Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09264


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Full Text
AH IIIT1I 1DMEIQ S7
Pr tres nezes adan lados SftOOO
Por tres mes vencidas 6000
J
m
BNCARRKGADOS DASBSCtI

i'AKliUAS UUS CUKKMU3.
Mira I PUnd* todos di" 9 1/1 horas do dia.
"'* Iguarasa, Goianna e Parahiba naa aegundaa e
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima MtaVi?';
latal. I Sr. Anlnnin U la. ei_. ._. L. AnlaO, l
TERCA FEiBi 16 BE ABML Di II.
Por anna adiantad t$000
Porte fraico para o-sriteeripUr.
BUCO
\
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
S Ouarto minguante aa 4 horas e 4 niatos da
, manhaa.
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva;"a7- I G.n*h. nL7e7CM-ftSf' Cintr' X]b 12 n"" ?0T" 4 horM ^^ d "
7' A' de Lea108 BMga': CMri St- >'' Iho7 n"L\^ Umoero. Brejo. fJ".^ "e8Cente h8rM e hor" d"
de Ohveua; Mannhio, o Sr. Manoel Joi llar- i". *"}". Flores Villa-Bella. Boa-Viste, 24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde
tina Ribeiro Guimaraes; Para o Sr Just t 0unc Ramos; Amazonas o Sr Jaron rW 4 C,bt 8ertn"". Rio Formoso. Una,Barreiroa.I PREAMAR DE HOJE.
imo da Costa. Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintas eiras. Primeiro aa 9 horas e 18 minutos da manha
I (Todos o correos partera as 10 horas da manha)|Segundo as 9 horas e 4* minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. Ss.Euthlchio m.; S. Olympiada m.
16 Terca. S. Engracia t. m ; S. Fructuoso are.
17 Quaita. s. Aniceto p. m. ; S. Elias monge.
18 Qointa. S. Galdino b. card.; S. Apolinario m.
19 Sexta. S. Hermogens m. ; S. Scrates m.
20 Sabbado. S. Igoez do monte Policiano.
11 Damingo. O Patrocinio de S. Jos.
ERRATA.
AUU1NG1A6 UUS TKlBAKs UA UAPll'AL.'
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco: tercas, quintas e sabbadoa aa 10 horas.
Fazenda: teresj, quintas e sabbadoa as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do dvel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda Tare do eiTel:
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgA DOSLa
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias Baha
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, o Srl
Joao Pereira Martina.
< "
M
EM PERNAMBUCO.
Em consequencia de erro de pagina*
ra 15 de abril como numero 8*, que
devera' ler-se 86.
PARTE OFFICUL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 12 de abril 4* 1861.
Officio ao Exm. bispo diocesano.Para poder
satisfazer o que solicita a assembla legislativa
provincial, rogo a V. Exc. R-ma. sirra-se de dar
o seu parecer sobre o incluso requerimento dos
habitantes de Panella e Quipap pedindoa trans-
ferencia da sede da freguezia para aquella povoa-
'C^ao.
Dito ao Exm. presidente do Maranhlo.Do of-
ficio junto por copia do director do arsenal de
guerra datado de 10 do correte, veri V. Exc. os
motivos porque deixaram de seguir para essa pro-
vincia no patacho Smulaco os 76 barra de pl-
vora de que trata o meu officio de 9 deate mez.
Entretanto recommendo nesta data ao mesmo
director que contrete novamonte a remessa da eenga com vencimentos, na forma da lei: oelo
a provincia das Alag as, psr conta do ministerio
da marraba, no primeiro vapor que seguir para o
i DJJuTenci Augusta Guimariea de Lemos,
mulner do f cirurgio do corpo de sade da ar-
mada, Dr. Joio Pinheiro de Lemos, embarcado
actualmente no hiate Rio Formoto ali estaciona-
do, e bem aasim a dous filhos menores do mes-
mo doutor.
Mandou-se tambem dar urna passagem de con-
vez para o Cear, a Francisca Mara da Concei-
gao.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Io secretario da assembla legislati-
va provincial.S. Exc, o Sr. vice-presidente da
provincia, manda transmittir V. S., para serem
presentes assembla legislativa provincial, 40
exemplares do organiento da receita e despeza
para o exercicio de 1861 a 1862. 40 ditos do ba-
taneo explicativo do exercicio prximo Ando, e
outras tantas relacoes das causas executivas da
fazenda.
DKS-ACHOS 00 DIA 12 DB ABRIL DB 1861.
lequerimentot.
Antonio Flix Pereira.Informe o Sr. comman-
dante superior do municipio.
Bacharel Antonio Witruvio Pinto Bandeira e
Accioly de Vasconcellos. O supplicante obteve
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
quartas e sabbadoa a ljFaria.na sus livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
referida plvora no primeiro navio qne para ahi
seguir, tendo em vista a maior economa.Offi-
ciou-se ao arsenal de guerra para o fim cima io-
dicado.
Dito ao coronel commandante das armas.Sir-
va-se V. S. de expedir as duas ordens para que
emaoha, s 7 horas do dia, se apresentem na
staco das Cinco Pontas dous soldados de caval-
laria para acompanhar o pagador da companhia
da estrada de ferro at onde convier.
Dito ao mesmo.De conformidade com o final
da loformago de V. S. de 18 de marco ultimo
sob n. 391, cumpre que o Dr. Manoel A Ivs da'
Costa Brancante, continu no servigo da enferma-
ra dos menores do arsenal de guerra, pira o qual
fqra anteriormente designado por esta presiden-
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar pflr
a disposico do juiz municipal da segunda vara,
uma praga montadajara as diligencias neeessa-
rias prxima futura sesso do jury.
Dito ao capilo do porto.Fago apresentar a
V. S.. para ser inspeccionado, o recrula Antonio
rerreira Lima.Commur.icou-ae ao chele de po-
lica que o remetiera. r
Dito ao inspector do arsenal de marinha.De
conformidade com oque V. S. informou em offi-
cio de hontem, n. 99 ; o autoriso a admittir na
companhia e a^rendizes artfices desse arsenal
o menor Francisco Candido Carneiro Monteiro,
urna vez que sejam satiafeitas aa condicea, que
v. S. indica no inal do sitado officio.
Dito ao mesmo.Logo que houver vaga na
ompanhia de aprendizes arlices desse arsenal,
mande V. S. admittir nella o menor Juveoal de
-que trata o proredor da santa casa de misericor-
dia do Recife, no officio sobre que versa a infor-
magao de V. S. de 8 do correte, aob n. 96.
Communicou-se ao mesmo provedor.
Dito ao chefe de polica. Recommendo V.
S. que se sirva do exped r suas ordens, afim de
que se nao recrute individuos empregados no ser-
vigo da estrada de Trro, e que pela 10.a das con-
digoes que se refere o decreto n. 1,030, de 7 de
agosto de 1852, estao isentos do recrutamento.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. engajar no corpo sob seu comman-
do, o paisano Joaquim Manoel da Costa, que, se-
gundo o attestado annexo ao seu officio de ho-
je. sobn. 160, foi considerado apto para o ser-
vigo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti V. S. a inclusa eonla em duplcate,
que me foi remeltida pelo presidente do conse-
lho administrativo do arsenal de gaerra com of-
ficio de 10 do torrente, sob n. 29, afim deque
mande pagar a Jos Baptista Braga a qaantia de
1449, em que importara seis cornetas de toque
por elle vendidas a mesmo conselho para o ba-
alho n. 43, de infantaria da guarda nacional do
municipio de Serinhem. Communicou-se ao
presidente do supradilo conselho.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo em considerado o estado difficiente dos
cofres provinciaes, e a impossibilidade, que disto
se origina, de realisar actualmente qualauer des-
peza, anda monos avultada, tenho resolvido fa-
zersobr'estar a arrematagao, a que se tem de pro-
ceder por essa repartigo, da obra do calcamento
do campo das Princezas, ra do Imperador e
praga de Pedro II inclusivo, at que o Exm. Sr
presidente nomeado para esta provincia, apre-
ciando devida mente a nacessidade desse calca-
ment, e os fundamentos desta minha resolueo
delibere a semelhknle respeito como entender
conveniente: o que communico V. S. para sua
eciencia e direccao.
Dito ao director geral interino da Instruccao
publica.Concedo a autorisago que Vmc. pedio
em seu officio de 10 do correte, aob n. 98, para
admittir um colaborador, afim de coadjuvar o
secretario dessa directora no servigo da respec-
tiva secretaria, venceudo a gratificagio do 50
mensaes, e pelo lempo que fdr indispensavel.
Communicou-se thesouraria provincial.
Dito ao mesmo.Em vista de sua informagao
de 10 do correte, mande Vmc. admittir no col-
legio dos orphos o menor Antonio, lho da viu-
va Mara da Annunciagao Cavalcanti, i que se
refere o requerimento e papis, que devolvo.
Dito ao juiz de paz mais votado do Io diatricto
de Itamarae.Constando de officio da cmara da
cmara municipal de Iguaraas, que nao fra
installada em lempo a junta de qualicagao des-
sa freguezia, recommendo Vmc. que, fazendo,
como lhe cumpre, a convocagio do art. 4 da lei
no dia 19 de maio prximo vindouro, que para
isso designo, e prosiga nos de mais termos do
processo da qualificago, ludo na forma dasleis
m vigor.Communicou-se cmara municipal
n aquello districto.
Dito ao superintendente da via frrea.Trans-
miti por copia ao Sr. superintendente da estrada
aviso expedido pelo ministerio da fazenda de 22
de margo ultimo acerca da transferencia das ac-
goes da mesma estrada de ferro.
Dito sos emprezarios da illuminagao i gaz.-
Recommendo Vmcs., que com urgencia man-
que nao tem lugar o qae requer.
Anna Thereza de Jess.O Blho da supplican-
te poderi ser admittido na companhia do apren-
dizes marinheiros do arsenal a que allude, que-
rendo. 'H
Paulo da Conceigao Ferreira. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
Francisca Mara da Conceigao. Drija-se a
agencia da companhia brasileira de paquetes i
vapor, a quem se expedem as necessarias or-
dens.
Francisca de Paula do Reg Barros. Apr-
sente o menor ao Sr. inspector do arsenal de
marinha, a qoem se expede ordem para attender
a supplicante.
Francisco Carneiro Hachado Ros.Informe o
Sr. thesoureiro das loteras.
Fielden & Brothers.Requeiram os supplican-
tes por intermedio do inspector do arsenal de ma-
nnha.
Joo Hypolito de Heita Lima. Informe o Sr.
director das obras publicas.
Juvina Augusta Guimaraes de Lemos. Nesta
data se expede ordem aos agentes da companhia
orasileira de paquetes vapor para mandaren!
transportar a supplicante e a seus dous filhos so-
mente.
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo.
Passe portara eoncedendo a licenga com a con-
digao de o supplicante deixar pessoa idnea que
o subslitus.
Pedro Rodrigues de Souza. Requeira ae ins-
pector da thesouraria provincial.
Rosa Mara daa Morcs. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Rita Mara de Jess da AnnunciagSo.__Infor-
me o Sr. Dr. chefe de policia.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
PAB1S
4 de marco de 1861.
Frange.Discusso sobre a resposta falla do
throno.
Italia O parlamento e o novo ministerio.
Polonia.As promessas do Czar.
Prussia.A questo dinamarqueza.
Turqua.A Syria.
Movimento annexionista da Jonia.
Sao estes os fados, de que me vou oceupar na
presente earta.
A Franca parece ter voltado esses bellos tem-
pos da discusso livre e da lucta parlamentar.
Ella teve occasiao de ouvir patarras que para
ninguem serao perdidas.
O corpo legislativo discatio o seu projecte de
resposta ao discurso de Napoleao III. Os debates
coroegaram 11.de margo.
A8j o senado tinha adoptado a sua resposta
pela maioria de 126 votos centra 3 : e 9 foi por
urna deputago levada presenga do imperador,
que se dignou responder :
O novo dreito concedido aos corpos polti-
cos para examinarem livremente todos os actos
do governo, teve por fim esclarecer o paiz sobre
aa grandes quesles, que hoje oceupam os ni-
mos. A discusso dovei provar-lhe que, apezar
das difficuldades suscitadas no eslrangeiro pelo
conflicto de extremas situagoes, nunca abando-
namos ,um s dos interesses oppostos que se tra-
tara de garantir. Minha poltica ser sempre
tranca, firme e ieal. A resposta do senado ap-
prova a minha conducta no passado, e exprime a
sai conflanga em mim para o futuro. Agradeco
ao senado. *
No corpo legislativo os defensores do poder
temporal apresentaram-se tambem em oampo
todos os seus discursos se pdem resumir no se-
guinte ponto : o restabelecimento na Italia do
ttatu quoante bellum.
O Sr. Keller, deputadopela Alsacia, se fez so-
bre todos notar pelo acceuto de conviegao com
que manifestou as suas paixes religiosas. Se-
gffado o seu modo de pensar, o movel de Napo-
leao III na guerra italiana devra ter sido o re-
celo do assassmato e da revolugSo. Urna cilaco
aa carta de Orsini, encaixada muito i proposito
uma analyse dos acontecimenos no ponto de vis-
ta exclusivo dos interesses do papado, provoca-
ram da parte do Sr. Billault. ministro sem pas'a
um discurso que foi em tudo correspondente ao"
discurso pronunciado no senado pelo principe
O ministro procurou esclarecer esta verdade
que na questao da Italia havia um outro iote-
a liberdade da imprensa, e uma reforma do poder
municipal, que d ao suffragio universal sua for-
ga pela sinceridade das operagoes eleitoraes. e
respeito da lei. Os Srs, Julio Favre e Entllo 01-
Iivier sustentaran! a emenda, e o flzeram com tal
moderagao e ardor contido nos limites conve-
nientes, que os seus discursos produziram pro-
funda aensagio, al mesmo fra do recinto da
cmara.
O Sr. Jnlio Favre o chefe actual dos advo-
gados de Paris ; sua diegao elegante, e eloquen-
cia real grangearam-lhe um dos primeiros luga-
res as assemblas polticas, assim como na ad-
vocada. Comecou censurando aos redactores da
resposta falla do throno" por terem elaborado
um trabalho de admiracao sem reserva, de con-
nanga illimilada, e de abdieagao de toda a inicia-
tiva em proveito da sabedoria do soberano I Ceu-
aa singular I Esse poder immenso que foi ha dez
anuos saudado como o restaurador da autoridade
sem limites acaba de chegar um resultado ines-
perado, semeando na Europa e ahi fazendo ger-
minar a doutrina do dreito popular, rom pendo o
jugo fatal dos tratados de 1815, e destrundo a
propria autoridade das velhas monarchias i
A Italia foi libertada pouco maisf u menos pe-
las armas francezas ; a casa dos Apsburgos foi
lorgada a sslvar-se eoncedendo aos seus povos
urna constituido que o seu mesmo interesse oxi-
gia; a Russia despedagou por si as cadeias da
escravidao ; e esta Franca que traga com a sua
mao poderosa a formula da emancipseo huma-
na, nao pode consentir em ser o apostlo armado,
o paladino da liberdade fra das suas fronteiras,
renunciando para si o mesmo beneficio I
Nao I o contagio muito forte I A Franga co-
mega a comprehender que para uma nagao ele-
var-se e engrandecer preciso que seja arbitra
dos seus deslinos; e que confla-los anda do
mais digno uma loucura criminosa que ser
um da expirada pela desordem moral, e por nor-
mis convulges materiaes; conscla deste sen-
ilmente fez ouvir um murmurio, a que nao rnos-
trou -se surdo o'imperador, o qual querendo o
concurso e apoio da nagao as graves complic-
goes da poltica exterior nao duvidou suieilar-se
ao seu exame e censura. Eia aqu explicido o
acto de 24 de novembro de 1860.
Logo quando se toma uma responsabilidade
cumpre nao recuar perante as averiguagoes: de-
ve-se ao contrario guardar ama lioguagem fir-
me, conscienciosa e franca, sob pena de se nao
satisfazer ao mandato. Assim pois o Sr. Julio
Favre apresentou perante as cmaras esta ques-
lao, a saber: se as inslituiges que regem a
tranga nio se seham actualmente em completo
antagonismo com a ordem creada e inaugurada
pelas dehberagdes publicas dos representantes do
paiz. Os grandes principios de 1789 se leem,
verdade, estampados no frontespicio do templo ;
mas penetrando no seu interior encontra-se uma
ordem de cousas que i muitos respeitos um
completo desmentido a esses principios.
Isto nao pode durar; nao devem subsistir leis
excepcionaes, e nem a lei sobre a seguranga ge-
ral de 28 de fevereiro de 1858 deve continuar a
ser uma ofifensa liberdade individual, subordi-
nando fantasa de um ministro, ao arbitrio de
um prefello, um cidado qualquer que arrancado
ao seto de sua familia, arrancado s suas affei-
goes e aos seus negocios, e langado sobre plagas
estrangeiras, pode all morrer de miseria e deses-
pero. Esta lei deve desapparecer como um iriste
residuo das discordias civis do paiz.
Outra modificigao cumpre fazer-se as insti-
uigoes: para com franqueza penetrar as vistas
iiberaes o governo deve dar vida ao poder muni-
cipal nesta hora sobretulo em que se acha elle
singular e pengosamente humilqado. Os maires
e os seus adjuntos sao delegados nao das tora-
munas, mas da autoridade soberana ; daqui-mas-
sas absolutamente desinteressadas dos negocios
do paiz. A eleigo a escolha eita pela nagao
dos mandatanos que devem averiguar os actos do
poder executivo; mas a eleigo nao livre na
rranja. Nao ha um ponto em qae a nago vote
por si mesma, nao ha um ponto em que os dados
e as probabilidades sejam iguaes entre os candi-
datos. Ha dez annos a esta parte que se echa
muito adoptado o systema de candidatos do go-
verno, de sorte que no recinto da cmara, cuios
m?mJro^.eTem ser elei,os Pel uffrsgio univer-
sal, de 260 representantes apenas dtz l pode-
ram entrar batendo os candidatos administrad
vos que enconlraram no seu caminho. S
administragao, e mais a ninguem, cabe a gloria
pelo bom xito das candidaturas officiaes; por
toda a parte o motreno o homem da commu-
na, mas sim o homem dofgoverno, que nao pode
eximir-se de volar com o governo sob pena de
ser demittido. Existe uma povoajo que se faz
sentir de um a outro ponto sobre populages in-
leiras, sobre as communas ruraes, cujos campo-
nezes rnraluia d r-,.j ..___'_,.sZ*v
?JZ2tt2Z?2L" llmi,aTa Ponto-que os
i-r .i lemm er 'esponsabilisados, porm
^?t!i.!r d08''.e" ums P,la" lue *
por todas cumpria acabar com esse systema de
advertencias. Lembrou este pensament que Na-
? i .l Crereo seu irmo Jos chegaodo ao
rochedodoaeu exiUo :- Dizvi a meu lho que
le Franga tanta liberdade, quanta igual-
dei eu Finalmente o arador termi-
Napoleo
dade lhe
non com esta bella apostrophe feita
se o arbitro de
dem fazer os concertos de que precisa o cano que
conduz ** "--- ------* *
. ,*'*.A,)?ra lamPeao do estado maior do
quartel do 10. balalho de infantaria, o qual se
acha dissoldado, segundo me communicou o co-
4era, sob n. o03. Communicou-se
-coronel.
o referido
Portaria.O vice-presidente da provineta. at-
tendendo ao que requereraq, Amorm & Irrnos.
consignatarios do brigue nacional Mafra, resolv
conceder permissao para Joaquim Ramos de 01U
veira matncular-se, independenle do aprrsenta-
?ao de carta de piloto, como capito do referido
brigue na viagem. a que est destinado para o
io brande do Sul; devendo o mesmo capiUo as-
signar termo na capitana do porto, pelo qual se
obligue a exhibir predita carta para outra anal-
quer viagem. *
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes rapor mandem dar transporte para
resse ii attendor-se, que nao o interesse temporal
s soberanos pontfices : quer entregar Italia
o cuidado de organisar-se si mesma, convir
que nem a Austria nem a Franga se deveriam in-
iromelter as suas ajrjtages, foi localisar a guer-
ra circumacrever arevotugo. que seria inevita-
vei, loi linalmente impedir que o incendio se pro-
pagasse por toda a Europa. E declarou mais
depois de ter protestado os seus sedimentos ca-
tholicos, qae o governo pontifical cania, como
lodosos governos do mundo, sob o golpe da dis-
euaMo. que como todos era responsavel por suas
tallas, que de tacto nao subsista seno pelo con-
5.S ",r,Dge,r0' e "ue a Fran5a "a Podia, nao
devia mesmo fazer-se eternamente em Roma a
sentinella de ama poltica que ella desapprovava.
Antes do Sr. Keller j haviam feito os seu
disursos man ou menos amargos e violentos os
Srs. Flavigne, Kolb Bernard, Segur. Lamoignon e
Piehond : estes enhorca prolestsram em Bomed'o
papado temporal compromellido e entregue sem
aefeza s garras de rerolugo ; mas como todos
os seus sectarios limitaram-se smente protes-
tagoes, e gaardaram-se de indicar ao governo um
meio prabeo de sustentar e firmar essa autorida-
de temporal, de quem sao elles impotentes de-
Entre assesses, a mais arare e importante foi
a sesso de 14 de margo. Nesse dia a discusso
foi movida por uma emenda apresentada pelos
rr,jf *."! Pnmon. Henon, Picard e OUivier,
lendtnte abrogacao da lei de seguranga geral
nezes recebem das mos de commissarios da po-
aa i" ehaPa..ue 9e 'n adoptado como a ver-
dadeira, e sao acompanhados por guardas ou
vigas at a sala das eleiges. Fra doa candi-
datos officiaes ninguem mais se pode apresentar
sem que encontr da parte da administrago me-
aiaas aa mais hostis, sem que passe pelo dissa-
bor de ver os portadores das suas chapas presos
algu-nas vezes, e perseguidos sempre.
Este estado de cousas aflictivo, subversivo
inquietador, elle constitue a mais completa ne-
gagao dos principios sobre que o governo preten-
de apoiar-se, e que devem fazer a aua forca.
Nunca aseleigoes municipaes deram lugar a tan-
tas quenas e reclamages como no anno passado.
Isto deve servir de uma advertencia do governo
alim de que este providencie de sorte que as elei-
ges no futuro sejam livres de toda a especie de
pressao administrativa, e acabada por uma vei
essa mama de candidatos do governo.
Uma outra reforma igualmente urgente a
substiluigao por um rgimen legal do rgimen
arbitrano que mata e deshonra a liberdaSe da
imprensa.
O Sr. Julio Favre assim termnoq : a E duan-
o que soffre. espera e confia, a Fanga tem visto
formar-se no seu aeio um grande partido, urna
opimao que domina todas as oulras- a opinio
SmS S60? de 8arantias o um regin le-
gal abominando a toda a espede de eicravidao
violenc.a. tyrannia, e revolugo I.... Esse gran-
de partido da leg.lidade, que formado de todos
ho0,lT8i.geDer0S08' de "'d0* quelles que sa-
bem trabalhar e economisar, de todas as intelli-
genc-as finalmente, esse grande partido, dio
aquelle com o qusl combatemos o estandarte ver-
me ho em todas as suas dobras facciosas em que
.-W" fb0".maT0 Plvras de dictadura e es-
cravido I Nos o que queremos, o que pedimos
jajfj d legalidade. um rgimen de ho-
nestidade, ou nos venha elle do povo. ou
venha do throno. E* isto tambem o
Franga I
Lt3 dKU.rS0 S/'. B"che, preaidenle do
522!?l?.0e.e',.ad2' ?ini8tr0 Km Pasta- deu urna
"01* hbil, cuja moderagao foi re-
"h",d" Por ?oo*ro membro da opposlgu-
o Sr. Emilio Olhvier. Este ultimo fez iustica w
acto espontanee, de de novembro ;e disse aSa
viSm r-; CrCi \bn 'S leis PoHtica. o 2e!
viam ,er considerados com um acto sedicioso:
pois que convine sob pena de inQorrer 2 U
'JE'0. sl "D>"o de uma naci de
do.uuu.ooo de habitantes, quanda se tem sido por
ella aclamado, quando, gragas ao poder immen-
so dessa nagao, se dispoe de mundo neste senti-
doque para qualquer lado para onde se incline
se faz pender a forluna, quando se e primeiro
entre os soberanos, quando se tem adquirido da
iortuna todos os seus favorea a ponto de tudo con-
seguir-se, quandohere delegeoda-se sahede
urna priso para montar ao primeiro throno do
universo, quando se tem conhecido todas as do-
res e todas as alegras, que muilo gozar-se
anda de outra alegra ineflavel. que excede a
todas as alegrias de que se tem gozado, e que d
uma gloria eternrcomo_a de aero iniciador co-
rajoso e voluntario da liberdade no seio de um
grande povo?! >
Em seguida passou para ordem de da a discus-
so sobre as emendas relativas votaco do or-
camenlo. A primeira dessas emendas fot no sen-
tido de que a volago devia ter lugar por cap-
tulos e por artgos ; a seguida que fosse s por
captulos ; ficou prejudicads b primeira. O Sr.
de Magne, ministro sem pasts, fez aos deputados
urna exposigo do estado financeiro do paiz ;ex-
posicao que foi recebida com satisfagao. Da se-
gunda emenda apenas combateu elle a inoppor-
lunidade, declarando que a proposigao ainda que
melindrosa, seria seriamente .examinada na pro-
f'a 8essao: esse adiamento implcito foi aco-
lhido por numerosas demoostrages de appro-
Tambem vieram a discusso nessa occasiao a
colonia argentina, e as administrages munici-
paes de Paris e de Lyon : e finalmente passou-se
questao romana. O Sr. Julio Favre, sempre
em campo nessas discusses solemnes e impor-
tantes, manifestou quaoto era impossivel conser-
var-se ostatu quo em Roma, e quanto era ur-
gente a medida de relirar-se dali a guarnigao
franceza que, sahindo, veris cahir sps si em
poucos momentos uma inslituicao' que nao existe
e que nada pode resuscitar. '
Em uma palavra no dia 22 o corpo legislativo
votoua resposta falla do tbrooo por uma maio-
na de 215 votos contra 13. Esses 13 votos foram
d0..P"1"10 ultrs-legitimisla, edopardo ultra-
cathoheo. A' 23 uma deputago composta de 50
membros foi as Tuilherias apresentar essa res-
posta ao imperador.
Na Italia s restam agora dous pontos oceupa-
Pr rPa> estrangeirasRoma e Veneza. A
partida do corpo de oceupago francez parece emi-
nenle. Em Turin encarara j a questao romana
como resolvida, e agora s se oceupam dos ar-
mamentos exagerados da Aintria. A' 15 de mar-
go correte a cmara italiana decretou por unaoi-
midade que fosse dado a Vctor Emmanuel o ti-
tulo de < rei da Italia.
E'este um dos maiores successos da epoca.que
abre urna nova era Pennsula, e faz um povo
livre da naco dividida eopprimida, quo no man-
pa geograpbico passa a oceupar de hoje avante
o lugar de um grande e poderoso reino. Acei-
tando o seu novo titulo Vietor Emmanuel assume
a inteira responsabilidade dos actos e do dreito
dos Italianos: approva, saneciona e se declara
prompto a defender fudo o que se tem feito
despeno dos tratados estipulados ha 46 annos
contra a independencia dos povos, e sobretudo
contra a independencia da Italia.
Os representantes da grande patria italiana des-
pedagaram officialmenle os tratados de 1815 ape-
zar das esteris protestages dos gabinetes, apezar
58e! ,,ameD,os obstinados que a diplomacia con-
cede tudo o que cahe. Mandatarios de 22,000,000
de seus coneidados nao tardaro elles a fazer
com as suas sabias deliberarles essa patria indi-
mivel e independento de uma a outra extremi-
dade do seu territorio.
O acto que proclamoa Vctor Emmanuel c rei
aa llalliii fez desapparecer o reino da Sardenha,
e pola nao existiodo mais este reino une ministe-
rio sardo era uma anomala. O Sr. de Cavour
comprehendeu este ponto perfelamente, e para
que um ministerio italiano viesae tomar parle
com o parlamento na direcgo dos negocios do
paiz, foi dada a demisso a todos os membros do
gabinete do Turin, o seu chefe encarregado de
constituir um novo ministerio, a que procedeu da
maneira seguinte :
da nova organisago do reino, que encerrara as
rt8. S8 CODrcessoe9 I reconstituico do conselho
mi.nil- r- ,C0.mPlela na educagao publica,
municipalidades eleitas pelos cidados. emfim
urna sorte de cmara consultiva convocada por
fori.Pr.,^e,Pr0, em que 8e P'opozesseeexaminasse
5J* reformaa a tentar bo ramo da admiois-
i/QS8,r^ni0?,arni0S a 01a Puco anles veremos en-
tre os incidentes desse episodio uma pequea
Pnni5ra5,0x ',nlre P"nc'Pe d8 Gotbakoff e o
conde Andr Zamoiski. presidente da sociedade
ffj e a m." dt> moi"nento nacional hoje es-
l!k f ndM.'J|,r0T",!M da Polonia des-
membrada. O principe agradeca ao conde por
ter msntido a tranquillidade na cidade no dia do
luneral das victimas : o conde respondeu que
elle devia agradece-lo aos estudantes. q
Convm que o seu servigo contine.
Elles teem mais o que fazer
7lLu?"1,* Pro7*e'. rpcou o principe,
que toda a cidade vos obedece.
O conde nao respondeu.
vortmnna!.dB eaia3' C0Dlinuou o principe, nao
vos temo, principalmente agora que tenho tro-
Estamos promptos a receber vossas balas.
Jiavemos de baler-nos.
anZ^.aJax"l2ros' .nao D08 havemos de bater :
omento vos que haveis de bater-nos.
Se queris armas, fornece-las-hei.
Nao nos serviremos dellas.
E depois eu sou o Gotshakoff de Sebastopol:
nunca perco a minha senha. .
. O imperador decidir.
.iZZ Hei de aqul Gc,r em qosnto liver tropas,
anda mesmo que esse reino seja convertido
n um mnntao de ruinas.
..T^ imPerador decidir, repilo. Elle tem dous
partidos a tomar: ou ser o maior homem do se-
culo, restituindo-nos uma patria, ou ser* a exe-
cragao do seculo convertendo a Polonia n'um
montao de ruinas !
Estas palmas trocadas entre os dous passam
por serem de perfeita authenticdade, e ellas nao
deixam de ter o seu alcance. As manifestares
continuam, e j se falla em substituir o principe
de Gotshakofr por outro governador.
O manifest relativo escravido foi publicado
a 19 de marco em S. Pelersburgo. e lidb debaixo
oe grande solomnidade nos pulpitos de todas as
igrejas do imperio. Segundo delle se pole col-
ngir a sorte dos rsticos parece nao ter soffrido
uma transformagao radical. Os senhores con-
servam os seus direitos de propriedade sobre o
solo : os rsticos nio passam de usufructuarios :
poderao adquirir herdades. mas nao em virtud
de um direilo; e essa mesma acquisigao nao po-
derao fazer, seno mediante a approvago e o
consenso do possuidor feudal. Esta legisago
mais um melhoramento as condiges da escra-
vido. do que o libertamento da mesma escra-
VluOO.
Ninguem sabe se ns Hungra est a chave dos
successos desta primavera, e se ella se erguer
para reinvidicar a sua independencia : o c*rto
que a commissao executora do comido de Ko-
morn declarou que a Hungra nao devia mandar
seus representantes ao parlamento ou pan me-
hor dizer ao conselho do imperio austraco : ella
lo a. sua esperanga em que nao ha-
redigido contra o protectorado inglez, memorial
que era dirigido aos governos e povos da Europa.
o lord commissano dissolveu a cmara, e esna-
gou a sua
. e espa-
convocagao para dahi a seis mezes.
Urna pcticSo corre de mao em mi na Jnnia para
ser asaignada. mais uma questao que vem
unir-ae a tantas outras que agitam a Europa.
Na Inglaterra a familia real se acha em
aduqueza deKedt. me da rainha Victoria
luto
.-_.&-------"-", tuoo ud rainna victoria, SUC-
TJf.tv m "nae5uencia de um cancro. Ella era
ainrm1l,a,dfCol?Urg08' e hovera desposado o
principe de Leiningen antes do duque de Kent
Na occasiao deseo casamento o duque, que nao
se considerava favorito da corte, era excessiva-
mente pobre ; e por occaaiio do nascimento da
ft1,"?" empregou toda a sua coragem
vindo Inglaterra, apezar do muito que era im-
prudente essa viagem, afim de que a crianga nas-
e&!%!aS p,u; dioheiro preciso paaessa
viagem lhe foi emprestado por um inglez, que
,uaid8 Da epoea. da fO'Co da rainha foi
mrS I 2 VlM de barone,' A du1
fZT,f ,f !5 eslenme2' conlaTa 4 75 annos : era
m;nnnVe!.d0i *lfk"\ Segundo o costume foi
US* d.8 S> Pau, 1ue a"nnciou ao po-
vo a fuuebre noticia. *
G M.
JMLERIOR.
Bio Grande do Sal.
/,or.oAfore,29 demarco de 1861.
A. pouca demora de 10 horas que tem nesta ci-
",d,5.\*"p0r q8 """ "8 mal" da cdr,e "Se-
gunda viagem do mez, d apenas lempo de Ier
por alto as noticias que do os jornaes e de mo
K2I 15 P0bre correspondente que Tem
obngsgao de informar-se de tudo que por ci vai
occorrendo. Tem elle necessidade de colh-r as
impressoes que causara as noticias viudas dahi
e de formar seu juizo sobre asopinies que os di-
versos grupos da trra aventara sbreos aconle-
n. 9 r : POr.tm como aze*l em tao curto es-
pago T Era melhor que se supprimisse esta segun-
y_VffM>aia><' poder a companhia fazer aqu
m.??Iar-/omenos por 24 horas uteis, o vapor
que tem de levar as malas do fim do mee.
Nao espere por esta causa que lhe
cousa: apenas limitar-me-hei ao
prompto me fr occorrendo.
lhn/SJ- assemb,la. Provincial seus traba-
nr.S i .''Los'-c.on sonando os orgamentos
S fr i e.mu1I"c,Pa,. votondo a lei de fixagao
.5a Policial e o subsidio do seus membros,
que foi elevado a 10 por dia.
Assisli a todas as discusses, ouvi com moita
?i !af ',inmo* oradores que tomaram par-
1?2ZH*~l ecoofesso-lhe que me maravilhou
fhn.^.e. boai atDS0 1ue PwMio aos traba- .
Ihos legislativos desta assembla.
rS fo-' '"'emunha, como eu. das mutuas-
f, rai?S?.0eS.que 8e flMram 9 Parldos durante
se levanta" .'m00/"" qU.6 D0 CorDO 1*1'
li "VBW-,BnMI tormenta ; o contrario
2^2i d'scut.r.m com calma, respeitaram-
se os partidos, e concordaram oa adopg&o das me-
didas que o Interesse publico aconselhava.
:. nf U.enltem atshuido esse resultado ausen-
b car 2*"fc 0 .I? O P-
diga muita
que mais de
vori nn n.. .,_..------- "" H" 1" UO ISCItVXti
gyare assaz esquecido dos seus devores para eV* hSS!^lSi^tSSt ?***& das
" VJS ? fa cellar esse mmiJ. ""* I S a fatr*J?.' Z^3*&1 *F*'
. agit,r-se desraedid.raen- %^^\S^!^%Z
Nao hartado tachygraphos, esquecem essas
) do interesse publico. Ata
DOS
quer a
samen lo franco e Ital tobre os interesses do pala; o
c.Pd r^i^'r f p,,am P'ra explicar-seP.cer: aMi(
mi^SS"? d .imPren" Ho pedia nao
Uberdadt ahwhita, mas o rgimen legal;-que
Elle (conde de Cavour) na presidencia do con-
Hn-iJ!?" ne?.cios estraogeiros. t na marinha.
ningnetti do interior, o general Peruzzlnas obras
publicas, Bastogi na fazenda, de Sanclis na ina-
truegao publica, Natali no commercio, Nieetta mi-
nistro sem pasta. Os tres ltimos ministros per-
tencem s Duas-Sicilias. F
Era Roma contina a agitago, cresce a effer-
vescencia popular. O general Goyon tem-se vis-
to na necessidade de recorrer medidas energi-
fr/n?,"*! Pder,, coDSfgu'r que os nimos esperem
tranquillos o desfecho de todas essas cousas :
grandes reorgos estacionara as pragas publicas
numerosas palrulhis gyram pelas ras, cora offi-
ciaes sua frente. Em Civila Vocha e Velletri
oefora-se grandes manifestagoes.
Os jornaes estrangeiros annanciam como deci-
dida a remessa de novos reforgos ao exercilo da
i Mlfftt
Os successos ltimamente havidos na Polonia
e de que j demos noticia na ultima correspon-
dencia, hao repercutido em todas as classes da
populagio poloneza. Uma petigo coberta de
milhares de asignaturas foi dirigida ao Czar pe-
dindolheaconstiiuigio de 1815. Alexandre II
respondeu a essa petigo por um rescripto dirigi-
do ao principe Gorlshakoff, em Varaovia. rescripto
que pode resumir-se pouca mais ou menos nos se-
grales termos:
A petigo deveria ser considerada nulla. e
nio sor attendida : todava quero que a motivasse
um simples momento de enthusiasmo. Todos os
meus cuidados so concentrara as reformas ne-
cesitadas segundo a marcha dos lempos, e des-
envolvimenlo dos interesses. Todos os meus sub-
ditos sao objectos de igual solictude da minha
parte : a lodos tenho feito beneficios iguaes de
um melhoramento progressivo : conservo as mes-
mas ntoncdes, nutro os mesmos suotimentos para
com todos, e tenho tambem o direilo de contar
que elles nao se mostrem descontentes nem pa-
rausados com pedidos extemporneos ou exage-
rados, os quaes nunca poderei confundir com o
que realmente considero sea bem. Continuare!
a preencher os meus deveres, nao sapporlarei a
mnima desordem material. Sobre aemelhante
terreno nada se pode edificar; aa aspiracSes que
ah procurassem um apoio seriara de ante-mao
condemnadas a perecer : deatruiriam a conflanca.
e nada mais larianj do que encontrar uma severa
peprovegio, pola que seria isso axer o meu paiz
recuar aa via de um progresso regular em que
meu lavariavel deaejo conserva-lo*
principa Gotshakoff oonvocou os principaes
r^rM tLP1iS0' UU *{.
rescripto imperial, promeltendo-lhea quesera
aoraajMBte. nmdo da S, petersbarga um plano
A Austria continua
te na previso de uma nova guerra : trabalha-se
as fortalezas, minas sobre minas sao construidas
no Adritico para defender a entrada das barras: questes
se achara em marcha para l. Os carainhos dade aribun .Umfl "em da h.ber"
Esta altitude ameagadora da Austria explicara
Dita hom si allil.i SS^ **"+* da F"Dca em Roma, provincial que raerecem especial
elevado o imposto sobre o charque e couros a
A_lg-U-a8-au,oriaSes passaram na assembla
menguo : est
ncanoo all nao s para proteger a pessoa do sobe-
nonrntl ,a ... augmento chegar a 200:000. Foi a preeiden-
uperou-se definitivamente na Prussia um rom- 0la aulonsada a garantir o uro de 7 / aos eani-
pimento entre o partido constitucional e os de- taes que forera empregados por qualquer emore-
mocratas: esse rompimento determinado 8 des- sano ou companhia na distribuigao das aaua
l!?'8. ?,S.B*a e8.m"" ^0S dPulad> por "osla cidade, podondo alm disso coneeder o pri-
2D,Aa,0Volen.l Sr de,w,nck contra os li- "legio de receber por determinado lempo certa
nniu; I,-8 Ju,8ados "a favoravelmente pela qe ser fixa no regulamenlo. S assim po-
f?m P ua anham terreno todas as vistas :! der esta cidade ser abastecida de agua potavel
fazem tnumphar aeus candidatos as eleiges, ao de cuja falta tanto se resente P-vei,
de1Sntqr.08nCa!ndda,-0ld0- mDS,etio Ta endo | Esa indicagao foi apresentada no relatorio da
fnr/. A ?' de sch,eDl,z 'oniou a sua des- presidencia, e consta--nos que se tem mandado
iorra conspirando-se contra o jornal Gazela do fer os necessarios estudos para levar a effeiio
Pvo. obra. Dzem-ma aun <> >im ,i, :^.j_ ..
O estados de Holstein
teem inaugurado a sua
sesso pela nomeago de um presidente e de um
vice-presidente, conhecidos por serem muilo nos-
ns a Dinamarca. Elles acabam de receber do go-
verno de Copenhague as seguinles propostas : O
gabinete dioamarquez oiTerece ao Holstein a in-
dependencia da ana magistratura, a liberdade da
imi prensa, o direilo de associago, a liberdade de
religiao, a involabilidade doi domicilios e das
pessoi8, a participago nos negocios d.a mooar-
chia por intermedio de um ministro responsavel
e de uma dieta composta de duas cmaras, emfim
a quota por parte do mesmo Holstein no orca-
mento geral fixada em dous milhOes pola consti-
tlelo era lugar de ser marcada todos os annos
pela representago nacional. Esta exposigo ul-
tima anda toda favora>el ao ducado, pois que o
poe ao abrigo das exaeges que seus represen-
tan tes poderiam receiar da parte de uma maioria
adquirida em favor dos interesses exclusivamente
dinamarquezes I
O governo ottomano toca rebate ; convoca
os n obres, e os seas vassallos para a guerra : to-
dava de presumir que ama insurreigo na Her-
gegovina e na Bosnia nao passa de um preludio, e
que dentro em pouco toda a populagio christado
impeno turco se levantar para dar uma batalha
decisiva lyrannia fantica que a esmaga ha qua-
tro aeculos I *
A Europa nio deve flear por mais lempo neu-
tra, a Kussia falla j por seus jomaos A abelha
do norte e o Invalido runo, em artigos bastantes
Ameagados na Europa, dir-se-hia qae os Tur-
cos buscara uma vioganga na Aaia. Ali os chris-
laos se acham u'uma situago asss critjea.
envolvidos em manifeilagea religiosas, ,'con-
seqoeneta esta muito natural da efervescencia
produzda pela reunio dos 30,000 peregrinos da
Mecca.Se Fuad-Pach mandar auppliciar os Dru-
!0ATf.emn,d08pe,.a '0,tia lurca' 89rt o
m'S*.' j,,0ir,!e,s.'lfancs. A conferencii Eu-
ropea de Paris decidi vista de semeihantes fac-
BhoPr" *r occgPaSao ffweza at 15 dejo-
No parlamento Jonio um depotado pedio ovo-
anUH* 8:,ernad?r f" concebifc nesse mesmo
entido. Um outro deputado leu um memorial
Dizem-me que se acha nesta cidade um
engenheiro civil, vindo dessa cile, a quem S.
" m encarregdo taes estudos.
Tambem foi autorisada a presidencia a ceder
para o seminario episcopal o edificio j ha muito
comecado para o lyceu, e que, depois de ter cus-
tado provincia mais de vinte e seis contos de
res, est por acabar.
Para as obras do seminario exislem no banco r
provincia, agenciados p'elo fallecido bispo.
cerc de 28:000*. e a proveitada aquella ta V
com pouco mais taremos aqu um edificio paracy
seminario episcopal de que tanto carece esto dio
cese, e do qual deve tirar grande proveito, nafa
s a mocidade que se dedica vida clerical, como,
a que houver de seguir outras profisses. /
. Chegou a esta cidade o Sr. J. de Tachudi.'en-
viado extraordinario da confederago suissa, nansa,
corte, que vem a esta provinda examinar o esta-
do da emigrago europea e a condico em que se
acham os colonos aqu estabeleddos. Consta-nos
que S. Excji seguio para S Leopoldo, onde,
comegar os seus exames. Achara ahi esse ca-
valhelro urna populaco de 10 a 12 mil habitan-
Br9a,si^Igea, "' QlhM de8t" J* nscid0 n*
Fundada sobre a base de pequea propriedade
est em tal estado de propriedade que nao tT
Hien.e 8raDde parle da P'O'iacia de gene.or
darfta sMF,Vm eiDila para outras o exce-
dente. S. Exc. seguir depois para a colonia de.
nSl" f.T'.r8 ,8a,b?m ,em Prosperado, e p.r^
onde tem ido os colonos ltimamente vindoav
Sinto que nao visite as colonias de Nova Petro-
polis, banto Angelo e outras fundadaa por parti-
culares, todas sobre a base de pequea propria
nade. A emigrico europea tem tido aqu loda
a animagio, e os esforgos por ella feitos vo sen-
do cordados de felizea resultado.
Pessarei agora a dar-lbe noticias dos ultimo*
acontecimentos da Cachoeira, de que se oceupam -
os jornaes desta ddade. Prccurd informaceat*
des.paixonadas, de passoas que de l vieram. a
Ii eartu dirigidas a outras daqui que relatavnt
os fsetos descarnados e sem com mentarlos irri.
tantas; no entantono pos deixar de dizer que*
apparecem mais cedo do qae se esperara as con
seqaencisa da condescendencia, cWpaixao^fa-
lagio do diatriclo tonocentaado o coronel Hilario,
rs


1)
*t 5
MARIO DI fERHAMWCO^ TERCA. FE*fLA>,16 Cl ABRIL 1 1641
*-
! TOII HTZIZ HU
Felisberto Ourique
no autores dos
e Dr. Goularte, ponalos
comecim* de Sdese1
1ro naquella cidade, e assim s^aMeade na ju-
lidica o bem fundamentada aenAence, d* De. ?-
4hyba, sentenga que leve ahi um valenle susten-
tculo oo vol do iotegerrimo a illutiUsaai a
Jnaaoel. Eis o aso.
Timo sabe, o Sr. Martin Francisca rival do
fcaiJfrfcBr Pedro Taquea pelo dlstriclo do norte, ou se-
gando pela erkisifleaco legal; e ha a-este res-
paito us dMoMespirituoo do Dr. Pedro Taques,
aliudindo ao desafio: e a pegar a moda, nitiguom
de hu em diante querer estar era litigio com
Cuj** ejjmno dia 1 esv.ta a gru
12 hsaaaea atasca rada* adamado seMltara
lateada do eocouol fliluia: v.rteeo toda a
casa, nao o eeonltatts, pe* que aieteemo *. i
testtaaa elle>at)ido para oartta u* faeenda.Pe* tr
usad aesa acta un pardj esoravst da casa que
a aeeuiz oppr a inslita tuca, ev, Hconhsem
airan dos aasaltante, e o rasio dseeotervasara
o Incgnita era desatiere a-se delle. I
Este poa'.o sao tata et avigua4o.
Avisado o coronel 4a e,ue aconteca pe* am
seu hope4e, poz-se em earinho uabas de ca-
vadlo para esta capital, ende- chegou mais aorta-
do que vivo, polo ruedo.
O subdelegado do districto immediatamente
coroparecou no lugar, proceden a corpo de delic-
io e a indagacoes para descubrir o autor ou au-
toresdesse Mentado.
Logo que chegou a noticia a esta capital, o Sr.
conselheiro Anto, solicito como pela manu-
tsoco da orden* publica, ordeno, segundo me
cunda, que partase para aquella cidale urna
larca afia de augmentar o destacamento de hnha
}'i caste ale, e outras providenci aesse sentido
omou, ordenando-so ao delegado de polica que
fosse ao lugar do acontecimento, e com escr-
pulo e energa syndicasse dos. verdadaitos auiore
ou promotaVes desse ousado alternado.
Para vara as cousas nease estado, quando chega
a noticia de que Felisberto Ourique reunir gente
armada na sua esta neta e se dirigir de seu visinho
Carlos Augusto Nogueira da Gama, e como o nao
eaeontrasso, proceden a alguns estragos na casa
e bemfeitorias daquella estancia, declarando que
prociravam o Cartito, fillio daquelle e genro do
fallecido Fontoura. Anda se dizia que espera-
va o teueule coronel Bueno do Gacapava, que a
Me se vinha reunir com gente armada, e assim
esdispunham a atacar a Cachoeira para tomar
contas ao brigadeiro Portfnho e sua gente.
Estas noticias encontrn o delegado quando em
caminho se dirig* com 20 pracas para a estan-
cia de Hilario, adra de cumprir ortfens do chefe
do polica, maa recriando conflicto, regressou
cidade e expedio um proprio para a capital.
Pareee-me que ha exagerado de parte a parte,
mas oque ningu-iin pote duvidar que a Ca-
cboeira tem de ser theatro de scenas bem tristes
Realmente verdadeiro on nao ludo o que se
di*, cumpna reprimir o mal e corta-lo pela raiz ;
' o que fez o presidente, fazendo partir o com-
mandante das armas coro um respeitavel reforjo
para aquella eidade, onde se eslaoelece urna for-
te guaruico. Sabetaos que outras providencias
foram tomadas, e que a presidencia est disposl
a repellir toda o qualquer ruaniestacao de desor-
demou de desiespeilo i autoridade.
Nao falte o governo geral con oenoio que for
mistar, que os desjrJeiroa e turbulento arr#j.ia-
do carrelra. j lado do presdanlo e cliee do
polica cstao os homens sensatos da provincia.
as vesperas da ehegada das noticias da Ca-
choeira linha partido o chefe de polica para Boa-
Vista [des leguas desla capital) para lomar co-
ahecimeuta de violencias e atlentados contra o
encarroado da posta all estabelecida ; as noti-
cias da Cachoeira fzeram-o vcltar, tendo, segun-
da me consta, lomado todas as providencias para
garantir a vida daquelle empregado e a proprie-
dade da provincia a que julgsvam ter incomes-
avel direito os moradores visiohos.
Alcm do que fka dito, teoho ainda. a noticiar-
4he que a 3 deste mez, do crtame do francez
Theophilo Jacob, margemdo arroio Santa Bar-
bara, o allemo Pedro Graimar, embri>gadot fe-
Tio-se no ventre, e depois alirourse n'um poco
onde morreu. A autoridade procedeu s ne-
-cessarias pesquizas.
Por effeitos do vioho o professor publico de
Santa Mara da Bocea do Monte Seveiiano Jos
da Costa, tenlou contra seusdias, disparando um
tiro debaixo do queixo que Ihe destruio boecs e
olhos. A' ultima hora licava a expirar.
alais um brbaro assassinato para roubos : o
empregado da alfandega do Uruguayana Jos Al-
ves de Oliveira Coelho fui accomrnetlido no C\-
po, junto a Ilapetocai, duas leguas da villa, e
depois de o degolarem roubaram algum dioheiro
que levavs. Foram dadas as mais enrgicas pro-
videncias para descobrir-se os assassinos, da-
vendo o juiz municipal do termo instaurar o pro-
cesso. Os jornaes da capital noliciaram qne foi
aasassioado oo Algrete com un tiro na bocea e
depois degolado o tenenle'da guarda nacional
Joan Nagel, esperamos noticias mais circunstan-
ciadas para communicar-lhe o fado com todas
as oceurrencia?.
Fallando nos successos da Cachoeira, esqueci-
xne de dizer-lhe que o coronel Hilario publicou
fio Uercanlil urna correspondencia em que, ata-
cando o brigadeiio Portioho, fa-lo responsavel
pelos novos aconteciments. Quera vio o proce-
der desse brigadeiro a 8 de setembro, quem o
conhece naopoJe acompaohir de certo o juizo
temerario, e sobretudo apaixonado do coronal
Hilario.
Vcu concluir noti:iando-lhe que a 2 de abril
temos a apparijSo de um novo orgo de pubici-
dade, qne pregar as ideas de ordem e modera-
rn, e que sob o titulo deOrdem,ser redigi-
dd, segando no3 consta, pelo Dr. Parar>hos Pe-
deYoeiras.
Estamosnssemana santa, por'ro a chura tem
impedido os fiis de.assislirem celebrado so-
lemne da paiao do Redemptor.
O vapor vai largar, al o otra vez.
(Carta parieular).
outro quanto ao lugar do deputado
OW **m*e fv Wim e coi.
proa)a tu a pratWro. bes fHTlBcia.
prrtido akt anaA aa eaatcra, ser obra
os juues le direito daa romaicas tan
houver relafao, e nao outros axapi
aat anfA ao eaaciUaiaa. o ser obra
el, aatrqno ambo oa twaidBi tem attaa-
qua baan wia#wjaaadaai. a aecesstdjaa
delVoa a* ayOoma raiaoasatajtjwa, ajwamo eosaa
maiaa 6a 6atalaci>a aobra, oa actaao poda*,
Amen ver, apreaidsato rairuvraata j "
lar adiado a aaaeraaato provincial para
melhore, poi coava ovitar djespacoicio 6?
po o da dinhoko, e sobretud o daacrodiaaajoasa
i asi ai ~Io que substituio a dos coDselhos geraesde
ptovinoia. E' rata inatttnico do paig que. eon
todas, cumpre respeitar e resguardar do des-
prestigio, que acampan liar seropre Squelle* que
se excedem ; obriga^o do governo zelarda
rem
nao
privilegiados, como expresso nocMf.
da lei de 3 de Janeiro de 1841, e i\\$> a
lamento de 31 de Janeiro da 1842, po teatto
leis conferido as mesmas attiibui^oes aoa jaran
municipaea em relaclo aoa demais fuoccionai
Poruu^ oaafaaaaando-aaa coa akuridtevl
baoi dednsidaaaffaear da ptaasalori, alo mais
qu dos aavaa aaMa,
V* regoo
pracesso. par iwijbatn
aaa arbiaicaaaaio, kmUaaadoa juslifican-
a a o Ds. praaaoto pafeliea. pagas as cusa pW
atssaio uHMkant.
trala paaaaatori, o pelo maist s o aasea <
isa, e oslstasKssa de dital*> laraa
jalgo impajmataata a preaaajia aaosoaoaatwa
jtaimeaA iateatado. e raaaw aavam apaaa
aaaaio, aaaaaMdo iuslificn- ualla.
Outro m ordsao ao ascrtvao qvo so
raatrona, oem para com ants'nlhas e
Hsa^yf *^LaiaiaiaiaiaiaM
< A habitaclaioj toda remexida, as gavetas fo-
rm anarsaasat, roubado quanto aeharam que
foseado valar a transportavel.
a Jae* Brecas, loquiriam constantemente pelo
coronel Hilario: e tendo arbaita um jove
iado dMaJS aaaacarim-lbai a vida para "
qujr mliili do lugar aada sa acbaaaa
as^allaaa6afi*4a.
O ataca deesatei lhes a verdade. O Sr. Hi-
aotea tinha saaiaa cora
a estancia das Ptsraa. onda -
ji e que BaHa>*toha
qualla. '
Perguntarasa 4*aa se bavia l asuita gento;
coatealou que ais era conseaaaacia de servifai
e dsso- ma roubo fice*
Ilaviam desapparecido da capital 21 do m ez
passado os Srs. Hanoel Resende eJosoMaler, __________
corcmerciantes, deixando o primiro urna divida ft M
il.nnnn _>.n. rln-nnn> onuinnitit'ilifDiuii .
S. Ptalo.
S. Paulo, 5 de abril de 1861.
Vou aproveitar a mala do Pyratininga, que
alias sinda nao consta ter chega jo a Santos. A
aetivdade de ser correspondente hoje mais que
nanea indispcnsavel, porque os successos vo se
multiplicando nesta boa trra, gracas a atlitude
tomada poruma parciallalidade poltica, afim de
sanisfazer planos ahi combinados para a turbulen-
cia geral. .
A assembla provincial est reproluzindo
agora as scenas do anno passado com os repeli-
dos empates e tricas polticas de toda a especie
e valor. Es'.o presentes 32 deputados ; e pois
a maioria absoluta, indispensavel na forma do
regiment, de 17. Sendo hontem eleilo un-
nimemente o Exra. bario do Rio-Claro presiden-
te-da mesma assembla, e isto porque o deputado
Sanios Cruz impoz sos Iiberaes essa eleigo afim
de poder acompanha-los as do vice presidente
a secretarios, procedeu se immediatameole do
vice* presiden te, sen Jo candidato conservador o
Dr- Ferreira Bueno, e candidato liberal o Dr. A-
tnerco Brarillnse
No primiro escrutinio este ultimo oble ve 16
votos, o o Dr. Ferreira Bueno 14, nao havendo
perianto maioria absoluta ; e 0 Dr. Finio Jnior,
para evitar novo empate, propoz a sorte, que fol
S rffgeitsda por ser coulraria, ou nao permittid
^-^pelo regiment. Em consequencia procedeu-se
a ovo escrutinio, e foi idntico o resultado, isto
^9 Df. Americo Braziliense obteve 16 votos, e o
Dr Ferreira Bueno 14; mas desla vez o Dr. A-
merico Braziliense levando a mi urna, fingi
tea votado, e por isso apenas appareceram 31
cdulas 1
Diz o regiment < flus tollo o deputado que se
Air ro recinto obrigado a votar ee'ahi
concluem os conservadores que o escrutinio o ul-
lo-, porque, estando presentes os 32 deputados,
apenas appareceram 31 cdulas ; e isio quer fos-
ee' algum dos outroa deputados o que deixasse
de votar, quer fosse proprio candidato liberal.
E' claro que oa conservadores tem razo, e que a
elaiclo feita aulla; maa os Iiberaes susleutam
allegando qua o candidato liberal se retirara per
ocasio da conttgem das cdulas, embora coq-
essem ser exacto que elle fingir ter votado.
Ora, este o estado da questao, e a provincia
vai perdendo diariamente interesses da maior
ntportaocia, porque estamos no segundo mea da
easao, e apenas est em segunda discusso o
projecto de le de fixacao da for;a policial, fal-
tando anda nove longos e interminaveis discur-
aoai poia nesta assembla provincial bao ha a
iota.
Hoje nao honte sessao', e crl que assim suc-
ceder emquanto nao Bouve'f urda solugo que
poaha termo a tantas illesfidades da parte de
na parlidopolitico, que alias todos oa das falla
doHofraccde de tehtf
Devo dizer-lhe que fia drscTisso d ofdem, hon-
tet havid, prononctar-ae-Wa 32 discurio pro e
coates, se todos os dMufada titesserfl o dom os
patarra; e que, alera d aoimscjlo natural a d.uea-
xa* de partido, nawf lesafloi psrtr (ora' do recin-
oda ierre ddl edtftrat** fsulS Sourto Hrfird
fracaeo ao dvpirarfftf MtMrfatfdr fedfo ti*
fot.
instiluicao, ji que os individuos que aforraam se
esforcam por desacredita-la com dracussoes inu-
teis e sea fia legitiaio, ceas votos em si amplios,
e agora com prestdigitarOes do urna I
EroMmideu a costa a celebre justifica^o do Dr.
Carrao centra o presidente da provincia, sahindo
feridos oesse combate de direilo o ex-juiz muni-
cipal supplente, Dr. Paulo do Valle, e creio que
O proprio escrivo t>ornes, porque Dio devia
cumprir ordens illcgaes. O Dr. promotor nabli-
coea*ua bem deduzida nota proftigou judica-
menle a Ibesria d iegalidade da citacao do pre-
sidente da provincia ; e o juiz municipal Dr. Se-
gurado julguu por senteoca incompetencia do
juij municipal, pelos fusdamentos conslantesda
sua sealaoca, quo vai transcripta :
c Cumpdndo o maBdado desle juizo, techo a
d izer de direito para avaliar o delicio :
A presente queslo (veja-se a a l. 9) verso
sobre um ponto do procesas enmiual ordinario.
especial aos criwes de responsabilidadedosem-
pregados ou pesaoas previlegiadss (Sr. Dr. Pi-
ojenta Bueno. Apontamenlot tobrt o.proceuo cri-
minal braiihira 2a esice, de fl. 18- al 185).
A leis, quando os empregados ohamados
responsabilidade sao de Cilhegoria superior, u-
jeitara-os a iribuuaes msis elevados, como corta-
mente convoin, ja pelo principio de ordem e de
subordina^o, ja por maior independencia do
juizo.
a Os presidentes das provincias sao pessoaspri-
vilegiadas, lera foro especial (constiluic,ao do Im-
perio, artigo 164 2. ; } e o privilegio do toro se
estende a todos os actos, quer publicas, quer pri-
vados [Sr. Dr. rmenla Bueno a fl. 64 e fl. 185.)
Os presidentes das provincias, as quesioes de
responsabilidade e del'Clos iodividuaes, s po-
dem ser itados por ordem do presidente do su-
premo tribunal de jusilla lei de 18 de setembro
de 1828, artigos 20 e 25. ) E' expresso em direi-
to que a citaeso s pode ser ordenada por juiz
competente. A jocisdiccao nao nasce da vootade
de quem a exerce, mas so e nicamente da au-
toridade da lei : s a tem aquello a quem ella
concede ou attiibue. Nsm a lei de 1* de setem-
bro de 1828 artigo 21, ora a lei de 3 de dezem-
bro de 1811 artigo 17 4.,nem o cdigo dopro-
cesso artigo 152, decroiam ou autorisam aos jurzes
terriloriaes para mandar citar, as questes de
responsabilidade, aos empregados ou pessoas de
calhegoria superior; pessoas ou empregados pri-
vilegiadosf de ordem especial. O despacho 1. 4,
dado pelo Sr. Dr. Paulo Antonio do Valle, ex-
juiz municipal supplente, e no qual manda citar
ao Hlrn. e Exm. Sr. presidente desta provincia,
nao se funda em lei alguma.
A petigao junta a fl 2 menciona suppostos
actos pblicos do Illm. e Bxm. Sr. conselbelro
presidente desla provincia, e a juslifioaco, pedi-
da na mesma pekico, necessariomente era juizo
seba de fundamentar, quanto ao direito de re-
querer, ou na lei de 1828 artigo 21, ou no artigo
do cdigo do proeesso artigo 152, pois o direito
commum nao rege os casos do foro privilegiado,
e em era urna destas leis se concede aos juies
terriloriaes a faculdade de mandar citar, a auto-
ridade ou pessoa superior e privilegiada, bem
como ja supra Oca dito, nem mesroo tal citacao
se poda fundamentar com argumentos de praxe,
pois ella nao eiiste ( Sr. Dr. Pntenla Bueno de
fl. 180 at fl. 185 ) As tres leis ja citadas de 1828
artigo 21, lei das reformas art. 17 4., e cdigo
do procesfco art. 152, s autorisam aosjuizos ter-
riloriaes a formar o corpo de delicio, verificar os
fados, coryo de delicio que amigamente se cha-
raava iodireeto. Nos carpos de delicio, diz o Sr.
Dr. Pimenta Bueno a fl. 88 se recolhem todos
03 indicios e todos os testemunhos ou depoimeo-
tos quo suppram a falta da propria in-peccSo.,
No corpo de delicio, nem amigamente, nem no
tempo presntese manda citar a pessoa iodigita-
da como criminosa para ver jurarlas testemunhas,
comparecendo por si ou por seu procurador, com
a pena de revelia. Cdigo do proeesso artigo 134
a 139.
O argumento deduzido do cdigo do proeesso
artigo 152 ou juslificaco, litando-so a con-
cluo logo pode-ae requerer em todas as hy-
polheses qualquer juslificaco que prove existen-
cia de delicio, nao tem o menor valor de di-
reilo. As j ustitlcacoes requeridas pe rao le os juizes
terriloriaes sobre actos pblicos ou particulares
de pessoas privilegiada ( materia da presente
queslo, j tem a necessidade jurdica de seren
requeridas conforme a letra da lei, com as forma*
marcadas oa mesma lei ( constttniQao. artigo 179
11,) pois de outra maneira seriara illudidas ou
Trau Jadas as leis anormae de ulilidade publica
seria Iludida a ordem das competencias, ordem
de alta importadeia, sobre tudo.om materia cri-
minal Sr. Dr. Pimenta Bueno fl. 59 capitulo 3
e fl. 61. ) As jusliOcacoescontra actos dos pre-
sidentes da provincias devem conter as condi-
ces.expressamente marcadas na lei de 18 de so-
temoro de 1828 artigo 31 apresentetr as sitas
queipas... aos quaes compelera tmente, etc.,
e alara de tal proeesso informaiorio, como Ihe
chama o artigo 23, lodo e qualquer proeesso, todo
e qualquer aclo de jurisdiccao da parle dos juizes
Ilegal; c um allantado contra o privilegio do
foro concedido pela constituido do imperio.
Com a devida venia, torno a repetir o quo j
disse : no proeesso informatorio, que a mesmo
corpo de delicio, nao se manda citar o querelado
para vir a juizo ver tirar as ioformacoes; nos
arts. 21, 22 e 23 da lei nao se d autoridade aos
juizes terriloriaes para mandar citar os presiden-
tes das provincias afim de comparecerem em
juizo para ver jurar testemunhas, debaixo da
pena de revelia : portanto os mandados de cita-
cao em nome da taes juizes sao abusos de
autoridade.
vista das razoes allegadas, limitando-me s
ao dever da premotoria, argumentos deduzidos
do cdigo do proeesso art. 157, e ordenadlo liv.
t" tit. 15. principi (Sr. Dr. Pimenta Bueno I fl.
55 art. 102 n. 15, e fl. 54 art. 100 n. 5], coucluo
direndo, minha humilde opinio queoSr. Dr.
Pauto Antonio do Valle, ex-juir municipal sup-
plente devia ter respeitado a incompetencia
ralione personal; que a ordem mandando citar
o Illm. o Exm. Sr. conselheiro Antonio Jos
Heoriques, presidente desla provincia, como
consta da petiQo a fl. 2 e do requerimenlo fl.
3 r., lancada na mesma peticSo, despacho & fl.
4, e certidao do escrivo fl. 5, foi illegal, ha-
vendo portanto crime de responsabilidade (cdigo
criminal art. 142).
O meritilsimo Sr. Dr. juiz munipil determi-
nar oque julgar ser conforme o direilo para se
verificar a responsabilidade.
Requefro que junte-se s copias aulhenticas
e concertada, copia aulhentica concertada desta
minha resposla.
S. Paulo. O promotor publico, Frederico
Debney de Avellar Brolero, a
Vistos estes autos de iusliQcaco requerida
pelo Dr. Joio da Silva Carrao, etc., julgo milla a
citac.o constante da certidao de fl. 5, pela mani-
fest incompetencia desle juizo para conhecer dea
fictos allegados na peticao inicial, que sendo cri-
minosos, e pelo justificante atiribuidos a ama
autoridade que goza de previlegio de foro, mesmo
nos crimes individuaes, nao podem ser processa-
dos por este juizo, que nem delles devo tomar
coohecimento, como bem demonstrou o Dr. pro-
motor publico no sed parecer fl. 17, e ex-
presso da co*Oslitui(ad do imperio art. 1642,
lei- de 18 de setembro de 1828, cod. do proc, art.
76 9 2* e l>6 Io, e regulamento da 31 de janei-
rb de 1*4? art. 240, e se deduz do art. 17 da lei de
$ de dezeabro de 1841, e art. 211 do citado regu-
lsmento, io tendo applicasio hypothese o
olspoto do att. 21 da citada lei de 18 do selem-
bro, nio porlo'tef ojuslifloaole apresentado
qtieita ern forma legal Lart, 7* do cdigo do pru-
cesso*. e fllo Br" a JustfiCiSo forma regular do
ptocefso criminal, como porque a verificacao dos
fictos qa* flierem obiecto de queixs contra os
MtttfB ttrVrilagUdo peranU os juizea mu-
tpm i com urgencia o requerido pelo Dr. promotor pu-
bliee no- traer de sus- quota da ir. paro que poesa
requerer contra quem de direito for.
S. Paulo. 4 de, hr de 1861. Josi Pedro
dt Azevedo Segurado.
isse em unja de minhas correspondencias
passadas qne o vigato de l'iracicaba nio tinha
sido estranho (segundo constava) ao acto de van-
dalismo ali praticade por occasiio da correr a
noticia da morte do btsoo D. Antonio Jaaquun
do Mello.
Agora sei que o vigaiio referido nao eslava em
Piracicaba nesse dia; e fago esta rectificaco
paaa honra d provincia, oflm de que se nao diga
que em S. Paulo os saordolea que nuttam
sentimentos rio pouco dignos de sua con i cao.
OmiUi referir-Ihe qu& na da da eleQo da
mesa da sseaVola provtocial o Dr. Tavares Bas-
tos manden notificar o deputado Dr. Pedro Ta-
ques para depr como testemunha no proeesso
de respoosabilid-aoo ha lempos instaurado contra
o ex-delegdo de polica Leandro de Toledo, por
queiaa do Br. Baltbazar da Silva Cuuoiro; a
isto s 10 horas do- dia, quando sabio que a
assembla se reuna essa hiera I
Ora, um voto fazia dillerenca, e por ahi avalie
* coincidencia do acto do nosso juiz de di-
reito I
O Dr. Pedro Taques nao comparecen, como se
devia esperar, atlm de nao dei'xar pasear o prece-
dente perigo o de se afastar por taes meios a
deputados de urna parcisdade poltica de
exercer sea mandato.
( Carla particular.)
que esta va m faz
-------1
ATm do qne vai per extenso em ontra
dene JMevi, ais a os man encentramos
parle
Santo CathariHa.
Desierro, 5 de abril de 1861.
A assembla provincial est funecionando, e
suas deliberares de lodoa os dias resentem-se,
como o tinha previsto, do espirito de partido das
1'.oa eleitoraes ultimas.
J foi votada a lei da for^a policial, porm
apeando-se desde j do commando ao respectivo
commandanle, irmo do Dr. Silveirade Souza,
que eom o roaror zelo, distineco e contento
de todos os chefes de polica, inclusive o actual,
serve ha annosna polica.
A nova lei, porm, pretexto do disciplinar a
forca, quer agora ara ofBcial do exercito, refor-
mado. Pens que a presidencia contera esses
exeessos do espirito de partido, e assim tenho
esperancis que essa lei nao ser' sanecionad.
A primeir lei dos nossos Lycurgos j foi de-
vot'ida. Tem por Um a divisao de um offi :o de
tabellio, e desannexago de parte delle para
unir ao novo. Como nio ha opposico, do pre-
sidente, cstou que a lei ser modificada no sen-
tido das razOes de S. Exc.
[Curta particular.Y
RO DE JANEIRO
8 de Abril de 1361.
Hontem, 30 anniversario da devoluco da co-
ra a S. M. T. o Sr. D. Pedro II, estiveram em-
bandeirados e salvaram os navios de guerra e as
fortalezas do porto, e fez-se em grande uniforme
o servijo da guarnicao.
Pelo vapor Princezade Joinville, ntralo hon-
tem dos portos do sul, temos datas de Port'Ale-
gre at 29 de marco, do Rio Grande at 2, o de
Santa Calharina at 4 do conente.
A sesso extraordinaria da assembla legislati-
va rio-grandense fleava encerrada. Na interes-
sante carta do nosso correspondente se acham
minuciosamente descripUs os trabalhos conclui-
dos por aquella corporarao no pouco tempo em
que esteve reunida.
Na mesroo carta ensoatrario os leitores a nar-
rarlo de deploraveis aconteciments no termo da
Cachoeira, consequencia, como se ere. das tristes
oceurreocias de 8 de 'setembro do anno passado,
por occasiio das eleices municipacs.
O AYerwaHtffJ de Port'Alegre refere-os nos se-
guintes termos:
Inaudito altentado.A provincia nio pode
continuar a viver sobresaltada sob o ctelo dos
vndalos I
Eis o resultado de entregarem o governo a
autoridades que se demoralisaram a ponto de nao
haver mais garantas nem seguraoca I
O municipio da Cachoeua acaba de aseistir a
um alternado previsto, e que apenas o primi-
ro lo de urna cadei de viogancas torrivei, se a
autoridade nao corta-la com a energa do seu co-
meco.
No dia 19 do crrente, terci-feira desta ae-
mana, o Sr. coronel Hilario Fortes, inspirado tai-
vez pela Providencia, sabio da fazenda onde resi-
de para urna oulra la ni bem ana.
Neasa noito, e em sua ausencia, sos casa ac-
comruettida por urna partida de viole bomens
mais ou melles, lodos mascrseos e oobertoa de
armas,
a Arrombam as portas, assassinim um escra-
vo de cor parda do Sr. coronel Hilario, e, como
nio encontrassera- a este, retiraran)-se depois de
saquearem a casi I Poi um pequeo 3. Joio na
Cachoeira I A que estado estamos- reduzidos !
O que fara o Sr. Pindabiba? Veremos.... se o
espelbo Ihe der tempo !
Consta que o Sr. coronel Hilario, recebeado
a noticia peto seu capataz, poz-se em viagem i in-
mediata meu te, cora a roupa do corpo, o che-
gou hontem noite a esta cidade no vapor Gua-
hyba.
Por ora s nos limitamos a esta noticia
Esperaremos.
Continuam assuetadores os successos da Ca-
choeira.
O acto criminoso e brutal do accommeltimen-
toda casa do Sr. coronel Hilario Fortes, a morte
injusliQcavel de nm seu rscravo completamente
iooffensivo ; o saque que flzeram os assassinos em
tudo que encoutraram de algum valor, obrigou os
amigos e correligionarios do Sr. coronel Hilario a
se collocarem em posicao de rt sistir a iguaes sce-
nas de vandalismo, e consta que se renniam ;
porm cerlissimo que- nenhuma aggresso ha-
viam tentado, era tenlariam, contra os indicia-
dos autores do altentado. Sera conflaora as au-
toridades, todas ellas da parclalidade opposta,
oa amigos do Sr. coronel Hilario nio teem outro
recurso senio reunir gente e conserva-la arma-
da em toas casas para a propria defeza, em-
quanto vagar no munieipio aquelle banda de sal-
teadores.
A noticia qua deu o Correio de Ha ver o ma-
jor Felisberto Ourique accommettido a case do Sr.
Augusto Gema, inteiramente falsa.
< Com a certeza de ter sido atacada a casa do
Sr. coronel Hilario, saqueada e assassinado um
sen escravo, nao nos consta que tomassea presi-
dencia providencia alguma ; porm com os no-
vo boatos, alias falsos de se terem tornado ag-
gressores os aggredidos, para l parti ante-hon-
lem o Sr. general Caldwell com urna forca de
infamara e alguns ofciaes, levando ordem de
reunir 300 guardes nacionaes em Rio Pardo, tan-
do ido o vapor, antes de sabir, munir-se de pl-
vora as Pedras Brancas. Consta ter ido ordem
para o 2" regiment seguir tambera para a Ca-
choeira.
(J1 Correio da Sul exprlme-se assim :
a Misterioso altentado.A estancia do Se co-
ronel Hilario Pereira Fortes, no municipio d Ca-
choeira, foi assaltada na noite de 19 do crrenle
por orna maloca de homens disfarcados, cujo nu-
mero nio se sabe ao certo.
Serian! 9 horas da noite quando a casa foi
ac:ommettida, atropellados os criados, e as por-
ta* arrumbadas, cabrado morto, aos tiros que oes-
sa occasiio se deram, um desdltoso mulato, es-
cravo do Sr. corone! Hilario.
?orc.*da a entrada, os mascarados devaisa-
ram toda 8 casa, violentando as portas do lance
onde se tinham refugiado a senhoraa da familia,
qae uolcaa te eticontravam na esUota.
A angra do Sr. coronel Hilario, iettnora de
vatonii espirito e coragem, diiem-aos ter nesse
lance adiantado-se aos malvadas, impedldo que
arrombasaou a portar a aariado-iass aaaaiaBajen-
tere aposento.
s Basa rasgo de energa sonta va- aa ; alo tasaos
tudo
Pereee que o Sr. ccronel HUsilo tem. em seu
poder um esciipio de letra demudada e anonymo
em que eram prevenidos elle e o Sr. Felisberlo
urique(de qoepremeditava-8e-lhesom assassinato
aque nesle mesmo dia locou-lhe na estancia ama
pessoa qne se Ihe aflgurou suspeita.
Sr. Ourique coasia que tinha em cass porcao
d)e gente armada precavendo-se contra qualquer
altentado ; o hont'-m ovimos explicar peta pre-
senta delles o n; o ter sida aecommeltida a sua
estancia como foi a do Sr. Hilario.
Com- estas circumstancias o crime se nos tor-
na cada vea menos cumprehensivel.
< U descuido do Srcoronel Hilario, a sua au-
sencia casual, e o isolamento de sua familia no
dia cabalmente em que tinha motivos de deacon-
fiar que era bombeado; o desamparo em que se
vio saa residencia era iodo esse conflicto, quando
a do Se Ourique se acha quasi a alcance da voz
e havi netas unta forgn capas de fazer respeitir
aquella, fazem deate lgubre aceoUcimento um
drama dobladamente obscuro e mysterioso.
Foranx simples kadroee esses homens ?
Levou-os o roubo, e quizeram mascarar o seu
golpe de mi dando-lhe appaxencias de urna per-
seguico pessoal ?
Poxm nao cotuta que em nanitas leguas em
roda se ache orna quadnlha capaz da semelhante
audacia ; e por oulra parle, as circunstancias
especialissimas em que o Se. coronel se achava, e
quando era sabido que este tinha sempre alguns
homens corasigo, era preciso serera mais que te-
merarios os bandidos qee> quizessem ir all fazer
um roubo a mao armada.
Seriara ento assassinos propostose deslina-
das para exterminar o Sr. Hilario ?
Seria urna vinganca T
Porm como se explica ento qua falhasse o
golpe?
< Nada leria sido mais fcil que trazer bem es-
pionada a casa*a nao dar golpe em vio, nao o
deixar sobretudo fazer, tronquillo e quasi s, urna
(ravessia, em que poderiam ter aproveitado o
crime.
O que ser eolio ?
t> Um crime em todo o oseo, nm crime revol-
tauta, horrivel, que cusa a vida a um innocente,
a um miserando escravo, e que seraa o terror e
a desconfianza em rodo um municipio:
A autoridade local tinha-se transportado lo-
go ao lugar do crine, procedendo ao competen-
te auto ao corpo de delict e s averiguncea de
vidas, odaqui consta-nos lerem-se dado tarebem
todas aa procidencias para desvendar o crime e
por a maa sobre seos autores.
O1 Sr. coronel Hilario, a quem fra expedido
instantneamente um aviso, poz-se logo cami-
nlo para esta cidade, e aqui chegou quiuta-
fcira.
O estado do termo da Cachoeira nio satis-
factorio.
Hontem vieram de l officios cora logos. Diz-
se que ao alternado de 19 de marco replicaram o
Sr. felisberto Ourique e outroe accorameltendo a
casa do Sr. Carlos Augusto, genro do exiincto e
benemrito commendador Poutoura, e praticando
nella actos de verdadeiro vandalismo.
a O Sr. presidente mandou demorar o vapor da
companhin Jacuby, que eslava a largar para o
Rio Pardo e Cachoeira, e bontem s 9 hora da-
noite aeguio com 33 homens de infamara e vario
officiaea o Sr. general das armas, que levou tam-
bera reserva de munices e de armamento.
Deus permita quo em tudo isso soja a ima-
gioac.ao quem baja fallado, e que nao se encon-
trn) tal os negocios no estado da complicecao em
que os pintara.
O Diario do Rio Grande d as seguimos noti-
cias :
Pelas 3 horas do dia 14 oahio sobre a fre-
guezisde Tahim um- lia forte tufio, scompanha-
do de chuva, que pareca um diluvio. Nio flcou
caga na povoacao que nao soflresse avaha, mes-
mo aa de pedra o mais bem construidas, ficando
as de capim quasi todas descebarlas. Nos subur-
bio nio foram menos os estragos : fiearam rasos
nimios ranchos, galpoes e cozinhas. Arvores fron-
dosas e velbas estao recobendo sol na raiz.
< A furia do temporal durou um quarto de ho
ra, continuando a chuva branda at s 6. o
Tomos cartas de Piraliny de 18 do correte.
No dia 2 foi encontrado o cadver de Lucra-
do Ignacio de Avila, que se suppe foste assassi-
nado para rombarem-lhe o dioheiro que possuia
de umn meia legua de campo que ba poucos dias
havia vendido.
a O corpo de Lucindo appareceu no lugar de-
nominado Alegras, junto ao rancho qae possuia
e no qual habitava ; e no segundo districlo foi
morto o Hespanhol Pedro Lanhezes por Antonio
Briao, que de proposito (ora procurar a infeliz
victima em sua propria casa.
O capitn de nm dos navios estraogeiros en-
trado ltimamente declara que no dia 22 do cor-
rele encontrn a barca brasilea Fraternidad,
saluda deste porto a 10 do correle para o Havre,
que ia fazendo 18 poi legadas de agua por hora,
mas que as duas bombas esgotavara regularmen-
te ; e que o caplao dissera que, se fra possivel,
demandara u porto do Rio de Janeiro, arribando
em ultimo caso a Santa Calharina, se fosse im-
pedida por for;a maior.
O novo vapor de ferro de excavarlo, armado
pelo engenheiro Joio Talpse, qnequarta-feir fi-
cou concluido, fez hontem (31) experiencia, e dea
um feliz resultado.
a Com lio rica aequisicio de presumir que o
importante canal da Barca, que aUnalmente se
acha quasi que obstruido, d em breve franqua
navegacao estrangeira, que por semelhante falta
sujtia-se aos azares do caprichoso aocoradouro
de S. Jos do Norte.
Ao governo da provincia compre fazer des-
apparecer estis necessidades.
de 20,000 pesos (40:0005), eo seguodo de 9,00
pesos.
Tinha sabido luz o ultimo volume da
eographica da. iUgublict. pelo Sr
O vigario apostle* eeaibira.duraa.U a sataa-
na aanu que so Qzaasa aso ala orchestra sos teaa-
plos. devendo unitiaaaate aarvir na aaWmaMa s
de daa orgaes e da piano. .
Naaieia a fepuoaaa tarea alguna BraaiLalcaW
incmattido o /eagaaara'o da Paipasa aa a epata
metra do Salto, aixae esiasa dando lugar i ra
stsnM^es.
asma fallecido o litas da Prensa, Oriental I.
Ba Buenos Ay res a noticias lcaos aso oflate-
cem igualmente grande interesse.
Os ganadoras a deputados ao cosgresao par
esta provincia haviam partido para o Paran
35 do mez passado. Acumpanhava-os a duvida
se seriam aceitos ou regulados, questao de qae
dependa essencialmeote (contina declarar a
imprensa oficial de Buenos-Ayres) a paz ou a
guerra. Segundo porm jornaes federaes, os de-
putados portenhos seriam admitidos, sstisfeitas
cartas condicoes.
O Sr. El iza Ido ministro da fazenda, sendo elel-
to senador provincial em substituirlo do Sr. Por-
tella, que havia renunciado ao seu fugar no se-
nado em virtude do estado grave da sua saude,
pedir a obtivera- demissio dsqueU p sta. Su fes -
tituio-o no ministerio da fazenda o Sr. Norberto
de- la Biestra, que devia tomar posse dentro de
alguna dias.
Pedir igualmente demissio da pasta de go-
verno e Sr. Pastar Obligado, por ter de partir
para o Paran como deputado ao congresso. Se-
gundo a Triuns, esta pasta nio seria preenebi-
d em quaalo nao se livesse conheciment olcial
da installagio daquelle corpo legislativo.
As eleices para deputados e senadores pro-
vlnciaes deviam ter lugar no dia 31 de marco
prximo passado. Receiava-se que n'essa occa-
siio houvssae alguma agitaco vista do earac-
ter que repentinamente assumio a questo com o
Ira. cionamenlo do Club Liberdade era dous parti-
dos, cada um com urna chapa diversa. A chapa
entretanto que apreseulava mais probabili-
dades de triumpho coinpunhs-ee dos seguales
senbores:
Senadores.Brigadeiro general Malhias Zapio- |
la, Dr. Guilherme Ra-wson, coronel Juliio Mart-
nez e Mariano Savedra.
Deputados.Norberto de la Rieslra, Dr. Ma-
beave por bem, mani-
festando, por actos de sua imperial clemencia, o
.ua tributa ao dia em que a
coamemora a Sagrada Paixio e.morte de-
ata aatano^l WratiHio da Catata, a taaia da i.
da tasas, qua tttaaaritm pea;esima aaaavacao
f A Att
daaan
saaM
m cinaeat-
ee-
pea tantentjpdts
em t) de feverein
de
noel Arauz, coronel Ventura Martinez, Hilario
Gomes, major I. M. Morono, Domingos .Belgra-
no, Dr. Zetarrno Araujo, Luiz A. Martnez, Dr.
Cosme Becar, Dr. Claudio Mejia, Dr. Paulo Car-
denar, Dr. Eduardo Basabilvaso.
Havia noticias n'aquella capital de urna nova
revolueo em S. Joo capitanala pelo coronel
Ros, que depozera o aovernador Valenzuela ins-
lallado no governo da provincia pelo coramiss
rio do governo nacional o coronel Saa, subindo
ao poder o Sr. Dias. Segundo a Imprensa Uni-
taria de Buenos-Ayres. esta nova sublevacio ti-
nha sido inspirada pelo general Urquiz, afim
de completar as medidas tomadas pelo coronel
Saa, eniregando a provincia homens de mais
conanra Nao se conheciam outros porme-
nores.
As provincias de Tucuman, Salto, Santiago,
Catamarca e Riojaj haviam respondido a cir-
cular do t de fevereirodo general Mitre, rela-
tiva ao* negocio de S. Joio. Segundo a Tribuna
e o Nacional, as respostas das tres primeiras des-
tas provincias afastavam-se do sentido da do ge-
neral Urquiza, e condemnavam o procedimento
do coronel Saa.
patadas PsIatjMii.
taza Neme, i
a multa a qn
u -* ***
. A'
na afee
de raarinha cVsta riWe
1851;
4.* A* Juliana Wconery Tetxeira de Mattos, r>
resto da peoa darprisao a que foi condemnada
por deciaio do Jtsty em 17 de marco de 1854 na
provincia do Atto-Amazenas.
Por decretes de 2* de crvente :
Foi exonerado, i seu pedid, o Br. Antonio
Dias Cselho Netto dos Res, do cargo de thesou -
eiro geral do thesouro nacional.
Porsm n orneados:
Pra thesoureiro geral do thesouro nacional, o
thesoureiio da caixa da amortisagao da divida
publica, Jos loaquim Ribeire.
Para thesoureiro da caixa de amortisaeo e
thesoureiro da exUacta- masa, do conauado- da
corte, Antonio Marque Bapliata de Leio.
Per decretos da mesma dala foi concedida a
exoneraeio que pedio do lugar de engenheiro dos
terrenos diamsolrnos da provincia de Hioas-Ge-
raes, o espitas do corpo da engeebeires Luiz Jo-
s da Franca, e nomeado para o substituir nesse
emprego o capitn do mesmo corpo Antonio-
Theodoro da Rosa Gama.
Foi concedida a demissio pedida pelo 2
cirurgio-tenente do corpo de saude do exercito
Dr. Adolpho BezSrra da Menezes, am de poder
exercer o cargo de vereador d eamara municipal
da corte.
Forana nomeados:
Official da ordem da Rosa o Sr. Joio Carneiro
de AImeida ;
Ctvalleiros da ordem de S. liento de Aviz os
Srs.:
Major de estado-maior de Ia classe Francisco
Gomes de Freitas ;
Dito do 1* regiment de arlilharia a cavallo
Emilio Luiz Mallet;.
Dito do 2 batalhao d infaotaria Joio Fran-
cisco do Livrsmento
Capitao do 3* regiment de cavallaria Ilgeira
Jos Feliciano Nevea Gonzaga ;
Dito do 1 batalhio de infantaria Joio Gui-
lherme de Almeida ;
Dilo do 3* batalhao d infantaria Joo Jos de
Brlto; -
Dito do mesmo batalhao Francisco de Paula Pi-
mental ;
Dito do 8 batalhao de infantaria Joaquim Car-
doso da Costa ;
Dito do 9 batalhao de infantaria Jos Joaquim
de Barres ;
Dito do 10 batalhio de infantaria Francisco de
Assis GuimarSes ;
Dito do corpo de guarnido da provincia do
Amazonas Honoriano Alexandrino Sosiro ;
Dilo do corpo de guamico da provincia do
Cear Guatavc Jos Xavier dos Anjos ;
O Io tenerte da armad Manocl Rodrigue de
Almeida:
Foi exonerado do lugar de capillo do porto
das Alsgoas, o capitao-terrente Cyprisno de le-
se ndo nomeado para substitui-
vedo Thompson,
lo o capitao de fragata reformado Achules La-
A respeito da situaclo poltica da Repblica, os coa,be.
limos em Buenos-Ayres fleavam na expectali- q capilio-lente Jos Qaegorio AfTonsode
Lima, foi nomeado capilio do porto do Espirito-
nimos
va, esperando do cengresso a solucio das ques-
tes intrincadas que ameaeam a renovacio da
guerra civil.
No Paran devia reunir-se o congresso no da
1 de abril. Passava como certo que o general
Urquiz tari maioria, e que as questes penden-
tes seriam resolvidas conforme o seu modo de
pensar..
O Nacional de Buenos-Ayres, lancando urna
vista retrospectiva sobre o comeco da desinlelli-
gencia que existe hoje entre o governo de Bue-
nos-Ayres e o general Urquiza, diz que a verda-
deira causa desta desintelligencia nio vem da
deposicio do coronel Virasoro do governo aA
provincia de S. Joio, a quem alias o general
Urquiza dssejava por si meamo depr, mas sim
das medidas do Sr. Itiestra no ministerio da fa-
zenda da Confederacio, tendentes a organisar o
sysiema de rendas de urna maneira formal, e
que ofiendiam os interesses particulares do ge-
neral, o 1 proprietario, como sabido, da Re-
publica Argentina e da America do Sul.
Vern pois os leitores, a ser isto exacto, as
complicacoes da clise era queso acha a Repbli-
ca Argentina, a qae todos o- dias vern aggru-
par-se novas questes e coutas antigs que os
ltimos Pactos de Uuiio pareciam ter saldado.
Havia cabido sabr a cidade do Paran um
tremendo temporal que causou morios e grandes
estragos.
A Rioja ainda nio se achava pacificada com-
pletamente. O Sr. Penalosa havia sido nomeado
coramissario do governo nacional para conhecer
do estado desta provincia.
L-se na Confederagao do Rosario :
O mesmo sarcophago qu contera os restos
moraos de Benavicez e Virasoro encerrara os de
Aberrastain.
na mais :
c O mesmo hornera, a mesma mi, que cobs-
truio o caixio em que a esposa do governador
Virasoro encerrou os restos de seu esposo cons-
Iruio o ataade que encerra os despojos de Aber-
rastain.
a As lagrimas das tres familias regam a mes-
ma trra, as oraces se confunden! sobre oa raes*
moa sarcophagos, e talvez all mesmo se fazem
ouvir os ecos das preces e do odios ao mesmo
lempo;
Para o homem contemplativo ou para o io-
differente, estio abi diante de seus olhos o cri-
me e a expiacio-, a victima eo verdugo, cocer-
los com a mesma trra.
Santo.
Por decreto de 27 do passado, fram no-
meados :
Presidente de Sania Calharina, o Dr. Ignacio
da Cunha Galvio;
Vogal do conselho administrativo do arsenal-
de guerra da corte, o coronel reformado do exer-
cito Francisco^Joslda Rocha ;
Alumno pensionista de pharmacia do hospital
militar da corta, Antonio de Souza Dias e Me*
nezes.
Fram concedidas as demisses pedidas do
servico militar : ao alteres do 12" batalhao de
infantaria Joio Pereira de Miranda Jnior, e n-
dito alumno Francisco Leio Cohn Jnior.
Foi reformado, a pedido seu, o alteres do 3o
regiment de cavallaria ligeira Frederico Ernesto
Estrella Villeroy.
Por ditos do Io do correle, fram no-
meados :
O Dr. Maooel Antonio Marques de Paria, segun-
do cirurgao do corpo de saude do exercito e
Piulioo Alves Barbosa escrivo do hospital mi-
litar da guarnicao da corte.
Foram transferidos : para a terceira compa-
nliia do primiro regiment de cavallaria o capi-
lio do segundo da mesma arma Hermenegildo-
Servulo Juoqueira, e para a segunda companhi
desta o capilio daquelle Leocadio Jos deFiguei-
redo.
Da Bahia nenhum jornal ou carta recebe-
mos, por ha ver d'alli sabido o vapor brasileiro
Paran, algumas hora antes do Tyne.
"f
at 30
do pas-
Receberaoa folbaa do Paran
sado.
No dia 16 tomou posse da presidencia da pro-
vinoia a Sr. Dr. Antonio Barbosa GomesNo-
gueire.
J se achava em exercicio o novo chefe de po-
lica, o Sr. Dr. Vasooncellos.
luaasiar o mmmo itatcatb, nm para cata
9
Pelo paquete inglez Mersey recebemos folhas
de Montevideo at 2 do correnta, de Buenos-Ay-
res at 31 do mez passado, do Rosario at 27, do
Paran at 26, e da assumpcio al 20.
De Montevideo as noticias sao destituidas da
toda a importancia.
As cmaras oceupavam-se com a discusso do
projecto de reforma da lei da alfan.iega. Ne-
nhum dos projf cos apresentados pelo governo
na presente legislatura tinha ainda sido appro-
vado.
Segando a Prensa Oriental, terminada a dis-
cusso da reforma da alfandega as cmaras loma-
riam em consideracio, de preferencia qualquer
outra assumpto, a lei de amnista, pela qual a
imprensa opposictooisUr j comec,ava redamar.
Suppunham porm alguns, que e>sa questio se-
ria adiada para mais larde, vista das difficulda-
des que aprsenla va. O partido colorado exigia
a amnista sera reatrieces, e fazia disto ponto de
honre, mas pareca que nem- esse era o pensa-
menlo do governo nem a opiniao da maioria das
cmaras.
Entretanto- dizia-se igualmente que o adia-
manto nao satisfara aoa descontentes, e que ao
contrario aprestara a reaccio que seria encabe-
Sda pelo Sr. general Flores, chefe do partido cu-
rado. A questio, portanto, tornava-se de diffi-
cil solacio.
O Sr. Cario Creur, ministro residente de
Sua Mageslade a ra otra de Hespanha na re-
pubtica hara receido arulorisacio especial da
academia da sreheologla e geographia de Madrid
par fundar em Montevideo urna aocHedade iden-
tic. J estar nomeado pr prwidr-la o Sr.
general de engenheiros Joa atarla Res.
Masi fallecido em itreseles de nm epoplaxia
fqlraiwanl* o eeode Lociaao de Bryer.
fot ooneedido sos Srs. PUBfd Nuf e Gonzalo
priveajo exclusivo pee ID anno para a prepa-
racJa ea cante de esportelo, a datar de 8 de
auatr? do aao ffmo.
Algumas cartas qu tamos i vista referem h
ver-so sentido a 20 de marco, em Mendoza, ca-
pital da provincia do mesmo nomo, um terrivel
tremor de> Ierra, que, causando a morte a sei oo
seta mil pessoaa, tez baquear urnas duas mil ca-
sas, occasionando na prejuizo qne se avalia em
50 milhea de pataco*?.
Das outras provincias nada ha de interesse;
O Paraguay ficava em plena paz.
As noticias do Pacifico alcancen a 28 de feve-
rairo: ''
No Chile a questio ene mais oceupava os ani-
mo era a questo presidencial, O partido doJ
Sr. Varas insista etn apresenia-lo candidato
presidencia, apezar de haver elle declarado que
nao aceitara.
De Honduras ha data at SO de dezembro e de
Coito Rica at 14 de Janeiro, Estes paizes flea-
vam era paz; o governo do Sr. Motil'Alegre ti-
nha toda a aceitatao do povo de Costa Rica.
Venezuela at 7 de Janeiro ficava ainda amea-
cada da guerra civil. O aseumpto pendente en-
tre esta Repblica e a Hespanha eslava eatre-
gue-ao Sr. Toro, ministro de- Venezuela em Ma-
drid.
O poder executive tornou a ser investido de
faculdades extraordinarias; julgou-te neeessaria
a sua contiauacia aperar da vencido o periodo-
legal, visio nao achar-se ainda o paw inteira-
mente tranquillo.
Na Confederacio Granadina continnava a guer-
ra civil.
No Per oceupavam-se j o espiritas daeief-
fie do presidente da Repblica no periodo que
deve comacar em outubro de 1802.
Os peridicos do sal indicara pira presidente
Miguel de S. lloraao, e para rice-presidente o
coronel Salcedo : os peridico do norte to ge-
neral Jos legue! Medina para presidente, e eo
Sr. P. Xavier Marialegui para vica-presidenle.
Falla va-te no Rom rio de um estremecimento
de trra em Mendoza,
NOTICIAS COMMERCIAES.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 1861.
Cambio.No dia 30 do mez passado abrio-sa
o cambio sobre Londres para o paquete inglez
Tyne a 26 1/2 d., e cora excepcao de qnanlias
regulares sacadas 26 3/8 d., effectuaram-se
todas as trensaeces quelle algarismo. Calcu-
lamos o total dos saques sobre Londres em cerca
de 500,000.
Os saques sobre a Franca limitarim-se a quan-
tia de 800,000 francos, a maior parle a 360, 362
e 363 rs., sacando-se pequeas sommas a 358,
364, 365 e366 res.
Sobre Hsmburgo sacaram-se cerca do 206,060
marcos do Banco a 680 res e 80,000 n. b. 690
ri.
Para aa transae;oe3 sobre Lisboa e Porto re-
gulou a seguiute tabella :
109................. avista.
108%................ 30 dias.
\ffl'................. 60
106 0................ *
Descont.O Bancos sustentara a ttxa de 9
por cesto.
A laxa qual se effeetuaram a maior parte dos
descont.
Frttee.
DIARIO DE PERMMWCQ.
do
Antuerpia...............
Canal..................
Hamburgo..,...........
Estados-Unidos, Norte.
Sal..
Load re................
Liverpool..............
Hd 1*5 ** r
Marselha..............
Conslaatinopla.........
Mediterrneo.........
Nominal.
60 a 65 sh.
Nominal.
50 a 70 cts..
Nominal.
Nominal.
Nominal.
40 ir.
Nominal.
Nominal.
G065sfa.
M*t*tt, etc.
oncaa da patria........ 3!>.
Soberanos.............. S500 a 96W.
Pesos hespanhoes...... Nominal.
c da patria.... Nominal.
Pataces............... 2J060.
Apolices de 6 0/0.......94 a 95 0/0.
Chegaram ao Rio, procedentes de Pernam-
buco: 36 do passado o patacho Bom-Jess,
cora lidias de viagem ; e Io do correte, a
barca Amelia, com 12 dias. avJB
Saniram do mesmo porto, para o de Per-
nambuco: i 25, a barca Rio de Janeiro; i 26,
o brigue Felicida.de; i 28, o brigue Dous Ami-
gos ; 29, o brigue Encantador; e 31, o pa-
tacho eoertee.
PERMMBUtO.
A assembla provincial,, depois da leitura
expediente, parecerea de wamiaa&aa a pr
tos, occopou-ae di 2" disciiitaio da da 22
creando don Jugare de partidores, votando-ae o
primiro artigo, e Baando addiado o segundo qua
suprime o legares da escriviea de Santo Anua
d Jaboatao e5. Loufaxo o Milu
Pelo vapor ingle. Tuna, entrado hontemdo. Rio
e Babia, apenas recobatao ioTaaes do pB>a&o,;
cujai data alcaBcam a 9 d"o corrente.
ASSEISA LpSLAXtVA PRO-
IjWOJX.
Oijntavat em t de abril de 18M
Prtavaenois) ate Sr. r. Hanoel de *teir6*.
[Condub.
OSt. AJIonso da Wuqmn^fy*j*vi--
ir. presidente, tetrao boje urna outra indicacio. a
sprMftoUr.e. Uata aJla da guarna nar.wotiVe f-
-t b taaaaaajail'r'i f ate-se **-------- ---------------
BMwaatK giral.
umbam rsaalla-la a


^~
" *m-
mm

:..:- ,--

d*#hu
_
4 FU&U 4* IB AMIL M *Mi.
nao.em muilo poucas.occasies cessiderande que
ouiros servicos raiis uteis pode .ella preslar.iem-
bMUoM^u^ae^arjS^BCio. *~
Atho,"Btnh%res, eia neieeloa oecessidade al-
Ua)a d gualda nacional ara4...
OSf. Q*umneadV:-~Saalo lomos neasssidndo
da guarda nacional, acabemos eom4lla.
O Sr. Affonso de Al>nue*que t Nne temos
necebate ella armada.
0>. Drnmmood:
vira Y
estera sobre depetado porque
oaje daca* de que eu conbinei em
to qne aseriamos di-
earinRi.fcNule intuito de
Hra vtlIaPC-'^evque o nd-
s servicos que ella presta, ou aot servicos a que bre depotado ole tratou anda da Tilla de Bezef-
eija se da sera ulilidade alguma para o pe, a- roa ?
O Sr. Gitirana : Has apreaentei o projecto e
ae quizsrcra auatenia-lo-hei.
Se. f raslJo : Mas anda nao tratou elle.
Enhetrado vi neeselatuite que eu apresautai o
pajBC|o, para que aa treaaseca dous tormos e ae
dfafiaisaja samanta a Bonito.
( Ha um aparte )
O Sr. Braulio : Nao estou (aliando a rea-
ren* ae poltica, eitou fallando a respeito da
conveniencia do projecto e paraiaae preciso que
o presidente nos ministre dados para nosconscieo-
cosomente votarraos.
O Sr. Gitirana : Asnas como o nobre depu-
tado ae julgou habilitada para apresentar o pro
jecto, por que hoie nao di as iotormaces pre-
cisas?
O Sr. Braulio : -p Eu nao se qual a razio por
que o sobra deputado taalo se teme das infor-
majes do governo.
O r. Gitirana : Se eu entra em diaeasso,
teoho ruedo da iotormaces ?
O Sr. Brauho : Eolia uo falle contra aa In-
formaces que eo taco, parque anda cao disse
urna s palavra contra o projecto. Por tanto Sr.

m
vras
est
a sera o que aer-
diaia queconfle em aeu direoT que ao procure
a Pipen ha para a.*ua caaa? re, ao** eees-
eidadedo ler r jasUca aa parta, etga, i aaelhor
estar distante dalla. Agen va moa eihar pao
estada fioanceira...
m Se. depuUdn :- A proposite de Qulpap t
0 Sr. Affonaa de Albuquerque :Nao pertesce
ae imperio ? Crea-se aa tarase sem sd prover da
funcciunarioa psUiees ? Oa sa bao de crear enp-
:Eu Ihe direi.
paiz alguna ;
estas muKe
i, nao ba quera
O Sr. AITonso de Albuq
- Nio temos, seahorw, g
os peasenos estados que l_
traeos, W-quizermos viver a
se atreva a perturbar nossa traoqulidade. Quao-
4o ao interior do pas, nao ha na mundo poro
mais pacifico do. que o poro brasileiro ; ola a
soffre o jugo da lei, como atesoffse as arbitrarie-
dades, sem mover-se I Precie, enhorca, que a
proprio governo a accelere, o levante I para que
lie se mova, precisa que "a desesperarlo seja
mu grande. A ultima revolla que tivemos foi
leita pelo proprio governo, nao pelo que subi
mas peto que cabio. Fot o governo quam armou \ presidente aeho justo, eche conveniente e cohe-
povo, quem a$ulou todas as ciasses da popula- rente com a boa razao, que seja ouvida o presi-
do, por tanto nao era de esperar outro resulta- dente n'ums questio de taata magaitu le oomo
do dossa impoltica, nenio urna revolta esta.
Mas, senhores, raesmo quando seja possivel O Sr. Gitirana : Porque ?
urna revolta no paiz. a quando haja necessidade : O Sr. Braulio : Porque elle est habilitado
dos cidadios para defender as oossas iostiluicoes 1 dos fornocer dadas qae ees facilite o votar eom
com as armas na mao. entao esaa guarda naci- I coosciencia.
nal aera armada, mas como est nao preciso,
nao conveniente. as occasiea, no caso de
necessidades, que bem raras serao, ente se
achar urna guarda nacional mais forte, um cor-
po de cidados mais disiinctos para a Meza da
fiatria, isto segundo me parece, aa a miaba idea
8r adoptada. A idea que ofi*ereco de substi-
tuir s armas da guarda nacional pelos ejerci-
cios da leitura e da escripia, e asaim proponbo o
eeguiote : (16) r ^
O exercicio das armas nao que di a guarda
nacional a pericia e coragem sufcienio para de-
O Sr. Gttirana : E o nobre deputado ao
autor do- projecto.
O Sr. Braulio : Sou suspeilo.
OSr. Drummond : E' verdade, oatheoria
da Sr. Alfonso suspeito.
0 Sr. Braulio : Ja aiase ao nobre deputado que
quando confecciname o projecto, tivemos em
visti dividir a comarcade Caruar,reas hojedepois
qae* a assambl^a toda ao prenuncia contra essa
divisao riscou da minaa imagifiatao ossa idea,
necessario me eaber ae conveniente aos inte-
resses puWtcos a area^ao essa villa. Hs ahi
_ .--------------o----. -..._... r .. w- -~* t'i>>v3 ww^dw arsja vina. uta nin
lenaer a patria asoccasioesde perigo. Lembro- Sr. presidenta, porque eu.pecoiotormaQoes eme
me, senhores, que na revoluQo franceza so le- I parece ter satisfeito ao nobre deputado.
vanlava um grande ezercito de jeorutap, vfide O Sr. Gitirana : Eo aso out.
bem, de recrutas, a erara lancados contra dlerci- 0 Sr. Braulio : Nao posso mais dizer o qae j
tos aguerridos de naedes militares como a~*Aus-
tria, a Prussia e Russia, e os Francezes sempre
sahiram victoriosos. ^
Se em lugar de termos guarda nacional arraadjfajd
tivesseraos guarda nacional que soubesse lr, dB jf
crever, mais polidos, mais inteliigentes, terisaMs
cidados mais fortes para defender a patria do que
os que actualmente temos, e a razio qne*a ar-
ma qualquer que seja as mos do que est aeos-
tumado a maneja-la tem menos valor do qne na
mao do intelligente, embora nao tenha o habito
de a trazer: a maior forrea da inleltigencia. Ins-
truamos, pois, o povo, senhores, e teremos um
povo em lugar de analphabeto, melhor conhece-
dor dos seus direitos, e por eonseguiote mais
amante da sus patria, e mais habilitado a defen -
de-la.
Va i i mesa, elida e remettida commissao de
constituico e poderes a seguinte indicacao :
Indico qua esta assemblea represente as-
6embla geral que se decrete o seguinte :
Io Que seja desarmada a guarda nacional ;
2* Que ella faca exercicios peridicos e regula-
res de leitura e escripia, sendo os ofBciaes, sar-
gentos e cabos, os instructores dos analphabetss;
3 Que faja tambem exercicios de doutrina
christaa, e tanto quanto for raister somonte para
asaberem os guardas ignorantes delta. 13 de
abril de 1860.Affonso de Albuquerque Mello.
E' hdo, apoiado e entra era discussao e sem el-
la appruva-ae o seguinte reauerimento :
aRequeiro que se pegara ao governo da provin-
cia as informaces que na sesso de 7 de maio
do anno paseado ae pedio aeerca des ofBciaes de
justica da provincia S. R.Drummond.
ORDEM DO DA.
Contina a 2a discussio do projecto n. 3 do an-
no de 1860, adiada na aessio anterior.
Sao lidos e apoiados e entrara em discussio os
seguintes requerimentos :
Requeiro que no caso de passar em 2a dis-
cussio o projecto, se peca a (residencia da pro-
vincia ioformajes sobre a sua conveniencia. S.
A.-Lacena.
a Requeiro que sepceam informac.dei ao Exm.
presidente da provincia acerca do projecto em
discussio.Braulios
O Sr. Gitirana : (nao devolveu o sen discurso )
O Sr. Braulio :Sr. presidente, verdade que
o anno passado quando se confeccionou o projec-
to em discussio, eu o assignei par que entao es-
tar convencido de que a medida nio era mi___
Um Sr. Deputado :Eu nunca me convenc da
bondade de tal projecto.
OSr. Braulio:.... masdepoisde bem orien-
tado a cespeito, vi qua nao se poda fazer urna
creacio de tal ordea sem que o presidente da
provincia dssei nformacoes respeito, informa-
les pelas quaes se julgassem se a medida era
boa ou mi, o neste intuito foi que fiz o requeri-
xnento que mandei a mesa, o qual nio filho da
bondade ou nio bondade desse lugar para ser
elevado a villa mas sim para que melhorraente
possaraos orientarnos a respeito da votacio do
projecto.
Parece-roe qne tenho satisfeito ao nobre depu-
tado respondeudo por semelbaote forma ae seu
convite.
O Sr. Gitirana : (nio devolveu o seu discurso.)
O Sr. Braulio : Sr. presidente, parece-me
que no pouco que acabei de dizer na casa, urna
s palavra nio foi de encontr ao projecto em
discussio ; por isso u8o mereca e nem merece
que o nobre collega flzesse-me a censura que i
pouco acabou de fazer-me.
OSr. Gitirana : Naocensurei, extranheique
ci conlinuasse a ajudar-rne como o anno pas-
sado.
O Sr. Braulio : Sr. presidente quando eu e
o nobre deputado confeccionamos esse projecto
e outro mais, o da Bezerros, tinha emmenle a di-
tso de commarca de Caruar, divisio essa que
eu milito aoheliva, muilo desejava ; mas Sr.
presidente, na sessio passada por occaaiao de se
tratar de divisio de comarca, eu vi a maneira por
que se fallou nesta casa, vi a maneira porque os
ospiritos se oppuoham a esaas divses, por con -
sequ^ncia a 'raesmo opposi(io havia de soffrer a
divisao da comarca de Caruar. Por tanto senho-
res, riscado de micha imaginando o desejo que ti-
nha da divisao da comarca de Caruar, voltet-uTa
para a necessidade da creacio de um novo termo
-em Panellas e com quanto cu presentemente na-
da diga a respeito da ulidade ou nio ulilidade
do projecto, por que espero a occasiao ufis opor-
tuna para tal, com tuda para que eu firme o meu
juizo perfeito a respeito, toodo riscado da mioha
imaginacaoo primeiro projecto de divisao da co-
marca, devo necessariarnente receberinformagoes
da autoridadeque esti habilitada a di-los e por
isso dirijo-me ao Exm. presidenta da provincia.
O Sr. Gitirana : E o nobre deputado nao esta
habilitado para isso ?
0 Sr. Braulio : Estou, mas aio esli os no-
bres deputados e quero que essas inforaiacoes re-
nham para que volemos com coosciencia.
O Sr. Gitirana : Deixe que clles pecara, nio
peca o nobre deputado.
O Sr. Braulio : Has eu nao estou habilitado
para saber das conveniencias em relami a ad-
ministracio geral.
OSr. Gitirana : O anno passado nio era
assim.
O Sr. Braulio : O anno passado levanlei-
cie nesta casa para defender os habitantes de Pa-
nellas e anda estou prompto para o fazer e sem-
pre meachari prompto para defender aquella lo-
calidade.
O Sr. Gitirana : Nio se censura va a povo.
diese ; faHet bem taro, as minhaa patarras sao
bem inlelligiveis.
Portante, Sr. presidente, acbo tode daequida-
e que se raawtooovlr o presidente sobre o pro-
jecto. t
O Sr. Lucena : (Nio devolveu o aeu discurso)
0 Sr. AITonso de Albuquerque :Sr. presiden-
te, todas as vezesquo se trata de pedir informa-
ces para esclarecer a quero carece de luz, eu es-
tou semprepron/pto para concordar nesse sentido;
por isso cu concordo com o requerimento da no-
bre deputado que pede informaces ao presidente
da provincia.
E talvez nio seja sd por esla razio, talvez que a
minha coosciencia esteja Iludida, e a razio seja
porque sou amigo do nobre deputado autor do re-
querimento, e que assiste na mesma casa em que
assisto, que se fra outro, convencido como eu
estou da inulilidade do projecto, do prejaizo que
delle resnrtta, talvez eu pedisse antes, que Se vo-
tasse contra o projecto. Emfim, ou a mioha caos-
ciencia estpja illudida ou nio, eu estou prompto
i votar pelo requerimento do adiamante ; entre-
tanto como se discute a ulilidade do prqjecio eo
requerimento, vamos a considerar as pomposas
razos produzidas, as concluses qus aciuei de
oavir, donde se segae, que Paneflas deveser
villa, deve ser ati creado um termo.
As ra/.oes que pareceram tio fortes para o no-
bre deputado que sustento, o projecto, para nrin:
sao tio tracas que mal poderam fioar-mn na me-
moria, porquo quando eu nio acbo fundamento,
quando nao acho cousa qtw tenna razio, por
mais que me esforc para rete-la na memoria,
ella me escapa.
A razio que o povo de Panellas um povo
ji moralisado, um povo mutto ordeiro, que tem
servido sempre muito bem ae governo, tem urnas
poucas de povoacOes ao redor : estas foram as
razes que o nobre autor do projecto expende.
Senhores, eu digo que estas razos proram de
mais...
Um Sr. deputado :Entio nao pro vi m nada.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Prsvam que
ha oatros muiles povoados qua esli do caso de
ser villas. Ora vamos nos agora crear talvez
mil e tantas villas, e ao exemplo de Pernambuco
as ontras provincias, porque sao povoaces ordei-
ras I Eu nio vejo em Pernambuco, nao vejo no
Brasil povoacoes que nio sejam ordeiras.
Outra razio anda, foi a grande diffljuldade de
transito no invern de taes lugares para a cabeca
do termo...
O Sr. Gitirana :Nao tem algum valor ?
O Sr. AITonso de Albuquerque : Tem na ver-
dade, tem grande valor 1 Mas essa urna razio de
grande valor que milita a favor de todas as po-
voacoes do imperio. Por exemplo difficil o tran-
sito da villa do Cabo para Ipojuca.
Um Sr. Deputado :L vem o Cabo 1
O Sr. Affonco de Albuquerque: Oh! senho-
res cidi um traz exemplos de sua trra. E an-
da mais, nio por ser en do Cabo, porque foi
aqui regeitado um projecto, apezar de todos os
esforgos, de todos os empenhos patriticos que
se flzeram para que o O' fosse villa.
Um Sr. deputado :Mas nio foi regeitado.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nio foi ?
Um Sr. deputado :Nao, est dormiodo.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Tomara v-lo
em discussio I
Mas emflm, houve muilo empenhopatritico e
nio passon o projecto.
Um Sr. deputado :Nio houveram empenhos.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Nio se flze-
ram grandes empenhos ?
Um Sr. deputado :O nono passado, nio.
O Sr. AITonso de Albuquerque : liouveram
grandes empenhos, eu sei disso positiva-
mente.
Ora, do O' para o Cabo tambem ha tanta lama,
que muitas vezes Oca a gente atolada no ca-
minho.
O Sr. Gitirana : Mas nao ka a distancia de 18
leguas.
OSr. Affonso de Albuquerque: Ora, se tor-
mos por distincias, entio, meu amigo, cada lu-
ga rejo ser urna villa.
O Sr. Gitirana : Eatio o povo do sertio nio
tem direito ?
-O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu nio digo
que o povo do sertio nio tenha direito como o
povo de outra qualquer parle ; mas tiro nutra
consejuenc'a, que no sertio entio devem naver
tantas villas quantos sio os lugarejos, os povoa-
dos pequeos, porque denm pequeo povoado a
outro ha grandes distancias.
Anda mais, cada casa no sertio, cada fazenda
deva ser um termo, porque de urna fazenda a
outra no sertio, vai muitas vezes tanta distancia,
quanto tres vezes do O' ao Cabo.
Agora vamos a ver a ulilidade qae tem esse
povo de Panellas, que proveilo tira da eleva^ao
daquelle povoado i villa caber;* de termo.
Um Sr. depotado : E' a juatic.a porta de
casa.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Qire horror I
A justir i porta de casa I J disse, digo a di-
rei. qa emquMito nao houver nesta trra roo-
ralidsde, a justiga perlo de casa um mal, um
engao.
0 Sr. Drummond :V a quem toca.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Y a quem
(oca, sim ; esla 6 a regra muito geral, a justica
porta da casa o engao, o layo para aquello
que a necossita, e pensa que ha justica.
O Sr. Gitirana : E com esta doutrina que o
nobre deputado quer moralidade publica I
O Sr. Affonso de Albuquerque : A doutrina
O Sr. Braulio : Accusava-se aquella locali- com qne eu quero a moralidade do pvo a que
dade, dizia-se que nao mereca ser villa, jorque 1 esl Indicada na iodicacio, que offereci ; eu nio
o seu povo era revolucionario ; eu defend pois o cstu dizendo ao povo que faca islo ou anuillo
Braulio o peto, os habitantes do
povo de Panellas aegundo coobe em mi has
torcas.
9_Sl' Gl^*a* Defondeo o noto ou o prd-
jecto T
OSr.
lugar.
O Sr. Gitirana : o qae Tzlam era que Pa-
nellas nao poda se vjU, lago defendeu o pro*
jecto. r
O Sr. Braulio : Dizia-se que Panellas se com-
punha de revolucionarios, homensdemi conduce
ta, lato foi que eu defend.
O Sr. Gtlirana : Nooca foram estas senli-
m entes do povo de Panoli as.
O Sr. Braulio : as disso-se nesta casa e o
noore depttado sa recorrer ao meu discurso, teta
qwt talrel Mate olido.
eu fallo para a cousaieucia publica, e creio que
nio hareri quem nao pense como eu estou dizen-
do i respeito destas cousas. Disse e digo, nio
conheco orna s pasaos, que tenha sua demanda,
que nio procure seas empenhos.
O Sr. Gitirana -U tem nada com o meo
projecto.
O Sr. Affonso de Albnquefque : 0 nobre de-
pntado fallou da doutrina com que en quero mo-
ratlm, en estou dizendo, que as palavras que
sdjtrt sollo nio sio qne deamsrarUam, porquo as
pntavras que aqu sotto aio a erpressio th verJa-
de dos tactos qae se pnsaa'm 60 nosso paiz.
O Sr. Brito :Eu respondo ao nobre deputado
que ha 8 annos que tenho asiento nesta cala, e a
msiot parte don tojoctos que tenho visto pijsar,
fio com empenho multos ampenhos.
O Sr.Seou Reis :- Wto amMaio
aend?' ****** d Alboqoerdt -Nio compre
Eu o qne digo ,* que nio alo aa mmhas mala-
Que dejmors.lisam, diga que a justica
deimaWlsaaa-e ponto qip nio ha de
300
mao*
; respondatraraaa aa tdam doe frnbaHiaa da asas Saladas
C#,"*fe?Mi,16 ** **il *.Livrao de Bar-
raa^-Silgada Jnior.Upes
Sao iHhH a ficam addiadoa os aeguintes aavo-
earaa : o l.. por pedir a Minaran Sr. Gonsla
fomaraes e o s%gtodf poirliaver aasignado
incido um ios membrot da commissio que o
fovolreu.
t A commissio de posturas e negocios de c-
maras, quem foi. presente, urna representa-
9%*6a btaolaid Ribairatapiaaraba.lia quil
pedera urna reforma tiat posturas da cmara mu-
nicipal da villa do LUaeoia, aa parte om que
estatua os lugares da B.rra do Taip cima para
a craacao do gade vaceum a cavallar ; precisa
para poder dar um parecer ceascieocieso que
penles de juiz municipal para aquella termo, ou cmara do Limoeiro informa acerca d que pe-
se ha de crear um novo juiz municipal a em todo dem 01 referidos habitantes. Sala das comrais-
de Albuquerque:Nio sao ca-
o caso escriviese cmara municipal, e/c. Ora ns
sabemos quanto ao mos os juizea muoicipass
supplentes e por esta forma nio se melhora a ai-
tuacao desse povo ; muitas vetea Um ae oreado
termos a o ministro da jiMlica na prev taea ter-
mos de juiz municipal, tica aneando outro ter-
mo a nomeam-aa supplentes.
Um Sr. deputado:Sia caprichos qae teem
acabada.
0 Sr. AITonso
prichoa.
Um Sr. deputado :Ji so nio faz Us.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Pois deve-se
laaar.
0 Sr. Gitirana :Eu nio argumento com
abusos.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Parece que
V. Exc. nio est prestando attencio ao que eu
digo.
Na primeira indicacao que eu apresentei, in-
clu um artigo pediodo que oa termos creados
pelas aaaeaabieea previnciaes nio fossem prvidos
ae funecionarios pblicos percabendo ordenados
dos cofres pblicos, sem approvacio da asaembla
geral. Tem havido tanta facilidde em se crea-
rem termos as provincias, que o governo geral
j se tem queixado, nio tem querido provr mul-
las vezes.
E senhores, na Inglaterra se diz que ha tio
peucos juizes com tio grandes ordenados, gran-
des jurisperitos, jurisconsultos coosumniados, e
nos na falta de ludo islo vamos crear juizesinkon
com ordenados misera veis! E' por isto que eu
contesto a ulilidade do projecto.
(Ha urna parir.)
O Sr. Affonso de Albuquerque:Juizesiohoa
sim, em comparacio com oa grandes juizes, ecm
os juizes verdadeiros. A Inglaterra a antros nai-
zes, teem juizes que sao jurisconsultos consum-
mados, a Franca tem urna magistratura respeita-
yel, nos o que temos aio/uizestanos qate nio tem
importancia nenhuroa no paiz porquo nem teem
sufliciente saber, nem teem de que viver. Nao
ser islo urna immoralidade? urna alluiao de
juizes que muitas vezes tem menos impartancia
que o ultimo particular? Para que aasas cons-
tantes creages todos os das sem fundamento
nenhum?
O mal ao est na falta de juizea, ji temos jui-
zes de mais, com a melado delles nos podamos
ter justicas mil vezes, dez mil vezes superior a
que temos se tivesseraos bons juizes.
O nobre deputado lera muito patriotismo, o
que eu posso coliegir da anas palavras, mas nio
posso ter f na infermacio que dei toda a vez que
conheco, que tem motivo para ser parcial.
(Ha um aparte).
O Sr. Affonso de Albuquerque:Nao creio na
informagio quo dei todas as vezes que o nobre
deputado ou qualquer outro est no caso de ser
parcwl.
O Sr. Gitirana :Eu nao fallo para as coracoes,
fallo para as intelligencias.
OSr. Affonso de Albuquerque :Eu nem sei se
tenho coraco ou inteligencia.
O Sr. Gitirana :Indiligencia tem muito dis-
tincla.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Obrigado. 0
homem, Sr. presidente, j o disse aqui, nio se
regula s pela intelligencia, regula-se tambem
pela f : nio vi que o nobre deputado apresentas-
se aqui outros dados senio a sua aalarra para
provar a_ aelncieacia de Panellas para ser una
termo, nio vi que apresentasse algara documen-
to authentico que tallasen i minha intelligencia.
s apresenta a sua palavra ; ora a sua palavra s
p le valer para si, porlanto acho que oeste caso
fallou s ao meu coracio i minha alma.
O Sr. Gitirana :Fallei de cousas existentes, de
distancias de lugares, etc.
0 Sr. Affonso de Albuquerque :Fallou em
muitas outras cousas em que eu podera crer ten-
do f em 8uas palavras, mas nio tenho porquo
vejo quo parcial.
Estou, porlanto, prompto a votar pelo reque-
rimento, pelas razes que apresentei e se elle nio
passar, voto contra o projecto.
Encerrada a discussio e posto a votos o reque-
requimeoto de adiamento do Sr. Braulio, regei-
tado, bem como o projecto, julgando-se prejudi-
cado o doSr. Lucena.
Segunda discussio das posturas da cmara mu-
nicipal do Olinda.
Sao approvadossem debate osarts. 1 a 16.
Entrandoera discussio o arl.17, o Sr. Goncl-
ves Guimaraes prope asuppresso do artigo jus-
tificando o seu pedido.
Sustentara o artigo os Srs. I. de Miranda o
Souza Res.
Dada a hora Oca i discussio adiada e com a
palavra o Sr. Affonso de Albuquerque.
O Sr. presidente designa a ordem do da e le-
vanta a sessio.
SESSAO EM 15 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr Dr. Aanoel Por ella.
Ao meio dia feita a chamada, veriika-se naver
numero legal de Srs. Deputados.
Abre-se a sessio.
0 Sr. Presidente declara que nio ae achando
sobre a mesa a acta da sessio anterior, conve-
nientemente se dar canta Helia.
O Sr. 1 secretario di cunta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario da presidencia parti-
cipando terem-se expedido as convenientes or-
dens para ser chamado o deputado supplente,
pelo dcimo primeiro distado.Inteirads.
Ura requerimento de Vicente Ferreira da Cos-
ta, exigin lo mais um cont de reis sobre o ar-
rendosme, que fez ao governo da provincia
da sua casa sita na ra do Hospicio.A commis-
sio de orgamento provincial.
Outro de Amaro Jos do Amaral pedindo se
marque quota na Tei do orcamento municipal
para pagamento da quantia de 53*750 rs. que a
cmara de Olinda Ihe est s dever.A' eoa-
missio de orcarcento municipal.
Outro de Rufino da Silva Ramos, pedindo se
marque quota oa lei do ornamento municipal,
para pagamento da quantia de 1909643 rs., que a
cmara de Olinda Ihe devodora.A' mesma
commissio.
Outro da irmandade da Scnhora Santa Anna
de Campo-alegre, pedindo a approvacio do seu
c.mproraisso,A' commissio de negocios cccle-
siastieos.
Sio lidos e approvados os seguintes pareceres
de commissoes :
< A commissio de posturas o negocios de c-
maras, a quem foram presentes os artgos addi-
cionaes inclusos das posturas da cmara muni-
cipal da cidade da Victoria, de parecer que
sejam os mesmos approvados, devendo entre-
tanto a?r impresso para entraren! na ordem dos
trabalhos da casa. Sala das commissoes 11 de
abril de 1861.Livino de Barros,Salgado J-
nior.Lopes.
< A commissio de negocios ecelesiascos para
dar seu parecer acerca do compromisso da irman-
dade da Senhora S. Aanna na povui(io da Vicen-
cia da freguezia de Nazarethe, requer. que pelos
canses competentes seja ouvido o Exm. e Reven.
Sr. bispo diocesano aparle religiosa. Sala das
commiscoes da sssembla provincial de Pernam-
buco lo de abril de 1861.Gonsalves Guima-
raes.Francisco Pedro.
c A commissao de posturas o negocios de c-
maras municipaes ten lo examinado osaddicio-
naes da cmara desta cidade do parecer qu
sejam impressos para entrar na ordem dos tra-
balhos dcsta asserabl-i. Sala das commissoes 5
de abril de 1861. Salgado Jnior.Livino de
Barros.Lopes.
A commissao de posturas e negocios muni-
cipaes leudo examinado os addicionaes da cida-
de da Victoria, de parecer que sejam impres-
saa para ootrar na ordem dos trabalhos desta
rtediW. Sala das com misdes 15 de rtrii de
1861.Salgado Jnior.Livluo do Barros.Lo^
pe.
A commissio de posturas e negocio* do c-
maras, quem tram presentes os arigos in-
clusos de posturas da cmara municipal desti ci-
flale, de pirccw qua sejam s mesuioi ap-
prorrto, seaflo entreunto apTMsos pa eu-
soes 15da abril de 1861.Livino Lopes "de Bar
ros.Salgado Junaor.Lapes.
t A comnrttiio de jostica civil e criminal a
quem ro presente a^eticio e documentos do
tabolliao de notas a scrivaodo crime e civil do
lermo de Serinhiem de parecer que seja ouvi-
da a commissio de legislacio sobra o que re-
que.r, noUcioaario. Sala du commissoes 15 de
abril de 1861. Gaspar Drumond. AJTonca de
Albuquerque Millo- Francisco Jos Feraaodee
Gitirana, vencido.
E' julgado objecto de deliberarlo e mandado
imprimir para entrar na ordem dos trabalhos o
seguinte projecto :
A' assemblea provincial de Pernambuco
decreta :
Art. 1. O presidente da provincia fica auto-
nsado u mandar construir, qoauto antes, dous
acudes, sendo ara na povoaco da Salgueiro,
outro oa povoacio da Granito, convenientes ao
abastecimento d'agua.
Art. i.4 O mesma presidenta ftca tgaolsaeaie
autonsado a dispeoder at a qaiaa de dea con-
loa da rea, para a ralisacaa dests obras.
Ficam revogadas as disposices em contrario.
Paco da assemblea provincial de Pernambuco
15 de abril da 1861. Livino Lopes do Barros e
Silva.
[Continuar-se-ha )
REVISTA DIARIA-
Por portarla de 13 do correte foi supprimi-
da a cadeira de iostruccio elementar do sexo fe-
raintno o S. Pedro Marlyr de Olinda, cuja pro-
fessora (ora ha penco jubilada sendo a mesma
transferida oa ealabelecida nesta bairro de Santa
Antonio.
E' esta par certa urna medida nut acertada,
tomada pelo Exm. Sr. tice-presidente, porquan-
to para as precisos da cidade de Olinda sufli-
ciente a existencia afli de ama s cadeira, ao pas-
so que esta cidade reclamava pela de outras mais,
a vista da frequencia numerosa de alumnas, que
d-se_nas existentes actualmente.
'Acham-se nomeados para 1 supplente do
subdelegado de Panellas o Sr. Jos dos Santos o
Silva Jnior, e para 3 o Sr. Francisco;Gomes da
Luz Freiro.
Hoje comecam os actos do concurso cadeira
vaga da substituido da Faculdade de Direito.
A segunda sessio judiciaria do jury deste
termo acha-se convocada para o dia 2S do cor-
rete, sob a presidencia do Sr Dr juiz de di-
reito Bernardo Machado da Costa Doria.
Sobre o novo regulamento das uossas al-
fandegas l-se 00 Willm & Smith's European
Times, de 22 de marco prximo passado, as se-
guintes observagdes.
REGULAMENTO DA ALFaNDEGA DO BRASIL.
o Tines d estes pormenores acerca do novo
regula meato da alfandega, adoptado pelo gover-
no do Brasil: Senhor. Em referencia ao systeme
obstructivo do governo do Brasil quanto aos des-
pachos de navios, furneco-lhe aqui as particula-
ridades dessa operaqo retrograda.
< Acaba de ser despachado o primeiro navio,
depois do dez das de fastidioso trabalho conti-
nuado, em que se oceupou quasi lodo o estado
maior de um escriptorio. Nio pateca hyperbole,
dizer-lhe que agora sio necessaiias guias de pa-
pel para o deiembaraco de um navio I
O navio de que se trata de pequeo lote, e
entre ostros abjectot da seu carregamente, tem
bordo eerea de 26 toneladas de ferro, qae po-
dero conter 5U0 barras ao lodo.
Agora etige-se o peso especificado de cada
turra 1 o que seria muito bom para os anligos
lempos da corrupcio porlugueza, quando se Oar-
regava nasconlasde venda a ratagem.[raido dos
ratos), nio exceptuando as que constavam do
ferro ou cobre do caldeireiro.
Oa cenoechaentos de carga ficam cobertos de
algarismos a da escripia, e sem lugar para um
endosso qualquer.
O manifest tem quasi 50 ps de compri-
mento, do qual se precisa tirar tres copias antes
que se possa desembarazar o navio. O papel se-
ment empregado nos documentos, fra o dos
conhecimentos da carga, cusa 10 shillings.
Al agora a conducta do governo do Brasil
tem sido Ilustrada e 00 sentido do progresso, e
esta sbito e inexplkavel movimadlo do atrazos
tem admirado e confundido seus melhores amigos.
< Entre outras medidas disparatadas e impo-
lticas, figura a da impos^o do direito de ex-
portando sobre o caf, sob a i lea absurda, d;
que o importe deste direito vem a sabir da algi-
beira do estraogoiro, em vez do lazeudniro.
Se o Brasil fosse o nico paiz productor de
Cit, neste caso elle sahna com effailo da alg-
beira do estrangeiro, vindo afinal a recahir o im-
posto sobre o consumidor; porm como o Bra-
sil figura srnenle na razio de um entre os mu-
tos paizes productores do caf que sio seus com-
petidores nos marcados estraDgeiros, claro que
o imposto hade recahir sobre o fazendeiro do
Brasil, e tolher-lhe os meios de competir com
outros paizes, que produzem o mesmo artigo.
Teve lugar um meeting dos negociantes e
cndores mais ligados com o commerciodo Bra-
sil, em Liverpool, na salla do mercado de al-
godio, no dia 20 para o fim de lomar-se em con-
sideracio a conveniencia de so dirigir um memo-
rial ao governo do Brasil sobre o vexame da miu-
da individuaco, que exigida pelo regulamen-
to da alfandega do Brasil aos maeifestos dos" na-
vios.
Oceupou a cadeira da presidencia o Sr. W. C-
Miller, e foi com eff-nio nomeado urna commis-
sio para considerar se seria pru lente .appellar
directamente para o raioistro brasileiro, ou por
intonencio da cmara do coramercio ou ambos
coojunclamoale.
Foram recolhidos casa de delenjao nos
das 13 e 14 de corrente 6 homeos e 2 mulheres,
sendo 6 livrea a 2 scravos, a saber : 2 a ordea
do Dr. delegado da 1 districto. que sao Bento,
escravo da Antonia Jos Das o Catharina, de
Jos Loo re neo ; a orrlem do subdelegado de S.
Jos 1; a ordem do da Boa-vista 3; e a ord*m
do da Cipunga 2.
Passsgeiro do vapor inglez Tyne, vindo dos
portos do sol: F. YV. Auest Jos Fernandes de
Souza Alves, Joaquim da Cunha Meirelles, a t92
para Europa.
Passsgeiros que seguiram deste porto para
os de Europa no vapor inglez Tyne no dia 15 de
abril:Jos Cancio Bohemia Sampaio e seu cria-
do, Jos da Cunha, Joio Browne, Joio Henry
Dilton, Joio Mariatl, Jos Alvos Barboza sua
senhora e duas filhas, Caetaoo]do Assis Campos,
Emilio WiU de Saint Cali, Joio Bood, Selth
Spencar, James Watkins, Thomaz Lucas, sua
senhora o dous filhos, Joio Bevan Smilh. a um
menor, George James, BeTnardino da Silva Cos-
ta, A. Finck. Pheipe Tarbis, Antonio Das de
Souza, Odorico Alves Raptso da Cmara, Manoel
da Silva Santas, Manaei Jos do Nascimeato Sil-
va, Narciso Jos Nelto, Demingos Rodrigues de
Andrade, e sai senhora, Manoel Cava tesarte de
Albuquerque, Joaquim Cavalcantede Mella, Jos
Candido de Moraes, Manoel Azevedo de Andra-
de, e o menor Joaquina da Suva Castro Jnior,
Joaquim; Vieira Coelho,. Boaventura Azevedo
de_Andraa, Avnelia Mara aa Conooicio, Joa-
quim Lu z Vieira, Jos Joaquim da Costa llaia,
ai senhora cinco (listos e urna drada.
nao
Co^muJaioaas,
-
THEATRO.
Eai SaoU Isabel astrosa ta*c tetra paasada a
empreza-Germano-na Probidad Houve enebeq.
te enmaleta. AqoeTte drama tahto no gosto dp
publico flamiaensa *** iaaatltainaota o applan-
dio em Buae Ihnu a lantw voaea que ali su-
bi sena no gymnasio. Todava sejam os fran-
co, quem j vio o luirle Olro nio sei o que
acha na Probidade 1 E eom ludo um bello drama,
menos o monologo do jndeu Jacob qua Taz mor-
wr d tedio e tomad ao mais flaugmtUco (Mel-
tuito!
Digamos algama coasa sobre o cjrrar do
drama;
. O Sr. Thomaz no sao papal de Jacob caracte-
risou-se mal, pareas mais a veiho doa acaso
sertes do que o filho da axtincla a amaldicoada
raga. E' tima coasa qan d preciso notar. O bom
deeerapenho- d'aaa papal nio asti s na felit in-
tarnratacla da tyao, rasa sim, aa afa aceitado
caractoristco. iSvm, bn a miaa probidade
* tmparcial, disae a m papel sofrivetmeate.
o jogo do navio, om mmica, nada fez. B* bas-
tante embarcar urna vas para se poder ao menos
imitar aos enjoados, aio verdade?
Adiinte.
Henrique Soares e Manoel Escota sio duas
creacoes soberbas. Os Srs. Germano a Mondes
trabalharam n'essa noite com algum talento,
mas com nenhum gosto. Estavam desanima-
dos a aem inspiraco artstica. Osymoalhico ar-
tista aterpretou dubamaote a creado do typo I
Trabalhos lio fri no segando acto, e 00 correr
da per;a einpo-se tanta ae ponte, parando por
vezes, que f fallar franco, o deseoohecemos I
Qmndo rrcoahece o sea amigo a amigo compa-
nheiro d'armas, o aspirante Nogueira trabalhou
sem animacio, gosto e arte I Era apenas o tro-
cir da mina da doui amigos que a urna semana
nao sa viam !
Prosigamos.
As honras da noite coaberem inconlestavel-
taente ao Sr. Nunes no interesante papel de
Collares. Nada deixou i desejar. Bem carecte-
naade. aem afT. taco, e inspirado em extremo
deaempenhon talentosamente o seu papel de pro-
carador ambicioso, disfarcado ehypocrita. N'uma
obeervacio acarada naseeu delle a bella creacio
do typo I O seu papel do terca feira bastara pa-
re dar-lhe nm nomo, se nio tivesse j um confe-
rido pela opiniao publica. Ouca-nos, Sr. Na-
nea. Nao se jnlgne li por este nosso merecido
elogio um genio 1 E' o mal Incuravel de todos os
artistas.
Urna palivra Sra. Manoels.
A joven interprete de Adelia agradou muito a
platea, verd-de, mas eu peco aqui licenca pa-
ra nao coneordar com a piales, ceocordmdo, en-
trslnta, com ospreceilos da arto. A reacio
da virgem que ama, lio pura como os seus so-
nbos d'nnoceocia, cr engaada no amor pater-
no do marioheiro, e que feliz sorri no embriagar
do muado, sentindo junio a si bater de cuiohos
e amores o corarlo da mulher que so faz fingida
mie.-saado-a vardadeirn, nao foi, digo, Interpre-
tado com lalento e arte pela Sra. ManoeU....
A actriz enchafurdou no lodo, permittam-me a
expressio, os sentimentos puros da creacio e
a belleza do typo I.. Sua pronunciacio toda af-
cciada, palavras soltas como que de estocada, e
o andar polkando em scena, e mil outros defei-
tos em tnimic, fechara o funeral do infeliz pa-
pel de Adelia, interpretado pela Sra. Manoelal
Oremot-lhe pela alma. Ah I Gymnasio !..
A Sra. Carmella compreheodeu soffrivelmente
o carcter de seu papel, mas estava pessima-
mento csracterisada. E* um dos principies de-
teitos qu-) temos notado n'eatas duas recitas da
erapreza Germano, o ms gosto no caracterstico !
Os mais papis do drama correram em relacio
aos sentimentos dramticos de seus diversos
execulores.
Urna observacao.
Para urna estrs tio anteciaada etava ridiculo
um pedazo de laboa redonda que fi^urava como
mesa, na praga d'armas da fragata. Um navio
de juirra com urna mesa propria de lasca, nio
tolero I
Por hoje basta. Esludo, gosto e animacio
que almejamos a empreza do sympathico artis-
ta, sem o que melhor termos o theatro fe-
chado.
W.
COMflflBltClO.
aVlfamdegra.
Rendimento do dia 1 a 13. 188:120*515
dem do dia 13......12U5IS824
200:172*339
Movimeulo da alfandega.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros.. 51
Volumes saludos com fazendas.. 47
com gneros.. 427
51
474
Desea rregam hoje 16 de abril
Barca francezaFranklinvinho.
Barca americanaSalembacalbo.
Exportado.
Da 13 de abril.
Brigue suec%Sa/amander, para o Canal, car-
rega rara :
N. O. Bicber, 400 saceos cora 2000 arrobas de
Batanar,
Barca americana Fia-Franco, para o Canal,
carregaram :
James Ryder & C, 1000 saceos com 5.000 ar-
robas de assucar.
Heccbedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 13. I3:189f539
dem do dia 15.......2:3915234
15:5839773
Consulado provincial.
Rendimento do dial a 13. 28 9748135
dem de dia 15......1:8909278
30:8645413
Movimento do porto.
Dia 14.
Nio houveram entradas nem sahidas.
Navio entrado no dia 15.
Portos do Sul6 dias, vapor inglez Tyne, com-
mandante Jellicoe.
Navio sahido no mesmo dia.
Sonihampton e portos intermediosVapor inglez
Tyne, commandaate Jellicoe.
a. a. a*
t* _
l '
I florn
c
Atntotphtr*.
P3
W
w
re
Direeeo.
Intensidade.
ai s t -a X S Fahrenneit. 1 m 0
? *. os O 00 8 00 Cintigrado. M O 0
-4 j 00 2 t Hygrometro.
0 0 -. os
kO "os ~1 00 te
Cisterna hydro-
metrica.
Franeez.
t S g 8 Sf
"9 18 '
inglez.
O
ea
OD
R
se
sj
5
M
r
1
A noite de aguaceiros. Vento E fresco das 11 fa.
em chante.
OSCILACAO DS S4ARB'.
Preamar as 8 b. e 6' da maohia, altura 6,6 p.
Baixamar as2 b. e 18' da tsrde, altura 1.6 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 15 d
abril de 1861.
Romano Stkpple,
llnente.
- a vi
--------
0 Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Soga e da de Ohristo e
jota dodrrerte especial do commardo desta ci-
dade do Recife a seu lermo, capital aajMafh.
eta de Perpambace tor S. 1t\ t C. o feWu.
VaStd H, ^4>e Deo gairde, etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem,
que a requortmapia de> JosAoMio da Silva
Araujo.-a^galerta alelmTjela senteoca
do theor segalnte : w
Expoaao Josi Aatoaio a Silva Aiaa, gom-
482,000 por aoco-
331,500 por anna
anno
204,000 por anno
202,000 por annov
182,000 por anno
182,000 por anno
160,000 por anno
103,000 por ann
201,000 por anno
152,000 por anno
182,000 por ann
300,000 por anno
merctante eatiaatanida eom leja de mud>_
ra do Oueimado a. 17, haver cessado os 1.
pagameoos declaro o mesma Araujo em estad
^*2w. 6*0 o termo legal da exirteacia
1* contar do da 2 de margo prximo pas
8VOO.
flomoio caradores tcm$ os credores Raatoa
Pfat 4 G-, e depositarios interinos os credenw
wrieita Lopes 4C. o prosuda pelas pnmoiaa
InS^*?0 "M*' **}M egosdos assgaa-
_jerme de deposito, o escrivio remetiera cofia
esta seo tenca ao juiz de paz competeote para a
apcesicSo de selles que ordeno se poahnsa aa
f ITd* d* le* e i0
Feilo o que e publicado a presente nos arl
St2 do cdigo e 129 do regulamento n. 738,1
pvoceder is eubsequentes diligencias, qua o*
mencionado cdigo e regulamento prescrevenr.
Recife 8 de abril de 1861.Anselmo Francisco
E mais ae aio continha em dita senteaca aqai
transcripta, e sendo notilcados es depositarlas
interinos nomeados para assignarem o preciso
termo, declararan), que nio aceitaran a nomea-
50; portanto foram Romeados os credores Kalk-
mann Irmios A C.
E para cumprimento da minha sentenra con-
voco i todos os oradores presentes do dita fallido
para eoraparecerem neste juizo a6m de se proce-
der a_nomeacio de depositario 011 depositarios
que hao de receber o administrar provisoriamen-
te a casa fallida.
E para que ebegue ao conhecimeato de todas
etl o presente publicado pela imprensa e^ffixa-
do na forma do esiylo.
Cidade de Recite 15 de abril de 1861.Ea Ma-
noel Mara Rodrigues do Naseimenlo, escrivio o
snbscrevi.
Anaetm Francisco Peretti.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento do anigo 7.* do regulamen-
to do collesio dos orphios de Santa Thereza a
ordem dj Exm. Sr. presidente da provincia de 5>
do corrente, manda fazer publico, que ao dia 2*
do mesmo mez, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vio a praca, para aerem ar-
rematadas aquem mais der a renda dos predios
abaixo declarados, perlenceutes ao patrimonio
dos ditos orphios.
N. 1.Largo de Pedro II, se-
gundo andar...............
N. 1. Rus do Queimado,
loja........................
N. 2.Ra do Imperador, so-
brado de dous andares e loja. 1:661,000 por
N. 4.Largo do Paraizo, ao-
brado de dous andar loja. 901,000 por ana
N. 5.Ra das larangeiras,
casa terrea.................
N.8.Ra Velna.casa terrea.
N. 9.Ra da Gloria, sobra-
do de um andar e loja.....1:001 ,fl00 por anno
N. 10Roa de S. Gencalo,
casa terrea.................
N. ll.-Hua de S. Goncalo,
casa terrea.................
N. 12.Ra do Sebo, casa
terrea......................
N. 13.Ra dos Pires, casa
lerrea ......................
N. 14Ra do Rosario da
Boa-vista, casa lerrea.....
H 40.Ra da Lapa, casa
terrea......................
N. 41.Ra da Lapa, casa
terrea......................
N. 61.Ra da Cacimba, casa
terrea......................
As arremataces serio ieitas por lempo de tres
annos a contar do 1 da julao da 1861 a 3 da
junho de 1864.
As pessoas que se pro puser em a estas arrema-
taces comparecam na sala das sessoes da mesma
junta no dia cima declarado pele meio dia com-
petentemente habilitados aa forma dos artigos,
abaixo.
E para constar se rnandou atusar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretarla da thesouraria provincial de Per-
nambuco 9 de abril do 1861.
O secretario
Antonio F, d'Annunciar-o.
Arl. 75 do regulamento da thesouraria.Oa
contractos de arrematacio de renda, que impor-
tara em mais de 2:0009000 reis, serio effectuado*
sob a garanta de dous fiadores, idneos, que te-
nham bens de raz na cidade do Recife, ao me-
nos um delles urna vez que o outro seja notoria-
mente abonado.
Artigoa do regulamento interno da thesouraria.
Art. 16. Os documentos comprobatorios das ha-
laces dos arrematantes, e os que devem provar
a idonedade dos fiadores serio apresonlados na
sessio da junta anterior a de arrematacio, para
serem tomados em considerado, resolver-se so-
bre aQan;a e adruitlir-se o licitante.
Art. 17. As licilages serio ofierecidas era car-
tas feichadas com o sobscripo proposta para a
arrematacio tal. Estas cartas serio com a pre-
cisa antecedencia laucadas pelos licitantes as
caixa do cerreio, e recebidas na occasiao da arre-
matacio, do administrador desta reparlicio, por
um empregado da thesouraria para serem abertaa
em junta na presenca de todos os licitantes.
(Conformej
O secretario
A. F. d'Annunciaeao.
-O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento do artigo 7o do regu-
lamento do collegio dos orphios de Santa The
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do corrente, manda fazer publico
que no dia 6 de junho prximo vindouro, peran-
te a junta da fazenda da mesma thesouraria^
vio a praca, para serem arrematadas a quem
mais der a reoda dos predios abaixo declarados:
pertencenlea ao patrimonio dos ditos orphios.
N. 1.Largo de Pedro II,
salla do Io andar........ 180,000 por antro.
N. 95.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 236,000
N. 96.Ra do Pilar, casa
lerrea.................... 157,000
N. 97Ru do Pilar, casa
terrea. .................. 161,000
N. 98.Ra do Pilar, casa
lerrea.................... 224.000
N. 99.Ra do Pilar, casa
terrea........n.......... 167,000
N. 100.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 162,000
N. 101. Ra do Pilar,
casa terrea-*............
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea)..............
N. 103. Ra do Pilar,
casa terrea...
N. 104. Ra
casa terrea...
N. 15. Ra do Pitar.
casa terrea..............
\. 1.Estrada da Pama-
metim, sitio............
N. 2.Estrada de Parna-
merim, silio............
N. 3.Estrada do Rosari-
nho, silio ..............
N. 4.-Estrada da liaraei-
ra, sitio................ 212)000
N. 5.Forno da Cal, sitio 35S.O0O
As arremataces serio feilas por
3 annos a contar do Io de julho de 1861 a'SJda
junho de 1864, a sob as cendicoes conslaatea-
do edital de 9 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presentes
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.
O secretario
A, F. da Annunciti.
De ordem do Sr. inspector desta alfandega
se faz publico, quo existindo no quarto do archi-
vo aa merendonas abaixo designadas, que foram
achadaa na sala da abertura, alera do prazo mar-
cado ao art. 302 do regulamento, sio convidados
seus dones-oa consignatarios virem despcha-
los ae prazo da 30 dacoalado deala dala, fiado
o qual serao ellas arrematadas om basta publica
sem que Ules Oque direito de allegar cousa alga-
ma contra es-eMlea desta venda :
de folleo, -para beatetn.
panno MralgodSo cru liso,
ndegads f HHWl1 iep^-de abril de 1861.
03. escripturario,
Gedifredo Henrique do irania.
O Illm. a*, isernolnc dn thasouraria prc-vn-
aal manda fazer publico, para eaobacimeolo doa
WboMjIO foreiros da propriedades perteneentes
ae irftrimsnio dos erpssoe deala cidade, qoels-
t*m* dafciUw isacumeoie esta <*-
m.JP aio fizsram. serio
os mwmos QaaoonsliMMoa para juizo, aflm 8a
serem cobrsdos ju'w
do Pilar,
181,000
162,000
181,000
172,000
170,000
500,000
120,000
321,000


tempo
da


(*l
MAMO DI FEftfUBMEOO. TERCi FH*A t*
de mi.
*v.
Epara coaltar, se maadou affizr o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraris
provincial de Pernambuco, 5 de marjo de 4861.
O-aecretario
A. F. d'Anouociaso.
O Illm. Sr. inspector daloesuraria provin-
cial, em cumplimento so art, 7* do ragulamento
do collegio dos orpbaos de Santa Thereza e or-
dem do Izas. Sr. presidente da provincia de 5 de
correte, manda fazer publico, que do dia 16 do
maio prximo fututo, peraote junta da laceada
da meama thesouraria, vo praca para aerera
arrematadas quera maia der a rendados pre-
dios abaixo declarados pertenceotes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Gasa terrea,
67 Casa terrea,
68 Casa terrea,
poranno..... 122*000
dem idem .... 81g0O0
Ra dos Burgos.
por anoo..... 2O5$O00
69 Casa terrea, idem idem .... 12590OO
Ra do Vigario.
72 Sobrado de dous andares e loja,
poranno.........
Ra da Senzala Velha.
79 Sobrado de doua andares a loja,
por anno........
0 Sobrado de dous andares o loja,
por anno.......
81 Casa terrea, por anno. .
82 Casa terrea, idem idem ....
83 Casa terrea, idem idem ....
Ra da Guia.
84 Casa terrea, por anno.....
* Roa do Pilar.
91 Casa terrea, por anno. .....
92 Casa terrea, idem idem ....
93 Casa terrea, idem idem ....
94 Casa terrea, idem idem ; .
As arrematares eero eitas por
anno's a contar do 1 de julho de 1861 a 30 de
junho de 186i e sob as condigoes constantes do
edital de 9 do corrento.
E para constarse mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O secretario, A.
F. da Annnnciaco. ____
60-25000
8753*000
7539OOO
191JOO0
200S0O0
1629000
1689000
162*000
1629OOO
1729000
2533OCO
lempo de 3
DeclaraQOfts.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, pata fornecimento
do arsenal de guerra, tem do comprar os objec-
tos seguintes:
Para o fardamento do corpo de guarnico da pro-
vincia da Paralaba.
1211 baldes grandes lisos de metal amarello.
383 ditos pequeos dito de dito.
84 grosas de botoes prcto de osso.
153 pares de clcheles pretos.
600 varas de briin da Russia.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente ai
suas propostas em carta fochada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 22 do
correte mez.
Sala das sesses do conseibo administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
abril de 1861.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Hajor vogal servindo de secretario.
Vice Consulado de
Espaa.
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de lss cartas de
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
dispona ; los empiezos nuevamente con 15 diai
de trminos para verimcar-los, advirtiendos que
ademas del derechos del documentos, tendrn de
pagar 200 reales de velln de mulla, con destinos
ala Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio
Cinco das despus de este nuevo emplaza-
miento, los que no se hayan presentado no
sern considerados como Espinles y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este vice consulado
cuando lo necesiten.
Pernambuco, 20 de marzo de 1861___El vice
cnsul, Juan inalada Hejo.
No dia 8 do corrente foi apprehendida-, e
acha-se recolhida casa de detencao, urna preta
de nome Quitea : quem for seu senhor, compa-
reca na subdelegada do Retif-, aonde, provando
pertenrer-lhe, se far entrega.
Recife 15 de abril de 1861. Antonio Gomes
Miranda Leal.
Capitana do Porto.
De ordem do Sr. chele do diviso e capito do
Porto se-faz publico que vai-se proceder quanto
antes ao lapatnento da barreta das jangadas, para
o que previne nao haver naquelle lugar ni ais sa-
bidas ou entradas para embarcarlo alguma.
Capitana do Porte de Pernambuco 15 de abril
de 1861.Joo Nepomuceno A. Haciel, servindo
de secretan}.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6" dividendo
de 12#500 por accSo.
Conseibo administrativo.
O conselho administrativo, psra fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguales :
Para a escola militar de Pimealeiras.
4 resmas papel almajo.
4 quarleiroes pennas de gauce.
2 duzias lapis.
6 garrafas tinta preta de escrever.
20 exemplares collocoesde cartas.
20 taboadas.
6 exemplares grammalica portugueza adoptada
ltimamente para as aulas de primeiras leltras.
20 exemplares compendio ds arilhmelica por
Cola jo.
20 culleces de compendios para uso das aulas
de primeiras letras, 6a edicio.
6 colleces de traslados.
12 carlilhas.
6 ardosias.
4 duzias creioes.
2 libras esponja.
Quem quizer vender taes objectos aprsente ai
suas propostas em carta fechada na secretarii
do conselho, s 10 horas da manhaa do da 17 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsonal de guerra. 10 de
-abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto de Frias Villar,
Hajor vogal servindo de secretario.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notai
de sua emisso de 10$ e 20$ sem prejui
zo dos possuidores por mais dous mezes
que bao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da azenda de 31 de ja.
neiro ultimo e findo este pra-o s po-
de ra' ter lugar a substituicao ou res-
gate com o descont mental e progresti-
vo de lOporcento por eada mez.
Recife 9 demarco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
plimento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 meses a contar desta data,a
substituirlo das notas 4 20$ da emiisao
da mesma caka.
Caixa filial no Recife os 20 de mar-
?J de 1861 .O secretario da directora
rancisco J080 de Barros.
Arsenal de,guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do ar-
senal deV>erra, se faz publico a quem convier,
que oos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7. de marco de 1860, se tem de mandar manu-
facturar os seguintes artigos :
300 capotes de panno azul. t
100 mochilas de brkn da Russia.
600 leoces de brim.
400 camisas de brim.
90 fronhaa de brim.
50 toalhas de brim.
100 guardaoapos de brim.
Quem quizer arrematar o.fabrico de ditos arti-
gos no prazo de 25 dias, compreos na sala da
directora do meamo arsenal, pelas 11 horas do
dia 16 do correle com ra proposta em que de-
clreos o menor prego, e quaes seus Dadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 12 de abril
de 1861.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Pela subdelegada de polica da freguezia de
Santo Antonio achara-se recolhidos presos na
cesa de detenco desde 7 do mez corrente por se-
rena encontrados as ras desta freguezia fra de
hora, os pretos : Renedicto, que diz ser escravo
de Luiz Carlos Coelho da Silva ; e Germano, que
diz ser escravo de Joo de Ul RalUr : quem for
seus donos, queiram comparecer neste juizo para
o flm de pagarem a respectiva multa municipal,
depois do que serem sollos. Recife 12 de abril
de 1861.Villaga, subdelegado.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
3.a Recita da assignatnra,
Quarta-feira, 17 de abril de 1861.
GRANDE ESPECTCULO.
Subir scena pela primeira vez neste theatro
o magnifico drama em 5 actos, escripto em verso
pelo Sr. L. A. Rourgain, autor do Pedro-Sem,
Luiz de Cames, Casa-Maldicta e outros,
0 MOSTEIRO
DE
8AXT1A6
assumpto da opera do'maestro Donizetti
a. moin \.
DENOMINADO DOS ACTOS.
1.O no vico e o pagem.
2.O prazo dado.
3.-A maldico !
4.O throno e o altar.
5.A expiaco.
PERSONAGENS,
D. Alfonso I, rei de Caslella... Thomaz.
Fernando, novico.............. Germano.
Balthazar, superior............ Mendes.
D. Gaspar, valido............... Nunes.
Primeiro fldalgo................ Raymundo.
Segundo dito................... Valle.
D. Leonor de Gusmao, a Favo-
rita........................... D. Manoela.
Ignez, sua confidente............ D. Carmela.
Um pagem..................... Leite.
Damas, cavalleiros, pagens, guardas, frades e
peregrinos.
Caslella1340.
Os coros sao os mesmos da opera
O scenario do primeiro e quinto actos sao no-
vos, pintados no Rio de Janeiro e aqu retocados
pelo hbil pintor o Sr. Francisco Dornellas.
O primeiro acto representa urna galera do con-
vento de Santiago de Compostella ; alm da ga-
lera v-se as arvorese sepulturas do claustro.
O quinto icio,o claustro do roosteiro de Santia-
go. Noite deluar, cruzes, sep^uras, etc., etc.
E' de um magnifico effeito esta scena, e a empre-
za nada poupar para que seja completa.
Terminar o espectculo com a nova comedia
em um acto,
FEIO DO CORPO E BONITO DALH4
PERSONAGENS.
Antonio......................... Campos.
Francisco...................... V alie.
Crispim........................ Mendes.
Marianno...................... Vicente.
Sargento Cutilada.............. Raymundo.
Bernab........................ Leite,
Isabel.......................... D.Anna Chaves.
Bernarda, adela................ D. Jesuina.
Coro de ferreiros, etc.
Comecari s 7 ,' horas:
Avisos martimos.
j ^
COMPANHA BRASILEIRA
DE
MDinriS iYJBINMa.
O vapor Cruzeiro do Sul, esperado dos
portos do norte al o dia 18 do corrente, depois
da demora do coslume seguir para os portos
do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-sc
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua cnegada ;
agencia ra da Cruz b. 1, escritorio de Azeve-
do & Mendes.
COMPANHA PERNAMBJJCANA
DE
Navegaco costera a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara*.
O vapor Iguarass. commandante Horeira,
sahir para os portos do norte ale o Cear no
dia 22 do corrente mez. Recebe carga al o dia
20 ao mel dia. Encommeodas, passageiros e
dinheiro a frete at o dia da aahida as 2 horas:
escripto rio no Forte de Hattos n. 1.
Passageiros para Marselha.
Segu para Marselha at o fim do corrente mez
a veleira barca franceza Franklin, s recebe
passageiros, para os quaes tem excellentes cora-
modos : a tratar com Basto & Lemos, ra do
Trapiche n. 15, ou com o capito A. Bernard, no
armazem dos Srs. J. Mendibour, ra do Trapiche
Novo.
RiodeJaoeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceico pretende seguir com muiU brevidade, s
recebe peuageiros escravos a frete, pera os
quaes tem excellenles commodos : trata-se com
o* seos coDsignaUrios Azavedo A Meados, ao sen
escriplorio ra da Cruz o. 1.
Para a Babia.
A sumaca nacional Horteociai pretende te-
guir com muita brevidade, tem parte de sea car-
regamento prompto : para o ruto que Ihe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, so seu ascriptorio ra da Cruz n 1.
Rio de Janeiro v
segu com muita brevidade o brigue nacional
Almirante, s recebe carga miuda, passageiros
e escravos a frete, para o qdaes tem exceilentes
commodos ; trata-so com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriplorio. roa da
Crus n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu imprelerivelmente no dia 15 do corrente o
muito veleiro patacho S. Joaneiro, s recebe
passageiros e escravos a frete, para os quaes tem
excellentes commodos ; a tratar com o consig-
natario Manoel Alvea Guerra, ou com o capito
a bordo.
i
COMPANHA BRASILEIRA
DE
pipifis vt-rot.
E' esperado at o dia 16 do corrente dos portos
do sul o vapor Paran, o qual depois da demo-
ra do costume seguir para os portos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser ambareada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes.
COMPANHU PEzMMl'Cm
Navegaca costera avapor
O vapor Persinungaa, commandznte Moura,
segu para os portos do sul de sua eacala.no da
20 do corrente mez s 4 horas da tarde. "
itecebe carga at o dia 19 ao meio dia," Pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sabida s
norag- Eacriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Leudes.
para a
e que-
de to-
logistss
meio
LEILO
O Sr. F. Sauvage estando a retirar-se
Europa pelo immediato vapor esperado,
rendo previa e formalmente despedir-se
das seus bons amigos e freguezes Srs.
desta cidade, aproveitar a occasio por
de um
LEILO
que far a sua casa, ra da
Cruz, na terca-feira
16 do corrente
s 10 horas da manhaa, no qual serio a presenti-
das as melhoresf azeodas de seda, l, linho e d'al-
godo a aprasimenlo dos mesmos senhores a
quem pretende deixar penhorados da sua reco-
nhecida urbanidade, e fortes desejos de bem sa-
tisfaze-los.
LEILO
Com lanche.
Quarta-feira 17 do corrente
s 10 horas em ponto
O agente Pinto, autorisado por um estrangei-
ro que retirou-se para Europa, far leilao dol-
os objectos pertcncentes a sua casa de residen-
cia, consistindo de urna mobilia de j a caranda, ca-
deras de balanco ditas de encost, ditas ameri-
canas, mesas de jantar, guarda-roupas, lavato-
rios, espelhos, msrquezas mesas pequeas, ap-
daradores, cama de ferro, toacas e vidros, na ra
do Imperador n. 44,1. andar.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Terca-feira 16 do corrente.
Costa Carvalho farleilo por coala de quem
pertencer da taberna do pateo do Terso n. 14, a
qual ser vendida a retslho ou a vootade dos
compradores;
LEILAO
Quinta-feira 18 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por conta de quem
pertencer de dous carros promptos e cavallos
sendo um delles novo, no dia cima as 11 horas
em ponto, ns cocheira defronte do Dr. Sabino na
ra de Santo Amaro.
LEILAO
DE
Carrocas e bois.
Sexta-feira 19 do corrente.
Costa Carvalho far leilao no dia cima as 11
horas em ponto em sea armazem na roa do Im-
perador n. 35, de carrosas com bois proprias pa-
ra o trafico da carrosas e carros.
LEILO
Quinta-feira 18 d corrente
. em seu armazem
na ra do Vigario numero 19.
O agente Gamargo tendo de se mudar
do armazem da ra do Vigario n. 19
1 eilSo a o correr do martello dos objec-
tos existentes no referido armazem-
Na mesma
occasio Tendera' um ptimo piano,
um carro d'alfandega, dota cavaNos
sendo um de montana e outro de ca>
ro ambos Mcellentes, bem como um
berco dejParanda', umjoilet do mes
mo no mencionado dia as 11 horas
ponto. -^ *
S,
em
Avisos diversos.
- Urna pessoa que tem sob aba direejao algu-
maf escripias se offerece a lomar conta de ou-
tra; garante bom desempenho e brevidade : a
tratar na ra do Crespo n."20 com o Sr. Jos Ma-
noel dos Sanios Villasse. *'
Alftga-se um'escravo moco para lodo servi-
?o, vendem-se travs de 40 a 60 palmos : na ra
do Imperador n. 50, 3 andar.
Precisa-ae de um caizeiro capaz de tomar
urna tahea por balando ou com interesse.
dandoj>dor sua conducta: na ra das Cruzes
n. 22.x.
Etienne Chantre vai Europa.
Precisa-se de um caixeir'o que tenha algu-
ma pratica de taberna, e que d fiador a sua con-
ducta : na ra do Rangel n. 10.
*- Aiuga-se urna sala com dous quartos do so-
brado da ra do Queimado n. 14 : a tratar no
meamo.
[Collegio Bom Conselho,
Ra da Aurora n. 50.
Precisa-se de um criado para o servico
bdixo prefere-se escravo e garante-se
JOS mensaes.
Koga-se aos Srs. abaixo declara-
dos que tenham a bondade de compa-
recer a' praca da Boa-Vista n. 16 A, a
negocio de seus interesses:
Os senhores:
Joao Paulo de Lima.
Francisco Goncalves de Souza.
Jos Antonio de Ol veira.
Joaquim" Vicente Marques.
Jos Fiel de Jess Leite.
Jos Lino de Castro.
D. Faustina Mara Coimbra.
Francisca Adelaide Carneiro Castro.
O agente Camargo tendo. de se
mudar da ra do Vigario n. 19 para a
mesma n. 10, roga a todas as pessoas
que tem objectos em seu armazem quei-
ram vir buscar no prazo ^le dous dias
da data (leste, o contrario serSo ven-
didos ao correr do martello na quinta-
feira 18 do corrente em leilao publico
as 11 horas do dia*
Desappareceu no dia 13 do corrente, as 5
horas da tarde, da ra do Areial, em Fora de
Portas, n. 24, a crioulinha menor de nome Ma-
ra, vestida de rozo o descaiga : quem da mesma
souber, leve a noticia a dita casa, que se agra-
decer.
Feitor.
Precisa-se de um feitor que entenda bem de
jardim e horta, e que d fiador a sua conducta :
na ra Nova d. 38.
Armam-se com perfeico chapeos de sol,
pelo diminuto preco de 400 rs. : quem quizer,
dirija-se a ra do Livramento o. 30, que se dir
quem os arma.
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
urna pessoa ; na ra do Trapiche n. 20, segundo
andar.
Attenco.
Ainda no Diario dtVernambuco de 12 do cor-
rente apparece o Sr. Jos Dias da Silva com o seu
favoritoPela ultima vezI! Desta vez j dis-
conflou S. S do seu pretendido direilo basiado
as taes conciliacoes, e entao, tirando se de seus
cuidados, j o quereocaixarem urna certido ex-
trahide do processo da quebra de S. S., e da qual
nao se prova que Mouro lhe seja devedor, e an-
tes prova que este alcancou urna senienca pelos
meios regulares, a qual obriga a S. S. ajustar
contas com dito Mouro mas estao essas contas
justas? Esse parecer dos credores de S. S. em
dita reunio importar urna senlenca condemna-
toria, que obrigue a Mouro pagar-lhe esse pre-
tendido debito, eS. S. nao pagar-lhe o que elle
julga-se com direilo ? hoc opus hic labor est.
Mas, diga S. S., o que tem o respondente ainda
com tudo isso ? A quem assignou o titulo que pa-
gou? Qual o Ululo que o transferio a S. S., ou
qual a sua legitima qualidade de propietario del-
le e de preferedeia aquello? onde a sciencia in-
contraria do respondente?
E' por cerlo boa a lembranga de S. S. no tal
communicado, quando diz, que pague o respon-
dente o que lhe deve, e que de sua parte nin-
guem se oppor a sshida do respondente 11 E
esta enlo basta somente que S. S. digadeve-
me e quero que pague-me, seno.... P.iis bem :
o respondente vai dar a S. S. um prudente pare-
cer : ei-lo, lembre-se S. S. que melhoi dodu-
zir logo esse direito em sua acceo peraote o com-
petente tribunal, que o respondente quer defen-
der-se; veja S. S. que o respondente para isio
tem demorado-se, e espera-a, e que hoje esto
os tribunas abertos e j nao ha ferias : ora, se
S. S. encontra assim to boa disposico da parte
do respondente, e ae as ferias j o nao impatam
e conta S. S. com 18o bom direilo de sua parte,
o que Taz e o que resta-lhe?
E' propr sua accao, porque o respondente con-
tinua a dizer-lhe que nada deve-lhe, e nunca
com S. S. leve transacQes. Crea S. S que em
nada tem encommodado ao respondente, o pedido
de S. S. ao Sr. Dr. chefe de polica, porque nesse
pedido nada v que o incommode e prejudique.
Victorino Teixeira Leite.
Almo Urna pessoa se offerece a mandar comida com
a maior limpeza e perfeigo, sob prego muito
commodo ; as pessoas que de seu prostimo se
queiram utihssr, dinjam-se a ra da Senzala Ve-
lha, taberna da quina n. 6, que se dir quem .
Precisa-se de urna ama para cozinhar ; na
ra do Rangel n. 11, loja.
ASSOCIACtO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 21 do correte haversesso ordina-
ria da assembla geral, os senhores socios em dia
sao convidados a comparecer na sala das sesses,
pelas 10 1|2 horas da manhaa do referido dia,
alm de conbecerem como Ihes cumpre dos 1ra-
balhos do trimestre Ando.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 15 de abril de 1861.
Joo Francisco Marques.
1.* secretario.
Mestra de primeiras letras,
eosturas, bordados, etc.
Josepha Alexandrina Pereira da Silva, achan-
do-se provisionada pela directora geral da ins-
trupsao publica para ensinar particularmente pri-
meiras letras, offerece seus servicos aos pas de
familias que Ihequizerem confiar suas lilhas, nao
so para o ensino de primeiras letras, como tam-
bera para o de coser, marcar, fazer labyrinthos,
bordados de lioha, seda, froco, prata e outo; bem
como fazer e enfeilar chapeos de palba e de seda
para senhoras e meninas : na ra do Hospicio
numero 76. .
Joo Martina dos Santos Cerdoso, Brasilei-
ro, vai a Europa tratar de sua saude.
N'um engenho distante do Recife 6 legoas
precisa-se de um moco solteiro que-tenha as ha-,
pilitaces para ensinar com perfeico as Konua
porlogueza, franceza e latina ,- e se a estes co-
nheclmentos reunir os de msica e de piano, pa-
ra ensinar; maior ser o ordemdo : quemo pre-
tender, dirtja-se ao escriptorlo do 8r. Octaviaoo
de Sonsa Franca, ra de Apello n. 30, que acha-
ra com quem tratar.
. 7" Prt"* le um homem Portnguez par
do Porto; bu Cinco Ponas a, 71,
ARMAZEM PR60RSS0
DE
largoaaP
e em bar-
O proprietario deste afazem par-
ticipa aos seus numerosos fregnezes assim como aos Srs. amigos do bom e barat que ae acha com
!S?^16 orttmeulo de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
vindos por conta proprie, Vende-oa por menos do que em ontrs qualquer parte
Nlanteiga iuglexa perfeitamente fio*. m r, libr,
rril se far algum abatimento. i.'"w r '
MaiUeiga franceza B.8n0Ta ,ue h, no mercad0 Tende.M, m n a UbM
iJSST,0}^.yson e pret0 8 melh- ^h' oo^^.
t^ar algu1l?b??fnt.Chegad0S fle8le UlU" "P" E^*" 16 en ^~
libra. recenlemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
boa^uadTdi .S'^,te?5'S.l?IB V,dV f8le mlrc,-d0 Pr Mrem mit0 frescae8 I*
ooa quiiidade a 640 rs. a libra e nteiro se far algum abatimento.
CaiximMs com uma e daas Vibras ,
swsA-sssr s asa.- -2 pe.r,r*r,t* ras
Passas multo novas v
gresso a 8 cada urna. em C'XX" Cm W 15 libr" Tende-,e oncente no Pro-
Bolacamna insleza. J 3
mazem progresso a 3000 a barrica e a SuCY^TwS!""0- ""t 0DCaOenU D0 **
\mcixas francezas 480rs. a libra^por,ose far algum abalimento>
Ularmclada imperial, .ii
Lisboa a 800 rs. a libr? d afamadorffbre. ** outro. b*os fabrionte. de
%**
vende-se a 1}600 rs. cada urna com
Latas com boVac\\iauas
differentes qualidades.
Chocolate
_ A ma18 SUpenr que tem Tindrf*1^te mercado a 900rs. a libra.
fbra. a e em latas de 1 libra, latais nova que ha no mercado a 900 rs.
Peras sof "\ . v.vva em C0Ddec de g 1brag p()r 3s500 a rela]ho t 48Q m a 1br^
Conservas fraacezftse inslezas .. m,
das em direitur. a 800 rs. o frasco. ma,$ DTa qU6 ha p0r ,erem 'ta"
Wetria, macarrao e talbarim. 4fl0 r, lihr.,
roba por Bf. "* a 400 rs. a libra e em caixas de urna ar-
Palitos de dente Uxados
. _"*-*w5 em molhos com 20 macinhos por 200rs.
T oacinbo de Lisboa A
a arroba a 9$. nT qU" D mercado 3*0 rs. a libra em barril
ST*1- mult0 n0T0 Tende-se para acabar a 400 rs. a libra.
a libra. S o que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
Banba de porco retinada.,.,. ,
480 rs. a librTeem barril a 400 rs. ** Pode h" n> ** ende-se a
Latas com pev&e de nosta
ro. ...r^.M j w T Preparado da melhor maneira possivel dssmelho-
gtSHrSTifu^S.q,Wl"^g Fartgi'y* "i" como tem salmeo e
mf.ifi.H T Uta enw ? 900 verdadeiros charutos suspiros e de outras muitas
^t^i^rlnh^atMt^ F,eHl chan,Pnhe d.sPm.i. acreditadas mar as!
rflJ,ft ia marrras1uino de lwor francez de todas as qualidades, azeite doce pu-
225? !*.a ga"a ?' noies a 32 r8' liDra- e"ilhas franceses, truct. em calda, azeitoaas
baratea e outroa muitoa gneros que encontraro tudo de superior qualidade "eu0H"
Cura certa das hydropesias.
..8 mDhM 'i88ens Pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alagoas ora
empregado pe o goyerno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localidad
mPAnf.U,,hf,X.P.erimenU?d0aS Planlas d0 ?aiiem molestias, administrndolas em dses ol
meus oenle. U menS PT1' Prm Mmpre Cm certe" de *ue Da0 P->ejudiceWa aos
t.nft J?\e.D?" nun,erode molestias, que Uve de tratar, urna classe me mereceu muita alinelo
So!esPi.l,f.ehq;d?oCpesiam ^ 8PP"eCe* Cm P6" "10rt"id,de ue aPresenla- ?**
r,.n^.d^ lrlar.de muitas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
S?.,wPS*am m,?ha esPeftacli?a i tend Porm conhecimento de nma planta, que havia produ-
duzdo bons resultados em alguna casos, tratei de esludar os seus effeilos e na vrdade tive o pra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropeiss
m.0 fflBt;0mP.0,^.bydrop1e8i-a8 qur Kt"*' qar Pa88i?" d0 ""mero das molestias mais terriveis
que affectam a nossa populagao e que grande numero de victimas ha feto em todos os lempo.
nf i"i.pre",i0 Um gra?de ?*? a humanidade com a descoberta de um agente to poderoso'
que nenhuma s vez me tem falbado. ainda mesmo nos casos mais desesperados. Poaeroso.
,. .,Na, asciUs iMropesia de ventre] costumam exlrahir o liquido por meio da puneco ; mas o
rZ dq.A8,-eXHr're h a catt"'.f* Mropesia. elle a constilue; a experiencia tem mostrado
que a extraccan do liquido que constilue a ascitis um meio palliativo com o qual d-se em verda-
de algum alltvio ao doente, mas seempeiora o seu estado ; por quanto serapre ou quasi sempre o
o extMh? reproduzcom n>ull ma,or raPidez- Da razao direc d operaces que se repetem para
Ouasi sempre a ascitis symptoma da leso de urna vicera do ventre particularmente do bsco.
.,. .i''0 ?eguro lralmento das hydropesias pelo novo agente, que nao receio em offerecer-me
para apphca-lo com a condic5ao de nada receber no caso de nao flear o doente curado, seja (fal
ormmUser nr JusCfflS ?Uh" efflfc d68le remedi0 seja comprov.do pelos mdicos Jedi
11 ;.?; S ,D 9lear.10 Ludgera Pinho. para se prestar a inspeccionar os meus doentes.
ao que annuio, e por cujo motivo lhe tributo o meu sincero agradecimento
mini,.^88101 po,"i,nen 8e qS,er aPro.veit" dos meus traeos servicos ae digne de procurar-me em
minha casa, ra da Roda n. 47, primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imprtaos deFranca.
Este excelente fumo acha-se depositado diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DO CARMO, o qual se vende por macos de S neciogramos a 19000, e em porcjio de
10 mseos paro cima cora cesconlo de 25 por cento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
50$ de gratiQcaco.
Ausentou-se do convento do Carmo da cidade
de Olinda um escravo de nome Flizeo, com os
sigoaesseguintes: altura regular, cheio do cor-
po, pernas ou ps apalbetados. falto de denles na
frente da parte superior, cor nao muito preta e
tem o estomago um pouco saliente ; este escra-
vo j esteve 12 annos escondido em casa da fa-
milia do finado Jos Clandino Leite, que o linha
a titulo de comprado, e provavel que lornasse
para l : portante o abaixo assignado protesta
contra os dias de servico a quem liver o mesmo
acoutado sob qualquer titulo. Carmo de Olinda
15 de abril de 1861.O prior, Fr. Luiz da Pure-
za Machado.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da ra
da Imperatriz n. 47 ; a fallar no mesmo, daa 9
horas da manhaa s 3 da tarde.
Precisa-se de urna ama que aaiba coser o
eogommar muito bem ; na travesea das Cruzes
n. 12, no segundo andar.
Aluga-se um moleque de 15 annos para
qualquer servico de casa ; na ra Direita n. 120.
Compra-se urna casa terrea no bairro de
Santo Antonio ou na Boa-Vista, que seja em boa
ra : quem liver e quizer vender, dirija-se a roa
do Arago, casa n. 5.
Vende-se urna preta de 29 annos, crioula,
com jim fllbo de 14 annos tambera preto ; na
ra do Queimado n. 75.
Queijos.
Vendem-se na ra Direita n. 99, queijos a
1&600 e 1*700, presunto a 320 a iibrs, cerraja em*
pipi, a garrafa a 320, nozea a 190 a libra, man-
teiga ingleza a 640, dita a 800 rs., dita franceza
a 640, dita a 710, acres a 100 rs., dito a 120, e
outros muitoa gneros por barato preco.
Vende se urna vacca de raga lourina ingle-
za, om lha, acostumada ao pasto daqui, e mui-
to mensa ; quem auizej, dirija-se a Santo Ama-
ro, sitio antes do cbofu ao hospital dos lasaros,
Vndese
sal, a bordo do hiate nacional Gratido.
Arcos para saiasabalo.
A 160 rs. a vara ; na ra do Queimado n 29.
outr'ora 27.
Vende-se urna escrava vinda do serto, gr-
vida de 4 mezes, boa figura : i tratar na ra Di-
reita n. 106.
Arroz de casca novo, saccas
com 22 cuias a 3#200, man-
teiga ingleza flor a 800 rs a
libra,
Na ra das Cruzes n. 24, esquina da traressa
do Ouvdor.
Por metade de seu valor.
Corles de casemira preta ingleza muito fin a
59. pegas de chitas com 38 covados a 49800 ca-
semira preta muito fina a 1JJ400 o Arade.' dita
meselada e preta com duas larguras a 14300 o
covado na ra da Madre de Dos n. 7.
Pianos
Saenders Brothers 4 C. tem para vender em
en armazem, na praca do Corpo Santos. 11,
alguna pianos do ultimo gosto reeentimest*
Begados dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes 1 Broadwood A Sonado Londres
ito propriopara estetUaa


A pessoa que da~c*
da. lod^^^^^^^^^^H
delta
ra, um
de quadro, te:
mesmo lugar, que
onecidas cono si o, -lera pat^n^n^nflBe m as ves-
Uc de se ver dispir na casa do lile. Sr. Dr. be-
fa de poi
No di a domin, ate fugio lem
cania um oserar do abaixo aaeignado de nome
Antonio, naci Cantada, .; -arca alguna, de
cara lia, boa estatura, betc eom pooea
barba, apenas no buco, muilo calado, repre-
senta 38 anuos, qaeodo anda parece achacado
*TT
m
J> fERNAJsBUCO. ~ TER^A FEIRA 16 *B ABB1L DI 18fl.
(8)
dos ps, como de facto est, lera os ps um pou-
M aci
co grossos, um mais que ontro,
ta, em um dos ps tem o dedo
bre os ostros, deitando para Ti
rece um calo, e os ps um p
nesta mesma perna tem urna
ha pouco lempo sarou ; este
ma da jan-
ande Tirado so-
junta que pa-
palhetados;
grande que
preto quando se
o.etac
lo jraod
chama por Antonio moleqne acode logo, o que
fcil de se descobrir, elle bebe alguma ceusa,
mas quando bebe Sea um pouco atrevido, pa-
deiro, sanio" com cal* pretae camisa fina, cons-
ta que tem roupa na ra ; roga-sea todas as au-
toridados policiaes ou pessoas particulares, por
quem posea ser encontrado, o mandem appre-
hender e entregar na padaria da rus larga do Ro-
sario n. 18, que serio recompensados do trabalho
e despezas que para esse flm tiverem feito.
Manoel Antonio de Jess.
&A
Precisa se de urna ama: na ra Nora n. 5.
Vende-se orna grande parte de um dos me-
Inores sitios em Beberibe de baixo, e urna dita
em urna casa de pedra e cal, na povoacio do dito
Beberibe ; a tratar na ra da Imperatriz n. 90.
Aluga-se a loja do sobrado
ra da Imperatriz n. 38: a tratar
mesma ran. 40.
da
na
CONSULTORIO
DO *
MEDICO MITIIMI PEIABeR.
3 RA DAGLORIAoCASADOFlJlf DAOS
Clnica fT ambos os sysiemas.
O Dr. Lobo Hoscoso di consultas todos os das pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmen te, nao sopara acidado, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at ii 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia ontra qualqaer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que te declaro
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa. -
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecife po-
dero reraettar seas bilbetes 4 botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou i loja de
vros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velba.
Nessa loja e na casado annuneiante achar-se-ha constantemente os melhores Medica-
mentos homeopathicos ja bom conhocidos e pelos presos segnintes:
Botica de 13 tobos grandes...........10*000
Dita de 24 dito.........; ........159000
Dita de 36 ditos.................205000
Dita de 48 ditos............,'.... 353000
Dita de 60 dito............... 809000
Tubos avulsoscada um.........':...* 19000
Fraseos de tinturas. : :.......'.....2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portugus, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ato., etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 69006
J. Praeget & C. mudaram seu
armasem da ra da Crus n. 17, para
a mesma ra n. 11.
LOTERA
A^ham-se a venda os bilhetes e meios
da quarta parte da quarta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyr de O linda, na the-
souraria das loteras ra do Queimado
numero 12, primeiro andar, e as to-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Yieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmaos. As rodas an-
darao impreterivelmente no dia 24 do
corrente e os premios serio pagos de-
pois da entreea das listas. O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza
CONSULTORIO ESPECKl HO1E0PATHICO
SABMO 0. L. PMIHO. *
nade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6. '
sullas todos os dias atis desde as 10 horas
meio dia, acerca daa seguales molestias :
lestias das mulheres, molestias da* crian-
molestias da pelle, molutias dos olhos, mo-
tas syphililicas, todas as especies de fbres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHAMUCU ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
Earados som todas as cautelas necessarias, in-
illiveis em seus etTeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
sireis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino ao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteias sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteira* que nio levarem esae impresso
assim marcado, embora leubam na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, eirurgiao dentista, faz
todas as operaedes da sua arte e colloca
dentes arlificiaea, ludo com a superiori-
dade e perfeicio que as pessoas entendi-
das Ibereconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc
\ aiPANHU DA YIA TEUA *
DO
Recife a Sao Francisco.
Ilimitada.
Al outro aviso a paTfflrrdos trens ser
lada pela tabella seguinte.:
regu-
Precisa-se fallar aos Srs. Bernardo Damio
Franco Jnior, Manoel Izidorodos Passos, a ne-
gocio de seu interesse ; na ra do Queimado nu-
mero 47.
Agencia de leudes.
O agente Costa Car val ho par-
ticipa ao respeitavel corpo de
commercio, a seus amigos e fre-
guezes que mudou seu armazem
eescriptorio para ra do Impera-
dor n. 35, onde foi o armazem
do agente Hy ppolito da Silva e
all o encontrarlo sempre promp-
to para desempenhar as func-
edes de seu officio de quem espe-
ra toda proieccao e.conoeito.
Roga-se aos -senhores abaixo declarados.
que tentara a bondade de comparecer na praca da
Boa-Viste n. 16 A, a negocie de seus inte-
resses :
Jos Ribeiro.
Aureiiauo Jos dos Santos.
Joaquina Carneiro Leo.
Cosme-los das Neres.
P. B. Goureia.
Jos Rodrigues dos Passos.
Rogase ao Sr. fiancisco Jos
Coelho caixeiro que foi ou de co bran-
ca dos Srs. Camargo & .Silva, queteriha
a bondade de comparecer a' praca da
Boa-Vista n. 46 A, a negocio que-o
mesmo nao ignora.
^^S
J. FERREIRA VILLELA
Ra do Cabug n. 18, primeiro andar, entrada pelo pateo da
matriz.
RETRATOS
POR
Ambrotyp e por melatnet j po, sobre panno encerado, proprios
para remeUerem-se dentro de cartas.
Sobre analacaeheta ou talco, especiaes para alflnetes
ou cassoletas.
Retratos transparentes* olferecendo o mesmo retrato duas vistas, urna
em cores ontra em preto e braneo.
Retratos a oleo, de todos os tamanhos at
o ponto natural.
Vai-se tirar ein qualquer parte retratos de pessoas
mortas.
Existe sempre neste estabelecimento um variado sor-
timen to de artefactos francezes, e norte-americanos para a
collocago dos retratos, taes como caixinhas de papel, de
marroquim e de velludo, francezas; norte-americanas de
inarroquim e de bfalo dos memores gostos, edesdeota-
manho de urna poHegada at um palmo; quadros e moldu-
ras pretas, ditas douradas, ditos de velludo, ditos para
retratos separados para urna familia completa, passe-par-
touts, paillon dor, mosaique, guirlande, tartaruga, biseaux
et fillet linda variedade de alfnetes de o*iro com esmalte e sem elle,
para collocarem-se retratos e cabellos, medalhas tambem
de ouro, para o mesmo fim, tanto para eorrentes de relogto,
como para tranoelins de se ahora.
Todos os dias desde 8 horas da manhaa, at 4 da tar-
de, seja ql for o tempo, estar a galera officina a dispo-
-sico do publico.

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3~-Rna eslnta de Rosarlo3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artiliciees tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma em que as obras nao
fiquem a vontade de seus donoa, tem pa
e outras preparares as mais acreditadas
para conservado da bocea. |
Cum particular de rbe-
torica.
O acadmico Hanoel da Costa Honorato tem
aberlo o eu cuno de oratoria potica nacional,
na ra Direita n. 8, primeiro aodar.
Agencia de passaporte e folha
corrida .
Claudico do Reg Lima tira paaaapartes para'
dentro e (ora do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar, traveasa da ra eatreita do Rosa-
rio, loja de miudezas do Sr. Joaqaim Francisco
dos Santos Man, e na ra da Cruz do Recife, ta-
berna do Sr. Manoel Jos Corris, por conmodo
.prego e prealeza
Calcado barato na ra larga do Rosario ir 32.
O dono deste estabelecimento nao lhe sendo possivel
acabar com todo o calculo at o im de marco, como preten-
da, por isso resolve vender por menos, aim de acabar mais
breve a liquidacao.
Para homem, senhora e menino.
Furto.
JXeuannecer do dia 8 do corrente furtaram
do eagenba Dourad*. da freguezia de Ipojttca,
dous cavallos com o sigaaes seguintes: um cas-
tanho, bastante grosso e grande, com dous ps e
una mi calcados de raneo at os joetbos, e
urna mornente ateo peiador, com mareas ve-
Das de feridas de cangalna naa costells e qua-
dris, que por isso nao oaace cabellos, no princi-
pio da cauda pela parte de cima tem os cabellos
toidos de cosair-so, com a {reate aborta e orelba
AMuenas, bom andador baixo a meio e as veze*
iravado est de anca redonda, e castrado de
povo. Outro caslanho amarello, aovo, tambm
eastrado, com urna listra pretada clina at a eau-
, e ni sarnelba dcwce i mesma mau esrura pa-
ra ot lados, foi de carro a por isso tato urna pe-
quea marca de peitoral nos peitos, anda passo
e galopa bem, e melhor o trole, com marca m
ama daa pernaa : roga-ae autoridades polieiafs
ou quem dalles souber, apprehendam-os e levem-
nos ou em noticia no engenho Dourado, ou no
Reclle na ra dss Crntes n. 32.
Dr. Debroy. dentista, successordo Sr. Pau-
lo Gaignour, avisa ao respalavelpoblieoquoche-
gari am Perna aboco 09 aei de abril ou at
ofuali.
Rorzeguina de Nantes sola patente a 8 e 8,500
Dito de Mos sola fina a .7 e 8,000
Ditos ingiezes prova d'agua 7,500
Bolas de bezerro 7,000
Borzegnins de lustre a 6, 7 e 8.000
Ditos todos de duraque .000
Ditos todoa te pellica 8.000
Ditos de lustre peapontadoa 8,000
Sapates de lustre de 4, 5 e 6,000
Ditos de lustre de S sola 4,500
Ditos entrada baixa de 1 aola com eslo 3,000
Ditos de dito ten salto para daiisa 2,500
Ditos de bezerro de 2 solas 3,500
Ditos de urna aola com aalto 2,800
Ditos de urna sola sem salto 2,400
Borzeguins de lustre para rapazea a 5,000
Sapates para ditos a.3 e 4,000
Ditos de becerro para ditos a 2 e 3,000
Barzeguins de stim braneo para senhora 5,000
Ditos de duraque braneo 4,500
Ditos de diloa de corea 3.500
Ditos de cores com gaspese 4,000
Ditos de ditos a 3,500
Ditos de dito dito 2.500
Dito de ditos.para menino 2,500
Chnelos de couro de cabrito 3,00o
JOIAS.
oaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourivea na ra do Cabug q. 1 A, partici-
pa aee seus amigoa ir*giezs e ao publico en
g*raJ, que ae acha aortida daa mala bellas e deli-
cadas obras de ouro e prsta, e querendo acabar
eom o negocio, est ijesolvido a vender mais t-
ralo do fM em outra parte, garantirlo as diiaa
obra, paaaaado eoota com recibo, declarando a
qualidade, compra ou troca obra velhs, pa-
gando o ouro gormis do que em outra parte.l
- Na travessa da roa
n Cruzesn. 2, primeiro andar, eontinua-ae a
Ungir com toda a paralo para qualquer dr,
o mais barato poaairel,
Scott mUo'i C, ra di Cfnz n. 21, leem
para vendar 200 olh\ de CffTrp d 2i srrobsa,
ot preg o corre*poB Nova carlha.
Acabada aabir doa preos deata typograpbia
urna nova edicto da cartilha ou compendio de
doutrina ebrista, a mais completa de quaatai ae
tem impresso, por quanto abraoge tudo quanto
eontinha a antiga cartilha do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muilas
orages que aquellaa nio linbam ; modo de a-
companhar vm moribundo noa ltimos momeo-
tos da vida, com a tabella daa fasta naadaves,
e eclypses daede o corrente ano o at o do 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para oa mea-
moa annos. A bondade do papel e excalleacla da
>ttresao, dio a esta edicio da carlba nma
peeftraocia aaas imprtenlo: vendo-ae uoica-
tsattfaa hvraria ni. 6 e 8 da praca i Indepen-
deneia
O Sr. Joaquim 4a Ponaeoa Soaraa de f\-
gueiredo Um urna carta na ruado Crespo, leja de
ueuda io p do arco de lauto Antonio.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,;3j|
Tira ratratos por 3/J!
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
alendo recebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebdo um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recen teniente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas.qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte-
Gomo tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rt-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condieoes muito
razoavek.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinaren! os specimens do que
cima iea anunciado.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes deeta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento defazendas que tinhe
no'eobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
ende tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidadea para vender
em grosso e aretalho por precos muito baratos:
roa do Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de-um andar n. 36.
Jchegou o prompto al-
livio.
Bem como oa outros medicamentos doa cele-
brea Do Radway C. de New-York. Acham-se
venda a ra da Imperatriz n 12. Tambem
chegaram inslruccoes completas para se usarem
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Jobston & C, ra da Senzalla Neva n. 52.
Na Hvraria n. 6 e 8 d praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
UHues Cok les Cava lean ti de Mello.
Aluga-ae urna casa novamente acabada em
armazem com grande quintal com telheiros, ten-
do urna camboa no fundo para commodidade de
qualquer ofcina ou padaria, sita na ra Impe-
rial o. 162 : a tratar na ra Direita n. 84.
De novo roga-se ao Sr. alferea do aeito ba-
talhao da guarda nacional Feliz de Araujo Al-
buquerque o favor de tratar sobre o negocio que
nio ignora certo de que ae o nio Bzer exporei
qual o negocio; na ra do Queimado d. 47.
Alugamie dous ar mazens bastan-
tes grandes no caes do Imperador n. 6
e 12, tres casal emOlinda, duas na bica
de 8. Pedro e outra junto a ponte do
Varadouro, com viveiro, coqueiros e
outra arvores de fructo : a tratar na
dio Apollo n. 37 ou no ca do Im-
perador armazem de madeira n. 21.
Predet-se do ame mnlher de boa conduela
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UhO > e- c-cc -r ^
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AssigndoB. H. Bramah,
Superintendente.
commisso de escrayos
na ra da Pe alia, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de aeus senhores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
mento para os mesmos, aim deque os senhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com ss
diligencias que da paite do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sus confianc.), no que es-
pera merecer attencio tanto dos senhores que
Ib'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ter sem-
pre para vender escravos de amboa os sexos e
idadea,
CONSULTORIO ESPECIAL
H0ME0PATHIC0
DO
DR, CASANOVA,
30--Rna das Cruzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (aetinturaa) por Ca-
tellac e Weber, por presos razoaveia.
Oa elementos dehomeopatbia obra.re-
commeodada intelligeneia de qualquer
pessoa.
uhMMM*aa fsfta ^tttf fl&* ^tffl 1*^1a naya>tay-iS
O.abaixo aesigoada, com taberna naiua do
Caldeireiro n. 60, declara ao respeitavel corpo de
commercio ou a quem convier, que por niver
outro de igual nome, de hoja em diante ae assig-
nari por Jos Antonio dos Santos Moreira.
Jos dos Santos Moreira.
Precisa-se de um official de cigar-
reiro: na ra da Cadeia do Recife n.
15, loja.
Os credores da massa d e Manoel
Antonio dos Paisos Oliveira & C, loja
de trastes na ra Nova n. 24, sao con-
vidados a apresentarem seus ttulos pa-
ra serem verificados pela administracSo
dentro do orazo de 8 das a contar do
presente annuncio, aflm de proceder-se
ao rateio de quantia importante ja apu-
rada. Escriptorio da administrante
roa da Cruz n. 4-0. Recife 11 de abril
de 1861.
Offerece-se um moco Portugus com pouca
familia para caixetro, administrador, ou anda
mesmo para enatnar primeiras letras osa algum
engenho porto ou longo dtsta praca ; quem do
mesmo precisar, eom as eon*>icrea cima, podo
______ dirigir-ae a ra daa Cinco Pontea n. 20. primeiro
o qis de fiador, que saiba bam eozinhar e en- ndar, que l acbar com quem tratar.
WMoar. para taser ette servljo em caaa de um Jale Jos RioeiroGuimarles vai is orovia-
Eobmb lojtdro tratar na rea rita i. 09. I das do norte do imperio. P m
Rogase ao Sr. Jos Alfredo de
Oliveira que queira comparecer a' pra-
ca da Boa-Vistan. 16 A, a negocio de
seu interesse. .
SIS 9&2&&& SeSiG
Consultas medicas.
Serio dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me da Si Pereica no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde as 6 al as 10 horas
da manhaa manos aos domingos sobr:
1." Molestias de olho*.
2.a Molestias de corceo e de peilo.
3. Molestias doa orgaoa da gerac&o e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
deno de suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos ehimiebs, acsticos e p-
ticos serio empreados em suas consul-
ta joes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, nalureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamenlo que deve deslrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza qne tem de sua verdadeiraqualidade,
promplidao em seus effeilos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar
OliOS.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doenles toda e qaalquer operscio que
julgar conveniente para o reatabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se scha
prvido de urna completa collecco de
ata instrumentos indispensavel ao medico
K operador.
t&itjki0mma**M0 auuu jttAaviAJtiacahifcAaMSA%
A SEMANA
1LLUSTRADJL
J chegou at o n. 12
deste interessante jornal ra do Imperador n..
12, sond se continua a receber assignaluras.
Precos trimestre...... 60000
Semestre.............. ll$O0
, Anno................. 18&O0O
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal illustrado do Brasil, tem merecido
de lodos os jornaes da corle, sio a prova mais
cabal de seu merecimento.
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo casligat mores contina a ser obser-
vado com verdadeiro chisto pela Semana Ilus-
trada que tomou aquella sentenc.s por maioris.
O n. 6 que acaba de publicar-se traz bonitos
artigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applicacio leiloral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de jaoeiro de
1861 :
Publica-se o n. 6 da Semana Ilustrada; cuja,
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai tornando esse pequeo peridico -
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comecou a ser destribuido hoje o o. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguintes artigos ;
Escursio, Contos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a interessante novella?-As Faias
do Ouro de Paulo Feval.
Sabio adornado este numero de oilo caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as tornam dignas de
suas irmias nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dous ca-
ptulosos theatros e aa modasda aleada im-
mediata da Semana lustrada, e que ella anda
nio quiz dar a 1er a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de fevereiro
de 1861 :
Nio me enganei quando em urna das minhas
primeiras chrooicas, ao registrar o apparecimen-
lo da Semana {Ilustrada, manifeslei a confian-
ca que me inspiravam os seus redactores, e as
animadoras esperanzas com que se recommenda-
vs a nova publicac.
A Semana Ilustrada vai seguiodo excellenle
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atlicia-
mo, pela muilo louvavel babilidade que a tem
feito e ha de faz-la escapar do mais perigoso
escolho que ameaca as publicacoes desse genero,
a (Tensa pessoal.
Nio ha um s numero da Semana Ilustrada
que deixe de mostrar-se interessante por algu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigam abu-
sos que todos eslo sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriplosae bonitas poesas acom-
panham ss caricaturas, e augmentam o valor e
fazem avultsr o merecimento dessa publicacao
hebdomadaria.
Abundara alli as carapucu, isso verdade ; e
ha carspucas que servem a muitas cabreas, que
o publico sua vonlade seolhe e designa ; cer-
to porm que a Semana Ilustrada anda nao
talhou manifesta e positivamente umascarapu-
ca para algum individuo em particular, e lem
portanto sabido resptitar todas as consideracoes.
Mas um peridico da ordem da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas, e convm porcon-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos concorrendo para elle com as suas as-
signaturas.
Consta- me que a Semana Ilustrada tem lido
um acolbimento muito favorarel; mas preciso
que nao esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo tempo um auxilio material e um auxilio mo- '
ral, poique por um lado concorre muito para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
sacrificios pecuniarios, e por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Aluga-se um sitio na Capunga Nova, a mar-
gem do ro Cspibaribe, o qul tem duasbaixas de
capim, ecasa com 4 salas, 9 quartos, boa cozi-
nha, estribara psra 4 cavallos c cocheira ; a pes-
soa que a pretender dirija-se ra do Cotovello
n. 1, segundo andar.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no be eco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to nk 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cono ha : quem ttver pode dirgir-se
ra do Imperador .tu 27 confronte a ordem ter-
ceira de. Francisco^ queachar com quem tra-
tar, das 9 horas da manhia s 4 da tarde
, -o
M. J. Leite, roga a seus deve-
dorec que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pata esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
0 hachare. WITRUV10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina qne volta
ra a Camboa do Carme.
Medico.
0 Dr. Amerlco Alvares Guimares faz
publico que est reaidindo na ra da Cruz
n. 21, onde d consultas e podo a qual-
quer hora ser procurado para o exercicio
i de-sua proflsaio medica. 1
KaaMMMaaM MIMS ttBVaB*M
'^'9'^fsps^mwim wstwwsmj^sTmswwtmwK
Carvaiho, Nogueira &
C, sacai- qnalquer quantia
\re Lisboa, Pofto eliha de
el: na ra do Vigario
n. 9, primeiro andar.


"5
f*>

, Bailar 4 Oliveira precisan comprar um ea-
, eravo coiinheiro, moco. de boa figura, .sem vi-
Na roa da Vrai, utii i. precisa-se de,C10S : Qm ver algum oestes ctrcawAwcias, e
ama ama do leite, nao toado Bino que mame, Sioizer veode-lo. diriio-oe ao acm eacrfaitorio, as
paga-aebem. ra da Cadcii dofieriejj_ 12,
Fugio aa noita do dia 18 do correnta um
cavarlo rnco, sellado e eofreiado, do sitio 4o Sr.
Ama de leite.
lHJt*MaV
Tliomaz Combar, aa Soledad* : quem o pegar,
ijueira dirigir-so aa meama ilio, ou a ruado Vi-
gario, escrptorio dos Srs. Johoston Paler & C,
ue ser reeompeoaado.
Arrend-se o engenbo Ibura, distante 4o
ecife orna regoa e un qaarto, o boa oaea 4e
vivenda, etc., venderse a safra criada, assim ce-
aso a boiada, vaccaa de lele, novilhos e burros :
a pessoa que pretender aste negocio se peder 4i-
Xigir a na da Aurora, sobrado a. 89, prirnearo
andar, onde encontrar con qoem tratar.
Loiz Amelia retirs-se para osportos do sal.
Um moco Purlugaez, guarda-livros da urna
casa commercial, disponde 4a algamas horas,
aellas se offerece para fazer alguma escripluraijo
mercantil de qualquer estsbelecimento, fja qual
for o sen estado : quem necessitar, deixar car-
ta fechada nesta typographia aob aa iniciaea D.
W. D.
No engenbo PauHsta appareceram dous es-
cravos, um negro 4o 8r. Jeo de Sonta Leso e
ama negra do Sr. Jos Thomaz de Mello, aquella,
morador no seu engenho Maranhao; a aste na
Escada, n'outro engenbo que ignoro : os seus do-
aos os mandarlo buscar, nao me responsabilisan-
4o por qualquer inconveniente. Engenbo Pan-
lista 11 de abril de 1861.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Attenco.
Ca4ea do ecife n-11.
OSr. Joaquim 4* Sonta Bailar Carvalho
tem -
9m um* Mtta ruMt' de Portagal. na raa 4a Brum
46t^nufiea 4c aasucar.
Va i*
Edficacoes e compra de
terrenos.
O abaixo assigoad#aeado diatribuido bem nu-
mero de prospectos para a dita eeciedade oeste*
-oltinoa dona meaaa. julga que a* pessoas aae os
tem recebido tireram lempo sufficiente de as lr,
e poder apreciar as vaatsgens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o aaaampto
exige ; portento convida aa numerosas pasaos*
que Ihe diaseram deaejarero coadjuva-Io com suas
subscripges, levar a fffeitoe por en andamen-
to esta grande e benfica empreza, at remetie-
ren] os ttulos de subscripto da maneixa indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acomaa-
aha cada prospecto.
Deverao dirigir-lhe debaixo da subscripto, raa
do Crespo n. 4 loja. do Io de abril era diaote.
Tendo-se apreseotado muitos donas de trra-
nos pera, com o valor d'elles entrar aa formacao
do capital da sociedade, toroa-se necassario aae
os socios que querem entrar com diaheiro na for-
macao do capital, manden o mais breve possivel
seus litlos 4e sobacripco na indicada forma,
afioi de se poder fazer as devidos asseniamentos.
Assim como j o disemos no prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para to ulil em-
preza, a vista da facilidade que ella di para rea-
lisar o pagamento das dez prestare, que forma-
rao o total das subscripcdes da cada socio.. Basta
pagar dez mil ris todos os dous metalara com-
pletar eoi vinte mezes urna subscripc&o de cea
ol ris. ^^
Qualquer artista, carpiaa, pedreire, ferretro,
carroceiro, ou oulro eroprego, deixando da parla
um dia de ser vico por semana de 2*500, em 40
aaaaajsaj completa o pagamento d'uraa subscrip-
cao de 100*, e em 80 semanas urna abscripco
de HM)j. Este pequeo capital formado de eco
nomias e sem se sentir ser um funda de previ-
dencia que n'un caso de acdente ou de molestia
poder-lhes-faa ser d'em grande soccorro.
i O abaixo assignado tem ouvido mnita gente boa
D. Mara Bernardina da Conccicao
Lima, vende pera pagamento doi ere-
dores de seu finado marido Antonio Ro-
drigue* Lirna, ot predios :' Um sobra-
do de 3 andar* e sotao n. 34 sito na
ra da Cruz, um dito de 2 andares e so-
tao n. 42 sito na ra da Senzala-Velha,
um dito de 2 andares e sotao n. 8 sito
na travesa da Madi e de Dos, um dito
de 1 andar e sotao n. 24 sito no largo
do Paraizo, duas casas terreas ns. 51 e
53 sita na ra da Queimado, urna dita
terrea n. 4 sita na rna da La^angeira : louvar e gabar o projecto da empreza, mas que
Os pertendentes podem dirigir-se ao Sr. jfr" Presentada em mi occasiao vasto o mi es-
_ t < w .. n >oo dos negocios em geral e a falta que se sent
padre Jos Leite Pitta Ortigueira, OU ao j de dioheiro na praca. Tudo isto verdade. mas
Sr. Augusto Ribeiro Lima Chalaca. a crise actual ha de ler seu termo, e tudo ha da
' tornar ao seu estado normal. O resultado das
Vende-se um piano em bom estado ; a Ira-1 transecces desesperadas com juro de 1 li2 a 3
tar em Olinda, ra dos Quatro Cintos, botica de : Dor ?8n' ao met, ha de ser o reactivo que ha de
Joo Soares Raposo. I precipitar a volla do equilibrio geral.
No entretanto de inleresse capital da socio-
| dade por elle projeelada, que os que querem fa-
j zer parte della e reconhecem as va [llageos que a
mesma poder offerecer, se apressem a subscre-
ver afim de que, depois de fundada e em exerci-
. ci, possa aproveitar aioda a occasiao de comprar
terrenos, madeirae, meleriaes de toda especie,
Direiia, esquina da tra-
grande fabrica
vessa de S. Pedro
n. 16.
raesQiO casas, por procos muito abaixo dos valo-
res pagos em tempus de regular andamento do
| negocio em geral; podendo comprar aos pregos
' actuaes, desde j os socios tem a certeza de que
seus capitaes podero dar grsndos beniucios i so-
Usa pequtsna familia erangeira
cisa de xjm sitio nos arroba Idos do "
fe : qoem tiver derija-*e a casa
Praeger 4 C. ra da Crus n. 11.
Pracsa-*e de um caixeira da 12 ou 14 Ib-
nos, que lecha pralica da taberna : ua raa estrei-
ta do Rosario n. 40. '
Pradaa-sa tomar a premio a quantia de
3:000f sobre bypolbeca a unja propriadada de
grande valor, p*gando-se a premio que se oen-
reacionar por quarleU ou mensalmeato ; quem
?uizer fazer este empreiUmo, dirija-se a na do
mperador n. 77, loja, em carta fechada, com as
micisesN. G. J. P declarando a sus morada pa-
ra ser procurado, on annuncie.
Francisco Duarte das Neves ral I Macei.
Domingos Prancisso de Souza Lelo durante
sua ausencia deeta, deixa por sen bastante pro-
curador o Sr. Dr. Lulz Pilippa de Souza Leio e
nesta prsca o Sr. Octaviano de Souza Franca.
Domingos Francisco de Souza Le o deape-
de-se de todos os seus prenles e amigos por
meio da imprensa por oto poder azer pessoal-
mente, devido a brevidade de sua partida para o
Rio de Janeiro a tratar de sua saude, e all offe-
reeeosea peqaeao prestimo, ou em qualquer
parte onde se ahar.
Beoilo Card Kadriguas, *ubdito kaspanbal.
ra a Europa.
Attenco.
Na ru do Rangel a. 73, ha una pesoa que se
offerece para tirar oualqoer copia, traslado, ou
Uzer qualquer escrrpluragao, por mais difflcU e
importante que seja ; bem assim communica-
dos, annuncios e correspondencias, qualquer que
seja o seu objecto ; requerimentos pasa o presi-
dente da provincia, para S. M. o Imperador, aa-
emblas geral e provincial, thesourarias, e fi-
aalmente para qualquer reparticio ou estacio
publica ; prometiendo-se todo sagrado que per
ventura lomeado s natureza do negocio, e nio se
levando a menor paga pelo respectivo trabalho,
se tudo nio for desempenhado com brevidade,
perfeigao e contento.
O bacharel Joio Vicenta da Silva Costa tem1
o seu escriptorio de advogacia na rna do Rangel
n. 73, ultimo sobrado i squerda, ao voltar para
o pateo da Peona.
O abaixo assignado fax scienle ao publico
gue Sr. Agostioho Ferreira Jnior desde o dia
31 do passado deixou de ser eaixeiro de sua co-
cheira na ra do Imperador. Recite 13 de abril
de 1861.
J. G. Malfaira.
barato
ra do Cabug 16
JSMSS t^
Sbaer)f
para homem a 6/
Compras.
ciedade, se ella liver predios promptos a vender
fon a alagar, rogo que a crise heuver passado, e
: que tudo torne a seu estado normal.
Para apromptar tudo o que a empaaza precisa
Achari o illustrado publico desta eidade a da KLa "o" P?a0m pleDa ccao e andamento sao pre-
ra um completo e riquissimo sortimento de la- ff.0* 9 J,2 me,zes; Pw.1" ha rgencia era rea-
mancos de todas es qualidades, que se vende tan- ffiLSSS a,nleS 0S P""eir0" 2a0 conlos de r,s
to a relalho como em pequeas e grandes por- ;"CwP u- a
C0es. por menos do que em outra qualquer parle, A* sub?cr,P?oef 1 .ab> assignado pede
assim como um novo sortimento de tamancos a
moda do Porto.
. O lllm. Sr. capitao Antonio Pires Ferreira
Filho tem urna carta vinda da Parahlba, ua ra
da Praia n. 78, armazem.
M
STAHL C.
^RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
^ Roa da Impenttriz numero \\ f
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
gWclratos em tolos es-
| tyloa e lamanlios.
| Pintura ao natural em
g o\o eaquareUa.
| Copias de Aagucrreo-
f ty*o e outros arte-
J tactos.
Ajntorotynos.
Paisa gen s.
o
Sendo presetemente
Santos Vieira o uuico garanti-
dor de bilhetes de 1 >teria, s
quaeS SO rubricados COm tn- comm1anai,B'Pra compra de terrenos e ediQca-
v*" cees de casas, etc.
OS
sao para formar urna sociedade que lodo* reco-
nhecem offerecer grandes vantagens a seus socios
e ao piiz; portanto ella nao precisa d'oulra re-
commenda^ao alm dessas.
Se fosse una subscripeo em favor d'este ou
d'aquelle estabelecimonto pi ou decaridade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece quo tanto
aqu como em qualquer outra parto do mundo,
muito Importa para o bom xito que as subscrip-
5os sejarn pessoalmente apresentadas pelas pes-
soas mais iufluentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidade. N'esle ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que tencionava
subscrever 10$, -20$, 30$, por lhe ser pedido por
urna commisso composta d'este, d'aquelle e
d'aquelle outro grande da trra ou capitalista,
8ubscreve logo 1Q0J, 200, 30O#, no caso de subs-
crrpco para urna sociedade commercial ou in-
dustrial, o caso mui differeole s se subscreve
para esta, com toda a circumspecco, calma e re-
flexao, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
melle trabalho certo e continuo a muitas cente-
nas de pais de familia artistas, operarios, obrei-
roe e apreodizes de todos os ramos de ofcinas,
que deitareo na circulaco commercial d'esta
praca muitas centenas de conlos de ris no cor-
rer doanno, que a nao ser esta empreza dormi-
riam aferrolhados ou empregados em autros ne-
gocios, que nio attingem as classes dos artistas
e operarios ou dbreiros diversos que a empreza
oceupar diariamente.
E' com a alavanca poderosa da nniao e asso-
ciagao do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes emprezas de utilidade publica e
. privada podero realisar-se nesta praga, sem ser
preciso o soccorro dos amestrados capitalistas
das outras prunas do imperio, sem o qual nao se
realisaria cm 1852 ou o primeiro banco em Per-
nainburo. E' verdade que de 1853 para c tem
apparecido e tem feilo algum progresso o espiri-
to d'associs;So, porm nicamente para transac-
ges bancxrias e de desconios. Estas nao esten-
dom sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosas, como a estender a sociedade em
~~ Compram-se eacravos do sexo masculino de
12 a 20 annoa, cabras ou negros na ra da Impe-
ralriz n. 12 loja.
Compram-se
notas de 19 e 5J velhas, com descont mais m-
dico do que em outra qualquer parte: na praca
da Independencia n. 22.
Compram-se jornaes a 100 rs. a libra ; no
largo do Paraizo, taberna da estrella o. 14.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos a de toda idade, tanto pata
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Mathias Pe-
rerra da Costa, ra Direita n. 66.
Compram-se duas rotulas usadas com pos-
tigos de venesianas, assim como alguns caixilhos
para alcovas : na ra larga do Rosario, loia de
tonca.
Vendas.
Sabao.
Joaquim Francisco de Helio Santoa avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposlo venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassas Jnior
& C, na rna do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidades por menor
preco que de outras fabricas. No raesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
cOmposico.
Calcado francez J
iratp, a dinfceiro vista, aa >
*8o**
Ditos de lualre com pellica
7*1*0.
JM' de cores gaspiadot pera seribora a 3, 49 a
- i,0..cores e Prel0' gaspiados- para menina
^.lotJO eS
OHoa 4a bastee pellica pera sobara a 4.
Sap<>e d"e luatre para homem a 3$, 39500 e
4(UuU.
Dilos de dito gaspiados para homem a 4t080,
49s0v e 59.
Ditos de dito gaspiados para menino a SfOOO e
Ditos de dito para dito a 2Jj e 295Q0.
Ditos de bezerro pira dito a 29.
Cascarrilbas de seda de todas
as corea.
A loja d'aguia branca recebeu com aa de mais
cousas rindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilbas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores 6 excorente
inclusive a preta, qwe tem de diversas larguras,
e obra de tanto coste, s se encontr na loja
d'aguia branca, raa d Queimado n. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de oujo, ra do Cabug n.
1 B, chegado um complejo sortimento de cai-
xinhas para costura de todos os tsmanhos, orna-
das com preparos muito Anos e ricamente enfei-
Attenco
E' barato.
ta de 111 prensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Attenco.

Precisa-se de alguma quantia de
premio sobre hypolheca de predios
F. M. Uvprat.
Pernambuco, 30 de margo de 1861.
/ MffSKEM,
dinheiro
quem a
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
. n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mi
(relogios para concertar i muito lempa, o favor
; de virem busca-ios dentro do praeo de 30 dias, a
contar desta data, prevenindo tambera s pessoas
a' que leem feito troca de relogios, deixando sig-
l_ -' na'. 1"e. so no prazo referido es nao forem bus-
ver querendo fazer este negocio diriia-se emear-' c*r- s?rS rePu,a.do n"Ho qualquer negocio feito.
ta fechada com as iniciaos M. N. O., declarando tf nfnhoD1 d,,reit0 haver de reclamnem : roga
sua morada para ser procurada nesta Imaria ;JUDUmeBte s pessoa* que tiverom objeclos de
ns. 6 e 8. ; ourj em sua niao sam juro algum, o favor de vi-
Sao ebegados i livraria da praca de Pedro 'rom.retir*-los 00 prazo cima indicado, do con-
II, pateo do Collegio n. 2, os cedernos da Biblia i a.r10 *erao TeRdido* Pela importancia do que se
Sagrada de ns. 25 a 27 inclusive. Convid*-se aos 'ch"em ievet. Recife 10 de abril de 1861.
scohores subscriptores a virem receber os refer-
Camas de ferro de ledos os tmannos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
mercado ; na loja deferragens, ra da Cadeiado
Recife n. 56 A, de Vidal & Basto.
dos numero*. Oulro aira est abarla subscripto
para a vida deNosso Senhor Jess Chriato seun-
IX
J0S0 da Silva Ramos, medico pe-
la universidade de Coimbra, tendo vol-
niaSqualK ETao.8ellist"' o pMgelbo na tado do sitio, da' consultas das 6 as 10
uoidade, obra eecnpta por Pedro Lchese e ap- **,.,u,"t o as iu
provada por sua santidade o summe pontfice Pi (n01"*s da manhaa, e presta se a soccOr-
eJiccao supplementar mesma Biblia. Esta rer qualquer doente dentro cu fora da
o terceiro
n. 30 : a
andar do sobrado na
tratar no armazem do
obra, cuja edicc,ao comeca no caderno n. 28, alo cidade
oceupara rauitos cedernos, a por iseo dimioato .T' ,
ser o seu pre$o. A edtecao da vida de N. S. f ,. .*?'".,
Jess Christo comecada no caderno o. 22, nao M Apollo
conlint : portanto podem ser recolhidos mas- [ me8m;,A .. ,, .
ms livraria os cedernos j receidos pelos subs- ~, B, JU" de orPhaos *esla cidade, no Iu-
criptores, e que em treta dolle levarao eralis o i" das ud,en. e Andas estas, das 10 para 11
caderno n. 28. i oras do msoha ser arrematada por venda a
Na ra rifi Tmnifh 4 m4^ ,. a caM de *res andares da ra da Guia n. 53, no es-
copeiro,,ve.tl?P ^^"'^ de 2, ^f. 1-^r, avallada por MOO9 sendo
i Vicenci. Mara do Carmo Cesar, estando ?1U'B"^ U-Wr- .. eterC..feira
com licenga do governo provincial, cm virtude
estando \q0 correiiier por execuco "de C. G. Brccken-
da lei deinstniceio primaria, poder ensinar me-
ninas, avisa aos Illms. Srs. pais de familia, que
ella (em aula aberla na ra Diraita desta cidade
>. 16, por cima da officina de tamancos, ao en-
trar pelo boceo doS. Pedro, sobrada 4a am a-
4ar, asseverande-lhes unta edaeaco propria do
sexo : assim tas o presente sanando, esperando
a benevoleacia de seta* patricias.
Furto.
Na noib do domingo 7 da correle furtarajn do
sitio antes da capella dts S. Jos to lsnga.nho,
auefici en (rento 4a estrada qua Taiaa* a C*
punga 21 carnisis de liQ|)o de homem. e menino,
por tanto toda e qoqaet pastea que nolioia t
indicio lim do referido roobo de dirrctMM a
kesajo ftio. oa entao roa da Ctot io lade
n. 0, quo ser bem recompensado.
feld, contra Joio Athsnasio Das.
Pretits-sa de urna sen hora idosa, honesta
para fazer companhia lua senhora casada h
pouco, dando-se-lhe ludo e que precisar, menos
pegamento : na pr5a da Bo-Yista ti. M.
AtteB$a.
4PRIN4VER1
(it-RnadaCadeia do Recife--10V;
LOJA DE MIUDEZAS
BE
Fonsecai Silva.!
Pentes de tartaruga a imporatriz de 5
aSJWOO.
Agua do Oriente em garrafas a 1-5280.
Dita celeste em carrafas a chioeza a 3{>.
Dita de colonia em garrafas e frascos.
Fitas de reliado abortas de todas as
qualidades.
Ditas dito lisas ditas.
Ditas de seda de bom goslo lavradas e
lisas.
Franjas de seda de todaa as qualidades.
Ditas de algodo ditas.
Botoesd todas as qualidades para ca-
saveque.
Ditos ditos para punhos.
Ditos ditos para abertura do camisas.
Bengalas de muito bom gosto.
Aparelhos de porcelana psra duas
soas 69.
Ditos de louca e de metal para enan-
cas de 1| a 39.
Jarrotcom pomada o por 3{.
Extractos linos de diversas qualidades.
Caixiahaa e litros de muito bom gosto
. contende extractos, grampoa etc.
Saias de recote para senhoras a 3$.
Bonecas de choro da todos os lmannos.
Tinteiros de mola para a trazer
bolso.
Gaixas para rap, transparentes,
lares a muito grandes.
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n.1 b.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & Q.
praca do Corso Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Hoskell, por procos cosatnodos e tam-
ben) trancellins e cadeias paca os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1^000 o par.
A loja d'aguia branca, firma na sea proposite
de barateirs, esta vendendo saai novas e benitas
luvas pretas de torcal com vidrilho a lft o par
a ellas, sntes que se acabem : na roa do Qoai-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
dei^ e 5^000.
Goiinua-se a trocar sedulas de urna s figura
por saetada do descont qua exige a thesouraria
deata provincia, c aa notaa das mais pragas 4o
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azotado Mandes, ra da Craze
o. 1.
VMrhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra de Clbogl n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco ase-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
-2,500 rs. a libra s na aguia branca.
Asverdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras lavas de
Jouvin, cuja superioridad j bem eonheeia
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem rus do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverandoque sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento do todas es cores lauto para homem como
para senhora.
Gaz ara candieiros.
J ciregou este gaz to procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos presos : na ra
da Imparatriz n. 12, loja de Baymando Carlos
Leite &Irmo.
Sua do Crespo,
loja n. 35, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas:
chapaosdo Chille para homem e menino a 39500,
cortes de caseraira de cores a 3S500, pegas de ba-
bados largos e transparentes a*3$, pecas de cam-
braialisa fina a30, sedas de quadrnhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras claras a 340 rs.,
cassas de coces de bons gostos a 2*0, organdys
muito fino e padroes novos a 500 rs. o corado,
pecas de eotremeios bordados finos a 1&500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2$, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
19280 a vara, sobrecasacas de panno Uno a SO e
25#, paletoU do panno e casemira de 16 a 20g,
dita de alpaca pretos de 30500 a 7$. ditos de
brim de 3 a 59. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, dita3 de brim de cores e
brancas de 9500 a 5}, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 5J>,
cortes de cassa de cores a 2$, pegas de madapo-
lo fino a 4)500, assim como outras muitas fa-
zendas que Se veudero por manos do seu valor
Dar acabar
GURGEL & PERD1GA0.
FAZENOAS BOAS E BARATAS.
Rna da Gadeia loja o. 23.
Vestidos superiores de blonde com
manta, capella, flores e mais perteuces.
cigarra
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeica.
Carcavello*.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas do urna duzia da garrafas
aa ra do Vigario a. 19, primeiro andar.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez unta pequea quantidade de
enfeites de reliado oa mais modernos e bonitos
que aqui tem vinda, o de seu coslume est ven-
dendo mu baratos a ljj cada um ; por isso di-
njam-se logo a dita loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 14, antea que oa acbete.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-i
gurao e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
drees a I55OO. Essos bonets por suas boas qua-
lidades o muita durarao toroam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
selo ; assim como outros bonots de psiba e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2J500, 3 e
49. o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia brinca:
Chapeos de sol
de sedA e de panoo de todos
os tatnanhos, perfumaras
bengalas, chicotes, etc. etc.
4 liquidaco da loja na ra Nova n. 36, conti-
nuar somonte at o dia 20 do correte mez, 0
cesa abalea importantes nos objectos cima men-
cionados : veode-seem porco e a varejo.
#tieJ0S dO Va-
por a 1.800 rs.
Vmdea-se qaeifosmaUofrescaes chagadas no
ultimo vapor ioglez a 1JJ800. presunto muito no-
vo a 320 rs., bolachinha ingieza a 160 rs.. e em
barnquinha de urna arroba a3j200: na ra dasJ
Cruzes n. 24, esquina da travesea do Ouvidor.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
suna prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos oa sexos : ao escriptorio de
Francisco M. P. 4a Casta, ra Direita n. 66.
Relogios.
Vende-se em casa de Johoston Pater & C,
rus do Yigario n. 3 ora beflo sortinJBtrto e
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tmbeos
urna variJade de bonitos trancelins para os
mesmos.
9 Em casa de Mills Lalham $> da Cadela do Recife o.52, vende-se : f
Vinho do Porto.
Dito Xerez engarrafado da muito supe-
rior quahdade.
A Oleo de linhaga.
9 Alvaiade.
9 Secante.
SI- Azarcao.
Encarnado veneriano em p.
pes-
no
regu-
de
Alugam-sa 4 canoas grandes para 14.
carreira ; na ra Diraiu dos Afogado* n.
Vf G. Fennely, subdito ingle, e guwtU-
Imos da casa de Southall Mello rs 4 C-. tai a
ajaaero.
Bahuzinbos com espelho cheios de per-
fumaras.
Adereeoa dourados de muito bom goslo.
Luvaade seda de core para aenhoraa.
taco vas finas para falo.
Ditas finas para denles.
Ditas com espelbo para cabello.
Enfeites de vidrilho pretos e de cores.
Grampos enfeitados.
Pulceiras brancas e de cores.
Figuras de ferro para segurar papis.
Ditas bronceadas com lioteiro e arieiro.
Caixas de vidros com extracto a 2500.
Heias para hornees, senhoras e enancas.
Condenas de todos os tatnanhos.
Acafatespara compras.
Cestos proptie para pedariaa.
Carrinhos para ctiaacas aprenderem a
andar.
Cestos pata goarder papis.
E lodo* os mais objectos perteaccotaa
a loja de miudozas, por manos que em
outrs qualquer psrte,
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique.
Vestidos de cambraia brancos borda-
do* e de pbantasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de l, de
gorguro liso e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Saias balao de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodo para meninos de todas as idade*.
Pentes de tartaruga modernos- e dos
mais aereditad* fabricantes de 10J> a 30$.
Luvas de Jorn e enfeite de cabeca.
Caixeiro
NO paleo do terco, taberna o...., precisa-a de
um rapaz de 12 a 16 anuos de idade, para eaixei-
*o da toestna, afljochado sutt cottuetas.
-Tende-
i-se vibp bom daFignaira
nhol. & garrafa a 4W n., o asa cacada* a 34340 :
Ja ra da Senz*Ia Velba, taberna n, 102, quina
o beceo Lsrge. ^ n^
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezas e inglesas
Nesta loja s se vende a dioheiro e
por isso mais barato que em qualquer ou-
tra, seu sortimento completo de fazen-
i das de moda, ditas inferiores e roupa fei-
1 ta e seus precos muito conhecidos: na
J% amostras.
sWlWfWawSJl'W aTSwCTW Vnfm t^^S CTx^sl SfSW j|ll
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia da oero, rus de Gabagi n. 1 B,
aaaba-aada receber da sua proprio encomsaeoda
nto vapor francas fitas de velludo de todaa as
lacgacoa pretas e 4a oras, sendo liste, abenas
iavradas. de lindos podroes, que ao voada por
preco ssolte am coala, assim como Blas de eha-
aaslote 4a *a4M a* coras, proprias para ciatos,
cartea com BvaU pMU.pcaariee.pera lato. Jwm
de torcal com vidrilho muito novas a tfi00o por
dttjas seas vidrilho a 804 r*., ditas de toda eatti-
Udaa cosa Idea e vidrilho # Uto s se Tendo
n guiada wro n 19.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Roslron
Rooker & C, existe am bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fsbricanle de Inglaterra, as quaes se vendem po
I precos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decoros fixa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveilem em qnanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ma do Queimado n. 2ft
esta muito oTtida,
e \ende multo barato :
Brim branco de puro linho trancado a IfOOO e
1*400 rs. a vara ; dito -pardo muito superior a
1J200 a vara; gangas frbncezas muito finas de
padres escures a 500 rs. ; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga d meia casimira a 1J6 ;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho moito fina a 20, 22 o a 24$ rs. a
pega com 30 jardea ; atoalhado d'algodao muito
superior a 14400 rs. a Vara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 25400 a
duzia ; dilos maiores. a 85 ;' ditos de cambraia
de linho a 6, 7c e 8g ra. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 84 rs. cada, um; ditos de cam-
braia de algodo com bic largo de linho em
volta a 1-3280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2*000; e alm disto, ontras muitas telen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: aa ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O P reguija est queimando, ara sua loja na
ruado Queimado n. S.
Pecas de bretanha de rolo cora 10 Taras a
2$, casemira escara infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 r. o covado. cam-
braia organdy de moito bom gosto 480, rs.
a vara, dita liza transparente multo fina a 3>,
4f, 55, e69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 60 a peca,chitas lasgaS de modernos e
escolhidos padres a 940, 280e 280 rs. O cova-
do, rirjutssiraoj chales de merino estanpado 4
Tte8f, ditos bo*rdados coa* duas palmas, fa-
zanda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, muito fiaos a 8500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, ISO o 160 cada am, metas mnita
finas psra senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidadea 3 9 39500 duzia, chitas fran-
cezas de rico deseabas,para coberta a 980 n.
novado, chita*aianraa iagriansa 540 a
p*|a, e s 160 rs. o 4*44%, bthn braacode paro
linbo 19, 19190 e 19900 a **n, dito prtio
sagltc encornado a 19694 ?s/s, brilhantini
zul s 400rs. o eondo, slpmas de difforentes
Aras 390 ra. o cavada, somiras protas
finas* t9900, 39a 39599a enfado, carabear
preta e de salpicas a 500 rs. tntl, o outras
uitas fazandas que so fsr psbmte ao compra-
dor, de todss se d*rio satonru com ponbcv,
oimn.
Vendem-se as melhores e mus frescas luvas
de pellica de aevin que se pederu deuax or
terem sido receidas Jelo vapor IraS^aondo
brancas, preU|3 de cores, tanto para bomam
Galvice.
a -
A. utilidade da pomada
indiana nao a de fazer
iNASCER os cabellos, seas
ftambem de dar-Ibes forca
Sara evitar a calvice e nao
eixa-los enfranquecer to
cedo como quando ella nao
fr applicada ; alm disto,
sendo sua composico for-
mada d substancias ali-
mentares, a absorpcao polos poros da eabeca nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
a. 59 e roa do Crespo n. 3, e em Pars- Boule-
v*rd Benne Nourelle. Preco cada frasco 3*.
Ha pechincha
Na ra do Crespo n. 8, loja de
quatro portas.
Cambraias de cor uiudinbas. cores fizas.
com
pequeo toque de averia, pelo baratissimo oreen
de 200 rs. o covado
39>.9j90
W Machinas de vapor.
<9 Rodas d'agua.
9 Moendasdecanna.
Taixas.
Bodas dentadas.
Bronzes e aguilhes.
Alambiques de ferro.
Crivos, padres etc., ote:
73 Na fundiciode forro de D. W. BowmanS
* rna do Brum passanda o chafariz. *
999999
t99Cd
s
:
s
Suissos.
Em caa de Schafleitlln & C.rua da Cruz j>.
38, voade-se am grande ovarrado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chrononottvjs, aeioschronometros de ourolpM-
ta dourada e foleados a ouro, senda ses relo-
giosdos primeirosabricantesda Suissa, que se
vender o por precos razoaveis
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarelle, louro e picho
por precos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torcal a 800 rs, t par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreilos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas do cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de bretanha de rolo a 2fl
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta do ramogem
a 860 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
pico a l$400a vara, luvas de torcal muito finas a
00 rs o par : a loja est aborta das 6 horas da
manhaaSs9 da noite.
F.raujas de torcal para mante-
letes.
, Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
Cal, pojaras para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc.. e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os precos sao baratissi-
mos, a vista das larguras e boa gesto, de taes
franjes sao de 14200 a 3J00O a vara ; na ra do
yueimado, loja d aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de difiran-
las larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das largaras de nm
Cedo at meio palmo, aos precos de 500 ra. a
zfoOO i vara ; vista do comprador todo nego-
cio se ar para aparar dinheiro : na roa do Quei-
mado b. 16, loja d'aguia branca.
Ultima moda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de ouro, na do Cabngl n.
1 B. sonde as senhoras senario um completo
sortimento de enteites de cabeca, tanto pretos
como de lindas cores, da ultima moda de Paris
recebidos no dia 16 pelo vapor francez, pojs as
senhoras que desejarem ver podero mandar pe-
dir, que promptamente se lhe mandarao as amos-
tras, pois estamos bem convencidos quo em vista
de ricos que sao ningnem deixar de comprar:
isto s na loja d aguia de ouro, ra do Cabug
Manteiga ingieza
em barris do vinte o tantas libras : no armazem
de Tasso Irmos.
-------
.
1


w
DIAKO M tlMIINOO. ~ l^l FUI* ** tftfciL DI lt!.
=
r
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0K
ROUPA PSFFA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
RUADO QUIMADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempra un sortimento completo de roupa eita de toda at
ihdades, e tambem se manda executar pe medida, vontade dos freguezes, par* o
aue tem um dos melhores professores.
asacas de panno preto, 409, 35| e
Sokrecasaca de dito, 35$ e
309000
309OO
Palilot de dito e de cores, 359, 309,
25J000e 209OOO
Dito de casimira de cores, 229000.
159. 129 e 99OOO
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 115000
Ditos de raeria-sUim pretos da
cores, 950OO 89OOO
Ditos de aipaka de cores. 59 3*590
Ditos de dita preta, 99, 7. 59 e 39500
Ditos de briaj de cores. 5#, 4950O,
45OOO e 395OO
Ditos de bramante de linho branco,
65000, 59000 e 4500O
Ditos de merino de cordao Meto.
159000o 89000
Cateas de casimira preta e de cores,
129.109,99 6 05000
Ditas de princesa e merio de cor-
dio pretos, 59 e 49500
Ditas de brira branco e de cores.
55OOO, 49500 e 8500
Ditas de gsnga de cores 35000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12}, 95 e 89000
Ditos de casetnira preta e de eores,
lisos e bordados, 69, 59500, 5 e 39500
Ditos de setim preto 5JW0O
Ditos de seda e setim branco, 69 e 58000
Ditos de gurgurio de seda pretos e
de cores, 75000, 69OOO e 59OOO
Dito de ferina e fusto branco,
3500 e 39OOO
Seroulaa de brm de linho 29200
Ditas de algodo, 1J600 e 15280
Camisas de peito de fusto branca)
e de corea, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 65 e 3$000
Ditas de niadapolao branco de
cores, 39, 295OO, 29 e I98OO
Camisas de rusias 1{000
Chapeos pretos de massa, fraoceze.
Cormas da ultima moda 10$.,8$500e 7J000
Ditos de fellro, 69. 55, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
(raneeies, 149,12$, 5 e 79000
Collarinbos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda 8800
Ditos de algodo $509
Relogios de ouro, patentes hori-
sonUes, 1009, 909, 8O9 709000
Ditos deprata galvanisados, pa-
tente hoaonlaes, 405 3O9OOO
Obras de onro, aderecos e meioa
aderecos, pulseiras, rozetas e
aneis #
Toalhas de linho, duzia 129OOO IO9OOO
Eazendas baratas.
Cheguem a loja da ra do Qoeimado n. 69,
para comprarem fazendas por todo preco, chitas
de cores escaras a 160 rs., ditas francezas a 220
rs., madapalo e algodo de toda a qualidsde e
mais barato do qne em outra qualquer parte.
Vende-se urna excellenle propriedade em
armazem, bem construida e com travejamento
psra levantar sobrado, com 30 palmos de frente
e 180 de Tundo, sito na ra do caes d'Apollo n.
7 ; tratar na ra do Imperador outr'ora Colle-
gio n. 46.
Vende-se urna casa terrea com bastantes
commodos para familia, na povoaco de Catan-
ga lado do rio ; os pretendentes pdem procurar
para tratarem na loja n. 61 da ra do Impe-
rador.
|E'barato que
admira.
NA LOJA DO
Rua do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 29, de 4 a 39 e 39500.
Gollinhas bordadas muito finas al9.
Pecas de babadinhos muito finas com 3
e 1|2 varas a 1$600 e 29.
Entremeios de cambraia fina a 160 rs. a
lira.
Grosdenaple de cores a I96OO o covado.
MaDgaitos de cambraia bordada a 19500.
Manguitos bordados e gola por 59
Chalvs matisados a 500 rs o covado.
Lanzinhas trullo Boas a 400 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 159 e 255
Ditos de palha da Italia a 28$.
Chales de touiuim a 20$.
Chapeos de sol de seda inglezes a 129.
E outras mu tas fazendas que s se ven-
de por precos muito baratissimos.
Luvas de pellica a 29500.
LiquidacAo
DE
Miudezas baratas.
Ra larga do Rosario n. 36.
Caixas de pos para dente3 a 100 rs.
Pegas de tranc. de caracol de lia coa 14 va-
ras a 240.
Ditas de galao branco para enlejes a 1.
Ditas de babado largo aberto a 29500.
' Ditas de dito estreito a 400 rs.
Carto de colxetes em bom estad/) a 60 rs.
Masscs de grampas a 40 rs.
Carreteis de liona de 100 jardas de cor e bran-
ca a 30 rs.
Ditos de dita de 200 lardas, alexanders, a 80 rs.
Pares de meias para senhora a 280.
Duzia.de ditas finas para senhora a 49.
Sabonetes muito bons a 160 rs.
Ditos muito finos inglezes a 400 rs..
Ditos tinos de bola a 720.
Pentes de massa virados a 13280.
Ditos de tartaruga virados a 89500.
Carlas de alfinetes cabeca chata a 240.
Ditas de ditos cabeca redonda a 140.
Sapalinbos de la a para menino a 320.
Ditos de dita finos a 400,500 e 600 re..
Galio de lia proprio para enfeite Ipeca) a 800 ts.
Groza de boles de oaso para calca a 240 rs.
Dita de ditos de osso para dita a 360.
Dita de ditos de sem para paletot a 29.
O dono deste estabelecimento, desojando aca-
bar com todas as miudezas at o fim, da junho
prximo, est resolvido a torrar as miudezas pelo
cusi ou anda mesmo com algum prejuizo ; por
isso chegada a occaaiao de quera precisar de
miudezas, comprar barato.
Capellas finas para noivas.
A loja d'sguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
esti vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agua branca, roa do
Queimado n. 16.
Vende-se um preto muito possante proprio
para qualquer ser vico, e de excellenle conducta,
o motivo porque se vende se dir ao comprador;
tambem se permuta por urna negra que esteja
as circumstancias de poder servir a urna casa
de familia de portas a dentro ; a quero convier
q*!?"?r in transaeces, pode dirigir-se a roa
da Gloria da Boa-Vista n. t*, a qualquer hora
do dia, que achara com quem,tratar.
- Vende -e o engenho Triumphan-
te situado no Van de Una: a tratar
cora Jote Azevedo de Andrade, ra do
Crespn. 20 A.
Vendem-e tamllaa* de linho ada-
mascadas par? mesa, ao mdico preco
de 35: na ra do Crespo nt 20 A.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
A loja da agua branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 39. (nesse genero nao
se pode dar mais pereitos),assim como outros de
merm tambera bordados a I96OO e 29. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos tamanhos, tendo at6, proprias psra os
meninos e meninas que scTvem de anjos as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de ftorzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engracado
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
ja da aguia branca n. 16.
Loja das seis portas em
frente do Lirramenlo.
Roupa feita para acabsr,
Palclols de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
bnm ede ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 49, ditos de fusto de eores a 49
ditos de eslamenha a 4$, ditos de brim pardo a
J9, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos.
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, grvalas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada urna, collarinhs de linho
da ultima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja esta aberta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noite.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Esle inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio era alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleisomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compeicao mais robusta ;
enteiraraente innocente em suas opera$oese ef-
eitos; pois busca e remore as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e lenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao de vera entregar-se a des-
esperado; facam um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar ste remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporeaa.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-se grosdenaplea preto apelo haratUe*-
que
sao preco etftOO a 29 cavado: aa roa do
Qoeimado a. i, loja da boa f.
4 maior peiflcla
se tem visto.
Cliapeos brancos de castor da ultima
moda a 5f cada um: na ra Nora n.
42, defronte da Conceicao dos Militares.
Farinha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo do brigue alaria Rosa, tun-
deado defronte do caes do Ramos, por prego com-
modo : a tratar com o capitao a bordo, ou com
o consignatario Manoel Alves Guerra, na roa do
Trapiche d. 14.
Cachimbos
ruu
El
de gesso a 69 a groza ; na ra da Cadeia do Re-
cite n. 15, loja.
Vende-se o engenho Cete situa-
do era Mar cota freguezia de Iguarass':
a tratar com Jos Azevedo de Andrade,
ra do Crespo n. 20 A, ou com o Sr.
Francisco Ignacio da Crur e Mello, no
G.
iquia .
Veodo-se urna porcio de barris vasios, sen-
do de 4. e 5. que foram de azeite doce e vinno:
no pateo de S. Pedro n. 6.
Cassas de cores.
Alada se vendem cassas de eores fixas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
o covado, e mais barato que- chita : na rna do
Queimado n. 22, na bem conheeida loja da
Boa fe. *
GaribaHi.
Gravatinbas de goslo a 200 rs. cada urna : na
ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fernandes.
ACTSHCI
M
0 LOrV-MOrV,
--------ualla KamiUl.
leal esuboteeimeato contina a haver um
completo soriimento da moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor laixas
te ferro batido a coado, da todos os tamanhos
para dito*
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-1
sito da ra da Mooda n. 3 A, um grande sor-1
meato do tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
a. 4.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
So na loja d'aguia de oro, roa do Cabng n.
1 B, recebera-se um completo soriimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pr*tas, cor de canoa, amarellss
e brancas, sortimeDto completo, tanto para ho-
rnera como para senhora, pois afiancemos a boa
qualidade e fresqnido, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'agnia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muilo finas de cores fizas a
280 rs. o covado; eambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
49500 e a 65000 a pe?* com 81 ii varas; di-
r uito superior a 8$000 a pega com 10 varas!;
dita fina com salpicos a 49800 a pega com 8 lrz
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
rara; tarlatana branea e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outraa muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos. 1 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 99 rs.; ditos de setiaeta escaros a 39500,
multe barato, aproveitem : na roa do Queima-
do a. 22, loja da Boa f.
8
MUTA FEITA A1KDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e ultras feiasj
A
LOJA
E ARMAZEM
DS
'I
Lencos para rap.
Importante
A vis
Na loja de[4 portas da ra do Queimado n. 39,
acha-se um grande armazem com todo o sorii-
mento de roupss feitas, paracujo fim tem mon-
tado urna officina de alfaiate, estando encarrega-
do della um perfeito meftre rindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, fardes com superiores preparos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer o tar-
damente todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figurinos que de
l vieram ; alm disso faz-se mais casaquiobas
para montara, frdelas ou jaquetas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallaria, quer seja aingelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
goslo da Europa, tambem prepara-se becas para
desembsrgadores e de qualquer juiz segundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem aa melhores
condecidas at hojo, assim como tem muito ricos
desenlies a matiz de todas as cores proprios para
fardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa eu-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancarido
que por tudo se Oca responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
dia que se prometter, segundo o systema d'oade
veio o meslre, pois espera a honrosa visite dea
dignos senhores visto que nada perder em es-
perimentar.
Armazem de fazenda
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a I98OO.
Lentes.
Lences de panno de linho fino a 18900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preco de 59.
Tarlatana.
Tarlatana branca para ferro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Cambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 ra. o covado.
Chita franceza.
Chites francezas peto barato preco de 220 rs. o
covado.
Esleir da India,
de 4,5 a 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velluda preto bordados a 69.
Mantas de Llonde.
Mantas de blond e pretas de todaa at qualidade*
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branca fina a 29800, 39000
39500.
Toalhas.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
Le i te puro.
fa escada da rus do Imperador n. 26, defron-
te da oasa da relaco, todos os dias, a 320 rs. a
garrafa.
-7 Vende-se farinha de mandioca
omito barata ; no becco Larga n. 6.
Ruada Senzala Nova n.42
Venda-se em casada S. P. Jonistost 4C,
sellinse silhSes nglezes, candeeiros e casticaas
broazeados, lonas nglezes, fio de vala, chicote
para carros, emamaria, arraios para carro da
u a dous cvalos relogios da ouro paieat*
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a'vista,
Vejutem-se ementes de hortelica muito novas
vindaa da Europa pelo ultimo vapor ingle* ly-
l*H* j, na tela de tetragen da Vidal & Bastea, ra
Mateahraacaaa pintadas para harneara 19500 da Cadeia do Recite n. 56 X. *
a duzia a 150 rt. apar; na ra Nova n. 42.
I
A m polas.
Areias (mal de),.
Asuma.
Caucas.
Couvulses.
Debilidadeoa axienua-
9ao.
Debilidad* ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dot degarganta.
de barriga,
nos rios.
Dnreza ao ventre.
En fermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas vaoereas.
Enehaqueea
Herysipels,
Febra biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Infla mmaces.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruec,ao de ventre.
Phtysica on consump-
palmoaar.
Rataacio deourina.
Rheumalismo.
Symplomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereofmal).
Febreto intermitente,
Venda-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral da Londres n. 224 Sirand, a na loja da
todos os boticarios droguistaeoutris pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America a-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas,, contera ama ins4iucc,aa em portu-
gus para explicar, o modo da se osar des las p-
lalas.
O deposite geral em casa do Sr. Sonsa
dharmaceutico, na roa da Cruz n. 22 em Per
ambuco.
(1M
1 hai
Nova
Queijos.
Veadem-aa quaijos muilo freacaaa viadas
Uimo vapor 19606 : aa rus Direfla a. 8.
em s a ecos
Super iore^manleletes.
Veodam-aa superiores manteletes pretos rica
aaaxite bordado*, r^iobartliaaimo nreco da 359
aa ra do Oueunado n. 22, Ioa da boa i*.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Soriimento de chapeos
/ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior quauda-
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9|.
Ditos de castor pretos e brancos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente entesta-
dos a 83.
Ditos ditoa para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonete de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4|.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,12* e 139 para um.
Arados americano! e machina-
paia lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hmton & C. ra daSenzala 11.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnieres de cambraia muito fina
e muilo bem bordadas, pelo baratissimo preco de
59 cada urna: na ra do Queimado n. 22. loia
da boa f. J
Deposito da fabrica do
Monteiro.
/ftiade pollo n. 6.
Vende-se assncar refinado desde 39200,39600,
49 e 48480 por cada arrota, e por 59120 e 69400
de crystalisado.
Cabriolet.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
let americano, nevo, com 4 rodas e arreios ; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Engenho.
Vende-so o engenho Diamante, sito na fregue-
zia de S. Lourenco da Malta, i margom do rio
Mussupe, edificado ha 5 annos, com grande ex-
tensao de torras e muitas matas, boas varzeas e
corregos, boas aguas, etc., distante desla praca
6 legoas ; vende-se por dinheiro ou desobriga :
quera o pretender, dirija-se ao caes do Ramos n.
4,a fallar com Joo Baptista dos Santos Lobo.
Chapeos andalu-
zes,
Sao chegidos praca da Independencia ns. 32
e 34 os afamados chapeos andaluzes, assim para
senhora como para bomem, sendo os primeiros
de feltro eos ltimos de palha, fellro e panno;
em materia, gosto e fazenda sao os da ultima
moda em Pars:
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinte iagle-
za, azul ao escrever-ee, e preta ruando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Qoeimado, loja d'a-
guia branca a. 19.
Casa terrea.
Vende-se a casa terrea da ra da Esperanca n.
2, acabada a mais de um aono, ea moderna, con-
tando 4 quartos, gabinete, cozinha fra e quintal
murado, cacimba, e um terreno junto a mesma
com 30 palmos do frente, chaos proprios ; a tra-
iralar na rus do Nogueira n. 21,
[Ges k Basto!
na'
Una Ao Queimado
i a. 46, trente amar ella.
Constantemente temes um grande e va-
riado soriimento de sebrecasacas pretas
de panno e de corea muito fino a 28,
BOS e 359, paletots dos meamos pannos
a 20$, 2-2$ e 24, ditoa saceos pretos dos
mesmos pannos a 149,169 a 188, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 30S e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 159,16|
e 18g, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOf, 12* e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99. 10/
e 12, dilas de casemira decores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muilo
fina a 5g e 6*. ditas de ditos de eores a
39. 39500, 49 e 45500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4S e 4fi500, col-
letes pretos de casemira a 9 e 69, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
295OO e 39, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99,
colletes pretos paral ule a 4*500 e 59,
cas pretas de merir. a 4*500 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4#, ditos
sobrecasaco a 69.79 e 8$, muito fino eol-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3*800 e 4, colletes de vel-
| ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
1 para menino sobre casaca de panno pre-
| tos e de cores a 149,19 e I69, ditos de
> casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
I 79, ditos de alpaca pretos saceos a 3 a
' 395OO, ditos sobrecasacos a 5| e S*500,
[ calcas de casemira pretas e decores a 6*,
I 6J50O e 79, camisas para menino a 2( 5
a duzia, camisas inglezas pregas largas
I muito superior a|329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamos ezecutar todas aa
obras com brevidade.
CK9KMSSKSRS
Polassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Quejos a 1 ,i0. rs.
Ditos do vapor a 19700 e
do pateo do Paraizo ns. 16
talla.
Toucinho de Lisboa
a 2*000 ; na trevessa
e 18, casa pintada de
a 320
a libra e 9$ a arroba.
rs.
Milho.
Na ra de Apollo, taberna n. 39, vendem-se
saecos com milho muito novo recentemente che-
gado de Hamanguape a 39200, em cuia a 200 rs.
Vendem-se 4 caixdesenridracados, proprios
para psdaria ou taberna ; na ra das Cruzes nu-
mero 36.
O verdadeiro especifico para a cura complete
das feridas antigs e recentes, ulceras, fistolas,
pisaduras, deslocacoes, enchacos, lo mores, erysi-
rlla e quaei todas as molestias da pello : acha-se
venda no Bazar Pernambocano da ra do Im-
perador e na praca da Independencia n. M.
Prece dos frasco...... 2J0O0
de meto dito.... 19000
de 1/4de dito... 500
Venden-a dus earreca* com pouco use,
com seus competentes bois, mansos e feitos ao
trabilho : a tratar na ra de Domingos Pires .
10, das ti at aa S horas.
Mhoa200rs.
Vena-sa milho a aoo.za. a cao, o a 3|600 o
sacco ; na travesea do pateo, do Paraizo ns. 16* 0
18, cata pintada de amurallo.
Vende-se toucinho de Lisboa a 320 a libra e
94* a arroba, dito de Santos a 280 a libra e 8fl a
arroba ; na ra das Cruzes n. 24, esquina da tra-
vessa do Ouvidor.
Raymuodo
Carlos Leite &
Irmio recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa via-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorii-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
des mais afa-
mados autores
m elh ora dos
com novos
a perfe i coa-
mentos, fszendo pespcnlo igual pelos dous lados
da costura, moslram-se na rua da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlleis, Iinha de todas as cores tudo
fabricado ezpressamente para as mesmas ma-
chinas.
Guardara pos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitos a 39 a duzia, ptimos pete pre-
go e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa ; aa rua do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Rua doAmorim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
barato preco de 29 a arroba : a ellas, que se es-
lao acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira prel muito bem
feitas a 10*, ditas da dita de cor maito superior a
99, esto-se acabando : na rua do Qoeimado n.
22, lote da boa f.
Farinha de mandioca
a 2S500 a sacca, chegada ha dous diss do Santo
Calharina, de muito boa qualidade ; no brgo da
Assembla n. 15.
Prelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15.
Cera de carnauba
43 Rua Preita 43
eato."?.f!.diq,,f Sr--iro da fazenda
wava despenado com os delicadosps dasnossas
S?SftP nodVri,^0"-0 b"UDte "ES
sitos que pegam as botinas de
hornera que apenas ti-
desejava que ellas tro-
veram o de 25 X1 S.Exc.deseiava une l tJL
a 79OOO
precoe se-
e-* urna bem feif. bUo.7o7Vo7.rgm chil
ifl ?."1 KaTanhsd0> eoaiuradode poja "proa
aflm de obstar a que oatentassem comWbo amil
moso p da bella pern.mbucana. qKK teB
val as emeo partes do mundo. Mas S. Exctev.
de eocontrar orna opposicio firme e enrgica no
proprietano do estabelecimento da roa Direit. n!
45, que nao quiz vender as suas bolinas
como S.Ezc. pretendeu, e sim pelos
gointes: "^
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). 6$000
Dito (com la^o e fifeiia). 5^(500
Austraco (sem feco). ~ 5J00
Joly (gaspa baixa)..... a500
Para menina.
S6 fj 2....... **ooo
Para homem.
Nantes (2 batera?). .
Francezes (diversos autores,
inglezes de bezerro, inteiricos
Ditos (cano de pellica). *
Ditos vaqueta da Russia "
Ditos oernambucanos .
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes). .
1 batera )Suzer). ."
Sola de bater (Suzer).
Meios borzegins (lustre). .*
SapatOes (com elstico). .
Ditos para menino ?i(500
r.?aIim0o.',C.'.-? *** ,tH '"f' Por precos ba-
dn! bezer'^r Cm C0r0 e '. ma"-
2aradk ,. ncez' coa""hof, vaquetas pre-
ba af0 fi e,c- tB> ******n* o muito
lO'000
9.S00O
9^000
8f 00
8$50O
6^000
I.
5^600
5P00
5^000
6^000
5$00O
4^000
-mmmmmmm
Epara acabar. |
NA LOJA DO
'? Rua do Crespo n. 8.
K Saiaa bordadas de tres pannos a ?9. 3>
.. L, de qnalro pannos muilo fi-
nas a rg e 39jC0.
Gollinhss bordadas muito finas cara
senhora a 19 cada urna.
Outras muitas pechinchas por baratis-
> simos precos queso se vendo.
A 1^000.
Gr8VUs P"]as de setim : na rua do Queima-
do n. 22, loja da boa f.
Rsele mmam m m^mmms
Potassa. i
g Vende-se a 240 rs. a hbr, a 5
\ superior e alva potassa doacredi- %
tado fabricante Joao Casa-nova S
cuja qualidade e reconhecido ef- S
8 feito e igual ou superior a de
g Hamburgo, feralmente conheci- |
a> da como da Russia : no deposito, g
R ruada Cadeia n. 47, escriptorio H
H de Leal Res. S
Bom que admira.
Manteiga ingleza a 800 rs. a libra, dila france-
za a 720, espermacete a SOO rs., toucinho a 320
qaeijosdo vapor a 19700 e 29. ditos a 19440. chl
a 29, doce de goiaba a 800 e 1$ o caixao, vinho
do Porto engarrafados 800 e 15 a garrafa, amei-
xas a 320 a libra : ntt travesea do pateo do Pa-
raizo n. 16-18, casa pintada de amarello.
Jogo de damas e gamo.
Vendem-se bonitas caizinhas com moldura e
os quadros de cores estampados em grosso vidr'o
obra delicada, pelos baratissimos precos de 3 4
e 59, assim como outras caizinhas maiores cm
dobradicas e tranquelas, tendo em cima o jogo de
damas, e dentro o de gtmiro com seus necessa-
rios a l09, tudo na rua do Queimado. loia d'aeuia
branca n. W
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
96 na leja d'aguia de ouro, rua do Cabug d
1 B, aonde as senhoras achanto os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino
como de ostras cores, que em vista do oltimo*
Moato nioguem deixar de comprar : s na loia
daguia de ouro, rua do Cabug n. 1 B.
Vendem-se bar ticas com holaehinha ingle-
za ultimamentetchegadas a 39: no armazem dfr
Annes confronte a alfandega n. 7 B.
da Granja e de otilros Ing
boas ; no largo da Aaaem.
ares, qualidade* muilo
)l* n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
Peehincha de meias.
Meia de coros muito fiaas, muito boas e bo-
nitas, para, homem a 19^0 a duzia o a 140 rs. o
par, que ao deixar de as comprar qem nao se
vio ; na roa do Queimado n. 66, tojo da dili-
gencia.
Mais qae Peehiiiclia!!!
Aletria. talharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vendis o Bffndjn. na Liogpetan. 5.
SooicTiptorlo de D: P. Vfili Companhm
no largo do Coreo Santn. 13, vendem-se libras
terUhas.
Escrayos fgidos.
Fugiram do engenho Conceicao, sito n*
freguezia de Tracunhaem da comarca de Naza-
reth, no dia 4 de novembro de 1860, dous esera-
vos mulatos com os nons e sigDaes seguintes :
um de nome Paulo de 45 annos de idade pouco
mais ou menos, nffieial de pedreiro, sapateiro e
oprimo bolieiro, de c6r afranjada, fabellos cara-
pinhos, rosto descarnado, olhos areos, nariz o
bocea regulares, ura pouco secco ede estatura
media, o qual tem dous dedos da mao direit*atei-
jadoa de nm panaricio, e tem tamben o dedo mi-
nino da nao esquerda con igual tfefeilo, e cima
da sobrancelha da on dos olhos una cicatriz,
proveniente de um Ulho, e outra cicatriz com um
carocinho cima da mesma, com nm dos denles
da frente quebrado, qoando m embriaga torna-
se arrogante. Esse escravo ji foi sorrado e cons-
ta andar pelo Recites tendo sido visto para as-
bandas da Soledade e Santo Amaro por atgnmas
pessoas. a quem tem dito baver-s libertado. O
outro, de nome Felippe, de cor Irigueira, cabel-
los carapinhas, estatura baix, on regular, bem
barbado, um punco secco, bem faitelo o canta-
dor, con 30 anuos do idade, soda ligeif o e mui-
to pechado so Mi-vteo de amada e feuce, com
falta de den tes nfrenle, eom orbes nm pouco
apiiombados e capioogoe. Quem epprehonde-Ioa
levos ao dito engenho ao seu seahor e teoente-
coronel Joo Gavalcanti Mauricio Wanderley.auo
generosamente recompensar.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez do se-
temhro prximo passado, uin escravo do com-
mandante superior Manon Joao Penna Picbeco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Beato
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de eiaooonte e tantos annos rulo, abo, magro,
den lea grandes, e coas, falte de alguna na frente,
quertofino, ps grande, e com os dedos gran-
des dos ps bem ahertos, muito palavriador, in-
culca-so orro, lena sigaae* de le sido surrado
Conste que este esoraeo aopovecere no dia 6 do
crrante, vindo do lado, das Once Poniask e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disae que tinha sido-vendido por sea senbor para
Goiaamin&a: qiqorpaese* ajane pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto c Le*
moav que graiillcarao generoame&te.


-------
----------
1
m
Litteratura.

I1' !'.
WAH10 01
mera
.En.

como
arroz.
De Pars a M
(Continua
Em S. SebasliSo demorar lempo pre-
ciso para almogar. All sauda:
vezopuc
Tf eida co
lugar de arroz, sao gr;
feijoes. Sefli-aso nao ha jaula:
nao ha jamar porluguez do leis-m vacca
-.-- f Ue V*a"a' IG"'lo Puro. cmiaiK e
parecido com o viuIiq S. Sebastiao uma praca forto do lempo em
que as pracas valiam o que nao valem hoie Est
si uada era ama mootauha, formando quasi uma
una, e ligada trra por uma linguete Distante
estrella. Ali acodera na estaco competente mul-
tas amilias hespanholas lomarem baohos do
mar.
ApcBas acabado o almogo, partimos puchados
por quatro tiros de magnificas muas, que em
pouco tempo nos lererem uvia potoaro cha-
mada llernanx, cuj egreja antiga e uma especie
aepalf-cto que pega coa ella, dizeru bera como
nome do celebre bandido que Vicior Hugoim-
mortalisou nos seus verses e tuja vida romntica
tao bella mus'C inspirou ao maestro Verdi.
Parrcfa-me quo aquelle palacio oraodovelho
duque que ali devia ainda existir a galera dos
retratos dos hroes qui desde os mais remotos
tempos abonavtm a lealdade dos Silras. i Silva
son leali. Non tradiscono i Silva. Carlos V, o
seu amor, as suas iras e a sua generosidade mag-
nnima vieram-me ao pensamento, como se o
drama trgico de Vctor Hugo fosse uma pagina
de historia. Aquelle nome de Htmani valra
para mira por um docuaento achado no archivo de
Simancas I
E ainda nao chegava cera o pensamento i Iris-
calaslropha do bandido transformado m D.
Joao de Aragao, duque de Segorbe, de Pastrana e
ce tardona, e, o que muito mais era do que lude
isso, casado com a bella sobrinha do cioso Silva,
quando alravessamos uma pequea aldeia chama-
6* Corneta, que se segu a it Hernani.
Ah acrediiei ver o romance dos amores de
ilernam confiado guarda da tradijo popular,
e tendo por padres as duas aldeas rujo nome e
proxiroidade recordim o hroe e o seu irisle des-
iido. Cuidei ouvir nos eccos os trmulos sons
exlrahidosdi corneta pela bocea do velho duque,
contrahida pelo ciume e pela desesperarlo, e
como que vi nos ares passar a sombra de Her-
nani, viclims de seulimentos de lealdade dienos
dos Silvas.
Deslas imegioegoes dos lempos cavalleirosos
me reio accordar a mais portentosa manifesta-
ca d progresso da nossa era. Ali perto nda-
se tr&balhando no caminho de ferro do norte e
Ali foi enterrarlo Rui Dias de Airar, chamado o
Cid Campeador, seus paes Diogo Late* e D. The-
rexa, -aaadBfci reinhas de Navarra de Aragao.
eu f^^^R** Rodrigues, que os Kouros ma-
taran) em Consuegra, erarios outros membros da
familia ou capitaies do commaodo do valorlo
_ Tod
sombrossos do Ilustre i
da Caslella
cere
feito.
a podessem-
s reuoir-se ruin livro todas essas historias, nem
cada legua se encontrara hotos trabalhos e tun-
neis muito considerareis. Esqueci Hernani e os
Silvas, Vctor Hugo e Verdi, e transportel-me so
tempo em que a Hspsnha estar inleiramenle li-
gada aos camiohos de ferro europus. Que irans-
tormacaoi Que aproveitemeDto de riquezas, hoie
perdidas! Que creacao edesenvolvimentode pros-
pendadeI v
A Hespanha j Iroje rica e independenle.
INem as loucas ambiedes dos Felippes e o seu pes-
simo governo, nem as fraquezas de Carlos IV e
da sua familia, nem os rencores que do berco ao
tmulo ecompanharam e affligiram Fernando VII
nom guerra da successo, nem s desordeos
ciyis posteriores liveram forga para acabar com
esta nacao. Grande era, foi grande na sua deca-
dencia, grande nos revezes, grande nos proprios
desvarios e grande e poderosa se vai levantando
ii a,lIjnen, m que se deixou cahir. O que
ella ha de ser, quando entrar no concert geral
do commercio, da industria e do progresso euro-
peu, auxiliada pela facilidade das communice-
QOfs, o quasi impossirel calcular-se, principal-
mente se o governo bespanhol promover a ns-
truccao popular, base principal e a mais segura
qa prospendade dos poros e da sua energa e ec-
ridade nos trabalhos da civilsaco.
As5 da tarde chegamos a Tolosa. Perguntei
a um homem d'ali como se chama va o rio que pas-
sa junio da cidede. Respondeu-mequenao sabia,
fcsiou aqu ha 6 annos, continuou elle, o ainda
Ihe naoouvlo nomel Esta ignorancia frequen-
te no norte da Hespanha.
Tolosa, Villa-Real, Pancorbo e outras Ierras,
a de Car loa Magno e iloze pares de Fran*
c Iho deitara agua s raaos.
tO povo corita mil successes do nobre fllho.da'
aldeia cfstelhsns de Airar, a classe media pdo
cargo do C:d quantos a?sombros de valor ouviu
contar, embora praticades por personageos de
outra poca, e os hobres, alera de nq despreza-
rera a occasiao de se inculcaren! eomo prenles,
procurara mostrar-se grtese carrancudos, como
cumpre a quem de tal rnca procede. Eu vi a um
cirurgiao de Burgos uma anedocta muito conhe-
cida do imperador Frederico II, que o bom do
matasanos applicava ao Cid com o maior desem-
baraco e como se elle tivesse assistido ao caso.
Qnaodo eu eslava lamentando nao ler podido
visitar o tmulo do afamado campeao da Castella,
disae-me o cirurgio, que se tanta curicsidade e
desejo linha de me aproximar da carcomida os-
sada do Cid, o negocio era mais fcil de que eu
cuidara, porque desde 1842 que nao eslava no
moateiro
Como? Nao est no mosteiro?Disseeu
Entao roubaram os ossos do Cid t
Deus nos defenda de tal. Nao, senhor. Nin-
guem os roubou. A cmara municipal raandou-
os nrar do tmulo e estao nos pacos do cooselho
em um magnifico caixao de madeira. A cmara
mandou fazer um oratorio, endo se diz missa por
alma do campeador.
_ Ora essa I Mas para que foram bulir as
cinzas do mais afamado entre todos os castelha-
?V que '" 1uera cmara de Burgos per-
to da sala das suas sessdes ?
Para que os riajantes as possam visitar com
maior facilidade.
Entao o caixo abre-se ?
f "h" d8d*' N senhor- c'"**o est sempre
A esta nao repliquoi e despedi-me do cirurgio
sem querer ir vero tal caixote municipal em que
arrumaram os ossos do Cid.
Aborreceu-meesle destempero do municipio de
Burgos. NSo gosto de que perlurbem a paz dos
tmulos. Que ao menos ali o ropouso nao seja
interrumpido. En creio que se profaoaram os
ossos do Cid, arrancando-os daquelle moaleiro
que era aeu, c onde o campeador, cercado da sua
lamilla e dos seus melhores amigos, aguardara a
hora tremenda do juizo final.
Talvez que islo seja da minha parte urna exa-
sea Ibes (irsr nfcapo, pov^-ni
ir^
maria, exultaran) do tmulo as relhas carsitaa
r-Hcf.i rmeD! ^ S,*1*"*, WD Llr}m ?l-"?8 -JW os femar t tibias rrteJ
fluidas dos iofancoea da nossa ierre e iremeriam
de enlh*e*timo^ifos1e!les^i*ihWhi4* t, ~
os ti dalgo* de cota da armes,
antiga linhagem. E entao, por to pouc, '
rafiogoslo meu ncusar a esses defuntos illust
don minutos de contentamente **)
Vs todosque descendis de gente grada com
- TERQA FE1RA 16 DI BIL DE 1M1.
1
see'JtojSo'a
SLf1**-?"!'^ tnesquiflho* e improprios
^^t ser disso, ha rro todo atarte
^grandeza senhoril, que nio desdiz da alteza
de uma infanti. N5o nos enrergonhomos. poli, de
*'Jl*e deixasse Lorro para tomar o
I i mu plano, o mosteiro ria^j wUhSl
erraos pereorrid rende lis-------
lancia. Em quanto, pois, o irem ae diriga para
is eslaces de Quintanitleja e de Pamplicga, dei-
xei-me eu engolpbSrnas recordaedes do poema
do no|so immorlal Garrett. Nao foi a acea alta-
mente cmica da Tremenda que me reio ima
assenlo nos Tres Eatdoa a VhT i wlc* aa Iremena,i 1* mo 'e'o ima-
da'obre oTleSM W ^*bT R?,^0- ".? [eceios, 1* rfial comitiva, ao ver
----- ~# *" |fuiu uiui c*M
gera^ao de respeilo pelos morios. Nao digo que
nao. Dos meus defeilos sao os outros melhores
juizes do que eu proprio. Entretanto, que dira-
mos nos os Portuguezes, se um curioso de expo-
sicoesou um zeloso das comraodidades dos via-
jantes fosse Batalha e pegasse as cinzas de D.
Joao I a de D. Philipe e as lerasae para oa pacos
do conselho de Leiria ? Este modo iniquo de
desconjuntar os ossos da familia de Ariz, este di-
vorcio, destruindo o enlace moral do mosteiro
com o seo fundador, seria, no meu entender
uma profanscSo abominavel.
O caso do Cid 6 egual a esle, e que mo perde
o filustre senado de Burgos, merece a mesma
C6DSUT0*
Sahi. poi, de casa sem tencao de ir ver o tal
\e"cato municipal, a fui passeiar as ras da
cidado, que quasi todas teera nomes de persona-
gens historeos, da familia ou do squito do cam-
peador.
Burgos tem monumentos importantes, pracas
bonitas, passeios agradaveis e mesmo alsumas
estatuas. A de Carlos III, mandada fazer por um
particular, orna ums das pracas da cidade a faz
coro com rail oulraj rocordecoes daquelle sobera-
no mese encontrara em todas as cidades da Hes-
panha. No passeio a que charaam Espoln tam-
bem ha quatro estatuas, de Feroo Goncalves.
Fernando I, Alfonso XI e Henrique IV, porm
nao sao de bronze como a da Carlos III.
Eu gosto immenso de estatuas, nao s porque
engrandecem as ras e pragas. a como que as
animam e allumiam com o claro de gloria que
cerca os verdadeiros hroes, mas tambera porque
que atraressei ^rden~e a" g'c'rVa 'deD.' ?V. Vmnri.'ii'"^0 P0T ,radic50e8 ho"-
Carlos osfeitos heroicos dos seus partidarios e i* ?-?"?VI* d,a-s b62" "coe/ e. eBlo
dos defensores de babel, e ao passar por Versa- nS e,tim? dV\do "rtude-
re. lerabrei-me lambem de ireigeo de Mero'o me cnn^TiT"."30 de,,e pareCer' na0
precedida pelo fuzilamenlo dos generaes a oes- ,f2 e l?faB,,Me.e,Ulu.a 8ena0 a0 fami-
sagem de Pancorbo um caminho estreitsdVpor ChrUto XSSf'JKS deU a l8D5ada em .Jesus
montenhes. cojos cimos como que forcejam por ott,l^Pn-K ?W' se quiz urna estatua, a
unir-se, formando um tunnel n.t..l. rim L r^p.? u- TbaI 1m med,lnao com 9eu
retrato, liveram de se decretarem a si proprios
essa honrara e de a maodarem executar cusa
do thesouro I
Esta repugnancia quasi inrencirel em Por-
tugal. A propria estatua de D. Pedro, que deria
8fr_execu,8da P'damente e inaugurada entre
unir-se, formando um tnonel natural. Um ba
talhao decacadores pode n'aquellas aperladas
gargantas destrocar impunemente um exercito, e
ali soffreu o de Napoleo I, na retirada para
range, terrlveie ataques das guerrilhas hespa-
A lembranca da Iraico de D Ranhanl Mmt !fr execu,8df rapidemente e inaugurada entre
irouxe-me V. m5 problemf qe .ni no tSSS^jfT^9'1SEL99
ache. resolvido a que merece, loderia, a ellencao J".,,5 A Ct*i I'** ?"" ^5f
serapre mais ^J^SS^S^Z^. ^Sl^^tlSS^t^^^ "
zes. yual a razo philosophica deste estranho
pnenoraeno?
A sua existencia nao se pode negar. Os pro-
prios interesssdos o confessam e allegam. O Sr. D
Miguel contou traidores entre os seus. O parti-
do realista dar essa nome a muilos, cuja aus-
tera fidelidade so manifestou depois. A suspeita
era geral. O Sr. D. Carlos vio cortadas as sues
esperances por uma trsico espantosa. ltima-
mente o rei de aples queixou-se repetidas re-
zos de desventura egual.
Ser porque a crenga absolutista dbil a tibia
copio o paganismo nos ltimos seculos da sua
existencia ? Ser porque a idea nova vai ganhan-
VS a!mos e conquistando-os para si com o
ardor de proselytismo com que o ebristianismo
recrutara nos primeiros seculos da egreja entre
os seus inimigos mais encarnigados? Cada um
desses convertidos sao noros sanios polticos que
ouviram a voz celeste que os chamou le da
graga? Nosei.
Nao quero fazer a apoiheoso da traigo, nem
pretendo sustentar que essas mudangas sao todas
conversoes sinceras como a do apostlo S. Paulo.
O problema ahi Oca. Resolrani-o como puderem.
As traigdes no campo liberal sao raras. No outro
sao frquenles. Achada a causa, est resolvido o
problema.
A's 3 da manha de hoja cheguei a Victoria,
onde lomei chocolate em urnas tagasitas das
quaes qustorze nao metteriam mdo a qualquer
porluguez. e s 4 da larde apeei-me em Burgoa
no holel Victoria, defronte de um helio quailel
de cavallaiia, reedificado no tempo de Fernan-
do VIL
O hotel esl cheio de gente, francezes, ingle-
zes, hespanhes de todas as provincias, senhors,
e algumas elegsntes e ormoeas, officiaes de di-
versas armas, generaes, padres e pessoas de to-
das as classes e coodiges.
Vou ver essa gente reunida na ssla de jantar,
para onde todos se dirigem ao segundo toque da
sinela. Tenho vonlade de comer e esta exigen-
cia do estomago pede satisfaco immediala e com-
pleta. E forga obedecer.
V
Burgos 5 de margo de 1861.
Tive pena de chegar hontem aqui ji perto da
ooite e muito cansado I Desde que em Bayonne
me disseram quetinba de demorsr-me 17 horas a
raeia em Burgos fiz logo tengo de ir rr a Car-
tu nade Miraflres, o mosteiro benedictino de S.
Pedro de Cardenhas, e aquelle convento das Huel-
gas, do qual
A real branca, de Lorvio senhora,
teve o bculo de abbadeese, a que, segundo dizem
honres de bispo. Pois oo fui a nenhuoa desses
sitios. Hontem era Urde ; hoje, por outras ra-
zoes, nao pode ser.
Sempre ouvi dizer que, e Cartuna de Miraflres
era uma das obras mais completas do golhico
florido do XV, secuto, e o nome do architecto
joao de Colonia por esaa razio conhecido de
dade.
s- l** le Cardenbas est mais longe uos 4
""basta saber-se para ler vontade de 14 ir.
ej. rauro oe uirffenbas estl____
ou 5 kilmetros, porm basta uber-se^ue nelle
est a sepultura do Cid para (
F- singular esta averseo que temos s estatuas I
Enio por falta de hroes a quem as consagre-
mos. Qual seiia a prace de Lisboa que se nao
honrara de ter no centro a ostalua do infante D.
Henrique? E as de Barlholomeu Dias, Vasco da
jama, de Nicolao Coelho, do Zargo, de Pedro
Alvares Cabra! e de tantos outros Portuguezes ce-
lebres peles viagens e descoberlas com que tanta
gloria deram ao reino e tanto prorelto huma-
pidade?
A lista seria longa, se s quizessemos completar
com os nomes de todos os Portuguezes que nao
s por viagens e descoberlas, mas por (eitos e
virtudes de grande monta tomaram respeitavel
no mundo o crdito da nagio portugueza.
Nao ha um monumento que record a guerra
da independencia, em que o nosso povo mostron
grande patriotismo e intrepidez e em que o nosso
exercito ganhoo ttulos de gloria que ainda hoje
Ihe dio nome na Europa. J nio fallo dos suc-
cessos posteriores, coroquanto a introduegao do
systema liberel fosse, a meu ver, um progresso e
um grande beneficio, esta idea nio geral, a nio
se devem levantar estatuas que possam ler muilo
quem entes es spedreje do que as venere, porm
nao se dio as mestnas rszoes acerca dos lempos
passados, que a historia apreciou, a em que lo-
dos estio de accordo.
Mas eolio que querem ? Nos somos assim. O
ostracismo nio nos desagrada. O Iriumpho e
marcha para o capitolio esses atacara os nossos
d ------------- #- .*...,, una uontu
a nobrez, que tendes por sts todos os reis go
dos condecidos e algias que a historia se esouO-
cou de registrar, o que podis prorer com certi-
doesdebeptismo(l)a pureza da vossa linhegem
desde Ronulo ale aos nossos dias, alegrei-vos
O esenptores modernos, os iiberaes d'este lempo
param diente dos syrabolos da vosse gluria essu-
dam-os com respeilo Sao monumentos histri-
cos, sao ruinas.dopesssado, que o povo respeita.
ja que nem sempre o fazem aquelles a quem esse
dever incumba. "
Entremos na cathedral, mas por pouco lempo.
|lto que nao cont f.zer adekripcao. mas sim-
plesmcnto dizer a seosagao que me causou eaore
e a que experimentara em 1854. Posso ja affir-
mafn1U *DU_l0 gora, sera modics^o alguraa.
A cathedral de Buros uma marevilha.obrados
anjos Ihe chamara Filippe II, Muito bem. As
ues naves sao magniflees. ai capellas sao riuuis-
simas, ludo grande e bello. Muito bem. Mas tudo
e no genero golhico, florido, que nio me agrada
muilo, e, lem d'isso, aquelles relevos de pedra
sao coloridos, o que eu acho horroroso.
u exceaso dos ornatos, os quadros estatuas e
?l.1.LTr.*a,C0m C0ID ,'ue e9, sobrocarregeda a
cethedral de Burgoa distrahem-me da idia reli-
giosa que mal encontr all. A arte, em rez de
me dar uma iospiragio completa, convida-me ao
examedos promenores do templo, e o meu pen-
samento desvis-se da senda religiosa e quasi se
laz pagao. Na igreja da Balolha nao se d esse in-
conveniente.
A pureza golhica da architeclura como que
chama o hornera para a divindade. A idia reli-
giosa apossa-se de nos e infunde-nos a sua forga
inteira, mas a coramoniceg&o espiritual entre a
'"" e co, nio interrompida, como na ca-
thedrel de Burgos, por mil ademanes e reque-
riros cora que os caprichos do architecto nos es-
tao tentando e distrahindo. Na igroja da Bataihe
seote-seo hornera na presenga de Dos. Em
Burgos lambem, mes entre Dos e o homem esl
o mundo e mundo mais gento que chrislo.
a idia de Dos uma idia simples. A sua
representagio deve ser simples eomo ella. D'ahi
a sobriedade inleira da architeclura da Batalha.
A idia da grandeza humana complexa e pode
ter lentes feces como o diamanle lapidado. A sua
representagio pode e deve ser complexa como
ella. D'ahi a opulencia architectonica das ca-
pones mperfeites no primoroso mosteiro de D.
Joao I. A magnificencia exterior representa o cul-
c e 8er PmPO como ella porm o
paneta Sanctorum, esse requer archiloclura tao
mageslosamente simples como de dia a abobada
celeste.
De ludo isto se conclue que, sem entrar em
dimensoes da arte profana, eu preflro cathedral
ae Burgos*a igreja da Batalha. Nio se offendam
os nossos amigos hespanhes. O Dos dos exer-
i<;?n ,a.?S?m nos Preeo lie em 1385 e de
ali a e Dea> ?or i,so ficaram mal.
Ah tem a aensagio gue me causou o famoso
monumento caslelheno. Agor, se querem sa-
ber como e a capella do condeslavel de Castella
u. redro Fernandes de Velasco e as outras ca-
pellas nao menos nolaveis, e os quadros, entre
os quaes ha preciosidades artsticas da escola
isiiana, abrem o livro de Theophilo Gaulier a
aesculpem-me de lh'o nao copiar aqui, como faz
muito boa gente c pelos paizes estrangeiros.
t o mais que o fazem sera citar o autor. A
mira me aconleceu ver o meu livro acerca ate
roriugal extractado por um sujeito a quera ii
cumbiram d me fazer concurrencia, a tao de alma
lomou o encargo, que, forga de querer preju-
dicar-me, se prejudicou a si proprio. Porem isto
nao para aqui. E' negocio que merece ser tra-
tado parte e ha de a-lo.
Lembram-se d*aquella historia que se conla do
Cid, que, depois de morto, D. Sancho, defronte de
amora, s raaos de Bellido Arnulfes, obrigra
el-re D- Alfonso VI a jurar que nio fora cumpl-
ce d esse alternado ? Pois dizem que a ceremo-
nia do juramento se verificare na capella de San-
ta gueda d'esta cathedral. Eu nio abrigo os
tenores a acreditarem esta historia ; pelo contra-
rio, custa-me a crer que o bom do Cid tivesse
d esses escrpulos. J exprim era outra parle
esta opinio, a ainda nio tire razo para mudar
do parecer..
Se rae nio eogano, o leitor dere coraegar ter
vonlade de deixar Burgos. Tem rezo, mas
que quer que eu Ihe faga ? Dezesete horas o meia
nao sao tres quarlos de hora, a j que fui con-
demnado a esta demora, forga que o leitor,
meu companheiro de riagem, aa resigne ver o
que eu vi, passar por onde passei, e ourir as
histerias que mira contararo. Nao se assus-
le. O peior est passado. Nos ramos parlir de
Burgos.
O irem do noro caminho de ferro parte ama-
nhaa s 10 horas da manha. Que pena que
nao chegue j at Bayonoa pelo norte a at Ba-
dajoz pelo sul. Deus me coosetre a rida at rer
a pennsula inteira ligada ao resto da Europa
por camiohos de ferro. Eolio sim que se ha de
abrir urna ora ira de proaperidade para o Tas-
to e neo territorio que se esiende desde os Pyre-
neos al o cabo de s. Vicente.
O caminho da ferro do norte ha de recebar os
passageiros a as mercadorias em Irun, onde a li-
nha franceza rir trazer-lh'as de Bayoona. De
Irun toma direita para o lado do mar, passa
junto da serrs de Iaixquibel, rae Rentera,
Passages, e S. Sebastiao. D'ali sobe ao ralle
de 1 Urumea, passa era Hernani, aegue o curso
do Oria, e tem eslaces em Andoain, em Tolo-
sa, Beasain e Villefranca.
De Villafranca Zumarraga e Ff/a-i?eol o
caminho de ferro obrigado tomar a direceo
do oeste por causa das montenhas e sssim mes-
rao sobejam-lhe os tunneis e obras de arte. Ahi
as difBculdades do terreno sao enormes, o cami-
nho de ferro eicolhe a direegao do sul. entra so
ralle de PUrola, passa um tunnel de 400 metros,
toca em Cegama, onde jez Zumalacarregui.
etraressa a mootanhe de 8. Adran.
N'este ponto vira encontrar-se a linha de
Pamplona. A do norte contina para Victoria
por Salvaterra a S. Romn. De Ftetorto rae
Miranda do Ebro, e atraressando o Zudorra e
luzu as montsnhass alalaia raourisca. me fize-
ram entao lembrar aquelles dodoversos to chis-
tosos :
Nem sempre cousas ms se T3o com rezas,
E s rezes peior, porque se assanham.
O meu espirito nio esteva propenso i eogits-
goes alegres, e se cheguei lembrar-me do mer-
cador Bodngues, da bella Oriana a dos cavallei-
ros que obrigaram o diabo a ezclamer :
..............................arrependi-me
De por tao fino mel oa bocea de asno
foi transigi rpida para me entregar inleiramen-
le recordego daeorte de Aben-AUan.
Malaventurado principe I O destino de um rei-
no, o futuro de um povo, a conservagao de uma
crenga e o porvir de uma dynastia, lulo isso de-
penda do brago de Aben-AlTan. Florescesse o
louro em rez do myrtho a Deus sabe quanto lem-
po anda Silves oDedeceria aos filhos do Pro-
phela 1
Mas que importara os lourosda guerra a quem
se deixa adormecer nos bragos do amor? Que va-
lem reinos, povos, crencas, dynastias. corpo, al-
ma, rida e tudo em comparagao do rosto que en-
canta, dos olhos que onfeitigam, dos cabellos em
que nos deixamos prender e da roz que nos sda
do ourtdo ao coragao phrases, expressoea, pala-
Tras e simples interjeiges, que valem mais do
que o mundo ioteiro?
O amor uma leucura ? Tabes. Assim como o
ouco so peosa oa sua mana, e namorado nao co-
gita senio do senlmento que o domina. O amor
e iima embriaguez? Sim. E" a embriaguez da
alma, em uos passagora como a que o Champag-
neproduz nos corpos, em outros profunda e*du-
radoura como a do rinho do Porto, do Falerno
ou do Syracusa. M cousa pois. o amor, se
nelle colhemos loucura e embriaguez? Nao sei se
e dos ou m. Os que o nio sentem discorrem di-
versatneule acerca dos seus efTeilos. mas, chega-
da a hora de Ihe prestar homenagem, ebencoam
a loucura, adoram a embriaguez a lamentam quo
lao brandas seiam ambas I
Desdiloso Aben-Affan I Tudo sacrificou a uma
mulher, e mais sacrificara, se maior podra ser o
sacrificio! Desditoso? E porque Ihe haremos de
chamar desdiloso? Nao nos disse o poeta de D.
Branca que
Aquelle engao da alma ledo e cego.
Que a fortuna nao deixa durar muito.
?o7.,T.^ n0.Cmne.eraC.Udca,CObert T ^h^ ff**
Lnres de biapo. Poi. nio fui a nenhura de.sa 5! """'if!ai!m0"^!"?Dd.0' notel uma b-
-----------r_._ vuK..ul. .. wuu us nossos miranaa ao coro, e atraressando o Zuiarm. b
nerros excepto quando somos uos os triumpha- | o Ebro e subindo pelas margena do roncio
dores. As oagoes pequenaa teem destas. A Hes- entrs n'aquellas garganles de Pancorio onde a
panha. que maior do que nda. admitle estatuas, aspereza do terreno e as aguas offoreeVm obsta!
A Frange, nesse ponto, anda e mais tolerante do ; culos quasi insuperareis. Vencidos estes obsta-
qui a Hespanha e a Inglaterra, essa grande nagio culos, loca em" Brtieeca. alravessa a aldeia de
cojo movimenlo martimo, commercial e indos- Monasterio, e paseando em um tunnel de 800
tnoso Ihe nao d lempo para invejas pequeas, | metros, descanga de taes fadigas as planicies de
est povoada de monumentos levantados em hon- R"a r.n* V-a .=s r.,. ..1CZj""l..
ra dos cidadios mais distinctos. Londres tem
pracas em que se avislam duas e mesmo quatro
estatuas.
Como ji sabia o caminho, fui-me dirigindo pa-
ra a cathedral, que eu j linha examinado deti-
damenle em 1854. E' pena que este portento
architectooico do seculo XIII esteja encoberto por
differentes edificios que com elle pegam ou ihe
esli mui perto. Aapparenciaexterna, quese-
ra esplendida, se a egreja estivesse isolada,
agora quasi nulla, e s de mui longe que se po-
de gozar bem o effeito daqaellaa ponlss de pedra
arrendada, mais delicadaa e transparentes aue as
da Batetha.
Em ua dos edificios que prendem com a ca-
thedral, observei as armas ds familia Portocarrei-
ro em escudo coberto com chapeo de cardeal, e
f ^ ^_- ^w, avb HU1U VOU-
da com a cruz dos Pereiraa e as nove cunhss dos
seobores de Tabn e Origuells, leudo em volta,
alternados, o leio e o castello hespanhes as
quines portuguezas. Estes ornatos herldicos tor-
naram-me a apparecer em varios pontos ds ca-
thedral.
De quera fossem essss armas, quem as man-
quantos .mam os llvros de pedra. que nos deixou d?.e ^Jjl^raSf'c.rdeS'fr.^aue Ti
i Kiorlal^etlt^^Tranr.0 2?. ^S^^Sl^Sl'^Tl
que os Prsncezes opozeram do lempo da guerra Zm Fwwn? S^S2S?"{S L **
d?eirW,!.%fiS!^^ res amilla. que junto da cathedral de Burgo,
em nm palacio reino que pega com a igreja, se
---- sr--------------- 1"v srvQN *wsai i QtM, m
ansiara, em ponto grande, ot xadrezes do* Porto
carreiros, a cruz floreteada dos Pereiras e a* ca-
oba* dos Cunhss.
Eu podia passar por estas reliquias nobiliarias
baste que dure alguma cousa pera merecer o sa-
crificio da rida? Aquella phrase c Vireu-se;
pde-se morrer que o traductor allemio do
rr. Luiz de Souza > soube rerler com o maior
primor, nao crelo que a iorentasse o nosso Gar-
rett. e mais sobrara ihe talento para tudo. Achou-a
em caracteres rabes n'uma campa junio do Sil-
res. Era o epitaphio de Aben-Affan.
n estes pensamentos rinha eu inleiramenle en-
teado, quando ouvi pronunciar ao mea lado o
nome de Torquemada. Sent un* cal tirio eru todo
o corpo, e quiz-me parecer que keirara a cht-
musco n aquelle sitio, s de ourir o nome do ce-
lebre inquisidor hespanhol. O Irem perou e eu
olhei por um dos postigos do wagn com uma
certa anciedade, como se nos fossem a qeimar
ali em solemne auto de f por nao querermos pa-
gar annelas, nem ir de peregrinos a Roma defen-
der o poder temporal 1 Historia r J nio ba in-
quisicao nem inquisidores, e o nome de Toraue-
mada cabe i terceira estagio do caminho de fer-
ro para c de Burgos, por ficar prxima a uma
aldeia que se chama assim*
Venta de Banhos a quarta estagio em aue
se nao me engao, se junta linha de Burgos
de Santander. Depois esl Duenhas,. cojos habi-
tantes pobres vivera em covas de trra a bertas ho-
risonislmento no outeiro era que estio es casas
da poTOBCio. O canal de Castelb passa ali junio
o caminho de ferro sem receiar a concurrencia.
ah paramos alguns minutos em um sitio cua-
madoTc*ezo eem seguida entramo na gare de
ratiadoltd, gare prorisoria como a de Burgos e
ambas de certo destinadas a hombrear com a
belleza e magnificencia dos monumentos das duas
cidades. J as estou rendo com estatuas do Cid.
do conde Fernio GoDgelves. do- condestsvel de
Lasteila e de muilos outros famigerados campea-
dores. r
Eu querr escrever aqui alguma linhas a res-
peilo de Valladolid, porm a Mu rontade de di-
zer aos leilore* cousas uteis a agradereis acha
ue a er a obstculo inrencirel na minha profunda ignoran-
ourir as Cla e n* >oha preguiga. A estes duas raze,
que me nao parecem de pouco rullo, acresce que
nos demoramos ali pouco lempo, e que eu nem
i? iT*!0.*^68"' aPesar da curiosidaie de rffr
ralladoltd, as suas antiguidades e os magnficos
quadros da escola nacional que ali se conservan.
A historia de Valladolid prendo em cortos pontos
com a fuodagio da nossa monarrhia e em lodoa-
com es primeiras tentatiras da unidade da penn-
sula hespanhola, pensamento-vigoroso a que s a
naciooelidade portugueza aoube resistir.
Ora eu, se tiresse mi o guia de Mr. de la
Vigoe, poderia dissertar largameato acerca de
Valladolid com certos ares-do quem nicamente
se valia de recordages ragas, mas o guia esl
no fundo da malla e eu nao goslo dessa especie
de erudigio. Os leitores, quo possuirem o- dic-
cionario geographico de Madoz, abrara-o na pa-
tarra Yalladolid e ali encontrario muilo mais e
raelhor do que eu saberla dizer agora. O que o
nao tirerem, tenham paciencia. Se eu robar por
& s para Ihes dizer o que ha que ver oella.
De Valladolid seguimos pars Valdeslillas, e
com a competente demora as estaces de Ma-
tapoxutlo, de PosaUes, de Medina e de Arna-
lo, chegamos finalmente a S. Chidrian., onde li-
li alisa este pedagode caminho de ferro, que nio
tardar muito a ptolongar-ae at Madrid.
Os wagons hespanhes sio muito aceiados, ea-
pagosose com modos, porm peno que nestas
noves linhas d Hespanha se nio abandonasse o
systema das carruagens soladas, cujea inconve-
nientes ninguem hoja desconhece, A experiencia
tem mostrado a necessidade de adoptar o wa-
gons americanos com facilidad de commuoica-
cao de uos para os outros e com meios de occor-
rer a quaesquer precises urgentes dos riajantes.
Em Frange, logo que comecem a renovar-so as
carruagens, esl resolvido que se raudar|de sys-
tema. A Hespanha, que coraega agora, poda j
aproveiter-sedos fructos da experiencia alueie.
No servigo desta linha hespanhola ootei uma
tal exageragio de aceio, que nos fez rir a quan-
tos viohamos uo wagn. Era cada eatago appa-
recia um homem a limpar com o maior cuidado
os ridroa da carruagem pelo lado de fora, e coa
tal cegueira de zelo o fazia, que em uma das pa-
ragens, nio attenlando em que o vidro de um dos
postigos la llera es eslava descido, paz-se a lim-
par com um [arrapo muito sujo; mas, como
uio achasse o vidro, e a mi naturalmente o fos-
se procurando, foi applicar a nojenla rodilha
face de urna senhora que dormitara no canto do
wagn I Grito da offendida, srpreza do aceiado
eastelhano ; e gargalhada geral dos circunstan-
tes!
Os wsgons sao como os francezes, porm tira-
ram-lhes as cortinas interiores, de modo quedes-
de Valladolid o sol comegou a incommodar-nos
fortemeole. Tiremos que por um panno a tapar
os tres postigos de um lado para nio chegarmos
S. Chidrian chamuscados pelo sol, que j come-
es a ser ardentissimo. Um caralleiro hespanhol
3ue rinha no mesmo wagn, vendo-me oceupa-
o a organisar a cortina provisoria que devia pre-
servar-nos dos rsios do sol, disse
Burgos, onde "logo irei fazerconhecimerio"com
elle.
Esta linha de que o meu amigo Germond de
la Vigne dou uma descripgio exacta, a qual eu
extractei aqui, est muito adiantada, porm os
trabalhos sio de tal difflculdade e prego, que
indispensavel fazerem-se lentamente.
Agora vou almocar. A hospedara excellen-
te. a comida boa e o violto de Aranda. se nao
lio bom como o vinho navarro de S. Sebastiao
puro e tem bom gosto. Ao menos n'esta ierro
ba vinho ordinario para beber, o que observei no
anno passado que falta em Portugal.
Ao almoco encontrei uma familia hespanho-
la, que chegou hontem noile em carruegem
de posta, e da qual um padre me contou cousas
muito romnticas. Estes padres sao temiveis.
Sabem ludo e advinham o resto.
VI
S. Chidrian, 5 de margo de 1861.
Sio 6 horas e meia da tarde. E' a hora marca-
da para chegar a S. Chridriao o Irem que parte
de Burgos s 10 horas da manha, e, cora effei-
to, hoja, contra o costuras, segundo dizem, o ca-
minho de farro hespanhol foi pontual como um
ioglez. Explicsram-me a rezno, mas eu nio
posso dizer sem ser indi
ingrato. Vejam que tormenta do epithetos por
tao pouea cousa. Nio tenham mdo que en diga.
C estou, e ainda bem.
A sahida de Burgos v-se direita o mosteiro
das Huelgas, edificio antiquisiimo, segundo indi-
ca. O convento tem uma cerca, cuia vegetacio
enfezada como toda a veaotagio cartebate, eos
(1) Assim o ouvi em 1831 s um respeitavel
commendador de Malta ano premetteu mostrar
mente, nunca mar* tl-i
re occasiio de ihe pedir que me deuasie r(t a* direito a um lugar de segunda classe no oaminho
de ferro, Eu ji utara reiobido a aceitar esta.
glez. Expliciram-rae a razio, mas eu nio s I*lo o menos. Porm, quando chove, a
so dizer sem ser indiscreto, mal creado e al *KU> entra pelaa fonda* do tecto dos wagons, e
- como se a gente paiseiasse na ra sem guarda -
chava I
Como os wagons foram construidos em Frange,
mandados para Heapanha em pegas separadas, e
. aqui orgsnisades definitivamente, Acarara mal
- unidos os pedacos do teclo e o* viajante* oxpos-
tos s inclemencias do tempo I
Outra exceotricidade, que tea seu* visos do
malicia caurinadora, a que pralica a empreta
- da* diligencias. Quem compra um bilhete de ber-
- linda, que o tibor letfsr e o mais caro, tea
(ae* certides do bsptiimo
psgsvsm a differenga, e que o conductor me
comprara o supplsmenlo sem at consultar an-
nui a este pequeo logro, que ao etsiou 24 rea-
les. Conessemos que a- empresa dais diligencias
-Jl Di*' Proras de uma modestia ua nio p
' hpaohola I E' uma coofisaao footfrde^____________
serve senio pare pessoas de eathegoria se-1
cundaria! E tem razio As pessoas de primeira *-
ordem viajara em carruagem de posta, como as
senhors que encontrei na hospedarla de Burgoa
e que rieram at aqui do mesmo wagn em que
eu rinhe. n
O leitor he de. ter curiosidad de saber quem
sao essas senhors e quaes fram as historias ro-
mnticas que a respeilo dellas eu ouri contar em
Burgos. Neo lenhe pressa, quo ha de saber tudo
Nemeulive curiosidad de esquadrinhar a vide
alheia senio para lh'a repetir equi cora pontos e
virgulas e com todo o segredo e reserva propria
de um peridico e dos seus leitores.
Era Burgos pouco me disseram. Uostrsram-me
uma sea hora de 22 annos pouco mais ou menos,
vestida como a mais elegante pariaieuse, tendo
nos bragos um delicado e melgo king-charlee,
magre sem ser esqueleto, alia sem ser giganta,
morena sera ser queimada, e com uns olhos
que pareciam pousar com preguigoso carioho nos
differentes objectos e pessoas que pasaavam dian-
te delles, cabellos abundantes e negros como aze-
viche, miosde sndaluza e a postura suavemente
flexivel, que qualidade das mulheres do melo-
da e do oriente. Ahi est o retrato da menina.
Acompinhava-a urna senhora de edade, que
me disseram era sua mi. Custou-me a crr e
depois soube que tinha razio. Acostumado a rr
em Pars e as michas viagens em Allemanha
maes alugadaseo me*, e que, j se ssbe.'appare-
cera cada anno com differeote descendencis, j
conheco o typo, que na rerdade, curioso.
A mi alugede, atorada ou comprada, que as
ha de todas essas especies, mais rgida e ser-
re do que a mae natural, desconfiada da fortuna
de quantos se epproximam da menina, de rou
humor pera quesi todos os horneo, zelosisslrae
da senedade das conrersagoes, e em tudo e por
tudo pessoa de grande respeilo e rirtude, em-
quanto a supposta filha nio determina o contra-
rio. Quando esta Ihe deixa acabar a corda do
zelo maternal, transforma-se na mais descarada
creetura que pode imaftinar-se e chega a fazer
corar de pojo a lal prole imagineria.
Ora, como me diziam que a joven senhora era
uma idalga, o que aa armas da carruagem com
coronel de marquez me linham indicado, julguei
que a outra mulher nao podia ser me, porm
uma especie de representante da enliga duegne,
da qual es mies de sluguer teem a pretengio
genealgica de descender por varona.
Essa senhora tao moga como segredou-
me o estalejadeiro de Burgostem o deseraba-
rago e galhardia de um homem, a o que Ihe
tem valido, cuitada I
Eolio porque? Em que pelejas tem ella
andado medida ? E' pessoa de aqui perto ?
E' a senhora marqueza de Lovera. Vire
em uma casa d'aqui cinco leguas. O que ella
tem passado cora a fam'lia uma novella. Per-
gunte por isso em Madrid e ouriri cousas cu-
riosas.
A elle que en ia pergontar todo, porm
chamarera-o, foi-se embora o nio o tornei a
rr senio quando apressadamente deacia a es-
cada pera rir-me embora. Ao rr-me descer,
reio so meu encontr edisse-me que nio dei-
xasse de fallar com a mioha companheira de
riagem.
Olhe que a perola da Castella-Velha,
acrescentou o honrsdo estalejedeirocomo esse
nio ha outre c nes Ierras do Nid, nem talvez no
resto da Hespanha. Eu conhego-a desde meni-
na e fui muitos annos criado de seu pae.
Cheguei ao caminho de ferro com grande cu-
riosidad de conhecer a marquezita de Lovera e
de ver se as 8 horas e meia da viagem genheva
a sua confianga de tal maneira, que ella propria
me contasse s sua historie, visto que tio inte-
ressante e extraordinaria era, a ter de acreditar
o antigo criado do marquez.
Quando cheguei gare j ella M eslava senta-
da em urna cadeira na sala da primeira classe, e
lendo um jornal. Entrei, saudei as pessoas que
eslavam ; elta ergueu os olhos do papel, a, res-
pondeudo minha saudagao geral cora um leve
morimenlo de cabera, continuou a lr, seguran-
do o jornal com as duas mios, de modo que a
parte superior dobrara pare o lado de fra, dei-
xendo lr o titulo.
Senlei-me perlo delta e quiz saber que peri-
dico eta aquelle, porm -as I'eltrss gothices com
que o nome estera escripto exprimiam duas pa-
lavras ioteiraznente desconhecidas para mim.
lmagineique lia mal e aguardei occasiio de exa-
minar raelhor esses duas peravres. Entre ellas
ti distinctamenle tres mios onidas, uma sahindo
de um lado, outra do outro a a- terceira de cima
para baixo.
Estara um Francez ao meu lado, que tambera
oliiara com curiosidad para o titulo do jornal e
que nio o Ka raelhor do que eo,
"" E* singulardisse-lhe eu em francezque
nao possa lr aquellas latirs gothicasl
Nem eu tao pouco ;me cetrueou o ho-
memderem ser peldvras antigs, talvez algu-
raa expressao rabe..
A. marqueza sorriu, parou do 13r, e, como se
tivesse comegado comnosco esta conversagao,.
disse, dando-oes o peridico u
Nao arabo E' biscainho. que bem mais
dilTJcil.
Lerantamo-nos ambos para ihe agradecer esta-
fineza, e principalmente a de nos permittir que
conrersassemos com ella, e limos, finalmente o
titulo do jornal.
Fui eu quem o soletreu :
eolloeagio; porm, rendo que todos os rlajsnles rr.m Jm.ul.mm ^ ""
pagsrsm a differenga. a que o conductor m mT^.^^l?* f2?/5"-"e r6Pelir n
ao do autor e a marquesita disse-me
fose senhor foi nomeado ministro de Por-
nha ba annos. Eu eslava enlSo
e casa de meu tio, que era ministro
Im nao me coostou que elle viese*
legar. E era nm grande poeta,
^im.roinba senhora, grande poeta, nobre
corio, aira a generosa e mullo entendido em se-
gredos e negocios de amor, como 0 sempre os
que tm eijobfle qaalidades.
Pene fot^ue^siio viejse. Por c estimsra-
se esses.dotes a entendem-se. Ns4eremos to-
dos os defeilos era Hospaoha. Falta de sensibi-
lidade e de affeclo* bons e sinceros nSo temos.
Lombra-se do assuoipto do poema ?
Se rae lembro ? Pois nao me hei-de lera-
orar de um dos melhores livros de litteratura mo-
derna de Portugal ?
Pois j que nao coohecemos o livro, e nem
o sabenamos lr bem, so o tbeasemos aqui. bem
poda coolar-nos-e enredo do poema. D'antee
contavem-se s castellaa historias de carallerias.
nao ser menos apropriado contar as pobres mu-
lheres de hoje historias de smor.
~ Gom multo gsto, minha senhora.
E desde o principio ao fim, tal qual a minha
momona m'o permittiu, conlei-lhe aquelle ro-
mance de D. Branca e de Aben Alian com todos
os seus episodios. Recilei mesmo alguns trechos
mu pausadamente e t que os entenderam.
O seu Garrett agradase disse a marque-
aIa' "~ S8 Teness D. Braoca em Ma-
drid, comprara-a e parece-me que chegaria a en-
tend-la. Ora diga-me se j alguma rez penseu
na analoga que podia harer entre o talento do
seu compatriota e o do nosso D. ngel de Saave-
dra. Sabe de quera fallo ?
Pois nio sei I Nos todos conhecemos o du-
que de Ribas pelo titulo e pelo oorae que linha
antes de herdar o ducado. Eu son lano d'essa
opiniao, que chamo frequentes reze ao Garrett
o nosso duque de Bibas. E esta comparagio s
procede acerca dos trabalhos litterariose do ge-
nero que cade um edoptou, ou, para melhor dizer,
reataurou ou quasi creou. Exleriormenre, o du-
que de Ribas faz lembrar outro porluguez, nao
menos insigne, o duque de Palmella.
Esse Sr. Garrett j morreu ?
Sim, minha senhora, morreu. Se, realmen-
te, tire a fortuna de execilar a sua curiosidad
pego licenga para Ihe offerecer as obras d'elfc.
De Madndescrererei para Lisboa a pedi-las
Ora 1 Nio rale a pena I
~ Pe[o contraro, vale muito a pena qua ea
Hespanha se conhega a fitteratura portugueza.
Se elle fosse vivo e soubesse que uma senhora lio
elegante desejava lr as suas obras, teria ji'isso-
grsnde contenlamenlo, principalmente se a ou-
risso fallar como eu tenho ourtdo.
Vamos, carelleiro. Nio seje lisongeiro. Por-
tuguezes a hespanhes sio irmios e em familia
nao sa gastara lisonjee. Eu acceito o seu prsen-
le. Veja li agora se como os francezes, que
promellem muito e nom mais se leabram do quo
prometteram.
Eu son porluguez, mioha senhora.
Bem rejo re'spondeu ella, sor rindo.
Este sorrir excilou a minha curiosidad e ani-
mei-me a perguotar-lh'e a causa d'elle. Biu de
noro e nio quiz dizer-m'a. Insist, a a fioai disse
que a diria, mes a mim s. Passei para junto
delle a aproximei o ourido. A marquezita bai-
xu a roz, mas de modo que se podia fcilmente
ourir em lodo o wagn, e disse :
Eu sorri do orgolho com que os senhores
dizem que sio portuguezes.
E acha mo que cada um se honre (te ser o
q/ie ?
Nao. Pelo contrario. A independencia d
Portugal tem-s sustentado pela forga d'esse sen-
Ifmento.
E depois, levantando a roz, acrescentou sor-
rindo de noro :
Nio fique mal commigo por causa disso.
Olhe que nao Ine chamei Finchado.
E que chamasse I Como nos os portuguezes-
segundo opiniio sua, deremos tanto a esse or-
gulho, que nos importa a pelerra ?
N'isto chegemos a Valladolid, onde o francez o-
o- hespanhol nos deixaram para tomar o caminho-
de Segoria. Eu, a marquezita a a aia continua-
mos para S. Chidrian.
A diligencia est prompte. Vou pertir. Dlz-se*
que peramos em ura-poueo perlo d'aquipara ceiar.
Se tirer tempo, escrererei anda d'ali.
(Continuar-se -ha).
Variedades.
A LINGDA CHINEZA.
i.i- Bazn Piofessor da lingua chineza na bi-
blioiheca imperial; explicou aos seus discpulo-
uma curiosa particubridade.
A lingua chineza nio tem nem adjectiro, nem
subsIantiTo, nom. pronome, nem rerbo, nem
adverbio. Cada palavra pode ser, ao mesmo lem-
po, uma deslas cinco partes do discurso, seguo-
rt6 -US". qoe occPa na oragao. Alm disto,
eaaa idea tem ao aeu servigo um bom numero do
sigoaea, segundo os sentidos que se ligam idea,
nos iratedos que assignem com os povos do oc-
cidente empregam- pata escrever occidente um
"8e^noranr,0te,DPft'qU9quer dZ6r CCden~
Isto nio muito Lisongeiro para os euroneus
mas o caso merece ser mencionado.
o lrurac-Bat.
que em vulgar significa tres em um. A trind*-
de que as mios representan! e que o titulo do
peridico affi/ma a reuniio das provincias-de
Biscaia, Aleve e Guipuscoa.
O jornal era de 2 de margo e tinha porfilhe-
lim a grammatice da hngua biscainha. publicada
com a pagioagao proprie para se cortare fazer
um livro. O lrurac-Bat impresso ea Biloau,
escripto era hespanhol e do formato do Sommer-
exo do Perto.
Quando restituimos o peridico marquezita,
dobrou-o e deu-o velha aia, dizendo ao meu
rumbo :
Sio pabvras barbares deste pennsula.
Os senhores em Frange dizem que a frica co-
mega nos Pyreneos. Por isso, nao se admire,
se encontrar por estas torras cousas desusadas.
Se os meus compatriotas riajassem em
Hespanha e rissera o que eu tenho tido ensejo
, T&r> .Bao diriam aquella semsaboria; mas
alies, minha senhors, acrescentou o Fren-
cez,.desculpem-se, por esse modo, da pre-
guiga e descuido de rizitar os paizes estraa-
geiros.
Todava, eu tenho visto em Hespanha ami-
tos Francezes, e contentes da nossa barbaridade
africena. Mas coofesso que s encoatrei um
que fosse curioso da lingua biscainhe. Kncon-
trei-o em urna cesa onde fui de rizit, e dtsse-
ram-me que pertencia i familia Bonapartev
Haria do ser da familia do principe Luciano
disse o francez. Ha um que polygloto.
Entretanto eu preflro riajar em Hespanha, visitar
os magnficos monumentos, d'esta trra e admi-
rara Jorga e mocidade do povohespanhelaapren-
dero biscainho, que me dizem ser muito. difficil.
Nio fcil, nio. Mas veoce-se com traba-
Iho e persistencia, como todas as cousas difficeis
d este mundo. Eu aprendi-o por ouvir dizer que
era uma das lioguas da torre de Babel. K. no fim
de conlas, quem vive no campo, principalmente
da invern, precisa de distrages, e eu devo-as
muilo grande s difficuldades da lingua biscai-
nha.
N'islo abriu-se a porta da sala de espera e ca-
da um foi tratar de escolher wagn. O francez,
as senhores e eu, que nao proferir palavra, en-
tramos no primeiro que nos ficava em frente, e
ali disposemos es saceos,guarda-chuvas,mantas e
mais trapalhedes que os viejantes trazom comsi-
go, principalmente na* primeiras viagens. Um
uro hespanhol, que depois soube ter sido
A.GASA DE BORBON.
Um jornal francez ola que em consequencia.
da cepitulagao de Gaela e d. expatriagao da Rran-
cisco II, e sua familia, a casa Bourbon (todos os-
ramos reunidos, iato a descendencia directa
ecollaleral de Lub XIV. conla, de 73 paodpe
ouprlocezasdeque se coape, 55 membrono
exilio, aaaaber:
Bourbona de aples :rei Francisco If, 5 ir-
mios e 4 iwiiias. Tos do rei :_conde de Gapu
e 2 filhos, conde de Trspani e 5 filhos. Tias do-
re:a rainha Mara Amelia, viuva do Luiz Fe-
lippe, a duqueza de Berry, a duqueza de Saler-
re,.eTot."<2o\M d,Aumale' Prim "-"ao do.
2filho'.?0nT,o.eiieSP,nh,:-0 nfaoteD' Joa*
Bourbona do Franga:o conde do Cbarttbod.
a duqueza de P.rma e 4 filhos. Total 6.
lourhons Orleane : o conde de Baria, o du-
que Chartres, o sfcgue de Numoafs e 4 fUboe, o
principe de Joiovilie e 2 filhos, o duque d'Au-
raele a 2 filhos, o duque de Monlpeosier o 6 fi-
lhos. Sao 20 os membros desta romo. Toal 55.
S 18 principes^ priocezes dosifamilb asea- s>
param prosenpgao, e sao:a famjlia real de Hes-
panha, em numero de 15; a imperatriz do Brasil,
princeza de aples; a duqueza Augusta de Se-
xe-Coburgo-Gotba. princeza de Ocloans; a o du-
que Carlos III, de Parma, que goza a qualidado,
e prerogaras de infante de Hespanha.
m notaveL
Deu-se em Praga, ltimamente, uma sceoa ati-
rise. O imperador Fernando de Austria (qua
eraPna J "labereceu residS
Um daem que dar o seu passeio ordwaiio
da manha, um mancebo, com o trago nacional
hngaro, approximau-se delle, audou-o, com
o maior respailo, daspiodo o casaco. ubMcou
ao ps do imperador, pediodo-lhe passaas por
ClulB*
O imperador respondeu algumas patarras em
hngaro, e o bario Airaldi. mordomo-jnor de S
M., eonvidou o mancebo a levantar o casaco.
Este incidente o thema de todas aa conversa^
goes.
Isto o menos. Porm. quando chove, a militar e haver tomado o grao de dootor em di-
------------- w w qimw uw WUUIVI VIH
reito na universidade de Salamanca, tambem
trou na nossa carruagem.
D'ahi at Valladolid conversamos constante-
mente acerca do caminho de ferro ; da influen-
cia que a celeridad das communicagoea devia
ter na prosperdade de Hespanha, o a cada ierra
notarel que iaaoa passando, o hespanhol diau-
ne* o nome e e* noticias que Ihe leabravam que
aais do que uma vez a marquezita completara
com soiencU histrica nio rulgar, porm sem a
menor affectagao.
Pela minha parte, quando passamog deroBt"
das Huelgas, nio pude deixir de lhes fallar da
D. Branca d,Q Gatee,. Autor e poema lb.es
NOVO MATHUSALRM.
Na Indiana (America do Noria) exiiite, na actua-
Iidade, um homem que conta j 135 annos. Gata
de todas as suas facuidades, come com apetite o
passeia todos os dias.
Quando sa Ihe pergunta a dala a o sitio em que
nasceu, responde : c Nasciem 1725, n'uma pe-
quena cidade de 500 a. 6QQ habitantes, sitaada no
embocadura do Hirdson. chamada Nora-York
kjJWSStStiSet^ *wr.*
O QUE SAO AS CQUSAS t
Morreu ltimamente em Jersey ua dos emi-
grados ranoezes. Vctor Hugo, que o tinha na
^nnlt,!.ar?BdlpaWoU, Wmub anthusi-
oois, veriflcou-e. pelo* papis do finado, que era
ua upiio pago par* vigiar o proprio Vicior Hu-
k (Commereio do Perlo.]
rR^TYp. di T,di faiu, slar
..


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