Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09258


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Full Text
1110 IIXTl! IOIE10 80
Por Ires eies tdiaoUdos 5$000
Pr tres Mies vencidos 6$O0(r
f
SEGDIDl FE1EA DE ABRIL U ISCI
PorannodiMUd* 198000
Ptrte franco aara o snbscriptor.
BNCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexaodrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Geara o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimaries ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS p CUKHR1U.
Olinda todos os dtas as 9 1/2 horas do dia.
lguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-fetras.
S. Antio, Bezerros, Bonito, Caruar, Alunho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Naxareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
oueira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px oas quartas feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhia)
ErHEUERIDES DO HEZ DE ABRIL.
1 Quarto minguante as 4 horas e 4 minutos da
manhia. *
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manhia.
34 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manhia.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. Nossa Senhora dos Prazeres.
9 Tersa. S. Demetrio b. ; S. Acacio b.
10 Quarta. S. Exequial profeta; S. Terencio m.
11 Quinta. Instituico do SS. Sacramento.
12 Sexta. S. Vctor m. ; S. Vessia v.
13 Ssbbado. S. Hermenegildo principe.
14 Domingo do Bom Pastor. S. Tiburcio m.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNaKs UA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Retaca o : tersas, quintas e sabbados aa 10 horas.
Pazenda : torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do cto! : quartas e sabbados a 1
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SU1-*
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Baha
Sr. Jos Martina Aires;. Rio de Janeiro, o Sr*.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa d
Paria,na sua livraria praga da Independencia ns
6 e 8.
PARTE 0FFICIAL.
Guverno da provincia.
Expediente do dia 3 de abril de 1861.
Officio ao Exm. bispo diocesano.Offerego a
V. Exc. Rvm. um exemplar do relatorio, com que
abri no dia 1." do correte, a segunda sessao da
decima terceira legislatura da assembla desta
provincia.
Dito ao commandante superior da Recife.Ex-
pega V. S. suas ordens para que urna guarda de
honra, tirada do 7. batalho de infantera da
guarda nacional, sob seu commando superior, es-
teja postada em frente da igreja de N. S. dos Pra-
zeres is 3 horas da tarde do dia 8 do correnle,
afim de acompanhar a procisso da mesma Se-
nliora.
Dito o commandante das armas,Sirva-se V.
S. de mandar por em liberdade, dando-lhe bai-
xa, se j estiver alistado, e ae achar comprehen-
ddo na disposigio do srt. 23 do regulamento do
1." de maio de 1858, o recruta Manoel Das de
Paira que provou isempgio legal.
Dito ao mesrno.Transmiti a V. S., para seu
cnhecimento e direcgao, a inclusa copia do avi-
so da repartigao da guerra, de 20 de margo ulti-
mo, em qual se determina, que os recrutas,
que das diversas provincias do norte forera man-
dados para a corte, nao sejam as provincias in-
termedias trocados por outros, nem fiquem per-
tencendo aos cornos nellas estacionados.
Dito ao raesmo.Transmiti a V. S., para seu
cnhecimento e direcgao, copia do aviso de 14
de margo ultimo, em que o Exm. Sr. ministro
da guerra declara que, nao marcando os figuri-
nos do exercito a cor da fazeoda para os forros
dos capotes, pode, sem inconveniente algum, ser
empregada neste misler a baeta amarelW^xisten-
te no arsenal de guerra em n. de 1753 corados,
tendo-se porem em vista que na occasiao O dia-
tribuigio de capotes, ae fornega sempre que -lor
possivel, de urna s cor do mesmo corpo, para
melhor regularidade.Igual ao director do arse-
dal de guerra.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar ins-
peccionar o voluBtario Vicente Pereira da Silva e
assentar-lhe praga no caso de ser julgado apto
para isso.
Dito ao capito do porto.Respondo ao officio
de V. S. de bonteni sob o. 50, dizendo-lhe que
mande por em liberdade o recruta Thomaz Hen-
rique de Senna, visto ter sido julgado incapaz do
servigo por soffrer do elephantiasis, conforme
declara o commandante da estagao naval no offi-
cio que devolvo cumprindo que seja conservado
em observarlo o de nome Marcelino Sebastio
Mauricio Wanderley. i
Dito ao mesmo.Mande V. S. por em liberda-
de o recruta Silvestre Jos Pereira, visto ter sido
considerado incapaz do servigo por soffrer de pa-
ralysia, segundo declara o commandante da es-
tagao naval no silicio, que devolvo, e a que
acompanhou o de V. S. do 1. do correte o. 50.
Dito ao mesmo.Enviando a V. S. o incluso
exemplar do decreto o. 2756 de 27 de fevereiro
ultimo, que estabelece regras sobre a construc-
gao dos curraes de peixe as costas, porlos e ou-
tras aguas navegaveis do imperio, tenho a recom-
meudar-lhe que de toda a publicidade ao referi-
do decreto providenciando ao mesmo lempo para
que sejam escrupulosamente observadas nesta
provincia as disposiges nelle contidas.
Egual &s cmaras do Recife, Olinda, lguarass,
Goianna, Rio Formoso e Serinhem.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da conta e documentos juntos, mande
V. S. pagar ao lenlo coronel Rodolpho Joio
Barata de Almeida, conforme requisitou o Exm.
presidente das Alagoas em officio de 21 de mar-
go ultimo, a quntia de 359000, em que impor-
tam diversas passagens, dadas por conta dessa
provincia a bordo dos vapores da companhia
Bahiana de Macei para Penedo, e vice-versa.
Communicou-se ao presidente das Alagoas.
Dito ao raesmo.Restituo V. S. as conlas i
que se refere a sua informago do 1. do cor-
rente sob n. 241, afim de que mande pagar aos
emprezarios dailluminago i gaz nesta cidade a
quanlia de 49^040 rs., despendida com a illumi-
quese obrigou no termo de recebimento provi-
sorio daquellas obras, e nesta data expego ordem
& thesourtria provincial, para pagar ao mesmo
arrematante, em vista do competente certificado,
a importancia da ultima prest a cao que elle
tem direito.Communicou-se thesouraria pro-
vincial.
Dito ao agente das rendas das Alagoas nesta
provincia.Cumpre qxe Vmc. procure saber por
que prego podera ser comprado ou construido em
eslaleiro particular o escaler, sobre que versa o
officio junto por copia, informando-me opporlu-
namente do resultado de suas indagagoes.
Dito ao gerente da Companhia Pernambucana
de navegario gosleira.Pode Vmc. fazer segui-
rem para osseus deslinos os vapores Persinunga
e Jaguaribe, nos dias e horas, indicadas no seu
officio de hontem.
Portara.O presidente da provincia, tomando
em consideragio o qoelhe expde o director geral
interino da lnstrucgio publica era officio de hon-
tem, sob n. 83, reeolve nomear Justino Euge-
nio Laveniere para exercer interinamente, me-
diante a gratificagao de 5009 annuaes, a cadeira
de instruego elementr da villa do Bonito, em
quanto durar o impedimento do respectivo pro-
fesor, Joao Braulio Correia da Silva.Commu-
nicou-se ao director da instruego publica e i the-
souraria provincial.
Dita.O presidente da provincia, tomanio em
consideragio a proposta do director geral da ins-
truego publica, contidana segunda parte do seu
officio de 30 de margo ultimo, resolve remover o
professor Manoel Joaquim Xavier Ribeiro, da ca-
deira de instruego elementar da villa do Brejo
da Madre de Dos para a do Buique, que se acha
, vaga.Fizeram-se as devidas communicages.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
i do-se com a proposta do Dr. cueto de polica,
resolve nomear o lente coronel Joaquim de
. Almeida Catanho, para o lugar de delegado de
.polica do termo de Cimbres.Communicou-se
! ao chefe de polica,
| Dita.O presidente da provincia, tondo em
vista o que propoz o Dr. chefe de polica em
i officio de 2 do correnle, sob n. 237, resolve con-
jsiderarvago o lugar de subdelegado de polica do
districto do Granito, no termo do Exu', e nomear
para esse lugar o 1. supplente, Manoel Floren-
cio de Aloncar. e para o de supplente do mesmo
subdegado Joac* Lopes Caminha.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
j Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que Ihe requereu otenente do 2.* bata I ha o de
iofaotaria da guarda nacional do municipio do
Recife, Cimillo Augusto Ferreira da Silva, e
tendo em vista a informagiodo coronel comman-
te superior ioterino da guarda nacional deste
municipio, do 1." do correte, resolve conceder
' ao mesmo tenente seis mezes de licenga para
tratar de seus negocios fra da provincia.
Dita.Os Srs agentes da Companhia Brasileira
de paquetes i vapor mandem dar passagem de
proa para o Rio de Janeiro no vapor Oyapock,
que se espera do norte, Francisco Manoel Fa-
cundo de Parias.
Dita.Os Srs. agentes da Companhia Brasi-
leira de paquetes i vapor mandem dar urna pas-
sagem de proa no vapor Oyapock, como passa-
geira de estado, Mara Thereza de Jess.
ultimo, na qualidade de recrutador as fregu-1 4210.Herculana Maa da Conceigio.Ficam
zias de Santo Antonio e S. Jos neita capital, os expedidas as convenientes ordens no sentido em
seis recrutas constantes da inclusa relagio, os!que pede.
quaes assentaram praga no exercito, segundo de-
clarou o coronel commandante das armas, em
sua informagio de hontem, sob n. 461.
Relagio que se refere o officio supra.
Andr de Souza Negreiros.
Lourengo Jos das Neves.
Manoel Traiano de Souza.
Thomaz Jos Maciel de Souza.
Miguel Archaojo de Santiago.
Joo Alfonso de Albuquerque.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.-'
Em vista das duas inclusas contas mande V. S.
pagar i direcgao da companhia de Beberibe a
quantia de 309200, em que importa o fornecimen-
t de agua feito i secretaria do governo e i re-
partigao das obras publicas nos mezes de novom-
bro do anno prximo passado i margo ultimo.
Dito ao mesmo,Mande V. S. pagar ao arre-
matante das obras do hospital Pedro II, Manoel
4211.Anna Thereza de Jess Informe o Sr.
inspector do arsenal de marioha.
42l2.?-Joao Sergio de Andrado e Mello.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria provincial.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do eommando das armas
de fernambuco, na cidade do
Recife, 6 de abril de 1861
ORDEM DO DIA N. 90.
O coronel commandante das armas faz publico
para cnhecimento da guarnigo a copia do aviso
do ministerio da guerra, que com o officio da
presidencia datado do 1 do correte lhe foi re-
mettido, e cuja integra o seguinte :
Copia. Directora geral. 2.* Secgo Circu-
lar.Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
Nescimento d Araujo, em vista do competente! guerra era 20 de margo de 1861.
certificado, a importancia da quarta preslagio, i Hlm. E* que elle tem direito, por haver concluido a quin- das que costumam occorrer no ajustameoto de
ta parte das obras do seu contrato, segundo coas-' contas dos officiaes que passam de urna para on-
ta de informago do director das obras publicas; tr" provincias por accesso ou transferencias, de-
de 21 de margo ultimo, sob numero 73. Com-' termina S. M. o Imperador, que era ambos os
municou-se i repartigao das obras publicas. i casos e '"es abone a gratifleagio addiciooal e
Dito ao director das obras militares. Haja e'pe sem interropgio, descontando-lhes uni-
Vmc. de formulare remetter-me com brevidade, carnete a etape correspondente aos dias que es-
ura orgamento da despeza fazer-se com o ea-' tiverem embarcados, se a viagera fr em parte ou
canamento do gaz para a illumioagio do quartel no l?di Pr n i cusa do governo, bera en-
do Campo das Princezas. : tendido que destas disposiges se exceptua o
Dito aos agentes da companhia brasileira de.lemP de licenga que fr concedido para a de-
paquetes vapor. Respondendo o officio que' a>0" no Pnl de partida, ou em algum ioterme-
Vmes. me dirigiram hontem, tenho a dizer que di. en> cujo caso sMe devero abonar os venci-
havendo sido remettidos em original essa agen- mentos declarados no aviso de licenga. O que
cia as portaras, de que trata o citado officio, em comraunico i V. Exc. para seu cnhecimento, e
virtude do que tiveram passagem os recrutas e ssim o fazer constar a thesouraria de fazenda
desertores nella mencionados, s podero agora P? que esta regule o ajustamento de contas
ser enviadas para o Qm indicado no msmo offi- TMl* das competentes guias, pelo que Qca deter-
cio, copias das mencionadas portarias. I minado.
Dito ao director do collegio do Bom Conselho.' Deus guarde V. Exc Margues de Caxias.
Sendo que esteja vago algum dos lugares de !Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
pensionista deste collegio, por Vmc. postos i mi-! Cumpra_-se. Palacio do governo de Pemambu'-
nha disposigo, recommeodo-lhe que mande ad-
de Gaeta, que sa
praga, nao solre-
pelas suas opinies
mitlir nelle o menor Julio, que para esse lira lhe
ser apresentado pelo commendador Joo Pinto
de Lemos.
Portara.O presidente da provincia resolve
conceder ao bacharel Antonio Fernandes Trigo
de Loureiro a exonerago que pediu do cargo de
escripturario da secretarla do governo, e nomeia
para o mesmo cargo o amanuense na mesma se-
cretaria, Manoel da Cunha e Figueiredo. Com-
municou-se Ihesouraria provincial.
Dita.O presidente da provincia resolve no-
mear a Fortunato da Silva Neves para o cargo de !
amanuense da secretaria do governo, que vagou '
pela nomeagio de Manoel da Cunha e Figueiredo
para o de escripturario da mesma secretaria.'
Communicou-se thesouraria provincial.
Dita.O presidente da provincia resolve con-
ceder ao Dr. Joo Alfredo Correia de Oliveira
Audrade a exonerago que pedio do cargo de
promotor publico desta comarca, e nomeia
Expediente do secretario do governo.
Officio ao 1 secretario da assembla legislati-
va provincial. Levei ao cnhecimento de S.
Exc, o Sr. presidente da provincia, quanto me
communicou V. S. em seu officio de hoje, relati,
vamente i eleigio da mesa, que tem de reger
os trabalhoa da assembla legislativa provincial.
O que communico V. S., a quem, aproveitando
a occasiao opportuna, tenho a satisfago de offe-
recer-me para quanto for concernente ao servigo
publice e ao particular de V. S.
Dito ao mesmo. S. Exc, o Sr. presidente da
provincia, manda remetter V. S., para ser pre-
sente assembla legislativa provincial, o balan-
go e contas da receita e despeza e o competente
orgamento da cmara municipal do Rio Formoso,
relativos ao anno financeiro de 18591860.
Communicou-se i supradila cmara.
Officio ao Exm. presidente da Parahiba. Pelo
officio que V. Exc. me dirigiu em 3 do correnle,
co 1 de abril de 1861.Leito da Cunha.
Outro sim, que approvou o eogajamento que a
4 do correte contrahio o Sr. 2 cadete do 2" ba-
talho de iofaotaria Joo Barbosa das Neves,
para servir por mais 6 annos, percebendo alm
dos vencimentos que por lei lhe competirem, o
premio de 4009, pagos no sentido do decreto e re-
gulamento do 1 de maio de 1858.
Assignado. Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alteres ajudante de ordens interino do eom-
mando.
EXTERIOR.
que esses empregados oceupavam antes do dia 7
de sotembro de 1860.
Art. 16. Sero providas de meios de transporte
todas as familias sicilianas existentes em Gaeta
que queiram retirar-se da praga.
Art. 17. Serio conservadas aos officiaes em dis-
ponibilidade que estio na praga as suas respec-
tivas pensoes, urna vez que estejam co harmo-
na com o regulamento.
Art. 18. As viuvas e orphos dos militares de
Gaeta serio conservadas as pensoesji concedidas
e serio recoohecidos os direitos que lhes assis-
tcm de pedirem de futuro quaesquer pensoes,
nos termos da lei.
Art. 19. Os habitantes
acham dentro da mesma
rara o menor incommodo
passadas.
Art. 20. As familias dos militares de Gaeta
que estio na praga, cam sob a protecgo do
exercito da ro Vctor Emraanuel.
Art. 21. Aos militares nacionaes de Gaeta,
que se retiraren) do estado por convenien-
cias particulares, lambem serio spplicadas as
disposiges especificadas nos artigos preceden-
tes.
Art. 22. Fica convencionado, que depois
de assignada a presente capitulagao nao deve
existir nenhuma mina carregada na praga, e so
de futuro se descobrir alguma, a presente ca-
pitulagao fica de nenhum effeito, e a guarnigo
ser considerada como tendo-se entregado
disertlo.
Ter lugar a mesma consequeucia se em al-
guma parte forem eocontradas pegas de arti-
llera encravadas, ou armas de proposito par-
tidas ou munigdes destruidas, a nao ser que as
autoridades da praga encontrera os criminosos
de taes actos, e osentreguem is autoridades pie-
montezas- Estes criminoso sero immediata-
mente fuzilados.
Art. 23. Ser nomeada pelas partes contra-
tantes urna coraraisso coraposta de um official
de artilharia, um do engenhara, um de mari-
nha, um de intendencia militar, ou um com-
missario de guerra com o pessoal necessario
para a entrega da praga.
Felo exercito sardo : o chefe d'estado maior,
o coronel J. Piola Caseli ; o tenente general
commandante em chefe do corpo de engenhei-
ros, L. P. Menafrea.
Vista, ratificada e approvada. O general do
exercito, commandante das tropas do cerco, Ci-
aldini.
Pela praga de Gaela. Giovanni dello Fruar:i,
tenente coronel, chefe do estado maior de ar-
tilharia; Robul Pasca, almirante da marioha
real; Francisco Amoncelli, geueral chefe do es-
tado maior.
Vista, ratificada e approvada. O governador
da praga de Gaeta, Fiancisco Milon, tenente
general.
naco do palacio da presidencia nos dias 7 de se- sob n. 1467, fiquei inteirado que por doente dei-
tembro e 2 de dezembro do anno prximo pas- xou de seguir para esta provincia no vapor Oya-
sado, visio nio baver inconveniente nesse paga- nock o capito promovido para o 9 batalho de
o mesmo cargo o bacharel Francisco Leopoldino
de Gusmio Lobo*Fizeram-se as convenientes
communicages.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernam-
cana mando dar transporte, por conta do minis-
terio da guerra, para a villa de Macu, no vapor
que segu para os portos do norte, ao ex-par ti-
cular segundo sargento Eneas Francisco Fernan-
des Caldas.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu a professora publica de instrue-
go elementar da cidade da Victoria, Guilhermi-
na Basilis3a de Oliveira e Silva, resolve conce-
Damos cm seguida, segundo o publica a folha
official de Turin, o texto da capitulagao de Gaeta :
Art. 1 A praga de Gaeta, o seu armamento
para 'completo, bandeiras, armas, armazens de plvo-
ra, equipamentos militares, viveros, equipagens,
cavallos, embarcages e em geral todos os ob-
jectos pertencentes ao estado e a adraioistrago
militar ou civil, sero entregues, sahida da
guarnigo, s tropas de Sua Magestade Vctor
Emmanuel.
Art. 2o Amanha s sete horas serio entre-
gues s sobreditas tropas as grandes e pequeas
portas da cidade do lado de trra. O mesmo
acontecer, a roapeito das obras de fortificago
adjacentes a,estas portas, o sobre tu do desde a
cldadella inclusivamente at a batera Transyl-
vania ; e alof d'isto ate torre Orlando.
Art. 3 Tola a guarnigo, entrando n'este nu-
mero os empregados militares, sahir d praga
ment, segundo consta da citada informago.
Dito ao mesmo Recommendo a V. S., em
additamento ao meu officio do 1. de margo ulti-
mo, que maude pagar sob minha responsabilida-
de, nos termos do art. 1." 10. do decreto de 7
de maio de 1842, a gratifieago de 159000 diarios
que marquei ao Dr. Jos Joaquim Gongalves de
Carvalho para ir comarca de Santo Anlo tra-
tar das pessoas pobres afectadas da febre ama-
relia, devendo outro sim, seren pagos ao mesmo
Dr. os vencimentos que lhe competirem, como
infantaria Jos Anselmo Rodrigues.
Dito ao mesmo. Cumpre-me participar V.
Exc. em resposl-uao seu officio do Io do correnle,
que ficam expedidas as convenientes ordens pa-
ra que pelo primeiro vapor, que passar para o
norte, seja remettido thesouraria dessa provincia
o saldo pertencente mesma thesouraria, e exis-
tente na desla. Officiou-se thesouraria res-
peito da remessa do saldo de que se trata.
Dito ao coronel commandante das armas.Re-
commendo V. S. que nao d destino ao recruta
cirurgiio do corpo de saude do exercito, durante Jos Manoel de Souza, que se refere a sua in-
todo o lempo em que esteve elle empregado na- formago de hontom, sob n. 458, at que lermi-
quella commisso. ne o prszo legal para prorar isengo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial. Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de providen-
Mande V. S. entregar ao thesoureiro pagador da ciar para que o quartel-mestre do 2o batalho de
repartigao das obras publicas, conforme requisi- infantaria se aprsente no almoxarifado do arse-
tou o respectivo director em officio de hontem,
sob n. 80 a quantia de 10:6809000 constante do
incluso pedido, para continuago das obras por
admioislrago cargo daqnulla repartigao no cor-
rente mez. Communicou-se ao director das
obras publicas.
nal de guerra para roceber os artigos que viera m
da corte com destino ao mesmo batalho.
Dito ao chefe de polica. Derolvo i V. S. a
conta que acompanhou o officio dessa repartigao
de 28 de fevereiro ultimo, sob n. 134, relativa ao
fornecimento de luz para o quartel do destaca-
der-lhe um mez de licenga com o ordenado para
tratar de sua saude.
Dita.O presidente da provincia, attendendo I com as honras da guerra,
ao que lhe requereu Joaquim Jos de Carvalho Art. 4" As tropas que compdem a guarnigio
de Siqueira Varejo, professor de desenho do ; sahiram com as suas bandeiras, armas e baga-
gymnasio provincial, resolve conceder-lhe tres i gens, e deporio depois as armas e as bandeiras
mezes de licenga com vencimentos para tratar de I no islhmo ; a excepgio dos officiaes, que conser-
sua saude fra da provincia. I vario as suas armas, cavallos ou o que possuam.
Dita.O presidente da provincia, conforman- Alm d'isto os officiaes podem Qcar com os seus
do-se com as propostas do director das obras pu- respectivos camaradas.
blicas datadas de 7 de fevereiro deste anno e 3 Arl. 50 Sahir|0 primero ,ropas estrangei-
do correnle mez, sob ns. 22 o 81, resolve crear ra9i Scguindo-se depois as oulras pela sua ordem
maisdous termos de cooservagao na estrada do de batalhi, com o flanco esquerdo na frante.
norte com a deoomioago de 3o e 4o, um termo | Art. 6<> A sanda da gurni?a0 da pnca ter
Dito ao mesmo.Em vista do competente cor- ment do deslricto Duas Barras no termo de
tificado, mande V. S. pagar ao empreiteiro Jos Serinhem, contar de 13 de outubro do anno
Mamede Alves Ferreira, a quantia de 15:8109, prximo passado at egual dia no citado mez de
que tem elle direito, por haverem sido recebidas fevereiro, afim do que seja ella reformada de con-
provisoriamonte as obras do 8. Unco da estrada \ formidade com a informagio junta por copia,
do norte, segundo consta do officio do director
da repartigao das obras publicas, de 16 de marco
ultimo, sob n. 69.Communicou-se ao supraci-
tado director.
Dito ao inspector de sade publica.Sclente
ministrada hontem pelo inspector da thesouraria
de fazenda, sob n. 245.
Dito ao mesmo.Restituo V. S. a relagio em
duplicata, que veio annexa ao seu officio de 30
de outubro ultimo, sob n. 1424, relativamente
do"que expe'vmc."em se"officio deontem'da- a,os 'encimemos dos guardas nacionaes destaca-
oa da Victoria e um finalmente na do Mangui-
nho, nomeando para o 3 termo da estrada do
norte a Evaristo Vieira Cavalcanti de Alququerque
Lins, e para o 4o a Joaquim Isidoro da Silva.
Dita.0 presidente da provincia, attendendo
ao que lhe requereu o bacharel Joaquim Theo-
tonio Soares de Avellar, juiz municipal a de or-
phos do termo de Ingazeira, resolve prorogar
por mais um mez com ordenado a licenga que
lhe foi concedida por portara de 10 de Janeiro
prximo fiado, para tratar de sua saude.--Fize-
ram-se as communicages do estylo.
Dita os Srs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor mandem dar transporte pira
a Baha, por conta do ministerio da guerra, no
vapor Oyapock, ao soldado Manoel Joaquim
Duarte, que vai reunir-se ao 8o batalho de in-
fantaria, a que pertence.Communicou-se ao
commandante das armas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao primeiro secretario da assembla pro-
vincial.O Exm. Sr. presidente da provincia
manda transmittir a V. S., para seren presentes
assembla legislativa provincial, 40 exemplares
do regulamento para o curso Commercial Per-! exercito napolitano, o regulamento contido no
nambucano. decreto real datado de aples de28denovem-
Dito ao mesmo.S. Exc. e Sr. presidente da bro de 1860.
provincia, salisfazendo ao q.ue foi exigido por par-! Art. 11. As pragas do exercito, soldados e ou-
te da assembla legislativa provincial em ofiiciol tras, apenas finde o praso em que sao conside-
de 8 de maio do anno passado, sob n. 56, manda i rados como prisioneiros do guerra, poderam dar
I lugar pela porta de trra, no d'ia 15 do correnle
as oilo horas da manha, de modo que termine
> as 8 horas da noite do mesmo dia.
Art. 7 Os doentes e feridos com o pessoal sa-
i nitario addido ao servigo dos hospitaes ficaro
na praga ; todos o's outros militares e emprega-
dos que flearem na praga sem motivo legitimo e
sem previa authorisagu, depois da hora marca-
da no artigo precedeute, serio considerados co-
I mo dosertores de guerra.
Art. 8 Todas as tropas que compem a guar-
< nigo de Gaeta sero consideradas como prisio-
| neiras de guerra ate que a cidadella de Messina
o a fortaleza de Cvitella del Tronto se rendam.
Arl. 9 A todos os officiaes e empregados mi-
litares nacionaes que capitularam sao concedidos
dous mezes de sold pela tarifa do tempo de paz,
devendo dous mezes depois de seren postos em
liberdade, on antes, se quizerem, declarar se
tencionam ficar fazendo parte do exercito nacio-
nal ou retirar-se do servigo. Aquellos dos offi-
ciaes que maniestarem o desejo de entrar para
o exercito nacional ou passar a disponibilidade,
sor applicado, como aos outros officiaes do ex-
ROTA DO MINISTRO DOS NEGOCIOS ESTRANGEROS DO
RE FRANCISCO II.
Senhor : As rases que deram em resul-
tado a capitulagao de Gaeta, foram em parte po-
lticas e em parte militares.
Entre as rases polticas figuram a hostldade
systematica da Inglaterra, a resolugo altamen-
te manifestada pelo imperador dos francezes de
manter o principio da nao intervongo, e flaal-
mentc a inacgSo das outras potencias, rases es-
tas que nao deixavam espersnga alguma de um
prompto auxilio.
Quanto questio militar, a praga tinha sof-
frido muito com o bombardeamento prolonga-
do, os typhos faziam estragos na guarnico, a
artllheria inimigaera superior da praga, {orara
abertas duas brechas pela exploso dos paioes
(exploso a que a traigo nio foi extranha), e
ao mesmo tempo que os meios de atlaque de
que dispunham os sitiantes augmentavam em
grande proporgo, diminuiam todos os dias os
recursos da praga.
Foi n'estas circumstan apenas se podeaia prolongar por alguns dias e a
custa dos maiores sacrificios, que o rei en ten-
deu dever proceder mais como soboraoo e como
pae do que como general, poupffbdu os ltimos
horrores do sitio as tropas que estaram proroplas
a derramar todo o seu sangue pelo cumprimenlo
do seu dever de subditos e desoldados.
Porm os fados que da parte dos piemonte-
zesacompanharam as negociages teem um ca-
rcter que devemos mencionar. O general Cial-
dini nao quiz suspender as hostilidades durante
as negociages. Durante tres diascobriu a praga
de bombas e de metralha. Todas as coodices
estavam j decididas : s faltava para comple-
mento da capitulagao, a transcripgo do texto
d'este extenso documento, e as formalidades da
assignatura ; e as bateras piemontezasespalha-
vam anda a morle em Gaeta, e a exploso de
ontro paiol soffocava, debaixo de suas ruinas,
officiaes e soldados.Acceitae, etc.Casella.
[Jornal do Gommercio, de Lisboa.)
tado, tenho i dizer em resposta que, cumpre que
Vmc. procedendo s necessaras indagagoes, in-
forme se a febre amarella se ha desenvolvido na
villa da Escada entre os nacionaes, e qual o ca-
rcter e iotensidade. que tem tomado esse mal.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. admitlir na companhia de aprendizes desse
arsenal o menor de nome Abilio Francisco de Lu-
na Freir.
Dito ao mesmo.Informe Vmc. com urgencia,
se est prompto o fardamento, que por aviso do
ministerio de 7 de Janeiro ultimo se mandou
manufacturar nesse arsenal para o 8. batalho
de infantaria, e no caso negativo providencio,
para que esse fardamento se complete quanto
ates, afim de ser remettido ao mesmo batalho,
conforme requisitou o Exm. presidente da Babia
em offigio de 20 de margo ultimo.
Dito ao director das obras militares.Em vista
do officio do commandante do 10. batalho de in-
fantaria, constante da copia junta, haja Vmc. de
providenciar de modo evitar o perigo, que
ameaga o telhado do quartel d'aquelle corpo, con-
forme declara o referido commandante. Corama-
cou-se ao commandante das armas.
Dito ao director das obras publicas.Concedo
a aulorisago que Vmc. pedio em seu officio de
feonlem, sob n. 78, para mandar lavrar o termo
de recebimento definitivo das obras do 7. e 8."
langos da^estrada do norte, por haver o respecti-
vo arrematante cumprido com as condicOes,
dos na villa do Ex durante o mez de agosto do
anno prximo passado, visto j se acharem pagos
taes vencimentos, segundo consta de informago
da thesouraria de fazenda datada de hontem. sob
n. 248
Dito ao conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fi-
gueiredo. Pelo seu officio do Io do correte,
fiquei inteirado de haver V. S. naquella dala
passado o exercicio de delegado da repartigao es-
pecial das Ierras publicas, por ter de ir lomar as-
sento na cmara temporaria, ao official dessa re-
partigao Francisco Gomes Velloso de Albuquer-
que Lins.Communicou-se a Ihesouraria de fa-
zenda, e respondeu-se ao mesmo Velloso dizen-
do ficar a presidencia inteirada de se achar elle
em exercicio.
Dito ao capito do porto. Fago apresentar a
V. S., para ser inspeccionado, o recruta Aotero
Silvestre Correia da Silva.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da inclusa conta que vai coberta com
copia da informagio do capilio do porto, mande
V. S. pagar a Manoel Figueiroa de Parias,
quanlia de 1459890 rs., proveniente de annun-
cios mandados publicar por aquella capitana no
Diario de Pernambuco, nos mezes de Janeiro i
margo deste anuo.
Dito ao mesmo. Recommendo V. S. que
mande pagar ao tenente Joio Adolpho de Souza
Brrelo, a importancia das gratiQcages que lhe
compelen), por haver capturado no mez de marco 1 publicas.
remetter por copia a V. S. as informages minis-
tradas pelas cmaras municipaes de Caruar e
Bonito acerca do projecto n. 18, nio indo os do
juiz de direito, que se pediu, por nio terem vin-
do al o presente.
Remetteu-se tambem copia da informago
dada pela thesouraria de fazeuda sobre a quan-
lidade de assucare algodo de outras provincias
importado e beneficiado nesta, conforme exigi a
assembla provincial e se ve do officio de V. S.
de 2 de abril do anno passado, n. 32.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda enviar a V. S. para serem pre-
sentes a assembla legislativa provincial o incluso
regulamento e artigos de posturas que a cmara
municipal da Victoria prope a mesma assem-
bla.
Dilo ao Dr. Jos Soares de Azevedo.O Exm.
Sr. presidenlo da provincia manda declarar a
V. S. que pelo seu officio do Io do eorrente, D-!
cou inteirado de baver V. S. naquella data entra-
do no exercicio das funecoes de director interino
da instruego publica.
DESPACHOS DO DIA 4 DE ABRIL DE 1861.
/ieguerimaniof.
4205. Maximiano Francisco Peixoto Duarte.
Passe portara concedendo a licenga pedids.
4206-Manoel do Nascimento de Araujo.--Di-
rija -se a thesouraria provincial.
4207.Joo Pinto de Lemos.Dirija-so ao di-
rector do collegio do Bom Conselho.
4208.Joao Alfredo Correia de Oliveira.--Tasse
portara concedendo a exonerago que pede.
4209.Jos dos Prazeres do"Espirito Santo.
Informe o Sr. director 4? reparticio das obras.
baixa se tiverem completado o lempo de servigo.
Todos, iodistinctamenle, quando termine o praso
em que sao considerados prisioneiros de guerra,
recebero dous mezes de sold ou vveres, e
urna gratifieago para que possam voltar sua
patria.
Arl. 12. Os officiaes que quizerem continuar
ao servigo no oxercilo nacional sero sdmittidos
com as suas patentes urna vez que prehencham
as condiges requeridas para isso.
Art. 13. conhocido aos officiaes, officiaes
inferiores e soldados estrangueiros que faziam
outr'ora parte dos cinco corpos suissos tudo a-
quillo a que teem direito segundo as antigs ca-
pitulages e decretos posteriores ate ao dia 7
de setembro de 1860. Aos officiaes,officiaes in-
feriores e soldados eslraugeiros que entraren pa-
ra o servigo, depois do mez de agosto de 1859,
nos novos corpos, e que nao faziam parte dos
corpos antigos, concedido tudo quillo a que
teem direito em virtude dos decretos de orgaoi-
sago desses corpos, anteriores ao dia 7 de se-
tembro de 1860.
Art. 14. Todos os militares velhos, doentes ou
invlidos, qualquer que seja a nacionalidade a
que pertepgam, sero accolhidos nos depsitos
dos invlidos militares, a nao ser que prefiram
retirar-se para as suas familias com urna penso,
que ser fixada, segundo aa leis existentes do
antigo reino das Duas Sicilia*,
Art. 15. A todos os os eir,pregados,civis, tanto
napolitanos como sicilianos, que estavam em
Gaela e perteogam ao ramo administrativo ou
judicial, reconhece-se o direito de se retiraren}
do exercicio das suaa funecoes, e por coasegoin-
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Paris 7 de margo de 1861.
Meu caro correspondente. Os tactos principa-
es, de que pretendo oceupar-me, sao os seguin-
tes :
Discusso sobre a resposta falla do throno
uas cmaras francezas.
Novas contestages pro e contra entre os se-
nadores e bispos a respeito da questio romana.
Titulo de rei da Italia conferido unnimemen-
te a Victor Emmanuel pelo senado de Turin.
A Austria constitucional.
A Russia preoecupada, alem das questes so-
bre a emancipago dos servos, com os receios
que lhe inspira a nova allitude da Polonia, des-
pertada de sbito nestes ltimos dias no senli-
mento da sua nacionalidade.
A sessao das cmaras francezas prosegue na sui
marcha. Por c, como no proprio parlamento
de Turin, os negocios da Italia vo oceupando a
alleugo.
De ha muitos dias que se esperava em Paris, e
em diversos outros pontos da Franca, com im-
paciencia a resposta ou discurso do throno, tan-
to por parte do senado como do corpo legis-
lativo : esse documento porm tem sido justa-
mente censurado por nao exprimir com franqueza
como o pedio Napoleo III, a opinio dessas.
duas assemblas a respeito dos interesses goraes
do paiz.
O projecto de resposta do senado escripto
n'um estylo pretenciosamente lisongeiro. De-
pois de ter declarado que tudo na Franca mar-
cha da melhor forma possivel, esse documento
trata dos negocios da pdoinsula de urna maneira
asis conclodente, e que bem necessitava de ex-
plicages n'uma discusso ulterior. Eis aqui o
que nelle se l a esle respeito :
< Dous interesses de primeira ordem, queV.
H. pretendeu conciliar, se chocaram nio obs-
tante entre si: a liberdade italiana se acha em
luta com a corte de Roma. O systema de nio in-
tervengio, o melhor systema psra prevenir as
conflagrages geraes, cerrar o campo das nos-
sas antigs rivalidades com a Austria ; e se ape-
sar dos sinistras preicges, urna guerra europea
nio rebenlar -ai primavera, ser porque V. M.
conserva-, j0.gB em Qrme e labia allitude tem
da reaego. A Italia deve lembrar-se sobretudo
que o catholicismo della tem confiado o chefe da
egreja, o respresentante da maior forga moral da
humaoidade : os interesses religiosos da Franca
assim Ih'o pedem, e as recordsges amigaveis de
Magenta*e de Solferino nosdeixam esperar que a
Franga ser alleodida. Porm as nossaa mais
Ames esperangas se acham depositadas as raaos
tutelares e infatigaveia de V. M continuaremos
a depor nossa conQanga no monarcha que pro-
tege o papado com o estandarte da Franga, que
o assiste as suas prorages, e que so tem sa-
bido constituir para Roma e para o throno pon-
tifical a sua mais fiel e mais vigilante senti-
nella .
O projeclo de resposta do corpo legislativo foi
lido a 27 de fevereiro: elle resseate-se do mes-
mo inconveniente daquelle do senado pelo seu
tora de lisonja sem reserva, e pela ausencia de
um appello inlcitiva imperial a proposito das
necessilades do paiz. Esse documento encerra
a expresso de ardenles votos pela conservago
da paz e tratando da grande questo italiana, que
ha tanto tempo traz suspensa a tranquilidade eu-
ropea, assim se exprimo .
Senhor, o interetse nacional e tradiccional,
que nos conservamos pela Italia, se ha manifes-
tado pelos enrgicos e gloriosas exforgos que V.
M. tem feito frente dos nossos exercilos em fa-
vor da libertago daquelle paiz. O corpo legis-
lativo, associaodo-se ao respeito queV. M. mos-
trou pelos votos dos povos italianos, aprova a
sabia reserva que tem mantido a Franga sobre
o terreno dos tratados em relago ao direito das
gentes e da justiga, e que, sem prejudicar as
sympalhias que V. M. merece s nages que so
despertara, nao tem todavia associadoa poltica
franceza a actos reprovados. Senhor, os docu-
mentos diplomticos, e a ultima remessi de tro-
pas para Roma em circumstaocia to critica
sao suficientes para provar ao mundo ioleiro os
constantes exforgos de V. M. em assegurar ao
papado a sua imdependencia, e garantir a sua so-
berana temporal, tanto quanto o permitiera a
forga das circumstancias e a resistencia sabios
couselhos. Assim praticando V. M. tem fiel-
mente preecchido os seus deveres de primog-
nito da egreja, correspondido nao s aos senti-
mentos religiosos como is tradieges polticas
da Franga. Quanto a esta questo importante o
corpo legislativo confia int-iramente na sabedo-
ria de V. M. bem persuadido de que as futuras
eventualidades Y. M. se deixar aempre inspirar
dos raesmos principios e dos mesmos santimen-
tos sem desanimar com as injustigas que nos af-
fiigem .
Estas duas resposlas, como se v, sao actos da
absoluta confianga no governo imperial : mas
era isso o que pediam aos principaes corpos o acto
de 24de novombro e o discurso de 8 de fevereiro?
Nao, certamente. Pedia-se-lhes urna discusso
refioclila, independenle dos actos do governo,
pedia-se-lhes conselhos reaes e efficazes, de na-
tureza til que podessem servir de normas, pedia-
se-lhes exclarecimentos e soluges, e eis que a
resposta fui: O que Cuerdos ser bem feito l
Os autores desses dous projectos de resposta
comprehenleram bem o alcance das reformas es-
peradas pelo paiz em virtude do acto de 24 do
no ve ai bro ultimol as graves questes internas e
externas nao souberam achar mais que urna pa-
raphrase intil e ociosa do discurso da cora.
Quantas esperangas iliudidas I Que decepg
para aquellas que viam de ante-mo surgir cam-
pees denodados da causa do liberalismo, son-
dando a brecha que o governo por si mesmo ti-
nha feito as instluices destes ltimos annos.
O nico recurso limitou-se pois aos debates o
discusses, aos incidentes e emendas. No corpo-
legislattvo os membros da opposigo liberal es-
pecialmente reclamaram contra a lei de seguran-
ga universal, e contra o rgimen arbitrario im-
posto i imprensa, pela vida dos poderos muni-
cipaes, pelasinceridade das operages eleitoraes,
e pelo respeito ao suffragio universal.
No senado o marquez de Rochejaquelin pre-
tenden justificar plenamente a corle de Roma :
o bario de Heeckeren represenlou a grandeza da
Franga como solidaria do papado : M. Pietri
procurou sustentar que a csusa do poder tem-
poral do soberano Pontfice era urna canua deses-
perada. Em seguida o principe Napoleo fez
no raesmo sentido um discusro de tres horas o
meia ; tratou a questo italiana em todos os
seus pontos, descriminando-os uns dos outros.
Os ducados. aples, Veneza, Roma foram suc-
cessivamente examinados. O principa apresen-
lou o Piemonte na atlernativa ou de perecer
miseravelmente victima de urna reaego austra-
ca, ou de fazer triumpbar a revolugo em toda a
Italia, e de reuni-la toda sob osceptroe estan-
darte de Victor Emmanuel: censurou por um
lado o Sr. de Cavour por nao ter altamente con-
fessado que tomava a si a expedigo de Garibaldi
e por outro lado desculpou-o, atienta a raso
decisiva de que era para temer-se ao mesmo
lempo a hoslilidade immioente da Austria o as
disposices' enlo ante-unitarias da Franga :
n'uma situago to complicada s os tactos con-
sumados podiam absolve-lo, e assim pois ello
marchou com prudencia, pelo que merecou a
approvago de quasl toda a Peninsula:
res.'.Mido i cegueira das paixes arderles, da
Quanto Roma, o principe depois de ter de-
monstrado todas as provasda resistencia daquella
corte, preotendeu mostrar o poder temporal dos
Papas como o derradeiro obstculo unidade da
Italia, e obstculo in-uffienciente para resistir
aos votos de urna grande naco : chegou at ao
ponto de dizer que jolgava muito possivel o neu-
tralisar-se urna parte da cidade eterna, az:r
della o dominio livre e particular do Papa, aban-
donando-so a oulra parle a Victor Emmanuel o
ao parlamento italiano.
Qualquer que possa ser a opinic verdadeira
sobre lo grave assumpto, deve-se todavia fazer
ao principe Napoleo a justiga de que entre tan-
tos oradores foi elle pelo menos o nico que fe-
rio a questio, e aprofundou-a, desviando-se dos
subterfugios, das Dcges e thesesconvencionadas.
Tambem nio houve quem duridasse de que urna
maoifestago desse genero nao fosse o presagio
das tendencias prximas das poltica do governo
francez.
O cardeal Matheos defendeu a cansa do poder
temporal dos Papas, e foi Mr. Billault, ministro
sem pasta, quem se encarregou de responder-lhe.
No dia seguinte o procurador geral Dupin sus-
citou urna discusso 3obre assumpto de que mui-
to se tem ltimamente preoecupado o mundo fi-
nanceiro, isto a priso do bmqueiro Mires,
que, i testa de urna grande associagio industrial,
pusa por ter angariado protectores poderosos in-
dignados como suspeitos. Mr. Dupin quiz quo
na reaponta i falla do throno se locasse noa ex,-
cesse-s commettidos pela agUitagem, e quo fossom
ahi forteraente conderanados.
No mesmo dia appareceu no Monitor um rea-
torio dirigido ao imperador por Mr. Delangle, mi-
nistro da justiga, e neste relatorio se assegura*
va qne a intengio do governo era esclarecer esso
negocio o mais possivel, e prender assim como
punir os culpados sem altengio is pessoas.
Na mesma occasiao em que no senado a discus-
| sio ae tomava forte, urna outra discusso ae em-
empenhava noseio do clero francez sobre a ques-
tio romana. A brochura do visconde de Lague-
ronniere foi o signal dado para que os prelados
descessem ainda urna vea & arena das discusses;
te o direito a urna pento equivalente poslcio', nt]tmi forma que n&o tem cedido as e*igenpls Mr* Dopauloup, bispo, de Ofleaos, foi o pnmewqt


m\ u Jiiifi i ms m
IAR10 DI
que ah se precepitna, conjurando, o autbc
brechara official a deduzir ascoaeluiio qoe <
lor da
qoe tratu-
pira ern cada urna das paginas "o seu escripto,
e que todava elle deixouencoberta a'um reti-
cencia intencional, o voluntaria, l'd-se to-
dava dizer que essa carta dodaipo de Orleaos
ao tacenJe de Lagueraajniero^oa primeira bro-
chara do clero, tato pelo menos o mrito muito
roda franqueza e preciseo Ella aprofunda as
sjaeales, explica as reticencias desnudando as
aaetophorat. e .frisando as cooseqnencias com
ana lgica apsiionadaje clareza de dednecio
qoe nao deiiam o menor equivoco: e por si mes-
constilue um grande pasto pata a queslio ro-
soana, azendo-a sabir desea hcsiiaco alternada
entre duas solugoes contradictoria?, que da bro-
chara do Sr. de Lagueropnicre passou para a res-
posta das duas cmaras, a para todas as urgu-
xnentacoes damareosa scmi-official.
Infelizmente'porem para o prelado elle se eu-
caminha a urna solacio diametralmente opposta
410 seu proprio principio. Dividido entre dous
nlerssses oppostos a emaocipacao italiana e o a
conservado do podtr temporal o -governo frarr-
cez se poz a ganhar lempo, e a conjurar os ma-
les irraparavtfs.
A cada passo que dava a Italia para a sua vni-
cacao elle procurou arrancar a santa s sua
poltica sera resultad* : porem tem elle a culpa
de que o soberano que reina en Roma seja olha-
do na Italia como n obstculo aos deslios da
patria commum ?
E qtial -6 esse poder temporal a que prtendem
ligar o futuro do catholicismo ? Um Ihrono ar-
ruinado qoe catiir infallivelmenle desde o dia
m que lhe faltar a-gaarnico estrangeira para
protege-!.
Fallam de independencia e de soberana : mas
acaso possue urnae outra cousa esse-santo e au-
gusto v-elho gurdalo por estrangeiros que nao
esto ao seu salario, nem ao seu mando, e de
acra poderia vir ,a ser prisioneiro se se desse
ualquer desavenga ? Nao conservar que se
nev dizer, mas sim ressuscilar o poder tempo-
ral. Naose cream, nao se restaurara poderes, ro-
oohecem-nos quaodo elles existem ; porem
quando a vida os deixa s Deus lh'a pode res-
tituir, es homeos nao que nao o podem.
Depure da biochurado Sr. bispo de Orleans, o
Lipo de Montauba* e o de Poitiers publicaran)
tambem as suas pistoraes no mesmo sentido, e
se possivel, com argumentos mais vehemen-
tes ainda, e phrases taes como esta : A' nos-
as* ollios a trra se agita entre dous grandes par-
tidos ; de um lado o partido do Jesus-Christo e
da igreja, do outro o partido do ante-ehristo c
da heresia, ou da revolucio*que o termo extre-
mo da heresia.
O arcebispo de Tours, e o cardeal arcebispo
-do Lyon baixaram igualmente as suas pastoraes.
De todas porem s a do bispo de Poitiers foi de-
nunciada ao conselho de estado por causa da vio-
lencia da sua linguagem, eepecialmente por cau-
sa de ama igualoade que elle estabelece entre a
conducta de Pondo Pilatos na paixao de Christo
a ailitude de Napoleo III era face das conjec-
turas em que hoje se acha Pi IX. Esta denun-
cia contra o bispo de Poitiers ao conselho do
estado suspendeu m tanto a crusada pregada
pelos outros membros do clero (ranee/.
O parlameiilj.italiano tem conlinuado nos seus
trabalhos. O Sr. detavour no senado expoz que
o reino itlico hoje um tacto consumado, que
leve ser sanecionado perante os povos italianos
e perante toda a Europa que um voto solicito e
urgente poria ftm a lutas interminaveis, e con-
signara a primeira pagina de urna nova historia
nacional : e concluio o seu discurso aposentan-
do aos senadores um projecto de lei sobre o ti-
tulo de rei da Italia, queconvinha ar-se Vc-
tor Emmaouel. O projecto passou, sendo vota-
do com enthusiasmo pela maioria de 129 votos
contra 2. Este facto suscitar sera duvida algu-
xnas dilOculdades diplomticas. Como as velhas
realezas acolhero o representante do novo rei-
no ? Nos seus limites actuaes, isto menos s
Venecia e os territorios submettidos aulorida-
de pontifical, o novo reino da Italia comprehen-
de, segundo os ltimos recenseameutos, ama
populaco de 21,092,000 habitantes, o que o col-
loca entre as potencias cima da Prussia e da
liespanha. Depois de numerosas discussoes no
conselho dos ministros ra decidido que Viclor namos fueram-se'varios appellos ao pvofcov-
raaras o acorador nao poder recusar 'jua sane-'
Jio imperial s leis por ellas votadas ; os nego-
cios abre que versaro as suas deliberares
sao ; urganisacao dos orcamentos, leis concer-
nenles aos imposto*, eraprestnos de estado,
verificae.o das dividas publicas, exame das coa-
las de receita espesas le. O presidente e
vice-prtaidente tanto da. cmara Ha, como da
camera dos deputados, serio de nomeagao do
imperador e tirados de entre os membros das
sesmas amaras. A representaban do imperio
teri o titulo de conselneiro do imperio. Para
a Hungra, Peusilvania, Croacia, e Esdavonia,
ficam'emvigor as constituirles restabelecidas noi
limites do decroto de ouiabro : pelo quo res-
peita as outras provincias a constituico Ibes
dar estatutos proviaciaes. Os negocios que to-
care ao paiz em geral sao da competencia do
conselho do imperto; o aqnIUs que perloncem
ts provincias sao da atlrihaioo das respectivas
dietas. O conselho de estado permanente, que
se achiva fundado, supprimido, e ordenada a
creaco de novo conselho.
Se o imperador Francisco Jos outhorgou
seus povos urna constituico liberal no empenho
sraente de firmar a pac interior vista das even-
tualidades exteriores, pode multo bem ser qae
anda desta vez nao attinja ao Gm desojado. A
Prtue de Vitnna entre outros orgos tomoa si
o cuidado de fazer urna critica bastete forte ao
novo estatuto, sustentando que a constituico de
fevereiro nao estabeleceri o rgimen constitucio-
nal na Austria senio provisoriamente, e censu-
rando-a por nao ter'formulado com-mais clareza
os principios da liberdade nacional, por ter dei-
xsdo em silencio ludo o que oiz respeito liber-
dade individual, da imprensa, egualdade de
todas as communbes, e a responsabilidade dos
ministros.
Quauto Hungra, numerosos indicios fazem
prever que ella se nao accommodar ao estatuto
constitucional. Os Magyares o acolheram com
descontentamento geral: acham que elle leva em
pouca conta as suas inmunidades, pois que im-
p6e nacjio hngara o dever de enviar represen-
tantes ao parlamento austraco. Em summa elles
nao querem pornenhum prejo abandonar o ter-
reno da constituico de 1848.
Prevendo prximos acontecimeotos, Kossulh
encommendra recentemenlo em Londres........
200:000:000 de francos em moeda com as armas
da Hungria. O embaixador austraco instruido
desse faci citou Kossuth para os trlbunaes iogle-
zes em nomo do imperador Francisco Jos. E'
este um processo talvez que nico nos fastos ju-
diciaros
Parece bem assentado que o governo russo por
muito de que enlreter-se com os negocios inte-
riores pouco poaer cuidar nos grandes aconteci-
meotos externos que por ventura venham a pro-
duzir-se. A sua especial attencao 3e acha absor-
vida na emancipago dos servos.
A commisso encarregada de elaborar essa im-
mensa transformacao social nao tem redigido mo-
nos de 21 grossos volumes conlendo mais de
16,008 paginas : porm todos os seus esforcos,
bem como os das commissessuperiores, nada tm
podido conseguir nao ser descontentar egual-
menle os nobres e os camponezes. Us nobres
constrangidos ceder parte de suas trras s com-
munas se julgam offendidos nos seus direitos : as
commuoas queixam-se j dos cargos pesados qne
llies querem impdr: os campooezes receiam, nao
sera razo, que a emaocipacao nao lhes redundo
u'um accrefciino de oppressao e de miseria". Ma-
nifestara-se, pois, na flussia, pelo menosjjl S.
Petersburgo, symptomas de desconteiitameaKgue
causam bastantes receios ao governo.
Derarn-se alm disto graves acontecimeotos em
Varsovia : a 21 de fevereiro a sociedade agron-
mica, que celebrava a sua quarla sessao annual,
adoptou por unanimidade de votos em presenca
mesmo do mioistro do.interior, e contra o pro-
gramla do governo, urna medida tendente a per-
miltir aos camponezes a propriedade do solo.
Esta medida foi acolhida com enthusiasmo por to-
das as classes da populaco. A sociedade agro-
nomici conta 4,000 socios todos propnetarios, e
est em relago com instiluigos anlogas crea-
das na Polonia austraca, e no grao-ducado de
Posen.
Ainda sob a impresso da medida que raencio-
MttrUMlOKO,
luda depositar con
SEGUMDl fEUU DI ABRIL E l|l,
T'TT
~J. "f8!"81^ wsluoTa depositar confianca na O Sr. Pereira de Brito :-[Nio devo'.veu seu dis-
meza qoaado se trata dessas BomtMces, oqs otmo.) u
me parece mulo justa porqae estando toda a OIDEM DO DIA.
La* V"8 l iecret"|,?" ^ 1*-Secretario declara qae val se proceder
.-7? '" "f^"* P9r" 6 l '"''"ftW iagiitfft-^proieclo n. 19 de 1860, quePeleva
tanto man quanto nem toda a mesa temibter- calhegoHa de cidade a villa da Escada. cuja vo-
vento naa negocias da secretarw, e nicaaeule lacio ficarahanlaam empatada
o Sr. 1 secretario qucaaali dispem o exped- E' aapravado
ente, e quem responde i eatt quaodo se lhe p- Eura em 1 scusso o projecto n. 18 de 1854.
dem qo.aesq.er ioformaeoes sobrenlla. que crea ama exposicao agrcola e artstica em
PartmJo de urna regra-geral parece que ludo eertaaomos ai provincia
quan to yem_ i assembla devendo soffrer dio- E' lido, apoiado e entra em discussio o seguin-
cusso, tambem um negocio emelhante deveria te reqoerimento *
ser discutido, entretanto o renimeoto nada dU- Bequeiro que fique adiado o presenta pro-
outro erados ^^^^ i^por um me, J s. R_AfIoL de aL-
Tr'an^oaedeputado.qaeq.ndo se trata nflS^t B^.?Sfr
danomeacao de continuos e porteiro .que o rigi mesa o meu nobre triSl afl Affnnan
SSTK 8 COlnmW?80 dKe PHci S~- *? o nao pouo delV pSsar sem gumas
bencta de sua nomeaoao, sobre o caso presente consideraedes o que se l nosse reaueriment,,
nada diz e eu da prate seguida nada sei. A nrim.ir ISSSiStTS. "i"6."?*,???
Emnianueltomsria o titulo de Vctor Emmanuel
JI rei da Italia, o nao o de Vctor Emmanuel I,
e fui supprimida a formula Pela Graca de
Deus
Nao tero lnvdo successo to repentino como
esle : nao ha aioda seis mezes que a Italia era
censurada, e al ameacada por toda a Europa ;
nao ha ainda seis mezes que se julgava immi-
nente a formicao de una uutra sania allianra
para faze-la voltar ao seu nada. E hoje a Pru's-
eia liberal a corteja, e busca ja a sua allianga
poltica, ao passo que a Prussia official se apro-
xima delta, e assiste abertura do parlamento
italiano na pessna do seu embaixador M. Bracier
-de S. Simo, revestido de grande cordo da or-
dem de S. Mauricio e de S. Lzaro. A Russia,
ao que parece, segu j o mesmo caminho, e
procura tambem fazer a sua paz ; ella parece
j enchergar na uniJade da Pennsula um cam-
po aberto aos seus designios politicos no oriente
e ao seu ceraraercio, mediante urna allianga in-
tima com a Italia. Esquadras russas virio ao
Mediterrneo na prxima primavera, e encontrao
em um dos portos da Italia meridional todas as
facilidades j concedidas marinha russa em
Villa- f ranea.
Francisco II nao deixou ainda Roma, e sup-
poe-se que se prolongar a sua residencia ali.
Corre que seu intento dirigir s potencias um
memorial em que protestar contra a oceupaco
piemonteza, e pedir sobre ludo a reuoio de
um coogresso para julgar em ultima instancia os
successos que acabam de trastornar, a face da
llalla. O memorial pode ser provavel, o coo-
gresso porm urna cousa rnpossivel, e de mais
i vista da adheso por parle de todos os gover-
nos europeus o que fazia um coogresso senao
registrar os factos consumados?
A bandeira de Francisco II flucta anda so-
bre os muros de Messina e de Cevitella del
Trooto.
Em Messioa o general Fergola respondeu s
torgas peraontezas ali reunidas para lomar a
praga : que elle era militar, que Uessina lhe
fura confiada, que o rei seu amo n5o lhe trans-
mittira crdem para entregar essa cidade, e que
por conseguinte era da seu dever levar ao ex-
tremo a defeza a mais obstinada. -Esta respos-
la do general Fergola digua de um bravo mi-
litar ; mas como que Francisco II, abando-
nando Gaeta por hunanidade e para poupar
maior effusio de um sangue precioso, nao Irans-
millio ainda para Messina as suas ordens aGm
de prevenir os horrores de urna lula intil de
hoje avante? Como que ello se demora em
proounciar-se, e affaslar do si a reponsabilidade
dos aconlecimentos dolorosos de que aquella ci-
dade podo ser o theatro de urna hora para outra ?
Tem-se fallado muito nestes das de urna al-
terarlo importante no syslema das alliancas
europeas, e de urna quebra mui grande as re-
lacoes aoglo-francezas pelo motivo de divergen-
cas na queslio oriental, a mais perigosa tavez
de todas as questes cuja solucao buscam os go-
cemos e os povos. O oerto que apesar da m
vontade britannica a cooferebeia de Pars acaba
de decidir que as tropas franeezas continuaro
a oceupar provisoriamente a Syria al o Io de
maio. Em Londres a opinio publica vg a Fran-
ca voltar seoslas Inglaterra para eslender as
roaos Russia, e acha a prova disto oa attitu-
de tomada por esta ultima potencia a respeito da
oceupaco da Syria : receia ella que haja urna
convencao secreta que autorise o Czar a inrer-
ir de um lado na Bulgaria, de oatro na Arme-
nia lurca, e sobre tudo receia que haja um
plano decidido entre as duas potencias, Russia e
Franca, para de commum acord regnlarem toda
a queslao oriental. Tudo isto nio passa talvez
de um terror pnico da Inglaterra : urna allianca
austro-ingleza difcil as circurostaucias
actuaes, mas nao impossivel e seria mesmo
trerosirailhante se o gabinete Palmerston-Russell
fosse derribado pelo partido tory.
A Gaztta de yienna puWicoa floalmente o
texto do eslatutulo.constitucional do imperio, e
a le fundamental sobre a representacSo do paiz.
Haverio duas cmaras, urna dos senbores, e
outra dosdepulados. A primeira ser compostal
eos archiduques, dos chafes das principies fa-
milias da nobresa de ledas os paizes da monar-
-lajd08 8'cebi,PP o hispes qne goso da dig-
xuda.de Jaa. Principes, e de outros homeos de
manto do imperio. A segunda ser compesta de
*4d depotados ; d'enlre esta* 85 reprezentaro
m^^u.' a* aera noado pela dieta. As
S-tmnMuL "1 d! aihliva : lados os direitos
25EfTrtl C0nPK"ia ao conselho do
impono. Otiaado se der o cordo das duas ei-
dando-o para celebrar o dia 25, aniversario da
batalha de Grochow, dada aos Russos em 1831
pela Polouia sublevada. Nesse dia pelas 7 horas
da tarde consideravel multido concorreu s egre-
jas e praga da antiga capital com tochas acce -
zas. O clero convidDu a multido ajoelhar-se e
pedir pelos raortos em Grachow; os cnticos fo-
ram entoados: nesle momento as tropas accom-
metteram o povo que resistiu ; houveram morios
e feridos ; a exasperago foi grande, mas pode ser
contida al o dia 27 em que leve lugar o enterra-
mento das victimas. A sociedade agronmica se
achava nos seus trabalhos era um palacio, por
junto do qual passou o cortejo fnebre: os socios
iam sahindo para acompanha-lo, quando urna
descarga da tropa feriu niortalmentc seis d'en-
lre elles, fra um grande numero de pessoas da
multido, que foram tambem feridas e moras.
Enlo o povo agarrando nos cadveres se diriga
em massa para o consulado da Franca reclamando
ju3tiga e protecQio. O Sr. de Segur fez-lhe com-
prehender que elle nao poda associar-se se-
melhante manifestaco. Durante este lempo o
presidente da sociedade, cercado de muitas pes-
soas notaveis de Varsovia, so diriga ao principe
de Gortshakoff, lugir lente do reino, o qual
promelleu entrar u'uma ir/quirico e punir os cul-
pados.
Formou-se urna commisso para tratar e velar
pela maoutenco da tranquillidade publica. A 2
de marco os funeraes das victimas de 27 se fize-
rara sem mais outras perlurbaces, e a agtacao
publica limitou-se urna manifestaco legal, isto
, diriga-se ao imperador urna supplica que foi
cheia de assignaturas sem numero. A iniciativa
foi devida aos homens mais consideraveis, enlre
os quaes flguram os tres roarechaes da nobreza
o principe Woromieiki. M. Niemoyewski e o con-
de Conrado Colonna Walewski, prenle do mi-
nistro francez.
Essa supplica versa sobre o reslabelecimenlo
da constituico de 1815 suspensa ha 30 annos, e
appella para os 3enmentos de juslica do impo-
rador. Por outro lado grande numero de func-
conarios polonezes pediram suas demisses. Esse
indicio de urna gravidade real.
Os successos mencionados produzram em Ber-
ln e em toda a Alleraanha viva sensago. Na
Prussia receia-se que o-movimeoto se propague
at o grao-ducado de Posen, e pretendia-se saber
por indicios positivos que o governo austraco
Uvera a sua parte nos aconlecimentos de Var-
sovia.
A ser isto exacto a Austria empenhou-so n'um
jogo bem arriscado, em primeiro lugar por com-
prometler-se perante a Europa, em segundo lu-
gar por excitar um povo nteiro a urna revolucao
que poderia custar bem caro a ella mesma.
O Sr. Luiz Felippe, (pela ordem) diz que
julga mais curial a commisso de policio tratar
desse negocio por aeio de um parecer que
susceptivel de ser emendado; -e fUrma ,que
existe um precedente, occorrido quaodo servio e
lugar de Io secretario, que lhe parece ter sido
bascado nesso principio, o que vai verificar.
O Sr. N. Portada, justifica Ba maoeira de
pensar respeito do arl. o regiment em que
se baseou para dar o parecer que se acha sobre
a mesa.
O Sr. Gitirana opina per que se procure
pela praxe prover o lugar que se acha vago, de
official-maior, e que, apesar de ser de sua inlei-
ra confianca o collega que oceupa a cadeira de
1 secretario, comludo pensa que, para evitar
duvidas seria melhor que se propozessem todos os
uomes casa, para esta escolher, para o que
manda um requerimenlo mesa, que depois
retira.
a, ^it ,n WV esse projecio seja adiado para se c
'.?. m S'V0 Aclbu1uer?u^~iP.eU ordem--' ma!s lsrd0 d 8" ulilidado. Se o projecto
arece-mo aue O Sr. orrp.Urin ft tnm ii ini. mK ,.!.!. .:. / -_.. Y.f*y,iv"'
Parece-mo que o Sr. secretario so tem a mi
ciativd e sendo submettida spprovago da assem-
bla a proposta, ella tem o direito por qualquer de
seas membros, de lembrar outro norae, seguin-
do-se o que se segu na cmara geral e
no senado, que teem iniciativa em deferentes
negocios e nem por isso deixam elles de estar
sujeitos discussio e a emendas. Assim, sendo
este negocio de especial iniciativa do Sr. Io se-
cretario, segue-se que qualquer membro pode
propor urna emenda.
Ainda mais, parece-meque nao obstante ser o
negocio de iniciativa do Sr. Io secretario, toda-
va deve ser submetiido antes da votacio da casa,
ao exame de urna commisso, pela regra geral
de que, em todos os negocios que se tratar nestes
corpos se honre o parecer das commisses.
O Sr. Gitirana : Isso nao do regiment.
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Mas eu ve-
jo que se recorre ao regiment e nao ha disposi-
cao em que estoja expeesso e caso verteote; se-
gue-se que esta su jeito regra geral.
O regiment diz que a proposta ser do Io
secretario, mas nao diz que nao possa ir urna
commisso.
Uro Sr. Deputado : Nao ha no regiment tal
disposicc \^
O Sr. Luiz Felippe : Pois bem, segu a na-
tureza dos requerimentos e verces de que o
^nobre deputado falloo.
. .0 Sr. Alfonso de Albuquerque : E os reque-
rimentos e vercoes nao vio s commisses ?
Um Sr. Deputado : Nao.
Outro Sr.- Deputado : Mas nio se podem
offerecer emendas?
O Sr. A. de Mello : Parece-me portado,
que, ou v commisso ou nao v, qualquer dos
membros da casa tem o direito de propdr sua
emenda proposla do Sr. secretario ou ao pare-
cer da commisso antes da votacio, porque do
contrario cahrr-se-hia no-absurdo de, se sempre
o secretario proposesse um individuo que nao
fosse do agrado da assembla.......
O Sr. N. Poitella : O trabalho seria do se-
cretario*
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Se o regi-
ment quizesse que os empregados fossera s
pessoas de centianga do Sr. secretario, entao
dira que a_ elle compettia exclusivamente a no-
raeaeo, nao mandara sujetar a proposla
approvacao da assembla; mas urna vez que
da competencia da assembla a approvacao, da
competencia da assembla propr outro individuo
que nio o indicado pelo secretario.
O Sr. Presidente : Em regra todos os nego-
cios que veem a esta casa devem ser decididos
pela maioria.de seus membros, mas o nobre de-
putado sabe oye este nio um negocio de na-
tureza d'aquelles que se tratara aqu ordinaria-
mente ; e ainda assim nota rei ao nobre deputado
que ha muitas ofcasioes em quo o presidente da
casa decide questes sem as sujeildr delibera-
cao da casa, taes sio asquestes de ordem, a
desigoaco da ordem do da etc.
Consultei algumas pessoas mais velhas do que
eu nesta casa sobre a snarcha que. se costuma
seguir nestes negocios e o que se,me disse nio
est do accordo com a opinio. dpJobre depu-
tado. *"Jp
O nobre deputado sabe se trassemos no
inquerito a respeito do pessbal secretaria, isto
nos levara a um longo cine Pparece qua em
caso de se regeilar urna projosta do Sr. Io se-
cretario, elle teria o bom snso de consultar a
maioria da casa, ver qual era o seu voto, porque
nao era possivel que elle tivesse o gosto de pro-
pr sempro pessoas para ver sua proposta
regeilada.
E' lido um requerimenlo do Sr. Alfonso de Al-
buquerque, pedindo que se sujeite discussoes
cada um dos requerenles de per si.
O Sr. Presidente :A Ia parle do requerimen-
lo est salisfeila. mas quanto 2 tenho duvida,
porque quando o regimeoto diz que a proposta
de exclusiva competencia do Io secretario, pare-
ce excluir a idea de emendas, todava a proposla
pode ser regeilada pela casa.
O Sr. Visconde de Camaragibe, comeca no-
tando a inconveniencia das questes pessoaes,
pelo odioso que acarretam, e declara que a sua
opinio que as nomeages devem ser feitas por
proposta do secretario, proposta qoe a casa nao
pode emendar, e apenas snprovar ou regeitar.
Diz o orador que nao se lembra de que na as-
sembla geral se discutam propostas desta nata-
reza : o que all se faz acceitar ou recusar. Se
fosse presidenta da casa, nao teria duvida de as-
sim decidir a queslao.
O orador faz ainda diversas considerarles em
8ustenlaco de sua opinio.
Encerrada a discussio e posta a votos a pro-
posta, approvada era suas diversas partes.
- ,r------------------. K...... UIU ol# ueuuiauo;rara
ii em SP a 8e8uinte Proposta da com- jecto. pois nao o acha bom ?
G. M.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
S. Exc. o Sr. Dr. Ambrosio Leilo da Conha
passou ante-hontem, i urna hora da tarde a pre-
sidencia da Provincia, ao Exm. Sr. Dr. jaquim
Pires Machado Portella. eombarcou na rampa do
Lampo das Prncezas, aonde lhe forom feitas as
hooras do estylo por urna brigada s ordens do
br. coronel Hygino Jos Colho.
Os amigos de S. Exc. foram dar-lhe nma pro-
va de sua amizade acompanhando-o at ao em-
barque, tendo todos eslampados nos rostos a sau-
dade, symbolo dos heos que os prenderam en-
lre si.
Desejamos V. Exc. urna prospera e feliz via-
gem, e que, na tribuna da cmara em que vai re-
presentar sua provincia, mostr sempre sua rec-
tidao e imparcialidade.
Ante-hontem nio fonecionou a assembla pro-
vincial, por falta de numero legal.
PEfiNAMBUCD.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
VlrVCAL.
*em&o em 6 de abril de 1861.
Presidencia do Sr. bardo de Vera-Cruz.
(Conclusao.)
O Sr. SouzaReis, (pela ordem) diz qoerersaber
se a proposla que acaba de ser lida tem de ter
descotida e se admitle emendas.
O Sr. Presidente:Nio conheco a praxe nestes
negnos ; sabe o nobre deputado qoe as nomea-
edes pm a secretaria sio raras. Ordioariamen--
A primeira consideracio que tenho fazer
que aenhuma procedencia pole ter, porque me
parece que nio preciso estar presenta o autor
de qualquer projecto que veoha discussio para
que a casa se julgue habilitada a julgar da sua
ulidade.
Portanto apreciemos a ulidade da idea capi-
tal do projecto, a qual patente desde o momen-
to em que nos damos i ieitora do projecto. V-
se que determinando o projecto ou marcando
um prazo para dentro delta serem aposentados
em exposi{io diversos productos industriaes, de
alguma sorte se aoima a industria agrcola, ha
nisso como que um incentivo que deve concorror
para o desenvolvimento dessa industria. Esle
projecto. portanto, contem em sua idea capila.
urna ulidade manifesla destas que saltam aos
olhos ; e se pois, na Ia discussio de um projecto
nos tomos de apreciar qual a ulidade que elle
em s contem, se esta manifesta, desnecessario
! esse projecto seja adiado para se cuidar
- >--.>mm.w. ww v yiujci-*u nio
esia completo, nao esta a occasio de o man-
festarmos, elle ter de soffrer 2a e 3a discussio,
e para eolio devenios aguardar-nos.
Por estas considerasoes voto contra o adia-
mento, mesmo por entender que nio devenios
estar usando dessa medida do adiar trabalhos, o
que nao faz mais do que irmos perdendo o lem-
po que nos deve ser precioso.
0 Sr. Alfonso de Albuquerque : E' para nio
nos roubar o lempo que eu requer o adiamento
deste projecto.
Nao ha quem ignoro que para sustentar se a
ulidade d'um projecto nao preciso que seu au-
tor esleja presente; mas visto que o autor deste
projecto membro desta assembla, visto que
provavel que elle volte e mais provavel que vol-
lo do quo fique....
O Sr. Souza Reis :E porque ?
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Porque nao
levou diploma.
Considerando eu que esle projecto intil,
mas fazendo honra s intences do seu nobre
autor....
O Sr. N. Portella : Pois eu considero -o
til.
0 Sr Alfonso de Albuquerque :....nao que-
rendo oppr-rae nao estando elle presente para
dar suas explicaces, como nao vi ninguem pe-
dir a palavra em lugar delle para susten-
ta-lo....
OSr. N. Portella:Nao tendo havido impug-
naco, ninguem podia defende-lo.
0 Sr. Alfonso de Albuquerque :.... requer
o adiamento, para que com sua presenga se dis-
cuta eoto o projecto, visto que ninguem melhor
do que elle pode desenvolver e sustentar a sua
idea.
No entanlo vou dar a razo porque nao acho
ulidade no projecto.
Nao acho ulidade no projecto, porque da
natureza daquelles outros que tem passado lei
sem nenhuma ulidade real e smenle propostos
por osteotaQo.
O Sr. Souza Reis :Para figurar na collecco
das leis.
o Sr. Alfonso de Albuquerque :Por urna os-
lenlaQo de luxo, como se nos esvesseraos em
circunstancias muito adiantadas. Os projectos
de necessidade e de ulidade, sao aquelles que
dizem respeito aos objeclos que esto em mo
estado no paiz; 03 defeilos do que se resente
a agricultura, o seu desenvolvimento neces-
sario.
Um Sr. Deputado:Precisamos desenvolver
a riqueza do paiz.
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Nio com a
creaco de urna casa alugada, ou especial, com
empregados que se nomeiem para all, com dis-
pendios muito grandes para sustentar esses em-
pregados, que haveruos de conseguir desenvol-
ver a industria. O que que nos vamos expr
nessa casa de exposicao ? Quaes sao os objectos da
nossi industria ? Quaes sao os productos da nos-
sa agricultura que possam apparecer n'uma ex-
posicao? Nenhuma : assucar muito ordinario e
que nao pode concorrer com o que se aprsenla
nos mercados da Europa. Dir-me-ho que ser
para animar isto mesmo, mas quem ha de dar
animaco ? quem sao os innovadores ? E' um
luxo someote ha objectos de muito maior ne-
cessidade para que devemos olhar, como seja
urna escola agrisola que podia ter sido creada
em vez do instituto commercial.
O Sr. Figueira :Se se tivesse creado um
curso de agricultura, o nobre deputado gritava
contra elle e quera o commercial.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Isto nao
modo de argumentar. Para ser assim era ne-
cessaro que eu eslivesse aqu syslemaAicamente
contrariando ludo quanto se faz, para entio po-
der dizer, se se Qzesse isto voss quera aquillo
outro. Nio, as poucas palavras que tenho dito
nao se comprehende tal cousa, pelo contrario eu
approvo aquillo que acho bom. E presente-
mente nao tenho partido, nao me importo donde
vem tal ou tal idea.
O Sr. Luiz Filippe :Yatnos sua prolisso
de f.
O Sr, Souza Reis :Boa occasio para decla-
rar*se.
0 Sr. AffoDSO de Albuquerque :Logo, logo,
anda nao, quando fr occasio.
Nada mais drei emquanto se nao contestar o
que tenho ayancado e que se resume nistoque
nao lemos industria, que um disperdkio in-
til que se quer fazer, que nio ha emulagio na
industria nem na agricultura, que ha necessda-
des muito mais palpitantes a satisfazer, e que
portanto devemos antes cuidar de as satisfazer,
de desenvolver as fontes da riqueza publica.
Um Sr. deputado:Para que regeitar o pro-
missio de polica
A commisso de polica da casa prope a
Arcelino de Hollanda Chacn para o lugar de
continuo, vago por ter passado official o conti-
nuo Pedro Paulo dos Santos.
Sala das sesses da assembla provincial de
Peroambuco, 5 de abril de 1861.Bario de Vera-
Cruz.Dr. Nasciraento Portella, Io secretario.
Dr. Manoel de Figueiia, 2o secretario.
0 Sr. Mello Reg :Pedi a palavra para fazer ,,
urna rectificaco em um aparte me.u que se acha com discussoes inuteis ?
no discurso do Sr. deputado Brito, publicado no disculir-sc-ha
piano de boje, e cujo aparto nao foi devidamen- Um Sr. deputado :E se uao voltar ?
f^nH^c.. n o. O Sr. Affonso de Albuquerque :-Se nio vol-
Quando o Sr Dr. Brito tratava dos factos oc- lar. o que nio de presumir, enlo sim reiei-
corndos na ultima eloicio da Boa-Vista, julgan- temos o projecto "esun,'r' eniao sim> reBei"
.ahr-7JrieDte ?nam,rJ. meu fraco testemunho O Sr. Alfonso de Albuquerque :-Sr. presiden
SSSSF&JSS?, -~Na reCUS0 mneu le' na" contesta a u.ilidadS da coala, cootes-
m.,?. ?B-' !S que nao 8eja p,ra CODflr- ta"e a "liUdade do projecto actualmente. til
f,aI'caao de S1"" T nbre ePu- toda a creacio que tiverporttm realisar urna dea
ado d officiaes e soldados do exercito. e sim de progresso. mas convm saberse nos podemos
O Sr. Alfonso de Albuquerque :Foi por isso
que pedi o adiamento, porque nao quera regeitar
a idea de um meu amigo muito intimo em quem
lhe supponho as melhores intences, muito hon-
rosas, muito dignas.
Um Sr. deputado:Porque nio a acceita ?
_0 Sr. Alfonso de Albuquerque :Porqne a
nio acho boa. Nio ser melhor urna vez que o
projecto de um membro da casa, que o adie-
mos, do que estar mais tomando o lempo casa
Se elle voltar, enlo
--------- w* w>wa jk tixjj [/VUI.IUVP,
convem saber-se se a cousa oecessaria quando
nos luamos comanlas difficuldades, quando nos
nao temos dinheiro para pagar acs empregidos,
quando nio o ha para satisfazer a essas nececes
sidades momeotosas que sentimos.
Como senhores, que se vai crear urna aova
para asseverar que o individuo que pertrbou a
elegio nio era do partido liberal, e nem obrou
cora sciencia do lado contrario. Entretanto no
Diario l-se: (16).
O Sr. Brito :Quem commetleu a fraude foi um
sicario.
O Sr. Mello Reg :-Mas o nobre deputado da- instuTcio i9"uS^JS^7' tem' e^menTe lita
va a qu.lificacao de s.canos officiaes do exer- de luxo do que do necessidade^ara nos ; pZue
OSr*Snnra Rp (Par n s?fc""-^^s = ~r? JMft.Hsu ras
processaao. mal principal? O nosso mal nrincioal a falta
O Sr. Souza Res : -A' quem se attribue que de dinheiro, de renda, e por ventor sera um
S^oSr" COmo0nobro ** "eio de fazer pro,per\^nd7, defa^ros-
n, i. v nS Per,r a "cultora quando eUa lula com tantas
Icoco Peso mentor nessa cas- difficuldades, a creacio dessa exposicao I
sificacio.
(Os Sr8. Suza Reis e Brito Irocam aioda outros
apartes.)
O Sr. Mello Reg :O que eo quera mostrar,
Sr. presidente, que o aparte pode-se prestar a
interprelacoes qoe eu nao tire na inlenco, e por
isso ped a palavra.
O Sr. Penia Juaor .-(Nio derolreu ieu dis-
curso.)
Um Sr. deputado :Cuidaremos da agricul-
tura,
O Sr. Afronsode Albuquerque:Cuide-se pri-
meiro no principal passo a dar e nio tratemos de
nos antecipar fazendo creacoes cujos resultados
benficos senao faraosenr agora. O mal princi-
pal da defficiencia de nossas rendas, consiste oa
ignorancia dos processos e dos meiospara pro^
,juzlr muito assucar com pouca deipeza, e de ou-
tras muitas coosas de que esta assembla se de-
ve oceupar de preferencia.
Como 6 pois que nos einda nao assentamos os
alicerces ja fazemos urna cpula muito pomposa?
Isto ser o ultimo passo quando nos tivermos
cuidado as primeiras necessidades da agricul-
tura, aatisfazendo a sanas mais vitaos precues,
trataodo do seu deaenvolvimento : quando tiver-
mos feto isto, eolio poderemos trear esaa ex-
posicio.
O Sr. Portella diz qoe os precedentes da
casa tem sido o de propostas feitas por meio de
pareceres assigaados pelos membros da mesa;
porm que sendo expressa a dkposicio do 8 8
du art. 30 do regiment, qoe lhe confere exclusi-
vamente o diroito de^ropor os empregados da
secretaria e smente mesa o de propor os em-
pregados subalternos da casa, nenhuma duvida
tem de usar da taculdade-que.ihe concedida
que Dio lhe parece que as pronostas do primeirc
secretario estojara sujeitas discusso, alientos
os inconvenientes que haveriam em tal discusso
e que tambem nio esli sujeitas emendas:
que examinando os precedentes da casa nao en-
controo um s caso em que tivesse havido dis-
cussio, e menos emendas.
O nobre deputado fellou do qoe se delpondia
com o theatro; mas essa despeza eu entendo que
oecessaria ; um povo civilissdo, sem msica, e
sem poesa ba de se barbarisar, a msica til,
oecessaria, o Jrama muito necessario, nio
cousa simplesmenle de luxo. Mas que vem
esse Gymna8io s por pompa de o termos? a
que vera essa pompa de escolla de commercio
aqu aonde todo o mundo j commercianle?
entretanto que se fazem creacoes destas de mero
luxo, deixa-se de se crear orna escolla para a
agricultura aonde ninguem sabe a^ricultorar, o
lodos querem ser commercianles, quando s po-
demos ser agricultores?
Disse o nobre deputado que j appareceram
objeclos da nossa industria nao sei em que expo-
sicao. r
OSr. N. Portella;:Dos artistas.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Pois conti-
nuemos assim.
UmSr. Deputado :E'preciso favorecer.
5>r. Alfonso de Albuquerque :Cada um v
indo e fazendo o que poder conforme suas cir-
cumstancias, continu essa exposicao como vai.
Um Sr. Deputado:Fagamos um pouco de
nossa parte.
O Sr. A. Mello :Sim. mas de que serve ap-
prorarmos urna ila como a do projecto que
daquellas que nunca chegam execugo?
O Sr. N. Portella :Enlo j reconhece a ne-
cessidade ?
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Nio deixe-
mos ir as cousas como vio e tratemos de re-
mediar o que est torio sem tratarmos de novas
creacoes inuteis ou inexequiveis como as que se
esto fazendo todos os dias. Nesta trra o que
mais se produz, sio leis; a trra mais pro-
ductora de leis que ha no mundo; todo o dia
urna lei, um regulamento, urna reforma de lei,
de maneira que a cousa mais difficil que ha no
Brasil ser jurista, porque a legislaQo um
campo to vasto, que nio ha lempo de se eslu-
, I* 80 ha tempo de doiaT cm tantas leis e
tudo pouco para estudar a legislagio e a maior
parle das vezes do que se cuida de objeclos de
luxo, de pompa que nio tem realisaco ou se
nao executam, ou se executam pessimameote.
Por isto eu requeiro o adiaraeolo e voto por elle.
Verificaodo-se nao haver casa, o Sr. presiden-
te designa a ordem do dia e levanta a sessao.
SESSAO EM 6 DE ABRIL DE 1861.
Presidencia do Sr. Manoel Portella.
Ao meio dia, feita a chamada, veriQcou-se
eslsrem prpsentes apenas 16 Srs^iputados.
_0 Sr. Presidente declara no|WRr haver ses-
sao, fleando para a ordem do dftHvlTsessao se-
guinte a mesma designada na anterior.
REVISTA DIARIA.
No sabbado entregou o Exm. Sr Leitio da Cu-
nha as redeas da administraco desta provincia
ao Exm. Sr. Dr. Joaquira Pires Machado Portella,
segundo vicepresidente.
No resumo dos trabalhos da assembla, re-
lativos ao dia 5, ficou consignado o como foi pr-
vido o lugar de official-maior da secretaria da
mesma assembla.
Sobre proposla do Io secretario, quem com-
peta a apresentaco, approvou a assembla urna
promogo radical nos empregados da casa, sendo
somente novo o continuo nomeado; visto que
eslava exncta a escala.
Chamamos a attencao da autoridade res-
pectiva para ucs individuos, que nos Remedios
deram ltimamente em disparar tiros esmo no
decurso das noites. com o fim de afugentarem as
raposas que lhes dio no cannavial.
Se o fim, como v-se, nio reprehenslvel, r>
meio todava nio pode e nem deve ser tolerado
pelos seus effeitos incommodos para com a vizi-
^nhanca, e ainda mais por que, habituada assim
raquella populaco aquelles tiros como um fol-
guedo nao apressar-se-ha a prestar soccorro,
quando occorra alguma eventualidade que o exi-
ja e o redame por tal modo.
Cumpre, pois, que seja vedada semelhante ma-
neira de espantar raposas ; e contamos que o Sr.
suDdelegado providencie nesse sentido.
Havendo sido transferilo o espectculo,
com que sabbado passado devera estrear a com-
panhia dramtica no Santa Isabel, deve elle ter
lugar amanha, segundo o annuncio do respecti-
vo empresario.
Teve lugar aote-bootem no palacio do Exra.
Sr. visconde de Suassuna, o baile que alguns ami-
fos d E">J' Sr. Dr. Ambrosio Leito da Cunha
lhe otfereceram, por occasio da sua partida para
tomar assento oa eamara dos deputados.
Fot verdadeira festa de familia, onde se con-
fundiram ligadas, pelo laco do afecloao distincto
ex-presidente desta provincia, pessoas de varia-
das condices, diversas nacionalidades e de todos
os partidos. m
O palacio Iluminado todo exleriormente com
a torre de tres andares, que o domina, formava
inslita e magnifica perspectiva.
As tres msicas que se achavam no pateo, em
crelos ligados por arcadas de grinaldas. offere-
cendo alegre vista e variados aspectos, tocararn
alternadamente desde a chegadadas primeiras fa-
milias al o principio do baile, e outro tanto fa-
ziam durante os intervalos das dansas, circums-
tancia que nos pareceu ter animado singularmen-
te esta reunio.
Pelas 9 horas achando-se reunidas nos sales
do palacio entre os amigos pessoaes de S. Exc. as
mais dislinctas familias da cidade e dos subur-
bios, devendo exceder de mil as pessoas que se
achavam da porta do pateo para denlro, das quaes
mais do cento e cessenta senhoras, principiou
0 baile> 1ae 80 foi interrompido pelo cha s
tt horas e pela ceia s 2 horas da noile ; na qual
houve (res brindes, sendo o Io a S. Exc. pelo Sr.
Dr. Soares deAzevedo, o 2o familia de S. Exc.
pelo Sr. Dr. chefe de polica e o 3o SS. MM,
pelo Exm. Sr. Ambrosio.
Dessa hora em diaote foram permillidas as
dansas figuradas, que contiouaram quasi at ao
romper do dia, sobresahindo uellas os ricos e ele-
gantes loilletes.
Ha muito que nao assistmos reunio, emque
relna8ie tanta alegra e animaco, de modo que
todos que assisliram i essa festa recordar-se-bio
por muito lempo do ar de amizade, que oella es-
tova estampada; e posto fosse oferta de limita-
do numero de amigos, nao tem sido muitos entre
os os bailes de igual esplendor era lodos os sen-
tidos.
A mesa achava-se ricamente fomecida, e o
buffet era copioso e bem servido, reinando por
toda a parle a ordem, o bom gosto e a profuslo.
O Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leilo da Cunha e
sua amabilissima familia, podem contar que dei-
xaram em Pernambuco alfeices sinceras e ami-
gos dedicados.
Foi pouco o tempo que enlre nos residi aquel-
la amavel e escolente familia para serem geral-
mente conbecidas as raras qualidades que a or-
nam, e de mais a mais para o seu chefe foi esse
o tempo em que todos os presidentes tem que
lular com as maiores e mais numerosas prelen-
coes, e por isso mesmo com as maiores e mais
numerosas injusligas dos preleodentes.
Esse mesmo lempo, porm, que anda se os-
tenta largo e booaocoso para o Exm. Sr. Dr. Am-
brosio Leito da Cunha, todos vira i convencer
daquillo que recooheceram oaque veram a dita
de.viver nasua iotimidade. E, pois, desojando
a S. Exc. e a sua Exma. familia urna prospera e
feliz viagem, desejamos igualmente que se recor-
d de que deixa nesta provincia sympathas var-
dadeiras e amizades dedicadas, que saberio sem-
pre apreciara elevacio deS. Exc
O Sr. Dr. Francisco Leopoldioo do Gusmio
Looo, aue tora aoateado promotor publico do
termo do Recite, prestou no dia 5 o juramento I
de estylo oas mos do Exm. Sr. presidente da
pravltrela.
Havendo exercido por mais de anno o referido
cargo no impedimento do Dr. J. A. Correa do
OH a ira, o nosso comprovinciano deu provas em
sobejo de intelligeocia e esclarecido zeo.
Domiaga 7 do corrate, aps a Tiara da re-
gente, teve logar o acto da comraonhio dos doen-
tas do Hospital Porluguez de Beneficencia, coa
assutencia dos membros da junta administrativa-
e de alguaa socios do mesmo hospital.
Foram recolbidos casa de detencio nr>
da-5 do correte 5 homens e 6 mulheres, sendo
9 livres e 2 escravos, a saber: a ordem do Dr.
chele de polica S, inclusive o escravo Severioo,
portencente a Arcelina de tal, a ordem do DrI
delegado do Io districto 1, a ordem do subdele-
gado do Recite 1, que o escravo Bernardo, de
Joaquira Candido de Siqueira, a ordem do de S.
los 3, a ordem do da Capunga 3 e a ordem do
do Poco da Panella 1.
O vapor Jaguaribe, sshido para Granja e
portos intermedios, cooduzio a seu bordo os pas-
sageiros seguintes:
O 2o sargenlo Eneas Francisco Fernandes Gal-
das, Jos Joaquim Pagelis, l 01 ha. 1 menina e 1
escrava, Antonio Jos de Souza, Manoel Alexao-
dre Garci, Innocencio Rodrigues Lima, Jos
unes de Paula, Maooel da Fonseca Galvo, Cos-
lodio Jos Alvos Guimaries, Alipio Luiz Pereira
da btlva, Joaquim Pereia Arantes, Simplicio-
Narciso de Crvalho e 1 escravo, Joio Baptisla
Hamo, Antonio do Moura Rolin, Aotonio-ala-
noel Xavier Bittencourt, Zeterno Gil PeTes da
Mota, Fabricio Gomes Pedrosa, 1 filho menor e
1 criado.
O hiato nacional Nicolao 1, sahido para o-
Aracaly, conduzo a seu bordo o seguiote passa-
geiro.
Vicente Ferreira Gomes.
O hiale nacional Exalago, sabido para o
Aracaty, conduzio a seu bordo os seguales pas-
sa gei ros :
Jos Rayraundo Ferreira, Ignacio Ferreira Pi-
mental e Joo R. Pmentel.
-----MATADOUBO PUBLICO :
Mataram-se no dia 6 do correle para o cod-
sumo desta cidade 116 rezes.
MORTALIDADE 00 DA 6.
Manoel Gomes da Assuropcao, pardo, solteiro, 56
annos, nflammacio ebroniea.
Mara Francisca da Gama, branca, viuva, 80 sa-
nos, dlarrhea.
Ludgero, pardo, 1-anno, convulses.
Manael Joaquim dos Santos, pardo, solteiro. 35
annos, colile.
Falleceram durante a semana 40 pessoas ;.
sendo 13 homens, 9 mulheres e 10 prvulos, li-
vres, 3 homens, 2 mulheres e 3 prvulos, escra-
vos.
COMME11CIO.
Praca do Recife 6 de
abril de 1861.
AlS tres lloras da larde.
/C<|a$oes ofileiaes,
Cambjal EfTpridres 26 3[8 e 26 lt2 d. por
lW5Was d vista.
CarajjB'sobre o Rio de Janeiro 2 OO de des-
e3|To 30 dias de vista.
retrato de letras10 e 11 0(0 ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimariessecretario.
A lia n de Ka.
Rendimento do dia 1 a 5 ,
dem do dia 6.....
77:3931968
9.069J761
86462*729
Movimento da alfande^a,
Volumes entrados com fazendas.. 174
* com gneros.. 213
387
69
109
------178
Volumes sahidos com fazendas..
,> com gneros.,
Descarregam hoje 8 de abril.
Rrigue francezParahibafazendas.
Brigue suecoSalamandrafarinh de trigo.
Brigue inglezOderofazendas.
Bngue inglezFairybacalho.
Brigue inglezReindierbacalho.
Barca fraocezaFraoklinvinho, azeite e massa
Drigue suecoFerdenand objectos para a es-
trada.
I g ii or ta v ao.
Brigue nacional Norma, vindo do Rio Grande
do Sal, consignado a Manoel Igoacio do Oliveira
i Filhos, manifestou o seguinle :
10,200 arrobas de carne secca de charque, 300
ditas sebo em rama, 100 ditas de graxa de dito
50 couros seceos, 9 barris taiuhas ; aos consigna-
tarios.
Brigue francez Pnrahiba, vindo do Havre, con-
signado Tsset freres & C, manifestou o se-
gu n te :
30 barris manteiga, 10 ditos vinho, 54 caxas
bardinhas ; aos mesmos.
100 barris e lo meios manteiga, 2 caixas papel
e amostras ; a Alraeida Gomes, Alves & Corapa-
nbia. r
25 barris e 50 meios manteiga, 1 volume amos-
tras ; a Tassoi Irmos.
25 ditos e 25 ditos dita ; a Gulherme Carva-
Iho o C.
50 ditos e 50 ditos dita, 2 caixas calcado ; a J_
1 oler i\ G*
50 ditos e 50 ditos dita ; a J. J. Mooteiro.
100 ditos e 100 ditos dita, 5 caixas sardinhas,
n- k a/ chaPos de I. calcado etc. ; a N. O.
50 ditos e 50 meios ditos manteiga, 10 caixas
calcado, roupa feita, bijouteria, mercaduras h-
midas e seccas ; a Seve Filhos & C.
55 barris e 100 meios manteiga ; a Whately
50 ditos e 49 meios dita, 1 caixa agulhas ; a
Antonio Lopes Rodrigues.
100 ditos elOO ditos dita, 7 ditas fazendas de
laa, e de seda, calcado ele, 1 volume amostras ;
a Laikmann freres.
1 barril e 30 raeios manteiga : a Leito J-
nior.
30 ditos e 32 ditos dita ; a J. B. da Fonseca
Jnior.
20 ditos e 20 ditos dita; a Domingos Alves
Matheus.
25 ditos e 50 ditos dita ; a Bastos & Leraos.
30 ditos e 20 ditos dita ; a Jos Marcellino da
Rosa.
10 ditos e 20dilos dita, 1 barrica o 1 caixa por-
celana e cryslaes. 2 ditas pellos, flanella, calcado
e perlences, laoternas, oculos etc.; a Roberto &
Filhos.
4 caixas roupa e chapeos ; a Jos Joaquim
Bastos.
4 ditas idem dem ; a Ferreira & Araujo.
1 dita trastes ; a Antonio dos S. Siqueira Ca-
vaicanli. H
9 barr porcellana, 3 caixas mangas de vidro,
casticaes de composico etc. ; a Fragoso &
valle.
2 caixas drogas ; a J. A. Piolo.
12 ditas sardinbas ; a J. Praeger & C.
1 dita livros ; a Bastos & Lemos.
3 d tas ditos ; aovigario geral.
1 dita liobas ; a Cmara & Guimares.
6 ditas papel, tinta, perfumara, quadros, e
merceatiaa ; a Meilo Lobo & C.
caixas papel cigarros, objectos para chapeos de
sol e perfumaras ; a Manoel & C.
2 caixas instrumentos de msica, c::ystaes. ocu-
los msicas etc. ; a H. Domont.
10 canas perfumaras, peales, chapeos, ditos
de laa, cachimbos etc., 31volumes, 1 prelo e seus
perlences ; a Vaz & Leal.
200 gigos batatas, 28 caixas e 1 fardo camisas
e chapeos para homem, linha de a] do, modas, chapeos para senbors, livros bur-
ras de ferro etc. ; 2 caixas 1 orgio ; a E. A. But-
lO QL C.
1 caixa piano ; a J. Vigne.
10 ditas chapeos, camisas, perfumara chapeos
de palha, ditosde feliro.de seda & ; a Chrisliani
freres.
1 caixa peonas de ac ; a A. C. do Aereo.
1 dita ni armare; a A. F. da Silva.
100 barris e 100 meios manteiga ; a Cala Ir-
mos.
4 calas lateada de algodio, de lia, renpa etc..
1 volume amostras; a Dammayer 4 C.
100 gigos batatas. 100 caixas velas de compo-
sicao, 12 caixas fazenda de algodio. de lia, ele
1 volume amostras; a Scaafleitlin & C. '*
3 caixas ferrageos, 1 barril obras da chumbo : a
E. Bourgeoit. '


*r*
una o*,m**mvcpi -. skiin* tora <* abh. m mu
W
t cais modas, mercearia noto-f,, Boiird
Miilocnan.
4 cafaa^espartJhos. agnlhaa, mtii da algo-
so, encerado; Blum Leehraann.
oeawa taiend de algodlo, 2 volemos asse-
tfa ; a C. T. Aatlay.
1 cana instrumento da nrasica; a L. Dotoa-
tna
120i barris e 23 meios rnaotaifp-, Ifrcins jaei-
Ia, 16 ditas fumo, papel, biseoito^ agua da colo-
nia, confeitaria. tiata, obra d papelSo, crys-
**, eapoletaa, petfamariaa, plantas etc.; a or-
den.
9B caixas fazenda da aagod, de Inho, mtx-
tia, chapeos par enteco pra honiam, booa-
tes, roupas etc., ^ralaw aaaaatraa; **Ie4eKel-
let&C.
35 Totumes fazendas da algodlo, de lia, da se-
da, mixta, pannos, chpe de p*Hia, bonetes,
etc., 2 tinas queijos, 3 barris vicho, 1 volume
amostras ; a Linden Wd & C.
4 barris Tinho, 1 caixa meii^meatos;, a J.
Sorna 4 &
2 eaitas artigas Almeida Pinto.
1 dita perfumara; a E. Lecomt.
43 dilas fazenda de algodao, de lia, de seda e
mixtas, roupaa, etc., 5 ditas culileria e ferragens,
2 barris vinho, l volumes amostras ; a D P.
Wild & C.
.i !aama**'i i
- r ii......i ijy j ii wmmmSSrr*^-
Far. de mandwca Ven saeca.
Feijo.....Idam fe 100000 a 1400 rs.
a saces.
Genepra lo frsujquoira venda* a
39800 rs., e em botija a 390 ra
Mihteig--------A ingiera vetrden-S de 600 a
ii ra a, 9, a< a francesa de
530 a 540 ra., ficando em ser
1,500 barris.
Oleo de liahaea- Veedeo>sed ig&O a1ff,4W rs.
por galio.
Queits-------------Yeadeu-se 1J600 os amengos.
Toaclnho--------dem a 00000 rs. por arroba.
Vinhos--------* Os de Lisboa venderam-ae d
280JOO0 a 310*000 rs, a pipa, e
o de Marselha a 2609000 rs.
Vinagre-----------Vendu-sea 1119000 rs. a pipa.
Velas----------a As atearrnes-a 750 a S
Disconto--------O rebate de lettras variou de
JO a 18 por cento ao anno, dis-
contando a Ciixi filial cerca da
300 contos res a des por 0/.
Frates----------- Para o Canal a 30, para Liver-
pool a 37/6 e para Valparaso a
75; e do algodao de Macei a
Liverpool a 5/8.J
------5j*r-----------
ALFANDEGA DE PEONAMBUCO.
6 caixas e 5 volumes quinquilharia, ferramen- Pauta dos precos dos.gneros sujeitos direttos
dt exportaco. Semana de o a 13 do mez dt
abril de mi.
tas, pentes de chifre, perfumara, calcado e a-
zenda de lia ; a Henrique & Azevedo.
1 caixa mercearia e espingarda ; a J, A. da
Fonceca.
1 di dita ; a Jos A. M. Dias Si C.
1 ditaobjectos de imprensa; a Millet.
7 ditas obras de ferro e miudezaa; a Parete
Vianna & C.
1 caixa vidros ; a J. Pereira Moutinho.
1 dita ditos ; a C. F. Alcoforado.
2 cajxas roupas, ledras de cobre dourado ; a
Ramos Duprat S c
2 caixas espoletas; a S. P. Jonhston C.
1 dita fazenda de seda, de lia e mixta, 1 to-
tume amostras; a L. A. de Siqueira.
2 caixas calcados ; a P. Arantes.
31 volumes fazendas de lia, de algodao, d li-
oho, mixtas, objectos de cozioha, porcelana, cal-
cado, couros, objectos de imprensa, tinta, livros,
etc., 2 caixas objectos de cozioha, 4 barricas por-
celana, 1 volume amostras; a F. Sauvago & C.
2 caixas mercearia; a Scolt Wilson & C.
3 ditas e 1 barrica vidros, medicamentos, etc. ;
a B. F. de Souza.
1 dita fazendas, livros e obj'ectos de Hvreiro ; a
Monteiro Si Lopes.
4 caixas mercearia, conservas e figuras; a
Sour Hicbaud.
1 caixa conservas ; a Eliza Lecomle.
1 dita exemplares de leltras impressas; a Joio
da Silva Paria.
100 barris e 100 meios maoteiga ; a M. J. R e
Silva.
6 caixas chapeos obras de prata ; a Cancanas &
Dubourcg.
Brigue ioglez Joannita, viodo de Cardiff, con-
signarlo a Scott VVilsoo, maoifeston o segninte :
380 toneladas carvio da pedra ; aos mesmos.
Brigue sueco i tt&nmmi, vindo de Londres con-
signado a Ruthe & Biauulac & C manifestou o
seguate :
200 barris cerveja ; a Saunders Brothers.
50 ditos dita, 21 ditos tintas, 10 ditos salitre ; a
.Mills Latham C
200 caixa3 cerveja ; a H. Gybsoo.
10 barris salitre, 199 caixas cerveja ; a ordem.
1 fardo faxenda de lioho : a L. A. Siqueira.
1 caixa meias de algodao ; a Seve Filhos & C.
1 barril tinta de escrever ; a Jos A. Mjreira
Dias & C.
1 caixa relogios, 9 ditas perfumara, 97 tonela-
das carvio de pedra ; aos consignatarios.
50 barris cerveja ; a Whaltely & C.
120 ditos dita ; a Fox Brothers.
40 caixas instrumentos philosophicos, 1 embru-
lho livros ; a M. Ignacio de Oliveira Si Filbos.
30 barris salitre, 1 caixa molde ; a Prente Vi-
anna & C.
161 caixas vinho de Lisboa ; a Barroca & Me-
deiros.
1 embrulho lirros; a E. C- de Oliveira.
20 barris com la para gado; a J. Oliver.
230 ditos vazios, 1 volum* fluido chimico, 33
caixas e 1 barril apparelhos para latrinas ; a C.
L. Cambronne.
1 caixa portences de es;riptoro, 1 dita atadu-
ras, 1 dita tinta, 1 barril azeite de palma, 2 ditos
graxa.l dito sota, 1 dito alraiade. 10 tambores
oleo, 20 ditos verniz, 10 fardos refago de algo-
do, 1 barril ferraraeotas, i caixa azoiteiras, 110
saceos espigas de ferro, 2630 cadeiras de ferro ; a
corapanhia da via frrea.
1 barril vinho xerez, 1 caixa dito Bordeaux ; a
Phipps & C.
400 barris plvora ; a Saunders Brothers & C
Evporln\-o.
Dia 5.
Escuna brmense Malzina. para o Canal, car-
regara :
Kalkmann Irmaos & C-, 200saccos com 1,000
arrobas de assucar.
Barca ingleza Queen, para o Canal, car-
regara :
Johoston Pater&C, 520 saceos com 2,600 ar-
robas de assucar.
Sumaca hespanhola Guadalupe, para o Rio da
Prata, carregam :
Araorira & Irmos215 barricas com 1,650 arro-
bas e 5 libras de assucar.
Recebo loria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 5 5:392jG25
dem do dia 6....... 612J145
60049770
Consalado provincial.
Rendimento do dia 1 a 5 10:095*932
llera do dia 6.......l:436j76i
Unidades. Valores.
Mercadorias.
Abanoa .....:.. cento
Agurdenle de cana. caada
dem resillada e do reino
dem caxaca...... >
dem genebra...... .
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodio em carolo .... arroba
dem em rama ou em la.
Arroz com casca......
dem descascado ou pilado.
Assncar mascavado .... >
dem branco...... >
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........ caada
dem de coco ......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias .... arroba
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
mndeees........
Caf bom.....' *
dem escolha ou restolho
dem terrado...... libra
Caibros........ ">
Cal.......... arroba
dem branca ,.....
Carne secca charque. ...
Carvio vegetal. .....
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. >
Charutos. ...... cento
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados.
dem verdes......
dem de cabra, cortidos um
dem de onca. ......
Doces seceos...... libra
dem em geleia o massa
dem em calda. ..... >
Espanadores grandes. um
dem pequeos .....
Esteiras para forro ou estiv de
navio......: cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta..... arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes....... um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario ou restolho."
dem em rolo bom >
dem ordinaro restolho ...
momma........ arroba
Ipecacuanha (raz] ......
Lenha em achas..... cento
Toros..... "...
Lentias e esteios..... um
Hel ou melaeo...... caada
Milho........ arroba.
Par^ll, d 209 tootladas, capitia Jama Wood,
equip\'g*a) 10, can caxvao de pedra ; a Scot
VilMA. o &C
120 dias, galera amerkana Mar-
era 't ^!5 toneladas, capi-fe IMags,
eTB^agili 1'.. carga 200 barris d azW
peixe; ao catk'lio. Veio refrescar soguio
para New-lWi'.-
Buenos-AyresJOdia.'. brigua.hespanhol Dia-
na do 281 taoelada, capiBo Jos Saoyuan,
equipagem 13, carga 6,500 quintaos da carne
secca-; a Ara naga Hijo Se Seguio para Ha-
bana.
Rio-Grande do Sol 26 dias, patacho nacional
Carlos I, da 262toneladas, capito Jos Mar-
ques, equipagem 12, carga 14,159 arrobas do
cajne secca; a Bailar Si Ofivoira.
Naitio$ tahidot no mesmo dia.
AracatyHiale brasileiro Nicolao I, capillo Joio
Henriques do Almeida, carga dfferentesge-<
eros.
Aracaty Hiale brasileiro a ExHalagio captib
Trajano Antunes da Costa, carga varios g-
neros.
Porlos do norte Vapor nacional c Jaguafibe ,
commandante Manoel Joaquim Lobato.
Baha Vapor brasileiro d guerra Tfretis ,
commandante 1* tenente Jos Francisco Coelho
Netto.
Porlos do sal Vapor nacional Oyapock ,
commandante o capito-tenente Antonio Joa-
qoim de Santa Barbara.
=3=
ns
88/1 lfl
Armazem
vindos da Pcrto ao brigue podogues Boa F,
entrados ato 2i de afi i 19M ; Barroca Si
Medeiros.
!*" JML.4 caixas viudas n mesmo navio,
n. 6.
cunhetes
11.532*606
Pao brasil
Pedros de amolar
dem de filtrar
dem rebolo
Piassava. .
Ponas ou
novilhos
Pranchoes
quintal
urna


molhos
19000
9640
5040
8320
8640
S700
2$000
8J000
8700
28700
29100
33200
8
29000
29500
18280
190O0
35000
7S5O0
63400
33500
8300
9400
9200
8400
45000
15600
92S0
8400
29500
4S0O0
9210
9350
9135
8280
103000
19000
9500
9500
480O0
2J000
209000
18600
15000
65000
18500
5S0OO
168000
88000
125000
65000
2400
258000
28000
IO9OOO
5030O0
#240
80C
109000
9800
105000
152c 0
8200
Editaes.
chifres de vaccas e
Agurdente -
Couros-
Arroz-----------
Azeile doce- -
PRAA DO RECIFE
t DE ABBIE. DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobro Londres a 26
1/4. 26 1/2, 26 3/4 e 27, d por
I9OOO, sobre Pars a 365 rs, por
franco, sobro Hambargo a 685
rs. por ra. b., sobre Lisboa de
105 a 106 por % de premio ; e
sobre o Rio de Janeiro a 1/2
por cento de disconto.
Algodao---------O escolhido vendeu-sea 7300
rs. por (8), e o regular a 796OO
reis por arroba.
Assucar O branco vendeu-se de 3J000
a 492OO rs. por arroba, o some-
nos de 298OO a 29900 rs., mas-
cavado purgado de 28450 a
2*600 rs., e o bruto de 1&850 a
1900 reis.
Vendeu-se a 609000 rs. a pipa.
Os seceos salgados venderam-
se a 190 rs. a libra.
Vendeu-sea 2J800 rs por ra.
Idert de 29800 a 39150 rs. o
galio.
Bacalho---------Em atacado vendeu-se a 149OOO
rs.. a relalho de 109000 a 149500
rs. a barrica.
Carne secca- A do Rio Grande retalhou-se de
39800 a 49200 rs, por arroba, e
a do Rio da Prala de 39000 a
3930c) rs.,ficando em ser 93,000
arrobas da primeira, e 22,000
da segunda.
Vendeu-se de 63OOO a 69400 rs.
por arroba.
Vendeu-se do 19800 a 19920 rs.
por libra.
Carvio de pedra As uliimas vendas effectuaram-
se dt 149000 a 169000 rs. a to-
nelada.
Cerveja- Vendeu-se de 39800 a 4*100
rs. a duzia de garrafas, obtendo
a francezao ultimo prego.
Farinha de trigo. Receberam-se dous carrega-
mentos nesta semana, com os
qnaes o deposito subto a 12.500
barricas, sendo 7,000 de Rich-
moB4i 3,000 o PbiladelpWa,
500 d New-York e 2^KjO de
Tria* ; iMio,se \m4ido de
26900 a 279001 rs. a ptiaiMra
segenda ; a e 21*000 a 289000
a terceira, e a 329000 rs. a ul-
tima.
de amarello de
dous custados......urna
dem louro.......
Sabao......... libra
Salsa parrilha.......arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta urna
Taboas de amarello .... duzias
dem dirersas......'
Tapioca-........arroba
Travs.........urna
L'nhas de boi......cento
Vinagre........caada
Aifandega de Pernambuco 6 de abril de 1861.
O primeiro conferente. Manoel Caldas Brre-
lo.O segundo conferente, Joio de Freilas Bar-
boza.
Approvo. Aifandega de Pernambuco, 6 de
abril de. 1861 Barros.
Conforme. Joio Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro escripturario.
De ordem da inspeccao da aifandega se faz
publico que existindo nos armazeos da aifandega
alm do prazo marcado no art: 302 do regla-
mento, as mercadorias abaixo desiguadas, sao
convidados os seus dooos, ou consignatarios a
virem despacha-las no prazo de 30 dias contados
d'esta data, Ando o qnal serio alias arrematadas
em hasta publica sem que Ihes fique competilo
allegar cousa alguma contra os effoilos desta
venda.
Armazem n. 1.
Marca letreiro.2 embrulhos vindo do Havre ae
barca franceza Saranilla, entrada em 15 de se-
tembro de 1858; a H. Brum Si C.
Marca diamante B J K.1 dito n. 4(10 vindo
no mesmo navio, entrada na mesma data; a
Gcbercndrer.
Marca JB R & L.1 caixa rinda de Hasoburgo
no patacho dinamarquez Helleoe, entrado em
24desetembro de 1838; a J. Praeger.
Marca letreiro.1 embrulho vindo de Hambur-
go no brigue hamburguez Thereza, entrado na
masma data ; a Seve Filhos & C.
Marca diamante M.1 dito n. 12jl8 vindo do
mesmo porto no brigue hollandez Etizabeth Ma-
ra, entrado em!9 de oulubro de 1858; a N. O.
Bieber Si C.
Marca H & C1 dito n. 2927 vindo do mesmo
porto, entrado na mesma data; a SchaO-eillem
&C.
Marca letreiro.1 dito vindo do Havre, na bar-
ca franceza Pernambuco, entrada em 11 de ao-
vembro de 1858; a N. O. Bieber 4 C.
Marca J J L.1 caixa n. 815 vinda de hambur-
go na escuna hamburguezaCurrler, entrada em
18 de novembro de 1858; a H. Brum.
Marca A U W.2 ditos ns. 1 2.vindas do mes-
mo porto, entrada na mesma data ; ao mesmo.
Marca X B X.1 pacote n. 177|181 vindo na
escuna dinamarqueza Nanoy, entrada em 4 de
dezembro de 1838; ao mesmo.
Marca letreiro.1 embrulho vindo do Havre na
barca franceza cParalaba, entrada em 10 de de-
zembro de 1858 ; a J. Keller & C.
Marca J P A S & Cduas caixas ns. 1323 e
li'24 vindas do mesmo porto, na galera franceza
Havre, entradas na mesma dala ; a J. P. Adour
&C
Marca diamante 8 K. I embrulho n. 4 1|2 vin-
do do mesmo porto na galera franceza Adelen,
entrada em 9 de dezembro de 1858; a N. O. Bie-
ber & C.
Marca H--K.1 dito n. 6 1[2 vindo do mes-
mo porto, eotrada na mesma data ; ao mesmo.
Marca letreiro.1 dito vindo do mesmo porto,
entrada na mesma data ; a J. Keller Si C.
Marca N O B.1 dito vindo de Hamburgo no
brigue hanoveriano Atlante, entrado em 13 de
novembro de 1858; a ordem.
Armazem n. 5.
Marca letreiro 1 embrulho vindo no vapor
inglez Avon, enlrado era 30 de dezembro de
1857; a Braoder a Brandis.
Marca K S & C1 dito viudo no vapor inglez
Petropolis,|entrado em 17 de dezembro de 1857;
a J. Keller Si C.
Marca letreiro.1 dito viodo no mesmo navio,
entrado na mesma dala ; a Fox Brothers.
dem.1 dito vindo no vapor inglez Tyne,
entrado em 30 de abril de 1858 ; a C- Filial.
dem.1 caixa viuda no mesmo navio, entra-
do na mesma data ; a Guimaraes Carvalho & C.
dem.1 embrulho viodo no mesmo, entrado
era 30 de abril de 1838; a Bastos & Lemos.
dem.1 dito viodo no vapor*ioglez Avon,
entrado em 30 de junho de 1858; a II. Brum
& C
dem.1 dito vindo no me3mo navio, entrado
em Io deoutubro de 1858; a Isaac Curio & C.
dem.1 dito vindo no vapor inglez Tyne,
entrado em 3 de dezembro de 1858; a Prenle
Vianna & C.
dem.2 ditos vindos no vapor inglez Avon,
entrados em 29 de dezembro de 1838 ; a C. Fi-
lial.
dem.1 dito vindo no mesmo navio, entra-
do na mesma data ; a Rabe Schamettau & C.
dem.1 dilo viodo no mesmo navio, entrado
na mesma data ; a E. H Wyat*.
Marca F F M P.1 dito vindo no vapor inglez
Taraar, entrado ere 28 de Janeiro de 1859 ; a
F. J. Martins Pereira.
Marca letreiro.1 dito vindo no mesmo navio,
entrado na mesma data; ao banco do Brasil.
dem idem.1 dito viodo novapor inglez Ty-
ne, entrado em 28 de maio de 1859 ; a Bastos &
Lemos.
Marca JSF. 2 caixas ns. 243 e244 vindas no
vapor inglez Avon. entradas em 30 de junho
de 1859 ; a Joio da Silva Faria.
Marca letreiro.1 embrulho vindo no mesmo
16*000
85OOO
}080
253000
53000
25400
IO495OO
7O9OOO
39200
10*000
8300
JJ(N d .B.10 de 1860; a-i.to* Morena
Sem marea166. panelas vrndas no mesmo
nrvio, entradas em 25 da maio d 1860; a David
Prreira Blur.
dem.25 fateixaa vindas no mesmo navio, en-
trada na mesma data j ao mesmo.
dem.100grelhas rindas no mesmo navio, en-
iradas na mesmUata; ao mesmo.
dem. loo portas lindas no mesmo navio, en-
tradas na1 saessoa data j ao mesmo.
Macra SlftC2pceles vindos d Hamburgo,
no brigue hanoveriano Allante. entrados em
18 de dezembro de 1858; a Henriques Santos.
Marca NU.-3 carias ns. 6,693/95 vindaa do
Havre na navio franca Barth. entradas em 6
de margo de 1860; a Manoel Joaquim Ramos e
Sem marca.4 cruzelas rindas novnpor clgua-
rass, entradas em 2 de agosto de 1860; a
u. .. rmatem rr. 8.
Marca PGC5 caixas na. 541/44 vindas d Li-
verpool na barca ingleza Bonita entrada em
5 de agosto de 1860-, R. Rooker.
dem A.-3 barricas s. 500, 546 a 547, vindas
na barca mgleza Bonita, entrada era 5 de
agosto de 1860 ; ao mesmo.
dem 8PV triangulo1 caixa n. 7, vlnda no
aT,lS,iRoniulu8 entrada em 27 de dezembro
de 1858; Prente Vianna;
dem AC150 cesto vindos da Baha no na-
vio nacional Doua Amigos ontrado em 31 de
maio de 1860 ; i ordem.
dem S.2 caixas ns 10/11 vindas do Porto,
no brigue portuguez S. Manoel I, entrado em
19 de dezembro de 1859 ; Manoel da Silva No-
gueira.
dem B & M.8 cunhotes ns. 3/10 vindos do
Porto na barca portuguesa Flor de Mara en-
trada em 4 de abril de 1860 ; i Barroca & Me-
t eiros.
dem letreiro.1 caixa vioda no mesmo na-
vio, entrado na mesma data ; a Jos do Santos
Nev.
dem .6 ditas ns. 35/4) vindas no mesmo
navio, entradas era II de abril de 1860 ; Cosme
Jos dos Santos Callado.
dem dem.90 portas vindas no mesmo na-
vio, entiadas em 12 do abril de 1860 ; a David
Ferreira Bailar.
dem dem.4 barris ns. 31/34, viudos no mes-
mo .navio, entrados na mesma data ; a Cosme
Jos dos Santos Callado.
dem dem.90 grelhas vindas no mesmo na-
vio, entradas na mesma dta ; a David Ferreira
Bailar.
dem diamante A.50 caixas vinda3 de Lisboa
na barcaportugueza Ptogressista entradas em
11 de maio de 1860; aTeixeira Baslos S Si C.
Armazem n. 9.
Sem marca.1 caixa vinda do Porto na barca
portugueza Amalia I entrada em 28 de Ja-
neiro de 1859 ; a Bernardo Siqueira Cavalcanii.
Idom H.1)0 ancorlas vindas do Porto no bri-
gue portugu*z Constante entradas era 3 de
marco da 1860 ; ao capito.
Armazem n. 10.
dem letreiro.1 caixao vindo de Macelo no
navio nacional a Oliveira II entrado em 30 de
selerabro de 1859 ; a ordem.|
dem dem.1 dito vindo de Macei no navio
nacional Darao entrado em 14 de novembro
de 1859 ; a ordem.
dem P Si M.7 dos vindos do Aracaty no
navio racional tiratidio entrados em 16 de
junho de 1860; a ordem.
Sem marca.1. sacco vindo de Liverpool no
navio inglez Kar Grey entrado em 29 de no-
vembro de 1859 ; a S. Brothers. -
dem MFL.4 caixas ns. 4169/4722 vindas de
Genova na barca sarda Paula entradas em 25
de agosto de 1859; a orderai
idem MS.2 cunhetes vindos do Porto no bri-
gu nacional S. Jos entrados em 19 de feve-
reiro de 1859 ; a J. Fernandes Frandiclt.
dem JCS 20 caixoes vindos do mesmo Por-
to, no mesmo navio, entrados na mesma data ; a
Jos Carvalho dos Santos.
Sem marca.2 gaiolas vindas no mesmo na-
vio, entradas na mesma data ; a ordem.
Armazem n. 11.
dem CC 1 caixa n. 12 vinda de Liverpool na
barca ingleza Caribe entrada em 24 de no-
vembro de 1858 ; a ordem.
dem letreiro.1 dita vinda no mesmo navio,
entrada na mesma data ; a ordem.
dem VAF.1 diia vinda no navio nacional
Artista, entrada em 16 de julho de 1860 ; a
ordem.
dem 888.1 caixa vinda de Hamburgo no ba-
gue hanoveriano a Miranda entrada em 12 de
fevereiro A 1859 ; a J. Praeger & C.
dem ACMA.l aacco vindo da ilha de S. Mi-
guel, na escuna portugueza Rainha dos Aco-
res entrado em 30 de marco de 1860 ; a or-
dem.
dem BC1 ancoreta vinda no mesmo navio,
entrada na mesma data ; a ordem.
dem MOM.1 lata viuda no brigue portuguez
S. Manoel I, entrada em 16 de maio de 1860 ;
a Manoel de Oliveira Maia Jnior.
lei n. 380 e nos mais artgos da mesma le, qu
regula as arrematace*.
6.a A pedra dva ser de granito ou outra pedra
de muito boa jolidd e fgflaanle dora.
7.a As pedra aerio-arraaaalaa sobre urna ca-
mada de argamass de cal e arela, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de asaeotadas se-
rio pisadas com uso maco pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar ama
carnada deargamaasa liquidar por cima das mes-
mas pedras, para Ibes encher os intertfcioa.
$.'0. proco aqu mencionado deveri incluir
qualquer aterro qu seja preciso fater para levan
lar o nivel das ras.
Conforme.O secretarlo,
A. F. d'Anouneiago. .
O Illm.Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprlmento da ordem doExm. Sr. pre-
sidente da provincia de 21 do correte, manda
fazer publico, que 00 dia 18 do abril prximo vin-
douro, parante a junta da fazenda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos
fizer a obra do calgamenlo da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at
praca do Collegio inclusive, pelo systema de Mac
Adam, avahada em 86 542*.
A arrematado ser feita na forma da le pro-
vincial o. 343 d 15 de Janeiro de 1854, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
taco comparecom na sala das sessdes da mesma
junta no dia cima declarado, pelo meio da com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de marco de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annunciac.io.
Clausulas especiaes para a arrematarn.
1.a A obra ser principiada em dous mezes a
Caf-------------
Cha......
Movimento do porto.
9> W a. o-a Bi r r ** a. S' ce * s-s oras
W V *1 V 2 3 er Itmosphsra. O es
EfJ 0 r* en Dirtcciio. p V. se
9S ao Intensidad*. vx V-
2 00 03 3 3 Fahrenhei. 1 -i n 0 M -H x O m *
rS ha 03 Centgrado. Te? i
22 2 i 8 00 Hygrometro. i
8 0 0 i" Cisterna hydro-metrica.
5? S en O "te lo se P 00 Frantez. % O t H 9> O
t 3 '8 8 8 8 8 Ingles.
contar da data da arrematarlo e concluida no
prazo de 10 mezo.
2.a O arrematante ser obrigado a attnder as
observacoes cooceroeoles boa execu;ao da obra
feita pelo engenbeiro encarregado da sua Qscali-
sacao.
3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
taces iguaes, correspondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orcamento.
4. Para ae proceder ao pagamento, ser a obra
avahada em brocas quadradaa, ficando o arrema-
tante sujeilo pelo prego do orcamento ao anda-
mento da obra, se o governo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as obrigaces cootidas no art. 36 da
lei n. 286 e dos mais artigos da mesma lei, que
regula as arrematarles.
Conforme. O secretario.
Antonio F. d'Annuuciaco.
__ O Illm. Sr inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico que
no dia 11 do corrento, peraute a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vao a praga para serem
arrematados quem mais der os movis abaixo
mencionados, que perlenceram ao extincto cou-
selho administrativo do patrimonio dos orphos.
6 cadeiras de Jacaranda com assenlo de pa-
Ihinha.
1 dita dito de braco.
8 ditas de pinho pintadas.
1 mesa grande de amarello com duas ga-
vetas.
1 sinete com a competente prensa.
1 cofre de madeira chapeado de ferro..
1 carteira de duas faces arruinada.
1 jarra de barro.
1 coco de folha
1 baca de barro.
11 larapees arruinados.
As pessoas que se propuzerem a esta arrema-
tarlo comparecam na sala das sesses da mesma
junta, qo dia cima declarado, onde encontrarlo
os ditos objectos para serem examinados.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de fazen-
da, 1. de abril de 1861.
O secretario
Antonio Ferreira d'Annuneiacio.
Secretaria do governo de Per-
nambuco 3 de abril de 18Gt.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
declarar para conhecimento de quem possa iute-
ressar que por aviso do ministerio da fazenda de
23 de inarco ultimo fui prorogado at o dia 31
de julho prximo futuro o prazo marcado para a
substituido sem descont das notas de 209 da
4a estampa, papel branco, devendo coraeQar do
Io de agosto deste anno, a correr os dez mezes
para o descont mensal de 10 0|0 na forma da lei.
O secretario do Roverno,
Joo Koirigues Chaves.
O Illm. Sr. inapecior da thesouraria provin-
cial manda fazer publico que do dia 2 do corren-
te por diaute pagam-se os ordenados dos empre-
gados provinciaes, vencidos no mez de margo
prximo lindo.
Secretaria da Ihesourara provincial de Per-
uambuco l.de abril de 1861.O secretario,
A. Ferreira d'Annunciac,o.
Directora geral da instrueco
publica.
Por esta reparticao se faz publico que o Illm.
Art f*rMaTOa*deohralea>trfrin*f
[com perticular individuaco o local ero wTov
currad deverA ser aasenlado, e bem assim mu
direccoo e limitas, ^^
Art. fl. Nos banbados e alagadico dos rtoe a
aguas oavegaveia permiid a-oonstruccao de
curraes Qxos sem dependencia dos exames exi-
gidos no art. 1., urna vex que fiqoesn oa distan-
cia de trinla braca noio menas das margen,
salvo as postaras municipae, e pracedenilo coan-
municoQpo capitana de porlos, aue 09 po*-
rt0i.P^lUbi^, M t"4q"lquer cimstaneio
especial forem pre/odicnes naregacao. ao
puMico*?,DeBt08 K"*aha a "ro.
mr' V SS Peraiui*> o curraes monta
ern qualquer parta da asjn navegaveis, com-
anlo que nao embarceos *oavegacio e deven-
do seus proprietanos.o* usurtrios remoTC-losdo
(resera tres mezes para oulros lugares.
Arl. 8. Os curraes movis podero se r cons-
truidos de madeira, ferro, oa de-outras materia
com engradament que olTerega sabida ao peixe
anda pequeo. Serao fuodeados por meio de
ancoras ou pesos, e nunca por mourdea ou estacas
xados no fundo.
Axt. 9." Se algum curral movel agarrar ou
solTrer avarias que deixem no fundo qualauer
parta dolle, o propiiotario ou usurarteseraVobri-
gado a relira-lo, extrahindo o material que eoti-
ver submergido.
Arl. 10. Todo aquello qu6 coostruir u coai-
aervar curral flxo sea que teohs oblido a licenc
dM trata-o art. I.'incorrer* na multa tie 50# a
100SOO, sendo alm disso o curral demolido &
su cuota.
A licenca para a eonsarvaco dos curraes i
existentes ser apresentada dentro de tres mezes.
Art, 11 Oque, tendo oblido liceo;, infringir
algama das disposige relativas aos curraes Gm
incorrer ns multa de 10J a30>, deveudo o cor-
ral ser demolido sea costa, se dentro de douo
mezes. nao satiszor o preceto infringido.
Art, 12. A iofraecao de qualquer da disfwsi-
sobre curraes movis ser punida com a multa da
4| a 129000.
Arfe 13. No caso do art. ser tambem ap-
prebenddo o eurral e arrematado em beneficio,
dos cofre das multas, se dentro de 30 dias o in-
fractor nao procurar reegata-lo, pagmdoasdes-
pezas de sua eitracgo.
Art. 14. Para o casos de iofraecao dadispo-
sicoes do presente decreto, o processo ser de-
terminado no regulamento n. 447 do 19 de maio
de 1816.
Francisco Xavier Paes Brrelo, do meu conse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocio
da marinha, o tenha assim entendido e faca exa-
cutar.
Mjffo d<> Rio de Janeiro em 27 de fevereiro
de 1861, 40." da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M- o imperador.Francisco
Xavier Paes Brrelo.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
Sem marca.155 pessas de cabos de cairo vin- Sr. Dr. Jos Soares de Azevedo, assumio as func-
das de Lisboa, no brigue portuguez Soberano es de director geral interino, por haver lomado
A ooite nublada, com alguns sguaceiios, vento
SE fresco e assim amanhecea.
OSCILACAO DA HAR'.
Preamar as 0 h. e 42' da tarde, altura 5,8 p.
Baiamar as 6 h. e 6' da manha, altura 2. p.
Observatorio do arsenal de manaba, 6 de
abril d 1861.
oataK* SrEn.E,
r taante.
-------- n
Navioe entrados no dia 6.
New-porU 3*dia*i. briguoingtei Sir Heoty
280 naTI. eDlrado na mesma data ; a Jos J. Gon-
(alves Bastos.
dem idem.1 dito vindo no vapor inglez Tas-
maman, entrado em 29 de julho de 1859; a B.
& Lemos.
dem idem.1 dito vindo no vapor inglez Ty-
ne, entrado em 29 de agosto de 1859: a E. H.
Wyatley.
dem idem.1 dito vinlo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a Bastos Si Lemos.
dem dem.1 embrulho vindo no vapor in-
glez Oneida, entrado em 31 de outubro de 1859;
a Fox Brothers.
dem idem.1 dito viodo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a i. Keller & C.
dem idem.1 diiu vindo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a Bastos & Lemos.
dem idem.1 dito vindo no vapor inglez Ty-
ne, entrado em 29 de novembro de 1859 ; a J. C.
A y res.
dem idem.1 dito vindo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a Bastos & Leaos.
dem idem.1 dilo vindo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a J. E. Uobert.
dem idem.1 dito vinda no mesmo navio,
enlrado na mesma data ; a F. Souvage & C.
dem idem.1 dito vindo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a Ferreira & Araojo.
Uera idem.1 dito vindo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a Rocha Lima.
dem idem1 dito vindo no vapor inglez A-
von. entrado em 30 de dezembro de 185; a
Bastos & Lemos.
Marca GC1 dito n. 91 vindo no vapor Ingiez
Tyne, entrado era 28 de fevereiro de 1860; a
C. J. Aslley & C.
Marca letreiro.1 dito vindo no mesmo navio,
entrado em 28 de maio de 1860; a Pinto da.Silva
Bairio.
Mwca VS.2 barr n. 1 e 5, vindo no vapor
inglez Tyne, entrados era 28d fevereiro d
1860 ; a Thomaz de Aquino Fonseca.
Marca-letreiro.1 embrulho vind no mesmo
navio entrado em 28 de julho d 1838 : a Ramos.
Duprat & C.
Idom idem.1 dilo viodo no mesmo navio,
entrado na mesma data ; a H. Wtiitley St C.
Armazem n. 5.
Marea letreiro.1 embrulho vlndb no vapor
ingle. Tyne, enlrado em 28 de fevereiro d
1880; ajame Castre.
Marca diamante RBBGC1 dito vindo no mes-
rnnnavle, eotrdo na mesma ata-, a Kalkraan
a c.
Marca P.1 tina vindono vapor inglez Ooei-
4ar.aira4- em 29 d setembfo, de>18fl0; J.
4 Falque. '
entradas em 8 de outubro de 1859 ; a Carvalho
Nogueira & C.
dem dem.1 gaiola vinda de Lisboa no bri-
gue portuguez Torujo & Fiiho, entrada em 18
de julho de 1860 ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
. dem MlS.60 barris vindos do Porlo no bri-
gue portuguez S. Manoel I, entrados em 22
de novembro de 1860 ; a Jos Antonio da Cunha
Irmaos.
dem ARA.1 caixa vinda da ilha de S. Mi-
guel na escuna portugueza Rainha dos Acores
entrad* em 3J de margo de 1860 ; a ordem.
dem A Si C.-4 ditas ns. 44/46 vindas do Ha-
vre na barca francez Berth entradas em 20
de setembro de 1860 ; J. P. Adour & C-
Aifandega de Pernambuco, 5 de abril de 1861.
O 3o escripturario Joo Jos Pereira de Furias.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedades pertencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao (izerem, sere
os mesmos dbitos remeilidos para juizo, am de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de margo de 1861.
* O secretario
A. F. d'Annuuciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 21 do correte, manda
fazer publico, que no dia 18 de abril prximo vin-
douro, perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria se ha de arrematar a quem por menos
fizer a obra do calcamento da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at a
praca do Collegio inclusive, pelo systema de pa-
rallepipedos, avallada em 212:9050.
A arrematacao ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de Janeiro de 1854 e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas, e com o aba-
timento da quantia de 22-250$, offerecido pelo
Baro do Ligamento.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tado comparecam na sala das sessOes da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar peto Dtorto.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de margo de 1861.
O secretario,
A. F. d'Aonunciag&o.
Clausulas especiaes para a arrematago.
1.a A obra ser principiada em dous mezes a
contar da data da arrematago e concluida no
prazo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a attender as
observages cOncernentes boa execugao da obrs
feita pelo engenbeiro encarregado da sua tiscali-
saco.
' 3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
tarles iguaea, correspondendo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do orgameoio,
sendo em dinheiro ou apolices da divida publica.
4.a Para se proceder ao pagamento ser a obra
avaliada em bragas quadradas, ficando o arrema-
tante sujeilo pelo prego do orgaoento no aug-
mento da obrs, se o governo assim o entender.
5.a O arrematante ser obligado a seguir in-
assento ua assembla legislativa provincial o
Illm. Sr. director geral effectivo Dr. Joaquim Pi-
res Machado Portella.
Secretara da instruego publica de Pernambu-
co. l.de abril de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque,
Secretario interino.
Declarares.
Capitana do porto.
tetramente u obrigaces conlidas no art. 36 drga do sil. 1,
O Sr. chefe de diviso, capito do porto manda
fazer publico para conhecimento de quem inle-
ressar possa, o regulamento abaixo transcripto.
Capitana do porto de Pernambuco, 6 de abril
de 1861.No impedimento do secretario, J. Ne-
pomuceno Alvez Macial.
Decreto n. 2.756 de 27 de fevereiro de 1861.
Estabelece regras sobre a construego e conser-
vagao de curraes de peixe, as costas, portes
e oulras aguas navegaveis do imperio.
Sendo conveniente eslabelecer regras sobre a
conslrucgo e conservaco de curraes de peixe
as costas, portos e oulras aguas navegaveis do
imperio, hei por bem decretar o seguinle:
Art. 1. As cmaras municipaes continuaro a
conceder licencias, nunca excedentes a dous an-
nos, para a conslrucgo de novos curraes de pei-
xe e conservago dos j existentes, precedendo
sempre declaragao das respectivas capitanas dos
portos, e as diligencias o exames prescriptos no
art. 13 do regulamento n. 417 de 19 de maio de
1846.
Art. 2." As capitanas recusaro essa decla-
ragao :
1. Quando o levantamenlo ou conslrucgo
dos curraes flxos prejudicar navegago de qual-
quer especie.
2. Se os curraes houverera de ser construi-
dos ou conservados em lugares que na baixa mar
nao licam em secco, ou com meos de tres pal-
mos d'agua.
3. Se os curraes heuverem de ser construidos
ou conservados nos lugares onde possam causar
grande accumulagao de ara ou lodo.
4. Se ficarem em distancias menor de cem
bragas uns dos oulros.
5. Se os curraes bouverem de ser construidos
ou conservado em distancia menor de trezentas
bragas das embocaduras das barras, bahas, ros
e oulras aguas navegaveis, e tora das embocadu-
ras em distancia menor de mil bragas.
Art. 3. Nenhvm curral ae podei levantar se-
no mediante as seguinle condices:
1.a Os moures ou estacas sern de compri-
mento tal, que as mares mais alta excedam
tres palmo pelo menos superficie da aguas.
2 Os ditos mouroes e estacas-nao serio tin-
cados mais do tras palmos na ara ou lodo, 00 de
dous em fundo mais firme.
3.a A estacada ou engrada raen to, qualquer que
seja a sua forma e materia, tara os occessario
intersticios para dar fcil saluda ao peixe ainda
pequeo.
Art. 4. Os proprieta ros, ou usurarios doacur-
raes serao obrigades a remover inensalmente na
baixa de alguma das grandes maxs, a ara ou
lodo qu. dentro e em redor dos mesmos curraes
esliver accumulado ; langando-os em trra firme,
ou no lugar aue fot designado pelas capitanas
na declararlo que proceder a concessao da iicen-
0 novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notas
de sua emusao de 10# e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que bao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 51 de Ja-
neiro ultimo e lindo este prao s po-
dera' ter lugar a substituir o ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
vo de 10 por cento poreada mez.
Recife 9 de margo de 1861. O di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira*
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da santa casa de mise-
ricordia do Recife manda fazer publico, que no
dia 11 do correnle, pelas 4 horas da tarde, na so-
la de suas sessoes, ir praga o fornecimento da
carne verde de que precisaren! os estabelecimen-
los de caridade no lempo .que decorrer do dia da
arrematago a 30 de junho do crrante anuo : 09
pretendeotes dirijam as suas propostas em carta
fechada, no dia, hora e lugar aplazados.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 5 de abril de 1861.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Inspeccao do arsenal de marinha.
Faz-se publico que a commisso de peritos
deste arsenal eximinando, na forma determina-
da no regulamento acompanhando o decreto n.
1324 de 5 de fevereiro de 1854. os cascos, machi-
nas, caldeiras, apparelhos, mastreago, veame,
ama/ras e ancoras dos vapores oCaraaragibe, Ja-
guaribee Persnunga, o primeiro dacompanhia
Vigilante, e os mais da pernambucana de nave-
gago costeira, achou todos osses objectos em
regular estado.
Inspecgo d arsenal de marinha de Pernambu-
co, em 5 de abril de 1861.
O inspector,
Elisiario Antonio dos Santos.
Vice Consulado de
Espaa.
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de Iss cartas da-
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M.
no hayan cumplidos con la que en el mismos sa
dispona ; los emplazos nuevamente con 15 dias
de trminos para verimcar-los, advirliendos quo
ademas del derechos del documentos, tendrn da
pagar 200 reales de velln de multa, cou deslinos
ala Sociedad Espadla de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza-
miento, los que no se hayan presentado no
sern considerados como Espaolea y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este vice consolada
cuando lo necesitan.
Pernambuco, 20 de marzo de 1861___El vico
cnsul, Juan Anglada Hejo.
Novo Banco de Pernambuco,
0 novo banco paga o 6- dividendo
de 12500 por aerao.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
plimento do disposto no art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data a
substituicao das notas de 20$ Ja emisso
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
francisco Joao de Barros.
Conselho admfaristrtttivo.
O conseibo administrativo, pora foriecimento'
do arsenal de guerra, lem do comprar o objedn*
seguales :
Para o corpo da guornico da provincia t Para-
hiba do Norte.
17 bandas de la.
203 gravlas de sola do lustre.
293 mantas de lis.
263 bdtoets. ...
lata a. botica^do hospital militar d gutnic,a
Pefnamuco.
1 libra dd extracto moile de alcagus.
8 oncao de iodo. .
50 colchoes de la arriauda.ou de fta coa*
8 palmos de cotnerimeoo e 3 1/2 pttaoadj
lacsura. .
0 travesseirc*. dfi jU fiom 3 1/2 taa.o*at>
comprimeoto.
8 chaleira d forro pava 20>procas '___.
Quem quizar vender ta ofcjojctosa*renJ
suas pro postas ata carta, techad. aa secreten


tt
WW M nrfUBMX. SEGWWA FURA S M ttlL DE mu
do conoelao, i 10 horas da manha do di* fO do
correte mez.
Sala das sessdes de eeoaelbo adaiiniatraiiTo,
para forneeiaaeoto do arsonal da guerra, 8 de
abril de 1811.
Btnto /ot Lmmtnha LinM,
Coronel presidente.
lexandre Auguito de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario.
Tendo a directora das obras militares de
proceder a construcci das latrinaa do quartel do
a." batalho de infantaria na fortaleza das Chico
Ponas, as pessoas que se queiram pro per a es-
tas obras, pudem comparecer na referida direc-
tora com suas propostas nos dias 4. 5. *-6 das
10 horas em diarrfe da maoba.
Directora das obras militares de Peroambaco
3 de abril de 1861.O escriptur.rio,
Joio Monteiro de Aodrade Malvina.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPREZAGERMANO.
Terca-feira, 9 4e abril de 1861.
I' Recita .da assignatura.
Subir cena a exoelleote comedia-drama em
dous actos e um prologo martimo
Germano.
Valle.
Mendes.
PROBIDADE
PERSONAGENS DO PROLOGO.
-O cemraandante da fragata San-
to *<"<...................... Leite.
O immediato..................... Raymundo.
Aerifique Soares, aspirante da
guarnico....................
F rancisco Nogueira............
-Manoel Escota, primeiro mari-
nheiro........................
Jacob Abrauao, negociante..... Thomaz.
Jos, criado da cmara......... Santa Rosa.
Sara, fllha de Jacob............ N. N.
Um ofllcial..................... Teixeira.
Primeiro aspirante............. D.AnnaChares.
Segundodito................... d. Jesuina.
Officiaes. aspirantes, etc.
O prologo passa-se a bordo da fragata Sanio
Rosa em 1835.
PERSONAGENS DA PEA.
D. Guilherraina, viuva rica..... D. Carmela.
Adelia, sua filha....,.,,....... D. Manoela.
Hearique Soares...,..,,....... Germano,
Manoel Escota, guardio da ar-
n> Francisco Nogueim, artista..... Valle.
.Collares, procurador........... Nunes.
Souza, guarda-livros........... Vicente,
O mendigo...................... Thomaz.
Alaria, creada.................. D. Jesuina.
Uoj creado...................... Santa Rosa.
poca actualidade.
Terminar o espectculo com a graciosa come-
dia em um acto
TRIBULAC40 E VENTURA,
Comecar s 7 > horas da noite.
Aluga-se.
Contina a estar por se alugar a casa terrea,
tem armaco da loja que existi ns mesma casa ;
o proprietario s Ihe convm alugar para algum
e-tabolecimeoto, pois a localidade nao poder ser
roelhor : na ra Direita n. 83, e a fallar na ra
da Penha n. 5.
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho S. Salvador segu em poucos
dias, recebe escravos a frete: trata-se com os
consignatarios Marques, Barros* C, largo do
Corpo Santo n. 6, segundo andar.
Para a Babia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade. tem parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que Ihe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, no seu escriptorio ruada Cruz n 1.-
Leilo
Cear.
Segu com toda a brevidade o cter nacional
Emma, capito Joao Antunes da Silveira ; pa-
ra a carga que Ihe falta, trata-se com os consig-
natarios Moreira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 4.
Quarta-feira 10 4o cor-
rente as II beras.
O agente Camargo fara* Idilio por
mandado do Exm. Sr. Dr. jui especial
do commercio a requer me rito dos cu-
radores fiscaes da maesa fallida de Joa-
quimLuiz dos Santos Villa-verde, de
urna padaria oonsistindo em pertences
da mesma, carrocas para bois, ditos
para csvallos, 3 bois, 2 ca val los, urna
casa terrea na ra Imperial n- 201,
com 25 palmos de frente, um tellieir
no fundo com forno de padaria, divi-
das, letras, icas do mesmo fallido, que
tera' lugar na ra Imperial confronte
a fabrica de sabao.
Na mesma
occaslao sera' ven a i do o preto Joaquina
de n a cao Angola, idade 40 annos, Jos
ciioulo de 60 annos, movis, consistin.
do o mesmo em um guarda louca, ca-
deiras de bataneo, mesa elstica e outros
objectos que esta rao patentes no acto
do leilao.
LEILO
Terca-feira 9 do corrate.
O agente Ca margo fara' leilSo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento do cu-
rador fiscal e depositario da massa fal-
lida de Antonio Jacintho Pacheco, das
dividas pertencentes ao mesmo fallido,
no seu armazem na ra do Vigario n.
19 as 11 horas em ponto. Os Srs. pre-
tendentes ^poderao entender-se com o
mesmo agente para ver os nomes dos
devedores e suas moradias.
LEILO
Quiita-feirall do correte.
O agente Camargo fara' leilao po-
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimenso de
Campiano Si Cordeiro, da taberna da
ra do Rosario da Boa-Vista, perten-
cente a Francisco Ferreira Fialho, a
qual consiste em aruiacao e gneros etc.,
sendo effectuadj o mesmo na referida
taberna as 10 horas em ponto.
Armazem n. 22 da
ra do Vigario.
LEILAO
No dia 10 do correte as 11 horas.
O agente Evaristo far leilao de urna boa pro-
priedade na estrada de Joode Barros um pouco
achante da Soledade, com casa bastante grande,
com 4 salas, 7 quartos, grande cosinha,estribara
para 8 cavallos. casa de farinha com seus per-
tences, 2 cacimbas com boa agua, muitas fruc-
teiras de diversas qualldades. 2 viveiros com
i fnnn ipe tem a ProPredade da 1,300 a
1,400 palmos de frente e tanto ou mais de fundo
sendo 3 parles do terreno de baixa, onde se po-
derao fazer grandes plantas de capim o que raui-
to prados por ser barro tendo urna camboa na-
vega vel pelo que ofTerece a vantagem de edifl-
car-se urna otaria para obra grossa. Os preten-
dentes se entendern com o mesmo agente no
armazem da ra do Vigario n. 22 onde teao os
esclareciraentos.
LEILO
Ter^a-feira 9 do corrente.
Sanraders Brothers & G. fario leilao por inter-
venoao do agente Pinto de 400 barris com bola-
chiohas recentemeote chegadis de Fhiladelphia
na barca americana Margaret, em lotes a von-
tsde dos compradores, s 10 horas em ponto no
armazem do Sr. Annes, em frente da alfandega.
LEILAO
DE
Gneros de estiva.
Segunda-fcira 8 do correte.
Antunes por mandado do Exm. Sr. Dr. iuiz'es-
pecial do commercio,far leilao a requerimenta
de Prente Vianna 4C.e outros. dos gneros e
mais objectos areslados a Manoel Joaquim de
Ohreira & C, no referido dia s 11 horas
ponto na ra do Cordoaiz n. 14.
Sociedade
em
Avisos diversos.
ERRATA.
No communica Jo a respeito do gymnasio in-
serido no Diario de 4 do corrente, em vez de
Joaquim Bernardo de Figueiredo,leia-se
. JBernardo de Miranda.
DA
PROVINCIA.
Quinta parte da quinta e
primeirada sexa
do hospital Pedro II.
O abaixo assignado vendeu nos bilheles rubri-
cados com a sua Qrma as seguintes sones
Um meio bilhele.
Dous melos bilheles.
Um meio bilhete.
Um meio bilhete.
Bilhele inteiro.
Meio bilhete.
Dous meios bilhetes.
Ns. 332 5:000$
15S5 800
965 800a
1391 200J
267 200
2663 100
905 100S
e outros menores de 40, 20 e 10
A sorte grando paga (inclusive os 12 / ge-
raes el % provinciaes). ns loja da praca da In-
dependencia n. 22, aoode se acha a ven'da os bi-
lhetes e meios da lotera de S. Pedro Martyr de
uimda asslm como as mais do costume, ttaran-
tidos por
Santos Vieira.
Bilhele garantido &S000
Meio bilhete 3$000
Em porcoes de 50g para cima :
Bilhele inteiro 5500
Meio 2JJ750
DE
Edificares e compra de
terrenos.
O abaixo assignado tendo distribuido bom nu-
mero de Prospectos para a dita sociedade nestes
ltimos dous mezes. julga que as pessoas que os
tem recebido ttveram lempo sufficienle de os lr,
e poder apreciar as vantagens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige; portento convida as numerosas pessoas
que Ihe duseramdesejarem coadjuva-lo com suss
subscripcoes, levar a etleito e por em andamen-
m o. f,?1!.5 beeuca empreza. it4 remelle-
h. n. ,lU S de u.bsc"P5o da nneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
nha cada prospecto.
Derero dirigir-lhe debaixo de subscripto, ra
do Crespo n. 4 loja. do 1 de abril em diante.
Teodo-se apreseolado muilos donos de terre-
*?.''iC2m *4i0r d'elles enlrar D wrmacao
do capital da sociedade, torna-se necessario que
os socios que querem entrar com dinheiro nafor-
!?? M5,u|i o ais breve possivel
seus ttulos de subscripso na indicada forma,
a..i*8 Pd?[r"wos devidosassentamentos!
Asslm como j o disseroos no prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para to til em-
preza. v.sla da facilidade que ella d para rea-
rfft rao o total das subscripcoes de cada socio. Basla
pagar dez mil ris todos os dous mezes para com-
mU !ism m"eS Um" subsc"P5o e com
Oualquer artista, carpina, pedreiro, ferrelro
2!T 5*' ou aiT0 emPfego, deixaodo de parl
um da de semeo por semana de 2500, ern 40
ri9d^01R*,,eem808emina8 uraa subscripso
de 200S- Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de previ-
rmd.r'ii! SS P*2 do acidente molestia
Poder-Ihes-ha ser d'um grande soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muita genio boa
louvar e gabar o projecto da empreza, mas que
era apresentsda em m occasio, visto o rao es-
lado dos negocios em geral o a falla que se sent
de dinheiro na praca. Tudo isto verdade, mas
a crise actual hade ler seu termo, o ludo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultado
iransargoes desesperad js

Joao da Rocha Wanderley roga a todos
os seus amigos que se dignem assislir ao
oiiicio anniversario que tem de celebrar na
igrea do Espirito Santo no dia 9 do cor-
rente (terca-feira) pelas 8 horas da manha
por alma de sua muito cara esposa D. Ma-
na Amalia Lina Barradas, e espera que o
nonrem com suas assassislencias a este
acto de caridade e religio pelo que ser
eternamente grato.
das
_ com juros de 1 Ii2 a 3
por cento ao mez. ha de ser o reactivo que ha de
precipitar a volta do equilibrio geral.
No entretanto de interesse capital da socio-
dade por elle projectada, que os que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vautagns que a
mesma poder offerecer, se apressem subscre-
ver aura de que, depois de fundada e em exerci-
co, possa aproveitar anda a occasio de comprar
terrenos, madeiras, materiaes de toda especie
mesmo casas, por precos muito abaixo dos valo-
res pagos em tempos de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos precoa
acluaes, desde j os socios tem a cerleza de que
seus capitaes poderodar grandes benicios so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
nLTtiSf% l0g0 que a crise h0UTer Psado, e
que tudo torne a seu estado normal.
Para apromptar tudo o que a empreza precisa
para se por em plena aeco e andamento sao pre-
cisos 9 a J2 mezes; portento ha urgencia em rea-
inat quanto antes os primeiros 250 contos de ris
.As subscripcoes que o abaixo assignado pede
sao para formar urna sociedade que todos reco-
nhecem offerecer grandes vantagens a seus socios
e ao paz; portento ella nao precisa d'oulra re-
commendacao alm dessas.
Se fosse urna subscripto em favor d'este ou
a aquello estabelecimento pi ou de caridade p-
dica, o abaixo assignado reconhece que tanto
aqu como em qualquer outra parte do mundo,
muito importa para o bom xito que as subscrip-
coes sejam pessoalmente aposentadas pelas pes-
soas mais influentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidado. N'esle ultimo caso o
amor propno estimulado; tal que tencionava
subscrever 10$, 20*. 30. por Ihe ser pedido por
sao composta d'esle, d'aquelle e
LOTIIUA
A~ham-$e a renda os bilhetes e meios
da quarta parte da quarta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz
de S. Pedro Martyr de Olinda, na the-
sourana das loteras ra do Quemado
numero 12, primeiro andar, e as lo-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Vieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmaos. As rodas an-
darSo impreterivelmente no dia 2i do
corrente e os premios ser5o pagos de-
pois da entreea das listas____O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodnguesde Souza
Atten^o.
Precisa-se alugar urna preta escrava que saiba
lavare eogommar, paga-se bem ; na ra da Cruz
n. ti, segundo andar.
A padaria do leo do norte, na ra do Co-
toveiio, anda precisa de um bom entendedor de
masseira.e que entregue pao com um preto s
ireguezias bem perto da porta.
Antonio Marting de Gouveia retira-se para
.iT,^eCSVse,deoUn,caixeiro d9 id>de de 12
iristnn?s? dand0 fl'dora sua conducta ; na ra
Direita, taberna n. 25.
Alugam-se effectivamenle pretos para o
servico de taberna ; na ra da Seazala Velh. d?
36, primeiro andar.
Carvalho, Nogueira &
C, sacam qnalquer'quantia
sobre Lisboa, Porto e Iiha de
S. Miguel: na ra do Vigario
o. 9, primeiro andar.
- Aluga-se a loja do sobrado
ra da Imperatriz n. 38 : a tratar
mesma ra n. 40.
m^*.^,Dr" Ant?D2 MaD0el de "edeiros (medico)
mora Da praCa da Boa-Vista n. 15, quina onde
pode ser procurado a .i.i.i.,.k:.4 '
noite.
Importante
ATiiSO
ch lJ\ de Pit8 da rua d0 Oueimado n. 39.
m.m *-" 8rande.''zem com todo o sortU
ment de roupas fetas, paracujo fim tem mon-
tado urna officin. de alfaiate. estando encarra-
.hSL* m tZ& me8lr^ Tind0 d0 Lisboa, Sa-
ra desempenhar toda e qualquer obra que se Ihe
emende ; por isso que faz um convite espe-
cial a todas as pessoas com
Illms. Srs. officiaes tanlo da
exercito.
especialidade os
armada como do
da
na
pode ser procurado a qualquer hora do J ou"d
Faz-se fardas, farddes com superiores preparos
muito bem fetas, tambera trata-se fazer o far-
oamenio todo completo conforme se usa no Rio
de Janeiro, lano que tem os figurBos que de
ja vteram ; alm disso faz-se mais casaqumbas
para montara, frdelas -ou jaquetas, bem como
222 a ^ Pa os Srs. ajudantes de esta-
hr?"0r 6 de "*. I"" seja singlos ou
So daFarCn8rqrlhaKde0Ur ou Pl, tudo ao
rfofimK Eur1Pa' 'mbem prepara-se becas para
2,1! C',mlra- aond? e fazem a nelhores
conhecidas at hojo. assim como tem muito ricos
desenos a matiz de todas as cores propros pa"a
!l".e"L0d.a. ?8?ens ou ""dos de libr que le
far pelo gosto franceza.
carrega-se de fazer para .
uanceza bordadas ao mesmo gosto.
do ,S VirJj"r qae arre"a'ani no leilao
haiam *! Sr k e0le Cam.ar0' Da rua do Rsngel,
doZ o L2" S bjeCl0S ^ue omatarfm
porque o mesmo agente tem de entregar as cha-
ves da casa e liquidar o mesmo.
Rua estreita do Rosario n. 32, primeiro
andar.
SJ!SLE! deD,iSlae "dor.de via-
fabelePCef L PM,d lmperi' onde teociona es-
de resolv*nd demorar-se, a pedido
vfrwrnm ai5,g0.?'.He,ta Cd"*e' ?ereCe eu S""
vicos como dentista e abridor.
neE rISmi? "" encarre8a-se de firmas, si-
UHnf' ncanmDos.Pra repsrticdes publicas.consu-
, ?'i?rma8 comi?erciaes, etc., etc., lavra obras
COMPANHIA PERNAMBUCANA
vapor.
Norte,
DE
Navegacao costeira a
Parahiba, Rio Grande do
Macao, Aracaty e Ceara
O vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correnie mez. Recebe carga at o dia
20 ao meio dia. Encommendas, passageiros e
dinheiro a frete at o dia da sabida as 2 horas :
escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Riode Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceicao pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passigeiros e escravos a frete, para os
quaestem excellentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Meades, no seu
escriptorio rua da Cruz n. 1.
Obriiue portuguez Relmpago, vai se-
guir viagem para Lisboa em poucos dias por ler
tada a carga orompta : s recebe passageiros pa-
ra o que tralj-se com o consignatario Thomaz
d'Aquioo Fooseca, na rua do Vigario n. 19, pri-
meiro andar, u com o capito na praca.
Urna taberna.
Quarta feira 10 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz do commercio a requerimento
de Prxedes da Silva Gusmo, da taberna do a-
teo do Terco n. 14 de Francisco Oliveira Jnior
4 C. no dia cima s 11 horas era poni.
UliO.
Dia 9 do corrente.
Mills Latham & C. tarSo leilo por intervencao
do agente Olivera, de 18 caixas de 24 queijos
narnenges chegados pelo ultimo vapor francs:
ler?a-feira 9 do corrente s 11 horas da manha,
no armazem do Sr. Annes' defronle da arcada da
alfandega.
LEILAO
DE
Leiles.
LEILAO
ni?
j Oageoe Hyppoitoda Silva fara'lei-
tu* al&ini larris com presuntos por-
eS.e!e,^raechar cx)ntM' quae
srnm ,d01 ,em ,,mt de V<> *'
f "m tei^-fe.ra 9 do co, Tente as 11
L 29nto' no a^m do Sr.
Annes em freDte da alfandega/
Perfumaras.
Terca-feira 9 do corrente,
Costa Carvalho far leilo em seu armazem na
rua Nova n. 65. de varios objectos de perfuma-
ras como sejam frascos de banhas, sabonetes in-
glezes. franjas, tambera vender outros muitos
objectos que estaro presentes no acto do leilo.
LEILAO
DE
m grande sitio
NA
Estrada do Arraial.
Terca-feira 9 do corrente.
Antunes far leilo em seu armazem na rua
do Imperador n. 73, de um grande sitio no prin-
cipio da estrada do Arraial junto ao do Sr. Mar-
celino Jos Lopes, com excetlente casa de pedra
C0Dte? ? 8 J""108- 2 "'" ura bnete,
cosinha, estribarla, muito boas larangeiras, sapo-
meiros, jaqueiras. coqueiros, urna grande baixa
ae capto um nacho no meio do sitio com ba-
nneiro, ebios proprios ; os pretendentes dirl-
<-"" fo referido ilio para examinarem, tendo
logar oleilio ao dia cima indicado s 11 horas
em ponto.
Da rua do Imperador n. 14. primeiro andar,
furtaram um binculo, guarnecido de madrepe-
rola : recompensa-se a restituico.
Roga-se a pessoa que em a noite do baile
de 5 do corrente, levou por engao um chales de
touquim bordado, tendo urna das faces redonda
que se achara com outros na sala do toilet das
senhoras, mande rua de Apollo n. 30. segundo
andar, para desfazer o engao e receber o que
ah se acha tambera de louquim.
Urna pessoa que tem todas as habilitacoes pre-
cisas, crisma a fallar e escrever correctamente a
lingua franceza e ingleza : quem de seu prestimo
se quizer utilisar, deve procurar na rua da Ca-
deia do Recife d. 61, ou na rua Nova, casa do
Sr. Mathias.
Antonio Dias de Souza, subdito porlueuez
retira-se para a Europa.
Mobilias dealuguel.
Alugam-se mobilias completas de lodas as
quahdades e por prego muito commodo ; tam-
bera se alugam cadeiras em grande quanlidade
para bailes ou officios : na rua Nova, armazem
de roobilia do Pinto, defronte da rua de Santo
Amaro.
Quatro cantos da Boa-Vista
numero 1.
Deseja-se saber se existe nesta provincia o Sr.
Bernardino Ferreira Alves, natural do Portugal,
freguezia de Pinheiro de Oliveira de Frades, co-
mo este livesse sahido da cidade da Babia para
Portugal em urna barca que naufragou ha 3 ou 4
mezes, e como sua familia nao liona noticias do
mesmo, faz pelo presente annuncio, pedindo en-
carecidamente a quem desle souber, annunciar
por esla folha que ser recompensado o seu tra-
balho. Pedido de sua familia e um seu amigo.
D. Mara Bernardina da Conceicao Lima,
vende para pagamento dos credores de seu fina-
do marido Antonio Rodrigues Lima, os predios
seguintes : um sobrado de dous andares e soiao
n. 42 sito na rua da Senzala Velha ; um sobrado
de dous andares e soto n. 8 sito na travessa da
rua da Madre de Dos : um sobrado de um an-
dar e solao n. 24 sito no largo do Paraizo ; urna
casa terrea n. 4 sita na rua das Larangeiras :
urna casa terrea n. 51 sita ns rua do Queimado
uma casa terrea n. 53 sita tambem na rua do
yueiroado : os pretendentes podem entender-se
com o Sr. padre Jos Leite Pita Ortigueira, ou
com oSr. Augusto Ribeiro Lima Chalaba.
Compra-se uma mobilia do Jacaranda ou de
outro melhor gosto, em segunda mo, com pouco
uso : na rua do Rangel n. 5, achara com quera
tratar.
Atheneu Peroambucano.
Pelo presente convida-se aos senhores socios
eiiectivosecomparecerem quinla-eira 11 do cor-
renie s 9 horas da manha, no lugar do costu-
me, para se proceder a eleico dos funcionarios
e commissoes.
Constando aos herdeiros do fallecido Anta,
nio Francisco dos Santos Braga, que no inventa-
rio do casal de Francisco de Paula Paes Brrelo
e respectiva parlilhasse mencionou a parte au
elles possuem no engenho' Timb, sito na fre-
guezia de Maranguape, termo de Olinda, corres-
Pu ? e Io. **Jor d0 clnco conlos e ''os. que
lhes fra deixado por Antonio Francisco de Sou-
za Leao, deixando de ser mencionada oulra parle
alera daquella, do valor de dous contos e tantos
que lhes fdra deixada no mesmo engenho oel
fallecido A. F. dos Santos Braga, como se pode
ver no cartorio do escrivo JoSo Facundo nre-
vinem a quem interessar o dito inventario e nar-
tilha desta circumstancia. e protestan) por urna
semelhanle ommisso offensiva do seu direito.
Precisa-se de um criado para o servicode
hornera solteiro : a tratar no paleo da Santa Cruz
sobrado n. 24, segundo andar. '
...^.,08 J.0'1uim Fnandes da Rocha Vianna,
3Uebs<,u;0.SudeU.gUeZ' 86gUe Pm PrlUal a tl
Continuara a estar por se arrendar os enae-
nhos Caramuru e Santa Cruz, sitos na comarca
do Cabo; quem os pretender, dirija-se ao coro-
nel Lamenha rala cida-de, que far negocio por
empreza
uma
d'aquelle outro grande da trra ou
subscreve logolOOg, 200. 300, no caso de subs-
cripto para uma sociedade coraraercial ou in-
austnal, o caso raui differenle s so subscreve
para esla, com toda a circumspecco, calma e re-
flexao, e sobretudo com a f de receber bons d-
viaeoaos, so assim que o abaixo assignado
-f ,e,ra.VOu "all8ar a > grande erapreza que pro-
melle irabalhocerto e continuo a muitas cente-
nas ae pas de familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de todos os ramos de offleinas,
que deilarao na circulado coraraercial d'esta
praca muitas centenas de contos de ris no cor-
ri.J72\M* "a0 ser esla empreza dormi-
nam aferrolhadqs ou empregados em outros ne-
gocios, que nao attingem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a
oceunar diariamente.
E[ com a alavanca poderosa da unio e asso-
ciacao do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes emprezas de ulilidade publica e
privada poderao realisar-se nesla praca, sem ser
preciso o soccorro dos amostrados capitalistas
das outras pracas do imperio, sem o qual nao se
reausana ora 1852 ou o primeiro banco em Per-
?uc-; E .Terdade que de 1853 Para c ^m
apparecido e lera feto algum progresso o espiri-
to d associaclo, porra nicamente para transac-
gocs nanearas e de descontos. Estas nao esten-
uerai sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosas, como a eslender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e ediQca-
Soes de casas, etc.
F. M. Uuprat.
Pernambuco, 30 de marco de 1861.
tinto a buril como a sinzel, vindo as
pecas que se ttverem de abrir pulidas e bruidas.
oelo,,v-ICnc0-ta dentaduras incorruptiveis
CVSJSL ?maS a,s moderi. e pprovados p+-
do p clT *Jtal"'*' em relao ao esta-
trah-fhnfiuracao da b0CCB- PP'icando para esse
n.r. Lh- T re^nad0 e chimicamenlt tratado
altera de8e"*o'er oxydo, privando assim a
aiteracao das mucosas da bocea e intumecimento
aas gengivas. m
carEiaara,haaS SJ?" DalUraeS e rai"8 Por
valos. esleiam. era detrimento dos [ol-
zivCeia,"S.;CBS.,.U-IaS deD"ias qe flquem vi-
raente com'raodo?3 tUd Pf prCC "CessWa"
Na mesma casa en-
meninos jaquetas a
J gosto. Afflancando
fozPnd.1. h. Sf6 ?a "8PnsaTel como seja boas
lazendas, bem feto e bom corte, no se falta no
vi;,,q?e e1PreB,e. segundo o systema d'onde
veio o raestre. pois espra a honrosa
aignos senhores vislo que nada
penmentar.
visita dos
perdem em es-
1 Chapeo.
Vende-se do Chili tanto finos como
M grossos grandes e pequeos por ter de
retirar-se para fora a pessoa que os ven-
de : na rua do Trapiche hotel Francisco.
As pessoas pobres e desvalidas nao pagaro a-
ua por qualquer -----
dentaria.
operaco relativa a cirurgia
CAIXEIRO.
Precisa-se de um rapaz de 12 a
j annos, de qualquer nacionalidade,
uma vez que seja desembaracado e vivo,
e nao tenha pai, ma, rmos, primos
ou primas : dando fiador a sua conduc-
ta ser admittido. estando as condiertes
cima, na rua Direita n. 45.
Fugio em 5 do corrente a escrava de nome
Marganda, de nago, e de meia idade, com bas-
tantes cabellos brancos, levando varias roupas do
e servico, como sejam vestidos eroupes de chita,
ae estatura bnxa, tem as costas unscalombos
marca de sua trra, e tem falta de denles: quem
a pegar l6ve-a a rua das Cruzes n. 22.
Precsa-se alugir uma preta para o servico
interno e externo de uma casa de pequea ami-
a: d-se pelo aluguel a quanlia de 25a : a tra-
tar no caes do Apollo n. 17 primeiro andar.
Jos Pedro de Alcntara Lopes, subdito
portuguez, retira-se para fra do imperio.
Vende-se uma novilha de raca tourina com
malabar, a qual est prenhe, que se julga de 3 a
no Manguinho. no silio junto a igreja
seieftiaieie asa* m e*e^ss
Grande pechinclia!
tJiS d6v,ris?ad!Dhs com 38 covados cor fixa a
11 r,a,m^r8Ji,IM ,ransPa',eote muito fina com
Sfi"C peca\ dklas com 8 1<2 '"" a
S' a m 8 1|2 varas a
4WHM), ditas do cores padtoes delicados a 500 rs.
a vara, panno de Iinho com duas larguras a 640
a vara, madapolo de jarda muito fino n. 500 a
hn. .rSaJarda' brilhanl' de diversos dese-
nhos a 240 rs. o covado. chita estreita cor fixa a
lft m.2?d' dilas f"ncezas muito finas a
0, 260 e 280 rs. o covado, panno preto fino a
o, casemira preta fina e 1600 o covado. dilas
pretas e mescladas de duas larguras a 4200 o
o covado, ditas de cores padres novos a 6J500
o corte, calca de dito de cor fazenda fina a H
SSSf'ii1? .S0 covad. brim raneo
trancado de linho 1 a vara, dito pardo muilo fino
a 19 a vara, nscadinhos para calca a 160 o co-
vado, nieas cruas para hornera a 1600 a duzia.
ditas muito finas para menina a 2*800. ditas para
senhora a 2*400: na rua da .MadrTde Deus, lo-
Ja n. /.
4 mezes
de S. Jos.


l STAHL k
Iretratista de s. m. o imperador.!
9 Rua da Imperatriz numero \\
9 (Oulr'ora Aterro da Boa-Vista.)
i Retratos em todos es-
I tylos e tamanVios.
Pintura ao natural em
' oleo e aquarella.
Copias de daguerreo-
| typo e outros arte-
| tactos.
| \mbrotypos.
SPaisagens.
renda ou renda:

Nodial.odocorronte indo um menino par-
do de idade de 12 annos fazer alguraas compras
nao voltou, e desconfia-se esteja oceulto ou se-
duzdo com fins sioistros ; forro, chama-se
Francisco de AlcanUra, e Qlho de Pedro de Al-
cantara Nascimento. morador ao p do gazome-
tro n. 37 j o menino acabocolado, cabello es-
tirado, fecoes miudas, e rendido de uma veri-
Iha : quem o encontrar, leve casa
ser recompenssdo.
cima, que
Um cha econmico.
O proprietario do caf da rua da Imperatriz n
13, participa ao respeitavel publico que em seu
deposito existe um grande sortimenlo de bolinhos
para cha de todas as qualidades, pelo preco de
800 rs. a libra, assim como pio-de-l torrado
bolos inglezes. bom bocado, pudim : o mesmo'
proprietario obriga-se a receber encommenda de
bandeijas para bailes e casamentos. -e assim es-
pera pela benevolencia do respeitavel publico.
Quera precisar de uma pessoa habilitada
para ensinar meninos fra da cidade, diria-se
ira vasas da rua das Cruzes n. 14. segundo andsr,
dando conhecimento de sus conduela.
Sola do A carac.
A tratar com Gouveia & Filhos, rua da Cadeia
do Recife n. 3.
O bacharel Filintio Elisio de Carvalho Couto
retira-se para o Rio de Janeiro, e pelo presente
despede-se dos seus collegas e amigos, offere-
cenao-ihes naquella provioci o seu limitado
prestimo.
Ferrara nacional.
Na ferrara nacional da rua da Praia n. 58 fa-
bnca-se e concerla-se toda e qualquer obra de
Ierro, com a melhor perfeico, tanto para a Ierra
como para o mar. sendo os freguezes satisfeitos
com promptidao-
~ O primeiro lenle da armada Eusebio Jos
Antunes, nao tendo podido despedir-se de todas
as pessoas com quem manlinha relages nesls
provincia, o faz pelo presente annuncio, e lhes
assegura que na Bahia, para onde seguio, esta-
r sempre prompto curoprir asordens com que
O obsequiaren).
Manoel da Silva Santos, vai Europa.
Aluga-se o terceiro andar da casa da rua
da Cruz n. 40 : no armazem da mesma casa.
Precisa-se de um cai-
xeiro para a taberna nova da
rua da fundicao em Santo
Amaro.
Sendo presentemente
Santos Vieira o nico garanti-
dor de bilhetes de bteria, os
quaes sao rubricados com tin-
ta de iuprensa, os que nao
forem vendidos com a sua
firma devem ser considerados
como um laco armado a boa
f dos incautos.
--Precisa-se fallar com o Sr. Jos Rodrigues
raXurae" Pad"U dS rU" da Malrii
O abaixo assignado, nao obstante ba muito
haver declarado por este jornal que se assignaria
Manoel Ferreira dos Santos e nao Manoel Forre-
ra dos Santos Pimental, repele novamente o mes-
mo annuncio para que nao apparecam mais du-
ndas futuras. Recife 4 de abril de 1861.
Manoel Ferreira dos Santos.
Joo Alves de
provincia.
Brito retira-se para fra da
E' mais que pe-
chincha.
Ken^^O^85 "" ""
Grayalinhes de froco para senhora a 1#.
oollinhas de cambraia finas bordadas a t.
baias bordadas com 3 pannos a 2$.
pilas ditas com 4 pannos a 3<| e 3&50Q.
Luvas de pellica de Jouvin a 2}500.
Laa8 de coreSi DOnilos paJroes, covado a 400.
Ditas de ditas, covado a 500 rs.
Ditas de ditas, covado a 360 rs.
Organdys, cassas, combraias, sedas, chapeos e-
muitas outras pechinchas que com a visla das fa-
zendasso ho de admirar; na rua do Creapo n. 8
loja do Leandro.
Vende-se a padaria da tua dos Pires n. 50,
prompta de tudo para trabalhar, e o deposito na
rua Nova n. 55 com boa freguezia; a tratar no
mesmo deposito.
Aviso
aos senhores de engenho e a quem mais
coirvr.
No armazem da rua da Madre de Deosii. 6,
confronte o consulado provincial, vende-se fari-
oha de mandioca ltimamente chegada do Cear,
imitando a farinha denominada Muribeca, por 3,
2$800 e 2J500 a saccacom 25 cuias. milho de boa
quahdsde, saceos com 135 libras a 3tf600, charu-
tos da Baha de todas as qualidades, queijos do
sertao muito fresco a 14 a arroba.
Vende-se um carro da alfendega com ex-
cellenle boi ; na rua Imperial n. 116.
Vende-se uma casa terrea com 8 mei-aguas
no fundo, e chaos proprios, na rua do Padre Flo-
riano; quem pretender, dirija-se a rua da Penha.
sobrado n. 2. *
Para liquidar.
Casemiras inglezas miudinhas de diversos gos-
tos a 1200 o covado ; na loja de Doru &Fer-
nandes.
Garibaldi.
Gravatinhas de goslo a d(k) rs. cada uma : n>
rua do Crespo n. 18, loja de Diogo & Fernandes.
rs.
Soucinho de Lisboa a 320
alibrae9#aarreba.
Vende-se toucinho de Lisboa a 320 a libra
9j a arroba, dito de Santos a 280 a libra e 8? a
arroba ; na rua das Cruzes n. 24, esquina da tra-
vessa do Ouvidor.
Rua do Crespo n. 8, loja de 4
portas.
E' pechincha
Percas de cambraia lisa com 8 li2 varas e no
queno toque de avaria a 3# e 3500, chitas
pequea avaria a 50 a pega.
com
Fumo de borba do Para
na rua da Cadeia do Becie n. 45.


WA1I0 Dt fttNAMLCO. w. $EGtl>A ElaU 8 BE ABRIL DE 1S.
(*)
O EJpRACTO
I J^M C0MP06T0 DE
SALSA FARRUILHA E)9 Eflt. TWWSIII
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIBJECQAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chlmlco e medico celebro de New York
GRANDE SUPERIORIDAD*: DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangne.
Cada um sabe que a saude ou a inferraidade
depenJe directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quantidade do sangue n'um hornera d'es-
talura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oiio arralis. Em cada
pulsado duas once* sahem do coracao nos bofes
e dalla todo o sangro passa alem no corpo hnma>
no era menos de qatro minutos. Urna dis-
posijao extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribnir e facer
circular esta corrente de vida por todas as
partes da organisacio. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de sande.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com vslociDa.de ELCTRICA a corrupco as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
atojada orglo e cada "teagem sa faz completa-
mente saturado o desordenado. Desta raanerra
a circulacao evidentemente se faz um engenho
poderoso de doertfa. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igual poder nacria$ao de saude.
Estivsse o corpo refeccionado da doeaca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou giandaloso, ou muscular, se sement o-san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar aupetior
a doenca e inevitavelmente expellir da coosli-
tuijao.
O grande manaacial de doence entao como
d'aqui consta no fluido circulan, ne-
nhura medicamento que nao obra directamente
sobra -elle para purificar e renova-lo, possue al-
gn direito ao cuidado do publico.
O 6AMCUE O SAHSOE! o ponte no qual
se ha mysler fixar a atleaeeo.
O ORIGINAL E O GININO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignarrtes, Droguista na cidadede
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend
"etterfcr de papel verde.
No escriptoTio do proprietario, 212 Broadway, New ork, e em
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
New-York, havemo vendido d urante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Tov/n-
sead, considera molo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeiramente sob esto nomo foi
apresentado ao publico.
BOYD PAUL. 40 Goriland Street.
WALTER B. TOWNSEND 4 Co, 218 Par
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN GARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Une.
GRAHAM& Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
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JACKSON,ROBN S & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William StreeU
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSfl & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BA'BCOCt & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENffOLD, CLAV &Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
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SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, M6&
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LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND.KEESE& Co, 80 Maiden La-
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RUSHTON, CLARK & Co, 116 Broadway,
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House, end-273 Broadway, cor.ofChaan-
bers Street.
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POU & PALANCA, 96 Jonn Street.
SHERWOOD & COFFIN, M Pearl Streot.
RUST & HOUGHTN, 83 John Street.
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INGERSOLL &BR0THER, 230 PoarlStreat.
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TAS ;
B IGUALMENTE
Confutemos um Medicamento nos seus Effeitos
O extracto eomposlo de Salsa 'parrilha do
Dr. Townsend est.
o med i cimento do ro\on
Adata-se to maravilhosamente a constituicao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBLIDADE,
fortalece;
ONDE B'. CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODRID AO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washington), Brooklym, sob a inspeccao directa
do muo conhecido chimko e medico Dr. James
R. Chilton, da cidade'de New-York, cujacer-
tido e assignatura se aea na capa exterior de
cada garrafa do
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARMLH
DO fifi, TOWNSEND.
O grande purlcador do sangue
CURANDO
JOSRPH E. TRIPPI, 1*8 Maiden Lana.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
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CMIMG & VANMJSER, 178 Greenwch
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CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOf ATHICO
DO D0UT0R '
D 5ABIH0 O.'L. FlttHO.
Kuade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consullae todos os das niela desde as 10 horas
ate meto dia, acerca das seguales molestias:
1.* molettiat das muXheres, molestias das enan-
cas, molestias da ptlle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphiliticas, todas as especies de febres,
febrts intermitientes esuas consequencias,
FHARMXCIA ESPECIAL H0ME0PATH1CA .
Verdadeiros medicamentos bomeopathicoa pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
slveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavraa : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, etnbora lenham na lampa o no-
mo do Dr. Sabino sao falsos.
Aluga-se um grande armazem na ra da
Moeda n. 7, por prego raioavel: a tratar no ar-
mazem de cabos ao ledo do Corpo Santo n. 23.
Precisa-sede urna ama para casa de pe-
quena familia ; na ra da Gloria, casa n. 93.
Malheos los da Silva Ruivo relira-so para
Portugal, e jalga nada dever nesta praca.
Precisa-se de um pequeo de 13 a 14 an-
uos para caixeiro de taberna, que tenha alguma
pratica da aesma: na ra Dir>ita n. 72.
Permuta.
Permuta-se urna megnvftca casa terrea com
vastas ncorumodai-oes para numerosa familia, s-
lidamente construida, com grande quintal plan-
tado, boa cacimba e ban'heiro, na ra do Moto-
colemb, na freguezia dos Alogados, que foi ou-
tr'ora do vigario Torres, por outra casa em qual-
qaer das quatro freguezias desta cidade : a tratar
com Perreira & Martins, na tra'vessa da Madre
de Dos ns. 9 e 6.
Carrega-se toda a quantidade de entulho,
com tanto que aeja nos bairros de S. Jos e San -
lo Antonio ; na ra do Crespo d. 19 se Oir.
O Hekves
A Hertsipela,
A AoStRlCCACDO VBN-
TBE,
As Alpobcas
OsEffeitos do azoc-
OE,
Dispepsia,
AsDoENCtS.DEFlGA-
DO,
A Hydbtopesia,
AImpingb
As Ulceras,
0 RsEDUATIStO,
AS CHAGAS
A Debilidade geral
as doencasde pelle
as borbolhasa ca-
ba;
As Tosse?,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a lgum outro pnrificador do
sango, conserva-se *m todos os climas por cer-
to espado de lempo.
tom assignatura e a certidao do Dr. J. R. Chlitton,
COMPAA DA VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
luimUad.
Al outro aviso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella stguinte
te
ea
a-
e
?
ce
B
<
-Q
ce
<
'fg^sisas
9 2r-rraoeeaocc e
M
|S \^\%%
<
z
-<
a
S -* e
As 4 |2 horas da madru-
gada!!
No grande hotel Livramento, collocado no prin-
cipio da roa Direita o. 18, haver das 4 1|2 horas
da madrugada em diante delicioso caf feito
por nova invengo.
Na ra dos Pires n. 33, deseja-se alugar
urna preta de boa conducta e de meia idade, que
saibaengommarecozinhar o ordinario, para urna
pequea familia.
Quem precisar de^uma ama para casa de
nomem solteiro ; procure na camboa do Carmo
sobrado n. 36, primeiro andar.
Os administradores da massa fallida de E.
H. Wyatt, convidara a todos os senhores credo-
res da mesma massa a spresenlarem-lhe os seus
ttulos aflm depoderem cumprir o que dispe o
ait. 859 do cdigo do commercio, derendo a en-
rega ler lugar no prato de 8 das, no escriptorio
de Rolh h Ridoulac.
|fiiNW^-rMiNfllMNeMfi^
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier,cirurgiao dentista, a2
todas as operacoes da sua arte e colloca
S dentes artificiaos, tudo com a supenori-
' dade e perfeiQo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
is^si es?
Sic o
20DMW91010000
M
na capa
Pernambueo na ra da Cruz n. 21.,-escriptorio, 1. andar, lam-
CONSULTORIO
MEDICO PARTE,! RO E 6PERAD(rR.
3 BA DAGLOK1A, lADO FLHD03
Clinica por am^os os systemus.
O Dr. Lobo Hoscoso i consultas todos os das pela raanha, e de tardedepos de 4
I aoras. Coatrat partidos para curar annualmer.e, nao s para acidado, como para o ongenhos
u outras propiedades ruraes.
Os chamados Jevem ser dirigidos i sae casa at is 10 horas da manha e -em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escripioem que se declare
o nome da possoa, o da ra -o o numero da casa.
Nos casos que nio forem deurgeneia, as pessoas residentes no nair rodo Recife po-
dero remontar seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja da
. iivros do Sr. Jos N'c^ueira de Souza na ru do Crespo ao p da ponte velha.
Nesga toja e na casado annuncianleaehar-se-ha constantemente os melhore&aedica-
. -nenlof horneabathieos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica do 12 tubos grandes.....,.....105000
Dita de ii ditos..................189000
Dita de 86 ditos............., 205000
ita de 48 ditos.................. 255000
Dita de 60 ditos.........,....... 305000
Tubos avalsos cada um.....-....-.... 1J00O
Frascos de tinturas. : ............2$000
Maaualde medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos toamos
do medicina, circrgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, -cora diccionario. 105000
Repertorio do Dr. Mello Mora es......., 65009
-- Na Iravessa da ra
das Gtuzes n. 2, primeiro andar, conlinua-se a
liogir com toda i perfeico para qualquer edr, e
o mais-barato possirel.
Uanoel Ignacio de Oliveira le Pilho saccam
sobre Lisboa e Porto ; na largo do Corpo Santo,
escriptorio.
O abaiio assignado roga as pessoas quelhes
sao devedaras.dos anoos de 1859 e 1860, Unto
os de conta le Iirro como os que passaram val-
les lenham a bondade de irem ou m&adarem pa-
gar seus dbitossem falta, poiei vista da neces-
sidade que leo o abaixo assignado de fazer pa-
gamentos aos seus credores, forcado a todo o
transe de marcar o prazo de 8 das para realisa-
oao deaes dbitos, do contrario o abaixo assig-
oado passar por dissabores que bem deteja evi-
iar^-'Nicolo Machado Freir.
Pianos.
Mdan(ja e domicilio.
Joao Laumonnier transferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratrizn. 23, sonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da.Europa. Eocar-
rega-se de afinar e concertar os mesmos instru-
mentos.
r>R70cw DBf CnnVfBV VaTHP K-tom V8V Vn #*
M M. J. Leite, ro^a a seus deve- |
dores .que se dignes] mandar pa- 5>
gar seus dbitos na sua loja da 3
^ ra do |K tendo-se pai a esse lim com o seu
g procurador o Sr. Manoel Gomes
3 Leal.
Claudio Babeux proprietario das linhas de
mnibus faz seieote a quem convier e com es-
pecialidade aoa Srs. aoraores da cidade de
Olioda que vai augmentar aquella linha com
mais um mnibus, o qual sahir de Olioda para
o Recife nos diaa uteis ? 7 horas di manha e
voltir as 3 da tarde, ficando inalterareia as ho-
ras do outro ou)nabas ja existente, as quaes sao :
do Recife para Olinda as 7 da manha e volta as
8 1)2 tambern da manha, e de tarde parte do
Recife as 4 1(2 a de Olinda rolla s 6, excep-
tuando deste regulameoto os domingos e das
santos cujas horas sero de Olinda para o Recife
.as 7 da manha e 5 da tarde, e do Recife para
Alinda as 7 da manha a i da larde.
Precisa-se alugar usa sitio que lecha fruc-
tejraSj baixa para capim ; na ra de Santa Rila
n. 37, segundo andar.
O gente de leudes Hyppolito da
Silva tem transferido o seu escriptorio
da ra do Imperador para a ra da
Cadeia do Recife n. 48, primeiro andar.
Recebem-se propostas para a edificacio de
um deposito d'agaa que tem de ser construido
no sitio denominadoCajuciropertencente ao
Hospital Portuguez de Beneficencia : na praca
do Corpo Saoto n. 15, aonde est patente a plan-
ta do referido deposito, e isto dentro do praso de
8 das, Recife5do abril de 1881.^Mondes Gui-
maries, 1, secretarlo,
- James Walkins e Seth Sponcer, Ingi&es,
tguem para a Europa.
Mudanc-a de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de outras provincias, que m u-
dou o seu estabelecimento defazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeolo
de fazendas de todas as qualidadea para veoder
em groaso e a retalho por precos milito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 86.
Na livraria n, 6 e 8 da prstea da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Usses Cokles Cavalcanti de Mello.
D-se algum dinheiro a juros sob penhores
da ouro ; na ra Direita n. 74 se'dir quem d.
-Obacharel WITRUV10 pode ser
procurado na roa Nava n. 23, primeiro
andar, da sobrado da esquina que volta
para a Cambaa do Carmo.
Agencia dos fabricante* americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Johston & Q., ro da Sonulla Nova n. 52.
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos prelos desta lypographia
urna nova edico da cartilha ou compendio de
doutrina chrisla, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quonlo
continha a aniiga cartilha do bbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
orages que aquellas nao tinham ; modo de a-
oompanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudeveis,
eeclypses desdo o corrente anno al o de -1903,
seguida da folfainha oukaleodario para es mes-
mos annos. A boadade do papel e excellencia da
impressao, do a esta edico da cartilha urna
preferencia asea* importante: vende-se nica-
mente na livrarians. &e 8-da praca da Indepen-
dencia.
JOIAS.
Joaquina Monleiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Gabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de euro e prata. e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em ou,tra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troce obras velfaaa, pe-
sando o ouro por mais do que em outra parte.,
CASA
de Gommissaodeescravos, pa-
leo do Parazo n 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio decommisso de escravos, que se achave
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da meoa maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commissao, e
por conta de seus senhores; nao se poupando e-
forcos para que os mesmos sejam vendidos com
proroptidao, flm de que seus senhores nao sof-
fram empales com a venda delles: Nesle mesaao
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos'ossexos, bellos e mogos.
Aluga-se o primeir-o andar e loja
do .sobrado de i andaros no becco da
Boia.; a tratar na praca do Corpo San-
to n. &.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna osera va que saiba engoa-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouua familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vido de cozioba quem twer pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a orden ter-
eeira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
. Precisa-se de um caixeiro que tenha pra-
tica de taberna e que de fiador a sua conducta :
a tratar na padaria do pateo da Santa Cruz n. 6.
Lices.
Leciona-se primeiras letras, latir, francez e
irIpz em casas particulares : na ra da matriz
da JBoa-Vista n. 34.
- Aluga-se um grande sitio com boa casa de
viveoda, bastantes arvoredos de fructo, boa baixa
para eapim de invern a verao, proporcea para
ler viceas de leite, e com boa estribara, no lu-
gar de Casa Forte, sitio da Capella ; quem o pre-
tender, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n.
48, loja de Leite & Irmo.
Um rapaz Brasileiro, que se acha desem-
pregado, se offerece para fazer algumas cobran-
cas, tanto na praca como noa arrabaldes; quem
do seu prestimo se qaizer utilisar, deixe carta
fechada com as iniciaos M. T. L. na rna Direila n.
16, para ser procurado ; tambem d fiador a sua
conduela.
Aluga-so urna das casas da Ilha do Retiro,
ao lado da ponte da Magdalena, com 2 salas, ga-
binete, 4 quartos e coziuha fra, com quintal em
o
22
Kf
W
a
o
^2-S
o
'6 artista americano
O artista americano
'O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por, 3/
Tira ratratos por 3jjl
Tir-a retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendorecebido um ortimentc de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cat-
xi nhas novas
Tondorecebido um sortimento deca-
xinhas novas
Tendo reobido um sortimento de cai-
xinljas novas
Vendo-recebido um sortimento de cai-
inhas novas *
Tendo recebido um sortimento dtcai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
Sq grande salgo da ra do Imperador
No grende salaoda ra do Imperador
No grande salo da ra do imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No-grande salao da ra do Imperador
A. ArY. Usborn, o retratista america.
no tem- recenternenterecebido um gran-
de e variado sortimento de ca xas, qua.
droc, aparatos cnimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
todecaMis.para retratos de 3#000 rs-
cadaum.as pessoas que desejarem ad-
quirir confhecinzentos praticos na arto
de retratar achango o abaixo assignado
sempre prompto sob condteSe* muito
razoaveis.
Os cavalfaeirosesenhoras aoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exarninacem os specimens do que
cima fica anunciado.
Narcwo.Jos Netto reira-se para a Europa,
e durante sua ausencia deixa por seus procura-
dores, en i." lugar o seu socio Sr. Manoel An-
tonio Vieira, em ?. lugar o Sr. Marcelino Jos
Goncalves da tfonle^ em 3." lucar o Sr. Caetano
Cyriaco da Costa Moreira.
Arrenda-seum sitio em SanfAnna ao en-
lrar da Casa-Forte : .quem o pretender dirija-se
5 ra do Imperador.n. 50.
i
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H
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Q
S
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M

MI
1
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,a=SV5sS
'--- -r =: t- z. >^r^-j
Um mogo portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algumas hora*
nellas se offerece para fazer alguma escripturac
mercantil de qualquer estabelecimento, spja qual
fdr o seu estado : quem necessitar deixar carta
fechada nesta typograpbia sob as ineciaes D.
W. D.
Offerece-se para ama de casa de
homem solteiro ou pouca familia, urna
raulher que sabe todo o necessario de
portas a dentro : na ra do Rangel n.
58, loja.
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minoo i o
s
o
a
t- t- t- t- t 00 00
35Ra larga do Rosario35
Acha-se recenternente chegado esta cidade
Francisco Jorge da Silva Paranhos, dentista de
Lisboa (discipuio do celebre Desirabode) tem a
honra de offerecer aos illstrados habitantes desta
cidade e seus suburbios os trabalhos concernen-
tes a sua arte que executa com a maior delica-
deza e perfeico, limpa os dentes anda os que
se acham com o trtaro mais inveterado dando-
lhes alvura primitiva sera lbe alterar o esmalte,
extrahe ainda os mais difficeis assim como os s-
tulados ainda aquelles desprezados por outros
sem o maior soffrimento ao paciente, chumba,
com as massas mais acreditadas at hoje, collac*
os artificiaos terromelallicos, incorruptiveis e
diaphanos assim como aceita e endireila os dis-
formes, separa os cariados dos saos aflm de evi-
tar-lhes o contagio.
Precisa-se de urna pessoa que entre com a
quanlia de 5008000 para um negocio j estabele-
cido em urna das melhores paragens, cujo nego-
cio offerece vantagem ; quem pretender, dirija-
se a hvraria ns. 6 e 8 da praqa da Independen-
cia, em caria fechada, com as iniciaes A. J. B.,
indicando sua morada para ser procurado.
Preciaa-se de urna ama para casa de pouca
familia ; na travessa do Livramento n. 18, se-
gundo andar.
1
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e
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' xa o 3 <
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J3
C CE i-i
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o
s s
UhO-i >SQ.a.eo- Assignado E. II. Braman,
Suserintendenle.
Atten^ao.

commissao de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commissao de escravos, re-
cebem-se escravos por commissao para serem
vendidos por conta de seus senhores, afiaocando-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
meoto para os mesmos, afim deque os senhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com is
diligencias que da paite do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
qulzerem honrar com a sus confiangs, no que es-
pera merecer altenco tanto dos senhores que
h'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ter sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
id a des.
jCollei(io Bom Consellio
S As aulds de geometra e phitosophia
estao abertas. O professor de ambas
I otneemoque ensinou durante s ferias.
Paulino Ferreira da Coala Joaquim Alves
Estima, fazem sciente ao respeitavel publico e
coro efpeciakdade ao corpo de commercio, que
no dia 25 de margo prximo passado dissolveram
amigvelmenle a sociedad? que tiaham na taber-
na da ra da Coaceico da Boa-Vista, que gyrava
sob a razio social de Estima & Costa, cujo esta-
belecimento cou dessa dala em diante perten-
eendo nicamente ao socio Paulino Ferreira da
Cosa, a cargo do qual Gcou a liquidaco do acti-
vo e passivo da extineta firma, demonstrados no
respectivo balan;o : rogam, pois, aos credores da
dita firma o favor de apresenlarem suas contas na
mesma taberna, no praso de 8 das.
Fat-se saber ao corpo do commercio e a
todos a quem posss intereesar, que o consulado
da repblica argentina se acha estabelecidolna
ra da Cruz n. 3, aonde todos que lenham pre-
tencoease podero dirigir em toos os das uteis.
Joio Vieira, subdito portuguez, retira-se
para o Rio de Janeiro.
D. Auna Joaquina de Jess julga livre e de-
sembarazada sua parle do sobrado de dous an-
dares n. 25 da ra da Cadeia do Recife, e a parte
que lhe perlence de sus fallecida mana D. Joa-
quina Claudina Bello: porm se alguem se jul-
ga r com direilo s mesma., reclame no praso do
presente 8 oias, e Codos os quaes reclamacao
alguma ser atiendida. Recife 6 de abril de 1861
A mesa regedora da irmandade do SS. Sa-
cramento da freguezia de 8. Jos do Recife, nao
podendo, por motivos justos, fazer a procisso do
SS. Sacramento aos enfermos no dia que costu-
ma, tem resolvido faze-lo no dia domingo 14 do
correle, a 8 horas da manha, com aquella
pompa que lhe for possivel, e por isso desde j
previne aos enfermos de sua freguezia semelhao-
CONSULTORIO ESPECIAL
IIOMEOPATHICO
' n Pede-se a certa pessoa que mora na ft
J Passagem o favor de ir ra da Gloria, S
9 a negocio que o mesmo nao ignora ;certo a
@ de que se assim o nao fizer lera o goslo |p
# de ver o seu nome por extenso.
fGmm9&9 $
Ja.chegou o prompto al-
Ibio.
Bem como os outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway t C. de New-Yoik. Acham se
venda na ra da Imperatriz n 12. Tambem
chegaram instrucedes completas para se usarem
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1,000.
DO
DB. CASAXOVA,
30-lua das Crnzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
telLan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos de homeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
T ^>rec'M**e de um perito coziohoiro. prefe-
nndo-se escravo: na ra Direita n. 12 (hotel Li-
gamento).
Consultas medicas.
Sero dadas lodos osdias pelo Dr. Cos-
me de S Pereita no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1." Molestias de olhos.
2. Molestias de corago e de peito.
3. Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doentes ser feilo na or-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que soffrerem dos
olhos.
Inslrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero em pregados em suas consul-
t tages e proceder com lodo rigor e pru-
i dencia para obter certeza, ou ao menos
t probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
i de tratamenlo que deve deslru-la ou
| curar.
Varios medicamentos sero tambem
} empregados gratuitamente, pela cer-
leza que tem de sua verdadeiraqualidade, i
i promplido em seus effeitos, o a necessi- '
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer openco que
julgar conveniente para c restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se jeha
prvido de urna completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
operador.
aberlo, o aluguel barato, a pode-so tratar com i te transferencia ; assim como, roga a lodos os
o Sr. Loiz Manoel Rodrigues Vlence, sobrado seus irmi? para acompaoharem esta solemne
junto ao gazometro. f I procisso.
F. Villela, retratista da augusta casa imperial
em seu estabelecimento na ra do Cabug n. is'
primeiro andsr, entrada pelo pateo da matriz'
tem lindos alfineles de ouro de lei para colloca-
rem-se retratos. No mesmo estabelecimento ti-
ram-se retratos por
Ambrotypo e por melainotypo
Sobro panno encerado, pronrios para remelle
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacichota ou laico, especie es para al-
finetes ou cassoletas.
o mesmo
Retratos transparentes, offereceodo
retrato duaa vistas,
urna em cores outra em preto e branco.
Retratos a .oleo, de todos os tamanhos at o
ponto natural.
Na roa do Imperador n. 28 ha superiores
bixaa Hamburguezas, para vender o alugar em
pequeas e grandes porjoes.
Companhia do Be-
beribe.
Nao se tendo reunido hoje numero
legal dos Srs. accionistas para ter lugar
a assemblea geral, to 0 mesmos Srs.
convidados a se reunirem no da 9 do
corrente ao meio dia no escriptorio da
companhia, afim de deliberaren! sobre
o procedimento que deve ter a compa.
nhia a respeito do disposto no art. 1
do decreten. 2686 de 10 de novembro
de 1860, previne-te aos mesmos Srs.
accinistas que nao faltem, pois o prazo
marcado no referido regulamento esta'
a lindar ea companhia pode SOli er em
seus direitos com ess demora.
[^ Escriptorio da companhia 2 de abril
de 1861.O secretario, Manoel Gemil
da Coita Alves.


w
DlkRIO DBWMIAMMUQ------gammaA RBU SAI SHL Dft 1S61.
Gratificarlo.
Desappareeeu ha das do caes do Ramos um
aranchao de amarello com 60 palmos ; a pessoa
que o apprehender recebar a competenie grali-
ficaco, na roa do Apollo 08.
Precisa-se alagar sin sitio na Soledade ou
estrada de Joao de Barros .- a tratar na ra de
S. Francisco n. 44.
Aluga-ae por comaodo proco a cocheira
a casa da ra do Hosaicio n. 13, justo ao largo
do mesmo nome.
Jos Bernardino da SiWa val at os portos
do sul tratar de seas negocios.
O absixo assignado,. estabelecido com co-
cheira de carros de alngael na ra do Sol n. 37,
faz ver ao respeitavel publico e aos seus fregue-
zes que por haver outro do ooote Antonio Jos
Fereira, de hoje era van te se assignar por An-
tonio Jos Pereira Rotioador; e por iaao de hoje
em vente todaa as suas tranaaccoes em todos os
seus negocios aereo pola firma declarada.
Antonio Jos Ferreira ReOnador.
A SEMANA
II IXSTRAHA
J chegou at o n. 12
teste interessante jornal ra do Imperador n.
42, aonde se continua a receber asignaturas.
Preces trimestre...... 69000
Semestre.............. HgOOO
Anno................. 189000
Os elogios que a .Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal Mostrado do Brasil, tem merecido
de lodos os jornaes da corle, sao a prova mais
cabal deaeu merecimento
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de ia-
iieiro de 1861:
O ridendo castigat mora contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pela Semana Mus-
irada que tomeu aquella seotenca por raaioris.
O n. 6 que acaba de publicar-se traz bonitos
artigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applicago eleitoral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de Janeiro de
1861 : '
Publica-se o d 6 dd Semana Ilustrada; cuja
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai tornando esse pequeo peridico
muito bem aceito pelo publico.
Diz o Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Comecou a ser destribuido hoje o n. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguintes artigos :
Escursao, Cootos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a interessante novellaAs Faias
do Ouro de Paulo Feval.
Sahio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cojo chiste e escolha as tornara dignas de
suas irmas nos nmeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dou3 ca-
ptulosos thealros e as modasda aleada im-
mediata da Semana Ilustrada, e que ella ainda
nao quiz dar a 1er a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio do 24 do fevereiro
de 1861 :
Nao rae enganei quando em urna das minhas
primeiras chronicas, ao registrar o apparecimen-
to da Semana 'Ilustrada, manifeslei a conflan-
ca que me inspiravam os seus redactores, e as
animadoras esperangas cora que se recommenda-
va a nova publicago.
A Semana Ilustrada vai seguiado excellente
eaminho, dirigida polo bom gosto, pelo alticis-
mo, pela muilo louvavel habilidade que a tem
eito e ha de faz6-la escapar do mais perigoso
escolho que ameaga as publicaces desse genero,
a flTonsa pessoaj.
Nao ha um s numero da Semana llustrada-
que deixe de mostrar-se iuleressante por algu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigara abu-
aos que lodos esto sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriplos e bonitas poesas acom-
panham as caricaturas, e augmenlam o valor e
azem avultar o merecimento dessa publicacao
hebdomadaria.
Abundara all as carapugas, isso verdade ; e
ha carapugas que servara a muitas caberlas, que
o publico sua vonlade escolho e designa ; cer-
to porai que a Semana Ilustrada ainda nao
talhou manifest e positivamente urna s carapu-
ca para algum individuo em particular, e tem
portanto sabido respeitar todas as consideraces.
Mas um peridico da ordem da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas. e coovm porcon-
sequencin que o publico o anime, e o arrime de
recursos concorreDdo para elle com as suas as-
ignaluras.
Consta-me que a Semana Ilustrada tem lido
um acolhimemo muito favoravel; mas preciso
que nao esfrie esto ardor, que importa ao mes-
mo lempo um auxilio material e ura auxilio mo-
ral, poique por um lado coocorre muito para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
sacrificios pecuniarios, e por oulro os anima a
proseguir ne3se Irabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
45 BuaDirei
orignenlo
as botinas do
Por sera duvia qe o Sr.ei-
ealua riespaad cono* di "
ama veis patricias] Prova-o
de 160|o nos dlreilo qe pagana
seehora em relago s divi hornera que apenas ti-
veram o de 25 [01 S.Exc.deseiava que ellas Iro-
casaem urna bem feka botina ;o/y,poialgcm ch-
nelo mal amantado, encosturade de pope i pida,
aflm de obstar a que osteutassem comjgarbo o mi-
moso p da bella pernambucana, que' nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. teve
de encontrar ama opposigo firme e enrgica do
proprielario do estabelecimento da ra Direita n.
45, que nao quiz vender as suas bolinas a 79000
como S.Exc. pretendeu, e sim pelos pregos se-
guintes :
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). 6$000
Dito (com laco e fiveila) 50500
Austraco (sem laco).... 5#O00
Joly (gaspa baixa)..... 4$500
Para menina.
De 23 a 30......, 4^000
De 18 a 22.......30506
Para homem.
Nante (2 bateras). lOflOOO
Francezes (diversos autores. 9|000
Inglezet de bezerro, inteiricos 9j000
Ditos (cano de pellica). 8$ 00
Ditos vaqueta da Russia 8(500
Ditos Dernambucano 6#000
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5,0600
l batera )Suzer).....5^200
Soladebater(Suzer). 5jjf000
Meios borzegias (lustre). 60000
Sapatoas (com elstico). 5J000
Ditos para menino 50500 e 40000
Muito calcado bem feito no paiz por pregos ba-
ratsimos: assim como couro de lustre, marro-
quins, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
E para acabar, 1
NA LOJA DO
ftmfo&slfeljoa.
Vende Jos Luiz de Oliveira Azevedo, em seu
armazem na travesa da Madre da Daos n. 5.
jfe Metogioy ^
Suissos.
Em easade Schafleltlin & C.ruada Cruz n.
38, vemde-soum grande e variado sertimento
dorelogios de algibeira hocisontaes, patentas,
chronometros.meioachronomotrosde ourojpra-
la acurada e (oleado* a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suissa. que se
vanderaopor pregos razoaveis
Sabio.
aos
Ruado Crespn. 8.
Saias bordadas de tres pannos a !__
- Ditas ditas de quatro pannos muito fi-
nas a 3$ e 3^500. H
Gollinhas bordadas muito finas para S
senhora a 1$ cada urna. JE
Outras muitas pechinchas por baratis- ?
simos pregos que s se vendo.
neiWOTT/JWrW *W IH 57WC BPSMCMli aMSJBJBSJ
Goianna.
Veode-8e urna loja defazendas em Goiannajno
boceo doPavo, para pagamento decredorescom
o pequeo fundo de 5:5005 sendo 3:200 em a -
zendas e2300Sem dividas cobraveis, cujo estaj
belecimento proprio para qualquer que queia-
comegar sua vida commercial, d-se abatimento
sufficiente na importancia do balango : a tratar
na ra da Cadeia do Itecife n. 22, com Joo Pe-
reira Moutinho & C>
O
C ompras.
Corapram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratriz n. 12 loja.
Comprara-se olas de 1$ e 5$ velhas, com
mdico descont : na praga da Independencia
numero 22.
Compram-se moedas de ouro de 209 ; n
ra da Cruz, arma/era n. 33.
Compram-se dous macacos, sendo do Para;
paga-se bem a quem o levar em Santo Amaro,
em frente da fundigo.
Compram-se es-
cravos
de arabos os sxos n de toda idade, tanto para
exportar para (ora da provincia como para a ci-
dade : nn escriploru) de Francisco Mathias Pe-
reira da Cusa, roa Direila n. 66.
Vendas.
Semea.
Semea desuperior qualidade ; vende Jos Luiz
de Oliveira Azevedo cm seu armazem na traves-
a da Madre de Dos n. 5.
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
dss feridas antigs e recentes, ulceras, fstulas,
pisaduras, deslocages, enchagos, tumores, ery3i-
pella e quasi tidas as molestias da pelle : acha-se
i venda no Bazar Pernambucano da ra do Im-
perador e na praga da Independencia n. 22.
Prego dos frasco...... 2000
demeiodito.... 1J000
de 1/4 de dito... 500
Manoel Adalberto.
no seu armazem de louca e
quinquilharias da ra da
Cadeia do Reoife n. 8, tem
para veuder, entre outras
cousas, as seguintes:
Sortimento de louga vidrada de diversas qua-
lidades, jarras finas e ordinarias, quarlinhas o
resfriaderas de varios gostos e qaalidades, bal-
des de pao, cestas com lampa ou sem la rapa,
proprins para compras, condeces e cestos altos
para guardar roupa, balaios finos e ordinarios
para costura, cesohas para meninas de escola,
vassouras de piassaba, cabello e palha, multo
fortes, escovascom cabo proprias para lavar casa,
lineo sortimento de carrinhos de vime para mo-
flaos brincare, eapinadores de cabello, gaiolas
de rame, e bonitas garra fin has brancas e de co-
res a 1 cada una, e finalmente outras moitas
toasts, as quaes, como acida se diz, se vender
ralo por haver porgao.
Vendom-se garrafas vasias; ni ra Nova
oumero 36.
a
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S
s
a*-
Linas de Jouvin.
Vendemse as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, prelas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
aXSiSSiiS &33i2^I ?iffl Ssa^fci^sa*!"B
Potassa.
Vende-se a 2i0 rs. a libra, a
superior e al va potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova j
cuja qualidade e reconhecido ef-
eito e igual ou superior a de *
Hamburgo, feralmente conheci- 5
da como da Russia : no deposito, &
ruada Cadeia n. 47, esenptorio |
de Leal Res. 8
Vendem-sc
Na ra das Cruzes n. 38^
segundo andar,
por mu i barato pre^o o movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-servi Jor ; um colxao de mo-
las ; urna cosamod : um espelbo gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representa nd Miguel
Angelo ; duas Helias gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em cata de Ninon de
l'finclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por iiso desfaz-se destes objectos, man-
dados vit expressamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com pereioao
? apurado gosto. .
Joaquim Francisco da Mello Santas avisa .
seus freguezes desta praga e os de fra, que te-
eiposto i venda sabao de sua fabrica denominada
Kecifeno armazem dosSrs. Travassos Jnior
* O., na roa do Amorim n. 58; massa amarelta,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego qaa de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem faite osea deposito da velas de carnau-
ba simples sem mistura alguna, como as de
composigao.
Taberna da Boa F
DE
Jos de Jess Moreira C.
Ra estreita do Rosario e das La-
rangeiras n. 18.
Os novos proprietarios desle estabelecimento
estao re3olvidos a vender ludo pelo menos prego
do que em outro qualquer estabelecimento e do
malhor que houver no mercado para adquerir
treguezia, e o que sempre conlinnarao para go-
zarera de bom crdito paracomossenhores com-
pradores, como seiao servi-loa o melhor possi-
vei, e muito mais barato do que em outro qual-
quer estabelecimento, os pregos sao os seguintes:
2n IDgleza Perfeilamente flor a lj, 800,
ouo e 480 rs., e em barril se far algum abati-
menlo. dita franceza a 720 e 640 rs. di melhor
que ba, mermelada do melhor fabricante de Lis-
boa, o Sr. Abreo, e mais diversas fruetas em la-
ias de differentes tamanhos pelo prego de 120 rs.
a libra, doce de casca degeiaba do mais superior
que ha a 1J00, 1S300 e 900 rs., queijos muito
novos chegados no ultimo paquete a 2S200 o
mais baixo a 1500, frascos de conservas a 800
rs., caixmhas com 4 libras de figos elegantemen-
te enlejiadas, dos mais novos que ha oo merca-
ao a 880 rs. aceita, velas de carnauba muito su-
perior a 440. cha perola e hysson, e preto muito
superior pelos pregos de 2, 2240 e 2500, em
uoras se far algum abatimento, vinho do Porto
fD?"rafado a0 muio superior a 1800, 1S600 e
IflW, em porgao se far algum abatimento, vi-
nho de pipa muito superior a 640, 560 e 480 rs..
rarinha do reino a 140rs., azeite doce muito fino
a 720 rs. a garrafa, tapioca a 160 rs., gomma
mu o boa a 140 rs. alem disto tem ludo
muiD baralo e bom, banha de porco, toucinho a
O rs., ameixas muito novas, bolachinha de so-
da em latas a 1J550, champanha, cerveja, vina-
gre de Lisboa, velas de esperraacete, palitos de
dentes, paios muito novos, linguica mullo nova
massas de todas as qualidades, e tudo mais qu
se procura por menos do que em oulra qualquer
parte. H H
Giiz para candieiros.
J chegou este gaz lio procurado, bem como
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos pregos : na ru3
Ja imperalriz n. 12. loja de Raymundo Carlos
Leile & Irmao.
Sua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
tt Pr P^os baratiasimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para hornera e menino a 3500
I cortes de casemira de cores a 3500, pegas de ba-
sados largos e Iransperenles a 3#, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs
cassas de cores de bons gostos a 240, organdy's
muito fino e padres novos a 500 rs. o corado
pecas de entremeios bordados finos a 1500 ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a btO, manguitos de cambraia e fil a 2J>, bra-
mma de al*odSo com 9 Plmos de largura a
18280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
2*9, paletots do panno e casemira de 16 a 203
dita de alpaca pretos de 38500 a 73. ditos de'
bnm de 3 a 5*. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2&500 a 5j. colletes de casemira de
cores e prelos, ditos de setim preta. tudo a 5a
corles de cassa de cores a Sf. pegas de madapo-
lao fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se rendero por menos do seu valor
oara acabar
filRGEL k PERDIGiO.
SFAZENDAS BOAS E BARATAS.
Ra da Cadeia loja o. 23.
|f Vestidos superiores de blonde com
S manta, capella, flores e mais pertences.'
9 Vestidos de seda de cores e de mo-
le reanlique.
Calcado francez
barato, a dioheiro vista, na
ra do Cabug n. 16
1 Botinas de lustre em pereito estado pa*. ho-
rnera a 8g e 8S500.
Ditos de dito a de bezerro da Nantes (Suzer)
$000.
Ditos de lustre com pellica para homem a 6/
e 7/000.
Ditos de cores gaspiados para senhora a 3, 49 e
4*500,
Ditos de crese pretos gaspiados para menina
a 29. 29500 e 3. ^
DHoa de lustre e pellica para senhora a 4.
Sapatoes de lustre para homem a 33, 3*500 e
wjjOOO.
Ditos de dito gaspiados para homem a 4000,
49500 e 59.
Ditoa de dito gaspiados para menino a 3*000 e
Ditos da ditopara dito a 2g e 29600.
Ditos de bezerro pira dito a 29.
Gascarriihas de seda de todas
as cores.
A, loja d'aguia hranca recebeu com as demais
cousas vincas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s.so encontra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Proprio para* mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, chegado um completo sortimento de cal-
xinhas para costura de lodos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo da senhora
ou menina': isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do (abug n.1 B.
Para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
qwe malee conhece, os quaes se tem vendido por
I6O9, eque se vendem por 80*.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da mnilo boa e encorpida por 559 e 6O3.
Mantas pretas de linho bordadas a 89.
Visitas pretas mnilo bem enfeitadas a 12J.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20*.
Grosdenaple preto superior de 2*200 e Sf, e
muito largo a 2*800.
Sarja preta hespaohola boa a 2*.
Velludo preto liso muito bom a 43, 5* e 63.
Cortes da casemira preta bordada para collete
a 5*090. K
Ditos de velluda preto bordado para collete
a 10*000.
Caigas de casomira preta fina a 10 e 12*.
Casacas e sobrecasacas pretas bem feitas a 30*.
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 4*.
Colletes de casemira pretos bordados a 8*.
Paletots de panno preto a 12* e 18*.
Ditos de alpaca preta a 3*, 4. 5 e 63, e muito
fino a 8*000. *
Saias balo a 4*.
Chales de merino bordados, grandes a 5*. 6*
e 7*000.
Ditos de seda pretos grandes a 14*.
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 60*.
Ditos oe phantasia em cartio a 15*.
Caigas de casemira de cor a 6*. 8, 9 o 10*.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 5*.
Malas desoa para viagem de 12* a 18*.
Chapeos pretos francezes finos a 83
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
12*000. E outras multas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recite n. 50, de Cunee e
Silva.
Vende-se um bom escravo cosinheiro : a
tratar no armazem de cabos n. 23.
Vende-se farioba de mandioca muito boa,
vinla de Santa Catharina, a bordo do brigue Ma-
ra Rosa, fundeado em frente ao caes do Colle-
gio ; a tratar com o capilo a bordo, ou com
Manoel AlvesGuerra, na ra do Trapiche n. 14,
primeiro andar.
f*l*9*ftM 99* 1,93988
0 Machinas de vapor. g
$ Rodasd'agua. aja
8 Moendas decanna. m
^ Taixas.
9 Rodas dentadas.
9 Bronzese aguilhes.
a*| Alambiques de ferro.
Crivos, padroes etc., etc;
Na fundigo de ferro de D. W. Bowman
ruado Brum passando o chafariz.

9
Vestidos de cambraia brancos borda-
l dos e de phantasia superior.
S Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorgurao liso e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaple de
I todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodo para meninos de todas as idades.
Pentesde tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 10* a 30*.
Luvasde Jovin e enfeite de cabeca.
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezaseingieras
Nesta loja s se vende a dinheiro e
por isso mais barato que era qoalqueron-
tra, seu sortimento completo de fazen-
das de moda, ditas ioferiores e roupa fei-
la e seus pregos muito conhocidos: na J|
a ra da Cadeia loja n. 23, dio-se as J
1% amostras.
wanatMsaaa MctesssieHSMatS
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug d 1 B
acaba-ae de receber de sua propria encomiend
de velludo de todas as
mofios.
Vende-se em casa de Saundres Brothers C.
praea do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Koskell, por pregos commodos e tam-
bem traBcellins e cadeias para os mesmos de
excellente gosto.
Luvas de torcal
com vidrilho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateira, est vendendo mui nova3 e bonitas
luvas pretas de torcal cora vidrilho a 1* o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
maJo, loja d'aguia branca n. 16.
SEDULAS
de ige 5#000.
Conlinua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mandes, ra da Cruzo
o. 1.
Termo*
Collares.
Laadlo.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvaeia, em caixas de urna duzia de garrafal-
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Para ratos.
Acaba de chegar de Londres urna preparagio
chimica para distrnicao de ratos,baratas e outros
insectos que tanto incommodam.: vende-se em
potes vidrados por mdico prego, nos armazens
de Ferreira &Marlios, travessa da Madre de
Dos ns. 9 e 16.
Ra do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pchincha que admira.
Chitas francezas cores fixas e lindos desenhos
a 240 rs. o covado dio-se amostras com penhor.
Os seuhores alfaiates.
Na roa do Crespo n. 18, loja de Diogo i Per-
nandes, tem um sortimento de casemiras ingle-
zas muito finas a 1*400 o corado.
Arcos para saias a balo,
A 160 rs. a vara : na roa do Queimado n. 29,
outr'ora 27.
Livros.
Vendem-se diccionarios ingieres grandes, por
Vieira, ditos francezes por Fonseca, ditos latinos,
Euclides, Horacios com interpretagdes e notas,
curso de vercificaglo ingiera por Sadler, brevia-
rios para padre : na ra da matriz da Boa-Vista
numero 34.
Vende-se farinha de mandioca muito boa,
sacco grande, por 5*000, a dinheiro ; na ra No-
va n. 33.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se nrui bonitos bonets inglezes de gor-
gurao e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
dres a 18500. Esses booets por suas boas qaa-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2J300, 3* e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia brinca:
Atteneao.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capim.casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozl-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara n. 59.
Relogios.
Vende-se' em casa de Johnston Pater 4 C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancens para os
mesmos.
9989899 8888889888888
9 Em casa de Mills Latham & C. na ra
9 da Cadeia do Kecife n.52, vende-se : #
Vinho do Porto. aj
8 Dito Xerez engarrafado de muito supe-
rior qualidade. @
8 Oleo de liuhaga. ag
9 Alvaiade. ag
8 Secante.
@ Azarco. m
$ Encarnado veneriano em p. (
A utilidade da pomada
indiana nao 6 s de fazer
(ASCER os cabellos, mas
imbem de dar-lhes torga
para evitar a calvice e nao
deixa-los enfranquecer to
cedo como quando ella nao
freepiieada; eint disto,
sendo sua composigao for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpgSo pelos poros da cabeca trao
pode ser nociva. Deposito na rea do Imperador
n. 59 e ra do Crespo a. 3, e em Paria Boule-
vard Bonne Nouvelie. Prego cada frasco 3*.
Sauaders Brothers & C. tem par. vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santn. 11,
algnns pianos do ultimo gosto recentiments
hegados dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood 4 Sons da Londres e
muito proriooara este clima
Vendem-se e Irocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, ra Direita n. 66.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
DE
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeos de castor branco a 125
Ditos de dito rapados a 12*.
Ditos pretos com pello a 10*.
Ditoa ditos rapados a 9*.
Ditos de massa finos a 79.
Ditos de dita a 69.
Ditos de feltro o mais fino nesle genero a 4.
Ditos de palha a 2500. '
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, e de seu costume est ven-
dendo mui baratos a 10* cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, ra do
Uueimado n. 16, antes que se acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baralissimo prego de 359 "
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em easa da S. P. Jonhston & C,
sellinse silbos nglezes, candeeiros e castigaes
bronzeados, lonas nglezes, fio devela, chicote
para carros, emomaria.arreios para carro da
um dous cvalos relegios de ouro paiente
inglaz.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por pregos razoaveis.
Loja das 6 portas
EM
Aletria. latharim e macarro a 400 rs a libra:
vende o Brandao. na Lingoeta n. 5.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. i
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo prego de
2.500 rs. a libra so na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem ra do Queimado
loja d aguia branca n. 16, asseverando que sao as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abertea e m r" f mai9DOra9 n0 mercado. Tem sorti-
'->- 5 ment do todas as cores tanto para homem como
pelo vapor francez fitas
ras pretas e di
lavradas. da lindos padres, que se ven
prego muito em conta, assim como filas de cha-
malole de todas as cores, proprias para cintos
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
de torgalcom vidrilho muito novase ItOOo oar
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda enfeN
tadas com bico e vidrilho a 29 : isto s se vende
na aguia de ouro n 18.
para senhora.
Capel las fina* para noivas.
A loja d'aguia branca recebaa novas e detica-
das capellas de flores finas para aa noivas, e as
est vendendo a 69 e a 8*. conforme o seu pro-
posita de barateira loja d'agua branca, rna do
Queimado n. 16.
Deposito das manufacturas imperiaes deranea.
nmia5,eiJ[ Q4M CARMO, o qual se vende por masco de heotograraos a 19O00 e era porgao de
10 mseos pero citas com cesconto de 2fl por cento
b< verdadeiro papel de linho para cigarros.
no mesmo sstabelectnwnto acha*se tambem
Attengo.
Na ra d Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
pregos mui razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22. na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na rna do Queimado n. 1%
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1$000 e
laiOO rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lg200 a vara; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1J600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2* rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20, 229 e a 24* rs. a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodao muito
superior a 1*400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2*400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 6*, 7* e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 8*rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 1*280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2*000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Pregatea est queimando, am sualoja na
ra do Queimado n. S.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
*8, casemira escura infestada propria para cal-
ca, colleta a palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
arara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 55}, e69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 a 69 a pega,chitas largas de modernos e
ascolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estampado a
79 e 8*, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 eada um, ditos com
urna s palma, muilo finos a 8*500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 a 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa,
qualidade a 3f e 39500 a duzia, chitas fraa-
eezas da ricos desenhos, para eoberta a S8 rs.
D eovado, chitas escuras inglezasa 59900 a
ieca, s a 160 rs. o eovado, brim branco d paro
inbo i 19; 19100 e 19600 a vara, dito preto
naailo encorpado a 19&00 avara, brilhantina
tul a 400rs. o covado, alpacas de differaates.
cores a 360 m, o covado, casemiras pretas
finas a 2*500, 39 a 3J9500 o covado, cambraia
preta e de sal picos a 500 rs. a vara, a outras
mitas fazendas que se fu patenta ao compra-
iior, a da todas s dario amostras oom. panKor,
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. o covado, ditos eslreitoscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2
brfmzmho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
P'co a lJ400a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs. o par : a loja est aberla das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Frajas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
gal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannes fi-
nos em lugar de relo: os pregos sao baratissi-
rxos, vista das larguras e bom goslo, de laes
franjas sao' de 18200 a 3000 a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encentra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
2*oO a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : ni ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmos.
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'sgnia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, aonde as senhoras acharo os lindos cintos
tanto para senhora como para meoiHa, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto (fourarfo fino
como de outras cores, que em vista do ultim
gosto ninguem deizar de comprar: s na loja
d'aguia de ouro, ra do ^bug n. IB.
cobertos e descobartosr pequenes-e gvaades, de
onro patente inglez, para bomem a senhora da
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
des pelo a'timo paquete ingles : em casa nV
Sontball Mellor de C.
Atteneao
Na ra Imperial, taberna n?3T, se dir quem
vende urna mobilia de Jacaranda moderna, com
raaito pouco uso. fabricada por um des melhores
artistas desta provincia, tende os consoles o a
mesa tampoa de podra.
A1#000.
h0^! ?Mi" **>" n a do Qaeima-
do n. 22, loja da boa f.
Vendem-se um mulato de 18 a 20 annos :
quem o preUndar dirija-se praca da Indepen-
da n. 14 e 16.
Vend-se
muito manso
vess* do arsenal'
secca n. 5.
Vende-se urna negra moca a muito sadia,
acosiumada a todo o servigp da casa de familia;
na tua Nova, de Santa Hitar n .
um boi crioulo bastante gordo e
quem o pretender, dirija-ae a tra-
de guerra, armazem d carne


_------
\
Wiltt TJiWftWMUf. -VDAttlllttl^Beit^liiei.
P
ptkosdenaples bar atis-
simos.
Vedan-se groedenaples prelo spelabaratissi-
mMeo deifOOO e 2 o covado: na no do
Queimado n. H, leja da boa f.
** 0 B4ST0S
Defroote do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha aemprum sortimenio completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonlade dos freguezes. para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35$ e 309000
Sobrecasaca de dito, 35 30$00
Palitots de dito ede cores, 85$, 30,
458000 e 209000
Dito de casimira de cores, 22f000,
15, 12 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, liJOOO
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9S000
Ditos de alpaka de cores. 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79, 59 e
Ditos de brisa de cores, 5?, 49500,
4g000 e
Ditos de bramante de linho branco,
6S000, 59000 e
Ditos de merino de cordo preto.
159000 e
Calsss de casimira preta e decores.
129.109,99 e
Ditas de priaceza e merino de cor-
dio pretos, 59 e
Ditas de brim braaoo e de cores.
5S000, 4>500 e *
Ditas de gaoga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 95 e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500, 59 e 39500
39500
395OO
4S000
89000
6$000
49500
2&500
38000
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7JO00, 69OOO e 5j}000
Ditos de brim e fusilo branco.
39500 e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1J60O e 1 $280
Camisas de peito de fusta.) branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6 e 39000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 89,29500. 29 e 198OO
Camisas de meias 19000
Chapeos pretos de massa, fraocezes,
formas da ultima moda 105,89500 e 7a000
Ditos de fellro, 69. 55, 49 e I9000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149.12$, 11$ e 79OOO
Collannhos de linho muito finos,
novos feilios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo 500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tete hosootaes, 40$ 309000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderegos, pulseiras^ rozetas e
anneis c
Toalhas de linho, duzia 12*000 e 109000
AR1IAZEN PROGRESSO
DE
chegados neste ultimo rapor de Europa i I96OO rs., em por-
Largo daPenlia
O proprietario deste armazem par-
^ vindos porconla propria, fende-os iS^iV^^fi^'V P" "" ^ deUeS
Manteiga mgleza perfectamente t\or. ^ r.
rril se far algum abatimento. a 800 rs. a libra, e em bar-
Manteiga frauceza m.ian
rir 8. "* a mais nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
t*Ua pe rule. \\ vson c Breto
19600 rs. a libra. melhores que ha neste genero a 29500, 2$ e
Queijos {Lamengos
Cao se far algum abatimento.
libTa. 81liSSO recentemente chegsdo e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
V.aixin\ias cora urna eduas Vibras
differentes qualidades de confeos, amendoas coberUs tiSSST**?*^ T1*?
proprio para mimo a 19 cada urna, soneras, pasuinas etc., etc., o que ha majs
Passas multo novas
gresso a 29 cada urna. em Cm" COm M a 15 libr" Tende"e nicamente no Pro-
Figos Ae comadre em caiXM de 15 libm, s no
Lineixas francezas im lk *
Marmelada imperial! llb;eyor5aose"r **
Lisboa a 800 rs. a libra. am,d Abreu' e de outros <> 'bricanles de
la tas eom bolacu Vulvas le soda *
differentes qualidades. Tende-se a I96OO; rs. cada urna com
Chocolate
Ma d t maiSUperi0r que Um Tind0 a este mercad 900 rs. a libra.
Ubi.. e 0,aa eem latas del libra, amis nova que ha no mercado a 900 rs. a
Peras scccis
T" em conde5" de 8 librw por 39500 a retalho a 480 rs. a libra
Conservas franero s e inglezas
das em direilura a 800 rs. o frasco. *S maiS D0Tas qu6 ha por 8erem Tin"
MetrVa, maearrao c talnarim ^ .
roba por 89. a m hbra e en c"s de ui
Palitos de dente lixados om lh
T oncinno de Lisboa Cm macinh8 por m *
a arroba a 9$. m<"S nT qUe ha no mercado a S20 a libra em
P r esnnto
multo novo rende-se para acabar a 400 rs. a libra.
i^nonricas e paios u w
a libra. que ha de bom nesle M> P0' erem muito novos a 560 rs.
Banba de porco rennada. ,
480 rs. a libra e em barril a 400 rs. qU6 P m D0 mercado nde-se a
Ltatas com peixe de posta
res qualidades de peixe que ha em toxlwill Y4n p^!-' Ba,D.eira P08STel dasmelho-
IVntsMaemktMiMnomAflEnu ri.V^SrtfJ^' "s.im como tem salmeo e
qualidades dos melhores abricioUi de Sao pBi?r08i.1,arul8 9"sPlt0! e outras muitas
cerveja de ditas, marrasquino de zara lirnr frIn;h.am,PiDhe das mV8 aeditadas marcas,
rificado a 1 a g'arraS no,'. mo J.V. u.fr"S?iw odM as ^uaUdades. azeite doce pu-
baratas e otro8, .lla^^&Yo'ia. tSSSSUSir^ ",ili"
ar-
barril
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
Palotots de paono prelo a 229, fazenda fina.
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, palelots
de bramante a 49, ditos de iusto de cores a 4?,
ditos de estamenha a 4S, ditos de brim pardo a
Stuii h uf prela tllCC0* e obrecasacos,
colletes de relludo pretos e de cores, ditos de
ferSa0^Seda' ?raTat" de linh0 as "a 0-
S^l"?m.^" C.ad? ama' ""iahos de Jinho
da uluma moda, todas estas fazendas ae venda
M*d.ma.hai?b!Ii Via e8l ab"la d 6"o!
ras da manhaa at as 9 da noite.
Vndese urna eicada de 22 pal-J
mos de altura, toda de atnardlo, obra'
muito bem fetta eeegura : quem quizer
dinja-ie a ruada Gloria n.3.
navo.
Vende-se feijo inilo noro de cores, sacco
grandes a 10 ; na ra de Apollo n, 8.
Sapatinhos de setim .e
meas de seda para bap-
Usados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommeoda, delicados sapatinhos de eetim. pri-
morosamente bordados, os uaes est Tendeado
t? aba"tl88im? Prego de 39. (nesse genero nao
mrinJM" m"18 Pe'tale*).as8im como outros de
5i em bordados a I96OO e 8. Recebeu
^!!!?!B.le Bl.fina8 bonitas meiasde seda de
diversos tamanhos, tendo at, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos as pro"
cissoes; tem brancas, de listas, de florzinhas e
o bocal tecido de borracha, o mais engracdo
possivel : tudo uso na ra roa do Qaeimadc1 lo-
ja da aguia branca n. 16.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorlo de Manoel Ignacio
Vende-se urna taciava sem vicio algum,
com excellente leite para amameptar urna enan-
ca, tem urna lha eom 8 mezes, goza de perfeita
aaude, coznbaeengomma, cao com petfeico ,
para tratar, na ra da Cruz numero 48, segundo
que ouir'ora tinha loja na roa do (Juei-
aado b. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos sena nume-
rosos freguezes qee dissolveu a sociedade
que tinha com o meamo Ges tende sido
substituida por umseu mano do mesmo
nome, por Uso ficou gyrando a aesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veita a occasio para annunciar abertura
do sen grande armazem na ra Nova jun-
to a Concejero dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos ( Reg
eom um grande e numeroso sortimento de
ronpas feitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como
de aeu costme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cora 25g, 28$ e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacadosdo mesmo panno a 18?,
209 e a 22J, ditos saceos de panno preto a
129 e.a 14$, dites de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9$, 109, 129
el49, ditos de estamesha fazenda de
apurado gosto a 5jf e 6$, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordSo a 89. ditos muito superior
a 129, ditos "saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 49,49500 e 5$, ditos de fus-
to de cor a 39, 39500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e 595C0,ditos de brim pardo
fine sacco a 28800, calcas de brim de cor
finas a 39. 395OO, 49e 4$500, ditas de di-
to branco finas a 5JJ e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordio preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9
e 109, colletes de casemira de cor e pre-
ta a4$500e59, ditos do seda branca par
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39.colletes de me-
rino para lulo a 4$ e 49500, ricos rob-
chambres de chita para hornera a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 12S e
149,casacas do mesmo panno a 15jJ,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
1 elots de alpaca ede brim para os mesaos,
sapatos de tranga para homem e senho-
o*a oa* l,J500- ceroul de bramante a
I89e.09 a duzia, camisas francezas fl- o
5 ?2.ncorebraDca8 de no'os modelos a S
S 17J. 189, 209. 24S. 289 e 309 a duzia" S
S ditas de peitos ae linho a309 a duzia. dl
Stas para menino a 1J800 cada orna, ricas
gravatas brancas para casamento a 1*800
H e 29 cada urna, ricos uniformes de ease-
g mira decorde muito apurado gosto tanto
U no modello como na qualidade pelo di-
V minuto precode 35$, e s com avista se
|| pode recoohecer que barato, ricas espas
5 de casemira para senhora a 18* e 20
M e multas outras fazendas de ezcellente S
S" gosto que se deuam de mencionar que 9
por ser grande quantidade se torna en-
fadonho, assim como se recebe teda e
qualquer encommenda de ronpas feitas
B para W ,ha um grande numero de fa-
i zendasescolhidasenma grande officina
g dealfaiateque pela suapromptidaoeper-
|E fecao nada deiza a desejar m
Cassas de cores.
mnd, il "ndem ,Cai8ag de core8 fi*. Pdres
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240rs
Ou^imdi enmM bara, qUe Ch,a: D8 rua d0
Boa f D* bem C0Dhecida 'oj da
Vende-se sebo do Porto em caixotesa 19500
a arroba; na rua da Cruz, armazem n.33;
Veedem-se 4 armarios unidos, com chaves
e portas seguras, que servem para armaco de
alguma pequea loja de miudezas ; no paleo do
Lami i). 9, primeiro andar.
Vende-se um terreno com tres frentes, na
rua da Concordia, o quald para ediflcarem-se 8
casas, e d-se em coota; quem o pretender, di-
rija-se a^rua da Praia, serrara n. 59.
Freguezes.
n,LCie8ada n0T.,'eni d0 'igo e muito afa-
mado doce de goiaba, o qual se vende por preco
doTeguDa ,raVeSSa d Quemad i"0
E* muito barato a 1$.
Vendem-se potes com mesinha muito propria
para matar ratos, e baratas, chegados pelo ulti-
mo vapor vindo da Europa ; na rua da Senzala
AGENCIA
DA
ropao LOW-MOW,
na daSeazalla NovajUl
Neste etabelecimento contina ahavernm
completo sortimento de moendas emeiis moea-'
das para engenho, machinas de vapor e taxas.
te ferro balido e coado, de todos os tamanhos
pera dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & CM tem seropre no ten depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sor-
menio de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
r no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
n. >.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro. rua do Cabug n.
1 B, recebera-se um completo sortimento daa
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de cenna, amarellss
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afiancemos a boa
qualidade e fresquido, pois se recebeu em di-
reilura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro, iua do C3bug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
2o0 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6J00O a pe$* com 8 ltf varas; di-
muito superior a 8$000 a pega com 10 varas?;
dita fioa com salpicos a 49800 a peca com 8 li2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado.
Queimado n. 22. ns loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
59000 a duzia: na rua do Queimado n. 22, na
toja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/fu do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a M.
Ditos de castor pretos e braocos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 25#.
Ditos de velludo edr azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8s.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonets de velludo a 59.
Ditos depalha muito bem enfeitados a 45.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 para um.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto Uno, muito
bem feites a J28rs.; ditos de brim branco de
nho a ff re.; dttoa de setineta escaros a 89MO,
e muito bejtoo, proveitem : na rua do Queima-
do n. nTrnJa. desloa f.
Armazem de fazendas
* Arados americanos e machina-
paialavarroupa: em casa deS.P. Jos
hnston & C. rua daSenzala n.42.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnigdes de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baralissimo preco de
59 cada urna: na rua do Queimado n. 22, loja
da boa f.
Deposito da fabrica do
Monleiro.
^ua de pollo n. 6.
Vende-se sssucar refinado desde 39200,3*600,
49 e 48480 por cada arroba, e por 59120 e 69400
do crystalisado.
Cabriolet.
Por menos de seu valor vende-se um cabrio-
let americano, novo, com 4 rodas e arreios ; na
rua larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Grande sortimen-
to de tamaneos.
Na grande fabrica da rua Direita, esquina da
travessa de S. Pedro n. 16, de todas as qualida-
des, que se vende tanto a retalho como em pe-
quenas e grandes porces, muito em conta ; a
casa tem sempro promploa de 1,000 a 2,000 psres
pregados para qualquer encommenda ; a estacao
propris.
2 s. a
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[MlfA FEITA AINDAMIS BAATAS.J
SORTIMENTO GOMPLET0
Fazendas e obras feilasj
a
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges k Basto!
NA
Kua do Queimado
n. 46, trente amar ella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
5inePan iLS 5*' Pale,t dos mesos pannos
20S.22S e 24S, ditos saceos pretos dos
esmos pannos a 14, 16ft e 18g, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15,16J
o 18J, ditos saceos das mesmas casemi-
rasalOJ, e U$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 75,8,
9 e 10, ditas de brim braocos muito
fina a 58 e 6, ditas de ditos de cores a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4J50O e 5, ditos
brancosde seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim branco e de
I f ustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7$, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4$500 e 5
cas pretas de merino a 4&5CO e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3560 e 4$, ditos
I sobrecasaco a 6, 7 e 8J, muito fino col-
1 letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vel-
i ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
1 para menino sobre casaca de panno pre-
j tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
i casemira sacco para os meemos a 65500 e
! 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5J e 5500,
[ calcas de casemira pretas e decores a 6,
6(500 e 7, camisas para menino a 20 ^
i a duzia, camisas inglezas pregas largas M
' muito superior a|32 a duzia para acabar. 2
Assim como temos urna officina de al-
! faiate onde mandamos executar todas as
1 obras com brevidade.
cte ms mc a: b
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da rua
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
AUeno.
R. 40~Rua do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tresquartas de
farinba de mandioca a 25500.
Na rua larga do Rosario n. 18, no terceiro
andar, vende-se urna escrava moca, bonita figu-
ra, sem vicios nem achaques, engomma perfeita-
menle, cozinha e sabe coser chao ; vende-se
tambem um molequede idade do 10 a 11 annos,
bonita pega, e com principio de cozinha. Na
mesma casa compra-se um preto de meia idade.
Vende-se urna escrava muala, nova, de bo-
nita figura, muito sadia, e de algumas habilida-
des, e que somente se vende por precisio : quem
a pretender, dirijarse a ruada Aurora n. 44, 1.
andar, que ahi achara com quem tratar.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarisas vin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
DA
Rua do Queimado n. i 9.
Cobertas de chita, gosto chinez, a l80O.
Len^es.
Lenjes de panno de linho fino a If90.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato preco de 5. '
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, oe!
baratissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covudo.
Chita ranceza.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs.
C0VAUOe
Esteira da ludia,
dei 4,5 palmos de largo, propria para forrar
sala e camas.
Cortes de collete.
Corles de velludo preto bordados a 6.
Maotas de Llonde.
Mantas de blondo pretas de todas as qualidade
Cambraia branca.
r<-p*sde cambraia branca fina a 2J800, 3000 e
Toalhas.
Toalhas de fuslao a 600 rs. cada urna.
E' baratissimo!
Rua do Crespo n. 8, loja de 4 portas:
Cassas de cores fizas miudinhas a 240 rs o ca-
vado, cambraia. organdyslindos desechos a 4C
&n ?.h* 6 Ch'!as largas flnas de 24. 260 e
lllima moda de Pars
Eflfeites de cabeca para as se-
Dhoras de bom gosto.
1 !6n;i!iul'*Buiv,e ouro-rua d cabu6 n.
1 B. sonde as senhoras acbarao um complet
1UB.W? .* 'e* como de lindas cores, da ultima moda d( Paii
recebidos no di. 16 pelo vapor francs nofaM
senhorasque desejarem ver poderao manCp"
15P2B22ZX& selhe'mandarao as mot
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
?01 "CAS q?e-S8 oicguem dexar de comprar-
isto t6 mhtM d'aguia de ouio, rua do Cabug
Vende-se um armazem na rua do caes a 7 -
quem quizer annuncie. *
4 verdadeira liquidacao
Da loja de fazendas
DE
AlmeidacG Burgos.
Rua do Cabug n. 8.
A dnheiro.
|90 liquidatano da extincta firma -le
Almeida & Burgos, lendo de acabar com esle
estabelecimento para com o seu liquido cacar
aosseus credores, ha resolvitto a fazer uma
california, vendendo todas as fazendas com eran-
de abatimento de seu custo, sendo entre ellas s
seguintes :
Brim setim trancado fino, de puro linho com se-
da, sendo de listras e de quadros miudo fa-
zenda muilo boa para caigas, colletes e paletots
a 800 rs. o covado.
Lilla preta para hbitos a 280 rs. o covado.
Ganga amarella a 320 e a 4i0 rs. o covado.
Chaly muito fino de la de listras de cores a 560
rs. o covado.
Barragana azul ferrete a 800 rs. o covado.
Fuslao pintado de lindas cores para vestidos de
senhora a 400 rs. o covado.
Fuslao alcochoado de listras para palelots a 480
rs, o covado.
Organdys finissimos de riquissimos padrSes ten-
do tambem abertos para vestidos de senhora a
60 rs. o covado.
Cassa pintada a 280 rs. o covado.
Cortes de colletes de fuslao a 600 r?. o corte.
Bnnzinho de linho para paletots e calcas part
andar por casa, como para roupa de meninos s
200 rs. o covado.
Gaze ou brasileira de seda de uma s cor, tendo
cor de rosa, verde, azul, cor de canna e cor de
cravo.fazenda de pura seda.de muilo bom gos-
lo para vestido de senhora a 880 rs. o covado.
bedinha ou gorguro de seda de quadrinhos para
vestido de senhora a 1 o covado.
Bcim pardo de linho, liso e Gno a 400
vado.
Seda mofada a 500 rs. o covado.
Setim preto de Maceo a 2400, 3*500
o covado.
Tafet de cores a 500 rs. o covado.
Merino fino de cores sendo de 2 larguras a 15800
o covado.
Chaly preto para luto, ezcellente para vestido* de
senhora a 640 rs. o covado.
rs. o co-
e a 43500
ment das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a perfei coa-
mentos, fszeudo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rua da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparos para as mesmos como agulhas, re-
trozes em csrrileis, lieha de todas as cores tudo
fabricado expressamente para as mesmas ma-
chinas.
Pbosphoros do gaz.
O deposito dos afamados palitos do gaz echa-
se completamente supprido, e contina a vendar
por mdico pr^go em porces e a retalho ; nos
armazens deFerreira & Martins, travessa da Ma-
dre de Dos ns. 9 e 16.

i
<=S

????
ra acabar!t
NA LOJA
| Encyclopedica.
DE
Guimares Villar.%
Ruado Crespo n. 17.
Chapelinas para senhoras o melhor pos- %
sivel brancas e de cores a 12, temos ven- A
dido a 20$ e 26.
S Outras muitas pechinchas ha para ven- m
der-se que s se vendo. a
999
Calcas de casemira.
Vendem-se caigas de casemira preta muito bem
feitas a 10, ditas de dita de cor muito superior a
9, eslao-se acabando : na rua do Queimado n.
22, loja da boa f.
Attenco.
Vende-se o engenho Albuquerque, silo na co-
marca de Nazarelh, moente e correte, em ponto
de se poder lucrar e eom trras de maior nro-
duccao ; distando da cidade de Goianna 5 leonas
por excellente estrada; entrando na renda do
dito engenho a safra fondada, 8 escravos mocos e
robustos, perfeitos offlciaes de enchada, 12 bois
de carro e 25 annimaea de roda : quem preten-
der dirija-se ao dito engenho a seo proprietario
ninio Augusto Cavalcanti de Albuquerque e nesta
praca aiGouveia & Filho, rua da Cadeia do Re-
cite n. 3.
pleto s o r l i Bombazinha preta e de cores para paletots e cal-
cas a 15440 o covado.
Filas de sarja de pura seda, larga e com lindas
cores a 800 rs. a vara.
Ditas de sarja de seda estreita a 120 rs. a vara
Bicos francezes e finos a 40. 80, 100, 120. 160.
200, 240. 320 e400 rs. a vara. *
Bicosdeseda pura, a 200 e s240rs. a vara.
Franjas de seda pretas e de cores a 260 rs. a vara.
Aberturas para camisas com punhos e colarinho
a 400 rs.
Chales de merino da India,muito semelhante aos
de touquin a 15.
Enfeites para cabega de senhora, de vidrilho pre-
to a 2, a 2500 e a 3. V
Luvas de pelica de Jouvin, somente com a falta
de nao terem os pontos bem seguros a 800 rs.
Toucas de la para meuino do peito a 800.
Dilas de la para senhora parida a 2500.
Chapelinas enfeitadas para senhora a 5, 63, 8
e a Id.
Sahidas de baile de seda a 6400 e a 10.
Riscados escossez muito lindos, para vestidos de
senhora a 180 rs. o covado.
Existem mil pechinchas que os compradores i
vista dellas nao deixaro de comprar.
Escravos fgidos.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do cora-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenso Collares, de nome Joaquina, de idade
de eincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem aberios, muito palavriador, :n-
culca-se forro, e tem signaos de ler sido surrailor
Consto que este escravo apparecera no da 6 de
eorrente, vindo do lado das Cinco Pontos, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senbor pura
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & I-e-
mos, que gratificaro generosamente.
Escravo fgido.
Fugio no dia 6 de fevereiro prximo paseado
do engenho S. Pedro, diatrcto do Pag de Cama-
ragibe, provincia de Alagoas. o escravo de nome
Jos, cabra, com os signaes seguintes : estatura
regular, cheio do corpo, desdentado na frente,
cabellos earapiohos, pernas grossas, anda um
pouco umbeiro, ps apalhelados, e tem os de-
dos grandes puchados para dentro, sem barba,
representa 25 a 20 annos pouco mais ou menos,
e multo ladino ; suppoe-ae ter ido com direc-
go estrada de ferro, e de suppor que passe
como forro : portante, roga-te s autoridades po-
liciaea e de campo, o aprehendam e levem seu
dono Antonio Semiao de Ferias Mattos no dito
engenho, ou tiesta praea a Jea Joaquim de Ca.-
iro Moun, rua da Cadeia, que ser bem reconi-
pCBSBdO.




L B
(S)
UtlO 01 PEtNAUBtJCO. ~ 8EOUMDA FEBA 6 DI IftElL DE iSIt
______LitCeratqra.
Daprescnpgita:
(Concluso.)
Na poltica os effeitosdo lempo se.tornara maii
visive : as vkissitudes que nella ae. produzem
violentamente sao, cm geral, marcados com o cu-
li h da iniqiidade. Se a precri|igo nao se- efec-
tuar, a sociedade esUr em guerra consigo mee-
m.i Sao passados seculos que a Irlanda se de-
bate sob o jugo da Inglaterra. No mundo ha
militas conquistas que-acabara por ligar os ven-
ciloi aos vencedoras: os vicios da murpaCBo se
eLiraquccem d--3ia forma, com o tempo, por um
cor.sentimenlo tcito.
A. Irlanda, porm, olTerece um phenomeno que
nao leni oulro anlogo 6 a protestarlo quoli-
iar.a de um povo. A possesso pacifica lem fal-
tado Inglaterra : vencedores e vencidos se
acharo, naquelle paiz, como do dia immediato
das espoliares e morticinios de Elisabeth e de
Cronwell. Os odios vio sendo cada vez mais ir-
ritados, porque cada vez mais o orgutho do ven-
cedor pesa sobre o vencido. O desprezo, a mise-
ra absoluta para o catholico desapropriado dos
sets bens e para o inglez protestante o beneli-
cio perpetuo da conllscago, o a heranga das re-
presalias que ello arrastra aps si! A IrlanJa o
nico paiz era que a vinganga, e o assassinato
nao sao roprovados pela opiniao publica. Lord
Derby langa para (ora das suas trras duzeotas a
treseutas pessoas que recusara designar-lhe o as-
sassino de um dos seus agentes Guerra selva-
ge m de parte a parle : os dous povos nunca che-
garam a ligar-se. A superioridalo de um nao
tem sido to suave e beneficente que faga o ou-
tro pcrdoar-lhe : pelo contrario o vencedor tido
como usurpador. Neste caso a prescripco nao
legitima a possesso, nem extingue o direilo de
E entretanto, onde e quando se to poros es
colheren seus go vero ai ?
A idea do povo traz necessariamente a idea de
goverao, e da urna certa orden social : sem o
que o povo nao aeria mais que.urna collecgo.
urea turba ele individuos sem signlflgacao. O po-
vo derriba niguas homens, que forman parte de
sen governo. mas nao tem o peder de eslabele-
cer as cousns.
A Franga pscofheu porveiilura 'Caos.sidiare^
Lamartine 1 Nao ; foram esses senhores que sel
oscolheram si mesmos. O voto vom sempre de*
pois do auto de posse. Nao se esnolhe um go-
verno pelo implas ficto de queninguem escollic
aquillo que j possue. S em Herodoto que se
veas Persas deliberarem sob a forma de governo
que adoptaran : mas Herodoto diverta os Gre-
gos. As cousas hoje se passam dlflerenlomente:
a queslao sempre decidida, apenas se encela a
discu8so : e o povo adhire por instinclo decon-
servaco, e porque de sua natureza preferir um
governo qualquer urna sociedade sem gover-
no, isto urna contradccao nos seus termos.
Nestas circumstanciss o povo se liga necessa-
rianente ao elemento goveroativo que se lhe
aprsenla, como o afogado que se agarrasse
primeira taboa que lhe viesse cahir sob as roaos.
direilo que o povo tem de escolher o seu go-
verno, beni se parece com o direilo que leria
qualquer pessfla de so decapitar para r.ollocar
urna oulra cabega sbreos hombros : e o raesmo
succede com o direilo de escolher as lois.
Realmente fallando, escolher a le acceitar
aquella que nos imposta : porque a liberdade
poltica nao consisto em escolher as leis que nos
agradan ; consiste em obedecer e seguir aquel-
las que nos convm, eque estaj de aecrdo com
os nossos autecedenles, costumes e tradiges. A
sociedade nao se limita urna s gerago, nem
recomega cada momento. S os charlalas e
sophistas teem interesse em persuadir aos povos
que se deve reformar, destruir a sociedade, sob
rovendicagao.
Se quorum exemplos, absolutamente contrarios
a este, isto exemplos de urna rpida prescrip- { _f'*!1'0 de odiflcar urna nova sociedade, mais
na
rao poltica, basta refleclir-se na facilidade com | magnica que a passada. Esquecem elles que o
que a Franca se coadunou com a Alsacia, Lorena i tempo, segundo a expresso de Jos de Maislre,
e Franco-Condado. o ministro da Providencia neste mundo, e que
A historia do direilo limila-se nomenclalu- j'udo o que se faz sem elle ephemero e vio. E"
ra de leis e decretos que se succedem sem nter-j verdade huniliaate para os nossos sabios e
rupgo ; a abundancia das leissubslituio os eos-; l'hilosophos, que urna rotina grosseira Ihes paro-
tunes por roeio de leis se t*m pretendido cu-J? muitas vezes mais til humanidade que as
rar os vicios da orden social. A sociedade chris-j a"8 concepgoes d'esla !
la se monleve aleo secuto VI, quando a Euro- Invernara religioes, philosophias sociedades,
po se desfez cm pedagos sob o choque das ideas ei* e>s o ponto que chegaram os nosso con-
pagasresusciladas : foi enlao que a mana le- temporaueos, depois de terem destruido religiao,
gislaliva e reformadora se apoderou do mundo, philosophie, sociedade, e leis: elles buscam o
Montaigne assigoalou o perigo dessas utopias :! Nos tomamos, disse elle, um mundo j feito e;ua penuria : oilludem-se completamente so-
turnado para cerlos costumes : queremos forma- i Dre S meios. O tempo nao respeita aquillo, para
lo de novo como Pyrrhs e como Cadmo de g cuj* fundago uocontribuio. Nos chamamos a
qualquer forma por que o pretendamosreformar,} raw P<". despresamos a experiencia. E' assim
nao o podemos fazer sem bolir com as suas do- . bras, e por Torga o rompiriamos. (Ensat'os, livro conservagao eduragao, se acha, as3m como a vi-
lil.) A Franga tem tiJo muitas vezes occasiao j "J8 poltica, preza de urna incerteza perpetua, e
de verificar esta verdade de tanto alcance. de um detejo sem fim de innovago.
A discussao abala mais o espirito de que o for-j methodo cartesiano ensmava o hornera
talece. Se a religiao repousasse unidamente so- adorar si mesno. Que tradigao poda resistir
re a razo, nao se conservara firmo por to essa idolatra oeu? au se tendo em conta
Joogo lempo. A sociedade poltica nao urna ; alguma as sabedorias dos seculos, todas as insti-
obra d'arlo e de raciocinio : ella vive detradi- ] luigoes lucrara de passar pelo cadinho de urna
goes bebidas com o leile, e Iransmittidas com o 'nova analyse. Ejsa /asta prescripgao, que se
saogue. Em urna palavra exislem, e deven es'endta sobre o dominio iutellectual e moral das
existir dogmas sociaes : a duragao desses dog- igeragoes, foi atacada e viulontamente interrom-
mas garante a duraco do corpo poltico. O sys- P>d> nos fados e as i leas. Alguns dos seus
tema legislilivo perturba a sociedade, fazendo fragmentos cooservaram-se iutactos no nosso di-
quoslo de ludo, e proclamando um progresso
indefinido. As geragoes que vu nascendo apren- j A pres:npgao civil urna das faces d'essa im-
den despresar a sabedoria dos antepassados. j meusa queslao: olla nao encerra toda a sua
Os ltimos que chegam nu seacham cada vez -grandeza ; mas por sua origem e principio, diz
mais prximos da perfeigflo, fim ideal da huma- respeito a urna orden ae civilisagao bem iinpor-
nidade "? K' isto esquecerque o hornera nao nss- ante. Anda hoje abriga os inleressesmais pre-
ceu pcrfoclivel, mas perfeito ; elle nao tem por ciosos, e crea n'ama esphera restricta novos ele-
missao procurar eternamente a verdade : nasceu ineptos de paz e deeslabilidade. E nao sem
para conhece-la e pratica-la, e a verdade instrue razao que os nossos velhos jurisconsultos de-
o hornera neste mundo, depois daencarnagao do nominarampatronado genero humano"
Verbo Divino.
Una sociedade chrislsa encerra em si todas as
Terdades necessarias para a sua felicidade, e para
o seu desenvolviraento. Este fado penetra lam-
ber a ordem polilica, e fa-la adquirir urna con-;
sistencia, que parlecipa da lmmulabilidade do
dogma religioso. A f social se esgeta quando
se acha cntregae s vicissitudes do escrutinio e
da discussao : entao nao icam mais que homens
instruidos, os quaes teem certo conhecimenlo da
poltica, e .sao
opiaioes.
COQUILLE.
[Lemonde.Silveira.
ACADEMIA 1 KV\Ci:y,\.
Discurso do padre Laeordaire por
occasiao de sua recepeo
Cunpre-me agradecer academia duas cou-
sas : a primeira de haver-me chamado para seu
naturalmente duvidosas as suas seioi e a segunda de haver-me dado por succes-
sor ao Sr. do Tocqueville.
A consciencia dos povos nao se forma senao O Sr. do Tocqueville mo:reu joven. Nao leve
pelo habito, que um freio e alavanca podero- 0_te_m_P0.Por cmplice de sua gloria ; e, quer se
sos.
O lecislador moderno nao quer comprehen- encare nelle o escriptor, o orador, quer o homem
/ -.a._______________________ lia OBladn ni 1 ,\ e\ .i .^ r.-. -.. A Ai->noi>liH>Mnn .._C
der que as suas leis s existem escripias no pa-
pel. Isto nao quer dizer que ellas nao sejam
obedecidas, pois a obediencia tambem se torna
n'um habito: mas u'esle caso ella nao olTerece
ao governo um apoio solido. Porque nunca o
povo so identifica tanto com o governo, senao
quando o governo se faz o represeulanle dos sen-
rmenlos e das tradigdes do povo. S urna gran-
de os'.cntaco, e forga de adminislrago e de po-
lica sao capazos de supprir essa ausencia dos
costumes pblicos, cujo peso conserva em equi-
licrio toda a ordem social.
de estado, elle apparece, consultarnos nica-
mente a edade e a obra, cono un edificio inaca-
bado. E no enlanlo se elevarn:o-nos para esca-
lar o barulho de sua memoria, sobe delle para a
alma urna voz, qual nada f-.lla em brilho, em
plenitude, em profundeza,urna voz, que j tem
o habito da posteridade, e que j crea ao Sr. de
Tocqueville un desses nones supremos, cujo rei-
nado nao deve perecer. Homem singular entre
todos os que vimos, elle nao deve sua fama par-
tido algn, nem serviu a algum delles. Asfal-
tas de seu seculo Iho foram estranhas. Tudo
... i muitas vezes cahiu ao redor delle, sen que po-
A successao das geragoes conslitue urna cadea ( desse confuuui.i0 n quedas, ou honra-lo com
nao nterronpida. Leibnits disse : O presente as viclorias entretanto operario activo, soldado
est cheio do futuro, ecarregado do passaao. cheio do coragem, cidado ardento at seu der-
desenvolvimento social se apoia sob urna base rideir0 da. p0rm que tomara no combale um
preexistente. A escola revolucionaria suppnrae o |ugar d.onde via mais cousas e onde a paixao do
movimeuto pacifico, regular, subordinado aos
elementos do ordem e estabilidade, para substi-
lui-lo por um principio absoluto de transforma-
crio, que ouvido cora respeito, quando se decla-
ra com urna especie de bonhomia que de ben
.que 03 poros pelo menos teaham o direilo de
escolher seus governos e suas leis.
IOLHETIM
IIM4FAM1U4T146IG4
roii
CHARLES HUGO.
bem e do justo o cobria com um invulneravel es-
cudo.
Se olho para os meus contemporneos, direi
de um que elle fui o anigo constante e generoso
da monarchia, urna alma antiga pela fidelidade,
conlentando-se de si propria contra as ondas da
deagraga e di opiniao. Dlrei do oulro que elle
amava o direilo dos povos i se governaren por
ai metaos, e que te-lo-hiam lomado por un
Gracco, transformando o universo em una se-
gunda Rema, e chamando todo o genero flama-
no ao direilo de cidade. Direi d'aquelle que, de-
dicado principalmente liberdade do pensa-
miento, da palavra e da coosciencia, vira na Iri-
una de ra parlamento o ultimo termo da grao-1
eza humana e da felicidade das nagoes Direi
de lodos, enfin, que elles 'servirn auna cau-
sa victoriosa ou vencida, ajodada pelas sympa-
thiasgeraes, ou victima das aversdes populares;
alguns, superiores seu partido, e entretanto
homens de seu partido ; e admirando seu genio,
aua ainceridade, sua f. sua parle na derrota ou
no bom xito, me reservarei crer que suas vis-
tas erara muito limitadas ao horisonte de seu lem-
po, e que nao Iho linham condecido lodo o mys-
terio, nom presentido todo o perigo. S talvez
entre todos n Sr de Tocqueville escapou esses
limites, nos quaes parara seus cootenporaneos,
e de balde que o espirito lhe desojara marcar
entre ellos um lugar semelhaote ao aeu.
Direi eu que elle foi um servidor das velhas
monarchiasda Euiopa, e que a heranga ioaliena-
vel do poder era para elle um negocio de con-
viegao ao mesmo tempo que um dogma de ra-
zao? A anliguidade sem duvida, a tradigao, os
antepassados, a magestide dos seculos, tudo isto
lhe era grande e venerivel, e elle nuoca insul-
tou os Ihronos decahidos por mais merecida que
lhe perecease sua queda Antes pelo contrario
entristeca-se com isso, como de um naufragio,
no qual desapparecia alguma cusa de santo, co-
mo de urna ruina, na qual elle com pesar lia a
caJucidade do homem e de suas obras. Era una
alma, quem a destruigo pesava, e que jamis
viu parecer cousa alguma do que fra secular e
glorioso sem honra-la com um suspiro elocuen-
te. Mas, paga essa divida sua generosa nalu-
reza, elle encarava o direilo e o futuro com um
olhar firme; procurava no que eslava vivo o suc-
cessordo que eslava norlo, e a illuso de urna
lmmulabilidade cavalleiresca nao podia occultar-
llie o dever de semear no sulco quo eslava aber-
to. Elle amava os juramentos, que nao se esque-
cem nunca ; elle antes quera a acgo que espe-
ra sempre, anda que ella s urna vez trouxes
so a salvag.io.
Direi eu que elle perlencia todo iiteiro essa
opiniao liberal nascida do seculo XVIII, escida
as primeiras erabriaguezesde nossas assenblas
nacionaes, extincla ou antes adormecida ao hli-
to oppressor de nossas immortaes victorias, e quo
despertada de repente palavra de um rei que
voltava do exilio, encheu a Franga de urna lula,
onde todas as dedicages tiveram sua vida, to-
dos os talentos sua liberdade, todos os partidos
seus das de grandeza, e todos tambem seus das
de expiagao ? Eu nao o podeiia certamenle; por
quanto ha via nessa opiniao, por mais popular
que fosse, lados fracos mui visiveis aos olhos pe-
netrantes do Sr. de Tocqueville. e mesmo todos
injustos, que afUigiam sua rectido ao passo que
espantavamsua perspicacia. Era raio de sua pro-
pria origem no seio de urna edade sceptca, a opi-
oio liberal conservara urna inclinagao de moci-
dade, contraria s ideas e s cousas religiosas :
ora. nada era menos sympathico ao Sr. de Toc-
queville do que o pouco gosto para aquillo que se
approxima de Deus.
Quando Montosquieu quizera tratar para a ins-
truego de seu seculo das leiscivis e polticas, el-
le quebrara de repente, pelo nico effeito de sua
applicago de espirito aos fuadameotos e s ne-
cessiJao.es da sociedade humana, os lagos que o
prendan seu tempo, e com essa mesma peo-
na, que se ejercitara outr'ora as Carla Persat,
elle escrevra esse vigesimo-quarto livro de seu
Espirito das leis, a mais linda apologa doenris-
tianismo no seculo XVIII, e o mais ailo testemu-
nho du quepo le a verdade sobre urna graude
alma, que tem posto sinceramente sou pensa men-
t ao servigo dos homens.
Mais feliz que Montesquieu o Sr. de Tocque-
ville nao linha tido Cartas Persas chorar; seu
espirito viril nao tinha conhecido os desnimos
do sceplicismo, e se em sua f contara das de
intersticio, nunca Uvera em seu corago urna im-
piedade, nem em seus labios urna blasphemia.
Amara Deus naturalmente, se o nao amasse
christamoule; elle o amava como homem de
genio que so sent arrebatado para o pao dos es-
| piritos como para sua cmaoago. E quando, mais
maduro e mais forte, comegou julgar sua po-
cha, elle sontira urna der de encoulrar a causa li-
beral to longo do Deus que fez o homem livre.
Nao compreh.endia que a liberdade do consciencia
podesse ser urna arma contra o chrstianismo, e
que o Evangelho fosse perseguido ou encadeado
pelo sentinenlo, que libertava Mahomed. Nao
comprehendia anda meos que houvesse cousa
alguna solida sem um fundamento religioso, e
vendo a liberdade desunir seu nome de um ou-
lro mais alto anda que o seu, tema que um dia
ella nao fosse speramente advertida de ter con-
tado muito comsigo e muito pouco com o soccor-
ro da elernidade.
A opiniao liberal aioda otTendia por oulro lado
ao Sr. de Tocqueville. Parecia-lhe que ella d-
rigia-se una classe nica de homens, a essa
classe rica de espirito, de industria e de fortuna,
que couquislra o poder, arrancando-o nobre-
za,_ao clero e ao proprio throno, e que, herdeira
unica de tantas grandezas, esquecia talvez que
havia abaixo de si um povo immenso, livre de
mullos males, verdade, porm, sofTrendo anda
necessidades d'almi e do corpo. Nao havia acaso
mais nada a fazer por esse povo? Bastava-lhe
nao ser mais, nem escravo, nem servo ; governa-
do, convenho, por leis eguaes para todos, mas
privado de direilos polticos ; antes servidor do
que cidadlo, antes desencalcado do quejwatl
Poata-se erar que houvesse entre elle e a elaste
reinante una synpathia verdadeira; e nao exis-
tia por rentura sob una rna difiranle entre o
novo povo e aeua novo* senhores a divisao pro-
funda, que collocara outr'ora o abysno entre a
a obreza de nascimento e lodo o reato do paiz ?
Estava (realmente fundada a unidade moral da
Franga ?
O Sr. de Tocqueville nao podia banir de seu
espirito estas graves preoecupagoes. Elle n5o via
do triumpho brilhanle da burguezia franceza a
derradeira palavra do futuro, ou ao meaos olhava
inquieto para debaixo della, e ioterrogava com
anxiedsde sua consciencia e a de lodos as filei-
ras aperladas da roullido.
Que I Direraos nos que elle dra sua alma
onda crescente da democracia, e que ahi, no seio
das agilages populares, elle, filho de urna casa
nobre, iotelligencia maia alta ainda que aua raga,
descera lodos os degrus do mundo para procu-
rar o bergo sagrado dos destinos futuros o nais
prximo da Ierra possivel ? Era ahi que vivia o
Sr.de Tocqueville, ahi que eslavamsuas espe-
rangas e seu desejo? Era o povo para elle o so-
berano natural da humanidade, o mais perfeito
legislador, o melhor magistrado, o homem hon-
rado por excellencia, o mestre e pae mais huma-
no, cap to pos combates, consalheiro nos bonse
nus das, cabega eruGm dease grande corpo,
que rola om torno de Deus ha lautos seculos, pro-
curando e criando sua sorte como pode ? Crerei
e direi eu isto ?
Certamenle o Sr. de Tocqueville como todo o
verdadeiro christo amava ao povo; respeitava
nelle a presenga de Deus. Ninguem foi mais que-
rido do que elle de todos que o cercavam,ser-
vos, colonos, operarios, camponios, pobres ou
desgragados de qualquer nome. Quem o visse em
suas Ierras, ao sahir de seu gabinete laborioso,
onde ganhava o pao quotidiano de sua gloria,
tonia-lo-hia por um palriarcha dos lempos da
Biblia, quando a idea da primeira e uojpa familia
eslava viva ainda, e as d.;stincgdes da sociedade
nao eram outras, que nao as da natureza, redu-
zindo-se todas belleza da edade e da pateroi-
dade. O Sr "de Tocqueville praticava lilteralmen-
lo em seus dominios a palavra do Evangelho :
Aquello d'enlre vos, que quizer ser o primero.
seja o servo de todos. Elle servia pela affavel e
generosa communicago de sua pessoa com lodos
que estavan baixo delle, pela simplicidade de
seus costumes, que nao otfeudia a mediocridade
do ninguem, pelo encanto verdadeiro de um ca-
rcter, que nao carecia de altivez, as que sabia
descer sen que elle proprio o nolasse,to na-
tural lhe era ser homem para com os homens. O
povo ama muilo ao Sr. de Tocqueville, dizia um
homem do povo um estraogeiro, mas forga
coiivir que elle asss reconhecido.
Esse amor, to singularmente expresso, leve
emfim occasiao de manifestar-se. Quando 1818
inaugurou o suffragio universal e directo, o Sr.
de Tocqueville obteve em seu caolao o suffragio
unnime dos eleitores, e enlrou na assembla
constiluiote pela porta sem mancha da mais evi-
dente e legitima popularidade. Elle nao a devia,
nem ao excessodasdoutrioas,nem aos esforgosde
um partido poderoso, nem ao ascendente de urna
grande fortuna ; dovia-a s suas virtudes. Feliz
o cidado que eleito assim no neio das discor-
dias civis I Mais feliz o povo que reconhece e ele-
ge taes cidados unnimemente 1
alas esquecerei eu um caso desta eleigo? No
dia em que ella leve lugar o Sr. de Tocqueville
fra p capital de seu canto com o cura, o
tnaire e todos os eleitores de sua coramuna ; aca-
brunhado pela fadiga, elle apoira-se um dos
pilares do lugar onde se proceda ao escrutinio :
um camponez, que elle nao conhecia, approxi-
mou-se com urna cordial familiartdade, dis-
se-lhe:
c Muito me admira, Sr. de Tocqueville, que
estejaes cangado, porquanto todos nos vos trou-
xemos em nossas algibeiras.
O Sr. de Tocqueville amava, pois, ao povo e
era delle amado. Porm alguns res tambem o
tem sido, e disso nada se pode concluir res-
peito das doutrinas do publicistas. Quaes eram
ellas?
Bem que joven ainda, entre vnte o cinco e
t i ti 13 annos, e quando j a revolugo de 1830
abalara em Franga as bases do governo monar-
chico e parlamentar, o Sr. de Tocqueville obti-
vera a permissao de ir estudar nos Estados-Uui-
dos da America os systemas penitenciarios que
ahi lioham sido inaugurados. Mas esta misso,
til e limitada, encobria um lago da Providencia,
Era impossive que o Sr. de Tocqueville tocasse
Ierra da America sem quo esse novo mundo o
impressionasse, to difireme como era daquelle
no qual tinha nascido. Por toda a parle no mun-
do antjgo, qur visilasse a Inglaterra, a Russii, a
China, qur o Japao, sempre encontrara o que j
conhecia,povos goveroados. Pela primeira vez
se lhe apresentava um povo florescenie, pacifico,
industrioso, rico, poderoso, rospeitado no exte-
rior, espargindo todos os dias por vastas regies
a onda tranquilla de sua populago ; c entretan-
to, sem oulro senhor. que nao elle proprio, nao
sofTrendo distiocgo alguma de nascimento, es-
colheodo seus magistrados para lodos.os grus
da hierarchia civil e poltica, livre como o Indio,
civilisado como o homem da Europa, religioso
sem dar algum culto excluso, nom preponde-
rancia, e apresenlando finalmente ao mundo ad-
mirado o drama vivo da liberdade a mais absolu-
ta na egualdade a mais inteira.
O Sr. de Tocqueville bem tinha ouvido em sua
patria ests duas palavras liberdade, egualda-
de 1 linha mesmo visto fazerem-se revoluges
para estabelecer o reinado deltas; mas e$se rei-
nado sincero, esse reinado bajeado, esse reinado
que vive de si proprio sem o soccorro de nngaam
porque a causa de todos, elle nao o tinha en-
contrado aioda en parte alguna, nem mesno,
entre esses povos da anliguidade, que linham uov
orum e leis publicamente deliberadas, as cujo
isneficio s perlencia raros cidados nos estre-
tos nuros de una cidade. Sociedade sem exem-
plo, fundada por proscriptos e emancipada por
colonos, os Estados-Unidos da America linham
realisado sobre un territorieimmenso O que nao
poderam fazer Alhenas e Roma e o que a Europa
pareca procurar er vio em laboriosas e sangui-
nolentas revoluges. Qual a causa disso? Era
acaso um accidente ephemero, ou a revelago
dos seculos futuros?
O Sr. de Tocqueville estudou estas questes
como sabio, joven aioda, esclarecido pela ^de-
pendencia de om espirito, que s buscava o bem
e a verdade admirou a America, nao sem res-
triegues ; nojulgou todas as suas leis applica-
veis todos os povos; soube distinguir as for-
ra as variareis dos governos do fundo sagrado que
pertence ao genero humano ; elevou-se cina
de sua admiragao para dizer Amrica os peri-
gos, que a aneagam, para fulminar a escravido;
e esse flagello deshumano e impio, ao qual
quinze estados esto quasi prestes a sacrificar sua
gloria e a propria existencia da patria; e final-
mente, com essa vista imparcial e profunda, com
que elle e*itra ao mesmo tempo a adulago, o
paradoxo e a utopia, lancou sobre a Europa um
olhar amadurecido, porm commovido, que o en-
cheu segundo suas proprias exposigoes, de urna
especie de terror religioso. Elle julgou ver que
a Europa e a Franga em particular avangava
grandes passos para a egualdade absoluta das
condiges, e que a Ameiica era a propheca e
romo a vanguarda do estado futuro das nages
cbrlstas.
Digo das nages christas, porque elle lgava
ao evangelho esse noviraento progressivo do ge-
nero humano para a egualdade; pensava que a
egualdade perante Deus. proclamada pelo evan-
gelho, era o principio d'onde dimanara a egual-
dade perante a lei, e que ambas,a egualdade
divina e a egualdade civil, tiham aberto diante
sem ter prepsrado seu tempo tigdau dignas ds
de mas desgraeas.
c Instruir a democracia, dizia elle, reanimar
a se for possivel suas crengas, purificar-lhe os
costumes, regular-lhe os movlmenlos, sebsti-
a luir pouco pouco a sciencia dos negocios
a us inexperiencia, o conheciment de $ta
t verdadeirns inleresses seus cegos iostinetbs;
adoptar seu governo aos lempos e aos logares
modifica-lo segundo as circunstancias e os ho-
mens: tal o primeiro dos deveres impostos
era nossos dias qoelles que dirigen a socie-
dade. E' do mister urna polilica nova & um
mundo todo novo.
O Sr. de Tocqueville jutgava ter descoberio
esta nova sciencia as instiinigoes, ns historia e
nos costumes do primeiro povo q ie vivia sob urna
perfeita democracia. Incapaz do ver como sin-
ples espectador um tao grande phenomeno,
elle quizera peoetrar-lhe as causas, cpshecer-
Ihe as leis; ecerto de instruir sua patria, talvez
mesmo a Europa, escrevra sobre a America com
a sabedoria de um philosopho e com a alma do
um cidado. Seu livro brilhou em un? momen-
to cono o relanpago. Traduzido ur todas as
linguas'civilisadas, dir-se-hia que o o genero hu-
mano o esperava, e no entanto deste lado do
Atlntico elle nao corresponda paixo alguna,
i nenhum partido, uenhuma escola, juenhura
povo. Apparecia s com o genio do escriptor,
com a pureza do seu corago o com a ventada-
de Deus; e trazia todos os espiritos sensatos-no
meio^do cahos das doutrinas e dos acontecimentos-
nma luz, da qual podia nao se gostar, as que
difteria de tudo;; ama luz que partecipava do
futuro sem vechar o preseute. Nao se tinha vis-
to cousa egual desde o dia em que Montesquieu
publicara seu Espirito das leis, livro sem mode-
lo tambem, superior a sea seculo pele religiao
e gravidade, e que, a despeito de sua naturo-
za to profundamente seria, tere a arte de se-
duzir, e ser ainda popular hoje que elle mui
pouco lido. .
Vossa voz, senhores, uniu-se aos suffragios dos
recem todas as dislincces arbitraria* nara .7- eMe amaduracido a gloria do joven
rosa do mrito pessoal. Mas, pewr desta ori- ?*'" "d.e,"' *\ L"'}0. 2SHL255 mla
SEGUNDA PARTE.
O Pae.
( Conlinuacao. )
IV
A CARIA.
Como bem se pode suppr, nao tardou a es-
palhar-se por loda a povoago a noticia de que o
caslello de Ganges, deserto havia muilo lempo,
estava sendo novamenlo habitado: dizia-se que
toda e qualquer communicago, revoltava sobre
modo os habitantes da povoago: mas o que
consolava un pouco os curiosos da amargura
desse contratempo era o pensamento consolador
de que esses fidalgos, por muito bisonhos e in-
communicaveis que podessem ser, acabariam por
afRigir-se e enojar-se dessa vida solitaria. Cor-
ra j pela bocea pequea unta narrago des-
agradavel inventada sobre essa existencia empa-
redada entre os muros da caslello, que de si
nao dava signal algum exterior, nem por nobres
cagadas, era por qualquer oulro dlverlimenlo,
e nem mesmo devotas dislribuiges de esmolas e
de viveros aos oocessitados do paiz. AOlrmava-
se qne os novos feudatarios, caprichosos e exlra-
vagaules, viviam nao se sabe como, seguramente
muilo mal, e nao linham o menor gosto e in-
clinagao pelas cousas amaveise divertidas.
Aconvicgo mais penelrou no animo do lodos
depois que o correio, indo um dia ao caslello le-
var urna caria dirigida castellaa, e querendo
penetrar no interior da habitago, foi arrebata-
damente repellido por Brgida que fechou-lhe a
porta na cara, depois de ter-llie honestamente
pago os cinco sidos do porto da caria exigida
pela memoravel tarifa de 1676.
Entretanto por mais bem fuodaJa que fosse
na apparencia essa opiniao das pessoas do logar
a respeito da triste vida que deviam passar os
novos feudatarios supposlos, alguem havia com-
| tudo que estava bem longe de a parlilhar nesse '
riosa do mrito pessoal. Mas, peza'r desta ori-
gem sagrada, attribuida por elle egualdade, -
pezar do especlaculo espantador que elle gozara
por ella na America, pezarde sua eonvicgo de
que era isto um faci universal, irresistivel e
querido por Deus, elle encarava com um santo
espanto o futuro, que ao mundo preparava urna
to grande mudanga as relaedes sociaes. Vira
entre os Americanos a egualdade obrar natural-
mente como una virtude hereditaria ; elle a en-
contrava muitas vezes na Europa sob a forma de
urna paixo, paixio invejosa, inimiga da supe-
rioridado n'ouirem, mas procurando-a para si,
nislura de orgulho e de hypocrisia, capaz de
querer todo o transe o espectculo do abat-
nenlo uoiversal, e de fazer para si da propria
humiliago um Capitolio, um Panlheon. Vira a
ordem nascer na America de urna egualdade ac-
ceita por todos, introduzida nos costumes como
as leis, verdadeira, sincera, cordial, approxi-
maodo todos os eidados nos mesmos deveres
e nos mesmos direito; encontrou-a na Europa,
inquieta, ameagadors, impia, atacando ao pro-
prio Deus, e sua victoria, inevilavel no entanlo,
causava-lhe ao mesmo tempo a vertigem do te-
mor e a calma da certeza.
Noto urna outra cousa, que o acabrunhava
mais que todas as outras, e que fai objecto de
suas cruciaotes preoccupag&os at seu derradei-
ro dia.
Nos Estados-Unidos a egualdade nao est s ;
allia-se constantemente com a liberdade civil,
poltica e religiosa amis completa. Estes dous
sen tinentos sao ioseparaveisno coraco do Ame-
ricano, e elle nao concebe mais agualdadesem a
liberdade do que a liberdade sem a egualdade.
Mas consideradas as cousas pela historia e perto
de nos vemos que a democracia quando s por
si conlida, cahe fcilmente em um excesso, que
sua corrupgo, e que chama para salva-la o con-
trapeso de um despotismo, quem tudo per-
mtalo, por que faz tudo em nome do povo,
dolo no qual a multido se procura aioda, e er
achar tudo auanto perdeu.
Qra. o Sr. de Tocqueville", via na Franga e na
Europa a democracia, joven ainda, pender j.
para a decadencia e revestir esse carcter sem
freio, quo nao lhe deixa mais outro remedio a.
nao ser soffrer um senhor omnipotente. Elle pre-
senta que a demagogia dara liberdade nas-
cenle un golpe mortal, e que entre as nagoe
christas mais ainda do que- na anliguidade a li-
cenga armara o poder em nome da seguranga
commum, mas em prejuizo da liberdade de
todos.
Esse presentimento, que ninguem Uvera ento,
o Sr. de Tocqueville o levee manifestou-o. Des-
de 1885, primeira apparigo de seu livro sobre
a Democracia no America, elle annuncioa que
a liberdade corra em Franga e na Europa, peri-
gos eminentes. Declarou que o espirito de egual-
dade exced* entre nos ao espirito de liberdade,
e que esta disposigo, junto outras causas, a-
meagava-nos derrotas e cataslrophes, que espan-
taran! o seculo presente. Esse seculo nao o a-
credilou: marchara cheio de confianga, em si
proprio, seguro de seu triumpho, desdahando
os conselhos {{em como as prophecias, convnci-
do como Pompeu na entrevespera de Fharsalia
de que bastar-llie-hia bter com o p para dar
Roma, ao senado, repblica, invenciveis le-
gies. Has o Sr. de Tocqueville nao devia mor-
rer sem ver justificadas suas previsoes nen
elle linha sido comprado ao fisco por fidalgos I dia especialmente : era o nosso amigo Brin-de-
nobres que despendan) soramas enormes na sua
reconstruego, mas que viviam ali como corujas,
sem quererem ver ou receber viva alma ; facto
este que as comadres achavam muilo importante
e singular, digno de lodos os commeutarios da
viziohanca. E' verdade que algunas vezes se
via a nobre castellaa passar atravs dos bosques
no sen ligeiro corcel, ou ento em algum do-
mingo ajoelhada n'uma das capellas mais escu-
ras da egreja : porm nao se conhecia da linda
dama mais do que o seu nome, e o seu bello
semblante, pois quanto sua familia todos a ig-
noravam.
E' preciso nao conhecer-se as pequeas pro-
vincias, mesmo nesses lempos de nos to remo-
tos, para se nao comprehender logo primeira
vista a maneira porque a povoago de Ganges,
se bem que pouco palradeira, todava se poz to
depressa ao facto de ludo. Comquanlo fussem
debalde interrogados na hospedara unica da
povoago os operarios italianos vindos de Avig-
non para a reslaurago do caslello, os quaes
mostravam nao entender urna s palavra da lin-
guagem do lugar, comtudo pela franqueza de
suas bolsas sempre recheadas julgou-ee que elles
eram generosamente pagos ali, e que os novos
possuidores eram por sua opulencia dignos de
succeder aos antigos propietarios. Quanto ao
nome da castellaa, soube-se por intermedio do
correio postal, que havia um mez, e sobreludo
faaviam quinze dias, nao deixava de vir regu-
larmente de cinco ou seis em seis dias trazer
ao caslello urna carta com o onderego para a
condesas de Cazilhac.
A circumslancia de ser esse caslello habitado,
e ao mesmo lempo fechadas as suas portas a
() Yide Diario a. 80.
Mousse, cuja voz sonora e vibrante echoava mais
alegre que nunca nos jardins do caslello.
Era cerca de urna hora da larde, hora volup-
tuosa do far-nxenle, e do descauso as residen-
cias nobres desses paizes de um sol abrasador.
O vasto lago do parque, meio escondido por de-
baixo de longos e compridos ramos dos casla-
nheiros e sycomaros, apresentava um aspecto
encantador, um desses quadros graciosos, que
se imaginan, ouvindo essas cantigas venezianas
em quede eovolta so descreve no seu prestigio
todas as magiaso esplendor da paisagem, o ar
calmo e tranquillo, os jogos alternativos da luz e
da sombra, e a irradiago diamantina de urna
agua linpida, que em silencio fendem os dous
ramos dourados de alguma gndola sumpluosa.
A condessa Alina linha formado um desejo
que foi, como tantos outros, immedialamenle
satisfeito pelos cuidados do Sr. de Vissec: vendo
o cu to puro e tao bello quiz almogar com o
seu hospedenao sobre a relva do prado, mas
sobre as aguas do lago ; e para logo foi servida
urna agradavel refeico sobre os asseotos de se-
tim da barca senhorial, quo se poz a vagar le-
vando Pedro como remador e Bria-de-Mousse
por piloto.
Branda mente recostada sobre os cochios de
brocado, com os hombros e o seio occullos por
debaixo de urna camizioha transparente, seus
bellos cabellos louros cahidos em longos anneis
ao lado das mimosas faces, e delicadamente dis-
poslos, segundo o aso de entao, no alio da fron-
te em pequeos cachos, a condessa eslava nesse
dia arrebatadora.
Depois de ter tocado em alguns fruclos gela-
dos, toraou o seu bordado, primor d'arle amoroso
e feminino, que ella havia comegado no dia pos-
terior ao da partida deChristiano, e que era sem
duvida a este reservado. O gracioso trabalho
em que se oceupava a condessa, meio inclinada
sobre o bordado, dava um uovo encanto ao seu
perfil, en quera as bambinellas dajolda ligera-
mente agitadas pelo movimenlo da barca toca-
vam de leve, como os trmulos beijos da som-
bra que o dia reserva s flores delicadas.
Emquanto bordava Alina prosegua urna con-
versarlo animada cora o senhor de Vissec,
o qu-|, com os seus vestidos pretos e se-
veros,' com os seus cabellos braocos, formava
mais essa joven radiante o grupo da velhice e
da juventude, que nao seria para desprezar as
rimas de um poela trovador.
alais adiante um pouco Pedro remava vagaro-
samente, e Brin-de-Mousse encostado sobre o
lome se diverta as gargalhadas em atirar aos
cysnes do lago os restos da refeigo da castellaa,
com que tinha sorraleiramenle eoehido as al-
gibeiras da libr do seu av sentado diante
delle.
Havia alguma cousa de agradavel, tranquillo e
feliz nessa barca magnifica, couduzindo seu
bordo esse menino com a sua vesliazinha de ve-
ludo carmesim, esse lacaio agaloado, essa moga
resplandecente de belleza, esse velho venera-
vel, e sulcando lnguidamente a placida super-
ficie do lago no meio de urna grande quantidade
de majestosos cysnes.
Sim, Sr. de Vissec, dizia Alina ao velho,
por mais que neguissois um homem bastante
hbil, e precioso para urna trale abandonada co-
mo eu. Sem v3, o que seria de mim aqui szi-
nha? Gragas aos vossos cuidado* passo urna vida
de princea. O que nao lendes feito ha um
mez I Vejamos : transformastes um camponez-
sinho n'um lindo pagem, um aia cm criada, um
cochero em lacaio, um velho parque n'um pa-
raizo, um caslello velho e deserto n'um palacio
urna Thebaideem Verstiles? Dir-se-hia que tu-
do isto Qzesles sob o imperio das fadas, e que
as vossas mosa varinha do mgico Merlin se
transformo!! egualmente...
Na bengala de Goronte I atalhou rindo-se o
Sr. de Vissec. Espero, portanto, accrescentou
elle, que o meu joven amigo ficar satisfeito
quando vollar aos seus dominios, cuja restaura-
gao me havia confiado antes de partir. Sua in-
tengo era quo as cousas fossem feitas grande
sem olhar-se despezas: em todo isto nao te-
nho sido mais do que o sou intendente.
Como I roplicou Alina langaudo sobre o
velho ura olhar malicioso; pola todos esses mi-
lagrea Uzesles por mcu marido smenle, e nada
por mim? Oh 1 Sr. de Vissec I ls.to nao de um
galanteador I
Valha-me Deus, senhora condessa 1 res-
ponden o fidalgo: que pergunla me Czesles I
Eu galanteador 1 De onde me poderia vir seme-
Ihanto preteugo? Sou, porreotora algum cas-
quilho? Seria o mesmo que Nstor querendo
tornar-so mogo: na realidade havia de fazer
una figura interessanle 1 Se en lugar de serdes,
como sois, urna bella e encantadora esposa bor-
dando lindas paisagens para seu feliz esposo,
toaseis urna viuva velha e veneravel lecendo
grossas telas no seu tear, ainda assim talvez
mesmo nao me Yiessem ao pensamento i4v8 4e
cumpre dizer, nada me pa-
cuno o namoro entre os
nessa cadeira, d'onde vo-lo roobo urna morte
to prematura, como o Tora a sua illustrago. Po-
rm eu proprio me argo de andar lo de pressa,
e de abrir ura tmulo, quando apenas estou nos
umbraes de urna eleruidade.
Havia na obra do Sr. de Tocqueville mala de
un genero de attractivo. A America era nal co-
nhecida ; nenhun espirito superior a tinha ainda
esludado. Uos nao van nella mai do que urna
demagogia grosseira e importuna; outros sp-
pjaudiam de ante-mo o succo.so de suas uto-
pias pessoaes. O Sr de Tocqueville sufatituiu
verdade e tabula, e su penna severa espajhou
sobre um quadro inteiramenle novo o-encanto
infinito da sincera clareza. Costumes, historias,
legislago, carcter dos homens e do paiz, causas
e consequencias, tudo toma sob seu buril o po-
der do investigador, que descobre, e do escriptor
que grava para os ausentes suas-proprias visos.
Mas o que loca e attrahe, principa' nente, o pro-
prio hlito do livro, um ardor generoso que abala
o autor, e faz sentir nelle o hornera preoecupado
com a sorte de seus semelhantes actualmente e
no futuro. Elle commove, porque est commo-
vido, e sua propria aasleridade augmenta a emo-
go pela eloquencia do contraste. Em quanto
Montesquieu tem arte en seu espirito, crendo em
urna causa e querendo servi-ln, o Sr. de Toc-
queville abandona-se ao curso irresistivel de
seus tristes presentimenlos. Ve a verdade e a
tee, tene-a e a diz, sustentado pelo pensa-
mento de que ha um remedio, que eU*conhece,
e que talvez seus contemporneos, ou- a posteri-
dade receb-lo-ho delle. Ora a esperaoga so-
bresals i ioquietago, ora a inquietago obscure-
ce a esperanga, e desse conflicto que passa sem
oessar do autor para o livro e do livro par o lei-
or, dimana un interesse que prende, vela e
connove.
Has qual era esse renedio, com o qual o Sr.
de Tocqueville Iranquiliisava o seu pensamento.
e d'onde elle esperava a salvago das geragoes?
Nao era, bem o pensaes, na imilago pueril das
instituiges americanas que elle o encontrara,
mas no espirito quo anima esse povo eque tem
fundado suas leis. Porquanto, 6 o espirito que
d vida s instituiges, como alma que d vida
aos corpos. Ora, o espirito amerisano, tal como
apparecia ao Sr. de Tocqueville, resume-se uas
qualidades. ou antes as virtudes que vou dizee:
O espirito americano religioso ;
Tem o respeito innato lei;
Eslima a liberdade to claramente como a
egualdade ;
Colloca na liberdade civil o fundamento prima-
rio da liberdade poltica.
E' justamente o contrapeso do espirito, quo
antes arrasta do que guia urna grande parle da
democracia europea. Em quinto o Americano
er em sua alma, em Deus que a fez, em Jess
Chrislo que a salvou, no Evangelho quo o li-
vro commum da alma e de Deus, o demcrata
europeo, salvas nobres excepges, er s Da hu-
manidade, e ainda em urna humanidade ficticia,
creada por elle em um sonho. Esse sonrio ao
mesmo tempo sua alma, seu Deus, seu Christo,
seu Evangelho ; e elle nao pensa em religiao al-
guma, por mais antiga e respetara que seja, nao
ser para psrsegui-la o anaiquila-la, s for possi-
vel.
galaoteio ; porque
rece lo ridiculo
velhos 1
Pois assim mesmo quero que sejaes um ga-
lanteador para comigo, ou senao...
A condessa interrompeu-se fiogindo ameagar
o velho com o seu dedo ornado de um dedal de
ouro enriquecido de turquezas.
Senao o que? pergaotou o Sr. de Vissec.
Eu serei para comvosco.
O fidalgo cstremeceu imperceptivelmente.
Oh I nao vos receio, disse elle aleando a ca -
bega custo, com una graga teda senil.
Nao me achaes perigosa ?
Deus louvado, uo.
Sim ? disse a moga tirando da ceslinha um
pedago de seda ; havemosde veri... Tomae; co-
mego j as hostilidades. Idesajudar-me a des-
fiar esla seda : dae-me vossas m&os.
O Sr. de Vissec tornou-se paludo.
Eoiao 1 conlinuou Alina ; nao me obede-
cis ?
O velho fidalgo, depois de alguns momentos de
hesiiacao, eotregou as suas mos condessa.
Muito bem, senhor 1 disse ella com jovial
autoridade : agora deixae-me dirigr-vos.
E apoderando-se vivamente das mos do fidal-
go, fe-lo segurar no pedago de seda que lhe
apresentou, virando e revirando esses dedos octo-
genarios, com innocente e deliciosa familiaridade
que ia ponto de casliga-los com pequeas pan-
cadas pelo seu desaso. Era impossive ver-se na-
da mais adoravel do que essa encantadora joven,
que levava alegremente os previlegios, de quego-
zava, de urna menina travessa, at fazer desse ve-
lho um brinco coro que se diverta.
O Sr. de Vissec conservava-se extremamente
paludo e agitado.
Como tremis I disse Alina de repente.
E' effeito da edade, respondeu o fidalgo. Cus-
la muito a supportar-se o peso dos annos I Ha
uos bons vinte annos que tremo assim I
E dizer-se, pensava a condessa lenizndo-
se da apparigo da lorrinha, que foram essas
mos velhas e decrepitas, que tanto susto .ne cau-
saran) I Coilado 1 perdo-lhe agora ludo 1
E um sorris se desenhou sobre suas lindas fa-
ces. Depois, como se lhe viesse ao pensamento
urna idea repentina, disse :
Obrigada, senhor de Vissec; est concluido
o trabalho ; reslituo-vos vossa liberdade.
Em que, poii, pensava a bella castellaa, usan-
do para com o seu hospede de seraelhanles modos
alegres e folgazes ?
Alina, por mais spaixonada que eslivesse por
sea marido, para que deixasse de sentir-se nao
s reconbecida, mas tambem um pouco lisongea-
da no fundo da sua vaidade com as atlengdes e
servigos do Sr. de Vissec, era preciso que nao
fosse mulher, e de mais, que nao perlencesse a
essa raga de nobres e elegantes damas, cujos an-
tigos costumes deixaram 6 historia mais de um
( Continuor-st-ha.)
Havia, pois, na pequea guerra.que a condessa
encetava no meio de risos e gragas contra a velnice
desarmada do Sr. de Vissec, um sentimento lodo
feminino, um quer que seja, que muilo se asse-
melhava um abuso de poder inofensivo da ju-
ventude, e da belleza, sobre todas as decadencias
da vida reunidas nesse velho agradavel.
E demais, o que poderia haver que nao justi-
ficarse semelhanies cooversages e eolrelenimen-
tos ntimos dessa joven lo joven com um homem
j idoso ? Ao contrario, duas cousas pareciam
aulorisa-los : o amor de Alina por seu esposo, e
a edade avangada do Sr. de Vissec. Era o mes-
mo que um raio do sol brilhanle, sorrindo-se para
as trevas ; e talvez que a amavel castellaa, que
o Sr. de Vissec nao se atrevera a olhar com in-
(enges criminosas, ainda mesmo quando fosse
seu contemporneo na edade, tentasse por mero
prazer e capricho arraslar o seu huguenols para
o labyrinlho de um idyllio impossive, procuran-
do eosaiar innocentes jogos de urna Calatea sobre
esse pastor de cabellos brancos, que de suas ove*
Ibas apenas conserva a la.
Realmente, disse ella, nao sei porque estou
hoje to contente ; pois nao deixo do ter graves
razes para estar triste. J vos disse, Sr. de Vis-
sec, que quinze dias nao recebo cartas deChris-
liaoo ? Sabis esse respeito alguma cousa ?
lmperceptivel vernelhido colori as faces pal-
udas do velho fidalgo.
Nao, respondeu elle com extorco.
E' extraordinario I Christano lo ponlual
em responder s minnas cartas, desta vez nao o
lem feito, apezar de ter-lhe eu escriplo j quatro
vezes ? Que pensaes dislo ?
A fallar a verdade, nao sei mesmo o que
deva suppr, respondeu oSr. de Vissec com urna
vgz singular. Talvez haja algum obstculo...
Has que obstculo poder haver ?
Ora I um homem que vive sem cessar com
o p no estribo I...
Quinze dias de tilencio 1 respondeu Alina :
iocomprehensivel que durante duas semanas
inteiras nao tenha elle achado um, momento para
dar-mo noticias suas I quando nada deveria es-
crever ama linha urna palavra se quer 1
Quem percorre o paiz e as guaroiges, nao
pode ser senhor do seu lempo. Ah l senhora
condessa, a vida de um guerreiro pessimo of-
Qcio que mal se accommoda s necessidades do
amante I
Porm quando se quer sempre se acha urna
occasiao, um canto de mesa ond escrever : bas-
a urna hora de descanco... mesmo & uoite antes
de deitar-se.
E a fadiga ?
Neste caso pela manha ao levantar-se.
E a ordem de marcha precepitada ? m
Talvez tenhaes razio I disse Alina suspi-
rando.
Salvo entretanto... disse o velho cuja palli-
gracioso typo, entre outros o de madama de Con- dez tornou-se tac Brande aue todo 0 sou sanzue
I.J .. f J...-1___.l. ___ A.__IL. __________.. .
tades, qu se fez decantar pela musa do velho
Gorneille, e o de madama de Blot em amorosos
colloquios com o velho Voltsire sob as sombras
das srrores de Ferney. Um velho sempre um
homem. e urna mulhet amorosa sempre ama. fr
Iba de Era.
parecer reQuvr para o corago.
Salve o que ? inlerrompeu a condessa.
O Sr de Vissec guardou silencio.
"Ento nao queris fallar ?
Se eu fallar nao haveis de levar bem.
Qual entao a rossa supposic&o ?
Nao vale a pena de dizer-se : urna as-
oeira.
Dizei sempre.
Para que se- nao acreditareis, e farei?
muito bem em nao acreditar f
Nao importa ; quero saber. '
Pois escutae : se o voaso querido capillo,
subdito rebelde e infiel...
Se esquecesse de mim V pergunlou Alina
coBcluindo o pensamento do velho: nao isto
que queris dizer ?
Deus me livre de tal 1 respondeu o Sr: da
Vissec com a voz alterada.
Em vez de acreditar em semelhante coasa,
quereria antes suppur que sem duvida, como as
castellaas dos con tos das fadas, inspirei amor a
um espirito aerio, o qual por vindicta maliciosa,
e para fazer con que eu aecuse Christano de
esquecido e infiel, faz desapparecer as anas caitas
da nala que traz o crrelo.
O Sr. de Vissec guardou silencio por alguns
nonentos ; porn o seu olhar, a sua inmobili-
dade, a sua pallidez, cada vez mala profunda,
tudo trahia nelle una conmogo.que s por um
prodigioso exforgo de vontade podia dominar.
Todava replicou com o ar mais alegre do
mundo.
Se assim lala e nobre dama, no caso do
que esse espirito maligno vos. venha cahir as
mos, obrareis bem fazendo-o arrepender-se de
suas pirragas, e cortando-lhe as azas para escre-
ver amaveis carlinhas vosso marido com as
pennas desse Mercurio to pouco elegante.
En, suspeitar de Christano I retorquiu Ali-
na seguiodo com o olhar pensativo e melanclico
o sulco que a barca fazia sobre as aguas do lago :
nunca 1 NoobstantS nao sei perqu estou desas-
socegada.
Eu o sei, eu o sei, disse o Sr. de Vissec com
bondade. Os mocos sao todos assim? Feliz-
mente para nos velhos existe oprevilegio de qo
eniromettermo-nos com carlinhas perfumadas
em que mo feninina traga palpitante o nome de
seu querido : nosso nome s espera ser tragado
no epitafio de um tmulo I
Ah Sr. de Vissec, neste momento dara
com prazecum mez da minha existencia s para
receber urna carta de,meu marido.
Descangae. logo a baveis de receber.
Logo I Mas esse logo to costoso I bem
sabis que eu vivo, contando os das e as horas.
Se tiver succedido algunas deigraga meu ma-
rido I Se elle nao me poder os;rever 1 ?
Que idea I
-r E demais, se. como dissestes, elle se esque-
cesse de mim 1
O Sr, de Vissec nada respondeu. De repente
urna voz fresca, infantil, e vibrante exclamou do
outro extremo da barca :
C est, c est urna ^carla na algbeira de
vov Pedro....
E' do meu marido I exclamou a condessa
reconhecendo o sinete de Christano sobre a subs-
cripta da carta que Brin-de-Mausse agitar no ar
por cima da cabega de Pedro.
(Cor(nuor-e-fta.)
PEMU-JYP. DE H. F.Dl PARIA., -1861.


Full Text
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