Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09265


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Full Text


Alia XXXTII IDIE10 n
Per tres neies adiaiUdos 5(000
Por tres mezes vencidos 6{000
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v* i
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DIARIO
QAHT1 rilRA 17 DI ABB1L DE lili.
Pfr ann adiaitado i9|000
Filie fraict para rsbscriptar.
I!
nn
f
BNCARREG4D08 DI SUaSCUPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alenodrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Leaos Braga; Cear Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraohio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAKllDA l)US LUltrifclUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as aegundas el
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciraar, Altinho e
Garanhuns as lergas-feras.
Pao d'Alho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas feiras.
Cabo, Sertohem, Rio Formoso, Una, Barreiros.l
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manbaa
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante as 4 horas 4 minutos da
manbaa.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 90 horas da
manhaa.
34 La cheia as 8 horas e 4 minutos, da Urde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
15 Segusda. Ss. Euthiehio m.; S. Olympiada m;
16 Terca. S. Engracia t. m ; S. Fructuoso are.
17 Quaita. S. Aniceto p. m. ; S. Elias mooge.
18 Quinta. S. Galdino b. card.; S. Apolioarip m.
19 Sexta. S. Hermogens ro. ; S. Scrates m.
20 Sabbado. S. Ignez do monte Policiano.
21 Domingo. O Patrocinio de S. Jos.
AUUlfcfVlAJJ uos> IHIBUNaKs da CAPITAL.'
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco: torgas, qulntaa a sabbadoa as 10 horas.
Fazenda : torgas, quintase sabbados aa 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meto dia:
Dito de orohos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do eirel: quartas sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DOS1-*'
Aiagoas, o Sr. Glaudino Faleo Dias; Baha,
Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janeiro, elSrl'.
Joo Pereira Martins.
EM PERNA1IBUCO.
O proprietario do diario Manoel Pigaeiroa da
IFaria.na sua lirraria prega da Independencia u.
6*8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expedient do dia 13 de abril d* 1861.
(Juicio ao capitao do porto.Fago apresen-
(ar a V. S., para sor inspeccionado, o recruta Ma-
noel Gongalves Pereira, sobre quero ha suspeila
do ser desertor do brigue de guerra Cearente, se-
guDdo declarou-me o Dr. cheTe de polica.Com-
municou-se ao chefe de polica, que o remelieu.
Dito ao commandante superior de Olinda.
Expeca V. S. suas ordena para que no dia 18 do
corrente, pelas 6 horas da manhaa, urna guarda
de honra do 9o baUlhao de infantera da guarda
nacional son seu commanao superior acompaohe
a ptocisso do SS. Sacramento em visita aos en-
fermos da freguezia de S. Pedro Mailyrxla cida-
de de Olinda.
Dito ao commandante da eslaco naval.Re-
commendo i V. S. que tendo em vista o que ex-
pem es inspectores da thesouraria de fazenda e
da altandega nos inclusos ofcios, que sero de-
volvidos, informe quanto se poder gastar com a
ida ao Rio Grande do Norte de um vapor de guer-
ra, pertencente a essa eslaco. aflm de rebocar
para este porto a escuna Lindoya.
Dito ao commandante do corpo de polica.
A vista de sua informsco n. 161, de 12 do cor-
rente, mande V. S. abonar ao soldado do corpo
de polica da provincia do Rio Grande do Norte,
Nicolao Dias de Andrade a quantia que julgar
sufficiente para seu supprimento emquanto nao
seguir para seu deslino, enviando-me a conta da
despeza, aOm de ser indemnisada por aquella
provincia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Pode V. S., de conformidade com a sua informa-
cao de hoje, sob n. 288, mandar adiantar ao di-
rector da colonia militar de Pimenteiras a quan-
tia de 3:50O$O0O pars occorrer as despezas da
mesma colonia al o flm de junho prximo futu-
ro.Communicou-se ao supradito director.
Dito ao mesmo.Transmiti V. S., para os
devidos effoilos, copia da acta do cooselho admi-
nistrativo ptra fornecimeoto do arsenal de guer-
ra, datada de 3 do corrente.
Dito ao mesmo.Em vista da inclusa conta,
que me foi remedida pelo director interino da fa-
culdade do direito da cidade do Recite com offi-
co de 9 do corrente, mande V. S. pagar a Gui-
mares & Olireira a quantia de 1938600 em que
importara os objectos por elles fornecidos se-
cretaria da mesma faculdade.Communicou-se
aquella director.
Dito ao director do arsenal de guerra.Em ra-
la de sua informado de '
reito da segunda rara para informar e mandar
instruir a peticao nos termos do decreto n. 2566
de 28 de marco de 1860.
Bento de Souza Mira. Sellado rolle, que-
rendo.
D. Catharna Teixeira Lopes Calo.Iodr-feri-
do rista da informacio.
Francisca Maria dos Passos Informe o Sr.
commandante do corpo de polica.
Franeisco Teixeira de S.-Sellado rolle, que-
rendo. ;
rirmino Pessoa da Guerra. -Sellado rolle, que-
rendo.
Joao Romarico de Azeve10 Coiupos. sene o
presente requerinienlo < junte o titulo de afora-
monto do terrena- tue allude.
nequerimento de Jeronymo Thootonio da Sil-
ra Loureiro e Maximino Narciso Sobreira de Mel-
lo. Passe portarla na forma requerida.
Jos Miguel do Espirito Santo.Informe o Sr.
thesoureiro das loteras.
Joaquim Caralcanti de Albuquerque Mello Fi-
lho. Informe o Sr. commandante superior do
Recife.
Jos Alves da Silra Guimares.Como requer,
pagos os foros devidos e o competente laudo-
mi.
Maria Francisca da Conceigo. Satisfaga a
supplicante as disposiges dos arligos 2 e 3 do re-
glamento de 22 de junho de 1855.
Manoel Antonio de Jess,Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Nicolao Dias de Andrade. Dirija-se ao com-
mandante do corpo de polica desta provincia.
Fre Pedro da Purificado Pai e Paiva.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
Pedro Francisco de Andrade. Informe o Sr.
director das obras publicas.
Torquato Jos dos Santos. Remettido ao Sr.
commandante da estagao naval pars mandar sa-
tisfizer o que constar.
(devo nota-lo cota profundo seotimento) da sua
falta desympatbia,boa maneira de ver, e ditei
mesmo generosidad*., para com a ceusa de S.
M., quando um apoio seria para ella da maior
efficacia, e tambem poique tioha dado aoimaco
ao movimento na Italia, animago que, rindo
em auxilio reroluco, nu> poda deixar de pa-
rausar os generosos esforz:, e a nobre e heroi-
ca coragem com que o rei dCendeu at ao flm
os direilos dos seus subditos e i* sua cor,
E' ao apoio moral do gorerno hriiannico..-qoe
a Italia dere em grande parte, V. Exc meamo o .
di*in oa>*r (ina inteiramom- ~jm ao domt- n\0
nio do rei do Piemonle. Resta so conhecer se a
unidade desejada ser jamis consumada e con-
solidada, e se a Inglaterra, cuja poltica parece
serquerer fazer da Italia um alliado poderos,
em rirtude do reconhecimento que esta Ihe de^-e
ter, nao sentir Hjaii tarde essa poltica, quand)
chegar o da em que a vir adiada com ama po-
tencia rival.
V. Exc. em muitas occases, manifestou o
seu senlimento pela catastrophe que arrastava
comsigo a queda da dymnastia, mas fazieis cabir
toda a censura sobre o gorerno do rei.
Permitti-me, mylord. pela ultima vez que te-
nha a honra de me dirigir offieialmente a vos.
caminho para Trenton e Philadelphia N'eata ul-
tima eidado tratou-se de saber o que era neces-
sario fazer. Mr. Lincoln foi vivamente instado
E"'9,1" amigos para se dirigir directamente de
Philadelphia Washington. Mas para cumprir
quanto fosse possirel o seu programma, e ao mes-
mo lempo para nao chamar a atteogo dos cons-
piradora, resolreu ir a Hsrrisburg.
Por conaelho de Mr. Sevrard. Mr. Judd, e
de outros republicanos, concordou-se que all
um trem especial seria tomado de noro para
PMjdelob>- fy"*' loreria jHe''- k Was-
hington. Hr. Lincoln viajou do noite, chegou
inesperadamente Washington na manhaa de
sabbado. A noticia desta conspiraco produzio
em todo o Marylaud a mais vira sensaco. Igno-
ra-se anda qual a maneira por que os conspira-
dores queriam lerar effeito o seu designio ; sa-
be-se s que se tratava de urna machina infernal
semelnante de Orsini, ou que se quera fazer
desencaminar o trem, ou mesmo, finalmente,
que se procurararia assassinar o presidente em
Baltimore.
< Soube-se tambem que doua ou tres conspi-
radores se acharam em Norr-York 20 de feve-
reiro ; eslavam aguardando os acontecimentos.em
quanto que o presidente estar n'aquella cidade.
que ros exponha, no interesas da Justina e da Esta apenas urna parte dos factos, mas quando
verdade, a oalureza exacta dos factos, e das cir- ludo fdr conhecido, deve ver-se que urna das
EXTERIOR.
Da Gazeta de Turin extrahimos a seguinte
carta do general Cialdini, em resposta que lhe
foi dirigida pelo general Fergola :
General.Km resposta csrta que me fizes-
tos a honra de me dirigir hoje, deve dizer-vos
que tendo o rei Vctor Emmanuel sido procla-
mado rei da Italia palo parlamento italiano, a
vossa opinio ser de futuro considerada como
urna completa ; por consequencia, nao concede-
rei, nem a ros nem vossa guaroiro, capitula-
gao de alguma, mas deveis entregar-vos todos
i hontem, sob n! 96, o au- ds9,riPcao ; se fizerdes ogo sobre a cidade, fare
tonso a recolher nesse arsenal, substiluindo por' aP^aerando-me da cidadella, tantos offi-
outras em bom estado e com os respectivos cor-
reames, as viole armas arruinadas, remetlidas
pelo delegado de polica de Villa-Belli, e de que
'rata o Dr. chefe depolicia nooOlcio, que motvou
a citada informago.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao director geral da instrueco publica.
Recommendo Vmc. que mande entr.egar ao
inspector da thesouraria provincial, que assim
merequisilou em officio de hontem. sob n. 135,
a outra mesa que exista disponivel pertencente
a secretaria do exlincto conselho do patrimonio
dos orphaos, afirn de nella funecionar um dos !
empregados encarregados da escripturago eope-
rages da receita e despeza da renda do mesmo
patrimonio. Communicou-se ao inspector da
thesouraria provincial.
Dito ao inspector da sade publica Respon-
dendo o seu officio de 10 do corrente tenho a di-
zer que por haver falla de forca disponivel no
corpo de polica, nao pode ser por ora attendida
a requislgo que Vmc. faz de um interior do mes-
mo corpo para ser empregado no servico dessa
repartigo.
Dilo ao delegado interino das trras publicas.
Para poder ser deferido o requeriuiento de Ma-
noel Antonio da Silva, a que se refere
ciaes e soldados da guarnicao quantas
. forem as
victimas do vosso fogo contra Mesaina ; os tos-
sos bens pessoaes, assim como os dos rossos
oCQciaes, seroo confiscados em proveilo das fa-
milias dos cidadaos pacficos, para os iodemni-
sar dos prejuizos qua lhes tiverdes causado ; fi-
nalmente, entregar-vos-hei, tanto a vos como
aos vossos subordinados, ao povo de Messina.
Tenho a certeza de que hei de cumprir as
minhas promessas, e sem receiar ser aecusado de
jactancia, declaro-ros que vos e osAossos nao
tardareis em canir em nosso ^i.,
t Desta maneira, pois, reflecti e pensai como
ros agradar. Nao continuarei a olhar-ros como
militar, mas como um rerdadeiro assassino, e
como tal ros julgar a Europa inteira.
Em seguida publicamos, extrshida do Progres-
so de aples, a carta em que Francisco II en-
gajava indirectamente o general Fergola a nao se
render;
Caro general.
a Depois de tres mezes de gloriosos combates,
muitas brechas abertas collocartm-me na im-
possibilidade de continuar a defeza da praca.
Estou ceno de que a vossa guarnicao se fa-
i admirar pela Europa inteira como a de
noei Amonio aa silva, a que se reere a sua n- r ,""
formago de 10 desle mez, convm que Vmc. pro- ,e,la' B
ponba pessoa idnea para oceupar o lugar de iuiz Um correspondente do Am\ de la Religin
"*~i-------------1-:-:- j- __,.. transmiti aquella jornal a ordem do dia seguin-
to liivlniAm mm k.l.lk:. 4. ...... ...i'lt-. .
commissano no municipio do Bonito.
Dito ao eogenheiro fiscal da estrada de ferro.
Concedo a autorisaco, que Vmc. pedio, para
proceder a um exame as tarifas e regulamentos
da yia frrea desta provincia, faxendo-lhes as
modificagoes e reformas, que parecerem conve-
nientes e necessarlas a melhor regularidade do
servigo da mesma estrada, derendo Vmc. ouvir
para a confecgo desse trabalho o respectifo su-
perintendente ; depois do que me ser tudo apre- 9Dre uma noDre e
sentado para submetter primeirameote consi- '
derago do gorerno imperial.
Dito aos emprezarios da illumiasgao gaz.
Para que possam ser altenlidos os requermentos
que devolvo, convm qup Vmcs. satisfagam a exi-
gencia da thesouraria de fazendi, constantes das
inforraagoes juntas por copla relativamente as
contas do gaz consumido no arsenal de marinha
nos mezes de julho, agosto, novembro e de-
zembro do anno prximo passado e fevereire ul-
timo.
Portara.O vice-presidente da^rovincia, con-
formando-ao com a proposta do Dr. chefe de po-
lica, de 12 do corrente, numero 271, resolve no-
mear o tenente-coronel Jos Soares de Mello
Avellios para o cargo de delegado de polica do
termo de Cabrob. Communicou-se ao chefe de
polica.
Dita.O vice-presidente da provincia, tendo
era vista a informa gao do director geral da ins-
truegao publica, de 12 do crrante, ouvido o con-
selho director, resolve, de conformidade com o
artigo 57 da le numero 369 de 14 de maio de
1855, supprimir a cadeira de instrucc&o elemen-
tar do sexo feminino da freguezia de S. Pedro
Martyr de Olinda, e transfen-la para a de Santo
Antonio do Recife, e ordena que pela respectiva
secretaria se expegam as convenientes ord%os.
Expediram-ee as convenientes communicaedes.
Dita.O "vice-presidente da provincia,-alten-
dando ao que requereram os professores pblicos
Jeronymo Theotooio da Silva Loureiro e Maximi-
no Narciso Sobreira de Mello, e tendo em vista a
informaco do director geral de instrueco publi-
ca, de 12 do corrente, resolve remover o primei-
ro da cadeira de instrueco elementar da poroa-
rio de Baixa-Verde para a da freguezia do Poco
da Panella, e o segundo desla para aquella ca-
doira.
Dita.0 vice-presidente da provincia, tendo
em vista o que requereu Aiexandre Americo de
Caldas Brandio, primeiro escripturario da the-
souraria provincial, resolve conceder-lhe dous
mezes de licenga com lodos os vencimentos para
tratar de sua sade.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao primeiro secretario da assembla le-
gislativa provincial.-S. Exc. o Sr. vice-presi-
denle da provincia, a cuja presenga lerei o officio
de V, s., de 9 do corrente, manda participar-lbe,
para que faga constar a assembla legislativa pro-
vincial, que nesta data expedio as convenientes
ordens para ser chamado o deputado supplente
Df. Jos da Costa Dourado. Offlciou-se neste
sentido & samara municipal de Garanhuns.
te, dirigida ao batalho de zuavos pontificios pe-
lo ministro das armas:
< Os boatos esprlhados com insistencia ha al-
guna teropo, obrigam o abaixo assignado a di-
rigir algumas palarras aos oCQciaes, officiaes
inferiores o soldados que eompem o batalho de
zuavos.
O recrutamento deste corpo foi instituido
generosa dedicaco, de que
dar as provas mais nota-
nao deixaram
veis.
< Seria possivel comtudo que houvease cora-
cao cuja consciencia e firmeza fossem abaladas
pelas difficuldades sempre cresceoles da si-
tuago.
a Ho de se conceder baixas quelles que jul-
gatem os perigos superiores sua dedicaco, ou
que receiem partilhar das gloriosas humilhagdes
de que neste momento est ameacada a corda do
vigario de Jess Christo.
O batalho de zuavos pontificios nao dere
conlarnas suas fileiras seno homens que nao
tremara diante de quaesquer provages.
Assigoado o pro-ministro das armas,
Xavier de Mrode.
cumstancias que prodaziram os deplorareis
aconiecimenlos de que a Italia tem sido hoje o
thealro.
O joren re, desde a sua exaltarn ao throoo,
nao teve outro lira nem outro pensamento mais
do que a felicidade e a prosporidade dos seus
subditos, e certamenle uma grande injutliga
nao attenderem seu favor s immensas difficul-
dades, que nao provioham da sua rontade, em
que repentinamente se vio enrollo, e contra as
quaes tere de lular.
E aqu, mylord, nao posso deixar de repellir
enrgicamente todas as aecusagoes, e as numero-
sas calumnias que em Inglaterra se tem dirigido
contra el-rei, desde o principio do seu reinado,
e das quaes os proprios fuoccionarios pblicos
nao teera receiado de se fazer echo roluntario,
accresaentando s descripgoes da imprensa a au-
toridade do sen nome.
Se na administrago interna do reino so
commetteram faltas, se na aecoda polica hou-
ve abusos a lamentar, nao era comtudo justo
fazer recahir a responsabilidade de sobre o re,
que, infelizmente, foi rictima da confianza nos
tratados, e nos mizerireis que o cercaram, e que,
comprados pela causa da Sardeoha. estaram
interessados em Ihe oceultar a rerdade.
Alm disso, o restabelecimeoto da constitui-
Qo, um gorerno liberal designado ao rei pela
opinio publica, o offerfilmento mesmo de uma
allianga com o Piemonte, a allianga qne a am-
bigo desenfreada deste estado e os seus bem
combinados projectos de engrandecimento lhe
tem feito regeitar debaixo de mil pretextos, nao
seria uma garanta sufficiente para o futuro?
Terao os poros das Duas Sicilias motiro para
se felicitarem do noro estado de cousas que
teera procurado submelte-los, apezar das suas
tradieges e dos seus interesses ? Nao foi todo o
reino oceupado por tropas ? Nao fram fuzilados
numerosos subdim flfiis do seu rei sob nretexto
do qua eram salteadores 7 iouus aqueiies, qua
de alguma maneira ae declarara contra a ann-
irfc.no, ou em favor do seu soberano legitimo, nao
teem sido presos ? E as risitas domiciliarias, e a
le das suspeitas, contra as quaes tanto se clamou
no gorerno do fallecido rei, nao sao agora mais
do que nunca a ordem do dia? E tudo isto, my-
lord, era nome da liberdade e da Italia unida e
regeneradora.
Nio sao os subditos do rei, nem os desconten-
tes que o seu gorerno pode ter excitado entre
elles, mas sim os esforcos unidos e au laosos
dos rerolucionarios de todos os paizes, as intri-
gas detleaes do Piemonte, e finalmente a aggres-
sao inaulita do seu ejercito, tem pretexto ou
sem declarago de guerra, verificado em violaco
mesmo do principio da nao intervenco, que pro-
duziram esta infeliz catastrophe.
Qualquer que posea ser o resultado, se as pai-
xoes polticas da nossa poca impedirem de pro-
nunciar um julgamento tranquillo e justo sobre
os aconiecimenlos que teem tido lugar no meio-
dia da Italia, a deciso da historia nao ha de ser
menos imparcial e severa pelos meios desleaes
que teem sido empregados, do que pela morali-
dade dos princpaes actores.
Tendo de concluir, julgo do meu dever, mylord,
manifestar-vos quanto estou seosibilisado das
expressdes lisongeiras para mim, que se contm
no vosso despacho, e quanto sou reconhecido
pela bondade que tendes tido meu respeito em
todas as relagoes officiaes que tire comrosco.
. (Assigoado) C. Fortunato.
Lord John Rnssell, ao eavallelro
Fortunato.
Ministerio dos negocios estrangekros 1 de
margo.
Seohor.Tenho a honra de aecusar a recepgo
da rossa carta de 22 do mez passado, em respos-
ta communicaco que ros tioha feito no dia
presenta, teria direito a esperar que. na desigual | quoze estados pira tentar um accordo sob os
lucia que ral continuar, as potencias da Europa auspicios da Virginia. E' do bom xito de uma
bloqueio, I ou de outra dessas leo latirs que depende o fu-
declarassem se reconhecem on nao o
que rai eslabelecer-se sem declarago de guerra,
sem notificago regular, por parte da esquadra
que hoje est na posse do Piemonte.
E se esse bloqueio nao reconhecido. Sua
magestade tem a confianga de que ao menos se
far uma intimaeo collectira ao rei de Sardeoha
para garantir a liberdade de sua magestade se os
acasos de um sitio desesperado respeitarem a sua
Vi' .1D'-ra- ""guiar contra todo o yltrage a
I ov"" nha, quo coro nma magn^ni-
midade digna do seu -corago, incansavel em
todos os rasgos pessoaes, e lera sabido resistir s
i urna Trala-se, pois, de saber em primeiro lugar se
essa tentativa ter melhor effeito que todas as
| outras que a precederam. No estado que che-
Nota do miniatro dos negocios estrangeiros do K"r.in.iU'"": *-? h" Pr0TaTela,enIt,e .<>"-
re de aples aos representantes das potencias SmtuS^tl^** "lT" Un,a' na
estraogeiras untas daquelle soberano. I m. .1 L. ? ^
Gaet, 18 de Janeiro. ,,"" 8? P".0" ldo se considerar em tantos
O abaixo ..signado, presidente do conselho ^L^ LDul?l. ? "o. projeclos apena, con-
turo da Unio americana, e tudo induz crer que
de parte i parle ho de se esforcar para concluir
antes que cnegue ao poder a ora administrago.
Se os estados que coltivam o algodo consegui-
i rem crear uma confederagio, ser forcoso que os
estados intermediarios e os estados do norte se
(harmonisem acerca da norma de proceder que
, lhes covier seguir relativamente nova rep-
blica.
Se pelo contrario a tentativa
patrocinada pelo Sr. Buchanan
de conciliago
e pela Virginia
poder conseguir a unio do sul,. derer ella ser
copia.
c Casella.
Novos documentos apresentados ao
parlamento iu^rlez.
Lord John fussell ao cavalheiro Fortunato.
Ministerio dos negocios estrangeiros, 20 de fe-
vereiro.
Senhor:
A noticia$ue chegou este paiz da capitula-
gao da fortaleza de Gaeta e do partido de S. M.
el-rei Francisco II e da rainba, colloca-me na
necessidade 4e vos informar que no estado ac-
tual das cousas, nao podis estar por mais lempo
acreditado junto desta corte como representante
do rei das Duas Sicilias.
Nao me entregarei nesta occasio a sentimen-
tos vaos sobre a catastrophe acontecida no reino
das Duas Sicilias dymnastia dos, Bourbom.
O governo ioglez tioha-o muito lempo previs-
to, e llnha muitas vezes advertido nao s o re
Francisco II, roas tambem o seu immediato an-
tecessor, dos perigos que corriera seguindo a po-
lilici em quo estavam empenhados; mas nao
posso encarar este meu despacho officisl sem
vos pedir que aceitis a seguranca da rainha es-
tima pessoal, qual d to justo direito a ma-
neira porque vos tendes conduzido em lodos os
negocios que tendes tido a tratar commigo.
Assignado,
Lord John Rnssell.
20, preveoindo-vos de que as circumstancias
ctuaes nao podieis continuar a ser recebido co-
mo representante do anligo governo do rei Fran-
cisco II.
As mesmas razdes que flzeram coro que eu vos
dirigisse aquella communicaco, me impedem de
responder agora vossa carta de 22 ; mas pego-
vos que. fiqueis certo de que se me abstenho de
mais diablicas tentativas feitas para envolver
um paiz as revoluges, que sa tem visto desde
o alternado de Orsini contra Luiz Napoleo.
Anda que Francisco II tenha abandonado Gae-
ta, nao deixam de ter ioteresse 09 documentos
limanados da sua chancellara. Vamos em se-
{uids dar publicidade s notas que o seu mlnis-
to dos negocios estrangeiros dirigi, tanto aos
^presentantes napolitanos acreditados junto das
Jifferentes cftrtes, como aos representantes d'el-
bs junto da sua pessoa em Gaeta. O primeiro
oestes documentos trata do armisticio proposlo
pela Franga; o segundo pede aos ministros es-
tiangeiros a sua presenga em Gaeta n'uma situa-
Qto to difficil.
Eis a nota dirigida aos representantes napoli-
tanos :
1 Gaeta, 18 de Janeiro.Senhor... O almirante
da esquadra imperial propoz um armisticio a el-
rei vosso augusto amo, em nome do imperador
dos fraocezes. Essa tregua, que principiara no
dis9, deria durar at 19 do corrente.
c O almirante declarou a sua magestade que
se esta proposla nao fosse acceita, a esquadra se
retirsria oito dias depois; se o fosse, a esquadra
permanecera at ao sol posto do dia cima in-
dicado.
< As hostilidades interrompidas tornariam a
continuar, e a esqiadra sarda ficaria era liberdade
de bloquear o porto e de principiar pelo lado do
maro bombardeamentode Gaeta.
< Esta alternatira era triste, porque ambos
os casos produziara a retirada da esquadra, a
cessago de todas as relagoes e a interrupgo
de qualquer communicago com o resto do
mundo.
J o proprio armisticio nos era desfarorarel,
porque tinhamos completado todos os nossos
meios de defeza, sera possibilidade de os aug-
mentar, ao passo que os piemontezes careciam
rrMawS52P pm lrtn9Prlar muniges e prepa-
riaa. i"----------------'"-.......K'"a-
c Todava sua magestade aeceitou, nao s pe-
las considerages de humanidade que prescrevem
a obrigagio de demorar, sempre que possa fazer-
se honrosamente, a effusodesangue; mas prin-
cipalmente porque esse armisticio era um desejo
do imperador dos fraocezes.
Por isso o gorernador de Gaeta acctou to-
dos os artigos propostos pelo almirante, e que
adianto encontrareis. Mas a presenga de um offi-
cial francez para rigiar a suspenso do trabalho
de ambas as partes, condigo que tornara mais
fcil a nossa boa f, nao foi acceila pelo general
inimigo. Dous dias depois o general Cialdini de-
clarou ao almirante Tinan que orna ordem d'el-
rei de Sardenha confirmara a sua precedente ne-
gativa.
Nao obstante, nao nos negamos a obserrar a
tregua, e ainda que todas as nossas informagdes
nos dessem, de hora a hora, a Babor, o progresso
dos trabalhos do inimigo, respeitamo-la, e ama-
nha terminar, sem que ninguem possa aecusar-
nos de nao harermos sido escrupulosamente fiis
a esse armisticio indirecto.
c Desde amanha o porto de Gaeta fica blo-
queado e aberto o caminho aos ataques martimos
contra a prega. Desde a manhaa os proprios na-
vios de sua magestade, entregues pela mais Infor-
me das traigoes ao rei do Piemonte, riram langar
as suas bombas sobre familias desarmadas que a-
qui eslo refugiadas, sobre o rei legitimo e sobre
a rainha das Duas Sicilias.
a Nao pode acreditar-se que a Europa assiala
por mais lempo impassirel ao espectculo de um
re reconhecido por todas as potencias, despojado
dos seus Estados pela mais iniqua aggresso, sub-
jeito aos horrores de um longo bombardeamento,
sem outro crime que o valor de defender energa
camente o ultimo baluarte da monarchla contra
uma corarde aggresso. Os soberanos e os povos
coroprehenderam afinal que sedefende em Gaeta
alguma eoosa mais do que a corda de uma antiga
dynastia, defendem-se os tratados em rirtude dos
quaes reinara todos os soberanos; o direito pu-
blico em cuja forga assenta a tranquillidade e a
independencia dos poros.
Sua magestade el -rei est resolrido a arros-
tar at ao fim todos os perigos da sua abandona-
do ministros e encarregsdo da pasta dos negocios
estrangeiros de S. M. Siciliana, tem a honra de
se dirigir a V. Exc, monsenhor Gionelli, nuncio
apostlico da santa s na sua qualidade de deca-
no do corpo diplomtico, para lerar ao seu co-
nhecimento, que S. M. el-rei, seu augusto amo,
desejando ter junto da sua pessoa, n'estas cir-
cumstancias extremas, os representantes dos so-
beranos seus adiados e amigos, resolreu-se a
convidar formalmente a todos os cheles das le-
gagdes estrangeiraa para permanecerem ero Gae-
ta, onde por ioteresse geral eslo acreditados.
Se gravissimas considerages nao tornassem
cbidos e abandonados, que cederam indiffe-
renga publica ou que desappareceram no con-
gresso no meio de uma discuseo impossivel de
ser diseriptas, natural que aa proposigoea de
accerao nao inspiren se nao pouca confianga, e
que os estados do sul recusen at hoje loma-las
em considerages.
Mais de dez proposlas de conciliago foram
submettidas ao congreaso no espago que decor-
reu desde o eomego de novembro al ao fim de
Janeiro, Essas propostas eram quasi todas con-
cebidas no mesmo sentido ; ss leisque declarara
a escravido illegal nos estados do norte sero
abolidas ; o compromisso do Missouri ser mais
Sa.ni,n S- la<> f60"1 P;?cimentos tros termos, a escravido nunca podar ser intro-
J?.n !' naoieoteimporao3 dntida nos territorios situados alm de 36 de
tMl. !ePre8enl'n,e? de Potencias amigas aspri- l.tude septentrional, era abolido .0 sul dessa
ragoes e os perigos de ama prag. sitiada. Mor- inna dedemarcago.' Varaos enumerar os nn"!
dL^mM;JT^V^,m,ent0, C0DT-H?U h" CPa de entre esse. projectos de harmona, por--
Rm.m/"s. co'PO d'Ploniatico para residir em que as conferencias de Washington patecem
riZV d?.-he """ 9 offninenl? e os Pe- querer tomar por ponto de partida algumas das -
permsnecendo s n'essa occa- propostas que foram submetlidss
ngos de um sitio,
sio o ministro de Hespanha junto de S. M., cu-
ja sorte e fortuna estar resolvido a compartir
desde o principio.
Aoimado destes sentimenlos, nao quz el-
rei, meu augusto amo, convidar nenhum dos
membros do corpo diplomtico para voltar para
Gaeta, apessr das circumstancias todos os dias
mais criticas, e isto em consequencia do bombar-
deamento que rompeu contra esta praga no 1."
de dezembro.
_ Em quanto estavam livres as communica-
gesNpodia el-rei, e pelo menos indirectamente,
conservar-se em relaco com o corpo diplomti-
co residente om Roma, evitando-lhe todo o pe-
rigo, e se se houresse apreseotado uma poca
difficil, na qual tivessem sido necessarios os seus
conselhos, sempre havia meio de os convidar a
dirigirem-se em poucas horas Gaeta. Este ul-
timo recurso j nao existe.
c Depois de amanha ficaro interrompidas aa
_ ao congreaso.
Veio primeiro a mensagem do presidente, a
qual impossivel comtudo daasifkar entre as
I medidas de conciliago.
Propunha elle aos republicanos que cedessem
todos os respeitos, e que se pozessem merca
do sul. Foi mandada uma commisso especial
composta de um raembro por cada estado, e ao-
depois nao se tratou mais disso.
No meado de dezembro, o Sr Critlendeo, se-
; nador influente e demcrata, formulou a seguinte
proposta: Sob forma de emenda 4 consliluigo
declarar o coogresso que a escravido ser in-
troduzida e protegida em todos os territorios si-
tuados ao sul do 36 da latiluJe ; o congres-
so ceder desde jo direito de abolir a escrari-
do nos estados onde existe hoje ; a le sobre os
escraros fgidos ser declarada constitucional e
emendada de sorte que estipule uma indemnisa-
go para o seohor cujo escravo for libertado pelo
poro nos estados do norte.
dezembro, oSr. Dooglas, senador do
representante do partido demcrata, fez
1a proposta menos farorarel que a pre-
cedente :
podessem
outros pontos era conforme com as ideas do Sr.
entienden : o congreaso nao devia ter o direito
de abolir a escravido, e o prego do escravo fn-
gtdo deria ser restituido ao senhor qae o recia--
masse,
Em 14 de Janeiro, o Sr. Serrard, senador de
New-York, um dos membros mais eminentes do
parlido republicano e o fularo primeiro ministro
do gorerno do Sr. Lincoln, proounciou no sena-
do um discurso qae havia sido annuuciado como
; quera elle que os nevos estados, af
n"*ri^'_l i~i -,"a an anl dn tfi0
u entrar na Unio sem os escravos. Em
o fazer, nao por falta de consideraco pessoal! ua posigo. Bloqueado e ao mesmo tempo ataca-
DESPACHOS DO DA 13 DE ABRIL DI 1861.
Requerimtntot.
Antonio Francisco de Soaza Magalhes.Nao
tem lugar o que requer o supplicante por ser con-
tra a lei expressa.
Amaro Jos,Remeltido ao Sr. Dr^uiz de di-
Do cavalheiro Fortunato lord John Russell.
Londres, 22 de ferereiro de 1861.
Mylord :
fiocebi com profunda magoa, alada que sem
sorpresa, a nota datada de 20, em que me fazeis
a honra de me informar que depois que S. M.
el-rei, meu augusto soberano, abaudonou os
seus estados em consequencia da queda de Gae-
ta, eu nao posso continuar a estar acreditado
junto desla corto, como representante de S. M.
Siciliana.
Digo sm sorpreza, mylord, porque ha muito
tempo era fcil de prever que o governo ioglez
lomara esta reaolugao, e porque este governo
apretar de m #?^ Bffg"
illustrarem com os seus coohecimentos, os re-
presentantes dos diversos gabinetes.
Ainda outra circumataocia resolveu S. M.
Quando hontem se apresentou a el-rei o corpo
diplomtico, os chefes da legago que tiveram a
honra de lhe fallar no sitio de Gaeta, anima-
ram-o a resistir, aioda mesmo que a esquadra
franceza Uvesse deixado o campo livre a um blo-
3ueio e a um ataque por mar. Desde hoje S, M.
um particular valor a ourir os conselhos de
ministros to importantes. Os conselhos exten-
rmeD,lfftm0,rTad0 de"e,1 Sr rePre"nlant < r.dT.iSn'S: p"o"r'm que t*73ZZ
i* ni^?"iid,i?--M' ". reCebld es'e.s,CODSelhos de discuti-lo, o que nao d lugar a sorpre de-
i2l-aCHl* b0J6' e 'omou immediaUmente a pois do acolhimento pouco favoravel que flzeram
resolucao de se encerrar em Gaeta e de defender s medidas que pareciam mais capazes de os sa-
trX a UlUm U18lanl8 Mle teSt0 d" m- Us"er- Em\ummroSr7servarPd propunha uar
ia" ao sul ganliaa sufficienles para lhe tirar todo o
Mas, como possirel, se continuar o estado receio de rer a escrarido abolida pelo congres-
actual das coasas, que esta prega isolada e aban- o, e obrigara-se a fsrorecer arestituico dosne-
donada chegue a suecumbir, fleando ento gros fgidos.
merc do rencedor a pessoa de el-rei, da laioha Afinal de cootas cahio n'uma completa anar-
e dos principes. S. M. que quer soffrer a sua cnis a commisso de trinta e tres membros no-
sorle como rei, carece de ter junto da sua pessoa meada para dar o aeu parecer sobre a mensagem
os ministros estrangeiros, para recorrer, no caso do presidente ; aprsenla ella quatro pareceres
de necessidade, aos seus conselhos, e t-Ios por >o coogresso, uos assignados pelos membros re-
testemunhas irrecusareis dos factos realisados.
c Por isso S. M-, qu0 tem visto com grande
prazer o corpo diplomtico em Gaeta, que agra-
deceu em extremo essa demonstrago de affecto
e de cortezia, aproreitou-se dos conselhos que
Ibe deram n'essa occasio, e principalmente do
conjuncto das circumstancias para lhe rogar que
se conserve junto da sua pessoa.
c Fazendo esta communicago a S. Exc. o
por vos, a consequencia forgada da cessago das
relagoes polticas que, at data de 20, Uve o
prazer de manter comvosco.
Teoho muita satisfaco em que o dever publi-
co me tenha permillido manifestar maia syrapa-
Uas do que o teria podido fazer, pelos infortu-
nios do joven rei, e da rainha, que com tanta fi-
delidade tendes servido.
(Assigoado] /. Rutsell.
Os jornaes americanos pubhca-m os seguioles
detalhes sobre a conspiraco descoberta em Bal-
timore contra a vida do doto presidente :
Mr. Lincoln chegou sao e salro ao seu des-
tino. Agora trata-se de profundar o plano in-
fernal que linha por fim tirar-lhe a vida, e no
caso de necessidade, fazer perecer todas as pes-
soas de uma comitiva. Os fictos comecam co-
nhecer-se pouco pouco.
Segundo o que ae tem podido descobrir, pa-
rece que a conspiraco foi urdida em Baltimore.
Um agente da polica secreta, que a descobrio,
communicou-a dous ou tres notaveis republi-
canos, aaber : Mr. Leward, Mr. Tburlow e
Weed, Depois foi annuncia-la a Mr. Judd, que
partidario presidencial.
Na quinta-feira, tendo a noticia sido secreta-
mente expedida para New-York, foram muitos
agentes da polica secreta mandados para aquella
cidade pata traiarem com aquellos que primitiva- oar, a primeira noticia, a susteotago do bombar-
mente tinbam sido encarregados do negocio. O deamenlo de Palermo, o Piemonte bombardea to-
general inspector Kennedy, e o commissarioAc-
loro tambem metteram mos obra. Consegui-
rn! coojunctameDte entrar nos detalhes da cons-
pirago, e souberam o que foi sufficiente para
poderem conhecer que so tratara de um dos
mais infames altentados quo jamis tere lugar
contra a vida human. As informaedea assim
obiidaa pelos agentes foram commueicadas ao
do por mar e por trra, poder cahirsob as ruinas
da praga, poder mesmo ser prisioneiro dos seus
inimigos. Qualquer que seja a sua sorte, sua ma-
gestade est disposio a spporta-la com essa
grandeza de alma e firmeza de que ha cinco me-
zes est dando to numerosas e constantes pro-
vas.
t Contra o que est succedendo, contra o que
pode succeder, nao ha necessidale de protestar.
A lei e a consciencia publica, o senlimento moral
de todas as almas honradas, ho de protestar por
el-rei n'esta circumstanca decisiva. E se a Eu-
ropa abandonar a sua magestade, sua mages-
tade nao se abandooar a si propria. El-rei ha
de cumprir at ao fim o seu dever de soberano.
Tendes sabido por lodos jornaes, at pelos que
defendera com mais encarnigamento a causa da
reroluco, qual o verdadeiro estado do reino
de aples e da desventurada Sicilia ; descooQ-
anga, falta de seguranga, ruina. De cada ponto
dos dominios continentaes se levantam espon-
tneamente os povos para ptotestar.no meio do
traostorno geral, a favor do seu legitimo soberano
contra o dominio eslraogeiro. E efectivamente
o Piemonle trata-os como estrangeiros. Ao pas-
so que os piemontezes qualificam de barbarle e
de deshumaoidade os meios de rnoserago em-
bregados por sua magestade para pacificar as ten-
tativas de rebellio, e isso at ao ponto de orde-
publicaDos, outros pelos membros do partido da
escravido. O parecer da maioria procurava to-
mar um meio termo ; oflerecia alguma analoga
com as propostas do Sr. Serrard.
Todas essas tentativas (e a lista nao est com-
pleta) Acarara ioutilisadas. Neohum desses ofie-
recimentos de conciliago pode demorar um s
dos estados de extrema sul; seus representantes,
. umaps outros, foram declarar assembla que
nuncio apostlico, para que a leve ao conheci- se havia dissolvido o laco que os unia confedera-
ment de todas as pessoas que eompem o corpo ao> e inmediatamente deixaram a mesma as-
diplomatieo, por isso que falta o tempo para ea- sembla. Os republicanos riam flear rasios os*
crerer em particular a cada um delles, o abaixo bancos outr'ora oceupados por seus adversarios,
assignado deve accreseentar que S. M. ei-rei nao e os projectos de lei, com que mais antipathisava
pretende obrigar ninguem a contervar-se ; mas su'< eram adoptados, porque nao baria nin-
conrida a todos para isso, e ficar muito reco- 8uem que os combatesse. O Kansas, que por tan
onecido quelles que quizerem compartir n'este t0 (emp0 servio de campo de batalha aos abol
ultimo periodo do sitio, com as suas priragese cionistas e aos partidarios da escravido, acaba
de seas perigos. ae seradmittido na Uoio com uma constituigo-
< O abaixo assignado tem tambem ordem para ?ue repelle a inslituigo favorita do sul. Um pro-
Informar a V. Exe. Rvma., que, para os membros Jcto de tarifa augmentando os direitos de ico.--
do corpo diplomtico que ae resolveren! a permane-! PorlaS* foi submettido ao congtesso para satis-
cer ali, est reservado o melhor e maia seguro lo- | 'alfr .as tendencias protectoras dos estados ma-
cal que pode offerecer-se em Gaeta ; o gorerno real
encarrega-se desta maneira de prorer a sua com-
modidade pessoal, tanto quanto permiltirem as
condicoes de uma praga sitiada. Em quanto
quelles que quizerem mandar buscirosseus
efTeitos particulares para Roma, ou que nao jul-
guem por quaesquer circumstancias derer con-
servarse em Gieta, est um rapor disposto pa-
ra partir para Civia-Vecnia ou Terrados, fican-
do desde esse momento disposigp do nuncio
apostlico.
Esperando de V. Exc. Rvma. uma prompta
resposta, tem o abaixo assignado a honra, etc.
< Casella. >
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
dava todos os dias as mais convincoute proras' presidenta e sua comitiva quando esteva em
dos os dias eeem tregua os cidadaos italianos que
lhe resistero, como Ancona, Capua, Mola e Gaeta.
A nica peya adoptada pelos seus generaes para
cumprinir as povoages, uzila-las sem pie-
dade.
Neatas circumstancias. el-rei, nao querendo
salvar a sua pessoa, que ha dous mezes expe a
todos os perigos, sem assegurar contra a husat-
lhago a contra o multo a dj&aiilaiie real qu* re-
nufactureitos, o que om erro as circumstan-
cias acluaes. Se essa medida fosse adoptada, tor-
nara ainda maia difficil qualquer accord com os
estados cultivadores do algodo; fortificara o-
partido separatista que de ha muito appella para
os iateresses dos estados que produzem assucar
e algodo, e eaforga-se por lhes persuadir que
sao solidarios a escravido e o commercio livre.
Ao mesmo tempo auccedem-se com rapidez o*
actos de violencia do sul.
As autoridades da Luiziania apoderarara-se de -
casa d* moeda e de uma somma de 100,000,00
(350,000 dolieres] perteocente ao gorerno fede-
ral. Falla-so em graves insultos (eitos aos cnsu-
les iaglezes de Mobile e Sarannah ; ainda duri-
ridamos da exactido deesa noticia, pois taes ex
cessos complicariam singularmente a situago, e
com isso nada ganharia a causa do sal. Os repre-
sentantes de seis estados productores de algodo.
a Carolina do Sul, o Miasissipi, a Georgia, a Flo-
rida, a Albanla e a Luisianie reunem-se en
Montgomery para organiaar outra coofedeiago ;."
escolheram um presidente provisorio, o Sr Sel
ferson Davis. Emfim o Fuxas separa-se da Unio.
4 qual nao resta mais hoje uma legua de costa
oo Golfo do Mxico.
Al agora a ha um partido que sabe o que
quer e que caminha resolutamente para o sec-
ura, o partido daaeparago.
Como ae v, a ultima probabilidade de salva-
gao est as mos dos representantes qae a maior
parte dos estados intermediarios e alguna estados
do norte mandaran a Washington em 4 de feve-
rairo, ao depois da resolugo adoptada pala le-
tslaiura da Virginia. Essa resolugo, que o Sr.
nen eacarregou-se de Iransmellir ao con-
A crise americana caminha rpidamente para
ura desenlace. Formaram-sc no solo americano
tres partidos bem diatinctos: o partido do sul,
que deseja uma sepsraco completa ; o partido
representado pelos estados intermediarios, que
apezar de manifestar uma sympatbia evidente
pelos estados de escravos, aioda procuram ne-
gociar e effeituar uma reconciliacao ; finalmente
o Nord, heaitaodo entre o seu ardente amor
Unio e a certeza de que quasi impossivel che-
gar um accordo, declarando-se prompta pare
todas as coucessdes razoaveis, porro receloso ao
mesmo tempo de entregar-se 4 mediago prova-
relmente parcial dos estados de escravos que
anda se nao separaran da confederagio.
A 4 de fever6iro, ao mesmo dia em que os es-
lados que cultivam o algodo, seguindo o exem-
pto da Carolina do Sul, mandavam aeus delega-
dos Monlyomery em Alabama, para se enten-
derem sobr a c/.eago de uma ora repblica do
sul, reuuia-s em Washington uma eonvengoda 6 *BM wgent Mpecial, dja. que tu-
Igiaialura
IRuchanarj
aresso n'i
_-




w mitmui n m-____
IAiUO 01 ffBBaiHIOGe. *r 0P*T> FEJHV17 DI ABRIL B ltfil
i '. ..i. '.^
r*-in- *"
ios os estados livres ou de raros eran coa-1 pelos Druzzos, foi provisoria meato avallada por
vldados mandar commrraice, ** W**njtoOAua^oemniejio n'utna pequeo somma, ao de-
para ver se era poitivel chegar anu aecofd. pots* a meato* commissio apreisou-ae era de-
Kao respooderem a ttl-(Ipto as aera eitadoo -alartr ouaafaM eram demasiadamente potrea pa-
productores de slgodao. De entre os outros vfn- ra paga-l>, e poceram de parte toda a reparlo
le e cinco, so quinze a deseiHii ni ataisa im das erejuizoa causados. F sabido qt foi uti-
legsdos. Os estados intermediarlos, iste os es- mmente maodado para Damasco um novo
lados daeaoevos qr----------------------
sul. asedaran re
reacio, lafslismeatoj
zarate se declarare
, medida* que
U SiHf IITIZI Olla
.te alfas desees alados, asa- i foesefoea pavas*
mtvora*aaa caoaliaso.n- qaaaaaipM cag-
ue offeroeea sopaja anirneajao terca alastra
asa eoriphaas da extrema tal. Declarou a Casa-
liaaao.Not*e que se nocaasegaaBamm cbafor
a as eccorja. kavia de fazsr caaea enmuro coa
a aal. A legisla tan do aarjtand mao ocartta
suae taodeacns sepsorsssaa apezar Sos estaceos
digno dediogio do gsaiissUti do estada, A fk-
nia convoca umaconvencao.
No- Teunoasoet atofv par-ooo favoravol
Haiio, poi rase Virginia sahisse, da confederaco
ra diflicil couter o Maryland : eolio, a cidade
de Washington, situada entre -esses dous estados,
vetse hia seriamente amearada, e a lista come-
taria provavelmente em seguida eaire o norte e
aal.
Deve-se, pois, esperar que as exigencias dos
estados intermediarios nio eejaraexhorbitantes
a ponto de que o norte ebegue a repelli-hs. A in-
da qe a convengao Taca susssesses perlas fe-
shedss, jase sabia que a Virginia pedir a Igual-
dade do sul; essa exprresao precisado ser exph-
^fefe. .y>r' *"'oul|, Pnlo Tersa a todiaaco
"*" Jan cousa bem feia, bem des-
' .*
>-Entao melhor nao tratar
"1% Teem gusto decidido pelas periphrases os aioheiro. Em que havia silo gasto? Achando-
partidarios da eicravidao. Em su liuguagem,
scravidio a ioslituicSo particular; assim
como aigualdade do sul direito de trans-
portar escreves por todos oa pontos do territorio
americano, econveiler oslo lvre n'um solo de
estratos, segundo a decisao do supremo tribu-
nal. Sabia-se tambem que o Kentucby e o Ma-
ryland eram domesmo parecer que a Virginia.]
ISaanm os estados productos de algodio fazeru
grandes esforcos, e at sacrificios serios para
chamar a sua causa os estados de escravos me-
lhor despostos a respeito da Unio. Assim a
irtrva confederacao de Montgomery declarou que
nao restabeiecuri >&., ou.*o o.a-i-i-
tenco de offerecer urna lenteci irreslstlvel is
estados que criara escravos para negocio, e aV'lr-
gjnia um destes. Entretanto, toda a esperanja
nao estar perdila ao partir a ultima mola. O
ararte estara dispoato a fazer todas as concessdes
razo veis, mormenle depois que o Kansas fura
admittido na Unio sem escravdio, o que era
Com razio considerado como urna victoria pelos
estados livres. Se os estados intermediarios -,
ressem alguma proposta moderada, tal como o
restabelecimeuto do compromisso da Missouri,
averia talvezum meio de transigir e de solar
compenla mente os estados da extrema sul. ao
partir a primeira malla, esse nsultado o era
considerado como absolutamente impossivel.
Desejamos sinceramente que assim seja, e
estamos conveu^idos de que na Europa a opitiiao
xnililica applau-iirla qualquer tmusaejao houosa
que conseguisse reconciliar as fluasgrandes frac-
coes da repblica dos Estados-Unidos, com ten-
t que nao fosse feia custa daquelles nobres
senumentoe de iiberdade e dignidaue que deiam
ao norte o animo de subtrahir a patria inOuen-
ciaei triste poltica dopartidarios da escravi-
dao. Se, porcm, tssim nao 16r, se infelizmente
{o que eus nao permilta 1) esees ltimos esfor-
cos devara ficar esteris, ser-nos-hia impossivel
experimentar a commiserajo desdeuhosa qu=
inspira flgumas pessoas, um estado onde todos
rao sao do niesmo parecer, e onde o governo nao
obriga,por-bem ou Torca JoUos us cidadaosa ufle-
recem o espectculo de urna tocante unanimida-
dc. Como um po/o que para obedecer sua
consciencia cia perigos de ctso pensado, e arrui-
na seus interefses mais evidentes, um grande
inovim'eiito que nasce ( spoulaneamenle de urna
idi, que nao lem por ruovtl nenbum interesse
material e por airo nenhuma eitenco de poder
ou de influencia,ser um espectculolo commum
em nossa poca e nao merecer alguma.Cinpai~
ao? Penso realmente de preciar es iosiitui-
cees polticas dos Estados-Unidos altribuindo-lUes
o trausporle irresislivtl e irreflectido que tuble-
vou urna populaco inteira contra a escravi-
do ? Singular censura na reelidade, a qual se
fosse fundaJa, deveria ser considerada pelo povo
a que fosse feita como o mais bello elogio que
podem receber.
Augusto Leo.
[te Journal des D'ebals.=H. Duperron.)
Fazem alguos diis que a>pellaramos leal e ur-
gentemente para a sabedoria e oonciliaoao das po-
tencias que se dizem chrislaes e altiadae, sobr
urna queslao em que a humsnidade anda parece-
nos dominar a poltica, a queslao da Syria. Pe-
diamos que ailinefiem o alvo proposto aoles da
idirada do corpo de oceupaco que a Pranac
mandara ao Lbano como delegada da Eurodd.
Diziamos que a Europa nao poda
d*Mfr- aq
n asada ssMa a Mtfpa chr
ae ala -haaia eisa asme
me aaav. nissja seis ana
mar aa caaes, per swo ai -
denapj exigir de gaaeno qaa as soandasaa *-
coasaair i asa custa! x>
Eis o tuoccionario escolhido para restblecer
s orsch e e paz naouelis ctdat
soube acbar ama espeesaaa de censura para as
assassioos, nem uan palacra de commiseragao
para as victimas I Ouira commissio (os Turcos
gestara daS comraissoes; como se as tiressem
iuventajo, ellas lhes serrem par procastinar tu-
o que nao fazem raallagrar-se), utas commisso
turca fura enaerregada de presidir a reconstruc-
5o das aldeias destruidas pelos Druzzos. Sdb
urna impulso europea sem dnvida e extraordi-
aariamente, haviam as cousas marchado bem;
irrn ser acabadas algunas casas; apenas fattara
eobri-la, quando abandonaram ludo : faltara
naa^ que nvuvei'cu iiu _, a nao poda querer assnopc
tnhr/) nam r..r-- ----*! a resoiriB
sabiiiJ.ide de novos morticinios, e que at nae-
entregar um misero paiz a seus antigos donos, d
honra da J- ranga e da Europa exiga que a ordem
c j paz fossem aaseguradas por um meihor rgi-
men que efferecease ao menos algumas garantas
para o futuro.
A julgar pela discussa do parlamento ingfez.
a qual rodos podero *er, ficou o noiso appello
sem echo do outro lado da Mancha. Veritc*rao-
\Jr i'do v -?? s.d^mos &2&l&iL*SELLaS2
diseusso, por cosame; nenharma roz ergueu-
se para putados e ministros estiveram de accordo no erro
em que se obelinam, para chegar as consequen-
r.ias que delle tirain e as oooduses que desejam.
E' pois, admlltido, e de hoje en diaota indiseu-
ti?el entre os noves visinhos que (orara os Maro-
nites quem massseraram os druzzoe, que a pro-
teceo das tropas rancezas tornou-so de olguma
sorle urna especie de complicidade moral, e que
se anda nao se abragam na montanha, se nao
bemdizem o governo ollomane, nnicamente por
que os nosso8 soldadas a isso se oppoem, e impe-
cera a seu lalento as boas iotenedes daquelles
bous turcos, sem duvida para contrariara Ingla-
terra. Realmente, serio ludo isso ? Quem o
pacha que assim falla ? Faz parte do Divn ou da
cmara dos communa na Inglaterra ? Fazemos
esta jusca aog turcos: elles nio inveolaram isto
6ozinhos; podem rer-nos comaborrecimento em
seu paiz ejruo urna proa riva de sua fraqueza
PWM inda nao nos aecusarara de alimentarmos'
a agitaQao para l Ocar. Se foase preciso agora
mtervir no imperio por toda a pacte ende reina a
desordena, quande mu;lo seria suUkiende meUde
o exercilo ftancez. Sabeas-no os estadistas da
Inglaterra assim como nos, inquieta-es essa si-
tuagao, e, nao podendo extirpa-la, negam-na. E'
sabido em Londres assim como em Pars, que o
gprerno ollomaoo nao lem Tontada firme e sin-
cera de realisar as efotmag, Untas rezas solem-
nemente prometiidas; que naSyris, poreaeraplo
e por nao sabir da queslao, a nica preoceupaceo
reinante cansara paciencia dos gabinetes euro-
peus, Iludir na, adormecer outraa, em quaoto
caminha a obra da deaorganisacaa e contina o
auiquillamenio dos christaos por meio da perse-
gakaa e das ameacas depois de harer cemecade
pela merte.
As propriedades dos Maroaitas sao um rico des-
pojo e be tentador para a aridez dos pachas
turcas tao habis em aproveitarem aa ooeasies
como em prepara-las vagaresaroeate. Para quem
os conhece. sua indolencia e candara eobrem
mal urna persistencia sem escrpulos e sem limi-
tes. Para elles boca tuda aquillo que lera ao
fi. A emigraeo, depois da moriieinio, isse-
gurana o xito deQoitiro da urna operaco que
ia bem, quando vio pertarba>la a interrenco
ranceza. Nao podeodo opper-se, a Porta pare-
cer aceita-la de bom grado, e dentro esa pouco
Jorara os seus sgentes ristos a explorar com urna
astucia profunda e urna habilidade poaea cam-
mum at a preaenca doa noasoa soldados. Nio-
guera se lludio em Franca, ousamos dizar nn-
gaem na Earopa, e menos que azem Unios e tao deplorareis esforcos para
irritar coaira a Franca seseeptibilidades phantas-
ticas. Vio-ae a Porta, diziaaaoa nos, depois de
Jharer decusado e arruinado oa christaos por
meio dos Drazzos, laccir modo temor inspirado
por ijossas armas para ranear eaaes sesmos
Druzzos indomaveis a despaja-loa da presa em
procurar nem punir o* rerdadeiras culpados.
Urna indigna comedia de jusci, representada
cem urna gra vidade prorerbial no Oriente, oonte-
vio engaar aqaallea diplemaUs earopeus que
so nodiam ser engaados o tapar a bocea das ou-
tros. Entre os maic comproaettieos, foram aa-
leados alguna persooagens indignaba da
*ropa. abi todo tkoa.
A a aaaererarna inina
ee occobertas as paredes *de arera e'Tal, expos-
taa chura ou i maesas de aere aceumiiladaa,
ralilUam-se e desabam, tuda fica destruido.
Despenderm-se, pois, aammas considerareis
ero pura perda. Bateo desabrigados aa miserea
ebrietaas, e es neeessidades augmenUm medi-
da que os recursos rao diminuindo.
A maior parte das pormenores que acabam
dn ser lides, sao extraados de ama correspon-
dencia allemaa inteiramente desiateressada o
fidedigna. Se ciliasemos as correspondencias
fraacezas, seria um Trasca acabar, porm nao
deixariam de deaoonfiar do oulru lado do eslrai-
dadede o fazer a respeilo das narracoes dos
genHemaiis viajantes sobre as suppeetas ma-
chiuaces do estraogeira (Jfia-se Francez) va
Syria.
Tadaia citaremos m tirrins aaguintes, tradu-
zidas litteralmeete do principal.discurso pronun-
ciado na caoiara dos communs em 28 de fere-
reiro.
Dizem que o goveraador de Damasco, harendo
receido ordem de formar nm corpo e trapas,
Qcou-ee com o dinheiro que receben para tal
flm, durante dous ou tres annos sem inlerrupcao.
Ilavendo ao depois recebido ordem de mandar
sua tropa para as provincias danubianas, o nico
expediente que achou foi esrasisr as prisoes e
organisar um corpo dosselleadores e ladroes que
infestaram toda a provincia.
Assim pensara elle saiisfazer o pedida do seu
governo, e livrer a pro.riacia daquelles ban-
didos.
Tendo rebentado nesse cmenos diversos In-
munos, ordenou-ae s tropas que cassem na
Syria^ e houve assim para cembater a revalta a
gente mais wpaz de excita-la no intuite de en-
tregar-se ao saque, a E o ministro accrescen-
ta: Kao se deve contestar a m admiuistraco
das provincias turcas, a
Da instructiva iaormaco, que acaba de ser
lida, tiramos urna concltuo diversa da do nobre
lord, e diremos: < E* impossivel a actual admi-
iilstracao turca. j> O que, porm tornase in-
teiramente inexplicavel que depois de taes
factos haja adguem que se esforc em procurar
algures a origem dos crimes que ncheram de
lulo o Libano, a causa primaria das desgracas
que aindape-sam sobre um paiz ha tanto lempo
governadopor taes lameos.
O que para admirar que depois dessa his-
toria verdica e no desmentida, de salteadores
transformados em soldados ao servico de urna
potencia cajos embaixadores sao acreditados em
toda a Eoropa, venham contar sob a forma de
circunstancias ctteuuan.es. que certo bispo, por
que Czera repetidas risitas a cerlo cnsul francez
dera a eutender aos Moronitas que o governo
francez lhes prestara seu apoto, etc.
O que isto'? por rentura os bispos e os ca-
tholicos da Syria nao estiveram sob a proteceo
da Franca desde lempo immemorial ? Esquecer-
se-hiam jamis os nossos cnsules de lhes pres-
tar o spoio previsto pelas capiluiaces em virtu-
nossa propria conta ae l nao esliuessemos por
coota da Europa? Punhamos de parte essas tra-
pazas indignas do nosso carcter Tanto mais
que ser-nos-hia sobejameote fcil tcompanhar
os nosses contradictores na via das insinuaces
prfidas.
Nao nos temo> i"ii Jv ^-u m*uu" "
casa consutarToi poupada, nenhams so bandeira
Kl..juii pciM.oo.ciinni do Dia*co : grabas
a Deus nao foi a nossa; porm nao libamos ain-
da cuidado em attribuir e*se singular previlegio
poltica de um cnsul ou as visitas que recebia.
Nossa lealdads lem repugnancia em usar de taes
argumentos. Ah sermos engaados, preferimos
crer na Iranqueza e boa i dos nosEOS adversarios
verdade que em compensa^o nao permiliimos
de boamente que duvidem do nos. Nao deixamos
(5o pouco ceususar forteraeute que procurem-
qee dere seguir, e as propriedades par Ha atra-
vessidas, al encontrar as rillas, ppvtadoa, -
Iradas publicas, oa tais ramiOca^oea.
a Art. S. O presidente da prorlncia, easn ea-
diencia dos proprietarios, por cajas [i i lallTMrr
hourer de passar o caminho, ordenara^QS*>-' m&Bt?vaoni+ de Albuquerque : .... qu sa-
ropriQao,seelladever harer lugar. hindo do Riode Janeiro, se rae disieminaudo
Art. Jj|eafjsjjj[i iod ^
pre
ida
r-s
Art^Laaaaaaaaal

O,
Aru'S. Esa tal sao
uadfc par parta aa gosastisa. e a iadeasa samhores, nao se peder por usa aradoiro a esta
..gH aaetade palas cafraa pwrtecissm.* fceria ? r ^*^
oulra metade pelo proprielario ou proprietarios, A respeito tambem de urna outra materia do
rjaaser ?
4a Albuquerqoe:
^'".lanta immeral
Iszer
ou n
o de Jan
tjae se con
conversar em qnaaqaer wu-
o os ra pazes crapaan n m a
muito daaaareeies 1 E,
sua propriedade. oceupada
bam inderonisaciio alguma.
Art. 6. Haver Tugar i
pelo caminho, ti
(mente indemnisacao
das bemfeitorias, se as trras forera possuidas-jiam costume
porsesmarias e conUverem os tilulos, onus de '
publica serridao.
Art. 7. clarando na mesara propriedade ca-
minaos que ce dirijan 4 mesase villa, pproado,
estrada' publica ou saos ramificac&es, poier o
proprielario, ouvida a cmara municipal pelos ca-
nses competentes, com seu accordo, constituir
a aerridlo publica rnenle por um delles.a es>
tinguir todas as ou tras.
Art.-8. A dtrecco destes camlnhos poder
ser mudada a requerimente do proprielario con
as formalidades do art. antecedente, se para a
mudenca concorrer oa interesse publico, ou me-
lhor aproveitamento do -terrenas para a la-
roara.
Art. 9. Ficen revogadas as disponodea em
coairario.
Paco da assembta provincial de Peraambn-
co 15 do abril de tfrel. Cypria.no Ftnclon G.
A Icofor+io.*
rMk
ASSEBBLEl LEGISLATIVA PRO-
VlNGliL.
nobre di.
abre deputaaff
* principio que riitaa _
"^snso dss leis desea psx
0 5r. Alfonso da Albuqaarqae :Imo i
pretasawi.
O Sr. Souza Reastu naa duvida. Assin ,
qu*afiapondo a cata* de lei da30 da arntubs ala
18aa>qwe os escriviea aos iaizea de naaserriansa
atotakeliiesetc, (ML1
O Sr. AIonso de aubuqaerque ;-ri? essa a le
qae aa ignoro ?
O Sr. Souza Reis:Os autores do projecto
aso sei s
9 XTOmnal, aprsenlo unaidia, que Sr. prealdenle, reronherenfle- qiie desnecessario rrrS^^S^ ^^"LSti:
eboa em si.mesma, mas porque est ara haver tabellfes especiaes bTs duts fregu- nv...' t .t i n,0Trta0' todw
astseierma como um uso. como um costume que
impaeiivel cembater, e pri em tal caso sendo
impossivel de eombater, e um cos-
tume da alguma forma jastTearel, eu proponho' suppresso:
qaa teja BaactioBado por lei, para nao harer Mas diz o n
soldados, os soldados mais honrados do mundo de
haverem interviado em tenebrosos manejos que
se devem deixar aoi reaoluclonarios de lodos os
paizes ou s tropas do pacha de Damasco.
Lis emQm como apresenta-se agora a ques-
lao.
Declarou o ministro dos negocios eslraagei-
ros de Franga que se receiava seriamente a ex-
plaso de novas commocoes apenas se retirauem
as tropas fraacezas. _
O embaixador turco, pelo contrario, affii maque
julgava a Iraoquillidado reslabelecida no paiz e
que para maule-la nao precisa mais a Turqua
de auxilio estrangeiro.
A Russia e a Prussia sao da npinio da Franca
e parlilham de suas ioquietaedes.
A Inglaterra e a Austria poe-se do lado da Por-
la c creem em sua confianga.
Um orador dos communs leve a triste coragem
de chamar poltica sentimental a poltica que
quer impedir que o sangue corra ; como se cha-
mar a poltica opposta ? Queremos tentar ainda
sem paixao esclarecer essa importante discussa,
procurando n5o chamar para o terreno da polti-
ca uma questao que nos parece inleressar pri-
meiro que ludo, ao menos al agora, huraani-
dade e a civilisacao Queremos sinceramente rer
a paz no Libano e nossas tropas em Franca. Pe-
dem ser aproveilados os dous mezas de proroga-
{o da intervengo ; porm pensamos que para
o conseguir seria muito preferirel proroga-la at
nova ordem.
Nos j di8semos que tres mezes de oceupaco,
cujo termo fosse ignorado pelos Moronitas assim
como pelos Druzzos, obteria resultadas mais efi-
cazes do que um anoo com um prazo fixo.
A tribuna ranceza, cujo despertar estripitoso
s6 poder ser favorarel causa da ordem dajus-
tica e da Iiberdade, ra prestar seu poderoso au-
xilio aos chrislos da Syria, protegidos seculares
do nosso paiz. Mas se por inlelicidade devease
prevalecer a poltica egostica e suspeitosa, se o
governo francez, depois de haver protestado, e
para obedecer a sua assignatura, consantisse em
retirar as tropas da Syria, se finalmente viessem
a ter lugar novos mortecinos, depois de embar-
cadas as tropas, parece-nos que a Franca entao,
isenta de qualquer convengo, apenas deveria
consultar seu de ver e seus direilos.
F. Camis.
[La Prette.H. Duptrrott.)
Sessao em 14 le abril le 1S6I.
Presidencia do Sr Dr. Manoel Porte lie.
(Concluaao.)
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Sr: presiden-
te, ainda vuu offerecer casa urna iadicaco para
ser remetlida a assembla geral pedindo- se-lhe a
sua appruvaco.
Essa indicscao que hoje aprsenlo diz respeito,
ou tem relaco com uma das noasas pecas legis-
lativas a mais importante, com ama peca de su-
blime arebitectura de nosso edificio social.
Um Sr. deputado :Qual ?
O Sr. Alfonso de Albuquerque :O nosso cdi-
go criminal. Essa qualificajo que Lhe dou nao
minha, elle a tem recebido de lodos quantos delle
tem tratado.
E nio obstante senhores, uma reforma que
eu desejo se faqa no nosso cdigo criminal, o ob-
jecte da indicago.
Depois de ter fallado do excellente coaceito
era que tido o nosso cdigo criminal, conceitontretanto
bem merecido, parece lemexidade minha querer
nelle por as naos, pedir qualquer cousa que o
altere; mas, senhores, embora a grandeza e su-
blimidade.dessa peca, que foi toda lirada da phi
losophia do scalo XIX, que ioi lio bem organi-
zada, tao systematicamente combinada, na qua;
nao escapou ao legislador a mnima convenien-
cia, a mais insignificante circumstaneia que po-
desse Influir no coracao humano para a pralica de
qualquer aeco, nio obstante a grandeza, a subl-
midade dessa peca, dizia eu, lia nao perfeita.
Ha, senhores, ao nosso cdigo criminal un de-
feilo, que nio o so pelo meu pensamento, sSo
soueu s que o reconhego, porm todos ; e esse
defeito tal, lio grande, que lem trazido in-
mensas desgrasas I Esse defeito existe no capi-
tulo em que se trata doa crimes contra a seg-
ranos da hoara....
O Sr. Souzs Reis:Acora jcbamou a atten:
cao das camaris para esse objeclo.
O Sr. Drummond : Eal creio que j caste
um projecto em Ia ou 2a discussa, por canse-
guinle nao adianlamoa idea.
O Sr. Souza Reis:Pode ser: oucamos sempre
o orador.
O Sr. Attonso de Albuquerque :Sei que exis-
te esse trabalhe.....
Urna voz:E al bem elaborado.
O Sr. Alfonso de Albuquerque: .... mas sei
que muilas cousas exigiera tambem esquecidas, a
espera de lempo, que nunca chora -'-- :*
-_.._^, i,iiv <,but> Jo, uc parle erapregar os meios convenientes para se
dar execucao aos benecios mais urgentes, e
por isto que eu embora o que ha sobre esse ob-
ljeclo, euteadi que deria apreseular a indicacao
que vou mandar mesa.
A minha ndicagao, Sr. presidente, com quanto
esteja rodigida em termos mu genricos, toda-
va parece-me que ha nella um fundo Qxo e uma
idea de norjdade, e pode ser que essa novidade
aproveile. Encaro como uma cousa com pones
sigicacaoa idade que o cdigo cr. estobele-
ce---- isto aidado at a qual a offensa feita
honrada mulher reputada crime. Sendo a of-
fensa feita at a idade de 17 anuos, o cdigo pu-
ne, mas depois della nao 1
Eu creio. senhores, que esto termo dere ser
afaslado al que a mulher tenha chegade a- po-
ca maioridade, Uto aos seus 21 annos, porque
ate essa idade a mulher nao se domina como o
homem. e aofTensa que feita sua honra de
que ella nao pode dispr at essa idade, deve ser
qu alineada criminosa, o como tal punida : a falla
de disposices a este respeito tem dado lugar a
muitas desgrasas, que a boa lei esua boa execu-
cao o Uevero eritar necessariamente.
Agora, seohores, direi que alm da idade ser
muito curta, as penas sao irrisorias, sao mui pe-
quenas, o delnqueme apenas condemnado por
alguos terapos desterro para ra da comarca, e
a offendida ou seu pai assim ultrajados na honra
de sua familia e apenas con lo irrisoria satisfa-
cao recorre quasl senpre ao bacamerte se o pode
e se tem forca para isto, ou entao aoa pedidos a
alguma autoridade de sua amizade para que se-
ja recrutado o delnqueme ; aconlecendo at mui-
las vezes que se fiugem offensas dessa natureza
soraenle para se exercerera pequeninas viogaosas
e para poder-se' conseguir que se recrute algum
innocente, para o flm de obriga-lo a c*ur.
Assim como se acha confeccionado esee artigo
do nosso cdigo criminal quando tratada idade e
das penas para o caso de estupro, sao todas os
outros artigas da seceo primeira. Na seceso se-
gunda qualifica-se outro crime, o de rapto de um
modo qoe nao abrange toda a aeco criminosa, e
todos os casos de onde resultara aullas desgra-
sas. Diz o cdigo a respeito (le)
Tir*r um mulher da casa de seas pas para
Um libidinoso crime. mas raptar para casar nao
p I Ora, seDhorea, se me roubarem este lenco,
(o orador moslra um lenco que tem na mo] eu
persigo o ladrao e o mett na cadeia, maa se rou-
barem minha Dlha, uma re que seia para casar
eu fleo de moa aladas, nada posso fazer I E as-
sim podem andar com ella de casa em casa, fu-
gindo sempre do par que a procura, de pai que
a pode padir polica...
DIARIO DE PERNAMBUCO-
severaeoes suspaitas lavadas ao aarla- HeJ^r*tJf,*** regu1,mentea em Tigor.
^ntoingleas^nrc^to^ *" ^ ** *-"
iiSfmii r?u"l.?rte Sdes. Etcolhemas en-
toml. Una maamrriaacao qt derk m p*f>
A assembla provincial oceupou-se honlem :
da^tinujsao da discussa do projecto n. 34 de
1858. qae foi approrado ; da primeira discussa
do de n. 1 do corTente anno, que tambem ap-
prorado ; e do de b. 46 de 1860, que foi srabstitui-
do pelos segnintes additiros :
a Artigo subalitatiro eo art. Io :
a Quando fot reconhecido pelo presdeme da
provincia, nos termos da lei proricaialnrlg, a
utilidade da abertura de nm caminho, que desr-
rio I diversas propriedades agrcolas para aa
villa, poroadoi estradas publicas e anas raraiB-
eacoea, poderd aer declarada provincial ou munl-
eipal para se proceder" desanropriacio dos ter-
'u"08-?"--*" 'De n0Terem de ser oceupadas por
aMttiaes qae ficenm adiados :
Art. 1. Os proprietarios a quem tal caminho
rrar prestar serridio poderlo requerer a sua
abertura ou elbortmeolo, indicando a linha
nao
Um Sr. depuUdo iNio lia locante quando
o pai procura, como quando a mii proeura. (Riso).
O Sr. Affonso de Albuquerque: Assim, se-
nhores. eu pejo tambem naindicasioqaese con-
sidere crime o rapto ainda mesmo que nao seia
para flm libidinoso...
O Sr. Theodoro:Islo que o sogro proceeae
do genro. "
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao ; seguin-
d0A,e, isan,ento nao ha crina, do cdigo.
O Sr. Theodoro :Muito ben.
O Sr. Affonso de Albuquerque : ... para que
nao acntese conaeguir-se o casamento sem o
consentimento do pae ou do iiz, aomo muits
vezes...
Um Sr. deputado : Havendo rapto nao pode
harer consentimento.
O Sr. Affonso de Albuquerque Requer-ee
deposito o trata-se de conseguir o coosenli-
mento...
Um Sr. deputado : Maa harendo rapto pao
pode harer coosenlimenio, diz a lei.
Trocarx-se aparte entra oa Sra. Fenelon a
Dranmond.J
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Nao obstan-
fe, muitas rezes acontece dar-e o rapto, dar-seo
deposito e effectuar-se o casamento depois da
pie muito aperreado ; mu esta nao a minha
queslao, o que quero que se considere o rapio
um crime, alada qua tenha. sido feito par*
tugar abusos eguaes aos que se tem dado por mi-
ihares de reje*. isto criminando-se a una por
caprichos e yingancaa parlioqlarea, entretanto
que generalidade deixa-se passar desaparcebi-
da sem strffrer cousa alguma. Quero Tallar, se-
ohores, do uso de ornas, que eu acbo bom que
aeja parmiltido eempre en *wge&a per ierra,
porque assim se pratica por todo o Brasil....
Un Sr. deputado : Deus me lirre de seme-
lhante cousa.
O Sr. Alfonso de Albuquerque j... deata arte
a minha inrjicacao c a seguate : (I).
Vai a nasa lida e remedida a commissao de
eonstituisSe e poderese saguinte indieasao :
Indico que cata assbla represente e peca
a ossembla geral queee decrete :
< i." Que se refonne o cdigo criminal no ca-
pitulo que se dos taimes contra a seguran;a de
honn. .fW "n'rMimulberes de menos de 11 annos.
nos csh)s em que o ti0, t"- -- *' uuuo.
z. Que se imponham penas muito mais
graves p?ra taes crimes;
3." (ue ae considere crime e grvese rapto
demulheres honestas.ou reputadas tal, ainda que
nao o seja para um libidinoso.
4o Que sejam considerados crines graves
c.< actos de sodoma.
5." Que seja permellido an lar armado em
vagem por trra.--Affonso de Albuquerque Mello
Entra em segunda dbcusso o projecto n. 22.
Je 1859. '
Artigo 1.a Crear-se-ham em todos os termos
da provincia dous lugares de partidores, um dos
ruaos accumuler as furicsOes de deslribuidor,
ios termos era que houver destribuigao, o outro
is de contador.
Val a mesa apoiado e entra cm discussa
eom o artigo do projecto additivo do Sr. Oliveira
indrade.
OSr. Miranda (pela orden) observa que na
sesso ultima, estando em discussa as postu-
ras da cmara municipal de Diinda, acontecen
que ae ir-se rotar uma emenda, reconheceu-sc
nao haver casa por isso flcou interrompid essa
discussa, a qual segundo entende deveria con-
tinuar hoje, logo que entrou a ordem do da, en-
tretanto nao v que isto se tenha feito, e pelo
contrario poz-se em discussa um projecto mui
difireme.
O Sr. presidente : A praxe tem sido sempre
Iratar-ae de posturas de cmaras na ultima par-
te da sessio, quando as materias mais importan-
tes da ordem do dia lenham sido tratadas ou
decididas, foi esta a razio porque puz em dis-
cussa o projecto n. 22, deixando as posturas da
cmara de Olinda, entretanto o nobre deputado
ver, se heuver lempo, que no fim da sessio
farei continuar a discussa adiada dessas pos-
turas.
O Sr. Miranda diz que nao duvida que essa
seja a praxe, porm que a desconhece.
O Sr. Affonso de Albuquerque : (oio devol-
reu seu discurso.)
O Sr. Theodoro da Silra diz que sent profun-
do pezar de vero nobre deputado, que aliaz in-
sina ter o propozilo de moralisar esta provincia
e mesmo todo o paiz, cancorrer pelo contrario
para a desmoralisacao do funeconalismo publico:
o que niodeixa de ser grave mal.
Nem uma so vez tem falllado o nobre deputa-
do que nao censure com vehemencia, que nio
invective lodos os funecionarios pblicos, que
se muitas rezes teem-se desusado dos seusfle-
veree, muitas oulras teem prestado servisos
reaes ao paiz 1 E, assim trazidos com pouca jus-
tifa pera as discossdes, nio se enfraquece r> .<
prestigio, do que eltes tanto nMtMsl Eis por
que oiz u oraoor MUe ism pesar de que o nwrc
diputado, em vez fie cumprir a sua missao de
moralisar o paiz, promova a desmcralissgao do
funeconalismo, a qual, de certo, nio um bem
para o mesmo pair. Mas oceupando-se da ma-
teria em discussa, o quo observa o orador na
impugnasao, que o nobre deputado faz ao pro-
jecto, que elle nao o combate seriamente, com
boas e procedentes rasoes ; visto como no sea
discurso, afora palavras vagas e por assim dizer
banaea, nada nais ha. O que. por exemplo,
quer dizer senio isso a opposicao ao projecto,
que nao crea os lugares de partidores, visto como
jaestao elles creados por lei antiga, pela rasao
que allega o nobre depilado de que o funeco-
nalismo corrompido, immoral?
-Entretanto esquece o nobre deputado, pergun-
la e orador, que ha necessidade de que os car-
gos de partidores sejam ewrcidos Ctamenle por
individuos para elles nomeados, em" snbstitaico
aos partideres de occ*3iio escolhidos pelas par-
m'-nao <0 Pr1uo estes nio saben fazer o seu
officio as partilhss, rindo o juiz a car sobre-
carregttd com o trabalho d'elles, pela precisio
de fazer por si mesmo essas partilrtas ; como
tambera por que, sendo certos e empregados fi-
xos os partidores, o juiz exerce sobre elles maior
accao, pelo temor que lhes dere causar a res-
ponsabilidade; evitando-se assim fraudes e con-
luios ?
O Sr. Souza Reis:Eolio o qoe isso ? r~l-\. t a a i
O Sr. Affonso de Albuquerque :-*.iH. por, *^*g%* V** cireumsUn-
que, disse que se tiressemos menor numere de ^IT2!rri7? cennao.
magistrados moralisados. lalrez livesaenoa me*' J%rf%n*.tt 5V naa taseenbla se coaB-
Iborjustica, nio disse que dimjnuissemos. ? dos beneflcios que darer produzr uma
OSr. oiza Reiar-Bem. con isso mesmo o" -ftnA'u^rm! tonif """" ?u*nl e
deputado ..UJ icado o q, '^^.^^^^S^t.. t
especiaes as duts fregu
zias de S. Loureogo da Marta, e Santo Amaro de
Jaboatio depois que esaa lei deu aos escriries de
paz as at'.ribuicoes de tabelliaes prop6em a sua
tiesta
qmaaito
qan dispoem d capitae.
raaahjp.u. ia^teto mafi
iraags b i |fiT inapublf,^
Cafues awiriiw e anmleiM fcemaria
fom4m l w,,tlt,t< meaM a aMpjhjadecasa
e neihor fifirl | a gaa> asa Mlparr anra
q
e
P
pan
saet
pal
Alm diaso. a snciadade uadar um ejlAhele-
obri-
obre deputado porque fsram crea-
dos esses lugares.
Direi ao nobre deputado qua a creacao desees
lugares foi aoloriori lei e pela necessidade que)
baria delles.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Isso agora 6
outra tousa.
G Sr. Souza Rei ;Entio feconheoo j o no-
bre depulado que ignora o que se psssa no seu
pare
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ora 1 se eu
conhecesse todas as cousas de meu p.iz, era o
primeiro hornera delle. (Rizadas)
O Sr. Souza Reis :Mas nio deria ter entrado
na questao sem primeiro ler procurado saber qae
lei existia a respeito para entao poder emittir- a
seu juizo.
O Sr. Affonso de Albuquerque '.En venho
aqui alardear sabedoria ?
O Sr Souza Reis :Anda se v que o nobre
deputado arabou A follar como de ordinario
"liiiii faltar nesta casa, isto sem a devida
r6Il6X$0..
O Sr. Affonso de Albuquoue mm
gado.
O Sr. Souza Res:Sem a de*ida meditaeo ..
OSr. Alfonso de Albuquerque :Muito obri-
gado.
O Sr. Souza Reis I.... Porque quer encontrar
immoralidade, corrupcao no grao mais elevado
em todas as classes dosfunecienarios pblicos e
nesse proposito acusa a todos como temos visto.
Tenho pois feito ver ao nobre deputado....
O Sr. Alfonso de Albuquerque tEstou vendo.
OSr. Souza Res:;... que ha toda a razio
na adopcao do artigo que se disrute.
Quanto emenda aditiva, direi, que exercen-
do os funecionarios de que se trata ha muitos an-
nos estes lugares, oio justa que nio lhes vamos
tirar esse direilo adquirido.
O Sr. Pina :E elles teem titulo concedido pe-
to governo geral.
O Sr. Souza eis:Razio essa que actuon
em meu espirito para offerecer igualmente a
emenda qoe ji foi approvada por esta casa ao
art. 1.
Assim pois justificada a disposieao do art. l*e
da emenda que Uve a honra da offerecer casa,
espero que uma e outra sejam approvada?.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :(Nio devol-
veu seu diseurso.)
IndD-se a volar verica-se nio haver casa.
O Sn Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessio.
Por ultimo, declara o orador que oppe-se a
emenda offerecida por outro nobre deputado,
relativa a creasao dos lugares de avaliadores :
prime, porque, havendo taes empregados. serao
as partes e sobretodo os orphiossebrecarregados
de onerosas cusas de caminho, condusio e es-
tada ; o que nio accontece, tendo as partes o
direito de escolherem avaliadores seu aprasi-
mento, pois n'este caso escolhem os seus visi-
nhos, muitas rezes seus amigos, quequasi sera-1
pre dispensara o percebimento das proprias cus-
tas da avaliagio e nao teem direito s outras de
caminho, condusio e estada ; e secundo,
que muitas comarcas ha em que
portaocia, tantos sio
. por-
pela su im-
as cousas e gneros que
uevem ser avallados petos aaaliadores, que diffi-
cilnente se encontrara dous hometis qoe re-
nan os precisos conhecimentos, que taes cargos
exigen.
O Sr. Affonso de Albaqaerque:Nio devol-
veu seu discurso.)
Vai nesa e apoia-se a segurle emenda :
Salvo o direito adquirido peles actuaes ssrven-
tuariosSouza ReisTheodoro da Silva.
O Sr. Oliveira Anarade :(Nio derolveu seu
discurso.]
O Sr. Gaspar Drummond :(Nio devolveu seu
discurso.)
Encerra-se a diseossio, o artigo substitutivo
regeitado e approvado o artigo Ia do projecto
con a emendado 9r. Soiira Reis.
Art. 2aSio extinctos os lugares de tabelliao
en S. Loureoso da Malta e Santo Amaro de
Jaboatao.
Vai mesa e apoia-se a segurte emenda :
Salvo os direilos adquiridos petos actuaes serren-
tuanos.Souza ReisTheodoro da Silva.
O Sr. Souza Res:Sr. presidente um dos au-
tores do projecto que se discuta e autor tambera
da emenda additiva que fot lida,eorre-me a obri-
gagao de dizer alguma cousa em sustentarlo de
un e de outro e principalmente a respeito do que
acaba de dizer o nobre deputado que assenlou-se.
O nobre deputado disse que nao podia votar
pela disponsio do artigo que se discute, porque
nao sabia se linha desapparecido a razio porque
tinhem sido creados, eesea lagares. Tarece-me
Sr. presidente qae o nobre deputado quer fazer
uma exeepcao A regra geral que elle tem estabe-
lecido tao injustamente qual a de que se devem
dlmiaor oa cargo* pblicos.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Eu disse tal'
cousa T Tenho dito que melhoremos o que exie-"
te e que nio augmentemos.
O Sr. Soma Reis:Ten dito que um mal
crear, qae se podes dimioni*.
05r. Affonso de Albuquerque :Neo disse tal.
dase qua se tiresaenoa* una nagistralura em
menor numero, talTM eiiatone meihor.
SESSAO EM 16 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. bario de Vera-Cruz.
Ao meio dia feita a chamada, e rerificanio-se
harer numero legal de Srs. deputados
Abre-se a sessio.
L-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1 secretario d conta do seguinle:
EXPEDIENTE.
Um officio da cmara municipal do Onricury,
representando contra a inteligencia dada pela
thesouraria provincial ao artigo da lei do orca-
mento, que substitu} o imposto do dizimo do ga-
do.A' commissio de legislarlo.
Outro da cmara da rula da Boa-Vista, no mes-
mo sentido.A' mesma commissio.
Ura requeriraenlo do presidtnte do Instituto
Po e Litterario desta cidade, pedindo a conces-
sao de quatro loteras no ralor de 120:000$ cada
uma, favor do mesmo Instituto. A' commis-
sio de petises.
Outro de JoioSoares da F. Vellozo, podindo se
ordene cmara municipal do Recife lhe pague
a quanta deW44ti5O0 aun lhp A rtocodoT*. v
imir-icijn Aa iM'camento municipal.
Outro da irmandade do Divino Espirito Santo
da igreja do Collegio desta cidade., pedindo se de-
clare que benecio das loteras que lhe foram
concedidas sejam applicados s obraa da mesraa
igreja.A'commisso de legislacao.
Outro de Fr. Pedro da Purificaso e Paira, di-
rector e capellio do collegio dosorphaosde San-
ta Thereza, representando contra a tabella aune-
xa ao novo regulamento promulgado pela presi-
dencia em 28 de Janeiro ultimo, u* parte quo lhe
diz respeito.A' commissio de legislado.
Sao lidos, postos em discussa, approvados e
mandados imprimir, osseguintes pareceres com
as respectivas posturas:
A commissio do posturas e negocios de c-
maras, quem foram presentes as da cmara mu-
nicipal da villa de S. Bento, de parecer que se-
jam as mesmas approvadas, com a suppresso
dos arligos 17, 18, 19,1Q, 21, 28, 23, 24, 26. e a
primeira parle do art. 27 do titulo 2a, 5, 6 e 7
do titulo 5, 4 e 7 do titulo 7a, o 3 do titulo 9,
a 2 parte do art. 8 do titulo 3, devendo entre-
tanto 8erem impressos para poderem entrar na
ordem dos trabalhos da casa.
Sala das coramisses, 16 de abril de 1861.
Livino de Barros.Salgado Jnior.Lopes.
A commissio de posturas e negocios de c-
maras, quem foram presentes os artigos inclu-
sos da cmara municipal desta cidade, de pare-
cer quo sejam os mesmos approvados, devendo
entretanto ser impressos para poderem entrar na
ordem dos trabalhos da casa.
Sala das comraissoes, II de abril de 1861.
Lopes.Salgado Jnior.Livino de Barros, a
E' igualmente liJo, posto em discussa, appro-
vado, mandando-se officiar convenientemente o
segninle parecer:
A commissio do estalislica precisa para bem
firmar sua opirio sobre o requerimento, em que
os habitantes de Cruangy pedem a restauracao
da freguezia d'aquele nome, que seja ouvido o
Exm. prelado diocesano.
Sala das comraissoes, 16 de abril de 1861.
J. de Mello Reg. Padre Marcal Lopes de Si-
queira. a -**
(Contmuov-n. ha.)
REVISTA DIARIA-
Acaba de ser apresentado assembla provin-
cial um requerimento, pedindo a votfcio de um
privilegio, ede autorisac.ao presidencia, aGm
d ella contratar o estabeleciment de umacon-
panhia de carros, para o servico de cslaeoes as
prasas e ras da cidade. senelbanca das qae
existen en Franca, Inglaterra, Blgica e
Russia.
E' de incontestavel vantagem para o publico
uma tal creacao, que lhe facultar vehculos de
passeio, por preces diminutos, e can numeras
raatagaas, qae actualmente nao existen, cora
especialidade para aa classes menos abastadas de
nossa sociedade.
Nem se diga que virio soffrer os actaaes
proprietarios de carros de aluguel, porque elles
continuarlo como de antes alugar em suas
casas, pelos precos que lhes convienen, sen-
t o-lbes smenle prohibido par carros as
estasoes.
A reguliridado com que se faz esse servico, e
a fcil vigilancia qoe pode exercer a polica sobre
esses vehculos, a baratezs, e mais que ludo a
commodidade que elles offerecem seriam razos
mais qae suffluentes para sa adoptar uma tal
Mea, secao bastassem os hons resultados que
tem colhido o Rio de Janeiro e o Para, onde
eompanhias semelhantes se achara creadas e en
execucao.
De presente a numero da carros de alugaal
exiguo, a provam-o os procos exhorbltaotes
porque ae cooaegue ana em nm dia de fe*la
qualquer, a maia do qua tado a dirBculdade qua
se eneoatra an acha-los para.lugar, cora a
desejavel deeeacia. )
Naa servir da prosa a nao execucao at o
preaeale de una lei provincial, que autorisou a
eaoaspamcft iln ama lialn da inalnie pi aa
arrahaldea, poaqna asse fado l-fa-sa nio sd aoa
effirioas que ten relacio com o concert dos
carras a animaes empregados aa serrica, to-
mando uma grande quantidade de artistas naci-
oaee( qae melhorario muito o sen trabalho, j
pelo emprego de maquinas, caja falta torna da
presente o serrijo mu pesado j palo cultivo de
bois mestres, podeodo dentro em pouco riralisar
com elle*.
Osneasoa animaes, que presentemente menean
em grande quantidade pela falla de trato ade-
quado, passario ler cora seus achaques, com
a rinda de um veterinario hbil, que ensinara
aos nossos comprovincianos essa arle lio .impor-
tante, e que em certaa e determinadas occasies
aera um thesouro para o pobre, cujo unieo pos-
suido seja un animal qaatquer.
Em todos os paizes donde se ten formado
eompanhias rancezas, para o trafaga de qualquer
estabeleciraento, sensirel o progresso e as
ranlageas que 4eNas se eolhem, porque ellas se
emprehettoedores e t usados.
O melhor systema de impeilir os homens s
descobertas e inrencoes ha sido desde muito
lempo, quer na Fraoga quer na Inglaterra, o do
conceder privilegios e premios aquelles que
inrentam, melhoram eu produzem rantagens
nos diversos ramos da vida humana.
O Brasil que por ora nio pode despender
sommas com premios deve empregar ao renos
* r.*-1<^o. ..m.* i^^nntiwn mn Aeaonvalvmon
lo das artes, offlcios e sciencias; e se ha alguem
que tenha de ganhar em tees concessoes sem
duvida o paiz que as fizer ; porque, alm do
melhoramenlo da localidad?, ellas trario noroa
rendNireotos aos cofres pblicos, j pelo resulla-
do da importaeio dos artefactos que tem de ser
empregados, j pelo augmento dos impostes que
devero pagar as seus productos.
A assembla que sabe comprehender as ne-
eessidades da provincia, estamos convencidos,
naodeixeri de acceitaruma talida.queellaha
de trazer vantagens reaes, apar da commodidadn
do publico. _
Por portara da presidencia de honlem
foram nomeados officiaes do 1 batalhio de arti-
lharia da guarda nacional deste municipio os
segnintes senhores :
Quartel-mestreJos de S Leilo Jnior.
SecretarioFrancisco Gomes de Oliveira So-
brinbo.
Eorta-bandeiraJulio Cezar Perreira de Agolar.
1* companhia.
2 lenteJos Lins Innocencio Poggi.
Manoel Osmeodo da Cmara Pi-
mentel.
2* companhia.
1 tenenteJos Pires Campello de Almeida.
2 ditoFrancelino Xavier da Fonseca.
3* companhia.
Ia tenenteManoel Bento de Silva Magalhies.
5a companhia.
2 lente -Leopoldo Ferreira MartinsRibeiro.
Joao Velloso Soares.
6a companhia.
CapitioJoio Caetano de Abreu.
S. Exc. o Sr. vice-presidente ordenou que
fosse sobr'estada a arremat3co da obra do cal-
lamento do Campo dss Princezas, ra do Impe-
rador e prasa Pedro II, at ulterior deliberasio
do presidente nonoado.
Este acto administrativo basea-se na deficiencia
dos cofres provinciaea.
Foiautorisada a directora geral da iostruc-
So publica a admillr um collaborador, modian-
te a gratiQcaco de 50$ mensaes para coadjuvar
os trabalhos da mesma repartico.
Honlem leve cometo ectivamente o con-
curso para a substtuisio vaga na faculdade.
Em Serinhaem, engenho Canto Escuro uma
parda de nomc Narcita, lirre, lentou suicidar-sa,
dando-se alguna golpes na garganta.
Nio tendo suecurabido, achara-se comtudo em
perigo pela gra vidade dos golpes.
Por decretos de 6 do corren te :
Foi nomeado para o lugar de procurador fiscal
thesouraria da provincia da S. Paulo, o Ur-
da
Indalecio Randolpho Figueira de Aguiar;
Foi concedida a demissae pedida pelo Dr. Au-
gusto Elisio de Caslro Fonseca do lugar de 2 es-
c.-ipturario da alfandega de Pernambuco;
Foram nomeados: officiaes da ordem da Rosa,
os capilies-tenentea Hermenegildo Antonio Bar-
boza e Antonio Affonso Lima, e o Ia tenente
Hcurique Antonio Baptisla ; cavalteiro o Io l-
ente Eusebo Jos Antones; e dito de S. Beato
de Aviz, ocapitao de estado-maior deS"classe
Joao Pires Gomes;
Foi poslo-em disponibilidade o encarregado do
negocios oa Hollanda, Joaquin aetano da Silra ;
Foram removidos : o viscoode do Santo Amaro,
de encarregado de negocios em aples para 4
Hollanda ; Harmodio de Toledo Marcondea de
Montezuma, de secretario nos Estados-Unidos
para Venezuela ; e o Dr. Leonel de Alencar, de
secretario da Repblica Argentina para os Esta-
dos-Unidos.
Lista dos bapsados e easamenlos hsvidos
nesta freguezia da Boa-Vista, de 1 a 31 de marso
do corrate anno.
Mara, nranca, com 4 mezes de nascida, Alba,
legitimado Vicente de Paula Oliveira Villas-
Boas, e Marcolaa Duarte Villas- Boas.
Alexandre, pardo, con um mez de nascido, fi-
Iho natural de Francisca escrava.
Argelina, branca, nascida em 14 de janairodo
correnle, fllha legitima da Tobas Pires, e Ja-
cinlba Armenia Pereira.
Eduardo, branca, nascido em 18 de novembro-
de anno passado, filho legitimo do tenente co-
ronel Joaqaim Jos Sllreira, e Bibiana Augus-
ta Martins Silreira
Otilio, branco, nascido em 19 dedezembrodo
anno passado.iilho legitimo do Dr. Pama-hilo
Manoel Ferreira de Carvalho, e D. Argemira de
Albuquerque Helio Ferreira de Carvamo.
Jos, pardo, tsraeu o santo oleo, com 12 enm
de idade, filho legitimo de Joio Ferreira e Ha-
ra da Ora.
Francisca, branca, com 10 mezes de naso-
da, filha natural de Jos Pereira de Alcntara e
Beraardiua Mara.
Antonio, parda, com 1 mez de nascido, filho
natural de Joio Silrerio Bazil, e Ana Hara
da Concaisio.
Mara, branca, com 9 mezes de nascida, filha
legitima da Joaquin. Aires de Lima e Bita
francisca.
alaria, branca, com 14 mezes de nascida, fi-
lha legitima de Manoel Felippe do Espirito
Santo a Canuta dos Reis de Albuquerque.
Aguida, branca, nascida en 22 de' ferereiro
do corrale, filha legitima de Joao Ferreira Rt-
mos e Mara de Jess Lemos.
Carolina, crioula, cora 11 mezes de nascida,
fllha legitima de Laiz Gencalves da Costa*
Maria Bibiana Ferreira.
Leopoldina, branca, con 11 mezes de nasci-
do, filho natural de Guilhermioa Senhorinha
Gama.
albina, crioula, com os santos olhos, coa
16 annos de idade, alba legitima de Vicente
Ferreira Barata, e Theodora Mara daCon-
ceicaa.
Frederico, branco, con 8 nezea de nascido,
filho legitimo do Antooio Magalhies d Silva
e Maria Laura Neiva de Figueirdo.
Manoel, criouto, can 1 anno a 9 meies de
nascido, filho legitimo de Manoel Luis do Nas-
cineoto. a Rosa Maria da Penha Ranos.
Maria, parda, com ora anno de aateida, filha
natural de Alexandrina Maria da Cooceicao.
Mana, parda con a nasas da nascida. Ima
Carolina da Azevedo Coata.
natural da Mara eacrava.
Izaias. criouto, con h annos e 8 meses de
nas:idof filho natural da Severa erara.
Leonardo, branco, niilila en 6 denovenbro
tlBoo aassado, fllha laraUat* da Joio Atos
deCarralho Porto a Alexandrina Manada Silva
Porto.
Jes, braaa,



.....
9--------
..- :.,i..
MHHKJH

Mummwwnm^ quwv. feim 17 jwwux w rwi.
anuo
Bra
mina
legitimo do Dr.JTtrquirtio
meraea a Inim Gu-lher-
Antonio, branco, nasctd* ean 2*>a"a setombro
dl85a, fiUy. tapitM deAetoei Jonqutaj de
Andatte Pauto* do Itspirito Sanio Caldeira.
*?**. **** "" 8 *# BBBCW, ha
legitima de Antonio Aveiiao Leste Braga An-
tonia Joaquina de Jess.
Maris, arenca, naaeide a S4e jnnhe da ao-
bo paseado, filba legitima ae Jala Franeieesde
Jasa e Antonia- laaeeaocia Nrvea Pere-
grina.
Filomena, parda, naadtfa ens 5 de jnnhe do
anuo paseado, liba legitima de Notfeerto Fran-
cisco das Chagas e Jesuiaa Cenoreaa da Con-
ceieo.
Joo, bronco, coal macea de neseido, filhe
natural de Maa Elias de S. Jos.
Euiebio, branco. naaeide en 15 de etem-
bro do anno paesado.Utho legitimo de J,os Lu-
cas do Espirito Santo, e Justina .Maria da Con-
ceigo.
Pedro, branco, cara 2 meaes de naaxda, Ilho
legitimo Mana daa Nevea Paseos Causarles
Anna banca com 5 mer.es de nssaida, filha
legitima de Duarto Borges da Sra, e Maria
Jos de Sujueira Borges da Suva.
SSr' '""i-0 com u **** nasudo,
filho natural de Engracia Maa.
Olimpio pardo, com 1 ornea de nascido, Q-
lbo neutral de Taraelina scrava.
Porua, cnoula, naseida em 5 de maio dd
anuo paseado, filba legitima de Leurenco Jos
de Saata Anna e liarla Antonia dos Martv-
nos. J
Vicenta, parlo, com 3 mezcs de nascido, fi-
lan natural de JoaniM, erara.
CHRMIfiftJttmllllU.
TMBHML DA KLaCj.0.
SESSiQEM.!**DE MABGO DE 1861.
rasaio neja, do Bia. a. c*sblhiiro n-nuso
DE LXO.
Casamentes.
Joaquim Bezerra de Lira, com Joaquina Ce-
allana Francisca, brsocos.
O coronel Hygino Jos Coetho, com D. Leoni-
aas Aires Ferreira, brancos.
bitos hav-idos na freguezia da Boa-Vista
de 1 a 31 de marco de 1861 :
Olympio, braaeo, pernio, de idsde 5 mezes.
filholegitimo de Antonio Pereira de Ferias ; con-
rulsoas.
Francisca de Paua Garrido, branca, de idade
55 annos, solleira ; pericardite.
Vicente Ferreira de Brito, pardo, de idado 50
annos, solteiro; assasainado.
Fenonilha, parda, prvula, de idade 4 annos,
filha natural de Isabel Mxria do Amparo : convul-
oes.
A irtnia Je caridade Loiza Esther Monel, fran-
ceza, idade37 annos; febre amarella.
Paulo Jos de Alraeida, portuguez, idade 56 anr
noa, vwvo ; chite.
Ludgero, erioulo, da idade 18 annos, solteiro,
escravo de D. Maa Libania Montoiro ; phlysica.
Manuel Joaquim Caraeiro Leal, branco, de ida-
de 59 aooos, casado; eongestio cerebral.
Antonio, pardo, prvulo, de idade 1 mez, filho
natural do Joo Silvino Basilio ; convulsoes.
Anna Joaquina de AJmaida, branca, de idade
7o anuos, rio? ; deabetis.
Belarmino, crioule, prvulo, de idade 4 me-
268, filho legitimo de Manoel los Servino; inte-
nte.
Lnzie, branca, prvula, de idade 2 mezes, filha
legitima de Hermillo de Olivoira Mello ; fsbre
amarella.
Antonia Francisca de Barros, branca, de idada
13 annos, filha legitima de liento de Barros Fal-
cao ; estupor.
Marta, Africana, de idade 37 annos, solleira,
ema de Basilio Alvares de Miranda ; estupor.
Felemon branc, de idade 9 annos, filho legi-
timo do fallecido Miguel Leg ; anconia.
Alfonso, parlo, prvulo, de idade 7 mezes, filho
legitimo de Jos Canuto Bomualdo da Silva : be-
sigas.
Benedicto, pardo, de idade 22 annos, solleiro,
escravo de Bernardino Gomes de Carvalho : gas-
4ro interite. "
Josepha Marta do Nascimenlo, branca, de da-
e 40 annos, casada ; phtysica.
Eugenia, branca, prvula, de idade 2 annos e
meio, filha legitima de Christovo Santiago de
Oliveira ; sarampo.
Guisep Boasset, Italiano, do idade 60 annos,
casado ; febre amarella.
Alexandrio, parda, prvula, de idade 1 anno,
lha de Marcelina Bibeiro ; espasmo.
Manoel. pardo, prvulo, idade anno e meio, fi-
lho de Domingas Marta de Seuza; tosse con-
Yulsa.
Julia, crioula, prvula, de idade 4 annos, es-
crava dos orphao de Manoel Csrneiro Lins :
phlysica.
Jos Marta Napolijoo, branco, de idade 60 an-
nos, casado; idrocelles.
Caelano, erioulo, de idade 8 annos, escravo da
baroneza de Cimbres ; espasmo.
Joao Antonio Vieira, porlugaez, de idade 16
annos, solteiro ; gastro interite chromca.
Anna Barbosa de Jesus^ crioula, de idade 46
annos, solleira ; phtysica.
Luiz, brinco, prvulo, de idade 7 mezes, filho
natural de Silrina Maris de Jess; vermes.
Jos Callado dos Passos, pardo, de idade 45 an-
nos, solteiro ; hidrothorai.
Maaoel, pardo, prvulo, de idade 6 dias, filho
legitimo de Marcelino Eslevo Casado Lima es-
pasmo.
Joao da Silva Ferreira, braaeo, de idade 25
annos, solteiro; perttooite.
Ignacio, preto, de idade 40 annos, escravo do
Vr. Joao Jos Frreira do Agaiar ; delyrio.
Cesarte Lucfo Correa Gadat, nraBeo, de ida
J4 annos. sofeiro ; congesto cerebral.
Loareaja, crioula, prvula, de idade 1 anno,
filha de Mana, escrava de D. Anna Cavalcanti de
Albuquerque; tumor.
Felicidade. parda, de idade 38 annos, solteira,
escrava de Joao Fraoeiseo de Carvalho Paes de
Andrade; interite.
MaDoel, branco, prvulo, de idade urna hora,
lilbo legitimo do tenente Felippe Marques dos
Santos Jnior; aspbiiia.
Octavia, parda, prvula, de idade'l2 dias, filha
legitima de Miguel Archanio Bocha Linu ; es-
pasmo.
Jos, preto. de idade 40 aanos, solteiro, escra-
vo de Cunha & Irmaos ; carie nos ossos.
* 1'0 Coe,ho do Espirito Santo, pardo, de
idade 30 annos, vinvo ; phlysica.
Florinda Maria da Conceicao, parda, de idade
2b annos, casada ; aogioa.
MatniMes Ignacia da Costa, branca, de idade
70 annos, solleira; molestia interna.
Joaquim, pardo, parvulo.de idade 9 mezes, fi-
lho legitimo do Dr. Joaquim de Oliveira Souza ;
conrulsOes. *
Commendador Jos Victorino de Lemos, bran-
-co, idade 78 annos, casado ; etico.
Eslevao Cadoffe, Italiano, de idade 40 annos,
solteiro ; febre amarella.
Benedicta, parda, de idade 15 annos, solteira
escrava do teoente-coronel Jos Candido de Bar-
ros ; phtysici.
Severiano Leonardo de Sooza, pardo, de idade
26 annos, solteiro ; dyarrba.
Joaquina, branca, prvula, de idade 13 annos,
filha legitima de Antonio Joaquim Sevo ; moles-
tia dos deotes
Joao de Barros, Portugus, de idade 23 annos,
solteiro : gastro Interite chronica.
Jos Ferreira Coelho, Portuguez, de idade 53
annos, casado ; ascite.
N. B. Os Portugueses fallecidos nesta fregue-
sa, todos falleceram no Hospital Portoguez. Os
pobres fallecidos no Hospital de Caridade nao tira-
ran lieenca desle priostado ; mas os soldadas do
corpo de polica fallecidos no Hospital de Cari-
dade e outros no mesmo hospital, quo devendo
tirar liceng do parodio desta freguezia, no pre-
sente mez nenhuma lieenca S9 passou. fo hospi-
tal militar, que dorando lambem se tirar lieenca
aos soldados fallecidos no dito hospital, at o
presente aatisfaeao alguma se d ao parocho. por
cujo motivo nao vo comprehendidos nesta lista
Frl?.S 2a\.hatu" da cidade e militar,
^i llT. "-Vista 15 de abril de 1861. -
^ .?: ^2' Crin Otivrm. coaojuctor
-e pnoste da freguezia da Boa-Vista.
> orate DtuiMro Don Amigo* rfndo da
B".h' S0UiXe -Jeu i0"10 8eu*"ie passageiro!
Antonio Jesqatm Ferreira Gaamo.
Foraw recolhidos a casa de detenclo no dia
SaHtbgo,-9rVa Comes, e Cotia Mntta', fa*ando
o r. desembargador Guerra, pcoenrador daco-
roa, foi aberta a aessao.
Passados os fetos e entregues os distribui-
o*. proeedeu-se aos seguirrtes
JOLGAMINTOS.
RECURSOS CRIXES.
Heeorrente, os vereadores da cmara munici-
P'> fecorrido. Anlonio Moreira Lemo.
Relator o 9r. desetabargador Castao San-
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
Silvelra e Lourenco Santiago.
Ficou adiado.
RecoTrente, padre Antonio Mahqu'ns Ramos e
outros ; recorrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Loorenco
Santiago, Motra e Silva Gomes,
improcedente o recurso.
Recrreme, Dr. Joaquim Ayres de Almeida
Freitas ; recorrido, Manoel Francisco Jatob Ca-
nato.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados og, Srs.-desembargadores Costa Molla,
Bastos de Oliverra e Silveira.
Deram provimento.
Recrreme, Francisco Ignacio de Athayde ; re-
corrido-, o juizo.
Relator o Sr. deeembargador Molta.
Sorteadas os Srs. desembargadores Silveira,
Lourenco Saqtiago e Bastos de Oliveira.
Reformada em parte a pronuncia.
BILIBtaiCU CHIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellacoes crimes:
Appellante, Antonia Gomes de Mello ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, Licerio Beierra Ca'alcanli ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, Manoel Pereira do Monte ; appel-
lado, o juizo.
Appellaote, Ignacio Pereira de Araujo ; appel-
lado, o juizo.
Appellante, Jos Francisco do Nascimento ;
appellado, ojuizo.
DILIGENCIAS CITIS.
Appellante. o preto Jos ; appellado, Jos Pin-
to dos Santos Soarct.
Ao Dr. curador geral.
DESIGNACtO DE DI.V.
Assignou-se dia parajulgamento das seguales
appellaQoes civeis :
Appellante, Joaquim Jos de Oliveira ; appel-
lado, Manoel Duarte Vieira.
Appellante, Je^ Francisco Accioli Lios ; ap-
pellado, Feliciano Jos Ribeiro.
DISTIUBUCOKS.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, a
aggravo de pelica:
Aggravante, Antonio Francisco Dornellas ; ag-
gravado, o juizo.
Ao Sr. desembargador Bastos de Oliveira, os
recursos crimes :
Recorrente, Florencio Jos Crrela Marques ;
recorrido, o iu'zo.
A appellaco civel :
Appellante, cmara municipal; appellado,
Basilio Alvares de Miranda Varejo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, os
recursos crimes :
Recacrente, Silvestre Rodrigues Pinto; recorri-
do, o juizo.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recorrente, Lourenjo de Freitas Guimares ;
recorrido, ojuizo.
Ao Sr. desembargador Motta, o aggravo de pe-
tico :
Aggravanle, Carlos Jos Astley 4 Corapanhia ;
aggravado, ojuizo.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
de
Coiiimunicados.
Rondando o delegado supplente de policia des-
ta capital, o Dr. Amaro Joaquim Fjyiseca de Al-
buquerque (quo pela primeira vez exerce tfste car-
go), em a noite de 9 do corrente, pelas 2 horas
da madrugada encontrou um homem que dorma
sobre um dos bancos do Passeio Publico, e diri-
Rindo-se elle, reconheceu quo era ora homem,
branco, que pareca Portuguez, mal trajado, sem
chapeo, e em completo estado de embriaguez ;
mandando-o examinar para ver se trazia armas,
apenas fei encontrada urna carteira contendo a
qusntia de 1688000. em sedulas.
Nao devendo consentir que aquelle individuo
permanecesse em lao misero estado no lugar em
que foi encontrado, correndo alm disto o risco
de ser-lhe roubada a carteira com o dioheiro, or-
denou o delegado que fosse transportado para o
quattel de policia.
No dia seguinte pela manhaa foi conduzido 5
presenca do delegado o referido individuo, que
declarou chamar-se Jos Ricardo da Cunha, ser
natural de Portugal, morador em Campia Gran-
de, e ter vindo esta cidade negocio.
Ento, em presenca de muitas pessoas, adver-
lio-o o delegado, para que deixasee le rao ha-
bito, e immediatamente entregou-lhe os 168800o,
constantes de urna sedula de cem mil reis, um
decincoenla. urna de dez mil reis e o resto em
sedulas de 2J e 18, do que passou recibo.
No mesmo acto foi tsmbom entregue o chapeo
que havia sido lomado um desertor, que eslava
junto ao ebrio, e que fugindo ao aproximer-se o
delegado, fra preso momentos depois.
Pois bem. E3te fado, que s elogios devia ac-
carretar ao delegado, foi apreciado pelo Contti-
tncional pelo modo seguinte :
I
Nao ser mo, que o Sr. Dr. ehefo de policia
procure sindicar se exacta a noticia quo foi da-
da, como verdadeira ante pessoas respeitaveis
de que urna das suas autoridades policiaesap-
pretendeu ha bem poucos dias da algibeira de
um individuo, que eslava tomando fresco no caes
do Collegio,urna carteira com algumas dezenas
de mil reis, a Mulo da averiguar-a$ a quem per-
tencia, sem se saber anda se j foi ou nao resti-
tuida esss carteira aquem a Irazia, ou separa
deposita-la em mao da propria autoridade. Cons-
ta mesmo, que aquelle individuo foi logo reco-
Ihidoprisopelo novocrime de tomar fresco
no caes, as dez horas.Que policia rigorosa !
Nem a de Paris I___
Que sysiema de fazer opposcta I
Que desejo de desmoralisar autoridade !
Continu o Constitucional na senda comecada,
que colher&Dom fraelo da suaebra de deslruicao
do principio da autoridade.
Recfe 15 de,abril de 1861
W.
o pateca mni decante. 3* claa exlate do
otar e nio do actor.
0*r mtripHr, le bastaste- eafaeidaife pm
etle, trabatharmm com algum, talento etc., e logp
depois, arrepasdid* doaiielaMa dito diz que nao
houvegMia. Diga-noaptiravOSf. atice, aue
dirrerence. se comprehande antee tlenlo e gosto ?
Eitavam desanimado e sem henhutnr inspira
TaUatoitlaJiasa tlenla T
biamennra cceasi do typo, e
_ talento f
Trabalharam com larrifineza, confiaram tanto
no ponte, e entretanto Uaham talento I
Presuma o Sr. critico que o actor deve fallar > P
sempre sem pauta, sem preceito d'artef Bnga-
ni -se.
Se ao recouheeer o sau amiajo o enligo compa-
nheiro d atinas^ Sr. Germano trabalhousem anl-
masao naa fez maia de, <|ae derla. O aspirante,
Nqgueira, curvado ao rigor da sorte, cedendo as
eugencias da desvntala, a vreoccopado pelos
swccessos que o interrompiam nao poda mesmo
dar ame maia rtva empestracio de alegra,tan-
to mais quanto entre Henrtque Soares e Noguera
apenas hsvia camaradagem. a nem a autor
coraruenla esse encontr lao expressivo.
Elogiando tanto o Sr Nunee, o critico fez oseu
dever. Qaem sabe qual paiaeio d'onie sabio
tao celebre escripto ?
fjuanlo a Srs. D. Manoella nada diremes ao
ct-iico : o nome da distincta artista, est cima
do bestunto censor, a a ua poico tio elevada,
o tal o seu genio, quey como o mesmo critico
declara, chegou agradar a platea. E note-se
Sue s oessa confliso de 9r. W, est a gloria da
ra. D. Manoella.
Fallando da Sra. Carmelladiz o critico, com-
prehendeu perfeicamente o seu papel, mas estova
ptssimamente carmtterisadd I
Ora Sr. W para que u lao exigen te ?
Anda ha pouco o Sr. Nuces eslava bem carac-
terisedo, agora j comprehen lido no mo gos-
to de caracterstico notado pelo eseriptor I
Assiui, aconselhamos, ao Sr. W que nao reite-
re osseus aranzels, todos o conhecem. j todos
sabem quem que tanto fll, sem nada dizer,
a ana parcialidade est conhecida, e seu aeahum
conhecimentod'arte est provado, todos sabem a
eausadasauas laslimas, para que tanta grita-
ra?!)!
Continu o Sr. Germano; para fazer calar os
seus energmenos censores, qoando o nomo da
sua empreza no existrssd bastariam os applausos
que j ten recebido.
O publico o tem apreciado, a palma conquis-
tada pelo genio nao emmurchece ao sopro do sr-
dido interesse. Os Srs. Mendes, Thomaz, D.
Manoella e D. Crmellaa prosigam em seus traba-
Ihos, os applausos e ce loaros conquistados no
sceoarlo excedem os praotos da inveja, e mais
tarde ou mis cedo veremos de todo despido,quea
envergonhado da mentira de que u>a se enver-
gonha de assigoar-se,aeoberrando-se com o mal-
dito W. i
Jf. S. J. P.
Reeebeelogaumcooeefto, euai so deeeen-
deram bastantes 'contoeo reia, maia neo ara
[?t* Y***.'' e l8t lw*> teP nego
Sin 4*d* o nome de Parna-
a^TmLSX*9 M 84,aende aquella socio-
dada distelildfc" afc.tan,-^ e.oPreliminar da
disiolncio^ Bfl^o fr. tjsarn ficasse coa, a suma-
ee por 4.OO0J0OO, preco ea que figura na balarv-
50 fechado em 31 de dexembro de 1855; balan
fl que a Sra. d. Mara Clara tem urna copia eai
Liapoa e souchi lanaado tanto.nos livros aartl-
^f^fceep-taatiD, coaaa neada axina*. so-
""^nae aeeignaeo pelea paecaradorea
pm esse flm constivaidos pelo maemo SV. Caa-
Daada 31 de maio de 1849 a Pornaftioa traba-
Ihon s por cents do Sr. Jos Demtogacs Castre,
al aue em 1856 ao sabir a barra daa Csoarias,
em direcefio ao Para, bateu. Asaim mesmo che-
gou ao seu distino. porm no regresaa arribou a
ana porto com um maatro partido. Neala occa-
siao ja era conhacido o fallecimento de seu da-
no, e como, alea de nao existir dmheiro pasa
concertoa, harta crpbaoa, foi a sumaca mandad
ra- eocaihar na prai 4o Desterro, ande de dia
para da mais se doleriorava, sendo para obstar
a isso que Bolelho de Magalhas requereu a sus
prompta arrematacao.
O juizo defario ; e vmU fui annunciada nos
jornaea (docamante n. ). a falta no lelao mer-
cantil do corrector Conrado, em 14 de Agosto.
preadmde a eta o Sr. juii aupoteots Francisco
Jos* Braadae de Sonza.
Os compradores fram Francisco Pereira da
Silva Maraes e o Sr. Manoel Pereira Guimaraea
m
Publicares a pedido.
t ranease Pereira da Silva Alo va es
em resposta ao protesto ta Sra
D. Mara Clara de Salle e Cas
ero de sitas filmas < rloeuinento
. 1.
15 do corrente t homens e t nwlher todc"s livres-
I a ordem do Dr. juu municipal da 1 vara 1
ordera do Dr. delegado do i* diatriclo.e 1 a or-
dem do subdelegado de 9. Jos. or
Um energmeno com vises de eseriptor, ou an-
tes um desees gigantes que pelo dedo se d co-
nhecer, apparece hoje no Diario do Pernambuc*
com ua aranzel inconcebivel a quo continuada-
mente se conlradiz.
AfTectando um canheemento artislico que nem
em parte possue, o celebre autor desee arante!
corceca a gritar centra a ProUdade, que nao de-
via existir, s porque exisla o Luiz de Cibro I
Mas entretanto um bello drama que na eical-
dada inteligencia desse eseriptor s tem de mo
o que Un de melbor. I que tal ? onde o raere-
cimenlo dessa produco se lhe lirarem o mo-
nologo de Jacob que serve para orientar o pu-
blica ? Como chegariamaa a tocar o io do drama
so nos faltasse esse monologo que nos ministra a
cadea dos sodrimenlos do infeliz Jacob 1
Explique-o o Sr. W.
Entretanto, e nao satisfeito em censurar o au-
tor, que comtudo est muito cima de critico
passa ao Sr. Thomaz, e isto gritando contra est
que se parece com um relho dos notaos sertoes
Em*que sertao encontrou o Sr. eseriptor velhos
com barbis e cabellos tas grandes I Porvenlura
o filho da extincta e amaldicoada rtca. nao um
homem como o Sr. W? Por ventura a faiix in-
terpretadlo do typo nio abrtnge tsmbemam si a
caracterstico t..........
SeoSr. Thomaz na imitou os enjoados,
porque de faci nao a poda nem doria fazer.
O autor entregando urna parte lao forte ia fox-
cas de um homem ; nio o presumi eajoado, pois
do contrario o (aria conservarse no beliche, ou
em scena cedeoio i torga dos T6mtos, o que aao
Como a Sra. D. Hara Clara em algumas par-
les deste imperio, excepto nesta capital do Mar*
nhao, onde ha boas rrinta annos resido, fez pela
imprensa divulgar aquello protesto^ em quo me
imputa actos contrarios minha honra, nio te-
nho outro remedio, seno repellir assuas calum-
nias. E' esle pois o tim da prsenlo eorresDoo-
dencia.
Allega a Sra. D. Maria Clara (referir-me-hei
someote 4 mai: as ulnas apenas obedeceram:)
1. Que o inventario feto no Juizo orphanal-
gico cesta cidade pelo Sr. Dr. Barradas, 6 mons-
truoso, irregular enullo.
2. Que a sumaca Parnahiba com os escravos
Adnao, Leonel, Joaquim e Benedicto, valendo
Perl dedezeaete contos de ris, foram vendidos
por 5:217g000.
3." Que parasemelhanlo venda nao fra ouvi-
da, nem prevenvla ella viuva meieira, a qual se
ochava em Lisboa fazeado inventariar os bens ah
deixados por seu marido.
4. Que o .comprador, quer da sumaca, quer
dos escravos, fra Francisco Pereira da Silva No-
vaos, a quem o juizo nomera inventarame ; e
que sendo as vendas feitas por t diminuto pre-
co.maufesta iaso o accordo de urna arrematacao
ficticia.
5." Que prelendendo ellas viora o Albas rei-
vendicar o predito navio com os escravos, previ-
nem ao publico para que nao contacte cora No-
vaes a respeito desees objecros, cuja importancia
com os lucros cessantes etc., as protestante Cal-
culara em mais de 20 conloa.
Espero porm mostrar, com toda a evidencia,
que a Sra. D. Hara Clara, ao menos no que me
diz respeito, esta, ou finge estar, muito mal ro-
ormada.
Se a partilhaconoluida nesta eidada estou nao
monstruosa, irregular a nolis, c ponto, cuja di-
cussao me nao compete. Tenho todava a pende-
FesTs
1. Que o precesso] foi orgauisado swb a direc-
Qao de dous distinctissimos magistrados o fal-
lecido Sr. Dr. Valle de Carvalho, e o Sr. Dr. Bar-
radas.
2. Qua a Sra. D. Maria Clara e seus filhos f-
ram a ludo presentes, aquella por seus procura-
dores, e os ltimos por seos tutores e pelo seu
curador, exercendo osle eargo o Sr. Dr. Antonio
Joaquim Tarares, amigo e compadre do Sr. Jos
Domingues Castro.
3. Que sendo a parttlha julgada por senteoca,
ninguem della recorreu, o que cortamente nao
acontecera, se hoover* a indicada monstruosida-
de, ou tamanha lezao.
Veja-se o documento o. 2 as letras B e Q.
E nate-se que ao tempo do julgameoto, os or-
phaos pobres j tinham constituido por procura-
dor o Sr. Joaquim Bibeiro da Costa, o qualsubs-
laDolecera a nrorur.ir.-in ni &r n T.n..u .___
bolecera a procuracao no Sr. Dr. Tararea ; pi
iurraa que esle senhor havendo aos autos ligara-
do de seu curador, anda as represeaiou tomo
procurador.
Quanto Sra. D. Maria Clara, tinha esta enlo
um procurador tao zeloso como inatigavel, o Sr
Uaniel Joaquim Bibeiro. Querer ella no pro-
testo j dar-lhe urna fcrova tfa sua gratido ? E'
provavel.
Vcjam-se os documentos n. 2 Q e n. 3.
Mas deixando este assumpto, passarei aquella
que me trouxe imprensa.
Fallecendo em Lisboa o Sr. Jos Domingues
Castro, no da 23 de abril de 1856, nenhum dos
seus amigos e compadres quh aceitar a procura-
cao da sua viuva
Nao obstante isso, ella aehou um muito honra-
do e inteligente procurador na pessoa do Sr. Joio
Manoel Botelho de Magalhes, pai do Sr. Dr. Ma-
galhaes, casado com urna irmaa da Sra. D. Ma-
na Clara (documento n. 2 A). Elle porm nao
tardou a conhecer o peso da larefa a quo se sub-
mettera, e lambem por isso at a morte nao ces-
sou de instar pela sua escusa, como se Infere do
documento n. 4 B e C, contendo-se debaixo des-
atSJt.M2aV MrU* ue em 6de outubrode
1856_e 20 de fevereiro de 1857 aquelle procurador
dirigi a sua constituinte, fazendo-as laocar no
respectivo copiador.
Apenas Botelho tomou conta da procuracao e
deu coraeco ao roventario, um dos seus primei-
ros actos fot requerer a venda da sumaca, bem
tomo dos escravos mencronsdos no protesto :
documento o. 2 E F, G I. K.
AqoeHe procurador, aperlado pelos credore.
do casal, alguna doa quaes tinham crditos que
venciam juros, desejava livrar-se 'ellet; or
y^erSX6 i Sra' D- M,rU CUr. ,eDd0 e"
Lisboa 30JO soberanea, detaados por seu marido
eH1 T^nST- *, Gonsaiaea Franco, alm do
una 4:2UO$000 fortes ah recebidos do seguro do
Famahibano, sob frivolos pretextos serapre se
esquivara ele enriar meios de solver o debito da
casa nao exista para isso outro meio, salvo a
vena daquellea bens que nao conviaha
ii portanto se r qae
lugar a requerimento do procurador da Sr*. viu-
va ae accordo com seu irmio, o Sr.Dr. Antonio
t rancMco de Saltes, hoja mui digna julz de di-
reito nesta cidade (documento n. 4 B) e itame-
diatametita a approvacaa do tutor a curador dos
orphaos; nao figurando entao nos autos o abalxo
assignado, salvo como credor pela qumtia de
12 contos de reia (documento n. 3). que o invene
tanado lhe devia especialmente do capital dos
i or83 dssociedade extincta em 31 de maio
ai d',p"' 0a* nao venda juros e da qual o
credor fcilmente se podera ter pago, seja duran-
te a primeira viagem do Sr. Castro i Lisboa, seje
durante a segunda, visto que em ambas, como
seu pnmeiro procurador, ficou dirigindo os seus
negocios. *
'jflf??" mai9 Urde fui ionl*i*nte do
casal do Sr. Jos Domingues: com ludo, aucce-
deu isso nicamente desde julho de 1859 (docu-
mento n. 3), quando o juizo dos orphos, pare-
eendo-Ihe a viuva meieira negligente no cumpri-
mento dos seus deveres, mandou por a heranca
em sequestro. Ento ninguem se quera encar-
regar della, e se eu annui, foi a rogo de um ami-
go, nessa occasiao advogado da Sra. D. Hara
o rl* .I|UB'indo nl*90 de cembinaco com o
Sr. Daniel Joaquim Ribeiro, procurador della,
julgava assim com mala brcvWade fazer terminar
a partilha.
Mas se a Sra. D. Mara Clara requereu a ven-
da, se esta Coi annunciada as gazetas, e com
audiencia de seus filhos, concludi emleilo
mercantil, echando-se presentes o respectivo juiz
e o procurador daquella Sra., emfim se, como do
auto de arrematacao se colhe, appareceram di-
versos Mocadores, como ae ouza no tal processo
animar, que honre eceorde para urna arrema-
tacao ficticia?
Como se concebe urna arrematacao simulada,
annunciada na gazeta oficial a mais lida, e Mta
a horas de pteqa na local maia concorrido da ci-
dade, aoade por isso sesmo hoje se fazera todas
as arremalacoes?
Para haver tal accordo, concert ou conluio,
era mistar o concurso de outras pessoas, que se
conluassem com o comprador, tornando-aa suas
cumplices; e quem sao estas pessoas, Sra. D
Mana Clara ?....
Caga pelo odio, V. Eic. nao vioquea suspeils
indubilavelmente ha de recahir sobre aquellas,
que, pela sua pasicio, possuiam melhores meios
do me favorecer, a em tal caso o loado Botelho
de Magalhes, pal de seu cunbado, n5o pode es-
capar a semelhante labo.
Quando este homem vivia, e a Sra. D. Varia
Clara careca dos seuspalernaes serviros, ers pro-
diga de lisonjas para com elle (documenlo n. 4
A, o n. 5]; hojo que nao falla, nem pode prestar
servjcoa, S. Exc. insulta as suas cinzas.
Anda bam que ello cessou de viver antes da
de ver realisada a suspeita que linha da sua in-
fo.-l,V' 1uand0 n arta de 6 de outubro de
}l (doenmento n. 4 B) se queixava que V. Exc.
ja lhe hara dado o pao da amostra e o bom pa-
gamento dvs seus servicos!
Agora repnre-se que na sua carta de 19 da
maio de 1857 (documenlo n. 5 : este e o docu-
menlo o. 4 A os devo a benevolencia da Sra. viu-
va Botelho do Magalhes), a Sr. D. Maria Clara
responda a de 20 de fevereiroiaquat, bem como
na do 6 de outufcro (documento n. 4 B. e C\ o
seu procurador lhe declarara acharem-se ven-
dida sumaca com os 4 escravos, e a parte que
"u6" ti'tn* ae patacho Patriota, e aupposto
ah nao BMncieoasae o preco de cada venda,
aquella Sra. pouco mais ou menos bem o poda
imaginar, perquanlo 4 referido procurador lhe
escreva com e producto destas vendase algnns
reoeoimentos que se tem feito, j ae pagaram mais
do dea contos de res que roociam juros men-
saesde l lt2 porcento. a
Separa pagar dez contos de reis nao chegou o
producto da sumaca, conjuneto com o da melade
do patacho e dos quatro escravos, por menoir
que se tornara indispensavel lancar mo dos ro-
cebimenlos, era obvio que a sumaca e os escra-
vos se achavsra vendidos por muito menos do
que dez contos de reis, e entao.no devera a Sra.
viuva guacaar-ae para tao toada, ou gastar mais
pe quatro annos a engendrar o seu famoso pro-
testo. v
ttar^p^? vet'eeTdocu! SM- *** da
manto o- a C.
Chamo-rhe injusto, e a conseiencia assegura-
me que nao minio. Se fra ato iadubitarel-
ments eu ase Inia a honra de. apesar daa nos-
sas desavengas, aqu tio canhecida, contar ain-
de hoja entre ae meut ntimos amigos, todas os
parentes da.Sra. IX Marta Clara, e com eepocia-
..* "^ I **** Joe de Saltea a Dr.
Antonio Francisco de Salles, nm pai e entra ir-
mao della.
,i1ue"wJU,nb*l***i,llI<>,lBe durante a so-
.8?"^ e, deiois *'** *"* fui amigo leal e
dedicado do Sr. Jos Domingues, e iba presle
mu relevantes servicos,
Quando amista elle por doente parti para
LisDoa rol o pnmeiro doa tres ou quatro procura-
orea por alia nomeado, a apesar de oSr. Castro
entao nao lar dinheiro para levar, quanlo mais
para deixar, corao^meu crdito eo doa meus
am^oa, acartei a pagnei todas as letras sacadas
" Faraabiba contra a casa peto raloc de quatro
mil boiscomprados: coocorri cfllcazmenta para
que case gado ao reudesse promplamenle e
dentro de um aooa a casa ae achavB, nao so
menta quasi dessfTronttda
de grandes divida,
mea o Sr. Castro j tinha em Portugal vinto e
mo contos de rls fracos, alm de um abono
4a alguna milharrs de libras sterlinas, dinheiro
que muito lhe servio para a compra de fazendas
que Toi fazer na Francs e Inglaterra.
Que o Sr. Jos Domingues eslava satisleitissi-
mo com os servicos que lhe prestara, no seu
regresso a esta cidade elle publicamente o con-
J" .""":' *"" teaaava. se o no estivera, nao me deixaria
tS.5*i1eiMl dV&5 leneea de outros, aquelle mesmo encargo de seu primeiroinrocu-
fic-ram com ,11 p<,r :300jo00 re. documento redor, qoando em f85. pela reapPParicaa da s
. 4 molestia voltou a Lisboa, levando sua mulher c
a renda so raen te tere parte das suas filhas.
De urna a oulra vez o servi com todo o zelo a
gratuitamente: nem ae quarcobrei o que a caaa
me devia.
Elle fallecou em 1856, e o meu nome figura
entre os das pesaoas no aeu testamento nomeadas
para tutores dos seus filhos, a seus testamen-
leiros.
Nao acceitei, certo, nenhuma destas nomea-
?oes, por ser credor do casal por urna avultada
quantia; no entretanto os outros nomeados
reohio par nomeaeto legal etc.
A.
r rf._ Procuraplo.
i.rJi co .em.Tlsto *os os de que se traa aun
tito hILCiM C0D9ta pedld0 Pr certide.
eujotheor 6 o seguinta.-Prccuracao. Saibam
h.^n..88te PubI|co instromento da procuracao
ttte qae 52 ,xmo d0 "cimente de
dlT??h0rnu*-ChTSt0> del856- os lidian
Jd. t J^' nesl cdade de Lisboa, ruano-
wattatrn^' fmrBeu criptorio comparecen
rl^! i J?nMa!ia CI,ra sn e Castro, via-
ja de Jos Domingues de Castro, negociante e
foi tfa praca do Maranhio. imperio aTC.s" !
,J'?,M da C-Moisao n. 74, freez.* .
LCr,aT>' ma,or- 1ue fe propria
disse fszia seus bastantes prornradores ao Dr!
Rni .808"-*01.^0 de "8lhies.Joao M.aae
Botelho de Mgalhes, Antonio da Silva Man-
.d. SH^Tr0 d R8rio- "ciseoT-
mir..V ft' NT88.8 C Man0l Pereira 6*"
S ia "ldf*x* eada um li io no Haranhio, imperta do Brasil, a quem d
poder......... ...... ^
Especialmente para amigavcl eu jadicialmanl
procederem ao mventsrio, al afinal de todoa o
?ens que fictram por obilo de seu marido Jos
Domingues Castro, bem eomo a respectiva parti-
iha eberaassim lambem amigavel ou judieial-
menle liquiJar e justar as contas que elle finado
tere com os seus devedores, e liquidar, e justor
contas da sociedada eatobelecida entre elle fina-
do e Francisco Pereira da Silva Novaes, receeea-
do saldos e ludo quanto a ella oulorgante per-
enga de semelhante liquidaco.e ajuste decon-
rfn9; fr?,8HDd,iP03se e cg0U d0 1ue lhe P^lenca
porynudeda mesma partilha, assigoandoau-
rn?^.m0S -8rbas* rec,b09' qt50ea, escripu-
ras o ludo mais que misUr fr.
Bem orno para administrar lodos os beose na-
vios que lhe pertenjam. ou venham a perlencer
a ella cutorgante. isto com livre e geral adrainis-
traeao com illim.tados poderes ; fazer venda de
gneros a effeito}. navios e tudu
bens.
Ti *r ciieuoj. navios e ludo mais qua
lhe perlencer. pelos pregos que convencienarem
qae recabar djndo quitaco aos com prado res,
t a bem de todo o expendido oucorgsr e assignar
lambem nao acceitaram, provaretmente para nao escr,Ptura'. 'ermos autos e tuda mais que frmia-
bngarera com a mai dos orphos. 'er prometiendo sob obrigacao de sua pessoa o
var.
conser-
r J?n \de *' Mirarel a historia da Suma-
ca Parnahiba, duendo como ella hegou ao mea
poder o com que valor.
Este eareofoipa Jas Domingues Castro C.
(fine-aa entaadeaaJo, qae a campaabia esa Fran-
dad* viuva do Dr. Yital Kaymundo da Costa
J181]5,"01>oreMrtl">pofcCB de de jona
a^ISto i**^ B8ptlta da Cani"- Chamas,
se eato GoBCe>o, o costn 1:360*000 em no-
tas.
Prosigamos: a sumaca por mu comprada e
pelo Sr Guimares Caldas, logo despend-u......
1-204JI657 rs. am uiu masara novo, e n'um pe-
queo concert para remediar.
Com estes ligeiros reparos conlinucu a nave-
gar na costo, sendo segura oa companhia Fide-
lidadn, de Lisboa, em 8 de maio de 1857 por___
2MWaO0O rs. moeda brasileira, como ae poder
ver na apolice n. 389, que rae antregou o Sr.
Joaquim Marques Rodrigues agente da mesma
companhia nesta cidade.
Fazendo assim duas viagens, vollou ao estalei-
ro e recabea completo concert, que a seus do-
nos custou 8:392,993 rs., de mtneira que a su-
maca, quando, dous anuos depois, se perdeu em
viagem pars Pernamauco, j aos compradores es-
lava por muito mais de 12:000,000 rs.
Diga agora o publico se existe o menor vis-
lumbre de lesao, ou da venda simulada de queS.
Exc. se queixa.
O mai para notar qua veadenlo-se em 83
de agosto le 1856 ( documento a. 2 Q I o patacho
Patriota por 2.210,000 rs., a Sra. D. Maria Clars
apenas se queixa de leso nos bens por mim ar-
rematados. E o qM prora isto seno a aacia aom
que a Sra. D. Maria Clara quer caegir ao seu po-
bre compadre Noraes ? ___
Vaaaos aos escravos. O 9r. Jos Domingues
no sobredilo balaaco receben, doae por 4:500.000
rs. incluindo o Benedicto por 400.000 rs., o Leo-
nel por 550.000 e o Adrio por 500,000. No seu
inventario foi o primeiro dos tres ltimos avalla-
do por 800.000, o segundo por 500,000 rs e o
lerceiro por iguil quantia. N pra$a onde fram
vendidos com todas as formalidades legaes, na
presenca de uz do proc iradsr Batelho de Ma-
galhaes o de multa gente appareceram nao pou-
cos licitaateaj fteando es con o Benedicto por
1:117,000 rs. aom o Leaael por 800,000, e com
Adnao por 600,000. Quanto ao Joaquim, que ja-
mis pertenceu predito sociedade. achando-se
no inventario avaliado em 300,000, o comprei
pot KM** rs. Teja-ae o tfncumsnto n. 2 I, K,
L, w, N, O; bem como o documento n. 7, que
contera o anouocio destas vendas no Publicador
Maranhmse n. 191 de 22 de agosto de 1856.
Adrio j ao vivo; o Bi8dicto desde mui-
to. est rendido; restamos ou Iros doae. Sa a
Sra. 0. Marta Clara ojaizer restituir-ave o prece
que por ell-ts di si sata, e escusa ter a traba-
lhe de os reivindicar. Atseguro-lhe que, se an.
nuir, me fas grande merco.
E"'* queliouvenaaj arraraateoes quea
Sra. D. atarla Clara chama simuladas, porm sem
duvda lhe esqueceu urna deque me quero de-
nunciar. Km 1860 esertre Laider, da aao
casal, foi levado ao mesmo lelao por 700.600
rs.. e eu armtnatoi oot TOI-.OW r S. Exc. ig-
norava esle conluio?___Poievnca agora sabend
que eemmetti mais esse mime.
Estos satisfaces ao apena par o pakticov
cuja estima aampre me esforcei por merecer.
A mtoha bo* comadre Muhttaae4rik pois a
Embora me excusasse de ser tutor e testamen-
leiro, na cessei do ser til casa ; e quando uo
I de marco de 1857 o Sr. Dr. Botelho de Maga-
lhes, que tinha na sua companhia os seus so-
brinhos Joao Domingues, D. Maria Caelana e D.
MinaGenuina, teve de ausantar-se desta cidado
com sua familia, nao existindo ento aqu paren-
tes a quem confiasse aquellas criaocas, cntre-
gou-m as nicamente com urna escrava para as
servir.
Tomando conta dellas tralei-as como meus
filhos, e de toda a despeza feila anda nao recebi
um real.
Em ju.nhe de ,859 requer que me fossem
pagos bl.332 ris despendidos com assobreditas
cnangas nos colregios; e que se me arbitrasse
alguma outra quantia para os outros gastos; po-
rm o juizo decidi nao ser aquelle o meio com-
petente de pedir semelhantes gastos; esupposlo
a divida certa fosse resorvada para ser mais tar-
de tomada em considerago, nunca o foi, lalvez
porque nunca mais cuidei niaso: veja-so o
documento n. 2 P e Q.
Ecamo harta de cuidar ?......
A legitima que nesta cidade ceube a cada um
dos filhos do Sr. Castro, limita-se a i:03832, e
o que aos tres orphos cima designados foi ar-
bitrado para annualmento se sustentaren!, vesti-
rem o educaren), sao MfMQ ris (documento
n. zC-, D o Q), somma quasi nominal, por
que actualmente as tres legitimas nao rendem
aquella quantia.
Coro ludo isso as mangas nao soffrerara mu-
danga alguma no seu tratamento, e cuido n'ellas
cora mais esmero do que se fossem meus
filhos.
Isto, pois, que, por ser bem publico o notorio,
a Sra. D. Maria Clara nao ha de ignorar, bastoria
para desarmar o seu odio, se ella rivera coraco
de mai.
Kecooheco que S. Exc j por vezes quiz fazer
partir os seus filho para Lisboa, a eu mesmo
enojado de dissaborea, urna vez requer que
moa tirassem de caga com tudo, at odia de
hojo anda ninguem appareceu para os receber
com autorisaco do juizo dos orphos, e sabido
que, embora eu nao seja tutor, nao os posso en-
tregar sem essa ordem, principalmente nao se
presentando para os levar, pessoa que sobre
elles exerga a tutela.
Oxala venha esaa ordem quanto antes : talvez
enlao a miaba comadre se esquecer de mim.
Marinase, 24 da fevereiro do 1860.
Francisco Pereira da Silva Novaes.
DOCUMENTO N. 1.
L-se no Diario de Pernambuco n. 291 de 17 de
dezumbro do 1860 :
Protesto de reivindieaeito e
restitu?'.).
D. Maria Clara de Salios Castro, viuva de Jo
Domingues da Ctstro, negociante que foi da
Praga do Maranho. totora de seus filhos e resi-
dente em Lisboa,d'onde ltimamente resida e
fallecou seu marido; e sua fifhas maiores de 15,
Mi e 17 annos, D. Mara Loiza, D. Maria Jos, D.
Mana tiara, teodo de se oppor devidameote ao
irregular enullo procedimento em que fram
alhiados os mais importantes bens do casal em
Haranhao pelo juizo orphanologico Dr. Barradas
esenvo S ; fazem publico por este meio e'
porque acabara de ser scientes de se haver j'ul-
gsdo o celebrrimo e monstruoso inventario
instaurado em Maranhao sobre o seu casal, que
ella tutora e suas filhas maiores: Protestara
contra os abusos e nullidades desse irregular
inventario, e especialmente pelo direilo de
restiticao e leso enorme perdae, damnos e lu-
cros cessantes, na venda que se proceden pelo
juizo orphanologico Dr. Barradas e eserivio S,
ae uma sumaca denominada Parnahiba, e qua-
tro escravos marinheiros que a tripulsvam, de
nomes Adrio, preto, Leonel, preto, Joaquim,
preto e Benedicto, preto, cuja sumaca navegando
do Maranhao para a villa da Parnahiba, e perten-
cendo a seu finado marido e pai, se achava tun-
deada em Maranhao na poca doalludido inven-
tario, e foi vendida por ordem daquelle juizo.
pela quantia de 2:8009 ris, e os qualro raari-
nheiros por 3:9l7g ris!! ao todo 5:217!! quan-
do ludo valia aproximadamente de 17 contos!!
sendo comprador Francisco Pereira da Silva No-
vaes, a quem o mesmo juizo coosliluio invenla-
nante sem que para semelhanle venda fosse
prevenida nem ouviJa previamente a viuva
cabegs do casil,. que se achava fazendo seu in-
ventario em Lisboa, visto que ali tinha fallecido
seu mando, e ali tinha e possuia os seus mais
valiosos bens, nem lo pouco ouvdas ou citadas
suss filhas maiores.
o signal e assigoatunr
Baptisla Skolla, publica
o de
bens haver por firme e valido ludo quanto pelo
obrado0 procurador e Pr 8U" substabelecidosfr
Assim o disse, e depois de lido assgnou com
as lesteraunhas presentes, Jos Antonio Alves de
Aguiar e Jos de Almeida Prxedes, aqui rest-
Eu Joao Baptista Skolla. tabellio cae a escre-
vi e aaaignei. O tabellio Joo Baptista Skolla.
I. S. Quinheutos e vinle.Skolla.-Maria Clara
ae salles e Castro. Joo Antonio Alves de A-
guiar.Jos de Alraeida Prxedes.Vicente Fer-
Sfa consul e*ral d0 imperio do Brasil
em Portugal e aoninios, etc. etc.
Reconhego verdadeiros
antecedente de Joo
uoiaro nesta cidade.
E para constar onde convier, raandei passaro
presente que assignei. e di sellar cora o sell
das imperlaes armas desle consulado geral em
Lisboa aos 12 de jnaho de 1856. Vicente Fer-
reira da Silva, cnsul geral.
v Sello. '
uTs-^-T-f;- ^ re" "'nhao 1 de agua-
da 18o6.Sibino.Leal.
B.
Despacho fl 187 do inventario.Achando-se en-
cebado o presente inventario, e tondo todo oa
inuressados concordado as avaliagoe*. precda-
se a parlilhas dos bens aqu existentes, sem at-
tengao s alegages de folhas 132, do doutor ca-
rador quanto aos escripto?, avahados e part lim-
aos no juizo de Lisboa, por quanlo, tando falleci-
do all o inveolariado, com sonolemne testomen-
lo, qual deixou nomeado tutor e teslamentero
naquelU cidade, a autoridade orphanoloaicil
della competente para proceder partilha dos
nens all sitos, cabendo lo somanta desta co-
marc eflectuar a dvjao do quo aqui se acha-
rem e forem estabelocido. Abandem-se oas par-
lilhas bens SHfBcientes para pagamento do dbil
psssivo legalisado. sem aileoco ao requerimen-
to da meieira folhas 122, quinto dlrisodos
escravos. que alias sero divididos enlre todos
pela manein que passo a determinar. Aos or-
phos se darao os escravos Libania o seus filhos
Apolinario, Ignacio e Antonia, Felippa e sua fi-
lha Filomena. Deluna a a lha Amelia, Firmino.
lien adicto. Luiz mulato e Manoel, e a meieira oa
outros escravos com excepgo da prelinha de no-
meRavmuuda, que t&car k orpha Mana Luiza.
visto ja perlencer-lhe a metido do seu valor, o>
reslo dos bem se dividir com s posivel igualda-
de, altendendo-se a respeito delles o requerimen-
to felo as allegares de folhas 122.
O debito acvn ser ditidido com a mesraa igu-
al dade e guardando-se a diTerenca dos diverso
cranos, sua natureza e a maior ou menor pro-
Dabilidade da cobranca delles. Maranhao 14 de
margo de 1360.Barradas Jnior.
O que ludo coostituio monstruoso, irregular e
nuMo semelhanle procedimento em face das leis
do imperio, tanto mais quando semelhaoto ven-
da reconhecida por enormemente lesiva para
os reclamantes pois que um dospretos marinhei-
ros, deixou de se vender em tempo do fallecido,
pela ollera de mais de dous contos do ris; em
quanto que se venderam os qualro por........
2:917#000ll! o que manifest o accordo de um
arrematacao ficticia.
Nao podendo pois as reclamantes prejudicadas
adiar justiga nesta cidade, e havendo recorrido
de tanta violencia a extorco S. M. Impera-
dor de quem esperara jusliga o paternal previ-
so: fazem e publicam o presenta proteste, de
reivindicaren! e pedirem restituigo daquelles
escravos e navio, e previnem ao publico para quo
nao se faga Iransagao alguma sobre toes bens
com o referido Francisco Pereira da Silva No-
vaos de quem tem de ha ve-Ios, assim como todas
as persas e damnos e lucros cessantes que calcu-
lara tudo cm mais de 20 conloa de ro, ou em
rao de quem elles esttverem, por isso que bens
adquiridos por nullos ne cooferem direito* a
terceiros, quando mesmo estranhns posso vi-
ciosa do vendedor.
E para que enagua ao coaheeimento de lodo
e abe se allegua ignorancia, visto que as recl-
menlas asto dentro do preso de ord. 4, lit. 13,
9; tanto maia quanto a semelhante acto ou
renda nao deram seo^onheeiareato.
Se di publicidad* ao gresenle protesto pelos
jornaes desta cidade e oulros do imperio.
Lisboa f!r-de novembro de 1860.
flora D. Maria Clara de Salles Castro.
B. Baria Luisa de Salles Castro.
D. Mafia Jos dt Salles Castro.
D. Maria Clora dt Salta Castro.
(Eatevatn reconhecidas.)
"~N. 1.
Honorata S eicrivfto inteio do juizo de
Arbitramento de fl 290 v.Aos 31 de outubro.
18b0. nesta cidade de S. Luir, e salla das arnft-
ciencias publicas, perante o Dr. juiz de orphos
e.auzentes Joaquim da/ C03U Barradas Jnior
comparecern! os partidores do juiz, Jos Pires da
Moraes Kego e Fabio Alexandrino dos Reis Qua-
dros, aos quies o juiz encarregou que conside-
rando a Torga da legitima de cada um dosorphos
oeste inventario, a idade sexo econdigo de ca-
da um delles. calculassem quanlo annualmento
se nevera arbitrar para as suas desperas : o qual
sendo por elle curaprido, passaram a proceder s
operagoes e clculos precizos, e em resultado de-
clarararn que arbilravam para as despezas dos 7
orphaos a quantia de um cont de ris por anno
para alimento, vestuario e ensino dos mesos'
sendo para a orpha D. Maria Luiza, duzentos nri
ris, para D. Maria Jos e D. Maria Clara, cun-
to e oitenta mil ris a cada uma, para Jos Ma-
na e D. Mara Caelana, cento e viole mil ris n
cada um, para Joo Mana o D. Maria Jesuine
cera mil ris a cada um.
Por esta forma houve o juiz o arbitramento por
concluido, e mandn lavrar este termo, que con
os partidos assigna.
Eu Honor .lo S, escrivo, o escrevi,Barra-
das Jnior.Jos Pires de Moraes Reg. Fabio
Alexandrino dos Reis Quadros.
D
Senlenga de fl. 291 v.Julgo por sentenca o
arbitramenlo constante do auto de folhas 290 ver-
so, segundo o qui-1 sero alimentados vestido
e educados os orphos, nao podendo o tutor ul-
trapassar os limites da quantia arbitrada sem pre-
vi autorisago desle juizo. oara o quo nterpo-
nho a minha autoridade judicial.
E visto que os orphos nenhum outro prenle
tem nesta cidado, alm lo indicado peloes;rt-
vo, seja o mesmo nulificado para assignar ter-
mo e lomar conto doa menores e de seus bens,
eomo prescrove a lei.
Pagas as cusas ex-causa. Maranhao 23 de no-
vembro de 1860.Joaquim da Costa Barrada
Jnior*
E
Peltcao de fl. S do Apenso n. 1.Diz D. Ma-
ris Clara de Salles e Castro, viuva do ajor Jos
Domingues Castro, tenedora a inventaran! doi
aeu casal, e por seu geral e bastante procura-
dor JoSo Manoel Botelho de Magalhes, que en-
tre os bens de seu casar existo a sumse deno-
minada Parnahiba, a qual leudo sahido da cida-
de o porto da Parnahiba, bateu uaquelle baixo,
e nu regresso do Para quebrou um raaslro.e leva
outra avaria, de mane-ira que se toros inavega-
vel sea um grande concert, o e por isso nao
canvem supplicante azer tal obra, o mesmo
dve aconteoer por parto de seus filhos orphaos.
Vem pois requerer a V. S. se digne mandar
oyir o tutor a Dr. curador a respeito. sendo quo
elles annusm por parle dos orphos, V. S. ae
digne consenlir e autorisar por seu respeitovei
despacho,, procedendo-so os respectivos avisos
pelos peridicos, que ella seja vendidas em lei-
lo metaantil pelo prego que der. e seu producto
descrerer-se ao inventario ; evitando desta raa-
neira a grande despeza qnB se tem de iaier com
vistoria e avaliago della, sera se obter outro be-
neficio seno desaetas ao casal, porque, quer ao-
ja avallado, quer nao, sempre se tem de vender
pelo prego que der, o nao peto da arremataca
dtgo e nao p*>lo da avaliago que livor, por isto
Pede a V. S.. Illra. Sr. juix doaorphSos, se-^
ja servido defflrir como adiar justo.
Espera recebar* merco, Joo Manoel Botelhc*
de Magalhes.
Deepacno.
Como reqner. Maranhio 0 de apilo de ISWL
Dfando de Souza.
F
atWpesfr n tutor i urt*)r;**CoBTeoIro por




(0

BUfilO DE Mfttt&mX. 4- QARTaV RlU *9ft MSL I* ll.
i'-t.t
pirte dos orphea meus tutelados, no que tequer ]
sua mi, meieira tenedor e inventarente, pois
acho justo que se venda a sumaca en leilao mer-!|
cantil por qae assim M evilam tespezas ono-i
rosas. Maranho 6 da agesto da 1856.
O tutor Lzaro Moreira de Sonsa.Fiat justi-
Ita.lavares.
Sello,
Numero 30.Rs. HS0.-Pageu 160 rs. Bara-
Dhio 7 de agosto de 1856. Satino Garca,
G.
Peligo de fl. 8 e despachoDiz D. Hara Cla-
ra de |fHe* e Castro, viuva do major Jos Do-
tningues Castro, por seu bstanle procurador Joo
Manoel Botelho de Magalhaes, que lendo reque-
rid o V. S., eonsenllmento para ser rendida em
leilao mercantil a sumaca Parnahiba, perlencen-
te ao casal, foi V. S. servido annulr i supplican-
te com audiencia do tutor, e porque seja preciso
SieV. $. marque dia e hora para o reerido lei-
o, aseim como o agente onde deve ser eito,
vem respetosamente requerer a V. S. assim de-
clare por seu respeilavel despacho, e depois o
escriviefacaos respectivos avisos dos peridicos
que jnlgar conveniente, aflm de se seguir os roais
termos, pelo que, pede a V. S. Illm. Sr. juiz de
orphos seja servido.E. B. II.Joue Manoel Bo-
telbo (te Magalhaes.
Despacho.
Marco odia 14 do correle, pela* 10 horas da
manha, para a arremataco no leilao mercantil
de Jos Joaqutm da Silva Conrado, feilos os avi-
sos e termos necesarios. Maranho, 7 de agos-
to de 1856.Brando de Souza.
Sello.
Numero 66. s. 160.Pagou 160 rs. de sello.
Maranho, 9 de agosto de 1836. Sabino.
Garca.
H.
Auto de fl. 4.Auto de arrematadlo que lize-
ram por esle juize dos orphos, francisco Perei-
ra da Silva Novaes e Manoel Pereira Guimares
Caldas, da sumaca denominada Parnahiba, per-
tencente ao casal do tinado major Jos Domin*
gues Castro, pola quantia de rs. 2:30UJOOO.
Anuo do nascimento de Nosso Senhor Jess
Chrisio de 1856 aos 14 dias do mez de agosto do
dito aono, nesta cidade do Maranho, em leilao
mercantil do correlor Jos Joaquim da Silva Con-
rado, onde fui vindo o juiz de orphos supplenle
Francisco Jos Brando de Souza, conmigo es-
crivo de seu cargo, ahi era presente o mesmo
correlor, a quem o juiz orJenou que metteese
pregSode venda por quem ruis desse, a sumaca
Parnahiba, propriedade do casal do finado major
Jos Domingues Caslro, e no estado em que ella
se acha encalhada na praitdo Desterro desta ci-
dade, como se fez publico.
Cumprindo o referido correlor o ordenado pelo
juiz, e depois de varios pregoes e lances appare-
ceram Francisco Pereira da Silva Novaes e Mtnoel
Pereira Guimares Caldas, os quaes mais que to-
dos os lanzadores offureceram a quantia de rs.
2:300)000, o que nSo obstante o juiz maudou con-
tinuar com o prego por mais algum lempo, ver
se ofTereciam outro lance mais rantajoso, o que
foi satisfeito.
Porm nao hivendo quem mais desse sobre o
ultimo lance, houve o juiz por arrematado a dita
sumaca, por ambos os lanzadores ditos, Francis-
co Pereira da Silva Novaes e Manoel Pereira Gui-
mares Caldas, que nisso accordaram entre si pe-
la dita quanlia de 2:300*300, moda correle, no
que tambera concordou o procurador da inventa-
ran!, cabeca de casal, D. Maris Clara de Salles
e Castro, Joo Manoel Botelho de Magalhaes, que
presente era, e a quem os arrematantes contaram
e entregaram o producto da venda.
E para de ludo constar o juiz maudou lavrar o
presente auto onde assignou com os arrematan-
tes, procurador e correlor.
Eu Joo Ferreira de Souza, escrivoioteiioo o
escrevi.Brando de Souza.Francisco Pereira
da Silva Novaes, Manoel Pereira Guimares Ctl-
das.Joo Manoel Botelho de Magalhaes.Jos
Joaquim da Silva Conrado.
Fetigo de fl. 6.Diz O. Mara Clara de Salles
e Castro, viuva do major Jos Domingues de Cas-
tro, por seu geral e bastaste procurador Joo Ma-
noel Botelho de Magalhaes, tenedora e inventa-
ran te de seu casal, que no mesmo existe uns es-
cravos marioheiros que andavam embarcados na
sumeca Parnahiba, a qual foi vendida em 14 do
corrente, no leilao mercantil, a requerimento da
impetrante, tendo sidoouvidos o tutoredoulor
. curador dos orphos, e por que estes escravos
agora ficsm desembarazados e nao tero ondeos
empregue, e nem os pode fazer embarcar, pois
nao lhe quer correr o risco por si nem pelos or-
phos seus lhos, e mesmo elles desembarcados
sem ter que fazer se desmoralisam, por sso vem
requerer a V. S. que se digne mandar que os di-
tos escravos sejam vendidos em leilao mercantil,
por ser praca mais frecuentada de compradores,
e offerecer maiores vanlagens para a sua arrema-
tado [visto elles j eslarem competentemente
avahados) sem mais formalidades alguma seno
os competentes avisos nos peridicos, sendo des-
criptos depois de arrematados no inventarioqual
quer exc6sso de precos que por elles obtiver, evi-
tando-se por esta maneira delongas e despezas
com elles.
Outro sim, o casal da supplicante possue a me-
lado do patacho Patriota, que tem navegado pa-
ra o Para, e tendo eate chegado hontem, 17 do
correnle, a esta cidade, e como nao convenha a
supplicante nem seus Cilios orphos, que elle
contine a navegar por coota do mesmo casal,
tambem pede permisso para que seja vendido em
leilao mercantil, pelo prezo que der, independen-
te de qualquer vistoria. ou avaliago, pois esta,
alm de grandes despezas, nadaioflue para obter
maior ou menor prezo em leilao, poupaodo-se
assim despezas com o capito e mais Iripolazo,
que necessariamente se ho de fazer, em quaoto
nao for arrematado, procedendo-se primeiro aos
competentes avisos pelos peridicos com aoteci-
pago, cujas arremalazes devero ser feilas com
a assislencia de V. S., sendo descripto tambem
no inventario respectivo o producto delle. A
supplicante requer mais a V. S. que se digne
niindar ouvir respeito, o tutor e doutor curador
idos orphos, para ver se por parle destes sonucm
ao requerido, pois a supplicante acha que de
vantagem einleresse ao casal e aos orphos, e
sendo que snnuam, V. S. por seu muito digno
despacho designar dia e hora e o agente do lei-
lao, onde deve ter lugar a dita venda dos escra-
vos e melade do patacho Patrila. Pede a V. S.
Illm. Sr. juiz dos orphos desta cidade seja ser*
ido deferir comoachar dejustiga, pelo queE.
B. M.Como procurador, Joo Manoel Botelho
de Magalher.
Despacho;
Bespondam o tutor e curador. Maranho. 13
[Continuar-se-ha.)
coAiimitcio.
CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL.
EM 16 DE ABBIL DE 1861.
A caita, desconta letras a 10 %,, sendo as de
seu aceite a 9 %, 'orna saques sobre a praza do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 /.-
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 15. .
dem do dia 10. ... ,
200:172339
23470*579
4 caita sedas ; a Schafbeitlim k C.
t> barricas barrilho ; a S. P, Johuston.'
10 fardos fumo em folha ; a Jos Vicente -Se
Lima.
7 caixoes charutos; a D. A. Matheiw.
20latas oleo de ricino; a Francisco Lote ile
Oliveira Azevedo.
20 fardos fumo ; a Manoel Tarares Corderro.
18 caixas chitas^ a James Ryder A .
1 dita peites de camisa; a Estevo da Cunha
Malbeiro.
Exportado.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram : Amorim Irmos 600 saceos com 3,000
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram : Thooraz de Aquino Fonceca, 100 saceos
com 2,000 arrobas de assucar.
Barca escuna brmense, Malvina, para o Canal,
car regaran :Kalkmam Irmos & C. 126 saceos
com 630 arrobas de assucar.
Folaca hespanhola, Chile, pirra Marseile, carre-
garam : Jos Millel, 400 saceos com2,000 arrobas
de assucar.
Heecfcedoria de rendas Internas
sreraes de Pernanfcuco.
Rendimento do dia 1 a 15. 15:583^773
Secretaria da instrucgto
buco 16 de abril de 1861.
Salvador Henriquo de Albuquerque
Secretario interino.
THEATRO
DE
dem do dia 16.
Consalado
Rendimento do dial a
dem do dia 16. ,
1:097*035
16:6809808
pro viada I.
15. 30:864*413
. .- 2:146*196
33:010*609
Motimento do porto.
Navio entrado no dia 16.
Baha 9 dias, histe brasileiro Dous Amigos, de
116 toneladas, capito Vicente Ferreira, equi-
pagem 8, carga charutos, fumo e mais gneros ;
a Francisco Luiz de Oliveira Azevedo.
Nao houveram sahidas.
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a.
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a.
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Horat
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me trica.
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S 2
i Inglei.
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
Em consequencia de nio se poder promptifirar
o scenario e mais accessorios para o drama O
MOSrEIRO DE SANTIAGO rica transferido o
espectculo para sabbado 20 do correte.
Avisos martimos.
pNftlica de Pernam-Vparaoderi. 10 d menta ra, fara'
leilao ao correr de tnarteliq dos objec-
to existentes no referido armaiem
Na mesma
occasiao tendera' -um ptimo piano,
um carro d'alfandega, dout cavallos
sendo um de montara e outro de car-
ro ambos exceilentes, bem como' um
berco de Jacaranda', um toilet do mes
mo no mencionado dia as 11 horas em
ponto
C0MPANHAEBRASILEIR1
MOTilTSS- & IJSJPdM.
O vapor Cruzeiro do Sul, esperado dos
portos do norte at o dia 18 do corrente, depois
da demora do coalume seguir para os portos
do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-se
a carga que o vapor poder cooduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua cnegada ;
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
o
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F c
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C
C

r.
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A noite nublada at 4 b. da manhaa, que ca-
hio um pequeo aguaceiros, vento ESE regular.
08C1LAC.A0 DA HAR'.
Preamar as 8 h. e 5' da manha, altura 6,4 p.
Bauamar as3 h. e 6' da tarde, altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 16 de
abril de 1861.
Romano Stepple,
Io lenle.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Chrislo e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife e seu termo, capital da provincia
de Pernambuco, por S. M. Imperial e Constitu-
cional o Sr. D. Pedro II, que Dens guarde, etc.
Faco saber, pelo presente, qne no dia 17 de abril
do corrente snno se ho de arrematar em praca
publica desle juizo. quem mais dr, na sala dos
auditorios, dous guarda-roupas novos de madei-
ra de amarello, pertencentes a Jos Estanislao dos
Passos, avahados ambos em 1609, e vo pracs
por execur;o de Antonio Martina da Silva Cam-
pos contra o mesmo Jos Estanislao dos Passos e
Joaquim Pereira da Silva Santos, e serio arre-
matados na falta de licitantes palo prego da ad-
judicarlo com o respectivo abatimento da le. '
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar editaes que sero aOixados nos lu-
gares do costume e publicar pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 20 dias do mez de margo de 1861,
quadragesimo da independencia e do imperio do
Brasil. Eu, Manoel de Carvalho Paes de Andra-
de, escrivo do juizo especial do commercio o fiz
escrever.
Aitselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo e
juiz de direito especial do commercio deste
cidade do Recife e seu termo, capital da pro-
vincia de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber pelo presente, que no dia 17 de
abril do corrente auno se ha de arrematar por
venda quem mais der em praga publica deste
juizo e na sala dos auditorios, um sobrado de um
andar na travessa do Carmo n. 10, com 3janellas
na frente e dous quartos pequeos, avallado em
4:000}000, penhorado a Manoel Luiz Coelho de
Almeida e sua mulher por ezecugo que contr
estes encaminha Manoel Firmino Ferreira ; e na
falta de licitantes ser arrematado pelo prego da
adjudicago com o respectivo abatimento da lei.
E para que chegue noticia a quem inleressar
possa, mandei passar editaes, que sero afilia-
dos nos lugares do costume e publicados pela
imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 13 dias do mez de margo de 1861
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, es-
crivo do juizo especial do commercio o Gz es-
crever.
Anselmo Francisco Peretti,
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
NavegaQo costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Ala cao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente mez. Recebe carga al o dia
20 ao meio dia. Eocommendas, passageiros e
dinheiro a frele al o dia da sahida as 2 horas:
escriptorio no Forte do Mattos o. 1.
Passageiros para Marselha.
Segu para Marselha at o fim do corrente mez
a veleira barca franceza Franklu, s recebe
passageiros, para os quaes tem excellentes com-
modos : a tratar com Basto & Lemos, ra do
Trapiche n. 15, ou com o capito A. Bernard, no
armazemdosSrs. J. Mendibour, ra do Trapiche
Novo.
Declarares.
223:642*918
Mevlmento da alfandega.
Totumes entrados com fazendas..
> com gneros..
yolumes
sahidos

com fazendas.
com gneros.
124
583
707
Descarregam hoje 17 de abril.
Batea americanaSalembacalho.
Barca francezaFrankliavinho.
aiach nacionalDous Amigos diversos g-
neros.
Importabais.
Palhaboie nacional Don Amigos, lado da Ba-
ha, maniastou o seguiote:
20 barra, 4 meias pipas, e 26 caixaa vohos, 5
"seo* azeize % palma, J2 saraos Do de ajgodao,
120 fardos um*. 2 saceos colla. 200 balsa de pi-
assava 3i boceUs de tartaruga, 37 volunte se 419
camnnas charutos ; a ordem de diversos.
31 caixas licores. 13 calzos e 575 caixinbas
charutos ; a Palueira & Beltrio.
4 paixao miudjsM; a Albino jote da Silra,
Conselno administrativo.
O conselno administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectoi
seguiutes :
Para a escola militar de Pimeoteira?.
4 resmas papel almago.
4 quarteirdes peonas de gango.
2 duziaa lapis.
6 garrafas tinta preta de escrever.
20 exemplares colloges de carias.
20 laboadas.
6 exemplares grammatica portugueza adoptada
ltimamente para as aulas de primeiras lettras.
20 exemplares compendio de arithmetisa por
Colago.
20 colleges de compendios para uso das aulas
de primeiras letras, 6* edigo.
6 colleges de traslados.
12 cartilhas.
6 ardosias.
4 duzias creies.
2 libras esponja.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do eonselho, i 10 horas da manha do dia 17 do
correle mez.
Sala das sessoes do eonselho administrativo
para fornecimento do arsonal de guerra 10 da
abril de 1861.
ifrnlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente. -
Alexandrt Augusto de Frias Villar,
Major vogal aervindo de secrelario
Directora geral da instrucQo
publica.
Faco saber qe o Illm. Sr. Dr. director geral
Interino designou o da 22 do corrente, pelas 10
horas da manha. para oexame de rerifleagio de
capaeidade para o magisterio, das oppositoras as
cadeirsa vagas de instruego elementar.
Assenhoras que para eK fim se iaacreveram
no prazo marcado no edital de 8 de margo, sao
i convidadas a comparecer cesta reparicio no re-
1 fenlo dia e hora.
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceicao pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passigeiros e escravos a (rete, para os
quaes tem excellentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para a Baha.
A sumaca nacional cHortencia pretende se-
guir com muilajbrevidade, tem parte do seu car-
regameoto prompto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
COMPANHIA PERNMBUGANA
DE
Navega^ cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandtnte Moura,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
W do correnle mez s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 19 ao meio dia. Pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sahida s
2 horas. Escriptorio no Forte do Mattos n. 1
Sahe impreterivelmenle para o Aracaty no
dia 20 do correnle o hiato nacional Invencivel,
recebe somente alguns passageiros ; quem qui- -
zar ir de passagem. dirija-se a ra da Senzala Francisco Ignacio de Albuquerque
LEILAO
Ao correr do martello.
Terga-feira 23 do corrente as
11 /loras em ponto.
Com lanche.
O agente Camargo fara' leilao no dia
cima mencionado na ra Nova n. 36,
dos artigos seguintes englobado ou a re-
ta Iho, a vontade dos compradores visto
serem de urna fabrica de chapeos de sol
que o teu dono quer liquidar indo tudo
sem Imite, pelo seu dono querer reti-
rar-se no fiim do corrente mez.
Chapeos deso de seda para homem.
Dito de panno para dito.
Dito de seda para senhora.
Dito de panno para dita.
Perfumara diversas da melhor que
existe no mercado.
Bengalas, chicotes e artigos de miudezas
eo melhor que ha.
O agente cima pede aos seus amigos
efregiuzes e aos paes de familia que
n5o deixem de fir a grande pechincha
no dia terea-feira as 11 horas do dia.
Na mesma occasiao ira' urna excellente
burra para guardar dinheiro.
LXiLAl _
Hoje, 17 do corrente.
F. Souvage C. nao podendo por falla de lem-
po expor em ljilao hontem comegado a aprecia-
gao de seus bons freguezes a grande variedade
de fazendas existentes em seu armazem, conti-
nuar o mesmo -
Hoje, quara-feira
s 10 horas da manhSa, e por interrengo do
bem cinhecido agente Oliveira.
Avisos diversos.
Na livraria n. e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Antonio Henriques de Miranda.
Precisa-se, por aluguel, de um negro para
cuidar de um cavallo, e fazer algn aervigo de
ra em casa de pouca familia, e que enteoda al-
guma cousa do servigo necessarioem um sitio pe-
queo ; tendo um moleque para o ajudsr : quem
quizer aluga-lo podedingir-se ra do Trapiche,
armazem n.o 13.
Os abaixo assignados previnem aos devedo-
res de Joaquim Moreira Uuerrido, outr'ora esta-
belecido com loja na ra do Livrameolo n. 38,
que sao elles abaixo assignados os nicos autori-
sados a receber a importancia das dividas activas
da referida loja.James Crabtree & CAugusto
C. de Abreu.
MR&
Velha n. 140, terceiro andar,
Joaquim Aires da Silva.
a tratar com Jos
Leiles.
LEILAO
Com lanche.
No aterro da Boa-vista n. 76 "precisa-se de
urna para cosinhar e oogommar para casa de ho-
mem solteiro.
Os abaixo declarados queiram vir a ra do
Crespo n.8 loja amarolla a Iralarem de negocios
de seus interesses :
AnloRio daSilveira Maciel Jnior.
Antonio Dias Fernandos.
Antonio Annes Jacome Pires.
Antonio Jos de Brito.
Antouio Joaquim Ferreira de Carvalho.
Antonio Vital de Oliveira.
Dr. Antonio Amrica Urzedo.
Antonio Francisco de Mello Paes Brrelo.
Dr. Arislides da Rocha Bastos.
AlTonso do Reg Barros.
Denlo Jos Lamenha Lios-
Dr. Cunha Lima (da Parahiba.)
Dr. Custodio Cardozo Fonles.
Camillo Augusto Ferreira da Silva.
Ernesto Machado Freir Pereira da Silva:
Emilio de Cerqueira Lima.
- Jgnacio de Albuc,..
Dr. Francisco Joo Carneiro da Cunha.
Francisco Manoel de Souza Leao-
Francisco da Costa Wsnderley.
Francisco Cavalcantide Mello.
Francisco Antonio Victal de Oliveira.
Francisco do Reg Albuquerque.
Dr. Francisco Gomes Yellozo de Altuquerque
Francisco Luiz Wanderley Lins.
Francisco Jos do Arftaral.
Francisco Soares da Silva Retumba.
Francisco de Paula Cavalcanti Wanderley.
Filippe Benicio Cavalcanti.
Fernando Antonio Razouro.
Frederico de Paula Caroeiro Leo.
Guilhermino de Albuquerque Martina Pereira.
Igncaio Manoel Flix da Silveira.
| Jos Francisco de Souza Leo.
Jos Estanislao dos Passos.
Quarta-feira 17 do corrente
s 10 horas em ponto
0 agente Pinto, autorisado por um estraogei-
ro que retirou-se para Europa, far leilao de lo- Dr~ Jos Agwlo7eSouia'Pitanga.
os objectos pertencenles a sua casa de residen- Jos Francisco do Reg Barros,
ca, consistindo de urna mobilia de jacarand.ca- Jos Thomazde Campos Quaresma.
deiras de balango ditas de encost, ditas ameri- '
canas, mesas de jantar, guarda-roupas, lavato-
rios, espelhos, marquezas mesas pequeas, ap-
daradores, cama de ferro, tongas e vidros, na ra
do Imperador n. 44,1. andar.
LEILAO
Quinta-feira 18 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por conta de quem
pertencer de dous carros promptos e cavallos
sendo um delles novo, no dia cima as 11 horas
em ponto, na cocheira defronle do Dr. Sabino na
ra de Santo Amaro.
LEILAO
DE
Carrocas e bois.
Sexta-feira 19 do corrente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto em seu armaiem na ra do Im-
perador n. 35, de carrogss com bois pronrias pa-
ra o trafico da carrogaa e carros.
LEILAO
Quiota-feira 18 do corrente
em seu armazem <
na ra do Vigario numero 19.
O agente Camargo tendo de te mudar
do armazem da ra do Vigario n. }9
Jos Jerooymode Albuquerque.
Jos Francisco do Reg Barros Jnior.
Jos Corgonlo Paes Brrelo.
Jos Pinto da Molta Nunes.
Jos Luiz Pereira Lima Jnior.
Jos Tbomaz de Aguiar Jnior.
Padre Joo do Reg Moura.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Dr. Joaquim de Souza Reis.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg.
Joaquim Pedro Patriota.
Joaquim Pedro de Mello Reg.
Dr. Joaquim Elviro de Moraes Carvalho."
D. Joaquina Mara de Arruda Costa.
Luiz de Frange Mello Jnior.
Manoel Marques de Araujo Castro.
Manoel Marques Camacho.
Manoel Duarle Ribeiro Jnior.
Manoel Francisco de Souza Leo.
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque.
Miguel Tolenlino Marinho Falco.
Nero de S e Albuquerque. <
Pedro Ernesto Rodrigues da Silra.
Dr. Sebistio Accioli Lins.
Dr Loureogo Bezerra Carneiro da Cunha.
Lourengo Francisco de Albuquerque Calanho.
Dr. Adolpho de Barros Cavalcanti de Lacerda.
O abaixo assignado declara que
tendo o Sr, cadete Vasconcellos da com-
panhia decavallaria lhe pedido a' tem-
pe- um documento de um cavallo que
vendeu a mesma companhia por 16#,
dizendo-lheque oSr. capito Porfirio lbe
manda va pedir que declaraste que dito
cavallo fra vendido por 120#, ao que
cotuentio, mas tendo hoje certeza que
o Sr. cadete Vasconcellos obrara cqm
malicia contra o dito Sr. capito, de-
clara solemnemente o abaixo assignado
que fica de nenhum efleito tal docu-
mento e protesta contra o criminoso
procedimento' do Sr. cadete. Recife
15 de abril de 1861. Jo Flix da
Silva Lobato.
Alugam-te dous grandes armazens
na ra da Concordia, -----
sumeientes para um u
ment de qualquer qualidade que seja :
a tratar com Almeida Gome, A Ivs &
C, ra-da Cruz.
Trocase urna imagem de Santo
Antonio de Lilbo, que tenha palmo e
meio de comprimen : na praca da In-
dependencia n. lie 16.
-- Aluga-se urna ama escrava para o
servico interno e compras, seu aluguel
o de 20$ pagos adiantados. ou com tan-
ca : na ra da Soledade n. 25.
Urna pesaos que lem sob sua direegio algu-
mas escripias se offerece a tomar conta de ou-
tras ; garante bom desempenho e brevidade : a
tratar na ra do Crespo n. 20 com o Sr. Jos Ma-
noel dos Santos Villasse.
Aluga-se um escravo moco para todo servi-
go, vendem-se travs de 40 a 60 palmos : na ra
do Imperador n. 50,3 andar.
Precisa-se de um caixeiro capaz de tomar
urna taberna por balango ou com ioteresse.
dando fiador sua conduela: na ra das Cruzes
o.22.
Etienne Chantre vai Europa.
Precisa-se de um caixeiro que tenha algu-
ma pralica de taberna, e que d fiador a sua con-
ducta : na ra do Raogel n. 10.
*~ Aluga-se urna sala com dous quartos do so-
brado da ra do Queimado n. 14 : a tratar no
mesmo.
mmmumm moa m mmmm
Collegio Bom Gonselho ~
Ra da Aurora n. 50.
E k Prec'a"se de um criado para o servigo
jSj baixo prefere-se escravo e garanle-se
o J05 mensaes.
Roga-se aos Srs. abaixo declara-
dos que tenham a bondade de compa-
recer a' praca da Boa Vista n. 16 A, a
negocio de seus interesses:
Os sen I ores:
Joao Paulo de Lima.
Francisco Goncalves de Souza.
Jos Antonio de Oliveira.
Joaquim Vicente Marques.
Jote Fiel de Jess Leite.
Jos Lino de Castro.
D. Faustina Mara Coimbra.
Francisca Adelaide Carneiro Castro.
O agente Camargo tendo de se
mudar da ra do Vigario n. 19 para a
mesma n. 10, roga a todas as pessoas
que tem objectos em seu armazem quei-
ram vir buscar no prazo de dous dias
da data deste, do contrario se rao ven-
didos ao correr do marfello na quinta-
feira 18 do corrente em leilao publico
as 1 i horas do dia*
Desappareceu no dia 13 do corrente, as 5
horas da tarde, da ra do Areial, em Fora de
Portas, n. 24, a crioulinha menor de oome Ma-
ra, vestida de rozo e descaiga : quem da mesma
souber, leve a noticia a dita casa, que se agra-
decer.
Feitor.
Precisa-se de um feifor que entenda bem de
jardiui e horta, e que d fiador a sua conducta :
na ra Nova o. 38.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
urna pessoa ; na ra do Trapiche n. 20. segundo
andar.
Mestra de prineiras letras,
costuras, bordados, etc.
Josepha Alezandrina Pereira da Silva, achan-
ao-se provisionada pela directora geral da ins-
truego publica para ensinar particularmente pri-
meiras letrv, offerece seus servigos aos pas de
familias que lhe quizerem confiar suas filhas, nao
s para o ensino de primeiras letras, como tam-
bera para o de coser, marcar, fazer labyrinthos,
bordados de linha, seda, troco, prata e ouro ; bem
como fazer e enfeitar chapeos de palha e de seda
para senhoras e meninas : na ra do Hospicio
numero 76.
Joo Martins dos Santos Cardoso, Brasilei-
ro, vai a Europa tratar de sua saude.
N'um engenho dislaute do Recife 6 legoas,
precisa-se de um mogo solteiro que tenha as ha-
bilitagoes para ensinar com perfeigo as lioguas
porlugueza, franceza e latina ; e sa a estes co-
nrieclmentos reunir os de musiese de piano, pa-
ra ensinar/ maior ser o ordenado : quem o pre-
tender, dirija-se ao escriptorio do Sr. Octaviano
de Souza Franga, ra de Apollo n. 30, que acha-
ra com quem tratar.
Aluga-se um segundo e terceiro andar e
sotao proprio para familia, na ra da Cadeia Ve-
lha n. 27; a tratar na loja do mesmo.
Quem precisar de um criado pa-
ra casa de homem solteiro, dirija-se a
ra das Cruzes n. o?.
Precisa-se de urna ama para tratar de urna
crianga, preferindo-se urna de leite ; na ra do
Jardim n. 61.
Francis Bertram Jones relira-se para a
Baha.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da
ra Nova n. 19 : a tratar na loja.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e en-
gommar para aaaa de pouca familia ; na ra do
Lima, em Santo Amaro, primeira casa passando
a taberna da esquina.
Urna parda de meia idade ofTerece-se para
comprar e cozinhar para casa de homem soltei-
ro ou de pouca familia ; a tratar na ra da Penha
n. 17, segundo andar.
Pedimos ao mogo do terceiro andar do bec-
ca Largo, que deize-se de quando vir a moga do
segundo andar na varanda de estar atirand pe-
drinhas em cima della, de maneira que vai cahir
em cima de quem passa na ra.
Perdeu-se o meio bilhele da 4.a parte da
4.* e 1. da 5.a lotera da matriz de S. Pedro Mar-
tyr de Olinda n. 1512 ; rogase a quem o achou,
quereodo restilui-lo a seu dono, entrega-lo no
paleo do Tergo n. 10.
Aluga-se urna escrava para todo o servigo
de urna casa : no pateo de S. Jos n. 49.
Arrematado hoje.
Hoje quarta-feira 17 do corrente, em audien-
cia do juizo especial do commercio, se ha de ar-
i, com proporc/les oOKADE BNGAR14*
grande estabeleci. 'AmOrilD, FrltOSO SailtOS
malidade aue sea ? j, "
Os senhores socics comroandiUrios sao convi-
dados a comparecer sabbado SO do eorrente s U
horas do dia, na sala da Associago Commerclal
praga doCorpo Sanio, aOm de lhea serem pateo-!
tesios trabalhos dos4ous semestres decorrido=.
Recife 16 de abril de 1861.
Precisa-se de urna escrava para ama de ca-
sa de pouca familia, que saiba cozinhar e lavar:
em Santo Amaro, estrada de Belero, sitio do Sr;
Jos Candido de Carvalho Medeiros.
No dia 20 de dezembro do aono passado
fugio do engenho Maravilha, na freguezis da Es-
cada, um casal de escravos : o escravo chama-se
Antonio, crioulo, idade de 32 annos, altura re-
gular, cheio do corpo, muito tagarella, sem bar-
ba, cora a cicatriz de um talho em um dos so-
Io! 8 a chama-se Mara, de cor fula,
idade de 40 annos, estatura regular, lem falta de
alguns denles da frente, barriga bastante grande ;
aescooua-se terem ido para o Buique, d'onde sao
teiSV -,*em 08 "PPfehender. leve-os ao Sr.
f,2 pO,Emih0 Pereira de Ar,uJ. Bea** desdi-
dado *' que recon,Pena" com generosi-
ro^ra^*Wariw ?e Pe'nambuco do 1.a do cor-
ea di R%u'balXVS8gn,,d0 98nh' > P-
SJ? n- "ta 16.A que Picasso Por este
mesmo Diarios qual o negocio que ter com o
mesmo, hoje repele o mesmo abaixo assignado o
mesmo pedido quelle senhor, para que o publi-
co, para quem o senhor escreve, seja disso in-
teirado, pois o abaixo assignado desde j protesta
proceder com as leis do imperio eonlri um de-
tractor que nao conhece por publicar seo nome
sem motivo algum, e tendo-lhe j feito saber
que bem vizivel. das 6 horas da manha s 6
da tarde, na ra da Imperatriz o. 23.
Joaquim Vicente Msrques.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Aurora
n. bb; a tratar no mesmo, ou na rus do Cabug
Est justificando o seu estado de solteiro e
desempedido aCm de se poder casar nestebispa-
do, Antonio Jos Martins Lima, Qlho de Fructuo-
so JosMarlins, natural da freguezia de S. Lou-
rengo de Cabnl do arcebispado de Braga, mora-
dor na freguezia do Cabo desta provincia.
Arremataco de urna casa.
Na sexfa-feira 19 do corrente, pela audiencia
do Dr. juiz municipal da 1.a vara do civel. escri-
vo Baptisla. a ultima praga para a arrematago
da casa terrea da ra da Roda n. 23, com 2 por-
tas el janella de freute, com 2 salas, 5 quartos,
coznna fra, cacimba, pequeo quintal com por-
iao, 1 sotao separado da casa com a frente para
a ra dos Patos, com 1 terrago, 2 salas, 2 quar-
os, cozoha, pequeo quintal com cacimba, por-
teo e duas entradas, canos para esgoto das aguas.
Pechincha
Com pequeo defeito de
avaria.
Madapolao muito largo e fino, cora alguma pin-
ta de avaria, pelo barato prego de 4J a pega ; na
ra Nova n. 42, loja de Tcituliano Candido Ra-
mos flj c.
Vendem-se por prego commodo tres terre-
nos no Campo-Verde com 30 palmos de frente e
su de fundo cada um, todos juntos ou separa-
dos, tendo a grande vantagem de ter denlro ara
para toda edificago que se quizer fazer por ser
ditos terrenos muito alto ; a tratar na ra da
camboa do Carmo, sobrado di esquina que volla
para o largo n. 24.
A Vende-se confronte ao porto da fortaleza
oas unco Ponas o seguinte : carrogas para bois
e cavallos, carrinhos de trabalhar na alfandeca,
ditos de mo, torradores de caf com fogo, do-
pradicas de chumbar de todos os tamanhos e
bem assim rodas de carrogas e carrinhos, eixos
para os mesmos, e quaesquer outras obras ten-
dentes s ofllcinas de ferreiro e carapina, e alu-
gam-se tambem carrogas.
Cheguem freguezas loja de res portas na
ra do Queimado n. 69 para comprar fazendas
por todo prego, estou torrando para sortir de no-
vas fazendas, para vender mais barato do que em
outra qualquer parte ; na ra do Queimado, loja
de tres portas n. 69.
Admiren!.
remalar por venda um sobrado de um andar, silo
travessrdo Carmo n. 10, contendo 2 salas.
alcovasgrandes, cozinba fra, quintal e cacimba,
sendo os oitoes dobrados e o terreno proprio, ten-
do sido reedificada, pelo que se torna urna casa
nova, e rende 540 mensaes, sendo avaliada em
4:000000.
Joaquim da Silva Torres, subditj portuguez,
segu para Macei.
ASSOCIAGO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Nao lendo comparecido os senhores socios a
reunio da assembla geral, como se havia con-
vocado para domingo 14 do corrente, nao ba-
lante ser essa reunio daquellas que a todos de-
vera inleressar, quando se trata de negocios de
maoulengo da mesma sociedade, lio eminente-
mente abalada ; nio era por certo de esperar dos
alustres socios urna iodiffereoga tal, com algu-
mas excepges, e continuando a necessidade dee-
sa reunio, o S-. vice-presidente de novo manda
convidar a todos os socios para domingo 21 do
correnle, aa 10 horas da manha, se reunirem na
casa das sessoes na ra Direita n. 27 para furre-
cionar a assembla geral.
Secretaria da Associago de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipagao dos Captivos 16 de abril
de 1861.
. Galdino Jos Pires Campello.
! secretario.
1 escravo sem vicios, bonita figura, por 1:200
1 escrava boa cozinheira por 700, 1 dita lava-
deira e quitandelra por 650#, 1 mucamba mula-
linha de idade de 18 annos, 2 lindas negrinhas i
na ra de Aguas-Verdes n. 46. '
Vende-se urna escrava moga e de figura
sgradavel; a ver e a tralar. na ra do Brum nu-
mero 54.
Vetode-se para fra da provincia urna es-
crava crioula, bonita figura, de idade 22 a 23 an-
nos, com habilidades, e o motivo desta renda se
dir ao comprador: na ra de Santo Amaro, so-
brado n. 14.
Vende-se urna armago de urna taberna e
os utencilios da mesma, sita na ra ta Praia n.
54 : a tralar na mesma ra n. 39.
Vende-se urna escrava crioula, moga, e com
algumas habilidades, chegada ltimamente do
mato ; na ra dos Martyrios n. 36.
Bolacoinha iogleza
a 3^000 a barrica ; vende-se no armazem pro-
gresso, no largo da Penba n. 8
Manteiga iogleza a 720
e 640 rs.,
franceza a 580, cha a 22i0, caf a 240, esper-
macele a 880. conserva a 800 rs., bolachinha in-
gleza a 160 rs., em barrica 33, toucinho a 320 :
na taberna da estrella, no largo do Paraizo nu-
mero 14.
Vende-so urna escrava crioula, de
boa figura, coiinha, lava e bastante
intelligente para todo o s*rvco de urna
casa de familia : na ra da Aurora nu-
mero 58. .
Rival sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezaa,
est queiraando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas eslo perfeitas, e o
prego convida :
Caixaa de colchetes a 40 rs.
Car toes de ditos a 20 rs.
Groza de pennas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa com 002$500.
Groza de botOes de 'lotice a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Dito dito dilo a 500 rs.
Banha em lata com 1|2 libra a 500 ra.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixaa com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com phi sphoros especiaes e melhor aue
ha a 160 rs.
Pares de meiaa cruaa pera homem a 160 ra.
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
PSas de franja de 13a muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia de saboneles muito fios a 600 rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfineles finos a 100 rs.
Calzas de agulbas francesas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranga de algodo a 1.
Ditos de la para meninos a-800 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 ra.
Duzia da facas e garlos de cabo preto a M.
Pares de luvta de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
.J[e*ourM P*r* unBM costura multo finas
500 rs.
Pegas de (ranga de lia com 10 varas a 320.
Eecovas para denles muUo finas a W rs.
Cordao imperial fino a 40 rs.
Dito grotso a 80 ra.
Cordoea para eapartilfao a80 re.
Calzas para rap muito finas a 1#.
Psrea da meias dt cores prra meninas a 160 rs.
UaAa de marcar (novello) 90 ra.
-*


... I
p
n

MalAiO DE fE&N4lBC0, ^ fiAKTA IE11U 17 DI ABRJJ, M .fMl.
ff)
Tmbmj
PARTEiR*E PERADftl
3 RA AC fritlA, C ASA DO F CND \03
|ot ambos os systemas.
O Dr. Lobo Mostoso di consultas todos os das pe manhia, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidado, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos i sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia i outra qualquer hora do da on da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pesio, o da ru* e o numero da casa.
Nos casos que nio forem da urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero remetter seus bilhetes i botica do Sr. Sounn & C. na ra da Cruz, ou i loja de
livros do Sr. Jos Nogaeira de Sonsa na ra do Crespo ao p da ponte velha.
. Nessa loja e na casado innuucianteachar-se-h constantemente os melhores Medica-
mentos homeopathicos ja bom conhoeidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 dito..................155000
Dita de 36 dito.................. 209000
" Diu de 48 dito.................. 359000
Dita de 60 ditos............. 809000
Tubos avulsoscada uro.........: 19000
Frascos de tinturas. .:;............2|00O
Manual de medicina honeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portugus, oom o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc....... 209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,....... 6900O
MMAZEM progresso
CONSULTORIO KPBCIU HOKIPATUCO
^ SABimfo.TVlNHO
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. &.
Consultas todos os dias otis desde al 10- horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
molestia* das mulheret, molestias das enan-
cas, Molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias syphilitieas, todas as especia d febres,
febres intermitientes esuas consequtnciat,
FHARMAC1A ESPECIAL HOKEOrATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessariaa, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prego mais commodos pos-
sives.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao scompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor a seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema poeto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nio levaren) esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
DE
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gau tier, cir urgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
^MMIfiAlfifilfifiififiMfllCfilCfilfiaiSlal
Prerisa-se fallar aos Srs. Bernardo Damiao
Franco Jnior, Manoel Izidoro dos Passos, a ne-
gocio de seu interesse ; na ra do Queimado nu-
mero 47.
C01PAMIA DA VIA FRREA
DO
Reefe a Sao Francisco.
Limitada.
At outroaiso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella aeguinte :
8
Largo da Peiilia
O proprietario deste armazem par-
liripa aos seas numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande -sortimento de gneros os melhores quelem vindo a este mercado e por ser parte dalles
vindos porcouta propria, vende-os por menos do que em outra qualquer patle.
Manteiga iuglcza perfeitamente fio* m rf., Ubri| e em bar.
rril se fari algn abatimento.
^\a\\Ve\ga Iraneeza a raais n0Ta que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Ca petla, UySOW e ptetO og mein0res que ha neste genero a 2*500, i$ e
1600 rs. a libra.
Q\ieiJOS WameilgOS chegados oeste ultimo vapor de Europa 1#600 rs., em por-
fi se far algum abatimento.
^ a*"*J SU.ISSO recenlemente cbegsdo e de superior qualidade vende-se a 840 rs. a
libra.
""*J* p*aw os melhores que tem vindo a este mercado por serem muito frescaes e de
boa qualidade a 640 rs. a libra e ioteiro se far algum abatimento.
Caixiunas eom urna e duas Vibras eieg.ntem#ente enfeuds contendo
differentes qualidades de confeitos, amendeas cobertas, pastilhas etc., etc., o que ha mais
proprio ara mimo a 1} cada urna,
PaSSaS UlUltO UO\aS em caia8C9m lt tt 15 libras vende-se nicamente no Pro-
gresso a 29 cada urna.
'*" *"Mfc ingle*. a mas nov.,a q^g j,a no mercado, vende-se uocarnala no ar-
mazem progresso a 39000 a bairica e a retalho a 240 rs. a libra.
AaU.eiX.aS IraneezaS a 480 TB t ibraem porcaosear algum abatimento.
Mar melad a imperial
Lisboa a 800 rs. a Ubre.
lillas eom \o\acYaYias 4e soda
differentes qualidades.
v1a\OeOVa%e 0 mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
Maca ue tomate emlatagde d bra> a malsnova iw ha no >Biercild0
libra.
r eraS SeeCaS em C0Ddecas de libras por 8*500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas f raneext s e inglesas
das em drreitura a 800 rs. o frasco.
\letria, maearrao e taluarim. m a kra e em Umm .
roba por-80.
Palitos de denle lixados
nCouelnno de Lisboa
a arroba a 93.
rreSullIO mun0 n0T0 T6ndeT.8e para acabar a 400ifs. a libra.
V-UOlMilCaS e paiOS 0 que b.ade,bom neste genero poroerem muito novos a 60 rs.
a libra. v
Banua de porco reinada a 480 ts. a libra e em barril a 400 rs.
lalas com peixe de posta ^Mao ^ melhor mMeira po8ekel dM melh0.
res qualidades de peiie que lia em Portugal a 19500 cada urna, assim como tem salmeo e
lagustinha em latas menores a 900 rs., verdadeiros charutos suspiros e de outras muas
qualUades dos melhores fabricantes de Sao -Flix, champaohe da* mais acreditadas marcas,
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licorrancez de tedas as qualidades, azeite doce pu-
rificado a 13 agarrafa, nozes-a 320 rs. a libra,.ervilhas francezas, trucU em calda, azeitonas
baratas e ouiros muitos generes que enconteoro tudo de superior qualidade.
do afamado Abreu, e de oulros mnites fabricantes de
vende-se a 1}606 ts. cada urna com
as mais novas que "ha por serem vin-
era molbos com 20 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril

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p33 lS ISS
Corso particular de rhe-
torica.
O acadmico Manoel da Costa Honorato tem
aberto o seo curso de oratoria e potica nacional,
na ra Direita o. 8, primeiro andar.
!iS SSSSSSaS fiSSfiSMsB
Consultas medicas.
Sero dadas todos os dias. pele Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escritorio, ra
da Cruz o. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1.a Molestias de olhos.
2. Molestias d toracao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da geraco e
do anus.
O exame dos doenles ser feito na or-
dem de suss entradas, comecaodo-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serio era pregados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve deslrui-la ou
curar.
Varios medica tenlos sero lambem
empregados gratuitsmente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
promptido em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doeotes toda e qualquer operario que
julgar conveniente para c restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se scha
prvido de urna completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
vt imLi'3 ^ttfl a^Ji^ ftfit^i ^jsy*i BJMLft^Ejatfsijais jis i
P. VUU, retratista da augusta casa imperial,
rm seu eslabaleciarento na ru do Cabua n. 18
pem lindos alfioetes de ouro de le para colloca-
tem-se retratos. No mesmo eslabelocimeoto ti-
ram-se retratos por
Ambrotypo e por nelainotypo
Sobre panno eocerade, proprios para remette-
rem-se dentro de cartas.
Sobremalacacheta ou laico, especites para al-
fioetes ou cassoletas.
Retratos transparentes, offerecendo
reirato duas vistas,
urna em cores outra em preto e braoco.
Retratos a oleo, de todos os tsmanbos
ponto natural.
J. Praeget & C. mudaram $eu
arinasem da ra da Crus n. 17,
a mesma ra n. i i.
Sooooooessoowoooo
a
o mesmo
al o
para
O
1
o
o
' O
te
3
as
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por(3jj(
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo receido um sortiment de cai-
xinhas novas
Tendo recebdo um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um .sortimento de cai*
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande sallo da ra do Imperador
No grande salSoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america.
no tem recen temen te recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3jj(000 rs-
cadaum,as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecianentos praticos na arto
de retratar acbarSo o abaixo assigndo
serapre prompto sob condicoes muito
raeoaveis.
Os cavalheirosesenboras sSoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra_ examinarem os speoimens do jue
cima fica anunciado.
s -a
B
O CID
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sa fr. o S> o- a* o
AssignadoB. H. Braman,
Sucerin tendente.
Cura certa das hidropesas.
Nat tninhae viagens^elo centro das provincias -de -Prnarabueo, de Sergipe e Alagoas ora
empregada pelogverno em pocas epidmicas, e ora xercendo a medicina em diversas localida-
.des, fui ex^erimeBjtandoSip1anta8 do paleem muitaa molestias, administrando-as em dses ho-
meopsthicas com mais ou aeoos proveito, porm sempre com certeza de que cae njeiudicva aos
meus doentea.
D'entreo numero de molestias, que Uve de tratar, urna claase me merecen auita atienco
tanto pela frevieooU com que apparece, eomo pela mortalidade que aprsenla. sta classe de
.molestia a tiydrcipaeia.
Ti ve de tratarle moitas bydropesias, j or todos oa meiea conhecides, mas os resultados nao
rcorreqpondiam a mir>h* epeUctiva ; tendo porm conhecimento de .ama planta, que avia produ-
^iuzido bous restiludos-esa alguna casos, tratei de esludar os -seus ffeitos e oa verdad* uve o pra-
-jzer de ver que ella usa especifico poderoso no^uralivo das h.ydwpesis.
Sendo poisas hydMipesi&s, flur activas, qur passlvas do numero das molestias mais terriv.ei*
^ue affealam a nossa popla;o e que grande numero de victimas ha feito em todos os .lempos
julgo ter prestado usa graflde ervieo a humanidade com a deseoberta de um agente lo poderoso!
jue nenhuma s vez me ie Na ascills (hydroeeU de venire) costumamxtrahir o liquido per meio da puneco; mas o
liquido que s ettrahe alo a -causa da bydropeeia, elle a constiiue; a experiencia tem mostrado
que a xtracco do liquido que constitue a aacitis -um meio palliativoom o qual d-se em reda-
de atsjua alhvio ao doente, mas se eapeiora o seu atado ; por quauo serapre ou quasi sempre o
liquida m reproduz com muita maior rapidez, na razio directa das onetacas que se repelem para
e exlratr,
Quasi sempre a ascitis symptoma da leso de urna vicera do ventea particularmente do bago.
E' lio seguro o tratamento das hydtopeaias pelo novo agente, que nao recelo em offerecer-me
{tara appliea-lo com a condiccSo de nada ceeeber oo caso de nao ficar o doeata corado, aeja qual
dr o seu estado; e como desejo que a efcacia deste remedio seja comprovado peloa mdicos ped
ao Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgero PinJw, para se ptestar a inspeccionar os meus doenles,
ao que annuio, e por cuja motivo lhe tributo o meu sincero agradecimeoto.
Assim pois quero m quizer aproreitax dos meus traeos aervicos se digne de procurar-me em
miaba casa, ra da Roda a. 47, primeiro andar, o no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino,
Jos loes Tenorio.
TABAC CAPORAL
Deposito das manuf aetuTis imperiaes deFramea.
EsH ercaienie fumo achs-se opositado ajreumente na rus Nova o. 23, ESQ0HU DA
C4MB0A DOCARMO, o qual se vsnde por maco de S heetograraos a ItOOO. a em po^o i
* raas5 re c'"ns cora cesconto de 35 por cento; no mesmo ecUbeteiinenio acbl-se (anem
# iMiaaii^ipt! ds nbo ptra cigarros.
Mudanca de esta-
belecim-ento.
JosKoreira Lopes avisa aos seus amigse
fregueses desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu eslabelecimeote de facendas que linna
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem quefoidoa Srs. Saotoa & Rolim,
onde tem ornis completo e variado aortimento
de fazeodae de todaa as qualidades para vender
em grosso-e a retalho por procoa muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ra do-Coiiegio, sobrado
de um andar n. 36.
Jchegou o prompto al-
livio.
Basn como os oulros medicamentos dos cele-
bres ftr. Radwaty & G. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n. 12. Tambem
chegarasn inslruoces completas para se usarem
eates resuedioa coatendo um indico onde se po-
de procurar a molestia que se desoja curar oa
quaes se *ndem a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouarer & Baker.
Machinas de coser : em casad e Samuel P.
Johston & C.. ra da Senzalla Nova n. 52.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisses Gokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se urna casa novsraente acabada em
armazem com grande quintal com telheiros, ten-
do urna eamboa no fundo para commodidade de
qoalquer flicina ou padaria, sita na ra Impe-
rial n. 162 : a tratar na ra Direita n. 84.
De nove roga-se ao Sr. alferes do sexto bs-
talhio da guarda nacioual Flix de Araujo Al-
buquerque o favor de tralar sobre o negocio que
nio ignora certo de que se o nio flzer exporei
qual o negocio ; na ra do Queimado n. 47. .
Preciss-se de ama roulher de boa conducta
e que d fiador, que ssiba bem coziohar e en-
Cmar, para fazer este eervico em casa de um
em solteiro ; a tratar na roa Direila n. 69.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudio o do Reg Lima lira passa portes para
dentro e lora do imperio : na rna da Praia n. 47,
primeiro andar, travesa da ra estrella do Rosa-
no, loja de miudaias do Sr. Joaquim Francisco
dos Santos Maia, s na roa da GruVdo Reeife. ta-
berna do Sr. Manos J Jsi Crrela, por com modo
pree.0 e preateu. r
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numer 2.
Nesta nova casa de commiss de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seus sectores, enancndo-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
mento para os mesmos, afim deque osseohores
dos mesmos escravos flquem satisfeitoa com as
diligencias que da parte do eommissionado flzer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sua confianza, no que es-
pera merecer attencio tanto dos senhores que
Ib'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ler sem-
Ke para vender escravos de emboa os sexos e
idee.
^*^-.MS*AKex-&i>l**f
CONSULTORIO ESPECIAL U
IIOMEOPATHICO
DO
DB. CASAXOVA,
30--Rua das Cruzcs-30
Nest consultorio tem sempre os maia
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria as tinturas) por Ca-
lellan e Weber,por presos razoaveia.
Os elementos dehomeopalbia obra.re-
c.ommendada i intelligencia de qualquer
paseoa.
Os credores da massa d e Manoel
Antonio dos Passos Oliveira & C, loja
de trtstes na ra Nova n. 24, sao con-
vidados a apresentarem seus ttulos pa-
ra serem verificados pela administrarlo
dentro do prazo de 8 das a contar do
presente annuncio, afim de proceder-se
ao rateio de quantia importante ja apu-
rada. Escriptorio da administracSo
ra da Cruz n. 40. Reeife 1 i de abril
de 1861.
> O bacbarel Joio Vicente da Silva Costa tem
o seu escriptorio de advogacia na roa do Raogel
n, 73, ultimo sobrado i esquerda, ao voltar para
o pateo da Penha.
O abaixo assignado faz scienle ao publico
que o Sr. Agostinho Perreira Jnior deade o dia
31 do pasaado deitou de ser caixeiro de sua co-
cheira na ra do Imperador. Reeife 13 de abril
de 1861.
J. Malveira.
A SEMANA
II I ISTItAItl
J chegou at o n. 12
deste interessante jornal ra do Imperador n.
12, sonde se continua a receber assignaturas.
Presos trimestre...... 65OOO
Semestre.............. 11J0OO
Anno................. I89OOO
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal illustrado do Brasil, tem merecido
de todos os jornaes da corte, sao a prova mais
cabal de seu merecimenlo.
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
0 ridendo castigat mores contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana alus-
trada que tomou aquella seutenga por maioris.
O n. 6 que acaba de publicar-se traz bonitos
artigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applicac&o eleiloral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de Janeiro de
1861 :
Publicase o n. 6 da Semana Ilustrada; cuja
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai tornando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comecou a ser deslribuido hoje o n. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguintes artigos ;
Escurso, Cootos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a interessante novellaAs Faias
do Ouro de Paulo Feval.
. Sabio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as tornam dignas de
suss irmas nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dou3 ca-
ptulosos theatros e as modasda aleada im-
mediata da Semana Illuslrada, e que ella ainda
nio quiz dar a ler a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de fevereiro
de 1861 :
Nio me enganei quando em urna das minhas
primeras chronicas, ao registrero apparecimen-
to da Semana [Illuslrada, manifestei a cooGan-
ca que me inspiravam os seus redactores, e as
animadoras esperances com que se recommenda-
wm m rir. publto.cso.
A.Semana Illuslrada val eeeuindo encllente
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atlicis-
mo, pela muito louvavel habilidade que a tem
feito e ha de faz-la escapar do mais perigoso
escolho que ameaca as publicacoes desse genero,
a aftensa pessoal.
Nio ha um s numero da Semana Ilustrada
que deixe de mostrar-se interessante por slgu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigara abu-
sos que lodus esli sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriplos e bonitas poesas acom-
panham as caricaturas, e augmenlam o valor e
fazem avultar o merecimenlo dessa publicacio
hebdomadaria.
Abundam all as carapugas, isso verdade; e
ha carapuc.as que servem a rtuitas cabecas, que
o publico i sua vontade escolhe e designa ; cer-
to porm que a Semana Ilustrada ainda nao
talhou manifesta e positivamente umascarapu-
ca para algum individuo em particular, e tem
portento sabido respeitar todas as consideracoes.
Has um peridico da ordem da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas, e convm por coo-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos coocorreodo para elle com as suas as-
signaturas.
Consta-me que a Semana Ilustrada tem lido
um scolhimento muito favoravel; mas preciso
que nio esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo lempo um auxilio material e um auxilio mo-
ral, porque por um lado concorre muito para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
sacrificios pecuniarios, e por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 ailares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
roar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para oaer-
vio de cozinha : quem tiver pode dirigir-se A
rua>do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhia s 4 da tarde.
M. J. Lette, roga a seus deve- S
dores que se dignem mandar pa- a
gar seus dbitos na sua loja da '
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
LOTERA
A"ham-se a venda os bilhetes e meics
da quarta parte da quarta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyr de Olinda, na tlie-
souraria das loteras ra do Queimado
numero 12, primeiro andar, e as to-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Vieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no Reeife ra da Cadeia loja nr.
45 dos Srs. Porto Irmos. As rodas an-
darSo impreterivelmente no dia 24 do
corrente e os premios serao pagos de-
pois d entrega das listas. O tliesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza
MM
Precisa se de urna ama: na ra Nova n. 5.
- Aluga-se a loja. do sobrado
ra da Imperatriz n. 38; a tratar
metma ran. 40.
da
na
Obacharcl WITRUV10 pode ser
procurado Da ra Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa do Carmo.
MHKfiMi? rao* 9&m&tm:
Medico.
0 Br. Amertco Alvares Guimaries fas
publico que est residindo na ra da Cruz
n. 41, onde d consultas e pode a qual-
quer hora ser procurado para o exercicio
de sua profissao medica.
Canrallio, Nogueira &
C, sacam qaalquer quantia
sobre Lisboa, Porto ellha de
S. Miguel: na ra do Vigario
o, 9, primeiro andar.
Agencia de leiloes,
O agente Costa Carvalbo par-
ticipa ao respeitavel corpo de
commercio, a seus amigos e fre-
guezes que mudou seu armazem
eescriptorio paramado Impera-
dor n. 35, onde foi o armazem
do agente Hyppolito da Stlva e
all o encontrar ao sempre promp-
to para desempenhar as func-
c5es de seu officio de quem espe-
ra toda proieccao e conceito.
A pessoa que do caf do Sr. Pinto," na ra
da Imperatriz, levou, provavelmente por brinca-
deira, um embrulho com duas caigas de casemi-
ra, urna escura com mesclado de branco. e outra
de quadro, lenha a bondade de restitui-las no
mesmo lugar, queja basta para brincadeira. Co-
nhecidas como sao, ter paciencia quem as ves-
tir de se ver dispirna casa do Illm. Sr. Dr. che-
fe de polica.
Furto.
No amanhecer do dia 8 do corrente furtaram
do engenho Dourado, da freguezia de Ipojuca,
dous cavallos com os signaes seguintes : um cas-
tanho, bastante grosso e grande, com dous ps e
urna mi calcados de branco al os joelhos, o
urna mo someote at o peiador, com marcas ve-
Ihas de ferids de csngalha as costelUs e qua-
dris, que por isso nio nasce cabellos, no princi-
pio da cauda pela parte de cima tem os cabelles
rodos de co.'sar-so, com a frente aberta e orelhas
pequeas, bom andador baixo a meio e rs vezes
travado est de anca redonda, e castrado de
novo. Outro castanho amarello, novo, tambem
castrado, com.urna listra preta da clina at a cau-
da, e na sarnelha desee a mesma mais escura pa-
ra os lados, foi de carro e por isso lem urna pe-
quena marca de peitoral nos peitos, anda passo
e galopa bem, e melhor o trote, com marca em
urna das pernas : roga-se as autoridades policiats
ou quem delles souber, apprehendam-os e levem-
oos ou deem noticia no engenho Dourado, ou no
Reeife na ra das Cruzes n. 32.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaries com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prats, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as diu
obras, psssando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velbas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
- Na travessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, continua-se a
Ungir com toda a perteicjio para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Scott Wilson & C, ra da Cmz n. 21, leem
para vender 200 folhas de cobre de 22 arrobas, e
os pregos correspondentes.
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicio da cartilha ou compendio de
doutrina christia, a mais completa dequantas so
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a anliga cartilha do tt{bade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentaodo-se muitas
oraches que aquellas nio linham ; modo de a-
compaohar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folbinha ou kalendario para oa mes-
mos annos. A bondade do-papel e excellencia da
impressio, dio a esta edigao da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia:
O Sr. Joaquim da Fonseca Soares de Fi-
gueiredo tem urna carta na ra do Crespo, loja de
fizeodas ao p do arco de Santo Antonio
Atuga-ae o lerceiro andar da casa da ra
da Imperatriz n. 47 ; a fallar no mesmo, das 9
horsa da manha a 3 da tarde.
Precisa-se de urna ama que saiba coser e
engommar muito bem ; na travessa das Cruzes
n. 12, no segundo andar.
Almoco e jantar.
Urna pessoa se offerece a aandar comida com
a maior limpeza e perfeicio, sob prego muito
commodo; as pessoas que. de seu prostimo se
queiram utilisar, dirijam-ee a ra da Senzala Ve-
Iha, taberna da quina n. 6, que se dir quem .
Precisa-se de urna ama para cozinhar ; na
ra doRangel n. 11, loja.
4SS0CIAC0 POPULAR
DB
Soccorros Mutuos.
Domingo 21 do correle baveraeasio ordina-
ria da asseqibla geral, os senhores socios em dia
sio convidados a comparecer na sala das sessei,
pelas 10 1|2 horas da manha do referido dia,
aflm de conhecerem como lhea cumpre dos tra-
balhos do trimestre Ando.
Secretara da Associacio Popular de Soccorros
Mutuos 15 de abril de 18l.
Joio francisco Marques,
rotario.
Arsaam-ae com rfeicio chapeos de sol,
pelo diminuto prego de 400 rs. : quem quizer,
dirija-se a roa do livramento h.SO, que se dir
quem os arma.
v
">.-.-'-.-,-


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"' -' *.!
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MWKM MttWIWDi, -*JBJ*r* ffiBA r*C ABUL DI
Awwi te feV.
o. 13, praetsa-se de
Wtilil fino que mame,
Na ru d iiate
ama ama de ltftov ni
paga-so tmm.
Fugao na noHt do di do cmale um
cavallo rogo, sellad onirei*o, do ai ti o doSr.
Tbomaz Comear, a Soledad*: na o petar,
queira dirigtr-se ao meamo Mo, on a ra ao Vi-
paci, escriptoriodo Srs. atiaston Pater & C,
-que aer recomperwado.
Arrende-se o engenho Ibura, distante do
Recife urna legos eura quarto, com boa cas de
vivenvja, etc., vende-se a eafr criad*, .assim co-
no a boida, raccaa de leite, novilhos e burros :
a pesaoa que pretender este negocio se peder di-
rigir a ra da Aurora, sobrado n. 82, primeiro
andar, onde encontrar com quom tratar'.
Luix Amelia retira-ae para os portoa do sal.
Um moco Portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispouao de algumas horas,
sellas se ofTerece para fazer alguma escripturacao
mercantil de qualquer estabeletimento, s*j*qual
for o seu estado : quem neeessitar, deixar car-
ta (echad*.nesta typographia aob aainiciaesD.
W. D.
No engenho Paulista appareceram douses-
cravos, um negro d"o Sr. Joo de Souza Leo e
urna negra do Sr. Jos Thomaz de Helio, aquella,
morador no seu engenho Maranhao; e este na
Iscada, tfoutw engenho que ignoro : os seus do-
nos os mandarlo buscar, nao me responsabilisan-
ds por qualquer inconveniente. Engenho Pau-
lista 11 de abril de !86t.
Joaquim Cavalcanti de Alboquerque.
Saltar t Oliveira predsam comprar um eor
crav eazinlutro, awgft de boa figara, e ama t
ce : qaem livor sigua neataeefroumit ansias, e
quizer veode-lo, dirija-se ao sea escriptorio, na
ra da Cadeia do Recite o. 13
O Sr. Joaquim de Santa Raltar Carvalho
tem ama carta viuda de Portugal, na ra do Brum
o, 86. armazem de aasucar.
Sodtafe
DE
Edifica$6es e compra de
terrenos.
O abaixo assignado tendo distribuido bom Ha-
rnero de prospectos para a dita sociedade nestes
ltimos doua mezes, juica que aa pesaos que os
tem recebido tiveram lempo au luciente de os ler,
* poder apreciar as rantagens dirersaa nellea
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige; portanto convida aa numerosas pessoas
que Ihe disseram desejarem coadjuva-lo com suas
subscripges, 4 levar a effeito e por em andamen-
to esta grande e benfica empreza, at remelte-
rera os ttulos de subscripgo da maneira indica
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
nha cada prospecto.
DoverSo dirigir-lhe debaixo de subscripto, roa
do Crespo n. 4 toja, do 1 de abril em diante.
Tendo-se apreseotado muitos donos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formacao
do capital da sociedade, torna-se necessario que
oa socios que querera entrar com dioheiro na fcr
inacao do capital, mandem o mais breve possivel
aeus ttulos de snbscripcao na indicada forma,
Qru de se poder fazer os devidoa asseatamentos.
Assim como j o dissernos no prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para tao til em-
D. Mana Bernardina da Concento preza. avista da facilidad e que ella d para rea-
Lima, vende pera pagamento dos ere- 'aar o pagamento das dz prestages, que forma-
dores de seu finado mando Antonio Ro~ lul d" s.ubfcrip?oes de cada aocio. Basta
, tt u pagar dez mil res todos os dous mezes para com-
drigues Lima, o* predios : Um sobra- pielar em vinte mezes urna subscripto de com
do de 3 andares e sotao n. 5* sito na mil ris.
___j r.. Jt J,a j^. Qualquer artista, carpina, pedreiro, ferreiro,
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so- carroceiro, ou outro emprego, deiand de parte
tao n. 42 sito na ra da Senzala-Velha, um dia de servigo por semana de 2$500, em 40
um dito de 2 andares e SOtao n,8 sitoj^raanas completa o pagamento d'uroa subscrip-
i t\ J- Sau de 100$, eem 80 semanas urna subsenpeao
na travessa da Madf e de Dos, um dito j de 200S- Este- pequeo capital formada de eco-
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo nomias-e sem se sentir ser um fundo de previ-
A(\ Paraizn duaa rasa* terrpas ns 51 e dencia aue n'um caso de acdente ou de molestia
do raratzo, duas casas terreas ns. o e poJer.lhe8.ha ger a,um grande soccorro<
5d sita na ra da Queimado, urna dita ] o abaixo assignado tem ourido muila genio boa
terrea n. 4-sita na rna da La-angeira : :louvsr e gabar o projecto da empreza, mas que
r\. _*_ j__..___i.__,4:_:_:.. c iera apreseotada em m oecasiao, visto o roo es-
Os pertendenles podem dirigirse ao Sr. j Ud0 dos negoci09 en) J e e f;,u quese genle
padre Jos' Leite Pitta Ortigueira, OU ao de dioheiro na praca. Tudo ato verdade, mas
Sr. Augusto flibeiro Lima Chalaca. (f crise ac,ual h ler seu termo, o Indo ha de
f tornar ao seu estado normal. O resultado das
Vende-se um nhno em hnm estado a tra-i lMnsac55e9 desesperadas com juros da 1 \fi a 3
INo entretaolo de mleresse capital da socio-
Joo Soares Raposo.
rm^av.
grande fabrica
detamaneos da ra
Direiia, esquina da tra-
vessa de S. Pedro
n. 16.
Achara o Ilustrado publico desta cidade e de
fra um completo e riquissimo surlimento de la-
mancos de todas as qualidades, que se vende tan -
to a retalho como em pequeas e grandes por-
^Ses, por menos do quo em'outra qualquer parte,
assim como um novo sortimeato de tamancos a
moda do Porto.
. O ll'm. Sr. capitSo Antonio Pires Ferreira
Filho tem urna caita vinda da Parahiba, na ra
d* Praia n. 78. armazem.
dade por elle projectada, que os que querera fa-
zer parte deila e reconhecem as vantagens que a
roesma poder offerecer, se apressem subscre-
ver afm de que, depois de fundada e em exerci-
cio, possa aproveitar anda a occasio de comprar
terrenos, madeiras, materiaes do toda especie,
mesmo casas, por procos muito abaixo dos valo-
res pagos em tem pus de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos procos
actuaes, desde j os socios tem a certeza de que
seus capitaes podero dar grandes beniticos so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
ou a singar, logo que a crise houver passado, e
que tudo torne a seu estado normal.
Para apromptar tudo o que a empreza precisa
para se por em plena acc.iio e andamento sao pre-
cisos 9 a 12 mezes ; portanto ha urgencia em rea-
lisar quanto antea os primeiros 230 contos de ris
do sea capital.
As subscripcei que o abaixo assignado pede
sao para formar urna sociedade que todos reco-
nhecem offerecer grandes vantagens a seus socios
e ao paiz; portanto ella nao precisa d'outra re-
commendaco alm dessas.
Sefosseuma subscripcSo em favor d'esle ou
d'aquelle estabelecimento pi ou de caridad pu-
blica, o abaixo assignado roconhece que tanto
aqu como era qualquer outra parto do mundo,
muito importa para o bom xito que as subscrip-
C.CS sejam pessoalmente apresentadas pelas pes-
soas mais influentes, mais consideradas a mais*)
elevadas da localidade. N'este ultimo cato, o
amor proprio estimulado; tal que im.ciuudva
subscrever 10, aoj, 30ff, por Ihe ser pedido por
urna commisso compusta d'esle, d'aquelle e
d'aquelle outro grande da trra ou capitalista,
subscreve logo 1003, 200#, 300, no caso de subs-
cripcSo para urna sociedade commercial ou in-
dustrial, o caso 6 mui differeote s se subscreve
para esta, com toda a circumspeego, calma e re-
flexo, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera vor realisar a sua grande empreza que pro-
mette trabalho corto e continuo a muita cente-
nas de pas do familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de todos os ramos de offleinas,
que deitaro na circulaco commercial d'esta
praca mailas centenas de contos de ris no cor-
rer doaono, que a nao ser esta empreza dormi-
riam aferrolhados ou empregados em outros ne-
gocios, que nao attiogem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
oceunar diariamente.
E' cora a a la vanea poderosa da unio e asso-
ciago do pequeo ao. grande capital que esta e
outras grandes emprezas de utilidade publica e
privada poderao cealisar-se nesta pric.a, sem ser
preciso o soccorro dos amostrados capitalistas
das outras pracas do imperio, sem o qual nao se
#4t@S&3$9#9&@@fis3@g ^alisara era 1852 ou o primeiro banco em Per-
' nambuco. E' verdade que de 1853 para c tem
nrpcpntpnipiif ti "Pparecido o tem feito algum progresso o espiri-
pi cocuicuiciltc lo d'associacao, porra nicamente para transac-
SaOtOS Vieira O UniCO garant- 6es ba,,carias e de desconlos. Estas nao esten-
, .... r ; lera sua benfica influenciars
m
c?
STAHL C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.8
Ra da ImperaIriz numero H 1
(Outr'ora Aterro da Doa-Vista.)
f Retratos emto ios es-
| tyloa e tam^i\\\os. %
| Pintura ao natu?$i\ em 9
I' o\o e a^aareWa. |
| ty^o e outros
tactos.
A.m1brotypos.
Paisagens.
Sendo
te ; quem rttn^&^ttV. '"Ttitt wp CsflWifr'lf^'*'*1*1*"
Predsa-sa de* om cafxeiro re f & Ou 14 an-
uos, que tenha pratica de* taberna na ra estiai-
ta do Rosario n. k
Ti.....iii^
, H
#JT Cf mp"-so eaaa terrea- do bairro d
Saalo Antonio ou na Boa-Vista, que leia em ba
ni : quem Ovar e quizer vender, dirija-se a roa
do Aragao, casa n. 5. .
t*~~ n"^'"'^**1*" d0 ,e* masculino da
W a>M annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ralnz o. 12 loja. r
Coopram-se
no
notas de lj e 55 velhss, com descanto rusia nw-
dico do que em outra qualquer parta:-na praa
da Independencia n. 22.
Compram-se jornaea a MO rs. libra
largo do Paraizo, taberna da estrella 14.
Compram-se es-
cravos
de ambos-os sexos- a de toda idatde, tanto, par*
exportarpara-fra da provincia como para ci-
dade : no escriptorio de Francisco Matoiaa Te-
reir tfa Costa, ra Direit o. W.
Compram-se duas rotulas usada com poa-
tigos de venesisnas, assim como algumrcaixilhos
para alcovas : na ra larga do Rosarlo, loia de
lous*.
Vendas,
Vende-se urna preia de 29 annos, crioula
com um lha de 14 ancos tambera preto : na
ra do Queimado n. 75.
Vendem-se
Queijos.
na ra Direita n. 99, queijos
UBOO e 1700, presunto a 320 a libia; cerveja em
pipa, a garrafa a 320, nozes a 160 a-libra, man-
teiga ingleza a 640, dita a 800 rs., dita francesa
a 640, dita a 720, arroz a 100 rs., dito a 120,
outro muitos gneros por barato preco.
Vndese
sai, a bordo do hiate nacional tGratidia.
Arcos para saias abalao.
na ra do Queimado n. 29,
A 160 rs. a vara
outr'ora 27.
T" Vende"se nma escrava vinda dosarta, gr-
vida de 4 mezes, boa figura : i tratar na ra Di-
reita n. 106.
Arroz de casca novo, saccas
com 22 cuias a 3#200, man-
teiga ingleza flor a 800 rs. a
libra,
Na ra das Cruzes n. 24, esquina da travesea
do Ouvidor.
Por metade de sen valor.
Gortes de casimira preta ingleza muito fina a
59, pecas de chita com 38 covados a 49800, ca<-
semira preta muito fina a 1400."o corado, dita
mesclada ejpreti com duas largura a 1J300 o
covado na ra da Madre de Dos n. 7.
Sabo
las Ae dagaetreo-
arte-
dor de bilhetes de
quaes sao rubricados com tin-
ta de i-oprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um lago armado a boa
f dos incautos.
Attenco.
-------------------...----- classes mecnicas
1 >tera, <>S ,' e laburiosaa, como a eslender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e edifica-
coes de casas, etc.
F. M. uprat.
Pernambuco, 30 de margo do 1861.
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mo
J relogios para concertar muito lempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
contar desta data, prevenindo tambera s pessoas
que leem feito troca de relogios, deixando sig-
nal, que. se no prazo referido os nao forem bus-
quem a ti-1 car, ser reputado nullo qualquer negocio feito,
vorqnerendo fazer este negocio dinja-se em car-! enenhum direito haver de reclamarem : roga
la com as ioiciaes M. N. O., declarando (juntamente s pessoas que tiverem objeclos de
para ser procurada nesta linaria j ouro em sua mo sem juro algum, o favor de vi-
I rem retiradlos do prazo cima indicado, do con-
Iivrana da praca de Pedro trario sero vendidos pela importancia do que. se
acharem a deven Recife 10 de abril de 1861.
Precisa-se de alguma quantia de dinheiro
premio sobre hypotheca de predios
sua morada
ns. 6 e 8.
Sao chegados
II, pateo do Collegio n 2, os cadernos da Biblia
Sagrada de ns. 25 a 27 inclusive. Convidarse aos
sonhores subscriptores a virem receber os referi-
dos numerus. Outro sim est aberta subscripeo
para a vida deNosso Senlior Jess Cliristo segun-
do os quatro Evangelistas, ou o Evaogelho em
unidade, obra escripia por Pedro Lachese e ap-
provada por sua santidadeo summo pontifica Pi
IX : edieco supplementar mesma Biblia. Esta
obra, cuja ediccao comeca no caderno n. 28, nao
oceupar muitos cadernos, e .por isso diminuto
ser o seu preco. A edreco da vida de N. S.
Jess Cbriito coxecada no caderno n. 22, nao
onlini: pottaoto podem ser recolhido 4'mes-
ma livraria os cadernos j recebidos pelos subs-
criptores, e que em troca dolle levarlo gratis o
caderno n. 28.
Na ruado Trapiche n. 22, precisa-se de 2
copeiros serventes.
Viceucia Hacia do Carmo Cesar, estando
com licenea do gpvierno provincial, em virlude
da lei deinslrurco primaria, poder ensioar me-
ninas, avisa aos lllms. Srs, pas de familia, que
ella tem aula aberta na ra. Direita desta cidada
d. 16*, por cima da ofcioa de tamancos, ao en-
trar pelo becco de S. Pedro, sobrado de um an-
dar, asseverando-lhes urna edocaco propria do
sexo : assim faz o presente annmicio, esperando
o benevolencia de seus patricios.
Furto.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sable de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
a C., na ra do Amorim n. 58; mossa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No mesmo arma-
zeni tem feito ose deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composic,ao.
t^frattcE
baraW,'#iflrAerf> sla, na
'rtadfre'tfhutfn.itf
Botinas de InsWj m perTelto estado para ho-
Msfa*8| o8M0,
SS?*d- ** ""<> Mants (Suier) a
Dih>o da lastre com pellica pora horswm a 6/
a 7/660.
Dilos-eeare gsspiados para senhor a 3, 49 e
4#500r
Vtio de oores e pretos gaspiados para menina
a>t9, 2*600 e8
Ditos de lustre e pellica par aenhora a 4#.
,JK de lastre para hmela a 3J, 39500 e
4SO0O.
Ditos de dito gaspiados para homem a 4|000,
49500 e 59
Ditos de dito gaspiados para menino a 3*000 e
395OO.
Ditos de dito para dito a 2$ e 29500.
Ditos da bezerro pira dito a 29.
Cascarrilhas de seda de todas
as cares.
A- loja d'aguia hranca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor fraoeez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para efeites
de vestido. O sortimealo das cores excelleote
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
a obra do Unto gosto, s se encontra na loja
d'aguia branca, ra do Quaimadb n. 16.
Proprio para mimo.
' S na-leja d'aguia de ouro, rtia do Cabug n.
IB, chegado um completo sortimento de cai-
xotras para costar de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito fino o ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, roa
,*0 Cabug n. 1 B.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praca do Carpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por precos camraodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesraos de
excellente gosto.
Luyas de torcal
com vidrilho a 1^000 o par.
A loja d'aguia branca, firma no seu proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
lu vas pretas do torzal com vidrilho a 1 o par ;
a ellas, antes que se acabem : ni ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDLAS
de i$e5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por oento: no escrip-
torio de Azevedo & Mendos, ra da Cruzo
n. i:
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul ebranco asse-
tinado, que se vende por baralissimo prego de
2.500 rs. a libra s na aguia branca.
Asverdadeiras lu-
yas de Jouvm.
A loja d'aguia branca.recobeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
luja d'aguia branca n. 16, asseveraado que sao a
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento do todas as cores tonto para homem como
para senhora.
Gaz para ca&diciros.
J chegou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leite i Ir mo.
eBgmafefos
Attenco
E' barato.
Camas de ferro de todos os tamanhos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
morcado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
" V
Aluga-se
ua de Apollo
tesmo.
o terceiro andar do sobrado na
n. 30 ; i tratar no armazem do
ltenlo.
de
Na noite do domingo 7do corrente furtaramdo
sitio antes da capella de S. Jos do Mangujiho,
que Oca em fon^ da eiteada aae val para a Ca-
puoga 21 camisa de linho de homem e menino,!
por tanto toda e quaquer pessoa que noticia ou I sr ftahr rrfo fr dsampeBhadt com
indicio tiver do referida too bo de dirigir-se ao Ipesfeicao o i- contento
,*nesmo sUiq ouentae na ra da Cruz do Secirel Aloga-so um moleque de 15 annos para
o. k.9, que ser bem recompenaado. i qualquer serrico dfctaoa ; n ita-Hisitan. 120.
Alugam-sa 4 canoas grandes para lijlo,
carreira ; na ra Direita dos Afogadosn. 13.
Precisa-se temar a premio a quantia da
3.000$ sobre hypalheca em urna propriedade de
grande valor, pagando-se o premio que se con-
vencionar por quarteis ou mensalmente ; quem
quizar faaer este em prest mo,.dirija-se iua do
Imperador n. 77, leja, em carta fachada, com as
ioiciaes N. G. J. P declarando a sua morada pa-
ra ser procurado, ou annuntie.
Francisco Duarle daa Nevos vai Uacei.
Benito Cord Rodrigues, subdito hespanhol,
vai a Europa.
Attenco.
Na ra do Rangel n. 73, ha urna pessoa que a
orTercce para tirar qualquer copia, traslado, oa>
fazer qualquer escripturacao, por mais diflcil e
importante que seja ; e bem assim comouinica-
dns, annuncios e correspondencias^ qaalquer que
seja o seu objeclo ; reqwermenlos para o presi-
dente da provincia, pac* S. II. o Imperador, os-
sombloos gerai e provlbciaf, thesourariaa, a ft-
natoerrte para qmvqiier npastieSa ob estoco
publica ; prometteodo-se todo segredo que por
veoterv Mbetide- a natnreza do negocio, o nao so
levando a menor paga, peta respectivo trabalho,.
brevidadte",
A PRIM4VER4
16-Rua|Cadeia do Recife--.
LOJA DE MIUDEZAS
DE
nsecad Silva.!
Peales de tartaruga a imperatriz de 5a
a 89000.
Agua do Oriente em garrafas a 19280.
Dita celesta em sai-raas a chinata a 39.
Dita de colonia em garrafas e Irascos.
Vitas de velludo abortas de todas as
qualidades.
Ditas dito lisas ditas.
Ditas do seda de bom gosto lanadas
liaas.
Franjas de* seda do todas as qualidades.
Ditas de algodao ditas.
Bolesd" todas as qualidades para ca-
saveque.
Ditos ditos para puntaos
Ditos ditos para abertura de camisas.
Bengalas do muito bom gosto.
Apa re nos de porcelana p srs duaa pes-
soas 69.
Ditos de louca e de metal para crian-
cas de 19 a 39.
Jarrosco pomada o par 39.
Extractos unos de diversas qualidades.
Caixinhas e livros de muito bom gosto
conteado extractos, grampos etc.
Saias de recote para senhoras a 39.
Bonecas de choro de todos os tamanhos.
Tintairoo de mola para aa trazer no
bolso.
Caixas para rap, transparentes, regu-
lares e muito grandes.
Bahuzinhos com es peino cheios da per-
fumarias.
Aderegos dourados de muito bom gosto.
Luvas de seda-da cores para senhora.
Escovas finas paraatei
Ditas finas para denles.
Ditas cem espelho para cabello.
Eofeites de vidrilho pretos e de cores.
Grampos enfeitados.
Pulceiras brancas e de corea.
Figuras de ferro para segurar papis.
Ditas bronzeados oam tinturo e arieiro.
Caitas do videos coa extracto a 2$590.
Meias para homens, senhoraa o oriaocas.
Coa dagas de todos os tamaitos.
Agafates para compra..
Castos proprios para padariae.
Carrioho para crian*as azusaiJwea a
andar.
Cestas para guardar papis.
E todos os mais objectos pertencentes
a loja de miudotas, per mapas que em
outra qualquer parte,
'WBHBL ___
Veada-ae vinho bomt da aigueica e heaaa-
ahol, a garrafi a 440 rs., e em caadas a 39360 -
rua a Soozata fera, toaratr b. .191, mUn
9o becco Largo.
Ba do Crespo,
loja n. 35, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para (echar contas:
chapeosdo Chille para homem e menina a 39500,
cortes de casemira de cores a 39500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pecas de cam-
braialisa fina a 39, aedas de quadrinhos muidos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras s claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito uno e padroes novos a 500 rs. o covado,
pegas de entremeios bordados fios a 19500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640. manguitos de cambraia e fil a 33>, bra-
mante de algodao com 9 palmos de largara a
13280 avara, sobrecasacas de panno tino a 20 e
259, paletots do panno e casemira de 16 a 205,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos da
brim de 3 a 59, caigas do casemira preia e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 29500 a 5$, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setira preto, tudo a 59,
cortes de cassa do cores a 2J, pegas de madapo-
lo fino a 45500, assim como outras muitas fa-
zendas que se venderlo por monos do seu valor
nara acabar
&da?s9f3no9 m steag3i$3a^
GlIRGEL & PERDIGA.
FAZENDAS BOAS E BARATAS.
Roa da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blondo com
manta, capells, flores e mais pertence.
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique.______________________________
Vestidos de cambraia brancos borda-
a e de phantasia superior.________
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados;
Sedas de quadrinhos, grosdenaptes de
todas as cores e moreantlqae.
Saias balao de todas aa qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisa de linho para senhora, da
algodao para menino de toda as idades,
Peutes de tartaruga modernos e dos
mais acreditadas mbtioaatsda lOg a 309.
Laras de Jovin e enfeite de cabeca.
Cassas, organdys. diamantina, chitas |
claras a escura, francesa oioglezaa
Nesta loja s se vende a dinheiro a
por isso mais barato que em qualquer ou-
tra, seu sortimento completo de fazen-
das de moda, ditas inferiores e roup fai-
te a aeus precos muito eonfaj idos: na
roa da Cadeia loja a. 23, dao-se n
amostra.
Termo*
Collares.
Letra dio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bncellas.
Malvasia, em cairas de ama duzia de garrafa:
na' ra do Vigario a. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
efeites de velhuio.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez orna pequea quantidado de
efeites de velludo o mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, o de seu costume est ven-
dendo mui baratos a 109 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia braaea, ra do
Queimado n. 16, eateque se acabem.
Bonets cte gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets isglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de mni bonitos pa-
droes a 1(500. Esses beoeta por sua boa qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
selo ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2g500, 39 e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Chapeos de sol
tle sedfli e de panno de tolos
os tamanhos, perfumaras
bengalas, chicotes, etc. etc.
A liquiJacao da loja na ma Nova n. 36, conti-
nuar sement at o dia 20 do corrente mez, e
com anote importantes nos objectos cima men-
cionados : vende-se em porgao e a varejo.
Queijos do va-
por a 1,800 rs.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor inglez a lg800, presunto muito no-
vo a 320 rs., bolachinha ingleza a 160 rs., e em
barriquiotu de urna arroba a 39200: na ra das
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baralis-
simo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa*, ra Direita n. 66.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler Je C,
roa do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedade de bonitos traneelins pera os
mesmos.
s@-*@ @@ &a9 @
# Em casa de Mills Latham & C. na ra O
$ da Cadeia do Recife n. 52, vende-se :
25 Vinho do Porto.
SDito Xerez engarrafado de muito supe- $
rior qualidade.
9 Oleo de linhaga. Q
@ Alvaiade.
@ Secante. 49
@ Azarcao. $
@ Encarnado veneriano em p. @
Attenco.
Na ruado Trapiche n. 46, em casa de Restron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
precos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas francezasmuito bonitas e decores fixa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da boa-f
a toa do Queimado n. 2&
est multo sortlda,
e veude multo barato :
Brim braneo de puro linbe trasigado a 10090 e
19400 rs. a vara; dito pardo muito superior
1J200 a vara; gangas fraueezaa muito fiaos de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de menino a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1(600 ;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nba de linbo muito fina a 209. 22> e a 25 rs- a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodio muito
superior a 19490 rs. a vara; bramante de linn
com 2 varas de largara a 29460 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores* a 3; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 8$ rs. a duzia; ditos borda-
dos muito fines a 89rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico large de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico olabyrin-
lo a 29OOO; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na roa do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem aa barato
O Preguica. est queimando, em sualoja na
ruado Queimado n. 3.
Pecas da bretanha de rolo com 10 varas
38, casemira escura in/esiada propria para cal-
es, collete e palitots 964) rs. o covado, cam-
braia organdy da muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 35?,
49, 5$, e 63 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 53 e 69 a pega,chitas largas da modernos e
escollados padroes a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 a 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zeoda muito delicada a 99 cada um, ditos com
amas palma, muito finos a 89500, ditoslisos
com franjas de seda a 53, lencos de cassas com
barra a 100, 120 o ISO cada um, meias moito
finas para senhora a 4* duzia, dita*de boa
euatidade a 39 e 89500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos-estahos^aaraeaaartaa 289 rs.
a covado, ehliassaurW iaajktasa W a
peca,a a 160-.awy|^ brim nrsodoparo
linho a 19, lHHs Mo vara, dito ftm
muito eneo*fdo a 15PS0* a rara, brffhantrna'
azul a 400 rs. a aovado, alpacas da diffarentes
oores* f 9* rs. 9 eovoirfo, eaMmtras ptatas
flaoa *$SMr 3f a 3f M#a **>, oasabra
prota a da soapieos 809 rs. a van, a ontta* 1
louvn.
Vendem-se as raethoree e mais frescas luvas
de peflrca de Xtorm que se podem desalar, por
terem sido receWda pelo apor &, ,,00
brancas^ pretas de core, tanta pan, homem
comb para senhora : na rus do Queimado n. 21
loja da boa fe.
Calvice*
A utilidade da pomada
indiana nio s de fazer
NArSCER os cabellos, mas
Umfcem do der-lhes forca
para evitar a calvice e nao
deixa-los enfranquecer to
cedo como quando ella nao
fr applicada ; alm disto,
sendo sua composigo for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpco pelos poras da cabega nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
a. 50 a ra do Crespo n. 3, e em Pars Boule-
vard Booae Nouville. Proco cada frasco 39.
Ha pecliinclia,
ra ra do Crespo n. 8, loja de
quatro partas.
Csmbraias de cor miudinhas. cores flxas, com
pelo baralissimo prego
9Q9999
pequeo toque de averia,
de 200 rs. o covado.
9 Machinas de vapor.
0 Rodas d'agua.
^ Moendas de caani.
9 Taixcs.
% Rodas dentada*.
% Bronzeae aaifte.
^ Alambiques de ferro.
^ Crivos, padroes etc., etc.
% NafundigSode ferro de D. W. Bowmanj
^ ruado Brom passando'o Hiajaoja, a
9999999 @d99 99 9999
i
lelogies
Suissos.
Im casa de Schafleitllc & C.rua da Cruz o:
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosde ouro'.pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estas relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, qu se
vonderao por precos razoaveis
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se tabeas de amarello, Iouro e pinho
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Lrvramente
Luvas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escoras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o corado, cassas da cosas seguras a
200 rs. o corado, pegas de bretanha de rolo a 23,
brimznho do quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pia-
lados a 120 r. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de linho preto com sal-
pico a 1J400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs. o par : a loja est aberta das 6 oras da
manhaa s 9 da noite.
Fraujas de torcal para mante-
letes.
Tende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
Cal, proprias para efeites de manteletes, cornos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os pregos sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao da TS2O0 a 3S080 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branern. 16.
Franjis de seda cem vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
"0 at mei aokmo^ aos pregos da. 500 rs. a
29o00 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro: na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca
Ultima moda de Pars
Efeites de cabega para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B. aonde as senhoras acharao um completo
sortimento de enieites de cabega, tanto pretos
como de lindas cores, da ultima moda de Pars,
recebidos no dia 16 pelo vapor francez, poia as
senhoras que dasejarem ver podero mandar pe-
dir, que promf lamente se Ihe mandaran as amos-
tras, pois estamos bem convencida* qa em vista
de ricos que ?o ninguem deixar* do comprar :
isto s na loja d'aguia de ouro, rua d0 Cabug
Superiores ilas de i eltad
esc sctfa.
(Va loja d'aguia de ouro, roa do Cabugi n. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pata vapor fraseos fila de velludo da. Bodas as
larguraa pretas e de cotos, sendo lisas, abortas e
lavradas, de liados padree*, que se vende por
prego maito eco coala, eooto-eosoo ana* de cho-
aalotadatada*acote, atopaia pora elote,
cutosicom ftve* pasta prapais* para lut. tovas
da torga, con vidrilho muito aovas s ISdOOo par.
ditas sosa vldra a 800 re., dita, da sadTaoSeU
tesosom bis e vidtitto a 3* : ltateos* toad* mti*rUiMtit qa* s* fata patenta a* coa pro-
as aguia de ouro n, 18. or a da todas se darlo amoitras coa panhor,
Manteiga ingleza
em barris de vinte e
de Tasse Irtnaos.
tantas libras: no armazem
a
O
os
2
rs.
i-
I
Mi
a>
___


.-
mK^ifmmm
DllW Al .MM4MBOGt8^ QJftm KlQ. irtm AM1L r*trtM2.i
n
VE
ROtfPA FffilTA
Joaquim Francisco dos Santos.
Defronte debecco da Coagregacao letriro v*rd<*.
Neste eatabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa eita de toda* ai
qualidades, e tambem se manda executar por medida, ventada dos freguesas, para o
2ue tem um dos melhores prefessores. f*
asacas da panno preto, 409, 35# e 30*000
Sobrecasaca de dito, 35$ a 3Q00
Patotsdeditoe de cores, 358, 30tf,
255OOO e 20*000
Dito de casimira de cores, 2&000,
15*. 1*J e ojjOOO
Ditos de alpaka preta (olla de val-
IIJOOO
ludo,
Ditas 4e merin-sitim pretos e de
cores, 95000
Ditos de alpaka da cores, S| e
Ditos de dita preta, 99, 7. 5ji e
Ditos de bro de corea, 5#, 49500,
4JO0O e
Ditos de bramante de linho branco.
6*000, 59600-e
Okos de merino de cordo preto.
15000e K *
Calas de casimira preta e de cores,
12*. 10*. 99 e
Ditas de princesa e merino de cor-
dao pretos, 5$ e
Ditas de brim branco e de cores.
.5S000, 4J500 e *
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 123, 93 e
Ditos de casemira preta e de cores,
hsos e bordados, 6*. 5*500, 5* e
8*000
3*500
3*500
3*500
45000
8*000
65OOO
4*500
2*500
3g000
8*000
3*500
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda e setim branco, 6* e 5*000
Ditos de gurgHo de aeda pretoe
decores, 750OO, 6*006 e 5*000
Ditos de brim e fustas branco.
I 3*500 3*000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 1$600 e 15266
Camisas de paito de fusto branco
e de cores. 2*500 e 2*300
Ditas de peito de liona 65 e 3*000
Ditas de madapolo branco da
cotos, 3, S>BO, 2* e 1*800
Camisas de meias 1*0001
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 105,8f600e 7*060
Ditos de feltro, 6*. 55, 4* e 2*000
Ditos deso de seda, inglezea e
francezes, 14*. 12$, 115 e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda *800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentes hori-
Grosdenaples baratis-
simos.
Vento aaaroodaizantaa preto aaeto nanitas**
nioa^odetfwa 2* o covade: unido
Queimado a. 2*. loja a boa fe.
& maior peincla que
se tem visto.
Chapeos brancos de castor da ultima
moda a5# cada um : na ra Nora n.
42, defronte da Conceicao dos Militares.
Farioha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-Be a bordo do brigue aria Rosa, fun-
deado defronte do caes do Ramos, por preso com-
modo : a tratar com o capitSo a tordo, ou com
o consignatario Manoel Aires Guerra, na ra do
Trapicho d. 14.
Cachimbos
*
pa-
sontaes, 100*. 90, 80* e
Ditos de prata galvanisados,
tente hosontaes, 405
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas a
anneis
Toalhas de linho, duzia 12*000 e
70*000
30*000
10*000
Vendem-se toalhas de linho ada-
mascadas par mesa, ao mdico preco
de 35 r na ra do Crespo n. 20 A.
admira.
NA LOJA DO
I Ra do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 2*. de 4 a 3* e 3#5C0.
Oollinnas bordadas muito finas al*.
Pecas de babadinhos muilo finas com 3
el[2 raras a 1*600 e 2*.
ntremelos de cambraia fina a 160 rs. a
tira.
Grosdenaple de cores a 1*600 o corado.
Manguitos de cambraia bordada a 1*300.
Manguitos bordados e gola por 5*
Chalys malisadosa 500 rs o corado.
Lanrinhas omito finas a 4P0 rs. o corado.
Chapeos de seda para senhora a 15* e 25g
Daos de palha da Italia a 28$.
Chales de touqnim a 20$.
Chapeos deso de seda inglezes a 12*.
E outras murtas fazeodas qoe s se ren-
de por presos muilo baratissimos.
Luvas de pellica a 2*500.
Liquidaeao
DE
Miudezas baratas,
Ra larga do Rosario n. 36.
Caixas de pos para denle3 a 100 rs.
Pegas de tranca de caracol de laa com 14 va-
ras a 240.
Ditas de galio branco para enfeites a 1.
Ditas de babado largo aberto a 2*500.
Ditas de dito estrello a 400 rs.
Cartao de colxetes em bom estado a 60 rs.
Massosde grampas a 40 rs.
Carreteis do Hnha de 100 ardas de cor e bran-
ca a 30 rs.
Ditos de dita de200 jardas, alexaaders, a 80 rs.
Pares de meias para senhora a 280.
Duzia de ditas unas para senhora a 4*.
Saboneles muito bons a 160 rs:
Ditos muito finos inglezes a 400 rs.
Ditos Inos de bola a 720.
Pentes de massa tirados a 1*280.
Ditos de tartaruga virados a 8*500.
Cartas de alfinetes caneca chata a 240.
Ditas de ditos cabosa redonda a 140.
Sapatinhos de laa para menino a 320.
Ditos de dita finos a 400,500 e600 rs.
Glo de las proprio para enfeite (pec_a) a 800 rs.
Groza de boloes de osso para calsa a 240 rs.
Dita de ditos de osso para dita a'360.
Dita de ditos de setim para paletot a 2*.
O dono deste estahelecimento, desojando aca-
bar com todas as miudezas at o fim de junho
prximo, est resolvido a torrar as miudezas pelo
custo ou ainda mesmo com algum prejuizo ; por
isso chegada a occasiao de quem precisar de
miudezas, comprar barato.
Capellas fina* para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6* e a 8*, conforme o seu pro-
posito de baraleira loja d'agaa branca, ra do
Queimado a. 16.
Vende-se um preto muito pesssnte proprio
para qualquer servigo, e de excellente conducta,
o motivo por que se vende se dir ao comprador;
tamhemo permuta por urna negra que esteja
as circumstancias de poder servir a orna casa
de familia de portas a dentro ; a quem conrier
qualquer das trausaeses. pede dirigir-se a roa
da Gloria da Boa-Vista n. 112. a qualquer hora
do da, que achara com quem tratar.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
Usados.
Aloja da aguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim ori-
morosamante bordados, os quaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 3*. (nesse genero nao
P.de dar mais perfeilosj.assim como outros de
merino tambem bordados a 1$600 e 2*. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo al, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
^'''^ de borracha, o msis engredo
possivel Mudo isso na ra ra do Queimado lo-
ja da aguia branca n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
--i^ti0!,013 de pa?D0 preU a 22*. aza Un,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga ditas de brim branco. paletots
de bramante a 4, ditos de fuslao de cores a 4
ditos de estamenha a 4$, ditos de brim pardo a
J&l^? alaC? preU 8accos e obrecasacos,
colleles de velludo pretos e de cores, di?os de
gorgurao dei seda, grvalas de linhe as mas mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
h?r1Zarmda tod" eslas Pendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noite.
SYSTE1A MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteirs
mente de hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio nem alguma outra substancia delectelia. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compitimais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleisao mais robusta;
e enteiramen te innocente em suas operajoese ef-
fetos; pois busca eremove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e lenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois dehaver tonu-
do nuUimente todos os outrosremedios.
As mais afflictas nao devem entregar-sea des-
esperaso ; fa$am um competente ecsaio dose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
de gesso a 6* a groza ; na ra da Cadeia do Re-
cite n. 15, loja.
Vende-se o engenho Qiet situa-
do em Mar i cota freguezia de Iguarassu':
a tratar com Jos Azevedo de Aadrade,
ra do Crespo n. 20 A, ou com o Sr.
Francisco Ignacio da Cruz e Mello, no
Gquia'.
Vende-se umaxioreis-de barra vasios, sen-
do de 4. e 5.o que forass de azeite doce e vinho:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores flxas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo preso de 240 rs.
o corado, e mais barato que chfta: na roa do
Queimado n. M, na bem cenhecida loja da
Boa f.
Gariballi.
Gravatinhas de gosto a 200 rs. cada urna : na
ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fernandes.
Importante
Atso
- Vende -e o engenho Triumphan-
te, situado no Vao de Una : a tratar
com Jos Azevedo de Andrade, ra do
Cre pon. 20 A.
Potassa.
Vende-se a 240 rs. a librS, a
uperior e al va potassa do acredi-
tado salmeante Joao Osa-nova,
cuja fato e igual ou superior a de
Hamburgo, Reralmente conheci-
da como da Russta : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, escriptorio
deLe&J&ete.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Corrvuls5es.
Debilidadeoa extena-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
causa.
Desinteris.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ven tro.
Enfermedades no verMre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqoeca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no esubeleclmentoge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguistaeou tras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Veadem-se as bocetinhas a 800 rs. cada,
urna dallas, conten orna instrucsao emportu-
guez para explicar o modo de se usar deslas p-
lalas. |
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na rus da Cruz i. 22 em Per-
ambuco.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrboidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammagoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra. ,
Manchas na cutis.
Abstrucsao de ventre.
Pbtysica ou coesump-
pufanonar.
Reten$ao de o urina.
Rheumatismo.
Syraptoraassecundaiioa.
Tumores.
Tico doloroso, *
Ulceras.
Venereo(mal),
Na loja de*4 portas da roa do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de rcupas feitas, para cujo fim tem mon-
tado urna oQlcina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito mestre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se lhe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. olliciaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardoes com superiores prearos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, lano que tem os figurines que de
la vieram ; alm dlsso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja singelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prsta, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembarxadores e de qualquer juiz segundo o
esiylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hojo, assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiansando
que por tudo se fica responsarel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se promelter, segundo o systema d'onde
reio o mestre. pois espira a honrosa visita dos
dignos senhores vislo que nada perdem em
perimentar.
es-
kmmm de fazenda
. LMNHW,
BM4SeitnaTTJUL
Usan estabelecimento contina a aaver na
completo sortimsnto de moendu emeiss moen-
das para engenho, machinas de vapor e taias
te ferro batido e coado, da todos os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Sil va & C., tem sempre no sen depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tacnas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no/ mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
As verdadeiras hivas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabng n.
1 B. recebera-se um completo sortimento das
verdadeiras luras de pellica Joovin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de canas, amarellas
le brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afiancamos a boa
qualidade e fresquidao, pois se recebeu em di-
rettura pele vapor trancez : s na loja d'aguia de
euro, ruado Cabogi n. 1 B.
Cheguem aleja da Boa f
Chitas francesas muito finas de cores flxas a
280 rs. o covado ; cambreras franoezas muito fia
as a 640 rs. a vara; dem lisa muito fina a
49500 e a 5000 a pesa com 8 \\t raras; di-
muito superior a 8$0OO a pejacom lOvarasf;
dita fioa com lpicos 45800 a peja com 8 1 (2
aras; fil de linho uso multo fino a 800 rs. a
vara; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n. 22, ni loja da Boa f.
Leiwjos para rap,
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e flxas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n.22,na
toja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Ch/apos pretos francezes de superior qualida-
dea 7.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9g.
Ditos de castor pretos e brancos a 16#.
GhapoB lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a 189.
Ditos de seda para meninas ricamente entorta-
dos a 88.
Ditos ditos para menino a 5J.
Lindos corros para meninos a 3$.
Bonete de vallado a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 45.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 para um.
Arados americanos machina-
para lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hnston & G. ra daSenzala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnises de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo preso de
59 cada urna: na ra do Queimado n. 22. loia
da boa f.
Deposito da fabrica do
HoDteirOe
iuade pollo n. 6.
Palets,
sndeai- paletos de panno preto fino, multo
btm feitos i Mjrs.; ditos ie brim branco de
09 rr.; ditos de setineta escures s 89900,
6 multo trto, aproveitem : na rea do Queima-
do a. loja da Boa f.
M3CKMG4
MKJJA FfilTA ANDA MAIS BARATAS4
SORTIMENTO COMPLETO
DK
'azendaserasfeitasj
NA
LOJA
E ARMAZEM
DE
.-Ve?eie 8Mucar refinado desde $9200, 3*600,
49 e 48480 por cada arroba, e por 59120 e 69400
do cryslalisado.
Cabriolet.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
let americano, novo, com 4 rodas e arreios ; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Engenho.
Vende-se o engenho Diamante, sito na fregue-
zia de S. Lourenso da Malta, margom do rio
Mussupe, edificado ha 5 annos, com grande ex-
teoso de larras e muitas matas, boas varzeaB e
corregos, boas aguas, etc., distante desta prasa
o legoas ; vende-se por dinheiro ou desobriga":
quem o pretender, dirija-se ao caes do Ramos n.
4,a tallar com Joao Baptista dos Santos Lobo.
oes k Bastol
NA
Una do Queimado
46, frente am&reUa.
Constantemente temes um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
me* e0 e de cores muil fin 289,
A6 ?* Palet0' o meamos pannos
a 0$,i2S e 248, ditos saceos preto dos
mesmos pannos a 14, I69 e 188, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 308 e 359. sobrecasacas de
c|mira de core muito finos a 159,168
e 188, ditos saceos das mesmascasemi-
rasalOg, 129 e 148, Isas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10f
e 12, ditas de casemira decores a 78,89,
9 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 58 e 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500. ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 4S500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 48500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fuslao a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
corda o sacco o sobrecasaco a 7J, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 48500 e 09,
i (as pretas de merino a 4&5C0 e 5, pa-
letots dealpaca preta a 39500 e 48, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 88, muito fino col-
Sletes de gorgurao de seda de cores muilo
boa fazenda a 39800 e 48. colletes de vel-
8 ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
870, ditos de alpaca pretos saceos a 3j} e
395OO, ditos sobrecasacos a 58 e 59500,
SI calcas de casemira pretas e decores a 69,
9 68500 e 79, camisas para menino a 2< 5 ^
X a duzia, camisas inglezas pregas largas M
m muito superior a|329 a duzia par acabar. X
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamos executar todas as 5
obras com brevidade. ||
*w* mwm irw* wm*i ww Wffm W%fftflrllBtTiTj'*
Potassa da Bussia e cal de
43 Boa Direita 45
2Lm dBTM 1w o Sr.ex-ministro da fazenda
eslava despeitado com os delicadosps dasnossaa
160 |0 nos dlreitos que pagam as bodn. a
!5f a*,!r,?qHe oslen,8aem comparto mil
moso p da bella pernambucana. quToio terJTri
val as cinco partes do mundo. Mas s ex,Vv1'
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). .
Dito (com la Austraco (sem Jaco). .
Joly (gaspa batxa). ...
n M Para menina.
De 23 a 50. .
De 18 a 22. .
6'000
5$00
5000
4$500
4$000
3^500
Para homem.
Nantei (2 batera). .
Francezes (divertos autores,
ngleze. de bezerro, bteirieoi
Ditos (cano de pdiiea). .
Ditos vaqueta da Bussia [
Ditos Dernambucanos .
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5^60(>
1 batera )Suzer). 5LQq
SoIadebater(Szer). 5|o00
Meiosborzegins(lustre). 6|o00
SapatOes (com elstico). gJoOO
ara menino .'nri 4^000
10^000
90000
90000
8e 00
805O
60000
para menino 0*500 e
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 19800.
Lences.
Lencesde panno de linho fino a l$900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, oelo ba-
rato preco de 59.
Tarlatana.
Tarlatana branca para ferro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Ciiita franceza.
Chitas francezes pelo barato preco de 280 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 e palmos de largo, propria para forrar
sata e camas.
Cortes de collete.
Cortes de vallado preto bordados a 69.
Mantas de tlonde.
Mantas de blonde pretas de todas as qualidadea
Cambraia branca.
Pecasde cambraia branca fina a 2|800,39000 e
Toalhas.
Toalhas de fusilo a 600 rs. cada urna.
Ruada Senzala Nova n.42
Tende-se em casada S. P. Joahstoa 4C
selhnse silhoes Bglezes, candeeiros e easticaes
broazeados, loaas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro de
ana a dous cvalos relogios de ouro
mgssfl.
E para acabar.
NA LOJA DO
Ra do Crespo n. 8.
Saias bordadas de tres pannos a 89.
Ditas ditas de quatro pannos muito fi-
nas a 33 e 39500.
Gollinhas bordadas muito finas para
senhora a 19 cada urna.
Outras muitas pechinchas por baratis-
simos precos queso se vendo.
tmm&i&i ene smwsmimm j
Tinta azul que fica preta.
Yendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na rus do Queimado, loja d'a-
guia branca b. 16^
Milho.
Na ra de Apollo, taberna n. 39, vendem-se
saceos com milho muito novo recentemente che-
gado de Mamanguape a 39200, em euia a 200 rs.
Vendem-se 4 caixdes envidracados, proprios
para padaria ou taberna ; na ra das Cruzes nu-
mero 36.
No bem conhecidoe acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, ora e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Quejos a 1,110. rs.
Ditos do vapor a 19700 e a 29OOO ; na Irovessa
do paleo do Paraizo ns. Id e 18, casa pintada de
imarello.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto s o r l i -
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados aulores
me Ihorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fizendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na r ja da Imporatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberaaa todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrtteia, linha de todas as cores tudo
fabricado ezpressamente para as mesmas ma-
chinas.
Gua.'danapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos deleitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre-
go e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
quins, bezerro francez
parad
barato.
Bom que admira.
^^tp^^c^^^^-
queijos do vapor a 19708 e .ditos a 19440 ca
a 29 doce de goiaba a 800 e 1J o caixo" vin
xas a nu a libra : na travessa do pateo do Ps
rano n. 16-18, casa pintada de amaello? Pa
logo de damas e eamo.
Vendem-se bonitas caixinhas com moldura e
os quadros de cores eslampados em osso vidV
obra delicada, pelos baratissimos precos de 3 i
tSLSS" como ou,ras "ii"hs miores com
OSfi! nquelas. lendo em cima KTo
r'iLeat de 8,m com seus necessa!
brne.,W0 M ^"^-JojdlS.
Os lindos cintos tanto para
seiihoras como para meninas
1 R VfJnT d'uia_de o", ra do Cabug n!
I B aonde as senhoras acharjio os lindos cintos
lano para senhora como para menina, os mais !
coq0Ud*SenP,de eDC0D"". "lo do'nrtdo fino,
como de outras cores, que em vista dn nli
Mosto niognem deixar de com rar: s tota
daguia deouro, ra do Cabug ni B J
yendem-se barricas com bolachinhainlo-
za uli,mamente:chegadas a39: no armazem do
Aones confronte a alfandega n. 7 B. "mazem ao
KscraTos f^idos."
paienta
Meias brancas e pintadas para homem a 19&0O
a duzia e 150 rs. o par ; na ruaNeva n. 42.

Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes de hortaliga muito novas
viudas da Europa pelo ultimo vapor inglez oTv-
ne ; na toja de ferragens de Vidal & Jlaaios. ra
da Cadeia do Kecife n. .56 a- ^T* H
Superiores manteletes.
Vandeavse superiores manteletes pretos rica
mente bordados, pelo baratissimo pomju 35
na.ra.do Oueimado a. 22. tojsdaboiia, ^* "
.k"" ******** *****a9 parle de andas na-
loares bosam Beberibe de !M.esmaSto
em urna casa de pedrae cal. as>WaViodo dito
Bebenhe ; a tratar na ra da IiiSperatsu a. 30.
O verdadeiro especifico para a cura completa
das endas antigs o recentes, ulceras, fstulas,
pisadoras,deslocacoes, aochacos, tumores, erysi-
pellaequasi todas as molestias da pello : acha-se
a venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praea da Independencia n. 22.
Preco dos frasco......2S0OO
de. eio dito....-19000
deJ/^dedito... 5Q0
Tendem-se duas carrosas com poueo uso,
w competentes bota, mansos e eitoa ao
ir na ra de Domingos Pires n.
trabilho
16, das 11 at as 2 horas"."
Milho a 200 rs.
Vende-se milis a 200 rs. a cua^ o a 3I5Q0 o
18, casa pintada de amarello.
RuadoAmorim
numero 43.
Vendem-se batatas muilo novas, pesadas, pelo
barato preco de 29 a arroba: a ellas, que se es-
tao acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira preta muilo bem
feitas a 109, ditas de dita de cor muito superior a
a, estao-se acabando : na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2f500 a sacca, chegada ha dous das de Santa
Catatarme, de muito boa qualidade ; no tarso da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15.
Cera de carnauba
da Granja e de outros-logares, qualidades amulo
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muilo boa qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
Pechincha de meias.
Meias de. cores muito finas, muito boas e bo-
nitas, para homem a 19500 a duzia e a 140 rs. o
par, qoe s deixar de es comprar quem nao as
vio ; ne ra do Queimado n. 05, loja da dili-
gencia.
Mais que Pechincha!!!
Aletria. talharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vende o Jfctndio. na Lingoela n. 5.
Chapeos andalu-
zes.
-*f aWdoe 4 vtfi d Independencia a, ,32.
os atasnados chapeos andaluces, assim para
~SW>M bomas1, asado os primaicas
J&mm de:p*ha, faUro ^awmo?
50^ de gratificacao.
<1p ni1n^U'se d0 conFenl do Carmo da cidade
filn.1 da um escraT0 oe nome Flizeo, com os
s.goaes seguintes: altura regular, chato do cor-
Frentaedn.".01 PS aP*lb^os. f.ito de den?es na
I. 1, Parle UPerior. cor nao muito preta o
tem o estomago um pouco saliente este eVrr*
vo j es.eve 12 anuos escondido em casa <"-
ma do finado Jos Claudino Leite, que o linha
para l portanto o abaixo assignado nrotesta
Montad?,hS de1se"50- quom Iv'er JgS
acouladosob qualquer Ululo. Carmo de Olinda
S MacSof 1861- PrOr' Fr- U" d SS
r.^T.N dia d0D,in2 14 o eorrente fogio sem
causa um escravo do abaixo assignado de nomo
car?tu.' VS*. C,aind. ""> *rca alguma X
cara hMi boa esta,ura fcem e .
s?t?,a8P.ennn"n.H0 S mU" "lad' 5^
senta 38 annos, quando anda parece achacad
TJLrS d8 ^t0 K,a' V* Pou-
ta 5^'J,m ri?<,ueoulro- at ima da jun-
a. em um dos pee tem o dedo grande virado m-
fece2m0r dei,8Dd P'ra f0" a i"'-"e S-
rece um calo, e os pos um poueo apalhelados
Desta mesma pereatem urna deatm grande Jue'
hZ,UZ l^P0 "**> ; PreoVandoqse
chama por Antonio moleque aeode logo, o qua
fcil e de se descobrir, elle bebe alguma ceusa
masqu.ndubebe flea m pouco rtnKdo" I l
deiro, sahio com calca preta e camisa Boa, cons-
;i"e,lem r,ou.Da M '" ; roaa-sea todas as au-
tondados policiaes ou pessoss particulares, por
quem possa ser.eocootrado, o mandem apVe-
fartoenr "L*" "* ***"'" da U" ,ar" Ro-
sario n. is, que serao recompensados do trabalho-
e despezas que para esse flm liverem feito.
Manoel Antonio de"Jesus.
fTi^U8r/mxdo e"enn0 Cwieeicao, silo na
reguezla de Iracunhaem da comarca de Naza-
reih, no da 4 de novembro de 1860, dous escla-
vos mualos com os nomes e signaes seguintes:
um de nome Paulo de 45 annos de idade pouco
mais ou meos, offldial de pedreiro, sapateiro e
ptimo bolieiro, de cor alaranjada, cabellos cara-
pinhos, rosto descarna5, olhos brancos, nariz
bocea regulares, um pouco sacco ede estatura
media, o qual tem dous dedos da mao direila atoi-
jados de um panaricio, e tem Umbem o dedo m-
nimo da mao esquerda.6o*i ijual deleito, e cima
da sobrancelha de um dos olhos urna cicatriz,
proveniente de um talho.a outra cicatriz com um
riarf0rCOn. C,ma Ma,a' com "m ds denles,
aa irente quebrado, quando se embriaga torna-
se arrogante. Esse escravo j foi surrado e cons-
ta andar peto Roeife, tendo sido visto para as
bandas da Sotadade e Santo Amaro por.algueaas
pessoas. a quemiem dito bmmm libertado O
outro, de nomo Belinpe. ocdr Irfueira, cabel-
t08tcaJMp,ahM',Mta,lttra*>". oucegatar bem
barbado, um poucoseoco, bem fallante e ca*la-
dor, com 30 annos de idade. anda- ligero <, mui-
w despecfcaato no servico de enxada o once, cosa
falla de denles na cenle, oom.elhos aun peaoe>
apitomhados e oauongos. Quem apprehcnde-los
tove-os ao dilo engenho ao seu senhor o leoeote-
coronel ioao Cavalcanli Mauricio Wanderlev aue
generosameole recompensar.
Fugio da cidade do Aracaty, ao ex de se-
tembro prximo paseado, um escravo do cora-
mandante superiorManoel JosiEenna Pachaco,
que ha pouco o bavia comprado ao Sr, Beato
Loureoco Coliaras, de nome Joaquim, de dada
de cincoente a tamos annos, foto, arito, magro,
denles gtandes, ecam'faJUa de algons na ratue,
queixo fino, ps randas, a epjn oa dedos gran-
des dos ps bem abortos, sauho palsvriador, in-
otIca-sa fnnr*, o tem argnaes de te sido surrade*
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
cor-rente, vindo do Jado dasXinoPontas, e aaa-
do antetragado por usa paaaeiiro seaahecidoy
dtase que linha sido vendido por a senhor para
Goianninha: qusiquar ptaaoa que o pagar o pe-
der levar aa famemas*) aosn.iUjto hf
os, jue graficaro enw^itmarjbjj


^
; .

()
DM1I&01
'
BUCO. OUUTA OlR 17 DAllIL D ii$f
urtura.
I
No aViaa* rnombmto do di l dtt cor-
rente, j* -rtlgo da {do da
Nago (jdtnarportuguei) no qual o seu autor,
Socurando explicar a causas da decadencia
ariiima da Perugal, e do aniquila ment de
suas numerosas armadas, que outr'ora cruzavam
i oxtoso do ocano, tornando es-santas quinas
respeitadas de ura extremo ao outro do globj ;
enumera e aaaigoala odre'outros a independen-
cia do B-: ui p 4 calhegoria de
impeu>ei>wa ' Non >ritf espado ecu suas colum-
nas um t adenlo e impoltico
do que ess ojeaos dominios da
imprensa-,.e contra o qual.chcios de indignacao,
vimos foletanvm'ale protestar em nome' do
Brasil inteiro.
Que importa que a nossa indoula penna nao
esteja amostrada Das lides do jornalismo como a
do Ilustre autor da mimosaLa de Londres,
que hoje, ae sao verdadeiras as inormagoes
que temos recebido, o principal redactor da Na-
go ?
O patriotismo, que nos enche o peilo, suppri-
l slacums de nossa peana : temos f vira que
assim succeder.
Se o autor do artigo que ataca este paiz de
urna msneira to desabrida, fizesse siquer urna
idi aproximada do quanlo ae acha enraizado
no corago dos. brasileiroi o sentimento de sua
naciooalidade, o amor de sua independencia ;
e possuisse o tino, a calma, o comedimento, e o
criterio, que deyem presidir todas aa produc-
cues do escriptor publico, d'aquelle quem esl
commeltida a sublime missao de moralisar o
povo, e doutrioar a sociedade ; se elle Qoalmen-
te nao fosse preza de paixes ruins, e de uro
espirito desvairado pelas eventualidades de urna
lolitica tortuosa e infeliz, cerlamente nao se
embraria de vir acordar odios, que a poderosa
acgo do lempo tem conseguido adormecer, ri-
validades, que anda neo esto de lodo exlinc-
tas, e que por ventura podero, recrudescendo,
fazer de dous poros irmaos, que fallara a nies-
ma lingoa, e professaro a mesma religio, dous
inimigos rencorosos, e irreconciliaveis; irre-
conciliaveis, sim; pois uros nago nao perda
nunca aquelle que a insulta nsquillo que ella tem
de niais charo e de raais sagrado, a sua indepen-
dencia.
A independencia de um povo nao urna d'es-
sas cousas commuus, um d'esses tactos insigni-
ficantes, que encontrara a sua explicagao, e
trazem a sua origem de causas ordinarias. Mal
avisado andn o redactor daiVaco.querendo des-
cobrir a independencia do Brasil na desobedien-
cia de um fillio seu pae, na revolla e traicao
de um principe contra o seu rei.
A independencia do Brasil existia na mente e
na coosciencia do todos os brasileiros ; ella tor-
nou-se inevitavel desde que grande porgo do
territorio brazileiro, que se achava oceupada
pelos balavos, que a haviam conquistado com as
poderosas forgas de que dispunham, pode por si
so, e pelo denodado valor de seus habitantes,
baldos ento de todos os recursos, e at abando-
nados e perseguidos pela raelropole, libertar-se
heroicamente do jugo eslrangeiro que a oppri-
mia; desde que o principe regente (o Sr. D. Joo
VI, fugindo de seus dominios de Portugal, vie-
ra estabelecer a sua corte em suas possessoes da
America, abrindo os portos do Brasil todas as
nacoe3 do globo, e creando assim um grande
estado, que Gcou desde logo excedendo em for-
ras e recursos melropole ; e finalmente desde
que Portugal, proclamando em 1820 urna cons-
tituido para si, quera maoielar o Brasil, des-
pojando-o dos sous principaes tribunaes, dos
seus recursos, e de sua unidade, dando-lhe go-
vernos e autoridades distinclas e io dependen tes
urnas das oulras, ludo isso depois de ter-nos
arrancado o Sr. D. Joao VI, e mandado viajar o
principe real que Qcra entre os.
O Sr. D. Pedro I, de gloriosa memoria, poodo-
se (rente dos brasileiros que, inflamados pelo
sacrosanto .fogo do patriotismo, queriam regar
com seu genesoso sangue a arvore da liberdade,
da independencia, e de sua emancipago poli-
tica, qne em 1822 j exista de fado, louge de
tornar-se traidor ao rei, seu pai, e a naci por-
tugueza, como impensadamente avanc a Nago,
praticou um acto de sabia poltica e de sublime
-patriotismo, que valeu-lhe o renorue de here,
e a immortalidade de sua memoria, sempre fres-
ca nos coragoes brasileiros.
O Brasil havia chegado a poca de sua viri-
lidade, e o Sr. D. Pedro I, conhecendo a indo
le dos brasileiros, e vendo perfeitamenle que
nenhuma Jorca humana poda demove-los do
firme proposito em que eslavam de se consli-
tuirem em um estado livre e independente; se
ria um inepto, se nao houvesse seguido risca,
como seguio, as judiciosss instrueges que lhe
dea seu augusto pae, antes de rollar para Por-
tugal.
Se o Sr. D. Pedro I, houvesse sahdo do Bra-
sil, como o queriam as edites constituimos de
Portugal, em 1821, ou deixasse de pr-se fren-
te do movimenlo brasileiro, a independencia
teria sido mais disputada, verdade; mas teria
sido tambem mais sanguinolenta, e fatal para
Portugal, que, sem torcas, nem recursos para
sudo:a -la, teria Qnal de ceder sem indemnisa-
;ao alguma, perdendo para sempre, e irremis-
sivelmenle, este grande emporio para o seu deti-
nhado commercio.
E' pois evidente que o Sr. D.Pedro I, prote-
gendo aindepeodeocia do Brasil, conservo n'elle
o ramo Bragaotino, que tinha de ser expellido
de seu solo; prolegeu os seas considados, e
aplainou o caminho da conciliacao, que boje fe-
lizmente reina ntreos dous povosirmaos.
Como se nao bastasse Nago o ter derra-
mado o fel de sua bilis sobre o acto grandioso da
nossa independencia, que foi urna consequencia
necessaria do despotismo com que as cortes geracs
de Portugal pretendiam destruir as liberdades pa-
trias (de que nos schavamos de posse). e dos
grandes recursos de que dispuoba este j ento
poderoso estado ; nao podendo esquecer-se da-
FOLHETD1
UM4 FAMILIA TRGICA
roa
CHARLES. HUGO.
quelles dilosos lempos em que do Brasil sahlam o
oo.ro oatras prtfduogUe do Mu rico solo, afim
de alimentar na melropole os vicios de urna Arte
ocetosa, que nao repulir o Brasil urna parle in-
tegrante da monarchiii, senao urna feitora, da
qdal so devla tirar lucros e vantageo, imbora -
casae ella exhausta, e seus filhos nao podeaaem
chegar i mais que capto ; atira-se anda sobre
um des maiores vultos do nosao seculo, ia)om
os Porluguezes dereriam erigir monumentos col-
lossaes, e offerece sssim ao mundo o hediondo
espectculo da iugmtido do Portugal para com
o seu ioclilo bemfeitor, o grande hornera, o mag-
nnimo fuodador de duas monarchias correlilu-
conaes, Sr. D.Pedro I, o.here de dous m un-
E porque essa expl'oso de odio, esse encarnl-
camenlo que leva Nago a penetrar na ci-
dade dos morios, quebrar sacrilegamente o sello
de urna sepultura, e revolver com mo profana aa
venerandas cinzis daqu 'lie, cuja memoria lio
chara ao Brasil, quo chara devraser i Portu-
gal, i quero elle salvou das aliadas garras do mais
saulmdo dos despotismos ? "
Torque o Sr D. Pedro I foi o regenerador
de um grande povo, e o conciliador de duas a-
tees ini migas!
' Porque o Sr. D. Pedro I chamou os Brasi-
leiros um centro eornmunt, em vez de cooperar
para que se retalhassem em pequeas repblicas,
quo, ciusas urnas das nutras, e movidas pelo es-
pirito de turbulencia, p vertiginosa ambico (pro-
pinas de taes governos), perdessem sua vida ephe-
mera no ensanguenlado campo do vandalismo, da
anarchia e da guerra eivil I
A Nago na manifestarlo de seus senli-
mentos em relacao i nossa independencia, esque-
ceu-se de que os Brasileiros sao inveociveis, a pe-
zar do divididos, comi o provamos outr'ora des-
pedagaodo as algemaa que urna grande naco lau-
cara em nossos pulsos, e enxotando de nossas
trras seus exercitos; disciplinados, nao obstante
as perseguicoes, desprezos e traigoes que encon-
tramos da parte da propria metropole.
Se o Sr. D. Pedro I tivesse procedido da roa-
neira indicada pela Nago, entio, sim, mere-
cera sem duvida os indignos epithelos de $sy* re-
belde, traidor, quebrantador do lagos da nalu-
reza, e renegador do nome portuguez, st com
que lio liberalcenle o mimosea Nago ;
enio, sim, porque com semelhanle procedmen-
to teria sacrificado um grande povo, que havia
acolhido em seu abencoado solo a familia foragida
de seu augaslo pae, o Sr. D. Joo VI ; teria es-
quecilo os prudentes conselhos de seu atilado
pae e rei, e teria comprometlido os Porluguezes
existentes no Brasil, acendendo entre elles e os
naturaes do paiz rencores e preconceilos antigos,
e toreando assim para sempre irreconciliaveis os
dous povos beligerantes.
Pondo agora de parle a j to debatida queslo
do direito incontestavel que assistia ao Sr. D.
Joo VI, de legar seu filho primognito a corda
de Portugal, e do direito que este tambem tinha
de acceitar, e abdica-la em sua augusta lha, a
finada me do Sr. D. Pedro V ; notaremos s de
passagem a negra iogralido, e v| traicao com
que um punhado de descontentes, perjurando o
solemne juramento que haviam pres:ado ao seu
novo lei, e liberal caita, por elle outorgada
heroica nago portuguea, foram surrateirameole
abragar-se cero aa antigs cortes de Lamego, ins-
tituicao caruncbosa, esquecida e abrogada pelo
proprio acto da concesso da dita caita
E sao aquellas mesmos que rasgarsm urna car-
ta constitucional, para arrancarem, por meio da
traigo e do perjurio, a coroa da cabega de um
re philosopho, humano o liberal, e a collocarem,
com tanta perfidia, na do um mogo violento, des-
ptico, e que se deleitava em maudar enfoicar os
seus concidadoscom as mos aladas is castas...
que se atrevem a profanar a memoria do funda-
dor da primeira mooarchia da America I
Para provarmos de uina maneira inconcussa
que Nago foi injusta, e aecusou de m f os
Brasileiros e o Sr. D. Pedro I, basta qua lembre-
mos aos nossos leitores, que em 1139 o conde D.
Affonso Heorique, que havia succedido seu pae,
o conde D. Heuriques, no seuhorio de Portugal,
estando para dar batalha Ismael, rei mouro, no
campo de Ourique, e outros que com milhares
de barbaros o acompanharam, foi aclamado rei
pelo seu exercito ; e loroando-se assim rebelde e
traidor seu legitimo rei e senhor, o soberano de
Hespauha, de quem ento era vassalo, foi louva-
do por seu acto, e at lhc deram o epithelo de
grande.
E em 1822 D. Pedro d'Alcantara, principe re-
gente do Brasil, e herdeiro de toda monarqua
porlugueza, attendendo aos conselhos de seu
augusto pai, e soberano ; prevendo a perda da
raelhor parle da mesma monarqua, e o estabe-
lecimento n'ella de repblicas que tinham de
ensanguentar o solo em que elle eseus innme-
ros concidados haviam encontrado azilo seguro,
e um acolhimento de irmaos; pe-s9 i frente do
irresistivel movimento brasileiro, estabelece um
imperio flores-ente na America, firma n'elle a sua
dynastia, alivia Portugal de sua enorme divida,
e abre um grande mercado sua patria nativa...
amaldigoado pelaNagopor ser um traidor,
um rebelde I
Ali, um pequeo condado qua se subleva
contra seu legitimo soberano, e um exercito que,
esquecido da disciplina, proclama rei ao seu ge-
neral: aqu, o herdeiro da monarqua quepara
salvar a melhor parle d'ellasepara a que j
ento era reino anido, e a constttue em poderoso
imperio, do qual acceita a corda que lhe offerece,
nao um pequeo exercito; porem, um grande
povo, urna nago recoohecida.
Ali, D. Affonso Uenriquespara vencer urna
horda de barbarosnao necessitava do titulo de
rei; aqu, o Brasil precisara de um principe que,
reunindo as diversas provincias de seu vasto ter-
ritorio em torno do ihrono, dise uniformidade,
firmeza, e seguraoga todos os seus actos.
Entretanto, D. Affonso Uenriques, que em 1128,
se a memoria nao nos inOel, no campo de S.
Mamedejunto de Guimares travara-se fronte
de sua hoste com a hosle da raioha D. Therezas
que tambem se achava fente dos seus soldado,
em
companhia eVooad* da TX"H, a aleancari ildea jwUifca. e no modo de a desenvolver e pra-
victona eolrroma1,oBVBgttdo-a d'eifarl car. as dous pvimeiroa casos, a lufa prteadea
s
Ulmo, oio foi necassario'com-
esta mudanga
a fugir das Ierrasde' que era legitima seaho-o accordo.
ra.......... endeosado palporta)gnezes, em balar.
quauto qa e-.-Vao-itieula o Sr. D. PaJr* I. EsU daalocagla da auloridade,
oor fer l^ad | ilpoia a aior nt* d. ojo-1 na s le da influencia moral a qua obedece o
arqula, que irremissivelmente Uuha"-de sepa- mondo, nao destruirn a necesaidade da proisc-
rar-se o molropole, por motivos mais justos do lores, antes contribuir para lhaa augmentar o
que os qno^falsUa i Portugal pura separat-se numero. Aa nagftes quo amigamente pleitearan)
oa.Mesian.n ajustiga doa seus .negocios peranleb Papa tem
aYdcao-nao se lembrou tambem de que, agora de conafliar os nimos dWmuitoa soberanos.
'aniifi om 1 Hall lim ffrnnn rio Kn-.. j:_/___. ,mn *,*..,.. _**_,:....._

SEGUNDA PARTE.
O Pase,
quandem 1840 um grupo de homens disfarga-
dos, a conjurados contra eu legitimo soberano
(Felippe IV) levantou o grito de sedlgao, e assal-
tou o palacio da duqueza de Mantua, (rcenle de
Portugal), ameagapdo-e, e langando pelas ja-
nellas-Vasconcellos, o seu Oel secretario, d>
pagou com a vida a sua dedicago causa do rei;
aNagSonao selerabroy, dizemos nos, deque,
por flear Portugal separado da Hespanha ( que
esleve ligado por espago de 60 annos, e durante
quairo reinados) ninguem cbamou isso traicao e
rebellio, e nem taxou de degenerado c renegado
o duque de Bragaoga (D. Joo IV). em cujo nome
ou com cujo consentimento so operou esse acto
da chamada restaurarlo.
Finalmente, a Nago labora em uro erro
grosseiro, ou de caso pensado, irroga urna injuria
aos Brasileiros, quando diz que o Sr. D. Pedro I,
sendo expulso do Brasil, foi para a Europa pdr-se
a testa dos partidarios de sua filh>, a finada rai-
nha D. Hara da Gloria.
Saba a Naco que nos infaustos dias 5, 6, e
7 de abril de 1831, em que o Brasil son*ria o
choque de paixes desregradas.os insurgidos, que
se reuniram no campo de Santa Anua,nao exi-
giram a expulso do seu imperador, quem cer-
cavam o prestigio de suas gloria j,e do seu grande
renome; mas, smente apreaentaram algunas
exigencias, que o Sr. D. Pedro nao quiz acce-
der, deixaodo de reprimir, com as forgas e recur-
sos de que dispuuha em todo o imperio, ssa
demonstrago armada, por nao ser o seu carcter
sanguinario; e, por ventura, por j ter ento
concebido o generoso projeclo de ir i Poiiugal
sacricar-se pela regenerago do seu paiz natal,
obrando prodigios de valor em to desigual lucia,
e merecendo assim o justo titulo de defensor das
liberdades patrias em ambos os mundos.
Temos respondido Nagoda maneira que
noa possivel, procurando restabelecer a rerda-
de dos factos per ella desfigurados, se nao inver-
tidos, para que a historia contempornea nao os
registre em seus annes, vicisdot, e adulterados,
como sahiram da hbil penna do redactor da
Nago.
Viro outros depois de nos, que se encarre-
garo de responder mais digna e conveniente-
mente ao artigo qua provocou a nossa indijnago,
e que attestem Portugal, e ao mundo inteiro,
qua, para os Brasileiros, aa patiia tambem
urna roligio, da qual o primeiro idoloo
mmorlal fundador do imperio, o Carlos V da
America, o Sr. D. Pedro I do Brasil, e IV de
Portugal
Recito, 13 de abril de 1861.
E. de Barros.
O commendador Vegrezzl Ruscalla.
. SABIO P1EMOHTEZ
Quasi todas as nacoes catholicas tinham anti-
gamente em Roma um cardeal protector. Bus-
cavam-o com affinco e escolhiam-o coro madura
reflexo entre os prelados da corle pontificia que
pretendiam o cargo. O escolhido era quasi sem-
pre um amigo, prenlo ou valido do Papa, eas
suas funegoes consistiam em favorecer os nego-
cios da nago junto da S Apostlica.
Os cardeaes acceita va m de bom grado o encar-
go de prolector. Alguna houve que o sollicita-
ram. As causas d'este deseju de proteger sao
facis de descobrir. O protector tinha casa no
orgamento da nagao protegida, cujo funecionario
era.
Quem tiver curiosidade de saber a fundo oque
valia, e, sobretodo, o que custava um cardeal pro-
tactor, lea a Historia do Eslabehcimento da
Inquisigo do Sr. Alexandre Uerculanoe ficar
completamente instruido a tal respeito. O pro-
tector custava caro, mas protega nem. A parle
contraria apresentava-lbe s vezes documentos
mais valiosos do que os j recebidos da nago
protegida. Ento o zlo, ha rerdade, affrouxa-
ra algum tanto, mais era porque a coosciencia
exiga esse sacrificio.
Os adversarios dos cardeaes e os que empobre-
ciam a forga de recorrerem a justiga da curia ro-
mana clamavam que suas eminencias recebiam
pelo orgamento de Sio e pelo de Babylonia e que
eram pelas taboas da lei, sem, todava, quererem
mal ao bezerro de ouro. A estes malJizntes
chamemos-Ibes inimigos da f. Eu j li em um
lirro do moral que a calumnia licita contra os
infles.
O cargo era, pois, bilateralmente rendoso e de
pouco trabalbo, mas como a influencia temporal
dos Papas fosse diminuindo insensirelmente at
chegar ao ponto em que est hoje, cessou a n-e-
cessidade de protector, e com ella o cargo, o or-
denado, as gratificagoes e os presentes, que ludo
isto custava o tal protectorado.
A auloridade que a corte de Roma exercia nos
negocios lemporaes do mundo passou para mos
profanas. Como que se diriliu entre os gorernos
e os poros. Coube aquellea a drecgo geral, A
estes a approragao ou a censura, pelos meios
modernamente inventados para facilitar a mani-
festago da opiniSo publica.
E ludo se resolre sob o iofluxo d'essas duas
entidades, que mutuamente se moderara,sa exci-
tara, se aconsolbam e se modificara por mil mo-
dos, al conseguirem o accordo que reciproca-
mente as fortalece. Os exemplosque confirmara
esta doutrina sao riaireia no mundo inteiro. Aqu
os senlimentos dos poros claramente manifesta-
dos impoem silencio as intrigas da corte e des-
viara os governos do caminho que elles talvez
prefetiam seguir. Acola o pensamento do go-
rerno e a poltica corteza prevalece sobre a opi-
uio popular. Em outra parte povo e governo,
subditos e soberano esto concordes na mesma
dos seos povos. Carecem
cada corte e do mullos em
( Continvaco.)
XI
0 DEC1XO Ql'ARIO RETRATO.
libamos deixado Alina em frente do retrato
coberto, no momento em que ella se decida por
ni a encara-lo. Vendo-o, respirou.
Aquello retrato nao se pareca com pessoaal-
fuma do seu conheciment; representara um
omem admirarelmeote bello, trajeado sump-
tuosas vestes, que mostrara ter pouco mais de
trinla annos. Era um corlezo em toda a sua
opulencia e lougania : alto, magestoso, de orgu-
lhosa apparencia, que bem indicara pro vir elle de
cobre raga, labio desdenhoso, fronte larga, sor-
tso amoroso, olhos Tiros e penetrantes. S o
olhar denotara um desses fidalgos ricos e absolu-
tos, que punham a lei abaixo dos seos caprichos,
nao lemiam o castigo, faziam dos seus crimes urna
rebellio aberla, como tantos hariam de que
abuodavam as babitagoes feudaes daquelle lem-
po, homens que despejaram por onde passaram
ou o vinho ou sangue, conforme lhea vinha
phantazia, que tudo sacrificavam para sati&faze-
rem s enormidades das s~as paixdes, que zom-
bavam dos edictos e do parlamento, que alegre-
mente bebiam nos seus copos dourados ao som
das tempestades da sua vida I
A personagem representada no retrato, de que
fallamos, veilia um corpinho de brocado de os
de ouro, colete de setim ornado de um grande
mosaico de esmeraldas, grvate de flnissimss ren-
das deFlandres, calgo de velludo escuro rema-
tando n'uma orla de galo de prata arrendado,
meias de seda com oa cantos dourados, chapeo
com a pluma prela segura por um paseador de
lubina, finalmente espada com o punbo de dia-
mantes.
() Yide Diario a. 88.
Alina admirada contomplou por algum lempo
essa magnifica personagem : e olhando por acaso
para o escudo esculpido na moldara do quadro
nelle leu a seguinle inscripco.
< Carlos de La Tude, baro do Languedoc, go-
vernador da fortaleza de Saint-Andr, conde feu-
datario de Saint-Marcial, Soubeyras. Mouls e
outros lugares, senhor e inarquezde Ganges, no
anno da graga do 1659.
Este nome foi urna fnebre luz que esclareceu o
pensamento da condessa : era aquello o pae de
de seu marido ; era elle que se presuma ser o
autor do assassinato da marqueza; era finalmente
o marquez de Ganges 1
Que I., to bello e envolvido em lio sombra
aventura I., to luzido e magestoso marcado com
o sello iodelevel de urna sentenca infamante!..
Que I., trinla annos, a mecida de, o brilho, o pra-
zer estampados naquelles olhos, o amor,'a vida,
o poder e o esplendor sobre aquella fronte.... e
a prohibigo de ser olla vista).. Que!., sobre
essas vestes de curte, pomposas e douradas, so-
bre essi figura luminosa, aobre esse sol resplan-
decent6 de-pedrarias e belleza, sobre esse sem-
blante altivo e soiriso desdenhosoo veo supre-
mo da justiga e da lei, o veo dos grandes atten-
tados, dos parricidas, e dos ltimos suppliciosl..
alguma cousa mais sombra ainda e formidavel
do que a morlalha doaepulchroo manto dasca-
becas que caem, o terrirel manto do cadofal-
801....
Ainda que aquelle retrato representasse aos
olhos da condessa o semblante de um hornera,
que ella auppunba morto, de um homem a quem
nunca vira nem poda mais ver, todava sbito
estremecimenlo percorreu-lhe lodo o corpo : sen-
tio gelar-se-lhe o saogue as veas ; leve medo.
Deixou a galera passos rpidos sem olhar para
traz: entretanto, ebegando outra exlremidade
fascinada de um modo invensivel por urna especie
de viso virou machinalmente a cabeca, e foi com
os olhos pregados no fundo desala que abri a
porta falaa: apressou-se logo a fecba-la sobre si
como se receiasse que e phantaama descesse do
seu quadro, e a seguisse.
No momento em que punha o p na cmara
verde parou agarrada por assim dizer porta,
que acabava de fechar, nao aterrorisada, mas ex-
tremamente admirada.
Tinha deixado a cmara mergulhada em pro-
funda escurido, achava-a agora resplandecente
de claridade : todos as velas do lustre esta va m
accesas, e ama ceia com dous lalberes, primoro-
samente servida entre florea e fructos de rara
qualidade, se achava sobre a meaa em que scin-
tillava riquissima baixella; ao p de um dos ta-
lheres, e como que ao alcance da mo do conviva
a quem era reservado aquelle lugar, via-te um
copo, mais pequeo que os outros, cujo trabalbo
dos sa.us ministros e
de um prolector em
cada nago.
Compete aos diplomticos escolher, acariciare
mentor os primeiros. Est o negocio confiado a
boos entendedores I Com meias palavres e com
obras completas nao lhea fallaram as cortes pro-
tectores to ztlosos e ntegros como qualjuer
cardeal. Os segundos sao de differente naturea.
Nao se adquirem com jantares. com gr-cruzes,
nem com aegoes de companhas ou com inscrip-
goes. Nascem espontneamente do espirito de
confraternidade universal que anda aobre as
aguas e nao esto inscriptos no orgamento do es-
tado. Inflamma-os o amor da humioidadee o
zlo da cvilisago e s com as vantagena publi-
cas resultantes dos seus trabalhos se do por pa-
gos esalisfeitos.
_ Estes protecloies voluntarios e desloteressados
sao mais uleis do quo os outros. Oslivros que
elles publicam, osarligos queescrevem nos jor-
naes ti auloridade insuspoita que lhes provm
da qualidade de estrangeiros dispem e preparara
em favor da nago protegida a opiniao publica,
a cuja obediencia se nao esquivara hoje nem so-
beranos nem ministros nem cortezos.
Qual eeria a sotte da Moldavia e da Valachia,
se muitos escrptores franceses, inglezea, alle-
maes e italianos desde longo tempo nao prote-
gessem e advogassem a causa dos Principados
Danubianos ? Estara hoje livre a Italia sem a
cooperago da imprensa liberal do mundo intei-
ro 7 E a quem deve a Hungra o molhoramento
actual da sua situago publica?
O imperador D. Pedro, na luta civil em favor da
liberdade porlugueza, teve mullas occasioes de
conhece a importancia do auxilio dos escrptores
estrangeiros que as principaes nages da Euro-
pa dispunham a opinio em seu favor. A actual
dynastia hespanhola nao deveu menores obriga-
goe a essa phalange de protectores gratuitos e de-
dicados.
Eu digo gratuitos, por que s esses sao valiosos
e constantes. Os que escrevem por motivos de
interesse sao homens de mercanca. Mudara de
parecer segundo a veniaga, eorxo o certezo se
deixa seduzir com urna gr-cruz.
Mas para que os povos possam consagrar sym-
palhia e estima a urna nago qualquer utister
que a conhcgim, cumpre que todos saibam o que
ella foi e principalmente o que ainda ~, importan-
cia do territorio, a quantidade do rendimento, a
somma das despezas, as qualidade do governo,
os dotes e carcter do poro e al que ponto a ci-
viliiQo est ali desenvolvida e adiantada. Nin-
guem ama o que nao conhece. Ninguem respei-
ta o que nao conseguiu merecer a sua attengo.
Neste sentido, o escrptores que nos paize
estrangeiros se incumbem de revelar ao mundo a
nossa situago. de fazer com que as nossas boas
qualidades sejam devidamenle apreciadas, e que
as letras portuguezas entrem no quadro geral da
lilteratura europea, prestam um servigo valios-
simo a Portugal, porque preparam e pem dian-
te dos olhos de todos os mais fortes argumentos
em favor da nossa nacionalidade e da ulilidade e
justiga da nossa independencia. Sao os embai-
xaaores da cvilisago estrangeira. A protecgo
que delles recebemos, produz resultados caja
manifeslaco demorada, porm nao menos-
importante do que qualauer rJtatra protecgo.
Sancho II de Portugarfoi deposto pelo Papa.
Na calastrophe de Affonso VI Hgurou a corle. O
rei de aples suecumbiu victima da opinio pu-
blica preparada contra seu pje-. Tal a differen-
ga dos lempos e o valor do sentimento geral das
nages civilisidsl
Nos temos em Franga amigos, fiis e zelosos,
entre os quaes avulta o Sr. Ferdinand Denis, cu-
jo nomo deve ser pronunciado pelos Porluguezes
com a maior considerago e eslima. Devenios
ao Allemo Schoefer urna historia completa de
Portugal e ao baro Minutoli, ha pouco fallecido
na Persia, dous voluraes estalislico acerca das
cousas da nessa trra. Era Italia forcejou o nos-
so bom amigo Balbi para que nossvaliassem com
jasliga e hoje o Sr Vegezzi-Ruscalla quem es-
pecialmente se dedica ao laborioso mister de noi-
so protector e representante Iliterario.
E, com effeilo,. laboriosa tarefa escrever acer-
ca de urna trra, cujos naturaes to remissas se
moutram em fornecer os apoulamentos indispen-
saveis para qualquer trabalbo scientiQco ou lu-
terano Ser por iudolencla I Nao. Os Porlu-
guezes nao sao preguigosos. Ser por modestia?
Tambem n9o. A nossa enfermidade nao ess*.
Ser por orgulho proviado da idee- de que a um
Portuguez basta ser conhecido desde Caminha at
Sagres e desdeCampo-Maioralo Cabo da Roca?
Talvez. Nao ouso dizer que sim, ero me atre-
vo a affirmar que nao.. Qualquer que seja a cau-
sa da indiDereaca com que tratamos a opinio
geral da Europa, certo que de grande firmeza
deinlenco e de paciencia experimentada carece
aquelle que desoja escrever a nosso respeito e
que to pouco favorecido se v dos propros a
cujo servigo se propoz I
Apezar desses obstculos e do desalent que
produzem o Sr. Vegezzi -Ruscalla, que desde os
primeiros annos aprender a lingua portugueza,
tanto se deixou conquistar do amor das nossas-
letras, que nao deixou ainda escapar occa-
sio era quo podesse favorecer-nos, nem ensejo
que lhe parecesse adequado para grangear-noa o
affecto e a sympathia dos nossos irmoa da penn-
sula itlica.
Quiz a boa estrella dos Porluguezes que em
tempo se correspondessem cem o Sr. Vegezzi-
Ruscalla o insigne poeta Almeida Garret e o> his-
toriador brasileiro Warnhagen. e, que entre outros
livros, lhe fossem s mos a Marilia de Ditceo, de
de um gasto todo italiano, e forma estranha, des-
pertaran! a lembranga a taga sinistra que. dous
seculos antes, serria para nella beber-se as
sumptuosas orgias dos Valenlinois e dos Uor-
gias.
A condessa olhara para tudo aquillo sem nada
podor comprehender.
Que quera dizer semelhanle ceia aquella ho-
ra da noile na sua cmara de dormir? Quem a
tinha ordenado? E para quem aquellos dous ta-
lheres ?
De repente um tremor convulsivo percorreu-
lhe todos os seus membros; urna lembranga si-
nistra atravessara-lhe o espirito como se fosse a
lamina de um punhal; e dos seus labios paludos
e trmulos escapou um grito que reiointerromper
o silencio da noite.
A porta da escada abrio-se; um homem appa-
leceu.
Era um magnifico fidalgo I Trazia rostido um
corpinho de brocado de tos de ouro, collete de
setim ornado deum grande mosaio de esmeral-
das, grvalas de finissimas rendas de Flandres,
calgo de reludo escuro rematando n'uma orla de
galo de prata arrendado, meias de seda com os
cantos dourados, chapu com pluma preta segu-
ra por um passador de rnbins, finalmente espada
com o punho de diamantea.
Era um homem que representara ter apenas
cincoenta asnos, elegante, bello, e perfumado.
Trazia urna cabelleira poatiga de longos cabellos
louros, e seaa ragas, ae que as tinha, estaram
disfarcadas por um desses prodigios da arle, cojo
segredoj oaquelle tempo poasulsm oa cabellei-
reiros : barba feita com todo o esmero, talhe per-
feito, nobre apparencia, mos e oes mimosos
mas paludo como um defuuto I pareca nao ter
as reas urna gota de sangue I Era um espectro
coberto de pedras preciosas, era um marmore co-
berto de sedas e ouro... era um D. Joo em es-
tatua I
A condessa ficoe deslumbrada ; esse fidalgo
que ali eslava em sua preaenca, ella acabava de
ver na galera : o phantasma descera do seu
quadro I Aquelle olhar que elle lhe langa va era
o proprio oibar do retrato I E pois ella re-
cuou.
Quem sois rspergunlou-lhe.
O bomem adiantou-ae um passo.
Causaea-me admiragao, senhora condessa,
respondeu elle. Ha oito diaa apenss que me fi-
zesle a honra de convidar para vir hoje ceiar em
vessa companhia, e j* neme conheceis? Sou o
Sr. de Vissec.
Vos sola o marquez de Ganges I replicou a
moga ao mtsmo lempo tremola e ameagadora,
terrirel eatemorisada,
Chegou lambena a res ao marquez de QtDgei
Gonzega, l car M 4o Bocsge o o Pr. Luiz do Sou-
za, de Garrel.
Da commaolcacd com o noaea sempre chota-
do poeta dbteve o Sr. Vegezzi ;tM
noticias acerca das letras port8ew., oacriftaa ptMeta Jeir
apreaaadamente em alguma bata vaga enlre os WinloboabST
que outros trabalbo Ibe tomar*, ma. laneoa ^b *T v%
no papel com a apurada critica de meitre e com
o santo e i.idelevel affecto trra natal em que
ninguem lhe era superior. Os lvro qae indiquei
aproveitou-os logo era proveito e honra de Por-
tugal, como logo rei mais cumplidamente.
Os trabalhos do Ja". Vegezzl-Ruscolla em ob-
sequio dos Porluguezes sao muilo importantes: o
affect.o com que nos favorece pode competir com
o amor patrio doa nossos melhores cidados, e,
todava, o Dbme deste illustre sabio piemontez
pouco conhecido enlr nos, onde devla ser mais
do quo lodos, popular e beraquisto.
O respeito e eslima de qoe nos compre prestar-
Ihe bomeoagaro e o reconheeimenlo e gratido
em que lhe estaraos, nos os Porluguezes, iocila-
ram-me a langarem poseas linhas una res-ami-
da noticia da vida e escriptos deste cavalleiro.
Talvez algum dos nossos boos engenhos aprovei-
tando estes aponlamentos, se incumba, de pagar
arga e generosamente a divida nacional para cu-
ja satisfago eu s posso conlribuir com o meu
bolo. Essa a minha esperanza e o meu de-
aejol
II
O Sr. Juvenal Vegezzi-Ruscalla nasceu nos l-
timos diaa do seculo decimo-oitavo, no anno em
que Bonaparte subir ao consulado,em que ater-
rera Pi VI e em que a reaego realista, parlindo
de aples, comegrs na Italia urna serie de re-
pressdea violentas, cuja renovago devia sessen-
(a annos depois abrir o caminho do exilio drm-
nasiia de Bourbon.
O pae de Vegezzi-Ruscalla era thesoureiro de
Napoleo I na Italia franceza e banqueiro da co-
roa em 1814, porm as perseguicoes que acom-
panharam a restauraco empobreceram-o e flze-
ram com que nao deixasse sua numerosa fami-
lia os meios necessarios par* viver aera trabalhar.
Estas tristes circuinstancias tiveram urna gran-
de influencia na carreira do Sr, Vegezzi-Ruscalla.
Ao 14 annos leve de abandonar os estudos re-
gulares e entrou na vida commercrar para ganhar
o pao de cada dia, porm a fecundidade natural
do espirito em que a instruegao baria j laogado
urna parte, embora diminuta, da sua sement pro-
ductora alcangou um assignalado triumpho sobre
o rigor da sorte. As horas que as- oceupages
commerciaes lhe deixavam livreseram consagra-
das ao estudo, e nesse trabalbo paciente e inces-
sante ganharam as lettras um cultor distincto. a
cujas aapirages elevadas o gyro commercral nao
era sufficiente.
Em 1818, adoecendo um amanuense da- secre-
taria dos negocios estrangeiros, convidara o Sr.
Vegezzi-Ruscalla a substitui-lo por alguna- dias.
Esta occasio de patenlear o seu presumo abrio-
Ihe de par em par a porta da carreira official O
ministro, rendo que o joven Vegezzi-Ruscalla sa-
bia j o allemo, o inglez, o hespanhol e o por-
tuguez. despachou-o no mez seguinle addido or-
dinario com o ordenado de 2,000 francos res por
anno.
-- w i. itt f \. u i* \j uipivuiBiii,V| iui ai
congresso de Verona, s conferencias de Vienna
a aples, a Roma, a Munich e a outros paizes,
regressando secretaria, na qual em 1836 oceu-
pava o elevado lugar de sub-secretario chefe de
diviso, quando o conde Solar de Santa Margar-
da, chefe do partido chamado jesutico, tomou a
pasta dos negocios estrangeiros.
Vegezzi-Ruscalla era liberal. Fosse que as
atrocidades reaccionaras tive?sem excitado no
sou animo senliraentts de compaixro pafa com
as vctimas dessa quadra, fosss que a luz da phi-
losophi lhe houvesse mostrado o caminho da li-
berdade como o nico digno do homem civilsa-
Kn ----:-o'." -.-- uieiuvr uo que eu o podena fazer. oom
do, fosse. emfim. que o conhecimento exacto das razo a rainha D. Maa II condecorou
mtUStlCaS dl0lornatM mjustigas diplomtica desse tempo o iropellsse
a detestar os governos absolutos, a- verdade
q^ieVegezzi-Ruscallj passava por liberal e que
a sua posigo junio do novo ministro- era extre-
mamente difficil.
Tinha ento a paeie- do interior o conde de
Pralorrno, com quem o Sr. Vegezzi-Ruscalla ser-
vira na legago de Vienna e que do seu. elevado
mereciraento fazia ajustado conceito. Qkn livri-
lo da difficil conjunctura em que vrria- a estar
com o conde Solar de Saota Margarida e p.ediu-o
i secretaria dos estrangeiros para lhe conferir o
cargo de inspector geral da priado.
No exercicio deste emprego se conservou por
muitos annos, entregue ao estudo dosquestdes
iroportantissimasdaouelle ramo de servigo e mos-
trando uellas o zelo, a intelligencia e o carcter
independente de que dra provas na carreira di-
plomtica. A causa da sua exoneragao-voluntaria
moatra bem o animo desprendido e sizudo do Sr.
Vegezzi-Ruscalla.
Era ministro em t858 o commendador Ratazzi,
o apregoado antagonista do conde de 6>vour, e
apresentara o projeclo da construego de duas
grandes prisoes de mil, preso cada urna-, segun-
do o systema do isolameoto. O Sr. Vegeizi-Rus-
calla, conhecedor da materia como quem a ella
consagrara vinte e dous annos de bom servigo,
combateu na imprenas o projeclo cem a rasior
tenacidade, porm. deu espontneamente a sua
demlsso para que nao se podesse aulorsar com
o exemplo de um empregado superior a lucta
entre um subalterno e o seu ministro em ques-
tes da repartigo em que serviam ambos.
Na situago de simples particular,, eetranho
gerencia dos negocios pblicos, affastado de io-
trigas polticas.- entregue aos estudos etimolgi-
cos a que especialmente se dedics e-preparndo-
se para um curso desta ciencia na uoiversidade
realdeTurio, o veio encontrar a campanha de
Italia, a quo deria seguir-se a regenerago e a
unidade da pennsula italiana.
As mdaseos polticas nao lhe su-scilaram am-
biges. Simples particular e escriptor.'publico era
antes dos ltimos suceessos e o mesmo depois
delles. E mais nao foi indefferente voz da pa-
tria nessa hora solemne do suspirado resgate.Pou-
cos trabalharam mais do qu elle na qualidade
lotecreUrio das relegos exteriores da .oedtf-
fenatenalitaUanapara conseguir que o* orados
a favor da Itbardae da lili toufm nnanm*,
o meaos, .as na|aVs livre da nossa vlha !u-
ralecer os interesses do po-
__resa de s*r.
-- Vegezzi-luscella aerviu com Vctor Em-
nanuel I. com Garlo* Felex, com Carlos Albor-
o com Vctor Emmanael II. e a todos estes
quairo soberanea foi semfro-le.l, aem qflebr
pelos seus sentimenios liberaes e mentir
sua ccnsciencia de homem popular e patrila
itao 6 um demagogo, nem um an#chire qae de-
Jfje arricar tudo realisago de utopias pol-
ticas. E um liberal sincero, firmemente conven-
oido de que a liberdade um direilo e nao urna
concesso, que o principio moBarchico a prote-
ge e mantera com maior vigor do que qualqoer
Dutro principio, e qae mister concillar e unir
esses dous grandes elemento de ordem.de oaz
e de prosperidad unirorsal.
To honrado entimentos e to- desiaterossade
proceder em toda as circumstaoefas tiveram ha
pouco urna nobre recompensa. Os- eleitores de
Scaudiano (entre Reggio e Modena>B*mearam-o
aeu representante no parlamento de Turin e j
durante os actuaes frabalhos preparatorios lhe
loi offerecida a candidato de Lucca- assim co-
aioadeNicedeMonfeeat.
Como depuladp, o Sr. Vegezzi RuscaflV otou
com o governo do conde de Cavour pelo reeo-
nhec.mento que a Italia dffve aos trabalhos- des-
.i..ro e|Pelc>,>*'ccao' da necessidade de
?. i a' a0 L1 em w novo "iw ita-
liano te possa considerar llrre de perigos hiler-
nos e externos. Primeiro a Hatia, depoii os-ho-
mens, a divisa doSr. Vegezzi-Ruscalla er
pensamento do patriotas de tochas a nages
Na quadra que a Italia est atAvessando ne-<
nhum hornera amante da sua patria pode recu-'
!SoUml,c,r8 Publico. principalroeiMe electivo.-
u br. Vegezzi-Ruscalla aceitou, poi, a nomea-
gao de depulado, mas aquelle espiit apto para-
os trabalhos de gabinete e remogando-se ae calor
dos senlimentos patriticos suspira va em segre-
do pelos seus querido estudos, que a- ooliiica o-
obngara por de parte.
Sentado na cadeira de depulado, lembraram-
Ihe os seus trabalhos etimolgicos, as suas in-
vesl.gagoes ceiei da lilteratura portugueza bra-
iileira e mondavo-raiachs e as suas correspon-
dencias com os homens de letras de loda ropa, e o segredo desta saudade de que o satrio-
.-.L2 Pod,e."8,d Pr offendido era rev-lado
|1S Prtculare# a poucos amigos.no nume-
ro dos quaes me cabe a honra de coutr-me. A
sorte de Ilaha. os destino da patria, a Uberda-
il t le" ,lal ?,slvam em P"meiro lugar o
Sr. Vegezzr-Ruseall. nao hesitou na escolha.
O nosso bom amigo ilahaoo. de cuja rida es=-
toa dando noticia, lera hoje sessenla annos coar-
Kfi."? *.xfrei ^VW algum, collobo-
.u11iu2 a Contempornea de Turin. do-
Momo Illustralo das Ephemerides do minis--
teno da mstrucgo publicare de mantos outros
jornaes, nos quaes todos no tem dadolproras su-
perabundante da sua affeico e da eslima em
que nos tem.
A lha mais vlha do Sr. Vegezai-Ruacalla
N. qualidade de empregado dip.om.tico,fo ao t^u"^^^t^^J
ngressode Verona. s conferencias de Vienna. rio rt Fai,,t m ..i_.i,.'?f ,.^.secre'a
rio de Lslado do principe Eugenio de 9aboia-Ca-
rigoan em aple e mancebo eujarbrilbanle car-
,reir de oplimo agouro parar Italiay que delle
espera imporlantes-servigos.
Este o homem que nos temos por amigo
para l dos Alpes, consideraf-me, escrevia-me
oSr. Vegezzi-Ruscallr em 29- do fevereiro de
lt*>0,.<:omoenearreo porluguezana Italia. Nao peco de ordenado se-
nao que os vossos oanpaUiola digam i Este
nomem ama a nossa patria com nos tusamos.
Nao mutto f Ests-pal.vra dizem> mais e
r do que eu o poderia fezerr oom quanta
-------.. .... cora a
commenda de Christo o nobie peilo do illwstre
ethoologo italiano e com que espirite de justiga
a academia real das sciencias da Lisboa lhe en-
vime diploma de socio correspondente. O im-
perador do Brasil, gratoaos-trabalbos-doSr.Ve-
gezzr-Rusealla em favor da lilteratura- brazileira
mandou-lhe igualmente a ordem da- Rosa.
Agora urna breve noticia dos importante Ua-
balho9-do nosso estimavel representante itaiiaoe.
[Continuar se ha].
Variedades.
O CASO E'" SERIO.
Sao terriveis o meios- de que se servara os
separatistas da America do Norte para ae desfazer
do novo presidente Linelo..
Este tinha de partir de Harrisbuvgh para. Bal-
limore ; porm, tea lo aviso de que nadita oda-
de o queriam assassinar, sabio repentina me o te
para Washington, guardando o incgnito.
O plano, segundo o correspondente' do Ternes,
esttva assim combinado t
Como-M. Lincoln devia partir i'tim- trem es-
pecial, reaolveram o eonspiradores- fazer rom
qae o tren s desencamlhssse- ao p- de alRum
precipicio para que pereoessem todos-os via>an-
les, e, no caso de que isto se nao podesse fazer,
projectavam assassinar o. presidente na carrui-
gero, apenas ebegasse j Baltimore.
M. Lincoln, leudo exacta inforraagao dos pla-
nos des seas inimigos, pode illud*-los- o elkegou
s3o e salvo Nova-York>
Posteriormente tentaram assatsma-lo por meio
de urna machina infernal.
J ae v que cora taea-repubficaoorece o
presidente da republica.de estar sempre prepara-
do para a derradeira viagem I
PRESENTE DE DMA ESTATUA,
Chegou Pars urna estalla, de maemore, de
tamaoho natural, qne representa o.Reascimen-
to da Italia, figurado n'uma mulh.er. E' um
presente que a imprensa liberal piomonteae faz
fraoceza, represeatada pelo oraal Sicleu cu~.
jo director foi rezaettlda a estatua.
(Com nenio da. Porlm.\
(pois agora podamos dar-lhe o seu nome ver-
dadeiro] de recuar perante a condessa.
E' escusado negar, continuou ella apontsodo
para a galera, eu venho dali, eu vi tudo I O ve-
Iho um falso velho, o huguenoleum impostor, o
amigo um traigoeiro, o morto um homem vivo I
Ide-vos daqui : porque vos me causaos horror e
indiguaco 1 Nem mais um passo I... recua,
traidor!... recuae, phantasma 1 Ou ento. so
chegada a hora em que os sepulcros se devem
abrir, se o dia. chegado do joizo final... eolo,
marquez de Ganges, tomae sentido, que Deus
esl entre nos...- e eu vos ameago com a aua pre-
senga I
A esse brado acompauhado de um gesto, que
era como o que o raio falaoioadorda voz, o mar-
quez ergueu a cabega, e dirigindo-se para a con-
dessa lvido, commovido, e abalado disse
com voz profunda :
Siiodo tmulo, queris dizer ; e vos tam-
bera ? De na dous o phantasma nao sou eu
sois vos 1 O ente que persegue o outro nao sou
eu sois vos anda 1 Desde o dia em que en-
trastes neste castello fustes para mim urna appa-
rigo !... Sim 1 Eu sou o marquez de Ganges...
evos?... queris saber quem sois? Escutae.
Cffjiarquez parou como que aniquilado por
urna comraogo suprema. Dealigou vagarosamen-
te do seu pescogo um medalbo rodeado de pre-
ciosas pedras, que elle trazia ali suspenso, e sera
mostra-lo anda condessa, que o encarava e o
escutava presa de inexprimivol pasmo, assim con-
tinuou :
Ha viole annos eu era casado. No dia do
meu casamento eu era feliz, resplandecente e ra-
dioso : eslava vestido como agora me vedes.
Arasva, mas era um desses amores ciosos e fre-
nticos, que prendem o corago para sempre, um
desses amores impregnado desuspeitas, de sof-
lmenlo e elernidade, que nada ha que faga es-
quecer, nem meamo a morte, que nada ha que
faga extinguir, nem mesmo o sangue 1 A mu-
lher que eu assim amava por sua e por minha
desgraga morreu I
O marquez pronunciou esta ultima palavra com
a voz abalada, e prosegua :
Mas a morte nao tem poder de desligar cor-
tos lagos I Ella carrega para sua sombra habita-
gao urna ponta da cadeia, que nos prende, e dei-
xa a outra agarrada ao corago. Ento continua-
se a viver e a respirar, arrasla-se aps si essa
cadeia terrivel, emQm torna-so um vivo con-
demnadoaamar urna defuota I E assim aconte-
ceu contigo I Sim, eu amava urna defuntal E
sabis, senhora, o que amar urna mulher que
desappateceu para sempre diante dos nossos
olhos, que tudo no-la faz recordar, e qee nada
capaz de no-la mostrar I Oh I horrivell Que
querida defunta era ao mesmo tempo a minha
vida e o meu martyrio I Procurava a cada passo
recordar-me della, passava horas e dias inteiros,
com a cabega metlida entre as mos, os olhos.
fechados, empregando lodo o poler do mea pen-
samento para reasuacilar a imagem adorada, para
lembrar-me da sua voz, do seu passo, do-seu
passo, do seu sorriso, de urna aria que ella canta-
va, do ruido das seus mimosos ps pisando, sobre
o soalho 1
E forga de evocar assim com o olhos fe-
chados, acabava por obter a illuso da sus. pre-
senga, julgara-a junto de mim, e dizia. contigo
mesmo : ella aqui esl I Abra os olhos nin-
guem 1 Ento fazia-me rodear de tudoem qoe el-
la havia tooado, tirara das commodaa os seus
vestidos, e suas joias, tudo o que de sua pessoa
me reslava : langava-me loucameote aobre esses
adornos, envolria-os de beijos e abrar.os I......
Morta I Nem urna s hora do dia, era um s dia
da minha rida, que eu nao gritasse a mim mes-
mo : Morta! Nem um s dia dos objectos
inanimados, que lhe tinham pertencido. quo nao
me dissesse tambem ao oarido: Morta I.... Mor-
a aqui, mora acola I Morta iio s debaixo da
trra, como tambera por toda a parle ao redor de
mim 1 aftrta no ar que ella respirara I Morunas
flores que ella colbia Morta no derradeiro quei-
xume de um craro silencioso 1 Morta na ultima
prega do aeu roupo inerte!.... E eu a amava
sempre e eu viva sempre acabrunhado cora a
idea do nunca mais a rr! Nunca mais!.... Qh I
desgranado que eu era !.... Amaldigoarao tem-
po, porque em cada hora, em cada minuto, em
cada segundo que se escoava, euo condemnado
a morrer de amorsupportava toda a eternidade
da implaeavel separaco, e ligado para sempre a
um cadver, era o escravo de um tmulo)
A coodessa ouvia o marquez quasi sem o en-
tender : ludo o que elle dizia sussurrara a seus
ourldos como um tuido confuso : de repente lan-
gou de parle o seu pasmo, e rendo-se face face
com esse hornera terrirel, nao sanando o que
mais tinha elle dizer-lhe, quiz fugir a essa vi-
so, e precepitou-se para a porta : porm o mar*
quez paasou o ferrolho, tirou a chavo, e collocas-
do-se enlre ella e a porta, continuou impasilvel V
Meus cabellos embraqueceram : com icin-
ta annos de edade, j ea pareca um reino I Nao
tinha mais forga, nao tinha mais sentimento, nem
coosciencia de mim meamo 1 Passava. oa dias e as
noites em oragoes e mortificagea I Sim, senhora ;
lamenlava-me e chorara como se fosse urna mu-
lher I Cobri*-medluto ; e supplicara aocul
implorara a ease poder desconhecido que ve, e
3ue julga as nossas aecea, me coucedesse. ain-
a que fosse em sonhos, a felicidade de ainda ver
aquella que eu tinha perdido 1 Supplicara a Deus
exclaatou Alina esrjanae-a:
rae permittisse entrever a> rainha. defuact um s
instante no paraico, ainda. que en devesae marrar
depois I Oh 1 osse brado da- miaba almo foi. ou-
rdo, esse meu roto satisfeito, nao pelo cea, mas-
pelo inferno : hoje essa defuaeta, que eu recla-
mara a Deus, rira4 a. mulber de mea Uno e
satanaz quem m'a reelituo C
A condessa abafoa, un grito de terror: o mar-
quez estn deu a mo para ella, mas a jtaroo re-
tirou o sou brago com tal expresso, quo ella sus-
pendeu-ae.
Sim! hoje viva a minha defuncta reap-
pareceu, reviren. Eosauseitoul Onde est,?' Aqui
aqu junto a mim, em rainha habiltcjta, dia ato
do meu olhos t Esl me oarindo orno falla
Nao mais. um eadarer a xnulha resplande-
cente de moctdade e de rida. tal qual era ha quia-
ze annos, tal qnal eu a amei e a perdi, \\ nUai
eu a desejava anda rr e a vejo agora 1 Vede es
te medalbo, continuou elle abrindo a mo e re
conhecei-ros nelle. Eu sou o marquez de* Gao-
gesfdissestes; rerdade: maavs___tos sai*
a marqueza de Ganges I VAe-.ros, reconhoeeU
TOS....
Grande Deas!
o meu retrato !
Nao, senhora ; o retrata della I
Ambos calaram-se. O. espanto tem atoamos em
que o pensamento naufraga no silencio ; o o es-
panto da condessa diaata do retrato caberlo da
galera era mui pouca cousa comparado ao que
eolo lhe assombrava a reflexo. Por ana vez
tambem reconheceu ess semelhanga espantosa -
por sua vez, o'aquella vertiginosa replica de urna*
oulra imagem, ella descia, fata, das nurens
ameagadoras do incgnito.
Encarou o marquez, e pr.recau comprehenier
a conclnsao terrivel que essa semelhanga fiaera
talvez nascer na alma daquelle homem: o loso
como que apoderada do urna iospirago heroica a
repentina, de um pulo chsgou-so iaaella a
abriu-a precipitadamente : ali paroualtiva e'iu.
dignamostrando ao marquez o abysmo sombro
que seus olhos acabara de aprosentar a ianell
escancarada. J
Se no semblante me parego com a marque-
za de Ganges, disse ella eom voz solemne, pare-
cer-me-hei tambem com ella na resoluco. Mr-
quez de Ganges, foi por esta janella que ha quin-
ze annos, n'uma noite como esta, vossa mulher
se precipitou para esoapar furia dos vosao ir-
maos. Dizei mais urna palavra, avangae mais um
passo para mim, e por esta mosma janella...- eq,
me precipitare! tjobem. _
raai tos poderei eu, (fcer ? a, tso da miaba, que e rraacaae a essa y4 d.9 torturas, que
(Continwr-tt+ko,).
^---------------------->^---------------------------.
FSW.- TYP. DE M. F. Dli PARIA. -1861. .
f i


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