Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09255


This item is only available as the following downloads:


Full Text



-

AIIO IIIT1I IDIEIO 77
Por tres mezes adiaatados 5$000
Por tres mezes yencidos 6$000
38 aa
PsUUSftSf K G.'SAJel
OMITA FEIIA 4 W ABRIL DE ItII *>'
Porannoadiantadol9S000
Porte franco para o subscriptor.
BNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTB
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrioo de Lima ;
Natal, O Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ly, o Sr. A, de Lemos Braga; Cetra o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jote Mar-
tina Ribeiro Guimiraes ; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
fAKUDAb UUS UUKK&IOS.
Olinda todos os dias as 9 1/3 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sexias-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhans as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as guaras feiras.
Cabo, Serlohem, Rio Formoso, Una.'Barreiros,
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manhia
RPHEMERIDES DO HEZ DE ABRIL.
2 Quarto minguante as 4 horas e 4 minutos da
manhia.
10 La nova as 4 horas e 39 minutos da man.
18 Quarto crescente as 4 horas e 26 horas da
manhaa.
24 La cfaeia as 8 horas e 4 minutos da tard.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda. S. Macario ; S. Valerico ab.
2 Terca. S. Francisco de Paula fundador.
8. Quarta. S. Ricardo rei; S. Benedicto f.
4 Quinta. S. Izidoro are; S. Zozimo c.
5 Sexta. S. Vicente Ferrer ; S. Iria v. m.
6 Sabbado. S. Marcolino m. ; S. Diogenes m.
7 Domingo da Paschella. S. Epiphanio b. m.
AuuihniaAa uos rtUBUriAi!. UACAniAL.
(Tribunal do commercio : segundase quintas.
IRelaco: toreas, quintas e sabbados as 10 horas.
[Fazeoda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Ijuizo do commercio : quartas ao meio dia:
iDito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
JPrimeira vara do civol: tercas e sextas ao meio
dia.
[Segunda vare do civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO S'
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Babia
Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janeiro, o Sr,
i Joao Pereira partios.
EM PERNA1IBUC0.
O proprietario do dubio Manoel Figoeiroa de.
Paria,na sua livraria prsga da Independencia o.
6e8.
PARTE OFFICIftL.
RELATOUIO
Assembla Legislativa
Provincial desta provincia, em a se-
gunda sesso da decima-terceira le-
gislatura, pelo E\m. Sr. commenda-
dor Dr. Arabrozio Leito da Cunha,
presidente da mesma.
(Cootinuagao.)
ADMINISTRAgO DA JUSTIQA.
_ D1VISA0 POLICIAL K JI'DICIARIA.
A administrado da jusliga nesta provincia Tai
lutaodo com os mesmos embaracos e difficulda-
des que encontra por todo o- paiz, e que recla-
mara serias reformas e providencias.
Nada ha de especial a comrauwicir-vos, -alm
dos dados eslatisticos que se seguom.
Foram submettidos a julgamento do jury no
aono prximo passado 329 procesaos, compre-
liendendo 399 reos, dos quaes foram condem-
nados 178, e absolvidos 223, sendo os crimes
porque responderam a julgamento os seguales :
Pblicos. t
Resistencias.............. 1
Tirada ou fuga de presos 16
Falsidades................ 4
Perjurios................. 2
Peitas.concussoes e outros
abusos praticados por
particulares............ 1
Particular ti.
Contra a liberdade indivi-
dual.................... 3
Homicidios............... 86
Tentativas de homicidio.. 15
Fe ri m en t os e offeosas phy
sicas................... 138
Ameagas................. 18
Calumnias e injurias..... 1
Estupros................v 3
Banca-rotas, estelionatos
e outros crimes contra i
propriedade............ 12
Furtos.................... 42
Damnos.................. 8
Roubos................... 12
Ajun tmenlos Ilcitos___ 4
Armas defezas............ 48
Confrontando o numero dos condemnados com
o dos absolvidos, v-se que ha um accrescimo
de dous reos : a razo de haver dous reos que
responderam a dous processos, sendo condemna-
dos em um, e absolvidos em outro.
Celebraram-se durante aquello anno 26 sessdes
de jury, nos municipios seguales :
Recife 1.a e 2.
Olinda 1.a
Iguarass 1/
Cianna t." e2.a
Nazareth l."
Peo d'Alho I e 2.a
Santo Antao !. e 2.*
Escada 1.a e 2.a
Cabo 2.a
Rio Formoso 2.a
Serinhaem 1 a e 2 a
Barreiros 1.a e 2.a
Bonito 1.a
Caruar 1.a
Garanhuns1.a e 2.a
Buique 1.a
Tacarat.1.*
Ouricury 1.a
Foram julgados definitivamente pelos juizesde
direito em o referido anno 9 processos, compre-
hendendo 14 reos, dos quaes foram condemnados
O, e absolvidos 5, sendo os crimes porque foram
julgados os seguintes:
De responsabilidade.
Abuso de emprego........ 2
Peitas, concusses e ou-
tros abusos............. 7
Subornos................. 1
Fuga de presos.......... 1
Etpeciat.
Banca-rota............... 1
Resistencias comferlmeo-
tos..................... 2
Tomadas de presos....... 1
So remetiera m i reparticio da polica, como
ibes cumpria, os mappas dos respectivos julga-
mentos. os seguintes juizes de direito:
O da segunda vara desla capital.
O de Santo Aotio.
O do Rio Formoso.
E o de Flores.
Do mappa que i dita reparticio remellen o
juiz municipal do termo de Serinhaem v-se que
o julgado por aquello juizo um s processo,
comprebendendo um s reo, por crime de inju-
rias verbaes, o qual foi condemnado.
Os demais juizes nao remetteram mappas dos
respectivos julgamentos.
Dos delegados e subdelegados nada consta,
por nio. terem elles remettido os respectivos map-
pas i repirtigao da polica.
A provincia de Pesnambuco compoe-se de 14
comarcas, a saber:
1.a Comarca do Recife, com 2 raras de
direito e 2 promotores.
2-a Comarca Goianna.
Comarca Pi d'Alho.
Comarca Nazareth.
Comarca Limoeiro.
Comarca Santo Antao.
Comarca Bonito.
Comarca Garanhans.
Comarca Brejo.
Comarca Pije de Flores.
Comarca Tacaral.
3.a
4.a
5.a
6.a
7.a
8.a
0.a
10.a
11.a
12.a Comarca Boa-Vista.
13.a Comarca Cabo.
14.a Comarca Rio Formoso.
Todas ealio providas de juizes de direito, me-
nos a de Nazareth, por ter sido removido para a
comarca de branles, na provincia da Babia, por
decreto de 18 de Janeiro ultimo, o Dr. Herculano
Antonio Pereira da Cuaba.
Existem actualmente em exercicio todos os jui-
zes de direito, i excepcio do de Goianna, por es-
tar gozando dous mezes de licenga ; o da comar-
ca do Bonito, por ter ido tomar assento, como
memoro da assembla legislativa da provincia de
Sergipe, e o do Rio Formoso, por se ter achado
<,cfuR,Bdo o cargo de ministro e secretario de
estado dos negocios da marinha at 3 do passado
margo.
Ha na provincia 23 termos com juizes letrados,
aber: '
Na comarca da capital.
Capital, tendo jorsdiegio
fle orphios e 2 varas .
mnnieipaes............. i
Cdade de Olinda.......... i
Villa de Iguarass........ i
3
Na comarca de Goianna.
Cidade de Goianna......... 1
1
Na comarca- do Pio-d'Alho.
Villa de Pi.-d'Alho....... 1
- 1
Na comarca de Nazarelh.
Cidade de Nazareth........ 1
Na comarca de Sanio Antao.
Cidade da Victoria........ 1
Villa da Escada............ 1
2
Na comarca do Bonito.
Cidade de Caroar........ 1
Villa do Bonito............ 1
2
Na comarca de Garanhuns.
Villa de Garanhuns, de S.
Bento e Bom-Conselho. 1
- Villa do Buique........... 1
2
Na comarca do Brejo.
Villa do Brejo............ 1
Villa de Cimbres......... 1
2
Na comarca de Flore.
Villa Bella e de Flores
(reunidas)............... 1
Villa de Ingazeira......... 1
2
Na comarca da Boa-Vista.
Villa da Boa-Vista........ 1
Villa de Cabrob.......... 1
Villa do Ouricury e Ex... 1
3
Ha mais 5 termos com juizes supplentes so
mente, a saber:
Na comarca de Paje de Flores.
Villa de Flores Mermo reu-
nido a Villa-Bella)...... 1
Termos que anda nio leem juizes supplentes
Na comarca da Boa-lista.
Villa do Ex, (reunida ao
Ouricury................ 1
Na comarca de Garanhuns.
Villa de S. Bento (reunida
a Garanhuns).......... 1
Villa de Bom Conselho
(reunida a Garanhuns). 1
2
Na comarca do Rio Formoso.
Villa de Agua-Preta (reu-
nida a Barreiros)........ 1
Existem 148 districlos de paz, a saber:
Municipio do Recife.
Freguezia de S. Frei Pedro
Gencalves ...... 2
de Santo Antonio 2
b de S. Jos....... 1
da Boa-Visla.... 3
do Pojo da Pa-
nella............ 2
dos A togados.... 4
da Varzea....... 2
de Santo Amaro
de Jaboato .... 2
da Muribeca.... 2
de S. Lourenco
da Matta........ 3
23
Municipio de Olinda.
Freguezia do curato da S. 1
de S. Pedro Mar-
tyr..............
de Maraoguape.. 2
5
Comarca de Goianna.
Freguezia da cidade...... 3
de N. Senhora
doO'............ 2
de Itamb...... 4
de Tejucupapo.. 3
12
Comarca de Po-d'Alho.
Freguezia do Po -d'Alho.. 1
d-\ Gloria do Goi-
ti............... 2
< da Luz.......... 1
4
Comarca de axarelh.
Freguezia da cidade...... 8
de Tracunhaem. 6
14
Comarca do Limoeiro.
Freguezia do Limoeiro.... 1
do Bom Jardim 2
de Taquaretlnga. 1
Comarca de Santo Antao.
Do municipio de Santo Antio.
Freguezia da cidade da Vic-
toria............ 2
2
Do municipio da Escada.
Freguezia da Escada...... 4
Comarca do Bonito.
. Do municipio de Caruar.
Freguezia da cidade........ 1
deS. Caelano... 2
deQuipap..... 2
do Altinho...... 2
7
Do municipio do Bonito.
Freguezia do Bonilo...... 5
de Bezerros..... 2
de Grvala...... 1
8
- Comarca de Garanhuns.
Do municipio de Garanhuns.
Freguezia de Garanhuns.. 4
4
Do municipio de S. Bento.
Freguezia do S. Bento.... 2
I
Do muoicipjo do Bom-Conselho.
Freguezia da villa........ 1
1
Do municipio do Buique.
Freguezia da villa do Buique 4
de Aguas Bellas 2
6
Comarca do Brejo.
Do municipio do Brejo.
Freguezia do Brejo........ 6
0
. Do municipio de Cimbres.
Freguezia de Cimbres .... 2
da Alagda de Bsi-
xo............... 2
4
Comarca de Flores.
Do municipio de Villa-Bella.
Freguezia de Villa-Bella.. 2
2
Do municipio de Floros.
Freguezia de Flores...... 2
2
Do municipio do Ingazeira.
Freguezia de Ingazeira.. 6
6
Comarca da Boa-Vista.
Do municipio da Boa-Visla.
Freguezia da Santa Mara
da Boa-Vista.. 4
4
Do municipio do Cabrob.
Freguezia de Cabrob..... 8
de Salguero.... 1
4
Do municipio do Ouricury.
Freguezia do Ouricury.... 4
4
Do municipio do Ex.
Freguezia do Ex........ 3
Comarca do Crbo.
Do municipio do Cabo.
Freguezia do Cabo........
delpojuca.......
3
3
3
6
Comarca do Jtio Formoso.
Do municipio do Rio Formoso.
Freguezia da cidade....... 2
de S. Goocalo de
Una......:......
2
Do municipio de Serinhaem.
Freguezia de Serinhaem 2
Do municipio de Barreiros.
Pregueiia de Barreiros..
2
1
Do municipio de Agua Preta.
Freguezia de Agua-Preta 1
A divislo policial da provincia a que consta
do quadro seguate :
- Termo (Delegadas.) Districto (Subdelegadas). k iS Termo ( DelrgaciaS.) Districto [Subdelegadas).
m Q M U Rtcife. Jaboato, 2.a districto da capital. S. Lourenco 3. districto da capital. Recife. Santo Antonio. S. Jos. Boa-vis la. Capunga. Afogados, Magdalena. Poco da Panella. Varzea. Jaboato. Gurj*h. Muribeca. S. Louraneo da Matla. Pitang. Barreirot. arreiros. Abreu de Un.
Agua-Preta. Agua-Preta. Carsuipe.
o X O i Bonito. Bonito. Verde. Ilha das Flores. Capoeiras. j. Pimenteiras. Calende. Piripiri. Bezerros. Grvate.
Caruar. Caruar. Raposa. Altinho. Bebedouro. Panellas. Quipapi.
Olinda. Olinda. Beberibe. Para tibe. Maranguape.
Iguarass. ltapissuma. Itamtrac. Maricota.
I Iguarass. o (0 Breio. Brejo. Jacarar.
Cimbres. Cimbres. Alaga de baixo.
< s O a Goianna. GoiaDQ. N. Senhora do 0'. Goiinninha. Ponta de Pedrs. Tijucupapo. Timbaba. Cruangi. Podras de Fogo.
. en B B X K < es < Caranhun. Garanhuns. Correles.
S. Bento. S. Bento.
Papacaca. Papacaca.
Buique. Buique. Aguas-Bellas.
X H M < m Nazareth; Nazareth. Larangeiras. S. Vicente. Lagoa-Scca. Tracunhaem. Lgoa do Carro. 1 Tacarat. Tacaral. Fazeoda Grande.
o 3 Flores. Flores. Baia-verde. Colonia.
S 'a Pao d'Alho. Pi d'Alho. Goiti N. Senhora da Luz. .
Villa-Bella. Villa-Bella. S. Francisco. Bello-monte.
m H O S Limoeiro. Limoeiro. Bom-Jardim. Queimadas. Taquarilioga. Malhadinha
Ingazexras Ingazeira. Varas. S. Jos.
1.3 ti Santo Antao. Santo Antao. Tabocas.
jj i -< O m Boa-Vista. Boa-Vista. Pontal.
Escada. Escada. Arioib.
o o Cabo. Cabo. Agariba; Ipojuca. Maracap. Cabrob. Cabrob. Salgueiro.
Ouricury. Ouricury. Ortigas. Serra-branca.
2 O O s Rio Fovmozo Rio Formozo. Una. Tamandar.
Serinhaem. Serinhaem. Duas-Barras. Ex. Ex. Granito.
o aterro substitutivo do viaducto da Cabanga,
obra que desde muito oceupava a altencao do go-
verno. mas que s agora que se acha concluida,
Tallando-lhe apenas as conslruccdes addicionaes,
que tem por fim abriga-lo do embate das aguas,
e que ostio em andamento.
Pelo fado de se ter aterrado o sopradito via-
ducto exigiram os agentes da companhia nesta
provincia um certificado de achar-se acabada a
obra substitutiva i que se tinham obrigado, afim
de que a somma empregada nessa construrcio
podesse perceber igualmente a garanta dos juros;
nao se echando, porm, a dita obra as condi-
coes de serrecebida, entendeu o engenbeiro fis-
cal devor recusar o certificado pedido, o que foi
approvado pelo governo imperial.
As demais obras da Ia seccao desta estrada res-
centem-se do pouso zelo que presid a essa
construegao. O estado de suss pontes nao por
rerto salisfactorio, o tem acarretado conside-
saveis dispendios.
Prosegue-se egora na collocaco de columnas
addicionaes, que devem proteg-las. estando es-
te trabalho ji concluido as pontes de Motoco-
lomb e Jaboato : espera-se que por este meio
ficaro essas obras ao abrigo de qualquer oceur-
rencia desagradavel.
A estrada permanente vai sendo melhorada.
Esto-se ajustando as chapas de conoexo exigi-
das pelos agentes do governo. e que tanto con-
correa) para a solidez da lioha. Tendo a com-
panhia recusado-se a mandar collocar as referidas
chapas, foi i isso obrigada, em virtude da deci-
so dos arbitros, a quem foi submettida a questo.
O objecto de urna das maiores dissidencias ha-
bidas entre o representantes da companhia e o
actual engenheiro fiscaj, a construccio de no-
vas estacos intermedias nesta seccio, de que se
denominado Plana, cerca de duas leguns aquem
do termo da linba.
A ponte de ferro que tem de ser laucada sobre
e no Serinhaem, com dous vios de 90 ps, a
mais importante obra d'arte da secqo, e est
prompta na Inglaterra para seguir para aqu.
Em Tirtude do contrato celebrado entre a com-
panhia e o governo, esta eceao devia terminar-
se na confluencia dos rios Una e Pirangi. Os es-
tudos de recoohecimento, porm, que se fizeram
em procura deste ponto, mostraram as grandes
difficuldades que teria a linha de encontrar para
atlingi-lo. Resolveu, portauto, a companhia es-
tudar um novo trago que. afastando-se um pou-
co da confluencia, vai ter ao sitio denominado
Atraz-dos-montes. Alm da facilidade de exe-
cucao, esla nova linha presla-se melhor ao pro-
longamento do ramal que para o fuluro lem de
demandar a colonia militar de Pimenteiras. O
governo imperial, conformando-se com o parecer
do engenheiro fiscal, resolveu que fosse construi-
da no sitio Mortes a estacao terminal da linha
contratada.'
O impulso que teem recebdo as obras da ter-
ceira e quarta serces faz crr qoe nos primeiros
mezes do anoo prximo irao as locomotivas s
margeos do Pirangi, termo da ptlmera jarte da
va frrea do Recife a S. Francia:o, o que nos ha-
bilitar a contratar o restante dessa importante
va de communicacio.
Com referencia ao trafego, devo dizer-vos une,
se anda nao attiogio elle aqni aquella regulari-
dade e prompidio das lionas europeas, comtudo
o seu estado actual comeca a satsfazer as neces-
sidades do paiz.
As difficuldades de transporte entre a estaco
central das Cmco-Pontas e o bairro commercial
do Recife induziram a companhia a propr ao go-
julgam aquellesdesobrigados. allegando terem si-1 Jli"?? .
do recebidasasactuaes por um de raeus anteces- I JS h??/. con,ro,cQo do prolongamento
sores. Nao se conformando, porm. o mesmo SL^SSLt cenUo cldade- lrh>
engenheiro fiscal com semelhante proposito, foi 3!IX21Z3S!B "P60,8"- ? Pele
o negocio submetido i directora em Londres ; e m." fidctZtl J^rST*' d cinco uUi,D> *-
de esperar que a sua solucio nos seja favora- I ua_pJ' "?lwU- ,
vel. visto nio constar officialmenta o recebimen- DOs,a.U "da^"^ SCCe,Uvel f"!>hnte pro-
to a queso alinde, e ser elle contrario is vistas S eater!hrn? Ji H.!IaCer 8bre ella-' uvid do governo. i e8en.neiro fiscal, disse ao governo imperial
.Devendo occup.r primeiramente a vossa alten-' SaYlinha8"na"rnnTrmf^n6 8ec,onf1 uis *-
aocomoque era relativo i parte technica da ao VaUnVf do contrato ce ebra-
via frrea, passo agora a referir-vos o estado das nroin^!^ d5" 'ae'oeMir"w'e>
obras, e dos estudos das 2a. 3a e 4a secces. i ;?.P,g"men.0 para den,ro da c,dade- como
Achando-se quasi concluidas as obras da 2.a K" .^/S,!!1.08'e?c*' qe tempo opuor-
secQo da villa do Cabo Escada) faltando ape- Jo"" e SiriZ m- V" eiecuca(>- >' vista
nesaIgunsaperfeQoamentos,edesejandoosagen- Un^R^ it! mC ,?'ern? J"^**,. por
tes d. compSnhU abrir a secSo o trafego pu- no. termo, n!onS ullln,'a lMtar da quesla0
blico no fim da anno oasiado. ror a* ..i.inh.r DO.'ern308 ProP0os.
FORCA PUBLICA.
Pouco tenho a dizer-vos acerca do corpo de po-
lica, que parte da forc.a publica aqui existente,
sobro que podis deliberar.
Ainda mesmo com o auxilio efficaz da forra de
lioha, a policial aqui insufficiente para as ne-
cesidades do servigo. A administracio luta cem
serios embaracos para acudir aos reclamos da po-
lica, que por toda parte ressente-se da falta de
forja que a habilite a reprimir o crime e acossar
os criminosos.
O estado effectivo do corpo de polica de 419
pragas, faltando 81 para o seu estado completo,,
marcado na lei provincial n. 478, de 30 de abril
do anno passado.
Nio fcil completar esse corpo. A repugnan-
cia invencivel que tem a nossa populacio para a
vida militar, torna muito raros os assentamenlos
de pragas por contrato. O recrulamento nio po-
de fazer-se effectivo para o corpo de polica, por
nio haver lei que o autorise.
Urna das causas que lambem concorrem para -a
repugnancia ao servido do corpo de policia a
difficuldade em conseguir-se baixas depois de ter-
minar o prazo do contrato.
Existem actualmente pravas com o seu contra-
to fiado, e tenho deixado de conceder-lhes baixa
e de consentir em sua passagem para o exercito,
a que recorrem muitos, porque Uto importara
desfalcar consideravelmenle as fileiras do corpo.
Estes embaracos, o maisserio de todoso es-
tado deficiente dos cofres provinciaesimped -
ram-me de completar a forga policial, e de orga-
nisar urna divisao montada, que a meu ver deve
fazer parte dessa forja, e coja ulilidade intuiti-
va, o para o qoe est a presidencia autoriaada pe-
la generalidade da vossa lei n. 478. '
Em difieren les pontos da provincia, as autori-
dades leem necessdade de recorrer i guarda na-
cional destacada : sem disciplina, sem instruegao,
e quasi sempre sem uniforme e armamento, a
guarda nacional nio lem o prestigio de urna tor-
ga regular, e nao pode merecer por esse lado in-
teira confianza da autoridade. "
A forga effectiva do corpo de polica aclia-se Um*
pamenle fardada, bem armada e tem alguma dis-
ciplina. Nio possivel porem instruir esse cor-
po, que se conserva constantemente fraccionado
pelo interior.
Segundo o juizo do digno commandante, mais
proveitoso ser fazer um novo quartel para o cor-
po de policia, do que intentar qualquer reparo no
que existe, que. alm de estar em mi lugar, a-
cha-se muito arruinado.
A quota de 80 res para fardamento Insuffi-
ciente, para que se possa ter soldados vestidos
com limpeza. O commandante do corpo prpoe
que ae eleve essa quota a 100 ris diarios. O re-
gulamento do corpo precisa ser revisto e refor-
rnalo.
OBRAS PUBLICAS.
Durante os onze mezes de mioha adminiatraglo
nesta provincia, potoco me foi possivel fazer em
re agio a obras publicas.
Bem sabis que com o cofre provincial, no es-,
lado em que o encontrei, e em qu se tem men-
tido, me vera naturalmente abrigado a limitar-
me ao que vou expor-vos.
Tendo de tratar das obras da pro rela, doro
pnneipiar pela mais importante, quer se atienda
i na natureza, quer ao capital que nella se tem
empregsdo.
. "i j MTRAPA. DE FURO.
Esta estrada, da qual penas se tem contratado
nma*.2sa0 d,e in >". eede esta capitel
al a confluencia dos rios Pirangi e Une, consti-
bheo no fim da anno passado, por se avisinhr a
poca da safra do assucar, e tendo informado o
engenheiro fiscal do governo que as obras fei-
tas, embora nao de todo concluidas, offereciam
bantantes seguranga e commodo para o trafego,
resolv que elle se abrisse no dia. 2 de dezembro
prximo lindo, por me parecer limbem que esse
dia, tao caro aos bresileiros, era bem propro pa-
ra o de urna festa industrial, das maiores que
aqu podemos celebrar.
Teve pois comeco no predilo dia o Irafego da
segunda secgio da via frrea.obrigando-se a com-
nimei? od" es? a,rleri" tt2s dseT"-7 &BSt%S X^\tJ
uicacao, que teem de usar o intenor do Brasil hj,irt,.nn,n.;-.a________?_.,:_".* _"."_
nicacio, que teem de ligar o interior do Brasil havidas por ocasio do paamto duiuroir q"u*en
u?E Pr^9 d.e "?' ? fe.1'' "> Por- do se tratou do recebimento da 1.a seccio
ti ella de aor" S *" "^ D ullB0 relatario do eogenheiro SS se v
truena ue pasear. que os Irabalhos por concluir teem recebido eraa-
.!.. dir8C5a 8era1, 8]< ,Mtabelec a- de impulso, e que de suppr que a compfnbU
Si! .", Hd *ale d no S- FraDC,f.C0- 8em au" Com oxepgio de alguns pequeos aqueductos
.idn,?m.d' Dn,IOreS f T" pr.oducl,T08 d no- mandados reconstruir polo dito eogenheiro. si
! .^i ,./."0?8fCODSlaDtrtmeDlel?rre?08feftel8'!ob"8 d> ** cgo offerecem toda a segu anca ;
UZi %Z\T T' c1ommulca?ao 'lerDa,e eatisfeitasquesejam as condges exigidas"es-
para a corte do imperio nela nrovincia de Minas. i,m, .....,.<:]. a'..., "..." _i i ,-.B. T
Reconhecendo, porm, o mesmo governo a ne-
cessdade do se prover ao melhoramento do tra-
fego entre os supraditos pontos, mandou que, na
conformidade do parecer do engenheiro fiscal,
fosse effectuado o referido transporte por conta
d> receita da estrada, para oque autorisou igual-
mente a companhia a contrata-lo com pesspa ido*
nea, que offerecesse vantagens e garoutias ao
propnetarios.
As contas Je garanta de juros teem sido ob-
jecto de continuadas lulas entre os agente* da
panhiaa concluir e a ap^erfeig'ori'aTTunhVprox- dMoeiS'." t ?id.lefD0, ^ m* clasinca5So de
mo, assuas obras, com a condigo porem de ser SiP.. tiJ1 .Ua "documentos juslidcalivos do
essa parte da linba considerada como recebida ""J"f8.,eem .d1ai10'ug que sommas nio
desde o dia em que foi aberla ao trafego. contan- f. I? ,en*n? sido subtrahidas dos documen-
do-se de entio a garanta dos juroe : ao contra- Z>\;,...lon,Pann>. Pr occasiao de se proceder
no nao tere a companhia direito i supradita ge-' "V.Pl" i !"C~ '""* n8'?,erra'.
rantia senSo a datar da entrega e recebimento'doVnTl'en8e^?> fiscalorgamsou, de aceor-
definitivo dasmes mas obras i? com. superioteodente, um systema para a
Urnaconvengolparaeste fim foisssignada entre' uSl,!^'"a^9' ,ue me parePe 8er*no
o engenheiro Uscal Manotea da comoanhia m aifailt 5f 2 overno imperial autorisou-
nesu provincia. Essa convenci, que por parte V.!f!i V" V"T CT"a"->' *-
do governo imperial ji deve ter aido pprov.de' co'd?,^" !, S? y,le,maJeai para a fl,c""-
pelo nosso ministro em Loodree, determinando ?a0dartVn'a.S|dega,aol,a de lodas "'dardo
as. condigo, que devem satsfazer as ... 1.1 "A SS da estrada de ferro desta prono-
urna
'jl na um
augmento de capital garantido.
Nao tendo, porm, o mesmo governo confor-
2.a secgio, regula igu.lmenete de maneir. clara o' a -S LS diri 1 ." -d,,U-P."
direito que agiste companhia na percepeo dos $5.!? ^"r" dflnr* ao g0,!!rn? P1.
juros garantidos. A este resDeilo. oois. nao te- pe"iaoPara qe J.0" concedido i compsrhi
para a corte do imperio pela provincia de Mnas-
Geraes. Isto basta para dar urna idea immediata
da grandeza de similhante empreza.
Tratando aomente da parte contratada e ji em-
prehendida, devo dizer-vos que as obras da em-
tou persuadido de que esta parte da linha servi-
r de modelo a lodas as outras.
A estagio da Escada suas dependencias estio
construidas, e teem as accommodar/oea necessa-
ao trafico do lugar. Foram mareadas, se-
preza, das quaes se laogou a pedra fundamental "aV lraflco do lugar. Foram mareadas, se-
emselembro de 1855. comegando os Irabalhos I 'encas e importancia das locahda-
regularmente em marco de 1856, Uveram a prin- I aes' "?' MS<>es intermedias, em distancias de
cipio pouco adiantamento, pois que a primeira 5et" de i.M* "*>8, ecoma denominagio de
e sem du- Jp0Juca' unuda e Timboassu, que se achsm ac-
secgio desta cidade i villa do Cabo, que sem du-
vid de facilima execugo, apenas foi conclui-
da o aborta ao trafico publico em 8 do fevereiro
de 1838,
Nio estou precisamente instruido dos motivos
que actoaram para dar-se i primeira secgio urna
direegio parallela, em quasi toda a exteugio, a
costa, e muito prximo a ella, pasaaodo geral-
meote por terrenos arenosos, improductivos, e
dos quaes os transportes sao Ieitos fcilmente e
com economa por mar.
0 que eerto porm que o trafico da primei-
ra secgio muito diminuto, e que jamis poderia
por si s produzir rendiraento sufficiente para a
despeza do costelo. Parece-me que, so essa es-
trada seguase na primeira seccio urna direegio
pouco mais ou menos por entre as freguezias de
Muribeca e Jaboatio, procurando o vale do Pira-
pama, prximo a villa do Cabo, seria de muito
maior ulilidade publica, nio s porque nesse di-
reegio teria mais productos a transportar, como
porque .o rendimeuto do costelo seria maior.
Reconbego, porm, que ji nio occasiao de
discutir-se essa questio. .
A segunde secgio da estrada apreseota um as-
pecto inteirameole diverso da primeira, nao s
porque todo o terreno atravesado por ella mui-
to accidental, o offereeo grandes difficuldades pa-
ra execugao das obras, mas ainda porque por all'
s se encontrara terrenos de grande produccao, e
em boa parte ji sojeitos a cultura ; o" que e urna
garanta de grande trafico e bom rendimento pa-
ra essa secgio, eomo vai sendo observado.
Usando da autorisagio que me conferistes no
4 do art. 26 da lei o. 488 do anno passado, con-
ced i Companhia da estrada de ferro dous annos
de prorogagao do prazo fizado oo cootrato, cele-
brado em Load res com o ministro brasileiro em
3 de outubro de 1855, para concluso da parte
da lioha que se esteode at a confluencia dos rios
Una e Pirangi.
Attendi, como devia, i jadiciosa recomnrenda-
go que me fizeslec de precisar, de accordo com o
Enverno imperial, a inleiligenda dos pontos so-
re os quaee haviam dvdas por parte da mesma
companhia ; e tenho a satisfagio de communlcar-
vos hoje que todas a. questes e diasidecua sp-
parecidas foram solvidae de urna maoeira van ta-
jla aos interesaos di provincia.
Referrodo-me aoe melhoramentoa que durante
a minha administracio recebeu Ma estrada de
ferro, lisongeio-me em declarar-vos que so tem
prvido a todos os nejos da seguranga para que
mee obras offerecam mais a completa garanta ao
trafico publico.
D'ntr elles devo mencionar-ros ni Ia secgio
lualmente em construccio.
Urna lioha telegraphica foi eslabelecida, em
virtude da convengio assignada, entre ee esta-
goes da Escada e Cabo, e deveri estender-se at
a de Cinco-Ponas.
Entendo que con vira estabelecer postes telegra-
phicos que, correspondendo-se com a estagio
central ponbam as secretarias do governo o da
policia em communicagio com as autoridades
dos diversos pontos por oode atravessa a linha-
errea.
Ghamo, pois, a vossa atteogo para este im-
portante melhoramento. ,
As obras desta seccio custaram at o dia 3 de
dezembro prximo passado cerca de S 413,755,
4 s... oo 3,677.8249232 de res. A esta somma
devem ser addicionados a importancia de alguns
saques feitos sobre Londres, e o que fr ainda
dispendido oa concluso das ditas obras, al ju-
nho prximo.
Releva notar, porm que a garaotia do gover-
comprehende nicamente a parte que. em vir-
tude do $ 2.a do art. 11 do decreto n. 1245, de
1853, foi distribuida para a construccio das mes-
mas obras.
Us trabaIhos da 3.a e 4.a secges estendem-se
ji af cerca de duee leguee do termo da linha
contraetsda.
Na primeira del las, os cortes e atierros de maio-
res difficuldades estio consideravelmenle adian-
tados, e apenas existem apequenas interrupgdes
em pontos oode o terreno est pola sua oatureza
quasi que preparado para reooberos carril.
As pontes de ferro dos tos Ipojuca, sobre dous
veos de 80 e 50 ps, e Aramagi sobre um vio de
80, sao as duas mais importantes obras d'arte des-
ta secgio, sendo que se vai dar principio collo-
cagio da primeira, laogada sobre pilares do pe-
dra de grande solidez, achando-se j segunda
em viagem para esta provincia.
As domis obras d'arte pela maior parte de li-
jlo o podra, estio em grande numero construi-
das, existiodp ji nesta secgio cerca de 1,546 jar-
das cubica, de alveoaria.
Procede-se agora ao assentameoto dos (rilaos
permanentes, queja se esteodem cerca de 4 m.<-
Ihas alm da Escada.
Est designado o lugar denominado cGamel-
leira para a alacio terminal da 3.a. seccio, lo-
calidade que, por achar-se no crusameoto de va-
rias estradas do interior, dever eer ventajosa ao
futuro trafego da via frrea.
Ai obras de 4." seogio, aluda que principiadas
ha poneos meses, mostrara mm prograsso satis-
fatorio. Os movimenlos da torreaos effectuasa-e.
com grande actividade, e ji vio alm do lugar
mado-se com as razes que ipoiaram a dita peli-
gao, foi esta indeferida.
Tendo igualmente a directora resolvido quo
se flzesse urna novo chamada de S 2. que prefaz
o capital realisado de S 15 por aego, o nosso
ministro naquella corte fez-lbe sentir que a ga-
ranta do governo nao poda se estender is novas
S2amJ!!" e"8ids. visto que, importando em S
780:000 o total das 13 Sf por icgo ji recetadas,
e tendo o governo imperial garantido mais um
emprestimo de S 400:000, apeoas restavanf a?
20:000 para completar o capital de S 1,200.000-
uoico que comprehende a garanta dos juros.
Por occasiio das chsmadas feitas aqu, t sendo
o governo accionista de nao pequeo numero de
accoes, declaroo o ministerio da fazenda, por a-
viso de 6 de Janeiro ultimo, que nenbum direito-
ttnha a companhia de fazer novas chamadas do-
capital garantido, por isso qoe, segundo consta do-
contrato celebrado pela companhia com o mesmo-
governo, qnando se tratou do dito emprestimo..
obngou-se aquella a nio fazer novas chamadas,
alm da somma de S 20:000 que aioda teem di-
reito aos juros garaotidos.
lima assembla goral teve lugar em Londres-
no dia 30 de Janeiro ultimo, na qual resolveram
os accionistas fazer as entradas pedidas, indepen-
dentemente da garanta do governo ; o inesaro-
nio acontecer talvez com os accionistas brasi-
leros, e particularmente com o governo, o se recosa a fazer novas entradas das acedes de-
que possuidor.
A' vista destas oceurrencias, e attendendo ac
que a directora em Londres declaroo em um. de-
seos relaloros que o capital da companhia esteva
esgotado, creio que tem ella de lutar com emba-
razos financeiros, que em verdade oio deve allri-
buir senio i falla de urna bem pensada e severas
Qscalsagio na gerencia de seus negocios.
Pelos quadros A e B, que veris oo fim desta
exposigao, vos orientareis sobre o reodimealo da-
ra frrea e das despezss de eosteio, desde s>
abertura de seo trafego, em fevereiro de 18!8, at
Janeiro deste anoo, fim do ultimo semestre.
O quedro B vos mostrar as despezas das di-
versos departamentos para os ltimos seis me-
zes ; a columna final desse quadro vos indicar. a>
parte proporcional da receita abeorvda por cada*
um delles.
A garanta de governo fica paga at o semes-
tre findo em Janeiro do anno passado, como a
cabe de comuoicar-mo nosso ministro em Lon-
dres.O total dos juros satiafeilos no semestre a que-
me refiro montn a S 13:115, sendo S 9:365 de
conta do governo goral, e S 3:750 pertenceote
i garaotia provincial.
O governo imperial declarou-me, por av;so-dar
7 de fevereiro ultimo, que recommendira ao mi-
nistro brasileiro em Londres que, sempre qie ti-
y*M lugar o pagameoto de juros sos accionista
da estrada de ferro do Recife a S. Francisco, de-
clinase ao minutario da fazeoda e a esta presi-
dencia quaes as qaantias pagas por contada ga-
ranta da provincia, afim de que se receba do
cofres provinciaes a respectiva importancia.
Em logar competente dir-vos-hei aquantoiiw
monta a divida da provincia proveniente da ac
comulagao desses joros.
Coneluiodo, devo declarar-vos que a elevad
iotelligencia, iuslracio o selo potreo cotc.munk
pelo wrvico pobtieo do engenheiro,fiscal do -
verae junto a estrada de Jorro desta provlBcJa-.
eio orna grande garanta da marcha recular qu
* ?* oeiOi que concernen), a aquella
importante obra.
-



IllW !""
W


Mi
DIARIO DI ffBRIAMBUCO. QllNTA FUAA 4 OJL ABRIL BB 1M1,
-i i., i.
iTlIX ni
/?endimeiUo
de
pa$tagtiro$.
kenimento
He
bagagen
F
flendimentoUfcodiraeno
d* I a>
oniwaii [mercadoricu
7:5088060
7:604*848
5:6015988
5:40B|*m
fci*7;
Totoi
do
rendimento.
Agosto .
Selembro .
ubro .
NoVembro.
Dezembro.
1859
Janeiro .
2o semestre
Despezat
de
conservar: < |
e
coset'o.
Ksttfnor
tO:7Ot680
10:8855045
8:686*050
7:904*180
7:768(445
39:
4.4895180
5:918*7-20
67211900
8 5029650
12:376*650
Peveretro
Marco. .
Abril. .
Ilaio. .
Junhn. .
lulho '
5 semestre
42:467*580
7:64J*700
6:76400
7:633*500
5:7458800
5:730*500
Agosto. .
Sotembro .
Outubro .
NoTfcmbro.
Dezembro.
1860
Janeiro .
[ semestre
puvurriro
Marco .
Abril .
Mfaw. .
unho. .
ulho .
5o semestre
I Agosto .
Setembro
Outobro.
Novembro.
Dezembro
1861
anci.o .
41:298*650
6:109*050
6:304*090
7:5t3*30O
9:720*300
t2:126*760
W:79l780
52:565*280
7:6J4MO
8:4t8g4O0
11.548*850
8:157*100
.-317*300
48:592*290
6.780*000
6:880*200
7:6638800
7:917*300
20:261*600
15:539*750
205*680
239*300
275*650
'421*000
351*700
1:6*8*510
955500
300*960
126*450
107*950
183*650
224*500
f0$500
3905800
2945750
263*100
1 872*010
2799200,
313*200
460*200
589*900,
744*600
511*3001
2.9288400
8795950
203*0101
132*960
1215200
1-53*000
$600
182*200
910*910
138*O0
221*550
2358990
2965850
432*050
14-235*150
*09963
1 905*657
1:648*895]
2:9255593
*:5258460|
5:705*340
18807*570
6:185*350
7:248*926
7 261*095
4 952*140
2:391*730
2:305*915
30:345*156
6:726*967
7:914*764
10:106*793
13673*600
18:593*930
63:863*610
f*46756tO
15:325*486
14:471*595
13:129*440
8:550*880
8:481*715
"74-426*726
1:798*235
1:7095605
1:966*657
2:672*197
4:510*890
5:845*637
308*600
1:632*150! 18.498*421
433*660
40954O0
579*900
3O759O0
367*650
358*700
65:089*650
50!
2:5475100
" 331*250
3495550
402*100
451*700
1:196*745
710*700
'3:1408545
209*050
253535O
396 50
2468750
1795300
1818150
1:465*850
147*800
182,20
134$50O
155*350
3175350
329J340
1:274*030
6-230*362
6:4815440
3:9695110
2:636*290
1:580*950
1:548*200
22:152*3)2
8.31*8485
6:578*445
10:175*357
13:279*247
17 814*300
17:457*317
8:020*79
9;
10076*15(1
13.664*373
12.0525643
60:9428124
H):902*u58
11:642*623
13:5308461
13:894*047
H;485*556
11:771*265
76:2268010
75624*154
14:7538162
15:562*590
16:4948110
11:468*040
8:374*400
8:4058350
11:052*978
11:3038302
14:369*626
13:883*470
17.570s27l
22:747*389
90-926*987
75:057*592
Attendendo eu a que a defieencia dos cofre
proviaciaes nao permiltitiam que lia cedo cea>
cluissemos aquello raio, alias necessario, porto
que nao urgente por ora, e considerando en "
aquella casa recolhe alguna presos das pro
visinhas. represente! a-o governo imperial .1
conveniencia de ser obra, qusndo nao conclu-
ciada da otra, de tea aecceaidnd, a remetiendo
o respectivo oreara ento.
At afee arate rae disse o verno em ebjH
poeta.
Nenhuma obre he hejp poc tanto naquelle 1
fleie. exeepcio de trabalha Insignificantes de m
pequeo melhoramentos oa obra hite, que o B*-*e nesla praca doeembarsc.09 proiuzidos
servico lem ido aconselbando so seu administra- 1 criaes commerciaes que teem apparecido na
dor, que oa requisito, e que ser aiisfeiio. tt priocipaes pracas comruercises, tez-se durante o
edificio tora luz a gaz e agua do encanamento ge- xcrcicio de 1859 i 1860, o de importaco de
ral da-erdade. A-quettoBTsaoTrovM*e^to4de< l""10 Ciu&a ein- *38 navioe, sendo tm naciooaea
Pernambuao, ja pela magnificencia do edificio, fa '"
pela regularidade da escripturaco, de todo o
servico interno, e pelo tratamento dos presos.
S' urna prisa o justara ante nos termos em que
ebraroueicacio cora velocidade extrema, em
carro* tirados por animaes.
Oeetr plano do egenheiro, que a canali-
saeao do rio Morto, a partir da ponte da cidade
de GfiajMa era Un ha recta at e Japomim, aci-
as le podo deredrinhas, obra mais dispen-
diosa e nlo sel se melbor, orcaodo-a o coge-
. ro etavIMiMailOO de ria.
OualejifCi, pare*, d'aquella* aAomneatoa
dore seiheoBprebeodido em bes da leroura e do
erara da imprtante comarca da (Seiasna,
que deveaurecop-nos toda a
rtlWmtLW B NAVEGADO.
& commercio, que nao podia deixar de re
Constituigao as exige para todo o imperio.
A casa de detenco de Pernambnco eonquis-
tou, porcm, a todas as onltas da provincia aa
vantagens de urna prisae regular. Nao ha na pro-
curo 26 pessoas de tripulaeao e 44T toneladas, e
436 eslrangeiros, eom 4,794 pessoa* de triputogo
e 100,723 toneladas: e o da exportacao da raes-
ma natureza, em 461 narios, dos quaes 10 na-
cionaes, cera 133 peasoaa de tripulagao e 451
toneladas, e 451 estrngeiros, cora 5148 pessoa
de tripulado e 144,906 toneladas.
O valor ofcial da importaco (oi de.......
vincia nenhuma outra que aemelharUe nome me- 21,671:732*603 ris, quedeu de direitos fazenda
xigemsaode tai natureza nacional a importancia de 4,759:606*215 ris.
12:817*360
13:6388687
1I3I88646
14:551*805
10:887*366
17:3548178
80:568*04
1:84-2*105
1:759*965
1:940*180
2:704*610
8:466*284
9:97386031
26:686767
9:101*ta5
9:171*985
10:140*580
11:228*900
30:244*979
24:553*393
94:490*992
12:528*869
12:i64*387
16:226*066
14:796*677
17:934*668
25:500*759
99:551*426
ETolaes de 34 I
__annos. |289:186*07Q| 13:687*265 6:271*540 131.02584161 438:270*2911461:791*571

n
%
t-o
o3 00
I o
I"
o
1%
S5S
00 00
ion
CDC5
^*
gooo
oi
9>
1
O
o*
OO-
is
f
I en
o
52
9
son
(SCO
DO.
>nt
CT>-T
5 OS
ti
OO
s
O
a s

II
=5 TI
00
9t
S5 S
o
i
oo 1


S: ? S5
I
1
t



1
o
2
-TCO
i 00
m

i
1
o
B
o
3:
w OO
r-
sw

03 cj Seo
I

5aV_
i
i
i
:

O
* : a
H:
S
*5I- :
aSsS.;
Si**!**
o a =>3
Es o-
asno
1 a

-- :-s S :
* :5s-
I-a
- 8
a->l

ESTttADA DE RODAGEM.
Existem na pioriocia as estradas do norte, do
Bul, da Victoria, do Pi d'AIho e de Nazarelb.
A primeira e a ultima teem sido construidas
en virtude do contrato celebrado entro a presi-
dencia e Jos Mamede Aires Ferreira. em 9 de
abril de 1858.
1VS.0 sel se foram entao devidmente aprecia-
das as forcas financeiras da provincia, para ce-
lebrar-se aquelle importante contrato, quando
considero nos sacrificios que hoja oecessario
fazer para se salisazetea aa obrigaces s que aa
sugeitou o governo : posso, porra, assegurar
?;ue a obra de evidente ulilidade, e lem sido
eita com a maior perfeiqo.
Na primeira pouco (alta para que chenue ella 4
villa de Iguarass. E' visto que' para o. futura
deve sor esta eslrada levada ate Pedras de Fogo,
limite desla provincia com a da Parahiba.
a quarta esto era execugo os Uncos at a
ncosta do monte Tirapec, estudada a direegao
abenas as picadas at a cidade de Nazarelb. Os
trabalhos continuara com actiridade e regulari-
dade.
Na da Victoria esli em execucSo as obaos da
mpedramenlo da 1,067 braca em diversos pon-
tos. As da conservagao permanente sao hoje
feitas por admiulstracao.
Proseguem os trabalhos na do sol por arreoaa-
tago, em difTerenles leos.
As obras de reparos diversos e de conservado
las estradas nesla provincia absorvem e continua-
r o a absorver quantias considerareis : e nem se
ha de dellas prescindir, sob pena de perdar-se
outros maiores, empreados as viaa de cpmmu-
nicacao da provincia que, como sabis, a. pri-
meira condigo de aau progresso e eograndeci-
anento. *
No relalotio que vos ser remettido do direc-
tor des obras publicas encontrareis os neceasa-
rios pormenores desses serrinos, se pracaaedea
delles.
PCTSTES E CAIAD.VS.
A topographia desta provincia exige imperio-
samente um capital elevado, para ser empregada
as muitss pontea que nacessario ha ver aa pro-
?inci. E infelizmente nao ha urna j #ue nao
precise ou ser substituida, ou reparada seria-
mente.
As priocipaes pontea, como sabis, sao as dea-.
fa capital. Parece-mo egcusado ler-vos qual o
alado de ruioa. em quaseam, incluiado saea-
aoo a que liga ue baitros de Sanio AaIobo oda
Boa-Visia, apsacoBtenienle boa-
>?n. dlfferida, |i porque II* m praod/a aoa
u 1 ^"MtW o raTrr-s. reipocTa d|e>
Mb eatreUaio. nio ta hoja mato poasiwl ad-
diar a execugao daquella importante obra, por-
que muito cedo venamos cortada a communica-
Qo entro os dous importantes bairros do Recite
e de Sanio Antonio ; e per isso resolveu o go-
verno imperial mandar collocar all urna bella
pona de ferro, em lugar da velha do nadeira
que existe, e aatocisou-mo para contratar a
obra.
Mandei abrir o concurso de proposlas at o Io
de maio prximo futuro ; leando-me e pesar de
nao deixa-la pelo menos em conslruccao.
Dentro de alguos annos exigir imperiosamen-
te esta rica e populosa cidade maior numero da
pontes, que liguem os seus tres importantes bair-
ros : no entretanto, j hoje nio sao sufBcieotes
as tres que existem. Esta necessidade nio po-
dia deixar de merecer a soliiits altenco de Sua
M jgeslade o Imperador, quando hoorou esta pro-
vincia cera a sua visita. E, leudo entao o gover-
no resolv Jo mandar construir una quarta ponte
para ligar os bairros de Santo Amonio e da Boa-
Vista, coube-me o prazer de, vencenio todas os
embarazos inherentes a negocios desla natureza,
assignar um contrato no dia 6 de maree ultimo,
com a casa de Horacio Greco, da Londres, repre-
sentado aqu por seu procurador Thomaz Dixon
Lowdon para a conslruccao de um ponte de fer-
ro, que ligue a ra da Aurora em frente da nova
transversal, alli prbjectada, cora o caes junto ao
theatro de Santa Isabel.
A obra deve estar concluida no prazo de dous
annos, a conlar daquella data, e custar fazen-
da nacional, por conta de quera ser feila, a
somma de 250:000*000 Fiz consignar no con-
cn trato todas as clausulas necessarias, nao s a
solidez e perfei;5o da obra, como garanta do
governo, pelss quantias que na craa do mesmo
contrato deve o empreiteiro receber adianladas
nos prazos estipulados.
Ha vendo en reconheci Jo por occasio de visi-
tar os trabalhos da eslrada do sul a impraticabi-
lidade, ou pelo menos o rauilo risco que havia,
em fazer-se o grande transito que ha para o dis-
triclo de Ipojuca por Ierras do engenho Salgado,
alagadas como as vi por violentas correntezas, a-
oe/ar de haver rhnvii* i* nuiin onuro. e
attendendo a que seria necessario anda bstame
tempo para que, chegando os trabalhos da estra-
da do sul ao rio Ipojuca, se construase alli a
ponte permanente, quo o deve atravessar. deter-
mine! reparticao das obras publicas que Ozesse
construir naquella direceo urna ponte proviso-
ria, que servisse ao transito, por em quanto. A.
defliciencia, porcn, dos cofres provinciaes, nao
Um permittido que se ronclua aquella obra, que
alias, vos asseguro, de instante necessidade, e
por isso vo-Ia recommendo.
Merecem tambera especial menco por sua im-
portancia e urgente necessidade as pontes deCa-
monm e Bopeba, na estrada de Pao d'AIho. Or-
ea o director das obras publicas a primeira. sen-
do de ferro, em 200:000*000.
A'cerca das outras fpontes existentes na pro-
vincia repito o que ros drsse ha pouco : quasi to-
das precisara de ser reconstruidas ou reparadas
seriamente.
O distincto engenherro director da reparticao
%s2?V Pubficas pensa que seria de sumraa
ulilidade para a proincia, e de vanlagera para os
cofres, contratar eom alguma das mrts acredita-
das casas de Inglaterra a substitoico das pontes
actuaos, que precisara ser substituidas por outras
de ferro. r
Per essa forma teriamos um syrtema regular
*e salidas eelegantes pontes na provincia com
urna despesa de teres do uto terco menos do que
a neeessaria para hever-se cada orna dequellas
pontes de per si.
As pontea de madeira, d meu ver, derem ser
baje riscadae, por obvies motivos, da carta da
provincia.
No entretanto, recoBheco ejue o eslado setos
dasnancaa proviqciaes Bao permute que afa-
guemos a bella ila daquelle egenheiro.
Um dos melhoramentos materiaes que nos pe-
de com instancia esta bella cidade, o calcamen-
to de suas ru s.
Nao se concebe mesmo como que, leudo ella
obUdo os melhoramentos Importantes da canali-
sacao do gaz e da agua, conserva as suas ras no
estado de lastima em que *s vemos, No entre-
tanto e servico aqoelle que exige grande despeza
e por ssq vera embalar a sua realisacao, cono
a outros serncos, a invencivel tarta de dinbeiro.
t-om tudo, raandei por em cuanto orear o cal-
camento da ra do Imperador, a primeira da ca-
pilal, e determinei thesouraria que o pozesae em
praca. E' possivel que o estado do cofre provin-
cial permita que decretis depois fundos para a-
quella despera, da mais urgente necessidade.
Tem continuado os reparos precisos no calca-
meiito das estradas, que alias formara um rerdo-
deiro contraste com as ras da capital !
CAS.1 DE DSTENAO.
Tinha um"raio prompto e oceupado pelos pre-
soa, otro asa eonsUueoao, quando loraei cuota
d* pmiteootav O ras* que eslava em swrric
que estova em sorvico
coouom cerca da 400 preso, em estaco i n-
uraletaa pedMter oceupado seoaoper 280
A* sozas do raio em constniecia, proseiiaiam
cera BOrosialaae mortrOeante ; racookecendo
eu. sob continuadas lolicitoedes do ebetode poli-
ca de-provincia, lodos oa gravea itKMtvnieoees
d *wlla accomnlacM, fiz aetivar as ota-a*'do se-
gundo mo, per forma qoe, ostro da poocos m-
-xes, eslava elle concluido, a par alli paseada m-
todo dos presos ratee cootmha oprlraeiro.
Pola pUao d'aquelle magoiOxo ditd, existe
m lerceiro raio com as parada do andar terreo
Waatonidas e parto das do pcimerro aitfar. xis-
iudo taeobom proraptoe 4M palmo carroote de
caatoras, suKiea da forro para a JaMltot, e
Ef^fTf f T*&~- *,-fct era aer
for^ao de taboado e liga*.
*"*! m. obraa tfa^atferao ooraphrlaraeBle
patadas, aondea faoor reataaato par a sua
* qrad torots.se m '
-


roca ; e as obras que exi_
que, era geral, vale mais~azer novascadeias. Ca-
sas acanhada3, como a de Pao d'AIho, ou par-
dieiros como a da Nazareth, oi o que vi com no -
mvt cadeias, as priocipaes cidades o villas do
interior que visilei.
A de Nazareth. sobre toda exige imperiosa-
mente ser reparada, de qualquer modo. Qualro
paredes desapernadas, o cora grandes rombos,
com a coberta a desabar. divises internas sem
ladrilh, escuras e immundas, a habitacao que
a provincia pceato a grande numero de presos,
em urna comarca de tonta importancia como
aquella.
Quando alli eslive, mandei orgar a despeza ne-
cesaria a fazer-ae com oa eoncerlos precisos, e
aguardava a primeira opportunidade favoravel
para realisa-los.
CEM1TEB10S.
No mesmo p das prisdes esto os cemilerios.
O uni.'o quo merece bem este nome o do Re-
cite, Em todos os mais lugares ou os cadveres
sao aiuda sepultados nos templos, cura grande
da nano da saude publica, e da caaaacvaco das
igrejas, ou em terreos mal cercado*, com a maior
irreverencia.
Em Nazareth ba um bom cemilerio, comecado
pela> reverendo capuchinbo Fr. Caetano de Mes-
slna, que convem concluir a cusa da fazenda
provincial.
Para os de Iguarass'Cabo e Escada, deu es-
molos Sua Magestade o Imperador quando aqui
c.-taye quo convem aproveitar na conslruccao dos
ceroilerios projectados.
O da primtira d'aquellas villas man le eulim-
par o cercar provisoriamente, de forma que ja
boj se presta ao seu fim, de modo conveniente
CAS DO GTMXASIO.
Corno vos disse em outro lugar, o instituto do
Gymnasio exige imperiosamente que se conclua
a nova casa que Ihe est destinada na ra da
Aurora desta cidade.
As obras d'aqiiekla casa, que comec,aram ha
annos, marchavam com leotidao, quando or no-
vembro ultimo mandei suspeode-la cora ottras
poiacas que continuavam por admioislniciio, por-
que nessamez n estado do .cofre protincial tor-
nou-se tao critico, que ameacava nao pagar Bem
mesmo os vencimeniosdo pessoal.
Esl, porem,a obra era tal estado, que urge
que se faga com ella so menos alguma despeza
com regularidade, mbora toaba de ser depois
di Herid a a sua conclusao; porque descube ra esl
o travejamento ja asseolade, soffrendo nimio, e
seodo talrez ja necessario substituir parte d'ele.
Nao se pode confiar as loteras que Ihe diere-
tastos, pela dEculdade quo ha boje em faz-las
correr, e pelas despezas relativas.
Emendo que pelo menos oecessario mandar
cobtir o editicio, e seria conveniente que o fosse
por arrematado.
Peito isto, conviria tambera proceder ao que.
mandei fazer no edificio do hospital Pedro II,
isto concluir o raio da frente do edificio, o
qual poderia acommodar o Gymaasio, pelo menos
meUior do que eet actualmente, e deixar quejo
resto do editicio se fosse coocluiado como o per-
mivissem as forcas da thesouraria.
HOSPITAL PEBH0 II.
Ja vos disse que mandei concluir um dos raios
d'aquelle soberbo edificio. O plano d'elle vas-
to, eomo sabis, e o que esl feito nao talvez a
quarta parte. Assim mesrao. entondo que o ri
concluido satisfar por muitos anuos as oecessi-
dades da capital, coovindo talvez por isso difterir
a conclusao do predio para quando, salisfelas as
necessidades palpitantes da provincia e mesmo
outras obras urgentes, como a do calcamenlo
das> ras da capital, podercm os cofres provin-
cias concluir aquelle immenso edificio sem sa-
crificio.
K indispensavel por ja luz a gaz e agua na
par* concluida. Rogo-vos que autoriseis a ne-
cessana despeza.
Attendendo ao pedido que me fizeram os ha-
bitantes do bairro da Boa-vista para o lado de
Santo Amaro, que lem eslado privado do tgu
pofavef, sendo-ihes necessario have-Ia com
su mina diiculdade, determinei a thesourtrie
provincial que contrataste cem a compaabiade
Bebenbe a colloeacao de usa chafariz all, sendo
depois possivel levar cora faeilidade a agua to
novo predio doGymoasio, como ser do extrema
nece/ssidade, quando concluido.
Peco-vos, seuhores, quo approveis a despeza
de 935*000 ris, que sob mioba responsabilidade
mandei fazer com os reparos necessarios na bke
do Rosario, na cidade de O linda.
Quando S N. o Imperador visitou aquella ci-
dade mandn dar 1:000*000 de ris para os pre-
ditos reparos; e haveodo eu recoahecido, logo
que lomei conta da presidencia, a urgencia de
satisfazer a alta rontado do Augusto Doader,
dotando os habitantes da antiga capital de Per-
nambuco com semelbante meHiorameeto, deter-
minei que o realisasse m engetiheiro ds repar-
ticao das obras publicas ; e estando hoje con-
cluido o concert, informa o director d'aquella
reparticao qoe o resultado o mais satisfatorio,
pois queeni vezdedeaperdicar-se graudequantia
d'agua, como accontecia mesmo antes de inutili-
sar-se a bica, corre ella agora para deatro de
tonques feitos d'aWeoarra, paronde eondusida
era canos de ferro en toroeiras, tendo-se resti-
tuido ao habitantes de Otiada a nica agua
potavel de boa qualidade qe ai ha.
Importou a obra em l:985J|O0O rfiis lendo sido
principiada cem o cont do reto da doacSo im-
perial, e concluida., com oa 9359000 ris quo
mandei dar pela thesouraria provincial.
Fallar-vos-hei Ga a Ira en le, seahor.es, de urna
obra de alto alcance, a meu ver, e que devoris
decretar logo que o- permutara os recursos da
thesouraria.
Nao vos podem ser desconhecidas as immensas
vanlagens que auferir a importante comarca de
Goiaana da navegacao lirre do rio do mesmo
nome, desde o porto d'aquella cidade al fox
do mesmo rio.
Entretanto, nio podem pascar boje do ponto
denominado Pedriohas, 00 Jtpomim, embarca-
res do menor calado d'agua.
Quando S. M. o Imperador estove era Goiano,
determinou que ali fosse o hbil egenheiro W.
Marlineau esludar e propr um plano para a
navegac.au daquelle rio; e teodo essj egenhei-
ro seguido para ali, por ordom do raeu ante-
cessor, apresentou o plano, que vos remetiere!
por copia, afim de ser poc vos apreciado.
Quando eu estire ltimamente naquella cidade
procurei examinar por mim-meamo, ouviodo um
egenheiro que levei em ninna corapaabia. os
lugares a que alludira a egenheiro Mailiocaa
no seu importante Irabalho, a pareceu-me quo
dos tres planos que elle aprsenla para facilitar
a rpida comnunkaco da cidade de Goiaana poc
mar coa esto capital e nutro pontos do litoral,
preferivei o de urna estrada que, pariindo
em lioha recta d'aquella cidade, vaoha ter ao
porto de Pedrinbas, onde a, corapaabia Pernam-
bucana construio um lolido trapiche, e de onda
podem ser transportado genero polo Japo-
mim anaixo, dos vapore daquella companfaia, un
outra eranarcacoo do dimeosoea aeraelnaaie.
Aqoalla dietoaci (aorcocrvU fiWrauBraaarao),
de dda* mil braca apaaaa, iod d torrase
plano, e que por sw Ucihax -
coaslxmcia da estrada.
34:0tMfM0 1
asoeawr m eotroo u t% M*Mtt%ia*e trflhito
leves de ferio, por onde, como sabeir, a [aria a
Alera disso, iraportarara-se gneros nacionaes
de varios porlos do imperio, no valor oicial de
3,178:290*657 ris.
0 valor ofikal da exportacao oi de........
N,105:818*140 ris, dando de direitos. inclaindo
os de ancersgem e outros, 608:5918469 ris.
Os gneros oacionaes, levados para d.fTerentes
portes do imperio, elevaram-se ao valor oOicial
do 5,483:6488957 ris.
Da confroutofo do valor odicial ds importaco
com a exportacao, resulta o saldo a favor
d'aquella de 10,565:914*463 ris.
Os seguintes quadros ros mostrarlo quaes os
paizes coaa quem a provincia manleve o com-
mercio de importaco e exportacao, e em que
proporces:
IMPORTACO.
Pases.
Suecia.........
Hollanda.......
Gra-Bretanha.
Cidades Hansia-
licas..........
Cidades austra-
cas............
Blgica.........
Franca.........
Hcspanha......
Portugal.......
Estados Sardos.
Estados- Unido
da America...
Estado Argen-
tino ...........
Estado Oriental
do Uruguay...
Porlos do Impe-
rio ............
Valor.
25:567*690
66:386*452
,9,788:9778821
902:544*782
487 713*714
87:998*645
4,296.567*703
67:572*226
1,132 316*463
129:2538408
2.O1O734S095
29:914*840
20:3338333
76:8958809
19.143:7768981
Direitos.
3:922)611
20.742at5l
2,385:685*261
261:305*697
27:632*122
25:470*132
1,290*900*655
40 293*151
350:1368655
32:243j40
202:551*126
4:497*110
3:050*000
23:277*810
4,671 708J741
EXPOITACAO.
Pnises.
Valor.
Suecia..........
HoILanda........
Gra-Bretanha..
Cidades Hansi-
ticas ...........
Frange..........
Hespanha.......
Portugal........
Estados sardos..
Posscs:5es por-
tugueras na Eu-
ropa...........
Ditas D'Afri-
ca..............
Ditas Hollande-
zas.............
Estados-Unidos
da America....
Estados argenti-
nos ............
Estados Oriental
de Uruguay....
Chito............
Possesses In-
glezis na Amo-
rica............
Consummo do
porto..........
268912*100
27:768644o1
3,037:158*300
3:497*880
1,629331*740
62:4338160
1,739:393*440
63:43()g380
3:005#I80
34:351*040
46:9865610
1,710:088*220
1,789:4738820
144:744*040
453:757/400
1:2528500
26:9418860
11.105 818*140
Direitos-,
13.4458605
1:368*022
152:102*615
171*894
81:502*687
3:121*658
86:777*972
3:171*519
t:800j659
1:717*452
2:349*332
87:004*411
89:473*191
7:237*202
22:6875>J70
628625
1:347*093
555.34a7
que possaes
xUanumoat
oBelrwcao ora
Wderdh; MoncBfqer por.....
m orrod fn mr^rrme trflM
Cumpre adrertir que da somma do qnadro esl
exclu la a impartoaeia qer m valores oftetaes,
quer dos direitos eoncernentes reexportaco,
aucoragem e outros do porto, que sommados,
formam o computo total de que cima flz
menco.
O commercio de cabotegem manteve para os
porlos do norte 171 navios : sendo, 33 entrados
cora 283 pessoas de tripolacio e 4:296 toneladas,
e 138 sabidos com 975 pessoas de tripulaeao e
11:622 toneladas.
Para os porto do sul sahlram 134 navios, com
1:467 pessoas de tripulaeao e 24:954 toneladas;
e entraram delles 75 navios, com 789 pessoas de
tripuiicao e 14:838 toneladas.
Figurara hoje de modo vantajose n'aquelli
navegacao os vapores da compaithia Pernambu-
cana, que estove, como sabis, era prematura
decadeocia.
Felizmente encontrn a cornpashia no actual
gerente a iotolligencii e aelo necessarios para
reergu-la ao p conveniente em que hoje se
acha.
Tem sido agora desempenhado eom regulari-
dade a contracto que tem a companhia com o
governo imperial.
Possue ella o conserva ao serree 3 vapores
as condices do contrate, os quaes teem feito
as viagen ao norte e ao sul, de modo conve-
niente. *
Ser-vos-ha remettido o ultimo relatorio do
mpettire gerente, e pela !#itirra delle Acaris
orientados dos pormenores de
precisar.
Como sabis, s topographia desta provincia
no pode offerecor navegacao interna seno de
urna importancia muito secundaria, principal-
mente ae a oompararmo com a de outra das
nossas provincias.
E para prova-lo basta dfzer que, em geral, os
ria da provincia nao sao navega veis em cir-
cumstancias ordinarias, mesmo por pequeas
embareacoes, seno at ende chegam a mares,
nao s porque a elevagao do terreno, i medida
que S afasia da costa, torna a descida das aguas
bastante rpida, de modo a nao consentir qoe os
rios a cooservem em volume suficiente para se
prestarem navegacao, eomo porque as pedras a
cachoeira sao um embareco para a nave-
gacao.
No entretanto, posse a provincia os rios Una,
Serlnhem, Ipojuca, Pirapama, laboalo, Gapiba-
ribe e Goianna, cuja descrlpgao nao ser lida sem
idteresse as seguintes liabas do relatorio que
sobre ellos apresentou ao governo o capito do
porto, propondo algomas providencias:
O aul da provincia muito mais favorecido
de rios e de riachos do mais torca d'agua do que
o norte. Comeeindo por alli o primeiro destes
rios o Un, que teodo sjias nasceBQas na comarca
de Garanhuos, vai desaguar no do Rio Formozo,
na ban-a a qoe d o nnme, a qual precisa de rae-
Jhoramentos, pelos perigos que oflerece, devidos
tanto i sua ealreeza e irapeluosidade das sa-
gas, qoe atH sao rnui fortes, como a mudanca
constante do seu canal. Esto rio navegavel por
barcacas e canoas at Barreiros.com soccorro das
maros, mas com dlfScndades cansadas pela pe-
dras que eonlm o sen teila, e quo podem ser
quebrada, pan dar-ie maior fundo ao mesmo
leilo. Es trabalao rajfjrl bera a deapeu que
costar, porque larreiro* hoje cresce e prospeM,
paree ter ndo dostuiado pela naiurem par ser
ora importante porto commercial naque exUe-
0 da provincia. ^^
i *
tJl*Mm. BOpdBtO

alagados e margena, que chegam as mares.
Oa cidade pera baixo o leilo 4 mufla largo, mas
at o porto do Hachado muito razo, da modo
que sd com a mai chegam as barcacas 4 raaama
cidade. Do porto do Hachado por diante at 1
barra ha fundo bastante para navegaron v
pores.
< Cmquinto estahotn aSoseja
,i*aor o seu cana* raaio sireito, o
anca dispendiosa, a mm aao curaara d
'P2*5?*"81 ^8W "** ii.iramV
portean Machado a a cidral, a Mt 4 acUat-
meaae rama das raras iraportoaso da ptaviac
j par aer a sede da aaaa coanata re, *laa
raealoa de prosperidad* qoe era si enterra,
sor no futuro muilo populosa e rica, qoe altea i
a 4, pela sua actividad a raovimento eooraaor.
cial. O Seriohem nasco na comarca*do Bonito
e desagua na barra do mesmo nome, prximo i
do Rio Formozo. E' navegavel por barcacas al
villa de Serinher, e mesmo alm, nao sera
difliculdades, devidas em alguna pontos correa-
toza de suas aguas, e tambera s pontos, tonto
da estrada do governo como de alguns engeahos.
Sua barra m, e tera-se per tal modo obstruido,
que smenle era rueia mar pode ser demandada.
Entretanto, a navegacao desse rio 4 importante,
porque por meio della que feito todo o traos-
farto dea productos daquelle rico municipio. O
pojuca, que nasce no termo de Cimbres, da co-
marca do Brejo da Madre de Deus, navegavel
como o anterior,at prximo povoaco do mes-
mo nome, eom o soccorro das mares, e com as
meama difliculdades de peales. Sobre todos os
melhoramentos que podem comprehender-se
nesse rio, o mais importante e que mais urge,
o da sua barra, que alm do peiigosa, tem o in-
conveniente de nao se prestar a qu as barcacas
possam sabir, quando reinara cerlos valos du-
rante o interno. De modo que lem essas em-
bareacoes de demorar-ae muitaa vezo, por gran-
de espaco de lempo, para saturen ou enlrarem.
O Pirapama e o Jaboalo, que ntscem na comar-
ca de Sania Anto e desaguara na do Cabo, na
barra das Jangadas, sao navegaveis, aquelle at
o engenho Velho, o este pouco alm da ponte
dos Carvathos. sses rio, porm, perderam
rauilo da sua importancia com a estrada de ferro.
Os productos que oulr'ora erara transportados
em barcacas, o sao hoje pela dita eslrada : mui
poneos sao os gneros que sao remeltidos d'aqui
para alli, ou yice-versa, pela va fluvial, tanto
mais quanto a mencionada barra das Jangadas
nao de fcil passagem.
0 Capibaribe, -to conhecido, porque i em
suas margene e fuz que so estonde esta capital,
oceupa presentemente a Uencao do governo, por
causa da questao do porto. Seu curso est muito
estudado. e oa melhoramentos de que precisa sao
objecto de serios exames e estudo de professio-
naes.
Ao norte desla capital o nico rio de impor-
tancia o de Goianna ; mas antes de chegar
sua barra ha algumas outras que reelamam a al-
tenco do governo. A primeira destas barras
alm da pona de Olioda, a de Maria-Farinha.
que serve de desaguadouro de algumas carr.bdas
do rio Jaguaribe, formada pela reunio dos ria-
chos Timb e outros.
Attendendo ao uso a que esta barra se presta
mui pouca a sua importancia, porque o com-
mercio de cal conalitue quasi qoe exclusivamente
o trafego das barcacas e canoas que alli entram.
Pouco adianto esl a barra de Iguarass, pela
qual passam vapores.
O ro deste nome, que passa tambem na villa
de Iguarass, muilo insiguicauto, por nao ter
agua bastante para alimentar um fundo suficien-
te ao transito das barcigas sem o soccorro das
mares, e islo soraente at a villa. Por essa barra
a entrada do canal que separa a ilba de Ilaraa-
rac do coatmenle,chamada o canal de Itapissu-
ma, margena da qual, em ponto fronteiro ao
meio da ilha, est a povoacao do mesmo nomo,
que hoje ponto de escalas da compauhia Per-
nambucana, que alli construio um trapiche. Pen-
s que este porto muilo importante, e sobre elle
convem que o governo lance suas vistas, nao tan-
to para melhora-lo, porque pouco o que ha a
fazer-se, como para facilitar, seno preparar, a
sua commuoicaco com o interior dos municipios
que por alli mandam seus productos. Seodo mui-
to mo o caminbo para all, com summa difQ-
culdade que os assucares tanto de Iguarass como
de urna grande parte do interior de Pao d'AIho e
Nazareth sao para aquelle porto levados; de mo-
do que muitos propietarios preferem envia-los
por trra, em costas de carallos.
Assira, urna estrada que facilitasse a commu-
nicano do ioterior desses municipios, cuja ferti-
lidade conhecida, como o porto de Itapissuma,
seria um dos mais importantes benelicios que se
Ihes poderla Tazar. Na extremidad norte da ilha,
e communjeando lambem com o canal cima men-
cionado, est a barra de Catuama, formada por
caraboas pelo rio Araripe, e varios outros de me-
nor forja. Comquanto poc ella desea urna parte
dos productos do municipio de Iguarass, nao me
parece que tenha grande importaucia, era julgo
que merega a pena de azer-ge-lbn alguns me-
lhoramentos, pelo mensa em quanto se nao fue-
rero outros. No limito da provincia, extreman-
do-o com a da Parahiba, est o rio Goianna. Esto
no conta um curso de cine leguas desde a sua
foz al-a confluencia do Japomim, e pode ser na-
vegado sem soccorro de mar, at por vapores.
D'ahi at bocea do Jacar, urna legua abaixo da
cidade de Goianna, j o rio tom menos fundo.
Nesse ponto desvia-se, e vai-se afastando da ci-
dade urna legua pouco mais ou menos, porm
d ahi mesmo ha um braco que vai cidade, e que
hoje nao mais do que uinacamboa, alimentada
por um pequeo riacho.
Diz-se entretanto que oulr'ora foi por alli
quo corren o rio, e hoje repetidas sao as recla-
macoes que se tem feito para que esse braco ou
cambda seja aberlo e fraueamente navegavel at
a cidade. O governo tem prestado seus cuidados
a essas roclamacoes, e tom enviado engenheiros
para aquelle lugar, adra do examinarem a que
convem fazer. As opinides nesse ponto parace
que se dividen. Uos pretender que teja feito o
que fr preciso, para que o porto fique na mar-
gem do Japomim ; outros porm, quo fique na
cidade. Nao obstante ser necessario fazer-se urna
estrada eutre esses dous pontos, o porto do Ja-
pomim offereca a vantagem de ser acce3sivel a
vapores, oque jamis cooseguir-se-ba no porto
da cidade, salvo se emprohender-se obras mui
dispendiosas, que nao serio correspondidas pelo
proveito que produzem.
Quando visilei a cidade de (iotonna alei de
examinar, como j vos dissa, a questao a que al-
iude aqui o capito do porto, sobre a navegacao
do no daquelle nome ; e tambem j vos expuz
o que pensava acerca das obras que me parece
serem ali admissiveis, com mais proveito e me-
nos despeza.
NANGAS.
Infelizmente, senhares, nao posso dizer-vos, co-
mo desejra, que iisongeiro o estado das finan-
tes provinciaes. Pelo contrario, dedaro-vos que
me coube lutaxcom muito series embaracos a es-
se respeito, desde que lomei conta da peaiden-
cia desta provincia.
Era entao meu dover apreciar maduramente
aquelle estado, afim do tragar o plano do rainha
adminiatracao por esse lado ; e tendo-o feito, ve-
rifiquei que cora despenas superiores receita,
pesava sobre a fazenda provincial urna divida pas-
va pastante consideravel, parte da qual venca
juros, que se accuraaiavam diariamente.
Em too criticas aroumetoacia, ata evidente
que me canvioba tancar nao de providencias que
cooseguissem pelo menos evitar o crescimento
progressivo em qna ia o dficit da thesouraris
ate que, pela acquiaico de novo recursos ou pe-
la adopcao de medidas adecuadas, conseguisse-
mos equilibrar a receita effectlva da provincia
com a sua despota ordinaria. Resolv portonto
corlar por todas as daspeaa* sapeiOaas; dilferir
para depois aquellas cuja urgencia neo estivesse
bem demonstrada : e assjra, determinei por acto
de abril do. anno passado (sete dias depois de ha-
ver tomado conta da presidencia) : jo que ge 9US.
pendessem toda M obraa witaa por administra-
cao, com excepcAo da coa*rc4o as estradas e
oos repnroe,a,ueloss6m absolutamente necessarios
para evitar maioras deapezaa. au para nao iouti-
lisar as feuas ; 2 qra> j raUiaasa a- realisacao
das desnesjf decretadas pela le do orcameolo,
oos srtigosfi, 2 6.2, JO 2,16 o fk8 2. na parte
relativa ao Ro Porraoeo aNasaaaai ; 3a que cor-
ressem por coota da somma destinada para um
asylo de mendicidad* teda a capazas com o
sustento dos naadigoa k ctutaa da adninislracao
los estabeleciatenta i* caridad qaaarapaga pe-
, lo cofre provinciaifcd* fia araen te que ficassem
, ddiada oa servco das estradas do ,Po d'AIho
do Norte, coalratodo ptarJoa Haatode Aires
Ferreira,JJcaudo porora aranoraaaiia abrigado s
" aasignracom a pre-
1 com excepeo das
uta- arara cara
da^ptlrasai
que fossem relativas ao prazo da conclosio ds
tata interrerapidafl por aanalla deh^eracio.
Alem disso. deixei de slrvir-me das utorisa-
ces que vos destes presidencia em vosea ul-
tima reunio, que impattavam um augmento do
despezas, e preste a mais vigilante altenco a
fiaciuiaaco de todas, as outras, por forma qu
afta aagravaans sin urgarara aecoraUsaa e p-
taacao do cosa provincial. .
Lavado airada pee esse peesemaniav declarti i
ibeaaeraria prrta>iai. em oAkio 40,18 de raato,
peni os fin coa va ais 13, era havia ara resesviea
rala toser uso da autotisacao eras aeaaaa 4 presi-
dencia aa reedito tai da oreara aul
dorenarrralana daimpaatada
cabee de grada vaaerara ce
tipie de Olioda e Goiaana trienal ara 4857 a
1866, a abale de ito a cinco por cenia sebe e
precio total da arrematado, o que privaria a the-
souraria da recepcude 74:625/006 rea.
Pcnsei que nao podia fazer semelbante favor a
aquelle arrematante, aera contrariar ss providen-
cias anteriores que ja vos expuz, expedidas com o
fim de malborar o estada do cofre provincial ;
sendo tambem certe que, coocesses d'aquella
natureza, nlo podem deixar de eslabelecer um
precedente com consequencias contrarias sos io-
terasses da provincia. '
Devo dizer-vos quo se nao proced de igual
modo com os arrematantes de que trata o artigo
30 da iredila lei, fol porque sobre importarem
aeraelhaotes coocesses em 12:120/000 reis, esto-
vara eoneignades en disposico imperativa, a qtral
nao me era dado deixar de mandar exeeular
desde que fon sanecionado o projelo da lei quo
a continh.
Cora toda aquellas providencias pude conse-
guir que a thesouraria provincial fosse satisfazen-
4e os seus mais series emuenhos, entre outros o
Cata todas aquellas .providencias pudo conse-
guir qae a thesouraria provincial fosse salisfazen-
do os seas mais serios copeabas, entre outro o
pagamento dos ordenados a todos os era pregados
provinciaes, e suidos ao eorpo de policio, des-
pezas, eomo sabis, dq primeira necessidade, o
que felizmente dem sido feitas com a maior
pontualidade.
O estado entao d-j cofre provincial nao podia
deixar de amoOnar-ine muito, desde que, pen-
sando eu na necessidade de cuidar dos melho-
ramentos materiaes que esta impoitante provin-
cia reclama, quasi nada me ara possivel fazer
n'aquelle sentido, tntnte porque me faltaran
os necessarios recursos.
Com os dados fornecidos pela thesouraria pro-
vincial preeisarei com cifras o que acabo da ex-
por-vos, em geral, a cerca do mo estado das
Guaneas proviaciaes.
A receila do exer-
cicio prximo (Indo
importou em........
Abaieado-se a im-
portancia paga ca-
xa filial do Banco do
Brasil, dos erapres-
timos qu com eUs
se contrabje nesse
exercicio, em........
E mais a que con-
siderada no exercicio
anterior como depo-
sito, foi, para ser
classiOcada, incluida
na receita do referi-
do exercicio, em.... 4:00(JC00 4663149420
avftp, VP *Thw cJdaoe elipulacodoco48ate^-
en ee elle reunara-ae aa sidenci em.9 de abril de1
1,485:436$724
1823143420
Ter-se-ba liquida-
da a importancia de
Com essa somma
se fez face despeza.
Mas excluindo-se
anda da receita o sal-
do vindo do exercicio
anterior, em ........
A renda extraordi-
naria, em............
E a importancia de
movimenlo de fun-
dos em............... 378:669j}389
Ria 1,299:1225304
5:497*115
25:0195277
409:1855781
Vira a renda pro-
pria do exereicio a
'*............... 1,076:250|943
Q comparada com
a oreada em ........ 1,141:981)1000
Dar4 a dilerenc
paramenosde...... 65:7303057
E com a do prece-
dente exercicio.... 76:6126034
Esta difTeronca do renda altribuida pela the-
souraria menor cobranca da divida active, em
consequencia das circumstancias anmalas da
provincia, diminuicao na percepeo des direi-
tos do assucar importado, pela limilaco da sa-
fra, e Qnalmenta reduccao da importancia do
imposto de 28500 ris por cabeca de gado vac-
cum, pela falta do pagamento da ultima lettra
do arrematante do do Recite, e pelos abates con-
cedidos.
A despeza daquelle
exercicio elevou-se a 1,247:2246539
E con o movimen-
lo de fundosera...... 225:726*380
Prefez a somma de l,47z^950#9l9
Toado a receita si-
do, cpmo fica dito, de 1,485c436g724
Foiosaldod..... 12:48580>
Que, com a impor-
tancia de 45:000*000
ris, que antes de ter-
minar esse exereicio
passou por emnreali-
mo para a caixa. do
correle, por ter sido
insufilcieute a sua
renda para occorrer a
despeza s urgentes,
elevou-se a.......... 57:485g805-
Comparada a dita despeza com. a decretada, na
importancia de 1,4fj:8ti*393 ris. ver-soba que
houve una diiereiica para menos de 159-,661*854
reis. Mas leod ficado por pagar 30:124f607
ris, nao s absorver cato importareis a predi-
la difTerenca, como produzir un execease de....
140:4625753 ris sobre a despeza decretad,
Esse excesso proveio da extraordinaria que se
fez, e das que se dorara em algomas erawigna-
eoes, per meio de crditos supplementares, aber-
los per portaras da presidencia.
Na somma da despeza demoealrada figura a da-
ris 587:883*04* can o pessoal, e a da reis......
594jf43f 732 cora obras publicas, sem embargo de
as haver eu limitado, com j vos disse, ao que
era indispensavel.
Na d capaza cora o passoal figura n iraeortan-
de ris 8.244*415, com deotacaaacnioe da gaavdi
nacional na provincia os quaes, at quando eu-
Irei na admioistraco, corriam pe conta da fa-
zenda provlttCtoi,meiio inlvidamente, vtsto que
1 maior parle, sean todos aquellos destacamen-
toss suppriam a trepa de liaba, e deviirn
por isso ser pago pal fazenda geral, na forma
da le e das ordens do governo imperial. Fixei
ento essa iolelligeata, determinando respec-
tiva thesouraria qae pagasae a aquelles destaca-
mentos ; e deixou por isso a respectiva despeza
4e pesar sobre o axnswrtn cofre provincial.
A situaco financeira da provincia na melho-
rou no 1. aeaaaatt do carrete exercicio, com
vo-Io demonstraran aa aeguhttas cifra ;
A receita desse semestre iapor-
,0"ePr,s.............*........ 5^40#049
Dedusindo-se porem airaportea- (1
eia do enpcwlira feito pela caixa
filial, que e dspeudeu eom igual
quan'.ia, qraen lbe devia, era ri.
A que o. tomo eraprestada
aixas de depsitos e do calcamenlo
das ras, era re..................
Be que foieiaoradaeorao de-
posito ao xeccieto prximo ralo,
e que, para ser claassitad, paseo
pata e scala, em ii.............


142:445*560
1
23:148*485
3-660fie
Teremos para a re-
ceita liquida desea se-
mestre, ris.........
Excluiodo anda da
referida receita total
i...........^iM.
O saldo do' exerci-
cio prximo diodo,
mris...............
A reada-eitraordi-
ara, en ria........
E o motimenlo de
fundse ris......

17*668*685
; 1 11
421:34|898
8*1:940*041
t486Jj86
2I3.19S#685
rrr


mamo u tmumvux geno* mura 4 m a&ul di mi.
i*
558 licit
591:910*041
33.8*3$913.
e *>-
referido se-
val 5"*>Pda com a de egual semestre do
toit^SS^'**^ Pr. menos
A despeza paga do
'rendo semestre
montea em rii......
Comparando esta
somma com a da re-
ceita demonitrada em
ris.............,.
Resulta o sald
res...............
Que Qcaria reduzl
do a 8;675*727 se fos-
sem indemniadas as
caixas oe depsitos e
do calamento das
fuas dosempreatimoa
dequeacima [aliamos.
Abatiendo-se d'a-
quella importancia da
despeza a extraordi-
naria de ris.........
Os depsitos per-
te acenles ao exerci-
cio Ando, ris........
E a imporlancia do
movimento de fundos
eln, ris.............
l:603|772
3.0O0O00
140:000000
145 603*772
*
Vina a inapottar a
despeza que se fez de
conformidade com o
brcemeuto rigente,
em ris............... 412:5129356
Picando por pagar 256j50I$087 rs., loclundo
131:182680ts. de diridas de exercicios Godos,
liquidadas at o ultimo de dezembro.
Alm d'aquella imporlancia, pagou-s em
a plices no mesmo semestre, 189:93fl#J00 rs. de
obras publicas, sendo: do exercicio lindo
il&aOQgOOQreis, e do correte 10:7509000 reis
A despeza com pessoal importo o'aquel -
le semestre em 267:53*|783 rs., ittcluindo
12:141*7;) I r., que caram por pairar e a de
obras publicas, comprehendiaos 39:200 136. que
tambera flcaram por pagar, em rs. 111:847 153.
Como v es, diminuid no novo semestre a ci-
fra com obras publicas, em consecuencia da re-
ducco do que ja vos (illei, continuando prm
na mes mi proporcio a do pessoal, que nao me
foi possival redvnt, que absorta certa de ae-
tade da renda provincial 1
Triste condico fi, na rerdade, a de gastar-se
cm o pessoal tio grande parte da renda da
provincia.
Se alterando as taxas de alguns impostos,
creando utra, esupprimindo outros, nao perdes-
tes de vista a renda que se fatia precisa para as
despezas que decretasles, de esperar que a re-
ceita do correte exercicio, a batiendo-se-lhe
rs. 46:4699900, que renderam d meaos oa im-
osto* de noto arrematados, n&o bailara- de rs.
,140:432*000.
Juntando-se a importancia
do saldo do exercicio Gado, em
*eis .......................... 57;485000
Subir a receita a reis...... 1,197:000*000
A despeza decretada pela
lei do ornamento, compre-
hcndendo as dos 8, 9, 10,
12,14, 28, 30 ei 34 do art: 26,
quo se lem feito com auto-
risaco da presidencia, im-
po.ta em reis................ 1,253:732900
Addiciooando-lhe a impor-
tancia da divida de exercicioa
lindes, liquidada at 31 de
dezerabfo, em reis.......... i52:970:900
Elevar-se-ha a despeza a
reis....................... .. 1.406:7023OO
Comparad! esta cifra com
a da receita demonstrada, em
res.......................... 1,107 .000000
Resultar anda assim o
dficit de reis................ 205:785*000
ou de 356:218)000, contando-se com a divida
caixa filial do banco do Brasil, provenanle do
ultimo emprestimo.
Tratando agora das dividas activa o pascua da
provincia, dir-vos-hei que a primeira liquidada
monta a 272:165*369, e a segunda connfleida at
o ultimo de fevereiro prximo Ando, clevava-se
consideravel somma de reis 596:1449253, com-
prehendendo entre outras o ultimo emprestimo
da carra fllial.de reis 150:009J200 ; a da ga-
ranta do juro estrada de ferro, de 98:830525
reis vencidos de fevereiro da 1858 a julho de
1859, e a das apolices emittidas para pagamento
de dividas de obras publicas, no valor do reis
234:750JQ9, ao par e com juros de nove por
cento, em virtude da autorisa;e concedida pelo
art 31 da lei do remenlo vigente.
Pelo regulameoto que exped para essa miasao
em 7 de julho ultimo, comedir a anaorlisaco da
divida dessas apolices, no exercicio de 1862, a
1863, e se far na razio de 60:000*000 por anno,
pagos n s primeira quinzena do mez de julho.
Das apolices do emprestimo de 200:0003000 de
rs., autorisado pela lei u. 354 de 23 de setembro
de 1854, omitliram-seno exercicio prximo lin-
do 17:900^000 rs. dando em pagamento das obras
que com esta condico foram remetlidas.
Esta emisso, que se fezem observancia da re-
soluta o da presidencia de 20 de julho de 1858, e-
levou a 170 800*000 rs. o emprestimo que- se
lem contrahido, em virtude da citada lei; mas
como se tem pago em cada exercicio a impor-
tancia das apolices emittidas no anterior, echa-
se actualmente amortissda toda esta divida, e
pagos os respectivos juros.
Para completar o pagamento das prestarles
das referidas obras, faz-se aioda nocessario emil-
trem-se das referidas apolices 11.100*000 rs. '.
e como as que exislom importam em 29:200*000
reis. restaram 18:100*000 reis, que em obser-
vancia do disposto no art. 34, da lei n. 452 de
521 de junho de 1858, devem Gcar ioutilisadas.
O meu antecessor ha.ia autorisado a Ihesou-
raria, por officio de 24 de ontubro de 1859, para
contratar com a caixa (llial do banco do brasil
um emprestimo de 100:000*000 de reis, para sa-
tisfazer as despezas urgentes da Piovincia. Esso
emprestimo, que se realtsou no da 26 daquelle
mez, reduzio-se no dia 20 de Janeiro seginte a
reis 76:569*980, com juros e sello, por ter sido
em parte amorlisado no dia do vencimento da
lettra.
Nao leodo permitlido os cofres da thesouraria,
desde eoto, que se pagasse aquella quantla, o
tendo sido necessario reformar as respectivas
lettras com novas despezas, no fim dos prasos
estipulados, acha-se aquelle emprpaltmo actual-
mente garantido por urna lettra de reis...........
150000S200. a veheer-sn no dia 14 do cemntc.
E' este o emproslimo da caixa filial, que figura
as demonstracoes das operaces da thesouraria
que ha pouco vos flz.
Por tudo quanto acabo de dizer, e pelo vais
que circurastanciadamente consta do relatorio,
orcamentos e balancos da thesouraria, que vos
sero apresenlados, conveocer-vos-heis, senho-
res, da indeclinavel necessidade em que estamos
de olhar altentamenle para as finanzas provin-
ciaes.
Oseu estado actual nao pode continuar, sem
qne o administrador da provincia pasae por tor-
turas no manejo da adruinistracao Baldo de
recursos, j nao digo para dar impulso aos roe-
Ihorameotos materiaes e moraes da provincia,
mas at para satisfazer suas primeiras necessida-
des, doloroso governa-la. A vos loca, em gran-
de parte, melhorar lio desogradavel situacao,
lanzando mao dos meios que vos suggerirem vos-
as illustracao e patriotismo, os quae* nao pdem
ser oulrns senio reduzir rasoavelmente a despe-
za, cortando pelas superfluas, e evitando as que
nao forem plenamente justificadas pelos interes-
aos da comniunho. e ao por elle?. No augmen-
to da receita, se a decreta rdes, deva lia ver, como
sabis, o maior cuidado, adm de uo aggravar-
mos a j pesada existencia da noss lavoura, feo-
te principal da renda publica.; a se (ordes forca-
dos a augmentar o cathalogo das imposi^oes pro-
vlnclaes, pec-rol q'fe 6* a?ir3l ffnfodo a pou-
par quanto lor possivel ws lavraesres nevos ej
mais pesada sactfQtJos. i
i, ifeM4| MfUCstAsf*
Urna d4sV||fargfes adrdhistrativas quelecla-
ma o nos*) patee* rosto urtsnde,' a dtc ca->
maras municipaes.
Como ellas esli, nio pdem continuar. Quaai
que nao dio signal de existencia, a* Maior Mate
dos municipios I
Com a falta absoluta de rendapropala para
cumprirem os encargos, que Ihea alo commetd-
dos, rom a es^her tanhada da aetrviCade quo
teem, aquella inatiluigo constitucional rai coa
saudo ojue di aria mate a ihe uiya attriboi-
roea, at como um ftvor, e em laespraporcoes,
qo nio 'ser ffifflelt' verttOT dentro de atgom Wm-
po alar da osmaru msnicipaes rnenle na e-
caaiio da eleicdes I
Os tactos segutbtes provam esta proposico:
Tenho-me visto aqni na necesldade de deler-
Simm fue a MpartiQi das bras puMesa caMe
certas abras e reparas, que de sua ewseneia
oevttm irer Teitos pela municlpaliflaae ; e nio ha
asa* lempo qoe a camora transacta deste ibH-
nicipio, declioando de ota competencia para cui-
dar de um d aquel les repares, m'o declaru e-
pveawtmttte; cewtcentaoo que, alm dts*o,
nao poda deaDaoer a importancia > 1:5001000
res, que era necessario para effectua-lo.
Urna afeares de swfema fJtidide para esta
capital. |e fllem rscebtdo Tarares a'auxilip dtf
gevern- diHmpeza publica, tem de iutar
com serioc ambarices, fue pdem eotsfromette-
la, a privar a esta cidade de lao importante me-
Ihatatneato material; porque a Camera monici-
pal ae dspde de meios para fatef xecutar fer-
ias postaras, das qoaes depende o bom adianta-
menta dequelia empresa.
Llliaamenle declarou-me aquella cmara, a
fuem ouvi acerca do meio eficaz de fam effec-
tiva a providencia pedida pelo gerente da mestoa
empreza, por forja do art. 44 do contrato que
tem com a presidencia da provincia, que enten-
da que o governo, depoisde fazer o regulameoto
de que trata aquelle contrato, davia rtmelle-lo d
thesouraria provincial, para a por em execudo,
visto que, tendo essa repartiro o privilegio de
um foro privativo para excutar aquellet que
deucam desalhfaxer mus dbitos, a tila totna-
va-se mais efflcax a itnposifo da penas, e as-
sim o promplo cumprimento do rtgulamenlo na
queslo tujtila.
Ora, o artigo 4* do coatrato, a que aliad!', dis-
poe que o governo empregari (des os sseios
necessarios para tornar effectvo o emprego do
systema da lmpza nos predios cotildOs no pri-
mtro marcado na planta convencionada
Mas coojo esses meios nao podem ser seaao
indirectos, porque seria manifesta inconslitucio-
tnMidade obrigar directamente os denos dos pre-
dios a acceitar o systema de limpeza offerecido
pela impreza, segue-se que laes meios reduzera-
se a obrigar os proprietarMs a fazerkm lancar
em lugares designados na cidada as immundi-
cies tiradas das casas, por occasio da limi>eza
diaria sb pena de multas, o que os (at preferir
como mais fcil e economice o servico da em-
preza. E bem vedes que similhanto medida nao
pode ser tomada senio em posturas municipios,
por ser pmisaroeete objecto deltas, devendo a
sua inracQo ser punida, na forma das leis mu-
nicipaes.
No entretanto, parece que a cama muacipal
recoohecehdo a impossibldade de dar conta da
taris, cortamente por falta de meios e recursos
que nao tem, e nao de zelo pelo servico do mu-
nicipio, declina tambera de boro grade da si essa
attribuic,ao, para offerece-la & ibesouraria pro-
vincial.
Aioda mais : em ofllcio de 11 de maree ulti-
mo, represenlando-me, com razio, a cmara mu-
nicipal desta cdade sobre os graves inconve-
nientes que resultara saude publica da estag-
na;ao das aguas as cambdas, chamou a alten-
cao da presidencia para a que formada em fren-
te do Hospicio, pelo canal da ra da Aurora fe-
chada como se acha, observando que a cmara
nao pvdia, em vista do estado d seut cofres,
emprehender a obra neetssaria, nao obstante ser
lalvez pouco dispendiosa, e gue por itso mi pe-
dia que fosseella feita pela repartido das obras
publicas.
_ Atiendendo ao justo pedido da cmara muni-
cipal, mandei que a repartirlo das obras publi-
cas examinaste e orcasse a obra, e vos arei re-
metter aquelle trabalho, para que o tomis na
devida considerarlo, visto nao haver crdito para
a respectiva despesa.
Tambem vos serio reraetlidos os papis con-
cernentes empresa: limito-me portanto a re-
commenda-la vossa esclarecida alteoclo.
Podis ajuizar, senhores, pelo que vos expo-
nho acerca da cmara municipal da capital, do
que se dar para com as outras da provincia, em
peiores circuraslancias a todos os re.'peitos.
J vedes, pois, que oestes termos nada posso
dizer-vos de especial acerca das cmaras muni-
cipaes, por n5o compotlr-vos a sua reforma, en-
(endendo eu que esse o nico remedio efflcaz
para os males apontados.
Bem poucas remetleram propostas e ornamen-
tos, como deviam, para scr-vos spresentados: os
que existem na secretaria do governo ser-vos-
hao reraetlidos, bem como alguns pedidos par-
ciaes de algumas cmaras.
Recommendo-vos especialmente o pedido que
faz a cmara de Ingazeira de 800, para a con-
clusio de um ceraiterio all construido, a esfor-
c.os de um dos zelosos capuchinhos quo existem
na provincia.
Foram eleitas a installadas, depois de urna ul-
tima rouniao, as cmaras municipaesdeS Benlo,
Bom-Conselho e Agua-Prela.
REPARTIQES PUBLICAS.
SECRETARIA DO GOVERNO.
Apezar do progressivo augmento e importancia
dos trabalhos a cargo desta secretaria, funeciona
ella regularmente, e os seus empregados curo-
prem bem os seus deveTes. Couvm porm re-
mediar algumas filias e defeitos, que se origi-
nam da deficiencia do regulameoto, dos uses e
pratica admitlidos na reparligao.
O seu pessoal compoe-se do secretario, do of-
ficial-maior, 4 ofciaes chefes de secfio, 1 oi-
cial archivista, 1 era dispenibilidade, 4 escriptu-
rarios, 5 amanuenses e o porteiro :ao todo 18.
Em virtude de requisi;ao do secretario, foram
chamados3 addidos para coadjuvar o servigo do
registro, que eslava em atraso ha mais de um
anno. Esta providencia surti o desejado effeito
por que o registro tem-se adianlado quanto
possivel..
Durante porm a quadra eleiloral, em que o
trabalho da secretaria dobrou lalvez, nao era f-
cil pdr em dia o registro. Todo o pessoal oceu-
pava*se durante o dia, e em algumas horss da
noite, com o expediente relativo s eleiqoes. Era
um trabalho continuo e incessante, que durou por
mezes, e quo aioda hojo distrae a attencao da se-
cretaria.
Mesrrw em lempos normaes, o trabalho com-
mum e diario abultado e suffleiente para prete-
rir quasi absolutamente o servido do registro.
Para que facaes idea delle, bastar dizer-vos que
seetpediram pela secretaria durante o anno de-
1860:
ODlcios a differentes autoridades.. 15,829
Portaras........................... 746
Pateles de guarda nacional....... 166
Passaportes de pessoas............. 354
Passaportesde navios e portarlas de
saludas do mesmo............... 284
Despachos......................... 5,803
Total.... 23,1
lira de termos de juramentos e de i
de registro de toda a correspondencia,
das orden? do thesouro nacional e a
ferentes ministerios, das cartas impdtTaes e pa-
tentes da guarda nacional, dos relatorios dos pre-
sidentes, dos regulamentos e leis provinclaes. de
copias e do extracto do expediente, que se publi-
ca diariamente.
Una despeza, talvez menos consideravel do
que necessario fazer com um grande pessoal,
seria a do registro impresso, por forma que po-
desso ser conservado em livros encaderoados,
que livessem muita durac,6oy O registro manus-
cripto (icaria entio limitado-eo de reservados ; a
o pessoal da repariicad podsr-se-hia empregar
exclusivamente com o servico ordinario.
Se a despeza com aquelle atvitre correspondes-
se i que ser necessario fazer-se com o augmen-
to de mais doas ou iras empregados, seria meito
conveniente que se adoptaaie o arbitrio proposto.
Nio alie urna idea nova : o goverao impe-
rial monda boje imprimir todo o seu expediente,
com o titula de Boletim, a assim conser-
vado as secretarias de estado, nac das presi-
dencias, e distribuido pelas difiranme .autorida-
des. it publioacao, perm, no,djpii auoca
excluir que se faz diariamente, padaTqbe as ac-
tos do governo sejnm em lempo o com jnlereaie
apreciados e jiilgados, como neoessano que o
3' a se umshrr de fosera foraoe a nossa.
r aemelhanteJsenlMerij^d la om fue o ex-
fndtcnM da pfSidMfta,||B hfi pubfeando-se
m mases dMasraSfuap WaHf^Ms ftjtomiuco,
esmo assim*!rrVguTardrnte, sssawfsse toda a
ridade, ese publieasse, como tem sido,
era a menor itkrrupcao, 3 dias depois de expe-
,,^^dtaiittlr*ss o slvitre cima lembrado dosre-
firifros fttpresrjs. os empregados que ora exis-
tem bastarao, cpm o seu telo e dedicacaoao tra-
irlho, par que a rtjnrrtfcto funcerotie com re-
fUttldaxU o raitogeav ft l *Ti{o fMlf>.
Alias radifsenaroi e ogarftM de ddtft un-
nuenses.
Assegurando-vos que a secretaria do governo
Wlv 'a rtpartico p%Mfca em tme mais aeTra-
Dalna actaalarente na provlhcr*, pot que alm de
ftabUhar nos das ferlrte dtnti f*ecessarto,
ertm-so sempro Ib 4 1/2 e 5 horas da tarde, me
Wmd a pedrr-Tos que elevei os vencimntos
dos seus mpregados, qoe evidentemente nto
estao em proporfao com a alisfacio de suas ne-
cessidades e do se* trabalhe sempre creseentes,
logo que melhorem as drefrmelancias deafaro-
raveis da provincia.
Se comparantes eses irfsftfi]Dtos com os de
outras previoe4M,sMebo,pvsCemplo. queuroj
amanuense da WlllilWii da Fsrthyba, com tra-
balho des vase memr, e virsode onde as neces-
sidades da Tld% sao rrcemptrrVrfclmetite menores,
vonce 1:0009; ao passo que aqui tem os ama-
nuenses 600*1
*" nmpWsrmxwaiada of veseirieotos dos em-
pregados da secretaria do governo coa os da se-'
cretarta da poliei, veremos que astea sao meno-
res que aquellos I
O offlcial disponfrei Domingos Jos Soares
nio pode continuar a servir ; sufro eurermida-
des chrenicas e inenraveis, que e inhabilitan) pa-
ra o. fasto lave trabalho, e effeetivamente nada
faz. Entretanto, levado pelos seus amigos hbi-
tos de bom empregado, vai elle todos os dias
reparticin onde ehega larde, e is vezes em es-
tado de se receiar at pela sua vida.
Peco-ve* que autoricis o presidente a aposen-
la-lo, com e seu ordeaado per inteiro : ser urna
providencia de manifesta iastitav
No me f*1 pessivel, falta de tempo, usar da
vossa autstUafls era rstotsaat tegulamenlo
da secretaria s a tabella dos emolumentos. Re-
conheQo eatretamo a necessidade de ptover s-
breos lacunas e insufflerncia de ambos.
O archivo do secretaria est em boa ordena.
Todos os livroa e papis, qae foi poseivl salvar
ffos eelragos do tempo. esli bem arrumados e
conservados. Os vros de datas de sesmarias e
de Ordens regias, era grande numero, estio ar-
ruinados, e a lettra anii^oissima, vai-se apagan-
do de maneira, que em breve nao ser possivel
extrahir delles urna cerlido, o que ji tem acon-
tecido com alguns.
Seria conveniente quo derretasseis alguma quo-
ta para se mandar copiar da nevo esses livros.
Sem isto, perder-se-ha urna tradicao importan-
te e ulilissima em nosso paiza da propriedado
territorial.
Esse trabalho, e o da organfsacio de um odi-
ce, pelo qual se possa desde j fazer uso destea
livros, aiu pode uem deva pesar sobre os em-
pregados, como servido ordinario. Alm de ser
a culpa alheia, nao haver tenrpo para tanto.
Ha na secretaria falta de eolleccoes completas
da legislado geral, e de repertorios que cao in-
dispensaveis em urna repartiiae daquella ordem.
A nica que existe est truncada, mal impressa
e peor encadernada. No gabinete do presideote
de Pernambuco nio ha um s livro de fazenda
publica 1
Convro prover sobre isto. A multiplicidade
das leis provlnciaes lembra a necessidade de en-
"r.re6?r a alguem, que tenha as oecesssrias ha*
bUitacoes, de organisar urna compaco de suas
disposiges, expurgando o que as respectivas
eolleccoes ha de revogado e contraditorio, por
forma que facilite o seu esludo a todos, e prin-
cipalmente secretaria ende constantemente se
consulta essa legislagio.
Se poderdes destinar alguma qnantia para a
confecc,ao desse proveitoss traba!!, ser isto de
suama vanlagem.
THESOURARIA PROVINCIAL E REPARTIQES
ANNEXAS.
A thesouraria provincial marcha regularmente
son-a direceo de um chele zeloso e inlelligente.
Est porm all atrasada a escriptoracae da conta-
dura, pelas razoes que expende o inspector em
seu relatorio. Pelo que, insiste elle era pedir a
creagao de um lugar de amanuense, e a separa-
cao dos lugares ora annexos decartorarie e ama-
nuense da contadoria.
Com effeito, um dos lugares mus importantes
de qualquer reparticao publica sem duvida o
de carlorario, a cargo de quem deve estar na
melhor ordera e regularidade a historia e as tra-
diedes da reparticao : por isso toe parees que a
thesouraria provincial o deve ter especial.
Estou persuadido, senhores, deque o systema
de fazer-ss entre boa qualquer servico eom urna
multidao de papis, urna terca parte'dos quaes '
era a raen ver perfeitameote dispensavel, forja- I
nos a povoar as nossas repartieres publicas por!
forma tal, que gstanos, por exemplo, nesta [
provincia, cerca de metade da renda, s cura o '
pessoal, corneja vos fiz ver.
Entrttacfo, quando a admiislraco quer to-
mar contas a alguma reparticao por qualquer
omissao, ahi vem a sdica falla de pessoal 1
A' vista do exposlo, resolvereis como enten-
derdes melhor, acerca dss pedidos qu vos fize-
rem de augmento de pessoal para as reparlices
provinciaes.
Em referencia a thesouraria provincial de que
estou tratando, me persuado de que all se dao
tambem faltas, no iiue concerne frrquencia dos
empregados, e ditso se queixa o iospeotor.
As innmeras e variadas obrigacoes da admi-
nistracio nio me teem permettido o estudar es-
pecialmente aquella reparticao, para providenciar
como convinha : eu o faria era breve, se nio li-
vesse de deixar a presidencia.
Sendo necessario lor all a seegSo especial de
que trata o art. 2o do regulameoto de 18 de Ja-
neiro ultimo, resolv que a compossem o secro-
tarioda extincla administrara do patrimonio dos
orphios, pela pratica que linha do servico, con-
tratando-se um companheiro para o auxiliar.
Resolvereis sobre isto convenientemente, quan-
do tlv'erdes de julgar o predilo-regulamento.
Tendo-se tratado na vossa ultima reunio do
extravio de varios papis do cartorio da thesou-
raria, venficou-so r> facto, por exame qne all
mandou fazer o respectivo inspector, o qual me
informou que os documentos extraviados nio po-
diam prestar-se duplcala de pagamentos, nio
s porque se achavam golpeados, por serem exer-
cicios lindos, e neUos lanzadas es competentes
verbas, informagoes, despachos e verbas de re-
visoes, de exames, lancsmenlos etc., como por-
que as despezas que elles provaram constavam
tambem de folhas de pagamentos, e das relacoes
das despezas mensacs, que oxistiam aonexas.*
portaras de abono ao thesoureiro.
Isso, porm, nao salvava os empregados, en-
carregados immndialametite daquelles papis, da
responsabilidade legal; pelo que, resolv suspen-
der o cartorano e porteiro da reparticao, e
mandr-losprocessar. Foram posteriormente ab-
solvdof. f .
O consulado sai Indo regularmente. Ainda
nao foi po*siv| lrataf-se da reforma das collee-
torias, autorisada pela vossa lei n. 391. Ten-
donare eu aehder a isso bteremente ; porqoe,
*n verdade, necessario dar um regulamento a
uellas estsres.
Do relatorio d>v. lhesonari coastarn os porme-
nores sobre ssas-reparlicoes.
nBPARTlQAO DAS OBIUS PUBLICAS.
Quando tomei conta da presidencia; encontrei
aqu o eegeohetro William Marliueau^ que havia
sido contratado na Europa por ordem do governo
imperial e da presidencia desta provincia, pira
vir prestar nella es sons servico* por conta dos
ministerios do imperio da marinha, e tambero
desia mesma provincia. No entretanto, sendo
ento poucos os servaos do. ministerio da mari-
nha, nsDntiBs os do imperio e da provincia,
porque nao se podando emprehender obras
pela deskencia dos cofres provinciaes nao
valeria a pena ter mandado vr da Europa um
engenheiro com altos vencimntos para dirigir
as que aqui Unhamos em andamento, entend
convenientemente encarrega-lo da direccao da
reparticio das obras publicas, mesmo parque nio
se sujeitava elle a servir debsixe das ordens de
outro director, nao sendo alias possivel faze-lo
fora da inapecca da mesma reparticao.
Nomeado, pois, director desea reparticio, lem
o engenheiro Martineau sorvido de modo satis-
factorio, irnf rimiado a lodos oa rateos do res-
pectivo sorvtto direccao a regularidade, que
era de esperar de sute tuse e pratica da pro-
flasao.
Piope elle, porem, agora em seu relatorio-,
que vi ser remettido. a divisio da directoria
enditas eecces sdministratUa e rerAniea ,
ou antes a creagao de dtlaj directorias dislinc-
ta* para i:rariarlic.o, palas rizos qns expenda.
Sinto pensar que semelhanle pedido nio pode
ser altendrde-, 'vprqse tal erercte serla por ora
aqui pereito luto, cr>m mate una despeza super-
rl"- 1u.,n!1P estado das Qnaneas provincias*
tatquaf JI vo-ldescmvi. v? -
Bem vdneque quando iieprssdacsa/fiie scem-
prshendem eras, quando rsesmp a admioUlra-
$Ib se tem vlf na necessidade de undar sus-
r^aj^feill*fi em indameMe, pw falH
,*r recerfs ram'nlo, eeri injusfiDcavel a
i creacio de urna directora techles na repartido
das otras publicas, com novas despez, que vi-
rlan como accessorio. Parece-me nortento que,
so menos por agora, nio nos devettos lembrsr
dessa innovaef e, lHs de vrttigem, se outro fos-
se o estado das obras e das finanzas da provin-
cia.
0 pessoal de reparticio compC-se de
1 director,
4 engeorrelros,
bjndentes de nsjenlrelrdB,
TO'ewpregado da Secretaria e pagadHa,
* empregfcds*'de gsWnete topographfee.
Ae todo 23.
Se file fr possivel diminuir o numero desse
pessoal, por crto oto conviri e ser desnetessa-
rio B,u*nrenta-lo.
Existe naquetla repartirAoum setvente. Ange-
lo Custodio Rodrigues Sefxas, cort oRenla e tan-
tos annos de idade, e coro mais de cincoenta de
servicos ao estado, que tendo-se inhabilitado net-
les, trio podando por isso continuar no d'a-
quella repartido, ver-M-M rednzido a nio ter
que comer em tio aventada idsae, se o privas-
sem de venckieBta de 10000 rs. diarios, que all
Tendo-me representado o director sobre isso.1
peditido urna providencia, determine* qu cortsi- !
derasse aquelle horaem como doente, que e est >
realmente, porque alm da velhiee, ojue mo-!
lestia grave padece de outras en far mida des .
continuando a bonar-lhe a sua diaria, arte qu*)
resolvesseis a semelhanle respeilo.
Peo-voB, portanto, que tomis a previdencia i
que vos parecer mais conveniente, para eio dei- '.
xar ao desamparo um pobre empregado nsauellas
circuraslancias.
Urna aposentacao extraordinari pareee-me que j
sena medida fstrticada ttaqefte tas-especial.
E indispensavel qae a reparliro tenha WB ar- ,
mszem, em que recolha os seue instrunrenee e
outros utensis e onjetles Mesmo por falta de '
essa pera fanceionar, consent qu o tizesse em :
urna das salas do pavimente terreo do palacio da
presidencia, para poupar fszeada provincial '
aluguel de outra. j
Naosei, porem, se outros presidentes eslaro '
dispostos a privar-so daquelli pirtdo-palacio-,'
que deve Servir exclusivamente para morada e
commodos do presidente. I
" CONCLSO.
Senhores membros da assembla legislativa'
provincial. Ponho aqu termo exposigib que,'
era virtude da lei, devia faze-vos nesta solstane "
occaslio. i
Creh qne por efla vos convenrereis e que; ao
menos, procurei como pude corresponder alta
comidilla eom que a governo imperial entregou-
me a aamiostfcio dsta importanre provincia,
e em quadra tao molindrota como aquella porque
acabemos de pasear.
Tendo-se dignarlo sua magestade o imperador
con ceder-me a exoneracio, que por motivos pon-
derosos ped da presidencia desta provincia, e
devendo eu entregar brere as redeas da admiais-
tragao ao meu digno successor, permitti-me, se-
nhores, que teme esta occasio para offerecer-vos
todo o meu limitado preslims, quer para o que
disser respeito ao servico desta assembla, quer
ao de cada um de vos.
Podis flear certosde que no exercicio do hon-
roso mandato que acabo de receber de meus ca-
ros comprovincianos, para representa-los no as-
sembla geral legislativa do imperio, encontrar
sempre esta heroica provincia um advogado so-
licito o dedieado de seus interesses. Estou per-
suadido de que, procedendo assim cumprirei nio
s. um dos de veres da representante da naci,
como o de gratidio extrema, que por tantos Utu-
tos tero Pernambuco direito de esperar de rain:.
Recite 1. de abril de 1861.
Ambrosio Leito da Cunha.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das armas
do fernambaeo, fia ci.lude do
Recito, 3 de abril de IHO
ORDE DO DIA N. 89.
O coronel commandante das armas, faz publi-
co para conhecimento da giamicio, e devldo
effeito, que hoje contraten na forma da imperial
prviso de 11 de Janeiro de 18S3 para servir por
3 annos no 9o batalhio de infanlaria na qualida-
de do msico, e paisano Pelippe Nery de Bar-
cellos, percebendo alm dos vencinentos que por
lei lhe compelirem, o premio de 150J0O0 ris
pagos na con'ormidade do decreto e regulamen-
to do 1 de maie de 1858.
Asignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
altera judante de ordens interino do cora-
mando.
REVISTA 0IM1I-
No presente mez acnam-se de inspeceo os se-
guimos mordemos da Sania Casa da Misericordia.
Antonio Jos Gomes do Correo, no hospital dos
lazaros.
Jostioo Pereira de Farias, no hospital Pedro II.
Antonio Cirios de Prnho Borges, na casa dos
expostos.
A compania da nossa via (arrea exigajuroa
entrada, na razio da duas liUras esterlinas por
cada aceio; a qual dever ser eecluada al 7 de
msio vindeuro.
ffa falta de realisaco desta prestaeio no djs
prellxado, o acciooista omisso correr coas os
juros- de cinco por cento podendo aflnel serena-
ibes confiscadas as acedes, conforme o diaposto
nos respectivos estaluios com relaeao i materia,
-- Hoje exlrahe-sa a S. parle da 5. e f." da
6.' lotera a beneficio das obras do hospital Pe-
dro II. ^
** Saneado 6 do crtente comees trabilhar a
compeoni* dramtica de Santa Isabel, ese a em-
preza do Sr. Germano Francisco d'Oiivnra,
Imprtente como a materia dos sejtuintes-
extractos de ama obra sobre a instruecc publica
em Franca, ceje publicaco se nos pede, com o
Om de dar a eonheeer o que sao a escola central
da artes e manufactura!, a de pontee t cateadas
e apolyiechnica, bem como ascondieces de ed-
raissao nellas, apressenao-ned a satnrfazer eese de-
sejo, agradecendo ao Sr. A, e sen presente, que
cortamente muito rntereasa ao publico, af> qual
assim presta-se um servido :
Jos Pedro das Neves juiz de paz do Io dio-
Iricto d> audiencias nee oias, tares-feir* e sexta
as 10 horas na ra da Badeia n- 10.
ESCOL* CENTRAL DAS AflTES E SIARCVWTCRAS;
Este esSsbelecimenlo, que est situado em Pa-
rs na rusdes Coulures-Saint-Gervais, e de-
pende do ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas, destinado a formar engenheiros
civis, (TitettOfes de forjas, chefes de manufacturas
e professores de sciencias applicadaa.
.*ara sef aImittiJo nessa escola, preciso ter
a idade de dezoilo annos e passar um exame:
em Pars, parante os professores da escola; nos
departamentos, peranle os professores de mathe-
maticas dos lyceus e dos collegios. A' vista des-
se exame, b cooselho dos estudo da escola veri-
ca se o condidato est cni estado do frequentar
os cursos. Os exames se fazem em Pars do Io
d agosto a 10 de novembro ; nos departamentos,
do Io d agosto a 20 de outubro.
O exame se compoe de duas partes : urna pro-
va escripia e urna oral. Veisa sobre osconbeei-
mentos Indicados no programma oScial publica-
do pelo cooselho dos estudos da escola, compre-
hendendo a arlthmelica, algebra, geometra, geo-
metra descriptiva, Irigonometria rectilnea, geo-
metra analylica, physica, chimicae desenho. Os
candidatos devem execular com exactido os di-
versos gneros de calculo, e cscrever clara e cor-
rectamente a expsito de urna das theorias mais
importantes do programma.
O candidatos escola polyteehnica declara/
adrrfissiveis aos exames do segundo grao podem,
se possivel, ser admittidos nessa escola sem uo-
vo examei
Os candidatos munidos de um diploma de ba-
charel em sciencias; obtido antes de um anno.
sao dispensados do exame oral s ficam sugei-
ts a um exame escripto sobre a algebra, princi-
palmente em suas applicajes geometras, e
sobro ludo que nio exigido pelo bacherelado.
A duracio do curso completo de io3lrucca*o
de tres annos. O rgimen da escola o extr-
nalo. O prego do ensiiio de 775 francos por
anno.
Os discpulos de lerceiro anno sao admittidos
a concorrer para o diploma de engenheiro civil,
que concedido quelles que salisfazem a todas
as proras do concurso. Um certificado de capa-
citado concedido quelles que s satisfazem a
algumas dessas provas.
Escola imperial de pontes e calcadas.
tsta escola, que se acha situada em* Paria na
rades Saiots-Pres. e depende do mioisterio
da agricultura, commercio e obras publicas, tem
por Um ftirmar ehgenheiros para os servicos do
Estado : elle se recrula entre os discpulos da es-
cola polyteehnica. Pode tambem receber disc-
pulos externos.
O enslnp -da escola tom por objecto especial a
construefao das estradas, pontes, vias-ferroas, ca-
naes, portos martimos, melhoramenlos dos rios,
a architeclura civil, a mecauica applicada, hy-
draulua ele:
HadOtnjtrlos de exame oraee. Os examee
do prirdetro grao servm paraprovat que o can-
didatos teerajinslruccaosuiTiciente para seradasit
tidosaOS exames do segundo ,grlo; os e xa ates
ii JIUDdo grQ >etfe"i Pata delermioar a eol-
.locs^lo, pela Ordem do-merilo, des etndidataa-
admiltidos a estes ltimos exames..
.Os exames versara sobre a geomelri, algebra,
-2?0i!"ome-ri*. 8eoraelr snalytica e descrrpttv
r. oD,C.VP-y3,ca' eJCfl'ca, as lioguas inraZ
Xlu* i ,se.8"Ddo Programma oBcral
adoptado pelo ministro.
Ka eomnoaQdes escripias servara, no comer
,lJS^eXum -do?rimeiro ro. o. q^ndTte
trata da collocacao final, para completar eret
lacio aos candidatos admHlidos todas nrot
vas, os elementos decoHocacio fornecidos oto
exame do segundo grao. pe,<>
AscomposigBe precedem os exames oraesdo
prameiro grao. Ella, pdem app|car-se a lods
as divisoes do programma dos eonhecrmentot
sctentificos exigidos, e coroprehendem, alm dis-
to, urna .composic* franceza, um thema alte-
mao, urna planta de geometra descriptiva nmn,
aguada [lavu) e um desenho a creiio. ^^
A composi(es comecsm m Pars ata 30 da
julho e es exames oraes ara 25 do mesmo mez -
aquellas e estes comecam em segnimento te*
prindpaescidades dos departamentosnasepoc
uxades pe ministro. r~
No comee nos exames, cada candidato entre-
ga aos exanwaadores as folhas de calculo, dese-
nhos aguadas e plantas exeentados por elle do-
rante o anno escolaV precedente, segundo asea
pecifrcaeoes conaigoadas no programma do co-
nhecimeatos exigidos.
A duraeao do curso dos estudos de doossa-
nos. A escola est suemeuida ao rgimen mW-
lar. O pr5o da pensao de roH francos, e o do
enxoval do quinhenios e aeiscentos francos.
Os discpulos- d escola polyteehnica est
isentot do servieo militor. obrigande-se a passsr.
quer na dita escola, quer nos servicos puMieoeT
raHar!gU fild pel* W Pra *"!*
[Lei de 5 dejunho de 1850; Decrttodol.de
l0T^o?i1e^j2 ; B'?* <*' 3 de vetembra
de 18o2 e 14 dc-f/svereire- de 1867 )
Baplisados da reguezia de Santo Antonio tf
Rectfe de 17a 31 do passado.
Manoel, brsoco filho legttimo de M.noel Joi
i-?lnh 6 DV.Ihe."" Mda Cmara Pinto.
Joao.branco, filho legitimo de Antonio Cassimiro
de Gova, o D. Fraucelina Filomena da Silva
oovea.
Joao.branco, filho legitimo de Frankliu de Al-
SleiM D' A8M Apoloma Pereira
M1f,,.dl*'n5!lh.a l^ilim* e Joao Marianod
Moraes e Feldovina.Cavaleaotde Moraes
rt^"00.* pM10' fllho ,"ltt,*l d ^''cicada Ma-
na do Kosario.
Joaquina e Ismael croulosv escravos de Anto-
nio Jos da Ouoha.
Rosa Mara de Luna, com sinto annos de idade
ni m .'"v deHBaUa Mt'a d0 EapiritoSaSr
Um filho legitimo de Herminio Fesreinlda Cnnh
Casaroentos.
"Marido'ca^o! *' *""** "* *''*
Passagekos que conduzio o brigue nacional
a S,U: r^i Pr* "cBaha : -Antonio Dto
da Silva Cardial Jos Ferr ro Clmenes e 12
escravos a entregar. ------. e "
Mortalidade do da 3.
Henrique, pardo, 2 annos, gastrite.
F Ef,CI&Rodr*uf .da Costa D*>. Pro sol-
leiro 6 annos, Castro epaliles.
Autonia. prcta liberte, 60 annos diarrhea.
sevenano, pardo, 1 annoascite.
Jos, pardo. 9 annos. broncho polmonite
satadol'ro publico :
Mataiam-se no dia 2 do eorrente para o coa-
sumo desta cdade 92 rezes.
No dia 3 do Brrenleli)6 ditas.
Correspondencias.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PRO-
xmxkw '
Sessrzo ni 3 de abril rls 18V,I.
Presidencia do Sr. bario de Fera-Cruz.
Ao meio dia feita a chamada acham-se presen-
tes 27 Srs. deputidos.
Abre-se a sesso, e lid a a acta da anterior,
approvada.
Sr. Io Secretario d conta do seginte
EXPEDIENTE.
Offlcios do secretario do gaverno, remetiendo '
de ordem do Exm. presidente da provincia or-
gamentos e balancos das cmaras municipaes do
Cimbres e Buique, Itecife, Olinda, Iguarass, Bo-
nito, Bos-Vistt, Escada, Limoeiro, Pao d'Alho,
Victoria e Iguarass.A* comroissode orsaraeo-'
to provincial.
dem do mesmo enviando para seren presen-
tes assembla provincial o r.egnhmelo con-
feccionado em 28-de. fevereiro ultimo para o col- i
legja dos orphaotd* Santa Therza, 40 exempla-'
res das leis promulgadas o anno passadj, 40 dos '
annexos ao relatorio. Maodaram-se distribuir.
Idern, com Copia dos oIBi os do inspector da
thesouraria provincial e director da companhia
do Bberibe, e bem 83sim o ornamento e condi-
cftes acerca da collocacao de um chafari no lu-
gar de Santo Amaro, e canalisa^So d'agua pira o '
edificio do Gymna8lo. ..A' omraissao de orea-
ment provincial.
dem, com o acto pelo qual a Exm. presidente
da provincia, usando da allribujjap que lhe con-
fere o art. 21 4o da lei da 12de agosto de 1834,
e para exocuaao do art 31 da lei provincial u. 4S8 ,
de 16 de mato do atino passade, reolreu crear
o reconheeer como divide publica fluctuante da
provincia desde o i" ds ftiibo-de 186fy o napital
de trezentos contos de ris vencendo o furo an-1
nuaide 9 por cento, e amortisavel em 5 anuos.
A' mesnvaicomroissa.
Idem.com diversos actos da presidencia, abrin-'
do crditossupplemrnlares de conformidade cora
as leis os. 473 de 5 de maio de 1859 e 488 de 16
de maio de 1860.-A' oxesnu commisso.
dem, Com os actos da presidencia, pelos quaes
foram jubiladas as professoras pob icas das fro-
guezias de S. Fr. Pedro Goncalves Maa Joaqui-
na de S. Tbots, e da S. redro Marlyr de Olinda
Rosa Maria Fooceoa do Albuqnorque, bem como
aposentadoe continuo do Gymnasio Joo Perei-
ra Damasceno Chaves.A' mesma commisso.
dem, cora os actos da presidencia, pelos quaes
foram autorisada* escamaras municipaes do Ca-
bo e Caruar a despender a primeira a quantia de
setenta mil ris com o tornecimeulo d'agua e luz
cadeia d'aquella villa, e a segunda a de cento
e cincoenta mil ria com as despezas do jury e
eleic,de*^ A' cooiroissao de oeEamenlo-mupici-
psl.
dem, com os aclos da presidencia, para ap-
provsrem provisoriamente diversos artigos de
posturas da cmara de Recite.A* commisso de
negocios de cmaras.
Idess, cora diversos aotogrephoi de leis pro-
molgadeso anno passadd pela assembla provia-
ctal.-,InWrade. .
dem, coju 40 oxemplares do compromiso de
'santa casa de Misericordia.A' distribuir.
Requerimenats dotOrs Vergenlino Saralva de
Araujo Oalvaoe Eduardo dtBarves Falcao de La-
cerda, solhcitootVo.titaMrte-tifficisl maior da se-
cretaria da assemola.<*A_4t' commisso de po-
lica, f t- )
cisftp
V|b
do styl
O Sr. P. de Brito: Pego a paUvre pela or-
O 8r. FresWrto :-Srem a palavr;'
[Co'nfiibttr-M'half--
4
Os candidatos quo se presentara para ser ad-
mittidos como discpulos externos derem er iios-
eido em Frunce, ser ao m^nos de dezoito annos
de tdde, e ao msis de vinte e cinco. Devem
provar por meio de um certificado das autorida-
des loca es-de sua residencia, que sao de boa vida
e coslumes. Este certificado o o de seu acto de
nascimenle devora ir appensos petic.io que os
candidatos teem de dirigir, antes de 15 d'agosto
ao ministro, afim de serem autorisados a passar
pelas provas-do concurso. As proras tem lusar.
em Paiis, do 1 a 15 d'oulubro.
As provas conslstem emcomposigfs escripias
em execucao de desenhos e em exames oraes.
A primeira prora urna composicao escripia
sobre um ou diversos pontos tomados no pro-
gramma dos conheciraenlos exigidos publicado
pela administrarlo. A segunda a execucao de
um desenho de geometra descriptiva e de urna
agiada (atn's) de architeclura. A' vista destes
trabalhos preliminares, o jury de exaiie decide
se os-candidatos podem seradmittidosaosexames
oraes. A lerceira consiste em dous exames oraes
sobre o programma dos conhecimentos exigidos
que versara sobre a arithmetica, algebra, geo-
metra elementar, trigonometra rectilnea^ geo-
metra analylica e descriptiva, o calculo diffe-
rencal e integral.mechanica.architeclura, physi-
ca e chimica.
Sao dispensados das provas, os discpulos da
escola polyteehnica que teem sido declarados ad-
mtssiveis em um servido publico ou que teem ob-
tido um certificado de capacidade.
O curso completo dos estulos dura tres annos.
Os cursse estudos do interior da escala, duram
do 1.1 de novembro a 30 de abril. Do 1. de
mato a 31 de outubro os discpulos sao enviados
em missao nos departamentos.
(Decreto de 13 de outubro de 1851 / Resolucio ds
14 de fevereiro de 1852.)
ESCOLA 1HTERIAL P&OLYTECirNlCA.
Esta escola, que est situada era Paris Da ra
r Descartes e dependente do ministerio da
guerra, destinada a formar discpulos para os
servaos seguinls: artiiheria de Ierra e de mar
engenhana militar e martima, marinha impe-
rial, corpo de engenheiros hydographos, commis-
sanato "da marinha, pontes e calcadas, minas,
corpo de estado-maior, plvoras salitres, ad-
miDistragao dos tabacos, emfim para os outros
servicos pblicos que exigein conhecimentos ex-
tensos as sciencias matheraaticas, physicas e
chimicers; e que polem ser encorporados por de-
cretos sos servicos supra especificados.
A admissao nesta escola tem lugar em cada
armo depois de concursos pblicos. Para serem
adetttdoeaicoiicorfer os candidatos devem jus-
tificar: 1.a que sao franeezts ou naiuralisados ;
2. que teem idade de dezesseis annos pelo menos
e vinte ao mais no Io de jaDeiro do anno do con-
curso ; 3." que se acham munidos de diploma de
bacharel em seiencias. Os militares dos corpos
do exordio sao admittidos a concorrer at a idade
de vinte e cinco annos, justificando dous annos de
servico effectvo, deduzidasas liceogas obtidas.
Oa candidatos devem fazer-se iuscrever antes
de 15 de maio na prefeilura do departamento em
que estudam. Os candidatos nao militares, j
munidos do diploma de bacbatel em sciencias,
teem a faculdade de fazer-se examinar, quer na
clrcumscripcao do. exame, onde se acha estabe-
lecid o domicilio da sua familia, quer na em
que elles acabaram sua instruccao. Os candida-
tos nao munidos do diploma de bacharel, quo
devem apresenlar-se ao bacharelado na sessao de
julho, passam pelas provas no dos centros de
exeme, designados para essas provas, que mar-
cado cidade a que devem ir Os candidatos
mimares presentes em seas corpos psssjim pelas
provas no centro do exame designado ao depar-
tamento em que se acham.
Os documentos' a apresentr para aiscripcao
sao: l.'certidio da nascirrienlo do candidato ;
2. urna declaracjio de*id*mente legalsada de
om douror em medicina ou em cirurgia addidoa
algum hospital dv 11 ou militar, mosiraiiqn que o
caiididato;tevevSrtoUiou que foi vaocinado ou ino-
culado, e que nao sufre nem de molestia conta-
giosa nam de itteinWade que p torne laanaz
para a- seniq -putlfco ; 3. urna copia dofipto-
ma de .bachaej em sciencias, ou do documento
protahdrl fe direito ao dipToms ; 4. ujaToacUra-
cSdS'S P0r iKm?naeX4me ."Wrto
Senhorts redactores do Diario de Pernambuco,
-Necess.tando eu ainda que tambera seja inse-
rido e era o seu cooceitoado Diario o presente do
cumento, rogo-lhes que se digpem publica-lo*
peto que anda muito mais grate lhe ficar quem-
S e. "a,or prazer em ser e Vmc- aento res-
paitador e constante leitor
Antonio Lobo Mbertino de-Miranda Henriqun.
Cidade de Olimta 3 do abril de-1861
Illm. Sr.O alteres Antonie,l.ebo Albertino da
Miranda Ilennques, para bem de seu direito e
just.ca precisa que V. S. reveodo o liro das ac-
ias da cmara muoicipal desta cidado, na quali-
dade de digno secretario da mesma, lhe certiO-
quo o seguidle : "
O da, me e anno em que o sepplicante pres-
lou juramento como vereador da dita cmara no.
iP.rKelre u',-,ennl que 8er,i0 i as9im cono
lambem o da, mes e anno em prestou o jura-
?.- 1ualnennio "guite em queeonlinuon
a prestar seus seivigos oa mesma qualidade de>
vereador, com declaracao d dia, mez e anno
em que deixou de uneconar como tal, e com
que numero de votos em cada um dos quairien-
Nestes termos pede a V. S. Illm. Sr. oapito e
secretario da cmara municipal da cidado de Olin-
da digne-se certificar o pedido.E R. .
Em virlude da peliso supra certifico, quo o>
suplicante prestou juramento no dia 8 de Janei-
ro de 1850, na qualidade de vereador supplentft
da cmara municipal desla cidade, para o qua-
inenulo de 18*8 a 1852. serviodo al o fim do
dito qualrienwo. Certifico mais qne o supplican-
te para o quatnenoo seginte foi eleito vereador
supplerite. prestou juramento no dia 5 de julhr*
V a' fSil1 nd julho de 1855. Certifico finalraenle qut sobre a
numero de votos que o supplicaote obtave para
vereador supplento no primeiro qualrieanio aua
servio nada consta do archivo da mesma i amara
respeito, e quanto ao numero de votos que ob-
teve para vereador suppleote do segundo qua-
irieumo do mesmo archivo consta ter sido esse
numero de 205 votos, pela respectiva eleico que
se procedeu no anno de 1852.
Secretaria da cmara municipal da cidade Olin-
da, 13 de dezembro de 1860, 39 da independen-
cia e do imperio.
Escrevi a assigoei.
_, O secretario,
Eduardo Daniel Cavalcanli Velez de Guevara.
(Est sellada e reconhecide}.
Srs redactores.Sob a capa do anonvmo lena
sido publicado no Constitucional n. 2e3 um au-
nuncio com a assignatura 0 sacristo da capel-
la com referencia a mim.
Os insultuosos e infamantes tormos com qua
esta redigido esso libello, todo recheiado de ara-
les calumnias, me dspensav d dar a menor
resposta, visto como o seu autor se ahir mal na
apresenlaceo das provas; revertendo intacto es-
ses insultos, somente em consideracao ao publi-
co, devo declarar a esse detractor, que logo, qua
tire a mascara do anonymo, jzoni a qual so ace-
bertou, eu exuberantemente demonstrare!, qoa
elle um mispravel calumniador.
Provarei com a maior evidencia que os reve-
rendsimos fre Jos da Concci^o, Joaquina Pe- *
reir Freir, frei Antonio do Monto Carmello. a
outros, celebrando na capella da Senhora da Con-
cedan da Estrada de Joo de Barros, durante a
existencia da sociedade dos devotos, receberara
ni razSo de cinco mil ris por cada urna missa
(25{) por mez), e nao 12$ como ealumniosamenta
diz o encapotado sacrislio da capella ; provarei
mais a despeza feita com o competente gulsa-
mento, sacrislio e condcelo do capella ; pro-
varei flBslmeote O GBANDE rendimento de tof
fallada caixinha, instituida smenle depois da
existencia da sociedade dos devotos, e o quanto
sommavam as raensalidades que alguns inorado-
res da Estrada contribuan) para as missas, cujaa
raen8alidades sempre foram recebidas em face da
recibos Irmados pelo thesoureiro da citada so-
ciedade.
A um anooyoio nao curial gue se d rejpos-
ta,.ao-desprezo se deve entregar.
Srrvm-se por hoje, senhores redactares, da
inserir em sea Diario, esUi poucas linha!, do sea
constante lelor
Manoel Jpaguiwi da Suca flifieiro.
, Recito, 1" de abril de 1861.
Srt. Redactares* Reconhefiido3 ^ grsioSi
como sao ospsrochianos da reguaila de Qui-
paofc nio nKdeot.deixsf de dr uoi testemuih*
pnntfcA'doVotdttdo rflapeito. amar e graljHm
qoe totaftf evcosflataao nqsso virtuoso e T.-
nerando OTlaoi. pe^ scerUft scnlha e no-
meaeSb do Umv, $t. p3re loaquim Bellarmto
de Miranda; f Era parodio d'sqitt'ftegueiia.


<<)
ouaio de PirjuimxxK *- quinta feieu a m jlbiil de mi.
Os parochianos do Sr. padre Miranda, rece-
ieram-no como una prsenle enriado pela es-
clarecida iotelligencia e paternal bondade do
ooito ttcetlento prelado, cuja memoria ellos
afagam e respeilam.
Poi um verdadeiro da de regosijo e fesla a-
quelle era qbe tomou posse da freguezia, o novo
virtuoso pastor. O povo, que ancioso o ei-
ptrtr, caminhara duas leguas ao seu encon-
tr, e a sua recepc.no selemnisada per um con-
curso numeroso de gentes, que de todos os pod-
ios da Tregenla, se aglomeraram para felicitar
sua entrada e posse, offereceu urna vista e urna
scenaem Quipapa nunca vista.
Em to^ps se divisava o prazer, o amor e res-
peito qae dedicavam ao virtuoso sacerdote, que
stava cncarregado de os reger spirilualmente.
Era edificante e sublime vr ceno se expliceva o
jogo dos affeotos n'aquelle acto solemne ; e ao
passo que seus parochianos tumphanies o afa-
gavam cariciosos, aquelles qe acabaram de re-
ceber suas despedidas, e que em grande nume-
re o acompanharam at ana freguezia, o defxa-
vam raereucorios carpiodo a perda inconsidera-
vel cera qee a mo do destino os feria, felicitando
*osdeQipap,pelobem iacalculavel que hiSo
possuir.
Desde que astumto o rgimen da freguezia o
Sr. padre Miranda, jamis se deixou de ouviro
-evangslho, eoi dogmas de nossa santa religio
o s plica dos por el I j na cadeira da verdade ; e a
sua eloquencia com a fecc.a de suas expresses
enrgicas e cheias de vigor tem um poder to
sublime, quo impriminde nos corages niais cor-
rompidos as terriveis etnedonhas cores com quo
lie se pintar o vicio, os faz recuar ante a ideia
do mal, e se convertem. Obscrvou-se larobom
logo o mel hora ment nos aclos religiosos, e as
festividades da imraacutida Concei$ao, e do mar-
ram solemoisadas cem todo o eepleodor, devido
soraeule ao carcter .religioso do "Rvm. vigario,
cuja bondade se estendea mais; por toda a pule
ouve-se a estima que elle tem sabido merecer, e
al mesmo as cnoupanar mais pobres, la se
ouve o bradoda gratido pela bemfazeja 6 occul-
ta mao da caridad?, que elle mui cuidadosamen-
te vai por ali derramar.
Desculpe-nos oRtra. Sr. vigario se ousamos
offende-lo propalando es seus aclos mais occultos.
O sentimento da gratido lio nobre e sublime,
que nao pode ser abafado no recinto to acanha-
do dos soases coracoes.
E' porm de lastimarse o mu estado de nossa
matriz, to careceddra de prorapto reparo e de
indiapensaveia alfaias e ornatos, e lio pouco se-
gura, que o zeloso parodio nao sd tem disposto
a fornecerde sagradas panculas o sacrario; nao
menos doloroso o estado de imprtetelo em
que se acha a grande iraagem da padroeira, em
consequencia de urna funda que abraoge toda
sua txtenso I Sente-se igualmente a [alta de
um cemiterio ; e ludo islo contina, nao obstan-
te as melhores inieocoes a respeiio da parle do
Rvm. vigario, que se nao fatiga em demons-
trar a necessidade to palpitante do promplo
reparo de tSo seosiveis faltas:
a freguezia pobre de recursos: e por isto
recelamos que mal, se nao irapotsivel, se possa
conseguir os mellioramentos de to extrema
necessidade. Compre por tanto da parte dos
dignos representantes da provincia,com o incansa-
vel zelo do nosso bom prelado, melhorar o es-
tado da freguezia.
Damos iim a presente, dizendo, que se todas
as freguezias possuissera um parocho, com a
inteligencia, illusiraQo e boas qualldadcs, que
sao proprias do Rvm. Sr. padre Joaquim Bellar-
raino do Miranda, marchara na senda do pro-
gresso o principio religioso, de cuja ausencia
tanto se resentem immensos lugares.
Assim penso
Os Quipapasenses.
ERRATA.
No communicado a respeito do Gymoasio, pu-
blicado hontem, onde falla no padre Ignacio da
Silva Santos, la-se: Padre Ignacio Francis-
co dos Santos.
Publicares a pedidor
Alfaiulega de Iruguayana,
Illra. Sr.Achando-seV. S. exonerado do car-
go de_ inspector da alfandega desta villa pela no-
meacao de outro iodividuo para o substituir, es-
ta csman fallara ao sagrado deverde gratido se
te3temunha prxima dos relevantes servicos pres-
tados por V. S. .aos interesses pblicos e ao pro-
gresso desta villa, deixasse de dirigir-lho um vo-
to de reconheciraento o gratido por to assigna-
lados servicos.
Os membros desta cmara, abaixo firmados,
prevalecem-se desta opportuoidade para protes-
tar a V. S. a mais subida estima e considerado,
desejando Ibe feliz destino e a de.-ida recompen-
sa ao mrito e servicos de V. S.
Dos guarde a V. S.ruguayana, 28 de de-
zembro de 1860.-Illm. Sr. Dr. Eleulherio Au-
gusto de Athayde.O vereador presidenle, Feli-
ciano RibeirodeAlmeida.-Francisco JosCoelho.
Vctor Poreira da Siiva.Joaquim Jos da Sil-
va Leal.Constantino Sonza.Pedro Luiz de
oouza.
' Illra. Sr.Acbando-ma deente proveniente do i
muito sol o chora que hei aoffrio as visgens
para a villa de Iguarass, aOm de curnprir com
o dever que me impoe a le na qualidade de pro-
motor do coDselho de disciplina que orce no
batalhao do digno commando de V. S., formo a
presente participieo para quo digne-so provi-
denciar como for dejustica.
Deua guare a V. & romo mister. Cidade
de Olinda, 18 de setembro de 1860. Illm. Sr.
tenente-coronel Hemeterio Jos Velloso da Sil
veira, digoissimo commandante do dcimo bata-
lhao da guarda nacional de Iguarass,Antonio
Lobo Albertim de Miranda Henriques, Iteres
promotor do conselho.
Illm. Sr.Communico a V. S. que nesta dala
participe! ao Illm. Sr. tenenle-coronel comman-
dante do dcimo batalhao da guarda nacional a
que V. s. perteoce, o echar-me doente, afim de
quo se digeasse providenciar como fosse de jus-
tica.
Julgo assim haver cumprido com o que disse
na ultima parle do meu offlcio i V. S. em 12 de
agosto prximo finio.
Deus guarde* V. S. como mister. Cidade de
Olinda, 12desetembro de 1860.Illm. Sr. capi-
tao Manoel Joaquim da Fonseca Galvao, presi-
dente do conselho de disciplina do dcimo bata-
lhao da guarda nacional de Iguarass.Aotonio
Lobo Albertim de Miranda flenriques, alteres
promotor do conselho.
COT HERCIO.
4.1 tandeara.
Hendimento do dia 1 a 2 .
dem do dia .....
26:857*097
21:0855026
47:5)42*123
Hovimento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas.. 81
> com gneros.. 431
Volumes sahidos com fazendas..
com gneros..
L6-se no Echo do Su:
Rio Grande, 10 de margo de1861.
O Sr. Dr. Eleutherio Augusto de Alhayde,
empiegado do thesouro, que eslava na commisso
de inspector da alfandega da ruguayana, chegou
pelo vapor Guayba, de regresso para o seu lugar
na corle.
O Sr. Atbayde desempenhou aquella com-
misso dez mezes, entregando-a a seu successor
no dia 16 de Janeiro ; e pode lisoogear-se de ha-
ver procedido era termos que lhe grangearara os
maiores crditos e a estima e reconhecimento de
toda a populacho da fronleira.
Entretanto, sob a sua administradlo Ilustra-
da e circumspecla a renda progredia na propor-
co em que deperecia o contrabando e a alfande-
ga funccionava com mxima regularidade.
(Jornal do Commercio do Rio.)
Aos senhores deputados provinciaes.
Quando o juiz reconhecidamcnlo honesto,
pedir-se-lhe para fazer juslica nao menos que
duvidar-se de sua rectido, e por consequencia
fazer-se um insulto positivo e directo probida-
de de seu carcter.
E' por islo, pois, que, sendo eu um dos candi-
datos ao lugar de ofQclal-maior da secretaria da
assembla provincial teoho entendido nao dever
importunar com pedidos aos senhores deputados:
nao, considerando-os com a devida imparcialida-
de e rectido, em lugar de empeos, s Ihes
fallo com a petico que lhes dirig, e que agora
faco transcrever.
Se, pois, pelo que nella expendo me julgarem
apto, nomeiem-me, que ser isto um titulo para
minha gratido, e, mais quo ludo (deixem-me
que o diga), mais urna prova da juslica de seus
actos.
Recite, 3 de abril de 1861.
Jos dos Anjot Vieira de Amorim.
Illms. e Exms. Srs. membros da assembla le-
gislativa provincial.O bacharel Jos dos Anjos
Vieira de Amorim. sabendo que Vv. .Excs. teem
de prover agora o lugar de ofcial-maior da se-
cretara desta respeitavel assembla, que se acha
vago pelo fallecimento de Rufino Josa Correia de
Almeida, que o exercia, vem requerer a Vr.
Excs. agraca de prov-lo no referido lugar.
O peticionario, senhores, nao um hornera no-
vo e desconhecido : filho da provincia, for-
mado ha 25 anuos,, advogado nos auditorios
desla cidade, e em laes condiQdes suppe-se ha-
bilitado para exercer e bem desempenhsr as obri-
gaces do lugar que pretende: devendo ajuntar-
se a ludo isto e conhecimento e pralica que tem
deste emprego, porque j o exerceu por espaco
de tres auno?.
Alm de todas estas garantas, que alies devem
dar ao peticionario bem segura esperaoca, lera-
brar aioda qae em seu favor milita urna cir-
cumstancia que se nao for de Justina, sera corta-
mente de. equidade ; e vem ser que sendo tira-
do ao peticionario em 1849 este mesmo emprego
para ser dado ao referido Rufino, agora que elle
infelizmente j nao existe, e, sobretodo que senao
prejudica o direito de ninguem, parece que por
ua justa corapensac5o,dever reentrar o peticio-
nario, que com o documento qae offerece moatrs
ecbsr-se isento de Crimea, e por consequencia
eem empecilios para ser nomeado.,
E, poi, confiando o peticionario nimiamente
na imparcialidade qae caraclerisa e deve caracte-
xsar a cada um dos dignos mambros desla illu-
tre e Ilustrada assembla, epera e pede a Vr.
Excs, faroravel detorlmento.E. R. M.
Jote do Anjos Vitira de Amorim.
. Becie.l* de abril de 1861.
-----512
53
345
----- 398
Descarreffam hoje 4 de abril.
Barca bremenseMalvinafarinha de trigo.
Barca americanaMargareth farinha de trigo.
Barca americanaIrmaidem.
Brigue inglezOdemfazendas.
Brigue portuguezFlorndamercadorias.
Brigue portuguezRelmpagodidera.
Brigue inglezReindierbacalho,
Brigue suecoSalamandrafarinha de trigo.
Barca dinamarquezaQomalayidem.
Brigue suecoFerdiaaoobjectos para a estrada
de ferro.
Brigue nacionalS. Salvadormercadorias.
Beccbedorla de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 2 2:128128
dem do dia 3....... 1:472*991
3:601*119
Consulado provincial.
endimento do dia 1 a 2 1.921*071
dem do dia 2.......2:873*174
4:794*545
Movimento do porto.
Navioe entrados no dia 3.
Babia 6 dias, hiate brasileiro Videla, de 36
toneladas, capilao Francisco Flix Nogueira,
equipagem 6, carga algodo, azeite de palma e
mais gneros ; a Caelano C. da C. Horeira.
S, Francisco (California) 71 dias, barca ameri-
cana Miza Adams, de 403 toneladas, capitao
R. T. Thomaz, equipagem 32, carga azeite de
peixe ; ao es pit o. Veio refrescar e seguio pa-
ra New-Bedford.
Rio-Grande do Sul 22 dias, patacho nacional
Social, de 143 toneladas, capito Manoel Ja-
cintho Seve, equipagem 10, carga 8,500 arro-
bas de carne ; a Manoel Alves Guerra.
Rio Grande do Sul 18 dias, barca brasileira
Sandade, de 231 toneladas, capito Joaquim
Antonio Dias da Silva, equipagem 12,carga
12.000 arrobas de carne ; a Amorim Irmo.
Cardif 47 dias, brigue inglez Juanita, de 237
toneladas, cap^o Jams Smilh, equipagem 10,
carga carvo de pedra ; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Baha Barca bremense Clarissa, capito Hau-
sen, carga parte da que trouxe de New-Yoik.
Rio de Janeiro Brigue nacional Damo, capi-
to Jos Manoel Vieira, carga assucar.
Observacao.
'_ Tundearam nolamaro as barcas brasileira Re-
cife e a franceza Franklin, mas nao lireram
communicsco com a Ierra.
do conselho, i lo horas da manhia do dia 10do
correte met
Sala das sossoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsonal de guerra. 3 de
abril de 1861.
Bento Joti Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Akxandre Augusto de Frias Villar,'
Major vogal servindo de secretario.
CORREIO .
Pela administrago do correio-desta provincia
se faz publico, que as malas que deve cooduzir o
vapor coeteiro Persinunga com destino Ma-
cei e pertos intermedios, fecham-se amanha
[5) do cor rente, as 3 horas da tarde em ponto.
Tendo a direcloria das obras militares do
proceder a construccao das letrinas do quaitel do
2. batalhao de infautaria na fortaleza das Cinco
Ponas, as pessoas que se queiram- propdr a es-
tas obras, podera comparecer na referida direc-
tora com suas propostas nos dias 4, 5, e 6 das
10 horas em diante da manbaa.
Directora das obras militares'de Pernambuco
3 de abril de 1861.O escripturario,
Juo Monleiro de Aodrade Malvina.
Directora geral da instrueco
publica.
Por esta repartico se faz publico que o Illm.
Sr. Dr. Jos Soares de Azevedo, assumio as func-
ces de director geral interino, por haver tomado
assento na assembla legislativa provincial o
Illm. Sr. director geral eOectivo Dr. Joaquim Pi-
res Machado Portella.
Secretaria da inslruccSo publica de Pernambu-
co, 1. de abril de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque,
. Secretario interino.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe de divisao, capitao do
porto, se faz publico que as mullas por infraego
do regulameoto das capitanas, serio pagas nes-
ta repartico. Capitana do porto de Pernam-
buco 3 de abril de 1861. J. N. Alves Maciel,
servindo de secretario.
TtTEATRO
DE
Santa Isabel.
EMPRFZrVGERMANO.
O artista dramtico Germano Francisco de Oli-
velra, tem a honra de annunciar ao respeitavel
publico, que se acha de volta esta capital, e
que vai. dar comeco aos seus trabalhos sce-
nicos.
O pessoal da companhia dramtica completa-
mente reformado, aeha-se habilitado a preen-
cher o tira a que se propde em progiesso da arte,
ejulga a empreza que a especlativa publica ser
satisfeita.
Tendo de dar a primeira representarlo no sab-
bado 6 do correte, convida por isso as pessoas
que quizerem assignar tanto camarotes como ca-
deiras, que o podem desde j fazer no escriplo-
rio do thealro, das 9 horas da manha s 3 da
tarde, sob as condados seguiotes :
As assignaturas sero effecluadas por 15 ou 30
recitas; no primeiro caso lera o assignanle o
batimento de 6 por cento sobre o total da im-
portancia da assiguatura, e no segundo caso lera
o assignanle o abatimento de 10 por cento pagas
adiantadas
O programma do primeiro espectculo ser
circunstanciadamente annunciado pelos jornaes,
sendo o drama
OS so Q. O. a. O) o. i 5 Boros
Cumulus B 5 Atmosphtra. O tQ
W V V e M Direcco. H H O 00 JO > s| i n
W V W a Intensidad.
3 s 2 99 Fahrenheit. n o m H H 50 O 5 S
a\ o |8 N3 Centgrado. 5= O r o n
9> o O ~1 til 53 Hygrometro.
O O - Cisterna hydr mtrica. 9-
757, 756.8 oo s cu 00 Francs. i O n H 39 O
30,01 30. "o en " Inglez.
A noite nublada, vento E fresco e assim ama-
oheceu.
0SC1LACAO DA MARE1.
Preamar as 10 h. e 18' da manha, allura 5,4 p.
Baixamar as 4 b. e 30' da tarde, altura 2.2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 3 de
abril de 1861.
Romano Stepple,
1 lente.
Editaes.
PROBIDADE,
que tantos applausos tem merecido nos theatros
do Rio de Janeiro e Baha.
O sceDario do primeiro acto ou prologo, in-
teiramente novo. Representa aPRAQA D'ARMAS
da fragata .Santa Rosa, que naufragou em sua
viagem para a India a 16 de margo de 1835, pas-
sado o Cabo da Boa-Esperanza, as alturas de
Mozambique.
Todo o vestuario apropriado.
_A empreza conta, como sempre, com a protec-
co do respeitavel publico.
os seus consignatarios Azevedo a Mondes, ao seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
O brigue portuguez Relmpago, vai se-
guir viagem para Lisboa em poucos dias por ter
isda a carga prompla : s recebe passageiros pa-
ra o que trata-se com o cootignatario Thomaz
d'Aquino Fonseca, na ra do Vigario d. 19, pri-
meiro aDdar, ou com o capito na praca.
mar more, banca completamente nova,
urna outra dita banca tambera compe-
tir, aparadores, toiteti, cadeiras, ber-
ros, lavatorios, cabidi, conj moda, me-
sas de crever, estantes ricas para es-
criptorio, marquezas, sofis, obras de
metal principe, cadeiras de balanco, di-
tas para uso de vapores e muitos objec-
ftos que estarao patentes no acto do let-
to, na ra da Cruz n. 17, primeiro
andar, as 11 horas em ponto.
goupahhu pekumbucam
DE
INavegac^o costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, se-
gu para os portos do norte at a Granja no dia
6 de abril s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 5 ao mel dia. Encom-
mendas, passageiros edinheiro a (rete at o dia
da sahidas 2 horas : escriptorio no Forte do
Ma.tos n. 1.
COJIPAMIA PERNAMBUCAIU
M
Navegaycosteiraavapr
0 vapor Persinunga, commandante Moura, se-
gu para os portos do sul em 5 de abril s 5 ho-
ras da tarde. Recebe carga at o dia 4 ao meio
<" Passageiros e dioheiro a frete at o dia da
saluda s 2 horas : escriptorio no Forte do Mat-
tos n. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
r-Mronnis aijumm.
0 vapor Oyapock, commandante o capito
lenle Santa Barbara, osperado dos portos do
nortate o dia 6 do corren te o qual depois da
demora do cosame seguir para os do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
Para
Ro de Janeiro,
0 veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
los, pretende seguir nestes oito dias, s recebe
passageiros, escravos a frete para os quaes tem
excellentes com modos : trata-so com os seus
consignatarios Azevedo & Mendes, no seu es-
criptorio ra da Cruz n. I.
Leudes.
LEILAO
DE
Avisos martimos.
MaranMo e Para,
tocando no Acarac, segu impreterivelmente
no dia 8 do correte o patacho Emulaco, ca-
pitao Antonio Gomes Pereira ; para a pouca car-
ga que lhe falta, trata-se com Horeira & Ferrei-
ra, ra da Madre de Dos n. 4, ou com o capito.
Ass
Para o Ass vai sahir com muita brevidade a
barcaca Nova Esperance, recebe carga a frete
commodo : a tratar na ra da Madre de Dos nu-
mero 2.
ear.
Segu com toda a brevidade o cter nacional
Emma, capito Joo Antones da Silveira ; pa-
ra a carga que lhe falta, trata-se com os consig-
natarios Moreira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 4.
Secretaria do governo de Per-
nambuco 3 de abril de 1861.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
declarar para conhecimento de quem possa inte-
ressarque por aviso do ministerio da fazenda de
2d de marco ultimo foi proragado at o dia 31
de julno prximo futuro o prazo marcado para a
substituicao sem descont das notas de 20 da
4' estampa, papel branco, devendo comecar do
1 de agosto deste anno, a correr os dez raezes
para o descont mensal.de 10 0(0 na forma da le.
O secretario do noverno,
Joo Rodrigues Chaves.
Declarares.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguales :
Para o corpo da guamico da provincia da Para-
hiba do Norte.
17 bandas de lia.
293 grvalas de sola de lustre.
293 mantas de lia.
263 bonels.
Para a botica do hospitat militar da guaroico de
Pernambuco.
1 libra de extracto molle de alcacus.
8 oncaa de iodo.
50 colchoes de lia barriguda ou de flecha com
8 palmos de comprimento e 3 1/2 palmos de
largura.
50 travesseiros de dita com 8 .1/2 palmos de
comprimento.
2 chaleiras de ierro para 10 pracas.'
Quem quizer vender tees objectos aprsente as
suas propojtai em carta fechada na secretara
COMPANHIA PERNAMBCVNA
n*
Navegaco costeira a vapor.
Parahiba, Rio Grande do Norte,
Macao, Aracaty e Ceara'.
0 vapor Iguarass, commandante Moreira,
sahir para os portos do norte at o Cear no
dia 22 do correte mez. Recebe carga al o dia
20 ao meio dia. Encommendas, passageiros e
dioheiro a frete al o dia da sahida as 2 horas :
escriptorio. no Forte do Mattos o. 1.
Para o Aracaty
O hiate Camaragibe: para carga e passageiros,
trata-se na ra do Vigario o. 5.
Para os Srs. logistas de
calcado.
Quinta-feira A do crvente.
Costa Carvalho far leilao em seu armazem na
rus Nova n. 65, de varios objectos pertencenteaa,
urna loja de calcado comosejam couro de cabra
nos, spalos de lustre para homens e senhoras
e outros muitos objectos que eslaro patentes na
occasio do leilao no dia cima s 11 horas em
ponto.
Tambem
vender 1 cavallo de estribara com andares.
LEILAO
Dia i do corrate.
0 agente Oliveira far leilao por conla e risco
de quem pe r ten ce r de cerca de 1,200 courot sal-
gados seceos : quinta-feira 4 do corrente, ao
meio dia em ponto, no armazem do Exm. baro
do Livramento no caes d'Apollo, onde os preten-
den tes podem examina-los com antecipacao.
LILAO
Na porta do armazem do
Sr. Atines.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacieaal
Damo pretende seguir para o Rio de Janeiro
at o dia 28 do correte ; s recebe passafetres
e escravos a frete, para os quaes tem exceUeale
commodos : trata-se com os seus consignatafies
Azevedo &. Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruzn.l.
Quinta-feira 4 do corrente.
Anluoes far leilao por conla de quem perle
ir de
Batatas e queijos
va de preco s 11 horas em
LEILAO
DE
Urna taberna,
Sabbado6 do corrente.
Costa Carvalho far leilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz do commercio a requerimento
de Prxedes da Silva Gusmo da taberna do pa-
teo do Terco o. 14 de Francisco de Oliveira J-
nior & C, no dia cima- a 11 horas em ponto.
sem reserva de preco s 11 horas em ponto.
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Ceav-
ceico pretende seguir coa muita brevidade. e
recebe passageiros e escravos a trate, jan os
quaes tem excellaatea commodos : trata-se on
llobilia de apurado gusto.
Sexta-feira 5 do corrente s
11 horas em ponto.
Com lanche.
O agente Camargo autorisado por
urna peno* que se retira para tora da
provincia, ara' leilao de urna excellen-
te mobilia de Jacaranda' com podra
Sexta-feira 5 do corrente.
F. S. Rabello & Filho fario leilao por inter-
venco do agente Oliveira e por conla e risco de
quem pertencer de 30 pipas de vicho tinto hes-
paohol, recentemente importado : sexta-feira 5
do corrente, s 10 horas da manha, no trapiche
alfandegado do Exm. baro do Livramento junto
ao trapiche do algodo.
LEILAO
Quinta-feira 4 do corrente.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a equerimenso de
Campiano & Cordeiro, da taberna da
ra do Rosario da Roa-Vista, perten-
cente a Francisco Ferreira Fialho, a
qual consiste em ar macao e gneros etc.,
sendo effectuado o mesmo na referida
taberna as 10 horas em ponto.
LEILAO
Sexta-feira 5 do corrente
10 horas em ponto.
as
DE
200 harneas de cerveja.
No armazem do Sr, Annes.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de 200
barricas de cerveja ao correr do mar-
tello no referido aimazem e hora.
LEILAO
Dia 5 do corrente.
0 agente Oliveira far leilao por conta e risco
de quem pertencer de 200 barricas de cerveja in-
gleza em garrafas e meias, e de 12 queijos suissos
chegados prximamente : sexta-feira 5 do corren-
je, s 10 horas da manha, no trapiche do Exm.
baro do Livramento, junto ao trapiche do al-
godo.
U10.
Sabbado 6 do corrente ao cor-
rer do martello.
Os administradores da massa do fal
lecido Manoel Antonio dos Passos Oli-
veira St C, querendo liquidar a loja de
trastes do mesmo tarifa leilao por inter-
vencao do agente Camargo, dos trastes
existentes na mesma loja os quaes con-
sislem em mobilias. cab;des, commo-
das, cadeiras, ornas francezas, guarda-
loucas, aparadores, tonca do res e duas
ricas colchas, as 11 horas em ponto
Avisos diversos.
Na ra do Imperador n. 28 ha superiores
bixas Hamburguezas, para vender e alugar em
pequeas e grandes porches.
Antonio Feroandes de Azevedo. e Antonio
Avelino Leite Braga fazem sciente ao respeitavel
publico, e cem especialidade ao corpo do com-
mercio, que nesta data dissolveram amigavel-
mente a sociedade que tloham no estabelecimen-
to de molhados da ra do Santa Cruz, que gira-
va sob a razSo social de Azevedo & Braga, coja
firma tica exlincta, e a cargo de Antonio Fer-
nandes de Azevedo a Hquidaco do activo e pas-
sivo da mesma firma, ao qual somonte tica per-
tencendo o estabelecimento desta dala em diante.
Recife, 30 de marco de 1861.
Antonio Fernandes de Azevedo.
Antonio Avelino Leile Braga.
35Ra larga do Rosario35
Acha-se recentemente chegado esta cidade
Francisco Jorge da Silva Prannos, dentista de"
Lisboa (discipuio do celebre Desirabode) tem a
honra de offereceraos (Ilustrados habitantes desta
cidade e seus suburbios os trabalhos concernen-
tes a sua arte que execula com a maior delica-
deza e perfeico, limpa os denles anda os que
eacham com o trtaro msis inveterado dando-
aalvura primitiva sera Ibe alterar o esmalte,
''^H^ ainda os miis difficeis assim como os fis-
lua^^^inda aquelles desprezados por outros
sem (MBior snlTrimento ao paciente, chumba
com asTnwsas mais acreditadas at hoje. colloca
os artificiaos lerromelallicos, incorrupliveis e
diaphanos assim como acorta e endireita os dis-
formes, separa os cariados dos saos afim de evi-
tar-lhes o contagio.
COMPANHIA DA VIA IEMEA
- DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Hecife 3 de abril de 1861.
Sr. redactor.Rjgo a V. S. se digne publicar
a carta abaixo que me foi dirigida pelo superin-
tendente do trafico e que respondo a orna aecu-
sacao ltimamente feita a esta companhia.
Sou com considerado ltenlo veaeranor e
criado
_ .H. Braman.
a R,QPVt,sao d0 lraflco'viiu do Cabo 2 de abril
de lool *K*fc -*"
Copia.Presado STC-Rcspondendo ao annun-
o debaixo do titulo de-salubridade publica
que appareceu no n. de Consitucionol de sab-
bado 30 de marco, leoho a dize'r que os cadve-
res dosioglezes que morrem no interior saosem-
precooduzidos para as Cinco Pontas isolada-
mente em wagons fechados e em nenhuma occa-
sio foram postos em contactos com assucar ou
outro qualquer genero. Depois que o corpo
conduzdo para o cemiterio. o wagn sempre
lavado com cuidado e as portas ficam abeitas du-
rante um da inteiro, antes que o mesmo seja
carregado de novo com gneros para o interior.
A assercao de queoscorpos ficam muitas ve-
zes horas esquecidas as Cinco Pontas inteira-
menle aera fundamento, pois nunca houve tal
esquecimentoduranteosai^ annos que tenho
estado empregado nesta estrada.
AssignadoJame Kirkham.
. ~~ Declara-se era tempo que perlence ao ma-
ior Jos Egidlo Ferreira e a Joao Lucio da Costa
Mocteiro, o bilhete n. 641 da quinta parte da
quinta e primeira da sexta lotera do hospital
Pedro II.
J chegou o prompto al-
Alleneo.
0 abaixo assignado participa ao respeitavel cor-
po do commercio e quem mais possa interessar
que desde odia 1 de Janeiro do corrente anno
admittio por socio o Sr. Joao Francisco Manoel,
e do mesmo dia flcou a dita sociedade gvrando
debaixo da firma de Manoel & Companhia. 0
mesmo approveita a occasio para avisar as pes-
soas que se julgam credor do dito queiram apre-
sen tar as suas contas no prazo de 15 dias para ser
sallsfeilas. Recife, 1 de abril de 1861.
Maooel Ain.
James Spean tem contratado vender todas
as ferramentas pertencenles sua fabrica, na roa
do Brum ; se alguem se julgar credor, dever se
apresentar no prazo de tres dias. Recife, 3 de
abril de 1861.
livio.
Bem como os outros medicamentos dos cele-
bres Dr. Radway & C. de New-York. Acham-so
venda na ra da Iroperatrz n 12. Tambem
chegaram instruccoes completas para se usarem
estes remedios coniendo um ndice onde se po-
de procurar a molestia que se deseja curar os
quaes se veodem a 1,000.
Jlo Teixeira de Carvalho vai para a Rio
de Janeiro.
Perdeu-se desde a ra da Conceico da Boa-
Vista ate a ponte, um attestado pssado pelo
Illra. Sr. Dr. Sarment, e urna carta dirigida a
Thomaz Antonio de Gouveia, pede-se a quem o
acnou o especial favor de annunciar sua morada
para ser procurado.
D-se 1:500jOOO a juros com hypotbeca em
CaS?oUrrea : D0 paleo do TerSf taberna nume-
..T. 8r; ,o5 le Duela da Silva Borges queira
diPgir-se ra do Imperador n. 21, segundo en-
uar, para realisar o negocio que nao ignora.
Gaz para candieiros.
J chegou este gaz lio procurado, bem como
um completo sorlimenlo dos candieiros proprios
que se vendem por muito baixos precos : na ra
da Imperatriz n. 12, loja de Raymando Carlos
Leile & Irmo.
Precisa-se
fallar ao Illm. Sr. Dr. Antonio Joaquim Ayres do
Niscimeoto, e como se nao saiba onde a sua
residencia, pede-se ao mesmo senhor o obsequio
de a annunciar, para ser procurado, ou de so
dirigir ra da Cruz n. 27, escrialorio.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico
de pouca familia : na raa Imperial n. 49
1
Calvice.
A utilidade da pomada
indiana nao s de fazer
NASCER os cabellos, mas
tambem de dar-lhes torga
para evitar a calvice e nao
deixa-los enfranquecer to
cedo como quando ella nao
for applicada ; alm disto,
sendo sua composico for-
mada de substancias ali-
mentares, a absorpQo pelos poros da cabera nao
pode ser nociva. Deposito na ra do Imperador
o. 59 e ra do Crespo n. 3, e em Paris Boule-
vard Bonne Nouvelle. Preco cada frasco 3jt.
-id H* WB% ero Viim 119,1 UBW WWoBS rtF M
Consultas medicas.
Serio dadaslodos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde s 6 at s 10 horas
da manha menos aos domingos sobre:
1." Molestias de el no?.
2. Molestias de coraco e de peilo.
%t 3. Molestias dos orgaos da geracao e
do anus.
0 exame dos doenles ser feito na or-
dem de suss entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que solTrerem dos
oaos.
Inslrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empreados em suas consul-
tares e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sobre a sede, naturea e
causa da molestia, e dahi deduzir o plano
de tratamento que deve desliui-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
I empregades gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
J5 promptidio em seus effeitos, e a necessi-
H dade do seu emprego urgente que se usar S
* delles.
Pralicar ahi mesmo, ou em casa dos Ir
doentes toda e qualquer opersco que jg
julgar conveniente para c resiabeleci- me
ment dos mesmos, para cujo fim se acha 5
prvido de urna completa collecgio de li
instrumentos indispensavel ao medico g
operador. je
Vende-se um bom violo: tratar na ra
dos Pires n. 15.
Ray mundo
Carlos Leite &
Irmo recebe-
ram pela bar-
ca Clarissa vin-
da ltimamen-
te de New-
York,um com-
pleto sorti-
mento das me-
lhores machi-
nas de cozer
dos mais afa-
mados autores
m e 1 h ora dos
com n ovo s
a prfe i coa-
mentos, fazeudo pespento igual pelos dous lados
da costura, mostram-se na raa da Imporaiz n.
12, a qualquer hora. Tambem receberam todos
os prepares para as mesmos como guias, re-
trozes em carriteis, linha de todas as corea tudo
fabricado expressameote para as mesmas ma-
chinas.
Goianna.
Vende-se urna loja de fazendas em Goianna no
becco doPavio, para pagamento de credores com
o pequeo fundo de 55005 sendo 3:2009 em fa-
zendas e 2-300$ em dividas cobraveis, cujo esta-
belecimento proprio para qualquer que queira
comecar sua vida commercial, d-se abatimento
sufficieote na importancia do bataneo : a tratar
na ra da Cadeia do Recite n. 8), com Joo Pe-
reira Moutinho & C
LUVAS DE PELLICA

para faomens ci senhoras, de toda as cores, ebegadas pelo ultimo'vapor ngl
em caa ae J. Falque, ra da Crespo *. .
M*k


I II fi

DIARIO OS mNAJMtyCO. '- 01HTA 1UU 4 DE ABRIL DI 18*51.
0>)
O
COM POSTO DE
SALSA PARMLHA m R. T@WHSSND
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chimico e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SPERIORIDADE DO
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seu extraordinario
e qaasi miracoloso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
TAfc. Uto ha de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quantidade de sangue n'um hornera d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas ongas sahem do coracao nos boles
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de qcatro minutos. Urna dis-
posicio oxtaoeiva tem sido formada e destinada
com admiravei sabedoria a destribnir e fazer
circular esta comiente de vida por todas as
partes da orgaoisacao. Deste modo corre sem-
pTe "pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fente de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, defiunde
com velocidadb elctrica a cotrupceo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanoa-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos cepillarlos,
at cada orgia e cada teagem se fat completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a crctlac,e videnteraente se faz um engknho
PODHtoso de doenca. Nao obsunte pode ta m-
bem obrar -com igual poder nacriaeo desaude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e ainada do syslema nervoso
ou glanJuloso, ou muscular, se smente o san-
gra pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a Soenga e inevitavlmente expellir da consti-
tuigao.
O grande mananciel de doenca -entao como
d'aqyi consta no fluido ciacLANTE, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, p'ossue ai-
-gum direito ao cuidado do publico.
O sangre O sargue lee ponto no qul
se ha myster fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
New-York, ha vemos vendido durante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Towtt-
s'end,consideramo-lo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Tovnsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico.
BOYD d PAUL, 40 Gortland Street.
WALTER B. TOWNSEND A Co, 18 Pearl
Street.
LEEDS & HAZARD, 121 Maiden Lase.
JOHN CABLE c Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM 4 Co, 10 Od Llip.
OSGOOD 4 JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HAVILAN D dt Co, Office 177 Broad-
way. *
JACKSON,ROBN S & Co, t34W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Streeu
WM. NDERH1LL, Juor, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH 4 NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAV & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulten Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER& Co, 146&
106JobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND.KEESE& Co, 80Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK &Co, HOBroadway,
10 ster.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILiP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RST & HOGHTON, 83 Jotin Street.
I.MINOR& Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL &RROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPHE. THIPPI, 128 Maiden Lana.
fGREENLEAF <& KINSIXT, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAI, 3tt Pear
Street.
CUMIMG & VANDSER, 178 Greenwcb
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESfOCX & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SHAS FRU-
TAS j
B igualmente
Conhecem.ot um Medicamento no seu* Effeito
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
OMEDIC4MEH0DO POYO!'-
Adata-se to maravillosamente a constituico
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE E* PODRID AO,
AUUPA.
Este medicamento celebrado que leo grandes
servicos presta a humanideJe, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washingtom, Brooklym, sob a iBspecto directa
do muito contiendo chimico e medico Dr. James
R. Chillen, da cidadejle New-York, cuja cer-
lidao e assignatura se ache na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
extracto composto de salsa parrilha
DO DR, TOWNSEND.
O grande purittcadr do sangn*
CURANDO
O Herpes
A Hertsipbla,
A ADSTRICCS.GB 0 "V EN-
TRE,
As Alpokgas
OsEfpbitos DO AZ0C-
GDE,
Dispepsia,
as oewcas.de pig a-
DO,
A Hydropesia.
AImpingb
As Ulcehas,
O Rhecmatisko,
As Chacas
A Debilib-ade geral
AS DOENCAS DE PELLE
AS BoRBUtVHASN A CA-
RA,
A Tossrs,
Os Catarreos, As Tsicas, tc.
O Extrato aeba-se comido era garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor em
todo o respeito a algum oUtro purifieador do
sangue, conserva-se em todos os climas por cor-
to espaco de lempo.
Townsend tem assignatura e a certidao do Dr. J. R. 'Chlitton, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do LDr.
exterior de papel verde.
No escriptorio do proprielario, 214 Broadway, New York, e era Pernambuco na ra-da Crora. 21, eseriptorio, 1. andar, lam-
beta na botica da ra Direitan. 88 do Sr. Paranhos.
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE IHO E OPERABOR.
3 RlA 3M(,LOIA.(U)VIHMI\ 03
Cliniea por ambos os systemas.
O Dr. Lofeo Moscoao d consultas todos os dies pela manbaa, e de tardedepois de 4
toras. Contrata partidos para curar animalmente, nao sopara acidado, comopar. engenboe
u outras propriedades ruraes.
Os chamadesdevem ser dirigidos-* sua oasa at s 10 horas da manha.e em case
ie urgencia outca qualquer hora do dia ou da noite, sendo por -oscriptoem que se decate
c nome da pessoa, .o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
derao remetter seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja 4e
iivros 4o Sr. Jos Nogueira de Souza aa ra do Crespo.ao p da ponte velbo.
Nessa loja e na casada annunciaoteachar-se'ha constan temen te os melhoaes aiedioa-
icer.tcEaoraeopaihiees j bora conhecidos e pelos preeos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes. ..........109000
Dita de 24 ditos........;....... 159000
Dita de 36 ditos.................. 20&0G0
Dita de 48 ditos. ................. 25O0O
Dita de 60 ditos. .... ^ ............. 30SJ000
Tubos avulsoscada um.........: 1|000
Fraseos de tinturas. : ................ 2*000
Manual de medioina homeopathica pelo'Dr. Jahr, tra-
dudoom portuguez, eom o diccionario dos termos
do medicina, cirurgia etc.. etc. ...... 209000
Medicinai domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do.Dr. Mello Moraes. ,......, 69000
Nova earlilha.
Acaba de sabir dos pretos desta typographia
mu ora dico da carrtiiha ou eempendio de
doutrina chrisla, a mais completa 4c quantas se
tem impresso, porquante abrange ludo quaato
continha a amiga caililha do ebba< Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescenlttado-se muitas
oragoes que aquellas vho linham ; modo do a-
coropaohar um moribundo nos ltimos momen-
tos da fida, com a tabella das testas mudareis,
e eclypees desde o correte sobo at o de 1903,
seguida da folhinha ou kaleodario para os-mes-
mos auoos. A boodade do papel e ezcelleaeia da
impressoa, do a esta edi;ao da earlilha urna
preferencia asss importante : veode-se nica-
mente a lirraria os.-6 e 8 da prara da Iodeoen-
deocia.
J8IAS.
Joaqotm Monteiro -de Olivir Guimaraes com
loja deourives na ruado Cabugi n. 1 A, partici-
pa aos eeus amigos freguezes e ao publico em
geral,.quo se a cha sortida dasmais bellas o deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
como negocio, est resolvido a vender maie ba-
rato o que em outra parte, garantindo -as ditas
obras, passaodo costa com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhaa, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.*
Iravessa da roa
das Cruzes n. .2, primeiro andar, continua-se a
tiogif com toda a perfeicio para qualquer cor, e
o mais barato possirel.
Maooel Ignacio de Olireira & Fbo saccim
sobre Lisboa e Porto ; no larg do Corpo Santo,
eseriptorio.
Caixeiro.
Precisa-se de um caixeiro ce idade de 12 a 14
anoos : na ra larga do Rosario d. S5, deposito
de assucar.
O abairo assigaado roga as pessoas que Ihes
o devedoras dos annoa de 1859 e 1860, tanto
os de conta de livro como os que passaram ral-
les tenbam a boadade de irem ou maodarem pa-
gar .seus dbitossem Taita, pois vista da aeces-
sidade que tem o asaizo assiguado de fazer pa-
gamentos aos seus redores, toreado a iodo o
transo do marcar o p-razo de *3 das para realiaa-
co de.taes dbitos, do contrario o abaixo assig-
nado pasear por dinaborzs que bem deaeja ri-
lar. Nicoio Machado Freir.
Pianos.
Mudanza de domieiiio.
Joo Laumoaoier transerio seu estabeleci-
mento da ra da C.deia do Recite para a da Im-
peratrizn. 23, aoode abri um rasto deposito de
panos dos melbores autores da Europa. Eocar-
rega-se de afinar e coocettar os mesmos instru-
mentos.
CASA
^de commissede esoravos, -pa-
teo-do Paraizo n. 1'6, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Cursos de arithmetiea, alge-
bra e de geometra.
A; E. da Silra, proessor de malbematicas no
G/mnasio Proriocial, faz sciente aos seubores es-
tudantes que e acham matriculados ea> ditos
cursos, que a abertura dos meamos, aununciada
para o dia 1.a do corrale, tica transferida para o
dia 8, risto ser insuficiente o numero das matri-
culas. As llces principiarao impreterirelmeole
nesse dia as 4 horas o meia da tarde, qualquer
que seja o numero dos matriculados. A matricu-
la contina a estar abarla al esse dia : oa ser
chores estudantes que pretenderen] frequentsr
qualquer destes cursos, dirijam-se a ra Direita
n. 74, para serem matriculados.
a luga-se urna escrava crioula que faz todo
o servico de urna casa interno e externo, coziuha,
lava e engomraa ; quem se quizer utilisar, diri- j
ja-se a n Imperial n. 805, que achara com
quem tratar.
Offerece-se um hornera j de Idade com
bom comportamento para criado, o qual sabe 1er
e escrerer, para qualquer senhor adrogado, e di
flanea a sua conducta; quem precisar-de scu
presumo declare por este Diario;
Joaquimde Olirera Pinto arra ao publico
que mudos o seu stabetecimento de cocheira de
caaos de alaguel que linha na rus daa Plores a.
M D,r* a.mesma ra p. 85, asaim coma que de
onlP "f "' ora na casa junto a dita cocheira
AI. J. Lerte. roga a ceus deve- S
dores que se dignem mandar pa- S
gar seus dbitos na sua loja da I
ra do Queimado n. 10, enten-
tenJo-se paia esse fim cotn o seu
procurador o Sr. Jdanoel omes
Leal.
VIudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amiaoae
freguezes deeta e de outras prorinciaa, que mu-
dou o seu esiabelecimauto de fazendaa que liaba
no tobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja earmazemquefoidoa Srs. Santos & Rolim.
onde tem o maia completo e rariado aortimeoto
de fazendaa de todas as qualidades para r'ender
em grosso e aretalho por preeos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 sudares n. 13, erua
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, obrado
de um andar n. 36.
Na livraria n. 6 e 8 da praqa da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
UUsse Cokles Cavalcanti de Mello.
Precisa-se alugar urna cosioheira llrre oo
escrava : ua roa da Santa Cruz n. 62.
0 bacharel WITRLVIO pode ser
procurado na rea Nora n. 23, primeiro
andar, do sobrado da espina que yo!ta
para a Gamboa do Carmo.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser i em casad Samuel P.
Para a dita casa foi tMotferidO o enligo escrip-
torio de cornaaissio de escravos, que se achara
estabelecido.na ra larga do Rosario n. 20 : e
ahida mema maoeira se contina a receber es-
cravos para serem rendidos por commisso, e
por conta de seus senhores; nao se poupando s-
for?ospara que os mesmos ejam rendidos com
promptido, aQm de que seus senhores nao aof-
fram empates com a renda delles. Neste mesmo
eslabelecimenlo ka sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de i andares no be eco da
Boia ; a tratar Afl pa ca do Corpo San-
to n. 5.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrara que saiba engom-
mar.-ettser, e fazer tado o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
me6ma casa precisa-se de um eacraro para o ser-
rico de cezioba : quem tirer pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhSa s 4 da larde.
Precisa-se de um caixeiro que tenba pra-
lica de taberna que d ador a sua conducta
a tratar na psdaria do pateo da Sania Cruz n. 6
. n No,!a.r8 io Paraizo esquina junio aoquar-
let de polica no acougue grande e noro, muito
fresco e o mais hmpo que talrez haja nesta praca
anda lem para alugar-setalhos para cortar car-
ne :.a fallar na ra do Imperador n. 28.
Lices.
Leciona-se primeiras letras, latim, francez e
nxlez em casas particulares : na ra da matriz
da Boa-Vista n. 34.
Manoel Antonio Pires rai a Parahiba.
Precisa-se alugar um preto para ae'rrico da
hotel: na ra do-Trapiche n. 28.
Precisa-se de w costoheiro

i
CONSULTORIO ESPECIAR flOi*lATHlCO
..111tQ DOCTOR
n SABI8J) 0. L PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
' Novo) n.6.
CdsuIUs todos oa das uteia desde aa 10 horas
i "'l?. .*' atca daa seguintes molestias :
1. molestias das mu Aeres, molettiat das crian-
cas, mofeadas da otile, molestias dot olhot, mo-
lesliat uphilUict*, toda as especies de febres,
feoret intermitiente* esuas consequencias,
_ PH*aUCIA ESPECIAL HOMEOPAiaiCA .
Terdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
iei eim Mu* effeilos. lanl em lintnra, como
em glbulos, pelos preeos maia commodos pos-
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem Iota della sao falsas.
Todaa as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes patarras : Dr. Sabino O. L.
rinno, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao lerarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ra acabar!!
NA LOJA
% Encyclopedica.
DE
SGuimaraes Villar.t
i Ruado Crespo n. 17. |
9 Chapelinas para senhoras o melhor pos- 9
sirel brancas e decores a 1S, temos Ten-
dido a 20$ e 25. g
Outras muitas pechinchas ha para ten- A
& der-se que sse rendo. *
9 $%W? 99&G9&
(-ompra-se looa e qualquer percao de gar-
rafas vasias, sendo limpas ; na traressa do Cos-
ta, em Santo Amaro, taberna ora do Camello.
Compram-se dous macacos, sendo do Para;
paga-se bem-a quem o levar em Santo Amaro,
em frente da fundico.
Ptoosphoros do gaz.
O deposito dos afamados palitos do az acha-
se complejamente supprido, e contina a rendar
por mdico pre^o em porches e a relalho ; nos
armazens dePerteira* Marthre, Iravessa da Ma-
dre de)eos ns. 9el6
~.Auga-se um agrande armazem na ruada
Moeda-n. 7, por prego razoavel: a tratar no aT-
mazem de cabos ao lado do Gorpo Santo n 23.
Ghegando ao oonbecimento de
urna pessoa tjne se acfia fora desta pro
vincia ha dousannos-^ue neste Diario de
1* de feverciro do carrente anno fora
publicado um annur*co chamando a J.
L. de A para fallar a seu credor mo-
rador na ra do Imperador desta cida-
de, e cotacidindo estas letras com a
da pesoa ausente ha dous anners, roga-
se ao utor do referido annuncio decla-
re se ajadle chamado se enriende com
pessoa existente nesta provincia ou fora
della eem que lugar.
COIPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
Limitad;.
At outro ariso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella seguinte :
jAtlenfo! AUeneao!!
O-abaixo assignado pede ao^r. Dr. A.
C. da C. e-a J. M. C. da C que no prazo
de T5 das tenbam a bondade -de manda-
ren) pagar a importancia que nao igno-
ram dos forneciroentos feitos ao seu en-
genho B... na prorinoia da Parahiba. do
^contrario passarao pelo desgosto de re-
! r"1 os seus nomes por extenso nesta fo-
i lliaato meu real em boleo. Recife 27
; d arco de MU.
Antonio Jos Mauricio.
' A. Byder, gerente da casa commerciai
de James Ryder,& C, faz publico que durante
a sua ausencia desta cidade Acar a geroncie da
mesma casa a cargo do Sr. Frederick James Cor-
belt.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por Z$
Tira ratratos por Zjf .
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3
Toado recebidoum sortinaento de *y-
xinhas novas
Tencta recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo'recebido um sortimenio decai-
sinhas novas
Tendorecebidoum sortimento de ca-
xlnlias novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xiahas novas
Tendo recebado um sortimento decai-
xinhaa novas
No grande salao daraa do Imperador
Xo grande saio da ra do Imperador
No grande salSoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salSoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, quaJ
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambera um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3J000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir coahecimentoav pfatico na arte
de retrafcr acfcarSo o abaixo assignado
I

M
O
a
m
fe
w
H
ce
4
OO
o
61
a
-
a
o
os
<

o
m
ac
s
a
3
1if> i <
3
=3
2
5
O
tu
<
I 9

O
<
i
Z
<
5
u- i- e 5 i o
I Ol -V I9 I w*
Aranag, Hijo & G. par-
ticipam a esta pra^a que tem
passado procurago geral e
deixam encarregado de sua
casa commercial nesta praga
- aoSr. Miguel Valls.
Precisa se de urna pessoa diligen-
te que seja afancada, para encarregar-
se de alguraas cobranzas nesta cidade :
a fallar nesta typographia.
, Um moco solteiro.de arTian^ada
conducta deseja achar um commodo
emeasa de urna familia honesta, pa-
gando bem : quem quizer' annuncie
por esta follia.
^ Consta que Custodio Ferreira
Moutinho, quer vender sua cocheira de
carros de passeio do largo do arsenal de
mar-mlia e como comprasse os objectos
pertencentes a esta cocheira a Justino
Francisco de Assis Si C, com a obriga-
cao de pagar as dividas da mesma co-
cheira, com especialidade as letras da
compra dos mesmos carros aceitas por
Justino e endocadas por elle Custodio,
nao pode por isso dispr da mesma co-
xeira em quanto n3o satisGzer os d-
bitos a que se ebrigou com especialida--
de as letras que algumas dellas ja se-
acham ajuizadas por nao terem sido
pagas em seus vencimeutos.
Aluga-se um sobradinho com a frente para
atraz. com 2 salas; 2 quartos, cozinha fora, quin-
tal e cacimba, na traressa da Bomba u. 8 a
tratar na taberna da ruadas Cruzts n. 22.
. Araga-se um grande sitio com boa casa da
vivenda, bastantes arroredos de fructo, boa baixa
para capim de invern a rerao, proporcoes para
ter raccas de leite, e com boa estribara, no lu-
gar de Casa Forte, sitio da Capella ; quem o pre-
tender, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n.
48, loja de Leite & Irmao.
D. Josepha Leopoldina de Mello Marioho,
mulher de Luiz Jos Rodrigues de Bosta, ao-
nuncia e pede que ninguem fa^a transaeco al-
guma com letras e bens de qualquer natureza
pertencentes ao seu casal, quer seja directamen-
te com o seu referido marido, quer com seus
procuradores, risto como taes beos e letras es-
tao sendo embargadas i requerimento da annuc-
ciante pela segunda rara municipal desta cidade,
esenvo Baptista. Recife 2 de abril de 1861.
Joaquim Marinho Caralcaa de Albuquetque.
Procurador.
O Oesembargador i. M. Figueira de Mello
rende pelo prec.o do custo em Londres, com o
frete e direilos pagos, um carro de 4 rodas para
duas pessoas e um criado, o qual ainda nao foi
serrido : quem o pretender, pode examina-lo na
cocheira do Dr. Fernando Alfonso de Mello, na
ra da Aurora n. 46.
Joaquim Luiz Vieira rai a Europa, deixan-
do por seos procuradores sen socio Antonio Ma-
noel Bastos. Jos Joaquim da Silva Gmese Joo
Francisco de Csrralbo.
Bento Jos Pacheco de Almeida faz sciente
ao respeitarel publico que tem de se assignar por
Bento Pacheco de Jacques Ferrand.
Manoel Jos do Nascimento Silva retira-se
para a Europa a tratar de sua saude, e deixa por
seus procuradores, em l. lugar os Srs. Silva &
santos, em 2." o Sr. Joaquim Francisco da Silva
Jnior em 3." o Sr. Antonio Ramos. Tambem
tica o Sr. Joo Aolonio do Reg com procurar o
especial para cobrar de seus devedores, qer
nesta praga, quer foca della, tanto amigavel coma
judicialmente. *
Narciso Jos Reato retira-se para a Eurooa
e durante sua ausencia delta por seus procura-
dores em 1. logar o se socio Sr. Manoel An-
tonio Vieira, em 2." lugar o Sr. Marcelino
Goncalves da Fonte. em 3.
Cynaco da Costa Moreira.
:s? 12
t-1 t- r~ t- aereo
i
o
I
A.
. O
s
o
MHOO z: e. a, ea -e
S 5.2 e.
Hs
lugar o Sr.
AVISO.
Jos
Caelano
reas de
de arroba
cirnauba
: na ra
Aseignado E. H. liramah,
Suoerintendenle.
Imperador n.43..prf*ro.od.r.- "" "" emPre .P^^pl. ,ob C0nd9<*s muito
- O abaixo asaigoaa-o vita ao oubllco qu*" 'oavei.
p, ti, onde pode ser procurado a inlqar bora.J/ob*tvTJ *C, ra da 5fliijJli Nva p. $.
tendo tenclo d contratar orna socTedade com o
Sr. Eduard Remworthy para um eetabelecimento
na villa da Escada, e como koureaaem motivos
jus^pse so asmo lempo inconvenientes ao abai-
xo assignado ; pof isso arisa que flcou sem na-
nhums validado, e setc se Concluir o dito con-
trato. Recifa 27 de marco de 1860.'
jQf, Soares falo C9JT /unior,

W cavalheiroresenhoras s5o convida-
do a.jishar est^eatabeIecimenHi$,.pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Preciaa-se de urna mulher forra ou escrara
para cozlnhar 8 comprar para urna pesaos ; na
roa do Trapiche B| JO, ,egndo andar.
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta ora casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escraros por commisso para serem
rendidos por conta de seus senhores, afincndo-
se a prompla renda, assim como o bom trala-
mento psra os mesmos. afim deque os senhores
dos mesmos escraros flquem satisfeitos com is
diligencias que da paite do commissionado fizer
para em ludo agradar aquelles senhores que
quzerem honrar com a sus confianca, no que es-
pera merecer allensao tanto dos senhores que
;h os quizerem confiar para render, como aquel-
es que pretendam confiar, pois espera tersem-
K*/** vender escraros de ambos os sexos e
6to primeiro andar da ra do Cabug n 7
precisare contratar, para feitor de um angenio'
umPortnguez, casado, robusto, que entenda de"
agricultura, e que d ador a sua conducta.
A quem convier.
Um empreado publico bem conhecido. e que
casaToeSl9n!-SHarfS yranU,. recebe em sua
MrLl- 1?efudJanles de preparatorios sob sua
oireccao, nao tendo seus psis ou correspondentes
o menor cuidado com elles para que entrem na
academia. Urna casa commoda, bom tratamenlo
maior soheitude pela sua applicacao, para qu
tenham bom resultado nos exames { e finalmente
uma gratificagao a mais mdica e razoavel taes
SSilS^ar" Sue ncoulr"ao. Podem-s'e in-
hrfSa'i-??*' Srs- Fl8"eroa, Drs. Sabino, Ga-
briel S. R. da Cmara. Luiz F. S. LeSo, Agostinho
E. Pina, e maior Jos Joaquim Antues ou na
ra do Raogel n. 73. onde se trata. '
Mr,.DieSeja"ne aJlar c,om ? Sr- Jo8 Lins de
aieira Lima.afim do se Ihe fazer entrega do uma
quantia remetlida por sua familia : na ra da
Imjwralriz o. 88. terceiro andar.
Precisa-se de um carrocerro; na padaria da
roa dos Pescadores ns. 1 e 3.
Precisa-se de uma ama para cozinbar. na-
ga-se bem ; na ra do Rangel n. 11.
a ~Z Al48a-se um sitio em Sam'Anna, ao entrar
da Casa Forte : quem pretender, diiija-ae a ra
do Imperador, sobrado n. 50, segundo andar.
E. A. Byder rai para a Baha.
~A.'"a"*e "m. nem novamente acabado
com grandes telbeiros. muito proprio psra pada
San0U.q1!?uer omciB s, ru" IPenPal n.
160 a tratar na ra Direita n. 84.
de7 FIlppe iot de Abreu -ao para o Rio
Vendem-se uns pertences para fabrica de re-
ase urna palanca grande com todos os peso*
^Z PretDder; d'riJ-e ao bairro da Boa-V*st.
ralar Uttn"' 66> que 8char cora W*
Vendem-se mui boas
coro composiffio, em caixas
do Queimado n. 16.
Semea.
de Hre'rAzKSr M,idad 'end Jos Luiz
Farelo de Lisboa.
Vende Jos Luiz do Oliveira Azeredo Pm .
daste proprio para serrara. H 8
cnrPrec,""se aIu8r um escrara que saiba rn.
Pedido.
r.,Lede"S5 80-Sr- Gern"o que faja um esoecta^
culo nos domingos a larde me % \h^p
grandes chenles e boa ode^? lhe garan!e
Os apreciadores do mrito
r70 Jnamesf s<"ihwell. subdito britannico reti-
ra-se para fora do imperio.
Precisa-sede uma ama para casa da n
quena familia i n rn. a. m-Jl "-.asa 9.? Pe"
ama para casa _
-,Darua da Gloria, casa n. 93.
da Caix, a-i ?l0l- que 8e n,odou d*
dAgua. queira annunciar
ra
mora
onio
ora, ou dirija-se a esta typographia.
n.M*"f Goh"' 8ubdit0 P^ssiano, relira-e
para fra da provincia.
MUL
Jhr.eC;Snaa'8reu.deda?.amabmoaa d^^armoTt C"
Attenco.
tJi^S*?'". carrS"Pre carrenar trastes, ma-
iam / ou,ro" quae81uer obelos por preco-
commodo ; a tratar no pateo de S. Pedro D 4
SOC1EDADE
BSIP dPI E LITTERA8I0.
deS.lrilda"l861 lDSlUUl ri C Lil,erari0 aos *
Joao B. de Siqueira Caralcanli.
. secertaro interino.
Permuta.
rasPtasraarammnr- maKniflca "aa terrea com
lidamPL^das,espara nun>erosa familia, so-
ado Z*?,~?,,uldV c.om 8rande qinUl plan-
tado, boa cacimba e banheiro, os ra do Moi-
fo0^ fr-'gSeii" d09 Afogados" que foi ouT
ir ora do rigario Torres, por outra cii em OB,i
quer das quatro fregueza. desta cidide &
com Ferreira dr M.rtius. na traressa da Madre
de Dos ns. 9 e 16.
Para ratos.
rh^w)ade CaWt d-e Loldr um preparaco
SiSSL na" d,3,,rui.Sao de "'os. baralis e outros
- Carrega-se toda a quantidade de entulbo -notesvMriUJ^^ ,nc,maiodam : rende-se em
2M*-SJ*!M We SFeS'ffiSa nd.8Mr.redD|
com
to Antonio ,- na ra do Crespo n. 10 so dir
Vende-se uma prela moca sem vicios e de-
teiios, sabe bem cozinbar, engommar, e lava de
bao, uma dita com 35 anuos, boa eogomma-
u-if **J um'lt* COM'80 anoos. coirobeira e
taradeira de sabao, e compra Dero, um cabocolo
moco sem vicios e defeitos, ptimo para pacis
equalquer oulro servigo, e um pretdT de bonita
' vi$o: aa
Ferreira i'Marns,
Dos ns. 9 e 18.

/?
drdarr Cm i*0"'" *Ferrei^ roa da Ma-
_


()
OmfcTA FEll 91 BIL Dt 1861.
A SEMANA
II I l>iTII\OV
J chqgou at o n. 12
deste ioteressanle jornal 4 ra do Imperador n.
12, sonde se continua a recebet assigaaterai. .
Pregos trimestre......
Semestre..............
Anno.....,...........
Os elogios que a Semana Ilustrada, o pri-
meiro jornal illiulrado do Bratil, leu merecido
de todos os jornaes da corte, sao a prora mais
cabal de sea raerecimento
Diz o Diario do Rio le Janeiro, de 20 de Ja-
neiro de 1861:
O ridendo aasligat mores contina a ser obser-
vido com verdadeiro chiste pela Semana Illut-
trada qoe tomn aquella sentenca por maioris.
O d. 6 que acaba de publicar-se trat bonitos
artigos e espirituosas caricaturas, algumas de
applicacSo eleitoral.
Diz o Correio Mercantil, de 20 de jineiro de
1861: '
Publica-se o o. 6 da Semana Ilustrada; cuja
boa escolha de artigos facetos e de espirituosas
caricaturas tai lornanlo esse pequeo peridico
muito. bem aceito pelo publico.
Diz Correioda Tarde, de 20 de Janeiro de
1861:
Coraegou a ser destribuido Boje o n. 6 da Se-
naria Iuitrada conlendo os seguintes artigos :
Escursao, Contos do Rio de Janeiro, Wagn,
Transparencias e a inleressaate novellaAs Faias
de Ouro de Paulo Feral.
Sabio adornado este numero de oito caricatu-
ras, cujo chiste e escolha as tornam dignas de
seas iroias nos'n nieros antecedentes. Ha um
capitulo oa vida, fluminense, ou antes dona: ca-
ptulosos thealros e as modasda aleada im-
mediala da Semana Ilustrada, e que ella anda
ao quiz dar a 1er a seos assigoantos.
Diz o Jornal do Commercio de 24 de fevereiro
de 1861 :
Nao me enganei quando em urna das minhas
primeiros chronicas, ao registrar o a.pparecwen-
to da Semana .Ilustrada, menifestei a confian-
ga que me inepiraram os seus redactores, e as
animadoras esporancas com que se recoaamenda-
T3 a ora publicagao.
A Semana Ilustrada ra seguindo encllenle
camioho, dirigida pelo uom gosto, pelo atiicis-
mo, peta muilo louvjvel habilidade que a tea
eito e ha de fai-la escapar do mais perigosj
escolho que ameaga as publicages desse genero,
a afTensa pessoal.
Nao ha um so numero da Semana Ilustrada
que deixe de mj>strr-se iteressanle por algu-
ma ou algumas caricatutjs espirituosas e bem
concebidas, que provocando o riso castigara abu-
sos que todos esto senliado, vendo e lamen-
tando.
Artigos bem escriplos e benitas poesas acom-
panham ss caricaturas, e augmentara o valor e
azem avultat o raerecimento dessa publicagao
hebdomadaria.
Abundara all as carapucas, isso .verdade ; e
ha carapucas que serrem a omitas cabegas,
Precisa-se de uto pequeo de 13 a 14 an-
oos para caixeiro. de taberna, que ICAha alguma
pratica da meema : na rea Direita J^^K
Deeeja-se fallir com o 8r. Maaaet Jos Mar-
tina dt Cesta : no largo do Terge ..141.
Om moco portugus, guarde-Iivre* de urna
casa commereial, dispoado de ataan horas,
nellaa e oSereee para farer a Iguala eeerrpturago
mercantil denuaiqtrer esubefsaaantuto, aeja qual
toro seu estado ; quem nectselUr datura arta
echada nesta tjpogrephU toe a ineciaei D.
W. D.
OTerece-ie para ama de caa de
liomem solteiroou pouca familia, uta
mulher que abe todo o necetaario de
portas a dentro: na ra do- lt ngel n.
58, loja.
Mathiag ose 6a Silra Ruivo relira-se para
Portugal, e julga nada derer nesta praga.
Precisa-so de 1:5006 juros sob hypotheca
de duas escravas crioulas, pagando-se os joros
ronvencionados meoaalmeute : na rita Nora n.
23, 1 andar.
Bereerdino J^s Leilao faz rer ao Sr. Luiz
Jos Marques, como arrematante da agurdenle,
que deixe* de vender desde o ultimo do mez p.
passade semelhaote genero em seu estabeleci-
mento da rui das Gruzes n. 22, assim como elle
est pago de todo o debito relativo a essa im-
posto.
Recifel" de abril de 1861.
O teslamenteiro do fioado Victorino de Cas-
tro Mouw, ansa os afilhados do rs-esmo, qoe
juotaram documentos ao inventario, que veoham
recebe* o que em rateio Ihes tocoa, visto nao sa-
ber onde ellos moram : ra da Cadeia n. 23.
IjOTEM
Hoje pelas nove horas e
meta da minhaa no consistorio da igre-
ja do Rosario de Santo Antonio andam
mpreterivelmente as roda* da quinta
parle da quinta e orimeira da sexta
lotera do hospital Pedro II. O resto
dos brinetes e meios acham se a venda
-na thesouraria das loteras ra do Que-
madon. 12, primeiro andar, e as Io-
jas commi&tiouadas oa prauga da Inde-
pendencia n. 22 do Sr. .Santos Yieira,
ra Direita n. 3 botica do Sr.
Chagas, no Recife ra da Cadeia loja u.
45 dos Si-s. Porto Ir ruaos. As sor tes se-
rao pagas com promptido a entrega
das listas.O thesoureiro, Antonio Jos
Rodrigues de Souza.
Comprtffl*s e#>
cravos
de ambos os sexos.e de toda idade, taoto para
exportar para fra de pravratle eomo para a ci-
dkda: ao esen pierio de Fraaoisoe MaUiaa re-
reir da. Gusta, ra Direita o* 66.
,.111 UlUU.U
=E
Vendas.
M anteiga ingleza
flor a 960 e 800 rs., franceza a
720 rs.,
cha fino hysson a 20, queijos a 1J800, caf a
240, arroz a 120, toucioho a 280, talhariro e raa-
carro a 400 rs., doce de gomaba a \$, vioho en-
garrafado do Porto a 809 rs., alptsla a 180, mar-
melada de 1 1|2 libra algIM na taberna da es-
trella no largo do Paraizo n. 14.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca receben com as detnais
cousas rindas pelo ultimo vapor francez, mu o-
ras e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das orea excellente
inclusive a preta.que tem de diversas largaras.
e obra de tanto gosto, s se enconlra -
d aguia branca, roa do Quslmade n. 16.
na toja
Nilho dovo
vende-se a 8&W0, M arma-
Ferreira, ra da Madre de
Pi-ecisn-se de uraa aoia de leite-sem filho ;
na ra de Hortasn. 22, segundo andar, ou no
. que
o publico sua vontade escolho e designa ; -cor-
to porm que. a Semana Ilustrada ainda nao f.P"lodo Terco e.^6.
talhou manifesti e positivamente urna s caiapu- *-^* Na ra da .Imperatriz
ga para algum individuo em particular, e tem
portanto sabido respeitar todas ms consideraces.
Mas um peridico da ordera da Semana Ilus-
trada exige grandes despezas. e.coQTem por con-
sequencia que o publico o anime, e o arrime de
recursos concorrendo para elle com as suas as-
signaturas.
Coosta-me que a Semana Jlinsrada tem tido
um acolhimento muito favoravel; mas preciso
que nao esfrie este ardor, que importa ao mes-
mo tempo am auxilio material e um auxilio rao-
ral, porque por um lado concorre muito pera li-
bertar os redactores do peridico de repelidos
anima a
de v-lo
n. 13, en-
frente do retratista, amla-se todo o ierro cor-
tante, bota-se ouvidos em armas de espoletas,
alugam-so biiw* Hamburgo mais barate do
que em outra qualquer parte, tira-se dentes, ap-
plica-se ventosas pela presso do ar.
Para cobranzas.
Ofterece-se urna pessoa para cobranpas do di-
vidas nesta praga, tanto-emigavel como judicial-
mente ; na ru do Queimado n. 24, loja.
sacrificios pecuniarios, e por outro os
proseguir nesse trabalho cora a certeza
apreciado e applaudido.

STAHL C.
InETRiTlSTA DE S. M.IMPERADOR.!
g Ra da Imperatriz numero \\ 1
(uir'ora Alerrn da Boa-Vista.)
|Retratos em toaos es-
tylos e tamaitos.
| Pintura ao natural em
I' oleo e aqnareUa.
| Capias de daguerreo-
| tyno e outros arte-
[ actos.
| \mbrotypos.
|Paisagen8.
SOCIEDAOE
MOBE\EFICEME
DOS
ARTISTAS SEU.EIR0S
K ni Pernambueo.
Convido ans senhores socios electifos para a
sessao de assembla geral, aDm do eatpossar ao
novoconselho, sexta-feira 5 do corrente as 6 ho-
ras da tarde.
Secretaria da sociedade Urtilo Beneficente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 2 de abril
de 1861.
Auspicio Antonio de Abreu Guimaries.
1. secretario.
m
a
ASS0C1AC10 PQPUL4R
M
Soccorros Mutuos.
Ouarls-fora 3 do correte haver sess5o da
assembla gfral para o fim nnunciado.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 2 de abnl de 1S6I.
Joo Francisco Marques
1 .''secretario.
Aluga-se um criado ; na ra Nova, sobrado
B..26, segundo andar.
!K Peadeu-se um longo de labyriotho na ma-
triz do Corpo Santo, na quinta-feira santa : quem
o achou e quizer restituir, d,iri'a-se a ra da
truz n. 11, segundo andar, que ser recompen-
sado.
Na estrada do Afilelos junto ao Manguinlio
alugam se duas casnnovas, lend cadauma2
salas, 3 quarlos, cozinha fra, quintal, etc. : os
pretendentes dirijam-se ao mesmo lugar a fallar
na casa que fica dentro de sitio.
Attencao.
Precisa-se de urna ama : na ra do Cotovello
numero 35.
Precisa-se alugar uma prata que saiba co-
zinhar : na ra da Imperatriz n. 70.
Jos Joaquim da Cunha GuimarSes, com
loja de tarlarugueiro na ra dasTrincneiras n. 8,
avisa aspessoas que tem concertos de obras de
taitaruga em s.iu.e.-tabelecimanto al o dia 31 de
mirco de 1861, que lenham a boodade de os vir
buscar por estes 30 dias, a ceotar desta data, du
contrario seria vendidos pon sea pagamento, e
nao se responsabilisa- per algum estravio q_ue
possa acontecer. Reoife 2 de abril de 1861.
Perdeu-se a quantia de lijft. desde a ra
das Cruzes at a ra do Crespo ; quera achou,
querendo restituir, leve a rea das Cruzs n. 36,
terceiro andar, que se recompensara generosa-
mente.
Na madrugada de sabbado, 30 de margo p.
p., oppareceu na pona da padaria do palco da
Santa Cruz n. 0, um carneiro sem mais poder
andar por motivo de ara furo de ferro furante
que linhaem uma pdo braco, e o dono do es-
tabelecimeato mandou tratar delle, e ver se ap-
p3recia alguma pessoa que se quei*asse de sua
falta, e como al ao presente nio ten ha appare-
cdo dono, taz o presente snouncio para quem
for seu dono, dando os signaes certos, Ihe ser
entregue, pagando a dspotas [titas.
Precisase de uma mulher par* estar em
compaohia i uma senjnora ea&ada, o que saiba
fazer todo o serrfQO dqialeriat de casa ; na ra
do Rangel n. 3..
Precisa-se ahtgar um cozinhe^ro n'uma casa,
estrangeira; da ra da Imperatriz Zd.
Goorgo Jones relira-se pira fra da im-
perio. ,
Precisa-se de dons meninos de 14 a 16 annos,
Poituguexes ou Btasileiro. oara eai,wiro.4.la
bero : a tratar no becco Largo n. Jl Na oteama
casa precisa sede uma multar- d,eidade para esp-
iar na companha de umj seniora.
*
3
3-Rua estreita de Kosario-3 J
Francisco Pinto Ozorio continua a col- @
locar denles artilkiaes tanto por meio de m
molas como pela presso do ar, nio re-
f cebe paga alguma sem que as obras nao
>* Qquem a vontade de seus dooos, tem pos *
@ e ouiras preparoces as mais acreditadas
ji para conservago da bocea. a
Furto de relogio.
Sabbado 30 de margo, as 5 horas da trde, fur-
taram de cima de uma mesa redonda, em S. Jos
do Manguinho, casa terrea defronte do sitio do
Sr. Seve, nm relogio de ouro patente inglez, feito
em Londres, ciberto, teno o vidro em cima par-
tido em varias partes e com unta corrente de
ouro massicn fetta em Lisboa, a imitarlo dos co-
lares que as senhoras usaram antigamente, es-
tando quasi alargar o cravo que prenle a mes-
ma a uma argorinha que vi fixar a asa do relo-
gio, tendo uma chave de oaro tambera feita em
Lisboa com 3 nedrinhas guarnecidas de ouro,
sendo uma branca, uma rdxa e outra escarate,
a qual chave nao serve do relogio, e no meio es-
t segura para andar aperlada cora algodo por
se achar mal segura ; por isso previno aos senho-
res relojoeiros eourives para que lhe seu Jo offe-
recido qualquer dos dous objectes osappreheo-
dam e parlicipem na ra do Brum a Manoel Jos
de S Araojo, que gratificar ao portador.
i- Philip Furby, subdito britaonice, vai a Eu-
ropa.
Jos Joaquim da Costa llaia, portuguez, vai
a Europa com sua familia.
Cobre.
Trocam-se dinheiro de cebra por sedis ae
par : na ra Direita n. 8.
Joaquim Concalves Salgado, se senhora e
um criado Maeoel Jos da Costa, retiram-se pa-
ra Portugal a tratar de sua saude.
Joaquim (ioncalves Salgado deixa por seus
procuradores nesta praca os Srs. Custodio Anto-
nio Seares, Ponciano Louren;o da Silra e Ber-
nardioo Gon^alves Salgado.
Ildefonso Corris dos Santos Almeida reti-
ra-se para o Para.
Jaoome Ulysses e sua irmaa-, subditos por-
tuguezes, lando de retirar-se para o Bio de Ja-
neiro, declarara nio dever cousa alguma nesta
rovincia.
Aluga te a loja do sobrado da
ra da Imperatriz n. .28 : a tratar na;
meima ra n. 40.
GRANDE SORTIMENTO
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues lava-
res de Mello.
Hua do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno Qno obra muito bem fei-
ta, de 35J a 40 cada uma.
Paletots de panno fino preto, de 2# a 30.
Golletes de velludo preto bordado, a 123 cada
um.
Ditos de gorgurao preto a 7 idem.
Ditos de settm maco a 6J idem.
Ditos de casemira preta a 59idem.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 140.
Paletots de eslamenha a 39.
Ditos de alpaca pret, saecos de 49 a 5j>.
Ditos de dita sobre cas icos de 8* a 9#.
Djtos de bambolina preta superior fazenda a 12|,
Ditos de meia casemira a 109.
Ditos de oasemira muito fina a 145.
Uro completo sortimento de paletots de fustao e
brim, e caigas e coletea, que ludo se rende por
prego em conta.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de Si, vnden-
se por pregos baratissimos, para fechar conlas:
chapeos do Chille para hornera e menino a 39500
cortos de casemira de cores a 39500, pecas de ba-
bados largos etraesptrentes a 39, pecas de cam-
braialisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gastos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 2*0 rs
cassas de cores de bous gostos a 240, organdys
muito fino e padres novos a 500 rs. o corado
pecas de entremeios bordados fios a 1500 ba-
b8en bordadoa a 320 a v. golinhas bordadas
a 610, manguitos de cambraia e fil a 29, bra-
mante de algodao com 9 palmos de largura a
l 80 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, paletots do panno e casemira de 16 a 2QJ
dita de alpaca pretos de 3500 a 7$, ditos d
brim de 3 a 59, caigas de casemira preta e de co-
res para lodosos pregos, ditas de brim de corese
brancas de 29500 a 59, colletes de casemira de
cores e pretos, ditos de setim preto, tudo a 59,
cortes de cassa de cores a 29, pegas de madapo-
18o fino a 49500, assim como eutras muitas fa-
zendasque se venderlo por menos do seu valor
Dar acabar.
Linas de Jouvin.
Veodem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que ae podem desejar, por
terem sido recebldas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na rus do Queimado n. 22,
loja da boa f.
GURGEL & PERDIGiO.
FAZENBAS BOAS E BARATAS.
Ra da Cadeia loja 23.
Vestidos superiores ae blonde com
manta. capelU, flores e mais perteuces.'
Vestidos de seda de cores e de mo-
reantique.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos e de phanlasia superior.
Minteletes, taimas, visitas de D16, de
gorgurao liso e bordados.
Sedas Je quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores a moreanliqee.
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de todas as idades.
em saceos grandes :
xem de Moreira S
Dos n. 4.
Propriopara mimo.
So na loja d'aguia de oaro, ra do Cabug n.
1 B, chegado nra completo sortimento de cal-
xinhas para costara de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente eofei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
oa menina : teto son a loja d'aguia de euro, ra
do Cabiu n. 1 B.
Para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintaa de mofo,
que mal se conhece, os quaes se tem vendido por
1609, e que se vendem por 809.
Ditos ditos sem ser bardados a vallado, fazen-
da mallo boa e encorpada por 559 e 6O3.
llantas pretas de linho bordadas a 89.
Visitas pretas muito bem eafeitadas a 12g.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 29200 e 29, e
muito largo a 29800.
Sarja preta hespaohela boa a 29.
Velludo preto liso muito bom a 4J, 59 e 6j.
Cortes de casemire preta bordada ara collete
53090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 109000.
Caigas de casomira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casemira pretos bordados a 89.
Paletots de panno preto a 129 e 189.
Ditos de alpaca preta a 2, 4, 5 e 6S, e muito
fino a 89000.
Saias balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a BK 6
e 79000.
Ditos de seda pretos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de deas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos oe phanlasia em carlio a 159.
Caigas de casemira de cor a 69,8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 59.
Malas de sola para riagem de 129 a I89.
Chapeos pretos franceses finos a 8ff
Ditos de castor hranco sem pello muito bons a
I29OOO. E outras maltas fazendas, qae para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de faeeades
da ra da Cadeia do Recife n. 50, de Cunha e
Silva.
Vende-se um bom escravo cosinheiro : 3
tratar no armazem de cabos n. 23.
Vende-se fariaha de mandioca muito boa,
vinja de Santa Calharin.-i, a bordo do brigue Ma-
ra Rosa, tundeado em frente ao caes do Colle-
gio ; a tratar com o capillo a bordo, oa com
Manoel AlvesGuerra, na ra do Trapiche n. 14,
primeiro andar.
Vende-se uma escrava de. meia idade, com
varias habilidades, e tambem se permuta por ou-
tra mais nova na ra da Roda n. 54.
Vende-se um mulato de 18 a 20 annos
quem pretender, dirija-se a praga da Indepen-
dencia, loja de chapeos ns. 14 e 16.
%*#** 9
S Machinas de vapor. em
Rodas d'agua. Z
e Moendasde canna.
9 Taixas.
% Rodas dentadas.
9 Bronzese aguilhdes.
sa Alambiques de ferro.
$ Crivos, padroes etc., etc.
9 Na fundido de ferro de D W. Bowman
ruado Brum passando o chafariz.
MATURAIXEDE
(osito na boticafranceza ra da Crnz n.M
INERALE
Compras.

Compram-seeseravos da sexj masculino de
12 a 2t> anos, cabrea ou negros na jraa dalmpe-
ratr o. ia loja.
Compram-se notas de \$ e 59 velhis. cera
mdica descont.; na preca da Independencia
niLotere 02.
^pfa>ae^iarioa velhps para ambmlho
na iu eva m 5.
i Casapram-sa moeds de ouro da 201 ; DA
ra da Cm, armaze a. 33.
Pentes de tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 109 a 309.
Luvas de Jovin
REL0GI08.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
prega doorpo Santo, relogios do afamado fa-
bricante RoslceH, por pregos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias pea os mesmos de
excellenie gosto.
Luvas de torcal
com vidrilh a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no sea proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de lorgal com vidrilh a I9 o par;
a ellas, antes que se acabera : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Escravos bons.
1 escrava de idade 40 annos. ptima cozinheira,
por 650g, 1 escraro de idade 38 annos, sem vi- j
cos nem achaques, que ganha 19280 diarios, por
1:000-3,1 Jiro pega de idade 25 anees. 2 escravas
com boas oibilidades, de idade 18 a 22 annos ;
na ra de Agnas-verdcs n. 46.
SEDULAS
del#e5000.
Conlinua-se a trocar sedulas de uma s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abale de 5 por cento: no escrip-
torlo de Azeredo & Meodes, ra da Cruzo
b. 1.
Roa do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas frsncezas cores fizas e lindos desenhos
a 240 rs o enredo dSo-ae amostras cora penhor.
S Saceos com millio a
5 $100.
Em porgo se faz abatimento, fsrelo a 3J800 J
na taberna da estrella no largo do Paraizo nu-'
mero 14,
Os senhores alfaiales.
Na ra do Crespo n. 18, loja.de Diogo & Per-
nandes, tem um sortimeato de' casemiras ingle-
tas muito finas a 19400 o corado.
Arcos para saias a balo.
A 160 rs. a vara : na roa do Queimado n. 29,
ontr*ora 27.
Litros.
Vendem-se diccionarios iogleses grandes, por
Vieira,ditos fraocezes por Fonseca, ditos latinos,
Euclides, Horacios com ioteipretages e notas,
curso de vercificago ingleza por Sadler, brevia-
rios para padre : na ra da matriz da Boa-Vista
numero 34.
Toucinho de Santos a 280
rs. a libra
Xende-se na'rua das Cruzas n. 24, esquina da
travessa do Oovidor.
Vende-se farioha de mandioca muito boa,
seeco grande, por 59500, a dinheiro : na roa No-
va n. 33.
Bouets de gorgurao avel-
ludado.
Veodem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
gurao e velludo, mesclados e de mui benitos pa-
dres a I55OO. Esses booets por seas boas qua-
lidades e muita duraglo tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para paa-
seio ; assim como oulros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui benitos a 2J500, 39 e
49, o melhor possivtl: na roa do Queimado a.
16, loja d'aguia brinca.-
Attencao.
Em S. Jos do Hanguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capira, casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozi-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara o. 59.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater d C.,
ra do Vigario n. 3 um bello sortimeato de
relogios de ouro, palete ingle*, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
uma variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Vende-se a loja de fazendas em um dos
melhores lugares da roa do Queimado ; para tra-
tar, na loja n. 41 da mesma ra.
9 Em casa de Mills Latham 2$ da Cadeia do Recife n. 52, vende-se : 9
fVinho do Porto. a$
Dito Xerez engarrafado da muito supe- @
9 rior quahdade. $
9 Oleo de linhaga. %t
9 Alvaiade. q
& Secante. Z
9 Azarco. a
)tj Encarnado veneriano em p. m
Attencao.
Na rea do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Kooker & C, existe am bom sortimento de li-
abas de cores e brancas era carreteis do melbor
fabricante de Inglaterra, as quaes se rendem por
presos mui razoaveis.
Ghega para todos.
Cassas f rancezas muito bonitas e de cores fiza;
a doze rintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao ae aeabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conheeida lo-
a da Boa F.
Sanadora lrothers C. ten para vender en
n armazem, na praca do Corpo Santo n 11
Iguns pianes do ultimo gosto Wceatimnt
negados dos bem conbecido e acreditadosfa
ornantes J Broadwood 4 Sonado Londres a
mano nronno oara este clima
Vendem-se e trocam-se
Fil preto.
Vende-se fil de linho pelo liso pelo baratis-
simo prego de 800 rs. a rara : na rna do Quei-
mnda n. 88, loja da boa f. v
DE ^
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeos de castor branco a 12fi.
Ditos de dito rapados a 12J. ^
Ditos pretos com pello a 10.
Ditos ditos rapados a 89.
Ditos de massa finos a 79.
Ditos de dita a 69.
Ditos d feltro o mais fino nesle genero a 4
Ditos de palha a 2S500. 8 4*'
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
A10** d',?uia branca acaba de receber pelo ul-
timo1 vapor francez uma peqoena nuantidade de
eafeites.de velludo os mais modernos ebonw
que aqu tem vindo. e de seu cosame est Ven-
dende mu, baratos a 10# cada um ; por isso di-
njam-se logo a dita loja d'aguia branca, ruado
Queimado n. 16, antes que se acabem.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelobaratissimo preco de 35a
na ra do Queimado n. 22, leja da boa f. '
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casa de S. P. loanston 4 C,
sellinse silhes nglezes, candeeires e castigae--
bronzeados, lonas nglezes, fio dtela, chicote
para carros, emoniaria.arreios para carro de
uan dous cvalos relogios da ouro
inglez.
puente
e enfeiie de cabega.
I Cassas. organdys, diamantiaa, chitas
* claras e escuras, franceaseinglezas
{ Nesta loja so ae vende a dinheiro e
t Por isso mais barato que em qualquer ou-
3 tra, seu sortimento completo de fazen-
j das de moda, ditas inferiores e roupa fei-
1 ta e seus pregos muito conhocidos: na
Jrua da Cadeia loja n. 23, dao-se as
amostras.
5S3S9IS SKNeaeiHaeMSi
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabugi n, 1 B.
acaba-se de receber de sua propria encomrnenda
pelo vapor francez fitas de velludo de todas as
larguras pretas e de cores, sendo liaas. abortas e
lavradas.de lindos padres, que se vonde por
prego muito em conta, assim como filas de cha-
malole de todas as cores, proprias para cintos,
cintos com Cvela preta proprioepara luto, luvas
de torgal com vidrilh muito novas a 18200o par,
ditas sem vidrilh a 866 re., ditas de sada endi-
tadas oombico a vidrilh a 2 : isto so se vende
na aguia de ouro. n 18. ..
Altria, talbarim e macarrao a 400 rs a libra .-
vende o Brandao. na Lingoeta n. S.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de oaro, ra do Cabug a. 1
B, vende-se vidrilh preto, azul e branco asse-
tinado, que se rende por baratissimo prego do
2.500 rs. a libra s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez uma nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja soperioridade j bem conheeida
porqaantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem i ru do Queimado
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
memores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento do todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Capellas fina* para noivas.
A toja d'aguia branca receheu novas e delica-
das capellas de flores finas para as noivas, e as
est vendendo a 69 e a 89, conforme o seu pro-
posito de barateira loja d'agea branca, ra do
Queimado o. 16.
epvsUe das mannf adoras impetiaea tU^nvnca.
Este e-tcalente fama acha-se depositado. diretataMM fia na Nvjr* n. n, ESQUINA DA
C AMBOA DO CARMO, o qoat se vene poT masos de f hectogramos a j$O0> e m poroto de
10 mseos paro cima com cesconto de 29 por cenw ; no mesmo esuUlaoimaulo acha-sa usshem.
o verdeo papel Jefinhoprn cigarros. ^ ^W
A loja daba-f
na raa do Queimado n. 2,2,
est muito soTtida,
e vende muito Barate :
Brim branco de puro linho trangado a 1JO00 e
15400 rs. e vara ; dito pardo muito superior a
1S200 a vara; gangas francezas moito finas de
padr5es escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de niia casimira a J600 ;
ditos de brim de linho de cores a 89 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a (9 rs. a
pega eom 30 jardas; atoalhado d'algodio mue
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linne
com 2 varas de largara a 29400 a rara; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos maiores a 3J ; ditos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditosborda-
dos muito finos n 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bies lsrgo de linho em
voMa a 19280; ditos com renda, bieo e labyria-
Ioa2-j000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa 6.
Gheguem ao barato
O Preguiea est queirnando, em sua loja na
ruado Queimado n. 1.
Pagas de bretanha de rolo cox 10 varal a
3$, casemira escura inf oslarla propria para cal-
ge, collete epalitotsa 960 rs. ocovado. cam-
braia organdy de muito bom gesto a 480, rs.
a Tara, dita liza transparente muito fina a 39,
4f, 55P, e69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pees,caas largas de modernos e
eseoihidos padroes a 94 0, 26e280 rs. o nova-,
do, riqassimos chales de merino estanpado a
79 e 8f, ditos bordados com duas palmea, fa-
zenda muito delicada a 99 eada m, ditos com
amas palma, mnito finos a 89500, ditosliso*
com franjas de seda a 59, lengo de cassas com
barrea 100, 120 e 160 cada um, meias mnito
finas pira senhora a 49 a dnaia, ditas da boa
qnalidadaa S e 39500 a dnaia, chitas fran-
eezas de ricos desenhos, para coberta a 980 rs.
o covado, ehitasesearaa iaglezasa 59900 a
peca 490 r. o 9*111, brimirajreoiepflro
linJe.a>9, iMMHi-fij1l9>F Pto
muite ancorpado a 19500 arara, brilhanjini
azul a 400 rs. o corrido, alpacas de difierentes
odres a 360 rs. o eota\>, calmifas pratis
fiaas a 2IB0O, 39 A S*500 e 60vatio, cambraia
preta e de salpico* ofiO rs. a vara, a outras
muiMs faaetrias m m fari patenta aoaomwa- ,
dor, d. lodit i a.rtt aoatra. ex pS!, ^x^S^S'
Caes do Ramos armazem
n n.
Vendem-se taboas de amarello, luro e pinho
por pregas razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luyas de torcal a 800 rs, par.
Chitas escuras francesas, tintas seguras, a 220
"" 0^ado, dil08 Jeitos com muito bom pan-
no a 160 rs. o corado, cassas de cores seguras a
zoo rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2fl
brimtinho de quadrinhos a O o covado, musse-
lina encarnada fina a 329 o covedo, algodao de
duas larguras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com sal-
pico a 13400 a vara, luvas de torgal muito finas a
00 rs o par : a loja esta aberta das 6 horas da
manhaa s 9 da noite.
Franjas de torgal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
cai, proprias para enfeites de manteletes, cornos
de vestidos etc ele. e mesmo para pannos fi-
^0n.efiU.f.8r/e1relo:08p,LeCos sSo baratissi-
rros vista das larguras e bom gosto. do taes
franjas sao de 18200 a 3JO0O a vfra ; a ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Vende-seuma barcaga nova e muito bem
construida, que pega em 600 saceos ; pora ve-la
no caes do Ramos, e para tratar, na ra do Quei-
mado, loja d. 41. v
Franjas de seda com vidrilhos
e sem el I es.
Na leja d'aguia branca se encentra um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elle, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
20i> a vara ; vista de comprador todo nego-
cio se far para apurar hebeiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Manleiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmaos.
Os lindos, cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro. roa do Cabug n
t B. 6 aonde as senhoras acharo os lindos cintos
tanto para senhora como para menina. Os mais ri-
cos que se pode encentrar, tanto dourado fino
como de ootras cores, que em vista do ultimo
gosto nlnguem deixsr de comprar : oa loia
d aguia de oaro, raa do Cabug n. 1 B.
Farinha de
mandioca
de muito boa ualidade ; vende-se $500 a
: no armazem de oreira 4 Ferreira, ra
da Madre de Dos n. 4.
y)9:
aobertos e desoobeitosr peaaenat e grandes, de
owo patente inglez, para homem senhora de
um dos melhores fabricantes de Livnrpool, vn-
des pelo ultimo paquete inslez
Sontball Mellor & C.
am casada
c"~.*\B.de-8e opijmo aal do Ash, na barcaca
banla RiU, tundeada no caes do Ramos nata
ajuslar na ra do Queimado, loja n. 41.
Vende-se um boto cavalo de mooUria oa
Sf!?pri ""?' co,n competenlea arreios
ou sem etles; a tratSr na ra do Queimado a.
| 75, loja de Joaq.utm Jos o Cosa Faiaiealiiiar.
Attencao
Na ra Imperial, taberM?r, se dirtonem
Jeade nroa mebilia t iaearaodl raSderns, com
rniitaioaeo oso, fabrieeda p*r um deame^
M
atea


ouia -3t teniAtwjoo. V urta man 4 di amil ob-mu.
ROUPA FS3ITA
BE
Joaquim Francisco dos Santos.
W RIJA DO QUEIMADO 40
Defronte dobecco da Congregarlo letreiro verde.
.n58.!f,esUbe}eci?eat0 **en,P um ""tinento completo de roupa feita de toda is
II tt?!,m A. iS," M ma?da eiecuUr Por medida, vonlade dos freguezes, para o
que Um um dos melhores professores.
Ge:
asacas de panno preto, 40, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 353 e 3000
PalitoU de dito e de cores, 35, 30,
25$00 e 20JO00
Dito de casimira de cores. 228000.
15. 12 e T^ 9000
Ditos de alpaka prets golla de vel-
ludo, liJOOO
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 90UO 8000
Ditos de alpaka de cores. 5 e 3*500
Ditos de dita preU, 9, 7. 5 e 39300
Ditos de erial de cores, 5, 4S500,
*OOO e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6S000. 59OOO e 4S000
Ditos de merino de cordo preto.
15*000 e 8000
Calsas de casimira preta e de cores.
12. 10, 9 e 6JO0O
Ditas de pancera e merino de cor-
do pretos, 5 e 45Q0
Ditas de brim branco e de cores.
5S000, 49500 e 295OO
Ditas de ganga de cores 3fi000
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 128, 8$ e 8000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5*500, 5 e 39500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 6 e
Ditos de gurgarao de seda pretos e
de coree, 7$000, 69OOO e
Ditos de brim e fustao branco.
390OO e
Seroules de brim de linho
Ditas de algodo, 1 $00 e
Camisas de peito de fustao branco
e de cores, 2J00 e
Ditas de peito de linho 6g e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, S$500, 2 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10S,8500e
Ditos de feltro, 6, 5J, 4 e
Ditos de sol de seda, inglezea 6
francezes, 14, 12$, 11$ e
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes horl-
sontaes, 100, 90, 80 e
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40|
Obras de ouro, aderemos e meios
adereces, pulseiras, rosetas e
anneis
55O00
5000
5000
8O0O
292OO
15280
29300
39000
seoo
18000
78000
29000
7000
800
500
70S000
30*000
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendeen-se groadeaaple* preto apelo baratissi-
aMprcco eljfiSOO 2 o covado: o* ih do
Queimado n. 24, loja da boa e.
0 BASTOS
Toalhas de linho, dazia 12000 e
8
109000
ARMAZEM PROGRESSO
largodaPenlia
O proprietario deste armazem par-j
.P..C. p,.Pri., foe-..".rcor.'sr,Vc?j,,f,.\?ifrr.,.d.?.e <" "- "*
um
vin
qoe em ouira qualquer paite.
no mercado vende-se a 780 rs. a libra.
amendoas cobertas, pastilhaa etc., etc.,
em caixas com 14 a K> libras vende-se nicamente no Pro-
de
00 m
__ ..--,,-------- f "" au quo em outra qualq
Manteiga nglexa perfeitamcnle flor
rril se far algum abatimento.
M.anteisa traneeza
~,, *"v^*1**amaisnoTaqaeha
Xjua perla, Yiyson e preto
19600 rs. a libra. 0S mlhores e ha neste genero a 2500, 2f e
Queiios fiamei&gos >.
cao se far algum abatnenlo. BeS'e ullmo Tapor de EuroP* W rs., em por-
Queiio suisso
liba. recenlemente chegado e de superior qa.lidade vende-se a 640 rs. a
*2sl^^ uiiere9cae e de
i.aixinHas eom ama e daas \\\ras ,
difireme, quaiidades de coneilos, amendoas cobertas nullftVir^"fcWM c.Dtend0
propno para mimo a 9 cada um, uuoaB C0Das, pastilhaa etc., etc., o que a mais
Passas multo aovas
gresso a 2 cada urna.
ios de comadre
a^ ea, cau de 1 ^ Progresso
Marmelada impwial? / *" Pr5ae" '"* ",gUM 1>a,a Luba a 60 rs. a libra. ^ Abreu de oulro < fabricantes
lalas com bolaeinnuas de soda ^
differentes quaiidades. vende-se a I96OO. rs. cada ama 1
Chocolate, .
Maca de umST 1T ^ "* ****- m"''libr"
libra. em ,a,M de ,ib". a -"s o que ha no mercado a 900 rs. a
Conservas bSXuV2E'"''"'
das em direilura a 600 rs. o frasco. *S mais D0Tas que ta Pr 8ere -
Vidria, macar rao e taHiarim tfM .
roba por 8. 400r8- a e em aixas de ama ar-
Palitos de dente Uxados a ...
ToacinliodeI.isboa b-^^**po-.
arroba a 9$. m"a n0T0 1ue ha no ^^cado a 320 ra. libra em barril
i suato mBlt# flO70 reBde.M para acafcw 400
i-uoari^as e paios t ,
a libra. qae ha de b9 ne8'e genero por aeren nuito oovos a 560 r.
Baaaa de porco veunada. M ,
0 rs. a libra e em *arril a 400 rs. qM pode haTer 00 arcado eode-8 a
Latas eom peine de pasta
res quaiidades de peize quena em Portua|*iMf^d..d"!>.r maD*ira PM"el daamelho-
lagusth. em latas menores a 960 rs. wa^deW ^?^uU,ma, "8a-,, como tem salmao e
quahd.des dos melhores fabricarte^de s FelS %.mn^i TV"0^ 8 ^^outras muitas
cerveja de ditas, marrasquino depura licor fr., AmiKbe dM T." editadaa marcas,
nficado a 1| garr.fa, n^s a 320 rs.^ 1 o eSs httLZSu^"' "'0? doce S
b.U. e outro. muito. genero, que encon.rYJdo toSs$i&?U* tVlta"
que ouir'ora tiuha loja na roa do
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Gei & Bastos participa aos seos nume-
rosos freguezes que di.solveu a sociedad*
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por umseu mano do mesmo
nome, por iaso ficou gyrando a aesma'
firma de Ges 4 Bastos,asaim comoapro-
veita a occasio para annuociar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceigo dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos < Reg
com um grande e numeroso sorlimeoto de
Xm roupas feitas e fazendas de apurado gos-
io, por pre;os muito modificados como
de seu costnme, assim como seiam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 25, 28g e 80, casacas
do mesmo panno a 30 e a 35, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 18
209e a 223, ditos saceos de panno preto
12 e a 14J, ditos de casemira de cor
muito fina modelo ioglez a 9f, 10, 12 I
elt, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5 e 6#, ditos de alpaca
preta e de cor a 4. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 59, ditos de esguiio
pardo fino a 4>, 49500 e5|, ditos de fus-
ta0 HfiLf 3' 3*500 e <. di'os ^iJ-
cos a 49S00 e59600, ditos de brim pardo
fine sacco a 2J800, calcas de brim de cor
Cuas a 39. 39500,49e 4$500. ditas de di-
to branco finas a 58 e 6500, ditas de
pnnceza proprias para lato a 4J, ditas de
merino de cordo preto fino a 59 e 6
ditas de casemira de cor e preta a 8 9
f 103.,,^?iletes de casemira de cor e pre-
ta a4S500e59, ditosdo seda branca pan
&S!lW-.,5!,dilMde briin bran'
W e 49, ditos de cor a 39. colletes de me-
jl2!*3 e **500> r,C08 co-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 12fi e
de brim e de casemira para meninos, pa-
i.tVJ,c! ede brim Dara "sesmos, 9
raPa 1*^?8para,b0nle,D e 8eDhJ O
?r on *h500, ceroul" Je bramante a M
18 e 209 a duza, camisas franeezas fl-g
aI{'.7*' !& S4l 288 e 309 a duzia Z
ditas de paitos de linho a 307duzia, di U
tas para menino a 1J800 cada nma, ricas
grvalas brancas para casamento a 1800 M
m^.C5d" Uma' ri^8 normes de ca.e- S
ni112 muUo "P""110 oslo tanto W
no modello como na qualidade pelo di- %
;'D:Sode 355 eso com alista se
pode recoohecer que barato, ricas capas ffi
de casemira para senhora a 18 e 20 SI
Efl^SS f"e2d" le cellente
gosto que se deuam de mencionar que
Fadr0trngr*Dde 1uanlid^ *orna ?n-
radonho, assim como se recebe teda e
qualquer encommenda de roupas feitas
para o que ha om grande numer de f.J
..rJr"8,6 oma *rande offlrfn.
de alfaiate que pela aoapromptidao eper-
fegao nadadeua *=--
grande
omptidoeper- m
Cassas de cores.
Anda se ^mjftgm^mmm fixas, padrdes
o corado,
nuito bonitos, pelo b.ratiesiio^SUSL
QueimSo 'n"5? "H?-qQe Wta?S27
Queimado n. 22. na bem conhecida loja da
4 verdadeira liquidacao
a loja de fazendas
DE
Almeida( Burgos.
Ra d Cabug n. 8.
A dinheiro.
3*G liquidatario da extracta, firnw de
SE?"-* Burgos> tend0 de "bar con? este
esta belecimento para com o seu liquido n.cr
"5*2 credores, ha resolvido a fzer urna
california, veodendo todas as fazeodaa m an
igsar10 deaeu cu9i' 9end ssaps
FUNDIDO LOW-IOW,
RuiaSeiultKTti.42.
, Neate estafcelecimento contina a haver na
completo sortimento moendas emeias moen-
oa para engenho, machinas de tapor e taixaa
le ferro batido e eoado, de tedoa os Umanhos
para dito
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sernpre no seu depo-
sito da rae daMoeda n. 3 A, um grandeaor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Ed-win Mava tra-
tar bo mesmo deposito ou na ra" do Trapiche
n. *.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S6 na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 "^bera-se om completo soriimnto das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo daa
cores seguintes : prf tas, cor de carina, amarellas
brancas, sortimento completo, tanto para ho-
n>efirfC0JDO para 8ennoTa. pois afianzamos a baa
qualidade e freaqnido, pois se recebeo em di-
reilura pelo vapor francez: s6 na loja d'aguia de
euro, tua do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
un*"1" franeezas muito finas de coresBxasa
o\) rs. o corado ; cambraias franeezas muito fia
?? 64 var : 'de lia* muito fina a
4500 e a 6S000 a peja com 8112 varas; di-
muito superior a 8JO0O a peca com 10 varas?;
dita fina com salpicos a 4800 a peja com 8 Ii2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
are ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
fa ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Quemado n. 22. na loja da Bca f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
EES?"1!" por 8erem de cores escuras e fixas a
PWJ a duna: na ra do Queimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
d C>a7* S t,re,8 francezes de superior qualida-
pitoadosraaia modernos que ha no mercado
a H,
Ihloa de castor pretoe e brancos a 16.
Chapeos lisos para senhora a 25.
Ditos de velludo cor azul a 18.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a S.
Ditos ditos para menino a 5.
Lindos gorros para meninos a 3g.
Bonets de velludo a 5.
Ditos depalba muito bem enfeitados a 4*.
thapos-de sol francezes de seda a 7.
Ditos ingleses de 10, 12 e 13 para om.
vfnd-a om sellim de meio uso por preco
em conla ; na ra Nova n. 22. *^ .
Vendem-se na ra Direita n. 99, queiios
muito novos a 15600 e a 1700, e outros gneros
que se venderao por prejos muito em conla.
Arados americano? e machina-
para lavar roupa: em caa de S.P. Jos
hnston di C. ra deSenzala n..
Manguitos e golla.
P mnSlT"8lr!.ar,isoe8 de canbraia muito fina
L ? borad"' Pe, baralissimo prego d
a mi c
45Ra Direita43
Bat aem da vida que o Sr-ex-miaistro da fazenda
esuva despenado com os delicados ps dasnossas
S?!!!'! Pandas I Prova-o baatante o augmento
lo noa dheUos que pagan as botinas de
aoauora en relaco s de homem que apen.a ti-
veramo de 2o i0l S.Exc.deseiava que ellas tro-
casaen una bem eita botina ;o/,por algum ch-
nelo mal aaaanhsdo, encosturado de popa proa,
am de obstar a que oaientassem com'garbo o mi-
moso p da bella pernambucana. que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. tere
de encontrar urna opposlcio firme e enrgica no
proprietario do estabelecimeoto da ra Direita n.
4a, qae nao quiz vender as suas botinas a 7000
como S.Exc. pretendeu, e sim pelos precos se-
guintes: *
Borzeguins para senhora.
Joly (com briihantina).
Dito (com laco e fivella). .
Austraco (semlaco). .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.....
De 18 a 22. ...'.!
Para homem.
Nantes (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, nteiri^os
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos Dernambucanos
6$000
5500
5^000
4^500
4^000
3^500
10000
9^000
9^000
8$ 00
80500
GsOOO
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5f600
1 batera )Suzer)..... 5^200
Soladebater(Suzer). 5^000
Meios borzegins (lustre). 60000
SapatSes (com elstico). 5^000
Ditos para menino. ?#500 e 45000
rali,a,5ad? bem feit0 DPa por precos ba-
'2*im,8: "*]m como couro de lustre, marro-
2?5 iro frflancez. courinho?, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
MesKeieeieB
i_____
Armazem de fazendas
DA
Ra do Queimado n. 19.
CoberUa de chita, gosto eirinez. a 1800.
Lences.
LeoQes de panno de linho fino a 1$900
rflp(M, L r.S>pr2e8codedeCTlra *" m0i, flna' ^ -
t v Tarltana.
Cambra i a de cor.
Cambraia matizada fin. 240 rs. o covado.
ri,;... lta ranceza.
coSido? franCe"S pe, baral P^co de 220 rs. o
uj *.* Pteir* India,
sl4'e5c2m.,a,ni08de,ar0' "rP- P" forrar
'B( Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6.
Mantas de Honde
Manta, de blondo preta. de todas as 'quaiidades
Cambraia branca.
3500"S dC Ca,br8ia brDCa A" a 2800, 3000 e
_ lk Toalhas.
Toalhas de fustao a 600 rs. cada urna.
h baratissimo!
-o covado. t'JBBlSStStg "^
280
260 e
por bs-
penhor.
Gomma doAracaty.
o
2
MH FEITA ANDA MAIS BABATAS.S
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e obras feiasj
KA
LOJA E ARMAZEM
! DE
Ges & Basto
8
S
O
una
da boa f.
na roa do Queimado n.
Vendem-se
Na ra das Cruzes
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
Usados.
o bocal lecido do
Roupa feita para acabar.
rJ.i.!0JVep",1<> prHe a 22*> fa2eada fina,
calcas de caaem.ra pretas a decores, dita, de
^^^"f ditos e '"So do cores a 4.
S JV'Th* a 4- -it0* d0 brt Para-'
u?!l!r* Vr uctot e ob"caMcos,
liS^SiS:^*ui]\ariah" de Unho--
baaato araa#hJ*T i*?1" Jazendas se vende posaivel: tudoiaso na ra u
'"^SalS^,V^n5!. ^ dM hT da ,iBla bnaU' W' -
Yeade-M umaescada de 92 pal-
murta bem fetta e segur : ,, qaiier
dirjase a ra da Gloria n. 3\
m,7tVnd*'*e nn>a nrobilla de
Alojadaaguia branca recebeu de tua nrooria
encommeoda. delicados sapaticlw.deauS,1 i!
moroaamenie bord.doa. aa aTej a&U vendando
pelo baratissimo preco de 3. /msm ajero SiS
merino tambera bordados a 100 e 2 RaeaTiM^
igualmente mui fina, e boBiuTSeiafteVSL?Ss
diversos Uraanhos. tendo al. p,0priaa n.r.
meninos e meninas que .ervam da\L ?!I
borrado, o nal. eogr^Sio
loado Queimado*lo-
sendo entre Has
Brd? ".edn"^^ fiB0'ile Pttro ,inh0 om se-
:,8"'/ ,9ifMe d,e 1uadros "iudos, fa-
.e8DOdOrro0cobv0.d58raCa,M- -- Aoto
Lilla preta para habitas a 280 rs. o covado.
ril ifWf1 32 a 440 rs. o coTade.
^SSStc 1Sa de lislras de com a 560
Sj*gffsMg aiui (arroto a'800 rs. o eovado.
nbonora a 400 rs. o covado.
rs. o a^dh00.ad0 Ii8,ra9 Pa" Pale'"*a 480
?!!S22**+^ Pad'. ten-
o60Urmbo8mova.bdeS,para ?eUd09 de '^"t a
Caasa pintada a 280 re. o covado.
Cortes de colletes 4e fustao a 600 rs. o corte
SrhQn'6'Dh0 P"ra t,ale,'8 ea^li para
Gao^bra8,e*",d* ,ada de UBa s cor tendo
StoZCa' ^ S6f,de CanDa e c"de
Brim pardo do linho, liso e fino a 400 rs. o co-
Seda mofada a 500 ra. o covado.
o cavado*. ^ ""'^ 2*4' 3850 e a 4W*>
Tafet de corea a 500 rs. o covado;
o "ovado* re8 8end de 2 lafgur's a 'WO
Sasariaffi^paa pa,eto, **
"rea%M^;*P.U;a.r8/da'lara --
r! a Mrja de 8ad" e8t"Ha a 120 r. a v.r*
segundo andar,
n, 38,
Jacaranda em
na ra da Ma-
Para bailes e casamen-
tes.
Botinaa de setim branco eom alto e aem alto-
6* taje do vapor na ra Nora D. 7. '
Libras sterlinas.
ot onveira & Bio, n, Ut$Q tfo Co?p() S|J^
Cd.et,ouequTnf.n61a Iod.'toaeme.h.to .os
ysrriSSK nr*-de p-
/"n!?ica de JouTD' ">te com a falta
n "u ?iU P"* 'm'BW0 d0 P"l" a 800
ttoa de toa para senhora parida a 2500
a.^hg.^f.iWa.par.'senhor.rS; 69.8,
Saludas de baila de seda 6*400 e m
*7.Z?Z riCm ^V^H* f"n-
satSffssS ssc
poi mui barato pre tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-serviior ; um oolzSo de mo-
las ; urna commoda : um eapelho gran-
de ; um armario com outro espelho !
um apparador; urna mesa para doz
peisoas; um porto-licores ; servicp de
porcelana para jantar; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas grasuras (Apollo e
M5W" Mo,ere em casa de Ninon de
l Enclos), em duas rica* molduras. Ten-
doseu dono de retirar-separa o campo,
por uso desaa-se desfces objectos, man-
dados vu expreasamente de Paris, aon-
de foram coneccionados com perfeicao
a aparado gosto. ""**" '
Deposito da fabrica do
Monleiro.
/?ua de apollo n. 6.
aJJmm^ assoc" "Bnado desde 32OO,36O0,
Jecsslrdo.cada "robae PW *f 8 ^^
*m fi^M fiK dKMMie^B
Potassa.
Yende-ae a 240 r$. a Ufara, a
superior ealva potassa do acredi-
tado fabricante Jo5o Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
feitoe igual ou superior a.de
Hamburgo, geramente conheci-
da como da Russia : no deposito,
ruada Cadeia a. 47, escrptorio
de Leal Res.
Vinhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio. t
Madeira. .
Caroavelloa.
Arintho.
Bueella..
na roa fl0 Vigario n. 19. prineiro andar.
NA
Una do Queimado
u. 46, frente am&TeUa.
H.<)nStan-temente 'emos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
Sn^P"1!00 e de cores muito fino a 28a
o Ai aSt Pei0t8-d08 meamos pannos
X 1! S22 e U*> dilos "os pretos dos
9 mesmos pannos a 14. 16 e 18fi. casa-
cas pretasmuilobem feitas edesuperior
panno a 28, 30JJ e 35. sobrecasacas de
Cas|nira de core muito finos a 15, 16$
e '.-i108,*."008 das mesmas casemi-
raLam10,V 12 e 14*' ca,5as P^'aa de
casemira fina para homem a 8, 9 io#
q* r,inia8, el. dtas de brimbrancoi uit
K'ASL* 61' dl" j*6 ditoa de a a
3. 3#500, 4 o 4500. ditas de meia ca-
semira de ricas eores a 4$ e 4J500. col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de coros a 4J500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5
dito, de 6. colletes de brim braneo e d
' 3. 3500 e 4. dilos de cores a
2500 e 3, paletots preto. de merino de
cordo sacco e aobrecasaco a 1$, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4*500 e 5s'
cas pretas da merino a 4K5CO e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4*. dito.
sobrecasaco a 6, 7 e 8J, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 38oO e 4S. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de eoras a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para o. mesmos a 6*500 a
7, dito, de alpaca prntoa sarcos a 3 e
3500, dito, sobrecasacos a 55 e 8500,
calca.de casemira pretas e decores a 6|
6JJ500 e 7, camisas para menino a 20
H a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|32* a duzia para acabar.
j Assim como temo, urna officina de al-
B faiate onde mandamos executar toda. a.
| obra, com brevidade.
Paletos.
Vendem-M paleto, de panno preto fino, muito
linhn S a %t "y d^oa de brim branco de
anuo a 5 re.; dito, de setmeta oscuros a 3*500
muito barato, aproveilem : na ra do Queima-
do n. 82. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem cooneeido o acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da llussia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por pregoa mais barato, do que em
outra qualquer parte.
Attenijo.
N. 40-Rna do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com trea quarlas de
rarinha de mandioca a 2*500.
Jfe ^ios Jg^
2
8-
|
8S
r>S
I
O
H-1
O
w
O
l-H
H
O
o
a
e-*
CIQ
O
C3
O
a
s
>*

m
superior a
Queimado n.
olana
proprie-
az-se qual-
Calcas de casemira.
feit.snadeiOSediuIS8He,Cas/mira prela ""i'0 bp
^itas a 10, ditas de dita de cor muito -
?, estao-ae acabando: na ra do
22, loja da boa f.
A100.
doGnr"?oS.red."bod,eS|:m : "a fUa d Qema-
P^.Vumdee-lceel?eUnfeerrioa"neo VUBtTS
hf,0/^?"08' fm boa caM d Vivenda gr'.nd
baixa de capim margem do Capibaribe
e barro para trabalbar na mesma ; es
dade rende annualmenle 1:700 e
ntilfTnn, e,m "eqMncia'do proprietario
IKinia moda de Paris
Enfeites de cabera para as se-
nhoras de bom cesto.
do Cabug n.
. um completo
e lindas coresV d.- m^Tln^l Kf.'
recebidos no da 16 pelo vapor francez nois aa
senhorasque desej.rem ver poderac.mandar' n
aq;niPar0?P,amtr'e Se l"e maodarao as amo^
tras, pois estamos bem convencidos qUe em vita
S .a" T-,S0.nD8uem deiiar de compi?"
istos na loja d'aguia de ouro, -- J-
S na loja d'aguia de ouro, i
B. aonde a. senhoras acnarao
sortimento de enfeites
n. 1 B.
Manteiga iogleza flor a
800 rs. a libra.
do*OuSo" CmM Dl 2' eSqUna da
Venderse
i do Cabug
U e
travessa
um cabriolel e cavallo, s com
rprimejro,,and.TSlar:n0paleo do ^ -
inT.!nlem'8epe?a8daraD3S de seda com
m J. f8' PrPn3S para Tesd0 a 1 a peca, nada
mais barato: na ruado Queimado o. 47.
- Vende-se um cario tie 4 rodas
em bom estado e por preco commodo-
a dinheiro ou a prazo : na cocheira
ra do Imperador n. 27.
da
Escrayos fgidos.
Suissos.
Cabriolee
letP,"f^d!.8eu I.Ims om cakrio-
ru*
"^"^ovo, eon 4 cedas e enanaTna
brga do Besario a. S*, loja de euriiwi!
m^rtZ^V9^90* P"Vaiajado tre. tarrean*
sobrado da
ateo n. J4. **
- Venda-.a palia de
eerstahe; aa roa
--Fogio da cidade do iraca ty, no mez de se-
tembro prximo passado, nm escravo do com-
mandanta superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bent
Loureneo Collares, de nome Joaqun; de idade
de emeoeou e tantos anuos, fu, alto, magro,
dentea grandes, e com falta de algn, na /reuie,
qo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, nruho palavriadoT, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surradw
Consu que esta escravo appareeera no dia 6 de
eorreirte, vindo do lado das Cinco Pontas, e sen-
do enterrogado por nm pareceiro seu connotado,
djaae que linba sido vendida por seu senbor para
Gounninha : qualquer peeaoa qae o pegar o po-
dara levar en Pernanbueo aos Srs. Basto & Le
moa, que gratificarao generosamente.
Escravo fgido.
Fogio no dk 6 de fevereiro prximo passada
o engenho S. Pedro, disUicto do Paco de Cama,
ragibe. provincia de Alagoas. o escravo de notae
Jos, cabra, coa oa signaes seguales : estatura
regular, chata do oorpo, deadentado oa frente,
cabellos eartpiabas, terna* grossas, .oda un
poueo zanbeiro. pea apalhetadoe, a ten o. de-
do. grandes pactado* para daatra. aem barba
nreseoU 85 a 26 auoos poaco maia oa, meno*.
muito ladina ; sappoe-aa ter ido ceas direc-
cao estrada de ferro, e da auppor tute pas&e
------------, caoo forro: prtanlo, roga-M is autoiidades nrv
w*tMU*mmiMi^*r?J2^B^\ Abwo S^o de Feria. Mallos no dita
camnaaiciA. "'O"-^ wmv aa no i *f afeara, rea da Cadeia. roe-aer- bem reconr-
Em eaaadeSchafleItlln& C.-.raada Crax n:
38, vende-se un grande e variado sortimento
Tonderlosor preco.razoavei. *
SsliArt
JainlTja
aos
Jasaraln Francisco de Mello Santos avisa .
aeu^fregueie. dosU praca o o.de r., que ten?
MB^Sto* venda .kao de .a. fabrica eitaariaeda
----- b>doa junte, oa separado.
!ooreia.ncoe 12V2X^'!e: y*m~*iiak *XrZS3ES:
terreno, multo Zt a^ra&t m roT cl-w S" ?*lm 4o Aaorim : m$n\
pensador


(8)
DIARIO O PBRIfAMBUCO. QUIRTA FBRA 4 08 ABRIL DE MU;
Litteratura.
Da ulilisaco dasforcas perdidas na na-
tureza.
Ha um problema industrial muito importante e
do qual at hoje ninguem se tem assaz occupa-
do ; queremos fallar da utilisago racional das
turcas perdidis Da natureza.
Os rpidos progressos das machinas vapor,
seu eruprego, que se ha to umversalmente es-
ualhado ne>tes ltimos annos, fizeram esquecer
quasi os motores gratuitos. So as mais das ve-
zes o uso do vapor offereco. urna superioridade
incontestavel, nao menos verdade que em mul-
les casos todis as vanlagens provni das forcas
que nos foram dadas pela nalure/a com tanta li-
b'ralidade.
Um curso d'agua, por mais modesto que seja,
representa urna torga, de que o homem sempre
pode tirar partido ; urna grande crrente alhmos-
phenes, que reina em um paiz ainda que porin-
tervallos apenas, para elle urna verdadeira fon-
te de riqueza.
Por toda a parle basta qua o homem se abaixe
P3ra juntar, e quasi por toda a parte dcixa elle
passar desapercebidos os innmeros recursos, que
lha ofTerece a oatureza.
Acaso exageramos ezprimiodo-oos assim?
Citemos algumas cifras, que respondero por
nos ; as cifras tem lambem sus eloquencia.
Se procuramos avahar em grosso pela Franca
o trabalho annual que podeiiam etTectiiar as for-
jas hydraulicas, nicas que offerecem algum
dado para um calculo approximado, acharemos
que elle correspondera ao menos ao que faziam
trtzentoa milhes de hoiuens, trabalhando duran-
te o anno seu da normal de 8 horas.
Trezenlos milhes de horoens, 6 mais de sete
vezes a populacho da Franga ; quinhentas ve-
zes o contingente do exercilo francez 1 Perde-se
assim todos os annos um trabalho infinitamente
mais coosideravel que o de todas as nossas oCD
cias reunidas. E no entanto nao ha anno que
os industriosos e agricultores principalmente nao
se queixem que os bracos faltara.
Os agricultores nao tem razao ; os bragos nao
altam, mas necessario saber acha-los.
Toda a baca hydrographica cocerra cursos de
agua importantes, ros e regatos; sulcada por
ventos de intensidade variavel, e mais ou menos
continuos, e por conseguate possue duas torgas
productivas. Agua e vento combinados taes
.podera ser os elementos de prosperidade de um
,paiz inteiro.
Censura-se s torgas naluraes o serem varia-
reis e nao transportaveis Objecla-se que urna
oQicina nao pode escolhcr o lugar para seu esla-
belecimento, e que este acha-se fizado de anle-
mao por considerares locaes ou econmicas.
Esta ioferioridade relativa aos motores gratuitos
apenas apparente. Ao eogenheiro incumbe fa-
ze-la desapparecer.
Mas geralmente, um estabelecimento indus-
trial encontra vanlagens numerosas collocando-
se as margens de um curso d'agua. Quando
condiges especiaos o affastamforgosamenle d'ah,
a queslo nao muda de natureza ; apenas se com-
plica com um problema de transmissao de movi-
mento. E de mister ir buscar a torga motriz e
armazena-Ia para espalhar depois o trabalho pe-
las differentes officinas do estabelecimento. A
distancia que separa a fonle do trabalho do esta-
belecimento, eiso nico dado que deve fazer pre-
ferir ou rejeitar a ferga gratuita. Mas em todos
- os casos, na preciso d artificios eogenhosos, o
poder motor offere cido pela natureza poder
sempre ser posto em jogo e bastar para as neces-
sidades do estabelecimento.
At hoje a industria nao tem ntilisado os cur-
sos d'agua nao ser creando um desvio, urna
queda, ou mais directamente anda, em casos ex-
cepcionaes, empregando a propria correle. Os
industriosos nao tem pensado em considerar um
curso d'agua, como urna verdadeira fonle de tra-
balho, e em virnelle haurir a forga, quelhesera
necessaria para depois transporta-la ao meio de
suas fabricas; em urna palavra, elles nao tem
t.doaidadoeslabelecerumatransmissao de forga,
como todos os dias fazem ero urna pequea es-
cala em cada urna desuas officinas. Entretanto,
a idea frtil, e encerra em si urna primeira so-
lugo da ulilisago das forgas naturaes.
Um joven capito de ordinaria, j bem conhe-
cido na scienciao Sr. principe de Poliguac a
eiperimenlou pela primeira vez e expoz com urna
grande clareza em urna memoria lida a Academia
de Sciencias ha alguna annos. O Sr. A. de Po-
lignac transmute a forga por meio de urna sim-
ples volta, que une o curso d'agua ao estabeleci-
mento. A torga motriz armazenada em urna
das extremidades e utilisada na ouirs. Urna
maquina de columna d'agua faz mover urna bom-
ba, que calca o liquido em um conductor e que
d urna ligeireza media, que nunca excede 1 me-
tro 1 metro 50. A presso obra sobre urna se-
gunda maquina de columna d'agua, cuja funego
dar movimento aos differentes orgaos mecnicos
da fabrica.
0 systema proposto pode applicar-se em todos
os Casos possiveis, qualquer que seja alies a si-
tuago do estabslecimento.
Com efleito, no caso em que o estabelecimento
se achasse cima do nivel do curso d'agua, a
volta inleiramenle fechada, que recorreu o Sr.
de Polignac, permute compensar o trabalho da
elevagao d'agua pela que resulta da volta do li-
quido ao seu nivel primitivo. O trabalho em um
sentido annnlado pelo trabalho no outro, e o
efleito nao menos til do que se teria oblido se
o conductor fosse horisontal.
Muilas vezes mesmo, sem machios auxiliar e
sera dupla volta, a forga devida i queda d'agua
permitlir trasnmittiro movimento directamente
pontos situados cima do nivel geral. Quando
o estabelecimento estiver um pouco abaixo do
nivel do rio, o trabalho da descida devida in-
clinagao do conductor, compensa muilas vezes o
FOL.HETI1I
n
IM4FJULIATI4GIC4
fO
CHARLES HUGO.
trabalho perdido na passagera da- agua pelos
tubos.
Estos engenhoaas dispoaigea, imaginadas pelo
Sr. de Polignac, deixajn toda independencia
posigio do eaWbelecinrefcto, o ternam-sl'por isso
mesmo um poderoso meio do generalisagao para
o emprego das transassea hydraulicas
Tde acontecer ainda nos paizsde montanhas
que o receptculo, destinado dac agua a pres-
so no ponto de partida, torne-se completamente
intil.
Bastar urna simples machina de columna
d'agua para utilisar a forga no -ponto da che-
gada.
Com efleito, sempre que a agua cahir de urna
l grande altura, ainda que seja em pequea quan-
lidade, nada impedir dirigi-la um grande tubo
jcylndrico, que tornar-sc-ha um verdad iro ar-
i mazem de forga usual, onde poder-se-ha vir hau-
| rir o poder motor em todas as direegoes.
A provisao de forga depender uuicamente da
altura d'agua no tubo e da secgo inferior deste
i ultimo. Abrir-se-ha na base de tubo urna serie
de conductores, que taro romper de todas as
partes o poder motor necessario s fabricas e as
officinas dos arredores. Assim se enviar o tra-
balho nao so do tubo central, mas ainda, se fosse
mais commodo, de officina oflicina. A forga
motriz chegada urna, pode perfeitamenle Irans-
mittir-se para a sutra com ajuda de um coonduc-
tur que rena os dous estabelecimentos.
D'ah resulta, como o faz notar com razao o
senhor de Polignac, que este rnethodo de trans-
missao applca-se lambem aos casos, em que a
forga productora nao fosse hydraulica.
as fabricas vapor a transmissao do movi-
mento com a ajuda da presso da agua p Je mui-
las vezes encontrar applicagdes nao menos ven-
tajosas. Um motor vapor nico poria assim em
movimento com a maior facilidade um grandissi-
mo numero de officinas e de estabelecimentos si-
tuados em urna rede mais ou menos circums-
cripla.
O systema proposto pelo senhor de Polignac
cortamente a solugo a mais pratica e a mais ge-
ral do difficil problema da propagago da torga
distancia.
Muilas industrias pequeas necessilam apenas
de forgas mui restrictas, que exeluem o emprego
dos motores vapor. Ellas sao obrigadas fazer
effecluar o trabalho por bracos humanos, o que
augmenta o prego dos objectos fabricados eoceu-
pa operarios, que serlam mais uteis algures. So-
ria do maior interesse para ellas poderem com-
prar forga em casa, conforme as necessidades do
momento.
Os meios de transmissao de forga propostos pe-
lo senhor de Polignac permitiera espalhar o po-
der motor pelos grandes centros industriaos, e
vend-lo baixo prego em casa como se vende
gaz para illuminago dos armazens e das casas
particulares. Poder-se-hia eslabelecer, como o
expllcou perfeilamente o senhor Grimaud de Caux
as ras de Pars, por exemplo, conductores sub-
terrneos, que partissem de um ponto central pa-
ra todos os quarteires da cidade, e lhes mandas-
sem a forga motriz necessaria para o consummo.
Um simples desvio levara 5 cada officina urna
forga sufficienfe s suas necessidades. Um re-
gistro semelhanlo aos registros de gaz actuaos,
marcaran) o trabalho effecluado e a quaolidade
de torga vendida.
Este projecto muito pratico seria de urna utili-
dad e iuconlestave!. Bem que os novos motores
a" gaz de Mr. Lenoir encham urna lacuna lamenla-
vel, e permitiam desde agora certos fabricantes
substituir o trabalho do homem pelo trabalho
menos custoso e mais productivo das machinas,
nao menos certo que muitos pequeos fabri-
cantes recuaram anda ante as despezas de com-
pra de um motor, por mais econmico que elle
possa ser. -.
A propagaco de orna forga hydraulica estabe-
lecida em boas condiges ser sempre mais com-
moda e mais animadora para os industriosos.
V-se desde j quanto as forgas, que deixamos
ordinariamente perderem-se, representaran) um
papel consideravel, e trariara a vida e a riqueza
em toda a pequea industria parisiense.
Agora principalmente que se conseguu cons
truir tubos de base de louss, que .resistero
urna presso de doze atbmospheras, e appresen-
tam urna economa media de 40 % sobre os antigos
conductores de ferro fundido ou de ferro em folha
soldado, nao ha mais razdes para que o emprego
das transmisses grandes distancias nao so ge-
neralise, e para que se nao propsguem as offici-
nas hydraulicas como as vapor.
Ha em Franca muitos estabelecimentos indus-
triaos, que julgaram necessario recorrer s ma-
chinas vapor, quando poderiam evitar conside-
rareis despezas se soubessem utilisar a forga mo-
tril, que se perde intilmente em suas rircume
visinhangas. Elles teriam vantagens no ponto d
vista econmico, e no ponto de vista da corarnos
ddade geral da cspeculago. Por quanto um-
forga hydraulica ser sempre mais fcil de mane-
jar do que o vapor. Poder-se-ha sempre em um
momento dado dispersar o trabalho em lal parle
do estabelecimento, que se desejar, ou centrali-
sa-lo onde as necessidades se Qzeram moment-
neamente sentir.
_ O vapor d um trabalho necessariamente loca-
lisado; a agua pelo contrario terua-se um dispen-
sador de forja usual sobre toda a exleosao do
conductor. A aegn do poder hydraulico pode
tazer-se instantneamente sentir; preciso urna
hora e s vezes mais para por urna caldeira em
presso e utilisar o trabalho do vapor.
Poderiamos multiplicar os exemplos e mostrar
fcilmente que todas as vanlagens nao estao, co-
mo geralmente se suppde, do lado dos motores
vapor.
Na Allemanha emlm a queslo tem sido per-
feitamenle comprehendids. Muitos estabeleci-
mentos funecionam j com o soccorro de peque-
as maquinbas de columna o'agua, cujas dimen-
ses sao assaz reduzidas e cuja marcha assaz
regular para que nada tenham que invejar aos
SEGUNDA PARTE.
O Pae.
( Continuado. )
II
UM VELHO AGRADAVEL.
A hora do almogo chegou finalmente; mas com
grande sorpreza de Alina o Sr. de Vissec nao
appareceu : ordenou Pedro que o dcsculpasse,
e este repeliu com urna exactido offlcial as
proprias palavras, de que se lioba servido o ve-
lho fidalgo. O.Sr. de Vissec pedia humildemente
i senhora condessa que nao tivesse por um acto
de descortezia o lomar elle a hberdade de deixar-
se ficar do seu aposento, e para ali mesmo man-
dar condazir a sua comida : accrescentava que
era j muito velho, e a sua companhia ninguem
poda ser agradavel, alera de que custar-lhe-hia
muito desvar-se dos seus hbitos de isolamento
e de estudo, que tanto elle prezava. Assim, pois,
supplicava que Ihe fosse permillido continuar em
Ganges a vida solitaria, que se acostumra ha-
ra trinta annos, no seu retiro de fidalgo rustico ;
mas que nao obstante achava-se prompto I exe-
cutar com todo o respeito as ordeos que a senho-
ra condessa se dignasse transmiltir-lhe.
Bem que o Sr. de Vissec nao iospirasse Alina
a menor inquielago,todava foisem desprazerque
ella recebeu essa noticia. A partida de Christla
no era ainda muito recente para que ella se sen-
tisse de humor sustentar ama conversagao, e
fazer ao seu hospede honras inherentes sua
posigo de castellaa e de condessa : e de mais
disto julgou descobrir os motivos secretos do ve-
lho fidalgo, e oe approvov. Refugiado no cas-
tello, perseguido talvez pela juslica por crime de
heresia, devia por seguranca propria restringir o
mais potsivel o circulo da sua Hberdade, e por
conseguinte negar-se facer companhia con-
dessa, que, buscando assoeia-lo, por exemplo, s
suas excufsdes diarias fura do castello, obriga-
lo-hia desculpas exigidas pela prudencia, e que
nao poderia entretanto explicar i mesma con*
dessa.
() Vide Diario n. 76. IJ '"
motores vapor. As novas machinas emprega-
das nao sao mais csses gigantescos apparelhos, i
certamente adaptados s circunstancias, que um
de nossos mais habis constructores, o senhor
Junrker, estabeleceu na Breiauha as minas de
Huelgoath. Sio motores que oceupam pouco es-
pago, de grande coamodidade e que podem ser
instantneamente postos em movimento.
Poder-se-hia ainda nestes estabelecimentos
utilisar a forga perdida durante as horas de re-
pouso e as noites applicando- orgos de com-
presso, prensas hydraulicas. Assim, se tira-
ra part Jo em urna escala mais ampia ainda da
forga gratuita de que se dispde.
Nada seria mais nutaveldo que um semelhan-
te estabelecimento hydraulico. Eolraeahi quan-
do lodosos apparelhos eslo em repouso, quando
as machinas nao funecionam, e quando as offici-
nas est o desertas. Do repente o sino sda, os
operarios apparecem de lodos os lados, rounem-
se debati das arcadas e da cpula do edificio.
Um som de apilo estridente rompe o ar e reper-
cute debaixo das abobadas :dir-se-hia que elle
acaba de dispertar as machinaj adormecidas. Os
motores, pouco antes iramoveis, erguem logo seus
longos bragos no espago e langam ao ar um ba-
rulho sonoro, que indica o comego do trabalho.
Tudo se move por encanto. Em vo busca-se
com os olhosa causa deste movimento geral. E
no entanto basta que um contra-mestre venha
abrir ou fechar urna tornera, e todos os opera-
rios pararo ou funecionaro como ao toque de
vara de urna fada bemfazeja. Urna prensa hy-
draulica est em repouso no meio da fabrica ;
basta que um menino venha aportar um gatilho,
e a acgo de um simples fio d'agua, multiplicado
por um artificio engenhoso, permitlir ao instru-
mento dcil esmagar & von'ade pedagos de pedra,
ou quebrar delicadamente a casca de urna noz
sem tocar na amendoa. Mandae por toda a par-
te, o a materia bruta obedecer. Urna fabrica nao
mais do que um exercilo, que convm saber
bem disciplinar e bem dirigir.
Na verdade parece que muito se tem ignorado
a facilidade e a simplicidade, com que se pode
applicar lodos os usos as forgas productoras da
natureza.
At aqu temos supposlo que a fonle, onde
iamos haurir o trabalho era um ribeiro. Quere-
mos acaso com isto dizer quo deveremos deixar
de parle e como nao utilisareis os regatos, as
correntes, os lagos e os tanques ? Ninguem po-
deria conservar alguma duvida este respeito.
Tudo tem sua razao de ser na natureza.
Encontra-se nos Vosgos, as fraldas dos Pyre-
neus urna muliidao.de pequeos regatos ou cor-
rentes, de que certamento se tirara um grande
partido. Estes pequeos cursos d'agua podem
ser empregados, quer para transmiliir movimen-
to distancia, quer tambem para fazer gyrar no
rzesrno lugar raoinhos.
' verdade que estes receptores offerecem um
rendimenlo pouco consideravel, mas sao tao
simples de iostallago, podem ser fcilmente
multiplicados, e sempre ganhar-se-ha pelo nu-
mero o que so perder pelasimplicidade primitiva
do apparelho.
Assim, pr-se-lia directamente em movimenlo
urna rao gyrante, cujo effeito ser sufficienln pa-
ra prestar em muitos casos verdadeiros servigos.
No meio das planicies urna presa d'agua bem
combinadapalhar a vida e a vegetagao pelos
campos queimados pelo sol; poder fazer func-
conar muilas machinas agrcolas, que ainda ago-
ra sao movidas bragos humanos. Muitos agri-
cultores ahi encontraran! muilas vezes a forga,
que elles tomam com grandes despezas aos vapo-
res. Muitos herdeiros, que temem recorrer es-
tes motores com ruedo dos iocendios, achariam
ahi muilas vezes por baixo prego todo o poder
motor necessario.
Quando os estabelecimentos iodustriaes ou
agrcolas s lem em suas circumvisiohangss la-
gos ou tanques, nem por isso elles deixam de
possuir urna forga gratuita utilisavel.
So a fabrica ou a herdade est em um nivel in-
ferior ao das aguas, nada impede que se estabe
lega um desvio e que se conduza o poder motriz
ao poni onde a necessidade se faz sentir. Se o
trabalho deve effectuar-se cima, do nivel das
aguas, um arteQeio engenhoso poder remediar,
era certa medida.a difficuldade que se aprsenla.
Vale a pena que o indiquemos summariamente.
At aqui ainda nao fallamos da forga lomada
s correntes athmosphericas. Todo o mundo co-
nhece as vanlagens e inconvenientes dos raoi-
nhos de vento. Entretanto, aqui devemos faz-
los intervir, porquanto, a queslo muda de face,
quando aegao do vento se combina a d'agua.
A ioferioridade dos motores vento est na in-
termittencla de sua acgo. Ah a natureza que
manda, e o motor que obedece ; mas fcil in-
verter os papis, e mostrar quo com as duas for-
gas vento e agua, combinadas, pde-se obler
um trabalho permanente.
Imagine-se urna serie de motores vento, pos-
tos em fileira as bordas de um lago ou tanque.
Supponhamos que estes motores pem em mo-
vimento bombas, que levam as aguas reserva-
torios. So todo o systema organisado de ma-
neira que cada bomba seguo fielmente a aeco do
vento, levanta muita agua quando o vens est
forle, pouca quando o vento est fraco ; mas, en-
tretanto, sempre funeciona, qualquer que seja a
intensidade da corrente athmospnerica ; certo
que geralmente haver sempre um trabalho til
effecluado. S no caso em que o ar esreja per-
feilamente calmo que os motores vento nao
funecionaro mais. Porm, como se acha arma-
zenada nos reservalorios umi somma de traba-
lho muito superior que pode ser utilisada na
fabrica, bastar desde enlo consumir, durante o
lempo de calma, o poder motriz que se lem re-
servado ; nestas condiges mui raras vezes suc-
ceder que so esteja falto de forga productora.
Assim, armazenar durante semanas inteiras o
trabalho, de que se poder ter necessidade, e de-
pois dispeosa-Io em um momento dado, tal o
fecundo resultado, produzido pelo emprego si-
Em tudo isto reconhego bem o meu hugue-
nole 1 pensava ella.
Depois indo sentar-se mesa, deparou com
urna rosa que eslava sobre o seu prato : e Pedro,
que havia notado a sorpreza de sua ama, apres-
sou-se logo i dizer-lhe :
Da parte do Sr. de Vissec.
Vamos I pensou a condessa ; fiz mo juizo
do Sr. de Vissec : se um hertico em religio,
pelo menos nao o em cortezania.
Todas as edades da vida, da mesma sorte que
todas asestages do amo, lm a aua irradiagao.
A velhice que nao possue nem a forga da madu-
reza, nem a belleza da mocidade, nem a graga da
infancia, encontra tambem muitas vezes urna es-
pecie de majestosa seduego no seu completo
desapego das cousas humauas, o nesse olhar des-
ioteressado e bemfazejo que sabe langar sobre o
passado. Nobremeote supportada, e bem com-
prehendida, ella produz homens excepcionaes
profundamente convencidos da reserva imposta
sus edade pouco agradavel s mulheres, e ao
mesmo lempo abundante de bellas maneiras, cor-
tezes, dedicados de longo, solitarios por gosto, e
entretanto por urna ultima e innocente garcidice,
esforgaudo-se do fundo da sua solido por agra-
dar sem se apreseotarem, invisiveis quaes ou-
tros hermilos, e affavis como puros cortezos ;
lypos de modesta discrigo, e de perfeila urbani-
dade, que muito se eocontrava na antiga nobreza,
e de que o Sr. de Vissec offerecia um exemplo
vivo, com grande admirago da castellaa confia-
da ana guarda e aos seus cuidados.
Fiel linha de conducta que se hsvia tragado,
o Sr. de Vissec viria retirado no seu aposento :
porm nao se passava um s dia em que Alina
nao recebesse delle urna prova nao so de ama-
vel galantera, como lambem de delicada aolici-
tude.
A condessa ia pouco pouco subjugando a sua
tristeza ; recebia quasi sempre noticias de Chris-
liano. 0 capillo lioba sido encarregado pelo
marecbal do Humires de inspeccionar as guar-
niges do Delphinado, e sem cessar i cavallo per-
corria a provincia, datando as cartas i sua esposa
ora de urna cidade, ora de oatra : por esse lado,
pois, a condessa podia estar descansada. Fecha-
va-sedias inteiroscom aquellas cartas preciosas,
que cobra de lagrimas e de beijos ; porque nellas
pareca ver o seu Christiauo, e quando percor-
ria essas queridas expressoes, parecia-lhe que
os olbos do seu marido se aehavam fixos sobre
o papel, seguindo a direcgo dos seus proprios
olbos.
Depois erara explosoes de hilaridade excitadas
Eolo engragado menino, que sempre tinha ama
istoria para contar: urnas vezes era Pedro que
bavia soltado a lingua ponto de discorrer du-
rante um minuto contado no relogio : oulras ve-
zes era o cavallo Cyclope que, passeiacds ao ar
Uvre do pateo, havia passado a cabega pela ja-
celia da cozioha e devorado um iscgg irjleiro do
assucac de Brgida, a qual suppondo que tora elle
(Brin-de-Mousse) puchou-lhe pela orelha, ini-
quidade esta de que elle se vingou logo encuendo
de pimenta a esixa de tabaco de sua av, e es-
condondo-lhe os olhos, isto os seus oculos. E
o menino sacando da algibeira os pesados oculos
da me Brgida, collocava-os sobre o seu mimo-
so e delicado nariz, e fazendo mil caretas ao es-
pelho, procurara imitar os sres e modos da vov,
excitando por este modo o riso e alegra da con-
dessa.
Era, pois, a companhia de Brin-de-Mousse urna
distraegao para Alina. O pequeo pagem a se-
gua gravemente quando ella passelava no par-
que, segurando na cauda do vestido de sua ama
com impertubavel dignidade. Presente ao almo-
go ou jantar, collocava-se sempre por detiaz da
cadeira da castellaa, animando com a sua cmica
tagarellice essas refeicea aolitarias, qae Alina
sempre encetava ao pr-se mesa com esta phrase
acompanhad de um sorriso :
Oh I a rosa do Sr. de Vissec l
Bem depressa nao foi somonte por urna rosa,
sempre a mais bella, e a nica algumas vezes do
parque abandonado, que o Sr. de Vissec buscou
fazer-se perdoar da condessa pelo seu nao appa-
recimento.
N'um dia Alina viu chegar para a mesa, con-
duzidos ceremoniosamente por Pedro, e da parte
do Sr. Vissec, magoificos fruotos ignorados no
mercado primitivo da pequea cidade de Ganges.
Brin-de-Mousse abriu a bocea, e seus grandes
olhos, vista dessa graciosa offerta, que Alina
saudou logo com estas palavras:
Muito bem, Sr. de Vissec 1 Passamos ngera
de Flora Pomona I
N'um outro dia a condessa feriu levemente seus
mimosos ps, mal protegidos por suas chinellas
de selim, nos espinhos de urna das avenidas do
castanheiral : quando deseen outra vez ao par-
que, achou j o caminho desembarazado, e Pe-
dro com urna fouce na mi; e como ella o in-
terrogasse esse respeito, o criado respondeu:
Foi o Sr. de Vissec quem mandou.
Algumas vezes vinha-lhe phantasia ir des-
cangar sombra das arrores do parque, e eolio
mandava Brin-de-Mousse sua cmara buscar
um banquinho : o desninhador de passaros, es-
queeendo as suas funegoes de pagem, demorava-
se no caminho correndo atraz das borboletas.
Alina urna tarde mesa reprehendeu-o por isso,
queixando-se de que voltva cangada de seu-pas-
seio por causa da negligencia do Sr. Brin-de-
Mousse, o qusl por nica resposta puoha-se i
torcer o chapeo entre as mios. No da seguinte
a condessa percebeu da sua janella bancos rsti-
cos dispostos no parque nos lugares por onde eos-
tumava ella dirigir os seus pssseios.
A' quem devo eu agradecer tanta bondade?
pergunlou i Pedro que a* achava por detraz da
ana cadeira, parecendo mesmo esperar esia per-
guata,
mullaneo d'agua e do vento. E', quanto nos,
um dos mais poderosos meios de utilisagao das
forgas perdidas da natureza, que se pode encon-
trar, um daquellos que sao applicaveis na mor
parte dos casos.
Quanto ao motor vento, que gosasse o privi-
legio de proporcionar o trabalho effecluado pela
intensidade do vento de urna maoeira perma-
nente, que fosse apto por s proprio a trabalhar
rquito, quando o vento est forte, trabalhar
pouco, quando o vento est fraco, elle nao est
mais em problema, existe j desde mullos annos, I
o o Sr. Bernard, do Lyon, deu um modcllo delle
aperfeigoado.
Sob o lado pratico, porlanto, a idea perfeita-
menle realisnvel, e nao espera mais do que urna
nobre iniciativa para progredir. Ha assim mui-
tos lagos ou tan jues, que, hoje em repouso, po-
deriam lornar-se amanh.a urna fonle de riqueza
iooxgolavel para os paizes circumvisiohos.
Estamos longe de haver citado nesta rpida
exposico o complexo dos meios proprios utili-
sar as forgas gratuitas. Alguos exemplos, toma-
dos ao acaso, bastario para mostrar ainda a mul-
tiplicidade dos servigos, que podem preslar-nos
os motores naluraes.
As fabricas tiram partido dos cursos d'agua pa-
ra elTectuarem um trabalho local. Mas a forga de
urna corrente, obrando em um ponto qualquer de
sua exienso, toroa-se egualmente urna fonle de
trabalho perfeilamente applicavel todo o com-
pnmenlo do curso d'agua. D'aq-i o pensamen-
to de empregar a corrente de um rio, de um ri-
beiro, para fazer subir bateis at o ponto de par-
tida.
E' assim que, com o soccorro de balis e de
urna simples roda hydraolica, que enrola urna
corrente em um tambor, pde-se evilar era al-
guos casos particulares'o consumo consideravel,
que lem os motores vapor.
Esta idea generalisada foi egualmente applca-
da um caminho de ferro. Bastou modificar um
pouco o caminho de alagem ordinario para per-
oiiltir rebocar waggons com o soccorro de urna
Torga desenvolvida pela propria correle.
Poderiamos tambera lembrar as tentativas, que
foram feilas para utilisar a forga do fluxo e re-
fluxo do mar. Um da vira, talvez, era que este
poder motor, hoje completamente perdido, pres-
tar egualmente grandes servigos certas indus-
trias.
Mas convm que limitemos aqui estas cons-
deragoes geraes j muilo extensas. Basta, em
resumo, para nos, o havermos attrahido a alten-
gao dos homens especiaos sobre um objecto de
estudo cheio de interesse e infelizmente muito
negligenciado em nossos dias.
O vspor tem prestado grandes servigos e pres-
tar sinda, al que seja desthrouado por um mo-
tor mais econmico. Pelo contrario, as forgas
productoras da natureza eslo longe de terem
sido ulilisadas, e seu emprego parece-diminuir
lodos os diai.
Eutretanto, nao deve isto passar em esqueci-
mcnlo, que as forgas gratuitas, hbilmente postas
em jogo, poderiam em muitos casos vir ser o
eixo natural, em tomo do qual gravilariam- todas
as grandes questes industnaes e econmicas.
Nao ha cousa alguma na natureza que deva fi-
car inottiisada ; sirvamo-nos, pois, de tudo e-que
ella pe nossa disposigo para a felcidade e
bem estar de todos.
Henrique de Parville.
( Le Conatilutionntl. = S. Filho.)
nao deviso) ser esquecidas. e entreunto Vollai-, o,:-, c,m x ....", _, ,.. .,
re nio deixra de folhear 4 roub.r Dcoge.u to-|,ar",n;lmD0.ra irufrVr Sd !l8-P',Bpfll"
das as vezes que leve de fallar d# Luiz XIV. I' drfir coi ,i ..A.BM nMp*x M Quanto Saint-Simn, elle ^animado de to- ;^ iVu^stenfi,. k t\lAi? a* UniC0"
do o cium. do cortezao desprendo contra o co J".VadortMade' g,nQC8SS d.e ,U' pr0"
teiio favorito ; s Ibe d entrada na corte esse y B"c,n,ua<-
.SrlS&V.f:ffi Fiada em Voltaire e Saint-Simn. mltld5o
-. vida. .9^^WXSiSS S, Staram f S^SVSZZlfc.
contrario, v que cu rival est ,a ,e|niceoe Lu/ XIV#
fuscado. Pelo
0 jornal de Daogeao, e a velhice de
Luiz XIV.
Os grandes monumentos da historia do seculo
XVII olTerecem um interesse tal, que com razao
deve causar espanto que o Jornal do marques
de Dangtau nao ten ha sido totalmente impresso.
At a famosa edigo. devida ao concurso intelli-
gente dos Srs. SouH e Dussieux, apenas foram
publicados resumos mui incompletos da obra im-
mensa do favorito de Luiz XIV, e estes resumos
nao permittiam apreciar toda a importancia de
memorias, que do dia por dia, durante trila e
seis annos, de 168* 1720, as mais exactas par-
ticularidades sobre a corle de Franca.
A escola histrica, que tratava de intrigante
madama de Haintenoo, fazia de Dangeau o lypo
do cortesa ridiculo, e seas juizoserrneos sobre
os dous respeitaveis personagerrs tinham egual-
raenta origera no odio de Volleire e de Saini-
Simon.
Os escriptores- mais recentes nio- toem sabido
libertarem-se dessa opinio formada, o nos ve-
mos Mr. de Corn em sua notavel obra sobre
AYonorcAi(/-roncesonoctt/o X Viriadoptar sem
restriego o desprezo de Saint-Simoi, pela obra
< desse beato de corte, cujo roste- mostrara o
que elle tinha : urna insipidez de fazer vo-
mitar.
E fcil comprehender o encarnieamento des-
envolvido pelo philosopho de Ferney e pelo gran-
de senhor misaothropo contra o cortezao assiduo
de Luiz XFV. O primeiro trata Dangoau de ve-
lho criado de cmara, imbcil, que se mettia
fazer torio e direito gazettasde todas as lou-
curas, que ouvia as an-camaras. E ainda mais
de furo da casa que se pe por detraz dos la-
caios para ouvir o queso diz na mesa. Mas
porque Dangeau escrevra em seu jornal em data
de 13 de maio de 1716:
O pequeo Arout, poeta muito satyrico e
imprudente foi exilado. Mandaram-opara Tulle
e ello j est fra de Pars.
Depers em 19 de maio de 1717 :
Arout foi meltido na Bastilhow E' um man-
cebo aecusado de fazer versos muito imprudentes;
j ha alguns mezes fra elle exilado; mas parece
incorrigivel.
Mais tarde Dangeau fallou do suceesso das pri-
meiras tragedias de Vollaire com sua benevolen-
cia costumada ; mas- as verdades ditas Arout

Ao Sr. de Vissec, respoedeo o lacaio.
A condessa chegou ponto de nao exprimir
mais um desejo que nao fosse immediatamenl
satisfeito : suas menores phanlaaias eram preve-
nidas,, e executadas logo. Quiz ter livros ; e se
bem que a bibliolheca do castello estivesse des-
prevenida delles havia longo lempo, todava en-
controu um dia na sua cmara dispostos cuidado-
samente as prateleiras da urna estante de raar-
chetaria diversos voUmes & escolher ricamente
encadernados, e entre outros urna collecgao'.das
mais preciosas estampas retocadas pelo abbade
de Macolles, e cujo exemplar completo au exis-
tia em parte alguma seno em Versailles no ga-
binete do rei. Sobre a primeira pagina de cada
obra se lia urna dedicatoria dirigida condessa
em eslylo todo paternal, rematando cosa a assig-
natnra. trmula e senil do Sr. de Vissec,
Qs domsticos do castello se tinham egualmen-
te revestido de um ar de etiqueta do todo senho-
rial. Pedro so bavia tornado n'uou especio de
camarista que fazia honra ao salo de um prin-
cipe de sangue. A esplendida libro agaloada da
casa de (iangos, tirada para fra do fundo das ga-
vetas, nunca passeiou nos sales do castello com
tanta magestade. O servigo do Pedro era regu-
lado as mais pequeas cousas com aua cere-
monia quasi pomposa. Quando, por exemplo,
chegava ao castello urna carta do Sr. cande para
sua esposa, era isto considerado como um grande
suceesso. A porta da cmara, em que se achava
a castellaa, se abra de par e par, e Pedro appa-
receodo na presenga della lhe apresentava a car-
ta sobre urna almofada de velludo, depois de
fazer-lho tres venias, com o que Alina muito se
impacientava, ainda que nada dissesse com o re-
ceto de offeoder ao Sr. de Vissec n'uma das suas
mais respeitosas iotengoes.
Todos os dias, apenas ella conclua o almogo,
Pedro Ibe perguntava attenciosamentsde que
modo a Sra. condessa teocionava passar o lempo
accrescenlando que sera satisfeito o sea menor
desejo. Se a condessa manifestara odesejo de
dar um passeio carro, n'um abrir e fechar de
olhos, a carruagem se achava prompta s auas
ordens ; se desejava divertir-se na pesca, ira-
mediatamente a velha barca do lago, preparada
de novo com o assonto da popa forrado de se-
im, bslancava-se margem airosamente espe-
rando a linda castellaa, e Pedro se lhe apresen-
tava logo com s redes no brago : ae quera ca-
car no bosque, achava na sua cmara os vesti-
dos proprios, o roupo bordado ouro. o chapeo
de plumas, e o cbicolioho ; o seu cavallo Cyclo-
pe ricamente ajaezado e com ama manta de bro-
cado, esperava-i impaciente preao i argola do
portio.e seu lado o pagemzinho Brin-de-Mous-
se, alegre e lodo altivo por poder apresontar-se
linda dama revestida de suas cobras atirbuigdes,
tendo em urna das mios, nt um mocho como a
primeira vez qu se lhe apresentirs, mas m
bonito falcio,
o rosto, na estatura e na dignidade
das maneiras ; tomou parte nos magnficos pra-
zeres da mocidade de Luiz ; viu essa grande in-
diligencia impondo-so Euiopa e conquistando
della urna parte.
Dangeau foi admitlido s confidencias, ao jogj,
mesa, ao acto do deilar-se o rei ; elle
recebeu recebeu de seu principe bens, ttulos,
dignidades ; viu de perto durante cincoenta an-
nos a alTeicao cheia de boobomia, desse rei tao
altivo para com seus fllhos e amigos ; viu-o mos-
irar-se maior na desgraga do que no lempo de
sua maior gloria. Dangeau, por tanto, ama e
admira Luiz XIV, e Sainl-Simon s encontra
sarcasmos para estes senlimentos to legtimos e
to naturaes.
At aqui podia-se crer sob palavra Vollaire
e Saiot-Srmon ; mas a rcenle publirago dos
Srs. Soulis e Dnssieux vem dar ao carcter do
marquez de Dangeau seu verdadeiro valor. E'
urna rehabilitago completa, egual de que foi
objecto madama de Mainlenon, gragas publica-
gao de sua correspondencia.
Nao ser mais permittido depreciar urna obra,
que conlom urna mina preciosa de inforraaces
sobre a segunda melado do reinado de Luiz X'lV.
AdminisiragSo, finangas, exercilo, marinha, ope-
rages militares, diplomacia, coostruegoes, cos-
lumes, religio, modas, cagas, jogos e diverti-
mentos de todas as especies, tulo ahi descrip-
lo simplesmente, em estylo seeco, se quizerdes,
mas lambem sem paizo, sem zello, sem pre-
ven gao, com a maior exactido e a mais escrupu-
losa probidade.
Nao ha nada nesse jornal que seja pessoal, e
que se resiala de vaidade ; nelle nao se descobre
maledicencia alguma, e ainda menos calumnia ;
o autor sem cessar modestamente se oceulta para
s oceupar-se do rei e da Franga ; e sempre ,
pde-se dize-lo, um homem de bem que falla e
que descreve.
O que ha de notavel que o jemal que nos
oceupa, serviu de guia Sainl-Simon para suas
magnificas memorias. Elle, que affecta tanto
desdem por por esse cortezao to rasteiro, lo
placido, to grande admirador de nadas, com
tantojqua esses nadas dissessem respeito to rei,
a ou s pessoas de posigo, e que gozavam do
favor real, elle, soube procurar urna copia
dos trinta e sete volumes raanuscriptos de Dan-
geau ; annotou-os com cuidado, e essas addicoes
foram o primeiro pensamento de suas memorias.
Escrevendo-as, iocessantemente recorre ao jor-
nal, melhor informado do que elle, e chega
ponto de copiar phrases inteiras de Dangeau. Em'
quanto cita os fados seguindo o seu modelo,
verdadeiro, mas desde que se abandona sua pai-
xo, perde-se, e nem urna eonfianga mais se po-
de ter em suas ssserges.
Ousamos dize-lo: Satot-Simoo escreveu um
admiravel romance histrico e nada mais ; e to-
do o autor, que para um juizo nao tiver outra au
toridade, que nao a de Sainl-Simon, s dever
adopta-la com a mais extrema reserva. Consi-
deramos como subscripto caugao ludo que es-
creveu sobre o rei o cortezao desapootado, bem
como sobre madama de Mainlenon, sobre os 11-
Ihos naturaes de Luiz XVI, sobre Louvois, sobre
os Rohan, sobre o parlamento, sobre os Jesutas,
sobre os Sulpiciano; e nao ligamos mais im-
portancia histrica s iosinumagees de seu odio
do que s pretendidas chronicas dos secretarios do
Sr. Alexandre Domas.
Q.uo difireme a autoridade do jornal de Dan-
geau 1 Com elle o historiador nio corre algum
risco de perder-se, e pode nelle beber com segu-
ranga ama data, um faci, um nome ou um com-
mentario. Saint-Simn foi toreado convir
nisto :
a Com ludo isso, suas memorias,, chelas de
tactos, que as folhas calara, ganhaso-muito para
o futuro, e servirlo para quem qoizer escrever
mais slidamente, pela exactido dachronologia,
e por evitar toda a oonfuao. Emfim,. ellas re-
presentara com a mais- desejavel preciso o qua-
dro- exterior da curte,, de ludo que a-com pe, as
oceupagdes, os diverlimeutos, a diviso-da vida
do-re, o essencial de toda a corle ;. de serte que
nada seria mais desejavel para a historia do que
ter semelhantes memorias de todos-os reinos, e
se fosse possivel.
Se a obra de Dangeau era tudo differente do
juizo feito peta hostilidade de seus ioimigos, seu
carcter egualmente muito superior ao retrato
tragado por elles. Era o typo do cortezao, ver-
dade, mai do corlezSD qae ama seu amo, e que
desempenha com egual suceesso todos os postos,
aos quaes o chama seu soberano, oronel do re-
giment de infantaria do rei, elle destinguiu-se
em numerosos combates ; ajudante de campo de
Luiz-XIV, acompanhou-o em lodos as suas cam-
panhas ; embaixader junto de diffOreotes prnci-
pes da Allemanha, desempenhou com habilida-
de sua misso ; gro-meslre da ordem de S. L-
zaro, levantou-a da decadencia, em que haviam-a-
deixado cahir os seas predeeessores; cavalleiro
de honra da duqueza de Bourgogne, foi o gober-
nador inlelligenle desta princeza, que, por sao
mocidade, linha tantas cousas aprender; poe-
ta o amante das artes, foi um dos membros mais
considerados d academia franceza o protector
benvolo dos escriptores de seu lempo. O ami-
go de Luiz XIV chegou altura de sua po-
sigo.
Quanto ao amigo do regente, seu espirito de
denegrimento nunca foi egualado, nao ser por
sua importancia ; e a morte do grande rei> nao
o- fez sabir das fileiras da mediocridade.
os ltimos annos de sua vida na tristeza e nos
minuciosos exercicios de urna devogosem liml-
"les. Acorte nao teria mais conhecido prazer
algum ; a hypocrisia lena reinado desembara-
damenle, e a eompresso exercida nessa poca
teria preparado a reaego da regencia ea horri-
vel licenga dos coslumes, assignalada na minori-
dade de Luiz XV.
A censura de austeridade exagerada, dirigida
madama de Maintenon, j (oi victoriosamente
refutada pelo duque de Noilles e pelo Sr. Theo-
philo Lavalle, em suas notaveis publicages so-
bro a Ilustre fundadora de Saint-Cyr. Ao ver-
se a variedade de prazeres, de oue ella cerca as
Olhas ds nobreza, que devem a edneago sua
solicitude, Dcar-se-hia antes tentado laxa-la
de muita indulgencia, e de um excesso de bon-
dade.
Quanto physionomia da corte nos nllimos
annos do grande Jornal de Dangeau offerece
o quadro o mais exacto, e nos vamos ver se elle
se parece com o quadro de phaotasia, que se tem
feito tomar pelo publico como urna verdade his-
trica.
Notamos primeiro que tudo, quant devoro
que o rei nao se approximava dos sacramentos
nao ser as cinco grandes testas do armo, Pas-
choa, Pentecosts, Assompgao, Todos os Santos-
e Natal. Commnngava geralmente as vesperal
destas testas, e no dia assistia missa e S ves-
peras, qur na capella, qur na parochia do'Ver-
sailles.
Durante a semana o rei oaria missa todax as
manhas na capella de palacio, e geralmente
assistia ao salee as quintas e domingos.
Perto da semana santa elle dizla urna vez em
altas vozes na ceia que moito feliz seria se seus
cortezos se posc3sem em estado de cumprir o
dever paschoal,
No principio da quaresma, fazia urna recom-
mendaco geral do mesmo genero em rolago
abstinencia ; e quando nos derradeiros annos de
sua vida os mdicos crdenaram-lhe qoe comease
carne na sexta-feira oo sabbado, o rei nao ad-
raitlia a corte sua mesa allm de nao dar mu
exemplo. Vemos nestes hbitos regalares as
praticas de urna vida chrrsta ; mas nao pode-
mos nellas descubrir trago algum desse nicotis-
mo exagerado, que arrogara Luiz V,
Quanto s testas da corte, ninguem sem duvi-
da espera ver um rei septuagenario dansar em
soires, ou brincar o annel como fazia um sobe-
rano de viole annos. Mas se fiuiz XIV d bailes
para mocidade e os honra com sua presenga, o
que mais pode exigir-se delle? Tomemos- por
exemplo o carnaval de 1711,derradeiro inver-
n, no qual Versailles tora animada pela presen-
ta de jo vena principes, alguns mezer antes qne
a morle viesse successivamente levar o Delphim,
o duque de Be-rgonha, a duqueza de Dorgonha e
o duque da Bretanha.
A Franga era asss infeliz para que o rei po-
desse julgar-se dispensado de fazer da osar sua
corle, os desastres da guerra, o luto em todas as
familias, a miseria por toda a parte enreonse-
quencia da tome,emfim, bastantes razdes havia
para adiar as dansas para lempos melhores. Mas
os netos de Luiz XIV desejavam prazeres, e sen
av Ih'os proenvou para distrahi-los dos prazeres
pnlicos.
Domingo, A dt Janeiro de 1711.O rei, diz
Dangeau, levar- amanha jovens damas e- jovens
cortezos para dansarem em Marly, os- qaaes-
nunca ahi estiveram. Os bailes comecar-o ter-
ga-feira, e haver- dous oo tres por semana,
. Terca-fe\ror 6 de Janeiro, em Marly.A.*
neite, depois da ceia, comegou o baile. O" re'
demorou-se at depois de urna hora, e disse que/
linha achado o baile muito-bonito, e que as se-
nhoras dansavam multo bem.
.Sexta-feira, 9 de Janeiro, em Marly.A du-
queza de Borgonba joga todas as lardes no sa-
lo, ejoga forte oomo ha muito lempo nao so-
faz ^ monsenhor, porm, joga de quando em.
vez e um jogo muito mediocre.
Sabbado, 10, em Marly,O rei, a rainha e a
priuceza de Inglaterra chegaram pelas seis horas,
c o baile comegou e sete ao sali. O rei de
Inglaterra e a princeza sua irmaa comegaram o-
primeiro minuete.. O baile duion at depois do
dez horas e este ve muito bonito
t- Segunda-[eir; 12, em Marly..O rei, depois
do missa, foi correr o vado com os principe. A*
noile, depois da eeia houve- baile at s tres ho-
ras. O rei nao se demoro tanto OOSM na pri-
meira noite.
Terca {tira, 13, e>u Marly.A' noite depois
da ceia houve baile que durou at &s cinco horas
da manha. O rei retirou-se pouco depois da
mela noile.
Sex{o-/e'ra16, em Jlariu,A* noite depois.
da ceia houve baile al s oinco horas da ma-
nha. O rei retirou-so- pooo dspois da meia
noite.
Sabbado, 17", em Vertaillet..O rei veio'do-
Marly para aqui, e noilo houve comedia.
Stgund-fe\r\ 19, em Yertallt.K' noilo
houve comedia.
5exa-/"eirat 23.Iloiive depois da ceia gran-
de baile em casa de madama Voisin, onde a du-
quesa de Borgoaha- chegou. depois da meia-noi--
te, e aahiu um pouco antes- da seis horas. A
testa toi muito magnifica o muilo em ordem.
Chegarara muitos mascaras-de Pars e houve uma>
dama mascarada, que dioso muilas insolencias,
urna dama da-corte. A. duqueza de Borgonlic,
foi ouvir missa antes do deitar-se.
{CoMinuar-st-ha}.
Quanto ao. Sr. de Vissec, que evidentemente
diriga todas essas cousas- para os prazeres.da
condessa ; continua va encerrado no seu aposen-
to, e nem dava signal da vida. Apenas Alina
percebia Oe lempos em lempos, em differentoa.
horas do-dia, urnas vezes-na eitremidade do par-
que, ouIms borda do poo, urna forma humana
vestida de preto, com o passo vagaroso e como
fatigado, apoiando-se n'um grosso baslo a qual
segua lentamente alguma alea solitaria, e depois
de langar um olhar sobre o castello afastaca-se
e desappareceria como urna sombra atravos do
parque.
Essa reserva, e esae silencio juntos todas as
provas de solicitude. que todas es diis lhe dava
o Sr. de Vissec, acabaram por tocar singularmen-
te ocoragao da condessa. Qui agradecer, o ao
mesmo tempo domesticar um pouco esso. hospe-
de to cortez, e to sel vagea : e por isso man -
dou-lhe pedir oue viesse assistir ssuas horas de
refeigo. O fidalgo renov* suas desculpas, des-
la vez por escripto, supplicando de novo a con-
dessa que nio levasse mal o seu modo de vida,
e lhe permiliisse o nao ir elle importuna-la com
a desagradavel companhia dos seus cabellos
braucos.
Eslava j muito esquecido, dizia elle, da lio-
guagem e maneiras da boa sociedade, ignora va
mesmo os usos modernos, pois haviam decorrido
bastantes annos, depois que doixra o trato do
mundo ; havia lambem perdido as gracia de um
alegre conviva : o por conseguinte era de pouco
de a prego para a condessa a companhia do um ve-
lho, cheio de rheumalismo, atacado da gota, que
s sabia abanar com a cabega, pregar aermes,
um velbo finalmente que passava os seos das
entregue leilura dos psalmos e da biblia.
Tudo quanto ambicionava era que a condessa
de Cazilhac lhe concedesse a permisso de con-
tinuar nos seos cuidados e benvola galantera,
nico prazer que podia aspirar. Em sua antiga
amisade, accrescentava elle, tinha como urna
fortunaque o capito Chtistiano, quem era
affeicoado como um filho, lhe houvesse confia-
do as funegoes todas paternaes, que elle se es*
torga va por preencher para com Alina. As suas
relagoes de tonga dala, com a familia de Ganges,
o fizoram vir lentas e lio ameudadas vezes ao cas-
tello, que conhecia melhor do qne ninguem os
seus menores cantos, e as pessoas que o habita-'
vara ; e disto procutiva tirar partido, tornando
essa habitagio o menos fastidiosa possivel baila
castellaa, e fazendo mais supportarel a sua soli-
do, e a ausencia do seu marido.
O Sr. de Vissec concluia essa carta, em cujas
liohas transpiravam. urna nobreza e elegancia que
fariam honra i um duque, e par do reine, recu-
sando-so do novo ao convite de Alina, e soecur-
rendo-se, com a maior simpHcidade dos seus oi-
toott annos, que o nio deixavam sahir do seu
fsenlo, seno mui raras vezes.
Ottoot* anuos 1 dizia a, C0Qi}of4 Consigo
mesmo. Entretanto parece-mo que ouvi Chtis-
tiano dizer que o Sr. do Vissec s tinha cincoenta
annos.- Pode- ser quo-eu ouvisse mal, oocentao.
que Christiauo se tivesse- engaado.
O capitn se engaara com effeito como.ello
mesmo escrerera Alina dias depois era respos-
ta s perguntas d'esla, oue nuncadeixava-de pax-
lecipar 4 aeu marido tudo o que se paesara no
castello depois da partida d'elle ; narrando mi-
nuciosamente todas a ttengdes de qae era ob-
jecto da parte do Sr. do Vissec, e tallando alegre-
mento desse velho, que lio ben sabia, hattno-
nisar a urbanidad do cortezao com a- rudez do
puritano..
Na verdade, escrevia ella Christiaa 0
vosso Sr. de Vissec um homem singular ; xr-
ca-me das maiores provas de smizade, entr-dian,
lo se escasa tudo o qu techo feito para arran-
xa-lo ao seu aioho. Nodou um passo q'ue nio
encontr ao redor de mim os maia vivos sigoaea
do seu cuidado o obsequios, porm nio deia ie
Ih os agradega. nem so quer mo d occasiaoTda
compnmenta-lo : um civilisado & quem falla
domesticar. Seria capaz d argir forteaaente i
aquello que ousasse faltar coa o respeito dovido
ssenhoras, ao passo que elle falla 4 certas pe-
quenas etiquetas de civilidade. Faz stano as
suas refeifoea, anda o vives. sem se lembrar de
que tem ama joven ao p de si, entretanto quo
Iraia-me como se eu fosse a rain ka Golconda.
Nao o vejo nunca, ao mesmo tempo.qua o vejo
em todas as cousaa : impossivel evita-lo e 4
impossivel encontra-lo I Nada sei da sua vida
elle sabe tudo da minha. O que faz elle Do
que maneira pasaa o tempo ? Ignoro. O peque-
no Brin-de-Mausao, de quem tanto gostses pelo
seu genio simples e jovial, diz que Brgida nun-
ca se emproga muito tempo em preparar-lhe a
comida, qua obra de poneos Momentos. To.
sobrio, pois, como parece ser, eotonde du arraajo
de uma mesa, tanto que seria capaz de dirigir o
proprios banquetes do rei. Supponho que deve
ter ama figura pouco agradavel. o isto. natural
com a edade, que tem, de olteota annos; Ouco o
quasi sempre tossir na sua cmara, o murmurar
algum cntico iutherano. Vou ainda testar al-
guns esforeos para arranca-lo sua bisookice
mas se elle teimarUnto paior l-ronunciarei
esse trabalho, declarando-o ineuravel. Em uma
palavra o vosso Sr. de Vissec. fraco o desvelado,
puritano e corlez, um malicioso que me causa
admiracio, me agrada : 4 um elegante n'um
patnarcha, um abbadan'um huguenote, um ma-
drigal n um paalmo, analmente um ramalhete
n um copo do tisana,
IConlinuar-te-ha.)
mu,-* m, di m, r, ds iamu, -imi.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EZWOBJ5VU_DSUD2F INGEST_TIME 2013-04-30T23:12:38Z PACKAGE AA00011611_09255
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES