Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09261


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Full Text

.
!
AIIO IIIT1I lIEIO 83
Por tres bC3 adia otados 5$000
Per tres mezes vencidos 6JJ000
OOIITA fBJIA II DI ABUL BE ISI
Pf* BM-adiutad i9$00 0
Fwta fratc para asabscriptor.
BXCARRKGADOS Da. SUBSCBIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Haraobo, o Sr. Manoel Jos Mar-
tms Ribeiio Guima/es; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAK11UAS TW3 LUKHblOS.
OHnda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Igaarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as lergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
qoeira, Ingazelra, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhiem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante as 4 horas 4 minutos da
manhaa.
10 La ora ss 4 horss e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 36 horas da
manhaa.
24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. Nosa Senhora dos Prazeres.
9 Terga. S. Demetrio b. ; S. Acacio b.
10 Quarta. S. Ezeqniel profeta; S. Terenclo m.
H Quinta. Instituido do SS. Sacramento.
13 Sexta. S. Vctor m. ; S. Vessia r.
13 Sabbado. S. Hermenegildo principe.
14 Domingo do Boro Pastor. S. Tiburcio m
AUihAUAs uus TtUMUNAKa UA OAfifAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco: tercaa, quintas e sabbadoa as 10 hora.
Fazenda : tercas, quintas e sabbadoa as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos:: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara do civel: quartas e sabbades a-1
hora da tarde.
ENCARHEGADOS DA SUBSCRIPgA DO SB**
Alagoas. o Sr. Claudino Fakio Dia; B
Sr. Jos Martin. AIt..; Bio ae n#i g^
Joao Pnretra Martina.
EM PERNAMBVCO.
O proarietario do diario Meneel Figoeiroa d
Patia.Da sea lirraria prsga da Independencia nev
6 e 8.
PaRTE offickl.
Governo da provincia.
Expediente do dia 8 de abril d 1861.
Officio ao. Exm. presidente do Cear.Acenso
rtcebido o ofllcio de V. Exc. de 19 de margo al-
uno, con qualro exemplares, sendo dous do re-
iatorio que V. Exc. apresentou assembla le-
gislativa dessa prorincia na abertura de sua ses-
sao ordinaria do auno passado e dous das collec-
goes das leis promulgadas pela mesma assembla
uaquelle anno.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. Exc.
dous exeroplares e annexos do relatorio quo apre-
sentou o meu antecessor o Exm. Sr. Dr. Ambro-
sio Lei ti o da Cunha, por occasio da abertura da
assembla legislativa tiesta provincia em sua sos-
sao ordinaria do correle anno.Iguaes aos de-
tois presidentes de provincia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da inclusa conta, mande V. S. pagar a
Joo Guilberme Ronu a quautia de 20$, por ar-
mar os cortinados do palacio da presidencia.
Dito ao mesmo.Orto do contedo de sua in-
formarlo de 3 do correnle, sob u. 247, tenho a di-
zer que quando houver crdito, mande V. S. pagar
ao capito Temoleo Peres de Albuquerque Ma-
ranhao a quaotia de 20, a que tem elle direito
por haver apresentado o voluntario Francisco Pi-
res Ferreira, que se scha com praga no 10" bata-
Thao de infantaria, segundo intormou o coronel
commandante das armas em ofllcio de 18 de
margo ultimo, sob n. 382.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Logo que fdr possivel, conforme V. S. indica em
sua informarlo de 23 de margo ultimo, sob n.
107, mande pagar ao arrematante das obras do
hospital Pedro II, Manoel Niscimento de Arau-
jo em vista do competente certificado da 3 pres-
tarlo de seu contrato, por haver elle executado
mais da terga parle daquellas obras, segundo in-
formou o director das obras publicas em officio
do Io do citado mez de margo, sob n. 49.Com-
municou-se ao director das obras publicas.
Dito ao juiz de direito do Rio Formoso.De-
volvo a Vmc. os mappas estatislicos dos traba-
lhos da P sessao ordinaria do jury dos termos do
io Formoso e Sernhem no corrente anno, am
de que lhes addicione as observagdes de que tra-
ta o aviso do ministerio da justig* de 8 da Janei-
ro de 1855. junto por copia.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio aot secretario da assembla legislativa
provincial.Ordeuou-me o Exm. Sr. Dr. Joa-
quim Pires Machado Portella que eu comrauni-
asse a V. S. para o fazer constar assembla le-
gislativa provincial, que no dia 6 do corrente as-
sumir a administrsgao desta provincia na qtiali-
dade do seu 2o vice-presidente. O mesmo Exm.
Sr. manda assegurar essa assembla a mais
franca e prompta eoadjuvagao em ludo quauto
for relativo ao servigo publico.
Dito ao mesmo.De ordera do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia transmiti V. S., para
serem presentes assembla legislativa provin-
cial os inclusos artigosde posturas addicionaes,
que remetteu a cmara municipal do Brejo enm
o ofllcio de 25 de Janeiro ultimo.
Dito ao mesmo.O Exm., Sr. vice-presidente
da provincia, a quem foi presente o officio de V.
b. de 6 do corrente, manda declarar V. S. que
dei sciencia thesouraria provincial, das nomea-
ges dos empregados da secretaria da mesma as-
sembla, a que se refere o citado officio.Com-
municou-se referida thesouraria.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. vice-presidente
da provincia, manda transmit 4 V. S. para se-
rem presentes 4 assembla legislativa provincial,
os actos da presidencia abrindo crditos supple-
mentares de conformidade com a lei n. 488, de
16 de maio do anno passado.
Dito ao Dr. Tbeodoro Machado Freir Pereira
da Silva, juiz de direito de Garanhuns.S. Exc.
o Sr. vice-presidente da provincia manda aecusar
Tecebido o officio de 26 de margo ultimo, em que
V. S. participou ter naquella data deixado o exer-
cicio do seu cargo para tomar assento na assem-
bla legislativa desta provincia.Fizeram-se as
precisas eommunicagoes.
Dito ao bacharel Miguel Jos de Almeida Per-
nambuco Jnior.O Exm. Sr. vice-presidente da
provincia manda communicar 4 V. S. que pelo
seu ofllcio de 4 do corrente, ficou ioteirado de
haver V. S. naquella data prestado juramento
e entrado interinamente no exercicio das func-
goes de procurador fiscal da thesouraria provin-
cial.
DESPACHOS DO DIA 8 DE ABRIL DI 1861.
Requerimentos.
Augusto Rufino de Almeida. Ioforme o Sr.
juiz municipal do termo do Rio Formoso.
Gregorio Jos de Santa Anna.Informe o Sr.
director do arsenal de guerra.
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo.
Informe o Sr. director do arsenal do guerra.
Bacharel Joaquim Theotonio Soares de Arelar.
Espere o supplicante que o governo imperial
marque ordenado ao lugar que oceupa, derendo
solicitar quanto antes a sua carta.
Jos Antonio da Silva Baodeira. Informe o
Sr. commandante docorpo de polica.
Jos Teixeira da Motta Cavalcanti.Informo o
Sr. juiz municipal do termo de Iguarass.
Juvina Augusta Guimaraesde Lemos.Informe
o Sr. commandante da estago nava!.
Manoel Antonio de Jess.Como requer, (kan-
do o cessionario obrigado 4 fazer a sua custa o
caes projectado em frente do terreno.
A mesa regedora da irmandado de Nosss Se-
nhora do Rosario de Santo Antonio.Informe o
Sr. thesoureiro das loteras.
Saunders Brothers & Companhia.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda, oviodo
o da alfandega.
Temoleo Peres de Albuquerque Maranhao.
A thesouraria de fazenda tem ordem para pagar
ao supplicante, logo que haja crdito.
Vicente Ferreira de Fringa.Informe o Sr. di-
rector das obras publicas.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Marinha.
J4 por vezes temos dito e agora tornamos a
repetir que a poslgao gtographica de Portugal,
suas extensas e ionginquas cotonas, seus nume-
rosos portos, todo nos indica que a mo da Pro-
videncia o creou para ser tina poderosa nago
martima.
A historia nos enslna que omos grandes, quan-
do eramos fortes nos vastos marea, quando as
nossas numerosas armadas cruzaran) a exleoso
do ocano ; ento era o nono nome respetado
de um extremo ao outro do globo e as santas qui-
nas campearan gentis e airosas at as mais re-
notas regioes.
A prosperidade e gloria que adquirimos nos fl-
teram dormir sobre louros tio be gachos, as
desventuras que nos perseguiram no* quebranta-
ran) os brioa o nos Qzeram largar um aceptro que
deveriamos ter cuidadosamente sustentado.
Nao procurramos explicar aa causas da nossa
decadencia martima, a traico, o desamor da pa-
tria, a indlferenga poltica, urna desnimacao,
nata Inercia o desprezo implica.veis pelas nos
sai cousas para isto tm contribuido em todas as
pocas.
O reinado dos Philippes foi, como lodo o do-
minio estrangeiro, urna poca calamitosa para
Portugal; durante ella oa revezes foram frequeo-
les e as desventuras cresceraro a par da vexago.
O leo de Castella, devorando os recursos destes
reinos, fez esquecer os nossos dominios nos ma-
res, a nossa bandeira jazia agrhoada a cores es-
tranhas.
Anda que quebrantado, Portugal nao podia sc-
ceitar^um dominio que as suas leis condemna-
yam, "nao podia acceitar um principe estrangeiro
imposto pela torga e chamado pela traigao, se li-
ona pruduzido um Christovio de Moura produzio
lambem um Joo Pinto Ribeiro, se um tinha
vendido a patria, o outro a resgatou.
A restaurago do 1." de dezembro de 1610 tor-
oou a levantar do abatimento a Portugal e anni-
quillou a indifferenga, revivendo a f em seus
destinos.
O governo do Sr. D. Joao IV, nao obstante a
guerra em que eslava erapenhado para sustentar
a nossa independencia, nao obstante as caballas
no interior do reioo promovidas pelos partidarios
de Hespanha, de novo procurou crear as nossas
forgas de mar e foi com ella que resgataraos nao
pequea parte das nossas colonias assenhoreadas
pelos boltandezes.
Porm os esforgos e sabedoiia com quo os nos-
sos res portuguezes susteotavam o nosso poder
martimo nao foi asss forte para poder resistir
aos acontecimenlos da Europa em 1789, oem s
funestas consequencias por elle originadas.
A invaso dos francezes em Portugal, alm de
nos trazer seis annos de guerra, trouxe-oos o an-
niquillamento do nosso commercio, e foi a causa
primaria da destruigo do nosso poder martimo.
Se n'aquella poca, por causis que careceran!
longo espago a desenvolver, j4 nao podamos fi-
gurar como patencia martima de primeira or-
dem, possuiamos ;todavia urna forte e respeitavel
armada.
Quando, em consequencia da invaso dos fran-
cezes, o principe regente embarcou para o Brasil,
anda foi acompanhado por urna esquadra de dez
homens de linha, fra fragatas e vasos de menos
lolagao, esta esqusdra porm l se foi perder, e
diminuta parte apenas regressou 4 Portugal com
o Sr. D. Joao VI.
A rebellio do Sr. D. Pedro contra el-re seu
pae, contra Portugal, foi o golpe mortal na nossa
prosperidade martima; roubou-nos a nossa me-
Ihor colonia consumidora dos nossos productos e
com ella os vasos que tinhamos n'aquelles por-
tos, e soltando os seus corsarios contra o com-
mercio portuguez, nos causou grandes e quasi ir-
remediaveis damnos.
O poder martimo de Portugal que tinha resis-
tido por tanto lempo aos revezes da fortuna nao
pode resistir 4 rebellio traigoeira de um principe
da casa de Braganga que, para haver urna corda,
nao nesitou em quebrar os lagos da natureza,
em renegar, o nome portuguez, em rebellar-se
contra a sua patria, em rasgar a bandeira das san-
tas quinas, a sagrada bandeira de Ounque, n4o
nesitou em punir com o crime a fldelidade do
soldado portuguez, casgando-o com as penas
msis crueis e as injurias mais ignobeis.
Porm, nao obstante tantos desastres, Portugal
anda contava com urna pequea marinba com-
posta de duas naos e d'algumas fragatas, erara
estes os restos da sua antiga opulencia ; restos
que n'um governo tranquillo poderiam servir de
ncleo para a restaurado das nossas forgas ma-
rtimas, porm os altos juizos da Providencia li-
nham determinado que o Sr. D. Pedro seria o fla-
gello d* patria e o iostrumento da su ruina.
Sobre a campa mal fechada do Sr. D. Joo VI
as paixes polticas se gladiaram, rasgaram-se as
insiituigoes do reino e a guerra civil rebentou
enlutando o paiz com alrozes calamidades.
Os defensores da coustituigo de Lamego, das
liberdades patrias, das leis fundamentaes da mo-
narchia con vocaram as antigs cortes dos tres es-
tados do reioo no momento em que livremente o
poderam fazer e declararan! ao Sr. D. Miguel de
Braganga ; os que, desprezando as leis do reino,
defendiam nicamente o direito de prmogenitu-
ra, foram ao Rio.de Janeiro offereccr a corda por-
tuguesa ao imperador do Brasil, deslembrados
que Tora rebelde 4 sua patria e que enchovalhra
com as mais terriveis afrontas o nome portuguez,
esses acceitaram de suas mos como rainha a
Sra. D. Mara da Gloria, e em troca das liberda-
des patrias, um cdigo feito em paiz estrangeiro
e pormonarcha estrangeiro.
Estes, tomando para si o nome de liberaes, le-
vantaran! depois de debellados no continente a
bandeira bicolor na Una Terceira, maa cooheciam
bem que nao podiam aventurar-se a passar a tr-
ra firme, nem mesmo se julgsrem seguros em
seu ninho de aguia, em quanlo a Portugal restas-
sem sofficicntes forgas martimas para os perse-
guir e vigiar.
A poltica revolucionara que em Franga se
inaugurara em 1830, dando aos partidistas da
sra. D. Mana da Gloria a mais decidida protec-
cao, apioveitou o ensejo para Ihe destazar este
obstculo.
Urna esquadra franceza s ordens do almirante
Rossin, debaixo do pretexto de reclamages con-
tra o governo de Portugal, forgou a barra do Te-
jo, cujas fortiflcagoes, alm de serem defeituo-
8as, estavam desguarnecidas, e nos arrebatou os
melhores vasos da nossa pequea esquadra.
O governo nesta injusta aggresso perdeu lu-
do, menos a honra. E' anda um facto nao ave-
riguado, se os commandaotes dos vasos apresa-
dos por impossibilidade ou vontade deixaramide
fazer resistencia, deixaram de sustentar a .ra
da arma 4 que pertenciam. '
Expulso do Brasil, o Sr. D. Pedro veio 4 Eu-
ropa ese poz 4 testa dos partidarios de sua fl-
ua, ento os liberaes crearam urna esquadrilha
cujo commando foi dado ao inglez Sertorios para
aggredir Portugal, como no Brasil igual comman-
do para igual fim tinha sido dado pelo Sr. D. Pe-
dro a Lord Cocraoe.
As forgas do Sr. D. Pedro passaram ao con-
tinente se estabelecera m no Porto sustentadas
pelas influencias revolucionarias com quem o go-
verno de Portugal recusava pactuar, e crescen-
do de audacia vierarn com aua esquadrilha ala-
car as forgas navaes commandadas pelo chefe de
esquadra Joo Flix e foram batidas.
Eolo o governo liberal mudou de almirante,
Napier veiu substituir Sertorios, o governo por-
tuguez lambem substitua Joo Flix por Aboim.
As duas eaquadras encontraram-se oas alturas
do Cabo de S. Vicente, mas a premeditada trai-
go de alguna commandanles dos vazos da ar-
mada realista deu a Napier urna victoria fcil.
Deste modo os liberaes se acharam aenhores
de lodas as forgas martimas de Portugal, que ao
tlnalisar a luta eram composlas de duaa nus e
de algumas boas fragatas fora corvetas e vazos de
menor loligo.
Que fe pois o govorno liberal deatas forgas 7
que attengo deu a maana portuguez* 7
O estado actual deste importante ramo e a mais
gura respoita, ni* admite replica nem so-
phiama.
Desde a conveogo de Erara o governo liberal
rotou o mais profundo deapreso para eom as for-
gas de mar, os vazos foram abandonados por al-
guna annos, alguns rosUtiram ao abandono, maa
por fim o lempo e desleixo operaran sobre ellea
podrecern e us reto (oran Tendidas o es*
peculador por biixo prego, e a marinha viu-se
reduzlda a um misero estado.
Os goverhos que nao poupavam em seus dous
e desperdicios a fazenda do estado julgavam fa-
zer um sacrificio superior a suas forgas votando
para os trabalhos da marinha a mais diminuta
somma, declarando a quem os quera ouvir, que
Portugal nao podia sustootar urna marinha de
guerra numerosa e nem della precisava I
Este paradoxo trouxe tristes consequecias, os
vazos_de guerra desappareceram e as novas cons-
truegoes escassearam a ponto que o laogar-se
um navio ao Tejo tornou-se um espectculo a
que o povo concoma como a urna raridade.
Os nossos estabelecimentos martimos cairam
ero tal decadeocia, permanecern to estaciona-
nos pcranle os progressos da sciencia que para
fazer alguns reparos nos poucos vazos que resta-
vam necessario nos era i-Ios fazer era Inglaterra
deixando enormes sommas no exlrangeiro.
Por fim os governos liberaes cenheceram a ne-
cessidade de ter alguns vazos e de crear urna
marinha a vapor, durante o governo de Costa Ca-
bral comprara ni-se para esse fim dous ou tros
barcos novos, e dous que condemnados em In-
glaterra, vieram figurar anda entre nos um pa-
pel guerreiro 1
Por fim o Sr. visconde de S fez com que a
marinha fosse contemplada no orgamenlo e que
em vez de se compraren! vazos que pela saa idade
e coostruego ludo seriam menos vazos de guer-
ra, se mandassem fazer qualro novos.
Mas a nossa marinha tiuhacomsigo um mo
destino, os nossos vazos n8o corresponderm ao
fim, pois se attendeu qnasi nicamente ao anda-
mento e nao s conliges prescriptas para os na-
vios de guerra, de modo que das tres corvetas a
vapor s urna se pode chamar vazode combate,
pois as outtas, urna um cliper, e a oulra um
aviso.
A recente rcvolta dos negros em frica *eiu
demoustrar a necessidade de*forgs navaes que
podessm levar com presteza os recursos aos pon-
103 ameagados nesses poucos naviosfizeram nes-
ta conjunctura grandes servigos desmentiodo o
paradoxo da inutilidade da marinha de guerra,
porm se o governo nao fosse auxiliado pelos
vazos da compaohia nio Mercantil talvez que
seus esforgos fossam inuteis pela falta de trans-
portes.
Foi enlo que os entendimeutos os mais obtu-
sos conprenderam que a marinha de guerra
o yerdadeiro lago, que une as nossas colonias 4
mae patria e todava este importante ramo nao
obstante a revelago do perigo continua esqueci-
do ou o seu progresso 6 to moroso que de na-
gera apercebido.
Nao se nos diga que ao governo fallara re-
cursos para olhar para este verdadeiro principio
da nossa grandeza e prosperidade, pois quando
se gaslam milhares de contos em camiohos de
ferro j para nos ligar com a Hespanha, j4 para
ligar a capitl com a cidade do Porto, alguns se
deveiiam gastar, pensamos nos para realquerir
uossa importancia martima o para estrellar as
nossas relages commerciaes e polticas com as
nossas ricas e loogiquas colonias.
Temos relatado imparcialmente o estado da
nossa marinha e tocado de leve na sui historia
dos ltimos annos, as causas de sua decadencia
e no pouco que por ella tem olhado o governo
liberal ; a questo da marinha de guerra se acha
intimamente ligada com a nossa historia com-
merctal para que a possamos despresar.
Os argumentos dos que querem justificar a
impossibilidade de termos urna armada sao re-
futados 'pela nossa historia e pelo exemplo de
potencias collocadas em circumslancias geogra-
phicas mais desfavoraveis. A Hollanda e a Di-
namarca nag6es que nos sao inferiores em ex-
tensao europea e em exleoso colonial e em po-
pulagao possuem forgas martimas respeitsveis e
arsenaes bem montados em quanto nos de tudo
carecemos menos dos meios para o conseguir.
Eslabelecemos como principio que do desen-
volvimenlo martimo de Portugal depende a sua
prosperidade, grandeza e considerado, deseja-
ra-mos que o governo olhasse para isto seriamen-
te e que em vez d dar exclusivamente a sua at-
tengo a outras objectos cuidasse dos nossos por-
los, dos nossos estabelecimentos martimos, e
do augmento da nossa esquadra, de modo que
estivesse em proporgo com as extensas colonias
que anda possuimos, por que sem isto a sua con-
servago, digamo-To francamente, nos parece
muilo duvidosa.
(Nago).
O artigo 2 da ConstTtuico de 1852 assim con-
cebido : Por meio de urna mensagem, elle ( o
presidente da repblica) apresentar todos os an-
nos ao senado e a cmara dos deputados o estado
dos negocios da repblica. Esse artigo, que a
copia quasi textual do artigo 52 da conslituigo
de 1848, nao foi obrigado por nenhum tenatus-
consulto. Entretanto nao hara recebido at squi
urna completa execugao : por mais luz que lan-
gassem na politice interior e exterior, nao era
possivel assimilar inteiramente 4 mensagens os
discursos pronunciados na abertura da sessao le-
gislativa pelo chefe do estado. A exposigo da si-
tuago do imperio, deposta esse anno na mesa
das cmaras, ao abrir-se a sessao, corresponde
melhor 4 idea que se faz habilualmenle desses
trabalhos ; ella satisfaz ao espirito e a letra da
lei.
Tambem as pessoasa par dos negocios de seu
lempo que durante o primeiro imperio tambem
se apresentava cmara dos deputados ama ex-
posigo mui extensa sobre a situago do estado.
O ministro do imperio era o encarregado da re-
dacgo e apresentago desse documento Torna-
ram-se celebres duas dessas exposigoes: a que foi
apresentada no comego da sessao de 1809, no
mais forte da guerra com a Hespanha, e a que foi
deposta na abertura da companha da Russia
Ambas foram redigidas pelo Sr. de Montalivet.
Seja o que o for, novidade, volla um antigo
costume ou simples execugo da lei,a ideia de apre-
sentar aos prncipaes corpos do estado urna ex-
posigo da aituago do imperio, abragando todos
os factos da ordem poltica e financeira, nem por
isso delxa de merecer os parabeos dos espiraos
liberaes. Para guiar-se no ddalo de nossas fl-
nangas e de nossos negocios internos, a cmara
dos deputados e o senado nao tinham at aqui a
sua disposigo mais do quo a exposigo dos mo-
tivos do orgamenlo e as curtas notas prelimina-
res, postas na frente do orgamenlo de cada mi-
nisterio. Quanto aos negocios eslrangeiros, nada
mais se sabia do que o que o imperador deixava
entrever no discurso da corda. De hoje em dian-
te dar a exposigo esclareciroentos sobre lodos
esses pontos, e alem disso a publicago dos do*
cumentos diplomticos permittir acompanhar os
diferentes accidentes da poltica exterior Nin-
guem podei negar que se entra desembaragada-
mente naquella via < de pubticidade e syndican-
eia que ama condigo indispensave do go-
verno representativo.
Depoia dos promenores dados na exposigo da
situago do Imperio sobre os negocios eslrangei-
ros. o que merece mais dispertar a attengo pu-
blica a parte que traa de nossa situago flnso-
ceira. Esperava-se par saa exposigo com anta
certa impaciencia ; deaejava-se primeiro conhe-
cer de um modo conveniente a influencia exer-
eaa em nossa* finangas pelo tratado de commer-
cio con a IogUterr ptw Mi que por u.in
* *
dizer Ihe servem de complemento ; em segundo
lugar- correr o boato que afim de restabelecer o
equilibrio um tanto compromettido dos nossos
orgamentos ia o governo ser obrigado a recorrer
a um emprestimo e a novos impoatos ; fallava-se
tambem n urna reforma completa em nossa eco-
noma financeira ; murronravam-ae as palavras
oe imposto progressivo, da imposto sobre heran-
gas, de aboligo dos direitos dejentrada (octroi. J
Sobre o primeiro ponto, d a exposigo urna per-
feta salisfago curioaidade publica; pelo que diz
respello ao segundo, ractifica a palavra imperial
quo o orgamenlo apresentar-se-ha em equilibrio
sem que seja preciso langar-se mo de novos im-
postos, ou do crdito publico. Mas ahi lindara
os esclareciroentos quo d. Sao mui resumidos
JJ desenvolvimentos em spoio do orgimento de
1862, nao se indicam as bases em que repousa
esse orgamenlo. Debaixo desse ponto de vista,
essa parte da exposigo Oca muilo aquem da
exposigo financeira que era publicada todos os
annos algumas semanas antes da abertura da ses-
sao legislativa.
A reforma econmica, cujo ponto de partida foi
o tratado de commercio, nao exercer smente sua
influencia no futuro das finangas ; tem ella una
especie de effeito retrospectivo. Um ceito nu-
mero de arligos do tratado de commercio eram
exequiveis no correr de 1860; alem disso, deviam
ser applicadas immediatamente depois de sua
promulgago as leis sobre o algodo, a II, o as-
sucar o caf. etc. O orgaroento de 1860 foi sensi-
velmente affectado por todas essas medidas. As
receitas soffreram urna diminuigode 90 milbes
que se decompoem assim : nos algoddes, 14 mi-
Ihes; as las, 7 dilos ; nos assucares, 56 dilos;
no caf, 11 ditos ; no cacao, 1 dito e em diversas
mercaduras, 1 dilo. Algumas medidas tomadas
para compensar esses sacrificios permitliram al-
lenuar esse desfalque : o emprego das despezas
ordinarias dos recursos da amortisagSo produzi-
ram 26 milhdes ; a laxa addicional sobre o alcool
produzio 9 ditos e 600,000 francos ; a elevago do
prego do tabaco deu 11 milhdes.
Alem disso, houve um augmento de receila em
razo do crescimento das rendas publicas, o qual
veio reunir-ae quelles diversos recursos : o re-
gistro e sello proluziram s por si, para mais da
ayaliagao do orgamenlo, 21 milhdes. A' dimioui-
co de receila de 90 milhdes poderia pois o anno
do 1860 oppor uns augmento de 99milhes. Mas
a guerra da China, a expedigo da Syra, o aug-
manto do effectivo do exercito de Roma, e a an-
nexaco da Saboia e Nice deram lugar a crditos
supplementares eextraordinariosque vieram aug-
mentar os qualros do orgaroento. Pensa que taes
despezas sero compensadas em parto pela in-
demnisago chineza e em parte pela annulago de
crditos. Declara-se com ludo que nao possi-
vel determinar com exactidao o resu ltado finaldo
orgaroento de 1860.
O orgaroento de 1861, fra estabelecido em
previso dos effeitos que deveriam produzir o tra-
tado do commercio e as leis que Ihe sao parallo-
'8S ,.*ora 'otado com um excedente de receila
de 654,000 francos. Alguns factos posteriores
destruiram essas prevUdes.
O tratado do commercio foi seguido de ums con-
vengao complementar que linha por Qm regular
A^s7TJA!-e -"i108 de,a,hos e execugo J Apogy, procurou"combinar""ysem iegTdoa
dVr ainniri. ? J gU'"q,e "d"'"Z0*' fonw suPren" porm uns e outros, despei-
oer a industria franceza novos favores sobre as-lo de ordens e intruccoes reiterarla, nr.m
ranriKmr,T.0leagQ030S e d,W"' 0U,"S *- h*-" P^ SX I t
kr mnrA L k .. j < pe,.S.oa res,auCo do antigo comital.
mH ura.df1c* "o con- A'excepeo do conde supremo, primeiro ms-
sumo do uracar em razo da iosufliciencia da gistrado honorario todos
eita das beierraba3, o por tinto dimiouigo e todos
ga das metcadorus de fabricago britnica, bel-
ga ou allemaa. E' este nao s um recurso coro
que nao deve contar um governo sabio, mas
urna receila que todos os seus esforcos devem
lenuer a fazer desapparecer O signal pelo qual
se conhece que ama nago prospera, aquello
age revela o bem estar das massas resultante do
equilibrio bem estabelecido entre a prodoeco e
o coBisuroo. Ora se urna excitago vinda. do ex-
jerior pode s vezes ajudar a produzir esse equi-
HDnov erle nunca to forte como quando pro-
em do progresso da industria nacional.
Alfredo Darimon.
[La Presse.H. Duptrron.)
A Hungra obrigou a Europa 4 oceupar-se com
ella. O movimonto de restaurago legal que sou-
be imprimir no dia seguiote 4 paz de Villa-fran-
ca, que desde ento nao tem sido por um s ins-
lania detido nem perturbado, porm contra o
qual o gabinete de Vienna acaba de langar o im-
prudente manifest de 29 de Janeiro, merece a
admiragao de todo aquello que sabe o que que-
rem dizer os palavrdes de patria e liberdade. Al-
gtires viram-se nagdes avassaladas procurar
" urai dictadura indgena, e ainda exterior, a
lorga para derribar o jugo estrangeiro. as mar-
gens do medio Danubio, um povo de soldados
aboli a dorainago eslraogeira sera desembai-
nhar a espada, e cora o mesmo esforgo mina o
despotismo, nao s em sua patria, mas em todo o
imperio que o ligou a fatalidade.
O melhor modo de fazer comprehender a res-
tanrago que se opera na Hungra e de pdr o pu-
blico em estado de prever a revolugo que a
Austria ha de fazer rebemar ahi tarde ou cedo,
explicar a coostituigo hngara em seu passado,
em sen presente e em seu futuro. Sem mais
prembulo, fallemos pois nos comitals que foram
e sero sempre a base e a garanta da liberdade
no ex-reino de Santo Estevo.
Chamam-se comitats os ciocoenta e dous de-
partamentos autnomos de que se compde a
Hungra. Receberam esse nome do de seu pri-
meiro magistrado, que originariamente era o
companheiro, o conde [comes] duque, rei, em cu-
jo exercito commandava todos os horneas d'are
na, todos os nobres de sua circuroscripco.
Despojado da atoridade militar desde a insti-
tuico de um exercito permanente, o conde su-
premo, nomeado pelo soberano vitaliciamente,
tinha apenas a direcgo suprema dos negocios do
comytat cuja gesto efTectiva eslava confiada aos
magistrados populares.
De 1844 a 1847 o chanceller Georges Appomy
substituir) um certo numero de condes supremos
por administradores que, amoviveis 4 vontade,
eram por consequencia de urna dependencia nao
duvidosa.
A dieta de 1847 a 1848 ergueu-se vivamente
contra essa flagrante infrargo da conslituigo, e
os administradores deseppareceram em margo de
1818 com a chancellara que os havia instituido.
Restaurados os cqndes supremos, nao toruaram
elles 4i ser comludo inteiramente inamoviveis
comodantes: o ministerio nacional responsa-
vel, funeciouando em Pesth, reservou para si o
direito de os demittir. Desde 20 de outubro de
60, que o novo chanceller Tay, imitando
os
os magistrados activos
eram e tornararo 4 ser
empregados
.. -- ---------i-~ v.v.u.^...v vom. :x frente delle
'.LAm fe "P'esenUr com um exceden- o segundo vices-condes, que dirigera a adroinis-
em equilibrio. A perda do Iraco judiciaria, fioanceira, civil e poltica do
laque o orgamenlo "de ; eleitos. A' frente "delles. achim"-s"o"prmeTro"
te, nao est anda em equilibrio. A r
ihesouro avaliada em cerca de 5 milhaes. departamento subdividido
o accrescimo corresponden! pouco mais ou menos
Pm >..... -----.-----------..... |-r....u.vN suuukiuiuu em districtos, que
rara compensa-la, conta-se com < 'n-fnn-j.------------------
ria ripuriT. r,i..'.7 J4" ",*""B j.uiiepuouem pouco mais ou menos aos depar-
c 1,1,1 p V 8 e d" a laxa oconal sobre lamentos francezes o eslo sob a direcgo de pre-
,a?co. Pensa-se que essa taxa.'produzir mais sidenles de districto. ">"<,* ue pre
m!'!!V .. i Das mesa dos oimZn*JlS$em9' "nosl5 dasituaeo o tribunal do comital preaidido por um dos v
do imperio entra em consideragoes mui breves ees-condes, e no qual elle aiudado d7 umeer
sobre o orgamenlo de 1862. Ha' comludo espe- lo numero de assessores. Esses
ranga de que elle apresentar um excesso de al-
guns milhoes. Parecem voltar 4 avaliagdes mais
razoaveis dos recursos que esperam tirar do au-
gmento do consumo do assucar; no anno passa-
do havia-se tomado por base o consumo de 1858
coro um augmento de 28 OpO, Provou a experi-
encia que esse algarismo era tal que o menor ac-
cidente podia de3menti-lo, Seguiodo a progres-
roento0 d' 40 0.0 BStSI- "if!^S! ,Um "In 50-,de lre ?1'>'n'J'ragdes"jdrciVri.". nan^
Z Uf enuivmn -r Jl"5 a r'81"' T ? "'" 5?1U!' "^ oparago ero outros pai-
oreamata'SiS rde90l0a"al,asaodo ie conerada como garanta mais ou menos
Dl- segura da indepeocia de cada um ; comludo o
- assessores, que
anda durante a conslituigo aristocrtica nao
eram necessariamenle nobres, porm s vezes
simples burguezes instruidos ua sciencia do di-
reito e desigoados sob o nome de capacidades,
sao geralmente escolhidos pelos vices-condes ;
em certas provincias sao eleitos pelos cidadaos,
por suffragio universal no comital de Pestre.
_De certo queso poderia censurar a accuroula-
rnn.i. _.. ... o--- niuoucutia uo ciua um : comiUQO O
befdaVrna^nL?8direit0-S 1useKV deJ6"- comital era-ha pouco e torna 4 ser uroa form-
u ni^rS "" de "eie fabricago ingle- davel barreira sinvasdes do despotismo inTir.
o Ce .drnSS.S1Vmeeleta"df0$0a Prohl!?i,,os ?ue todas as leis sao applicadas. o recrutamenlo
m.S mercad0 rncei. Produzi- feito e os impostos recebidos por empregados
raml6mihoes. Espera-a-poiaqueasmercadorias eleitos livremente, que nunca slachamem
loglezas tomarao para o futuro um soilrivel lugar contacto directo com o governo Mas S danu
sejiu liberdade commercial, nao poder admit- considerarmos o dos eleilores veremos aue ni
rcaqmen?o,PreOua? f? TT\^ *? n8S9 UuQ,gar8 nao "gerara poTdizera que o cpVi-
Todos os documentos officiaes provam dencia nacional.
h0 uao 101 substituir aos productos da industria Antes da reforma das iostituiedes mazavarea
Mas&.wrtaa-ttsifj^^
gerai, chamada congregaco, na qual lodos os
nobres tinham o direito 4 presenca pessoal, e 4
qual assistiam realmente em numero de algjns
milhares, quando se tratara de eleigdes geraes
ou da discusso de certos assumptos mui impor-
otes. Em consequencia, porm, das reformas
ae produzir esse resultado, deveria ser conside-
rado antes como um desastre do que como um
beneficio. O que se procurou e o que obteve a
approvagao do todas as pessoss Ilustradas foi,
ciradaaVhViaAHn0lU?Ca0 ranc.e" concurren- .
torcos r0.6 a,0'* 0b"ga"la r,ier!or09 ,de le 1818, tendo-se^ tornido impossivel
i0,0! i S f T0S PrOBreMos e a diroi- o direito de presenca pessoal, os novos cidadaos
e or nrn ^1- f" 80t,e qUe produZ8-m,U *"** obrigados escolher delegados. A dieta
!?0LP-re5.m'IS barat0- e Por consequencia fa- | de Presburgo nao teve tempo de transformar as
assemblas mobiliarias n'uma rerdadeiri repr-
aentago de todos os cidadaos dos comitats. Na
zer entrar maiores massas na produego geral.
Em urna palavra, foi o tratado de commercio urna
especie de lei policial econmica tendo por fim
augmentar ao mesmo tempo a riqueza e o traba-
Iho da nago
E' pois um erro o esperar que as mercadorias
estrangeiras se espalhem em nossos mercados e
doera ao fijco um meio de augmentar a receila.
u contraro muito mais para deaejar e em vez
de procurar augmento de recursos por esse lado,
deve o governo empregar todos os meios de que
dispoe para que o algarismo dos direilos de al-
randega recebidos das mercadorias de fabricago
estrangeira va diminuindo e se reduza a final a
zero.
E' tanto mais importante insistir a tal respeito
quanto a fcil illudirem-se espiritos faltos de
allengao No peusaraento do governo, a refor-
ma econmica de 1860 tem um sentido bem di-
rrs0 l",8.89 Ihe attribue na exposigo geral
de 186!. E intil referir-se s patarras : bas-
tante citar os factos. Se o governo tivesse que-
rido que no consumo geral as mercadorias ngle-
zas subsliluisiem ss merca lorias francezas. teria
procidido de maneira diversa da que adoptou ;
nao tena favorecido aa materias primai.diminuido
VauZZUaHTIas.D,Tea,,eU' P,t(> 40 milhdes
4 disposigo da industria para renovar ou melho-
rar o material, substituido de algnms sorte a pro-
teegao .la rontaira pala protecelo no interior
n urna palavra, lo terla tomado todas as medt-
d" Jiue iMdsM por a industria em estado da lu-
tar vanUjosamenle com a ctocutreocia ostran^
gura
Derer-se-hiaoi poja absaer-se de fazer entrar
naii prevu&M des orgamentos futuros o augmen.
to da tecetta prQTCwento di iQtrod.qc^io emfraa.
lei apressadamente votada no fim da sessao con-
servo ella o direito de presenga e rolo nos cida-
daos que o tinham sempra possuido, e por outro
(lado conferio 4s municipalidades a faculdade de
nomearem um numero indeterminado de depu-
tados que com os nobres e as capacidades esco-
lhiam os membros das commisses permanentes
em substiluigo 4 congregaces de ouir'ora. Fo-
ram essas commisses que se reuniram desde 20
e outubro de 1860 as capitaes de todos os co-
mitats hngaros e procedern) com tanto zelo ao
reslabelecimento da legalidade de 1848. Quando
a futura dieta corear o edificio da restaurago,
certo que ba de organisar definitivamente as die-
tas provinciaes, o que nao pode fazer a dieta de
1848 no meio doa embaragos de urna guerra in-
terior e exterior, ainda que o ultimo parlamento
nore houvesse confiado esse cuidado ao prime-
ro parlamento popular. E' to geralmente re-
conhecido o principal defeito da lei provisoria,
que a nica que existe, que viram-se ha pou-
co os nobres do districto de Papa recusareis o di-
reito de presenfa pessoal de que gozam, e no-
mearem delegados como cidadaos nao nobres.
Sob o ponto de vista da seguranga decada cidado
.o tomitat desempeaha va ha pouco desempenhar
para o futuro urna funcgoosaencial. Como ogrande
jury inglez, a congregagao amansara ou prohi-
ba as diligencias judiciaes que se intentara aem
proceaso contra algara nance oa abruma cmpmei-
***. Estn deudo-ae a iiiriolabUidade dos no-
brea todos os cidadaos n*la proel.magio da
egualdade civil a poltica, a oommiasao perma-
nente protege naturalmente a liberdade fnde-
gente, at nao conhecer a priso preventiva, al-
vo o caso de flagrante delicio, assim como aa
buscas, os passaportes, a fmdarmeria. E' elle
emfim quero recebe os arrestos dos tribanae su-
iiJTh aulor,M ou upede aua execugo, so
julga dever. ero nome da lei infringidas, advertir
os juizesquejulgaram mal ou levunanaente.
aiSSi.'i10 de ad'er,eBC e de auepeoso de
execugo nao se exerce s- na ordem iudici.ria
ma, tambera na ordem administrativa PoE*
Si f ha8' ?:ic.uU.re. incides da chinee.:
n,n. m,.m.sler,0' e at os manifestos, orde-
nangas resenptea. autograohos reaes nao se tor-
v^AeeqUIVel9.*!nao dePis d0 exe e appro-
i\i\\t. a88embla d 'tat, i qual spdem
elles ser regularmente dirigidas.
iha naCt0S mni8,eraes e reaes que em seu todo
Ihe parecem contrarios. 4 constiluico, ella os de-
'0*110.8 archT0. o considera-os
S.SS. "- A1ue-lles-CuJ0 "gas s Ihe des-
agradara, sao reenviados para a chancellara ou
vA^,ni8ter,0aflinde serem eorrigidos. Se
roltam sem correcto, ou se sao impostos por
um commissana real auxiliado pela forga arma-
da estea actos, que o comital considera illegaes.
a0rprox3,m.eree.aUlq,,e 8 dePulados ^iam
Nada mais simples, do que as assemblas.
congregagoes ou commissdes,--discutirem e re-
solverem o ozgamento dos comiat, pois regu-
lando seus proprios negocios, as circurascripces
Spoder'" S. Preleit nger6nC*
Pelo que diz respeito ao imposto geral e a le-
va ae tropas, sao ainda essas mesmas assemblas,
que os repartem com os districtos e municipali-
dades; a conslituigo lhes interdiz o conseolirem
em paga de impastos, na partida de recrutas que
rt?0l}.?,ara. exi,dos em "u ?i ". E a8S,m <>uo desde restaurago doa
Mn?i^a,.nH6$,,r0n,0?a A-us,ria menle impos-
sibilitada de tirar dinheiro e tropas da Hungra
aem que leuda obtido. o consenlimento da dieta
cuja prxima convocaco por tanto lorgada.
As assemblas do3 comitats sao na realidad
pequeas dietas permanentes, quasi soberanos
nesses territorio limitado: ainda mais, poden
fazer radiar sua acgo por todo o paiz. Teem
ellas efiectivamente o direito de entrar em cor-
respondencia urnas com as outras, e assim a
queixs particular de um comitat pode tornar-sa
a quena de alguns, de todos os comitats ao
mesmo tempo. Por outro lado, como nada Ihe
mpede de reunir a acgo resistencia,como
eiias o provam ha alguns mezes,nao deixam de
seguir com attengo s marcha dos negocios p-
blicos, de discutir al os actos do governo que
Ihe nao dizem respeito particularmente, de dis-
cutir e preparar projectos que ho de ser sub-
mettidos 4 dieta para serem convertidos em lei;
por consequencia de despertsr, de conservar dis-
perlado e de satisfazer ao mesma tempo o espi-
rito publico. r
N'um projecto de organisaco poltica que me-
recen ser meditado pelos liberaes de todos oa
paizes, um illustre desterrado, Kossut, propda
4 conslituigo do comitot os seguintes meihora-
mentos.
O comitat continuar a gozar a sua completa
autonoma, porm seus estatuios obrigaro a
circumscrpgo por um anno smente; nao con-
trahir divida alguma aem ser autonsado por
urna le especial; nao se arrogar a si nenhura-
dos altributos da soberana nacional, por exem-
plo, cunhar moda, emittir papel moda;
Os membros da congregagao sero eleitos em
suffragio universal, amoviveis 4 vontade dos co-
millentes; decidiro na primeira sessao a lingoa
que servir para a discusso durante a sessao e
expediente dos negocios, porm a maioria dei-
xar4 sempre a minora a faculdade de fallar em
aua liogoa materna ;
Todas as decisdes governamentaes relativas
aos comats e s municipalidades sero dirigidas
4 congregagao, e esta ser responsavel sob penas
estabelecidas as leis e applicadas com perdas e
damnos por um tribunal especialmente instituido
para julgar as advertencias e recusas de obedi-
encia ; de julgamento se poder4 appellar para a
dieta, e, no .caso de infraego da constiluico.
para um supremo tribunal, igualmente hbil para-
decidir em favor dos cidadaos e municipalidades
lesados pelo comitat, e a que o governo nao
houver feito juatiga ;
Toda a lei saneciooada pela diela e promul-
gada tornar-se-ha immediatamente executpria
sob responsabilidade do comitat e de seus func-
cionarios;
Cada comitat fundar e sustentar urna escola
secundaria, assim como cada municipalidade urna
escola primaria, oode o ensino far-se-ha nesta
ou aquella lingoa, segundo a deciso da congre-
gagao, mas onde se ensinaro todas as lingoa
falladas na circumscripgo;
Assim orgaoisados, diz ao concluir o ox-go-
veroador, os comitats sero inoabalaveis colum-
nas da liberdade; elles desenvolvero o espirito
publico, alimentaro o ioteresse palos negocios
genes, faro o povo partilbar da execugo das
leis, e assim realisaro sob todas as suas forma
o principio da soberana popular, ao mesmo
tempo que corresponderio a todas as exigencias
sob o ponto de vista das nacionalidades.
< No meu pensar, esta organisago dos co~
miats to precioso que nao poder ser substitui-
da por nenbuma theoria nova.
Por mais habituados que estejamos, nos fran-
cezes, 4 centralisago levada al a absorpgao do-
individuo, do grupo municipal, conterral ou de-
partamental no estado, somos obligados a reco-
ohecer que Hossut tem razo pratica e theorica-
menie. Theoncamente, o melhor dos rgimen
aquelle que assegura ao individuo as immuui-
dades mais ampias, preservando sempre de urna
dssolugo fatal a nacionalidade ou a aasociag
histrica de algumas nacionalidades reunidas n'um
mesmo territorio com interessesecostumes com-
muns. orticamente, eis como a historia tea
experimentado os comitats;
Sob os res oaclonaes, nao pode ser bem succe-
dido nenhum golpe de estado;
Sob os ris austracos, foram os conufab o
centros da lista legal contra as astadas anli-cons-
tilucionaes dos ministros riennenses: os focos
da insurreigo, sempre que a nago foi obriirad
a salvar seus direilos do despotismo armado
s-?rlVi,f comitatt. i06 obrigaram em 178
1/W Jos II a renunciar suas reformas unitarias-
e seu successor em 1790e 179!, a restabelecer *
conslituigo hngara em sua integridade ;
Foram os comitals que em 1813 e 1825, quando,
o imperador Francisca esquecia-se de reunir
Dieta, alimentaran a vida publica de sorte que
para evitar maiores infelicidades, o rei foi obri-
gado a arrepender-se solemnemente de ter in~
ringido aeus juramentos, e de fazer juslica s
justas quelxaa de sua c eara nago,
Foram os comitats que depois da derrot da
revolelo polaca, em 1831, Qzeram da Hungra
o impenetrarel aaylo doa rencidoa ;
Fbram os comitals que ajadaram as assemblas
aacionaes a resistir as poderosas cabalas de Met-
lernich, e no tempo da guerra da independencia
tornaran pessirai* oa milagrea da campana, d
anno de 1848;
'tsi / eomilaU 1 destruido desde*
ecoostltmndo-se hoja por si mesmos.recons-
uuat cantja, oj aUetHaqos da ama lytondads t- l"^aa so mesjno lempo com taaU corHe coa


-& :IV M SMk U I!
H&GO
iario 21 rEEiauraco. quima fsiba udi abril m mi.

Slll



bablidade e lgica DaciopeiMede Jiberdade^
Tiungara.
Mes eis o que de repela, a,420>d* *>. P-
porece un nianiefto dbHmperador Fnfleisco
Jos, coi virtude do qual a retauracao lean I, que
lies coarecaram.deve ser devorada, abnKjuiTTa-
da^jgsWvajelosroaisaaMae, at,ajei*-iorca..a*-
mitaU corta m ffcja'iai raeadwos
deaoa* camaais.'OM fci waawuli b Koe**t, Klspka,
ffMedkzc 1 ron outros s*ae*sipu lustres que
por en patriotismo nieieeai* a*aWgo uMiu-
siesiirs de eos acidada*, edsilreceo e res-
agito do arando ioteiro ; ^^iciuaJiessea twi-
oros da patria, <*** rMttia,><< declara-
do* nulloec de nenhum eftetto !
Os comitalsde wnflmrtiode co lei,oio
querem pagar tienhuma coTttriouigo, oto rotada
tiela represeaiaco oacioual, a as pepulages das
cidades dos caiopos recusa <*i geval pagar os
imposios exorbitantes 'de que sobrecarregou-os
6 autoridad?, e&lrangeira ; j a j, ordena a Aus-
tria, sejam abolidas todas as decisoes Tjnaoceiras
4o* comital* e nao soja mais mbaragad* a per-
cepro dos imposlos directoa indirectos I
Em irtude do erl. 10 do decreto dietal e real
de 1790 a 1791, que declara a Hungra paiz livre
indt pendente, nao podeodo ser^overnada se-
conforme suas proprias tais, os cotnitats sus-
eoderam a eppliascae aiui-constiuciorial das
els estrangeiras e rcintegraram os juizes do po?o
nos tribunaes populares. A Austria ordena seria-
senle aos Iribonnes do paiz que marrtenham as
leis e ordens e ordenabas ahi existentes, leis
contrarias tei I
Finalmente, a este ultime artigo do manifes-
t o mata importaste, ega a legalidade de
1548 que as Hngaras querem reivindicar, o em
eu todo e em suas parlas, a Austria, que quer
que fique suspensa, inda que se dissolvam as
commisses permanentes e-so chamem os rebel-
des ao rgimen militar 1
J sabido que ordnemeos vienuenses produ-
xram aa Ilungrii o peior efTeito. Anda qae um
emotiesario real, roaedado dePresburgo com um
AataU.io de infamara, h:>ue9serestabelecido os
tribunaes austracos de Neutra, o tribunal hn-
garo do Peath r*u*M-se e julgou aioda que o
tomilat houvesse receido -tres dias entes a eom-
juumeacao das oraes impariaes. Ilonih e fsz-
tergora (Grao) protestaram enrgicamente e man-
tivcraiu em su* pleaHude as leis de 1818. A dar
rdito ao* aossos correspondentes^a maioria dos
comilau reorganisades est disposta a seguir este
exemplo. .
Por outro lado, se nao fr falsa a noticia de
urna amnista pplicavel al aos hmeos da re-
voluto, se a dieta fr realmente convocada para
S de abril,como diz o manifest, ainda que einit
a mais adiante a aroeaga de adiar infinitamente
essa reunio, possivel que a ultima phrase
imperial tome urna significago muito mais belli-
cosa do que a que tem realmente. Profundamen-
le penetrado da gravidade dessss medidas, cura-
prirnos o dever de proteger contra novas tempes-
tades o paiz que Deus e o nosso direito heredi-
tario conQaram a nossa guarda I
Dos cincoenla e dnus comitats, de que se com-
4>oe a Hungra, nenkuin s declarou-se favoravel
aceitago inteira, e ainda parcial, das graas de
20 de oulubro. Agora que essas gracas sao obri-
jalonas, e que os comitate oem per isso querem
otfre-los mais, obrar a autoridade e por coac
equeucia espdr-se-ha i novas tempestades, sol-
tar urna revoluco da que comprehende toda a
importoncia interiore exterior?
ie recuar o minisierio vienuense,at a dieta
de 2 de abril,se licarem immoveis senao silen-
ciosos os comiUU Hngaros, as ordenanzas do
imperador podero ler a mesma orle que as ins-
iruco do Chanceller Vay, mandadas ad acta ; e
a agitaco hngara, cada vez mais viva seguir
eu curso lgico,al a primavera.
Garlos Leu Ch.vssin.
[La Preste.n. Duperron)
Escrevem de Londres ao Monileur :
s< As mais accreditadas avalia^es elevam o
remenlo da guerra e da marinha a mais de 26
mlhes de libras esterlinas. A torga total do
xercito da ramha em 1861 ha de ser de 226:000;
86,000 formarao successivamenie no decurso do
annu o corpo em movimento entre a India e o
reino. Nesla cifra total nao se deve coottr nem
a milicia, oem os voluntarios, nem as tropas in-
dgenas das colonias e da Indi-i. Lord Herbert,
ministro da guerra, em um tneeting da assocta-
co nacional dos carabineiros, que leve lugar no
eabbado passado, calcalou o exercilo veluntario
da Gra BreUnha em 140:080 homenr. Dccla-
rou que uo s o goverao ornecia as carabinas,
mas lambem as municoes uecessarias para os
exercicios de fogo. J.orJ Herbert mostrou urna
grande popularidade pessoal a favor da associa-
jao. Vendo que o movimento se lornava irre-
-fiistivel, o" ministerio adoptou-o francamente.
Alm disso, o impulso alcancou at as colonias
iuglezas. Como j tivemos occasio oe aonun-
ciar, formou-se na Australia um brigada comple-
ta de voluntarios. 0 total das furcas inglezas de
todas as nalurezas, e de todas as nacionalidades,
ser pois, pelo menos, de 500:000 homens este
anno.
As (oreas europeas que liao de ser sustenta-
das este anno na India, costa do governo co-
lonial, elevam-se a 60:000 homens, em vez de
80 000, que tinham sido indicadas no primitivo
projeclo. Consistirn! em regimentos da rainha,
fgruecidos por um movimento eslabelecido entre
a colonia e a melropole, na contormidade do
regulamenlo do exercilo real.
Segundo este systema, todas as tropas da
India pudero ser chamadas Europa, no caso
de necessidade, salvo o numero estrictamente
aecessario para a traoquillidade das presidencias.
Quaudo rebenlou a insurreQo, havia na India
s 25,000 homens de tropas reaes; mas deve
accrescen lar-se aqui 25,000 europeos que estavam
20 sorvigo da compannia, dos quaes se nao po-
da dispor ra da colonia, o que elevava o total
das torcas inglezas propriarreme dias a 50,000
homens. Desde enlo, orgaoisou-se completa-
mente, e augmentou-se consideravelmente a po-
lica, e o exercilo est de todo livre desie servigo,
e constituido nicamente em corpos militares,
tendo a desempernar s funegoes militares. E'
necessario accrescentar lambem aos europus as
tropas indgenas, que em malo do 1850. segun-
do um relatorio de sir C. Trevelyan, subiam a
mais de 150,000 homens. Se esta cifra fosse
sustentada, o total das forjas brilannicas nao
contava menos de 210,000 homens.
Do anno de 1859 lb60 dispenderam-se 20
milhes 204,676 lb. esl., Unto no exercito co-
mo na polica de toda a India, incluindo as obras
militares. Mas a commissao de fazenda militar
declarou que urna soxma de 10 milhes de lib.
para o exercito, e de 2 milhes para a polica Ibe
parecism muito sufEcienlec para todas as neces-
sidades do governo, e seguranza da India. Esta
eemma divlde-se da segurnle maneira: 3 mi-
lhes para a presidencia de Madrasta, 2 milhes
para a de Bombaim,^ 5 milhes para a de Ben-
guella.
Sir Charles Trevelyan, ultimo governador
de Madrasta, humem dos mais experimentados
-nos negocios da colonia e as da melropole,
combina com o general Sir Palrick Graunt, offi-
cial que conhece a fundo as necessidades milita-
res da India, julgando lambem a somma das des-
pejas como muito consideravel, mesmo depois
desta grande redcelo. Alm destas autorida-
des, o mioisletlo mostra o maior empenho em
reduzir mais restricta economa o ornamento
militar do goverao indio ; nao se pode pois cal-
cular ainda at que ponto ebegaro essas redc-
eles.
A constituido actual do almirantado inglez
corresponde tao pouco s exigencias deste grande
sorvico nacional, e a opioio publica tem-se ma-
nifestado tao francamente a este respeito, que o
governo resolveu-se a adoptar a reforma propos-
ta por Sir John Pakingtoo, quando este hoaoem
de estado, muito versado lambem nestas mate-
rias, era primclro lord do almirantado do gabi-
nete Derbj. O cuidado de Aperar sobre esta
transformare seria confisdo a urna commissao
d'inquerito, e o plano adoptado consistira em
sdbstltntr um minisierio da marinha nicamente
a repartido do almirantado
c Accresceola-se a todos ates commenUrios.
aos quaes tem dado logar a recenta elevacao da
laxa do descomo, que aquella medida nao toi re-
aolvida por unanimidado no coomIIio dos direc-
tores do banco de Ioglaterra. Honra, polo con-
traro, a ralis viva opposifiod* parte da mno-
Tia. com posta dos mcurbros mais expaiimanla-
dos e autonsados do conselho.
. O jornal allemo OtU-Dtuttche-Pott aneara da
maneira tfguinte asituagao das cotaaaa na Iulia,
por occaiiao da abertura do primeiro parlamento
Jfdlraao.
sent depuUdos rscanos, rorcanholos, sicilianos
miaftirMitlii um acontec ment de urna signi-
Bcaco aUttrka, O patlamento nao esU reco-
nrrectiWpolenei alguma ; esta a bracos com
as convuhsoea internas; a unidade est lrmada
assim no bem como no mal, mas diante de si esta
o principio, riTfl-itr -"-* com cacre, ^ual
t A' mo daltama e de ^enoeo, a
dada ItaHa'wiiUkarecida. w Telaclw
Hala como Tranca e Inglatarra le de n
tal, ,-e*auida*e lo deve er cuuta al-
'aqmllas duas potencias. Ora, era come-
a daaas dtviaoes, as potencias chaaaiadas j
teeoeai d'ixado de eer covrtadas aa*rro-
p*. Cada ama d'esaes potencias parte 8
principio diverso, e prosegue n'outros intoreMes
Primefro qoe estas potencias se lenham teu-
dido de novo para obrar em commum, a organi-
saceo da nova Italia ser Tcuito anteerpada para
que essa ser seriamente consolidada.
Por mais vergonhosos e prfidos que tentiam
sido os meios empregams por Vctor Emmanuel
pera despojar os eeus visinhos paciQcos do seu
patrimonio, nao se pode eontestar. com certeza,
lento para deslhronar os principes da Italia cen-
tral, como par o Sjurbon deslhronado de a-
polos, que vale mais do que os seos tallecidos
primos de Uespanhs, que as eventualidades ao
sao mullo maisa vara veis do que outr'ora eram
para os carlistas de llespanha
Sabemos perfeitamente, que a nova Italia
est aroeacaTta de orna IrrupQo interna : o es-
pirito municipal na Italia um espirito cioso ;
as pequeas residencias, outr'ora lo opulentas,
soffrem com desconteulameulo a sua mistiOca-
cjio ; o clero, to poderoso aioda na pennsula,
mostra-se hostil ao novo rgimen.
Mas estes mesmos phenomenos, vimos nos
em Hespanria ; o espirito municipal, os foros,
as cortes, o clero, proporcionaram a D. Carls
poderosos meios de acgo ; homens tees como
Cabrcira, Zumalacarreguy, Marine, etc., a frente
de inameruveis e valenles guerrilhas, rom o re-
fugio cerlo em Navarra, e as provincias Vascon-
gadas, os iocessanles pronuncironlos as ou-
tras provincias do reino, ludo dava causa dos
legilimislas em Hespanha urna (or;a de resis-
tencia e de ata le continuamente renovado, da
mesma maneira que a legitimidade na Italia cen-
tral, e no meio dia da Italia uo encontrar urna
parte menos. Mas no abrigo do mesmo principio
franco-inglez da nao interrenco, a revoluco de
Hespanha acabou por se consolidar, para nos
servirmos da propria expresso de Mr. Vincke, c
sem considerar precisamente a causa dos sobera-
nos expulsos da Italia como perdida, lambem nao
julgamos que n'um futuro prximo se possa con-
tar com a ruina do novo systema.
A misso da Austria salvar o que pode ain-
da ser salvo, o seu territorio, o baluarte dos Al-
pes germnicos, a melropole de Adritico, isto ,
Veneza e a linha do Minti. Se a Austria se de-
cidir, por um sacrificio ni oralmente doloroso sem
duvila a restringir a sua poltica na Italia, e a
manier-se na possa de Veneza, ella po Jera sal-
va-la. Se pelo contrario, a Austria olhar como
um dever cavalharesco nao se affaslar dos seus
principios, nem renuncitr;aos seus direitos, ser-
nos-ha necessario fazer guardar por um lempo
indiflnido, e por um exercito sempre em p de
guerra, a fronleira do Mincio, e as costas do mar
Adritico, em quanlo que no estrangeiro como
no interior do imperio a revoluco ha de acarre-
tar a perda das nossas torgas martimas e apro-
veitar-se de um momento dado.
O discurso do throno de Vctor Emmanuel tor-
nos presentir qoe as potencias o teru seriamen-
te dissuaddo de um ataque contra Veneza. Sc-
gue-se d'auui que tanto em Londres como em
Pars se uo quer a guerra. Existo pois urna base
em que pode assenlar um eceordo cem aquellas
duas corles para garantir difinilivamenle Veneza
Austria, cusa sem duvida dos principios.
Masem quanto que Gaeta cahio, julgamos
que se trata ue encarar framente o estado das
cousas na Italia, e de examinar a situaco da
Austria segundo o poni de vista pratico. Seguin-
do esta vereda, ser-nos-hia possivel enteudermo-
nos com a Inglaterra e com a Franga, por um
exercilo era p de paz, e consagrar toda a nossa
nlienco s On ingas do imperio e aos negocios da
Hungra ; importa-nos istoinuito mais do qne os
inleresses de aleni do Minoci.
Os documentos relativos aos negocios de Ro-
ma demonstrara claramente duas cousas : pri-
meiro, que o governo francez em suas relages
com a curia romana exceded lodos os limites da
paciencia; so depois que os cardeaes, se nao
houvessem considerado como inexgolavel essa
paciencia, ler-se-hiam mostrado menos inlrata-
veis.
Qucm Ibes falla alto e com firmeza, reunindo
a acgo s palavras, acha-os sempre de mui f-
cil composigo. A historia de Franga fornece
mais de urna prova. Apenas citaremos urna
A 29 de setembro de 1797, escreveu Bonapar-
to a seu irmo Jos, embaixdor de Roma :
E' s com a maior firmeza, com a mais vi-
gorosa expresso em vossas palavras, que seris
respeitado por essa genle. Tmidos quaudo se
Ihes mostra os denles, sao altivos quando se tem
alguma atlengao para com elles.
0 acoatecimenio nao lardou em justificar Bo-
naparte. Era quanlo estiveram os FrancezesIon
ge de Roma, a curia romana insultara e provo-
cara a repblica Ao saber da approximago do
exercito francez commaudado por Berihier, ella
mudou de tom.
A 9 de fevereiro de 1793 fez o papa urna pro-
clamago onde dizia que elle : o Eslava conven-
cido da reclido egenerosidade da repblica fran-
eea....
Berthier entra em Roma, proclama-se a rep-
blica e o papa despojado do poder temporal. O
sacro collegio curva a cabeg, recouhece a rep-
blica, equatorze cardeaes assistem ao Te-Oeum
que cantado para celebrar o seu eslabclecimen-
to, islo a deposigo do papa-re. Se o gover-
no francez houvesse aproveitado os conselhos
que Napoleo dava Jos em 97, nao havia elle
de deplorar hoje a inulilidade dos esforgos que
fez por dez annos para salvar a curia romana.
O espirito de vertigem, atlestado por todos os
despachos relativos aos uegocios de Roma, exce-
de ludo quanto a experiencia permitiia esperar
dos conselheiros do papado. E' iropossivel ver
a jactancia do cardeal Antonelli e as singulares
revelages feitas pelo Sr. de Gramont ao Sr.
. Thouvenel sem pensar nos editos em que o im-
perador Honorioff fallava na felicidade eeterni-
dade do Imperio romano, na mesma occasio em
que esse imperio abalia-se por todos os lados.
Apezar dessas ruinas visives que augmentavam
todos os dias, os escriplores de ento tinham a
intima conviego de que o poder de Roma impe-
rial s acabara com o mundo. Encontra-se bo-
je a mesma cegueira no clero, que, confundindo
o papa.chefe da igreja, com o papa-rei affirma
que o papado eterno, e que o destino do mun-
do est preso sua dorago. Mas o primeiro im-
perio de Roma pereceu, e o mondo regenerou-
se ; o segundo desaba sob o peso de sua decre-
pitude e de seus erros, e o mundo renova-se.
Em alguns minutos pode um tremor de trra
fazerdeuma immensa cidade um momSo de rui-
nas, porm mister de alguns seculos para mi-
nar os edificios polticos e religiosos qae levaram
|seculos para se dissolver e fortalecer-se. As re-
voluges sao os tremores de trra desses edifi-
cios, e quando sao fundados slidamente, nao
bastante um abalo para langa-Ios por trra. O
iapado temporal urna insiiluir.no humana que
uodou-se e cresceu segundo as circuinstancias.
Representa elle o trabalbo de dezoito seculos:
gastou cinco em langsr os slicerces, cinco em fa-
zer o edificio, cinco em defende-lo, tres em dis-
trui-lo pedaco por pedago, e hoje agita-se ms
extorses de sua ultima agonfa.
To espago de sessenta annos, esteve o papado
temporal em perigo por sete vezes : em 1798, foi
ele destraido peta rovolugo francezs; em t800,
os res confederados passeavsm em cima de suas
ruinas, meditando torna-las irreparaveis, e des-
viadas apenas de seus projectos pelas victorias
de nossos exercitos. Restaurado em 1801, o pa-
pado foi de novo destruido em 1809; em 1849
deven elle sua existencia a Napoleo, poii mui-
to duvidoso que a sania alianga houvesse resti-
tuido sens estados, ee se prolongaise a prisao de
Pi VII; em 1817, dous soberanos italianos
combioararo-se para dividir os estarlos pontifi-
cio, o mallogrou-se a combinagao por causada
revoluges ulteriores dos estados romanos, aa
quaes aogaram os reis nos bracos do sacerdo-
cio, -poder temporal destruido em 1848
restaurado em 1849, boje, como a tiesta mos
despsffcos do Sr- Gramont, um embanco para
tod, om tennrato contra -a revoiuxo, um.mo-
UUVttflo de rngritldati.
Toi Wtercito 'francez qne o papa deven soa
frffNrWttMra. m 1849, por meiodo'xeroilo
Franca N'um deoacho de 8deev* C*n do mcitmI Wbral de AugusU qa cedesse zem, por 90 100 milhes de dollars, Igarisoio M(i, oiaUicto d relages oaou mais desembar-
860)-mu moderado, mu curioso, e \ a. aeitteii o astado, eaajaarnigao cer-1 aesoetador, porm que ha a desligar as eeUdes | gado res tirados palas laoas de entre os aeos
contra a
relro de 1885) -
todos os respellos mui nolavel, otabebaoe Sr., < *2f .
Thouvenel que a curia romana faltn Mtttinf -H"***" **>>**. inltmaca
venges, a todos os usos ilipliiinuli m mtfm_\^ZTTWl TZ^JT"" a"?i
i 700 milicianos, obedecen llvres Washington, a capital federal, e S. Luiz, a raambeos mais mocas, e a falla destes,
intimago, Alm disso. a chave das reges do F*r West a do Pacroco. de entre os julzes de direito;
lirado
o seu quinhio
dio eysiematicamente asouestoea religtosasxom drt'tertw foderaes, e oto* atea le que estabo-
as queHte 4>oUi*, recarrin j-ifl canosa-, hya que o trafic dos negros njw *. co .do
oaca
litar
qu
Nio, quaUsjcer rdHrtH, e
s cosos fnelra puettatMi
a-se malsM eee iwimadssradl.
Surprwa por Iwb1 obstnMigo exasperad
por tanta ai i f, o8r. de Cwaat disse
aa csrdoal AnUrttelli (despena de S de
1800]: Coomco a crer pV, Eac.deseja o
ataclyseasw. V, Exc. reweaa todas as conces-
ees e provoca a cnpestadjt,jomse espaostasMe
COM os fraf menlos do naufragio... Ao menos
poda V. Etc. manifestar afumes /tetdadat
conciliadoras. Fodia promulgar as reformas con-J
vettotoitadffa-e-asefm facilitar a taref* do ge-*r-
no do imperador, cujo desojo mais ardente apa-
gar o fogo do discordia que arde entre o santo
padre o seu povo.
A conselhos to prudentes, a exigencias to
moderadas, o que responde o cardeal Antonelli?
E isto textualmente: Nao posso fazer mais
do que repetir o que tenbo dito. O papa nun-
ca transigir. Est empenhado para com forte
catholico em virtude de sus encycca Elle
nada /ara, abselutamnle nada. O Sr. do
Gramont nao desanima ; procura mostrar ao car-
deal Antonelli o perigo em que pe o papado com
a obstinago de sua recusa. lias, diz elle, nao
tardei em reconhecer a inutilidade de meus es-
forgos. Achava-me eu diante de urna resolugo
previa que se pode assim resumir: O papa
nada roconhecera, nem approvar excepeo do
restabele.imento completo do estado das cousas
onie bellum nos ducados e estados Ento elle
nao insiste mais e retira -se, dizeodo ao cardeal
Antonelli: Senhor cardeal, deixo a V. Exc.
mui sentido pela inutilidade de meus esforgos, e
mui inquieto em razo dos perigos para os quaes
a sania s parece caminhar com os ulhos fe-
chados.
Esses perigos que assustam lodos os carbli-
cos sensatos, finge a curia romana, ou nao ve-
los ou despreza-los. Recebe ella com urna pom-
pa affectada as myrradas legies que o partido
contra-revolucionario mauda-lhc da Franga e da
Blgica; e se entre os cazados acham-se al-
guns que no querem repudiar loto o senmenlo
de nacin..lidade, os camaristas influentes ,
diz o Sr. de Gramont, ioterpellsui-uos vivamente
nos seguiotes termos : Mea senhor, sonos sub-
dito do papa antes de o ser do vosso soberano ;
se nao partilha dessas ideas, que vem c fazer ? o
V-se a curia romana fallar e obrar, como te-
ria fallado e obrado uo lempo do Innoceocio III;
ella nutre-se de illusoes e orgulho ; ainda depois
de Caslelfidardo, sonha triumphos e medita con-
quistas. Subordina a religio poltica, sem ver
que esta subordinago foi justamente o que mais
contribuio para a decadencia do p->ier poutifical.
Para conservar-se esse po ler no chefe da egre-
ia catholica, mister sacrificar o papa-rei, tirar*
Ihe o poder temporal, e por termo a esse amal-
gama de um ministerio e de um poder poltico
que corrompeu lodos os elementos heterogneos,
de que se compe o poder pontifical. Qucrendo
assegurar ao papa urna existencia independenlo
de lodos os partidos, livre de toda a iufluencia
diplomtica, e reconhecida exclusivamente em
suas allribuiges ecclesiaticas, desejaria o gover-
no francez ( despacho do Sr. Thovenel, de 7 de
abril de 18C) que as potencias calholicas, ca-
da urna pro rata de suas populages, offereces-
sera ao papa urna subveogo que haviam de ins-
crever frente de sua divida publica, e cujos ju-
ros seriam deposlos nos vencimentos do costu-
ra e as mos dos representantes de sua sauli-
dide >.
0 governo pontificio responde que norecebe-
r tributo algum, seno sob a forma de urna
compensago das annatas e dos antigos direitos
cannicos sobe os beneficios vagos, direitos ha
muito contestados e finalmente abolidos em to-
dos os estados da Europa. .>
Esses suppostos direitos, esses privilegios ec-
clesiasticos eram um resto de feudalidade des-
truido pela revoluco franceza, e que muitos es-
tados, principalmente o Piemonte, por muito
lempo commetteram o erro de esquecer no meio
das instituices modernas. Ter hoje a prelengo
de ressusctar ou de manlor a feudalidade cleri-
cal, quando desappareceu sem mais esperanga
de retorno a feudalidade poltica e militar, urna
loucura que parece incrivel, ainda mesmo quan-
do aticslada por documentos olTiciaes. E j
que os conselheiros do papado esto atacados de
cegueira to incuravel, nao est longo o lempo
era que elles se daro por felizes, se quizerem
fazer-ihes as concesses que rejeilam hoje com
tanta arrogancia. Enlo, porm, se lhos res-
ponder cerno a todas as potencias irrevogavel-
mente perdidas: tanto de mais.
A. Peyrat.
( La Pretse. //. Duperron.)
boje em
na peniteearia. <6s Geor-
noa t ti i usas, aufflciente coierjem.para de-
raTs%Bj-tamste sua opinio.
Na ftatedo ifesissipe lomaram m hospitsl
ederal que foi transformado n'om porto militar.
Orna batera anana de pegas de um grande ca-
libro domina o cara do rio, e nenhum novio
yode passar sem primeiro justificar o seu carc-
ter pacifico. Annuucia-se que urna batera se-
melharile e com o mesmo filo, sti se construin-
do em Memphis. Como esta cidade oeTennessee.
at agora Tora mevimento separatista, tere esse
passo um alio alcance se for confirmado.
Alm disso, a assembla do Kentuchy, limitro-
pho do Tenoessee.e, como este, n'uma allilude
de neutralidade, acaba de pronunciar-se decla-
rando que a vista dos offerecimentos de ho-
mens e dinheiro Ieitos ao governo por certos es-
lados do norte sflm de submalter violentamente
09 estados do sul, o povo brentuchaienso reuoir-
se-ha seus rmeos e repelliri al a ultima ex-
iremidade qual juer invaso dos territorios me-
ridiooaes. Essa solidariedado que se eslabele-
ce pouco a pouco e forgadamente entre todos os
atados de escravos, apezar das precises em
contrario do Sr. Critienden e de alguns outros
respeitaveis defensores da Uoiao. sua solidarieda-
de deve naturalmente augmentar a confianca
dos separatistas. Assim, a populag&o de Gharbs-
town, impacientando-se com a procastinago do
governo, pareca em vesperas de tomar a inicia-
tiva das hostilidades. O perigo pareca assaz
eminente para que o major Anderson mandasse
evacuar o forte pelas mulheres e meninos. Urna
chalupa que havia sahido do forte, nao se sabe
para que lira, fra obrigado H rerolher-se depois
de receber tiros de espiugardas que feriram um
dos mariuheiros.
Em Pensacola, na Florida, contiuuavam os pre-
parativos de ataque contra o forte Pickens com
tal deciso que nao se contentavam com levantar
bateras para bale-lo ; fabrica va m-se escadas de
assedo para toma-lo de assalto.
Nao se sabia se a corveta de guerra Brooklyn,
que deixara Norfolk com tropas do forte Honro a
e com pregos, dirigio-se para i'ensacola ou para
Charleslown ; porm, quer n'um, quer n'outro
caso, sua chegada havia de ser o signal de um
conflicto inevitavel.
Os seis estados separados e os que se propu-
nhara a segui-los deviam celebrara 4 de feverei-
ro em Mont-Gomery, urna reunio aflm de or-
gamsar urna confederago provisoria.
Em Washington, circulavam de novo serios
boatos sobre um projeclo de ataque contra a ca -
pilal federavel, onde os separatistas medilavam
installar seu governo com o do Dr. Lincolin. As
medidas defensivas que lomava activamente o
general Scolt autorisavam a crer que havia infor-
mages authenlicas sobre a existencia desse po
rigo.
Durante esse tempo, que faz o coogresso ? Na-
da. Nao tem animo para avangar nem para re-
cuar. Nao ousa emprehender subjugar o sul por
meio da forga cujo emprego torna-se cada vez
mais iropossivel, nem se resolve a conlenta-lo
com suflicientes cqncesses. Emquanto os sepa-
ratistas obrara e harmonisam-sc, os meionistas
perorara e discuten..
Urna mongo teodo por fim privar os estados
separados do beneficio do servico dos correios e
da navegago federal, foi regaada a 31 de Ja-
neiro pela cmara dos representantes. De seu
lado, recusou o senado pela segunda vez encelar
a discusso do compromiso do Dr. Crillenden,
despeito de milhares de petiges que pedra
urgentemente a adopgo desse compromisso. Por
isso escreviara de Washington que os Srs. Cret-
lenden e Servan concordavam em considerar a
patria como perdida.
Um representante da Pensylvania, o Sr. Mont-
Gomery, desesperando, como elles, do coogresso
actual, propoz que todos os membros se demit-
tissora de suas funeges para serera substituidos
por oulro coogresso que seria eleito iramediala-
mente e cometaria a funecionar em 22 de feve-
reiro. Mas essa proposta apenas recebera al-
gumas assignaturas. Se fosse aceita have-
ria urna probabilidade de salvago, pois nao
duvidoso que seteuha operadotima grande reac-
go no sentido da conciliago em toda a popula-
gao fabril do norte e da leste. A legislatura de
Rhode Island deu um exemplo mandando vigo-
rar as leis chamadas de hberdade pessoal que
impediam a entrega de negros fgido?.
Era Boston, a sociedade anti-esclavagista de
Massachusetts, tendo querido abrir a sesso an-
nua, foi impedida por diversos turbulentos e por
ordeni da autoridade que receiava um moliro.
O presidente dessa sociedade anti-esclavagista
o Sr. Wendel Philipps, hornera de talento igual
seu phanatismo, havia pronunciado na vespera
Eis o possivel. O mais, como o recelamos,
chimerico, e nao ha de conjurar a perda da
ijnuia, .,. -
t Gaili-mmbt.
(aW JJr*ast,//. *7i-arro.)
URIO ttf PEWftWWCO-
A assembla provincial ouviu hoMtem, dopoin
de drversas qu es loes de ordeno, aos Srs. A Soaso
de Albuquerque, Theodoro Silva e Olive ira An-
drade, accerca do projecto n. 22de 1859,ppro-
vaodo-o finalmente em 1* discusso.
A oidera do dia de hoje a mesma do antece-
dente, mais o projecto n. 46 de 1858.
PERtUMBUCO.
Sess&o
-
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
em 9 de abril de I8ttt.
(Concluso.)
O Sr. Affonso de Albuquerque ora por duas
horas, justificando urna indrgo que vae mandar
mes8. Achando-se fra da capital esse Sr.
nao pode devolver sen discurs", que ser publi-
cado apenas volle typographia.
Emquanto ora esse Sr. toma posse da cadeira
de president-.'. o Sr. Figueirda, 4 secretario, na
ausencia do primeiro.
Dada a hora, o Sr. presidente levanta a sesso,
dando para orden) do dia seguinte a continuaco
da que se achava dada, e mais ; 1*, discusso do
projeclo o. 22 de 1859, e 2*. do de n. 3 de 1860.
29. Qa atea corregedores devam ouvir quaes-
quer qnelxas, verbaea ou escripias, de publico
ou em partionas*, ontra teda* estes iwtwM-
rios, contra sdokiaes da jnstca, e iaspor po-
nas correccaanaes ie seuo estaa>wlecittaa, quo
nunca serao eajiiida dos Teapecaiaaa urdena-
das, ou miadanaa processar;
SO. Queaa relages, do mesmo modo, oa os
seus presideolea,devam receber taese) importaos
paira ;
81. Que a janea municipaes, M nrpbaes e
promotoree, ruraeilns em virtud* destasdispo-
siges, sejam ivitaliews;
32. Que todos os membros da magistratore, e
aos que por estas d ispoiieoes Ihe sao equipara-
dos, seja dada ajnda do custo para seu transpor-
te e primeiro estabelecimenlo;
33. Que os termos e comarcas que se crearera,
nao possam ser prvidos de fuoccionarios que
percebem remooeragao do cofro geral, sem ap-
provaco da assembla geral ;
34. Que se estabeleca recurso para os delega-
dos, das decisoes dos juizes de paz;
35. Que seja abolida a mulla que substituio i
dizima da chancellara, como est abolida tal di-
zima ;
36. Que o sollo de folhas d'autos seja reduzido
dez ris, e o fixo a vinio ris ;
37. Que na falta dos delgalos, o juiz muni-
cipal ou o delegado do termo mais vizinho, assu-
ma as suas* funececs.
9 de abril de 1861. Affonso de Albuquerque
Mello.
[Continuarse-ha )
REVISTA DIARIA-
Por haver seguido para a corle o engenherro
fiscal da illamioago a gaz por parte do governo,
o Dr. Francisco Rapbal de Mello Reg, foi no-
meado para exercer interinamente esse lugar o
ajudante de engenheiro das obras publicas Jos
Mario de Carvalho.
Foi nomeado, por portara de 5 rio correte^
Manoel Nunes Correa para o lugar vogar de car-
teiro di recebedoria de rendas internas.
Havendo sido nomeado amanuense da se-
cretaria o coltaborador Fortunato da Silva Neves,
foi aatorisa Jo o respectivo secretario, por acto de
5 do corrente, a admitlir um oulro individuo
para coadjuvar os trabalhos da mesma secre-
taria.
No mez prximo pass>do de margo a recei-
(a da va frrea mootou i 2> 8II9Il ris, nos
differentes ramos, que a compem.
Uontem comegou a funecionar a agencia
commercial particular, eslabelecids entre esta
cidade e a villa da Escada.
Mediante urna mensalidade de 3000, lem-se
urna via segura de correspondencia entre estes
dous pontos todos os di39.
A companhia da estrada de ferro paga aos
respectivos accionistas os juros de 7 "/, vencidos
no semestre Ando no ultimo dedezembro prxi-
mo passado.
Como quer que continamente se repitam
entre nos os incendios, promovidos polos phos-
SESSO EM 10 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. baro de Vera-Cruz.
(Continuada pelo Sr. Manoel Porlelia.)
Ao meio dia feita a chamada, verifiea-s haver
numero legal de senhores depulados. Abre-se a
sesso, l-se e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. Io Secretario aprsenla o seguinte
EXPEDIENTE.
Uro tUcio do secretario da presidencia par i-
cipando que se autorisou a cmara municipal
do Recite pagar a Manoel Romo de Araujo,
arrematante da construego da estrada da Vor-
zea, aquantia de 1:18{000.A' commissao de
cmaras municipaes.
Outro do mesmo, remetiendo o acto pelo qual
se autorisou a cmara municipal do Recife
despender mais com as verbascosteio do cemi-
terio publico desta cidade e eventuses a quantia
de 1:790697 rs.dem.
Oulro do mesmo remetiendo um exeroplar
da falla com que R. M. o Imperador abriu a
quarta sesso da decima legislatura da assem-
bla geral legislativa.A' archivar,
Outro do mesmo, remetiendo copia da aviso
de 16 de agosto do anno psssade pelo qual o
ministro da justiga estabelece providencias em
favor dos menores desvalidos, e recommenda a
creago de um azylo em que sejam elles recelhi- phoros, vulgarmente chamadospalitos do gaz.
aog __i,jerD por ,sso Pedem-nos qne lembremcs cmara
Umrequrimento. deRenjamim franklin de A. municipal confeccione urna postura providenci-
Lima.pedindo urna subvengo para continuar ; ando a maneira de pode-los ter em exposigao,
r na corteA'commissao de pntices. afim de que se evitem es damnos que dah po-
As esperangas de conciliago entre,0 norte e o | ousadamente fazia votos em
sul dos Estados Unidos ou antes desunidos desap-1 r.Inp IUmmmU2 r?K_ rt !<.,;. ..,._
pareceram promplamente, e a separagao fez laes
favor da desunan. Enche-o de alegra a separa-
pareceram prompjameuie. e f^"V" "*" gao dos cinco estados, e cntala o seu iVunc d-
progressos que a Uoiao pode ser considerada co- ^fc ,
mo rrevogavelmente perdida. ...;.; a____1 J____im___-^a;.,,. ,.__
J''"-voga.voMi.o.1 I gauisago do sul em confederaco dislincta com-
As deleg.goes da Georgia e da Clorida asquees v todos os eslados de escravos. Nao
reunio-se a de Alabama, apezar dos boatos con- *
irarios, deixaram seus lugares no coogresso para
seguir a sorte de seus respectivos estados. As
despedidas dos senadores a seus collegas e raor-
mente as do Sr. Da vis. do Mississipe e Mallory da
Florida, foram mui locantes.
Falla-se em lagrimas derramadas pelos orado-
res e pelos "eteranos quo os ouviam Compre-
hendemos essa ddr patritica ; o vacuo deixado
ms bancos das duas cmaras pela retirada dos
representantes de cinco estados,sao seis hoje e
sero doze amanha,esse vacuo traduziomate-
rialmente no pensar dos ver.'a i> iros patriotas a
extenso da brecha feita no edificio nacional e a
imminencia de sua ruina.
Em coosequencia desse incidente dramatizo
vio-se o senado com urna questo de pura forma
na apparencia, mas que tinha urna certa impor-
tancia na realidade. Tratava-se de saber se a re-
tirada dos senadores seria declarada na acta, si
seus noraes seriara riscados da lista do senado o
se devia ser modificado o numero dos votos ne-
cessarios para estabelecer a maioria absoluta.
Depois de calorosa discusso, toda a resolucao fi-
cou adiada. Essa demora tinha a vantagem de
permillir um arrepeodimento ; porm ninguem
contava mais com esse arrepeodimento as ulti-
mas datas, e annunciava-se que os nomes dos
membros que se haviam eliminado, iamser sim-
plesmenle riscados dos registros como demit-
tidos.
A convenco da Luisiaoia que reunio-se em
23 de Janeiro, emBaion Rouge, votou a separa-
gao com uro ardor febril. Nossos inimigos, dis-
se o governador na mensagem, ho de ver que
em toda a Luisiauia so ha um povo, um accordo e
um corago.
Desde 24 urna commissao de quioze delegados
fazia um relatorio em favor da separagao, e feli-
citara o governo pela prompla resolugo com
que mandara tomar os fortes federaes. Tendo
esse louvor suscitado alguns protestos, urna
raonco de 118 votos contra 50 rilificou na mes-
ma sesso. A 25 a commissao dos quinze apre-
seotou um decreto autorisando a dissolugo do
lago federal, mas ainda nao incompativeis com
o novo estado das cousas todos os tratados e os
actos do coogresso. O mesmo decreto reconhece
o direito de livre navegago no Mississipi para
todos os estados amigos e declara que a Luisiania
est prompla para negociar todas as estipula-
ges e garantas para o exercicio desse direito.
Ella, porm, nio pode deixar de exigir, em troca
diversas garantas da parte dos estados do oeste
que sao abolicionistas, como o Ohio, e este j
offereceu ao Sr. Buchannan o seu auxilio para
reprimir a nsurreigo do sul, nao ha de querer
condiges no livre uso de um rio ao qual anda
ligado propria vida do oeste.
Atlribuia-se a phalange republicana do coii-
gresso a i n tenga o de responder separagao da
Luisiania com a annulago na tarifa do direito
de 24 q\Q que protege os assucares luisianenses
contra a con correncia estrangeira. Sao, com
effeito, represalias ioevitaveis.
Emquanto a codveogo da Luisiania votava a
separagao da Unio, um representante desse es-
tado na cmara de Washington, o Sr. Bouligoy.
seu nomo merece ser citado declara va que
elle baria sido eleito como partidario da Unio,
pelos amigas da Unio, afim de reprtsenta-los
a Unio ; que se estes ltimos tinham mudado
de parecer, nosoecedia o mesmo pelo que Ue
dina respailo pessomeate, e havia elle de con-
tinuar a occopit o seu ssenlo na cmara .em-
quanto nao recebesse do seu estado a oxdem de
o deixar. > Naorurttar em recebe-la, como os
u uciim.
O discurso do threvje-pTonosciadD por VlGto^ frimcez que elle afci'sc consenra h 00 atmos, rewtWtadfWBa GeMrgfl.
KMtKrel.fseranleumpartflniento.emqTietemiav -elWmatum foco de cabillas e coDpirt^Bci I Este ultimo lado mandou inlimar a guarn-
quer que haja duvida sobre o motivo que teem
os abolicionistas para desejar o triumpho dos se-
paratistas.
Esse motivo que no pensar delles a separa-
gao a aboligo no mais breve prazo ; a abolico
que seria j um tacto consummado, se nao ti-
vessemos, disse elle, um sul de tyrannos e um
norte de poltres ; um sul dlsposlo a afrontar
todos os perigos para salvar a escravido ; um
norte recusando arriscar um dollar para servir a
liberdade.
O orador desenvolve esta .these com o estylo
vigoroso que o caracterisa, e termina a Philippi-
ca com esta perorago :
AITastai, pois, a vossa Unio estropiada da
luz e do dominio das Ibis. Enlo, sem o menor
sacrificio de vossa parte, a escravido desappa-
recer por partes 1 Eis a signifioaco, que damos
desunio 1
Descanga era paz, martyr de Harpes Ferryl
[John Brown.J Tua vida nao foi dada em vo. E
vos, almas de Latayetle e de Koscinzko, alegrai-
vos. Esl lirapa a nica nodos que houve em
vossas espadas. Dentro em pouco, nao havor
mais poder nem desejo de possuir um escravo
em toda a America I
Os separatistas do sul pensam assim ter zelo-
sos auxiliares nos abolicionistas radicaes do nor-
te. Para uns, lrata-se de proteger e perpetuar a
instituico da escravido ; para outros trata-se
de abol-la para sempre. Pensara que os mes-
mos meios ho do levar a resultados diaraetral-
mente oppostos. Quem revela mais previdencias
os eselavagistas ou os abolicionistas ? Sao estes
ltimos, segundo o nosso pensar, e j mostramos
a js plantadores do sul o abysmo para que cami-
nhavam. Em todo o caso obraram com acorto
meditando as convieges de um horneen como o
Sr. Wendel Philipps.
Predizendo aos Estado-Unidos o prximo des
apparecimento da escravido a sem o menor sa-
crificio de sua parte, o tribuno boslonieose fazia
alluso a diversos projectos formulados ultima
hora para o resgale dos escravos por meio de urna
subscripeo nacional, e sem emigrsgo para a
frica, Hait ou algures. Has o resgale era mas-
a de quatro cinco milhes do negros no valor
de cinco mil francos por cabeca, ou milhares de
milhares de francos, urna impossibilidade finan-
ceira. Assim, outro projeclo reduz esse resgale
cinco ou seis estados mais vizinhos dos estados
livres, inclusive a Luisiania e o Texas, afim de
deixar solados os eselavagistas do centro o pri-
vi-los dos mercados do golpho do Mxico. Esse
plano, porm, offerece ainda diQiculdides quasi,
invensiveis, e seria considerado pelos plantado-1
res luisianenses como urna Inicio aos qoe elles
chamam seus irmlos. Nao podem elles passar
sem negros para a cultura do solo abrazador e
e insalubre nem conservar entre si meio milho
de libertos sem expdr a raca branca e ser altera-
da a infaUibilidade dominada pela raca preta.
Por sua parte os republicanos pera os quaes a
liberdade individual nao urna palavra va, arto
poderiam sem incoherencia condernnar os negrea,
a urna deportacio em maasa. 0 primeiro direito
do homem viver no solo que o vio aascer. Os
republicanos nao teem o direito de reexportar pa-
ra a frica os homens de cor uascidos na Ameri-
ca, assim como os negrairos oto team o direito
do importar na America os negros nascidos na
frica.
De todos oe planos propostos, s pareceu
razoavel: o que limita o rsgale dos cratas
ao districto da Colurabia, sede do governo federal
e aos estado do DeUcoare, laryUad e Missouri.
Nao poasuem elles mais de dous mlllries e cento
estudar na corte.A' commissao de pntigoes.
Outro de Joaquim Manoel do Reg Brrelo,
pedindo se vote na le do orgamento municipal
urna quola para pagamento de 290*000 rs. que a
cmara do Cabo Ihe deve.A' commissao de or- j
garaento municipal.
Urna netico de diversos habitantes de Quipa-
p pedindo transferencia da sede da respectiva
freguezia para o povoado de Panellas.A' com-
missao de estatisllca.
Um requeriraento do Dr. Joo Jos Pinto, me-
dico do collegio dos orphos de Olinda, pedindo
augmento de ordenado A' commissao de or-
denados.
Achando-se sobre a mesa lida a seguinte in-
dicago, que remettida scommisses de cons-
t'tuiges c poderes, e de legislago :
A assembla provincial de Pernambuco indica
assembla geral que se decrete :
1. A incompatibilidade absoluta dos magistra-
dos com os cargos de eleigo popular i
2. Que s depois de dous anuos que tiverem
deixado a carreira da magistratura, Qquem os ma-
gistrados rehabilitados para taes cargos ;
3. Que para os fios destas disposiges se equi-
parem aos magistrados os juizes municipaes, os
de orphos, os promotores pblicos e os delega-
dos de polica ;
4. Quo os juizes municipaes, os de orphos,
vengara 6:000$ de ordenado annualmente;
5. Que o! promotores pblicos vencam 3:000#
ris ;
6. Que para o cargo de delegados de polica
s possam ser oomeados hachareis formados;
7. Que ledos os actos doisubdelegados fiquem
sujeilos correcgo immediata dos delegados, e
os primeiros destes fuoccionarios sob as ordens
dos segundos;
8.a Que os delegados nao vengara menos de
tres contos de ris annuaes, conforme a impor-
tancia do termo ;
9." Que os delegados sejam adjunctos dos jui-
zes municipaes, para todos os actos em que estes
caregam de seu adjutorio, menos no julgameoto
das causas.
10. Que sejam em tudo seu substituto em seu
impedimento, accumulando cntio as funegesde
seu proprio cargo;
11. Que nos termos em que uo residirem os
juizes municipaes, os delegados exercam tambem
as funeges que actualmente exercem os supplen-
tes de juies municipaes em taes termos ;
. 12. Que um terco do ordenado de qualquer de
ditos fuoccionarios, seja titulo de qualicagao,
e reverta para aquello que exercer as respectivas
funeges, quando a falta do proprielario nao for
causada por molestia;
13. Que para ser delegado tenha o candidato
tres annos constantes de vida profissional e ef-
fectiva na advocada, ou de pratica no escriptorio
de um advogalo;
14. Que para ser juiz municipal, de orphos, e
promotor, tenham os candidatos dez annos de
vida profissional e efiectiva na advocada, 00 de
pratica no escriptorio de um advogado, ou sete
annos no exercicio do cargo de delegado ;
15. Que os juizes de direito vengara nove con-
tos de ris annualmente, osdesembargadores do-
ze, e os membros do supremo tribunal de justica
vinte;
16. Que para juiz de direito o condidato cont
quinze annos de vida profissional e effecliva oa
advocada, 00 cinco de juiz municipal, de or-
phos, on de promotor, juando este tiver eito
tambera por outro tanto lempo profissao de ad-
vogado) os que o tiverem sido em virtude destas
disposiges;
17. Que para desembargador o candidato con-
t vinte annos de vida profissional e effecliva ua
au seis, ou d%z annos como promotor e advo-
gade. juiz municipal 00 de orphos, eu cinco co-
mo juiz do direito :
18. Que os membros do tribunal de justica se-
jam somonte lirados d'eatre os desembargadoree
que tiverem cinco annos de servico neste cargo;
19. Que nenhum desses fonecionarioe possam
perceber emolumento algum, nem receber algum
presente seno d'aquellas pessoas de quem nao
possam ser juizes, nem Ihe seja exigido algum
oaus pelo titulo de carta de sea nomeaco;
20. Que nao possam, como juizes, dar audien-
cia s partes em particular, nem quem por el-
las Ibes qui/er fallar, nem conversar com os ad-
vogades a respeito das causaa de cujos litigantes
forem patronos; podendo sement receber me-
moriaes por escripia ;
21. Que o corruptor nao seja considerado cri-
minoso quando peita tiver sido aceita ;
22. Qne es juizes municipaes, de orphos e
promotores, sejam nomeados pelas relceos res-
pectivas ;
23. Que os desembergederes tejan escolhidos
pelo governo a'enlre tres candidatos propostos
pelo supremo tribunal de justiga;
24. Que os depulados de commercio s lenfaam
voz consultiva as decisoes cooteMiesa*;
25. Que os aggravos interpoitos peas e iribo-
nal do comaercia, sejam decididos por tras des-
embargadoree ; -. ,
26. Qim se aculle ao igoMue o erbUrra de
aposentar, de entre ai .actuaos junes de diaeiU,
desembergadores, e mombros do supremo tribu-
nal de etica, es sae Julgar m dessajmeaham
ml as fusccoes do eu can ;
27. Que ae'habilita e reUgee ana numero
sufflgiaote de dMsnatsfedoces, ,nara expedirem
as causas com braeidade;
28. Que alm da crratelo que si i cargodet
dem resultar.
Ao Sr. fiscal da Bda-vista lembramos que
lance suas vistas para a ribeira desse bairro, ao
lado da qual se est formando urna trincheira de
lixo, que muito depe contra o zelo de quem de-
ve velar pelo o acceio da cidade.
Nao seria bom que ahi se collocasse um guarda
que prohibisse os despejos? Parece-nos II...
Abaixo traoscrevemos o 3 artigo do Sr.
Duprat, acerca do agricultura, que, como os pre-
cedentes, cheio de ioteresse e novidade :
AGRICULTURA.
3o artigo.
(Conlinuago.)
Ao rece creado ministerio
da agricultura, coramercio e
obras publicai*ha de nsseer a
idade de ouro para o Brasil.
A agricultura ha de ser a for-
ga vital do rasil.
D.
a A nossa dedicago prosperidade e engrae-
decimenlo da fortuna publica e privada desto es-
pera ngoso imperio, tem-nos levado a dar, em
nossas horas vagas, o nosso pequeo conligente
de meios de melhoramenlos, e nos daremos por
muito satisfeitos se elles poderem contribuir a
atiingir o desidertum.
A Revista Diaria de 28 de margo prximo
passado publicou o nosso 1 artigo sobre a agri-
cultura, no qual procuramos demonstrar a desas-
trada perspectiva que esperava a definhada e
atrazada agricultura deste vasto imperio, o pouco
ou nada que se lera eito at hoje para melhorar
o seu lastimoso estado, e o muito que resta a fa-
zer para, por meio de escolas normaes da agri-
cultura remediar efDcazmente aos males exis-
tentes.
A Revista do 3 de abril correle, publicou o
nosso 2 artigo sobre o mesmo assumpto, no qual
levamos consideraran e apreciagic do Ilustrado
governo de S. M. I. e de todos os mais interesa-
dos, o nosso projecto de fundaco de escolas nor-
maes de agricultura, as tres principaes provin-
cias deste rico imperio, Rio de Janeiro, Babia e
Pernambuco, e eremos que o plano por bs indi-
cado, para a collocaco especial da escola de
Pernambuco, direccao e organisago do pessoal
de ensino scientifico theonce e pratico, lera sido
bem comprehendido por todos, o ser desde sua
fundago, no caso de dar todos os resultados es-
perados.
Hoje, nesle 3* artigo, vamos demonstrar as
vantagens que desta escola resuliaro ; se ella
e dez mil negros, que seriam cedidos, como di- juizes de direito, estejam sempre em correigao em
for inleiramente conforme ao nosso plano.
.' Apenas o governo decretasse a quanlia des-
tinada fundago da escola desta provincia, o di-
rector, per nos lembcado, appareceria, e sobre as
ordens, que Ihe fossem dadas pelo governo, se
apressaria em mandar fazer os planos e orcamen-
tos dos edicios exigidos para a boa explorago
da dita escola. Urna vez levados ao exame e a
approvago do Ilustrado governo de S. M.L,
por elle mandados executar, o mesmo director
incumbir-se-hia da execucodas diversas obras,
consirueges e edificaees.
Em tanto que ellas se Ozessera, tratara de
procurar em Franga os lentes dos diversos cursos
do ensino, lentes de medicina Veterinaria, mes-
tres kaveadores, horticultores, jardineros, obrei-
ros ruraes e tratadores dos animaes e aves do-
mesticas, e os mais artistas precisos para dirigir
as machinas e spparelhos de fazer assucar, al-
cool, etc.
Sendo es fundos decretados na prxima ses-
so deste auno, as edificaees poderiam ser prin-
cipiadas e acabadas no correr de 10 a 12 mezes,
logo depois de prosapias mandar-se-hia vir o pes-
soal engajado em Franga, e depois de chegado e
instailado na escola, receber-se-hiam os alum-
nos pensionistas, lanio.depreparatorios, cmodo
curso de agricultura, depois de tres annos do
bous estudos, eapprovados em todos os exames
anuaes, os alumnos do 3 anno receberiam o
diploma imperial de engenheiro civil de agricul-
tura ; este titulo os habilitara a tratar com qual-
quer senhor de engenho, de trras ou faienda
para tomar coata da creago, direegao eadfnris-
trago de novos estabeleciaentcs ruraes, onde
engenbos j existen tes recebend) um estipendio
annual de 4 ou mais contos de res, conforme a
importancia do taabalkro.
Alm dos alumnos de preparatorios o do
curso completo de agriculUra, as escolas normaes
ho de dar a instrueoo e a pratica material da
cultura em geral ejnais raisteres ensieados.as di-
tas escolas, pelos mesires de todos os ramos de
agricultura, faDreego de assucar vlndos.de Fran-
ga, agrande numero de officiaes, operarios e
obreiroe agrcola* aciooaes, con o concurso dos
quaes pretendemos qae os engeoheiros manidos
de diplomas podero tomar contada cultura em
eral, easinada as seclas da fabricagao aper-
Jeicoada do assucar e seos residuos, ele.
Estreos persuadidos de qae um engenheiro
coadju vado de 2 mines tavradoree e 10a 12 mes-
tres Ira bal ha d osos ruraes sevao sufcientes pan
cultivar a mesma quantidade de eanna qae cnl-
ttram hoje M-enohofee de-engenho com 40* 50
eseravoa. que os nossos liabalhadoree mwder-
nos alora -da asesara quantidade de carm* ral-
.lvaMO di*arsoaoutrpreducs.u*ar9.
Desdejre*i*rme* que oa eugeaheiros de griouHufa e a trabeiha-
deras modernes, exiairio oatipendios prnaorcio-
nadee *o teustr*bi Hh. e,para=qaB as eetiaeo-
asao Ibra pereoam moho novados ttes Jeat-
braremos um mel mais justo e mais racioaavel
v^


"
i-


.*>
para que <
II III !
de engeaho
lrera bonsj
senhcre*
rendimento dos s-
eeheiros e 01 irtt,ie* oo W
aostsment rebina,, ema,
balhos, este meio ser a ass de pareeria.
c Nesta sociedade o dono do eegenho astee-
gir o seu engeaho moente e crranlo prvido
de todo: material oecesaad^^BMo,
tom estado do servido, 9 coaflHHisro de ani-
ases neceasario para a boa txpteMeeo do enge-
nho tm todos os mus ramos. l* occasiao de se
lavrar o contracto do sociedade, boj inventario
gotel ser telto de todo, a sociedade ser por
un numero de annos determinando entre as
partes.
c Os beneficios d. sociedade serio repartidos
todos os annos depois do balanco feito annual-
mente no Qm de cada safra do beneficio bruto
presentado pelo balance serio abatidas :
1 .* as despezas de conservado concertos do
material,compra de animaes em substituidlo d'al-
gaat morto oa inutilisado, comprado carros fer-
ramenta etc.
2. a comedoriasdos empregados e trabaja-
dores e outras despezas uherentes a oxploraco
do enganbo ; depois deales abeiiraento, o saldo
que Ocar ser dividid en2 partes iguaes; urna
pertencer ao senbor de engenho e a outra serl
dividida em parte iguaes, repartidas entre o enge-
oheire. os artias e trabalhaiiores, conforme o
meracimeoio dos servicos prestados por cada uiti
e o ajusto feito eolreelles na occasijode formar'a
sociedade. '
No 4 anno da fundicc.no da escola d'agricul-
tura ou iosliluto agrcola se este titulo prefe-
rido, poder-se-ha por em pralica os ensaios das
turmas de eragenheiro e 12 a 14 artistss ou tra-
bajadores mudemos, na ezploraco a dos eri-
gen hos, e para raals fcil com paraca o as experi-
encias poderiam ser feitas, ou em eogenhos mon-
tados de ludo, dos quaes tiraram-se os escravos,
na dando cada turma a extensa de trra que
o eogenheiro julgasse necessaria para a explora-
rlo da sua turma, neste caso seria no 2.* anno
que poderia ter cmna a moer, e que poderia vo-
riQcar-se o resultado da comparaco do produc-
to d'assucar principalmente, dado palo enge-
nbo com sella escravos, e o eogenheiro com seus
trabalhadores modernos.
Sen lo contado, termo medio, o producto de
nm eogenho de 40 eoxadas em 8,000 arrobas de
asiucar, un engenho que livesse tambem em
snas trras urna turma de trabalhadores moder-
nos, deveria produzir pelo nosso calculo 16,000
arrobas. Sendo o numero de engeohos nesta
proviucia de 1,000 (dizem que ha mais de 1,000)
e que o termo medio, fosse de 8,000 arrobas as
safras reculares chegam dar a exportado......
5,000,900 de arrobos de assucar, o que vera a at-
trbnir termo medio 5,000 arrobasa cada engenho.
a Admittindo que desles I0OO engenhos baja
100 que no 4o ou no 5o anno tenham estabelecido
urna turma de agricultores modernos em suas
trras, dando cada urna urna safra de 5000 arro-
bas, termo medio, o augmento total seria de
500,000 arrobas; em poneos annos, em lugar de
5000,000, a safra seria elerada a 10,000,000 de
arrobas, e isto sem precisar de augmentar o nu-
mero dos escravos, era de chamar colonos es-
trangoiros, mas sim nicamente com o concurso
de trabalhadores o artistas iotelligeotes e laborio-
sos, formados nos institutos agrcolas, onde te-
nham entrado, como ayrendizes, da idide de 10
a 15 annos ou mesmo cima.
E' com o resultados obtidos, pelo augmento
relativo de rendia,ento das canoas de assucar,
proveniente, da fabricacao aperfeicoada, introdu-
zida pelos apparelhos modernos empregados as
escolas d'agricultura, e soccessivamente nos di-
versos engenhos, quen'om terapo mais ou menos
remoto elevar-se-ha o producto da safra de
5,000,000 a 10,000,080 de arrobas, sera precisar
augmentar a quantidade de eanna plantada para
produzir os 5,000,000 d'arrobas e sim nicamente
augmentando pelo aperfeicoamento da fabricacao
a extraeco contada pouco mais ou menos a 5
por cento e elevando-a a 10 por cento.
Este resultado todo, naturalmente produzido
pelos melhoramentos que inlroduzro s esco-
las d'agricultura, nao impelir odesenvolvimen-
te da culturr de todos os outros gneros que sue-
cessiva e consideravelmente virao augmentar os
productos agrcolas, e era seguimento augmentar
o bem estar publico, tornando a vida animal
mais barata e em altura de todas as classes.
A agricultura ha de constituir a turra vital
do Brasil..... Ella ha de sor a fonte perenne da
riqueza publica e privada que ha de furoeeer ao
governo os meios de cubrir o dficit existente,
suppiir as despezas do estado, e leva-lo a me*
lhorar ou a fazer um melhor reparlimento do
que hoja do imposto que pesa irregularmente
sobre o povo.
c As eseolas d'agricultura abrirlo mocidade
estudiosa, ioleillgenle e laboriosa de todas as
classes um futuro risenlio, ocenpacoes e em-
pregos honrosos e lucrativos, quo os ttulos de
dontores em medicina e anda os de bachereis
ou doutores em direito nunca ho de alcanzar.
A 20 ou 21 annos de idade um eogenheiro
da escola ou instituto imperial 'agricultura po-
der fcilmente fazer-se um reodimenlo annual
de 4 a 6 contos de ris, om tanto que os que se
destinara magistratura, antes de ateanear um
ordenado de tres ou qualro contos de ris, orde-
nado de desembargado^ chegam idade de 50 a
60 annos, depois de ter passado toda sua vida no
meio de rudes trabalhos, Jprivaces, contrarieda-
des e deszostos, sem fallar em outras cousas.
Os artistas trabalhadores e obreirosde diver-
sas fazendas as escolas sero sempre mui procu-
rados e serao fcilmente pBgos de 2 a 5&000 rs.
por dia. Qualquer que venha a ser o numero
dos eagenheiros, artistas o obreiros diversos, que
no decurso dos seculos vindouros venham a po-
voar o Brasil, sempre seri inferior s precises e
-exigencias do seu extenssimo territorio
Em prova do que acabamos de dizer, citare-
mos o que tem acontecido na velha e populosa
Franca, cuja exlenso doze vezes menor do
que o Brasil.
t Um documento offlcial emanado do ministe-
rio da agricultura, publicado em 1855, mostra que
a superficie do slo da Franca era de 52,305.744
hectares sobre os quaes anda tem muitos incul-
tos, nao obstante a grande populacao da Franca
que, pelo ultimo rece osame lo feito era 1851.
era de 35,783,170 habitantes, dos quaes 14,318,476
perlencem s diversas classes da agricultores.
Esta cifra j hoje mais do que o dobro da
nossa populacao total. So o Brasil fosse povoa-
do na proporcao de sua extenso, como a Fran-
ca, viria a ter 429,397,940 habitantes, e ainda Ihe
icaria muita trra a cultivar.
Pernanibuco 7 de abril de 1861.
F. M. Duprat.
Foram recolhidos casa de delenco, no
dia 9 do crrante, 4 horaens, sendo 3 livres, 1 es-
cravo, a saber: ordom do Dr. delegado do Io
districto 1 : ordem do subdelegado do Recife 2.
inclusive Joapuim, ese-raro de Joao Pinto da
Luz ; e ordem do dos Abogados 1.
Passageiroedo hiate nacional Camaragi-
be. sabidos para o Aracaty. Pedro Antonio da
Silva, Jernimo Antonia da Silva, Francisco An-
tonia de Uattos, Thesaotao Francisco de Oli-
veira.
Passageiros do brigue nacional Veloz.* sa-
ludos para o Kio de Janeiro.Amelia Mara das
Virgeos e 4 Qlhos, e Feliciana Maria da Con-
ceico e 1 fllho, c 2 escravos a entregar.
Passageiros do,brigoe dacional Gnceiijo,
saludos para Rio de Janeiro. Joao Teixetra
de Garvalho e 2 escravos a entregar.
MATADOlRO PUBLICO '.
Mataram-se na dia 9 do correte para o con
sumo desta cidade 91 rezes e no da 97.
MORTALIDADE DO DA 10.
Francisco Jos Lisboa, branco, viuvo, 38 annos ;
alleoa;o.
Isabel Marra dos Prazeres, branca, viuva, 70
annos; hepatite. j
Joao Francisco Saldoha, pardo, casado, 31 an-
nos; gastro entorile.
Manoel, branro, ff horas; congestao.
Antonia Francisca da Silvoira, prets, viuva, 60
annos; hernia belieal.
srmrnioiaoa.....
" '
tem direito incontestavei
publico.
ao reconhoei-
a presa
artista
mente
O priraeiro espectculo, com qoe
nos quiz dotar, agraden de sebejo.
O dr.mma-comedia : A PYobidade, indi nio
(isto era nosso tbeatro, retan reguladade dos
costumes martimos oras originslidade epigram-
atice, que chispa oa ervos do hornea de ae-
viesade. m* .
AH se v* desechada em formas soberanamente
notases a paixfto Robillssiaae da probidade.
O eoreio to ilifflctt e ae masmo teman tio
natural, quinto fcil o desenlace da aeelo;
E um drama que nada inveja eos modelos da
arte.
O aspirante Henrique Soares (Germano), que
se faz o rico e notavel capitalista, um carcter
typico.
A amavel AdeU, o genfo da msica e da poe-
sa, representa o amor casto, virtuoso, nobre,
capaz de elevar-se at ao sacrificio.
Ella typiflea o consorcio do amor com a virtu-
de e a modestia.
A mulher
vezes.
Confiado este papel isympathica D. Manoella,
que om porte gracioso rene um olhar que
fasciua, urna linguagem que apaixoo, urna
naturalidade que encanta, parece que autor
inspirouse na actriz.
O papel de Jacob Abraho foi bem comprehen-
dido e felizmente eieeotado, e assim tambem o
papel do Manoel Escota, que nada deixar&m
desojar aos mais escrupulosos.
Prosiga o Sr. Germano de Oliveira.
MAJUO DI HMtm#>. fltfiWA ftlRA M AHIL D* iM\.
m
que ama, em segredo, ama duas
Daas palavras por occasiao da sen*
tlda retirada do vigario uterino
da fregruezia de S. Anio.
Quanlo sensivel a ausencia de um bom
pastor bem o demonstrou a saudosa retirada do
digno parocho interino da freguezia da Victoria
o Rvm. Joaquim de Arago Ebla 1
As maneiras doceis, e urbanas do oxcellente
pastor penhoraram por certo o corado de todos I
os vlclorienses.
ttBjtote que o presidente, que entlo tri de pre-
vincia, proridanmara de maneira cortar pela
raz semelhante escndalo ; e 6 o mesmo Sr. juix
municipal que repele, nio o mesmo escndalo,
ass outra mullo peior ; sem se lernbrar trae quem
sema ventos colhe tempestades. -
Depois do acto da restlluigo da minba escra-
Wt <*WI cojDsrobatories Cuter
seas e 8r.*ktodpo*ei, ecenlei-lhe e faew :
ttve perm o deaosazar de ouvir d sue keiea a
appfovacio plena do acto do Sr. ]uls municipal
de Serruiem, sem importar-so com a dignidad
daqeelre que repefre a suspelta* de um enme se-
melhante como incapaz de commette-lo. Bem
Matea e ir; cnefo de polieia, qoe nao A proprie-
tarie, nem cenheee a provinei de Fernambnco.
Bu quirera eergoeUr ao 9r; juiz municipal,
qual a sua intenco nesee desar que me irrogoo,
quaes se pravas, qual o denunciante (se hoiive
ama denuncia), qee me armou esse lace to rtdi-
cek), que se desaton por si mesmo ? Acaso Ho
lera responsabilidade algnsa om juiz que obra
leo arbitrariamente ? Nao, verdade ; ne ha a
menor responsabililade I e a prova est nessa in-
uoidade de arbitrariedades, com que tem espesi-
nhade o termo de Sernhem, sem que tenhatfdo
at boje urna Are-Mara de penitencia I
Srs. redactores 1 Paro aqu, porque pretendo
rollar & carga se hoaver quem me contradiga,
lata correspondencia nio s urna queixa, oa um
desabafo, tamben uma-lieo par es proprieta-
noa de eacravoa no campo, para os sen Dores de
engenho, cuja situaco se torna cada dia mais
penosa e mais precaria. Deue permuta que me
com preen da m, e qoe busquen* reaglr contra o
mal, que dos acabranhe.
Son com todo o respeito, ete.
Recife 10 de abril de 1881.
Vietnte Mendet Wandtriey.
Sr$. redactare.Lendo o Constitucional de-
perei com urna perguota feita por nm meu col-
lega ao Sr. quartel-mestre do dcimo batalho, a
qual eu como cantarada desse offlcial nao posso
deixar de responder de um modo qoe satisface a
nao vulgar curiosidade desse quem quer queseja.
Distribuido massos de cartutos de festim s
flra que to-
101,000 por anno
04,0 por
202,06a per
bradode doos sedare loi.*
N_&r*M larattiriris,
?elha.casa terrea,
r?. y.mrr da Gloria, sobra-
a*5i SB *nUt lJ""" 1:801 .flOQ par anno
I. W.-Rea deS. Goi^aio,
casa terrea...........7*,.,.
N. ll.-Roa de 9, Genealo.
casa Ierres......
N. 19.-B.ua
lSi^>00 por anno
182,600 por anno
188,00 per aano
108,000 por anno
101,000 por anno
152,000 por anno
182,000 por anno
300,000 por anno
Sim, quando apenas iamos saboreando os doces j compaohias, o Se. quartel-mestre o 1
fructos do pasto espiritual de um parocho hones- ve em vistas foi cumprtr o seu dever.
lo, ti vemos a desdila de o ver to cedo deixar nos j Se houve quem distribuase cartuxa
reger um rebanho : lado soldadesca da primeira
irluxame emba-
eorapanhia, nos
inconsolaveis para ir talvez
mais feliz do que nos.
Em toda a parte se rende homenagem ao ho-
mem benemrito, e a virtude sempre deixa
vestigios indeleve3 no coraco dos povos.
E com effeito era bem notavel ver como os
parochianos trepidavara solcitos, pela saude do
seu parocho, quando se achara doenle; e nos
das prximos sua sabida concorreram flux, { meiro s'ystema de fazer bem, est sempre dispos-
e apioharam a sua casa como quem seu pozar \ to a obrar consenciosamente.
O cadete.
do Sebo, case
'f""D-....................
N. 13.Ra dos Pires, casa
terrea...............'......
N. 14Rua do Rosario"da
Boa-vuta, essa terrea.....
*.40.-Rua da Lape, casa
terree.............,.'
N. 41.R., ea Lapa/ess
terrea..............__......
tf. 01Ra da Cacimba, casa
terrea.........
as arremataQdea sero feitas por tempo de tres
annos a contar do 1 de julho de 186! a 30 de
junbo de 1864.
As pessoasque se prapesorem seslss srrema-
laoea comparecam na sala das sesses da mesraa
junta no da cima declarado pelo meio dia cura-
pelentemeole habilitados na forma dos artigos
abano. e
E para constar se mandou afRxar o presente e
publicar ve\oJiiario.
Secretaria da tbeseuraria provincial de Per-
nambuco 9 de abril de 1881
O secretario
Antonio P, d'Annunciaco.
An. 7a do- regolamento da thesouraria.Os
contractos de arrematarlo de renda, que impor-
tara em mais de fcOOOjOO reis, sero effectuados
SO a garanta de dous fiadores, idneos, que te-
nham beos de raz na cidade do Recife, ao me-
nos um delles urna vez que o ootro seja notoria-
mente abonado.
Artigos do reglamento interno da thesouraria.
Art. 16. Os documento* comprobatorios das ha-
litares dos arrematantes, e os que devem provar
a idoneidade dos fiadores sero aposentados na
sesso da junta anteriora de arremalago, para
serem tomados em consideradlo, resolverse so-
bre afianca e admittir-so o licitante.
Art. 17. As licita-oes sero oflereeidas em car-
parece obra de encornmenda. assim como tara- I tas feichadas com o'sobscripo -prapos"ta"para"a
I bem dizem que neste caso o meslre fura uro cu-
rioso : a ser exacto deve ser syndicado o facto e
I o eulpado punido.
Outro ollicio, collega, o Sr. Picaneo nao se
presta a ser instrumento de pessoa alguma.
Em quaoto ao Sr. Kelly, segundo seu costu-
deixavam sahir o sacerdote zeloso, que no "curto
esparo da ouze mezes encompleto deu provas '
nao equivocas da bondade de seu borae&o.
Procurou desveladameote harmonisar com
todos os seus parochianos, ainda os mais disco- \
los.e soube pcrfeiUmenle granjear as sympathias I
de seus irmos sacerdotes.
Finalmente, quando divulgou-se definitiva-'1
mente o dia de sua retirada, (quadro verdadeira- :
mente tocanle, e ioternecedor 11) o pobre e o
rico, o grande, e o pequeo iudistioctaraente
queram pressurosos oscular a m&o do seu pas-
tor intwiuo, anhelaado-lhe muilissimas felicida-
des e urna numerosa comitiva coraposta de 30
cavalleiros das pessoas mais gradas da cidale, o
foram acompanhando at urna legua de
distancia.
Es aqui como volta coberto de bencos o sa-
cerdote benemrito, o eis aqui tambem como os
victorienses sabem galardoar o mrito onde quer
que elle se acbe.
W. ?
COMMfeBClO.
NOVO BANCO*
DE
FERMAMBITCO.
EM 9 DE ABRIL DE 1861.
O banco desconta na presente 3emana a 10 /
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 12 % at o
i de 6 mezes, e toma dinheiro em conlas correntes
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
arremataran tal. Estas cartas serao Com a pre-
cisa antecedencia laucadas pelos licitantes na
caixa do correio, e receidas na occasiao da arre-
mataeo, do administrador desta repartico, por
um empregado da thesouraria para serem abertas
em junta na presenta de todos os licitantes.
(Conforme)
^^ O secretario
j^Jtrr. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
injesnlenieda provincia, manda fazer publico que
pe dia II do corrente, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematados quem mais der os movis abaixo
mencionados, que perteoceram ao extincto con-
selho administrativo do patrimonio dos orphos.
6 cadeiras de Jacaranda com assenlo de pa-
Ihinhs.
1 dita dito de braco.
8 ditas de pinho pioladas.
1 mesa grande de amarello c;m duas ga-
vetas.
convencionar.
Alfandega.
. Rendimento do dia 1 a 9 ,
dem do dia 10......
123 650213
25:13iS<>40
Correspondencias.
Srs. redactores.Mi momentos na vida do ho- '
niem, que pareceos seculos de martyrio, porque
muitas vezes nao se soflre so de presente mas
tambem para o futuro; tal a feiro de urna in-
justira, que acabo de soffrer no meu engenho
Pontal do termo de Sernhem, comarca do Rio '
Formoso. j
Proprietario uaquelle tormo, habito sem em-
bargo nesta praca ; e foi com espanto que soube
pelo meu administrador, que em das do mez de
marco prximo passado mandara o Sr. juiz mu-
nicipal Gervasio Campello Pires Perreira por dous
olHciaes de jusii ;a arrancar da casa do mesmo
engenho urna mioha escrava, a parda Guillermi-
na, a titulo de forra, e a flzera depositar em maos '
de um tereeiro at provar a soa alforria.
Immedialamenle que recebi tal noticia, ainda
mesmo quando me pareca irnpossivel, e.ue se
podesse apresentar qualquer prova a favor da li- '
berdade da mioha escrava, a qual passara das '
mos de meu sogro para as de minha mulher a !
titulo de adiantamento de hpranca, dei sera em-
bargo todas as providencias aflm de haver nao s
o titulo pelo qual eu houvera tal heranca, como
tambem o que servir de propriedade ao dito meu '
sogro ; isto o papel de compra que o mesmo '
fuera a outro legitimo possuidor com todas as
formalidades legaes, como meia siza, seHo, ole. !
Com semelhantes ttulos em devida forma, to I
legtimos como legaes, ao passo que por parte do '
meu supposto denunciante (sehouve urna denun-l
cia, o que ignoro) nao appareceu a menor prova
em juizo, nem a poderia apresentar por ser mo- I
ramente impnssivel,requera a entrega da dita mi-
nha escrava Guilhermina ; a qual finalmente, de-
pois das formalidades do estylo me tora restituida
por mandado de 16 do mesmo mez de marco pr-
ximo passado.
148:7819253
Movirueuto da alfandee*.
Volamos entrados com fazendas..
* com gneros..
Volomes
a
sahidos

com
com
fazendas..
generas..
67
157
------224
66
680
------746
Descarregam hoje 11 de abril
Brigue inglezOdemferro e carvo.
Brigue inglezFairybacalho.
Barca fraocezaFranklinmercadura?.
Brigue francezParahioafazendas.
Brigue braaileiroAlmirantecaf.
aeeeefaedoria de rendas Internas
geraes de Pernambneo.
Rendimento do dia 1 a 9 9:406j78i
dem do dia 10.......1:200*985
10:607^769
Consolado provincial.
Rendimento do dial a 9 20.8248977
dem do dia 10.......3:531585
24:3569502
Movimento do porto.
I Navios sahidos no dia 10.
, Buenos-Ayres Sumaca hespanhola Guadalupe,
( capito Juan Fentanills, carga assucar.
i Aracaty Hiate nacional Camaragibe, capitao
Virginio Jusliniano de Souza, carga varios go-
i eros
Ro de Janeiro Brigue nacional Velos, capito
Manoel Ferreira Leite. carga assucar.
Communcados
A' primeira vista, parece, seohores redactores. '
um acto rauito simples, a apprehenso e deposito I Rl0,.1e J.'.,oir.- !nJ?0?_n,PI?nl Concexcao, ca-
de um escravo para justificar a sua liberdade, se
diz que forro ; ludo isto parece muito natural,
A empresa Germano.
Revivemos parea vida do Iheatro.
O nosso artista eminentemente popular, o Sr.
Germano Francisco de Oliveira, vasa quebrar a
monotona das noitee carregadaa do invern com [frivolo
os deleitosos rasgos da arte dramtica.
Elle que pcssue em to subido grao a inspira-
$o de genio.vem conquistar novapalmas pira alnlcipal ?
aea gloria de artista.
Podendu exforcos reunir urna compaohia de
otce, em qee se v engastada urna nca. perot
de preso, a Sra; B. Hafloelfa^ o nosso eximio
e sem embargo quo funesto nio semelhante
procedimento, quando seda sem a menor prova,
sem o menor indicio, sem a menor suspeila 1
Se esse acto, praticado no raeu engenho, foi ou
nao acintoso, se nao fdra cora segunda vista para
ferir a mais alguem da minha familia, pode bem
imagnar-se por outra farca semelhante pratica-
da com meu concunhado Joao Manoel de Barros
Wanlcrley, a quem acabara igualmente de ar-
rancar outro escravo por suspeito de forro.
Era um poTz de escravos ; em um territorio to
extenso, como o nosso, onde os meios de repres-
sio sao to diffi:eis, nao sero taes actos da au-
toridade urna verdadeira provocarlo iusubordi-
naco da escravatura ?
Se homens ricos e abastados, proprietarios de
grandes fabricas, nao ISm a precisa garanta, ou
nao prestam a menor confianza para que, quando
houver taes denuncias, sejam chamados pela au-
toridade alim de exhibirem os ttulos de propre-
dade legitima do escravo, que se diz forro, sem
necessidade do apparato de urna pprehenso ju-
diciaria em presenQa de toda a fabrica, e com
sciencia dos proprios escravos, ento adeus res-
peitos humanos, adeus principio de autoridale,
adeus ordem, adeus paz.
Cora que direito, era que lei se funda o Sr. juiz
municipal para invadir a minha casa, arrancar a
mioha propriedade, indiciar-me de ira grande
crime, e duer depois : eslava senhando, o dito
por nao dte, ah lendes a vosea escrava 111
Se o Sr. juiz municipal, por urna denuncia
pliantastic, leve coostieneia. ou pode ter sus-
peitas sobre a liberdade da dita minha escrava,
porque nao exigi antes de aira os ttulos da mi-
nha posse e dominio ? Negar-me-hia eu a um
tal procedimento da autoriiade legitima, urna
semelhante exigencia ? Nao de certo, e ar lhe
learia muito agradecido por urna tal prova de
confiaoc,a de deferencia. E porque duvidar de
mira, quando fui eu desobediente ou recalci-
trante t
Sou o prmeiro coofessar, que a autoridade
deve ser a primeira em garantir a liberdade de
todas as pessoas qne della gozaren). Deus nos li-
vre que a liberdade pessoal, a primeira das li-
berdades, fosse atacada impunemente em om
paz, que se diz constitucional; ainda mais son de
opinio que a autoridade publica deve ser inex-
horavel a respeito dos que, abusando de todas as
leis divinas e humanas, conservara em escravi-
dao pessoas livres, on que o deviaaa ser pelas
noseas leis.
E porm nio se segu desses principios lumi-
nosos, que acaba de estabelcer, que o proprie-
tario eonscieotioso e legitimo seja a cada instante
incommodado, devassada a sua casa, arrancada a
sua propriedade com escandaloso abuso, sobo
-Jo pretexto de que tal escravo on escrava,
legtimamente possuids, snspeita de furia f f
Suspeila ? e que outra prova teve o Sr. juiz mu-
pito Joo Flores do Amaral.
Rochefort Vapor de guerra francez Megere,
commandante o capito de fragata Voaletis de
Aignan.
Nao houveram entradas.
Um facto, nao de igual natoreza, mas por ou-
tro motivo, to (til como o de agora, leve lugar,
ha dous annos, no mesmo engenho de minha
01 o a. & M O. Ql 0> B I | Huras 1
3 W c" S c i" c en tmotphera. O ce
en DS w a PJ Direccao. M ai o se
* w 53 O 1 -Intensidadt. 1 > n
S O 00 ce 3 Fahrenheit. 1 a es O at n 91 O
S ea *. o .8 cja 48 00 1 | Centigrado. 1 pi C 5*
-4 -4 O -^ --> s Hygrometro. > i
e o o O - Cisterna nydro-metrica.
756, 755,4 r5 o S 00 5! 00 M 1 to ao Francez. _____________ fnglsz. 0 > O 3 ai o
8 S 1 1 o i O:
A noite nublad SE fresco eas=itr os Preamar as 4 h. Baijamar as 10 h Observatorio i abril de 1861. a, com aman C1LACK e 30' d e 18' lo ar> Edi alguns sguaceiros, lieceu. DA HAR*. a tarde, altura 7,2 da manhaa, altura ] anal de marinha, Romano Stepple, 1 lente. vento N p. 10 de
itaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento do artigo 7. do regulamen-
to do collegio dos orphaos de Santa Thereza e
ordem dj Exm. Sr. presidente da provincia de 5
do corrente, manda fazer publico, que no dia 23
do mesmo mez, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, vo a praga, para serem ar-
rematadas aquem mais der a renda dos predios
abaixo declarados, pertencents- ao patrimonio
escravo ou escrava, dos ditos orphos.
N. 1. -Largo de Pedro II, se-
gundo andar...............
N. 1. Ra do Queimado,'
iOis........................
fl. Z.Ra do Imperador, so-
bradbdedotisandareseloja. 1:801,000por anno
482,000 por nono
331,500 por nao
1 sioele com a competente prensa.
1 cofre de madeira chapeado de ferro..
1 carteira de duas faces arruinada.
1 jarra de barro.
1 coco de foi ha.
1 bacia de barro.
11 Umpeoes arruinados.
As pessoas que se propuzerem a esta arrema-
tarlo comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no dia cima declarado, onde encontraro
os.ditos objectos para serem examinados.
E para constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de fazen-
da, 1. de abril de 1861.
O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
De ordem do Sr. inspector desta alfandega
se faz publico, que existindo no quaito do archi-
vo an mercaduras abaixo designadas, que foram
achadas na sala da abertura, almdo prazo mar-
cado no art. 302 do regolamento, sao convidados
seus dooos ou consignatarios virera despcha-
los no prazo de 30 das cootados desta dala, lindo
0 qual sero ellas arrematadas em hasta publica,
sem que Ibes fique direito de allegar cousa algu-
ma contra oseffeitos desta venda :
2 chapeos de feltro para homem.
1 pega de panno de algodo rru liso.
Alfandegade Pernambuco6 de abril de 1861.
O 3. escripturario,
Godofredo Henriques de Miranda.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para canherimenio dos
rendeiros e foreiros de propriedades pertencents
ao patrimonio dos orpbos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, cortos de que, se o nao Qzerem, sero
os mesraos dbitos remedidos para juizo, aflm de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affuar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesourars
proviucial e Pernambneo, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Annonciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 21 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 18de abril prximo vin-
douro, peranle a junta da fazenda da mesraa the-
souraria se ha de arrematar a quem por menos
fizor a obra do celcamenlo da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at a
praca do Cellegio inclusive, pelo systema de pa-
rallepipedos, avallada era 212:905$.
A arrematarlo ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de Janeiro de 1854 e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas, e com o aba-
mento da quanlia de 22-250$, offerecido pelo
Baro do Livramento.
As pessoas que ae propozerem a esta arrema-
tarlo comparecam na sala das sessdes da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial dePernam-
buco 24 de margo de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annnnciaco.
Clausulas especia** para a arremalacao.
1.a A obra ser priuciplada em dous mezes a
contar da data da arremalacao e concluida no
prazo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a atteoder as
observacoes concernentes boa execucSo da obrs
feita pelo eogenheiro encarregado da sua tiscali-
saco.
3.a O pagamento ser dividido em qualro pres-
tacoes fguaes, correspondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orcamenio,
sendo em dinheiro ou apolices da divida publica.
4.a Para se proceder ao pagamento ser a obra
avallada era bragas quadradas, Ocando o arrema-
tante sujeito pelo prego do orcamento no aug-
mento da obrs.se o go'verno assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir in-
icuamente as obrigacoes conlidas no art. 30 da
lei n. 386 e nos mais artigos da mesma lei, que
regula as arremataces.
6.a A pedra deve ser degraniieou outra pedra
de muito boa qualidade e igualmente dura.
7.a As podras serio arrumadas sobre una ce-
mada de argsmassa de cal e areia, posta Sobre o
terreno bem socado, e depois de assentadas se-
ro pisadas com um nuco pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
csarada de argaruaasa liquida por cima dis mes-
mas peJres, para Ihes mentar os intersticios.
9.a O prego aqui mencionado daver incluir
qualquer aterro que seja preciso fazer pera levan-
tar o nivel das ras.
Conforme.O secretarlo,
A. F. d'Annunciac.o.
vlecial n. 343 de ft de jetafefeo de 18*4, e .*>b u
clausulas especeos abaixo copradac
As pessoas que se propozere a esta arreo**
cie comparecam ni sala das sestees #a aYesmt
junta do da cima declarado, pelo mefVdMr-com-
petentemente habilitadas.
para constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario. V
Secretara da rhesoararia provincial dePernam-
boo't4 de marco de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
Clausulas especiis para a arrematago.
A obra seri principiada em dous mezes a
contar da data da arrematago e concluida no
prazo de 10 mezes.
a.* O* arrematante ser obrigado a attender as
observacoes eorreernentes boa execueo da obra
teita pete eirgetrlJeiro encarregado da sua flscsli-
SSCaov
*" .Pa8n>e'rto- ser dividido em qualro pres-
taedes iguaes,, correspondendo esda urna a um
quarto do valor da obra constante do orcamento.
i* fara 8e. Proceder ao pagamento, ser a obra
avallada era bracasquadtaOas, Picando o arrema-
tante .sujeito polo preeo do orcamento ao anda-
mento da obra, se o governo assim o entender.
5.a t> arrematante ser obrigado a seguir res-
trictsmenle as obrigagoes eoelidas no art, 36 da
le n. 280 e dos mais artigos de mesma lei, que
regula as errematagdes-.
Conforme. O secretario.
.... _______Antonio F. d'Annunciaco.
Oeclaraeoes.
piopnedade; e o Sr. ju'mnflfcipal sabe perfot-,N. 4.Lsrgo do Piralzo, so-
O Illm.Sr. inspector d* thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 21 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 18 d abril prximo vin-
dooro, perante a junta da fazenda da me the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos
fizar a obra do cadamente da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at s
prags de Coleglo inclusive, nelo s-vsieffla de Mac-
Adam. avallada em 80:542$.
A arreoat*et***rr* HRlrnaHbnna, da-lei pre--
Directoria geral da inslrucgo
publica.
Por esta repartico se faz publico que o Illm.
sr. Dr. Jos Soarea de Azevedo, assumio as func-
Qoes de director geral interino, por haver tomado
assenlo na assembta legislativa provincial o
Illm. Sr. director geral effectivo Dr. Joaquim Pi-
res Machado Portella.
Secretaria da instruego publica de Pernambu-
co, V de abril de 1861.
Salvador Henrique da Albuquerque,
Secretario interino.
Inspecciio do arsenal de marinha.
De ordem do IHm. Sr. inspector fago publico
que nos das 11.13 e 15 do corrente mez esUr
por venda em praga publica, comegando as 11
horas da manha, na porta do almoxarifado des-
ta repartlgo, o casco do hiate Parahibaoo,
desarmado pelo seu estado de ruina, de 78 ps
decomprimento, 21 de bocea e 7 de pontal. ca-
vilhado e pregado de cobre al a altura de oito
ps, com os seus perlences, avaliado de novo em
281 'g rs.
luspecgo d arsenal de marinha de Pernambu-
co, em 8 de abril de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigue dos sAnjos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para foroecimento
oo arsenal de guerra, tem do comprar os objec-
tos siguiles
Para o fardamento da msica do 8o batalho de
infantaria.
135 covados de panno alvadio.
338 botoes grandes de metal prateado com o
o. 8.
162 ditos pequeos do mesmo metal e n. 8.
27 bonets para os msicos do mesmo batalho.
Para provimonto dos armazens do almoxarifado
do arsenal de guerra.
40 resmas de pape lalmago pautado de Ia sorle.
2 espanadores.
50 magos de nbreias.
Para arsenal de guerra.
10 duzias de taboas de louro de assoalho de 13
a 16 pellegadas de largura e de 26 a 28 palmos
de comprimento.
1 duzia de rostadnhode smarello.
Quem quizer vander laes objectos, aprsente as
suas propostas em caria fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 15 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 8 de
abril de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Mexandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal serviodo de secretario.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da santa cssa de mise-
ricordia do Recife manda fazer publico, que no
dia II do corrente, pelas 4 horas da tarde, na sa-
la de suas sesses, ir praga o foroecimento da
carne verde de que precisaren! os estabelecimen-
tos de caridade no lempo que docorrer do dia da
arrematago a 30 de junho do crrante anuo : os
pretendemos dirijam as soss propostas om carta
fechada, no dia, hora e lugar aprazados.
Secretara da santa caea de misericordia do
Recife 5 de abril de 1861. O eservo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6* dividendo
de 12500 por acqao.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 rriezes a contar desta data, a
substituirlo das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos
seguiules :
Para a escola militar de Pimenteiras.
4 resmas papel almago.
4 quarteires penaas de gango.
2 duzias lapis.
6 garrafas tinta preta de escrever.
20 exernplares collegesde carias.
2 tatoadas.
6 exernplares grammatea portugueza adoptada
ltimamente para asaulss de primeiras letlras.
20 exernplares compendio de arlhmelica por
Colago.
20 colleees de compendios para uso das aulas
de primeiras letras, 6a edigo.
6 collecoes de traslados.
12 carlilhas.
6 ardosias.
4 duzias creides.
2 libras esponja.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conseibo, s 10 horas da manha do dia 17 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 10 da
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
AUxandre Augusto de Frias Villar,
Major vogal sewindo de secretario.
Consaellto administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento an art. 22
do regularaento de-14 da dezembro de 1852. faz
publico, qne foram aceitas as propostas dos se-
nhores abaixo declarados.
Para o corno da gtt a raicee de provincia da Paea-
hiba do Norte.
Ramos & Lima.
17 bandas deHs a 4|f.
Joo de Souzi Marinho.
263 bonets fraeetdadoa a 3jJ800.
Anloet Perreira da Costa: Braga.
293 grvalas de sola de lustre a 750.
Pare o 0 batalho de infantaria.
Ramas drLima.
37 bonete para msicos a 90500. ^
f> conselho avisa aos messoes vendedores qoe
devem reeolher os objeete emendes na secre-
taria do conselho la 10 Worae
15 do correrrte raer.
PfM. frnnnto do arsenal de guerra, 10 de
sbnl de 1801.
Alxanire Augusto de Frias Villar.
Major vogal servido de secrelirio.
Vce Consulado de
Espina.
Habiendo efptfedo el plazo del .flris<> de 25
del pasado para II renovacin de Isa ca' de-
naturalidad y cornos algunos subditee de Saji-
no hayan cemplidot een la qoe en el mismos fK
dispona ; los emplazo* nuevamente een 15 das -
de trminos para verimear-los, adviniendo que
ademas del derechos del documentos, tendrn da
pagar 200 reales de vellos de multa, con des ti bu
ale Sociedad E-pnola de leaelceocja en Mis
de Janeiro.
Cinco diadespus de este nuevo emplaza-
miento, los qee no se haya presentado s
aeran considerados como Espnc+es y no recibi-
rn proteccin y auailio de este rice consolado
cuando lo necesiten.
Pernambuco, 20 de marzo
cnsul, ^uon Anglada Hejo.
de ASO*El vic
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notas
de sua emitsao de 10$ e 20$ em prejui-
zo dospoesuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
doministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro fimo e findo este pravo s po-
dera* ter lugar a suhstttuicao ou res-
gate com o descont menal e progresii-
vo de 10 por cento poreada mez.
Recife 9 de mareo de 1861___Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vietra
Ignacio de Medeiros Reg.
Joao
THETRO
DE
Saeta Isabel.
EMPREZAgermano.
Quinta-feira, H de abril de 1861.
*.4 Recita da nssiguatura.
Subir cena a excellenle comedia-drama em
dons actos e um prologo martimo
PROBIDADE
Terminara o espectculo com o espirituoso en-
wmmi m cnf ws>,
desepenhado pela Sra. D. Manoela, Sr. Rey-
mundo e Sra. D. Carmela.
Comecar s 7 > horas.
Avisos martimos.
Para a Babia.
A sumaca nacional Hortencla pretende
guircom muia brevidade. tem parte do seu car-
regamento prompto : para o reato que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
endes, no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
se-
COMPANHA PERNAMBUCANA
DE
Navegado costeira a vapor.
Parabiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass. commandante Moreira,
sahirn para os partos do norte at o Cear no
da 22 do corrente mez. Recebe carga al o dia
20*ao meio da. Encommendas, passageiros a
dinheiro a frete at o dia da sahida as 2 horas
escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 14 po corrente espera-se da Europa
o vapor francs Eilremadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do costuma
seguir para o Rio de Janeiro tocando na Baha,
para passagees etc., a tratar na agencia ra do
Trapiche n. 9.
JSA.
COMPANHA BRASILERA
DE
Minrmras sIjupl
O vapor Cruzeiro do Sul, esperado dos
portos do norte at o dia 18 do corrente, depois
da demora do costume seguir para os portos
do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-ss
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no- dia de sua chegada ;
agencia roa da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mandes.
e veleiro enseres;
ceicio pre\pnoe s
de taeatki* do.dia. uese tena eicetleotee commodos : trata-se i
ee sawstensitsaUloe Azevedo & Meados, so sen
ecii >ri3")eoa*igsal Con-
;uir com muita brevidade. s
i vos a frete, para os
Sala das sessdes do conselho edmiriiBtrstivoJeKriptario ra da Cruz, fc


w
WH>iriWUBIIGB. QWKTA FEUU HK
DE 1M1.
Pera Lisboa segu com muiu brevidee, i
por ler prompto o mu carregamento, o brigne
portugus tFlorindi, de primera classe, tem
excellenle commodos para paseegeiros, os qwaes
recebe : a tratar con o capilao ioaquim Augusto
de Soma, no eacriptorio d* na da Cruz n. 5, u
aa praca do commercio.
Adiado,
DE
REAL COMPVNHIA
Paquetes inglezes a vapary
Al o dia 15 do crranla eanera-se da sul o a-1
Tirare urna duna que-se apreseDtaram oera a*
condados exigidas, preferio-se um caixeire m ___
parentes ma. tendo apeo* vi- ./,
va* teslemunhado baettemoH Ha portanto, na .F.fl ipQpnPQ P. rOmiiPa lP
trra abundancia de-geete em preclser imperta- ^UIUl^UCS C CUIlipTtl C
la d'aquem ou d'dem mac, sendo a Diario um
encllente canal pera a descoberta daquilU, que
aos malucos parece tropossvel existir.
John Marriott, sutde britaonico, retira-se
para a Europa.
Custodio Dias Morerra, vai para o Rio de Ja-
neiro.
Aluga-se a sala de detraz com 2 quartos do
primeiro andar do sobrado o. 14 da ra do Quei- '
mado ; tratar no mesma.
Sao chegsdoe "i iivreria da praca de Pedro
, II, pateo do Coltegio n 2, os cedernos da Biblia
) Sagrada de ns. 22 a 27 -inclusive. Convida-se aos
[ senhores subscriptores a^irem receber os refer-
At "o dia 15 do crrante espera-se do su" o ta-j ia*S?9' 2"" 'J '". aberlr\ !"JfPC8o
por Tyna. commandante Jellicoc, o q.l depoie 2'" "d"de'.0"0 Senher Jess Chnsto segun-
da demora do coslu me seguir para Suthamp-t?". !""' E'"el*, ouo Ev.ngelbo em
ton tocando no* noria* dade, obra escripia por Pedro Lachese e au-
pan orna u ec trata se com os Sea* ?Tad Por 8Ua sanidadeo summo pontifico Pi
lc-- IX: ediccao supplementar S mesma Biblia. Esta
Adamson, Ilowie & C., ra do Trapiche Noo ou-
mero 42.
N. B. Os embrulhos s se recbeos t duas
horas antes de ee fecharem as malas, ou urna
hora pagando um palacio alm do respectivo
rete.
Rio de Janeiro
obra, cuja edicro comeca no caderno o. 28, nio
occupara muitos eadernus, e por isso diminuto
ser o seu prego. A ediccao da vida de N. 8.
Jess Chiisto comocada -no caderno n. 22, nio
contioi : pottanto podem ser recolhidos mes-
ma lirraria os cedernos jt recebidos pelos subs-
, criptore?, e que em troca dalle levarlo gratis o
caderno n. 28.
Vai praca pelo juizo do civel da l.a-sara a
requcrimento de seu propietario, por tres pracas
consecutivas, as tercas eaexas-feiras, urna mo-
rada de casa terrea na ra da Roda n. 23, com-j
-duas portas e urna janella de trente, duas sals e
cinco quartos, cozinha ra, cacimba, pequeo
quintal com porlo para a ra dos Patos, com um
-soto assobradado. cujas janellas deitam para a
mesma ra do3 Patos, com duas salas, um terra-
segue oom murta brevidade o brigue nacional
Almiraole, s recebe carga miuda, passageiros
e escrava*a frele, para os qdaes tem excedentes i ->-- -- / s. .wm uw ai, mu Mirra-
commodos ; trata-so com os seus consigo alarios i 5 dous quartos, cozinha, cacimba, porlo, canos
eu escriplorio, ra da ,'eB ambas, que despeja em um sumidouro : a
casa terrea paga de renda por mez 25$ e o solo
20ft, avaliadasem 4.000$, o paga de foro annual
Azevedo S Mendea,
Crus n. 1.
Cear
Segu com toda a brevidade o cter nacional
Emma, capilao Joo Antuaes da Silveira ; pa-
ra carga que Ihe falta, trata-se com os consig-
natarios Moreira A Ferreira, ra da Madre de
Dos o. 4.
Leudes.
LEILAO
DE
ao hospital de Nossa Senbora do Paraizo 2J>900.
Na ruado Trapiche n. 22, precisa-se de 2
copeiros serventes.
Alexandre Jos da Silva, Porluguez, vai
Europa.
Jos Alves Barbosa retira-se para a Europa
comsua senhora e duas Alnas menores.
Tinta azul que fica preta.
Vendem-se botijas com a superior tinta ingle-
za, azul ao escrever-se, e preta quando secca, a
500 rs. a botija ; na ra do Queimado, loja d'a-
guia branca n. 16.
Jogo de damas e gamo.
Veodem-se bonitas caixinhas com moldura, e
osquadros de cores estampados em grosso vidro,
obra delicada, pelos baratissimos presos de 3, 4
e *, assim como outras caixinhas maiores com
dobradicase tranquetas, tendo em cima o jogo de
' damas, e dentro o do gniao cora seus necessa-
. nos a 10J, ludo na ra do Queimado, loja d'acuia
bexta-feira 12 do corrente. ibranca "*
Guardanapos de linho
muito barato.
Vendem-se guardanapos de lioho de flores com
pequeos deleitosa 3j a duzia, ptimos pelo pro-
co e qualidade, para o servico diario de qualquer
casa ; na ra do Queimado, loja d'aguia branca
numero 16.
Lava-se e engomms-se com muita perfei-
co e aceio ; na ra da Florentina n. 14, achsr
com quem tratar.
Jos A'ves Barbos) retira-se para a Europa
com sua senhora e duas filbas menores, deixan-
rua | do para seus procuradores os Srs. Manoel Alves
Barbosa, Antonio Alves Barbosa e Manoel da Cos-
ta Lima.
f O abaixo assignado, djno das dividas da
massa de Ignacio Nery Ferreira da Silva Lopes,
tendo encontrado entre os documentos da mes-
mo urna letra da quantia de 369$590, aceita pelo
Sr. Antooio Hornera Ledo, de Maco. cuja letra
foi paga em 7 de fevereiro do anno prximo pas-
sado, como prova do recibo que existe em poder
do Sr. Joaquim de So aa Maia, declara o annun-
cianleque dita letra se desencaminhou de seu po-
der, e pelo presente faz publico que Cea sera va-
lidade, podendo, quera achou. entregar ao annun-
cunieno aterro da Boa-Vista n. 46, ou ao dito
sr. Maia, na ra do Queimado n. 4.
Joo Luiz Vianna.
Sociedade
-
m
terrenos.
As 11 horas em ponto.
O agente Camargo ara' leil3o por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz epecia
do commercio e a requerimento dos de-
positarios da massa fallida de Jos Fer-
nandos Agr no seu armazcm da
do Vigario n. 19, das dividas perten-
centes ao mesmo fallido, no menciona-
do dia as 11 horas em ponto,
LE1LO
Quiuta-feira 11 do correte.
O agente Camargo fara' leilao po*-
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a vequerimenso de
Campiano & C3ordeiro, da taberna da
ra do Rosario da Boa-Vista, perten
cente a Francisco Ferreira Fialho, a
qual consiste em armaco egenerosetc,
sendo effectuado o mesmo na referida
taberna as 10 horas em ponto.
Avisos diversos.
Domingo, 14docorrent-, as 10 horas da manha
haver sessao extraordinaria doconselho director'.
Secretaria da Asso.ciaco Typographica Per-
embucana 10 de abril de 1861.
J. Cesar,
1. secretario.
Attencao.
Fest dos Prazeres
Avisa se ao respeitavel publicoque no
domingo li do corrente havera' um
trem especial para os Prazcces, que
partir' das Cinco Pontas ao meio dia e
voltanf dos Prazeres as 8 112 horas da
noite. Alm deste havera' o trem do
costume.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
O abaixo assignado vende urnas
partes que tem nos engenhos Inhama,
la mus e Curcahi, todos bem conheci-
dos. e tambem permuta por alguma ca-
sa terrea no Keoife e qualquer negocio
que lhe apparecer e Ihe for conveniente
antes de ser effectuado communicara'aos
propietarios dos ditos engenhos. Tam-
bera tenciona arrendar o engenho Jar-
dim perto da villa de Pao d'AIho e o en-
genho Pindoba sito na freguezia de
Tracunhaem : os pretenden tes dirijam-
se ao engenho Carnauba do termo de
Paod'Alho.
oao Marques Bacalhao.
Vende se urna escrava sem vicio algum,
ce excellenle leilo para amamentar urna criaaga,
te urna flba com 8 meies, goza de perfeita sau-
de, cosinhae engomas, nio com perfeicio: ara
tratar na ra da Cruz n. 43 segundo andar.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda em
muito bom estado, obra do Porto : sa ra da ma-
triz Jloa-Vista o. 22.
Vende-se um terreno com tra freotea, na
za da Concordia, o qual d para edifiear-so oito
easas, e d-se em coala : quem o pretender di-
rija-se a ra da Prais, serrara o. 59.
Da ra do Imperador o." 14 primeiro andar
furtaram um binculo, guarnecido ie madrepe-
rla ; racoropenaa-sa a reatiluicio.
Attencao,
en*omm.r: P.g..,t bem b& ait Qoi
D. 23, efunda andar.
SOCIEDADE
IM10 BE\EFICEME
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
Por ordem do Sr. presidente convido os ge-
nitores socios eOectivos para a sessao de assem-
bla geral, domingo 14 do corrente, as 10 horas
da manha, para se tratar de negocios de muita
urgencia.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Sellciros era Pernambuco 10 de abril
de 1861.
Joao Jos Leite Guimares.
1. secretario.
Compram-se
notas de IjJ e 5S velhss, com descont msis m-
dico do que em oulra qualquer parte: na praca
da Independencia n. 22. *
Aluga-se o armazcm n. 40 sito na ra do
Amortm : a tratar na ra Direlta n. 12, primeiro
andar.
Vendem-se barricas com bolachinha ingle-
za ltimamente chegadas a 3*: no armazem do
Annes confronte a alfandega n. 7 B.
Attencao.
Precisa-se de alguma quantia de dinheiro a
premio sobre hypotheca de predios : quem a ti-
ver querendo fazer este negocio diriia-se em car-
la [echada com as iniciaes M. N. O., declarando
sua morada para ser procurada oesta livraria
os. 6 e 8.
9EUBA
de predio.
Vende se a cisa terrea da ra do Aragao n.
14 que deita os fundos para a ra do Tambi,
tendo grande quintal murado e diversos arvore-
dos do fruto : os pretendentes dirijam-se ra
do Querraado o. 51, loja.
Vende se a casa terrea da ra do Alecrim
n. 22 : quem a pretenderdirija-se ruado Quei-
mado loja n. 51.
i Medico, |
O Dr. Amerlco Alvares Guimares faz '
publico que est residindo na ra da Cruz
I n. 21, onde d coosultas e pode a qual-
8quer hora ser procurado para o exercicio
de sua profissao medica.
O capilao da barca americana Villa-Fran-
ca tem para vender 115 o ocas mexicanas : a
tratar no escriplorio de Scolt Wilson & C, ra da
Cruz a. 21.
i
as
MoMlias dealuguel.
Alugam-se mobillas completas de todas
qualidades e por preco muito co'mmodo ; tam-
bem se alugam cadeiras em grande quantidade
para bailes ou offioioa : na ra Nova, armazem
de mobilia do Pinto, defronte da ra de Santo
Amaro.
Precisa-se de um officia de cigar-
reiro: na ra da Cadma do Rccife n.
15, loja.
Araujo fiponde pela negafira a per-
guata que o eu Dobre amigo Horacio por unto todo e qoaauar petsoa que noticia ot
de G. Coelho lhe fez hontem fcpor este indicio tlver do referido roubo dediriglr-ao ao
n:flro *^ mBo aitio. ou eolan na ra da Cruz do Becife
O abaixo assignado lando distribuida bom nu-
mero de prospectos para a dita sociedade oestes
ltimos dous roezes, juina que aa pessossque os
tem recebido tiveram tempo sufficiente de os lr,
e poder apreciar asrantagens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige ; portento convida aa numerosas pessoas
que lhe disseram desejarom coadjura-lo com suas
lubscripces. i levar a effeito e por em andamen-
to esta grande e beneOca etnpreza, al remetie-
ren! oa ttulos de subscripce da maneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
nha cada prospecto.
Devero dirigir-lhe debaixo de subscripto, ra
do Crespo n. 4 loja, do 1 de abril em diante.
Tendo-se spreseotado muitos donos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formaco
do capital da sociedade, toroa-se necessario que
os socios que querem entrar com dinheiro na for-
maco do capital, mandem o mais breve possivel
seus ttulos de subscripto na indicada forma,
adra de se poder fazer os devidosassentamentos.
Assim como j o dissemos no prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para tio til em-
preza, vista da facilidade que ella d para rea-
lisar o pagamento das dez prestacoes, que forma-
rao o total das subscripcoes de cada socio. Basta
pagar dez mil ris todos os dous roezes para com-
pletar em viote mezes uma subscripcao de cem
mil ris.
Qualquer artista, carpina, pedreiro, ferreiro,
carroceiro, ou oulro emprego, deixando de parte
um dia de servico por semana de 2>500. em 40
semanas completa o pagamento d'uma subscrip-
to de 100, e em 80 semanas uma subscripcao
de 200J. Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de previ-
dencia que n'um caso de acdenle ou de molestia
poder-lhes-ha aer d'ura grande soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muita genio boa
louvar e gabar o projecto da empreza, mas que
era apresenlada em m occasio, visto o mo es-
tado dos negocios em geral o a falta que se senie
de dinheiro oa prega. Tudo isto verdade. mas
a crise actual ha de ler seu termo, c ludo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultado das
Iransacces desesperadjs com juros de 1 1[2 a 3
por cento ao me?, ha de ser o reactivo que ba de
precipitar a volla do equilibrio geral.
No entretaoto de interesse capital da socie-
dade por elle projectada, oJSSfca^juo zer parte della e reconhecem af*Hojagens que a
mesm poder ofTerecer.'se apressem iaubscre-
ver afim de que, depols do fundada e era exerci-
cio, possa aproveitar ainda a occasio de compr'
terrenos, roadeiras, materiaes de toda especi?
mesmo casas, por procos muito Stffco dos valo
res pagos em lempos de regular andamento do
neeocio em geral; podendo comprar aos precos
actuaes, desde j os socios tem a certeza de que
seus capilaes podero dar grandes benicios so-
ciedade, sepela tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver passado, e
que tudo torne s seu estado normal.
Para apromplar ludo o que a empreza precisa
para se por ora plena aecoe andamento sao pre-
cisos 9 a 12 mezes; portanto ha urgencia em rea-
lisar quanto antes os primeiros 250 contos de ris
do seu capital.
_ As subscripcei que o abaixo assignado pede
sao para formar uma sociedade que todos reco-
nhecem offerecer grandes vanlagens a seus socios
e ao piiz; portanlo ella nao precisa d'outra re-
commendacao alm dessas.
Se fosse uma subscripcao em favor d'este oU
d aquello estabelecimento po ou decaridade pu-
blica, o abaixo assignado reconhece que tanto
aqu como era qualquer outra parte do mundo,
muito Importa para o bom xito que as subscrip-
coes sejam pessoalmente apreaenladas pelas pes-
soss mais influentes, *mais consideradas e mais
elevadas da localidade. N'este ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que tenciooava
subscrever 10$, 20$, 30. por lhe ser pedido por
uma commisso composta d'este, d'aquelle e
d aquello outro grande da trra ou capitalista,
subscreve logo 100S, 200. 300, no caso de subs-
cripcao para uma sociedade coraraercial ou in-
dustrial, o caso mui difireme s se subscreve
para esta, com toda a circumspeccao, calma e re-
flexo, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o abaixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
melle Irabalho certo e continuo a muitas cente-
nas de pas de familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de todos os ramos de ofllcinas,
que deitaro oa circulacao commetcial d'esta
praca muitas centenas de conlos de ris no cor-
rer do anno, que a nao ser esla empreza dormi-
riam aferrolhados ou empregados em outros ne-
gocios, que nao attingem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
occupara diariamente.
E' com a alavinca poderosa da unio e asso-
ciaco do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes emprezas de utilidade publica e
privada podero realisar-se nesta pr*c,a, sem ser
preciso o soccorro dos amestrados capitalistas
das oulras pragas do imperio, sem o qual nao se
realisaria om 1852 ou o primeiro banco em Per-
nambuco. E' verdade que de 1853 para c tem
apparecido e tem teto algum progresso o espiri-
to d'associaclo, porm nicamente para iransac-
ces bancarias e de descontos. Estas nao esten-
dem sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosas, como a estender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e edica-
coes de casas, etc.
F. M. uprat.
Pernambuco, 30 de margo de 1861.
9
i STAHL C.
|RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
"I Roa da Imperatriz numero \\
fOutr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos em todos es-
telos e tamaitos.
| Pintura ao natural em
I oleo e aqnarella.
3 Copias de dagnerreo-
| tyno e ontros arte-
J taetos.
g xVmbrotypos.
| Paisa gens.
SOCIEDADE
; DISTITBTI PI E LITTERABIO.
Scientlflco aos senbores socios que amanba
(quinta-feira) havari sessao as 10 horas da ma-
nha, no collegio das artes, afim de proceder-se
a eleicao que foi transferida para este dia : ro-
gamos encarecidamente aos seobores socios a
comparecerem:
Secretaria do Instituto Pi e Lilterario aoa 10
de abril de 1861.
Joao B. de Siqueira Caralcanti.
1.* secertario interino.
Furto.
Na noila do domingo 7 do correle Curiara m do
S
#-- ... ooiitao aomingo rao correle Curiaran do
O capitao M. 'Porua de Castro *llu> otea da capella de S. Jos do Uangaioho
auio leuxmde- nela ne*tm a ner- ? frenU da wirada que vai para a Ca-
n. fl, que ser bem rompenido.
PeBlicaccs do instituto homepa-
ta 4o Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
HKaiCINAMOHEOPATHlCA
Obra Indfspensavel tod a s as
pessoas que qnizerem corar ho-
meopatblca ment,
COHTBNDO :
A definicao -clara do$ termos de medicina: as
causas mais frequentes das molestias: os symp-
tomas,porque tetaste faxem conhecer : os me-
dicamentos que melhor Ihes correspondem : a
quantidade das dates de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das eohronicas: a hora do dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa aeco ; a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
quedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente as que gras-
san no Brasil, qur as pessoas livres, quir
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mullier durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
meno, qur durante a infancia : os peaos
que eslo sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros arligos de
vital interesse ; 6err como uma deteripcao con-
cita, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas exlranhas medicina, dos
orgaos mais importantes, que entram na com-
posigo do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, uma mostrando qaanto possivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicacao
phitiologica e outra mostrando as differenles
regies abdomivaes. (A primeira colorida pa-
ra os senhores assiflnon*.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LUDGER0 PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica uma obra completa de homeopalhia, o
resultado da pralica dos homeopathas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais ain-
da aos paes de familias, qur das eidades, qur
do campo, chefes de estabelecimento, capites de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesroos
quizerem conhecer os prodigiosos efleilos da ho-
meopalhia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa,fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incetar a publicaco visse elle obras
Sui modernas de medicina, abundantes de ideas
oras, e ento resolveu mudar inteiramente o
plano qunijewia concebido, e dar toda i expan-
so e clarer a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
oba organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeop-
tica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15$, pagos na occasio de issig-
nar. [Depois de impresso custar 25}.J
Acha-se igualmente em- via de publica-
cao a segunda ediccao do
THSOUR HOMEOPATHICO
00
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediccao em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposicao das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pralica, etc., etc. Com uma estampa demous-
trativa da continuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignitura de 88 pagos na occasio de as-
signar, [depois de impresso custar 12f pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar uma e ou-
tra obra pagaro apenas 20$ em lugar de 23.
N. B. A assignatura, que nao for acompaohada
da respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo) n. 6.
Antonio Augusto Fernandes Guimares
declara que mudou o seu nome para An-
nio Alves Guimares.
Joao da Silva Ramos, medico pe-
la universidade de Coimbra, tendo vol-
tado do sitio, da' consultas das 6 as 10
horis da manhSa, e presta se a soccor-
rer qualquer doente dentro cu fora da
cidade.
O abaixo assigoado, tencionando seguir no
prximo vapor para a Europa com sua familia, e
estando persuadido que nada deve oesta praca,
quer por dbitos de sua nica firma, ou sob a
razo de Maia Irmos, convida pele presente a
todas as pessoas que se julgarem suas credoras
por quaesquer das razoes cima, quer sejam le-
tras vencidas ou a vencer, endossos, flaneas, ga-
rantas, ou qualquer promessa de pagamento, o
mesmo conlas de livro. a apresentar se no seu
estabelecimento no arco de Santo Antonio, afim
de verificar-se a exactido ou inexactido de taes
compromlssos, e serem pagos, caso estejam as
circumstancias da primeira hypothese ; e isto no
prazo do tres dias. Recite 1 l de abril de 1861.
Jos Joaquim da Costa Maia.
iinii.
Fernando Garzolli, relojoeiro da ra do Rangel
n. 20, roga as pessoas que tiverem em sua mo
relogios para concertar muito tempo, o favor
de virem busca-Ios dentro do prazo de 30 dias, a
contar desta dala, prevenindo tambem s pessoas
que leem feito troca de relogios, deixando sig-
na!, que, se no prazo referido os nao forem bus-
car, ser reputado millo qualquer negocio feito.
e nenhum direito haver de reclamaren) : roga
juntamente s pessoas que tiverem objeclos de
ouro em sua mo Sem juro algum, o favor de vi-
rom retiro-Ios no prazo cima indicado, do con-
trario serao vendidos pela importancia do que se
acharem a dever. Recite 10 de abril de 1861.
Curso particular de rhe-
torica.
O acadmico Manoel da Costa Honorato tem
aDerto o seu curso de oratoria e potica nacional,
na ra D.reita n. primeiro andar.
"~uw ?!".? eoB,Pn>' negras ainda mesmo
sea habilidades, com Unto que sejam mocaa e
robostas, e que nao lenham defeitos e molestia,
ou mesmo moleques com aquellas qualidades al
15aonos ; na ra de Apollo n. 32, casa de An-
tonio Goncalves Ferreira Casco se dir.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipacao dos Captivos.
Nao lendo sido at boje fielmente observado o
que dispe a segunda parle do art. 12 dos esta-
tutos, arrestando a direcgo ditliculdades irreme-
diaveis nos cumprimeutos dos arts. 7, 8, 9,10 e
a ,seDle a m(,sma direrco a necessidade de
adoptar medidas penaes que trsgam um melhor
resultado das que regem a lei orgnica da socie-
uade, e neste sentido o mesmo conselho appro-
vou um projecto additivo ao art. 5t, daodo-lhe
mais extensao de 4 paragraphos, o qual corre im-
presso na forma do art. 62. havendo reunio de
lodos os socios domingo 14 do correle, no lugar
a assembla geral ordinaria, afim de ser saneco-
TJrJ Po04!?<0 = como- tra<-se sobre o
decreto n. 2,711 de 19 de dezembro de 1860 do
hZlT ?"' Da p"t8 1ue re*ula as associaces
beneficentes : espera, portanto. oSr. vice-presi-
uente, o comparecimento de tolos.
Secretaria da Associago de Soccorros Mutuos
de 1861a Emanc,paSao dos Captivos 9 de abril
Galdino Jos Pires Compeli.
1. secretario.
.7" .R?8a"?e a qoslquer dos senhores passagei-
ros vindos do norte no vapor Oyapock, a res-
niuicaode um bah pertencentea D. Carlota Au-
gusta de Figueiredo Belford, mandando entrga-
lo na ra de Hortas n. 104. cartorio do escrivo
vasconcellos, ou avisando para so mandar re-
CCD6r.
D-se 25$ a orna ama que saiba fazer o ser-
jigo interno de uma casa de pequea familia : a
tratar na ra da Cadeia n. 24.
Precisa-se de urna mulber de boa conducta
e que d fiador, que saiba bem cozinhar e en-
gomniar, para fazer este servico em casa de um
hornera solteiro ; a tratar na ra Direita n. 69.
Burgos Ponce de Leoo faz sciente a quem
convier. que despedio de sua loja de fazendas o
TS *"" Joa1u'n Ferreira da Silva.
O abaixo assigoado, estabelecido com depo-
sito de assucir na ra larga do Rosario n. 35
previne as pessoas que tem penhores em seu po-
der de os virem resgatar no prazo de 15 dias, a
contar da dala deste. do contrario sero vendidos
para seu real embolso. Recife 9 de abril de 1861.
Bernardo de Souza Leite Bastos.
Pedido.
Pede-se ao Sr. inspector da ra da Florentina
o lavor de lancar suas vistas para urnas mulheres
de m vida que ahi morara, pois coroportam-se
lao mal que prohibem as familias visinhaschega-
rem sua janella. .
"iZ Birr2ca. Me o una de S. Miguel.
Attencao.
O escravo que foi chamado na ra do Apollo
para conduzlr uns saceos vasios estaco das
unco Pontas, e ahi se desencontrara do portador
que o acompanhava, nao tendo entregado os di-
tos saceos na estaco, pede-se aosenhor do mes-
mo escravo de os mandar entregar na loja da ra
do Imperador n. 61, que se pagar o frele do es-
cravo, e se lhe flcar obrigado ; os saceos tem o
nome do engenho, que se dir ao portador, e os
mais sigoaes.
Rosa da Cuoha Miranda, mulher de Arsenio
Antonio C. da C Miranda, avisa a todas as pes-
soas que lzerem negocio cora seu marido, serem
nullos, tanto bens de folego, como de raiz. bv-
pothecas ou vendas.
No escriplorio de D. P. Wild & Companhia,
no largo do Corpo Santo n. 13, vendem-se libras
esterlinas.
Precisa-se de uma ama livre ou escrava pa-
ra a casa de um homem solleiro : a tratar no
hospital militar.
Precisa se alugar uma casa terrea, ou de
um andar, com quintal, ou pequeo sitio e que
lenha bastantes commodos para familia, sendo
as seguintes localidades ra do Sebo, Trem-
pe, Mondego ou Soledade : quem tiver annuncio
ou dinja-se casa de banho9oo pateo do Carmo.
Quem precisar de um caixeiro brasileiro
para alguma taberoa, com bastite pralica, pois
seu pai fica responsavel pela sua conducta : pro-
cure na ra Augusta n. 2 ou na ra dos Quarleis
loja de ourives, ou annuncie por esta folha.
Precisa-se de um criado brasileiro ou por-
luguez, preferindo-se os de idade de 12 a 20 an-
uos : oa ra estreita do Rosario, sobrado n. 32
terceiro andar.
Vende-se um bom escravo moco para todo
o servico: na ra do Imperador n. 50, terceiro
andar.
Charles Saunier, com loja na ra Nova n.
db, tendo no fim do corrente mez de retirar-se
para a Franca, roga a seus devedores tenham a
bondade de virem salisfazer-lhe seus dbitos na
mesma loja at o dia 25 do corrente. Se alguem
se julgar credor do mesmo estabelecimento,
queira apresentar sua conla pata ser paga at o
mesmo dia 2.
Charles Saunier, subdito francez, retira-se
para Franca._____
Joo da Rocha Wanderley, agradece Cor-
dialmente aos seus prenles e amigos aue
Ihesllzeram o obsequio assistir o officto
anniversario do fallecimento de sua presa-
da consorte D. Mara Amalia Lins Barradas
na igteja do Espirito Santo, no dia 9 do cor-
rente.
Pe.e~se ao Sr. Germano
Francisco de Oliveira. que por sua bondade con-
lin"?" acertada lerobraoga que te.e eoi.e n
em 1859, a qual6 dar espectculos aos dominios
tarde, vista que muitas pessoas tendo obrila-
coes cumpnr oio-podem frequentar o theatre
semana, asseveraodo-se sempre grandes en-
dientes, devendo levar acea no primeiro do-
mingo a PR0B1DADE : pela favorarel aceitaco
deste pedido espera *
Um constante espectador.
Precisa-se fallar aos Srs. alteres Antonio de
Souza Barroso e Jos Geraldo de Lima, este ig-
nora-se a morada, e aquelle administrador do
engenho Brum : na ra da Esperaoca ou Cami-
nho Novo do bairro da Boa-Vista n. 45.
Precisa-se de duas amas, livres ou escra-
as para o servigo de casa de pouca familia, sen-
do uma para a villa do Cjbo : a. tratar no pateo
fardefS "' '- dBS 9 ^asda maDh" 5 d-
Cipo: a
hflras da
Bolachinha igleza a 200
ris a libra.
...P.leni? co0mP8?a0 P"a lar ratos e bara-
eslrella U D Pa">*<>, taberna da
O Sr. Joaquim Ignacio de Carvalho^Men-
donca, tenba a bondade de dirigir-se ruafcova
sobrado d. 58, para tratsr do negocio que nao
ignora. H
Conlinua-se a mandar deitar lijlos de ai-
venarla grossa e tapamento largo de qualidade i
bem conhecida, bota-se em qualquer mar por
ser a olana margem do rio: a tratar na ra
Nova n. 18.
Precisa-se de uma mulher j idosa que
saiba fazer o servico Interno de uma casa de
pouca familia : na ra do Queimado n. 77, loia
de cera. '
Aluga-se urna casa novamente acabada em
armazem com grande quintal com lelheiros ten-
do uma camboa no fundo para coraraodidade de
qualquer ofllcina ou padaria, sita na ra Impe-
rial n. 162 : a tratar na ra Direita n. 84.
9 Sr. capilao Honorato Joseph de Oliveira
Mgueiredo, morador na villa do Cabo, se quizer
concluir o negocio que principiou na ra da Cruz
a. 02, appareca quanto antes.
O Sr. Joo Capistrano de Almeida tem uma
caria ua ra da Cadeia do Recife n. 7, loja de
miudeza.. '
Antonio Joaquim da Costa e Silva tendo
vendido em agosto prximo passado o seu esta-
belecimento de molhados da Iravessa das Cruzes
n. 14, acha-se de novo estabelecido na ra da Es-
peraba da Boa-Vista o. 45. roga as pessoas
que lhe sao devedoras o obsequio de mandar sa-
tisfacer seus dbitos no prazo de 15 dias, do con-
trario proceder a cobranca judicialmente. Reci-
fe, 10 de abril de 1861.
Farinha de mandioca
a USOO a sacca, chegada ha dous dias de Santa
t-atharina, de muito boa qualidarte : no lrgo da
Assembla n. 15
Farelo muito fino,
saccas grandes : no largo da Assembla n. 15.
Cera de carnauba
da Granja e de outros logares, qualidades muito
boas ; no largo da Assembla n. 15.
Sebo coado,
em barricas, muito boa qualidade ; no largo dn
Assembla n. 15.
Cabriolet.
Vende-se um cabriolot americano com 4 rodasr
e com os competentes arreios ; a tratar na ra
do Queimado n. 75 junto a loja de cera.
Pechincha de m^ias.
Meias de cores muito finas, muito boas e bo-
nitas, para homem a IjJOO a duzia e a 140 rs. o>
par, que s deixar de as comprar quem nao a
vio ; na ra do Queimado n. 65, loja da dili-
gencia.
Bom que admira-
Manteiga ingleza a 800 rs. a libra, dita franco-
za a 720, espermacete a 800 rs., toucinho a 320
queijosdo vapor a 1&700 e 2. ditos a 1440, cha
a 2, doce de goiaba a 800 e ljj o caixo, vinho
do Porto engarrafado a 800 e 15 a garrafa, amei-
xas a 320 a libra : na Iravessa do paleo do Pa-
raizo n. 16-18, casa pintada de amarello.
Vende-se no primeiro andar do sobrado da
ra de Aguas-Verdes n. 80, o seguiote : 1 guar-
da-louQa. 6 cadeiras, 1 mesa de jantar, 1 mar-
queza,2cabides, tudo de amarello. 1 berco fran-
cez novo, 1 banheiro grande, 1 mesinha de cha-
rao para costura, e outros muitos cbjectos
precos commodos.
por
Queijos.
O Sr. Alfredu Lopes Gama teoha a boodade
de apparecer na ra do Rangel n. 20, casa de re-
lojoeiro, a negocio de interesse.
Vctor Caors. subdito francez, retira-se para
a Europa.
Attencao.
Precisa-se alugar uma escrava de boa conduc-
ta, que saiba cozinhar, para uma casa de pouca
familia ; quem a tiver e quizer alugar, dirija-se
s ra do Hospicio o. 35, que se pagar mais de
20J agradando.

Cura certa das hydropesias.
as minhas viagens pelo centro das provincias de Pernambuco, de Sergipe e Alanoas ora
empregado pelogoverno em pocas epidmicas, e ora exercendo a medicina em diversas localida-
des, lu experimentando as plantas do paizem muitas molestias, administrando-as em dses bo-
meopathicas com mais ou menos proveito, porm sempre com certeza de que nao pjejudicava aos
meus doentes. '
D'entre o numero de molestias, que Uve de tratar, uma classe me merecen muita attencao
tanto pela frequencia com que apparece, como pela mortalidade que apresenta. Esta classe de
molestia a hydropesia.
Tive de tratar de muitas hydropesias, por todos os meios conhecidos, mas os resultados nao
correspondan] a minha espectactlva ; tendo porm conhecimento de ama planta, que havia produ-
duzdo bons resultados em alguns casos, tratei de estudar os seus effeilos e na verdade Uve o pra-
zer de ver que ella um especifico poderoso no curativo das hydropesiss.
Sendo pois as hydropesias, qur activas, qur passivas do numero das molestias mais terriveis
que affeclam a nossa populacao e que grande numero de victimas ha feito em lodos os temos
julgo ler prestado um grande servido a humanidade com a descoberta de um agente lao poderoso'
que nenhuma s vez me tem filhado, ainda mesmo nos casos mais desesperados. *
,. .. Na cilla ihydropesia de ventre) cosUmamextrahir o liquido por meio da puneco mas o
liquido que se extrahe nao a causa da hydropeaia, elle a constitue ; a experiencia tem mostrado
que a xtraccao do liquido que constitue a ascitis um meio palliatiro com o qual di-te em verda -
de algum elimo ae doente, mas se empeiora o seu estado ; por quanto sempre ou quasi sempre o
liquido ae reproduz com muito maior rapidez, na raxo directa das operacoes que se repelosa para
Qoaai sempre a astilla symptoma da leso de uma vicera do ventre particularmente do bsco.
ET lao aeguro o tratameoto das hydropesias pelo novo agente, que nio receioem offerecer-me
Pa*" a ttMD coafcc>0 de "da recebet oo caso de nao flear o doente carado, seja qual
fr o aw eatadoj e eoaro deeejo que a eficacia deste remedio seja comprovado pelos mdicos pedi
ao Illm. Sr. Dr. Samao Olegario Ludgero Pioho, para'se prestar a inspeccionar os meus doentes,
ao que annuio, a por eojo motivo Iba tribute o meu ncero agradecimento.
Assim pois quera aa quizer aproveitar dos meus fracoa aervicos ae digne de procurar-ae em
miaba casa, roa da Boda o, 47, primeiro andar, ou oo consultorio do Illm. Sr. Dr. Sabino.
Jos Ahtt Tenorio,
Vendem-se queijos muito frescaes viudos pelo-
ultimo vapor a 1^600 : aa ra Direita n 8.
Attencao.
Farinha de mandioca a 2# o sacco, dito com
arroz de casca a 3600. dito-c*m gomma a S>900
a arroba ; na ra do Queimfdo n. 14.
Ra do Amorim
numero 43.
Vendem-se batatas muilo novas, pesadas, pelo
barato preco Je 2> a arroba : a ellas, que se es-
tao acabando.
Adragooas. /
Vende-se um par ds dragonas para alferes oa
tenente da guarda nacional, obra franceza e ain-
da nao servida ; oa Iravessa das Cruzes, taberna
De I
Vende-se dous sitios no logar da Ibura,
ambos com casa de viveoda, arvoredos de fructo
um delles com matas de madeires de construc-
co, e para fazer lenha e carvo, tendo ambos os
sitios bastantes trras de plantaco, e ler vaccaa
de leite : quem os pretender, dirija-se a praca da
Independencia, loja de chapeos n. 23 e 25, que
abi achara com quem tratar.
Meias brancas e pintadas para homem a 1*500
a duzia e 150 rs. o par ; na ra Nova n. 42.
Cavallo.
Vende-se um excellenle cavallo, grande e gor-
do, com arreios ou sem elles ; a tratar na ra
do Queimado n. 75, junto a loja de cera.
Vaccas paridas.
Veffdem-se por commdo preco alsrumas vac-
cas novas e gordas, boas de lelie, filnas do pasto
e paridas ha pouco : para ver e tratar, do sitio
grande Salgadinho.
Vicencia Mara do Carmo Cesar, estando
com licenca do governo provincial, om virtudo
da lei de instrueco primaria,poder ensinar me-
ninas, avisa aos Illms. Srs.mis de familia, que
ella tem aula aberta na roa^ireita desta cidade
n. 16, por cima da offleina de tamaneos, ao en-
trar pelo becco de S. Pedro, sobrado de um an-
dar, asseverando-lhea urna educacao propria do-
sexo : assim fax o presente annuncio, esperando
a benevolencia de seos patricios.
Muita attencao
No becco Largo n. 3, confronte eo barbeiro
vende-se vinho muito bom a 500 rs. a carrafa
por caada 3#00. 8rua, e
Compram-ae alguns caibroa, enxams, e
Uboas, que sejam servidos, porm que eslejara
em bom estado ; sop da fuod$o de Santo A-
maro, taberna de Jos Jacintho de Carvalbo.
Corapra-se uma casa terrea que teaha 3
quartos, quintal e cacimba; na freguezia a Boa-
Vista ou de Santo Antonio: quem tiver, dirija-so
amado Cabug o.l C.
Compram-se moedas de ouro de Tinte mil
riu : na roa da Imparatriz n. 24.



DUllO DE fINllJCO. ** QUINTA fEllA 11 AMll 08 11*1.
wr
(5)
COMPAA Di VIA TOREA
RECIFE A SiO FRANCISCO
(limitada.)
Pelo presenta san co/iridados o* *. accionis-
tat a receberem os joros de 7 por cento ao anno.
?encidos no semestre findo em 31 de Janeiro ul-
timo, noescriplorio da compaohia roa doCresoo
numero 2. ^
Assignado-E. EL Bramah,
_ Superintendente.
. rreclsa-se alugir urna prea para o senico
interno e externo de unta casa de pequea fami.
na: da-se pelo alugual a quanlia de 25 : a tra-
tar no caes 4o Apollo n. 17 primeiro andar.
Aluga-se.
^ Contina a estar por se lugar a casa terrea,
.em arraac-ao da loja que existi na mesma cace ;
?'Pf,6.1*"0 Ihe convm alugar para algm
esutalecimeolo, pois a localidade nao poder ser
meftor : na ra Direita o. 83, es fallar na ra
la rena n. 5.
Ferrara nacional.
Na ferrara nacional da ra da Praia o. 58, fa-
brica-se e concerta-se toda e qualquer obra de
ierro, coa a melhor perfeicao, tanto para a trra
como para o mar, sendo os fregueies sasfeitos
com promptido-
Joio dos Santos Perreira e Antonio Jos
Martins, subditos portuguezes, reliram-se para
Portugal.
Alugi-se para o serrco diario de casa urna
preta e um moleque: na roa da Imperatriz
u. 51, primeiro andar.
Muita ltenlo.
A agencia commercial e particular entre a vil-
la da Escada e o Recife principia a funecionar
quarta (eir 10 de abril, x> sobscreve-se na Esca-
da em casa dos Ulnas. Srs. capilo Jos Lucio
Monleiro da Franca e Thomaz Rodrigues Pe-
reirs, e nesta prac.a no pateo do Carino em casa
do Illas Sr. Joaquim Maaoel Forreira de Souta
ou na eslavo das Cinco Ponas, onde eucontra-
rao o agente na hora das partidas do trem : pela
quanlia de tres rail rrs asensaesse pode ter um
portador seguro iodos os das. As vantigens que
esta agencia offerece sao immensas, como se v
dos-estatuios que se andam distribuindo impres-
sus e se acham patentes nos lugares menciona-
dos :; o agente respeitosameute convida a todos
os-eenhores da engenho para, com suas assigna-
tures e mnsali<>ades, promoverem o anda-
mento desta agencia, da qual depende o augmen-
to-do commercio e a presperidade da villa da Es-
ceda.
Bernardo da Silva Cardoso.
Uras.pessoa que entendo de escripturaca
por partidas dobradas offeroce-sc para escripta-
rar em alguma casa do commercio; quem-da
seu presumo se qulzer utilisar, aoeuncio para
ser procurado.
T. de Aquino Fenseca Jnior, sacca-sobre
Lisboa: na ra da Cicimba n. i\ primeiro
andar.
Sende presentemente
Santos Vieira o uaico garanti-
dqr de bilhetes de 1 jteria, os
quaes sao rubricadosoomun-
ta de i ti prensa, os que ao
forem vendidos eom a sua
firma devem ser considerados
como um lac,o armado a -boa
f dos incautos.
CONSULTORIO
DO
MEDICO
Lili M)
PARTEUOE OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, CASADO 11 \Di03
Clnica por ambos os sy alemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tardedepois do 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao para ac idade, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos i sua casa at i 10 horas da manha e em caso
de urgencia ioutra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forea de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero rerneUer seus bilheres 4 botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou i loja de
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianieaehar-se-ha constantemente os melhores Medica-
mentos homeopalhieos ja bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes......... 109000
Dita de 94 ditos........;........155000
Dita de 36 ditos............, ... 209000
Dita de 48 ditos.................25*000
Dita de 60 ditos................ 302000
Tubos avulsoscada um.........: 1)000
Frascos de tinturas. .'i............2|00O
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, eirurgia ate., etc........209000
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello lloraos......... 6900*
CUVEIRO.
LOTMIII
A^ham-se a venda os bilhetes e meros
da quarta parte da quarta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyr de Olinda, na the-
soutaria das lotcrias ra do Quenaado
-numero 12, primeiro andar, e na* lo-
jas commtssionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Sanftos Vieira,
ra Direita n. 3 "botica do Sr.
Chagas, -no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmaos. As rodas an-
daro irapreterivelraente no da 24 do
correare e os premios serao pagos de-
pois da entrega das-listas. O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza
Carvalho, Nogueira A
C, sacam qnalquer quantia
sobre Lisboa, Porto ellha de
S. Miguel: na ra do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Aluga-se c loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar na
mesma ra n. 40.
Pede-se aos Sr9. que arremataram no leilio
do agente Vicente Camargo, na ra do Raogel,
hajam de ir buscaros objectos porque o mesrao gente tem de entregar as cha-
ves da casa e liqaidaf o mesmo.
Um rrwjo brasile-iro, ltimamente chegsdo do !
Maranho deseja arromar-se em tima loja de cal-
cado, para o que toa pralica suffictente-e d Da-
dor sua. conducta- a tratar na trareesa da Ma-
dre de leus, armuem n. 12, de Feraaodes &
Filhos.
Joae-Beran Sasith, John Boud.lngteaes, vio ]
para a Europa. ^ __,
Dr- Oebroy. daatista, successof do Sr. Pau- I .-^
lo Gaignour, avisa ao-respeitavel pubMcoquo che- '
gara em Pernambuoo no mez de abril ou at I
junho. i
Aluga-se um oleque de 14 armes, pro- |
prio para servido de .qualquer casa de familia ou :
casa de pasto : na ra. do Livramento n. -22 ter- j:
ceiro andar.
Aluga-se um teaceiro andar, na rm Nova n.
19 a tratar r.a loja,
J. iofieph Mauoe!, subdito frauoez, vai a
Europa,
John Brown, retira-se para Inglaterra.
Jos Moreira da -Silva, subdito poituguez,
vai a Portugal a tratarle sua saude.
Joaquim da CesU Campos, subdito portu-
guez vai a Portag>l a tratar de sua saude.
Offereoe-se urna 6eubora casada para ama-
mentar urna cranla ; a pessoa que preoisar di-
rija-se ra do Fagundes n. 39.
Antonio Jos Goocalves, subdito portuguez,
retira-se otra o Rio Gcaade do Sul, a tratar de
sua saude.
Ra e$t*eita do Rosav3
Francisco Pinto Uzorio continua a col- m
locar deotes artfkiaes tanto por meio de a
molas como pela pressao do ar, nao re- a
cebe paga alguma sem que as obras nao a
quem a volitado de seus donos, tem pos a
e oulras preparares as mais acreditadas &
para conservacao da bocea.
- Na (ravessa da ra
das Grases) n. 2, primeiro andar, continna-se a
Ungir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais baratovossirel.
Manoel Ignacio de Olireira 4 Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Oorpo Santo,
escriptorie.
Nova carlilli.
Acaba de sahir dos prelos desta lypographia
urna nova edico da cartilha ou compendio de
doutrvna christa, a mais completa dequantaa se
tem impresso, por quante abrange tudo quanto
continua a anliga caitiifaa do tfbbade Salemonde
e padr mestre Ignacio, acrescentando-se muilas
oiages que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um morrbvndo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e ec^'pses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhioha ou kaleodario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, do a oata edi;o da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na linaria**. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
JOIVS.
Joaquim Morrteiro de Oliroira Guimaraes com
laja de ourives na roa do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
{eral, que se aofea-sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de euro e prala, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em-outra parte, garantindo as ditas
obj-as, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e vompra ou troca obras v-ethas, pe-
gando o o uro por mais do aue em outra parte, j
CASA
Precisa-se de um caixeiro que techa prati-
ca de padaria eque afiance a sua conducta : na
rui da Senzala Velha a 94.
CENTRO C0MMERCI4L
15 RuadaCadeiadoRerifo 1S
AftUZEM OE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bonrgard
l^narUtOS SUSPIROS ^ Sabia, e grande deposito de superiores charutos do Rio de Ja-
neiro por cunta da grande fabrica dos Srs Domiogos Ales Machado & C, vendeodo-se em
porco e a retalho, *ia disto tem sempre grande sorlimento de charutos manilha, havana,
euiasoe e bamburgo.
LoarU'tOS SU1SSOS m 30^ 0 milheiro, fazenda euperior e que se vendia a 435.
Cigarros de papel palha de milho, de papel grosso^ de linho, de seda, arroz, pardo e
haspauboes sendo de superior tabaco do Rio, vende-se em milheiros muito barato.
iaOCaeS para CharutOs3 com agarras de metal a 1# ada um, ditos para cigarros a
alSOnt.
r.apel paraO niCOt para garros a 100 rs. o livrinho de 50 folhas sendo em porcao,
igualmente asiste sortimento 4e paped sans nom, sans titre., Arroz, vidauras e heapanhol pa-
ra cigarras,
i aiACO CapCWai fraacez, verdadeiro em magos de diversos tamanhos, garante-ce a qua-
Jidade.
1 anaCO tUrOO sj a libra e meta Hhra por 3J, para cigarros e cachimbos.
TabaeO fleur deharlebeke macos de drersos Umaohoa. para cigarros a ca-
chiaibos, fazendo-fie abatimento em porc.ao.
Tabaco americaHO em latas a29, m chapa al a libra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160.244 320 e a groza de 179 a 22}, para cigarros e cachimbos.
CigarrOS.de manlha e papel braaeo e pardo a 15 o milheiro.
Machinas e papel 9tf cigarros de manilha.
liapc rOlaO (rancez em mac.o de urna libra e ditos de asaia libra lazeoda superior.
VaSOS de lOUCa e barro par* tabaco e rap.
PhoSphorOS e SCaS de douus qualidades para charuto.
CaChimbOS estacaaa tem sempraawlimento espantoso de cachimbos de gesso, louja, ma-
deri, barro e oa verdadeiros e settiprs apreciareis cachimbos da espuma.
TabaCO d O RiO de Janeiro picado para cachimbos e cigarros a 800 rs. a libra.
Vendem-Se tOdaS es tazandas mais barato do que em outra qualquer parte.
Crarante-Se todos os objacto vendidos tornaado-ae a recebar (incluindo oa charutos} quan-
do nio agradem ao comprador.
ApromptaiU-Se encommendas, encaixotam-se e rDieil*-^ aoa seus deslinos com bre-
ridade.
AM*m do que ca exposto tem um rariado sortimento de objectos piOftlos para oa senhores fu-
mantes.
Reeebem-se todos os artigo* directamente, motiro pelo qaM p'i? tender multo mais
barato do qo em outra qualquer parta.
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
teo do Paraizo n 16, obra-
do que foi do fallecido Ni
colao
rara a dita-coso rvt ir.ncfordu u dui^u c^crip-
orio de commissao de escravos, que aeachava
stabelecido na ra larga do Rosario n. .20 ; e
ahi da metma ni a o eir se contina a receber es-
cravos par-a -serem vendidos por commissao, e
por conta de seus senhores; nao se poupando es-
treos para que os mesmos aejam vendidos com
prnmptido, afim de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. este mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sesos, bellos e mocos.
Aluga-Ge o primeiro andar e4oja
do sobrado de i andares no becco da
Beta ; a tratar na praca do Corpo San-
to ji. 5.
)
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrara que eaiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma ca^a precisa-te de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tirer pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achar com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
. Alga-se um gtaBde sitio com boa casa de
vivenda, bastantes arre-pedos de frucio., bo* baixa
para capim de invern a verlo, proporoes para
ter vaccas de leite, e com boa estribara, no lo-
gar de Casa Forte, sitio da Capella; quem o pre-
tender, dirija-se a ra da Cadeia do ecife n.
48, loia de Lctte & Irma.
Aluga-se urna das casas da Una do Retiro,
ao lado da ponte da Magdaleoa, com 2 salas, ga-
.bisele, 4 quartos e coziuha fra, com quintal m
abefto, o aluguel barato, a pode-se Iratar eom
o Sr. Loiz Manoel Rodrigues Valenca, sotrao
junio ao gazometro.
Pianos
Mudanza de domicilio.
Joio Laumonnier transferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratriz o, 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Encar-
rega-sa de aliuar e concertar os meamos instru-
mentos.
f M. J. Leite, roga a eu deve-
dores que e dignem mandar pa- S
gar seus dbitos na sua loja da 3
ra do Queiroado n,. 10, enten-
tendo>se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
CONSULTORIO
ESPECIAL
BOiEOPATHICO
D mm o. l. pinho.
Kuade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos 6a dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguintes molestias :
meleitiai d*t mulhere, molestia das crian-
ca*. molestias da pslls, molestias dos olhos, mo-
ustias syphiliticas, todas as especies ds febres,
febret intermitientes etuas eonstqueneias,
PB***ACU ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pro-
S*,?f .8 80Ba 'odas aa cautelas necessarias. in-
alhreis em seus etleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precoa mais commodos pos-
sireis.
N. B. Os mediesmentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua f harmacia ; todos
que o forem fra della sao fa'lsas.
Todas as carleiras sao acompanhadss de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o ri-
me do Dr. Sabino sao falsos.
|S*nwni'^Wnn^Nln'Vlr*ivrft
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
8
Frederic Gautier,cirurgiio dentista, fai
todas as operacoes da sua arte e colluca
dentes artificiaos, tudo com superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua Antonio Cerreia dos Santos faz ver ao res-
peilavel publico que se retira para Portugal a
lralar da sua saude, e deixa por seus procurado-
res, em primeiro lugar Jos Gomes Loureiro, em
segundo Antonio Martins de Carvalho Azeredo.
0 bacharel WITRUV10 pode ser
procurad* na rea Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa do Carmo.
O bacharel em direito, Jerooymo Salgado de
Castro Accioly adroga peranle o tribunal da Re-
lacio e mais auditorios deata cidade, na ra Ve-
lha do bairro da Boa-Vista, sobrado n. OS, em
uaoto oo acha outra casa na bairro de Santo
.ntooio. No jury deata capital e comarcas viej-
onas encarrega-sa de qnalquer defesa mediana
razoarel ajuaterPrametle a todos que o honraren
com a sua confianza tomar todo interease has
quastoes que forem confiadas ao sau patrocinio.
OUerece-se para ama de ama cas* de pou-
ca familia urna mulher branca : quem a preten-
der, dirija-se a traressa da ra do Quelmado,
primeiro andar o. 1
Jlo Cancio de Bohemio SPio, subdito
brasjjeiro, retira-se para Lisboa.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por Z0
Tira retratos por o
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendorecebidoum sortimento de ca
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
\inhas novas
T-ondo recebido nm nrtitxiento de cai-
xinhas novas
Tendorecebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendorecebidoum sortmento <
xinbas novas
Toado recebido um sor timen to decai-
xinhas novas
No grande salao da ra -do Imperador
-o grande saioda ra do Imperador
Wo grandesalaoda ruado Imperador
So grande salao da ra do Imperador:
No grande salaoda ra do Imperador
No grandesatao-daruado Imperador
A. \V. Osborn, retratista america.
notom recentemeote recebido um gran-
de evariadosorlimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como-iambem um grande fornecimen
to de caixas para retratos de 3^000 rs-
cada urc, as pessoas que desejarem ad-
4jnirir ccnheciirentos pratiecs *a arte
de retratar acharSo o abaixo assi^ndo
*empre prompto sob coidir.nes muito
cazoavis.
Os cavakheirosesenlioras caoconv-ida-
doe a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra etiamioarem os specimens do que
acoa Ac anunciado. -
Aluga-se
a loja e araaa^o da ra Direita n. 87 propria
para quaiquar estabeiecimen.o: a tratar na ra
do Queimaaa a. 46, loja de Goes & Raslos.
Augusto Frederico de Oliveira em
conseqaeocta de muitosaazeres e tendo
sidoobrigado a seguir aceleradamente
viagem para o Rio de Janeiro sem ter
podido despedir*se das pessoas de sua
amizade a quem deve favores e obse-
quios, a toaos pede desculpa por esta
taita involuntaria, olTerecendo aos seus
mesnjo amigos seu diminuto presumo
na corte do imperio-
COMPAA DA VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
luimitadft.
At outro ariso a partida dos trens ser
lada pela tabella seguinte :
regu-
MRL
Precisa-aa de uraa ama sacca para casa da
pohea fsmilia na loja de lirros ao p do arce
ui Santo Antonio.
Arrenla-se o engenho Recreio, silo na fre-
guezia de Muribeca^ dislanlo defta cidaae 3 le-
goas, e 1 da estagao dos Praeres, eom capacida-
de para safrejar 3,000 pes, de muito boas ter-
reas lavradias, massaps e bons pas ; a tiatar
no engenho Santo Andr com o propietario, oa
nasta cidade com Vicente Licinio da Costa Cam-
pello, na ra do Caes de 12 de Novembro n. 30.
Precisa-se de una pewoa que enlre com a
quanlia de 5OO800O para um negocio j estabele-
cido em urna das melhores psragens, cujo nego-
cio offerece vantagem ; quem pretender, dirja-
se a livraria na. 6 e 8 da praca da Independen-
cia, em carta fechada, com as iniciaes A. J. B.,
indicando sua morada para ser procurado.
AseignadoS H. bramah,
Suoerinlendente.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da roa do Quelmado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos A Rolim,
onde tem o maia completo e variado sortimento
de fazendas de todaa as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e roa
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar o. 36.
Bernardino da Silva Costa, que fas a flrua
de Joaquim da Siiva Costa & Irmio durante sei-
ausencia deixa por seus procuradores em prim-u
ro lugar o seu irmao esocio, em segundo o sem
lio Domingos da Silra Campos, e em terceiro ao
sea primo Jos Domiogaes da Cosa e Silva.
Orales, Aron vai para fora da provincia.
commissao de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesia .noa casa de commissao deescravos, re-
cebem-se eacravos por commi$ao para seren
vendidos por conta de seus senhores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
ment pira oa mesmos, afim deque os senhores
dos mesmos escravos quem satisfeitos com as
diligencias que da parte do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar cora a sua conCancs, no que es-
pera merecer aUen^o tanto dos senhores que
ih'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ter sem-
pre para vender escraros de ambos os sexos e
idade*.
El*^fi-Sid*StilS-3ifiieSls
,w w ^*^ fcai w, /r--m orm asrenv c/jiV 98ff BfB^I 3Wl
C0NSILT0RI0 ESPECIAL
IIOMEOPATHICO S
no
DO. CASANOVA,
30-Raa das Crnzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinluras) por Ca-
tellan e Weber,por presos razosveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa. *
S,9l8lWW-^i9filftS''SiCIC'9irl8
Atiendo!!!
F. Villela, retratista da augusta casa imperial,
em sen estabetecio ento na ra do Cabug n. 18,
primeiro andar, entrada pelo pateo da matriz,'
tem lindos alfinetes de ouro de lei para colloca-
rem-sa retratos. No mesmo estabelecimento ti-
ram-se retratos por
Ambrolypo e por melainolypo
Sobre panno encerado, proprios para remelle*
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacachela ou laico, especie es para al-
finetes ou cassoletas.
o mesmo
reila n. W- lola, a negocio de urgencia.
Compram-se escraros do sexo masculino da
12 a SO annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz b. 13 loja.
Compra-se urna mobiliado Jacaranda ou de
outro melhor gosto, em segunda mi, com pouco
uso : na ra do Raogel n. 5, aehar com quem
lralar.
Compra-se notas de 1 e 5 velhas com
mdico descomo : na praca da Independencia nu-
mero M.
Compra-se urna casa terrea em qualquer
dos bairros, seado grande e em perfeito eaaido :
> ten;5es se poderlo dirigir em todos os dias utei. f annuncie. v
A paasoa que no dia i do correte palas 5 ho-
ras da tarde na loja da baibciro no aterro da Boa-
Vista o. 51. levou um cbspo de sol aovo, dei-
xando um ralbo, queira quanto astea desfazer o
o engao na mesma loja, ao contrario r'er seu
oome por extenso nesta folba.
Pede-se aos Srs. Jos Leonardo Radien __________
Jos Lopes Davint, Manoel Aires de Son- da repblica argaaiina se acha eatabelecido na
i a Hondada de chegar i ra Df-Jruada Cruz u. 8, aonde todos que tenham pre-
Retratos transparentes, offereeendo
retrato duas vista,
ama em cores outra em preto e branco.
Retratos a ^oleo, de lodos os tamanhos at o
ponto natural.
Faz-se saber ao corpo tfo commercio e a
todos a quem pansa interessar, que o consulado
Consullas,medicas.
Serio dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobra:
1." Molestias de olhos.
2." Molestias de coradlo e de peito.
3. Molestias dos orglos da geraeo e
do anus.
O exame dos doentesser frito oa or-
dem de suas entradas, comecando-se po-
rm por aqutlles que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos ch i micos, acsticos e p-
ticos serio empreados em suas consul-
ta;6es e proceder rom lodo rigor e pru-
deocia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, oalureta e
ctusa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve deslrui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio lambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
prorrptidao em seus effeitos, e a necessi-
dade do seu cm prego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer oper.-cio que
julgar conveniente para c restabeleci-
merito dos mesmos, para cujo fim se seria
prvido de urna completa colleccao de
instrumentos indispensarel ao medico
operador.
A SEMANA
LLISTR1M
J chegou at o n. 12
deste interessaute jornal ra do Imperador d.
12, sonde se continua a receber sssignaluras.
Pregos trimestre...... ftjOOO
Semestre.............. llgCOO
Anno................. 18&000
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal HUslrado do Brasil, tem merecido
de todos os jornaes da corte, sao a prora mais
cabal de seu merecimento.
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo easligat mores contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana alus-
trada que lomou aquella seulenc.3 por maiorij.
O n. 6 que acaba de pub)icar-se traz bonitos
artigos e espirituosas caricaturas, algumas de
npplica$ao eleiloral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de jineiro de
lSol :
Publicase o n. 6 da Semana Ilustrada; cuja
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas rai tornando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comecou a ser destribuido buje o n. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguiutes artigos ;
"'scurso, Cootos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a interessaute novellaAs Faias-
rfo Ouro de Paulo Feval.
Sabio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo'chiste e escolha as lurnam disnas de
V'Af "os "*rns .antecedente*, lia un
Capiiuiu-na vida fluminense, ou antes dou3 ca-
pitulosos theatros e as modasda aleada im-
mediata da Semana Ilustrada, e que ella ainda
nao quiz dar a 1er a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de feereiro
de 1861 :
Nao me engsnei qusndo em urna das minhas
pnmeiras chronicas, ao registrar o arparecimen-
to da Semana [Ilustrada, manifestei a coolian-
ga que me inspiraram os seus redactores, e as
animadoras esperancas com que se recommenda-
a nova publicaco.
A Semana Ilustrada vai seguindo excellene
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atliris-
mo, pela muito louvavel habilidade que a tem
feto e ha de fa-la escapar do mais perigo >
escolho que ameaga as publicares desse gene">
a auensa pe-soal. '
Nao ha um so numero da Semana Ilustrada
que deixe de mostrer-se interessante por algu-
ma ou algumas caricalurss espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigara abu-
sos que lodos esto sentindo, vendo e lamen-
lando.
Artigos bem escriplos e bonitas poesas acom-
pannam as caricaturas, e augmenlam o valor e
lazem anillar o merecimento dessa publicacao
hebdomadaria. *
Abundara all as carapugas, isso verdade : e
ha carspucas que servem a ituitas cabecas. aue
o publico sua vonlade (scolhe e designa ce'-
lo porm que a Semana Ilustrada aind nao
talhou manifesla e positivamente umascarapu-
ca para algum individuo em particular e tem
portanto sabido respeilar todas as coosideracoe*
Mas um peridico da ordem da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas. e convm porcoa-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos concorrendo para elle com as suas as-
signaturae.
Coosia-me que a Simona Ilustrada tem tido
um acolhimenio muilo favoravel; mas preci'e
que nao esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo lempo um auxilio material e um auxilio mo-
ral, porque por um lado concorre muito para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
sacrificios pecuniarios, e por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Um mogo porluguez, guarda-Iivros de urna
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellas se offerece para fazer alguma esenpturacao
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
for o seu estado : quem necessitar deixar carta
fechada nesta lypographia sob as Ineciaes D.
J chegou o prompto al-
li\io.
Bem como os oulros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway A C. de New-York. Arham-se
venda na ra da Imperatriz o lambem
chegaram inslrurcdes completas para se usarern
esies remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1,000.
Ageneia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Jobston & C., rus da Senzalla Neva n. 52.
Na livrana n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse CoklesCavalcanti de Mello.
Compras.


T
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos de toda idade, tanto pira
Sorlar para Tora da provincia como para a ci-
e : do escnptorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
W4IO DI nEWUMDCO, *}UTA FEIRA-11 M ABWt DI Ufiu
Vendas.
Mel para vencer.
No caes 4o Ranos n. 10, vende-se bom mel de
furo e por preco commodo.
Venderse farioha do mandioca em saceos,
muito barata ; no becco Largo n.6.
Barato
S na ra Nova n. 42, defronte
da Conceicao dos Militares,
aondese vende um rico sor-
timento de faiendas finas e
grossas, como sejam:
Chitas francezas lafgas, claras e escuras, muito
finas a 220, 210, 260,280 e 300 rs. o covado, cas-
ias do cores, padrdfg muito delicados a 480 e
500 rs. a rara, cambaia organdys o mais moder-
no que pode ha ver a 800 e 1 a Tara, pegas de
cambraia lisa muito lina com 8 raras e meia cada
urna a 4, 5 e 59500, dita muito superior a 69 cada
urna, pegas de cambraia tapida Uoissimaa6e
63)500, pegas de cambraia de salpicos braacoa e
de cores, muito delicadas a 4#500 cada urna, pe-
gas de cambraia adamascada com 20 raras para
cortinados a 109 cada urna, follar de seda asse-
tinado para vestido a 900 rs. o corado, sedinhss
de quadros muito bonitas a 1$400 o corado, cha-
les de merino estampados com listras de seda,
faseoda muito rica a 89 cada um, ditos de meri-
no liso adamascado a 5$500 cada um, e outras
muitas fazenJas, como grosdeaaples, manteletes,
sedas, (li de linho liso e bordado, e bem assim
um completo sortimento de roupas feitas, cons-
tando do camisas de algodo e de linho, france-
zas e inglezas, ceroulas, caigas, colletes, psletots
de diversas fazendas, sobrecasacas e casacas, que
tudo se vende por pouco dinheiro, e do-se as
amostras com peohor.
Rival sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas,
est qiieimando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas, e o
preco convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Cartes de ditos a 20 rs.
Groza de pennas de agn muito finas a 500 rs.
Charutos muito linos, caixa com 002$500.
Groza de botes de louca a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com 1|2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 r3.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com ph< sphoros especiaes a melhor que
ha a 160 rs.
Pares de raeias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito tinas a 200rs.
Pegas de franja de 13a muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia desabonetes muito finos a 600 rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfinets finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares desapatos de tranca de algodo a 1$.
Dilos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3$.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
_ Tesouras para unhas e costura mu/lo finas a
Pegas de tranga de la com 10 varaj^ft3^""~"*
Escoras para denlos muito finas a 1O0 rs.
Cordo imperial fino a 40 rs
Dito grosso a 80 rs.
Cordi-s para espartilho a80r.
Caixas para rap muito fioas a 1$.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Croza de marcas para cobrir a 60 rs.
E' mais que pe-
chincha.
Mantas de ga:e (grvalas) a 500 rs.
Dits do linho a 200 rs.
Gravatinhas de fruco para ser.hora a 1?.
Gollinhas de cambraia finas bordadas a 1$
Saias bordadas com 3 pannos a 2jj.
Ditas ditas com 4 pannos a 3g e 33500.
Luvas de pellica de Jouvin a 29500.
Lasde cores, bonitos padroes, covado a 400.
Ditas de ditas, covado a 500 rs.
Ditas de ditas, covado a 360 rs.
Organdys cassas, cambraias, sedas, chapeos e
muitas outras pechinrhas que com a vista das fa-
zpndasse hao de admirar; na ra do Crespo n. 8,
loja do Leandro.
icmedio pro
45Ra Direita45
Por sem duviia \%e o Sr.ex-mJeJUro da fizeoda
eslava rtrtpriitadp finia ai dalirMiaaiafk daasiaaaaa
amaveis patricias I Prova-o baataat o augmento
de 160 Vw reitas eoe pgm m botinas do
seahora em relagao s da hoaiem queapenos ti-
veram o de 25 *|e l S.Exc.deseiava que ellas tre-
ca aseen uaaefteaa falta batmjol*,por atum eai-
nalo mal anankado, encoaturadode popa prAa,
aflm de obstar a que ostentassem conrgarboo mi-
moso p da bella pernambucao, que' nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. leve
de encontrar urna oppostgao Arme e enrgica no
Sropnetario do estabelecimento da ra Direita n.
5, que ni o quiz vender as suas bolinas a 7#000
como S.Exc. pretendeu, e aim pelos oreos se-
guintes :
Borzeguins para seahora.
60000
50500
50000
40500
40000
30500
100000
90000
90000
80 00
80500
60000
Joly (com brhantina).
Dito (com laco e fi relia). .
Austraco (sem laco)....
Joiy(gaspa buxa). ....
Para menina.
De 23 a 30......
De 18 a 22......'.
Para homem.
Nantet (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Ingleses de bezerro, tnteiricos
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Rimia .
Ditos nernambucanos .
Sapates para homem.
2 bateras(Nantes).
batera )Suzer).
50600
50200
50000
60000
50000
40000
t
Sola de bater (Suzer). .
Meios borzegms (lustre). .
Sapates (com elstico). .
Ditos para menino. 30500 _
Muito calgado bem feito no paiz por pregos ba-
ratsimos: assim como couro de lustre, marro-
qoins, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
barato.
E para acabar.
NA LOJA DO
fifll illa
Ra do Crespo n 8.
Saias bordadas de tres pannos a 2$
Ditas ditas de quatro pannos muito fi-
nas a 3$ e 3>">no.
Gollinhas bordadas muito fioas para
Jp senhora a 10 cada urna.
Outras muitas pechinchas por baratis-
2$, simos pregos que s se vendo.
Farelo de Lisboa.
Vende Jos Luiz da Oliveira Azevedo, em seu
armazem as travesea da Madre da Beos i. 6.
Suissos.
Em casadaSchafloitlln 4 C,ra da Cruz n.
38, vende-sa um graade variad serliraento
derelogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioachronometrosde ourojpra-
ta dourada e (oleados a ouro, sendo esles relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suissa, qu se
vandero por pregosruoareia
Sabo.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto i venda sabio de sna fabrica denominada
KeeUeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
o., na roa do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem felo o seu deposito de velas de carnau-
o* simples sem mistura alguma. como as da
composigao.
Sabo do Rio,
bem secco e mais barato que em outra
parte ; a tratar na ra da Cruz o. 27.
eAluielda Gomes, Alves A C.
qualquer
armazem
Calcado francez
barato, a dinheiro vista, na
ra do Cabug n. 16
")rto de to da bezerro
9J0O0.
aWi.d*,U8tre COm pe,l'C"
Nawtee (Suzer) a
para homem a 6/
Attenco
E' barato.
Goiaona.
Veode-se urna loja de fazendas em Goiannaino
becco do Pavo, para pagamento de credores com
o pequeo fundo de 5:500J sendo 3:200 em a -
zeridas e2-300Sem dividas cobraveis, cujo eslaj
belecimento proprio para qualquer que queia-
comegar sua vida commercial. d-se abatimeoto
sufliciente na importancia do balango : a tratar
na ra da Cadeia do Recito n. 22, com Joo Pe-
reira Moulinho & C.
X
O


-8
digioso!!!!
r O verdadeiro especifico para a cura completa
d3s feridas antigs e recentes, ulceras, fistulas,
pisaduras, deslocagoes, enchagos, tumores, ery3i-
pella e quasi todas as molestias da pelle : acha-se
, venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco...... 280/13
de meio dito___ 1$000
do 1/4 de dito... 500
< t
ft3 U-t
3 O M O? O
^ I s
o rr>
S P3 c
3
U CD>
S el 2 t Til
S5 l-H O t
^ 9 t Vi
^s o
S C/3 O
t, H 0
s O -

l> f
is s
Cimas de ferro de todos ostamanhos e quali-
dades, as mais modernas que tem vindo a este
mercado ; na loja de ferrafzens. ra da Cadeia do
Recite n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Na ra da Imperatriz n. 4, vende-se supe-
rior touc.nho a 240 rs. a libra, qoeijos suissoVa
1S, marrleiga ingleza a 1 libr. vinho do Por-
to engarrafado a 1J280, dito Xerez a 18400, dito
Bordeaux a 1. dito Muscatel a 1, champanSa a
2J, vioam branco a 400 rs. a garrafa, garnte-
se a quahdade.
Quejosa 1,440, rs.
Ditos do vapor a 1703 e a 2$000 ; na trevessa
do pateo do Paraizo ns. 16 o 18, casa pintada de
amarello.
Milho a 200 rs.
Vende-se milho a 200 rs. a cua, o a 3*500 o
sacco ; na traveesa do pateo do Paraizo ns. 16 e
lo, casa pintada do amarello.
Novas sementes de horta-
liza.
Dinheiro a' vista,
Vendem-se sementes de horlaliga muito novas
vindas da Europa pelo ultimo vapor inglez Ty-
na loja de ferragens de Vidal & Bastos, ria
4^o8 d8 COrM *"piadt,s P,ra enhora a 8, 4J a
S'^toTs6 pretos gMpUd0S para nenina
Ditos de lustre e pellica para senhora a 4#.
4S000. C P"a h0mem 3' S*500 e
41100 addl, g"pi"d0, para h Wtos de dito gaspiados para menino a 3#000 e
Ditos de dito para dito a 2J e 2#300.
Ditos de bezerro pira dito a 2$.
Cascarriihas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca receben com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarriihas de seda para eneites
de vestido. O eortimento das cores 6 eicellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, sd se encpntra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, chegado um completo sortimento de cai-
xinhas para costara de lodos os tamanhos, orna-
dt com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do (abug n. 1 B.
Para a quaresma.
Ricos cortes do vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quaes se tem vendi 4o por
1604, e que se vendem por 80$.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muito boa e encorpada por 559 o 60g.
Manas pretjs de linho bordadas a 85.
Visitas pretasmnito bem enfeitadas a 12g.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20j>.
Grosdenaple preto superior de 2200 e 2, e
muito largo a 2J800.
Sarja preta hespanhola boa a 2$.
Velludo preto liso multo bom a 4$, 59 e 6J.
Cortes de casemira preta bordada para collete
preto bordado para collete
ne
em
da
.*Z3&,
n
S^L
C6
da Cadeia do Recife n. 56 A.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda
muito bom estado obra do Porto: na ra
matriz da Boa-Vista n. 22.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz tio procurado, bem como
iim completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na ra
:i!oTrmrau.a-121 l0ia de *** Carlos
Ra do Crespo,
ioiJ". ^' l"*".irn ""ira de S,vBudom-
, se por pregos baratissimos, para fechar contas;
; chpeos do Chille para homem e menino a 33500
cortes de casemira de cores a 33500, pegas de ba-
badas largos e transparentes a 3, pegas de cam-
I oraia lisa fina a 3, sedas de quadriuhos miudos
j de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito fino e padroes novos a 500 rs. o covado
pecas de enlremeios bordados finos a 13500 ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640. manguitos de cambraia e fil 1 2, bra-
^orf de a|3Uao com 9 Plmos de largura a
18280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
*>a, paletots do panno e casemira de 16 a 20S
dita de alpaca pretos de 33500 a 7g, ditos d
bnm de 3 a 59. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 9500 a 5. colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 59
cortes de casas do cores a 2#, pegas de madapo-
lao fino a 4&5O0, assim como outras muitas fa-
zendas que se vandero por menos do seu valor
Dar acabar
g" fiURGEL k PERDIGiO.
& FAZENDAS BOAS E BARATAS. SE
a 59090.
Dilos de velludo
a 109000.
Caigas de casomira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casomira pretos bordados a 89.
Paletots de panno preto a 129 e 189.
Ditos de alpaca preta a 39, 4, 5 e 6S, e muito
Uno a 89000.
Saias balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59. 63
e 79OOO.
Ditos do seda pretos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duss saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos oe phantasia em cartio a 159.
Caigas de casemira de cor a 69.8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 59.
Malas de sola para viagem de 129 a 18J.
Chapeos pretos francezes finos a 8$
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
129000. E outras muitas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recife n. 50, do Cunha e
Silva.
_Vende-se farioha de mandioca muito boa,
vinia de Santa Catharina, a bordo do brigue Ma-
ra Rosa, tundeado em frente ao caes do Colle-
Bj; a tratar com o capillo a bordo, ou com
Manoet AivesGuerra, na ra do Trapiche n. 14.
pnmeiro andar.
w achinas de vapor.
S Rodas d'agua.
Moendas decanna.
9 Taixas.
$ Rodasdentadas.
9 Bronzese aguilhoes.
$ Alambiques de ferro. S
^ Cnvos.padrSesetc, etc.
m Na fundiese de ferro de D W. Bowman
9 ruado Brum psssando o chafariz. A
EA MINERALE I
NATURXLEDE
esito na boticaf nmceza roa da Cruz n. Jl
VDW8 engarrafados
Vende-se era casa de Saundres Brothers & C
praga do Corso Santo, relogios do afamado fa-
brcame Uoskell, por pregos commodos e tam-
bem traacellins e cadeias
excellente gosto.
para os mesmos de
Ra da Cadeia loja o. 23.
Vestidos 3uoerinres do hlnnrt
Luvas de Jouvin.
rw
Arniazem de fazendas
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas deVhita, gosto chinez, a 1*800.
Lenqes.
Lenges de panno de linho fino a IgOOO.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo'ba-
rato prego de 59.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baralissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado
Chita ranceza.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
covado. *
Esleir da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
31,a e camas.
Cortes de coliete.
Cortes de velludo preto bordados a 69.
Mantas de. Llonde.
Mantas de blonda pretaa.de ledas as qualidades
Cambraia braoc*.
3 E^s de cambraia branca flaaa 29800, 39000
Toalhas.
Toalhas d% ftistao ,600 rs. cada tima.
Sola do A carac.
A tratar comGouveia & Filbos, raa da Cadeia
do Recife n. 3. >
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem deseiar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na rus do Queimado n. 22
loja da boa f. '
i Potassa.
jg Vende-se a 2i0 rs. a libra, a
\ superior e al va potassa doacredi-
II tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conhect-
da como da Russa : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, scriptorio
de Leal Reis.
Vestidos superiores de blonde com
manta, capells. flores e mais perteuces.
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique.
Vestidos de cambraia braucos borda-
dos e de phantasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorgurao liso e bordados.
Sedas e quadrinbos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
e bonitas
a 19 o par;
ra do Quei-
Camisas de linho para senhora, de
algodo para meninos de todas as idades.
Pentesde tartaruga moderos e dos
mawacreditadua fabricantes de 109 a 309.
Luvas de Join e eafeite de"cabeca.
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par.
A toja d'aguia1 branca, firme no seu oroposito
de barateira, est veodendo mui novas K
tovas pretas de torga! cora vidrilho
a ellas, antes que se acabem : na
majo, loja d'aguia branca n. 16.
SEDUUS
de ff 5^000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por melado do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
>no de Azevedo & Mendes, ra da Cruzo
1*
n.
Vendem-se
Garuadas Cruzes n. 38^
segundo andar,
poi mui barato prec,o os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-serviJor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelbo gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparadbr ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jantar; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Aporto e
as musas Moliere em casa de Ninon de
I L'nclosh em duas ricas molduras. Xen-
I do seu dono de retirar-separa o campo,
j p,Qr isso destaz-se destes obyectos, man-
dados vit expressamente de Htk, aon-
de foran confeccionados oom perfei^o
a apurado gosto.
Cassas. organdys. diamantina, chitas
ciaras e escuras, francezas e inglesas
Nesta loja sd ae vende a dinheiro e
por isso mais barato que em qualquer ou-
tra, seu sortimento completo de fazen-
das de moda, ditas inferiores e roupa fei-
ta e seus pregos muito conhecidos:
ra da Cadeia loja n. 23, do-se
amostras.
na
as
Superiores filas de velludo
c de seda.
Na toja d'aguia de ouro, roa do Cabua i
acaba-M de recebar da sua propria encommend
pelo vapor francez fitas de velludo de |U,1 u
arguras pretas e de coree, sendo lisas, bertas e
lavradas.de lindos p.droes. qU0 se vende por
preco muito em coma, assim como Utas de ate.
ma ole de todas as cores, proprias para cintos
cintos com fivela preto proprios par. luto.Tuv.s
de torgal com vidrilho muito novas a 1W000 par
dita* sem vidrilho a 800 rs.. mm+SZSSl
5?!!25 b,C e VldI'2h0 : tato vende
u aguia de oure a 18.
Aletria lalharim e macarro a 400 rs a libra:
vende o BrandSo. na Lingoeta n. 5.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro. ra do Cabug n. 1
B, venae-se vidrilho preto, azul e branco asse-
iinado, que se vende por baratissimo prego de
.500 rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca receben pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja soperioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aqueles que se dirigirem ra do Queimado
loja d'aguia branca n. 16. asseverando que sSo as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Capellas ftha* para noivas.
A leje d'aguia branca reeebau novas delica-
das capellas de flores finas pera as noivas e as
est vendando a 69 e a 89. conforme o seu pro-
Kim.deobBat,r,oj' d'38u'branM> rua d&
Deposito das maurntaeluras imperta 4erauca.
0 m**paro cm. om 4 25 pMoto;, ao m*m*Moci^^^ ZXJutl?. ^25^5?* ft ^
o verdadeiro papel de liaba para cigarro!.
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeirau
Carcavellos.
Arnlho.
Bucellas.
Malvasia, em caias de nma duzia de garrafas :
na rua do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para r&tos.
Acaba de chegar de Londres urna preparagao
chimica para dislrnigo de ratos, baratas e oulros
insectos que Unto incommodam : vende-se em
potes vidrados por mdico prego, nos armazens
de Ferreira & Marlios, travessa da Madre de
Dos ns. 9 e 16.
Vende-se urna casa terrea com 8 mei-aguas
no fundo, e chaos proprios, na rua do Padre Flo-
riano ; quem pretender, dirija-se a rua da Penha,
sobrado n. 2.
Vende-se farioha de mandioca muito boa,
sacco grande, por 59000, a dinheiro ; na rua No-
ra n. 33.
Boaets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
gurao e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
droes a 1J500. Esses bonets por snas boas qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos do escota, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de pafha e pan-
no fino, etc. etc., e mni bonitos a 2S5O0, 3 e
49, o melhor possivel: na rua do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Chapeos de sol
de seda e de panno de todos
os tamanhos, perfumaras
bengalas, chicotes, etc. etc.
A liqui Jago da loja na rua Nova n. 36, conti-
nuar somente at o dia 20 do correte mez, e
com abates importantes nos objectos cima men-
cionados : vende-se em porgio e a varejo.
Oueijos do va-
por al. 8G0rs.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados no
ultimo vapor inglez a 1J800, presunto muito no-
vo a 320 rs., bolachinha ingieza a 160 rs., e em
barriquioha de urna arroba a 39200: na ruadas
Cruzes n. 2i, esquina da travessa do Ouvidor.
Rua do Queimado n. 1.
_ Ha para vender madapoloes com toque de ava-
ria por diversos pregos, chitas para coberta com
dito a ICO is. o covado.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater A C,
rua do Vigario o. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, palete inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
um variA.larle re bnnitno irancelins para os
mesmos.
9 Km casa de Mills Lalham & C. na rua 9
da Cadeia do Recife n.52, vende-se : #
9 Vinho do Porto. a)
Dito Xerez engarrafado da muito supe- @
9 rior quahdade. g$
9 Oleo de linhaga.
Alvaiade.
4$ Secante.
Azarco. p
Encarnado venerianoem p. a
9S 938 @
Attenco.
Na rua do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
onas de cores e brancas em carieteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem po
pregos mui razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fi xa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na rua do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Ba F.
A loja da ba-f
as roa do Queimado n. 2ft
est muito sortida,
e \eade maito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1JO00 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lg200 a vara; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1J600;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho mnito fina a 209, 229 e a 249 rs.
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lengoa
de cambraia braucos para algibeira a 29400 a
duzia ; ditos maiores a 3J[; ditos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na rua do Queimado n.22, loja da Boa .
Ghegaem ao barato
. O Preguifa est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 vares a
28, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palito ts a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de maito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fias a 35?,
4, 59, e65 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 60 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padroesa 340, 260e280 ra. o cova-
do, riqussimos chales de merino eslanpado a
7 e 8, ditos bordados coa duas palmas, fa-
zaada muito delicada a 0 eada um, ditoscom
urna s palma, maito finos a 8950U, ditoslisos
com franjas de seda a69, laaeot da cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias mnito
finas para senhora a 49 a duzi, ditas de boa
qualidades 3 9 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricasdesenhos,paraobefia a 80 i,
o eovado, chitasesouras inglezas a 5#900 a
pof a, a a 160 rs. o covado. brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito encornado 19500 a vara, brhantina
OTl" a 400 rs. o corado, alpacas de diffrentes
corea a 369 n. o aovado, eeserairas
alvice.
? ulilidade da pomada
indiana nao s ae facer
NASCER os cabellos, mas
tambem de dar-lhes torca
para evitar a calvke e nao
deixa-los eofranqnecer to
cedo como qaanao ella nao
fflr applicada ; alm disto,
sendo sua composigao for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpgao peloporos de ca|ega nao
pode ser nociva. Deposito na rua do Imperador
n. 59 e rua do Crespo n. 3, e em Paris Boale-
vard Bonne Nonvclle. Prego cada fraseo 39.
Pianos

Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
slguns pianos do ultimo gosto recentimenta
chegados dosbem conbecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood oY Sons de Londres e
muito propriooara este clima
Vendem-se e Irocam-se
escravos de ambos os sexos : no scriptorio de
Francisco U. P. da Costo, rua Direita n. 66.
Fil preto.
Vende-se fil .de linho preto liso pelo baratis-
sime prego de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
DE *^
Chapeos na rua larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeos de castor branco a \2S.
Ditos de dito rapados a 12j.
Ditos pretos com pello a 10jj.
Ditos ditos rapados a 99.
Ditos de massa finos a TJ.
Ditos de dita a 69.
Ditos de fellro o mais fino oeste genero a 4.
Ditos de palha a 2g500.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e benitos
que aqu tem viudo, e de seu costume est ven-
dendo mui baratos a 109 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, rua do
Queimade n. 16, antes que se acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 359 '
na rua do Oueimado n. 22, loja da boa f.
ftuada Senzala Nova n .42
Vende-se em casado S. P. Jonhston 4C,
sellinse silbos nglezes, candeeiros e castigaos
broazeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, e montara, arreios para carro da
ua e dous cvalos relogios da ouro paienu
inglez.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por pregos razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos eslreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
ZOO rs. o covado, pecas de brelanha de rolo a 23
brimzmho de quadrinbos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, leagos'de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs p coT,do. fil de Hnhb preto com sal-
pico a l$400a vara, luvas de torgal muito finas a
R .p8i : a loJa est aberla das 6 horas da
manhae s 9 da noite.
Franjas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
Cal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc.. e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo:os pregos sao baraHssi-
eos, avista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de 1S200 a 3J000 a vara ; a rua do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca ae encontra nm bello e
variado sortimento de franjas de seda de diffren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, a das larguras de um
dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
zfcXHi a vara ; a vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na na do Ouei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Manteiga ingleza
tantas libras: no armazem
em barra de vinte e
de Tasso Irmos.
Os lindus cintos tanto para
senhoras como para meninas.
1 S6al,!J0' d'aguilde ouro- ru d0 Cabug n.
IB aonde as senhoras acharao os lindos cintos
tanto para sehhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino,
como de outraa core., que em visto do uliim
gosto ninguem deixar de comprar: s na loja
d aguia de ouro, rna do Cabug n. 1 B.
uitas fazendas que ae /ara patenta ao compra- a
tior, i* todas se dirio amostras So parto* 15o! d*M**U i na roa Nora nu-
oobertos e descobertosr pequeos e grandes de
ouro petante inglez, para homem .1 senhora da
um dos melhores fabricantes de Liverpool, via-
das pelo u'limo paquete inglez : em casa de
Sonthall Mellor C.
Ultima moda de Paris
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
S na loja d'aguia de oero, ia do Caboga n.
t B sonde as senhoras acuario um coniStotn
segmento de eneites de cabega, tanto ^.
como de lindos cores, da ulllmV moda de PaVu
recebidos no dia 16 pelo vara tn^L \lu "l
senhoras qae desejarem ver podSownaffn"
dir.que promptamente se lhe mandarn as arnoll
tras, pom estamos bem convencia^.qie^"^
?.t .*.??",? mDgUeJm dei"r & oomalr^
uto rtaa loja degnia da ouro, rua do Cabug
t^Z^S^^ uma. arS*o de loja de louca
oda^toero, com 4 caixilho. de correr. So


OUK 3* tnRtMBDCO. 4J"*T*TA RDl I T AWL Dt TOl.
ARMAZ
ROJPA FIFTA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIJA DO QUEMADO 40!
Defronte do beeoo da Congregando letreiro verde.
Neste estabelecimento ha aempre um sortimento completo de roupa feiU de todas m
qualidades, e lambem ee manda executar por medida, i vontade dos fregueiea, para o
que tem um dos melhores professoret.
Casacas de panno preto, 40#, 35 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 353 e 30#00
Palitotsde ditoede cores, 35, 301,
258000 e 200000
Dito de casimira de corea. 22*000,
15. la e 9000
Ditos de alpaka preta eolia de vel-
.ludo, 115000
Ditoa de merio-sitim prelos e de
cores, 950OO 8*000
Ditos de alpaka de corea. 5$ e 39500
Ditos de dita preta, 9, 7. 59 e 35500
Ditos de brim de cores, 5tf, 43500,
4*000 e '3500
Ditos de bramante de linho branco,
6S0O0. 5000 e 45000
Ditos de merino de cordo prete.
15*000 e 88000
Calsas de casimira preta e decores.
i*A. 10, 9 e 65000
Ditas de princesa e merino de cor
do pretos, 5 e 4#500
Ditas de firim branco e de cores.
55OOO, 4#500 e 29500
Ditas de gauga de cores 35000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 95 e 80O0
Ditos de casemira preta e de cores,
liaos e bordados, 6, 55O0, 5 e 3500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda setim branco, 6 e 5$060
Ditos de gureuro de seda pretos e
de cores, 75000,6000 e 5000
Ditos de brim e fustao branco.
o 3*500 o 8000
Seroulas de brim de linho 2JS200
Ditas de algodao, 18600 e 1J280
Camisas de peito de fuslo branco
e de cores. 23500 e 2*300
Ditas de peito de linho 65 e 3>000
Ditas de madapolo branco e de
coree, 3, 2>500, 2 e 1*800
Camisas de meias l000
Chapeos pretos de massa, fraocezes,
tomas da ultima moda 105,8*500 e 78000
Ditos de feltro, 6, 58, 4 e 2&000
Ditos de sol de seda, ingleses e
franceses, 14. 128, US 7000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 800
Ditos de algodo 50O
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100, 90, 80 e 70000
Ditos de prata galvanizados, pa-
tente hosonlaes, 408 30000
Obraa de ouro, aderemos e meioa
aderegos, pulseiras, rozetas e
anneis j
Toalhas de linho, duzia 125OOO e 10000
ARMAZEM PROGRESSO
DE
largodaPenha
O proprietario deste armazem par-
-dos porconla propria, f^TZ&JftTg&gSSU Pf "' P",e drito
Maatoiga ingleza perfeitameMe flor. Z
mi se far algum abatimento. a 800 ra. a libra, e em bar-
Manleisa Craneeza
CU Jll_ ZZ1 maii"><> que ha no mercado vende-ae a 720 rs. a libra.
t^na perol, uyson e preto
1*600 rs. a libra. melhores Ju ha neste gn*ro a 2500. 28 e
$2* rl a*u??b?tS?n?o.ChegadS ^ ***" "Pr de Eu'0pa l# em ^~
^a SUlSSe "cernemente chegado e de superior qualidade Tende-se a 6*0 rs. a
LL,.?h. ua8 me,1o" qoe tem rindo a este mercado por serem muito frescaes e de
^ boa qualidade a 640 rs. a libra e inteiro se far algum abatimento. e ue
CaixAnYias cora nina e Auas Vibras .
't^tt*'-'*--'***-** lamente no Pro-
Figos de eomadre em caixas de 15 libra8, s no Progrewo#
Ameras fraucexas m a 1Lbra em por?5o se m tb
Marmela&a imperial n, A kU
Lisb6a a 800 rs. a libra. d AbrU' de 0Utr8 muitos fcantes de
Latas eom bolaealitf&as de sod A t^nn.
differentes qualidades. V<5nde-8e a l60- cada "
Cnoeolate
em latas de 1 libra, a mais nova que ha no mercado a 900 rs. a
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Aloja da aguia branca recebeu de sua propria
Mcommeoda, delicados sap'alinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendeodo
pelo baratueimo prego de 3. (nesse genero nao
se.podo dar maie perfeitosj.asaim como ootros de
marin tambem bordados a 1*600 e 2. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversas lamanbee, teodo at, proprias para os
meniaose menisurq aervam de aojas as pro-
flUB-V.lt brf Def' 1UtM- ae florrinhas, e
o bocal tocado de borracha, o mala engrasado
poseivel : ludo isso na ra rom do QaeimadJlo-
ja da agua branca n..
Libras steriinas.
Vendem-ae no escriptorio da Eanoel Ignacio
da Obreiri & Filho.no lafgo do Corpo Santo.
Grosdenaples baratis-
simes.
Vendem-ae groedenaebM preto apelo baralissi-
mo preo da 11600 e 2 o corada: na ra .4o
Queimado.B. 22, loja da boa f.
0 BASTOS
OU
que ouu'ora tinha loja na roa do inti-
mado a. 46, que gyrara aob a- firma de
Goes d Baatoa participa aos seos nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tende sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por iseo ficou gyrando a mesma
firma de Goes & Beatos,asaim comoapro-
_ reila a occasio para annuneiar abertura
O do seu grande armazem na ra Nora jun-
to a Conceico dos Militares n. 47, que
passa 1 gyrar sob a firma
DE
Bastos eom um grande e numeroso sortimento de
roupasfeitaa e fazendas de apurado gos-
to, por pre;os muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cora 258. 288 a 30, casacas
do mesmo panno a 30 e a 35, paletots
obrecasacados do mesmo panno a 18$,
20 e a 228, ditos saceos de panno preto a
12j e a 148, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 08, 10, 12
el4, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5 e 6j, ditoa de alpaca
preta e de cor a 4. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguiao
pardo fino a 4, 450O e 58, ditos de fus-
il tao de cor a 3, 3500 e 4, ditoa bran-
25 cosa4#500e5&5G0,ditos de brim pardo
H fino sacco a 2g800, calcas de brim de cor
, finas a 3. 3500,4e 48500. ditas de di-
m to branco finas a 58 a 6500, ditas de
A princeza proprias para luto a 48, ditaa de
B merino de cordao preto fino a 5$ e 6,
ditas de casemira de cor e preta a 8$. 9
alo, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 48500 e 5, ditos do seda branca para
casamento a 5, ditos de brim branco a
3 e 4, ditos de cora 3,colletes de me-
rino para lulo a 48 e 450O, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10,pa-
letols de panno fino para menino a 12* e
14 casacas do mesmo panno a 158,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca e de brim para os mesmos,
sapatos de tranga para homem e aenho-
SL'Ag 'l500- "roulas de bramante a
18 e 20 a duzia, camisas francezas fi-
8 f*S 1efr9nra0DC-a8^e D0T0S modelos.
178,18. 20, 248. 28 e 30 a duzia 1
ditas de peitos de linho .30a duzia di-1
rZ'u, rnn U80 Cda Dm. I
S** J a brancas Par casamento a 1*800 *
a 28 cada urna, ricos uniformes de case- K
?S.mI! mui, apurad0 Kos'o tanto
no modello como na qualidade pelo di- II
minuto precede 358, a s com riata se
S pode reconhecer que barato, ricas capas H
g de casemira par. senhora a Itfl e 20 9
Wi ZmlaS oytia" fazend88 de callente i
g gosto que se deixam de mencionar que 2
fI 86J grande 1u'da Siadonho, assim como se recebe teda e n
qualquer encommenda de roupas feitas
> para o que ha um grande numero de fa- o
izendasescolhidaseuma grande oficinal
H dealfaiateque pela suapromptidaoeper- 2
lf> fegao nada deixa a deseiar II
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores fizas, padroes
uiui.u bUUit.., Poio h,rtissiroo preco de 240 rs.
o oovado, e mais bar.to q. oh,/: na rn, do
Queimado n. 22, u bem conhecida loja da
Boa f. *
Vende-sesebo do Porto em caixotesa 1500
a arroba; na ra da Cruz, armazem n. 33.
/irSESClA
ftuiaSettilUIUYaB.4*.
nesta esubelecimento contina a haver om
completo sortimento da moendasemeias moen-
daa para engenho, machinas da vapor e taixas
te ferro batido e toado, da todos os tamanhoa
para dito,
Tachase moendas
I Braga Silva & C., tem serapre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sar-
ment de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra da Trapiche
n. 4
As verdadeiras luyas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'.gui. de ooro, ra do Gabug n.
1 B, recet^ra-se um completo sortimento das
verdadeiras iUTS de pellica Jouvin, sendo da.
cores seguintes : prttas, cor de caima, amaiellsa
e brancas, gortimenlo completo, tanto para ho-
mem como para senhora, poia afianzamos a boa
qualidade fresquidao, poia se recebeu em di-
reilura pelo vapor francez: s na loja d'aguiade
ouro, ra do Csbug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cOres fizas a
280 rs. o corado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
4500 e a 6J000 a peca com 81(2 varaa; dt-
muito superior a 88000 a pe^acom 10 varas!;
dita fina com aalpicos a 4800 a per;, com 8 1(2
varas; fil de linho liso mullo fino a 800 rs. a
?ara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a ra-
ra ; e outras muitas fazendaa que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
[W"^" por serem de cores escuras e fizas a
o0U0 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
toja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior aualida-
de a 7.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 98-
Ditos de castor pretos e brancos a 16.
Chapeos lisos par. senhora a 25.
Ditos de velludo cor azul. 18.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8a.
Ditos ditos para menino a 5.
Lindos gorros para meninos a 3.
Bonets de velludo a 5.
Ditos depalhs muito bem enfeitados a 48.
Chapeos de sol francezes de seda a 7.
Ditos inglezesdelO, 12 e 13 para um.
Arado? americano* t machina-
par a lavar roupa: em casa deS.P. Jo
hnston & C. ra di-enzala n.42.
Palets.
Vendem-aB patota de panno preto fino, aauito
bem feitoa a 22rs.; ditoa da brim brencode
nho a 8 rs.; ditos de setineta escures a 3*500,
6 moito barato, aproveilem : na ra do Quaima-
n. 22, loja da Boa f.
iROUPA FEITA ANDA IA1S BARATAS.l
SORTIMENTO COMPLETO
SFazendas e obras feilas.
A
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnises de carobraia muito fin.
e muito bem bordadas, pelo baralissimo preco de
oo i.
5$ cada u
uu uva l.
Deposito da fabrica do
Honteiro.
Garibaldi.
Gravatinhas de gosto a 200 rs. cada urna ;
ra do Crespo n. 18, loja de Diogo 4 Fernandes.
o mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
la$a de tomate
libra.
a ^ em condenas de 8 libras por 3500 a retalho a 480 ra. a libra.
liouservas raacex* s e inalezas
das em direilura a 800 rs. o frasco. mMS D0 que ha por 8erem 'in*
MetTa, macarrao e ta\\\atim m rs v. a
roba por 8. 40 m a hbra e em aaM if> na "
Palitos Ae dente VVxados
r-, a /* "MWa em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
Touem\iodeIAsliaom.u .
a arroba a 9$. que ba no mercado a 320 a ,ib em barril
rm[ mnlt0 D0T0 ende-se para acabar a 400 rs. a libra.
a libra/ que h* de b0m nesle genero por senm muito a Banlia de poreo retinada, m. L
480 rs. a libr eem barril a 400 rs. maisaWa lalas com pcixe de posta a a
Tal "* m"8qiao de zara, licor francez de todas as qualidadeT mff dSea^.'
^^t^muSs^en^^^^ SBS
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Paletots de panno preto a 22, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
nnm e de ganga, ditaa de brim branco, paletots
de bramante a 4, ditoa de fuatio de coree a 4,
*".? Iwanha a 48. ditos de brim pardo a
".tatos o alpaca preta saceos a sobrecasacos,
colretes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgarao de seda, gravatas de linho as mais mo-
pernasa200rs.cads orna, collarinhos de linho
oa_umma moda todas estas fazendas ae rende
^,?a.,V-c"ba,r; l0 esW beru das 0 ho-
ras da manhaa at as 9 da nolte.
Para ama de Jeito.
Vende-ae umapreta robusta e sadia, com urna
crw.de^dia^tem exceMame a buuule leite,
e j acoatanratfa a criar duas cri.nsas ; ra d
Sebo n. 35, aobrado. ^
Impo
ranle
Aviso
/hiade apollo n. 6.
Ve?J?:.e assuca' refinado desde 3200,3600,
4 e 48480 por cada arroba, e por 5120 e 6400
na do crystalisado.
Cabriolet.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
let americano, novo, com 4 rodas e arreios; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Grande sortimen-
to de tamancos.
Na grande fabrica da roa Direita, esquina da
travessa de S. Pedro n. 16, de todas as qualida-
des, que se vende Unto a retalho como em pe-
| quenas e grandes porroes, muito em conta ; a
j j casa tem semprc promptos de 1,000 a 2,000 psres
pregados para qualquer encommenda ; a eslaco
propria.
E' muito barato a 1$.
Vendem-se potes com mesinha muito propria
para matar ratos, e baratas, chegados pelo ulti-
mo vapor vindo da Europa ; na ra da Senzala
Nova n. 1.
? i
Na loja de 4 portas da ra do Queimado n. 39
acha-se um grande armazem com todo o sorti-
mento de roupas feitas, pora cujo fim tem mon-
tado urna officina de aUaiale, estando encarrega-
dodella um perfeite mestre vindo de Lisboa, pa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
encommende ; por isso que faz um convite espe-
cial todas as pessoas com especialidade aos
Illms. Srs. officiaes tanto da armada como do
exercito.
Faz-se fardas, farddes com superiorespreparos
e muito bem feitas, lambem trata-se fazer o far-
damento todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, tanto que tem os figuriaos que de
la vieram ; alm disso faz-se mais casaquiohas
para montara, frdelas ou jaqu6tas, bem como
colletes a militar para os Srs. ajudanles de cata-
do maior e de cavallaria, quer seja aiogelos ou
bordados a espequilha de ouro ou prata, tudo ao
gosto da Europa, tambem prepara-se becas para
desembargadores e de qualquer juiz aegundo o
estylo de Coimbra aonde se fazem as melhores
conhecidas at hoje, assim como tem muito ricos
desechos a matiz de todas as corea proprios para
fardamento de pageos ou criados de libr que se
tara pelo gosto franceza. Na mesma casa en-
carrega-se de fazer para meninos jaqueles a
iranceza bordadas ao mesmo gosto. Affiancando
que por tudo se fica responsavel como seia boas
fazendas, bem feito e bom corte, nao se (alta no
da que se promelter, segundo o systema d'onde
veio o meatre. peis espera a honrosa visita dos
dignos senhores visto que nada perdem em es-
penmentar.
Taberna da boa f.
Rna estreita *do Rosario, es-
quina das Laraogeiras nu-
mero 18.
tJ%ae~Be "taz n0'1 l>om a 700 ra. a ate, a
lk-.!-,a 'i' e em ?^r<>b, 8e fa* *l*MD
soaUateoto, mitaio unto boa a 200 rs a cuia e
em por;o se far abatimento.
Chapeo.
Vende-se do Chili tanto finos como
grossos grandes e pequeos por ler de
relir.r-se para lora a pessoa que os ven-
de : na ra do Trapiche hotel Francisco.
Admiracao.
Vende-se na ra Direita n
gleza a 960 800 rs., franeeza
99, manteiga in-
aOOrs, dita a
a. iuu
i MOO
2,.^!H? ,. fweetrle a 4W n
garftado a 800 a ontr^nte? frem. W
Grande pechifleha!
Pecas de riecadiohos com 38 corados cor fiza a
4J800, cambraia lisa transparente muito fina com
13 varas a 48O0 a pega, ditaa com 8 1|2 varas a
z8O0, dita tapada muito fina com 8 Ij2 varas a
4000, ditas de cores padros delicados a 500 rs.
a vara, panno de linho com duas larguras a 440
a vara, madapolo de jarda muito fino n. 500 a
a 400 rs. a jarda, brilhantina de diversos dfte-
nhos a 240 rs. o covado, chiu estreita cor fiza a
160 rs. o covado, ditas francezas muito finas a
240, 260 e 280 rs. o covado, panno preto fino a
4. casemira preta fina e 1600 o covado. ditas
pretas e mescladas de duaa larguras a 1200 o
o covado,' ditas de cores padroes novos a 48500
o corte, calca de dito de edr fazenda fina a 7,
alpaca preta fina a 500 rs. o eovado, brim branco
trancado de linho 1 a rara, dito pardo muito fino
a 1 a vara, riscadinhos para calca a 160 o co-
vado, meias cruas para homem a 1600 a duzia,
ditas muito finas para menina a 28800, ditas para
aenhora a 2400: na roa da Madre de Dos, lo-
ja n. 7.
Aviso
aos enhores de engenho e a quem mai
oonwer.
No armazem da ra da Madre de Dees n. 6,
confronte o consulado provincial, vende-ae feri-
aba de mandioca lUsjaasaeaaa cfaegada da Cear,
imitando a farinha deoomioada Murieeca, por 3f,
H600 e J500 a ucea com 85 cuias, milfao de boa1
qualidade, saceos com 135 libras a 3600, cnaru-
loada Bahi. da todas as quadades, queijos do
terlao muito fresno a 14 a arroba
LOJA E ARMAZEM
DI
[Ges & Basto!
NA
Una do Queimado
. 46, trente amartlla.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
ani"1^0 e de cores muito fino a 28
208,228 e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 18, casa-
cas pretasmuitobem feitas ede superior
panno a 28. 308 e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15jj 168
e 18S. ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOf, 12 e 14J, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 78.8
9 e 10, ditas de brim brancos mirft
HBaa S| e 6, ditaa de ditos de cores a
3. 35500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4{ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos decores a 4J50O e 5, ditos
brancos de seda para casamento 5
ditos de 6, colletes de brim branco e d
fustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2500 e 3, paletotspretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4J500 e 5'
cas pretas de merino a 4&500 e 5, pa-
letots dealpaca preta a 3500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 48. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7j e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 8 e
3JJ500, ditos sobrecasacos a 58 e 5500,
cairas de casemira pretas e decores a 6,
68500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas I
muito superior a|32 a duzia para acabar. 3
Assim como temos urna officina de al- *
f late onde mandamos executar todas aaX
w obras com brevidade. S
XSMfilMISfiiSfllS SH9KMSfflfiKft
Potassa da Riissia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
oldeirV^ossl^.^Hi ha P"a veder a T?r"
qualidade, assim como tambem cal lrSeSaam
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que-em
ou Ira qualquer parte. ^
Atten^ao.
N. A 0--R ua do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres queras de
farinha de mandioca a 2500.
Touemho de|IJsboa a 320 rs.
a libra e 9$ a arroba.
Vende-se toucinho de Lisboa a 320 a libra e
9S a arroba, dito de Santos a 280 a libra e 88 a
arroba ; na ra das Cruzes n. 24, esquina da tra-
vessa do Ouvidor.
Para liquidar.
Casemiras inglezas miudinhas de diversos gos-
tos a 1200 o covado ; na loja de Dioso 4 Fer-
nandes.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa viu-
da ullimamen
PECHIJVCHA
Kua do Crespo u. 8 loja
Ruado Crespo n. 8
de 4 portas.
Pecas pe cambra. laa fina com 8 1,2
TOST"0 toque de ia a
PeS.,ad'P,,a0]B,,80 Pequeo
toque de avar.a a 8^00, ty e 3)500.
Vendem ae tres alva de labyrin-
do Crespo loia n. 12.
Bi
fama liiiimplia.
Os barafeiros da loja
Encyclopedica
n DE
Guimavres & Villar.
.Ra do Crespo uumero 17 '
Vendem riquissimos chapeos de sed/'
SKS "''-35
Riquissimos chapeos de palha da Ha
ha ricamente enfeitados a 28 e 35J
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda nreta hnrd*
dados a velludo de 2 saias e oulro, de 7
babados por precos baratissimos.
Oros pretos de todas as qualidade ce-
los precos de 1*900, 2#, 2S100 270ft
covado affiancando-se se? *u =
menos 400 SmSiSVff
comprar em outra parle P
que^SrpovE8,rl -'""
A 280 rs, o covado.
nin .fian?lzes de ricas cort,s e desenlies
vado, affianca-se serem to boas fazendas
que muito se tem vendido s prme.ra*
pessoas da provincia. Primeiras
rr,n,Combraias d* CbDa bordadas a mao
com 9 varas a pega por 6*500, ricos cor-
les de cambraia bordadas cZ 7e ba
bados por 35J, corles de laaaar.rii.ilT'
a 10com25covados, baloes de ? '
coa e outros de musselina a 5*
Salas bordadas a 2200 cada'uma.
Ditas bordadas a 4 com 4 pannos
a 3aD.ehfrttPa'eKS-,COD,prid08 bordados
a VUf, sanidas de baile o que ha de me
lhor. espartUhosde todas a, SfiUT
(jraode sortimenio de
roupas feitas, sobrecasacas. psletols col-
Calcado Meli
sTs^nSo! Chegad de P"8' in""el
Grav u A 1^000-
Semen.
Semea de superior qualidade ; vende Jos Luiz
Queima-
n. o.
Escravosfagidos.
fl7n *k"2SSSUJD dia 26 le marco prximo
Krabiba^Nrt6 GUrt"' provincia *
i aranioa do Norte, o escravo de Francisco Dia
Araujo por nome Joo Manoel, com oa "gnal!
seguintes : cabra, cheio do corpo. idade de 50
rSSi* meD0S' "lvo" pe as tortas
ni" i*t* a nr.l qUe 0U' o'tequa quando
San,!, PaPB. aahio com calca de alR0-
daoz.nho azul, e suppoe-se que com gibaoe cha-
peo de couro. Adverte-se que o dito esc avn
6ade/e PPlicar aosservicosdecarpina pe-
dreiro. sapale.ro, carreiro e queimsr cal ,.
-1 ?XPdaSSfUe habiidld. e por isto aar fcil a ti"
dos mais afa-
mados autores
me lhorados
com novos
aperfeigoa-
mentos, fszendo pespento igual pelos doos lados
da costura, mostram-se na raa da Imperaiz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as meemos como agulhss, re-
trozes am carrileia, linha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Phosphoros do gaz.
O deposito dos afamados palitos do gaz acha-
se completamente supprido, e contina a vendar
por mdico prego em porces e a retalho ; nos
armazens de Ferreira & Marlins, travessa da Ma-
dre de Dos ns. 9 e 16.
e&C@C@9-eCa$t9C64
Ihores machi-1 ^SSS-' ca "" mandar conduzi-l
-1 ISWnSJ.V ?uVt,nB0omDl S8ucdceeSAsoact; ?
6 ou naruadaM.ngeira da Boa V sta, ne'la el
lve; H."4a,Kn- Sr- ,eDen,e Francisco Jo
Alves de Albuauerque, que re recompensar.
9
Garanhuas.
Aaaamaptea Ha boa pitada ae lai arente que
cfcvgaoo-uffl pomo da fumo de Garanhtros, o ma-
jopoda acotjtrar, opafo dimlautopre- ,
libra, e tamben se vende sement TtordViJi^e ^o
la Soredade, aaa, 87T
ln?*?.S &SSJLy&:-SS-fejWKS^
ra acabar! I
NA" LOJA
| Encyclopedica
5 DE
-Guimaraes Ruado Crespo d. 17. I
Chapelioas para senboras o melhor pos- M
sivel brancas e de cores a 12$, temos ven- 2
dido a 20g e 2. S
_ Outras muitas pechinchas ha para ven- 0
0 der-se que sosa vendo. a
i
Calcas de casemira.
Vendem-ae caigas de casemira preta moito bem
wjtas a 10, ditas de dita de cor muito superior a
Jg, estao-sa acabando : na roa do Queimado n.
, loja da boa fa.
Atteoco.
Vende-se o enaenho Albuquerque, sito na co-
marca de Nazarelh, moeote e correnta, em poato
de se poder lucrar e com tarrea de maior pco-
dueso; distando da cidada de Goianna 5 leguas
ida 4o
praca a Goureia d Mino,
cie n. 5.
2flO,000 de gratili-
cacao.
Fugio no dia 2 de Janeiro do corrente anno o
escravo crioulo de nome Irenio, idade de 28 an!
So\r .u^"0 di'COrpo' "* bir. bem pared-
do, ar alegre, ps grandes, cicatrizes de chicote
as costas ; sahio montado em cavallo russo se !
ado, bem vestido e calcado, chapeo preto de fe -
tro com aba larga talla bem : rga-w asaulori-
mmne. el'e. f0f enconlr<'>. captura do
selZno qUa,qUr pessoa' di comSra A*?."?" L,ma-.^.enho Matarca
aa comarca de Alalaia, provine a das Alaaasnun
receber 200000 de gratificaco. 8 qU
Fugio da cidada do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo paasado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bent
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de etncoenta a Untos annos, fuk), alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e eom os dedos gran-
des dos ps bem abertos, muito palavriador in-
culca-sa forro, e tem signaes da ler sido surrado;
Unsia que este escravo apparecera no dia 6 do
eorrente, vindo do lado das CineoPontas, e sen-
do enterrogado por um paraceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu sanbor para
Goianmnha: qualquer pessoa que o pegar o po-
den levar em Pernambueo aos Srs. Basto & Le-
mos, que gratficarSo generosamente.
Escravo fgido.
do agtoho 8 Bedxo, diatrkte Vpaco de Oama-
i!5 pkr0T1Dcla d AUgoao. o escravo de nome
if utH ,""? naa a*gatas : estatura
Xf' ^ do corpo, aadentado nfrente,
cabelloa casapalaos, pra grossM. oda um
pouco iMmkmtQ pe. aaalhetaaW, e tem os de-
*oa fcY!*Lp,,*ifl-* P"" dtB4ro> tea batba>
represosta 26 a 2f mim pouco mala ou menos.
aaurto latao ; aameTla as ter ido com dirac-
Bjasaai



()
-
9UA10 fMHAMBUCO. i^UmTA PEI1A. 11 DI ABRIL 18f 1
LHterat
ura
O TKAKTIfl.
' Coslumps rassoi
( Conclu
Sm, eonsinto, d-me cincoDta mit rublos
( sessenla cootos de res ) ivisla, e Ucars livr.e
VC se isso le'coovm.
Cincuenta mit rublos, txclamei, das Vossa
Crac* quer arruinar o seu serr? Onde bei de
acharciueoenta rr.il rublos? O anno passado dig-
cu se vossa graga de ofTerecer-me a liberdade
por tinte e cinco mil rublos, eu nao pude ajuntar
essa quantia, como', pois, que poderia eu dar ho-
je o duplo ?
Ohl meu pequeo, verdade, o anno pas-
sado avaei tu* liberdade em rite e cinco mil
rublos, porm, depois disso abriste dous arma -
zeos em Moscow, sob yin nome empregido, e o
fue nao poda dar eulo, tenho eu o direito de
exigir agera. Desta estar, acredita-me, sei me-
Ihor do que tu quanto vales, s um homem pre.
soso, o no dia em que eu liver a fraqueza de te
deixar ir, hei de fazer urna grande asneira. Nao
s feliz I Nao sou eu um bom senhor ? Mas,
eis como sao todos. Quereos ser livres, boa cou-
sa Sabis vos outros o que ser lirre ? Se D-
xessemos a vontade a todos, tres vezes rracio-
rije?, seriis bem illuddos, e depois de gozar oi
to diss da vossa maldita liberdade, voltarieis
dos supplicar que tos retomassemos sob nossa
prolecgio. Temos conversado bastante. Est di-
* to, sou bastante fraco para consentir cm te perder
daudo-me tu amanha cincoenta mil rublos. Ne-
nhura kopeck de menos, ouves? Agora deixa-
nos e vaedier Nasba que preparo a sela. F*-
(a-o cm cinco minutos.
Mas Vossa Graga !...,eu noposso, impos-
, sivel.
Como, ainda eslaes ah ?
Eoto meu senhor olhou para mim de talmo-
. do que (altou-rce a voz, e vi perfectamente que
B-aia mais restava fazer. Ioclinei-me al ao
chao, beijei a mo de Sua Graga e sahi. Entio !
o que diz Vmc, Sr. Christophoro Vasilievitch ?
Nao sou infeliz ? Diga-me por quem o que se-
r de mim, e o que ha de pensar Pacha ?
Mea Pedrinho, tu te houveste mal, respon-
den o velho. Teu senhor astuto como urna ra-
posa e s simples e tmido como um cordeiro.
Empregaste mal leu lempo. Agora nada ha que
fazer. Espera smente que teu senhor precise
de tomar-tedinheiro emprestado e ento veremos
se elle ser cu nao mais indulgente.
Aqu fui interrompida a conversa dos meus
dous viziobos com a chegada de ura novo perso- j
nsgeoi. Abriu-se a porta de ambos os lados, e
dous creados pozeram-se de cada lado com urna
certa affectagao de ceremonia.
Entrou vagarosamente urna velha sustendo-se
com urna das mos n'um rapazioho de cabellos
louros e arripiados, o com a oulra n'um pao cheio
denzese ainda com a casca. Pareca to velha
que um sopro poderia deita-la om trra, as per-
cas cambaleavam, o espinhago curvava-se, a ca-
b ra abalava ; tudo tioha nella os caractersticos
morte, excepto os dous olhos que ainda bri-
Ihavam com o fogo da intelligencia. Trazia um
vestido comprido e prelo de panno ordinario e
urna peliga dobrada com forro de pello de lebre ;
a coifa de cor escura deixaTa em liberdade pou-
cos cabellos brancos. Parou na entrada da sala,
e voltando para a imagem santa presa um do
cantos, fez tres signaes da cruz iaclinando-se ou-
tras tantas vezes. Ao depoia percorreu toda a
"-'""------- -. a *nc..,.. p/.
diversas vezes abanou a cabega sorriodo, e no
meio do silencio que reinou sbitamente, dirigiu
Ha aos que bebiam as seguintes palavras em sua
vozinha enfraquecida :
c Bom dia, meus irmiosinhos. Ento I vds
vos diverts, rides, lomae cha, passaes alegre vi-
da, e tendes razo ; o Senhor seja comvosco.
Como passaes o lempo ? Eslaes contente de vos-
sa soi te ? vossa consciencia est em socego ? eis
o principal, como vos asseguro. Deixae de beber
por um instante e ouvi o que vou dizer-vos. De
entre tjdos os que ahi esli nenbum cuidou ain-
da em emprehender a viagem santa, em ir Je-
rusalem fazer proviso de beogos do bom Deus.
Sem isto, meus amigos, nunca haveisde conse-
guir cousa alguma, podis crer-me. Como espe-
iaes que Deas tos ha de dar bonitos Qlhos cheios
de saude, a felicidade em vossas familias e em
rossas emprezas, senao fordes Terra Santa ?
Sim, j sei o que ides dzer-me ; os negocios, o
commercio, o dinheiro, s pensaes nisso. Pois
bem I meus filhos, eu venho dizer-vos que irei
- e.n vosso lugar Jerusalem.' J flz urna viagem
I 01,111:TIU
014 FAMILIA TRGICA
FO
CHARLES HUGO.
por quatro rexe, porm ainda nao tenho oitenta
e cinco annos, e espero faze-le mais de urna vez,
com tinto qu o Senhor me d saule. Quando
eu rollar, hei de tir ver-vos, pois conhogo a vos
todos, e toeaiei vosios Albos e vossas mulheres
para Ihes communicar a bengio celeste. Passa-
rei o limiar de vossa* casa, torharei lug*r em
vossos lares e livrarvos-hei de toda a desgraga.
Hei de contir-vos minha viagem durante ascom-
piidas noiles de invern, qnando vos lodos esti-
verdes sentado, ao p do fogo para me ouvir :
bom ouvir taes narragoes. Ah 1 terei muita cou-
sa nova para contar-ros. N'uma sahistes de vos-
sos stefles e s couheceis a Ierra ; porm o mar
tambem muilo bello e muito grande. Quando
ouvirdes o vento sibiUr noite, devereis resar
por mim, e pedir Deus que vos conserve a ve-
lha Sacha ; pois, se eu nao voltar nao poderei
abengoar-vos. Eia, vamos meus paiznhos, dae-
me todos algum dinheiro.
A velha abriu um sacco que o menino segura-
va-o comegou o peditorio. Ninguem recusou. Os
mais ricos davam at tres rublos de prata, os
mais pobres dous ou tres kopecks. Ella parava
em cada mesa, e cada um Ihe transmittia um vo-
to, ou fazia-lhe urna recommendagio em voz bai-
la. Fez-me pensar naquellas velhas fadas dos
contos de Perrautt, que voham em certas pocas
receber os votos de seus favoritos, e distribuir-
les talismans ; o talismn de lia era a f de to-
dos aqaelles homens que lhe entregavam sem
hesitar urna offerla cojos fruclos esperavam se-
riamente receber um dia. Ella agradeceu aos
circunstantes, prometteu de novo rir visita-Ios
quando voltasse e Analmente partiu. Calculei ap-
proximadaroente queso neste Traklir devia ler
recebido uns cem rublos. Dei-lhe um rublo por
minha coota ; admirou-se de que eu nao man-
festasse nenhum desejo, de que eu nada pedase
pelo meu dinheiro.
Vae, lhe disse, e conserva a f as almas
delta, te tens esse poder.
A f, respondeu-me elle, mas meus paizi-
nho, todos esses amados filhos a tem ; sem ella
o que seria dellcs? Has tu, tu nao s dos nossos!
nao fallas como os Moscovitas. Acaso s de
Petersburgo ?
Nao, seu estrangeiro.
Ah I ej estivestestes cm Jerusalem ?
Nao, minha lia, entre nos ninguemer, nin-
guem tem mais f I
Ah! meu amigo, como a gente deve ser in-
feliz em tua patria, se nao se er mais. Deixa
estar, eu hei de rezar da mesma sorteem tua n-
lengio, porque me pareces bom, o tambem pedi-
rei a Deus que reslitua a f aos teus.
Assira que a velha retirou-se, come;aram de
novo as conversagoes, o ruido dos copos, por um
instante nlerrompido, restabeleceu-se com sua
rlenle monotonia, e nioguem cuidou mais n'um
incidente que oceupra momentneamente o
espirito de alguos individuos, nao era capaz de
deixar signaes duradoros naquella massa vida de
prazer.
D'ahi ha pouco attrahiu minha atlongo urna
scena de oulro genero. Havia-se formado um
circulo asss numeroso n'uma das extremidades
da sala, e ouvia-se core attengo o que dizia om
camponez. Levanlei-me de meu lugar, e gragas
ao meu Irage pudeconfundir-mo cora os ouvin-
les, sem despertar-lhes a desconQinga. O ora-
dor ora ura postilhao que reconheci corro tal pelo
azorrague, pelas pistolas e por algumas Insignias
da profisso, as quaes trazia etatm
oiui, meus filhos, acabo de dizer o ultimo
adeus quelle pobre Kouzxa, dizia o postilhao.
Eis o que lhe acouteceu. S. Exc. o Sr. conde de
**. cu aenhor. havia-lhe ordenado hontem pela
manha que atrelasse o cavallo ao drojky. Sabis
que hontem faziaum fri de morte ; lerabro-me
de ter lido durante lodo o dia a barba cheia de
gelo, e de ter sido preciso tomar al dez copos
de cha para aquecer-me. S. Exc. ia faxer visitas
Por occasio da festa do Natal e Kouzma era obri-
gado esperar horas inteiras porta das casas-
Asseguro-vos que era muilo penoso, pois o conde
mui severo quanto ao comportamento dos co-
cheiros; nao quer por pcnssmento que elles des-
gam da almofadaomquanto faz a vizita. Devem
ficarimmoveis, com a cabega erguida e os bracos
estirados, sem largar as redeas. Ao cahir a noite
Kouzma sentio as pernas entorpecidas e o pobre
cavalio tossia como um phtysico ; o que nao era
para admirar, pois arabos nao tinham comido des*
de pela manha e a geada os agoitava de veras.
Entretanto Kouzma tioha paciencia, pensando que
o senhor acabara por ir jaolar. Foi tambera o
que aconteceu ; apenas foi S. Exc. convidado por
um official seu amigo, e por consequencia nao
pude Kouzma entrar na casa. Nosso amigo que
comegava a impacientar-se, esperou urna hora
SEGUNDA PARTE.
O Pae.
duaa horas, o jantar ni* acateva Afinal appsrecu
8. Exc. na estada exterior. O que pensaes, porm T
Eslava lio bebado que nao se poda ter em p ;
assim fonm precisos os deas homens para lva-
lo para o drojky Kouzma, que entrevia o um 4e
flus padecimento, havis j tomado a direegao da
casa, quilo S. Ex e ordena que dsse urna carreira i toda a brida
no passeio. Kouzma senta o estomago pegado
ao espinhago ; entretanto, cmo nao havia que
replicar, fez da fraqueza forga e fustigou o pobre
animal que nao sndava de pressa, como pensaes ;
tambem tioha fome. S. Exc. comega ancoleri-
sar-se o ordena-Ihe que fosse mais de pressa.
Kouzma responde que npossivel e recobe qm
recompensa urna duzia de soceos no espinhago.
Afinal, S. Exc, depois de ter mandado parar no
club, no theairo, no caf, e nao sei raais onde,
adormece' no drojky l pelas onze horas da
noite.
Kouzma pde o cavallo passo, volta para a ca-
es e leva o conde nos bragos para o seu quarto,
onde um lacaio recebe-o e deila-o aqui que
comega o triste da historia. Kouzma tinha tanto
fri que antes de comer quiz beber um copo de
agurdente. Bebeu um, ao depois dous, tres,
adormeceu no lagedo do pateo sem ter podido
apenas desatrelar o pobre cavallo que pela ma-
nha foi achado morto seu lado. Quanto a elle,
ainda respirara : levaram-no para a casa da me>
onde recobrou os sentidos ha duas horas pouco
mais ou menos. Foi ento que cheguei e soube
de sua desgrsgs. Depois de se ter mexido muilo
na cama, abriu os olhos e comecou a rezar elle
recooheceu-nos c chamou a mim e sua mei
por nossos oomes. Tioha os .olhos Qxos como
que gelados. Emm, ha cerca um quarto de ho-
ra pouco mais ou menos que elle pediu um copo
d'agua gelada, bebeu, tornou a cahir na esma
como urna pedra, e morreu dando um grande
suspiro... Ah pena 1 era um bom raps que
nao mereca isso.
Tal foi a historia do postilhao.
Ao concluir, cuspio no chao e baten eem o p
parecendo exasperado, segundo o costme do
camponez russo as occasies solemnes.
Ao depois vieram os comentarios Todos la-
mentaran) o fallecido ; porm ergueram-se* pou-
cas rozes para aecusar o autor de sua morte. En-
tretanto um mancebo de genio mais independen-
te que os outros, deixou-se* levar por urna gene-
rosa indignarlo, e qualificou a Excellencia desse
erro.
Porm, um dos mais velhosda sucia observou-
Ihe judiciosaraente que elle nao devia tomar a li-
berdade de fallar assim de ura senhor daquella
gerarchia, e a quem nao conhecia. O mancebo
calou-se.
Mas, continuou o postilhao, coja physiono-
mia passou repentinamente da consternarlo
alegra, eu nao vim aqui somonte contar-vos a
historia de Kouzma. Agora elle est morto ; te-
nhs-o Deus em sua santa gloria. O que tenho
para dizer-vos interessa-vos mais. Amanha rou
casar-me com Va-vara Vasilierna, e convido-os
todos para rainhas bodas. Tratar-vos-hei do rae-
Ihor modo possivel, riromos e beberemos toda a
noite, e quero que pela manha pereorramos a
cidade inteira levando o lengol da noiva. Espero
que nenhum de vos ha de faltar s- bodas ; en-
tretanto, comecemos por beber minha (atura fe-
1-i.uuc.
O postilhao mandou traeer copos e agurdente,
e decir de cinco minutos os convidados ficaram
to estrepitosos como alegres. Ao depois, como
para o camponez russo nao ha' praier sem cau-
ges, um dos mais mogos- da compaahia poz-se a
entoar em voz de tenor vagarosa e cempas-ada as
primeiras estrophes de- um caot popular, cuja
traduego nao ousamos dar aqui aeceiando des-
truir-lke toda a originalidade.
O preludio vagoroso, triste, lnguido ; porm
dentro em pouco o cantor amma-se gradualmen-
te, e- passa de urna indolencia estiulada- ao en-
thuswsmo mais estravagante.
0.rhylmo torna-se mais apressado, alelra mais
alegre, e quando a aria ebega a apogeu de trans-
porte e de brio, lodosos crcurastantesacompa-
nham-na em cftro com incrlrel harmona.. To'das
as partes extremam-se como, nos coros melhor
easaiados em nossos theairo de operas italianas
ou allemas, e nenhuma nota falsa escapa di-
quellas gargantas escaldadas pela agurdenle.
Quando o cor rae finalisudo, os cantores dei-
xara hbilmente enfraquecer a roz como se fos-
sem guiados por um chefe invisivel; ao depois,
urna nota sobreaguda, de um som claro e pene-
trante despedida por una s garganta, e tudo
VI
ALEGRA E PEZAR.
( Continuao. )
Com effeilo Brgida tioha perdido no caminho
a insignia e attribulo inseparavel das suas func-
goes, o que ella tinha de mais vital e necessario
no mundo depois dos seus oculos, o seu centro
de gravidade, n'uma patarraas suas chaves. E
a velha criada entrando no caslello sem essa me-
moravel insignia, cujo Unir melodioso acompa-
hava a cada um dos seus pasaos, julgsva ser
esse facto de mu agouro, e um facto calamitoso,
funesto e deplorarel, que deveria abalar o mun-
do inleiro, como se esse peso de menos na sua
cintura tivesse gravemente compromeltido o
equilibrio do universo.
VII
X PORTA INVISIVEL.
A condessa passou a noite muito agitada e
sem dormir.
Ainda bastante sfilicta pela partida do seu que-
rido pagem, era muito natural que a riessem
assallar oovamenle sombras ideas; e durante
toda a noite pensou eslremecendo nesse ntyste-
rioso duello, no qual Christiano se fizera o cam-
peio do marques de Ganges.
Seu pensamenlo, transportado sbitamente
das solitarias cbimerss do incgnito, engolfou-
se no passado a seu pesar. Ella pensou na sua
infancia, na sua mocidade, na so* vida do con-
vento, no dia em que senta seu corago bater
pela priaeira vez palpitante de amor, final-
mente no dia em que se ella casou. Pensou na
sua alegre partida para Ganges, e qo sen pasmo
quando de ropenle conheceu o castello fatal, que
tanto boovera impressionado a su iaigioaclo :
penaou sobretodo nessa noite, em que ali che-
gou, nessa npite, em que arrancou seu msri-
ao a rovelagio terrirel do sea segredo.
() Vide Diario a. 8t
Que estranho deslino que era o seu I Ter des-
posado sem o saber o descendente de urna fa-
milia deshonrada, proscripta e condemnada 1
Ter ido escolher entre todos para companheiro
da sua vida esse pallido mancebo acercado de
terrores e de ssnguel Ter ligado a sus existen-
cia desse capito obrigaxJo por um dever filial
vingar ao mesmo lempo a morte de sua mae e a
deshonra de seu pae 1
Cordarseu tmido poema de jovem pela uno
trgica com esse mancebo sempre firme, sempre
em p no meio da sombra, e prestes sempre
ou para urna represalia, ou para urna repa-
rago I
Ella, fraca creatura, adorar o herdeiro de urna
catastrophe I Ella, a innocencia e pureza, casada
com esse paladino da vinganga I
O marquez de Ganges T nome fatal I periona-
gem impenetravel Deveria ella araaldigoa-
lo ou lastima-Io, deveria ama-lo ou odia-lo? O
que mereca a sua memoriaurna lagrima ou
um analhema?
E evocado desse nome Alina estremeca
toda.
A lgubre phantasmagoria do assassinato se
apresentava de novo ao seu espirito havia longo
tempo dialrahido dessa recordarlo. Cada urna
das circumstancia da sombra aventura lhe pas-
sava pelo pensamenlo, precisa e ameagadra.
Ella nao ousava eslender as vistas sobre essa
cmara confusamente esclarecida pela fraca luz
de urna alampada.
Julgara onvu ainda o grito de seu marido
quando ali penetrou pela primeira vez depois de
2uinze annos, augmenlando-se o seu desespero
vista de cada movel, e elle mostrando-lhe de
canto a canto os tragos visives da formidavel
agona I As imagens horriveis agarradas s pa-
redes de seda lomavam vulto a seus olhos, e
saltavam na sua preseoga em reflexos moredigos
na profundeza dos espelhos I___
Ali.... o veneno I.... Acola.... urna mancha
de saogue, em lodos os cantos a lula, o gemido,
o desespero de urna figura desgrenkada, e al
mesmo na sombra desse leito grandioso e em-
plumado, em que ella nao poda repousar, en-
tregue, como eslava, febril agitagaoo surdo
e nocturno ruido de urna hora derradeira pro-
longando eternamente no echo palpitante dessa
cmara o espantoso golpe ds morte I
Finalmente mais alm___por detraz dos v-
dros da janella fatal, por onde a marqueza se ha-
via precipitadoo lvido phantasma do marquez
de Ganges, que para Alina era urna especie de
figura vertiginosa, sepultada ao mesmo tempo
no mysterio e" no turnlo, e pondo o seu dedo de
cadver sobre a bocea immovel da sua mascara
de incgnito I
A condessa senta que o repouso lhe nao era
mais permittido, sen seo marido, nessa cmara
onde a sinistra viso smesgava de novo as
suas horas de insomnia. Tomou, pois, mare-
solugio : escrereria a Christiano chamando-o
para junto de si, e Pedro lovtria a carta.
recabe em silencio por algn* segando*. Gome-
gam em seguida otri quadra, e assim eonti-:
nuamat farlar-se.
Depois do canto rolo a danga. A danga popu-
lar na Bussia um rerdadeiro poema em aego.
um pantomimo em que os bracos e o reste tem
mais que fazer do que os poemas. O daogador
eomega gtsticolsalo moderadamente e quasi sem
mudar de lugar. Parece escular a letra que toes
a msica e interpreta-la por meio de posigdes
muitas vezes cmicas e sempre exptessivas. Dir-
se-his urna especie de prologo, pelo qual o actor
quer dispor o publico para asscenas seguintes : a
acg3o nao larda em desenvolver-se, os bragos ar-
redondam-se, os ps onsaiam alguns entrecriis
o talhe curva-se, as cadeiras levanlam-se e abai-
xam-se ; excitando, emfim, os espectadores, por
meio de applausosenthuiaslicos, o amor proprio
do dangador, este entrega se movimentos de
urna agilidade inaudita, de urna presteza incrlvel.
Mas a ventura dos espectadores s chega ao seu
auge quando elle agacha-se sobre os calcanhares
com as pernas rolladas sob ocorpo e os joelhos
na altura do peito. Dangar nessa posigio um
rerdadeiro esforgo, e entretanto as pernas mo-
vem-se nessa incommoda posigio como quando o
artista eslava em p. Nioguem lhe v mais o cor-
po, s os bragos e os ps agitam-se com inconce-
biel agilidade emquanto que a cabega move-se
da direita para a esquerda em ar de compungi
Ento o publico nao cabe em si de gloria, tripu-
diou, solta agudos assobios que se assemelham a
gritos de animaes ferozes, applaude-secom phre-
nesi, finalmente felicita-se o hbil dangador que,
alagido de.suor, senla-se n'um banco, e recupe-
ra as forgas por meio de copiosas libagdcs.
Tinha eu visto bastaste. Era tempo de reti-
rar-se ; voltei para casa, e despindo meo lraje
de camponez, ainda pensara as scenas-que ac-
bavade presenciar. Custer a adormecer, a aria
de danga qoeeu acabava de ouvir. voltava-me
cabega com urna desagradavel monotoma. Afi-
nal consegu dormir, porm roda a noite sonhei
que eslava no Traktir. Ahi reuoiam-se ttdos os
actores das differeotes scenas ; alm dos outros,
via eu o senhor do tmido Pelre vanovitch, e S".
Exc. o conde*. Essas duas nobres persooa-
gens eslavam carregados de caderas, e um cam-
ponez robusto dispunba-se a partir-lhe a cabega
com o seu machado
Quanto i Fietro Ivanovitch, bejava elle os ps
do senhor acorreniado, tujo olhar ainda parecia
faze-lo tremer.
Urna multi-iSo de outros camponezercontem-
plaran) esse espectculo uns cora o semblante fe-
roz, outros cosa- ar indiferente. O machado er-
guia-se, as cabegas ira cahir quando appareceu
repentinamente & porta da sala Sacha, a velha
do peditorio, a qual iez um signal ao camponez
para que suspendesse a eseeussio. Ella percor-
reu a moltido com o seu doce olhar, e ouvi di-
zer com a sua voiiaha'clar e simpalhica u
-Amae-vos reciprocamente.
A. Gromort.
(industrie el le Cmmercie btlget.)
H. Duperron.
Scfito-
Quarta feira passada. Seribe, depois do alooco,
dingiu-se a p pe* ra de *raxells3 casa do
Sr. Maquet, um dos vice-presMeotes da commis-
so-dramtica. Quera entenoVr-se com aquelle
para defender na comraissio municipal a socie-
dade dramtica, a que fra- ta dedicado em toda
a sua vida, contra o imposto que a administrado
?A.hl*aieimentos de benefteencia pretende
fisfuram r l,n-1lel l """ Cheles que nao
df-tanr^rti m "a"? i* I-abr^yre. pequea
aisiancia da morada da-Sr. V^v^t. mJiul-tt cu
sem duvid> ai>iosigo repen-
tina, psis entrou.n'umoarro de- aluguel.
Este parou no lugariodicado. O cocheiro, ali.
guns justantes depoi, admirado de ver qua a
portinhola nao se abra, .deixou a almofada veio
abrir e vio com espanto que a pessoa que troo-
xera e que lhe era desconhecid, havia cahido de
lado sen sentidos. Bedio que o acudissem
reuniu-se multidao, appareceu um medico.
Ivoha.nada a fazer. disse elle depois de
um breve exame ; esse homem est morto...
Achou-se ento um bilhele de visita n'uma ol-
gibeiri de-lado :
* Eugenio Seribe, da academia franceza.
Soribe I repetiu com voaeommovda a mu
tidao reunida. O medico quer acompanhar pes-
soalmente o corpo at seu domicilio bem conhe-
cido. Com elle sobe ao carro um guarda da o-
dade ;; outros acompanham-so i p, e esse triste
cortejo, caminha de vagar para a ra Pigalle Que
espeotaculo para a mulher de Seribe 1 que sor-
presa, quando v assim voltar seu marido que a
tion. deixado uma bona antes lio cheio de sade
como.de costume I Essa dores nao se pintam.
Uto criado de Seribe vae avisar no conselho de
estado seu segundo sobrinho Eugenio Baysrd. O
joveB auditor assisltra pela manha com su mi
seu-irmio e sua irmia,. ao officio que mandara
fazer annualmente, em 20 de fevereiro, em me-
moria de Bayard, e no mesmo dia merre de uma
merte lio repentina como imprevlsu sea rio, o
chufe amado e respeitado de toda a familia. Em
^l de fevereiro de 1853, presidia Seribe u exe-
quias de Bayard, e com voz commovida lembrara
as qualidades do autor de talento, as virtudes do'
homem honrado, cojos das acabaran* de ser in-
Urrompidos lio repentinamente.
Ero 22 de fevereiro de 1881, Seribe, tambem
endo, recebia as honra* fnebre* que lhe eram
devidas. Faziam as honras das ceremonias sua
familia, os Srs. Puche e Baysrd, seus sobrlnhos,
e os Srs. Len e Paulo ^iollay. seos genros. O
Sr. ministro de estado Walewski, o Sr. presiden-
te do conselho de estado Barache, o prefeito do
Sena, o Sr. Haussmann, uma numerosa deputa-
go do Instituto, os Srs. Villemin, Vilel, Emps,
Lpgouv, Ponsard, Angi^r, Vieonet. Dopin San-
deau, Palin, Auber, Halvy, Ambroise Thomjs,
etc., etc.
Uma deputagio do conselho municipal, os Srs.
Dumas, Chaix d'Esl-Aoge, Paillard de Villeneuvo,
etc. etc. ; o Sr. Hocquart, secretario particular
do imperador; o Sr. Damas -Hia rd, secretario
das orlen* da imperatriz ; o Sr. Merruan, con-
selheiro de estado ; o Sr. Cimillo Ducet, chefe da
secgio das bellas-artes ; a soriedade dos autores
e compositores dramticos quasi inteira ; os di-
rectores e os adoros do thealr francez, da opera
cmica e do gymnasio dramtico ; os directores
do vandeville, das variedades, do Palais Boyal ;
o bario Taylor e uma numerosa depulario da so-
ciedado dos artistas dramticos ; representantes
de todos os jornaes, um grande numero de litie-
ratos, uma deputigio do collegio Santa Barbara,
outra do collegio Chapla!, uma multidio de ami-
gos ronhecidos e desconhecidos comprimia-se
aps o carro fnebre daquelle que a Franga e a
Europa inteira, assim como a sociedade drama-
tica, reconneciam pelo verdadeiro chefe do thea-
iro contemporneo.
Uma missa com msica, organisada pelos cui-
dados dos Srs. Auber e Jules Cohn, foi executa-
da na egrejade S. Hoque pelos discpulos do con-
servatorio sob a direegio do Sr. Pasleloup no
meio do immenso auditorio commovido e reco-
Ihido. O Rquiem, cantado coro ama rara per-
fegio pelo Sr. Faure, enternecen ledos os ni-
mos.
O prestito fnebre, sempre acorapanhado por
uma mullido innumeravel apezar de ama chura
miuda, dirigiu-se ao depo pira o cemiterio do
oadre Lachaise onde ha muito tinha Seribe man-
dado apromptar sua ultima morada ignorando-o
todos e at sua familia. Abi deram-lhe os lti-
mos adeuses : o Sr. Vitet, era nome da academia
franceza ; o Sr. Maquet, em nome da sociedade
dos autores e compositores dramticos; o-Sr.
Paillard de Vlleuenve, em nome do conselho
municipal ; o Sr. Labrouste, em nome do colle-
gio de Santa Barbara ; o Sr. Eduardo Thicrry,
em nome do theatro francez e o Sr. Lemolne-
Montigny, em nome do gymnasio dramtico. Os
Srs. Vitet e Maquet souberam sobretodo fazer jus-
|tiea ao genio e ao carcter de Seribe, ao seu ta-
lento marvilhoso-, e as suasexcellentes qualida-
des moraes. A' noile, tres Diestros,- o theatro
francez, a opera cmica e o gymnasio dramtico,
fecharam-se em srgnsl de luto. Parece que a
opera devia partilhar desse grande luto dramti-
co:, porm a admimstragio desse theatro nio
passou assim, e a opera representou como de
costume no dia das exequias do autor do conde
Osy. da Muda, do Phillro, da 7ndta, de Roberto'
Diabo; dos Huguenotes-, etc.
Citamos mais adiaote o discurso pronunciado
pelo illbslre mestre qoe acabamos de perder, no
tmulo daquelle que perdemos ha oilo annos: Um
acaso sin. ular que acaba- de fazer descobrir nos
papis de Bayard algumas notas sobre Seribe,
permiite-nos hoje fazer prestar a Seribe por
Biyard a'suprema homenagera que este recebeu
daquelle.- Pareceu-nos que ninguem melhor do
que o seu-ex>-companheiro de collegio, seu so-
brinho por affinidade, o mais notavel dos seus
discpulos-, um dos seus mais constantes colabo-
radores, o mais feliz de seusrivaes. podia referir
a vida e apreciar o engenno de Seribe. Pareceu-
nos que nenhuma voz teria mais aotoridade do
que essa voz que, por assira dizer, aahe do t-
mulo.
Eis as olas de Bayard. Foram escripias em
1840 ; prevam-no as ultimas pegss por ellas fi-
ladas. Haremos de completar suas notas, porm
respeitareraos religiosamente as apreciages que
encerrara :
AROstinho Fugenlo Seribe nasceu em Paris
em 24 de dezembro de 179t, era casa de seu pae,
qu* dirifti. nm >iiH> do gato-pptto, na ra de S Diniz, quina da ra
Trousse-Vache.
Bes 1816,' depois de ama grave enferraidaO,
um medico que fra consultado, aconselhou-lhe
que fosse respirar o ar natal.
Ah meu doutor, d4*se-lhe Seribe sorvin-
do, nasci na quina da ra Tirousse-Vache, a dous
rassos do mereado ; pensa que osse ar ha de eu-
dar-me? .
Seribe perdeu o pae, quando apenas sahia-do
bergo. Sua mi vendeu o armazem doGata
preto, effoeluou uma fortunhonrada, e veio mo-
rar as visinhangasda egreja deS. Roque.
Assim, foi o corpo de Seribe, depois de-sua
morte, conduzido i egreja onde sua mae o leva-
va quando crearirs.
Seribe estudou no collegio Santa Barbara,
do qual foi um dos discpulos mais distiitctos
Ganhou diversos premios- no concurso geral,
entre outros o premio de lgica. Em Santa Bar-
bara, ainiu-se lembram. de uma these por elle
sustentada em presenga de Laromiguire contra o
Sr. Bernardo.de Rennea, ao depois deputado e
conselheiro no tribunal de Cassago.
c O collegio Santa Barbara sagina os cursos-do
Iycu Napoleio. Ah* Seribe contrahio estreita
smizade com os irmaos Delavigne.
Ao sahir do collegio, entrou n'um- cartorio
de procurador,, em casa do Sr. GuillonaMervil-
No dia seguiote, apenas escripia essa carta,
mandou chamar o Sr. de Vissec.
Era a primeira ves que a castellaa recebia o
sou hospede na sua cmara. Nada por conse-
guinte mais natural do que attnbuir-se com-
mogao occasionada por um tal favor, o silencie-
que o Sr. de Vissec guardou por alguns momeu-
tos quando transpoz o limiar desse sanctuano
florido e perfumado.
O fidalgo parecer condessa muito mudado
depois de algumas semanas que o nio via. Suas
faces eram mais encovadas, seus cabellos mais
brancos, suas mios mais tracas e mais trmulas,
o seu passo mais vagaroso, e o seu corpo mais
curvado. Um soffrimento moral aeima das tor-
gas humanas se lia nessa phvsiouomla acabru-
nbada. Tornava a revestir-se do seu luto fe-
chado, que havia quasi desprezado pelas galan-
tes exigencias de Alina.
J nio era esse volho risonho, veneravel per-
sonagem de tapegaria que parecia animar-se pa-
ra-fifferecer i jovem castellaa as rosas e os lagos
de amor do seu bordado: era o relho mo-
roso e solitario que tanto lhe custra chamar pe-
ra junto de sus pessa.
Desde que entrera na cmara da condessa o
Sr. de Vissec nao tinha ainda olhado para ella.
Esperara em n, taciturno, com os olhos baixos
que se lhe dirigisse a patarra.
b Meu charo Sr. de Vissec, disse a condesss,
leude a bondade de sentar-ros ; desejo conver-
sar comvosco. Durante toda a noite nao pregnei
olhos, e acho-me mortalmente afilila por causa
de meu marido. Depois de ter passado um mez
sem receber noticias suas, soube hontem por es-
ta sazela que elle se hatera em duelloe a
condessa tirara de cima do toncador o jornal que
lhe dera Bnn-de Mousse, e passara-o s mios
do relho fidalgo.
O Sr. de Vissec tornou a por seilenciossmente
o jornal sobre o morel depois de lhe ter passa-
do um rpido olhar, cuja anciedade dea s pensar
i condessa que o velho amigo de seu marido co-
nhecia o spgrcdo ds fsmilia, e senta as duras
provagaes por que elle passsra para vingar a
seu pae.
Comprehendeis agora, Sr. de Vissec, a mi-
nha impaciencia em tornar a ver Christiano ?
O fidalgo abaixou a cabega comsignal desen-
limento. e conserrou-se por algara tempo com a
fronte inclina da, emquanto Alina sem allender
para a angustia que .parecia trahir e dissimular
so mesmo lempo a altitude do velho, assim conti-
nuou :
Bscreri por conseguinle uma carta cha-
mando Christiano para junto de mim, e pedin-
do-ihe que acompanhe a todo o costo meu
mensageiro : pois cooto mandar entregar-lite es-
sa carta em mi propria, afim de que nio te-
nha a mesma serte das outras, que ha Um mez
lbe tenho inotilmenle esetipto. Hontem quiz
enviar o meu pagem, porm om amarel meni-
no nio esta mais aqui 1 DeeidJ pojs que. Pedro
montana a carHo, e levara minha carka.ao Del-
phioado. Vede oslo alguma difllculdade?
Nenhuma.. cespoodeu o Sr. de Vissec iucli-
nando-se de novo para oceultar a sua-extrema
pallidez.
Agora, meu charo Sr. de Vissec bem que
vos me tenhaes desprezado ltimamente, comtu-
do nio estaes agastado comigo, nio verdade ?
Espero que me taris um favor. D'aqui- a oito das
meu marido estar de volta : dero-voe immensas
obrigages, e quero que elle vo-las agradega na
minha presenta. Sua volta ao castello ser na-
turalmente celebrada com uma pequea festa, que
flearia incompleta se nao partilhasseis da refei-
co intima que deve reunir-nos depois de to
loriga separagio. Assim, pois, espero que viris
cear nesse dia em nossa compaahia. Est con-
renciooado ?
A esleconrite gracioso, que a condessa fes
acompanhar de um dos seus meigos sorrisos, que
tinhs sempre de reserva, o Sr. de Vissec nio res-
pondeu logo : fechou a mi convulsivamente, e
enterrou as unhas as rendas dos seus pu-
nhos.
E' impossirel, murmurou finalmente com a
voz surda e breve.
Eolio porque?
Porque d'aqui a oilo das eu nio estarei mais
no Castello.
Dizendo isto o Sr. de Vissec tinha o semblante
e o tom de quem encara uma siluagio, julga-a,
e resolve-a por uma decsio irrevogavel.
Alina fez um gesto de admiragio.
Ides deixar-me I exclamou ella. Mas neste
caso uma desergio que todos fazem, pois que
lodos me abandonam 1 Hontem foi o meu pagem ;
hoje sois vos. Quem vos repelle d'squi? Nio sou
eu, eertamente.
O Sr. de Vissec fez um signal negativo, e re-
plicou com gravidade:
Sem duvida ignoraos, senbora, que de certo
tempo para c a provincia tem-se tornado um
sylo pouco seguro par* os protestantes. Por to-
da a parte derribara os nossos templos: perse-
guem-nos, e at nos mais ignorados retiros nos
vio descobrir: acabara de rodar vivo o neto do
pastor Chamir N'uma palavra fui advertido
de que nio estou mais em seguranga no castello
de Ganges.
Para onde ides entio ?
Para casa de om amigo, distsote d'aqui pon-
cas leguas.
Nio podis demorar a vosas partida por oito
das ?
Nao, seohora.
Em lodo o csm palote voltar no dia mar-
cado?
E' verdade, senhora; porm....
Nada de porm !.... ides outra vez flearum
misntropo: pensei que vos UvesseTs emendado.
Est dito : haveis de ser nosso coavira. Celare-
mos todos juntos sem ceremonias, e na maior In-
timidada. Como ha de ser bello-!
E a condessa spoiara 9 wai elicad flj09
sobre o hombros do relho com essa. galante fa-
miliaridade, de que ella sabia usar.
Vamos I reepondei.
Esse movimento lio simples e espontaneo d
joven eondessa pareceu agitar o Sr-. de Vissec
por uma maneira exlranha fecho os olhos, seus
labios desbotados se moveram por debaxo dos
seus bigodes brancos, mas nem urna s patarra
sahio delles.
Entio! replirou Alina: aqui que ka ve-
mos de ceiar, nio assim ?
Aqui I repeli o velho como qu alluci-
nado.
Aqui, simnesta cmara.
Houye um momento de silencio.
Vos assim o queris?
Esta pergunta foi feita pelo Sr. de Vissec com
uma voz extranha e desusada.
Sim, eu o quero.
Pois bem, assim ser I
_ Ora felizmente I Pois (cae certo de que eu
nio eslava muito disposla a perdoar-vosa vos
que ha dou* mezes me tendes feto tantos mimos
e agradosse me nio quizesseis fazer companhia
nesse dia para mim lio ditoso 1 Havia de zangar-
me comvosco para sempre 1
A condessa tocou a campanhia, e poz apressa-
damente o nome e enderego no sobscripto ds car-
ta que diriga a seu marido.
Pedro, disse ella ao criado que apparecia
n'aquelle momento i porta di cmara verde, le-
vae esta carta immediatamente meu marido,
que se acha no Delpbinado. no caolao de Puy-
Sant-Martin : haveis de entrega-la em mi pro-
pria.
Pedro langou um olhar furtivo so Sr. de Vis-
sec. a que este responden :
Execatae a ordem da senhora condessa, Pe-
dro
O lacaio tomou a carta e retirou-se. O Sr. de
Vissec levaotou-se Vivamente, e dispoz-se se-
gui-lo ; mas a condessa contere-o :
D'aqui oito dias 1 lhe disse ella.
D'aqui i oito dias I responden o fidalgo.*
E Alina faz. ao relho um signal de despe-
dida.
Alguns instantes depois a voz d Sr. de Vissec
dando a Pedro algumas instruccoes no pateo do
castello, attrahio a condessa para a susjanella ; e
rrali pode ver o criado com a carta na mi mon-
tar i carallo, e desapparecer i galope por de-
baxo das errores ds grande arenida do parque.
Emfim 1 disse ella : eis-aqui uma mensa-
gem que chegar ao sea destino.
E sorna-10 ao delicioso pensameoto da que se
reria separada de seu marido s os diaa precisos
Pedro para ir e voltar.
Seu corago bats, precipitadamente : quiz go-
zar da alegra de ver galopar por mais algum
tempo q Civiloenvqu ia o seu mensageiro 1
80-V.io apreiiada plataforma do castello, d'ondfl
i o leitor der estar lembrado qae podia-M divisar
a estrada de Ganga* pan Uzea desde a extremi-
[de do parque i perder de Tsl. DO liorisonle : e
le, que, nio o vendo quasi nunca, escreris-lhe :
Se o Sr. Seribe pasear pelo bairro. qoeira en-
trar no esetitoriu pois nio ha trabalho uf-
genU. a
ElleJI se occopev* em pegas de theatro, po-
rm em segredo, neis suas familias principiaran!
eomo de ceateme, eombatendo aquelle gosto nas-
eeute que Dio leva muitas vezes gloria e ao di-
nheiro.
Morrea' mi de Seribe. Era seu prente o
Sr. Bonoet, um dos primeiros advogidos dos au-
ditorios de Paria ; ella hana-o uome'ado tutor de
seu filho. O Dr. Bonnet desejara qoe o pupillo
seguisse a mesma carreira que elle ; porm Seri-
be, em rez de ir escola de direito, continuara a
compor vaudevillea com o teu companbeiro Ger-
mano Delavigne.
Em 1811, cooseguiram elles representar ama
arlequnsds n'um acto, os Derviches, no theatro
do Vaudeville da roa dos Charlres, dirigido por
Barr. Essa pegasioha tere alguma aceitagio ; po-
rm os dous amigos soffreram ao depois algumas
contrariedades. O Sr Germano Delavigne, des-
animado por um novo desastre, disse para o seu
companheiro de infortunio :
< Pens que nossos pas teem razio ; essa
carreira nao nos convem. Estudemos direito.
Sou de teu parecer, responden Seribe ; nio
tenho mais do que duas ou tres pegas a fazer ; ao
depois renunciare! tudo.
t Emfim, chegaram os triumprto; o primeiro
foi a Etalagem ou o* talleadorn tem o saber,
vaodeville n'um acto, representado em 1812,
sempre na ra dos Charlres e sempre com o Sr.
Germano Delavigne.
Em 1813, Seribe deu s a sus primeiri ope-
ra cmica, o Quarto de dormir, que- por maito
tem foi representada.
Foi em 1817 que comegou a vog de suas
obras : O conde de Ory, Uma noite dar guarda
nacional e o Noto Pourceaugnae fizeran mo-
ver-se Pars inleiro. Seguiram-se quasi sem in-
lerrurfro outros triumphos : os Dous Precepto-
res, O Sollicilador. Uma visita a Dedlam, A
Somnmbula, O Orso e o Pacha, Frontn casa-
do -solteiro, etc. etc., pegas facis, chistosa e
agradaveis, verdadeiros modelos do genero vau-
deville.
c as variedades tere o Combate das Monta--
tinas uma aceitago immensa devida em parte s
iras dos caixeiroe cujos bigodes e ar guerreiro
depois da paz ridicularisava Seribe.
Em 18-20, um dos seus mais habis colabo-
radores e um dos seus mais ntimos amigos, De-
lesire-Poirson, senoV director de om novo Dies-
tro, o gymnasio dramtico, tem o cuidado de con-
Irata-lo de sorte que s lhe permute trabalhar
para seu theatro ou pera os tbeatros reaes. Foi
ento que Seribe, ora s; ora com o ooxilio dos
seus colaboradores, os Srs. Germano Delavigne,
ilesvtlle, Mazres, fhipin Verner etc., faz
aquella serie de pequeas- obras primas que por
qoinze aonos sustentaran) a proseeridade do
gymnasio e alimentaran todo o theatros da
provincia e da Europa.
Em 1822, S.'ribe, que' reputegioernmavs pa-
ra o theatro francez, estreou'com om comedia
que primeiro devia ser ura vaudevrUe n um acto.
Valeria leve uma aceitagio quo se attribue em
parte a mademoiselle Mas, a qual reoevou-se
quando outras actrizes subs'.iluiram grande c-
mica.
Urna obra mais imprtante, que deve ser
considerada como a verdadeira comedia de Seri-
be, o Casamento de dinheiro foi representado
em 1887, era presenga de um publico injusto e
prevenido que nio quera ver nelle seaio um
vaudevil listo e em sua pega o genio- de gymna-
sio. Erem as palavras quecirculavam no thea-
tro at antea que a pega comegasse. Foi ella
julgada sen um rigor inaudito, a ponto-de que-
rer Seribe retira-la no dia seguate. Os- actores
foram pedir-lhe qu6 nio fizesee t*L Tizvhaei ra-
zio : aquella comedia valia mais do que todas
as que tinham elles representado havi des an-
nos. E8 rehabilitou-se, e a aceilacio-eentiauou
sempre..
classica do tempo do imperio,. fra, racroeea-
dora, aedida sem aniraacio, vivendo de duas
situagdeSfr acabando bem ou mal: -urna- co-
media jovial, espirituosa, cheia de chiste,, de
variedade, de astucia, prendando a alteneo at a
ultima scena, pintando a poca, pelos kernens,
pelas cousas, e de alguma sorte reproduzindo-
Ihes a forma pela rapidez e fccuudidtde dossoe-
cessos e das situages.
c Seribe deu successivaoaenie ao IheaJrofran-
eea Os Ineosolateis n'um acto, em 1829;. Be Jira o
e- Ratn em cinco actos eml834; a Paixa se-
creta em tres actos e o Ambicioso em cinco di-
tos, em 1831 ; Os Independentis em tre actos
Jm 1835; a Compadrxa em cinco actos, em
1837 ; a Calumnia em cincoctes, em 1840, a
melhor obra no meu pensar.; Ho ao-voltar, e
Qualmenle O Copo d'agua-, seu maior triumpho
nesse theatro.
A' essa nomenclatura devera-se ajuntar-muitas
pegasdadaa ao theairo francez desde a-pcea em
que foi feita, enlre outras,.U/ha cadeia em cinco
actos ;. Osear em tres actos ; Adriana- leceu-
vreur em cinco actos ; Batalha d Damas em
tres actos, etc. Uma cadtia teve pelo menos
tanta aceitagio como o Copp-4'aguox
Bayard nao se eoganava quando- aoamnciava
que haviam de voltar Goiumnt'a. Infelizmen-
te s rollaram em 1857L O triumph foi mais
decidido do que as pwmeiras representacoes,
porem serla maior sea mudaoga shrerinda ao
systema parlamentar nio tiresse enrelheeido
muito os costumes da pega.
Continuemos a nota de Bayard..
Seribe dea muito a gaohar > opera cmica
aestm como ao gymnasio. A. fleo, Leocadia, a
Dama branca, a Nokn, o Pidreiro, a Smbai-
xadora, Fra Diavolo,. o Domino, noir, etc. etc..
gozaram de uma voga justificada tanto pela com-
pasivo como pela msica, {^ontinueui^se-ha.)
era por ahi que Pedro, tinha de passar aecessaria
mente.
Essa estrada se, estendia despida recta na
paisagem em que.ella tratara uma longa rnha
luminosa, apenas sombreada de distancia em dis-
tancia por um pequeo eordao de bai.xas oJivei-
rss, e pulverulentas.
Alioa, toda eabaforid, veio apoiar-se & balaus-
trada da plataforma. olhou para a estrada.es-
perando ver i cada, memento apparecer o cavallo
e o cavalleiro saniaio da espessura do& ltimos
arvoredos do parque.
Esperou cioco minutos nada appaaeceu 1
Um quarto de hora, finalmente meia hor se
passou, sem qoe o seu olhar flxo o estupefacto
visse apontar o cavallo ou o chapo-aealoade do
lacaio. Apena de vez em quando. U devisava
atraressaado essa estrada deserta.., um rrieir
fustigando o sea asno, ama carreta puchada a
bois e gemendo sob seus pesados, eixotv ara re-
banhode ovelhas escoltado por sea pestorsinho
um camponez com o seu alforge s costas ; afdr
isto, nem mais uma sombra, um movimento um
signal de vida1 sobre essa longa. liona luminosa
que se estendia at perder-se nohorisonte I
Nem mais nutro ruido de q,uje o canto das cU
garras, e esse immenso sussarro. das campias
mendionaes que, hora do. meio dia, pareca
raponsar na sua dormervte monotonia todas, os
crepitagoes da Ierra calcinada.
O silencio dos passa ros adormecidos aunatea-
tara mais o effeito triste, luminoso, e dente
dessa solidio abrasadora.
Toda* as horas depois do meio dia so*a in-
enslvelmenle na sino da poroagio : o sol de-
clioarrdo pouco a pouco sobre o horisoote alon-
gara a sombra das olireiras sobra a saleada aca-
bando por oceultar-se por detraz. da orlas es-
carales do poente ; o crepsculo veio com o sea
reo oceultar is vistas a paisagaa ; era summa
soou a hora de recolher, sem quo a condessa
Alina vlsae apparseer o seu munsageiro. Final-
mente, quando j no eo se mostraram aapri-
meiras estrellas da noite, a caslellia paluda 6
agitada, decidio-se a deixar o seu posto da obset-
vacio.
Apenas ponba o p no ultimo degr&o d taca-
da que ia tur i plataforma, encontrou-ie com
Brgida.
Pedro parti ? perguntou. ella criada
com vo* spera, procurando com o seu olhar
estudar a phisionQmia dests.
itrirtu l?ira n(leM*^ P.aabe, respondeu
Brgida com o modo ornis natural possivel.
Estaes bem eerlo da ter elle partido ?
Certisatma.
Bem : ide chamar o senhor de Vissec.
O Sr. de Vissec nio est mais no castello.
iContinu~ie-ha.)
ni*.- tvf. m n. i, di tkut\ -i8oi.
4*4


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