Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09262


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Full Text
-'*-
w


UN XIXTII IDIE10 S4
Pir tresaezes adiantados 5$000
Ptr tres metes vencidos 6$000
A&i*
SEXTA FEIRA 12 DE ABRIL DI IHI x
Parama adiaatada 19$00 0
Parte franco para o subscriptor.
B i
BNCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO ROSTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ly, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
de Olireira; Maraobio, o Sr. Manoal Jos Mar-
tina Ribeiro Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKlll>A3 UUS L.UHK.1US.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feirss.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, AlUnho e
Garanhuns as tergas-feiras. ,
Pi d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas (eiras.
Cabo, Serlnh&em, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa)
EPHEHERIDES DO MEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante as 4 horas e 4 minutos da
manhaa.
10 La nova as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manhaa.
24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
8 Secunda. Nossa Senhora dos Prazeres.
9 Terga. S. Demetrio b. ;.S. Acacio b.
\0 Quarta. s. Ezequiel profeta; S. Terencio m.
11 Quinla. Instituigo do SS. Sacramento.
12 Seita. S. Vctor m. ; S. Vessia t.
13 Ssbbatio. S. Hermenegildo principe.
14 Domingo do Bom Pastor. S. Tiburcio ra.
AUUl&NUAS UUS TRlBUNAKs UA CAPiTAL.
Tribunal do eommercio: segundas e quintas.
Relacao: tercas, quinfas e sabbados as 10 horas.
Fazenda: torgas, quintas e sabbados as 10 horas,
luizo do eommercio : quartas ao meto dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do cirel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do cirel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde;

ENGARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SU**
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Bahii
Sr. Jos Martn. Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martin. r|
EM PERNAMBUCO.
O proprietsrio do diario Manoel Figaeirea da
Faria.na sus ltrraria praga da Independencia n
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 9 de abril de 1861.
Officio ao Eira, presidente do Maranhio.
Transmiti por copia a V. Exc, para os fias con-
venientes, o termo do contrato celebrado por
Moreira & Ferreira, consignatarios do patacho
Emulacao para a condugao de 76 barris com
plvora e um caixao, que leem de ser remani-
dos para essa provincia pelo arsenal do guerra
desta.
Dito ao Dr. chele de polica.Em observancia
do que recommenda o Kxm. Sr. ministro de es-
trangeiros no aviso junto por copia de 20 de
marco lindo, ordene V. S. As autoridades poli-
ciaes, que Ihe sao subordinadas, que, entenden-
do-se com os agentes consulares de S. M. bri-
tannica os auxilien) em suas diligencias para ob-
ter informagoes exactas cerca do numero de
subditos de sua naco, que possam acbar-so re-
sidindo nesta provincia al o dia 8 de abril cor-
rete, e que devem servir de dados estatistica,
que o seu governo est formulando actualmente,
da populacho total daquelle reino.
Dito ao cnsul da dinamarca.ftespondendo
ao oflicio que me dirigi o Sr. Emilio Bidoulac,
-cnsul da dinamarca nesta provincia, cabe-me
dizer que nesta data determino que pela secreta-
ria desta presidencia se espega a portara, que o
mesmo Sr. cnsul solicita para a sahida do sub-
dito de sua naco, B. G. Bendixen, que segu pa-
ra a Europa.
Dito ao inspector do arsenal de maiinha.
Visto o que V. S. informa ero seu officio de 5 do
correle n. 91, o autoriso a ceder a Francisco An-
tonio Correa Cardoso, mediante a indemnisagio
do respectivo custo, ou restituigo de outra, a
chapa de ferro de que precisa para o concert
da machina motora do seu estabeleclmeuto de
caldeiraria, sito nesta cidade.
Dito ao mesmo.Mande Y. S. substituir por
outra a africana hvre de nome Mara Caleslrata,
que se acha ao servigo do hospital Pedro II, vis-
to assim me haver requisitado o provedor da
Santa casa da misericordia em officio de hoje.
Communicou-se ao mesmo provedor.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estando nos termos legaesos inclusos documen-
tos, que me foram remetlidos pelo commsudanle.
superior da comarca de Flores com officio de 26
de marco ultimo, mande V. S. pagar aos nego-
ciantes Reg 4 Aodrade a importancia dos ven-
cimentos relativos ao mez de fevereiro desle an-
no, do destacamento de guardas nacionaes de
Villa Bella Communicou-se ae mesmo coro-
mandante superior.
Maudou-se tambero, pagar aos negociantes Fer-
xo & Maia a importancia dos vencimentos do
destacamento de guardas nacionaes do Bonito,
bos mezes de fevereiro e margo ltimos, bem co-
mo da do fornecimento de luz agua para o
quartel do mesmo destacamento nos preditos me-
zes.Communicou-se ao commsndanle superior
respectivo.
Dito ao mesmo.Em vista da inclusa conta,
que me foi remettida pelo presidente do conselho
administrativo do arsenal de guerra com officio
de hootem sob n. 27, mande V. S. pagar a Ma-
noel Figueira de Faria a quanlia de 9z$910 rs.,
em que importara os annuncios mandados publi-
car pelo mesmo conselho no Diario de Pernam-
bnco durante os mezes de Janeiro a margo deste
anno.Communicou-se ao presidente do mes-
mo conselho.
Dito ao mesmo.Restiluo a conta em dupl-
cala, que acompanhou o seu officio de 6 do cor-
rente, aflm de que mande pagar a quanlia de
50JW00 pelo reboque que deu o vapor da com-
panhia Vigilante a urna alvarenga com aguada
para a corveta de guerra Bahiana visto nio ha-
ver inconveniente nesse pagamento segundo
consta da citada informago.Communicou-se
ao inspector do arsenal de marinha.
Dito ao iuspector ds thesouriria provincial.
Mande V. S. sobr'estar na arrematago dos mo-
vis pertencentes ao patrimonio dos orphaos, al
segunda ordem.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagara Anto-
nio Pedro Rodrigues, conforme requisitou o che-
te de polica em officio de hootem, sob n. 256, a
quanlia de 579600, em que segundo a conta jun-
ta, importam as despezas feitss com o sustento
dos presos pobres da cadeia de Olinda nos mezes
de Janeiro a margo deste anno.Communicou-se
ao chefe de polica.
Dito ao director das obras militares.Mande
\ me. caiar o quartel da companhia de artfices,
visto ter assim solicitado o coronel commandante
das armas em officio de 5 do corrente sob n.
471.Communicou-se este e thesouraria de
fazenda.
viP'o'e ao con8e,ho administrativo.Promovam
vv_. SS. a compra dos objectos declarados na re-
tagao junta, os quaes sao necessarios eschola da
instruego elementar da colonia militar de Pi-
menteiras.Communicou-se a thesouraria de fa-
zenda, e ao respectivo director.
Dilo ao director geral da instruego publica.
Pode Vmc. autorisar a compra de urna taboa de
geometra necessaria segunda esdeira do curso
commercial pernambucano, a que se refere o seu
officio de 5 do corrente, sob d. 89, que Dea assim
respondido.
Portara.O vce-presidente da provincia, ten-
do em vista o resultado do concurso a que so pro-
cedeu nos dias 25 e 26 de fevereiro ultimo, re-
solve nomear professores das cadeiras de instrue-
go elementar do Io grao da Vicencia. a Joaquim
Gomes de Souza, e do Abreu de Una a Manoel
Marinho Cavalcanti de Albuquerque.Communi-
cou-se ao director geral da instruego publica.
Dita.O vice-presidente da provincia, atten-
dendo ao que requereram os professores pblicos
de instruego elementar Joaquim Antonio de
Castro Nones da freguezia de S. Jos desta cidade
Joo Antonio da Costa Medeiros da de S. Pedro
Martyr de Olinda, e tendo em vista os documen-
tos por elles exibidos, resolve considerar os re-
feridos professores habilitados para ensinaras
materias adoptadas para as escolas do 2o grao e
a perceberem as vantagens do art. 26 da lei n.
369 de 14 de maio de 1855, fleando, porm, obri-
gados a ensinarem as suas aulas as materias de
um e outro grao Communicou-se ao director
geral da instruego publies.
Dita.O vice-presidente da provincia, atlen-
dendo ao que requereu o segundo escripturario
da alfandega desta capital, Maximiano Francisco
Peixoto Duarte, resolve prorogar por trinta dias
com vencimentos, na forma da lei, a licenga que
lhe foi concedida por portara de 5 de fevereiro
ultimo, para ir a comarca de Garanhuns, tratar
de seus negocios particulares.
Dita.O Sr. gerente da companhia pernambu-
cana mande dar passagem de proa, para as Ala-
goas, no vapor Persinunga, a Manoel Joaquim
Macelo, em lugar destinado para passageiro de
astado. '
Expediente do secretario do governo.
Officio ao capitn de fragata Joo Gomes de
Aguiar.S. Exc, o rice-presidente da prorincia,
manda aecusar recebido o officio de 5 do corren-
te, em que V. S. lhe participa harer naquella da-
ta assumido o commando interino da eitaco na-
val desta provincia.Communicou-se a thesou-
raria de fazenda.
Dito o 1* secretario da. assembla legislativa
provincial.S. Exc, o Sr. vice-presidente da
provincia, manda remetiera V. S. para tero con-
veniente deslino o incluso exemplar da falla com
que S. M. o Imperador abri a 4a sesso da 10a
legislatura da assembla geral legislativa no dia
12 de maio de 1860.
Dito ao mesmo.S. Etc., o Sr. vice-presidente
ds provincia, manda remoller por copia a V. S.
para ser presente a assembla legislativa provin-
cial o acto da presidencia de 20 de junho do an-
no passado autorisando a cmara municipal do
Recife a dispender mais com es verbas costeio
do cemiterio publico desta cidade e eventuaes
a quanlia de 1:790(697 at o Om do exercicio
daquelle anno, como requisitou a mesma cmara
no officio tambero por copia incluso.
Dito ao mesmo.S. Exc, o Sr. vice-presiden-
te da provincia, trausmitte a V. S., para que se
sirva de offerecer a considerarlo da assembla o
aviso por copia de 16 de agosto do anno passado
em que S. Exc. o Sr. ministro da jostiga, estabe-
lecendo providencias em favor dos menores des-
validos, recommenda a cresgo de um asylo, on-
de sejam elles recolhidos e convenientemente
educados.
Dito ao mesmo.De ordem do S. Exc, o Sr.
vicepresidente da provincia, remello por copia a
V. S., par ser presento a assembla legislativa
provincial, o officio da presidencia de 19 de ou-
tubro ultimo aulorisando a cmara municipal do
Recife a pagara Manoel RorooCorreia de Arau-
jo, arrematante da construego da estrada da
Varzca, a quanlia de 1:1845000, importancia do
accrescimo que fuera naquella obra, como re-
presentou a mesma cmara no officio tambera
por copia junta.
DESPACHOS DO DIA 9 DE ABRIL DE 1861.
Requerimentot.
Antonio Jos da Cunha Guimaraes.Sellados
os requerimentos volte.
Bento de Souza Mira.Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
Francisco Antonio Crreia Cardozo: Diri-
ja-se ao Sr. inspector do arsenal de marinha, a
quem se expede ueste sentido as ordons conve-
nientes.
Francisco de Paula do Reg Barros.Informe
o Sr. inspector do arsenal de marinha.
Bacharel Francisco Teixeira de S Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Francisco Xavier.Informe o Sr. Dr. chefe de
polica.
Jos Paz Barbosa.Informe o Sr. Dr. chefe de
polica.
Landeloo Segismundo de Alvarenga.J foi
prvido outro.
Liberato Merciano de Souza e Joaquim Anto-
nio Al ves. Seja elevado a dous mil ris diarios
o salario que ora percebem os supplicantes.
Manoel Joaquim Macei.De-se-lhe no Persi-
nunga.
Mariana Francisca da Conceigo.Informe o
Sr. director da instruego publica.
Mariana Maria Candida.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
A mesa regeddra da irmandade de S. Francis-
co de Paula da capella do Cachang.Informe o
Sr. thesoureiro das loterisa.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Hontem nao funecionou a assembla provi n-
cial, por falla de numero de senhores depu-
tados.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sesso em lO de abril de 1861
Presidencia do Sr bario de Vera-Cruz.
(Conclaso. )
O Sr. Alfonso de Albuquerque : senhores,
acabastes de ouvir 1er a indicago que hontem
apresentei para ser proposta a assembla geral,
ella versa sobro a magistratura, nao para refor-
ma-la, mais para a moralisar.
Hootem demoostrei, ou ao menos pareceu-me
ter demonstrado as miserias, que nos veixam o
abisma que est cavado sob nossos ps, as des-
granas que nos impeli dissoluco e conclu,
remetiendo mesa essa indicago, porque vendo
que a base da organisago social a magistratu-
ra, o poder judiciario, ou ajudicslura, como me-
Ihor fr urna vez que a justiga corta por todos oa
ngulos sociaes, e ao passo que garante todos os
direitos do cidado, pune a infraco da lei em
qualquer parte ano ella se d, concluo que, se ti-
yermos urna justiga moralisada independente e
Ilustrada, estamos com as bases para moralidade
social, mais senhores, isto s nao sufficiente,
preciso atacar o mal radicalmente, em cada can-
to que o acharmos.
Urna das principaes fontes de onde nasce a
immoralidade do paiz paerce-me tel-a indicado
bem hontem, e essa fonle a eleigo.
Nao pretende, aenhores, nao desejo, nao sei se
bom ou rao o systema actual das eleiges,
nao desejo que se reforme mais, como se tem
reformado tantas rezes; desojara um paradeiro,
e que ficasse tudo como se acha, que ficassem
todas essas couzas como se tem legislado e que
se procurasse concertar tedas as rodas, todas as
pegas dessa maquina que sao iraensas.
Todos oa dias fazem-se novas cousas, mais nao
isso o que convm; o que preciso dar-lhe
regularidade e estabelecer-se harmona em todas
essas pegas. Cada urna reforma que se faz, cada
pega nova que se eonstrue........
Um Sr. deputado : Desorganisa o maqui-
nisroo.
O Sr. Alfonso de Albuquerque : ............
desorganisa as outraa pegas, o que peior. Va-
mos tirar esses pequeos vicios que ha ah......
Um Sr. deputado : Pequeos TI
O Sr. Alfonso de Albuquerque;......porque
um pequeo vicio em um maquinismo ioulisa
completamente, a funego da maquina; rejamos
aonde esto esses vicios, procuremos destrui-los,
e assim que desaparecerem rremos que a ma-
quina poder funecionar regularmente.
Eu julgo, senhores, e nao opiniao s minha,
porm mullo geral, e que est no dominio de
toda a populagio.o mal rem de rotar a gente que
propriamente nao rota, mais instrumento de
outrosr que a dirigem.
Parece-me, ou nao sei se de proposito, ou se
consequencia das cousas ou se e derido e a fa-
lalidade este estado de cousas a que temos che-
gado ; o certo que em oulros lempos o poro
pequeo e ignorante ia a eleirio com seus cama-
radas e assim rotaram ; mas, foi-se degeneran-
do tudo, nio sei se de proposito, ou se para mos-
trar-so ao paiz que este poro nao era capaz de
gozar as liberdades qne lhe foram concedidas ;
foi-se obrigando por certos meios a essa genle a
rotar conforme a rontade do potentado, de aorta
que chegamoa a um estado em que o poro nio
rola sanio conforme oa desejoa de quem o lera,
da quem o manda.
Ora, senhores, nos estamos nos tempos doa
[actos consumados; deixemos as Cegos e is
mentiras; eu beta quizera, que esse poro po-
desse rotar, que tiresse liberdade, seriam esses
os rerdadeiros principios dignos e nicos capazes
de etislirem em um paiz livre e moralisado, mas
entretanto o que certo, que o nosso povo
tem-se tornado incapaz de exercer esse dreito
poltico, e o que fazer ? Algumas pessoas que
tem trabalhado para delatar as liberdides publi-
cas, como hontem o disse, tero recuado, dobrado
a cervis, e nao tem podido resistir a forga do
partido regressista; e o que haveria a fa-
zer ? Abandonar, porque o povo que vota nao
vota por vontad_e propria, e por conseguinte diga
a lei: o povo nao vota, nao vai a eleigo.
Arrastrar esse povo eleigo para no outro dia
o delegado o ir prender, arrastral'o a eleigo
para no outro dia o senhor de engenho o botar
de suas (erras para fra........
Um Sr. deputado : Aonde acontece isso ?
O Sr. Alfonso de Albuquerque :No Brasil.
Se o povo nao pode cencorrer a eleigo
nao va, e para isso que eu mando a indicago
pedindo que a eleigo seja directa, todos os ro-
anles sejam eleitores, porque eoto nao se da-
ro fraudes, taes despotismos e tantas des-
gragas.
Sejam eleitores sement os que estiverem em
certa posigo, e o povo, esse povo desgragado a
quem foram tirados os principaes direitos de ci-
dado brasileiro, fique sem votar, e apenas se
lhe d esse dreito para rotar em juizes do paz e
em rereadores, porquo segundo tenho visto, para
esses lugares nao aparecem grandes desejos, essas
grandes ambiges que todos temos visto desen-
volver-se quando se trata de eleiges para do-
putados, ou para senadores..........
Um Sr. deputado : O nobre deputado diz
isso porque anda nao assislio i eleiges de
juizes de paz, e de vereadores.
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Mas nu r
o nobre deputado, que pela minha indicago Q-
cam restringidas certas attribuiges hoje dadas
aos juizes de paz, e que apenas Qcam reduzidos
a administrar simples justiga em seu districto,
afastando-os de interrirem em eleiges e por
conseguinte nao podendo ser manejo de eleiges
e nem se prestaren) a ambiges desregradas ?
Um Sr. deputado :Nao para esses fins que
se deseja ser juizde paz, mas pela hierarchia,
pela distinego que so oblm.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Pois bem, se
acha que ainda para juiz de paz o poro nao de-
ve rolar, que nao role.
Um Sr. deputado:Pois pega tambera isso.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:O que eu quero
que se o poro nao poder rotar em eleiges de
juizes de paz sem correr o risco de no outro dia
ser despejado da cazinha de sap em que morar
no engenho do Sr. Fulano, ento nao so lhe d
essa raculdade, e Oque somente gosando o titulo
de cidado embora sem os direitos polticos que
esse titulo d.
Rio quero, senhores, que na eleigo nao haja
seno tima mentira, urna fraude, urna illuso,
urna cilada para o poro, que nao seja elle cha-
mado para rotar, e na porta da igreja o espan-
quem e o repillam, e no dia seguinle seja perse-
guido, preso, e....
Um Sr. deputado :E como explica o resulta-
do da eleigo com um, dous milhires de votos,
quando nao maia?
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Pela fraude,
pela mentira, pelo engao e pela illuso, cousas
em que alguem pode crer, ms que a muito pou-
cos illude. E isto rerdade que o povo tam-
bera nio se illude, elle rsi obrigado, porquo o
senhor de engenho ou o inspector de quarteiro
o lera....
Um Sr. deputado :Isso com elles e nao
comnosco.
O Sr. Affonso do Albuquerque : Com quem ?
O Sr. Souza Res:Com o Sr. Lopes por exem-
plo. (Riso.)
Um Sr. deputado : Quem quer pleitear a
oleigo dere empregar os meios.
Outro Sr. deputado :Isso mesmo de acom-
panharao senhor de engenho a prora da li-
berdade do roto.....
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nisto que
consiste a liberdode do roto 1! 1.
Outro Sr. depotado :Sim, porque assim co-
mo pode ser levado pelo senhor de engenho, po-
de escolher outro o que o leve.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Se o com-
preheodo.... Nao sei o que quer dizer.
O mesmo Sr. deputado :E eu ji me esquecl.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Assim, se-
nhores, eu proponho a seguinte indicago: (l)
Nao se diga, senhores, que nao se possa pro-
pr essa indicago i assembla geral porque el-
la seja inconstitucional, deixemos a apurago
deste principio, desta duvida a assembla geral,
porque temos visto all passarem muitas cousas,
fazerero-se muitas reformas que parecem ferir a
cooslituigo, mas que se demonstra que tal cousa
nao ha ou nao houre: assim pode-se tambero
prorar que essa indicago nao inconstitu-
cional.
Pela Indicago apresentada hontem, e que ha
pouco foi lida.ficam esses magistrados de que
tambera trato na presente indicago, e que julgo
bom que presidam a eleigo, fleam esses magis-
trados, digo somente com roto deliberativo. El-
les sao pessoas independentes nomeadas pelas
relaces do destricto, sem dependencia alguma
do gorerno, com ordenado bastante para sus-
tentaren) urna posigo decente, por conseguinte
rem a ser rerdadeiros magistrados fazendo jus-
tiga, quando justiga fr necessaria. Se a magis-
tratura assim collocada nao se portar bem nio
sei se ser possirel, ou se haver magistratura
posslvel, nem moralidade em alguma cousa.
Acredito, porm, senhores, que os magistra-
dos collocados em taes posigoes sao os mais
proprios, os nicos que pdem fazer eleiges por-
que nao teem dependencias.
Previne-se mais por essa indicago que os
homens pobres, que nao pdem ser jurados, es-
ses que podnm ser constrangidos pelo senhor de
engenho e mais outros potentados a rotar contra
o seu desejo, fleam livres das eleiges e por con-
seguinte nao teremos eleiges mentirosas, por-
tento pego e acbo que se dere alteoder a indi-
cago.
Vai a mesa, lida e remettida a conveniente
commissao a seguinte indicagdo:
A assembla provincial de Pernambuco indica
a assembla geral que se decrete :
J-* Que as eleiges para membros das assem-
blas provinciaes e para deputsdos geraes e se-
nadores sejam directas.
2. Que os eleitores sejam os mesmos cidados
qualicados jurados pelo systema actual e aquel-
es que por privilegio sao dispensados do servigo
do jury.
3." Que os jurados que tirerem faltado por
qualquer causa a um terco dos dial para que fo-
ram marcadas as sesses do jury nao possam rotar
na primeira das ditas eleiges que ae flzerem de-
pois de taes faltas.
4. Que aa mesas dos collegios eleiloraes sejam
formadas de um dos magistrados da comarca,
dos esenries do crime e judicial e mais cidados
que forem precisos, chamados e juramentados
pelo magistrado, sement o qual ter voto deli-
berativo,
5." Que a appuracio geral das actas dos colle-
gios de ctda districto eleitoral seja feita por urna
junta composta do juiz municipal do promotor e
juiz de dreito.
6.* Que os mediatos e roto ioi alelloi di-
putados ou membros das assemblas prorinciaes
sejara os seus supplentes.
7. Que s possa rotar as eleiges de cama-
ristas e juizes de paz quem alm das mais habi-
lilagoes actualmente exigidas, souber lr e es-
crerer.
8- "ue 1en destruir o processo eleitoral de
modo a torna-Io indispensarel comega-Io de noro
seja preso immediatamente e se lhe imponha a
pena de seis mezes de priso, se o crime for com-
metttdo contra o processo da eleigo de depota-
dos e senadores e dos membros da assembla
provincial, e de dous mezes se for contra o pro-
cesso eleitoral de juizes de paz e vereadores.
9. Que quem rotar ou tentar volar mais de
urna rezou em nome de outro, seja preso e pu-
nido;com as penas de 20dias as eleiges de paz
e vereadores e de tres mezes as de deputados.
senadores e membros da assembla provincial.
10." Que as decises dos magistrados nos tra-
balhos ou assumptos eleitoraes infringentes das
disposiges da lei sejam punidos com as penas
de seis mezes a tres annos de priso, sem perda
de seu ordenado.
ORDEM DO DIA.
Entra em primeira dscusso o projecto n 22
de 1859, que crea lugares de partidores em todos
os termos da provincia e extingue os lugares de
labellies as freguezias de S. Lourenga da Malta
e Santo Amaro do Jaboato.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Nao acho boa
a idea do projecto creando os lugires de partido-
res nos termos aonde nao os ha, porque no esta-
do de immoralidade 6m que rejo todas as cousas
quero deixar essas poucas garantas que existem
as partes na livre escolha dos partidores.
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque:Perdoe-me o
nobre deputado, o juiz nao o partidor.
Uro Sr. deputado :Mas a partlha feita sobre
a sua vigilancia e inspeego.
0 Sr. Affonso de Albuquerque :Mas o parti-
dor de parte segundo a ordem e designago geral
do juiz, ca muito ainda ao seu arbitrio....
Um Sr. deputado :Somente a parte material.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Senhores,
quando hourer mais realidade as nossas cousas,
enlo poderei convir ua creago de. partidores,
mas por emquanto nao, e mesmo me parece que
nos devemos nicamente oceupar em restable-
cer as cousas em seus dovidos eixos, e nao crear
novas.
Um Sr. deputado:Pois para collocarem-se as
colisas em seus deridos eixos que o projecto foi
offerecido casa.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Mas esquece-
se o nobre deputado, que disse i pouco, que o
partidor nada influa ? I
Lm Sr deputado :Influe sobre o trabalho ma-
terial da partlha, e preciso que esse trabalho
seja feito por uro funecionario publico que tenha
responsabilidade do que fizer.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Responsa-
bilidade de funecionario I.... cousa va nesta
trra.
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : Mas segundo
os meus principios acho intil essa creago por-
que nos sobra immoralidade, acabemos primera-
mente com este grande mal, e doixemo-nos de
innorages....
Um Sr. deputado : O que o nobre deputado
1U que sao innovages.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu nao que-
ro cousas novas.
Urna voz :E partidores cousa nova 11
k A^ooso de Albuquerque : Eu o que
quero que se v procurar os vicios aonde esti-
verem e purifiquem-se della as nossas cousas...
Um Sr. depulado : Sei quaes sao os desejos
do nobre deputado.
O Sr. Affonso de Albuquerque :.... e por is-
so quero que emquanto a minha indicago nio
for approvada pela assembla geral ou cousa que
seja melhor, o que muito duvido que acontega,
nao secreem, nio hsjam innorages que neohu-
ma utlidade podem trazer.
Nao duvidaria dar o meu roto para crear-se
um ou outro logar da partidor em algum lugar
que se julgar ser mui conveniente esse emprega-
do, mesmo j me fallaram a respeito de um certo
lugar que me disseram precisar muito de parti-
dor ; r l sobre a f da pesaos que me fallou,
maserearem-se partidores em todos os termos da
provincia.....
(Ha um aparte.)
,? 8r* .Affoo'o de Albuquerque : Quem me
fallou foi um juiz, um amigo dos senhores, e is-
to aqu, ha poucos dias. Nunca o vi, fallou-me,
tive f nelle e em suas patarras....
Um Sr. deputado:E isto questio de f ?
O Sr. Affonso de Albuquerque : Entio nio
ou por f, ou por conriego que regulamos lodos
os nossos actos ? Nio somos catholicos romanos
pela f, nao regulamos todo o nosso proceder por
dous principios, pela f que rem do entendimen-
to, e pela conriego que rem da intelligencia ?
Para o sen t ment basta a f, para o entendimen-
to sao precisas as proras.
Nao acho senhores, porlanto, utilidade alguma '
na creago dos lugares de partidores, e quanto a
extmecio, dos lugares de labellies da freguezia
de S. Lourengo da Matta e de Santo Amaro de
Jaboato, a nica utilidade que vejo parece-me
ser somente o gosto de supprimir, sem utilidade
justificada. j
Um Sr. deputado : Enlo cree-se somente e
nao se supprima ; concorda ? |
O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu rotarei
pelo projecto se me disserem e me coorencerem !
da utilidade di suppresso desses carinos que I
nem sabia que existan. Urna cousa ji feita nao
sera principios mui justos que se desfaz. I
O Sr. Theodoro da Silra :Nao me sorpren Je,
Sr. presidente, que o nobre deputado presa da
descrenga em que todos nos o remos a respeito
de tudo e de todas as cousas, tambem seopponha
ao insignificante projecto quo ae discute, custa-
me apenas rer to robusta intelligencia no estado
de durida, septecismo e descrenga em que hon-
tem se manifestou.
Sr. presidente, as razes que justifican) o pro-
jecto sao de fcil comprehensio, o nobre depu-
tado porm, oppe-se ao primeiro artigo dalle,
porque desconfiando de tudo, enxergando em tu-
do immoralidade e corrupgio, suppdem que esse
artigo do projecto iri dar azos, nascimento e des-
envolvimento a corrupgio do foro pela creago
dos dous lugares de partidor e contador, e ainda
mais, e sobre tudo pela nomeacio de partidores
idneos para serrirem no foro, assererando que
pelo facto dessas nomeages se rai tirar o direito
que exercem as partes de nomear os partidores
de sua confianga, o que de algum modo entende
o nobre deputado que urna garanta.
Sr. presidente, V. Exc. e a casa sabem quaes
sio as funeges dos partidores ; V. Exc e a caaa
sabem que na factura das partilhas elles n}o fa-
zem mais do que obedecer as inspirages e de-
terminagoes dos respectivos juizes ; por conse-
guinte nio cabivel, nio procedente a argu-
menlagio do nobre depotado, salvo se o presi-
dente do acto da partlha fr corrompido como
talvez podesse ser partidores que inspirara menos
garantas.
Mas, Sr. presidente, nio r o nobre deputado,
que mesmo para garantir-se. o direito das par-
tes e evitar a e'orrupcio, que as duas commtssoes
reunidas de legialacQ conatituicio o poderes
procuram, [uer f ^B qae eMM ,j0UJ igarei [os.
sem exercidos por um s em pregado, am de que
o juiz podesse exercer maior iospecgo sobre
6118 T
Nao v a casa que logo, que essas partilhas fo-
rem fetas por um s individuo, por um s era-
pregado do juizo respectivo mais garantas have-
r do que se ellas forem fetas por particulares
prazimento das partes?
E de mais, senhores, aonde est a innova-
gao no projecto? Nao por rentura o cargo de
partidor de criago antiga? Como dizer-se pois.
que ha tendencias de crear-se sempre cousas inu-
teis e perigosas ? Parece-me, senhores, que o no-
bre deputado nao tem razo as suas suspeitas,
na aecusago que faz ao projecto.
Quanto ao art. i" do projecto que manda sup-
primir os lugares de labellies em S. Lourengo
da Malla e Santo Amaro de Jaboato, dero de-
clarar em nome das commisses, que aprsenla-
ram esse projecto, que essa lembraoga nao foi
sua, ella foi suggerida casa em um projecto as-
signado por um depulado que hoje nao se acha
com assenlo nella, mas as commisses entenden-
do que convinha harmonissr a legislago existen-
te com relago a esses dous lugares, achou con-
veniente aceitar essa idea de suppresso pela
qual, comtodo, nao tem o menor empenho.
Sabe a casa que as freguezias e districtos de
Tora da cidade fra dos lugares de residencia dos
labellies, pela lei de 30 de outubro de 1830. art.
1_, delerminou-se que fossem suppridas as fune-
ges desses empregados pelos escrives de paz,
por isto, em virtude desta disposigio e para que
ella fosse comprida, foi que determinaran) as
commi3soes que fossem supprimidos os dous lu-
gares de labellies de Santo Amaro de Jaboato
e de S. Lourengo da Matta, am de que ficassem
all servindo os dous escrives de paz. V pois o
nobre deputado, que ainda por este lado as com-
misses nao podem ser increpadas por amigas das
innovages. Se o nobre deputado, porm, quizer
respeitar direitos adqueridos por esses dous ta-
b el I lies, eu pela minha parte declaro que nao fa-
reii maior insistencia e nem opposigao a isso.
Coro estas poucas palavras supponho ter justi-
Ilcado o projecto.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Sr. presiden-
te, apesar do meu septcismo....
O Sr. Souza Res:E pessimismo.
O Sr. Affonso de Albuquerque:___eu creio
. primo em Dos, secundo em Christo, como Dos
| e lho de Dos, tercio creio na philosophia, 4o
no progrosso da humanidade, 5*....
O Sr. Souza Res:Cr j em muita cousa.
O Sr. Affonso de Albuquerque:.... creio na
i Europa.
i (Risadas.)
I O Sr. Affonso de Albuquerque :Riem-ie? Nao
, 6 do oriente que rem a luz?
1 R!Sr" .d1e.Pula'o : E em Garibaldi tambem ?
Ib Affonso de Albuquerque : Creio na
I Iranga em Napoleo, creio em Garibaldi, em
Vctor Emmanuel, creio em lerceiro lugar no ca-
tnolicismo.
Um Sr. deputado :E no Papa,?
O Sr. Affonso de Albuquerque -.Creio no Pa-
pa na igreja.
i O Sr. Souza Reis:Ct em tudo.
O Sr. Gitirana :Cr em ludo quanto manda a
Santa Madre Igreja.
I O Sr. Affonso de Albuquerque :Enlo nao sei
qual o meu septcismo.
I Q Sr. Theodoro da Silva :Agora j Bao posso
atzer tanto, porque o nobre deputado acaba de
I nrc8ua Profls8 de f e er em muita cousa.
n c F*Lne,on :~Cr6 n* America tambem ?
j Alfonso de Albuquerque:Porque nao?
Quando a bussula se transforma o nauta procura
a estrella polar.
Creio no re da Blgica, creio em Alexandre da
Kussia, creio em Guilherme da Prussia, creio no
monarchismo no Brasil, nica cousa em que creio
no Brasil, porque a nica cousa em quo o povo
O septcismo nao meu s, est no paiz intei-
, ro, nao sou eu que nao creio, nos todos nao ere-
mos, o nobre deputado tambero nao er.
O Sr. Theodoro da Silva : O nobre deputado
est autonsado a dizer isso.
_ O Sr. Affonso de Albuquerque: As conve-
niencias que exgem raanlfestages que eu nao
sei fazer.
O Sr. Theodoro da Silva :Tambem ainda nio
de' motivo para se pensar assim de mim.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Ser urna ex-
cepgao.
O Sr. B. de Lacerda: Tambem reclamo pela
minha parle.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Cada um que
quizer, que se considere na excepgo; mas o que
verdade, meus senhores, que nesta trra s
so er geralmente, na monarchia e mais nada.
Nao porlanto porque eu nao creio era alguma
cousa que me opponho a essa creago de que
trata o projecto. Em primeiro lugar por serem os
empregoi de distribuidor e contador j creado pe-
las ordenaces, nao se segu que nao seja urna
innovago crea-lo em tal ou tal parte aonde nao
existe.
Acho que o nobre depulado nao juslificou a
necessidade da creago com as razes que apre-
sentou, nao justiQcou a idea, porque por ir ao
juizo para corrigir sempre a partlha e ter essa
inspeego immediala e necessaria, era preciso
suppor-se (o que eu neg) na magistratura essa
moralidade precisa que ella nao tem. Eu rejo
as partilhas sempre serem feas parcialmente,
digo mal, sempre nio, mas a regra geral e
oque entendido que quando eu uso da expresso
sempreqn*ro dizerem geral.
Um Sr. Deputado :Pica entendido daqui por
diante.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Vejo as par-
tilhas assim e muito principalmente, rejo os par-
tidores mancumunados com o juiz. (Reclama-
ges.)
Um Sr. Deputado:Os juizes nio plem man-
cumunar-se com os partidores, a sua rontade
que prevalece.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Isto o que
deria ser.
Um Sr. Deputado:Talvez seja assim li no
Cabo.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Que Cabo ?
Deixemo-nos de individualisar, eu nio quero
tratar de individualidades. E de mais Sr. eu nio
advogo s no Cabo.
(Crozam-ae apartes.)
Eu conhego muito esta cidade, tenho vivido
aqu muitoa annos; e como advogdo j o foi no
Rio de Janeiro anno e meio, fui-o na Parabyba
e ltimamente dei um passeio bem agradavel ao
Rio Grande do Norte, e que cousas que en ri I...
Um Sr. Deputado: Gostou multo do Rio
Grande)
O Sr. Affonso de Albuquorque :Gostei. Mas
nio posso mais fallar aqu que nio renha o Ca-
bo ? Entio a corrupgio que rejo aqui e nos tr-
bunaes superiores, no Cabo f A corrupeo que
rai pelas outraa provincias, 4 no Cabo?
Um Sr. Deputado:Como o nobre deputado
elogiou hontem a justiga do Cabo.
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Sin, mas nio
rejo razio para qua tudo ae suppoiha com refe-
rencia ao Qab6.
Nao acho pois conreniente a adopgio 4o pro-
jecto em quanto nio honrar moralidade. no paiz
e principalmente na magistratura,
VmSr. Deputado :-.Figa diado, Yirt quando
'houret moralidade, v H
diura'o.r" AQdrade:-Nio *** e
ui*?f? a dscusso e poslo a rotos o pro-
jecto approrado. *
U?nL ,presid,ente d,8l*M ora>m do dia e
leranta a sesso por ter dado a hora.
REUNIAO EM 11 DE ABRIL DE 1861
Presidencia do Sr. Baro de Vera-Cns'a.
Ao meio da feita a chamada, rerifica-se ita-
rem presentes apenas li Sr.. deputado..
..." Sr- Presidente declara nao haver sesso: de-
?S?APi,r" 0rdem d0 dia da wgyinte a mesma,
e disaolve a reunio. '
Discurso do Sr. deputado AlTooso
de Albuquerque, na sesso de 9
do corrente.
* O Sr. Affonso de Albuquerque (pela ordem)-
Sr. presidente, pedi a patarra para offerecer a
casa urna indicaco para que se represente as-
sembla geral legislativa sobre o assumpto da
que you roe oceupar e para o qual pego a at-
tengao desta casa. PV
Sinto, senhores, que semelhante assumpto
mu superior s minhas forgas ; mas se me at-
revo a delle tratar porque olhando para a si-
tuagao do paiz, a vejo reduzida a um estado la-
T:1 P0010*6 P"ecer-me que os homens
quese oceuparn das cousas publicas tem ador-
mecido e degenerado bastante para nao reco-
nnecerem nem temerem o pergo.
Nao tenho, Sr. presidente, a pretengo ds que
a minha traca voz possa nos salvar do estado de
pergo em que nos acharaos; mas das forgas.mui-
tas vezes insignificantes, n*scem grandes resulta-
dos; os gangos do Capitolio salvaram a repbli-
ca romana de ser vencida e destruida pelos gau-
Um Sr. deputado:Na nossa trra tambemha-
rer gangos do Capitolio?
O Sr. Affonso de Albuquerque:Ora, este ex-
emplo que nos offerece a historia, anima-me a
sem confiar as minhas forgas, vr aqu soltar pa-
lavras nesta casa que se por ventura chegarem a
ser ouvidas, possam tocar corages mais forles
espiritas muito mais Ilustrados, do que o meu"
e trazer, ou dar cm resultado os beneficios salu-
tares que desejamos rer realisados no nosso
psiz*
Em outros tempos, senhores.cooaideravam-se as
cousas da nossa trra em sentidos mui differen-
tes, segundo eram encaradas por um ou por ou-
tro dos partidos que estavam no poder ou apea-
dos delle. Aquelles que se achavara no poder -
julgavam as cousas sempre com bons olhos :
para elles tudo era bom, tudo maravilbas. Os
que estavam, porm, m opposigio clamavam al-
tamente contra tudo. sobre quantas lyrannias
soffnaro do partido que estavam de cima. As-
sim ersm clasificadas as nossas cousas por boas
ou msao mesmo lempo, segundo o partido que-
dominava.ou oque eslava apeado do poder;
assim, desde que me enteodo, vi urna lula per-
manente entre o partido liberal e o partido con-
servador, uro, o partido liberal, esforgando-se
por estender as liberdades publicas, outro, o par-
tido conservador, 63forgando-se em sentido con-
trario, isto empregando todos os meios para
comprimir essas liberdades......
Nao de hoje s que assim se pralica, foi ,
lem sido sempre e em toda a parte.
O Sr. Souza Reis : A cousa est no cotn-
9 o Vi m" aobre Reputado vai bem.
o K. Affonstfde Albuquerque : Eu explico,
u partido que se exforga por comprimir as li-
berdades publicas, nao o partido que compri-
me os cidados : ha muita differenga em ter urna
e outra cousa. O partido que comprime as li-
berdades publicas, aquello que vai deslruindo
as diversas franquezas sociaes, para quo o go-
verno_ tenha acgo mais immediata sobre a po-
pulado; para que obre sem tantas peas sobro
aquellas que tea gorernando por instituiges
mais liberaes.e renha assim a exercer urna tutella.
maior sobre o poro.
O Sr. Souza Reis : Has isto com o moius
m rebus ?
O Sr. Affonso de Albuquerque : Mas, senho-
res, esta luta quo dala entre nos de muito lem-
po j nao existe mais ; o partido liberal forga
re,C0P>?aler C0Dalantemente para sustentar as
iberdades publicas, foi sempre na pralica cons- -
tante curvando a serviz ao partidosaquarema, .
at que se contassou vencido e despresou todos
os seus principios, todas as suas ideas.
O Sr. Souza Reis: E nao estar na casa o
Sr. Brito I
O Sr. Affonso de Albuquerque : Todas as
rezes que os saquaremas se acharara no poder,
cortarsm um dos ramos da arvore da liberdade.
cortavam urna das garantas soeaes, cortsvam
mais oulros ramos e mais outros....
O Sr. Fenelon : Assim j estamos em arvo-
re secca.
O Sr. Affonso de Albuquerque: Os liberaos i
na opposigao clamavam, esbravejaram, desespe- -
ravam, mas sobem ao poder e callam-se.
O Sr. Souza Reis : Cortaram o resto dos ra-
mos.
O Sr. Gitirana : S ficou a raz.
(Cruzam-se outros apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque: Urna cousa.
sao erros de administrago, e oulros erros do
ideas.
M. Jia eu, no poder, calara-se o partido-
liberal, crnssra os bragos e tornara-se ento
partido conservador, ou partido que quer aa:
instituiges que temoi.sem a menor reforma pro-
gressista. Esta idea nio minha, ji a ouvi da
outros : tem-se chamado partido liberal ou da .
progresso, aquello que combate as ideas do sa-.
quarema, mas en rejo o contrario, rejo que 03
liberaos s tem manifestado bons desejos, ou
mos, nao entro na questio, mas geralmenta-
elles nao teem sido progressistas, porque nio
lem dado nem nm passo no caminho do pro-
gresso. -
O 6r. Souza Res ; Eolio tazem o contra-
rio do que apregoam ?
Outro Sr. deputado : Nio sao o que dizem..
O Sr. Affonso de Albuquerque : Os saqua-
remas, chamados conservadores, nio tem con-,
servado seno' as instituiges fundamentaost
mas se ha entre nos reformadoras, lem sd
realmente os saquaremas, por que nio se p4de-
chamar conserragio reformaa diarias em sen-
tido talrez regressista. .Todava, aenhores, mui-,
la gente de boa f existia, qne esperara que d*
administrago do partido liberal podessem. re-
sultar grandes beneficios, qua elle triumohante
podesse retlisar suas ideas.
OSr. Gitirana : Nio ha motivo anda para,
desesperar.
O Sr. Affonso de Albuquerque:... mas desde*
que o partido liberal subi pela ultima vez ao
poder e crusou os bracos como d'antes, desda
que na queda elle fez urna revolugo ou re-
rolla.
OSr; Llvino de Barros; Nio apoiado, o
partido liberal nio fez rerolta.
O Sr. Luiz Felippe : E quem (oi entio ?
O Sr. Livno de Barros : Foi provocado.
O Sr. Affonso de Albuquerque: Desde qua
depols dessa rerolta ou revolugo, o partido li-
beral renegou todos os seus principios, tanto
qne cada um de seus membros proclamara-sa
quisi que ostensivamente amigo do governo
\ que era saquarema, detdf eolio, digo, muH


w HI MMU
t< '
IIAUO DI f ERIAMKJCO. SEXTA. FKUU 12 DI ABRIL IB mi.

gente perdeu a f na aalreco do paiz pelo par-
tid* liberal, ou antea peta* Ideas do patento liba*
sal. (Apoiados.)
O Sr. Gitirana: *- Torito at curptt etses
inembros do partido e uo a ideas.
O Sr.
*sr*
eu o ouvisse de algum de seua cherea, porque de
**** *> u nunca Uve relajea com jente
grf B]**P0riU8 de preaumir qae aaaim
o fot**, erque tantos homens dialinclot, Untos
hornero de boas intengoes na opposigo, de lio
Adorno de Albuqoerqu Roplto. trenos principios, ai o era possivel que s com a
subjd|.ao poder. leaaaaaaecn todas 111 uas ideas,
e armas tMMMfeto aS esmeattasM*, nao ds
j>r^ que ea saquarsmes tem feito com que
a *%* do partida Mtsl ae loraem asa uta
**qii*tem*, atctaros da auas idea,
Livtaa de Barros l < Hia Miado.
?Ir. Gitirana : Nao atalandt M idea* pa-
co** procedimens* atesse* merabrs* do
OSr. presidente : Pte os M
data jue deiwia o nrsder proseguir;
tsdapvta
proseguir; 4o o itter
ratp*>.
O Sr. Affunso de Albuquerque : Nao me
importa ouvir qualquer observadlo e se poder,
dar-Ihe-hei logo rae pe ata.
So bom porque ase anima, e pelo contrario ven-
o um silencio profundo na casa, estou derro-
tado. (Riso.)
Mas essts ideas polticas, psrgunto eu, onde se
snaoifeslam ? as cmaras nao as vejo. Has
dir-me-ho osmembros desse partido, nao tem
asento as cmaras, bem ; mas na imprensa ?
Aonde est a im prensa liberal ? Nao a vejo, veja
que tade quante es saquareeaas leem feito esta
l>em feito.
O Sr. Livino de Barros : O maior ceg
quede que nao quer ver.
O Sr. Affuuso de Alouquerque :Ento V. Exe
lir-me-ha o obsequio de dizer qual o jornal
jque sustenta aa ideas, oa rincipiua liberaes?
O Sr. Livioo de Barros :Nao precisa, porque
st demonstrado ior ai.
O Sr. Afrbnso de Albuquerqu*:Ealo nao
tem chegado al meu conhecimento.
Entretanto, senhores, boje nao ha mais quero
couteste a miseria, a degradare a que tem che-
ajado o imperio do Brasil, tu o digo e o sustento.
Do Sr. deputado :Batido ao partido liberal ?
O Sr. Affooso de Albuquerque : Nao sei a
quera... A nos todoe Brasil-iros.
L'uii voz:Est bem, como ella entra tam-
bera do numero.
O Sr. Soua Res:Mal de muidos consola .
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Nao ha muilo
do partido saquarema na coite do imperio, com-
posto esse grupo 0o Sr. coeielhei.e Euznbio, essa
eminencia inielleciual e poltica saquarema o u>
outros como elle, annunciou essa miseria do
Brasil em uma circular qne corre impressa em
todos os jornaes.
O Sr. Livino de Barioj.'E' o seu corpo de
delicto.
O Sr. Souza Reis (para o Sr. Affonso):O seu
corpo de delicto ?
O Sr. Affonso de Albuquerque .Meu nao,
delle.
Os aaquaremas pelo seu lado confessam a mi-
seria profunda a que tem chegado o paiz.
Um Sr. deputado :A conflsso nao Tai
sem essa dtvrsio que podia trazet eaprefo
muita gente.
O Sr. Souta Reia:Nao se pode azer taao 'as-
uma Tez; algum* cousa j se tem feito, *ptra
prora ahi esli as estradas de ferro riiin ngssjstim
tem mandado fazer.
O Sr. Affonso de Albuquerque ;Ora UDutC-
0o do sitada ds tarto qaaka sadat ntsm* as
Tida a uaa paiz cade ha taata SMiliUl
. > Wj futs: I aBaadi de compra- O Sr. Saau Beta :-Maa asaceraa que foi asa
r"^_ .... ten*flcUaaieatUart?
'*: ^T" *,A*?'MW- :~" O Sr. Affooso da Albuqaeiqae.:TJa> beaafto
guata algs-tos ; asase! qual a desgraga qae a um cautioho de imperio! OU snaiedos 1 No
amma.faa ua tdta pa por am pr astas suas saaa (aaarakama aaaa. ^ H
mt, o oaro na* pode aorslisar o m p- O Sr. Souza Reis :lato 4 f,zer
Torao.
O partida liberal ao podar nao pode por em
pratica suas ideas : o que fazer? para sustentar-
O Sr. Afftaae
BattiaUaaso.
O r. Plaa.Poiseu
mi
* para mim raui- *o leranla o poro diz-lhenos nao podamos
Jonge, confessam que as rousas sao *5o muilo
bem.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu sinto nao
ter aqu a circular. Demando em miseria pro-
funda, fallo em estado de miseria tao desespera-
do, que faz me do.
Um Sr. deputado :Isso excesso.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Etcesso, nao,
concluso simplesmente minha. O Exm. vis-
conde de A'.buquerque t-in dilo muilas vezes no
senado, que mais vale viver em Loaada do que
no Brasil.
Um Sr. deputado :Issoso desabafos,
O Sr. Affono de Albuquerque:Nao sao de-
sabafos ; o Sr. visconde de Albuquerque que tem
sido sempre o hornera da ordem, da reflexAo,
(apoiados) o hornera dos principios conservado-
res e mais que consejadores, esse hornera nao
abe como conjurar a tempestade, elle conhece
x>em a miseria e desgranas do paiz e por isso tem
muilas vezes dito e demonstrado lio senado, que
sao ha cousa mais triste, do que ser Brasileo
oo Brasil: sao expresses suas. Uma vez elle
tirina avaucade esta proposigo, que antes quera
viver em Angola do que no Brasil e o Sr. D. M-
aocl respondeunao eu ; o Sr. visconde de Al-
buquerque vrou-se para elle e disse-lheV.
Exc. tem sua pataca, nao para os que eslo
aessas clrcumslancias que eu falloe conlinuou
a demori8irar que nao avia cousa mais desgra-
nada do que ser Brisileiro no Brasil, a ponto que
o Sr. D. Maooel disse vezdade, estou quasi
iodo.
Um Sr. deputado .-Mas nao fo<.
O Sr. AfTouso de Albuquerque : Conlinuou
iuda na demouslracao e elle disso eston
promplo, vou.
Um Sr. deputado :Mas nao toi. (Risadas.)
O Sr. Souza Reis : Entretanto uo muito
diflu! a viagem. -
G Sr. Affonso de Albuquerque :E' muilo dif-
ficil naquella edade.
(Cruzam-se ouiros apartes]
O Sr. Affonso de Albuquerque : A mim, se
iosse isso possivel, j nao estara uesta ierra, por
que nao acho nada mais diflicil do que viver aqui.
Blas nao sntecipemos o que eu teuho de dizer.
O Sr. Souza Reis :Mas a quera allribue o no-
are deputado esses grandes males ?
O Sr. Gitirana : O nobre deputado lembre-se
tambern da celebre coucila(o.
O Sr. ATonso de Albuquerque :Eu nao trato
agora de qnem foi ou nao que trouxe os males :
se luimos examinar com minuciosidade, vere-
mos que tiles parlem de todos c principalmente
do partido saquarema;
O Sr. Souza Reis :Vimos isso.
O Sr. Affonso de Albuquerque : a demons-
traco fcil.
O partido saquarema lem pela forca ou pelo
quer que se ja, vencido e levado vante sempre
suas ideas.
Um Sr. Deputado : Isso prova i seu favor.
OSr. Alfonso de Albuquerque : O pailido sa-
quarema tem estado quasi sempre no poder, e
quaudo nao. o partido liberal lem sempre deixa-
do intactos os seus legados.
Ouem que tem posto bices ao partido saqua-
rema* na realisaco de suas ideas de governo ?
Quera, se os liberaee quando tem governado, tem
meixadointacto o seu legado? Quera porlanto,
a causa db todas as nossas desgracas, quaesquer
que ellas sejam ?
O Sr. Souza Reis 2 Desde quando datara
ellas ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Desde quando
o governo comerou a melter a mo as elei-
Ces.
O Sr. Souza Reis : Eoto desde a origem.
O Sr. Affonso de Albuquerque:E' 'ahique*
Tem a maior parte da noesa miseria, dabi que
corneja a corrupcao, e a cerrupeo comecada na
eleico, para o que se diz que nao ha honra, nao
lia probidade tem ido sempre em progresso, por
que a honra que se perde para uma cousa, vai-
se perdendo pouco e poseo para ludo o mais.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : Mas d'ahi
que vem o nosso mal, porque de corrupcao que
elle nasce, nao da eleicao, mas sim do governo
anetter a mo na eleico.
V-so, pois, que o partido liberal lem grande
paite nessee males que nos afiligeni, e se por
partido aaquarema como autor, por outro Tejo
tambern a que pertence ao partido liberal.
O Sr. Theodoro da Stb :Por um complici-
dade covarde.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Maie do que
isso. Nao'digo que seja complicidade coraide,
porque elle na onposico nao poda corlar o mal,
Callo, siai, quando estiveram no poder, esesus-
tentaram nello sesa eiecutar suas ideas, aceita-
ran) o que exista de mo, estabeleceram a peior
*Je todas aa anarcrtlaa, a aoarchia governarueatal.
iApoiados.|
O Sr. Livioo de Bardqs :NSo apoiado.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Se terrivel
a aoarchia do povo, ae cruel-e desgrasada, o
que oo a aoarchia do governo ? Eu ainda nao
vi e do pouco que lenho lido, ainda olo aoube
que teaha havido cousa taoselvagem como o do-
minio liberal no Brasil (apoiados) ; ainda do vi
orneas reapeiiaveU proclamando as ideas mais
liares e mais bellas, e no poder praticarem cou-
m mais terrireit, mais miseraveia que ae podem
alar, do que o partido liberal, que plantou a aoar-
chia. aconfuso completa do paiz.
E' islo o que acontece ao governo que transfor-
ma o poro em instrumento para ae servir delle,
Seahores, nao obstante, eu nao aecuso o partido
liberal.
Um Sr deputado .laso que oolare!.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Por um lado
ui desculpo o partido liberal, uao o deaculpo
toUuneote, mas aeho que o partido liberal tere
Joe desojoadapor em pratica saaa ideas ao au-
*ir o poder, leve muilo bons desejos, nao que1
.dar-Tos a liberdade lgal porque nao o podemos
fazer, tomai licenga; cada um Une para dar
pancadas e fazer o que quizare ahi esl um
povo contente, feliz, e viva* o partido liberal, viva
a adminrstraQo do paiz I
UmSr. deputado :Isso o pensamento do
nobre deputado.
Outro Sr. deputado :Qual o partido enlio
que deve goveruar o paiz? Todos elles sao
mos ?
OSr. Affonso de Albuquerque:Nao adre
partido que deva goveruar o paiz ; o paic deve
-ser governado peU lei.
O Sr. Drummond:Has todos esses que leem
governado o paiz, o goveroam segundo a lei, ou
ao menos assim e dizem.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Nisto que
esta a differen;a : proclamara o dominio da lei
mas nao a execulam.
izia eu, senhores, quando Qz a digresso pa-
ra responder aos apartes dos nobree depurados,
que o estado da miseria publica e individual de-
gradago a que temos ebegado, uao mais hoje
conlestado, reconhecido por lodos, e para
prova, vamos fazer uma resenha, vamos reca-
pitular o que se lem feito.
(lia um aparte.)
J disse que uo sei d'ende vem a causa ; vem
de us todos, mas o que certo que a miseria
palete e por todos confessada.
Varaos a ver o que tem feito o partido saqua-
rema no poder, a que estado tem deixado chegar
o paiz, o eoroeceonos pela fonle principal Oa
nossa existencia, da nossa vida, pela riqueza do
estado, pela agricultura. A que est reduzida a
agricultura ? Examinemos as rendas do imperio
e veremos que estamos ameacados de morrer de
fome.
Um Sr. deputado .E o que fez o partido li-
beral ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu digo que
o partido saquarema lem governado sempre, digo
que ninguem tem posto bices aos seus passos ;
digo que nos temos chegado uma profunda
tao I miseria, que nao sei quem a causa delta ; digo,
de Albuquerque :Nio lenho
lenho a precisa cora-
lidUO!
arar
que o partido saquarema governando nao lem
raelhorado em naoa o estado do paiz, digo que
islo frucle das ideas polticas dominantes no
Brasil, ou ento uma fatalldade que persegue
os partidos, que jamis podem realisar uma idea
utl ao paiz.
Eu pego desculpa das minhas palavras aos
nobres deputados, porque eu nao estou acostu-
mado islo e a minha iotenco. o meu desejo,
nao altribuir a nenhum dos* lados polticos po-
sitiva e odiosamente a culpa dos nossos males ;
nao quero fazer recahir odiosidade sobre ne-
nhum delles, porque em meu coraco ella nao
existe.
O Sr. Theodoro Silva :E' bem difflcil isto I
O Sr. Affonso de Albuquerque ;Se exami-
narrnos, como dizia, a agricultura, vejo queja
qussi nao faz coma plantar canoas.
Um Sr. deputado:Mrmente depois da ees-
sacio do trauco de Africanos.
OSr. Affonso de Albuquorque ;Ora, se nos
do norte do imperio nao plaannos caima, de
que viveremos ? Tem-se feito alguma cousa em
heneQcio da agricultura ? Qual a razo porque
nao faz conta plantar caima ? Ser pela fraqueza
de nossos terrenos ? Nao, os nossos terrenos sao
em si, dizem as pessoas cnlendidis, os melhores
e mais productivos que ha no mundo....
O Sr. Peona : Vem da careslia dos sala-
rios.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Os salarios
eslo sempre era propor;o com as circamslan-
cias do paiz.
N6s temos gente e bons terrenos como exis-
ten) em ouiras partes, os outros produzem as-
sucar que concorreado com o nosso nos merca-
dos da Europa, fazem com que o nosso uo ob-
lenha prego, e conseguinlemenle que nao posta-
rnos mais trabalhar na agricultura. Ora o'onde
vem isto ? Da incuria, do deleixo dos Brasi-
leiros i
O Sr. Pina :Vem da baixa do assucar. (bi-
sadas.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Essa a
questo. Mas porque ha baixa do assucar ?
Porque os outros paizes produzem assucar me-
lhor e mais barato, produzem mais, o nos mais
caro e peior, logo nao faz conta plantar mais
caima.
Se olhamos para o caf, acabamos de ver na
corle do imperio uma grande baixa nesse ge-
nero.
Um Sr. depulsdo :E' o contrario.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ser este
auno, mas ainda o anno passado vimos que elle
leve uma quebra a tal ponto, que grande numero
de plantadores do Rio e Minas uiandaram vender
seus escravos e a exportago de e3cravos, d'aqui
para o sul acabou. (Nao apoiados )
O Sr. Gitirana :Deixem o orador continuar o
seu discurso.
O Sr. Affonso de Albuquerqne :Pois bem,
seja isso a rtspeito do caf, mas quanto ao as-
sucar ninguem contesta que est n'um estado
de ruina tal, que seu prego est lo baixo, que
ameaga matar de fome aos plantadores.
O Sr. Ignacio LeSo:Isso verdde.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Se olhamos
para o commercio, o que vemos? Vemos um
commercio de traflcancias, vemos uma alluvio
de bancos, que s produzem a baixa da moeda,
qae s produziram a alja dos gneros, de que
s resultaran) os beneficios monopolistas de d-
nheiro.
O Sr. Souza Beis :Boa occasio de chamar
contas o Sr. Souza Franco !
ii S*r" A"*on8 de Albuquerque .Vimos essa
alluvio de bancos que em vez de trazer benefi-
cio agricultura s servirn de empeiora-la.
O Sr. Livino de Barros :E' porque sao muilo
poucoa ainda.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Quantoe mais
peior, porque os bancos nao emprestara dinheiro
os agricultores, mas a cerlos e determinados
individuos quem o do a oito por ceoto para
emprestar aos agricultores a 18 o a 24. Ora, so
o juro fosse sempre a 24 por cento para todos,
esta circumslancia seria igual para todos e assim
a melhora de uns oo seria a ruina do outros,
por outra, hoje o agricultor oo pode concorrer
lomando dinheiro a 24 por cento, com aquelle
que o loma oito, o'onde se segu que os bancos
em lugar de servirem de beneficio para a agri-
cultura, fram sua desgraga.
Um Sr. deputado :Bancos commerciaes.
OSr. Affouso de Albuquerque:As minhas
habilitsgoes eslo muito distantes de eu poder
entrar em materia de (mancas, mas tambern pa-
ra dizer o que intento, nao sao precisos grandes
conheclmentos; o que todos estamos vendo
que o imperio todos os das se individa mais e
mais sem apparecer nenhum resultado, sem ap-
parecer o menor beneficio, sem mesmo ter havi-
do cousa que dsse lugar a necessitarmos con-
trahir esses corapromiscos.
Os nossos meioa de vida.Vivemos em um
paiz que se diz que um dos primeiroa do mun-
do, urna oalureza frtil, toda virgen), um paiz
todo repdo de grandea rios, e no entonto nao ha
meios de vida para o Brasileiro I Acho que islo
um tacto que ninguem contesta, o clamor ge-
ni ; o mais insignificante em prego, cujo orde-
nado nao d para pastar tres mezea, solicita-
do pelo mundo inteiro, por talla de meios de
vida.
(Ha um aparte.)
O Sr. AffoMO de Albuquerque :Muita gente
que procura empregos insignificaule, as tivesse
meios de vida nao os procurara.
Coi Sr. deputado :E' mana nossa.
O Sr. Affooao de Albuquerque E' taita de
meios de vida. Eu quizera que em lempo com-
petente qualquer do* honrados membros tomasse
a palavra e me mostraste quaes alo oa meioa de
vida na nossa ierra, quando nos vemos o estado
da nossa agricultura, quando ssmos aa grandes
propriedades terntoriaes em tas poucaa mo?,
muita _
as ea i radas de farra cusan muita dinheiro.
O Sr. Theodoro SiWa : Meaos custariam
se....
' O Se Affonso de Albuquerque :As .estradas
de ferro custaa muito caro e produzem poucos
beneficios agricultura, produzem beneficies em
relago um canto, mas nao produzem benefi-
cios na propsrcao dos sacrificios que custam, nem
em relago ao imperio....
(Ha um aparte.)
O Sr. Alfonso de Albuquorque :E onde se
Tai buscar dinheiro para fazor estradas de ferro
em todo o imperio ? A agricultura precisa de
beneficiof, mas de beneficios que aprovcilem em
geral ao paiz, e nao beneficios particulares a um
lugar.
A (alte de garanta de todos os direitos e do
seguranga individual.
Um Sr. deputado :Tem melhorado.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Na falla de
seguranga individual e garanta des direitos. te-
mos melhorado ? Eu emendo que temos peiora-
do muilo e muito.
O Sr. Pina :Nao apoiado ; Pernambuco de
hoje, nao o Pernarabuco de ha 14,16 ou me-
nos annos estaparte.
O Sr. Affonso de Albuquerqne:Porque ? Se-
r porque hoje se mala menos?
Um Sr. Deputado :Esse poaco I
O Sr. Drummond :Pois acha isto pouco ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Matar-se me-
nos um beneficio, mas Tamos causa, vamos
a saber qual a razo porque hoje se mata
menos.
Um Sr. deputado :Porque a punigo val sen-
do certa.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nos veremos
que a causa de se matar monos nao tem uma
fonle moral, tem uma fonle desgragada.
O Sr. Fenelon :Beradita fonte que d tal re-
sultado!
O Sr. Affunso de Albuquerque :Talvez o no-
bre deputado nao diga assim, depois de ouvir
que eu you dizer.
A razo de antigamente se malar muito, era
porque qualquer hornera pequeo julgava-se
forte, qualquer era capaz de usar de uma vin-
dicta contra o que lhe tivesse offendi(Jo, e cnlo
appareciam essas mortes, essas tantas desgra-
cas ; mas hoje que o potentado est acastellado
no seu feudo....
Um Sr. deputado :J nao se conhecera po-
tentados h< je.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Hoje se move
lado ao acceno de um potentado.
O Sr. Drummond :Temos visto muitos po-
tentados nos bancos dos reos.
O Sr. Affonso de Albuquerque-Eu uma Tez
fiz um projecto assim:Artigo talmatarse
fr sajeito que liver tantos cootos de ris, pena
tanto de multa (que o que elle pode despen-
der com advogado e mais despezas do processo)
eseismezesde cadeia (que tambern o tenpo
que actualmente est preso o individuonao
mseravel.)Isto o que devia ser e talvez fosse
melhor.
Um Sr. deputado :Isso era autorsar o assas-
siualo.
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Mas se i as-
sim que succede ? Qual foi o horaem de certa po-
sico, que ja foi coodemnado por ter mandado
matar alguera ? Pois nao conbecemos nos o paiz ?
O Sr. Luiz Filippe :Nisto lem toda a razio.
O Sr. Affooso de Albuquerque :Pois nao co-
nbecemos o lodos os que lem mandado matar
e os quo malam i
Un Sr. debutado :E' o jury.
OSr. Affonso de Albuquerque -Nao me fal-
len) no desgracado jury do nosso paiz, porque o
jury nao lom culpa do que se faz. N'um paiz era
que nenhum homem lera seguranga individual,
em que nenhum hornera lem seguranga em nen-
hum dos seus direitos, pode um jurado votar li-
vremente?
O Sr. Souza Reis : Nao essa a razo.
O Sr. Luiz Filippe :Haja melhor escolba de
jurados.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Melhor esco-
lba I Ento preciso que se forme o jury de se-
nhores de engenhos, propietarios e negociantes
que tenham para mais de cem conlos de reis.
O Sr, Luiz Filippe :Nao, seja-o quem poder
dar seu voto com independencia e conhecimento.
O Sr. Affooso de Albuquerque:Qaai 1 Se nao
houverem dependencias por necessidade, ho de
existir oulras, dependencias polticas e culras, com
tanto que as decises se nao nao de fundar na
lei e na jusliga.
(Cruzam-se apartes. /
O Sr. Alfonso do Albuquerque : Se essa razo
prevalecer, de que devemos acabar com o jury
porque est viciado, eolio deve-se acabar |com
ludo, porque o que que nao esl viciado entre
nos ?
O Sr. Souza Reis ;E' a consequencia que se
pode deduzir das palavras do nobre deputado.
OSr.Affonso de Albuquerque :Nao, nao aca-
bemos com ludo, para isso que tomos o cadi-
nho da razo ; deposemos as nossas instituiges,
iremos o que mo e aproveitemos o que
bom ; hsja patriotismo e boasintengoes, e oo ca-
recemos de mais nada.
Um Sr. deputado :Aonde se detcobre isso .'
O Sr. Affonso de Albuquerque :Segue-se que
nos iremos de mal a peior, porque se uo houver
patriotismo,se nao houvr dedicago, se nao hou-
verem boas intengoes, ento da miseria dos ca-
lmemos na dissoluco inesitivelmenle.
( Ha um aparte. )
O Sr. Affonso de Albuquerque :Se o nobre
deputado confessa que nao ha patriotismo oem
boas intengoes...
O Sr. Souza Reis :Quem confessa ?
O Sr. Affonso de Albuquerque:Elle perguntou
onde vou encontrar isto...
O Sr. Theodoro Silva:O nobre deputtdo
prova mesmo que ainda ha muito patriotismo na
nossa Ierra.
O Sr. Affooso de Albuquerque :Maito obri-
gado pelo elogio. Eu nao digo islo por patrio-
tismo, digo-o porque estou condemnado a viver
n'uma letra desgragada, d'onde nao posso sabir
ainda que quelra.
O Sr. Cintra :Porque nao vsi para Angola ?
[ Ha um outro aparte. )
OSt. Affonso de Albuquerqne :Nao s a lei
que prohibe, prohibem-no tambern as circuns-
tancias. O homem tem outras esdas que o pren-
dera alem das leis; essas cadas eu as tenho bem
fortes, e sao ellas que me prendera.
Nao pois, por oalriotisrao que avango estas
proposites, mas como por uma fatalidade, por
uma circumslancia fortuita tenho assento por al-
guna das nesla casa, quiz expender estes pens-
is en tos que ha vinle annos me dominam, quiz
ennuncM-los aqui para ver se acord osse povo,
esta repblica como a repblica Romana foi acor-
dada pelos...
Um Sr. deputado :Se o acordar fica peior :
( outros apartes. J
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu oo lenho
taes pretenQoes. porm assim ainda atiro esta pe-
dra, jogo este dado que nao me cusa cousa al-
guma ;e talvez breve lenha de rettrar-me; ere-
pito anda, nao o fago por patriotismo, faco-o
porque eu como outro qualquer nao lenho garan-
tas em meus direitos. ( Nao apoiados. )
Uo Sr. deputado :Veja o nobre deputado
como est gozando amplameRte do seu direito.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nolemos tai
garanta ; eu vivo como|lro qualquer as mes-
mas circunstancias, na dependencia, tto cur-
vando a cabeca ao forte e ao poderoso.
Um Sr. deputado.'Nio me consta que o nobre
deputado o lenha feito.
O Sr. Affonso de Albuquerque .Eu ros an-
dando pasto a passo e apalpando o terreno ; se
sin fora isto ja teria sido etmagado.
Eu tenho dito multas vezes se vir um assassino
descarregar o punbal em alguem, as conhecer
quem % o Drago qae fere, podendo suspeitar que
vem de um poderoso, es nao irei servir de taste-
munha.
Un Sr. deputado :Jsso que falta de patrio-
tismo.
Craztm- se muito* ou tros apartes. ]
? Be Afease de Albuquerque :Eu nao, por-
que o qae ou^ejo que a maior parte dos indi-
uo> 1"Q sabem dos factos friainttl0* nio
e catatato perjurar.
nyj^Misigsns apartes.)
O ac. Asomo de Albuquerque :Nao tenham
eusasambrea deputados que astas mhas ps-
avr-matiaaalgum mo effattona populaco.
Um Sr^deputado :Mas 6 assim qae quer mo-
tstisar a saciadade ?
O Sr. Affout de Albuquerque jEnto js ta
. O Sr. Fenelen :O nobre deputado diz que as-
sim procede...
O Sr. Affonso de Albuquerque :Digo que o
laco estoupromptopara-esaim obrar. Bellamen-
te anda me nao cbarnaram para testemunha,
mas se rae chamaren), la nao vou.
OSr. Pina :-Pois nao quer concorrer para a
punigaodocrime ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Para que,
quando a lei niod garantas, eu no outro dia.
seja esmagado ?
Um Sr. deputado :Aoade to o nobre depu-
tado isto ?
OSr. Affonso de Albuquerque :Eu lhe digo
aonde t. Eu vi que nenhum dos assassinos que
leem commettido tantos crimes, ainda foi con-
demnado....
Um Sr. deputado : O moliro porque os
jurados pensam como o senhor. (Outros apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque.Eu estou des-
crevendo o paiz, e nao estou em excepgo de
regra. "
Eu rejo isto senhores, que na maior parte dos
processos as testemuuhas que To depr nao sao
as pessoss que sabem do tacto, as que o sabem,
essas nao To depr, e as quo l rao perjurara :
ora <" que tenho mulher e tres filhos, nao tou
tambe depor a rerdade, porque nao quero per-
h 1 *i Soi que um home,n 1e tei de 8er
absolvido, e por consequncia u3o tou l depr,
para fazer a mioha desgraga.
O meu desejo, senhores, sahr desta Ierra aon-
de nao ha patriotismo, aonde se pergunta em
que parte so ir buscar essa mercadoria ? Vai-se
buscar na Ierra era que qualauer que v prali-
car-se um fado criminoso, vai jurar contra quem
quer que seja ; e na trra aonde se nao d isto,
aonde a socieiade toda so nao d por offeodida
pelo alternado praticado contra um de seus mem-
bros, na trra aonde todos nao concorrem para o
desaggravo, para a punigo do que offeode a so-
ciedade em seus direitos, nessa trra era que nao
ha patriotismo, ahi nao se pode viver, porque
essa a trra que vive na miseria e na abjecgo,
que caminha para a prompta dissolugo.
O Sr. Theodoro Silva :Nao atlriba isso aos
magistrados e s leis, altribam antes indiffe-
ren? e falta de espirito publico (oulros apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu nao gos-
to de fallar de mira, portanto ainds repito, nao
tenho patriotismo, nao sei se algum dia o tive,
mas hoje nao o tenho.
Um Sr. deputado :Est na descrenca.
(Ha um outro aparte.)
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Quando qui-
zerero, vamos metter hombros ao trabalho, que
se eu achar da parte de todos sealimeatos patri-
ticos, se-achar da parto de alguna serias dspo-
siges de concorror para a moralidade do paiz
ento eu estarei prompto.
Um Sr. deputado :Anda se sent com torcas
para ser patriota ?
i. Sr- ^ffouso de Albuquerque Uma ando-
nnha s nao faz vero, e eu nao tenho esses de-
sejos de ser patriota, era screi eu s que v
melhorar as circumslancias do paiz.
O Sr. Souza Reis d um aparte.
O Sr. Affonso de Albuquerque:E o senhor
diz aonde vou buscar patriotismo ?
Ainda uma das nossas roiserias.senhores.abar-
baridade do reorulamento. PJe bavernada mais
brbaro, mais seivagem, mais terrivel, mais des-
gragado do qae o modo por que se faz o recruta -
ment na oossa Ierra ? Arranca-se dos bragos
da raai o menino de 10 annos....
Um Sr. deputado : A's vezes aioda ma-
mando.
O Sr. Affonso de Albuquerque.O passaro,
senhores, nao abandona seus filhos, seno coberlo
deP*"us. mas mi do horaem arranca-se o fl-
Iho de seas bragos para ser imperial marinheiro.,
*s vezes quando elle nao lem mais de dez annos I
Ha mais que chorara por vereca seus filhos sabi- ;
rom de casa para ir a escolas ; desfazem-se em
lagrimas e ficam doenles em anas camas, mas
essas esli em posico de o podersm fazer, as
oulras. porm, que vem seus filhos arrancados
de seua bragos para seren imperiaes mariohei-
ros, sujeitos aos rigores de disciplina, s orden,
de superiores, essas nao lero lambem coraco-
Um Sr. depuUdo :A materia d para descre
verum quadro bem triste, mas creio que nao
tanto. "
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao assim ?
Porvenlura no recruiamento se atiende s cir-
cumstaocias de individuo ? Aitende-se tuas
isengoes ?
O Sr. Drummond :E' o arbitrio e a perse-
guigo. (Apoiados.)
OSr. Affonso de Albuquerque :E' a perse-
guigao especialmente por motivos de eleices.
O Sr. Pina :Apoiado.
Oulro Sr. deputado.J sei que o nobre de-
putado se podesee acabava com as eleigoes.
O Sr. Affooso do Albuquerque :Deduasums,
ou se rooralise a eleigo, ou acabe-se com ella.
A eleigo, senhores, como todas as oulras cou-
sas de que tenho fallado, e de que nao tenho fal-
lado que exislera no imperio ; esl viciada, cor-
rompida, desmoralisaua e se nao se pode acabar
com ludo, tratemos de purificar o quo esl
mo.
A guarda nacional, meus senhores, outro ob-
jeclo de nossas miserias, fonte de muitas infa-
mias. E um alropello constante que soffre a
guarda nacional, o rigor mais exagerado, mais
brbaro que pode haver, oo o rigor de discipli-
na de le, mas o rigor do capricho, o despotis-
mo dos Senhores offlciaes, o despotismo de to-
dos os superiores. O guarda nacional entre nos
o ente mais abjecto da sociedaJe.
(Nao apoiados.)
OSr. Affonso de Albuquerque :No ?
Um Sr. deputado :E' um cidado prestante.
O Sr. Affooso de Albuquerque.Veja o nobre
deputado qualquer que quer ter alguma garanta
na guarda nacional procura com todas as forgas
ser ofLcial, porque o que um soldado de guarda
nacional ?
Um Sr. deputado :E' um cidado.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Quem que
quer por a granadeira ao hombro ?
O Sr. Pina : E* o mal de nossa Ierra.
O Sr. Affonso de Albuquerque :fc' porque o
soldado de guarda nacional nao lem a menor ga-
ranila. 8
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Ooffical pisa
o soldado da guarda nacional, como nao pisa
multa gente ao seu cao, e no mallo, muilo peior ;
l um guarda nacional nao tem qualilicago ne-
nhuma.
OSr. Pina :Concordo.
O Sr. Braulio :Aqu mesmo v-se muitas
cousas peiores que no malo.
(Ha um oulro aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu aou raa-
tuto, da villa ou da cidade do Cabo. Talrez eu
Toase assim mesmo injusto em acbar peior a pos-
go da guarda nacional no mallo, do que a d'aqui
da capital, porque ougo dizer que aqui ha um
grande atropello, de aervico muitas vezes acti-
vo ; mas emfim eu nao escolhe
Um Sr. deputado :Quanto ao trabalho aqui 4
muito maior, mas quanto i sujeico, nao.
O Sr. Luiz Filippe :Salvo no Cabo.
O Sr. Affonso de Albuquerque : A oossa co-
marca muilo difierente das outras.
Anda outro objeclo das nossaa miserias, o
augmento constante de arbitrio s autoridades ;
arbitrio que so concede sem que a autoridad* se-
ja moralisada, o que foote degTandes males.
Quando a autoridade moralisada, que se lhe
ifS arbitrio, v : mal dar se arbitrio autoridad*
quando ella nao moralisada, uma desgraga
sem remedio.
Um Sr. deputado Acabe com elles.
O Sr. Affonso de Afbuquerque : As reformas
constantese improficuas, ainda sao uma oonfir-
magao de todo quanto tenho dilo. A immorali-
dade as oleiges, e conseguintemente em todas
aa oulras cousas, tem obrigada reformas, con-
tervando-se a corrupgio de coutas, cada res i
peior.
Cruzam-se apartes.]
I Sr. Affooao de Albuquerque : A prova e
que lioje se reforma e amanha ainda se reforma
a mesas a cousa.
Um Sr. deputado :Isso prova o progrstto.
O Sr. Affooso de Albuquerque :Nao, nao o
resultado do progresso, e o exempo est as elei-
goes. Quantas vezes se lem reformado lei S
vo eleices ? Tem desappatecido os abusos ?
Jet Sr. deputado : A' proporco que
i Tai
eWHsando o paiz, *ai-*e reformando.
O Sr. Affonso de Albuquerque :*Has cada vez
o abaso maior. O que srara que t> aseso
maior, que toda* as Teses que re Teforma, casa
relorma uma lei maior qae a reformada, Uto 6.
4 maior que a lei amiga, s di lugar etaas-vs
seus abusos, e mais alguna,
(Ha um aparte.)
O Sr. Affooso os Albuquerque :- A presa da
corrupcao de um paiz a mulliplicidade de sua
legislaco.
Um Sr. deputado : Vejamos o que se pastou
na ultima eleigo.
OSr. Affonso de Albuquerque :Deus melivre!
Passou-se peior do que sempre.
O Sr. Souza Reis :Assim mesmo nao houve-
ram tantos abusos.
O Sr. Affonso de Albuquerque : O povo vai
aprendendo fazer peior, vai se exercilando na
immoralidade, (oo apoiados) e das eleigoes
que tem nascido todas ellas.
O Sr. Gitirana : Immoralidade que nao do
povo.
O Sr. Affonso de Albuquerque :E'verdade, do
povo pequeo, nao digo bem, nao delle, mas
do governo, do povo grande, lodo, ou quasi
todo.
O Sr. Gitirana: Tambern assevero que nao
da lei.
O Sr. Affooso de Albuquerque:Quando o paiz
est desmoralisado, nao ha lei que seja capaz de
prevenir os abusos. A lei pode ser muilo boa,
mas preciso que haja da pule de quem a exe-
cuta moralidade, para tirar-se um bom resultado
Como disse ainda agors, senhores, na eleigo ge
abstrae completamente de honra, de dignidade,
nao ha palavra, nao ha juramento, nao ha nella
alguma cousa santa ou respe'tavel ; (altas, cri-
mes, ludo qaanto se commelle em eleigoes li-
cito, bom, furto de urnas, espancamenlos...
Um Sr. deputado : Anda se furiara urnas ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :No Rio Gran-
de Norte.
Um Sr. deputado :Isso l I
O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu fallo no
Brasil; e por ventura o Bio Grande do Norte nao
pertence ao Brasil ? L, um horaom que foi fur-
tar uma urna levou um liro e morreu ; e em
Aguas Bellas nos vimos o que houve.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu pergunto
aos senhores, se conliouarmos com as eleigoes
como vao, com este processo immoral com que
varaos, a que ponto de immoralidade tereraosde
chegar ? Ser possivel escaparnos disso-
lugo?
O Sr. Souza Reis :Ora ora ora I
O Sr. Piua :listamos muito longe.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu cuido que
quando chegamos ao ponto de dizer-se que nao
ha honra, nao ha dignidade...
Um Sr. deputado Quem diz isso ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Todo o mun-
do o diz e reconhece. (Nao apoiados.)
Bem, os nobres deputados sao excepgoes de lo-
do o povo do Brasil, porque nio ha quem nao
diga, que em eleigoes nao ha honra nem digni-
dade.
O Sr. Braulio :No senado j foi dilo isto.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Nao ha trafi-
caacia que oo se julgue digna em uma eleigo.
Ora, quando chegarmos esto ponto, que para-
deiro leremos ?
Na eleigo nao se allende lei, atlende-se ao
patronato, altende-se s r*commendagoes do
governo, altende-se ao candidato que faz juiz mu-
nicipal, que faz juiz de direito, que remove desta
para acuella comarca, que d filas, carachas, e
faz topea ; atlende-se finalmente volitado do
governo ; e a opposigo quando pode faz ludo
isto, faz omesmo ; nao me refiro opposi;o
praeira, e opposigo qualquer que seja, qual-
quer candidato mesmo. Agora uo digo que nao
najara excepgoes no nosso paiz, que nao exislam
homens do honra e dediguidade, nao, porque do
contrario j.teamos chegado dissolugo.
O Sr. Souza Reis : Ento nao se pode dizer
como disse o nobre deputado, nao ha honra, nao
ha dignidade, oo ha moralidade.
O Sr. Afrbnso de Albuquerquo : Essa
regra geral, se assim nao fosse, se nao bouves-
sem excepgoes, eoto dizia logo, estamos era dis-
solugo ; nao, aluda ha uma formula, uma exte-
rioridade, uma apparencia, um simulacro, uma
hypocresia, e portanto respeito moral.
Ura Sr. deputado : Aiada ha verdade.
O Sr. Affooao de Albuquerque: Muito poucs.
Dos funecionarios pblicos e um ou oulro que
curnpre a lei por obdecer o seu dever ; no geral,
porm, os que a curopren sempre em alten-
gao aos seus empenhos. (Nao apoiados).
Ura Sr. deputado : V a quem toca.
OSr. Affonso de Albuquerque: Desgragada
desta trra so nao houver emenda nesta carreira
miseravelem que vamos.
As ambiges polticas sem fundamento ne-
nhum, outra de nossas miserias ; ne digo
bem anda, nao digo s sem fundamento, digo
sem objecto, sem intengo, sem proposito de fa-
zer algum beneficio ao paiz. Todo o mundo aspi-
ra a carreira poltica, assim como os homens que
sa dedicam positivamente ella. O matulo quer
ser poltico, e faz quanta patifaria ha na eleigo,
para ser commendador, para ser cavalleiro, para
ser delegado.
Bm Sr. deputado : Isso ignorara eu.
se condecorages a quem faz palifarias ?
O Sr. Affouso de Albuquerque : E no Brasil
a quem se do as honras, nao a quem faz mais
palifarias ?
O Sr. Gitirana : Acho bom nao dizer pati-
farias.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Nao rae re-
firo A nenhum dos senhores. E'lermo que est
nos diccionarios ?
UmSr. deputado : E\
O Sr. Affonso de Albuquerque : E' obs-
ceno 1
Um Sr. deputado : Nao.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Pois ento ?
Mas, senhores, d'onde provCn essas ambiges
filbas do patronato ? O'onde proveo: essa immo-
ralidade as eleigoes ? Provm priocipalmeoto
do governo e ainda principalmente na acluali-
dade.
Um Sr. deputado : A conslituigo oo re-
pelle as ambiges.
...^ ?!" Aflbnao de Albuquerque : Ambiges
llegitimas, sem fundamento?
O Sr. Sousa Reis : Quem o juiz ?
O Sr. Affonso de Albuquerque : Vou mos-
trar Como essss ambiges sao Ilegitimas.
Um Sr. deputado : -- Como excluir as illegi
limas ?
O Sr. Souza Reia :
mesmo nesta materia.
O Sr. Affonso de Albuquerque : O nobre
deputado inlerrompeu-me e nao me deixou con-
cluir meu pensamento. Eu digo que esta mise-
Do-
- Cada um juiz de si
na das eleigoes, que esta falta de patriotismo pro-
vm das ambiges Ilegitimas, digo que essas
ambiges Ilegtimas provm do governo e muito
principalmente na aclualidade.
Demoostrei que se hoje j nao existem princi-
pios liberaes, se desde muilo nao existem, ae nao
ha mais temer as idaa desse partida, se lodo
o mundo se proclama de muito bom goalo con-
servador ...
Um Sr. deputado : Todo o mundo, nao.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Eu nao vejo
mais esse partido luzia ou liberal fazer medo a
alguem, nao vejo que ossas ideas por muito lem-
po, porseculoa talvez, possam trtumphar....
Um Sr. deputado: Reforme a sua sentenga.
O Sr. Affonso do Albuquerque : Nao indago
pesie momento se ser com jusliga ou nao, nao
indago se o povo estar habilitado para d'aqui
mais lempo gozar de mais amplido em suas ga-
rantas e direito* polticos, nio examino isto ;
mas digo o que me parece, pelo modo porque as
cousas vo. por muito lempo ou ha nada te-
mer das idaa liberaes : ora ae assim que tem
o governo que saia deputado Joo, Pedro, San-,
cho ou Marlinh* por se dizer perleucer a este ou
aquelle credo ? Que se importa o governo que
seja deputado um que se diz aer do partido li-
beral, ou um queae diz aer do partido aaquare-
ma, sa mesmo quando o partido liberal eslava
viro, lurte e em campo, qaando iinha muitos or-
gaos de tuas idas na imprensa, nada realisou
de seus principios ?
Um Sr. deputado : E hoje nao existem esses
orgos?
O Sr. Affoaaa ds Alkuquerque : Existen! o-
lhas de papel que dsem do partido liberal.
S netas lempo o partido liberal subisdo ao p o-
derrsee*ouod*Uoutoiaclo o legado do partido
saquarema.,.,
O Sr. LiTino de Barro* : Porque nada pd
fazer nesse lempo. r
O Sr. Affonso de Albuquerque :- Eis a minha
eoaeJutio : s a*ap que quando o partida libe-
ral era foila, aaaado tinta* auit*s srasos a> to-
do o paiz, .asado era to forte qassubi ao po-
dar, anda ssn tacebeu e deixou intacto o tasa-
do do partido conservador, oto rsaltaou neobuma
do suas ideas, que mal far hoje ssse deigracsdo
partido ** significado a aem Ideas ? Porqua
o queasr o goaarao qas teja Padro, Pauta ou
6ncho aparado parque liberal
O Sr. Ssuza Tuia :-Se stiveiss aqui o Sr.
Bntto I
O Sr. Affonso de Albuquerque :Psde eslar
aqui Santo Antonio ou salanaz, para mim a
mesma con ja. (Rito).
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque : nesta as-
sembla quantos salanazes nao tem havido e na
senado e na cmara doa deputados ? (Riso).
Mas.seohores, dizia eu quando fui interrumpido
a respeito das ambiges Ilegitimas quem juUa
da legitimidade das ambiges ? Cada um ; mas
como nao apparecerem essas ambiges illegili-
ma*? 9e o governo que nao deve ler medo do
partido liberal que usca o offendeu quando ee-
lJ;ve, no PJ ; o proprio a anima-las inter-
v nao as eleigoes, quando elle nao devia inter-
vit nem o menos directomentopossivel?
iolmind. 'd0 :~E UWm lucn,8se M'3 na&
n0?r!rA Aff0nS0 d0 A!bu.uerque :-Sim, senhor.
Deixe o governo sabir quem quizer, que l oo
parlamento nao ha quem ofrenda as ideas do par-
tido aaquarema. Nao iem e partido saquarema
realisado suas ideas de regresso? Nao coarctou,
por exemplo, as garantas e poderes que tinharn
as assemblas provinciaes pelo acto addiciooal ?
Nao coaiciou muita* liberdades pela lei da refor-
ma ? Nao lirou muitos poderes aos jurados pelas
reformas que tem feito nessa instituigo ? Por
exemplo nao fez uma lti impondo penas aos re-
voluciooaroa, a chamada lei de corta-cabecas ?
Nao tem feito tantas oulras leis. tantas outra* re-
formas oeste sentido, sem que o partido liberal o
etiorvasae .' Devoaproveitara occasio para fazer
uma dereza ao partido saquarema. O partido sa-
quarema nunca fez a lei de chbala para a guarda
nacional, essa lei sempre existi, e por miseria
do partido liberal, acliou esse que devia aecusar o
outro partido por ter feito esta lei, que elle quan-
do no poder se nao lembrou de revogar. Em
ludo que o partido saquarema tem feito para
coarctar as garantas mdiriduaes, em todas essas
leis repressivas, feas para dar mais forgs ao go-
[*[* nao etra a lei da chbala, jusliga lhe seja
O.Sr. Souza Reis :Bom, um peccado de
renos. r
Um Sr. deputado :Mas a mesma lei de cor-
la-cabegas.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao, a lei da
chbala existo desde que houve a iostituigo da
guarda nacional, desde ento que a lei sujeilou a
guarda nacional destacada ao regulamento do
conde de Lppe, isto deu-lhe a disciplina dos
arpea de linha, e por isso os castigos corporses i
o mais uma aecusago calumniosa que um par-
udo faz ao outro sem necessidade ; e o mais .
, que em quanto estove so poder o partido liberal
nunca se lembrou de propor a abollgo desta dis-
posigo, depois um deputado da opposigo pro-
poz essa aboligo para ganhar popularidade, e
como nao passou, grilou o partido liberal, que o
outro fizera a lei da chibata. Eis o que foi, uma
aecusago injusta feita ao partido-saquarema.
Para que, pois, Sr. presidente, a intervengo
da governo as eleigoes? Para que arredar e te-
mer o partido liberal que mal nenhum lhe far ?
Para que, se quando qualquer deputado que for
cmara ha de dar o seu apoio ao partido saqua-
rema ? NSo digo que o d a todo e qualquer go-
verne. pode nega-lo a este ou aquelle, mas sem-
pre hs de d-io ao partido saquarema. Assim,
soohores, deve o partido dominante deixar ao paiz
o fazer os seus deputados livrementr, nao se li-
mitar someole a isso, assim como elle pode pra-
iieaodo as maiores das inmoralidades como tem
feito desde muilo lempo, influir por seus agentes
na eleigo, tambern pode obstar a quo nao dei-
xem as eleigoes de seren livres pela intervengo
desses agentes.
O Sr. Gitirana :(irnico) E o governo nao o
recommenda tanto ?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Qoal! pala-
vras iouteis.
O Sr. Gitirana:Eu vi officios mais bellos !
O Sr. Affonso de Albuquerque :E que pena
correccional ou nao correccional vie o nobre de-
putado applicar aos que infriogiram essas recora-
mendages ?
o Sr. Souza Reis:Nao houve quem os in-
fringisse.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao ? Pois nao
ha quem creia em uma recommendaco do go-
verno.
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque:Isso uma ou
outra vez quando a cousa muito escandalosa ou
antes quando a autoridade foi rebelde, nao se
sujeilou ao que o governo quera em contrario
ao que dissera.
De mais, senhores, quem nao sabe como se faz
uma eleigo ? Eu qae nao quero tocar em fados
especiaes.
O Sr. Souza Reis:Nao toque as pessoas
toque as cousas.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Se as culpas
sao tao geraes.
O Sr. Gitirana : bom o nobre deputado des-
cer a alguns fados.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nada, j dis-
se que sou muito fraco, temo muilo as conse-
quencia?.
O Sr. Pina :O nobre deputado muito pou-
co corajoso.
Outro Sr. deputado :Eu estou o desconhe-
cendo.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Estou muilo
mudado.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Oh senho-
res 1 vale to pouco o individuo que nao merece
a pena que se oceupem delle. (Nao apoiados.)
Varaos adianto.
Observa-se mais entre nos a fraqueza na cren-
ga religiosa.
Pois nao ha um apoiado?
Felizmeoto, senhores, e eis porque ainda me
animo a dizer estas palavras, o coraco deste
poro ainda tem sentimentos religiosos muito pro-
fundos, ainda ahi desenlio sentimentos de reli-
giosidad^, de christianismo, de catholicismo, mas
a descreoga vai lavrando.
Um Sr. deputade:Davido que?
O Sr. Affonso de Albuquerque :A' immorali-
dade.
Um Sr. deputado :Das eleigoes ?
O Sr. Affooso de Albuquerque:A eleigo
a causa primaria, ahi comega a corrupgo que se
vai desenvolvendo por todos os ramo* de admi-
mstragao, e descendo ao povo.
Um Sr. deputado :S?
O Sr. Affonso de Albuquerque:Se ha corrup-
go all e se ella so eslende por todos os ramos
da admioistrago, a corrupgo afecta lambem ne-
cesariamente o espirito religioso; e mais e peior
ainda do que a fraqueza da crenca religiosa,
nos temos o que peior, a hypocrisia.
Um Sr. Deputado:De quem?
O Sr. Affonso de Albuquerque:De uma par-
te grande de certa classe elevada da sociedae
brasileira. (Nao apoiado.)
'_ Ha muita hypocrisia; muita gente ostenta sen-
timentos religiosos que nao tem.
Um Sr. deputado:Eo que se perde?
O Sr. Alfonso de Albuquerque .Perde ae por
que sempre te conhece quando a manifestaca
religiosa de corago e quando hypocrila ; e
lo las aa vezes que se percebe hypocrisia na ma-
nifeatacio religiosa, sempre apparece a descreo-
ga, seote-se mais ainda porque o hypocrila pro-
cura sempre meio de fazer mal, nao digo bem,
sempre faz mal: com a manifestaco desses prin-
cipios religioso* vai-se avangando nos degraos
da escada social e o individuo habilita-se para
fazer o que de seu capricho. Eu digo islo, se-
nhores, fundado no que tejo; vejo mnita gente
por causa de tua hypecritia galgar posicoes a
que nao poderia atlngir de outro modo.
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :E* peron a
religio uma verdadero povo religioso* e en-
lio os que eslo de cima, que pouco ou multo
pouco creem na religio aparentan esse espirito
religioso para ganhar a conuanca popslar. Por
isso as frades Sa Penha podem dizer quanta bar-
baridade querem, (reclamagOeaJ pot isso asas
Mterioridadei tem signifleago ; mudt-te o no-




roe a Villa ul e chama-se-lhe Tilla do Bpm-Con-
selho, mudare o nome i viltalde Caoguaretama
e charaa-aS-U Tu| da PenhaT
m Sr. dputa1b:-ssa exterioridaie nao po-
dem influir. r
OSr. Affonso da Albuquarqae:Sao hype-
cnaas para fingir religue (Crusem-se apartes.)
PaMtpieiaao? Sao as obras que aaoifestam a
reugioaidade do homem, sao oa seas actos a olo
e**as exterioridadea.
A corrupeo da imprensa,, neos seohores,
um mal mullo grande e que larra em grande es-
cala. "^
O Sr. Souza Reis (a meia roz) :laso com o
r. Figueira.
O Sr. Affoso de Albuquerque :Eu nao iodi-
Tidualiso ; e quanda quizera, nao poderia dizer
bem o que pens delta porque o Sr. Figoeiroa
est presente.
Fallo da ccrrupgao da imprensa liberal o j
nao do que a imprensa diz, mas daqulo que o
governo Ihe faz callar.
Um Sr. deputado:Do que a imprensa nao
diz.
O Sr. Affonso de Albuquerque:Muilo bem,
do que a imprensa nao diz. A miseria da im-
prensa multo grande pelo que diz, e 6 muitis-
simo maior pelo que calla, porque, que necesi-
dade tem o gorerna do corromper a imprensa ?
Que necessidade tem de esbaojar tanto dinheiro,
tantos centenares de corUos de reis para comprar
e-ssas folbas, tantos e tantas em todo o imperio,
aa principaes do paiz ?
O Sr. Gitiran (irnico):Acho qoa o nobre
deputado quer dizer. que o governo tambem
assiguanle das folhas.
0_Sr. Affonso de Albuquerque :P6de ser que
esteja engaado... mas nao, nao estou engaado,
deu-se at 30 corHosJdc reis por um folhato. (Ha
um aparte) Fallo aasim coueciencia publica
acensadas destes factoa, (aliando destes tactos,
meus seohores, meu flm somante traza-Ios a
um espelho, mostrar patente esae estado de mi-
seria que nos devora, essa corrupeo que larra
pelo paiz.
Um Sr. deputado:Ha muilo quera ignore o
que o nobre deputado esta duendo.
O Sr. ilirana:Eu desejara saber de alguna
tactos.
O Sr. Affonso da Albuquerque:Quer que cite
os factoa, que prore ? Nao, que eu nao renho
aqui aceusaroiaguem.
Um Sr. deputado :Vem defender.
OSr. Affonso de Albuquerque: Nem defen-
der, renho mostrar os abusos que larram por
este paiz desgranado, renho descobrir a cha-
ga que se oceulta debaizo do manto do ou-
rupel.
OSr. Drummond :Jestar ptrida a chaga?
OSr. Affonso de Albuquerque:J, e em
muilas partes preciso cauterisar, muilos mem-
bros do corpoj precisan de ampnlacao.
Anda rnaia, senhores, essas creacoes pompo-
sas, edificios gigantescos fundados sobre um ter-
reno lodazal e immando, sua srchitectura so-
barba e deslumbrante, de suas parededes Inter-
nas gotejam lagrimas de miseria e saogue. To-
oslos das urna nova creacao, urna ora insti-
t ituicao toda de luxo, de pompa ; mas qual o fioj,
qual o resultido? Ser para salvar-nos de tan-
tas miserias ? Nao, s para fazer grandes des -
pezas, para emiltar a Europa, nao, no que ella
tem de bom, de til, mas no luxo, na pompa !
Nao olhamos para a aossa miseria a queremos
imittar a Europa no seu luxo I
E, senhores, a sede immensa de conquista que
tem dominado ao partido saquarema, que tem
quasi sempre governado o paiz. Tem gasto di-
nheiro immenso para conquistar Buenos-Arres,
Montevideo e loda a Confederaco Argentina,
aonde se tem despejado todos os Ihesouros dos
cosaos cofres? (Nao apoiados, reclamares.)
Um Sr. deputado:Tambem isso e derido s
eleicoes I
fc
MANO D* tUmXKQk ~ SO FURA lt I ABML fiUtM.
dizer |M oa massirado* se}**
ompidoi, mee em regra o alo, con -
nda. da ejeiedes-; nao sfrdobram to-
ra, mee tem asairacdei, sio obri- ileira de cima dastv terreno redac>l que deixa
Assim, ae todo est impora a corrompido a l
est sent da corrupeo o principia monarchico,
ramos tirar o edificio* da grande monarebia bra-
rezes ii influencias eleitoraes qdV
anas ascencoes, ou ouira qualqner
amacoes.)
Eonoao aecuso esta classe, lamento-a, lameuto-
a mata'do que todas as outres, e acho que asta-
moa peior no que diz respailo 4 magistratura do
que em ludo mais, por que senhores, a comp-
eta geral como nao hara de afectar a classe dos
magistrados T
O Sr. Theodoro Silra : En conheco mullos
magistrados independentec, probos, intelligentaa
a toda, a prora.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Nao du-
rido.
* O Sr. Theodoro Silra : Digo-lhe maii, hon-
ro-me Bollo de pertencer a essa classe tBo dis-
tincta.
O Sr. Affonso 4 Albuquerque : Pode-se
honrar muilo, mas chamar 4 classe da magis-
tratura brasileira diatincta I O que ha no Bra-
sil dtalinelo ?
Um Sr. deputado : Temos os adrogadoa 1
O Sr. Affonso de Albuquerque : O que, se-
nhores ? Pois aonde ha corrupeo nos magistra-
dos pode deixar de hsrer tambem nos adroga-
dos ? E' la I vez aonde mais haja, e fique m cer-
tos que en nao renho defender aqui a ninguem,
nem acuso alguem.
Um Sr. deputado : Vamos a ver em que ter-
mina.
O Sr. Affonso de Albuquerque : V na ma-
gistratura, por qua dalla depender todas os nos-
sos direitos e garantas, 6 a magistratura que
nos romos no nosso paiz jazer na miseria,
por que qaando tirer independencia, quando li-
vor dignidade que nao tem, nao harero tantoa
crmes, tsnlas immoralidades as outras clas-
se?
Um Sr. deputado : Ha excepcei.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Diz muilo
bem, ha suas excepcoes de homens honrados
quem chamam tollos.
O Sr. Gitirana : Os do Bonito sao todos
tollos.
O Sr. Affonso de Albniuerque : Na magis-
tratura anda ha homens fortes, eu nao digo que
a magistratura em geral corrompida, descbra-
nte mesmo muito boos desejos, mas rejo que
ella vive n'uma tal dependencia....
O Sr. Souza Reis : Eu nao sei combinar
isto
O Sr. Affonso de Albuquerque: O que eu
digo isto : le)
c A fraqueza, a dependencia, a falta de pres-
< tigio, a immoralidade, a ineptido da mages-
< tratura.
Nao podemos ter bons juizes pela dependencia
em que elles rivem, apesar de seus bons dese-
jos, por que eu sou o primeiro a reconneeer que
na magistrados de muito boos desejos, assim
como ainda ha homens fortes.
Um Sr. deputado : Em loda a classe
O Sr. Affonso de Albuquerque : Pois bem,
eu nao digo que a magistratura em toda mo-
ral, digo, que pela sua dependencia e ineptido
ne pode cumprir as funecoes de seu cargo.
(Ha um aparte.)
Qual o homem que nao sabe que entre nos,
quem tem sua causa, ha de procurar um empe-
nho. E' um ou outro facto de excepQo, mas a
reara esta.
Um Sr. deputado : Isso l no C'bo.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Nao, se-
nhores, do Cabo e de todas as partes, e ainda
digo mais, que no Cabo tem havido em geral
melhor justica do que em outras partas.
OSr. Theodoro Silra : Bom.
(Outros apartes.)
Osr. Affonso de Albuquerque: Olhe que
elles nao esto mais l, o que. est foi a poneos
precipitar nos seus abysmo* profundos e inson-
daveis, ramas aollidiflca-lo parasalra-la e laJW|{
povo desgranado da tremenda queda qua aBeafa-
perd-los. Sanie solevanta um diga* contras
eon-apco, ella contaminar o coradlo do ul liana
homem, aebtSo a dissolufo social infallirel.
Tratemos de parificar o que ha de mo porque
s assim sustentaremos a monarchla. E'este o
meu flm, esta um desses pensamentos que que-
ro realisar com a minha indicado i respeito da
magistratura que a chaga principal qua corroe
o nosso corpo social dspois das eleicoes ; que
a pruneira necessidade, a primeira garanta so-
cial. Se merecer as honras da discuseo apra-
seniarei as razes em que me fundo para pedir
casa o que est nella indicado em suas partea.
O Sr. Affonso de Albuquerque:E' deridb dias e desse nao tenho por ora o que dizer. Fal
corabioa;o deste partido e nao attribuo ao par-
tido liberal, porque me parece que nao tem ma-
nifestado taes iotencoes.
Um Sr. deputado:Nao tem harido taes dese-
jos de conquista.
O Sr. Affooso de Albuquerque:E o que se
tem feito no Rio da Prata ? Para que se tem
despendido esses montea de dinheiro ?
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque:Nao posso
crer que saja para ganhar a amisade do poro
argentino, porque se assim fosse em parte ne-
nhuma podia o Brasil achar melhor amigo
do que aquelle povo.
UinSr.deputado:Pois j o Brasil tem di-
nheiro e torcas para dosperdicar no Rio da
Prata.?
O Sr. Affonso de Albuquerque :Tem o di-
nheiro que itm lomado emprestado e despen-
dido intilmente all.
Um Sr. deputado : Eotao muilo prorarel
que o Rio da Prata so dissolva primeiro do que o
Brasil.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao sei, o
quesei que o gorerno por causa de sua am-
bicio tem all despendido dinheiro immenso,
tem exhjurido os seus cofres.
Um Sr. deputado :Antes fosse !
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu acho, se-
nhores, que nos temos outros muilos objecto3
digaos de conquista dentro do nosso paiz e
que com muito menos do que se tem gasto no
Rio da Prata nos coaquistnriamos thesouros im-
mensos. Nao temos o rale do Amazonas im-
measo e como neuhum outro no mercado ha,
que devemos conquistar s selras & feras, e aos
selvageos : temos os melhores ros que podemos
conquistar pela navegacao, temos immensas tr-
ras productivas no centro do paiz, que deremos
conquistar pelas communicacoes, para a agricultu-
ra,temos immensos sertes, que devemos conquis-
tar s seccas, temos outras muitas cousas a con-
quistar no paiz, nao precisamos por tanto de con-
quistar no Rio da Prata.
Fallo, finalmente, meus senhores, da falta de
prestigio, da fraqueza, da dependencia, da immo-
ralidade e da inaplido da nossi magistratura
brasileira.
UrnSr. deputado:Com muitis e honrosas
excepcoes.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Est.bem ris-
to, com honrosas excepcoes. E' causa desse es-
tado da magistratura em parte as eleicoes, em
parte a miseria dos ordenados que percebe, e fi-
nalmente o gorerno.
Senhores, nao ha hoje urna senlenca que nao
se procure obter por meio de um empeobo. (Nao
apoiados, muitas recia macoes.)
Um Sr. deputado :E' a mais reroltante in-
justica que o nobre deputado pode fazer. (Outros
apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu nao digo
que se faga, digo que nao conheco um demandis-
ta que tenha algumafcausa, que nao procure em-
penho para obter sua sentenga.
Um Sr. deputado : Nao consequencia que
sejam dadas por empenho. Quando n'um paiz
qualquer nao ha quem se fie em seu direito e
justica para obter urna senlenca, prova deque
a corrupeo lavra em grande escala, que a ma-
gistratura immoral, traca, dependente ou inep-
ta. (Muitas reclamarles.)
O Sr. Souza Reis : Por isto s, nao.
O Sr. Affonso de Albuquerque : Se a cons-
ciencia publica se convence de que a por meio
de um empenho pode obter suas senlencas, a
consequencia esta.
Um Sr. deputado : O nobre deputado advo-
cado ?
O Sr. Affonso de Albuqnerqne : Sim, se-
nhor. _
Um Sr. depulado : E continua s-lo ?
O Sr. Affooso de Albuquerque : Que reme-
dio teoho eu senio continuar I
Um Sr. deputado : Faz mal,
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Quando os
meus eonstiluintes me consultan), en digo-lhes
se merece ou nao justica, conforme emendo o
direito, mis qaanto ao rencimento da causa,
pergunto-lhes logo se teem ou nao empenhos.
{Crusam-se mnitos apartes.)
Eu seu adrogado de um parete do nobre di-
putado (o Sr. Siqueira Garateante) a elle se qui-
zer pde-lhe informar qual a minha lingua-
em.
OSr. Theodoro Sirra: Tem harido no Cabo
magistrados muito dignos.
O Sr. Aflonso de Albuquerque : Que duri-
da Mas esses magistrados nem por isso teem
deixado de recebar empenhos.
Um Sr. deputado : Qual a eonsegaencia ?
O Sr. Affonso de Albuquerque:Segue-se
qae *o desconfia de todos,apssar de harer aiguns
probos.
Um Sr. depulado : Sagoa-se que ba multa
gente com a descrenca do nobre deputado.
O 9r. Affoaso de Albuquerque : Bem, eu
lo dos formados, que dos leigos com- quanlo
tambem najara aiguns bons, em geral, mise-
ricordia I nem sabem o que fazem.
O Sr. Souza Reis : Eu anual hei do concluir
do discurso do oobre deputado que ludo rai mui-
to bem.
O Sr. Gitirana : O nobre depulado falla dos
que sabe, eu tambem que os magistrados do Bo-
nito, de Garanhuns, ele sao justos.
Um Sr. deputado :Lembre-se da tabula das
raas.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Nao sei o que
nos podem dar peior do que a nossa magistra-
tura.
(Ha um aparte.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :J disse que
ha gente de boas intencoes, mas que as nao.pode
executar por dependencia.
O Sr. Miranda :Muilos resistem exigencia
de aiguns advogados.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Eu, senhores,
lenho fallado na magistratura, e vou apresentar
urna indicacao bem da magistratura. Digo'que
ero geral a mocidade brasileira tem boas inten-
coes, mas est n'uma dopendencia, n'uma fra-
queza, que muitas rezes nao pode deixar de ser
immoral, nao podem ainda que queiram ser bons
juies.
(Ha um aparte.)
U Sr. Affonso de Albuquerque : O homem,
senhores, em geral feito pelas suas circumst to-
cias ; o magistrado para ser bom oa mo, qual-
quer homem, de qualquer classe, para ser bom
ou mo, nao depende isso de sua rontide, de-
pende das circunstancias, sao ellas que o im-
pellem para o bem ou para o mal. As eircums-
tancias em que est a nossa magistratura sao taes
que ella nao podo, apezar de seus bons desejos,
ser boa.
O Sr. Theodoro Silra :O seu elogio eu o dis-
penso.
(Ha um outro aparte.)
0 Sr. Affonso de Albuquerque :Eu digo que
a magistratura no Brasil m, porque o magis-
trado est na dependencia do governo, porque
mal pago, o governo manda favorecer eleicoes
pelo magistrado.
O Sr. Drummond :Sao os delegados militares
que fazem as eleises.
O Sr. Affonso de Albuquerque :E o juia de
direito tambem e o juiz municipal.
Ora, o magistrado que est dependente do go-
rerno, que delle espera a sua promocao, pode ser
bom magistrado '.' Elle rai servir tambem ao po-
tentado que pode promovg-lo.
De mais, senhores, o que nm magistrado
com um ordenado miseravel como elle o tem ?
Um homem na posico de um magistrado, que
deve ter a primeira consideraco no lugar em que
vive, esse & quem se nao d meios para rirer
com independencia, com decencia I E pode urna
tal justica ser boa ? Por ventura os magistrados
tem coraco de diamante quo nao se possa que-
brar? Nao d'ahi que naace tudo isto que nos
remos, a magistratura aos ps do gorerno, aos
ps dos poteulados.
(Cruzam-se apartes.)
O Sr. Affonso de Albuquerque :Os do parti-
do do go.rerno que sao potentados, os outros
nao sao potentados.
Por rentora pergunto eu, o juiz municipal rai
l grimpar com o potentado que est as boas
gragas do goveroo ?
Um Sr. Deputado:Nao ha potentados daop-
posicSo, n3o ha partido liberal.
O Sr. Affooso de Albuquerque:Nao ha idss
no partido liberal, oo ha cousa que possa ruet-
ler medo ao gorerno, mas o gorerno tem medo .?-?. i
de urna sombra.
O Sr. Livino de Barros : Entio tem medo do
almas.
O Sr. Affonso de Albuquerque :Tal a nossa
desgrana I
Concluo, senhores, que nao ba creuca em cou-
sa algu ma no nosso paiz, excepto em urna s- a
monarebia....
Um Sr. deputado :E isso pouco f I
O Sr. Affonso de Albuquerque : E' a nica
cousa que ainda existe intacta na opiniao de todo
o paiz....
Um Sr. deputado : E na do nobre deputado,
nao?
O Sr. Affonso de Albuquerque:Eu nao tenho
apiniao.
Como, portanto, o que est intacto e isento
de todo o ricio no paiz a monarchia, exista, s-
sa basa de nosaa organisacao sano deleito algura,
porque oo ha fio Brasil seno monar histai de
todo o coraco, salvas talrez rariseimas excep-
eeee___
UmSr. deputado: E pessoaes.
(Cruzam-se aparlos.)
O Sr. Alfonso do Albuquerque : Em outro
tompo anda honre alguna que echando que ai
miserias edegradaces riobara das insUtuic.de*.
procuraran) minar a monarchia, destrui-la ; mas
I cada lzeram, todo o paro tem feito urna aaoi-
REVISTA DIARIA-
Nos informsm que os desmandos e immora-
lidades, que iam pela ribaira da Boa-vista, e de
que por rezes temos dado noticia reclamando
par providencias.se nao cesaararo no todo, soffre-
ram urna sensivel diminuieo na forca expansiva,
que apresentavam ; porquanto o Sr. delegado Dr.
Foneeca Allaqnerque tem dado acertadas pro-
videncias, pira acabar com aquelle foco de es-
cndalos e de constantea offensas honestidade
e ao decoro das familias.
Estas de preaente achsm-se menos aesombra-
das e mais satlsfeitas pela confianza, que tem na
autoiidade, que assim se Bsnifesta sob o bello
aspecto de zeladora da lei.
O Sr. Jos Aires Tenorio annuncia possuir
um agente euratiro da hydropcsia, que sempre
se ba manifestado efficaz em suas applicacoes, se-
gundo sua aeserarsco.
Esse agente pertence ao reino regetal.
Desejaremos que a descoberta do Sr. Tenorio,
por seus effeitos debelladores do terrivel mal,
contra o qual se lhe assigna o carcter de espe-
cifico, corresponda sempre a elle, e nao fique no
circulo aperlado do charlatanismo.
A cenfianca com que se expresas o Sr. Teno-
rio, garante a sua convieco a respeito, conric-
;ao que assenta em fados da sua clnica, sendo
muilo significativo o convite de exame aos seus
doentes, a que se j prestou o Sr. Dr. Sabino, em
quem a opiniao publica pode-se mui bem lou-
var, nao s por sua illustracp, como por nao
costumir baratear sua misso sublime.
A moralidade publica tem direitos.que nao
podem ser offendida por quem quer que seja ; c
para isto a nossa legislaco criminal comminou
penas que devem ser impostas para transgresso.
Isto lembramos ao impector de quarteiro da
ra da Florentina, aQm de que o fac observsr
com relacao essas pessoas, que ah a nada res-
peitaro, escandalisando as familias honestas com
os seus desmandos.
Da ra da Unio fazem alirumas reclami-
ces sobre urnas visitas inconvenientes que ao
imcommodo reunem o escndalo.
Bom ser quo cessem pois taes risitas, a que
se nao pode chamar um facto de vida domestica,
e por isso fura da accao da critica.
E' regra de boa educaco, que nos acommo-
demos localidade cm qu vivemos, sendo res-
peitadores dos usos e tostumes.
No concurso a que se procede na thesoura-
ria de fazeoda para praticantes, leve bontem lu-
gar a prora sobre principias de regencia da gram-
matica nacional, esobre orlhographia.
Segue-se hoje a prova sobre anthemetica.
Sao examinadores os Srs. Joo Francisco de
Houra e Drs. Joo Vicente da Silra Cesta e An-
tonio Wilruvio Pinto Bandeira e Accloli de Vas-
concellos.
Su&diriso do slo da Frana.Em 1855
era ella de 52,305,744 hectrea, (cada hectarc
rale 10.000 metros quadrados, que equivalen)
2,083 bragas e 33 c. quadradasj.subdivididos con-
forme sua natureza, como segu :
Trras araves........................ 25,500:075
Matas ou floresta.................... 7,688:286
Charneca, alagados, pastos, roche-
dos, montaohas incultas, trras
realengas.......................... 7.138,282
Pradoa............................... 5,159:17
Vinhas.............................. 2,088 648
Estradas, caminos, ras, pracas,
passeioi............................ 1.102-122
Bosques,e capoeiras................. 1,047.684
Pomares.viveiros de plantas e jardins 627:704
Castanheines........................ 559.029
Rios, lagos e riachos................ 439 572
Tanques, lagoas..................... 177,668
Outros terrenos livres de imposto..; 150,458
Oliveiras amendoeiras o amoreiras.. 109 261
Vimeiras salgueiras etc............ 64:429
Alagadizos, canaes de irrigaco, be-
bedores............................ 17:372
Cemilerios presbiterios, edeficios
pblicos, igrejas................... 14:742
Canaes de naregacao..........'........12:272
Pedreiras e fabricas dirersas......... 3:566
OaU* da Jos Biaeiro Brito e Joee Lr*z Guata-
co, pedtndo o registra do sen contrato social.
Vista ao Sr. desembargador fiscal.
datro de Brito & Jos Luiz, prensarlos, pedin-
do que sejam admittido prestar a flanea a qua
sio obrigados pelo artigo 87 do cdigo do com-
marero".O mesmo despacha.
Outro de Sfaooel Firmino da Silva, Braaileiro,
de 44 anuos da idana. eslabelecida na Parahiba
do norte, com armacem de moibadoa em grosao,
pesando ser adailtido matricula. O mesmo
despecho.
Outro de Joo Casemiro da Silva Machado, pe-
dinda o registro da concordata de seus oradores.
Registre-se.
Outro da Jos Goncrlves Malreira. pedindo o
registro de urna proesraeao qua ajunta.-Como
requer.
Nada mais hoave.
SESSAO JUDICIARIA EM 11 DE ABRIL.
PRESIDENCIA DO F.XM. SR, DESEMBARGADOS
SOUZA.
Seorttario, Julio Guimare.
A meia hora depois do meio-dia, o Esm. Sr.
presidente abri a sesao, achaodo-se presentes
os Srs. desembargadores rulares e Silra Guima-
res, e oa Srs. depuUdos Reg, Lentos, Beatos e
Silveira.
Lida, foi approrada a acta da seesio de 21 da
mareo prximo paseado.
JLLABENTOS.
Appellante, Jos Baptisla Ribeiro de Paria ;
appellado, Cleto da Costa Campello.
Foram desprezados os embargos.
DIMGBNCIAS,
Embargantes, Braga & Antunes ; embargado,
Henrique Gibson.
Vista as partas.
Embargantes, James Crabtree & Compsnhia ;
embargado, Braga 4 Antunes
Vista ae parles.
Appellante, Antonio Joaquina Salgado ; appel-
lado, Perciano da Silva Leitio.
Vista as partes.
E nada mais harendo a'lratar, o Exm. Sr. pre-
sidente lerantou a sesso.
Communicados.
Constitucional apanhado
flagrante.
en
Total igual
de confiaoca nossa
52,305:744
remelle-nos o
powo errar, ma* nao ereio que a eooscieneta l festacio OBirersfl do raproraso eentfa taes prin-
publica erre a este ponto. Senhotas, com isto I eipios.
Pessoa
segu n te :
Harendo o portuguez Manoel RotrignesFer-
nandos Leal, se casado nesta freguezia de S. An-
tonio com D. Emilia Sindolfa Deoiz e Silva, e
logo embarcado para o reino de Portugal, chegou
ao conhecimento do Sr. Dr. rigario geral Anto-
nio da Cunha e Figueiredo, que o dito Leal era
alli casado : o que sendo averiguado, conheceu-
se que eslo havia justificado o seu estado de aol-
teiro, com testemunhas falsas.
O Sr. Dr. vigario geral officiou, aps essa
averiguado, ao Sr. Dr. ebefe de polica, remet-
iendo os nomes das testemunhas, e outras infor-
macoes, e instaurado o competente processo fo-
ram pronunciadas Feruanndcs Leal pelo crime
de bigamia, assim como as testemunhas e coni-
ventes Manoel Joaquim Lopes, Francisco Jos
Correia Marques, e Louren$o de Freilas Guima-
res ; os dous ltimos esto recoliiidos casa
de detenco, nao acontencendo o mesmo com o
autor do crime Fernandes Leal, e a testemucha
Joaquim Lopes que evitaran] a priso. o Io por
se haver retirado e o 2 por achfr-se occultoem
lugar nao sabido.
Prosseguindo as autoridades desta sorte po-
deremos affirmar que laes escndalos deixarao
de ser reproduzidos.
Nao ser fcil achar-se testemunhas para
perjurar em favor deste on daquslle que ae quer
mostrar solleiro ou prorar idade que nao tem,
etc., etc
Foram recolhidos a casa de detenco no
dia 10 do correte, 10 homens o 2 mulheres,
sendo 8 livres e 4 escraros, a saber : a ordem
do Dr. chefe de polica 5, inclusive os preos
Juyina e Haria, o 1. escravo do tenente-coro-
nel Florencio Jos Carneiro Montalro ea 2 es-
crara de Jos Noguera de Sousa; a ordem do
Dr. delegado do 1." districto 5, inclusive os es-
Craros Agostinho, do Dr. Bernardo Machado da
Cosa Doria e Jdo, do Caetano Carneiro de
Queiroz ; e a ordem dosub-delerjado do Recile 2.
UATADOURO PUBLICO :
Malatam-se no dia 11 do crrante para o con-
sumo desta cidade 62 rezes.
MORTALIDADB DO DA 11.
G. H. Mollard, branco, solleiro, 46 annos, me-
dite.
_aria do Espirito Santo, preta, solteira,
20 apnos, constipacao.
Mara da Purificacao Bezerra de Mello, branca,
viuva, 35 annos, phtbiaica pulmonar.
Sofa Maa de Mello, branca, solteira, 96 annos,
diarrhea.
Balbina, prvula, pret, 11 dias espasmo,
CHR0N1CAJUUILURIA.
TRIBUNAL DO COMMEHCIQ.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 11 DE ABRIL
DE 1861.
HvESIDBHCU DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
S. A. DE SOUZA.
s 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Reg, Lemos, Basto e Silveirs, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sesso.
Pei lida e approrada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Um requermento;d Joo Pinta de Lemos J-
nior, pedindo o registro tfs escriptura de hypo-
theca que aprsenla.Como requer.
Outro de Aranaga Hijo &Companhia, pedindo
0 registro de urna prncuracao.Registre-se.
Outro de Denker & Barroso, risto peloSr.des-
embargador Oscal, pedindo ? registro ao seu con-
trato social. Velifr soaenhor desembargador
fltral
Ao abrir os trabalhos da assen.bla provincial,
curoprio o digno ei-presi lente com o derer que
lhe impon a lei de dar conta aos illustres repre-
sentantes do movimnnto annual di administra-
cao. O re la ton o de 1861, elaborado pelo Sr.
Or. Leito ds Cunha, um desses primorosos
(rucios que o estudo e a rcfleccao podem inspi-
rar. Revelando o genio impacientemente inda-
gador do illustre ex-presidente. elle encontra ra-
ros modelos em nosso archiro.
Aquelles que com atleoco religiosa o ouviram
ler, aquello* que o tem lido sera precipitado,
confessam comnosco que o relatorio do Exm.'.Dr.
Leito da Cunha um primor d'obra de observa-
cao, ealudoe analyse. Ao par de importantes re-
llcccoes sobre o muito que nos resta fazer bem
da prosperidade da provincia, o illustre escriptor
desenha em traeos vivo e bem distinctos todo o
movlmento administrativo nesse grave periodo
de 1860.a 1861. Ahi se rcrelam igualmente a
profunda alteflco e zelo esclarecido com que o
administrador aeompanhara pari pa$su asucces-
so dos acontecimentos.
Se a posteridade pedir historia um juizo se-
guro sobre a administraco de hontom, ella en-
contrar nessa profunda revista urna exposico
analylica muito propria para formar a convieco.
E' a mais importante defeza que por ventura so
poda exibir sobre admiusUaco do ultimo anno.
Em |rez de disparir inconvenientemente o
doesto e o ensulto, firia bem o orgo opposicio-
nista em rolrer a sua atleoco para este consri-
eucioso trabalho, que pe claramente nota
inteligencia esclarecida do distincto administra-
dor. Neste terreno, acceitariamos a disseusso.
nao para fazer reSlcsr o merilo pessoal du Sr.
Dr. Leito da Cunha, mas por amor provincia
quo tere a felicilade de ser por elle adminis-
trad^.
Muito longe rai de nossa intencao abrir um
camioho redaeco do contemporneo, e muito
menos propor qualquer medida s suas conve-
niencias polticas.
Observemos, entretanto, que se o contempor-
neo se accomodasse ao estylo receido oas op-
posices, consagrar-se-hia antes de tudo ana-
lysar o importante relatorio do ex-presidente.
Quando o Coitst'uciomi/, em rez de assim diri-
gir-se, faz opposicao por annuncios e ligeiros
commuoicados, d bem a entender quanlo vai de
debiliJade e improcedencia cm suas aecusa-
qbes.
Guardando rigoroso silencio sobre o relatorio
da adminislracao, o Constitucional contentou-
se em eccrever cm o numero do dia 6 que essa
pega revelava as claras a supina ignorancia do
administrador. Ahi se escreve em affronla
razo eao bom senso:tal a estupidez do Sr.
A. Leito da Cunha quo cm seu relatorio classi-
ticou o crime de homicidio entre os crimes par-
ticulares !
Correspondencias,
Srt. Rtdxtctores. -*- Nio posso deixar de coo*
tar-lhe o que se deu coramige, em a noite de
quinta feira-msier, e nma nutni em que igual-
mente me aveoturei, com minha familia,
transpor o limar da porta. Eis o caso Na
quinta feira santa, seguindo o antigo cosame,
que bardamos eom a sania religio que profess-
mos, sahi com a minha relha, tres fllhos e o
meu encala e assim pereorriamos as ras da
cidade entre urna e outra egraja que celebra-
ran) a Paixo do Bedemptor, quando, ao aahir
do Corpo Santa, dirigindo-nos pela ra da Ca-
deia, t qne na occasiao mais precisa se apagara
e gaz, e Oca vamos sepultados uas trevas nao
dei a isso a neeessaria attencio; mas, poucos
dias, ereio que foi no domingo da Ressurreicio,
tendo annuido ao pedido da relha para, acompa-
nhada dos pequeos, fazer nmt risita a urna re-
lha comadre, que mora obra de um quarto de le-
gua do nossa casa, que, como V... sabe, na
ra do Imperador, chegmos aii sem novidade,
porque o bello luar que ento fazia nos deisara
rer as pocas d'agua, e os buracos que abundsram
as ras do nosso Pernambuco. A noito pas-
sou como um sonho Os velhos contando as
suas rapaziadas as- mocas e rapazes dancando,
e conversando acerca de modas, etc., at que o
relogio nos advartio, com a sua liogua de ferro,
que eram 11 horas. Pozemos-nos a p, e con-
sumido o necessario lempo, as ainda mais ne-
cessarias despedidas, saturnos contando chegar-
mos casa. Saos e salvos, em menos porm
de nm quarlo de hora; tudo eslava modado O
homem poe e Deus dispe. A la, que at ali
nos tinha favorecido, escondeu-se entre no-
venanao havia gaz, que nos mostrasse onde as
pocas, onde os buracos, etc.; de sorte que, quan-
do minha velba companheira gritara s meninas
que se acaulalassem, ella mesma mergulhara o
p al ao tornozelo em um buraco de lama,, e se
nao fosse meu brago, que ainda conserva algura
rigor, de certo tinha a minha chara metade dado
com as rentas no chao.
Quando isto se dava, duas das crijngas tinham
a custo podido tirar o p esquerdo de oulro enor-
me buraco, mas l lhe fiearam os sapatos 1
Nao parou aqui; alm dos tres pares de sapa-
tos que foi preciso substituir, custou-nos a risita
algumas gallinhas que foram misler para caldos
de urnas febres, que em resultado aconteceram
a todos nos e a perda da saia de touquim que
na minha ultima riagem Ga havia trazido pa-
ra minha muiher, a qual se rasgou na desastrosa
quda que tleu. Foi s no dia seguinle, quan-
do eu contara ao meu risinho a nossa desgraca
da respera, que eu soube, que o nosso governo
haria contratado a illuminaco da cidade metade
do anno por gaz, e metade pelo luar, sera atten-
der snuvens, que muitas vezes nos interceptara
a vista daquelle astro 1 11
E'triste rer, que se>s mezes nos echamos de-
pendentes daquella deusa, symbolo da incons-
tancia, ao passo que as demais cidades do im-
perio, onde ha gaz, gosam desse beneficio real
todo o anno.
Peco-lhes, Srs. Redactores, que aconselhera a
imitaco nesto nosso bello Pernambuco, onde pa-
rece se torna essa medida mais neeessaria, do
que em outra qualquer parte, atiento o pessimo
eslado das nossas ras.
O
Cnrarlros de partfcolare..........
Renda do engeoho Bemffea-........
Con las que existe m em mi do so-
licitador .........................
Producto de porcoi remullidos peos
fiscaes.........................,1#
Recibos em cala.........." '
m
:468|f7
500060
2:3328345
63*00
5:5177
62:582*79
. Beipezs.
A O. Joaquina Maria Pereira Vianna,
i,ro1en'w<* 5 da aezembrode
ihdb 5-de junho de 1860......
A Bartholomeu Francisco de Souza'
importancia de drogas.....#.___"
A Jos Francisco Rodrigues da Co.
ta, dem de gneros..............
A Antonio Pedro amos, por direr-
sos concertos....."...............
A Xislo Vieira Coelho, por fazendj)
A Joaquim Antonio Pereira, por
'05 .......................
A lAJurengo Prege, por um guarda
roupa.............................*
A Moreira & Marlins, por gneros..
A Vicente Ferraira de Souza, por
concertos de obras de folba........
A Guimsres e Alcoforade, por ge-
, nerM............................
Aos mesmos idem...................
A Bento dos Santos Ramos.
carne rerde................_
A Manoel Antonio de Jess,
Pao............................
A amas da casi dos expostos at
.Bsr$o."........................
As ditas idem de abril Junho___
A obra do hospital Pedro II (pouco
mais ou menos ................,,
A Antonio Carneiro ds Cunha, renda
da casa dos padres lazaristaa___
A Manoel de Barros Brrelo, poras-
sucar refinado.................... 2:2999100
A Jos Pires Ferreira, por saldo a
seu favor.....
Por urna imagem rinda de Franca
para s irmas de caridade ......
A Antonio de Moura Rolim ........
A Andrade & Campello. por
eros.......................r
por
por
8-
4:750|00O
8:603324
2:556S76
90*900
5:853981
242J420
t58oflOO
l:836jf99f>
lOffiiz
2.-704*33
4:066j055
8-4059360
7:0909228
1:4449205
9869804
8:131|244
200900
909948
26966
93998
1:548J92S
1:4659141
1:1779737
Saldo faror dos estabelecimentos.
r. 62:5829878
^ontorrae.O esenvao, Francisco Antonio a-
valcanti Gousseiro-
Ceg.
Srs Redactores. Volto ainda a oceupar-me
do processo de responsabilidade, que me foi ins-
taurado pelo Dr. Manoel Teixeir Peixoto, juiz de
direito da comarca do Pao d'Alho..
O Liberal Pernambucano tinha noticiado que
ou fdra pronunciado, como ocurso no art. 15i
do cdigo criminal, mas nao sei se calculada-
mente onriltira a declarado do motivo dessa pro
Srs. redattore.A correspondencia e repre-
sentado qire com minha asignatura publicou o>
seu Oioru de 6 do crrenle, deu lugar a que o
!r. Jos Leandro de Godoy e Vasconcellos, me
maltratasse e eslumniasse de um modo inslita
e cstranho, em outra correspondencia impressa
no Constitucional de hoje. A minha expectati-
va foi completamente excedida I
Limitando-me a fazer urna exposico das oc-
currencias eleitoraes do 4o districto desta provin-
cia, sem tratar de noms, nem me oceupar de>
pessoa algums, era-me licito esperar que o ini-
migo, a que roe refers, correspondesse as atten-
coes que han guardado por sua pessoa ; mas
assim nao aconteceu. EogaDei-me com o Sr.
Jos Leandro I
Contara eu que um moco de educaco, que in-
culca gravidade de carcter, soubesse compre-
nender o respeito que se deve a si e ao publico,
para nunca rebaixar-se. OSr. Jos Leandro, po-
rm, quiz dar a miui e ao publico urna prora
nao equivoca de sua educaco fina, do aprec
que tem por sua dignidade, I? isto quando 1&
la barra i fra, em demanda da suspirada cadeirai
nuncia ; porque assim coovinha. F.ntao, julgau- de deputado 1-----Se eu desbaratasse em sua nu-
do que o que se quera era suspender o espirito
publico, e obriga-lo a cogitaces naluraes, que
prejudlcassem a minha reputarlo, assentei que
devia burl que eu me ria, e publiquei, que, em rerdade,
tinha sido pronunciado ; mas que o fdra por um
facto em si mesmo mesqulnho, e em relacao
lei se podia considerar a sua fiel observancia :
que fdra o Tacto de urna juntada a uns autos de
um conhecimento de meia sisa, sem o sello fixo
de 160 rs.
Inlerpuz, como disso, o recurso legal dessa
pronuncia, ainda sem exemplo nos annaes judi-
ciarios, e o.Sr. juiz de direito, despronunciando-
me, nao o fez pelas razes em que eu me funda-
ra, principalmente para leva-lo convieco de
que havia procedido contra mim, por um acto
eminentemente conforme lei, o nao ter eu exi-
gido o sello em um conhecimento de meia sisa.
Pois bem : prometto-lhe que se convencer
desta doutrioa mais adiante.
O meu procedimonto, tendo sido j apreciado
pelos Srs. Drs. Paola Baplista e Foneeca, advo-
gados de subida distincQo e mrito, o acharara
multo de plano a execucao da lei, e nunca o mo-
tivo ae responsabilidade que se quiz enxergar.
Queiram, Srs. Redactores, dar inserco a es-
tas liabas, cora o que muito obrigaro ao seu
constante leitor.
Francisco Teixeir de S.
Pao d'Alho 10 de abril de 1861.
Es aqui um espcimen de nova jurisprudencia.
Pensavamos at hoje quo o crime de homicidio
crime particular e como tal qualificado pelo
cod. criminal da secgao Ia do Io cap. do til. 2o
da Parle Terceira. Ahi se r que o crime de
homicidio, assim como todos aquellos que se
compreheodem nos 4 ttulos da mesma Parte,
um crime particular.
Afirn de por a qjaliflcacao do mencionado do-
lido todos os olhos do vulgacho, aqui offe-
recemos ao Constitucional o seguinle quadro,
sobre o qual elaborado o nosso cdigo :
Cdigo criminal.
PARTE PRIMEIRA.
Dos crimes e das ponas.
Ttiulo 1.
Dos crimes.
Captulos 1, 2.3 e 4.
Titulo 11.
Capitulo I.
PARTE SEGUNDA.
Dos crimes pblicos.
Titulo I.
Cipitulol, 2, e 3.
Titulo 11.
Capitulo nico.
Titulo 111.
Capitulo nico.
Titulo IV.
Capitulo 1. 2. 3. 4, 5, 6e7.
Titulo V.
Captulos 1, 2 e 3.
Tiufo VI.
Captulos 1, 2, 3 e 4.
PARTE TERCEIRA.
DOS CHIMES PARTICULARES.
Titulo 1
Dos crimes contra a liberdade individual.
Titulo II.
Dos crimes contra a seguranQa individual.
Capitulo I. .
Dos crimes contra a seguranca de.pessoa e vida.
Seccao I.
Homicidio.
Art. 192. Malar alguem etc.
Por este quadro que ahi rai transcripto para
os espritus quo nao tem commercio com as let-
tras, vc-se bem s claras que sao considerados
crimes publico aquelles que se compreheodem
na parte segunda do cdigo, assim como sao cri-
mes particulares todos aquelles que se com-
prehendem na parte ttrceim, quaes sao os
crimes de reduzir a escravido pessoa livre, o de
homicidio, iofantecidio, aborto, ferimentos e of-
fensas physicas, entre muilos outros.
Se o Ilustrado contemporneo atada se obsti-
na em aecusar de estupida a qualiflcacSo de cri-
me particular dada ao crime de homicidio, nos o
emprazaroos abjurar lao disparatado absurdo em
vista das aeguintes palvras,que tomamos na oc-
casiao ao Dr. BrazPIoreatinoHexiriques de Souza,
em sua introdcete so cdigo criminal annotado,
edicto de 1858. Seja o Sr. Dr. Braz de Souza
quem tenha a gloria de eorrigir o Constitucional
em seu espirita im/noo\rado de irvnoraco :
- Na terceira parle -do. coligo criminal, o le-
fical.
c gislador brasileiro tratados crimes particulares
ou daqyeltesque se dirgeme liberdade, se-
< guraasi. too aa proarledade dos. iqrMri-
Srs. redactores. (")Rogo lhes o favor de publi-
car em seu acreditado Diario os documentos abai-
xo transcriptos, afm do respeitavel publico poder
julgar com imparcialidade, se o Exm. presidente
da provincia, o Sr. Dr. \mbrozio Leito da Cunha
fez Justina exlincta adminislracao dos estabele-
cimentos de caridade, quando no relatorio que no
dia Io do corrento apresentou assembla pro-
vincial, disse : O estado econmico da Santa
Casa da Misericordia nao satisfactorio : recebeu
ella da exlincta adminislracao de caridade o tris-
te legado de urna divida passiva no valor de cin-
coenta cootos de res, e o de muilos abusos a ex-
tirpar ; o que levar lempo : tendo alias a
mesma exlincta adminislracao legado tambem
Santa Casa da Misericordia, como mcslram os
mesmos documentos; um activo superior ses-
secta contos de reis, o qual sera duvida muito
maior do que o passivo, que S. Exc. se dignou
chamar triste legado.
Recite 5 de abril de 1861.
Seu constante leitor,
Jos Pires Ferreira.
Illm. e Exm. Sr. proveJor da Santa Casa da Mi-
sericordia do Recife.Diz Jos Pires Perreira.ex-
thesoureiro da exlincta administrarlo geral dos
estabelecimentos de caridade, que se lhe faz pre-
ciso que V. Exc. lhe mande dar por cerlido o
que a mesma exlincta adminislracao passou
junta da Sania Casa, demonstrando o activo e
passivo dos estabelecimentos seu cargo.
Pede V. Exc. deferimento.E R. Me Jos
Pires Ferreira.
Recife 4 de abril de 1861.
Passe.Santa Casa da Misericordia do Recife 4
de abril de 1861.A F. Perelti.
Em cumprimenlo do despacho supra do Illm.
e Exm. Sr. Dr. proredor da Santa Casa da Mise-
ricordia do Recife certifico que da deraonstra^o
entregue pelo supplicanleo commendador Jos
Pires Ferreira, como thessureiro da exlincta ad-
ministracao geral dos estabelecimentos de carida-
de, consta que a divida activa da mesma admi-
Dslraco importa em 62:5829878 rs., e a passiva
em 61:4059141 rs.
E' e que consta da referida demonslracao exis-
tente no archivo desta secretaria, a qual me re-
porto.
E para constar passei a presente.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do Re-
cife 5 de abril de 1861.
O escrivao,
Francisco Antonio Caralcanli Cousseiro.
Nota da divida activa e passiva da exlincta admi-
nislracao dos estabelecimentos de caridade at
SO de junho de 1860.
Receila.
Letras.........,.................... 1:0829145
Subsidio de ferereif o i junho...... 12:5009000
Dito para a obra do hospital Pedro
II de Janeiro junho............
Curativo das pracas do coipo de po-
lica..............................
Dito dos mendigos..................
Subsidio do3 rinhos.......'.........
Renda de predios .................'.
sencia, tudo lhe chegaria fri, e a amofinaca
sena menor.
Denlo Jos, ou Manoel Jos,alo seguirei o exem-
plo do Sr. Jos Leandro, de quem espero desagra-
var-me peranle a jusliga do paiz. E como ao pu-
blico dero conta de mim, forgoso que nao dei-
xe sem resposla a torpeza com que me ferio essa
moco, a quem o desconcert eleitoral parece ha-
ver traosviado.
O facto de harer eu usado de outro nomo que;
nao era o proprio, oo cousa que me deshonre,
ero que eu procure occuitar.
Os compromeltimentos polticos que me fiea-
ram da revolta de Pinto Madeira, obrigaram-ma
a um expatnamento. Ento eslabeleci residen-
cia nesia provincia, na comarca de Garanhuns.
onde para escapar das perseguirles que se ma
fazia, adoptei o nome de Manoel Jos de Olive-
ra, que tanto tem dado no goto do Sr. Jos Lean-
dro. Apenas rehabilitado pela amnystia que ol>-
Jive, fiz publicar em 1836 nos jornaes desta capi-
tal o meu rerdadeiro nome, e a causa por que a
occuliava, continuando at hoje a minha residen-
cia em Garauhuns.
Deste facto, porm, teem pretendido e preten-
den) os meus inimigos tirar argumentos contra o
meu carcter, lauto que nao perden: occasiao do
rcpeti-lo I
Como ne teem conseguido resultado da insis-
tencia tenaz com que o repetem, lemurou-s
agora o Sr. Jos Leandro de atirar-me alusoesas
mais calumniosas, nao tendo, porm, a coragera
de tomar urna ailitude clara e franca, que me as-
segure um desabafo legal 1
Essa historia de assassinato de urna cmaras
tnteiro, e roubo da malis do Rio do l'eixe,
nao a conheco, toda nova, e pela primeira re*
usara deltas os meus inimigos.
Desafio, porm, ao Sr. Jos Leandro, e a todos,
os meus inimigos, a que em termos claros e pre-
cisos, arlicuiem contra mim essa imputajo ne-
8r*t ''o negra como o coraco de quem a inren-
tou. E preciso que nao recuero os calumniado-
res......
Quem leu a minha correspondencia, e 13 agora
a do Sr. Jos Leandro, ha de ver que lhe aciua
urna causa poderosa, que nao pode ser outra se
nao o desespero e desapoutameoto em que fieou-
com a exposico que fiz, da eleiso do 4o distric-
to, quando puoha elle todo empenho e cuidado-
era crear urna opiniao que lhe fosse favorarel.
E o que nao dira de mim o Sr. Jos Leandro*
se entregue a embriaguez, me apresentasse or-
ganissndo monstruosidades eleitoraes. suslentan-
das de punhal a ilharga e revolver em punho>
e por meio de ameaess, de fazer sallar os milo*
de um promotor publico ?...
Chamara sobre mim todas as maIdi;oesdo>
mundo, nao assim?
Pois bom, o Sr. Jos Leandro, ba de, com fa-
vor de Deus, voltar um dia a esta provincia ; e>
ento podeudo eo, toma-lo de frente, conve-
niente que aqui faga ponto final.
Denlo Jos Alves de Oliceira.
Recife. 9 de abril de 1861.
c dos, que assim iodirecument pertutaaaa a
< ordem social./
Ora, thqui re o Coasfituionof que, se o ex-
presidente faz tortorar 6 lioguagem em seu re~
tatortcs.ha ah muito auem fe torturar rv.o
o bom sedeo.
! : Z-
7:500000
2:277*900
15:9119481
2:7709875
10:8599t64
. ) Tendo o Exm. Se De Ambrosio Leito da
Cunha, na confeceo do seu relatorioassem-
bla provincial recorldo s euoeicaa narcisos,
que lhe toram apresniadas pelos cholea du di-
versas repartieres, jase re que nenhutaa paite
tere no que expendeu acerca da ex-administra-
ao dos estabelecimentos de caridade, porque cin-
giu -se aos dados que me foram ministrados pela,
pessoa competente.
1 redaccao.
Srs. redactores.O conhecimento que lemos
do Sr. capilo Manoel Porfirio de Castro Araujo.
digno commandante da cavallaria "de lnha desta
provincia, a consideraco e estima que lhe tribu-
tamos sao motivos mu imperiosos para qne dei
xemospassar era silencio um escripto publicado
oas paginas de um jornal desta cidade de 10 da
crreme, sob o anonymoArlilheiroem que a
calumnia se ergue demasiado atrevida contta o>
distincto official do exercito brasileiro.
Sem exhibir documentos que atlestem a verac-
dade de euas malvolas assercoes, & sombra de
urna lioguagem dubU por* escapar-sa a respon-
sabilidade legal, o Artitfreiro ousa arremessar
osjmaiores insultos pesaos do nosso honrado
amigo.
Queremos alcanzar esse campeo; para, depois
de lhe respoadermos convenientemente, arrasta-
lo a barra dos tnbnnaes, oude estamos cerlos da
que recebar o pemio que merece: e por isso do
alto da imprensa o convidamos que abandono a
arma daquelle que ne podo affirmar o que diz z.
seja franco, rftire a mascara.
Se pas o Arlilheiro nao peana de um earamnia-
dor despejado,, semelbaala ao aasassiao, misera-
vel que jamis se idispoe a atacar de (rente, es-
peramos que aceite o nosso convite.
Do contrario, fique de j stirado com o seu li-
belto ao mais expressiro desprezo.
Queiram senhores redactores, dar publicidade
a estas Iinhas,ateales4e qua muito grato lhessa-
r um dos seus dedicados leitores.
Americus.
Recite, 11 de abrif de 1861.
sobro
Juia* ywaFgwo.Jtpjgm. a
ele elocuencia e potica macioaoft
Sr. Manoel da Cost
No Brasil, como am todas u mocidadas dos po-:


(:
DIAMO W MUMCCO. i- SEXTA FEll 0 AHOL DE 1
?os, ha bellos e honrosos er>thusiasmos, goes profundas, paizdes sobres, quo da podem
ostentar todo seu brilho en frenie do orgulho de
uas e de ontros, cujo fln e matar, e estimulo cu-
jo proveito a inacgao.
' da nalureza desses enthusiasmos v alen tes e
e dessas louvaveis dedicages a obra sobremen-
cionada, que me comprazoem anounciar, por ser
um compodo bera acabado, que veio facilitar em
grande o estudo da rhetorca ; por quaolo em um
modesto volume se scha comprehendido lucida-
mente o que ha de essencial ao mesnio estudo e
o que ha de melhor nos escriploces de iguaes
obras.
Ordinariamente nos trabalhos que se occupam
da imprensa os attigos de poltica tem a prefe-
rencia, por pareccrem os mais ligeiros vehculos,
que se dirigem a urna elevada posigo, que s se
inede pela Litla da ambiguo de governar.
Infelizmente assim, mas nao geralmente.
E' por esses costumes e tantos outros cbeios de
egosmo, que se appelliJam de phenomenaes pu-
blicagdes desso genero, e que por isso mesmo de-
ve encher de orgulho ao Sr. Honorato.
A inlelligeacia com o attributo daambigodo
egosmo que o caracterisam vai amaldicoaodo
trabalhos desta ordem, para dar lugar aos com-
municados e correspondencias, que pondo em lei-
lo a honra e digoidade de notsos semelhaotes,
sao escriptos, que matam o cynismo e que mais
deleitam no dia de hoje, tomando o lugar as pu-
blicares instructivas, como a synopse de elo-
quencia e potica nacional, que acaba de sahir
aos prclos aquiem Pernambuco.
Verdaleou nao, o pouco interesso que se colhe
da publicacao de um livro passa por ser a causa
da indolencia dos nossos homens de leltras e es-
criptores que de ordinario fazem sua estrs boa
ou m nos peridiocos polticos, chegam a ser
redactores de orgos de partidos, produzem um
artigode fundo de vez em quando, por onde fa-
zem-se com direito urna tribuna no parlamen-
to, d'ahi a urna cadeira presidencial e por Om
de ministro, que se chegam a empolgar volara,
at odio imprensa, que servio para os engran-
decer
Segundo o que acabo de exhibir pequea a
gloria que resulta da publicado de um livro ;
menoro imeresse, que quasi sempre Oca aquem
das despezas da impresso, que anda nao pode
offerccer vantsgen3 aos escriplores desse genero.
Nem esperanza de gloria portanto, neo de in-
teresse "e^SlBJ/molivos mais nobres inspiraram ao
Sr. Cpja Honorato a idea de publicar a sua sy-
nopse, em que 'nao pude deicobrir iaezactido
alguraa, sobre encontrar muita preciso, muita
clareza ao par da mais .natural concisaq e por is-
so indispensavel a todo o esludanle, que ver de
prestar exame dessa disciplina em qualquer fa-
culdade.
Acceite o Sr. Honorato os meus parabens, por
comecar to cedo a ornar a bibliotheca do nosso
paiz e queira desculpar, que eu o menos apio rou-
basse a outro a gloria da recommendago deste
irilhante producto de seu talento.
Manoel Januario Bezerra Montenegro.
Recite, 20 de margo de 1861.
(Do Correio Mercantil de Macei.)
equipagem 5, carga sal e couros ; Firmno
Jos Fertaira.
Nmvn unidos no metmo dia.
Canalbarca ingleza Queem, capilo J. Huggios,
carga isucar.
Havana polaca hespanhola Jntilla, capilo
Eleonor Mellet, carga parte da que trouxo de
llontevidu.

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A noite de sguaceiros das 3 h. em diante, vento
ESE fresco e assim amanheceu.
OSClLAf.AO DA HAR*.
Preamar as 5 h. e 18' da tarde, altura 7,1 p.
Baixamar as 11 h. e 6' da maohia, altura 0.9 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 11 de
abril de 1861.
Romano Stepplb,
1 tenente.
Ediaes.
Attenco.
Nao possivel deixar de dizer anda duas pa-
lavras ao Sr. Viclorioo Teixeira Leite, verdade
que nos tribunaes competentes que se deve dis-
cutir o direito do quem o tiver, porm tambera
verdade, que todos devem urna satisfago ao
publico, quando se trata de provar um fado, que
alguem e quer Jazer passar por injusto e Ilegal,
por isso preciso esclarecer o publico, justa-
mente o que tenho feito, e mesmo por que o Sr.
Victorino se tem iocommodado com a recom-
mendagao feita ao Illm. Sr. Dr. chefe de polica
a seu respeito, do que deve ter paciencia, por
quanto o nico fim do abaixo assiguado que S.
S. nao se retire desta provincia sem primeiro
lhe pagar, pago do que S. S. Ihe deve pode se-
guir viagem, que ninguem por parte do abaixo
assignado o impedir, porm do contrario nao,
por que ninguem lhe manda pagar (se pagou) a
pessoa incompetente, e tanto prova que essa pes-
soa recebeu dinheiro de documentos que nao es-
lava m em seu poder e que perteociam a oulrcm,
que nao lhe restituio os seus documentos, quei-
xe-se portanto o Sr. Victorino de sua m estrella,
porm pague primeiro a seu legitimo credor, e
para prova de S. S. e mesmo esclarecimento do
publico, l-a o documento abaixo transcripto.
Jos Das da Silva.
Recife, 10 de abril de 1861.
Illm. eExm. Sr. Dr. juiz do commercio.Jos
Das da Silva, precisa que o escrivo Paes de An-
drade, revendo os autos (indos de sua fallencia
lhe d por certidan a deciso dos seus credores,
acerca do pretendido crdito de Joaquim da Sil-
va Mourao, quando se reunirara para venficaco
dos crditos e lhe concederm a primeira con-
cordata.Pede a V. Exc. deferimento, e receber
merc.
Como requer. Recife, 29 de setembro de 1860.
A. F. Perelti.
Manoel de Carvalho Paes de Andrade, serventua-
rio vitalicio do officio de escrivo do juizo es-
pecial do commercio desta cidade do Recife,
capital da provincia de Pernambuco e seu ter-
mo, por S. M. Imperial e Constitucional o Sr.
D. Pedro II, que Deusnarde, etc.
Certifico que em face do appcnso principal dos
autos findos da fallencia respectiva, por paite do
supplicante Jos Dias da Silva, me foram apunta-
dos os Jous seguinles paragraphos :
1. paragrapho. Joaqnim da Silva Moaro apr-
senla cerlido de um julgamento em que o fal-
lido foi condemnado a ajustar suas contas sem
que se mostr quem seja o devedor ou o credor,
e examinando os livros, delles consta que o mes-
mo Mourao devedor cas* fallida da quanlia de
05:0999737, suppomos por isso, que nao pode ser
considerado credor.
2. paragrapho. E nao estando presente Joa-
quim da Silva Mourao nem seu procarador, fcou
subsistente o parecer da commissio a seu res-
peito, e havendo a reunio por verificados lodos
os demais crditos dos credores que compare-
cera m.
Nada mais se continha ou alias me foi pelido
por certidao, vista dos fallidos paragraphos,
que se acham inscriptos naqnelle appenso, ao
que me reporto ; e vai a presente na verdade sem
cousa que duvida faga conferida e concertada na
ferma do esiylo, e por mim sobredito escrivo
subscripta eassgnadi nesta cidade do Recife de
Pernambuco, aos 5 dias do mez de outubro do
anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1860, trigesimo-nono daindependencia e
do imperio.
Fz escrever, subscrevo e assigno. Em f
de verdade. Manoel de Carralho Paes de An-
drade.
N. O. B. & C. Susaessores a outros, como credo-
rei de Manoel t Aievedo Pontea.
Jos Mara Nunes.
Jos Lopes Dias.
Hygino Augusto de Miranda.
Caetano Pereira de Brito.
Secretaria do tribunal do commetfio d Per-
nambuco 11 de abril de 1861.
Julio GuiraaresOfficial-maior.
Pela administrago do correio de Pernam-
buco se faz publico, que em conformidade do de-
creto d. 787 do 15 de maio de 1851 e respectivas
instruccoes, leve boje lugar o processo de ber-
(ura das cartas alrazadas pertencentes ao mez de
margo de 1860, condemnadss a consumo pelo
rt. 138 do regulamenlo dos correios de 21 de
dezembro de 1844 assislio o negociante Jos Joa-
quim Pereira de Mondonga.
Desta abertura resultou achar-se urna carta com
documentos descriptos era livro para ser entre-
gue a quem de direito pertencer. Urna carta de
Victorino Jos Soares p/> Porto para Luiz Jcs da
Rocha Pioheiro com dous recibos. Por ultimo
procedeu-se a queima das cartas mencionadas de
que se lavrou o respectivo termo que o que se
segu. v
Administragao do correio de Pernambuco, 5 de
abril de 1861.O administrador, Domingos dos
Passos Miranda.
Termo de consumo das cartas atrazadat perten-
centes ao mez de margo de 1860.
Aos 5 dias do mez de abril de 1861, nesta ad-
ministragao do correio da provincia, s 11 horas
do dia, estando presente o Sr. administrador Do-
mingos dos Passos Miranda e mais empregados
abaixo assignados procedeu-se em virtude do art.
138 do regulamenlo dos correios de 21 de dezem-
bro de 1844, o consumo de 78 cartas selladas 425
cartas e 74 jornaes nao selladas, na importancia
de 64S367, como coasta da factura abaixo decla-
rada, cuja importancia vai dtscsrregada nesta
dala ao respectivo administrador e thesoureiro.
E para constar lavrou-se este termo em que
assignou o referido administrador e thesoureiro e
eu Francisco Simdes da Silva, ajudanle contado/
e subscrevi.Aministrador, Domingos do Passos
Miranda. O official papelista, Ismael Amavel
Gomes da Silva.O ofcial papelista, Luiz de
Franga Oliveira Lima.O porteiro Manoel, Mari-
nho Souza Pimentel.
.O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, cm cumprimento do artigo 7o do regu-
lameuto do collegio dos orphos de Santa The-
reza, e ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, de 5 do corrente, maodi fazer publico
que no dia 6 de junho prximo vindouro, peran-
te a junta da fazenJa da mesma thesouraria,
vo a praga, para serem arrematadas a quem
mais der a renda dos predios abaixo declarados
perlencenles ao patrimonio dos ditos orphos.
N. 1.Largo de Pedro II,
salla do Io andar........ 180,000 por anno.
N. 95.Ra do Pilar, casa
'rea.................... 236,000
N. %.Ra do Pilar, casa
lerrea.................... 157,000
N. 97.Rui do Pilar, casa
te'rea.................... 161,000
N. 98.-Ra do Pilar, casa
'erres.................... 224,000
N. 99.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 167,000
N. 100.Ra do Pilar, casa
terrea.................... 162,000
N. 101. Ra do Pilar,
casa terrea--:........... 181,000
N. 102. Ra do Pilar,
casa terrea].............. 162,000
N. 103. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 181,000
N. 104. Ra do Pilar,
casa terrea.............. 172,000
N. 105. Ra do Pilar.
casa terrea.............. 170,000
N. 1.Estrada do Parna-
merim, sitio............ 500,000
N. 2.Estrada de Parna-
merim, sitio............ 120,000
N. 3.Estrada do Rosari-
nho, silio .............. 321,000
N. 4.Estrada da Mituei-
ra, sitio.................. 212,000
N. 5Forno da Cal, silio 352,000
As arrematages sero feilas por tempo de
3 annos a contar do Io de julho de 1861 a 30 de
junho de 1864, e sob as condigoes constantes
do ediial de 9 do correte.
E para constar se mandou afOxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.
O secretario
A. F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector d thesouraria provin-
cial, em cumprimeuto ao art. 7 do regulamenlo
do collegio dos orphos de Santa Thereza e or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de 5 do
corrente, manda fazer publico, que no dia 16 de
maio prximo futuro, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praga para serem
arrematadas quem mais der a renda dos pre-
dios abaixo declarados pertencentes ao patrimo-
nio dos ditos orphos.
Ra da Cacimba.
Ns.
66 Casa terrea, por anno.....1225000
67 Casa terrea, idem idem .... 81g000
Ra dos Burgos.
68 Casa lerrea, por anno. .... SOSfOOO
69 Casa terrea, idem idem .... 125j>000
Ra do Vigario.
72 Sobrado de dous andares e loja,
por anno.........602J000
Ra da Senzala Velha.
79 Sobrado de dous andares e loja,
por anno........753$000
80 Sobrado de dous anclares e loja,
por anno........753000
81 Casa terrea, por anno. : 191JJ000
82 Casa terrea, dem idem .... 200j000
83 C"a lerrea, idem idem .... 162&000
Ra da Guia.
84 Casa terrea, por anno.....168#000
Ra do Pilar.
91 Casa terrea, por anno. ... 162000
92 Casa terrea, idem idem .... 16z000
93 Casa terrea, idem idem .... 172$000
94 Casa terrea, idem idem : 2535000
As arrematagoes sero feitas por tempo de 3
annos a contar do Io de julho de 1861 a 30 de
junho de 1864 e sob as condigoes constantes do
edital de 9 do corrento.
E para constarse mandou afQxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco, 11 de abril de 1861.O secretario, A.
F. da Annunciago.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZA GERMANO.
Sabbado 13 do correte.
- ." Recita da assignatura.
Subir scena a excellente comedia-drama em
dous actos e um prologo martimo
PROBIDADE
Terminar o espectculo com o espirituoso en-
tre acto, ornado de couplets,
mam m u&tm,
Comegar s 7 ,'' horas;
Os bilhetes vendidos para o espectculo do dia
11 do corrente, que foi transferido tem entrada
neste espectculo.
-.--------------------
CASSINO POPULAR
NO
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 13 do correte.
Antonio Teixeira dos Santos, ex-proprietario
do baile do caes de Apol'o, querendo ver se pode
minorar os prejuizos que all soffreu, reccorreu
generosidade dos directores do bsile Cassino,
afim de dar all um baile, o que promptamenle
obteve. O grande numero de damas com que con-
ta e o abrilbante concurso de cavalheiros que eos-
tumam frecuentar o Cassino e o conceito emfim
de que goza, anima o beneficiado a crer que nao
sero frustradas as suas esperanzas.
Sero como sempre observadas as disposicoes
do regulamento interno approvado pelo Illm.'Sr.
Dr. chefe do polica.
Entrada para damas gratis, cavalheiros 29.
N. B. O gabinete apresentsr novas vistas.
COMMERCIO,
alfandega.
Rendimento do dia 1 a 10. 148 781*2
dem do dia 11.......15:56482
164:3454S8
Movimento da alfandejca.
Volumes entrados com fazendas..
, > com gneros.
Volumes
i
sahidos

com fazendas..
com gneros..
23
1587
-----1:610
111
158
269
Descarregam hoje 12 de abril.
Barca americanaSalembacalhio.
Barca francezaFranklinvlnho e azeile.
Brigue brasileiroAlmiraniecascos vasios.
Heccbeduria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 10. 10:607(769
Jdem do dia 11....... 686|550
Declara coes.
11:2949319
Consulado provincial.
fceadimento do dia 1 a 10. 24:356*562
dem do dia 11. ..... 1:968{919
Movimento
20:3351481
a
.Navio entrado no dia 11.
Am16 das, hiale nacional Gralido, d 33
tooelladaj, capilo Pedro Joc Francisco,
Pela administragao do correio desta eidade
se faz publico, que em virtude da convengo pos-
tal, celebrada pelos governos brasileiro e francez,
sero expedidas malas para a Europa no dia 15
do corrente mez de conformidade com o annun-
cio deste correio, publicado no Diario de 9 de
fevereiro ultimo. As cartas sero recebidas at
duas horas antes da que for marcada para a salu-
da do vapaor, e os jornaes at quatro hons antes.
Correio de Pernambuco 11 de abril de 1861.
Domingos dos Passos Miranda.
Administrador.
Pelo juizo de orphos desta cidade, no lu-
gar das audiencias, e lindas estas, das 10 para ti
horas do manha ser arrematada por venda s
casi de tres andares da ra da Guia n. 53, no es-
tado em que estiver, avaliada por 5:2000, sendo
as ultimas pregas na sexta-feira 12, e terga-feira
16 do corrente, por execugao de C. G. Brccken-
feld, contra Joo Athsnasio Dias.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco sao chamados os abaixo
assignados a compsrecerem na mesma secretaria,
para satisfazerem a importancia dos papis que
lhes pertencem.
Manoel Rodrigues Fernandes Leal 'e otros.
Hara Rita da Cruz ores.
Caetano Cyriaco da Costa Moreira.
Francisco Jos Pereira Borges.
Samuel Power Johnston & C.
Antonio Corr- ia Comes de Almeida.
Antonio Carlos P. de B. P. Len.
Luiz Jos da Costa Amorim
Domingos Jos di Costa Amorim.
Jos Pinto Ribeiro.
icardo Caduff.
Avisos martimos.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
O vapor Cruzeiro do Sul, esperado dos
portos do norte at o dia 18 do corrente, depois
da demora do costume seguir para os portos
do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada ;
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do Si Mendes.
Para a Babia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade, tem parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta,
traa-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCiNA
DE
Navega Qo costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Ala cao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass. commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do corrente mez. Recebe carga al o dia
SO ao raeio dia. Encommendas. passageiros e
dinheiro a frete al o dia da sabida as 2 horas:
escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
DAS
lessageries imperiales.
Al o dia 14 po corrento espera-se da Europa
o vapor francez Estremadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro locando na Babia,
para psssagens etc., a tratar na agencia ra do
Trapiche n, 9.
Rio de Janeiro,
o veleiro e bera conhecido brigue nacional Con-
ceigo pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaes tem oxcellentes commodos : trata-so com
os seus consignatarios Azevedo & Meadea, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para"Lisboa segu com muita brevidade,
por ter prompto o seu carregamento, o brigue
portuguez Florinda, de primeira classe, tem
excellente* commodos para passageiros, os quaes
recebe : a tratar com o capilo Joaquim Augusto
de Souza, no escriptorio di ra da Cruz n. 3, ou
na praga do commercio.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes ioglezes a vapor.
At o dia 15 do corrente espera-se do sul o va-
por Tyne, commandante Jellicoc, o qual depois
da demora do costume seguir para Southamp-
ton tocando nos portos de S. Vigente e Lisboa,
para passagens etc., trata-so com os agentes
Adamson, Howie & Q., ra do Trapiche Novo nu-
mero 42.
N. R. Os embrulbos s se recebem at duas
horaa antes de se fecharem as malas, ou urna
hora pagando um pataco alm do respectivo
frete.
-s~s

*- Desencaminhou-se do poder de Jas1..
de Almeida, urna letra da qantia de 1,1
a veocer-'se em 5 de setembro do correg
anal aceita por Amorim; Fragozo. SanJBf 4
C quem a achar dirija-ae a ra do Cresar n.
17, que se gratificar.
Vende-se urna linda mulalinha de 4 annos ;
na ra Nova n, 15, segundo andar;
Precisa-se fallar aos Srs. Rernardo Damio
Franco Jnior, Manoel Izidoro dos Passos, a ne-
gocio de seu interesso *, na ra do Queimsdo nu-
mero 47.
De novo roga-se ao Sr. alferes do sexto ba-
talhio da guarda nacional Flix de Araujo Al-
baquerque o favor de tratar sobre o negocio que
nao ignora certo de que se o nao flzer exporei
qual o negocio; na ra do Quemado n. 47.
- Os credores da massa d e Manoel
Antonio dos Passos Oliveira & C, loja
de trastes na ra Nova n. 24, sao con-
vidados a apresentarem seus ttulos pa-
ra serem verificados pela administragao
dentro do prazo de 8 das a contar do
presente annuncio, afitn de proceder-se
ao rateio de quantia importante ja apu-
rada. Escriptorio da administra cao
ra da Cruz n. 40. Recife 11 de abril
de 1861.
- O Sr. Jos dos Santos Moreira
queira vir esta typographia que se
lhe precisa fallar, antes que se retire
para o mato.
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade o brigue nacional
Almirante, s recebe carga miuda, passageiros
e escravos a frete, para os qdaes tem exceilentes
commodos; trala-so com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Cear.
Segu com toda a brevidade o cter nacional
Emma, capilo Joo Antunes da Silveira ; pa-
ra a carga que lhe falta, trata-se cem os consig-
natarios Moreira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 4.
Para o Rio de Ja-
neiro
segu imprelerivelmente no dia 15 do corrente o
muilo veleiro patacho S. Joaneiro, s recebe
passageiros o escravos a frete, para os quaes tem
exceilentes commodos ; a tratsr com o consig-
natario Manoel Alves Guerra, ou com o capito
a bordo.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUfS UPlift,
E' esperado at odia 16 do corrente dos portos
do sul o vapor Paran, o qual depoisda demo-
ra do costume seguir para os portos do norte.
Reoebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes.
COMPANHIA PERNAMBUCAIU
ns
Navegac costeira a vapor
O vapor Persinunga, commandznte Moura,
segu para os portos do sul de sua escala no da
20 do corrente mez s 4 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 19 ao meio dia. Pas-
sageiros e dinheiro a frete at o dia da sabida s
2 horas. Escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Leiloes.
LEILAO
Sexta-feira
12 do corrente.
DE
As 11 horas em ponto.
O agente Gamargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especia
do commercio e a requerimento dos de-
positarios da massa fallida de Jos Fer-
nandes Agr no seu armazcm da ra
do Vigario n. 19, das dividas perten-
centes ao mesmo fallido, no menciona-
do dia as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
Os Srs. assignantes deste Diario
que se acham a dever esubscripcao ven-
cida, queiram paga-la ao respectivo co-
bi ador a razfio de 6> o quartel, como
eslSo obrigados e se nSo queriam ter o
accrescimo de 1$ pagassem no tempo
marcado, que nao fot tao pouco para
tao diminuta quantia.
Precisa-se de urna ama para o
servicp de urna casa : na ra do Collegio
hoje do Imperador n. 81, taberna.
%000c\&c ho &g poQ vapfetca
ycriiamhucAUA
Domingo, 14 do corrente, s 10 horas da manha,
havr sessio extraordinaria doconselho director.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
smbucana 10 de abril de 1861.
J. Cesar,
1." secretario.
Devendo-se reunir domingo 14 do corrente
a irmandade de S. Jos de Riba-mar em mesa-
geral para se proceder a eleico da nova mesa
rogedora, que deve servir no anno de 1861 a 1862
pelo presente sao convidados os irmos a com-
Jarecerem no consistorio da mesma irmandade
110 horas da manha do referido dia.
Conatorio 9 do abril de 1861.Lucas Evan-
gelista Soares de Brito, escrivo.
*- 0 Sr. Joaquim da Fonseca Soares de Fi-
Sueiredo tem urna carta na roa do Crespo lola
e fazendas ao p do arco de Santo Antonio.
Juse Rayamudu ila iNalivioade Salda-
nha, Francisca Xavier da Conceico Fer-
reira Saldanha, Isabel Torqusta de Araujo
Saldanha, Rosa Maria Ferreira Saldanha,
Jos Raymnndo Perreira de Araujo Salda-
nha, Manoel Torquato de Araujo Saldanha.
Maria Dibiana da Conceico Araujo Salda-
nha, Jos Bruno da Nalividade Saldanha,
Francisco Bruno do Rosario, Benvioda
Clara de Araujo, Isabel Alexandilna de
Araujo Paraizo e Joo do Oliveira Ferreira
Saldanha, summamente penhoradns agra-
decer a todas as pessoas que se dignaran)
assstr aos ltimos suffragios feitos ao ca-
dver do seu sempre chorado irmo, mari-
do, cunhado, .to e primo Joo Ferreira
Saldanha a honra que lhes concedern),
com especalidade aos mui dignos religio-
sos do convento do Carrao, aos quaes pro-
testara eterno reconbecimento pelas honras
recebidas.
Precisa-se. para um emprego de 720, co-
mida e quartel, de urna pessoa de boa conducta
e que tenha alguma pratica de servico militar :
na ra do Queimado n. 12, primeiro andar.
No aterrada Boa-Vista, ra da Imperalriz
n. 33, primeiro andar, precisa-se de um criado.
Jean Baptiste Ferdiuand Mandlns, subdito
francez, retira-se para Buenos-Ayres.
Joo Marriott, Ioglez, segu para a Europa.
Agencia de pass^porte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaportes para
dentro e ra do imperio : na ra da Praia n. 47,
primeiro andar, iravessa da ra estreita do Rosa-
rio, loja de miudezas do Sr. Joaquim Francisco
dos Santos Maia, e na ra da Cruz do Recife, ta-
berna do Sr. Manoel Jos Correia, por commodo
preco e presteza.
GABINETE PORTUGUEZ
. DE
LEITIHV.
Por ordem do Illm. Sr. presidente do conselho
convido aos senhores cooselbeiros para que se
reunam em sesso ordinaria, segunda-feira 15 do
correte, pelas G 1|2 horas da tarde, na sala das
sesses do mesmo Gabinete.
Secretaria do conselho deliberativo aos 12 de
abril de 1861.
Francisco Ignacio Ferreira.
1." secretario.
urto.
Na noite de domiego, 7 do corrente, furtaram
do sitio antes da capella de S. Jos doMangui-
nho, que flea em frente da estrada que vai para a
Capunga, 21 camisas de homem e menino, levan-
do as mesmas as marcas seguinles, de retroz en-
carnado : J. J. S.D. J. S. ; portanto, toda e
qualquer pessoa que noticia ou indicio tiver do
referido roubo, de dirigir-se ao mesmo sitio, ou
eniao na ra da Cruz do Recife n. 50, que ser
bem recompensado.
Precisa-se de urna ama para comprar, cozi-
nbar e engommar para urna pessoa ; atraz da
matriz de Santo Antonio, segundo andar n. 28.
Pedc-seao Sr. Jos Muniz Teixeira Guiraa-
res o favor apparecer na ra dos Martyrios n. 36
para se lhe entregar urna carta.
A viuva e herdeiros do fallecido Joo Hen-
riques da Silva declaram que esto nomeados
desde 5 do corrente seus bastantes procuradores
a Jos Henriques da Silva e Joaquim Henriques
da Silva, os quaes podero ser procurados na ra
do Imperador, na loja de miudezas n. 38, para
qualquer negocio relativamente ao seu casal, Q-
cando dispensado daquella dala em diante o her-
deiro Miguel Jos Barbosa Guimares.
Precisa-se alugar um sitio perto desta pra-
a, que tenha casa com commodos para pequea
imiliii, e que tenha bastantes arvoredos de frne-
ta o alguma trra para plantar : quem liver an-
nuncie ou dirija-se a Iravessa da ra das Cruzes
n. 2 A.
O secretario da irmandade de N. S. do Ter-
co convida a lodos os seus irmos para que se
dignen) comparecer em nossa igreja domingo 14
do corrente, as 7 horas da manha, aura de
acompanhar-se a procisso do SS. Sacramento
aos enfermos da fregueziade S. Jos.
O escrivo da irmandade do SS. Sacramen-
to da freguezia de S. Jos do Recife convida a
a todos os seus charos irmos para comparece-
rem na igreja de N. S. do Terco que ora serve de
matriz, domingo 14 do corrente, pelas 7 horas da
manha, aQm de ser conduzido em solemne pro-
cisso o SS. Sacramento aos enfermos de nossa
freguezia.
Aluga-se o terceiro andr do sobrado na
ra de Apollo n. 30 ; a tratar no armazem do
mesmo.
Compram-se 60 a 70 enchams de louro de
22 palmos de comprimento e 5 a 6 pollegadas de
grossura ; na ra da Imperatriz n. 66.
Pelo juizo do civel da 2.a vara, escrivo Bap-
tisla, tem de ser arrematada, Onda a audiencia
do dia 13 do corrente, urna mobllia de. mogao
em bom estado, penhorada por execuco de
Francisco Gomes de Oliveira Sobrinbo, contra Jo-
s Joaquim de Oliveira.
Arreraataco de urna casa.
No dia quarta-feira, 17 do correle, em au-
diencia do juizo especial do commercio, se ha de
arrematar por venda urna morada de casa de
dous andares no pateo do Terco n. 12, avaliada
pelo baratissimo prego de 10:000$, avista ds
renda annualde 1:200$ : a ultima pra;a.
Aluga-se o terceiro andar da ra do Amo-
rim o. 19, cora solio e muilos commodos ; para
ver a chave, na loja do mesmo.
Na taberna n. 4 no becco do porto das ca-
noas, precisa-se fallar com o Sr. Francisco Pedro
das Neves a negocio de seu inleresse-
Retira-se para Inglaterra o Sr. Manley Bel-
toro.
Vende--e o engenho Triumphan-
te, situado no Vao de Una : a tratar
com Jos Azevedo de Andrade, ra do
Crespn. 20 A.
. Vende-se o engenho Cete situa-
do em Maneota freguezia de Iguarass':
a tratar com Jos Azevedo ife Andrade,
ra do Crespo n. 20 A, ou com o Sr.
Francisco Ignacio da Cruz e Helio, no
iquia .
Vendem-se toalhas de linho ada-
mascadas pan mesa, ao mdico preco
de Z : na ra do Crespo n 20 A.
Vende-se urna porco de barris vasios, son-
do do 4. o 5. que forana do azeile doce o vinho:
ao pateo de S. Pedro n. 6.
Fazendas barates.
Cheguem a loja da roa do Queimado n. 69",
para compraren) fazendas por todo '.preco, chitas
de cores escuras a 160 rs., ditas fraocezas a 220
ra., madapolo e algodo de toda a qualidade e
mais barato do que em outra qualquer parte.
Vende-se urna excellente propriedade em
armazem, bem construida e com travejamento
p*.roJeJTan,ar SODrado. com 30 palmos de frente/
e 180 de fundo, sito na ra do caes d'Apollo n.
7 ; tratar na ra do Imperador outr'ora Colle-
gio n. 46.
Vende-se urna casa terrea com bastantes
commodos para familia, na povoaco de Caxan-
g lado do no ; os pretenderes podem procurar
para trataren! na loja n. 61 da ra do Impe-
rador. r
E9 barato que
admira.
NA LOJA DO
Ra do Crespo numeeo 8.
Saias bordadas
de 3 pannos a 2, de 4 a 3*J e 3J5C0.
Golliohas bordadas rauito finas a 1$.
Pecas de babadinhos muilo finas com 3
e 1|2 varas al$600 e 2.
Entremeios de cambraia fina a 160 rs. a
tira.
Groedenaple de cores a 18600 o covado.
Manguitos de cambraia bordada a 1&500.
Manguitos bordados e gola por 50
Chalys malisados a 500 rs. o covado.
Lanzinhas auito finas a 4P0 rs. o covado.
Chapeos de seda para senhora a 15jf e 25g
Ditos de palha da Italia a 28|.
Chales de louquim a -20$.
Chapeos de sol de seda inglezes a 12$.
E outras militas fazendas que s se ven- I
8 de por precos muilo baratissimos.
Luvas de pellica a 2$500. H
4 maior pechioefaa que
se tem visto.
Chapeos brancos de castor da ultima
moda a 5$ cada um : na ra Nova n.
42, de fren te da Conceiqao dos Militares.
Farinia de mandioca de su-
perior qualidade.
Vende-se a bordo do brigue Maria Rosa, tun-
deado defronle do caes do Ramos, por prego cora-
modo : a tratar com o capito a bordo, ou com
o consignatario Manoel Alves Guerra, na ra do
Trapiche d. 14.
Vende se urna negra de naco, propria para
todo o servijo de una casa, menos engommar,
ou tambera permuta-se por urna outra mais mo-
ga, cora tanto que saiba engommar; quem qui-
zer comprar ou permutar, lodo e qualquer nego-
cio se faz, no largo da ribeira de S. Jos n. 1,
esquina de Santa Rita.
Cachimbos .
de gesso a 6jS a groza ; na ra da Cadeia do Re-
cite n. 15, loja.
Liquidaco
DE
Miudezas baratas.
Ra larga do Rosario n. 36.
Caixas de pos para denles a 100 rs.
Pegas de tranga de caracol de la com 14 va-
ras a 240.
Ditas de galio branco para enfeiles a 1.
Ditas de babado largo aberto a 2500.
Ditas de dito estreito a 400 rs.
Carto de colxetes em bom estado a 60 rs.
Massosde grampas a 40 rs.
Carreteis de linha de 100 jardas de cor e bran-
ca a 30 rs.
Ditos de dita de 200 jardas, alexanders, a 80 rs.
Pares de meias para senhora a 280.
Duzia de ditas finas para senhora a 4jf.
Sabonelcs muito bons a 160 rs.
Dilos muito finos inglezes a 400 rs.
Ditos finos de bola a 720.
Pentes de massa virados a 1$280.
Ditos de tartaruga virados a S$5C0.
Carlas de alfioetes cabega chata a 240.
Ditas de dilos cabega redunda a 140.
Sapatinhos de la para menino a 320.
Ditos de dita finos a 400, 500 e 600 rs.
Galo de la proprio para enfeite (pega) a 800 rs.
Groza de botoes de osso para caiga a 240 rs.
Dila de ditos de osso para dita a 360.
Dita de ditos de selim para paletot a 2.
0 dono deste eslabelecimento, desejando aca-
bar com todas as miudezas at o fim de junho-
prximo, est resolvido a torrar as miudezas pelo
custo ou anda mesmo com algum prejuizo ; por
isso chegada a occasio de quem precisar de
miudezas, comprar baralo.
No eslabelecimento pholographlco de Stahl
& C, ra da Imperatriz n. 14, ha para vender
inda urna machina completa para tirar retratos
ao ambrotypo cem todos os pertences e chimicas
arrumados em um bah, muito propria para via-
gem. D-se a inslrucgodo melhor processo nes-
ta arle em lices, tudo muito em coala.
Vende-se um preto muito possiote proprio
para qualquer servigo, e de excellente couducla,
o motivo porque se vende se dir ao comprador;
tamhem se permuta por urna negra que esteja
as circumstancias do poder servir a urna casa
do familia d portas a dentro ; quem convier
qualquer das transaeces, pode dirigir-se a ra
da Gloria da Boa-Vista n. 112. a qualquer hora
do dia, que achara com quera tratar.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Einaiicipucao dos Captivos.
Nao tendo sido at boje fielmente observado o>
que dispe a segunda parte do art. 12 dos esta-
tutos, rrastado a direcgo difficuldades rreme-
diaveis nos cumprimenios dos arts. 7, 8, 9,10 e
11, sent a mesma direcgo a necessidade de-
adoptar medidas penses que tragara um melhor
resultado das que regem a lei orginica da socie-
dade, e nesle sentido o mesmo conselho appro-
vou um projecto additivo ao art. 51, dando-lhe
mais extenso de 4 paragraphos, o qual corre im-
prosso na forma do art. 62, havendo reunio de-
todos os socios domingo 14 do corrente, no lugar
da ra Dlreita n...., as 10 horas da manhs, para
a assembla geral ordinaria, aQm de ser ssnecio-
nado dito projecto, assim como, Iratar-se sobre o
decreto n. 2,711 de 19 de dezembro de 1860, do
governo geral, na parta que regula as associages
beneficentes : espera, portanto, o Sr. tice-presi-
dente, o comparecimento de todos.
Secretaria da Associago de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipago dos Captivos 9 de abril
Galdlno Jos Pires Campello.
1. secretario.
Barroca & lledeiros saccam para Portugal
e ilha de S. Miguel.
Charles Sannier, subdito francez, rolira-s
para Franga.
Vctor Caora. subdito francs, retira-so para
a Europa.
O Sr. Alfredo Lopes Gama tenha a bondade
de apparecer na ra do tang.1 n. 90, casa dere-
lojooiro, a nogoci. de inUrossa.


DIARIO DE f$W*lBGCO. SiXTA ttOA 1*0B ABRIL t# 181,
(!)
GOVAKHA DA YIA FIRMA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO
(limitada;}:
Pelo presente saoconsidados os Sn. accionis-
tas a receberem os jaros de 7 por cenlo ao anno,
vencidos no semestre Ando em 31 de Janeiro ul-
timo, no escriplorio da compaohia ra do Crespo
numero 2.
Assigoado-E. H. Bramah,
Superintendente.
Precsa-se alugu urna preta para o servico
interno e externo de urna casa de pequea fami-
lia: d-se pelo aluguel a quantia de 25$ : a tra-
tar no caes do Apollo n. 17 primeiro andar.
Aluga-se.
Contina a estar por se alugar a casa terrea,
tera armario da loja que existi na mesma cata ;
o proprietario s lhe convm alugar para algum
estabolecimento, pois a localidade nao poder ser
melhor : na ra Direita n. 83, e a fallar na ra
da Penha n. 5.
Ferrara nacional.
Na ferrada nacional da ra da Praia n. 58, fa-
brica-se e concerta-se toda e qualqaer obra de
ferro, com> meieror perfeicio, tanto para a trra
como para o mar, sendo os freguezes satisfeilos
com promptidao-
T. de Aquino Fonseca Jnior, sacca sobre
Lisboa: na ra da Cscimba n. 1*. primeiro
andar.
Sendo presentemente
Santos Vieira-o uujco garanti-
do!* de bilhetes de lotera, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de i*nprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
AUenQao.
Precisa-se de algtima quantia de dinhelro a
premio sobre hypoiheca de predios : quem a li-
ver querendo fazereste negocio dirija-se em car-
ta fechada com as iniciaes M. N. O., declarando
sua morada para ser procurada nesta Imana
ns. o e 8.
Custodio Dias M reir, vai para o Rio de f r-
ceiro.
Aluga-se sala de detraz com2 quartos do
primeiro andar do sobrado n. t4 da ra do Quei-
mado : a tratar no mesmo.
Sao chegados Imaria da praca de Pedro
II, pateo do Coegio n. 2, os cadernos da Biblia
Sagrada de ns. 25 a 27 inclusive. Convida-se aos
seohOTes subscriptores a virem receber os referi-
dos nmeros. Outro sim est aberla subscripco
para a vidadaNosso Sevbor Jess Chrrslo segun-
dlos qualro Evangelistas, ev o Evangelho em
unidade, obra escripia por Pedro Laohese e ap-
prevada por sua saotidado o sommo pontfice Pi
1% : edic^o supplnentar mesma Biblia. Esta
obra, cuja edicqo comeca no caderno n. 28, nao
oceupar muitos cadernos, e por isso diminuto
ser o sen prego. A ediecio da vida de N. S.
Jess Christo comecada no caderno n. 22, nao
contina : portante podem ser recolhidos mes-
ma Imaria os cadernos j recebidos pelos subs-
criptores, e que em traca dolle lerarao gratis o
caderno n. 28.
_____
VI
!>
DO
MEDICO PARTE IROE OPERADOR.
3 RIJA DA GLORIA, CASADOFUM D03
CAiuiea por ambos os sy atenas.
O Dr. Lobo Hoscoso di consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de i
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara ac idade, como para o engenbos
U OtlUaS propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at is 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
norne da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja da
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao pe da ponte velha.
Nessa loja e na casado aanunciantaachar-se-har constantemente os m elho res Medica-
mentos homeopalbicos j bom conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita da 36 ditos............, ... 209000
Dita de 48 ditos............, 25C000
Dita de 60 ditos............. 309000
Tubos avulsoscada um.........*....* 19000
Frascos de tinturas. : : ............2f 000
Manual de medicina bomeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
' duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 6900*
i
STAHL C.
1 RETRATISTA DE S. E 0IMPERAMM.
Rea da fmperalrix numero 14 g
9 (Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos era todos es-
I ty Vos e taraanVios.
Pintara ao aataraV era
oVo eaqnareUa.
I Cocas Ae dagaerreo-
| tyao c ontros arte-
tactos.
I AmtootyuQs,
f Paisa gen s.
Furto.
Ns noite do domingo 7 do corrente frutaran) do
sitio anles da capella de S. Jos do Manguinho,
que Oca em frente da eitrada que vai para a Ca-
puuga 21 camisas de lioho de hornera e menino,
por lano toda e quaquer pessoa que noticia ou
indicie tiver do referido roubo de dirigir-ee ao
mesmo sitio, ou enlio Da ra da Cruz do Recife
n. O, que ser bem recompensado.
O abaixo assigeado vende urnas
partes que tem nos engenhos lahama,
Ramu6 e Gurcabi, todos bem conheci-
dos, e tambem permuta por algtima ca-
sa terrea no Recife e qualquer negocio
que lhe apparecer e lhe for conveniente
antesdeaereTectuadocommunicara'aos
proprotarios dos ditos eagenhos. Tam-
bem teaciona arrendar g engenho Jar-
dim perto da villa de Pao d'Alho eo en-
genho Pindoba sito na freguezia de
Tracunhaem : os pretendentes dirijam-
se ao engenho Carnauba do termo de
Pao d'Alho
Joao Marques Bacalhao.
Attenco.
Precisa-se alugar urna preta escrava <*e saiba
lavar e eogommar : pagase bem na ra da Cruz
u. 23, oegunda andar.
Atteoco.
Festa dos Prazeres
Avisa-se ao respeitavel publlcoque no
domingo 14 do corrente havera' um
trem especial para os Prazerea, que
partir' das Cinco Pontas ao meio dia e
vo!tara' dos Prazeres as 8 112 horas da
noite. Aim deste havera' o trem do
costume.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
10111111
A-ham-se a venda os bilhetes e meios
da quarta parte da quarta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyr de Olinda, na the-
souraria das loteras ra. do Quemado
numero 12, primeiro andar, e as lo*
jas commissionadas na piara da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos,Vieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmos. As rodas an-
da rao impreterivelmente no dia 2i do
corrente e os premios serao pagos de-
pois da entrega das listas. O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza
Carvaiho, Nogueira &
C, sacam qnalquer quaiitia
sobre Lisboa, Porto e liha de
S. Miguel: na ra do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Aluga-se a loja do sobrado da
ruada Imperatrz n. 58: a tratar na
mesma ra n. 40.
Pedido.
Pe 'Francisco de OKveira, que por sua bondade con-
tinu na acertada lembranca que leve entre nos
em 1859, a qual dar espectculos aos domingos
larde, visto que muitas pessoas tendo obriga-
ces cumprir nao podem frequentar o thealro
semana, asseverando-se sempre grandes en-
dientes, devendo levar scena no primeiro do-
mingo a PROB1DADE : pela favoravel aceilacao
deste pedido espera
Um constante espectador.
Precisa-se fallar aos Srs. alferes Antonio de
Souza Barroso e Jos Geraldo de Lima, este ig-
mora-se a morada, e aquello administrador do
engenbo Bruai : na ra da Esperanga ou Cami-
nbo Novo do bairro da-Boa-Vista n. 46.
Precisa-se deduas amas, livres -ou escra-
vas para o servico de casa de piuca familia, sen-
do urna para a villa do;Cabo : a tratar no pateo
do Terco n. (6, das 9 horas da manhaa s 5 da
tarde.
Bolacliinha ngleza a 200
ris a libra.
Potes de composicao para matar ratos e bara-
tas a 1,000 re. : no larga do Paraizo, taberna da
estrella, o.44.
Jos AlvesBarbosa retira-se parea Europa
com sua senhora e duas filhas menores, deixan-
do para seus procuradores os Srs. Manoel Alves
Barbosa, Antonio Alves Barbosa e Mancel da Cos-
ta Lima.
O abaito assignado, dno das dividas da
maesa de Igsacio Nery.Ferreira da Silva Lopes,
tendo eoconUado entre os documentos da mes-
mo urna letra da quantia de 3698590, aceita pelo
Sr. Antonio Hornera Ledo, de Maco, cuja letra
foi paga em 7 de fevereiro do anno prximo pas-
sado, como prova do recibo que existe em poder
do Sr. Joaqaim de So'jza-Maia, declara o annuo-
ciaute que dita letra se desencamiohou de seu po-
der, e pelo presente faz publico que fie* sem va-
lidad*, podendo, quem achou, entregar ao annun-
ciaote.no ateiro da Boa-Vista n. 46, -ou ao dito
Sr. llaia, na ra do Oueimadc n. 4.
Joo Luiz Vianca.
SOCIEOADE
m\U B\EF1CE\ TE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
m Pernainba&eo.
Por ordena do Sr. presidente convido oe se-
nbores socios effeclivos para a sesso de a6sem-
bla geral, domingo 14 do corrente, as 10 horas
da manhaa, para se tratar de negocios de muila
urgencia.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 10 de abril
de 1801.
Joao Jos Leite Guitnaraes.
1; secretario-
uga-se o armazcm n. 40 sito na ra do
Amorim : a tratar na ra Direita n. 12, primeiro
andar
Vai pra$a pelo juizo do civel da I.* vara a
requerimento de seu proprietario, por tres praoas
consecutivas, as tereaeesexlag-feiras, urna mo-
rada de casa terrea na ra da Boda n. 23, com
duas portas o urna janella de frente, das salu e
cinco quartos, cozinha fura, cacimba, pequeo
quintal com portao para a ra dos Patos, com um
eoto asaobradido, cujas janellas deitam para a
mesma ra dos Patos, com duas salas, um lerra-
eo, dous quartos, cozinha, cacimba, portao, canos
em ambas, que despeja em um sumidouro : a
casa terrea paga de renda por mez 25$ e o aoto
209, avahadas em 4.000, e paga de foro annual
ao hospital de Nossa Senhora do Paraizo 2*900.
Na ruado Trapiche n. 12, precisa-se de 2
copeiros serventes.
Aleandre Jos da Silva, Portuguez, vai
Europa.
Jos Alves Barbosa retira-se para a Europa
com sua senhora e duas filhas menores.
John Marriott, subdito britannico, retira-se
para a Europa.
-Na travessa da roa
das Crines n. 2, primeiro andar, continua-se a
Ungir com toda a perfeirao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriplorio.
Nova carlha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edicao da cartilha ou compendio de
doutrina chrisla, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
conlinha a antiga cartilha do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oraces que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos ancos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, do a esta edi;o da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livrsria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia-;
CONSULTORIO ESPECIAL H0ME0P4THIC0
no douior
n SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde u 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
moletliat da mulhere, moltttiai da crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lslias syphiliticat, todas as especies de febres,
febret intermitientes esuas eonsequeneias, .
PHAFtMAClA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelus presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
rne do Dr. Sabino sao falsos.
Dentista de Paris. u
15.ua Nova15
Frederic Gautier, cirurgiio dentisia, faz I
todas as operaces da sua arte e colloca w
dentes arlificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeijo que as pessoas entendi- *
das lhe reconhecem. m
Tem agua a pos dentifricios ete. j
MwJuiasiasaaBia&sasiiu aoiuu S
WJOTSBBSBVwsrelvMrsMksSSfl CICwSil
Antonio Correia dos Santos faz ver ao res-
peitavel publico que se relira para Portugal a
lralar de sua saude, e deixa por seus procurado-
res, em primeiro lugar Jos Gomes Loureiru, em
segundo Anlonio Martios de Carvaiho Azevedo.

_ _.--~~:
Fumo de borba do h
JOIAS.
Ioaquim Monleiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publieo em
geral, que se acfca sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e quereodo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que en outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.]
CASA
na ra da Cadeia do Recie n. 15.
de commissodeescravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita casa foi transfundo o antigoescrip-
lorio decommisso de escraves, que -se achava
estabelecido na roe larga do Rosario n. 20 ; e
ahida meima maneira se contina a receber es-
craves para seren vendidos por commisso, e
por conladeseuseeohores'; nao se poupando es-
torbos para que os mesmos sejam vendidos com
promplido, afim de que seus senhoresnao sof-
fram empates com a venda delles: Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o -servido de rma casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
roa do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
oeira de S. Francisoo, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhSa Ss 4 da tarde.
Aluga-se um grande sitio com boa casa de
vivenda, bastantes arvoredoe de fructo, boa baixa
para capim de invern a vero, proporces para
ler vaccas de leite, e com boa estribara, so lu-
gar de Casa Forle, sitio da Capella ; quem o pre-
tender, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n.
46, loia de Leite & Irmao.
Aluga-se urna das casas da.ilha do Retiro,
ao lado da ponte da Magdalena, com 2 salas, ga-
binete, 4 quartos 6 coziha fra, cora quintal em
abarlo, o aluguel barato, e pode-se tratar com
o Sr. Luiz Manoel Rodrigues Valonee, sobrado
junto ao gazoraelro.
Al. J. Leite, roga a seu* deve-
tores que se dlgnem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
H ra do Quemado u. 10, eaten-
teodo-se paia esse lim com o eu
[ procurador o Sr. Manoel Gomes
H Leal.
0 bacharel WITRLV10 pede r
procurada Da roa Xa va n. 23, primeiro
andar, do obrado da esquina que volta
para a Camfeoa do Carao,
AfiA ASEA ASA W31A. *a' a a'ia AKJiWJMaMiaujt
Medico.
O Dr. Amerlco Alvares Guimaraes faz
publico que est residindo na ra da Crnz
n. 21, onde d consultas e pode a qual-
quer hora ser proeurado para o exercicio
de sua proQsso medica.
O capito da barca americana Villa-Fran-
ca tem para vender 115 oncas mexicanas : a
tratar no escriplorio de Scott Wilson & C., ra da
Cruz n. 21.
Mobilias de aluguel.
Alugam-se mobilias completas de todas as
qualidadea e por preco muito commodo ; tam-
bem se alugam cadeiras em grande quantidade
para bailes ou oficios: na ra Nova, armazem
de mobilia do Pinto, defronte
Amaro.
Precisa-se de um official de cigar-
reiro: n ra da Cadeia do Recife n.
15, loja.
O Sr. Joaquim Ignacio de Carvaiho Men-
donca, tenha a bondade de dirigir-se roa Nova
obrado n, 58. para tratar do negocio que nao
ignora,
COMPAMHA DA VIA FRREA
DO*
Recife a Sao Francisco.
ilimitada.
At outro aviso a partida dos trens ser
lada pela tabella seguinte :
regu-
es
en
2
W
as
es
en
ce
ce
ce
e
te
=
a
e
O
ce
- O O O
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o
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loto tet~t~-t-
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X
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IsISS IS5
I II K --
2r-t~t~coaoaosee
o
as
<
s
o o o i mmo
P3 T ifl I ff *

9
5 IScSS

O artista americano
O artista americano
O artista a me rice no
O artista americano
O artista americano
Tira retratos porSjjj
Tira ratratos por c#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de-cai-
xinbas novas
Tetado recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
\inhcis novas
Tendo recebido um sortimento dtcai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande saiao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn., o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas.qua.
dios, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
tComo tambem um grande ornecimen-
to de canas para retratos de 3#000 rs-
cada um.a-e pessoas que desejarem ad-
de retratar -acharao o abaixo assigndo
3mpre proeipto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalhetrose sentaras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anuncia do.
Mudanca de esta-
beiecimenlo.
los Moreira Lopes avisa aoe seus amigos e
fregueses desta e de oulras proviecias, que mu-
dou o-scu estabelecimento de fazendas que tinha
no eobrado amarello da ra do Quemado, para a
loja e armazem_ que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em groasoe a retalho por pregos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado do 4 andares n. 13, erua
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Pede-se aos Srs. Jos Leonardo Radich
Jos Lopes Davim, Manoel Alves do Sou-
za, que tenhaoi a bondade de chegar & ra Di-
reita n. 55, loja. a negocio de urgencia.
o
ja
" o
."O
o
ir. SL
S. I SI S'DJS'S
gg'ASo-s-s-.saS
5^ ca c e- Z* > ^ O-H W
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AssigndoB. H. Bramah,
SuDerintendente.
M^
n
Precisa-se do ama ama secca para casa de.
pobea familia na leja de Iivros ao p do arco
de Santo Antonio.
ArrenJa-se o engenho Recreio, silo na fre-
guezia de Muribeca, distante desta cidade 3 le-
goas. e I da estaco dos Prazeres, com capacida-
de para safrejar 3,000 pies, de muito boas ter-
reas lavradias, massaps e bons pas ; a tratar
no engenho Santo Andr com o proprietario, ou
nesta cidade com Viceute Licinio da Costa am-
pollo, na ra do Caes de 22 de Novembro n. 30.
Jchegou o prompto al-
Hvio.
Bem como os oulros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway & C. de New-York. Acham-se
venda na ra da Imperatrz o 12. Tambem
chegaram instrueces completas para se usaren
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vender a 1,000.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: en casad e Samuel P.
da n de Santo Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Na livraria n. 6 e 8 d praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
TTlUt. iv.ti<.. r___i___*: a ii
ommisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Neeta nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seussenhores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o bom trata -
ment para os mesmos. afim deque osseohores
dos mesmos escravos flquem salisfeitos com s
diligencias que da parte do commissionado fuer,
paraem tu do agradar aquelles sen ho res que o
quizeremhonrar coma sua confanos, no que es-
pera merecer silencio tanto dos senhores que
h'os quizerem confiar para vender, como aquel-
Jes que pretendan) confiar, pois espera ler sem-
pre para veader escravos de ambos os sexos e
id a des.
TflPIPasfirifi W^B* MBB rii^gsaftAgaT
3K^" iiwtwr OTwBm* Voi vbv CoW BWVVvSi
CONSULTORIO ESPECIAL
IIO.MLOPATIHCO
DO
DR. tVSWOVA,
30-Roa das Cruzes--30
Nesle consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturae) por Ca-
tellan e W'eber.por precos razoaveis.
Os elemento* dehomeopalhia obra.re-
eommendada iatelligencia de qualquer
| pessoa.
cTiriWBiTm eTi* rro^ rTGm e7SM cd VX rs pTi
O Sr. capillo Honorato Joseph de Oliveira
Figueiredo, morador na villa do Cabo, se qnizer
concluir o negocio que principioo na ra da Cruz
a, fi2, appare^a quanto antes.
Antonio Joaquim da Costa e Silva tendo
vendido em agosto prximo passado o seu esta-
belecimento de motilados da travessa das Cruzes
n. 14, acha-se de novo estabelecido na ra da Es-
peranza da Boa-Vista n. 45, roga as pessoas
que lhe sodevederas o obsequio de mandar sa-
tisfazer seus dbitos no prazo de 15 dias, do con*
trario proceder a cobranca judicialmente. Reci-
fe. 10 de abril de 1861.
Consultas medicas.
Serao dadas todos ts dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriplorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre :
1." Molestias de olhos.
2. Molestias de corago e d^peito.
3." Molestias dos orgos da^geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de SU9S entradas, comecando-se po-
rm por' aquelles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e op- 9
ticos serio empreados em suas cnsul- **
la;6es e proceder com todo rigor e pro-
dencia para obler certeza, ou ao menos a$
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tralamento que deve destrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade,
Sproroptidio em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu era prego urgente que se usar
p delles.
|g Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
-o, doentes toda e qualquer operscao que
le julgar conveniente para c restabeleci-
3| ment dos mesmos, para cujo Gm se scha
jfjj prvido de urna completa collec;o de WE
(j instrumentos indispensavel ao medico o
t^ operador. jfe
A SEMANA
ILLUSTRADA
J chegou at o n. 12
deste inleressante jornal ra do Imperador n.
12, sonde se continua a receber assignaturas.
Preces trimestre...... 63000
Semestre.............. 11SC00
Anno................. 18&0UO
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal illuilrado do Brasil, tem merecido
de todos os jornaes da corle, sao a prova mai
cabal de seu merecimento
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo casligat mores contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana Ilus-
trada que tomou aquella seutenr;a por maiori.
O n. 6 que acaba de publicar-se traz bonitos
Higos e espirituosas caricaturas, algumas de
applicacao eleitoral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de Janeiro de
1861 :
Publicase o n. 6 da Semana Ilustrada ; cuja
boa escolha de aitigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai tornando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 2Q de Janeiro de
1861:
Com eco u a ser destribuido boje o n. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguintes arligos ;
Escursao, Conlos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a inleressante novellaAs Faias
do Ouro de Paulo Feval.
Sabio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as tornara dignas de
suas irmas nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dous ca-
ptulosos theatros e as modasda aleada im-
mediala da Semana Ilustrada, e que. ella ainda
nao quiz dar a ler a seus assigoanles.
Diz o Jornal do Commercio de 24 do fevereiro
de 1861 :
Nao me enganei quando em urna das minhas
primeiras chronicas, ao registrar o apparecimen-
to da 5emono \llustrada, manifestei a confian-
za que me inspiravam os seus redactores, e as
animadoras esperanzas com que se recommenda-
va a nova publicaco.
A Semana Ilustrada vai seguiodo excellenle
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atticis-
mo, pela muito louvavel habilidade que a lem
feito e ha de faz-la escapar do mais perigoso
escolho que arnes^a as publicaQes desse genero,
a affensa pessoal.
Nao ha um s numero da Semana 7/usrada
que deixe de mostrar-se iuteressanle por algu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso casligam abu-
sos que todos estao sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriplos e bonitas poesas acom-
panham as caricaturas, e augmentara o valor e
fazem avultai o merecimento dessa publicaco
hebdomadaria.
Abundam alli as carapucas, isso verdade ; o
ha carapucas que serven) a a uitas cabecas, que
o publico sua vontade tscolhe e designa ; cor-
lo porm que a Semana Ilustrada ainda nao
laihou manilesta e positivamente uraascarapu-
C' para algum individuo em particular, e lem
portanto sabido respeitar todas as considersces.
Mas um peridico da ordem da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas. e convm porcon-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos concorrendo para elle com as suas as-
signaturas.
Coosta-me que a Semana Ilustrada tem o
um acolhimento muito favoravel; mas precio
que nao esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo lempo um auxilio material e um auxilio mo-
ral, poique por um lado concorre muito para li-
bertar os redactores do peridico de repetido
sacnucios pecuniarios, e por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Um mogo portuguez, guarda-livros de urna
commercial, dispondo de algumas horas,
casa
nellas se oflerece para fazer slguma escripturaca
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necessitar deixar carta
fechada nesta typographia sob as ineciae D.
Compras.
Ulittei Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se urna casa novamente acabada em
armazem com grande quintal com telheiros, ten-
do urna camboa no fundo para commodidade de
qualquer officina ou padaria, sita na ra Impe-
rial d. 162 : tntr na ra Direita P..84.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 aonos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratrz d. 12 loja.
Compra-se urna mobilia de Jacaranda ou de
outro melhor gosto, em segunda mio.com pouco
uso : na ra do Rangel n. 5, achara com quem
tratar.
Compram-se
F. Villela, retratista da augusta casa imperial,
em seu eslabelecirr ento na ra do Cabug n. IR,'
primeiro andar, entrada pelo pateo da matriz'
tem lindos alfineles de ouro de le para colloca-
rem-se retratos. No mesmo estabelecimento ti-
ram-se retratos por
Ambrotypo e por melainotypo
Sobre panno encerado, proprios para remette-
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacacheti ou talco, especiaes para al-
fineles ou cassolelas.
o mesmo
Retratos transparentes, offerecendo
retrato duas vistas,
uma em cores outra em preto e branco.
Retratos [oleo, de todos os tamanhos at
ponto natural.
Ums pessoa que entende de eacripturacD
por partidas dobradas offerece-se para escriptu-
rar em alguma casa de commercio; quem da
seu presumo se qulier
ser procurado.
notas de 1$ e 5J velhas, com descont mais m-
dico do que em oulra qualquer parte: na praca
da Independencia n. 22.
Compram-ae alguns caibros, enxams, e
taboas, que sejam servidos, porm que csteiam
em bom estado ; ao p da fundicao de Santo A-
maro, taberna de Jos Jacintho de Carvaiho.
Compra-se uma casa terrea que tenha 3
quartos, quintal e cacimba, na freguezia da Boa-
Vista ou de Santo Antonio : quem tiver, difiia-se
a ra do Cabug n. 1 C. -
Compram-se moedas de ouro de vinte mil
ris : na ra da Imperatrz n. 24.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriplorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
Yendas.
Vende-se uma casa terrea com os commo-
dos seguintes : 4qoarlos, cozinha fra, cacimba,
bem quintal, portao ao lado, na freguezia da Boa-
Vista, lugar do Campo-verde, ra do Socego:
ulilisar, auouncie para quem pretender, diiija-se ao mesmo lugar, na
ipedari, qo se dir quem rende ; rende 1.


<*>
MiMO-'l fEMUOWOCO. T* FHM 11 M AWIL DI IfiV
-___--
Mel para vender.
No ces do Ramos n. 10, vende-se bom mel de
furo e por prego commodo.
Vende-te fjrinha de mandioca em saceos,
muito barata ; no becco Largo n. 6.
S na ra Nova n. 42, defronte
da Conceicao dos Militares,
aonde se vende um rico sor-
tin.ento de fazendas Anas e
grossas, como sejam :
Chitas francezas largas, claras e escuras, muito
finas a 220, 240, 260,280 e 300 rs. o corado, cas-
tas do cores jpadrors muito delicados a 480 e
500 rs. a vartreambaia organdys o mais moder-
no que pode haver a 800 e 1 a vara, pecas de
cambraia lisa muito fina cora 8 varase meia cada
urna a 4. 5 e 55500, dita muito superior a 6$ cada
urna, pecas de cambraia tapada Guissima i6e
6#500, pegas de cambraia de salpicos brancos e
de cores, muito delicadas a 49500 cada urna, pe-
fas de cambraia adamascada com 20 varas para
cortinados a 109 cada urna, follar de seda asse-
tinado para vestido a 900 rs. o covado, sedinhas
le quadros muito bonitas a 15400 o covado, cha-
es de merino estampados com listraa de seda,
faseuda muito rica a 89 cada um, ditos de meri-
no liso adamascado a 5$500 cada um, e outras
muitas fazendas, como grosdeoaples, manteletes,
tedas, fil de linho liso e bordado, e bem assim
um completo sortimento de roupas feitas, cons-
tando de camisas de algodio e de linho, france-
zas e inglezas, ceroulas, caigas, colletes, psletots
de diversas fazendas, sobrecasacas e casacas, que
tudo se vende por pouco dioheiro, e do-se as
amostras com penhor.
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de linho de flores com
pequeos defeitosa 39 a duzia, ptimos pelo pre-
iv e qualidade, para o servigo diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, lo;a d'aguia branca
numero 16.
Queijos.
pelo
Vendem-se queijos muito frescaot viodos
ultimo vapor a 1$600 : na rus Direita n 8.
Attenco.
Farinha de mandioca a 29 o sacco, dito com
arroz de casca a 39600, dito com gomma a 2900
a arroba ; na ra do Queimado o. 14.
Iiaa do Anrarim
numero 43.
Vendem-se batatas muito novas, pesadas, pelo
burato preco Je 29 a arroba : a ellas, que se es-
to acabando.
Adragonas.
Vende-se um par ds adragonas para alteres ou
tenenle da guarda nacional, obra franceza e an-
da nao servida ; na trarossa das Cruzes, taberna
B. 12.
E' mais que pe-
chincha.
Mantas de gaze (grvalas) a 500 rs.
DiUs do linho a 200 rs.
Gravaliohss de froco para senhora a 1?.
Gollinhas de cambraia unas bordadas a 19
Saias bordadas com 3 pannos a 29-
Ditas ditas com 4 pannos a 33 e 39500.
Luvas de pellica de Jouvin a 29500.
Las de coros, bonitos padres, covado a 400.
Ditas de ditas, covado a 500 rs.
Ditas de ditos, covado a 360 rs.
Organdys cassas, cambraias, sedas, chapeos e
muitas outras pechinrhas q-ie com a vista das fa-
zendas se bao de adornar; na ra do Crespo n. 8,
Jo, i do Leandro.
emedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulepras, Dstulas,
pisaduras, deslocaces, enchacos, tumores, ery3i-
pella e quasi t das as molestias da pelle : acha-se
a venda no Bazar Pernambucano ds ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 22.
Preco dos frasco...... 2jOno
'. demeiodito.... 1J000
de 1/4 de dito... 500
Araiazem de fazendas
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, goslo chioez, a I98OO.
Lences.
Lengesde panno de tiuho fino a I$900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preco de 59.
Ta ra tana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato preco de 220 rs. o
covado.
Esteira da India,
de 4,5 9 6 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 69.
Mantas de Llonde.
Mantas de blondo pretas de (odas as qualidades
Cambraia branca.
Pecas de cambraia branca fina a 2;800. 3-jOOO e
39500.
Toalhas.
Toalhas de fuslo a 600 rs. cada urna.
Sola do A carac.
A tratar com Gouveia & Filhos, ra da Cadeia
4p fiecife n. 3.
45 Ra Direita45
Pur sem duvida que o Sr.ex-minlslro da fazenda
esta va despeitado com oa delicados ps dea noaaas
ama veis patricias I Prova-o bastante o augmento
de 160"i nos dlreitos que pagam as botinas do
senhora em relagao s de homem queapen.s ti-
veram o de 23 *(! S.Eic.deaejava que lias tro-
catsem urna bem feita botina joly, por al gura ch-
nelo mal amanhsdo, encosturado de popa aproa,
aflm de obstar a que ostentassem comgarboo mi-
moso p da bella pernambucana, que nao tem ri-
val as cinco partes do mando. Mas S. Exc. tere
de encontrar urna opposicao firme e enrgica 00
proprielario do estabelecimenlo da ra Direita n.
45, que nao quiz vender as suas botinas a 79000
como S.Exc. pretendeu, e sim pelos pregos se-
guales :
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). 64000
Dito (com laqo e ivella). 5#500
Austraco (sem laco). 5$000
Joly (gaspa baixa)..... 4#500
Para menina.
De 23 a 30......, 4$000
De 18 a 22.-......3$500
Para homem.
Nantej (2 bateras). 10,j(000
Francezes (diversos autores. 9$000
Inglezes de bezerro, inteiricos 9#000
Ditos (cano de pellica). 8$ 00
Ditos vaqueta da Russia 8500
Ditos oernambucanos 60000
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes)..... 50600
1 batera )Suzer).....50200
SoIadebater(Suzer). ". 50000
Meios borzegins (lustre). 60000
Sapates (com elstico). 50000
Ditos para menino 50500 e 40000
Muito calcado bem feito no paiz por pregos ba-
ratissimos: assim como couro de lustre, marro-
quins, bezerro francez, couriohos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
x9bib9mb esiee &semsmn
I E para acabar. 1
NA LOJA DO
Ra do Crespo n. 8.
if Saias bordadas de tres pannos a 22 3
SJ Ditas ditas de quatro pannos muito fi- W
H as a 3$ e 39500. *
O Gollinhas bordadas muito finas para *>
ffi senhora a 1$ cada urna. ||
Outras muitas pechinchas por baratis- 3
g> simos pregos que s se vendo. f|
a
Vende-se urna loja de fazendas em Goiannajmr}
becco doPavao, para pagamento de credorescom
o pequeo fundo de 5:500$ sendo 3:200 em a -
rendas e2-300jem dividas cobraveis, cujo estaj'
belecimento proprio para qualquer juo queia-
comegar sua vida comraercial, d-se abatimento
sufficiente na importancia do balango : a tratar
na ra da Cadeia do Recite n. 22, com Joo Pe-
rcira Moutinho & Q.
r
Farelo de Lisboa.
Vende Jos Luiz de Oliveirs Azevedo, em seu
armazem oa travessa da Madre de Daos n. 5.
Jft elogios jfl^
Suissos.
Em caca de Schafleltltn 4 C.rua d Cruz n
88, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontacs, patentes,
ehronometros,meioschronometrosde ourolpra-
ta dourada e toteados a uro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suissa, qut se
vandero do r preco s razo a veis
Sabio.
Joaquira Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra. que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
Kecieno armazem dos Srs. Travassos Jnior
a o., na rus do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigao.
Sabio do Rio,
bem secco e mais barato que em outra
parte ; a tratar na ra da Cruz n. 27
deAlmeida Gomes, Alves 4 C.
qualquer
armazem
Attenco
E' barato.
EireiM
Meias brancas e pialadas para homem a 1 $500
a duzia e 150 rs. o par; na ra Nova n. 42.
Cavallo.
Vende-se um escolente cavallo, grande e gor-
do, com arreios ou som elle ; a tratar na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Yaccas paridas.
Vendem-se por commodo preco alfanas vac-
cas aovas e gordas, boas de leite, filhas do pasto
e paridas ha pouco : para ver e.tratar, no sitio
grande Salgadiuho.
VieeawM Maa do Carmo Cesar, estando
eom licenga do governo provincial, om virtude
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido reeebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
PtftVvnv c/oiwllhwUmm VSw WBmVS^m^SmmSmm
Potassa. *
Vende-se a 2*0 rs. a libra, a |
superior e al va potassa doacredi- |f
tado fabricante Jo5o Casa-nova M
cuja qualidade e reconbecido ef-
feito igual ou superior a de *
Hamburgo, feralmente conheci-
!da como da Russia : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, esenptorio
de Leal Reis.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38^
segundo andar,
por mu barato preco os movis seguin-
te* : urna cama de casal, embutida ;
um porta-se vi ior ; um col.vao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario oom outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas ; um porta-licores ; servido de
porcelana para jantar; um relogio d
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravufs(Apono e
as musas, Moliere em casa de Ninos.de
Cimas de ferro de todos os lmannos quali-
dades. as mais modernas que tem vindo a este
mercado ; na loja de ferragens, ra da Cadeia do
Recite n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Na ra da Imperatriz n. 4, vende-se supe-
rior toucinho a 240 rs. a libra, queijos suissos a
i, manteiga mgleza a l;j a libra, vinho do Por-
to engarrafado a 1S280, dito Xerez a 18400, dito
Bordeaux a 1, dito Muscatel a t, champanba a
2J, vinagre branco a 400 rs. a garrafa, garnte-
se a qualidade.
Quejosa 1,440. rs.
Ditos do vapor a 1*70} e a 2)000 ; na trsvessa
do pateo do Paraizo ns. 16 e 18, casa pintada de
amarello.
Milho a 200 rs.
Vende-se milho a 200 rs. a cua, o a 3^500 o
sacco ; na travessa do pateo do Paiaizo ns. 16 e
lo, caga pintada de amarello.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes de hortalica muito novas,
vindas da Europa pelo ultimo vapor inglez oTy-
ne ; na loja de ferragens de Vidal & Bastos, ra
da Cadeia do Recite n. 56 A.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda em
muito bom estado obra do Porto: na ra da
matriz da Boa-Vista n. 22.
Gaz para candieiros,
J chegou- este gaz to procurado, bem como
um cffmpleto sortimento dos candieiros proprios
que so vendem por muito baixos precos : na ru3
da Imperatriz n. 12, loja de Raymundo Carlos
Leite & Irmao.
Ba do Crespo,
loja n. 25, de Joaqun Ferreira de SS, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas.-
chpeos do Chille para homem e menino a 39500,
cortesde casemira de cores a3500, pegas de ba-
bados largos etranspsrentes a 3, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadriohos miudos
de cores escuras e goslos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 2*0, organdys
muito fino e padroes novos a 500 rs. o covado,
pecas de eotremeios bordados finos a 1)500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil i 23. bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1J280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
25?), paletots do panno e casemira de 16 a 20J
dita de alpaca prelos de 3500 a 1%, ditos de
brim de 3 a 58, caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2$500 a 5$. colletes de casemira de
cores e prelos, ditos de setim preto, ludo a 5j,
cortes de cassa de cores a 2}, pegas de madapo-
13o fino a4?)500, assim como oulras muitas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
para acabar
fil'RiEL & PERDIGiO. &
FAZENDAS BOAS E BARATAS. X
Ilua da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blondo com
manta, capella, flores e mais perteuces.
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phantasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados.
Sedas de quadriohos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodio para meninos de todas as idades.
modernos
Peotesde tartaruga moderaos e dos
mais acreditados fabricantes de 10 a 30$.
Luvas de Jovio e enfeite da cabega.
da lei deinstruegao primaria, poder ensinar me- 1'Uncios), em duas ricas molduras. Ten-
ninas, avisa aos Illms. Srs, pais de familia, que Anea,, Annn Aa -- -v ... ____~
ella lem aula .berta na ra Direita deila cidad d0 *?" oaode rehrar-se para o campo,
n. 16, por cima da officina de tamancos, ao en- Rr USO destaz-se destes objectos, man-
trar pelo becco deS. Pedro, sobrado de um an- dados vi expresamente de Paris, aon-
dar, asseverando-lhes urna educagao ropria do j *--._. ~Tc__: j _i .
sexo ; assim faz o presente aneuncio. esperando de f0ram COnfecaonadoS COm perfelcSo
a Leuevolencia de seus patricios. 19 purad gosto.
ECassaa. organdys, diamantina, chitas
f claras e escaras, francezas e inglezas
Nesta loja s se vende a dinheiro e
ior isso mais barato que em qualquer ou- T
, ra, seu sortimento completo de fazen- m
i das de moda, ditas ioferiores e roupa fei- -
9 la e seus precos muito conhocidos:
8 ra da Cadeia loja n. 23, do-se
amostras.
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabugi n 1 B
acaba-e de receber de sua propria encomnWnd
pelo vapor francez fitas de velludo de lodas as
arguras pretas e de coree, sendo lisas, abenas e
lavradas. de lindos padroes, que se vende por
prego muito em conta, assim como fitas de cha-
malote de todas as corea, proprias para cintos
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
de torgal com vidrilho muito novas a lfiobo par
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda endi-
tadas com bico e vidrilho a 2# : talo a se vende
na aguia de ouro n 18.
Calcado francez
barato, a dloiierirxr vteta, na
ra do Cabug n. 16
em perfeito estado para'bo-
da NanteV'Suzer) a
para homem a 6/
13, 49 e
menina
Bolinas de lustre
mera a 8J e 89500.
Ditos de dito e de bezerro
9J000.
Ditos de lustre com pellica
e 7/000.
Ditos de cores gaspiados para senhora a 3, 49 e
49500,
Ditos de cores e pretos gaspiados para
a 29, 29500 e 3 B v e
Ditos de lustre e pellrea'para senhora a 49.
Sapa'es de lustre para homem a 3J, 3&500 e
Ditos de dito gaspiados para homem a 45000,
4J500 e 55.
Ditos de dito gaspiados para menino a 33000 e
39500.
Ditos de dito para dito a 2$ e 29500.
Ditos de bezerro pira dito a 29.
Gascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca reeebeu com as- de mais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diverses larguras,
obra de tanto gosto, s se encontra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, chegado um completo sortimento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n. 1 B.
Para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
ue mal se conhece, os quacs se tem vendido por
609. eque se veadem por 8O9.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muito boa e encorpada por 559 o 60g.
Mantas pretas de linho bordadas a 89.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a 12g.
Ditas de sed de cores muito lindas a 20-;).
Grosdenaple preto superior de 2j)200 e 29, e
muito largo a 29800.
Sarja preta hespanhola boa a 29-
Velludo preto liso muito bom a 4J, 59 e 6J.
Corteado casemira preta bordada para collete
a 59090. F
Ditos de velludo preto bordado para collete
a IO9OOO.
Caigas de casomira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorguro preto e bordado de cor delicada, o
corado 49.
Colletes de casomira pretos bordados a 89.
Paletots de panno preto a 129 el8j).
Ditos de alpaca preta a 89, 4, 5 e 6S, e muito
flnoa89000.
Saiaa balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59. 69
e 79000. '
Ditos de seda pretos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duss s.iias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos oe phantasia em carto a 159.
Caigas de casemira de cor a 69,8, 9 o 109.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
riagem a 59.
Malas de sola para viagem de 129 a 18;.
Chapeos pretos francezes finos a 85
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
I29OOO. E outras multas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recite n. 50. de Cunha e
Silva.
Vende-se farioha de mandioca muito boa,
vinia de Sania Calharina, a bordo do brigue Ma-
ra Rosa, fundeado em frente ao caes do Colle-
gio 1 a tratar com o capilo a bordo, ou com
Manoel AlvesGuerra, na ra do Trapiche n. 14,
primeiro andar.
i) Machinas de vapor.
Rodasd'agua.
Moendasdecanna.
9 Taixas.
9 Rodas dentadas. m
m Bronzese aguilhes. 9
9 Alambiques de ferro.
$ Crivos, padroes etc., etc: Q
9 Nafundicode ferro de D. W. Bowman#
9 ra do Brum passando o chafariz. Q
9338>3 S3@39@3 9 9*9
EAU MINERALE
[ELOfilOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praja do Corao Santo, relogios do afamado fa-
bricaute ttoskell, por precos commodos e tam-
bero trancellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
ae barateirs, est veudendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal cora vidrilho a 19 o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Violtos agarrafados
Termo
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malrasia, em caixas de ama duzia da garrafas :
na ra do Vigario a. 19. primeiro andar.
Vende-se dous sitios no lugar da Ibura,
ambos com casa de vivenda, arvoredos de fructo,
um delles com matas de madeiras de construc-
cao, e para fazer lenha e carvao, tendo ambos os
sitios bastantes Ierras de plantagio, e ter vaccas
de leite : quem os pretender, dirija-se a praga da
Independencia, loja de chapeos n. 23 e 25, que
ah achara com quem tratar.
Vende-se urna casa terrea com 8 mei-aguas
no fundo, e chaos proprios, na ra de Padre FIo-
riano ; quem pretender, dirijs-se a ra da Penha,
sobrado n. 2.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
droes a 15500. Esses bonets por suaa boas qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de pslha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2jJ500, 39 e
4, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Chapeos de sol
de seda e de panno de todos
os tamanhos, perfumaras
bengalas, chicotes, etc. etc.
A liquidago da loja na ra Nova n. 36, conti-
nuar somonte at o dia 20 do correte mez, e
com abates importantes nos objectos cima men-
cionados : vende-se em porgo e a varejo.
Queijos do va-
por a 1.800 rs.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor inglez a 1S800, presunto muito no-
vo a 320 rs., bolachinha ingieza a 160 rs., e em
barriquinha de urna arroba a 3;200: na ruadas
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Ra do Queimado n. 1.
_ Ha para vender madapoloes com toque de ava-
da por diversos pregos, chitas para coberta com
dito a 160 rs. o covado.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler C,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patento inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambero
ama variedade de bonitos irancelins para os
meamos.
O Em casa de Mills Latham & C. na ra #
3 da Cadeia do Recite n. 52, vende-se :
9 Vinho do Porto. $
f$ Dito Xerez engarrafado de muito supe- 9
9 rior qualidade. (g
9 Oleo de liohaga. 9
9 Alvaiade. $
9 Secante.
3j$ Atarco. 9
Encarnado venerianoem p. @
Calvice.
A utilidade da pomada
indiana nao da facer
NASCER os cabellos, mas
tambem de dar-lb.es forca
para evitar a calvice e nao
deixa-los enfranquecer lio
cedo como quando ella nao
for applicada; alm disto,
sendo sua composko for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpgo pelos poros da cabega nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
o. 59 e ra do Crespo n. 3, e em Paris Boule-
vard Bonne Nouvclle. Prego cada frasco 3f.
Pianos
SEOULAS
de 1e 5#(M)0.
Contioua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais praeas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Hendes, ra da Cruzo
o. 1.
Attenco.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron jno a 160 rs.
Rooker & C, existe um bom sortimento de li- 200 rs. o covado, pegas de btetapha de rot i2
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor !**>.. >-------:*- ** '
Aletria. talharim e macarro a 400 rs a libra:
vende o Braodo. na Lingoeta n. 5.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
Sl^0' (Jue se rende Por baratissimo prego de
2.500rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca reeebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por auantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem ra do Queimado
tajad aguia branca n. 16 asseverandoque sao as
memrese mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tarto para homem como
para senhora. 4
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca reeebeu novas e delica-
das capellas do flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 6} o a 8, conforme o sea pro-
posito de baraleira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
CAPORAL
Deposito das manar tetaras inperiaes deFranca.
..Moffe2<2,!o,e5ra(> MhMe ^Mittdo. direumente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBOA DO CARMO, o qual se tendo por masaos de 2 hectogramos a 1000 e em porcao de
10 mseos paro cima com cescoato do 25 por ceoto; no mesmo estabelecimenio acha-
lo verdadeiro papel de Uaho pajatgwroa.
carreteis
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
precos mui razoareis.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em qnanto nao ae acabam
na ra do Queimado n. 22. na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A ldja da ba-f
aa ra do Queimado n. 2&
esta multo sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a 1JO00 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
Ig20 a vara; gangas francezas muito finas de
padres escaros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1$600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2$ rs.; breta-
nha de linho muito fina a 203, 22$ e a 249 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2^400 a rara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos maiores a 35; ditos de cambraia
de linho a 69, 73 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos mnito finos a 8} rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 1^280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2>000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 48 0, rs.
a vara, dita liza transparente mnito fina a 39,
4|, 59, e6 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidospadroesa840, 260e280rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
79 89, ditos bordados com dnas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
umas palma, mnito finos a 89500, ditoslisos
eom franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias mnito
finas para senhora a 49 adnzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 39500 a dnzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta S80 ra.
o covado, ehitasescuras inglezas a 59900
pega, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
mnito eneorpado a 19500 a vara, brilhantina
azal a 400rs. o covadoalpacas fe differentes
eres'a 360 ra. o covado, easeaiiras
finas a 29509, 3| 195*0 o aovado, cambraia
preta e de salpicos a 509 rs. a vara, e otitraf
se tambem I muitas fazendas que se fari patente ao compra-
idor, a de todas se dario amostras coa penhor,
Saunders Brothers & C. tem para vender em
en armazem, na pregado Corpo Santn.11,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
chegados dos bem conbecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood 4 Sons de Londres e
mnito pronrlopara eateelima
Vendem-se e Iroeam-se
escravos de ambos os sexo: no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, rea Direita n. 66.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
uwmk '
DE
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeos de castor branco a 12S.
Ditos de dito rapados a 12c
Ditos pretos com pello a 10$.
Ditos ditos rapados a 99.
Ditos de massa finos a 79.
Ditos de dita a 69.
Ditos de feltro o mais fino nesle genero a 43.
Ditos de palha a 2S500.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
3ue aqui tem vindo, e de seu costme est ven-
endo mui baratos a 109 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 359
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casada S. P. Jloahston &C,
sellinse silhes nglezes, candeeiros e castigaos
brenzeados, lonas nglezes, fio devela, chicote
para carros, emoniaria, arreios para carro do
um e dous cvalos relogios de ouro patente
inglez.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, loure e pinho
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos estreitoscom mnito bom pan-
o covado, cassas de cores seguras a
ado, pegas de bretanha de ro"
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, n isse-
lina encarnada fina a 320 o cavado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramaaem
a 800 rs. o covado, fil de linbo preto com sal-
pico a 1$400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os pregos sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 1S200 a 3JO0O a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
29500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro: na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Manteiga ingieza
em barris de vinte e
de Tasso Irmos.
tantas libras : no armazem
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, aonde as senhoras acharo os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino
como de outras core, que em vista do ultim
gosto ninguem deixar de comprar : s na loja
d aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 fi.
mmm.
cobertos e descobertosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo u)limo paquete inglez : em casa de
SonthallMellordC.
Ultima moda de Paris
Enfeites de cabera para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B aoode as senhoras acuario, um iomnleto
sortimento de enteiles de cabega, tanto petoa
como de lindas cores, da ultima moda de Paris.
recebidos no dia 16 pelo vapor francez, poja as
senhoras que deseirem ver poderao mandar pe-
dir.quepromptamcnle selhe mandarlo as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de ricos que sao-oinguem deixar. de comprar :
pretas mtoa ndloj*d'a#>ia de uro, rea doXabug
akrai Bv 1 B.

Vendem-se barricas com bolachinha ingie-
za ltimamente chafadas a 3: no aimaaem do
Aunes coAfroiateainmagtn.TlK -
?


DU1I0 DI tflMAMMJGO. *- WXTA TORA II DI ABRIL DI 1861.
ROUPA FSITA
VE
Joaquina Francisco dos Santos.
P RA DO QUEMADO 40i
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Grosdenaples 1>aratis-
simos.
p
V.ndem-se grosden.ples preto apelo baralissi-
mo prego de 1*800 e 29 o co?ado: oa ra do
Queimado n. a, loja da boa t.
0 BASTOS
&GRHC1A
a
q.!SS^!Sl^^!2KL!!" *-"-S** de.roup.Jeit. de tod.a .,
que tem un:
Casacas de panno preto. 409, 35$ e
30000
30)500
Sobrecasaca de dito, 359 e
Paliteude dito e de cores, 35, 30.
m5000e ^ooo
Dito de casimira de cores, S2S000,
15, 12 e 93000
)itos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9g000
Ditos de alpaka de cores. 5 e
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos de brisa de cores, 5*, 49500,
4$[00O e
Ditos de bramante de linho branco
6S000. 5000e
Ditos de merino de cordao oreto
159000 e F
Galsas de casimira preta e de cores.
.12. 109, 99 e
Ditas de priocez. e merino de cor-
dao pcetos, 59 e
Ditas de brim branco
5g000, 4&500 e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12J, 9fi e
Ditos de oasemira preta e de cores
lisos e bordados, 9, 59500, 5 e'
e de cores.
113000
89000
39500
30500
395OO
4J0O0
89000
63000
4500
29500
3SO00
89OOO
39500
Ditos de setim preto
Ditos de sed. e setim branco, 69 e
Ditos de gurgurio de seda pretos e
de cores, 730OO, 69OOO e
Ditos de brim e fusto branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodio, i$600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores. 2500 e
Ditas de peito de linho 6$ e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2$50O, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 103.89500 e
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
rancezes,149.123. ll$e
Collarrahos de linho muito finos,
novos eilios. d. ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, IOO9, 909, 8O9 e
Ditos de prata galvanisados,
tente hosonlaes, 40$
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
anneis
pa-
59OOO
59OOO
59OOO
39OOO
29200
13280
29300
39OOO
19800
isooo
79000
29000
79000
9800
9500
709000
309000
Toalhas de linho, duzia I29OOO e
8
IO9OOO
ARMAZM PROGRESSO
PliBN
largo daPenka
O proprietario deste armazem par-
viudos porconta nronr. -.*... JL. _"_"s^u_elem vlndo a mercado e por ser oarte delta*
porconU propria, vende-o, por menos do que em outr. qualquer parte.
e por ser parte delles
a 800 rs. a libra, e em bar-
Itffon* i 1 Huiuoaooqueem outra qualq
rril se ar algum abalimento.
TOanteiga l'ranceza mmia
CVA pwola, nyson pmT T *""" "**' *' ***
19600 rs. a libra. 8 melhore Que ha neste genero a 29500, 2$ e
Queiios uamengos l ,
Som far ajgum batimento. gadS 0eSl6 uUiat0 "Por de Eur0P 1#00 rs., em por-
*?a SH1SSrece^entechegado e de superior qu.lidade vende-se a 640 rs. .
v>avxinVvas com urna e duas libras ,
ditTerentes qualidadesde confeitos, amendoas cobertas / ?i8h tien1^ enreitad" "ntendo
proprio cara mimn a 1% r.A. ..'. "CUUas cooerias, pashlh.s etc., etc., o que ba mais
propno para mimo a 19 cada uma
em caixas com 14 a 15 libras vende-se nicamente no Pro-
Passas multo novas
gresso a 29 cada urna.
Bo\ac>iinna Ingle a.
mazem progresso a 39000 a barrica e a "taino1 *&*!*** TeDde"86 unicaaieDl9 -
Xmeixas francezas.
Mamelada imperial Prfi8e f" a,gum abamenl
Lisboa a 800 rs. a libra.
Latas eom ftolacinhas de soda
que outr'ora Unta, loja n. ra do Quei-
mado b. 46, que gyrav. aob firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu sociedade
que tinha com o mesmo Ges tende sido
substituida por umseu mano do mesmo
nome, por isso ficou gvr.ndo a aesma
firma de Ges & Bastos, atsim como.pro-
veila a occaaiio par. annunci.r abertura
do sen grande armazem na roa Nova jun-
to a Conceic.o dos Militares n. 47, que
passa a gyr.r sob firma
DE
Bastos <& Reg
com um grande e numeroso sortimenlo de
roupasfeitas fazendas de apurado gos-
*i por preros muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacosde superior panno fino
preto e de cor a 25$. 283 e 80, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletols
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
'209 e a 22g, ditos saceos de panno preto a'
129 e .14$, ditos de casemira de cOr
muito fina modelo inglez a 9$, 10. 12 '
el49. ditos de estamenha fazenda de
apuradogostoa59e63, ditos de alpaca
preta e de cor a 4. sobrecasacos de me-
r,"o <> cordio a 89, ditos muito superior
a 129. ditos saceos a 59, ditos de esguio
pardo fino 4J. 49500 e 5$.ditos de fus-
la0 de.cJL* 3*> ^>500 e i, ditos bran-
cos a49500 e 59500.ditos de brim pardo
fino sacco a 23800, caigas de brim de cor
finas a 3. 8*500,4e 43500. ditas de di- S
to branco finas. 5$ e 69500, ditas del
pnnceza proprias para luto a 4$, ditas de ffi
merino .V?,i uas.emii"de cor e prel89,99 S
f ,0t]etM de casemira de cor e ore- M
t. a 43500 e 5, ditos do seda branca p. O
TAntful 5?" dit0s doe brim b'c i
f&Xi9, lsde,cr 39,colleles de me- S
h.mPhralHU,u4S e 4J550. neos rob- H
SSS? de 0h,loa para homm a 109.p-
letots de panno fino para menino a 12fi e 1
149,casacas do mesmo panno a I5g calcaa
letots de alpaca ede brim para os mesmos SI
S ditas de peit^s ae^iSS ^J^ U
H tas para menino a lJSOOcada uTa r'ira,"
m grvalas brancas para casamento alS I
Jf^" UMa' ricos Diformesde cise- S
mira decorde muito apurado Rosto tinto M
no modello como na qu.lidade* pelo
5""ut0 Pfe5ode 35$, e s com avista
pode reconhecer que barato, ric
de casemira para senhora 18* <
II e muitas outras fazendas de excollMii
S 5n' qUe eJdi""> de mencionarTuo
DonK graDde 1uldade se torna 2n-
fadonho, assim como se recebe teda
qualquer encommenda de roupas itas
g para o que ha um grande numer de f.-'
zendasescolhidase uma grande offici
Cassas de cores.
mais barato que chita: n. na do
*> B. bem conbecida loj. da
Garibaldi.
P* de gostoa 200 rs. cada uma : o.
ra do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fern.nde"
Paletos.
FINDICAO LOW-MOW,
U4ltSiiMHtNnan.4.
neui esubelecimento contina a haver um
completo sortimen to de moendas emeias moen-
para eagenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e eo.do, de todos ostamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sernpre no seu depo-
sito da ra da Moeda d. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
1 r a lj* d'aguia de ouro. ra do Cabug n.
1 b, recebera-se um completo sortimenlo das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de canoa, amarellas
e trancas, sortimento completo, tanto par. ho-
mem./ Para senhora, pois afiancamos boa
quaiidade e fresquidao, pois se receben em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'asuia de
1 ra do Cabug n. 1 "
Vendein-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 5} a.; ditos de setineta escuros a 39500
muite barato, proveitem : na ru. do Queima-
do s. 22, loj. d. Boa f.
MSMseieeieR
ouro.
B.
Cheguem aloja da Boa f
98n^Ilas fr,cezas muito finas de cores fizas a
n. t"iA0T,d0; nibraias francezas muito fia
i'ir* rLVara : idem lisa muil fina a
49500 e a 6J000 a pe? com 8 \\i varas ; di-
muito superior a 83000 a pe?acom 10 varas[:
ana lina com salpicos a 49800 a peja com 8 Ii2
varas; fil de linho liso muito fino a 800 rs. .
Tara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. ni loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
"aAnwt" Pr serem de cores escuras e fizas .
ia: n. ru. do Queimado n. 22, na
tOUPA FEITA AIRDAIAIS BAIATAS.J
SORTIMENTO COMPLETO
IFazendas e obras feifas.!
Mili
PECHWCHA
A
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes i Basto!
NA
K
se
ricas capas
o covado,
Queimado
Boa f.
59000 .
'oja da Bo. f.
Sortimento de chapeos
Rm do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
. Cha7pJ,o8 Prelos fr.ncezes de superior qualida-
Ditos dosmais modernos que ba no mercado
Ditos de castor pretos e brancos a I69.
Ohapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a I89.
do 8 de Bed* Par* meBnas "cemente enfeita-
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3.
Bonets de velludo a 59.
Dlos depalha muito bem enfeitados a 4J.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,12* e 139 para um.
Arados americano e machina-
para lavar rouparem casa deS.P. Jos
hnston & C. ra d-Senzala n.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnisoes de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baralissimo precode
59 cada urna : na ra do Queimado n. 22 loia
oa boa f.
Deposito da fabrica do
Una do Queimado
*. 46, frente amareUa.
Constantemente temesumgrandee va-
S- ao.D010l*mr1,0 deaob"cafacaDspreeta,
3MP!*e df "re8 Ano a 289,
*"#,Z28 e 24S, ditos saceos pretos dos
mesmo. pannos a 149. I69 e 181 casa-
ca. pretaamuiU bem feitas ede superior
panno 289. 30$ e 359. sobrecasacos de
casemira de core muito finos a 15 16S
VJj3'fm eU*- "I?"Prela de
casemira fina par homem a 89, 99, 10#
V 'A11" de"semira decores a 7J 8
I S e !ft d,aa de t,rim bra"cos muio
Z a g 39. 39500. 49 e 49500. ditas de meia ca-
li uZM! riCJ's core a 4* e 4&50<>, col-
At7-.prelJM de case">i a 59 e 69. ditos
de ditos de cores a 4J50O e 59. d tos
Sbraicosde seda para casamento a 59
9 ditos de 69. colletes de brim branco ede
29500 e 39, paletotspretosde merino de 5
cordao sacco e sobrecasaco 7$, 89 e 9
colletes pretos para lulo 4J500 e 5*'S
cas pretas de merino a 45C0 e 5. pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4fi. ditos 2.
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col- U
O letes de gorgurao de seda de cores muito S
3f boa fazenda a 39800 e 48, colletes de vel-
ludo de crese pretos. 79 e 89, roup.
para menino sobre casaca de panno pre-
' tos e de cores a 149.159 e 169, ditos de
casemir. sacco para os mesmos a 68500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5g e 59500
c,l?de casemira pretas e decores a 6*'
6S500 e 79, camisas psra menino a 20
duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|329 a duzia para acabar.
Assim como temos uma offleina de al
- faiate onde mandamos eiecutar todas as
obras com brevidade.
Ra do Crespo n. 8 loja
de 4 portas.
Pecas pe cambraia lisa fina com 8
^0eeTen ,0 Pejas de madapoJao largo com pequeo
,2
avana a
A* fama friuiopia. i
Os liaraleiros da loja g
Encyclopedica I
DE 5
Guimares & Villar. *
Ra do Crespo numero 17.
J-endem riquissimos(hapt0sde seda H
S
do afamado Abreu. e de eutro. muitos fabricantes
de
ditTerentes qu.lid.des.
Chocolate
"*' o mais superior que tem
^.det0,IlatCem,al"d^^a.
Peras seecas
vende-se I96OO; rs. cada
vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
uma com
a mais nova que ba no mercado a 900 rs.
_, v .uuuc^aa ue o itoras por 90OQ
Conservas franeez s e inglezas
Ama fiwi Vula.______ nnn
em condegas de 8 libras por 3#500 retalho 480 rs.. libra
neezseiik{ezas
das em direitura a 800 rs. o frasco. mai n0Tas ^ue ha Pr "rem vin-
Metta, macarrao e talnarim 4nfl ,,
roba por 89. 4W a Ilbra e em caixas de uma ar-
PaUVos de dente Uxados
Toueinno de Lisboa
. arroba a 9$.
? mull D0T0 nde-se par. .bar a 400 rs.. libr.
a Ubra* w o que ha de bom neste genero no
Banua de porco reunada .
480 rs. a libra e em barril 400 rs. qUe Pde h"er no mercado ende-se a
Latas eom peixe de posta
res qualidades de peixe que ba em I^JSyKrJ!!** maneira possivel das melho-
UgustmhaemlatJmenores."9S0S!;TiSS&ttJSt* como te,m
tras muitas
s mares,
doae pn-
azeitonis
em molbos com 20 macinhos por 200 ra.
o mais novo que ha no mercado 320 rs. a libra em barril
genero por serem muilo novos a 560 rs.
/?ua de polln. 6.
aJJi^ aS8uc" refinado desde 39200,39600,
S crysta8lisSSo.Cada "rba' 6 P' e 6*40(5
Cabriolet.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
let americano novo, com 4 rodas e arreios; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Grande sortimen-
to de tamancos.
Na grande fabrica d. ru. Direita, esquina da
travessa de S. Pedro n. 16. de todas as qualida-
des, que se vende tanto a retalho como em pe-
queas e grandes porpes, muito em conta ; a
casa tem sernpre promptos de 1.000 s 2,000 pares
pregados para qualquer encommenda ; a estaSo
Polassa da Bussia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ru.
da Cadea do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia. nova e de superior
qu.lidade, assim como tambera cal virgem em
pedra ; ludo por preSos mais baratos do que em
outra qualquer parte. 4
AUen^o.
N. 40-Rua do Amorim-N. 40.
i.J?d!im"se 8--C0S 8"ndes com tresquartas de
arinha de mandioca a 29500.
Toucinho deJLisboa a 320 rs.
a libra e 9# a arroba.
Vende-se toucinho de Lisboa a 320 a libr
Riquissirros chapeos de palha d*
- ricamente enfeitados a 289 e 35fl
Para a quaresma.
Gros prelos de tod
los pr
coTad
A 280 rs, o covado.
pesseas da provinci.! rrimeiras
Cambraias da China bordadas

a moo
eos cor-
9 ba-
de
59.
eos e outros de musselina i
nu h rdadss a 2200 cada'um
Ditas bordadas a 43 cem i n.
brande sortimenio de
roupas fe,,, sobrec.sacas. paletols, col-
cam.sas, seroulas, meias,
letes, calcas,'
grvalas ele.
Calcado Meli
2PSSSchegad0 de Paris- in"i
A 1^000.
, Gra!,at" Pactas de setim
do n. 22, loja da boa f.
na ra do Queima-
Loj
a das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Paletols de panno preto 229, fazenda fin..
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
5"m,ede?aDg. ditasdebrim branco. paletols
g **!" 49, ditos de fustio de cores a 49,
t AiLT*Taha a 4- dit0 ie Drini Poa
rnti.? i a r? preta 8acce, e brecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos d
S2?ia?m.^0-c,adJ,UIBa'colU,rinn,>a d> Bbo
barita moda: *** mwhaa at as 9 da noite.
Sapatinhos de setim
meias de seda paraba p-
tisados.
morosamente bordados, os w.es K^SmSo
aW""111? prefiode 3' (ne8se gene?o nao
m^,A darKma>a P*'felos].asslm como outros Se
merino tambera bordados a 1X600 a 2tk h.k
gualraente mui fina, e boi a7n?eia7de seda Z
diverses tam.nhos. tendo .t. propri.s par. os
Importante
Aviso
Na loja d.4 portas da ra do Queimado n 39
*a-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de re-opas feitas. para cujo m tem mon-
tado uma offlcin. de .If.i.le. estando encanga-
do della um perfeito meslre vindo de Lisboa pa-
pf.en,peJnhar loda e "uaI1uer obra que se Ihe
cial a tnH.Dde : Pr ,SS que faz um covi'e ese!
iim b ir"-1"8*0** com "Pecialidade aos
iercito.'8- ffiC,aeS lant8 da armada o do
a-.'8eufard?8.' ardoe8 com superiores prearos
e muito bem feitas. tambem trata-se fe ,t[t-
damenlo lodo completo conforme se usa no R o
US l?i"H?Ue'fem 0S 8"Hos que de
l vieram ; alera disso fjz-se mais casaquiphas
para montara, tardetas ou jaquetas, betaT como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de esta-
do maior e de c.v.llaria, quer seja siogelos ou
S2T? Peqmlh. leouro oupnie. ludo m
de8i0mdKa Eu?pa' tami)em PrePa-se becas pa"
es.vlod/rn-rhS 6 dH 1ua'lerjuiZ8egunoo
esiylo de Coimbra aoode se fazem as raelhUre
oohecid.. al hojo. assim como iMM&dS
desenhos a matiz de todas as cores proprios or.
ardaraento de pagens oa criados de libr ouelp
V.e, g0! &t franceza- Na esraa casa e!
carrega-se de fazer para meninos
uanceza bordadas ao mesmo gosto.
Chapeo.
Vende-se do Chili tanto finos como
grossos grandes e pequeos por ter de
retirar-se para fora a pessoa que os ven-
de : na ra do Trapiche hotel Francisco.
jaquetas a
Afliangando
ftUif littfB li'l 1111.
Grande pcchinclia!
aJuHT* de5*:* 4WU0. cambraia1 lisa transparente muito fina com
llZK'V, *?" Peca' d"as com 8 'I2 *as
^OO. dita tapada multo fina com 8 li2 varas a
490OO, dita, de cores padres delicados a 500 rs.
a vara, panno de linho com duas larguras a 440
a vara, madapolo de jarda muito fino n. 500 a
l.1?'"oIA,a^,, bnlhanlina de diversos dese-
1; ** "lo chita estreita cor fixa a
im %n*2!Ot dUas fran<:ezas muito finas a
0 260 e 280 rs. o covado. panno preto fino a
*!**y* Aa e 19600 o colado, ditas
l ri" a! **? de duas Nni a 19200 o
rU dIUaJ dec.ote* Padroes novos a 49500
o corte, calca de dito de cor fazenda fina a 7
t .Pnr.TH arfi1a %500"- covad. brim branco
trangado de linho I9 a v.r., dito pardo muilo fino
a 1 a vara, nscadinhos
% a arroba, dito de'"sVnos""280 alibi. T 1
"sido VStt ^ ^ "^ da **
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmao recobe-
ram
ca Clariss
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento dasme-
lbores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
me lh orados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fazendo pespento igual pelos dous lados
da costura moslram-se na ru. da Imporatriz n
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como agulhas re-
trozes em carriteis, linha de todas as cores 'ludo
lubricado expressamente para as
chinas.
Semea.
*%32SS STSt ;ende Jos *
a da Madre de Dos 5 aoi na travs-
Bom que admira.
queijosdo v.por a 1*7*0 9re'-.,OUCI?ho a 32.
a 2. doce dePgoab.% % fft- g^L
"'i0 Ven^ S"35S 'S" d Pa"
ra de .Cas VerdeTn"6^ and" d sobrado da
da-Iouca. 6 cade", |* e?e : 1 guar-
cez novo. 1 banheirn r.2 "f"0' berco f"-
rao para costea eouance' iJM*fa de cha"
pregos commodos. f0S mail3 "***" Por
SUS. J?efd(eradehdamaS e S*.
o.Vu.dS-0. coreLlaestaCXdoaS M ^^
o og, assim como outra r;.;i. *"ys ae *, *
dobradigas e ir.naeta" t-nn h" .maiores "m
damas, e denK ^ de monT 2?" jg0 de
nos a 109, ludo na r.,f ZL n m 8eus necessa-
branca 7. 16 3 d Que"nado. loja d'aguia
mesmas ma-
j. da agu, branca n. 10. "imado lo-
Muita attenco
berbeiro,
a garrafa, o
-A*!**. -at8 o- 2. confronte a
vende-se vinho muito bom a 500 rs
por caada 39600. "*
Vende-se a c... terrea d. ru. do Alecrn
Aleaco.
Vende-se urna rede de costa com parle de seus
pertences, em muito bom estado ; na ru. do No-
gueira n. 87.
Vende-a juna mphia
uito bom estado, obra
UidaJBoa-VisUn..
ti'Jjji"
------ para calca a 160 o co-
d?i,m.,?,nnerUa8 Par" h sassisr.i: stss S5
Fumo de Garaobuns.
X,':'"e,""","'"',""rt
Vende-se um armazem na ra do caes n 7
quem quizer annoncie. '
Caigas de casemira.
feit,snadei038duaiS2id.elCa$,emra pre,a muit0 b^
S LrA h k d5dlla de cor moi, superior a
;iodab.Cafeand: "' '" d Ueiad0D-
Attenco.
mIS^S eDenn> Albuquerque, sito na co-
de se ooLraarelh' m0enle e correDte. Ponto
duc,5aoP:ddeLllaUnCdraordaecCm ,errS dS "
por excellente estrada
Escravos/gioos.
t^gsssejss41.
Parabiba do Norte.
Araujo, por nome
segumtes : cabra, cheio
couro.
iS^-aMSaSLBSSSt
peo do
gosla de se
sapateiro
entrando
em es-
Taberna da boa f.
Rna estreita do Rosario, es-
quina das Larangeiras nu-
mero 18.
ralada ; na ru. da Esperanca do Caminho
taberna n. 37.
da Soledade,
Novo
ra. a libra, e em arroba
cuia, a
em,p.erjo. far balimento.
AdjQpLraco.
arraie(io a #VV I, 6 outros jm^oj femaras.
Vende-tse
de predio.
casa ierre, da ru. do Arago n.
arvore-
doQuelm.don:gi;To'j^,"" dW'aa-*e ,ua
o serSd*"n.8.*m ]wm<>r*"> ooo .par. todo
and." In,Perador *>. eiro
Tiiiteawl que &w nreta.
|M a?ul f^!Lbol^MCO0, Prior linta -ingisj.
uuu na venda do
robusto? "r ff 2ndada- 8 ewraTOa C e
de carro SK&f fflCa,eS de eDchada' >2 >ois
ae carro e.^5 .nmm.es de rod. : quem preten-
&fTuau^r dl? eD^enh0 a 8eu p"prietrio
rumo Augusto Cavalcanli de Albuaueraue e net
pne. .^Gouveia & Filho, ra BSESft
. MFariIlha dt mandioca
Cairin8 ,CCa' che,?da ha dous das de Santa
Sleffia ttS* b0" qUaldade m B da
Farelo muito fino,
aaccaa grandes : no largo da Assembl, n. 15.
Cera de carnauba
Sebo ooado.
ESST> boa quad,de; no u*da
Cabriolet.
do .ftuwm.d0 75 junto a Iota de S
Pechincba de meias.
Meia. de cores muito flow, muito bou 'bo-
nitas, par. homem 1#500 a duzia e a 140 nTo
par,,e.6deii.rfide ,s compr.r qen n'ae
Saeta fM do0lw"nd'> oj. da di"
da provincia da
Joao Manoel. too o. .,
aun. poco BV0ae,',""0' "18, =0
toridades poTciaeT '/.?""Se'PrUnl- ^
200,000 de gratii-
cacao.
djde. onde el.l AJSUPTSSn
--Fugio da cidade do Araeaty, no raez de se-
mir*'*0 P,2,d0' erare ?o cont
mandante superior Manoel Jos Penna PachZ
qnrht poHco o havia comprado 7 |2
SS,,wi"tm' a**110' -55
queixo fino, pes grande!, e eom os dedos gran-
des des p.s bem *beos,muito patovriador, in-
k2lM ro**' s1DM8 **> surradoi
* gne este wcravo apparecera no dia 6 de
eorreme, wndo dolado das-CineoPootas, eea-
do enterrogado por um parecairo seu conhecido
SS-*****;"**!* seusenhorpari
Goianninha : egrirqner pessoa que o pagar o.po-
ta* levar em brnamhiicoMntA. R.?,I JV
moa. om miiAn,t._______ -* moa, que gratificario
.generoeamente.
\


()
DIARIO OR P1RHAMBUOO.: ?=- SRXTA FURA li fe ABRIL DE 1861.
Litteratura.

Scrbe.
[Conclusio.) .
Rossini, Herold, associou-se Scrbe com Auber
cujo espiliti d tal sorte comprehendeu Seu,
que ao ourirem-se suas obras,dir-se-hiaque elles
haviam feilo junios o poema e a msica.
Em 1828, comeeot Scribe na opera aquella
crie de grandes triumphos que nunca se inler-
rompeu. O [.rimciro foi a iluda d Portiei, quo
fez urna revoluco e matou idcontioente todas as
operas que se represenlnvam havia triota annos-
O publico volloupara esse Ihealro que havia aban-
donado. Scrbe fazia operas divertidas. E' o
carcter de suas obras em qualquer geneio que
seja. Primeiro que tudo quer elle (gradar o di-
veitir. Foi nisto que excedeu a todos os seus
contemporneos.
No comeen de sua carreira Scrbe fizera uns
melodrama, os irmos invisiveis, que leve urna
grande acceitagao na Porta de S. Martinho. Deu
elle a opera o melhor programla de baile que te-
mos, Somnanbula. PJe-se pois dizer que elle
tralou de lodos os gneros o que em todos oceu-
pou o primeiro lugar.
A fevisla d Pars, o Jornalaos Debates, o
secuto, o Constitucional, publicaram bonitas oo-
vellassuas.
Deu elle para representar mais do tresentas
obras, viole dos quaes, pelo menos, em cinco
actos, e mais de cincoenta e das melhores relias
por si s.
E' preciso dizer hoje cerca do quatro ceios e
cincoenla obras, iridia das quaes, pelo menos,
em cinco actos, e mais de sesseota feitas por
si s.
Tem elle urna aptido inconcebivel para o tra-
balho ; acham-no sempre prompto a pegar na pen-
as. Censuram-lhe nao ter poesa : entre os au-
tores cmicos, encontr poesia apenas em Molie-
re, Ao depois o que a poesia u'um Ihealro c-
mico ? Em sumis, o aulor cmico de uossn
poca.
Critican) o seu estylo. Pensa elle que no
theatro se deve fallar como na sociedade. l.eam
pois os nossos cmicos 1 Tal o segredo dos me-
lhores.
Stus planos, pouco importantes na apparen-
cia sao feitos com um cuidado, com um lino, com
urna cxsclidao que os (ornam de fcil execugao.
Porisso tem Scrbe escripto s vezes urna come-
dia em meaos de quinze das.
Era repollido da academia pelos aotigos au-
tores que havia eclipsado. A despeito delles, foi
recebido em 1836 .
Comludo foi sua candidatura apoiada por um
autor acadmico, seu Qel amigo, Casimiro Dela-
yigoe ; porm foi principalmente Royer-Col-
lard quera cootribuio para sua eleigio. O pro-
prio Scnbe uo-lo roferiu ; tambem nos coromu-
nicou os conselhos palernaes que Royer-Collard
lhe deu nodia da rccepgio. i
Tende bem cuidado, lhe disse, de abaixar os
olhos ao entrar, alias nao resistiris a perturba-
Cao que vos causar o cffeito magntico de todos
os olhares que se fixaram ao mesmo tempo em
vossape8soa.No bebaes durante o discurso.e nao
ollieis para a assembla. Fallai estatua de Ma-
lesherbes que est n'um dos augustos da sala .
Bayard termina suas notas sobre Scribe di-
zendo :
O genio de Scrbe a bondade a benevolen-
cia, unida a urna grande firmeza. Goza elle am-
pia, dignamente da grande fortuna que adquiri
com seu trabalho. V se continuadamente ro-
deado de operarios que o bemdicem. Generoso
al o extremo, nunca recusou um favor >.
Eis o que repelem todos os amigos de acribe:
< Nunca recusou um favor, Quando alguem o
enconlrava pela manha, naquelles instantes que
tanto gostava do consagrar os seus trabalhos, ia
ao ministerio recommendar a petigio do algum
collega, ao ministerio da ioslrucgio publica pe-
dir um lugar na fundacao gratuita de algum col-
legio para o filho de um amigo, prefeilura do
Sena fallar a favor de algum joven architeclo; h
soccorrer algum artista infeliz ; eslava organisan-
do urna representarlo no momento em que a mor-
te o sorprendeu, ia ajuatar os melhores meios de
defender os interesses da sociedade dramtica.
Como pois que esse hornera lio eminente e to-
dava to accessivel, lao familiar, lao modesto,
que desperdicia lio fcilmente o tempo e o di-
nheiro em favor dos outros, foi o alvo de ataques
to apaixonados, to inauditos, to injuriosos,
que s fizeram duplicar medida que.seus ca-
bellos iam embranquecendo ? Dir-so-hia que
Scribe prever os ltimos momentos de sua vida
cesta passagem do discurso de recepcao aca-
demia :
' Anda que nada devesse fazer esperar para o
Sr. Aroaldoumfim to repentino, com ludo sua
saude eslava alterada algum tempo. Certos
ataques violentos o apaixonados que feriara sem
misericordia o homem e o escriplor haviam ma-
goado aquella orgauisarao vigorosa, porm sen-
sivel eirrilavel. Ha hojo em dia urna critica a-
cerba que ataca o coradlo. Esta nao poupouao
Sr. Arualdo, e apesar de sua velhice e de seus
triumphos passados, nao pude, como Mario nos
pantanos de Minluino, desarmar o Cimbro que o
Tinha ferir .
A velhice e os triumphos de Scrbe nao pode-
rara lambem desarmar os Cimbros que o perse-
guan). Entretanto, que aulor mereca mais o
respeito e assympalhias de todos os Iliteratos do
que aquello que s empregava o crdito em fa-
vor dos outros e que para si nada quiz nunca pe-
dir seno a sua penna ? Do Que aquello emni
que em trez regimens difTerentes soube digna e
simplesmente fazer honrar em si a nobreza e o
poder do talento como a mais elevada nobreza
ou a maior ferga ?
E', porm, oceupar-nos demasiadamente com
as criticas desarasoadas cujo resscolimonto s
conservado pelos amigos de Scribe : ellas jazem
no esquecimenlo; e sausobras primas do autor que
queriam desacreditar, sero anda as delicias do
publico da qui cem annos.
E. D. de Bieville.
( I.'Indutlrie et le Commerce belga = II. Du-
peiron).
O Justo e o til, lal o titulo de um volume
publicado por um sabio professor de Gonebra, o
Sr. Dameth. A muios de este titulo parecer
sem duvida um lugar commum tao anligo como
o mundo. Quem nao ouviu repetir por lodos os
philosophos, desde Plato em seus dilogos ro-
tativos a moral, desde o eloquente e sabio autor
dos Deveres, que o justo e o til sao excellenles
companheiros que nao andam separados ? Tara
oulros arrisca-se o mesmo assutnplo a parecer
antes um paradoxo de que urna trivialidade. Os
roprios moralisias nao tem por cosame por em
uta o ioteresse e o dever ? O mundo, ou pora
menos abracar, nosso corago nao um campo
onde se pelejam lerriveis combates? Suas an-
thipalhtae nao se manifestara por toda a psrle ?
Eis o que repele a pora muita gente de bem que
nao est convencida da justiga de sua infelicidade
ou que pensara ser royslilcada crendo que a for-
tuna e a honradez audam ordinariamente de ro-os
dadas. N'um livro escripto com vigor e solidez
emprehendeu o Sr. Dameth provar que em pira-
duxo nao lal si se considerar o todo da socie-
dade em vez de se tomar este ou aquel le caso
solado, e que essa trivialidade pode reoiogar-se.
Anda mais : nessa idea de um desacord habi-
tual entre o justo e o til, de um antagonismo na-
tural entre as conquistas da industria e os pru-
dencia social sempre continua T Ser afinal so-
bre o que se chama a cada paseo anarehia indi-
vidual que hio descansar para assegurar a ali-
mentigao de urna populacao numerosa, alimen-
tago que nao poderia fallar tres das consecuti-
vo* ou ainda tei logar mu iracompletassente sem
que d'alii resultasse lerriveis infelicidades e tai-
vez orna revolugio ? Conceber-se-hia tal impru-
dencia? Tanto se concebe que nao deixa eHa de
ter lugar. Opera-se o milagre pelo espirito e
raaos de todos. Esse chaos se poe em ordem por
si mesmo. O povo fraocez Dio nomeia nenhum
dictador para retar em ordem a garantir-lhe a
alimenlago, o vestuario-, o calcado, a moradia,
e por isso mesmo que tudo tem soffrivelment
a msioria de seus membros.
Como, pois, sem harmona, sem a mais feliz
combinagio de esforgos, chega-se a tal resultado
com urna exactidao que se approxiraa da infalli-
bilidade ? Ao depois, nao essa harmona um
segredo ioexcrutavel. No pensar dos economis-
tas explica-se pela influencia do inleresse pes
soal. Os que produzem nao leem inleresse de
espreitar, de preceder, desatisfazer as necessi-
dades dos que consumem ? e como somos ao
mesmo tempo consumidores c productores, te-
mos o inleresse mais vivo o sollicito de advinhar
todas as necessidades e todos os meios de os sa-
gressos da moralidade, entre o desenvolvimento tisfazer do modo mais ventajoso para os outros e
do bem eslar generalisado o a magnanimidade por consequencia para nos mesmos. Como em
das almas, que v elle a causa da perturbagio in- lira ignorariam por muito lempo esses oroduc-
teliectual em que vivemos. Desde o dia em a lores que nao podem communicar a seus traba-
humanidade esliver bem convencida de que a Ihos isolados todo o vigor e-toda fecundidade i-
despelto de algumasopposiQoesa mor panadas maginaveis seno por meio de um acord reci-
vezes menos reas do que apparenles, o justo e o
honesto andam de acord, desde esse dia, se-
gundo pensa, cessariam muilas decepces dolo-
rosas, muitas sendas falsas trulladas pelas nages
e pelos individuos ; desde esse dia cmtim um sym
bolo commum de moral social poderia ligar as
por meio de um acord reci
proco, isto combinando os productos uns com
os outros ? Eis ainda oulro modo porque se es-
tabelece a harmona : eis como acontece que o
inleresse faz neste mundo as vezes da fraternida-
de. o muito bem, seja dito sem fallar da fraler-
nidade, e apesar de tudo o que se pode alleaar
inteligencias. Como estamos longo de ahi che- com razo contra as irregularidades e imperfei-
gar e quanto falta para se realisarem os volos do Qes que serven de sombra a este quadro
autor! No pensar do Sr. Dameth esta urna ra- Mas o que tem tudo isso, diro lalvez. com a
zoo de maisjpara caminhar-se animosamente pa- concordancia do til com o justo? A resposta
ra um alvo tao desejavel, e primeiro para provar nao difncil para o Sr. Dameth. Parece-lhe que
que nao quimera o querer alcanga-lo como se ura dos meios para provar que o inleresse nao
aicanca ludo nesle mundo, isto imperfeita- immoral em sua essencia mostrar que elle nao
Sff' .... ^. [anarchivaa sociedade laboriosa; estabelecer
h economa poltica a quem se dirige o au- que a liberdade to aecusada, que a concurren-
tor para cooscguir essa desejada barmoaia : e a; cia em que s querem ver a desordem desagri-
que sciencia devesse ped-la em maior propor- : Ihoada sobre o mundo contem pelo contrario em
gao Y Si s se admilisse nos conselhos dos go- si vigorosos elementos de organisaco. Ao me-
vernos a economa poltica, remana sobre a ierra nos car demonstrado que nao ha incompatibi-
uma perpula paz, ao passo que no seio de urna lidade entre o desenvolvimenlo dos interesses in-
mesma na5ao lodas as torgas productoras se de- dividuaes e o reinado da justics. O autor, porm
seuvolveriamcora urna viviQcaute uoiao. A eco- vai mais adianle: procura mostrar que accor-
nomia poltica resume o seu dogma numa s for- do existe mais completamente. Os interesses lu-
mula essencialmente harmnica solidanedade dos cram moralisando-se ; por seu turno lucra a mo-
nteresses. Nao ser proclamar ao mesmo tem- {ral com o desenvolvimenlo da civilisaco econo-
po a concordia entre as classes a uuio entre as mica. A esterelidade relativa da escravido eom-
ragas que devidem o globo t \ parada com o trabalho livre bem prova que a in-
Assim urna solidanedade que o autor procu- justiga um prejuizo para os estados, ao mesmo
ra primeiro que ludo o acord do til geral e da ; tempo que cerlo a escravido, degradante para
justiga. Com eTeito, como so hao de conceber os escravos, tambem corrompe os senhores: O
mieresses solidarios, se cada um procura preju- .'emprego inmoral dos capilaes funesto s so-
dicar ao prximo ? Nao ha solidanedade sem jus- ; ciedades e aos individuos: a immonlidade dissi-
liga mutua. Mas que justiga possivel se o cons-; pa-os sem fructo e dentro em pouco secca-lhes
traDgimenlo, si o arbitrio, anda inspirando-se a fonle. O bem estar conquistado pelo trabalho
n um pensameiilo philosophico e democrtico, e pela economa, dividido pelos membros de urna
com o br.Cabeb, com o Sr. Orven. ou qualquer sociedade sem injusts exclusao emfim um ele-
outro reformista, querem orgamsar o trabalho e menlo de dignidade, um allractivo de menos
dar a cada um o seu quinbao A liberdado es- : offerecido a tenlago. Essas proposices e outras
clarecida pelo inleresse individual, regulada pe-'mais. demonstradas pelo Sr. Dameth com gran-
losenlimento do juslo. faz essa partilha muilo de Ormeza o saber econmico mui exacto, fazem
melhor. A justiga acompanha a liberdade, as- perfeitamenle comprehender as numerosas rela-
sim como a solidanedade accompanha a justiga. ges do justo e do til, relagoes tantas vezes des-
Keconnece alias o autor, e apresso-meem dize- conhecidas pelos aotigos que despresavam o tra-
to, que est longe de ser irreprthensivel o pri- balho material e que admetliam como urna es-
meiro aspecto deste mundo em que nos agitamos pecio de dogma o antagonismo dos interesses
mais ou menos penosamente, e nunca sem dei-
xar de topar em alguem ou atguma cousa. As
vezes ha stffriveis lutas anda sob o imperio da
liberdade e da harmona geral dos interesses. Os
productores nao tem uns para com os outros um
amor fraternal. Os pequeos, sao al muitas ve-
zes esmagados pelos grandes que procurara de-
Essas relagoes do justo e do til seriam melhor
conhecidas pelos polticos modernos que pensa-
ram descobtir que a riqueza de urna nago s
pode augmentar com a baixa no commercio dos
outros povos?
L-se com inleresse a obra do Sr. Damelh,
ella de urna clareza notavel e calam no espirito
vorar-se uns aos oulros. Accrescenle-sc que to- todas as suas demonstragea. Tambem ellas se-
dos esses productores vivem de alguma miseria, guem a ordem methodica da sciencia econmica.
Notaram-o Montaigne e o bom senso. Sem o Seu trabalho parece-me pois digno de ser appro-
amor das disputas, o que seria dos advogsdos ? vado a todos os respeito?. Sao todava por
Sem as molestias e os vicios, o quo sena dos que pense eu assim como o autor que se tenta
mdicos ? Sem a fome o que seria dos agricul- dilo e feto tudo em favor da paz dos espiritos
lores r Sem o Do o que fariam os nossos fabri- como em favor da ordem social quando se pro-
cantes de lanificios e os mercadores de lenha ? clamou e estabeleceu a concordancia do justo e
fci-los lodos sem emprego, se realisando os votos do til. Segundo pens, faz elle consistir toda
da philantropia. Assim, esses excellenles pro- a philosophia na solugo dessa questo que lhe
ductores nao sao phitaotropos, rero-me apenas parece quasi a questo nica dos lempos moder-
ao que diz respeito s suas prosses. Tem-se no3. As demoostrages que aprsenla o Sr. Da-
dito mil vezes que o medico se corapraz com as melb, alias de accordo com oulros economistas,
enfermidades, o soldado com as guerras, o pro- ainda quo se asseohoriasiem de todas as iotelli-
pno sabio com a ignorancia alheis, que o eori- gencias e que tomassem'lodo o governo do mun-
quece e o eleva n'um pedestal. Retirae essa do, o que as piixes foram sempre difliceis, nem
gente que nao tem escrpulos em por as mos no porisso tudo estara acabado. Appreseotar-se-
bolgo ou na pessoa do prximo, e suprimiris ao hiam srdente curiosidade do espirito humano
mesmo tempo os honrados fuccionarios que vivem outras questoes diversas das questes de moral
das consequencias do roubo e do fuilo, desde o social e de economa poltica; outras necessida-
pobre guarda urbano que espreila a desordem na des oceupariam a inexgolavel alma do homem.
quina da ra al do supremos tribunaes de jus- Ha questes que nao se pdem supprimir; taes
liga do paiz e os primeiros dignatarios da magis- sao as questoes de alta methapbysica religiosa
tratura que urna purpura lisongeira deixaria de os quaes senti que urna intelligencis lio esclare-
ornar se a virtude reinasse s neste mundo. cida mencionasse com algum desdm ; ellas leem
Singular harmona, dizeis ; na verdade, qee por si mesmo um inleresse que as traz cootinua-
boa direcgo Paciencia. Sob essa apparencia damenle ao espirito; alm disso, a serem consi-
de desordem, ha ordem. Sem ainda mencionar derados sob o nico ponto de vista das apulics-
aqui as numerosas harmonas do mundo moral, ges, o que nao o methodo mais philosophico '
vede alguma cousa do que se passa no mundo nao pdem ellas ser inteirsmente separadas das
das necessidades materiaes!.. Fazei, por exem- questos de moral sem que estas deixem de ter
po, esta pequea pergunta : como que um es- urna base ou um remate necessario. Talvez col-
lado como a Franga, que se compde de trinta e Qm seja um tanto desharmoniosa a linguagem do
seis milhes do homens ; como que s urna ci- autor, e que nio exclus de seu esiyllo certas
dado como Pars, que conta hoje perlo de dous' palavras de urna lingoa que Pars nao acceita e
milhoos de habitantes, acha com que satisfazor! que custo muito crer que Genebra adopte. Ainda
todos os das, a cada hora, mullides de necessi-l que esta critica fosse a nica que merecem o
dades que se renovam continuadamente al o in- seu livro, comludo io se oppe a que seja elle
Gnito em suas formas e natureza ? E' para con- um trabalho consciencioso de um animo ardente
fundir mais do que pensam, e mudos nossos sa-e philosophico, urna obra de mrito escripto com
bios mais Ilustres, creio que o Sr. Biot, poda enlhusiasmo e de meu verdadeiro alcance,
de certo perguntar um dia ao seu auditorio com S procuras a verdade para fazer o bem,
agradavel irona quem era o provedor engenhoso escrevia Voltaire a Turgol na epstola a um ho-
cheio de recursos e quasi ouoipotente que fazia mem. O utl trabalho do Sr. Dameth feito pa-
esse milagre quotidiaoo ? Ser a administragio l; ra augmentar o numero desses pesquisadores da
Ella quasi que s vende tabaco o que forma urna i verdade em ordem a fazer o bem, os quaes de-
insignificante parle do que consomm os mesmos sejam com desinteresse lodo o proveito que a
fumistas. Nio a polica quem semeia, lavra, humaoidade pode colher do inleresse bem eoten-
lece, Da, quem leva os gneros aos mercados.ote I dido. Henriqce Bandrillart.
Ser o acaso que faz essa grande obra de proTi-} [La Presse.H. Duperron.)
FOaLHETIM
IA FAMILIA TRGICA
Poltica religiosa de Felippe II.
i
Tal o titulo de um eatudo histrico, que Mr.
0 visconde de Meaux acaba de publicar nos lti-
mos nmeros do Correspondente.
Este estudo, e especialmente a sua segunda
parte, rololiva revolugio do seculo XVI nos
Paizes-Baixos, naturalmente devia inspirar-nos
um vivo sentmenlo de curiosidade. Conlavamos
encontrar as apreciages de. Mr. de Meanx ves-
tigios dos recentes trabalhos" de muilos historia-
dores eminentes sobre as agitages suscitadas
as nossas provincias pela instituigo do protes-
tantismo. Esperramos ver o redactor do Cor-
respondente cilar as obras de Mr. de Gerlache, e,
com maioria de razo a inlrodueco historia do
reino dos Paites Baixos.
Nossa esperance, contestamos com eentimento,
nao se realisou completamente. Mr. de Maaux
emilte, sobre Felippe II e sua poltica, juizos
quo ha vinte annos, elle nio poderia manifestar,
sem levantar universaes clamores. O progresso
das sciencias histricas, a descoberta de muitos
documentos preciosos, tem feito justiga is deca -
mages de ignorancia o de mi t, Mr. de Meaux
pois, nao tem grande mrito pelo fado de ratifi-
car urna opiniao, ha muito tempo confirmada pe-
la sciencia.
O que se deve exigir hoje de um historiador,
urna attitude decidida na grande lucta entre a
verdade e o erro, lucta que constilue o essencia!
da historia, e cujis peripecias se suceedem sob a
oossa vista.
E, para fallar a verdade, esta condigo nao
di nial para um escriplor calholico. Elle parle
de dados certos, sabe d'onde vera e para onde vai
A longa seria dos seculos para elle allumiada
pelo evangelho. Elle segu a egreja alravez das
suas provas, dos seus combates e dos seus trium-
phos ; julga os homens, os acontecimeotos, as
insltuiges, luz desta palavra divina : Aquel-
lo que nao e por mim contra mira.
Tambem, dizemos*francamente, lemos o estudo
histrico de Mr. de Meaux com penivel sorpreza.
Todos sabem perfeitameate que elle catholico,
mas a sua opiniao sempre cheia de reservas,
do protestages, de distinges de todo genero.
Afinal nio se sabe se elle pelos hereges, ou se
pelo rei
Emiti, como j dissemos, sobre Felippe II,
juizos nao smenlo severos, mas profundamente
injustos; faz revolucio concesses enormes,
tem para seus hroes aitenges e mesmo elogios
integramente inexplicaveis.
Finalmente, exalta sob o nome de liberdade de
coosciencia, os meios de paciticago religiosa
adaptados, talvez, s necessidades dos lempos
modernos, mas que no seculo XVI leriam sido
a apostasia social e o suicidio da Europa chris-
ta.
Esta maneira de escrever d, verdade, ao
cont do escriplor um ar de imparcialidade que
pode seduzir alguns leitores.
Veodo-se o historiador elogiar e censurar os
campos os mais oppostos, julga-se que elle est
ao abrigo de toda e qualquer preoecupagio de
partido.
E' precisamente este resultado que nos deplo-
ramos : o historiador deve ser sempre do partido
da egreja e da sociedade.
Preferimos cem vezes a escola puramente des-
critiva de Mr. de Barante & este systcma de tran-
saeges ecleticas, que perturba a razo e deixa o
corago na indifferenga.
Nao esperamos algunas bem destas funestas
considerages pelos inimigos a egreja, e destes
sacrificics indulgentes dos quaes a verdade a
victima.
A moderago, certamente, ama eminente vir-
tude ; mas, diz Mr. de Falloux: a eu desejava
poder preserva*} da fraqueza a minha moderago,
e nao conhego fraqueza mais manifesta do que
aquella que avista de Iransacges e ajustes de
um dia, attenua a metade de urna verdade para
salvar a outrs. O inimijto toma aquillo que lhe
sacriticaes, e leva para o seu eampo, sem se jul-
gar obrigado am recoohecimento elle ser
tanto mais ousado, quanto mais fraco fordes :
eis tudo.
Sentimos que Mr. de Meaux, no qual alias se
revela um talento dislincto, niotivesse compro-
hendido estes deveres do historiador ; entretan-
to, elle tinha sob os olhos um modelo, que a
Blgica pode cilar com legitimo orgulho. A In-
troducro historia do reino do% Paites Baixos
, nio hesitamos em dizer, a obra-prima de Mr.
de Gerlache. Sabe Deus que infatigavels indaga-
ges e peniveis trabalhos foram precisos para
levantar este monumento 1
Nossos leitores cooheeem o juizo Orme e segu-
ro, as vistas elevadas, a altiva independencia, e
mais que tudo o accento francamente catholico
de Mr.de Gerlache.
Fallando dos trabalhos historeos deste Ilustro
escriplor, o nosso Qm chamar a aliengao sobre
certos fados apreciados de urna maneira estranha
pelo redactor do Correspondente.
Importa flxar os resultados da sciencia e nie
entrega-Ios controversias perpetuamente reno-
vadas. Parece-nos que Mr. de Gerlache dissera a
ultima palavra sobre o reinado de Felippe II. A
obra do historiador belga est para o futuro ao
abrigo de todo alcance.
A primeira ceosura que devemos fazer a Mr.
de Meaux, nio I6r elle comprehendido a gran-
deza do carcter de Felippo II. Nio lhe pos-
sivel deixar de admirar certos tragos, nos quaes
as alias qualidadas deste principe, assim como o
seu desinierosse e dedicagio heroica pela causa
do catbolicismo brilham com todo o esplendor ;
v-se entretanto que esta homenagem ditlic a
Mr. de Meaux : Felippe II, diz elle, duas ou
tres vezes soube sacrificar as suas paixoes ao prin-
cipio que elle acredilava ter dedicado a sua vi-
da ; mas, no curso ordinario de sua poltica,
muilas vezes confunda as suas paixoes com o
principio supremo e sagrado, e imaglnava asse-
gurar o triuropho da verdade, quando fazia trium-
1 phara lodo o transe sua propria vontade. Sa-
j tisfazer o seu odio era seus olhos vingar a re-
i ligiio ; mitigar a sua insaciavel sede de domi-
nar era estabelecer o reino de Deus sobre a trra.
Tambem nio se manifesta nelle nenhum signal
de lucta o de contradiegao ; por urna estranha o
for
CHARLES HUGO.
. SEGUNDA PARTE.
O Pae.
VII
A PORTA INVISIVEL.
( Conlinuaco. ]
Alina precipitou-se para a sua cmara, eali se
encerrou.
Possuia a prova, prova flagrante e irrecusavel,
.de que Pedro Qngiu sabir do castello, de que Br-
gida mentiu quando assim o affirmou, finalmen-
te de que alguma traico se tramava eo redor
delta.
Mas quem ?
A coodessa reflectindo conheceu que essa Ini-
cio datava de longe : len ento claramente as
comedias e habis astucias inventadas para se
abusar da sua credulidsde.
Era portaoto evidente que as suas cartas ti-
nham sido interceptadas, abertase subtrahidas.
Por quem ?
Urna nuvem sombra passou pelos seus olhos
quando nio pode deixar de dar esta resposta ao
seu pensamento interior:
Pelo Sr. de Vissec I
Quem era pois o Sr. de Vissec?
A condessa achou-se de novo eu face desta
nergunla, que a si mesma fazia em voz baixa e
estremecendo, como no dia em se vira pela pri-
meira vez frente a frente com o prisioneiro da
torrinha.
E da mais inteira conanga paseara para a in-
credulidade a mais mysterioaa.
Pensar que durante dous mezes prsseoteira se
(] Vide Diario a. 83.
sorrira esse homem que assim procurava des-!
pedagar o lago conjugal, que a prenda a seu ma- !
rido, a esse homem que quera obstar a effusio |
intima do seu corago 1 Pensar que prodigalisra
as suas gragas a esse infiel que assim zombava
dos seus tormentos, das suas lagrimas e das suas
angustias de mulher 1
E quem era, grande Deusl esse ioimigo em
que repentinamente se iransformava o velho Q-
dalgo lio solicito e dedicado, o companheiro dis-
creto da sua solidio, que tantos prazeres lhe
procurava, e que lhe era um confidente, um ami-
go, um pae? Que ramalhete era esse do corte-
zias e affagos, de onde saina de sbito a vene-
nosa mordedura de urna serpete? Oue embos-
cada era essa oceulta sob a brilhante capa de urna
extrema dedicagio?
Quem era o traidor que assim se disfargava em
gentil-homem ?
E para que essa traigo ? Qual o seu fim ?
Que interesse poda ler o Sr. de Vissec em in-
terceptar a sua correspondencia ?
O fado era lio evidente quanto era incompre-
hensivel, e todo o raciocinio da coudessa quebra-
va-se ante o nada das conjscturas.
O seu pasmo era profundo 1
Trmula laugou mao da da penna, e escreveu
a seu marido urna deesas cartas em que o terror
se tradaz nio s em cada urna das lionas, mas
tambem na precipitado com que parece terem
sido ellas escripias:
c Vinde I.... apressae-vos I correi 1 nao es-
peris mais um dia, urna hora, um minuto se-
querl.... Passam-se aqu cousas extraordina-
rias I E' o Sr. de Vissec quem intercepta as
nossas cartas sei disto teoho a prova I...
Chegaedepressa, ou ento sinlo que eslou per-
dida.... Nao sei o queme quer esse homem....
mas elle csusa-me agora horror I....
Como fazer chegar essa carta ao seu destino ?
Felo correio? porm nio o havia na povoa-
cio, seria preciso ir al Montpellier 1 Esperar
que passasse o catteiro, o que cottumara ter lu-
gar duas vezes por semana?.... era perder tem-
po, e oaquellas circunstancias os das lhe pare-
cido! seculos I Enviar um portador propro e se-
guro?.... mas quem? Ella s liona Brgida jun-
to i sua pessoa, o Brgida era totalmente dedica-
da ao Sr. de Vissec 1.... Ir ella mesma ao Del-
plimaio? como partir s, p, de noite, sem
guiaella, urna traca mulher I Era impoaslvel I
O que fazer ?
Essa carta devia ser entregue: era preciso que
esse grito de espanto partido do seu corago
atribulado chegasse ao conhecimento de seu ma-
rido I Essa carta, era a aua salracao UCumpria
culpavel illuslo. o seu orgulho a sua f se ajus-
taran) e em commum contribuirn) na composi-
Cio do seu fanatismo. Acreditava que obrava em
nome do Todo-Poderoso e por isso prosegua
nos seus designios sem iraportar-se com a justi-
ga eterna, nem com a inveecivel forga das co-
* ; e impassivel e implacavel como o destino
dos pagaos, elle marcha para o seu fim contra
lodo o direito.
Mr. de Meaux demasiadamente inspirado por
Prescoli, Molley e especialmente por Mr. Gui-
zot, quando traga este retrato. Descobre-se nelle
os vestigios, apenas enfraquecidos, das calum-
nias levantadas pelos escriptores protestantes.
Felippe II apparece-nos na historia inteirsmente
oulro.
Este prncipe era precisamente dotado era um
grao eminente, da* qualidades que Mr. de Meaux
contesta : a abnegagao e o desinteresse ; elle se
distingue por urna poltica constantemente eleva-
da, livre de toda a preoecupagio egostica, sem-
pre dominada pelo interesse da religiio e da so-
ciedade
Consagra-se todo inteiro defeza do catoli-
cismo ; sacrifica as suas finangas, tropas e popu-
lardade ; arrisca a cora, dizendo que prefere
perder todos os seus estados, perder coi vidas,
se as tivesse, do que reinar sobre hereges.
Na grande lucta, que sustenta contra a refor-
ma, elle nio recua diante de difficuldade algu-
ma, nio esmorece peranle os maiores rerezes.
Queodo lhe annunciaram a perda daquella inven-
civel armada, que elle dirigir contra a Inglater-
ra, e cujos armamentos haviam esgotados os re-
cursos do reino, elle faz o signal ja cruz e res-
pondeu com voz calma : u a tinha enviado
contra os homens e nio contra as ondas.
Aos nossos olhos, esta resignago sublime.
Se Felippe II quizesse mitigar esta insaciavel s-
de de dominar, que Mr. de Meaux lhe empresta,
se s procurasse o trlumpho de suas paixoes,
nio teri abragadocom tanta energa a cmsa do
calholicismo.
A reforma oflerecia sua ambigo perspecti-
vas bem seductoras. Elle poda, como tantos ou-
lros principes seus contemporneos, enriquecer-
secom os despojos da egreja, e construir sobre
as'ruinas da liberdade, da qual era elle o guarda,
o edificio de urna sanguinaria e monstruosa ly-
rannia.
Se Felippe imitasse o exemplo de Henrique
VIII, toda a Europa seria protestante, diz Mr. de
Gerlache. E certamente, se elle s cuidasse no
augmento do seu poder, devia imita-lo, porque
nenhum principe foi mais poderoso do que Hen-
rique, que foi papa e ao mesmo tempo monarcha
da Inglaterra.
Quanto ao mais, nao encontramos na historia
indicio algum a'esta insaciavel sedo do dominar,
que Mr. de Meaux lhe imputa.
As Retardes dos embaixadores Venesianos jun-
to corte de Madrid apresentara este principe co-
mo isentode toda idea de conquista.
Todas as suas aeges, dizem elles, tem por
Qm, nao estender os seus estados por meio da
guerra, mas conserva-Ios pela paz... Elle se mos-
tra salisfeito pelas dignidades o estados que pos-
sue, com tanto, diz elle, que as possa gozar na
paz.
Preferimos estes testemunhos contemporneos
e de urna irrecusavel imparcialidade aos retratos
de phantasia, copiados por Mr. de Meaux. E' de
notar, porm, quo a poltica de Felippe II rara-
mente foi aggressiva. S tomou armas contra os
Turcos e os hereges. O chrislianismo lhe deve a
conservarlo da ilha de Malta, e a victoria de Le-
panio, que deu um golpo mortal no poder mu-
sulraano. Se foi menos feliz contra o protestan-
tismo, nio foi por falta de perseveranga e gene-
rosidade de sua parte. Mr. de Meaux est ainda
mais looge da verdade, quando assegura que a
origem da revolugio dos Paizes-Baixos no seculo
XVI se eocontra as emprezas de Felippe II con
ira as liberdades publicas.
A dar-se-lhes crdito, o filho de Carlos V
apresentara se em Flandres como eslrangeiro e
despota. A sua mtoridade offendia o seatimento
nacional, e o espirito de liberdade.
A' este duplo titulo, ai opposiges deviam
manifestar-so unnimes ; os direitos adqueridos
podiam ser invocados ; a resistencia tinha urna
base legal, urna causa patritica.
Nio se poder mais abertamenle desconhecera
veracidade dos tactos. Os propros escriptores
protestantes sao aqu mais justos que Mr. de
Meaux. Elles confessam que os privilegios popu-
lares nunca foram menos ameagados. Se liveram
mais tarde de soffrer os oxcessos da reforma, el-
la disto foi a causa.
Pelo contrario, o primeiro privilegio das pro-
vincias flamengas, era a cooservago da religio
eatholica. Felippe II, punindo a propagagao da
heresia, observava o seu juramento de fidelldade
s cartas nacionaes. E' o que muito bem moslra
Mr. Groen Van Prinsterer, archivista da casa de
Orange-Nassau :
Difflcilmento se provar, diz elle, que Felip-
pe II tivt-ra o desejo de destruir as liberdades do
paiz. No comeco do seu reinado, oa justifica
esta supposio. Depois, na questo dos privile-
gios, necessario nao perder de vista que a coo-
servago da religiio romana era precisamente um
dos privilegios melhormenle estibolecidos ; que
a violagio das liberdades e dos costumes foi an-
tes urna consequoncli da guerra do que a sua
causa.
Desejavamos saber tambem d'onde Mr. de
Meaux collige. que Felippe II submettera a sua
poltica paixoes pessoaes.
As Relagoes dos embaixadores venesianos, pe-
lo contrario, nos piotam este monarcha como um
homem de costumes brandos, de maneiras agra-
dareis e seductoras, justo, bcoeficenle, caritativo,
de urna piedade e de urna probidado escrupulo-
sas.
Fazemos urna alta idea da intelligencia de Mr.
de Meaux, para crer que elle ainda d f s ca-
lumnias, espalhadas na occasiio da morle de D.
Carlos. O supplicio do conde de Egmont talvez
fosse impoltico, mas hoje est demonstrado que
fura justo. O mesmo se di quanto ao conde de
Horn.
Pode-se censurar a execugio de Mootigny,
mas preciso levar em conta lambem as circuns-
tancias e o direito publico da poca. Montigny
era um conspirador, havia tomado parte na ro-
que Christiano a recebesse a todo o transe, nio
Importa como, por que via, por que intermedio 1
Se o capito nio voasse em seu soccorro o que
seria della ? O que pretendera fazer esse homem
do mystero e das ttevas 1
E Alina recordava-se da commogao do Sr. de
Vissec, do seu silencio e pallidez por occasiio da
entrevista que com elle Uvera pela manhaa: re-
cordava-se da maneira e do tom com quo elle
pronunciara estas palavras:Daqui a oito das 1
Dahi a oito das se Christiano nao estivesse ao
seu lado, ver-se-hia ella a sos naquella solidio
com esse homem que ji entao lhe pareca terri-
vel I E a pobre moga abysmava-se a esse pensa-
mento vertiginoso como se estivesse & borda de
um pricipicio 1
Ella senta confusamente que um pergo igno-
rado, mas formidavel, a ameagava ; e que o som-
bro crime perpetrado no castello de Ganges ira
prender-se ao seu destino, se Deus permiltisse
que se passassem os das sem Christiano ser avi-
sado, e se aquella caria ali ficassa permanecen-
do sobre a mesa.
A condessa ia e vinha na cmara fatal, com o
olhar fixo, a mao agitada por um tremor convul-
sivo, escutando o sussurro das errores no par-
que, o queixoso gemido do vento na obscuridade
dos corredores, e essa resposta sinislra do silen-
cio que a noite d ao terror.
De vez em quando olhava par a sua cartaali
immovel.como opassarinho nagaiola olha peza-
roso para o ar aspirando sua liberdade.
De repente estremeceu e parou muda e petri-
ficada no meio da cmara.
Julgava onvir por detraz da tapegaria, junto
cabeceira do seu leito, um ruido singular que se
assemelhava com o rangerde orna chave que se
procurasse introduzir na (echadura.
Na disposigio de espirito, em que se achava, a
condessa toroou-se paluda, prestou toda a alten-
gao.
O ruido pareca sahir nio de urna das portas
da cmara, mas da espessura mesmo da parede.
A cmara eslava allumiada por urna alampada :
da parte de franoite profunda 1 No castello
tudo silencioso I
Escutou ainda: sempre o mesmo ruido, e no
mesmo lugar I
J nio poda haver a menor duvida ; era urna
chave que inlroduziam u'uma fechidura, era ama
porta que procuravam abrir. Alina correu i que
dar para a escadanioguem I Abriu a do ga-
binetenioguem I... e o ruido continuara sem-
pre I
Evidentemente alguem procurava ali penetrar,
e ella ia ver spparecer. nessi cmara, & teme-
rona, e no momento mesmo em que elle vinha
eapox i corte de Madrid os rotos dos seus com-
patriotas, corresponda com os inimigos do rei.
Alm diste, nada autoras i crer que a sua morle
fosse o resultado de urna ringanga petsoal.
Me. de Meaux proba emfim Felippe II ter
sido c implacavel, impassivel como o destino dos
pagaos, marchando para o seu fim contra todo o
direilo.
Dpoisi algumas linhas mais abaixo e por ama
singular coutradico, elle asslgnala entre as ra-
ras qualidades deale principe, a sua perseve-
ranga, a sua constancia, um trabalh quo nunca
moderado, urna applicago, que nada pode dis-
trahir.
Qualquer que seja a opiniao de Mr. de Meaux,
a invencivel firmeza de Felippe II, e esta cons-
tancia inabalavel ficarao para a historia um eter-
oo objecto de admiragio.
Estas qualidades sao tanto mais notareis quan-
to, para ad>jueri-las, Felippe II devia se ve'ocer a
si mesmo. Elle era naturalmente fraco e inclina-
do s concesses. Durante os primeiros annos do
seu reinado, sua poltica' foi mcerta. Commetteu
duas grandes fallas retirando as tropas hespanho-
las, que oceupavam os Paizes-Baixos e sacrifican-
do o cardeal de Granvelle ao odio do Taciturno
e dos descontentes da nobreza. Has quando per-
cebeu que tinham prelenges i egreja e socie-
dade ; quando os seus sectarios cobriram de rui-
nas o paiz; quando se riu trahido (por) d'Oran-
ge, d'Egmont e pela nobreza, eolio elle lomou
urna attitude enrgica e decisiva.
O plano restricto d'este nosso trabalho nao nos
permute descrever a luta gigantesca entre Felip-
pe II e todas ai forgas da heresia. Mr. de Ger-
lache pintou este quadro com mi de mesfre. En-
viamos os nossos leitores sua importante obra.
Lendo-s, reconhecerio comnosco que foi ina-
balavel couslancia, e heroica firmeza do mo-
narcha hespanhol, que a Blgica dere o hnmen-
so beneficio de ler conserrado a sua f.
Lastimamos Mr. de Meaux por nio ter eora-
gem de fazer justiga Felippe II. E' bello atrof-
iar, todos os preconceitos para no fim render ho-
menagem rerJade desconhecida ; 6 sobretudo
digno de um escriplor catholico rehabilitar ao
olhos do mundo a memoria de um prncipe, que,
apezar de seus defeitos, foi um grande poltico
um christio sincero.
Infelizmente o redactor do Correspondente quer
apreseotar o conde d'Egmont como ura dos mais
importantes caracteres do seculo XVI.
. Eis em que termos Mr. de Meaux traga o re
trato do conde d'Egmont:
Mais rido de honra do que de poder, pre-
sumpgoso. fcil de engaar e seduzir. porm ge-
neroso e sincero e antes de tudo catholico ; pa-
triota e subdito fiel, embaragado e como que os-
cillante entre as tres causas que o dominara, po-
rm ambicioso de servir a todos, resolvido a nio
irahir nenhum ; prompto egualmente a reclamar
concesses em favor dos protestantes e i castigar
os seus excessos, comproroclteodo-se emfim pa-
ra com o rei, a poni de perder-se, mas nunca
consentinde rerollar-se.
Apezar da excessra indulgencia do pintor e
das discretas attenges do seu pincel, fcil de
reconhecer-se n'esle retrato um carcter fraco e
cobarde, um d'estes homens inaccessiveis s ins-
pirages generosas, neapazes de grandes resolu-
ges, trahindo pela sua cobadia as causas que
pretenden! servir, e servinde. pela sua fraqueza
aquelles que pretenden) combater.
Tambem nao sabemos explicar a admiragio de
Mr. de Meaux pelo conde d'Egrrront, assim como
o espanto, que lho inspiraram extraubas aecu-
sages lerantadas contra este pretendido gran-
de homem.
Admittimos que se ache impoltica a execugo
do vencedor de Grarelines; e nio eomprehende-
mos como se censura aos caiolicos por ter des-
coohecido a. seu altivo e generoso espirito de in-
dependencia, nos repugna ver fazer do seu ca-
dafelso um pedestal, sobre o qual se vem escre-
ver que a Blgica nao tem, sem duvida, ni his-
toria um representante mais fiel do seu velho es-
pirito religioso.
Temos talvez sobre a independencia, honra,
lealdade e patriotismo, ideamais intolerantes do
que o redactor do Correspondente. Julgimos quo
a independencia consiste na pratica do de ver,
nio fazendo caso de rias popularidades; que a
honra ama as altitudes nobres e altiras e deipre-
za os meios empregadospela intriga ; que a leal-
dade reside na fidelidade;. o/ie o patriotismo,
emfim, se inspira com os grandes e dura veis in-
teresses da patria e nao se abana a fomentar con-
tra o poder urna opposiso facciosa e sem digni-
dade. Debaixo de todos estes pontos de vista, o
conde d'Egmont nio merece nenhum dos elo-
giosv que lhe faz Mr. de Meaux. E' o que ensaia-
remos demonstrar, com a historia na mi.
O conde d'Egmont oceupava nos Paizes Baixos
urna das mais considerareis posigoes. O seu al-
to nascimento, fortuaa o diahilidade militar o col-
locavam no primeiro lugar da nobreza belga o
lhe davam no consetho dqgovorno urna poderosa
'"Dfluencia.
Elle nio comprebende os deveres ligados ej~
tas grandezas. O anligo amigo de Carlos V,. o
caralbeiro do Tesio-d'Ouro misturava-se com
homens faltos de costumes. Foi as orgias.quo
urdiram-se as manifestagoes grosseiras ou mes-
quinbas, dirigidas contra Granvelle e o- go-
verno.
A paxio poltica fez d'Egmont desconhecen o
sentimento das mais vulgares conveniencias. Le-
vou a insolencia ao ponto ao ponto de urna oc-
casiio jantar em casa de Margarida de Parma re-
vestido dos signaes distinctivos da liga ant-cac-
dinalists.
Urna outra rez ceste grande realista, av&acou
dizer a Hopperus tque nao se qusria Grahs-
velle, e sim o rei, que administrava to nal o
publco da mesma maneira a religio, como j
lhe tinha advertido.
[Contimtar-st-ha )
lhante hora da noite, "emquanto se achara s e
sem defesa, alguem que conhecia as sabidas se-
cretas do castello, alguem que tinha pira ali en-
trar urna chare e urna porta secreta I
A' um nome, que de sbito se lhe apresenlou
ao pensamento, todo o sangue gelou-se-lhe as
veas, e o corpo todo inundou-se de um suor fri
que o cobriu dos ps atea ponta dos cabellos.
Entretanto teve forgas iuda para gritar:
Quem esli ah ?
Eu! respondeu urna voz do outro lado da
parede.
Eu, quem ?
Brin-de-Mousse,
Brin-de-Mousse 1 tu., aqu 1 tumeu ami-
go, meu filho, minha providencial___O'meu
Deus 1 eu vos rendo mil gragas I
E a condessa arrmou-se parede para nio ca-
hir de contentamente : respirou entao como um
abogado a quem se estendesse a mi, como um
asphixiado quem se permiltisse respirar o ar li-
vre, como um moribundo que tornasse abrir os
olhos luz : e nao achou para dizer seno esta
palavra, que lhe expirou nos labios:
Salva 1
Est prompta a vossa carta ? perguntou o
menino. Eu venho busca-la.
Mas ento desceste do cu ?
Nao de todo, porm quasi. Apre I custa
mais chegar-se aqu do que subir ao piraizo.
Onde ests ?
Na galera.
Quo galera ?
A dos retratos.
Alina lembrou-se entio vagamente dessa sala
arruinada e deserta de que seu marido lhe tinha
fallado urna vez.
E tu conhecias essa galera ?
Ouvi o vov fallar della muitas vezes, e re-
parei para suasjanellas e postigos deslocados por
detraz da talada da grande vinha.
O que ests agora fazendo ?
Procuro abrir a porta.
E existe ahi alguma porta ?
Existe, tanto que eu percebo o clsrio d
alampada da vossa cmara pelo buraco da fecha-
dura.
Alina procuron em vio descobrir sobre a pa-
rede o ngulo dessa porta Uto inopinadamente
encontrada por Brin-de-Mousse. Se com effeito
havia por ali alguma sabida era to bem disfar-
gada sob os desenos da tapegaria, que toroava-
se impossivel suspeitar a sua existencia.
A chave ? tu a teoa ?
Esperae; estou procurando-a no rolo de vo-
t Brgida. Arre I pregue! & miaba yot urna bo-
nita pega 1.... Ella me faz a esta hora na estrada
de Celte est bem servida I Eis aqui a histo-
ria : Quando nos despedimos na grande praga de
Montpellier, eu fingi-me todo lacrimoso abracan-
do-a, e subtrahi, sem ella presontir, o rolo de
chaves que trazia sempre preso cintura : a po-
bre avosinha nao viu, nem percebeu cousa algu-
nas, pois eslava sem os seus oculos, e ella sem
oculos capaz de deixar arrancarem-lhe a touca
da cabega sem levantar o nariz I v tanto como
os dous olhos cegos de um caramujo 1 Eu tinha
formado o proposito de voltar do castello, pois
dissestes que tinheis precis&o de mim ; e havia
de voltar apezar de todas as avs do mundo. Esta
manhia, apenas o dia foi apontando, puz-me
camioho ; mas sem me apressar muito com re-
ceio de encontra-la, e para dar-lhe tempo de che-
gar ao fogio da sua cozinhs. Caminhei todo o
da, e ali por volta das nove horas cheguei i po-
voago. Agn que ides ver o bonito! Vinha
eu mui surraleiramente pelo parque, occultando-
mo aqui e acola, quando ouvi um rincho, muito
do meu conhecimento : era o amigo Cyclope,
amarrado urna estaca, e roendo com todo o so-
cego a sua ragio de palha.
Boa noite, Cyclope, disse-lhe eu, espra-
me aqui um bocadioho que eu vou ter ji precisao
de ti.
E de um pulo galguei a cerca do parque, tra-
vesee! o ante-pateo, e cheguei ao p do muro do
pateo de honra : ahi esbarrei; nio era possivel ir
mais adiaote I A porta estar fechada pela parte
de dentro com grossas barras de ferro, e nio ha-
via meio de abri-la. Parar em meio caminho
lambem nio poda ser I Eu estara embaraga-
dissimo I.... Nio era ainda naja escalar o muro,
agarrando-me com pese mios : porm descer do
outro lado ? Um salto de trila ps 1 apre 1 ers
muita cousa I Brin-de-Mousse, disso eu comi-
go mesmo, nao podes fazer nada sem orna escada
ou urna corda, meu rapaz. E nisto reiu-me
urna idea ; corro ao poco, desamarro a corda que
l tinha, dou cinco ou seis nos do tamanho da mi-
nha cabega....
Alina eslava maravilhada de ourir lamanha
presenga de espirito dessa menino.
.... e eis-mo em cima do maro, continua-
ra Brin-de-Mousse, amarrei a minha corda i bi-
queirs as biqeeiras servem de caminho aos
galos.... nio importa I Depois deseambei lenta-
mente como um peifeito marujo, e puz p sem
araa do pateo de honra. AU nova demora, no-
vas reflexes: decedi finalmente que voltaria pelo
mesmo caminho, e por conseguinte que deixari
a corda Gcar para servir-me na minha retirada ;
porm descangse, eu previno tudo: como vov
poder admirar-se amanbia de manha de en-
contrar a corda do seu poco amarrada ao muro, o
descobrir logo que isso nao deixa de ser obra mi-
nha, tenho formada o projecto de esconio^U
quando voltar de baixode um monte de palha,
um canto do ante-pateo que eu s conhxco,' e
affirmo-vos que ella ser muito fina se a fr 1&
descobrir. Ora, urna vez no pateo de honra, naja
mais tinha do que tomar o. castello por assaito ;
todava Oquei inleciso. Vos me diris i Porque
nao entraste pela porta, e vieste ler com.igo pela
escada ? Assim era eu tolo Poderiam desco-
brir-me: a vov quando dorme tem um olho
aberto e oulro fechado, e um ouvido sempre aler-
ta 1.... Nada 1 Eu tinha ci a minha intencio, e
era entrar pela babitagia dos morcegos, isto ,
por esli immensa galera ande nunca entra viva
alma.
E para chegar ahi por onde vieste ? pergun-
tou Alina.
Essa boa I pelo caminho dos passaros33
janellas I
E para subir s janellas ?
Tomei o caminho das lagartixas, que o
muro!....
E o menino interrompeu-se soltando um grito
de alegra.
Bravo I c esti a chave I
Com effeito a fechadura rangeu ligeiramente,
a porta gyrou sobre si mesma, porm com tanta
suavidade que pareca gyrar sobre goozos do vel-
ludo.
Depressa I disse Brin-de-Mousse appare-
cendo sobre o limiar : vossa carta.... quero ir ji
desprender Cyclope, e partir I
Alina estendeu machlnalmento a carta ao me-
nino, e Dcou muda de sorpreza na presenga desse
espectculo inesperado, que acabava de patentear
aos seus olhos essa porta inrisircl, que se abra
pela primeira vez peranle ella.
(Continnar-M-Ao).
PlftKr- ITP.M m, I. DI FAMA, -48l.


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