodas ; a William Bowmann.
mala ; a Luiz Antonio Pereira.
volume ; a Domingos Alves Matheus.
barrica ; a Alfredo Henrique Garca,
planta; a Custodio Jos Alves Guimares.
Theatre.
Chegou finalmente o tempo em que ao publico
pernambucano foi dado o prazer de apreciar em
scena os distinctos artistas que compoera a com-
panhia do Sr. Germano Francisco de Oliveira.
Dispondo de um pessoal escolhido, a empreza
Germano eslreou com a Probidade,drama do
Sr. A. C. de Lacerda.
Sem querermos analysar essa produegao, para
cuja recommendagao basta o nomo de seu autor,
passaremos apreciar a dislribuigo das partes, e
o desempenho que lhe foi dado.
No prologo o Sr. Germano nada deixou a deso-
jar. Foi o aspirante de 18 annos de idade na sua
ultima falla, quando Henrique Soares, apoderan-
do-so da bolsa que enconlra, sent gritar em sua
eooseiencia a voz da honra, e depois de prever
i felicidade no caso da salvago, reflecta e pensa
na vergonhoss cousequeBeia de uro roubo, o Sr.
Germano excedeu toda a expectativa. A reso-
lugo de quem presa a honra, mais oo que o in-
teresse, e o grande desejo de ser um dia rico
para abandonar urna vida para que nao d, exis-
tirn! como que por magia no mesmo ho-
mem. A aterradora idea de urna oodoa que viesse
manchar-Ule o nome, idea que o detem quando
tem de subir pela escolilha lhe faz rojar dos la-
bios palavras que s o verdadeiro sentimento fa-
zia brotar, se o genio do Sr. Germano j nio fos-
se conhecido.
No final da scena 4". no Io acto, a energa do
sr. Germano, tocou o seu zenitli; o genio mani-
feslou-se e o verdadeiro conhecimento artstico
deslumbrou anda una vez as mediocridades que
se querem exaltar.
Na scena 10a ao recordar-se dos seus prlmeiros
dias, ouvindo o cantar de seu velho amigo, e nao
se podendo J conler, o Sr. Gerraauo no papel de
Henrique Soares acaba de cantar a copla, e reco-
nhecendo o seu antigo amigo e irmo de armas,
nesse abraco por demais significativo despertou
a seosibilidade em muitos caracoes, e muitas
lagrimas correram nessa occasio. Digam-o as
nossas bellas patricias, que podendo suffocar a
voz da sensibilidade, despertada pelo genio rei
do Sr. Germano, nao poderam lainbem suster o
significativo applauso das lagrimas.
Nessa mesma scena tarabem o Sr. Meodes no
papel de Manoel Escota nada deixou a desejar.
A admirago, a alegra, a sensibilidade do velho
marinheiro ao encontrar Henrique quem julga-
va raorto, nao poderia nunca ser melhorraente
interpetrado. Aodar-se a conhecer a D. Guilher-
mina, e quando Uve de declarar o segredo que se
envolva em Adelia, o Sr. Meodes manifestou ge-
nio, talento e gosto.
A Sra. D. Carmela, hitando com a esperanga
receiosa de urna mi que procura novas de sua
filha ede seu esposo, e que a enconlra em urna
joven quem creara sem conhecer, nada deixou
a desejar, e oesses transportes s conhecidos pe-
lo amor materno eslampou todo o seu mereci-
mento.
A Sra. D. Manoela foi sempre a soberana do
scenario! Quem a vio, ao reconhecer sua mi
em D. Guilhermioa quera julgava apenas dever
os cuidados da creago exclama :Minha mi 1
nao dir por cerlo que ella nao um genio I
No correr do 2o aclo, os Srs. Germano e Men-
des, D. Manoela e D. Carmela, satisfizeram sem-
pre a espectatlva publica.
A o reconhecerem em Jacob seu marido c seu
pai, a Sra. Carmela e Manoela continuaran) o que
se esperava ; o transporte foi grande, e o efleito
desejado.
O Sr. Thomaz desempenhou perfeilamente o
seu papel, em tudo manifestou seu genio.
Para finalisar o Io acto era necessario ser o Sr.
Germano para tao bem desempenha-lo. Ao fazer
a declarago de se haver apoderado do dioheiro
de Jacob, desenvolveu o genio mais apurado, o
talento mais pronunciado.
Ao receber a declarago de que Adelia seria
sua mulher, o hornera que havia lutado contra
elementos lio fortes, nao tondo em vista seno a
honra e a probidade, e que via entao cornados os
seus esforgos com a posse da mulher quem ama-
va, pareceu animado por alguma partcula mais
que divina, e ao estender a mo Adelia, nease
momento solemne para dous amantes, o Sr. Ger-
mano e a Sra. Manoela conquistaram as hooras
tributadas ao genio.
^0 desfeclje da peca fui fielmente,interpetrado.
Nessa curta analyse que deixamos feita procu-
ramos tambera pagar aos actores da companhia
Germano os tributos qua lhe sao devidos. Final-
mente o Sr. Germano foi sempre o Haurique Soa-
res do Sr. Lacerda, e a Sra. D. Manoela a Adalia
da Probidade.
Agora um pedido.
0 Sr. Germano nao deve ser axtranho sos de-
sejos do publico, t por isso lhe pedimos qne an-
da urna vez no* proporcione occasio de apreciar
a Probidade, eom a tntsma distribuigio da papis,
e os appUusos do povo suffosario es" criticas im-l
merecida-.
M. 8. J. f.
Titea tro.
Lraos Sr. W. a crtica de"S. S. feita no Diario
a. 87 estreia da companhia Germnica em S
Izabel. r
Nao nos foi preciso muita attengo para conhe-
cermos que duas rasoes nicas domioavam esse
communicado, que S. S. quiz dar a forma de
analyse ou critica theatral, isto a ignorancia
absoluta da arla, dramtica, a m vontade que
visivelmenta mostrou aos principaes actores
dessa companhia.
Com effeito S. S. em sua improvisada critica
revelou desconhecer os principios mais comesi-
nhosdodramaco, ebegou mesmo o seu arrojo a
quero* desapreciar o insigne drama ora que o
Sr. Germano comegou a sua empreza a probi-
dade.
Infeliz probidade, nao te servio de cousa algu-
ma o teres conquistado asympatia geral do palco
brasileiro; bastou a palavra entendedora do Sr.
W. para le reduzir a nada I
Ora, o Sr. W., saiba que atacar osse drama em
sua perfeigo e bom gosto, taxa-Io de ser capaz
de produzir tedio e somno, confessar sua nul-
lidade em materias gramalicas; querer-se
(ornar celebre oppondo sua opinio nica e sola-
da a milhares que entusisticamente o teem
spplaudido, sempre que levado scena, como
S. S. coofessa ter acontecido no Rio por mais de
triotj vezos.
Sim senhor, S. S. sem duvida eslava dormiodo,
quando o judeu Jacob narrava aquelle bello epi-
sodio de sua vida ; do contrario esperimenlaria o
quo todos (pela demonstraco] esperimentaram :
teria sentido variadas emogoes deque elle ca-
paz, e insencivelraente ter-se-hia preso pela sua
imaginacao aos labios do narrador. O papel do
judeu foi bem comprehendido pelo Sr.Thomaz.
Sr. w. por mais que a m vontade de S. S. se
esforc em ferir o mrito do Sr. Germano e D.
Manoela, nada far.
O publica esta muito scientificado, por experi-
encias repetidas, do talento nao vulgar desses
dous actores, para dar ouvido sua voz que s
parece despenada.
Grite, calumnie, e o publico passar com um
riso incrdulo nos labios: que elle traz ainda
na alma a prova do contrario ; tem a alma ainda
cheia de enthusias.no e emogoes sgradaveis, que
no dia anterior lhe iospiraram esses dous genios
do palco 1
Das proprias palavras de S. S. collige-se, que a
ru vontade, que parece ter pela D. Manoela,
foi o nico movel que o levou a censura-la' no
desempenho de seu papel, na probidade.
De feito S. S. coofessa que ella foi frentica-
mente applaudida pelo publico em garal; mas
que S. S. foi o nico que desconcordou do ap-
plauso geral para concordar com a arte e en-
chergar na iirterpetre de Adelia milhores de-
feitos 1
E' muita prelencSo Sr. W. S. S. levou sua
preteogo tao alta a ponto de suppdr-ae conhecer
a arle dramtica e a melhor do que o publico
iateiro que nesta occasio applaudio o gosto e
perfeigo com que trabalhava a D. Manoela.
Cuidado, Sr. W. A excessiva pretengo dege-
nera em rediculo; e S. S. pouco vai da posigao
em que se collocou para elle.
Fui ao Si Izabel terca e sabbado. E que vi
l ? Um publico inteiro curvado e submisso pa-
gando, per meio deapplausos o tributo que devia
ao merilo dos dous astros do palco brasileiro a
Sra. D. Manoela e o Sr. Germano.
Entretanto na opinio do Sr. W. esse publico
era estupido e ignorante porque reconbecia o
mrito onde elle nico s encootrava defeitos.
Que tal I Quem e3te incgnito escriplor"}
Donde veio.com esta iheoria e pratica dramti-
ca ?! Talvez do Rio com a que observou n'al-
gum quarlel de c.avallara.
Cuidado C lhe fica esperando.
O porteiro.
1 caixao ; Joo Pereira Rabello Braga.
Exportacfto.
Dia 16 de abril.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram :
Jos da Silva Loyo Jnior, 400 saceos cora 2:000
arrobas de assucar.
Aulonio Ferreira Monteiro, 200 saceos com
1:000 arrobas do assucar.
Brigue portu*-uez Florinda, para Lisboa car-
regaram :
Carvalho Nogueira & C, 100 saceos com 500
arrobas de assucar.
Manoel Jos dos Santos Ribeiro 1 barril com
36 medidas de mel 1 dito agoardenle de cana.
Brigue Sueco Ferdindand, para Falmoulh car-
regara m:
Kiabbre Whately & C. 700 saceos com 3:500
arrobas de assucar.
Barca americana Villa Franca, para o Canal
car regara ni :
James Ryder & C. 1.026 saceos 5:130 arrobas
de assucar.
Brigue francez Parahiba, para o Havre, car-
regaram:
Tisset Freres & C. 200 saceos com 1:000 ar-
robas de assucar.
Barca franceza Villa de Bologne, para Marseille,
carregaram:
Tisset Freres 300 saceos com 1:500 arrobas de
assucar.
Brigue Sueco Salamander, para o Canal, car-
regaram :
N. O. Bieber &C. 100 saceos coro 500 arrobas
de assucar:
Brigue inglez Fayri, para Liverpool, carre-
garam :
James Ryder & C, 700 saceos com 3:500 ar-
robas de assucar.
geraes de Pernaiubuco.
Rendimenlo de dia 1 a 16. 16.6S0J8O8
dem do dia 17. 7629259
180,000 por anno.
236,000
17:443067
Consalado provincial.
Aendimento do dia 1 a 16.
dem do dia 17. .
33.010*609
2-.4C9J979
35:420>5S8
MoYimento do porto.
Navios entrados no dia 17.
Portos do norte7 dias e 13 horas do ultimo por-
to, vapor nacional Cruetro do Sul, de 1,100
toneladas, coraraandanle o capito de mar e
guerra Gervasio Mancebo.
Porlos do Sul8 dias e 20 hora?, vapor brasileiro
Paran, de 840 toneladas, coramaodante o ca-
pito-lanente Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezno.
Rio de Janeiro23 dias, brigue nacional feci-
dade, de 275 toneladas, capillo Joaquim Fran-
cisco da Costa, equipagem 12, carga vazelha-
ma e barricas vasias ; a Jos Soares Velloso.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio de Janeirobarca americana Hargaril, ca-
pilo D. Quing, carga assucar.
O vapor Cruzeiro do Sul, que segu hoje para
os portos do sul, conduz seu bordo o nosso
honrado amigo, o IUra. Sr. Dr. Gabriel Soares
Raposo da Cmara, que vai tomar asseoto este
anno ra cmara qustrienal, como deputado,
que pela provincia do Rio Grande do Norte.
Filho da trra, por cujos interesses vai pugnar
pela primeira vez entre os eleitos da naco, e
conhecendo perfeilamente suas necessidades vi-
taes, o Sr. Dr. Gabriel o seu orgo natural, o
o seu legitimo representante.
As simpthias com que foi arolhida a sua can-
didatura, e o brilhanle triumpho que ella obteve,
provam toda luz a realidade d'esle aosso as-
sorlo.
Generoso, e capaz de grandes
Os f' o o o. s 1 oras '
n e | m V m B o* a m ItmospKtra. O eo
53 pa !* 3! O Direccao. y. a H o v. P3 = -<
V V 33 OQ c a o O DI O, Intensidade. 11
-4 99 C0 ' Fakrenheit. 4 m o m M -i 9 O I| I r1 c E-i
da * <-* IO 'co Centgrado.
~1 ~4 Cu IO -4 O 3 s Hygrometro. 5
w n Cisterna huir mtrica. -
-4 -I -r oo k> A "3 a s Franeez. > O H O
30,06 30,01 V .8 o Inglez.
Sr. Dr. Gabriel, movido pela gralido qne deve
a sua provincia, arranca-se, de seu proprio mo-
vimiento, do regaco da familia e da amizade,
para ir onde o chamara os interesses de sua pro-
vincia, e o desejo que nutre de ser til aos seus
comprovincianos.
Que frescas brizas, e ventos bonancosos, o
conduzam ao lugar de seu destino: eis o nosso
desejo.
Quenuncise osqueg o=polius tnori qum
fadari=, que a historia pe na boca do immor-
tal Vergniand : eis o nosso adeus de despedida.
Recite, 18 do abril de 1861.
Z.
A noite nublada com pequeos aguaceiros,
vento do quadrante do SE, variavel do inlensida-
dedicages, o : de : rondando ao amanhecer para o terral.
COIOIERCIO.
A-Mandega.
Rendimento do dia 1 a 16. ,
dem do dia 17. .... ,
223:642*918
6:578$9I2
230.2218830
Hovlnaento da alfandeffa,
Volumes entrados com fazendas..
t com gneros..
Volumes

sabidos

com fazendas..
eom gneros..
Descarregam hoje IS de abril.
Barca americanaSalembacalho.
Barca francezaFraoklino reato.
Importa $o.
117
337
Vapor nacional Paran precedente dos porlos
do Sul manifestou o seguiate :
2 caixas fazendas; a Mills Latham.
1 embrulho hundas ; Leuden Wil & C.
1 caixle eom 5:7*0 charutos; a Raimundo C.
Leite & C- Irmo.
i caixao com 80 caixinbas de cem, e 190 ditas
d* cincoenta cturuUai; a Francisco Jos da Cos-
ta Gui maraes.
1 eaixo com 20 caiiinhas de esa. e 60 ditas
de cineooot* charutos; a Jota B. Ramos.
11 bah; a Octaviaao da 8ouza Frange.
8 ciixdes e 3 fardos; ao presiieale dest pro-
vincia.
OSC1LACAO DA HAR'.
Preamar as 9 h. e 40' da manha, allura 6 p.
Baixamar as 3 h. e 52' da tarde, allura 2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 17 de
abril de 1861.
Romano Steppi,
1 teneEnte.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimeoto do artigo 7." do regulamen-
to do collegio dos orphos de Santa Tbereza e
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5
do correte, manda fazer publico, qua no dia 25
do mesmo mez, perapte a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vo a praga, para seren ar-
rematadas aquem mais der a renda dos predios
abaixo declarados, pertencentes ao patrimonio
dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II, se-
gundo andar............... 482,000 por anno
N. 1. Ra do Queimado,
loja........................ 331,500 por anno
N. 2.Ra do Imperador, so-
brado de do\i3andareseloja. 1:601,000 por anno
N. 4.Largo do Paraizo, so-
brado de deus andar loja. 901,000 por ann
N. 5.Ra das larangeiras,
casa terrea.................
N.8.Ra Velha,casa terrea.
N. 9.Ra da Gloria, sobra -
do de um andar e loja.....1 001,000 por anno
N. 10.Ra de S. Googalo,
casa terrea................. 181,000 por anno
N. 11.-Ra de S. Goncalo,
casa terrea.................
N. 12.-Rua do Sebo, casa
terrea......................
N. 13.Ra dos Pires, casa
terrea ......................
N. 14.Ra de Rosario da
Boa-vista, casa terrea.....
N. 40.Ra da Lapa, caaa
errea...................,,.
N. 41.Ra da Lapa, can
terrea......................
N. 61.R ua da Cacimba, casa
terrea......................
204,000 por
202,000 por
anno
anno
182,000 por auno
110,000 por anno
108,000 por anno
201,000 por anno
152,000 por anno
161,000 por anuo
170,000
500.000
120,000
321.000
annos a co itar do V da julbo Be 1861 a 30 da
JunbodalM.
As peasoiis que so propuserem a astas arvessa
tagoes coraparegam oa sala das sesees da mesaa
junta oa da actaaa declarado pelo meio dia ron-
petentementa habilitados na forma dos sitian*
abaixo. /"*"
E para constar se mando aBlxar o presenta )>
publicar pela Mana.
Secrotaiju da thaaouraria provincial de Per-
nimbuca i da abril da 1861
O secretario
... f ?Hanio F. d'Annuncioeo.
Art. 7o do regulamenlo da thesouraria.O
contractos de arremalagio de renda, que i rasar-
la rn era maisde 2:0OQ00O reis. aerao efectuados
ob a garanda de dous fiadoras, idneos, que te-
nbam bens de raiz na cidade do Recife, ao se-
nos um delles urna vez que o outro seja notoria-
mente abonado.
Arligos do regularaento interno da thesooreriav
Art. 16. Os documentos comprubatorios dasha-
litages dos arrematantes, e o que devem provar
a idoneidade dos fiadores sero apresenladoa aa
sesso dajuuta anteriora de arrematago, para
serem tomados em consideragao, resolver-se so-
bre a lia nga e admitlir-se o licitante.
Art. 17. As licilagoes serio offerecidas em car-
tas feichadas com o sobscripo proposta para s
arrematago tal. Estas cartas sero com a pre-
cisa antecedencia brigadas pelos licitantes na
caixa do correio, e receidas na occasio da arre-
matago, do administrador desta repartigio, por
um empregado di thesouraria para serem abertaa
em junta na presenga de todos os licitantes.
Conforme O secretario
A. F. d'Annunciacao.
.O Iilm. Sr. iospeetor da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto do artigo 7 do regii-
lameuto do collegio dos orphos de Santa The-
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do correte, manda fazer publica
que no dia 6 de juoho prximo viodouro, perao-
te a junta da fazenda da mesma thesouraria.
vo a praga, para serem arrematadas a quem
mais der a renda dos predios abaixo declarados
pertencentes ao patrimonio dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II,
salla do Io andar........
N. 95.Ra do Pilar, caaa
terrea....................
N. 96.Ra do Pilar, casa
,e"e"--.................. 157,000
N. 97.Ra do Pilar, casa
.'"ea.................... 161,000
N. 98.-Rua do Pilar, casa
'*".................... 224,000
N. 99.Ra do Pilar, casa
e/rea.................... 167,000
N. 100.Ra do Pilar, casa
., 'errea.................... 162.000
N. 101. Ra do Pilar,
casa terrea--............ 181,000.
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea).............. 162,000
N. 103.T- Ra do Pilar,
casa terrea.............. 181,000
N. 104. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 172,000
N. 105. Ra do Pitar.
casa terrea............,.
N. i.Estrada do Parna-
merim, sitio............
N. 2.Estrada de Parna-
merim, sitio............
N. 3.Estrada do Rosari-
nho, sitio ..............
N. 4.Estrada da Miruei-
ra, sitio.................. 212,000
N. 5.Forno da Cal, sitio 3S.O0O
I As arremalacoea sero feitas por lempo da
3 annos a contar do 1" de julho de 1861 a 30 da
junho de 1864, e sob as cendigoes constantes
do ediial de 9 do correle.
E para constar se mandou afBxar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarfa provincial de Pec-
nambuco, 11 de abril da 1861.
O secretario
A. F. da Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para eonhecimenlo dos>
rendeiros e foreiros de propnedades pertencentes
ao patrimonio dos orphos deata cidade, que de
vem-pajar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao Ozerem, sero
os meamos dbitos remettidos para juizo, afim de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario. Secretara da thesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de margo de 1861.
O secretario
A F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumplimento ao art. 7o do regulament
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 de
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 de*
maio prximo futuro, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praga para serem
arrematadas quem mais der a rendados pre-
dios abaixo declarados perlencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea, por anno. .
67 Casa terrea, dem dem .
Ra dos Burgos.
68 Casa terrea, por anno. .
69 Casa terrea, dem dem .
Ra do Vigario.
72 Sobrado de dous andares e
por anno. .
Ra da Senzala Velba.
79 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........
0 Sobrado de dous andares e loja,
por anno..... .
81 Casa terrea, por anno. .
82 Casa terrea, dem dem ....
83 Casa terrea, idem idem ....
Ra da Guia.
84 Casa terrea, por anno.....
Ra do Pilar.
91 Casa terrea, por anno. ..... 162c00Q>
92 Casa terrea, idem idem .... 162)000
93 Casa terrea, dem idem ...... 1789000
94 Casa terrea, idem idem ., 253&0U0
As arreoielaroes sero feitas por tempo de 3
annos a contar do 1 de julho de 1861 a 30 da
junho de 186 e sob as condigoes constantes do>
ediial de 9 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O secretario. A..
F. da Annunciago.
Conseibo administrativo.
O conselho administrativo, para foroecimenlo
do arsenal de guerra, tem do comprar os obyec-
tos seguinles:
Para o fardamenlo do corpo de guarnigo da pro-
vincia da Parahiba.
1211 baldes grandes lisos de metal amarello.
383 ditos pequeos dilo de dito.
84 grasas de botoes preto de osso.
153 pares de clcheles pretos.
600 varas de brim da Russia.
Quem quizer vender taes objeclos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 22 do
correte mez.
Sala das seesoes do conselho administrativo.
para forneoimento do arsenal de guerra, 15 da
abril de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alezandro Augusto de Fria* Villar*
Major vogal serviodo de secretario.
300,080 por anno
As arreautagdw serlo taitas por tempo da tras
loja,
122300
SlgOOO
2O58O0O
1-254000
602S00O
8753*000
75300O
191200
200S00O-
1620000
1689009
Declar&coes.
CORREIO .
Pea administrago do correio desta provincia
se faz publico, que as malas que devem conduzir
oa vaporea braaileiros Cruzeiro e Paran, aquel-
lo coa des ino aos portos do sal, este sos d*
norte, serlo fechadas hoje (18) as 3 horas da Ur-
de. Reeebem-se cartas para segurar at urna
hora da tarde.
Consensos de compras navaes.
Tendo du ser promovida a compra do material
da armada abaixo declarado, manda o conselho
fazer publica, quo teri isso lugar em sessao da
20 do andante mez, mediante propbstas recei-
das at as 11 horas da manirs do mencionado
dia, acompinhadas das amostras dos objectos :
Para os Barios e.arsenal.
Alveiade 6 arroba
^Hi navios.
Cascas it cocof. dfco de anilha de 5,6 11*
e 7 pollegatos rwss. lona ingleza estrena 3*
pacas, siastava 90 molhos.


mm

Para e a re
Cobre de 8/0 eudH
Para a cootpaohia d es.
TalhereJ^^^H
Ai coodigoe* para effeetuar-se a compra sao
ha muto conhecida pela pdbiicaijo.
Sala do conselho d- .;-rss navaes de Per*
nambuco, era 17 de al 61.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os obiectoi
Beguintes: *
Paai-S Dolica 4 libras de gomma arbica em p.
16 libras de cevtda Iimpa.
4 arrobas de assucar refinado.
16 libras de flores de borragem.
8 garrafas de xarope de gomma arbica.
2 garrafas de xaropesde chicoria composto.
6 garrafas de espirito de vicibo.
4 horas de agua de flor de larangeira.
2 ongas de extracto gommoso de opis.
2 libras do ether sulphurico.
2 libras de ludano liquido de Sedynham.
6 garrafas de vinho Hadeira branco.
6 ongas de tintara de nosvomica.
6 vidros de magnesia de Henry.
12 caixas de sedelites.
12 garrafas de oleo de Ruine.
6 garrafas de oleo de amendoa doce.
2 ongas de oleo de crotn legliam.
1 libra de mercurio doce.
4 libras de ungento rosado composto. '
2 libras de camphora-
4 garrafas de fob-aut-syphititico de Lafecteur.
1 libra de tintura digenciana.
1 libra de tintura de mirra.
1 libra de tiptura de beijoim.
12 libras de linhaga era p.
1 libra de alcatro.
4 libras de ungento Eleme.
4 libras de banha de porco.
8 libras de polpa de tamarindo.
1- viJns deoppio-deldoch.
4 libras de linhaca era sro.
8 libras de pommada de saturno.
4 libras de pommada alvissima.
6 seringas de gomma elstica grandes coin pipos
8 seringas de gomma elstica pequeas com
pipos.
2 libras de flores de rosas.
8 libras de Cos de linbo.
6 ongas de chloroformio.
2 libras de sabo branco.
6 covados de flanella.
1 pedra de aflar.
1 sacca-rolha.
12 pennas de lapis.
1 grosa de pennas 0,'c.o.
2 facas elsticas maior e menor.
12 libras de moslarda em p.
2 libras de pommada mercurial.
Para a colonia de Pimenteiras.
1 bandeira grande de flele com armas impe-
Tiaes.
1 adrica para a mesma.
1 panno de cruz para esquife.
1 lampeo de praga.
2 escrivaninha de lalo sendo urna grande e
outra pequea.
2 casligaes de latan.
1 candleiro de cobre para quartel.
1 caneco ou coco de cobre para jarra.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaric
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 26 de
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 17 da
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario
DIARIO DE MiUflLBMCO. QltoA fHU J8 D jftftstlMt 1861.
horaM mnala, para o exato.e da veritkaco de ileilaa
Asjenhoras que para ease fim se inscreveram
no prazo marcado no edital de 8 de margo, sao
convidadas a comparecer nesla repartigo no re-
ferido dia e hora.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 16 de abril de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Avisos martimos.
Ifej^v
m*
O buRiie nacional Maria e Alfredo segu pa-
ra o RIO DE JANEIRO impreterivelmento no dia
20 do corrente, recebe passageiros somente e es-
cravoi: trata-se na ra da Cruz n. 45 ou com o
catiteo a bordo. i
COMPANHIA BRASILEIIU
E
O vapor Cruzeiro do Sul, esperado doi
portos do norte at o dia 18 do corrente, depois
da demora do coslume seguir para os portos
do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
Vice Consulado de
Espaa.
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de las cartas de
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
dispona ; los emplazos nuevamente con 15 das
de trminos para verimcar-los, advirliendos que
ademas del derechos del documentos, tendrn de
pagar 200 reales de velln de multa, con destino!
ala Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza-
miento, los que no se hayan presentado nc
sern considerados como Espaoles y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este vice consulado
cuando lo necesiten.
Pernambuco, 20 de marzo de 1861__El vice
cnsul, J,uan Anglada Hejo.
No dia 8 do corrente foi apprehendida, e
acba-se recolhida casa de detengo, urna preta
de nome Quileria : quem for seu senhor, compa-
rece na subdelegada do Recif*, aonde, provando
pertencer-lhe, se far entrega.
Recife 15 de abril de 1861. Antonio Gomes
Miranda Leal.
Capitana do Porto.
De ordem do Sr. chefo de diviso e capilo do
Porto se faz publico que vai se proceder quanto
antes ao lapainento da barreta das jangadas, para
o que previne nao haver uaquelle lugar mais sa-
bidas ou entradas para erabarcaco alguma.
Capitana do Porte de Pernambuco 15 de abril
de secretario.
JVovo Baoco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6' dividendo
de 12s500 por accao.
COMPANHIA PERXAMBC\NA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Alacao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Horeira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente mez. Recebe carga at o dia
20 ao raeio dia. Eocommendas, passageiros e
dinheiro a frele at o dia da sabida as 2 horas
escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Passageiros para Marselha.
Segu para Marselha at o fim do corrente mez
a veleira barca franceza Franklin, s recebe
passageiros, para os quaes tem excellentes com-
modos : a tratar com Basto & Lemos, ra do
Trapiche n. 15, ou com o capilo A. Bernard, no
armazemdosSrs. J. Mendibour, ra do Trapiche
Novo.
18
NOVO BANCO
DE
Pernambuco,
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notai
de sua emitsao de 10$ e 20# sem prejui-
zo dos possu dores por mais dous inezes
que ho de Gndar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pra*o po-
deca' ter lugar a substituidlo ou res-
cate com o descont mensa! e progressi-
to de 10 porcento por eada mez.
Pela subdelegada de polica da freguezia de
Santo Antonio acharo se recolhidos presos na
casa de detenco desde 7 do mez corrente por se-
rena encontrados as ras desla freguezia fra de
hora, os prelos : Benedicto, que diz ser escravo
de Luiz Carlos Coelhoda Silva ; e Germano, que
diz ser escravo de Joo de tal Bailar : quem for
seus donos, queiram comparecer neste juizopara
o fim de pagarem a respectiva mulla municipal,
depois do que serem soltos. Recife 12 de abril
de 1861.Val sea, subdelegado.
Recife 9 de marco de 1861. O* di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Hedeiros Reg.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituirlo dai notas de 20$ da emissSo
da mesma caixa.
Caixa Glial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Directora geralda instrueco
publica.
Paco saber que o Illnu Sr. Dr. director geral
interino designoa o dia 22 de corrate, pelas 10
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceigao pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaes tem excellentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para a Babia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade, tem parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que llie falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
correr do mteilo dos objec-
tes no referido armazem
Na mesm
occaiwo vender' um ptimo piano,
um carro d'alfandega, dous cavalios
sendo um de montara e outro de car-
ro ambos excellentes, bem como um
berco de Jacaranda', um toilet do mes-
mo no mencionado dia as 11 horas em
ponto.
LEILO
Sexta-feira 19 do corrente.
O agente Camargo fara' leilSo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento des de-
positarios e curadores da massa fallida
de JosFemandes Agr, dasdirdasper
tnceotes a mesma massa, em seu arma-
zem da ra do Vigario n. 19, as 11 ho-
ras em ponto. OsSrs. pretendentes po-
derSo examinar a relacao dos devedores
na casa do referido agente.
LEILO
Ao correr do martello.
Terca-feira 23 do corrente as
11 horas em ponto.
Com lunch.
O agente Camargo fara' leilo no dia
cima mencionado na ra Nova n. 36,
dos artigos seguintes englobado ou a re-
talho, a vontade dos compradores, visto
serem de urna fabrica de chapeos de sol
que o seu dono quer liquidar, indo tudo
sem limite, pelo seu dono querer reti-
rar-se no fim do corrente mez.
Chapeos deso de seda para homem.
Dito de panno para dito.
Dito de seda para senhora.
Dito de panno para dita.
Perfumaras diversas da melhor que
existe no mercado.
Rengalas.chicotes e artigos da miudezas
e o melhor que ha.
O agente cima pede aos seus amigos
e freguezes e aos paes de familia que
nao deixem de vir a grande pechincba
no dia terca-feira as i 1 horas do dia.
Na mesma occasiSo ira' urna excellente
burra para guardar dinheiro; asiim co-
mo o apparelho do gaz existente na dita
casa com o seu competente registro,
podendo sercollocado em qualquer es-
tabeleciment sendo elle da companhia.
Avisos diversos.
COMIMUIU PERIIBGAIU
DK
Navega^) costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandtnte Moura,
segu para os portos do sul de sua escala no da
20 do corrente mez s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 19 ao meio dia. Pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida s
2 horas. Escriptorio no Forte do Mallos n. 1
sahe impreterivelmenle para o Aracaty no
da 20 do corrente o hiale nacional Invencivel,
recebe somente alguns passageiros ; quem qui-
zer ir de passagem, dirija-se a ra da Seozala
Velha n. 140, terceiro andar, a tratar com Jos
Joaq-iim Alves da Silva. _______________
Leiles.
Segunda-feira22 do corrente.
O agente Camargo fara' leilo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio a requerimento do cura-
dor fiscal e depositario do fallido Anto-
nio Jacmtho Pacheco, das dividas do
mesmo fallido, em seu armazem na ra
do Vigario n. 19, as 11 horas em ponto.
Os Srs. pretendentes poderaO entender-
se com o agente cima afim de saberem
quaes os devedores e'suas moradias.
LEILO
Na livraria n. 6 e 8 da praga da
Independencia ptecisa-se fallar aaSr.
Antonio lien fiques de Miranda.
Precisa-se, por aluguel, de um negro para
cuidar de um cavallo, e fazer algn servico de
ra em casa de pouca familia, e que entenda al-
guma cousa doservigo oecessarioem um sitio pe-
queo ; tendo um moleque para o ajud quizer aluga-lo pode dirigir-se a ra do Trapiche,
armazem n.<> 13.
Os abaiio assignados previnem aos devedo-
res de Joaquim Moreira uerrido, outr'ora esta-
belecido com loja na ra do Livramento n. 38,
que sao elles abaizo assignados os'unicos autori-
sados a receber a importancia das dividas activas
da referida loja.James Crabtree & CAugusto
C. de Abreu.
&M
Quinta-feira 18 do corrente.
Costa Carvalho far leilo por conta de quem
pertencer de dous carros promptos e cavalios
sendo um delles novo, no dia cima as 11 horas
em ponto, na cocheira defronte do Dr. Sabino na
ra de Santo Amaro.
LEILO
DE
barrocas e bois.
Sexta-feira 19 do corrente.
Costa Carvalho far leilo no da cima as 11
horas em ponto em seu armazem na ra do Im-
perador n. 35, de carrogag com bois proprias pa-
ra o trauco da carrosas e carros.
LEILO
Quita-feira 18 do corrente
em seu armazem
na ra do Vigario numero 19.
O agente Camargo tendo de se mudar
d armazem da ra do Vigario n. 19
para o den. 10 da mesma ra, fara'
No aterro da Boa-vista n. 76 precisa-se de
urna para cosinhar e ongommar para casa de ho-
mem solteiro.
Os abaixo declarados queiram vir a ra do
Crespo n. 8 loja amarella a tratsrom de negocios
de seus interesses :
Antonio da Silveira Maciel Jnior.
Antonio Dias Fernandos.
Antonio Annes Jacome Pires.
Antonio Jos do Brito.
Antouio Joaquim Ferreira de Carvalho.
Antonio Vital de Oliveira.
Dr. Antonio Americo Urzedo.
Dr. Aristides da Rocha Bastos.
Alfonso do Reg Barros.
Bento Jos Lamenha Lins-
Dr. Cunha Lima (da Parahiba.)
Dr. Custodio Cardozo Fontes.
Camillo Augusto Ferreira da Silva.
Emilio de Cerqueira Lima.
Francisco Ignacio de Albuquerque.
Francisco Hanoel de Souza Leo-
Francisco da Costa Wmderley.
Francisco Antonio Victal de Oliveira.
Francisco do Reg Albuquerque.
Dr. Francisco Gomes Vellozo de Albuquerque
Francisco Luiz Wanderley Lins.
Francisco Jos do Amaral.
Francisco Soares da Silva Retumba.
Francisco de Paula Cavalcanli Wanderley.
Filippe Benicio Cavalcanti.
Fernando Antonio Razouro.
Frederico de Paula Carneiro Lelo.
Igocaio Maooel Feliz da Silveira.
Jos Francisco de Souza Leao.
Dr. Jos Augusto de Souza Pilanga.
Jos Francisco do Reg Barros.
Jos Thomaz de Campos Quaresma,
Jos Jeronymo de Albuquerque.
Jos Francisco do Reg Barros Jnior.
Jos Gorgonlo Paes Brrelo.
Jos Luiz Pereira Lima Jnior.
Jos Thomaz de Aguiar Jnior.
Padre Joo do Bego Moura.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Joaquim Pedro de Reg Barreto.
Dr. Joaquim Elviro de Moraes Carvalho.
D. Joaquina Maria de ArruJa Costa.
Luiz de Franja Mello Jnior.
Manoel Marques de Araujo Castro.
Maooel Marques Camacho.
Maooel Duarte Ribeiro Jnior.
Manoel Francisco de Souza Leo.
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque
Miguel Tolentino Marihh Falco.
Nero de S e Albuquerque.
Pedro Ernesto Rodrigues da Silva.
Dr. Sebaslio Accioli Lins.
Dr. Lourenco Bezerra Carneiro da Cunha.
Lourengo Francisco de Albuquerque Cala'nbo.
Hotel Trovador,
ra larga do Rosario n. 44.
O dono deste estabelecimento contina a for-
necer comidas para fra
Joaquim de Souza Ferreira relira-se Dar
Hacei.
Precisa-se
casa de familia
numero 24.
A mesa regedora
da irmaudade do Senhor Bm Jess daa Dores
em S.Gongalo, do bairro da Boa-Vista, convida
a todos os sena amados irmas por segunda vez
para comparecerem no domingo SI do corrente
mez, pelas 9 horas da manhaa, que teri lugar a
leico da nova mesa que ha de reger em o an-
de 1861 a 1861: portanlo roga a Vi. S
alo aja falta.O escrivao actual,
Bento Francisco da Cunha.
Guilhermmo de
Martins Pereira pode ao
8 da ra do Crespo qual
Ibe quer fallar.
Albuquerque
Sr. da loja n.
o negocio que
de
um eriado para servico de
na ra da Matriz da Boa-Vista
Agradecimento.
Cosma Damiana Ferreira, vem por este jornal
demonstrar o s*u acrisolado reconhecimeuto aoa
amigos de seu presado consorte, o finado Joa-
quim Lobato Ferreira, os quaes se digoaram
assistir as exequias feitas na igreja do Espirito
Santo, e acompanharem o cadver ao cemiterio:
o mesmo reconhecimeuto, vota aos religiosos
carmelitas que tambem a companharam ao seu
jasigo. Convida entretanto os meamos amigos
de seu fallecido esposo, para que se digne com-
parecer na igreja do Collegio no dia 20 do cor-
rente pelas 6 horas da manhaa afim de assistirem
ao memento solemne e missasque pela sua alma
se ha de celebrar, dando aiodaassim esta ultima
prova de amisade.
PILLAS PAULISTANAS
Em duas caixae n. 1 e 2
A facilidade com que esta marvilhesa medi-
cina eflectua prodigiosos curativos em quasi
todas as especies de enfermidades (vejam as
felicitaes publicadas pelos joraaes) fazer
recommendavel o preferivel a todas e quaesquer
outras.
Pode-so viajar exposto as inclemencia* do
lempo, pode-se trabalhar e comer o que se ape-
tecer, sem que por isso se siota seus efficazes
effeitos.
A composico de minha3 pilulas nicamente
de plantas e raizes colindas nos campos e mallos
da provincia de S. Paulo, nao entra mercurio
(que faz a base de muitas outros pilulas) e nao
exijo oem dieta era resguardo.
Para ioformaedes ou eocommendas pode-se
dirigir meu correspondente, ra do Parto n.
119, Rio de- Janeiro C. P. Etchevom.
ycvuamhucuM.
Domingo, 21 do corrente, s 10 horas da manh.
haver sesso extraordinaria do censelho director.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
ambucana 17 de abril de 1861.
J. Cesar,
1. secretario.
Vende-se urna grande parle de um dos
melhores sitios em Beberibe de baixo, e urna di-
ta em urna casa de pedra e cal na povoaqo do
dito Beberibe : a tratar na ra da Imperairiz
numero 20.
Vende-se urna excellente proprledade em
armazem, bem construida e com travejamenlo
para Ie?antar sobrado, com 30 palmos de frente
c 180 de fundo, sito na rus do Caes d'Apollo n. 7 ;
a tratar na ra do Imperador, outr'ora Collegio,
numero 46.
Roga-se aos Srs. abaixo declara-
dos que tenbam a honda de de compa-
recer a' praca da Boa-Vista n. 16 A, a
negocio de seus interesses:
Os senhores:
Joao Paulo de Lima.
Francisco Gon ral ves de Souza
Jos Antonio de Oliveira.
Jos Fiel de Jess Leite.
Jos Lino de Castro.
D. Fausttna Maria Coimbra.
Francisca Adelaide Carneiro Castro.
O agente Camargo tendo de se
mudar da ra do Vigario n. 19 para a
mesma n. 10, roga a todas as pessoas
que tem objectos em seu armazem quei-
ram vir buscar no prazo de dous dias
da data deste, do contrario serao ven-
didos ao correr do martello na quinta-
feira 18 do corrente em leilo publico
as 11 boras do dia'
Armam-se com perfeigo chapeos de sol,
pelo diminuto prego de 400 rs. : quem quizer,
dirija-se a ra do Livramento n. 30, que se dir
quem os arma.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
urna pessoa ; na ra do Trapiche n. 20, segund
andar.
Aluga-se urna escrava para todo o servico
de urna casa : no paleo de S. Jos n. 49.
Joaquim da Silva Torres, subditj portuguez,
segu para Macei.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Nao tendo comparecido os senhores socios a
reunio da assembla geral, como se havia con-
vocado para domingo 14 do corrente, nao obs-
tante seressa reunio daquellas que a todos de-
veria interessar, quando se trata de negocios de
manulenco da mesma sociedado, lo eminente-
mente abalada ; nao era porcerto de esperar dos
Ilustres socios urna indifferenca tal, com algu-
mas excepges, e continuando a necessidade des-
sa reunio, o Sr. vice-presidenle de novo manda
convidar a todos os socios para domingo 21 do
corrento, B 10 horas da maoha, se reunirem na
casa das sessoes na ra Dirpila n. 27 para func-
cionar a assembla geral.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 16 de abril
de 1861.
Galdino Jos Pires Cam pello.
1. secretario.
N. 35~Rua larga do Uosario-N. 35.
Acha-se recentemente chegado nesta cidade
Francisco Jorge da Silva Paranho?, dentista de
Lisboa, (discpulo do celebre esirabode) lem a
honra de offerecer aos Ilustrados habitantes des-
la cidade e seus suburbios os trabalhos concer-
nentes sua arte, que exocuta com a maior de-
licadeza e perfeigo, limpa os dentes ainda os
que se acham com o trtaro mais ioveterado, dan-
do-lhes alvura primitiva sem Iho alterar o es-
malte, assim como os flstulados, ainda aquellos
desprezadqs por outros sem o maior soffrimento
do paciente, chumba com as raassas mais acre-
ditadas al hoje, colloca os artiQciaes terrometa-
heos, incorruptiveis, e diaphanos, assim como
acerta e indireita os disformes, e separa os caria-
dos dos saos afim de evitar-lhes o contagio.
Da-se pequeas quantias sobre peohores de
ouro e prata, venceodo cada pataca 40 rs. de ju -
ros por mez ; na Ponte Velha n. 10. ahi achara
com quem tratar, at a quantia de 1003 ou mais.
Aluga-se o lerceiru andar da ra do Amo-
rim n. 19, com soto e muitos commodos; para
ver a chave na loja do mesmo.
Offerece-se um (criado portuguez para todo
servigo de urna casa ; a tratar na travessa do
Peixoto n. 24.
Na audiencia do juizo de paz do 1." distric-
to da freguezia de Santo Antonio no dia 19 do
corrente mez ho de ir sua praga para serem
arrematadas, a quem mais der, 18 cadeiras, 2
bancas e urna mesa de meio de sala de abas, tu-
do de Jacaranda, e2 espelhos de parede, peho-
rados a Joaquim Theodoro Alves.
O abaixo assigaado vom cordialmente agra-
decer a todos os seahores que se dignaram acom-
panhar os restos mortaes de sua filiada sogra, e
desejando que os meamos senhores se sirvam as-
sistir no dia aabbado20do corrente a urna raissa
que se ha de celebrar na capel la do cemiterio,
pelas 6 horas da manhaa ; o abaixa assignado
espera comparegam na ra Imperial o. 5, para
dahi seguirem, e por todos estes favores ficar
mais penhorado para com os mesmos senhores.
Domingos Ferreira de Souza Vasconcellos.
Ss. que
Villa do Cabo.
Armazem do barateiro.
O Machado est queiraando a dinheiro vista
carne, bacalho, e todos os mais gneros tenden-
te* a molhados, do que tem sempre grande sor-
timento, afiancando a boa qualidade.
Na ra do Mondego n. 33. lava-se e en-
fomma-se coa perfeigo e prego multo commo-
0, e alem deate com toda brevidade possivel.
Compra-se ora cylindro americano de pa-
daria, em segunda mo, por prego commodo :
qoem tivor annunde por este Diario', sendo es-
*eja sea defeito.
SOCIEOaDE
M0 BENEFICATE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Doin80 21 do corrente haver sesso de as-
sembla geral para tratar de negocios urgentes,
por isso convido os senhores socios a compare-
cerem na sala das sesses s 10 horas da manhaa.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 17 de abril
de 1861.
Joo Jos Leite Guimares.
1. secretario.
O contrato de arrendamento da casa em que
est a secretaria do commando das armas nenhu-
ma condigo tem, para na estribarla dessa casa,
serem alojados o numero de cavados da compa-
nhia de cavallaria de 1.a linha, como consta no
Diario de Pernambuco de 9 do corrente, visto
que est arrendada somente para o dito fim, o
nao para servir de quartel de parte da dita com-
panhia ; e por isso protesti-se mais contra os
estragos que porventura possam apparecer. Re-
cife 10 de abril de 1861.O propietario,
Marcelino Jos Lopes.
S xta-feira 19 do corrente ir praga publi-
ca, em audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphos,
cnriScra?0 Aolonio idade 42 annos, avallado em
8008 : quem o quizer arrematar, comparega na
sala das audiencias do referido juiz, 00 indiesdo
da, as 11 horas do dia.
."~" Amorim Irmos fazem saber que Joo Hen-
nquesde Freitas nao mais empregsdo de sua
casa desde o dia 9 de abril.
Taberna da boa ,
ruaestreita do Rosario n.
18, esquina das Laran-
geiras.
Vende por menos do que em outra qualquer
parte milho muito bom a 200 rs. a cuia. em sac-
eos grandes a 3S300, queijos muito novos lti-
mamente chegados a 2200 e a 1J700. manteiga
ingleza a 820, 720 e560 rs.. arroz a 100 rs. a li-
bra, gomma muito boa a 110 rs. a libra, mantei-
jfjncwa a 580 e 640 rs. a libra, toucinho a
JW) rs. a libra, e em porgo se far algum abale.
T \?nde-ae urna excellente escrava com ida-
de de 15 a 16 annos, de-muito boa conducta, pro-
pna para mucamba de urna casa de familia ;
quem pretender compra-la, dirija-se a loja de
Figueiredo & Irmo, ra da Cadeia do Recife nu-
mero 55.
Attenco.
Vende-seuma taberna muito afreguezada para
a Ierra, em muito bom local, e propria para um
principiante por ter poucos fundos ; a tratar na
ra do Codorniz n. 12.
Vende-se era casa de Adamson Howie &
Companhia :
Vinho do Porto, de Xerez e cognac.
Biscoutos.
Rolhas.
Lona e fille.
Fio de vela.
Tinta de todas as cores.
Sellins, silhoes, arreios e chicotes.
Ra do Trapiche n. 42.
Vende-se urna cssa terrea, na ra das Cru-
zes n. 8 ; a tratar na mesma ra n. 12.
Aos apreciadores
do barato.
Vendem-se peras de algodaozinbo lar-
go de superior qualidade com 20 varas,
pequeo toque de a varia por 3$200: na
ra do Crespo loja n. 20 A.
Vende-se um par de bancas e urna mesa
para escriptorio, tudo de amarello, um toucador
de Jacaranda ; trata-se na ra do Arago n. 32.
Vende-se ou perreuta-se por predios na ci-
dade um dos melhores sitios dos Afilictos, com
as acommodages seguintes : grande casa de vi-
venda, com 5 salas, 8 quartos, grande cozinha,
estribara para mais de 6 cavalios, cocheira para
3 carros, solio, etc., etc., sitio com 1,000 palmos
de frente, e perto de 2,000 de fundos, grande bai-
xa de capim, e mais de 3.000 arvoredos de di-
versas fruclas : quem quizer negociar, dirija-se
ao sitio fronteiro igreje, que achara com quem
tratar, das 3 horas da tarde em diante.
Charutos suspiros.
Na ra Velha n. 70. vcodem-se charutos sus-
piros a 359000 o milheiro, e a retalho a 3S8UO o
cento.
Paiose chouricas
muito boas, ltimamente chegadas de Lisboa,
vendem-se em barris sonidos de 32 at 8 libras
no escriptorio da ra do Raogel n. 43. primeir
andar, bem como chocolate de bauoilha e canel-
la muito superior, em latas de 8 libras, formas
de quarta e meia quarta.
Publicaces do instituto horaeopa-
tba do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA HOMEOPATHICA
Obra Indispensavel todas as
pessoas qvyo quizerem corar ho-
ntcoiKUhica mente;
CONTENDO:
A de/inico clara dos termos de medicina: as
causas mais frequentes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que melhor lhes correspondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das e chronicas: a hora do dia ou da noile,
em que os medicamentos desenvoloem melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, facadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
eslias conhecidas, principalmente as quegras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianga reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos
que eslo sujeilos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital inleresse; 6em como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgaos mais importantes, que entran na com-
posico do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicacao
phisiologica e outra mostrando as differenles
regioes abdomivaes. (Kprimeira i colorida pa-
ra os senhores assignanles.)
curio de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organiaado.
O Diccionario Popular de Medicina Bomeopoy
(Mea, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou meaos.
A assignatara 15, pagos na occasio de assig-
ar. iDepois de impresso cuslar 25.)
Acha-se igualmente em via de pnblica-
elo a segunda ediecao do
THSOUR HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediegio em tudo superior pri-
meira. tanto no que diz respeito disposico das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien*
ne ortica, etc., etc. Com urna estampa demns-
tralas da conlinuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignatura de 8$ pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 12 pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignalura, que nao for acompanhada
du respectiva importancia, nao ser considerad/
como tal. '
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo) n. 6.
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
esl queimando os seguintes arligos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas. e o
prego convida :
Caixaa de clcheles a 40 rs.
Car loes de ditos a 20 rs.
Greza de peonas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa com 002J500
Groza de boties de louga a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com li2 libra a 500 rs
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
h DUlfinm phc,8Phoros "Peciaes a meihor qne
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de laa muito bonitas cores a
ouu rs.
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs
Iscas para acender charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alceles finos a 100 rs.
Caixas de agu has francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranga de algodo a 1
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3S.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouraa para unhas e costura muito finas a
*Hiu rs.
Pegas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 rs.
Cordoes para es par ti Iho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 1.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rfc
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
REMEDIO INCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de iadividuos de todas as nagoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu arpo e
membr|s nteiramente saos depois de havar em-
pregadfr intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatara todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prendentes que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bra$os e pernas, depois dedur
permanecido longo tempo nos hospitaes, o lee
deviara soffrer a amputacao I Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterera a essa ope-
raco dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desso precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren! sua a firma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constan tmente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente,
Que tudo cura.
O ungento be til, mais particu-
5 nos seguintes casos.
Inflammagao da bexiga
4
*
PELO DOL'TOR
SABINO OLEGARIO Ll'DGERO PIXHO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos homeopathas europeos
americanos, particularmente dos Brasileiros e'
da minha propria experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramente ns mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais ain-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefea de estabelecimento, capites de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa,fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Papilar tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incetar a publicago visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e ento resolveu mudar integramente o
plano que havia concebido, e dar toda 1 expan-
sao e clarea a essa obra, de modo que tanto os
homena versados na sciencia, como 03 que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
aivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
Alporcas
Ca robras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fistuias no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammagao do figado.
/
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadehs.
Sarna.
Supuragoes ptridas.
Tinba, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das aculaces.
Veas torcidas ou
das as pernas.
no-
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de lodos os boticarios droguista o outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha va na e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contera
urna instrueco em portugus-para explicar o
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum-,
pharmaceutico, na ra de Cruz n. 22, em
Pernambuco.
Pianos
Saunders Brothers 4 C. tem para vender esa
(i armazem, na praga do Corpo Santn 11
iilguns pianos do ultimo gosto recentimnt
Aegadoe dos1 bem coahacido* acreditados fa-
bricantes J Broadwood & Sons de Londrea
invito prooriooara esteclima
cobertos e descobertosr pj
ouro patate inglez, para
um dos melhores fabricantes de
dos pelo ultimo paquete ocles
des, de
senhora de
erpoot, vin-
em un de


DURIO M MBHABBCCO. ftUlNTA FEIIU 18 A ABhlL DI I6J.
W
.....
-
CON SI
2>J
MEDICO PARTEIROE OPERADOR.
3 RUADA &LOMA, f ***DO11\D03
CV'miea por ambos os sy atenas.
O Dr. Lobo Moscoso di consultas todos os das pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao sopara acidado, como pan o engenbos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos i sua casa at is tO horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nomo da pessoa, o da rea e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, aspessoae residentes no bairro doRecifepo-
derao remetUr seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja d
jivros do Sr. Jos Nogueira de Soma na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annunciante aehar-se-ha constantemente os memores ediea-
mentos homeopathicos ja bora conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes........... 10*000
Dita de 24 ditos........:........159000
Dita de 36 ditos................. 200000
Dita de'48 dito.................. 255000
Dita de60 ditos............... 309000
Tubos avulsoscada um.........: 1*000
Frascos de tinturas. : :.....-....., 2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portugus, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Bering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 6900*
ARMAZEM PROGRESSO
DE
aOMIOPAIBICO]
Ruado Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas todos os dias atis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguales mol
moUtliai das mulheres, molestias das
'sitial syphiliticas, todas as especies de JWfes,
febru intermitientes eas consequencias,'
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. n-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos maia commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao.
nicamente' Tendidos em sua pharmacia ; todos
que o form lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho,medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nio levarem esse impresso
assim marcado, embora lenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
KaKaa^ju-aaafaiiaK-aKaBfiiS
VE viuw *isi9 iMNiiersH iww"
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, eirurgiao dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes arlificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeieSo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos den fricios etc.
Wa^sT fitip vw envenv VJ|>v WWmlswfMtW >ir"itVW9>V|ri|
Terdeu-so o meio bilhete da" 4.a parte da
4.a e 1.a da 5.a lotera da matriz de S." redro Mar-
tyr de Olinda n. 1512 ; rogarse a quiera o schou,
querendo restitui-lo a seu dono, .entrega-lo no
pateo do Ter^o n. 10.
COSTAJiBIA BA VH FRREA
Corso particular de re-
torica.
O acadmico Manoel da Costa Honorato tem
aberto o seu curso de oratoria e potica nacional,
na ra Direita n. 88, primeiro andar.
DO
Recife a Sao Francisco.
"Limitada. .
At outro arisoa partida dos trens ser
rada pela tabella seeuinte:
regu-
La riio da Penha
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos fregaezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
am grande sortimento de gneros os melhores que tem viudo a este mercado e por ser parte delles
viudos porconta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer paite.
Manteiga ingleza perfeitameute flor a goo r ubr., em br-
rril se fari algum abalimento.
lameiga iraneeza a mais n0Ta que ha n0 mercad0 Tende-se a 720 rs. a ubra.
Cli petla, Viyson e pteto 0, meIhore8 que ha ne8te 0 a ^Wt n e
1600 rs. a libra.
QUeiJOS \\ameilg08 chegau0S neste ultimo vapor de Europa 1$600 rs., em por-
fi se fari algum abalimento.
^ -...* s recenlemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
libra.
" |?*ai>0 09 melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa quilidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum batimento. .
CaixiuYias com urna e duas Vibras elegaDlemente enfeiladas C0I;tend0
diferentes qualidade.de confeitos, amendoas cobertas, pastilbas etc., etc., o que ha mais
proprio para mimo a 1$ cada urna,
IraSSaS HlWVtO UO\aS em uilu com u a 151ibra8 vende-se nicamente no Pro-
gresso a 2$ cada urna.
KOaCUllllia ingVea a mais nova que ha no merca(j0| Tende-se nicamente no er-
mazem progresso a 3O00 a batrica e a retalho a 240 rs. a libra.
A.meiXaS iraaeezaS a mrB a iDraen, porclose far algum abatimento.
**llC*a*a imperial d0 ,amad0 Abreu e de outro, muilog fabricantes de
Lisboa a 800 rs. a libra.
talas eom bolacV&inias le soda
difiranles qualidades.
Chocolate
Consultas medicas. I
Serio dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de Si Pereira no sea escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde is 6 at is 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
8." Molestias de corceo e de peito.
3.a Molestias dos orgaos da geracao e
do anus.
O ezame dos doeules ser feito na or-
dena de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serio em pregados em suas consul-
ta jes e proceder com lodo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratmento que deve deslrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade.
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operaco que
julgar convenieote para c restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo Cm se acha
prvido de urna completa colleccao de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
mDirvciviBf nfosf wtBmvto^ pAi WM Mi |H
F. Ville'.a, retratista da augusta casa imperial,
rm seu eslabeleciwento na ra do Cabug n. 18,
enmeiro andar, entrada pelo paleo da matriz,
pem lindos alQneles de ouro de lei para colloca-
tem-se retratos. No mesmo estabelecimento li-
ram-se retratos por
Ambrolypo e por melainotypo
Sobre panno encerado, proprios para remette-
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacacheta ou talco, espociaes para al-
netes ou cassolclas.
o mesmo
vende-se a 1)600 rs. cada urna com
libra,
em latas de i libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
400 rs. a libra e em caixas de ama ar-
em molhos com 20 mecinos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra m barril
o mais superior que tem rindo a este mercado a 900 rs.
M.a?a de tomate
libra.
L*eTaS SeCCaS em C0ndeCa8 de g ibrai por 35^500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas francezts e inglezas a8 mai8 novas que ha por serem Tin.
das em direKura a 00 rs. o frasco.
Metria, maearrao e talnarim a
roba por 8$.
Falitos de dente iixados
Xoneinno de Lisboa
a arroba a 9$.
rCeSnniO mvl{0 D0T0 Tende.8e para aoabar a 400 rs. a libra.
CnonTi^as e paios 0 que ha ^ boa nesle geMro por 8ecem muit0 nov<)S a 560 r
a libra.
Hanha de ^oveo vennada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
lAtas cm peixe de poata prep ao da ^lkor mafleira p08Sivel da8 melh0.
res qualidade* de peize que ha em Portugal a l$500cada urna, aesim como tem ealmio e
lagustinha em -latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos uspiros e de outras muitas
qualidades do melhores fabricantes de Sao Flix, champanhe ds mais acreditadas marcas,
cerveja de diles, marrasquino de zara, licor francez de ledas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a 15 agarrafa, noies a 320 rs. a libra, ervilhas francezas, lructa em calda, zeitonas
baratas e outros muitos gneros que encontrarlo ludo de superior ualidade.
a mais alv que pede haver no mercado rende-se a
Cura certa das hydropesias.
fas minhas viagena pelo centro das provincias de Femare buco, de Sergipe e Alague ora
embregado pelo governo em pocas-epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, fui -experimentando as plantas do paizem muilas molestias, administrando-as em dses ho-
meepatbicas com mais ou menos pro^eito, porm sempre com certeza de que nio pjejudicar^i aos
rneue doentes.
D'encreo numero de molestias, ue live de tratar, urna classe me mereceu muita alleocio
tanto pela Irequencia com que appareoe, como pela.mortalidade que apreeenta. Esta classe de
molestia a hydropesia.
Tie 4e tratar de rmiites hydropesias, por todos os meios conheddoe, mas os resultados nao
corresponda a minha espectaclira; tendo porm conhecimento de ama planta, que havia predu-
duzido boosTesuliados em alguns casos,4ratei de estudar os seus erTeilos e na retdade Uve o nra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesias.
Sendo peisas hydropesias, qur activas, qur psivas do numeradas molestias mais teiris
que affeetaan a nossa populacio e que grande numero de victimas ha feito em todos os lempo*
julgo ter prestado um grande servico a humanidade com descoberta de um agente lio poderoso'
que nenhuma 6 vez me lem filhado, anda mesmo nos casos mais desesperados. '
Na mgUs (fcydropeaia de ventre] cosiumam extrahk-o liquido por meio da puoccao ; mas o
liquido queso extrae nio a causa da hydropesia, elle a-conslitue ; a experiencia tem mostrado
que a extraccao do liquido que constitue a aseitis um meio palllativo com o qual d-se em verda-
e algum altivio ae doeole, mas seempeiorao seu estado ; por quanto sempre-ou quasi sempre o
liquido se reprodu-com muito qaior rapidec, na razio directa das operacoes que se repetem para
Ouasi sempre a*scilis sysaptoma d leaiode urna vicera do venlre particularmente do bsco.
E lie seguro 0 iratameolo das hydropesias pelo novo agente, que nio receio em offerecer-me
para jpplica-lo com a CMdiccio de nada recebar 00 caso de nio icar o doente curado seia qual
fr o en estado; e como deaejo que a efBcaeia deste remedio seja com pro vado pelos mdicos pedi
ao Isa, Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgcro Pinho, para se prestar a inspeccionar os meus doentes
ao que ennuio, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero gradecimenlo. '
Aasim pois quem se quizeraproieitar dos meus traeos servieos se digne de procurar-me em
miaa eaaa, ra da Roda o. 47, primeiro andar, ou so consultorio do lllm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Aloes Tenorio.
TABAC CAPORAL
*sit
ato das manufacturas impertaes deFranca.
-------t Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO* DO CARMO, o os da 1 hectograraos a 1*000, e em pernio de
10 mseos paro ci eoto; no rngimo estabelecimenio acha-se umbera
o yarrlisMro papal de finho par* cigarro. ^k^mW
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por^Sjjf
Tira ratratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
"\inhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande sali da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. \V. Osborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande-fornecimen-
to de caixas para retratos de ogOOO rs-
cada um, as pessoas que deseiarem ad-
quirir conhecircentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
0 cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra_ exatninarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lobos avisa aos seus amigos e
fregueses desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento defazeodas que tinha
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja e armazem quefoi dos Srs. Suatos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado .sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos :
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, erua
do Imperador,outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 86.
J chegou o prompto al-
livio.
Bem como os outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway & C. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz q. 12. Tambem
chegaram inetruegoes completas para se usarem
estes remedios cootendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseia curar os
quaes se yendem a f ,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston Si C, ra da SenzallaNovan. 52.
Na livraria n. 6 e 8 do prar^a da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse Cokles Cavalcanti de Mello.
Precisa-se de urna mulher de boa conducta
e que d fiador, que saiba bem cozinhar e en-
gomraar, para fazer este servico em casa de um
honiem solteiro ; a tratar na ra Direita n. 69.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Bego Lima lira passaportes para
deotro e fra do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar, travesa da ra eslreila do Rosa-
rio, loia de miudezas do Sr. Joaquim Francisco
dos Santos Uaia, e na ru da Cruz do Recife, ta-
berna do Sr. Manoel Jos Crrela, por commodo
preco e presteza.
N'um engenho distante do Recife 6 legoaa,
precisa-se de am moto solteiro que tenha as ha-
Mlilagoes para ensinar com perfeicio as lingual
porlugueza, frauceza e latina ,- e so a estes co-
nhecimentos reunir os de msica e de piano, pa-
ra ensinar; maior ser o ordenado: quem o pre-
tender, dirija-se ao escriptorio do Sr. Octaviano
de Souza Franca, ra de Apollo 0. 80. que acha-
ra con quem tratar.
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AssigndoB. H. Braman,
Surerin tendente.
commissao de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commissao de escravos, re-
cebem-se escravos por commissao para serem
vendidos por conta de seus senhores, Ranendo-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
ment pira os mesmos, afim deque os senhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com as
diligencias que da paite do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sua conRanca, no que es-
pera merecer attenco tanto dos senhores que
h'os quizerem confiar para vender, como aquel-
los que pretendam confiar, pois espera ler sem-
pre para vender escravos de ambos os sesos e
idadea
wimw.aw-aviawj|y-^i^,tw
5 wln SRM MP VBmvHmwBSWWBW VS9 UIUI *% **
C0NSILT0RI0 ESPECIAL
H0ME0PATHIC0
DO
DR. CASA\VA,
30--Roa das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
lellan e Weber, por "presos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.ro-
commeodada intelligencia de qualquer
peasoa.
iiaiei6ai6-ci6gigftittCi6-ais^ieaisibi
iBjBnjra mmim uui wv wm weww .*.
O bacharel Joo Vicente da Silva Costa tem
o seu escriptorio de advogacia na ra do Rangel
o. 73, ultimo sobrado esquerda, ao voltar para
o pateo da Penha.
Aluga-se um segundo e terceiro andar e
sotao proprio para familia, na rus da Gadeia Ve-
lha n. 27; a tratar na loja do mesmo.
Quem precisar de um criado pa-
ra casa de homem tolteiro, dirija-se a
ra das Cruzes n. 37.
MM
da
na
Precisa se de urna ama: na ra Nova n. 5.
A luga -se a loja do" sobrado
ra da Imperatriz n. 38: a tratar
meima ra n. 40.
Precisa-se de urna ama para cozinhar o en-
gommar para casa de pouca familia ; na ra do
Lima, em Santo Amaro, primeira casa passando
a taberna da esquina.
Deaappareceu no dia 13 do corrente, as 5
hora da Urde, da ra do Areial, em Pora de
Pollas, n. H, a criouliuha menor de nome Ma-
ra, vestida de roso o descaiga : quem da mesma
souper, leTo a aocia a dita casa, que se agr-
Feitor.
Precisa-se de um feitor que entenda bem de
jardim o noria, o que d fiador a sua conducta :
na ra Nora 9. 38.
A SEMANA
ILLUSTRADA
J chegou at o n. 12
deste interessante jornal ra do Imperador n.
12, aonde se continua a receber assignaturas.
Presos trimestre...... 6$000
Semestre.............. llg'JOO
Anno................. 18J50CO
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal alustrado do Brasil, lem merecido
de todos os jornaes da corte, sao a prova mais
cabal de seu merecimenlo. m
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo casligat mores contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana alus-
trada que tomou aquella sentenQa por maioris.
O o. 6 que acaba de publicar-se traz bonitos
irtigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applica;ao eleitoral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de Janeiro de
1861 :
Publicase o n. 6 da Semana Ilustrada ; cuja
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai lomando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comerou a ser destribuido hoje o n. 6 da Se-
mana /lustrada conlendo os seguintes artigos :
Escursao, Contos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a interessante novellaAs Faias
do Ouro de Paulo Feval.
Sabio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as tornam dignas de
suas irmas nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes doua ca-
ptulosos theatros e as modasda aleada im-
mediata da Semana Ilustrada, e que ella ainda
nao quiz dar a ler a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de fevereiro
de 1861 :
Nao me enganei quando em urna das minhas
primeiras chronicas, ao registrar o apparecimen-
to da Semana [Ilustrada, manifestei a confian-
za que me inspiravam os seus redactores, e as
animadoras esperances com que se recommenda-
vs a nova publicagao.
A. Semana. Ilustrada vai seguiodo ezcellenle
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atticis-
mo, pela muito louvavel habilidade que a tem
feito e ha de faz-la escapar do mais perigoso
escolho que ameaga as publicares desse genero,
a affeosa pessoal.
Nao ha um s numero da Semana Ilustrada
que deize de mostrar-se interessante por algu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso casligam abu-
sos que lodos esto sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriptos e bonitas poesas acom-
panham as caricaturas, e augmentam o valor e
fazem avultar o merecimento dessa publicago
hebdomadaria.
Abundara all as carapu^as, isso verdade ; e
ha carapuc.as que servem a acuitas caberas, que
o publico sua vontade (scolhe e designa ; cer-
lo porm que a Semana Ilustrada ainda nao
talhou manesta e positivamente umascarapu-
ca para algum individuo em particular, c tem
porlanto sabido- resptitar todas as considerares.
Mas um peridico da ordem da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas, e convm por con-
sequencia que o.publico o anime, e o arrime de
recursos concorrendo para elle com as suas as-
signaturas.
Consta-me que a Semana Ilustrada tem tido
um acolhimenio muito favoravel; mas preciso
que nao esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo lempo um auxilio material e um auxilio mo-
ra), porque por um lado coocorre muilo para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
sacrificios pecuniarios, e por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no be eco da
Bola ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servido de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozioha : quem tiver pode dirigir-ae
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
M. J. Leite, roga a seus deve-
\ dores que se dignem mandar pa-
! gar seus dbitos na sua loja da a
II ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse iim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
KMswaeiMi^-aia-ftiMreMfiia
0 bacharel WITRUVIO pode ser
procurado na roa Kova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa do Carao.
Retratos transparentes, offereceodo
retrato duas vistas,
urna em cores outra em prelo e branco.
Retratos a [oleo, de todos os lmannos at o
ponto natural.
J. Praeger & C. mudaram seu
armasem da ra da Crus n. 17, para
a mesma ra n. 11.
LOTERA
A"bam se a venda os bilhetes e meios
da quaita paite da qu,arta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz,
de S. Pedro Martyr de Olinda, na the-
sout aria das loteras ra do Queimado
numero 12, primeiro andar, e as to-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Vieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no. Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmaos. .As rodas an-
darao impreterivelmente no dia 24- do
corrente e os premios serao pagos de-
pois da entrega das listas. O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza
Agencia de leudes.
O agente Costa Car?alho par-
ticipa ao respeitavel corpo de
commercio, a seus amigos e fre-
guezes que mudou seu armazem
e escriptorio para ra do Impera-
dor n. 55, onde foi o armazem
do agente Hyppolito da Silva e
all o encontrarlo sempre promp-
to para desempenhar as func-
epes de seu olicto de quem espe-
ra toda proseccao e conceito.
& Sftt-asaai ^fl^^aco*-', ?**,'
s!I.Www SVJW om um WlrWt/jFB* VIH1 VSM BJEV Wm
A pessoa que do caf do Sr. Pinto, na ra
da Imperatriz, levou, provavelmente por brinca-
deira, um embrulho com duas caigas de casemi-
ra, urna escura com roesclado de branco, e outra
de quadro, tenha a bondade de reslilui-las no
mesmo lugar, que jS basta para brincadeira. Co-
nhecidas como sao, ter paciencia quem as ves-
tir de se ver dispir na casa do lllm. Sr. Dr. che-
fe de polica.
Furto.
No anantiecer do dia 8 do corrente furtaram
do engenho Douradn, di freguezia de Ipojuca,
dous cavallos com os signaes seguintes: um cas-
tanho. bastante grosso e grande, com dous ps e
urna mi calcados de branco al os joelhos, e
urna mo somente al o peiador, com marcas ve-
lhas de feridts de cangalha as eostelNs e qua-
dris, que por isso nao nasce cabellos, no princi-
pio da cauda pela parte de cima tem os cabelles
roidos de cofsar-so, com a frente aberta e orelhas
pequeas, bom andador baixo a meio e as vezes
travado est de anca redonda, e castrado de
novo. Outro castanho amarello, novo, tambem
castrado, com urna listra preta da clina al a cau-
da, e na sarnelba desee a mesma mais escura pa-
ra os lados, foi de carro e por isso lem urna pe-
quea marca de peitoral nos peitos, anda passo
e galopa bem, e melhor o trole, com marca em
urna das pernas: roga-se as autoridades policiaes
ou quem delles souber, apprehendam-os e levem-
nos ou deem noticia no engenho Douradn, ou no
Recife na ra das Cruzes n. 32.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seos amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta' com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em oulra parte.;
- Na Iravessa da roa
das Cruzes n. 2, primeiro andar, continua-se a
tingir com toda a perfeigao para qualquer cor, e
o mais barato possiveh
Scott Wilson & C, ra da Crnz n. 21, teem
para vender 200 folhas de cobre de 22 arrobas, e
os pregos correspondentes.
Nova carlilha.
desta lypographia
ou compendio de
Medico.
Y* O Dr. Americo Alvares Guimares fas
oa publico que est residindo na ra da Cruz
| n. 21, onde d consultas e pode a qual-
Sqatr hora ser procurado para o exercicio
de sua proflsaao medica.
Carvaio, Nogueira 4
C., sacam qnalquer quantia
sobre Lisboa, Porto ellha de
S.Migi
n. 9* primeiro adar.
Acaba de sahir dos prelos
urna nova edicto da cartilha .
doutrina christla, a mais completa de quantas so
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
continha a antiga cartilha do cbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescenlando-se muilas
orajoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das lestes muda veis
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903*
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos ancos. A bondade do papel e excellencia da
impressiio, do a esta edico da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia;
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
da Imperatriz n. 47 ; a fallar no mesmo, das 3-
horajda manhaa s 3 da tarde.
Precisa-se de urna ama que saiba coser e
engommar muito bem ; na Iravessa das Cruzes
n. 12, no segundo andar.
Precisa-se de urna ama para cozinhar ; na
ra do Rangel n. 11, loja.
ASSOCIAfjO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 21 do corrento haversesso ordina-
ria da assembla geral, os senhores socios em dia
sao convidados a comparecer na sala das sessoes,
pelas 10 1(2 horas da manhaa do referido dia,
afim de conhecerem como Ibes cumpre dostra-
balhos do trimestre lindo.
Secretaria da Asaociacio Popular de Soccorros
Mutuos 15 de abril de 1861.
Joo Francisco Marques.
1. secretario.
Mestra de primeiras letras,
costuras, bordados, etc.
Josepba Alexandrina Partir da Silva, achan-
rovisiooada pela directora geral da ins-
trucc,< 'jr particularmente pri-
meiras lti rvic.08 ao pais de
-ir suas lhas, nao
ka i elras, como tam-
HW o yrinlhoa,
prata e ouio ; bem
pee* de palha e de seda
: na ra do Hospicio


()
W ** tiiwwttoc. vm&+tmLi$m*maL*>* i^
Arrenda-ae o en_
Eecife urna lego* c
vi venda, ele, vec
no a boida, vao
a pesaoa que pretai
rigir a ra da Aurora, sobrado o. 82,
andar, onde encontrar com quena tratar.
Uin mfo Portugus, fueria-vroa de urna
casa commerciai, dispondo de algumas horaa,
nellasae oflereee para fazeralgiama escripturago
mercantil de qualquer estabelecimento, teja qual
for o seu estado : quera neceseitar, deiiari car-
ta fechada nesta typographia aob as inidaes .
W. D.
Sodetote
VE
D. Mara Bernardina da ConceicSo
Lima, vende pera pagamento dos ere-
dores de seu finado marido Antonio Ro-
drigues Lima, os predios : Uta sobra-
do de 3 andares e solo n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
to n. A2 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na travessa da Madre de Dos, um dito
de 1 andar e soto n. 24 sito no largo
do Paraizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. i sita na rna da Larangeira :
Os pertendentes podem dirigir-se ao Sr.
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, ou ao
Sr. Augusto Bibeiro Lima Chalaca.
Vende-se um piano era bom estado ; a tra*
tar em Olioda, ra das Quatro Cintos, botica de
Joo Soares Raposo.
grande fabrica
Direiia, esquina da tra-
vessa de S.Pedro
n. 16.
189ca?6es e compra de
terrenos.
O abaixo assigoado tendo distribuido bom nu-
mero de proapeclos para a dita socledade n estos
ltimos doua aaezes, julga que as pessost que a
tem recebido trveram lempo suficiente de os 1er,
e poder apreciar as yaotagens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige; portento convida as numerosas pessoaa
que Hie disseram desejarem coadjuva-locom auas
subscripges, levar a effeito e por em andamen-
to esta grande e benfica empreza, at remetie-
ren) os ttulos de subscripto da maneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
nba cada prospecto.
Devero dirigir-lhe debaixo de subscripto, ra
do Crespo d. 4 toja, do Ia de abril em diante.
Tendo-ae presentado muilos donoa de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na iormacio
do capital da sociedade, torna-se necessario que.
os socios que querem entrar com dioheiro na for-
mago do capital, mandem o mais breve possivel
seus ttulos de subscripgo na indicada forma,
Qra de se poder fazor os devidosassentamentos.
Assim como j o dissemos ao prospecto, nao
ha qnem nao possa subscrever para tao til em-
ireza, vista da facilidade que ella d para rea-
isar o pagamento das dez prostaedes, que forma-
rio o total das subscripges de cada socio. Basta
pagar dez mil ris todos os doos raezes para com-
pletar em viole mezes urna subscripcio de cem
mil ris.
Qualquer artista, carpina, pedreiro. ferreiro,
carroceiro, ou outro emprego, deixando de parte
um dia de servico por semana de 23500, em 40
semanas completa o pagamento d'uraa subscrip-
to de 100}, e em 80 semanas urna aubscripcao
de 2005. Este pequeo capital formado de-eco -
nomias e sem se sentir ser um fundo de previ-
dencia que n'um caso de acdente ou de molestia
poder-lhes-ba ser d'um grande soccorro.
O abaixo assigoado tem ouvido muita gente boa
louvsr e gabar o projecto da empreza, mas que
era apresenlada em m occasiio, visto o mo es-
tado dos negocios em geral e a falta que ae sent
de dioheiro na praga. Tudo isto verdade, mas
a crise actual ha de ter seu termo, e todo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultado das
transarges desesperadas com juros de 11 [2 a 3
por cento ao me, ba de ser o reactivo que ha de
precipitar a volta do equilibrio geral.
No entretanto de interease capital da aocio-
dade por elle projeclada, que es que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vantagens que a
mesma poder ofTerecer, se apressem a subscre-
ver aim de que, depols de fundada e em exerci-
dous grandes armazens
na ra oWTrOcordia, com propwc/es
suflicienta para um grande eatabeleci-
mento *t qaalouer quadidade ue teja :
tratar com Almeida Gomes, Alves &
C, ra da Cruz
' tlompras.
Calcado francez
barato, a dinheiro vista, na
ruadoCabugu.16
^Botinas de lustr em p.rfeite estado para 00-
awm a 8| e 80&00.
Ditos de dito da bezetro de W
- Compram-se escravos do sexo masculino de
II a JO anuos, cabras ou negros na rae d* Imn-
ratrat n. lea, impe-
Comprani-se
notas de 1# e 5S velhss, com descont mais mo-
Gompram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tasto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
aade : no escrrptorio de Francisco Mathiaa P-
reira da Cuela, raa DireiU n. 66.
Vendas.
- Vende-se urna escrava crioule, moca, e com
algumas habilidades, chegada ullimamVnt do
chegada ltimamente do
mato ; na ra dos Martyrios n. 36.
*!!*&' TI?1* de .eri.uU,
um filho de 14 anoos tambera preto : n
ra do Queimado n. 75. '
com
Achara o Ilustrado publico desta cidade e de
"""" ^ffi0. e rifjs8j,no ortimento de ta- .ci. possa aproveitar ainda a occasio de comprar
E.,-?.?hl" "1usl,aa(,".I,ie8,"ren1etan- terrenos, madeiras. materiaes de toda especie,
L. t. m p<",uen',9 e gr,ande9 Pr" ean.o casas, por procos muito abaixo dos valo-
cSes, por menos do que em outra qualquer parte,' -
assim como um novo sortimento de tamancos a
moda do Porto.
Queijos.
im *w& "a rUa **&' ueiiw
1600 e 18700. presunto a 320 a libra, cerveja em
pipa, a garrafa a 320, nozesa 160a libra, man-
Mmaoslawa a 640. dita a 800 rs.,. dita ranceza
a 640, dita a TO, arroz a 100 ra., dita a 120 e
outros muitos gneros por barato prego.
1 Vndese
sal, a bordo do hiate nacional cGratidio.
Arcos para saiasabalo.
na ra do Queimado n. 29,
el
de lustre com pellica
tes (Sezer) a
pata hornera a 6/
a vara

STAHL C.
RETRATISTADE S. M. 0 IMPERADOR.!
Ra da mperatriz numero \\
% (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.]
Retratos em todos es-
tylos e laniaii\\os.
| Pintura ao natural em
oleo eaqnareWa,
| Copias de dagnerreo-
typo e outros arte- |
Celos.
m \mbrotypos. |
g Paisagens.

m

A160rs
outr'ora 27.
mT 76,de'"e umaescrava "inda'dosertao, gra-
vita n loa**"*' fl8Ur* ? traUr "' rua Di"
Arroz de casca novo, saccas
com 22 cuias a 3#200, man-
teiga ingleza flor a 800 rs. a
libra,
Na ra das Cruzes n. 24, esquina da travessa
do Ouvidor.
Por metade de seu valor.
Gortes de casimira preta ingleza muito Qus a
d. pecas de chita com 38 covadoa a 4S800, ca-
semira preta muito fina a 1400 'o covado, dita
mesclada ejpreta com duas larguras a 14300 o
covado na ra da Madre de Dos n. 7.
Satoo.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposlo venda aabe de aua fabrica denominada
Kecifeno armszem dos Srs. Travassoa Jnior
a L., na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e oulras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem felo o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sera mistura alguma. como as de
compoelso.
res pagos em lempos de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos precoi
actuaes, desde j os socios tem a certeza de que
seus capitaes podero dar grandes beuicios so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver passado, e
que tudo torne a seu estado normal.
Para apromptar tudo o que a empreza precisa
' para se por em plena ac;ao e andamento sao pre-
cisos 9 a 12 raezes ; portanto ha urgencia em rea-
lisar quanto antes os primeiros 250 contos de ris
' do seu capital.
j As subacripcei que o abaixo assigoado pede
sao para formar urna sociedad que lodos reco-
nhecem offerecer grandes vantagens a seus socios
e ao piiz; portanto ella nao precisa d'outra re-
commendacao alm dessas.
Se fosse urna subscripeo em favor d'este ou
d aquelle estabelecimento pi ou decaridade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece que tanto
aqui como era qualquer ontra parto do mundo,
muito importa para o bom xito que as subscrip-
coes sejam pessoalmente apresentadas pelas pes-
soss mais influentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidado. N'este ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que teccionava
subscrever 10$, 20$, 30, por Ihe ser pedido por
urna commisso composta d'este, d'aquelle e
d'aquelle outro grande da trra ou capitalista,
subscreve logo lOOg, 200J?. 300, no caso de subs-
cripto para urna sociedade commerciai ou in-
dustrial, o c8so mui differeole s so subscreve
para esta, coro toda a circuruspecQo, calma e re-
flexao, e sobretudo com a f de receber boos di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
mette traballio cerlo e continuo a muitas cente-
nas de pais de familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de todos os ramoa de officinas,
que deitaro na circulaco commerciai d'esta
praca muitas centenas de contos de ris no cor-
rer do anno, que a nao ser esta empreza dormi-
ran) aferrolbados ou ernpregados em outros ne-
iinfq n riihrifarincpnm fin lC0S' q"e Dao fuin8em ." c,sse8 4s artistas
quaos bao rUDncaaOSCOm IID- e operarios ou obreiros diversos que a emprezs
ta de i m prensa, os que n0 "?ar di"iamenle-
f j-j e cm a alavsnca poderosa da uniio e asso-
IOreiU Vendidos COm a SUa claS<> do pequeo ao grande capital que esta e
fi-nmn A,, ^^> ^ ^..^.;,i^ i ou*ras grandes emprezas de utilidade publica e
lirma devem Ser COnSlderadOS privada podero realisar-se nesta praga, sem ser
Cf>mn lim lnPO flrmflfln hnn'Srec'S0 080cco"o dos amestrados capitalistas
L.OII1 UU1 lai^O aiIIiaUO a OOa das outras pragas do imperio, sem o quilnao se
f dOS ineautOS. reaI, om 1852 ou o primeiro banco em Per-
>-SD.ri. d. c. c...r, u.d.l^tt',fiM.rt?.il."lc,""T,p,,'-l,"f,c-' *J* m l^wW
n. 16, por cima da officioa de tamancos, ao en-] '
trarpelo becro deS. Pedro, sobrado de um an-
dar, asseverando-lhes urna educaco propria do
sexo : assim fa?. o presnte aouuncio, esperando
a beuevplencia de seus patricios.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de 1 )teria, os
Attenco
E' barato.
Csmas de ferro de todos os tamaohos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
mercado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
Reare n. 56 A, de Vidal & Bastos.
aga "gg 0*2, SflfilM
acaba de
chegar
ao novo armazen
F. M. uprat.
Ternambuco, 30 de margo de 1861.
Furto.
Na noile do domingo 7 do correte furtaram do
sitio antes di
que Qca em
punga 21 camisas de linho de hornero e menino
por tanto toda e quaquer pessoa que noticia ou
idicio tiver do referido roubo de dirigir-se ao
mesmo sitio, ou enlo os ra da Cruz do Recife
n. LO, que ser bem recompensado.
remando Garzolli, relojpeiro da ra do Raogel
n. 2U, roga as pessoas que tiverem em sua mo
" T.elZloa Dara concertar muito lempo, o favor
f'renTe"?. eUr'da^qle'?$?& iiVia^U^l^S"^*!,0 Pr"K ^i* dU' "
t.ouiar uesia data, prevenindo tambera s pessoas
que leora feto troca de relogios, deixando sig-
na!, que se no prazo referido os nao forem bus-
car, sera reputado nullo qualquer negocio feito.
e nenhum direilo haver de reclamarem : rog
juntamente s pessoas que tiverem objeclos de
ouro em sua mo sem juro algura, o favor de vi-
re mretira -los no prazo cima indicado, do con-
trario sero vendidos pela imr.
DE
AUenco.
de
Alugam-sa 4 canoas grandes para lijlo,
carreira ; na ra Direita dos Afogadoa n. 13.
SOCIEDADE BASCARA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
Os senhores socios commaoditarios sao convi-
dados a comparecer sabbadoSO do correte s 11
horas do dia, na sala da Associag&o Commerciai,
praga do Corpo Santo, afiro de lhesserem paten-
tes os trabalbos dos dous semestres decorridos.
Recife 16 de abril de 1861.
Precisa-se de urna escrava para ama de ca-
sa de pouca familia, que saiba coziohar e lavar:
em Santo Amaro, estrada de Belem, sitio do Sr.
Jos Candido de Carvalho Medeiros.
Aluga-so a luja do sobrado ds ra da Aurora
a. 66; a tratar no mesmo, ou na rus do Cabug
a. 11, loja.
Arremataco de urna casa.
Na seita-faira 19 do corrente, pela audiencia
do Dr. juiz municipal da !. vara do cvel, escri-
vo Baplisla. a ultima praga para arrematago
da casa lerrea da ra da Roda n. 23, com 2 por-
tas e 1 janella de frente, com 2 salas, 5 quartos,
cozinha fra, cacimba, pequeo quintal com por-
to, 1 soto separado da casa com a frente para
a ra dos Patos, com 1 tarrago, 2 salas, 2 quar-
tos, cozinha, pequeo quintal com cacimba, por-
tao e duas entradas, canos para esgotodas aguas.
[Goegio Bom Gonsefho.
Ra d Aurora n. 50.
Precisa-se de um criado pera e aervigo
amo prefre-ae eacravo e garante-se
JO menes.
se
Joo Martinsi ____
ro, vai a Europa tratar.
tesuasaude.
._. pela importancia do que
I acharem a dever. Recife 10 de abril de 1861.
Atteiujo-
Na ra do langel n. 73, ba urna pessoa que se
oHercce para tirar qualquer copia, traslado, ou
lazer qualquer escriplurago, por mais difficil e
imporlanle que seja ; c bem assim communica-
dos, annuncios e correspondencias, qualquer que
seje o seu objecto ; requerimenlos para o presi-
dente da provincia, para S. M. o Imperador, as-
semblias geral e provincial, thesourarias, e fl-
nalmenle para qualquer repartigo ou estacao
publica ; prometteodo.se lodo aegredo que por
ventura Jemande a natureza do negoeio, e nao se
levando a menor paga pelo respectivo trabalho,
e tudo nao for desempenhado com brevidade.
perfeigo e contento.
Trocase urna irnagem de Santo
Antonio de Lbo, qu tenha palmo e
meio de comprimento : na praca da In-
dependencia n. 11 e 16.
Urna pessoa que tem sob sua direcgSo algu-
tnaa escripias ae offerece tomar eoala de ou-
lras ; garante bom desempenbo e brevidade : a
IraUr na ra do Crespo n. 20 eom o Sr. Jos Ma-
noel dos Santos Villaaae.
Aluga-se um escravo moca para todo servi-
go, vendem-se travs de 40 a 60 palmos : na ra
do Imperador n. 50, 3 andar.
Precisa-se de m eaixeiro capaz de tomar
orna taberna por balango ou com intereso
dando Dador i sua conducta: ni rus das Cruzes
n.22.
Elieone Chantre vai Europa.
Precisa-se de um caixeiro que tenha algu-
ma pralica de taberna, e que d fiador a sua con-
duela : n* ra do Rangel n'.'fB.
k"T A'**i-,m am* *' co <'0',, fl0toa do o-
brado da ra do Queimado n. 14 : a tratar no
meare o.
Na ra Nova junto a Con-
ceico dos Milita-
res n. 47.
Um grande e variado sortimento de
roupas feitas, cilgsdos e fazendas e todos
estes ae vendem por pregos muito modi-
cados como do costume, assim como
sejam sobrecisacos de superiores pannos
9 e casacos feitos pelos ltimos gurinos a
826), 289, 30J e a 359, paletots dos mesmos
pannos preto a 16$, 18$, 209 e a 2*9,
ditos de casemira de cor mesclado e de '
novos padrdes a 149.16*. 189,209 e 249, ;
a ditos saceos das raesmas casemiras de co-
i res a 99, 109,12 e a 149, ditos prelos pe-
*lo diminuto prego de 89, 109, o 12, ditos
de sarja de seda a sobrecasacados a 129,
91 ditos de merino de oardo a 12#, ditos
O de merino chinez deepurado gosto a 15,
K ditos de alpaca preta a 79, 89, 9 o a 10,
w ditos saceos prelos a 49, ditos de palha de
seda fazenda muito superior a 4*500, di- I
8 tos de brim pardo e de fusto a 39500 48 ;
e a 49500, ditos de fusto braoco 1 41 !
j- grande quantidade de calcas de casemira
8 pret" edeores 7. 89. 99e a 10. ditas !
w pardas a 39 e a 49, ditas de brim de cores !
g flan a 2|500, 39. 39MD e a 4$. ditas de '
brim brancos Anas a 49500. 5$. 5*500 e i
69, ditas de brim lona a 59 e a 6fi, colleles
8 de gorguro preto e de cores aDjea 6$,
ditos de casemira de cor e prelos a 48500
o a 59, ditos de fusto branco e de brim
a 39 e a 39500, ditos dts brim lona a 4*
U ditos de merino para lulo a 49 e a 49500*
calgaa de merino para luto a 4500 e a 58
capas de borracha a 99. Para meninos
de todos os tamaohos : calcas de casemira
prefa e de cor a 5$. 69 e a 7, ditas ditas
de brim a 2j, 3 ea 3500. palelotssae- '
eos ae casemira preta a 6$ e a 7, ditos
da cor a 69 e a 7$, ditos de alpaca a 39
sobrecasacos de panno preto a 9 a
14, ditos de alpaca preta a 59, bonets
para menino de lodaa as qualidades ta-
misas para meninos de todos os lmannos
meios ricos vestidos de cambraia feitos
para meninas de 5 a 8 aonos coa cinco
balados liaos a 89 e a 12$, ditos de gorgu -
rao de cor e de la a 5jj e a 69, ditos de
brim a39, ditos de cimbraia ricamente
bordados para baptisados,e muitas outras
fazendas e roupas feilas que deixam da
ser meucioosdat pela ua grande quanti-
dade ; assim como recebe-se toda e qual-
quer eneommenda de roupas para ae
mandar manufacturar e que para este fim
temos um completo sortimento de fazen-
das de gosto e urna grande offleina de al-
faiata-dirigida por um hbil mestre que
pela aua promptidio 9 perfeigio nada dei-
xa a deeejar.
u,Pi?8 ** eorn fpidoa para seohora a S, 4
89500,
il'2i^C0'S ePral0S Kpidos para menina
a, a9ow e ta
Bitoa de lustre pellica para senbora a 49.
40w",OM ** l8t,e P,ra ho,Dn, 3l 3#60 e
aJH?' *Lm K"Piao P harnea a 4J000,
CKtoade dito gaspudos para menino a 39000
Ditos de dito para dito a 2$ e SaGO.
Ditas de bezerro para dito a 29.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca receben com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeiles
de vestido. 0 sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s ae encentra na loja
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguta de ouro, ra do Cabug n.
1 B, chegado um complelo sortimento de cal-
illabas para coslura de lodos os lmannos, orna-
das com preparas muito finos e ricamente enfei-
tedas, propriaa para qualquer mimo de aenhora
o menina : isto s na loja d'aguia de ouro. rna
do Cabug n. 1 B.
ELOGIOS.
Veude-seena casa de Saundres Brothers A C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos coramodos e tam-
bera traricellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
ae barateira, est vendeado mui novas e bonitas
luvas prelas de torgal com vidrilho a 19 o par:
ellas, antes que se acabem : 11 na do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de \$t 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a theseuraria I
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, ra da Cruze
n. 1.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da agnia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho prelo, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2.500 rs. a libra s na sguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem roa do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para hornera como
para senhora.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos :
da mperatriz n. 12, loja de flaymundo
Leite &Irmo.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baralissimos, para fechar conlas :
chapeos do Chillepara hornera e menino a 39500,
cortes de casemira de cores a 39500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miodos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 210 rs.,
cassas de cores de bons goslos a 240, organdys
muito fino e padrdes novas a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordados finos a 19500. ba-
ados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 610. manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, palelols do panno e casemira do 16 a 203
dita de lpica prelos de 39500 a 7$. ditos d
brim de 3 a69. calgssde casemira preta e de co-
res para lodosos pregos, ditas de brim de crese
brancas de 29500 a 5J. colleles de casemira de
cores e prelos, ditos de selim preto, ludo a 59,
corles de eassa de cores a 29, pegas de madapo-
lo fino a 4J500, assim como oulras muitas fa-
zendas que se vendern por menos do seu valor
Dar acabar
$3ft3&33.ie3g m vftway&wm
rLKGEL & PERDIG10.
FAZENDAS BOAS E BARATAS.
Raa da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores ae blondo com
manta, capella, flores e mais perteuces.
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique. 9
^Yinhos eigarrafies^
Termo-
Collares.
'Lavadlo.
Itadeira.
Carcavellos. ,
Arintho.
Bucellas.
Malvaeia, em caixsa de urna duzia de garrafas
na ra do Vigario a. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo oa mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, e de seu costume est veu-
dendo mui baratos a 109 cada am ; por isso di-
rijim-se logo a dita loja d'aguia branca, raa de
Queimado n. 16, antea que ae acabem.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets iaglezes de gor-
guro e velludo, mescladoa e de mui bonitos pa-
droea a 1$500. Esses bonets por auas boaa qua-
lidades e muita duragao tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
elo ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino. etc.. etc., e mui bonitos a 2$500, 39 e
49, o melhor possivel: na roa do Queimado n
16, loja d'aguia brinca:
Chapeos de sel
de seda e de panno de todos
ostamanhos, perfumaras
bengalas, chicotes, etc. etc.
A liquidacao da loja na ra Nova n. 36, conti-
nuar somente at o dia 20 do corrente mez, e
com abates importantes nos objectos cima men-
cionados : vende-se em porgo e a varejo.
Queijos do va-
por a 1.800 rs.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo1 vaporiaglez a lg800. presunto muito no-
vo a 320 rs., bolachinha ingleza a 160 rs., e em
barriquinha de urna arroba a 39200: na roa das
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Fil preto.
Vende-se fil de linho prelo liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco II. P. da Costa, ra Direita o. 66.
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidm pelo vapor francez, sendo
brancas, prelas a de coras, Unto para hornera
como para senhora : na ra do Queimado o. 22.
loja da boa f.
A ~ Y<*f-se confronte ao portSo da fortaleza
aas unco Ponas o seguale : carracas para bois
e ca vellos, carrinboa da Irabalbar na alfandega,
ditos de mao, lorradores de cat eom logio, do-
oradicas de chumbar de todos os lmannos, e
bem assim rodas de carrogas e carrinhos, eixos
pan os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
denles s officinas de ferreiro e carapina, e alu-
gani-se tambera carrogas.
Vende-se para fra da provincia urna es-
crava criaula, bonita figura, de idade 22 a 23 an-
uos, com habilidades, e o motivo desta venda se
dirao comprador: na ra de Santo Amaro, so-
brado n.14.
- Vende-se urna armagao de urna taberna e
os utencilios da mesma, sita na ra da Praia n.
54: a tratar na mesma ra n. 39.
Ha pechiucik
Na ra do Crespo n 8, loja de
quatro portas.
Cambraias de cor miudinhas. cores fixas, com
pequeo toque de avaria, pelo baratissimo preco
de O rs. o covado *
Saa9 se*
Machinas de vapor. ^^ww^w
Rodas d'agua.
9 Moendas de canna,
tj) Taixas.
# Rodas dentadas.
% Bronzese aguilhes.
Alambiques de ferro.
Crivos, padres etc., ete:
Na fundicao de ferro de D. W. Bowmanj

Q ra do Brum passaado
cbafariz.
elogios
Suissos.
na ra
Carlos
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patete ingles, de um dos mais
a/amados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos Irancelins para os
mesmos.
supe-

Em casa de Mills Latham <$ C. na ra 0
da Cadeia do Recite n. 52, vende-se :
Vinho do Porto. A
Dito Xerez engarrafado da muito
rior quahdade.
Oleo de liohaga.
Alvaiade.
Secante.
Azarco.
Encarnado veoeriano em p.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phanlasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e raoreantique.
Ssias balo de todas as qualidades
tamanhoa para senhuras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodo para meninos de todas as idades,
Penlesde tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 109 30*.
Luvas de Jovin e enfeite de~cabeca.
AT" Precisa-*e de ama ama para tratar d uma j
',rt!f' ... "hol. a garrafa a 440 rs., e em caladas a
_-- Pranms Bertram Jones relin-se *m a na na da Senzata Velfaa, liberna n. 103
*ai"' 1 do becco Lirgo. '
pa-
quica
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras a escuras, francetag e inglezaa
Nesta loja a ae vende a diaheiro e-
por isso mais barato que em qualquer ou-
Ira, seu sortimento complelo de fazen-
das de moda, ditas Inferiores e roupa fei-
ta e seus pregos muito conhecidos: na
rua da Cadeia loja n. 23, do-se as
amostras.
BHB9RKK RMS SISiKSSn
Superiores litas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
acaba-se de receber de sua propria eneommenda
pelo vapor francea fitas de velludo de todas as
larguras preta* e de cores, aeada lisas, abarlas e
lavradas. de lindos padrdes, que a* vende por
precd muito em cpnta, assim como fitas de cha-
malote de todas as corea, propriaa para cintos,
nins com tirela preta proprios pera luto, luvas
da torgal com vidrilho muito novas a IfiOOo oar
ditas aera vidrilho a 800 rs., ditis de sede aofei-
tadas cora bice e vidrilho a*2p isto s se venda
aa sguia de ouro n. 18.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Roslron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
onas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaea se vendem po
pregos mui razoaveia.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22. na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na rna do Queimado n. 12,
esta muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1$000 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
1$2U0 a vara; gangas francezas muito unas de
padrdes oscuros a 500 rs.; riaeadinboa de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1$600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2f rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20#, 22 e a 24$ rs. a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodo muilo
superior a lj>400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2#400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para atgibeira a 2}400 a
duzia; ditos maiores a 35; ditos de cambraia
de linho i 6}, 7} e 85 ra. a duzia; ditos borda-
dos muito finos n 85 rs. cada um; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 10280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que ae vendem muito barato a dioheiro a
vista: na ra do Queimado n.22, loja da Be .
Chcguem ao barato
O Pregaica est queimando, emsualoja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas da bretanha de rolo eom 10 ?eras a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palito ts a 960 rs. o covado, cam-
braia o rgandy de mu i 10 bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente mnito fiaa a 3$,
4*. 5, e69 a peca,, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 o pega.chius largas de modernos e
escoihidos padres a 940, 260 e 280 rs. o eova-
do, riquissimos chales da merino estanpado a
7 e 8>, ditas bordados com duas palmas, fa-
zanda muito delicada a 9 eada nm, ditoscom
orna s palma, mnito finos a 850U, ditoslisos
com franjas da seda a 59, leacoi de cassas eom
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias mnito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidadea 3 e 39500 a duxia, chitas fran-
oezas da ricos desejihos, para eoberia a 280 ta.
o eovado, ehitaseeevras ingieras a 5#900 a
pega, t a 160 ra. o aovada, brim branco de paro
linho a 19, 1*100 e 1*600 a vara, dito preto
mnito encordado a 19S0O avara, brirbentin
aiul 400rs. o aovado, alpacas de diffarantes
aires a 300 r. o covao, catemiras pretas
nasa tftOO, 39a 3#500aovado, cambraia
a 90 rs. a vara a ontras
muitas fazendas que ta fara patente ao compra-
dor, de todis sa darifl amostras eom penhor,
Em easade Schafleitlln & C.rua da Cruz n;
38, veade-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosdeeuro'pra-
la daurada e foleadoa e ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suiasa, qua se
vanaerao por pregos razoaveia
Caes do Kamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por ppegos razoaveis-
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas e torgal a 800 rs, par.r
Chitas escuras francezas. tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muilo bom pan-
no a 160 rs. o covade, cassas de cores seguras a
ZUO rs. o covado, pegas de brelanha de rolo a 2g
pnmzinho de quadrinhos a 160 o ovado, mosse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
onX a 120 rs- cadB un, seaa p"mU oe remagem
a 800 rs. ocovsdo. fil de linho preto com sal-
pico a 15400 a vara, luvas de torgal muito finas a
o par : a loja est aborta das 6 huras da
manha s 9 da noile.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonilaa franjas de tor-
Cal, propriaa para enfeites de manteletes, corpos
le vestidos etc., etc.. e mesmo para pannos fi-
nos era lugar de relo: os pregos sao baratissi-
acos, vista das larguras e bom gosto. de taes
franjas sao de 1S200 a 35000 a vira ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilB*
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontr" um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sera elles, e das larguras de um
sZ-Jn mei ?alB0' *08 P"?0* de 5m m. a
zoOU a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 18, loja d'aguia branca.
Ultima moda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
1 ^i" Wl? d'a8uU de ouro rua d0 Cbug i'
l B. sonde as senhoras acharo am completo
sortimento de enteites de cabega, tanto prelos
como de lindas cores, da ultima moda de Paria,
recebidos no dia 16 pelo vapor francez, poja as
senhorasque desejarem ver podero mandar pe-
dir, que promptamente se lhe mandarlo as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de ricos que so ninguem deixar de comprar
"lo 6 na loja d aguia de ouro, rua do Cabug
Manteiga ingleza
em barris de vinte e
de Tasso Irmos.
tantas libras: no armazem
I
^
^
i


mtUO UflilMiirtfifi
se
Calpado laratft n roa larga do Rosario r Si
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calctdo at o fim de marco, como preten-
da, por sso resolte vender por menos, afim de acabar mais
brevealiquidaco.
Para homem, senhora e menino.
Boraegas de ames sol patete
Dito de dito sola fina a 7'
Ditos inglezesprova dVgua
Botas de bezerro
Borzeftiin de luslre a 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos todos de pellica
Ditos de lustre pespooUdos
Sapatoes de lustre de 4, 5 e
Ditos de lustre de I solas
Bitas entrada baixa de 1 sola cora salto
Bitoa de dito sem salto para daHsa
Ditos de bezerro de 2 solas
a 8 e 8,500
8,000 Oitas de urna ola sea alto
T.500
7,000 Sapatoes para ditos a 3 e
8,000
.000
8.000
8,000
6,000
3,000
2,500
3,500
Ditos de uma aola rom salto
Borzeguins de lustre pare rapazes a
Ditos de bezerro para dito* a 2 e
Borzeguins de setim braoco para senhora
Ditoa de duraque braoco
Oiloa de ditos 4 cores
Ditos de cores coin gaspen
4,500 Ditos de ditoa a
Ditos de dito dito
Ditos de ditos para menino
Chnelos de couro de cabrito
2,800
2,400
5.000
4,000
3.000
5,000
4,500
3.500
4.000
3,500
1,500
2,500
8,000
baratis-
ARMAZEM
DE
ROUPA FEFPA
BE
iim Francisco dos Santos.
140 RA DO 01EIMAD0 4(i
Joaqui
simos.
Vendem-se grosdenaples puto spalo baratissi-
mo orejo de, 1|800 e 29 o corado: oa ra doi
Queimado n. 22, tojada boa f.
maior pechiacha ijiie
se lera visto.
Chapeos broncos de castor da ultima
moda a 5$ cada um : na ra Nova n.
42, defronte da Conceioao dos Militares.
Farinha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo dobrigue diaria Rosa, un-
deado defroale do caes do Ramos, por prego com-
modo : a tratar cos o capilo a bordo, ou coro
o consignatario Manoel Alves Guerra, oa ra do
Trapicha d. 14.

de gesso a 6JS a groza ; oa rus da Cadeia do Re-
cite n. 15, loja.
Vende-se o engenho Cete situa-
do era Maricota freguezia de Iguarassu':
a tratar com Jos Azevedo de Andrade,
ra do Crespo n. 20 A, ou com o Sr.
Francisco Ignacio da Cruz e Mello, no
Giquia'.
Vende-se uma porcSo de barra vasios, aen-
do de 4. e 5. que forana de azeits doce e vinho:
oo pateo de S. Pedro n. 6.
Cassas de cores.
Anda se vendern cassas de cores fizas, padrdes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o corado, e mais barato que chita: na ros do
Queimado o. 22, na bem conhecida loja da
Boa fe.
GaribaMi.
Gravalinhas de gosto a 200 rs. cada uma : na
ra do Crespo n. 18, loja de Diego & Feroandes.
\HEf*l\
oa
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa eita de tod
uahdades, e tambem se manda executar por medida, Tontade des freguezes, pi
ue tem um dos melhores professores. ^ "' v
3'
Casacas de panno preto. 40, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 355 e 3J00
Palitots de dito e de cores, 35, 30,
25S0O0 e 208000
Dito de casimira de cores, 225000.
15, 12 e ^ 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo.
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9g000
Ditos de alpaka de cores. 5* e
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos de brim de cores, 5, 45500,
45000 e t ,
Ditos de bramante de linho braoco.
6$000, 5*000 e
Ditos de merino de cordo preto.
155000e F *
Caigas de casimira preta e de cores.
.12. 10, 9 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 5 e
Ditas de brim branco e de cores.
58000, 4*500 e '
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 95 e
Ditos de casemira preta e de cores,
Usos e bordados, 6. 5*500, 5 e
ISOOO
85000
3500
3300
35500
4$000
8000
60000
4500
25500
3SOO0
8000
3500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 750OO, 6*000 e
Ditos de brim e fustao branco.
35500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, 1J600 e
Camisas de peilo de fustao braoco
e de cores, 25500 e
Ditas de peilo de linho 6$ e
Ditas de madapolo braoco e de
cores, 3. 2*500, 2 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, fraocezes,
formas da ultima moda 10,8*500e
Ditos de fellro, 6, 55, 4 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
rancezes, 14, 12$, 11$ e
Collarinho8 de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes heri-
sontaes, 100*. 90, 80 e
Ditoa de prata galvanisadoi, pa-
tente hosonues, 40$
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis e
Toalhas de linho, duzia 12*000 e 10*000
3*000
2*200
1S280
2*300
3*000
1*800
ISOOO
7000
2*000
7*000
5800
5500
70000
30*000
Vendem-se toalhas de linho ada-
mascadas par mesa, ao mdico preco
de Z$ : na ra do Crespo n. 20 A.
E barato que]
admira.
NA LOJA DO
Ra do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
X de 3 pannos a 2, de 4 a 3 e 3*500.
H Gollinhas bordadas muito finas al*.
Pecas de babadinhos muilo finas com
e lj2 varas a 1*600 e 2*.
ntremelos de cambraia fina a 160 rs.
Grosdenaple do cores a 1*600 o covado.
I| Manguitos de cambraia bordada a 1*500. |
X Manguitos bordados e gola por 5 <*>
a Chalys malisados a 500 rs. o covado. 3
SLanziohas muito finas a 4P0 rs. o covado. ?5
Chapeos de seda para senhora a 15* e 25g 11
m Daos de palha da Italia a 28S. 52
M Chales de touquim a 20$. *
Chapeos de sol de seda inglezes a 12*. (5
E outras multas fazendas que s se ven- X
t de por precos muito baratissimos. 5
(g Luvas de pellica a 2*500. W
Capelias fina* para noivas.
A loja d'aguia branca receben novas a delica-
das capelias de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6*e a 8, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agus branca, ra do
Queimado n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22*. fazenda fina,
calcas de casemira prelas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4,
ditos de eslamenba a 4$, ditos de brim pardo a
3, ditos de alpaca preta saceos e aobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravetas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada orna-, collarinhos de lioho
da ulma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja esl aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Potassa.
Vende-se a 240 rs. a hbr, a
superior e al va potassa do acredi-
tado fabricante JoSo Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci-
da como da Ruana : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, escriptorio
de Leal Seis.
Queijos.
Veadem-se queijos muito frescaes viudos pele
tltimo vapor a SWO : as rus Dreita o.F.
Sapatinhos de setim
meias de seda para bap-
Usados.
A loja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os uoaes est vendendo
? A..!r5tl"IID? pre?, de 8- (nesse eDo nao
se pJe dar mais perfeitosj.assim como ontros de
merino Umbem bordados a 1*600 e 2*. Recebeu
.gualroeote mui Boas e bonitas meias de seda de
diversos taraanhos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as oro-
?hi.le?i b"DC"' de listas. de florzinhas, e
o bocal lecido de berracha. o mais eDgracado
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
a da aguia branca n. 16.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este nestimavel especifico, composto iateirs,
mente de hervas medicinaes, n5o contm mercu-
rio era alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenrainfancia, e a compleigaomais
delicada d igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleiso mais robusta;
e enteiramente innocente em suas operac.6ese ef-
fetos ; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, mui tas que j esta vam as portes da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrar a saude e for$as, depois dehaver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se a des-
esperado ; faarn um competente ensaio dose
eflScares eflfeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Accidentes epilpticos. IFebreto dae specie.
Asparen.
Ampola8.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou exlenua-
(o.
Debilidad* ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desiateria.
Dor degarganta.
le barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
En fermidad es no ventre.
Ditas so figado.
Ditas venreas.
Enchaqueta
Herysipela,
Febre biliosa.
Importante
Aviso
Na loja de4 portas da ra do Queimado n. 39,
acba-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de rcupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado uma ofcina de alfaiate, estando encarroa-
do della um perfeito meslre Tindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. oficiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
dameoto todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-so mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanlea de cata-
do maior e de cavallaria, quer seja singlos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenhos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiangando
qne por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se promeller, segundo o systema d'oode
veio o meslre. pois esptra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada perdem em ex-
perimentar.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammc,es.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigis de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruejio de ventre.
Phrysiea ou consomp-
pulmonar.
ReteriQo deourina.
Rhenmatismo.
Sym plomas secundar i os.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
rebroto intermteme.
Vende-se estas pilulas no esubelecimentoge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistaeoutras pessoas edo
carregada da sua venda em leda a America n-
6al, Havana e Ispanta.
Veadem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
ana aellas, con tea ama inst ruclo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em easa do Sr. Son
pharmaceuiico, oa ma da Cruft. 22 em Par-
B amaneo.
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1*800.
Lenqes.
Lences de panno de linho fino a lg900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muilo fina, pelo ba-
rato preco de 5*.
Taris tana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo preso de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato preco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6*.
Mantas de Lloode.
Mantas de blondo prelas de todas as qualidade
Cambraia branca.
P^casde cambraia branca fina a 2*800, 3*000 e
Toalhas.
Toalhas d9 fuslo a 600 rs. cada uma.
Ruada Senzala Noya n.42
Vende-se em casad* S. P. JoBhstoa 4C.
sellinse silhes nglezes, eandeeiros e castices
bromeados, lonas ngleses, fio devela, chicote
para carros, emomaria.arreios para carro de
u dous cvalos relogios de ouro
ingles.
flNMClO LOW-MOW,
Rm H Semita Jtra i.tt.
Ueste estabelaeiacento contina ahaverum
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos ostsmanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seo depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na na do Trapiche
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia do ouro, ra do Cabug o.
recebera-so um completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : prc tas, cor de esnna, amatellas
e braneas, sortimento completo, Unto para ho-
mem como para senhora, pois afianzamos a boa
qualidade e fresquido, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug o. 1 B.
Chegoem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cAres fizas a
280rs. o covado; cambraiasfrancezas muito fia
as a 640 rs- a vara ; idem lisa muito fina a
450O e a 6J000 a pega com 8 1|2 varas; di-
muito superior a 80000 a petacona 10 varas|:
dita fina com salpicos a 49800 a peca com 8 1(2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a vs-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
500 a duzia: oa ra do Queimado n. 22, na
toja da Boa f.
Sortimento de chapeos
Ra do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9Jj.
Ditos de castor pretos e brancos a 16$,
Chapeos lisos para senhora a 25$.
Ditos de velludo edr azul a 18.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8a.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonels de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4f.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 para um.
Arados americanos e machina-
para lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hnston & C. ra d&Senzala n.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo preco de
59 cada uma : na ra do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Deposito da fabrica do
Monleiro.
Auade .apollo n. 6.
Vende-se assucar refinado desde 35200, 3JJ600
49 e 4JI480 por cada arroba, e por 59120 o 694OO
do crystalisado.
Paletos.
Vendem-se paletea de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 ".; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escaros a 39500,
4jnuito jarato, aproveitem : na rma do Queima-
do n. 22, laja da Boa f.
lift
I01PA FEITA A1KDA MAIS BARATAS.)
SORTIMENTO COMPLETO
I na
[Fazendas e obras feitasJ
43 Ra Direite 45
A
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Bast
NA
Kua do Queimado
u. 46, trente amatella.
. Constantemente temea um grande e va-
nado sortimento de sobrecasaca prelas
589.
I
Cabriolet.
ptenle
Novas sementes de horta-
Hija.
Dinheiro a'vista,
.n/ndSm;8e emenl(* de hortaliza muito nova,
nndaa da Europa pelo ultimo vapor ioglez aTy-
a.e>c.dDeai.,os &%rr tmti 4^^-
Superiores ntonteletes.
_!&!*'! an*,e?rs menteletee pretos risa
asate bondadea, pelo baralisaime preco do 359
BirueoOstusidoa. 2.loi daboTfi.
uJL72&2e "SiP"^^** do a dos me-
loores suioe eaa Babetahe do baixo, e asna dita
Bebonbe ; a iralar na ra da Imperatrir n. 20.
A 1^000.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
le! americano, novo, com 4 rodas e arreios; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingie-
ra, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Vende-se um preto muito posante proprio
para qualquer servico, e de exeellente couducta,
o motivo por que se vende se dir ao comprador;
tambem se permuta por uma negra que esleja
oas circumslancias de poder servir a uma casa
de familia de portas a dentro ; a quem convier
qualquer das traosaccoes, pode dirigir-se a roa
daGjoria da Boa-Vista n. 112, a qualquer hora
do dia, que achara com quem tratar.
--------Vendem-se 4 caixoes envidracados, proprios
para padaria ou taberna ; na ra das Crujes nu-
mero 36.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, deslocacoes, enchacos, tumores, erysi-
pella e quasi todas as molestias dapelle : acha-ae
a venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e Ba praca da Independencia n. 22.
Prego dos frasco......2$000
> de meio dito___ 19OOO
de 1/4 de dito... 500
Vende -e o engenho Triumphan-
te, situado no Vao de Una : a tratar
con Jos Azevedo de Andrade, ra do
Crespn. 20 A.
Pechiocha
Com pequeo defeito de
avar a.
Madapolo muito largo e Ano, com algama pin-
ta de ararte, pelo barato preco de 45 a peca ; na
roa Nova a. 42, loja de Tertuliano Candido Ha-
mes & c.
Vendem-se por prego eommodo tres terre-
nos no Gampo-Verde com 30 palmos de fente e
280 de fuodo cada um, todos juntos ou separa-
dos, lendo a grande vantagem de ler dentro ara
para toda ediQcacao que se quiter faier por ser
ditos terrenos muito alto ; a tratar na roa do1
camboa do Carme, sobrado da esquina qne volta
para o largo n. 24.
2J,ano e de corea muito fino
O e 859, paletots dos meamos 1
e 20J, 22J e 24J, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149.169 e 18$, casa-
cas pretasmuilobem feitas edesuperior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, 16$
o 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalO$, 129 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para bomem a 89, 99, 10/
e 12, ditaa de casemira decores a 7$, 89,
9 e 109, ditas de brim brancos muito
fla a 5$ e 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fustao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordo sacco e so breca sac o a 7$, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 48500 e 59'
$as pretaa de merino a 4J5C0 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 58500,
calcas de casemira pretas e decores a 69,
* 6$500 e 79, camisas para menino a 209
1K a duzia, camisas inglezas pregas largas
2 muito superior a|329 a duzia para acabar. ,
H Assim como temos uma officina deal~l|
S faiate onde mandamos execular todas as 9
J obras com brevidade. ti
J?C46*5a5ett Stai3&fc2ai3a
~~ sarajv evdjei e^iTBejaraleTWBT^"
Potassa da Russia c cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Hay mundo
Carlos Leite &
Irraao recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa vin-
da ltimamen-
te de Nevr-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a pe re i coa-
mentos, fazeudo pespooto igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imporattiz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores 'tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre- i
50 e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Raa doAmorim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
barato preco Je 29 a arroba : a ellas, que se es-
tao acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira prela muilo bem
retas a 109, ditas de dita de cor muito superior a
9, estao-se acabando : na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2$500 a sacca, chegada ha dous dias de Santa
Catharina, de muito boa. qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n.
lsto5J^udi,I,e Sr'S*-uetro da fazenda
Smv!?SSta.<,0.con w delicadosps dasnossas
oe it |. nos dlreiloa que pagam as botinas da
fJ.br,ra Smf,1,0 s de homem queden" ti-
J??.V 4e ^ ,01 S-Exc.desejava que ellaa tro-
caasem urna bem feita botina ;WporalKum chi-
mn?A78ltr,?qoe *nl*uem eomgarbo o mil
moso p da bella pernambucana. que nao tem Xi-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. Tere
de encontrar urna opposlcae firme e enrgica oo
proprielano do estabelecimento da ra Direiia n
?-SUS 11 qnu,vender s" botinas a 79OOO
?alte!": pr't Borzeguins para senhora.
6$ooq
5^06
5^000
4,5500
4fi000
3p00
fOfOOO
9$000
9^000
8s 00
8/5500
6$000
Joly (com brilhantina).
Dito (com laso e ivella). '.
Austraco (tem laro). .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.......
De 18 a 22. !
Para homem.
Nante (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de-bezerro, inteiricos
Ditos (cano de pellica). *
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos Dernambucanos '. .
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5^00
1 batera )Suzer)...... 5200
SoJadebater(Suzer). 5J0OO
Meios borzegias (lustre). 6^(000
Sapatoes (com1 elstico). sJoOO
Ditos para menino .'#500 e 4A00O
pH!L0a,S,d? bem feit0 n P>.por presos ba-
ralisnaos: assim como couro de lustre, marro-
Bom que admira.
Manteiga ingleza a 800 rs. a libra, dila franco-
xdaOsP.%20eaDfrb,rafadO fl,80 6 .7r.f.: emai-
xas a 320 a libra : Da travesea do paleo do Pa-
rafao n. 16-18, casa pintada de amarello!
Jogo de damas e gamo.
Vendem-se bonitas caixinhas com moldura e
1^a Se COr,es e*,att,Pdos em grosso vidro.
obra delicada, pelos baratissimos precos de 3 4
e a, assim como outras caixinhas maiores cm
dobradicas e tranquetas, lendo em cima o jogo de
dr.,inV,e.D!.r0 e 8'?^ com seus necessa-
rios a 109, ludo na ra do Queimado, loja d'aguia
Driiica n. lo
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug a.
1 B. aonde as senhoras acharao os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino
como de outras corea, que em vista do ultim
Mosto moguem deixar de comprar: s na loja
daguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Bolachinba ingleza
armazem pro-
a 30,000 a barrica ; vende-se no
gresso, no largo da Penha n. 8
Manteiga ingleza a 720
e 640 rs.,
franceza a 580, cha a 292*0. caf a 240, esper-
52 m0, C0DSeKT" a 8^ rs Dolhinhii in-
gleza a 160 rs., em barrica 3$, toucinho a 320
em U* estrella' no ,ar6 do Paraizo nu-
Vende-se uma escrava crioula, de
boa figura, cosinha, lava e bastante
intelligente para todo o servico de uma
casa de familia : na ra da Aurora nu-
mero 58.
Escravos fgidos.
15.
Cera de carnauba
Admirem.
1 eecravo aem vacias, bonita figura, porl:IAM,
1 eaoreea boa coainheka por 300, 1 alta lawa-
deira e qoiUndeira por 650#, 1 mucimba mua-
liaba de iajda do 18 anos, S liadas negriohat ;
oa rus de Aguas-Verdes a. 46.
~-> Ven4e-se uma escrava moja de figura
agradavel; a va a a tratar, na roa da Brua nu-
mero 54.
da Granja e de outros lngares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade : no largo da
Assembla n, 15.
Pechincha de meias.
Meias de cores muito finas, muito boas e bo-
nitas, para homem a 19500 a duzia e a 140 rs. o
par, que s deixar de as comprar quem nSo as
vio ; na roa do Queimado n. 65, loja da dili-
gencia.
Mais que Pecliincha!!!
Aletria, talharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vende o Brandio. na Lingoela a. 5.
Chapeos andalu-
zes,
Sao cbegsdos praca da Independencia na. 32
e ^t08 chapeos aodaluxes, eaaim para
saofcora como para hoaaem, sendo oa primeiros
de fellro e os ltimos de palha, febro o panno -
en materia, gosto e faaende seo oa da ailia*
moda em Paria;
r*a do Qusiojado a. 69 pera enamcer foseadas
per ledo sujo, stou torreada pasa aortir de ae-
fseeodas, pare vender man becato doqveosn
itr^Sf/"^ M ru* d0 ^fiM* ^ eli k,ar m] "* Srs. Basto & Le,
mot, queirsficarlo generosamente.
50# de gratificago.
Ansentou-se do convento do Carmo da cidaie
-y Olinda um escravo de nome Flizeo, com os
signaesseguintes: altura regular, cheio do cor-
po. pernas ou ps apalhelados, falto de denles na
lrenle da parte superior, cor nao muito preta e
tem o estomago um pouco saliente ; este escra-
voi j esteve 12 annos escondido em casa da fa-*
m.lia do finado Jos Claudino Leite, que o linha
a tituode comprado, eprovavel que tornasse
para l : portanto o abaixo assigoado protesta
contra os das de servi5o a quem livor o mesmo
acoutadosob qualquer Ululo. Carmo de Olioda
15 de abril de 1861.O prior, Fr. Luiz da Pure-
za Machado.
No dia doroiogo 14 do correte fugio sem
causa um escravo do abaixo assigoado de nome
Antonio, nagao Cabinda, sem marca alguma. de
cara lisa, boa estatura, bem preto, com pouca
barba, apenas no buco, muito calado, repre-
senta 38 annos, quaodo anda parece achacado
dos ps, como de facto est, tem os ps um pou-
co grosso?, um mais aue ouiro, at cima da un-
a, em um dos ps tem o dedo grande virado so-
bre os outros, deilando para Tora a junta qne pa-
rece um calo, e os ps um pouco apalhelados;
nesla mesma perno tem.uma cicatriz grande que
na pouco lempo sarou ; este preto quando se
chama por Antonio maleque acode logo, o que
lacile de se descobrir, elle bebe alguma ceusa
mas quando bebe fica um pouco atrevido, pa-
deiro, sabio com cal$a preta e camisa fina, cons-
ta que tem roupa na raa ; roga-sea todas as au-
tondados policiaes ou pesaoss particulares, por
quem possa ser encontrado, o mandem appre-
bender e entregar na padaria da rus larga do Ro-
sario n.18, que serio recompensados do trsbalho
e despezas que para esse fim tiverem feito.
Manoel Antonio de Jess.
No dia 20 de dezembro do auno" passado
lugio do engenho Maravilha, na fregueria da Es-
cada, um casal de escravos : o escravo chama-se
Antonio, crioulo, idade de 32 annos. altura re-
ptar, cheio do corpo, muito ta'garella, sem bar-
ba, com a cicatrta de um talho em um dos so-
brolhos ; a eserava chama-se Mara, de cor fnla
idade de 40 annos, estatura regular, tem falta d
alguos deDtes da frente, barriga bastante grande
desconfiase terem ido para o Buique, d'onde sao
naturaes : quem os appreheuder, leve-osaoSr.
enente Emilio Pereira de Araujo, senhor dos di-
tos escravos, que recompensar com generosi-
-Fugw da cidada da Aracatjr, no mee de se-
tembro proumo passado, um escravo do com-
maadajrte superior Manoel Jos Penaa Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Louranca lidiares, da nome Joaquim, de idade
de cincoeala e Untos annos, fulo, alto, magro,
deDtes glandes, e com falta de alguna na frente,
queixo fine, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos fes, bem abarme, multo palavriador, in-
culca-sa forro, e tem signaos de ter sido sanador
Consta ^ne este escravo aparecer no dia 6 do
crranla, vindo do lado dae GncoPontas, e aes>
do entarrfljado por asa pareeairo sea conhecido,
diese quatinaa sido vendida per sea sanbor pera
lenrrinnn: qualquer pcaeea que o
opo-


mmm


(8)
MARIO M HUMBUCO;^ QUINTA FKlHi 18 f OtlL DE 1841.
O comuieodador Vegrezz,! Busealla.
SABIO F1EM0NTEZ
(Concfuso. )
Os escriplos de^H calla t^H
nmeros imptos tao va-
riados, qu .e cada um d'olleS o
.rtancia e mereciinenlo estao ne-
dindo. Deinais, au os possno todos e sempre
teria de ser incompleto o meu Irabalho. Limi-
tar-me-hevpois, a urna simples lisia bibliogra-
phica.
N'clla verlo os leitorcs quo o aflecto doSr. Ye-
gezzi-Ruscalla 4 litteratura portugueza de data
mui anliga. A memoria acerca das obras de Bo-
cage em forma de carta ao marquez Dmaso P-
relo de 1829, poca em que o Sr. Vegezzi-Rus-
calla anda nao tinha cbegado aos trinta bbdos de
idade.
Sem me ligar ordem chronotogca, menciooa-
rei primeiro os escriptos que tratara de materias
agrcolas, depois os que dizem respeito s pri-
ses, em seguida os que tem por object* as-
sumptos de ethnologia, de lingistica e de litte-
ratura e finalmente os que se publicaram em di"
versas revistas Iliteraria;.
Agricultura.
Cartas agronmicas em leituras de
familias........................... Turin 1850
Treslicoes de agricultura por Dous-
beny ; trad. do inglez............ 1843
Dos adubos artificiaos po.r Liebig ;
trad. do allemao.................. 1846
Appcagio da geologa i agricultura
por Whileley; trad, do inglez cotn
cotas.............................
Calhecismo de agricultura e de chi-
mica agrcola por Johnstoo ; trad.
do inglez..........................
.Molestias das plantas alimentares
por Petzboldt; trad. do allemao. 1847
Instrucgao popular acerca dos adu-
bos por SChlipf; trad. do allemao.
Applicago e uso dos adubos por
Spooner...........................
Do uso do sulprasulphato de cal por
Spooner ; trad. do inglez.......
Aaelyse dos terrenos por Johnston ;
trad. do inglez....................
Nora theorla agrcola fundada na
electricidade *, trad. do inglez..... d
Do guanoda sua origem e emprego
por Nesbit ; trad. do inglez com
notas e com um appendce acerca
do guano da Sardenha............ 1853
2.* edicgio................ 1854
Estas tradceles de Irnos de conbecido mere-
cimento tinham por objecto espalhar no povo da
Sardenha a instrucgao em que esterara mais adi-
anlsdosos inglezes e os allemies. Nao sao mo-
numentos Iliterarios, apezar do primor das ver-
sees, sao documentos de patriotismo.
Caminhot de ferro.
O caminho de ferro entre Genova e
a Aliemanba ; em francez........ Turin 1850
Trad. em italiano porCaltaneo...... Brease 1851
Prisoes.
Acerca de um hospital para as mere-
trizes e de urna prisao correccio-
nal com planos, ele............... Turin 1838
Noticia acerca de urna prisao correc-
cional, agrcola e industrial esta-
belecida junto de Turin para os
presos jovens..................... i> 1840
Institutos agrcolas para os manee-*
bos delinquentes, para os dissolu-
tos e para os eogeilados.......... 1850
Das prisoes de Badn e suas institui-
Qoas complementares............. 1856
Escola rural para correceo e emen-
da dos mocos perversos que se
deve erigir na anliga cartuza de
Lanzo............................ 1857
O simples enunciado d'estes escriptos indica o
seu elevado interesse e quanto o Sr. Vegezzi-
Ruscallase empeohava em servir com zelo e pro-
Yeito publico o importante cargo de inspector ge-
ral das prisoes. A'cerca do ultimo d'esses traba-
lhosdeu o seu vol em Portugal um dos mance-
bos mais competentes no assumpto, consagrando
ao folheto do Sr. Vegezzi-Ruscalla um primoroso
artigo publicado no Instituto de Coimbra, Depois
de ler apontado a reconhecida competencia do
juz, quasi que era intil escrever aqu o nome
do meu especial amigo o Sr. Dr. Antonio Ayres
de Gouve. No artigo d'este cavalleiro podero
ver os entendidos o que a falta de esparo me V6da
dizer-lhes n'estas linhas fugitivas.
Ethnologia, linguistica e litteratura.
Acercado diccionario elyraologico
FOL1IETIM
IM FAMILIA TRGICA
ron
CHARLES HUGO.
de Dante por Vlviani. Enlato de
etymologa........................ Turin 1830
Acerca dos escriptos de Barbosa.de
Bocage, poeta portuguez......... 1819
Segunda edicto..................... Aii 1860
Novellas da Makenzi, trad. do in-
gle/ .. Turin 1832
Palavras arates que se encontram
no Rolando Furioso de Ariostj.. n 1832
Os romances cavalheiresco3 de Wal-
ter Scolt, trad do inglez.......... Millo 1835
Os poemas picos hespanhes por
Quintana, trad. do hespanhol..... 1835
MariliadeDirceoporT.Goozaga tred.
do portuguez em verso........... Turin 1844
Conloa moraes de V. de Leuchseu-
ring, trad. do allemio............ 1846
Aniella, romance poltico de Aona
Nakwasha, trad. da lingua polaea. o 1848
Fr. Luiz de Souza, por Almeida Gar-
ren, trad. do portuguez.......... 185
N'esta parte dos escriptos do Sr. Vegezzi-Rus-
calla cabem-nos tres mimosos volumes, pois que
pelo tempo em que Gonzag escreveu a Marilia
de Direeo nos permittido chamar nosso ao ma-
vioio poeta de que, com razio, ae raogloriam
os brasilelros.
A tradcelo da Marilia, quasi verso a verso,
como elgumas d'aquellas primorosas verses do
Ovidio em que o Sr. Caslilho soube exceder o
original, 6 um trabalho de grande merecimento.
Como o traductor o adoptou o verso maior ou o
menor, conforme fra adoptado por Gonzaga, e
conservou sempre a mesma disposigo da rima, a
Marilia vertida em italiano nao perdeu a menor
porglo d'aquella suavidado que pareca resistir a
todos os esforcos dos traductores. O leitor ita-
liano alcancar pela tradcelo do Sr- Vegezzi-
Ruscalla urna idia to ajustada da poesa de Con-
zaga como a que um portuguez peder obter na
leitura do original.
A versio do drama do nosso bom Garretl nao
c menos fiel, mas ahi nao fra talvez possivel
trasladar para qualquer outra liogua o ostylo do
poeta. Erpecialidade sua era escrever prosa ini-
mitavel, e em moldes tao graciosos e origioaea
sabia vasar os pensamentos, que as phrases que
brotavam, os periodos que se orgaosavam com
ellas e o modo de dizer que o todo vinha a for-
mar ficava sempre sendo proprio do poeta e s
d'elie.
A Iraducgio do Fr. Luiz de Souza em allemao
nao foi mais feliz n'esto ponto, e mais o conde de
Luckoer estivera mutos annos em Portugal, es-
tudra bem a lingua e conhecera e tratara' com
grande intimidade o nosso querido poeta. Esse
defeito, se tal nome pode dar-se a impcssibilida-
de absoluta, honroso para nos e para a memo-
ria do nosso grande escriptor, e antes nos obriga
a agradecimenlo que a censura.
A noticia acerca das obras de Bocage lam-
ben) muilo digna de ser lida pelos portuguezes
nao s pelos bons sentimenlos do Sr. Vegezzi-
Ruscalla, que se manifestam a cada pagina, mas
lambem petas magnificas verses o algumas
poesas de Bocage. que o illuitre traductor em-
prehendeu econcluio comsumma perfeigio.
A Rosa, > o Passarinho preso, o extracto
da Cantada de Ignez de Cistro, a que comeca
no verso.
Longo do caro esposo ; Ignez formoza outro ex-
tracto da mais celebre das salyras de Bocage ; o
idilio intitulado a Saudade Materna e a ele-
ga morle do pai de Joaquim Pereira de Almei-
da, foram traduzidos pelo Sr. Vegezxt-Ruscalla
com um raro primor, assim como outras poesas
que o Ilustre sabio italiano quiz apresenlarcomo
amostra dos gneros variados em que igualmente
sobresahia o nosso Elmano.
Agradecemos ao distincto ethoologo piemonlez
a dedicagio com que, nico entre 22 milhes de
italianos, verteu na harmoniosa liogua de Petra-
cha to bem escolhdos excerptos de boa poesa
portugueza e de prosa nao menos excellente, e
correspondamos a estas provas do affeigio estu-
dando tambem a mo lerna litteratura italiana, e
nao faltando ao nosso aniavel representante com
as noticias de que elle carece para nos inscrever
n'aquella pagina do livro da opinio publica, que
consagrada a registrar os passos de cada povo
no caminho da civillsagio.
Voltemos lisia bibliographica.
Artigos notaveis as revistas Iliterarias.
O que a Aurtria ? ( duas ediges. ) Turin 1847
A Illyria e o Maggyarismo (duas edi-
Ses............................... 1848
Q Panslavismo e as confederacoes
etboicas da Europa [ duas ed. )..
Oo ensino das linguas modernas... 1852
A litteratura flameoga.............. 1847
18
1857
1857
1858
1858
1856
1858
i>
1859
1858
O clima e o carfetar ta nacoea.... j
Origem faWubava da nagio ingteza.
O que nogio.......................
Escolas da lingua do ludostio e da
r"W.............................
5" "*>&*'' Wn*M (***> Woteriea 1867
Gramraaticas comparadas..........
.Fa'culdadeaisiaiativa dos'poros de
"a UUd........................ Turin
Esboceto etbnograpbico da Europa.
Acerca de urna traduccao antiga do
Dante em catallo..................
Oa romances ( cocas ] do Canto
dos Grisoes.......................
A Italia e a Romania, elogio po-
pular moldava, traifuzida e acora-
panhada de notas philologlcas...
Os Iliteratos comtemporaneos da
Romania........................>#
Acerca de um curso de ethnologia..
A Servia.......................... .
Canto popolarmoldavo, trad. do ro-
mo..............................
A nacionalidade de Niza, primeira
e segunda edigio................ 1859
Terceira edigio...................... Nice 1860
Para notar aqu todos os escriptos d'este ge-
nero que o Sr. Vegezzi-Ruscalla tem publicado
nos primeiros jornaes de Italia, fra necessario
grande espago, e um peridico quotidiano, obri-
gado a reservar mui tas das suas columnas para ou-
tros assumplos mal o pode conceder a um s ob-
jecto por inlerressate que seja e grato a todos os
leitores. .
Antes, porm, de concluir esta resenha, dovo
dizer que os artigoa bibliographicos e polticos pu-
blcalos na Revista Contempornea e era ou-
tros peridicos italianos pelo Sr. Vegezzl-Rus_
Calis se poderiam reunir em dous grosios volu-
mes, eque n'elles se encontram a cada passo no-
ticias litterarias acerca do nosso Portugal e do
Brasil.
Ha n'essa interessante colleccao artigos acerca
dos trabalhos de Garrelt, de Alejandre Herrula-
no, de a. F. de Caslilho, e de Rebello da Silva,
de Mendes Leal, de Lopes de Meodonca, de Ca-
millo Castello Branap, de Figanire. de Ramos
Coelho ede m ui los ou tros portuguezes, assim como
a respeito das obratvhistoricss de Warnhagon, das
magnificas poesas de Googalves Das, dos Varoes
Ilustres de Pereira e das obras poticas de Maga-
Ihles.
A r Revista Contempornea a de 8 de Janeiro
correnle contm urna noticia da edicao do Ca-
rties pelo Sr. visconde de Juromenha, devida i
penna do nosso illustre amigo, e escripia com o
espontaneo desejo de ser til s letras portuguezss
que desde mutos annos o anima. O Sr. Ve-
gezzi-Ruscalla nao recebeu exemplar algum da
obra e leve deconformar-se com as noticias dadas
pelos jornaes portuguezes.
Os trabalhos do Sr. Voggezzi-Ruscalla em favor
de Portugal sao incessanles, e, se os negocios po-
lticos lhe nao tomassem o tempo, ja teria, de
certo, posto a ultima lima a um escripto acerca
das lettras portuguezas de 1850-1860, que tom
trazido entre mos.
IV -
Amigos e protectores como este sio raros.
Grande vantagem encontra-los. Grande honra
merece-los. E grande, grandissimo dever nosso
conservar-lhes vivo o fogo do enthusiasmo tor-
ga de bons fructos dos nossos engenhos e de pro-
vas de reconhecimento, de estima e de respeito.
Ninguem as merece tanto como o Sr. com'men-
dador Vegezzi-Ruscalla e nenhum outro na Eu-
ropa nos ama com mais profundo affecto e com
maior desinteresse.
A. A. Teixeira ob Vasconcellos.
( Commercio do Porto.}
Encontramos s v'ezes catholicos, que taem urna
singular disposiglo de espirito : criticaren]
ludo que fazem seus irmlos, e interpretaren) fa-
voravelmente o que fazem nossos ioimigos corr-
o uns; esti sorle de capricho, que tolera em de-
finitiva o bem muilo menos do que o mal, nio
rara em nosso secuto de transaeces, e I despeito
do mu successo de todas as obras de fusao po-
ltica e religiosa, que elle tem feito emprehender,
elle nao se canga de ser perpetuamente engaa-
do, perpetuamente confundido. Sabemos emfim,
que elle durar at o flm dosseculos, e poris-
so que o ultimo dos seductores arrastar, olo s
os fracos. mas principalmente os pretendidos ha-
bis ; o falso-meio, que ella saber collocar en-
tre os extremos, isto entre o bem e o mal, se-
r a realisagio do que procurara certos catholi-
cos :a conciliaglo do catholicisroo com o es-
pirito moderno ; o espirito moderno d'entio le-
ra certamente seu lado especioso e respeitirel
tanto como o espirito moderno de hoje.
De certo, esse partido, que o partido das il-
lusdes por excellencia, tem diroito respeitos,
porque nlo repousa somante sobre a boa f, e
esta a razio porque nio nos cangaremos de res-
Bflt & todas a quelxas, que elle articula con-
tra na. Sempre havar d'entr* allM alguna, que
{por notar que sedeixavam traniviar por
ihecimentos sufflcienies ou de refle-
xio, e principalmente por urna ( mui pouco fir-
me e esclarecida.
Assim, qusndo resolvamos na tomar serio
o appello', que certos goveroos heterodoxos ou
atheus faziam ao sentimento religioso das potu-
1858'l *?fcoeSi catholicos nio menos tranquilisadores que
sinceros escandslisavam-se de nosso pouco res-
peito, e faziam-nos urna censura de que pouco se
nos desse dessa rromenagem feila ao primeiro e
ao mais sagrado dos principios sociaes. E nio no-
tam as consecuencias, que oa conduz seu espi-
rito de indulgencia para rom as seitas separadas
da egreja. Engaados por algumas demonstrages
religiosas, elles imaginara que as nngoes, no nielo
das quaes ellas se dio, conservaran) oo fundo do
cornea o e do espirito mais chrstianismo do que
aquellas, onde o poder julga mais proposito
abster-sc de seroelhanUs manifestages. Assim,
a Inglaterra, a Prussia, a Russia e a America se-
riam segundo elles,e elles o acreditam, mais
chrislios do que a Franja ; a f, por quanto d3o
este nome toda a especie de crengas, seria mais
viva mesmo entre os musulmanos, do que ordi-
nariamente o eotre nos ; e por conseguinte p-
de-se admiltir que nio necessario ser unido
egreja para conservar a vida christia ; que urna
nagio, que rejeila o divino Mediador, pode ser
mais religiosa, isto mais chegada Deus, do
que a que o aceita e o escuta.
Taes consequencias, por mais toreadas que se-
jam, niosioadmiltidas, bem o sabemos, por mu-
tos honrados catholicos, que estabelecero e sus-
tentara suas premiases ; mas o estado de incer-
teza e de tristes vacillagoes, em que elles cahem,
isola-os de seus irmos, priva-os das inaprecia-
veis vantagens da uniio, o demora singularmente
sua marcha nocamioho do bem, porquanto urna
vez separados dos outros, elles teem sempre al-
guma razio de contestar o bem em qualquer parte
que se ache.
ltimamente alguna escriptores mui pouco de-
dicados aos inlereases da egreja e de seu chefe,
pronunciavam-se com justa reprovagio contra
certos sulTragios solemnemente concedidos urna
nagio politicamente constituida sobre o principio
protestante, e contra a preferencia dada esas
nagio sobre as que conservaram-se calholicas.
Se o autor de um tal parallelo toase verdadeiro,
nlo ha consideragio pessoal alguma que tivesse
impedido aos bomens de boa f de uoirem-se
com elle ; mas naturalmente lodo o mundo co-
nheceu bem que elle sustentava apenas um es-
candaloso paradoxo, e quaesquer que sejam os
Tactos, anda quando fossem cem vezes menos
significativos do que os que coudemnam a socie-
dade americana, a consciencia de um povo ca-
Iholico protestar sempre contra toda a allegagio,
que tender a apresentar urna nagio separada da
egreja como mais christia do que aquella, que
lhe est unida. Por menos instruido que alguem
esteja em seu cathecismo, sabe perfeitamenle que
um dos caracteres da egreja ser santa, que s
ella quem faz os santos, e que onde est a santi-
dade as virtudes moraes exislem em todos os
grus mais do que algores.
A linguagem religiosa empregada pelos pode-
res, bem como pelos individuos, nio o signal
era a medida do espirito religioso que os anima.
Cora isto nao queremos laxar ninguem de hy-
pocrisia. Como ha urna piedade mal esclarecida,
ainda que sincera, que se propaga de boa vonta-
de antes em convetsagoes devotas do que em ac-
tos de oridade, de humilde obediencia e de sa-
crificio, ha tambem urna religiosidade official,
que se manifesta por formulas e pralicas nacio-
naes antes, do que pela observancia das leis da
humanidade e da justiga. E se possivel a illu-
sio no seio das luzes da f catholica, com maioria
de razio possivel e fcil no meio das rail doo-
trinas contraditorias da heresia protestante. O
protestantismo, quer quena, quer nio, e qual-
quer que seja o circulo de verdades, que elle se
esforc por abragar e conservar, sempre fogo-
samente levado este nico ponto, alm do qual
necessariameute nio ha mais, nem protestantis-
mo, nem chrstianismo : a f nos merecimentos
de um Mediador. E quando nio resta mais do
que este nico ponto, coovm admittir que se
esse mediador existe, e se seus merecimentos
teem urna virtude, para resgatar nossas iniqui-
dades. Desde entio basta ter t nelle e suppli-
ca-lo que se incumba de nossas faltas passadas e
futuras.
E' assim que as calamidades publicas os go-
veroos protestantes podem sem hypocrisia e sem
contradicao com os seus principios, mas tambem
sem se comprometieren) para o futuro, mostrar-
se humildes e ordenar jejuns e preces para que
todas as ioiquidades nacionaes sejam apagadas o
o cu restitua ao estado sua prosperidade.
Eotre as nages catholicas porm nio assim.
Ha no fundo das consciencias um sentimento do
justo e do verdadeiro, que os goveroos sio obri-
gados a respeitar, o ao qual com razio lemeriam
insultar se fossem apresentar-se em formulas e
protestos piedosos em lugar de manifestar sua f
religiosa por actos; sbese perfeitamenle que
nao sio as invocages ao Senhor, quo chamara as
beogios do cu, mas a fidelidade em observar as
prescripgoes divinas, em marchar nos caminhos
do direito e da justiga, ou a presteza em tornar
elle no caso do ha ver se desviado dos seus tra-
gos. Um governo que se diz catholico, que se-
guisse urna poltica cobigosa e odenla aomo a dos
Estados-Unidos, deshumana e revoltanle como a
da Inglaterra, e que viesse com isso convidar os
povos contriegao, ao jejum e prece, calara no
mais profundo desprezo aos olhos das popula-
gdes; ninguem rir-se-hia delle, a indignagio per-
mitltria apenas conspurca-lo.
At que ponto podem os povos da America e da
Inglaterra supportar de boa f um tal desaccordo
SL.
SEGUNDA PARTE.
OPae.
( Continuaco. )
XI
O marquez fixou sobre a condessa um olhar
tranquillo. Esse homem havia pouco tao pathe-
lico e doloroso tornara-se assustador.
Tranquillisae-vos, senhora, disse elle: sois
para mim muilo sagrada, porque entre nos existe
um abysmo humano e terrestre, que eu vejo, e
de que me aproximo, mas que nunca ousarei
transpon conhego o sombro e implacavel pa-
rentesco que nos separa : sei que sois a mulher
de meu flilho e nio pudeis jamis perleocer-me:
porm, pelas estrellas que ahi vedes no co, sois
a minha defunta, e tambem nio podis pertencer
a elle 1 J lhe dsles vossa vida por muilo lem-
po.. .. agora deveis dar a vossa morte a mimo
phantasmaque della tenho precsao, que a ella
tenho direito f..
O que viudos aqu fazer? balbuciou Alina
com a voz sumida.
Restituir-vos ao sepulchro de que sabistes,
respondeu o marquez, e ali entrar tambem com-
vosco!
A condessa ficou muda de espanto. O marquez
dirglo-se para a mesa, tomou o copo dourado,
que j mencionamos, e nelle despejou o liquido
contido em um frasquinho.
Que licor este? murmurou a moga.
E um licor que lira os sentidos e produz a
morte ao mesmo tempo, respondeu o (dalgo com
a exaltacao da demencia. Senhora, esta cmara
votada s couas formidaveis: nella se reapira
o enthusiasmo do crime I O homem que aqu pe-
netra toroa-se louco, HJraa-se a preza das furiis 1
Ambos nos devenios aawter 1
Porm, meu Deus I um carrasco que eu
(*) Vide Diarw a..
-
tenho diante dos meus olhos 1 exclamou a con-
dessa, cujos joelhos dobravara-se vista da in-
tenglo desse homem que falla va.
Dzei antes um inartyr 1 Ouvi, senhora,
porque preciso que nada ignoris. Viestes aqu
contra a minha vontade; nio fui eu quem vos
chamou c, nio fui eu quem obrigou meu filho a
vir. No da em que nos achamos ambos sos
neste castello comprehendi que era preciso lutar
contra a sorle, eluleil Acaso procurei aproxi-
mar-me de vossa pessoa ?nao : fostes vos pelo
contrario quem me arrancou minha sombria ha-
bitadlo. Eu poderia mostrar-rae aos vossosolhos
desde o principio tal qual me vSdes hoje: de or-
dinario os horoens se preparara para apparecer
s mulheres, vestem-se de sedas, cobrem-se de
pedras preciosas, fazem-se mogos bellos.... eou
tornei-me velho em vossa preseoga ; sim, re-
corr velhice, pedi-lhe os seus tristes ativios,
aotecipei os annos da vida, emogo aindidis-
farcei o olhar, fiogi o passo pesado, curvei a fron-
te, enregelei as ralos, sepulte! me vivo, e lancei
sobre a minha mocidade, sobre o meu coragio,
sobre a minb'alma, e sobre o meu semblante o
glido aparelho dos annos I., e tudo isto para
abrir mais um abysmo insondavel entre mim e
vos, porque para vos, a mulher inaccessivel, eu
quiz tornar-me o homem impossivel, e assim
transformei-me heroicamente n'um velho I....
Hoje, eis-menao como me tendea visto at ago-
ra, mas como sou realmente I E se aqu me apre-
sento esta noite, porque vos me chamasles. Es-
perei que me deixasseis partir, porm dissestes :
voltae !.. e eu voltei I Durante estes tres mezes
o que tendes feito?.. Eu procurava evitar-vos,
vos mechamastes para junto de vossa pessoa :
eu procurava occullar-me vossa presenga, vos
buscaveis a minha companbia ; eu quera viver
solitario, vos me attrahieis torga para a vossa
mesa, para os vossos passeios; eu era reservado,
vos vos mostraveis galanteadora.... galanteado-
ra I Sabis acaso, senhora, o que fazieia ? Sabis
a quem galanteareis? A'um coragio que batia
forte e rijo, e nlo a um simulaero do p I Pro-
vocaveis a tempestadoinfeliz I caminhaveis a
passos precipitados para a calaatrophe! Com as
voasas delicadas roaos puoheis em movimento o
raio que ora cae, com os vossos lindos dedos
adiantaveia o ponleiro para a hora que hoje sa I
Convidastea a mimo marquez de Ganges urna
entrevista na cmara da marqueza de Ganges, de
quem sois o retrato vivo I
Alina eslremeceu em todos os seus membros,
medonho terror ae apoderou della.
E agora, senhora, proseguio o marquez, tre-
me! 1 porque aqu eslou Encarae-me, reconbe-
cei-me, como eu vos reconhego. Que culpa te-
nho eu de que meu filho vos desposasse, apesar
dos vaos eaforgos que fiz para impedir essa uniio
maldita, impressionado pela vossa fatal semelhan-
entre os actos 6 as palaTra? ou al que ponto iun -,aa.i _... mi j.
conciliam elles aa paiavras o os actorto mato MU""*1' toP"** Monterry no anno de
re que viesseis parar aqui, o de que nao podesse
eu resistir s tentagoes que a vossa presenga offe-
deca minha recordacio dorids ? Que culpa te-
nho euse a vista dos vossos tragos adorados,
to semelbantes aos della, doixei-me embriagar
em medonha illusio, no ineffavel gozo de resus-
citar em vos a aparencia aniquillada daquella que
j nio vive? pois deveis agora saber tambem que
era euquem vos mandava os seus vestidos, e as
suas jolas, ultimas reliquias da sua belleza, as
quaes havia ssinho na solidio contemplado por
tanto tempo, procurando restitu-las a urna vida
que lhes dsse o brilho de oulrtora I Fiz mais ain*
da: este castello, em ruinas quando chegastes,
mandeireedificarpara quem? para vos e para
ella I Quiz restituir minha viso um quadro vi-
vo, quiz preparar o castello para a minha castel-
laa 1 Eris aqu a rainhaobedecida era todos os
vossos caprichos, e tratada com toda a pompa e
magestade I De da apresenlava-me a vos revesti-
do do meu carcter de velho submisso, de noite
voltava a minha realidade de mogo sem esperan-
gas, e durante o vosso somno eu vos dava sere-
natas que nio ouvieis, testas que nao podieis
ver I.. E vos.... vos de nada duvidaveis !.. Um
dia apertasles as minhas entre as vossas mios...
ohl eu teria preferido que aa aperlaasB antes
urna torquez, um ferreem brasa I Para que re-
suscitaslea? Para que esse semblante que ha
quinze annoa pasto dos vermes appareceu sbi-
tamente diante dos meus olhos? Tudo isto in-
sensato, nao verdade?.. masinfelizmente
ludo assim I a evidencia ahi est com o seu po-
der irresistivel 1
Duas mulberes que ae parecem como se tos-
sera duaa irmaas I O retrato aqui est: os seus
olhos sio os vossos, o semblante o mesmo que
tendes 1 nao podis negar: esta urna fatalida-
de, como tantas outras de que esli cheios os
destinos humanos I Posse-me a vertigem de
urna ineffavel illusio, posse-me o tremor de as-
sustadora realidade. Vos sois a mulher que eu
amei e que mora, e sois tambem a mulher de
meu filho. De nos dous o condemnado sou eu 1
porque, se ha para um pae n'este mundo um en-
te sagrado, abengoado, um ente por quem deva
elle dar a vida o seu filho I pois ouvi, ides
tremer: meu filho, esse coragio nobre, esse
mancebo bello e altivo, essa personicacio viva
da honra de minha familia, cajo respeito e dedi-
cagio faziam o meu orgulho e a minha alegra,
meu filho tornoo-se para mim um objecto de
odio I quando lia as cartas que mutuimente vos
me dirigieis, senta passar-se no meu coragio
urna cousa estranba, sentia ahi lutar o amor pa-
ternal com um sentimento de ranenr n'uraa es-
pecie de duello monstruoso, no qual.-em presen-
ga da morte estupefacta, se cruzavam duas espa-
das desconhecioas da humanidade 1 Mal sabis,
senhora, que de tortoras me tem causado essa
eonciliam elles as palavras os actos no molo
dessa f cega nos mritos do Radeapttr, que
chega at dizer: CrtdflrmUtretpecikfiftHfrt
Eia um segredo que s Dous conhece; mas car-
ta mente nunca olharemos como um povo reli-
gioso aquello, que poda accommodar-ae com tai
coatotao de ideas, aquelle. quo pode ou vir sera
indignar-se urna linguagem, que cpncilia de uros
maUeira to odiosamente sacrilega dbern eOma!.
Gragas Deus e ao ensino de sua egreja noasa
nagio Oao desceu tao baixo ; ella sabe airid'cora
que lome deve estigmslisnr. aquellos que prati-
cara o mal, e ousam invocar Deus.
Nada mais queremos do que admtltr a boa f
onde quer que ella possa suppor-se, e eis a razio
porque esculamos com respeito a linguagem re-
ligiosa e mystica de um musulmano. quando o
vemos em seus actos seguir as mais generosas
inspiragSes da justiga e da humanidade ; (oiga-
mos em esperar com a mor parte das almas chria-
tiasque um to perfeito cumpriraento da lei na-
tural prepara a realisagio do que est escripto,
que < aquelle que pratica a verdade chega i
luz. > Mas quanto aos horneas que se dizem
discpulos do Christo ; que teem o evangelho en-
tre as mios, e que dam-se o trabalho de propa-
gado sem tomarem a tarefa de pralicar nem seui
conslhos, nem seus preceitos; que proteslam
contra toda a autoridade religiosa e que criam
para si proprios urna cadeira para admoestarem
exhortaren) ; que estabelecem como principio a
separagio da egreja e do estado, e que servera-
se de sua autoridade poltica para prescreverem
procos e praticas de expiagio e humilhagio, ta-
mos toda a especie de direilo de entrega-Ios ao
ridiculo e ao desprezo, de trata-Ios de imposto-
res de astutos e sacrilegos, porque nio se pode
cahir em contradicgdes lio grosseiras sanio quan-
do se est resolvido a zombar de tudo para enga-
ar povos j transviado* e embrutecidos, ou
quando se tem perdido o senso moral e a razio,
Ora, a difficuldade de dirigir hoje oa negocios
polticos das nages nio obsta que elles sejam
menos que nunca abandonados loucos.e a hab,
lidade de que se d prova em qualquer outra ma-
teria nio deixa o beneficio de urna escusa seme-
Ihante.
As nages as quaes as formulas e os progres-
sos religiosos fazem parte dos programmas offi-
caes, sem que a poltica interna e externa seja
mais conforme aos principios oaturaes de justi-
ga e de humanidade, nao poderiam por tanto ser
olhadas como mais chrislias que as nacoes catho-
licas,onde o poder falla e obra em materia religio-
sa cora muito mais reserva. O que pode ser dito
e praticado entre as primeiras sem excitar o riao
o a reprovagio, apenas formalidade convencio-
nada, acceita com indifferenga e desempenhada
com frieza ; um signal exterior do religiio que
nio influe mais sobre os sentimenlos individuaes
e os coatumes privados do que sobre a moral pu-
blica e os actos da poltica official: o phariseis-
mo substituido ao espirito da lei; e a prova dis-
so pode vdr-se as taboas da moralidade da In-
glaterra, comparada com a moralidale das na-
ges catholicas.
O principio vital do chrstianismo, o signal vi-
sivel de sua presenga e aegio entre os individuos
e as sociedades, a caridade, a pratica do
grande mandamento: Amai a Deus, etc., e do se-
gundo que semelhante ao primeiro : Amai ao
prximo como a vos meamos. Onde quer que
nio se erguem as obras da caridade, pode-se di-
zer que nio existe o espirito e a vida do chris-
tianismo, que nio ha delle mais que appareucias,
e que as virtudes que ainda podem encontrar-se
sio tiosomente virtudes pagias e puramente na-
turaes. Mas onde quer que se multiplicara os mo-
numentos da caridade, onde todos os gneros
de miserias correspondem obras particulares de
dedicaco, onde o estado nao tem neeessidade de
suprir a generosidadeindividual e proveras ne-
cessidades dos pobres como medida de poltica e
de prudencia, pode-se dizer que o chrstianismo,
vive, eque ao lado da caridade elle entreten um
complexo de virtudes, que em vio se buscara al-
gures.
Bem pode ser que essas virtudes algumas ve-
zes se conservera oceultas, quando os poderes
pouco vigilantes e pouco fiis sua missio, nio
se importara com a probidade, com o desinteres-
se e com o amor intelligente do dever; pode-se
er-las suffocadas e muito mais raras do que o
sio, em urna sociedade onde tudo est entregue
aos ioimigos do christianiamo, e influencia das
sociedades secretas, que juraram seu exterminio ;
mas a oppressio, na qual ellas podem ser (idas
momentneamente, nio faz mais do que augmen-
tar-lhes a energa e quando passada a pro-
venga, quando as revoluges hio coocluido sua
obra, ellas offerecem um poder reparsdor dos
elementos urna torga admiravel para governar,
curar e salvar as nages. Se o nosso secuto es-
t destinado, como esperamos, a ver milagres de
cura mais espantosos ainda e mais necessarios
que todos aquclles de que tem sido testemuBha,
nio conforme lode a appereocie, no seio das
nages anticatholicas que se erguersm os tbau-
maturgos, que levanlem e salvara os estados.
Pil tambera na mesma poca que Braga e Al-
il eohecarem iasfrensa, 5 ennos antes de
M, onde s appareceu em 1499.
i. r?P8e toprmiram-se em 1544 as tCons-
luuigei SyBouaaa-d'aquell* eispado.
M*.?^ '"Primio-se em Mondoaedo a des-
t ripea da Gtltiza. do licenciado Molina, edigo
tartssima. *
(Colloqutos Satyrfeo, de Antonio' de Torque-
rcada. Foi impresor Agustn Paz, que depois
?mini T-mvtenBaR*r $M>tiago, onde
- m 1601 So imprimirn) as WiiuWL Syoo-
daes da egreja de Santiago. w ")
Em_1602 imprmifam-se nesfa cidadeas cCons-
utuicoes da Loiversidade de Senliago >
Desde eolio, o movimento Iliterario da Galliza
concenlrou-se em Santiago. S era 1804 o ar-
senal do Ferrol levo urna imprensa, onde se im-
premio a Descrpgio Econmica da Galliza oor
Lebrada. F
i N? CoruDha a primeira imprensa appareceu em
O QUE POR LA' VAL
LS-se no Correio dos Estados-Uuidos :
M- JiY Gibbons, deputado pelo condado de
Albany, foi preso no dia 18, em virtude de um
mandedo de prisao pejsedo pelo juiz da polici
Parsons, a requeriroento de M. Shafer. attoroev
do dislncto. J
M. Gibboos aecusado de ter traficado com o
seu voto, quando se discutio um bil para auir-
ineotaros ordenados do aub-attorney do condado
de Albany. Segundo o depomenlo destestemu-
nhas, o acciuado cffereceu votar a favor do bil
por cem dollars, aroeagando combaler a medida
se lhe nao desaem a indicada somma.
Em consequeocia de um requerimento para ser
solt a flsnga. foi conduzido peranle o joiz do
condado de Albany, onde este easo produzia
grande agilegao nao pelo trefleo de voto na legis-
latura, que nao cousa" rara, mas pelo fado de
se ter a justiga mettido na qustio.
A CRINOLINE.
h/w?iIIU de L,ondre' di*,,n qu n'um baile
deWesl-Eud o foo do fogaoscoraraunicou
,?.abr -fechar dolhos. -os vestidos de o o*
jovens. Havia poucas esperances de que duas
d ellas se salvassem. As 6 restantes ficaram des-
figuradas. Pertencem aristocracia de Lon-
Ulfl".
Segundo as observagdes feitas por um medico
inglez, tem morndo em Inglaterra victimas des-
mSSS* 'ue-ta'-to- tooii.e.
PRESENTE NOTAVEL.
A cora de louro offeracida rainha de Napo-
Lm n v pniS?1M Hemaas esl quasi prompta
em Berln. Diz o Norte de BruxeFles que
adroirevel como obra d'arte e de gosto. No arco
que forma a baso da cora tem a palsvra Gaeta
era letras de esmalte azul. Os nomes das prin-
cezas que offerecem a cora esto as tornas
douro, representando loureiro. Comega pelos
nomes Mana o Paulina, a primeira raioF de
Ilannover e a segunda do Wurtemberg. Sao mai
oe 50 as pnncezss que fazem este presente & jo-
ven esposa de Francisco II. que tambem ale-
maa, pois Dlha do re da Bavira. *
CONSOLAQES NA DESGRAgA.
O regiment austraco, denominado de Leo-
poldo re dos belgas, offereceu os restos de bon-
deire, que com herosmo defendeu na ultima
guerra de Helia, rainha do aples. Na Alle-
manha cada bandeira tem por madrinha urna se-
nhora de alta cethegorie, que, aceitendo esta
prova de favor, contrare a obrigagio de adornar
a bandeira com urna fita bordada a ouro, em qua
se pe oseo nome, com urna divisa da sua es-
colha. Era lujar d'esta fita, o regiment citado
pedio a joven rainha de aples que lhe d para
adorno da bandeira um lego de qualquer dos ves-
tidos que usou em Gaeta.
Le
l. saman.
Monde.S. Filho.
Variedades.
UM HOMEM DE ESTADO QUE TOMA ESTADO.
Diz urna correspondencia de Londres, que a
conde de Carour vae esposar lady Hopetuoo, filho
de lord Hopeluon.
IMPRENSA NA GALLIZA.
A primeira impressio que se fez na Galliza foi
;a com a mulher que amei?'Que culpa tenho en I refligem iflinlUda I Mtl sabis que borrireis
momentos tenho eu atraresssdo n'esse viver de
illuses I Pensar que seo abominareis at as
proprias lagrimes que derramo, pensar que sou
um infeliz que nem ao soffrimento tem direito,
um infeliz, cujo supplicio um crime I Basta.
Tenho dito essaz, tenho aoffrido muito, mes o
momento chegado de libertar-me 1 Vamos mor-
rer, senhora ; aqui est o veneno : nio recusis,
nio resistaes, nio chamis soccorro porque
em vio recusarieis, em vio resistirieis, em vio
chamarieis ninguem viria aoceorrer-vos I
O marquez esteodeu o copo para a condessa
com a ralo firme.
Era um momento terrivel e supremo Aquelle
homem ali eslava, firme, immovel, com o co-
po ni mi, mudo e assustador. Depois de quin-
ze annos a fatalidade renovava o mesmo crime
nessa cmara votada aos Alrides. Com o mes-
mo gesjo com que o abbade de Ganges apresen-
tra o veneno iua cuohada, o sogro o apresen-
tava por sua vez tambem sua ora, e dir-se-
hia que atravez do vidro do grande espelho, on-
de se reflectia a figura impassivel do marquez, o
seu braco assim estendido se pareca com a re-
surreicao da sombra fraternal do brego do ati-
bad e.
Bebei 1 replicou elle depois de pequea
pausa.
Oh I exclamou Alina: horrivel I
Bebei I
Nio I eu nao quero morrerl
E a pobre e infeliz moga passava suas mios
hutas por entre seus longos cabellos em de-
sorden).
Porm vos nio podis mais viver I excla-
mou o marquez. Bebei I
De novo estendeu o copo para a condessa : es-
ta dosvairada apoderou -se delle com a mo fe-
bril e convulsiva, e atirando-o arrebatadamente
para longe de si, foi elle quebrar-se de encontr
parede em mil pedagos.
Vos nao sezeis um assaasino, apesar de Deus
que me v e qurme inspira, disse ella. J nao
ha aqui mais veneno I
Nao ha veneno, verdade: porm ha urna
espada I Resta espada ... vde-a I
E o miseravel en treguo i demencia do crime
hereditario de sua femilia, cujas sinistras peri-
pecias se reproduziam urnas aps Outras, tevou
mi da espada com o punho guarneaido de dia-
mantes, e levantou para Alina a sua mi armada
que no espelho proiectava a segunda aombra fa-
tal da mi do cavalleiro I
Alina viu-ae perdida.sem remedio: nem ama
esperanca mais lhe reslava de poder escapar i es-
se homem: pesava-lheaummamenten'alma a v-
da.e tudo o mais que ia deixar aps si neste mun-
do de prazeres a esperangas. Quando ae moga,
bella e amada, nao ha quem possa assim aujel-
tar-se atrocidade de um flm sbito e violento;
e urna cousa assaz horrivel para um joven se-
rio de dezessete annos, creado por Deus ao mes-
mo sol dos lyrios, a lamina de um ferro tria e
aguda I
Palpitante ella recuou desasperadameote na
cmara, como buscando fugir, curvou-se sobre
si mesma cahiodo de joelhos com as mios pos-
tas. Os seus cabellos esta vara desgrenhados, os
seus gestos eram gestos de urna louca 1
De sbito o marquez parou petrificado, por as-
sim dizer, em inexprimirel altitude "be pasmo e
de terror.
J nio olhava para a condessa n'aquella posi-
gio de desespero, j nao olhava para a sua mi,
em que vibrava a espada, instrumente do assas-
sinato; espantado, com a bocea aberta, os bra-
cos atirados para trar, o corpo meio inclinado
sobre si mesmo por um movimento inesperado,
elle olhava para a janella escancarada ali
diente do si.
Mam no meio daquella janella urna figura, que
nao tocara em trra, se achara suspensa no ar e
no espago. Era um homem que apresentava um
nio sei que sobrenatural. Comprido manto o
envolva da cabega at os ps.
Urna corda esteva presa em urna das suas mios
que dirigida para o co pareca ler o magestoso
movimento do dedo indicador da immeosidade.
A outra mo auslinha urna eapada nua em que
fulgurava a ctleste e desmesurada serpente de
luz da espada do Archanjo do Edn.
A MO DE DUS.
Effectuou-se ltimamente em Colmar urna pri-
sao, cuja causa excitava grande sensacio.
Trata-se de um assassnato que remonta ha
perto de dous annos.
Urna joven mulher dos arrabaldes assassinou
seu marido e depois o langou no rio III, a distan-
cia de meia legua do seu domicilio.
O cadver s foi descoberto depois de ter esta-
do muitas semanas na agua, e eslava por isso em
tal estado de deeomposicao, que nio se conhe-
ciam as lesoes que produzirara a morte.
Assim, a morte foi considerada como resultado
d um accidento, e fez-se o enterre, sem que ne-
nhuraa suspeila recahsse sobre a viuva.
ltimamente a filhada viuva menina de alguna
annoa, acheva-ae n'uma casa de campo visinha
da habitegio de sua mii.
Um cagador entrn na cesa e poz sobre a mesa
um corvo, ferido na cabega. A eabeca ensanguen-
tada e cahlda do paesaro recordou menina urna
scena de que ra testemunha dous annos antes
o disse com urna sinc9ridade propria da sua
edade :
A cabega pende-lhe para o lado
do pap, quando a marola lhe bateu
martello.
A menina foi interrogada, e, em consequenca
da revelago que fez, sua me foi presa e entre-
gue a justiga.
[Commercio do Porto.)
como a
com um
A claiidade das luzes que lhe dava em cheio
fazia-a sobresahir no fundo das trovas como urna
figura gigantesca.
O seu olhar tinha a penetrante agudeza de um
juiz supremo, e lngara sobre a sua espada o
proprio brilho de sua alma, e como que urna scen-
telha resplandecente da vinganga.
De onde vinha aquella figura ? Das altas e des-
conhecidss reges da noite, dos degros de ouro
do throno divino. Ella all estiva firme, suspen-
sa a urna corda ideal que se perda na escuridlo
da noite sera limites, aeria, aublime, inespe-
rada, prestes a envolver-se de novo no Infinito:
e diante do espectro do marquez de Gengea, di-
ante dessa miseravel espada de nm grande fidal-
go desembainbada contra urna pobre mulher sem
defeza, all apparecia como a coruscante senti-
nella do co, chamada por assim dizer peto mys-
terioeo ruido do crime qu se ia perpretrar na-
quella cmara.
Alina vendo o marquez, que se precipitara so-
bre ella, parar d repente, vlrou a cabega tam-
bem para a janella. Dos seus labios apenas es-
capou um so grito, mas foi um desses gritos de
alegra, de xtasis, de redem'pgao seraphica, cu-
ja nota escapa torppreeasao humana;
Christiano I
E cahio desmaiada.
Era com effeito o capillo. Incomprehensiveis
decretos de Deus 1 No momento em que a tra-
gedia fatal preza pelo destino a essa cmara mal-
dita ia de novo ensanguenta-la, no momento em
que'Alina se debata as raes mas angustias pe-
cante o mesmo assassnato, por aquella janella,
que em outro tempo dera escapola a marquesa
de Ganges, apparecia o libertador da condessa.
e o filho sorgindo do fundo do passado, do ha-
mulo, e da noite, vinha em soccorro de sua mu-
lher, tendo por aza sublime a alma de sua rale I
Christiano desceu cmara, e dirgio-se len-
tamente para o marquez: este, sempre immovel
e aturrado, abaixou a espada, que consorvava
ainda suspensa.
Segulo-se urna pausa de poneos momentos.
Essa cmara magnifica, perfumada, Ilumna-
la, e festival, essa mulher desmaiada e estendi-
da por trra, esses dous bomens face a face, o
pae e o filho na presenga um do outro, offereciam
utn espectculo terrivel l O filho nio era mais o
filho; o pae nio era mais o pae ; a familia se
tinha submergido, e rolara aos seus ps no abys-
mo do horror: entre esses dous corages nio
havia mais nada de comroum senio essas duas
espadas que separavam um do outro.
Marquez de Ganges, disse Christiano, o veo
cae finalmente dos meus olhos t Um crime pro-
ra o outro 1 Vos assassinastes minha me-r
O marquez de Ganges, ouvindo essa aecusagio
suprema e sem appello, tremen como se tvesso
ouvido a voz trovejante da justiga eterna, e coas-
prehendeu que era chegada a aua, ultima hora.
Entretanto olhou para Christiano ^ e ao mesmo
tempo indignado e esmagado sob o pezo dessa
aecusagao pronunciada por nm filho contra seu
pae, como ae guizesse puni-lo da sua audacia__
punindo-se a si mesmo do seu crime, como so
quzesse fazer da aua morte o castigo o remorao
do sea aecusador, jogou a espada para um lado
e com o gesto desesperado de um homem que s
langa no precipicio amaldigaando a sna queda.
alirou-se sobre a espada de sea filho, excla-
mando :
t tu... s o aisassino do ten pai I
uar-ii-fto.)
EBPH,- TYP. TiK M. 7. DI FARIA, -1861,


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