Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09263


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Full Text
**?
1110 XIITII iDino ss
Por tres mezes adianUdos 5$000
Pp tres mezes veicidos 6J000
.
S1BBAD0 13 DE ABRIL DE ISI
Por annaadiantado 198000
Porte fraieo para o snbscripUr.
**CARR;gADOS DA SUB9CSIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Hanoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DUS COKKK1US.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarassu, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Seriohem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MEZ DE ABRIL.
2 Ouario minguante as 4 horas e 4 minutos da
manhaa.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 28 horas da
manba.
34 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. Nossa Senhora dos Prszeres.
9 Teres. S. Demetrio b. ; S. Acacio b.
0 Quarta. S. Ezequiel profeta; S. Terenclo m.
11 Quinta. Iostituigo do SS. Sacramento.
11 Sexta. S. Vctor m. ; S. Vessia v.
13 Ssbbado. S. Hermenegildo principe.
14 Domingo do Bom Pastor. S. Tiburcio ra.
AUUltiflClAS UUS IHlbUNAtta DA UAfttAt.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relago: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : tercas, quintas e sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orbaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do eivel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara de cirel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PQA DO S\}L*
Alagoas, o Sr. Claudino FalcoDias; Babia
Sr. Jos Martin. Aires; R0 de Janeiro, o Sil
ioao Pereira Martina. "
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do durio Manoel Figueiroa d
Faria,na sus lirraria praga da Independencia n*
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 10 de abril de 1861.
Oflicio ao presidente do Cear.Das informa-
rles constantes das copias juntas, rere V. Exc. o
resultado das indagagoes a que se procedeu res-
peo de Antonio Fragoso da Paz, que sendo pre-
so no distrito de Trahiry dessa. provincia, decla-
rara ter desertado nesta de um dos coros do
exercilo, pelo que S. Exc. -lo seguir para esta
capital, conforme communicou-se em oflicio de
30 de Janeiro ultimo, sob n. 2.
Dito ao capillo do porto.Pode V. S. mandar
J0r em liberdade o recruta Francisco Xavier da
lira, visto ser incapaz do servico, segundo de-
clara o commandanle da estaco naval no oflicio
que devolvo, e a que acompanhou o de V. S. de
hontem datado, sob n. 55.
Dito commandanle do corpo de polica.
odo V. S. mandar engajar no corpo sob seu com-
isando, o paisano Manoel Eleuterio de Oliveira,
que segundo consta do altestado annexo ao seu
offlcio de hoje, sob n. 156, foi considerado apto
para o servigo.
Dito ao commandante superior do Recife.Sir-
ra-seS. S. de expedir suasordens, para que urna
guarda de honra de algum dos corpos da guarda
nacional sob seu commando superior acompanhe
a procissao do Santissimo Viatico em visits aos
enfermos da freguezia de S. Jos desta cidade, e
que deve sahir da igreja de Nossa Senhora do
Terco is 8 horas da manhaa do dia 14 do cor-
rente.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmuto por copia 4 S. S. o oflicio que em 9
do correte dirigio-me o commandante superior
interino da guarda nacional deste municipio, aGm
deque se fagam as convenientes anotaces de ex-
cluso e incluso do pifaoo e tambores, de que
trata o oflicio do tenente-coronel commandante
do 2o batalho de infantera Ja mesma guarda na-
cional e municipio, tambem junto por copia.
Dito ao mesmo. Restiluo V. S as conlas
que acompaoharara o seu oflicio de 8 do correte,
sob n. 261, afim de que mande indemnisar o di-
rector das obras militares da quantia delO9020,
por elle despendido com a mudanza da cavalla-
ria do quartel de Santo Amaro para o Campo das
Frincezas, visto nao haver inconveniente nessa
ndemnisagao, segundo consta da citada informa-
do.Communicou-se ao supradilo director.
Dito ao mesmo. Em vista da conta e docu-
mentos juntos, que me foram remettidos pelo ge-
rente da Companhia Pernambucana com oflicio
de hontem, mande V. S. pagar ao mesmo geren-
te a quantia de 1405800. em que importara varias
passagens, dadas por conta do ministerio da guer-
ra nos vapores daquella companhia.Communi-
cou-se ao referido gerente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Recommendo 4 V. S. que mande pagar a quantia
de 1075, em que, segundo a conta e documentos
juntos, importara as despezasfeitas nos mezes de
outubro do anno prximo passado a marco ulti-
mo com o expediento da bibliotheca provincial,
devendo essa quantia ser entregue ao respectivo
bibliothecario, conforme requisitou o director ge-
ral da iostrueco publica em oflicio de 8 do cor-
rele, sob n, 93.Communicou-so ao citado di-
rector.
Dito ao director das obras militares. Mande
Vmc. collocar urna fechadura na grade do xadrez
do hospital militar, conforme solicitou-me o co-
ronel commandante das armas, em ofBcio de 8
do correte, sob n. 491.Communicou-se ao di-
4o commandante.
Dito ao director geral interioo da inslrucgo
publica.Respoodendo o oflicio que Vmc. mo di-
rigi em 8 do correte, sob n. 92, acompanhado
de outro, que derolro, no qual o bibliothecario
provincial requisitara para a mesma bibliotheca
urna mesa e algumas cadeiras dos movis do ex-
melo cooselbo do patrimonio dos orpbos, tenho
dizer-lhe que taes movis nao pdem por ora
ter applicago dirersa daquella que se desti-
nara.
Portara.O rice-presidente da prorincia, at
tendendo ao que Ihe requereu Gispar da Silva
Rodrigues, capito do brigue nacional Maa <&
Alfredo, resolve conceder-lhe permisso para in-
dependente de aprsentelo de carta de piloto,
malricular-se como capito do mesmo brigue na
viagem a que est destinado para o Rio de Ja-
neiro ; devendo o supradilo capito assignar ter-
mo na capilania do porto, pelo qual se obrigue
a exhibir a referida carta para outra qualquer
viagem.
Dita. O vice-presidente da provincia, tendo
em vista o que requerereram os negociantes des-
ta praga Saunders Brothers 4 C, consignatarios
da barca americana Margaret, e benvassim as in-
formacoes das repartiedes competentes, resolve,
nos termos do 4* do art. 486 do regulamento
de 19 de setembro do anno prximo passado,
conceder licenca aos mesmos consignatarios para
carregarem na referida barca com destino ao Rio
de Janeiro, quatro mil saccas com assucar bruto,
devendo esta portara ser apresentada para o flm
conveniente, aos inspectores da thesouraria de
-fazenda e da alfandega, e onde mais conrier.
Dita. O vice-presidente da prorincia, tendo
em rista o resultado do concurso a que se proce-
deu nos dias 25 e 26Je ferereiro ultimo, resolve
nomear Torquato Lurenlioo Ferreira de Mello
para o lugar de professor da cadeira de instruc-
-o elementar do 1* grao da freguezia do Pilar na
villa de Itamaraci.Communicou-se ao director
da iostrueco publica.
Expediente do secretario do governo.
OfBcio ao conselheiro Dr. Pedro Aulrsn da Mal-
la e Albuquerque. O Exra. Sr. vice-presidente
da provincia manda declarar V. S., que pelo seu
ofBcio de 8 do correte flcou inteirado de haver
V. S. assumido no Ia deste mez o exercicio das
unecoes de director da Faculdade de Direito, por
ter de seguir para a corto tomar sssento na c-
mara temporaria o respectivo director Exm. vis-
conde de Camaragibe. Communicou-se the-
souraria de fazenda.
Dito ao 1 secretario da assembla provincial.
De ordem de S. Exc, o Sr. rice-presidente da
provincia, remello V. S., pira serem presentes
assembla legislativa provincial, nao so as con-
las da receita e despeza que ltimamente enviou
cmara municipal de Caruar, mas tambem
copia do oflicio da mesma cmara, relativamente
as necessidales de seu municipio.
Dito ao mesmo.O Exm. Sr. vice-presidente
da provincia manda transmittir a V. S. para ser
presente assembla legislativa provincial o orna-
mento, bataneo e conlas da receita e despeza que
remetteu a cmara municipal de Goianna com o
oflicio, por copia incluso no qual declara as neces-
idades de seu municipio.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. rice-presidente
da provincia, manda transmettir por copia a V.
S. para serem presentes a assembla legislativa
provincial, afim de tomar oa derida considerago
a exposigo, que remetleu a ora cmara muni-
cipal do Limoeiro, por occasio de sua posse.
Dilo ao mesmo.De ordem de S. Exc. o Sr. vi-
ce-presidenle da provincia, transmiti a V. S.
para ser presente a assembla legislativa provin-
cial, aGm de tomar na considerago, que mere-
cer, o o remenlo, que remetteu acamara muni-
cipal da villa do Ex, bem como a exposigo. que
faz a mesma cmara no oflicio junto por copia,
acerca das necessidades mais urgentes do seu mu-
nicipio.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. vice-presidente
da provincia, manda transmittir por copia e V. S.
para ser presente i assembla legislativa provin-
cial, o oflicio da paroara municipal da villa de
Flores, relativamente ao estado de ruina e peri-
go, em que se acha S cadeia daquella villa e de
melhoramentu das obras do seu municipio, e bem
assim o ofBcio da presidencia de 11 de margo ul-
timo, aulorisando a mesma cmara a construira
; povoaco de B'ixa-Verde urna casa de assougue
I e curral para serrecolhido o gado conduzido para
a feira da dita povoacao.
Dito ao mesmo,De ordem de S. Exc, o Sr.
vice-presidente da provincia, transmuto a V. S.
para serem submeltidos ao conhecimento da as-
sembla legislativa provincial, os inclusos requer-
melos, em que Carlos Luiz Cambronne, empre-
zario do servico de lrapeza desta cidade, pede o
augmento de mais viote annos do prazo do seu
previlegio, concedido por contrato de 29 de se-
tembro de 1858, e prope-se a estabelecer em
todas as ras da capital um systema de esgoto das
aguas pluviaes, servindo-se para isto da canali-
ssgo j projectada para a limpeza da mesma ci-
dade.
Dito ao inspector da thesouraria provincial,
i O Exra. Sr. vice-presidente da provincia manda
j cornmunicar a V. S. para seu conhecimento e di-
iecgo, que o chefe da primeira seccao desta se-
cretaria bacharel Luiz Salazar Moscoso da Veiga
Pessoa, participou em ofBcio de hontem que, por
ter de ir tomar assento na assembla legislativa
desta provincia deixava de comparecer na mesma
secretaria.
DESPACHOS DO DI 10 DB ABRIL DB 1861.
Requerimtntot.
Antonia Mara da Conceicao,Informe o Sr.
! Dr. chefe d- polica.
Mesa regedora da irraandade do Santissimo Sa-
I cramenlo da freguezia de S. Jos do Recife.Ex-
pedio-se ordem no sentido que requer.
Iimandade do Sr. Bom Jess da Via-Sacra do
bairro da Boa-Vista, selle os documentos que
junta e rolle, querendo.
Joo Hypolito de Meira Lima.Informe o Sr.
director das obras publicas.
Joo Francisco Pardelha.Informe o Sr. capi-
to do porto.
Nicolao Dias de Andrade, soldado do corpo de
polica Informo oSr. commandante do corpo de
polica.
Filippe Jos da Exhallago Maniva.Informe o
Sr. juiz municipal do termo de Serinhem.
Abano assignados, proprietarios e moradores
nos lugares denomioados Bemflca, Magdalena, e
Remedio,Informe o Sr. director da companhia
do Beberibe.
tado, motivos poderosos concorreram para isso,
sendo entre ootros a epidemia angina-escarlatica
que aqu graesou durante os mezes de margo
junho, e a facilidade que ponho em dar pus vac-
cinieo meus collegas, e algumas pessoas do
poro.
E' ludo quanto julgo digno de levar ao alto co-
nhecimento de V. Exc.
Deus guarde a V. Exc. Reparticio da vaccina
em Pernambuco 4 de ferereiro de 1861.IIIm. e
Exm. Sr. Dr. Ambrozio Leilao da Cunha, dignis-
simo presidente da prorincia. Dr. JooNepo-
muceno DasFernandes, commissario raccinador
provincial.
Tabella da vaccinacopratieada no municipio do
Recife em o anno de 1860.
Sexos.
Masculino................ 486
Feminino................. 337
CondQes.
Livres.................... 496
Escravos.................. 327
Resultado da vaccinaco.
Tiveram vaccina regular.. 662
Sem resultado............
Nao foram observados.... 161
823
Recife de Pernambuco 4 de fevereiro de 1861.
Dr. Joo Nepomuceno Dias Fernandes, cornmiS'
sario vaccioador provincial.
EXTERIOR.
Kelatorio apresentado ao Exm. presi-
dente da provincia, pelo commissa-
rio vaccioador provincial, Dr. Joo
\epoiHuccno Dias Fernandes.
Illm. e Exm, Sr. Em virtude do oflicio de V.
Exc, datado 14 de Janeiro prximo passado, em
que me pede um mappa dos individuos vaccina-
dos durante o anno prximo passado, expondo
ao mesmo lempo o que me oicorrer acerca da
propagaco da raccina nos diversos municipios
da provincia, remeti V. Exc nao s essemap-
pa, como tambem um relatorio circunstanciado
do estado em que se acha este ramo de servico
publico na provincia, cora indicaco das medidas
para regularidade da pratica e propagaco|da vac-
cina nos diflerenles municipios da provincia : V.
Exc, porm, me permittir que o faga sucinta-
mente ; atienta a circumstancia dos poucos re-
cursos intellectuaes do relator, e esterilidade da
materia.
Vaccioar, innocular a sement vacciniea, uraa
operago de to fcil intuico que qualquer pes-
soa, mesmo as do sexo feminino, como amiga-
mente aconteca em alguna paires, disso se pode-
ria encarregar.
Conhecer a natureza da pstula, descriminar a
verdadeira da falsa, est ao alcance nao s da-
!|iielles que sequizerem dar ao trabalho de ler um
olheto que tenho, como tambem dos que tiverem
urna vez observado sua marcha, regularidade e
symptomas.
Se pois, to favoraveis dados acompanham a
vaccioago ; qual a razo porque deixa ella de
ser regularmente pratieada nos diversos munici-
pios de nossa provincia ?
Ao meu ver dous sao os motivos que concor-
rem para esse Ora : primeiro, o prejuizo que se
acha arraigado as pessoas dos nossos sertes,
de nao quererem, dizem el les, metter a peste no
corpo, por julgarem ser a raccina tirada do pus
dos bexiguenlos, e por isso de nenhum proveito,
e smente prejudicial: o segundo, a falta de hu-
manidade dos que se adiando em circumstancias
de poder prestar este servigo publico, elle se
recusara.
O lempo e a experiencia smente podero fazer
desapparecer o primeiro, convencendo a esses in-
dividuos da necessidade da vaccina, e da sua dif-
ferenga para cora a varila ; mostrando que, se
ella nao preserva inteiramenle, modifica ao menos
a acgo deleteria varilica.
A criago de lugares de raccinador nos diver-
sos municipios da provincia, despertar nao s a
ionaego daquelles que j ocenpam esses lugares,
como tambem dos que tiverem de ser noraeados,
fazendo dessa maneira desapparecer o seguodo
motivo.
A' diversos predecessores de V. Exc, e entre
esses ao Exm. conselheiro Sergio deMacedo, por
mais de nma vez Qz sentir essa necessidade, que
smente pode sanar o braco poderoso de nossa
assembla provincial, marcando urna quota para
essas despezas.
Tantos vaccioadores, por tanto, quantas forem
as cidades e villas, estender a propagaco da
vaccina todos os pontos da provincia.
Tendo assim satisfeito o determinado no oflicio
de V. Exc, passo agora a expor o estado em que
se acha a repartigio meu cirgo.
Mal coUocada, desprovida de todos os objeclos
que lhe sao necessarios, sem um empregado que
a abra e limpe, ele. ele, smente a minha boa
rontade quem tem ludo supprido, tirando do
pouco que percebo, 40CD00, o que se faz preciso
para taes flns.
E ser possivel que isto assim continu ? Ser
o governo gersl e provincial surdos essas ne-
cessidades ? creio que nao ; salvo se deseja ver
extincta esta inslituico.
Assim, pois, smente V. Exc. como regedor da
provincia poder fazer sentir essas necessidades
peranle a assembla provincial, e alcaugar nao
s que urna quota seja marcada para ellas, como
tambem fazer crear o lugar de porieiro commula-
tiramente com o de amanuense.
Desejoso de bem servir, rendo que a m collo-
caco do estabelecimeoto nao depende da vonta-
de do governo, mas sim da falta de um edificio a-
qui em Santo Antonio, tenho franqueado a mi-
nha residencia em todos os sabbados, alm dos
dias em que fuocetona a repartico, quintas e do-
mingos, todos os habitantes da cidade e subur-
bios ; e nao ser esta medida por mim tomada,
por mais rezes leria de ver interrompida a trans
misso do fluido vaccinieo de braco braco, ni-
ca maneira de sua propagarlo econservago com
proveito.
Pelo raappt ver V. Exc. terem sido vaccina-
das823 pessoas, se porm 9 ouaiero ojo, arul-
CRRESPONDOENCIAS DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO. .
HAHBUB60
SO de marco de 1861.
As ultimas posises da legitimidade no reino
das Duas Sicilias tambem ja cahiram. Como sa-
bemos, os commanJantes das dms fortalezas de
Messina na Ilha da Sicilia e de Ciritella del Tron-
o nos Abruzzos tinhara recusado render-se es-
pontneamente acs Piemontezes depois da cabida
de Gaeta. Na cipitulago de Gaeta, el-rei Fran-
cisco II tinha compromettido de expedir, tanto
para Messina, como para Civitella a ordem de se
renderem. O marechal Fergola em Messina po-
rm negou haver recebido semelhante ordem, de-
clarando querer deflender-se at o extremo : -e
logo que os Piemontezes debaixo de Cialdini iam
comecar as obras para o sitio, elle abri o seu
fogo contra os mesmos. Os Piemontezes todava
lera adquirido ltimamente grande pratci eiu
ubias Od un,,,, o [..uicilOuj yolas grandes V8B-
tagens das suas posigoes dominantes, ja no quar-
to dia aproroptavam diferentes bateras em dis-
tancia de 400 metros da fortaleza, de modo que
pedern dirigir sobre a mesma um terrivel fogo.
Logo os primeiros tiros foram muito felzes, e
fizeram sallar pelos ares difieren tes depsitos de
greoadas na praca. O bombardeamento assim
so tinha durado poucas horas, quando o marechal
Fergola exigi capitular. O general Cialdini po-
rem recusou toda e qualquer capitulaco, e exi-
gi que se rendesse discrigo. Elle redobrou o
seu fogo, e tres horas mais tarde Fergola nao leve
outro meio seno sujeitar-se ascondigoes do seu
adversario. Foi em 13 de margo as 9 horas da
noite que o pavilho dos Bourbes desappareceu
da muralha de Messina. Quatro mil priosineiros
e 300 boccjsde fogo cahiram em mos dos Pie-
montezes. Js tinhara precedido negociagoes om
Roma entre Francisca II e o enviado da Franca
acerca da entrega espontanea de Messina e Civi-
tella, e depois de algumas conferencias el-rei se
convencen da inutilidade de urna mais longa re-
sistencia, econsentio em expedir a ordem posi-
"tiva para a entrega, no caso era que se concedes-
sem s duas pragas as mesmas condiges como a
Gaets. De parte da Franca se noticou immedia-
tamente essa conrengo ao gabinete de Turim,
requerendo a sua approrago. as respectiras or-
dena porm nao se achavam ainda expedidas,
quando chegou de Messina a noticia da sua en-
trega descrigo. Nao obstante o gabinete de Tu-
rim se declarou prompto a conceder guarnigo
da mesma praga, posteriormente, as mesmas con-
diges da capitulago de Cela.
Em Ciritella a ordem de se render chegou mais
em lempo, e impedio ali urna intil perda de
sangue.
Ao mesmo lempo, de parte de el-rei Francisco
II ae expediram as ordeos necessarias s guerri-
llias, que ainda combatiam nos Abbruzzos, para
abandonarem as armas e assim por ora o com-
bate cessou em todos os pontos. Com isengo de
Roma e da Venesia, que se acham ainda em mos
da Austria, o sonho da unidade da Italia se tor-
nou urna realidade Entretanto as duas cmaras
do parlamento italiano, o senado e a cmara dos
; deputados. proclamaram a elevaglo de Vctor
Emmanuel II para re da Italia, e no dia 14 de
margo, aniversario natalicio de el-rei, a gazeta
oflicial de Turim, debaixo do seu novo norae :
Gazeta oflicial do Reino da Italia, publica a res-
pectiva lei. Segundo parece, o novo Reino dar
| em breve um novo passo e se insiallar em Roma.
O conde de Cavour, ioterpellado na cmara dos
deputados, so teocionava esclarecer a cmara a
cerca da posigo da queslo Romana, declarou
que eslava prompto a dars requeridasinforma-
coes, e que o faria no dia 21.
Ao mesmo tempo se sabe, que ja desde algu-
mas semanas esto pendentes em Roma mui vi-
vas negociagoes diplomticas de parte da Franga
1 e do Ptemonle, para realisar a final concluso da
queslo Romana. Durante algum tempo se tinha
julgado dever suppor, que a rira opposigo, que
na occasio da discusso do enderego no corpo
legislativo da Franga, se manifestou contra a po-
ltica anti papal do imperador Napoleo, adiara
a solugo da queslo Romana.
As ultimas noticias porm, de Pars e de Turim,
nos dizem, que ainda no decurso do crreme mez
se devia esperar a solugo, e que o Reino da Ita-
lia teria em Roma a sua capital natural. O plano
que se tem a esse respeilo, oseguiole: A cida-
de de Roma dividida em duas partes pelo ro
Tibre ; urna parle ser cidade da Italia e resi-
dencia do rei da Italia ; a outra parte com o
Vaticano e a Igreja de S. Pedro ser a cidade es-
pecificado Papa, e a Italia pagar urna certa ren-
da annual curia Romana. O Papa tambem con-
servar um pequeo exorcito seu. Tambem se
quer saber que para indemnisar o Papa da perda
da sua soberana mundana, se lhe oTereceu urna
extenso do seu poder espiritual oa Italia : porm
oo se sabe em que essa extenso deve consistir.
Na questo da Syria, depois de loogas discus-
ses, se roalisou finalmente um novo accommo-
damento, e naturalmente na sua parte principal
tambem esla vez em sentido francez.
E' verdade que a conferencia-nao consentio na
exigencia da Franga de prolongar por tempo inde-
finido o mandato da oceupago da Syria por tro-
pas francezas.
Segundo toda a. probabilidade, a Franja s fez
essa exigencia, por negocios depois, e lisonjear a
diplomacia estraageira por meio 49 urna ampren-
le condescendencia. Em todo o caso o impera-
dor Napoleo devia saber, que, sobraludo a In-
glaterra nunca abandenaria a Syria oceupago
rranceza sem condigo alguma, e segundo parece
se est por ora perfeitamente contente em Pars
de haver conseguido a prolongado da oceupago
por mais tres mezes, at o meado de junho. O
e ganhar tempo. Urna vez chegado o
mez deta. !p' \m\ vc gaao ende a competencia da dieta holstelnega em
ESSSSiV: tSt t? &2fi SS- *** *> SchleScoig-din8am.r-
mporlantes motivos para insistir na continuago
Ja oceupago e torna-la plausvel diplomacia
Europea E quem sabe se at l as cousas nao
somenie na Syria como tambem em toda a Tur- C
qua, tenham tomado urna direcgo que dispense
imnerartrV,nn-57. ......K V a v K '" Qe ser re8e'lias pela dieta de Itzehoe, e
nWr.MrS2jaVSS!S5! d6 reqU9" e Perarquo agora, depois de decorrido o termo
r aioaa a nproracao ae um* conferencia *?u- diada aa nrn-,nA^A a __.r.._____. .
rer anda a approrago de urna conferencia eu- fizado, se proceder ez< jor narte rU
ffetV.CoroUreUPTCedraeni0naSy,-,? Com nfederago .ernaa. alvo se? hamaca
""" ,a.v.man, ullia|0 m*anUt se decjd|ssa para noC;.
soes, o que oo provavel se se considera o es-
pirito que actualmente reina era Copenhague.
Da Prussia temos referir quo a casa dos se-
noutene- ohores regeilou pela terceira vez, e com urna
numerosa maioria, a proposta do governo acerca
da introducgo do casamento civil.
Do outro lado essa cmara aceilou- urna pro-
posta do conde de Arnin. recommendando ao
governo, para cobrir ag despezas da nova orga-
nisago militar, urna elevaco do imposto da re-
ceita fundada, para assim tornar intil a propos
Ia goreroo acerca do imposto de beus de raz.
Nenhum effeito produrio a decfarago do minis-
tro das ("mancas, que nao era sufBciente ecorres-
pondente ao verdadeiro flm, o modo de cobrir as
despezas para o exercilo recommendado pela
dita proposta ; a casa dos senhores votou com
uma maioria do 13 votos em favor da proposta
Arnin, e manifestou assim a sua resolugo de
preparar tambem s propostas do governo acerca
d impostos de bens de raiza mesma sorte, como
le sobre o casamento civil. Na cmara dos
depuhdos como era de prever as mesmas propos-
tas foram aceitas entretanto com grande maioria.
Em Wurlemberg a seguoda cmara regei^u
no da 16 de margo, cora uma maioria de 63 vo-
tos contra 27, a concordata celbrala em 1857
entre o governo e a curia romana.
Espera-se a dissoluco da cmara.
efleito a posigo na Turqua excessivamente
critica, e o homem enfermo no Bosphero se
torna cada mez mais enfermo.
Sobretudo oa Herzegovina as cousas vio to-
mando um carcter mui receloso. Os mouiene-
grinos descerara de novo-das suas montanhas, e
assistidos por numerosos christos preparam re-
petidas derrotas s tropas turcas. A' isso aceres-
ce que a pe*igo da Serbia, que nao enobre os
seus armamentos, s torna serapre mais suspeita,
ese a populago christa na Bosnia se onserva
tranquilla por ora, pouco se pode confiar n_a du-
racao desse socego.
* P.r* Ottomana faz os maiores esforgos para
supprimir o movimento na Herzegovina, mandan-
do para alli muila tropa; porm at agora o le-
vantaroento tem erescido.
Voltando a fallar sobre a conferencia acerca da
Syria, a proposta da prolongado da oceupago
tranceza por mais tres mezes foi obra da Prussia
e da Austria.
Depois de uma resistencia apparenle a Franga
approvou a mesma proposta, e Inglaterra nada
restou senao tambera acceita-la. Com tudo nao
se pde^desconhecer, que as circumstancias na
syria sao de natureza, que sem a presenga d'uraa
importante forga militar,4e devem alli esperara
cada momento as mais tristes e mais sanguino-
lentas scenas
Deixando de lado a questo se os meios da
Turqua seriam suBcientes ou nao a pergunta ,
se a Franga, para seassegurar o pretexto para a
sua inlervengo, n^alimentar a irrilago em lu-
gar do tratar de uma sera pacificaba o.
As correspondencias a esse respeito as folhas
allemes e inglezas querem pretender isso com
toda a certeza.
Nao bastante que a Europa tida em irrilago
pela questo Romana, e pela questo oriental,
que se cIij por traz da Syria, as ultimas sema-
nas aprsenla vam uma nova, bem que j assaz
amiga questo, a da Polonia. O dia 25 de feve-
reiro era o anniversario da mais sanguinolenta
das batalhas da revolugo da Polonia da batalha
de Grochow
J desde algumas semanas se ouvia fallar que
esse anniversario sera aproveitado em Varsovia
como motivo para uma 0cu.OO3tr.sio ncinnl
em forma de uma solemne missa fnebre em me-
moria dos que morreram na dita batalha.
Tambem leve lugar ao mesmo tempo a reunio
geral annual da sociedade agrcola do reino da
f olooia, que conta entre os seus raembros toda a
nobreza proprieUriade Ierras, da Polonia, e sa-
bta-se que essa reunio geral seria esta vez mui-
to frequentada. Com effeito esse boato se reali-
sou.
Appareceu odia 25 de fevereiro e uma nume-
rosissima procissao alravessou as ras da capital
da Polonia em direcgo para a igreja, onde se
devia celebrar a missa fnebre.
Mas o governo tambem tinha temado as suas
medidas, e em pouco tempo toda a procissao se
vio cercada por tropas. Empurrada por detraz,
a procissao empurrou para diaote sobre a tropa,
e leve lugar um encontr; a tropa interveio e
houveram difiranles mortos e feridos do lado do
povo.
O negocio pareca terminado ; mas no dia 27,
quando se procedeu ao enterro das pessoas mor-
as no dia 25, houve um novo encontr com a
tropa. Foratffde novo moras e feridasdifieren-
tes pessoas, e em consequencis disso a irrilago
em Varsovia tomou um carcter' tal, que o go-
vernador principe de Gorlschakoff se decidi a
um procedimento conciliador.
O chefe da polica de Trepoio, homem pouco
eitimado, foi auspendido, e substituido no seu
lugar pelo general Paulnovi, pessoa muito popu-
lar.
Do mesmo modo se procedeu a uma ioqulri-
gao contra o general que no dia 27 tinha dado
ordem para o altaque sobre o povo ; a tropa dei-
xou a cidade, e se retirou para a cidadella ; a ins-
peegao da seguraoga publica foi entregue aos ci-
dadaos, e para esse lira se iostallou oa casa da
municipalidade uma commisso composta da 24
pessoas. r
Entretanto a sociedade agrcola redigio um re-
querimento ao imperador, pedindo uma rgani-
sagao nacional da Polonia, e em poucos dias esse
requenmeato se achara coberto com mais de 40
assignaturas. O principe Gorlschakoff recebeu o
requenmeoto e maodou-o ao imperador, e em
poucos dias veio a respos a.
O imperador recuson, e ameagou que ss oppo-
na cora a maior energa qualquer tentativa
para inlerromper a ordem ; ao mesmo lempo
elle foz publicar pelo principe da Gort?chako(T
diflerenles concesses. saber : o restabeleci-
mento d um conselho d'estado do reino da Polo-
nia, um regulamento municipal, o estabeleci-
mento d um conselho de ensino para reformar o
systema de ensino na Polonia, e a convocago de
uma assembla de homeos de confianga para exa-
minar as circumstancias do paiz e tratar das re-
formas necassarias. A'cerca do modo porque
essas concesses foram acolladas em Varsovia as
noticias sao mui divergentes, e s concordara
n um ponto, que que tambem o partido mode-
rado as considera smente com um principio, e
as aceita tendo em vistas a sua prompta exten-
so. Muito se discuti, se os aconlecimentos em
Varsovia linham por fundamento qualquer in-
fluencia estrangeira, porm para explicar o oc-
corrido, nao se precisa auppr semelhante in-
fluencia.
A idea das nacionalidades anda hoje pelos
ares, e o andamento dos negocios na Italia, as-
sim como o movimento nacional na Hungra vi-!
zinha, fcilmente deixam comprehenderque essa
idea tambem comega de novo florescer na Po-
lonia.
Fallamos da Hungra ; a maior parte das ele-
goes para a dieta da Hungra se acham j cum-
pndas, e tanto que se sabe foram ella3 ero senti-
do opposto aos decretos constitucionaes austra-
cos de 26 de fevereiro.
O governo tinha recejado desordens em Pesth
para o da 15 do correte, anniversario do movi-
mento de 1848 ; porm o dia se passou no maior
socego. e nem a mnima demonstrado levo lu-
gar. Nos outros paizes da Austria, ss eleiges
para as dietas esto anda em atrazo, tanto mais
viva a agitagp eleitoral. Na Bohemia se es-
pera que o partido allemo saecumbir comple-
tamente contra o nacional.
No dia 6 de margo foi aberta em Itzehoe a die-
ta de Holstein. Seria mui longo enlrarmos de-
talladamente as propostas do governo dinamar-
quez, acerca da regeitago das mesmas nenhuna
duvida houve desde o principio.
O goyerno dinamarquez quer sustenta* a idea
c uma "presentaco comraum do Holste-o. do
Schlescoy e da Dinamarca n'ura conselho do
reioo commuro, no qual debaixo de todas as cir-
cumstanciaso partido dinamarquez sompre ter
assegurada a maioria, e at a realisigo dessa
idea, prope para o Holstein um eslado proviso-
rio, o qual verdade que om alguos pontos es-
i competencia da dila holstelnega em
----------------- m i aw wvu.w>vi|-uiUUiUDl -
qUvfZ'j mas D* causi principal, e sobre lude sobre
o budget reserva a decso exclusivamente do
reino Schlescoig-Dinamarquez em Copenhague.
Como se tinha supposto essas propostas aca-
bara de ser regeitadas pela dieta de Itzehoe, e
Londres, 3 de marco de 1801.
O vapor Beam. chegou a Brdeos ni tarde de
hontem ; s em dons dias por conseguinte pode-
remos aqu receber a correspondencia do Brasil
vmda por elle. Uma parte tlegraphica, porm,
nos annunciou j um resumo das noticias do Bra-
sil, que desta vez sao destituidas do importancia :
o cambio do Rio sobre Londres ficra, conforme
WMWMi a mesma communicago a 15 1/2 d.
e 26 d.
O paquete do Brasil, da linha de Southampton,
correspondente ao mez de fevereiro, entrou na-
quelle porto no dia 9 do correte. J na minha
ul ima carta meucionei o motivo porque fora re-
tardada a viagem daquella vaper, e por isso me
abstenho de enlrar novamenie na narrago dos
mesmos motivos.
O que desta vez posso cornmunicar daqut em
relago ao Brasil e que merega seria importancia
a ce leu m que nesta praga e principalmente em
Liverpool se tem levantado contra o regulamento
daanossas alfandegas, promulgado pelo actual
ministerio brasileiro.
O commercio inglez queixa-se especialmente
da parte do regulamento relativa aos manifestos
de navios, duendo que tantas e to embaragosas
sao as formalidades que a esse respeito se exige,
de modo que nao s a despeza dos carregadores
ser consideravelraente, augmentada como tam-
bera o lempo que se requerer para o despacho
das fazendas car regadas. Ora, este incidente as
circumstancias actuaes em que o commercio en-
tre o Brasil e a Gta-Bretanha is cada dia cres-
cendo nao poda deixar de influir desfavoravel-
menle no animo do publico inglez ; e tanta im-
presso lera isto c usado as duas mencionadas
pragas que me consta haver nellas a idea de re-
presentaren! ao governo imperial contra a execu-
go daquella regulamento.
Em Liverpool acaba de ter lugar um importante
meeting em que foi discutida essa idea, sendo por
essa occasio altamente condemnada a poltica
do nosso actual ministro da fazenda aquello res-
peito.
E' para desejar em verdade que o governo im-
perial olhe seriamente para esta oceurrencia, afim
de evitar as consequencias desastrosas que della
podero surgir coutra o nosso commercio.
O estado das nossas emprezas frreas neste
mercido contina desfavoravel, achando-e alias
com o mesmo descont que na minha ultima men-
cionei.
A companhia de Pernambuco urge os accionis-
tas por.nov-as chamadas, e ameaca aquelles que a
isso se nao querem prestar por haverem conver-
tido j suas aeges em apolices do governo. Pa-
rece que, segando me consta, esta deciso da di-
rectora proceder da difllculdade que tem apre-
sentado o governo imperial em entrar .com essas
chamadas, como alias deveria fazer tendo substi-
tuido os accionistas que se aproveitaram do be-
neficio da converso. Veremos ora que para esla
difficuldade, que veio accrescer s demais exis-
tentes.
O banco de Inglaterra reduzio o seu descont a
7 o/O ; o de Franga havia-o feito na ultima se-
mana laxa de 5 o/O.
Os consolidados inalezes ficim s 92 1/4. Os 5
0/0 brasileiros a 10 1/2 ; e os 4 1/2 o/O (1860) a
86. Os 3 o/O portuguezes a 46 7/8. Os 3 o/O
hespanhes a 49 1/8. Os 3 o/O russos a 61 3/8.
E os turcos 4 o/O garantidos a 100 1/4.
O algodo de Pernambuco Gca colado a 8 1/2
d. por libra ; o da Baha a 8 1/4 d.; e o do Ma-
ranho a 8 1/8 d.
Chegaram a Inglaterra nesta ultima quinzena,
procedentes do Brasil, os seguintes navios :
De Pernambuco Excusie (9) a Queeostowo ; de
Pernambuco Ellerslia (9) a Queeustown ; de Per-
nambuco James (11) a Queenstown i e de Per-
nambuco TexinmStale (12) a Liverpool.
De Inglaterra seguiram para diversos portos do
norte do Brasil os seguintes navios :
De Queenstown Mary Block (9) para Pernam-
buco ; de Deal Jenny Jonnes (9) para Pernambu-
buco ; de Cardiff Oliver (9) para a Baha ; de
r----- Plymouth bby (13) para Pernambuco ; e de Fal-
negocios na^Italia, as- mouth Cherokee (13) para o Maranho.
Os diversos gneros brasileiros venda neste
mercado ficam pelos seguintes precos :
Pao Brasil 80* a 85' por tonelada. Coco do
Brasil 54* 66' per cwt. Caf de primeira qusli-
dade 60* 70' ; segunda qualidade 54* 60* ; e or-
dinario 50a 53s 6 d. Assucar de PernaraDuco e
da Parahiba dea o braoco a 25' 6 d. 30* per
cwt, e o mascavado 18' 6 d. 24' 6 d. O brsnco
da Baha 23* 29*; e o mascivado 19' 23* per
cwt. Couros salgados 5 3/4 d. a 7 1/2 d.; seceos
9 d. a 91/2 d.; e seceos salgados de 6 d. a 81/2 d.
por libra.
No dia 16 do correte falleceu em Frogomore
Lodg, perto de Windsor, Sua Alteza Real a
Duqueza de Kent, mae ,de S. M. a Rainha. A
augusta fallecida soffria, havia j algum tempo,
de um cancro, a que sueeumbio apesar dos es-
forgos que para combater a enfermidade fuera
em vo a medecina. Sua Alteza Real havia sido
casada em primeiras nupias cem o principe de
Leineigen, e no anno de 1817 passra a segun-
das com o duque de Kent, de cuja uniao nasceu
em 1819 a actual rainha da Gra-Bretaoba.
A duqueza, ge. Kent acb,ava-se no septuagsi-
mo quinto anno de vida, e ainda ha muito pou-
..nAD7 gOSSVf de uma completa sade. pas-
sando vida mu. feliz ao lado de%ua illortre -
daveis7elageras.COOM"0U ^^ ma,S *-
Um ~!iW.i" Ta0ci8d<> P" Londres que sua
alteza real se acha va gravemente enferma, a ra-
?'. acomfanhada >o prncipe consorte e da
pnnceza Alice, deixou o palacio de Bucking-
r.',m: 2*"ind P" Frogomore onoe chegou a
arde de 15. Na noite desse dia a augusta en-
ferma apresenlou algumas melhoras, que toda-
va se desvaneceram oa manh seguinte em que
falleceu sua alteza real, cercada de sua augusta
Ulna, do principe Alberto, das princezas Alice,
Helena, e Luiza, e do principe Arthur. O prin-
nS ?? I"?!' ,que S6 achara em Madingley
Hall (Cambridge). f0l immediatamonle chamado
pelo telegrapho, chegaodo todava a Frogomore
-igualas horas depois do fallecimento daquella
iugusta princesa, sua illuslae av. Poram tam-
n! e"P.ed,da9 communicages telegraphicas
para Berlim, Bruxellas, e Lisboa, aonunciando
paraah aquella triste nova aos illustres prenles
daArfinhS85! ES .d* T9*'*' (fllha maU Telh
m rainha de Inglaterra) apenas recebeu em Ber-
Um a noticia do fallecimento da dniueza da
Kent, deixou aquella capital de viagem para In-
glaterra, onde chegou no dia 18 do correte. A
pnnceza real foi encontrada em Dover pelo prio-
cipede Galles, que a acompanhou al o castelio
ae windsor, onde hoje se acha encerrada toda a
familia real ingleza at o dia do enterro da pria-
ceza fallecida. Esti ceremonia fnebre ter lo-
gar no da 23 deste mez, devendo celebrsr-se nj
mais estricto incgnito, conforme assim deixoii
significado a illustre fallecida.
O real cadver ser levado de Frogomore para
a cape la de S. Jorge no castelio de Windsor
na qual tera lugsr a encommendago religiosa,
earece que no futuro o corpo de sua alteza a du-
queza de Kenl dever ser deportado em um
mausoleo que se acha em construego em Fro-
gonore Lodg e no qual ser > igualmente en-
cerrados os restos mortaes do duque de Kent.
tallecido ha hoje mais de trinta annos.
A raunicipalidade da City de Londres, bem
como as casas do parlamento brilannico, se
apressou de tesiemunher a S. M. a Rainha seu
vivo sentimento pela dr com que foi visitada
essa augusta aenhora. Um luto geral, que
auraraseis semanas, acaba de ser publicado; e
aesde que constou nesta grande metropolo a
ooticia de to infausto successo a maior parte
das lojas se tem conservado com signaes de luto,
o os theatros publicoa estiveram fechados por
ordem do lord chanceller da Inglaterra no dia
em que occorrera aquello fallecimeoto.
Ambas as cmaras passaram, sobre propo3ta
dos membros do governo, um voto de psames
a rainha por esse infausto acontecimento, tendo
ja partido para Wiodaor afim de apre3enta-lo
soberana o conde de St. Germana por parte da
cmara dos lords, e o visconde de Berry, thesou-
reiro da casa real, por parte da cmara dos
communs.
S. M. a Rainha nao regressar a Londres an-
les ao meado do prximo mez; e s entao, quan-
do de volta ao palacio de Buckingham, dar a
su primeira recepgo oflicial, em que lhe sero
apreseulados os votos das diversas corporacoes
em signal de senlimenlo pela magoa que hoie
tao justamente afllige a soberanna deste grande
imperio. Nessa occasio o corpo diplomtico
oxtraogeiro apresenlar provavelmente suas ho-
menagens pelo mesmo motivo, tendo-se j di-
rigido a lord John Russell por nota para signifi-
car aquella ministro seu doloroso seotimento por
occasio da morte da duqueza de Kent, me da
excelsa rainha da Gra-Bretanha.
O rei dos Belgas, o rei de Portugal e el-rei D:
Fernando, alm de outras casas reaea da i,uropa,
tomaram luto rigoroso por essa occasio, sendo
prximos parentes de sua alteza fallecida.
O parlamento britnico acaba de adiar as suas
sesses por quinze dias em consequencia do fal-
lecimento da mi de S. M. a rainha e por oc-
casio das prximas festas de Pa;choa.
As discusses que nesta ultima qaiazena tem
havido lugir nao oITerecom interesse novo. Quan-
do d'aqui sahia a ultima mala discutla-se em am-
bas as casas uma interpellago acerca dos nego-
cios da Italia ; e por essa occasio o gorerno
deu explicages to satisfactorias, dando conta
dos servigos que a liberal Inglaterra tem presta-
do Italia, que a opposigo declarou approvar a
poltica do gabinete Palmerston a este respeilo.
S na cmara dos lords o marquez de Narmanby,
sempre prompto a entrar em campo em favor,
dos principes Italianos deslhrooados, condem-
nou a poltica ingleza na questo da Italia por ha-
ver tolerado muitas ^Ilegalidades que alli se tem
pralicado, taes como a maneira violenta e por
conseguinte iseropta de liberdade com que era
diversos pontos daquella Pennsula se tem proce-
dido ao auffragio universal I Mas a voz di--
quelle orador em vo se esforga por chamar as
sympalhias do paiz para o lado" dos seus tutela-
dos, porque aqu a maioria vai toda c^m a causa'
liberal da Italia, sendo a isso levada nao s pela
nobreza d'uma tal misso como tambem pelo
horror que sempre lhes causara a historia dos
aclos barbaros que durante o reinado dessesprio.
cipes foram praticados contra um poro inoffen--
sivo ; e por conseguinte, mesmo no recinto da
cmara alta, o nobre orador tem lido o despra-
zer de nao merecer um apoio serio.
Slrra para prora do onlhusiasmo que aqu rei-
ra pela libertaglo' do poro italiano o seguinte, r
Urna deputago, por parte da muoicipalidade da
City de Londres, deixou esta capital ha pouco.
tempo com direcgo ilha de Caprera, onde poc
commisso do lord Mayor de Londres foi offero-
cer a Garibaldi o titulo de cidado da City da-
Londres, rogando-o de rir para esse flm a esta,
capital onde derer ser investido pela menciona-
da autoridade ingleza naquella qualidade. ce-
lebre patriota, porem, comquanlo baja aceitado.au
honra que lhe destinada, nao virl aqui imtne
diatamente, tendo declarado que a sua misso
poltica ou antes guerreira o obrigara a estar
constantemente alerta do lado de Veneza. Kn_
trotando, cedo ou tarde dever Londres presen-
ciar o grande triumpho que se prepara a Gari-
baldi ; e nenhuma duvida, pois, deve hsrer de>
que, quando um grande povo d por outro sig-
naos de tamanha sympathia, existe realmente-
uma maioria em favor das ideas ou principios aua
elle exalta.
A questo da Syria foi igualmente discutida nr>
parlamento britnico. Pelo lado da opposicaa
se manifestou o recelo de que a Franga procura
oceupar aquella parte do territorio ottomano da
um modo permanente, no intuito de no futuro*
minar a influencia iogleza do lado da India ; a
pelo que respeila ao gorerno, comquanlo matri
festasse partilhar um pouco aquellas ideas, de-
clarou todava Lord John rtussel que o governo
francez se moslrava conciliador e dispostu a srj
fazer aquillo que nss conferencias de Pars vies-
se a maioria a decidir. Hoje consta aqu pela
imprensa que esse congresso resolver que a
oceupago militar tranceza continu at. 8 do mes;
de junho prximo, poca at quando se compro-
meti a sublime Porta a spresenlar um plano da
reforma administrativa e militar que a habilitar
a gqvernar independenlemente e com firmeza
CjMoUa provincia Qi,tom.na, Mas ai fiares hq.1
-


t)
itll u
53 a o
IARIO DI riRlMUOCQk aAlaV&O 1S DI ABRIL 11161,

. ..
liciaa, que lodos os dias cbpgam do Libano e que
determinaran! as conferencies a estar de ac-
cordo-subre urna renovago do prazo para a oc-
cupagao francea, deixara recelar que ainda na
expiraco deste novo praco o estado de agitago
publica naquella provircia nao permitrS s po-
* (signatarias do tratado de Pars que ellas
i sobre a cesases* da ecmpaco ; teto
i aara presumir-ae que lli tenhan ova-
fjseate lugar roMra os christios as mesases san-
uiansas (Mas de jimba e julho o anuo proxi-
jbo pasasda
Os Di ates se acham refujodo* ds moi>taabas,
ara onde le a rara triiwatos, d'ahi erase-
&m no vaaente a fazer.cerrerias contra os Maro-
wtts.
Nao ha duvida de qae a espedigo (raoceca te-
ve j prestado graneas servidos ; corutudo neo
tem ella podido exterminar completamente a re-
feelliao que aa Syrla levantara cebega contra os
calholicus. s
L'm outro incidente teva lugar no parlamen-
to britnico nesta ultima semana. O moviman-
to annexionista, que ltimamente tem pregredi-
Slr II. Stoks a adiar o parlamento Jnico onde
ae nienifestava grande exettaco naquelle senti-
de impedir que eses corporac.ao adoplasse quai-
quer resolugo
tora do
tanha.
Caf, 786 dem..................
67JKKM)
1:7311000
v~-De procedencia de partos inglezea, fran-
eczes e russianos o valor de 25:8319 em obra de
algodo e tecidos, arroc, bolacha, farinha, lonas
de linlio para vcllai, papel de xa, bacalho e
asHtn.
A reexportagie de mercadoria*. de diversas
peaaedaacias, pata a Gra-tretanha, foram na
valer da 27:333f.
Koala cifra entra a importancia dos sega Id tes
feaeraa do Brasil:
Coutoe...................... i: 690*000
Vidro em obraa de botos.. 14*000
Casas...................... 400(600
Madeiraa.................... 150J000
manifestaco de sentimento ao uix da tribunal do
commercio o Sr. Joaquira Jos Alvares da Paria,
era cnsequencia das arguiges 'naiorstluas que,
em caita precedente, dissemos terna sido railas
aoditojuiz por urna folha desta cidade.
Na re unas em que a advogacia pdrluerfse to-
mou a resolutas que vinos de mencionar.
5:1649000
Da procedencia do Brasil chames maia a re-
exportado no valor de 35:5223000 das seejuintes
mercadorias com destino a Inglaterra, Franca,
Hspanha e Hamburgo:
Couros.. 34:0659000
Tapioca.. 87000
Vemos, pois, qae a reexportado do mercado-
rias vindaa do Brasil prefec o total do 424079.
Concluimos o resumo da exportadlo na su*
parte mais interessante; e para complemento
mais nleressante ; e para
oflensiva nos direitos do protec-. deste trabalho tomaremos o resultado geral que
que sobre aquelle paiz exerce a Gr-Bre- ; aprsenla o mappa da alfandega, o qual nao
Ora neslas circumstarrcias.'julgou Lord combina com os resumes que havemos feito, na
Normamby dever ataoar o ministerio aiiribuindo- j parte que notamos na carta anterior.
* a responsabilidade da agilacao alludida, vis- j Importago...... 6,14*3 9799940
The
So como lord John ftuasell proclamara do par la-
mento inglez a doulrina de que os povos sao os
nicos juizes apios para decidiris quando lhes
mu vem ama mudanza do tfynaslia ou de forma
de governo ; donde por coasetuiote, >concluio o
Exportasen,..... 6,568:0869680
J
. Difirenos..... 421:1869740
Os dreilos de portecSo sommam 83-300J765,
e os da reexportsgo 9029535, prefazendo o to-
oradur, resultara aquelle novo o direito do de- tal de 84:2039300. cuja quanlia unida difleren-
cidir ae lhcs comrinha on aio|contiuuarem sob o' ja cima notada, eleva o balango a favor da ex-
proteclorado da (l-Bretanha ou annexarem-se potlacao quanlia de 505:3105040.
Grecia. O duque de Ncwcastle, repellindoee-j A companhiaSeguranza Provinciana de Mon-
anelhaole secusaeso, ponderan qao semelhante corvo, cuja sede na villa que o titulo indica,
agilacao ora anterior ae despacho de lord John na provincia de Traz-os-Montes, situada entre
Hussell.e que-porconseguinie o ministerio nao era : os ros Douro e Sabor, apresentou aos arcioois-
por isso respongavt-1 lord Grey, eppvovando a ; tas o velatorio e .conias relativas ao anno de
conducta do Srr 11. storks em eemelhantes cir- 1860, sexto da sua existencia.
cuniliii ias, declaro que ae as lhas Jon cas nao A companhia tomn seguros no valor de
lesistissem do suas manifestacoes demagogtsme- 5t952Sg077, que produziram o premio de........
lhor com iria Inglaterra abandonar o protreto- j S.398J825. e paguu minutas do seguros no im-
rado que sobre ellas exerce. Aqui terminou es- porte de 7:1159034. A arrematacao dos salva-
e incidente, que todava promoveu no publico 'dos prefez a quantia de 5:2679617, o os gneros
inglez urn corto interesse, aHenta a critica qae existentes valem 362g000.
ata cmara alta a opposicio fez i douirioa que! Passou ordeus de crdito no valor de........
em reiacao Italia proclamara lord John Russell 19:996^512. obtendo o lucro de 629363, nao po-
que hoje o aovo das lhas Jnicas ac iba de apro- j dendo a direccao dar maior desenvolviruento s
priar-se I estas transaejoes pelo capital quo administra o
A guerra civil no sul da Italia acaba de fln- nao permiltir.
alar, tendo-se rendido Messina no meado deste Os penhores hypothecados foram no valor de
mez e Civitella del Trono no dial9do corren- 2:28293*0, produxindo"o juro de 1099800, e o
te. O general Prgola, cemmandaote daqueUa negocio de cambio deixou o lucro de........
primeira fortaleza resistir ao bombardeamoote 5660609.
que durante quatro dias sustentara Cialdini con- As despezas^eraes sommam 1:2129135, e as
das agencias da Barca d'Alva, do Sabor, do Tua,
Ira o forte; mar, obrigado pelas circumslae-
cias leve de render-se descriccao, antes mes-
rao de hater recebido a ordem que por inter-
venco da Franca lhe mandar Francisco II, no
sena Jo de depr as armas.
Assim fui que Messina veio a entregar-so sem
condiccOes, embora o imperador Napoleo hou-
da Regoa, da Palla, do Porto, e de Lisboa.....
1:5029832.
A companhia Seguranza Provinciana de Mon-
corvo fez o dividendo de dez mil ris por aeco ;
tem eraillidns 400 ditas no valor nominal de
1009, porm o desembolso dos accionistas, por
vesse conseguido para Messina as mesmas van- cada urna, apenas de 20$.
tagens com que capitulou Gaeta. O general Ci- O seguinte balanco moslra o estado desta com-
aldiue, bem como o almirante Persono, se acham panhia.
de rolla a Gaela, dopois de haverem tomado pos-
ee daquelle famoso baluarte da Sicilia. A cida-
de de Messina no-teve de sotTrer prejuizo nola-
Tel com o bombardamelo que do forte respoa-
atea para o exercilo sitiante.
Civitella del Trono enlregou-se ao general
Alezecippo depoisdeum bombardeamenlo de el-
guns dias e igualmento sera coodices. As tro-
pas que'ahi se acttavara foram j internadas; e
com a conclusao desta campanha termiuou na-
quella parte da Italia a lula que a causa nacio-
nal sustentara nestes ltimos lempos contra os
J3ourbons de aples, Resta agora organisar ad-
mmistrativamenle aquella porco do grande rei-
no ilalianno ; o para essa fira j o conde Catour
tem lomado as ruis adequadas medjdas, haven-
<3o igualmente resolvido sobre o ponto do vista
politico, como aaba do fazer extinguindo o coo-
Actio.
Em cofro....................
as agencias................
Letras a receber............
Penhores ..................
Gneros existentes..........
Bis..
Passivo.
Capital em Janeiro de 1861..
Dividendos a pagar ........
Lucros e perdas............
6:136^522
6.67688-23
1-5949072
2 282J340
362J000
17.0519757
12:0969544
308000
4:9253213
Res.. 17:0519757
E como fallamos em Moncorvo, diremos de
passagem aquellos dos nossos leitores, que o nao
souberem, que esta villa se ufana por ter sido
Mino do governo de aples que t hoje exer- o bergo do clebre Constantino, cogoomisado pe-
cia funcoes politicas independenles. O primeiro los Francezeso rei das florestas.
ministro piemontez aconselhou el-rei Victor Ern-
tuanuei a formar nm novo ministerio, composto
de diversas entidades politicas s diversas pro-
vinciasdo reino italiano. El-rei aiceilou a de-
raissao do ministerio, confiando porm de novo
ao mesmo Cavour a fermaQao de urna nova ad-
ministrarlo. Este estadista orcanisou com effti-
lo um novo ministerio, cujos nomes sao os se-
A companhia vapor de reboques, desta cidade,
que possue um vapor denominado Fox do Douro
epropnado do Ora que o titulo da mesma com-
panhia indica, teve de lucros, lquidos, no anno
passado, 2:152)244. Fez o dividendo de 6 put
cento ou seis mil ris por accao ; augmentou o
fundo de reserva corn 6509095* e Qcou em caixa
um saldo de 1529149. O fundo de reserva vai
guintes : Cavour, presidente do conselho e mi- ser empregado em accoes da mesma companhia
nistro dos estrangeiros e da marinha ; general ou ter a applicaco quo o administrador julgar
Fsoti, guerra ; Csssinio, graja e justija ; Min- mais conveniente. Esta companhia tem emilii-
ghetii, interior; Desanctis insirucco publici; das 225 acjes cujo valor nominal e desembolso
Natoli, agricultura e commercio : Baslogi, fazen- dos accionistas de 1009.
Peruzzi, obras publicas ; e Nuitta, ministro Eslao approradas pelo governo as bases para
pasta. Este ministerio merece o apoio das a formac^o da nova companhiaUtiltdade Pu-
da;
sem
cmaras.
As noticias dos Estados-Unidos sao ainda de
carcter pouco satisfactorio. O presidente Lin-
coln inaugurou a sua administrago com um dis-
curso moderado ; mas nem por isso os espritus
do sul tem mudado de rumo. *
A confederaco do sul sob a presidencia de
Mr. Davis, dispde-se a resistir, havendo j feito
urna chamada ao povo para um alistameoto de
cincoeota mil homens. 1
Em Washington o governo federal prepara-se
para enviar reforgos para o forte Sumter, onde
ainda se conserva o roajor Anderson.
A confederaco do sul acaba de declarar ao,
presidente Lincoln que os sete estados separados !
neobrigam pela sua respectiva quota na
publica.
blica, que em correspondencias anteriores temos
dado noticia.
A approvago das bases cffereceram algumas
difQculdades, pois o governo entendeu nao dever
sujeitir-se a urna amortisago diferida por 20
annos, querendo reservar o direito de amortisar
quando o julgasse conveniente. Nao conveio em
assegnrar aos accionistas da anliga compauhia o
juro de 7 por cento, mas tao someute o de 6 e
meio como assegurou aos da nova ; e nao con-
cordou em que os 500 coritos quo a companhia
tem de empreslar-lhe fossem nicamente empre-
gsdos as estradas do Minho.
A nova companhia j discutio e approvou os
seus estatutos, elogeu a direccao e a mesa da
aiviaa assembla geral, fixou o quadro e vencimentos
dos seus empregados, e resolveu que a primeira
' preslaco entrasse em csixa at ao dia 31 do
em caixa
Porto 86 de marco. [correte, margo.
A' hora em que escreremos estas linhas (4 da j ^ ssita cou constituida a nova companhia
tarde) ainda o telegrapho na communicou o re-1 d? 1ual so espera grande desenvolvimento na
sollado da lula poltica travada na cmara elec-l vl8?ao publica da provincia do Minho.
tiva, a qual traz preoecupadas todos os espi-l. No" tribunal do Io districto criminal do Porto
zitos. i foi julgada no dia 19 do correte Thereza da
E* hoje, segundo as noticias da capital, que de-JI?onSfCa' fccusada pelo ministerio publico de
Te ter lugar a votaco sobre o projecto de lei Pasadoura de moeda falsa. Tinha sido presa
que autorisa o governo a proceder cobranza : em fevereiro de 1860, em urna das ruas-desta ci-
os impostos e mais rendimentos pblicos rea- I <,a(lei ni occasio em que aodava passando moe-
livos ao anno econmico de 18611862, e ap- j "ss portuguezas de 500 ris falsas,
plicar o seu producto as despezas do estado. A Na busc que a juslica deu
pposigao, propondo, como propoz, o adiamento -' ----
deste projecto al que fosse discutido o ornamen-
to geral do eslado, obrigou o governo a declarar
a lei dos meiosquesto ministerial.
No estado actual dos negocios pblicos m-
portantissima a solugo da crise.
Se o projecto regeilado, o governo tem de
retirarse ou de recorrer ao poder moderador pa-
ra dissolver a cmara, pois que o adiamento te-
xno-lo como provavel, seno impoltico, na con-
juctura presente.
Seo ministerio pedir, e lhe fdr aceita a de-
xnissao, de que parcialidade poltica sahirao os
lioaens para dirigir o governo do estado as
difliceis circunstancias em que se acha o paiz?
Haver governo de transiegao, ou sahir elle do
seio da actual opposigao parlamentar? Cremos
que com a cmara que ora funeciona nao haver
nenhuui ministerio possivel.
A actual opposigao j foi governo, e cshio em
resultado de urna votaco da mesma cmara,
ni cnsequencia da qual se formou o minis-
terio que hoje igualmente nao pode contar
snaiona.
Se o governo nao conseguir fazer passar a lei
m questo, para acreditar a dissolugao do par-
lamento.
Vamos concluircom o resumo da reexpor-
tago os extractos que comecamos as duas
correspondencias anteriores, dos mappas esta-
tisticos da alfandega do Porto pertencentes ao an-
uo econmico de 18591860.
A reexporlagao, foi no valor de 142:058g300, e
so direito 902535, a maia do anno passado as
mercadorias 27:1089300. e no direito 4159760.
O augmento na exportagio que desde 1836 se
tem feito pela barra do Porto, proveniente dos
.gneros vindos de Hespanha por transito, em
virtude da convengo de 31 de agosto de
IWvi
No periodo a que o respectivo mappa se refe-
re, preizeram elles o valor de 62:9409600, pa-
gando de direiloi 313|000, de ancoragem
As mercadorias reexportadas para o Brasil fo-
ram no valor do 27:5529000, e es direitoa........*
1229440.
Estas mercadorias dividi-las-hemos em duas
classes :
Assucar 9 114 arralis.......... 679000
etroz, 3,100 dem............ 577000
Arroz, 3,100 arralis............ MfMO
na casa em que a
re iiaoiiava, enconiraram-se algumas moedas
hespaoholas e trancezas lo genuinas como as
porluguezas que trazia na algibeira no momento
cm que a polica a prendeu. Foi condemnada
em um anno mais de priso e oas cusas do pro-
cesso.
A r viuva de Paulo Antonio da Foaseca,
que no lempo em que ella foi presa, j o marido
se achava as cadeias "da relago pelo crime de
fabricar moeda falsa, mas nao chegou a ser jul-
gado, porque a morle lheacabou os dias de exis-
tencia antes do processo chegar a termos de ser
levado a julgaraento.
Foi finalmente, exonerado o Sr. Sobral do cam-
inando da guarda municipal do Porto. O Sr. Ma-
noel Doulel de Pigueiredo Sarment, teneote-co-
ronel de cavallaria n. 8 fot quera o substituio.
Esta resoluco do ministro do leino foi tomada,
segundo parece repentinamente, pois que indo
o Sr. Doulel gozar da licenca que lhe (dra conce-
dida para a sua osa de Iraz-os-moBles, recebeu
no Peso da Regoa ordem telegraphica para se di-
rigir ao Porto e ahi esperar ordens.
O Sr. Doulel voltou a esta cidade, o oo dia 21
ao aooitecer foi ao quartel da guarda municipal,
e ioformou o Sr. Sobral que em conformidade das
ordens do governo voltaria no dia immediato para
tomar o commando da mesma guarda, o qao ef-
ectivamente teve logar.
Um dos primeiros ecios do novo com mandan-
te foi o ordenar que os soldados palrulhem ape-
nas com as bayonetas. Finalmente, deu ordem
banda do msica para que nos dias santificados
fosse tocar para a praca de D. Pedro desde as 11 e
meia da manha at s 2 horas da tardo, porque
elle a dispensara de tocar porta do quartel, como
al agora era cosame.
Ambas as ordens foram multo bom entendidas.
A primeira leve por fim oallivisros soldados do
enorme peso das armas, as quaesem s?Tvigo me-
ramente de polica, n'uma oidade eivilisada, e em
lempos normaes, sao completamente iouleis, ou
antes eo um obstculo ao bom desempenbo deste
servigo. lima espada suma pistola eo as armas
adequadas ao soldado de polica- A segunde, que
diz respeito msica, era urna excepeo odiosa.
Se as bandas regimenteee dos corpos de linha da
guarnico iam, alternativamente, nos dhs santi-
ficados tocar no jardim de S. Lzaro, porque ra-
zo era excluida deste servigo e da guarda muoi-
oipal ? Picamos na pergunta porque o resto nao
podo interessar aos leitores deste Jornal.
O edvogados dos auditorios do Porto, seguindo
o exemplo da classc commercia], dirigirn una
tamban resolveu aomaac ata coanmiafroara
velar sobro a matriz da sua classe para os Mos
da nova lei tributaria.
Para o mesmo flm igualmente so tem agremia-
do oaguarda-livros, primeiros caixeires, caiMi-
ros dohalcao, a algumaa ontras classes Todos
Tazea bem. Vem as Wt%as o isiuho a ardor
querem deitar as suas so ssalho.
No dia 11 falloceu o commerciante o Sr. Fraar-
cisco Gonfalves do Agolar, commendador da or-
dem da Rosa desso importo. Era vice-prrsideo-
te da Associago Commercial do Porto, e tinha
s*do por vetea diroetor do Banco Commorcial o
de vaiias corapanhias de seguros desta oidade.
O Sr. Aguiw gozava do urna bem merecida re-
putago publica, nascida da affabilidade no trato,
e da probidade o honradez com qao sempre so
bouvera eaa todos os seus negocios, e por isso
desceu a sepultura deixaodo de si gratas e nu-
dosas recordages.
Dispoz de urna boa fortuna, da qual inslituio
por herdeiros a todos 06 seus sobrinhos.
Deixou a sua esposa, alm do dote de 21:600.
a terca de alma, e toda a mobilia no cusi de uos
seis coritos de ris.
Entre outras disposigea do seu testamento en-
contrara -se as seguintes:
A' Misericordia do Rio de Janeiro 5:000|;
irmandade de Santa Rita, na mesma cidade 2509,
aos seus dous socios, na dita capital 1.0009 a
cada um ; aos quatro caixeiros oulro cont de
res para ser dividido entre elles, em partes
iguaes. e ao vice-consui brasileiro no Porto....
IOO90OO.
A' Misericordia do Porto 2:000g ; a contraria de
Santissimo de Cedofeita, sua freguezia 200j;a
ordem de S. Francisco 500*: e ao asylo de men-
dicidade 3009.
A' irmandade do Santissimo de Gueiral, sua na-
luralidade 300^ ; a cinco orphas da dita fregue-
300301)0 dle 200|t000, e *os Pbre$ da l0esmfl
A. cada um dos seus quatro ir ruaos 1:0009, a
cada um dos seus tfilhedos 2009, emuitas outras
disposigoes a favor de prenles e amigos que seria
longo enumerar.
Nos principios do corrente mez foi tentada no
Porto e mesmo posta em execuco, urna fraude
commercial, que nao deu o resultado que os seus
engendradores deaejavam. Prelendeu-ae por
meio de urna engenhosa transaego comprar 40
piprs de vinho sem quo o dono, que foi o pro-
prio vendedor, recebesse sequer um ceil.
negocio nao est bem liquidado, e provavel quo
assim fique, porm o que passamos a dizer suf-
flciente para o leitor fazer o seu juizo sobre o
logro que se premedltava.
Um jornal desta cidade deu noticia de que o
Sr. Augusto de lloraos intentara urna querella
contra os Srs. Joo Antonio de Souza Guimares
(irmo do conde do Bolho) e Luiz Vieira Pinto
por se recasarem a pagar 40 pipas de viuho que
lhe haviam comprado.
Em cnsequencia desta noticia mandou o Sr.
Souza Guimares urna correspondencia ao dito
jornal na qual dtclarava que nunca livera com o
Sr. A. de Maraes relagoes algumas, e que mesmo
nem indirectamente ou por interposta pessoa
nunca indiriduo algum lhe offerecera venda
vinho que lhe dissesso ser delle, e que ainda para
mais nao comprara vinho nem para si nem para
nenhuma outra pessoa desde ha muilo lempo.
Em seguida veio tambera o Sr. Luiz Vieira
Pinto declarar pela imprensa que nao comprara
vinho algum ao Sr. Augusto de Moraes, mas sim
40 pipas de vinho de consumo, a dinheiro de
contado, a Joo Martina Gomes que lh'o vender
como seu, como seu lhe fuera a respectiva en-
trega, e como seu lhe dera a coota em seu no-
me, e como seu, finalmente, recebera em 27 de
fevereiro ultimo, a quanlia de 2:320, como mos
trava pela factura e recibo da dita quantia assig-
nado peloSr. Joo Martios Gomes.
Estes eselarreimeotos dados pelo Sr. Vieira
Pinto, a a resposta cathegorica do Sr. Souza Gui-
mares, fez pensar a muita gente que publicara a
noticia da querella tinha sido mal informado em
referencia ao ultimo dos citados nomes, porm
pouco lardou em se saber que o informador do
jornal tir.ha sido verdadeiro, por que o Sr. Au-
gusto de Morana vol om aoguitia U( clarar que
eatctivameute tratava de chamar aos tribunaes,
como responsaveis pelos crimes de furto e abus
de confianga, os Srs. Joo Antonio do'Souza Gui-
mares e Luiz Vieira Pinto, e que apezar do pri-
meiro dizer nao ter tido com elle nenhumas tran-
saeges nem directa nem indirectamente, era cum
ludo verdade ter vindo o Sr. Souza Guimares a
sua casa, e lhe affirmara diaate de cinco leste-
muuhas que responda pelas 40 pipas de vinho,
que por intervengo do Sr. Joo Marlins Gomes,
elle Moraes havia vendido ao Sr. Luiz Vieira Pin-
to, como agente do Sr. coode do Bolho : e que
isto mesmo ihe havia dito o Sr. Souza Guimares
quando era companhia do Sr. Marlins Gomes o
procurara em sua casa para o embolsar do preco
do seu vinho.
Esta drelaracao do Sr. Moraes, que havia sido
o logrado, e que de certo tarde ou uunca recebe-
na o imparte das 40 pipas de- vinho se nao to-
raasse o expediente que tomou de recorrer aos
tribunaes, veio dar muita luz ao negocio.
Faltava ouvir ao Sr. Joo Martins Gomes, que
era o quo tinha tratado directameple com o pos-
suidor do vinho e passado o recibo da sua impor-
tancia ao Sr. Vieira Pinlo.
Aquelle S nao se fez esperar muito, e veio
confessar que havia effectuado urna transaego de
vinho entre elle e o Sr. Vieira Pinto, e que pas-
sra o recibo a que este alludira ; mas que era
igualmeute verdade o nao ter recebido nem um
real do prego das 40 pipas de vinho, que perlen-
ceu ao Sr. Augusto de Moraes, e que por sua in-
tervengo foram ajustadas pelo Sr. Lniz Vieira
Pinto para a casa do Sr. conde do Bolho; ac-
crescentando que o modo pouco decente e inde-
coroso por que fra obtido o dito recibo seria
devidameote mostrado no tribunal, onde se acha-
va affeclo este negocio.
Ora justamente nesta ultima parte,a manei-
ra como fra obtido o reciboque o Sr. Martins
Gomes entendeu guardar para os tribunaes que
falta ser esclarecido 1..
Mas ainda aqu nao rica o desembrulhamento
da meada. Ougamos o Sr. Joo Antonio de Sou-
za Guimares em urna nova declarage qle fez
com data de 14 do margo, na qual dizque cons-
tando-lhe por via indirecta que os Srs. Augusto
de Moraes e Luiz Vieira Pinto tratavam de fazer
entre si urna transaego em ordem a desistir o
primeira da querella que intentara, julgava ser um
dever de sua honra o declarar que elle era abso-
lutamente estranho a semelhant?s negocios, co-
mo o havia sido sempre a urna tal ftisforio, para
lhe nao dar a qualificaco qao lhe caba, e que
quanto a elle era impossivel transacro algtima.
O Sr. Augusto de Moraes desisti'effeetivamen-
te da querella que havia dado ne juizo do Io dis-
tricto criminal contra os Srs. Joo Antonio de
Souza Guimares e Luiz Vieira Pinlo, por ter si-
do embolsado no dia 13 do importe do seu vi-
nho.
E assim acabou a historia, come lhe chama o
Sr. Sonta Guimares, mas que nos chamaremos
pelo seu verdadeiro nomo do roubo.
Veremos o qae far o ministerio publico. Pro-
vavelmenle deixa passar a historia como desa-
percebida.
A fera de S. Lasaro que annuaknente ao faz
nesta cidade teve este anno um tempo excellen-
tev As quioquilheria?, que formara a primeira e
a mais importante parle da feira, tiveram bastan-
te exlraeyao. O po-de-lo, o doce ordioario o
as regueifas de trigo, que s&o a segunda, e ulti-
ma parte do mercado venderea-se na razo da
concurrencia do povo, que foi a mais nao poder
ser, mrmenle no primeiro dia da feira, que foi
do domingo chamado de Lasaro.
Foi ha dias julgado emoessao magna do tri-
bunal da relapao do porto o bacharel Hygino Pin-
to da Cunha, pelo crime qao ae lhe imputava de
peila ou soborno, e corrupgo o deaemeenho
do cargo que exereera de delegado do ministerio
publico na comarca de Sinfes. A secusaco foi
julgada improcedente.
O leitor j ooofaece o Sr. Antonio Jos Diwte
Nazareth, do qoeaa varias vetos lhe havemos fal-
lado como director interino da alfandega do Par-
lo, o que tao boa toa sabido anrmooiaar os io-
leressesda fazenda com aa ueoessidades do com-
mercio. Em eUenoe ao zelo o honradez deste
empregado, a aesooiecao coameroial desta cida-
de, ea nome da clases que representa, queren-
do dar ao Sr. Nazareth aa teeiemunke do coa -
siderago, acaba de enviar-H o diploma de so-
cio honorario da resma atsociagio.
A junta geral do dislricto tem continuado as
soasaosfedes. Approvou o projecto do orcamento
diatrlstaJ para anno econmico de 1861 a 1862
na importancia de 50:6359426, que a quantia
4*rae*as pasa o pagamento dos empregados da re-
partiese central da junta geral e dos impostos, o
subsidio,aos procuradores da ajara junta nos
uas saaws extraordinarias, porcostegem astba-
,?u""w,Prrt 0 dislricto, para despezas da so-
ciQadede Africola do Porto, para os arrsnjoa de
exaoaicoea e premios pecuniarios aos expositores
de paos, o, flnalmenl", para todas as despezas
*om ss ospoatos das duas rodos de Porto s Pona-
fiel inrlomao alguus soccorros asa maroras de
aete annos qss por incapacidade phyaica sao poa
sam trabalhar.
Na discusass da recelta do dito orcamento re-
sol veram os procuradores junta geral que a div.
da activa das cmaras .municipaes, l liquidada,
na totalidade de 12:9489418 dore m considerada
como recella efectiva, e que nesta conformidade
se convidaseem as mesraas cmaras a entrar no
cofre com as quantias respectivas, e ne caso de
nao satisfazerem ser compellidas a isso pelos
meios legaes.
A companhia geral Bracarense de melhora-
meutos materiaes na provincia do Minho, que
apeear da depominago pomposa que tomou ape-
nas se tem limitado explorago do gaz para a
illumioacao da cidade de Braga, teve no anno
ltimamente flndo a receita de 10:288jJ878. pro-
veniente de 468 bicos de gaz as casas particu-
lares, illuminago do theatro e outros diverli-
mentos pblicos, e illuminago da cidade. A des-
pez, foi de 9:7069878. cando de lucros 5819825.
O estado sanitario dos districtos de Coimbra e
Vizeu voltou ao seu estado normal. As febres ty-
phoides fizera ra nestes dous districtos bastantes
victimas. Em Coimbra tinham ellas ltimamente
degenerado em apoplexias quasi sempre fataes.
A episootia, molestia lorrivel do gado, tem
grassado cora grande intensidade em algumaa Ier-
ras das provincias, fazendo grandes estragos na
especie bovina.
O dislricto de Coimbra produzio no anno flndo
11,538 milhelros delaranja. pertencendo aocon-
selho do mesmo nome 5,000 milheiros, ao Monte-
mr 4,887 e ao Cautanhede 809.
A existencia de cabecas de gado, no dito dis-
lricto, foi a seguate: 6,473 cavallos, 1.334 mua-
rs, 634 asinino, 28,187 vaceum. 104,814 lange-
ro, 54,621 caprino e 56,238 suino.
No mesmo dislricto consumiram-se 2,732 bois,
750 vitellas, 15,653 carneiros, 1,758 chibatos e
1,426 porcos.
O dislricto de Aveiro produzio no dito anno,
avahado em alqueires, 158,873 de trigo, 1,481:717
de milho, 76,614 de centeio, 64.648 de aveia,
151,921 defeijo. 2,489 de fava, 1,517 de grao
de bico, 712 de chcharo, 2,619 de hervilha, 8,227
de tremogo e 323,980 de batatas.
A colheila foi, tambera em alqueires, 147,716
de trigo, milho 3,870:612, centeio 74,658, cevada
55,341, aveia 31,652. feijo 124,612, fava 3,470,
grao de bco 1.374, chcharo 776, hervilha 2,156,
tremogos 9,134 e batatas 9.124.
Cambio sobre Londres a 90 d. d. 51 3/8 a
54 3/4.
Abriram termo de carga :em 15 de mar-
go a barca Santa Clara para o Rio de Janeiro ;
em 20 a barca Sympathia para Pernambuco, e a
barca Paquete do Rio Grande para o Rio Grande
do Sul.
Eotraram no Douro:em 11 de margo a
barca Paquete do Rio Grande;era 13 a barca
Sympathia de Pernambuco por Lisboa, e o pa-
tacho hespauhol Claudina do M.ranho ;em 15
o brigue Esperonga de Pernambuco por Lisboa ;
em 19 a galera Otinda do Rio de Janeiro por Lis-
boa ;era 23*a galera Castro 11 do Maranho.
Sahiram :em II de margo a barca Cor$a para
Pernambuco ;em 14 a barca Caridade para o
Rio de Janeiro, e a barca Alfredo para o Mara-
nho ;em 17 o patacho Novo Lima para o Rio
Grande.
Em addicionamento aos despachos das merca-
dorias carregadas na barca Corga at ao dia 9 de
fevereiro, e quo relacionamos na nossa carta de
11 do mesmo mez, temos a acrescentar o se-
guinte :
Arcos de pao 30 molhados, bacalho 3 barricas
e 2 costaes, batatas 200 canastras o 270 caixas,
cerne de porco 2 barris e 1 lata, cestos de ma-
deira 80. e ditos de vime 7, ceblas 300 restis
e 46 caixas, cebo em pao e velas 75 caixes, con-
degas t volurae, chumbo 100 barris, fazendas di-
verjas 11 volumes, feijo 107 saceos, ferra-
gens 2 voiumos, eagas ue luies 400, lonas I
fardo, linha 5 caixas, ovos 1 barril, palitos 8 cai-
xas, papel 1 caixo, peixe de escabecho 1 caixo,
pentes 2 caixes, pommada de cebo 10 caixes,
prata em obra 2 caixes, retroz 2 caixas, rolas
d'arcos de pao 100, velas de cebo 20 caixes, vi-
nagre 2 pipas, vinho 1 barril, dito engarrafado 52
caixes, 1 embrulho com um resplandor de ouro,
1 caixo com imagens, 1 caixa com amostras de
boles, 1 volume com unto e satpices, 1 dito
com obras de palheta, 7 ditos com salpices, e 1
lancha.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla provincial oceupou-se hontem,
depoisda leitura do expediente, de projeclos, da
primeira discusso do projecto n. 46 de 1858. que
foi addiado por 48 horas; e da segunda do de n.
3 do 1860, que ficou addiado, por nao haver casa
para se votar.
Pelo vapor francez Eslremadure, vindo da
Europa, recebemos as cartas dos nossos corres-
pondentes, qne chegam s seguintes datas :
Hamburgo 20, Londres e Pars 23, e Porto 26 do
passado. nada recebendo do nosso de Lisboa, o
que attribuimos m forma por que entre nos
se faz a destribuigo dos jornaes o cartas, no cor-
reio, entregando-se, ahrneos-que nao sabem
ler, os diversos papis destribuir, e que en-
iregam quem Ih'os quer tomar.
Acerca do norte da Europa enviamos os nos-
sos leitores para as cartas que vo transcriptas
em oulra parle.
Quanto Portugal, alera do que diz o nosso
correspondente do Porto, encontramos mais o
seguinte no yornaf do Commercio, de Lisboa.
Hoje, (16 de margo), reuniram-se os de-
putados de ambos oslados da cmara, no mi-
nisterio do reino, por convite do governo.
Diz-se que o ministerio expozera que nao
conta com a maioria, e que n'eate caso, dese-
java saber se acabado o armisticio, como est,
poderla confiar no appoio da cmara, e no caso
contrario, qae a maioria lhe desseum cheque,
para que ello soubesse o que lhe convinha fa-
zer, em vista dos iateresses pblicos.
Nao sabemos o que se resolveu.
Desde domingo ennevoou-se o horisonte po-
ltico.
Fervem os boatos de demisso do miis
terio, de recomposico, de fuso, de dissoluco
parlamentar. At se falla em bernarda 1
Tudoisto prodoaio o fallado meeting que se
consideron urna coiaa ridicula.
a Ou esta machina poltica anla por arames
ou o meeting foi urna coisa seria.
Depois do escripias as precedentes linhas,
Mvimos que o resultado da reunan parlamen-
tar, fra a oppos:co pedir 24 horas para me-
ditar.
O qua salar d'esla embrulhada medita-
cao.
< Meditem todos bem, que o paiz j conhece
o que valem as medllages d'esses estadistas, e,
como todos esto lo cheios de peccados, reco-
meoda-lhes a leitura dos Exeroicios e Jadiaces
do padre ManoelBeinardes.com o que purificara o
os espiritos de pensamentos reservados, de in-
tenges malvolas.
O tempo proprio para a meditaco, e tam-
bera para a penitencia, o d'esta carecem muilo
os que se propem a salvar a patria. Talvez da
meditaco venha a penitencia. Se assim fosse 1
Hontem. (18), reuniram-se os deputados
da parcialidade do governo emoasadoSr. Cha-
migo, doputado pelo Porto, e affirraaa alguns,
que ahi, depois de bea feita a ceotagea dos
otos certo e provavers, se recooheceu que o
governo tinha a maioria parlamentar,
A opposigko mediiou, o achou-ee forte;
os minisieriaes meditaran e achararn-ae fortes.
Todos esto fortes, a o paiz est fraco I
< Devern todos confessar que esta sitoigo
sem par I
c Veremos [quem contou melhor; pareoe-aos
porm que o paiz Do coala nem com una, nem
com outros, porque una oulros esto j bem ex-
pon moudos.
As ambiges esto espreita : os abutres do
poder preaectea que vai haver presa s dstswr,
epreparam-se para lhe deitarem as garras. No
enlanto. o que se dte esperar dos fortes que Ue
traeos sao, sentados as cadeiras ainiatsraaes?
Nao haver addiamento nem dissoluco, e
a nao do Estado continuar em calmaria-podre,
at quo venha algum vendaval que a faga ir
coala, ou a desmaatns
Hoje (19). ds aeahaa appareceu aberra aa
janella da intendencia das obras publicas; ahor-
ra a reparligo ia horas do coslume, encootrou
aa a porta que eaan nica cem a paga doria do
aafn parede ao lado do aesma porta feito um rombo,
o que denota qae primsira tentativa fora pase-
trarem na pagaderia peta parede; achaado po-
roa grandes difBculdadee, como grandes podras,
e innmera grossura na parede, reaolveraa ar-
rombar a porta, o que com o fogo conseguirn},
apesar desta aer bem grossa, e forrada de forro.
a Ora este aeontecimento talvez se nao dsse,
eu pelo menos seria mais diCficil deSevar exe-
cuco, se a porta ou grade de ferro, que ao lado
da intendencia reforcava a oulra porta, nio ti-
vesae a chave, apesar desta estar do lado de
dentro; isto entre a porta de ferro, e a de
raadeira, e nesta feito um rombo sufQciente para
metter a mo, nao s a abriram, mas tambera ti-
ra rara a chave da de ferro, aborta a qual pene-
traran! na pagadoria, roubaram uns 300 e tantos
mil ris; deixaodo por ignorancia ou por medo
50O9OOO ris em notas e muilo cobre.
At ao presente nao se sabe o pratico de lo
eagoto das aguas pluiiaea, servindo-se para isto
da canalisagao j projeatada para a limpeza da ci-
dade.A' mesma eororaUsao.
Outro da cmara municipal da villa de S. Ben-
to, reaetteodo artigos de posturas, quo pede
sejam approvadas.A' commisso de negocios de
cmaras.
Um requer manto de Alexandrisa de Lima e
Albuquerque, protessora publica da freguezia de
Santo Antonio dsata cidade, rsdeaande por sa
tita nao hsosf marcado o terco do ordenaos na
gratificarle ,ue percebe por man ds 12 annoa do
aorvigo. A' soamissio da oresasnto prsrin-
cial.
Outro do Visate Ferrar da Silva Braga, mor-
domo 4o collegio doa orphaos de Santa Theteza,
pedindo esta assembla augmento ds ordenado.
A' commisso de ordenados.
Ootro dos me rubros da mesa regadora da ir-
mandado do Santissimo Sacramento da Boa-Vista,
pedindo a exiraeco com preferencia de urna das'
loteras que mesma irmandaae foram concedi-
das.A' commisso de petiges.
Oulro de Aulonio Ludgero da Silva Costa, Io
tabelliao publico de notas, e escrivo pri'ativo de
orphaos do termo da cidade da Yictoria, pedindo
urna providencia no sentido de terminar as du-
vidas havidas entre si, e o escrivo seu compa-
nheiro, Bellarm.no dos Santos Bolco.A' com-
misso de legislago.
Outro de Joo Falque e Antonio Machado Go-
mes da Silva, pedindo que, segundo a lei o. 191
ht.ll,Tm..------------ !"-'"' mes a auva, peuioao que, segundo a le n. 191
!,, K: qul aem du"*- recoohedo' 30 de marco de 1847 se haja* de os admlllir
dn ni -JUe l,fiu0U e8.cona'da "- contratar com o governo a empreza de carros de
do, naoccasiuodese.fechar a nlendenc a. Pro- .i.,..ai .flm h J?______<____.____n.......IT._
do, na occasio de se.fechar a intendencia. Pro
cedeu-se logo ao competente corpo de delicio;
e chamou-se o Caoarim para ver, se valendo-se
da sua reconhecida habilidade em esclarecer cer-
tos mysterios muodanos, descobre o autor de
semethanin tt*nr.rf "..:... "<"ro oe rrancisao Anicnio da Silva avaicanti
SZrlluhA^'^a*^aVi^u P," Pi" do consulado provincial, pedindo defe-
uenam ser mais sensivom. ka na naiaaniu o. 1- _;._..<________ *r
deriam ser mais sensiveis, se na pagadoria eali-
vessem as soturnas que frequenles vezes l ea-
tao, e as podessem levar; oxala que esta ligo
sirva para haver mais vigilancia na occasio de
se fecharem as repartiges.
Hoje (22J p'.ssuu melhor vida a nobre du-
queznde l''lraella : o seu funeral verica-se no
dia 23 pelas 10 horas da manha, na igreja da En-
carnagao,
Desee sepultara a Sra duqueza de Palmol-
la coberta das bengos dos pobres, e das sympa-
thias de lodos. Passou na vida a nobre senhora,
fazendo o bem, derramando benecios com mo
larga ; por isso o seu nome illustre pela riqueza
e pela familia a que pertence, possue ainda outra
llustragao mais alia, que a da verdadeira cari-
dade.
Em verdes annos, pois contava apenas34,
se flnou \ Sra. duqueza de Pal mella, mas lo cur-
ia vida foi cheia de aeges generosas e grandes,
que deixaram o seu nome memorado como o de
urna senhora de espirito elevado e de corago
magnnimo.
Ninguem soube fazer melhor uso da riqueza,
chegaram al a dizer que desbaratara a sua for-
tuna com os pobres. Que maior elogio se podo
tazer desta nobre senhora? Nao contava o que li-
nha para saber o que devia dar desgraga. O
que soffria Tome e miseria, na nobre duqueza en-
coutrava amparo.
< Quiz Deas antes de tempo chama-la sua
presenga, mas as preces dos infelizes a quera va-
lia, e tambera aquellas dos que apreciavam a sua
grande alma, lhe alcangaram a bemaventuranca
quo ella soubera merecer por lautas aeges de
boa c santa inspirago.
Conlam-nos de Torres-tfovas, que no dia 16
do correle houvera na quinta do Paul, as pro-
ximidades daquella villa, um levantaraento dos
trabalhadores do caminho de ferro, em numero
de 300 contra os empreitoiros.
A quinzena finalisava no dia 17, domingo,
mas os trabalhadores, como esse dia era santifi-
cado, quizeram receber a feria no sabbado, e nao
Iba pagando, ou porque os empreiteiros nao ti-
nham dinheiro bstanle, ou por querercra pagar
00 dia devido, levantaram-se parle armados de
espingardas, parte de foices rogadoras e paos, e
prenderam um dos empreiteiros D. Ricardo,
araeagando-o de morte, se lhes nao pagaasem a
feria no mesmo sabbado. Os outros empregados
fugiram.
Apenas constou em Torres-Novas o successo,
o administrador parti immediatament para o
lugar do tumulto com urna forga de cavallaria
que veio de Sanlarm. Quando o administrador
chegou j os trabalhadores eslavsm quietos e en
treges as suas tarofas, por que D. Ricardo lhes
piumcitou iiagar nie ao meio da do da seguinte.
Casualmente se achava a forga de cavallaria
na villa, por que viera para fazer a polica da
feira, qual tambem os trabalhadores queriam ir
e por isso iostavam mais pela feria.
O correspondente que nos d esta noticia,
nota que, se por ventura all nao est a forga, e
se mesmo o tumulto nao serenasse, diffkil teria
sido ao administrador fazer entrar na ordem 300
homens em tumulto, concluindo daqui que ur-
gente que em Torres-Novas haja urna forja mi-
litar permanente, o que na verdade, parece sen-
sato.
Teve hoje (27) lugar na cadeiri do Limoeiro,
a commuoho dos presos, a que assistio o coose-
Iheiro presidente da relago, e os magistrados do a assembiea, a qual j foi affecta apreciago da
I uguel afim de proporcionar ao pnblico vehcu-
los do preapta conduegioe por procos fixos e a
vontade dos alugadorea.A' commisso de pe-
licSss.
Oulro de Francifso Antonio da Silva Cavalcanli
rmenlo de um requerimento que o anno passado
ioderessou pedindo a sua aposentadoria.A'
mesma commisso.
Primeira parle da ordem do dia.
Sao lidos, julgados objectos de deliberago e
mandados a imprimir es seguintes projectos :
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco resolve:
Ar. !. Ficam concebidas quatro lotera
decenio e viole con tos cada urna, para a conti-
uuico das obraa da casa do Gymnasio Pernam-
bucano.
Art. 2. Ficam revogadas aa disposiges em
contrario.
Pago da assembla legislativa provincia Wde
Pernambuco 12 de abril de 1861.Dr. M. do
Naseimenlo M. Portella. >
A'commisso de petiges tendo examinado o
requerimento de Patricio Jos Borges, agente do
imposto provincial do termo, tabaco, charulos,
cigarros e sabo, julgando attendiveis os motivos
allegados pelo peticionario, de parecer que se
adopte a seguinte resolugo :
A Asembla legislativa provincial resolve :
Art. 1. Pica o presidente da provincia au-
torlsado a aposentar a Patricio Jos Borges, agen-
te do imposto do termo, tabr co, charulos, cigar-
ros e sabo, na razo dos annos de servigo que o
referido agento liver prestado no dito emprego.
Art. 2." Os vencimentos da mencionada
aposenUdoria sero regulados de conformidade
com os arls. Io e 2o da lei d. 486.
Sala das commissesl2 de abril de 1S61.
Antonio dos Santos Siqueira Cavalcanli Jnior.
Dr. M. de F. Faria.
E'lido o seguinte parecer de commisso que
por oedir a palavra o Sr. Affonso de Albuquer-
que fica adiado:
A commisso de estatislica para poder emit-
lir um parecer consaienc'oso sobre a materia do
requerimento junto, do3 habitantes da freguezia
de Quipap e povoado de Panellas, pede que se-
ja ouvido o Exm. prelado diocesano.
Sala das commisses 12 de abril de 1861.
Dr. Nascimenlo Portella. Padre Marcel Lopes
de Siqueira.J. de Mello Reg.
Vai mesa, lido, apoiado e entra em discus-
so o seguinte requerimento :
Requeiro urgencia para ser discutido o pa-
recer.Mello Reg.
Vence-se a urgencia e o parecer adiado entra
em dis usso.
O Sr. Affonso de Albuquerque oppe-se ao pa-
recer.
9 ^r- Gitlrana diz qut, com quanto esteja ha-
bilitado tratar da ulilidade dessa mudanga do
sle, comtudo julga'no se poder prescindir das
informages do Exm. prelado diocesano.
O Sr. Portella diz algumas palavras em sus-
tentagao do parecer.
Julga-se a materia discutida, e posto a votos o
parecer approvado.
(Continuor-e-7toJ.
REVISTA DIARIA-
Solicitare do corpo legislativo os habitantes de
ranellas, em um crescido numero de pessoas no-
laveis d'alli, a transferencia da sede da freguezia
do povoado de Quipap para aquella localidade.
I sentido foi eoderegada urna representago
ministerio publico, sob a presidencia "do procura-
dor regio.
O offlcio foi por msica vocal e instrumental,
que produzio bello effeito, apezar do pequeo nu-
muero de executantes.
c O alumno do seminario de Santarem An-
tonio Mara de Carvalho Rabello dirigi uraa
breve sllocugo aos presos, antes de commun-
garera.
Ouvimos que era esta a primeira vez que
orara em publico, foi na verdade urna feliz es-
trs.
n No seu discurso, rico de imagens brilhautes,
o de uraa linguagem crrela, demonstrou asu-
blimidade do chrislianismo, exhortando os presos
ocolherem-se aos bragos da religio, aoude en-
contraran, al|ivio nos males que da sua triste po-
sigao resultavam.
Eludo quanto podemos obter de urna rpida
leitura desses nmeros de jornaes portuguezes,
que nos foram prestados.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessiio em 1S de abril de I8t!l.
Presidencia 4o Sr bario de VeraCrnz.
Ao meio dia feita a chamada, e verificanlo-se
haver numero legal de Srs. deputados
Abre-se a sesso.
Leem-see approvam as actas da se3sao e reu-
niao antecedentes.
O Sr. Io Secretario apresenta o seguinte
EXPEDIENTE.
m offlcio do secretario da presidencia, remet-
iendo o acto pelo qoal foram creadas 4 cadeiras
de instrueco elementar para o sexo mascolioo,
as povoages do Grvala, Timbaoba, Vceocia e
S; Vicente.A' commisso de orcamento provin-
cial.
Outro do mesmo, remetiendo o baianco o arma-
mento da receita e despeza da cmara municipal
de Nazareth.A' commisso de orcamento muoi-
sipal.
Outro do mesmo, remetiendo a reiacao das
licencas concedidas diversos empregados pro-
yinciaes, que foi pedida pela assembla.A' quem
fez a requisico.
Oulro do mesmo, remetiendo balangos de re-
ceita e despeza, assim como orgamentos, quadros
das dividas activas e passivas, e a relago dos le-
gados ltimamente feitos Santa Casa da Mise-
ricordia do Recite. A' commisso de orcamento
provincial.
Ootro do mesme, remetiendo um offlcio da c-
mara municipal da Villa de Florea.A' commis-
so de orcamento municipal.
Outro do rnesmo, remetiendo o ornamento, e
um offlcio da cmara municipal do Ex.A' mes-
ma commisso.
Outro de aasaa, remetiendo o balanco e con-
tas da cmara municipal ds Goianna.A' mesma
commisaio.
Outro do mesmo, enviando as conlaa e a copia
Se um officio 4 cmara municipal de Caruar.
A' mesma commisso.
Outro do mesmo, remetiendo orna esposigo da
nova cmara municipal do Limoeiro.A' mesma
conVmtasao.
Outro do mesmo, remetiendo nm requerimen-
to de Carlos Luiz Cambronne, pedindo previlegio
por maia; vints asnas, e Propondo-ae oatahele-i raasaaassa ova vieram os stacai s partos
ssrsa todas as ara capital um fysigaia de intermedios no rapor nacional Perrisuasa;
commisso respectiva.
Segunlo informages que temos, este pedido
razoavel, assisle-lhe justiga, e portanto merece a
aequioscencia que impetrada na referida repre-
seotagao.
O povoado para onde solicila-se a transferen-
cia, dispe electivamenle de condiges melhores
e mais accommodadas s necessidades de urna
matriz. A' urna posigo geographics central, ao
oceupar urna si tu ac o media no territorio juris-
diccional da freguezia, rene Panellas a circums-
lancia mu valiosa de urna populago maisarul-
tada. r *
Nesle ponto, viste que naturalmente deve el-
la ser a sede da parochia, sendo mais acil aos res-
pectivos parochianos dissemiuados pelos dife-
renles pontos irem alii prover-se do pasto espi-
ritual, -como o centro, do que a um dos extremos
parliodo do outro.
Taes considerages.devem pesar na apreciago
da commisso de estatislica, e do exame aecura-
do das rszoes justificativas do pedido de transfe-
rencia, nao pode deixarde resultara votagodes-
ta pelo corpo legislativo provincial.
No dia 16 do correle lera comego na Fa-
culdade de Direito o concurso para preeochimen-
10 da vaga all existente de substituto.
Sao concurrentes os Drs. Francisco Pinto Pes-
soa, Manoel Moreira Guerra, Felippe Nery Colla-
go o Francisco de Paula Sales.
Hontem terminou-se o concurso, a que pro-
cedia-se na Ihosouraria de fazenda, tendo apenas
apparecido dous oppositores para o lugar de pra-
ucanieda sfsmj thesouraxia.
Para aquello da el'andega, nao houvequem se
inscrevesse.
O Sr. delegado deste Io dislricto, Dr. Fon-
ceca Albuquerque, tem desenvolvido na sua pe-
quena existencia official louvavel energa na pre-
vengao e punigo de actos reprovados, marecendo
assim queseja especialisado.
Almde algumas diligencias importantes, ha
prendido a jogadores, acabado com certas 060-
lagens, e afugentado aos ladres de cavallos. as-
sim como lhe ha merecido seria allengo a hon-
ra das familias, j segurando alguns raptores do
mocas, j mettendo-os em processo.
Ueaejamos pois que nao arrefeca no seo louva-
vel empenho. e qne prosiga assim no cumprimen-
to de seus deveres.
O vapor Persinunga, entrado hontem dos
porlos de sua escala, no sul, trouxe-nos jornaes
de Sergipe at 30 do passado, o de Alagoas at 9
do corrente.
Do primeiro nada ha digno do inenco.
Na segunda, por portara de 3 do corrente foi
addiada, para 3 de junho prximo, a abertura da
respectiva assembiea provincial,
Teve hontem lugar em o quartel do corpo
de polica a primeira sesso do cooeelho do jul-
gamentos que responde o soldado Manoel Si-
mo, da primeira companhia, por crime de deso-
bediencia e offensa phyaica.
Compe-se o conselho So seguinte modo:
Presidente.
Mejor Alexandre de Barros e Albuquerque.
Auditor.
O promotor publico, Dr. F. L. de Gusmoo Lobo.
_ Vogaes.
Ur. Jos Joaqaim de Souza.
Teneale Manoel Fernandes ds Albuquerque Mello.
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Alterea Joaquim Barboza dos Res.
* D Manoel Germano do Miranda.
Foram recolhidos casa de detenco no dia
11 do corrente 12 homens, todos livrea, sendo 9
ordem do Dr. chele do polica, e 3 & ordem do
subdelegado da S. Joa.
7- Ptssauntres qua wetam de Macai s partos


MAMO P liMMUm^ ^ 4ABADO ia.E JJBML 1M.
-1 j
(
.sel
Perpetuo Felicio Martina? Antoalo Joaquim da
Silva, Ivo de Azered tTonteiro, Antonio Jos Pe-
reir de Cart*le.o, Mano! Vicente da Araujo Bar-
res, D. Rita Mari* a de Campea Qaairoc e 3 i-
Ihos menores,-Jos Joaqun) Gomes Perreira. Br.
SlSf^J" ***** ** *>"eee Jos
JMpNsta, Faliaberto Aolunes Ferraira Ptnho, Joa-
yf J1^-0 *MIMlh0. **.> da Silva Torrea,
Jos Paulino d'albuquerque flamsnlu a ea se-
nhora, Joa Luii da Silva, Loitegalls Pofgi Fi-
Sueiredo, Adriano Augusto da Alajeida, Antonio
a. Albuquerqoe H*. C. cadete Jos* Hipno Xavier
d* Foaseca, Ventura da Silva Bee-Viata, Mertha
Callder e 1 escravo de Antonio Joaqun da Silva.
Passageiros que vieran) de Bordeaux e por-
tea intermedias no vapor frailee* Bttrtmaiw :
gasto Eduardo da Costa' Jos de Hollanda Ca-
?alcanti de Albuquerque, Vicenso Cersechearo,
Fletro Peroecchiaro, Guisseppe Ferraro. D. Can-
dad* Francisca da Lapa 3 fllhoa menores, Joa-
raim de Oiiveira Maia, Jos Beato Rodrigues,
/os Antonio Gomes e Alexis Wener.
Passageiros que vieram do Aracaty no Mate
brasiieiro tnvtncinl: Manoel Ignacio Bezerra
el criado, urna escrava com duaa crias a entre-
gar. "
Passjgeiros qoe sefuem par o snl no ra-
or franeez Estremadure : Phelippe F. Need-
hum, Domingos Francisco de Soma Leo, Dr. Sil-
Tino Cavaleanti de Albuquerque e Hanoel do Nas-
cisaento Jorge Soares
MATADOIRO publico :
Matara m-se no dia 12 do corrente para con-
sumo testa cidade 81 mes.
Communicados.
Nao em atlenco ao considerado informante do
Constitucional, mas ao publico, vamos encher
duas Irnhas em defeza do honrado administrador
da casa de detengao.
A grossera da pbrase, a virulencia da lingua-
gem do considerado informante trat nelie de so-
bajo o iniraigo pessoal, para que merec a infor-
magao publicada as honres de urna resposta.
A considerada informago, que nos occupa. re-
fere-se ao facto, arteiramente narrado, de algu-
nas medidas tonudos pelo Sr. tenente-coronel
Florencio, era relegio ao professor de Aguas-
Bellis, preso na deteagao.' Ella est no Consti-
tucional de 9 do corrente.
O regulamento da casa de detengo d a son
administrador poderee diversos para a manotear o
da disciplina no eaUbelecimento.
" Deseonceituar as autoridades, desmorelisa-lsa
no recinto das prises, cooeorrer directamente
por factos para a quebra da disciplina. O admi-
nistrador nao o deve consentir, sera faltar a seus
mais serios devere.
O Sr. tenente-coronel Florencio, teodo sciencia
plena que o professor de Aguas-Bellas se nao
portara convenientemente, eslava em seu direlto,
lazendo effectiva nelle as disposices do regula-
mento. Entretanto o satnico e brutal adminis-
trador, na linguagem do considerado informante,
limitou-se a fazer as prohibieres indispensavis
para cortar pela raiz o mal da indisciplina.
Na casa de detengo est o professor defendido :
tanta confianza temes no proco Jimento do dis-
tinelo administrador, que desafiamos o conside-
rado id forman te a que o procure, para nao cm-
prometter to grosseiramente o Constitucional,
que aspira os foros de circunspecto.
Aos senhores do Constitucional terebraremos o
nomo do Sr. Dr. Teizeira : elle dir, como caval-
leiro, qual a maneira porque costuma portar-se
para com seus adversarios polticos o distincto
Sr. tenenle-cerouel Florencio, quindo teem elles
a infelicidade de estar sob sua guarda.
O justo.
Correspondencias.
Da bocea breve, que ama flor semelha.
Por.entre os labios de coral, divinos,
Se escondem perolas qne se veem a furto,
Quando sorri-se a virgem de meus hymnos.
E' doce o aroma que a sorri esparg*
O lindo archanjo de meus sonhos d afro,
Como o perfume, que embalsama as brisas,
De sui tranca da um castanho Mro.
A natureza que a fermou tio liada,
Fe-la singella,ingenua, ecasta e para....
Mea Dos 1eu amo a virgem de mena sonhos ;
Deia que amando-a posea ter reatara 1..
Ah I t bem sabes quanto amor en alario
Dentro em meu peito, pela virgaea linda 1..
Faze qne um dia compreheuda o vate,
To santa imagem de belleza infiada I..
Virgem ou anjo que eu amei, que adora,
D-me n'um riso o teu amor to puro!..
D-me esses gozos que d'amor s nasceu !..
Ama-me, virgem, dou-te o meu futuro 1..
O mes passado, meu presente, todo....
Tudo que meu feliz irei depor
As taat plantas.... serel teu captiva....
Has, n'arnsorriso d-me o lee amor I..
31 de marco da 1861.
COMMERCIO.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 a 11. ,
dem do dia 12.....,
164:3459480
12:8178527
177:193015
Movliuento da alfandeara.
Volumes entrados com fazendu..
> com gneros,
Volumes
a
sabidos
a
com fazendas..
com gneros..
29
126
-----155
150
82
232
Senhores redactores. Os abaizo assignados,
ofciaes da cornpanhia de carallaria o de outros
-corpos qun se'rviran addidos na referida comaa-
xihia, faltariam com o miis ligoroso deverse nao
procurassem desmentir o autor ou autores do
communicado inserto no Diario do Recife de 9 do
-corrente, que procura denegrir a reputado do dis-
tincto Sr. capito Hanoel Porfirio de Castro Arau-
jo, commandanle da citada companbia, com as-
sercoes feitas por esses autores miseraveis j ba-
lados das sociedades, sera pundonor nem pejo
mentira, que devendo olharem para seus defeitos
e iofames fados, e esquecendo de que o homem
se deve conhecer, Iratam de enchovalhar aquel-
los que, como o Sr. capito Castro Araujo, sao de
reconhecido criterio, dtalos debrio, de honra,
e de illibada conducta, quer como homense quer
como militares.
Decliramos por isso que o dito Sr. capito Cas-
tro Araujo se tem portado naquelle commando
com a honra e digoidade propria do seu carcter
e bro, conhecido por toda a oflicialidade do exer-
cil8, em todos os pontos, des differentes cargos
que tem oceupado e occupa, sendo mu i conheci-
do pela maior parle dos distinctos ofiluiaes gene-
raes com quem tem servido e que lho fazem a de-
vidajusiiga.
E, pois, as infames aecusaces artificiosas ar-
gidas por essas vboras venenosas cobertas de
andrajos e de miserias qae se sugeitam talvez a
urna diminuta espor'ula, podemos desmentir pu-
blicamente, dando um juramento de honra, visto
que todos nos, alen d solida con riega o que te-
mos, oei'upamos na mencionada cornpanhia os
difiranles cargos de thesureiro, qnartel-mestre,
agente e secretario, do conselho econmico, oude
ttvemes lugar de eonhecer o zelo, severidade,
jusliga e equidade com que se porta o Sr. capito
Araujo, e por tanto affirmanos com a dignidade
propria de oossa educacao serem falsarias aecusa-
ces que fazem ao supradito Sr. capito esses au-
tores, qae acobertados com a capa de Arlilheiro
e outros ttulos, se aprescnlam em publico no-
doando aos sensatos e briosos militares, servin-
do-se das armas dos vis cobardes que sao, a
mentira a calumnia, ea iraigao; e portanto cha-
mamos a esses embusteiros e esmarridos acensa-
dores para se baterem comnosco face face des*-
embainhando como homem, so o forem, suas
espadas e levantando as vezeiras para serem co-
nhecidos.
Pedimos pois ao Sr. capillo Manoel Porfirio
de Castro Araujo que se conserve tranquillo e
firme oa sua honrosa estacada despresando ao
xnesmo lempo essas publicacoes que s denotam
os descrditos de seas autores.
Rogamos-vos Srs. redactores que publiquis
estas linhas no vosso conceituado jornal para que
o publico fique inteirado da verdade.
Recife, 11 de abril de 1861.
Joaqiiirnsjlos de Sauza,
* Teneute reformado.
Manoel Joaquim Machado,
Tenante.
Joaquim Velloso da Silveira,
Alteres da cornpanhia de cavallaria.
Antonio Dlonizio dos Santos Goudim,
Alteres do dcimo- batalho.
Manoel Erasmo deCarvalhe Moura,
Alteres do nono batalho.
HenrqueCirneiro de Almeida,
Alteres do dcimo balalbo.
Francisco Antonio da Veiga Cabral de
Horaes da Mesquila Pimentel,
Alteres do dcimo batalho.
Ignacio Pereira Serra,
Alteres da cornpanhia de cavallaria.
Demetrio de Gusmo Coelho,
Ex-alferea da cornpanhia de cavallaria.
Publicagoes a pedido.
Harpejos.
Quando as horas solitarias, tristes.
Penco na virgem. que en meu peito mora,
Minh'alma ardeote, da soflrer caneada,
Geme e suspira, eminha lyra chora.
to mimosa, seductora e meiga,
A linda virgem qae me faz chorar,
Que em recompensa de marlyrios tantos
Ainda ella que me faz sonhar.
nos meus sonhos de mancebo ardente,
Que sao to lindos como nm riso d'ella,
Sempre a divise lio gentil, lio pora,
Qual do horisonte a matntina estrella:
Seus lindos oihos, volver travesos,
Em mim derramam aaa luz divina.
Besa corno a aurora prataando as nuvens
Roco e rico rosa parpara*.
v'vrior, e conhecendo-se ji per via das cartas
dejadas entretanto, as mportacoes qae temos
de esp.rar do Rio e de Santos durante os prxi-
mo fatu'.r tres quatro mezes, se esli reali-
sando jmp^''rtn,es traosaegoes, a pregos mu
firme*, taaie "1 o lugar como i entregar.
Venderam-s ceC^a de lo mil saceos do Rio e de
Santos a 5 7/8 e 7 >/8 achillioar, e mais de 30 mil
saccae i chegar.
Cotaatos caK real ordinario do Rio a 6 Ii8 e
ojia" sebinga.
O aaaocar loffreu urna nova redcelo de 8 schil-
lntpja por WO libras.
Todas as qualldades de tabaco, aobretudo o do
Brasil, sao moito firmes. Venderam-se 45 pa-
cota* de tabaco do Brasil da nova colheila a 8
l{t 8 lr-2 cbllings a libra. Em ser do Brasil
1,700 picotea.
Apezar da Ur aido pouco procurado, o algodio
austontcm o* seus pregos ; o deposito limitado,
e por isso nlo ha muita escolha.
O cacao, tem procura, apenas pode sustentar
os seus precos.
A tapioca do Rio obteve 6 i 61(8 schillingsa
libra, a cojos precos se vendern cerca de 10 mil
libras.
Os couros petados sobre tudo sSo muito procu-
rados ; voodataat-aa ao* ultimo quima das
cerca de 3,000 do Rio Grande do Sul, e 500 da
Babia.
Colamos coaros do Ri" Grande a 13 schilllngs,
e de Pernambuco e Baha a 8 e 9 sehillings a
libra.
No dia 14 parti deste porto para esse o navio
Georg, capito Bleiken, e est carga para all o
navio Buenos-Ayres.
dous andares e laja,
7531000
m
Descarregam hoje 13 de abril
Barca fraocezaFranknvinho e azeite.
Barca americanaSalembacalbo.
Brigue brasiieiroAlmirantecascos vasios.
Importa^ao.
Brigue nacional Almirante, vindo do Rio de
Janeiro consignado a Azevedo & Mendos, maoi-
festou o seguinte:
631 saceos cafe, 150 volumes barricas abatidas,
100 pipas vasias, e 25 barris dito ; a ordem.
Uvate nacional Gratido vindo do Aracaty e
Ass, manifeslou o seguinte;
144 alqueires sal ; a ordem.
1 volume calcado, 80 couros curtidos, 28 ditos
saleados ; B. i. Mooteiro Irmos.
45 molhos coa 1,125 pelles de cabra ; a Joa-
quim Lopes Ferreira.
28 volumes sal; a Beroardioo Jos Mooteiro
Irmos.
Vapor nacional Peninunqa procedente dos cor-
tos do sul, manifeslou o seguinte :
2 fardos 1 caixa e 1 embrulho com cinco ca-
mas de ferro ; a Nicols Bruna.
1 barril azeite de oiiveira : a Joo Quirino de
Aguilar.
2 barricas f.irinha de mandioca ; a D. S. Lobo.
102 latas odo de ricino ; a F. de Oiiveira Aze-
vedo,
Barca americana Salem vinda de Terra-Nova,
consignada a Saunders Brothers, manitestou o
seguinte:
2,274 barricas bacalho : aos mesmos.
Exporta^ao.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram :
Domingos Rodrigues de Andrade, 142 couros
com 1,780 libras.
Jos da Silva Loyo, 600 saceos com 3,000 ar-
robas de assucar.
Manoel Ignacio de Oiiveira & Filhos, 295 sac-
eos com 1,475 arrobas de dito
Antonio Luis de Andrade, 4,000 chifres de boi.
Barroca & Meediros, 25 saceos com 115 arrobas
de assucar.
Barca franceza Ville de Bologne, para Franja,
carregou :
Tissel freres, 1,800 saceos com 9,000 arrobas
de assucar.
Bngua ingloa i/inatallau, pura Liveroool. car-
regaram :
Southall Mellors &C, 69 saceos com 389 arro-
bas e 8 libras de algodo.
Johnston Paler & C. 1,000 saceos cem 5,000 ar-
robas de assucar.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, ear-
regaram?
Amorim Irmos, 700 saceos com 3,500 arrobes
de assucar.
Barca americana, Ft'iio-Franca, para o Canal,
carregaram :
Widow Raymond & C, 4,000 cocos com csea.
Brigue sueco Salamandra, para o Canal, car-
regaram :
N. O. Bieber 4 C, 3,500 saceos com 17,500 ar-
robas de es9uer.
Escuna brmense la/tuno, para o Canal, car-
regaram :
Kalkman Irmos, 1,400 saceos com 7,000 arro-
bas de a'sucar.
dem do dia 10.
Brigue portuguez Florinda, para Lisboa, car-
regaram:
Palmeira'&Beltro, 49 paneiros com 110 arro-
bas e 3 libras de gomma.
Francisco dos Santos Macedo, 400 saceos com
2,000 arrobas assucar.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram :
Francelino Izidoro Leal, M saceos com 70 ar-
robas de assucar.
Domingos Rodrigues de Andrade, 400 chifres
de boi.
Barca americana Villa Franca, para o Canal,
carregaram:
James Ryder 4 C. 1974 saceos com 9,870 arro-
bas d assucar.
Brigue franeez Parahiba, para oHavra, earre-
I garam :
Tisset freres & C. 1,300 saceos com 6,500 arro-
bas de assucar.
Polacabospanhola Chile, para Marseille, care-
garam :
Aranaga Hijo & C-. 300 saceos com 1,500 arro-
bas eo assucar.
dem do dia 11.
Brigue portuguez Relmpago, para Lisboa, car-
regaram :
Manoel Ignacio de Oiiveira & Filhos, 1,000
saceos com 5,000 arrobas de assucar.
Francisco Augusto da Costa Guimares, 200
saceos com 1,000 arrobas de dito.
Patacho dinamarquez Botilde, para o Rio da
Prata carregaram :
Amorim Irmos, 400 barricas com 3,119 arro-
bas de assucar.
Brigue inglez Minaiallau, para Liverpool, car-
regaram :
Johnston Pater& C, 700 saceos com 3,500 ar-
robas de assucar,
Brigue fcancez ParahUa, para o Havre, car-
regaram :
Tissel freres, 500 saceos com 2,500 arrobas de
assucar.
Escuna bromease Malvina, para o Canal, car-
regaram :
Kalkmann & Irmos 500 saceos com 2,500 ar-
robas de assucar.
Beccbe doria de rendas internas
geres de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 11. 11:2949319
dem de dia 12.......1:158)805
Motimento do porto.
Navios entrados no dia 12.
Bordeaux" e portes intermedios 18 dias, vapor
franeez Eremadure de 1279 toneladas, coro-
mandante C. Troler, equipagem 113, carga
differentes mercadorias; aTisset Prere & C
Aracaty11 dias hiato brasiieiro Invemivel.de 35
toneladas, capito Jos Josquim Alves da Sil-
va, equipagem, T, carga couros e mais gneros;
ao mesmo capito.
Terra Nova28 dias barca ingiera, Stella, de 213
toneladas, capito James Andordrews, equipa-
gem, 13, carga 2781 barricas com bacalho;
Saunders Brothers & C.
Camaragibe3 dias, hiate brasiieiro Sania Luzia,
de 24 toneladas, capito J.de Deus doNasci-
mento, equipagem 3, caiga assocar e madeira ;
Gulherme Jorge da Molta.
Macei e portes intermediosem 42 horas vapor
nacional Persinunga, commandante Manoel
Rodrigues dos Santos.
Navios sahidos no mesmo dia,
Portos do salvapor franeez zs'sremadure, com-
mandante J. Trollier.
Rio de Janeiropatacho nacional S. Salvador,
capito Manoel Goncalves de araujo, carga
assucar, e 6 escravos entregar.
Aracatyhiate nacional mi lrmo$. capito
Joaquim Jos da Silveira, carga varios g-
neros.
Rio da Prata escuna ingleza Queen Etlhtr,capi-
to R_, S. Frlnk, carga asssuar.
O) co o. a. f . o. 5" i Morar
a v V B o* 5 itmosphtra. O es
CO 00 P1 9 o Direccao. 4 M a H O
Fresco S 03 c 5 - 50 99 C 1 Intensidad. 1 > n 9 *
r; s 00 1.* 2 Fahrenheit. 1 "1 BB S m o a o Ib 5 (P
0> lo co 1 Centgrado. g = r c c
-4 ~j 03 O 00 s 22 Hygrometro.
o o o . g Cisterna hydr mtrica. -a > s H 9 O a 9
a q 00 OS . ta -a CJl 00 Franeez.
8 8 8 8 o "2 ? Inglei.
A noite de aguaeeiros, vento E variavel de in-
tensidade, rondando para o terral ao amanhecer-
0SCILAC\0 DA HAR'.
Preamar as 6 h. e 6''da larde, altura 7, p.
Bairamar asll h. e 54' da manba, altura 1. p.
Observatorio do arsenal de marinha, 12 de
abril de 1861.
Romano Stepple,
1 tenante.
Editaes.
.r**.
f62*0t0
1689000
162O00
16t000
1729009
2539000
lempa de 9
80 Sobrado de
por ano
81 Casa torrea, por annol I ',
82 Casa terrea, idam ideal ,
83 Casa torrea, kfm iUm ,
Ra da Guia.
B4 Casa torrea, por anno .
_, Ra do Pilar.
91 Casa terrea, por anno. .
2! 2rl ,w*e*. deaa i#m .
?* ''. idem lea ,
94 Cas* terrea, ideas idem : .
As arremetagu eta feiU*
fnnos contar do Io de-julho 'de 1861 a 30 de
junho de 1864 e sob as condices constantes do
edital de 9 do corrento.
E para constar se mandoa affixar o presente a
publica* pata Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O aecretario, A.
F. d* Annanciaca.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento do artigo 7. do regulamen-
to do collenio dos orphos de Santa Thereza o
ordem da Exm. Sr. presidente da provincia de 5
do corrente, manda fazer publico, que no dia 25
do mesmo mez, perante a junta da fazenda da
raesma theaouraria, vo a praca, para serem ar-
rematadas aquem mais der a renda dos predios
abaixo declaradoa, pertencentes ao patrimonio
dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II, se-
ando andar............... 482,000 por anno
. i. Ra do Queimado,
-'S'---..................... 331,500 por anno
N.2.Ra do Imperador, so-
brado de dous andareseloja. 1:601,000 por anno
N4-Largo do Paraizo, so-
brado de dous andar e loja. 901,000 por ann
n. o.Ra das larangeiras,
casa terrea................. 204,000 por anno
..Rna Velhs,casa terrea. 202,000 por anno
N. 9.Ra da Gloria, sobra-
, 10de um 8ntdar e ,0J8.....1.001,000 por anno
N. 10.Ra de S. Goncalo,
casa terrea.................
N. 1 l.-Rua de S. Gongale,
casa terrea.................
N. 12.-Rua do Sebo, casa
terrea......................
N. 13.Ra dos Pires, casa
terrea......................
N. 14.Ra do Rosario da
Boa-vista, casa terrea.....
N. 40.Roa da Lapa, casa
terrea......................
N. 41.Ra da Lapa, casa
terrea ......................
N. 61.Ra da Cacimba, casa
terrea......................
As arrematarles sero feitas por tempo de tres
annos a contar do 1 de julho de 1861 a 30 de
junbo de 1864.
As pessoas que se propusetem a estas arrema-
tacescomparecam na sala das sesses da mesroa
junta no dia cima declarado pelo meio dia com-
petentemente habilitados pa forma dos artigos
abaixo.
L para constar se mandou aluzar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 9 de abril de 1861
O secretario
Antonio F. d'Annunciaco.
Art. 75 do regulamento da thesouraria.Os
contractos de arremataco de renda, que impor-
tan! em mais de 2:000000 reis, sero efectuados
sob a garanta de dous fiadores, idneos, que te-
nham bens de raiz na cidade do Recife, ao me-
nos um delles urna vez que o outro seja notoria-
mente abonado.
Artigos do regulamento interno da thesouraria.
Art. 16. Os documentos comprobatorios das ha-
litacoes dos arrematantes, e os que devem provar
idoneidade dos Oadores sero apresenladus na
Jesso da junta anteriora de arrematnco, para
serem tomados em considerado, resolvr-se so-
bre afian ;a e admitlirse o licitante.
Art. 17. Aslicitaces sero.offerecidas em car-
tas feichadas com o sobscrpo proposta para a
arrematacao tal. Estas cartas sero com a pre-
cisa antecedencia lancadas pelos licitantes na
caixa do correio, e recebidas na occasio da arre-
matacao, do administrador desta repartico, por
um ernpregado da thesouraria para serem abertas
em junta na presenca de lodos os licitantes.
(Conforme)
O secretario
A. I. d'Annunciaco.
se ta2np*te aJa* ItsjP.?P5c-tor^8^a,,f,ndeJa
182,000 por anno
182,000 por anno
160,006 por anno
103,000 por anno
201,000 por anno
152,000 por anno
182,000 por anno
300,000 por anno
a partir da oorU do palacio da presidencia al a
Sica dbCoHegioradusive, peto systeme de Mac-
ara, avahada es 86:542f.
A arree a laclo ser bita na forma da lei pro-
vecalo. 343d* 18 do Janeiro de 1854, a sob ai
clausulas especiaos abaixo copiadas. .
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao comparec*m na sala das sesses da mesma
junta no dia cima declarado, pelo meio da com-
pelentamento habilitadas.
t,P,|B coeatat ae mandeu fizar o presente e
publicar polo Diario.
Secretaria da tcasoararia provincial de Pernam-
buco 24 de marco de 1861.
O secretario,
_ A. F. d'Annunciaco.
Clausulas espeeiaes para a arrematacao.
A obra ser principiada em don mezes a
contar da dala da arrematacao e coneluida no
prazo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a atender as
Meervacees coneernentes bda ezeeajeo da obra
teita pelo eirgenheiro encarregado da aua flscali-
saco.
3.a O pagamento sera dividido em quatro pree-
tscoes iguaes, eorrespondendo cada urna a um
quarlo do valor di obra constante do orcamento.
4.* Para ae proeederao pagamento, sera a obra
avallada em bracas qoadradas, ficando o arrema-
tante sujeito pela preco do orcamento ao anda-
mento da obra, se o governo assim o entender.
5>* O arrematante aera obrigado a seguir res-
trictamente as obrigaces comidas no art. 36 da
le n. 286 e nos mais artigos da mesma lei, qae
regula as arrematacoes.
Conforme. O secretario.
Antonia F. d'Anouuciacio.
Declaraces.
gate com odacoat mental
e progrewi-
nsneeeao do arsenal de marlnfaa.
De ordem do IUm. Sr. inspector fago publico
qoo nos dias 11,13 e 15 do corrente mez estar
por venda em praca publica, eomecando as 11
horas da manha, na porta do almoxarifado des-
ta repartico, o casco do hiate Parahibaoo.
desarmado pelo seu estado de ruma, de 78 ps
decomprimento, 21 de bocea e 7 de pontal, ca-
vilhado e pregado de cobre al a altura de oito
pea, com os seas pertences, araliado de novo em
2809 rs.
Inspeccao d arsenal de marinha de Pernambu-
co, em 8 de abril de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dossAnjos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, paca fornecimeolo
do arsenal de guerra, tem do comprar os objec-
tos seguintes:
Para o fardamento da msica do 8o batalho de
infantaria.
135 corados de panno alvadio.
338 botdes grandes de metal prateado com o
n. 8.
162 ditos pequeos do mesmrrmetal e n. 8.
27 bonets para os msicos do mesmo batalho.
Para provimento dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
40 resmas de pape lalmaco pautado de Ia sorte.
2 espanadores.
50 mac,os de brelas.
Para arsenal de guerra.
10 duzias de tsboas de louro de assoalho de 13
a 16 potlegadas de largura e de 26 a 28 palmos
de comprimenlo.
1 dozia de costadinho de amarello.
Quem quizer vander taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 15 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 8 de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
, Jlexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6" dividendo
de 12,8500 por accao.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
vo de 10 porc*n!o por eada jaez.
Recife 9 de marre) k 1861. Ot di-
rectores ferentes, Ltfz Antonio Vridjau
loio Ignacio de Medeiroi Reg.
Arsenal deguetra.
,n.0irH0/dem d0 !,,a- Sr corone' "rector do ar-
senal de guerra, se faz publico a quaas convier
qua no* termos no aviM do miaielrirdr*aT
de 7 de marfio de 1860. se Um da mandar ^
facturar os seguinteaartigoa
300 capoles da panno Mal.
IpOmochilas de brim da Rusel*.
ooo len;es de brim.
400 camisas de brim.
90 fronbaa da brim.
50 toalhas de brim,
100 guardacapas de brim.
Quem quizer rremaur o fabrico de dito* erti-
i rector., do mesmo arsenal, pala? lf horas d*
! Mm C"eDte Com ,u* W* e" que de*
A?Sn.!,en0r "J'""i* Badoes*
d /mi n gUer" de '*- 12 de abril
de 1861.O amanuense,
i> i u t*9 Ricardo da Silva.
Samo amS'T0" **,K,Ucia <"*>*** *
*. h^ ai*am 'ecolhido* presos na
casa dB detencao desde 7 do mez crrenle or se-
rem encontrados na9 ras deata regwKra%.
hora, os preto : Benedicto, que d.z1 -wat
de Lu.z Cario Coelbo da Siv?; Germ^iZ
diz serescravo de Joo de tal Bailar : quem for
seus donos, queiram comparecer neste jizo para
o tim de pagarem a respectiva multa municipal
depois do qne serem sollos. Recife 12 de abril
de 1861.Villana, subdelegado.
Faculdade de Direito^
De ordem do Ezm. Sr. conselbeiro, director
interino, fago publico, que no dia 16 do correle
as 10 hora da manhaa. devora ter lugar a pri-
meira prova do concurso a que se vai procede
para provimento da substitnicio vaga
Secretaria da Faculdade de Direilo do Recife 18
de abril de 1861.O secretario,
Jos Honorio B. de Henozes.
THEATRO
DE
12:45312(
CenseJadlo provlnclnl.
Rendimento do dial a 11.
dem do dia 12.
26:32548t
978&015
27:303*496
HAMBURGO, {20 DE MAR0 DE 1861.
BOLETIM COVJIKBXUL.
Tambem nos ltimos quinze dias o mercado
se cooservou muito animado, e vista a falta de
depsitos cada vez mais sensivel no interior, dos
precos se conservaran) muito Armes, sobretudo
os a> caf, tendo o assucar baizado um pouco
mais na semana passada.
A posico favoravel do caf, de que jl falla-
mos no nosso bolelim do principio deate mez, se
sustentou tambem na ultima quinzena, appara-
cendo cada vez mais as grande precis5ea do iu-
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento do artigo 7o do regu-
lamento do collegio dos orphos do Santa The-
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do correte, manda fazer publico
que no dia 6 de junho prozimo vindouro, peran-
te a junta da fazenda da mesma thesouraria,
vo a praca, para serem arrematadas a quem
mais der a renda dos predios abaizo declarados
pertencentes ao patrimonio dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedio II,
salla de 1 andar........ 180,000 por auno.
N. 95Ra do Pilar, casa
terrea.................... 236,000
N. 96.Ra do Pilar, casa ,
terrea.................... 157,000 a
N. 97.Rui do Pilar, casa i
terrea.................... 161,000 n
N. 98.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 221,000
N. 99.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 167,000
N. 100.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 162,000 o
N. 101. Ra do Pilar,
easa terrea".'........... 181,000
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea].............. 162,000
N. 103. Ra do Pilar,
easa terrea.............. 181)000
N. 104. Ra do Pilar,
easa terrea.............. 172,000 o
N. 105. Ra do Pilar.
casa terrea.............. 170,000
N. 1.Estrada do Parna-
merim. sitio........... 500,000
N. 2.Estrada do Parna- <
merim, sitio............ 120,000
N. 3.Estrada do Rosari-
nho, sitio.............. 321,000
N. 4.Estrada da Miruei-
ra, sitio.................. 212,000
N. 5.Poroo da Cal, sitio 852,000
As arremataqoes sero feitas por tempo de
3 annos a contar do Ia de julho de 1861 a 30 de
junho de 1864, e sob as condignos constantes
do edital de 9 do corrente. \
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.
O secretario
A. F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento ao art. 7" do regulamento
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Eira. Sr. presidente da provincia de 5 do
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 de
maio prozimo fututo, perante a junta da (szenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematadas i quem maia der a renda dos pre-
dios abaizo declarados pertencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea,
67 Casa terrea.
por anno.....1229000
dem dem .... 8ig000
Ra dos Burgos.
68 Ca*a terrea, pe* anno.....2O3J000
69 Casa terrea, dem idam .... 1259000
luadoVigarto.
72 Sobrado de dona aadaraa e loja,
poraano.........6M0OOO
Ra da Senzala Volha.
79 Sobrado d dous andar* e loja,
por ono...... 7i3#00O
los no prazo de 30 dias costados desta data, un'io
0 qual sero ellas arrematadas em basta publica,
sem que Ihes fijue direito de allegar cousa algu-
ma contra os eOeito* desta venda :
2 chapeos de fellro para homem.
1 pec.a de panno daalgodjo cru li-o.
Alfandega de Pernambuco 6 de abril de 1861.
O 3. escripturario,
Godofredo Henriques de Miranda.
O IUm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedades pertencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, qne de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, "certos de que, se o nao fizerem, sero
os mesmos dbitos remettidos para juizo, alim de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, so mandou affixar o presente e
publicar pele Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de margo de 1861.
O aecretario
A. F. d'Anaunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 21 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 18 de abril prximo vin-
douro, perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria se ha de arrematar a quem por menos
fizor a obra do calcamento da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at a
praca do Collegio inclusive, pelo systema de pa-
rallepipedos, avallada era 212:9059.
A arrematacao seri feila na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de Janeiro de 1854 e sob as
clausulas espeeiaes abaixo copiadas, e com o aba-
timento da quantia de 22-250$, offerecido pelo
Baro do Livramento.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao comparegam na sala das sesses da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de margo de 1861.
0 societario,
A. F. d'Annnnciago.
Clausulas espeeiaes para a arrematacao.
1.a A obra aera principiada em dous mezes a
contar, da data da arrematacao e concluida no
prrlzo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a attender as
observagoes coneernentes boa execugo da obra
feila pelo engenbeiro encarregado da sua tiscali-
sacao.
3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
tagoes iguaes, eorrespondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orcamento,
sendo em dinheiro ou apolices da divida publica.
4.a Para se proceder ao pagamento ser a obra
avallada em bracas quadradas, ficando o arrema-
tante sujeito pelo prego do orgamento no aug-
mento da obra, se o goveruo assim o entender.
5." O arrematante ser obrigado a seguir in-
teiramente as obrigagoes coudas ao art. 36 da
lei n. 286 e nos mais artigos da mesma lei, que
regula as arrematases.
6.a A pedra deve ser de granite ou oatra pedra
de muito bda quaUdade e igualmeote dora.
7.a As pedras sero arromadas sobre urna ca-
rnada de argamassa de cal e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de assentadas se-
ro pisadas com um mago pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
carnada da argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para Ihes encher os intersticio*.
9.a Q prego aqu mencionado dever incluir
qualquer aterro que seja preciso fazer paralaran
lar o nivel das ras.
Conforme.O secretario,
A. F. d'Anounciago.
Santa Isabel.
EMPREZ.4 GERMANO.
Sabbado 13 do correte.
S.a Recita da assignatura.
Subir acea a excellente comedia-drama em
dous actos e um prologo martimo
Por ordem da director! e. em .cum-
?*~!?mJ^*^^j!Lr^m^*\' primento do disposto no an. do de-
vo as mercadorias abaixo designadas, que lorSiu ',;.. .. atot j i n j l ,
arh^aa n ..u d, abertura, alm do prazo mar- ----r j de 10 de novembr do
cado no art. 302 do regulamento, sao convidados i anno "QaO, vai-se proceder dentro do
s dooos oo consiliarios virem deapacha-1 prazo de 4 mezes a contar desta data, a
i ^. .. w gfifl j emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a escola militar de Pimenleiras.
4 resmas papel almago.
4 quarteiroes pennas do gango.
2 duzias lapis.
6 garrafa* tinta preta de escrever.
20 exemplares collegoesde cartas.
20 taboadas.
6 exemplares grammatica porlugueza adoptada
ltimamente para as aulas de primeiras lettras.
20 exemplares compendio da arilhmetica por
Colago.
20 colleges de compendios para aso das aulas
de primeiras letras, 6a edico.
6 cllegoes de traslados.
lt cartilhas.
6 ardosias.
4 duzias creioes.
2 libras esponja.
Quem quizer vender laes obyectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 17 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 10 de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Alexandre Augusto d^Frias Filiar,
Major vogal servmo de secretario.
Vice Consulado de
Espaa.
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin d las cartas de
naturalidad y cornos algunos subditos de S- M.
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
dispona ; los emplazos nuevamente con 15 dias
de trminos para verimcar-los, advirtieodos que
ademas del derechos del documentos, tendrn de
pagar 200 reales de velln de multa, con destinos
ala Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza-
miento, los que no se hayan presentado ao
sern considerados como Espinles y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este vice consolado
cuando lo neceaiten.
Pernambuco, 20 de marzo de 1861El vice
cnsul, Juan Anglada Hejo.
PROBIDADE
Terminar o espectculo com o espirituoso ea-
tre acto, ornado de couplets,
isiraa i ostnb.
Comegar s 7 > horas:
Os bilhetes vendidos para o espectculo do dia
II do corrente, que foi transferido tem entrada
neste espectculo.
E
Extraordinario baile
NOS
Saldes do caes de Apollo.
Te?T2,d,?Lnslod0.r' e,m aUenc5 o Sr. Antonio,
eixeira dos Santos fazer seu beneficio de socie-
badoc.jn o director **<> >-,--.. h_
mingo t4 do'urreote, mudou seu baile para do-
Teixeira continu uPoia nao deseja quo p.-
dos que o Cassino annunirJ'q?* ra entendido
ministrador ignora, sendo o dito ba,aesnas',I
ras e phantasia, tocando a banda do 4- art_
lharia novas quadrilhas e valsas vindas do ?.,>
de Janeiro, e que est ensaiando; por isso o ad-
ministrador espera toda concurrencia tanto de um
como de outro sexo Dar o que havero convites
especiaos, em attengo ao brilhantismo da mesma
noite e o eonceito de que goza.
Serao observadas a disposigoes do regulamento
interno approvado pelo IUm. Sr. Dr. chefe de
policis.
Entrada para damas gratis, cavalheiros 2$.
CASSINO POPULAR
vo
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 13 do torrente.
Antonio Teixeira dos Santos, ex-proprietario>
do baile do caes de Apollo, querendo ver se pode
minorar os prejuizoa que alli soffreu, reccorreu
generosidade dos directores do baile Cassino.
aura de dar all um baile, o que promptamenta
obteve. .0 grande numero de damas com que con-
ta e oabrilbante coocurso de cavalheiros qae coe-
tumam frecuentar o Cassino e o coneeilo emfim
de que goza, anima o beneficiado a crer que nao
sero frustradas as suas esperangas.
Sero como sempre observadas as disposigoes
do regulamento interno approvado pelo Illm. Sr.
Dr. chefe de policia.
Entrada para damas gratis, cavalheiros 2.
N. B. O gabinete apresentsri novas vistas.
Avisos maritimos.
NOVOBANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgatar se notas
de sua emiisao de 10$ e 20$ seiaprejui-
ro dos poMuidores por mais dous uaezes
que bao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidad^ do aviso
do ministerio da fazenda de 54 de ja*
n neiro oWmo e Endo te pijo o po-
fizor a obra do caica-unto, da roa. o Itz^aM,' dera ter lugar a wtotfuicio ou re*-
COMPANHAeBRASILEIRA
MMTTSS l
O Illm.Sr. inspector ta thesouraria provin-
cial, em cumprimenta da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia da 91 do crrate, manda
fazer pubHeo, ame so dia 18 de abril prximo vi,
doaro, paraste a junta da fazenda da mearas Um~
O vapor Cnuairo o Sul, esperado dos
portos do norte at o dia 18 do corrente, depoia
da demora do coslume seguir para os portos
do sul. ,
Desde j recebem-se passageiros e engaja-s
carga %* vapor poder cooduzir, a qual de-
vora ser embarcada ao dia de sea ebegada -
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio da Azeve-
do & Mendos.
Cear.
Segu com toda a brevidade o cter nacional:
Emana, capito teao a-atanes d Silveira; pa-
ra a carga que Iba falta, lrata-se cem os consig-
natarios Moreira & Ferreira, ras da Madre da
Dos n. 4.


I. !..... '.....'
C)
*
DLLftlO DK tlUUBMDCO. SABBA0O tltt AftUL-DE 1141.
ARMAZEM PROGRESSO
DE
o veleiro e bem conbecido brigue nacional Con
ceigo pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passigeiros e escravos a frete, pira os
quaes.tem excedentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Mendes, so seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para^Lisboa segu com muita brevidade,
por ter prompto o seu carregatnento, o brigue
portugus Ftorinda, de primeira classe, tem
encllenles commodos para passageiros, os quaes
recebe : a tratar com o capiao Joaquina Augusto
de Souzb, no escriptorio di rua da Cruz n. 3, ou
na praca do commercio.
KIAL COIPAKHIA
DE
Paquetes ingle/es a vapor.
At o dia 15 do correte espera-se do sul o va-
por Tyae, commandante Jellicoc, o qual depois
da demora do costume seguir para Soulhamp-
ton tocando nos portos de S. Vicente e Lisboa,
para p8ssagens etc., trata-so com os agentes
Adamson, Howie & C, rua do Trapiche Noto nu-
mero 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas antes de se fecharem as malas, ou urna
hora pagando um pataco alm do respectivo
frete.
i msm
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade o brigue nacional
Almirante, s recebe carga miuda, passageiros
e escravos a frete, para os qdaes tem exceileotes
commodos ; trata-so com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu impreterivelmente no dia 15 do correte o
muito veleiro patacho S. Joaoeiro, sSecebe
passageiros e escravos a frete, para os quaesNtem
ezcellenles commodos ; a tratar com o consig-
natario Manoel Aires Guerra, ou com o capito
a bordo.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAttiTis l mu,
E' esperado at o dia 16 do correte dos portos
do sul o vapor Paran, o qual depois da demo-
ra do costume seguir para os portos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Mendes
COMPANHU PERMMBICAIU
DE
Navegaba costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandznte Mon",
segu para os portos do sul de sua escala no da
20 do corrant to 4 horas da tarde. _
rara a Babia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade. tem parte do seu car-
regamenlo prompto : para o resto que lhe falta,
irata-se com os seus consignatarios Azevedo &
rendes, no seu escriptorio ra da Crurn 1.
largo da Penlia
O proprietario deste armazem par-
mPnan5DSeUS.num^ro!08 regaeze" "88im como aos S"- miK8 d0 bom e barat se acha com
um grande sortimento de gneros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
vindos por conta propna, vende-os por menos do que em outra qualquer parte.
Nianteiga tagleza perf eamente flor a
rril se far algum abatimeoto.
Mantelga franeeza a
Ca nevla, nyson e arelo
1#600 rs. a libra. V3I 08 melhore, que ha De8le
Qaeijos f&amengos
800 rs. a libra, e em bar-
mais nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
genero a 29500, 2f e
em por-
recentemenle chegado e de superior qualidade vende-se a 640
rs. a
chegados neste ultimo vapor de Europa 19600 rs
cao se far algum abamento.
Queijo snisso
libra.
bo^usdad! ^ noa quiiidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento;
9*azz .T"rvas '"" -- "-
Bolae'alalia insleza.
mazem progresso a 3*000 TtS e a WV^flgZ"*0' VCOde-8e UD"meDl9 D
Wixas rancezas 480r, libraem porsSose tarS
^T1^? mPeTial ^ afamado
Lisboa a 600 rs. a libra.
vende-se a 1$600 n. cada urna
com
em latas de 1 libra, a mals nova que ha no mercado a 900 rs.
a 480 rs. a libra.
as mais novas que ha por serem vin-
Abreu, e de outros muitos fabricantes (
Latas com bolaeninhas de soda
differentes qualidades.
m_ mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
Nlaca de tomate
libra.
e as SeeeaS em C0Ddec de g ibraspor39500 a retalho
Conservas franeeuse Iaglezas
das em direitura a 800 rs. o frasco.
AAetria, maearrao e talharim .
roba por 8$.
Palitos de dente lixa&os
Xoneinno de Lisboa
a arroba a 9$.
mi o muUo n0T0 Tende.se para acabar a 400 rg (]bra^
Caoancas e palas 0 aue ha,.. ,
a ibra> K 1ue na de bo> este genero por serem muito novos a 560 rs.
Banna de parca rennada a
480 rs. a libra e em barril a 400 rs.
400 rs. a libra e em caixas de orna
ar-
em molhos com 20 maciohos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
mais alva que pode haver no mercado vende-se
res qualidades de peixe que ha em Por'- '
Iagustinha em latas menores a 900 rs..

Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alaeoas ora
erapregado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas Tocalida-
es, lu experimentando as plantas do paiz,",,~-:'------'-"ins, administrando-as em dfip h
PitiSNU!-------' ----------r*vW, porm sempre com certeza de aue nn n.oi-Z!?.
J. FERREIRA VILLELA
Ra doCabug n. 18, primeiro andar, entrada pelo pateo da
matriz.
RETRATOS
POR
Ambrotypo c por melaiaotypo, sobre panno encerado, proprios
para remetterem*se dentro de cartas.
Sobre malacacheta ou talco, especiaes para alflnetes
ou cassoletas.
-Retratos transparentes, oflerecendo o mesmo retrato duas vistas, ama
em cores outra em preto e branco.
Retratos a oleo, de todos os tamanhos at
o ponto natural.
Vai-se tirar ein qualquer parte retratos de pessoas
mortas.
Existe sempre ueste estabelecimento um variado sor-
timent de artefactos fratezes, e norte-americanos para a
collocaco dos retratos, taes como caixinhas de papel, de
marroquim e de velludo, francezas; norte-americanas de
marroquim e de bfalo dos melhores gostos, e desde o ta-
manho de urna poJlegada at um palmo; quadros e moldu-
ras pretas, ditas douradas, ditos de velludo, ditos para
retratos separados para urna familia completa, passe-par-
touts, paillon dor, mosaique, guirlande, tartaruga, biseaux
et fillet d'or. Stereoscopos com vistas, e para retratos ; urna
linda variedade de alfinetes de ouro com esmalte e sem elle,
para collocarem-se retratos e cabellos, medalhas tambem
de ouro, para o mesmo fim, tanto para correntes de relogio,
eomo para trancelins de senhora.
Todos os dias desde 8 horas da manh&a, at 4 da tar-
de, seja qual for o tempo, estar a galeria e officina a dispo-
sicao do publico.
Leit puro.
Na escada da rus do Imperador n, 26, defroa-
le da casa da relajo, lodos os dias. a 320 rs. av
garrafa.
Vende-se a taberna da ra Direita dos Af--
gados o. 40, bem afreguezada, pola se acha no,
melhor local daquelle lugtr; a tratar com o mes-
mo dono na mesma ra.
Rogaie ao Sr. Jos Alfredo de
Overa que queira comparecer a' pra-
ca da Boa-Vistan. 16 A, a negocio "de
seu interene.
Roga-ie ao Sr. Fiancisco Jos
Coelho caixeiro que foi ou de cobran-
za dos Srs. Camargo & Silva, que teuha
a bondade de comparecer a* praca da
Boa-Vista n. 16 A, a negocio que o
mesmo nao ignora.
Alugam se dous armazens bastan-
tes grandes no caes do Imperador n. 6
e 12, tres casas em Olinda., duas na bica
deS. Pedro e outra junto a ponte do
Varadouro, com viveiro, coqueiros e
outras arvores de fructo : a tratar na
ra do Apollo n. 37 ou no caes do Im-
perador armazem de madeira n. 24.
Agencia de leiloes.
O agente Costa Carvalho par-
ticipa ao respeitavel corpo de
commercio, a seus amigos e fre-
guezes que mudou seu armazem
e escriptorio para ra do Impera-
dor n. 35, onde foi o armazem
do agente Hyppolito da Silva e
all o encontraro sempre promp-
to para desempenhar as func-
c5es de seu officio de quem espe-
ra toda pro Roga-se aos senhores" abaixo decfardoR*
lll vilV i"d/de d6 con,P"ec Praca d
Boa-Vista n. 16 A a negocio de seus inte-
T6M6S l
a? < sr*
o-
rt s:
" B -
D B-o
o a
a



3n x
es
I "8
8
3
g
yi u>
B3 *
5-33
muita alten^ao
Esta classe de
COMPANHIA PERXAMBUCWA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass. commandante Moreira,
satura para os portos do norte at o Cear no
c.a 22 do correte mez. Recebe carga al o dia
juao mel da. Encommendas, passageiros e
dioheiro a frete at o dia da sahida as 2 horas:
escriptorio no Forte do Hattos n. 1.
!M*HMHUrBa """ -----------r-.-rtio, porem sempre com certeza de que nao piejudicava
dSd2Ue eU1 T e8pecific0 Poderoso no curativo d USfeS Si "" pra"
Jnl80Vre8,,OBinrne""ioahumanldadec^ em ,odos os te"Poa,
que nenhum. s6 vez me tem fslhacjo, aind. mesmo ^STSSflfLi"!!?*? lao P^oso,
S
o o
3 S
re
o
4
si
S. B X' Si 3
a- te o- 8 o.
k.ci o_S s
P 2 -g 8-1 .
- o r? S- 2 B _
3ff'r6__.OoTOQ.
Si'ffl = e-g.|.s.|
2- I- i 2 1 g o 2. S o i 5 "
b* fi a o n b
Dg-S.-SBgS2.s:B
g a. B ra o o
i &k 2 S ti
' -" ?T3
, 2. s g g* 2; 3
3

ti
Na ascitis (by^opeTil ^'^^TSS^l^S^U^*^^^
' que se extrahe nao a causa d bydroneSa elle, a Ln?i ? mei da p.unca0 mas
JVJ*?* *** que constitue/asX8un!1me3ioCOpn.SliS.,i\ I3fc.
(ClDiniPJlHlM
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 14 po corrente espera-se- da Euron
o vapor francez EUremadure. commandante
irollier, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro tocando na Babia
Traapi?neSnge9SetC- lral""a "genCa rM d
Leiloes.
de algum all vio ao doente. mas se empeioraTseu ^'"nr'Z'llL'" qual da"e em vd
IjOj.reproduz com muito m,ior W^Tr.Tot^ ^^^^^^
K3Bo aii^^pjff ftJS^ ventre.particularmentedob,5o.
para aPplica-lo com a condieco de iTp3i?mP?2 fDne,<,ue 5ao receio em offerecer-me
fdr o seu estado ; e mmtiStmXSFiXlA^ lente curado, seja qual
-o I_.lm.Sr. Sabino Olegario V&S^^tfSZS!\ SSSSt9lTJSS^
minha casa, ra da Roda n
----------------------.( v+ UV VUI
Jos Alves Tinorio.
os
Assim pois quem se quizeraproveitar dos meusIS^m^SdigM de procurar
47. primeiro andar, ou no consultorio do Illm. Sr. Dr Sabio,
em
10.
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O secretario da irroandade de N. S. do Ter-
S?Bn0oDJlda lOd0S os seus irmlos P que se
d.goem comparecer em nossa igreja domingo 14
d "rrele. 7 hora da maha. am de
acompanhar-se a procisso do SS. Sacramento
aos enfermos da freguezia de S. Jos.
."7 Vescnv.aoda ifiiandade do SS. Sacramen-
to da freguezia de S. Jos do Recite
a lodos os seus charos irmos
para
convida a
comparece-
m?riD/ S" ?R-f d Ter5 que ora ""Se
matriz, domingo 14 do corrente, pelas 7 horas da
mannaa, aflm de ser conduzido em solemne oro-
cissao o SS. Sacramento aos enfermos de nossa
freguezia.
Aluga-se
ra de Apollo
mesmo.
Barroca j weaeiros saccam para Portu
e ilha de S. uai
0 lonCeiro *ai" d0 obrado na
n. 30 ; a tratar no armazem do
& Medeiros
-Miguel.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Terca-feira 16 do corrente.
Costa Carvalho fara leilo por conta de quem
pertencer da taberna do pateo do Tergo n. 14 a
quol ser veodida a retalho ou a vontade dos
compradores:
Avisos diversos.
Pelo juno de orphios desta cidade, do lu-
gar das audiencias, e Gndas estas, das 10 para il
horas do manha ser arrematada por venda s
cass de tres andares da ra da Guia n. 53, no es-
tado em que esliver, avaliada por 5-.S00, sendo
as ultimes praSa. oa sexta-feira 12, e terCa-feira
hudoCOr,reD e'- P/efugio de C. G. Brccken-
feld, contra Joao Athanasio Dias.
O Sr. Joaquina da Fooseca Soares de Fi-
gueiredo teto urna carta ni ra do Crespo lola
de fazendas ao p do arco de Santo Antonio.
Um mo?o Portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algumas horas
nellas se offerece para fazer alguma escripturac
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necessitar, deixar car-
ta fechada nesta typegraphia sob as Biciaes D.
Vende-se um bom escravo moco para todo
OMmco : na ra do Imperador n. 50, terceiro
%S50 cincho gp00 vapfcfcA
PcvnamhucAttA
hS^tSi Ud.correnle.s 10 horas da manha,
navera sessao extraordinaria do conselho director!
aecreidna da Associaco Typograohica Per-
mbucana 10 de abril de 186!. P
J. Cesar,
t._ t. tecretarxo.
uevendo-se reunir domingo 14 do corrente
RStde S- s de Ri"ag-m.r em m s -
foMdrV M0Cedera.e,e|S"0 da D0 mesa
SXLSS -6'e """"o a"no de 1861 a 1862
11, JL 8ao c.oovld"os os irmos a eom-
s 10 hnrnH consi^or da me"a irm.ndade
as 10 horas da manha do referido dia.
geUsTwl0. a da?ril de. 86l.-Lucas Evan-
gelista fcoares de Bnto, escrivo.
4((encao.
de
Alugam-sa 4 canoas grandes para lijlo,
carre.ra na na Direita dos Afogados n. 13.
h. Fennely, subdito inglez, e guarda-
Mellors & C, vai
W
livros da casa de Soulhal
Macei.
Os senhores
que arremataram os
Os Srs. awigoantes deste Diario
que se acbam a dever e subscripcao ven-
cida, queiram paga-la. ao respectivo co-
biadora raza o de 6# o quartel, como
eslao obrigados e se nao queriam ter o
accrescimo de tjf pagassem no tempo
marcado, quc nao foi to pouco para
tao diminuta quata.
- Vande-ie um'garrote tonrno ; nos Afflie-
vos, casa einzenta confroote a igreja.
_ TT 9 assignado, com taberna na ra de
Caldeireiro n. 60, declara ao respeitavel corpo de
commercio ou a quem convier, que por hirer
outro de igual nome, de hoja em diante se asalg-
nar por los Antonio dos Santos Moreira.
Preco fixo 400 rs.
No grande hotel Livramenlo baver de hoje
para amaobia, de meia noile em diante, a deli-
ciosa mao dtfvacca feila pelo professor de co-
zinha.
Precisa-se de urna senhora idosa, honesta,
para fazer companhia a urna senhora casada ba
pouco, dando-se-lhe ludo o que precisar, renos
pagajnenlo ; na praja da Boa-Vista d. M. 1
tJ^&Srz^&SXX
para ser entregue as chaves
busca-Ios hoje
ao proprietario.
...rNAluga"8A0 terceiro ndar do sobrado da
ra Nova n. 19 ; a tratar na laja.
Precisa se de urna ama para o
servio de urna casa : na ra do Collegio
hoje do Imperador n. 81, taberna.
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Jos Riaeiro.
Aureiiano Jos dos Santos.
Joaquim Garneiro Leo.
Cosme Jos das Neves.
P. B. Gouveia.
Jos Rodrigues des Psssos.
Engenho.
Vende-sa o engenho Diamante, sito na fregue-
zia de S. Loureoco da Malta, margom do rio
Mussupe. ediflcado ha 5 annos, com grande ex-
tensao de Ierras e rauitas malas, boas varzeas e
corregos, boas aguas, etc., distante desta praca
6 legoas ; vende-se por dinheiro ou desobriga
quem. o pretender, dirija-se ao caes do Ramos a.
4,a rallar com Joao Baplists dos Santos Lobo.
Chapeos andalu-
zes,
Sao chegados praga da Independencia ns. 32
e 34 os afamadoa chapeos andaluzes, assim para
senhora como para homem, sendo os primeiros
de fcltro eos ltimos de parta, feltro e panno
em materia, gosto e fazenda sao os da ultima
moda em Pans.
Mais que Pechincha!
Aletria talharim e macarro a 400 rs. a libra:
vende o Braodio. na Lingoela n. 5.
- No escriptorio de D. P. Wild & Companhia
no largo do Corpo Santo n. 13, vendem-se libras
esterlinas.
Os credores de Joaquim Bernardino de Sen-
na queiram comparecer no dia 15 do corrente,
ao mmo-d.a no armazem de Aikwright Com-
panhiayrua da Cruz n. 61.
UM PEDIDO.
.rm.82a qUe 3CJ,PU Um PSr dfl OCCUIOS, COffl
?nX de our. de,D"-e de urna caixa j u pou-
co veiha querendo fazer o favor entregar ao seu
legitimo dono, ou aonuncle por esta folha para
ser procurado, ou mande levar ao trapiche da
companhia que ser informado dos signaes, e pa-
f quemqUo ,eqxUigird.eSPe2a '^ Cm M ralific"
- ">*? "m ?t0 n> Capunga Nova, a mar-
gem do no Cspibanbe, o qual tem duas bixas de
capime casa com 4 salas, 9 quartos. boa "5-
nha, estribara para I falles o cocheira ; a pes-
soa que a pretender dirija-se ra do Cotovello
1, segundo andar.

3Rua estreita do Rosario3
gjp Francisco Pinlo Ozorio continua a col-
^ locar denles artificiaes tanlo por meio de
^ molas como pela pressao do ar, nao re-
@ cebe paga alguma sem que as obras nao
^ quem a vontade de seus donos, tem pos
@ e outras preparacoes as mais acreditadas
para conservadlo da bocea.
Furto.
No
Roga-se o favor ae Sr. major Joao Cesar de
Albuquerque, morador em Goianna, rir receber
em mao do Sr. Maiimiano Francisco das Neves
oa ra do Rangel a. 73, a quanlia de 1:0009 por
mando do Sr. commandante superior Joao Dan-
tas de Oliveira, morador na villa do Pombal por
ordem da Sr. tenante-coronel Joaquim Domin-
gos Moreira, assim como urnas csrtas para o mes-
o myor, e para o Sr. Dr. Aprigio Justiniano da
Silva Cuimaraes.
Caixeiro
No pateo do Terco, taberna n.....precisa-se de
um rapaz de 12 a 16 annos de id.de. p.Mc.Ue!
ro da mesma, afiaocando auas conductas
Aluga-se urna ama escrava para comers a
servico interno, seu aiuguel de 95| mensas
pagos adwntados; na rus da Soledad* n! 85.
dn Zhnr d0. dia 8 d0 "ente furtaram
rto^!enM0 Dourad. <> freguezia de Ipojuca,
fanh0 h8i S,em 0S siD"e^8uintes: um ca:
..m n e !irossoJ e rsnde' com dous ps e
urna mao calcados de branco at os ioelhos e
ni?" 51"? s?Hmete a' o peiador. corrr marcas ve-
lhas de fendas de cangalha naa costelUs e qua-
dns que por isso nao pasee cabellos, no princi-
pio da cauda pela parte de cima tem os cabellos
rodos de cossar-se, com a frente aberta e orelhas
etrav.nda' be!ta,ndad0r ba10 a m9i0 e a" '2
travado esl de anca redonda, e castrado de
?idUlM8Un-0. B,a^llo. novo, ambem
castrado, cora urna listra preta da clina at a cau-
ri KEPSPS desce a mesma mais cura pa-
ra os lados, foi de carro e por isso tem urna pe-
quea marca de peitoral nos peitos, anda passo
e galopa bem e melhor o trote, com marca em
urna das pernas : roga-se as autoridades policiaes
ou quem delles souber. apprehendam-os e levemf
a&ESl^'i.W D0Ur'd0' U
Gasa terrea.
o ?kV6 a c.9aJterre "w da Esperanca n.
Lavf "wdul" "o, ea moderna, con-
tendo 4 quartos, gabinete, cozinha fra e quintal
'& cac,l*ba/ *, un lerreno unt0 a S3fi
S.,3! P mA* v ren-,e> cha"s proprios ; a tri-
lralarnaruadoNogueiran.il; r '
.uT-'!! f0, 1iDeir | cas do norte do imperio. r"
rs.
Madapolao Hefanle muito fino com um peque-
no loque a 3* 4 e 4500, pegas de algodao com
17 varas a2S500 ; na ra do Crespo n. 18, lojaTe
Diogo & Fernandes. J
Z Vendem-"e .las carrogas com pouco uso.
com seus competentes bois, mansos e feitos ao
fi H,o0,a,ra,ar.Dua rua 16, das 11 ate as 2 horas.
D.
Milho.
Na rua de Apollo, taberna n. 39 vender.
-. mi">o muito novo recen ementen"
gado de Mamanguape a 3*200, em cuia a 200 rs
- *.meaa ^gedora da irmandade do Seohor
Boa vu r,laS ,0re8.em S- GoSal0 d bairro da
nrVftm?n lda a todo\ os chassimoa irmos
para comparecerem amanhaaU do corrente nrt
ele.cao da mesa que tem de reger a mesma i !
mandado no aono de 1861 a 1862, rozo a Ya &
SnlTai dadVU? .10 faA TSelf 1't.
v3o ,0 Prancisco a Cunha, es-
famnu'Sl8*8" u.m moc Por,u"e com pouca
familia para cauetro, administrador, ou anda
engenho parto ou looge desta praca; quem do
mesmoprecisar.com as condicoes cima, pode
dingir-ae a rua das Cinco Ponas n. 20, primeiro
andar, que l acbar com quem tratar.
n.tr.Ilnd?m"e 4 cax6 envidracados, proorios
mero t"" U ^^ ,U* du Cuzes "'
Rival sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes artigos abaixo da:
clarados, todas as miudezas esto perfeitas n o
prego convida : "c"0. e o
Caixas de clcheles a 40 rs. *
Cartes de ditos a 20 rs.
Groza de pennas de ac muito finas a 500 rs
Charutos muito finos, caixa com 002*500 *
Groza de botes de louca a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs
Bules com baoha muito fina a 320 rs
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com 1[2 libra a 500
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a* 40 r
ha io0 Ph' Sph0r8 esPeciae e melhor que
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs
Ditos de ditas muito finas a 200 rs
^Pecas de franja de laa muito bonitas cores.
Duzia desabonetes mullo finos a 600 ra
Iscas para acender charutos a 60 rs
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 ra
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 ra
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 1*
Pares de lovaa de fio de Escocia a 320
Masaos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs
50ers.Ur" P*ra Unb" C"lUra m"uit0 fil>
Pecaa de tranca de lia com 10 varas a 320
Escojas para denles muito finas a 200 rs
Cordao imperial fino a 40 rs. *
Dito grotso a 80 rs.
Cordes para espartilho a 80 rs
Caitas para rap muito finas a 19.
k.:k?ks.ts y.-
nr nhf de rea, para cobrira M _
lr.i.n,.7" den,i8la. succeMordoSr. Pau-
L.rs'22 aT"av,() reapaitavelpublicoqoocha-
fiSo. Pernan,buco n brif o. al


DUMO DI ffikWAsUUCO. SaBBADO 13 JK A1RIL D Hfll.
C0ITAIW& DA m FINURA
RECIFE k SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Pelo presente sao convidados os Srs. accionis-
tas a receberem os juros de 7 por ceoto ao aono
vencidos no semestre Ando em 31 de Janeiro ui'
?i.no.Mcrlptorio d* wPnhw rua do Crespo
Humero z.
Assigoado -R. H. Bram'h,
h Superintendente.
tT Precisa*se "lu" u P"Ui per o servico
nterno e externo de ama casa de pequea fami.
lia: d-se pelo aluguel a quantia de 25 : a tra-
tar no caes do Apollo n. 17 primeiro andar.
Aluga-se.
.P?ii?\ esl" Por se alugar a casa terrea,
tem armacao da loja que existi na mesma casa ;
o proprietario s Ihe convm alagar para algum
eslabelecimenlo, pois a localidade nao poder ser
raeinorj na ra Direita n. 83, e a fallar na ra
oa renna n. 5.
Ferrara nacional.
Na fettaria nacional da ra da Praia n. 58, fa-
brica-se e concerla-se toda e qualquer obra de
ferro, como para o mar, sendo os fregueses, satisfeitos
com promptidao-
T ,~T T* *** Aqino Fonseca Jnior, sacca sobre
Lisboa: na na da Cacimba n. 1\ primeiro
andar.
Sendo presentemente
Santos Vieira ounicogaranti-
dor de bilhetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i aprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
Attenco.
Precisa-se *e alguma quantia de dinheira a
premio sobre fcypolheca de predios : quera a ti-
ver qucrendo Tazer este negocio dirija-se em car-
ta fechada coo as iniciaes M. N. O., decorando
'u ruorada para-ser procurada oesta tivraria
ns, t> e 8.
Custeo Dias"Moreira, vai para o Rio de-'Ja-
nciro.
Aluga-se a^ala de delraz com 2 quartos do
primeiro andar do sobrado n. 14 dama do Quei-
mado i a tratar no mesmo.
Seo chegedos livraria da praca de Pedro
II, pateo do Ccllegio n. 2, os ademes da Biblia
Sagrada de ns. 25 a 27 inclusive. 'Convidarse aos
senhores subscriptores a virem receber os referi-
dos nmeros. Outro sim est eberla subseripcao
para a vidadeNosso Senhor JesusChristo-segun-
do os quatre Evangelistas, ouo Evaogelho em
unidade, obra escripia por Pedro Lachese e ap-
prcvada por sua sanlidade o summo pontfice Pi
IX : edieeto sapplemenlar mesma Biblia. Esta
obra, cuja ediccao comer no caderno n. 28, nao
ot cu para, amitos caderoos, e por isso diminuto
ser o sea preco. A ediccao da vida de N. S.
Jess Cfctisto comecadaoo caderno n. 22, nao
continua : portanto podemser recolhidos mes-
ma livraria os cedernos jTecebidos pelos subs-
criptores, e que em troca dolle levaro gratis o
caderco n. 28.
()

STAHL #X
I retratista de s. m. o imperador.
f Ra da Imperatriz numero \\
3 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos em todos es-
| tylos e tamangos.
| Pinturaao natural em.
| o\o e a^narcWa.
Copias de uagueneo-
| typo e utros ;Atte-
| Vacos.
| A.mbroty\>os.
|Paisagens.
Furto.
Na noite de demingo 7 do correte furUram do
sitio antes da apella de S. Jos do>langoinbo,
que Oca em frente da estrada que vai para aCa-
puDga 21 camisa* de linbo de lio roen e menino,
por tanto toda e quaquer pessoa que noticia ou
indicio tiver do referido roubo de dirigir-se ao
mesmo sitio, ou^ato na ra da Cru do Recife
n. 0, que ser bem recompensado.
O abaixo assignado vende urnas
ONSLTORIO
DO
9
MEDICO PARTE IROE OPERADOR.
3 RUADA GLORIA, CASADO FUMDJLo 3
Ciiuiea por ambos os systemas.
O, Dr. Lobo Moscoso di consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animal mente, nao sopara ac idade, como para o engenhos
u oulras propiedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos & sua casa at slO horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Crue, ou i loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souia na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianteaehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos ja boro conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....109000
Dita de 24 ditos.................189000
Dita de 36 ditos.
Dita de 48 ditos. ,
Dita de 60 dito.....
Tubos avulsescada um.........:
Frascos de tinturas. : j %...........
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portugus, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6900
205000
257000
309000
19000
2|000
L0TKR14
A*ham-se a venda os bilhetes e meios
da quarta parte da quarta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyr de Otinda, na the-
souraria das loterias ra do Queimado
numero 12, primeiro andar, e as ta-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Vieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmaos. As rodas an-
darao impreterivelmente no -dia 21 do
corrate e os premios serSo ipagos de-
pois da entrega das listas. O tliesou-
reiro, Antonio !Jos Rodrigues de Souza
Carvalho, Nogueira &
C, sacam qnalquer quauti
sobre Lisboa, Porto ellha de
S. Miguel: na ra do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Aiuga-se a loja do -sobrado
ra da Imperatriz n. S8 : a tratar
mesma ra n. 40.
- Na Iravessa da ra
das Cruzesn. 2, primeiro andar, continua-se a
Ungir com toda a perigao $*ra qualquer efir, o
o mais batato possivel.
Nova carlilha.
A-csba de sahir dos prelos desta lypograptiia
urna no?a edioao da carlilha ou compendie de
doatrftia chrisVaa, a mais completa de quaotas se
tem impresso, por quanto abrange continha a antiga catilha do ebbate Salomondc
padre mestre tgncio, acrescentendo-ee muitas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde-o corrente auno at o de 1903,
seguida da folhicha ou kalendario para os ms-
enos annos. A bondade do papel e exoellencia da
impressao, do a esta edirao da carlilha urna
preferencia aseas importante: vende-se nica-
mente na litraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
JOUS.
da
na
Pe Francisco de Oli?eira, (jue por sua bondade con-
tiu'ue-na acertada lembranca que leve entre nos
em 1859, a qual dar espectculos aos domingos
tarde, visto que muitas pessoas leodo obriga-
es cumprir nao podera frequenlar o theatro
semana, asseverande.se serapre grandes en-
dientes, devendo levar scena no primeiro do-
mingo 8 PROB1DADE : pela avoravel aceitaco
deste pedido espera
Um esostante espectador.
'Precisa-se fallar aos Srs. alteres A:iIonio do
Souzn Barroso e Jos heraldo de Lima, este ig-
oora-sc a morada, e aquello administrador do
; engenbo lirum : na roa da Esperanza ou Cami-
oho Novo do bairro da Boa-Vista n. 45.
Precisa-se deduas amas, livres ou escra-
**s para o servico de rasa depauca fainilia, sen-
do urna para a villa dovCabo: a trata-rno pateo
do Terco n. 16, das 9 horas da manba* s 5 da
tarde.
Besa da Cunha Miranda, mulher de Arsenio
Antonio- C. da C Miranda, avisa a todas as pes-
eeaa que Ezerem negocio com seu marido, serem
nullos, tanto bens de foiego, como de raiz, by-
pethecas cu vendas.
Precisa-se de urna ama livre ou escrava pa-
ra a cata de um home solieiro : a tratar no
hospital militar.
Jos.Alves Barboss retira-se paraa.Europa
cora sua seuhora e duas lhas menores, deixan-
do para seus procuradores os Srs. Manoel Aires
Barbosa, Antonio Alves Barbosa e Manoel da Cos-
ta Luna.
O abaixo assignado, djno das dividas da
maasa de Ignacio NeryFerreira da Silva Lopes,
leodc -encontrado entre os documentos da mes-
mo urna letra da quantia de 3698590, aceita pelo
Sr. Antonia Hcmera Ledo, de Maceo, cuja-letra
foi paga e-m.T de fevereiro do anno proxime pas-
sado, cerno prava do recibo que existe em poder
Joaquirc donteiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa eos seus amigos reguezes-e ao publico em
geral.que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender meis ba-
rato do>que em outra parte, garantindo-as ditas
obras, pensando coca com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras Telhas, pa-
gando c ouro por meis do ue em outra parte.]
CASA
partes que tem oos engenhos Inhamaa, i do Sr. Joaquiai.de So'iza Maia, declara o annun-
Ramus e Curcat, todos bem conheci' "
dos, e tambem permuta por alguma ca-
sa terrea no Resife e qualquer negocio
que lhe appareeer e lhe fbr conveniente
antes de ser eifectuadocommunicara' aos
proprietarios dos ditos engenhos. Jam-
ban tenciona arrendar o engenho Jar-
diiE. perto da villa de Pao d'Albo e o en-
genho Pindoba sito na fpeguezia de
Tracunhaem : os pretendenles dirijatn-
se ac engenho Carnauba do termo de
.Paod'Alho
Joao Marques Bacalhao.
, e
rccetier es-
Attenco.
Tiesa-sc alugar urna prela escrava quesaiba
lavar engotsmar : paga-se bem na ra da Cruz
n. 23,gunda an Jar.
Attenco.
Festa dos Prazeres
Avisa-se ao respeitavcl publico que no
domingo 14 do corrente havera' um
trem especial para os Prazeres, que
partir' das Cinco Pontac ao meio dia e
voltara' dos Prazeres as 8 112 horas da
noite. Alfi'm deste havera' o trem do
coiiume.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
- Jean Baptiste Ferdiuand Mandlns, subdito
francez, retira-se para Buenos-Ayres. *.
Joo Marriott, Inglez, segu para a Europa.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudioo do Reg Lima lira passaportei para
denlro e fra do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar, iravessa da ra estreita do Rosa-
rio, loja de miudezas do Sr, Joaquim Francisco
dos Santos Maia, e na ra da Cruz do Recife, ta-
berna do Sr. Manoel /os Crrela, p0r conmodo
prejo e presten,
cianle que dita letra se desencaminhou de aeu p.
der, epelo presente faz publico que flea sera vj-
lidade, podendo, quem achou, entregar ao ansuo-
ciante no tetro da Roa-Vista n. 46, ou ao dito
Sr. Maia, ca roa do Queimadc n. 4.
Joao Luiz Vianna.
SOCIEDADE
IM.10 BENEFICE.XTE
DOS
ARTISTAS SELLEIR.OS
Em Pernambucui
Por ordem do Sr. presidente convido os se-
nhores socios effectivos para a sesso de assetn-
bla geral, domingo 14 do correle, ae 10 horas
da manhaa, para se tratar de negocios de muita
urgencia.
Secretaria da sociedade Unuo Benefceaie dos
Artistas Selleiros era Pernambuco 10 de abril
de 1861.
Joo Jos Leite Guimarea.
\. secretorio.
- Aluga-se o armazom n. 40 sito na ra do
Amorim : a tratar na ra Direita n. 12, primeiro
andar
Vai praca pelo juizo do civel da 1.a vara a
requernento de seu proprietario, por tres pracas
consecutivas, as tercas e sextas-feiras, urna mo-
rada de casa terrea na ra da Roda n, 23, com
duas portas e urna janella de frente, duis salas e
cinco quarioa, cozinha fra, cacimba, pequeo
quintal com porto para a ra dos Patos, com um
aotio assobradado, cujas janellas deitam para a
mesma ra do Satos, com duas salas, um terra-
co, dous quartos, cozinha, cacimba, porlao, canoa
em ambas, que despeja em um sumidouro : a
casa terrea paga de renda por mez 25* e o sotao
20, avaliadas em 40009, o paga de foro annual
ao hospital de Nossa Senhora do Paraizo 2$900.
Na ruado Trapiche n. 22, precisa-se de 2
copeiros serventes,
Alexandre Jos da^&ilva, Portuguez. rai
Europa. v-----------
Jos Aires Barbosa retira-se para a Europa
;om sua senhora e duas Qlhaa menores.
John Marriott, subdito britannico, retira-se
para a Europa.
Viceocia Mara do Carmo Cesar, estando
com liceoca do governo provincial, om virtude
da Isi deinstruccao primaria, poder ensinar me-
ninas, avisa aos Illms. Srs. pais de familia, que
ella tem aula aberta na ra Direita desta cidade
o. 16, por cima da ofScioa de (amneos, ao en-
trar pelo becco de S. Pedro, sobrado de um an-
dar, assavsrando-lhes ama educacao propria do
sexo : assim faz o presente annuncio, esperando
a benevolencia de seus patricios.
No aterro da Boa-ist, ra da Imperalrli
n. 33, prlmtiro ajdar, precisa-se 49 um criado,
decommissodeescravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
olo
Para a dita casa foi transferido oanligo escrip-
toro decommissao de escravos, que -se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20
hi da motmA mnnor o ooat
cravos para serem vendidos
por conta de seus senhores
forcos para que os mesmos sejam vendidos com
promptido, aflm de que seus senhores nao sof-
frara empates com a venda delles. Neste mesmofl
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para orna casa
franeeza.
Precisa-se de urna escrara que saiba engore-
mar, caeer.e fazer tedo o servico de urna asa
de pouca familia, e que seja Del e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara cem quem ka-
lar, das 9 horas da raanfea s 4 da .tarde.
Aluga-se um grande sitio com boa casa de
vivenda. bastantes arvoredos de fructo, boa baixa
par, capim de invern a vero, proporces para
te. vaccasde leite, e com -boa estribara, no lu-
^r de Casa Forte, sitio da apella ; quem o pre-
tender, dirija.se a ra da Cadeia do fiecife o.
48, loia de Leiu? Irmo.
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0PATH1C0
no DOUTOR
SABINO 0. t. PIIHiO.
Ra de Santo Amaro (Mando
Novo) n. 6,
Consultas lodos os dias atis desde as 10 horas
at meio dia, aeere das segoiots molestias :
molestias das mulheres, molestias da crian-
tas, molestias a peiie< maletliat dos olhos, mo-
lestias typhilitieat, todas as especies de febrts,
febres intermitientes ivas conseausneias,
PHARMACIA ESPECIAL HOBEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falltveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos preces mais commodos pos-
sveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carleiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora lenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
J* wwK"5' wKt &KwKnm' 9t i Su w
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Fredec Gautter, cirurgiao dentista, faz
todas as openrces da sua arte e colloca
S| deotes artificiaes, tudo com a superior i-
Me e perfeico que as pessoas entendi-
das lrrercconhecem.
Tem s-gua e pos dentifricios etc.
COMPANHIA DA VIA FRREA
DO-
Recife a Sao Francisco.
Ilimitada.
At outro aviso a partida dos trens ser
tada pela tabella sgguinte :
regu-
Deaencaminhou-se do poder de Justo Cesar
de Almeida, urna letra da quantia de 1.168&540
a rencer-se em 5 de setembro Jdo correle a
qual aceita por Amorim; Fragozo, Santos &
C": qtiem a achar dirija-se a Tua do Crespo n.
17, que se gratificar.
Precisa-se fallar aos Srs. Bernardo Damio
Franco JuBor, Msooel Izidoro dos Passos, a ne-
gocio de seu interesse ; na ra do Queimado nu-
mero 47.
Antonio Joaquim da Costa e Silva lendo
vendido emagosto prximo passado o seu esta-
belecimento de molhados da travessa das Cruzes
n. 14, actu-se de novo estabelecido na ra da Es-
perance da Boa-Vista n. 45, roga as pessoas
que lhe sao devedoras o obsequio de mandar sa-
tisfizo r cus dbitos no prazo de 15 dias, do con'
trario proceder a cobranca judicialmente. Reci-
te. 10 de abril de 81.
SSS ISAS
I Olft o
O
O
v-1-1- aa oo oq qo o o o
1
85 --r >r
inme
? -^ m >o in lAUlO
l^nS
de
ca-
M M. i. JLeite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
jK gar seuc dbitos na sua loja da
M ra do Queimado n. 10, enten-
te tendo-se pai a e&se lm esm o seu
| procurador o Sr. Manoel Gomes
0 hachare! WITRUVIO yode ser
procurado na ra Nova n. 23, primeiro
andar, o sobrado da esfuina que volta
para a Camboa do Carme.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por.91
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tcndo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
por commisso. e ,, xinhas novas
nao se poupando es-;*coo recebido um -sortimento de cai-
xinhas novas
!Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
| Temi recebido um sortimento dtcai-
xinhas novas
Nograndesalao da ra 3,'o.grandesaloda ruado Imperador
No grande tafeo da ra do Imperador
'No grande sarao da ruado Imperador
No grande salo No; grandesalao da ra do Imperador
A.'W. sborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objecto* relativos a arte-
Como tambem um.grande ornecimen
to de cabas para retratos de 3.JI000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir cotiliecirrentos pratiecs na arto
de retratar acha rao o abaixo assignado
sempre prompto -sofe-condicOes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenboras sao convida-
dos a visitar ^*tesetabeecimenU>s, pa-
ra examinarem os specmens do que
cima ica anunciado.
PS|=?.HS
o- cs&.a. = > OHM


o
n
i^a?s 12
ce te i 3
IS*
I iftlflOO
-rin I t-
o
3
s a m i mu o 1 .tN-T S? 1

1 (O t- r^ t~ t~ t- oo ao
l
Consultas medicas*
SerSo dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu 68criptori rua-
da Cruz n. 53, desde s 6 at s Choras.
da manhaa menos aos domingos sobre:*
1." Molestias deothosV
2.. Molestias de'coraco e de peito.
3. Molestias dos orgos da geracao e
tro snus. *
O exame dos doenles ser feito na or-
dem de su9S entradas, come^ando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia paTa obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratam-ento que deve deatrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serao tambem
empegados gratuitamente, pela cer-
| leza que tem de sua verdadeiraqualidade,
I promptido em seus effeitos, e a necessi-
i dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer epersco que
julgar conveniente para c restabeleci-
meoto dos mesmos, para cujo tire se acha
prvido de urna completa collecco de jK
instrumentos indispensavel ao medico 3
^5 operador. jf,
Mr^^illS iS'S^-SiSSGSIC^l^
A SEMANA
LLl^TIIAM
J chegou at on.il
deste interessante jornal ra do Imperador n.
12, sonde se continua a receber assignaturas.
Presos trimestre...... G&000
Semestre.............. 118000
Anno................. 18000
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal illuslrado do Brasil, tem merecido
de todos os jornaes da edrte, sao a prova mais
cabal de seu merecimento.
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro do 1861 :
O ridendo casligat mores conlina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana Ilus-
trada que lomou aquella sentenca por raaiorij.
O n. 6 que acaba de pubHcar-se traz bonitos
irligos c espirituosas caricaturas, algumas de
applicaco eleitoral.
Diz o Crrelo Mercantil, de 20 de Janeiro e
11861 :
| Publicase o n. 6 da Semana Ilustrada ; cuja
i boa escolha de aitigos facetos e de espirituosas
caricjturas vai tornando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comecou a ser destribuido hoje o o. 6 da Se-
mana Ilustrada contende os seguintes artigos:
Escursao, Contos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias ea interessante novellaAs Faias
do Ouro de Paulo Feval.
Sabio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as tornara dignas de
suas irmas nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dous ca-
ptulosos thealros e as modasda aleada in-
mediata da Semana Ilustrada, e que ella anda
nao quiz dar a 1er a seus assignantes.
de 1861 J-rnal d Commercio de-2i fevereiro
Nao me enganei quando em urna das minhas
primeiras chronicas. ao registrar o apparecimen-
to da Semana [Ilustrada, manieslei a conlian-
ca que me inspiravam osseus redactores, e as
animadoras esperanzas cora que se recommeoda-
va a nova publicado.
A Semana Ilustrada vai seguindo excelleite
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atticis-
mo pela muito louvavel habilidade que a tem
ft ha de faz->a capar do mais perigos"
Nao ha um s numero da Semana
que deize de mostrar-se interessante
jn o,;- ~ o w o iS ,g
t f- O i-Z> ES a. c- ca t 3

Assignadofi. H. Bramah,
Superintendente.
Medico.
** O Dr. Amerlco Alvares Guimares faz 8
cj> publico Cfue 6U> residindo na ra da Cruz
<85 n. 21, onde d consultas e pode a qual- ll
2 quer hora ser procurado para o eiercicio %
j| de sua proflssao medica. f|
atmmpmm mus wiiM^imn
Ocapitaoda barca americana Villa-Fran-
ca tem para vender 115 oncas mexicanas : a
tratar no eecriplorio de Seott Wilson & C. ra da
Cruz n. 21.
Mobilias de aluguel.
Alugsm.se mobilias completas de todas a
qualidades e por preco muito eommodo ; tam-
bem se alugam cadeiras em grande quanlidade
para bailes ou officios: na ra Nova, armazem
de mobilia do Pinto, defronte da ra de Santo
Amaro.
Precisa-se de um official de cigar-
reiro: n ra da Cadeia do Recife n.
15, loja.
Os credores da massa d e Manoel
Antonio dos Paisos Oliveira & C, loja
de trtstes na ra Nova n. 21, fo con-
vidados a apresentarem seui ttulos pa-
ra serem verificados pela administracSo
dentro do prazo de 8 das a contar do
presente annuncio, aim de proceder-ie
ao rateio 6 Quantia importante ja apu-
rada. Escriptofjo da administracSo
Mudnca de esta-
belecimento.
Jos Mareira Lopes avisa aos seus amigse
fregueses desta e de outras provincias, que mu-
dou-o seu ..-.stabelscimen-io de fazendas que tinha
no sobrado-emarello da ra do Queimado, para a
loja e armaaem que foi dos rs. Santos & Rolim,
onde tem o meis complete e variado sortimento'
do fazendaa de todas as' qualidades para vender
em grosso e a aetalho por precoa muito baratos :
ra do Crespo, .sobrado de 4 indares n. 13, erua
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar c. 36.
Arrenda-se o ngenho Recreio, silo na fre-
guezia de Muribeca, distante desta cidade 3 le-
goaa. e 1 da estaco dos Prazeres, com capacida-
de para afrejar 3,000 paes, de muito boas ter-
reas lavradias, msssaps e bons pas / a tratar
no engenho Santo Andr eom o proprietario, ou
oesta cidado com Viceute Ucinio da Costa Cam-
pello, na ra do Caes de 22 de Novembro n. 30.
eoimissao de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seus senhores, afiancando-
se a prompla venda, assim como o bom trala-
meoto pira os mesmos. aim deque os senhores
dos aiesmos escravos flquenrsalisfeitos com ss
diligencias que da paite do commissionado flzer
para em tudo agradar aquelles senhores que
quizerem honrar com a sua conflanes, no que es-
pera merecer attenco tanto dos senhores
Ilustrada
SSf& qUC P-rovoca,ldo o "o castigara bu-
lando! sentindo, vendo e lamen-
DanhmLbemes.cripl0S e bni,4S Pesi om-
panham as caricaturas, e augmentara o valor e
tsusz: mereciment s- MbuSSio
hA^^l alli M caraP"as, isso verdade : e
LtSU SUa T0Slade (8C0lhc e asigna ; cer-
?,PormB,.?ue *"/irada inda ne
a nar afa"eSla fP^'^enle umascarapu-
Jtlni.K'?. 1Ddltldo era particular, e tem
P M "bld? I-SpdUr ld8S as ^nsideracoe
bSFJSl Peridico da ordem da Semana illus-
eaenc gng/nDdeSMdespezas' e C0DTm P" coa-
sequencia que o publico o anime, e o arrime da
sTgcnuar.r8rcoireDdo para cm --?i
uiarAihi"* que a ?tmana Muitrada lem tido
al"?lhm(emo muil '"oravel; mas preciso
me1*' es,e ard". que importa ,0P""
mo lerapo um auxilio material e um auxilio mo-
ral porque por um lado coacorre muito para li-
stcLTJedaCl0ieS- d0 periodico de petidos
sacriDcios pecuniarios, e por oulro os anima a
K?UHlr Desse,lraba'ho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
ceZ r^50 Por'0.uez. guarda-livros de urna
i commercial, dispondo de algumas horas.
ih'os quizerom confiar para vender, como' aauel- i meranili0^rece,para far slguma escripturacio
les que pretendam confiar, pois espera (eriem-1 K,, 2?,,quer estabeIecimento. seja qual
pre para vender escravos de ambos "'""*' no"a";'" -
idades.
os sexos e
C0NSILT6RI0 ESPECIAL
HOMEOPATHICO
fechada
W. D.
estado : quem necessitar deixar carta
nesta typograpbia sob aa ineciaes D.
DO
ra da Cruz n. 40.
de 1861.
Recife 11 de abril
J chegou o prompto aJ-
livio.
Bem como os oulros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway f C. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatriz n 12. Tambem
chegaram mstrueces completas para se usarem
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que ae deseia curar os
quaes se yendem a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad a Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Na livraria n. 6 e-8 d praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisses Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se urna casa novaroeote acabada em
armazem com grande quintal com lelheiros, ten-
do urna camboa no fundo para commodidade de
qualquer ofllcina ou padaus, sita na ra Impe-
rial 162 : a tratar na ra Direita o. 84.
O? ovo roga-ae ao Sr. alferea do sexto ba-
Ulnio da guarda nacional Flix de Araujo Al-,
baquerque o favor de tratar sobre o negocio que
nao ignora certo de que se o nao flzer esporei
jual o negocio} na ra do Queimado u. 47.
DB. CASA.XOVA,
30-Kaa das Cruzes-30
Nese consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturaa) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commendada iotelligencia de qualquer
pessoa.
Urna pessoa que entende de escripturacio
por partidas dobradas oflerece-se para escriptu-
rar em alguma casa do commercio; auem de
seu presumo se qulzer ulilisar, annuncio para
ser procurado.
Arrematago de urna casa.
No dia quarta-feira, 17 do corrente, em au-
diencia do juizo especial do commercio, se ha de
arrematar por venda urna morada de casa de
dous andares no pata* do Terco n. 12, avaliada
pelo baralUsimo prego de 10:000, avista da
renda annual de 1:200S : a ultima praja.
i "" lB""se ,erceiro andar d ra do Amo-
rim n. 1, com sotao e muitos commodos ; para
ver a chave, na loja do mesmo.
Na taberna n. 4 no becco do porto das ca-
noas precisa-se fallar.cm oSr. Praaciaco Pedro
n S? a De8<>cio de seu interesae-
Retira-se para Inglaterra o'Sr. Manley Bel-
toro.
O Sr. Jos dos Santos Horeira
queiravir este typograpbia que se
lhe precisa fallar, antes que se retire
para o mato.
.i r f,<,louUo d0 civel da **T,r*. escrivo Bap-
i,l5l *W ?* Mr arrenda, floda a audiencia
do dia J3 do corrente, urna mobilia de mogno
em bom estado, penhorada por execuco de
FrapebxGomes de Oliveira So.brioho, contra Jo-
s Joaqlm de Oliveira.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
p LEITUR A.
reunam era sesso ordinaria, segunda-feira 15 do
.."DleJ pel"S 61ll bor" d" 'arde. na I das
sessoes do mesmo Gabinete.
ab?nCdreta86f.d C0D'e"10 deliberatira aos *
Francisco Ignacio Ferreire.-
1.* secretario.
Furto.
doNs1.n01.ln6f0d.ef0meg<;: 7d0 c"ente, furtaram
do sitio antea da capella de S. Jos doManaui-
nho. que fica em frente da estrada que vai pa a
doTSaa'l,..C"miSa8de hon,e,n e o fev"a!
carn do J V8?"CraSv8Tintes- de rel"^ en-
Serp^q^elotfc^o^^trdS
oem recompensado. H
Preciaa-se de urna ama para comprar cozi-
nhar e engommar para urna pessoa ;",".
mslru de Santo Antonio, segundo andar n
rioTe. ^Usai.e.hJrd,er08 d0 ,lecid0 Joo Hen-
A^t ka SllT" dec,r que esto nomeados
desde 5 do corrente seus bastantes procuradores
a Jos Henriques da Silva e Joaquim Henriquea
aa silva, os quaes podero ser procurados na ra
do Imperador, na loja de miudezai n. 38, para
qualquer negocio relativamente ao seu casal, fri-
cando dispensado daquella data em diante o ner-
deiro Miguel Jos Barbosa Guimarea.
Precisa-se alugar um sitio perto desta pra-
ca, que lenba tasa com commodos para pequea
familij, e que tenba bastantes arvoredos de fruc-
w e alguma Ierra para plantar : quem tiver an-
nuncie ou dirija-se a travesa da ra das Cruzes
O* A.
Precisa se ..para um emprego de 720JL co-
mida e quite de urna peasoff d% boa corfducU
e que tenha alguma pratica de servico militar:
na ra do Queimado n. 12, primeiro indar


()
MAMO DI taaMUMMO. ~ 1BBAD0 9U ABWL DI 1S6I.
Sociedade
DE
Wk
Edificares e compra de
terrenos.

O abaixo assignado lendo distribuido bom nu-
mero de prospectos pira a dita sociedade nestaa
ullimos dous mezes, julita que as pessoas que os
tem recebido tiveram lempo sufcienle de os lr,
poder apreciar as vanlagenj diversas ades ex-
pendidas com a devida clares* que o assumpto
exige ; perianto convida as numerosas pessoas
que Ihe disseram desejarem coadjuva-lo com suas
subscripgoes, levar a eleilo e per em andamen-
to esta grande e beneDca empreza. at remelte-
rem os ttulos de subscripto da maneara indica-
da Da circular, que junta ao dito Ululo acompa-
sara cada prospecto.
Deverao dirigir-lhe debaixo de subscripto, ra
do Crespo n. 4 loja, do Io de abril em diante.
" Tendo-se epreseolado muitos donos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formaco
do capital da sociedade, torna-se neceasario que
os socios que qucrem entrar com diaheiro na for-
jnacao do capital, roandem o mais breve possivel
seus ttulos de subscripco na indicada forma,
fim de se poder fazor o's devidosassentameotos.
Assim como jS o dissemos no prospecto, nao
lia quem nao possa subscrever para tao til em-
preza, vista da facilidad que ella di para rea-
Visar o pagamento daa dez prealagoee, que forma-
rao o total das subscripgoes de cada socio. Basta
pagar dez mil res lodos os dous mezes para com-
pletar em viole mezes urna subscripco de cem
muris.
Qaatquer artista, earpins, pedreiro, ferreiro,
earroceiro, ou outro emprego, deixando de parte
um dia de servico por semana de 9#500, em 40
semanas completa o pagamento d'uma subscrip-
to de 1009, e em 80 semanas urna subscripco
de 2o(>3. Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de previ-
dencia que u'um caso, de acdente ou de molestia
poder-lhes-ha ser d'um grande soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muila gente boa
louvsr e gabar o projecto da empreza, mas que
era apresentadam m occasiao, visto o roo es-
tado dos negocios cm getal e a falta que se sent
de dinheiro na praga. Tudo isto verdade, mas
a crise actual ha de ter seu termo, o todo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultado das
transares desesperadas com juros de i 1(2 a 3
por cento ao me, ha de ser o reactivo que ha de
precipitar a volta do equilibrio geral.
' No entretanto de interesse capital da socio-
dade por elle projectada, que os que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vantagens que a
mesma poder offerecer, se-apressem a sobscre-
rer alm de que, depols de fundada e em exerci-
cio, possa aproveitar aind a occasiao de comprar
terrenos, madeiras, roaleriaes de toda especie,
Dipsn.o casas, por procos muito abaixo dos valo-
res pagos em tempes "de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos pregos
actuaes, desde j os socios tem a certeza de que
seus capitaes podero dar grandes benicios so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver pastado, e
que tudo torne s seu estado normal.
Para aproroplar tudo o que a empreza precisa
para se por cm plena acgoe andamento sao pre-
cisos 9 a 12 mezes; portento ha urgencia era rea-
lisar quanto antes os primeiros 250 conlos de res
do seu capital.
As subscripgoes que o abaixo assignado pede
sao para formar urna sociedade que todos reeo-
nheceni offerecer grandes vantagens a seus socios
e ao p'iz; por tinto ella au precisa d'outra re-
commendaco alm dessas.
Se fosse urna subscripco em favor d'este ou
d'aquelle estabelecimento pi ou decaridade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece que tanto
aqui como em qualquer oulr4 parlo do mundo,
muito importa para o bom xito que as subscrip-
tos sejam pessoalmenle apresentadas pelas pes-
S03S mais influentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidado. N'este ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que tecciouava
subscrever 10g, 20J, 308, por Ihe ser pedido por
urna commisso composta d'este, d'aquelle e
d'aquelle outro grande da Ierra ou capitalista,
subscreve logo 100$, 200#, 3009, no caso de subs-
cripto para urna sociedade comraercial ou in-
dustrial, o caso mu itTerenle s so subscreve
para esta, com toda a circumspecgo, calma e re-
flexao, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, c s assim quo o abaixo assignado
espera vor realisar a sua grande empreza que pro
melle traballio certo e continuo a muilas cente-
nas de pais do familia artistas, operarios, obrei-
rose aprendize3 de todos os ramos de officinas,
que deitaro na circulacao commetcial d'esta
praca muitas centenas de conlos de ris no cor-
rer "do anoo, que a nao ser esta empreza dormi-
ran! aferrolhados ou empregados em outros ne-
gocios, que nao attingem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
oceupar diariamente.
E' com a alavnca poderosa da unio e asso-
ciagao do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes emprozas de ulilidade publica e
privada podero realisar-se nesta praca/Bem ser
preciso o soccorro dos amestrados capitalistas
das outras pracas do imperio, sem o qual nao se
realisaria cm 1852 ou o priraeiro banco em Per-
nambuco. E' verdade que do 1853 para c tem
apparecido e lora feilo algum progresso o espiri-
to d'associacSo, porra nicamente para transac-
goes bancarias e de descontos. Estas nao esten-
dera sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosas, como a eslender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e edifica-
ces de casas, etc.
F. M. Uuprat.
Pernambuco, 30 de margo de 1861.
&nra Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mo
relogios para concertar muilo lempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias,
contar desla data, prevenindo tambero s pessoas
que teem feilo troca de relogios, deixando sig-
na!, que. se no prazo referido os nao forem bus-
car, ser reputado nullo qualquer negocio feilo,
e nenhum direito hatera de reclamirem: roga
juntamente s pessoas que tiverem objeclos de
uro em sua mi sem juro algum, o favor de vi-
ran retira-loa no prazo cima indicado, do con-
trario serio vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recife 10 de abril de 1861.
O abaixo assignado, tencionando seguir no
prximo vapor para a Europa com sua familia, e
estando persuadido que nada deve nesta praga
quer por dbitos de sua nica firma, ou sob a
razio de Maia Irmos, convida pelo presente a
ludas as pessoas que se julgarem suas credoras
per quaesquer das razoes cima, quer sejam le-
tras vencidas ou a vencer, endosaos, aucas, ga-
rantas, ou qualqaer promessa de pagamento, e
mesmo contas de livro, a presentar se no seu
estabelecimento no arco de Sanio Antonio, afim
de veriOcar-ee a exactido ou inexactidio de taes
compromissos, e serem pagos, caso estejam as
circumstancias da primeira hypothese ; e isto 00
prazo do tres dias. Recife 10 de abril de 1861.
Jos Josquim da Coala Maia.
Precisa-se de urna mulher j idosa que
saiba fazer o servico interno de urna casa de
pouca familia: na ra do Queimado n. 77, loja
de cera.
_ Lava-se e engomas-se com muila perfei-
gao e aceio ; na ra da Florentina n. 14, achsr
com quem tratar.
Charles Saunier, com loja na ra Nova n.
36, leudo no fita do corrente mea de retirar-se
para a Franca, roga a seus deveaores tenham a
bonJade de virem satisfszer-lhe seus debitoa na
mesma loja al o dia 25 .do corrente. Se alguem
se julgir credor do meamo estabelecimento,
queira apresentar aua conta para ser paga al o
mesmo dia i">.
5 Antonia Augusto Fernandos Guimaraes 4*
# declara que mudou o seu nome para An- #
9 nio Alves Guimaries. #
%***** ##&*
JoSo da Silva Ramos, nredico pe-
la universidade de Goimbra, tepdq oU
tado do sitio, da' consulta das 6 a iO
horis da manhaa, e presta-se a soccor-
rer qualquer doente dentro cu fora da
cidade. )
Attenco.
Precisa-so alagar ama escrava do boa conduc-
ta, que saiba cozlnhar, para urna casa do pouca
familia ; anea a tiver equizer alugar, dilija-se
a ra do Hospicio n. 35, quo M pagar mais de
20# agradando.
Precisa-se alagar, urna casa torrea, m 4a
um andar, com ajilo tal, ou pequea sitio oque
tenha bastantes commodos par (anilla, sendo
as seguintes localidades ra do Sebo, Trem-
pe, Mondego 011 Soledade : quem tiver annuncie
ou dijijt-se i casa do banhos 00 pateo do Carino.
Quem precisar de em caiteiro brasilelro
para alguma tsberoa, com bastante prslica, pois
seu pai fica respousavel pela sus conducta : pro-
core na ra Augusta n. 2 ou na roa dos Quarteis
loja de earives, ou annuncie por eata folha.
Precisa-se de um criado brasilero ou por-
luguez, preferlndo-se os de idade de 12 a 20 an-
nos: oa ra eslreila do Rosario, sobrado n. 32,
terceiro andar.
Continua-se a mandar deitar lijlas do al-
venarla grossa o lapamento largo do qualidade j
bem conhecida, bota-se em qualquer mar por
aer a otaria margem do rio : a tratar na ra
Nova n. 18.
Attemjo.
O astravo efue foi chamado na ra do Apollo
para conduzir uns saceos vasios estacio das
Cinco Pontas, e ehi se desencontrsra do portador
que o acompanhava, nio teedo entregado os di-
tos saccoana eit.co, pede-se aosoohord mes-
mo escravo de oa mandar entregar na loja da ra
do Imperador n. 61, que.se pagar o frote do es-
cravo, e se Ihe iicar obrigado ; os saceos tem o
nome do engenho, que se dir ao portador, e os
mais signaes.
Precisa-se de urna mulher de boa conduela
e que d fiador, que saiba bem ozinhar e en-
gommar, para fazer este servico em caaa de um
hornera solteiro ; a tratar na ra Direa n. 69.
Burgos Pooce de Len faz sciente a quem
convier, que despedio de sua loja do fazeorfas o
aeu caixejro o Sr. Joaquim Ferreira da Silva.
O abaixo assignado, estabelecido 00m depo-
sito de assucsr na ra larga do Rosarlo n. 35,
previne as pessoas que tem penhores em seu po-
der, de os virem resgatar no prazo do 15 dias, a
contar da data deste, do contrario serio vendidos
paraseu real embolso. Recife 9 de abril de 1861.
Bernardo de Souaa Leite Bastos.
Pedido.
Pede-se ao Sr. iospector da ra da Florentina
o favor de tancar suas vistas para urnas mulheres
de m vida que ahi moram, pois comportam-se
lio mal que prohibem as familias visinhas chega-
rem sua janella.
Curso particular de rhe-
tortea.
O acdemico Manoel da Costa Honorato lem
aberlo o seu curso de oratoria e potica nacional,
na ra Direita n. 8. primeiro andar.
Roga-se a qualquer dos senhores passagei-
ros vindos do norte no vapor Oyapock, a res-
tituido de um bah pertenceote a D. Garlla Au-
gusta de Figueiredo Belford, mandando entrga-
lo na ua de Hurtas n. 104, cartorio do escrivio
Vasconcellos, ou avisando para se mandar re-
ceber.
D-se 25} a urna ama que saiba fazer o ser-
vico interno de.uma casa de pequea familia : a
tratar na ra da Cadeia n. 24.
J leligios j
Suissos.
Kan casado Sebafleftlfn&C.,roa da Cruz n.
88, rande-ae um grande e variado aortimeoto
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosdeourolpra-
la dourada o foleados a ouro, aendo estes relo-
giosdos primeiroafabricantes da Suiaaa. que se
venderlo por presos razoaveis
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino da
12 a 20 annos, cabras* ou negros na ra da Impe-
ra triz n. 12 loja.
Compra-se urna mobilia de Jacaranda ou de
outro melhor gosto, em segunda mi, com pouco
uso : na ra do Rangel n. 5, achara com quem
tratar.
Compram-se
notas de 18 e 5$ velhas, com descont mais m-
dico do que em outra qualquer parle: na praca
da Independencia n. 22.
Compram-se 60 a 70 eochams de louro de
22 plmoa de comprtmenlo e 5 a 6 pollegadas de
grossura ; na ra dalmperatriz n. 66.
Compram-ae alguns caibros, enxams, e
taboas, que sejam servidos, porm que estejam
em bom estado ; ao p da fndicjio de Santo A-
maro, taberna de Jos Jacintho de Carvalho.
Compra-se urna casa terrea que tenha 3
quartos, quintal e cacimba, na freguezia da Boa-
Vista ou de Santo Antonio: quem liver, dirjase
a ra do Cabug n. 1 C.
Compram-se moedas de ouro de vinte mil
ris : na ra da Imperatriz n. 24.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fura da provincia como para a ci-
dade : no escriplorio de Francisco Mathias Te-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
Vendas.
Bolachinha ingleza a 200
rcjsa libra.
Potes de composicio para matar ratos e bara-
tase 1,000 rs. : no largo do Para izo, taberna da
estrella, n. 14.
yMflMfiM
DE "
Chapeos na ra larga do
Rosario n, 32.
Finissimos chapaos de castor bxanco a 12g.
Ditos de dito rapados a 129.
Ditos pretos com pello a 10$.
Ditos ditos rapados a 9.
Ditos de massa finos a 7$.
Ditos de dila a 6a.
Ditos de fellro o mais fino oeste genero a 43.
Ditos de palha a 2S500.
Sal)o.
Joaqalm Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto i renda sabio de aua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
a C, na ra, do Amorim n. 58; massa'amarella,
castanha, prela e outras qualidadea por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feilo o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigio.
Sabo do Rio,
bem secco e-mais barato que em outra
parte ; a tratar na ra da Cruz n. 27
de Almeida Gomes, Aires & C.
qualquer
armazem
Attenco
X barato.
Cimas de ftrro de todos ostamaohos e qnali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
mercado ; na loja de ferragens, roa da Cadeia de
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Na roa da Imperatriz n. 4, vende-se supe-
rior loucnho a 240 rs. a libra, queijos suissos a
1g, manteiga iogleza a 1 a libra, rinho do Por-
to engarrafado a 1f280, dito Xerea a 1J400, dito
Bordeaux a 19, dito Moscatel a 10, champanba a
2#, vinagre bronco a 400 rs. a garrafa, garnte-
se a qualidade.
Quejosa 1,440. rs.
Ditos do vapor a lj>70j e a 2S000 ; na trevessa
do pateo do Paraizo ns. 16 e 18, casa pintada de
amarello.
Milho a 200 rs.
Vende-se milho a 200 rs. a coa, o a 3*500 o
sacco : oa traveasa do pateo do Paraizo ns. 16 e
18, casa pintada de amarello.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a'vista,
Vendem-se sementes de hortaca muito-novas,
vindas da Europa pelo oltimo vapor ioglez oTy-
ne; na loja de ferragens de Vidal & Bastos, rus
da Cadeia do Recife n. 56 A.
Vende-se urna casa terrea com os commo-
dos seguintes : 4 quartos, cozinha fra, cacimba,
bom quintal, portao ao la Jo, na freguezia da Boa-
Vista, lugar do Campo-verde, ra do Soseg:
quem pretender, dirija-se ao mesmo lugar, na
padaria, que se dir quem vende ; rende 21#.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz lio procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros propros
que se vendem por muito baixos precos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Rayowndo Carlos
Leite &Irmao.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar comas:
chapeos do Chille para horaem ovnonioo a 3a500,
enrice d. o.acuiia do cutes 8 39500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pecas de cam-
braialisa fina a 3)>, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassasde cores de bons gostos a 240, organdys
muito fino e padres novos a 500 rs. o covado,
pecas de ntremelos bordados fios a 19500. ba-
ilados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil a 2, bra-
mante de algodao com 9 palmos de largura a
18280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletots do panno e casemira de 16 a 208,
dita de alpaca pretos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, calcas de casemira preta e de co-
res para todos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 29500 a 53, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setm preto, tudo a 59,
corteado cassa do cores a 29, pegas de madapo-
lao fino a49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se venderao por menos do seu valor
para acabar. *
&WBo'p^v^Va*5WsfftW w*Jv ^wvwSvotWyarwi^i
U IRGEL & PERDIGlO.
gFAZENAS BOAS E BARATAS.
Roa da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blondo com
manta, capella, flores e mais perteuces.
Vestidos de seda de cores e de mo-
reanlique.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phantasia superior.__________
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorgurio liso e bordados.

Sedas de quadrinhos, grosdenaplea de
todas as cores e moreantique.
Saias balao de todas as qualidades e
tamanhoa para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de todas as idades,
Peotesde tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 109 a 309.
^Luvasde Jovin
e enfeite de cabeca.
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezaseingieras
Nesta loja s se vende a dinheiro e
por isso mais barato que era qualqaer ou-<
Ira, seu sortimento completo de fazen-
das de moda, ditas inferiores e roupa fei-
gf ta e seus precos muito conhocidos: na
gra da Cadeia loja o. 23, dao-se as
amostras.
MSMftSKSH flttSM SMNMWaBM
Superiores Olas de velludo
e de seda.
Na leja d'aguia de ouro, roa do Cabug o. 1 B,
acaba-se de receber de sua propria encommenda
pele vapor francez fitaa de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, aendo liass, abertas o
lavradas, de lindos padres, que se vende por
proco muito em conta, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores, prepriaa para cintos,
cintos con fivela prela propros para luto, (uvas
de torcal com vidrho muito novas a 18200 o par,
ditas sem vidrho a 800 rs., ditas de seda eofei-
tadas com bico e vidrho a 2} : isto s ae vende
oa aguia de ouro n 18.
Calcado francez
barato, a dinheiro vista, na
ra do Cabug n. 16
Botinas o lustre es) perfeif estad* par he-
nema M#l
Bitoo de ito e do bozetre o> Naerte*tSuzfjat a
gooo.
Ditos do lustre com pellica para homem a 6/
e 7/000. r ^
Ditos de cores gaspiados para senhora a 3, 43 e
49500, o-r r .-v
Ditos de cores e pretos gaspiados para menina
a 2, 2*500 3 8 Y
Ditee de lustre e pellica para senhora a 4.
Sapatoes de lustre para homem a 38, 39500 o
Ditos de dito gaspiados para homem a 48000,
4*500 e 5J.
Ditos de dito gaspiados para menino a 39000 o
393OO.
Ditos de dito para dilo a 28 e 2*500.
Ditos de bezerro pira dito a 2*.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tapio goste, s se encontra na loja
d'aguia branca, ra doQueimado n. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, chegado um completo sortimento de cal-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na toja d'aguia de ouro, ra
do Cabug a. 1 B.
Para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quses se tem vendido por
1609, eque se veedem por 80*.
Ditos ditos sem aer bordados a reliado, fazen-
da muito boa o encorpada por 56* e 608-
Mantas pretas de linho bordadas a 8*.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a 12f.
Ditaa de seda de cores muilo linda* a 20*.
Grosdenaple preto superior de 2*200 e 2*, e
muito largo a 2*800.
Sarja preta hespanhola bos a 2*.
Velludo preto liso multo bom a 4f, 5* e 6|.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 59090.
Dito de Telludo preto bordado para collete
a 10*000.
Caigas de casomira prela fina a 10 e 12*.
Caucase sobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorgurio preto o bordado de cor delicada, o
corado 4*.
Colletes de casemira pretos bordados a 8*.
Paletots de panno preto a 12* e 18*.
Ditos de alpaca preta a 8*, 4.5 o 6j, e muito
Qno a 8*000.
Saias balio a 4.
Chales de merino bordados, grandes a 5*. 6*
e7*000.
Ditos de seda pretos grandes a 14*.
Vestidos de seda de cor bordados de doss saias,
fazenda muito boa com algom mofo a 40 e 60*.
Ditos oe phantasia em cartio a 15*.
Calcas de casemira de cor a 6*. 8, 9 e 10*.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 5*.
lalas de sola para viagem de 12* a 18}.
Chapeos pretos francezes finos a 88
Ditos de castor brance sem pello muito bons a
129000. E outras mullas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recife n. 50, de Cunta e
Silva.
Ha pechincha
Na ra do Crespo n 8, loja de
quatrp portas.
Cambraias de cor miudinhas. cores litas, com
pequeo toque de avaria, pelo baratissimo prego
de 2 ),) rs. o covado
f19as)ttS 3>3a.a,pg>.&
Machinas de vapor. a)
9 Rodas d'agua. 9
@ Moendas decanna. aa
Taias.
Rodas dentadas. an
q> Bronzes e aguilbes. *
% Alambiques de ferro. aj
Crivos, padres etc., ote:
sj Nafundicaode ferro de D. W. BovmanfJ
9 ra do Brum passando o chafariz. 9
IERaL
Viihos engarrafados^
Termo
Collares.
Lavradio.
U.deira.
Carcavellos.
Alfolio.
Bu celias.
Malvaaia, em caiaa de ama duzia de garrafaa :
na ra do Viga rio n. 19, primeiro andar.
Vende-se dons sitios no lugar da Ibura,
ambos com casa de meada, arroredos de fructo,
um dellea eom matas de madeiras de censtruc-
cio, e para fazer lenha e carreo, lendo ambos oa
sitios bastantes Ierras de plantele, e ter vaccas
de leite : quem os pretender, dirija-se a prac.a da
Independencia, toja de chapeos n. 23 o 25, que
ahi achara com quem tratar.
Vende-se urna casa terrea com 8 mei-aguas
no fundo, e chios propros, na ra do Padre FIo-
riaoo ; quem pretender, dirija-se a ra da Penha,
aobrado n. 2.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem -se mui bonitos bonets ioglezes de gor-
Suro e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
rdea a 18500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita durarlo toroam-se mui proprioa
para os meninos do escola, e mesmo para paa-
aeie ; assim como-outros bonots de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2fS00, 39 e
4*. o melhor possivel: na roa do Queimado n.
16, loja d'aguia branca.-
Chapeos de sol
de seda e de panno de todos
os tamanhos, perfumaras,
bengalas, chicotes, etc. etc.
A liquiilacao da loja na rui Nova n. 36, conti-
nuara somonte at o dia 20 do corrente mez, e
com abates importantes nos objectos cima men-
cionados : vende-se em porfi e a varejo.
Queijos do va-
por a 1,800 rs.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor inglez a ljj800, presunto muilo no-
vo a 820 rs., bolachinha ingleza a 160 rs., e era
barriquinha de urna arroba a 39200: na roa das
Cruzes n. 24, esquina da traressa do Ouvidor.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, ra Direita n. 66.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater & G.,
rus do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
tuoscooa.
&?&$ $*$
Em casa de Mills Latham & C. na ra 0
9 da Cadeia do Recife n.52, vende-se : #
Vinho do Porto. *
9 Dito Xerez engarrafado da muito supe- #
rior qualidade. 0
Oleo de liohaca. 9
9 Alvaiade. 0
9 Secante. 9
Q Azarcao. 9
Encarnado veneriano em p.
Lavas e Joiivin.
Vendem-se as methorea e mais frescas luvas
de pellica de Jouvln que ae podem desejar, por
lerem sido recebidas polo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Calvice.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers C.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Roskell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, rme no seu proposito
oe barateira, esti veodendo mui novas e bonitas
luvas retas de torgal com vidrilho a 19 o par;
a ellas, antes que se cabera : na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de \$ e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de-uma s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cento: ao escrip-
torio de Azevedo 4 Mendos, ra da Cruzo
a. i:
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho proto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo preco de
2.500 rs. a libra a na aguia branca.
As verdadeiras la-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna aova remessa daa verdadeiras.la vas de
Jouvin, cuja superioridade ji bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem i ra do Queimado,
loja d'aguia branca a. 16, asseverando que sao as
raelhores e mais novas no morcado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores Unas para as noivas, e as
esti vendendo a 69 e a 8>, conforme o seo pro-
posito de barateira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
TABAC CAPORAL
Deposito das mtuuifatturas imperios Ene excelente (*mo acha-se depositado, diretameBlfl na ra Nora n. 25, ESQUINA Da\
CAMBOA DO CARMO, o qual se veade por masco, de t heetograraos a 1*000 e era poacio de
W nMsees.atfo cima eom cesconio de.95 per ceolo ; no tatemo estabelecimeato acha-se tambara
o yerdMairo pape) do uho paja, (tyurg^
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
anas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaea ae vendem po
precos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa;
a doze vintens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao ae acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na Tua do Queimado n. 2&
est multo aortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a 1 $000 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lg200 a vara; gangas francezas muito finas de
padres oscuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
propros para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : corles de caiga de meia casimira a 1$600;
ditos de brim de linho de edres a 2j> rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 22 e a 24 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 1#400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia braecoa para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditoa de cambraia
de linho a 69, 79 e 8| rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada um; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de lfnho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e laberin-
to a 29000; e alm disto, ootraa muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Pregaica est queimando, am sua loja na
ra do Queimado n. S.
Pegas de bretanha de rolo eom 10 varas a
28, easemira escura infestada propria para cal-
ca, collete epalitotsa 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 59, e69 a peca, dita tapada, eom 10 varas
a 59 a 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 94 0, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7 e 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 91 cada am, ditos com
ama s palma, muito finos a 89500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas eom
barra a tOO, 120 a 160 cada nm, meias mnito
fiaas pra senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 a 89500 I duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para eoberia a 980 rs.
o covado, oh i tas escuras inglesas a 5994)0 a
pena, o a 160 rs. o eovado, brim branco da puro
liaho a 19, 19900 e 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, hrilhantni
azul a 400 rs. o covado, alpacas de diSereates
coros a 360 rs.o eovado, eammiras pretas
finas a 2|50O, 39 a. 39600 o eovado, cambraia
preta e de aalpieos a 500 rs. a vara, o outras
muitaj fazendas qua so faja" patenta ao compra-
dor, a s todas se dar Tr'm pw BMWhnr.
A utilidade da pomada
indiana nao a de fazer
NASCEtt os cabellos, mas
tambem de dar-lhes forca
para evitar a calvice e nao
deixa-los enfranquecer tao
cedo como quando ella alo
for appneada; alm disto,
sendo sua composicio for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpcio pelos poros da cabega nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
a. 59 e roa do Crespo a. 3, e em Paris Boule-
vard Bonne Nouvelle. Prego cada frasco 39.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mui barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-serv ior ; um* colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jaratar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'Enclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por isso desfaz-se destes objectos, man-
dados vil expressamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com pereicao
3 apurado gosto.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez nma pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqu tem vindo, e de seu costume est ven-
dendo mui baratos a 10)5 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, roa do
Queimado n. 16, antea que ae acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 359 :
na ra do Oueimado n. 92, loja da boa f.
Ruada Senzala Nova n .42
Vende-se em casado 8. P. Jonhston 4C,
sellinse silb5es nglezes, eandeoiros e castigaos
bronzeados, lonas nglezes, fio devela, chicote
para carros, amontara, arreios para carro do
um a dous eavalos relogios de ouro paienfe
inglez.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e piaho
por prego razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores segaras a
900 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2C,
brimzinbo de quadrinhos a 160 o covado, musse-
' lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 190 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
pico a !J400a vara, luvas de torgal muito Anas a
00 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo : os pregos sio baratissi-
iros, vista das larguras e bo'm gosto, de taes
franjas sao de 18900 a 35000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'agnia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
99300 a vara ; i vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, toja d'aguia branca.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmos.
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, aonde as senhoras acharo os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino,
como de outras cores, que em vista do ultimo
gosto ninguem deizar de comprar : s na loja
d'aguia de onro, ra do Cabug n. 1 B.
wm
cbenos e deacebertosr pequeos e grandes, da
ouro patente ingles, para homem e senhora de
om dos melhores fabricantes de Liverpool, vira-
dos pelo u'timo paquete inglez : em casa da
Sontball Mellor A C
Mima moda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
' S na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n.
1 B, sonde as senhoras acharao am completo
sortimento de entortes de cabega, tanto preto
como de lindas coree, da ultima moda 4o Paria
recebidoa 00 di 16 pelo vapor francez, pea a
senhbraa que desejaretn ver podero mandar pe-
dir, que promptamente se Ihe mandarao as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
do ricos que sio ninguem deizar de comprar :
isto sf> na loja d'aguia de ouro, ra do Cabagi
o. 1 B.
Vendem-sa barricas com bolachinha inale-
za ltimamente chcoadis a 3J>: no armazem do
Annet confronte a aliandega n. 7 B,


mm ai uu4Mc* saibam n mu. mi.
DE
ROtfPA F3FPA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
pO RA DO QUEMADO 40l
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
que tem um dos melhores romsaores? *" *"**' Tw,tede dM '. P o
Caucas de panno preto, 40$, 35$ e <"*" *-- ------
Grosdenaples baratis-
simos.
^Bdem-ie grosdenaplea preto pelo baratissi-
Qeelmwe o. 4a, loja Ha bea .
maior pechiflcba
se ten viste,
que
AGENCIA
Di
Palitots de dito e de corea, 35$, 30$
de cores, S2#000,
Sobrecaeaea de dito, 35 e
litotsde"
KjOOOe
Dito de casimira
15J>, 12} e
Ditos de alpaka preta olla de vel-
ludo,
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9^000
Ditos de alpaka de ores. 59 e
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos do brisa de cores, 5jf, 4*500,
DitJ?LS brameote 4 litabo branco.
6S000, 68000 e
Dll5SOoVe*rln6 ** Crai0 ^^
Calis de casimira preta e de cores,
11, 10$, 9 e
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 5 e
%&4&r* e e cwe9-
Ditas de ganga de cores
Golletea de velludo preto e de co-
res, lisos e bordadoa, 12, 9$ e
oitos de casemira preta e de cores
lisos e bordados, 6j, 5*500 5 e'
305000
30*00
20*000
9yooo
igooo
8*000
3)000
2500
3*500
4J000
8*000
esooo
4*500
S500
3S0O0
8*000
3*500
Ditos de setim preto
Wtos de seda e setim branco, 6* e
Ditos de gureurao de seda pretos e
decores, 7J000,6*000e
jBBsaaf* brBI e u8*a0 braceo,
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodao, 1J600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, S*500 e
Ditas de peito de linio J e
Ditas de madapolo branca e de
cores, 8. t50O, 2* e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa.fraDcezes,
formas da oltima moda 108,8*500 e
Ditos de tertro, 58, 4 ^r^
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 14*. 128,118 e
rollrtenos de linho muito finos,
nevos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de euro, patentes nort-
een taes. 100*. 90, 80 e
Ditos de prara galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40S 30*000
iL ouro' adere?o e meios
acrese, polseiras, rozetas e
anneis -
Toalhas de linho, duzia lt*000 e 10*800
5*000
5*000
5*000
3*000
2*900
lgS80
23300
3*000
1SS00
18000
7*000
8*000
7*000
*800
500
70*000
Chapeo* branco de castor da ultima
moda a 5# cada um : na ra Nora n.
48, de fronte da Conceicao do Militares.
Farinha de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-Be a bordo do brigue Hara Rosa, fun-
deado defronte do caes do tu
-----------, por preco com-
modo : a tratar com o capillo a bordo, ou com
o consignatario Manoel Alves aerra, na ra do
Trapiche d. 14.
Caimlies
de peaje 4 6 a groza; na rua da Canela do Re-
cife n. 15, loja.
Vende-se o engenho Cete situa-
do em Maneota freguezia de Iguarassu':
a tratar com Jos Azevedo de Andrade,
ra do Crespo n, 20 A, ou com o Sr.
Francisco Ignacio da Cruz e Mello, no
Giquia'.
a ~1 T>e.?de,~8e uma Pr5a<> de harria vasios, sen-
do de 4." e 5. que foram de azeite doce e vinho:
oo pateo de S. Pedro n. 6.
Vende-se orna linda mulalinha de 4 aanos
aa ra Nova n, 15, segundo andar;
Cassas de cores.
Anda se vender cassas de ores fizas, padroes
muilo bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
e mais barato que chita: na ra do
n. 22, na bem conhecida loja da
o covado,
Queimado
Boa f.
Garibaldi.
Gravatinhas de gosloa 200 rs. cada uma : na
ra do Crespo n. 18, loja de Diqgo 4 Eernandes.
Fazendas baratas.
Cheguem a loja da ra do Queimado n 69
para compraren fazendas por todo preco, hitas
de cores escurase 160 rs.. ditas francesas a 220
wi."h. P 6 8lg0d5 de tofl* qliade e
mais barato do que em outra qnalquer parte.
__ ********* caedwnte propriedade em
ggPgf* 1 >W> e com Iravejamento
?a"Je7aP,ar. obrado, com 30 palmos
*."*..'""" aonraao, com 30 palmos de front I1T1 ----~~ '"!, os nuaes est venfl
e 180 de fundo, sito na roa do* cees ApoSo ?e oS/d.'rT? pre
gion!6.rDar8d0l,nperad0r U*r,ra Coe: atHAlSUfi
rnmmS6"*6 SSatt" terfea COm b0es
2tt51A* P"' fcmih"' na Povo?5o de Caran-
ga ladffdo no ; os pretenden tes podem procurar
para tratarem na loja n. 61 da' rna
rador.
procura
do Impe-
-im*%&mmiee&
fbarato que
admira.
NA LOJA DO
Alfil
Rna do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 2, de 4 a 3 e 3*500.
bollinhas bordadas muito Anas al.
Pecas de babadinhos muito finas com 3
el|2 varas a 1*600 e S.
Entremeio8 de cambraia fina a 160 rs. a
tira.
Grosdenaple do cores a 1600 o covado.
Manguitos de cambraia bordada a 1*500.
Manguitoa bordados e gola poT 50
Chalys malisadosa 500 rs. o covado.
Lanzinhas nuilo finas a 4P0 rs. o corado.
Chapeos de seda para senhora a 158 e 25S
Ditos de palha da Italia a 28g.
__ Chales de touquim a 2f$.
Chapeos de sol de seda inglezes a 12.
E outras multas fazendas que s se v
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap.
tisados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua nronria
encommenda. delicados sap.tichos de >etim! J -
1S?T!!!!J***~.M5-S est venoendo
aero nao
merino tambem brd.do7aT1^1 "Celu
dlvplZe mULfioas bonit" eiafde seda de
diversos lamanhos. lendo at, proprias par. os
S f mTau que 8erven de nJ'a S p
que l_
de por pre$os muito baratissimos.
Luvas de peluca a S500.
i ven-
Liquidacio
DE
Miudezas baratas.
Ra larga do Rosario n. 36.
Caias de pos para dente3 a 100 rs.
,. 5l!nde tranca de caraco1 de la com 14 va-
ras a Z4u
Ditas de galao branco para eneites a 1.
Ditas de babado largo aberto a 2*500.
Ditas de dito eslreito a 400 rs.
Carto de colxetes em bom estado a 60 rs.
Hassosde grampas a 40 rs.
Carreteis de llnhade 100 jardas de cor e bran-
ca a 30 rs.
Ditos de dita de200 jardas, alexanders, a 80 rs.
Pares de meias para senhora a 280.
Duzia de ditas finas para senhora a 4
Sabonetes muito bons a 160 rs.
Ditos muito finos inglezes a 400 rs.
Ditos finos de bola a 720.
Penles de massa virados a 19280. .
Ditos de tartaruga virados a 8*500.
Cartas de alfioeles cabega chata a 240.
Ditas de ditos cabcca redonda a 140.
Sapatinhos de lia para menino a 320.
Ditos de dita finos a 400, 500 e 600 rs.
Galao de la a proprio para efeite (peca) a 800 ra.
Croza de botes de osso para calca a 240 rs.
Dita de ditos de osso para dita a 360.
Dita de ditos de setim para paletot a 28.
O dono deste estabelecimento, desejando aca-
bar com todas as miudezas aten fim dejunho
prximo, est resolvido a torrar as miudezas pelo
custo ou ainda mesmo com algum prejuizo'; por
issochegada a occasiio de quem precisar de
miudezas, comprar barato.
No estabelecimento photographlco de Stahl
& C., ra da Imperatriz n. 14, ha para vender
anda uma machioa completa para Uiar retratos
ao ambrotypo com todos os pertences e chimicas
arrumados em um bah, muito oropria para via-
gem. Da-se a inslrucgao do melhor procsso nes-
U "%emA lls6cs' lud0 muit0 em COta-
Vende-se um preto muito poesinle proprio
para qualquer servico, e de excellente conducta,
o motivo por que se vende se dir ao comprador;
tamhem se permuta por uma negra que esteja
as circumstancias de poder servir a uma casa
de familia de portas a dentro ; a quem convier
qnalquer das transacgea, pode dirigir-se a raa
da Gloria da Boa-Vista n. 112. a qualquer hora
do da, que achara com quem tratar.
Vende -e o engenho Triumphan-
te, situado ao Vao de Una : a tratar
com Jo Azevedo de Andrade, ra do
Crespn. 20 A.
Vendern-se toalhas de linho ada-
mascadas par? mesa, ao mdico preco
de Z$ : na ra do Crespo n. 20 A.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acaba r,
ea?ite!pa?no pret0 a22' aze calas de casemira pretas e de cores ditas dn
colleles de velludo pretos e de cores, ditos d
gorgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
pernas a 200 rs. cada uma, collarinhos de linho
da uhima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar ; a loja est berta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noite.
Muita atteiKjo
No becco Largo n. 2, confronte ao barbeiro,
vende-se vinho muito bom a 500 rs. a garrafa e
por caada 3600. Br&ia, e
SYSTE MA MEBiCO DE HOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este i nestimavel especifico, composto i nteira
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguna outra substanciadekcteria. Be-
nigno a mais tenra infancia, e a complejo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleicio mais robusta ;
e enteiramenle innocente em suas operacoese ef-
leitos; pois busca e remove as doen^as de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que seam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j es lava mas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrara saude e forcas, depois dehaver tenta-
do inultimente todos os outrosremedios.
As man afilictas nao devem entregar-se a des-
espers?ao ; facam um competente ensaio dose
encases effeilos desta assombrosa medicina,
prestes reeuperarao o beneficio da saude.
Hao se perca tempo em temar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
Accidentes epilpticos.
flJNDiClO LOW-MOVI
Ra 4a Seizalla R*t. b.42.
este estanetoimento otinna haveronf
npleto sortimento da moendas emeias moe-"
para eagenho, machines da vapw e taixas'
lererro batido e ewdo, da todos os tamaitos'
pora ano,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no sen depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
monto de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4*
As verdadeiras luvas d pelli-
ca Jouvin.
1 rJk** d'uta fle amo- do Cabag n.
.. i *"eDera-se nm completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
corea seguetea : prU, cor de canna, amar ellas
e Drancas, sortimento completo, tanto para ho-
e.I}?if0"0 Pra senora, pois afiancamos a boa
quaiioeoe e tresquidio, pola se recebeu em di-
S3S353E%* M ,oja "v*de
Cheguem aloja da Boa f
Chitas-raucezaa muito finas de cores Gxas a
ou rs. o covado ; cambraiasfrancezas muito &a
43500 e a 68000 a peps com 8 lii varas ; di-
muitosupenor a 8$000 a peca com 10 varesf;
dita fina com salpico a 4*800 a pega com 6 tfl
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
rara; larlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas ^u, sendo a di-!
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se
bem feltos
Paletos.
de
1Si? 9 "'' dlloa de wtteeU escuros a 335O0,
paletos de panno preto Ino, muito
ditos de brim branco de
sa33S0fj
Queima
wIJ!mi kmk -wk Baratas.!
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras TeitasJ
45 Ra Direila 43
,M lo noa direitos
o augmento
A
LOJA ARMAZEM
DI
IGes k Basto!
fcoTa'SzJTecio ?\m'n boirna' d
mam o d. ^lS 2S ?*
.rS Va' *? ei,a koUn.%"?
!'- ?aI "hado, encostnrado,
NA
Importante
Aliso
Na loja d;4 porUs da ra do Queimado n. 39
aciia-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de rcupas feitas, para cujo fim tem mon-
tano uma officina de alfaiate, estando encarreaa-
do della um perfeito mestre vindo de Lisboa pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
lim8 c S pess?as com Pecialidade aos
SStfe aes tant0 da armad como do
Faz-s toid.a, fardes com superiores prearos
e muito bem feitas, tambem trata-se fazer u far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figoriBos que de
l vieram ; alm dlsso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaqu6tas, bem como
colleles a militar para os Srs. ajudantes de esta-
do maior e de cavallara, quer seja siogelos on
bordados a espequilha de ouro ou prata, ludo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desenibargadores e de qualquer juiz segundo o
esiylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas al hoje, assim como tem muito ricos
desanos a matiz de todas as cores proprios para
ardamento de pagens ou criados de libr que se
far pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaquetas a
franceza bordadas ao mesmo gosto. AfTiangando
que por tudo se fica responsavel como seja boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se falta no
da que se prometler, segundo o syslema d'onde
veio o mestre. pois esptra a honrosa visitados
dignos senhores visto que nada nerdem em es-
perimentar.
Vendem-se lencos muito Anos proprios para os
K$!'M*JlVPTMI(m decores escuras e fixas a
03000 a' duzia: na ra do Queimado n. 22, na
ioja da Boa f.
SorimeDlo de-chapeos
/?ua o Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
Q6 a 79.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
Ditos de castor pretos e blancos a ifia.
Chapeos lisos para senhora a 25.
Ditos de velludo cor azul a I83.
Ditos de seda para meninas ricamente enferta-
Ditos ditos para menino a 53. *
Lindos *orros para meninos a 3&.
Bonels de velludo a 53.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4f.
Chapeos de sol francezes de seda a 73.
Ditos inglezes de.103,12 e 13& para um.
Arados americanos e mach a-
par a lavar roupa: em cata de S.P. Jo
anston & C. ra daSenzala n.42.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnisoes de cambraia muito fina
e mutto bem bordadas, pelo baratissimo preco de
55 cada uma
da boa f.
na ra do Queimado n. 22, loja
Deposito da fabrica do
Montciro.
^ua de pollo n. 6.
Ja^aSST aMUC"r reflj,ad0 desde 3200,3600,
43 e 4S480 por cada arroba, e por 53120 e 63400
do crystalisado.
Cabriolet.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
let americano, novo, com 4 rodas e arreios ; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Una do Queimado
* 46, frente anareWa.
Constantemente temes um grande em.
JSL1SSE2 de ao>recaf.caDs prX
an* ? e 4* core >u1o fino a W
x a stsniit?!n,Ma,oa 2S
a zyg,22 e 24S, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 143, 163 e 18 casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 283, 80J e 353. sobrecasacas de
casemira de core moitoftnosa 15 161
?. lto!!acco* daa "eamaacasmi*
!Ayf'-l e 145. calcas pretas de
casemira fina para bomem a 83, 93 101
*. dec*8emira decores a 7* 8a
93 e 103 ditas de brim branco. nVui?o
Sf'etaL' 6*' di,as de di> de cores .
33. 33500, 43 e 4500. ditas de mei.'-
aernira de ricas cores a 4$ e 4J50O, col-
leles pretos de casemira a 5 e 63, ditos
de ditos de cores a 4J50O e 53, di tos
brascosde seda para casamento a 5
ditos de 63. colleles de brim branco e de
f ustao a 33, 33500 e 43. ditos de cores a
230OO e 33, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 1%, 83 e 9
colleles pretos para luto a 450O 1 5
cas pretas de merino a 4*500 e 53, pa-
letots de alpaca preta a 33500 e 4fl, ditos
sobrecasaco a 63,7* e 8J, muito fino col-
leles de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 33800 e 4S, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 73 e 83, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de coTes a 143,153 e I63, ditos de
8 casemira sacco para os mesmos a 63500 e
73, ditos de alpaca pretos saceos a 33
833500, ditos sobrecasacos a 5J e 535
calcas de casemira pretas e decores a
O5500 e 73, camisas para menino a 203
a duzia, camisas inglezaa pregas largas M
muito superior a|323 a duzia para acabar. 2
w Assim como temos uma ofcina de al- 1
K f aiate onde mandamos executar todas
Wt obras com brevidade.
assem um 1 be Liu i8ej7a ^ *u" '">"
wmmm
Borzeguins para senhora.
t!ICOm.brilhatBa)- -. 60000
Dito (com laco e fivella).
Austraco (semlaco). .
Joly (gapa baixa). ... *
Para meDina.
De 25 a 30......
^ 18 a 22.......'
Para homem.
Nante (2 batera). .
Francezes (diversos autores.
Inglezes de bezerro, ioteiricos
Ditos (cano de pellica). *
Dito vaqueta da Ru*a \
Dito Dernambucanos *
Sapates para homem.
2 bateras (Jantesj..... 5$600
Sol.adebater.Suzer). 5^000
Meios borzegias (lurtre). eJoOO
Sapates (com elstico). 5A00O
Ui tos para menino 5*500 e UOQO
L2"".0 f"?c- counnhos, vaquetas pre-
5^500
5^000
40500
40000
50500
100000
90000
90000
80 00
80500
60000
taradas,
barato.
>, fio etc. em abundancia
e muuo
a a
53500,
as
I E para acabar. %
NA LOJA DO
Ra do Crespo n. 8.
Saias bordadas de tres pannos a 2
o 8o ?e qnat'0 Pnoa muito -
finas
para
baratis-
M5ieiel5SI5ft|8 SM^SdiSSSSIK
cal de
Chapeo.
Vende-se do Chili tanto finos como
grossos grandes e pequeos por ter de
retirar-se para fora a pessoa que os ven-
de : na ra do Trapiche hotel Francisco. 9
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoH extenna-
So.
Debilidade oa falta de
foreas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadee no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemerrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammsgoes.
Irregularidades
menstrua^ao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucfa de ventie.
Phtysica on consnmp-
pnlmonar.
Retencao deourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal)-
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilotas no estbeleeimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na lojad
toda os boticarios droguistaeouiras pessoas edo
carregadasde sua venda em toda a America n-
5ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
orna dallas, conlem ama instrnecio emportu-
guez para explicar o modo de se usar destas ni.
lulas. *-.
O deposito geni em casa doSr. Sonm
dharmaceuiico* na ra da Cruz n. 22 em Per*
nambaca.
Vende-se nasa mobilia da Jacaranda em
muiio beta estado, obra do Porto : na ma da m-
tru Ha atoa-Vista n. JO.
Armazem de fazendas
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 18800-
Lenco e.
Lenges de panno de linbo fino a lg900.
Corte de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, oelo ba-
rato preco de 5. ,f
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, nelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 ra. o covado.
Chita franceza.
Chitas rancezas pelo barato preco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e canias.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6$.
Mantas de Lloude.
Mantas de blondo pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
SsaOo" d Toalhas.
Toalhas de fusilo a 600 rs. ajada uma.
Sola do tarac.
A tratar com Gouveia & Filhos, ra da Cadeia
do Recite n. 3.
Meias brancas e pintadas para homem a 18500
a duna e 50 rs. o par; na ra Nova n. 42.
Cavallo.
do.
Vende-se um excellente cavallo, grande e gor-
' com arreios ou sem elles : a tratar na ra
do Queimado n. 75, juuto a lo/a de cera.
Vaccas paridas.
Vendem-se por commoo preco ahumas veo-
cas novas gordas, boas de lelte, amsele paalo
y^lgUnne! '' P"' T" e ini"> neailio
Queijos.
Vendem-e <)ueijos muito frescaas rindes pela'
"'""v^L'^u5 "WrttaT^ 9 4
-- Vande-se fariaha de mandioca em saceos
muito barata; no becco i^oTSr 0,**ecM'
de predio.
Vende-se a casa terrea da ra do Arago n.
14 que deila os fundos para a ra do Tambi,
tendo grande quintal murado e diversos arvore-
dos de fruto : os pretendentes diriiam-se ma
do Queimado n. 51, loja.
Vende-se um bom escravo moco para todo
o servico : na ra do Imperador n. 50, terceiro
andar.
Tinta azul que fica preta
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
Sk*"" at escrever-!e, e preta qando secca, a
oOO rs. a botija ; na ra do Queimado. loja d'a-
guia branca n. 16.
E' mais que pe-
chincha.
Mantas de gaie (grvalas) a 500 rs.
Ditas do linbo a 200 rs.
Gravatinhas de froco para senhora a 1$.
Gollinhas de cambraia finas bordadas a IjJ.
Saias bordadas com 8 pannos a 2.
Ditas ditas eom 4 pannos a 3$ e 39500.
Luvas de pellica de Jouvin a 2^500.
Laas de cores, bonitos padrdes, covado a 400.
Ditas de ditas, covado a 500 rs.
Ditas de ditas, covado a 360 rs.
Organdys, cassas, cambraias, sedas, chapeos e
muitas outras pechinchas que com a vista das fa-
zendas se hao de admirar; na ra do Crespo n. 8,
loja do Leandro.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cora completa
das fondas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
paseduraa, deslocatdes, cachacos, temores, erysi-
peUae quasi todas as molestias da pelle : acha-se
venda no Bazar Pernambncaao da ma do Im-
perador e na praca da Independencia n. 22.
frece dos Irasco.____flgMQ
demeio dito.... laooo
de 1/4 de dito... 500
Farinha de mandioca a 2 o aacco, dito com
f^f 3lB. it7eom me a 2TO
a arroba ; aa ma do Queimado n. 14.
Polassa da Russia
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
quahdade, assim como tambera cal virgem em
pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Aiieiieau.
N. 40-Rua do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres quarUs de
Tarinha de mandioca a 2J500.
Toucinho deJLisboa a 320 rs.
a libra e 9$ a arroba.
Vende-se toucinho de Lisboa a 320 a libra e
S a arroba, dito de Santos a 280 a libra e 8fl a
arroba ; na ra das Cruzes n. 24, esquina da tra-
vessa do Ouvidor.
Ray mundo
Carlos Leite &
Jrmo recebe-
ra m pela bar-
ca Clarisas viu-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a per fe i coa-
mentos, fszendo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na ma da Imperatriz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para aa mesmos como agulhas re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores 'ludo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
_w as a 3g e 3500.
Gollinnas bordadas muilo
senhora a 1j cada uma.
Outras muitas pechinchas por
simos precos queso se vendo.
A 1^000.
u^nsvos, "i fi.,i,n: na rua dQueima-
Potassa.
Ve-de-se a 240 rs. a hbr, a
S supenorealva potassa doacredi-
^ tado fabricante Joao Casa-nova 3
|| cuja quadade e reconhecido ef- S
g feito igual ou superior a de *f
8J Hamburgo, feralmente conheci- ^
da como da Russia : no deposito,
7" Ha Cadeia n. 47, escriptorio *
de Leal hei. r
que admira.
^fcae8^^^cratf^
queijosdo vapor a |70O e 2. ditos a 1440 ca
a S. doce de goiaba a 800 e 1J o caixo Vinho
do Porto engarrafado a 800 e IB a sarrnfi m-t
xas a 320 a libra : na Iravessa'do'pa.eo d P
raizo n. 16-18, casa pintada de amarallo Pa"
Jogo de damas e gamo.
n nf,D.1em"f bonias caixinhas com moldura 8
os quadros de cores estampados em grosso vidrn
obra delicada, pelos baratfesimos pfecos; de 3 i
f assim como outras caixinhas maiores rn
2fT franquetas. tendo em cima o Jogo Je
damas e dentro o de gamao com seus neeesaa!
Bom
Escravos fgidos.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de lioho de flores com
pequeos defeitos a 3$ a duzia, ptimos pelo pre-
?o e quahdade, para o servico diario de qualquer
casa ; na rua do Queimado, leja d'aguia branca
numerlo.
Rua do Amorim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
barato preco de 2}J a arroba : a ellas, que se es-
lao acabando.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira preta muito bem
feitas a 10, ditas de dita de cor mnito superior a
9, eslao-se acabando : na raa do Queimado n.
Zz, loja da boa f.
Farinha de mandioca
a 2JJ500 a sacca, chegada ha dous dias de Santa
camarina, de muilo boa qualidade ; no largo da
Assembla n. 15.
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15.
Cera de carnauba
da Granja e de outros logares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
llmbiTi.".?!10 b0" quaUd'de; no lardft
Cabriolet.
Vende-se um cabriolet americano com 4 rodas
e com os competentes arreios ; a tratar oa rua
do Queimado n. 75 junto a loja de cara,
Pechincha de meias.
listas de cores muito finas, maito ten be-
mtM.pera homem a 1500 a duzia e a 140 o
Pr, que deiiar de as comprar aesa atoes
wien,IBa 4* Queia*i9 **. ^ da diK-
r.7 ?e88PP"l"?oeu no da 26 de marco prximo
K,.hdh*.P,,r?U.de Guarila' da Provincia "a
Parahjba do Norte, o escravo de Francisco Dias
Araujo por nomo Joao Manoel, com os signaes
Se" : C8bra> Cbei0 do corPO. idade de 50
annos pouco mals ou menos, calvo, pernas tortas
um pe maia lorio, que oulro, de sorte que quand
5sa.'m'laa PPaaio. sabio com calg. de algo-
peo oe couro. Adverte-se que o dito escravn
gosa dse applicar aos servicos decarpina, pe-
dreiro. sapateiro, carreiro e queimar cal nara o
que possue habilidade, e por isto ser cil li-
tulo.de forro vir trab.lhar em qualquer dos ditos
officos nesta cid.de do Recife ou sus erra balde"
?nHH.a1,Sle "m.lrmSo : >-". portanto, s su.
tondades policiaes a captura do meim
capitaes de campo, e -
e aos
- qualquer pessoa que o vir
Sser'Sglie6.0 ?=HfeIS-*- i--*l5
cidade de Olinda.
Marcolino Dias de Araujo, na
. rua do Bom Successo casa n.
6, ou na rua da M.ngeira da Boa- Vista, nesta c-
a'v!: h0*8?,^' 4, ao Sr- teBeDle F"eco Jos
Alves de Albuquerque^ que se recompensar.
200,000 de gratifi-
caco.
Fugio no dia 2 de Janeiro do correle anno o
nos .^nCrchl 6 DOme lreni0- dade de 28 an-
J^S^^ "/'.".Jb. bem parec-
pes grandes, creatnzes de chicote
do, ar alegre,
iD.8AC0Klas ; 8ahJ "^do'em cavallo russo sol-
ado, bem vestido e calcado, chapeo preto de fel-
tro com aba larga, fcltatem : roga-se es autor
dadesonde elle fot encontrado, a captura d
mesmo. e a qualquer pessoa. qu o conduSa con?
seguranfa i casa de sen senhor o caniiVn \n??
oa0cCoamSSraaddaeAU,.ha Lma- D0 SS'.u "a
hZ"l* d temnro proiiBH psssado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que a pouco o baria comprado ao Sr, fiento
UBm^^tum, da orne Joaqnim, de idade
oe nncoeota a timos amros, fulo, alto, magro,
den tes grandes, e com taita de alguns na frenie,
queixo fino, ps graades, a orna as dedos gran-
desdos ps bem abenas, muito palevriador, in-
ertca-ta rorro, e tem signaes.de ter sido surradot'
Consu ^ae esta escravo apprecera no dia 6 do
Mraaale, viado do Jada das CincoPontas, e sea-
do nierrogade per nm patecerro seu conhecido,
f**Q* *"> sido vendido por sen senhor nara
Goiannlima: qualquer pessoa que o pegar o po-
des* levar m Pernamloa aes Srs. Basto Le,
aot, qne gratificarao generosimente,


(8)
DIARIO DI POMA1WCO. *- SAMADO t DI AB1IL D lili.
Litteratura.
Poltica religiwa t Felipe II.
i
(ConclusSo. ]
A opposigo do conde d'Egmonl so governo
de Felippe II tomara um .carcter mais deplora-
vel aloda, quaDlo ao motivo de sua origtm DiC-
ficilmenle iraagiaar-se-ha cousa meos nobre' e
menos generosa. D'Egmont esperava que o re1
lho conliasseo governo dos Paizes-Baixos. Fl-
cou extraordinariamente escandalisado rendo a
duqueza de Parma investida destas altos funeces.
Concebeu um violento resenlimenlo e conservou
para com Felippe II um desses odios persistentes
e inveterados, qne sao proprios das mediocrida-
des vaidosss. as suas relaces cora o governo
nota-se urna frieza e um rancor que revelaran)
um orgulho profundamente ferido.
a A ioimisado de Egmont com Granveile era
menos jusliQcavel ainda, pois tinha origem n'ums
questao de puro inleresse privado. D'Egmont,
diz Slrada, pedir a abbadia de Trullo para seu
sobrinho e Granveile havia pedido para si mes-
mo ; era bstanle islo para o carcter vingalivo
do conde.
Deste momento cm diaote elle fez ao cardeal
urna opposigo encarnizada ; encontrou no Taci-
turoo e no conde de Hora auxiliares dignos de si.
Tomamos emprestado a Mr. de Gerlache alguns
pormenores desla guerra to injusta quanlo des-
leal.
Guilherme, d'Egmont e de Horn (ormaram
urna especie de triumvirsto contra Granveile e
-experimentoram desgosta-lo no conselho de es-
tado por meio de urna opposigo systematica,
. contradizendo todas as suas opinies, primera-
mente guardando um certo decoro, depois provo-
cando com palavrs picante e irnicas, e final-
mente accommeltendo-o de urna maneira ofen-
siva.
Vendo que Granveile era homem que nao se
desconcertava nem se intimidara, deixaram de ir
ao conselho, dizendo que'nao se assentavam no
mesmo lugar em que se assentasse Granveile, e
que, alias a sua presenca era intil; e afinal de-
cidirn)-se a fumar concilibulos.
O odio contra Granveile foi excessivo. Os ver-
sos, pasquins, e caricaturas appareciam por toda
. a parte
Nao parou ahi : fez-se saber. oflkiosameHle
ao cardeal que elle tomasse cuidado comsigo,
pois um tal Villette havia jurado assassina-lo.
Empregou-se meios mais prfidos. Atacou-se a
sua videprivada, religio e costumes ; disse-se
que elle era espio e familiar da inquisigo da
Hespanha e delator dos Belgas em Madrid.
A tempestade augmenlava. Os inimigos do
cardeal chegaram finalmente a desmoralisa-lo
para com & governadora. Disseram-lhes que ella
doria separar-se de um homem, que os bons ada-
maos odiavam, e que ver-se-hia logo livre destas
contendas ; repetiam-lhes a cada instante que
ella era governadora smente no nome, que s
tinha as honras do lugar, emquanlo que Granvei-
le tinha o poder ; ella viu-se obrigada a mandar
-alguem Madrid gara obter sua revocaco.
* Granveile abandonado de uns, perseguido
por outios, vendo touua conjurados contra si, jul-
gou dever ceder forca. K'..0pe Ii importuna-
do c fatigado com esta lucta o dei^u partir. Foi
urna desgraca para o rei e para o paiz.
Desde o memento da partida de Gran.iie,
diz Grotius, a religio e o imperio se acharam
abalados nos seus fundamentos.
A' d'Egmont censurou-se as suas relages com
o Taciturno e suas culpareis machinares contra
o cardeal de Granveile ; isto bastante para nao
fazer delle um hroe ebristao. Mas "*
allega contra elle factos w"" m9 "ves.
Varaos ver com sle grande realista perju-
iou ; como este grande patriota deixou serem
esbulhadas as provincias confiadas seu cargo ;
como este grande calholico prolegeu os secta-
rios e assegurou-lhes urna escandalosa impuoi-
dade.
Anda aqu citaremos o Ilustre autor da Intro-
dcelo a historia dos Paizes-Baixos:
Nao admitamos, diz Mr. de Gerlache, a opi-
ciao dos que vam no conde d'Egmont urna victi-
ma innocente, immolads aos inslinctos ferozes de
Felippe II e do duque d'Alba. No meio deste
concert de elogios chamado patritico, a nossa
conscieocia de historiador se revolta, em nome
da verdade, contra urna tal apotheose, que no
fundo obra dos partidos, como as que vemos
todos osdias.
O cadafalso engrandeceu prodigiosamente
d'Egmont. Se elle tivesse simplesmente servido
aoseu Deus e ao seu rei, a historia fallara delle
znuito pouco, apezar dos seus feltos militares.
Louve-se nelle um bravo e generoso guerreiro,
consentimos de boa voutade, maa, nao se houve
a sua conducta durante as perturba roes ; pois foi
deploravel.
Quando d'Egmont assegura a governadora
que, depois da partida do exercito heapanbol e da
retirada de Granveile, tudo se pacificarla e que
ella s encontrara nos Paizes-Baixos amigos
subditos fiis, como defende elle esta princeza
privada de conselhos e de apoio ? Associa-se,
ou antes fica aasociado aoi seus morlaes inimigos.
Todos os tras apparecem novas injurias e
perguotas, s quaes de aotemo sabe-je que ella
nao poderi responder.
t Quando a governadora reclina o soccorro
d'Egmont contra os iocoaoclstas, o que diz elle T
Responde que os sectarios sao muito numerosos e
que sempre ser lempo de restabelecer a religiio^
depois que se salvar o estado.
Concede aos sectarios o extreicio publico das
predica/, sem permisso da duqueza, e contra a,
exprtssa vontade de Felippe. Se elle se livesse
compenetrado do seu dever para com aquello que
representara por tantos ttulos, quem havia
jurado fidelidade e que Ihe havia dado urna
to grande autoridade, ter-se-hia conluiado com
os inimigos de seu soberano, prestando-lhes o
apoio de seu nome ? E se por acaso quera lo-
mar um partido, nao devia primeramente abdi-
car os poderes que recebera do seu rei para es-
sim ficar desligado dos seus juramentos ?
Se d'Egmont livesse urna gotta de sentimen-
to nao se dedicara defeza desta pobre mulher,
que lhe supplicava com lagrimas ?
D'Egmont, o vencedor de Granvelines, pode-
rla fazer menos quo Joo d'Immersel em Anvers,
que Noircarmes em Valenciennes, que alguns
simples cidados em Sclin?
O que o retinha, nao era o amor da reli-
gio, nem da liberdade de consciencia, com que
elle pouco se importava ; nao era o amor das li-
bertades do paiz, pois os sectarios as calgavam
impunemente aos ps ; ora, sim, o amor da po-
pularidade, este idolo das almas Iracas e corrom-
pidas pela lisonja; eram os conselhos a sobretu-
do o ascendente, que Guilherme tinha sobre elle.
Exageraram tanto a sua reputacao militar,
de tal sorte proclamaran) a sua gloria, que afi-
nal elle se julgou necessario todos os partidos'
D'Egmont era um destes homens communs em
revolugo. que suppoe poder conservar-se em
equilibrio entre os coofins da revolta e da fide-
lidade, at que a fortuna se declare por um ou
outro dos conlendentes : poltica falsa, perigosa
e indigna.
Mr. de Gerlache baza este juizo severo sobre
factos histricos e lestemunhos de urna irrecusa-
vel imparcialidade.
O quadro necessariamente restricto d'esle tra-
balho impede-nos de seguir o eminente escriptor
oestes desenvolrimentos.
Limilemo-nos notar alguns factos mais sa-
lientes :
J dissemos quo d'Egmont, n'um momento de
enthusiasmo, esquecera-se at de dizer que era
ao rei que elle obedeca. Nao se limitau a isto.
Em um concilibulo havido em Termonda, elle
deu incremento com a sua approvago, do accor-
do com o Taciturno e outros conspiradores, ao
projecto de oppor-se com armas ao desembarque
de Felippe II nos Paizes-Baixos.
Esto vassallo e feudatario do roi, que lhe havia
accumulado de gracas, oomeado governador de
Flandres e Artois, general de seus exercilos, con-
selheiro de estado, de quem havia emfim recei-
do tantos beneficios, eslava em toda a parte com
os seus inimigos. Era amigo de Luiz do Nassau,
de Culembourg, de Brederode, etc., e d'elles era
tambem complico ou instrumento.
Este grande realista, no dizer de Mr. de Meaux
conspirava hypocritamente contra o seu rei, e nao
corava de servir-se as suas culpaveis machina-
do es das cartas interceptadas ou subtrahidas
duqueza de Parma.
As intimas relages do conde d'Egmont com os
ebefes da revolta sao significativas anda, sob um
outro ponto de vista. Pde-se julgar do valor de
um catholico, que tem como compaoheiros Bre-
derode e Culembourg : dous fanticos proteslan-
No dia 25 de setembro de 1566, Brederode faz
erguer ao som do tambor as imageos das egrejas
de Vianen, e n'este mesmo dia comecou a apres-
tar soldados. Culembourgjantou em urna egreja
e depois de muitos ultrages para com o Santo-
Sacramento, deu ao seu papagio para comer a
hostia santa. Perdoe-nos Mr. de Meaux, mas con-
fessamos que nao podemos chamar c grande ca-
tholico ao amigo de eguaes monstros.
A conducta d'Egmont no seu governo do Flan-
dres, sua inqualificavel tolerancia para com os
sectarios, suas injuslicas para com os catholicos
denotara urna fraqueza e urna relaxaco vizinhas
da apostasia.
em Flandres no fia de um mex; mas isto provs i at arriecou a ana propria corda. E recusar-se
que a aua lealdade eslava na altura de sua f.
Mr. de Meaux cita com enthusiasmo a carta
escripia por d'Egmont, antes de subir ao cadafal-
so. Esta carta com effeito muito tocante; deno-
ta um corajao contricto e sinceramente ebristao
Prora que d'Egmont antes de morrer fuera um
bom acto de cootrieco. Mas se a contrieco apa-
ga as faltas perante Deus, ella nao o faz perante
a historia. Foi do que Mr. de Meaux eiqueceu-se.
Se a historia pode provar com honra o arrepon-
dimenlo de um culpado, nem por isso pode ne-
gar a Justina da expiacSo. Ora, aos olhos de todo
homem imparcial eternamente verdade que o
fazer justica tanta abnegago I E dar-se o no-
me de tyranno e despota ao principe, qua soube
fazer lio generosos sacrificios I
Quanto ao mais, as theorias de Mr. do Meaux
alo desmentidas pala historia. Os factos fallim
mais alto do que todos os raciocinios.
Gr,agas aos culpaveis cooluios de Taciturno e
de seus cmplices, gracas s traicoes do conde
d'Egmont,-os Paizes-Baixos lograram um mo-
mento os beneficios da liberdade de consciencias.
Gonheceram que a liberdade do mal eraaop-
presso do bem. Todos, escrevia Margarida de
conde d'Egmont foi justamente condemnado por | J^""" FeUPpe U, usara aqui da liberdade.jiue
ter commettido o crime de lesa-magestade e
rebellio, favorecendo e sendo cmplice da liga o
da abomioavel coojuraco do principe de Oran-
ge ; tendo o mesmo tomado sob sua protegios
confederados ; e por causa da m direcgo, no
seu goveroo de Flandres, a respeito da conser-
vado da nossa santa lei catholica e defeza da
mesma com os sectarios sediciosos e rebeldes...
O primeiro dever da gerac&o contempornea,
diz Mr. de Carn repudiar na historia as ideas,
contra as quaes ella chamada a cembater.
Nao contente do desconhecer este dever, Mr.
de Meaux quer accommodar sociedade do s-
cula XVI doutrinas inteirsmente modernas e ra-
dicalmente incoropativeis com a organisago po-
ltica e religiosa desta poca.
A dar-se crdito no redactor do Corresponden-
te era bastante Felippe II proclamar a liberdade
de coosciencia para triumphar do protestantismo
e poupar Europa as 1 utas sanguinolentas, que as-
sgnalaram a reforma.
Nao podemos adoptar esta opinio. E' contrario
razo e justica conceder ao erro os mearnos dl-
reitos que verdade.
Os povos assim como os individuos tem neces-
sidadede seapoiar sobre doutrinas certas e invio
lavis.
A misso do estado espaldar, garantir e prote-
ger estes principios fundamentaos da sociedade*
E'urna grande ignorancia da natureza do ho-
mem e de sua condico, diz Mr. Guizot, crer-se
que, entregue a si mesma, a liberdade humana
segu o caminho do bem. E' um erro resultante do
orgulho, erro quo eofrsquece a ordem moral e a
ordem poltica, o governo interior do homem e o
governo gerai da sociedade.
Objectar-nos-ho, talvez, que existen) pocas
agitadas de tal sorte, que os goveroos, para evi-
tar rovolucoes iocessantes e perigos extremos,
podem-se julgar autorisados i sacrificar a verda-
de social e limitar a misso do poder susten-
tado da ordem material. Porm, evidentemente,
sao situacoes anormaes o desastrosas, e nao jul-
gamos cousa digna de um grande principe conju.
rar desgranas.
Eis o difficil, porm glorioso papel, que Felip-
pe II imrJoz si mesmo. Consagrou todos os
seus esforgos i maoutenco da constituicao ca-
tholica. Teve bom xito, depois de urna looga e
formidavel lucta, e dest'arte fez i ctvilisaco
chrisla um inapreciavel aervico. Mr. de Meaux
nao d importancia estes resultados. A cora-
josa energa com que Felippe II combaten o pro-
testantismo aos olhos do escriptor do Corres-
pondente, a eega obstinagao de um carcter natu-
ralmente violento e desptico.
Em apoio de suas apreciages, Mr. de Meaux
cita a seguinte psssagem, copiada de Strada. Em
presenca das agitages suscitadas pelos sectarios
nos Paizes-Baixos, o rei, como era seu costume,
pedia, n'uma reunio de theologos, o parecer so-
bre a linha de conducta, que tinha i seguir.
Elles declararan) que vista da situaca cil-
un uas provincias na mangas o uuiuiuiiuente
Ibes con vera : que diga I liberdade 1 ha liberdade
para todas as religioes, menos a catholica.
Foi para por um termo ests anarchia quo a
rei, instancias reiteradas e com a approvago do
papa Pi V, determinou-se tomar medidas ri-
gorosas.
Esta louravel energa salvou o futuro do catho-
licismo e da civilisacao, nao s nos Paizes-Baixos-
mas tambem em urna grande parte da Europa.
E' o que afOrmam grandes escriptores catholi-
cos : Nao psream-os de vista, diz Balms, que
Felippe II foi um dos mais firmes defensores da
c Enlao apparece ama nova era para I diplo-
macia : ella se toros positiva, utilitaria, mate-
rialista': avaliando cada paia segunda as suas ri-
quezas, extencaa e populaco ; dquietando -se
com as crencas e costumes por cansa das suas
relacoes com a poltica.
Tal fui o resultado desta grande luta, que
tinha comecado sob o pretexto "de assegurar as
liberdades religiosas dos povos:
c Felippe foi o nico rei que ousou dizer a to-
dos os seus inimigos, catholicos ou protestantes :
antes de soTfrer a menor rnudaoca os nossaj
santa e antiga religio, eu perderei todos os meus
estados, perderoi cem vidas, se as tivesse. Nao
sou, nem quero reinar sobre hereges Se que-
ris saber o segredo do odio immortal e das in-
jurias que perseguirn) iocensantemente sua me-
moria, haveisde descobrir na parte, que, elle to-
mou neste grande drama, do qual elle previa as
fataes consequencias.
Cousa extranba I depois de tres seculos, o
homem que mais contribuio para salvar o catho-
lecismo na Europa, aioda hoje desconhecido e
calumniado nos ltvros, nos jornaes e as acade-
mias com um encarnicamento de que ha pouco
exemplo na historia. Que elle seja com todas as
torcas atacado pelos inimigos da religio e da
egreja, comprehende-se : mas, que escriptores,
qne se proclaman) campedes do chrislianismo,
conserven) sempre reservas contra Felippe II,
o que nao se pode comprehender. A razio por
que entro os catholicos mesmos, uns se mostram
muito amantes de urna va popularidade.de que
os jornaes liberaes sao os orgos mais acre litados
e outros, tendo urna ( muilo pronunciada, recu-
egreja catholica, e que n elle se personificou a iam examinar de mais perto as proras decisivas,
Apeiar das ordens precisas do rei, apezar das
reiteradas supplicss da governadora, elle recusa
perseguir os protestantes, nem procura roplimir
o seu furor iconoclasta. Estes dizem que com
a approvaco de Mr. d'Egmont que as predicas
sao publicas, que monsenhor os protege, e que
integramente por elles.
Em Ypres, as deputacoes das communas de
WeslFlsndre dirigem-se elle e reclamam a sua
proteccao.. Tragam-lhes o horrivel quadro das de-
vastares, commeltidas no espago de dez das pe-
los sectarios: e-as egrejas incendiadas, os sacra-
rios profanados, as reliquias laucadas ao vento,
as estatuas dos santos quebradas. D'Egmont Ibes
responde com sacrilegos sarcasmos : pergunta-
lhes se as imagens deitam sangue 1
E' verdade que depois de urna egual conducta
elle se gaba de ter exterminado o protestantismo
FOLHETDI
IM FAMILIA TRGICA
provincias na mangas o *. .u.miente
c perigo de v-las revoltar-se contra a corda e
:< afastar-se inteiramente da egreja, o rei poda,
com razo, conceder-lhes a liberdade de cons-
ciencia e de culto. A resposla de Felippe II
foi a seguinte : a Eu nao vos chamei para saber
se posso fazer isto, mas se o devo. Os theolo-
gos respondern) negativamente e Felippe, pros-
traodo-se aos ps de um cruciflxo, etclamou :
Soberano Senhor de todas as cousas, imploro
a tua magestade divina; conservs-me na resolu-
q5o em que estou de nunca ser, nem consentir
que me chamem senhor aquellos, que te rejei-
tam.
Nao comprehendemos como um historiador ca-
tholico recusa a sua admiraco 4 um egual he-
rosmo. E' triste de ver quanto os syslemas po-
dem obscurecer o juizo dos melhores espiritos.
Supponhamos um homem sendo testemunha de
um terrivel incendio. As chammas j tem feito
numerosas victimas, e ainda ameacam devorar
outras. Cerlamente este homem nao tem o de.
ver de immolar o seu futuro, fortuna e existen-
cia, para salvar os desgranados, que esto poB-
to de perecer, Mas, se o faz, quem ousar cen-
surar a sua coragem e a sua caridade? Quem
nao o achara digno dos maiores elogios ?
Tal era precisamente a posico de Felippe II.
Elle poda, talvez, com estricto direito, renun-
ciar defender a constituicao catholica de nossas
provincias.
Nao o quiz: nao poupou, para conserva-la,
nem as suas fmancas, nem tropas, nem frotas, e
poltica dos seculos fiis, no meio da vertigem,
que, sob o impulso do protestantismo, havia-se
apoderado da poltica europea.
Se a egreja, no meio destas grandes desor-
den.-*, "podo contar com nma proteccao poderosa
da parte dos principes, deve em grande parte
Felippe II. A poca de Felippe II foi critica e
decisiva para a Europa.
Se verdade que este principe foi infeliz nos
negocios de Flanlres, (ora de d vida que a sua
habilidada oppoz ao poder protestante um contra-
peso, que o impedio de o tornar senhor da Eu-
ropa.
Suppondo mesmo que os esforcos- de Felip-
pe II nao tivessern outro resultado, sen&o fazer
ganhar tempo, reprimiodo os impulsos da, polti-
ca protestante, elle fez um grande servico egre-
ja catholica, n'esta poca combatida por todos os
lados.
O que seria da Europa, se o protestantismo
se fotroduzisse na Hespanha, como na Franca,
se os< Huguenotes podessem contar com o soccor-
ro da pennsula ?
O que tea sido da Italia, se o poder de Fe-
lippe II nao Qzesse qwe ella fosse respeitada ?
Os sectarios da Allemanha nao teriam feito pre-
valecer as suas doutrinas f Appello para aquel-
es que conhecem a historia: se Felippe II hoi-
vesse abandonado a sua poltica, a religio ca-
tholica nao se arriscara se-achar, no comee do
seculo XVII, na dura necessidade de viver como
religio tolerada, na generaltdade dos reinos da
Europa ? E de mais sabe-se o que significa esta
tolerancia, quando se trata da egreja catholica;.
ha seculos a Inglaterra dos- eoslnou; a Prussia
mesmo agora nos mostrom; e a Russia aceres-
cenia o seu testemunho de urna maneira ainda
mais lamentare!.
Tal o ponto de vista, sob que preciso
considerar Felippe II. E farcoso convir que en-
carada desta'maneira, este principe foi um gran-
de personagem, um d'esses- homens, cuja influ-
encia se torna sensivel com os acontecimentos
futuros .
Mr. de Gerlache do mesmo parecer :
< Felippe II, diz o corajoso- escriptor, foi o ob-
jecto de urna reproraco quaei uoiversal. Eta-
mnando^porm, de parte a conducta d'esle rei,
parece-me que elle excede muito pela forca do
carcter, pela previdencia e ^resistencia das ideas
aos outros principes, seus contemporneos, que
abandonaran) ou trahiram a causa da religio .
Para- ahegar-se ao nivel de um tal assumpto
- o5o Dd1--- --- .um-Io dob'*" An
ponto do vista exclusivamente belga, protestante
ou liberal, preciso ainda considera-lo sob o-pon-
i de vista contemporneo. Felippe II nao-tinha
do governar somente as provincias belgas, mas
tambem muitos reinos espalhados as divorsas
partes do mundo. Ello teve q.ue lular braco a
braco com a maior questao que surgiu aos lem-
pos modernos : o protestantismo, que elle cora-
hateu com todas as forcas al o fim de sua vida,
abalava os fundamentos das autoridades monar-
chica e religiosas. O lago, que outr'ota unia to-
das as nacoes entre si sob um Pao commum, es-
tava quebrado pela heresia ; a fraternidade chris-
taa, que a alma do chrislianismo, tinha-se mu-
dado em hostilidade ; urna guerra encarnizada,
em nome da liberdade de urna parte e da autori-
dade de outra, tornara impossivel toda a conci-
llado.
Esta luta oo interior e no exterior embara-
que os fariam, de certo, votar a suas antigs opi-
nies .
Tomamos a liberdade de recomendar esta bel-
la pagina otteocao especial de Mr. de Meaux. Se
o redactor do Correspondente, estudando a histo-
ria do seculo XVI, descoofiasse um pouco mais
dos livros heterodoxos ; se tivesse lido os hislo
riadores catholicos, para tirar armas contra os
adversarios da reforme ; se desse so trabalho em
fim de consultar os documentos originaes, e en-
tre outros a correspondencia de Felippe II, es-
tamos persuadidos que elle tirara as mesis
consequencias quo Balms e Mr. de Gerlache
Nao teamos o senlimenlo de assignalarno nosso
trabalho juizos extranhos e inteiramente em con-
tradicho com a realidade dos factos.
Terminamos aqu as noss* observacoes sobre
o estudo histrico do Mr. de Meaux. Nao se en-
gaen) os oossos leitores sobre o fim, que teve o
nosso artigo. A historia,que at aqui temsido urna
grande conspiracao contra a verdade, deve n
recomecada, escrivia ha sesoent* annos- Jos de
Maistre. A idea do grande escriptor catholico
leve extenso. Historiadores destnelos dedica-
ram-so ao trabalho da reooraco e resiauraco,
que as calumnias da heresia e da incredulidade
naviam tornado necessarias Lile- provaram que
a historia verdadeira, sincera o independente
a mais bella apologa, que se pode fazer do catbo-
lecismo. Suas obras tornaram-se o patrimonio
nao s da scieocia, mas tambem da Europa. Coo-
vm defende-las de todo ataque e responder
toda as criticas, que tenderem enfraquecer a
sua autoridade.
Foi sob este ponto de vista, que examinamos
o estulo de Mr. de Meaux sobre a poltica reli-
giosa de- Felippe II.
Mr. de Gerlache oceupa erMfe os defensores da
verdade histrica um lugar Ilustre. Como catho-
lico e como Belga nao podemos consentir, que sua
obra seja desconhecida.
Esperamos ha ver demonstrado, apesar das apre-
ciacoes do- escriptor do Correspondente-,, que a In-
trodutgo- historia dos Pnises-Baixoe o lirro,
que se deve consultar, para ter-se um juizo se-
guro e imparcial sobre a historia poltica e reli-
giosa do XVI seculo.
( Le Mond*. = Caldas Jnior).
Inglaterra pratiiue na escalla, que lhe possirel
a perseguido legitimidad, j que nao pode
decapitar oa seus representantes actuaes, quando
ia neajtm a aer em suas mos uns ageotes que
protejam, em prajuizo dos seus subditos, o com-
raereto inglaz.
A revola?So.pode em Italia desthronar reis, e
constitoir-se sem que alguem possa soccorrer so
rei legitimo, e seria por esle principio que a di-
visao Clitoo veio em 1826 a Portugal, em 1834
se formsu a qoadrupula allianQa, e em 1818 veio
urna esquadra togljsa contra a junta do Por-
to ? I I ^Cohorehte. etmparcial Inglaterra, res-
pondei a isto.
Consuramou-se face da Europa esse vergo-
nhoso acto d'usrpscso, o direito foi substituido
pela forga, e os tratados mais solemnes foram
rasgados pelas hordas civiiisadoras, o herosmo
sucenmbio abandonado por aquellos, que deviam
para salvado propria soceorr-lo ; erro fatal que
pode perder a quem por egosmo suppoz que po-
do dizer onda revolucionaria : at alim sao os
limites aonde podes chegar; mas ultrapassa-los,
isso nao; e ella a subir, a aubir, s ha de parar,
quando, em lugar de concesses tmidas que s
servem de alenta-la, um genio forte e atrevido
lhe disser: as bayonetas dos meus soldados sio
a raa que separara os reinos em que a legiti-
midade e a ordem ainda existem, daquetles o'on-
do vindes, de derramar sangue, talar os eampos,
e reduzir a montoes de ruinas, formosas povoa-
ces e que s tiveram, como crime e motivo pa-
ra serem devastadas, o quererem a sua indepen-
dencia.
Nao diremos, por agora, aos infelizes e manie-
tados legitimislas napolitanos {porque estones-
sa trra escrava dos piemontezes, e por elles de-
vastada ) que facam esforgos impotentes, e rezr-
jam contra um inimigo que os procura, insulta o
escarnece, ehamando-os a campo, seguido de po-
derosos exercitos; porque seriam estnagados ne?
ta luta traicoeira, em que os tusilam, trucidam e
maltratara, como se fosse urna horda de bedui-
nos com quem combatessem.
Nao lh'o diremos, porque seria jarretar os seus
carallos antns de comecar a nova justo ; amol-
gar o ferro das suas langas antes de sopesa-las.
Variedades.
ron
CHARLES HUGO.
SEGUNDA PARTE.
O Pae.
( Continua gao. )
VIII
A GALERA.
Quando se visita os antigos castelloa em que a
tradieco e os costumes do passado se represen-
tara por toda a parte, sempre solemne e reli-
giosa a commogao, que se sent, ao entrar na
galera dos retratos de familia. Nessa reunio
de personagens revestidas de suas vestes de gala,
e de seus hbitos guerreiros, representadas na
attitude que Ibes era familiar durante bus vida,
e separadas entre si pelo longo intervallo das ge-
rages, existe o quer que seja de grandioso e clo-
quete, que impe um silencio respeitoso: a este
aspecto as reflexes se succedem no espirito: dir-
se-hia que todo o caitelio respira e vive nesses
homens desspparecidos no nada.
Elles esto all tranquillos e mudos assistindo
vida quotidiana de seus descendentes, confun-
didos por assim dizer na sua sociedade e no seu
circulo intimo, segoindo-os com os seus olhares
pensativos. O retrato, quem quer que tenha si-
do o homem, parece despoja-lo da sua corrupeo
terrestre, e, illuminando-o com o proprio bri-
lho de sua alma, transfigurar o modo em teste-
munha, a testemunha em juiz ; tanto assim que
ava a acgo do goveroo e parslysara todo o es-
srgo commum. E' conhecida a resistencia com
que os reformadores oppozeram-se Carlos V,
quando elle tratou de defender a Allemanha con-
tra os exercitos ottomanos I
c Nao ser evidente que no meio desta grande
conflagrado, em que todas as paixes humanas
eram solas, o chrislianismo, considerado huma-
namente, poda perecer ? E nao ser digna de
admirago os esforgos, que fez um rei catholico
para suspender esta grande obra de destruigo
no seios de seus estados ?
A re rol u gao religiosa produzlu urna serie de
revolucoes polticas. Nos estados protestantes, o
poder espiritual foi subjugado pelo poder tempo-
ral, e nos estados catholicos elle foi mais ou me-
nos subordinado aos governos civis.
{} Vide Diario n. 84. *
no meio das incertezas em que se debatem ss
paixes humanas esaa grave assembla de immo-
veis aote-passados, firmes ao mesmo tempo nes-
te mundo e no outro, tida no castello como o
magestoso conselho da familia.
Foi talvez cedendo a esta impressao, que se
lhe aprseotava confusamente, que a coodessa
parou irresoluta por alguns instantes no limiar
da porta da galera. A claridade da luz, collo-
cada sobre urna mesa da cmara verle, nao pro-
jectava naquella sala mais que um paludo claro
vaporoso que deixava ficar na escurido a maior
parte della, fazendo s sobresahir as molduras
douradas dos priuneiros quadros da longa fileira
de retratos pregados sombra parede.
Dominada por urna irresistivel curiosidade a
condessa arredou Brinde-Mousse, a adiantou-se
para sala desconhecida.
Esperae que eu vos allumie I exclamou o
menino tomando a vela e precedendo a castellaa.
Ainda ha pouco estive a ponto de torcer porduas
ou tres vezes o p nos buracos do soalho. Esta
maldita galera negra que parece urna carvo-
eira; e at mesmo vov Brgida, que conhece o
castello a palmos, seria capaz de perder-se aqui,
ou enlo para aventurar-se a entrar sem luz ues-
tes logares, era preciso que ella fosse o sol ou a
la, esse par de oculos do bom Deus I Bravo I
como isto bello I sccrescentou elle olhando ao
redor de. si 6. direita e esquerds ; o que quer
dizer esss enfiada de homens to lindamente
pintados?
Sobre urna tapegaria de veludo pardo averme-
lhado, cuja purpura escura e sombra fazia so-
bresahir o brlho das pinturas, cima de urna
frisa esculpida e dourada, apoiavam-se as mol-
duras de qualorzeretratos, (cada um delles con-
servando no seu escudo, que rematara com as
armas dos bardes de Ganges, um nome e urna
data.
O primeiro era o principal aenhor da nobre
castellania, o mais anligo de todos, Raymuodo
de Pirrefort, revestido da saia de malhas de que
uzaram os ferozes cavalleiros do seculo dcimo
terceiro. Depois delle eslavam seus dous filhos:
Luiz, nm bonito jovem, e Pons, um velho reoe-
rarel, ambos com os mesmos vestidos de ac que
seu pae, porm mais ricos, tendo um n'uma das
mos urna clava, o outro urna acha de armas.
Seguia-se Giberto com o sea capacete croado do
A doutriiKi revolucionaria o di-
reito dos povos
Quando aos dizem, que a palavra liberdade soa
de um a outro polo oceupando em Franga o an-
tigo grito de S. Diniz ; na Gr Bretanha- o de vi-
va a velha Inglaterra ; cm Hespanha o de S.
Thiago ; em Portugal o de S. Jorge, etc. e nos
assegura no, que forma de manifestar o pansa men-
t livre ; ento que o factos se oppem s
theorias ; porque s licito fallar (seiu. risco de
ser nerSPffnirtn) rnntnma %. ooolidn da alguem ;
e defender o que pode convir a quem impera.
A verdade desaltendidav o dolo. & egosmo,
e a propaganda irreligiosa sao incensados ; e ha-
ver liberdade, em qualquer paiz, que assim se
encontr? Nao ser ella um simulacro vo?
Um despotismo farreo que em balde se affadigam
para cobrir com as roupas esfarrapadas di ver-
dadeira Liberdade, ensopadas no sangue de tan-
tas victimas ;. para cobrirem com ollas tribunos
despotas, vingativos e insactaveis d'ouro, e po-
der ? Nao, porque ahi tendea como prova, um
Piemonte, que tolera todas as associages clan-
destinas, subversivas, e anirchicas ; mas nao re-
coohece Roma, e teme que cada convento possa
fazer sabir dos seus muros, como na poca dos
Templarios cerrados esquadroes, cavalgando brio-
sos gueles, e tendo estes no vos cavalleiros reli-
giosos escripto no pendo que lhe serve de guia
morte liberdade 1 11
Utopistas, chamaremos nos, aos que de boa f
julgassem,o frade antpoda do progresso, e inimi-
go da egualdade ; elle ministro de urna religio,
que nos diz o contrario, e auctor, e propagador
de tantos conhecimentos uteis ; mas aos de m
f sabem como classifica-los ?
O judeu pode ir sinagoga, o mouro mes-
quita ; o protestante sua igreja mas os ehris-
tos, aonde se.diz que a sua religio a domi-
nanto, nao podem constituir-se emeommuntdades
para seguir certas praticas e regras sudo-risadas
pelo Vigario de Cbrsto na trra ; sem que pelo
exercicio deltas se diga logo que conspirara ? tal
conclusSo s pode ser tirada em lgica revolu-
cionaria, mas ella desgrsgadamente vog, e im-
pera I I I Vde uro Cavour, servindo ao rei ex-
commungado, e simbolisando, para com o reino
de aples e o heroico Francisco II um Milln,
quando secretario de Cromwel, que para lison-
jear o protector escrevia com peona molhada em
fel, contra os reis de Inglaterra esbofeteando,
como alguem j disse, a cabegx cortada de um
rei, justo pois 'que urna nago. protegida pela
e p-las em riste; quebrar as espadas-antes de
levar a mo ao punho, e porque encontraran,
em lugar do campo cerrado, d'onde o valer eava-
lheiroso tem sahida livre e honrosa, o tomulo
onde seriam imraolados, como os christaos do
tempo de Diocleciano o eram nos circos de-Roma
paga, divertindo o povo daqueli antiga eapital
do mundo.
A luta que vos offereeem, e que nao deveis-ac-
ceitar, em quanto esse som no pesado dos que-vos
derem soccorrer nao Andar, sao apupos e aeso-
vios, como demonslraco-es de tolerancia ; a forga
e violencia, como razo ; a negago do todoa-s
cultos, como religio, e sempre alcunhando de
tondencias retrogradas a resistencia legal, que
oppozerdes a pedidos inexequiveis ; e os piemon-
tezes contintraro a chamar-se salvadores e de-
fensores do reino de aple, para s cuidarem
exclusivamente de si, zumbando dos direitos
alheios, quando se oppem aos seus gozos parti-
culares ; julgando para si iodispensavel o super-
lluo, e para o vencidos superftue o indispeusa-
vel; e se um ai de agona solta o desgranado,
opprimido de tanto soffrer, lego mil rozos de
Stentor gritim Traico, a patria est em pe-
rigo, corramos s armas, e de urna vtt extinga-
mos essa raca de escravos, que ousa reagir con-
tra o poder innato ;. que temos- de calca-Ios e
reduti-los a p -. Acceitai, bravos napolitanos
legitimistas, este desafio; mas nao neste mo-
mento era que vos offerecido : nao vos sacrifi-
quis intilmente v lende coragem- para vos con-
terdes, como j a tendea mostrado era tantos
combates; e o tempo chegar de lancacdes fra
do vosso territorio o-estrangeiro ineoleale, queja
o er patrimonio seu.
Gtofoo.)
NECROLOGIO.
O general Chozanowski, que fetehefede esta-
de-maior do exercito polaco ero t8$l, falleceu
ltimamente em Pars. Depois do seu exilio o
general Chozanowski, foi primei'o- te-neote-ge-
neral ao servigo de Inglaterra, e depois com-
mandanto em ebefe do exercito- piemontez.ud-
raote a guerra contra a Austria em-1849.
quadruplo penacho; e aps elle seus dous filhos):
o primeiroRaymuodo, Barbavermelha, mon-
tado sobre um eavallo jaezado todo de escarate;
o segundoRaymundo, o cagador, rodeado de
caes e de pageos tocando trompa. Com estes ex-
pirara o seculo dcimo quarto.
O seculo dcimo quinto notavel pela magnifi-
cencia oda vez mais theatral dos costumes, con-
tara tres senhores e fidalgos: Beltro de Pirre-
fort, cujo retrato era ornado de urna tela de bro-
cado de prata toda cheia de brases; Luiz, sen-
tado debaixo de um docel, distribuindo justica.
cora a langa em punho, e esporas nos cothurnos;
e Joo, o ergeobeiro mor, tendo em urna das
mos a planta do castello, que elle tinha cons-
truido. Misser Gabriel e seu irmo Uenrique,
trazendo um delles no pescoco o toso de ouro,
e o outro o uniforme de almirante das galeras do
rei, estavam antes de Joo de La Tude, o primeiro
desse nome, chefe do ramo mais mogo dos Gan-
ges, e seu fllho Joo Pons.
Todas estas personagens eram sobarbas. Sob o
aspecto sombro, que o tempo bsvia imprimido
a seus semblantes e hbitos, ellas cooservavam
aioda a magestade da sua nobreza. A honra do
nome, tal como comprehendiam essss antigs ra-
gas de nobres, que dalaram quasi da mesma ori-
gem da monarchii. transpirara as suas altivas
phisiooomias. Dir-se-hia que as suas mostrans-
mittiam de urna para outra a nobre espada his-
trica e sem mancha da familia, e que os seus
olhares fixados as trovas da sala psssavam de
idade em idade, de pae a filho a herango da sus
altivez.
A jovem eo menino se adiantavam sem dizer
urna palavra.
Que grandeza e magestade apresenlava esse es-
pectculo para que o travesso menino interrom-
pesse assim subitsmente a sua pratica maliciosa f
Por ventura teria medo? Nao: mas cooservava-
se calado como a condessa. Talvez fosse elle o
primeiro a sentir em presenca desses retratos so-
lemnes urna especie de religiosa commogao,aquel-
la do ser que nao tem ainda vivido ao aspecto das
existencias sublimes. Elle parara de refera quan-
do, como se os seus ps acoslumados grandes
escaladas nao ousissem franquear com tanta pres-
teza o abysmo das gerages. Seus doze annos li-
ma e radiosos pareciam nao querer aventurar-se,
seno com urna especie de timida precaujo, atra-
ABTO DE F.
Na praga de Washington, na eapital do estado
de Louisiana, deu-se um tacto qjie d urna idea
do estado dos espiritos naquella parte da nova
confederado americana.
Um manequim da altura de um homem, feito
por algumas damas do 3" districto, muito bem
vestido, com nma mascara da maior semelhaoga
com o presidente eleito, Linelo,, foi conduzido,
com grande pompa, ao meio da praga, onde a
mullido se collocou em circulo, vodeando-o. De-
signou-se um orador para dirigir a palavra a Mr.
Lincoln, em nome doa espectadores. Um pe-
queo negro, escoodilo atraz do manequim, pu-
chara por uro cordel para que o>futuro presiden-
te dsse com a cabega signaos de approvago.
Depois de terminado o discurso, o crador in-
formou Mr. Lincoln que, antes- de oceupar a ca-
deira de presidente, tinha a cumprir urna cere-
monia preparatoria da maior importancia e que
seria para elle de um effeito s- alutar. Urna pro-
funda inclinagio da cabega do msnequim, sigoi-
flcou o assenrrmento. Levantou-se ento urna
escada, qual o manequim foi amarrado, e-a
um signal do orador um pequeo negro lhe
administrou 25 chicotadas.
Terminada esta opersco, o orador informou
de novo Mr. Lincoln (o manequim) era que-res-
lara ainda urna ceremonia, a que era preciso
se sujeitasse. Novo signal de assentimento com
a cabega. Approximou-se ento um executor e-
Mr. Lincoln foi guindado at ao alto da- esca-
da, onde ficou peodurado pulo pescoge,. Lan-
garam ento o fogo as materias combuslives
que eslavam no interior do manequim, ouvio-se
urna delooago e a cabega voou em pedagoaao
meio de um turbilbo de chamma e fumo. Al-
guns segundos depois, eslava o manequim sedu-
zido a ciazas I
vez das idades representadas aos seus olhos por
essas imagens severas: e a magestade do lugar
mais anda augmentara com a preseoga desse ga-
llardo menino de sbito toroando-se mudo ante
o quadro desses anlepassados, e fechando os la-
bios ao riso nessa cmara dos seculos, que repre-
sentara o silencio de quatorie tmulos.
Quanto condessa, nm pensamenlo nico a
absorvia e augmentara a todos os instantes a
hesitago de sua trmula attitude.
A' medida que avangava na obscura galera,
seu passo tornava-se vagaroso, e parava de vez
em quando para respirar, como que nao ousando
ir mais alm entre o retrato que deixava ficar
atraz de si e o que se segua.
Para que o segredo dessa galera de janellas
hermticamente fechadas, e porta falsa, a qual
por mais que tivesse dito Cbrstiaoo, nao eslava
arruinada, nemera impraticarel, fosse. tambera
guardado, e escondido dos hospedes do castello,
era preciso que nelle houvesse alguma cousa de
terrivel, que nao devesse ella penetrar.
E era naquelle mesmo momento em que Alina,
concebendo a respeito do Sr. de Vissec as sus-
peilas as mais sinistras, em que acabara de des-
cobrir um desconhecido n'um amigo, e um cri-
minoso n'um desconhecido, era naquelle mo-
mento talvez providencial, que essa galera pa-
lenleava aos seus olhos a entrada e o espectculo
do seu segredo l
Por ventura estara predestinado & sala invisl-
vel o descobrir o mystero do homem desconhe-
cido ?
Entregue absolutamente a estas reflexes a
moga atravessou a galera em todo o seu compri-
niento considerando os retratos uns aps outros,
e caminhaodo com passos tao vagarosos, que
pareciam immovels.
Brin-de-Mousse mais corajoso arencara sempre
adiante.
De vez em quando ambos langavam ao redor
de si um olhar assustado: nem um movel nessa
sala: nada seoio as trez janellas, todas tres bem
fechadas, pois o pagem lirera a precaugo de
fechar aquella por onde entrara.
Entre as janellas armadoras e tropheos de
armas, cujo ago relozia vagamonte na obscurida-
de: o teclo era de madeira pintada, e esculpida,
cojos releaos magnficos despertaram, aesse -si-
lencio da noite urna melanclica recordago de
pompas e apparatos.
Sobre a parede em frente mesmo porta falsa
Rrin-de-Mousse mostrou a Alina urna outra por-
ta, que sem duvida commuoicava com slguma
passagem ignorada, e cujo ferrolho dourado es-
lava cuidadosamente fechado da parte de dentro
como se se quizesse isolar a galera dos mais
aposentos de castello, prohibindo-se a entrada
ali.
A anciedade da condessa tornou-se mais forte
ainda.
Que interesse poderia haver em negar-se a todos
a entrada naquella galera ?
Que segredo ali exista, que se guardara com
tanta precaugo ?
Assim pensara a condessa achando-se em
frente do penltimo retrato, quando Brin-de-
Mousse deixou escapar urna exclamago de sur-
preza.
Alina chegou-se para junto do menino, e
observou o que poderia ter dado lugar a essa sua
exclamago.
O dcimo quarto retrato estava coberto tom
um veo I
Da tra /essa superior de urna immensa e sump-
tuosa moldura, em que se eotrelagavarn rozas,
aljivas. e pombinhas brincando nos seus ninhos
de festes e conchinhas, cahia em tongas pregas
um comprido veo preto, que oceultava em toda
a sua altura o retrato do ultimo senhor de
Ganges.
O espectculo desse quadro de amores -rodo-
ando esse retrato encuberto attingia aos ltimos
limites do terror, e nem mesmo poda egualar
ao grande quadro razio que no palacio ducal de
Veneza se acha no lugar em que devera estar a
figura decapitada de Marino Faliero.
Era magestoso e sombro l
Ali se adevinhava o vago e myaleroso desfecho
de um ultimo castigo infligido a alguem I
Aquelle veo fnebre sobre um semblante in-
visivel era como que o veo dos morios, era como
que urna prohibigo viogativa da lei; e aquella
moldura resplaodecente e voluptuosa, aquello
retrato, fallando ao mesmo tempo de amor e de
espanto, de testas e de dores, de esplendores, cri-
mes, e castigo, aquella especie de aarcophago,
rodeado de pombinhas e de amores, assemelha-
va-so cortina de una (oroj?el lcova em qne
NECROLOGIO.
Falleceu em Pars o general conde de Tascher
la Pagarle, gra-cruz da legiio de honra. senador
e um dos ltimos membros existentes d familia
da imperatriz Josephina, primeira, muhw de Na-
poleo I.
(Commercio. do Posto).
na sombra se visse Cupido dando as caaos a>
Nemesis.
Brin-de-Mousse eetsra parado com a semblan-
te admirado.
De repente aproiimou a sua mosinha do veo,
eia jsuspende-lo, quando Alina o contera por
um movimento rpido, rendo em voz alia esta
phrsse gravada em letras msiusculss sobre a
parle inferior do quadro por baixo da esaulptura
que devia trazer o nome da personage-m, e que
como ella se achara tambem coberta :
Da parte do rei i prohibido levantar,-** este
veo.
Era mais que -a lei; era o proprio monarcha
que se inlerpunha entra a figura que representara
aquelle retrato, e a curiosidade humana; era a
vontade real que prohiba a quem quer que fosse
de penetrar esse segredo.
A ordem vinha de to alto, e alm disto a hora,
o lugar e a solido do castello impremia-lbe tal
excesso de autoridade, que a condessa e o, seu
pagem recuaram.
O veo tornava-se n'uma lamina de brome, o
mystero revestia-se de terrivel inviolabitidade,
porque ao p desse retrato havia urna sonlinella,
o essa sentinella era o rei.
Alina toda trmula apoderou-se da mo de
Brin-de-Mousse e arrsstou-o para fra da ga-
lera.
Em quanto a atravessava de novo, ou fosse
illusao dos seus sentidos perturbados, ou fosse
effeito do claro varillante que em torno do si
projectava a vela, que tinha em sua mo, paro-
ceu-lhe ver os olhares de todos esses retratos
Gxarem-se ameacadores sobre o ultima, que se
achavacoberto.com urna expresso terrivel, como
que ameagando-o com a justiga divina, mais es-
pantos) ainda que ajnstiga dos homens.
Nao era somonte a colera de um rei, era tam-
bem a palavra sobre-humana do tmulo, que
parecia fulminar o anathema medoubo desse tri-
bunal de anlepassados com as suas frentes deseo-
bertas sobre o descendente criminoso e corrido, e
contra elle pronunciar a sentenga do juizo final
sob a presidencia inrisirel de Deus I
[Continuar-se-ha ]
riNLW TY*. M M. F. DI IkBlk. -1861.


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