Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09256


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AHfl IIXTH IDIERO 7S
Por tres mezes adiantados 5$000
Par tres mezes vencidos 6JJ000
Ifti 12

FEIli
PWMMadiantad.i9$000
Parle franco para o subscriptor.
BXCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima ;
Naial, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braza; Cear o Sr. J. Jos
de OUreira; Maranho, o Sr. Hanoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FA RUDAS UUS UUKK&1US.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
aextas-feiras.
S. Anto, Becerros, Bonito, Caraar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira.'Flores,. Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Sertahem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta. Pimentciras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manhaa)
da
EPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Cuarto minguante as 4 horas e 4 minutos
manhaa.
10 La ora ss 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manhaa.
24 La cheia as 8 horas e 4 minutos da tarde.
. PREAMAR DE HOJE.
Primeiro aos 54 minutos da manhaa.
Segundo aos 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda. S. Macario ; S. Valerico ab.
2 Terca. S.
3 Quarta. S
4 Quinta. S
5 Sexta. S.
6 Sabbado.
7 Domingo
Auui^uiA* uuS aruBUHAto UA LAflTAL. EMBREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SIjU
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relaco: tergas, quintas e sabbados as 10 horas. A,a*oas' Sr- Clandino Falco Dias; Baha.
Francisco de Paula fundador.
, Ricardo rei; S. Benedicto f.
. Izidoro are; S. Zozimo c.
Vicente Ferrer; S. Iria r. m.
S. Marcolino m. ; S. Diogenes m.
da Paschoella. S. Epiphaniob. m.
Relaco: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados aa 10 horas,
iuizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do cirel: tergas e sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do cirel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
Alagoas, o Sr. Clandino Falco Dias; BaLia
Sr. Jos Hirtlns Aires; Rio de Janeiro, o Sr
ioao Pereira Martina.
EM *ERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figneiroa da
Faria.na sus lirraria praga da Independencia n?
6e8.
PARTE OFFICUL
Guverno da provincia.
Expediente do dia 1 de abril de 1861.
OlTlcio aoExm. presidente do Cear Nosta dala
tireram o conveniente destino as cerlides dos
assentameotos de Albino Jos de Parias, Hercn -
lao de Lima Pires a Raimundo Aug'isto Dias
Martin, que acompanharam o offlcio de V. Etc.
de 19 de margo ultimo a que respondo.Remet-
teratu-se ao coronel commandanle das armas.
Dito ao Exm. presdante do Piauhy.--Com o
oOlcio que V. Exc. me dirigi era 5 de margo
ultimo recebi o reatorio com que o Exm. vice-
presidente coronel Ernesto Jos Baptista abri a
sesso ordinaria da assembla legislativa dessa
provincia no dia 7 de julho do auno passado
bem como o que apresenlou o mesmo Exm. Sr. ao
ex-presidente Dr. Diogo Velhi) Cavalcanti do Al-
buquerque ao passar-lhe a admioislrago da
mesma provincia.
Dito ao coronel commandante das armas.Ten-
do nesta data expedido ordem ao commandanle
da eslacao naval afim de mandar apresenlar a
V. S., se anda nao assentou praga'oa armada, o
recrula Gemioiano Scraflm de Oliveira Mello ;
assim o commuoico a V. S. para seu conheci-
menlo.OUlciou-se ao coramandanie da es taca o
para o fim de que se trata.
Dito ao mesmo.--Transmiti a V. S, para ter
o conveniente destino, a certido de assenlameo-
ruinarla a p Francisco Teixeira Peixoto de
Abreu Lima, a qual me foi remettida com aviso
do ministerio da guerra de21 de marco ultimo.
Dito ao mesmo.Communico a V. S* para su
intelligeucia que o Exm. Sr. ministro da guerra
declarou-meem aviso de 12 de marco ultimo
haver n'aquella dita expedido a conveniente or-
dem para que pelo arseml de guerra da corte se
foroeca ao 4o batalho de intantaria o livro mes-
tre constante da nota inclusa por copia.
Dito ao mesmo. Passo s mos de V. S.
para ter o conveniente deslino, a f de offlcio do
alferes Francisco Gusiuno Simos.
Dito ao mesmo.De conformidad^ com o
disposta no aviso do miuisterio da guerra de 11
de margo ultimo, junto por copia, expega V. S.
as suas ordens para que sejam satisfei'as as ob-
servages da directora geral danells secretaria
de estado, constantes da informago tambero
junta por copia a respeito das contis do conse-
lho econmico da companhia fixa de carallaria
desla provincia.
Dito ao mesmo.Tendo-se nesta data roco-
lhido da coromisso em que se acbava na cidade
de Santo Anto o cirurgio do corpo de saude do
exercito, Dr. Jos Joaquim Gongalves deCarva-
iho ; assim o communico ]a V. S. para seu co-
nhecimento.Deu-se sciencia thesouraria de
izenda.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmuto por copia s V. S., para ter a derida
execugao, o aviso de 16 de margo ultimo, no qual
o Exm. Sr. ministro da marinha determina que
se d balxa da corapauhia de aprendizes mari-
nheiros desse arsenal ao menor Loureogo Faus-
tino, visto achar-se impossilitado do serrigo.
Dito ao capilo do porto.- Havendo S M o
Imperador, segundo consta de aviso do miuiste-
rio dos negocios estraogeiros de 14 de margo
ultimo, concedido o seu imperial exequtur a
no mea cao de Canudo Casemiro Guedes Alcofo-
rado para cnsul da Bolivia nesta provincia ; as-
sim o commuoico a V. S. para seu conhocimento
e direego.Iguaos communiuaces se dirigiram
aochefe de polica e thesouraria de fazenda.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti a V. S. para seu conhecimento e de-
rida execugao, copla do aviso de 23 de margo
ultimo, em que o Exm. Sr. ministro da fazenda
om mu nica haver prorogado at 31 de julho pr-
ximo vindouro, o prazo marcado pela circular de
13 de agosto do aono fiodo, para a substituigo
das notas de 20)000 da 4* eslampa, papel bran-
co, devendo comegar do Io de agosto desle anno
a correr os dez mezes para o descont meosal de
10 por cento na forma da lei as citadas notas.
Dito ao mesmo.Mande V. S. adiantar ao al-
moxarife do hospital militar, conforme solicita o
coronel commandante das armas em offlcio de 30
de margo ultimo, n. 237, a quantia de 1:2009 pa-
ra occorrer as despezas daquelle estabelecimento
na Ia quinzenado presente mez.Communicou-
se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Enri por copia a V: S. para
seu conhecimento e direcgo, o ariso circular do
ministerio da guerra de 20 de margo ultimo.esta-
belecendo o modo porquese deve proceder no ajus-
to de contas dos ofBciaes que passarem de amas
para outras provincias por promogo ou transfe-
rencia. Remelteu-se igual ao coronel comman-
dante das armas.
Dito ao mesmoCommnnico a V. S. para sau
conhecinento que em aviso de 22 de margo ul-
timo declarou-me o Exm. Sr. ministro da guerra
haver na mesma data offlciado ao da fazenda para
que o crdito distribuido a essa thesouraria para
as despezas da rubricarecrutameuto e engaja-
mentono correte excrcicio, seja augmentado
com a quantia de 14:7319191, constante da ta-
bella junta por copia, a que acompanhou o citado
aviso.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia a V. S.
para seu conhecimento e execugao na parte que
lhe toca o contrato celebrado com o engenheiro
Guiliienue J. Lendsoy para servir na qualidade
de engenheiro as obras pertencentes s reparti-
eres do imperio e marinha nesta provincia.
Dito.Declaro a V. S. para aeu conhecimento
o direcgo que, segundo coosla de aviso do minis-
terio do imperio de 18 de margo ultimo, foi ap-
rovada a deliberagao que tomei de mandar o Dr.
Jos Joaquim Gongalves do Carvalho cidade da
Victoria para tratar dos indigentes accommetti-
dos da febre amarella, mediante a gratificado
de 159 diarios, e bem assim aulorisado o juiz de
direito daquella comarca a contratar o forneci-
mento dos medicamentos necessarios.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo em vista o que represento^ o Rrd. Vicente
Ferrer de Albuquerqne no requerimento sobre
que informou o director geral da instruego pu-
blica em offlcio do 27 de margo ultimo, resolvi
nesta data relera-io da malta que lhe foi impos-
ta de cooformidade com o artigo 99 da lei n, 369
de 14 de maio de 1855: o qne communico a V..S
para seu conhecimento e execugao.
Dito ao mesmo.Annuiodo ao que me requi-
sitou o director geral da instrocgo publica em
ofDci de 27 de margo ultimo, n. 74, recommen-
do a V. S. quemando entregar ao director do col-
legio dos orphos de Olinda nao so a quantia de
1:1019360 para sustento dos educandos e erupre-
gados do mesmo collegio no correte mez, eomo
86 'A.?0 inc,uso orgamenlo, mas tambem a de
849332 para pagamento dos salarios dos empre-
gados constantes da folha junta.Communjcou-
se a thesouraria provincial.
Dito ao mesmo.Mande V. S. entregar ao re-
gedor do gymnasio provincial a quantia de.......
1189120, para psgimenlo dos objectos que, se-
gando consta da conta e documentos juntos, fo-
ram por elle comprados e reroettidos a Mr. Bru-
net na provincia do Amazonas.Communicou-se
o director geral da instruego publica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vme fornecer ao corpo de guarnico da provin-
cia da Parahiba os artlgos de (ardamento cons-
-
tantea da nota anta por copia, que me foi trans-
mitida com aviso do ministerio da guerra de 13
de marco ultimo.
Dito ao director das obras publicas.Mande
V'mc. fazer os reparos de que precisa o passeio
em.redor do edificio era que funeciona a assem-
bla legislativa provincial, o qual acha-se arrui-
nado segundo consta de offlcio da cmara mu-
nicipal, desta cidade datado de 11 de margo ul-
timo, sob n. 10.Communicou-se mesma cma-
ra e thesouraria provincial.
Dito ao director eral da instruego publica.
Mande Vme. admillir no collegio dos orphos o
menor Luiz Rodrigues Wanderley. neto de Igoa-
cia Francisca do Oliveira, a que se refere o in-
cluso requerimento.
Dito ao mesmo.Pode Vme. autorisar a com-
pra na importancia de 120)000 dosqualro bancos
com assento de palhinha para o curso commer-
cial, a que se refere o seu ofcio de 27 de margo
ultimo, que fie a assim respondido.
Dito ao mesmo.Recomraendo a directora do
thealro de Santa Isabel que faga entregar o mes-
mo theatro ao emprezario dramtico Germano
Francisco de Oliveira, afim de que com a respec-
tiva companhia passe a dar execugao ao seu con-
trato.
Dito ao bacharel Antonio Joaquim Buarque
Nazareth.Da inclusa copia ver Vme. que j foi!
respondido em 27 de margo ultimo, o offlcio, a
que se refere o que Vme. me dirigi em 28 da-
quelle mez acerca de sua nomeago para juiz mu-!
nicipal e de orphos do termo de Alagoas, na pro-
vincia do mesmo nome.
Portara.O presidente da provincia, tendo em
vista o qae expoz o capito do porto, em offlcio
de 26 de margo ultimo, n. 47, resolve nomear a
Joo Neporaoceno Alves Maciel, para interina-
mente servir o lugar de secretario daquella ca- '
piania, durante o tempo em que estiver com as-
sent na assembla legislativa provincial o res-'
peciivo serventuario, Joaquim Pedro Brrelo de '
Mello Reg.Fizeram-so as necessarias commu-
nicages.
Dita.O presidente da provincia, resolve no-
mear o bacharel Miguel Jos de Almeida Pernam-
buco, para servir interinamente no lugar de pro-
curador fiscal da thesouraria provincial, durante
o impedimento do bacharel Cypriano Fenelon
Guedes Alcoforadn, que tem de tomar assento na
assembla legislativa provincial.Fizeram-se as
communicages convenientes.
Dita.O presidente da provincia, resolve con-
ceder a demisso que pedio o Dr. Antonio Joa-
quim de Horaes e Silva, do lugar de delegado lu-
terano do Recite.Fizeram-se as communicages
convenientes.
Dita.O presidente da provincia, conformn-
dole com a proposta do director geral da ins-
truego publica, ouvido o conselho director, de
26 de margo ultimo, resolve nomear delegados
Iliterarios os cidados seguiotes :
Recife.
Jos Gomes Leal.
Cabo.
Dr. Luiz Felippe de Souza Leo.
Pao d'Alho.
Dr. Jos Mara Ribeiro Paraguass.
Tracunhaem
Padre Manoel Jos de Oliveira Reg.
Communicou-se ao director geral da instrocgo
publica.
Dita.O presidente da provincia, resolve desig-
nar o Dr. Jos Soares de Azevedo, para exercer
interinamente as funcgdes de director geral da
instruc;o publica, durante o impedimento do
respectivo director, que se acha com assento na
aisembla provincial.Fizeram-se as communi-
cages do estyto.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que lhe requereram Azevedo & Mendes, con-
.sigoatarios do brigue nacional Damo, resolve
conceder-Ihes cermisso para poder Jos Manoel
Vieira, independente de apresentago de carta de
piloto, matricular-secomo capilo do mesmo bri-
gue, na viagem a que est destinado ao Rio de
Janeiro, fleando, porm, obrgsdoo mesmo capi-
to a assignar termo na capitana do porto pelo
qual se comprometa a cihibir a referida carta
para outra qualquer viagem.
DESPACHOS DO DI A 1 DB ABRIL DE 1861.
Requerimentot.
4179Basiliano Magalhes de Castro.Passe
o que constar.
41800 mesmo.Como requer.
41810 mesmo.Como requer.
4182Tude de Andrade Gomes.Recolhendo
o suppliesnte ao cofre da thesouraria de fazenda
as quanlias indicadas na informago junta por
copia, rolle com o conhecimento de entrega para
aer deferida.
4183Joo Carlos Augusto de Flgueiredo.
Passe-se portara concedendo dous mezes de Ii-
cenca com rencimentos na forma da lei.
4184 Josepha Alexandrna Pereira da Silra.
Remettida* ao Sr. director geral da instruego pu-
blica para attender a supplicante nos termos de
sua informago de 26 de margo ultimo, sob n. 72.
4185Manoel Figueiroa de Faria.Informe o
Sr. capito do porto.
4186O m asmo.Informe o Sr. inspector do
arsenal de marinha.
4187.Padre Vicente Ferreira de Albuquerque.
Fica o supplicanlo relerado da multa.
2 I
Offlcio ao coronel commandante das armas.
Constando de offlcio do presidente do conselho
administrativo do arsenal de guerra de 27 do cor-
rente, sob n. 24, que j se acham comprados os
objectos pedidos para o hospital militar, expega
V. S. suas ordeus para que sejam recebidos taes
objectos.
Dito ao commandanle da divisio naval. Em
resposta ao sen offlcio de hontem, sob n. 53, te-
nho a dizer-lhe que o V lente Tancredo Jos
da Silva Quintanilba, que por doente desembar-
cou da crrela Bahiana, deve seguir para a corte
no rBpor de guerra Thetit prestes a partir para
alli.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estando nos termos legaes a inclusa folha em du-
plcala, mande V. S. pagar ao negociante Manoel
Ribeiro de Carvalho, conforme requisitou o com-
mandaolo superior de Garanhuns com offlcio de
6 de margo ultimo, sob n. 23, os rencimentos re -
lativos ao mez de ferereiro prximo passado, do
lente Jacintho Teixeira di Maeedo, comman-
dante do destacamento de guardas nacionaea da-
quella villa. Communicou-se ao mesmo com-
mandante superior.
Dito ao mesmo Autoriso 4 V. S. a mandar
pagar nos termos de sua informago de hoje, sob
o. 242, a quantia de 4:4390000, que se est de-
ver ao bario do Lirramento, proveniente de 4
bragas e seis palmos de.caes, que mandou cons-
truir no Forte do Mallos em frente de um terreno
de serventa publica.
Dito ao masmo.Transmitto 4 V. S. para que
mande pagar, estando nos termos, as inclusas
contas em duplcala dos objectos rendidos por
Joo Jos aa Silra ao conselho administrativo do
arsenal de guerra com destioo ao hospital mili-
tar, segundo consta de offlcio do presidente do
mesmo conselho de 27 de margo ultimo, sob n.
24.Communico-se ao referido presidente.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ue con.
formidade com o aviso darepartigo da guerra
de 11 de margo ultimo, mande Vme. fornecer ao
batalho 9 de infanta ra para o (artigo da res-
pecta escola elegantar DO C|latlrvlU 03
objectos mencionados na nota constante da copia
junta. Communlcou-se ao commandante das
armas.
Dito ao juiz de direito do Brejo.Respondo ao
offlcio de Vme. de 23 de margo ultimo, sob n. 20,
dizendo-lhe que nesta recommendo ao promotor
publico dessa comarca, bacharel Jos Antonio
Coelho Ramalho, que trate quanto antes de re-
assumir as funeges do seu cargo, risto ter-se An-
dado a licenga de que gozara desde 1 de Janeiro
desle anno.Officiou-se ao referido promotor nos
termos cima indicados.
Portara.O presidente da provincia, tomando
ero considerago o que representou o juiz de di-
reito da comarca de Santo Anto em offlcio de
24 de margo ultimo, sob n. 1, resolve, de con-
formidade com o disposto no art. 1 do decreto n.
1294 de 16 de dezembro de 1853, nomear a Joo
Damasceno e Silva para exercer interinamente o
lugar de escrivo do jury do termo da Escada,
risto nao poder continuar no exercicio interino
daquelle lugar o escrivo do crime Malinas de
Albuquerque Mello.
Dita. O presidente da provincia, deferindo o
requerimento do tenle da 5* companhia do ba-
talho de infanlaria n. 30, da guarda nacional do
municipio do Buique, Manoel Camello da Rocha
Cavalcan, acerca do qual informou o respectivo
commandante superior em 27 de novembro do
aono prximo passado, resolve que seja elle ag-
regado i um dos corpos da guarda nacional do
municipio da Escada.
Dita.O presidente da provincia, tendo em vis-
ta o que requereu Joo Carlos Augusto de Fl-
gueiredo, 3" escrpturario da thesouraria de fa-
zenda, e bem assim a informago do respectivo
inspector de 30 de margo ultimo, n. 236, resolve
conceder-lhe dous mezes de licenga com venci-
mentos na forma da lei para tratar de sua saude,
devendo essa licenga ser contada do dia 19 do
citado mez de margo.
DESPACHOS DO DIA 2 DE ABRIL DE 1861.
Requerimentos.
4188.Silrina Mara da Conceigo. Informe
o Sr. director do arsenal de guerra.
4189. Manoel Marnho Cavalcanti de Albu-
querque O supplicante opportunamente ser
attendido.
4190. Tenente-coronel Joaquim Marnho Fal-
co.Iodeferido por ser o fllho do supplicante
maior de 12 annos
4191.Q bacharel Joaquim Theotonio Soares
de Avellar.Passe portara concedendo a proro-
gaeao de um mez requerida.
4192.Juvencio de Alraeida Lima.Informe o
Sr. engenheiro director da repartigo das obras
publicas.
4193 Pedido do forte do Buraco. Forne-
ga-se.
4194.Do mesmo.Pornega-se.
Heorique Eduardo da Costa Gama.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
4195.Carlos Carvalho Teixeira.Remellido
cmara municipal de Olinda para attender ao sup-
plicante como julgar conveniente.
4196. Camillo Augusto Ferreira da Silva.
Passe portara concedendo a licenga pedida,
RIO GRANDE DO NORTE.
COVERNO DA PROVINCIA.
Expediente.
2. seceo.Rio Grande do Norte. Palacio do
gorerno 9 de junbo de 1860. Proceda Vme. s
necessawas areriguages para conhecer se exac-
to o que bp roforo nu Inclusa tai la auonyma, COS
data de 8 de abril prximo lindo ; cumpriudo que
oo casa afflrmatiro d aa providencias necessarias
para a priso dos criminosos.
Dos gnarJe a VmeJos Bento da Cunha
Figueiredo Jnior.Sr. Dr. juiz de direito da co-
marca da Maioridade.
Illm. e Exm. Sr.Ao offlcio de V. Exc. de 9 de
junho ultimo, ao qual acompanhou urna carta
aoonyma, escripia do Apodi em 8 de abril deste
anno. respondo com o que rai por copia junto,
e por elle rer V. Exc. o resultado das arerigua-
ges a que me mandou proceder no citado offl-
cio de 9 de junho, assim como que felizmente
est preso o criminoso de que trata dita carta,
e que contra elle se rai proceder.
Dos guarde a V. Exc, cidade da Imperatriz
16 de novembro de 1860.Illm. e Exc. Sr. Dr.
Jos Bento da Cunha Figueiredo Jnior, presi-
dente da provincia.O juiz de direito, Delfino
Augusto Csvalcante d'Albuquerquo.
Illm. Sr.Tendo eu assumido o exercio de de-
legado deste termo no dia 6 deste mez, e logo fiz
as indagages a respeito do escraro Jos de D.
Joanna Nogueira, como me foi pedido por V. S.
em seu offlcio reservado de 2 de setembro deste
anno, e tambem por ordem do Dr. chefe de p-
lice, em offlcio de 5 de julho do correle anno,
que por copia lhe remello, o qual offlcio me foi
entregue pelo delegado supplente em exercicio
Baymundo Gomes de Oliveira, e logo pessoas de
crdito e conceito me assereraram que o facto
era rerdadeiro, que o escraro Jorge, confessar
que, Jos era quem liona dado o tiro no tenente
coronel Elias Antonio Caralcante de Albuquer-
que, em cujo delicto, elle Jorge era comnivente e
por isso tora o dito Jorge a coitado, e inmedala-
mente mandado vender para o Rio de Janeiro, e
deixara-se de prender-se o escraro.Jos, por es-
te ter ter-se valido de um seu senhor mogo, e
desde ento deixou o tenente-coronel Elias, e
seus cunhados de pesquisarem mais e fazerem
iodagages a respeito do tiro que lhe deram na
Da noile de 25 de dezembro de 1850, e ficou lu-
do era silencio at agora, e depois de eu estar
bem informado nao s de pessas que lera toda
a razio de saberem, por Desse dia da doscober-
ta, e priso do negro Jorge, estarem em S. Lou-
rencinho em casa do teento-corouel Elias, co-
mo tambem por algumas que ouvi tratar, prend
o escravo Jos, e |o ioterroguei, o qual nada des-
cobrio no interrogatorio, e se acha preso aa ca-
deia desta villa.
Creio que segundo a ordem do Dr. chef de
polica, e mesmo a de V. S. devo instaurar o
competente processo de formago da culpa do
diio escravo Jos, oque peco a V. S. me escla-
rega respeito.
Outro sim quero que V. S. me esclarega que para
bazo do processo, deve sel o corpo de delicio que
ae acha no processo, que se instaurou antes da
descoberla do negro, ou se deve ser o offlcio do
Dr. chefe de polica, e pela afflrmativa, se deve
ser copiado, ou original, c sendo necessario o cor-
po de delicto, queira V. S. remetter o processo
respectivo, que julgo estar em puder de V.S. por
o promotor o ter pedido ao escrivo de ordem
de V. S.
Outro sim, requer D. Joanna Nogueira, senho-
ra do dito escravo, que quer contestar as testi-
munhas quejurarem no processo por haver mo-
tivos para isso, e tem procurador para fazer a
contestago das (eslimunhas, para que pede-me
que eu admita a ella consteslar as teslimunhas,
por seu procurador, o quat nao bacharel forma-
do, e nao tem proviso pego; a V. S. que me es-
clarega mais se posso dar essa faculdade, e no
caso de puder, se pode ser por um simples des-
pacho na petigo, ou ae deve ser por proviso,
ou se devem ser contestadas s teslimunhas pelo
curador que tenho de nomear na formago da
culpa, ou se deve assislir a aeuhora do dito es-
pravn m, .... -.._____ -r-
gro, e se essas indagages, que flzer por outras
pessoas devem ser redusidas a escripia e assig-
nadas pelos que responderem.
Queira V. S. esclarecer-me a respeito, nos
no que tenho lhe pedido, como tambem no que
vir que necessario para o bom desempeoho da
justiga. r
Tenho de dizer mais a V, S. que a priso do
escravo Jorge, e a que so tem de fazer no dito es-
cravo Jos, nao foi por ordem de autoridade al-
guma, sim por mandado do lenente-coronel Elias,
senhor de Jorge e senhor mogo de Jos.
Dos guarde a V S., villa do Apodi 10 de no-
vembro de 1860.Illm. Sr. Dr. DelUoo Augusto
Cavalcante d'Albuquerque, juiz de direilo desta
comarca. O delegado supplente Francisco Joa-
quim de Souza.Conforme.O juiz de direito
Delfino Augusto Caralcante de Albuquerque.
2* seccao.Rio Grande do Norte.Palacio do
governo 7 de maio de 1860.Illm. e fixm. Sr.
Submetto i considerago de V. Exc. a copia junta
contendo as razes porque me pareceu dever ne-
gar a sanego ao incluso projeclo de lei, ao qual
vo annexas porcopiaas ioformages relativas ao
tempo de servigo de Jos Ignacio de Brilto, cuja
aposentadoria era autorisada pelo mesmo pro-
jeclo.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selbeiro Joo de Alraeida Pereira Filho, ministro
e secretario de estado dos negocios do imperio.
Jos Bento da Cunha Figueiredo Jnior.
3* seccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 18 de julho de 1860.Illm.
e Exm. Sr.Foi presente S M. o Imperador o
offlcio de V. Exc. n. 6 de 7 de maio ultimo, sub-
mettendo considerago do governo imperial as
razes em que se fundou para negar a aua sane-
gao ao projeclo de lei que lhe foi remettido pela
assembla legislativa dessa provincia, autorisan-
00-o para contar a Jos Ignacio de Brilto, ex-
oflicial da secretaria da thesouraria provincial,
Sara effeilo de sua aposentadoria, o tempo que
ouVesse servido em qualquer repartigo geral
ou provincial. E o mesmo augusto senhor, ten-
do-se conformado por sua immediata resolugo
de 14 do corrente mez, com o parecer da secgo
dos negocios do imperio do conselho de estado,
exarado em consulta de 27 de junho prximo An-
do, ha por bem declarar o seguiote:
Que tendo-se devolvido o referido projeclo i
assembla, por offensivo da conslituigo, e nao
constando ainda qual seja a resolugo da. mesma
assembla a respeito das razes que V. Exc. alle-
gou para nao sancciooa-Io, s depois do procedi-
mento determinado no art. 16 do acto addicio-
nal, e art. 7 da lei que o interpretou, se aquellas
razes nao forem attendidas, poderi o governo
imperial entender na materia, conforme o art. 17
do mesmo acto, e assim por ora nada ha que de-
liberar a semelhante respeito.
O que commuoico a V. Exc. para sua intelli-
gencia e governo.
Deus guarde a V. Exc.-Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Inleirado.Palacio do gorerno do Rio Grande
do Norte, 6 de agosto de 1860.Cunha Figueire-
do Jnior.
A assembla legislativa provincial do Rio Gran-
de do Norte, resolve :
Art. 1. O presidente da provincia aulorisado
a contar a Jos Ignacio de Brillo, ex-offlciat da
secretaria da thesouraria provincial, para effeito
de aua aposentadoria, o tempo que houver servi-
do emqualquor repartigo geral ou provincial,
contado o vencimento proporcional ao tempo que
ver em relaco ao ordenad <] acdialmenlA
percebe o offlctal-maior da mesma secretara.
Art. i. Rerogam-se as disposiges em con-
trario.
Pago da assembla legislativa provincial, em
SO de abril de 1860.Amaro Carneiro Bezerra
Cavalcanti.Jeronymo Cabral Rapozo da Cmara,
segundo secretario servindo de primeiro.Manoel
Ferreira Nobre, segundo secretario.
Volle assembla legislativa provincial.Nao
posso sanecionar o presente projecto de lei pelas
razes que passo a ponderar:
Diversas decisoes do governo imperial, algumas
de recente data, como o aviso n. 416 de 21 de
abril de 1857, e o de 12 de oulubro do auno pas-
sado, expedido ao presidente desta provincia, de-
clarara expressamente que nao podem as assem-
bla legislativas prorinciaes decretar aposenia-
dorias em faror de certos e determinados indivi-
duos, por ser esta attribuieao da exclusira com-
petencia do poder executivo, com approvago da
assembla geral, em virtude do g 11 do art. 102
da conslituigo do imperio.
A inconstitucionalidade do projecto ainda se
torna mais sensivel pela autorisago concedida
para contar-se na aposentadoria, o lempo de ser-
vigo feito em repartigo geral, qoando a aprecia-
gao e remunerago de servigos desta nalareza per-
tencem ioeonteatavelmente ao poder geral.
Ainda quando, prescindindo-se da ofleosa foila
a coostituigo, nao se quizesse considerar urna
simples merc pecuniaria a aposentadoria que re-
cahe n'um em pregado demittido, cojos ser vicos a
autoridade competente julgou que doria dispen-
sar, nao se pode deixar de reconhecer como mer-
c pecuniaria, que de certo nao entra na classe
das aposentadoras ordinarias, a concesso de
vencimentos superiores aos que percebia o em-
bregado at a poca de sua demisso, accrescen-
do que taes vencimentos corresponder hoje a
emprego de maior cathegoria do que o exercido
outr'ora pelo sobredito empregado.
Palacio do governo do Rio Grande do Norte, 7
de maio de I860.-Jos Bento da Cunha Flguei-
redo Jnior.
Conforme.lago Francisco Pioheiro.
1* secgo.Rio Grande do Norte.Palacio do
governo, 9 de maio de 1860.Illm. e Exm. Sr.
O meu antecessor deixou de dar ou negar a sua
sanego ao incluso projecto de lei, que lhe foi
apresentado em 14 de abril, aulorisando a despe-
ra de dous contos de reis com a obra da matriz
da cidade da Imperatriz.
Tomando conta da administrago desta provin-
cia em 28 daquelle mez reconheci que j se ti-
nha passado o prazo de dez dias, dentro do qual
devia a presidencia resolver na conformidade do
art. 19 do acto addicional.
Nestas circumstancias me parece acertada de-
volver o dito projecto i assembla na sua prxi-
ma reunio, afim de aer publicado na forma do
artigo citado, onde novo reenviado presidencia
para dar ou negar aua aancglo dentro do prazo
legal.
Entretanto rogo a V. Exc. que se digne decla-
rar-me se a minha deliberagao est de accordo
com aa disposiges em rigor.
Deus guardo a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, ministro
e secretario ie estado dos negocios do imperio.
O presidente Jos Bento da Cunha Figueiredo
Jnior. -
3.a seccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio em 12 de junho de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Teobo presente o offlcio do V.
Exc n. 10 de 9 de maio prximo Ando, submet-
tendo a considerago do gorerno imperial d-
10 das que o citado artigo concede aos presi-
dentes das provincias para darem ou negarem a
sanego, deve aquelle projecto ser devolvido
mesma assembla na sua prxima reunio, alim
de ser publicado na forma do dito artigo, ou de
novo reenviado essa presidencia para dar ou
negar a sango denlro do prazo legal.
E em resposta declaro-lhe que, avista da ex-
pressa e terminante disposigo do referido artigo
nao tem lugar a duvida que V. Exc. suscita : pois
que, nao tendo o antecessor de V. Exc. dado ou
negado a sanego ao projecto no prazo de dez
das, deye-se entender que a deu : e portanto
sssembla compete mandar publica-lo com essa
declarago, e observando ss formalidades que pi-
ra taes casos prescreve a circular do I.* de agos-
to de 1848.
Dos guarde V. Exc. Joo Lustosa da Cuoha-
Paraoagu.Sr. presdanle da provincia do Rio
brande do Norte.
Cumpra-se. Palacio do gorerno do Rio Gran-
dedo Norte, 2 de oulubro de I860.-Cuoha Fi-
gueirede Jnior.
1/ secgo. Rio Graude do Norte. Pa-
lacio do governo, 18 de agosto de 1860.Illm. e
Exm. senhor.-Tendo o chefe de polica submet-
uoo i minha considerago um offlcio em que o
amanuense externo da polica, para dar cumpri-
?l2?l u*5k 43 d0 ?ecrel d0 27 de
abril de 1859, consullava se para as embarca-
goes empregadas na pequea cabotagera como as
barcagas era exigivel o bilhete de sade, afim de
poderem sahir do porto e seguir ao seu destino
acabo de declarar que a disposigo genrica do
" i"? c,la1 decreto, combinada com a do
O que communico a V. Exc. para sua intelli
gencia e execugao. Deus guarde a V ExcJoo T,l' y'V.'c"ai aecreto, combinada com a do
de Almeida Pereira Filho-Sr. presidente da LJlJZJSESZ "?; PpUMWi fe>
provincia do Ris Grande do Norte-Cumpra-se. V" emDafcaoe de cabolagem, sem distinego
Palacio do governo do Rio Grande Norte 3 de Zl'r. que rcsPeit0 de Mas *e d* a
julho de 1860,-Cunha Figueiredo Jnior. "gg? g**._____ ,
!. secgo.-Rio Grande do Norte.-Palacio do ae\VJnln} \*a!SrS!*S e Exm- Sr' con-
governo 11 de agosto de 1860.-Illm. e Exm. Sr. ,! uH.a T*8.Pere,ra Filho- "*>
-Urna ligeira alluso que em conversa pude per- Lo!" iSf? ? Bef" df> ">perio.
ceber mduzio-me a mandar dar inesperadamen- 5 ?, %J-0S B,ento- da Cunha F'g*'redo.
te, e na minha presenga um balango no cofre onri'n, h^C-1 deJ"e'roMioulerio dos ne-
provmcial, onde apenas encontrou-se a diminu- mm 2tP : 1o de ,elen,b' >e 1860
U juanjla de 164410. rerikando-se um dficit ** i,,Sr,"~Em Tealu ao oDicl d
na importancia de 15:190*552 rs. pela qual era \t dPK al 8m qulV- Exc* comm"'lca
responsavel o respecliro thesoureiro. Immedia- m "', que,as emwb56es de cabota-
tamenteloi este suspenso, e em seguida preso e E? j, m aPreseDtar o bilhete do que trata o
demittido. Mas antes de o destituir nomeei urna "i"' ",n,[%alamet0. da 2***0 d sade
commisso incumbida de verificar escrupulosa- ,.?"0' JT7.de ab?' de 189 Poderem
mente o dficit, que afinal se reconheceu ser de cEmn cnm d?C'ar0 f Exc' ue ma
14:998*308. Outra commisso. para a qual es- -J"5m a sua ""C"-0 l observando que
colhi as pessoas que me pareceram mais idneas, SaSSS L? ,ef,demia sr mesmo bilhete
foi por mim encarregada de examinar minuciosa: lali^^fl^-f desaude. c determina
mente o estado da thesouraria provincial. Aguar- 5" pa"-e d?, cllado a.r'0- De< g"de
v. 1 xcJoao de Almeida Pereira Filho.Sr.
cravo, por si, ou por seu procurador. Tenciono
fazer mais interrogatorios ao escraro, e fazer
anda algumas inagagdes por outraa pessoas,
Mira, 9uet:mo s*, poo anda, ^arrogar 0 ae-
do o resultado do exame para dar as providencias
convenientes.
Depois do fado cima referido me tem sido
feitas algumas revelages que quasi me conven-
cem de que o emprego indevido dos dinheiros
pblicos um abuso que se pratica ha muito
tempo No principio de cada mez quando era
forgoso fazer pagamentos que nao soffriam dila-
gao, entravam as quanlias precisas para os co-
fres, e as disponiveis sainara logo depois para
eraprestimo e outros Qos. Procuro obter mais
alguns dados para saber ao certo a applicago cri-
minosa que se dava aos dinheiros pblicos.
Quando a malversago se acha descoberta, e a
autoridade tem j obrado em consequencia della,
deixa de apparecer a reserva daquelles que re-
cejando compromettlmeoto, abstinham-se de re-
velar ero lempo abusos que convinha previnir
para nao se darem to tristes effeitos como os
que ora se lamentam.
as circumstancias desanimadoras em que se
acham as Qnangas prorinciaes, apezar da rigorosa
economa qae tenho mantido desde que cheguei
provincia, afim de ver se evitara a crise que
veio a declarar-se por causas antecedentemente
accumuladas, nao ha dinheiro para occorrer s
despezas mais argentes, e os empregados pbli-
cos ainda nao reeeberam seus ordenados deste
mez. Chamando contas os devedores da fa-
zenda, e restringindo os pagamentos aos que sao
indispensaveis para a manutengo dos presos po-
bres, doenles desvalidos, educandos e pragas de
polica, nao conlo poder dessa maneira remover
os males que aotevejo. A cobranga da divida
acliva difflcilmente se consegue, e a arrcadago
provavel nao ser sufflciente para occorrer s des-
SS??9d,Paras an'eS dOS nrimiro mp7pa do
anno vindouro em que se cobraram lettras pro-
venientes da arrematago de dizimos, que este
anno pouco produzio ltenlos os terrores de ama
secca que afugentaram concurrentes, ticando por
licitar um grande numero de freguezias. Nao
estou aulorisado a contrahir emprestimos, e
!|uando o podesse fazer, onerando com juros a
azenda, nao acharia aqui seguramente e talrez
nem mesmo fora, quem quizesse realisar taes
emprestimos garantidos pela prorincia. Nestas
circumstancias, embora leona presente memo-
ria urna ordem do thesouro expedida para a pro-
rincia de Pernambuco, reproraodo a passagem,
por emprestimo, de quanlias do cofre geral para
o provincial, me animo todava a rogar a V. Exc,
que se digoe attender exposigo fiel que tenho
feito, e dar alguma providencia que for possivel,
aflm de que ao menos se poupe aos empregados
pblicos de urna provincia to deficiente de re-
cursos os crueis apuros 'em que tero de ver-se
faltando-lhea com que maoter suas familias
Dos guarde a V, ExcIllm. e Exm. Sr. coose-
Iheiro Angelo Muniz da Silra Ferraz,presidente do
conselho de ministros e ministro e secretario de
estado dos negocios da fazenda.Jos Bento da
Cuoha Figueiredo Jnior.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rio de
Janeiro, em 10 de setembro de 1860.Illm. e
Exm. senhor. Lamentando a exposigo que
V. Exc, me fez em seu aviso n. 58 de 11 de agos-
to ultimo, sobre o estado do cofre dessa provin-
cia, tenho dizer V. Exc, que nao pormit-
tido ao governo geral conceder emprestimos s
_perial _
vida em que se acha a respeito aa jancclo de um
projeclo de le aprsenla^ ao .atecessor de V.
it^nf .*nen,.W'- ngUlWa dessa prorincia
Sn.r d-n. "-". elle deX0U *' MBC"
cieosr den' 00 ..o addicional conslituigo do imperio,
ferganla V, Exc, se tendo expirado p pVftzo de
. ------------ jf> v u aiHpwilW vomu,
lecido a sepaxago do que geral e provincial de
um modo to incisivo, redando mesmo a inge-
rencia dos poderes do estado no que respeila
certos actos das administrages prorinciaes, s
cabe assembla geral velar sobre asottedas
provincias depois que as respectivas assemblas
se declararen! impotentes para soccorre-las, cum-
prindo por tanto que V. Exc. na rbita de suas
ai tribu igoes ou sob sua responsabilidade, procu-
ro remediar eomo entender, as circumstancias
extremas em que se acha a provincia, solicitando
da assembla provincial em tempo opportuno
as providencias precisas para sanar os males
apontados no supracitado offlcio.
Dos guarde V. Exc,Augelo Moniz da Silra
Ferraz.Sr. presidente da provincia do Rio Gran-
de do Norte.
Inteirado. Palacio do governo do Rio Grande
do Norte, 24 de setembro de 1860.Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
Rio Grande do Norte. Palaeio do go-
verno. 25 de julho de 1860.Illa, e Exm. se-
nhor.Passando por copia s mos de V. Exc os
officios que em 28 de junho ultimo me dirigiram
O juiz de direito da comarca da Maioridade, eo
alferes commandante do destacamento da povoa-
fo do Luiz Gomes, se me offerece dizer que
nesta dala solicito do Exm. presidente da prorin-
cia da Parahiba a providencia indicada nos mes-
mos officios, e nao ceaso de dar outras que me
parecerem necessarias para a captura dos crimi-
nosos na morte de Antonio Caralcanti de Albu-
querque,Dos guarde V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. conselkeiro Joao Luslosa da Cunha Parana-
gu, ministra e secretario de estado dos nego-
cios da justiga.O presidente, Jos Bento da Cu-
nha Figueiredo Jnior.
4,' secgo.Ministerio dos negocios da justi-
a.Rio de Janeiro 12 de setembro de 1860.
Um. e Exm. senhor.Accuso rocebido oefficio
de V. Exc. de 25 de junho prximo passado, em
que relata as diligencias feitas para a captura dos
asaassinos do delegado Antonio Caralcanti de
Albubuerque, e lhe communico qi
ordeno ao presidente da prorincia
NoMo60'0 d* pr3TDCa d0""Rio"Grande do
Currpra-ee. Palacio do gorerno do Rio Grande
do Norte, 2 de outubro de 1860.Cunha Figuei-
redo Jnior. 6
1/ secgo. Rio Grande do Norte. Pa.
lacio do governo, 20 de agosto de 1860.Illm.
m 8ennor.Submetto por copia V. Exc. os
olucios que me dirigiram o pro-presidente da ca-
m,,ra votado desta freguezia. assim como as respostas
que lhes dou com referencia prxima eleico da
vereadores e juizes de paz.
Dos guarde i V Exc-Illm. eExm. Sr. con-
selheiro Joao de Almeida Pereira Filho, ministro
e secretario de estado dos negocios do imperio.
O presidente, Jos Bento da Cunha Figueiredo
nl?eC0- Rio de Janeiro.-Ministerio dos
negocios do imperio, 13 de setembro de 1860.
illm. e Exm. senhor.Tenho presente o oQciode
LJta**/7 d8-20 de aSt0 Prximo findo, sub-
meilendo considerago do gorerno imperial a
deliberagao que tomou, de approrar o procedi-
mento do juiz de paz mais rotado da parochia
dessa capital, que fez aconrocago dos eleitores
e supplenles para a eleico de juizes de paz. e
rereadores, apezar de nao ter recebido da cma-
ra municipal as ordens, que para tal fim devra
ella ler-lhe expedido. Expe V. Exc, que a
presidente da dita cmara lhe comraunic.ra que
taes ordens deixaram de ser expedidas, porque,
tendo comparecido apenas dous supplenles de
vereadores, fdra impossivei celebrar sesso. pelo
que ordenou V. Exc. ao referido presidente, que
luormasse quaes os motivos quo obrigaram os
*---;- vuiupaicLCl \j uud 11.?,_____
aos ommissos a multa decretada na lei do 1." da
outubro de 1828.
E em reaposta declaro-lhe qae o governo im-
perial approva a deliberagao de V. Exc, pois aua
segundo 03 arla. 6.- e 10. das instrueges anne-
xas ao aviso n. 168 de 28 de junbo de 1819, em
que v. Lxc. se fundou, a demora na expedigo das
ordens da cmara municipal, nao impede que se
tagam as convocages determinadas pela le, as-
sim como a falla de taes convocages nao obsta
que os cidados concorram aos actos eleitoraes.
Devo entretanto ponderar-lhe, quanto ao nao
comparecimento dos rereadores, que em tal
caso dena-se ter observado o que dispe o aviso
de M de margo ultimo, dirigido ao presidente de
sania lalnanna ; isto recorrer-so aos supplen-
les juramentados, convocando o presidente da
cmara, e o secretario, na falta delles tantos sup-
plenles quantos iossem necessarios, deferindo-
lhes juramento.
O que communico V. Exc. para sua intellr-
gencia, e para o fazer constar ao presidente da
mencionada cmara.
Dos guarde V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio-
Grande do Norte.
Cumpra-se. Palacio do governo do Rio Grande
do Norte, 2 de outubro de 1860.Cunha Figuei-
redo Jnior*
1* secgo. Rio Grande do Norte.Plido do
gorerno, 2 de outubro de 1860.Illm. e Exm.
Sr. Accuso a recepgo do ariso que V. Exc. se
servio dingir-me em 13 de setembro ultimo ap-
ttr*LS conslituigo do imperio estabe- cedimento do juiz de paz mais rotado da parochia
deata capital, que fez a convocago dos 'elellores
e supplenles para a eleigo de juizes de paz e ve-
readores, apezar de nao ler recebido da cmara
municipal as ordens que para tal fim devra ella,
ler-lhe expedido.
Cumpre-me entretanto declarar a V. Exc com*
referencia ultima parte do mesmo aviso, que o
presidente da referida cmara se esforgou para
reun-la, convocando al os supplenles menos ro-
tados, mas a falta de comparecimeoto da mor par-
te delles, que allegarara impedimentos, nao per-
mittio que houresse sesso em tempo de se ex-
pedirem as ordens necessarias para a sobredi!
eleigao.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selheiro Joo de Almeida Pereira Filho, ministre,
e secretario do Estado dos negocios do imperio.
O presidente. Joa Bento da Cunha Figueiredo-
Jnior.
3a secgo. Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, era 15 de setembro de 1360.-
Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o offlcio de V.
Exc. b. 73 de 13 de agosto prximo Ando, sujei.-
lando approrago do gorerno imperial a deli-
-beraco que tomou, de ordenar que o coaselb.
municipal de recurso do termo de Goiannioha se.
reunase extraordinariamente no dia 23 do, cor-
rente mez, para conhecer dos recursos ioAerpos.
tos das decisoes da junta rerlsra da parochia do
mesmo nome, que celebrara os seus traballioaem
poca muito posterior i que marca a Wi regula-
mentar das eleiges; e que a eleigo de juizes de*
paz e vereadores fosse feila pela qualiQcaia do>
anno passado.
Em resposta declaro-lhe que a governo impe-
rial approva a deliberagao de V, Exc por estar
de accordo com o que varias rez.es se tem decidi-
do em casos idnticos.
Observo entretanto a V. Exc. que, segunda coas-
ta da acta di formaco daquella jonta, forana, os
seus trab^hos interrompidos por nao tet a cama-
ra "Vunldpal fornecido o competente livro,inter-
r' .nnlL ammm \ nloi rimunlO rlenACPtara Tisln nnft
lAraicauu ae ".anicipai lornociuu o cumpawuio nTro.inier
que beata dala < r.'
la da Parah-'' I o artigo 16 das instrikces anoexas ao ariso n.
lie o auxilio oeceswno a consecur*. 'I |r58 de 28 de junho de 1849, determina que a Cal
. lado, lio importante para o fleft.a_0fta do livro seja sopprida por um outro, aberto
da, lei e da moralidad* publica. "a w^nttinB-r,^0|e rubricado pelo presidente 0* junta..


**> IV
t.

til
ir-.K
MARIO M f EaBHBQU>. SEXTA FElfii 5 Di ABRIL BB 1M1.
O que munico f ^.E^ p^w m^Imwo ^ndec. V K,s d.pois d tei cooslUucional | se ltimamente concedido nriN mdrolotla, ha-
tazer coasUr ao prastdanloda-refe- Ideilao agosl., de 183*. creaso de diutrietos vendo alm disto mais una lega de
0I35UE HTI7I *ERi
i, e para o
ida juola.
Deus guarde a V. Eic. Joio de Almeida Perei-
ra Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Cnrapra-se.Palscio do go-
verno de Rio Gran Je da Norte, 2 de eulubro de
1860.Cucha Figucredo Jnior.
Vio de Janeiro.Ministerio dos negocios
imperio, eos 17 de setembro de 1860--Illa, e
Exm. Sr. Em resposta ao orBcio ao 22 do
mamo passado, om que V. Ese. cmmntiu
que, alm da quaolin de cees mil rete que se Me
A disposigo do Dr. Luiz Cario Lia Waiidertey
pau ociorrer aos gastos com as dietas dos eader-
ni* pobre, afectados di varila na povosgaa de
Ponta-Negra, mando esrtregar-lhe igual somma
para o mesmo Om, declaro V. Exc. que appro-
?o o seu procedimenlo.
Deus guarda V. Ee. Joao d'Almeida Permi-
ta Filho. Sr. presidente da provincia do Rio
Airando do Norte.loieirado. Palacio do gover-
no Cucha Figaeiredo Jnior.
2* sec^ao Ministerio dos aegoclos da jestiga.
Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1860.Illm.
e Exm. Sr.Em resposta ao efflcio, em que V.
Etc. sumette conaiderago do governo impe-
rial a segante coosnlU da juiz o> direito da oo-
snarca da maioridade: se um promotor, depon
de deniiUHo, pode defender um reo, em cujo
processo officira como orao da justica publi-
ca.; cabo-me tomattuicnr-Irte que Sua Mages-
lade o Imperador, conformando-so com o parecer
da conselhi'iro consultor dos negocios da just-
tca, houve por be ib declarar que a lei nio pro-
hibe o patrocinio de urna causa ae promotor que
atalla officira por parte da juslica, e que deixra
o ecercicio do eargu; ne competindo i autori-
dade conhecer da moralidade do acto.
Deus guarde a V. ExcJoao Lustosa da Cunha
Paranagu.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.Cumpra-se.Palacio do go-
verno do Rio Grande do Norte, 2 de outubro de
180.Cuuha Figuejredo Jnior.
Ia seceo Rij Grande do Norte. Palacio do
governo, 7 de maio de 1860. II le. o Exc. Sr.
Pela a anettido, no ultimo dia de sessao, um projecto
de le assiin concebido :Fica o presidente da
provincia aulonsadu conceea Francisco Jos Pe-
reira Caalcjoti deAlbuqueique, chele de seigo
da theaouraria provincial, ahm de tratar de sua
saude, uesta ou em qualquer oalra provincia.
Dos termos em que eslava concebido o projec-
to, que V. Exc. se servir de ver da copia junta,
deprehendia-se qual a concesso ferta; mas
faUavam-lhe as patarras neeessarias para com-
pletar o sentido. Evidentemente houve urna o-
roissao devida a quem copin o authogrepho psra
ser submettido presidencia mas o certo que
eu nao devia sauccionar um projecto deeituoso
que nao menciouava o objecto da concesso.
Suppondo que anda seria lempo de supprir a
Ialta,.e secreta/je do governo fez voltar para a
assemblea o oflieio que acompanhava o projecto :
nas nao podendo elle ser substituido por o o tro
assiguado pelos membros da mesa, visto j estar
encerrada a sessao. dirigi o respectivo secre-
tario ao do governo, seis das depois, o olicio
junio, acompanhado de urna copie, qe com
qusnio leoha a integra do projecto nao se acha
signado, como sao lodos os oatros, pelos tres
merubros da mesa.
Pareceu-me, portante conveniente consultar a
V. Exc, para que se digne firmar urna regra que
sirva para ette e outros easos semelhanies. De-
vo aqu declarar a V. Exc. que a demora que de-
ver haver, eniquato nao me for presente a de-
ciso que ora solicito do governo imperial, nao
pode prejudicar a sanego, pois que. tendo-se
encerrado a sesse da assemblea em 30 de
abril prximo, s6 na sua prxima reunio (indi-
na o preso marcado uo arl, 19 do acta addicional,
oomose acha declarado no aviso d. 813 de 15 de
novembro de 1857.
Deus guarde a V. Ex.Illm. e Etc. Sr. eonse-
lneiro Joao Je Almeida Pereira Filho, ministro e
secretario de eslado dos negocios do imperio.
Q presidente, Jos Beato da Cunha Figueiredo
Jnior.
3a seccao.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 18 de setembro de 1860.
Illin. e Exc. Sr.Foi presente a Sua Magesia-
4e o Imperador, o olTtcio de V. Exc. d. 7 de 7 do
zuaio ultimo, expon lo ae raides, que oiuduiiran
a negar a sua saneco a um projecto, que Ihe foi
reoieiudo pela assemblea legislativa dessa pro-
vincia, concebido em termos que nSoindica*am o
bjeclo da concessao, e pedmdo que o goveaao
Mnpenal esiabele^a urna regra applicavel a este e
euros casos seruelhautes
Commuoica V. Exc. que, qoe coro quanto dos
termos, em que se acha va concebido o referido
projecto.sedeprehendesse fcilmente o objecto da
cencesso, julgou V. xc. que nao devia dar-fhe
a sua sanecao ; e que julgaodo que inda seria
lempo de reparar a emissao que nelle havie, de-
olvera aquella assemblea o offloio, que acom-
panhava o projecto; mas que. nao podendo estB
-------^.,.arUuJpur Juiro aasig-naoo *por"Vouos os
embreada mesa, visto A estar encerrada a ses-
sao, d:ngio-lhe o respectivo secretario um efll-
co,que, com quanto conlivesse a integrado
projecto nao s achava asignado por todos
aquelles membree.
E o mesmo AugutoSeoohr tendo-se conforma-
do por sea inmediata resolucao de 15 do corrate
ez como o parecer da seccao dos negocios do
imperio do couselho de esUe, exarado em con-
sulta de 14 de agosto ultimoha por bem man-
dar declarar-lli o seguate : Que o alvitre adop-
tado por V. Exc. era o nico raeiode reparar a.o-
iissao que havia oo projeclo; mas qtw nao sen-
do admissivel urna outra copia despida das as-
ignaturas dos membros da mesa, de*e V. Exc.
era tenipoopporUoo. devolver o dito projecto
semble*, com a deegacaodasadcco, pelo de-
leito que cootro ; e que enlao, poder a mesma
assemblea Iransmitli-lo V. Exc* como se fora
nm projeclo novo; e Qualmenle que o erro de que
e traU nao carece de regras para eorrigi-lo. 0
luecommunico a V. Exc. para ielelligencia.
Deus guarde a V. ExcJoo de Airadla Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
fcrande do Norte.jampra-se.Palacio do go
^ r Ru (i"d? .d0 Nyrle- 2 de oatubro de
1860.Cunha l/igaeirdo Jnior.
Ia seco Rio Grande Norte. Palacio do
governo, 1 de maio de 1860. Illm. e Exm. Sr.
. --1'. i f C.?,g0 do proeesso criminal e o
..^J* ",*0 de M'abre de 1828conferera
altnbuicao ia cmaras muolcipaes para mar-
careal erepartircm os districlos de cada termo.
Tomando conla da admioistrecao desta pro-
vincia uve conhecimeoto de ftarerem sido sanc-
ionados pelo mea aoteoeswr deus projectos,
apprimindo dnicio-. de pR, e pooeo depois
foi submettido um oulro minna sanecio. qoe
ntendi nao o dever recusar era face do 6 1 do
art. 10 da le de 12 de agosto de 1834, que esta-
belece a competencia das assembleas legislativas
provinciae, para legislarera sobre a divisan civil
e judiciaria. Esta disposico genrica de urna lei
orgnica pareceu-me qoe nao podia coosiderar-se
restringida pelas dwposides regolamentares, que
citei em pnocipio e que forara promulgadas an-
tes da le da 12 de agoste.
A conciderar-sd cumulativa pira as a
bleasprovinciaes e cmaras muoicipaes a facal-
dade de deliberarem acerca dos dislrictos, em
tuja creacao, divisio, ou soppresco, uo poucas
tezes se attende menos s razes de bem publico
do que os meros ioteresses de partido apnare-
ceram seguramente os conflictos, e em certos
casos os actos de urna corporacio podero ser
nullificados pola outra.
Rogo entretanto a ?. Exc. que se digne resol-
ver acercajdeste objeclo, firmando assim urna re-
gra que dever servir para os casos futuros.
Dos guardes V. ExcIllp. e Exm. Sr. con-
elfieiro Joao de Almeida Perira Filho, minis-
tro e secretario d esld*o dos negpcios do irope-
rio.^O prsideole, Jos Denlo da Cunha Fiauei-
redoJuDior.
3.a secco.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 19 de setembro de 1860.
Illm. e Exm. Sr.For presente S. M. o Im-
perador o offleio de V. Exc, n. 2 do Io de maio
ollimo, expondo a necessidade de estabelecer-se
oma regra, que ,irva para evitar os onfiielM
que, em virtode do artigo Vdo cdigo do pro-
cewo criminal artigo 55 da le do de outubro
mL,. '/ d0 'Ct0 ""Won-I consliuicio,
5Sfii?Bif"*e *atrfi ^^*^lelavas
*icS^-f "x* amarw mweipeeeTVeafes
negocl.doa?m.aertV*
ecjio dpg
btm manda? ^udlrtl^fi^mo, na.per
campete as assembleas legislativas previaciaes,
por virtudo do 1 do artigo 10, que revogou o
rligo 2a do cdigo do processo criminal, o o ar-
tigo 55 da lei do 1* de outubro da 1828. Nao
puis Ciiastilaaia-eaaa saarebui)**, para curo
saleas ito'
ci
i cdaadNal arkakieaM, a i
da: privativa deata*
Oeaaiuardea V. feccJoio de Almeida Pe-
- na logitta
por nome fos Antoaio de Hedeiror, o qaal sd
desapparecer da tcena mtrcanlil, *
cartas a deus amigos, aconselhando o$
que nao submetiessem ao juizo commlrciaf 6%
tior iKaamjaet .
re Iho.Sr. pisaldad!a da pMriacia da Bio eredoresfl
Granea aoNarta.Coaspra-ae.Palacio do aover-
no do twGrande da Norte.2 de oavabro d<3 MOft.
Cwmha FtoiMred*/(mear.
Utatateri* .las awmsctM d juaMea. Ka de
Jaaeir* S de aeteajTaro de fMB.
IMm. e Etfti. Sr^-S. M. a Imperador, qaem
z presente a consotta do tabelliad' de a< da
capital dessa provincia,. tmnamitUii a y. Exc.
pato respectivo jotr de drrertu, e qoe aironrpa-
nhouo olcio de 7. Exc de 6 de julho prximo
passado, relatirmaente is distas establecidas
no regiment d'ella, para o recouhecimenta de
firmas, manda declarar a V. Exc, leado oirvido
o conselbeiro consultor dos negocios da justica e
conformaodo-se com o seu parecer, que bem di-
cidio-a V. Etc., approvando a intelligencia dada
pelo referido joiz de drreiio ao artigo 88 do re-
gulamento de 3 de marco de 1855, pelo qaal
ave o labelluio de notas perceber aomente canto
e sessenta reis pelo recoohecimenlo de qualquer
firma social, sejam quanlos forera os nomes que
a componham.
Deus guarie a V. ExcJoao Lustosa da Cu-
nha Parananagu. Sr. {presideolo da provincia
do Rio Grande do Norte."Cumpra-se. Palacio
do governo do Rio Grande do Norte 2de outu-
bro de 1860.
Cunha Figueiredo Jnior.
t" seccao.Rio de Janeiro 8 de juobo de 1860.
Illm. o Exm. Sr.A cmara municipal da vil-
la do Cear-iuerim apenas se tem reuuido duas
vezes durante o presente quadrienio, nao obstan-
te as repetidas providencias dos meus predeces-
sores. Entrando na administrado desl provia-
cia examinei minuciosamente ludo quanto a se-
melhanle respeilo tem occorrdo, e vi-meobri-
gado a mandar responsabilisar os vereadores ne-
gligentes e omissos, depois de convencer-me
que se havia empregado iuullimente lodos os
outros meios para chama-Ios ao cumprimcnlo de
seus deveres.
Tendo o juiz de direito da comarca imposto
urna mulla ao presidente da mesma cmara, em
consequeucia de nao haver este comparecido para
fazer parle da junta revisora dos jurados, deixou
omullado de pagar a dita mulla, cuja cobranea
uao pode anda ser promovida executivamenle,
por que o procurador da cmara lambem se re-
cusa ao cumprimenlo de seus deveres, o 14 ne-
gou-sc prestaco de contas exigida pelo pro-
presidenle da cmara.
Nao fuoccionando esia para tomar as provi-
dencias neeessarias, consulto V. Ex-, si, ua
impossibilidade de se usarem dos meios ordina-
rios, nao ser lcito adoptarse algum arbitrio,
par,rnao s fazer-se effecliva a cobraoca'da mulla
indicada, como tambera proceder-se contra o
procurador da cmara pelo facto de que ar-
gido.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
selbeiro Joao de Almeida Pereira Filho, minis-
tro e secretario da estado dos uegocios do im-
perio.0 presidente Jos Beulo da Cunha Fi-
gueiredo Jnior.
}ui4acao
Quande a aaticia caidava eta dar
vuoiiuo m fikm niuaia oat aar cana
asta pobn indjgai lava a faotaMada da .
a UbeaMir* iota RadrifNatCosta. a
eseaas fadhat. Besada coraawaaaeiaa >,
a iikulrsgio ddaaa digne maranhense, sao segu-
ros peanoraa da urna brilhanle administrare. S.
Exe. qaa aoosa ao Riu Grande do Norte e no Cea-
s ina r, maatrar-aadigno da confianza de governo im-
pariaJ, ha de cecessariamente colher os meamos
loaros aM, e lolgarei se consignando nesle lugar
as poucas Uan*, q^e deixo neeiielaa, ierem ua
fceios i jai a* senlimenaaa, se todoaada
tarto a asead lavado merecimaato daqaeUe dg-
ate preejdaade.
* Semsdi nesse vapor os nossos sandepulado*.
Via cea afta* mam dous do PiaaAf, os Drt. Al-
mendra e Staapikie, cujas eleiedea anda deaen-
hos aos
ana
capadas
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assemfela provincial occopou-se hontem
com a 3a diseussao das posturas municipaes da
Escada, que forara remettidrs de novo fi com-
missao de posturas, requerimenlo do Sr. Af-
fonso de Mello ; Ia das da Victoria que foraro
approvadas, e Ia do projecto n. 19 do anno pas-
sado, elevando cathegoria de cidade- a villa
da Escada, o qual posto votos Ocou empatado
depois de ;breves considerar-oes pelos seohores
Gancalves Guimares, Nascimento Portella e Af-
fonso de Mello.
Aordem do dia de hoje : Ia diseussao dos
projectos n. 18 de 1851, 2 de 1855, 6 do 1856,
e40de 1860, e posturas das cmaras de Ro-
Formoso; 2a dos projectos ns. 23 de 1853, 11
de 1860, e posturas municipaes de linda. Cabo
Eseeda e Villa-Relia.
Hontem fundearam em nosso porto os vapores
Iguarast % Oy+pock, ambos vindos dos portos
do Dorte do imperio. Os jornaes e cartas coai
dallas : do Para at 27, do Maranho al 29, e
do Cear at 30 do passado, do Ro Grande do
norte at 2 e da Parabyea al 3 do correle.
A miouciosidade com que os nossos correspon-
dentes tratara os faclos occorridos, dispensara o
resumo dos jornaes.
Para.
Sao apenas passados dez das depois da sahida
c i,l''Jlil['nr. ,p"raa\: sear llovida oodiam-
s* ler dado mullos auccesos importantes durante
esto periodo, mas felizmente poucas sao aa nosi-
dadee que tenho a transmiiiir-ilie, sobre ludo
em negocios poiitieos da trra, qwe cada n vio
de mal peior ou para me expresaar melhor em
pleoo diacredilo.
D^is eleicoe3 resullou urna diseussao inconve-
niente pelas jornaes, que aual trouxe a indifte-
renca pera semelhante modo de eocarar os tactos,
passando-se da analyse dos acoatecimentos s
personalidades. Por cooseguinle sendo um dos
indifferentes taes quesles. eotendo dever fezer
poni oo q'ie se refere a individualidades.
No da 25. ch'gada do Oyapock correo a nova
que vnha presidente a bordo; por que sendo
esso dia de galla pelo jsrameato da constituido,
succedeu o vapor entrar no porto todo emb'an-
deirado.
Mais tarde foi esta noticia, substituida pela da
quia do ministerio Ferri.
Ha tres rapores que lhe commuuiquei, que os
pas da patria de ambos os partidos propala vara
a queda do ministerio; o facto pois com peque-
a demora se realisou.
Ua certa genio que possuo coniao de farejar e
adevinhar certas noticias-, nao seijeomose sabem
cortas eousaj com tanta precisao, parecondo que
ha communicj^ao com os espiritos para ter com
antecipacao dados para lauto aventurar.
Como nao ando iniciado uestes mysleiios po-
ltico,s sempre penshquo o ministerio cahira
depois de abertas as carairas, o que na verdade
uiais constitucional; por que do seia da repre-
sentacae nacional que devem sabir os miois-
tros e segundo a face poltica do parlamento.
Hoje ningoem se d ao cuidado de ler cons-
tituido, e ella coilada, tem sido to sophisma-
da, alierrada, embrnlhada, amarrolada e rasga-
da, que nao admira que techamos ministerios sem
ministros deputados ou senadores, teado-se alm
disto acabado de fazer urna eleicao geral no im-
perio !
Nao faca censuras em materia poltica ; mas o
que entendo que na organisagio de um gabi-
n*te se deve allender estas consideracoes roui
ponderosas e por estas e entras cousas quu
moitos assegaravam de pouca durajao a eiistencia
do actual arinisterio, sendo mui provavel que
taes negocios se esclarecam as sessoes do par-
lamento, e por conseguinte venha a dar-se urna
recoraposicJo ministerial ou ministerio total-
mente novos difinir a situaro poltica do paiz.
Com tu do damos os parbaos aos uovos esco-
Ihidos da coros, e tambem aos j conhecidos ca-
racteres nesses cargos importantes, a Deas per-
mita que os horneas cuidado de quem estao
confiados os destinos do Brasil, poesam, merecer
o contente do soberano e a satislcao des poros.
A' vista da mudan ja ministerial pensa-se agora
aqu que mais depressa partir para a corla o
actual presidente Angelo Thomaz do Amaral,
apazar de nao estar anda indigileda pealo* certa
para goveroar esta provincia.
Entreunto S. Eso. vai fazendo algumas demis-
soes assim como nomeacoes; emtre estas foi con-
templado para chafe dad* sessao da secretaria
do averno provincial, lugar que eslava vago, o
bacherel formado Joaqun Antonio da Faria
Abre a Lima, natural dessa provincia e ah mili-
to conaecido; e daquellas igualmente a subati-
tuieo dos membros que compoem a masa raga-
dora da Santa Casa da Misericordia desta cidade.
O recruUmeuto tambem tem estado oestes das
em actividad*; ao sai se lae digo que com bas-
tante igramalaridade; pois qae a presidencia tem
senada isempcAo da serrico militar para rauila
rata.
Bepads da elaloaa a remedie mais enrgico e
paderoeo aaa desmandes e liberalidades popula-
ral, sem duvida o recruUmeato!
9'*** ^ "se coramercial contina como tuna
epidamla.
A4#m de algumas quebra qas las nociei, tea-
""e"* cara
como la* aaticiei em ua
a pra*
IS
S* em
ta aaterJar.
Ceniam qoe o subdelerado do 2* districto- des
ha dous: ddm de analfm.
* t^s^M'S^s; r&"e;rs
oc
profisso. 0 certo que dando-se a busca
forma da lei na mea dease individuo, nada se
encontrara; entretanto ao subdelegado fez ex-
pectaco, roas sahus cheios de roop lavada
umo mesa preparada cora um lalher completo,
dentro de um quarto no interior da casa.
Fazendo-se as pergunlas neeessarias acerca de
taes objectos e (fisposies, cojas respostas nio
foram salisfactorias, resalveo o subdelegado man-
dar os bahus para a polica acompanliades do
dito Runo, ficando ad cautelan* a casa cercada
por policas.
O facto real qoe ao ntlr-se os bahs em
preseofa de testemunhas enconlrou-se, alm da
Logo depois da atasajada do Zlopicuri, qu e
trouxe os diplamas do 2 districto desta provin-
cia, espalhou-se o boato de que alguns vereadores
da careara municipal de Caxias, pettencentes aa
lado opposicionista, celebraram em casa de om
delles, urna segunda apuracao, e deram diplomas
ao Dr. Candido de Andrade, e general Bar-
reto.
Esta noticia parece ter a mesma authentici-
dade, que a de naufragio do vapor da guerra D.
Pedro, pois de oificul nada por ora tem transpi-
rado e tenho intima conviccao de que nao passa
de urna bateta, de proposito levantada para io-
_ commodar os dignos deputados eleitospor aquelle
r.?!* P P reconrrecidos de Rodrigues districto. " Mas quando mesmo as cousas assim tenham-
Costa.
A' rista do exposto a polica collocou Rufino
entre a espada e a parede, iato : ou ir para
prtsao incommunicavel ou entregar o tal Costa
que ge j acreditava fgido.
Nao havia outra alternativa para sofismar as
pesquuas da polica ; pois que nada mais houve
se nao vollar o subdelegado casa de Rufino, e
este entregar prsao Joio Rodrigues Costa.
L esto pois na cadeia de S. Jos o dito Cos-
ta, o seu caxeiro e mais um consocio no ne-
gocio.
Fecho a presente transcrevendo a circular que
o Exm. Dr. Leilo, dirigi aos eleitores que vo
taram em S. Exc. para depulado por esta pro-
vincia. r
O poro do Para confia na siaceridade do agra-
decirnento do seu comprovinciano, e espera que
o mesmo, Exm. Sr. ser nu parlamento um
slrenuo e verdadeiro deffensor dos reclamos e dos
inelhorameolos, que a provincia tem direito e
necessidade para a sua prosperidade e grandeza.
Eis o agradecimenlo,
Ao digno corno eleiloral da provincia do Pora.
Nao me sendo possivel, por em quanto, diri-
gir directamente a cada um dos dignos eleitorest
do Para, que acabara de honrar-me quasi unni-
memente com seus votos para representar a nossa
cqara provincia na assemblea geral legislativa, os
meuscordiaes agradecimentos por to subida pro-
va de cousideraco e estima, o que farei logo que
lenha presente os nomes de to conspicuos cida-
das e alguma folga das multiplicadas obrigaces
que pesam boje sobre mim, cumpro por este meio
aquelle grato dever para com o distincto corpo
eleiloral da mesma provincia, asseverando-lhe
que no exercicio do honroso mandato que me
conferirn empenharei todos os meus fracos re-
cursos para corresponder de alguma forma a im-
mereciua contianga com que me honram, e nao
aecahir do conceito quo tenho a fortuna de mere-
cer lhe.
Pernambnco, 15 de marco de 1861.
Ambrozio Leilo da Cunha.
O Cruzeiro do Sul e o Paran dcixaram de
levar a correspondencia do costurre om razio de
em achar fra da ciiade em objecto do servido
publico, que nao era licito recusar-me.
Esta falla que alias foi commeltils por torga
maior, foi nao obstante bemsupprida pelo Diario,
dando a resenha das noticias eslrahidasdoPu6/i-
cador Maranhense.
Alm d'ellas nada mais houve do impor-
ta na.
Agora cumpre-me expr-lhe circamsUncia-
damente as oceurrencias de maior vulto, que se
deram n'esla ultima quinzena, ou, para melhor
depois da partida do Paran.
c Mas se o cusaprlmento da lei. a juslica. e a
moralidade publica valem entre nos alguma ceo-
sa, como felizmente sempre leen valido, in-
eoestiooavel que o primeiro lograr entrar na
se passado, fique-m Ss. Excs. descansados de que
jamis triuiLphar a obra da fraude, e que ha ve-
mos de vfi-los brevemente desempenhar no meio
da representado naaional o importante mndalo
que Ibes o confiado.
A quaresma tem sido bem selemnisada.
As chuvas continuam com abundancia, mas
tendo ellas vndo um pouco tarde presume-se
que a colheila de algodao, e mesmo dos gneros
alimenticios ne ser grande
_ Ceor.
Honlem foi urna commisso de negociantes
desta prara em nome do corpo decommercio,
compota dos Srs. Abreu, Smith, Cunha Freir,
Luiz Ribeiro, Rocha Jnior, Coelho da Fonseca,
Justo e Goveia, sendo relator o Sr. Smith levar
em despedida urna felicilaco ao senhor presi-
dente.
A commisso agradecida a S. Exc. seu zeloe
nleresse pelo commercio desta provincia, e S.
Exc respondeu agradecendo essa prova de apre-
Co, e coosideragao do commercio no momento de
sua retirada.
No dia 23 alguns amigos do Exm.Sr. Dr.
Marcelino deram um explendido baile de despe-
dida no sobrado do Sr. Garca. Coosla-nos que
foi grandemente concorrido, e animado. Depos
das 3 horas da madrugada foram acompanhaudo
a S. Exc at o palacio.
O Sr. Capanema, chefe da secc.o geolgica,
da commisso scienlifica, chegou nesta cidade de
volla de sua excurso Sena Grande, e ao no-
roeste da provincia.
Acha-se tambem nesta cidade o Sr. desem-
bargador Andr Bastos de Oliveira, de volla do
interior.
o quanto ha a dizer-lhe pelo presente
vapor.
dizer,
No dia 24 presin juramento e lomou posse
da adminislrasao desta provincia o Sr. Dr. Pedro
Leo Velloso, que veio substituir o Sr. Dr. Sil-
veira de Souzs.
a Tanto o acto de juramento, como o da posse,
foram celebrados com as honras do coslurae no
meio do um concurso extraordinario de pessoas
de todas as classes.
Todos desejam ao novo administrador urna
adminislraco feliz e socegda, como aecessita o
provincia para levar cabo o seu progresso
moral e material.
E pois que deixou a adminislraco o Sr. Dr.
Sveira de Souza, justo que emita nesle lugar
a opinio quo todos formara de seus actos e
qualidades pessoaes.
O OUO proiuoa doro 4 esSO districto O
honesto administrador, quo soube constantemen-
te collocar-se na altara de sua posico, nao
objecto para umi correspondencia ; a historia, e
smente ella, que poder registrar os aconteci-
mentos e revolu^es, que produzio urna adminis-
lraco sensjta e tnteiligeote no nleresse desai-
rar a provincia do abysmo, em que pareca
precipltar-se.
Quando o Dr. Silveira de Souza lomou conta
do governo, os cofres pblicos eslavam exhaus-
tos, o commercio esmorecido, a agricultura de-
nodada, e, o que mais sensvel anda, o nosso
crdito publico abalado.
Para oalro qualquer administrador, o mais
completo serviQo, que teria de prestar, era en-
erar o thesouro, iulroduzr a ordem as Quancas
e restabelecer o crdito publico, sem o qual
nenhuma empreza pode medrar: mas o Sr. Dr.
Silveira jle Souza, sem se esquecer des sagrados
deveres, que lhe impunua a critica sitaaco da
provincia, uo desanimou de emprebender novos
tranalhos, e de fado os cooseguio sem sacrificio
das rendas publicas.
Foi ajsira que se effecluou o trra plena men-
t do largo dos Remedios, o calcamenU da vari-
as ras, a abertura de importantes estradas, a
limpeza do rio Ilapucur, o contrato de iilumi-
nacao gaz, e a soucl usa o de grande obra da
cnalisaco das aguas do Ail para o abastec-
metilo da capital.
A par desles reaes beneficios, S. Ex*, poude
censeguir que as rendas da provincia aagraen-
tassem sem grande vexame para o poro; quo a
aricultura se animasse, promovendo o eoeino
pratico do systema aratorio, 9 combsteodo a
roVra 5 qu* M havUni enlregue espiritos, alias
cultivados ; que o commercio, como consequeh-
cia do melhoramento agrcola, toma novo in-
cremento; finalmente, que se consolidassa o
crdito publica:
Estes beneficios e outros muilos, que a pro-
vincia esperava anda do administrador lustra-
do, honesto, e jusliceiro, oram infelizmente
esquecidos pelo governo geral, removendo>psra
a provincia de S. Paalo o nosso digno presiden-
ta, Dr. loio Silveira de Seozs.
O Oyapock trouxo outra noticia importante,
e esta agrdavel para lodosos maranhanses, a
que dao os jornaes do Rio 4t Janeiro, e consta
de cartas rindas da cOrfe, de'ter sido o nosso
distincto comprovinciano, Dr. Joao Pedro Dias
"ra, lembrado para urna da pastas do novo
B' iodltivel o enthusiaemo, que esta lison-
gaira noticia produzio no espirito publico.
O nome de S. Exe. era repetido em toda a
parte, o de um modo sempre digno de sus ele-
vada pessoa.
ai?* *" i" **** o vapor, de todos os
ngulos da cidade partiram girndolas deroge-
les, dando sigoal de qoe a popalac&o inteira
regosijava-se eom esss prova de apreco. em que
o nosso Augusto Monarcha tem o talento e a ho-
nestidad* do primeiro vulto desta provincia.
2 A' noute percorriam as ras grupos nome-
rosos de pessoas de differentes classes o de todos
os credos, precedidos de bandas de msica
dando solemne manifesUcfte do enlhesiasmo e
alegra publica.
Bates grupee-passevem peteeasaem qoe reside
S. Exc, e ah pararam para felicial-o dando
**eas, qoe eram ferveroaa e eaihosiasticamente
correepondidos.
O corpo decajaamoTetadacfODal eerrangere
offereceu ao Dt. DtttVMri om baile, qoe tere
logai no di 26 do correlo mi otad do negoct*
anta agkz. o gt. Farkoafao *e#tt.
O baile (ai ezpUmfM, n'OUe reino, per
da profusao, buUata or|ca> dalearl*.
JA deve 4 esta hora tex aM chegado o Exm.
Sr Dr. Antonio Marceboo Nupea GftMrrves, pTe-
sidaota nomeado para aja proajneia,
carcter haoMa, o t*lolo pwco vulgar,
Rio Grande do Norte.
Ah est no porto o Iguarass, que agora
mesmo entrou. e eu nao tenho urna t liuha es-
cripia para lhe mandar. Acho, que se Vmc.
sinceramente quer completar o seu Diario com
todas as correspondencias das proviucias do nor-
lo, deve mudar de correspondente aqu, porque
eu, alm do inconveniente geral de falta defec-
tos dignos do se saberem fra daqui, lulo anda
com as consequenciasdo solamente a que me le-
oho coodemnado, em vrlude do qual 011 nao sei
o que se por ahi. passa, ou quando sei, j Urde,
a ms horas e fra de toda a opportunidade : re-
solva-se pois nesle sentido, e determine as suas
ordens. certo de qoe as cumprirei com prompli-
dao e sem resmungar ao menos; mas, antes re-
conhecendoo direito de seu procedimento, e dan-
do toda razo a elle.
Era hoje o dia designado pelo segundo acto
de addiamenlo para a abertura do corpu legisla-
tivo provincial, mas urna vez que al esta hora.
[urna da tarde), nao vejo movimenlo algum neste
sentido, signal de qne uo barata mais hoje a
sessao de abertura ; sera duvida por falta de nu-
mero sufficienle de membros para isso. Ora di-
ga-me Vmc. que peccado este, que nos acom-
panha: rasgamo-nos, matarao-nos, esfolamo-nos
e reta hamo-aes para eleger deputados provin-
ciaes nao fallando 009 onlros de mais alto co-
tnurno) e quando por flm de centas, recruta-se
para ae seseosa da assemblea provincial, como se
recrota para o exerclto, menos a correte, as
coi dase as algemas? Sao cousas do Drasil dir
vmc. e eu fico salisfeito com a resposta. Cone-
ta-me que o relatorio do Exm. Sr. Dr: Jos Ben-
lo est felo sob o modelo dos do fallecido gene-
ral Andreas, e ex-ministro da juslica Nabtrco. S.
wc. dzeni, revolvu a provincia de fonden-
comble e d os mais minacoses detalhes sobre
cada urna das especialidades, cuja unao forma o
complexo de sua adroinistrace.
Esta nollcia de certo nao ha de desagradar
vmc. porque sem duvida ser o seu prelo, o
que lenha a hohra de entregar ao dominio da pu-
wicidade este inleressantissimo documento.
Pela minha parle estou aocioso por ler easa
peca. meno3 para tirar-lhe extractos, ou fazer-
lho analysa, do que para instruir-me uo conhe-
ciraeulo intimo, e perfeito dos negocios da pro-
vincia. Ignorar o habitante de ata eslado, o que
nene se passa, 00 mesmo que nao sebero pai
00 famihs, o que vai por sua casa. E' pois para
evitar esta censura, que eu promello estudar bem
esludalo o relatorio do Exm.Sr. Dr. Jos Beoto;
e Vmc. la quem eide ir dar a minha licao,
apreciar se fui vadio, ou estudioso para apren-
Na dia 21 do passado marco, no lugar deno-
minado a Picada do Cear-merm quatro le-
guas cima da villa dest ultimo nome, um ca-
bra chamado Jos Vicente, quasi forasteiro ali,
asaassinou com 10 facadas a Anna Joaquina das
Merces, easada com Aquilo Teixeira de Maura,
donando orphos quatro innocentes fllftrohos
ainoa em teara idade.
Por um efleito dessas leis oceultasde atra-
ao, o sympathia, que o proprio Newton, svppo-
nno. eu, nao soube, oo nao chegou explicar, e
queobram de una para outros coreos por meio ds
elelricidade, eorao julgara os physicos, Jos Vi-
cente apaixonou-se amorosamente da desditosa
Anna Joaquioa ; e commuoicando esla 03 een-
"m!'l,0i que esmagavam o sen coraco, foi re-
peilido com toda a energa, e desengao. Depois
de novos assaltos, intilmente tentados, e cada
vez mais vigorosamente rebalidos, preraeditou o
monstro em saciar por meio da forca a sua desco-
rreada concupiscencia.
IrrtRdindo pois a casa, antes rancho, em qoe
morava AquHo, na manha do dia apontado.
quando estese retirara para trabalhar no seu ro-
gado, pela ultima vez procurou Jos Vicente obter
por meios brandos de Ama Joaquina a satisfago
de seus damnados desejos, e sendo repellido com
a mesma corajosa tenaeldade, e abnegago, fez
f vlclSina priraeiramente aos golpes do seo
punhal, para ao depois sacrifica-la, comosacrifl-
cou brutalidade de seus apetites. Quando o
marido, e os visinhos acodiram aos gritos da-vic-
tima, e de sotrs fJfhos, ja chegaram tarde para sal-
va-la da sanhada fra, mas cedo para prenderem
a esta, qoeainda eslava como qne dominada pelo
marasmo ; qoe sempre se segu aos grandes es-
forsos, e revestida de todos os vestigios da per-
petrarlo de um e outro crine.
Ahi est pois urna Lucrecia, que nao se ma-
tn pranlo sobrevlver sua deshonra, masque
preerio morrer antes de perder a Sua honestida-
?* 1? ma-'s um P^re rapax para ser uoanimen-
te absolvido por quem paTa isso tver direito
pleno, e incontestavel. Actia-se ella na tilla do
Cear-mcrim assistindo ao processo, que o juli
minrcipal delegado instaurou parajformar-lhe a
respectiva colpa ; depois do que tem de vfr para
a cadeia desta cidade, d'aquul em tempe deve
partir para responder ao respectivo jury. E' mai
SO*ma vot, qn 10 reooo as ciocoenta e tantas,
lejaahiesrto psra bradar contra a presiden-
aISSF t* d *". B Chue, alem
dt comida e aeoids, para o cliarnta, para o bara-
Ibo, para a agtrardeflte, e para iXe. etc. etc.,
orna rota, qoe rilo set, qaa! ella Pera mi-
rrna parte confesso I Vare., v^pje teond^nsto jutiy jfjpgdesta especie de
dflttd ; e sempre reconrreeondo, sempte dlzeo-
do, qoe a honra, d vida a a eropTierJado rti anrim
-por tsm matos esto Me ewr**ues tj mtm
Dos, do que guardadas pela polica, e vhlaocia
da sociedade.
Nao faca disto nm crime, nem mesmo urna
censura leve s autoridades de nosso paiz ; ellas
nao se ho de transformar em soldadoa de polica
para terem om destacamento sufficienle em cada
laaaiidajrle por menos asa seja, e aaeaes anda
ma pra;a porta da cada om carMat para-p-
vtamr qualquer delicio, que o inquilhn qoeira paa-
Nooca se vio hrla em nenhuma orle deate
mando, anda mesmo estando em masito meno-
res coadlcoes "ama o BraaiL Se a Iogladma
que tem de 1450 i fSOu hamtmites par legaa aa-
drada nao pode alada, nm poder* budcs raa-
niasr os seus gentleaeoo oeste seadtdo. cema o
poder fazer o BrasM, cojos habitaates, piemtmo,
ninda nao chegam 50 no mesmo espaco de ter-
reno 1
tonge,. pola, de me eu admirar do numero
1 criases praticados anaualmeale no imperio,
n.ro-me pelo contrario da pequea cifra avista
falta de meios para a represso do delicto, e
superabundancia delles para a saa perpetra-
de
ad
da
da
gao.
Na minha penltima lhe mandei dizer o em-
barace, em que aqu nos acharamos com s null-
dade da eleico de 7 de setembro ultimo, em
virtude da qual nao sabamos, se eram validos,
ou nullos oa actos praticados pela cmara muni-
cipal desta cidade, e juizes de paz, eleitos nesse
dia, e que tiuham entrado em exercicio a 7 de
janeo desta anno. Qual embaraco, qual nada I
Embsrago para mim, e para os outros, que so-
mos cgos, mas nao para o governo, que l ludo,
sabe de tudo, e de ludo entende. Urna copia de
aviso numero 140 de 23 de abril de 1851, que o
Exm. Sr. Dr. Jos Bento mandou levar cmara
transacta, que se acha, em vrtude da referida
annullaco, fuucciooando de novo, e que, como
nos outros, os idiotas, tambem laborava na mes-
ma duvida, corlou o n gordo, e tudo ficou, co-
mo devia ser, isto socegado, sem mais tratar
dessa avenguago, considerando-se validos todos
os actos praticados pela cmara nova at o mo-
mento, em que lhe foi intimada a nulldade da
sua eleicao ; pois, como diz o Sr. Monte Alegre
no citado aviso, devem ser respeitados os actos
praticados regularmente por urna cmara muni-
cipal, em quanto nao julgada nulla a eleico,
de que nasceu ; e isto pela necessidade que h,
de haver quem administre o municipio.
Mais nada por hoje ; e anda que houvesse
a mala nao dava lempo para isso.
P.-S.De anle-honlem que lhe escrevi para
c nao tero havido nada de novo notclar-lbe ;
so sim que, por falta de numero anda nao se
reuni 1 assemblea provincial ; aflirmou-me,
porm. um amigo, queamanha (3) abre-se sem
falla a primeira sessao.
Todos aguardara o luminoso relatorio do
Exm. Sr. Dr. Jos Bento para verem com que
olhos S. Exc. encara as cousas da provincia, e
com que ocntimentos as julga ; sobre tudo ha
grande anciedade por saber-se quaes sao os re-
medios que S. Exc julga applicaveis para S3na-
rem -se os males que nos afuigem. Eslou que as
inJicacoes da presidencia ho de ser muito pru-
dentes.praticas e acertadas ; assim os legislado-
res as acolham, e lhes deem o desenvolvimento,
e forga de que carecem para que lomem o carc-
ter de les, e possam como taes serem executadas
na provincio.
Creo que no vapor seguinle lerei materia
para estender-me mais; por hoje contente-se
com esle pouco, o adeus que o Oyapock est bra-
dando1 pela mala, da mesma rma que j hoje de
manha o Sr. Cruzeiro do Sul nao deu lempo
para nada : forle miseria a nossa nesta trra !
ParaAyfca.
Faz hoje um anno que ah suecumbio o jo-
vem e distincto Parahybano, Dr. Joo Jos In-
nocencio Poggi, foi urna perda bem sensvel para
esla provincia que perdeu urna intelligencia vi-
gorosa e Ilustrada, para o commendador Joo
Jos lonocencio Poggi que 00 morrer o seu ni-
co filho, com a educagao do qual se esforgre,
como pai carinhoso e para a sciencia medica da
qual era o finado um de seus mais bellos orna-
mentos e para os amigos de dito finado que an-
da hoje deram provas ionequivocas da dr pro-
funda que ibes opprime o peito.
Fomos amigo do finado, tivemos a ftlicidade
de conhec-lo, para esperimentarmos, a dr pro-
funda e iramorredoura de perd-lo!
Houve memento solemne na greja da Mise-
ricordia e missas foram ditas para o descanso
eterno da alma de dito finado. Sao provas do
amor paternal extremoso do commendador Joo
Jos lonocencio Poggi.
Foi adiada a reunio de assemblea provin-
cial para o Io de agosto.
0 Exm. Sr. baro de Mananguape conhecen-
do o estado crllico dos cofres provinciaes e nao
sabendo quando se apresenlar o presidente no-
meado, entendeu por conveniente adiar a reunio
de assemblea.
Este passo do Sr. baro de Mamanguape
mostea que S. Exc. nao quer crear embaragos ao
Dr. Araujo Lima, a quem deixa a iniciativa de
medidas que possam suggerir ao futuro adminis-
trador, ao qual por certo perlencer a lembran-
gae execuco dos que a assemblea provincial
julgue proyeitoso tomar era bem do eslado criti-
co da provincia, quanto a suas Guangas.
A lei do orcameoto, que vigora no exercicio
correte aulorisa a presidencia proceder qual-
quer operago de crdito para saldar o dficit
existente, por esse lado, desapparece a necessi-
dade de urna prxima reunio dos eleitos da pro-
vincia, aos quaes cumpeliria lomar qualquer de-
liberago a respeilo. E accresce que a reunio
da assemblea traiia para a provincia a despeza
de mais 14:4009000 ris. com os trinta deputa-
2*"ASi um dos 1aies P8P a provincia a diaria
ue bgOO ris sem incluir nessa cresciia cifra a
importancia,a pagar como indemnisaco de aju-
da de cusi de viagem.
0 lmparcial de hoje principia a publicar o
relatorio do Sr. Silva Nuoes, com que S. Exc
fea entrega da administrago desta provincia ao
ar. barSo de Uamanguape.
* E' extenso, segundo nos informara e no mes-
mo trata S. Exc. largamente dos diversos e im-
portantes objectos dos quaes cumpro adminis-
lraco curar.
Nao nos possivel agora manifestar a
nossa opiniao acerca desse trabelho, resultado do
esludo e appcago de urna intelligencia robusta
e feliz; com mais espaco o fariamos
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
Sessao em 3 de abril de 1861.
PrttideM*doSr. bario de Vera-Cruz.
(Concluso.)
0 Sr. Dr. Brto:Sr. presidente, talvea a casa
julgua haver de minha parte precipitac,ao apo-
sentando j agora um requerimenlo qoe vou
mandar mesa ; porm declaro que nao o .
Como este requerimenlo lenha por Om exigir in-
formagoes do actual administrador da provincia,
entend que nao podia deixir eorrer mais lempo
e para a sua apresentago esperar que se tivesse
wXormado, ou eleitaa as commissdes que restara
a nomear, por quo me consta quo o mesmo ac-
tual presidente da provincia poucos das tem de
se demorar aqui em Pernambuco.
As iaformacee quo procuro oblar pele meu
requerimenlo devem partir tsta administrador
e por isso julgoei de meu dever apresenta-l
com antecedencia, anm da se nao frustrar o qe
pretendo, isto dalle saber que h, antes da sua
partida, quem analyse os excessos e trasvarios da
sua misrrima administrago..
Sr. presidenta, o 9 do art. 11 do acto addi-
cional dil: (Ift.)
Em observancia poia desse artigo do nosso pac-
to fundamental nd posso deiiar pasear desVp-
percebdo e occirlto um facto que se deu. ha
pouco, entre nos, um fado que tal vez sei igno-
rado por raulas pessoas. mas um facto que vai
* anrlf4C0D8lituiS"0 .Pfu.um facto que
vai de encontr as nutras nossai leis. Quando ve-
E ...W i,ro1nltP*>rda provincia, queaquel-
wr acdnstirutcio e le.ldis. dar-laes toda a for-
& k1*"!?0. Prfan'w concolc-las e a
nao r.zercaao algum dellae, depreza-ls, sallar
por obro essas le_ Pr4s iSSdu o menas
contt essa autorldade relapsa e Indigna.
Srs., o S. presidente Ambrosio Leitaa da Co-
ou, mediten poz em etecuclo, o facto da ano
*JKl!$!&!&' 'rtade que el
poTdf stj-Blo'o MNutoo, fftffttHM deduUa o*
toridades que concordando m tudo com o que
8. Ete qniz o ajadera* a levar a efleito esse at-
tentado aoaaa conatitujeo, e s nossas leis!
>r. prndente, alm dos vexames que hoje pe-
"" eeioa aweaaa populsgo, vexames taes como
0 aue"Jet* guarda nacional chbate, o Iri-
**** MDa"he osaitos owtaoa onus. iamaAeoa-
que leamaosuo ama aanoridade ei la-
tw oa ser a piraaaira em otoaarvar a tei, apceaeav-
le-aa perntenoadaspresando-a, feriado-a, ou do-
brando-as a aaa otero capricho e dnajangaa.
Sr- presidente, ezporei poia o faca de qe tra-
ta o meu raqaeaimauD.
Um guarda aacanat, cioado basa asar i aerado,
como tteata oaeu capitao ae namaahii, man.
altala o tenenle-eoroael commandaote do bata-
Ibaa, como itesta a enrasaaodante superior da
guarda nacional, por que estas tres autoridades o
raquial taram, proeoraram subtrahi-lo colera
do governo, ou antes ao capricho odenlo de um
particular que tinha influencia legitima sobre o-
Sr. Ambrosio Leilo da Cunha, foi prese e man-
dado para a bordo do brigue Ilamarae para as-
senUr prace.
I'arece-me, Sr. presidente, que as leis do nos-:
o paiz mandara que sesenle praga somenle en>
nomensaptos para o servigo, e para que nao acon-
wga o contrario sujeita os individuos que teera
ae lazer parle do exercito ou da armada a um
exame aanUario, aujeiU-os em summa urna
inspecgao medica. Esse Jiomem de que trata o
rfleu reiuerimenJo toi inspeccionad pelo medi-
co da armada, sgondo manda a lei e coelume,
a depois de julgado incapaz de todo servico mi-
litar por soffrer fislulis retraes.
Nao podemos dizer, Sr. presidente, que essa
mspecgao fosse graciosa, ou favoravel aos inte-
resses desle hornera por que a todos, mesmo a
quem nao seja homem de sciencia essa enfermi-
dade nao se pode oceultar ou ser inventada, pois
que urna dessas enfermidades que esto paten-
tes e demonstradas; e por isso o medico nao
qoiz favorecer aquelle individuo Eu respeilo
sempre a opinio dos peritos, e em um caso des-
ses era se pode suppor que o medico deixe de
ser mais que nunca consciencioso.
O Sr. Penna d um aparte.
O Sr. Bnto :Digo, Sr. depulado, que todo o
qualquer perito lera por dever dar o suu parecer
com exactido.
O Sr. Peona :E' um excesso de modestia.
O Sr. Brilo :Se o nobre depulado est porm
acostumado a dar attestados graciosos....
O Sr. Penna d outro aparte.
O Sr. Brto:Como dizia, Sr. presidente, a
molestia desse individuo uo daquellas que o
medico por este ou por aquelle principio quizesso
abonar ao preso, pelo contrario urna molestia,
como a pouco disse, patente e bem visivel. Se-
na portento possivel, poderemos crer, que a pri-
meira auloridade da provincia saltssse por cima
da lei e nao obstante o bom proceder, e essa as-
severago do medico, essa iospeceo dos peritos,
mandasse assentar praga a tal homem ? 1 E' hor-
roroso, porm, verdade1
Eu oo sei, Sr. presidente, o que na actual ad-
ministrago do Sr. Ambrosio Leilo da Cunha,
nos faltar ver em Pernambuco. Vimos o banho
de sangue que houve em S. Jos, vimos o povo
espalderado nao s por ordem do Sr. Ambrosio
Leilo da Cunha como por oulras autoridades que
se iam apresentando transgredir a lei, ponto
de se coosiderararem potentados pessoas to pe-
quenas quanto desconhecidas e miseraveis en-
tre nos. Eu, senhore?, preseociei na Boa-Visla
aonde urna eleigao corra tranquilla, eu preseo-
ciei, digo, um tal major Livramenlo descer de sua
dignidade a ponto tal de correr mullo vermelho
atraz do povo, como um Ferrabraz de Alexandria,
espalderando-o I
Eu acredito, senhores, que esso homem, esse
major nao se aviltaria lano se nao lvesse ordens
da presidencia da provincia. Elle soube desse
facto, e deu as providencias que vos direi. O
commandante das armas sabendo do procedimen-
to desso major mandou-o chamar e reprehen-
deu-o, entretanto que o presidente quando sou-
be desse facto mandou para a Boa-Visla 250 bayo-
netas para que se forgasse o voto!___
0 Sr. Giliranua : Nao apoiado fei para ga-
rantir a nossa liberdade.
0 Sr. Brillo : Nao posso luvidar que essas
2a0 baionelas remellidas para 9 Boa-Visia se
dcstinassem psra Qns sinistros, quando vejo o
procedimento do major do Livramenlo, e quan-
do vejo que o Sr. Ambrosio Leilo da Cunha o
primeiro a exercer vingangas to pequeas, como
a que de que Toi victima Pedro Jos dos Santos,
ao qual elle mandou sentar praca, mesmo depois
de ter sido julgado incapaz para o servigo.
Sr. presidente, o pai de Pedro Jos dos Santos
vendo que se ia sentar praga a seu filbo, reque-
reu ao chefe de polica a copia da inspecgo que
nelle se havia feito ; despachou-se essa peligo
dizendo-se que nao compela aquella autoridada
dar semelhanle copia, e sim ao chefe da asta-
cao ; foi esse homem ao chefe da ealagao e este
lhe disse que nao lhe competa dar a copia re-
querida c sim ao presidente da provincia, e quan-
do dirige-se ao presdeme da provincia, este poz
urna pedra sobre os papis e mandou que Pedro
Jos dos Santos immedialamentesegoisse para a
corte com toda a pressa, sem alias ler pressa em
despachar o requerimenlo de um pai afflicto.
Nao pararam ahi as diligencias do pai de Pe-
dro Jos dos Sanios, recorreu ao commandante
do bstalho para que requisitasse seu filho, o
commandante do batalbo offlciou ao comman-
dante superior, e este officiou presidencia, pe-
dindo que fosse sollo aquelle guarda que era mui-
to bom morigerado ; o Sr. Ambrosio Leilo da
Cunha poz urna pedra sobre todos estes papis,
e entretanto passando o Paran por diante do
brigue Jtamarac foi baldeado o dito Pedro Jos
dos Santos desle para aquelle vaso e seguio para
o Rio da Janeiro.
Ora possivel. Sr. presidcule, que o Sr. Am-
brosio Leilo da Cunha nao fizesse isso senao
para servir e servir lalvez a algum mancla, quo
tem influencia legitima sobre aquella palacio.que
o domina mesmo, por que, quanto miro, -pre-
cia novar predominio sobre umi auloridade pa-
ra que ella calque e lira a consiituico do paiz.'
Desojo, pois, os eaclarecimentos constantes do
meu requerimenlo para bem se conhecer e apre-
ciar esle eslrondoso facto.
Sr. presidente, eu nao sei como classique esso
acto do Sr. Ambrosio Leilo da Cunha, acto que
tanto mais de admirar, quanto esse senhor se
fazlao misericordioso, que quer ser o primeiro
imao de caridade. E' esta a sua mana.:.
Ha poucos dias li em urna correspondencia do
Ru> do Janeiro, a qual me parece, que algum dos
deputados que so seolam nesta bancada mi-
nha direito nao a ignora ; li, dizia eu, em urna
correspondencia do Jornal do Commercio do Rio
de Janeiro dizer-se que o Sr. Ambrosio Leilo da
Luana era um homem muito misericordioso. Pe-
co a casa que me, atienda por um instante em
quanto vou ler to comente um trecho dessa
correspondencia que deve ser melhor conhecida
por alguns dos membros desta casa do que por
mim. No Jornal do Commercio da corle vem
essa correspondencia daqul datada de 14 de mar-
go, jornal conservador, e como tal tido e havido
por todos ; l o seguinte :
A remoco do dia 0 do correte, dos enfer-
mos do velho hospital de caridade para o novo
hospital de Pedro II, cujas enfermaras do pri-
meiro ralo foram spressadamente concluidas por
ordem do actual presidente, qaa quera que tal
remego se effectuaase antes de sua retirada des-
ta provincia.
O Diario de Pernambuco, que o mais mi-
moso, e, direi mesmo, o nico bardo da admi-
nislraco presente, cantou esse acto em estylo
frandiloquo e sublime, teceado mil louvores a
. Exc, a quem, em nome da provincia e da hu-
manidade.agradeceu lio assignalado aervico.mor-
rnente por ter fornecido occaiio a que, all com-
parecendo o texo gentil, ficasse-se mais urna vez
sabendo que, segundo a phrase do primoroso aa-
criptor, as senhoras a ninguem ceceo a dan-
leira em actos de caridade.
Nao obelante, porm, lamanha bawrada da
incens, ha muita gente que diga quo nessa ne-
gocio a presidencia, a par dos iouvores pela boa
intengo com qne procedan, devera aoflrer se-
veras censuras por ter meltido a man 00 cofre
provincial o tirado cincoanla conloa de rete sem
autonsago,quando a laido orgaraenlo toada
votado urna Insignificante nota para obra pu-
blicas apoaaa na drstributcjbo. feito tocou i obra
do referido hospital seu 000tos do ris. Nao pe-
dia, pois, o governo provincial mandar arrematar
por contado ekercicio corrate esosoeaeloeaoaa
imporUada de 49.441. Embara a gloria da
ver o proprio retrato tque tambem fei mandado
fazer apressaeameaVe) na aala pnosipaKr parece
realmente que pelo manos honra pouca pruden-
cia emaemefbante reaarucaa, principa l meo la se
so allender para o estado osa qoe se echa ,W-
souraria provincial, qu quando comegara a to-
.


urio m rttiuiKoa; *. jeita feiia di amil w mt.
mar algum tiento eom o rendmento 4o coma
lado provincial, que io tempo da safra augmenta,
2r!2J!.Taine*'e D4*1 ''** pon, parece
2JI* ** t,dlle Pa8ar, empreltelroaaltima
' flo contrato. Mas ernm aegocto aso
^Md* pertence.
Ora, Sr. presidente, o Sr. Ambrozio Lstio da
CamhaUro misericordioso e ce-rttattoo, fNMr-
pocnta se Inculca, o Sr. Ambrollo Leilio da Cu*
ana, que para misericordias, sen estar autoras-
o anima-se a metter a mo nos cofres pblicos,
ira eiocoenu cootos de ris sea dar contas
ota casa, sena 'azor caso- detta aseembla, isto
6 por ser piadoso, nao se pejou de e-tercer nma
vinganga ou de satisfaz, om capricho lio es-
pantoso, to ofensivo constituidlo e s leis,
to im moral e too cyoico.
Senhor es, te vierem as intormag-s (o qoe eu
desdo j dundo) s respailo de Pedro Jos dos
Santos eu obrigo-me ante esta nebro sembles
i discutir tojo este negocio porque ou desde
muto tempo atea toare elle informado.
Sr. presidente, en do Sr. Ambrozio Leito da
Cunha doro anda dizer que algum* vezas que
me dirig palacio, nunca deixei de Ihe ouvir
pala-ras beoigaas e melifluas agradareis ; e ob-
servei-o sempre presepio 4 pronetter as mais
benignas providencias o a adulterar ludo eom a
asaia requintada perfidia. At hoje anda nao
eocontre homem qualificado to desleal e re-
falsado I Nio errel echar-se um jadas e um
tyrannete igual I
Um Sr. Deputado :-sesmo quando ia pedir
torgas?
O Sr. Brlto :Quando ia pedir garantas (ou-
Tero-sa diversos apartes) e qua em lugar deltas
elle mandava sicarios para assasvinar o povo.
(Continuara a cruzar-se apartes.)
O Sr. de Caraaragibe : Quem erara esses si-
carios?
O Sr. Brito; Sicario, sim, a expresso
noioa.
O Sr. de Cimurigibe :S se
'
w
um individeo, que rojo portenoe so partido libe-
ral, mas querato eitsteneia de sicarios nao sel
disto.
' OtBr. Tirito:Basta, astea sathfeilo. O tneu
rene-rtroeato o fgatela. (16.)
*Vai -mesa e spoia-se o seguate requer-
ment:
c Requers oe se sega I presidencia a remes-
as eom urgoaita da copia dteme de inspecgo,
tue se preceden na pessoa de Pedro Jos dos
sotos, guarda nacional do 3. batathio da sosia
conpanhia, a borde do brigoe llamar ac, bem
como informag&es clrcumstancladas cere dos
motivos regaos, que actuaram para assentor pra-
ca na amada e faze-lo logo seguir para a corte
no vapor Paran.Dr. P. de Brillo.
Nao havendo quem teme a palavra, o requo-
rimento posto a votos e regeitado.
ORDEM DO DA.
Conlin-jago de eleign de commisses.
Porga policial,
i. A. Lopes.Lucras. Feoelob.
Ordenados.
Pina.J. Leao.Mello Cavalcanti.
Legislaco.
N. Portella.-Sonza Reis.Peona.
Petico.
Figueiroa. Siqueira Cavalcante. Gongalves
Guimares.
Saude publica.
Symphronio.Margal.Brito.
Dada a hora o Sr. presidente designa a ordem
do da e levanta a sessao.
SESSAO EM 4 DE ABRIL DE 1801.
Presidencia do Sr bardo de Vera-Crux.
Ao meio dia feita a chamada veriOcou-se acha-
rem presentes os Srs. Manoel Portella, Amoriro
Salgado, Ltvino Lopes, Joo Alfredo, Margal Lo-
pes, Manoel Izidro, Coelho Cintra, Pena Jnior,
Mello Cavalcanti, Eduardo Pina, Gilirana, Fran-
j cisco Pedro, Ignacio Joaquim, -Figueirs, Joa-
coBsidera sica- quim Portella, Theodoro Silva, Joo Cavalcanti,
ga-
rios a fore* que o nobre deputado foi pedir ao I ffonso de Albuquerqoe, Pereira de Brito, Soaz
presidente. S Reis, Mello;.. Rogo, Gongalves Guimares, Vera -
O Sr. Brito:Em.logar de garantas manda-. Cruz, Siqneira Cavalcanti e Fenelon, sbre-se a
ram sicarios... "*
sessao.
E' lida e approvada a acta da antecedente.
O Sr. Io Secretario aprsenla o seguinte
EXPEDIENTE.
Um otficio da presidencia, remetiendo o ba-
lance de receita e despezs, assim como o oico.-
meuto di cmara municipal do Rio Forraos.
A' coramisso de cmaras municipaes.
Outro do mesmo communicando que (lea scien-
te do resultado da eleicao da mesa desta assem-
O Sr. de Caraaragibe :Foram pedir forjas ao
presidente e como elle mandou, gritara.
(Continuara os apartes.)
O Sr. Presidente -Atlengo, atlengo.
O Sr. Brito :O Sr. Ambrozio L. da Cunha
mandou sicarios que foram perturbar a eleico.
Xunsa Ihe pedimos torea. O contrario nma ca-
lumnia ardida por esso hornera indigno de ser
presidente de Pernarabuco.
O Sr. Figueiroa :O nobre deputado nao tem Mea. Inteirads.
consciencia do que est dizendo. I Outro docanselheiro Jos Rento da Cunha.Fi-
OSr. atrito:O sonhor de si proprlo que gueiredo participando nao ter comparecido por
nao tem consciencia. molesto.dem.
(Muitos apartesconfusaoo Sr presidente Um requerimeoto de Jos Tiburcio Pereira
por varias vezes reclama a alten -o e ordem.) : de Magalhes pedindo urna subveogo para ir a
O Sr. Brito:Nao se perauadam que eom gran-' Europa continuar seus estudos do eugenharia.
de numero de vozea me aterram, ou me fazem A' coramisso de peticoes.
reeaar no cumprimento do dever de mea man- j Outro de Jos Joaquim de Se uto Lima pedin-
dato.hei de dizersempre publicamente a verdade.' do o lugar de oficial-maior da assembla.A'
O Sr. Suuza Reis : 0 aobre deputado at ago- coramisso de polica,
ra anda nos nao disse o que ia pedir ao prest- E' lido o apoiado, entra era discussao e sera
ente. ] ella approvado o seguinte requerimento :
O Sr. Brito :0 senhor quor passar por en- Requeiro que se pega presidencia da pro-
gramado. .. | vncia :
Um Sr. Deputado ;0 nobre deputado o que 1 Copia dos relatorios racnsaes do eogeohei-
quer insultar aos seus adversarios polticos. ro fiscil do govern s respeito da estrada de fer-
OSr. Btito:Aos meas adversarios despre- roi dos mezes do abril do aono passado at o roez
zo-os, quando me aggridem sempre fujo de os lindo ;
' 2." Copia do contrato effectuado pela compa-
nhia da estrada de ferro para o transporte dos
gneros conduzidos na mesraa estrada, da esta-
qho das Cinco-Pontas ao centro desta cidade;
3." Informacoes sobro as oceurren ias havidas
a respeito da transferencia da estaco das Cnco-
Pontas por outra localidade desta cidade ;
4.' Informacoes sobre os pontos de dnvdas
existentes da parte da companhia da estrada de
ferro, que foram solvidas pelo governo provin-
ser
diz
provocar e offender.
O Sr. de Cimaragibe :E ha de querer
bem tratado por seus adversarios, quando
que os despreza? (Apartes.)
O Sr. Presidente :Eu pego ao sobre orador
que restrinja o seu discurso materia do seu re-
querimento, do contrario seremos discussoes
odiosas e por conseguale fora da ordem.
O Sr. Brilo :Creio, Sr. presidente, que eston
tratando da materia do mea requer raen to, por-
que eom elle e eom o que estea dizendo o que riel de accordo eom ogeral, por occasiodecon-
procuro mostrar que o Sr. Ambrozio L. da Cu-
nha zombou da consutuicao do paiz, desprezava
as leis, teas perpetrad um grande crime, digno
de severa punigo em um paiz civilisado, eratlm
Jue ello mettia as mos, nao autorisadas nos co-
res pblicos etc.. cousas estas contra os iuteres-
ses do paiz, que en, como memoro desta casa
nao posso deixar de censurar,visto que de meu
dever zelar os mesmos ialeresses, a despeito de
qoaesquer considerages pessoaes.
O Sr. Gitiraoa:Como qualquer membro des-
ta casa.
O Sr. Souza Reis :(para o Sr. Brito.) Nao se
esquega de dizer o que ia pedir S. Exc.
O Sr. Brito.0 Sr. presidente pedio-me que
nao entrasse u'esta questo.
Um Sr. Deputado :Porm o nobre deputado
nao gosta de cousas escondidas 1...
O Sr. Brito: Nao se pode dizer que eu fosse
pedir cousa alguraa ao presidente, porque quan-
do elle me dirig foi fazendo parte de ama cora-
misso...
Um Sr. Deputado .-Mas essa commiss&o, o
que fot fazer ?
O Sr. Brito:Se querem que enlrem n'esta
queslo vejara se o presidente d llcenga, porque
oeste caso teoho muito o que dizer e apreciar.
O Sr. Presidente :l'edirei ao nobre depatado
que se restrinja a materia do seu requerimento, e
deixo a sua prudencia o mais.
Um Sr. Deputado:Pode ser que as cousas
que elle nos dissor, venha alguma cousa a bem
da materia. (Ouvem-se outro* apartes.)
O Sr. Brito:Quindo eu fui casa do Dr.
Sarment, unieamente (ui como membro de urna
-commisso dar parte ao Sr. Ambrosio Leitao da
Cunha, que all se achava, que Bento Jos de Sen-
na Imhi lancado um raasso de seduUs. sobre as
que se estavam apurando na Boa-Vista, assim
como que esse homem tinha sido preso por nos,
pelo povo, porque a igreja se achava acephala, e
as autoridades desde o delegado at os inspecto-
res de quarteiro tinham-se todos ausentado llal-
li o que foi muito de admirar porque all se ti-
nha m conservado at aquella occasio.
(Ouvem-se muitos apartes
cesso feita a mesraa companhia de dous annos
de prorogacao, do prazo eslabelecido para a con-
cluso da linha frrea at Pirangi, na couTormi-
dade do 4 do art. 26 da le provincial n. 488 do
armo passado;
5.* Copia da conveogao havida entre o eoge-
nheiroQscal e os agentes da companhia a respei-
to da abertura da 2.a secgo da estrada e do pa-
gamento- dos juros acorrer da data da mesraa
abertura ;
6." finalmente, informago dos motivos que
determinaram preferir-se o engenho Camelleia
ao eogenho Duas Barras para a estagao terminal
da 3." seceo da estrada.S. R. Dr. N. Por-
tella.
1- lido e apoiado e entra em discussao o se-
guale reqaeriinento :
Requeiro que pega presidencia da provin-
cia o numero de lieengas concedidas aos empre-
gadus provinciaes, noraeados, licenciados, e o
tempo dellas, daraote a admiaislrago do actual
presidente da provincia.S. R.Gongalves Gui-
mares.
O Sr. Gongalves Guimares : Poda, Sr. pre-
sidente, dispensar-rae de oceupar a atlengo da
casa, justificando o requerimento de qua actual-
mente nos oceupamos, e que mandei mesa ;
mas julgo sempre necessarlo dizer doas palavras
para esclarecer o fim que desejo obter eom o
meu requerimento.
i Tendo-se de discutirs razes porque o Exm.
Sr. presidente da provincia devolveu o projeclo
, que conceda lieengas diversos empregados
provinciaes, necessilo de esclarecimentos sobre
esta materia.
Eis, Sr. presidente, o que me levou apresen-
tar esse requerimento e o que mo faz pedir a ca-
sa que oapprove.
Julga-se a materia discutida e posto 4 votos o
requerimento approvado.
ORDEM DO DIA.
Posturas de cmaras.
i Entrara em 3a discussao as posturas da cmara
mcoicipal da villa da Escada.
I O Sr. AT>us de Albujuerque (pela otdem)
requor que v o projeclo de posturas em discus-
OSr. Brito :-Em prazo aos nobres deputados tS^SS^.i^^ manielp.es, Qm
para urna discussao mais larga sobre este neg- X*'ffSSu *"* contendoelle alguns
So ; se querem, eu esloa pforapio. Entretanto SSBLT **i% n p0Ss;?el ieiea>
direi sempre que em quanto se p.ssavara estas ST* .- ?iCL mei. de emeD-das' 1ue
cousas na Bo-Virta. s autoridades esta/ara aa-ij,1,," e.m resultado P*
entes, e o Sr. Ambrosio Leito da Cunha se ban- E'"lido e apoiado e entra em discussao o so-
guinlo requerimento :
c Requeiro que voltea urna commisso para
S.So f' nourso R aue os 1$^^^^?? """
intado:Sandou-se a torga que os n c. u____i o.#n. *;... .
queteava em casa do Dr. Sarment.
(Coutiouam os apartes.)
O Sr. Brilo :Eu direi porm
pedindo-se gara
elle o quo raa
Um Sr. Dop
senhorespediram.
O Sr. Brito: O Sr. Ambrosio Leito da Cunha
em lugar de nos dar garantas, afTastou o Sr. Lo-
cenna em quem a populacao ioteira linha coa-
Canea, e mandou sicarios que perturbararn a eiei-
C5o (cruzam-se muitos apartes); um grande apa- P*"*" do caJa ual d /!?
K ja falta que nao corresponder esse
rato de forga, um piquete de cavallaifa, muito
cartuxame embalado, diversos grupos de soldados
que iam de noile chegaodo pouco a pouco, fora a
cohorte de inspectores de quarteiro que se apre-
aentavam para perseguir O povo e adulterar a e-
leigo (apartes); por isso qae eu digo que o Sr.
Ambrosio Leito da Cunha,em lugar de como au-
toridade prudente, e honesta dar garantas contra
os sicarios, nos mandou os mesmos, eu outros
que tses, os quaes maudavam correr atraz do po-
vo e a entlalo... Foi urna scena horrorosa 1
O Sr. Penna :Em que bota, em que occa-
sio?
O Sr. Brito: O nobre depatado parece fue me
quer examinar I (riso.) O nobre deputado que
stava l, e s nao fot visto quando devia s-lo,
deve saber Unto como ao...
O Sr. Penna :D um aparte.
OSr. Brilo :Convm que o nobre deputado
se justifique da certas coasas.
O Sr. Penna :Aqu justifico todo.
O Sr. Brito:Apez.r desses sicarios, que o
St. Ambrosio Leito da Cunha mandou paca a
Boa-Vista, apezar de ludo que se empregou, a
aleicao eslava veacida pelo partido liberal, e foi
necessario usarem da fraude...
O Sr. Cintra :Sobre fraude, anda isso um
problema indeterminado.
O Sr. Brito: admira que e nokte depatado di-
ga isso, quando lodos confeasaram aaqueUe ases-
ino momento que a fraude Unha,.parlido dos si
carios do partido conservador, -da connivencia
cora as autortflades.e eu appello par* o Sr. Mello
Hego, que est presente o que era membro da
mesa e all se achav, appeiio para elle, que
membro do partido conserrador, a que ao obs-
tante o partida liberal o aceilou, do que nao ge
rrepende a vista do sen comportamenlo; per-
ianto nao venha o nobre deputado dizer que este
negocio inda est por deslindar...
Osr. Mello Reg :Eu aceito o convite, que
me faz o nobre deputado quinto 4 .Uaatar, que
Ruare fraude na eleigo, Traudejcommettida pef
O Sr. Manoel Portella oppe-se ao requerimen-
to por considera-lo intil visto que a eommisso
de redaego que tem de ser remeltido o projec-
to de posturas, depois de approvado em 3 dis-
cussao, pode e deve corrigi-lo, atienden lo ao
e corrigiado
pensa meato
querer-se outra causa seria querer roubar lem-
po casi e coramisso de cmaras.
Vai a mesa, lida e apoiada a seguinte emenda :
Suppnmm-8e os ars. 70 e 71.S. R.
EHaardo Pina.
Julga-se a materia do requerimento discutida
e posto a votos approvada licanao por couse-
guinte adiada a discussao das posturas, que teem
de ser remetiidas commisso de cmaras mu-
nicipaes para reconsidera-las.
Entram em Ia discussao as posturas da cma-
ra municipal da cidade da Victoria.
Sao approvadassem debates.
[Continuar-se-ha.)
REVISTA DIARIA-
Tendo a santa casa da misericordia destinado
para a asylago dos mendigos urna espacosa en-
fermara do pavimooto terreo do hospital Pedro
II, e ahi devendo elles serem tratados, oonveio
a asaociaco eomm retal beueQcente :
c Primo, i eotregar-lbe os juros que bouver
vencido e or venceudo a somma j srrecadada, e
. quo est por se-lo, da subscripgo para o
asylo de mendicidad, coa o um d'ella recollter
effectivameote os mendigos que vaguean pelas
ras da cidade :
Secundo, dar-las para uso dos meemos
mendigos asylades toda *a caeaas, colchos e
roupa, que tem em aaa dos aates do-hospital
Pedro II, pedende a mesaea santo esas, wm in-
demnisago alguma, applica^o excedente de toas
ohjectos i qualquer fim caridoao :
Tartio analmente, 4 deixar ao seu prudente
arbitrio a fliago do numero de mendigos, e es-
tipuladlo das condsgoas de recepgo, de austento
e de vestimenta; assim coma dar-lites a
oceupagio que entender ceavsniente. a
Ji este umpasao, que vem allivi.r renda
da provnola ees. deaoea, que ultimamenta
tomou proporgoes alm de gigantescas, nao
guirdando ar urna certa progressio nss soa
o fferang asneas.
Este otvirre, j tlnhamo-Io sdicado nesta
Revista.
Acha-se em rxarclcio, teado-se installado
no dia 3 do corrate, como tora designado pela
presidencia da provincia, a junta de qaatifieago
da parochia da Boa-vala d'esla eidsde, sob a
presidencia do juiz de paz, ten ente-coronel An-
tonio Carneiro Machado Ros.
Ceropoem esta junta por parte dos elettores os
Srs. Joto Gregorio dos Santos e Thom Carlos
Peretti; a por paite des soppretite os Srs. Jos-
qaim Jorga de Mello e PlavioFerreir Cslio.
A pontesinha da Passagem ou Chora Menino
carece da substitugo de urnas estivas, pois al-
gumas do respectivo leito acham-se em completa
deterioragio.
E' cousa fcil de executar-se, e de insignifican-
te despeza, sendo para despjkr para esta e pela
razo primaria de por um bice dammificsco,
que seja ordenado esse ropro sem detenca.
Ioformam-aos que a estrada da Varzea est
qoasi intransitovel de presente pelo sen estado
de ruina, e grande numero de buracos que nella
existem.
Ora, sendo esta estrada um ramal da nossa
viaco publica, parees que alguma cousa se deve
fazer no sentido de repara-la, eu ao menos de
taparem-se esses buracos, que sao efectivamen-
te o maior obstculo ao transito publico.
Na nossa espbera de noliciador, indicamos a
existencia do mal, para que se Ihe applique o
conveniente remedio.
As multas por infraeco do regulamento das
capitanas sao silisfeitas os rnesmas reparligdes,
e nao em outras esiacoes publicas.
A substitugo das sedlas de 20*000, papel
branco da 4.a estampa, tem lugar ao par al o dia
31 de julbo futuro, em consequencia da proro-
gago consignada no aviso de 23 de marco pr-
ximo passado do ministerio da fazenda.
Isto posto, os dez mezes, em que deve dar-se
odesconlo progressivo at completa demooetiaa-
go deltas, couegaro a correr do Io de agoste
vindouro.
A disposico deste aviso suprscitado extensi-
va todas as provincias do imperio.
Entrou oontem de Monlevidu o vapor de
guerra fraocez Meaire, que regressa para seo
paiz, por haver terminado o tempo de estagao
no Brasil.
Hoje sonz horas entrega o Sr. chele da
divisao Francisco MaaoelBarrosu o commando da
estaco naval ao Sr. captio do fragata Joo Go-
mes de Aguiar, que co ni mandante do brigue
barca Ilamarac.
O mesmo senhor chofe de divisao segu ama-
nha para a Baha no vapor de guerra TAetif :
acompaoha-o o Sr. Io tenente Eozebo Jos An-
tones na mesraa qualidade de secretario ajudaote
de erdens.
Pelo quartel-geoeral foi facultado ao dstincto
chefe Barroso a escolha de um navio de estagao
para seguir para o novo deslino que Ihe deu o
governo ; havia no porto a crvela vapor Pedro
TI, onde S. Exc. ira perfeitameute, mas elle
preferio o Thetis, que devia recolher-se S corle,
para pagar as despezas que o estado deveria
fazer em carvo e azeile.
Honra-o bastante esta deliberacao. O Sr Go-
mes d'Aguiar, que Qea interinamente, em quanto
se espera o Sr. caplo de mar e guerra Amaso-
nas, que est em Mallo Grosso, um official
brioso, eom longa pratica do servigo, e bem
acreditado na corporago.
. No dia 3 do correte leve lugar urna reu-
nan do partido conservador, cora o fim de ios-
tallar urna sociedade para direcgo desse parti-
do, sendo escolhidos membres do directorio os
Ex ros. Srs visconde de Caraaragibe, visconde da
Boa-vista o baro deVera-cruz.
AoSr. fiscal da freguezia de Santo Anto-
nio pedimos que d um passeio pelo caes 22
ae novexubro, depois de 9 horas da noite. para
ver as aguas ptridas langaJas de certas ca-
sas.
Era outra parte vo transcriptos diversos
exiratos do Jornal do Commercio, do Rio de
Janeiro, e urna correspondencia do nosso amigo
o Sr.Dr. Buarque deMacedo.acerca da estrada de
ferro de D. Pedro I, para os quaes chamamos a
attencao dos nossos leitores.
Nos dias l. e 3 do roez crtente entraram
para a casa de detengo 43 homense -2 mulheres
sendo 36 livres e 9escravos; a ordem do Dr.
chefe de polica 24, a ordem do Dr. delegado do
1* districto 2, a ordem do subdegado do Recife
4. a ordem do da Boa-Vista 7, a ordem do da
Capunga 6, e a ordem do dos Afogados2.
O vapor Oyapock vindo do Para e portos
intermedios trooxe a seu bordo osseguintes pas-
segeiros:Joo Carrete de Bahenin Sampaio, Jos
da Cunha, D. Francisca de Paula Pinto, Dr. Ma-
ximiano Francisco Duarte, sua senhor, sua ir-
ms, 2 Olhos menores, 5 criados e 1 escrava, Ri-
eardo Jos Pigueira e t r.riado. Podro Luiz Dias
Carneiro, Licurgo Jos Henrique de Paira, Fer-
nando Antonio do Aguiar Almeida e 1 escravo
Joao Jos Dias, 1 escrava de D. Marra Carlota,
Augusto de Figueiredo Belfort, Silvestre da Silva
Guimares, Joaquim Antonio da Costa, padre An-
tonio Aires de C'rvalho e 2 eseravos, desembar-
gador Andr Bastos de Oliveira, sua senhora, 1
ti I ti a e 5 eseravos, Francisco Fereira Nogueira,
Americo Netto Fumino de Meraes, Francisco de
Assis Pereira Rucha Jnior, Ivo Magno Betges da
Fonsecs, Joio Ottoo do Amoral Heariques. Leo-
cadio Rodrigues Chaves, Elias Frederico Almeida
Atbuquerque, Jeronymo Cabral Rodrigues Cha-
ves, Miguel Peixolo Vascoocellos, Jos Mara
Pesia Jnior, Thomaz Augusto Donslay Manoel
Gomes Moreira.
Seguem para o sul: Exes. Srs. Drs. e
deputados, Luiz Antonio Vieira da Silva, conego
Manoel Jos de Siquera Mendes, Francisco da
Serra Carneiro, Joao Pedro Dias Vieira e 1 Glho.
Francisco Jos Fortado. Joaquim Gomes da Sil-
va, l'abio Alexandrino de Carvalho Reis, Viriato
Bandeira Duar'.e, Raymundo Francisco Araujo
Lima, Dr. Sebasliao Goucolves da Silva, fr. Joa-
quim da Silva Costa, Dr. Severino Alves de Car-
valho, Dr. Cassio Antonio da Costa Ferreira, Dr.
Antonio Sampaio Almeida, Dr. Simplicio de
Souza Mendes, Dr. Maximtauo Francisco Duarte
sua senhora e 3 filhos, Dr. Joo Jos d'Araujo
Lima, commendador Honorato Alves de Sonza,
Francisco Raymuudo d'Araujo Parentes, Io ca-
dete Marcos Aurelio de Faria Bingoim, dito
Maximiano de Faria Bsngoim, dito Jos Cancio
de Faria Bangoim, Apparicio Joaquim Gomes
Casiico, tenente Raymundo Mximo de Sepulve-
ra da Everard, Dr. Francisco Antonio Fernandes
Jnior, Dr. Joo Leite Ferreira, Jos Virissimo
Numa, Ur. Amaro Bezerra. e 3 criados-
Passageiros do vapor nacional Iguarass,
vindo dos porlos do norte : Gustavo L. Furtado
de Meodooga, Jos Franklim d'Alencar, Fran-
cisco Gomes Prenle Jnior, Evaristo Mendes da
Cunha Azevedo, Joaquim Jos de Saol'Aona,
Joaquim Miquelino de Souza S. Thiag, alaria
Francisca da Coneeigo, Jeronymo Francisca de
Souza. Primo Pacheco Borges, Cypriano Dias
Monleiro, Jos Gongalves dos Reis, Manoel Fu-
mino da Silva, Francelino Jos dos Santos, Ma-
noel Justino d'Andrade, o preso Joaquim Ignacio
da Silveira Borgas, urna praca de polica, um
escravo de Francisco Gomes Prente Jnior.
CHR0N1CA JUICURIA.
TRIBUNAL 00 COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 4 DE ABRIL
DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXK. SR. DE3EXBARGADOR
V. A. DE SOUZA.
s 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Rego.Lemos, Basto e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessao.
Foram lidas e approvauas as actas das duas an-
tecedentes.
OBSTACHOS.
Um requerimento de Prenlo Viaana & Cem-
panbia, como procarador de Aotoai de Azerado
Pereira, pedindo o registro da escriplur. de vea-
da que fas D. Joanoa Baplista de Azevedo Viaa-
na, ao seu coDstituinte, da amelada do hiato A-
coleo 2, do quat jl era consanbor, e quo as faga m
na carta de registro que aprsenla as compelen-
tes aotas.Gomo requerem.
Outro da Domiagos Rodrigues de Andrade.
padiado o registro da procuraco que dea a Gui-
Utersoe Augusto Ricardo.Registre-se.
Outro 4a Antonio Luiz Machado, pedindo o re-
gistro de deus docuajeatoa qae janla. Como
Ootro oe VrneiMo -Alves de Moras* Pires,
Brasilefro, de 43 anees eidade. esUbelecido eom
pWrts* de algodao no Forte do Mallos, perrrdo
palete de administraoar do sratazeea de depo-
sito.9v> ouvido o Sr, deaembargador fiscal.
OotTo de Manoel Aatonie Vieira, pedindo re-
gistrar urna procar^o que afona. Como re*
quer.
Nada mais houve.
n STiT
Communicados.
'm*-** ,We P'ovinciol teta de nomear
um offlcial maior para su. secretaria, emprego
ene que vagn pelo laliecimento de Rufino Jos
Corris de Almeida qae oexercia.
Apenas a assembla sa havia reunido, logo no
segundo dia de sesso, appareeeu om creseido
numero do preteodentes, cada qual certamente
contando eom melhor padrinho.
Muitos movem empenhes e procramenear-
lar-se nesse logar, erabora na mesma secretaria
existsm empregados amigos, do lampo de su.
creagao, que tendo-se ato boj6 dedicado a esse
servigo, agora eom essa vaga podero melhorar
de situago.
A nosso ver esse Tacto revela ama cousa trtote
e qae, em ves de deevescer, augmenta todos
os das entre nos a tangencia de e vlver de
emprego publico. E to lamenlavel tendencia
chega ao ponto de se procurar as vezes um em-
prego publico eom prejuizo de tereeiro.
E isso justamente o que ora se da I
O acceaso nos empregos pblicos nao s
urna le equitalivi como um principio de con-
veniencia publica. O accesso importa al certo
ponto remuneraeo de servigos prestados e traz
o estimulo para a prestago de noves e melho-
res servigos nao s da parle do promovido como
de outros que tonham abracado s carreira de
funcionario publico. Este principio nao s tem
sido ltimamente adoptado para quasr todas as
repartigoes do Imparto pelas leis geraea e re-
Kulamenlos do governo, seno tambem pelas
uossas leis provinciaes: E parecera incoheren-
cia da assembla, que adoptando esse principio
em soas resolngoes, delle se apsrl.sse qo.ndo
tivesse de nomear empregado para sua secre-
taria.
S om caso especlat poderla justificar a ex-
cepgo dessa regra e quando a*empregado fal-
tara habilitagSea para exercer o emprego supe-
rior. Mas alm de que a hypoihcse nao na-
tural pois se o empregado inhbil e incapaz de
progresan em sua carreira nao deve ser conser-
vado, eumpre notar que na hypothese vertente t
exeepgo nao teria fundamento.
A observar-se a regra de accesso cabe ao i*
official daquella secretaria o Sr. Francisco Bu-
arte Coelho preenchera vaga de que se trata.
Coobecendo de perto o Sr. Duarte Coelho, po-
demos aifirmar que quem quizer ser dedicado e
pichoso eom tudo que Ihe incumbido, poder
se-lo tanto quanto elle; mais, nao.
Empregado naquella secretaria desde que foi
creada a assembla, tendo exercido o lugar de
official por moitas vezo?, sendo nma destas du-
rante um auno inteiro, sempre de um modo
digno, sem jamis iocorrer em censura alguma,
intelligente, bastante desembaragado e polido
em suas maneires, ao Sr. Duarte nada falta que
possa justificara seu respeito exeepeo daquol-
la regra, hoje observada em quasi tol.s as
reparligdes publicas por ser certamente ex-
presso da equdade que no fundo a mesraa
jusliga e desconveniencias publicas. Alm de
quo sua promocto devia legar i dos emprega-
dos da mesma secretaria que Ihe ao iramedia-
tos, e a quem segundo nos consta assistem as
oecessarias habilitages para o exercicio dos'
lugares que viro a perteneer-lhes eom o acces- !
so, e cujas funecoes alias nao sao de natureza '
que dcmaadom habililigoes superiores.
Nao pretendemos dar conselhos a urna corpo-,
rago to reapeitavel eomo assembla pro-
vincial ; mas a nosso ver a querer ella pautar
seu procudimeato pelas regras da jusliga e d
bem entendida conveniencia publica, dando ao!
mesmo lempo garrote a esse impulso fatal que'
leva a_tantos a nio procurarem raeios de sub-
sistencia tora de empregos pblicos, far ustiga
aos seus actuaos empregados, dando-lhes o ac-
cesso que desejam, eom o que a a3sembla con-
tinuar a ser bem servida como at hoje tem
sido,
Um que nao prelendente.
Outr'c
ut.ro de Cunha Irmos 4 Companhia, pedia-
to o registro de seu contrato social. Regis-
tre -se.
Estrada de ferrt de D. Pedro II.
Baldos como nos acharaos de vias de enmmu-
mcaco, comprehende-se quo todas as quesloes
que se referen aemrnistraco de estradas de
ierro despertem entre nos a particular .ftenco
do publico, que as considera eom o maior apreco.
Julgamos pois de otitidade a publicago m
extracto do relatorio eom que o Sr. Dr. Manoel
Buarque de Macedo, engenheiro fiscal na via fr-
rea de Pernarabuco, deu conta ao governo do
exame a quo leve ordem de proceder na estrada
de ferro de D. Pedro II. Era seguida essa apre-
ciago publicamos tambem o resumo da resposta
que o Sr. capito Vlriato de Medeiros. fiscal do
governo nesta ultima eatrada de tetro, entendeu
dever dar s observages do sen collega.
Nestes importantes documeutus encontrar o
publico algumas noticias sobre a administrago da
mais grandiosa empreza do paiz, e em cuja pios-
peridade elle tem o maior interesse.
Eis a apreciago do Sr. Buarque de Macdo :
Primeira secgo. A piimeira secgo da es-
trala foi mal construida ; mas, orno este facto
j onnhecido do governo, julga nao dever in-
sistir sobre elle.
Conservago da estrada I conservago foi
sempre im per feita e muito dispendiosa em con-
sequencia dos defeitos de construego na linha.
As curvas, em lugar de serem arcos de cir-
culo, sao parles de polygonos. Nunca foram rac-
tilicadas, e ha mesmo algumas em que os carris
nao sao parallelos.
Os alinhamenios, em lugar de serem de urna
s linha, sao compostos de liohas quebradas.
Os desvos sao mais elevados do que a linha
principal.
Os Irilhos osto em grande parte deteriora-
dos, e nao foram curvados os que se eraprega-
ram as curvas. Pertcncera todos ao systema de
Borlou), e trata-se de sabslitui-los pelos de Bru-
nel.
O Sr. B. de Macedo aconselha os do Vio-
noles. *
O material rodante deteriora-se rpidamen-
te, anda em cousequeucia da m conslrucco da
linha.
Sao precisas constantemente grandes e mui-
to dispendiosas reparages lano na linha como no
material. Seria prtferivel mandar fazer urna
reparacao geral t completa, e sobretudo mudar
lodos os tnlhos. A despeza eom esta substituido
sena considera vel, mas (Icaria compensada no es-
paco de cinco annos pola ocononiia aos gastos do
conservago.
O nivel da estrada tres ps raais abaixo que
o requerido; d'ahi a causa porque as aguae in-
nundam a estrada e levara o lastro. Nao achan-
do (acil esgole demorara-se sobres leito e en-
treten n'eile ama humidade prejudicial.
O lastro nao bastante espesso
a As obras de arle sao geralmente bem con-
servadas. As pontes que foram construidas offe-
recera todas as garantas desejaveis, meaos a dos
Cararaujos e algumas de ferro, cujas travs sao
mu iracas, especialmente a de S Pedro. Estas
obra deveriam ser reconstruidas, o que parece
estar as vistas da admiaislrago.
Em resumo, o estado da linha nao satisfac-
torio, sobretodo se se atiender ao seu elevado
custo. Em tal estado, por mais que se cuide na
reduego das despezas de conservacio, sero el-
las sempre muito elevadas, o o material rodante
se deteriorar rpidamente.
A conservago de via quo est a cargo da
administrago doveria ser 'eila por empreza ; as-
sim o trabatho. seria melhor e mais barato.
Administrago. Sendo mal organisada a
hterarchia dos empregos, as ordens sao traos-
mittidaa eom difficuldade, em detrimento do ser-
vigo.
c A escripturago regular em alguna ramo*
do servigo, em outros nao.
Em um desses ramos deparou o Sr. Macedo
eom um airazo de oito mezes.
c A centralisago da contabilidad* deixa muito
a desejar.
< Sao asssc onerosos o* preces do combusfivel
o a sua qualidade mi.
< As compras fie oojeclos para consumo se ef-
fectuam aera garanta da tona qu.kdade, e algu-
s*ss*neitemsa(lidade,.
Nao ha ordem nos rmaseos, especialmente
em relacga k entrad e, sanid. da que nelles se
lepostla. i
Aeffieinas aato em boa ordem, pasto que
muito qoem de que preciso.
O systeme de bilhetes pars os passagetros
mao; d lugar a fraudes ds paite dos em prega-
dos.
Finalrsaodo propoe O Sr. B. de Macedo que
se organise q servigo peto systema seguido na
Eoropa. >
O r. Viriato de Mederros respeae:
a Primeira secgo. Com effeilo a primeira
secgo da estrada foi mal construida: os cortes
nao ersm bastante largos, os atorros c.reci.m de
solidez, e o lastro e irrsuf&cleote.
A ria foi mal asseoiade, e as juntos mal cra-
vadas e frooias. Fiearam mairas daptestes pe-
rigoaas; as vllelas na traban as (frmensoee ne-
cesssrtas pare o Itvre esgoto das aguas, eemfira
-todw aa pootes eoeires eaftiro o Irearo mui-
to deteriorados com as inndateos de 18WI.
Mas desde essa poca teem-se teito grandes
concertos na estrada ; algumas pontos toram re-
construidas e outras reparadas, o cortos e a vel-
fetas forsm alargadas, e a vta em grande parte
mudada.
Conservago da estrada.Os trilho emprega-
dos as curvas foram corvados, e pois nao sao po~
lygooaes.
Ha turmas de operarios especialmente en-
carregados da conservago da via, e que stibsti-
luera diariamente os trithos deteriorados-e aquel-
Iva que desde a origen foram mal eseentauoe.
Estes operarios vo com os instrumento neces-
sanos para curvar os trilitos.
OSr. Medeiros declara que n8o camprehen-
de oque quiz dizer o sea collega quando trato
de oUnA-ameiiros e desvies:
Nao liega que existam depresses, mas o Sr.
Maeedo nao podi. t-la descoberto por haver
pereorrido roui rpidamente a estrada.
Er verdade que ha muitos trithos deteriorados
mas o Sr Macedo adianta-se muito propondo o
systema da Vignoles como o melhor de todo,
quando os primeiros engonheiros da Europa ain-
Oa nao tem opinio assentada aobre esta impor-
tante e grave questo.
A linha realmente defeiluosa, e o material
deteriora-se rpidamente; mas nao isso motivo
baslaole- para se tomar urna medida to radical
como a que propoe o Sr. Macedo.
< Eoj ptimeiro lugar nao tem ello aufficienle
conheeinaentoda e3trada, e.lm disso por de-
mais mogo, e falta-I he a aecesseria experiencia
para julgar questes lo arduas. Nao sabe em
que bases elle se apoiou paraaffirmar que a des-
peza de reconslrucgo ficaria compeosada em cin-
co annos com a economa nos gastos de conser-
vago.
Como sabe o Sr. Macedo que a estrada se
acha tres ps abaixo do nivel requerido ? E ver-
dade qae as aguas a tem por vezes inundado e
deteriorado, mas foram melhorados os esgotos,
se bem que, apezar disso, anda depois as aguas
lenbam produzido seus estragos.
O Sr. Macedo nao sabe o que diz quando
adirrra que o lastro nao bstanle espesso. Esta
espessura maior ou menor, segn Jo a qualida-
de dostnlhos *
E' verdade o que diz oSr. Macedo em rela-
gao s obras da arle. Elle mesmo (Medeiros] j
cnamou a altengo do governo sobre as ponles
que devera ser reconstruidas. Provaelmenle o
Sr. Macedo ter lido os seus relatorios.
A despoza com a conservago absorve 57:20 %
- roael,a* 1"anao no comego da empreza absor-
viu 82,44. Na Europa esta despeza menor ; po-
m j**' aCcre8c'rao devido, nao ao mao es-
tado das cousas, mas ao pessoal, que menos ha-
bilitado do que l.
Pode melhorar a estrada s com una boa
conservago, sem recorrer sua reconstruegao ;
pouco a pouco diminuirlo tambem as despezas
da conservago. Esto servico feito pela compa-
na prferivelaosystema'de empreitada.
Administrago.O Sr. Macedo anda muito
mogo para ajuizar destas cousas. E' verdade que
o regulamento orgnico da administraco neo es-
ta completo, mas sopprera-se as fallas por meio
de ordens; alias o servigo vai melhorando lodos
es das.
Nao exacto que hoovesse atraso do oito
mezes em urna escripturago : este atraso era
apenas de dous meses.
OSr. Macedo nao lvemelos de reconhecer
a qualidade do combustivel, e por isso nao poda
alarmar que era de m qualidade.
Tem-se tomado todas as cautelas para que s
compra des objectos paraeonsumo soja feita com
as melhores cundigoes ; nada se faz sem ordem,
e nenhum objecto entra nos armazens sera que a
sua boa qualidade, uttlidade e barateza seiatn de-
monstradas.
E' verdade qae a venda dos bilhetes como
existe tetn dado lugar a algumas fraudes, porm
pode muito bem ser que o systema seguido na
Europa oo seja praticavel no Brasil.
[Jornal do Commercio do Rio.)
Tendo sido incumbido por aviso do ministerio
do imperio de eraroinar por parte do governo
imperial nao s as obras da Ia secgo da estrada
de ferro de D. Pedro II, como a contabilidade
de seus diversos ramos de servigo. o tudo mais
que fosse concernente administrago da mesma
estrada, devendo indicar igualmente os melhora-
rtenlos que me parecessem necessarios, c os
meiosde realsar com maior economa as despe-
zas do seo costeio, acabo de 1er oa Gaxelilha do
Jornal do Commercio de 24 do passado, um ex-
tracto do relatorio com que dei conla de meo
exame ao mesmo governo, acompanhado do re-
sumo das resposiis que o Sr. capito Viriato de
Medeiros, engenheiro fiscal junto dito estrada,
se dignou dar s raiohae observages.
Aiada que nao pretenda discutir o resumo das
respostas do Sr. Medeiros, cuja apreciago deixo
ao governo, de meu dever rectificar algumas
inexactiddescom que S. S., mal informado e de-
sejoso de ferir-me, procura justificar, mesmo
em detrimento da verdade, as faltas que anda
hoje se encontrara as obrase admiuistrago da
estrada de ferro de D. Pedro II. Mais generoso
e delicado qae o meu collega, cojos tlenlos e
superioridade proQssional sempre respeitei, nao
lenho em vista depreciar seu merecimento, nem
to pouco entrar em urna discussao que de raa-
neira alguma affecle nossas relages particulares.
Dirigindo-me, portanto, ao engenheiro fiscal da
estrada de ferro de D. Pedro II, meu nico in-
tuito mostrar que foi elle precipitado desde que
era seu relatorio ao governo desnalutalisou tac-
tos por mais de urna vez recoohecidos, procuran-
do por este meio relevar a responsabilidade que
por ventura possa pesar sobre si.
Traanlo da conservago da estrada declara o
Sr.Medeiros que os Irilhos empregados as curvas
foram curvados, e que nao sao estas polygonaes,
como eu affirmo.
Dizer-se que as curvas da Ia secgo da estrada
de Pedro II sao regulares, quando nao precisa
ser proflssioual para recoohecer-se que nao exis
le umas que se possa dar este nome, quando
se algans se achara em semelhantes condigos
nao tem elles per certo a floxa correspondente,
querer deseonhecor um fado sabido o verificado
pelos proprios engonheiros brasileiros que tem
estado ao servigo da companhia. O Sr. capilo
Medeiros talvez esteja mal informado, quando af-
firma que exisliam, por occasio da minha visita,
turmas de trabajadores curvando os Irilhos Bar-
low- S. S. nao ignora que carris desle syslema
difflcilmente se curvara sera auxilio do fogo, e que
se tem renunciado senelhaote processo na es-
trada de D. Pedro II. Os tainos que tem sido cur-
vados ltimamente sao do syslema Vignoles,que
tem substituido em algans pontos os antigs
carris.
Nao tando a felicidade de ser comprchendido
pelo,meu digno collega quando tratei dos alioha-
meotos(droite,straight)em minha exposigao,cam-
pre-me repetir aqoi que sao elles series de linhas
quebradas ; e oceupando-me dos desvio, [ecar-
leraent) quiz referir-me ao parellelismo dos carris
ende oncontrei fabulosas difJereocas de 7 cent-
metros, por mira verificadas em- presenta do Sr.
inspector geral, quem declsrei qae o Iroil em
que perenrriamos a linba sa deseacarrilharia,
faclo que realisou-se no ponto em que havia eu
indicado.
Creio que urna linha que se acha ara smelas*-
tes condiges oo se pode dizer bem conservada,
e que esse esjado afta corresponde s considera-
veis sommas despendidas na sus manutengo.
O meu colrega acha -me demasiadamente moco
para.oceupar-rae das arduas questes da estrada
de ferro ge D. Pedro lia o enterade que adiaaaki-
ma muito propoade-cettas medidas aa asi
Uavo d*r4tea**iaMdi que fcul-I
la.sirenao i asterh. cfaari. Tiseras, .
conhecendo a insulficieacia de mi has ha.nl
(des, ped ao Exm. Sr. ministro do imperio qua
me diepeovaase ; tobas rasos, porm, nao fo-
ram eUenetdas, epmedi e tamee o falla-
icuvnbWo sem mesmo tar sido ialorai.fio dos mo
'orqaiB aeran lugar esso tero do gotero.
AWm disso irlo Mve s pratenco de prsper raar-
raas de grande a-prego, nem poda fase-toaosla-
ee de mioba inexperiencia ; meu relatorie ao go-
verno nada mais era que a manifestaco de osau
pensamento, e a resultado das impresses de mi-
nha visito via frrea, aera que a poucas medi-
oespor mira onerecidas devossem ser considera-
da como as mais yaaiajosas. Foi assim qae lem-
'J r,C0,r8,rue.0 da estrada permanente, eM
mittiodo que a companhia compensara esse ex-
cesso de despeza com a economa produzida pelo
. material rodante. *^
Nso aeonsMhei propriameote no meu relatorio
os irilhos Vignoles para essa recoostrueco : diste
apenas que os earrls Barloa denam ser substi-
tuidos por outros que olTerecessem melhor esta-
bilidade e ewgissem menor conservacio ; quan-
do o Ozes-*, porm, creio que apezar de moco o
tnexpenenle, o meu eollega, que est par do
!w v-09 B>elr'w''MDllos que tem recebido o-tri-
Iho Vignoles, kede reconhecer qae minha idear
nao sera fra de proposito. Quanto ir economi
que resulta do moterial rodante desde que a li-
nba fr reconstruid-!, basta considerar o-estrago*
que solTrem actualmente a molduras {bandageas
das locomotivas e wage, proveniente da m
conservago e conelrucgo da linha, para queso
reconhega com jnstica que minha observago
sobre esse objecto ao despida de funda-
mento.
Siete que o meu colega o Sr. capito Medeiao
qmizease fulminar-me do a lio de sua posieo do
engenheiro fiscal da estrada de ferro de D. Pedro
II, quando affirroa que eu nao sei o que *jo
achando insufficiente o bslro da estrada. Sup-
poe-me o Sr. Medeiros rauito ignorante, ou lev
sua eertsora ponto de desejar ferir-me com re
diculos desta ordem, que por certo nao sero cor-
respondidos com a mesma fftanaso com que S.S.
q*iiz he*gear-me.
Dizer o Sr. Medeiros que a espessura de lastra
maior ee-meoor, segundo arwtureza dos tri-
lho nao- uioslra que a qnaoHdadc existente a-
estrada de Pedro II seja sufficieote. Todos saben
que o tnlho Barlovr exige pelo menos um pe do
lastro, e anda assim necessario que se acher
este em eeodiges muito especraes, acresceodo
que a pedra quebrada nao pode ser utilisada para
este lira \ porlaoto setapre que outra variedade
de lastro empregada, sobre tudo-a areia move-
diga, de oecessidade que seja ello em propor-
goes taes que torne sua conservago fcil e pouco
dispendiosa. De mais, se o lastro que encontrei
era aufficienle, para que se alastrava ainda a es-
trada e se augraenlava a espessura da calcada ?
alvez ignore isso o Sr. Medeiros, ou nao se re-
cotde da quaniidade de lastro que exista na li-
oha por occasio da minha visita.
Referindo se s obras d'arte. diz o meu eolle-
ga ler iguslmenle chamado a attengooo gover-
no sobre aa ponles que devem ser reconstruidas
e que pcovavelmente tinha eu lido os seus rela-
tnos. Pois oo admitie mesmo o Sr. Medeiros
que por acaso tivesse eu a felicidade de combi-
nar com suas opiuies sobre as obras d'arte ?
Era preciso ler os seus relatorios para poder ajui-
zar do estado e naturrza das obras da estrada de
D. Pedro IIT Ninguem deixar de ver as pala-
vras do digno eollega nm firme proposito dees-
magar?me com o peso de sua experiencia eil-
lustragao. Saiba entretaoto quo nao li seus es-
criptus sobre a estrada de ferro de D. Pedro II, e
d entre seus trabajaos apenas tenho conhecimen-
to de alguns offlcios e pequeas exposigea sobro
as obra* da estrada de Pernarabuco, por isso quo
os seus importantes relatnos derem existir na
corle, e nunca me foram communeados.
Occupando-se om refutar as leves sencuras
que liz ao systema de administrago da linha
frrea de quo nos tratamos accrescenta o Sr. Viria-
to de Meaeiros c nao exacto que houvessa
atraso de orto mezes cm urna escripluraeo : esto
atraso era apenas de dous mezes a.
Estas palavras referem-se sem duvida con-
tabilidade do armazem de depsitos. A* ser as-
sim admiro como Sr. Medeiros ousa dizer ao go-
verno que o atraso da escripturago desee ar-
mazem era de dous mezes quando 9. S. nunca a
linha examinado al o dia de minha insieccao.
Assevero ao meu collega que a contabilidade
que me redro eslava atrazada desde maio do au-
no passado at Janeiro ultimo, e que este facto
foi presenciado pelo contador da companhia que
se achava presente. Assevero-Ihe mais que o
guarda-Iivros, chefe da contabilidade, em cujo>
carcter confio, mandou logo depois de meu exa-
me por era dia essa escripturago, e que S. S-
foi por domis precipitado em querer desmen-
tir um facto de que nao linha sciencia propria.
Nao entra talvez no seu syslema de fiscalisa-
cao examinar as contabilidades, por quanto S. S.
nao s havia deixado de inspeccionar a do arma-
zem ceutral. oude t6ria reconhocido sua irregu-
laridade, como nunca se linha dalo ao trabalh
de dirigir suas vista psra as reformas eitas na
escripturago dos demais deparlamentos, apesar
de cstsrera em execugo ha cerca de oito mezes.
Nao o crimino por isso nem quero enttar na
apreciago do cumprimento de seus deveres ; o
governo nosso juiz, e por elle seremos jul-
ga dos.
Fallando do combustivel declare que sua qua-
lidade uo correspoodia ao seu elevado preco.
Confesso que nao preiisei de outros meios mais
do que um exame allenlivo para rsconber a enor-
midade de eoke era p e mal preparado que exis-
tia nos depsitos da companhia, alm de que a
descommunal proporgo que havia no consumo
milliar de urna mesma locomotiva nao tem ou-
tra explicago oo set a m qualidade do com-
bustivel.
Heconhecendo finalmente o meu collega o Sr.
Medeiros que a venda dos bilhetes como existe,
tem dado lugar a fraudes, receto que o syslema
por mim proposto e seguido na Europa nao seta
praticavel no Brasil. S.S. parece uo terco-
nhecimenlo do systema de que se trata ou pelo
menos estar esquecido quo tem sido applicado
com insignificantes modilicages, que podein sec
dispensadas, as vias frreas desla provincia a
Bahia.oode nunca se deram as fraudes da estrada
de ferro de D. Pedro II.
Coocluindo devo declarar que nao tiveconhe-
cimenlo do relatorio do Sr. capito Viriato de
Medeiros, e que apenas respondo ao extracto pu-
blicado no Jornal do Commercio, deixando do
oceupar-me de outros pontos sbreos quaes-cha-
mei a atlengo do governo, por ignorar se sao
elles contrarios s vistas do meu collega.
Recife, 3 de abril de 1861.
Buarque de Macedo.
COMMERCIO,
Alfandega.
Rendimenlo do sa 1 a 3 47:942^123
dem do dia 4.......*3 646|2gt
61:5889404
Movlmento da nlfnnraarjq.
Volutnes entrados com fazendas.. 124
> > com gneros.. 1655
____ \ 77US
Volumes saludos com fazendas.. 173
com gneros... 395
------57
Descarregam hoje 5 de sbril.
Barca bremenseMalvinatarnba de trigo.
Brigue ingle*Odemfazendas.
Brigue inglezReindierbacalho.
Brigue inglezFairyidem..
BriKue suecoSalamandrafarinha de trigo.
Barca americanaIrmaidem.
Barca dinamarquezaRomatydem.
Drigue suecoFerdenaodcarreja e salitre..
Brigue portuguezRelmpagomercaioriasv
Hiate nacionalVdetediversos gneros.
Brigue rancezParahibafarinha.
Barca francezaFraokJinvinho e azeile.
lmportay*-
Barca nacional Saudade^ viuda da Rio Grande
do Sal, consigaada a Amarina & kmos, raani-
featoa o seguase:
11.000 arrobas do carao de charque 04 1/2 di-
tas de sobo em, pa.es, 129 1/2 ditas de dit> em be-
xigas ( em graxal. 177 ditas da oito etatama -
aos mesmos conaigoalartos.
Brigue inglez Meindtr, vindo de Halfax,
consignado a Saunders Brothers 4 C... manifest*,
o segumt;
2.025 barricas bacelnlo, 5,000 ps de tbo.4o>
de pinho ; aos meamos.
Galera dinamarqueza llimala^a, vinda do
Inglaterra, consignada a Rolke & Biduulac 4L;
m.aifastou o seguinte :
178*25 saceos farinha da trigo ; .os mesaos.
1 c.ixa planta ; a ordem.
Barc n.clonal Rtci/9, vind. do Rio Grande
do Sul, consignad a ManoelGoncalvea da Silva ;
maniteslou o seguinte -.
10,118 roba da carne de Charque, S laceo.


(4)
DUSm DE ttMIMIOM. SEXTA FURA S DE AlRIL DE 1*41.
olla, i oerr oom 990 usados. 50 couros vacnos ; a ordem.
Patacho nacional Social, vindo do Rio
Grande do Sul, consigaado a Manoel Francisco de
Almeida ; maaieelw o seguinte ;.
8000 arrobas de cante de charque, 420 arrobes
de sebo em pes, 60 coiros vaccuns ; a ordem.
Palhabole nacional Duas Luizas, vioda te
Rio de Janeiro, manifeslou o seguinte :
40 couros para forro de carne, 7812 1/2 arro-
bas de carne secca.
Brigue sueco Salamander, indo de Fa-
me, consignado a N. O. Bieber & C. ; manifestou
o seguinte :
2,112 barricas farinha de trigo, -10 caixas papel,
i pacole amostras; aos mesmos.
Hiate nacional Vedeta, indo da Baha,
consignado a Joaquina Lopes de Carvalho ; mani-
festou o seguinte :
5 cascos azeitn de palma, 150 fardos e 8 volu-
ntes panno de algodo, 225 molhos piassava, 126
cabecas de dita, 3 caiides charutos, 1 barrica
urna talha de barro, 40 saceos fio de algodao ; a
ordem de diversos.
Expwtaeo.
Oia 2.
Escuna hollandeza im Willem, para o Canal,
N. O. Bieber & C. 250 saceos 1250 arrobas de as-
sucar.
Escuna ingleza Queen Eslker, para o Rio
da Prata, carregam Guilherme Camino & C,
225 barricas 1,586 arrobas e 22 libras assucar.
Barca ingleza Queen, para Liverpool, car-
regam Pathon Nash & C. 2.600 cintres.
Dia 3
Sumaca heepanhola Guadalupe, para o Rio da
Praii carregam Amorim Irmos 400 barricas
3,092 arrobas de assucar.
Barca ingleza Queen, para o Canal, carre-
gam J.'hnslon Pater & C, 1,300 saceos cora 6500
arrobas de assucar.
Brigue inglez Minalillau, para Liverpool,
carregam Johnsloo Pater & C. 900 saceos com
4500 arrobas de assucar.
Beccbedoria de rendas Internas
ayeraes de Pernamhuco.
Rendimento do dia 1 a 3 3:601! 19
dem do dia 4 ....... 768*848
4:369>967
Consulado provincial.
Rendimento do dial a 3 4:794)545
dem do dia 4.......2:466126
7.2608671
Movimento do porto.
Navioe entrados no dia 4.
Para e portos intermedios7 dias e 21 horas, e
do ultimo porto 11 horas, vapor nacional Oya-
poek, commandante o capito-tenente Antonio
Joaijuim de Santa Barbara.
Terra Nova40 dias, brigue inglez Fayre, de 170
toneladas, oapilo Thornaz Ferris, equipagem
10, carga 2,450 barricas com bacalho; a Ja-
mes Crablree & C.
Montevideo17 dias, vapor de guerra francez La
Mtgere, commandante o capito de fragata
Vialeles d'Aignan.
Rio Grande do Sul24 dias, barca brasileira Re-
cife, de 330 toneladas, capito Jos Ignacio P-
ntenla, equipagem 14, carga 10,000 arrobas de
carne ; a Manoel Goncalves da Silva.
Rio de Janeiro 33 dias, hiate nacional Duas
Luizas, de 137 toneladas, capito Joaquim Dias
de Azevedo, equipagem 9. carga 7,800 arrobas
de carne secca ; a Andr de Abreu Porto.
Cear e portos iotermedios 6 dias, vapor na-
cional Iguarass. commandante o 2o tenente
Joaquim Alves Moreira.
New Port53 dias, patacho inglez Elisabeth, de
139 toneladas, capito William Gribble, equi-
pagem 7, carga carvo de pedra ; a ordem.
Marseille43 das, barca franceza Frankiin, de
200 toneladas, capito O. Bernard, equipagem
12, carga vinho e mais gneros ; a N. O. Bie-
ber & C.
Navio sahido no mesmo dia.
Macei Brigue inglez Danta, capito John
Glass, carga parte da que trouxo de Terra-
Nova.
tarde, sob as condigoes sogtmttes :
As asignaturas sero-efectuadas porlou 30
Tk i no Pr'meiro '"a o asstguante o
abatimento de 6 por cont sobre o tolai da im-
portancia da assigu atura, no segundo casolera
o aisigoante o abattmeMo de 10 per cento pagas
di.ntad.s B
O programma do primeiro espectculo ser
circumstanciadaaoeote annunciado telos jornaes,
endo o drama
PROBIDADE,
que tantos applausos tem merecido nos toeatros
do Rio de Janeiro e Bahia.
O scenario do primeiro acto ou prologo, in-
teiramente novo. Representa a PRAQA D'ARUAS
da fragata Sanio Rosa, que naufragou em sua
viagem para a India a 16 de marco de 1835, pas-
sado o Cabo da Boa Espersnca, as alturas de
Mozambique.
Todo o vestuario apropriado.
A empreza conta, como sempre, com a protec-
gao do respeitavel publico.
Avisos maritimos.
Para o Rio de Ja-
neiro
O patacho S. Salvador segu em poucos
dias, recebe escravos a frele: trata-se com os
consignatarios Marques, Barros 4 C, largo do
Corpo Santo o. 6, segundo andar.
Para a Bahia.
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muila brevidade, tem parte do seu car-
regamento promplo : para o resto que Ihe falla,
Irata-se com os seus consignatarios Azevedo t
Mendes, no seu escriptorio ra da Cruz n 1.
os^eus consignatarios Azevedo & Mendes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. i.
O brigue portuguez Relmpago, vsi se-
guir viagem para Lisboa em poucos dias por ter
tada a carga prompta: s recebe passageiros pa-
ra o que trala-se com consignatario Thomaz
d'Aquino Fonseca, na ra do Vig.ro n. 19, pri-
meiro andar, ou com o capito na praga.
Ass
Para o Ana vai sahir com muila brevidade a
baresca Nove Eaper.ga, recebe earga a frete
commodo : a tratar na ra da Madre de Dos nu
mero 2.
Leiles.
LILAO
DE
CQMPANHA BRASILEIRA
DE
APIRIS ATAWML
O vapor Oyapock, commandante o capito
tenente Santa Barbara, esperado dos portos do
nortate o dia 6 do correte o qual depois da
demora do cosime seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-se
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
vera ser embarcada no dia de sua
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio
do & Mendes.
chegada
de Azeve-
Para
a.
a
a.

S
oras
z
3
s s
E' a
i ?
Atmosphtr.
* O P3 { Dirtcco. < H O
w * V 00 3 1 | Inttnsidadr. 1
o 00 00 te g a | Fahrenkeit. j 1 1 H = O
os Oi 1 Centgrado. I O
Rio de Janeiro,
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
loz, pretende seguir nestes oito dias, s recebe
passageiros, escravos a frete para os quaes tem
excellentes commodos : trata-so com os seus
consignatarios Azevedo & Mendes, no seu es-
criptorio ra da Cruz n. t.
Urna taberna.
Sabbado 6 do corrente
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exro. Sr. D'r. juiz do commercio a requerimento
de Prxedes da Silva Gusmo da taberna do pa-
teo do Terjo n. 14 de Francisco de Oliveira J-
nior & C, no da cima s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Nobilia de apurado gosto.
Sexta-feira 5 do corrente s
11 oras em ponto.
Com lanche.
O agente Camargo autorisado por
urna pessoa que se -etira para tora da
provincia, fara' leilSo de urna excelen-
te mobilia de Jacaranda' com pedra
marmore, banca completamente nova,
urna outra dita banca tambem com pe-
dra, aparadores; toilets, cadeiras, ber
eos, lavatorios, cabides, conmodas, me-
sas de escrever, estantes ricas para es-
criptorio, marquezas, sofs, obras de
metal principe, cadeiras de balanco, di-
tas para uso de vapores e muitos objec
tos que estarao patentes no acto do lei-
lao, na ra da Cruz n. 17, primeiro
andar, as 11 horas em ponto.
LEILAO
Sexta-feira 5 do corrente
10 horas em ponto.
Companhia do Be-
beribe.
Nao se tendo reunido hoje numero
legal dos Srs. accionistas para ter lugar
a assembla geral, sao os mesmos Srs.
convidados a se reunirem no da 9 do
corrente ao meio dia no eteriptorio da
companhia, afim de deliberar em sobre
o procedmeoto que deve ter a compa^
nhia a respeito do disposto no art. 1
do decretan. 2686 de 10 de novembro
de 1860, previnese aos mesmos Srs.
accinistas que nao I'altem, pois o prazo
marcado no referido regulatnento esta'
a Andar e a companhia pode so\ er em
seus direitos com ess demora.
Escriptorio da companhia 2 de .bril
de 1861.O secretario, Manoel Gentil
da Cota Alves.
hirT. u" r'ia do In>Perador n- 28 ha superiores
rnxaa Hamburguezas, para vender e alugar em
peqneoas e grandes porcoes.
Claudio Dubeux proprietario das linhas de
mnibus Taz scieote a quera convier e com es-
pecialidade aos Srs. moradores da cidade de
linda que vai augmentar aquella linha com
mais ora mnibus, o qual sahir de Olioda para
o Recite nos dias uleis s 7 horas da manha e
voiiu as 3 da larde, ficando inalleraveis as ho-
ras ao outro mnibus ja existente, as quaes sao :
do Recite para Olinda as 7 da manha e volta as
aiu tambem da manha, e de tarde parte de
Recifeas4 1i2ede Olinda volta s 6, excep-
tuando deste regulamento os domingos e dias
santos cujas horas sero de Olinda para o Recite
as 7 da manha e 5 da tarde, e do Recite para
Oltoda as 7 da manha e 5 da tarde.
SOCIEDADE
UMO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernamhuco.
convido aos senhores socios effectivos para a
sessao de assembla geral. aQm do empossar ao
novo conselho, sexta-feira 5 do corrente as 6 ho-
ras da larde.
Secretaria da sociedade Uniao Beneflcente dos
de 1861 Selleiros em Pemambuco 2 de abril
Auspicio Antonio de Abreu Guimaraes.
1." secretario.
& Pede-se
Atten^o.
as
-4
~1
ce
00
I Hygrometro.
-* -4 ~4 -1 ~1
Cn CJ* C5 O -1 So V ~4
C3 00 ~
= C o C o O
co o s O
Cisterna hydro-
metrica.
Francez.
Inglez.
COMPANHIA PERNAMBUGAI
DB
Navegad cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Moura, se-
gue para os portos do sul em 5 de abril s 5 ho-
ras da tarde. Recebe carga at o dia 4 ao meio
^ SI ,., Passageiros e dinheirb a frete at o dia da
saludo 6a % horas : tscripiorlo uu Fuito do Mat-
tos n. 1.
V.
A noite nublada, vento ESE frescoeassim ama-
nheceu.
OSCILACAO DA MARF.'.
Prearoar as 11 h. e 6" da manha, altura 5,5 p.
Baixamar as 5 h. e 18' da tarde, altura 2.2 p.
Observatorio do arsenal de marinha 4
abril de 1861.
Romano Stepplb,
Io tenente.
de
Declarares.
Correio geral
Relaco das cartas securas vindas do norte pelo
vapor Oyapock e das existentes nesta adminis-
tragaa para os senhores abaixo declarados :
Antonio Carlos Damasceno.
Antonio Ribeiro Pacheco de Avilla.
Antonio Thomaz Teixeira GalvSo.
Filippe Marques dos Santos.
Fraocisco tioncalves da Justa.
Francisco de Paula Andrade.
Francisco de Serra Carneiro.
- Ignacio Ferreira Dias dos Santas.
Joaquim Antonio de Magalhes Castro.
Joiquim de Barros Curris de Queiroga.
Joaquim Pires Machado l'orlella.
Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoforado
Jos Henriques Cordeiro de Castro Jnior.
Jos Joaquim da Silva Goncalves (2).
Joaquim Ramos Ferreira.
Mx. Jos Lourenco M. Vasconcellos.
Jos Luiz da Costa Rocha.
Manoel Alves Guerra.
ttomualdo Alves de Oliveira.
Ulysses Pereira Ferraz
THEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPRFZAGERMANO.
O artista dramtico Germano Francisco de Oli-
veira, tem a honra de annunciar ao respeitavel
publico, que ao acha de volta esta capital, e
que ra dar comeco aos seus trabalhoa sce-
Oicot,
O pessoal da companhia dramtica completa-
uente reformado, acha-se habilitado a preen-
cner o Om a que ge propoe em progreaao di arte,
e\i fe't* empreM 1ue a espectativa publica ser
Tendo de dar a primeira representacio no sab-
bado 6 do crreme, coatlda por isao as pessoas
que quizerem aaaignartan camarotes como ea-
4jeixaa, que o podea desda ji er ao eteristo-
Maranhao e Para,
tocando no Acarac, segu impreterivelmente
i no da 8 do corrente o patacho Emulaco, ca-
pito Antonio Gomes Pereira; para a pouca car-
ga que Ihe falta, trata-se com Moreira & Ferrei-
ra, ra da Madre de Dos n. 4, ou com o capito.
SkL
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DK
Navegado cosleira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, se-
gu para os portos do norte al a Granja no dia
o de abril s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros edinheiro a frete at o dia
da sahidas2 horas: escriptorio no Forte do
Ma.tos n. 1.
Cear.
Segu com toda a brevidade o cter nacional
Lmma, capito Joo Antones da Silveira ; pa-
ra a carga que Ihe falta, trata-se com os consig-
natarios Moreira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 4.
COMPANHIA PERNAMBUCVNA
DE
Navegado costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
0 vapor Iguarass. commandante Moreira,
sanirn para os portos do norte at o Cear no
da 22 do corrente mez. Recebe carga al o dia
20 ao meio dia. Encommendas, passageiros e
dionetro a frete at o dia da sabida as 2 horas i
escriptorio no Forte do Mattos n. 1.
Para o Aracaty
200 barricas de cerveja.
No armazem do Sr, Annes.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de 200
barricas de cerveja ao correr do mar-
tello no referido atmazem e hora.
LEILAO
Dia 5 do corrente.
O agente Oliveira far leilo por conta e risco
de quem pertencer de 200 barricas de cerveja in-
gleza em garrafas e meias, e de 12queiios5uissos
cnegados prximamente : sexta-feira 5 do corren-
te, s 10 horas da manha, no trapiche do Exro.
barao do Livramento, junio ao trapiche do al-
godao. e
LEILAO.
Sabbado 6 do corrente ao cor-
rer do martello.
Os administradores da massa do fal-
lecido Manoel Antonio dos Passos Oli-
veira & C, querendo liquidar a leja de
trastes do mesmo tarao leilo poi inter-
vencao do agente Camargo, dos trastes
existentes na mesma loja os quaes con-
sislem em mobilias, cabides, comino-
das, cadeiras, cimas francezas, guarda-
loucas, aparadores, toucadores e duas
ricas colchas, as 11 horas em ponto
Avisos diversos.
3000C iaco & y 00 vap Utc&
ycvnamliucAti*
Domingo, 7 de corrente, s 10 horas da manh
haver sessao ordinaria do conselho director '
becretaria da Associaco Typographica Per-
ambucana 4 de abril de 1861. V
J. Cesar,
. a certa pessoa que mora na m
i Fassagem o favor de ir ra da Glorie,
I a negocio que o mesmo nao ignora ; cerlo m
i de que se assim o nao Qzer lera o gosto m
i de ver o seu norae por extenso. t*
CORREIO.
Pela administracao do correio desta provincia
se faz publico que amanha 6 do corrente, pelas
horas da lardo em ponto sero fechadas as ma-
las que devem conduzir os vapores Jaguaribe e
Oyapock, aquelle com destino s provincias do
norte, e este as do sul. Os seguros sero feitos
at urna horado referido dia cima.
Precisa-se de urna pessoa que entre com a
quantia de 5009000 para um negocio j estable-
cido em urna das melhores paragens, cujo nego-
cio offerece vantagem ; quem pretender, dirja-
se a livraria ns. 6 e 8 da praca da Independen-
cia, em carta fechada, com as iniciaos A. J. B.,
indicando sua morada para ser procurado.
; Preciaa-se de urna ama para casa de pouca
familia ; na travessa do Livramento n. 18. se-
gundo andar.
Ra estreita do Rosario n. 32, primeiro
andar.
NUMA POMPILIO, dentista e gravador, de via-
6e'n para a capital do imperio, onde teociona es-
tabelecer-se, resolvendo demorar-se, a pedido
de alguns amigos, nesta cidade, offerece seus ser-
vicos como dentista e abridor.
Relalivo a gravura, encarrega-se de firmas, si-
Pe,es. carimbos, para repartieres publicas,consu-
lados, firmas commerciaes, ele, etc., lavra obras
de ouro, tinto a buril como a sinzel, vindo as
pecas que se tiverem de abrir pulidas e bruidas.
Arranja e concerta dentaduras incorruptireis
peloa sysiemas mais modernos, e approvados pe-
la academia de Jfont-Pe/ier em relaco ao esta-
do e conOguraco da bocea, applicando para esse
irabalho ouro refinado e cfttnucamerWe tratado
para nao desenvolver oxydo, privando assim a
alteraco das mucosas da bocea e niumecimento
das gengivas.
Extrahe os denles naluraes e raizes por mais
>s que estejam, sem detrimento dos [ol-
Consultas medicas.
Sero dadas lodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre-
l. Molestias de olhos.
2. Molestias de coraco e de peilo.
3. Molestias dos orgos da geraco e
do anus.
O exame dos doenles ser feilo na or-
dom de suas entradas, comecando-se po-
rra por aquelles que soffrerem dos S
Instrumentos chimicos.acuslicos e op-
Jicos serao erapregados em suas cnsul- I
tajoes e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos t
probabilidade sobre a sede, natureza e 9S
causa da molestia, e dahi deduzir o plano de tratamenio que deve deslrui-la ou
curar. ft
Varios medicamentos sero tambem 5
empregados graluitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeiraqualidade, 8
proraptidao em seus efeitos, e a necessi-
dade do seu emprego urgente que se usar U
Praticar ahi mesmo. ou em casa dos |S
doentes toda e qualquer operaco que S
julgar conveniente para c restabeleci-
ment dos mesmos, para cujo flm se acha S
prvido de umi completa collecco de
instrumentos indispensavel ao medico
tV operador. afi
- Joo Teixeira de Carvalho vai baTa o Rl
de Janeiro.
tr#* Na ra da emperatriz n. 13, en-
frente do retratista, amola-se todo o ferro cor-
tante, bola-se ouvidos em armas de espoletas,
alugam-so bixasde Hamburgo mais barato do
que em outra qualquer parte, lira-se denles, ap-
pltca-se ventosas pela oresso do ar
Sociedade._
Edficacoes e compra de
terrenos.
O abaixo assigoado tendo distribuido bom nu-
mero de prospectos para a diut sociedade nestes
ulumos dous mezes. jul. gue ,8 pe0,8 que
tem recebtdo liveraro lempo sufflcienle de os lr
e pooVr apreciar as vanlagens diversas nelles ex'.
pendidas com a devida clareza que o assumpto
exige ; porlanlo convida as numerosas pessoas
que Ihe disseram desejarem coadjuva-lo com suas
ubsenpeoes levar a effeito e pdrem andamen-
to esta grande e benfica empresa, al remelle
rem os ttulos de subscripgo da maneira indica-
da na circular, que junta ao dito titulo acomna-
nha cada prospecto.
Devero dirigir-lhe debaixo de subscripto. ru
do Crespo o. 4 loja. do 1" de abril em diante.
iendo-se apresentado muitos dooos de Ierre-
So" rnr:.CH0,D 1or d'elIe8 eDl"r n formaco
o Z. da 80cicdde. torna-se necessario que
maco dqrll.eni1T,;me,rar com dioheif0 "*
seus ?iluU di .,KnUnde-m mai8 breTe K>"'l
fim *!! h sufbsci'PS5o na indicada forras.
Assim com u I"?0* devid0"enlmenlos
Assim como j o distemos no prospecto nao
ha quem nao possa subscrever para tac, uii arn
preza. vista da facilidade quePe". do p.r. t.
rao o total das subscripcoes de cada socio Basta
'" dez tdosVos dous mezes para com-
Lil reis. T'0le me"8 Uma 8ub8-"P5ao de cem
Qualquer artista, carpina. pedreiro ferreiro
um'du'^ U U,r0 P"o. din"o ep e
um da de servico por semana de 28500 em id
S?d.VoS".PSr ," ^uTa sublcrip-
de sno %if m Mfa'niB subscripeo
de 2008. Este pequeo capital formado de eco-
nomas e sem se sentir ser um fundo de preval
Si *n CM. de acidenle de molestia
poder-Ihes-ha ser d'um gran.de soccorro.
O abaixo assignado tem ouvido muita ente hna
pela presso do ar.
Para cobrancas.
Offorece-se uma pessoa para cobrancas
vidas nesta praga, tanto aroigavel como iu
mente ; na ra do Queimado n. 24, loja.
- Matheos Jos da Silva Ruivo relira-se para
Portugal, e julga nada dever nests praca
era presentada em m occasio. visto o roo es-
tado dos negoems em geral o a falta que se sene
de dinheiro na praga. Tudo iato
a cnse actual ha de ler
tornar ao seu estado
verdade, mas
seu termo, e tudo ha de
ransaccoes desesperad'Tom jurse 1 2 ft
preciniDl.r ^Zr^ "* 8er "ac,i' <" de
precipilar a volta do equilibrio geral.
No entretanto de interesse capital da socio-
/" Projectada. que os que querem a-
zer parte della e reconhecem as
mesma poder offerecer. se apressem subscre-
diclal-
vealos.
Cura as fstulas dentarias sem que fiquem v-
ziveis as cicalrizes i tudo por prego excessiva-
mente commodo.
As pessoas pobres e desvalidas nao pagaro na-
da por qualquer operago relativa a cirurgia
dentaria.
1." secretario.
$
DA
Riode Janeiro,
PROVINCIA.
Quinta parte di quinta e
primeira da sexa
do hospital Pedro II.
Dous melos bilhete.
Um meio bilhete.
m meio bilhete.
Bilhete inteiro.
Meio bilhete.
Dous meios bilhetes.
O abaixo assignado vendeu nos bilhetes rubri-
cados coro a sua firma as seguioles sortes
N>'~itre 5:00* -m n,ei0 bilhete-
965 800
1391 200
267 200
2663 100
905 100S
e outros menores de 408, 20 e 10$
A sorte grande paga [inclusive os 12 7 ge-
raes e 1 /. provinciaes), na loja da praca da In-
dependencia n. 22. aoode se acha a venda os bi-
lhetes e meios da lotera de S. Pedro Harlyr de
Olinda assim como as mais do coslume /aran-
hdospor 8
Santos Vieira.
slbete garantido 68000
Meio bilhete 3000
Em porcoes de 50$ para cima :
Bilhete inteiro 58500
Meio 2J750
O agente de leudes HvDnoIito d*
o veUiroebem conhecido brigue nacional Co. Iva tntntG.rJ yppouio q
ceicio pretende tgnir com muL ^4.% 5lVa ^ ^j0 fca criptono
recete paaaageiros eeseravoa a inte, para oal ojuBorfofl. ixaU-M eo i Cadea do Recite n. 48, praeiro andar.
Um cha econmico.
O proprietario do caf da ra da Imperatriz n.
13, participa ao respeitavel publico que em seu
deposito existe um grande sortimento de bolinhos
P"a cha de todas as qualidades, pelo prego de
800 re. a libra, assim como po-de-l torrado,
bolos ioglezes, bom bocado, pudim : o mesmo
proprietario obriga-se a receber encommeoda de
bandeijas para bailes e casamentos, e assim es-
pera pela benevolencia do respeitavel publico.
Jos Joaquim da Costa Maia, Portuguez
vai a Europa com sua familia,
Quem perdeu uma pulseira no domingo 5
de margo, dirija-se a ra da Imperatriz n. 36.
que dando os signaes certos Ihe ser entregue.
r~ Fr.e?lsa-8e lugar um sitio que lenha fruc-
teiras, baixa para capim ; na ra de Santa Rita
n. 27, segundo andar.
Um rapaz Brasileiro. que se acha desem-
pregado, se offerece para fazer algumas cobran-
gas, lano na praga como nos arrabaldes ; quem
do seu prestimo se qnizer ulilisar, deixe carta
fechada com as iniciaes M. T. L. na ra Direila n.
ib, para ser procurado ; tambem d fiador a sua
conducta,
Freguezes.
5 C jegada nova remessa do antigo e muito afa-
mado doce de goiaba, o qual se vende por preco
commodo; na travessa do Queimado n. 1, junto
do Pregniga. *
E' muito barato a 1$.
Vendem-se potes com mesinha muito propria
para malar ratos, e baratas, cnegados pelo ulti-
mo vapor vindo da Europa ; na ra da Sonzala
NOVfl D. 1
Grande sortimen-
to de tamancos.
Na grande fabrica da ra Direita, esquina da
traveesa de S. Pedro n. 16, de todas as qualida-
des, que se vende tanto a retalho como em De-
quenas e grandes porgfies, muito em coola ; a
casa tem sempro promptoa de 1,000 s 2,000 pares
pregados para qualquer encommenda ; a estago
6 propria,
O novo mez manaoo.
Acha-se venda defronte de S. Francisco, ra
do imperador n. 15, a rica edigodo mez maa-
no, ornado com rauitas estampas, vinhelas.e n-
tidamente impresso.
Na ra larga do Rosario n. 18, oo terceiro
anaar, veude-se uma escrava moga, bonita figu-
ra, sem vicios nem achaques, engomma permita-
mente, cozinha e sabe coser cbo : vende-se
tambem um molequede idade de 10 a 11 annos,
bonita peca, e com principio de cozinha. Na
mesma casa compra-se um prelo de meia idade.
-.""oVende-e uma escrava mulata, nova, de bo-
nita figura, muito sadia, e de algumas habilida-
des, e que somonte se vende por precisio : quem
a pretender, dinja-ae a ra da Aurora n. 44 Io
andar, que ah achara com quem tratar
Vende-se urna escrava sem vicio algum
com excellente lene para amamenlar uma criaa-
g tem uma filha com 8 mezes. goza de perfeua
aaude.coanhae engomma, nao com perfoicio
indar "IU* aumi 4^lH^o
Vende-se um armazem na ra do caes a. 7 ,
quem quuer annuocie. '
-- Precisa-se de 1:500 juros sob hypotheca
de duas escravas crioulas. pagando-seos juros
convencionados mensalmenle : na ra Nova D.
~i, i andar.
iT Bernardino Jos Leito faz ver ao Sr. Luiz
Jos Marques, como arrematante da agurdente
que delxou de vender desde o ullirao do mez n'
passado semelhanle genero em seu estabeleci-
mento da ra das Cruzes n. 22. assim como elle
postoPag debU relalT0 a e"e im-
Recifel0 de abril de 1861.
O testamenteiro do finado Victorino de Cas-
tro Moura. avisa aos afilhados do mesmo, que
junlaram documentosao inventario, que venham
receber o que em rateio lhes tocou. visto nao sa-
ber onde elles moram : ra da Cadeia n. 23
Precisa-se de um pequeo de 13 a 14 'an-
uos para caixeiro de taberna, que tenhaalguma
pratica da mesma : na ra Direita n. 72.
Grande e exraordioario
Nos magestosos sales
do caes de Apollo.
Sabbado, 6 de abril de 1861.
O proprietario deste estabelecimento nao se
tem poupado despezas paraabrilhantar este es-
labelecimente, tendo feito acquisigo de nova mo-
bilia moderna para os mesmos sales e para sa-
tlsfazer ao respeitavel publico, assim como outros
objectos de grande adorno.
A banda de msica militar executar riquissi-
mas pegas, que muito satisfar ao respeitavel pu-
blico. r
Ser cumprido o regulamento do Sr. Dr.chefe
de polica.
Entradas para homem 28000, e para senhoras
gratis.
Precisa-se alugar um sitio na Soledade ou
estrada de Joo de Barros a tratar na ra de
S. Francisco n. 44.
Precisa-se alugar uma escrava para vender
na ra ; quem a tiver annuncie.
Aluga-se por commodo prego a cocheira
da casa da ra do Hospicio n. 13, junto ao largo
do mesmo nome.
Jos Bernardino da Silva vai at os portos
do sul tratar de seus oegocios.
m homem solteiro precisa alugar um
quarto ou pequea sala, nicamente para dor-
mida, com tanto que seja iudependente, e que
se possa entrare sahir a qualquer hora sem in-
commodar ninguem : a quem convier, annuncie
ou dinja-se ao escriptorio de Claudio Dubeux
que achara cora quem Iratar.
O abaixo assignado, cstabelecido com co-
cheira de carros de alnguel na ra do Sol n. 37,
faz ver ao respeitavel publico e aos seus fregue-
zes que por haver outro de norte Antonio Jos
Pereira, de hoje em vante se assignar por An-
tonio Jos Pereira Refioador; e por isso de hoje
em vante todas as suas transaeges em todos os
seus negocios sero pela firma declarada.
Antonio Jos Pereira Refinador.
As 4 i |2 horas da madru-
gada !!
No grande hotel Livramento, collocado no prin-
cipio da ra Direila n. 12, haver das 4 Ii2 horas
da madrugada em diante o delicioso caf feito
por nova invengo.
Na ra dos Pires n. 33, deseja-se alugar
uma preta de boa conducta e de meia idade, que
saibaengommarecozinhar o ordinario, para'uma
pequea familia.
Quem precisar de uma ama para casa de
homem solteiro ; procure na camboa do Carreo
sobrado n. 36, primeiro andar.
Gratificando.
Desappareceu ha dias do caes do Ramos um
pranchao de amarello com 60 palmos ; a pessoa
3ue o apprehender receber a competente grali-
caco, na ra do Apollo n. 8.
u "Tir8 admO8lradores da massa fallida de E
H. Wyatt, convidara a todos os senhores credo-
res da mesma massa a apreaentarem-lhe os seus
mulos afim de poderem cumprir o que dispe o
art. 8a9 do cdigo do commercio, devendo a en-
degRo!hr4lfdoucP.ra2 d6 8 d"' e8Crip,0ri
vantagr-s que a
ver afim de que, depois de fundada e em exerci-
er^nrfr^0"611" aDda- occasiSo d ">m"
m made,ra8' maleriaes de toda especie
do di- "e TaRo?rm'CnPr,e5HS ""^ "ba" *E3S
naZ?l tempos de regular andamento do
acK TX" ; P0de.nd0 coa>f" os prego*
^.a Aifr**1* Jl ^. c teraacertezade que
edadeP e !lP.?iera0dar.grnde beDC0 -
ou a l.:..r Pred108 PronPto8 "nder
tuin8*. 8 que a criS8 h0UTer Pasado, e
que tudo torne a seu estado normal. '
1 ara apromplar tudo o que a empreza precisa
KS/JS" P'ena ?oe and.raen.oso p e*
Usa rnaant TniV" ^" ha "Tg,20Cli em "a"
dTseu""pH." S Pr,meir08 m C0D,0S de ris
IcHirSf^ qUfl abaixo dignado pede
sao para formar uma sociedade que todos reco-
nhecem offerecer grandes vanlagens a seus socios
rnmnf.'V ^'^ *"* nu PC .ToulM r"
comraendagao alm dessas
d'aulfplZh "ubscriP5o em favor d'este ou
blic. i ha?ln eC,meD,2 pi0 ou deridade pu-
ofi 'rL* f*'gnado reconhece que tanto
aqu. como era qualquer outra parte do mundo
uno importa para o bom xito que as aubscri-
o 8me'ara.PenS80a>'eDte presentadas peas pe8P-
rllJSa,s 'nfl1uenl. consideradas e mais
!m d? 'ocal,dad>. N'esle ultimo caso, o
mor proprio eslimulado; tal que tecciooava
SSlJumm,ssao composta d'esle. d'aquelle e
d aquella outro grande da trra ou cauilaista
rin^r6 'g0,00' **> no casle "&
dsPlraalP?,eUmaa se,lae commerci.l ou in-
oE.e. c^tn?m 1ttereD^ se subscreve
ni k m t0.da a circu8Pecgo. calma e re-
Jidenane,%,Ud Ci" f de receD ^
esne? ^A!6i8SSlm que abaixo assignado
K ua4lsar a sua 6rande empreza que pro-
melle Irabalho certo e continuo a multas cente-
nas de p.is de familia artistas, operar ios obrS-
ueC SSL*? de l0d,8 os "moi'"" incS...
2Mcamu.. "a,C,rCuli?a oetctal d'est.
SUST cenlens.s de con'03 de ris no cor-
ri.rr J.rr W a nao 8er esla enJP"" dormi-
LnrTJ lhad08 ou emP8*dos em outros ne-
f oner.rqi! Da "U.n8e ." *l dos artistas
e operarios ou obreiros diversos que a empreza
oceupar diariamente. -'"freza
pirfT n ,JT,nca Poderosa da unio e asso-
2 2Ten raDde caP"" q"e esta e
outras grandes emprezas de utilidade publica e
privada poderao realisar-se nesta proco?sem ser
preco o soccorro dos amestrados espita"!,"
das outras pragas do imperio, sera o qual nao se
re.lra.ria em 1852 ou o primeiro banco em Per!
an^rli0,,' E 7erd?de 1e de 1853 para c tem
aparecido e tem feilo algura progresso o espir"
to dassoc.agSo. porra nicamente para transac-
c' ba"cr..s e de descomes. Estas nao esten-
uJdhJ^eneflea lnfl"*nci3 s classes mecnicas
.Dor,osas' como a estender a sociedade
commandila para compra de terrenos
goes de casas, etc.
em
e edifica-
F. M. uprat.
Ternambuco, 30 de margo de 1861.
Perdeu-ae um lenco de labyrintho no ma-
RETR4TISTA DE S.M.O IMPERADOR.
Ra da Imperalriz nuaiero M
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Uetratos em todos es-
1 tylos e tamanlios.
| Pintara ao natural em
| oleo e aqnareUa.
2 Copias Ae daguerico-
tyBo e outros arte-
S Cactos.
\mbrotypos.
|Paisageus.
Aluga-se.um criado ; na ra Nova, sobrado
o. 26, segundo andar.
Attenco.
Precisa-se de dons meninos de 14 a 16 annos
Porluguezes ou Brasileiros, para caixeiro de ta-^
beroa : a tratar no boceo Largo n. 2. N. mesma
casa precisa-sede um. mulher de idade paca es-
tar na companhia da uros aenhora.
Aluga-se a loja do
ra da Imperatriz n. 38 :
mesma ra n. 40.
sobrado da
a tratar na
tria do Corpo Santo, n~oainU-'fe^a'u"%uem I ulc"^f .ru*
o .choo J quizar Ve-llir. "dirSi." r." d. I d.rCre. Vl a ^.""d c" ^ de8de a raa
On.a.ll.Mf..d.lr.Vi. aer recompon- quer?n^r*s^
'men'te.0 *"' *"* W recon,Pna gneros.:
Precisa-se de
sado.
Na estrada dos Afllictos junto ao Manguinho
alugamse duas casas novas, tendo cada uma 2
salas, 3 quarloa, cozioba lora, quintal, etc. : os
prelendentos dirijam-so ao mesmo lugar a fallar
na casa que fica deutro do sitio.
Attenco.
PrecUa-so de uma ama : no roa do Cotovello
numero 35.
- uma mulher para estar em.
companhia de uma senhora casada, o que saib.
fazer todo o servlco do interior de casa : na rus,
do Rangel n. 3.
Precisa-se alugar um cozinheiro n'uma caso
eairangeira ; na roa da Imperatriz n. 30.
George Jones reUra-se pira fr do im-
porto.


III MI
DIARIO OS PERNA1BUCO. SEXTA FEitU 6 bit ABRIL M 1861
(5)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA GARRDLHA E) R. T@WNSIND
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chlmleo e medico celebre de New York
GRANDE SPERIOR1DADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangae.
Cada um sabe que a sande ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o paaido importante
que tem na economa animal.
A quantidade 4o sangue n'um horaem d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas onceas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posijao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribnir e faier
ciroular esta cmbente de vida por todas as
partes da organisacao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonto de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com vBlocidade elctrica a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno !anc,a-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, pelos vasos capillarios,
atesada orgo ecada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Des(a maneira
a circulajo evidentemente se faz um engbnho
podbuoso de doenca. Nao obstante pode tam-
ben) obrar com igual poder na criacao de saude.
Estivasseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local oo geral, e situada no systema nervoso
ou glanJuloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fuer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelmente expellir da consti-
luico.
O grande manancial de doenca ento como
d'aqui censta no flcido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gara direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue o ponto o qual
se ha rnysier fixar a attencao.
ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBUCO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, ha vemos* vendido durante muitos an-
ejos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera molo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
qual primeramente sob este nome foi
a presentado a o publico.
BOTD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTERB. TOWNSEND A Co, 218 Peirl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lase.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. R. HAVILAN D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBNS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROf* 60 Bearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAV & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, H6&
106 Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND, K.EESE & Co, 80Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor.of Cham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Streot.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL JOSEPHE. TRIPPI, 128 Maiden Une.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HATDOCK, COBLIES & CLAT, 218 Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
H ASKKLL S MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEM0SAARV0RE E SU AS FRU-
TAS j
B IGUALMENTE
Conkecemot uro Medicamento nos seus Effeitos
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO''-
Adata-se tao maravilhosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODRID AO,
AUHPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servirlos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washinglom, Brooklym, sob a inspeccoo directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cujacer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purlacador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsifbla,
A Adstriccaodo ven-
tee,
As Alporcas
OsEffeitos do azotj-
GB,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DE FIGA-
D0,
AHtdropesia.
A Impingb
As Ulceras,
O Rhechatismo,
As Chacas
A DEBILIDADE GERAL
AS DOENCASDE PELLE
AS BORBDLHASNA CA-
RA;
As To-SSES,
CONSULTORIO ESPECIAL HOMIOPATHICO
DO DOCTOR
n SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias atis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguales molestias :
l.' molestias das mu\heres, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias ssphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cntelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintara, eomo
em glbulos, pelos precos mais commodos poa-
siveis.
N. B. Os mediesmentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem (ora della sao falsas.
Todas as carteiras sio acoropanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora lenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Aluga-se um grande armazem na ra da
Moeda n. 7, por preco razoavel: a tratar no ar-
mazem de cabos ao lado do Corpo Santo n. 23.
James Southwll, subdito britanoico, reti-
ra-so para fora do imperio.
Precjsa-sede urna ama para casa de pe-
quena familia ; na ra da Gloria, casa n. 93.
O Sr. Jos Airea Pinto que se mudou da
roa da Caixj d'Agua, queira annunciar onde
mora, ou dirija-se a esta lypograpbia.
David Gohn, subdito prussiano, relira-se
para fra da provincia.
Attenco.

Alugaro-se carrosas pase carresar trastes, ma-
teriaes e outros quaesquer objectos por preco
commodo ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 4.
Permuta.
Permuta-se urna magnifica casa terrea com
vastas acooimodacdes para numerosa familia, s-
lidamente construida, com grande quintal plan-
lado, boa cacimba e banheiro, na ra do Moto-
col omb, na freguezia dos Afogados, que foi ou-
tr'ora do vigario Torre?, por outra casa em qual-
querdas qualro freguezias desta cidade : a tratar
com Perreira & Martios, na travesst da aladre
de Dos ns 9 e 16.
Carrega-se toda a quantidade de entulho,
com tanto que seja nos bairros de S. Jos e San
to Antonio ; na ra do Crespo n. 19 se dir.
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e rnelhor em
todo o respeito a algum outro purificador do
sangue, conserva-se em todos os climas por cor-
to espaco de lempo.
certidio do Dr. J. R. Chlilton, na capa
Cada garrafa do original -e genuino extracto do Dr, Townsend tesa assignaturo e a
exterior de papel verde.
o escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco b* ra da Cruz n. 21, escriptorio, 1. andar, tam-
bera na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.
II
CONSULTORIO
DO
141
MEDICO PARTE. RO E OPERADOR^
3illiBAGLOISIA,C ASAl01 1 \lO3
Clnica por ambos os sy sle mus,
O Dr. Loba Moscoso di consullas todos os das pela manhaa, e Je tardedepois de 4
boros.-Contrata partidos para -curar annualmenie, nao oo" para a cidade, como para o engenhos
u ottras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas de manhaa em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escrjptoem que se declare
o nouM da pessoa, o da rus e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doReeifepo-
dero rernetter seus bilhetes & botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou 4 loja de
i-vros 4o Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do -Crespo ao p de ponte velba.
Nessa loja e na casado annuncianteachsr-se-ba constantemente os inelhoreE-aiedica-
Benioc&omeopalbieos j bora conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes............10*000
Dita de 2 4 ditos......... .'.......15C000
Dita de 36 ditos.........-........20OOO
Diu de 46 ditos.........-...,.... 2t>r000
Dita de 60 ditos................. .309000
Tubos avulsos cada um.......... 1}000
Frascos de tinturas. : ............2*000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, como diccionario dos termos
de medicina, cirurgia ele., etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes......., 6900t
-- Na Iravessa da ra
das Cruzeso. 2, primeira andar, continua-se a
tingir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possitrel.
Maooel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa o Porto ; no largo Oo Corpo Santo,
escriptorio.
Joaquim de Oliveira Pinto avisa ao publico
que mudon o seu estabelecimento de cocheira de
carros de aluguel que (inha na ra das Flores n.
20 para a mesma ra n. 35, assim como que de
ora eru diante mora na casa junto a dita cocheira
n. 37, onde pode ser procurado a qualquer bora.
O abaixo assigoado roga as pessoas que Ihes
sao devedoras dos annos de 1859 e 1860, tanto
os de conla de litro como os que passaram val-
les teobam a bondade de irem ou mandaren) pa-
gar seas dbitos sem falta, pois vista da neces-
sidade que tem o abaixo assignado de azer pa-
gamentos sos seus credoros, toreada a todo o
transe de marcar o prazo de 8 dias para realisa-
co de te dbitos, do contrario o abaixo assig-
nado passari por dissabores que bem deseja evi-
tar..Nicolao Machado freir.
Cursos 4e arithmetica, alge-
bra e de geometra.
A. da Silvt |rofessor de malhematicas no
Gymoasio Provincial, faz scieote aos senbores es-
Uidantos que se ocham matciculidos em ditos
curaos, que a abertura dos meamos, aunuaciada
para o dia 1.a do corrate, ca transferida para o
dia 8, .visto sar insuficiente o numero das matri-
culas. As Hces principiario imprelerivelmenle
nesse dia as 4 horas e aiaia da tarde, qualquer
ue ee o numero dos matriculados. A matncu-
i couiioa a estar aborta at esn lia : os se-
nhores sludaotes que pretonderem frequenlar
qualquer dette* cursos, dirjam-se a ra Direita
D- 74, para seren matriculados.
Aluga-se anta escrava crioula que faz todo
o aervico de urna casa interno e externo, coziuha,
lava e eogomma ; quem se quizer ulilisar, diri-
ja-se a rui Imperial a. 205, que achar com
quem tratar.
O Sr. Joo de Duela da Silva Borges queira
dir'gir-se ra do Imperador n, 21, segundo an-
dar, para realisar o negocio que nao ignora.
Precisa-se
fallar ao Illm. Sr. Dr. Antonio Joaquim Ayrea do
Nbsctmeolo, e como se nao saiba onde a sua
residencia, psde-se ao mesmo senhor o obsequio
da a annunciar, para ser procurado, o* j se
iinflr m da Cruj p, 27, eserltorio.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicto da cartilba ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quaoto
continha a anliga caitilha do sbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-so muilas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudareis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da fothinha ou kalendario para os mea-
mos annos. A bondade do papel excellencia da
impreas, do a esta edico da carlilha urna
preferencia asss importante : veode-se nica-
mente na rraria ns. 6 e 8 da preca da Indepen-
dencia.
Pianos.
Mudanza de domicilio.
Joao Laumoonier tranaferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recre para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Eocar-
regs-se de afinar e concertar os mesmos instru-
mentos.
i^i ^^a fsttfl ^iVil* .n. fSiFfl ^tr^ .(r/i ^m/a .ya fK^m *M*
J* oBVr o3!V VSKi v!W CTd.ctWuBwoB.mj. ^^
II M. I. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
^ ra do Queiraado n. 10, enten-
H tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
K Leal.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
fregueses desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento defazeodas que tinha
no sobrado amarello da rua do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Sre. Santoa & Rolim,
oode tem o mais completo e variado sortimento
do fazeodas de todas as qualidadea para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos :
rua do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, erua
do Imperador, outr'ora rua do Coegio, sobrado
de um andar n. 36.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse Gokles Caralcanti de Mello.
Precita-as alugar urna coaioheira lirre ou
escrava : ua rua da Santa Cruz n. 62.
0 bachure. WITRl VIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23,primeiro
andar, do sobrado da equina que volla
para a Camboa do Carmo.
Agencia dos fabricantes americanos
Grourer & Baker.
Machinas de coser: em casad s Samuel P.
QblWp A C, m 4* SerjM^RTi n. 5.
JOUS.
Joaquim Uoateiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na rua do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se echa sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de -ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passendo conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velbas, pa-
gando o oufo .por mais do que em outra parte.
CASA
de commissodeescravos, pa-
teo do Paraizo n 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita caes foi transferidoeantigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
eslabetecido na rua larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da meroa maneira se contina a receber es-
cravos para seren vendidos por commisso, e
por conta de seus aenhores; nao se poupandoes-
forcos para que os mesmos sejam vendidos com
promptidao, afim de que seus seohoresnao sof-
fram embates com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento haeempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
Aluga-se o primeiro andar e loj
do sobrado de 4 andares no be eco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza,
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer lodo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozioha : quem tiver pode dirigir-se
rua do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
Precisa-ae de nm caixeiro qne tenha pra-
tica de taberna e que d fiador a sua conducta :
a tratar na padaria do pateo da Santa Cruz n. 6.
No largo do Parairo esquina junto ao quar-
lel de polica no acoogue grande e novo, muito
fresco e o mais limpo que talvez haja neata prags
anda tem para alugar- se tainos para cortar car-
ne : a fa|Ur na rua do Imperador n. 28.
Licoes.
Leciona-se primeiras letras, latim, francez
ioglez em ca
da Boa-Vlat
Precia
Imperador n.
Aluga-sal
atraz, com 2 s
lal e cacimba, na
tratar na liberna da
e
ulares : na rua da matriz
cosioheiro : na rua do
ro andar.
radinho com a frente para
quartos, coztnha fra, quin-
travessa da Bomba a. 8 ; a
ruadas Cruzes n. 22.
Aluga-se nm grande sitio com boa casa da
vivenda, bastantes arvoredos de fracto, boa baixa
para capim de invern a verao, proporces para
ter vaccaa de leite, e com boa estribara, no la-
gar de Casa Porte, sitio da Capella ; quem o pre-
tender, dirija-se a rua da Cadeia do Recite n.
48, loja de Leite & Irmio.
Precisa-se de ama ama para todo o servico
i9 pouca fsniUi ; na rua Imperial p, 49.
COMPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
lu mitad.
At outro aviso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella seguinte
Jchegou o prompto al"
livio.
Bem como os outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway O C. de New-York. Arham-se
venda na rua da Imperatrz n 12. Tambera
chegaram inslruccoea completas para se ussrem
estes remedios contendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se vendem a 1,000.
Terdeu-se desde a rua Ja ConceicSo da Boa-
Vista t a ponte, um atlestado passado pelo
Illm. Sr. Dr. Sarment, e urna carta dirigida a
Thomaz Antonio de Gouveia, pede-se a quem o
achou o especial favor de annunciar sua morada
para ser procurado.
D-se 1:5005000 a juros com hypolheca em
casa ttrrea : no pateo do Terco, taberna nume-
ro 19.
Precisase de urna ama de leite sem filho ;
na rua de HorUs n. 22, segundo andar, ou no
pateo do Terco n. 26.
Dentista de Paris.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgiaodentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
den tes artificiaes, tudo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
I 2oocoooooosooe o
lo *- *-
O
-
r N
o
XI
o
."O
O *o
r. J=
5- = -5".sa
= 3 o C o = ^ r "
o-^caa.&.S> 3 HM
Um mogo portuguez, guarda-livros de urna
casa commereial, dispoodo de algumaa horas,
nellas se offerece para fazer al#uma esenplursca
mercantil de qualquer estabelecimento, seja qual
fr o seu estado : quem necessitar deixar carta
fechada nesla typographia sob as ineciaes D
W. D.
OFerece-se para ama de casa de
bomem solteiroou pouca familia, urna
mulber que sabe todo o necessario de
portas a dentro : na rua do Rangel n.
58, loja.
Precisa-se alugar urna preta que saiba co- -
zinhar : na rua da Imperatriz n. 70.
I Jus Joaquim da Cunha Guimares, com
loja de tartarugueiro na rua das Trincheiras n. 8,
avisa as pessoas que tem concrtos do obras de
tartaruga em seu estabelecimanto al o dia 31 de
margo de 1861, que tenham a bondade de os vir
buscar*por estes 30 dias, a contar desta data, do
contrario serao vendidos para seu pagamento, e
nao se responsabilisa por algum estravo que
possa acontecer. Recife 2 de abril de 1861.
O artista americano
O artista americano
O artista americ?no
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por, 3
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
x'uihas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de c ai-
xinlias novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salSo da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da ruado Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentementerecebido um gran-
de evariadosortimento de caixas.qua.
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecirnen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que deseja rem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
seropre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimento!, pa-
ca examinaren! os specimens do que
cima fica anunciado. /
Manoel Jos do Nascimento Silva relira-se
.para a Europa a tratar de sua saude, e deixa por
eos procuradores, em 1. lugar os Srs. Silva &
Saotos, em 2. o Sr. Joaquim Francisco da Silva
Juaior. em 3. o Sr. Antonio Ramos. Tambem
fica o Sr. Joio Antonio do Reg com procurarlo
especial para cobrar de seus devedores, quer
nesta praca, quer fra della, tanto amigavel como
judicialmente.
Narciso Jos Netto retira-se para a Europa,
e durante sua ausencia deixa por seus procura-
dores, em 1. lugar o seu socio Sr. Manoel An-
tonio Vieira, em 2." lugar o Sr. Marcelino Jos
Gongahe6 da Ponte, em 3.* lugar o Sr. Caetano
Cyriaco da Costa Moreira.
Precisa-se alugar um escrava que saiba co-
ser, engommar e cozinhar, para casa de pequea
familia, ou mesmo alguma ama forra, ou algu-
ma portugueza que se preste a estes servicos; na
rua das Cruzes n. 41, segundo andar.
A pessoa que annunciou querer comprar
urna mobilia de Jacaranda, dirija-se a rua do
Crespo, loja n. 8.
Aranaga, Hijo fe C. par-
ticipan! a esta praca que tem
passado procuraco geral e
deixam encarregado de sua
casa commereial nesta praca
aoSr. Miguel Valls.
- Um moco solteiro de afliancada
conducta deseja achar um commodo
em casa de urna familia honesta, pa-
gando bem : quem quizer annuncie
por esta folha.
D. Josepha Leopoldina de Mello Msrinho,
mulber de Luiz Jos Rodrigues de Soaza, an-
nuncia e pede que ninguem faca transaccio al-
guma com letras e bens de qualquer nalureza
pertencentes ao aeu casar, quer seja directamen-
te com o seu referido marido, quer com seus
procuradores, visto como taes bens e letras c-
lao sendo embargadas 4 requeriroento da annun-
cianle pela segunda vara municipal desta cidade,
escrivio Baptista. Recife 2 de abril de 1861.
Joaquim Harinho Cavalcaati de Albuquerqne.
procurador,
te
33
O
ai
2
I %n m cus
j =t ates
IfllflOO
Is
o
Aliento.
-=

s
09
ce
<
a
z
<
ISBSS IS
to ce 5-r etn IriWvio 1*
#
t S
a s
ss
<
t ^eNests5'*'r
o
a
.
en
O
< 1 IS83S?I2 a
i s

< B
SS t^ t~ t^ t~ t- ao ai
o
a
O abaixo assignado participa ao respeitavel cor-
po do commercio e quem mais possa ioteressar
que desde odia 1 de Janeiro do corrente anno
admittio por socio o Sr. Joo Francisco Manoel,
e do mesmo dia ficou a dita sociedade gyrando
debaixo da firma de Manoel & Coropanhia. O
mesmo approveita a occasiao para avisar as pes-
soas que se julgaro credor do dito queiram apre-
senlar ; s suas contas no prazo de 15 dias para ser
sattsfeitas. Recife, Io de abril de 1861.
Manoel Ain.
James Spean tem contratado vender todas
as ferramentas pertencentes sua fabrica, na rua
do Brum ; se alguem se julgar credor, dever se
apresentar no prazo de tres dias. Recife, 3 de
abril de 1861.
O
<
g

3
<0
o
< o
I -o
"g XI -o = .
S s-o =
i "
>4g
so sp "T a
M fr- O ^> S o. es o
Assignado E. H. braman,
Suserinlendente.
commisso de escravos
na rua da Penha, sobrado
numero .
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serero
vendidos por conta de seus senhores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
mento psra os mesmos, afim deque os senhores
dos mesmos escravos fiquem salisfeitos com 'ss
diligencias que da parte do commissionado fizer,
para em tudo agradar aquellea senhores que o
quizerem honrar com a sus conftaocs, no que es-
pera merecer alinelo tanto dos senhores que
Ib'os quizerem confiar para vender, como aquel-
los que pretendam confiar, pois espera ter sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
idades.
No primeiro andar da rua do Cabug n. 7,
precisa-se coutratar, para feitor de um angenho,
um Portnguez, casado, robusto, que emenda de
agricultura, e que d fiador a sua conducta.
A quem convier.
Um empregado publico bem conhecido, e que
oflersceaa necessarias garantas, recebe em sua
casa lo a 12estudanles de preparatorios sob sua
direccao, nao tendo seus pas ou correspondentes
o menor cuidado com elles para que enlrem na
academia. Urna casa commoda, bom tratsmento,
a maior solicitude pela sua spplicaco, para que
tenham bom resultado nos exames; e finalmente
time gratificaco a mais mdica e razoavel : taes
sao as vantagens que encontraro. Podem-ae in-
formar dos Illm?. Srs. Figueiroa, Drs. Sabioo, Ga-
briel S. R. da Cmara, Luiz F. S. Leao, Agostinho
E. Pina, e major Jos Joaquim Antunes, ou na
rua do Rangel n. 78. onde se trata.
O desembargador J. M. Figueira de Mello
vende pelo preco do custo em Londres, com o
frele direitos pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas o um criado, o qual anda nao foi
servido : quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Afonso de Mello, na
rua da Aurora n. 46.
Joaquim Luiz Vieira vai a Europa, deixaa-
do por seus procuradores seu socio Antonio Ma-
noel Bastos, Jos Joaquim da Silva Gmese Joio
" nncisco de Carvalho.
35Rua larga do Rosario35
Acha-se recentemente chegado esta cidade
Francisco Jorge da Silva Paranhos, dentista de
Lisboa (discipuio do celebre Desirabode) tem a
honra de oiTereceraos Ilustrados habitanUs desta
cidade e seus suburbios os trabalhos concernen-
tes a sua arle que executa com a maior delica-
deza e perfeicao, limpa os denles anda os que
se acham com o trtaro miis inveterado dando-
Ihes alvura primitiva sem Ibe alterar o esmalte,
extrabe anda os mais diCficeis assim como os iis-
tulados aioda aquelles desprezados por outros
sem o maior sotTrimento ao paciente, chumba
com as massas mais acreditadas at hoje. colloca
os artificiaes terrometallicos, incorrnptiveis e
diaphanos assim como aceita e endireila os dis-
formes, separa os cariados dos saos afim de evi-
tar-Ihes o contagio.
Antonio Fernandes de Azevedo. e Antonio
Avelioo Leite Braga fazem scienle ao respeitavel
publico, e cem especialidade ao corpo do com-
mercio, que nesta dala dissolveraro amigavel-
menle a sociedade que tinham no estabelecimen-
to de molhados da rua de Santa Cruz, que gira-
va sob a razao social de Azevedo & Braga, cuja
firma fica extiocta, e a cargo de Antonio Fer-
nandes de Azevedo a liquidacao do activo e pas- -
sivo da mesma firma, ao qual somonte fica per-
tencendo o estabelecimento desta dala em dianlo
Recife, 30 de margo de 1861.
Antonio Fernandes de Azevedo.
Anlonio Avelioo Leite Braga.
Compras.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na rua da Impe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se notas de 1J e 5 velhas, com
mdico descont : na praca da Independencia
numero 22.
Compram-se Diarios velhos para embrulho:
na rua Nova n. 5.
Compram-se moedas de ouro de 20$ ; na
rua da Cruz, armazem n. 33.
Compra-se toda e qualquer porcio de gar-
rafas vasias, sendo limpa ; na travesa do Cos-
ta, em Santo Amaro, taberna nova do Camello.
Compram-se dous macacos, sendo do Para;
paga-se bem a quem o levar em Santo Amaro,
em frente da fundigao.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Mathias Pe-
reira da Costa, rua Direita n. 66.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
no
DB. t VSANOYA,
30-Roa das Cnzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Cs-
lellan e Weber.por precos razosveis.
Os elementos dehomeopalbia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Deseja-so fallar com o Sr. Manoel
Un da Costa: oo largo do Terco n. 141.
lar-
_____ Vendas.
Para ratos.
Acaba de chegar de Londres urna preparar
chimica para distruiedo de ratos, baratas e outros
insectos que tanto incommodam : vende-se em
potes vidrados por mdico preco, nos armazens
de Ferreira & Martios, travesea da Madre de
Dos ns. 9 e 1*.
Sal do Ass
A Iratir com Moreira & Ferreira, rua da Ma-
dre de Dos n. 4.
a
Veode-se urna loja de fazeodas em Goianna no
becco do Pavo, para pagamento decredorescom
o pequeo fundo de .500| sendo 3:2009 em fa-
zeodas e 2-3008 em dividas cobraveis, cujo esta-
belecimento proprio para qualquer que queira
comecar sua vida commereial, da-se abatimeoto
suffictente na importancia do bataneo : a tratar.
na rua da Cadeia do Recife n. 23, com Joio Pe-
relra Moulinbo & C. *
>
m


m
=
AMO M KhfHWJCO. -.UTA fttU 5 M ABBIL 0f IMl.
Veofcin g poetadas de excellonte pedra
4e Lisboa com foteirM de 11 petmos ; no ra
va de Sania Bita n. 83. Na meima se alugam
4os bous rmateos coa bota embarque e guin-
daste praprio para serrara.
Vende-se um boa viola*: IraUr na ra
m Pires a. 15.
Hay mundo
Carlos Leile &
Irmo recebe-
ram pela bar
ca CUrisea vin-
da ltimamen-
te d New-
York.um com
pleto a o r t i -
ment daa me-
lhores machi-
nas de' cozer
dos mals afa-
mados autores
mol Orados
com novos
aperfeicoa-
eueotos, szendo pespcnto igual pelos doos lados
4a costura, mostram-se na raa da Imporatriz a.
12, a qoatqoet hora. Tamben rooeberam todos
fe prepares para as sesmos como af ulkas, re-
trozes en carrlteis, linha de todas as cores tudo
fabricado expressameolo para as mesmas mi-
cbiaas.
Phosphoros do gaz.
O deposito dos afamados palitos do gaz acha-
*e completamente sopprido, e contina a vendar
por mdico prco era poredes e a retal lio ; nos
rmazens de Ferreira & Hartins, travessa da Ma-
dre de Dos ns. 9 e 16
-?
>9




H
ra acabar!!
NA LOJA
| Encyclopedica.
m de
ZGuimaraes Villar.
% Ruado Crespo n. 17.
SChapelinas para senhoras o melhor pos- 9
sivel brancas e de cores a 13$, temos vea-
dtdo a 20$ e 259.
9 Oatras muitas pe-chinchas ha para ven-
e der-se que s se vendo. @
Calvice.
A utilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCF.R os cabellos, mas
tambem de dar-lhes forga
para evitar a calvice e nao
deixa-los enfranquecer to
cedo como quando ella nao
fr applicada; alm disto,
sendo sua composicao for-
mada de substancias ali-
menlares, a absorpcio pelos poros da cabera nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
o. 59 e ra do Crespo n, 8, e em Psris Boule-
rard Bonne Nouvelle. Prego cada frasco 39.
Gaz para candieiros.
Ji chegou este gaz tio procurado, bem como
lu completo sortimento dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos precos : na rus
da Imperatriz n. 12, lija de Raytundo Carlos
Leile & Irmo.
*^\'Dhes engarrafados*
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Becellas.
Malvasia, em ca-xas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro anJar.
verdadeira liquidado
Da Ioja de fazendas
DE
Almeida Burgos.
Ra do Cabug n. 8.
A diuheiro.
C^p* O liquidatario da extincta firma de
Almeida <& Burgos, tendo de acabar com este
slabeleciinento para com o seu liquido pagar
aos seus credores, ha resolvido a fazer urna
california, vendendo todas as fazendas com grao-
de batimento de seu custo, sendo entre ellas as
guiles :
Brim setira trancado fino, de puro linho com se-
da, sendo de hstrase de quadros miudos, fa-
zenda muilo boa para caigas, colletes e paletots
a 880 rs. o colado.
Lilla preta para liabitos a 280 rs. o covado.
Cang amarella a 820 e a 440 rs. o covado.
Chsly muito lino de la de lislras de cores a 560
rs. o covado.
Barragana azul ferrete a 800 rs. o covado.
Fusto pintado de lindas cores para vestidos de
seohora a 400 rs. o covado.
Fusilo alcochoado de lislras para palctots a 480
rs, o covado. p-SESSSB
Organdys finissimos de riquissiraos padrSes, ten-
do tambem abertos para vestidos de senhora a
560 rs. o covado.
Cassa pintada a 280 rs. o covado.
Cortes de colletes de fuslo a 600 rs. o corte.
Brinziohu de linho para paletots e caigas para
andar por casa, como para roupa de meninos a
200 rs. o covado.
Cazeou brasileira de seda de urna s cor, leudo
cor de rosa, verde, azul, cor de canoa e cor de
cravo.fazenda de pura seda.de muilo bom gos-
lo para vestido de senhora a 880 rs. o covado.
Sedinha ou gorguro de seda de quadrinhos para
vestido de seohora a 15 o covado.
Brim par Jo de linho, liso e fino a 400 rs. o co-
rado.
Seda mofada a 500 rs o covado.
Setim preto de Uaco a 29400, 39500 e a 4-;500
o covado.
Tafet de cores a 500 rs. o covado.
Merino fino de cores sendo de 2 larguras a IjSOO
o covado.
Chaly preto para luto,ezcellente para vestidosde
senhora a 640 rs. o covado.
Bombazioha preta e de cores para paletots e cal-
cas a 18140 o covado.
Filas de sarja de pura seda, larga e com liadas
cores a 800 rs. a vara.
Citas de sarja de seda estrella a 129 rs. a vara.
Bicos franceses e finos a 40, 80, 100. 120. 160.
200. 240. 326 e400 rs. a vara.
Bicos de seda pura, a 200 e s240rs. a vara.
Franjas de seda pretas e de crea a 260 rs. a vara.
Aberturas para camisas com punbos e colarinbo
a 409 rs.
Chiles de merino da Iadia,muito semelhante aos
de touquim a 159.
Enfeites para cabega de senhora, de vidrilho pre>-
to a 2, a 29500 e a 3.
Luvas de pelica de Jouvin, ament com a-falla
de nao lerem os pontos be*i aognroe a 860 rs.
Tacas de la para menino da aeit*a 800.
Ditas e fia para seohora parida a 29500.
Chapelinas enfeiladas para senhora a 59, 69, 89
a 139-
Sabidas de baile de seda a 6#400 a 109-
Bascados escossez muito lindos, para vestidos de
seohora a 180 rs. o covado.
Existom mil pechioeftas que os compradores
tata dellas nao deixaro de comprar.
Vende-se um sitio com casa bstanle gran-
de. Que serve para familia e negocio, na estrada
real para Santo Aulo, bem contrasto so enge-
nb Feree, por prego comraodo por seu dono ler
retirado-s para o mata. Tambem se vende ama
casa terrea oa ra do lardim n. 6, da freguezia
de S. Jos do Becfe ; a testar no pateo do Ta-
raizo n. 10.
CALCAD!.
45RuaDireite 43
Por sem duvW que o Sr.ex-estatilro ds azenda
saina.isapuiaaHY delteaoos pis wusuas
amaveip*4ricis! Prora-o bastante o augmento
de 160 *t0 nos drretlos que pagam as botinas do
senhora em relagao s de homem que apenas ti-
veram o-de 25 |0I S.Eicdeeeiava qu -ellas tro-
cassem orna bem feita botinaaty,por algum cai-
oelo mal amanhsdo, encoslurado de popa prta,
aflm de obstar a que ostentassem comjgarbo o mi-
moso p4 da bella pernambucana, que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. leve
de encontrar urna opposigo firme e enrgica no
proprielario do estabelecimeoto da ra Direita o.
43, que nao quiz vender as suas botinas a 79000
como S.Ezo. pretendeu, e sim pelos precos se-
guintei:
Borzoguins para senfcora.
Joly (com brilhantina). > .
Dito (com laco e fi?dla). .
Austraco (sem iaco). .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.......
De 8 a 22.......
Para homem.
Nantei (2 bateras). ... i
Francezes (diversos autores. .
Inglezes debezerro, inteiricos
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos nernambucanos .
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 50600
1 batera )Sii7er). .- 5#200
Sola de bater (Suzer). 50000
Meios borzegins (lustre). 6$000
Sapatdes (com elstico). 5^000
Ditos para menino 3#500 e 4#000
Muilo calgado bem feito 00 pah por precos ba-
ralissimos: assim como couro de lustre, marro-
ques, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
barato.
60000
5,5500
5^000
40500
40000
30500
90000
90000
80 00
80500
60000
Vende-se ara carno 4 \ rods
em bom estado e por preco commodc
a dinheiroou prazo : na cockeira da
ra de Imperador ta. 27.
Calcas de casemira.
Vsndem-se calcas de casemira preta muito bem
mies a 109, ditas de dils de cor muito superior a
99, eitio-se acabando : na ra do Qaeimado d.

O
OS
3"
i
aN
W
1
en
m
o
en
O
M
O
H
O

&
O
D
o
Si
P
cr"
S9
oa
O
c
en
elogios
Suissos.
Em casado Schafleitlin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimenio
derelogios de algibeira horisoutaes, patentes,
chronometros,meioschronometrosdeouro3pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes ds Suissa, que se
vandero por precos razoaveis
Sabio.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praga e os de fra, que tem
exposto venda sabao de sua fabrica denominada
Becifeno armazem dosSrs. Travas30S Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58 ; massa amarella,
castaoha, preta e outras qualidades por menor
prego que do outras fabricas. No raesrao arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mui barato preco os movis segua-
tes : urna cama de casal, 'embutida ;
um porta-serviJor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espellio gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servQo de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Niaon de
l'Enclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-se para o campo,
por 580 desaz-se destes objectos, man-
dados vil expressamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com pereicao
9 apurado gosto.
Potassa.
Vende-se a 2i0 rs. a libra, a
superior e alva potassa do acredi-
tado fabricante Jo3o Casa-nova ,
cuja qualidade e reconbecido e-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci
da como da Bussta : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, esenptorio |
de Leal Res. II
mmsmmm-9Bmm mmmm
vendeoi-se asa boas velas) de carnauba
eoo composicao, em cauas de arroba : na rus
do Quenado n. 16.
Semea.
Semea de-superior qualidade; rende Jos Luis
de Oliveira Azeredo em sen armazem n travs^
sa da Uare de Dos n. 5.
Farelo de Lisboa.
Tode los Luii do Olveles Azevedo, ai seu
armaresB d Irares As Madre de Deas n. 5.
lo] da boa fe.
Gravatas pretas de setim
do d. 22, loja da bo> f.
na ra do Quelma-
Manteiga ingleza
flor a 960 e 800 rs., franceza a
720 rs.,
chl fino hysson a t240, queijos a I98OO. caf a
40, arroz a O, loucinho a 280, talharim e ma-
carrao a 400 rs., doce de goaba a lf, vinho en-
garrafado do Porto a 800 rs,, alpiste a 180, mar-
melada de 1 1 2 libra-a 1|180: oa taberna da es-
trella no largo do Paraizo ni 14.
(AISDE SORTIMENTO
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tara-
res de Mello.
Ra do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacasde panno fino obra muito bem fei-
ta, de 359 a 40 cada urna.
Paletots de panno fino preto, de 259 a 309.
Colletes de velludo preto bordado, a 129 cada
um.
Ditos de gorgurlo prelo a 79 idem.
Ditos de setim maco a 6$ idem.
Ditos de casemira preta a 59 idem.
Caigas de casemira preta lina de 12 a 149.
Paletots de estameaha a 39.
Ditos de alpaca preta, saceos de 49 a 59.
Ditos de dita sobrecasaeos de 89 a S9.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 12a.
Ditos de meia casemira a 109.
Dilos de casemira muito fiua a 14f.
Um completo sortimento de paletots de rusti e
brim, e caigas e coletos, que tudo se vende por
prego em conta.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S.venllem-
se por precos baratissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para homem e menino a 39500
cortes de casemira de cores a 39500, pecas de ba-
bados largos e transparentes a 39, pecas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escaras s claras a 240 rs.
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito fino e padres nevos a 500 rs. o covado,
pecas de entremeios bordados finos a I95OO. ba-
ba.los bordados a 320 a vara, goliohas bordadas
a 610, manguitos decambraia e At 1 2j>, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1S280 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletots do panno e casemira de 16 a 20J
dita de alpaca prelos de 39500 a 7$, dilos d
brim de 3 a 59. caigas de casemira preta e de co-
res para lodos os pregos, ditas de brim de cores e
brancas de 29500 a 5j, colletes de casemira de
crese pretos, ditos de setim preto, tudo a 59,
corles de cassa de cores a 29, pegas de madapo-
15o fino a 49500, assim como outras muilas fa-
zendas que se vendero por menos do seu valor
Dar acabar.
Luras de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem deaejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
fazendas boas e baratas.
Ra da Cadeia loja n. 23.
Vestidos auperiores ae blonde -com
manta, capella, llores e mais perteuces.'
Vestidus de seda de cores e de mo-
reantique.
Vestidos de cambraia brancos borda--
dos e de phantasia superior.
Manteletes, taimas, visitas de fil, do
gorguro liso e bordados.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linbo para senhora, do
algodao para meninos de todas as idades.
Peoiesde tartaruga modernos e dos
mais aoreditadus fabricantes de 109 a 309-
Luvas de Jovin e enfeite de"cabeca.
E Cassas. organdys. diamantina, chitas
claras e escuras, francease ingieras B
\ Nesta loja sft se vende a diuheiro e 1(
por isso mais barato que em qualqaerou- S
l Ira, seu sorlimenio completo de fajen- S
> das de moda, ditas ioferiores e roupa fei- S
> la e seus precos muito connocidos : na f
!rua da Cadeia loja n. 23, do-s as S
amostras.
KaKaHKSK eissie eiSHeaHK
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B,
acaba-se de receber do sua. piaseis enco romeada
pelo vapor francez fitas de velludo de tedas as
larguras pretas e de cores, sendo lisas, abenas e
lavradas. de lindos padres, que so vende por
preco muilo em coota, assim cent fitas de cha-
malote de todas as cores, pranriae pera cintos
omos com Qvela preta proprios pera luto, luvas
de toroalcom vidrilho muito novaos IfriObo par
ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas ds seda enfei-
ladas com bico e vidrilho a 29 : isto s se vende
ua flua de ouro n 18.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguis branca recebeu com as demsis
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda pars enfeites
de vestido. O sortimento des ores eelteote
inclusive s preta, que tem de diversas tatgwos,
e obra de tanto gosto, s so encontr na loja
d'aguia branca, raa do Queimado e. 16.
em saceos grandes :
zem de Moreira &
Dos n. 4.
vende-se a 3*600, no arma-
Ferreira, ra da Madre de
LUVAS DE PELLICA
!H1I
para Itomens e seDkcras, de todas 4ores, chegads pelo ultimo vapor
emicara oe J. Falque..ra d Crespo n. *.
Jll...... ... ..... i
inglez :
Propriopara mimo.
S na loja d'aguia de ouro, raa do Cabug n.
IB, ebegado um completo sortimento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com prepsros muito finos e ricamente enfei-
tadas, rjrbpries para qualquer mimo de senhora
ou menina : ito sna loja d'aguia Arofer, ra
doObog a. 1 B.
Para a qnaresma.
Ricos cortes de vestidos de grosdonsple preto
bordados a velltio ebr algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quar.s se tem vendido por
1609.oque se vendem por 8O9.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da mnilo boa e encorpada por 559 e 60$.
Manas pretas de linho bordadas a 89.
Visitas pretas muito bem erJfeitadas a 12$.
Ditas de seda de coree muito lindas a 205.
Grosdenaple preto superior de 2S200 e 29, e
moito largo a 29800.
Sarja preta hespaohola boa a 29.
Velludo preto liso muito bom a 4|, 59 e 6S.
Cortes de casemira preta bordada para collete
'59090.
Ditos d velludo preto bordado para collete
a-109009.
Calces de casemira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobrecasacas pretas bem fei tas a 309.
Gorguro preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casemira pretos bordados a 89.
Paletots do panno preto a 129 e I89.
Ditos de alpaca preta a 39, 4,5 e 63, e muito
fino a 89000. "
Saias balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59, 69
e 7ft000.
Ditos de seda pretos grandes a 149-
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito bes cosa algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos 00 phantasia em carteo a 159.
Caigas de casemira de cor a 69,8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 59.
Matas de sela para visgem de 12 a 18J.
Chapeos pretos francezes finos a 8$.
Dilos de castor branco sem pello muito bons a
125000. E outras muitas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : oa loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recite n. 50, de Cunba e
Silva.
Vende-se um bom escravo cosinheiro : a
tratar no armazem de cabos n. 23.
Vende-se fariatia de mandioca muito boa,
viada de Santa Gatharina, abordo do brigue Ma-
ra Rosa, tundeado em frente ao caes do Colle-
go ; a tratar com o capilo a bordo, ou com
Maooel AlvesGuerra, na roa do Trapiche n. 14,
primeiro andar.
Manteiga iogleza flor a 1$ e
800 rs. a libra.
Na rus das Gruzes n. 24, esquina da travessa
do Ouvidor.
# Machinas de vapor.
0 Rudasd'agua.
Q Moendas de canoa.
9 Taitas.
$ Rodas dentadas.
9 Bronzese aguilhdes.
9 Alambiques de ferro.
% Crivos, padres etc., etc:
A Nafundicode ferro de D. W. BoVBUBaf
ra do Brum passando o chafariz.
UELOfilOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers 4 C.
praca do Corso Santo, relogios do afamado fa-
brieaule Uoskell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para os mesraos de
excellente gosto.
Luvas de torzal
com vidrilho a l#O00 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de bsrateira, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torzal com vidrilho a 19 o par;
a ellas, antes que se acabem : na roa do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Escravos bons.
1 escrava de idade 40 aonos, ptima cozinheira,
por 650$. 1 escravo de idade 38 anno3, sera vi-
1'!? "em chaqus, que ganha t9280 diarios, por
1:0009, 1 etilo pega de idade 25 aonos, 2 escravas
com boas liibilidades, de idade 18 a 22 annos ;
na ra de Agoas-verdes n. 46.
SEOULAS
de i$e 5^000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cenio: noescrip-
torio de Azevedo 4 Mendes, ra do Cruzo
n. 1.
Pediicha!
Aletria. talharim e macarro a 400 rs a libra;
vende o Braodao. na Liogeela n. 5.
Vidrilbos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, veode-se vidrilho preto, azul e branco asse-
linado, que se vende por baralissimo prego do
2.500 rs. a libra. s<3 na aguia branca.
Asverdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu peto vapor fran-
cez urna nova remessa das verdaekas luvas de
Jouvin, cuja soperioridsde j bem conhecida
por quantos as tem comprado, o ser mais por
sqaelles que se dirigkem k ra do Quenado,
loja d'aguia branca o. 16, assevetando que sao as
melhores o mais novas no mercado. Tlm sorti-
mento de todas as coras tanto pasa homem como
para senhora.
CapelUs fina* para norras.
A loja d'aguia branca.-rvoebau novas e delica-
das capailas do flores finas pora snoivas, o
est vemdendo a 69 e a 89, i *
psito de bsrateira loja d'i
Queimado n. 16.
EAU MINERALE
lf ATRALIJE DE
Deposito na bolicartanceza til* da Cruz n.22
AVISO.
Vendem-se uns pertences para fabrica de vo-
lase urna batanea grande com todos os pesos :
que pretender, dlrija^-se ao balito da Boa-Vista,
ra atraz da matriz n. 66, que achara coa qeem
tratar.
Ra do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechineha que admira.
Chitas francezas cores fizas e lindos desenhos
a 240 rs. o covado do-se amostras com penhor.
0$ seuliores alftialcs.
Na roa do Crespo n. 18, loja do Diogo & Per-
nandes, tem um sortimento de casemiras ingle-
tos mallo finas-a 19400 o eovado.
Arcos para saias a balo.
A 160 t. a vara : na roa do Queimado n. 29,
eulr'ora-JT.
Livros.
Vendem-se diccionarios ingieres grandes, por
Vieira, ditos francezes por Ponseca, ditos latinos,
Euclides, Horacios com inteipretacoes e notas,
curso de vercificago ingleza por Sadler, brevia-
rios para padre : na ra da matriz da Boa-Vista
numero 34.
Veode-se farinha de mandioca muilo boa,
sacco grande, por 59500, a diuheiro ; oa ra No-
va o. 33.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
dres a 1$500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita duraco lornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2fo00, 39 e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
ttencfto.
Em S. Jos do Maaguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capim, casa para grande fami-
lia, oocheira, estribara, casa- para pretos, cozt-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara n. 59.
Relogios.
Vende-se emeasa de Johnston Pater & C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro patele inglez, de um das mais
afamados fabricantes de Liverpool; tamben
urna variedaae de bonitos Irancelins para os
Bascosos.
3 Em casa de Mills Lalham & C. na ra
3$ da Cadeia do Recite n.52, vende-se : 0
9 Vinho do Porto. #5
tDito Xerez engarrafado da muito supe- @
or qualidade. @
0 Oleo de linhaca. a
H Alvaiade.
9 Secante. q
& Azarco. @
Encarnado venerianoem p. **.
as
seu pro-
ra do
Boposito Aas mauntacturas mperiaea de^vanca.
AMllS^^ST^* ****> ******* rn Ma n. ia.-BQ0IB4 DA
GAMBOA BU LAR MU, o qnai se vende por mseos de 1 bectogramos a 1000 e a prelo de
10 mucos paro um coro cosconto de 15 por ceoto; no mesmo estaMeeiaseatt acha-se umfcea
i o verdadetro papel de bobo pera cigarros, '
Atten^o.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa>
doze vintens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na rea do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na Tua do Queimado n. ^
est muito sortida,
e vende milito barato :
Brim branco de poro linho trancado a 1$000 e
I3-O rs. a vara; dito pardo muito superior a
152110a vara; gangas francezas muito finas de
padres oscuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a- 200 rs, o co-
vado : cortes de calca de meia casimira a 1S600 ;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pera com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com avaras de largura a 29400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia ; ditos maiores a 3fi; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 83 rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8) rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bieo e lab y ri-
lo a 29OOO; e alm disto, oatras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
OPreguica asta que mando, em sua loja na
ruado Queims>do o. S.
Piscas de brotanba de reto com 1-0 raras s>
2$, casemira escura infestado propria para cai-
fa, collete e palitots a 90>rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita tiza transparente m uno fina a 39,
4(9, 59, e 6 a peca, dia tapada, eom 14) vais*
a 59 e 69 a pe;a,chitas largas de moderno e
escolhidos padres a 2-O, 260e 280 rs. 0 cora-
do, riqusimos cha leo de merino esianpade
79 e 89, ditos bordados com duas palmas fa*
zendamtito delicada a 99 eadanm, ditoscom
ama s palma, muito finos a 8*500, ditossos
eom franjas de sed a59, lances de cassas eom
barra a 100, 120 o 160 nada um, molas muito
finas para senhora a 49 adirxia, ditas da boa
qualidade a 3 e 89500 duzia, chitas fran-
cesas de ricos desenos, pare eoberta a 380 rs.
0 eovado, chilaseseuras inglesase 59900 a
peca,a a 160rs. o covade, brim braaeo depuro
linbo al. C9100 c 1*000 a rara, di amo
muito anooepade a 19MO avara, briibti00
azul a 400rs. o corado*alpacade diftarerues
odres a 300 rs. o corado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 e 39500 o corado, cambraia
preta e de salpico a 500 rs. a rara, e outras
muitas fazendas que sa rara pateme ao compra-
dor, fft todas sa dario amostras c^ penhor,
Pianos
Sauoders Brothers & C. tm pira Tenderes
eu armazem, na pra^a do Corpo Santn. 11
alguna pianos do ultimo gosto recentiment
chegados dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J Broadwood 4 Sons de Londres e
muilo proprioDara este clima
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os seros : no escriptorlo de
Francisco M. P. da Costa, na Direita n. 68.
Fil preto.
Vende-se fil de linbo preto liso pelo baratia-
simo preco de 800 rs. a vara : na rna do Quei-
mado o. 22, loja da boa f.
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeo de castor branco a 125
Ditos de dito rapados a 12$.
Dilos pretos com pello a 109.
Hitos dios rapados a 99.
Ditos de massa finos a 79.
Ditos de dita a 69.
Ditos de fellro o mais fino neste genero a 4.-4
Ditos de palha a 2J500. **
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidado de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui tem vindo, e de seu costme est ven-
deudo mui baratos a 109 cada um ; por isso di-
rijam-se logo a dita loja d'aguia branca, ra do
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baralissimo preco de 359 "
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f.
Ruada Senzala Nova n. 42
Vende-se em casado S. P. Jonhstoa & C,
sellinse silhes nglexes, candaeiros e cas tica es
bronzeaos, lonas nglezes, fio de rea, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro paienla
ingle.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por precos razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Levade torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 220
rs. e covado, ditos estreilos com muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguas a
zw rs. o covado, pegas de brelanha de rolo a 2fl
Mltinn de quadrinhos a 188 o covado, musse-
ima encarnada fina a 320 o covado, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lengos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um. seda preta de ramagem
a 800 rs. o .vado, fil de linbo preto com sal-
pico a 18400 a vara, luvas de tercal muito finas a
00 re o par : a loja est aberra das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torcal jara mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas fraojas de tor-
eal, proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os preges sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de taes
franjas sao de IgSOO a 3JO0O a- vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de difiran-
te larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem ellea, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos precos de 500 rs. a
29500 a vara ; -vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dioheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja-d'aguia branca*
Manteiga ingleza
em barra de viate e tantas libras no armazem
do Tasso Irmaos.
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de oure, ra do Gabug o.
1 B, aonde as senhoras acharo os lindos cinto
tonto para senhora como para menina, os mais ri-
cos que se pede encontrar, testo dourado fino
como de outras coras, que em vista do ultimo*
gosto ninguem deizar de comprar : s na !j
d'aguia de ooro, ra do Cabug a. IB,
Farnha de
mandioca
de maito boa quaiidede ; vende-se
a 39500 a
di Ferreira, ra
sacc : no armaren do Moreira
da Madre de Dos a. 4.
tbenos edescobertosr pequeos e grande, da
ouro patente ingle,, para borne o se*bar. dn
ns fes mesbores fabricantes do Literpoal, rin-
des N SontbaB Mellor d C.
Attttaeao
Na ra Imperial, taberna oT87. se eir aunas
rende ama mobilia de Jacaranda moderna, esa
multo pouco oso, fabdeada por um dos aaelhorea
artistas desta .provincia, tendo os consoles o a
mesa tampos di pedra,
i-



twiioaa *.wLFkamt**abml di i*i.
ARMZEM
ROUPA
Joaquina Francisco dos Santos. K
0RIA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
auaiid8?.e9taC!^K-t0ha*ei5preum 80rtimen, completo de roupa feila de toda, aa
qaahd.de.. o tombem se md. e ar pormediaa> g yonUde dg^^ ^ o
Grosdenaples harats-
simos.
Vendem-se groedenaples preto apoto baratfeeh-
mo preso de 12600 e 2 a covado: ae ra da
Queimado n. 22, loja da boa f.
0 B4ST0S
&GVEICIA
DA
l>uei
r que tem um dos melhores professores.
, Casacas de panno preto, 40, 35 e
309000
30900
Sobrecasaca de dito, 359 e
PaiLtoiile dito e de cor. 859, 309,
ni?5!**6. 209000
Dito de casimira de cores, 29000,
159, 12* e 95000
Ditos de alpaka preta goita de vel-
ludo, lijOOo
DUus de raerin-stirn pretos e de
cores, 9J000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 9, 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
45880 e
Ditos de bramante de linho branco
.60000, 59000 e
Ditos de merino de cordao preto
159000 e V ^
Cal.ss de casimira preta e de cores.
129.109.99 o ^
Bitas de priueeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e
tsasr"e e cores'
Ditas de ganga de cores
Colletes de veHudo preto e de 0-
res, lisos e bordados, 128. M 89OOO
Uitos de casemira preta e de cores
liaos e bordados, 69,59500, 59 e 39500
89000
39500
39500
395OO
4(000
89000
6(000
49500
29500
3(000
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7(000, 69000 e
DBim de brim e usto branco.
39500 e
Seroulas de brim de linho
Ditos de algodao, 1(600 e -
Camisas de peilo de fusto branco
e de cores. 29500 e
Ditas de peito de linho 6( e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 29500. 29 e
Camisas de meiaa
Chapeos pretos de massa. ftatceces,
formas da ultima moda lOiittoSOOe
Ditos de fellro, 69, 5(, 49 e^ *
Ditos de sol de seda, ingletes e
franceiea, 149. 12(, 11( e
uillarinhos de linho muito finos,
noves feitios, da ultima moda
Ditos de algodao
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 8O9 e
Ditos de prata galvanisadoa, pa-
tente hosontaes, 40(
Obras de ouro, adereces e meios
adorecos, pulseiras, rozetas e
aunis
Toelhas de linho, dual2000 e
59OOO
59000
59OOO
39OOO
292OO
1(280
29300
39000
19800
15000
79OOO
29OOO
79OOO
709000
309000
8
109080
ARWAZEM PROGRESSO
DE
largo aPcnlm
O proprietario deste armazem par-
maittetga Ingiera pcreitamcnte flor 1
mi (I gol .Minelo. *v,""6(IOr,.
Manteig trancis. ,
Cha peroto, fey8on l'SZZr
a libra, e em bar-
19600 rs. a libra.
libra,
os melhores que ha oeste genero a 29500, 2g e
Queijos flamencos ,
cbegados neste ulttmo vapor de Europa I96OO rs.. em por-
vende-se a 1J600; rs. cada
urna com
a libra.
no mercado a 900 rs. a
fio se ar algn .batimento.
Queio suvsso
Jjbra| recenlemeote chegado e de superior qualidade vende-se a 40 rs. a
Qfteijo prato
boa quMid.de a JSffSSSSS tUjBU5gb*** Ul *"" 6 *
LaixiuUas com urna e duas libras ,
differentes qualidadesde confeitos, amendoas cobertaa ft0?,*llt^ enfeiladas contendo
proprio para mimo a 1 cada um, enaoas C0Dert. pastilhas etc., etc., o que ha m.is
Passas muito novas
gresso 29 cada urna. com U a 15 Kbr" nde-se nicamente no Pro-
Vigos de comadre
meixas SS^T 2 T D *** "
Marmelada imperialT' Prs5e l"& a'gum abatiment0-
Lieba a 800 rs. a libra. afam*do 4rea e d6 out'<" muitos fabricantes de
Latas com bolacninnas de soda
diiTereotes qualidade..
Cnoeolate
MaSa de iUmST '" "" "*' "* """"'m *
libra.
Peras seccas om n ^
Conservas hSSS&SSS-'"""" '**' *"
das em direilura a 800 ra^t fusco
Aletria, macarrao e taiharim. 4
roba por 89. a 480 r'- lifcra e
Palitos de dente Visados
Toucinho de Lisboa
a arroba a 9(.
resnnto mulu no Tande-ie para Mibar. qq ^ ^ ^
^nonrtcas e paios ,. L
a libra. que h< de boni nest6 8ro por .erem muito noros a 560 rs.
Banlia de poreo refinada
480 rs. a libra e em barril a 400 rs. maiS qe Pde harer D0 mcado
Latas com peixe de posta
ihb qualidadea de peixe queba em PMtanlaJWloltu^ "*" P*el daamelho-
qoa4Wadedo. mltotm hhg^ut^?.*?! s,U8P"oa e de outr.s mmtm
cerveja de ditas, marrasquino de uS&6uSS^JS2SS^^SS^. B,arc"'
nficado a 1( a garrafa, nozes a 320 rs a lihr .ik t"1""** ate doce pn-
barata, e 00,?,.*^ ^S!&Zl are,Dsuep^o;rSidea,3e"lde' '
que outrora tlnha loja na ra do"
mado a. 48, que gyrava aob a firma de
Gea & Bailo, participa a o aeus nume-
rosos fregueses que diisolveu a sociedade
que tinba com o meamo Ges tende sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso flcou gyrando a meama
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
Teila a occasio para annaoeiar abertura
do seu grande armazem na ra Nora jun-
to a Conceic.o doa Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos com um grande e numeroso sortimento de
roupasleitas toteadas de apurado gos-
to, par precos muito modificado, como
de .eu costme, assim como aejam : ri-
cos sobrccasacos de superior panno fino
preto e de cor a 25J, 28( e 869, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecaaacados do meamo panno a 189
209 e a 22(. ditos ..ecos de panno preto
129 e a 14(, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9(, IO9, 129
el49, ditos de < estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6(, ditos de alpace
preta e decOr a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de anguila
pardo loo a 4, 49500 e 5(, ditos de fus-
too do cor a 39, 39500 e 4, ditos bran-
C08a49500595fl0,ditoa de brim pardo
fine sacco a 2(800, calcas de brim de cor
fluas a 39. 39500,49e 4J500. ditos de di-
to branco finas a 5( e 6950O, ditas de
princeza proprias para luto a 4(, ditas de
merino do cordao preto fino a la a 6
ditas d* casemira de cor e preta a 89, 9
elOS^conetes de casemira de cor e pre-
to a 4(300 e 59, ditos do seda branca nara
casamento a 59, ditos do bria branco a
d? e 49, dites de cor a 39,colletes de me-
rm para luto a 4f e 49500. ricos rob-
chambres de chita para homem a 109.pa-
leto-ts de panno fino para menino a 12g e
149.oasacas do mesmo panno a 15(,calca.
de Mb e de casemira para meninos, pa-
Ielots de alpaca ede brim para os mesmos,
P.' i*SS5a Pa"h<"M' e senho-
MHi-i yS cerou.lM de bramante a
189 209 a duzia, camisas francezas fi-
]*' ,8*' ^*' 24. 28 e 309 a dozia
ditasdepeitosoelinhoa309aduzia di'.
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas
!Ia f Dr,n<"P" casamento a 1800
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
225* "aile aPr8d0 Rosto tanto 1
do modello como na qualidade pelo di- %
nnouto preco do S5(, -e s com avista e
pode reconbecor que barato, ricas cap" S
do casemira para sentara a 188 o 20 f
e muitas outras fazeadaa do nceHente S
gesto que se deiiam de mencionar w9
por ser grande quantidade se to*a Tn- 1
edonho, assim como se recebe teda o 2
qualquer enoemownda de roupas feitas H
"8, qUe 5 "- "mero de to- S
0eir.to8Ca.dM,e "*a rand6 *"
Cassas e cores.
muilo bonitos, p40 barafissimo preco -de 240mT
Vueimado n. tt. o, bem conhecida loja da
a aTanh^t?6 Se^f J? Port0 em XOtesa 19500
^ L Da rua Croz> rmazem n. 83.
u!S222S m5a 8em vicos e de-
enpa, osoe bam coemhar, ongommar. e lava de
ESSOS&uiS 0C^A e cose m bem
tovdrirJ A* ?.l-dlta com aDD0S. c la^w^eaatto. o compra Dem. um cabocolo
HJpiCAO L0W-10W,
RttaSeniallaNmB.4?,
Meato estabalecimento contina a ha ver um
completo sortimento de moendas eaeias moen-
"" P'r* engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido a coado, de todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga SiWa & C, tem seropre no seu depo-
sito da rua da Moed. n. 3 A, um grande sor-
mento de tochas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tor no mesmo deposito ou na na do Trapiche,
n. 4.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
. ^ M loJa d'aguia de ouro, rua do Cabug u.
1 B, recebera-se um completo sortimento da.
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguiDtes : pretos, cor de canoa, roaiellas
e branca, sortimento completo, tonto para ho-
mem cofto para senhora, pois aaDcaaos a boa
qualidade e fresquidao, pois se recebeu em di-
reilura pelo vapor fr.acez: s na loja d'aguia de
ouro, tua do Cabug n. 1 B.
Paletos.
V*ndw.e paletos do panno preto fioo, muito
bem faltos a 229 rs.; ditos oo brim brando
unbo a 59 rs.; ditos de satineto escuro, a 3*500
muite barato, aproveitem : na rua do Qutau-
i. Wa do Boa f.
Cheguem aloja da Boa f
C01'*8 Maneotas muito finaa de cresfixaaa
^BU rs. o covado; cambraias francezas muito fia
"** 640 ra a vara; dem lisa muito fina a
49500 e a 6(000 a pee* com 81 varas; di-
muilo superior a 8(000 a pecaeom 10 varas';
dito fias com salpicos a 49800 a pega com 8 1(2
varas; fil de linho liso multo fioo a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
lid
ROl]oFaITA AINDA MAIS BASTAS.
SORTIMENTO COMPLETO
IFazendas e obras feitas.
A
i
s
LOJA E ARMAZEM
DE
GeslBast
oi
NA
<'
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
09000 a dnzia: na rua do Queimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
flua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
Ditos de castor pretos e brancos a I69,
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor atol a I89.
Ditos de seda para meninas ric.meoto enfeita-
dos a 8}.
Ditos ditos para meDino a 59.
Lindos corros para meninos a 3(.
Bonets de relindo a 59.
Ditos de palna miu> bem enfeitooos a 41.
Chapeos de sol renertes de seda 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 para um.
Arado* americanos e machina-
para Uvarroupa: em casa de S.P. Jos
bnstoa A C. rua deSenzala n.42.
.Manguitos egolla.
a JeP,dem-8 8a'Ds6es de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baralissimo preco de
Sbofr"*'" M"" Qneinjad0 n- 22, loja
Deposite da fabrica do
Monleiro.
/?ua de apollo n. 6.
48 e7ftW6o8 refln(o de 3200, 39600,
do crSsS2o.C8ba- e P0r 5120 e WOO
Cabriolet
Kna do Queimado
46, frente amarella.
Conatontemente temos um grande e va-
danno ?SBt0 2 aobrefacas preto
308P! 556 df o fino 289, I
l io* Si!**0*-?0' n*8nM'" Pann*s 1
l^S, 2^5 e 24S, ditos sarcos pretos doa S
8- mesmoa pannos a 149. I69 e 1C casa-
cas pret.smuitobem feitas edesuperior
panno a 289. 30$ e 359. sobrecasaca de
casemira de core muito finos a 15$, 16
e I85J, ditos.aecos das mesmascasmi-
ras a 10J 129 e 14#, calcas pretos de
casemira Una para homem a 89, 99, 101
e 12, ditas de casemira de cores a 7 89
9 e 109, ditas de brim bratfcos mui
fies 5J e 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500. 49 e 49500, ditos de meia ca!
senara de ricas core a 4J e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decores a 4J50O e 59, ditos
orancosde seda para casamento a 59
dito* de 69, colletes de brim branco e d
Jj**o a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7J, 89 e 9
colletes pretos paralelo a 48500 e 5'
?as preta; de merino a 48500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 41, dilos
sobrecasaco a 69,79e 81, muito fino col-
as letes de gorguro de seda de cores muilo
l boa fazenda a 39800 e 4g, colletes de vel-
lade de cores e pretos a 79 e 89, ronpa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149.159 e I69, dilos de
casemira sacco para os mesmos a 68500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5J e 59500
|| calcas de casemira pretos e decores a 69'
** 6g500 e 79, camisas para menino a 20
a duzia, camisas ingfezaa pregas larpa.
-w muito superiora|329 a duzia para acabar.
j Assim como temos urna officina deal>l
H2 faiate onde mandamos ezecutar todas as X
g obras com brevidade. ||
MitHaMHM9K CMMiMiMitKM
Poiassa da Rnssia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e creditodo deposito da ru.
da Cadea do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qtialidade, assim como tambera cal virgem em
pedra ; ludo por pre?os mais baratos do que em
outra qualquer parte. *
Atten(jo.
U. 40~Rna do Amorim-N. 40.
Vndem-se saceos grandes com tres quartas de
farmha de mandioca a 29500.
Armazem
DA
Rua do Queimado n. 19.
Cobertaa de chita, goato chinez, a 18800.
Letxqa.
Lencdes de panno de linhe fine a I$9%Q.
Cortes de casemira.
raprVcfdeT'" d ^ ""* fi"' ^^
Tarlatana.
h Ji- br*Dca ^*r* t" >e resido *>i
baratissimo pre5o de 260 rs. a vara.' F"*
Cambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 ra. e cavad,
cm C",ta rarceza.
coSdo? franC"" pel baral P^o de 220
* *>l*** <* India,
S.4;5cliC,B0id6,w. ^P Hlw
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6f.
MaDlasdetloDde.
Mantos de blondo pretaa de todas ., quM
Cambraia branca.
895W."de Camb"a braCa flM ^X. 39008 *
Toalhas.
Toalhas de ftislao a 600 rs. cada urna.
E baratissimo!
Rua do Crespo n. 8, loja de 4 porta.'
Cassas de cores fixas miudinh.s a 240
Ulinia moda de Pars
Enfeites de cabe5a para as se-
noras de bom gesto.
wnborasque deseiafem tXa r-anc". P>i *
Escrayos fgidos.
ise-
rnTr?8 C,dade d Ar8C8'y' D0 m i Ur
tembro prximo psssado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bent
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idad*
de emeoenta e tonto, annos, fulo, alto, magre,
denle* grandes, e com falto de alguns na frite
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran!
des dos ps bem hartos, muito palavriador; in-
cnlca-se forro, e tem signaes de lersido snrradoi.
Lonsta qne este escravo apparecera no da 6 t>
crreme, vmdo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conheekto,
disse que tinha sido vendido por seu senber par
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar oRo-
dera levar em Pernambuco aos Srs. Bailo & Le-
ntos, que gratificarlo generosamente.
Escravo fuffido.
UH mt. fl SeH Talor v tot americano novo, com 4 rodas e arreios "na
rua larga do Rosario n. 2*. loj, de ouriea '
nr.7.mt^dv"Spor V"S commodo tres terreno,
no Campo Verde, com 30 palmos de frente e 280
Safffl %&.**' ,odosJ""os ou parado?
H^a?ran-de TaDlage deter dentro atea para
oda edificacao que se queira fazer, por ser ditos
SSVM5Sm lralar na r. da Gamboa
Jateo n 24 d da eSqUDa ** ?8,ta K
Qu"elmVadod:S41Pa'ha d<5 CarDauba ; M rna do
Fogio no da 6 de fevreiro"p
Jol c.br."Dr.de Alag0aa' e8Cr"
Jos, cabra, com os signaes seauintes esuu.rX.
fe cheiodocorpo, desdeado a ente
"s fsrauoes puchados para dentro tu.tr, v,.k
dorAntonloTen,0^ T^S'V^Y^ S
penado "" da Cadea' *ue ""S retot
aais novas que ha por serem
vm-
em caixas de urna ar-
em molhos com 20 macinhos por 200 rs.
o mais novo que ha no mercado a 320 rs. a libra em barril
==-=-==^^iL^J2^^ em 4 de abril 18fi4
vende-se
Loja das seis portas em
frente do Livrameitlo.
Roupa feita para acabar,
....eO84ep,rauo Pret0 a2 fronda Una,
caica, de casemira pretas e de cores, ditos de
S f^ ditS^de brim VraTco. ^fltot, UpS^^^tfJS^^^
de bramante a 4. ditos de fustio de corea a 4. merino uiZL^S57a/?2.c?"? ^tot >
de bramante a"4, ditoa"de""fstao de corea a 4*,
3 didleHaeDh" a *l0f de brim ***>
oal?A *? prel* aaceo e cas.cos,
Snao.1**'' *J"'in de ,inh0 m m-
Ri"' collarinhoa de linho
biiSl^,ri.oda',e,ia8 fazend" "
ras da Klff5^*B?!i.,*irtt *" h-
uito bem feta e quem pzer
dirija e a ruada Gloria n. ^^
Feijo novo.
Veode-.e feijio muito novo de core......-1
grande, a 10 { na rua de Apollo n^ 8
Sapatjnhos de setim e
meias de seda para bap-
Usados.
fir.nmf,dJ!igaa,-ranca recebeu Propria
Zrd.a,vdeIicad08 sapachoadesetia. Sr"
SS S?rBt" bordadM. m esii vendando
merino tambera bordados a laSOO o2. BcahH
divor.00 tamanhos, tendo at, prprias Dar oa
^.X0'?*Hn" 1u ^em daan".L" pro^
daeBM; tem brancas, de listas, de florunbee e
lSi,8?,L0 de b0"^". o mal. eolrclto
possiwl : tudo iaao na rua rua do QueiaWto!
ja da aguia branca n. 10. o te-
Para bmtes e casamen-
to**
Botiaaa do etim branco com salto e sem .alto
" ieja de vapor na rao Nora n. 7. ^^'
Liijras sfcerlioas.
aJS*"?1"*8 5? BCriotorio do Manoel Ignacio
do reir 4 Fllho, M JftJga ^ Corp() g^
NS. PREMS.
1
2
3
4
17
20
27
29
30
53
55
56
64
66
79
85
87
89
91
98
100
2
3
4
7
11
3
16
17
19
21
22
25
34
37
39
51
56
61
63.
65
72
76
77
86
UO
01
94
97
201
PREMS.INS. PREMS.
K PREMS.fNS. PREMS.
55
20o
5
10$
3;
20g
105
5
20
5J
M
5f
5 1986
87
88
92
94
96
98
2001
9
16
22
30
31
32
33
38
42
50
54
62
66
68
71
72
73
77
87
90
91
9*
2104
10
11
1*
to-
ga
26
27
41
42
47
10
3
NS. PREMS.
10
5
20
5
Omrirto Swmiano J$e de Moura.
62
TO'
72
82
1
92
2202
MI
5
2203
5
13
15-
22
23
38
43
44
45
5i
60
65
69
72
84
85
86
91
99
2300
2
16
17
20
21
23
38
38
40
48
51
52
54
58
59
63
60
65
66
67
62
70
78
80
90
96
99
2400
m
NS. PREMS.INS. PREMS.
20
55
10
9
2411
16
19
20
27
30
32
36
38
46
48
53
55
58
60
62
64
66
69
70
74
77
83
86
97
99
2504
6
7
11
12
15
17
19
24
28
27
29
31
4
47"
49
56
98'
64
77
70
88
89
90
5 2597
99
2600
2
3
6
17
18
20
20
5
5
NS. PREBfS,
105
55
105
5
10
5
205
55
10
5
20
5
40
108
5
30
34
35
41
48
53
5T
55
62
63
64
68
71
72
73
T6
77
86
90
95
90
2702
5
24
31
38
41
48
tr
58
61
64
73
7*
75
82
90
88
{8801
105
5
2811
14
re
17
21
86
27
3
36
8-
41
44
53
57
5*
10
5.
100
5
10
6
PnmAmo:Typ. toM.* flirw-IWU
400f
Sftl

69
70
70
8
86
9
91
2901
a
21
3
4
43
45
5
51
50
62
O
7r>
1+
81
82
83
89
90
91
05
9
oT
20
5*
5
40*
5*


"
(8)
DU110 DI FB1HAIUMICO. *- SEXTA FURA 5 W.llML DB 1861.
Litteratura.
*--------------------------;-----------------'r^-------------
0 jornal de Dangeau, t a velhice de
LoizXIV.
ii
[Concluso )
Terca-feira, 27.A's cinco horas da tarde
houve baile era casa do duque de Bretanha.
A duqueza de Borgooha ahiestove, viu-o dansar
e dausu mesmo com elle. Deileram-o s sete
oras, cuino ordinario. O baile contruuou, e
a duqueza de Borgonha tolto meia noite mas-
carada depois de terido comedia e ter sabido
do gabinete do rei. O baile acabou s cinco ho-
ras da manha.
Sexla-ftira, 30.Houve comedia, e ao a-
hir do gabinete do rei a duqueza de Borgonha
mascarou-se e foi ao baile era casa de madama
Desmareiz.
Sabbado, 31.A duqueza de Borgonha sa-
hiu do baile de honlein s aete horas da manha,
Teio dar o bom-dia madama de Haintenon,
foi depois ourir missa, e passou casa do rei
queainda eslava no leito, comeu um pouco, dei-
tou-se e s se levantou s oilo horas da noile.
Sexla-feira, 6 de fevereiro, em ilarly.O
roi diverliu-se ver sobre a grande baca de
agua, que est bem gelada urna representago a
tarde de cagado veado, que muito divertiu a du-
queza de Borgonha e todas as damas. Depois da
ceia houve baile, que durou at s tres horas.
Domingo, 8, em Marly.O baile durou at
as tres boras e o rei demorou-se at meia hora
depois de meia noile.
Segunda-feira, 9, em Marly Nos dias em
que aqui nao ha baile, ha msica al a ceia, e
todas as tardes ha um jogo forte no salo.
Quinta-fura, 12, em Marly.Houve baile
actos da ceia, porque o rei da Inglaterra e a
princeza sua irraia chegaram de S. Germano.
Sabbado, 14, em Marly. Houve baile
noite antes da coia, que durou at s tres horas.
Segunda-feira, 16, em Marly. O rei di-
verliu-se em fszer um pequeo loto em casa de
madama de Montaignon tarde. Elle j tem
feito dous ou tres outros esta viagem, e sao lotos
gratis. O rei tira todas as pedras. Houve baile
depois da ceia.
c Terca-feira, 17, em Marly. Depois da ceia
houve grande baile, que durou at s seis boras
da manha. Fez-se com que todas as senhoras,
mogas e idosas, dansassem, e o baile correu mui
alegremente.
Quarta-feira de cinxas, 18 de fevereiro, em
Marly.A duqueza de Borgonha, sahindo do
baile, foi lomar cinzas e ouvir missa s seis ho-
ras da manha antes de deitar-se : e s levan-
tou-se s oilo horas da noile. Todas as damas
eslo um pouco fatigadas dos prazeres e vigilias
do carnaval.
Assim o rei na edade de setenta e tres annos,
e havia vinte e cinco annos que eslava sb a in-
fluencia de madama de Maintenon, d onza bai-
les durante todo o carnaval; as noites em que
nao ha baile na corte, elle d-lhe concertos, nos
quaes faz representar comedias, ou diverle a so-
ciedade com lotos e jogos de todas as especies.
Anima leus ministros darem festas, as quaes
a duqueza de Borgonha passa noites inteiras, e
lio pouco severo que de manha a joven prin-
ceza autes de deitar-se vem contar-lhe seus di-
vertimenlos da noite. V-se nesta existencia
um excesso de ausleridade? E se nao houvesse
aprazido aos inimigos de madama de Uaintenon
representar esta Ilustre dama como banindo to-
dos os prazeres da curte, nao leriam elles tido
tanto fundamento para censurar-lhe o fazer dan-
sar os principes quando a Franca era tao infeliz e
ameagada?
Os annos que se seguiram multiplicaran) os
lutos sobre a familia real. O rei, ferido pela
morte de seu ilho, de seus netos e bisnetos,
Tiu-se em presenta de um berco que continua o
udco futuro de sua raga. Portanto s vemos
Luiz XIV dar bailes corte depois do carnaval
de 1711, e elle certamente linha muitas razdes
para dispensar-se disso. A mocidade encon-
trara feslas conforme seus gostos, quer em
Sceaux, em casa da duqueza do Maine, quer em
- casa da princeza de Conti, em sua linda maison-
de-ville, que hoje oceupada pela mairie de Ver-
sailles.
Entretanto madama de Haintenon esforcou-se
por distrahir o rei al a derradeira doenga deste
principe : ella tioha todas as noites em seu sa-
lo qur a grande, qur a pequea msica. Urna
sociedade de jovens senhoras, vivas e alegres,
ahi jogavam noile e de dia acompanhavam o
rei carallo em seus passeios ou em suas ca-
gadas.
Durante o anno de 1715, que Luis XIV nao
acabou mais nesto mundo, remos madama de
Maiotenon fazer representar em sua casa as prin-
cipaes comedias de Moliere : a escola dos ma-
ridos, o casamento forcado, a condessa d"Es-
carbaguqs, ti medico contra sua vontade, Mr. de
Pourceaugnac e at ierge Dandin.
FOjLHETIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
A quaresma nao parou os prazeres da acea,
e confessamos que nao estamos admirados de
urna affectagio de saeedoria, que se aeomnioda-
ra com es grosseiros gracejos de Jorge Dandin.
Sainl-Simon forgsdo a citar estas represen-
tardes ; porm ellas se passavam em pequea
rouniao, elle nio era asss feliz 'para ser ad-
miliido entre os espectadores.
E's o que desoa e o que explici o encarniga-
ruento de sua malignidade.
Madama de Maintenon, diz Saiot-Simon.pro-
a curou maito divertir o rei cm sua casa com
ce jantares, msicas e albura jogo. Tmha sido
aberta urna tribuna sobre a salla da comedia
em face do thealro. Ia-se para essa tribuna
da casa de madama de Maintenon. O rei que
muitos annos havia que nao ia mais aos espec-
< taculos, sppareceu ahi algumss vezes durante
c muitos actos com algumas damas escolhidas,
alm das dos jantares. Elle nao deixou de
ver algumas dessas comedias al o fim era ca-
< sa de madama de Maioteoon, representadas
pelos comediantes, com msicas nos nter-
va Ilos.
Assim o Journal de Dangeau demonstra que
os derradeiros annos de Luiz XIV nio decorre-
ram em urna ausleridade selvagem, e em urna
devogo sem limites. Sobre mil outras quea-
tes, injustamente julgadas pela paixo, esta no-
tavel obra vira trazer do mesmo modo-urna so-
lugio decisiva
C. de Labochueron.
(le Monde.S. Filho.)
=
Xisto V e Henrique IV.
Eis o Ululo do livro do Sr. Segretain : eis o
estudo histrico o mais convincente e o mais ca-
tholico.
O direito da egreja, a verdade dos princi-
pios sociaes, nao foram anda expostos com ta1
rigor de deduego.
Ha, pois, alguma cousa aprender respeito
deHeonquelV? Sim, ha tudo aprender: o
longo e penoso trabalho do Sr. Poirson sobre o
mesmo assumpto alterou completamente o sen-
tido dos acontecimentos. Para resolver o pro-
blema, que entao se debata, era necessario a
sciencia do direito publico e da theologia, e at
aqui os historiadores s obedecern) sua phan-
tasia.
Antes do secuto XIV a christandade eslava
constituida e a Franca tambera o eslava : im-
possivel julgar os horneas desse teropo sem co-
nhecer o direito christo,os principios dessa
repblica christa, cada estado da qual era um
membro deslindo. Os escriptores, mesmo os
catholicos, ladearam a doutrina. O Sr. Segre-
tain ousou dizer a verdade loda inteira.
Nos assistimos s ultimas consequencias da
reforma: o que se passa sob nossos olhos nao
mais do que o prolongamento dos principios
por ella eslabelecidos.
Segui a marcha da historia.
O christianismo depois de tres seculos de per-
seguiges triumpha com Constantino. Agora
procura-se negar, altenuar a perseguigo, apre-
sentar o christianismo como um fado to hu-
mano quaoto possivel.
Se prestarmos crdito certos historiadores, o
imperio romano seria urna sociedade tolerante
para todas as religies ; e no entanto os Roma-
nos s se acharam em contado com tres reli-
gies estranhas: o druidismo, o judaismo e o
christianismo. Elles exterminaran! os dous pri-
meaos e esgolaram seus furores contra o ul-
timo.
O Pantheon eslava apenas aborto um culto
nico,a idolatra, urna nica doutrina,o
pantheismo. Que conlradicgo nao seria intro-
duzir entro todos esses deuses o Dos uno ? Os
imperadores lornavam-sc deuses por sua morte,
e eram adorados nesta qualidade: seu odio ao
nome christo era muito lgico;elles eram
transportados de urna raiva divina contra o novo
culto.
Esta raiva era a esseacia da sociedade roma-
na ; nao pertencia ao carcter dos imperadores,
que todos professaram o atheismo ou o scepti-
cismo o mais perfeito, e representavam urna so-
ciedade panlheista. Ao poder temporal reuna-
se em suas mos o poder espritu al;legislado-
res e legistas eram elles a lei vira. A concep-
to jurdica do mundo antigo o cesarismo,
forma poltica do pantheismo : e o direito ro-
mano que delle consagrou os principios atravz
das edades.
A luta da biblia e do corpus juris, os dous
livros que mais foram lidos e commentados,
constitue a historia da Europa chrisla. Vemos
o direito romano erguer-se por toda a parte
medida que se enfraquece a influencia da egreja.
Penetra no coracSo dos principes por estas ps-
lavras do grande doutor em pantheismo: tos
seris como deuses 1 O papado combate Frederi-
co II; aquello resiste ao direito romano; po-
rm elle se insina pelas escolas e universidades,
pelo espirito de astucia e de servilismo, que o
pe ao sold e disposigo dos principes. Pela
renascenga o pantheismo, o paganismo, fez ir-
rupgio na Europa, em breve as theorias do di-
reito civil esto em honra e se irapoem s na-
ges. A reforma nao mais do que ama evo-
lugio no mesmo sentido. A litteratura a arte
pagia levaram o direito paglo e o cesarismo por
caminhos floridos.
Melado da Europa se desliga da egreja
Urna grande verdade salta do Uvro do Sr. Se-
gretain : todos os poros repelliram a reforma, e
repelliram-a com ardor e perseveranga. O san-
gue dos marlyres innundou a Europa como nos
dias do imperio romano. E' a vontade dos prin-
cipes, eogodados pelos bens da egreja e nutri-
dos das doulrinas dos legistas, que curva os po-
vos ao jugo depois de urna longa resistencia.
O christianismo comegra pelos pequeos e
humildes, e subir penivelmente a hierarchia
social.
Tertuliano fallando como jurisconsulto per-
guntava se o imporador poda ser christo. El-
le fallara do imperador romano. E de fado, os
Constantinos e Theodosios, grandes imperadores
christios, nao fundam a realeza christa,o im.
peno christo : sao individuos e nio dyranas-
tias. E' sobre o tronco da realeza barbara que
foi enxertado o rebento christo, o qual produziu
a soberana chrisla, cujos restos acabara de des-
apparecer.
Os imperantes rejeitaram o jugo do Christo ; e
affastaram de cima de suas cabegas a mo pa-
ternal do summo pontfice, essas mos, cujas
bengos tornavam a realeza sagrada. Langados
sobre o declive opposto elles cahem no cesaris-
mo. Convm que, por fas ou por nefas, depois
de haverem seguido a onda variavel das revo-
luges, elles cheguem reconhecer um senhor,
visto como o jogo absoluto da forga reduz ne-
cessariamente (odas as forgas urna forga nica
pela absorpgo perpetua das mais tracas as
maiores.
Eis o que elles gao ha rara em se declararem in-
dependenles de Deus e de sua egreja. A de-
pendencia religiosa consolidava seu poder, ga-
ranta sua auloridade e lirava o que o mando
humano tem de duro e de insolente.
As mximas de 1682 minaram a realeza fran-
ceza.
O direito christo ligava todas as coras ao
throno de Pedro; d'ahi, essa digoidade de al-
guma sorlo sacerdotal de que era investido o rei
christo. Tentou-se por explicages equivocas
tirar toda sua signifleago ao poder poltico dos
papas na edade-mdia. Era, dizia-se, oconsen-
limento dos povos que lhes conferia esses po-
deres.
Nada menos exacto.
A autoridade poltica dos papas dimanava de
sua auloridade espiritual. Ohomem como chris-
to est submetlido egreja; isto o quo anda
hoje admiltido. As sociedades como christaas
estavam subjeitas egreja. Isto nao se com-
preheude mais agora ; porm ento nao se con-
ceba mais do que urna sociedade chrisla, urna
grande familia deslinda entre as nages, tendo o
papa por pae espiritual.
As relages de Udelidade e de dedicago
santa s entravam uo direito publico das nages.
Osaeerdota linha, pois, o direito de velar sobre
os costumes, sobre as doutrinas, sobre tudo que
poda favorecer ou embaragar o desenvolvimento
christo. Por seu lado o rei devia urna obedi-
encia filial ao chefe da egreja, pelo dwver de
seu cargo, era elle obrigado buscar o irium-
pho do christianismo, e cooperara nesse Om
com o vigario de Jess Christo. Pela sagrago
os res tornavam-so reis christaos, e promeltiam
egreja tldelidade e soccorro. A formula da
sagrago dos reis de Franga conhecida.
Lemosem urna obra de um alto alcance, fle*-
tauraco da sciencia poltica, por Carlos-Luiz
de Haller, t. II, pag. 451, a formula do juramen-
to do imperador da Allemanha.
O arcebispo consagrador dirigia-lhe, nao em
nome do poro, mas em nomo de Deus e da
egreja christa, as seguiotes perguntas :
Vis sanctam fidem calholicam et apostoli-
cam tenere et operibus justis servare ?
a Vis sanctis ecclesiis, ecclesiarumque minis-
tris fidels esse tutor ac defensor?
a Vis regnum i Deo Ubi concessum secun-
dum juslitiam regere et efflcaciler deflendere ?
Vis jura regni el imperii, boca ejusdem
injuste dispersa recuperare et conservare et
fideliter in usus regni et imperii dispensare t
Vis pauperum et divilum, viduarum et or-
phauorura oequus esse judex ac dius defensor ?
Vis sanclissimo in Christo patri et domino,
romano pontificii et snela romana) eccleai
subjeclionem debilam et Adera reverenter exhi-
bere?
A' todas estas perguntas o imperador respon-
da : vol.
Ou nos eoganamos muito, ou urna tal consti-
tuigo valia lano como nossas constituiges
modernas. Cesar levado ao poder pela insur-
reigo oflerecia porventura aos povos a mesma
garanta de um bom governo ? Este respeito
todos os direilos, esta raa asida o no poder cap ti-
Taram aos poros e deiiaram-l.hea nos corasUes
lembraofi, que o esforgo persistente dos so-
phslas nao extinguiu aiuda. A revolugio sup-
primiude seu programma o Deus da biblia e do
evangelho para substituir-lhe abstracgas Ocas
ou deuses de cosveoglo.
A rcligio philantropica, coroada com o ser
supremo de Bobespierre, atogou' a Franga em
sangue. A idolatra, eolhronisada por um go-
verno por meio do ferro e do foo, dorante um
instante apenas em nosso paiz : ora no tempo do
reinado da philosophls, no seculo que faustosa-
mente so intitulara o seculo das luzes. Os san-
tos linhm sido substituidos as homenagens e
supplicas dos homens por Tructos, flores. lega-
mes, objectos de jardn). E*, porm, para notar
que o povo nao adorou as bataias; essa honra
eslava reservada aos sabios, aos lettradbs, aos
administradores pblicos, nicos adeptos da deu-
sa Razo.
O pantheismo revolucionario tenlava assim po-
polarisar-se. A repblica franceza, calcad* so-
bre a repblica romana, corra em frente di ido-
latra. Nao isto um espectculo ostranho e bem
digno de edificar-nos sobre o valor da razo hu-
mana ? Se, traospondo a distancia, chegarmos
revolugio italiana, o que encontramos nos? As
mesmas ideas, a mesma inapirago. O culto ido-
latra anda nao est promulgado ; porm o pan-
theismo est em pleno exercicio ; elle circula nos
mamfestos de Mazzini, as proclamages de Ga-
ribaldi, nos discursos do conde de Cavour e em
todas as folhas democrticas. O christianismo
sempre encontra o grande inimigo. Cesarismo,
Renascenga, Reforma, Revolugio franceza, Revo-
lugo italiana, sao urna s e a mesma cousa sob
ormas dItrenles.
Cada uma destas cousas assignalada: a bre-
cha aberta pelo direito romano no seculo XIII,
e a consciencia dos povos alterada. No secu-
lo XV, a iotelligencia dallos irremissivelmente
corrompida pela Renascenga. A consequencia
disto que surge a Reforma. Mais tarde se res-
labelece protestantismo, e os proprios estados
catholicos sao invadidos. A revolugo franceza,
apagando todos os vestigios do direito christo,
arranca os povos catholicos santa s. S a Ita-
lia contina a tradiego do direito christo : al-
guna principados christaos, anda que mal basea-
dos e mal ordenados, rodeam a soberana trez
vezes santa do vigario de Jesus-Cbrislo. Ella se
abrigar alguns annos atraz dessa fraca triochet-
ra. Mas a Italia est impregnada de paganismo
e de direito romano ; os germens do cesarismo,
revividos pela revolugo franceza,-mantidos e nu-
tridos as sociedades secretas, esteodem-se so-
bre a pennsula. Uma nova explosao revolucio-
naria reduz e papa aos muros de Roma, e Roma
j nao Ihe pertence mais A revolugo exige a
abdicago de Pi IX.
Os polticos sonham em transformaren! o pa-
pado em instituigo philantrophica, em casa de
beneficencia. O papa ter uma lista civil de dez
mlhe8, de vinte milhes, e dostribuir esmo-
lasl A desgraga que o mundo nao oecessita de
esmolas, mas sim de verdade. Nosso Senhor era
rei, rei dos Judeus como filho de David ; e como
filho de Ado, rei do mundo por direito de pri-
mogenitura. Que importa que opovojudeuo
reclame ou o repudie? E' por ventura menos
christo o seu direito? O vigario de Jess Chris-
to rei, rei espiritual do mundo, rei temporal
em tudo o que diz respeito sua subsistencia e
o V ser de novo encontrada em Innocencio XI,
em Pi VI e em Pi IX; porm o mundo cada
vez menos responder ella, e a decadencia doi
povosehristios se consummar.
Heaflque IV, reconcilhndo-se om a santa s.
Co depois ds pena de morte a conscacao; e
ha um seculo que nio tem cessado esta perse-
guigo : quaes sao os paites em que subsistem os
bens da egreja ? O direito de propriedsde deriva
aaaobirania; elle garant a independencia das
egrejas particulares
A philosophi
aio mais pela
que a mais iniqu
das as propriedades particulares da egreja *tic-,I"uI" Mngu..e derrtt""do pela defeza da f. Nes-
cumbiram perfidia e cobiga; O iui'migo es-; bRr&,^?I?BP\!*, P^twtante conceda a li-
tara hontem s portas de Roma ; e boje a sobe- "e culto cathol.co. Foi, pois, uma traigio
rania temporal dos papas, esse typo venerado da :""...7." *?J V*.i*.para coni a frarrfa : as con-
ndependeneia sacerdotal, amecada. Os acn- ,'Xcodi Rnrfi. raan:f,';la-s* ; 9 at
tecimentos nao se des.iaram de ,e camioho.e "ff.0 '*l l^pS"" p?l carde'1 *'chelieo os
a desapossagio da egreja seguiu uma marcha ""'? mu\ ?r^ cadasTp ,lmp 0f,ereC!m""S "
constante. i Pro",s multiplicadas de uma conspiracio, que se
Que iuleresse nao ha em remontar ao n das ^Tanseir o' Sua'SmSu? "% 80CC0rr do
questes. quo actualmente eslo antes no douu- K^,'Jr^
mk mimt
LXI -
Simmario.O ministro da ma'rinha profisssional.
Vantagen j colhidas.
Assim como grande, inlefinivel tem sido o ju-
bilo da classe militar com a organisago do gabi-
nete actual ; assim lambern tem sido extraordi-
nario os descontentamentos dos ioteressados no
prolongamento da situago, creada e sustentada
com o filo nico e exclusivo do consolidar o po-
der em uma s classe, de tornar ella iuteira-
mente subordinadas todas as outras.
Este descontentameoto se percebe claramente,
apezar de cobrir-se com o manto da polidez.com
a nianifeslagao de votos em que o corac.au nao
tem parle alguma.
E assim que, quaado somos felicitado por ver
realisada a prineira e mais importante de nossas
aspiragoes, a idea pela qual hemos combatido
sempre, se nos diz logo agora devem estar sa-
tisfeilos os Srs. officiaes de marinha ; porque
um de seus collegas o seu ministro ; veremos
se elle faz mais alguma cousa. como de esperar,
do que seus antecessores hachareis, contra oa
quaes se queixam tanto. Ao depois teremos di-
reito de contestar com fundamento a these que
eslabelecem de que o ministerio da marinha s
pode ser bem dirigido por om proflssional.
Esta lioguagem a de todos; como que foi es-
ludada ; o santo e senha que reina nos arraiaes
contrarios nossa propaganda.
Nao pois, ainda a Inta que se empenha ;
mas uma tregua armada, que pouco della dif-
iere.
Definiremos bem a situago, comparando-a i
estes momentos que preceder ao encontr de
duas esqoadras inimigas, que mutuamente se
observam, o em linha de combate medem as tor-
gas uma da outra, esludando as circunstancias
do tempo, do vento e do mar, e que por bem
combinadas manobras procuram coltocar-se na
poslcao quo lhes parece mais htmt.
sua independencia. Era rei as catacumbas ;
Luiz XVI era rei em sua priso, o mais rei sobre
o cadafalso da praga da Concordia, do que em
Versailles ou as Tuilleries. Nao pode o papa
ser um simples particular? Illuso pueril I Pode
ser Deus um simples particular ? ero o povo,
nem os bispos, era os cardeaes, fazera o papa :
o papa nio vigario do povo, nem dos bispos,
nem dos cardeaes: o vigario do Christo seu
poder lhe vem das alturas, e detle investido
por um milagre da omnipotencia. O proprio
Deus, ousamosdiz-lo, nao poderla sublrahir aeu
vigario s coodiges essenciaes seu mandato
divino. A independencia do poder espiritual
nttestada pel independencia de um poder tem-
poral ; e s esta realeza terrestre poe o papa em
commuoicago com os reis da lorra e com as na-
ges christaas.
O throno, ou a perseguigo e o martyrio: nao
parece que os papas desde S. Pedro tenham tido
outra alternativa. Tendes a pretengio de nao per-
seguir o papa 1 Collocaes-lo em Roma, bem alo-
jado e bem cheio de rendas, ao lado de Victor
Emrainuel 1 Nao possivel a paz. Se suppon-
des Victor Emmanuel christo, elle restituir Ro-
ma ao papa e cessa a questo. Um rei hertico
ou pagao ser necessariamente perseguidor; sem-
pre foi assim, e a lgica nao poderia mentir. Se
o papa liver grandes riquezas, servlr-se-ha del-
ias contra o poder que opprme a egreja, e esse
poder lh as retirar. Elle obrar por sua acgo
pessoal, lembrar seu dever ao povo christo e
ser laxado de sedicioso. Tornar-se-ha necessa-
rio condemna-Io, aprisiona-lo.
Estamos immediatamente sob os imperadores
romanos : nao ha demais senao hypocrisia. O pa-
pa o rei dos estados da egreja : se perd-los
_un rei proscripto e desthronado, e por conne-
xo um papa perseguido. Nenhuma combina-
go da prudencia humana mudar oste resulta-
do. Os perseguidores se cobrem de nomes pom-
Pssi s6 fallam do progresso, cvilisago e li-
berdade; mas aquellos, sobre quem recahe a
perseguigio, sentem o peso. A maior persegui-
Vinte annos da mais pacifica e incoulestada
posse crearam inleresses mui enraisados, como
que instituiram um direito coslumeiro, que dif-
Bcil de relance modificar. Quaotoa nio pensara
por ahi algures que, no Brasil, o Sr. chefe de es-
quadra Joaqum Jos Ignacio o primoiro oCficial
de marinha, ministro da marinha, lio acostuma-
do estavam ver-nos sempre com um pa-
drasto ?
Para que se conhega que as esperangas que nos,
e toda a marinha depositramos na ascengo ao
poder de um proGssiooal, nao eram infundadas,
provnienles apenas de um bem entendido espi-
rito de classe, mas sim dos inleresses reaea do
estado, acompanharemos par e passo 4 nova ad-
ministraco.
Poucos dias tem de existencia o ministerio de
3 de margo, e nesses poucos dias se ha observa-
do na pasta da marinha, dignamente oceupada
por aquello illustrado proQssional, um movimen-
to inusitado, uma firmeza de deliberaco, que
denuncia logo a habilidade do tnartnneiro que
ora est ao leme, e dirige a nio com perspicacia,
com toda a sciencia e perfeito conhecimento ao
porlo do destino, evitando os cachopos que se
eocontram na derrota, a procurando os mares
onde ventos geraes, e correntes favoraveis podem
adiantar a navegago.
Nio vemos mais as hesitages dos marinheiros
deprimeira viagem, que ao mais leve balango do
navio, i menor ameaga de tormenta ficavam en-
ioados, perdiam a tramontana, e abandf barco discrigio das vagas, e dos* /Ua
viagem. *1 A-
E' verdade que paseada a borrosca, socorridos
i tempo pelos vxarinheiros velhos que navegam
em conserva pela popa elles adquiriatn uma lo-
quacidadu magnifica, discordara tongamente, e
por um s destes descursos bellos na forma, mas
frivolos no fundo, ganhavam om renomelison-
geiro, passavam posleriaade, e inscreviam seus
nomes do Pantheon da Patria.
Eolio se reagia contra os prudentes conselhos
daquelles experientes marinheiros que oslinbam
nio da forga do que no da discussio 1 O Sr. Se-
gretain as estuda no momento supremo em que
os principios foram eslabelecidos ; e para lodo o
hornera intellgente este o estudo verdadera-
mente importante : o espirito nao se deixa alor-
doar pelo barulho dos acontecimentos e interroga
as causas.
A reforma foi vencida era Franga, o que se-
ria de nos se ella houvesse triumphado? urna
annexa da Inglaterra, um povo sem nomo I Essa
triste casa de Valois, raga de bellos espritus,
poetas e ondores, renascenga do baixo-impe-
rio, penda para a heresia E' o povo, quo so in-
quieta, se irrita, e toma as armas ; a burguezia
das cidades e das corporages de officios desen-
volvem uma energa invencivel. A connivencia
da realeza, o soccorro do estrangeiro sustenta-
ran), aniraavam aos sectarios.
Nunca se soube o numero oxacto dos protestan-
tes: um aponiameoto bebido em uma foote con-
tempornea permute crer que elle era conside-
rare!, muito mais consideravel do que em nossos
dias Em ora Dialogo sobre as causas das mise-
rias da Franga, Guy Coquille attribue um te-
loso calholico estas palavras :
A causa dos catholicos justa ; elles sao em
numero quatro vezes*maior do que os do partido
contrario^etc. (Til. Io, pag. 59.)
Estes nao sao hoje oitocentos mil, e se levanta
contra trlnla e quatro railhos de catholicos. E'
por causa driles que a Frauga perdeu sua religiao
do estado, que deixou de ser uma nagio calholi-
ca e que soffreu uma legislagao athea. Pdese
aOlrmar que se houvesse em Franga um quarto
de protestantes, s teriamos admioisirages pro-
testantes, tanto natural sella o espirito de in-
vasao. Tooa a riqueza publica estara em suas
raaos e a populacao catholica vegetara como na
Irlanda. A liga salvou a nacionalidad* franceza ;
a patria e a religio estavam indissoluvelmente
unidos. O protestantismo era o inimigo da f o da
ordem social; e sua acgo equivala dos socia-
listas actuaes. E pois maguera se deve'espantar
da grande reprovago que elle excitou, uinguem
se devo admirar das ruinas e dos desastres, que
elle accumulou sobre a Franga.
A hypocrisia o carcter geral da reforma ; os
catholicos do tempo nao se engsuaram. Bossuet
diz de Cromwell: lio hypocrita refinado como
hbil poltico. Tentararn alguns destruir este
juizo, que a propria verdade. O Sr. Carlyle, em
Inglaterra, apreseotou-nos um Cromwell fanti-
co, convencido, e para isso nio lhe fallaram car-
tas particulares, nem documentos de toda a sor-
te. Todos os puritanos sempre os achara era seu
favor para confirmarem sua boa f. A boa f no
erro o no crirae j um phenomeno assaz diflicil
de comprehender.
Ha agora protestantes de boa f. O livro Xisto
Ve Henrique IV explica por que nos prin-
cipios da reforma nenhum dos propagadores foi,
nem pode ser de boa f. Os povos eram cr-tholi-
cos o nio queriam mudar de religiio : engaam-
os com impudencia, inventara uma egreja primi-
tiva, etc. Lnlhero, lio escandalisado da corte de
Roma, desposa uma religiosa e permitte a poli-
gamia aos principes allemes. Os costumes de
Henrique VIII estavam no mesmo nivel. So os
principes e os gran les senhores reformados hou-
vessem perd lo seu poder e suas riquezas, poder-
se-hia argui-los de sua sioceridade ; porm a re-
forma lhes procurava lindas conflseagoes. O jar-
go religioso era exigido para seduzir ao povo ;
os manifestos dos reformados sao cheiasde cita-
goe3 da biblia e do evangelho. O mundo era ca-
lholico, eram de mister estas apparencias.
Robespierre e os Jacobinos s fallavam em hu-
manidade ; e suppoudo que o povo linha necessi-
dade de uma religio, crearam-lhe uma.
Todas as folhas democrticas da Europa eslo
neste momento cheias de protestos favor do po-
der espiritual do Papa. Recoohece-se a mentira
debaixo de todas essas mascaras. E Cromwell
cria tanto na biblia como Mazzini e seus amigos
creem no Deus, que elles celebrara de lempos
lempos em seus protestos cheios de vento. Escu-
tae-os ; s pedem respeito ao poder espiritual. E'
uma palavra d'ordem. Seus predecessores julga-
vam-se mais catholicos do quo o Papa, tomando
os bens do clero. Novos doulores em theologia
declaram-nos que o Papa confunde o espirituale
o temporal, o provam isto roubaodo os estados da
egreja. Vem-se obrigados contessar uma es-
pecie de christianismo ainda que nio creiam ab-
solutamente em nada, e que o essencial de sua
doutrina soja apenas atheismo ou pantheismo. O
grande historiador das seitas protestantes deu-lhes
o signal indelerel:hypocrilas refinados. Os
actos de todos osChefos da reforma sao marcados
com esto carcter.
marinheiros egualmente bisonhos, quera de-
monstrar urbi et orbi qne nunca recebra inspi-
races de ninguem, que soltara o rumo e nave-
gara por si s.
Manobras erradas, navegago perigosa e sem
criterio em pouco conduzia o navio quasi ine-
vilavel naufragio : a tripolacio conlida pelo res-
peito e disciplina, abafava em seu seio todas as
suas inquietares ; levaotava os olhos para o
almirante, e esperara que elle destituase o
commandante que levara i dous dedos de sua
perda.
Assynsuccedia: embarcara outro commandanle
tambera marinheiro novo, como o precedente,
que proceda do mesmo modo, e chegava em
pouco mesma situago desesperada.
Tem sido esta infelizmente a historia de nossos
administradores da marinha oestes vinte aunos,
com raras excepges, que abrangem no mximo
quatro nomes, que por muitas vezes temos citado
com elogios.
Agora, porm, como j dissemos, o caso
outio.
O deslindo ministro da marinha logo que sobe
ac poder desconfia de suas proprias torgas ; quer
ver-so rodeado pelos cheles de todas as reparti-
edes que lhe sao subordinados; appella para as
luzes de todos; procura o valioso concurso que
lhe podem prestar militares encanecidos no servi-
go ; assim como jovens notaveis por seus talentos
e applicago.
E' o ho.nem de reputacio slidamente firmada,
que oo receia ver-se ecclypsado ; que nada
tem i perder nesta cooperagao, e que, pelo con-
trario, pode nella achar mil meios de fazer bem
ao paiz, de engraodece-lo e eleva-lo.
A circular de 7 de mergo de 1861 fllha destas
disposigdes de espirito excellentes ; revela um
tino administrativo admiravel, e firma o cooceito
de que ji gozara o seu aulor, muito bem defini-
do peloSr. Dr. Pinto de Cerquera, quando como
interprete dos eleitores supplentes da freguezia
de Santa Rila, fez um brinde i S. Exc. no ban-
quete que lhe foi dado pelos meamos supplentes.
os inimigos, nem calcula o perigo quando o paiz
o chama em sua defeza ; cima do ministro est
o cidadao cuja vida nao marcada por uma s
mancha.
O roerecimento do chefe de esquadra, conse-
Iheiro Joaquim Jos Ignacio, nao se limita um
bonito discurso ou uma theoria brilhante : des-
de o Amazonas at o Prata seu nome conhecido
como um dos mais prestantes do Brasil.
Para que se aprecie que nao exageramos a im-
portancia daquella circular, que ella escript-
em um estylo vigoroso, distindo, e em uma lina
guagera propria dispertar os mais generosos
esforgos, a copiamos e reproduzimos aqui textual-
mente.
E' um formoso prtico que d entrada para a
nova administrado, um passo acertado que a ini-
cia debaixo dos mais felizes auspicios :
< Illm. e Exra. Sr. Acceitei a commisso
de que S. M. o Imperador houve por bem encar-
regar-me, na esperanga de poder prestar ao nos-
so paiz os servigos que tem elle direito de exigir.
Taea servigos, porm, dependem da franca e leal
cooperagao dos chefes das diversas repartiges
subordinadas esta secretaria de estado, e eu a
reclamo do zelo, indiligencia e dedicago de V.
Exc. A marinha brasileira precisa que os seus
chefes, pondo em pratica os regularoenlos exis-
tentes, a elorem ao maior gru de efflcacia, afim
de que nao aejam cm pura perda todos os enor-
mes sacrificios que com ella se fazem. Para isso
consegulr-se necessario que, alm da subordi-
nado, a primeira das virtudes militares, haja res-
peito s leis, escrupulosa fiscalisago dos gene-
ros da fazenda publ: -
em todas as fainas
salvado quando iniciaran) a viagem poltica pelo no domingo 17 de margo
ministerio da marinha, considerado o passo for- eloqueuteraente disse -
gado,- o baptismo iodispeosavel para habilitar
para as outras pastas, e nao havia mais alleoges
para elles; nem ao menos o reconhecimenio de
uma divida de gratidao.
O apreudisado parecer terminado, e o mari-
nheiro novo, presumindo muito de si, pelos facis
triumphos que aieangra em um navio s tripo-
lado por grumetes, ou quando nuito por outros
das equipagens, e
nienlemente, e da
tudo o que a lei lhesv
reges por ella tambem
plina, regularidade
os, bom tratameoto
as ulil e conre-
en! a menor quebra,
bem como as cor-
postas aos que faltam
A conducta de Henrique IV nio lisongeada
na obra do Sr. Segretain. A duplicidade de Bear-
nez tornou-se celebre. E' um hornera moderno.
Muito espirito, pouco escrpulo : sua bagagem
compoe-ae de oxpodieotes e nio de principios.
Aislo V o homomdo direito christo ; elle quer
salvar a sociedade christa, no entanto que Hen-
rique IV quer tao smente ganhar uma cora.
O livro de nosso amigo um esludo histrico,
mais que uma historia propriamente dita ; e as
negociagoes diplomticas oceupam nelle uma lar-
ga parte. O papado appareco nelle em sua gran-
deza protectora. O momento solemne ; a influen-
cia do papado vae diminuir, reinario doutrinas
ineptas, os reis firmar-ae-hio em aeu egosmo,
os povos era sua fronteira ; Roma ser apenas
ura ponto solado, exposto s disputas,preludio
das violencias extremas, que devem assalta-la nos
seclos seguintes. A previdencia poltica de Xis-
a Franga ; sua organiaagio occulta estendia-se por
todo o territorio. Encontra-se no Mercurio de
Franca o trago dos planos elaborados em seus
concilibulos depois da tomada de La Rochelle.
Privados da autonoma poltica, elles guardavarn
suas relages-com a Inglaterra ; era esta sua af-
feigio ; serviam ni Franga de ponto de apoio
Inglaterra, e eram sua vanguarda. Foi nestas cir-
ctimstancias que, cedendo ao voto publico, Luiz
XIV revogou o edicto de Nantes.
Nao permiitdo duvidar que esta medida te-
nha sido efllcaz, e isto demonstrado pelo odio,
que ella inspira aos nossos philosophos e livres-
pensadores. Luiz XIV entrara no direito publico
da Franga. Os chefes do partido emigraran, o
resto converteu-se ou quasi converteu-se, e no fim
de algum tempo o protestantismo s por memo-
ria existia. A realeza era tio forte para reprimir
o .chisma, como para suscita-lo. Quando vemos
a Hespanha preservar-so lcteiramenle da heresia
pela vontade de seus soberanos fkamos, conven-
cidos de que os reis tiverara por toda a parteo
poder de garantir a f de seus povos. A historia
moderna estcheia de exemplosde povos, que se
Inclinan) vontade dos soberanos em materia de
religio.
A revogagao do edicto de Nantes nio creou ini-
migos Frauga e apenas roubou-nos um nume-
ro insignificante de habitantes: se contardes cera
mil ser muito, e na realidade nio nada. Tem-
se pretend Jo que nossa industria sorTreu com
isso ura golpe lerrivet e mortal: o empobreci-
miento da Frauga devido outras causas ; s
continuas guerras que arruinaram a nobreza, e
ao enfraquecimeoio da probidado ecclesisstica.
Os,capitaes protestantes exerciam-s sobre a in-
dustria fundadas na observancia da religio ca-
tholica, as corporages d'artes e oflicios repelliam
os protestantes. Nao sendo os protestantes ads-
trictos aos principios de humanidade, de mode-
ragio e boa f, exigidos pelos estatuios dos offi-
cios, faziara por seus capitaes, pelo jogo da usu-
ra, pelo desprezo das festas catholicas, uma con-
currencia desastrosa aos trabalhadores catholicos.
Elles desorganisavam a industria franceza. Uma
grande queslio de ioteresse junts-se assim an-
tipathia religiosa e corroborava o odio das clss-
ses hboriosas contra o protestantismo.
Este ponto de vista escapou acs historiadores.
A mor parte delles foram at leva los fazer datar
da revogagao do edicto de Nantes o poder indus-
trial da Inglaterra. A Inglaterra eslava muito an-
tes na senda do progresso industrial ; suas insti-
tuigoes econmicas nao tinham mudado, e sua su-
premaca comraercial e industrial eslava incon-
testavelmente bem antes do anno de 1685. A Cor-
respondencia diplomtica de Bertrand de Salig-
nac de La Molhe Fenelon, publicada em 1838,
fornece-nos um apontamento precioso. fT. Io p.
70.) Nosso embaixador junto de Isabel escrevia
Carlos IX 28 de dezembro de 1568 ; e expu-
nha ao rei o rainha um projecto, que lhe com-
municou o embaixador de Hespsoha pira conse-
guir era Inglaterra o triumpho dos inleresses ca-
tholicos :
Se Vossas Magestades christianissimas e ca-
tholica cncordarem em manifestar vivamente
prohibirem seus subditos todo o trafico e com-
mercio em Franga, Flandres e Hespanha, se nao
voltarem religio catholica e obediencia *
egreja romana, a dita senhora ver-se-ha obriga-
da ceder, tanto mais quanto todos os dioheiros
de seu estado provm das entradas e sahidas
das mercaduras desse reino, e a principal ren-
dados senhores e gentishomeos consiste em cou-
sas, que se transportara, e a do povo em ma-
nufacturas e trficos, que cesssndo, ser impos-
svel seus subditos manlerem-se : alm disso,
sendo os catholicos ainda em maior numero do
que os outros elles constrangerc pela orc.a desta
necessidade todo o reino voltar religio ca-
tholica....
Nao sabemos se o projedo seria bem succedi-
do. Deste documento apenas tiramos uma con-
cluso. e que a Inglaterra era era 1568 o que
em 1861 : a identidado das situages completa.
Eolio, como hoje, a Inglaterra viva sobre o con-
tinente ; ella agita, intriga : alimenta-se das dis-
cordias das outras nages. Espantado dcsla pre-
ponderancia.um embaixador de Hespanha imagi-
na o bloqueio continental, que no principio des-
ta seculo Napoleo julgou inventar, e que s im-
perfeitamente foi posto por elle em execugio.
E' por ahi que a Inglaterra vu'neravel So no
seculo XVI a Franga e a Hespanha se tivessem
dado as mjos, o mercantilismo infeliz teria suc-
cumbido, anniquilando a futura grandeza da In-
glaterra. A revolugio do seculo XVI appressou
essa grandeza e a revolugio do seculo XVlil a
levou ao cumulo.
O bloqueio continental ser a grande represalia,
dos res contra a Inglaterra. Elle era mais fcil
em 1563 do que em 1812, e hoje mais fcil an-
da do que em 1612.
Com efieito, a industria est sufficientemeote
desenvolvida em todos os estados da Europa.
Em 1568 a questo religiosa deminava tudo_ A
Inglaterra ainda era catholica as massas de sua
populaco. Os catholicos inglezes nao toram
vencidos pelo numero, porm pela falta d orga-
nisago e de uoidade ; elles nao obraran* sob o
impulso absoluto da f e da consciencia. 0sca-
iholicos francezes pelo contrario tomaram a ini-
ciativa da resistencia ssm contar com o governo,
e conservaram-se unidos em toda a exteoso do
reino por uma admiravel conformidade de dou-
trinas e de, esforgos. Por isso veocenm a he-
resia eforgaram o assentimento da realeza.
(Contos.)
A este pnmeiro passo do actual ministro, se-
guiu-se o aviso de 9 de margo, que : c Ordena
que, quando em qualquer eslaco ou forca naval
os conselhos de investigago acharem criminoso
algum facto, queseia sujeito ao.se conhecimen-
to se proceda logo a conselho de guerra, e a de 12
do mesmo mez declarando que : os commandan-
les dos navios da armada sao responsaveis pelos
simstros que se derem. ainda mesmo havendo
praiico bordo, providencias utliissiraas, e que
preenchem uma lacuna sensivel na doutrina e
disciplina naval militar.
Sobreludo o segundo de grande alcance. At
aqu os commandantes em geral suppondo exi-
mtr-se era parte, da grande responsabilidade que
sobre elles pess, nio prescindan de requisitar
um pralico para qualquer cruzeiro que lhes fosse
determinado. Agora nao procederio naturalmen-
te do mesmo modo, e sendo nicos responsaveis
por seus navios, multiplicarlo de esforgos para
coohecer a costa com muita vantagem- para elle
e para o estado ; por que, dado o caso de uma
guerra externa, este conhecimento pode ser de
muita utilidade, visto que lhes oflerecer abrigos
seguros, ignorados pelo inimigo, onde se podero
refugiar depois de fazer estes o maior mal pos-
sivel.
no hotel da Italia, e
t Nao. ao ministro que me dirijo: o ministro
homem deoecasio. cima do ministro est o
hornera intellgente, que em lodos os lugares em
que tem servido tem deixado monumentos iode-
leveis de seu genio; cima do ministro esti o ma-
rinheiro audaz, que desafia as ondas e os ventos
quando a patria reclamaos seus servigos ; cima
do ministro esi o militar Tlenle quenco conU
aos seus deveres, precedendo sempre para isso
as formalidades e indagages usadas, sem o que
oo produzem effeilo os castigos e nem sempre
aio justos ; o que devo V. Exc. recommendar
muilo particular attoogio dos commandantes das
estages e torgas navaes.
t A" V. Exc, general distindo e illustrado,
desnecessario prescrever regres. Indico apenas
as ideas que desejo ver mais promptamento rea-
lisadas, e que V. Etc. far por na devida pratica,
como espero. >
Nio se pode em mate precisas e curias expres-
te, escrever-se um programma lio completo de
uma grande administrado ( r
Nao possuimos em nossa marinha a precisa
classe dos mates, que tantos servigos presta ma^
noha britannica, e que parlilha com os commao*
dantos da responsabilidade da navegago os
quaes. segundo affirma o vice-almirante. Ju'rien
de la Gravire em um recente artigo, conhecem
raelnor as costas de Franga, de que fazem um es-
pecial estudo, -que os proprios officiaes fran-
CZ06.
Por tanto, nossos officiaes devem cuidsr seria-
mente em adquirir esta grande habilitago, em
que muitos se hao distinguido depois que se
crearam as estages navaes, s quaes se deve j
um roteirode nossa costa desde o cabo de S. Ro-
que at a capitana do Espirito Santo.
u aviso de \% de margo deslruiu do uma vez as
uiusoes que por ventura alguns acariciaren!; ha-
fmrd.,*ldM* afluencia para isso, e os trans-
lu ?ru*nlos em comego, em afloutos ao
otpois, r/onflados ns firmeza e Adeudado de seu
oihar fe de sua experiencia.
t-orm de tolas as medidas ltimamente adop-
. 1"e mBil n8 gradou foi a consignada no
viso de 19 de margo declarando como e quando
aeeem fazer as promocoes do corpo de officiaes
e fazentfa da armada; o iiae prov que este
corpo tem de merecer toda a sol licitude que pre-
cisa do actual Sr. ministro.
Depois que se reorganisou este corpo em 1857.
e se lhe deu um regulamento novo em o anno se.
guile : oenbuma proraoco se fez para preencher
as vagas existentes, com manifest prejuizo da-
quelle* collocados no alto da escala, que tem e&v
lado marcar passo.
Era de recoohecida justiga que o systeaaa >$
promogio aonua, que tem produzidoos mais be-
nficos efeitos do corpo de officiaes de marinha
e no de saude, comprehendesse a digna classe. d
fazenda, e pois o ministro esclarecido inmedia-
tamente prescreveu regras para isso, introdizido
um melhoramento real na armada, que sao dove
passar desapercebido e pelo qual muile. o. felici-
tamos.
9 nosso ministro da marinha. que es jovens of-
ficiaes anda nao poderam deixar d chamar o
capitao Ignacio., nome que grangeou. tanta reou-
tagao na velha Inglaterra, nao navega, entretanto
em maros de rozas.
Nos o consideramos emmaraahado nos difficoia
mares das Oceania, bordados d uma infinidade
de libles e pengos, que surgen i ftar d'agua da
dia para a noite, inesperadamente gragas i acti-
vidad* incessante dos objeiros da natureza aua
ali construem um banco de coral em um instante
ou no meio dos gelos polacos, por entre os auaes
deve abrir uma passagem. "
Elle mui hbil maoobrisla, perfeito observa-
dor que nao se pode exceder, e por tanto safar
da rascada mu bem, como diremos em termos
nuticos, e condusiri o nosso barco quo lhe Wi
confiado salvamento, como costuma.
Comtudo. convm que todos os seus amaradas
todos os seus subordinados, unidos por um pen-
samento commum, lhe faciliten! a trela aue
elle nao encontr obstculos onde si deve'achar
apoto, respeito e dedicagio.que onsn,eii em-
/!ro, toaos os cotos claros e laaham altenco i
manobra para execula-la. ^^
Com estas condiges o futuro nosso ; e o tac-
to que hoje se dase respailar sempre : porque a
experteotia provari bem, e a marinha navegar
eDlao i um largo, com uma brisa regular, e con-
quistar em poucos annos para o Brasil uma in-
vejavelposigo, que por ora temes muito d baria-
vento.
f. A.
PUfir- IYF, D| V, r, DI FARU. TJW,
*t


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EM08XP7PE_2W8P8K INGEST_TIME 2013-05-01T00:31:15Z PACKAGE AA00011611_09256
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES