Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09257


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Full Text

A|IO XXXTII IDIEIO 79
Por tres mezes diastados 5 $000
Por tre& mezes vencidts 68000

SABBiDO 6 DEABB1L II lili
Por ano adianfado 19(00 0
* Porte franco para o sotecripter.

RlflDU
BNCARRBGADOS DA. 8BSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra; Araca-
ty, o Sr. A, de Lomos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Olireira; Haranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAK11DAS US CUHKK1U3.
Olinda todos os dias as 9 1/i horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerres, Bonito, Caraar, Altinho e
Garanhuns oas tercas-feiras.
Pfio d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pe-1
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas feiras.
Cabo, Serlnh&em, Rio Formoso, Una, Barreiro,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha)
EPHEHERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Cuarto minguaate as 4 horas e 4 minutos da
manha.
10 La ora as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manha.
A La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
ISegundo a 1 hora e 18 minutos da tarde.
1 Segunda.
2 Terga. S.
3 Quarta. S
4 Quinta. S
5 Sexta. S.
6 Sabbado.
7 Domingo
das da semana.
S. Macario ; S. Va le rico ab.
Francisco de Paula fundador.
. Ricardo rei; S. Benedicto f.
. Izidoro are; S. Zezimo c.
Vicente Ferrer ; S. Iria t. m.
S. Marcolino m. ; S. Diogenes m.
da Paschell. S. Epiphaniob. m.
AUUihNLlAa UO XKllUNAK UA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relago: tercas, quintas 6 sabbados as 10 horas.
Fazenda: tere as, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do cirel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do cirel,- quartas e sabbados a 1
hora da tarde:
ENCaRREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Babia
Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janeiro, o Sr
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueroa %
Faria.na sus lirraria prega da Independencia os
|6e8.
PARTE OFFICIAL.
ministerio do Imperio.
Pela secretara de estado dos negocios do im-
perio se faz publico que S. M. o Imperador, ero
demonstrado do seu profundo sentimento pela
morte de SS. AA. Reaes os Sis. conde e condesas
de Hontemolino, seus augustos cunhados, en-
cerrou-se por es'pago de oito dias, a contar de 19
-de fevereiro ultimo, de cuja dati priucipiou o
lato de seis'mezes, tres pesado e tres alliviado
que tomou com a sua corte por to infausto mo-
tivo, Qcando comprehendido neste luto o que o
mesmo augusto senhor tambem toma pelo falle-
cimenlo de SS. MM. o rei da Prussia Frederico
Guilherme IV, e a rainha viuva Eugenia Bernar-
dina ar do S. M. o rei da Suecia e Noruega.
Secretaria de estado dos negocios do imperio,
em 20 de marco de 1861.
No impedimento do director geral, Joaquim
Xavxtr Garda de Almeida.
Senhor.A le do orga ment para o exercicio
de 1860 a 1861 assignou rubrica.Faculdade
de medicinaa somma do222:330$OO0.
Nesta cifra, porm, nocomprehendeu, apezar
de ler autorisado, a de 17,2009 com que aug-
mentara a despeza de destinada compra de lt-
rros para as bibliotbecas, organisacao dos labo-
ratorios e gabinetes, e aluguel da casa em que
est a faculdade do Rio de Janeiro.
A este augmento accresceu o rencimento dos
oppositores nomeados e empregados depois de
aberto o exercicio, e para cujo pagamento nao
existiam rotados fuaos suBcientes, visto nao
star completo esse pessoal ao lempo da pro-
mulgarlo da lei.
Estas causas produziram na verba um dficit
de 18:8009, na forma da demonslrago junta.
Indispensavel como occorrer a essa despeza,
que sendo de prompto pagamento nao pode es-
perar pela reunio do corpo legislativo, tenho a
honra de submetter considerado e assignatura
de V. M. Imperial, em comprimento do derer
que a lei me incumbe, o decreto incluso, pelo
qual ca aberto para essa rubrica um crdito
supplementar igual ao dficit calculado.
Com o mais profundo respeilo sou de V. M.
Imperial subdito rererente e fiel.Francisco de
Paula de Negreiros Sayo Lobato.
DECRETO N. 2,761 DE 16 DE MARQO DE 1861.
Autorisa um crdito supplementar da quantia de
18:8008 para occorrer, no exercicio de 1860 a
1861, s despezas das (acuidades de medi-
cina.
Ilei por bem, lendo ouvido o meu conselho de
ministros, autorisar, nos termos do 2o do art.
4o da lei n. 589 de 9 de setembro de 1850, um
rdito supplementar da quantia de 18:8005 para
occorrer, pelo ministerio do imperio, no exercicio
de 1860 a 1861, s despezas das faculdades de
medicina; devendo ser esta medida levada ao
conhecimento da assembla geral legislativa
Dar sua definitiva approvacao.
Francisco de Paula deNegreiros Sayo Lobato,
do meu conselho, ministro e secretario de estado
dos negocios da justiga e interino dos de impe-
rio, assim o tenha entendido e faga executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de margo de
1861, 40 da independencia e do Imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Fran-
cisco de Paula de Negreiros Sayo Lobato.
Ministerio de agricultura, commer-
cio e obras, publicas.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios de
agricultura, commercio e obras publicas, em 18
de margo de 1861. Tendo o Jornal do Com-
mercio de 10. do corrente aecusado a agencia do
crrelo de Pelropolis de que tres carias para
esta corte ali baviam sido levadas em dias con-
secutivos, mas que nenhuma seguio quando de-
ri3, e s 8im depois que eram inuteis, referi-
do-se alias a negocio muito urgente ; e nao ha-
vendo a agencia dado explicago satisfactoria,
como Vine, ver da resposla junta por copia, li-
mitando-se a dizer que, se isto aconleceu, foi
por seren as mesmas cartas todas levadas no dia
7 depois da hora em que podiam seguir uesse
mesmo dia ; e nao podendo esse ficto ser acre-
ditado sem mais prova, alienta a gravidade do
,iovasdes e devastages de trras e maltas publi-
cas, de novo recommendo a V. Exc. que faga
cumprlr com o maior rigor as disposiges do
art. 8." do regulamenlo de 30 de Janeiro de 1854.
Deus guarde a V. Exc. Joo de Almeida Pe-
reira Filho. Sr. presidente da provincia do
Rio-Grande do Norte. Cumpra-se. Palacio do
gorerno do Ro-Grande do Norte, 18 de outubro
de 1860. Cunha Figueiredo Jnior"
3* secgo. Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 15 de outubro de 1860.
111 m. e Exm. Sr. Tenho prsenles os otllcios
de V. Exc. ns. 73 e 80 de 31 e 25 de agosto ulti-
mo, remetlendo-me copia dos que a V. Exc. di-
rigi o juiz de paz, presidente da junta qualifica-
dora da parochia de Sanl'Anna de Mallos, o sub-
metlendo considerago do governo imperial as
decises dadas s duvidas propostas pelo mesmo
juiz acerca da nova qualificago daquella paro-
chia.
Communico a V. Exc. que, tendo ordenado ao
dito juiz quo procedesse nova qualificago, vis-
to que fra annullada a de Janeiro ultimo, cura-
prira elle a ordem de V. Exc, postergando urna
das formalidades substanciaes prescriptas pela lei
regulamentar das eleiges ; isto deixando en-
tre a convocago dos eleitores e supplenles, e a
qualificago um prazo de 22 dias, quando o art.
4. da citada lei exige o de um mez ; irregulari-
dade esta, que induzio V.Exc. a anullar os tra-
balhos desta segunda qualificago, e a mandar
proceder i outra no da 7 do prximo mez de ou-
tubro ; declarando ao mencionado juiz que se de-
via proceder eleigo de juizes de paz e verea-
dores pela qualificago do anno passado, e que,
quanto eleigo de eleitores, V. Exc. dara as
providencias opportunas, vista das circumstan-
eias que occorrerem.
E em resposta declaro-lhe nao s que o go-
verno imperial approva a dehbersgo de V. Exc,
por estar de accordo com o aviso n. 22 de 20 de
fevereiro de 1847, como tambem que, no caso de
nao estar concluida a nova qualificago, qoe
V. Exc. mandou proceder, a lempo de por ella fa-
zer-sc a eleigo de eleitores da dita parochia,
deveri ella ser felta pela qualificago do anno
passado, como j tantas rezes se tem decidido
em casos idnticos. O que, communico a V.
Exc. para sua iotelligencia, e para o fazer cons-
tar quelle jniz.
Deus guarde a V. Exc. Joo de Almeida Pe-
reira Filho. Sr. presidente da provincia do
Rio-Grande do Norte. Cumpra-se. Palacio do
gorerno do Rio-Grande do Norte, 3 de novembro
de 1860. Cunha Figueiredo Jnior.
5* secgo. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 18 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr. Fica approrada a despeza
de trinta e quatro mil duzentos e oitenta ris, em
que importam os medicamentos fornecidos por
Miguel Ferreira de Mello ao inspector de saude
publica desta provincia, aflm de serem adminis-
trados s pessoas pobres accoramettidas pela va-
rila na povoago de Ponta-Negra. O que com-
munico a V. Exc- em resposta ao seu officio de
17 de setembro ultimo.
Deus guarde a V. Exc. Joo do Almeida Pe-
reira Filho, Sr. presidente da provincia do Rio-
Grande do Norte. Inleirado. Palacio do go-
verno do Rio-Grande do Norte, 3 de novembro
de 1860. Cunha Figueiredo Jnior.
1.a Secgo. Rio Grande do Norte. Palacio
do governo 3 de setembro de 1860.
Illm. Exm, Sr. No dia 11 de dezembro do an-
no passado Vicente Brasil criminoso de morte no
termo de Pao dos Ferros, Justino Manoel de A-
raujo, Vicente Ferreira de Lima, Manoel Brasil,
Joo Pereira, e Luiz Barbosa, todos moradores no
termo de Souza, entiaram armados na povoago
de Pao dos Ferros, dirigindo insultos e ameagis
publicamente com especialldade aosob-delegado
quo a vista de tal procedimenlo se a presentou
para desarma-los com urna palrulha e prender o
sobredito criminoso. Trarou-se ento um con-
flicto, do qual resultou a morte do delegado e
juiz municipal supplente em exercicio Antonio
Caralcanti de Albuquerque, que apparecera na-
quella occasio. Da escolta sahiram ferios qua-
tro soldados, sendo tres sargentos, e os crimino-
sos eradiram-se excepgo de Luiz de tal, que
foi preso, e de Vicente Brasil que suecumbio na
luta. Cabe-me agora asalisfago de parlecipar
a V. Exc. que em rirtude das recommendagoes
objecto de que se tratara, queira Vmc formar a do gorerno imperial e desta presidencia, foram
quera de direito fdr o conreniente processo de
responsabilidade, afini de que ou se conhega que
nao houve culpa, ou seja punido o delinquente
na forma da lei.
presos no lugar da Cooceigo do termo de Pao
dos Ferros Justino Manoel de Araujo, e Manoel
Brasil, assassinos do infeliz Cavalcanti. Os es-
forgos do juiz de direito da comarca da maiori-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte. Cumpra-se. Palacio do go-
verno do Rio Grande do Norte 3 de novembro de
1860.Cunha Figueiredo Jnior.
1* Secgo. Rio Grande do Norte. Palacio
do governo 22 de setembro de 1860. Illm. e
Exm. Sr. Tendo sido o Dr. Luiz Carlos Lins
Wanderley incumbido de tratar as pessoas po-
bres accommetlidas da varila na povoages de
Ponta Negra, cerno partecipei a V. Exc. em oT-
ficio n. 68 de 11 de agosto ultimo, desenpenhou
a sua commissio como consta do officio que di-
rig a V. Exc. em 19 do corrente, sob n. 95: pelo
3ue mandei pagar-lhe, sob minha respoosabili-
ade, a gratificago correspondente a quarenta
dias, na razo de dez mil ris diarios.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, minis-
tro e secretario de estado dos negocios do impe-
rio.O presidente. Jos Bento da Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
5* Secgo. Bio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 22 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Fica approvada a despeza
de 4009000 mil ris, em que importa a gralifi-
cacao que reoceu o Dr. Luiz Carlos Lins Wan-
derley pelo curatiro das pessoas pobres accom-
mettidas pela rariola na povoago da Pon la-Ne-
gra, razo de 100060 mil ris diarios.O que
communico V. Exc. em resposta ao seu officio
de 22 de setembro ultimo.
Deus guarde a V. Exc. Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Ioteirado.
Palacio do gorerno do Rio Grande do Norle
3 de novembro de 1860. Cunha Figueiredo
Jnior.
4a Secgo.Ministerio dos negocios da justica.
Rio de Janeiro em 23 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Respondendo ao officio de
V. Exc. datado de 5 do corrente, participando,
que, em consequencia de terem seguido para o
termo de Pao dos Ferros, trila e cinco pragas
de primeira linha, mandou destacar na capital
desta provincia, para coadjuvar o servigo da
guaroigo, igual numero de guardas nacionaes,
alm dos cincoenta e um que j se achavam na-
quelle servigo, tenho a declarar a V. Exc para
seu conhecimento, que approvo semelhaote de-
liberago, e nesta data assim o communico ao
Sr. ministro da guerra.
Dos guarde a V. ExcJoo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. presidente da provincia do
Rio Grande do Norte.Inleirado.
Palacio do governo do Rio Grande do Norte 19
de novembro de 1860.Cunha Figueiredo Jnior.
Ia secgo.Rio Grande do Norte.Palacio do
governo 1 de outubro de 1860.
Illm e Exm. Sr.No municipio do Jardim
obteve votos para vereador em terceiro lugar na
ordem da respectiva lisia o cidado Jos Jerni-
mo Dantas, e nao havendo all individuo dosle
nome, acredita a respectiva cmara municipal,
como declara no officio junto por copia, que o
eleilo nao outro se nao Jos Jernimo de Aze-
redo contemplado por engao com o tobrenome
de Dantas, e consultou-me se dereria expedir o
diploma a Jos Jernimo ou ao primeiro sup-
plente.
Comquanlo me parega que nao existindo indi-
viduo algum no municipio com o mesmo nome
do eleito, tal qual foi escripto, possa haver fun-
damento para crer que a rotago regahira sobre
esse Jos Jernimo alli moraaor, e considerado
I apto para ser rotado, segundo diz a cmara, en-
j tendo todava que a uifferenga do appellido
motivo legal para duvidar-se da ideotidade da
pessoa.
Nestas circumstaneias resolv que a cmara
, municipal expedisse o diploma ao Ia supplente,
aguardando a deciso que V. Exc. se servir de
dar sobre este objecto o que poder servir de
norma para casos futuros.
Deoa guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr
cooselheiro Joo de Almeida Pereira Filho, mi-
nistro e secretario de estado dos negocios do im-
perio.O presidente Jos Bento da Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
3a Secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 25 de outubro de 1860.
1 Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o officio de
V. Exc n. 109 do 1 do corrente mez, commu-
. nicando-me a deliberago que tomou, de orde-
nar cmara municipal da villa do Jardim, que
nao expedisse diploma de vereador ao cidado
Jos Jernimo de Azeredo, cujo nome se achava
por engao escriptoJos Jernimo Dantas.
Attendendo differenga de appellido, julgou V.
--------------- luivva uujuit uu uirenu ua comarca uo rnaion- r- ., i___;. .__.: i._ i '. .
, Deus guarde ,, Vmc. foaquim Jos Igna- ^^-1 Deifino^ugusto Caralcanti de Al- B^W^fi SmlTa
ci. Sr.
byba.
juiz de direito da comarca da Para-

RIO GRANDE DO NORTE.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente.
3a secgo. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 6 de julho de 1860.
Hita, e Exm. Sr. Accuso o recebimento do of-
ficio de V. Exc. n. 33 de 8 de junho prximo fin-
do, (ollicitando do gorerno imperial providen-
cias, nao. s para effectuar-se a cobranga da mul-
ta imposta pelo juiz de direito da comarca ao pre-
sidente da cmara municipal da villa do Cear-
mirim, por nao ter este comparecido para fazer
arte da junta revisora dos jurados, como tam-
bem para proceder-se contra o procurador da
mesma cmara, que se nega ao comprimento dos
aeus deveres ; e em resposla communico a V.
Exc. que nesta data transmillo o referido officio
ao ministerio da justiga, a quem compete resol-
ver sobre semelhaote objecto ; pois que, embora
o empregado, encarregado de promover quella
cobranga, seja um agente da cmara municipal,
a multa ioi imposta em consequencia de omisso
relattra a um objeeto de serrigo publico, sujeito
ao referido ministerio.
Deus a V. Exc. Joo d'Almeida Pereira Fi-
lho. Sr.'presidenle da proviocia do Rio-Grande
do Norte. Inleirado. Palacio do governo do
Rio-Grande do Norte, 11 de agosto de 1860. Cu-
nha Figueiredo Jnior
2a secgo. Ministerio dos negocios da justi-
a. Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1860.
Um. e Exm. Sr. Sendo-me transmitido pelo
ministerio do imperio o officio, que V. Exc. lhe
dirigir em data de 8 de junho ultimo, no qual
lhe communicou ter mandado responsabilisar os
vereadores da cmara municipal da villa do Cea-
x-mirim por Taita de cumprimento de seas de-
veres, e consulta sobre o procedimeoto que deve
ler.para fazer cobrar urna multa imposta pelo juiz
de direito da comarca ao presidente da mesma
cmara, visto que o procurador desta recusa-se a
promover executivamentc a respectiva cobranga,
tenho a declarar-lhe, por competir a este minis-
terio a resposta ao seu dito officio, que deve V.
Exc mandar responsabilisar o mencionado pro-
curador, suspendendo-o, e fazer que aquella que
fr nomeado cumpra o seu derer promoteodo a
referida cobranga.
Deus guarde a V. Exc. Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu. Sr. presidente da provincia do
Rio-Grande do Norte. Cumpra-ae. Palicio do
governo do Rio-Grande do Norle, 18 de oulubro
de 1860. Cunha Figueiredo Jnior.
Circular. Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio. Repartigo geral das trra
publicas, em 3 de outubro de 186Q. mm. e'
XDJ, Sr. ?onftwwo que couUD.ua a. d.ar-e
buquerqne, concorreram para esse resultado, nao
menos que actividade do delegado de polica Epi-
phanio Jos de Queiroz, que effetuou a diligencia
acompaohado do alteres de polica Joo Cirios
Lins Bezerra, e de algumas pragas do destaca-
mento commandado por esse official. Alm dos
ideotidade da pessoa, e resolveu portanto que
aquella cmara expedisse o diploma ao 1 sup-
plente, e que a questo fosse submettida de-
ciso ao gorerno imperial.
Em resposta declaro-lhe que V. Exc. proce-
deu com acert, ordenando cmara que nao
referidos criminosos, que j esto pronunciados expedisse diploma de rereador quelle cidado
acaba o delegdo de capturar, em rirtude de mi- j pois que o ariso n. 55 de 13 de fevereiro de 1857*
nha recommendagao especial, o criminoso da ; e vanas outras decises declaram que nao devem
provincia do Cear Manoel Luiz do Reg e o de ser accumulados a um individuo os rotos dados
nome Manoel Cyriaco de Moraes aecusado por na eleijlo nomea dirersos, por parecer que
enme de morte. Nao cesso de dispertar o zelo pertencem mesma pessoa, sem que se prove
das autoridades para a acaptura de outros que evidentemente que de facto nao [existe o indivi-
me consta existirem ainda homisiados.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm. Sr. con-
selheiro Joo Lustosa da Cunha Paranagu mi-
nistro dos negocios da justiga. O presidente.
Jos Bento da Cunha Figueiredo Jnior.
4a Secgo. Ministerio dos negocios da jus-
tica. Rio de Janeiro 19 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr. Sciente do que me commi-
nicou V. Exc em officio de 3 de setembro pr-
ximo passado relativamente a captura de dous
dos assassinos do delegado da polica Antonio Ca-
valcanti de Albuquerque e de outros criminosos,
aguardo informagOea acerca do resultado dos res-
pectivos processos.
Deus guarde V. Exc Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu. Sr. presidente da provincia do
Rio Grande do Norte. Inleirado. Palacio do
governo do Rio Grande do Norte 3 de outubro de
1860. Cunba Figueiredo Jnior.
Ia Seccao.Rio Grande do Norte.Palacio do
governo 25 de setembro de 1860. Illm. e Exm.
Sr. Passo por copia as moa de V. Exc. o off-
ficio que me dirigi o jaiz de paz presidente da
do, cujo nome vem contemplado as cdulas
e portanto o governo imperial nada pode resol-
ver, sem que V. Exc preste novos esclareci-
mentos tal respeilo, visto que as circumstan-
eias allegadas pela referida cmara nao sao taes,
que possam destruir as duvidas, que ha sobre a
idontidade do eleito. O que communico V.
Exc. para sua intelligencia e execugo.
Deoa guarde V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho,Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Cumpra-se.Palacio do governo do Rio Gran-
de do Norte 19 de novembro do 1860.Cunha
Figueiredo Jnior.
Conforme.lago Francisco Pioheiro.
Ia secgo. Rio Grande do Norte.Palacio do
governo 21 de setembro de 1860. Illm. e
Exm. Sr.Submettendo considerago de V.
Exc. a inclusa representago em que cincoen-
ta o cinco cidados rotantes pedem a annulla-
go da eleigo que se procedeu ltimamente
para rereadores e juizes de paz do municipio
desta capital, se me offerece a dizer o seguinte:
mesa parochial de Nora Cruz, "e oque em res-1 que certo ter tomado parle ni formaco da
posta expego nesta data com reforencia a eleigo mesa o eleitor supplente Antonio Philadelpho
de venadores e juizea de paz daquella parochia.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. coo-
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, minis-
tro e secretario de estado dos negocios do impe-
rio O presidente.Jos Bento Cunha Figuei-
ro Jnior.
3* Seccio. Rio de Janeiro: Ministerio dos
negocios do imperio em 20 de outubro de 1860.__
Illm. e Exm. Sr. Em resposta ao oficio de V.
Exc. n. 104 de 25 de setembro ultimo, declaro-
lhe que o governo imperial approvou a delibe-
rago que V. Exc tomou, de anullar o recebi-
mento das cdulas para a eleigo de rereadores
e juizes de paz da parochia de Nora Cruz, feito
na primeira chamada dos votantes, e de mandar
proceder a ora pela lista authentica que enriou
o presidente da mesa, nao s por se ter perdido
o rol dos rotante, que nao comparecern) 4 dita
chamada, durante o tumulto que houve por oc-
casio da referida eleigo, mas tambem por estar
mal escrlpturaia a lista, por onde ella tlnha ido
Wu guarde f, Ek,-Jqo de Alrneida Pe-
da Rocha, que desde 1858 mudou sua residencia
para a freguezia e termo do Cear-meirim, onde
exerce as (unegoes de escririo. Que o juiz de
paz nao iocluio no edital de convocago o nome
desse eleitor supplente, cuja voto se diz que fra
decisivo para a eleigo de dous membros da
mesa, que assim flcou constituida com indivi-
duos pertencentes a urna s parcialidade. in-
fluiodo eata exclusivamente para o resultado da
eleigo. Que das duas actas que me foram pre-
sentes pela mesa parochial nao consta que se
procedeaae leitura determinada no artigo 4
da inatruegoes de 23 de agosto de 1856. Que
do exame que fez o juiz municipal por ordem
mioha se reconhece que as sedulas dos votantes
eram recolhidas urna urna de urna so chafe,
deixando de ser observada a disposico do arti-
go 61 da lei regulamentar n. 387 de i9 de agos-
to de 1846, que manda recolher a um cofre de
tres chaves aquella urna e o livro das actas.
Que o padre Francisco de Paula Soares da C-
mara, e outros peritos pertencem & parcialidade
contraria, g aje tequoreu os exames, accreceadQ
que o sobredito pidre era interessado no resul-
tado da eleigo. Que encontraram-se ns urna
cincoenta e seis sedulas, quo nao estaram fe-
chadas na conformidade dos artigos Ia e 2o das
my*n>dS r de l">ro de 1856 e aviso
n. dbl de 30 de outubro do mesmo anno, sendo
sommados em separado por deliberago minha,
tomada sobre consulta da mesa parochial. Que
apresenlando-so fardados, roas nao armados na
igreja matriz, diversos officiaes da guarda na -
cional, m ostra vara-se alguns mui interessados
na eleigo e dous d'entre ellos destrtbuiam se-
dulas aguardas que iam votar. Que nenhuma
representago chegou ao meu conhecimento ac-
cusando taes officiaes por usarem de ameagas ou
perseguigoes, e s me constou por informages
particulares do urna pessoa interessada que an-
tes da eleigo, alguns d'elles se valiam dos meios
de sua posicao para obter votos de seus subor-
dinados.
Devo aqu declarar a V. Exc. que o conselho
municipal de recurso funecionando ltimamen-
te incluio na lista dos volantes um grande nu-
mero de individuos, que pertencendo a urna
parcialidade, tinham sido desattendidos em suas
nelaraages pela junta qualificadora da paro-
chia da capital.
Antes da eleigo correo o boato do que, se a
maioria da mesa parochial, como se esperara
fosse composta de pessoas da outra parcialidade,
se recusariam as sedulas d'aquelles votantes,
alguns dos quaes se dizia (com fundamento ou
era elle) serem residentes em parochias estra-
nbas. Ora, verificou-se o triumpho de um s
lado poltico na eleigo da mesa, e este fado,
como era natural, impressionou profundamente
os que conlavam com a recusa de seus votos,
mas que entretanto concorreram s urnas, ani-
mados, como diziam, pela promessa sincera, que
fazia o governo, de manter a liberdide do voto.
Da acta consta que recusou-se o recebimento de
onze sedulas durante os trabalhos eleitoraes nos
dous primeiro dias. quelle, que se julgavam
prejudicados rieram a palacio uo segundo dia
reclamar contra o procedimenlo da mesa. De-
pois de assegurar-lhea a firme intengo, em que
se achava o governo, de fazer respeitar a lei e
garantir osdireitosde lodos, exped o officio cons-
tante da copia inclusa. Masantes que elle fo9se
lido pela mesa parochial, cuja resposla se v da
copia junta, regeitaram-se por diversos motivos
algumas das sedulas a que cima referi-me. As
mesmas pessoas, que, pouco antes tinham sa-
bido de palacio, e outras vieram dizer-me que
acabavam de desamparar a eleigo com todos os
votantes do seu credo, por que, convencidos do
capricho da mesa parochial nao queriam dar
lugar a scenas desagradaveis. A' noite um dos
membros da referida mesa explicanlo as ocur-
rencias, assegurou-me que na segunda e tercei.
ra chamadas, setiam admittidos lodos os volan-
tes, cuja identidade se verificasse. Mas aquel-
es que tinham deixado a eleigo nao quizeram
mais concorrer urna, allegando que descon-
pavam da sinesridade da mesa, e que alm disto
ja nao havia tempo de reunir os votantes dis-
persos, muitos dos quaes tinhsm regressado s
suas moradas, distantes da ridade. Sem duvi-
dar que o espirito de partido tivesse influido em
certis deliberacoes da mesa parochial, algumas
das quaes nao foram tomadas pela totalidade dos
votos dos respectivos membros, reconhego que
poucos foram os votantes de cuja identidade se
havia duvidado at momento em que urna par-
cialidade adoptou a resolugo, que conside-
rei precipitada, de retirar-so da matriz, em vez
de esperar ou que produzissem seus effoilos as
prudentes reclamagoes dos interessados e as re-
commendagoes do governo no sentido de garan-
tir a regularidade da eleigo, ou que a mesa,
tornando se tenazmente parcial desse sos pre-
judicados fundamentos mais solidos para inter-
por o seu ultimo recurso para o poder com pa-
tente que linha de conhecer da validado da
eleigo. A mesa parochial declara na acta
que deixou de aceitar as onze sedulas, por ca-
recer de informages sufficientes que passou a
exigir de diversos funecionarios pblicos o pes-
soas conceituadas para verificar a identidade dos
votinles regeilados e admitti-los na segunda e
terceira chamadas. Nao me licito apreciar cada
um dos motivos que levaram a mesa a duvidar
da identidade de alguns votantes. Acreditando
no teslemunho insuspeito do digno chefe de po-
lica, que durante o lempo em que esteve na
matriz, para garantir a ordem publica, reconhe-
ceu por alguns actos da maioiia dos mesarlos o
proposito de se afastar da urna certos individuos,
vejo-me entretanto na impossibilidade de affir-
mar ou negar com seguranga, a existencia de
varias circumstaneias allegadas pelos peticiona-
rios quando se referom rejeigo de sedulas
Fazeodo justiga ao carcter daquelles que co-
nhego de peno, embora os considere interessa-
dos, s devo todava asseverar o que se acha
garantido pela f dos documentos e de outras
provas irrecusaveis. verdade que a informa-
gao do vigario altesiando a identidade de votan-
tes regeitados era algumas rezes desatendida
sem desabrimento pela mesa parochial, que o
considerara membro, embora circumspeelo, de
um partido. Nao sei se foram novamente admit-
tidos a votar individuos que j urna vez o ti-
nham feito, mas nao posso recusar o valor do
documento n. 8 relativamente a um cidado que
se retirara, acudindo depois outro A chamada,
um de rotar em lugar delle. Sujeilando ex-
clarecida apreciago de V. Exc. todos os docu-
mentos e actos que podem aerrir para esclare-
cimeoto da verdade, aguardo a deliberare do
gorerno imperial sobre a eleigo de rereadores
e juizes de paz deste municipio.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, ministro
e secretario de estado dos negocios do imperio.
O presidente Jos Bento da Cunha Figueiredo J-
nior.
3.a secgo.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio em 27 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente ao gorerno im-
perial o officio de V. Exc. n. 96 de 21 de setem-
bro ultimo, remetiendo a representago, em que
50 cidados rotante da parochia de Nossa Se-
nhora da Apreaentago desta capital pedem i V.
Exc a annullago da eleigo de rereadores e jui-
zes de paz, que se procedeu no municipio da
mesma capital.
Em resposta declaro V.Exc. que, com quinto
da dita representago conste que tomou parte na
organiago da mesa parochial o eleitor supplente
Antonio Philadelpho da Rocha, que desde 1858
mudara a sua reaidencia para a parochia do
Cear-mirim, o gorerno imperial nada pode re-
solver, sem que V. Exc remella a acta da orga-
nisago da referida mesa, pela qual se poder
apreciar a influencia que, sobre aemelhante acto,
exerceu o rolo daqnelle eleitor supplente.
Qnanlo s outras irregularidades, de que os re-
Cumpra-se Palacio do gorerno do Rio Gran-
de do Norte, 19 de novembro de 1860.Cunha
Figueiredo Jnior.
1.a secgo.Rio Grande do Norte. Palacio do
governo 9 de junho de 1860.Illm. e Exm. Sr.
O eleitor mais votado membro do consejo rau-
meipal do recurso, dirigio-me o officio constante
da copia n. 1, consultando se era competente o
Dr, Firmioo Jos Doria para exercer as funegoes
de presidente do referido conselho na qualidade
de 5. supplente de juiz municipal, quando o 3."
supplente, e major Joaquim Ferreira Nobre Pe-
lioca, tendo deixado o exercicio di vara muni-
cipal, continuara a exercer as funegoes de dele-
gado de polica, e as de membro de urna com-
misso nomeada por esta presidencia para pro-
ceder a certo exame na thesourarn provincial.
Dos papis que por copia lenho a honra de pas-
ear s mos de V. Exc. sob ns. 2 a 4 v-se que o
major Pelinca, julgando-se impossibilitado para
exercer simultneamente as uncoes de delegado,
as de presidente do conselho e as de membro
ja referida commissao que proceda aos seus tra-
balhos s mesmas horas em que tinham lugar as
do conselho, passou a vara municipal ao sen im-
mediato, e por impedimento deste e dos outros
veio ella a ser exercida pelo 5. supplente o Dr.
Doria, que nesta qualidade teve de presidir o
conselho municipal.
Concluindo este os seus trabalhos, e proceden-
do-se eleigo de rereadores e juizes de paz an -
tes de rae chegarem s mos os esclarecimentos
que exigi para decidir a questo proposta pelo
eleitor mais rotado, pareceu-me que em vez de
dar urna so I u gao, que j nao era urgente, con-
vinha solicital-a do governo imperial, afim de
que podesso ella servir de norma para casos fu-
turos.
presentante arguem a eleigo, declaro a V. Exc.
que, nao obstante serem algumas dellaa sufficien-
tes para viciar todo o processo elei tora I, nao po-
dem servir de fundamento para que se annulle
a eleigo, por isso que documentos, que instruem
a mencionada represgntaco, nao proras a exis-
tencia de taea irregularidades.Q que commu-
nico V. E^c para seu conhecimento, e para o
fazer constar o representantes.
Heos guarde, i V. ExcJoio de Almeida F-
r*iro Filho.Sr. presidente, da prorinca do Rio
gfne do Rorte^ -'
Era minha humilde opinio, nao se pode con-
siderar incompetente um juiz supplente que nao
tendo de apreciar a razo legal do impedimento
do outro, recebo doste o exercicio da vara e pra-
tica actos de jurisdiego, que as circumstaneias
expostas nao se deveriam reputar nullos ainda
quando nao podesse ser aceito o motivo apresen-
lado pelo seu immedialo para justificar o impe-
dimento quo allegara.
Pronunciando-me deste modo a respeilo do
substituto, nao posso desconhecer que o substi-
tuido, encarregado de urna commissao antes de
funciooar o conselho municipal de recurso, po-
da achar-se impossibilitado para exerce-la, se
ao mesmo tempo accumulasse as funegoes de
presidente do conselho, conservndole na ma-
triz desde s 9 horas da manha al tarde, en-
tretanto que como delegado de polica nao
obrigado a urna assislencia de tantas horas,
riamente, em lugar certo, durante o periodo de
15 dias.
Dos guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selheiro Joflo de Almeida Pereira Filho, miuistro
e secretario dos negocios do impeno.O presi-
dente, Jos Bento da Cunha Figueiredo Jnior.
3.a secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 27 de outubro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o officio de V.
Exc. n. 121 do 5 do corrente mez, submettendo
considerago do governo imperial a copia do que
a V. Exc. dirigi o eleitor mais rotado da paro-
chia desta capital, consultndose era competente
para presidir ao conselho municipal de recurso o
quinto supplente do juiz municipal, quando o
terceiro supplente, tendo deixado o exercicio da
rara municipal, conlinuava a exercer as funegoes
de delegado de polica, e as de membros de urna
commissao eocarregada de examinar os livros da
thesouraria provincial.
Em resposta declaro V. Exc que muito le-
galmente assumio presidencia do dito conselho
o quinto supplente do juiz municipal, pois que
nao lhe competa julgar da veracidade do impe-
dimento allegado pelos outros supplenles, como
por analoga de razo decidi o aviso o. 112 de
27 de abril de 1849, a respeito do juiz de paz
chamado para substituir, na presidencia da jan-
ta.de qualificago, ou mesa parochial, o juiz de
paz mais votado do districto da matriz, e por-
tadlo nada ha que censurar no procedimento do
quinto supplente, e sim no do terceiro que devia,
segundo o ariso de 27 de julho ultimo, e raas
outras decises, deixar o exercicio das funegoes
com que se achara oceupado. para assumir a pre-
sidencia do conselho, risto que o servigo el.eilo-
ral prefere qualquer outro. O que communico
V. Exc. para seu conhecimento, e para o fazer
constar quelle eleitor.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte Cumpra-se.Palacio do go-
verno do Rio Grande do Norte 19 de novembro
de 1360.Cunha Figueiredo Jnior.
1.a secgo.Rio Grande do Norte.Palacio do
governo 27 de setembro de 1860.Illm. e Exm.
Sr.Q termo de Pao dos Ferros, distante desta
capital noventa leguas, um ponto onde se acou-
tam criminosos desta provincia e dos limitro-
phes. Alli preponderam duas familias impor-
tantes que virem em lata ha muito tempo, por
motivos politicos e por outros meramente pes-
soaes. meu antecessor nomeou delegado da-
quelle termo Epifanio Jos de Queiroz, membro
proemioente de urna das referidas familias. Nao
Uve motivo algum para destituir aquello funecio-
nario, que havia prestado bons serrigos captu-
rando criminosos entre outros os autores do as-
sassinato perpetrado em dezembro do anno pas-
sado na pessoa do delegado de polica Antonio
Cavalcanti de Albuquerque.
O juiz de direito da comarca da Maioridade,
que reside em Pao dos Ferros, fazia bom concei-
to do sobredito Queiroz, e s em officio de 10 do
corrente, que recebi ha dous dias, declarou-
me, como se v da copia junta, que os partidos
preparavam-se para a eleigo, e que comquanto
nao receiasse desordem, julgava asss convenien-
te a presenga de mais alguma torga com que se
podesse contar no caso de necessidade, quando
alguma das pragas existentes na comarca guar-
daran) presos importantes, eno podiam aer dis-
trahidas. Se eu dlspozesse de mais alguma for-
ga teria, Independentemente de requisig&o, aug-
mentado o destacamento da comarca da Maiori-
dade, composlo de 13 pragas aob o commando de
um official. Mas contara apenas com duas com-
panhias, urna de primeira linha e outra policial,
que nao se acha no seu estado completo. A mor
parte da forga eslava dividida em destacamentos
nos differentes pontos da provincia, e principal-
mente naquelles onde se receiara com funda-
mento perturbago da tranqoillidade publica.
At as resperaa da eleigo foi forgoso mandar of-
ficiaes e pragas para differentes lugares, de modo
que o serrigo da guaroigo tere de ser feito por
dous officiaes da companhia fin e um limitado
numero de soldados. Entretanto a eleigo cor-
reu em quaai todas as parochias sem que se des-
sera facto de certa gravidade ; as providencias
i e recommendagoes do gorerno, e a prudencia
coca que apparecem naturalmente em taeocca-
sioes. Fra da igrpja porem trarou-se urna iuta
em que tomaram parle individuos de ambos os
lados polticos-
O juiz de direito indo ver se podia serenar os
nimos, foi obrigado a recolher-se com os roem-
pros da mesa e outras pessoas ao interior da ma-
triz, onde conservaram-se impedindo os soldados
o ingresso dos amotinados no templo. TJcn grupo
que se approximou com cceles e estaca i, reti-
rou-se ouvindo as admoestagoes daquella magis-
Do conflicto sahiram levemente feridos 20 in-
dividuos, sendo um com chumbo, dous a cceles
e os mais a pedradas. Todo foram immedieta-
mentesoccorridos.
Affirma o juiz de direito que paisano armados
pelo delegado para evitar disturbios deram alguns
tiros para o ar, s com o flm de amedrontar o
povo e faze-lo recuar. Esta circumstancia pare-
ce verosmil; por que se houvesse intengo de
otrendercom armas de fogo, talvez se Dzessem
muitas victimas no meio de urna grande multi-
dao de pessoas reunidas para votar.
Por informages officiaes e verbaes sou levado
crer que a exclamago imprudente de um in-
dividuo untado por nao querer a mesa parochial
aceitar as cdulas de alguns rolantes, deu logar
ao tumulto, que logo cessou, ficando porm sus-
pensa a eleigo emquanto solicitaram-se prori-
dencias do gorerno.
Acreditando que a mesa parochial se mostrou
alsuraas vezes parcial recusando o recebimento
de sedulas, o juiz de direito accrescenta que os
individuos de urna parcialidade eram argidos de
levarem urna sedulas cootendo outras dentro
como se verificou a respeilo de urna encontrada
na matriz.
Sem dar f s informages mais ou menos sus-
peitas do juiz de paz presidente da mesa paro-
chial, e de outros funecionarios pblicos, e acre-
ditando na informago do juiz de direito, que
comquanto amigo do delegado, o que me pa-
rece menos suspeito, nao tenho razo para crer
que aquella autoridade policial tomasse parte di-
recta na desordem. mas acredito que poderia te-
la evitado, se fosse imparcial, e se deixasse an-
tes levar por um zelo sincero no cumprimento
dos seus deveres, do que pelos interessesde par-
tido aos quaes nao deve ser sacrificada a ordem
publica.
A circumstancia de haver elle na vespera vare-
jado a casa de seus adversarios busca de arma-
mento, para mira de muito alcance, embora
dos officiaes destacados desarmaram os homens
mais exaltados de ambas as parcialidades. In-
felizmente nao acontecen o mesmo em Pao doa
Ferros.
O juiz de direito procurando acalmar ai duas
parcialidades dissidenles, conseguio que eada
urna delta escolhesse nove pessoa, Q gen credo
para asslstirem eleigo de. rereadores e juizes
de pac Collocada urna
VL' diga o juiz de direito que esse runccion'ario, ad-
ao era vertido da nconreniencia do seu procedimento. ._
\Sn'A*7 na2 Pros.euira naquella diligencia, e prometiera .
* nada mais obrar sem ouvi-lo.
Tendo de proseguir a eleigo que ficou suspen- -
sa por deliberago da mesa parochial, julsaei
conveniente mandar para alli no carcter de de- -
egado um bacharel eslranho lulas e interesses
locaes. O commandante da companhia fiza o
acompanha com toda a forga desponirel. Vou
recommendar toda a prudencia na instaurago-
dos processos contra os autores dos ferimeutosv--
leres.
Na freguezia de Porto Alegre que como a de
Pi dos Ferros, pertence comarca da Maiorida-
de, houve um pequeo conflicto, de que resulta-
ra m algumas offeusas physicas em mui poucas
pessoas. sahindo urna dellas feida levemente. A
urna foi conduzida por individuos da parcialida-
dei da juiz de paz para urna casa particular, e
all esteve por algum tempo, rollando depois
igreja onde concluio-se a eleigo.
Consta das participagdes officiaes que o jniz
municipal supplente e o delegado interrieram
para apasiguar os nimos como conseguiram.
Na representago documentada que acompanha
outro officio meu dirigido a V. Exc. consUm al-
gumas oceurrencias que se deram por occasio
do processo eleitoral naquella freguezia.
Na parochia de Papari a eleigo ficou ioterrom-
plda, derendo proseguir no dia 7 de oufubro. Ti-
re denunca de estsrem falsificados o livro das
actas e a copia do alistameoto por onde se de-
via lser a chamada. Mandando proceder aos
exames necessarios pelo juiz municipal com
assislencia do promotor publico, testemunhas e
peritos necessarios, recophect pelos termos re-
mettidos presidencia que se achavam com
effeito falsificados com raspadura, alterage.e
emendas o livro das acta e a copia do alis-
tamento referido, havendo differengas mui nota-
veis entr este e quelle, assim como entre am-
bos : e a copia que devendo ter sido remetlida .
presidencia ha muito tempo, s me reio s maos
pouco aoles da eleigo.
Ordenei que esta fosse feita pela qualificago
do anno passado, porqae a do corrente est en-
demonente riciada.
Na parochia de Nora Cruz um pequeo tumul-
to, durante o qual nao houve a menor offensa
physica, deu lugar a que o juiz de paz, amedron-
tado, suspendesse a eleigo, que devera conti-
nuar no dia 3 de outubro prximo rindouro. Sa-
bendo que se hara inutilisado o rol, pelo qual
na conformidade do art. 48 da lei regulamentar
n. 387 do art. 19 de agosto de 1846, ti nha de pro-
ceder-se 2a e 3a chamadas, nao podendo por
conseguinte conhecer-se quaes os rotantes que
j haviam acudido a Ia chamada, resolv que inu- -
misadas as cdulas recebida, se comecasse de -
novo a chamada pela copia authentica que so
achava na secretaria do gorerno, e que foi sol- -
citada pelo juiz de paz presidente da mesa paro
cha!, allegando elle que o alistamento existente,
em seu poder suscitara duvidas e contestagea .
por ealar muito mal escriplurado.
As providencias dadas fazem-me esperar que a
eleigo nos lugares em que foi saspeosa conti-
nuar sem alterago do socego publico.
Dos guarde a V. ExcIllm e Exm. Sr. coo-
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, minis-
tro e secretario de estado dos negocios do impe-
rio.O presidente, Jos Bento da Cunha Figue-
redo Jnior.
3.* secgo.Ministerio dos negocios do impe-
rio em 29 de oulubro de 1860.Illm. e Exm. Sr.
Foi presente ao governo imperial o officio de
V. Exc. o. 108 de 27 de setembro ultimo, rela-
tando os successos que tireram lugar as paro-
chias de Pao dos Ferros, Port'Alegre, Papari &
Nova-Cruz, por occasio de proceder-se eleieac
de vereador es e juizes de paz, e expondo as me-
didas que taes successos o induziram a lomar..
Em resposta declaro a V. Exe. o seguiele-;
1.* Que V. Exc. procedeu regularmente as
providencia que tomou, tanto para fazer punir
os tactos criminosos, que se deram na parochia
de Pao dos Ferros, como para evitar a reprodac-
go dos mesmo ou outros semelhanles;
2.* Quanto i eleigo da parochia de Port'Ale-
gre, 0 governo imperial, attendendo a que da re-
presentago documentada que V. Exc. transrait-
tio i este ministerio, consta que a urna fra con-
duzida para urna casa particular, onde se con-
servara por algum tempo, looge da vigilancia)
daquelles 6 quem por lei competa a sua guarda,
resolv% annula-la, derendo V. Exe. mandar pro-
ceder a ora eleigo de juizes de pat, e tamben
i de rereadores se por renlura os rotos da dita
parochia conslituirem a maioria dos do munici-
pio, a que pertence, de conformidade com o ari-
so n. 62 de 21 de ferer.eiro de 1853.
;Que V. Exc. P rocedeu com aoerto, deter
. Suarda na porta princi- 'ue "' Rrocedeu com ao*
pal da igreja jo?, fle0u quasi rasla, tere comego j minando qae na parochia de Papari se flzesse a
o procesni iaiteral, que ia coanuando pl|c\da- chamada das Tetantes pela quallfieacao do nno>
1 mente, usoiijuilo-se aperas dufida o oofeta-.lP>Sa

*)
WJh
URIO DI rERU^O). ^ SAKq <,* ,ABR1L M lllf
^Jl-t
r >
dos umes judiases, que tanto o Uvm das jetas,
cerno a capis do alisiameulo dest anrto, tlnharn
sido falsificados; cumadado que .V. Exc mans
proceder contra o autor de semelhante falsifl-
eaco j
4.* Que lambeta mereee a approvaco do go
veros.taapwial a deUfcajUMJJ que *. Rxc. tomo*
de andar que toase* jasaStUisedM as cdulas
sMSSJrtUsa oaeleicjh aj^bia d4tova-Ctt,{
secomegaase ni>a chaotada pela
que exista oa sotla* dessa presi- 6ra*4e dolotte
Cumpre outrosim que .V. Bxc informe se
eiado o que allega a maioria da mesa parochial
no seu contra protesto, lato oao se Ihe ter for-
uecido o corre que a lei exige', e dentro do qual
. devem ser guardados os papis concementes
eleigo, e qual a influencia que semelbunte itn
guta_ii4#4^aj^er tar Mecido aofefo o resultado
Wka.-Jolvo 4a Alueida Pe>
Ijr-Br. presidente da jkiovintia do Rio
.. -ik
2* seccio.Rio de Janeiro.
negocios da marioha em 25 do ja
Illm. e Eira. Sr.Declaro IV.
i
vial* que perdrt>ao rol.elo qulti-
de.prueeder i 2.a /chs-judas*
eos guarde a V. Exc-nto 4 Almeid* P-
fU*--^'. Rssmdoiite* pro*au. do io
Grande 4o orto.
Cumpra-se.Palacio do overno do de do Norte, 19 de ndVembro de 1860.Cuuha
Figueiredo Jnior.
7.a aecgJo.-Rio de Janeiro.Secretaria de es-
tado dos negocios do imperio em 2 de oovembro
de 1860.
Tela secretaria de estado dos negocios do im-
Serio, se commanica ao Illm. e Exm. Sr. presi-
ente da provincia do Rio Grande do Norte, em
resposla ao seu officio sob n. 96 de 21 de setem-
bro ultimo, que por portara deata data fica trans-
ferida para a tilla da Peuha a agencia do corceio
alo Villa-Flor, na dita provincia.Jos Bonifacio
N aseen tes de Aro Dibuja.
3.a secgao.rtio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 30 de novembro de 1860.
Illm, e Exm. Sr.Em resposla ao officio de Y.
Eic. n. 144 de 7 do corrente mez, declaro-lhe
que o goveroo imperial approva a deliberado
leitores que deve dar na prxima legislatura, a
parolina de Tauros; alterando assim nessa parte
portara do 19 de oulubro ultimo, pela qual V.
Exc. fixarao numero de 24 editores para a mes-
ma parochia, por isso que na occasiao, em que
fika expedida a citada portara, V. Exc. anda
ao ttiiha conhecimento das qoaliQcagdes cele-
brad-as na referida parochia, nos annos de 1858 e
4*35.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Pilho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Inteirado.
Palacio do governo do Rie Grande do Norte, 17
de dezembro de 1860.Cunha Figueiredo Ju-
aior.
3.a seceso.Rio de aneiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 19 de dezembro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.fim resposia ao officio de V.
Exc n. 145 de 8 de novembro ultimo declaro-lhe
que o governo imperial approva, por ser confor-
me so aviso n. 62 de 21 de fevereiro de 1853 a
deciso pela qual V. Exc. declarou ao juiz de pac
rnsis votado da parochia de Carabas, que nao se
tendo feilo a eleico do vereadores, e juizes de
paz na dita parechia no dia marcado pela lei,
nlo se poda mais celebra-la no dia 25 de no-
vembro ultimo, como resolver o mesmo juiz,
por isso que cesstituindo os votos da referida
parochia a miseria dos do municipio nao era
possivel proceder-se n'ella a eleico de vereado-
res quando j era coohecido o resultado da da
parochia do Apodi e que portanto devia-se pro-
ceder nicamente a eleicao de juizes de paz.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Crande do Norte.Inteirado.
Palacio do governo do Rio Grande do Norte 3
de Janeiro> 0*1861.Cunha Figueiredo Jnior.
5a secgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 20 de dezembro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Fica approvada a despezaal
a quantia de duzentos mil reis, (SOOjfOOO) que V.
Exc mandou entregar ao Dr. Luiz Carlos Lins
"Wanderley, afim de ser applicado em soccorros
dos enfermos desvalidos que se acham na maior
penuria na cidade de S. Jos. O quecommun-
co a V. Exc. em resposla ao officio de 22 de no-
vembro ultimo.
Deus guarde a V. Ex.Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Inteirado__Palacio do Go-
verno de Rio Grande do Norte, 3 de Janeiro de
1861.Lunba Figueiredo Jnior.
3 seceo.Rio de Janeiro.Ministerio de,
negocios de imperio, em 29 de dezembro de 1860.
Illm. e Exc. Sr.Em resposta ao officio de V
sidade da serem fielmente observadas as forma-
lidades da isi. edlsposrgdes relativas ao proceaao
Milessl, visto qM a pontual observancia dellss
d 4 orte, 48 de 4e aneiro de 1861.Cunha
Ftajwiredo .Jnior.
Ko Gasas* do fiopte.-*aUcio do go Vo, j*
de novesnbrn de 1660O inspector desaude do
porto, como V. Exc. se servir de ver das copias
ns. le, julga ter direito a emolumentos pelas
car.Us ou bilheies iles*ude concedidos, em sii-
lode do artigo 42 do decreto o. 2409 de 27 de a-
bril de 1859, aos vapores da companhia brasilei-
ra, que aportam a esta provincia.
utra justosMao
"f0' .** >M Ma4t deusaixe m te *iKT
*'"* M^*w\#**Hh.*sx$+ deavtnV Cusaa*B>iitrDsim, que V. Exc. imponha a re-
W W f*mm* dovqt*into .ejercicio. *rids>assjBTa municipal a multa do art. 126 % ,
Deu*ajuax4*a y.ExcHKftnciattiavierfao*1. 3 4atSi de 10 de agosto de 1846,e por ren-
&I. presidente 4a provincia dofllio- ^ura Olas n4o aligar alguma raa o quo justque
Xn?"r ^k"' d0i Dr8, MartD8 **'$** An-1 porque o publico sensato as odia, com muila ra-
tonio Carr.lho, asquees faziam as honras da zio^o axm. Sr. t teitioda Cunh
casa.
f
Enlende, porm, o agente da mesma compa-
nhia no officio constante da copia n. 3 que a
condicio oilava das aonexas ao decreto n. 1515
de 3 de Janeiro de 1855, outorgande a taes vapo-
res as vantagens e privilegios de que goaam oa
navios de guerra, Isentou-os implcitamente de
pagar emolumentos, a que nao esto obrigados os
referidos navios.
Parece-me conveniente submetter esclareci-
da considerac.o do V. Exc este negocio, afim do
que se digne resolver o que f6r justo.
Deus guarde a V. ExcHlm. e Exm. Sr. con-
selherre Joao de Almeida Poreira Filho, ministro
e secretario de Estado dos negocios do imperio.
O presidente Jos Bento da Cunha Figueiredo J-
nior.
5a seccio.Rio de Janeiro.Ministerio d8s ne-
gocios 4o imperio, em 5 de Janeiro de 1851.
illm. e Exm. Sr.Declaro a V. Exc, em respos-
la ao seu officio de 26 de novembro ultimo, que
tambera os vapores da companhia braiileira sao
sujeitos ao pagamento dos emolumentos pelas
caitas ou bilhetes de aaude de que trata o artigo
42 do decreto n. 2409 de 27 de abril de 1859 ;
sao procedendo por isso o motivo allegado pelo
agente da mesma companhia para isentar os mea-
mos vapores do dito pagamento.
Deus guarde a V. ExcJoao de Almeida Pe-
reira Fihe.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Cumpra-se. Palacio do gover-
no do Rio Grande do Norte, 18 de Janeiro de 1861.
Cunha Figueiredo Jnior.
2a secgao.Ministerio dos negocios da justic.8.
Rio de Janeiro, em (2 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Acensando a recepeo dos of-
Qcio8 de V. Exc. ns. 163 e 164 de 17 de dezem-
bro ultimo, remetiendo copias dos actos pelos
quaes V. Exc. declarou oa municipios de Maco
e Campia Grande em circumstancias de terem
ro civil, cabe-me responder que fica este minis-
terio inteirado.
Deus guarde a V. Ene Jlo Luslosa da Cunha
Paranagu.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Archive-se. Palacio do gover-
00 do Ro Grande do Norte, 5 de fe/ereiro de
1861.Cunha Figueiredo Jnior.
5a secgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 12 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Fica approvada a despeza de
quinhentos e setenta e cinco mil ris (575W0),
2f? ^' ^xc' roandu fszer coro o pagamento nao
so da gratiicacao que veaceu o Dr. Manuel An-
tonio Marques de Faria pelo tratameuto dos in-
digentes affectados da varila nos municipios de
Goianninha e Canguaretama, de 27 de novembro
al 21 de dezembro ultimo, razao de quinze
mil ris (159000) diarios, mas tambera das dietas
fornecidas para os mesraos indigentes.
O que communico a V. Exc. em resposta ao
seu officio de 28 do mez prximo passado.
Deus guarde a V. ExcJoao de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Kio
Grande do Norte.loteirado. Palacio do governo
do Rio Grande do Norte, 4 de fevereiro de 1861.
Cunha Figueiredo Jnior.
5a secgao.Rio de Jaueiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 12 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Fica approvada a despeza de
novecentos e setenta e cinco
mil ris (975>000),
Exc. n. 164 de 11 do corrente mez "declaro- 'V* que ,raPr'a gralilkasao que V. Ese. man-
Ibe que o goverioimperial approva o acto, Mo\t2L%2J2lMSa! e Luiz ^J"1^1^'
qual V. Exc ordenou que os municipios do S 'P r*lamenl dos Pbres accommellidos pela
. municipios i
Jos, o Papan formem om s collegio eleitora.
que se reunir na matriz da cidade de S. Jos, e
que o municipio de Goianninha forme com os de
Canguarelama e Arez um s collegio eleiloral,
que se reunir na matriz da villa de Goianuiuha!
Deus guarde a V. Exc. Joao de Almeida
Pereira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Crande do Noito.Inteirado.Palacio do gover-
oo do Rio Grande do Norte, 18 de Janeiro de 1861
Cunha Figueiredo Jnior.
3a secjo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 29 de dezembro de 1860.
Illm. e Exc. Sr.Em respolo ao officio de V
Exc. n. 168 de 17 do correle mez declaro-
lhe que o governo Imperial approva, por ser
conforme ao que dispoe o 10 do arl. 1 do de-
creto n 1082 de 18 de agosto ultimo o acto pe-
lo qual V. Exc fixou numero oe24eleiiorespara
a parochia de Sania Auna do Mattos, que deu 16
eleitores na actual legislatura.
Deus guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rj
Grande do Norte.Inteirado.Palacio do gover-
no do Rio Graude do Norte, 18 de aneiro de
1861.Cunha Figueiredo Jnior.
3a secgio. Rio da Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperto, em 31 de dezembro de 1861
Illm. e Exm. Sr.-Foi presente ao governo im-
penal o officio de V. Exc. n. 163 de 5 do cor-
rente mez. e as copias dis ordens que expedio
aojuiz de paz mais votado da parochia dessa
capital, e a cmara municipal da mesma.Em
resposla declaro a y. Exc.:
Io. Que beca decidi V. Exc. que o dilo juiz
de paz proceder regularmente fazendo a con-
vocagao dos votantes e eleitores para a eleico
que tere principio honlem, e a de quetritao
art. 41 da le n. 387 de 19 de agosto de 1816 in-
ependentementeda ordem da cmara munlciDal
porseresse seu procedimento conforme ao art
b das nstiui-coes annexas ao aviso n. 168 de 28
dejunho de 1849; multando a dita cmara por
falta de cumprimenlo daquelle dever, na forma
presenpta no art. 126 Ia n. 3 da referida lei.
2o. Que tambem com acert decidi V Exe
que o referido juiz de paz tioha lenuocia-
Oo o cargo de juiz e paz pela acceitacio e exer-
cicio do eroprego de escripturario da alfandega
e portanto nao poda elle presidir eleico. pois
que assim est decidido nos avisos que V. Exc
siVs" I U.e l de mar de 47,26 de abril de
1849 8 2, 5 dejunho do corrente
Iros.
anno, e ou-
Deus guardes V. ExcJoao de Almeida Pe-
eira Hlho.Sr. presidente da provincia do Rio
brande do Norte.loleirado.-Palaclo do Go-
I""0 d0. Ri0 " 18ol Lunha Figueiredo Jnior.
3 seccio.Rio do Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 31 de dezembro de 1860
illm. e Exc Sx.-O governo imperial approva
*s Jseisosf qus V. Exc. deu as consultas que lhe
iez o juiz de paz mais rolado da parochia de Pa-
tu, a saber:
Ia. Que os retantes mudados da pareclna onde
estao qualicados, derem ser admittidos a votar
nella. por isso que o arU 5. da lei n. 887 de 19
de agosto de 1846, e a 2a parte do art. 1. do de-
creto n. 1823 de 23 agosto de 1856 somente tra-
tam da mudanca de eleitores e supplentes.
2a. Que os eleitores o supplentes mudados da
parochia por onde forsm eleitoa, nao podem in-
tervir na organisseo da mesa eleiloral, nem fa-
zer parte dalla, conforme dispoe o dito decreto
o est declarado em varias acises do governo
imperial.
Deus guarde s V. Exc-Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Iutajrauo.Palacio do gover-
no do Rio Grande do Norte, 18 de Janeiro de 1861.
Cunha Figueiredo Jnior.
3a seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocies do imperio em 5 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. SrEm resposta ao officio de V.
Exc. n. 156 de 1 de dexambro prximo Godo do-
laro-lhe quo o governo imperial nada podo re-
solver sobre a validado da elsigo do vereadores
juizes de paz, a que se procedeu Da parochia de
*anta Aona do Mallos, sem que V. Exc informe
se o Uvro e a lista geral da qulifieacae da mes-
aa naiochia, pelos quaes se fez a chamada dos
*|ntes, esuvam assigaados peia maioria dos
syembros da junU quaMcsdora, e no caso afflr-
dsiida' ^'.' H7* Min4olMni-si ao lempo
a5Badas!L4e'r vanla nos municipios de S. Jos e Papari, des-
de o dia 19 de oulubro al 22 de dezembro, ra-
zao de quinze mil ris (159000) diartos.
O que lhe comrnunico era resposta ao seu offi-
cio de 28 do mez prximo passado; observando
que a despeza de duzentos mil ris (200&000)
com as dietas para os ditos enfermos foi appro-
vada em 20 de dezembro ultimo, como consta do
aviao que lhe dirig nessa mesma dati.
Deus guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Ioleirado. Palacio do governo
do Rio Grande do Norte, 5 de fevereiro de 1861.
Cunha Figueiredo Jnior.
3a seceo.Rio do Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 12 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Accuso a recebimento do offi-
cio de V. Exc a. 170 de 17 de dezembro prxi-
mo Ando, communicando-rae ter expedido por-
tarla em 7 de novembro do anno passado, afim de
que os eleitores da parochia de Touros formem
collegio com os da povoago de Extremos
Deus guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do NorteArchive-se. Palacio do gover-
&t,0 R Gu"Dl d0 Nofle. 5 e ferereirq de
looi.Cunha Figueiredo Jnior.
3a seceo.Rio Se Janeiro.Ministerio dos no
gocios do imperio, em 18 de Janeiro do 1861.
Illm. e Exm. Sr.Pelo officio de V. Exc. n 131
de 19 de oulubro ultimo, flcou o governo impe-
rial inteirado de se terem concluido em plena paz
as eleicoes de vereadores o juizes de paz das pa-
rochias de Papari e Nova Cruz, que haviam flea-
do interrumpidas.
Deus guarde a V. Exo.-Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Archive-se. Palacio do gover-
no do Rio Grande do Norte, 5 de fevereiro de
1862.Cunha Figueiredo Jnior.
3a seceo. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio em 19 de Janeiro de 1861.__
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao officio de V.
Exc. n. 154 de 30 de novembro do anno prximo
lindo declaro-lhe que o governo imperial appro-
va nao smente a deliberado queV. Exc. tomou
do ordenar do juiz de paz mais votado da paro-
chia de Pao dos Ferros que na eleico de eleito-
res pela copia do alistamento existente na secre-
taba dessa provincia,como tambem a ordem que
V. Exc. expedio ao promotor publico da comarca
para que procedesse criminalmente contra os
falsificadores do livro daqualiflcago da dita pa-
rochia. Devendo j estar eoncluida a referida
eleiQo o governo imperial nada mais pode re-
solver sobre tal objeclo, e portanto o poder com-
petente decidir em tempo Opportuno como
julgar acertado.
Deus guarde V. ExcJoo d'Almeida Pereira
Filho.
Cumpra-se.Palacio do governo do Rio-Grande
do Norte. 4 de fevereiro de 1861.Cunha Fieuei-
redo Jnior.
.3 scelo.Rio da Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio em 21 de Janeiro de 1861.
Illm; e Exm. Sr.Acenso recebido o officio de
V. Kxc n. 167 de 15 de dezembro ultimo, com-
raunicando-m* que fra concluida sem Iteraco
do socego publico a-eleico do vereadores, e
juizes de paz da parochia de Pao dos Ferros, a
qual fra interrompida pelos motivos expostos
no officio de V. Exc. de 27 deselembro.
Ueus guarde V. Exc. Joo de Almeids
Pereira Filho.Sr. presidente da provincia do
Rio-Grande do Norte.
Archive-se.Palacio do aoverno do Rio-Grande
de Norte, 5 de fevereiro de 1861.Unnha Figuei-
redo Juaior.
3a seceso.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do impeno em 21 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.O governo imperial approva a
deliberaco queV. Exc. tomou, e de que dson-
ta em officio n. 173 4o 24 de dezembro ultimo,
de revogar o aeto pelo qual havia alterado a
designaco dos collegios eleiloraes dessa provin-
cia, em vista do conhecimento que leve do aviso
expedido ao presidente da provincia do Maranao
em sala do 12 de novembro, no qual se declara-
ra quo, urna res feita a desigoaeo dos collegios
eleitorasa, e approvada polo goveroo, s pode
ella ser alterada por lei, como dispoe o art. 2 do
decreto n. 1082 de 18 4o agosto do anno
passado.
Deus guarde V. Esc.. Joao de Almeida
Pfeira Filho. Sr. presidente da provincia do
Rio-Grande do Norte.
Iptoiradp.Palacio do governo do Rio-Grande
do> Norial, .4 de evereiro de 180.-^iiBaFi*;uoi-
redo Juwor.
Grande 4o Norte.
luteitao.Potocio dos*ernoJo*io-Grani4
4o Norte, 18 de fevereiro de 1861. Cunha &
gueiredo lonior.
3a seceso.Rio de Janeiro. Ministerio do*
negocios do imperio em 30 de Janeiro de 4861.
Illm. tim. s,scfiuo o rflf"frltP'Wtf1 d" nfilcin
do V. Exc. n."t83 de"31 de dezembro prximo
Eiassado, remettendo-me um exemplar da circu-
ar que dirigi s diversos funecionarios pblicos
dessa provincia,recommendando-Ihes a manuten-
?8o da liberdade do voto na elegi de eleitores,
a que se deria proceder no dia 30 d'aquelle
mez.
Deus guarde V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira FilhoSr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Archive-se.Palacio 4o governo do Rio-Gran-
de do Norte. 18 de fevereiro de 1661. Cunha
Figueiredo Jnior.
3a seceso Rio do Jeoeiro. Ministerio dos
negocios do imperio em 31 de Janeiro do 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao officio de V.
Exc n. 180 de 29 de dezembro prximo passado
declaro-lhe que o governo imperial approva por
ser conforme ao aviso n. 62 de 21 de fevereiro de
1853, a ordem que V. Exc espedio cmara
municipal da villa de Apodi, mandando que fosse
observada a deciso pela qoal V. Exc declarara
que, teodo-se feito no dia designado pela lei a
eleijo de vereadores, e juizes de paz da paro-
chia do Apodi, cujos votos coostilutm a maioria
dos do municipio, e procedende-se posterior-
mente eleico na parochia de Caraubas, cujos
votos formam a minora, nao devio ser apura-
dos os votos obtidos para vereadores na segunda
das referidas parochias subaistindo porm a elei-
co para juizes de paz delta.
Deus guarde V. Exc JoSo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Ioleirado.Palaeio do governo do Rio-Grande
do Norte, 18 de fevereiro de 1861. Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
2.a seccio.Ministerio dos negocios estrangei-
ros. Rio de Janeiro 5 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr. Accuso a recepeo do
officio sob n. II, que V. Exc. me dirigi em da-
ta de 16 de Janeiro ultimo, communicando o pro-
cedimento que leve para com o Sr. Samuel Cois-
ha us eucarregado da gerencia do v ice -consulado
britanuicu nessa provincia, por occasiao de recu-
sar o capito do brigue inglez Isabela Ewile, re-
couhecer a autoridade do dito Samuel. Picando
sciente do cootedo deste officio, e dos documen-
tos que o acompanharam, tenho, em resposta, a
participar V. Exc. quo muilo bem procedeu ea-
sa presidencia, salisfazendo a requisgo do ge-
rente daquelle vice-consulado, urna vez que era
elle reconhecido pelas autoridades, nao obstante
nao haver solicitado o exequtur durante o pra-J
zo que lhe fui fixado. E para prevenir preceden-
tes guaes e a precisa regularidade do exercicio
das runeces de taes agestes em casos idnticos,
recommendo V. Exc. que, ao Oxir-e o prazo
para qualquer agento consular apresentar o res-
pectivo exequtur, se Irte declare que decorrido
elle sem motivos jusiicaveis nao ser reconhe-
cda sua autoridade.
Aproveilo esta opporlunidide para renovara V.
Exc. os protestos de minha perfoita estima o des-
tnela consideraco.Joo Lins V'ieira Cansanso
de Sioimb A' S. Exc o Sr. Jos Bento da Cu-
nha Figueiredo Jnior.
Cumpra-se.Palacio do governo do Rio Gran-
de do Norte, 9 de marjo de 1861.Cunha Figuei-
redo Jnior.
3.a seco.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 6 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Era resposta ao officio de V.
Exc. n. 190 de 11 de Janeiro prximo findo, de-
claro-lhe que o governo imperial approva, por
ser conforme ao aviso de 13 de deiembro do an-
no passado, e varios outros anteriores, a deciso
pela qual V. Exc declarou ao primeiro juiz de
paz da parochia de S. Bento, eleilo para o actual
quadriennio, que a elle competa assumir a pre-
sidencia da mesa parochial, visto que a jurisdi-
cao do juiz de paz do quadriennio findo, Manuel
Machado de Sanl'Anna, que se achava ainda exe'-
cendo a referida presidencia, cessra no dia 7 de
Janeiro ultimo ; nao podendo ser invocada a dis-
posigo do arl. 110 da lei de 19 de agosto de
1846, a qual, segundo declara o aviso n. 2 de-8
de Janeiro de 1849, s permilte aos juizes de paz
do quadriennio findo a presidencia das juntas do
qualicago, para as quaes tiverem feiio a con-
vocado, e nenhum oulro acto mais.
Dos guarde a V. Exc Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Njrte.
Cumpra-se.Palacio do goveroo do Rio Gran-
de do Norte, 18 de fevereiro de 1861. Cunha
Figueiredo Jnior.
3.a sc^o.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio em 11 de fevereiro de 1861
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Im-
perador o officio de V. Exc. n. 134 do 24 de ou-
tubro do anno passado, remetiendo a representa-
gao que a V. Exc. drigiram varios cidados da
parochia de Nossa Senhora da Conceico de Ma-
co contra a eleicso de vereadores e juizes de paz
a que ah se procedeu.
Allegara os representantes as seguintes irre-
gularidades :
Ia Ter a cmara municipal deixado de expe-
dir, oa forma do art. 94 da lei o. 387 de 19 de
agosto de 1846, as ordeos para se proceder
eleicao
2.a S no da 28 de agosto foi affixado um edi-
lal com dala de 7 do mesmo mez, convocando os
eleitores e supplentes, e convidando os volan-
tes.
3.a No edital affixado nao se iocluiram os no-
mes de alguna eUilores e supplentes, entre os
quaes o cidado Jos de Borja Caminha Rapozo
da Cmara.
4.a Nao se fez o rol dos que nao acudiram
primeira chamada, para se proceder par ella
segunda, e depois terceira. na forma do art. 48
da lei, do que resollou votarem alguna individuos
duas vezes, e deixarera outros de taze-lo.
5.a As cdulas eram distribuidas aos votantes,
quando se epproximavam mesa, por tres indi-
viduos da parcialidade do subdelegado. Andr de
Sousa Miranda e Silva, que era mesario. e rece-
bia as codulas para iolroduzir na urna.
6.a Ne se fez relago dos que nao acudiram
terceira chamada, nao sendo por tanto possivel
laocar com certeza seus nomes na acta, de sorte
que, se houyesse imposiejio de multa, poderia
acontecer que a pagassem alguns dos que com-
parecern). E o mesmo Augusto Seohor, tendo
se conformado por sua immediata resolucsode 6
do corrente mez com o parecer da seceo dos ne-
gocios do imperio do conselho de estado, exara-
do em consulta de 14 de Janeiro ultimo, ha por
bem mandar declarar o seguinte :
1, Os tactos primeiro, segundo e terceiro nao
oonim irregularidades substanciaes. O juiz de
paz desempenhou a obrigaco que lhe npe o
art. 6" das nslrucge3 auqexas ao aviso a. 168 de
28 de junho de 1849, convocando os eleitores e
supplentes, independente de ordem da cmara
municipal, e deixando de convocar aquelles que,
segundo a lei e as decises do governo, nao de-
vera se-lo. A circunstancia da data do edital
nem est provada, nem quando ealivesse, have-
na ah vicio subslaccial; pois que, se a falla de
convocado nao obsta a que concotram eleico
os cidados, que nella tem de intervir, muilo
menos o poder fazer o simples fado de nao ler
sido affixado o edital no dia marcado pela lei.
2. As irregularidades qaarta, quinta e sexta
sao graves, e trariam a nullidade da eleico, se,
pela informeco do juiz de paz, e pela iospeceo
das aetss nao eslivesse provado que a falta do
rol dos que deixaram de acudir 4 primeira cha-
mada nao causou confuso ns votaeo. Do facto
do recebimento das cdulas pelo mesarte Andr
de Seuza Miranda e Silva, nao resultos fraude;
alm de que a diatrbuigo das cdulas pelos tres
individuos da parcialidade desse mesario, nao es-
t provado; limpies aseorofto da parcialidade
vencida. Tambem oeshsm documento foi pro-
duzido, que Asease acreditar s acessaco de nao
ser exacta a lista dos nomes dos que faltaram
3.a chamada ; de vendo por unto subsistir o que
consta da acta. Altendendo a taes consideraces,
goveroo imperial approva eleicao de quo as
trata; derendo-se entretanto ponderar a neces-
licia
data solicito do Sr. ministro da fazena a expe-
dido de ordens, aQm de que seja o cofre da tho-
sourana indemnisado da quantia de 800000 que
dispendeu como pagamento deseraelhanie sjuda
de custo : o que ludo communico a V. Exc. para
para seu conhecimento, e em resposla ao officio
que me dirigi em 15 de dezembro ultimo.
Deus guarde a V. Exc.-Joo Luslosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. presidente da provincia do
Rio Grande do Norte.
Inteirado.Palacio do governo do Rio Grande
do Norte, 9 de margo de 1861.Cuuha Figueire-
do Junipr.
o procedimonto que leve, deixando de expedir
ordem para s eleico, na forma do art. 94 4a si-
tada lei.
Deoauguarde s *. ExcJoto de Almeida f s-
yira Filho.Sr. -presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
CBint-aa.Paiacia do governo do Rio Gran-
de do Norte, 7 de margo de 1861. Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
3.a secgao. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 14 de evereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Tendo-me remellido a meea
parochial dessa capital a copia da acta da eleige
de eleitores, que ahi se procedeu, declaro a V.
Exc. para o fazer constar i dita mesa que, se-
gundo o aviso n. 108 de 9 de agosto de 1847, a
remessa de taes copias a este ministerio nao
compete s mesas parochiaes, mas sim aos pre-
sidentes das provincias, que devem exig-las das
cmaras municipaes, para onde sao enviados pe-
los secretarios das ditas mesas oa livros das ac-
tas da referida elcigo.
Dos guarde a V. Exc Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Cumpra-se.Palacio do governo do Rio Gran-
de do Norte, 7 de margo do 1861. Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
3a secgao.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 20 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o officio de V.
Exc. n. 191 de 12 de Janeiro ultimo, submelten-
do consideraco do goveroo imperial a deciso,
Pe .1";i Exc declarou ao juiz de paz mais
volado da parochia do Papari que, visto adiar-se
elle no exercicio das funeces de juiz de paz mais
volado do prsenle quadriennio, competia-lhe
presidir a eleigo de eleitores da referida paro-
chia, a qual foi adiada para o dia 18 daquelle
mez, devendo entretanto funocionar os outros 4
raembros da mesa parochial installada no dia 6
do mesmo mez.Em resposta declaro-lhe que o
governo imperial nada pode resolver a respeito
de lal deciso, sem que V. Exc. ministre esclare-
cimcnl js sobre o modo parque foi installada a
referida mesa parochial e quaes as pessoas que a
compozeram.
Deus guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Cumpra-se.Palacio do governo do Rio Gran-
de do Norte, 7 de fevereiro de 1861.Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
3" secgao.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 20 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em resposla ao officio de V.
Exc. n. 188 de 9 de Janeiro ultimo declaro-lhe,
quo o governo imperial approva, por serem con-
formes aos avisos ns. 19 de 20 de fevereiro. n. 67
de 10 e n. 81 de 22 de abril de 1847 que V. Exc.
cita, e ao de 4 do correte mez, as seguintes de-
cises que V. Exc. deu mesa parochial da Con-
ceigo do Jardim :
1.a Que, na falta de um dos membrosda mesa,
compela aos outros tres msanos e ao presidan-
te nomear o substituto, na forma do arl. 17 das
instruegoes annexas ao decreto n. 1812 de 23 de
agosto de 1856, e que, uo caso de haver empate
por votarem dous dos raembros prsenles em um
cidado, e oulros dous em outro, divla-se recor-
rer sorle afim de decidir esse impate.
2.a Que o substituto devia deixar o lugar logo
que se apresentasso o mesario al ento substi-
tuido.
3.a Que estando installada a mesa parochial,
na forma do art. 60 da lei de 19 de agosto de
1846, competia-lhe desigoar e aoouociar por edi-
taos outro dia para continuar a eleigo, de modo
que estivesse concluida antes do dia mareado para
a reunio dos collegios eleitores,
4.a Que, vista do art. 61 da citada lei, a urna
devia ter sido, depois de fechada e lacrada, reco-
Ihida com o livro das acias n'um cofre de tres
chaves, dis quaes urna devia ficar era poder do
presidente da assembla parochial, outra coro
um dos eleitores, finalmente outra com um dos
supplentes membros da mesa; ficauJo o mes-
rao cofre na parle mais ostensiva e central
da igreja, onde se eslava fazendo a eleigo e guar-
dada pelas seotinellas que a mesa julgasse pre-
cisas, nao se pondo impedimento a quaesquer ci-
dados quo quizessem guarda-la com a sua pre-
senga.
Deus guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira FundSr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Inteirado.Palacio do governo do Rio Grande
do Norte, 9 de margo de 1881.Cunha Figueire-
do Jnior.
5.a secgao.Ministerio dos negocios da jusliga.
Rio de Jaueiro. 22 de fevereiro de 1861.-Illm. e
Exm. Sr.Approvando a ajuda de cutio arbitra-
da por V. Exc. ao juiz de direito Jaime Carlos
Leal quando removido do lugar de che fe de po-
dessa provincia para a das Alagoas, nesta
INTERIOR.
I'AHVHIBl
0 baile offerecid* a Exc. o Sr. Sil?a
ffOM.
pexar de ludo........leve lugar essa brilhan-
le manifestaco de aprego e consideraco ao dig-
no presidente da Parahiba.
A propria natureza comprazeu-se em escarne-
cer dos votos ooculio?, e ttricos augurios dos ma-
edioos.Ao borrascoso dia 15 succedou o dia 16
lucido e risonho.
A noite o pago da assembla provincial cham-
mejava esplendores.O vasto salo principal de-
corado com gosto e simplicidade. encheu-se de
damas e cavalleiros que perfeitamente represen-
tavam o nosso mundo elegante.
Quasi ludo que temos de mais dlslincto em to-
das as classes l esteva, protestando contra os
serneadores de zizanias___
A's 8 1/2 horas urna bem ensaiada msica fez
ounr os seos vibrantes aocordos.Entrara S.
Exc o Sr. Silva Nuoes com sua Exma. senhora
acompanhados da commisso quo os fra receber.
Comegou o baile.
Com pouco aos cerimoniosos cumprimentos e
exigencias da etiqueta linbam succedido essa sni-
mago de urna sociedade eseolhida que se dis-
trae, essa vida do espirito que faz da conversarn
um verdadeiro prszer, esso abandono que geram
a msica, a dansa, as flores, os perfumea, no meio
de pessoas de um o outro sexo, e que tsmanho
encanto d a um baile....
E era um verdadeiro baile que ali haviamas
um baile de pessoas das msis gradas, e bem edu-
cadas, onde nem a moral, nem a religeo, nem as
convenienciassoeiaes solTriam a mais leve offen-
sa. Os escndalos da sensuslidade fogem de tan-
tas luses, evitara tantas testemunhes severas___
O seu Ingar em ontras reunies onde a maledi-
cencia ludo conspurca e infama....
As 10 horas servlo-se o cha e numerosas bao-
dejas delicadamente arraojadas cireularam entre
os convivas que sempre liveram mi abundan-
te sertimento de refrescos, lieores e bebidas li-
geiras.
J seto vezes tinham os amantes da daas per-
corrido oa escala das quadrilhas, imperises, reo-
ceiros, sohottises, polkas, oto., quando, pouoo
depois de meis noite, mais de sesseuta aenhoras,
e duplicado numero deeaveileiros encaminharam-
se para o salo da cea, onde a lux de fino espsr-
macele, e por entre flagrantes flores urna lauta
mesa ostenta primores de confeitaria, variadas
masas, doces diversos, sazonadas fructas desde
o abaeaehi de Gaianna at a manga do Hemarac
vinhos da melhor qoalidade, desdo o velho porto
at o crepitante chsmpanhe etc. etc.
Occuperem oa lugares de distinego e Sr. Silva
Nuoes com sua Ixm.aseotiera,e es Sre Dra. chee
4o polica, sjuia da direito Ah* Rocha coa u
Opporlunamente o Sr. Dr. Assisdirigi aoExm.
Sr. Silva Nunes o primeiro brinde, que acompa-
nbou de nma curta mas significativa saudagio.
i"rffscsm algumas asMni dessss sue o Sr.,
Assis sabe dizer, 'aSspiuad.s pela verdad*,'
e caractensadas, pela independencia de sua
posigpo, com as quaes exprimi em nomo *
seus amigos os sasfimentos de adheaio epro-
co por elles tribida^aosiaiincto administrador,
1 cujas boas mesenos e iealdade nao podiam ser
postas em duyids por que sabe avallar iasnsr-
ciJmente as difficuldades inherentes a eskao
de um presidente que na gesto dos negiSosTe
especialmente na quadra eleiloral, tem o dever
ne tanto de seguir as prodrias inspiragoes, como
de ser fiel ao ovme do qu4 delegado.
Este brinde comnfovou todo o auditorio que en-
tusisticamente a elle.correspondeu.
O Sr. Silva Nunes reconhecido o semelhanle
declarago pela boca de um dos msis estrenuos e
prestigiosos chafes do partido conservador da
Parahiba, quando alguna cotiezos da fortuna
servem-se do nome do mesmo partido para hos-
tilica-le as vesperas de sua partida, respondeu
que, apreciando essa manifestago quasi tsnto
como todas as oulras juntas que durwile onze
mezes tiuha recebido dos bons Paralbanos, be-
ba a saude do Sr. Dr. Assis Rocha, digno orgo
de seus amigos. Este brinde foi geralmente cor-
respondido.
Outros se fizeram inclusive o da Exma. Sra. D.
Joanna consorte do Sr. Silva Nunes, o qual en-
cerrou a cea com o de S. M. o Imperador que
aebou entusisticas e saudosas resonancias nes-
ta sociedade que ainda ha pouco Uvera a fortuna
de ve-lo nesses mesmos lugaaee.
Durante o servigo da mesa a msica encheu o
espago com os mais harmnoiosos sons, e saude
imperial tocou o hymno nacional.
Sempre animado coutinuou o baille, Aa 2 ho-
ras cireularam as bandejas com nova proviso
propria do chocolate, e caf ento foram servidos!
Eram quasi 3 horas, quando S. Exc. retirou-se
com as ruesmas formalidades com que fra rece-
bido : e assim terminou essa funego a que pre-
sidlram o bom gosto e a ordem, e que figurar
entre as primeirss desse genero dadas nesta ci-
dade.
cieade datara, neo mesmo de
semelbante terreno.
nao pre-
explicagoes em
PEJHlAMSlICa.
As nossas bellas patricias como que esmera-
ran!-se em fazer sobresahir o seu dooaire e ra-
gas naturaes com os atavos doloilelle. Flores
animdas, s ellas com as dignas hospedes que
lhes rivallsavam os primores, bastara 10 para fa-
zer o encanto dessa noite, da qual por muilo tem-
po restar-oos-ho saudades.
Os membros da commisso, os Srs. baro de
Mamanguape, Drs. Dioge Velho, Anizio, Poggi,
Kause, commendador arvalho e Retumba, me-
recem a mengo honrosa que de seus nomes aiui
fazemos.
S. Exc o Sr. Silva Nuoes em obsequio de
quem todo istq se fez, tem visto festas mais ricas
de luxo e galas, de ouro e sedas; mas nesta havia
para elle galas do corago. luxo de affeiges que,
valem mais do que ouro e sedas....
[Imprensa.)
DIARIO OE PERNAMBUCO-
Hoje, o Exm. Sr. Dr. Ambrozio Leito da Cu-
nha, urna hora da larde passar a presidencia
da provincia ao Exm. Sr. Dr. Joaquim Pires Ma-
chado PorleDa, segundo vice-presidente. visto
retirar-se para a corte tomar assento na cma-
ra geral o Exm. Sr. visconde de Camaragibe, pri-
meiro vice-presidente.
A assembla provincial, em sua sesso de non-
tero, depois de ouvir diversos de seus membros
pr^encheu a vaga de official-maior de sua secre-
taria, por meio de accesso dos empregados, que
se acham presentemente na seguinte ordem :
Official-maior.Francisco Duarte Coelho.
Primeiro-official. Fraucisco Xavier Carneiro
Los. %
Segundo-dito.Jos Paulino da Silva.
Terceiro-dllo.Pedro Paulo dos Santos.
Continuo.Arcelino do Ilollanda Chacn.
Aps isso houveram reclamages dos Srs. Joa-
quim Mello Reg e Penna Jnior, contra as re-
formas que soffreu um discurso do Sr. Pereira de
Dritto, publicado no numero de honlem.
Em seguida approvado, era desempate o pro-
jeclo n. 19 de 1860, elevaudo cathegoria de ci-
dade a villa da Escada.
Entrando em Ia dlscussao o projecto n. 18 de
1854, creando urna exposigo agrcola, artstica,
depois de longo debate, lido um requerimento
de aJdiamento, mas nao havendo mais casa, o
Sr. presidento levantou a sessSo. dando para ho-
je a mesma ordem do dia antecedente.
Nao estamos resolvidos entreter polmica
com quem quer que seja acarea da presidencia
quo hoje expira, du Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leito
da Cunha, principalmente porque ludo quanto
temos por ora visto acerca da historia dessa ad-
minislrago, promettida mais de urna vez pelo
orgo do partido liberal, apenas reduz-se in-
vectivas pessoa do Exm. Sr. Dr. Leito da
Cunha.
Estamos, porm resolvidos, desde hoje, que
deixa esse seohor de ser presidente desta pro-
vincia, restabeleeer a verdade dos fados de sua
admnistraego, para que possa ella ser aprecia-
da devidamente pelos homens sensatos e hones-
tos de tora da provincia ; porque os della bem
sabem quanto devem ao ex-presidente, e por Isso
descriminam os desabafos do despeito do que
real.
Assim, principiaremos hoje pelo facto a que se
allude no orgo liberal de 4 do correle, acerca
da priso e remesas para a corte de um recruta,
qae foi, segundo elle diz, julgado incapaz por
urna junla medica. Podemos porm affiangar,
com documentos officiaes em mi, que ? historia
desse recruta a seguinte :
Um desses vadios, que infelizmente por ahi te-
mos, rapaz de viote e tantos annos, furtara de
urna loja de favendas do Recita orna peca de seda
e fra vender 6 urna modista, que mostrou-a de-
pois j cortada. Procedendo o negociante expo-
liado s necessarias pesquizas, veio saber pre-
cisamente quo aquello individuo fra autor do
furto ; e queixando-se dalle polica, julgou esta
que, nao podendo processar o autor do tarto, por
ser o crlme particular, e haver o negociante de-
clarado nao apresentar queixa em juizo, nao de-
via todava deixar-lhe aberta a eslrada do crime
pela impunidad?, e pois resolveu recruta-lo ;
o que feilo. ro elle ao depois remetlido so Exm.
Sr. presidente da provincia pelo Sr. Dr. cheta de
noticia, para a marioha.
S. Exc raandou-o aoSr. cheta' da estsgo na-
val, queaentou-lhe praca, embarcando-o no va-
por FftefM ; o que communicou posteriormente
a presidencia, sem a menor observago.
Em seguida apresentou-se o negociante,
qoem fra feito o furto, S. Exc. qneixando-se
de que o dito recruta, na occasiao de ir da se-
cretaria de polica para palacio, se encontrara
com elle negociante e o ameagara de dar-lhe
urna faeada, logo que podesse livrar-se de algum
modo da priso, em que o negociante o metiera ;
esse facto foi confirmado pelas pessoas qua ou-
viram a ameaga feita na porta de polica, hora
do expediente, quando costume estar all mni-
ta gente.
A vista disso, S. Exc delerraiaou ao Sr. chefe
da estago que remeitesse o recruta para a corte
no vapor Paran, que se achsva ento no porto
esssimsefez,
Ora, ahi est o fado tal qual se passou. Os ho-
mens sensatos que o morallsem, altendendo que
o recruta nenhuma isengo legal provou, e nem
ao menos allegou peranle S. Exc, porque a nao
tinha, e nem tem ; e que recrutado multo legal-
menle, nao coostava que houvesse elle sido jul-
gado incapaz do servico; que, finalmente, S.
exc. nao fez mais do que aquillo que fez sempre
com recrutas de marinha, isto remelte-loa pa-
ra o.Rio de Janeiro, sendo que S. Exc. apenas
epresou talvez a ida do recruta em questo pa-
ra all, era consequeooia da justa queixa do ne-
gociante ; o que ninguem de bom seoso qualifica-
ra, por certo, de Ilegalidad?.
O mais de que trata o artigo i qae nos referi-
mos, materia vetha, jl discutida e julgada
favor de S. Exc,, at pelos proprios membros do
partido liberal, quer nos srtigos publicados em
seu orgo, por oooaaodas eleicdes de eleitores
em Santo Antonio e S. Jos, quer na manifesta-
go popular, em frente de palacio, por mais de
duas mil pessoas, que cAsmsvsm d 5. Exc de
garantidor do vol Kvre.
Julgamo-nos, por isso, dispensados de tratar
aoje de semelhaate aesumplo.
Quando vierem novoa toctos, responde-lo-
Jusmi, xcluindo sempre m questoes peseoae;
impuo-
^Wl*4i
Sessao em 4 de r^, j i8u.
Pre4sq ge. ^ df Vtm.CmK.
i 'Onclssto )
elevando cal,iegona 4o cidade a vja da Es-
cada.
OSr. 43ooclve4^iaespeeoee4or do
projecto que exponha as razes que o levarim
prop- lo para que possa dar um voto conscien-
C1080
O Sr. Nascimento Portera diz, que por deffe-
rencia ao sobre depurado que acaba de fallar, di-
r algumas pelavras em jusliQcacao da utilidade
PMec'' poi* aM convencido de que a as-
sembla nao desconheceoselemeotosde engrao-
deciraenlo que tem a actual villa da Escada :
Z LcomtDer"o existente na villa da Escada, a
Sai mTJB?*K' "kndade de sua edificado
S.ril 9,b!lanle8 Pra considera-la digna
powa prevateeer s eonsiderBcao do projecto wi
plano de novas edficajoea era outra localidade.
porque a nava edittcaco se ligar aetual,
com osla formar urna edifleago importante -.
que sem pretender tazar camparacao do esUdo
actual da villa com o de oulras cidades da pro-
vincia, entende que algumas destas, quando ob-
tiveram esse titulo oo tinham mais ras e nem
maior numero de casas do que a villa da Esca-
da e entretanto depois tem do grande desen-
vplvimento : que assim por exemplo. a do Bio-
lormoso. quando obtove este titulo nao tioha s
raetade de casas, das ras e do* edificios que
hoje conla : que nao pode deixar de merecer-
me reparo o dizer o nobre deputado, a que res-
ponde, quo na villa da Escada nao ha um tem-
plo, pois que reconhece a existencia da igreja
matriz, posto que arruinada, como se acham.
quasi todas as igrejas do interior ds provincia,
todava em estado de nella celebrarera-se os ac-
tos vinos: que finalmente urna circunstancia
se d respeito da villa da Escada, e
qual nao tem contado oulras
na
espera
ou
que o
com a
. cidades, e que
grande parte do terreno qne acerca perlence
aldea dos Indios, o que sendo aforado, como se
projecta, tornar-se-ha mais fcil a edicaco,
principalmente alleodende-sa a importancia quo
para isto deve ler a eSlnda de tarro como a sua
cstagao torminal da segunda sesso oa villa
prximo ella: que avista disto
projecto seja approvado.
O Sr. Alfonso de Albuquerque:Sr presideo-
te, nao quizera oppor-me ao desejo do honrado
raembro meu amigo e collega, em cousa de na-
tureza tal, quando nao pode vir resultado bom
ou mo algum da adopeo da idea.
O Sr. Souza Reis Bons, mullos.
O Sr. Alfonso de Albuquerque : Que bom ou>
mo resultado pode provr de ser a Escada cha-
mada villa ou cidade ? E' queslo nicamente de
nome ; a uuica differenga que b, o augmento
de dous vereadores.
m Sr. Deputado:E' muila cousa.
O Sr. Affooso de Albuquerque :Mas opponho-
me porque oo ha essa neoessidade de tratar a
casa todos os das dessas elevagdes de villas ca-
thegoria de cidades, e acho bom sempre fazer es-
tas reflexoes para manifestar a razo do voto que
lenho de dar.
Charaar-se a um lugar villa ou cidade nao
mais do que a diftareoga da euphooia, tem s em
resultado chegaraos ouvidos de quem nao v o
lugar, um nome tal, que faz nascer urna idea
muilo difireme d'aquella que se roalisa quando
se ciega ao lugar chamado cidade. Eu acbo que
em lugar de so fazer um servigo aos habitantes
da Escada, chamando aquella localidade cidade
so lhes faz urna injuria.
0 Sr. Gongalves Guimares Muito bem.
O Sr. Affooso de Albuquerque: Chega urna
pessoa de fra que tora visto muitas cidades^
muito principalmente se or estrangeiro, o que
O Sr. N. Portella: Se os estraogeiros ferem
comparar as cidades da Europa com as nossas 1
0 Sr. Affooso de Albuquerque :Mas na Euro-
pa ha pequeas e grandes cidades ; eu nunca l
fui, mas todo o mundo sabe disto.
Um Sr. Deputado:Haver l alguma ddade
como a Escada ?
O Sr. Affonso de Albuquerque : Mas as mes-
mas cidades pequeas que existem oa Europa,
sao cidades.
Goianna urna cidade. a sua ediucago, a sua
extenso e armamento sao de urna ddade ; a Pa-
rahyba urna cidade; Natal, no Rio rande mal
se pode chamar cidade.
Um Sr. Deputado:Dizem que a Escada me-
lhor do que Natal.
,Sr* affonso de Albuquerque : Qual 1 Mas
anda assim esl muito distante da Escada.
Por essas solidoes do serto, chimar-se cidade
a um aggregado de casas como a Escada ; v, por
que quem vai cangado de atravessar esses descr-
tos, quando chega 4 urna povo (;ao, sent urna
impressao multo agradavel e nao exlranha tanto ;.
mas quem sane do Recita, toma o camiuho de
ferro, chega Escada, e v ao que se chama t-
dade, soffre urna completa decepgo. chega l e
nao sabe aonde a cidade. Ora, oo melhor
que se djgavilla da Escada, e que quem che-
gar l encontr urna boa villa, porque com effei-
to urna villa que comegou ba poucos dias, o
quo promette grande prosperidade, cuja edifica-
gao caminha com rapidez, e que quando for urna
cidade seja assim chamada ? Creio que isto me-
lhor do que acontega o quo muitas vezes aconte-
ceu com o Cabo.
O Cabo urna villa que sempre leve um nomo
muito conhecido no imperio ; e as pessoas quo a
visitavam, esperando ochar granda cous, flea-
vam desapontadas e diziaro isto a villa do Ca-
bo?Nao era melhor chamar-se enloapovoa-
gao do Cabo? Certamerrte.
Assim acbo que esta mudanca nao Iraz benefi-
cio nenhum, s Iraz produzir urna, m impresso
esperando-se encontrar all urna cidade, e nao se
achando cousa tal. Achoque ser bom elevar
cathegoria do cidades aquellas villas que real-
mente merecerem essa designago. (Muito bem.}
m Sr. Deputado :Cumpre mostrar que a Es-
cada oo est nesse caso.
O Sr. Affonso de Albuquerque;Pois bem, eu
raosirarei.
A Escsda nao tem um templo, tem urna igre-
jota (permitta-se-me a expresso.) /Risadas.)
O Sr. Gonjalves Guimares : Urna igrejinha.
O Sr. Affonso do Albuquerque : Eu nao quiz
chamar igrejinha; com proposito chamei igre-
jola, ( nao sei se fallei com proprtodade ) porque
alm de ser pequea, nao tem mais forma do
igreja.
m Sr. Depotado:E qual a forma?
O Sr Affonso de Albuquerque :E' aquella que
todos nos sabemos.
Nao tem urna cadea, nao tem um s edificio
publico, a oo ser os que foram construidos l-
timamente pela companhia da estrada de ferro
para o seu servico no lugar em que tem de ser a
futura cidade baixa. Tem, verdade, casas em
geral muilo melhores que as ordinarias do Cabo,
muito mais regular a edifleago ; melhor du-
que em geral a do Cabo, porm nao tem assim
mesmo suQiciencia para merecer o nome de ci-
dade ; a populaco muito peque ia. Eis o
a villa da Escada.
quo
m Sr. Deputado : E ha facilitado para edi-
ficar?
O Sr. Affooso de Albuquerque : Ha, mas isto-
oo a pode fazer j cidade.
Tenho concluido.
O Sr. N. Portella fazendo algumas considera-
ces em resposta s do orador, que acaba de fallar,
faz ver a improcedencia da argumentagio apar-
te relativa localidades prximas ou distantes
das grandes cidades, entendendo que os princi-
pios porque se deve regular o poder legalalivo
sao os mesmos, quer se trate das villas prximas,
qoer das que flcam|distanta8, e fazoovamente ob-
servar que o estado da igreja matriz da Escada
o de muitas das igrejas das ciaades da pro-
vincia. r
Encerrada a discusso e poste & votos o projec-
to, flea empatado e consegsintemeate addiado.
Escotada a ordem do da,
O hr. presidente designa a do dia seguinte, e
levanta a sesso.
. SESSO EM 5 DR AB1ULDE tWI.
Presidencia 4o5r taraos! vVa-Cru*.
Ao meio Uta feita s chamada veriflcou-se
ver numero legal do Srs. depotados.
b-



wuo de rtfMMKtm. sabbadq 6. m ajjul 0E imi;
40
Anre-ec a acacia.
O Sr Y ffil ,*"<* antecedente.
1 ^S^pWft^fraltfiinte
olare* ffS&GSf***1" ****> exera-
Pnmbucano.-A diatribuir.
lrmL *,?!IB' ""oda por copia lo-
"aspeiWM pM ata --Sl, f reepeila
r?, os da.s "^f" aariaaaa de Caraarff
ma?a e<>*ml d*'egoel08 de ""
Oulro doiesmrr. raaeltecda as informacoea
pftor dt ln**vf* 4t fazenda, que fo-
ram pedidas por esa* sembl, na ultima seaslo.
-a- com missao de orcamento provincial.
Oulro do mesmo, remettendo um regulamento
5 "f*i,de.po-8l*M'as da weipal da ci-
maras. ^ *'maiuko <**oetode
Uin requerimeoto de Joaquim Maria de Olivei-
ra e Silva, pediodo augmento de ordenada. A'
commisso de legislacso.
Oulro requerimeoto dos offieiaea do corpa- de
"*, pedindo i esta asaembla a graca de coo-
Mi "8|neDt0 de *> Por cento sobre os
oaos, assim como foi coacedido aos demais
ygiilos proviodace.A" commisso de foros
Oulro de Bellarmino dos Sanios Bolcio, tabel-
iiao publico do judicial e oolas, escrivo do crime
e arel do termo da cidade da Victoria, pedindo
Sin. V.*"?"* do escrivo da
V! T?* 0 dlgM M*t" do o tabelio-
nato e civil do cartono de orpho*,A' comoiis-
eao de legi*lec,a.
Outro do Dr. Joao Jos Pinto Jnior, tutor dos
menores filhos dos fallecido teneote-coronel Pe-
oro Jos Carneiro Monteiro, pedindo urna medida
peta qual saja restituida a quaotia de 1.3569000
A commisso de ornamento provincial.
O Sr. 1. secretario offcrece a seguido pro-
poshr: "
O 1. secretario, usando da faculdade que lhe
concede o 8 do art. 80 do regiment, prope a
esta assembla o 1 oficial Francisco Duaite
Coelho para o lugar de official maior, vago por
fallecionento de Rufino JosCorreia deAlmeida ;
O 2o official Francisco Xavier Carneiro Lins, para
a lugar del* official ; o 3. official Jos Paulino
da Silva, para o lugar de 2." official, e o conti-
nuo d Pedro Paulo dos Santos para o lugar de 3o
fflcial ; e espera que esta assembla se dignar
approvar a proposta assirc feita, com o que atten-
der aos,servicos e habilitares dos propostos.
8ecretaria da assembla provincial de Pernam-
bueo, 5 de abril de 1861. O 1. secretario Dr.
Manoel Manoel do N. Machado Portella.
[Continuar-se-ha.)
REVISTA DIARIA.
Acha-se nomeado cnsul da Bolivia nesta pro-
vincia o Sr. Candido Casemiro Guede Alcofora-
do, ao qual j ioi concedido o imperial exe-
qutur.
No impedimento do secretario da capitana
provincial, foi nomeado para substitui-lo as res-
pectivas fuoccoes o Sr. Joao Nepomuceno Alves
Maciel, durante o tempo em que o mesmo secre-
tario alli funecionar.
Tendo o Sr. Dr. Antonio Joaquim de Mo-
raej3 es'la pedido exoneraco do lugar de dele-
gado Uttereno da freguezi de S. Fre Pedro Con-
nives, foi nelle substituido pelo Sr. Jos Gomes
aT S.br.e r?Prc8nlSio do Dr. juiz de direito
ae santo AnUo, foi nomeado Joo Damasceoo da
silva para interinamente exercer o lugar de es-
crivo do jury do termo da Escada, sondo desse
exercicio dispensado, por nelle nao poder conti-
nueMneSCnTa0 d Crime Malhias ae Albuquer-
~ ~. toi Por,ar lo Io ao correte foram no-
meados delegados Iilletarios do Cabo o Dr. Luis
rehppe do Souya Leo, de Pao d'Alho o Dr. Jos
Tri u r? ,p"a8uss, e de Tracunhaem o
padre Manoel Jos de Oliveira Re o.
Por portara do 3 foi remondo da cadeira
?.T, vpar" id0 Bui1ae o professor Maooel
Joaquim Xavier Ribeiro.
.T DuraDle o lempo emque achar-se emexer-
ctcio na asaembla provincial o profeaaor do Bo-
nito, substituido na respectiva cadeira pelo Sr.
Justino Eugenio Laveore, que para isso foi no-
meado.
Por portara de 4 sendo concedida a exone-
rado solicitada pelo escripturario da secretaria
do governo bacbarel Antonio Feroandes Trigo de
Loureiro, foi promovido esse lugar o araaouen
se da mesma Manoel da Cunha Figueiredo ; as-
m como foi nomeado para este ultimo lugar
fortnalo da Silva Neves, que alli era colabo-
rador.
Foi nomeado promotor publico desta co-
marca o Dr. Francisco Leopoldino de Gusmao
Lobo, que j exercia interinamente este lugar.
O Sr. Dr. Joo Alfredo Correia de Ollverra o
desooerado por havo-lo pedido.
"~ Pr portara de 4 do correte foram crea-
dos doui termos de conserva$o sob a numera-
rio de 3 e 4 na estrado do norte, um sob aquel-
la de 4 na Victoria eum outro no Manguinbo.
J foram oomeados para o terceiro. da estrada
do norte Evaristo Vieira Cavalcanli de Albuquer-
que Lins, e para o quarto da mesma estrada Joa-
quim Iridoro da Silva.
Foi julgada improcedente, pelo Exm. Sr. Do-
na, a queixa de responsabilidade dada pelo Sr.
major Fria3 Villar, contra o Sr. juiz de paz mais
votado do Io districlo da freguezia do S. Frei
Pedro Goncalves do Recife.
Foram recoUiidos casa de detengo no dia
4 do correle, 11 bomeoa el mulhr, sendo 9
livrea e 3 escraves a saber : 9 ordem do Dr.
chefe de polica inclusive os escravos Antonio, de
ADgelo Jos Ribeiro Duarte, e Maooel, de Jos
Xerez cha, 1 ordem do subdelegado do Re-
cife e 2 ordem do da Boa-Vista inclusive o es-
crav* Manoel, de Narciso Mara Carneiro.
Passageiros do vapor Pemnunga, sahido
para os portos dosul :
Diogo Xavier Carneiro da Cunha. Lauriodo
Persihano de Carvalho Gma, Dr. albino Cesar
e Carvalho, Thomaz Ferreira de Carvalho, D.
Candida Maria da Fonseca Medrosa, D. Hara de
Jess Pedrosa, Joaquim de Araujo Alves da Fon-
fleca e 2 criado*. Miguel Flix de Carvalho, Ja-
come Ulysses e sua irma Lucrecia Ulysses,
Francisco Jos Rodrigues, Lullegar Poggi Fi-
gueiredo, Americo Jos Lins Wanderley.Guilher-
me Jorge da Motta. Severiano Bandeira de Mello,
Joo Baptista do Reg, Manoel Jacinlho de Me-
deiros Sampaio e um criado, e um soldado do
exeicito.
MATAOLRO PUBLICO :
Mataram-se oo dia 4 do correnle para o con-
sumo desta cidade 67 rezes.
No dia 5 do correte87 ditas. *
MORTALIDAD! DO DU 4.
PerjUuffa, parda, 9 mezes, vermes.
Joaqvlm, branco, 10 mezes, encephalile.
Francisco, pardo, 3 dias, espasmo.
Maria, prela, escrava, 9 aooos, hydropisia,
Quirino, prelo, escravo, solteiro, 38 annos, t-
tano.
5-
Isidoro, prelo, escravo, solleiro, 35 annos, to-
tano.
Aniceta Mara da Conceicio, preta, solleira, 25
anoos, erysipella.
Joa Tarare* Pacheco, braaco, viuvo, 68 annos,
gaslrite ebrooica.
Josepha, preta, escrava, solleira, 34 aooos, tu-
brculo pulmooare.
Genoreva, parda, 1 aooo, inflamma^o.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTAORD1NARIA AOS 26 DE MARCO
DE 1861.
Preriiencta do Sr. Barrot Reg.
Presentes os Srs. Reg, Dr. Henriques da Sil-
ra, Mwa, Mello, Seve e Cosario de Mello, faltao-
do sem causa participada os mais senbores, abri-
se a sesaSo, e foi tida e epprovada a acta da au-
tecedente.
Foi lido o segulote
_ EXPEDIENTE.
um officio do Exm. presidente da provjocia,
duendo em resposia ao efficio desta cmara, de
IB oo crreme, que os artigos de posturas, que
S"n-V fflek>.d cmara, do 5 dodeiem-
oro de 18o, tinhamsido emSdi oiro doanoo
passadosubmettidosao conhecimento da anem-
ht* logielatu* prottaelal. que .da ai.da tinH.
resolvido.loteirada.
Outro do eiraeoheiro cerdfeadar. iotoraando
sobro a alteracao de fazer-se na planta do batrro
da Boa-Vista entro n raas-da Aurora e Hopicio
coarorao propoe a-director geral das obras pu-
DUcas, oo riaco que apresoulou yvocao 4a
pr :ia, dixando que lhe pareca digna de aer
approrada a DNsm-alteracao, oqMaMiatapru-
dente Iembraavae a preaieneia, qu os auatro
quarlalroea qoe Qcam de om,e outro lado* ra
larga, tratada por tiota azul ealo destioados para
d paaaeio- pablico, segundo a planta apresentada
4 atojoM presidencia pela comaiaaaa nomeada
pa i este fim.Qua aa devalvesse a planta k
presidencia, lembrando-ao lato mesmo.
Outro do meamo, iaformando que o rio entro
o axmuem o. 3 do caos do Apollo, de qu -
proprieta rio Jos Jacome Tasso e o vizinbo., na
prata- do mesmo caes, o qual vao pretende re-
ferido Tasso fechar con um moro, allegando nao
dar elle eotrada nem sahida para nenhuma casa,
nem ra, aervlndo eotrotaoto de deposito de lixo
e outras materias, o principio de urna travessa
que d mencionada praoa dever ir dar oa na do
Apollo; mas que senda para isso preciad desap-
propriarem-se alguns edificios, neohum servico
p rosta o vio presentemente, antes o feroce os in-
cotvenientoa expostos pelo peticionario, que, su-
jeitaodo-se a demolir o muro sua casta, e a
dMxar o lugar limpo de lijlos, clica, etc., po-
nera ser attendido ao que roquer.Concedeuse-
echar o rao com esta condico e mais com a de
o8o poder utlaar-ae do becco da nenhura modo.
Outro do juiz da paz mais vetado de Io distric-
lo da freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves, an-
uunciando que por incommodado passra a va-
ra ao seu immediato em votos. Jos Pedro das
NevesIoteirada.
Outro do referido Neves, participando ter en-
trado emexercicio. Ioteirada, e que se rosrwD-
desse.
Outro do juiz de paz, segundo votado do Io
r'aC d" fre*u.ezia do Po5. Fraociaco Duarte
toeiho, commuoicando nio poder' cootiouar no
exercicio do dito cargo, por ter de estar fora da
freguezia por 2 3 mezes, e como nao tenha a
quero passasse a vara, esperava que a cmara
providenciase, aflm do que o servico publico
nao soflresse.Que islo mesmo se levasse ao co-
nhecimento da presidencia da provincia, remet-
tendo-.lhe este officio por copia, e pediodo-lhe de
novo soluqo do ofRcio que a cmara lhe dirigir
aos 18 de fevereiro ultimo, sob o. 7.
ta pela maioria da mesa psrochial, e oatra pela
minora.
-i^gg;e?3K^SS2.-
di_____
'icWototjadc.de mapadJ-ior i'i'gr^MtM
b*M impedir que os cidadkd utiutua
acudissem i torceira chamada, levo a referida
aaoJoria do auaponder oa sooa uadnibo a cam-
muoicar proaidencia o occorrido, pedindo pro-
videuclas. A minarix pora, ae esta va nos in-
teresaos do mesmo delegado, fei irregonrmeote
luiamontaf oa wppleat de iuix da pae. *. sob
a preaidaooia d'ello. i evadi na .dio sogoiote a
reja, forjando a, urna, o oao cootootiodo qu*
a maierL alli eartraaao mais, para auatentar o
seu po*t a ioviolabiliade da mesma uro*.
Victima de ts*a escndalos e riolencias, recorreu
da ooro a maioria da mesa parochial i presiden-
cia d provincia, qua por officioa de 10 de Janeiro
u.tlmos, publicados no Diario di Pernambueo de
14 do mesmo maz, aaodou roprovar o procedi-
maoto da meooria, autorisando a maioria pro-
seguir na eleiQio. Em virludo do que, a 18 da
jaoeiro leve lugar a eleigao legal, a qual compoz
o collegio eleitoral do Bonito.
Reclama o abaixv asslgaado pela apuracio da
voticio d esta collogio. qw* o resultado de urna
eleigao procedida com as bases legitimas, visto
como suspensa a eleigo pola maioria da mesa
parochial, oao a poda continuar a meooria.
Na freguezia de Grvala di-ao o mesmo fado.
A maioria da mesa parochial, em virtude de ag-
greasao que soflrora, quaodo apenas tiohi acaba-
ao de Iavrar a acta de sua formaqio. e daode-se
por coacta, oa frente da torca armada do subde-
legado de polica, adiou a eleici para o da 6 de
Janeiro ; mas s meooria entendeu qu* devera
chamar um juiz de paz da freguezia de Bizerros,
para proceder orna oleico su*. A presidencia
da provincia, porm, de posse da* communica-
roes officiaes, por offlcios de 1 e 2 de Janeiro,
reprovou o procedimonto da mesma manoria, e
approvou o da maioria, pelo qua ooaprazado dia
o iv* lugar a eleicao, com asistencia dos doos
mesabroa da mesa, que conatituia a minora, e
preseoca do juiz de direito da comarca.
Islo nao obstante, no collegio eleitoral compa-
POfim na<> o 1~:*.-___* .*
Outro do cidado Francisco Martios Rapozo, | rec**am "*<> a os eleitoros lgaos, mas tambera
immunicaodo achar-se no exercicio do cargo da S08 etei?io da menora da mesa, tomando o
4 da freguezia da Boa-Vista, para o' rasmo collegia a votacao de ambas as turmas em
comm
subdelegado
qual Bra nomeado"por portara do Exm. presi-
dente da provincia de 24 do correte.Ioteirada.
e que se respoodesse.
O Sr. Barros Reg fez o seguate requerimeoto
que toi approvado.
Tendo fallecido o amanuense desta cmara. "I""* u" eieigao, po seguinte motivo.
Anastacio Xavier de Coulo, propenho para servir' tio dia ^0 de dezembro do aooo Ando, em que
este lugar ao lente Caetano Quintino Galhardo. devera ter lugar a eleigao primaria, introduzio-
O venador Barros Reg.
Estando presente o comeado, prestou logo ju-
ramento.
separado.
Reclama igualmente o abaixo assignado pela
apuracaodos votos da eleigio legal, que a feita
cm6 da jaoeiro.
Na reguezia de Papaeaca appareceu tambem
k Ch da elei5a. P^o 8eguinte motivo.
se, pelas 4 horas da madrugada, oa Igreja matriz
o juiz de paz competente, com quatro individuo
de sua parcialidad*, e as 9 horas da maoba
ndo abrir as portas da mesma igreja, de-
A requenmento do Sr. Hcoriques da Silva, mandando abrir as portas a mesma igreja, de-
resolveu a cmara que o procurador ioformasse ;5larou '"'aliada a mesa parochial, indepeodenle
ate a sessao seguinte, quanto se tem gasto oeste |*f ?ola?ao preeedila entre os eleitores e sup-
tnmestre com a limpeza das ras da cidade; ?'{* ,e9?J> determina o art. 5.do decreto
juanto se tem arrecadado de multas impostas pe-
los flseaes, especificando as freguezias; e final-
mente, que importaocia dessas multas se* acham
em juizo.
Despacharam-se as peticoes de Antonio Car-
i*(i A m *"..L n-*t 1 r- __ _
o. 1812 de 23 de agosto d 1866. E como os re-
tenaos eleitores e supplentes nao quizessem ac-
ceitar essa mesa de nomeagSo, exigindo a elelco
e lormacao da mesa legal, se retirara da igreja o
mesmo juiz de paz, declarando a eleicao suspen-
horas, onde nao mais vollou para
i mesa e a eleicao. Veri-
odono da eleicao pelo re-
Aotuoesdos Reis, Jos Moreira Lopes, LuizaMa- \ "r,.alu,ld9paoseo8immediatos,queat o dia 7
na de Araujo, marqueza do Recife; e levanUu- ?e Janeiro se recusaram acceder ao coovte que
se a sessao. jibes fora feito pelos eleitores e supplontos para
u Manoel Ferreira Accioli, secretario a escre- jomparecerem igreja, o proceder a eleicao ;
igo e Albuquerque pro-presidente, Cezaifo ,em, "rtude dos arls. i e 3 da lei de 19 de
neiro da Cunha, Fillppe Nery, Gustavo H. Prae- M Pr dua horas, o
ge, Jos Rodrigues Peixoto, Joaquina Maria do Proceder a formacaj da
Espirito Saoto (2J, Jes Pereira da Cuoha, Jos lc,dc\ ('ue fosse.o abat
Antunea dn Rims ImS Unmir. [ ... i ..:.. u. i ferido iuildonnT a um i
vi. Reg e Albuquerq_.
de Mello, Barata d'Almeida, Reg, Mull, Henri-
ques da Silva.
Gommunicados.
Ao partido conservador,
Havendo sido coovocada por este jornal urna
reuniao do partido conservador, devemos couta
aos oossos alliados polticos dos trabalhos aue a
oceuparam.
No dia aprazado, em o palacete do Eim. baro
deGuararapes. ruada Aurora o. 38, compare-
cern) 370 membros do partido, que se digoaram
oscrever os seus nomes em a acta respectiva
Mullos outros, havendo-se retirado antes de so
concluir a acta, deixaram de a subscrever.
Moveodo-se a discusso sobre o modo da or-
ganisago de urna sociedade auxiliar do partido
opinou-se que fossem eleitos 3 directores e 2
consultores, cujo cargo seria incumbida la re-
daccao de estatutos.
Aceita a moco com entbusiasmo, foram
eleitos :
Directores.
Viieonde de Camaragibc.
Viscoodeda Boa-Vista.
Bario de Vera-Cruz.
Con.uores.
Conselheiro Dr. Pedro Aulran da Mala e Albu-
querque.
Commendador Antonio Joaquim de Mello.
Dr. Domingos de Souza Leo.
Teoeote-corooel Aotooio Carneiro Machado Rios.
C'jmmeodador Domiogos Affooso Nery Ferreira.
Teoeole-corooel Maooel Joaquim do Reg e Al-
buquerque.
Conego Venaocio Heoriques de Rezeode.
Dr. Cypriano Feneloo^Guedes \lcoforado.
Dr. Maooel do Nascimento Machado Portella.
Dr. Luiz de Carvalho Paes de Aodrade.
Empregado publico Manoel Coelho Cintra.
Coronel Aotooio Gomes Leal.
Commendador Rodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Coronel I'raDcisco Joaquim Pereira Lob*.
Tenente-coronel Maooel Aotooio dos Pasaos e
silva.
Commendador Bento Jos Feroandes Barros.
Dr. Viceote Pereira do Reg.
Padre Jos Leite Pita Orligueira.
Dr. Antonio Joaquim de Moraes e Silvs.
Capito Manoel Joaquim Ferreira Estevas.
0 Io secretario,
/" L. de Gusmao Lobo.
agosto de 1846, e avisos de 8 de Janeiro o 19 de
junho de 1849, e ordena legaes, chamado o iuiz
| do paz do novo quatrieonio, o qual 20 de Janei-
ro ultimo proceden, depois de todas as convoca-
Ses, determinadas pelo art. 60 da lei citada e
aviso de 19 de outubro de 1S48, urna eleicao le-
gitima.
11 Os eleitoros desta eleigo, sob a presidencia
interina do juiz de paz competente, compozeram
o collegio eleitoral, oo qual nao comparectu para
dar seu voto em separado nenhum eleitor Oa ou-
ua eleicao, que se dizclandestioae irregularmente
lena em urna casa particular, sem actas lavra-
das pelo esenvo de pez, como mandam os arts.
lo Mi da le de 19 de agosto de 1816, e 16 do
aecreto o. 181S ; e.oem coastou que outro colle-
gio eleitoral se formasse o'aquelle lugar. Ago-
ra, porm, apparece outra eleicao primara, e ou-
tro collegio eleitoral, ludo resultado de processos
claudeslmos 1
Em vlrtode do exposto, reclama Analmente o
abaixo assignado, pira que seja desprezada a vo-
tacao desse collegio, e tomados os votos da elei-
cao legal.
Para prova de todo o allegado, offerece o abai-
xo assignado os documentos juntos, pelos quaes
Salo juila "m"" h*biliUda a proterir unia de"
Neaies termos pede deferimentoE R. M
Caruar 1 de margo de 1861.J9enfo Jos Al-
Be l 0hvelra- eleitor da freguezia de S,
| Foi tomada como parecer de juslica. Paco da
Sauar*ii,B.nidgd d* Caruaru- 1 do marco de
ISbl.Mello e Silva, presidente.Leite d'Azeve-
do, valle.Pinheiro CtsarSantos.
Publicagoes a pedido.
Atlencaa.
Correspondencias.
Eleifao do quarto distrieto.
Srs. redactores. Encarregaodo-se inimigos
meus de alterar e desvirtuar a representarlo que "
submelti i cmara municipal de Caruar, por .
occasio da apurado da elei$o de deputados do
quarto districto oleitoral da provincia ; venho
rogar-lhes a publicaQoda mesma representago,
para que fique bem patente, quen'ella nSo abu-
sei da faculdade que me confere a lei, como elei-
tor do mesmo districto.
E a prova de que eu s quera pedir aquella
cmara urna deciso legal e justa, est em ter
oraittido osdefeitos dis eleicoes primarias e se-
cundarias de Caruar, visto como, em virtude
do art. 87 da lei de 19 da agosto de 1846, nao
poda a mesma cmara proferir juizo sobre ellas,
por nao terem duplcalas.
E' fra de duvida que a eleicao desse collegio
toda perdida, pelas oullidades que coniem e
constam :
1. Do facto de haver a mesa parochial da fre-
guezia da cidade sido formada com o numero de
21 eleitores, quaodo apenas deu ella 17 eleito-
res em 1856.
O augmeoto calculado que fizeram oa lista dos
eleitores, passando-se 4 supplentes para aquella
turma,deu lugar qoe a mesma mesa flcsssecon:-
posta de modo difireme do que devra ser, o
que coostitue vicio essencial em lodo o processo
da eleicao. T
2. Pea> facto de haver se reunido aARafrio
oleitoral com 6 eleitoreajde mais, sendo 4 4o Ca-
ruar, e 2 de Rapozar. Os votos desses A*Jb*I-
tores, por nao haverem sido tomados em separa-
dos, como determina o-ort. 30 do decretan. 1083,
o recommendon o officip da presidencia da 16 d
Janeiro uUimo,*prejudcoo completa monte a elei-
cao do mesmo ollegio, a qual nao pode t*T affei-
to legal desdo ajue fuoccieaou com maior oarmero
do que o prefib oa lei.
D'aqui se conclue, que se eu preteudesae indu-
zir a cmara de Caruar proceder setos ille-
gaes, lhe tea certamente pedido a oao coatagam
dos rotos de um collegio maoifestameote salto
Recife, 3 de marco de 1861.
Bento Jost lvet d Oliseira.
Illms. Srs. presidente- e vereadores da eammrm
municipal di Caruar. O abawo assignado,
eleitor do quarto districto eloilorat da provincia,
vem, em virtud* da 9." do art. 1. da lei de
18 do agosto d* 1888, peraotojaa* cmara, apre-
Pela ultima vez o abaixo assignado responde
ao ultimo aoouocio do Sr. Viclorioo Teixeira
Leite, que S. S. nao pode dexar de confessar que
| 6 ao abaixo assignado a quem deve e nao a quem
; pago* islo se prova pela sua propria conflsso, e
para so acabar de desengaoar, e o publico conho-
rta de que lado est a razo, o abaixo assigoado
?*2Sf? lheor coociliaco que em Janeiro
de 1848 fez com o seu devedor, e a quem o mes-
?a.nS Leile "e di6no Pagar em dezambro de
1819 /"segundo o que S. S. transcreveu'Hm um
de seus annuncios) deixaodo ficar os documentos
em mao do verdadeiro credor de S. S., queinge-
nutdade.... Renova-se porlanto o pedido ao
lllra. Sr. Dr. chef* de polica, afim do mesmo
i !>r. Leite oao se retirar, sem quo sedesembaras-
| se de seus negocioejeom o abaixo assigoado.
*, peraotaasaacmara, aore- o mtffig^ quaado podar: Ocioseada ouTSto
sentar instas raclaoacoea aooto-etacaade al- peto proenrado d^gaaaVUcaouM^^ua S
guaxa* fratuoalM do mean disariclo em que se, va eooflssao imm^?^K*tel
.-n^'f^rf o -. .--- phc*d# nM HoBT* na freloont do Bonito aa afeita* fei- presente termo* ajaiguou s* oo
Jos Dias da Silva.
Recife, 4 de abiil de 1811. '
Antonio Leite de l'inho, escrivo juramentado
do juizo de paz do primeire districto da fregue-
zia do Recife, em viriude da lei, ect.
Certifico ser o theor da petlco, despacho
certido e termo de conciliacio procedida eotr
partes, aulor Jos Dias da Silva, e reo Joaqoim
da SHva Mourlo, da forma e maneira seguinte
Diz Jos Dias daSiiva, proprietario oesta cidade
do Recife, que Joaquim da Silva Meurao lhe
devedor da quaotia de sesseolae um conloa du-
zentos o violo e quatro mil ceoto e treze ris
constantes de ttulos e documentos legtimos que
tem, por isso quer chamar cenciliaco o sup-
plicado para aue amigavelaente se concilie a
respeito do pagamento : reqner a V. S. assim o
mande, dando o escrivo carlido do resultado.
Pede iV.S, Illo. Sr. juiz de paz asstm o mande
e receber raercProcurador, Antonio ioto de
Barros.
Cite-se. Recife, 28 de jaoeiro de 1848.
Borgcs.
Certifico que ootiflquei ao supplicado Joa-
quim da Silva MourSo, para todo o contedo des-
la pelicao e despacho aupra, e cou entendido.
1. districlo do Recife. 28 de Janeiro de 1848 Em
f de verdade.0 official da juslica, Albino Jos
Bandeira.
Termo *da conciliaco.Aos 29 dias dontez
de lanciro da 1848, oesta cidade do Recife, em
publica ^udieheia que s partes.dava o iuiz de
paz dol districto, Ignacio Antonio Burgas, em
casa (Trsua residencia, onde eu escrivo jura-
IBntado de seu eargo eslava, ahi compareceu o
Spphcante Jos Dia* da Silva, representado por
sou procurador Antonio Pinto de Barros, para
urna conciliar;ao com o supplicado Joaquim da
Silva Mourao, sobre o contedo da petioe retro,
* estando presento o mesmo sopplicedo, diese'
quevi8ta do* ttulos, assentos, contase sa-
lareos existentes o apreseolados, reconheca
obrigagao coofessa o* debito pedida epata seu
pagaaftpm* ifie os bens que apresentoii aos
credore, os quaes recooheceram os debitoa, teo-
do todos a livrot e docrae*ta em sen podar ;
* ,eSt|n* ch*uon' ditolef qoe p***ia
, Eeu Antonio Leite de Ploho, escrivio ju-
ramfntodOascrevii-_Boz^a|.^-JlmioBjb Pinto de
,Barr2"-r^oa*nim A Silvaslburaa.
Nadama*aoeniinhas*eBdtte:petltio, despa-
cho, certtdir/a-lermo de caactliatao, que eu es-
crivioi lise assigoado bem e fielmente extrahi
por certido do proprio original que fica em car-
tono, ao qual me reparto, e ral oa verdade sem
9Ff*. El asalgnei-Em f de aefdadst.
Antonio Leite de Ploho.Borges.
* E msiase nao coolioha em dito documento,
?ae eaAt,8*U*> Wxaassigoado bem aftotoeo-
te ilz copiar de original que me foi presenta pelo
reconhecer verdadeiro, ao qual me reporta, tor-
net a entregar a quem m'o apreseotou conferido
e concertado, subscripto e assignado no-ta cidade
do Recife aos 18 de agosto de 1849. Subscrevi e
asaigoel. Em testemunho do verdade. O ta-
belliao publico, Francisco de Salles da Costa Mon-
teiro.
Est conforme com o documeato apreseota-
do em publica forma, que o recoobeso verdadeiro
para emito de reduzir o seu theor i publica for-
ma, que o prosele que est sem cousa que
uoviaa raco, ao qual me reporto ae poder do apre-
senianie, a quem com o prosete eotreeuei con-
Zli. a coo,c7*do. subscripto e assignado na
forma do estylo. Recife 22 de agosto de 1860.
Subscrevo e asslgoo em publico e raso de que uso.
-Em teatemuoho de vrdada. O labellio pu-
blico, Joao Baptista de S.
(Estara sellado)
A' morie de B. Emilia*Laavinere,
sua ramilla, e com especial dude
a meus tios Antonio Francisco da
wta Pernambueo e Senhorinba
Cavalcanti de Albuquerque Per-
nambueo.
Exhaurio-se a ampulhta da seus dias,
E a fronte macilenta de agona*
No seu ultima leito adermeco.
Como estrella brilhante em noite escura,
Ella fui-se abysmar oa sepultura
Em quanto que sua alma a lava o co.
Quanto sol, quaota luz, doce calma,
Kaiiavam-lhe de vida e gozo a alma
Nessa quadra feliz de seu viver I
A procella no co braaava erguida,
E a florziuha no valle embevecida
Nao present o seu aaimurchecar.
Atacou-a de cbofre o golpe agudo,
A palpqbra descids, e o labio mudo ;
Nlla a morte semelha-se ao dormir.
Nina urna ad lembranca pesarosa
Lh* foi oessa hora rpida, custosa,
As descoradas faces eonlrsbir.
Basta, basta de lagrimas, o pranto
Chorado do eadarer sobre o maoto
Nao oo faz mais tranquillo adormecer.
Orae I do labio a prece fervorosa
E' para o que morreu mais preciosa
Que a lagrima na palpcbra a tremer.
Sin, orae pela morta. A sepultura
E| a concha onde a alma se depura
l"ra lavautar-se aos bracos do Seuaor.
as aguas sanias o lustraos do enterro
Purificamos a oossa alma do erro
De urna vida sem lucro, e vao fulgor.
Urna lagrima s nao vale a vida I
Deizai-a oo aepakhro adormecida
Das fadigas da vida desetocar.
Se fri o leito em que o cadver dorme,
Ha calor, existencia e brilho enorme
Nesse mundo o qae as alnas vio morar.
Transpoz cedo os umbraes do cemiterio.
Morrer, morrer tao mog, um nysterio
Qe do sepulchro o anjo l sement I
Qaem podo ver no livro do Infinito
0 que en leltras de fogo deixa'escripto
Do Creador a dextra omnipotente ?1
Exhaurio-se a ampuliila de seus dias
E a fronte macilenta de agoaias
Repouzou no seu ultimo dormir.
Curvai-ros nessa humilde sepultura,
E orae pela morta, a alma procura
as oracoea do vivo se remir 1
E tu, cadver, dorme oo sigillo
De leu leito de pedras, tranquillo
O soraoo que teus olhos fecha agora.
Em quanto que eu unido aos que te choram
Pur entro os ais com que elles te deploram,
Chora a miaha alma, a minha lvra chora.
26 de mare.0 do 1861.
Victoriano Palhares.
Alfandega,
Hendimento do da 1 a 4 < ,
dem do dia 5 .... .
61:588*404
15:8045564
77:392$968
31o vintn tu da alfondega.
Volumes entrados eom fazeodas.. 196
* com gneros..
Volumes saludas com fazeodas..
com ^eneros..
324
47
234
520
281
Descarragam hoje 6 de abril
Brigue frsncezParahibafazendas.
Barca francezaFraDklinmercadorias.
Brigue inglezOdemfazendas.
Brigue ioglezReindiorbacalho,
Brixuo suecoSalamandrafarinha de trigo.
Brigue portuguezRelmpagomercadorias.
Importac&o.
Brigue nacional Mana Therozas, rindo do Rio
de Jabeiro, consignado a Manoel Goncalves da
Slva.jnanifestou o seguinte :
11874 arrobas de carne de charquo, 65 couros
seceos, 137 seceos caf, 100 caixas sabo.
Brigue ioglez Tairy. viodo de Terra Nova,
coosignado a James Cablree & C, manifestou o
seguinte :
2450 barricas bacalbo, aos meamos.
Talacho inglez Elizabeth, viudo de New port,
consignado a Scott Wilson 4 C, manifestou o se-
guinte :
225 toneladas carvao de pedra, aos mesmos.
Exportacao,
Dia 4.
Barca americana Villa Branca, para o canal
carrega James Ryder & C. 2370 saceos com 11:850
arrobas de assucar.
Brigue ioglez Minatillon, pira Liverpool car-
regam Johuston Pater & C. 900 saceos com 4500
arrobas de assucar.
Sumaca hespanhola Guadalupe, para Ro da
Prata. carregam Amorm Irmaos & G. 25 barri-
cas, 130 saceos 3952 arrobas e 29 libras assucar
branco.
Beccbedoria de rendas Internas
geraes de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a 4 4:3693967
dem do dia 5 1:022;658
Consulado p>
Reodimeoto do dia 1 a .
dem do dia 5 .
rervlneial.
5:3929625
7:2603671
2:8359261
10:095*932
Moyimento to porto.
o

1 I
| florai
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Itmatphtra.
ireccao.
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Centgrado.
HygroneUm,
o o o Csnrna hyttro-metrica.
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m ?oie unD,,,i com Igons sguacsiros, rento
ESE fresco e assim anaoheceu.
osatAC/itr na mare'.
Preamar aH ,. *M d rnaobaa, aijara 5,6 p.
Baixamar aa O h. eff da tarde, aUura 2. p.
Observatorio- do arsenal de marinha, 5 de
abril da 1841.
Remiro Steppi,e,
tf Uaaattjt
m ... *W< tahidbi no dia 5.
CanalBscwra ingleza Aun Wiltn, evfito G. I.
J*r, carga aasocar.
d o JaneWaBrea americana Fame, eapitid
F' Kennedy, carga farioha de trigo.
Porioedo sulVapor nacional Persinunoa, eon-
maodaole Mour.
Nao bou veram entrada*.
v Obeeavateao.
rundearam no lamaro srma galera americana
e um btiga* ioglez, mas- nio Uveram communi-
cac,ao com torra.
Editaes.
Em virtude de ordem da theseerara de fa-
zenda, e em execuco do art. 577 do regulamen-
to de 19 d* satambro ultimo, o Sr. inspector desta
airandega manda publicar, para que tenha os de-
viaoa effeitos, a relacao abaixo transcripta dos in-
aivlduos que a mesma thesoureria escolheu para
servirom o* pontos naaquealoe* que se referen
g*W| 569o570 5 do sobredilo regu-
Alfandega de Pernambueo, 4 de abril de 1861.
6 escripturario. Godofrado Heoriques de
Miranda. '
Relago dos peritos que podem julgar na elfande-
ga desta provincia as questes previstas pelos
ris. 559 2. 566 e 570 5 do respectivo regu-
lamento.
Jos Antonio Bastos.
Francisco Ferreira Borges.
Antonio Marques de Amorim.
Antonio Valenlim da Silva Barroca.
Caetano Ciraco da Costa Moreira.
Jos Jwooymo Mooteiro.
Joa Joo ue Amorim.
Jos Pereira da Cunha.
Jos Teixeira Bastos.
Manoel Alves Guerra.
Maooel Ignacio de Oliveira.
Manoel Joaquim Seve.
Maooel G*uc.alves da Silva.
Thomaz de Aquioo Fooceca.
Thomaz de baria;.
Rodolpho Krunckemberg.
Samuel Power Johosloo.
James Ryder.
Heorique Gibsoo.
Eduardo Forln.
Felippo H. Necdkwer.
Joo Lelley.
Henrique Forster Hitch.
Joao Matheus.
Nicolao flastry.
H. H. Swifl.
Jlo Anglada Hijo.
Flix Souvage.
G. Tisset.
Francisco Fuwerkerd.
Emilio Bidoulac.
Antonio Luiz dos Santos.
Jos dos Santos Neves.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Bernardino Jos Monteiro.
David William Bovmaa.
Chrislovo Slarr.
Aotooio Botelho Pinto de Mesquita.
Jos Francisco Carneiro.
Miguel Archaojo de Figueiredo.
Vlceute de Paula Oliveira Villas-Boa9.
Jos Moreira da Silva.
Maooel Cardozo Ayres.
Maooel Aotooio (ionralves.
Msnoel do Amparo Caj.
Antonio da Costa Rozal.
Luiz de Carvalho Paes de Aodrade.
Faustioo Jos dos Saolos.
Jacome Gerardo Mara Lumachi de Mello.
Francisco Sergio de Matlos.
Anselmo Jos Pinto de Souza.
Ricardo Pereira de Parias.
Florencio Domingues da Silva.
Manool Eugenio da Silva.
Aotooio Carlos de Pnho Borges.
Francisco de Paula Googalves da Silva.
Genuino Joa Tarares.
Pedro Alexaodrino de Barros Cavalcanli.
Manoel de Caldas Brrelo.
Manoel Coelho Ciolra.
Joo Alhaoasio Botelho.
Jos Ribeiro Guimares.
Conforme.O 3o escripturario. Godofredo Ilen-
ques de Miranda.
Secretaria do groverno de Per-
nambueo 3 de abril de 1861.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
declarar para conhecimento de quem possa inte-
ressarque por aviso do ministerio da fazeoda de
23 de margo ultimo foi proregado at o dia 31
de julho prximo futuro o prazo marcado para a
substituido sem descont das notas de 20* da
4a estampa, papel branco, devendo comecar do
Io de agosto deste anno, a correr os dez mezes
para o descont mensa! de 100,0 oa forma da lei.
O secretario do governo, .
Joo Rodrigues Chaves.
O Illm. Sr. inspecior da tbesouraria provin-
cial manda fazer publico que do dia 2 do corre-
te por diaote pagam-seros ordenados dos empre-
gados provnciaes, vencidos no mez de marco
prximo lindo.
Secretaria da thesouraria provincial de I*er-
uambuco 1. de abril de 18610 secretario,
A. Fereira d'Annunciaco.'
Directora geral da instrueco
publica.
Por esta repartico se fsz publico que o Illm.
Sr. Dr. Jos Soares de Azevedo, assumio as func-
coes de director geral interino, por haver tomado
assento na assembla legislativa provincial o
Illm. Sr. director geral effectivo Dr. Joaquim Pi-
res Machado Portella.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
eo, 1." de abril de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque,
Secretario interino.
O Illm. Sr. inspector da thesoursra provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedades pertencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao Gzerem, sero
os mesmos dbitos remedidos para juizo, am de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambueo, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Annunciaco.
. O- Illm. Sr. inspector da tbesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr.
presidente da proviocia de 21 do correole.maoda
fazer publico, que no dia 18 de abril prximo vin-
douro, perante a junta da fazenda da mefls the-
souraria se ha de arrematar a quem por menos
uzor a obra do calcameolo da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at a
praca do Collegio inclusive, pelo syslema de pa-
rallepipedos, avahad em 212:905$.
A arremataco ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de Janeiro de 1854 e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas, e com o Bas-
timento da quaotia de 22250$, offerecido pelo
Baro do Livramonto.
As pessoas que ao propozerem a esta arrema-
taco eomparecam na sala das sesses da- mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia com-
petentemente habilitadas.
E para constar ae mando* affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria d* thesouraria provincial de Pernam-
bueo 24 de margo de 1861.
0 secretario,
^ia.. A. f. d'AnrMwciacao.
Caanrato espacia as pana m irretnataco.
1.a A Obra leri priociutadn em dou* mezes a
Morar da data da arrauatacao ocooekoda ao
prazo de 10 meses.
2.* O arrematante ser-obrigade a atteoder as
obeervaesa eonceroeate* boa execuco da-otra
feita pelo engenheiro eacarregado da soa tacaii-
aaco.
3.* O pagamento aera dividido em quatro pres-
tacoea iguaes, correspondeedo caira- ana a un
qaarlo do valor 4*. obra constante do orcame****
sendo em dinheiro eu apocea da divida publica.
A,* Para-a* proceder ao pagamento seta a obra
avallada em bracas quadradaa, ficaodo o arn
Uoteaujeito pela proco do oreperonto L
men'0 da obra, se o goveruo assim o entenda
li>ir. JL?"6m,,!^e 8-er o^'* IHiir in-
uim25i* M-obl>PSMi coolidat na art. 34-da
regula as arrematac,oes. '
rt L ^ P?a ta d8T.e er de granito ou outra pedra
de miuto boa qualidade eigualmentadoaa
maii. r"81"4* 8er0"ndas sobro urna ea>
S,M dir*>nisa da cal e areia, posL achraT
terreno bem socado, e depois de aanwlmiffitt
rao pisadas oom um maca pesado. M*nuaa* "r
,...h 5"en"Une abrigado a boUr urna
ma Zi* "*"""* llqUda P" Cia dasm^
mas pedras, para lhe* encher oa intersticios
7i Dr.8tft 8liul ec")Dadt> dever iialuir
?aflra,oqnfvred.r.rs.,e,a predS '"" '^
Conforme.O secretario.
n ,n A* F. d'AnDunciacao.
.:.r ma'bT,- "oclor da tbesouraria provin-
cial, em cumprmeate da ordem do Exm. Sr ore-
r!n 6 Kr Pr0inc>* de 21 do correte, miada
fazer publico, que no di* 18 de abril ptomo vin-
dowo, perante a junta da fazeoda da mesma thjL
sourana se ha de arrematar a quem por meooa
zet a obra do calsameato-da aua do Imperador
a partir da por. do palacio da presidencia at a
prajs do Collegio inclusive, pelo syslema de Mac-
Adam. avahada em 86\542*' "a*^
A arremataro sor feita na forma d* lei oro-
viocial o. 34 ae 15 de Janeiro de 1854, e ao*
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se oropozerem a esta arrema-
taijao eomparecam na sala das sessdes da meen
junta no da cima declarado, pelo meio da com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presenta e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial, de Penam-
buco 24 de maroo de 1861. ^^
O secretario,
. A. F. d'Annunciaco.
Clausulas espeetaes para a arremataco.
1. A obra ser principiada em dous mezes a
contar da data da arremataco e concluida na
prazo de 10 mezes.
2.* O arrematante ser obrigado a albndor as
observacOes concernentes & boa execuco da obra
feita pelo engenheiro encarregado da sua scal-
nVCada
3.a O pagamento ser dividido em quatro pres-
ta^oes iguaes, correspondendo cada urna aura
quarto do valor di obra cooslanto do orcamento.
i* M" 8e Proceaer pagamento, ser a obra
avahada era bracea quadradas, ficando o arrema-
tante sujeito pelo preco do orgameoto ao aoda-
mesnraa ol>^a, ,e 8o,erno i o *alender-
5. O arrematante ser obrigado a seguir rea-
jrichmente ss obrigedes contdss no art. 36 da
le o. 236 e dos mais arliges da mesma lei. aua
regula as arrematacoes.
Conforme. O- secretario.
Antonio F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspecior da ibesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr
presidente da provincia, manda fazer publico qu
no da 11 do correnle, perante a junta da fazenda
da mesma thesouraria, vo praca para serem
arrematados quem mais der os movis abaixo
mencionados, que pertenceram ao extincto con-
selho administrativo do patrimonio dos ur, naos.
6 cadeiras de Jacaranda com assento de na-
Ihinha. '
1 dita dito de braco.
8 ditas de pinhe pintadas.
1 mesa grande de amarello com duas ga-
vetas.
1 sinele com a competente prensa.
1 cofre de madeira chapeado de ferro..
1 carteira de duas laces arruinada,
1 jarra de barro.
1 coco de folha
1 baca de barro.
11 laropees arruinados.
As pessoas que se propuzerem a esta arrema-
taco eomparecam na safa das sessdes da nesma
junta, no dia cima declarado, onde encontrar
os ditos objectos para serem examinados.
E para constar se mandou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria Oa thesouraria provincial do fazen-
da, 1. de abril de 1861.
O secretario
__________Aotonio Ferreira d'Annunciaco.
Dsdara$es.
Tribunal do commercio.
Pela secretara do tribunal do commercio da
provincia de Pernambueo se faz publico, que nes-
ta data ca registrado o contrato de sociedade
feito por Henrique Jos da Cunha, Manoel Jos6
Cunha Po.lo c Antonio Jos Cimbro Ouima-
oS6?' Porlu8ue2e3. domiciliados nesta cidade, en
8 de fevereiru do correata anno, alterando a so-
ciedade qoetinham soba firma de Jos Antonia
da Cuoha 4 Irmaos, substituindo-a pela da
Caoba Irmaos & C, da qual todos podem uzar ;
deveodo a sua sociedade durar por espaco de tre
annos, coolados do 1." de selembr* do anno a-
uo, cora o capital de 120:000300 forneciaos por
todos os socios em partes iguaes.
Secretaria do tribunal do commercio do Per-
oambuco 5 de abril de 1861.
Julio GuimaresOfficial-maior.
Capitana do porto.
O Sr. chefe de diviso, capito do porto manda
fazer publico para coohecimeoto de quem inte-
ressar possa, o regulamento abaixo transcripto.
Cipitania do porto de Pernambueo, 6 de abril
de 1801.No impedimento do secretario, J. Ne-
pomuceno AI vez Maciel.
ecrefo n. 2.756 de 27 de fevereiro de 1861.
Estabelece regras sobre a construyo e conser-
vagao de curraes de peixe, as costas, portea
e outras aguas navegaveis do imperio.
Sendo conveniente estabelecer regras sobre a
coostrueso e cooservaco de curraes de peixa
as costas, portos e outras aguas navegaveis do
imperio, hei por bem decretar o seguate :.
Art. 1.a As cmaras municipaes confinnaro a
conceder licencas, niiBca excedentes a dou an-
nos, para a conslrucco de novos curraes de pei-
xe e conservado, dos ji existentes, precedeodo
sempre declarscao das respectivas capitanas dos
portos, e as diligencias o exames proscriptos no
art. 13 do regulamento o. 417 de 19 de maio do
1846.
Art. 2. As capitanas recusaro essa decla-
rarlo :
1." Quaodo o levantamento ou coostrucc
dos curraes Ozos prejudicar navegacao de qual
quer especie.
2. Se os curraes houverem de ser construi-
dos ou conservados em lugares qua oa baixa-mar
nao Qcam em secco, ou com menos de tres pal-
mos d'agua.
3. Se os curraes houverem de ser construidos
ou conservados oos lugares onde possam causar
grande accumulacao de ara oa lodo.
4. Se ucarem em distancias- menor de cen
bracas uos do outros.
5." Se os curraes bouverem de ser construidos
ou cooservsdos em distancia meoor de Irezeotas
brabas das embocaduras das barras, bahas, rio
e outras aguas navegaveis. o fra das embocadu-
ras em distancia menor de mil bracas.
Art. 3." Neohum currsl ae podar levantar se
nao mediante as seguinte* eondices:.
1.a Os moures ou estacas sero de compr
ment tal, que as mais mais altas excedan
Iros palmos pelo meos & superficie das aguas.
2 Os ditos moures e estaca* nao sero fin-
cades mais de tres palios oa rea ou lodo, ou da
dous em fundo mais firme.
3.* A estacada ou eogra da meato, quaJquerquo
seja a sua forma e materia, teta os necessarioa
intersticios panr dar fcil saluda ao peixe anda
pequeo.
Art. 4." O* proprietarios oa usurarios dcscur-
raes eerao obligados a naan enslmente as
baixss de alguma das grandes mares, a ara oa
lodo que dentro em redor dos mesmos curraes
estiver accumulado ; bngado-os am trra Qrme,
ou n* lugar ue fr asignado pelas capfanias-
oa dacliraca* que proceder coneoasSo da ieen-
cadaartl."
A. 5 Pitsao meara* declarado *e determinara
com particular individuado o local em que o>
curral dever ser asseotado, e bem assim a sua
direccao* limites.
Ari. 6," Nos banhados e alagadizos dos rio* a
agua* aaivegwret* permittide a conslrucco da
carraca Oxea *em dependencia do* exames, exi-
gidos bu: art. l.\ ana vez que fiquem oa distan-
cia de trinl* bracas pelo menea dea margeasv
aalvo aa postura* mo&krpaea, e pracedendo eam-
?*'^? ?capnalaa de portos, que po-
dero prohibir, so por. qnahiu.ee oiicdmitanci*





#
DIARIO DI FtMUSmXtt. i- SAB&A&O DE ABRIL D 18*1.
speeitl -orea prejudiciaes
navegacto
aos logradoWW
*-
stabelecimentos do marioha
publico*.
Art. 7. 81o permittidos os corraes moris
eaa qualquer parte das aguas navegareis, com-
taatoqae neo embaracen) anaregaco e deten-
do seu proprietatios ou usurarios remov-losde
tres em tres raezes pata outros lugares.
AvU S.' th currae* moris poderlo ser cons-
truidos de madeira, ferro, ou de outras materias
com wigradam-euto que offereca aahida ao pelxe
ainda pequeo. Serio fondeados por meio de
enceras ou pesos, e nunca por mouroes ou estacas
Arados no tondo.
Art. 9." Se algum curral rocvel agarrar oo
soffrer ateras que deixera no fundo qualquer
Tparle detle, proprietario ou usurario ser obrl-
gado a tetira-lo, extrahindo o material que esli-
ver sufcmergido.
Art. 10. Todo aquello que construir ou con*
servar curral flxo som quo tenhs obtido a licenga
de q-ae trata o art. 1. incorrer na mulla de 50> a
190(600, sendo alm diiso o curral demolido i
sua custa.
A lrcenca para a conservacao dos curraes j
existentes ser apresenlada dentro de tres mezes.
Art. 11. O qoe, lendo obtido licen;a, infringir
Iguma das dispoSicoes relativas aos curraes flxos
incorrer na multa de 10$ a SO, deveudo o cur-
ral ser demolido sua custa, se dentro de dous
mezes, nao satisflzer o preceito infringido.
Art. 12. A iofracco de qualquer das disposi-
sobre curraes movis ser punida com a multa de
4f a 129000.
Art. 13. No caso do art. 9." ser tambera ap-
prehendido o curral e arrematado era beneficio
dos cofres das multas, se dentro de 30 dias o in-
fractor nao procurar resgata-lo, pagando as des-
pezas de sua extracco.
Art. 14. Para os casos de iofracco das dispo-
signes do presente decreto, o processo ser o de-
terminado no regulamento n. 447 de 19 de maio
de 1846.
Francisco Xavier raes Brrelo, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
da marinba, o tenba assim entendido e faca exe-
cutar.
Palacio do Rio de Janeiro em 27 de fevereiro
de 1861, 40. da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M o imperador.Francisco
Xavier Paes Barrete
NOVO BANCO
DE
Pernambuco,
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notas
de su emissao de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente atino, em conformidade do aviso
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pra*o s po-
dera' ter lugar a substituido ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
vo de lOporcento por eada mez.
Recife 9 demarco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiroi Reg.
Yice Consulado de
Espaa.
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de Iss cartas de
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
dispona ; los emplazos nuevamente con 15 dias
de trminos para verimcar-los, advirliendos qoe
ademas del derechos del documentos, tendrn de
pagar 200 reales de velln de multa, con destinos
ala Sociedad Espinla de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza-
miento, los que no se hayan presentado no
sern considerados como Espaoles y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este Tice consulado
cuando lo necesiten.
Pernambuco, 20 de marzo de 1861__El vice
cnsul, Juan Anclada Eejo.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6' dividendo
de 12#500 por acoao.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno lindo, va i-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicSo das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joo de Barros.
Conseibo administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos
seguiutes :
Para o cor,po da guarnido da provincia da Para-
biba do Norte.
17 bandas de la.
293 grvalas de sola de lustre.
293 mantas de la.
263 bonets.
Para a botica do hospital militar ds guarnijo de
Pernambuco.
1 libra de extracto molle de alcacus.
8 oncas do iodo.
50 colches de la barriguda ou de flecha com
8 palmos de comprimento e 3 1/2 palmos de
largura.
50 travesseiros de dita com 3 1/2 palmos de
comprimento.
2 chaleiras de ferro para 20 pregas.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 10 do
correte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 3 de
abril de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Aexaiidre Augusto de Frias Villar,
Major vogal servindo de secretario.
Tendo a directora das obras militares de
proceder a construeco das lalrinas do quartel do
2." batalho de infantaria na fortaleza das Cinco
Ponas, as pessoas que se queiram propdr a es-
tas obras, podero comparecer na referida direc-
tora com suas propostas nos das 4, 5, e 6 das
10 horas em diante da manbs.
Directora das obras militares de Pernambuco
3 de abril de 1681.O escrpturaro,
Joo llonleiro de Aodrade Malvina.
Grande e extraordinario
Alia
Nos magestosos saldes
do caes de Apollo.
Sabbado, 6 de abril de 1861-
O proprietario deste estabelecimeoto nio se
tem poupado dspotas para abrilhantar este es-
tabelecimenje, tende feito acquisicao de nova mo-
bilia moderna para os meemos saldes e para sa-
tisfacer ao respeitavel publico, assim comooutros
objectos de grande adorno.
A banda de msica militar ejecutar riqulssi-
mas pecas, que multo satisfar ao respeitarel pu-
blico.
Ser cumplido o regulamento do Sr. Dr. chefe
de polica.
Entradas para homem 2J000, e para senhoras
gratis.
Avisos martimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho S. Salvador segu em poucos
dias, recebe escravos a frete: trata-se com os
consignatarios Marques, Barros 4 C, largo do
Gorpo Santo n. 6, segundo andar. m
Para a Babia.
A sumaca nacional tHortencia pretende se-
guir com muita brevidade. temparle do seo car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta,
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
alendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
m
LEILAO
DE
?
COMPAMHA PERNAMBUCANA
DE
IVavegaca costeira avapor
O*apor Persinunga, commandante Moura, se-
gu para osporlos do sul em 5 de abril s 5 ho-
ras da tarde. Recebe carga at o dia 4 ao meio
da. Passageiros e dinbeiro a frete at o dia da
sahida s 2 horas : escriptorio no Forte do Mal-
los n. 1.
Maranhao e Para,
tocando no Acarac, segu impretervelmente
no da 8 do correle o patacho Emulacio, ca-
pillo Antonio Gomes Pereira ; para a pouca car-
ga que lhe falta, trata-se com Horeira & Ferrei-
ra, ra da Madre de Dos n. 4, ou com o capito.
Urna taberna,
Sabbado 6 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juil do commercio a requerimenlo
de Prxedes de Silva Gusmo da taberna do pa-
teo do Terco n. 14 do Francisco de Oliveira J-
nior & C, no dia cima s 11 horas em ponto.
ItlUo.
Sabbado 6 do corrate ao cor-
rer do martello.
Os administradores da massa do fal-
lecido Manoel Antonio dos Passos Oli-
veira & C, querendo liquidar a loja- de
trastes do mesmo iario leilao por inter-
rencao do agente Camargo.. dos trastes
existentes na mesma loja os quaes con-
sislem em mobilias. cabides, commo-
das, cadeiras, ornas francezas, guarda-
loucas, aparadores, toucadores e duas
ricas colchas, as 11 horas em ponto
LILAO
DE
DE
COMPANHIA PERNAMBUCA1U
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, se-
gu para os portos do norte at a Granja no dia
6 de abril s 5 horas da tatde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros edinheiro a frete at o dia
da sabida s 2 horas: escriptorio no Forle do
Ma.tos o. 1.
Perfumaras.
Terca-feira 9 do corrente,
Costa Carvalho far lelao em seu armazem na
ra Nova n. 65, de vsrios objectos de perfuma-
ras como sejam frascos de baohas, sabonetes m-
glezes, franjas, tambem vender ontros muitos
objeclos que estarao prsenles no acto do leilao.
LEILO
TerQa-feira 9 do corrente.
Saunders Brothers & C. fario leilao por inler-
vencao do agente Pinto de 400 barris cora bala-
chinhas recentemente chegadas de Philadelphia
na barca americana Margaret, em lotes a von-
tade dos compradores, s 10 horas em ponto no
armazem do Sr. Annes, em frente da alfandega.
LEILAO
DE
Cear.
Segu com toda a brevidade o cnter nacional
Emma, capito Joo Antunes da Silveira ; pa-
ra a carga que lhe falta, trata-se com os consig-
natarios Horeira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 4.
THEATRO
DE

Santa Isabel.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
O vapor Iguarass. commandante Moreira,
sahira para os portos do norte at o Cear no
da 22 do corrente mez. Recebe carga at o dia
20 ao meio dia. Encommendas, passageiros e
dioheiro a frete al o dia da sahida as 2 horas :
escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Para o Aracaly
O biate Camaragibe: para carga e passageiros.
trata-se na ra do Vigario n. 5.
Rio de Janeiro,
o yeleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceicao pretende seguir com muita brevidade. s
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaes tem ezcellentes commodos : trata-se com
os seus consignatarios Azevedo & Meades, no seu
escriptorio ra da Cruz n. i.
O brigue porluguez Relmpago, vai se-
guir viagem para Lisboa em poucos dias por ter
toda adarga prompta : s recebe passageiros pa-
ra oflO,trata-se com o conaignatario Thomaz
d AquM Fonseca, na ra do Vigarie d. 19, pri-
andar, ou com o capito na nraca.
metro
Ass
Para o Ass vai sahir
praca.
com muita brevidade a
Darcsga Nova Esperanga, recebe carga a frete
commodo : a tratar na ra da Madre de Dos nu-
mero 2.
Leudes.
LEILAO
EMPREZAGERMANO.
Deia 49 ir boje scena o priaeiro espectcu-
lo, como a eJBpreza dewja va, por nao a puder
proaptificat convenientemente todo o aceoario,
seui competen te machio tsmo : -Oca, prtenlo,
transiendo naratia-r/eira 9 do corrente.
OBtinuara abertaa asraiiigaAtoru de camaro-
te* ede.eadeirmr.
Gneros de estiva.
Segonda-feira 8 do correte.
Antunes por mandado do Exm. Sr. Dr. jniz es-
pecial do commercio, far leilao a requerimenta
de Prente Vianna & C. e outros, dos gneros e
mais objectos arestados a Manoel Joaquim de
Oliveira &C., no referido dis s 11 horas em
ponto na ra do Cordoniz n. 14.
LEILAO
DE
Un grande sitio
NA
Estrada do Arraial.
Ter^a-feira 9 do corrente.
_ Antunes far leilao em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de um grande sitio no prin-
cipio da estrada do Arraial junto ao do Sr. Mar-
celino Jos Lopes.com ezcetlente casa de pedra
e cal conteado 8 quartos, 2 salas, um gabinete,
coslnha, estribarla, muito boas laranfeiras, sapo-
tizeiros, jaqueirss, coqueiros, urna grande baixa
de capim, um riacho no meio do sitio com ba-
nheiro, chaos proprios ; os pretendeates dirl-
iam-se ao referido sitio para examinaren), tenao
lugar o leilao no dia cima indicado s 11 horas
em ponto.-
Avisos diversos.
Pergunta-se
aos Srs, do CONSTITUCIONAL, e um
baile para ter alguma significado, co-
mo dernonstracao de sentimentos poli-
ticos ou de bom acolhimento, dado a
quem quer que seja, teria mais mere-
c ment se o fosse por urna so pessoa
ou com o concurso de muitas.
3 G O O ClAC O gpOQKHphtCA
Sociedade |^,
Edifica^oes e compra de
terrenos.
O abaixo assignado tendo distribuido bom nu-
mero de prospectos para a dita sociedade nesles
ltimos dous mezes, julga que as pessois que os
tem recebido tiveram tempo sufficiente de os lr,
e poder apreciar as vantagens diversas nelles ex-
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige ; portanto convida aa numerosas pessoas
que lhe disseram desejarem coadjuva-lo com suas
subscripcoes, levar a effeito e por em andamen-
to esta grande e benfica empreza. at remetie-
ren) os ttulos de sobscripgo da maneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acompa-
nha cada prospecto.
Devero dirigir-lhe debaixo de subscripto, ra
do Crespo n. 4 loja, do 1 de abril em diante.
Tendo-se apresentado muilos dooos de terre-
nos para, com o valor d'elles entrar na formaco
do capital da sociedade, torna-so necessario que
os socios que querem entrar com dioheiro na for-
maco do capital, mandem o mais breve posavel
seus ttulos de subscripsao na indicada forma,
fim de se poder fazoros devidos assentamentos.
Assim como j o dissemos no prospecto, nao
ha quem nao possa subscrever para to til em-
preza, vista da facilidade que ella d para rea-
lisar o pagamento das dez prestacoes, que forma-
rao o total das subscripcoes de cada socio. Basta
pagar dez mil ris todos os dous raezes para com-
pletar em vinle mezes urna subscripeo de com
mil ris.
Qualquer artista, carpna, pedreiro, ferrelro,
carroceiro, ou outro emprego, deixaodo de parte
um dia de servico por semana de 2)500, em 40
semanas completa o pagamento d'uma subscrip-
5aod 100*. e em 80 semanas urna subscripjo
de 200g. Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de previ-
aenefa que n'um caso da acdente ou de molestia
poder-lhes-ha ser d'um grande soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muita genio boa
louvar e gabar o projecto da empreza, mas que
era apresenlada em m occasiao, visto o mo es-
tado dos negocios em getal o a falta que se sent
de dioheiro na praca. Tudo isto verdade. mas
a crise actual ha de ter seu termo, o tudo ha de
tornar ao seu estado normal. O resultsdo das
irdnsaccoes desesperadas com juros del Ii2a3
por cento ao mer, ha de ser o reactivo que ha de
precipitar a volta do equilibrio geral.
No entretanto de interesse capital da socie-
dade por elle projeclada, que os que querem fa-
zer parte della e reconhecem as vantagons que a
mesma poder oflerecer, se apressem a subscre-
ver afirn de que, depois de fundada e em exerci-
co, possa aproveilar anda a occasiao de comprar
terrenos, madeiras. materiaea de toda especie,
mesmo casas, por precos muito abaixo dos valo-
res pagos em tempus de regular andamento do
negocio em geral; podendo comprar aos precoa
actuaos, desde j os socios ten a certeza de que
seus "pitaes podero dar grandes benicios so-
ciedade, se ella tiver predios promptos a vender
ou a alugar, logo que a crise houver passado. e
que tudo torne a seu estado normal.
Para apromptar ludo o que a empreza precisa
para se por om plena acgo e andamento sao pre-
cisos a a 12 mezes ; portanto ha urgencia era rea-
mar quanto antes os primeiros 250 cootos de ris
do seu capital.
As subscripcoes que o abaixo assignado pede
sao para formar urna sociedade que todos reco-
nhecem oflerecer grandes vantagens a seus socios
e ao patz; portanto ella nao precisa d'oulra re-
commendago alera deseas.
Se fosse urna subscripto em favor d'esle ou
a aquelle estabelecimeoto pi ou de caridade pu-
blica, o abaixo assignado recoohece que tanto
aqu como em qualquer outra parte do mundo,
muito Importa para o bom xito que as subscrip-
coes sejam pessoalmeole apresentadas pelas pes-
soas mais influentes, mais consideradas e mais
elevadas da localidade. N'este ultimo caso, o
amor proprio estimulado; tal que tencionava
subscrever 10$, -20$, 30, por lhe ser pedido por
urna commisso composla d'este, d'aquelle e
a aquelle outro grande da trra ou capitalista
subscreve logolOOS, 200;. 300. no caso do subs-
cripto para urna sociedade comrnercial ou in-
dustrial, o.caso mu differente s se subscreve
para esta, com toda a circumspecco, calma e re-
flexao, e sobretudo com a f de receber bons di-
videndos, s assim que o absixo assignado
espera ver realisar a sua grande empreza que pro-
mette trabalho certo e continuo a muitas cont-
as de pais de familia artistas, operarios, obrei-
ros e aprendizes de lodos os ramos de officinas,
que deitaro na circulaco comrnercial d'esla
praca muitas centenas de contos de ris no cor-
rer do anno, que a nao ser esta empreza dormi-
nam aferrolhados ou empregados era outros ne-
gocios, que nao altiogem as classes dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
oceunar diariamente. ,
E^ com a alavanca poderosa da unio e asso-
ciagao do pequeo ao grande capital que esta e
outras grandes emprezas de utilidade publica e
privada podero realisar-se nesta praca, sem ser
preciso o soccorro dos amostrados capitalistas
das outras praces do imperio, sem o qual nao se
realisana em 1852 ou o primeiro banco em Per-
nambuco. E' verdade que do 1853 para c tem
pparecido e lem feito algum progresso o espiri-
to d associagao, porra nicamente para transac-
goes bancanas e de descontos. Estas nao esten-
dem sua benfica influencia s classes mecnicas
e laboriosaa, como a estender a sociedade em
commandita para compra de terrenos e ediflea-
oes de casas, ele.
F. M. uprat.
rernwibuco, 30 de marco de 1861.
999
LO 11 Iti 4
A"ham-se a venda os bilhetes e meos
da quarta parte da qurta e primeira
da quinta lotera a beneficio da matriz,
de S. Pedro Martyr de Olinda, na the-
souraria das loteras ra do Quemado
numero 12, primeiro andar, e nai to-
jas commissionadas na praca da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. Santos Vieira,
ra Direita- n. 3 botica do Sr.
Cha gas, no Recife ra da Cadeia loja n.
45 dos Srs. Porto Irmfios. A rodas an-
darlo impretervelmente no dia 2* do
corrente e os premios serao pagos de-
pois d entreea das listas. O thesou-
reiro, Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Taberna da Boa F
DE
Jos de Jess Moreira C.
Ra
Familiar.
e
Domingo, 7 de corrente, s 10 horas da manh,
haver sesso ordinaria do conselho director.
Secretaria da Associaco Typographica
ambucana 4 de abril de 1861.
3. Cesar,
1. secretario.
Per-
DA
PROVINCIA.
Quinta parte da quinta e
primeira da sexta
do hospital Pedro II.
O abaixo assignado vendeu nos bilhetes rubri-
cados com a sua Arma as seguimos sortea :
Um meio bilhete.
Dous meios bilhetes.
Um meio bilhete.
Um meio bilhete.
Bilhete inteiro.
Meio bilhete.
Dous meios bilhetes.
O agente Hyppolito d Silva fara' lei-
lao de algns barris com presuntos por-
tuguezespara fechar contas, os quaes
serSo rendidos sera limite de prego al-
gum : terQa-feira 9 do corrente as 11
ras em ponto, no armazem do Sr.
I Aune em frente da alfandega.
Ns. 33S 5:060
1585 800
. 065 800
1391 200
- 7 200
2663 100
905 100S
e outros menores de 40, SO e 10'.
A sorte grande paga (inclusive os 12 "1 ae-
rees e S 7. provinciaes). ns loja da praca da In-
dependencia n. aonde se acha a venda os bi-
lhete e meios da;lotera de S. Pedro Martyr de
Olinda assim como as mais do costume. Mo-
lidos por
Santos Vieira.
Bilhete garantido 600O
Meio bilhete 3f000
Em porcoes de 50f para me :
Bilhete inleiro 55O0
Meio 2J760

I STAHL C. I
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.!
% Ra da Imperatriz numero \\ f
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.) 9
l\elratos em todos es- 2
S tylos e tamanlios. *
| Pintura ao natural em {
S oleo e aquarella. t g
2 Copias de daguerre- |
typo e outros arte-^J
faetos.
2 A.mbrotypos, 9
gPaisagens.
m
No dia I. do corrente indo um meninjb par-
do de idade de 12 annos aier algumas compras
nao voltou, e desconfia-se esteja occillto ou'se-
duzido com fins sioistros ; forro,'ch'a'm-Ve
Francisco de Alcntara,4e fllhb dffP'dro"de Mi-
cantara Nascimeoto, morador ao p do'iazrrn'^-
tro n. 37 ; o menino 6 acabocolado, careno
tirado, feices miudas, e rendido de una v
Iba : quem o encontrar, leve itcesa cima*
ser' recompensado. .
A pessoa qoe por engao houve troca de
chapeos na reuniao de quarta-eira na ra da Au-
rora, pode mandar distrocar na loja de eocader-
naco no pateo do Collegio.
Um cha economicfc.
O proprietario do caf da rea da-lSperalru n.
13, participa ao rf peiUvel publico-m*fi
deposito existe unTgrande sor ti man l
pSioi
obnga-M rSbfr enStamenda
baileVe ctgjnmon, e assim
olencia do respefUrel piMieo.
v
que
Eroprielar
andeijas1
pera pela
estreta do Rosario e das La*
rangeiras n. 18.
Os novos proprietaros desle estabelecimeoto
eslao resolvidos a vender tudo pelo menos preco
do que em outro qualquer estabelecimeoto e do
meihor que houver no mercado para adquerir
freguezia, e o que sempre continuaro para go-
zarem de bom crdito para com os senhores com-
pradores, como seja o servi-los o meihor possi-
vel, e muito mais barato do que em outro qual-
quer estabelecimenlo. os pregos sao os seguiotes-
S a Dgle" Perfei'an>enlo flor a 1, 800,'
b e 4801*., e em barril se far algum abali-
mento, dita franceza a 720 e 640 rs. da meihor
que ha, marmelada do meihor f-bricaote de Lis-
KT- ? Abr.eu- e ma's diversas fructas em la-
tas de differenles tamaohoa pelo preco de 120 rs
a libra, doce de casca degoiaba do mais superior
que ha a 1*500, 1J300 e 903 rs., queijos mu ?o
oovos chegados no ultimo paquete s 23200 e
mais bauo a l5u0. frascos do conservas a 800
rs., camuas com 4 libras de gos eleganlemen-
a um s* dos mai D0T0S 1ue "o merca-
do a 800 ra. a caiu, velas de carnsuba muito u-
pertor a 440, cha perola e hysson, e preto muito
superior pelos pregos de 2, 240 e 2500, em
imras se far algum abatimflnto. vinho do Porto
?2fara do.muito superior a 1800. 1600 e
iW, em porcao se far Igum abatimenlo, vi-
nho de pipa muito superior a 640, 560 e 480 rs..
rannha do reino a140rs., azeite doce muito fino
a 720 rs. a garrafa, tapioca a 160 rs., gomma
muito boa a 140 rs. alem disto tem tudo
mattj barato e bom, baoha de porco, toucinho a
d-U rs., amenas muito novas, bolachinhj de so-
tr^A0 x*25 a 't^50' champaoha, cerveja, vina-
gre de Lisboa, velas de espermacele, palitos de
denles, paios muito novos. linguica muito nova,
massas de todas as qualidades, o tudo mais que
se procura por menos do que em outra qualquer
Vende-se urna negra moca e muilo sadia
acostumada a lodo o servico de casa de familia :
na ra Nova de Santa Rita n. 65.
O Dr. Antonio Manoel de Medeiros (medico}
mora Da praca da Boa-Vistan. 15, quina. ond
otte. Procurado a qnalquer hora do Jia ou da
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E LITTER4RI0-
Hoje haver sessao deassembla geral afirn de
proceder-se a eleicSo dos membros quo este an-
no devem reger a esta sociedade.
deSabCrrutdae1861.InStUl0 P Litte,ario a0S 6
Joo B. de Siqueira Cavalcanti.
1. secertario interino.
U-se algum dinheiro a juros sob penhores
de ouro ; na ra Direita n. 74 se dir quem d.
-- Aluga-se urna das casas da Ilha do Retiro,
ao lado da ponte da Magdalena, com 2 salas, ga-
binete, 4 quartos e coziuha fra, com quintal era
aberto. o aluguel barato, e pode-se tratar com
o Sr. Luiz Manoel Rodrigues Valeoca, sobrado
junto ao gazomelro.
De ordem do Sr. provedor do Hospital Por-
luguez de Beneficencia convido aos senhores so-
cios a comparecerem no dia 7 do corrente mez.
lilas 7 i[2 horas da manha, atim de assistirem
a musa e acompanhar o SS. Viatico aos enfermos
do referido Hospital, segundo dispe o regula-
menlo. Recife 5 de abril de 186l.-Mendes Gui-
mares, |. secretario.
Recebem-se propostas para a edicaco de
um deposito d'agua que tem de ser construido
no sitio denominadoCajueiropertenceute ao
Hospital Porluguez de Beneficencia : na praca
do Corpo Sanio n. 15, aonde est patente a plan-
ta do referido deposito, e islo dentro do praso de
8 das. Recife5 de abril de 1861.Mondes Gui-
maraes, 1. secretario.
D. Auna Joaquina de Usus julga livre e de-
sembaracada sua parte do sobrado de dous an-
daresn. 25 da ra da Cadeia do Recife, e a paite
que lhe pertence de sua fallecida mana D. Joa-
quina Claudina Bello: porm se alguem se iul-
gar com direito s mesmas, reclame no praso do
presente 8 dias, e udos os quaes reclamacao
alguma ser atteodida. Recife 6 de abril de 1861
A mesa regedora da irmandade do SS. Sa-
cramento da freguezia de S. Jos do Recife, uo
podendo, por motivos justos, fazer a procisso do
as. Sacramento aos enfermos no dia que costu-
ras, tem resolvido faze-lo no dia domingo 14 do
corrente, s 8 horas da manja, com aquella
pompa que lhe for possivel, e por isso desde j
previne aos enfermos de sua freguezia senielhao-
te transferencia: assim como, roga a todos os
seus irmca para acompanharem esta solemne
procisso.
Paulino Ferreira da Costa e Joaquim Alves
Eslima, fazem sciente ao respeitavel publico e
cora especialidade ao corpo de commercio, que
no da 25 de margo prximo passado dissolveram
amigavelmeote a sociedade que tinham na taber-
na da ra da Conceigo da Boa-Vista, que gyrava
sob a razo social de Estima & Costa, cujo esta-
belecimeoto ficou dessa data em diante perten-
cendo nicamente ao socio Paulino Ferreira da
Costa, a cargo do qual ficou a liquidaso do acti-
vo e passivo da eilincta fitma, demonstrados no
respectivo balanjo : rogam, pois, aos credores da
dita firma o favor de apresentarem suas comas na
mesma taberna, no praso de 8 dias.
Faz-se saber ao corpo do commercio e a
lodos a quem possa ioteressar, que o onsulado
da repblica argentina se acha eslabelecido na
ra da Cruz u. 3, aonde todos que teohao pre-
lencoesse podero dirigir em lodosos dias uteis.
Joo Vieirar subdito porluguez, retira'-se
para o Rio de Janeiro.
Veedem-se 4 armarios unidos, com chaves
e portas seguras, que 3ervem para armaco de
alguma pequea loja de miudezas ; no pateo do
Carmo o. 9, primeiro andar.
Vende-se um terreno com tres frentes, na
ra da Concordia, o qual d para ediflearem-se 8
casas, e d-se em conta ; quem o pretender, di-
rua-se a ra da Praia, serrara n. 59.
g&fioel Adalberto.
^^lnfjuirias *"da ra' da
r.Aeia*ao S^ifeVn. 8, tem
para vepdcfry enfre Outras
^usas,s^seguiales',':
.Sortimento. de lotiza fidrada de diversas qua-
Iltf.de jarras finas e ordjparias. quarlinhas o
resinarjeiras de virios gostos e qualidades, bal-
des de jp"ceilas com lampa ou sem tampa,
proprlas para compras, condecas e cestos altoa
para guardar roupa, balaios finos e*" ordinarios
para costura, cestinhas para merlinas de escola,
^Ol^-a^jtJssaba, cabollo e p'lha,
Jbrtea,"ew^^^
lindo aorlime
nios brincaren. espanaSolta^gfcabello, gaiolas
de arara"e\_eKD^garrajlirrrSrtfrancas ede co-
e flnalmenre* otras muitas
Miaja A diz, ^e vender
Haver sesso ordinaria da assembla geral
domingo 7, s 4 horas da tarde, para a eleicao da
nova directora. "^
C. G. Barreto.
1." secretfrio.
Attenco.
Precisa-se alugar urna prets escrava que saiba
lavar e eogommar, paga-se bem ; na ra da Cruz
n. 2d, segundo andar, #
Adverte-e ao morador da roa da Roda que
castiga desapiedadamenre a um enino forr .
dando o maior dos escndalos aosvlsiahos, alem
da matinada que faz, que se continuar, ser pu-
blicado seu nome ; e ao Sr. inspector da ra se
lembra quecumprateu dever.
A padaria do leo do norte, na ra do Co-
tovello, anda precisa de um bom entendedor do
masseira.e que entregue pao com um preto
freguezias bem perlo da porta.
Antonio Martins do Gouveia retira-se para
Precisa-se de um raizeir de" idade de 12
" ?*"nn09'dan flsdora sua conducta ; na ra
Direita, taberna n. 25.
Alugam-se efectivaaiente pretos para o
servico de taberna ; na ra da Senzala Velba n:
3o, primeiro andar.
James Walkins e Seth Sponcer, Ingieres,
seguem para a Europa. 8 '
Vende-se um boi crioulo bastante gordo e
muito manso quem o pretender, dirija-se a tra-
vessa do arsenal de guerra, armazem de carne
secca n. 5.
Calcado francez
barato, a dinheiro vista, na
ra do Cabug n. 16.
meBra%^8SoVm p,rWl Mtado P"' ho"
MOOO* de dt 6 e bMerro d,s Nante* (Suzer) a
e 7/000 dB 1U8lfe COnl PellM P'ra homm a 6**
4*500* de CreS K"piado$ D,ra senhora a 3, 4 e
, *l!5iCO?eprelos 8"Piad0S Pa"> menina
a B, joO e 3.
Ditos de lustre e pellica para senhora a 4.
!in^?a,5es de lusUe para bomem a 3J, 3500 e
4^000.
Ditos de dito gaspiados para
4500 e 5$.
homem a 4(000,
3*500 S de d't0 gaspiados para menino a 3W0 o
Ditos de dito para dito a 2$ e 2500.
Ditos de bezerro pira dito a 2.
Attenco.
Vende-se o engenho Albuqoerque, sito na co-
marca de Nazarelh, moente e correle, em ponto
de se poder lucrar e com trras de maior oro-
duegao; distando da cidade de Goianna 5 leguas
por excellente estrada ; entrando na renda do
dito engenbo a safra fundada, 8 escravos mocos e
robustos, perfeitos officiaes de enchad, 12 bois
do carro e 25 annimaes de roda : quem preten-
der dirija-se ao dito engenbo a seu proprietario
Plinto Augusto Cavalcanti de Albuquerque e nesta
praca a Gouveia & Filho, ra da Cadeia do Re-
cite n. 3.
Vendem-se um mulato de 18 a 20 annos :
quem o pretender dirija-Be praga da Indepen-
CI9 D. l* 6 16.
E para acabar.
NA LOJA DO
Ra do Crespo n. 8.
Saias borladas de tres pannos a 2
Ditas ditas de quatro pannos muilo fi-
nas a 38 e 3500.
Gollinhas bordadas muito finas para
senhora a 1 cada urna.
Oulras muitas pechincbas por baralis-
simos precos que so se vendo.
- ^mam fit. tuulm Ulum VUIV UA. i>B^wwm
Arrenda-se um sitio em Sant'Anna ao en-
Irar da Casa-Forte : quem o pretender dirija-se
ra do Imperador n. 50.
fCllegio Bom Conselho.
As aulas de geometra e philosophia
eslo aberlas. O professor de ambas
o mesmo que ensinou durante as ferias.
*
Quera precisar de urna pessoa habilitada
para ensinar meninos fra da cidade, dirija-se i
travesss da ra dasCruzes n. 14, segundo andar,
dando conhecimento dess conduela.
Precisa-sede um perito cozinheiro. prefe-
rindo-se escravo : na ra Direita n. 12 (hotel Li-
vramento).
Exemplo a 400 ris.
No grande hotel Livramenlo haver do hoja
para amanha de meia noite por diante a delicio-
sa mo de vacca, feita pelo professor de co-
ziaoa.

rafas^fiias; na
ra Nova
F. Villela, retratista da augusta casa imperial,
em seu estabelecimenlo na ra do Cabug n. 18,
primeiro andar, entrada pelo pateo da matriz,
tem lindos alfinetes de.ouro de le para colloca-
rem-se retratos. No mesmo estabelecimenlo ti-
ram-se retratos por
Ambrotypo e por melainotypo
Sobre panno encerado, proprios para remette-
rem-se dentro de cartis.
Sobre malacachola ou talco, espocites para al-
finetes ou cassolelas. \*-
Retratos transparentes, offerecenda o mesmo
retrato duas vista,
urna em cores outra em preto e branco.
Retratos a 'oleo, de todos os Umanhos at o
ponto natural.
*
Remedio pro-
digioso!!!!
O verdadeiro especifico para a cura completa
das feridas antigs e recentes, ulceras, fistolas,
pisadoras, deslocagos, enchacos, tumores, ervsi-
pellaequasi todas as molestias da pello :-echaWs
venda no Bazar Pernambucano ds ra do Im-
perador e na praca da Independencia n. 22.
Preco dos frasco...... 2JO00
# de meio dito.... 1JO0O
de 1/4 de dito... 500
Carvalho, Nogueira 4
C, sacam qnalquer quantia
>bre Lisbp'a, Porto ellha de
S. MigueHf na ra do Vigario
n. 0; primeiro andar.
- Aluga-se^^ loja do lobnido da
ra da Iraperatriz n. 3.S* a tratar na
*esBaruan. 40.

X
**





N,
DIARIO
:*- SAB1ADO t DE ABRIL DI 1S61.
(*)
O EXTRACTO
COMPOfiTO DE
SALSA IPAlBBLIrfA B)& BU- TGDWNSEWS)
MELHOBADO E FABRICADO SOB ApiRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
cbiiteo e ^too celebre Je New Ywfc
Ifew-York,flfvemoa vendido durante maitos tn-
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e qnasi miraculoso effeto no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a inferrnidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quantidade do sangue n'oro, homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas ongas sahem do corceo nos bofes
e dalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de qcatbo minutos. Urna dis-
posi^ao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a deslribnir e fazer
circular esla gorbente de vida por todas as
partes da orgauisajao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonle de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, defiende
com velocid\de elctrica, a corrupcro as
mais remolas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dianie pelas
arterias, pelas veas, e petos vasos oapillarios,
at cada orgo e cada teagem se fa* completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circula jao evi Jen teme* te se fas um engenuo
podbboso de doence. Nao obstante pode tam-
bera obrar com Igual poder nacriacio de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou Icwal ou geral, e situada no sysiema nervoso
ou gianduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fant-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevttavel mente expedir da consti-
tuido.
O grande nianancial de doenca entao orno
d'aqui consta no fgido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobra He para purificar e renova-lo, possue al-
gn direito ao cuidado do publico.
O SANGUE .' O SANGUE o pon lo no qual
se ha myster fixar a atten$o.
O ORIGINAL E O GININO
AO PUBLICO.
Nos, os Asstgnanles, Droguista na cidade de
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera mo-lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob esta nome oi
apresentado ao publico.
BOYD & PAL, 40 Cortland Street.
WALTER R. TOWNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS & HAZA.RD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 OldLIip.
OSGOOD&JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.R. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
wy.
JACKSON.ROBINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABGOCt & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD,CLAl &Co, 4 FletcherStreet.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fnlton Street.
SCHIEFFELIN, RROTHER & Co, He*
106 John St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & Co, 80 Maiden La-
na.
RSHTON, CLARK & Co, 110 Broadwy,
lOAslor.
House, and 273 Broadwy, cor. ofCham-
irers Street.
PHILIP SCHIEFFEUN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Street.
RUST & HOGHTON, 83 John Street.
I.MIN0R& Co. 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreat.
JOSEPHE. TRIPPI, 128 Maiden Lana.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, COBLIES&CLAY, S18Pear
Streat.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
H ASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOSA ARVORE E SHAS FRU-
TAS ;
IGUALMENTE
Conheetmot um Medicamento nos siui Effeitoi
O extracto composto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO rOVO"
Adaia-se to maravillosamente a consluicio
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDEE' C U R R U P C O,
purifica;
ONDE E' PODRID O,
AL1HPA.
Esta medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washington), Brooklym, sob a inspecco directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidade jle New-York, cujacer-
tido e assignatura se a cha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande pnrlcador to sangue
CURANDO
A Hydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatomo,
As Chagas
A Debilibade geral
AS DOENCAS DE PELLE
AS BORROLHASNA CA-
BA,
As Tosses,
Os Catarrsos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se contido em garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte e melhor em
todo o respeito a algum ostro purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cor-
to espaco de tempo.
certidao do Dr. J. R. Chlilton,
red
O Herpes
A Hertsipela ,
A Adstricgaodo ven-
tee,
As Alporcas
OsEffeitos do azod-
GE,
Dispepsia,
As Ooencas,defiga-
do,
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend test assignatura o a
exterior de popel verde.
"No escriptorio do proprretario, 212 Broadwy, Tew York, eem Pernambuco naTua da Croa*. 21, escriptorio
tem na botica da ra Direite-n. 68 do Sr. Paranhos.
na apa
, 1. andar, lam-
CONSULTORIO
MEDICO PARTE! ROE OPERADOR.
3 IH A l>l<;i.OIA.i AS VIMM I \I>\03
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moseoso daconsuua a .. j:. r.i.-----1*. .. u^wtJUmA^m
horas. Contrata partidos para curar aanualmeMe, nao sopara acidade, como para o engenhos
u outras propiedades ruraes.
Os chamadosdevom ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha o em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da norte, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra o o numero da cesa.
Nos easos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecife;po-
dero remellar seus bilbeies botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja da
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na asa do annuncianieachar-se-ha constantemente os memoresaiedioa-
oentos homecpaihicos joora conhecidos e pelos precos seguinteu
Rotica de 12 tubos grandes. ........... 1 O 000
Dita de 34 dito......... .;........159000
Dita da 38 ditos................... 20*000
Dita de 48 ditos......... ^ ...... 25^000
Dita de60 ditos. ................- 30*000
Tubos avulsoscada um.........*....* 19000
Frascos de tinturas. .;:...........- 2J0OO
ManuaNe medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em poriuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia' etc.. etc. ...... 40*000
Medicina domesticado Dr. Heting, com diccionario. 109000
'Repertorio do Dr. Mello Moraes. ,.....i 6500
-- Na Iravessa da ra
das Cruies n. 3, primeiro andar, continua-se a
fingir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato dossre.
Macoel^pnacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa ePorto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
O aboixo assigaado roga as pessoas queHies
sao devedoras dos anoos de 1859 e 1860, tanto
os de conta de livrocomo os que passaram val-
les Aenham a bondade de irera ou mandaren) pa-
gar-seus dbitos sera falta, pois vista da neces-
sidade que tem o aboixo assignado de fazer pa-
grnoslos aos seus credoros, forcado a todo o
transe do marcar o prazo de 8 dias para realisa-
cao de laes dbitos, do contrario o abaixo assig-
nado passsr por dissabores que besa deseja evi-
tar.Nicolao Maohado IVeire.
O ir. .Joo de Duela da Silva Borges queira
dir'gir-ee ra do Imperador n, 21, segundo an-
>ar, para realisar o negocio que nao ignora.
Preeisa-se
fallar ao Illm. Sr. Dr. Anloeio Joaquim Ayres do
NascLiento, e como senoeaiba onde a sua
residencia, pede-se ao mesmoeeohor o obsequio
de a .annunciir, para ser procurado, ou de se
dirigir ra da Cruz o. 27, escritorio.
Claudio Dubeux propretario das lionas de
mnibus fazeciente a quem cootier e cora es-
pecialidade aos Srs. moradores da cidade de
Olinda que vai augmentar aquella linna com
mais um omnius, o qual sahir de Olinda para
o Recite nos dias uleise7 horas da maafea e
voltir as 3 da tarde, fleando ioalterareia as ho-
ras do oalro mnibus ja existente, as quaes ao :
do Recite para Olinda as 7 da manha e rolla as
8 1(2 Uaobem da manha, e de tarde parte da
fiecife as 4 1(2 e de Olinda volla s 6, excep-
tuando dest regulameoto os domingos e dias
santos cujas horas sero de Olinda para o Recife
as 7 da manha e da tarde, e do Recife para
Citada as 7 da maoba e 5 da larde.
Precisa-se alugarum sitio que tenha fruc-
leras, baixa paracapim; ni ra de Santa Rila
o. 27, segundo andar.
O agente de leudes Hyppolito da
Silva tem transferido o seu escriptorio
da ra do Imperador paca a ra da
Cadcia do Recife n. *9 primeiro andar.
Pianos.
Modanca de domicilio.
Joo Laumonnier traDsfcrio seu estabeleci-
mento da ra da Gadeia do Recife para a da Im-
peratriz b. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autoree da Europa. Encar-
regs-se de afinar e concettar os mesmos instru-
mentos.
* Www9 wt^w ujtuv cuv vnw no v*n mi ww ^'ai^ S?
|| M. 1. Leite, roga a seus deve- j&
i dores que se dignen: mandar pa-
S gar seus dbitos na sua loja da 8
m ra do^ueimado n. 10, enten- ||
Stendo-se paia esse fim com o seu *
procurador o Sr. Manoel Gomes 5;
Leal. H
' TOf !W cm afom rtm oSfw oSwSfBw ?*WdSw#*
Mudanea de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes deeta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimeoto de fazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazemquefoidos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualiddea para vender
em groaso e a retalho por precos muito baratos :
roa do Crespo, sobrado de 4 indarea n. 13, erua
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
da um andar o. 86.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precsa-se fallar ao Sr.
Ulisses Cokles Cavalcanti de Mello.
PrecUa-se alugar urna cosinheira Hvre ou
escrava : aa ra da Santa Cruz n. 62.
0 baebarel WITRl'VIO pode ser
procurado Da roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volla
para a Camboa do Carmo.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad a Saraul P-
/obitoo & C., roa da SeozalU Hoya 59.
Nova carlilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova dicao da carlilba ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequastas se
tem impresso, por quanlo abrange tudo quanto
continha a antiga carlilba do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oraQues que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropachar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testes mudareis,
e eclypses desde o correte anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annoe. A bondade do papel e ercellencia da
preferencia "asa* ffU6ofl4W>. 0..SS*!?."" u
mente na livraria ns.O e 8 da praca da indepen-
dencia.
J01AS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seos amigos freguezes e ao publico em
geral, que e acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prala, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vqnder mais ba-
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
obras, paseando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras -velhas, pa-
gando o o uro por mais do nue em outre parte.]
CASA
de comtnisso de escraves, pa-
teo do Paraiao n. 16, obra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o anlige escrip-
torio de commk-sao de escravos, que -se achava
esta bel ecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahida meima maoeira se contina a receber es-
cravos para seren vendidos por commissao, e
por conta de seus senhores ; cao se poupaodoes-
iorcos para que os mesmos sejam vendidos com
promptido, aflm de que seu senhores nao sof-
fram empates com a venda deiles. Neste mesmo
eatabelecimento haeempre para vender eaoravos
de ambos os sexos, bellos e mceos.
Altiga-se o primeiro andar eloja
do obrado de 4 andares no becco da
fioia : a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Freci-sa-ee de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um eecravo para o ser-
vico de coziohs : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da Urde.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pra-
tica de taberna e que d ador a sua conducta :
a tratar na padaria do pateo da Santa Cruz n. 6.
Licoes.
Lecioua-se primeiras letras, ltiro, francez e
injlez em casas particulares : na ra da matriz
da Boa-Vista n. 34.
Aluga-se um sobredicho com a frente para
atraz, com S salas; 2 quartoa, cozioha tora, quin-
tal e cacimba, na Iravessa da Bomba n. 8 ; a
tratar na taberna da ruadas Cruzes n. 22.
_ Aluga-se um grande sitio com boa casa de
vivenda, bastantes arvoredos de fruclo, boa baixa
para capim de invern a verlo, proporedes para
ler vaccas de leite, e com boa estribara, no lu-
gar de Casa Porte, sitio da Capella ; quem o pre-
tender, dirija-se a roa da Cadeia do Recife n.
48, loja de Leite & Irmao.
Precisa-se de urna ama para todo o servico
de pouca familia : na ra Imperial n. 49.
Um rapaz Brasileiro, que se acha desem-
pregade, so oflerece para fater algumas cobran-
zas, tanto na praga como nos arrabaldes; quem
doaeu presumo se qaizer utilisar, deixe carta
fechada com as iniciaes M. T. L. na rna Direila n.
16, para ser procurado tambem d| Mor a sos
conduela.
CONSULTORIO ESPECIAL H01EOPATHICO
DO DOtOR
SIB1K0 0.1. P1NH0.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
.*?!.uU!too* di"nte,s ***** 10 h0lM
ata meto da, cerca das seguiotes molestias :
1. lotesttai das mulfter*, molestias das crian-
cas, molutxas 4 ptlle, molestias dos olhos, tno-
esMs sipnilitica, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
"***** ESPECIAL HOMEOPATHICA.
Verdadeiros medicamentos homeopathicoa pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falhveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os mediesmentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia: todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras alo acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinno, medico brasileiro. Bste emblema posto
alente na lista dos medicamentos que se pe-
As carteiras que nao levarem esse impresso
m marcado, embora tenbam na tampa o no-
i do Dr. Sabino sao falsos.
-Aluga-se um grande armazem na ruada
Moeda n. 7, por preco razoavel: a tratar no ar-
mazem de cabos ao fado do Corpo Santo n. 23.
James Southwell, subdito britanoico, reti-
ra-se para fora do imperio.
Precisa-sede urna ama para casa de pe-
quena> familia ; na ra da Gloria, casa n. 93.
~~ a n- ,08 A,Tes Pioto 1ue se ""don da
ra da Caix d'Agua, queira annunciar onde
mora, ou dirija-se a esta typographia.
David Golin, subdito prussiaoo, relira-so
para lora da provincia.
Attenco.
Alugim-se carrocaspare carregsr trastes, ma-
teriaes e outros quaesquer objeclos por prego
commodo ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 4.
Permuta.
Permula-se urna magnifica casa terrea com
vastas acommodaroes para numerosa familia, s-
lidamente construida, com grande quintal plan-
lado, boa cacimba e banheiro, na ra do Moto-
colomb, na freguezia dos Afogados, que foi ou-
lr'ora do vigario Torrea, por outra casa em qual-
quer das quatro freguezias desta cidade : a tratar
com Ferreira & Martios, na travessi da Madre
de Dos ns 9 e 16.
Carrega-se toda a quantidade de entulho,
com tanto que seja nos bairros de S. Jos e San -
lo Antoaio ; na ra do Crespo n. 19 se diva.
COMPANBIA DA VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
LA untada.
At outro aviso a partida dos trens sera
lada pela tabella seguinte :
regu-
=
se
03
3
&
BS
a
u
o
es
<
5^58 I18$
i
2 o
J chegou b prompto al-
livio.
Bem como os oulros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway 4 C. de New-York, Arham-se
venda na ra da Imperalriz n 11. Tambem
chegaram ioslruccoes completas para se usarem
estes remedios contendo um ndice onde sa po-
de procurar a molestia que se deseja curar es
quaes se vendem a 1,000.
Perdeu-se desde a ra da Conceicao di Boa-
Vista at a ponte, um atlestado passado pelo
Illm. Sr. Dr. Sarment, e urna carta dirigida a
Thomaz Antonio de Gouveia, pede-se a quem o
achou o espeeial favor de annunciar sua morada
para ser procurado.
D-sa 1:500$000 a joros com hvpolbeca em
casa trrea : no pateo do Terco, taberna nume-
ro 19.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho;.
na rua-de Horlasn. 22, segundo andar, ou do
pateo do Terco n. 26.
ea
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as
Cd
a
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t-
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in ift o
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I 04 WtJ
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a oo o i m m o
= cc-^-ira I ^-n-*
2"*"*'*u0rsi
o

"Z. c i ira ira o
94CQU3
ooaoQDo>o30o>ooo
33
Dentista de Pars.
15Ra Nova15 8
Frederic Gautier.cirurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte a colbca
deotes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas en tendi-
l das lhereconhecem.
| Tem agua e pos dentifrieios etc.
iia&eie^fieeeKeeeflKciefiedisii
Um moco poriuguez, guarda-livr|s de urna,
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellas se offerece para (azer alguma esehpluracao
mercantil de qualquer estabelecimeoto, seja qual
fr o seu estado : quem necessitar deixai carta
fechada nesla typographia sob as ineciaes D.
W. D.
OTerece-se para ama de casa de
homem zolteiroou pouca familia, urna
mulher que sabe todo o necessai io de
portas a dentro : na ra do Ranjjel n.
58, loja.
Allencao.
i
a
o
a


u
S-2
. ")
a* -.2. = -g 1
15
lSira C K5
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por,'3$
Tira ratratos por 3#
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendorecebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinkas novas
Tondo recebido um ortimento decai-
xinhas novas
Tesado recebido um sortimento de cai-
lenuo ecobido um sortimento de co,
xinhas novas
Tendorecebidoum Mrtimento dtcai-
xinhas novas
No grande salaodarua do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande sal5o da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grandesalao daruado Imperador
A. W. Ueborn,o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos cbimioos, e um grande
numero de -objeclos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3^000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condiroes muito
razoaveis.
Os cavalheirose sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra evaminarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Manoel Jos do Nascimenlo Silva retira-se
para a Europa a tratar de sua saude, e deixa por
seus procuradores, em 1. lugar os Srs. Silva &
Santos, e 2. o Sr. Joaquim Francisco da Silva
Jnior, em 3." o Sr. Antonio Ramos. Tambem
Oca o Sr. .JoSo Antonio do Reg com procuracao
especial para cobrar de seus devedores, quer
nesla pra^a, quer fra della, tanto amigavel como
judicialmente.
Narciso Jos Netlo relira-se para a Europa,
" durante sua ausencia d6ixa por seus procura-
O
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fe
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D
S
mino o
12
0 abaixo assignado participa ao respeitavel cor-
po do commercio e quem mais possa interessar
que desde odia 1 de Janeiro do correnle anuo
admiltio por socio o Sr. Joao Francisco Manoel,
e do mesmo dia ficou a dita sociedade jyrando
debaixo da firma de Manoel & Companhia. 0
mesmo approvrita a occasio para avisar as pes-
soas que se julgam credor do dito queiram apre-
sentar s suas contas no prazo de 15 dias para ser
satlsfeilas. Recife, 1 de abril de 1861.
Manoel Ain.
James Spean tem contratado vender todas
as ferrameDtas pertencenles sua fabrica, na ra
do Rrum ; se alguem se julgar credor, dever so
apresentar no prazo de tres dias. Recife, 3 de
abril de 1861.
*- t~ t- t- t- 00 00
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33
o
1
ui
, O
o>
u: f- o > a. c- e= -t o
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
dores, em I.* lugar o seu socio Sr. Haoel An-
tonio Vieira, em 2." lugar o Sr. Marcelino Jos
Goncales da Fonte. em 3.* lugar o Sr. Caetano
Cyriaco da Costa Moreira.
Precisa-se alugar um escrava que saiba co-
ser, engommar e cozinhar, para casa de pequea
familia, ou mesmo alguma ama turra, ou algu-
ma portugueza que se preste a esles serviros ; na
ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
A pessoa que anouociou querer comprar
urna mobilia de Jacaranda, dirija-se a ra do
Crespo, loja o. 8.
Aranaga, Hijo & C. par-
ticipam a esta praca que tem
passado procuracao^ geral e
deixam encarregado de sua
casa commercial nesta praca
ao Sr. Miguel Valls.
. Um moco solteiro de amaneada
conducta deseja achar um commodo
em casa de urna familia honesta, pa-
gando bem : quem quizer annuncie
por esta folha.
D. Josepha Leopoldina de Mello Marinho,
mulher de Luiz Jos Rodrigues de Souza, an-
nuncia e pede que ninguem faga transaego al-
guma com letras e bens de qualquer natureza
pertencenles ao seu casal, quer seja directamen-
te com o aeu referido marido, quer com seus
procuradores, visto como laes bens e letras es-
to sendo embargadas 4 requerimenlo da annun-
cianle pela segunda vara municipil desta cidade,
eicrivo Baplista. Recife 2 de abril de 1861.
Joaqun Harlnho Cavalcaati d Albuquerque.
Procurador.
commissao de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesla nova casa de commissao de escravos, re-
cebem-se escravos por commissao para serem
vendidos por conta de seus senhores, afianzndo-
se a prompla venda, assim como o bom trata-
ra en to pira os mesmos, a fim deque os senhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com as
diligencias que da paite do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
qulzerem honrar com a sus confianza, no que es-
pertt merecer allencao tanto dos senhores que
Ih'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ler sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
idades.
4 quem convier. i
Um empregado publico bem conhecido, e que
offeraceas necessarias garantas, recebe em sua
casa 10 a 12estudantes de preparatorios sob sua
direccao, nio tendo seus pais ou correspondentes
o menor cuidado com elles para que entrem na
academia. Urna casa commoda, bom tratsmento,
a maior solicitude pela sua applicaco, para que
tenham bom resultado nos exames ; e finalmente
urna gratiicaco a mais mdica e razoavel : taes
sao as vantagens que encoulrarao. Podem-se in-
formar dos Illm?. Srs. Figueiros, Drs. Sabino, Ga-
briel S. R. da Cmara, Luiz F. S. Leo, Agostinho
E. Pina, e maior Jos Joaquim Antunes, ou na
ra do Bangel n. 73. onde se trata.
0 desembargador J. M. Figueira de Mello
vende pelo prego do custo em Londres, com o
frete e direitos pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criado, o qual anda nio foi
servido : quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Aflbnso de Mello, na
ra da Aurora n. 46.
Joaquim Luiz Vieira vai a Europa, deixan-
do por seus procuradores seu socio Antonio Ma-
noel Bastos, Jos Joaquim da Silva Gmese Joo
Francisco de Camino.
35Ra larga do Rosario35
Acha-se recenlemenle chegado esl.i cidade
Francisco Jorge da Silva Paranhos, dentista de
Lisboa (discipuio do celebre Desirabode) tem a
honra de offerecer aos llluslrados habitantes desta
cidade e seus suburbios os trabalhosconcernen-
tes a sua arte que executa coro a maior delica-
deza e perfeiQo, limpa os denles anda os que
se achara com o trtaro mais inveterado dando-
Ihes alvura primitiva sem Ibe alterar o esmalte,
extrahe anda os mais difficeis assim como os fis-
tulados ioda aquollcs desprezados por outros
sem o maior solTrmento ao paciente, chumba
com as massas mais acreditadas at hojt, colloca
os arliflciaes terrometallices, incorruptiveis e
diaphanos assim como aceita, e endireili os dis-
formes, separa os cariados dos saos afioi de evi-
* '"A'b fbflftT terat*,^ .
Arelino Leite Braga fazem scienle ao respeitavel
publico, e com especialidade ao corpo do com-
mercio, que nesla dala dissolveram amigavei-
menle^ sociedade que tinham no estabelecimeD-
to de molhado8 da ra de Santa Cruz, que gira-
va sob a razao social de Azevedo & Braga, cuja
firma fica exlincla, e a cargo de Antonio Fer-
nandes de Azevedo a liquidaco do activo e pas-
sivo da mesma firma, ao qual somonte fica per-
tencendo o estabelecimenlo desta data em diante
Recife, 30 de marco de 1861.
Aolonio Fernandes de Azevedo.
Antonio A velino Leite Braga.
Consultas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 al s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1. Molestias de olhos.
2." Molestias de coraclo e de peilo.
3. Molestias dos orgaos da gerarao e
do anus.
0 exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecaodo-se po-
rm por aquelles que soffre'rem dos
olhos.
Instrumentos chimicos,acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
tajes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obler certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de (ratamento que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem II
empregados gratuitamente, pela :er- *"
leza que tem de sua verdadeiraqualidide, E
promptido em seus effeitos, e a necessi- *?
dade do seu emprego urgente que se u:;ar m
deiles. *>
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos Ib
doentes toda e qualquer operacao que X
julgar conveniente para c restabeleci- *
|} prvido de urna completa collecco de ff
co instrumentos indispensavel ao medico S
fj operador. w
sgepseisfiR 9KS!5-eie?iese?*e$ieI
Joo Teixeira
de Janeiro.
de Carvalho vai para o Rio
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DB. CA.S&XOYA,
30Rna das Crazes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados madicamentoapre-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elemento dehomeopathia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Malheos Jos da Silva Ruvo relira-se para
Portugal, e julga nada dever nesta praca*.
Precisa-se de om pequeo de 13 a 14 an-
uos para caixeiro de taberna, que tenha alguma
pratica dj mesma ; na rua'Direita o, 73.
Companhia do Be-
beribe.
Nao se tendo reunido hoje numero
legal dos Srs. accionistas para ter lugar
a assembla geral, sao os mesmos Srs.
convidado* a se reunirem no da 9 do
correte ao meto dia no eteriptorio da
companhia, afim de deliberar em sobre
o procedimento que deve ter a compa-
nhia a respeito do disposto no art. 1
do decreto n. 2686 de 10 de notembro
de 1860, previne-ie aos mesmos Srs.
accinistas que nSo faltem, pois o prazo
marcado no referido regulamento esta'
a lindar ea companhia pode solL er em
seus direitos com est demora.
Escriptorio da companhia 2 de abril
de 1861.O secretario, Manoel Gentil
da Costa A!ves.
--------------------.-----_


VW^l.'
()
MiRIO DB f I&IUBBHCO. -~ SABBaDO M
DI 1881.
- Precisa-se de urna pessoa que entro com a
quantia de bOftfOOO piri una-negocio ji eaiahele-
cido em urna das me lhores paragena, cujo nego-
cio oTerece rantagen; quej pretender, dirija-
te a livraria ns. 6 e 8 da praga da Independen-
cia, em carta fachada, com ai niciaes A. J. B.,
indicando sua morada para sor procurado.
Preciaa-se de una ama para casa de pouea
familia ; na Iravessa do Livramento d. 18, se-
gundo andar.

Atten^o.
na
!
Pede-se a certa pessoa que mora
Patsagem o favor de ir 4 ra da Gloria,
a negocio que o mesroo nao ignora ; eerto
% de que se aisim o nao fizar ter o gosto
de ver oseu nene per extenso. m
As 41 [2
horas da madru-
gada !!
No grande hotel Livramenlo, enllocado no prin-
cipio da ra Direita n. 12, ha ver das 4 1|2 horas
da madrugada em diante o delicioso caf feito
per novainrengao.
Na ra dos Pires n. 33, deseja-se alugar
urna preta de boa conducta e de meia idade, que
aibaengommarecoziohar o ordiaario, para urna
pequea familia.
Quem precisar de urna sma para casa de
hornera solteiro; procure na camboa do Carmo,
sobrado n. 36, primeiro andar.
G ra tilica cao .
Desappareceu ha dias do caes do Ramos un
ranchao de amarello com 60 palmos ; a pessoa
que o apprehender recebera a competente grat-
ficaco. na ra do Apollo n. 8.
Os administradores da massa fallida de E.
H. Wyatt, convidam a todos os senhores credo-
es da mesma massa a apresentarem-lhe os sens
ttulos aOm de poderem cumprir o que dispoe
art. 859 do cdigo do commercio, devendo a en-
rega ter lugar no prazo de 8 dias, no escriptorio
de Rolh & Bidoulac.
sitio na Soledado ou
a tratar na ra de
Precisa-se alugar um
estrada de Joao de Barros :
S. Francisco n. 44.
Precisa-se alugar urna escrava para vender
na tua ; quem a tiver annuncie.
AlugVse por commodo prego a cocheira
da casa da ra do Hospicio n. 13, junto ao largo
do mesmo nome.
Jos Bernardino da Silva tai at os portos
do sul tratar de seus negocios.
Um homem solteiro precisa alugar um
quarto ou pequea sala, nicamente para dor-
mida, com tanto que seja independente, e que
se possi entrare sahir a qualquer hora sera in-
eommodar ninguem : a quem convier, annuncie
ou dirija-sc ao escriptorio de Claudio Dubeux,
que achara com quem tratar.
- O abaixo assignado, estabelecido cora co-
cheira de carros de alngael na ra do Sol n. 37,
faz ver ao respeitavel publico e aos seos fregue-
zes que por haver oulro de note Antonio Jos
Pereira, de hoja em vante se assigoarS por An-
tonio Jos Pereira Refinador; e por isso de hoje
em vante todas as suas transacuoes em todos os
seus negocios serao pela firma declarada.
Antonio Jos Ferreira Reflnador.
A SEMANA
1LL.USTRADA
J chegou at o n. 12
desle interessante jornal ra do Imperador n.
12, aonde se continua a receber assignaturas.
Pregos trimestre...... 69OOO
Semestre.............. 11S0OO
Anno................. I89OOO
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal {Ilustrado do Brasil, lem merecido
de lodos os jornaes da corle, sao a prova mais
cabal de seu merecimento
Diz o Diario do Rio de Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo casligat more3 contina a ser obser-
vado com verdadeiro chiste pula Semana Ilus-
trada que lomou aquella sentenca por maioris.
O n. 6 que acaba de publicar-'se traz bonitos
artigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applica^So eleitoral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de iioeiro de
1861 :
Publicase o n 6 da Semana Ilustrada ; cuja
boa escolha de aitigos facetos e de espirituosas
caricaturas vai tornando esse pequeo peridico
muilo bem aceito pelo publico..
__D1*l" rnrr.i^A, t- "' ""
Comegou a ser destriboido hoje o n. 6 da Se-
mana Ilustrada contendo os seguintes artigos ;
Escurso, Contjs do Rio de Janeiro,'Wagn,
Transparencias e a interessante novellaAs Faios
do Ouro de Paulo Feval.
Sanio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as toroam dignas de
suas irmas nos numeros antecedentes. Ha um
capitulo na vida fluminense, ou antes dou3 ca-
ptulosos theatros e as modasda aleada im-
mediata da Semana ilustrada, e que ella ainda
nao quiz dar a 1er a seus assignantes.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de fevereiro
de 1861 :
Nao me enganei qu3ndo em urna das minhas
pnmeiras chronicas. ao registrar o apparecimen-
to da Semana Ulluslrada, manifeslei a confian-
za que rae inspiraran] os seus redactores, e as
animadoras esperangas com que se recommenda-
va a nova publicecao.
A Semana lllus'irada vai seguindo exeellenle
caminho, dirigida pelo bom gosto, pelo atticis-
mo, pela muito louvavel riabilidade que a teca
feito o ha de faz-la escapar do mais perigosi
escolho que araeaga as publicages desse genero
a aTensa pessoal. '
Nao ha um s numero da Semana Ilustrada
que deixe de mostrar-se interessante por alu-
ma ou algumas caricaturas espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigam abu-
os que lodos esto sentindo, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem essriptos e bonitas poesas acom-
panham as caricaturas, e augmentara o valor e
fazem avullai o merecimento dessa publicacao
hebdomadaria.
Abundara all as carapugas, isso verdade ; e
ha carapugas que serveui a cuitas cabegas, que
o publico sua vontade escolhe e designa ; cor-
to porm que a Semana Ilustrada ainda nao
talhou manifesti e positivamente umascarapu-
ga. para algum individuo em particular, e tem
portanlo sabido respeitar todas as consideragoes.
Mas um peridico da ordera da Semana Ilus-
trad! eiige grandes despezas, e coovm porcon-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos concorrendo para elle com as suas as-
signaturas.
Consta-me que a Semana Ilustrada lem lido
am acolhimento muito favoravel; mas preciso
que nao esfrie este ardor, que importa o mes-
mo tempo um auxilio material e um auxilio roo-
ral, poique por um lado coacorre muilo para li-
bertar os redactores do peridico de repetidos
sacrificios pecuniarios, e por outro os anima a
proseguir nesse trabalho com a certeza de v-lo
apreciado e applaudido.
Compras.
Compram-ae eseravos do sexo masculino de
12 a 20 anoos, cabras ou negros na ra da Impe-
ralrir. n. 12 loja. r^
Coropram-se notas de 1$ e 59 velhas, com
mdico descont : na praca da Independencia
numero 22.
Compram-se Diarios velhos para embrulho:
na ra Nova n. 5.
Compram-se moedas de ouro de 20$ ; na
ra da Cruz, armazem n. 33.
Compram-se dous macacos, sendo do Para;
piga-se bem a quem o levar em Santo Amaro!
em frente da fundiglo.
Compram-se es-
eravos
de ambos os sexos e de toda idado, tanto para
esportar para fra da provincia cono para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Satinas Pe-
reira la Costa, ra Diretta-b. 66.'
Vendas.
Para ratos.
Acaba da chegar de Londres orna nreaaragao
chimice para distruico de ratos, baratas e outros
insectos que tanto iacommodam: vande-se em
potes vidrado per mdico prefpv nos armazens
de- Ferroira Martte, traveseo 4 Mot* de
Dos ns. 9 1,
SaldoAss
A tratar com Moreira & Ferreira, ra da Ma-
dre de Dos n. 4.
Veode-se urna loja de fazendaa em Goiannajno
becco doPavao, para pagamento de credores com
o pequeo fundo de 55005 sendo 3:2009 em a -
zendas 6 2-3003 em dividas cobra veis, cojo estai
belecimento proprio para qualquer que queia-
comegar sua vida commercial, d-se abatimento
suficiente na importancia do balango : a tratar
na ra da Cadeia do Recife n. 22, com Joao Pe-
reira Moutinho & C.
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Pr sem duvida que o Sr.ex-ministro da fazenda
eslava despeilado com os delicadosps dasnossas
amaveis patricias 1 Prova-o bastante o augmento
de 160 i0 nos direilos que pagam as bolinas do
seahora em relago s de homem que apenas ti-
veram o de 25 [0I S.Exc.deseiava que ellas tro-
cassem urna bem feita bolina joff.por algum ch-
nelo mal amanhado, encosturadode pdpa pros,
aflm de obstar a que ostentassem comjgarboo mi-
moso pe da bella pernambucaoa, que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. teve
de encontrar urna opposlgo Arme e enrgica no
proprelario do estabelecimeoto da ra Direita n.
45, que nao quiz vender as suas bolinas a 79000
como S.Exc. pretenden, e sim pelos precos se-
guintes :
Borzeguins para seahora.
Far^o de Lisboa-
Vende Jos Luii de Privis Azevedo, em seu
armazem na irarsasa dai Madre de Dos n. 5.
SL leiogios
Suissos.
Em casada SchafleltUn & C,ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
caronometroa, meioaehronomelrosde o uro|p ra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricaBtes da Suissa, que se
vanderopor presos razoaveis
Sabo.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabo de sua fabrica denominada
Recifeno armazem dosSrs. Travesos Jnior
& C, na roa do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras qualidades por menor
prego que do outras fabricat. No mesmo arma-
zem tem feito oseu deposito de velaa de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigo.
Joly (com brhantina). 6^000
Dito (com laco e fivella). 5^500
Austraco (sem laco). 5#000
Joly (gaspa btixa)..... 4#500
Para menina.
De 23 a 30.......4#000
De 18 a 22.. 3^500
Para homem.
Nante (2 bateras). 100000
Francezes (diversos autores. 9,0000
Iuglezes de bezerro, inteiri^os 9^000
Ditos (cano de pellica). 8$ 00
Ditos vaqueta da Russia 8,0500
Ditos oernambucanos 6^000
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes)..... 50600
1 batera )Suzer).....50200
Soladebater(Suzer). 50000
Meios borzegius (lustre). 60000
Sapates (com elstico). 50000
Ditos para menino 30500 e 40000
Muilo calgado bem feito no paiz porpregosba-
ratissimos: assira como couro de lustre, marro-
quins, bezerro francez, couriohos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
barato.
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GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
iNa loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues lava-
res de Mello.
Una do Queiuiado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 35 a 40 cada urna.
Paletots de panno fino preto, de 859 a 308.
Colletes de velludo preto bordado, a 12a
um.
Ditos de gorgurio preto a 7 idem.
Ditos de setim maco a 6$ idem.
Ditos de casemira preta a 55 idem.
Caigas de casemira preta fina de t2 a 14.
faletots de estameaha a 5.
Ditos de alpaca preta, saceos de tt a 5.
Ditos de dita sobrecasacos de 8a a 9a.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 12
Ditos de meia casemira a 10.
Ditos de casemira muilo fina a 14$.
Um completo sortimento de paletots de fustao e
bnm, e caigas e coletes, que ludo se vende or
prego em conta.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.vendem-
8 por pregos baratissimos, para fechar contas :
chapeos do Chille para hornera e menino a 33300
I corles de casemira de cores a 38500, pegas de ba-
bados largse transparentes a 3, pegas de cam-
I Draia Usa fina a 3, sedas de quadrnhos miudos
5.c.r.eA#Wgtt oWl'esfifrasVcfiftf'i SaP'-
ouaaa do cor#s de bons goslos a 2W> orgarjjys
muito fino e padroes novos a aoo ra. o covado
pegas de eotremeios bordados finos a 1500 ba-
bados bordados a 320 a vara, goliohas bordadas
a btO, manguitos de cambraia e fil i 2 bra-
RSq??6 al*odo coa 9 Pl 1JM a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
o, paletots do panno e casemira de 16 a 20S
dita de alpaca pretos de 3500 a 7|, ditos de"
onm de d a 5. caigas de casemira preta e de co-
res para todos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 2S500 a 53. coetes de casemira de
crese prelos, ditos de setim preto, ludo a 5a
UlnV/Ude C-reS W de mfl1apo-:
ao uno a4500, assim como outras muilas fa-
zendas que se venderlo por menos do seu valor
oara acabar
Lavas de Joqvio. -
Vendem-se as raelhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
sisis $*?313;3 di z&wzsmwim
Potassa, |
Vende-se a 240 rs. a libra, a 1
superior e al va potassa doacredi- j|
tado fabricante Joao Casa-nova S
cuja qualidade e reconhecdo ef-
feito igual ou superior a de'
Hamburgo, geralmente conbeci- ||
da como da Russia : no deposito, g
ruada Cadeia n. 47, escriptorio I
H de Leal Keis. B
Vendem-se
Garuadas Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mu barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta -serv Jor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armarlo com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
peisoas; um porta-licores ; servicp de
porcelana para jantar ; um relogio de
rnarmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa ele Ninon de
l'finclosh em duas ricas molduras. Ten-
do sea tono da retirar-se para o campo,
por isso deslazase destes objectos, Man-
dados vil expressamente de l*aris, aon-
. 313 tmm$s%mm
^ URGEL & PERDIGiO.
FAZENAS BOAS E BARATAS.
Roa da Cadeia loja n. 23.
Vestidos superiores de blonde com
manta, capells, flores e mais perteuces.'
Vestidos de seda de cores e de
reantique.
mo-
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phantasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados.
Sedas de quadrnhos, grosdenapiea de
todas as cores e moraanlique.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhuras e meninas.
Vendem-se mui boas velas de caramba
com composigio, em caixas de arroba : na ra'
do Queimado n. 16.
Semea.
Semea de superior qualidade ; vende Jos Loiz
de Oliveira Azevedo em seu armazem na traves-
a da Madre de Dos n. 5.
Gaz para candieiros.
Ji chegou este gaz lio procurado, bem coma
um completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendern por muito baiios pregos : na ra
da Imperatriz a, 12. loja de Baymundo Carlos
Leite & Irmio.
GascaTrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca recebeu com as demais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores exceliente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
e obra de tanto gosto, s se eucontra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Nilho novo
ffllNERALE
vende-se a 39600, no arma-
Ferreira, ra da Madre de
em saceos grandes :
zem de Moreira &
Dos n. 4.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
IB, chegado arar completo sortimento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, propras para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n. 1 B.
Para a quaresma.
Bicos cortes de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
qoe matee coohece, os qnaes se tem vendido por
160$, e que se veodem por 800.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muito boa e eocorpada por 559 e 60g.
Manas pretas de linho bordadas a 89.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a 12$.
Ditas de seda de cores muilo lindas a 209.
Grosdenaple preto superior de 2?z00 e 29, e
muito largo a 29300.
Sarja preta hespaahola boa a 29.
Velludo preto liso muito bom a 4J, 59 e 63.
Cortes de casemira preta bordada para colleta
a 59090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 109000.
Caigas de casomira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorguro preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casemira pretos bordados a 89.
Paletots de panno preto a 129 e 189.
Ditos de alpaca preta a 89, 4,5 e 63. e muito
flno a 89000.
Saias balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59. 69
e79000.
Ditos de seda pretos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos oe phantasia em carto a 159.
Caigas de casemira de cor a 69,8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 59.
Malas desoa para viagem de 129 a 189.
Chapeos pretos francezes finos a 83
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
129000. E outras muilas fazeodas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recife n. 50, de Cunha e
Silva.
Vende-se um bom escraro cosinheiro : a
tratar no armazem de cabos n. 23.
" Vende-se fjrinha de mandioca muito boa,
vin la de Santa Catharina, a bordo do brigue cMa-
ria Rosa, fundeado em frente ao caes do Colle-
gio ; a tratar com o capitao a bordo, ou com
Manoel Aires Guerra, na ra do Trapiche n. 14,
primeiro andar.
33L@9S
t Machinas de vapor.
Bodasd'agua. 0
% Moendas deesnna. A
9 Taixas. Q
% Bodas dentadas. g
& Bronzese aguilhes. fk
SA'rV8s1.i'3rst5..etc: S
J3 Nafundigode ferro de D. W. Bowman
@ ruado Brum passando o chafariz. %
ILOSIO
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bncaute Koskell, por precos eommodos e tam-
bera trancellins e cadeias
exceliente gosto.
ViDhos engarrafados^^
Termo
Collares.
La radio.
Msdeirv.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Vende-se umcabriolet e cavallo, s com
Kisla se poder ajustar: no pateo do Carmo n.
9, primeiro andar.
AVISO.
Vendem-se uns perlenoes para fabrica de ve-
lase urna balanga grande com todos os pesos:
quem pretender, dlrija-se ao bairro de Boa-Vista,
ra atraz da matriz n. 66, que achara com quem
tratar.
Ra do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores fizas e lindos desenhos
a 240 rs. o corado do -se amostras com penhor.
Os senhores alfaiates.
Na ra do Crespo o. 18, loja de Diogo St Per-
nandes, tem um sortimento de casemiras iogle-
zas muito finas a 19400 o covado.
Arcos para saias a balo,
A 160 rs. a vara : na ra do Queimado o. 29,
ovtr'ora 27.
Lvros.
Vendem-se diccionarios inglezes grandes, por
Vieira, ditos francezes por Foaseca, ditos latinos,
Euclides, Horacios com interpretagdes e notas,
curso de vercificagao ingleza por Sadler, brevia-
rios para padre : na ra da matriz da Boa-Vista
numero 34.
Vende-se farinba de mandioca muito boa,
sacco grande, por 59000, a dioheiro ; na ra No-
va n. 33.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de mni bonitos pa-
droes a I35OO. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2^500, 39 e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca;
AttencAo.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capim.casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozi-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara n. 59.
Relogios.
Vende-se emeasa de Johnslon Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
9$?$ 9
Em casa de Mills Latham & C. na ra
9 da Cadeia do Recife o.52, vende-se :
SVinho do Porto,
or qualidade.
9 Oleo de liuhaga.
Alvaiade.
9 Secante. S
9 Azarcao. g
@ Encarnado veneriano em p. t
e ss@
Attenco.
CaMce.
. A ututdade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabellos, mas
lambem de dar-faes forca
para evitar a calvice e nao
deixa-los eofraaquecer lio
cedo como quando ella nao
fr eopHcada ; alea disto,
sendo sua eomposicSo for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpgo pelos poros da cabeea nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
n. 59 e ra do Crespo n, 3, e em Pars Boule-
vard Bonae Nouvelle. Prego cada frasco 39.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praga do Corpo Santn. II,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
abogados dos bem conbecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood & Sons de Londres
muito profiri para este clima
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, ra Direita n.66.
Fil preto.
Veode-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a vara : na roa do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
DE *P
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeos de castor branco a 12fi
Ditos de dito rapados a 129.
Ditos pretos com pello a 109.
Ditos ditos rapados a 99.
Ditos de massa finos a 79.
Ditos de dita a 69.
Ditos de feltro o mais fino oeste genero a 48.
Ditos de palha a 2fi500.
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo. e de seu costme est ven-
dendo mui baratos a 109 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 35a :
na ra do Oeimado n. 22, loja da boa f.
Ruada SenzalaNoTan.42
Vende-se em casada S. P. Joahston &C,
sellinse silhes nglezes, cindeeiros e castigaos
bronzeados, lonas nglezes, fio devala, chicote
para carros, emoniaria, arreios para carro da
usa a dous cvalos relegios da ouro patenta
inglez.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro
por pregos razoaveis.
e pinho
i Loja das $ portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
; ?* dllos estreitoscom muilo bom pan-
para os mesmos de
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de todas as ida des.
Feotes de tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 109 a 309.
LuvasdftJoYin e enfeite de~cabega.
Cassas. organdys. diamaotina, chitas
claras e escuras, francesas e ingieras
Nesta loja s se
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
oe barateira, esl vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal cora vidrilho a 19 o par;
a ellas, ames que se acabem : ns* ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
SEQUAS
de Ifie 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s Qgura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, ra da Cruzo
n. 1.
W.7coVa0do:psrb".nhaTrT:a2Sa
fi^!.. ten---------.
vende a dinbeiro e m
por isso mais barato que em qualquerou- fi
tra, seu sortimento completo de fazen- ||
das de moda, ditas Inferiores e roupa fei-
ta e seus pregos muito conhecidos: na If
8 ra da Cadeia loja n. 23, do-se as S
amostras.
* mfimmm shs eaeiMSBS
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug D 1 B
acabase de receber de aua pronria eocommenda'
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
arguras pretas e de cores, sendo las, abenas e
lavradas. de hados padroes, que se venda or
preco multo eu. cenia, assir como taSde cha- P8" 8enhor-
ma ole de todas as cores, propras para ciatos
cintos com fivela preta proprios para luto
Aletria, talharm e macarrao a 400 rs a libra:
vende o Braodo. na Lingoeta n. 5.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asse-
tinado, que se vende por baratissimo
2.500 rs. a libra s na aguia branca.
prego de
de torgal com vioYiiho muita "novas"a itoobonaV
d.las sem vidrilho a 800 rs.. dlas de seoVenfeN
tadas com bico e vidrilho a 29 : isto s se rende
na aguia de ouro n 18.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvm, cuja superioridade j bem conhecida
por quaotos as lem comprado, e ser mais por
aqueles que se dirigirem ra do Queimado
loja d aguia branca n. 16. asseverando que sao as
memrese mais novas no mercado. Tem sorti-
mento de todas as cores tanto para homem como
finas ( para noivas.
branca recebeu novas e delica-
Capellas
A loja d'agui
das capellas de flores finas para as noivas, e
est vendendo a 69 e a 89, conforme o sea pro-
posito de barateira loja d'agaa branca, ra do
Queimado n. 16.
CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes ae^rancflu
CMBaTnoTTSm^l^ ^f*^0' "e* roa Nova n. 23, ESQUIU D
d foramcofeccionados com perfei^o 10^l22^,^"J?e *" m^0S 2 bl**V*> *000 a em porcia do
9 apurad* gotfo. i voSroT* tS^4* *"** "rt*01te *" *"*"
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
pregos mui razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveilem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na tua do Queimado u. 2ft
est muito surtida.
e vende muito batato :
Brim branco de puro linho trancado a 1JO00 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
IS'200 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : corles de caiga de meia casimira a 1J600 ;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muilo
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 29400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 89 rs. cada um; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a29000; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dioheiro a
vista: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Gheguem ao barato
O P regaifa est queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas da bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propriapara cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 3$,
49, 59, e69 a paca, dita tapada, com 10 varas
a 5J* e S3> a pega,chitas largas de modernos e
escollados padroes a 240, 260e280 rs. o cora-
do, riqaiasimos chales da marin estampado a
79 a 89, ditoa bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos cora
amas palma, muito finos a 8*500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, longos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meiaa muita
Inaspara senhora a 49 a duzia, ditas da boa
qualidade a 39 a 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricosdesenhos.aara caberla a 280 rs.
o covado, ehitaseseuras inglesas a 59900 a
poga, a a 16f>rs. o aovada, brim branco de puro
linba a 1*. 19200 a 19600 a vara, dita prelo
muito encorpaie a 19500 avara, brilaaotia
azul a 400rs, o covado, alpacas de differentes
odres a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2f 50O, 39 a 3*500 o covado, cambraia
prata a de salpieos a 500 rs. a vara, e outras
sanhas fazendas que sa far patente ao compra-
dor 11 4a talas sa diario amostras eoa ptnaor,
brimzioho de quadnnhos a 160 o covado, musse-
hna encarnada fina a 320 o covado, algodao de
tX\'aT9A S 64?a Tflra- leD8 de cassa pin!
. fin 12 "d un>. "da preta de ramagem
'-800 r,? covsdo' l6 de lin*>o preto com sal-
pico a 1S400.. vara, luvas de lorel muilo fins .
nS?nW Vo'; '^a eS, aberla d" 6 h" da
manhaa as 9 da noite.
FraDJas de torcal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, propras para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., ele. e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo : os pregos sao baralissi-
rtos, 6 vista das larguras e bom gosto. de taes
Hfaj*, de i-*20? v!ra ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontr um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a naMa, tanto com
vidrilhos como sem elles, e dasTalgiiras de um
omo,al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
zo a vara ; vista do comprador lodo nego-
cio se far para apurar dinbeiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Manteiga ingleza
em barra de vinle e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmaos.
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas,
S na loja d'aguia de ouro, ra do CabugS n
l B, aonde as senhoras acharao os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado fino
como de outras cores, que em vista do ultimo'
gosto maguera deixer de comprar: s na loia
d aguia de ouro, ra do .Cabug n. 1 B.
Farinba de
mandioca
de mnito boa qualidade ; vende-se a 3*500 a
K^rssf i". .e Moreixa '*F*
lUDIBIIIDS
cobartos e descobartosr pequea a grandas da
ouro patente inglez, para homem eeeatmra da
um des raelhores fabricantes de Liverpool, vin-
Atten^o
Na ra Imperial, taberna a. 37. se dir quem
vende urna mobilia de jacarand moderna, com
muito pouco uao. fabricada por um dos melhores
amalas Cesta provincia, tendo OS coasolos a a
mesajtampos da padra.


'MAMO m VftftIUMMM. SttlM 6 01 AtMt M1861.
OE
Grosdenaples barat &-
simos.
Vendem-se groadenaples preto apelo baratissi-
mo preco de 11600 e 29 o corado: na roa do
'Queimaao a* toja da boa f.
-*


(*
ROUPA FSFPA
Joaquim Francisco dos Santos.
!40RUADOQIEIMADO^
Dfronte dobecc^daCongregacoletreiro verde.
Nesle estabelecimeato ha sempre um aortimento completo de roona feita de todas a*
qualidades, e tambem se manda executar por medida, i vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
m------------------------- -"'"" tllVlSJSUIBB.
Casaca* de panno preto, 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 30900
PalitoU de dito e de corea, 359, 30,
825g000e 309000
to de casimir de cores, 22*000,
159. 12 e ^^ 99000
Datos de alpaka preta golla de vel-
ludo. ligOOO
Ditos de merio-sltim pretos e de
cores, VfOOO
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79, 59 e
Ditos de brisa de cores. 59, 49500,
4|000 ^^'
Ditos de bramante de linho branco.
6S000. 59000 e
Ditos de merio de cordao preto.
159000 e V '
Calsis de casimira preta e de cores,
129.109, 99 a
Ditas de prncaza e merio de cor-
dao pretos, 59 e
Ditos de brim branco e de cores.
5S0OO, 4500 e *
Ditas de ganga de cores
Colletos de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9$ e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 09, 59500, 59 e
89000
39500
39500
39500
48000
89000
6fi000
49500
2*500
3JO00
89000
39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7JO0O.69OOO e 598OO
Ditos de brim e lustao branco.
89500e 39000
Seroulas de brim de linbo 29200
Ditas de algodao. 1J600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linbo 6 e 39OOO
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 2>50, 29 e I98OO
Camisas de meias I5OOO
Cbapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10S.89500 e 72000
Ditos de feltro, 69, 5g, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149. 12$. llj e 79OOO
Collannhos de linho muito finos,
novos eitios, da ultima moda 98OO
Ditos de algodao 500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009. 909, 8O9 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente h oso nta es, 40J! 3O9OOO
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anoeis o
Toalhas de linho, duzia 129000 e 109000
ARN4ZEM PROGRESSO
DE
largo daPenlia
O proprietario deste armazem par-
Mantftigalnglexapetfcitamentenor ,
rril se far algum abamento. a 800 rs. a libra, e em bar-
Manteiga txanceza m.,.
r*V& vJ1e 1. mais nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
19600 rs. a libra. 0S melbore 1* ha neste genero a 29500, 2J e
Queijos ftamengos ehaA
Sig .o ra.a .fi-o.-.b.t^eniu. egados De8,e ulluno T8P0r ** Europa I96OO rs., em por-
fa? SUlSS cernemente ehegado e de superior qualidade veno*-*. 640 rs> ,
eaixittUas iom urna e duas Vibras -
ProS'paSr a'!! 3 ~5 P-^-^^ g
PaSgre!s! .TiL0^ ^ C"' ~ ''" emente no Pro-
Figos de comadre eB caix d, a bri8 a n s6 no P[ogte^
iYineixas irancezas iflftM ,.K
*_ 1 a a V hbra 6m por?ao 8e far 8lum ballmentc
diariaeiada imperial, a .,
Lisboa a 800 rs. a libra. "k^0 Abre"' e de outros aailaa -Wcole. 4e
liatas eom bolacViiiilvas de soda ^
differentes qualidades. vende-se a I96OO, rs. cada urna eom
dioeolate
J ma'8 Supenor que Uim Tind0 a eate mercado a 900 rs. a libra.
Maca de tomate emlatdellibrafamaJDova que ha no ^^.^ .
eraa seeeas em conde5a8 de 8 Ubrag por m)0 reuiho
Conservas franeezs e inslezas
das em direitura a 800 rs. o frasco. mau nom qoe ha por *rem -
Metria, maearrao e talhariiu a 400 rR
roba por 89. a 400"- a hbra e em cautas de urna ar-
Palitos ^de dente Yvxados
T oneinno de Lisboa em "^COm m'cinh8 por ao0fc
a arroba a 95. m"18 n0V0 que ha no n,ercado 320 rs. a bra em barril
Presunto mult0 novo Tende.ge para acabar a 409 rg a Ubt^
Cnonricas e palos u .
a libra. qe a de bom nesle genero Por 8erem muito novos a 560 rs.
Banha de porco renada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs. mU8 qU6 Pde haT" no mercado 'ende-se a
Latas eom peine de posta nr A A ,v
res qualidades de peixe ,ueha em Portwal aYi4mrd2!HI "i^-^ PSS?el "">-
Loja das seis portas em
Trente do Livramenlo.
Roupa feita para acabar,
*.!le!utS de paDno pre, a ***> fain calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim brauco, paletots
de bramante a 49, ditos de fuslo de cores a 49,
2!wwd* al SKI. Si"*1*' ?rav,las d6 1Dh0 aa maia >-
d ulma^* C,ad" Um*' col,arinho8 de linbo
!Lator!2rf!iUiod",,e,U" faxeBda "Dd
Vende-enmaeicada de 22 pal-
moi de altura, toda de amacollo, obra
muito bem feita e segura : qUem quizer
dinja-se a na da Gloria n. 3.
Feijo novo.
Sapatinbos de setim e
meias de seda para bap-
tisados.
Alojadaagaia branca receben de saa propria
encommenda, delicados sapatiebos de setim. pri-
n.uTmeDU? bord4l. LnAMfMm?pre5,.de3- (sse genero nao
i* "r.ma"a Pfeito8 .asiim como ontros de
to.fi?1,em S0rd<,0 a *> e 29. Receben
diversos tamaobos-, tendo at, proprias para os
S h^Vi-H- LnCaK9' da I,ta8' de flihas, e
o bocal toerdo de borracha, o mais engracado
ossirel : todo isso na ra roa do Queimrtc lo-
ja da aguia branca n. t.
Libras sterlinas.
Veodem-M no tscriptori de Manoe) Ignacio
de Ohaeira 4 Filho, no largo do Crpo Santo.
a eacrara aeaa kio algum,
oom^Mfileata toiU fiara amameator ama eriao-
Sial* "f?^1*- CftM 8 meu"' Mrfcto
,^ooainaa eentomma, nao eom perfeicio ;
Sar ** 'a Cnu nBmere 4*' aB^d0
0 BUSTOS
Uuei-
H
queoir'ora ttaha loja na roa do
mado a. 46, que gyrara tob a Arma de
Gee & Bastos participa aoa seos nume-
rosos freguezes que disolveu a sociedade
que tinba eom emesme Ges tende sido
substituida por um seu man* do mesmo
nome, por isso cou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim eomoapro-
reita a occasiio para annancisr abertura
do sen grande armazem na ra Nova jun-
te a ConceicSo doa Militares n. 47, que
pasca a gyrar sob a firma
DE
Bastos <& Reg
eom nm grandee numeroso sortimentode
roupasfeitas e farendas de apurado gos-
to, por precos mnito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cOr a 25J, 18$ e 8O9, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 189,
209 e a 225, ditos saceos de panno preto
129 e a 14$, ditos de casemira de cOr
muito fina modelo inglez a 9g, IO9, 129
el49, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6J, ditos de alpaca
preta e de cOr a 49, sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129. ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 4, 49500 e 5S, ditos de fus-
to de cOr a 39, 3J500 e 49, ditos bran-
cos a49500 e5950O,ditos debrim pardo
flno sacco a 2S800, caigas de brim de eflr
fluas a 39. 39500,49e 4$500. ditas de di-
to branco finas a 55 e 69500, ditas de
pnnceza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordao preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9
e 109, colleles de casemira de cor e pre-
ta a 45500 e 59, ditos do seda branca par
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colleles de me-
rino para luto a 4J e 49500, ricos rob-
cbambres de chita.para homem a 109 pa- I
letots de panno fino para menino a 12$ e
149,casacas do mesmo panno a 15fi,calcas U
de brim e de casemira para meninoa, pa- S
lelotsde alpaca ede brim para os meamos. 11
sapatos de tranCa para homem e eenho- X
!ma.fl l&Z' cerou-,a8 de bramante a M
lS e 09 a duzia, camisas francezas fl- A
52id.eaCOr^brancas de D< modelos a M
*17|. 189, 20, 245. 289 e 309 a duzia" Z
ditas de peitos de linho a 309 a duzia i- H
O tas para menino a I48OO cada ama, ricas S
25 ?? brncaspara casamento a 1*800
H e n cada urna, ricos uniformes de case- fl>
O mira corda muito apurado goslo tanto S
M no modello como na qualidade pelo di- 11
g minuto preco de 355, e s oom avista se
|| pode reconhecer que barato, ricas capas S
g de casemira para senhora a 188 e 20 '
II e muitas outraa fazendaa de excellent
S" goslo que se deizam de mencionar que
por ser grande quantidade se torna en-
fadonho, assim como se recebe teda e
qualquer encommenda de ronpas feitas
. para o que ha um grande numero de fa- n
I zendas escolladas e ama grande oflicina f
i sftaizAzaB*mm**m' i
Cassas de cores.
Lll hL^ndem ,Cal8as de corea fl"". psdres
muiio bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs
o corado, e mais barato que chita: na ra do
Boa fe! "' "' bem "decida loja da
Vende-se sebo do Porto em caixotes a 19500
a arroba ; na ra da Cruz, armazem n. 33.
f.iTT.Ven.de:se umB Preta moja sera vicios e de-
fetos, sabe bem cozmhar. engommar, e lava de
dei?a0.-eo?,a.,d.1.t.,.eofm 3J a03. -> engomma-
de alfaiate, urna ditVcouf^ t_co.se ""J1? .bem
lavadeira de sabao, e compra Pero,' am'cabocolo
moco sem vicios e defeitos, ptimo para paeem
e qualquer outro servico. e um preto de bonita
Ogura, robusto e forte para todo e qualquer ser-
vigo : na ra das Cruzes n. 18.
Freguezes.
E* chegada nova remessa do enligo e muito afa-
mado doce de goiaba, oqual se vende por preco
"oTe0guia" ,r"em d aeimad0 D- i Mo
E'muito barato a 1$.
Vendem-se potes eom mesinha muito propria
para matar ratos, e baratas, chegados pelo ulti-
mo vapor vindo da Europa ; na ra da Sonzala
Nova d. 1.
AGffiftGlA
Pa
Paletos.
eete estabeleciment contina a haver um
oompleto sortimento de moendas emeias moen-
dae para engenho, machinas de vapor e laixas
e ierro batido e eoado, de todos os tsmanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no ten depo-
sito da ra da Hoeda n. 3 1, um grande sor-
aento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no metmo dapojiu) ou na ra do Trapiche
n. i.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
So na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n.
1 B, recebera-se um completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo daa
cores seguinles : pretas, cor de caima, aroatellu
e brancas, sortimento completo. Unto para ho-
mef' con,o Pa aenhora, poia afiancamos a boa
qualidade e fresquidao, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
euro, tua do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cOres fizas a
280 rs. o covido ; cambraias francezas muito fia
naa a 640 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
41(500 e a 65000 a pec_a eom 8112 varas; di-
muito superior a 8fiU0O a pe^acom 10 varas;;
dita fina.com salpicos a 49800 a peca eom 8 1[2
varas; fil de ltoho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra; e outraa muilas fazendaa que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. ni loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuraa e fizas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/fu do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79. "
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Irnos de castor pretos ebrancos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Dilos de velludo cor azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8a.
Ditos dilos para menino a 59.
Lindos gorros para meninoa a 3$.
Bonets de velludo a 59.
Ditos depalha muito bem enfeitodos a 4.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 Pra uro.
Tendem-ae paletos de panno preto fino, mnito
bem feitea a 22rs.; ditos de brim branco de
linno aS| w.; ditos de setineta esenros a 89500,
e multo barato, aprovtiUm : na ra do Queima-
nn ti 99 1r*- j. b_. n
Armazem de feendas
[80PA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e obras feitasj
a*
Arados americanos e machina-
para lavar roupa: em casa deS.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.*2.
Manguitos e golla.
Vendem-se guarni;oes decambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratusimo preco de
09 cada urna: na ra do Queimado n. 22. loia
da boa f. "
Deposito da fabrica do
BoDlero.
/uade apollo n. 6.
f*Ve?f0e assucar refinado desde 3200,3600,
4 e 4S480 por cada arroba, e por 59120 e 69400
do cryslalisado.
Cabriotat.
Por menos de sea valor vende-se um cabrio-
le! americano, novo, eom 4 rodas e arreios ; na
ra larga do Rosario n. 24, loja de ourives.
Grande sortimen-
to de tamancos.
Na grande fabrica da ra Direito, esquina da
travessa de S. Pedro n. 16, de todas as qualida-
des, que se vende tanto a retalho como em pe-
quenas e grandes porgues, muito em conta a
casa tem sempre promplos de 1,000 a 2,000 parea
pregados para qualquer encommenda ; a eslacao
propria.
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Ba do Queim&do
n. 46, frente amareUa.
I ri.CADSla,-emente lem08 nde e va-
! d n^'rlUD?Dt0 "brecasacas pretas
Hit ea.' Pfiots.d08 no pannos
aoj,S2$ e 245, ditos saceos pretos dos
mesmos pajiam a 149, 169 e 18, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesunerior
panno a 889. 30S e 359. sobrecasacas de
Vo J"r* Cor* B>ult0 fiD0 159,16B
o 185, ditos saceos das mesmas casmi-
raaalOJ 129 e 14J, caigas prefas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10J
e 12, ditas de casemira decores a 75 8a
3 e 10, ditas de brim brancos m'ui
ty^JL" S di,a8 de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
, semira de ricas cores a 45 e 45500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69. ditos
de ditos de cores a 45500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 5a
ditos de 6a, colleles de brim branco e de
' Ea 3*' 3950 e 4"' dilos de cores a
I 29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 75,89 e 9
colletes pretos para lulo a 450O e 5a'
; fas pretas de merino a 45C0 e Bf. pa-
letots dealpaca preta a 39500 e 45, ditos
I sobrecasaco a 69,79 e 85, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 45. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 68500 e
', 79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
395OO, ditos sobrecasacos a 5J e 59500
1 calgasde casemira pretas e decores a 69,'
6550O e 79, camisas para menino a 20a
1 a duzia, camisas inglezas pregas largas
, muito superior a|329 a duzia para acabar.
1 Assim como temos urna oflicina de al-
faiate onde mandamos executar todas as
obras eom brevidade.
HCKteHfilaM aRaKMSSKiKl
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra ; ludo por pr*cos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Atten^o.
N. 40~Rna do AmorimN. 40.
Vendem-se saceos grandes eom tresquartas de
rarinha de mandioca a 29500.
O novo mez maano.
Acha-se venda defronte de S. Francisco, ra
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobeitaa de cbila, goslo chinez, a 1*800.
Lencea.
Lences de panno da flnho fino a 15900.
Cortea de casemira.
ratopr^de^r"" ^ "' a^ pe, b-
Tarlatana.
rarlatana branca para forro do vestido neto
baratissimo preco de 260 rs. a vara. P
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 ra. o covado.
Cinta ranceza.
coado? raDCe"8 Pe, baral preco de 220
Esteira da India,
s.l.ec^asalm08deUrg01 Prp,ia ii"W
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 69.
Mantas de tlonde.
Mantas de blonde pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
3a50o" dC C8DJDraia br8Dca fl0 2J800, 39000
Toalhas.
Toalbas de fuslo a 600 rs. cada urna.
E'baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 porta.
vadS'VmS C"" fix" "> a 0 rs. o 7o-
r ,.Cra"" W""*' 'indos desechos a 4Ct
280 o rn'.a*' 8 Ch',8S ,argaa fiDa de 2. 260 "
llinia moda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
1 lO&ffSf* oaTO' rua d0 Cabug n.
LniL^d V "* "cnrio um completo
sorumento de enieites de cabeca tanto 7im
como de lindaa cores, da ul.im.5 mod de Pari."
recebidos do di. 16 pelo vapor francez noiJ -i
senh0r88quc o>sej,rem ver poderlo mand^U!
tr.;qJ.r07pl,IDeJ'le M "> ">arao as amo
OP ,\r.'8e,amo .bein nvencidos que en.,".
fcfZP*,**%*&?****** do comprar"
istofp na loja d'aguia de ouro, rna do Cabug
n..rLVende"e um ar2emna rua do caes n 7
quem quizer annuncie. *
verdadeira liquidado
Da loja de fazendas
DE
Almeidac Burgos.
Rua do Cabug n. 8.
A dinheiro.
a, ^9 |j(ludt*8 d extincta firma de
Alme.da Burgos, tendo de acabar eom este
estabelecimenlopara eom osen liquido pac r
aoaaeua credore.-, ha resolvido a4 fazer um
california, vendendo todas as fazendas cora gran-
de aba .menlo de seu cusi, sendo entre ellas as
segumtes: ao
Brim setim trancado fino, de puro linho eom se-
da sendo de lislrase de quadros miudos, fa-
eS5f rVll boa,P">S". colletes e paletots
a ooo rs. o covado.
Lilla preta para hbitos a 80 rs. o cova'do.
Ganga amarella a 320 e a 440 rs. u covado.
Chaly muito fino de la de listras de cores a 560
rs. o covado.
Barragana azul ferrete a 800 rs. o co?ado.
fian o/iMi
a 480
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5 3. S
8-SI
8 w 8 fr-P
8*Ip
B ffS-
1111
do Imperador n. 15, a rica edicao do mez maria-
uu, uiiiauu cuui uidiias eSUSpSm, nuueio, 5 n-
tidamente impresso.
Na rua larga do Bosario n. 18, no terceiro
andar, vende-se urna escrava mofa, bonita figu-
ra, sem vicios nem achaques, engomma perfecta-
mente, cczinba e sabe coser chao ; vende-se
tambem um moleque de idade de 10 a 11 anno.=,
bonit3 peta, e eom principio de cozinha. Na
mesma casa compra-se um preto de meia idade.
Vende-se urna escrava mulata, nova, de bo-
nita figura, muilo sadia, e de algumas habilida-
des, o que somente se vende por preciso : quem
a pretender, dirija-se a ruada Aurora n. 44, 1."
andar, que ahi achara cora quem tratar.
Na rua do Imperador n. 28 ha superiores
bizas Hamburguezas, para vender e alugar em
pequeas e grandes porches.
A 1#000.
Gravatas pretas de setim : na rua do Queima-
do o. 22, loja da boa f.
_. Vendem-se 6 portadas de excellent pedra
de Lisboa eom soleiras de 12 palmos; na rua
nova de Sania Rita n. 53. Na meima se alugam
dous bonsarmazens eom bom embarque e guin-
daste proprie para serrara.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
rom pela bar-
ca Ca rissavin-
da ltimamen-
te de New-
York.um com-
pleto sorti-
mento das ene-
Inores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
melhorados
com novos
a perfei coa-
mentos, fazendo pespcnlo igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na rua da Imperatriz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os preparas para as mesmos como agulhas, re-
trozes em carrlteis, linha de todas as cores todo
fabricado ezpressamente para as mesmas ma-
chinas.
Pbosphoros do gaz.
(^deposito dos afamados palitos do gaz acha-
se completamente snpprido, e contina a vendar
por mdico pre$o em porcoes e a retalho ; nos
armazens de Ferreira & Martins, travessa da Ma-
dre de Dos ns. 9 e 16

n.
9t
_ PA.
ra acabar!!
NA LOJA
Encyclopedica.
Guimaraes Villar.
Ruado Crespo n. 17.
Chape-linas para senboras o aaelfeor poa-
wvol brancas e de cores a 12J, temos vea-
dtdo a 26$ e 25.
Ootoaa moitaa pochinchaa ba para tan-
dar-aa que s se veado.
? #### ###dJdJA<
Calcas de casemira.
Vendem-ae calcas de casemira preta muilo bem
Kh &5 dU d8 "* pt?5io?.
S C%rU?U :MtM0 Oo n.
Fusto pintado de lindas r.arp*
seonora a 4UU rs. o covado.
Fustao alcochoado de listras para paletots
rs, o covado.
Organdys fioissimos de riquisslrnos padrees, ten-
do tambem abortos para vestidos de senhora a
560 rs. o covado.
Cassa pintada a 280 rs. o covado. f-<
Cortes de colletes de fusto a 600 rs. o corte.
Brinzinho de linho para iialeuits e calcas para
JBjV.T "~1 COmo P roupa de meninoa a
w rs. o covado.
Gaze ou brasileira de seda de urna s cor, tendo
cor de rosa, verde, azul, edr de canoa e cor de
cravo.fazenda de pura seda.de muito bom gos-
lo para vestido de senhora a 880 rs. o covado.
Sed.nha ou gorguro de seda de quadrinhos para
vestido de senhora a lya covado.
Brim pardo de linho, liso e fino a 400 rs. o co-
vado.
Seda mofada a 500 rs o covado.'*
Setim preto de Maco a 2*400, 3500 e a 4S50O
o covado.
Tafel de cores a 500 rs. o covado.
Merm fino de cores sendo de 2 larguras a 1800
o covado. '
Chaly preto para luto, ezcelfente para vestidos de
senhora a 640 rs. o covado
Bc .2W40Poecov.2rCT P"a P8lel18 C'-
F,c8o^sea8ar:.P.Uvaara!da',arga Cm IDdaS
Ditas de sarja de seda estrella a 120 rs. a vara.
U.cos francezes e finos a 40. 80, 100. 120 160
200, 240, 320 e 400 rs. a vara. '
Bicos de seda pura, a 200 e a 240rs. a vara.
Franjas de seda pretas e de cores a 260 rs. a vara.
Aberturas para camisas com pnnhos e colarinho
a 400 rs.
Chales de merino da India.muito semelhanlo aos
de touquim a 15.
Enfeites para cabera de senhora, de vidrilho pre-
to a 2, a 2500 e a 3. V
Luvas de pelica de Jouvin, somente com a falta
de nao terem os pontos bem seguros a 800 rs;
loucas de la para menino do peito a 800.
Ditas de la para senhora parida a 2500.
Chapelinas enfeitadaspara senhora a 5, 6, 8}
e a 13.
Sahidas de baile de seda a 6J400 e a 10.
Riscados escossez muito lindos, para vestidos da
senhora a 180 rs. o covado.
Existen) mil pechinchas que os compradores
vista dellas nao deixaro de comprar.
Eseravos ngidos.
Fugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, nm escravo do eom-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha poaco o havia comprado ao Sr, Bento
Lonrenso Collares, de nomo Joaquim, de idado
d> cincoeaia a tantos annoi, fno, alto, magro,
dentes grandes, e com falta de algnns na fronte,-
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos pos bem abonos, muito palavriader, in-
culca-se forro, e lem signaos de ter sido snrrado
Consta qne este escravo apparecera no dia (i do
corrate, vindo do lado das GncoPonlas, e sen-
do enlerrogado por um parecairo seu conhecido,
disse que ttnba sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualqner pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Baslo Le-
moa, que gratificaro generosamente.
Escravo fgido.
Fugio no dfa 6 de fevereiro prximo passado
ao engenho S. Pedro, districto do Pa(o de Cana-
ragibe, provincia da Atagoas. o escravo de nome
Jos, cabra, com os slgnaei seguintea : estatura
regular, chelo do carpo, desdentado na frente,
cabellos carapinhos, pernas grossas, anda um
pouco zambeiro, ps apalbetados, e tem os de-
i dos grandes puchados para dentro, sem barba
"Wjrresenta 25 a 28 annos poneo mais do menos!
multo ladino ; swppoe-sa ter loo com dlrec-
eio estrada de Ierro, e cerno forro : perianto, roga-te is autoridades po-
Hdaea e de campo, o aprehendam e levem seu
dono Antonio Semiio de Parias Mattos nod
enfeorro, on neata praca a Jos Joaquim de Cas-
penaaSof' te "^ bem W(,m"


'**.'!' ''
(8)
DIARIO fl MRHAMBtJCO. SABBADO DI ABRIL DE 1861
Litteratura.

Xisto V e Henriqee IV.
{Conclut.l
Em loda essa historia os historiadores prodi-
galisam a patarra perseguijao. SO a verdade a
perseguida ; s os eatholicos foram os persegui-
dos pelos protestamos, porque foram atacados
sctn oireilo com um furor inaudito. Nao Ihes sao
imputareis as desgranas causadas por sua resis-
tencia.
Una oulra verdade que resalta do trabalho do
Sr. Segretain que as idds nao s ir'resisli-
veis, como se eomprazem em dize-lo os sophis-
tas modernos. Por si proprias ellas nao inam
longe ; ellas avaocam com a protecco da espa-
da : fui por meio da guerra e do exterminio que
a reforma e a revolucao implantaram seus prin-
cipios. A espada lambem eDicaz contra a idea,
sirva de testemunha a Hespanha, que nao quiz
receber em seu seio a betesia, e que nao a re-
cebeu. O christianismo nao soflreu esta le ;
elle cresceu as perseguirles, signal de um
occorro todo divino, que boje dezejariatn extin-
guir, mas que feriu todos os antigos apolo-
gistas.
O Sr. Segretain chama a lula de Xisto V e
Benrique IV a crise orgnica da sociedade
christa Seu livro aprsenla a analyse desse
grande laclo e determioa-lhe lodo o alcance.
Nosso secuto* er seriamente ler inventado a his-
toria. Esta pretenjo to ridicula como mui-
tas outras. A posteridade collocar mui bsixas
as obras histricas de nosss poca ; as mais ce-
lebres sao apenas romances ou systemas de phi-
losophia. Falta-lheso sentimento sincero, pro-
fundo, dos lempos passados, e esse sentimento
o catholicismo professado em toda a amplidao de
seus dogmas, de sua moral e de sua poltica
social.
O Sr. Segretain reuniu estas qualidades tao
raras de sciencia e de competencia em um grao
eminente. Seu livro calholico em toda a cx-
tenso da palavra ; elle abre um curso ioexgola-
vd de apologa histrica. Uuitos catholices es-
creveram a historia sen conhecerem toda a ver-
dade, ou sem ousarem dize-la toda inteira O
Sr. Segretain faz reviver por urna dedueco se-
vera o espirito dos lempos catholicos. E' este o
mrito ea admiravel originalidade de seu traba-
lho.
Coquille.
(te A/onde =S. Filho).
Da prescripeo:
Acaba de ser publicado o quinto e ultimo yo-
lume do Direilo civil franctz de Zacharias.
. Aprovcilarao-nos desla occasio para concluir
especie de resenha sbreos principios da nossa
legislajo, que emprehendemos a proposito dos
precedentes volumes de3sa obra. Tendo ja por
diversas vezes tratado da queslo da3 hypotbecas
as suas retardes com a poltica e ordem social,
trataremos agora da proscripjo, assumpto m-
minentemenle philpsophio, c que abraca as mais
vastas perspectivas tftJireito.
tima rttpublica. As leis toman o logar dos
costumes, e imprimem ao freio interior da cons-
ciencia urna repressao exterior. Sua multiplici-
dade pois realmente om sigoal de decadencia.
Em que poca foi que se pdde compulsar um im-
menso calhamaco de lais romanas ? No sculo
VI, do lempo de Justiniano. Quando a conscieo-
cia publica nao se sustem por si mesma, leu ne-
cessidade do que o governo v em seu auxilio com
os textos e decretos : quando os homens nao bus-
cam a razio dos seus actos nessa luz interior que
Ibes commum, necessario que sejam adver-
tidos por um incentivo exterior.
A ideia dos co jigos rebentou na Franca no se-
cuto XV. Comejarara i rediuir os coslumes por
via da aulridade : depois apparecerara as orde-
denaucas dos oossos res que substituirm os
mosmos costumeS por urna justica abstracta e ab-
soluta. De todas as partes se pozoram a aper-
feijoar a legislajo, como se a legislajo fosse
urna obra d'arte, um systema do ensino. Nosso
Uoltlim de leis, que conta mais de duzentos vo-
lumes data da revolucao. At hontem bouyeram
assemblas cujas funcc.oes.era dictar leis, isto ,
delermioar o bem e o mal, o justo e o injusto.
E os poros no meio de lama instabilidade legis-
lativa chegaram a crer que o direito era arbi-
trario, e variava segundo as circunstancias.
O uso o melhor meslre, pois que se nos impe
com o assentimento dos nossos antepassados.
Com que direito rogeita-lo? Somos por ventura
mais habis e conhecedores do que nossas paes?
Os coslumes pblicos sao constituidos pela forca
e pela duraco dos usos moraes ; com a invasao
legislativa elles declinam, acabam por desap-
parecer. B nao isto o que vemos na Franja,
onde nao ha classe, nao ha familia, que conserve
sua tradicao flxa ?
Desde o secuto XVI que a ordom social tem
sido constantemente alterada em nome da ideia
philosophics. O direito romano supplantra os
costumes. Para Doneau, Cujas, Duarcn, Hot-
mann, Dumoulin, o muitos outros protestantes
como elles, o direito romano era urna theoria ap-
plicavel a todos os fados particulares: esse di-
reito coosilerado como razo escripia, como lei
philosophica, tomava a dianteira ao costume na-
cional, e introduzia na sociedade um dissolvente
de mui grande alcance.
O direito romano dar importancia aos legis-
tas : sobre estes se devia apoiar a reacejio contra
a velha Franca. As ordenanzas tao gabadas dos
nossos res nada mais fizeram do que augmentar
seu numero e imperio. O rei ludo, diz Dumou-
lin Ineo omnes thesauri dignitalum reconditi
sunt el ab eo veluti a fonte omnes jurisdicliones
procedii.nl sicul omnia ftumina per tneatus terree
fluunt el ad mare refluunt.
E' esse com effeilo o principio romano ou by-
sancino. Mas como e com que autoridade se ep-
plicou Franca esso principio? Oucamos Loyseau
elle nos explica :
Conhecendo que os Romanos tm sido osme-
Ihores polticos, e os maiores justiceiros de todo
o mundo, recebemos na Franja as suas leis por
direito commum.
E' singular que tenha bastado urna simples fic-
jo para destruir o nosso direito nacional 1 Por-
que em Roma o poder dos imperadores era fun-
dado sobre urna pretendida let Regia, que nunca
de on um lerceiro julgar-se-ha antorisado a pre-
valecer-so em seo proreitoT
A sociedade urna acjo, nao urna theoria : 4
os direitos que dormem arriscam-se a perder a
sua utilidado sedar, e deixam mui dtpreesa de
achar-ie em harmona com a ordem de causas :
pois que nao combinara com os fados o as pre-
tencdje* que por ventura nascerem do seu aban-
dono presumido. A eatabilldade e a paz eis
os bens promeltidos'pela prescripcJo, cujo prin*
cipio o legislador moderno nao tem deixado de
admlttir : praza a Deus que elle considere lam-
bem como prescriplas muitis instituirles que se
pretende reformar 1 O lempo engrandece de al-
guma sorte a verdade das cousas que elle saoc-
ciona ; accrescentando-lhes todos osdiasaadhe-
so livre econscieociosa dos homens, cerca-s de
um respeito que cresce sem cessar. E se a le
deve emanar da nossa vonlade, como se diz ac-
tualmente, o conaentimenlo prolongado que se
traduz as acedes e na pralica passar sempre
pelo mais real e pelo mais sioeero.
[Coninuor-se-no ]
A prescripeo oxerc as cousas humanas um. *ii>tiu seno na frtil imaginario dus legistas :
papel preponderante. O lempo por si nada
simples concepjo do espirito nao tem exis-
tencia real. Entretanto elle obra soberanamente;
deslre ou fortifica es costumes, as leis, as insti-
tuices. O direito apodera-se deste fado e o
saneciona. O que seria delle se a rnvindicacao
fosse eterna ? Mas nola-se bemnao o lempo
que opera por sua virtude propna : a possesso
pacfica que transforma o fado em direito. Desta
sorte perde-se o direito por urna presuropcao de
abandono ;e por outro lado quem delle usa, sem
obstculo ou perturbarlo alguma, o seu repre-
sentante aos olhos do publico.
A possesso um elemento de ordem e de du-
raco. O direito e o fado secasam na harmona
social. A prescripeo legi.ima os ioteresses,
extinguindo pouco a pouco os vicio* que os tem
contaminado desde sua origen?. A paz publica
nao se oblera por oulro preco : pois que ella re-
side na eslabilidade dos direitos e dos ioteresses.
Firmar sobre bases fixas a vida civil o raesrao
que fortalecer o Estado, e assegurar-lhe a dura-
cao.
Nao ha duvida de que o direito absoluto: mas
a sua applicacao varia, e enconlra obstculos que
--- -- -a >..t>i< ^Aeoiur Rteriiliin-
do-se em condicedes determinadas a prescrip-
eo urna imagem do direito to completa como
possivel ; pois que delle tem todos os caracteres
xteriores. N jo por ventura o costume que
stabelece a principio todos os direitos e regula-
risa todas as situacoes ? Cerlaroente: elle que
tem rgelo o mundo ha longos sceulos. Nao data
de multo lempo que foi elle substituido, na Fran-
ca smeute e nos pequeos paizes que seeuem
nosso exemplo, por leis escup. 'ao-icutira-
mente promutgaUas. Nossas leis respeitam o
principio da prescripeo, e marcam-lhe o lugar
que lhe devido : ao menos essi parle do nosso
cdigo escapa a graves censuras.
Porm a prescripeo civil nao mais do que
urna parte esligada de um todo mais completo.
Em outro tempo lorJts as relaces sociaes eram
fundadas sobre o_.coslume : nao se conhecia or-
denanzas era Jais escripias: o direito era a cons-
ciencia publica fxpr'essa pelo uso, pelo habito.
Desta forma os p'ovos podiam gloriar-se dos seus
costumes ; eis paxque elles se conservavam sem-
pre os mesmos to ijieio de* todas as vicissitu-
des.
A eslabilidade social desa&pareceu desde que
o hornera se proclaimou legislador. Os antigos li-
aban observado que o grmde numero de leis era
um signal de decadencia Pluritnce leges, pes-
era preciso a esse poder um fundamento jurdico,
e pois suppozeram qae o povo Romano transpor-
tara ao principe a sua soberana pela lei Regia.
V-so por aqu que os legistas pouco se embara-
cam com a especie humana.
Na Allemanha se formaram duas escolas de ju-
risprudencia, que derara alguma luz ao eumeno
daquelle seculo a escola histrica, a cuja fren-
te se achou Savigoy, e a escola philosophica, que
leve por principal defensor aThibanl. A priraei-
ra professava o principio de que o direito, vege-
lacao nacional, escapava influencia do legisla-
dor : a segunda, pelo contrario, se inclinava
legislado. O que nao est, porm, bem averi-
guado se*es3a doutrina do direito histrico nao
foi antes apresentada em toda a sua forca por
Jos de Maistre no 3cu principio gerador das so-
ciedades polticas. Reproduzida talvez por Savig-
oy semelhante doutrina incorre na pecha de fata-
lismo. Quer-se saber se, alm do uso, ba um di-
reito absoluto, relaces neceasarias entre os actos
humanos e as noedes de verdade moral e de jus-
tica.
Catholico antes de tudo Jos de Maistre sub-
mettia o cosame cnnscTencia christa, e au-
lurirlarfo Hioin, da qna dopende OSSB consciencia.
O costume a propria expresso do senlimeuto
do justo, tal como vive e se desenvolve no meio
de um povo. Seria absurdo jutga-lo arbitrario.
Nao prorlndo de convences facticias ou de deli-
beraces apaixoosdas, u costume representa o
pensamenlo commum, e o fundo de ideas depos-
tas na consciencia geral pela educaco religiosa.
Deste modo as leis e as instituices se acham es-
criptas no corago dos povos
A possesso ln
r u cuusonda~ca6, Isan veroJiiufiaii;
urna
a iu-
ident
FOjLHETIM
IMAFAMIATRAGICA
contestavel : ple-se dizer urna cousa jul-
gada pro verilate habetur. A prescripeo nao
exerce soraente o seu imperio em direito civil :
ella eslende tambem a sua sombra protectora so-
bre as instituijdes polticas e sobre as ragas reaes.
O que a legitimidade seno a mesma idea de
prescripeo applicada aos thronos e s dynastias?
O tempo tem o poder de crear direitos, estender
obrigaQes ; e o tempo nada por si mesmo ;
pois nao passa de urna abstraeco do espirito, a
successo das existencias. Mas, como j4 vimos,
o que obra na prescripeo nao a duracao brutal,
o elemento humano: e esta parte do direito,
que se determina pelas vontades e pelos senti-
mientos dos homens, necessariamente por ella
dominada. *6e deixardes perigar o vosso direito
nao isto um abandono tcito, de que a socieda-
DIREITO NATURAL.
Refuta cito do communisme e suas des-
astradas conseqoencias.
Intentamos publicar hoje alguns apontamentos
que colhemas com relami a esta, outr'ora to
importante questao, hoje de oenhum interesse,
quer especulativo, quer pratico, repellida pelo
bom senso e pela verdadeira pbilosophia ; por-
que felizmente, pela sua hediondez e absurdo,
ella pertence ao numero daquellas que,no di-
zer d'um distincto jurisconsulto, basta apresen-
tar-se para ser logo refutada ; e que, nio obs-
tante,pois queem ultima analyse queslo
de egualdade, foi o talismn encantador de tan-
tos espiritos turbulentos.
Pedimos desculpa dos grandes defeitos que
ahi vo, e que s'sguardem para submelter ao es-
capello desapiedado da critica productos de ou-
tro genero e de outra peona ; porque, nao sem
incrivel timidez e recusa, que escrevemos para
o publico : tanto mais que nio podemos ler an-
da (estamos convencido disto) a independencia
o arrojamento do pensamenlo, a forja, a candu-
ra e a sinceridade das convicedes; qualidades
do escriptor que agrsda; e sem polidez e pureza
de gosto, sera a frescura do estylo; nem um ti
lulo que nos recommende....
I
D'onde vem que a verdade lo simples em si
mesma, to clara, to fascinante, to imperiosa
e to soberana, seja ora desconhecida por uns,
ora por outros, ora aborrecida destes e ora da-
quelles; seja, emfim, causa de tantas contro-
versias? Ser como disse Fenelonporque os
homens julgam dos vicios e das virtudes s pe-
lo que os enoja, ou lhe apraz, e que sao cgos
tanto no bem, como no mal? Emquanlo que o
erro anda o msis hediondo e o mais grosseiro
tem encontrado sempre os mais trgidos defen-
sores? D'onde vem que, nao sendo dado ne-
nhum homem collocar-se fra de seu proprio
pensamenlo, isto fra da humanidade, e s
vezes autor de falsa pbilosophia ? Cousin disse
que nao ha e nem pode haver pbilosophia abso-
lutamente falsa ; que a falsidade da pbilosophia
est em nao cousiderar-se seno o pensamenlo
d'um lado, e pretender v-lo todointeiro em um
s lado.
Com effeilo nao ha systemas absolutamente
falsos, mas muitos systemas incompletos, verda-
deros em si mesmos, mas viciosos om sua pre-
tencao de canter em cada um delles
absoluta, que nao se acha seno em
segundo aquello philosopho citado, o vicio nico
da pbilosophia, ou melhor aindados philoso-
phos, o incompleto, e, por consequencia, o ex-
clusivo, porquanlo sabido que a phlosopbia
domina iodos os systemas.
Amigo da realidade, ella compe o qoadro to-
tal dos traeos que empresta cada systema. Ca-
da systema reflecte com effeilo a realidade ; mas
por desgraca reflecte sob um s ngulo.
A causa disto sem duvida nenhuoca, a fra-
queza do nosso enteodimento, que julga as ima-
gens das cousas maleriaes, que se misturam com
as concepges intellectuaes, e por isso a razo
humana enconlra em suas investigares muito
mais vezes o erro do que a verdade.
Ainda mesmo que se chegue demonstrar
bem urna these qualquer, o homem nao perce-
bendo bem a forja desla demonstracio, e vendo
que outros suslentam precisamente o contrario
diquillo que sustenta, obrgado por em du-
vida a verdade 'mesma das cousas demons-
tradas.
E' queno dizer do padre Venturanaoraro
acontece que de envolla com a verdade que se
demonstra, vem o erro que se nio demonstra, e
que nao apoiado seno sobre urna improbabi-
lidade ou sobre um sophisma, que se toma por
urna demonstraco.
u "".*"- -i i-^miw itizpr com seeuranca
que, assim como a virtude consiste era um justu
meio, entre dous vicios contrarios, tn medio con-
sislit virtus, tambem a verdade s pode consis-
tir em um justo meio entre dous erros oppostos;
porquanlo lodo erro nao seno urna verdade
desfigurada ou mutilada, e nenhum systema de
erro pode existir sem encerrar nelle urna porco
de verdade ; porquecomo muito bem disse o
abunde Lamenaisnada absolutamente falso,
sem o que nao se poderia Tnesrao exprimi-lo.
Oue palavra poderia comprenender o que nao
existe ? Nao ha linguagom do nada.
II
O systema do communismo, ou communho
de bens, o mais inepto, o mais insensato, o
mais extravagante de todas as invences hu-
manas.
Empregar-se-ia volimea e anaos em demons-
trar o aada, o absurdo, a impoasibilidade deste
systema contrario natureza do homem, e nao
ier-se-ia atada dito tudo.
Elle urna consequencia lgica da absurda e
falsa, doutrina de urna egualdade absoluta de di-
reitos.
Funda-se ao nesmo tempo en que a proprle-
dade individual,sua aniithese, tem um base
egoista, e como tal a combate sob pretexto de
ser ofTensiva da moral, que, reprovando estes
movis aoli-aociaes de acjo, prescreve a con-
siderado do bem humanitario ea anteposico
do geral so particular interesse ; combale e re-
prova a avidez e accumulaeOes de riquezas, que
sao causea de grandes injusticias humanas ; re-
pelle o isolamento das forjas ou das faculdades
do homem social; a pretexto ainda de dar aos
individuos urna direcjo harmnica em suas tor-
gas, quer prevenir seu disperdicio no isolameulo,
quer emfim a concurrencia de todas as faculda-
des humanas em ama olliaina social; porque o
individualismo opposto tecla razo e & justa
organisajo da sociedade.
Ora, j se v que esta queslo tem urna inti-
ma coonexo com a de egualdade absoluta dos
direitos, doutrina absurda e falsa, e que valia ape-
nas que trouzessemo-la bailha, porque oesse
arsenal de guerra, que nossos adversarios se ar-
mam para nos dar batalha ; mas seria objecto
de um grande e extenso desenvolvimeoto, e ama-
moa a conciso.
Entretanto observaremos que, aquelles que
assim peosam, isto n'uma egualdade absoluta
de direitos, confundem duas ordens perfeitamen-
le deslindas, a ordem abstracta e a ordem con-
creta.
Quando s consideramos o homem de urna
maneira abstracta, com as suas propriedades es-
senciaes da humanidade, como animal racional,
evidente que entre os homens nao pdem exis-
tir seno relaces perfeitamente eguaes, urna
egualdade perfeita; homem e homemaceros-
cenia o padre Taperelli a humanidade repeti-
da duas vezes, sao duas ideas idnticas.
Has, desde quedescermos da ordem puramen-
te abstracta ou especifica, para s considerr-
onos os homens no eitado concreto, associados i
outros homens, como iudividuos dotados de tor-
cas reaes, de propriedados determinadas, ah s
encontramos desegualdades e desegualdades bem
pronunciadas, resultantes da natureza mesma
que produziu os individuos, assim como a es-
pecie.
De sorte que a justija social deve respailar
egualmente tanto os direitos dos individuos, com
quem estamos em relajo, como os direitos da
humanidade, como obra do Creador; e por isso
dizia Cousin que a verdadeira egualdade con-
aisle em tratar dsegualmente a seres des-
o eguaes.
Ora sendo esses principios inconcussos e ina-
balaveis, e essas ideal geralmente aceitas pelo
bom-senso, sella-se o que hemos dito cima que
o communismo assenta slibre urna idea comple-
tamente falsa e ruinosa, mas que seus acrrimos
defensores, em seu furor de reforma o em sua
extravagante phantasia, fecham os olhos luz e
clamam pela mais iosupporlavel das especula-
res, crilicam por um nivelamento de vocaco,
de actividade e produeco humanas.
Alm disto este systema a negacao da toda
propriedade, e o homem tendo o d-ver de sua
conservajo, este lhe autorisa a sustentajo pes-
soal, para cujo cumprimento sao precjsos meios,
que coosliluem o que chamamospropriedade ;
de modo que a propriedade evidentemente
or
CHARLES HUGO.
i verdade uma necessidade antes de ser um direito, e urna
todos. E, necessidade tao natural que no estado actual do
homem, nao podemos conceb-lo sem a necessi-
dade de uma propriedade qualquer.
Estas sos considerarles bastam para deitar por
Ierra toda theoria coraraunista, que semelhante
um magesloso edificio, qne muito deslumhra e
offusca pelas fachadas, mas cujos alicorees so
alluem profundamente com os choquos da
brisa.
Parece-nos j ter demonstrado at i evidencia
a vulnerabilidades inconsistencia da theoria
communista por provas irrecusaveis e valenles ;
acham-se seus fundamentos afluidos e refutados
em massa, que quasi nao tiohamos necessidade
de refuta-ios em detalhes.
Entretanto investiguemos e apreciemos todas
todas as suas desastradas pretences.
III
O communismo, ou falso socialismo, como to-
da sociedade, tem rigorosa necessidade de uma
autoridade, que d unidade e dirija as acjes de
seus membros; elle quer com effeito a eleico
desse poder director, que se encarregue de velar
sobre a sorte da associaco, indique o trabalho
que cada um deve fazer e active ncessantemen-
te aos mais preguicosos delles.
Depois, abolindo toda propriedade, esse ad-
ministrador transformar a sociedade em uma
vasta officina de difieren tes ramos d* '"'""""* e
tendencia humanas "- r-uucu receptos se-
.m ucsiiiDuiuos por entre aquelles que tomaram
parte na produeco.
Ora, dessas bases do communismo resultam
ioevitavelmente tres consequencias forjadas, que
se prendem uma oulra por uma cadeia lgica
de raciocinio.
A primeira o trabalho em commum ; depois
o gozo em commum, e analmente para ser lgi-
co, para ser consequenle, o systema chega a ad-
mittir tambem a familia em commum.
Estas tres consequencias tem o sentido se-
guinte : Negago absoluta da liberdade huma-
na, extineco de todo estimulo para o traba-
lho, e como abule-se a propriedade, deslruicao
da familia, porque uma e outra sao indissoluvel-
mente unidas.
A grande loucura do communismo acaba com a
SEGUNDA PARTE.
O Pae.
II
( Continuaco. )
Christiano as suas respostas s cartas de Ali-
na auimava-a vivamente as intenjes benvolas
e cordeaes, que ella havia formado para com o
seu hospede : mostrava desejos de que sua mu
lber empregasse com effeito todos os esforcos
adra de arrancar o Sr. de Vissec seus hbitos
de recluso e de melancola, recommendando-lhe
porm que ella nunca tocasse nos infortunios do-
msticos que afligiam o velho dalgo, e que ti-
vesse todo o cuidado em fazer com que nenhum
estranho soubesse da residencia de um hugue-
note no castello dos antigos feudatarios da pro-
vincia, precaujo esta mais que qualquer outra
aecessaria & segurau ja do Sr. de Vissec, e da qual
dependiera a sua fortuna, e a sua vida. O capi-
llo permitlia entretanto que sua mulher aceilasse
todas as offertas e allencoes do velho, a quem elle
havia delegado os seus plenos poderes no cas-
tollo.
Realmente o Sr. de Vissec, como quem certo
eslava da autoridade que lhe fra confiada, nao
tardou muito passar dos serrijos o allencoes
para os presenleziohos. Hoje era um frasco de
agua de cheiro, amanha um leque, um par de
luvas perfumadas, um collarinho, uma fita, final-
mento diversas outras galanterastodas de pe-
queo valormas de que ae agradara as senho-
ras. Semelhantes bagatellas sorprendiam a con-
dessa pela maneira delicada com que as recebia :
pois encontrava-as sem esperar em qualquer
canto da cmara verde, dentro de uma gaveta,
sobre o loucador, do cofrezinho das joias, ou em
algum raso de porcellana poalo sobre os coa-
solos.
E Alina, sorrindo sempre do tmido galaoteio
do seu hospede, julgava que poda agradecer-lho
mostrando-se no parque, onde estara ceila de ser
vista por elle.
Feliz sem duvida por nio ser contrariado as
suas pequeas offertas, aquello a quem a coodessa
cbamava de bom humoro velho agradavelfoi
ainda mais longe as auaa liberdades amigareis.
Como um av, que fizesse dos encantos da sua
linda herdeira a alegra dos ltimos das da sua
vida, adiantou-se bem depressa, mas sempre
. pouco 6 pouco, nao se alrereodo a faza-lo de cho-
fre, at o ponto de inlrometler-se nos vestidos e
enfeites da castellaa. Depois das fitas rieram ai
l"J Vide Diario n. 77,
rendas, depois das rendas as joias, e finalmente
os trajes apropriados aos sales, s provincias, e
ao campo, at mesmo trajes de corte, elegantes e
sumptuosos, os quaes como que cahindo das nu-
vens por encanto na cmara da oven condessa,
pareciera talhados para as suas mimosas formas,
e assentavam-lhe admiravolmente bem, nao s
pelo feitio da obra, como pela cor da fazenda.
Alina via constantemente apparecer diaote de
seus olbos, sempre offerecidos com respeito pelo
Sr. de Vissec, todos os tbesouros de um des-
sea magnficos enxovaes que as familias nobres
se guardam para transmittir-se como patrimo-
nios.
Qual a intenco do senhor ? perguntava
Brgida Pedro depois de ter olhado ao redor de
si com receioo de ser ouvida. Elle transmute, uma
por uma, senhora condessa todas as joias e tra-
jes, que pertenceram senhora marqueza.
Nao sei, respondeu Pedro.
Nao achas que ellas se parecem tanto uma
com a outra, i ponto de engaar ?
Sim.
Nunca vi o senhor to curvado e abatido I
Era dous mezes parece ter envethecido muta an-
uos I.... o que significa isto ? O que tem elle ?
Sabes dizer-me?
Nao.
III
PAZEH COMIECIXENTO.
A condessa cada vez mais captiva das provas
de dedicajo, que lhe dava o Sr. de Vissec, de-
cidiu-se mandar pedir-lhe de novo que* viesse
ter com ella, o dalgo recusou: mas a moca, nao
se dando ainda por vencida, convidou-o para uma
refeico. que mandara preparar de proposito para
elle. Desta vez insisliu por tal forma que o Sr.
de Vissec cedeu.
O velho sppareceu finalmente na presenca da
condessa. Vinha vestido com todo o aceio; j
nao trazia aa suas vestes miseraveis, mas sim um
casaco de bom panno da Hespanha, camisa de
punhos, meias de seda e sapatos com rosetas de
ouro. Apenas avistou a condessa, fez-lhe to pro-
funda mesura que quasi inclinou at o chao as*
suas espadoas j curvadas ; e approximando-se
della, disse-lhe com um sorriso :
Senhora condessa, o vosso pequeo pagem
ensinou-vos mararilhosamente a desaniuhar os
mochos, pois que tirestes a habilidade de arran-
car-me ao meu retiro.
Alina esperara encontrar-so com um velho
austero e taciturno, como lhe parecer aer o seu
hospede : mas qual nao foi a sua sorpreza deseo-
brindo no Sr. de Vissec um conviva alegre e pra-
senteiro, fallando de todas as cousas com graca e
discernimento, dizendo ler visto, onvido e apren-
dido muito durante a aua longa vida I Fotgazo,
porm sincero, algumas vezes mesmo familiar,
mas aaando desse tom e maneiras, que distinguem
a conversaco das pessois da boa sociedade, o Sr.
de Visaec esgotou todos os assumploshistoria,
poesa, atiendas e modas: era fecundo em con-
loa e ancdotas engranadas, em recordacoes que
nelle denunciavam uma memoria prodigiosa.
O ioteressanle velho dizia ter alrareuado tres
reinados, e gabava-se d9 ter filio Hearique IV,
liberdade do homem,porqaaato coasiste em tratar
o homem como an animal, em alimenta-lo, em
deixa-Io virer, < como em um cochicholo um
grande senhor faz vi ver seas dea, qae elle
ama muito, e nao quer loma-loa desgreados,
mas que d alimenlos, f-los eahir, correr, reco-
laar-se, polar ao piar de seu apilo, que a pito
de um lado e azorragne d'outro.
Nesta associaco o homem ser obrgado a
trabalhsr em commum afira de impedir que,
aquelle que fosse mais inteligente, mais robusto
e mais forte, cruzo os bracos e durma, quindo
houver execulado uma certa quantvdade de ser-
vico.
O gozo tambem deve ser em commum, porque
o communismo pretette abolir toda proprieda-
de ; e desde que a autoridade houver consentido
no gozo particular, por meio de um salario, ap-
parecer necessariamente a desegualdade neste,
peta tendencia mui natural de eeonomisar, qie
todo homem possue. Ora, a economa aspiran-
do aecumular bens,o que ruinoso para o
systema, de virtude que era torna-te um vicio
detestavel, um crime que dever ser repri-
mido.
Enlo erguiam-se instituices ioquiziloriaes
para impedir que nsseesse clandestioaco a
propriedade ; seria mister deseovolver-se uma
ioconcebivel vigilancia para suffocar os instioc-
tos arraigados no cora jo -humano de previnir o
seu e futuro dos seus.
Para priviair, pois, um duplo roubo feito
communidade, quer pela omisso de actividade
do mais robusto, quer por sccumulaces secretas
do mais aobrio, era necessario que tudo fosse
feito em commum, em presenca do todos.
De resto, a pbilosophia nos ensina que Deus,
em sua infinita previdencia, organisou de um
modopar ticular a cada um dos seres, de que se
compe a creajo, e segundo a diversidade da
organisajo de cada um, Ihes deu uma natureza
particular, e os predestinou para fins correspon-
dentes, Ora, sendo de irreststivel experiencia
que para o homem bem fazer as cousas, nao de-
ve fazer seno uma ; d'aqui resulta que segundo
as aplides diversas, os homens para executar as
coosas com perfeijo, e em pouco tempo, devem
se oceupar cada um d'aqoillo, para que se sent
com mais forjas, e mais pronunciada vocablo.
No systema que combato, o homem nio se-
nhor de seu destino ; ahi elle obrigado a tra-
balhar para a communidade, e assigna-se-lhesua
vocaco, declars-se-lhe, por ordem, a profisso
que deve seguir. De sorte que pea-se a liber-
dade do homem obrigando-o a trabalharem agri-
cultura, de sapateiro, etc., quando s tem voca-
co para as leitres e et'ce versa.
E nem pretenda loucamente o administrador
nivelar todas as vocajes, porque nao s da lei
e natureza de toda sociedade, mas ainda toda a-
quella que qoizer avanzar, marchar, estar em
progresso, obrigada a adoptar a diversidade das
profisses, de sorte que, segundo este systema
haver uma divisode tantas officioas communs,
quantas forem as vocaces manifestadas ; e, por-
que esses homens, em consequencia mesmo de
profisses diversas, nao podero soffrer o mesmo
genero de vida, e receber os mesmos alimentoa e
vestidos, etc., resulta anda uma varia jo em tu-
do ao infinito, conforme as classes que perten-
cere.n.
Assim, ainda o administrador que vem, por
sua deciso, elassiflear as profisses e aquelles
que as exercem.
IV
Nesta associajo, assim como nega-se a liber-
dade do homem, nao lhe coocedendo a faculdade
de escolha as profisses, da mesma maneira ma-
ta-se o trabalho.
Ninguem, por mais ceg que queira fazer-se,
ide negar a byerarchia militante em todas as
aculdadea humanas, quer physicas, quer intel-
lectuaes ou moraes. Ora, conforme a recta ra-
zo e prudencia, aquelle que produzisse muito,
deveria receber muito, aquelle que produzisse
pouco, receber pouco, e o que nada fizesse, nada
receber. Entretanto nesta communidade o sa-
lario pago nio deve de maneira nenhuma ser pa-
go dsegualmente e em particular, pelo receio do
ruinoso renascimenlo da propriedade do maiaso-
brio ; elle o deve consumir em commum. Yer-
tamente nao preciso esforjo algum para ver que,
desde que o homem nao poder gozar do fruclo
do seu trabalho quando e como quizer, s'eitin-
guir nelle todo ardor, todo incentivo para o tra-
balho, embora seja forjado a trabalbar para que
possa viver.
Ora, todo o homem naturalmente deseja me-
lhorarde condijo, aperfeijoar-se, elevar-se na
sociedade de seus semelhantes, e murcha a espe-
ranza de utilisar-se exclusivamente do fruclo,
que bouverem produzido suas torcas physicas ou
intellectuaes, desappareco ni>.u. ion uvci
poderoso e excitante. qe e o augmento do re-
sultado de se* oervicos.
n.vuuipensar o trabalho conforme o fim que o
homem se prope ; approximar esse fim de suas
vistas ; excitar ao homem tanto quanto fr pos-
sivel pelo que bouver produzido com as forjas de
que dotou-o a natureza, eis o movel mais exci-
tante, o incentivo mais poderoso para o trabalho
Distinga-se o preguijoso do homem Irabalhador,
o intelligenle do estpido, o vicio da virtude ;
decirna-se o herosmo da fraqueza, eis implanta-
da a verdadeira justica social, e com ella todos
os sazonados fructos, que sem acompaoha-Ia.
V
Mas at aqu o systema se nao tem ainda os-
tentado pelo seu lado mais hediondo o repug-
nante. Extinguindo todo estimulo ao trabalho,
negando a liberdade humana, commelte uma
grande loucura, uma revoltante incensatez,
que nao pode ser justificado o crescido nu-
mero de Ilustres sectarios ; mas o que ultrapas-
aa todos os limites, e excede espectaliva do
homem, a treiloucada preteoco de abolir Ofl
mais nobres sentinenlosdo coracio humanoa
familia, origem e. base de (oda sociedade ; por-
quanto esta se acha indissoluvelmente ligada i
propriedade.
Lar intimo em que ae reflecte ludo quanto
humano e divino, centro de vida e actividade
para todos os fins racionaos, a familia aperfeica
e completa as faculdades espirituaes do homem.
E' no sanctuario da familia que W cultiva, na
mais profuoda inlimidade, as retaees as mais
elevadas do homem para cora Deus, para com a
natureza e para com a humanidade ; como pois
que se pretende aluir profundamente todo esse
magesloso edificio do Creador ? Som duvida o
communismo, como bellamente disse Thiers,
a prova pelo absurdo da propriedade iadivi-
dual.
Ora, o amor dos fllhos o maior estimulante
do desejo de possoir, e sobretodo para enrique-
ce-los, ou ao menos para que rivam melhor, que
a maier parte das mies e dos paes trabalbam : e
se, por grande inconseqoeocia Ihes deixarem B-
Ihos para amar, e Ihes nao consenlirem permia-
so de satiifazer essa ioclinaco natural, esse
amor se amortece, este estimulo se apaga.
Deu o Creador i sociedade civilisada a facul-
dade de se desenvolver e aperfeicoar-se no sen-
tido da natureza de homem, mas nunca o con-
trario senso de sua natureza. Deu ao mesmo
lempo ao homem alguns iostlnctos primoadiaes e
naturaes, que nao poda violar sem perocer, como
ser social e sem eahir no estado de selvagem.
Estes, de certo, nao sao leit humanas, que sedia-
cotem, que se negam, que se fazem ese desfa-
zem bello prazer de seus caprichos ou de sua
imaginaco. Estas leis sao leis promulgadas pela
natureza e escripias pelo proprio Creador as fe-
rezas da humanidade. Entre essas leis duas e*is-
tera mais absolutas que outras, as quaes, sendo
violadas fazem desabar a humanidade toda in-
teira. Estas leis absolutas da civisaco sao a
familia e a propriedade.
A familia foi creada por Deus quando os sexo
differentes se uniram. Para prolongar seu ser
sobre a trra pelas geracoes, o hornera obrga-
do se unir mulher. Desta unio santificada
pela religio, e consagrada pelas leis, resulta o
Ulho. o pae, a me e o filho, eis aqu a fa-
milia.
Ora, se esse enconfro do pae e da me for-
tuito, momentneo, nao santificado, nao consa-
grado pela sociedade religiosa e civil, resulta
delle um filho smente, mas nunca familia. Esse
filho nao conhece seu pae, nem sua me, nao re-
cebe os cuidados do soceorro, nem tradices, que,
como diz Thiers, o principio, a alma da fami-
lia, nem amor, nem bens de heranca. E' um en-
te perdido sobre a trra, que tem os sentidos ma-
leriaes do homem, mas que do tem seus senti-
dos moraes, seu amor, seu conhecimento, seu
respeito, sua piedade filial, seus deveres e felici-
dades. E' um homem imperfeito, um ente man-
co. Vive ao acaso qual bruto ; nao tem lago al-
gum com o passado pelo patrimonio ; nenhum
laco com o futuro pela heranja ; vegeta desgra-
nado eso ; perece prematuramente ; nao se per-
petua, ou se perpetua sem conhecer seus fllhos,
por entes to isolados o to desgranados como
elle. S i familia quem d humanidade os
ttulos de pae, de me. de esposa, de irmo e de
Glbos : destru a familia, todas estas relaces,
todas essaa trocas piedosas de servicos, de senti-
raentos o de corago entre o homem, o filho, o
pae, etc., ficam destruidos ; porquantoa familia
no outra cousa mais do que a sociedade resu-
mida ; ella a contera toda inteira em tres, qua-
tro ou cinco pessoas. A familia a fonte da hu-
manidade, o molde fabricado por Deus, onde
lanca toda civisaco.
Ora, para que a familia se ealabeleca, subsista,
se perpetua, -lhe de mister uma base dura re,
transmissirel, e de uma perpeluidade racional
na trra ; esta base a propriedade ; a proprie-
dade sob todas as suas formas ; a propriedade
que toda civisaco reconhece e garante, para
que essa seguranca de gozar de seu bem, e de
seu trabalho, de accumula-lo engrandece-lo,
transmitti-lo outros em sua vida ou por morte,
d confianca, seguridade e porvir familia.
E* esta conforme Lamartine a causa da
insluico ds propriedade por toda' parte, excep-
to entre os selvagens; assim como tambem diz o
mesmo escriptor que os selvagens nao se for-
mara selvagens, seno porque elles nao deseo-
volvem assaz a le da propriedade ; que l onde
ooi. loi ato calato em loda o u Oesciivolvimen-
to, a familia imperfeita e precaria : a popula-
cho tica estacionaris, a humanidade perece.
O que pretende o communismo ? quer o coa-
trario do que o Supremo artfice dase oestes ad-
mirareis instinctos, que tem constiluido mai3
ou menos perfeitamente, em todos os lugares e
em todos os tempos, a familia, a propriedade e
seu resultado : a civisajo.
Assim, pois, este systema inadmissivel. Em
balde pretender arrancar o homem a si mesmo
matar esta inclinaco de seu coraco, a qual o*
leva a apropriar-se de tudo quanto toca, cousas
maleriaes, cousas moraes ; em balde o habituar
a se derramar na immensidade, amar milhes
de pessoas ; em balde o habituar a essa effusao
de seu ser ; em balde, porque esta inclinaco
lornar-se-ha de um momento para outro mais
forte e mais irresistivel, logo que se lhe permit-
tir satisfazer alguma cousa d'essa inclinaco
Recite 6 de agosto de 1860.
a Fronda e Luiz XIII, no tempo dos quaes gozara
de grande posijo na corte. Anda que nao con-
tasse precisamente a sua vida, e nem os sqps in-
fortunios particulares, assampto que elle evitava,
eomo um homem de trato fino e bem nascido,
conseguiu toda via inleressar a condessa na sua
conversajo pela pintura 'que fazia das cousas e
dos homens, que loe haviam passado sob os olhos.
Catholico por naseimento ae converlera religio
protestante em uma viagem que fez A Flandres,
por occasio de ouvir os pregadores protestantes
de Namur : mas, se bem que huguenote, jacta-
va-se de nao ser insensivel s bellezas da vida, e
nem aurdo aos preceitos da humanidade.
Tinha lido intimas relaces com a maior parte
das pessoas instruidas do seculo, e assim tam-
bem com a maior parte dos lid algos que figura-
vam na corle havia quarenta airaos. Conhecera
particularmente o sumptuoso Sr. de Luyoes, e
contava maravilhas do seu castello de Vaumurler
junto do Port-Royal-des-Champa ; o Sr. Arman-
do de Bourbon, principe de Conli, que havia pre-
cedido o Sr. de Baville no governo do Laogue-
doc; o marechal de Bellefond, que madama de
Sevign mettia tanto i bulha por se querer in-
troraetter em medicina; a linda madama de Crus-
sol d'U'zes, que o rei quiz casar com o duque de
Maine, e a encantadora Anna de Roban Montba-
zon, que dancou com tanta elegancia na famosa
farja dada em Fautainebleau om 1661.
Assistira s magnificencias do superintendente
Fouquet em Vaux-le-Viconte. Frequentra os
solitarios de Port-Royal, aos quaes elle ae com-
parava. Recebera aua mesa em outro tempo os
Iliteratos mais distinclos da poca, como : Voi-
lure, Balsac, Benserade, Toureil, traductor de
Demostheuea, o celebre Theophrasto Renaudot,
que iolroduzira na Franja o uso das gazetas, e al
mesmo om certo Lafootaioe, rimador de fbulas
e aplogos bem chistosos, e qne ae gabava de ser
grande espadachim ponto de querer baler-se
com o S-. de Poigoant. Disputara sobre theolo-
gla e religio com Armand, Nicole, e Pasquier
Quesnel; sobre litteratura com Chapelain ; sobre
diplomacia com o conde de Tallard. Tinha visto
representaren! ds actores do palacio de Borgo-
nha, e os do Palais-Royal : tinha sempre uma
cadeira sua disposico as tarjas de Poqoelin,
e lembrava-se ainda de ae ter muito divertido
com as velbacadas de 5eapin.
Q Sr. de Vissec contando assim as pasaageos
maia salientes da sua vida, o fazia com muita
graja. Possuia no mais alio griu a belleza de
conversajo, palavras insinuantes, trato fino 6
polido, phrases mui adequadas e naturaes, pro-
nunciadas com um tom urnas vezes indolente,
outras vezes alegre e divertido: ludo nelle capti-
vavao aeu olhar alternativamente brilhante, pro-
fundo e disfarcado, o seu gesto sempre de har-
mona com as suas patarras, as posices e alti-
tudes, que tomava, de accordo com a fraqueza e
abandono proprioa da suaedade. o sea riso mo-
derado, contido nos limites de urna iotialidade
de salo, e que deixava v&r a proposito, e sera
affectajao, duas Dleiras de alvos denles, bem dis-
postos, verdadeiramante admirareis por debati
do seu bigode octogenario,
A sua experiencia, conhecimentos, e longa or-
tica da vida faziam de sua velhice um thesouro,
de que usava com prodigalidade, e que foroecia
sua recordajo riquezas, que elle sabia mara-
vilhosamente patenlear. Em summa um mancebo
leria era vo recorrido aos seus caprichos e se-
dueco para lutar cem esse Qdalgo abatido, res-
plandecer assim mesmo na sua ruina, esse ve-
lho em quem o numero de annos era abundancia
de bens, e cujo espirito achava meios de brilhar
Eela velhice, e transparecer aob os seus cabellos
ranoos.
Victoria 1 escrevia Alina seu marido. Con-
segu finalmente converter o rosso huguenote.
Dou-yos parte de que elle vae ser meu conviva
de hoje em diante, e terei o prazer de v-lo todos
os das mesa comigo hora do jamar ; porque
quanto ao almoco desculpou-se com a sua gotta
que o nao permilte levantar-se antes do meio da.
Decididamente fiz uma conquista. Elle conversa
s mil maravilhas: figurae-vos que por si s re-
fere todos os successos de um seculo inteiro.
E' velho como o eo as ras: mas a sua ve-
lhice cheia de fados e ideas que por ali vo e
vm, como quem pasjeia ou viaja.
O que me divertio sobretudo foi ver a appa-
rencia estupefacta de Brio-de-Mousse escutaodo
com a bocea aberta a bella narrajo daquelle, que
elle ainda toma pelo diabo, tanto assim que, na
occasio de retirar-ae o Sr. de Vissec, pediu-lhe
este o seu basto, e o pobre pagem nao teve ani-
mo de lh'o dar com medo de tocar nesse basto
que elle julgava enfeiticado, ou o estojo em que
satanaz guarda os seus chifres quando se apr-
senla perante os humanos. Confesso que eu mes-
mo nao pode resistir A um sentimento de pavor
na presenca desse homem original: mas nem por
isso deixo de estar bem satizfeita com a minha
tarde do hontem.
Quando vi o Sr. de Vissec pela primeira vez,
pareceu-me at decrepito: hontem nao foi as-
sim ; nao sei so me enganei, o caso que pare-
ceu-me j outro homem. Houve um momento
durante o jantar em que julguei ver que todo o
seu corpo seiodireitava, que sus mo deixava de
tremer, e que sua cabeca se cooservava firme so-
bre seus hombros.
c Seguramente foi isso uma -illuso, ou talvez
que fosse um effeito da animaco do seu discur-
so ; porque quando elle se levantou da mesa,
tornei a v-lo tal qual eraum pobre centenario,
a quem felizmente veiu em soceorro o sou bas-
to, que lhe servia para arrimar-se, e nao para
guardar os seus chifres, como suppoe Brio-de-
Mousse. >
O Sr. de Vissec acato notaria o effeito por elle
produzido na joven condessa ? E' de crer que
sim ; porque a partir desse dia a toa selvageria
appareote so domesticou de todo ; e elle parecen
dobrar de gracas e galanteios, quando se achava
junto della. Todas as vezes que chegava ahora
do jantarera para Alina mais uma occasio de
exlasiar-se, e eta para o Sr. de Vissec um or o
triumpho.
A condessa nio poda crer na aua aprewfio.
Seria possivel esse milagro que se operara no re-
iho t Poi um homem sepultada, sob A decaden-
cia da edade poderia assim conserrar eterno o
reidor do espirito ?
Que I sob essa fronte enrugada tanta luz, tanta
rida I nesse corpo currado uma alma to vigoro-
sa I sobre esse labio dbil e paludo tanta fecundi-
dade de assumptos e conversaces sempre varia-
das, e interessantesl nem a mais leve fadiga para
esse pensamenlo acabruobado por tantas commo-
ces e soffrimentos I Tudo isso era maravilhoso,
e Alina nao poda tornar a si do seu espaoto, ou-
viodo todos os das as palavjas cada vez mais
seductoras, mgicas, e resplandecentes de espiri-
F. I. S. S.
Lenotrese desembarajava pouco a pouco das
vegelaces parsitas, e ressuscitava alegremente
embellezado.
O luso dos teixos, bos-iuesinhos e carraman-
ches, reviva sob os golpes da thesoura. As
galeras de vinhas e oliveiras tinham firmes e di-
reitas aa suas columnatas de grades entrelazadas
de flores e de fructos; os tanques lodos rodoados
de conchinhas, livres dos matos e espinhos, figu-
ravam outras tantaa grutas com os seus vasos flo-
rentinos, e seus esguichos de metal: os amphi-
theatros de fino musgo tornvam a reveslir-se-do
to e de graja desse conviva do tmulo, dessa es-1 agradavel circulo de seus assentoa de reliado
pecie de esqueleto identificado cora a moda, que
amarrolara com o desembarazo de um cortezo os
punhos do sua mortalha I
Ao passo que no velho dalgo renascia o cor-
tezo de outr'ora, o sombro castello abandonado
ia pouco a pouco readquirido na presenca de sua
castellaa o seu rico e antiga physionomia de resi-
dencia de principes. Cada dia ao voltar do seu
passeio a cavallo pelos campos Alina encontrava
algum novo motivo para admirar-ae.
Um trabalho a que se proceda com maravilho-
sa celeridade durante as horas de sua ausencia, e
a que presidia um feitor, cuja vonlade se cumpria
com a mysleriosa magia do encantamento, ia in
sensivelmenle reconstruido o palacio, anllga re-
sidencia da familia de Ganges, sem que a con-
dessa ouvisse nunca o barulho ou ruido de mar-
lellos, sem que o menor indicio trabisse a presen-
ca ali de obreiros. Dir-se-hia que o castello res-
surga, como a phenix de suas proprias ruinas.
Era um quadro ao mesmo lempo lerrivel, fur-
tivo, e encantador I
Os soalhos velhos e despidos se cobriam de ta-
petes do Oriente: as negras paredes se revestiam
de sedas e damascos : tornando i sua primitiva
opulencia a escada occnllava os farrapos das suas
mithologias gothicas sob os mais ricos tecidos ;
o seu corrimo carcomido, e degros de pedra j
uzados desappareciam esplndidamente por de-
baixo de ama alcatifa de brocado florido com fran-
jas de ouro; e tudo isto fazia reviver, na penum-
bra do seu gigantesao madeiramento, as pioturas
das vigas primorosamente entalhadas
A sala de jantar tornava-se magnifica. Uma
tapecaria de velludo com Boa de filigrana de pra-
ta, presente feito pelo jei Henrique III i familia
de Ganges, substitua tapecaria arruinada da
nobre sala. O forro do lecto, livre daa ruinas do
tempo, mostrava de novo o luminoso perfil de
suas frisas ornadas de arcos, trechas e aljavas* O
aparador se achara carregado de jarros, copes de
Veoeza, louca rara e de maravilhoso trabalho.
A janella grande, desembaracada do seo ridro
quebrado, ostenlava-se bella e rica com outros
vidros de grande prego, piolados pelo hbil pin-
cel de Jean Cousin, e na brecha da chamio col-
lossal, por baixo da corda seoborial soberbamen-
te restaurada, a pedra central A quinte annos
lanjada nos entulhos do castello reapparecia de
novo no seu lugar de honra, e restitua 4 aquella
sala o braso dossenhores de Ganges.
Da mese ia que o castello o parque se
l.trauormB,va, Umqem. O magesloiQ jarim de
verde ; mil bellezas inesperadas, e mergulbadas
havia longo tempo sob a influenciada uma vege-
ta jo desordenada entregue ao abandono, ressux-
giam como por encanto.
As flores brilharam ao orvalbo de huasidas pa-
rolas que no ar embalsamado espargiam os repu-
chos, iovenco hydraulica, de que V.erselea lor-
necera o modelo: o labiriotbo, curiosidade inse-
paravel dos jardins daquella poca, desenterrado
da sombra em que o sepultavam os ramos sem
ordem dos loureiros e myrthos, apresentava de
novo a spirsl pilhoresca de suas aleas to bem
dispostase eotralacadas entre si que fcil era ali
perder-se : o laraojal, carregado de bonitos fruc-
tos, sciotillava aosraios do sol ios paves faziam
anas rodas na relva, os cysnes brincavam as
aguas do lago ; aqu e acola, oas profundas pers-
pectivas do parque, via-se o perfil de brancas
deusas de marmore, obra prima de Puget, de Ven-
ciere, e do cavalleiro Bernim, as quaes passMdo
os seus semblantes risonhos por entre as arrores
parecam perguntar A velha habitaco em honra
de que belleza ou deidade arrancavam-aa assim
do aeu olvido, e imilavam a nobres damas cha-
madas corte depois de longo exilio, procurando
descubrir com os olhos a nova raioha.
Algumas vezes A noite, em quanto Alina re-
pousava, o immenso parque sombro, silencioso e
deserto se Iluminara repentinamente : pareca
um sonho deleitoso. Os repuchos e cscalas i-
guravam de longe palacios encantados com suas
escadarias de chammas: as flores parociam de-
sabrochar luminosas dofundo das jardins. Uma
(esta anonymaesilenciosa era dada em honra de
alguem que se nao via, a por alguem que se eo
ouvia :.um canto doce, suave, 3 harmonios, to
lastimoso e dorido que bem se poda lomar pelo
sopro da brisa gemendo por entro os ramos das
arvores, alravessando os jardins allnmados aqui
a acola pela vaporosa claridade de uma luz, vinha
morrer lentamente na fatal janella da cmara
sanguinolenta, como so o phantasma das terriveis
galanteras da familia de Ganges houreSse des-
pertado depois de quima annos de jasigo para
tentar uma ultima serenata sobre sua guitarra ful-
minada e coodemnada, .
(Conuar-se-fa. '
PKW%- TYPvOT M. f, la f ARIA, -18M.
*i.. _LV


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