Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09251


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Full Text

'

ilIO IIXT1I IOII10 49
P*t tres fies Paitados 5*0*0
Per tres mezes vencidos 6$000
fiDIHTAnaiA2SMniEBEIME
Per alie adit*< t9|000
Perte nace para esnbscripttr.
B-N'CARRBGADOS DA 8UBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
de OUreira; Maraoho, o Sr. Uanoel Jos llar-
tras Ribeiro Guimaries; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DUS UiKKElU.
Olinda lodos os dias as 9 1/8 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhnns nas'trgas-feiras.
Pi d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury eJKx as quartas feiras. .
Cabo, Serlnhlem, Rio Formoso, Uoa,Barreiros,
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE FEVEREI&0.
I
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manhaa.
9 La ora as 5 horas e 45 minutos da Urde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da larde.
DAS DA SEMANA.
Segunda: Ss. Cezario e Dioscoro mm.
Ter$a; S. Torquato are. m. ; S. Nstor b. m.
Quarta. S. Leandro are. ; S. Bessa m.
Quinta.,. Romo ab. ; S. Pompilo m.
Sexta. O'precioso sangue de Jess Christo.
Sabbado. S. Simplicio p. ; S. Jovioo m.
Domingo. S. Hemeterio m. ; S. Cunegundes,
AUDIENCIAS UO THlBUNA'Eaa UA UAF1TAL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relaco: tercas, quintas e sabbados aslO horas.
Fazenda : torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphios: tercas e sextas as 19 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do civel:
hora da tarde:
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSRJPgA DOSL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcas Dias; Babia,
Sr. Jos Msrtins Aires ; Rio de Janeiro, 8r.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do sumi- Manoel Figmeiroa da
Faria, na sus livraria praga da Independencia ds
6e8.
PARTE OFFICIAL
-------1- -i- i, iii .
Governo da provincia.
4.a Secfio.Palacio do gorerno de Pernam-
buco, S6 de fevereiro de 1861.
Enro V. S., para sua sciencia e devida exe-
cuqo a portara desta data, pela qual resolv, pe-
los motivos nella expendidos, annollar os traba-
lhos j feitos da eleigo dejuizes de paz, que se
proceda nessa parochia.
E porque nao se tivesse installado no dia de-
signado por le a junta qualiQcadora dessa fregue-
zia, para cujos trabalbos devem concorrer os
eleitores e supplentes da legislatura indar-se
em maio deste anno, por forga do art. 1. do de-
creto n. 1,812 de 23 do agosto de 1856, e 2. do
decreto n. 1,621 de 20 do mesmo mez de 1860,
cumpre que V. S., (azendo a coovocagao de que
trata o art. 5.a da lei de 19 de agosto de 1846,
rena a respectiva junta no dia 3 de abril futuro,
que para isto desigoo, e prosiga nos rnais termos
da qualilicacao, alim de que, guardados os in-
tersticios legaes, e concluidos os trabalhos do
cooselho municipal de recursos se possa marcar
novo dia para a predita eleicao, que foi annul-
lada.
Deus guarde i V. S.imbrozio Leito da Cu-
nha. Sr juiz de paz do 1." districto da freguezia
da Boa-Vista desta cidade.
4.* SoccoPalacio do governo de Pernam-
buco, em 26 de fevereiro de 1861. *
O presidente da provincia, altendendo as re-
presentares e informagoes da mesa parochial da
Boa-Vista desta cidade, dasquaes consta que no
dia 24 do crreme mez, por occasio de apura-
reis-se as cdulas psra a eleigo de juizes de paz
do 1. districto daquella freguezia fra arremes-
sada de fra da mesa urna porgo de cdulas sobre
as que nella se achavam para seren apuradas,
por forma tal que no meio do molim e assuada
que tao criminoso proced ment produzio, con*
fundram-se as cdulas legitimas com as arre-
rnessadas de fra, tornando se impossivel deslio-
gui-las : lendo tambero desapparecido no conQicto
o livro das actas: considerando que as cdulas
por apurar, podiam influir no resultado da elei-
cao, visto como a maioria dos rnais votados so-
bre os oulros era de vinte Tinte e cinco votos, e
as cdulas apurar-se eram quarenta e tres ;
considerando que na ausencia do livro das actas
impossivel apreciar pelos tramites legaes o es-
tado verdadeiro da eleicao, e proseguir nos ter-
mos ulteriores della; teodo em vista os avisos de
15 e 27 de outubro ultimo, resolve, servindo-se
da faculdade que lhe confere o art. 118 da lei de
19 de agosto de 1846, annullar os trabalhos j
feitos na predita eleigo de juizes de paz da pa-
rochia da Boa-Vista desta cidade, deveodo pro-
ceder-se nova eleicao em dia que ser mar-
cado, depois de concluidos os trabalhos da quali-
ficago do crtenle anno, que anda nao se
procedeu naquella parochia, por cumprir fazer-se
a chamada na predita eleicao pela nova qualifi-
cacao. Ambrosio Leito da Cunha.
isso recommendo V. S. a expedico das suas
ordens, aQm de que sejam mudados os doentes
para o rfovo hospital no dia 10 daquelle mez.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. inspeccionar o paisado Domingos
Jos do Almeida, quem Prudeociana Ferreira
de Barros offsrece pelo requerimento constante
da copia junta para substituir seu filho Domio-
gos Jos de Miranda, soldado do corpo sob seu
commando.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estando nos termos legaes os inclusos documen-
tos que me foram remetlidos pelo commandante
superior da comarca de Santo Anto com officio
do 18 do correle, mande V. S. pagar Francis-
co Antonio de Barros e Silva, ou ao seu procura-
dor, a importancia nao s dos vencimentos rela-
tivos ao mez de Janeiro ultimo do destacamento
de guardas nacionaes da villa da Escada, mas
tambem da despeza feita n'aquelle mez com o
fornecimento de luz psra o quartel do referido
destacamento. Communicou-se ao supradito
commandante superior.
Dito ao mesmo.-Transmuto V. S. para o fim
conveniente o incluao aviso de letra na impor-
tancia de 1605, sacada pela thesouraria de ren-
das da provincia do Rio Grande do Norte sobre
essa, e favor de Jos Joaquim do Lima, ou
sua ordem.Communicou-se somelhante desti-
no ao Exm. presidente da mencionada provin-
cia.
Dito ao mesmo.Em vista da conta que de-
volvo, mande V. S. pagar, como indica em sua
informago de 23 do correte, sob n. 151, a
quantia de 123$, que se est dever Manoel da
Silva Simes, proveniente de feitio e concertos
de bancos para uso da faculdade de direito des-
ta cidade.Communicou-se ao respectivo direc-
tor.
Dito ao promotor publico da comarca da Boa-
Vista. Respondo consulta que Vmc. fez em
seu officio de 17 de dezembro ultimo, declaran-
do-lheque deve Vmc. fiscalisar por si ou por in-
formagoes, todas as contas de despezas feitas com
os presos pobres das cadeias detsa comarca pon-
do-lhea o visto do eslylo, urna vez
considere legaes.
Dito ao delegado do Ouricury. Nao podendo
ser sa'.isfeita a sua requisicao comida em offlcio
de 2 do Janeiro ultimo, visto achar-se extincta a
collectoria de rendas provinciaes desse termo,
segundo consta* di ioformaco da thesouraria
provincial de 14 do corrente, sob n. 59, acabo de
recommendar mesraa thesouraria que remeta
Vmc. por intermedio do chefe de polica a quao-
lia de 350J para occorrer s despezas com o sus-
tento dos presos pobres da cadeia desse termo,
de que lhe communico para seu conhecimento e
em resposta ao citado offlcio.Oflciou-se the-
souraria provincial para entregar ao thesoureiro
da repartigo da polica a mencionada quantia
para o fim cima indicado.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.
Transmuto por copia Vmc. para os flos conve-
nientes o auto de vestoria pelo qual foi reconhe-
cida a identidade de pessoa dos sentenciados Ma-
noel Joaquim do Prado, dosta provincia, e Anto-
nio Monteiro Cavalcacti, da provincia das Ala-
goas, q'ue falleceram no presidio de Fernando.
Dito ao director geral da instruego publica.
Mande V. S. com brevidade recolher thesou-
raria proviocial, como requisitoa o inspector del-
la em offlcio de 23 do corrente, os livros da ex-
tincta administraco do patrimonio dos orphos,
que forem oecessarios para exames, esclareci-
mentos e transportes da respectiva escriplurago.
Portara.O presidente da provincia, tendoem
vista os offlcios do director da repartigo das
obras publicas de 30 de julho, 6 de selembro e 9
de novembro do anno prximo passado, sob ns.
225, 251 e 298, bem como os da thesouraria pro-
vincial de 17 de agosto ultimo, 2 do citado mez
de novembro e 18 do corrate, sob ns. 355, .501 e
64, resolve que as repartieres competentes se
observe a inclusa tabella da destribuigao dos fun-
dos que pelos Io, 2o, 3o. 4o. 5 e 6o do art. 13
da lei provincial n. 488, de 16 de maio daquelle
anno, foram consignados para as obras publicas
desta provincia no anno financeiro de 1860
1861.
TABELLA da destribuico de fundos consignados para as obras publicas desta cida-
de, pelo capitulo 4. do art. 13 || Io, 2o, 3, 4o, 5o e 6o da lei provincial
n. 488 de 16 de maio de 1860 para o anno financeiro de 1860 a 1861.
Art. 13
!'
Expediente do dia 25 de fevereiro de 1861.
Officio mesa parochial da Boa-Vista desta ci-
dade.Cumpre que a mesa parochial da Boa-
Vista desta cidade, sobrestando na con.inuac.ao
dos trabalhos eleitoraes, de que se oceupa, at
ulterior deciso desta presidencia, informe com
toda a urgencia:
1." Em que estado se achava o processo elec-
toral quando arremessarim sobre as cdulas le-
gaes a porgo dolas, de que trata a mesa em seu
offlcio de hontem;
2." Se a apuraco das cdulas, que ia proce-
der, quando se deu aquella criminosa oceurrencia,
poderia influir no resultado da eleigo ;
3. Se as cdulas arremessadas sobre a mesa
confundirani-se por tal forma com as legaes que
nao seja hoje possivel descaminar urna das outras
sem a menor contestarlo ou duvida.
Se a mesa toda nao aceordar na informarlo,
que tem do dar, devora vir em separado o pare-
cer dos membros divergentes para serem um e
outro apreciados.
Dito i mesma.Nao sendo bastante explcita a
resposta dada ao 3 ponto do meu offlcio desta
data, convm que a mesa parochial da Boa-Vista
desta cidade declare com urgencia se as 33 cdu-
las, que formam um dos massos actualmente
existentes na respectiva urna, segundo expem,
sao ou nao as mesmas 33 que nella existiam an-
tes do facto criminoso referido em seu offlcio de
hontem: o que a mesa parochial dever fazer
conectivamente, ou em separado, segundo hou-
ver ou nao divergencia entre seus membros, con-
forme recommendei, com tanto que o facam em
numero de cinco, completando-se, se fr preciso,
na forma da lei.
Dito cmara municipal de Caruar.Tendo
considerado ao que me representaram o bacha-
rel Jos Leandro deGodoye Vasconcellos e Fran-
cisco Raphael de Mello Reg, recommendo c-
mara municipal de Caruar que,na apuraco ge-
ral que, em virtude do art. 3 do decreto n.
2633 do Io de setembro de 1860, tem de proce-
der da rotacao para deputados geraes de todos os
collegios comprehendidos na circumscripgo do
4o districto eleiloral da provincia, tenha muito
em vista o preceilo do art. 87 da lei de 19 de
agosto de 1846, explicado pelos avisos de 9 de
fevereiro e 1 de marco de 1848, que regulam a
materia, e em virtude de cujas disposices deve a
cmara municipal limitar-se sommar os votos
que os collegios eleitoraes attenderam, mencio-
nando os que elles separaram, cingindo-se in-
teiramente s actas que lhe foram enviadas, e
respeitando religiosamente as decisdes dos mes-
aos collegios, seodo-lhe apenas licito apurar das
duplcalas de eleices -nelles haridas ajque rnais
legitima lhe parecer.
Recommendando cmara municipal de Ca-
ruar o cumprimento desse dever resta-me lem-
brar-lhe a responsabilidade, em que possa incor-
rer pela sua omisso, e que sem duvida se lhe
far effecliva.
Dito ao Exm. visconde commandante superior
da guarda nacional do Recite.Queira V. Exc.
mandar prestar urna guarda do honra tirada de
um dos corpos da guarda nacional desta cidade
para acompaohar aprocisso do Senhor Bom Je-
ss dos Afictos, que tem de sabir da egreja de
S. Jos de Riba-mar no dia 3 de marco prximo
Tindouro, s 3 horas da tarde.
Dito ao Exm. presidente da Parahyba.Accuso
recebido os dous offlcios que V. Exc. me dirigiu
em 20 e 24 do correte communicando a remes-
es do desertor do 4 batalhio de artilharia Fran-
cisco Theodoro da Costa para esta provincia.
Commuuicou-se ao commandante das armas.
Dito ao coronel commandante das armas.
vista do exposto no aviso de 21 de marco de 1853
nao podem os otciaes do exercito consignar
rnais de dous tercos do respectivo sold para
qualquer fim ; assim, poi, sirva-e V. S. de or-
denar que o alteres Lutz Jos Ferreira Jnior de-
clare se lhe convm effectuar-se na conformidade
do citado aviso a piestsgo que pretende consig-
nar na provincia das Alagoas Carlos Cyrillo da
Castro.
Dito ao provedor da Santa Casa de Misericor-
dia.O arrematante das obras do hospital Pe-
dro II, eommunicou-me em offlcio de hoje, que
estando- concluidas as mesmas obras, pretende
fazer entrega dellas ao dia. 8 de marco, e por
2.'
3.
Consignado decretada .......
Destribuigo.
Aos empreiteiros das estradas do Norto,
de Pao d'Alho Nazareth e de Taman-
dar............
Pagamento das obras arrematada!.
Ultima prestago do empedramento du
aterro dos Afogados......
, 2* e 3a presticoes do dito do lanco da
estrada da Victoria entre os marcos de
6000 a 8000 bragas......
2a e 3* ditas da mesma estrada entre os
marcos de 8000 a 10000 bragas .
Ultima dita da mesma dita entre os mar-
cos de 10000 a 12000 bragas .
Ultima dita do 15* dito da estrada do Sul.
Ultima dita do empedramento da primei-
ra parte do 1* lanco da estrada do Pao
d'Alho..........
Ultima dita do dito do 5 lango da estrada
da Escada :......
Ultima dita do 28 dito da estrada da Vic-
tona ........
Ultima dita da conclusao do 12" dito da
estrada do Sul.....: .
Ultima dita da dita do 14 dito da mesma
estrada...........
Pagamento do excesso de transporte de
pedras ao arrematante do 5" lan;o da
estrada da Escada. .......
dem Bento Jos Pires, arrematante do
5 lango do Sul........
Com a obra da casa de Detenco. .
Com a dita do Gymnasio......
Com a dita do hospital Pedro II. .
Pagamento que se tem realisado em apo-
lices...........
Disponivel para as novas obras decretadas.
Com os estados graphicos .
Consigoacio volada .:.....
Destribuigo.
Com os reparos e conservaco das obras.
Com os ditos do calcamento da cidade e
das cadeias.........
Com as demais obras de que trata este
paragrapho ....;....
Com as obras das matrizes. .-
Com a edifleaco da cadeia do Buique.
Com o cemiterio publico da freguezia do
Cabo .......
A saber:
9:055200
6:l86g400
3:5203000
1:7308666
3:8658950
4:3259140
945J252
.1:1431450
1.350fSO00
2:00O0OO
6359750
61:9309000
112:981*568
85:0O0$O0O
Palacio do governo de Pernambuco, 23 de fevereiro de 1861.
34.-757J808
3:1029000
11:1068132
10:0009000
6:0009000
126:8959940
16:2009000
A saber:
70.0009000
8:0008000
7:0008000
Ambrozio Leitoda Cunha.
DESPACHOS DO DU 25 DE FEVEREIRO DI 1861.
Requerimentoe.
3909Azevedo 4c Mendos. Informe o Sr.
capito do porto.
3910Candida Rosa Mara Ferreira. Infor-
me o Sr. director do arsenal de guerra.
3911.Francisco Raphael de Moli Reg.
Expediram-se as providencias que no caso ca-
biam.
3912.George Quintana Marina. Assigne, e
volte, querendo.
3913Joo Feroandes da Cruz. O lugar que
o supplicante requer deve sor prvido de confor-
midade com o decreto n. 817 de 20 de agosto de
1851.
3914.Jos Leopoldo dos Santos Lins. Nao
tem lugar o que requer.
3915.Joaquim Urbano Maria Lumachi de
Mello. Informe o Sr. provedor da aade do
porto.
3916.Feliciano do Reg Barros. Informe o
Sr. Inspector da thesouraria proviucial.
3917. Prudenciana Ferreira de Barros.
Apresente-se ao Sr. commandante do corpo de
polica o individuo offerecido, Qm de ser ins-
peccionado.
3918.Bacharel Jos Leandro de Godoy e Vas-
concellos. Expediram-se as providencias, que
no caso cabam.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Londres 8 de fevereiro de 1861
S M dia 6 do crtente pela tarde recebemos
aqu a mala do Brasil viada pelo Tyne, tendo
este Jt^^H^^B na manhaa do da 2.
a i, P9?l 2,093 e 11 canas com diamantes.
Nada annunciaram as folhas politicaa desta ca-
pital acerca do mevimento eleiloral no imperio ;
mas consta aqui por cartas particulares que o
governo perder as eleices em varios districtos.
Eotretauto esta noticia nao causou nesta praca
impressao alguma desfavoravel s relaces com-
merciaes dos dous paizes.
Os fundos pblicos brasileiros continuam a ser
colados pelos presos anteriores, e assim as em-
prezas brasileiras garantidas pelo governo im-
pera!. Os nossos 5 0/0 fleam de 98 a 100; e os
4 1/2 por 0/0 a 85 5/8 As aeces da estrada do
Recife estao anda a descont de S6 2 1/2 a 3
as da Baha a dito de & 1 1/2 a libras 2 ; e as
de S. Paulo a dito de Si 1/8 a 7/8 A conver-
so de grande parte dos fundos da empreza fr-
rea do Recife em apolices de 6 0/0 da nossa di-
vida Interna vai tendo logar, effoctuando-se essa
operaco no Rio como assim ordenou o governo
imperial.
Os consolidados inRlezes ficam a 91 7/ft a q?
Os 3 0/0 francezes a 67 fr. 85 c. Os 3 0/0 mexi-
canos a 23 1/4. Os chilenos de 6 O/O a 102. Os
3 0/0 dinamarquezes a 84 1/8. Os peruanos 3 0/0
i 74; 3/ Por'uguow a 45 3/4, Os sar-
dos 5 0/0 a 81 1/2. Os Z 0/0 hespanhoes a 47 1/2
Os 6 0/0 turcos a 56 5/8. E os rusaos de 4 /2
u/u i y i.
Os artigas brasileiros 4 venda nos mercados
oglezes tem obtido os seguales precos. Algo-
do de Pernambuco 8 d. 7/8 a 9 d. 3/8 por
S1 diB,hu 8 d. 5/8 ; e dito do Maraohio 9 d.
'rlK.^S' Pt- V ew^ Ce* Primeira
qualidade (3 d. de direito por <8] 61 s- 70 per
cwt -segunda qualidade 55 s. 61 s.; e ordinario
52 s. 54 s. 6 d. Pao brasil de 80 s. 85 $. por to-
nelada. Assucar branoo de Pernambuco da
Parahiba de 26 s. 6 d. a 80 a. per, cwt. ; dito
mareavado de 20 s.a.25 s. Couros silgados de 5
d. 3/4 a 7 d. 1/2 por 8; seceos 9 d. a 9 d. 1/2
e seceos salgado* de 8 d, a 8 d. /2.
que as De Inglaterra para o Brasil seguiram na ulti-
ma quinzena os seguinles navios : De Liverpool
Wtlham 4 Edward (23 de Janeiro) para a Baha ;
de Gravastnd Wellington (28) para Pernambuco ;
de Cardiff Porto Novo (29) para a Baha ; de Jer-
foy S. Ami (29) para a Baha ; de Jersey Venus
(29) para Pernambuco ; e de Gravesend Ferdi-
nand (1.* de fevereiro ) para Pernambuco.
Do Brasil chegaram no mesmo periodo In-
glaterra os abaixo mencionados : De Pernsm-
buco Anno (23) a Queenstown : de Macei Olinda
(23) a Liverpool; de Pernambuco Twin Sisters
( 21 ) a Gt-Dtfk ; da Baha Thaleetris (21a
Greenoek ftfo Para* Johanna Carolina ( 24 ] a
Gravesend ; do Rio Grande Oporto (24) a Deal ;
da Baha Orkney Las (24) a Liverpool ; do Rio
Grande liara (24) a Falmootb : do Rio Grande
Roxana (25) a Gravesend ; de Pernambuco cA
(27) a Rristol ; do Para Cupid (28) a Liverpool ;
de Pernambuco Lihan (28) a Liverpool; do Per-
nambuco Norval (28) a Clyde ; de Pernambnco
Sea Wave (31) a Liverpool ; e do Rio Grande
Elisa ( 4 do corrente ) a Liverpool.
Teve com effeito lugar aqui no dia 5 do cor-
rente a sessao solemne da abertura do parla-
mento ioglez por S. M. a Rainha. Nes sa occa-
sio pronnciou a mesma augusta senhora um
discurso relativo siluaeo domestica e exte-
rior da Gria-Bretanha.
Alludindo condico interna do paiz. S. M.
mencioftou a mareha animadora que vai levndo-
se a organisago do seu imperio da India ; e re -
ferindo-se insurreigao dos indgenas na Nova-
Zelandia, tnanifestou a esperanza de em breve
ver restabelecida a tranquillidade publica, gra-
Cas s medidas acertadas que as autoridades teem
adoptado. Finalmente recommendou ao parla-
mento a adopcao de varias leis relativas A banca-
rota, consolidado da lei criminal, e unitor-
midade do imposto na Inglaterra e no paiz de
Galles.
Nenhuma mengo fez o discurso da corda da
reforma eleitoral.
Passando a fallar dos negocios externos, de-
clarou a rainha que o seu governo mantinha as
molhores relaces com as potencias extrsngelras;
referiu-se poltica de nao Uitervencao adopta-
da pela Graa-Brelanha em relaco Italia, as-
signalou os successos da Syria, assim coma a
oceupaco fraoceza ali em virtude desses acn-
tecimeotos ; etogiou a expedido da China ^fi-
nalmente mencionou a celebracjiode dous trata-
dos, um com a Franca e outro com a Sardenha.
dopois de ha ver feito alluso situsqa poltica
actual dos Estados-Unidos.
Na cmara dos lords, assim como na dos com-
muns, foi a falla do throno volada favoravel-
mento, comquanto a opposicao nao deixasse de
combater o governo pela sua poltica em relaco
aos uccessos da Italia. Na opiniio de lord Dar-
by e de Mr. Disraeli, lord John Russell estabe-
lecera urna doutrina porniciosa sustentando no
seu despacho de 27 de outubro ultimo em rea-
gao aos successos de aples que a intervenco
do rei de Sardenha fra legitima pelo simples
tacto dehaver sido invocada por um povo oppri-
mido 1 Lord John Russell defendeu-se, allegan-
do que havendo-se a Inglaterra declarado pela
unidade Italiana nao poderia v-la prejulicada
pelos acontecimentos de aples que ameacavam
a anarchia, cumprindo-lhe por consequencia ac-
ceilar a intervenco da Sardenha como meio
rnais regular para a obtencao do grande fim.
Esta explicado, embora methaQsica, teve a van-
tagem de callar a opposicao.
A situaco poltica do lado da Italia ofierece
ainda diffkuldades dignas de menco.
Segundo annunciei na miuha ultima, depois de
ha ver lindado o armisticio que por intermedio
do imperador Napoleo fra negociado entre o
rei Francisco II e o general Cialdini renovaram
os beligerantes as hostilidades, sendo a fortaleza
de Gaeta attacada tambem pelas torgas navacs
piemontezas sob o commando do almirante Per-
sano.
No da 23 do prximo passado teve lugar um
ataque combinado contra essa praca pelas torcas
sitiantes de mar e trra ; mas ossa operaco,
longe de haver produzido o resultado desojado e
previsto pelos Piemontezes, apenas servio psra
Ihes patentear as difficuldades com que tero
ainda de lutar seriamente antes da entrega de
Gaeta pelos sitiados.
Pelo lado de trra o bombardeamento de mais
de cem pegas de artilharia do syslema Cavalli,
convergindo sobre um mesmo ponto no intuito
de abrir brecha, nao produzio o effeito esperado,
logrando apenas arruinar na praca varios edifi-
cio, enlreos quaes figuram um hospital de feri-
dos e um convento; e do lado do mar, comquan-
to o almirante ptemontez empenbasse na aegao
todas as torgas sob seu commando, que monta-
vara a nove fragatas e seis canhoneiras de pri-
meira classe, nem por isso conseguio fazer cessar
o fogo da bateras das fortaleza, sendo pelo con-
trario obligado, em resultado dessa aegao, a
retirar de de fronte da fortaleza alguos navios que
haviam recebido grandes avarias durante o
combale.
Accredila-se mesmo que a esquadra piemon-
tezs tora de tal modo maltratada pelas bateras
de Gaeta, no ataque desse memoravel da, que
nao repilir provavelmeote novas operagoes,
limando-se a manter o bloqueio as condieges
publicadas pela gazeta official de aples.
Quanto s condiges actuaes das forgas sitian-
tes de trra, affirmam varias correspondencias
quo o general Cialdini tem pedido reforcos ao
governo de Turim, valo jolgar iosufficientes para
manterern um cerco regular as forgas de que
dispe, desfalcadas demais nao s pela doenga
como pelo* sinistros da guerra.
Ha poucos dias urna bomba lancada de Gaeta
fez sallar no campo piemontez um paiol de pl-
vora, donde resullou a morte de vinte pessoss; e
consta tambem que o fogo da prega, sustentado
muitas vezes por duzentas pegas de artilharia,
tem consideravel ment contribuido para retardar
o completo acabamenlo daa obras de cerco.
O principe Eugenio de Carignan, Lugar-Tenen-
te d'el-rei Vctor Emmanuel as provincias
oapolitinas, visitou ha dias o Moli de Gaeta,
onde se acha estsbelecido o quartel-general do
commandante em chefe das forgas piemon-
tezas.
O fim desta
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iagem parece ter sido do intuito
de animar por aquello modo o exercito sitiante,
alias j cansado com as fadigas de um cerco que
dura ha quasi quatro mezes.
El-rei Francisco II sempre renitente a transigir
acerca da entrega de Gaeta, mostra-se disposto
a resistir al a extremidade, na esperanga talvez
de que urna possivel mudanga na poltica euro-
pea em seu favor possa dar-lhe um elemento de
saivagio.
A praga segundo consta so acha munida com
mantimentos para seis mezes, e gragas perma-
nencia da esquadra franceza no porto de Gaeta
durante dois mezes, poude completar as suas
obras de defeza do lado do mar; de modo que
poder ainda resistir por muito lempo, salvo o
caso em que tenha de eotreger-se em virtude de
haver a artilharia pieraonieza logrado abrir bre-
cha, pois em Ins circumstancias nio de pre-
sumir que el-ri Francisco II queira expr-se s
consequencias do assalto que os torcas piemon-
teza* torio de effectuar.
- Afflrmj-se que as tropas sitiadas sobem a nove
mil komens, todos em actividade, hateado el-rei
feito partir d'ali os feridos antes da expirac&o, do
armisticio,
Acham-se em Gaeta com. esse principe os re-
presentantes da santa s, d'Austria, ds Hespa-
nha, e de Saxonia ; e parece que o imperador da
ussia ordenara positivamente ao seu. enviado
oo seguir sem demora de Roma para junto de
Sua Mageslade Siciliana.
E' sabido que o corpo diplomtico, acroditado
junto d'el-rei Francisco II, linha recebido desse
principe urna rogativa para deixarem a praga,
ondo corriam um perigo intil;. mas quando em
16 do mez prximo passado se apreseutararn em
Gaeta os diversos ministros para comprimentarem
el-rei por occasio do seu annivecsario natalicio,
foram enlo rogadojLDor ease prncipe a perma-
necer na forlaleW?kitfcota* < dfScllis, ct-
cumstancias em que elle se achava depois la
retirada da esquadra do almirante Barbier de
Tinan.
Varios desses representantes, porm, tireram
do desculpar-ae com Sua Mageslade, com solido
fundamento ou sem elle, de nao poderem fleer
por se asharem ao mesmo tempo acreditados jun-
tos da Santa S, e assim deiiaram aquella praga,
onde, como tica dito, penas se achara os repre-
sentantes do papa, do imperador da Austria, da
rainha da Hespanha, e do rei da Saxenia. A di-
versos membros dessa corporago, so attribue
parte da deciso era que est el-rei Francisco II
de defender Gaeta a todo o custo ; revolugo es-
ta de que nao parece disposto esse principe a de-
raover-se, apezar das instancias do imperador
Napoleo em sentido.contrario, por entender que
ser sem resultado proficuo pata el-rei maior der-
ramamento de sangue.
A causa deste principe conta tambem com o
dbil apoi que est. Miando de pequeos trium-
phos alcanzados pelas guerrilhas realistas, que
trazem em alarme as provincias dos Abruzzi ; o
valor, porm, desses successos ser completa-
mente annuJledo desde que os Piemontezes pos-
sam dtspor de maiores forgas, com quo sem du-
vida viro. a deslrogar aquellos corpos mal disci-
plinados e armados. J nos flns do mez passado
um corpo de mil soldados sardos invadi em 6pr-
rezze o territorio pontificio, e ahi bateu mais. de
Ires mil realistas que desse ponto faziam habi-
tualmenle correras contra as provincias napole-
tanas boje sob a autoridade do rei Victo* Emma-
nuel.
As autoridades pontificias oppozecam a esse
ultraje ou violago de territorio decisiva resisten-
cia, fazendo marchar'Um corpo de zuavos contra
o inimigo e conseguindo em resultado faier-lhe
alguna prisioneiros ; mas este successo nada tira
deciso em que esto os Piemontezes de exter-
minar por quaesquer meios as guerrilhas exis-
tentes.
Os partidarios d'el rei Francisco II, e este prin-
cipe mais do que ninguem, olham tambem com
esperanga para as intrigas do partido Italiano
exaltado que quer todo custo a prompta libera-
gao de Veneza, esparando que d'uma semelhan-
te tentativa resultar em favor d'Austria um com-
pleto triumpho que vtria aproveitar causa do
illustre principe, que em Gaeta est dando o
mundo a mais decisiva prova d'um acrisolado
valor e da firme resolucio com que sabe susten-
tar urna cansa prjpria.
Nenhum desses recursos, porm, se aprsen-
la com probabilidade de feliz successo; porquan-
to nem das forgas realistas espalhadas pelo ter-
ritorio Napolitano se espera vantagensde algu-
ma monta, nem d'uma collisao entre a Austria e
a Italia se er que possa provir um auxilio ef-
ncaz para a causa d'el rei Francisco II, visto co-
mo ludo indica actualmente que o gabinete de
TuriD, hoje preponderante pela victoria obtida
as recentes eleiges sobre o partido da guerra
immediatacontra a Austria, se abster de provo-
car um conflicto com essa pontencia : donde
por conseguinto de fcil inferencia que a situa-
go do illustre guerreiro de Gaeta desesperada,
embora possa Sua Mageslade contar com vanta-
gens momentneas, resultantes da posigo forte
em que se acha, roas que s temporarimenta lhe
ser dado manter, sendo certo como que mais
cedo ou tarde ter Gaeta de render-se
Umdos fados mais importantes da nltima sema-
na a victoria obtida pelo partido Cavournas re-
centes eleiges que as diversas provincias Ita-
lianas tiveram lugar para o congresso nacional.
0 primeiro ministro d'el rei Vctor Emmanuel
contar no parlamento Italiano com urna maioria
de dous tergos, com que far triumphar sua po-
ltica moderada, e a nica capaz de salvar a causa
Italiana, que ainda hoje est cercada de graves
embaragos. Os nomes msis nolaveis, que teem
figurado no movimento da Italia, foram eleitos,
QCluiodo nesse numero os dos actuses ministros
excepgo do ministro Jaccini, que todava es-
pera ser afina! occeito em urna eleigo sopple-
mentar Turin elegeu o conde de Cavour : Fio-
renga o baro Ricasoli ; Bolonha o marquez de
Pepol ; e aples o general Garibaldi, e o baro
1 oerto. O partido de Mazzini foi atrozmente ba-
tido, sendo repellido Bertaoi. alma dessa faego,
em Milo e Crisp em Palermo. A opposiso
moderada, longo de ganhar terreno, foi tambem
supplantada pelo governo, embora conseguase
ella entre outras nomeages a de Ratazii por
Alexandria.
Com estes elementos de existencia vai em bre-
ve comegar seus trabalhos o congresso italiano,
esperando-se que um de seus primelros actos
seja o de conferir a ol-rei Vctor Emmanuel o
titulo de rei da Italia, pelo qual todava 6 j
vulgarmente chamado. ministerio Cavour te-
r sem duvida de insistir no seo programma pela
unidade da Italia, o que importa a liberago de
Roma e Veneza, visto como sem essa doclarago
vera fugir-lhe immediatamente das mos o apoio
parlamentar, com que conta governar; alm de
que, satisfazendo a essa Indicago, o ministerio
Cavour preencher cabalmente as vistas que lhe
sao proprias.
O proprio Garibaldi, que at pouco tempo se
achava testa do partido exaltado, parece haver
transigido com a poltica de Cavour, deferiudo
para occasio mais opportuoa um ataque contra
Veneza. E' hoje geralmente sabido que o gabi-
nete francez nao apoiara o Piemonte em urna
guerra offensiva contra a Austria ; e nestas cir-
cumstancias, certo como est o conde de Cavour
de nao poder conseguir por maio dos recursos
proprios da Sardenha um triumpho contra a
Austria, teve de modificar as suas vistss acerca
da libertsgo de Veneza, propondo-so a chegar a
esse resultado quando o paiz sa achar em cir-
cumstancias mais favoraveis.
A esquadra trance sob o commando do al-
mirante Barbier de Tinan nao teria talvez sido
retirada de Gaeta, se o Piemonte se nao houvos-
se obrigado para.com o imperador Napoleo a
nao apoiar Garibaldi no seu projeclado ataque
contra Veneza ; e, urna vez compromettido a
isso, o gabinete de Turin nao poda deixar de
eocaminhar a opioio do paiz no sentido que lhe
era imposto. Assim pois, hoja idea dominante
na Italia que Veneza nao ser prximamente ala-
cada ; embora talvez tensamos de ver Garibaldi
figurar por ana cnta na revelugao que ae recis
na Hungra
A prxima vantagem deate ultimo compro-
miso entre o gabinete de Turin e o de Pars pa-
rece ser a remogio do pretexto que haveria para
10
conftelo entre a Sardenha e a Austria, visto
como Isso animara a revolugo da Hungra e da
Polonia ; mas nem por isso se er que as pro-
babilidade d'mt> prxima, guerra autopia, te-.
nham nteiramente desapparerido, quando exis-
tem anda causas que podem produzi-la.
Assim que. alm da eminente fermentaco
revolucionaria era que est a Huogria, apparece
a questao dinamarqueza entre o gabinete de
Lorapeohague o a dieta de Francfort, pela qual
o norte da Europa est ameagado d'uma prxima
cooflagrsgo ; e em taes-circumstancias ninguera
er que a Franga perdera a boa occasio marchar sobre o ftheno. A propris Inglaterra;
sena obngada a proourar alilangas contra a
Franga, se esta.tentaase aquelle plano ; e de ludo
isto pode mullo bem resultar a guerra.
Pareae todava que o gabinetes de Londres, e
fraVtaJaatam junto da dieta Germanic, para
que esta-ceda d* pretengo que tem de iotervir
no ducado de Schleswig; ponto este que-princi-
palmente a causa da desavenga entre a Dina-
marca o a dieta. Quanto questo d Kilstein
a Dinamarca se comprometiera a fazer todas aa
concessoes compaveis com a soa dignidade e
com o direito federal. Se pois forem bem su*-
cedidas estas negociagoea, de crer que venha
a desappaaecer a causa que ameaga a Dinamarca
e a Allemaoha de urna guerra.
Entretanto; essas duss potencias arman eora.
toda a pressa, achaodo-ae a Prusaia testa da
grande potencia chamadaConfederagao Germ-
nica ;-.e um seoielhanle estado- de coueaa por
som duvida muito-ameagador.
Dos. Estados -Unidos temos noticias at 22 de
Janeiro ultimo. O movimento separatista con-
tinuava a seguir seu curso e j cioc estados
do sul havuu slemnemeote pronunciado a sua
separagao da Unio. O presidente Buckanaa
continuava aa sua politica.de abstenco, conven-
cido, carao est do que a eonstitoic federal lh*
recusa oa meios de subjugar pela torga os osu-
dos, que tem volado pela separago ; e, mesmo
no quoresoeita a defeza da propriedade federal
e da coferanca das rendas, tem vitado executer
as. leis pela torca, receioso. de p*ovoar conflictos,
qae no [uluro torneas impossivel urna rocoacilia-
gao. qualquer.
Mr. Lincoln devat. em breve assumir a presi-
dencia ; mas ninguem acredita que elle erapre-
gar a forga federal para trazer o sul obedien-
cia. Espera-s tica remedio
qualquer compromissa.
As noticias do
ao presente mal de
Mxico annunciam que Mira-
mon fra batido por Jurez no dia 2 de.dezem-
bro, e que este entrara triumphanl na capital,
proclamando a liberdade dos cultos.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Hontem s cinco e meia da tardo, fundedn em
nosso porto o vapor ingles Oneida, viudo da
Europa, e foi portador de carias e jornaes.com
as seguirites datas: Hamburgo 5, Bruxellas e
Pars 7, Londres8, Hespanha 13, Porto 11 e Lia-
boa 13 do corrente.
A hora adianlada em que recabemos a mala,
s nos permitle publicar a carta do nosso corres-
pondente de Londres, qual juntamos o resumo
segutnte das noticias que colhemos da leitura.
dos jornaec
Acham-se abertos os debates nos parlamentos
francez e inglez. Eram esperados cora aocieda-
de os discursos de abertura do imperador Napo-
'- e da rainha Victoria ; por elles se devia
leo
avallar quaes ss probabilidades de paz ou guerra.
Ambos os soberanos fazem votos pela paz, mas
parecem nao confiar muito nos seus desejos.
A rainha Victoria annuncia aos representantes
do povo que aa relaces da Gra-Bretanha com
as demais potencias continuam amigaveis e sa-
tisfactorias ; confia em que a moderago e
prudencia das potencias previniro toda a inter-
rupgao da paz geral. Diz que um successo de
grande importancia acontecer na Italia, porm
que est convoncida de que se deve deixar aos
Italianos a liberdade de regular de per si os seus
assuraptos internos, e que por isso houve a abs-
tengo de inlervir activamente naquelle paiz, co-
mo o ho de demonstrar os documentos relati-
vos a este negocio, que o governo ha de apresen-
lar cmara. Diz que os assassinatos comrnet-
tidos na Syria deram em resaltado orna oceu-
pagao temporaria daquelle paiz por tropas fran-
cesas ; que urna vez expirado o prazo do conve-
nio ajustado pelas potencias com a Porta para a
oceupago, a Turqua conta com as tropas suffi-
cientes para manter a tranquillidade na Syria :
confia em que mui breve sar restabelecida a
tranquillidade naquelle paiz ; diz mais que esta
questo Uvera urna solugo honrosa e satisfacto-
ria. Lamenta que entre os differenles estados
da Uniio tenham apparecido dissidencias tao
grandes e faz votos para que estas terminem de
um modo sstisfactorio.
Lord John Russell respoodendo na cmara
urna interpellago de D'Israolli declaran; que a
Inglaterra favoravel unidade italiana, que a
Inglaterra e a Franga esto de accordo na nao
intervengo, e previoiram o governo sardo do
que desapprovaram um ataque ao Venlo; quo
espera continuar a paz ; e que a Austria con-
cillar os assumplos internos, e a Prussia os da
Dinamarca. Porm se a guerra geral rebentas-
se, accrescentou lord Russell, se a marcha dos
successos pozesse om perigo a Italia, que nos
merece profundas sympathias ver-noi-iamos obri-
gados a tomar parle na guerra, e eis-aqui por-
que o governo deseja ardentemente a paz da Eu-
ropa.
A resposta ao discurso da corda foi appro-
vada;
Lord Russell annunciou que nao appresentaria
o bil de reforma.
O Imperador dos Francezes no seu discurso de
abertura das cmaras annuncia que dar conta
annualmente aos representantes da Franga do es-
lado geral da nagao e de.todos os despachos di-
plomticos importantes. Diz que a discuaso da
resposta ao seu discurso iniciara 0 paiz no co-
nhecmealo dos seus proprios assumplos, sobro
os quaes o governo dar mais tarde explicacoes
especificadas.
Eonumera summarlamente as medidas tomadas
tanto no interior como no exterior. Diz que as
reformas econmicas diminuiram a receila em 80
milhdes de francos ; mas que os orgameolos so
acham equilibrados; que ao oceupa com os tra-
tados de commercio negociados com as nagoes
estrangeiras ; que as suas relagoes externas se
esorgou por provar que a paz era o mais sincero
desejo da Franga, que sem renunciar urna in-
fluencia legitima nao pretenda inlervir em ne-
nhuma parte aonde a nao chamassemosseus in-
teresaos a finalmente que se tinha sympathias
por tudo o que nobre e grande nao vacillava
em condemnar tudo quanto.' contrario ao direito
das gentes e justica.
Accrescentou que successos pouco facis do
prever tinham complicado na Italia urna situaco
de per s j bstanla diflkil ; que o governo
fraocez, de acedrdo com o seus adiados, julgsra
que o melhor meio ds conjurar maiores penaos
era o.de recorrer ao principio da nio interven-
gao, que deis ao pas senhar dos seos destinos
e que localisa as questoes, evitando que degene-
ren! em conflictos europeas que nao ignora que
este syslema tem o inconveniente de parecer
autonsar dolorosos successos, e sa epiniea ex-
tremas preQririam, urnas que a Franga fizesso
causa commum com as revotugoes, e outras qu;
so coHocasse i frente de ama reaeco geral o
mu que ti conseguirla, soparta-lo "do seu ca-
immflBjmHBjpjmi


(*)
l ARIO DI ERHAMUJCO. QUINTA. EIRA S 01 FEVEREIRO DB 1861.
?
ttiuho, Dcohoma destas opinioes opposias : qae
basta grandeza do paiz saber e poder defender
os seus direito, onde ellas forera atacados, de-
fender a sua honra, oade ella r oftendida, pres-
tar o sea apoio onde elle fdr reclamado para de-
fender urna causa justa. E'assim que a Franca
tem maolido o seu direito, fazcndo aceitar a ees-
sao da Saboya e Nisa, cajas provincias esli ho-
je irrevogavelmente anidas i Frasea.
Accresceola oais Lote Napoleao : assim
que para vingar a nossa honra nos confies do orien-
te, a nossa baodeira unida a daGrn-Brelahan, on-
dea victoriosa nos muros de Pekn, e a cruz,emble-
ma da tivilisaeao christa, se erguede novo naca-
pital da China nos templo* da nossa religio.fecha-
osha malsde um seculo. E assim qoe em nmada
humanidade, as nossas tropas foram Svrla ero
virlude dem convenio uropeu para proteger
os christos cootca ura ceg fanatismo.
Conlina o discursa, dlzendo que julgou ne-
cessario augmeniar a gaarnicao em Roma, por-
que a seguranza do padre santo pareca ameaca-
fla ; que enviara Gaeta urca esquadra no mo-
melo em que Ihe parecer que ella devia ser o
ultimo refugio do re de aples; que depois de
all ter permanecido quatro mezes, a mandara
retirar, porque a presenga dos navios o obrigava
diariamente a apparlar-se do syslema de neulra-
lidade que havia proclamado, e dava lugar a fal-
sas interpretarles. Declara, finalmente, que a
sua firme resoluco nao intorvir em conflicto
algum era que acausa da Franca nao esleja ba-
stada sobre o direito a a jusiiga.
O Morning-fost approvaado este discurso do
imperador, qualillca porm de dbil e pouco
enrgica a parte relativa nao intervengan.
O Uoniteur annuncia que se apresenlra o se-
nalus-consultum relativo publicago ds ses-
ses, e nomeou-se a commissao encatregada de
o examinar. Publicou lambem um decreto im-
perial regulando as sesses do senado e do corpo
legislativo. G)uiiBs=oes compostas de um pre-
sidente e um individuo eleito por cada secgo,
hao de redigir os projeclos d resposla Annun-
cia oais que as cidades de Mentn e Roquebru-
ne no principado de Monaco liuhara sido cedidas
Franga.
O Uoniteur annuncia que se lzera a primeira
advertencia ao Corrier du 0manche por ataques
e ultrajes ao principio do governo. O artigo que
motivou esta medida est assigoado por Gauesco,
o qual, sendo eslrangeiro fot expulso de Franca.
Em consequeucia desta medida houvo alguinas
manifestares, mas insignificantes.
Mr Barocheapreseutou ao carpo legislativo a
informag.io acerca da situado do imperio e os do-
cumentos diplomticos mais importantes.
Falleceu o marechal Bosquet.
A recepgo do padre Lacordaire como acad-
mico, tem sido considerada como urna solerani-
dade, e della se tem oceupao toda impreosa.
Acerca dos olhctos que tem apparecido em
bate. A idea da ama nova guerra propaga-se, e ; lucio do gabinete austraco em sustentar as suas. c O estado da doente era o seguiute : suppres-J 4"-0 reo peneguindo o pariente con o mes-
dii-se qae se reanem frequeates vezes para com- decisdes pela torca, ainda que eja 4 cusa de ai- sao do parto, fotaneao do tumor braaco (tumeur 1 rto compasso, tenlou mata-lo, mtnKataQdo-o
binaren nos meioa de levar a effeito o seu noto mas urna luta com o partido nacional da Huogna. blanche), febre com affeccio cerebral, convulsoet. por actos exteriores e principio de execuco, que
alista ment.
Em Bolonha e Ravena tem o partido piemon-
tez adquirido grande importancia entre anobre-
za ; o mesmo acontece em Ferrara e outros pon-
tos, onde Tapidamente se deseovolveu a idea
proclamada da unifleago italiana.
Em aples continua rande agitago.
No dia 19 de Janeiro formaram-se numerosos
grupos as pragas o mais adjacentes gritando :
Viva Ganbaldi I abaixo os ioimigoe abaixo oa
ministros vendidos 1
Estes grupos foram dispersos pela guarda na-
cional e tornou-se necessario reforgar todos os
pestos da guarda. aples est confiada 4 guarda
nacional, e as tropas de Ilnha marcharan para
reforgar as de Gaeta. Tem-se feito grande nu-
mero de prises entre os ofOciaes napolitanos.
Falla-se de uma nova maoifestago hostil ao
novo lngar-lenenle, que, segundo parece, parti
da redaccao de um jornal. Tomaram-se logo as
medidas necessaiias para a suffocar; o jornal
deixou de publicsr-se, e os seus redactores live-
ram de fugir.
Mural contina a apresentar-se como preten-
dente ao tbrono das Duas-Sicilias, e sera mostrar
desmedidas ambiges diz que o rucio mais fcil
de por termo a uma queslo em que as opinioes
sao lo variadas, uma votar.no por meio do suf-
fragio universal, e aprsenla os seus anteceden-
tes e os direilos que Ihe compeler. Por esta oc
casio protesta as suas ideas livres, e quauto de-
sojo tem do ver aquelles seus povos felizes, pa-
ra o que nao deixaria de ompregar todos os
meios que estivessem ao seu alcance. E' um
novo pretndeme para dividir ainda mais os po-
bres napolitanos, e trazer embarazos ao desenla-
ce da quesio italiana
Os ofliciaes napolitanos quo foram submctlidos
a conselho de guerra por se haverem negado a
prestar os seus servidas contra Gaeta, declara-
ran! que adheriam completamente & unidade e
independencia da Italia, porm nao querem com-
batir contra Francisco II, seu antigo soberano, e
do qual nao leem a menor queixa. O governo
piemonlez parece que desisti de os fazer res-
ponder a conselho de guerra.
Os defensores de Gaeta teera offerecido uma
resistencia tenaz durante mais lempo do que
aqoelle que se esperava em todos os circuios po-
lticos, e esta circumstancia, seja qual fdr a ma-
neira por que se encare a defeza, honra o valor
do rei que nao quer ceder dos seus direilos em fa-
ce da grande revolugo italiana, e o enthusiasrao
e dedicaco dos soldados que o acompanham na
sustentado de urna causa quasi a perder-se.
Por despachos receidos em Lisboa consta que
o bombardearaeiito por mar e por trra lera feito
estragos consideraveis, que voaram dous paioes
e que consta que se ettende entre a cidadella e o
Vo angmentar-se as guarniges das pragas for-
tes da Hungra.
A agitado moral augmenta na Hungra e va*
ros comicios protestaran contra o manifest
imperial.
O comido de Arad concordan en que as elei-
ges se verlOquem conforme as tets de 1848.
Diz-se qoe se convocar en breve um parla-
mento eleito directamente pelo povo as provin-
cias allemes e slavas.
Na Cracovia encerrou-se a Untversidade por
isso que os estudarites tinhae declarado que nio
queran asefstir s ligos una vez que nao fos-
sem dadas em polaco.
Em toda a Polonia reina a malor agitago e
diz-so que se fazem occultamente preparativos
para urna osurreigo quo se presumo Tobentar
na prxima primavera.
As tropas russas estacionadas em Lithuania e
a ceuagao da talla. i, nao leve effeito por circunstancias iadepaoden-
Easafreamasa destas symptomas nada havia -. lea da vontade do mesno reo? .
esperar, -ae nao reapparecesse o corrinenlo do 3aExistan circunstancias altenuantes i. fa-
Ssrlo ; os renedios, porm, produziram este ef-.l vor do roo?
Uto. Gedsaan igualmente aa eonvulses, qae Becolhido o jury de sentenga sala secreta
haviam darradn dea horas; declinou a febre com das conferencias eso o processo e quesitos, vol-
cessagao tos tymptomas cerebraes; dous das
depois non i festn -se a falla, no lereoiro brolou
o lflite, e finalmente conseguio a doente rehaver
o seu estado normal, sem allerago alguma.
< E' este nn curativo importante, que di mais
una prova da effieacia da homeopalhia, quando
bem e devidamenle applicads, cono nesle caso
fez o Sr. Dr. Caaanova, que iguaes curas ha
feito. a
Em consequencia da molestia do tabellio de
notas Francisco Baptisla de Almeida, foi uomea-
do Luiz Francisco Brrelo de Almeida, na con-
formidade do artigo 1* do decreto de 18 de de-
Franca em que disculem ou acooselham os meios bastiao de Santo Antonio, tem ja uma grande
de crear uma egreja nacional, o Uoniteur fez a
sua do ;larago em que parece mostrar que desap-
prova aquella ila, assira como Ihe desagrada
una si-intuanle discusso.
Esta publicago e a noticia de que o nun io,
moosenhor Zaccoui (orna a ir oceupar o seu pos-
to diplomtico em l'sris, fez conceber n'alguns
circuios a esperanga de perfeito arcordo entre o
overno pontificio e a corte das Tutlhcrias.
Publicou-se em Florenga um folheto intitulado
A alia rcenle :o .no de 1860 era que o seu
autor o cavalleiro Alberi proi oe mostrar a impos-
sibilidade de uma uuiao italiana como a que o
Peraonte iulenla effectuar. Na formago dessa
unidade eocoulra o autor quatro diCficuldadcs : a
questo do papado, a quesio uapolitana, a ques-
lo veneziana, e a Franga.
Considera mpossivel a deslruigo do governo
temporal dos papas, ainda quo a revolugo au-
Xiliaase por algum lempo o l'iemonle a arvorar
do Capitolio a bandeira de Turim. A confedera-
cao proposta pelo imperador Napoleao o nico
meio de tornar a llalla independile e de conso-
lidar ali as inslituicdes livres. Taes sao as ideas
exposlas no folheto" que tem produzido seosago,
pelas opinioes liberaos e insuspeitas do seu autor.
Chegou Roma urna depulagao franceza que
foi apresentar ao santo padre um milhao de fran-
cos, producto do chamado dinheiro de S. Pedro.
Vaiser expedida a carta que os couservadores
romanos dirigemi marqueza de Piojodao- Esta
carta contera mais de oito mil assignaluras, est
escripia em pergamiuho, e eucaderoada como li-
vro rom capa preta, na qual se e a seguidle
ioscripcao: Pro Vttri sede. Era volta das armas
da fmiilia Pimodan reem-se estas palavras : A
marquesa de Pimodan, os romanos.
No da 18 de Janeiro celebrou-se era Roma com
grande pompa na baslica do Vaticano, a fesla da se previa,
unJaco da caihedrai de S. Pedro, pela qual [ em rauila
aquella cidade mereceu a denorainago de eterna
Julga-seque a visita anuumiada do principe
Napoleao ao rei Vctor Emmanuel tem certa liga-
rao com a questo romana.e Cem por IWn preparar
a evacuaran de Roma pelas tropas francezas. Eo-
brecha. Qual ser o resultado porm doassalto?
Ainda se nao sabe.
4io dia 2i linha a praca disparado perlo de on-
ze mil tiros, e os PiomontezSs mais de dez rail.
A csquidra linha soffrido muito. A rainha su-
bi s bateras que deitara para o lado do mar,
e o enttiusiasmo dos soldados chegou ao seu
auge.
N'um grande conselho de guerra que bouvera
antes de concluido o armisticio, e a. que assislio
Francisco He sua heroica esposa, erara os Na-
politanos de opinio que o commando de Gaeta
se desse a um general, devendo o rei e a rainha
relirar-se aos Abruzzos, visto que esta quer se-
guir sempre as vicissitudes da campanha com
seu marido. Francisco II sustentava uma opi-
nio contraria dos generaes que receiavam que o
rei ficasse prisioneiro conjunctamente cora a pra-
ca. O rei proraelleu consultar a opini.io do seu
exercito. Em seguida em urna proclamado ds-
peosou do iuraraeoto prestado todos aquelles
que quizessem abandonar as iileiras napolitanas,
mas o exercito mostrou nao s querer ratificar o
seu juramento de iidelidade, mas manifesloucom
| o raaior enthusiasmo o iuleresse com que defen-
dera a pra;a a todo o custo.
Segundo a Patrie o bloqueio de Cela pelos
Piemontezes um bloqueio de faci, e nao de
direito, por nao estar reconhecido por nenhuraa
potencia.
E' j inteiraraenle conbecido o resultado das
eleiges Italianas. Urna maioria consideravel as-
segura a poltica do governo piemonlez. Na Ita-
talia do norte os candidatos do chamado partido
moderado, alcancaram grande vantagem aos das
ideas extremas. Em aples mesrao, onde as
eventualidades da lucta pareca n rauito incerlas
o escolha dos eleilores foi rnais favoravel do que
E' um facto este que deve ser tido
allengo, porque de certa maneira
desvanece as irapresses que existan) e as ac-
cusaces que se apreseDtavam contra o carcter
e espirito da revolugo italiana.
Pode se dizer quo foi o espirito conservador
da ordem e da paz, e nao o espirito revjluciona-
iretaiiio a Patria desmente a noticia de que as j rio> qUem triumphou nosta leigoes. Nao foi a
tropas francezas se preparara para sahir de poltica mazziuista, mas a do conde Cavour, que
alcangou a victoria no escrutinio nacional. E'
geralmente reconhecido que as eleiges na Italia
Roma.
O general Goyon nao consente que os soldados _
pontificios que acabam de ser organizados acam sao um cootecimento do maior alcance, porque
a guarda do Vaticano. i nao uteressam s pennsula, masa polticage-
Funda-se em quo a guarda do santo padre es- ral e a paz da Europa.
t couflada seguranza e garanta do exercito
imperial.
Os suissos que se achara ao servico do Papa
estao sendo a pouco e pouco licenciados e mui-
tos desertara.
Uma carta de Roma assegra porm que se es-
t orgauisindo nos estados pontificios um exer-
Roggerio Seliuio foi nomeado presidente do
senado. Garibaldi e Poerio foram eleitos por
aples.
Falla-se em modificago ministerial em ap-
les, sahindo Liborio Romano do gabinete. A
opinio publica pronuncia-86 contra o admira-
vel flexibilidade daquelle horaen que em poucas
cito de dez a doze mil homens, pela maior parle \ semanas consenliam em ser ministro de Francia
composto de soldados napolitanos, que a pouco
vo entrando armados e equipados no reino de
aples. A Independencia belga afOrraa que o
governo romano presta apoio decidido aos bandos
bourbonicos dosAbruzzos.
Tem havido novos tumultos no theatro d'Apol-
lo, em resultado do que se prohibram as repre-
seotages do Trovador; uma das siluages da
opera" dava pretexto s manifestages liberaes ;
tem-se procedido algumas prises.
Cartas de Roma continuam a fallar do estado
dosAbruzzos, para onde se dirigem continuamen-
te os soldados napolitanos que leem sahido do
territorio pontificio. O movimento dirigido por
antigos ocaes napolitanos e por alguna france-
ses. Diz-se que o general Bosco lendo sahido de
Cela durante o armisticio fra collosar-se ates-
ta d03 insurgentes, dirigindo-se trra de Labor
para atacar pela rectaguarda os sitiantes.
O governo piemonlez ordenou a concentrago
de tropas em Ascoli na extremdade das Marcas
e exactamente na direcgo era que comega a mon-
ta oh a dos Abruzzos.
Pirece que Ascoli seta abase de operagoes das
columnas movis que esto encarregadas de dis-
persar os realistas. Uma brigada que eslava em
Casal parti j para aquelle destino, e provavel
que outras tropas vo ser destacadas das guarni-
eres das antigs provincias para se reuuirera
aquella brigada.
Por um despacho de Uarselha consta que os
piemontezes subjugaram os insurgentes da pro-
vincia de Ascoli. Os legitimislas depois de lerera
tomado Tagliacozzo foram vencidos pela guarda
nacional e tropas piemontezas. Foram fuzlados
slguns prisioneiros, e entre elles o cura Rossi.
Alm disto tem havido varias acedes o escara-
mugas em dilTerentes pontos ; todava a reaego
xto parece completamente subjugada, e nos
Abruzzos lera entrado muilos oiciaes realistas e
paisanos romanos, suppondo-se que seja para
all continuaren) a organisar bandos partidarios
que percorram o paiz, e alimenten) o espirito
reaccionario.
O governo piemontez pretende tomar medidas
enrgicas, mas est envolvido em difBculdades
que surgem de todos os pontos.
Quer se considere o foco de reaego em Gaela
ou em Frosinone, claro que nos estados roma-
nos existe igualmente a reaego. Uma grande
parte dos soldados dos corpos napolitanos que
passaram Terracina e d'alli Roma, suspende-
rn] a sua marcha em Frosinone, em vez de irem
isoladamente para o seu paiz como se haviam
obrigado, e naquelle ponto foram armados e pa-
gos para engrossar os bandos que assolam os po-
vos das monlanhas.
Falla-se lambem em que o conde de Trapani
entrara nos Abruzzos para dirigir a revoluco
contra o governo'piemontez, mas jornaes insus-
peitos desmealem esta noticia.
Parece que os insurgentes se acham muito es-
palhadoa. e que se traa de propagar enlre os po-
vos a ultima proclamagao feita pelo rei Francis-
co II. Diz-se que se tiraram deste documento 18
mil exemplares.
O partido republicano proroca grande agilago
nas Roms.iias. All apparecem por toda a parte
garibaldmos com as suas camisolas escarales.
co If, de Garibaldi e do Cavour.
O governo italiano pedir ao parlamento a pro-
clamagao de Vctor Emmanuel re de Italia, um
empreslimo de 500 milhesque o governo emit-
tir segundo as circunstancias o reclamaren!, e
a pcrmisso de por em p de guerra o exercito
e a esquadra, e dissolver todos os convites que
funecionara independentes do governo.
Ura despicho de Berlim aiTiroja que o general
la Marmora declarara all repetidas vezes que o
Picmente nao intenta atacar Veneza, e quo nao
fizera outras declaragcs alem desta. A Gazel-
ta de Colonia diz que o conde de Gavour decla-
rou ao ministro da Prussia que o governo sardo
resolver respeitar escrupulosamente o territorio
da confederarlo germnica.
O chefedo gabinete annuncia negociagos com
as cortes de l'oma e Vienna para ebegar a um
accordo amigavel na quesio romana e do Ve-
neto.
Dizem de Turin que Garibaldi declarara ao rei
que renunciava a lodo ataque directo ou indirecto
Hungra e que s desejava pelejar s ordens o ao
lado do rei, quando cnegasse o momento op-
portuno.
Entretanto as ultimas noticias dizem que Gari-
baldi sahira de Caprera, e nao se sabia aondo se
diriga. A primavera approxima-se e Garibaldi
nao homem que ande a assoalhar os seus
planos I
Diz-se que a municipalidade de Londres pro-
jecta conceder a Garibaldi o direito de cidado,
cousa que se nao faz seno aos principes e aos
homens mais eminentes de Inglaterra. Consulta-
do Garibaldi sobre se aceitara esta honra, e so-
bre se tencionava r Inglaterra respoudeu que
aceitara, e annunciou a sua chegada.
O principe do Metternich foi encarregado pelo
governo austraco de declarar ao ministro dos es-
trangeiros de Franga que considerara como um
casus belli com o Piemonte quslquer ataque de
Garibaldi sobre um ponto qualquer do territorio
austraco.
A Austria manifesla a resolugo em que est
de respeitar a Lonbardia e Mr. de Thouvenel to-
mando nota desta declarago observou que no
caso de occorrer a evenlualidade que o principe
de Metternich apontava, e o governo austraco
empregasse os contingentes federaes allemes. a
Franga considersria este facto, como uma viola-
go do principio da nao intervenco.
A crise ministerial est resolvida ; Mr. Rech-
berg foi exonerado da presidencia do conselho D-
cando entretanto com as pastas do exterior e da
casa imperial. O archeduque Regnor foi encarre-
gado da presidencia.
O conselho do imperio compor-se-ha de duas
curias, a Ia formada dos principes, alta nobreza,
ofRciaes generaes e notabilidades norneadas pelo
imperador; a segunda composla dos deputados
eleitos pelas dietas proviociaes. Nos casos ex-
traordinarios deliberarao ambas as curias for-
mando um s corpo. O numero dos conselheiros
subir a trezentos e cincoenta.
O imperador d'Austria pensa em dar ao Vneto
uma constituigao que conserve a autonoma ds
dita provincia. O .governo da provincia lera dado
aos venezianos e Veneza ser a capital.
Os lelegrammas de Peslh conten a anilyse de
entoaedo o b/moo do cnefe que os guin ao con- umdecreto imperial que deixa entrever a reo-
Walhyna devem oceupar as fronleiras do reino zembro de 1853, para servir temporariamente o
da Polonia. Serao substituidas pelas tropas per- i referido lugar; visto que, por avullado o expe-
tencentes s guarnicoes do interior da Itussia. Os diente do respectivo carlorio, nao poderia sor des-
soldados que estavam com licenca temporaria
foram chamados s armas. Decretou-se a for-
mago de tres corpos que devem estar prepara-
dos em p de guerra para o Io de margo. Um
dirige-se para o Pruth, outro froDteira da Po-
lonia e o lerceiro flear de reserva.
O parlamento prussiano declarou-se por uma
maioria de treze votos, contra a opinio do go-
verno, de que nem a Prussia nem a Alleinanha
tem interesse em se oppr a consolidado pro-
gressiva da Italia.
Os jornaes publicnm o projecto de resposta
redigilo pela commissao da cmara alta; ainda
que respeitoso pela mo carchi a, o seu couledo
hostil ao governo.
O general piemontez la Msrraora parti para
Berlim para felicitar o rei Guilherme I pela sua
elevacao ao throno, da parla de Vctor Emma-
nuel. Dz-se que a sua misso nao simples-
mente a ostensiva, mas que convidar o rei da
Prussia a reconhecer a posse de Veneza como
urna necessidade para a Italia, e*Ura -peiigo para
a Austria e para a confederaran Germnica,
lranqiiilisando-o quanlo sintengoesdo Piemon-
te relativamente Atlemanha.
la esperanzas de que termine a questo da
Dinamarca sem ser necessario sppellar para as
armar e accrescenta-se que a Rnssia fez saber a
muilos governos Ja Allemanha que a Dinamarca
est dispnsla a acceder s pretengoes da diels a
respeito de Holstein, se taes pretengoes forem
apresentadas sob a forma de um desejo geral das
potencias europeas.
Os peridicos allemes resumen) asslm os pre-
paritivos de guerra da Dinamarca : o recruta-
raento martimo de 6,000 homens votado pelo
conselho de estado, ser suflkienle para se com-
pletar a tripolago da esquadra a* vapor e de ve-
la, que se compe de 22 navios. Sao chamados
890 marinheirosao servico no tde margo. Sup-
poe-so alm disto que sero tambera chamados
ao servigo os contingentes dos quatro ltimos
annos, assira como toda a reserva. O exercito
ser assim elevado, nao contando a divisao do
Holstein a 40 mil homens.
No discurso da corda cncontram-se estas pala-
vras do soberano: Toda a oppresso ser re-
pellida pelo meu povo, que aecudir ao meu
chamamento.
Efectivamenle o enthusiasmo mu.lo grande
e todos se preparam para a guerra ; entretanto
dizem de Copenhague que as grandes potencias
aconselharara Dinamarca a que faga coocesses
na certeza de que se se declara o bloqueio em
consequencia da execugo federal no ducado de
Holstein, nao ser reconhecido.
As sesses do parlamento hespanhol tem ver-
sado em geral sobre negocios de adminislragao
interna. Caldern Collaiites, ja reslabelecido,
voltou a encarregsr-se da pasta dos negocios ex-
trangeiros de que interinamente Se incumbir o
duque do Tetuo. Este adoeceu ltimamente.
O principe das Asturias est reslabelecido de to-
do. S. M. a Rainha Catholica vai no 6o raez de
sua gravidez. Provou-se estar demente o tal
Nieto Jmaz que attenlara contra os das do pre-
sidente do conselho. Foi sentenciado reclusao
perpetus. Nao se conlirma o projecto de enlace
da filha mais velha da tainha de Hespanha'rom
o filho segundo do ex-infante D. Joao de Bour-
bon. Um Qlho natural do conde de Monteraolin
apresenta-se agora em Pars como prelendente
cora hespanhola. Alguns carlistas conheci-
dos combatem nos Abruzzos pela causa do rei
Francisco II de aples. Desmenlio-se o boalo
de ler fallecido a rainha Christinna. A flespa-
nha contina a conservar-se neutral na quesio
italiana. Os marroquinos vo pagando a iudem-
nisacao de guerra.
Em Portugal continuara fecundos as sesses do
parlameuto. Foi publicado o iuleressante rela-
torio do ministerio dos negocios exlrangeiros. A
data do ultimo de 1855. Em Coimbra cooli-
nuavain os liphos.
Os represeuiantes das grandes potencias devem
reunir-se mui breve em conferencia, para trata-
ren) dos negocios da Syria.
Velly-Pacb foi nomeado embaixador da su-
blime Porta em Pars.
Nao se confirma a noticia de novos assassina-
tos nos arredores do Damasco, porm, os Druzos
quizeram prender os christos para os terem on
refens. Os christos fugiraro.
A commissao de Boyroulh regellou assenten-
gas pronunciadas por Fuad-Pacha, recorrendo
para o governo oltomano.
As noticias mais recentes da China annunciam
a conlinuago activa da evacuago das tropas,
achando-se j estabelecilo uma parle dos inglezcs
em Hong-Kang e Sanghay, Tinha-sa recebido
a primeira prestago da indemnisago da guerra.
Lord Elgin e o general Grant diririgiram-se
para o Japo. O baro Gros e Mr. Ward passa-
ram de Tient-Tsin para Canto, onde o embai-
xador francez, vencendo a opposigo que encon-
trara nos chinas e nos inglezes, vae constituir
uma capella catholica romana.
No interior os reboldes tinham-se tranquilli-
sado, mas nao aconteca o mesmo aos piratas,
quo proseguiam nas suas depredages e violen-
cias.
O Uoniteur publica um decreto imperial crean-
do uma medalha commemoraliva da expedigo
China.
Consta que por meios violentos se impedio ao
embaixador americano que desembarcasse no
Japo. Esta noticia parti de Calcutt a 11 de
j aneiro.
ton depois de rminrnors, respondedu ana que-
sitos pela roa Mira segointe :
Ao Io quesitoSin, por unanimidade.
Ao 2 e 3Nio, por unanimidade.
Ao 4 quesitoSim, por 8 vola*.
Ao 5* quesitoNio, por unanimidade.
Lidas as respostas pelo presidente do jury, o
Sr. Dr. juiz de direito proferjo ana sostenga
condemeando o reo i 4 unos de priso con tra-
balho e nas cusas.
e insensato neasa torpe aecusagao plenamente
dewrttda para todo* qiantos frequenlam o jui-
zo da delegada do Io distrieto, que nio ratera
a pena levar lempo e espeeo 4 fazer defeaa do
Sr. Dr. M. Peooa.
Nio exprimimos um juizo individual. Sabida
cono a intageidade do Sr. -Dr. Peonabaaecu-
aicio.que aa Uto arroga da ha*or aaMamottUo
deshonestas paovaricagdes eane pora aaaaeaa.
Aceite, entretanto, o noato iolaMigMte ealtega
este publico proteato quo se nspaa 4 anizad
mais pura.
*
SEGUNDO IULGAMENTO*.
empenhado satisfactoriamente por qualquer dos
demais tabellies.
O tenento do corpo de polica Jos Cune-
gundes da Silva foi nomeado delegado do termo
do Baneiros.
Por portara de 23 foram oomeados juizes
commissarios de mediges das trras publicas os
Srs. Manoal da Rocha Lins, para a Escoda; Dr.
Sebasllio Antonio Accioti Lins, para Serinhem ;
Vicente Ferreira Padilha Calumby, para Bonito ;
Pantaleo de Siqueira Cavalcanti, para Cimbres.
Continuam os escndalos na ribeira da Boa-
Vista, onde a moral publica, a honeslidade e
o pudor das familias so a cada passo offeadidas
cynicamenle pelos proprios agentes da torga pu-
blica.
Domingo all presenciou-se uma scena de lu-
panar, praticada pelo pedestre Antonio de tal,
qoe tem alugado um quarlo naqaella ribeira para
dar pasto 4 sua libidinosidade; e o escndalo
chegou a tal ponto, que um outro que faz parle
da guarda dalli, entendou faz-lo mais solemne
por meio de dicterios srdidos, e que delle eram
de esperar, sendo nisto acompanhado de outros
de igual jaez, que vivem na mesma convivencia.
Nao possivel tolerar-se semelhante estado,
mormente quando elle originado por aquelles
que o deviam reprimir. Importa pois que se
tome uma providencia efficaz, para que se rou-
be s familias honestas a vista de taes infamias.
Hontem s 8 horas, 23 minutos e 30 se-
gundos da noite, passou o sol pelo parallelo do
observatorio desia cidade, na lol. de 8", 3' e 4"
e na loog. do de Greenwich de 31, e 52'.
O vapor Oneida, entrado hontem da Euro-
pa, tirar a mala para o Rio, Babia e demais
Srovincias do sul, excepto Alagas, hoje as 11
oras da manha.
No collegio de Tacaral, pertencente ao 5
distrieto eleiioral, obtiveram votos os Srs.:
Dr. Francisco Carlos Brando.............. 39
Dr. Antonio dos Santos Siqueira Caval-
canti .................................... 35
Antonio Lopes da Silva Barros............ 4
O resultado d<>s collegios conhecidos at hoje,
isto Ex, Ingazeira, Cimbres, Villa Bella,
Ouricury, Boa-Vista, Cabrob, Tacarat e Bre-
jo, o seguinte :
Dr. Francisco Carlos Bando.............. 168
Monsenhor Joaquim Pinto de Campos.... 16t
Dr. Augusto Fredericode Oliveira.^,........ 148
Foram recolhidos casa de* deteogo nos
das 25 e 26 do corrente 13 homens e 2 raulhe-
res; 13 livres e 2 escravos; a ordem do Dr. de-
legado do Io distrieto 2, 4 ordem do subdelegado
do Recife 1, ordem do de Santo Antonio 3, a
ordem do juiz de psz do Io distrieto da mesma
freguezia 1, ordem do subdelegado de S. Jos
2, ordem do da Capunga 2, a ordem do dos
Allogados 2, 4 ordem do do Poco da Panella 1,
c ordem do da Muribeca 1.
Passageiros do vapor inglez Onetia, viuda
de Soulhampton c portos intermedios.Filippe
F. eedham e 1 criado, Arthur Blakiston Dallas,
Ferdereck I. Corblt, E. Legallaes, Benjamn Har-
ria, James Ashmore, Madarae Jame Pauling,
Hdame Marlha Pedreson, Eduardo A. M. Fen-
lon, Mary B. Mortoo, e uma menina, Elizsbelh
Uarresyson e 1 filho, Lzaro Jos Pires da Fon-
ceca, Manoel Jos Dantas Jnior, e sua senhora,
Angelino Jos dos Santos Andrade.
Mortaudade no da 27 :
Lina, preta, escrava, 17 mezes, congeslo
rebral.
Antonio do Monte Ferraz, preto, casado,
annos, tuberculosago.
Felippe, branco. 3 annos, hydro-cophylo.
Joanna, parda, 15 mezes, gastro interite.
Um prvulo que foi encontrado, no adro
convento de S. Francisco:
Ignacio Carvalho Mondonga Jnior, branco,
solteiro 15 annos, tubrculo pulmonare.
Joo, pardo, escravo, aolleiro 44 annos hepa-
lite.
Clarinda Alves de Souza Araujo, branca sol-
teira, 22 annos, repentinamente.
Sendo novamente feita a chamada dos jurados,
achararn-se presentes os mesmos45.
Entra em julgamento o reo Romo Jos de
Carvalho aecusado por crime de ferimentos gra-
ves ; sendo o reo menor foi nomeado curador o
Sr. Romualdo Alves de Oliveira que prestou ju-
ramento.
O conselho de julgamanto foi composto dos
Srs. jurados:
Bernardo Falcan de souza.
Fraucisco Pereira Vianna.
Jos Pacheco de Medeiros.
Manoel Antonio da Silva Rios Jnior.
Jos Aoastacio de Albuquerque.
Joo Francisco do NascimenU Feitesa.
Alexandre da Silveira Lima Veneno.
Ulysses Pernambucano de Mello.
Manoel Ignacio de Torres Bandeira.
Luiz de Franga Lins de Albuquerque.
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Joo Antonio Coelho.
E prestaran juramento obre o llvro dos San-
tos Evangelhos.
Interrogado o reo foi lido o processo, e depois
dada a palavra ao Sr. promotor, que pedio a
condemnago do reo -no grao mximo do srt.
205 do cdigo criminal.
O curador do reo, deduziodo a defeza, pedio a
sua absolvgio
Findos os debales, o Sr. Dr. juiz de direito
propoz ao conselho os seguinles quesitos :
1." O reo torao Jos de Carvalho no dia 22
de junho do anno prximo passado na ra da
Senzalla Velha fez com um instrumento perfuro-
cortante em Manoel Bernardioo Rodrigues o fe-
riraento cooslante do corpo de delicto ?
2.a Este ferimeoto produzio no paciente grave
ineommodo de saude? .
3. Esle ferimenlo produzio no paciente inha-
bilitarn por mais de um raez?
4. Esle ferimenlo foi commetlido de noite ?
5. Existen) circunstancias attenuantes em fa-
vor do reo ?
Recolhido o jury de sentenga sala secreta,
com o processo e qusilos, d'alli volta depois de
meia hora respondendo ao priraeiro quesito : Nao
por vnanimidade de votos, e deixando de res-
ponder aos outros por ficarera prejudicados.
Lidas as respostas pelo presidente do jury de
sentenga, o Sr. Dr. juiz de direito publicou sua
sentenga absolvendo o reo, e coodemnando a mu-
nicipalidade nas cusas, appellando para o tribu-
nal da relago.
Levantou a sesso, adiando-a para o dia se-
guinte s 10 horas da manha.
Villa da Garanhuns 7 de feveroirode MaH.
Cumptindo umdever da gratidao, tevo ao co-
nhecimeoto do ptrblico, os relevantnetmos ser-
vidos prestados 4 esta freguezia pelo virtuoso
missionario frei Sebastio.
No dia 14 do passado pelas 5 horas da tarde
aqu chegou esse levita do Senhor vindo da fre-
guezia de Papacsga, e com a noticia de sua viuda
os habitantes desta villa, e seus soburbios, o fo-
ram encontrar, d'aqui ha orna legua, pesaoas 4
cavallo, e de ambos os sexos 4 p, formaran um
numeroso e luzido acompanhamento. A 16 do
mesmo dia principiou as misses, que foram con-
corridas por mais de seis mil pesaoas, o maior
numerse apresentaria se a chuva aislo nao aa
oppozesse. Fiodaram as misses 4 3 deste, e du-
rante este lempo o Rvm. frei Sebastio fez um
grande alicerce, que tallara de um dos corredo-
res da matriz, e um cemitera.
O oosso digno preladou.sando da earidade co-
mo de seu costume, eoncedeo licenga ao Rvd:
lrei Sebastio para chrismar os povos, que vies- *
sem s misses, e preeisassem deste sacramento,
applicando as olleras que se o derecera ra nesta
occasio aos servigosda matriz, e o mesmo fez o
Rvd. missiooario nada aceitando para si. Em
todo o lempo das misses chrismaram-se mais
de duas mil pessoas, baptisaram-se cento e orne
meninos, e houveram viole e cinco casamentos,
sendo doze de pessoas, que vivan ha tonpos
concuinadas.
Promoveu o memo frei Sebastio estrilas psra
a matriz, as quaes reoderam duzentos mil res,
e as oblatas do chrisma renderam quiohentos o
trila eseis mil res, sommsndo todo o total em
setecentos e trinta e seis mil ris, os quaes se
acham depositados em meu poder, para dispen-
der com o embogo, caiamento do cemilero, o
servigos da matriz.
O virtuoso frei S. Sebastio foi incansavel em
lodo o tempo, que aqu esteveji no confissiona-
rio e j oa adminislragao dos servigos, e tudo
com uma. paciencia anglica, deixando 4 todos
que tiveran a felicidadede o ouvir saudosos, e
parece-me que sua memoria, o tempo costar a
gastar ; e seu priraeiro empeobo foi pregar a
paz do Senhor, chamando o povo 4 ordem com
toda a brandura e docilidade, ao que foi obede-
cido.
Mil bengosdo reo caiam sobre o nosso cari-
cioso prelado pela esmota que fez nossa matriz ;
e ao Rvd, frei Sebasliio pelos servigos que pres-
tou 4 nossa religio e aos povos desta freguezia,
eaoRvd. prefeilo frei Caetano, pelo consenso
que deu para termos esta to grande gloria e fe-
licidad?.
Aceite o muito digno e virtuoso frei Sebastio
a minha sincera gratidao, de dedicago e respeito-
em que o tenho.
Queiram, Srs. redactores, inserirem em seu
conceiluado jornal estas linhas, que muito lhes
agradecer o seu constante leitor,
Communicados.
ce-
60
do
PERNAMBUCO.
CHRONILAJUUICWHIA.
JURY DO RECIFE.
i* SESSAO.
Da 89 de feverciro.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA SE-
GUNDA VARA CRIMINA!. FRANCISCO DOMINLES DA
SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
REVISTA DIARIA-
0 Exm. presidente da provincia, por porta-
ra de 26 deste mez, resolveu nullflcar todo o
processo eleitoral a que se proceda na parochia
da Boa-vista desta cidide para juizes de paz da
mesma, era consequencia de harer sido no dia 24
arremessada mesa, por occasio da apurago,
urna porgo de sedlas por um individuo de no-
mo Senna ; as quaes confundiram-se com as de-
mais, de modo mpossivel de serem discrimina-
das urnas das outras, viciando assim lodo o acto,
a cujo resultado ellas affeelavam essencialmente
pela pequea differenca de votos entre os candi-
datos oppostos, que pleiteavam a eleigo
O acto de S. Exc. funda-se no disposto no art.
118 da le de 19 de agosto de 1846, de coja tacul-
dade usou S. Exc. assim procedendo.
Igualmente resolveu que fosse procedida em I
tempo opporluoo nova eleigo, cuja chamada
devern ser feita pela qualiQcago do corrente an-
no ; e como no dia designado pela lei nao fosse
installada a junta qualicadra da referida fre-
guezia, foi marcado o dia 3 de abril futuro para
a respectiva reunio, sQmdeque, depois de seus
trabalhos e de todos os seus consectarios, seja
designado o dia para a nova eleico.
Pedem-nos a publicago do um curativo
operado peta homeopalhia, applicada pelo Sr.
Dr. Casanova, cuja noticia consignamos aqu.
A Sra. D. Anna Romana, de 17 annos de
idade e casada com o Sr. Antonio Ignacio, mora-
dor na ruado Brura n. 59, tendoaps dous dias
de soflmenlos dado 4 luz uma crianga sem-no-
vidade, sobrevieram-lhe, psssadas quatro horas,
convulses assustsdoras, que nio tinham pausa
de cinco minutos, os lochios cessaram, e a falla
desappareceu-lhe.
Neste estado, vendo-se que eram infructfe-
ras todas as applicages, j perdidas as esperan-
Cas do seu salvamento, tratou-so logo de ung-la;
e assim, alguem lembrando-se da homeopalhia, e
aconselhando-a cono o ultino recurso, que de-
via ser experimentado, foi chamado o Sr. Dr.
Casanova, que promptaraente aecudio, e applicou
remedio.
Advogados, os Srs. Dr. Joio Francisco Teixeira
e Romualdo Alves de Oliveira.
A's 10 horas da manha, o escrivo procede
chamada e verifica estarem presentes 45 ju-
rados.
Foram relevados das multas anteriores por
haverem comparecido e justificado as fallas, os
senhores:
Ulysses Pernambucano do afelio.
Francisco Pereira Vianna.
Sao multados em 20;OOO pelo Dr. presidente
do jury, cada ura dos Srs. juizes de facto mulla-
dos nos dias anteriores, que nao comparecern),
o mais os que faltaram a sesso de hoje.
Estando presente o numero legal, o Sr. Dr.
juiz de direito doclarou aberta a sesso.
Entra em lulgamento o processo en,que reo
Jos Victoriano Bandeira, aecusado por crimo de
tentativa de norte na pessoa do Gotfred Bulz-
men, tendo o mesjno por seu defensor o Sr.
Dr. joo Francisco Teixeira, que prestou o ju-
ramento devido.
O conselho de sentenga compoe-se dos Srs.
jurados:
Luiz Jeronyroo Ignacio dos Santos.
Virgilio Jos da Motta.
Leopoldino Ferreira da Silva.
Jos Joaquim da Costa.
Manoel Ignacio de Torres Bandeira.
Jos Francisco Alves Monteiro.
Joo Alves Ferreira.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
Len.
Candido Jos da Silva Guimaries. '
Thomaz Garrett.
Marcolino Dornellas Cmara.
Ludgero Antonio de Albuquerque Mello.
E prestaram juramento sobre o livro dos San-
tos Evangelhos.
Foi o reo interrogado.
Lido o processo, deu-se a palavra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a condemnago do reo no
grao medio do artigo 193 do cdigo criminal
combinado com o art. 34 do mesmo cdigo.
O advogado do reo, deduzindo a defeza, pedio
a sua absolvjgc.
Findos os debates, o Sr. Dr. juiz de direito
perguntou ao jury se eslava sufficieotemente es-
clarecido para julgar a causa, e lendo resposta
afBrmattva resumi a materia da aecusagao e da
defeza, propondo ao -conselho os quesitos se-
guintes:
1O rn Jos Victoriano Bandeira, no dia
28 de abril do anno prximo passado, penetran-
do na easa de residencia de Gotfred Butzman,
na freguezia da Boa-Vista, com um compasso
fez os ferimentos constantes do auto de eorpo
de oelicto?
2oEsle ferirtento produzio no paciente gra-
ve encommododo saude?
3oEsta ferimenlo produzio no paciente inha-
bilitaco de servico por sais de un mez?
Hlm. Sr. Dr. Carolino Francisco de
Lima Santos.
Dr.A importancia dos entes nao se mede,
nio se deve medir pela durago, mas se deve
a quilatar pelos rasgos das aeges magnnimas,
pe los impetos affectuosos do corago, e pelas ten-
dencias benficas expontaneamente reveladas nas
difBculdades supremas da existencia.
Aquelle que assim procede, quando sobretudo
em uma sociedade quslquer o egosmo ats-se
s consequencia de lei suprema, merece, nao
s o recoohecimento das almas bem formadas,
como ainda mais osapplausos de todos. Merece
ainda mais: merece que taes aeges nem fiquera
no olvido, nem sem ttulos de um publico reco-
nhecimenlo.
Ha alguns mezes prostrado em um leito de do-
res, antevia a existencia, como luz vacillaote
prestes a spagar-se aos tufes desencadeados,
quasi a embater-so nas portas do tmulo. Era
nenhuma a esperanga que me nutria de vida ;
era lastimosa a prostrago que me abata ; eram
horriveis os solTriraentos, as agonas, ludo quan-
to se apresta no momento deraadeiro, a separar-
nos da esposa, da mi, dos irmos, da sociedade
emflm onde cresceraos, vivemos, esperamos, con-
fiamos e corremos descuidosos.
Poi em um instante supremo daquelles, dou-
tor, que rolvendo os olhos ennublados em der-
redor do meo leito de agonas, que deparei com
os olhos orvalhados da esposa, com os Olhos des-
alentados da mi a exprimirem elctricamente
os meus padeceres, e quo deparei no meio de
tanta desolago com os olhos calmos, confiados,
resolutos do medico e do amigo que j mo linha
salvo uma vez.
O medico inspirou-meconfianga, o amigo era-
balsamou-me as dores ; de uro e outro, o conse-
lho, o aftecto, o auxilio, promelteu-me prximo
resta belecimeoto.
Com effeito, depois de salvo pelo meu boro
amigo, do uma grave iuflamraaco de Qgado, re-
calando gravemente pudo anda cooservar-roe
com vida e torga, capaz de emprehender urna
viagem a Portugal que ha muito me acooselha-
va. y
Daquella Ierra volto quasi que reslabelecido, e
pois o meu prmeiro cuidado dar ao meu ami-
go esse pequeo lestemunho publico de minha
eterna gratidao, porque as tendencias benficas
revoladas nas difBculdades da existencia, consti-
tuem mais que estima e gratidao, consttuera um
grilo supremo de um ente salvo, e uma aureola
benemrita do medico sapiente, affectuoso e hu-
mano.
Recife, 2 de fevereiro de 1861.
Heliodoro Fernandts da Crus.
Voto de sratido*
Ha mais de nove annos que sou caixeiro do Sr.
C. Starr, gozando sempre de sua plena conlian-
ga, podendo dizer com franqueza, que nao live
um momento, durante esse longo tempo, de en-
contrar no dito Sr. C. Starr o menor motivo, pelo
qual podesse desgotar-me.
Sempre acatado nunca conheci a menor des-
confianca de sua parte para comigo ; gozei de to-
do crdito, que possivel um homem gozar nas
minhas circumstancia?.
Tantos favores e obsequios nao posso deixar fl-
car no olvido sem levar ao conhecimento do pu-
blico ; por que nao ha pagamento possivel para
as aeges oobres: nao sou surdo ao reclamo da
gratidao.
Deixo a casa do Sr. C. Starr e de ser seu cai-
0 vigario, Nemesio de S. Joo Gualterio.
Publicagoes a pedidoT
Versos Elvira.
Por Joo de Barros Falco de Albuquerque lia-
ranho, bacharel formado em sciencias jur-
dicas e sociaes. Socio correspondente do Insti-
tuto Histrico de Franga, da Sociedade Au-
xiliadora da Industria Nacional e Eumenio
Elladiense pela academia dos Arcades de Roma;
Ange une heure vec roh* une hrnre, en rcrit,
A i|u Tuudrait I* vie, el puia l'etcrnitv !
?. Huso-----Hm-iiki. ^
Um Archsnjo de amor, todo delicias,
Foi do cu desprendido em nuvens d'onro I
Foi de um beijo de Deus elle formado.
Para ser meu eolvo, almo thesouro...
Brilha nos labios seus mago sorriso.
Capaz de incendiar os cus e a Ierra I
De seus olhos o sol a luz ensaia,
A belleza do cu, nellesse encerra I
Deram ondas ao mar 03 seus cabellos...
Teve a aurora esplendor, os campos flores,
As aves bellos cantos, extrahidos
Dos sorrsos do Elvira, meus amores I
O murmurio do arroyo chrystalino
Herdou de seu suspiro o doce encanto. .
O suave cicio da floresta
E' o arfar de seu peito sacrosanto...
A luz, que me Ilumina, sua vista I
Seu hlito divino minha vida I
Minha bella msnsao sua sombra.
Onde vive minha alma embevecida...
E' o sea corago meu cu de eolvos...
Os los, que me prendero, sao seus bragos...
Quem nao geme de amor, nao arde, ao v-la,.
Nao atienta aportar to temos lagos?
B' meu nico emprgo idolatra-la,
Delirar de paixo, morrer de amores :
Nos seus olhos cevar meu desespero,
E at adorar os seus rigores...
Mulher I Mulher celeste, seductora I
Oh reflexo de Deus I arroubo d'alraa,
Que alm dos sec'los leda multiplicas I
De meu martyrio acceita a nobre palna I
Tua iroagem divina se reflecte
Nos cus, no mar, na trra, em lods parte ..
Transbordando de jubilo, hymnos de gloria
No mundo os Cherubins ven ofierlar-le I
Meu Archanjo de amor e de innocencis.
Do inspirages celestes, de ternura ;
De mioha vida no rido deserto,
E' um oasis de sombra ede frescura 1
Quando surge o santelmo na tormenta,
Sorri-se o viajante esperanzoso ;
Meu fiel corago, corundo magoss,
E' tormentas sem lira, mar procelloso...
Em segredo gemereis meu destino I
Minha alma de esperanga esvaecida,
No estorcer da tristura e da saudade,
Em longa solido, perder a vida 1
Srs. da Associacao Typographica Pernambu-
cano. O hornera* mytho serem lodos os secu-
xeiro, nao por que ten ha o menor desgosto, mas I los um y m bolo ; porque, ali, luz o cnnho da es-
para ver se melhoro de sorte, e ganho mais que
possa chegar para educar meus filhinhos, que
exigem imperiosamente meus cuidados; por que
hoje s vivo para elles : eis o motivo da minha
retirada.
Devo ao Sr. C. Starr todas as attences e res-
peitos, e deve elle eontar, que me lera sempre
prorapto ao seu justo mandato ; tal a gratidao
que Ihe devo, e o respeito e considerado que
Ihe voto.
Agradecoa todos os meuscompanheiros obom
tratamento que se dignaran) dar-me : aceitero
tambero minhas saudades, meus respeitos e mi-
nhas despedidas.
Vfalfrido Odilon Camello Pessoa.
Recife, 28 de fevereiro de 1861.
O nosso distinelo e prostimoso amigo, o Sr. Dr.
Francisco Jos Martina Penna, acaba de ser ata-
do 4 um poste de cruciOcago em um dos lti-
mos arligos edicloriaes do Liberal Pernambuca-
no. Agitando e discutindo a questo da parceria
das autoridades policiaes eom o ultimo facto que
interrompeu os trabalhos eleitoraes da freguezia
da Boa-Vista, o orgio da opposigo quiz fazer
responsavel ao delegado- supplente por um acto
-em que de nenhum modo interviera a sua von-
tade:
Pondo a um lado a questo poltica, adultera-
da como por ahi corre entre espiritos apaixona-
doa, nflo podemos acabar comnosco deixar pas-
sar sem ligeiro reparo as odiosas imputages que
o Liberal despeja sobre a reputago moral do
nosso eslimarel collega. Hs tanto de calumnioso
colha divina, o aqu, os rasgos mmortaes das
ideas e do progresso.
As torres de uma ambiguo titnica estreme-
cer, desequilibram-se, e rolam por Ierra ; os
palacios areos, magnificos e primorosos, nive-
lara-se com o slo, ou avelhentam-se de carco-
midos pelos seculos ; as calhedraes sombras a
sumpluosas que fazem rerelages de gerages
ioteiras, vacillam, rasgam-se d'altoa baixo. e re-
volvem-se no lodo e no p. Os lempos, as re-
voluges, os cataclymos, porm, que rojaram no
lodo e no p as torres, os palacios e as calhe-
draes, nao fulminara nem deslustrara o homem
mytho, porque ura symbolo ampio como as so-
lides dos mires, assomDroso como o jogodas
espberas, magnifico como bulces a rasgarem
nuvens de um co abrasado, e eterno como a
imraortalidade.
Srs. da Assocago-Typogrsphica. E' ror-
prendedora a historia do homem nylho, quan-
do, com os olhos gravados no passado, vemos
quo do secuto IV ao V os barbaros invadem o im-
perio romano immoral e devasso, que a Europa
n'estes, como nos seculos V e VI, regressa da
civitisagio que flzera-lhe a gloria; e os costumes
corrompem-se torpemente; e as leis afrouxan-se
de polluidts e gastas ; e tudo offerece uma face
lamentavel e terrivel ao nomo dos Godos, dos
Wisigodos, dos Borguinhes, dos Vndalos e dos
Hunos, sen que em to largo periodo surja um
mytho, nem tuza um symbolo.
E ainda mais sobe de ponto a sorpress, senho-
res, se contiouarmos a compulsar as chronicas
de modo justo, imparcial e conciso.


ftUBIO M WMAaWOCO; m Qlimk FEIRA U Dft
FEVERBIR
O DI 1861.
E assim, qu rremos do* secutas VII e VIII
surgir do oriente orna tribu ignota simi-barbars
e rareada en numero, mas (analice e religiosa,
que cresce. avanga para o occidente, e depois de
conquistar a Pales(iaaea Armenia, o Egypto e a
Mesopolamia, domar e absortar a raja wisi-go-
thica eom a famosa batalha deXers em 712 de-
poisde Christo.
B' assim, que nojseculos X e XI vemos raga
Carlovingense inepta e perJida, alolar-se.no fun-
do pogo dos vicios, imperar a brutalidade dos
Grandes, avultar a ignorancia dos Pequeos,
crescerem os Crimea, rasgarem-se as leis, are-
Iheutarem-se as nagoes, ludo tremer, desvair r-
se e abysmar-se, sem que se ouvisse a voz rege-
neradora atroar como trovo, nem luzir como o
raio. r
E' assim, que mais tarde, 00 seculo IX, os des-
cendentes de Abubeker e Ornan, arrojados pelos
impetos guerreiros, invadem e accommettem os
Francos, quando a batalha de Corbires em 732,
abateu-lhes os bros, e arrojou-os derrotados e
corridas alm dos Pyrineos. A lula que Tora te-
naz e opioiosa, sangrenta e barbara, remota e cal-
culada, vom renovar-se enlo nos seculos XI,
XII e XIII, nos muros de Pttolomayda e de Je-
rusalem, como nos primeiros seculos da mytho -
logia, nos muros de Tyro e Carthago, as ragas
procellosas de Satamyoa, e nos rochedos das
Thermopylas, sem que corntudo produzisse o cu-
cho diviuo do hornera geni, nem as ideas dos
symbalos.
Senhores da associaco Typographica : que,
nao obstante o fanatismo e todos os sntimeotos
humanos serem torgas viras ; que, nao obstan-
te, estas forcas constiluirem-se rios caudaes de
vontaies enrgicas e violentas; que, nao obs-
tante certas faculdades terem o poder de-transpor
o espigo, o lempocom a vonlade e a fnem
os sentiraentos, nem as faculdades, nem as voli-
{des, nem a f, de per si refunden um mytho,
nem to pouco um symbolo.
E, porque? Reflexionemos instantes. O mundo
das ideas, senhores, se divide em tres espheras:
a do instinclo, a da abstrago e a da especia-
lidade, segundo a classilicaco de um profundo
pbileeopho.
O coramum, o vulgo da bumanidade tangente
sensivel, habita a esphera da instinclividade,
nasi:e, vive, trabalha e perece, sera se elevar
jamis ao segundo grao da intelligeucia ; isto ;
a abslraego.
A abslraego comparada ao instincto, j urna
torga quasi distincta, comprehende toda urna na-
lureza em germen, produz leis, artes, ideas so-
ciaes, e o flagello e a gloria, o desespero e a
ospir.igo beatificada do mundo.
A especialidade consiste no ver as cousas do
mundo material to bera, como as do mundo es-
piritual em suas rarainiGcagoes originaes, cohe-
rentes e lgicas ; porque a especialidade a ex-
pressao mais perfeila do homem, o annel que
estieita o mundo visivel s espheras superiores,
a inluigo, a viso que penetra o fado em
suas raizes e produeces, no passado que o en-
grendrara, no presente que o manifestara, e no fu-
turo que o desenvolver.
Podemos assim dizer, que o instincto sensi-
vel, que a abslraego inlelligeote, o que a es-
^cialidade livre. Ora, pergunlaremos pois :
Intre a esphera da especialidade e a da abstrae-
gao ; entre ellas e a instinclividade, podero exis-
tir seres nos que3 os diversos atributos dos dous
reinos se confundara ?
Existeru, sun : os homens de genio. Eu nao
chamo porcra homens de genio aquelles que
torrentes assoladorasalastrara as campias de
cadveres, ensopam o globo de saugue, e trepu-
diara gloriosos,de urna gloria falsa e mendaz-
sobre os deslrogos e ruiuas de nagoes inleiras.
Eu chamohomens de genioaquellosque,
meteoros iramorlaes sulcatu as espheras da exis-
tencia aos applausos, s bengos, e aos sorrisos
de todas as geraces: aquellos que Iraduzem
dous fadoso desenvolvimenlo do estado social,
e odesenvolvimento do estado intellectual; o
desenvolvimoolo de condicao exterior e univor-
sal, e o desonvolvimento da nalurcza intima do
homem: em urna palavra, como die Guizot,o
aperfeigoamento da humanidade e da sociedede,
a civilisacao e o progresso.
Senhores da Associago Typographica.E' des-
ta sorte que as faculdades do hornera de genio
devem tender ao bello, ao justo, e ao bem ; alm
da que a faculdaie da especialidade produza o
symbolo, e a a eucarnajo do symbolo produza o
homem mytho O symbolo, sero as ideas m-
palpaveis, innodoras, abstractas, que esvoagam
pelas espheras luminosas do universo, que es-
partera clarees as trevas dos lempos idos, que
revelam-se no progresso e na civilisacao cosmo-
polita.
O homem mytho, sero os tactos tangentes,
coloridos, sublimados, senao divinisados pelos
terapos, que surgemeomo cometas nos espatos,
brilham, luzem, e depois ofTuscam-se as regies
influitas do ar, no espago immenso e eterno.
Prescindiudo dos vultos de todas as ida jes, se-
nhores, eu chejiarei deduego lgica de que, o
symbolo encarnado no hornera de genio, que
produz o mytho : o de que portmt >, AJo, Moy-
ss, Jess, e Guthemberg, sao 4 genios phanaes
da civilisago cosmopolita ; o l., por espago de
dous mil quinheutos e Ueze anuos ; o 2., por
espaco de quatro mil e quatro anuos; o 3., por
espago de mil oito ceios e sessenta anuos ; o
4. por espago de tresentos e noventa e dous an-
uos ; sendo que depois de Jesii9, nao encontr
nenhum que Ihe exceJa em opulencia, coi eTei-
tos to magnficos, era rasgos mais assombrosos
prol da civilisagau e progresso, porque Guthem-
berg a imprensa, e como sabis, a imprensa,
a immortalidade e o genio.
Sim, a imprensa a iiumortalidade e o genio,
porque, senhores, como diz Cormenin, ella re-
veste-se de todas as formas, e falla todas as lio-
guas, penetra alravez das grades das prises, e
sob as choupanas, va com a rapilez do'raio al
os limites da Europa. Sua patarra mais ele-
vada, mais simples, mais liime, mais indepen-
dente. Se a rrapreosa nao faz leis, prepara-as,
explica-as, e vel sobre ellas. Ser a imprensa
quem approximar os povos da velha Europa, e
quera, mais forte do que os exercilos, far tum-
baras montanhas e vadear os rios. A imprensa
nao precisado artilharia, eraprestimos, diploma-
cia, para derramar suas conquistas pacificas. A
imprensa obra sobie as ideas por meio de altera-
goes lentas, de raodilcagoesimperceptiveis, e sao
as revolug5es das ideas que, sos, pdem ser du-
raveis, profundas, e universaes.
Ora, hoje commemoramos o grande homem e
o seu invento fecuolo, e por is9o que vo-lo
disse, senhores, que o homem mytho ser sera-
pro 00 volver dos seculos, um symbolo, visto em
como lioha Guthemberg as faculdades do homem
de genio, o dom da especialidade e abslraego,
do bem, do justo, e do bello, que s nuvens er-
gue urna estatua luminosa, ao porvir, lega um
norae immortal, e humanidade um exsmplo
distincto e eterno.
Srs.da AsjociacoTypographicaHumilde entre
osfmais humildes iidadores da imprensa peroam-
bucaoa, permitti que unido vossa vanguarda, tri-
bute ao libertador cosmopolita, ao defensor das
liberdades sociaes, Guthemberg emftm, flores
e aromas, hymoos e benc.ios, applausos e co-
rdas ; porque o symbolo do progresso um my-
tho, e como sabis, o symbolo que se encarna em
um homem tal, ampio como as soliddes,
magnifico como o jogo das espheras, assom-
broso como bulces rasgarem um co abrasado,
e eterno como a immortalidade e a gloria.
Disse. M. P. Moraet Pinheiro.
*>
COMMBRCIO
Alffcadeffa.
Rendimento do da 1 a 26. 368:6281428
dem do dia 27.......35:5209992
404:149*420
Hovlineato da-alfandega.
Volumes entrados com fazendas.. 24
com gneros..
Em ser cerca 12,400 couros do Rio Grande do
Sul.
E 18,600 eouros de diflerentcs partee do
Brasil.
Algodo.O mercado deste genero estere mui-
to animado, e effectuaram-se grandes tsaasaegoes
A pregos mait elevados de 3(8 1{2 schilings.
Ouanto ao algodo do Brasil, por falta dessa
qualidade, nenhum negocio se fez.
Irapoitaco at flns de Janeiro
mario"*00 ^ prmwe r ubHMr w, consulado renovar sus car-
Volumes sabidos com fazendas..
* a cem gneros..
------ 24
68
196
------264
Descarregam hoje 28 de fevereiro.
Galera francezaSolferinofazendas.
Bngue portuguezSoberanoceblas e batatas.
Barca americanaReiodierfarinha de trigo.
Brigue ioglezPhantonbacalho.
Iuiporta^&o.
Brigue portuguez Soberano, vindo de Lisboa,
consignado a Thomiz de Aquino Fonseca, mani-
festou o seguinte:
114 barrs azeite doce, 40 ditos toucioho, 120
cal, 16 vinagre, 29 ditose 10 pipas vinho, 8 bar-
ra sardinhas, 200 saceos farelo, 30 caixas cera
em velas, 100 ditas batatas. 25 ditas ceblas : a
Pranciaco Se/eriano Rabello & Filhu?.
100 saceos farelo, a Francisco Luiz de Oliveira
Azevedo.
30 barrs sardinhas, 1 caixa drogas medici-
naos, a Thomaz de Aquino Fonseca.
30 barris toucioho, a Amorim Irmos.
1 caixote livros, a Jos Antonio Moreira
Das & C.
5 barricas cantara ; a Izidoro Halliday & C.
150 caixas btalas, 705 pedras de lagedo, 1
caixa livros ; a Almeida Gomes, Alves & C.
100 barra vinho, a KrabDc Whately & C.
1 fogo de ferro, a Joo Pedro Maduro da Fon-
seca.
23 pedras de cantara ; a Tasso & Irmo.
51 pegas de cabo, a Carvalho, Nosueira
& C.
4 pipas e 55 barris vinho, a llanoel Joaquim
Ramos e Silva.
50 barris toucinho, 2 caixas fugoes de ferro,
1 dita bracos de balanga, a Jos Marcelino da
Rosa.
16 barricas cera em grume ; a Fortunato Car-
doso de Gouveia.
2 ancoretas vinho, a Jos Oclaviano Telles de
Saldanha.
10 pedras de cantara, a Hanoel Jos Dantas.
3 pedras de cantara: a Manoel Ignacio de
Oliveira.
1 caixa mercurio, a Vaz & Leal.
6 g lilas de rame, a Joo Ferreira da Silva.
3.caixas palitos, a Jos Antonio da Cunta &
Irmo.
2 caixas mercurio, a Prente Vianoa.
27 barricas sardinhas, a Antonio Agostinho de
Almeida.
50 saceos semea, a Henry Gibson.
2~> saceos semea, a Francisco Gomes de Oli-
veira Sobrinho.
. 100 caixas ceblas, a Luiz Jos da Costa
Amorim.
2 barris cavallinhis, 1 carlo flores; ao ca-
plo.
Exportaco.
Brigue inglez Town of Liverpool, para Valpa-
raizo, carregou:
N. O. Beber C. 10 saquiohos com 9 arro-
bas e 16 libras de assucar.
Patacho hanoveriano Reno, para o Rio da Pra-
ta, carregou :
Amorim lrraos 360 saccas com 2:804 arro-
bas e 23 libras de assucar e 70 barrliuinhas com
333 atrobas e 29 libras de dito.
Sumaca hespanhola Ardilla, para o Rio da
Prala, carregou :
Aranaga Hijo & C. 200 barricas com 1,506
arrobas e 6 libras de assucar.
Patacho portuguez Jareo, para Lisboa, carre-
gou :
Manoel Joaquim Ramos e Silva 10 barricas
com 83 arrobas e 19 libras de assucar.
Amorim Irmos 610 saceos com 3,200 arro-
bas e 1 barrica com 7 dtt>s e 28 libras de as-
sucar.
Barca porlugueza liara, para Lisboa, carre-
gou :
Carvalho Nogueira & C. 360 saceos com
1,800 arrobas de assucar, e 85 barris com 3,510
medidas de mel.
Bailar & Oliveira 200 saceos com 1,000 ar-
robas de assucar.
Barca grega Ctoelia, para Liverpool, carregou
Jonhston Pater & C. 1120 saceos com 5,600
arrobas de assucar.
Brigue francez Assumptxon, para Marselha, car-
regou :
Tyssel-freres 1,100 saceos com 5,500 arro-
bas de assucar.
Brigue francez Inkerman, para Marselha, car-
regou :
J. Ruber & C. 200 saceos com 1,000 arrobas
de assucar.
Brigue sueco Auna, para Stoclolmo, carregou :
N. O. Bieber & C. 1.270 couros salgados com
37,919 libras. 6
Bccebedloria de rendas interna s
geraes de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a 26. 33902S920
dem do dia 27.......1:7863351
O Sr. Joo Pereirt Rabello Braga, trouxe em
seu relatorio, como provedor do hospital porlu-
vet, nm incidente dalo com o despolio do fi-
nado Bernardo Jos de Palva, e ah avalia os
eeus argumentos, e os produzidoa pelo consu-
lado.
Hada mars natural do que achar solidos e con-
eludentes os seus; futeis e sofsticos os do con-
sulado. O corvo achou mui lindos e sympati-
cos os filhos proprios, horrendos e repelientes
s da rola.
Tudo isto natural; mas anda que o publico
d todo o peso s palavras do Sr. Braga deseja
tambera avahar per si mesmo.
O Sr. Braga alirou-lhe com o eu juizo, e
convida os que quizerem certiflear-se da Cerca de
suas assercoe a procuraren!' na secretaria do
hospital oe doenmectos de qnejulga.
A irapresso est feta no publico, e ao mes-
mo imposse4 o convite do Sr. Braga. Espera
pois, o pubtieo da leatdade e cavatheirismo do
Sr. Braga a publicagode uose outros documen-
tos para poder araliir e tomar conheciraento des
baldees injertas Relies contidas. Fazeado-o-
dar sea* ioimigos oris ama prora de sua
caodura, mis nao o fveende no pode levar I mal
que o mesmo pueo e teeha per suspeito !!f
Vm sacio e emy*da verdadt.
35:6839271
Consulado provincial.
fiendimento do dia 1 a 26. 71:5383881
dem do dia 27.......4:857$790
76 396)1671
HAMBUBGO 5 DE J\NEIR0.
Boletim commercial.
Tendo sido interrompida a navegago, em con-
sequeocia do gelo, desde meado de ddzembro,
e privado o mercado de toda a importago, os
depsitos cada vez sao mais limitados e as Iran-
saeges achavam-se r6duzidas.ao supprimenlo das
mais urgentes precisos do consumo.
Cit Apezar de j haver o gelo comegalo
des fazer-se, com tudo a navegago nao est in-
da aberta, e nao tendo hivido importago algu-
ma durante o mez passado, o .deposito de caf
nao excede de um milho de libras.
Debaixo dessas circumstancias todo o negocio
se limitou s exigencias urgentes do consumo.
As existencias no interior sao muito diminutas, e
quando houverem novas entradas de caf, o ne-
gocio ser muito animado.
A venda de diferentes cargas em viagem a
melhor prova da boa posigo do caf.
Colamos hoje :
Caf regular do Rio de Janeiro 6 1[2 schil-
lings.
Importago at dos de Janeiro :
1861 milhoes de libras.
1860 7 3i4
1859 6 Ii4
1858 2 >
1857 1
Em ser em Gns de janeiro :
1861
1860
1859
1358
1857
Assucar. O mercado nenhuma aclividade
mostrou durante o mez passado. Effectuaram-se
apenas mui limitadas vendas para o consumo,
sem raudanga notavel nos pregos. Da nova co-
Iheita app.ireceram amostras, masado houveram
transaege, exigindo os possuideres precos bas-
tante elevados,
Importago at o firn de Janeiro :
1861 1|2 milhoes de libras.
180 2112
1859 4
Em ser em fins de Janeiro:
l^A 21* milhoes de libras.
1880 9114
1859 5
Tabaco.O do Brasil foi muito procurado du-
rante todo o mez de Janeiro, e venderam-se cer-
ca de 1,500 pacotas em prinwira e segunda
mi.
O deposito oeste momele- de 1.000 pa-
co-tes.
Cotamos :
Tabaco do Brasil
S.i agrior 1012
1* oatidade 7 li4-8
a 5 3iei2
Em rollos 1214
Couros.Sustentaran! com firme seus or-
eos mas i visu da cotagSo, uo tesaos S raoneio-
mtr eratuacgde sigeles.
1861 303 balas.
1860 10,004
1859 4,384
1853 3,701
Em ser em fins de Janeiro :
1861 5,700 balas.
1860 9,253
1859 7,;O0 >
1858 8.118
Cacao. Susteolou-se Arme e houveram pe-
quenas vendas para 0 consumo.
Cerca de 800 saceos de cacao do Para se vende-
ram 6 3[46 7i8 schillings.
Jacaranda. Ha grande falta, e espera-se im-
pacientemente algunscarregamantos aununciados
do Rio de Janeiro.
Movmento doporto.
A'avios entrados no dia 27.
Soulhampton e (ortos intermedios17 das, va-
por inglez Oneida, commandante J. D. Beiis.
Philsdelphia 29 das, barca americana Floresta,
de 308 toneladas, capitn Samuel W. Weslsh,
equipagem 12, carga 3,100 barricas com far-
nha-de trigo ; a Rostron Rooker 4 G. Seguio
para os portos do sul.
Terra Nova30 dias, brigue inglez Vhanton, de
201 toneladas, capito J. llarteux, equipa-
gem 10, carga 2,824 barricas com bacalho ; a
James Crabtree & C.
Navios, sonidos no mesmo dia.
ParaHiate nacional Garibali, capilo Custo-
dio Jos Vianna, carga assucar.
Rio da PralaBarca hespanhola Rosa, capilo
Pablo Roig, carga assucar.
ValparaizoBarca ingleza Town of Liverpool,
capito F. Scott, carga assucar.
1 milhoes de libras.
8
13 1[2
27
15
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w w 0 OS 0 B fii B Intensidade.
^4 8 os ^1 en Fahrenheit. m 0 T. 0
m o> os 00 ta O) 0 Cu 00 Centgrado. 2 5 0 i
5! ** -4 3 Hygrometro. >
0 0 0 O Cisterna hydr mtrica. s-
O OS s? io 0 00 tu 01 Vi Francez. > 0 s n H 5> O
O "o 8 2 co 0 00 Inglez.
A noito clara, vento NE fresco, at as 5 horas
e 30 minutos da manha, que rondou para o
terral.
OSCILLaCAO DA MtR.
Preamar as 6 h. 6' d tarde, altura 7,p.
Baixamar as 11 h. 54" da maosa, altura 1, p.
Observatorio do arsenal de marinha. 27 de fe-
vereiro de 1861.
ROMANO STEPPLR,
1 lente..
- ERRATA.
O sol passou pelo parallelo do observatorio as
8 h., 23' e 30" do dia 27 e nao as 6 h., 23' e 30",
como por engao sahio.
Editaes.
O 111ra. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial em curaprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 22 do correle, man-
daconvidar aos Srs. Belarmino D. da Silva e
Joo Duarte Carneiro Monteiro, para comparece-
rern nesta thesouraria no prazo de 15 dias, a con-
tar da data deste, allm do pagaren) voluntaria-
mente as quantias constantes das contas abaixo
copiada, relativamente a direitos de exportago,
que deixaram de pagar na collecloria da Granja'
na provincia do Ccar.
E para que chegue ao conhecimento dos mes-
mos senhores se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambueo 25 de fevereiro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciago.
O Sr. Belarmino D. da Silva thesouraria pro-
vincial do Cear, deve ;
Do imposto de 2J sobre 200 alqueires de
farinha que exporto! da Granja para
Pernambueo no vapor alguarass
em 1858, como dos manifestos
dem idem de 89 alqueires 2 li2 quar-
tas de milbo
dem Hem de 30 alqueires 2 1[2 quar-
tas de arroz
400OO
179*250
61$250
640&500
fevereiro tfe 1861.Antonio
thesou-
Contadoria 6 de
Lauriano Ribeiro.
O Sr. Joo Duarte Carnairo Monteiro
raria provincial do Cear, devo:
Importancia que deixou de pagar do im-
posto de 6 alqueires e 1(4 de milho
que exortou da Granja para Pernam-
bueo no vapor Iguarass no anno
de 1858, pelo que deveodo pagar
12j500 s pagou na collecloria 10)
29500
Contadoria6 de fevereiro de 1861.Antonio
Lauriano Ribeiro.
Conforme.O secretario, A. F. d'Anooncisgo.
O IIIm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimcnio da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 15 do correte, faz pu-
blico que o concurso para os lugares de 2. es-
cripturario da contadoria da mesma thesouraria
ter lugar no dia 18 de margo prximo vindouro,
devendo os pretndeme serem examinados na
grammat>ca da lingua nacional, escripturago por
partidas dobradas, arithmetica e suas applica-
goes. cora especialidade a reduego do moeda, pe-
sos e medidas, ao calculo de descont e juros sim-
ples e compostos; sendo preferidos os que tive-
rem boa lettrs e souberem lioguas estrangeiras.
Os pretendientes devero apresentar seus reque-
rmenlos na mesma thesouraria com certido em
que provem ser maiores de 20 annos.
E para chegar ao conhecimento dos inleressa-
dos se mandou sfxar o presente e publicar pelo
Dxano r *
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bueo, 16 de fevereiro de 1861.
O secretario,
' A. F. d'Annunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade eom a ordem circular do thesouro
n. 8 de 25 de Janeiro ultimo, que no dio de
abril prximo vindouro se far concurso ueste
thesouraria para preenchimento dos lagares de
praticantes da mesma. Os que prelendersm ser
admittidos ao concuo devero apresentar nesta
secretaria oi seus requerimeetes instruidos de
documentos que provem : 1." terem 18 annos
completos de idade ; 2. estarem livres de culpa
e pena ; e 3.- terem' trom comportamento. Os
examos versaro sobra leitura, analyse fracatua-
lical, otlhographia e arithmetica al a tbeoria
das pruporgSes inclusivamente.
Secretaria da thesouraria de Pecnaanaice 21 de
fevereiro de 1881.Ooulciat-maiof,
Manoel.Mamede da Suva Gasta.
0 lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordena da Exm. Sr.
presidente da-provincia,manda convidar aos cra-
radores da repartiese das obras publicas pre-
sentares! na mesma thesouraria os aeus tiluUe ae
prazo de 30 dias, a contar aU aala deate, eflm-de
serem examinados'e pagos os que estivwnai cois
reptas ; certosdeque mide este preso nao seria
aeadidos.
Epaea se
Tribunal do commerclo.
Por esta secretaria se faz publico, que acham-
paralisados sem andamento por falta de com-
parecimenlo de seus respectivos donos os reque-
rimentos seguinles :
De Manoel Alves Ferreira.
De Luiz Jos da Costa Amorim.
De Frederico Robilliard.
De Leal & Carneiro.
De Joo Baptista Ittier.
De Caelano Cyriaco da Costa Moreira.
De Manoel Firminoda Silva Carrigo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambueo, esa 27 de fevereiro de 1861. Julio
uimares, official ruaior.
Pela administrarn do correio desta cidade
se faz publico, que em virtude da conveogo pos-
tal, celebrada pelosgovernos brasileiro e francez,
sero expedidas malas para a Europa no dia 3 de
margo prximo pelo vapor francez Bearn, de
conformidade com o annuncio deste correio, pu-
blicado no Diario de 29 de Janeiro ultimo. As
cartas sero recebidas al 2 horas antes da que
for marcada para a sahidado vapor, e os jornaes
t 4 horas antes.
Correio de Pernambueo 27 de fevereiro de 1861.
Domingos dos Pasaos Miranda,
Administrador.
Correio geral.
^ Pela administracao do correio desta
cidade se faz publico que as malas que
tem de conduzir o vapor inglez Onei-
da para os portos do sul serao fechadas
hoje (281 as 11 horas do dia.
Por esta subdelegara se faz publico, que se
acham depositados legalmente ura'cavallo mel-
lado com dinas prelas, e um bote : quem se jul-
gar cora direito aos meamos, comparegam, que
provando Ihes serio entregues. Subdelegada da
freguezia dos Afogados 23^ de fevereiro de 1861.
Jos Francisco Carneiro Monteiro,
Subdelegado
buco %^Vr^^ tas.de nacionalidad proveer-
A. F. d'Annunciago
A cmara municipal do Recile manda" publicar,
para conhecimento dos seus municipes, e a
um de que tonha exeeucio, a postura addicio-
nal, abaixo transcripta, approrada tempora-
riamente pelo Exm. presidenta da provincia.
Pago da cmara municipal do Becifeem sesaao
de 25 de fevereiro de 1861. Manoel Joaquim
do Reg e Albuquerque pro-presideate Manoel
Ferreira Accioli, secretario.
. Postura.
Palacio do governo de Pernambueo 18 de fe-
vereiro de 1861.
O presidente da provincia atlendendo ao que
represenloo a cmara municipal do Redfe em
officio de 26 de novembro ullimo sob n. 99, re-
solve approvar provisoriamente os seguintes ar-
tigo de postura.
Art. Io Fica abolido o artigo 16 do titulo 7o
das posturas de 30 de junho de 1819.
Arl. 2o as casas que se edificaren) ou reedi-
ficaren!, e uas existentes que estiverem na con-
aicoes das posturas, permettido construir agoas
fu riadas de toda a largura deltas, recolhidas da
cornija, com nove palmos de altura do pavimen-
to ao frechal, deveudo ter as jaoellas tres pal-
mos de altura, e cinco de largura. Of- contra-
ventores soffrerao a multa de trinta mil ris, quo
ser duplicada na reincidencia alm da demoli-
co da obra a sua custa.
Ambrozio Leito da Cunha.Conforme.An-
tonio Leite de Pinho.
Declarares.
NOVO BANCO
DE
Pernambueo.
O novo banco continua a substituir
ou a resgaiar as notas de 10$ e 20$ que
havia einittido e anda existtm em cir-
culacio, prevenindo de que conforme
o decreto n. 2,66i de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituidlo s continua sem pre-
juizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marqo prximo vindouro, pois
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressivo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 por cento no se
gundo, de 30 por cento no terceiro e
assim successivamente at ficar no deci
rao mez e d'ahi por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861.Os directores gerentes, Luiz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deirot Reg.
Pela subdelegada da freguezia de Santo
Antonio desta cidado se acham embargados era
urna cochera tres cavallos do differeules cores,
tendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
cerem a urna s fazenda, e cora indicios de se-
rem do servigo de engenho. por desconflanga e
indicios de serem furtados, visto terem sido all
recolhidos por dons homens do mato des'-onhe-
cidos, e depois apparecerem outroa tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostas
entre olles : quem, portanto, se julgar com di
reito a ditos cavallos, comparega oeste juizo mu
nido de suas prova, que Ihe sero entregues.
Recite 22 de fevereiro de 1861.
Carneiro.
Pela contadoria da cmara municipal d
Recife se faz publico, que o prazo marcado par
pagamento do imposto de eslabelecimento finda
se no ultimo da margo vindouro, e todos aquelle
que nao pagarem dentro do prazo, Gcam sujeitos
multa de tres por cento.
Contadoria da cmara municipal da Rerife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tarares Rodovalho.
A cmara municipal do Recife contrata o
servigo da limpeza da cidade com quem delle se
queira eocarregar, mediante coodiges rszoaveis,
para o que aceita propostas dos in'.eressados em
carta fechada.
Pago da cmara municipal do Recife em sesso
de 25 de feroreiro de 1861.Manoel Joaquim do
Reg e Albuquerque, pro-presidente. Manoel
Ferreira Accioli, 1.* secretario.
Vice consulado de Espna.
en

se de ellas los que ao las tu
vieren.
Pernambueo, 25 de febrero
de 1861.El vice cnsul de
S. M.Juan Anglada Hijo.
Inspeeco do arsenal de inarinlia
De ordem do Illm. Sr. inspector fago constar
que nos dias 21, 25 e 28 do correte mez, se
achara i venda, em hasta publica, na porta do
aimoxarifado desta inspecgo, comegando as pra-
gaa as 11 horas da manha, o hiate Pora/i6ano
que desarmou pelo seu estado de ruioi, de 78
ps de comprimento, 21 de bocea e 7 de pon tal,
cavilhado e pregado de cobre at a altura de 8
ps contados da quilha, com os seguintes per-
tences:
No casco.
Leme, cana deste, dos pares de turcos de
ferro as amuradas, bolinetes e suas barras, c-
mara e bailos com as respectivas escadas, fogo
e seus perlence8.
Mastreago.
Hastro grande e seu maslaro, dilo de traque-
te e seu maslaro, retranca, gurup, pu de bu-
jarrona, dito de pica pene, dous ditos de palan-
que e verga de redondo.
Apparelbos.
Todos os cabos flxos e de marcar com o seu
poleame.
Veame.
Urna vela grande, um traquete, urna vela de
estay, urna bujarrn e dous gaQtofes.
Amarrago.
Um ferro e urna amarra em bom estado.
A' venda effectuando-se na ultima praga, sen-
do que o hiate est em frente deste arsenal, pa-
ra ser examinado pelas pessoas que o preten-
der, cuja declarago escripia do valor quer do
casco, como dos seus pertences, encontraro as
mesmas pessoas na secretara desta inspeego.
lnspecgo do arsenal de marinha de Peroam-
uco, em 14 de fevereiro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues do sAnjos.
Avisos martimos.
COJIPAXHIJL
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 4 de margo espera-se dos portos do
sul o vapor francez Bearn, commanlante Aubry
de la No6, o qual depois da demora do costume
seguir para Bordeaux tocando em S. Vicente'e
Lisboa, para passagens, encommendas etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul at o dia 3 de margo o
vapor Paran, commandante o capito teneute
Jos Lepoldo de Noronha Torrezio, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os
portos do norte.
Recebem-se desde j psssageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Mendes
COMPANHA BRASILEIRA
DE
Espera-se dos portos do nortale o dia 5 de
margo o vapor Cruzeiro do Sal, commandan-
te Puntes Ribeiro, o qual depois da demora do
costume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se psssageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do S Mendes.
Para o Aracaty e Assu*
segu com brevidade o hiate Sinta Rita, j lem
a maior parle da carga ; para o resto trata-se com
Martios & Irmo, ou com o capito Antonio Joa-
quim Alves.
Para o Aracaty,
o hiate Gratido segu por estes das; para o
resto da carga e passageiros, trata-se com Perei-
ra Valenle, ra do Codorniz n. 5, no Forte do
Mallos.
Rio de Janeiro
segu nestes dias a barca nacional Castro III,
capito Antonio Gongalves Torres,por tera maior
parte do carregamento prompto, e para o resto
que ainda falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excellentes commodos, trali-se com
os consignatarios Pinto de Souza & Bairo, na
ra da Cruz n. 2i, ou na praga com o capito.
Para o Ass
segu com brevidade o hiate Beberibe ; para
carga e passageiros, trala-se na ra do Vigario
numero 5.
Para o Aracaty
segu eom brevidade o hiate Camaragibe ; pa-
ra carga e passageiros, trata-se na ra do Viga-
rio o. 5.
COMPANHA PER\AMBC\NA
COMPANHU PEKrUttiJUNi
Navega^ eosteiraavapir
Parahiba, Rio Grande do Norte. As-
u Aracatv, Ceara* e Acaraco'.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, aa-
h r para os portee do norte at ao Acareen ma
oa 7 de margo s 5 horas a tsrde.
..ol !? C?Tf ,t M di 6 3 o. Pm-
raf ^mheiro i frete al ,0 di 7 s 2 ho-
ras eseriptono no Forte do Mattos n. 1-
Para a Babia segu em pouoos dias a ea-
fhTf*i?.ar,,n!1 Csr'ta; P*lgina carga J!,
ine la i ta, trata-se cora sen consignatario Fraa-
cism L. O. Azevedo, na rae da Madre de Dos
Para Lisboa
em poucos dias
vai sahir a muito veeira barca Marisa, por ter
quasi completo o seu carregamento : para o res-
to e passageiros. trata-sc com Carvalho, Noguei-
ra & O. na ra do Vigario n. 9. primeiro andar
ou com o capilo na praga.
COHPAM BUCANA
DE
\avega?ao costeira a vapor
O vapor Pcrsinunga, commandaniante Uou-
^h^a^,.0' portos d0 sul em 5 de margo s
o horas da tarde. v
Recebe carga at o dia 4 ao meio dia Passa-
2 horas. Escriptorio no Furto do Matos n. I.
Leudes.
LEILO
O agente Oliveira congratula-se sobremanera
por se achar restituido presenga de seus nu-
merosos smigos Srs. logistas desla cidade e con-
uando em sua antiga indulgencia, tem o prazer
de tornar a convida-los. pe priroeira vez aps
seu regresso, para o leilo dos Srs.
E. A. Burle C,
o qual constar de um perfeito sortimenlo de fa-
zendas, principalmente prelas, as mais procura-
das e propnas da presente quaresma. e ter
lugar no srmazem dos mesmns na ra da Cruz-
sexta-feira 1 de margo, s 10 horas da manha.
LEILO
DE
Urna armacao.
Quinta-feira 28 do corrente.
Antonio Pereira Vianna com autorisago de
seus credores far leilo por intervengan do agen-
te Costa Carvalho, da armacao da taberna da
ra de HorUa o. 39, a qual est situada em
muito bom local e muito afreguezadi, ao meio
da em punto.
LEILAO
De orden del Exorno. Sor Navegaco costeira a vapor.
1 Pela gerencia se faz publico que d'ora em dian-
te os vapores da companhh pernambucana sahi-
ro para os portos do norte a 7 e 22, continnando
para os do sul a 5 e 20.
J^
ministro r sitente y cnsul
general de S. M. Catlica
Rio de Janeiro, prevengo
tos subditos espaoles resi
dentes en este districto con
sular que, siendo indispensa- ________
t.q u^^SSSa Para o Para em direitura.
tanto DOr inters propio para' Pdnaboft Garibaldi, segu nestes dias por
_, j>4 ler engajado parte do seu'carregamento : a tra-
acredltar SUS personas T pO- lar com Tauo Irmos ou com o capito Custodio
der reclamar ia proteccin de
los agentes de sn nacin, co-
mo por convenir al servicio
del estado, el tener una noti-
os Viann.
Maranho.
lima taberna.
Sexta-feira 1* de marco.
AO CORRER DO MARTELLO.
Costa Carvalho far leilo por autorisago do
br. Joaquim Gongalves de Azevedo Maia, de sua
taberna sita na ra Augusta n. 114, sendo cm
um excelleute local por ter duas frentes em um
so lote ou a retalho vonlade dos co'mpradores
a qual est muito afreguezada, a qual ser en-
tregue sem reserva de prego, s 11 horas em
ponto.
LEILAO
Consulado de Franca
O agente Hyppolito da Silva fara' lei-
lo por ordem do Sr. cnsul de Franca
em sua presenca e autoritaco do Sr.
inspector da alfandegaepor conta e ris-
co de quem pertencer do objectos sal-
vados da barca franceza Hiram, in-
cendiada no mar os quaes sao os se
guintes:
Urna grande lancha em bom estado de
lote de 4 toneladas com 4 remos.
Um bote quasi novo de 15 ps france-
cezes de cumprimento com leme e
remos.
Urna pequea peca.
Um sino : quinta-feira 28 do corrente
as 11 horas em ponto no armazem
altandegado do Exm. baro do Li-
vramento, no caes d'Apollo.
LEILAO
DE
Urna armaeo,
A PRAZO O A DINHEIRO.
Quinta-feira 28 do correte
ao correr domartello-
Costa Carvalho far leilo por conta de quem
perlescer da arroagao da loja do patea do Li-
vramento n. 27, a prazo ou a dinheiro, sendo a
armagao envidraeada a muito a.regueuda, na
da cima sll horssem ponto.
Avises diversos.
Segae nestes dias o hiate Santo Amaro ; pa-
ro o resto da carga, tratase com Caelano Cyriaeo
---------------------------- ------- da C. M. & Irmo, so lado do Corpo Santn.23.
ca exacta de los cuidadanos .jr p,r* Vsboa 2,oe com toda"hw,tod
* mv9 uu^uubuw. fcrigu9 p0rtugUM soberano, por ter quasi toda
que reSKen en Cl eXtrangerOJ au carregamento prompto para o resto a pas-
debern en el termino te 15 BS^'lW.r?:^^
dYas presetarse e este ^mf&lVw'faa ^^ **
3#oo ciAco gpogtrap h% c
PetrttAmbucana.
Demingo 3 de margo, s 10 horas da avanha.
htvara sesso extraordinaria da censalho da
asaombla geral para tratar-sc de coBiinaacao a
Basarma dos estatutos e de eatroe aegaeios.
Secretaria da Associago Tyeographica Per-
ambucaoa 27 de fevereiro de iftt.
J. Cs*a.
V secrsfere;
J
I


(*)
DIABIO DK PEWUBMOO. QUINTA PEIRA 18 D? PEVEREIRO DE 1861.
SYNOPSE
DE
EL0QI1ENCIA E PflBTKIA NACIONAL
PELO ACADIWCO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sabio do prelo a indispeasavel synopse para o
exames de rhethorica, a qual se toma recom-
mendavel aos esiaiaoles nao somente pela cla-
reza e concisio do phraseado, mas tambem por
urna tabea synthetica qne tem junta, a qual, de-
pois de ter-se esludado o compendio, de impro-
viso traz memoria tudoquaolo ha de essencial.
A' venda na typographia eommercial, ra estreita
do Rosario o. 12, e na listarla classica, praca de
Tedio II n. 2, a 2 cada exemplar.
SOCIEOADE
BAS
ARTES MECHAMCAS E LIRERAES
DE
PERNAMBUCO.
O lllm. Sr. director manda fazer publico que
quinla-feira 28 do correte, as 7 horas da noite,
se reunir a sociedede ordinariamente em assem-
bla geral.
Secretaria da sociedade das Artes Mechaoicss
e Liberaesde Pcrnambuco em 27 de fevereiro de
1861.
Simo de Souza Monteiro,
!. Secretario.
associacao
DE
Soccorros Mutuos
Lenta Emancipaco dos (apvos.
De conformidade com o artigo 19 sao convida-
dos todos os socios effeclivos para compsrecerem
a reuniao ordinaria da assembla geral, domingo
3 de marco, as 11 horas da manha.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 26de fevereiro
de 1861.
Joio da Costa Braga.
1." secretario.
Precisa-se lugar um sobrado de um andar
com bons commodos, as principaes ras das fre-
gueziasde S. Jos ou Sanio Antonio, sendo seu
aluguel de 30 raensaes, obrigando-se o ioquili-
no pelo aceio da casa : quera ti?er annunci pa-
ra ser procurado.
Irmandade de N. S. da Soleda-
de erecta na.igreja do Li-
vramento.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da
Scledade, tendo resolvido apresentar aos fiis de-
votos pela primeira vez em procisso as imagens
do seu altar a Senhora da Soledade e o Senbor
Bom Jess da Agouia no 1. de margo pelas 2
meiro andar.
OITerece-se urna mulher para ama de urna t horas da tarde, tem deliberado passar pelas ras
casa de pouca famili, ou de ucl rapaz solteiro : seguintes : ao sahir, ra do Lirramenlo, dita do
a tratar na camboa do Carmo, sobrado n. 36, pri-. Queimado, praca de Pedro II, ra do Imperador,
1 Iravessa de S. Francisco, ra das Cruzes, prca
da Independencia, ra larga do Rosario, dita es-
treita, dita das Trincheiras, dita Nova, dita das
Flores, camboa do Carmo, pateo do mesmo. dito
de S. Pedro, ra das Aguas-Verde, Iravessa do
Marisco, ra de Hurtas, pateo do Terco, ra Di-
reila, paleo da Peuha, ra do Itangel a recolher-
se : pede-se a todos os nossos irmos a compare-
cerem neste dia e horas indicadas, afim de acom-
panhara mesma procisso, assim como rogamos
a lodos os moradores das ras que tem de pas-
sar, que limpem suas testadas. Consistorio em
mesa 21 de fevereiro de 1861.O secretario,
Joo Baplisla de Mendonca.
Lava-se e engomma-se com brevidade
baratissimo prego ; na ra de S. Bom Jess
Crioulas n. 2.
Precisa se para alujar para
trangeiros solteiros uina boa casa
campo que tenha grande sitio, baixa de
cap i m. han lio perto e estribara para 3
ou 4cavallo8, prefere-se na Passagem
por
das
es-
no
largo do
O Jhesoureiro das loteras convida as pessoas
que quizerem jogar serapre eom bilhotes, meios
ou quartos de certos nmeros encommendados,
Grande hotel Livramenlo.
O proprietario deste novo estabelecimento, col-
locado no principio da ra Direila n. 12, nao tem
poupado despejas para torna-lo capaz de qual-
quer possoa que se queira servir de comida,e be-
bida asira como apromptara-se almocos e janta-
res para fra.e ludo isto com promptido e aceio,
e prego razoavel.
O grande hotel I.ivramento
Tem um grande sorliraenio
De petiscos deliciosos
Fara a paora dos golosos.
Com qualquere pequea somma
Sempre ha o que se coma
Com tanto baja dinheiro
Pois o pelisco tem bom cheiro.
Fiado nem por grac.a
Comer sem dinheiro chalana
Dinheiro e mais dinheiro
Pagbem quem nao caloteiro. ou cvanos, pretere-se na
Relira-se para o Para Jos Pereira da Silva, da Magdalena OU em suas proxitnida-
SU^tKri>demar5o.dePoisdaauden- cia do Sr. juiz de paz da freguezia de S. Jos, L.ojpo banto armazem n. 27.
tero de ser arrematados os movis seguintes:. i +>
1 piano em bom uso, avaliado por 808, 1 cartei- J\ IX, ATI1 (*,\ f
ra de raadeifa de amarello por 83. 1 relogio de A*n/viit/uWi
cima de mesa, trabalhando, por 8j. 2 quadtos As filhacs flp Frminri Tne
grandes por IOS, cujos movis Sao pertencentes *** *"* u ririIliriO JOSe
a Miguel Seraphim de Castro Nunes, e vao pra- FcIX da ROSa f fallecido )
Qa a requenmento de Jos Francisco de Paula, .. v /
cujoescriptoacha.se em poder do porteiro do parllCipaill aO respeitavel DU
blico desta cidade, que auto-
risadas pelo lllm. Sr. director
da instruccao publica, acham-
se com sua aula aberta para
queiram dar suas encommendasna thesourariadas eDSU0 artCUlar na ni A if
loteras, ra do Queimado n. 12, certos deque v. jk i
lhe serao reservados, devendo serem recebidos VlgariO D. 15 Segundo andar
at o dia aole-vespera do andamento das rodas ;
assim como, que recebe em pagamento bilhetes
premiados ainda mesmo das loteras j recolhi-
las thesouraria provincial.
O escrivo,
Severiano Jos de Moura.
O bacharel Francisco Jos Marlins Penna,
empraza e convida solemnemente o Sr. A. V. i
Nascimenlo Feilosa. actual redactor chefe do g, DOraar a OUrO,
Liberal Ptrnambucano, ou a qualquer dos seus narip] fii/ln ictn onm frwla
redactores, para que, assumindo a responsabili- FttF^' LUUU IStU L'JUl lUd
dada do artigo edictoiial do seu numero 46 de 25 norfoci n men m nnrlflntn ana
do crreme mez, na parte em que declara que o f.V ,C,Vtty oam pOria.niO 80S
mesmo bacharel tem sido aecusado de prevari- llilllS. Si*. paGS de familia Dar
cac5es determinem os fados que servlram a laes ,.. e_______
arguices, e que constituem as suppostas preva- ([Ue taCam COUCOrrer SUaS me-
ricaces. O silencio ser a fiel expressao do es- nnamiArn n piisinn afim ,1a,
pinto mesqumho de calumnia e de vinganca, que "I"opna U CI1MI10, a 11III Ue
predomina em tal escripto. soba irresponsabili- aUeaOUellAS or <>tp ITlpin nn.
dade de algum-Zesa de ferro-com quem ne- 4uc4ueila&.pul Bbie UieOpOS-
nhuro hornera, que se presa quebra langas. Sam Salir da Illiseria (JUe
. liecie, 26 de fevereiro de 1861. i .- ., ^
Francisco Jos Marlins Penna Jnior eStaO reUZlaS, por Cllja ra-
zo sua gratido ser eterna.
O abaixo assiguado tendo receido de um
duas imagens de bom tamanho, sendo ros herd!iros do engenho Leo as letras de que
.,_ j c i j n i .fez mensao em seu anterior aviso ao respeilavel
uma do Senhor da Columna e OUtra do publico, anda contina a prevenir de nao fazer
menino Deus, na ra da Viracao n. 31. transaego alguma com aquellcsdo outroa quem
, Vender um cavallo, preto, para '* em ** "^S^At.
carro ou cobriolet; a tratar na ra -rv l
de um cont e qunhentos a dous con-
tos de re'is a premio, sob hypotheca ou
boa firma, um e meio por cento ao
mez pelo tempo que se convencionar :
quem quizer deixe icar carta com a
inicial Z na praca da Independencia
n. 6 e 8, livraria.
O abaixo assignado, sabendo agora que o
_ Sr. Luiz Emigdio Tenorio procura contratar, ou
A ( Sl*Gl pet lliUllll 0 aua ls* CSlUUdUlCS UU rainado Soledade, silo na freguezia do Senhor
cnrrnnilfl annn Bom ,esus do Camaragibe, na provincia de Ala-
ac8 alIlIU1 i goas, apressa-se a declarar que ninguem se ar-
Vende-se por preco muito commodo TJYe' lzer,neg V ,"^", dade, visto estar ella hypothecada ao abaixo as-
-Bergter, diccionario theologtco er-( signado, que alias ainda nao foiouvido para dar
seis volumes e um Supplemento ; Geom seu consentimento, e como se acha estipulado
pe Phillinsem tres vn.imM p um un 5a esPectlTa escriptura. Approveitando o enseio
ge rninips em tres volumes e um sup- declara mais o abaixo assignado que estar prom-
plemento ; Colora bel, instituicdes de Pto a fazer negocio relativamente a sea debito
Franca : compendios de direito natural cora quuem.quer, q* proienda comprar o referido
engenho, transfenndo e cedeodo-lhe a hypothe-
ca que sobre elle tem. Recite 22 de fevereiro
Pnblica cees
i% instituto
do Brasil.
homcopa-
em cuja aula ensina-se o se-
guinte: marcar, labyrintho,
tapete, tapessaria, bordar em
branco, matiz, froco, missan-
bordar em
a
Trocam-se
Augusta n. 4.
* Potassa. |
Vndese a 2i0 rs. a libra, a |
H superior e alva potassa do acredi- f
i tado fabricante Joao Gasa-nova : g
g no deposito, ra da Cadeia n. 47, <
H de Leal & Keis.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA H0ME0PATH1CA
Obra ndispensavel todas as
pessoas qne quizerem arar ho-
tneopa t h ica mente;
coutendo:
A definigo clara dos termos de medicina: as
causas mais frecuentes das molestias : os symp-
tomas, porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que nielhor Ihes cjrretpondem : a
quantidade das dses de cada medicamento t
seus respectivos intervalos nos molestias agu-
das e chronicas: a hora d dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa' accao : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar ot envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
quedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidat, principalmente as que gras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, quir
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parlo e deppis delle: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
menlo, qur durante a infancia: os perigos
que eslo sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros arligos de
vital interesse; bem como uma descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que entram na com-
posigao do corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, uma mostrando qaanto possirel to-
dos os orgos internos, com a sua explicaco
phisiologica e outra mostrando as differentes
regies abdomivaes. [k primeira colorida pa-
ra os senhores assignantes.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGAIUO LLDGEHO PIMO.
O Diccionario Popular dn medicina homebpa-
thica uma obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramenle os mdicos, que quizerem experimentar
ou excrcer a nossa medicina ; e muito mais ain-
da aospaes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimento, capites de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos eTeitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem i Europa,fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incelar a publiraco visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolveu mudar inteiramente o
plano que havia concebido, e dar toda a expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que taulo os
homens versados na scieocia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo detrazer-lheissoum accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignalura 15j>, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso custar 25$.)
Acha-se igualmente em via de pnblica-
cao a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
00
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova edicjlo em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposico das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos Umperameolos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien*
ne pratica, etc., etc. Com uma estampa demous-
trativa da continuidade do tubo intestinal desde
a bocea al o recto.
A assignstura de 8$ pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 128 pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assigoar uma e ou-
tra obra pagario apenas '209 em lugar de 83.
N. B. A assignstura, qua nao for acompanlrada
di respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, (Mundo Novo} n. 6.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: era casad e Samuel P.
Jobs ton & C, ra da Senzalla Neva n. 52.
Antonio Jos Dantas liqui data rio
da firma de Machado & Dantas, faz
sciente a todos os seus devedores que
tem nomeadoao seu caixeiro Joao Cor-
reia da Silva, para cobrar todas as di-
vidas da mesma firma, por isto espera
de todos os devedores a pontualidade
de seus dbitos. Recite 31 de Janeiro
de 1861.
para
Autran e
quizer di- j
e publico pelo conselheiro
constituicao poltica : quem
rija-se a ra Direita n. l, onde tam-
bem se compram todos os livros neces-
sarios para o quinto anno
Compra-se um cavallo que seja manso agran-
de : na cocheira defronlc do porto das canoas da
ra Nova.
de 1861. Joaquim Rodrigues Tavares de Mello.
OITerece-se um rapaz brasileiro para caixei-
ro de qualquer estabelecimento, d flanea sua
conducta : na ra Nova n. 6.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Precisa-se
de uma preta para todo o
uma casa de pouca familia :
tar na ra da Cadeia do Recife n. 19.
Aluga-se uma sala cora 3 qnartos, propria
para caixeiros ou alguma pessoa : na ra do Quei-
mado, loja n. 14.
servico de
para tra-
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em \ista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras
i
Borzeguina de bezerro de Meli a
Ditos de Nanies sola patente
Ditos de dito sola fina
Ditos dito de dito ,
Ditos francezes de lustre de 6#, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos de couro de poreo a
Sapatos de lustre a 3f at
Ditos de bezerro a 3#50O at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola coto salto
Ditos de 1 sola sea salto '
6*500
5|000
5*000
59009
woo
sjoeo
25Q0
meninos.
Borzeguini de selira branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de corea
Ditos de cores panno de duraaue
Ditos dito de dito
Ditos de corea para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca par meninos de 1< i
Dito de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para hornea
61000
51500
590OO
Barroca & Medeiros sacm
Portugal e Uha de S. Miguel.
N5s abaixo assignados fazemos
sciente ao publico e particnlarmente ao
corpo eommercial, que de commumac-
cordo dissolvemos a sociedade que ti-
phamos no armazem d ra da Madre
de Dos n. 6, debaixo da firma de Ma-
chado & Dantas, ficando o socio Anto-
nio Jos' Dantas na liquidarlo le todo o
activo e passivo da mesma firma. Reci-
te 31 de Janeiro de 1861Jos Feliaci-
no Machado Antonio Jos Dantas.
O bacharel A. R. de Torres Ban-
deira raudcu sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continu no exercicio de sua profissao
de advogado.
Artigos.correspondencias e quaesquer publi-
cacoespara os joroacs, seja qual foro seu objec-
to : precos moderados e gratis quando essas pu-
blicares tiverem por alvo certas t determinadas
pessoas. Escriptorio da red aceio no Caes do Ra-
mos n. 30, officioa de marmore.
Quem precisar alugar uma preta moca que
cosinha, coze, eosaboa e faz qualquer servico de
uma casa: dirija-se a ra do Queimado n. 22,
que se dir quem aluga.
A padara do leo do norte na ra do Co-
tovello n. 31, precisa-se de um bom trabalbador
de maceira.
Perderm-se, ao desembarcar do rio quefi-
ca por traz do engenho Poeta at o corredor do
Cachang, as duas ultimas pecas de uma flauta :
a pessoa que achando quizer ter a bondade de
restituir dirija-se a esta typographia onde se lhe
gratificar.
Preciss-se de uma ama forra ou captiva a
qualaiba cosinhar, lavar eengommar para casa
de uma s pessoa : a tratar Da roa das Trinchei-
ras n. 17. .
Precisa-se de ums ama de leite em fllho :
na roa do Rangel n. 7, segundo andar.
Ensioo particular.
0 abaixo assignado, professor particular de
primeiras letras, lalim e francez, reatde no ter-
4#Q00, ceiro andar do sobrado n: 58 da ra Nova, onde
41000 cam toda a dedicacio, prudencia e actividade
Sgopo exerce aau magisterio, e contina a admitlir al-
1000 gaos internos de pouca idade.
Jos liara Machado de Figueiredo.
! % 7 S? ,0? Hit",li, M,r L urna
^ffElgi.
Precisa-se de uma pesaos que entenda bem de
faier velas de carnauba, e tambem de composi-
po, e que se obrigue tambem a fazer venda ; as-
sim pode apparecer na ra do- Vigario, casa n.
29, para tomar conta da fabrica.
Aloga-se umalio na Ponte de TJchoa, jun-
to a casa do sobrado imarello, limpa e aceiada,
e tem encanamento d'agua dentro do mesmo ai-
lio : a tratar no Hondego, casa n. 88. com Igna-
cio Luiz de Brito Taborda.
Oflerece-se uma ama para o servico interno
de alguma casa de familia, at mesmo para em-
pregar-se em costuras, a qual d ioforniaces de
sua conducta : quem quizer, dirija-se a ra do
Vigario, casa n. 29. L
Mwm.
PRI
Ao:
DA
VINCIA.
10:000^
Primeira parte da pri-
meiita lotera de Santa
RitadeCassia.
O abaixo a
bilhetes rubri
tos de 12 por
vindo assim a
rantido 10:
ra se o tbilhet
rando alm das
as sorjes logo q
em sua loja na
em
jado tem resolvido garantir os
os com a sua firma dos impos-
geraes e 2 por 0[0 provinciaes,
eber o portador do bilhete ga-
lugar de 8:6000 que recebe-
nao fosse garantido. Assegu-
o pagamento integral de todas
e saiam as respectivas listas ;
praca da Independencia n. 2*2.
Outro sim, os bilhetes garantidos cora a sua chan-
cella continuamla ser vendidos na supradita loja
e as mais do coktume ao preco de
Bilhele inteiro. 12S
Meio Ibilhete. ... 6
de bilhete. 3
Sanios Vieira.
I Attenco.
Jos Ferreira
seu estabelecimV
Cruz n. 31, pri),
da-o aos seus
como aos mais
honrar com sua
tudo cem asseio,
dade seus precos
Quarlil
COIPANHIA DA VIA FRREA
DO
de Souza, tendo aberto o fj
ito de alfaiatera da $
elro andarrecommen-
figos e freguezes, bem ft
nhores que o quizerem 9
reguczla promplilcando $*
bem feito e com brevi- @
o razoaveis. 2
Koga-se aoA Sr. Romao Antonio
da Sil f& Alcntara, queira declarar sua
morada que se precisa fallar,
Precisa se alugar uma casa terrea que te-
nha commodos para familia, ou mesmo um so-
bradinho de um andar, as seguintes ras : Ran-
gel, Livramento, largo do Paraizo, com tanto que
tenha quintal e cacimba, cujo aluguel nao exce-
da de 20J mensaes : quem a tiver, dirija-se a
ra das Calcadas n. 28, ou annunci.
Hotel trovador
Ra larga do Rosario
numero 44.
Neste estabelecimento existe disposico dos
amadores dos bons petiscos, peixes de conserva
preparados pelo fornecedor de S. M. I. o delicio-
so salame de tiao, azeitonas brancas de Sevilha,
e varias conservas. Depois de apreciar esses si-
borosos petiscos para tornar a digesto mais r-
pida, ha tambem no mesmo estabelecimento um
primoroso bilhar, o raelhor desta cidade, como
est provado pela immensa concurrencia que tem
tido. As bolas eslo dia e noite sujeitas a um
motu-continuo, impellidas pela or da popula-
co desta formosa Veneza americana.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora no imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n 47.
Recife ao rio Sao Francisco.
(LIMITADO)
ATO,
Para maior commodidade dos senhores de en-
genho a companhia estabeleceu um novo arma-
zem na Escda no lugar denominado Alalaia do
outro lado do rio Ipojuca, o qual estar aberto
para o recebimento do assucar, gneros etc., ele ,
de quarla-feira 20 de fevereiro em diante.
AssignadoE. H. Bramab,
Superintendente.
H M. J. Leite, declara que cons-
tttuio seu bastante procurador
* aoSr. Manoel Gomes Leal, para
H promover a cobranca de suas d-
H vidas passivas.
seieeieeiedis aseas m&ft&mm
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Quinla-feira 28 do correte haver sessaodei
assembla geral desta associacao, os senhores so-j
cos sao convidados a comparecer na sala das ses-
soes, pelas 7 horas da noile, afim de conhecer-1
se do resultado do trabalho j principiado na ses-'
sao de 24, e tratarem-se de outros, devendo com-
parecerera nao s os roerabros que estiverem em
da como aquelles Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 25 de fevereiro de 1861.
Joo Francisco Marques.
t. secretario.
Pkilosopkla, de geographia e rkelorica
PILO BACBARU
A. R. DE TORRES BANDEIRA,
Professor de geographia
e historia anlga no gymnasio desta
provincia.
Esli abortes estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n. 87, se-
gundo andar ; e dr-se-ha lugar a notos cursos
destas mesmas disciplinas, a proporco que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende ;
1. o esludo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidades do
Brasil.
A classe de rhetorica est dividida em duas
seccoes:
1." de rethorica em geral.
2. de potica e analyse dos clsssicos.
Atteocao.
Joao Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de hzendas finas da ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muito goslo, bem como
obras de ouro e brilhanle, tudo por menos de
seu valor para liquidar.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial honicopalhico.
30~Roa das Crozes~30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
lellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
i commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
i
Na ra Nova n. 32, precisa-se de uma senho-
ra qaesaiba cortar vestidos para ajudar a outra
e continua-sea fazer vestidos da ultima moda e
outros muitos objectos de gosto.
Aviso.
Aos devedores da massa de
Jos Luiz Pereira Jnior.
Sao avisados para dentro de 10 dias
virem a ua do Queimado n. 75 a" loja
de Fajozes Jnior ou se terem com o
Sr Demeterio Hermilo da Costa caixei-
ro que foi do fallido para pagarem o
que devem a dita massa e aquelles que
nao comparecerem serao chamados pe-
los nomes por extenso por este Diario.
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48.
Participm aos seus numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu mestre al-
faiate que mandaram contratar em Pars,
acham-se promplos a mandarem ejecu-
tar toda e qualquer obra tendele a al-
faiate, assim como tem em seu estabele-
cimento grande sortimento de tudo quan-
to se desojar, para qualquer das esta-
cos nao s de fazendas como diversos
arligos de luzo, continuando o mesmo
mestre a receber por todos os vapores fl-
gurinos para melhor poderem servir ao
respeilavel publico a quem pedera de vi-
rem visitar o seu estabelecimento que
encontraro aquillo que desejarem.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas aa qualidadea para vender
esa grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e roa
do Imperador, outr'ora roa do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Foi encontrado petos cargneiros do engenho
das IJaltas, no dia sabbado 23 do corrente, um
Juarlo alaste, o qttal sei entregue a sen dono,
ando os signaes.
Antonio de PsuU Sou Leio.
O artista americano
O artista americano
O artista americ?no
O artista americano *
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por off
Tira retratos por 5$
Tira retratos por 5$
Tira retratos por o$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos & arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as* pessoas que desejarem ad-
qnirir conheciatentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prermpto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sSo convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a trata'r no mesmo sobrado.
Alugam-se duas casas no lugar denomina-
do Sant'Anna de Dentro, tendo commodos suffi-
cientes para grande familia, tendo banho perto
da casa ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Precisa-se alugar um preto : na ra da ma-
triz da Boa-Vista, padara n. 26.
Manoel Joaquim Gomes tem ordem de ven-
der a casa de um andar n. 3, no pateo de S. Pe-
dro desla cidade por 3,600 pataces pagos em
Lisboa, nallha de S. Migael, ou em Peroambuco.
Consulado de Franca.
Diversos devedores do hotel inglez, ommissos
de se conformar o convite que o cnsul de Fran-
(a tinha lhes dirigido por este Diario, de virem
saldar suas contas, do dia 6 a 16 do correnle, no
dito consulado, vem de novo avisa-loa que se al
o dia 88 deste mez elles persistirem a nao se
apresentarem, que elle ser obrlgado.bem contra
sua vontade, a mandar publicar os seus nomes
e usar contra elles dos meios que a lei do paz
lhe facultam. O consulado acha-se aberto das
10 horas da manha a3di tarde.
Pernambuco 16 de fevereiro de 1861.
Arrenda-se a encllente propriedade da
Barra de Seriohem, com muitos ps de coqoei-
ros, e avultada somma de foros : a tratar na ra
do Hospicio n. 17;
Ni loja do sobrado da ra do Imperador
n. 12, loja que Cea no becco do Ouvidor, engom-
ma-se roupa aceiadamente, e em conta, dinheiro
i vista.
Precisa-se alugar um moleque moco e lim-
po que saiba cozinhar bem, e sirva para criado :
quem tiver annunci, pois paga-ae bem.
Manoel Joaquim da Cunha avisa ao respei-
tavel publico com especialidade ao corpo de
commercio que tendo-se de retirar para fora da
provincia, julga nada dever a esta pnca, e se
alguma pessoa se julgar seu credor, aprsente as
suaa contas no prazo de 3 dias na praca da
Boa-vista n. 17.
Precisa-se de uma escrava que saiba cozi-
nhar e eagommar bem para urna casada fami-
lia de duas pessoas, dando-se 20,000 rs. mensaes.
ou mesmo mais, servindo a vontade: na ra des
Pescad urea na. 1 e 3.
F. Moohard vai para a Babia.
Prencisa-se de um caixeiro qne entenda de
taberna, que d fiador a sos conducta : em Pora
de Portu, ra do Pilu n, 143.
! Antonio Eloy Rodrigues da Silva pedia to-
das as pessoas que lhe devem, que no prazo de
30 das queiram vir pagar seus dbitos no mes-
mo estabelecimento aonde o contrahiram, do con-
trario vero seua nomes por extenso neste jornal
e passarao a serem cobrados judicialmente. Re-'
cife 26 de fevereiro de 1861.

. -t\ -v'*"
COMPANHIA DA VIA FERBEA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeilavel publico que do dia !
de fevereiro at outro aviso o trem que narte rt.
estacan das Cinco Ponas s 8 1,2 l?or..PJ, m
nhaa correr somente al a Villa do Cabo e 0
trem que al agora tem sabido da Escada 1 3.4
horas da tarde ser discontinuado, mas sahT a
do Cabo s 3 horas da tarde como co",.
, k?,S da pa.r,,da dos lren rao regulada
pela tabella seguinte : "guiaaaa
;SSS1!2!?
I m
<
I8SS S^SIgSS
= S5S ISgS
s_COOOCOCiOOQ
O
a
.'
~oi
SS""^ H2SSS IS
l53 IS
o ic id a t-1-
l3S IS
mmeQcQ'v**
f^SS I28SS5 12
SUj(Or*Sr-r.hQ0cO
O
w
2.
2
. "O
U
s
a
t+^^ n **


Asslgnado-g. H. Broma,
Superintendente.
Cassino-Militar
Pernambucano,
Previne-se aos senhores socios que compare-
cam na quinla-feira (-28 do corrate) no quartel
eneral, afim de em assembla geral trataren: de
iteresse da mesma sociedade.
Recife 27 de fevereiro de 1861.
Antonio Vilella de C. Tarares.
1.* secretario.


^**f*^^^H
DIA1I0 DE PERN4MBC0. QUINTA FIHA 28 DE FEVEREIRO DE 1861.
W
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IFARRDLHA E)0 R: TSW^SIN
MELHOBADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTOff,
chimico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ba de ser, visto o partido importante
que tem na econohu animal.
A quantidade do sangue n'ura horaem d'es-
talura meJiana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinle e oilo arralis. Em cada
pulsado duas ongss sabem do coracao nos bofes
e dalli lodo o sangue passa alem no corpp huma-
no em menos de Qatro minutos. Urna dis-
posijao extensiva lem sido formada e destinada
com admiravel sabedora a deslribair e fazer
circular esla correrte pe vida por todas as
partes da organisa$o. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, defiunde
com velocidade elecituca a corru| qo as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanija-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada teageni se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemenle se faz um engbnqo
poderoso de doenQa. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder nacriaijao de saude.
Estivesse ocorpo infeccionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a d-oenga e inevilavelmente expedir da cousli-
iwjo.
O grande manancial de doenca enlao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre ello para purificar e renova-lo, possue al-
gum direiio ao cuidado do publico.
O sangue O sanoue o ponto no qual
se ha mysler fixar a alinelo.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanles, Droguista na cidade de
New-York, ha vemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto orignale
genuino da salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico,
BOYD d PAUL, 40 Cortland Street. '
WALTER B. TOWJNSEND & Co, 218 Peai]
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMdc Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILIS D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.BOBINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDEBHILL, Junr, l83.WaterSlreet
DAVID T. LANMAN, 69 Waier Street.
MARSH & NOBTHROP, 60 Pearl Street.
NORTOIS, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lorie.
PEKFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. <5 D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, IU&
106 Jobn St.
LEVVIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILaPJD,KEESE& Co, 80Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
10 Astor.
flouse, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & COlWWatr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KIJNSLEY, 45 Cortland
Street.
HATDOCK, CORLIES&CLAI, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK d Co. 49 John Street.
COMHECEMOSA ARVORE E SU AS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhectmos um Medicamento not mu Effeitos
O extracto composto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
O MEDICAMENTO DO POYO'!
Adata-se tao maravilhosamente a conslituigao
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPgAO,
purifica;
ONDE E' PODRDiO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washington), Brooklym, sob a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
orignale genuino
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O granilepurlftcador lo sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipbla,
A ADSTRICfiO D O VEN-
TEE,
As Alporcas
OsEffeitosdoazou-
GUB,
Dispepsia,
AS DoENT.AS,DE PICA-
DO,
AHydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Df.bilidade geral
As Doencasde pellb
as borbulhasna ca-
RA,
As Tosses,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algura oulro purieador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cer-
to espago de tem po.
Townsend tem assignatura e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
F0UHHNA8 BE MM.
Acham-se Yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou K ALENDA RIO eeelesiastieo e civil para o
n.# .... bispadodePeroambuco..........'. 160 r
Ulta de algibeira contando alm do kalendario eeelesiastieo e civil,
explicago das fes tas muda veis, noticia dos planetas,
tabellas das nares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
* dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de bellos e divertidos
n. jogos de prendas, para entretenimenlo da mocidade. 820 rs.
Ultd dlt .... contendo alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
eac,ao das feslas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das* mares e na se i ment e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provineiaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-eira da Paixo, (em porluguez). prego..... 320 rs.
DllduO almCLliak civil, administrativo, commeroial eindustrial da provin-
cia de Pemambuco, ao prego de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se multas alteraces, sendo a correc-
to a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pemambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, I. andar, lara-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
lomados em 30 dias consecutivos..........
30 carios para os ditos banhos tomados em qualquer lempo. .
15 Ditos dito dito dilo ,
7 ....
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos pregos anunciados.
Esla reduccao de pregos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resuUam
da frequencia de um estabelecimealo de urna uiilidade inconlestavel, mas que infelizmente nao
estando em oossos habites, aifida pouco conhecida e apreciada: *
ItfUOOO
15000
83000
455000
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE.ROE OPERADOR.
3 RUADAOL,OIIIA9AISADOFLT]VDl03
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tartedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente,nao sopara a cidade, como para o engenhes
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha -e em case
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite. sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos easos que naojorern de urgencia, as pessoas residente* no bairro doRecife po-
derlo remetter seus bilhetes bolica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuocianteachar-se-ha constantemente os memores cedica-
.iienios homeopathicos j bom conhecidos e pelos pregos seguintes:
Rotica de 12 tubos grandes...........1 O000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos................. 25?000
Dita de 60 dito................ 309000
Tubos avulsos cada um.........*....* 1*000
Frascos de tinturas. ; ............2|000
Manual de medicina uomeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em porluguez, com o diccionario dos termos
de medieir, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Bepertorio do Dr. Mello Maraes......... 69000
liOTIHIi
O abaixo assigoado lendo sido pelo Exm. Sr.
presideule da provincia nomeado thesoureiro das
loteras, e dcsejaDdo efBcazmente estabelecer o
crdito que deve ter urna instituido tao til s
obres pias e mais beneficiados, desde j afianza
se respeitavel publico que o seu principal fim ,
satisfaze-io bem, gcranndo-lhe como de seu
devera aisdecidida honradez e fidelidade na
exlrac;o das loteras e promptido nos paga-
mentos das sortes; roga poisa sua valiosa coad-
juvagao na compra dos bilhetes.
A primeira lotera a beneficio da igreja de
: Santa Rila de Cassia, cujos bilhetes esto
. venda do dia segunda-feira 18 do crreme em
diante, em seu thesouraria na ra do Queimado
! n. 12 primeiro andar na, e as lojas commissio-
\ nadas, na praca da ^dependencia n. S2, do Sr.
Vieira, na ra da Cadeia do Recife n. 45 loja dos
senbores Porto firmaos, na ra da Imperatriz
(outr'ora aterro da Boa Vista) n. 2, loja do Sr.
Sebastio, e na ra Direita, botica n. 3 do Sr.
Chagas ; as rodas andaroo no da quarta-feira 6
de margo p. futuro, e se daro as listas no dia
seguate pela manha,
O mesme abaixo assigoado pede encarecida-
I mente aos Srs. que negociam com bilhetes de
[ loteras de outras provincias, o favor de nao con-
tinuaren), dando desde j suas terminantes or-
dena, nao s porque a lei nao aulerisa a venda
de taes bilhetes, mas tambera porque negocian-
do com es da provincia tirarlo igual seno me-
lhor resultado, alm de que concorrem desta for-
ma para o engrandeeimento dos diversos esta-
belecimentos pios da provincia, mais beneficia-
dos e ao contrario lhes estarlo faiendo todo o
mal, espera pois que sao lhe deem o desgosto de
na qualidade de lheeurero das loteras fazer
reprimir semelhante (trafico.
Recife, 16 de fevereiro de 1861.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Abaixo va transcripto o plano que o mesmo
Exm. Sr. presidente se dignou a-pprovar para a
extraerlo das loteras.
PLANO.
3000 bilhetes a 10{i.............. 30.0000000
Beneficio e sello de 20 por ccnlo- 6:000&000
Banhos econmicos!
Na casa de baiihos do pae o do
Carmo.
Ueste estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhecidos) se fornecer d'ora em vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
luxo, mas com toda a decencia e aos pregos se-
guintes : ,
i banho avulso
7 eartoes para banhos
| fri 320 rs.
i morno 400 rs.
I fros 2 rs.
(momos 2)500.
30 banhos consecutivos fros ou momos 59.
CASA
M. J. Leite, roga a leus deve-
dore que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pal a ene fim com o seu
procurador o Sr. Mauoel Gomes
Leal.
Aluga-se um escravo
Sao d. 25,
na ra da Concoi-
de commissao de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos que se achava
estabelecido na roa larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da mesma maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commissao, e
por cola de seus senhores, nao se poupaodo es-
forcos para que os mesmossejam vendidos com
promptido, afim de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, velhos e mogos.
Um moco porluguez, guarda-rivros de orna
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellas se offereca para alguma eseripturacio :
auem precisar, deixe carta fechada neela typo-
graphia sob as inlciiet I. A.
Precisa-se de urna ama turra ou escrava que
saiba cozinhar e eagomnor, para urna pequea
familia; na ra da Senula Velha n, 106.
Liquido.
1 Premie de............10:000
3 Ditos de 900$........2 700*
1 Dito de................ 500S
3 Ditos de 200$........ 600$
6 Ditos de 100J........ 6008
14 Ditos de 40$........ ,560$
32 Ditos de 209........ 610
840 Ditos de 10$........ 8:400$
24:O0O$000
900 Premiados.
2100 Brancos.
---------24:0000000
3000 Bilhetes.
N. B. A sorte grande sugeita ao disconto
da lei.
Approvo, Palacio do governo de Pemambuco
18 de fevereiro da 1661.Assignado Leito da
Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Nova carlilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edicao da carlilha ou compendio de
doutrina christla, a mais completa de quantas se
tem impresso, porquanto abrange tudo quanlo
contiaha a anliga carlilha do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
orajes que aquellas nio tinham ; modo de a-
cooopanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anao at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresslo, dio a esta edi;ao da carlilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da prac,a da Indepen-
dencia.
Gama & Silva
estando em liquidado de sua loja de ftzendat,
rita na ra da Imperatriz n. 60, por meio deale
annuocio avisam a todos os seus devedores por
copla e letras j vencidas, a viren pagar seus
dbitos do praxo de 30 dias, contados da data do
primeiro aonuncio, Ando elle serlo seus nomes
publicados neste jornal. Recita W de fevereiro
de 1861.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHE0PATH1CO
DO DODTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca* das seguintes molestias :
1." molestias das mulfteres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias siphiliticat, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0ME0PATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
fallveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COMPANHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
CAPITAL
Cinco miYiioes de Ufev&s
sterYinas.
Siunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quem mais convier, queestio ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios-de lijlo e pedra,
coberlos de telha, e igualmente sobre os objectos
que conliverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentina de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gau ier, cirurgio dentista, faz
todas as operaqes da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfei?o\ que as pessoas entendi-
das Ihereconheeem.
Tem agua e ps dentifricios etc.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guiarles com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas o deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est reaolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande oQlcina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra ^Jo Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est promplo a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
tmenlo.
-- Na travessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
Ungir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Furtaram um eavallo da mo de um meci-
no.no da 20 de fevereiro, na ra de Apollo,
com os signaos seguiste: eor castanho, em grao.
com um sigaal pequeuo branco na testa, assim
como as ventas, e o ferro SC : quem delle sou-
ber ou der aoticia, dirija-se a ra da Praia n. 72,
que ser recompensado.
Confraria de N. S. do Livra-
mento.
O abaixo assignado cenvids. a todos os seus ir-
maos coroparecerem no consistorio da sesma
confraria no dia \" marco prximo vindooro pe-
las 2 horas da tarde, revestidos de seus hbitos
afim de reunidos em corpo de confraria acompa-
nharem a procissio de N. S. da Soledade, que
tem de sabir da mesma igreja.
Secretaria da confraria de N. S. do Livramen-
lo, 26 de feversiro de 1861.O secretario, Do-
mingos Jes Ribeiro Goovim.
Antonio Joaquim Teixeira Barbosa, subdito
porluguez, val ao Aracaly.
Roga-so ao senhor que em 1858 comprou
por 100 um eavallo, o favor de o pagar, cerlo
de que se o nao flzer oestes dias, tera" o prazor de
ver eu nome por extenso neste jornal, n
Aluga-so a loja do sobrado d. 3, sito ao
oorle da fabrica do gaz e beira do rio, contendo
duas salas, tres qusrlos, quintal e cacimba, es-
tando pintada e caiada de novo, e fica junto ao
banho salgado : a tratar com o Sr. Valenca no
mesmo sobrado.
O Sr Jes Antonio Pereira Jnior queira ter
a_ bondade de drigir-se ra Nova n. 43, que se
lhe deseja fallar a negocio de seu interesse.
Aluga-se um moleque ptimo criado co-
peiro : quem o pretender dirija-se & ra do Vi-
gario n. 31.
O padre Francisco Joao de Azevedo, com as
competentes habilitacoes, prope-se a abrir no
1. de margo um curso constante de arithtnelica,
algebra e geometra : as pessoas que desejarem
estudar eslas materias poderao dirigir-se .a ra
larga do Rosario n. 16, onde acharao com quem
tratar.
Henry Forster Hitch, cidado americano,
retira-se para fra do imperio.
_ Lava-se e engomma-se com toda a perfei-
cao e presteza : na ra de Santa Thereza n. 17,
por preco mais commodo que em outra qualquer
parle.
Francisco Fonlan, subdito hespanhol, vai
para Macei.
Alberto Brancu, subdito hespanhol, vai para
Macei. r
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho ; a
tratar na ra do Imperador n. 54, livraria da es-
quina.
Quem annunciou precisar de 3009 sobro
penhores de ouro, deixe indicado de sua morada
em carta fechada nesla typographia, com as ini-
ciaes A. B.
AVISO.
L
Sociedade
DE
Aos consumidores de gaz.
A empreza da iHuminaco
a gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo compradores da loja dos Srs. Campos h. Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aos devedores
desta Grma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou en tenderen)-se a respeilo com os referidos
compradores; certos de que sero chamados a
juizo os que assim nio fizerem.
Obacharel WITRUV10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camota do Carmo.
EdificaQes e compra de
terrenos.
O abaixo assignado convida os proprietarios
queja lhe offereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos entrarem na sociedade na qua-
lidade de commanditarios, a apresentar-lhe os
planos, confrontare.0, situacoes e avaluacesdos
respectivos terrenos acomrjanhados de urna car-
ta pedindo a sua admissao como socios comman-
ditarios da referida sociedade.
A correspondencia dever ser-lhe dirigida
ra do Crespo n. 4 loja. Pemambuco 6 de feve-
reiro de 1861.
F. II. Duprat.
Precisa sealugar urna escrava pa-
ra o seryieo de urna casa de familia : ua-
ra d Cadeia n. 53, terceiro andar.
Para urna casa
franceza,
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o semgo de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-sede um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
cena de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
O abaixo assignado, arrematante das dividas
da massa fallida do Miguel Gomes da Silva avisa
a lodos os devedores que o encarregado da co-
branza da referida massa o Sr. Antonio Joa-
quim da Silva Brilo.com quem se podero enten-
der, ou com o arrematante. Recife 26 de feve-
reiro de 1861.Joo Caetano de Magelhaes.
Achando-se contratada a venda da casa
terrea n. 43 da ra do Amparo em Olinda, pede-
se a quem se julgar com dlreito mesma de de-
clarar.
Precisa-se alugar um preto de meiaidade :
na ra Nova, loja n. 7.
SOCIEDADE
imiTliTO PI E LITTERARIO.
Hoje as 10 horas da manha haver sessao do
conselho director, na ra de Ssnta Kita n. 25,
segundo andar.
Secretaria do Instituto Pi e Luterano aos 28
de fevereiro de 1861.
Joao B. de Siqueira Cavalcanli.
1. secertario.
Pedido.
Pede-seao Sr. Bernardo Gomes de Mello, que
chegou do Passo de Camaragibe, ondo mora, que
declare sua morada nesla cidrde, ou venha a ra
da Imperatriz n. 34, taberna, a negocio de seu
interesse.
Aviso
Perda.
A pesioa que aobou um atilho de
meia, de teda encarnada com fivella
de ouro, que foi perdida desde o cam-
po das Princezas ate a ra da Impera-
triz, querendo restituir, dirija-se a ca-
la do Dr. Sarment, que se gratificara'.
Aluga-se o armazem n. 7 sito na ra do
caes de Apello, sendo ptimo para assucar ou
otro qualquer deposito de gneros, estando lo-
do travejado, o que pode servir para guardar cer-
tos gneros, tendo o quintaKmurado e cacimba,
e e favoral embarque ao p da porla ; a tratar
do pateo deS.-Pedro n. 6.
aos terceiros da ordem de S.
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas
vende-se estamenha para hbitos a 28200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a voo-
tade dos irmos a 459 cada um, obra muito bem
feita.
Saltos Oliveira & C. fazem sciente que o
seu caixeiro Manoel Antonio Ribeiro Vianna no
dia 23 do corrente perdeu urna letra da quantia
de 59^380, sacada pelos annunciantes e aceita
por Jos Francisco Alves Monteiro, e vencida em
28 dedezembro prximo passado ; no mesmo dia
deu-se por falta de outra letra sacada pelo mes-
mos e aceita por Manoel Domingos Moreira e
Bernardino Domingos Moreira da quantia do rs.
404$, vencida em 7 de Janeiro prximo passado
cuja letra foi descontada pelos sacadores a Anto-
nio Emigdio Ribeiro e paga no vencimenlo pelos
sacadores, e por conta da mesma j receberam
288: e para prevencao se faz a presente para os
aceitantes nao pagarem seno aos annunciantes
e licarem eniendidos, e as pessoas que acharem
as ditas letras o favor de as restituir na ra do
ueimado loja n. 28, que se gratificar.
Quem precisar alugar urna escrava moca,
recolhida, sabendo cozinhar, engommar, coser
lavar, com a condicta do nao sahir ra, e para
casa de familia : dirija-se ra da Hangueira n.
16, casa terrea.
Quem tiver e queira alugar algum sitio ou
casa que tenba [ou seja perto) de arvoredos, pe-
las immediacoes da Soledade, Campo Verde ou
Caminho Novo, pode dirigir-se a ra do Rangel
n. 9, para tratar,
Antonio Pinto da Fonseca, subdito porlu-
guez, retira-se para fra do imperio.
SOCIEDADE
Unio Beneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente convido a todos os
nossos irmos socios effectivos, que se dignem
comparecer impreterivelmente no domingo 3 da
marco, as 11 horas e meia da manha, no pala-
cete do eses de Apollo, para a reuoiao da assem-
bla geral.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos.
Martimos, 24 de fevereiro de 1661.-.
Jos Sabino Lisboa.
1. secretario.
Compras.
Comprm-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-se escravos
de ambos os_sexos e de (oda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-so moedas de ouro de 20$ : na
ra Nova n. 36, loja. .
Compram-se notas de 1 jjf e 5# ve-
lhas com mdico descont : na praca d
Independencia n. 22.
Compram-se peridicos a 3(800 a arroba :
no pateo do Catmo, esquina da r.ua de Hortas
numero 2.
Vendas,
Venoe-se urna mobilia de Jacaranda conr
lampo de pedra, contendo duzia e meia de cadei-
ras, 1 par de consolos, 1 sof. 1 mesa redonda.
1 par de camdelabroa de vidro, 1 par de jarros
de porcelana, 1 mesa envernisada, 1 armario,
ludo em bom estado : quem pretender, dirija-se"
a ra Velha n. 6, que se indicar com quem
tratar. H
Estampas finas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se colleccdes dos passos, o mais fino que
podo haver, compostos de 14 estampas, que se
vende por baratissimo prego de 14, assim como
estampas avulsas, tanto de santos como de vistas
de cldades e de retratos que se vende, pequeos
a 200, 400 e 600 rs., e grandes a 1*600 o 2 ca-
da urna.
A os senhores alfaiates.
Para acabar.
Na loja d'aguia de ouro, roa do Cabug n. 1 B
existe urna porgo de boles para paletot ou col-
lete, grandes e pequeos, que se vende por ba-
.ratissimos pregos, grandes a lj> e a 12)200 a gro-
sa, pequeos a 500 e600 rs. a grosa.
Vende-se urna bonita negra com 13 a H
annos de idade, sem vicios, e com perfeicao co-
se, engomma e lava : na ra da matriz da Boa-
Vista n. 21, casa particular.
Terrenos na ra do Brum
Vendem-se 40 ou 50 palmos do meamo, que
dividem com a fundigo do Sr Bowman, por pre-
co commodo: quem pretender os mesmos, diri-
ja-se a ra da Madre de-. Dos n. 6, que achara
com quem tratar.
Ovasdosertao.
Ve-ndem-se ovas do sertao muito frescaes ; na
ra do Queimado, loja de ferrageos o. 14.
Vendem-se na ra Direita n. 99,3 pipas ar-
arqueadas de novo, pioprias para canleiro, saccas
de farelo e ditas de farinba da trra, queijos dos'
ltimos chegados a 1J800, e ditos a 95500. raan-
teiga ingleza a 800 rs., dita a 960, cha da India a
2, dito muito fino a 21240, caf a 240.
H- 25 RA NOVA H, 2S-
GRANDE
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa
DE
Joao Pedro Vogeley.
Este acreditado estabelecimento acaba de rece-
ber da Europa alguna pianos da eelebre fabrica
de C. Sheel de Cassel ; o proprietarie deste esta-
belecimento toma a berdade de convidar os pro-
Mssores, dilectanti e amadores deste Instrumen-
to para que se dignem vir apreciar as escolenles
quahdades deites pianos, e juntamente observar
a perfeicao do trabalhe unido elegancia e es-
merado gosto deato amasado fabricante.


(6)
MRIO DI rEMTAMFCO. ~ QtmtA fEIRA 2* flfc mOXKi 01 1B1
largo da Penha
caixinhas com 16 libras, os melhores que ha do mercado a 2$500
Venden) nosu armazem Progresso os seguales gneros recentemente chegadot por me-
nos 5 ou 10 por ceolo por seren in dos de conta propria e tudo das melhores qualidades que se
podem encontrar tendentes a molhados :
Manteiga ingleza flor, u a libra, m ra. de 8 libras para cima a6 D0
Progresso.
Queijos fLamengos alJf?OOdopre?ode3} e2J>5oo vende-se a woo
pela grande porfo que tem, aQan^a-se quo sao os melhores que ha no mercado, s no
Progreso.
l>liauipauU& das mais acreditadas marcas a 20#aduzia e 2J a garrafa, aanca-se que
a melbor do mercado, s no Progresso.
" CIJO SUlSSO a g4Q rg a bra nicamente se vende no armazem Progresso, afianga-se
a boa qualidids, s no Progresso.
L.UOcOLUl^ ,|0S g,a, jicreditados fabricantes da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso.
llm,trnkCldUa em compoleiras de folha do mais acreditado fabricante da Europa vinda pela
primeira vez a esta provincia lacrad] hermticamente e muito bem enleitada a 1# rs, a libra,
s no Progresso.
Imperial marmelada d0 a(amado Abreu e outr08 fabrcaote3 premiados na -
posigio de Londres a 800 rs. a libra, s no Progresso.
n&a$a fie lOmate chegada ltimamente da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso,
a,S C0,n SO<** chegadas do conta propria no ultimo navio a 1S600e 4 latas com
o libras, s no Progresso.
A mentas iraaeezas da melhor que ha nesle geDero a 500 a Hbn e em lalas a
18, s no Progresso.
"Figos de comadre
e 240 rs. a libra.
Cha pero Va, liyson e preto dos meihores que lem Tiodo e hs n0 mercad0 a
2560,2 e 1J600 a libra, s no Procresso.
Ca xas eom % libras Ae passaa muUo bem cnfeilad propra8 para
meninos a 3j> e era caixa de 1 arroba a 12J} e em libra a 500 rs., atiaoQa-se serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
mu uti t/VriUlill ou p1S3as proprias para podim a 1#200 o frasco, s no Progresso;
Boce da casca de goi&ba a n 0 caixa0i 86 no Progresso.
m r
**1*0 XCreZ d0 melhor que se pole encontrar neste genero a 1*600 a garrafa, s no
Progresso.
1 1 MOS para paSiO e mesmo para engarrafar pelas suas boas qualidades a 4J500 a
caada e 640 rs. a garrafa, s no Progresso.
% 1UHO BOraeaOX das marca3 mais aCreditadas a 1IJ a caixa e 18 a garrafa, s no
Progresso.
^^* *'***'* das melhores marcasque lem vinio ao mercado a 5$ adunia e 500 a garrafa,
(branca) s no Progresso.
lllaC, S para SOpa e sevadinha muito nova a 500 e 320 rs. a libro, s no Progresso.
nanteiga TraUCeZa Chegada no ultimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s no
Progresso.
raUtOS HXaOOS os melhores que tcm viudo ao mercado a 200 rs. o masso com 20
rmssinhns, s no Piogresso.
iVzt ltOliaS a 15,200 rs. o barril, s no Progresso.
iiaillia dC pOTCO refmada a mai3 aiva qe existe no mercado a 480 rs. a libra e em
porgo de 8 libran para cima a 440 rs., s no Progresso.
TeOCinO de lSbOft 0 me|horque ha a 9} a arroba e 320 rs. a libra, s no
Progresso.
SeV*l ll muil0 nova a 33 a arroba e 120 a libra, s no Progresso. *
-^-* piSlA 0 mas jimpo que ha a 5$ a arroba e 160 rs. a libra, s no Progresso.
Spermacete a 800 rs a libr8i s n0 progro8so.
^"'* **** e outras muiUa qoalidadM de peixe em lats de 1$200 a 2j\ s no Progresso.
Os proprietarios prometiera a os seus freguezes continuaren! a terem os melhores gneros
relalivamenlH a moHmos <* vcmlerem mais barato que emouira qualquer parle, prometiera mais
tambera servirem aquellas postea* q*ie mandaren por outras pinico pralics como se viessero pes-
sjaliuente, rogim timbera a lodos os 3rs. de engenho e Srs. lavradores queiram mandar suas en-
commeqdas que no armazem Progresso se lites afianza a boa qualilade e acondiuionamento por
nals longe que seja o serto.
Pechincha para a
qiafeSma.
Manteletes de grosdenaple e da fil de aeda
prelos e da cores, pelo baralissimo preco de 59,
9. 10j e 12$ : na ra do Queimado n. 44.
Vendem-se 2 burros mantos ; na ra da
Conceigo, praca da Boa-Vista n. 25.
Cidade da Victo-
ria.
Vende-se urna casa na cidade da Victoria na
ra da Paz do lado direito n. 7, quem a preten-
der comprar dirija-so a ra de S. Miguol nos
Affogados venda n-68 que ahi achara com auem
tratar.
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e contrarias.
Na ra da Senzala Nova n. 30 tem para ven-
der caixinhas com doces de ruetas o de farinha,
ameudoas, castanhas com confeilos e amendoas,
ludo com muito bom sorlimenlo para os anjos
das procissdes, e vende por preco muite commo-
do, porque ludo 'fabricado neste estabeleci-
mento.
Farinha de mandioca.
Vende-so raoito barata para acabar; na na da
Senzara Nova n. 39, taberna.
Vende-se urna padaria prompta de todos os
ulenciliospsra trabalbar, em um dos mnlhores
locaes marcados pelas posturas municipaes e com
um deposito em urna das melhores ras desta ci-
dade : quem a pretender, entenda-se com o Sr.
Jos Duarte das Neves.
Vende-se, urna escrava : no pateo do Car-
ino, esquina da ra de Hortas n. 2.
Attencilo.
IVtta estrella do Rosario
numero 1^.
O novo dono desle estabelecimento avisa ao
publico que lem envidado tolos os exforcos para
torna-lo ao scu enligo estado, pelo que* pede a
rapazeada que continu a frequenta-lo, pois ahi
acharao a qualquer hora do dia ou noite lanches
de varias qualidades, assim como fornece comida
diaria ou mensal mais baralo que outro qualquer,
c promelle desde que em todos os sabbados e
vesperas de dias sanios estar prompta as 10 ho-
ras da noite a saborosa mo de vacca acompa-
nhada dos bellos viohos Bordeaux, Porto, Figuei-
ra e Lisboa, pelo que espera toda concurrencia
aCm deanima-lo, lodas as manhaas pelas 7 ho-
ras lera prompta papas feitas com ovos, de di-
versas qualidades de farinha.
Leo de prata
Rival do leo d'ouro.
Vendem-se luvasde seda cora mofo a 240. 320
e OO rs. o par, ditas pretas bordadas a 1JJ800 o
par, ditas de cor a lJOO, lavas pretas lisas
a 1J200 finas, ditas arasrellas e brancas para me-
ninas h 800 rs. o par, franja preta de vidrilho a
640 e dita larga a 800 rs.. estreilinha a 500 rs. a
vara, pares de jarros a l50O, 2jJ, 2|500 3j> o par,
e oulras muilas miudezas : na loja da ra larga
do Rosario o. 36.
Bicos prelos.
Largos a 6i0, 500,400 e 320 rs. a vara : na loja
do leao de prata. ra larga do Rosario n. 36.
Rap do gJoo Paulo Cordeiro.
E' chegado o rap de Joo Paulo Cordeiro 6
ra larga do Rosario, psssando a botica a segun-
da loja de miudezas e na mesan loja tem muitas
mais qualidades de rap, tinhas de Pedro V, car-
lao de 50 e 200 jardas, muilo boas linhss por ser
de linho puro, e muitas mais miuiezas o encon-
ta, que s vista se dir o prego de tudo.
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
ca muito barato : na rus da Seuzala Nova n. 39,
taberna.
Vendem-se 4 escravos, sendo 1 moleque
crioulo de 11 anuos, 1 pardo de 38 annos, 1 mu-
lata de 20 annos, e 1 parda de 16 annos: na nra
da Cruz n. 50, segundo andar, a tratar coan I. L.
P. Buhar. ^
Peonas de ema.
Na ra Nova n. 20, vendem-se pennas de ema
por baralo prego, em porcao e s retalho, assim
como tambes esteiras do Aracaty.
Nesta tgrpographia se dir quem vendo mui-
to barato urna Legislago Brasileira completa,
desde oanno de 1841 at o de 1859, em muito
bom estado.
Boa pechincha.
Vende-se per proo muito commodo urna caaa
terrea de pedra e cal, na na Imperial, com 3 sa-
las e dquartos, cozinha fo>a* lulo, do rio Capi-
banbo, quintal com mais de 4ft dalmos de ex-
teoso e alguna armados 4 ruotos, baoho ao
p da casa porto de embarque em toAas marta,
cuja casa se aeh* alyg4i stor afiO|O0 nostei:
os pretendooos d4njam-e meoma ra Impe-
rial, casa d. 170, pooco adianto da fabrica do
sabio, que ocharlo coas qoent Woiatr, a todas as
hofas do dia, o so timen ralada so agradarlo
do prego.
Vende-se um excellenle cavallo muilo novo
e com todos 03 andares, e vende-se tambem com
os arreios : na ra do Queimado n. 75, loja de
miudezas.
Vendem-se ponnas de rola para travessei-
ro ; na ra do Queimado, loja de forragens uu -
mero 14.
Sormeolo de chapeos
Una do Queimado n. 89
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezos de superior qualida-
de a 7#.
Ditos (los mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 16$.
Chapeos lisos para senhora a 253.
Ditos de velludo cor azu! a 18J>.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8).
Ditos ditos para menino a 58.
Lindos gorros para meninos a 3J.
Bonels de velludo a 55.
Ditos depalha muilo bem enfeitados a 45.
Chapeos de sol francezos de seda a 7j).
Ditos iuglezes dcl0#, 12$ e 13# para um.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por 49 a sacca, na ra da Cruz nu-
mero 26.
tandas pretas para a
quaresma
Na ra do Queimado u. 39
Loja de quatro portas
DE
Jaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muito superiores a 1204, ditos bordado,
a retroz e vidrilho a 80, ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 709, manteletes do fil
de lindos goatos a 2fg, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enlutados a 20, 259, 309 e a 35$
cada um, ricas mantas de blondo hespanholas a
20, ditas de fil bordadas a seda a 129 o a 159
cada urna, grosdenaple preto de superior qualida-
de de I98OO at 39200 o covado. luvas pretas en-
tenadas e de superior fazenda 29200 cada ams, e
outras muilas maii azendas proprias para a oua-
resma. *
Luvas.
E' chegado loja da ajruia de ouro da ra do
Cabug, as verdadeiras luras de pellica Jouvln
sendo para senhora para hornera, que se von-
tfem a 39 o par, aflanga-se a boa qualidade.
Casa venda.
I ?a-e casa de sobrado na roa Imperial n.
LX a loJ" de oiu(le"8 da ra Direita
1 n. tos, ou cora J0S0 Perreira dos Santos Juo'or
no eseriptorio do Sr. Manoel da Silva Santos!
neceo do Capim, bairro do Recife.
Vende-se a taberna do pateo do 'Foreo o.
11 ;a tratar oaateaua.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes deFrauca.
rAMRrulnn LAMDA DO CARMO, o qual se vende por masjos de 2 hectogramos a 19000 e era porejo de
iu masaos paro cima com cesconio de 25 por cento; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de liuho para cigarros.
CENTRO COMMERCIAL
ua da Cadeia do Recife I *
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bonrgard
U Sl^SPir0Sj da Bahia, e grande deposito de superiores charutos do Rio de Ja-
neiro por cunta da grande fabrica dos Srs Domingos Alves Machado C, vendendoso em
porga j e a retalho, alm disto tem sempre grande sortimento de charutos manilha. havana
sutssos e namburgo. '
Charutos suissos a 30S 0 mi\heiTOi {ai9ait gaperior eque 89Tendaa m
^ffk ^i8?6 e palha d8 milho- de fflPel 8rosso- de ,nh. de seda, arroz, pardo e
hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio, vende-se em milheiros muito barato.
.SI?"1 CharUtS com agarra, de metal a 19 cada um. ditos para cigarros a
ua^e08^01*8 fraDcez' verdadeir,> em magos de diversos lamanhos, garante-se a qua-
TabaCO turCO 5 a libra e meia libra por 35, para cigarros e cachimbos.
c^e^^hAj}ehek^tuu^^ii^^^^'' Para cigarros e e-
chimbos, fazendo-se abatimento em porjSo.
Tabam^ham?nTf^r?^UU'"%^e^7h^ e,B m8CDh09 embrulhados
era chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 179 a 229, para cigarros e cachimbos.
ClgarrOS de manilha de papel branco pardo t5| o mi.heiro.
Machinase papel para cigarr09 de mani)ha.
pe rOlaO francez em magos de urna libra e dilos de meia libra fazenda superior.
Vasos de louca ebarr0 para labaco e rap.
Phosphoros e iscas de diversas qualillade9 para charulos.
8 rt *S estacas'era sempre sottimente espantoso de cachimbos de gesso, louca. ma-
aeirfi> Srro e s verdadeiros e sempre apreciareis- cachimbos de espuma.
labacodo Rio de Janeiro pcaaopar,cachimbo3ecigarrosa800rsalbra
Vendem-Se todas esfazendas mais barato do que en outra qualquer parle.
Crarante-Se todos os objectos vendidos tornando-se a receber (incluindo os charutos] quan-
do nao agradem ao comprador. H
(Ude m "Se eDcomal*ndas' encaixotam-se e remeitem-se aos seus deslinos com bre-
do que ffea exposlo lem um variado sorlimanto d-e objectos proptios para os senhores fu-
Recebem-so todos os a-rtigos directamente, motivo pelo qual se pode vender muilo mais
barato do que em outra qualquer parle.
Vender muito para veu 1er barato
Vender barato para vender muito.
Estampas finas e iuteres-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des eslampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de anjos, etc.,
e outras a morte do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se lornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqu. Vendem-se
a 23000 cada estampa, na ra doQaeimado n.'
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
Ve xarope j bem conhecido peles seos bons ef-
feilos, continuam a vende-lo pelo prego de 19
cada vidro, fazem urna differenga no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomare de 12
vidrospara cima.
Rap priuceza gasse da Bahia
Em casa de Lopes Irmos, no caes da altando-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porgues ou a retalho.
Farelo e milito.
Saceos grandes e de muito boa quadade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antones
Guimaries & C.
Aprecos sena limites.
Na loja de miudezas da ra Direita n. 103 se
vende, para completa liqoidagao, difterentes miu-
dezas de diversos misleres, um completo sorti-
mento de ticos e rendas, de aigodao, linho e se-
da, caixas com msicas proprias para costura,
carteiras e estojos proprios para viajantes, diffe-
rentes objectos de porcelana, sendo jarros e ou-
tros para enfeites de mesa, banhas e cheiros,
ronpaocalgado, o realejos com pancadaria, ou-
Iros com flguras do macacos, e outras muitas cou-
sas, que s vista animar ao comprador.
Vende-se nm relogio de algibeira, de ouro,
patente ioglaz, com muito pooco oso, e ponrm
prego muito barato, o qual reaula per faltamente:
a tratar na loja da ruado Queimado n. 41.
Manteiga ingleza
em barris de vinle e tantas libras.: no armazem
de Tasso Irmos. .
Vende-se um preto e urna preta para o ser-
vigo de campo : a tratar na roa do-Sebo n. 20.
Vende-se nm terreno com 30, 46 on 50 pe-
mos de frente, conforme melbor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brnm,
jaoto afuudigo ingleza, com mais de 300 pal-
mos de fundo, e prompto para se edificaren! re-
Ihiagoes. padarias. ou outros quaesquor eatabele-
cimentos por ter excellente porto para embarque
e desembarque de getieros: na ra da Hadre do
Dos, armazem n. 26.
Tende-ae por um prego commodo urna car-
re pipa'O mais pertences pira conduego
!-, a'^ual tem pouco aso : pira tratar, na
rna imperial n. 64.
GRANDE SORTIHEMO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Ja-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Una do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito hem ni-
ta, de 359 a 409cada urna.
Paletots de panno fino preto, de 259 a 309
Colletes de velludo preto bordado, a 129 cada
um.
Dilos de gorguro preto a 79 idem.
Ditos de selim macio a 6$ idem.
Ditos de caseroira preta a 59 idem.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 149
Paletots de estamenha a 39.
Dilos de alpaca preta, saceos de 49 a 59.
Ditos de dita sobrecasicos de 89 a 99.
Ditoade bambolina preta superior fazenda a 12
Ditos de meia casemira a IO9.
Ditos de casemira muilo fina a 14J.
Um completo sorlimenlo de paletots de testo e
brim, e cslgaa e coletea, que tudo se vende oor
preo em conta. e
Cera de careaba.
A. melhor qtie tem viodo ao mercado e por
prego commodo : no largo da assembla n. 19'
armazem de Antunes Guimares & C. '
Grosdenaples barat-
simos
Vendem-se grosdentples pretos pelo baratissi-
flnfflA81!0? -e eo,ado- ra de
Queimado b.^, loja da boa f.
Vendem-ae queijos boos a lg440 : na ra Di-
rem n. o.
.^Charutos suspiros.
. Chegaram ra das Cruzes n. *1 A, taberna da
porta larga, os verdadeiros charutos suspiros, e ^v^v*a.
KMEK2T.K SSM: BorM?B' i"r' hon"!m f
vende-so por menos do que em outra parte
Mdi do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores lixas e lindos desenos
a 240 rs. o covado do-se amostras com penhor.
Vende-se 1 cama de amarello com cortina-
do para solteiro, 1 ctndieiro, 1 banheiro de folha,
1 relogio de sala, 1 cadeira de piano, o 3 palilei-
rosi de porcelana : na ra da Senzala Velha d.
126, primeiro andar.
Vendem-se 4 burros mansos, de carga o
roda, em conta : no aterro da Boa-Viata, no ar-
mazem de sal.
baixo a
ra Di-
por-
eobertos e descobertosr pequeos grandes, da
o\uq pataatg ia%x, para hnmem e senhora de
om do* robores fabriomtes d Lforpoot, viu-
dos ^MM^pi ioglit : ea em de
Sonlhall Honor 4 C.
Vende-se um cavallo bom andador de
refu'n 76 grd0' ba pelIe 6 D0T : "*
Vende-se urna cadeirinha em bom estado
na ra da Aurora n. 66.
Baratissimos jarros de
cellana.
Vende-se mui bonitos jarros de porcellana dou-
raoa e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra en re tes de mesas, ornato de gabinete ele
pelos baratissimos pregos de 39 e 4$000 o par'.
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca n: 16.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
u V exisle ua> bom sorlimenlo de II-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes ae vendem poi
pregos mu razoaveis.
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CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 *j, o calcado de se-
nhora e o de hornera 10 (, do dia 9 de fevereiro
em diante, em consequencia da nova pauta que
ha de vigora* na alfandoga; o propietario do
bem sonido estabelecimento da roa Direitn n.
45. nao quer que os seus freguezes carregnem
com as consequencias do systema financeiro do
Sr. ministro da fazenda e por laso sustenta os
pregos do sea cal gado pela tabella seguinte :
Homem.
penaes). "....".. 10,J000
Ditos (aristocrticos). 9$000
Ditos (prova d'agiia). 8^500
Dito(Bersagleri)..... 8^000
Ditos (communittai). 6#000
Meioi borieguin (patente). 6^000
Sapa toes (3 batera). 5^00
Ditos (sola dupla)..... 5200
Ditos (blusas)...... 5JF000
Senhora.
Botinas (prima dona). 5,0000
Ditos (?is a vis). 4|800
Ditos (me deixe)..... 4^500
Ditos (grtete)...... 4^000
Meninos e meninas.
SapatOet (bezerro). .... 4$000
Ditot (diabretet).....3jJ500
Ditos (salva pe)......3^00
Botinas (bolicosas).....4J0OO
Ditas (para crianza). 3$500
Sapa tos para senhora (lustre). 1A200
E um completo sortimento de couro de lustre
marroqntm, sola, bezerro francez. courlnhos
tudo que necessario a um irroao de S. Crls-
pim, advogadodos artistas sapateiros. por prtcot
que so este estabelecimento pode vender.
Ba do Crespo,
loja n. 25, de Joaquina Ferreira de S, vende-se
por presos baratissimos, para acabar: pecas de
cambraia lisa fina a 3, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. 0 covado, cassas abertas de
honilas cores a240rs., chitas largas a 200 e 240.
cortes de cass de cores a 2$. entremeios borda-
dos a 1*500 a pega, babados bordados a 320 a
vsra, sedinhas de quadros finas a 800 ra., casa-
veques de cambraia e fil i5, penteadores de
cambraia bordados a 5, golliohas bordadas a
b40, ditas com ponas a 2500, manguitos borda-
des de cambraia e fil a 2, damasco de laa com
a palmos de largara a l60O, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara. Uvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fustio en-
tenadas a 5, pegas de madapolao fino a 4g, laa-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisosde
cambraia bordados a 2, sobiecasacas de panno
fino ai 20$ e25g, paletots de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 3500 a 8, ditos de
onm de cores e brancos d 3*500 a 5$, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps precos.
dilos de brim de cores e brancos de 2 a 5, ca-
misas brancas e de cores para todos os precos,
colletes de casemira de cores finos a 5* ; assim
como oulras muitas fazendas por menos do sea
valor para fechar contas.
Agua imperial
para tirar as caspas, limpar mui bem a cabeca, e
fazer renascer os cabellos ; vende-se nicamen-
te era casa do cabelleireiro da ra do Queimado
o. o, primeiro andar.
Agua para Ungir ca-
bellos.
A. meihor que tem apparecido at boje : tinge
mu bem os cabellos, e nao tem Inconveniente de
llcarem os mesmos russoa ou verdes: o proces-
so de usar simples, e o effeito proveitoso : ven-
de-se na ra do Queimado n. 6. primeiro andar
casadecabelleirtiro.
Liquidado.
A loja da ba-f
ua tua do Queimado u. 2ft
est muito sortida,
c vende muito barato t
Fitas de cor, a peca 160 e 200 rs pentes de
alizar, unos, a 200 rs.. cordoes para espartllho 4
60rs.. erna* de colchetw 60 rs., carts a 40
rs., canas de lamparines 40 rs., agulheiros
j com agulhas francezas 120 rs fila de linho, a
pega a*0rs babado do Porto 120 e 160 rs! a
vara, uotoes de louca para camisa 100 e 120
h:Jn*ni5nde ,0, a *re 40 f'oc Pa
-11 i00 5L a pe?8' froco com arame e em
fin Am fl400,r9,V franias e galoes de linha
u l^Snl?"' !ldrilno >*V rs. a libra, goli-
nhas 800 e 2, manguitos 2. boles para
casaveque de todas as qualidades 200,300e
400rs.a duza, tranca de linha de caracol 200
rs. a peCa macos de grampas 40 rs.. lia para
bordar 5,6e 8 a alamares dourados para ca-
pote, a groa 8, 10# e 12, fitas de aeda de to-
das as qualidades. bandejas, espelhos dourados,
quadros do eslampa dourada e ouiros-muitos ob-
iurlno nn. K...I. ..... .___i.___ .
?rinn de puro linho l"n?do a 1$000 e
5a^Srs- a vara; *l Pardo muito superior a
1$2U0 a vara ; gangas 'francezas muito finas de
padroes oscuros a 500 rs.; riscadinhos de linho 4uuriuu -aiam
vado"c6 Z def-riV d.f mennS ," 20 n' co- jeC,-S Pr barat0 '"*>> e lambem srvtnde n-
vado coi tes de calca de me casimira a lfigOO; mcao e nertenrpa n^i. .-m-.._ LL
ditos de :>rim de linho de cores a 2 rs.; breta-
_ -_-----------~.^= a
nha de liuho muilo fina a 20$, 22 e a 24 rs a
peja com 30 jardas; atoalbado d'algodo muito
superior a 1*400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 24O0 a
de linho a 6*. 7* e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos 8* rs. cada um : ditos de caro-
.?'" .df*!Soda-. com bico 1,r de alio em
u? elJ?80 ; dt0' Som renda- bico e 'a>yn-
10 a 290O; e alm dislo, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinbeiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para sendo
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas filas com flvelas para cintos de senhoros e
meninas, e pelo baralissimo preco de 2$ : em
dita loia da srub branca, ra d Queimadonu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sualoja n
ra do Queimado o. 2.
Pecas de bretanha de rolo eom 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
5a, collete e palito a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
*9, 59, e 65 a peca, dita tapada, com 10 varal
a 59 e 69 a peca, chitas largas de moderos e
scolhidos padrees a 240, 260e 280 rt. o cova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7 e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
roda muito delicada a 9 cada um, ditos com
urna s palma, muilo finos a 8#50O, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lenco de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
Anas pare senhora a 49 a duria, dias de boa
quahdade a 3* 39500 a duzia, chitas fran-
cezat de ricos desenos, para coberta a 280 rt.
<> covado, chitatetoaras ingiezasa 5*900 a
peca, a a 160 rs. o covado, brim branco de pur
lindo a 19, 19200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 a vara, brilhanlin
azul a 400 rs. o covado, alpacas do differeotes
efirea a 300 rs. o covado, casemiras pretal
6nt a 2*800, 39 e 3*500 o covado, cambraia
preta e da talpicot a 500 rt. a vara, e outras
maitat fazenda* que 10 far patente aoeempra-
"dor, dt todat m dirio amostras eom penfwr
maco e pertences e
na ra do lmp<
ra do retratista.
- percao ; vende-se prazo
na ru* do Imperador a. 36, por baixo da bandei-
A grande fazenda
Pitanga.
Vende-se esta grande propriedade a
qual tem urna legoa qnadrada deexten-
cao e fica distante da villa de Iguarassu'
duat leguas e confronte .ao lade do
leste com o engenfao Monjope.
Tem um rio que percorre a fazenda
do sudoeste para o nordeste e varios ria-
chos com cachoeiras convenientes para
quaesquer engenhos de oicas maiore
e as aguas do rio podiam ser adaptadas
para conduccac de madeiras durante
seis mezes do anno.
Ametade.da fazenda esta' anda em
matto virgemque contm grande por-
cao de madeirts de le e de construeco.
Tem urna boa casa de mora dia com
pertences, como estribaras etc.
Tem horta com muitot pet de dilTe-
rentet tructeirat tanto da trra como
ettrangeiras e um jardim que tambem
contem muitas larangeiras.
Tem diversas casas de moradia pro-
priat para feitoret c engenheirot.
Tem boas ruat e pootes fornecendo
vas de communicacSo com at difieren-
tes partes da fazenda e tambem com a
villa de Iguarassu'.
Tem grande cu rral e pattot bem fe-
chadoi e seguramente cercados.
Tem tuna plantacSo decafexeiroi de
cinco mil pet e grande porc5o de plau-
tat novas propria para tender o ca-
fezal.
O terreno de varias qualidades are-
noso e de barro puro e tambem de aoit-
turat dettat em diferentes proporc^et.
Os pretendentes que quizeram exa-
minar a propriedade podem. o fazer di-
rig n do se ao Sr. Crispim, que ao pre-
sente mor nella e a mottrara'.
E paca tratar de preco na etMt n. *6
da ra do Trapiche no Recife.


MAMO D* PatttfUMaWJOD. QUINTA LIRA 38 MVBR11RO fil 1861.
ARMAZEM
DE
ROUPA FSITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
P BA DO QUEMADO 4l
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle eslabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e lambem se manda executarpor medida, vonlade dos freguezes. para o
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40#, 35$ e
. 30>000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30*00
Palitots de dilo e de cores, 35a, 308,
25gOOO e 20*000
Dito de casimira de cores, 22)1000,
158. 12 e 98000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
.ludo, njjOOO
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9S00O 8*000
Ditos de alpakt de cores. 5| e 3*500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 3*500
Ditos de brisa de cores, 5*. 4*500,
4*000 e 3*500
Ditos de bramante de linho branco,
6S000, 5*000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
15*000 e .8J000
Caigas de casimira preta edecoteau ''
.12*. 10, 9 e -flgooo
Ditas de princeza e merino de cor-
da pretos, 5* e 43500
Ditas de toriro branco e de cores,
5S000, 4*500 e 2*500
Ditas de ganga de cores 3S000
Golletes de velludo preitf e de co-
res, lisos o bordados. 12*. 9$ e 8*000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6*. 5*500, 5* e 3*500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 68 e
Ditos de gureurao de seda pretos e
de cores, 7J000, 6*000 e
Ditos de brim e fusto branco.
3*500 e
Seroulas de brim de linho
Ditas de algodo, 1J600 e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2*500 e
Ditas de peito de linho 6g e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3*. *&500, 2* e
Camisas de meiu.
Chapeos pretos te massa, francezes,
formas da ultima moda 10J,8*500 e
Ditos de feltro, 6*. 5fl, 4* e
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 12$. llg e
Collarinhos de linho muito Dnos,
novos feilios. da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes bori-
sontaes. 100*. 90*. 80* e
Ditos de prata galvaoisados, pa-
tente hosontaes, 405
Obras de ouro, adrenos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 12*000 e
5*000
5*000
5*000
3*000
2*200
1J280
2*300
3*000
1*800
1*000
7*000
2*000
7*000
8800
*500
70*000
308000
Algodo niDsIro.
Vende-se algodo moastro com duas larguras,
muito proprio para toalhas eHeoges por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco de 600. a rara ; na ra do Queimado o.
22, na loja da boa f.
BASTOS
que ouir'ora tinha loja na ra do Quei-
mado b. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso flcou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos,assim comoapro-
veia a occasiao para annunciar abertura
do sea grande armazn) na ra Nota jun-
to a Conceigo dos Militares n. 47, que
passa 1 gyrar sob a firma
DE
Bastos com um grande e numeroso sortimento de
roupaseitas e fazendas de apurado gos-
por preros muito modificados como
5
10*000
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
AK '^3;%^^S-^c^sri^^a1wv-.-.
'<;
Relogios.
Vendem-se emeasa de Braga, Silva & C,re-
logios de ouro de diversos. fabricantesinglezes,
por prego commodo.

$@ia8
Machinas de vapor.
p Rodafd'agua.
9 Moeadas decaana.
9 Tai xas.
9 Rodas dentadas.
@ Broozes e aguilhes.
Alambiques de ferro.
dj) Crivos, padres etc., etc.'
Nafundigode ferro de D. W. Bowman
<$ ruado Brum passando [o chafariz.

Bolsas de tapete para
geos.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
pnas para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
presos de 58, 68 e7* : na loja da aguia branca,
ra doQueimado n. 16:
As melhores machinas de co-
zerdosmais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler fe Wilson e
Geo. B. Sloat fe C.
Estas ma-
chn as que
sao as melho-
res e mais
durad ouras
moslram-se a
qualquer hora
e ensina-lie a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
chi n as de
Raymundo Carlos Leite <& Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
gar ao armazem
DE
Bastos & Reg,
urna grande quanlidade do uniformes de case-
mira de cores muito recom alendados tanto pelos
seus bonitos padres como pela sua bemfeitoria
e como seja grande quiotidade tomamos a deli-
beracao de vender pelo diminuto prego de 25J,
assim como urna grande quanlidade de chapeos
de castor brancos e preto pelo diminuto prego
de 6$, pois se vender estas obras por este dimi-
nuto preco como um de apurar dinheiro e acre-
ditar este novo armazem aa roa Nova junto a
Conceicao dos Militares ni 47.
PARA A
Na ra do Queimado n. 17 a prime! -
ra loja passando a botica vende se casa-
cas de suoerior panno fino preto de
35$ pelo barato preco de 28$, por faaver
grande sortimento e querer-se apurar
dinheiro.
Vendem-se 6 jarros de porcelana pintados
com craveiros de differentes cores: na ra de
Hortas D. 122.
Fabrica do Mon
teiro.
Q*yi?de!Llm gr0M0 Mocar refinado baixo a
#WW e 38wO rs. a arroba.
Lojadoleo de prata.
Vende-se estampas cora o retrato de S. M F.
o Sr. D. Pedro V e D. Estephania a 1*000 cada
urna, ditas deNapoleo, principe Alberto. D Eu-
genia rainha Victoria a l;280cadaum, franja
preta dendnlho a 800, 1* e 1;280 a vara, ditas
sera vidnlha a 560 a vara, como tambera rozetas
pretas, pulceiras. alflnetes para peito. galo pa-
ra vestidos e fitas pretas de velludo e outros
muitos objectos que se vendero por barato pre-
50 e assim como trocam-se imageiisde Santo An-
tonio e Conceigo a *uma : ra do Rosario-lar-
gar n. ao loja de mindezas.
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecmento de Jos
Moreira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ril6 *el'U(!0> d'">s bordados, veos pretos de
no bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos Dnos, e outras muitas fazendas, tudo
por precos muito commodos.
Vende-se o engenho S. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moente e
correnle, distante da praga 4 legoas, quasi prom-
pto para moer com agua, com boas matas, ex-
cedente cercado, boas obras, e urna boa safra ja
criada : os pretendentes hajam de dirigir-se ao
mesmo engenho, ou no engenho Penedo de bai-
xo, que se far todo o negocio vista do com-
prador.
ExposicOes de
metaes.
Riquissimo sortimento de toda a qualidade de
metaes finos prateados, em apparelhose avulsos,
grandes e pequeos, ludo quanto se pode deso-
jar para semeo e ornamento de urna mesa, bd-
parelhos para almoco, desde o mais fino at o
mais ordinario, conlendo em si os apparelhos fi-
nos a garanta do fabricante por espaco de 20
annos, tudo se pode garantir ao comprador, e
outras muitas qualidades de objectos, conlendo
assim taboleiros para dar cha, bastantes grandes
e que muito deverao agradar aos freguezes qu
P ecisarem ; na ra Nova n. 20, loja do Yianna.
Fazendas baratas
Na ra do Queimado n. 19
Cambraias finas matizada pel baratissimo
preco de 240 rs. o covado, ditas escuras a 180 rs.
o covado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
Cambraietas finas para vestido a 2*800,3* e
3*500 a peca.
Esleirs da India para cama e forro de sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo.
Lencos brancos para algibeira pelo barato pre-
co de 18600a duzia.
Grandes colchas do fusto lavradas a 5*500.
Pechincha.
Cassas francezas de liados desenhos a 210 rs. o
covado, chitas francezas a 160 rs., ditas a 200 rs.:
na ra do Queimado n. 44.
to
de seu costme, assim como sejam ri-
cos sobrecasacos de superior panno fiuo
preto o de cor a 25$. 28$ e 30, casacas
do mesmo panno a 30* e a 35*. paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 18*,
20* e a 228, ditos saceos de panno preto
128 e a 14g, ditos de casemira de eflr
muito fina modelo ioglez a 9$, 108, 128
e 14, ditos de estamenha fazenda de
apurado gesto a 58 e 65, ditos de alpaca
preta e de cor a 48. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguio
pardo fino a 4*. 48500 e 5f{. ditos de fus-
to de cor a 3, 3*500 e 4, ditos bran-
cos a 4*500 e 5*500, ditos le brim pardo
Que sacco a 2S800, caigas de brim de cor
finas a 3. 3*500,4*e 4.JJ500, ditas de di-
to branco finas a 5g e 6*500, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordo preto fino a 5* e 6,
ditas de casemira de cor e preta a 8*, 9
elO, colletes de casemira de cor e pre-
ta a4$500e58, ditusdoseda branca par
casamento a 5, ditos de brim branco a
3 e 4. ditos de cor a 3,colletes de me-
rino para lulo a 4$ e 4*500, ricos rob-
chambres de chita para bomem a 10,pa-
letots de panno fino para menino a 12g e
14*.casaras do mesmo panno a 15<{,calgas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranca para bomem e senho-
ra a 1 e 1*500, ceroulas de bramante a
18* e 20 a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
17S. 18, 20. 24S. 28 e 30 a duzia
ditas de peilos ae linho a 30 a duzia di-
tas para menino a 1J800 cada uma, ricas
grvalas brancas para casamento a 1*800
e 2* cada uma, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 35$, e so com avista se
pode recoohecer que barato, ricas capas &
de casemira para senhora a 18# e 20,
e muitas outras fazendas de excellente 8
gosto que se deixam de mencionar quo 31
por ser grande quanlidade se torna en- ag
fadonho, assim como se recebe teda e X
qualquer encommenda de roupas feitas, ||
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhides e uma grande oflicina il
de alfaiate que pela suapromptidoeper- o
feico nada deixa a desejar. M
Cassas de cores.
Perfumaras
novas.
A loja d'agoia branca acaba de recebar de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfnmarias finas, as quaes est ven-
dendo por menos do que em oulra qualquer par-
te : sendo o bem conbecid oleo philocomo e ba-
t ha (societ bygienique) a 1 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 29, 2*500, 8, e 4, afamada banfaa trans-
parente, contras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos fraseos, euja lam-
pa de vidro timbera cheia da roesma, buile
coDcrele, odonnell, prJneipe imperial, reme,
em bonitos copinhos com tampi de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
1# o frisco, benitos vasos de poreellana doura-
da. proprios para offerta a 2e2500. bonitos
bahusinbos com 9 frasquinbts de cheiro a 29,
lindas cestinhas com 3 e 4 frasquinhos, ecaixi-
nbas redondas com 4 ditos a 19200 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 1 e USOO o frasqulbho ; e assim uma in-
finidade de objectos que sio patentes em dita io-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Ultimo gosto.
A loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. B
acaba de receber da Europa pelo ultimo vapor",
de sua propria encommenda. lindos cintos para
senhora ou para menina, o mais fino que se po-
no encontrar, sendo ultima moda, que se vende
pelo baratsimo preco de 4e 5, assim como en-
Teilesde cabeja para senhora, todos entrancados
com borla dourada a 15$, grinaldas de flores
muito finas tsnlo branca como de cores que se
vende a 3; 4 e 5, pois a vista da finura e do ul-
timo goslo ninguem deixar de comprar.
Pennas d'aQO.
A loja d'Aguia-Brsnca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'aco de dlTerenies qualidades
as quaes esl vendendo de 500 a 1*000 rs. gro-
8a. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Arados americanos emachina-
par a lavar roupa: emeasa deS.P. Jo
hnston 4 C. ra duSenzala n.*2.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
^? W0 a *arB I iden> *'" "ito fina a
4*5J0 e a $000 a pee* com 8 li varas; di-
muito superior a 8$000 a peca com 10 varas;
dila fina com salpicos a 4*800 a pec.a com 8 1J2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; Urlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
5*000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 4, 6, 6, 8 e 10$ rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2$, 3 e 4 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 2, 2$500e3o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
(fina a 1 rs. o covado ; casimiras muito finas de
venden) cassas de cores fixas, padres core escuras com 6 palmos de largura a 4 rs. o
pelo baratissimo preco de 240 rs. covado i d|tas de cores claras a 6$ rs. o corte de
calca ; meias de algodo cr muito superiores a
4*00 rs. a duzia ; ditas de algodo :ru lambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim muilos outros artigos de lei que se ven-
dem baratsimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f, na ra do Oueimado n. 22.
Camisas e toalhas.
(7)
Grammatica in-
giera de OHendorff.
"No?o methodopara aprender a lr,
a etererer e a fallan nglMem 6 meses,
obrainteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
c5o, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo afedar.
AGfcHCiY
DA
lIOUPA FEITA ANDA VAIS BARATAS.}
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feilasj
A
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto
NA
Ra do Queimado
u. 48, frente amareUa.
. Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 28,
8*0$ e 35, paletots dos mesmos pannos
20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos i
muito bonitos,
o covado, e mais barato que chita: na rna do
n. 22, na bem conhecida loja da
Queimado
Boa f.
IEL0GI0S.
Vende-se encasado Saunders Bro hers &
C. pracadoCorpo Santo, relogios do afama
. tam^en^ -"- P. al tT^r&MZ&mit-
daexceellnt. tost. l-aueM,"ao, me to superiores a 12 a duzia : na ra do Queima-
Vendem-se camisas brancasmnito finas pelo ba-
ratissimo preco de 28 rs. a duzia ; toalhas de li-
i 22, loja da Boa f.
Paletos.
280 o covado.
E'baratissimo!
RSsn^nrPo 8!Jade* Poetas. Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
vado r\mhrilM fix" "'"sa 240 rs. o co- bem feitos a 22 rs.; ditos de brim branco de
I. r.6andy8 1>dos desenhos a 400 linho a 5 rs.; ditos de selinela escutos a 3*500,
wnAn,T e chltas larg" fln" de 24- 26 e muit0 b8ra,. proveitem : na ra do Queima-
e outras muitas fazendas por ba- do n. 22. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Gadeia do Recife n. 12,ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova ede superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
podra, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquerparta.
ratissimo prego : do-se amostras com "penhor.
Para desenlio.
Mui bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, lapis, pincels, e es mais necessarios para
desenho. E o que de melhor e mais perfeitose
'*mSi na?UliS? la'enero, e vendem-se a 5.
6, 8, 10$ 12 e 14 : na ra do Queimado n.
lo, laja d Aguia-Branca.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa;
a doze vintens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Pechincha
a 14. 16 e 18$, casa- .,
cas pretas muilo bem feitas e de superior S
Panno a 28, 30$ e 35. sobrecasaras de i
casemira de cores mullo finos a 15, 1($
e 18$, ditos saceos das mesmas casimi-
ras a 10$, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para bomem a 8, 9, loi
e 12, ditas de casemira decores a 7$, 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muil
fina a 5$ e 6, ditas de ditos decores a
3, 3500, 4 e 45500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a4$e4$500, col-
leles pretos de casemira a5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4$5C0 e 5, ditos
brancos de seda para casamento 55
ditos de 6, colletes de brim branco e d
fusio a 3, 3*500 e 4. ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7J, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4JEC0 e 5'
Saspretasde merino a 4EC0 e 5 \>1
letots de alpaca preta a 3j500 e 4?, ditot
sobrecasaco a 6, 7e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4$. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 65C0 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3; e
3500, ditos sobrecasseos a 5$ e 5*500,
calcas de casemira pretas ede cores a 6)
6$500 e 7, camisas para menino a 2(
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 32 a duzia para acabar.
II Assim como temos urna oficins de al
X fsiale onde mandamos executar todas as
w obras com brevidade.
KeKfiKeeefiKM@eKd9K&igeieI
Relogios.
Vende-se emeasa dJohnstonPater & C,
ra do Vigario n/S^robello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez. de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
uma variedade de bonitos trancelins para o
mesmos.
FMDiae LOW-MOW,
Rb-adaSenzalla Nova d.42.
esto estabeleciment contina a haver um
completo sonimento de moendas emeias moeu-
aas para engenho, machinas de vapor e taias
p^dito,' CMd' d* ,0dV 08,,n,h"
Tachase moendas
;.nB!i,g" Si!T, C',' xtm Sfn,Pre D0 io-
mento de tachas moendas para engenho, da
uno acreditado fabriran.e Edwin ?,*,',,.!
jarano ttmo deposito ou na ra do Trapiche
SSTElAiEDICODEHOLLOUiy
_ P1LCUSH0LLW0YA.
Este inesumavel especifico, composto inter,
mente de herv.s medicin.es, ic t*Mim m^'m
nonem alguna outra substancia delecten. Be
mgno i mais tenr. iDf,Dci,, e compleicaomais
delicsda igualmente picmpto e segD,0 par
ies.rre.gar o mal na rompleic.o m.is rclust. :
e enteir.mente innocente em su.s oper.coese ef-
ettos; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e ten.zes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas cem este
remedio, muitas que ja est.v.m as portas da
morte, preservando em seu uso : censeguinm
recobrara saude e forjas, depois de haver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mus afflictas nao devem entreg.r-se a des-
esperscao ; fac.m um compleme ens.io do-e
efficares effeitos desta asrembrosa medicic.
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se! perca lempo em tomar este remedio
para^qualquerdas seguintes enfermidades:
Febreto dae srecie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflamm.goes.
Irregularidades
menstrus^ao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
M.nchas na cutis.
Absiruc$ao de ventre.
Phtysica ou conunip-
pulmonar.
Retencao deourina.
Bheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Remedios americanos I
pegas
Na ra do Queimado n. 47, vendem-se p
de franjas pretas de seda para vestido por 1800 i
a pega com 10 varas. -
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Preciosode 1847.
As duzias.e em caixinhas, adinheiro, por ba-
sto prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40.
escriptorio.
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos para camisas,
Biscoutos.
Emcasade Arkwight 4C, ruada
Cruz n. 61.
||k DO DOUTOR
Radway & C, de New-York*
I PROMPTO ALIVIO 5
Resolutivo renovador.
Pilulas reguladoras. |
Q. Estes remedios j sao aqui bem conhe- 9
S cidos pelas admiraveis curas que tem ob-
* tido em toda a sorte de febres, molestias
V chronicas, molestias de senhoras, de pe- #
le etc., etc., confrmese v as inslruc- 9
9 ges que se acham traduzidas em por-
9 tuguez. n
I
SEDULAS
de1$e5#000.
CoBlinua-ee a trocar sedu'as de uma s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o bale de 5 por cenio: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, rna da Cruze
n. 1.
Ges & Bastos.
Ra do Oueimado n. 46.
Tendo os anounciantes conseguido elevar este
eslabelecimento a um engrandecimentn digno
desta grande cidade, apresentam a concurrencia
deste iilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolbido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslares
Sempre solicitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoal de sua of-
fina, sendo ella d'ira cm diante dirigida pelo
insigne mestre LAUBIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seos numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo eslabelecimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer fsrdes dos Srs. oflkiaes de marinha
e exercito. Oulro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
Accidentes epilpticos.
Al porras.
A m polas.
Areias (mal de).
Astbma.
Coliras.
Ccnvulses.
Debilidadeon extena-
gao.
Debilidade ou falta de
forg.s para qualquer
cousa.
Desinteri..
Dor degargnta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no ostabelecimenio ge-
ral de Londres n. 224, .Strand, e na loja da
todos os boticarios droguista eoutras pessoas en-
carregsd.s de sua venda em toda a America do
oul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
uma dellas, contem orna nstruccao em portu-
guex para explicar o modo de se usar deslas ni-
lulas. *
O deposito geral em casa do Sr. Sourn
dbarmsceutico. na ra da Cruz n. 22 em Per-
nsmbuco.
Escra\o futidos.
9
9.
fazendas de
quatro portas.
Na ra da Imperatriz n. W, vendem-se fazendas
que fas admirar, proprias para a quaresma, a sa-
ber: grosdenaple pretoal700, 2J, e2|200 oco-
sRfflBlTOi: mSnd" mU,l 2tIa, Pr'n" f,rinha adioca 500.
ceza prea a 600, 720 e 800 rs. o covado, alpaca iT. J~ J
Veada de uoi cavallo.
9
Vende-se ou arrenda-se o engenho Mossam-
bique na freguezia de S. Lourengo, na Campia
Graode, distante desta praga 2 legoas a meia,
moente e correte, de vapor, montado de ludo
quanto preciso no engenbo : quem quizer fa-
zer negocio, procurar o propietario no mesmo
engenbo, ou na Passagem, a Francisco Ribeiro de
Bulo.
Boi com carrosa.
Vende-se um grande e gordo boi com uma boa
earroga : a tratar na ra larga do Rosario n. 24,
loja de ourives.
Aen^o.
N. 40--Itua do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tros quartas de
preta do mesmo prego, cortes de casemira preta
para calca a &$, 6$ e 6500 o corte, cassas de co-
rea de ltimos gostos a 320 e 400 rs. o corado,
delicados padrees. S vista.....
Na ra do Jardim n. 19, ba para vander um ca-
vallo que serve para todo o serrigo, que se ven-
de muito em conta.
Salsa parrilha legitima ef
original do antigo
IDR. JACOB TOUNSENDl
0 melhor porificador do sangue
cora radicalmente
Erisipela. Phlisicas.
Rheumatismo: Catarrho:
Chagas. Doencas de figado.
Alporeaa. Effeitosdoazougue.
Impingeos. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendaa de
Raymundo Carlos Leite & Irmo, ruado
Imperatriz n 12.
!
Loja do vapor.
Grande e vanado sortimento de calgado fran-
cez, roupa feiuL miudezaa finas o perfumaras,
tudo por menosldo que em outra parte : na loja
do vspor, ua rila Nova n. 7.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; na
ra da Cadeia doulecife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas.
Vendem-se no nscriptorio de Manoel Ignacio
de Oveira & Filhb, largo do Corpo Santo.
Ruada Selazala Nova n.42
Vende-se" em asa de S. P. Joans ton & C,
sellinse siihes nilezes, eandeeiros e aastigaes
bronzeados, lonas Inglezes, fio de vela, chicote
para carros, entornara, arreios para carro da
um dous eavalM relogios da ouro paienu
inglai.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores egrossnras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 10 rs. a
pega; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n.16.
Efe BEb
Suissos.
Em casade Scbafleitlln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
ebronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes rlo-
giosdos primeirosfabricantes da Suissa, que se
vendero sor precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na na Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Araealy uma casa
terrea com soto, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao t6 commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Sra.
Gurgel Irmoa, que ealo autorisadoa par* esse
fim, ou nesta praga na roa do Cabug, loja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
ente bordados, pelo baratissimo prego de 351 -
a ra do Queimado n. 23, loja da boa f.
A noite passada, 25 do correte, fugio do
engenho Quanduz na freguezia de Santo Anto,
um escravo de nome Victorino, representa ter 23
a 24 annos de idade, cor preta, altura regular,
rosto becbgoso, .ps feios sem ter biebo?, e tem
pouca barba ; este escravo foi da viuva de Joao
Das que leve botica na cidade da Victoria, ra do
Meio. e quando se ausentava ia para a cidade do
Kecife : portanto roga-se as autoridades policiaes
ou capilaes de campo a sua apprehenso e leva-
rem-no ao referido engenho a seu senhor Jos
Ignacio de Mello, ou no Recife a Bernardino
francisco de Azevedo Campos, no pateo do Car-
ino, que serSo generosamente recompensidos.
No dia 25 do corrente mez demppareceu de
casa de seu senhor o escravinho pardo de nome
Vicente, idade 10 a 11 annos, o qual ba tres an-
uos tinha vindo do serlo do Cear remetlido
Jos Rodrigues Ferreira detU praga, a quem fo
comprado ; levou vestido caiga e camisa Je iis-
cado azul j usadas, nao tem cictariz alguma, e
muito ladino : roga-fe aos senhores empresados
das barcas de vigas da barra, de verem se elle
apparece em alguma barcaga a sabir, bem como
a todos os senhores capites de campo e mais
autoridades policiaes, de o pegarem e Iraze-lo
em casa de seu senhor Josquim Lobato Ferreira
na ra da Senzala Velha n.llO, aonde seio ge-
nerosamente recompensados.
No dia 22 do correle, das 5 para as 6 ho-
ras da tarde, desappareceu da casa de Antonio
Joaquim Vidal, na l'assagem, a sua escrava par-
da, idade de 18 s SO annos. por nome Alaria;
cria de casa e nunca sabio a roa a mandado al-
gum: pede-sea qualquer pessoa o favor de apa-
drinhar, na certeza de que nao ser castigada j
assim como tambem pelo presente protesto con-
tra qualquer pessoa que por ventura a tenha
acoulada : para qualquer informagao, Ba loja da
ra Direita n. 103, ou na Passagem, casa junto a
ponte grande em frente a casa em que mora o
Illm. Sr. Dr. Fcnsecs, sonde se recompensar
a quem esteja no caso de a receber.
100#000.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado um negro de nome Filippe, escravo de
Francisca Rosa Pereira doa Santos Bezerra, mo-
radora em trras do engenho do Curado, cujo es-
cravo tem os signaes seguintes : cor fula, alto,
secco, pouca barba, ps grossos e mais pretos do
que a cara, pernas malfeitae, olbos brancos e pa-
pudos, denles pequeos, cabeca pequea, duas
fallas eo)uito mansa, e quando olha para qual-
quer pessoa fila os olhos e nao pestaneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou caiga preta de
casemira nova, paletot de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor, sapatos de
conro de lustre, camisa de madapolo nova a
tambem de bacta verde velha, aberta, e tam-
bem de algodo azul, chapeo de massa cor de
chumbo j velho, de suppor que em viagem
elle nao ande com a roupa nova e sim com a ve-
lha por ser mais propria : a pessoa que o trou-
xer no referido engenho, ou na ra Augusta n.
21, receber aquanlia cima.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
lerobro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cinecenta e Untos annos, fulo, alto, magro,
dentes grandes, e com falla de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abertos, muito pslavriador, in-
eulca-se forro, e tem signaes de ler sido surrido;
Consta que este escravo appareeera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das Cinco Pon las, e sen-
do enterregado por um pareceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor para
Goiaainha: qualquer pessoa que o pagar o po-
der levar em Pernambueo aos Srs. Basto Le-
os, que gratificarlo generosamente.


(8)
DIARIO DI PBRIUMCO. fc. QU1HTA RIBA M DE FEVEREIIO DE 1811.
Litteratura.
Refutaco brochara.A Franca sem
oPaia.
A egreja de Franga, parece amito ousada
aos Iliteratos, porque nao lem aiedo do schisma ;
elles nao conhccera a sua forga. la urna poten-
cia superior toda 3 potencia humana, a cons-
cieocia auxiliada por Deus. Essa ofga parece
nenhuma fiara aquelles que a desprezam : com-
tudo ella*iavencivel. Sabem do rais de sub-
melter um homem quo quer salrar a alma ? Po-
dem indubitavelmenie despoja-lo, encarcera-lo,
dfsterra-lo, emlim, mala-lo; porm, morrer
sera que o tenhaes vencido. Essa torga dacons-
cieocia, ultimo, porm inTensivel baluarte da II-
berdade, a foica da egreja.
Queris um exemplo? O imperador da Prussia
muito poderoso, e deseja por certo eslendcr
seu poder espiritual por lodos os subditos ; com-
tudo nao ousaria impr seu schisma catholica
Polonia. Sabe elle que trabalho teve seu pae
para engaar os miseros camponezes do rito gre-
go, e que Nicolao, desesperou de triumphar
esse respeito relativamente egreja latina.
llavera em Franca, catholicos lo Armes, to
dedicados como osnossos irmos da Polonia?
llenos do que pensaes, haris de responder.__
S Deus sabe sem duvida o numero delles ; po-
rm os ha e muitos, por isso que em sessenla
anno?, encheram elles esse paiz de obras de sua
f e caridade. A revolugio havla destruido lu-
do : os catholicos restaboleceram ludo Contae
35 egrejas que elles conslruiram, repararam, en-
riquecern] com scus donativos; os milhares de
convento.?,.hospicios, casas de educago, escolas
gratuitas, asylos, casas de trabalho, eslabeleci-
meotos de beneficencia que fundaram em toda a
parte. Tendes noticia de alguma cidade onde
nao tenham eslabelecido alguma associago de
caridade, alguma conferencia do S. Vicente de
Paulo, para allivi dos pobres? Quem sustenta
os seminarlos, 01 de a maior parte dos alumnos
nao pagam mensalidades? Sao em geral os ca-
tholicos,pois que ) estado nao pode fazer ludo. E
quem sustenta o nossos misionarios? Quem
sustenta a propaganda da fe ? O bolo do pobre.
Real real, do is catholicos, milhes por anno,
afini de ajudar diffuodir a verdade pelos paizes
iofieis. Porm, or mais exhanctos que eslejam
em razo de urna caridade que abraca o mundo,
aioda acharam mais de dous milhes para os
christos da Syrla ; e o- que nao lizeram pelo Pa-
pa, quem deram suas olleras e alguns a vida ?
Por laesindicio, forgoso reconhecer que o3
catholicos sao numerosos em Franca, e sobrelu-
do que teem urna I sincera, por isso que ella ins-
pira taes sacrificio).
Esses catholicos to generosos, lio Geis, como
bao de serganhoj? Persuadi-los-heis de que o
schima nao compromelle asalvago da alma?
Seduzi-los-neis c< mo interesse, com o attraclivo
de uraa vida mais livre? Submolte-los-heis pela
torga?
Poohamosde pete a torca, Capaz de fazer mar-
yres, e da qual nio dispondes.
Ponhamos lambem de parle o attraclivo dos
prazeres, os gososjde urna vida incrdula. Todos
estes inslinctos pddem ser satisfeilos, sem lan-
do schisma. Quem obriga os catho-
f, amarem a honestidade, a
caridade, acastkade; irem missa, a jejua-
rem, se confe sarem, e uoirem-se ao seu
lei, segundo pens, nem do
estado. A eslima do mundo
r tal prego ; o se elle nao a re-
chrislas, concede-a tambera
com rauila facilitada qualidades menos se-
veras,
KenuDciae esse altralivo da licenga, que ou-
o, que nao pode se-lo mais.
al os nossos camponezes se
acaso lhes promeiteis, como Lulhero, desobriga-
car-so mao
lieos lerem
Deus? Nenhuma
mundo, nem do
nao se adquire pe
cusa s virtudes
tr'oraoi poderos
Farieis rirem-se
los da missa, do
preceitos de Deus
noi-hemos nos
ejum, da consso e de cerlos
Oh 1 dir alguem, exeraplar-
mesmos quando nos aprouvr;
para isso nao mister do schisma.
Esses meios, 16 cuidassem em emprega-los,
seriam ineficazes 9m almas que nao poderam ser
seduzidas por lanos livros impos, que nio po-
deram corrompidos por tantos romances obscu-
ros, e que vencerara todos usexemplos perigosos
deste seculo.
Tambem foge-vjos o iolercsse. O quo ofterece-
rieis aos catholicos, em troca da salvacSo eterna?
O dizimo foi abolido. A egreja nao possue mais
bens que possam I ser vendidos por baizo preco.
O orgamento,' aipda que estivesse em vossas
FOLMTD1
mos, do bstanle pingue para comprar todas
as consciencias.Terieis quando menos todos os
funeciouacios pblicos. odiosa tyrannia dizer i
um homem que serve honradamente ao estado:
ou deia renca, ou perde o lugar, isio o pi
para si e para seas filhos. Talrez que alguns
cedessem essa dura angustia ; porm nio fa-
zieis schismalicos mui frvidos, e vos odiariam
do intimo da alma pera ignominia, pelos reraor-
sos amargos que segssem a sua apostasia. Ao
iepois lodos os fiis nao sao fuoccionarios pbli-
cos: h poucos as cidades, qunsi nenhuns nos
campos, e esse monstruoso abuso de poder, vos
infamara mais do que vos servira de ulili-
dade.
Eis lodos os vossos meios de sedcelo. Conhe-
ceis algura outro? Nao o creio. Tendes de tal
sorle despojado a egreja, que nao sabis por onde
haveis de comecar. O corpo emagrecido, porm
robustecido na luta, foge-vos por causa da
mudez.
verdade que nao fallaes em seduzir-nos; s
queris persuadir-oos, e pensaes que para isso
sufficienle a vossa eloquencia. Seria curioso sa-
ber como haveis de persuadir aos catholicos que
elles podem salvar-se no schisma. A mais sim-
ples aldea que vivechrislaamente nao ignora que
fra da egreja romana nao ha salvacao ; que se o
seu hispo e o seu vigario nao estiverem em com-
munho com o Papa, nao pode considera-los
corno legtimos pastores. Ainda que o bispo e o
vigario lhe dissessera o contrario agora, etla nao
lhes daria mais crdito. E, com effeito, ahi ba-
queou o clero schismatico de 91. Ahi tambem
baqueareis. A f e o bom senso do povo serio
mais fortes do que a vossa eloquencia.
Eu bem sei, que i excepeo do Papa, nao pre-
tendis tirar mais nada egreja catholica ; que
promeiteis respeilar nossos dogmas, nossa mo-
ra uosso culto. Nada mudamos, diris vos,
salvo um detalfte administrativo. Esse delalhe,
porem, a propria base da egreja, a pedra on-
guloal sobre a qual Deus a fuodou ; a origem
de sus autondade, a prova de sua unidade, o sig-
nal de suadivindade.
Censurae-nosalgumas vezes crermo-nosinfal-
liveis, o que todava mui nolavel, pois eremos
na egreja auxiliada por Deus, e Deus nao se en-
gaa. Essa infallibilidade nao foi, porra.pro-
metlida egreja de Franca, egreja da Aliema-
nha ou egreja da America : ella foi promettida
ao Tapa na pessoa de S. Pedro, a egreja romana,
mae e senhora de toda a egreja, o s contra a
qual nao prevalecero as portas do inferno. Se.
pois. nos separassemos do Papa, successor de S.
Pedro, a egreja romana, nossa me e senhora,
nao leriamos mais essa infallibilidade que a di-
vina garanta da nossa doutrioa. Enlo, nos
lambem poderiamos ensioar o erro, e os povos
nao teriam mais conanca era nos.
Sabis quera fundou a egreja : foi Jess Chris-
lo Nossa Senhor. Ora, popondo aos catholicos
abandouarem o Papa, proponJes abandonar Jess
Chrislo, cujo vigario ou representante na trra
so ello. Nem os padres nem os bispos sao vi-
garios de Jess Christo. S o Papa lem esse ti-
tulo e essa autoridade suprema. Reoega-lo,
de alguma sorte renegar Jess Chcisto, funda-
dor da egreja.
Segundo pensaes, essas questoos sao quesles.
theologicas das quaeso povo nada comprehende.
Estaes engaado : o mais humildo filho ca-
tholico sabe isto. Sabe elle que a unidade da
egreja o prmeiro carcter de sua divina ori-
gem ; que se desapparecesse essa unidade, ella
nao seria mais a verdadeira egreja, e nao merece-
ra f, nem respeitc. Eusinaram-lhe isso ainda
na infancia, com ocalholicismo ; mais larde lh'o
repetiro ; se fcil a sua f, nao se ha de esque-
cerdella.
Nao o esjuegaes lio pouco : nao ha um ver-
dadero catholico que nao creia que a egreja, es-
palhada pelo mondo inteiro, forme um s corpo,
cuja cabega o Papa, e que nao saiba quo quan-
do se separa a cabera do corpo, o quo resta um
cadver.
Apezar de ludo, esperaes que o povo ha de
seguir seus vigaros, e quo os vigaros do campo
ho de abracar o schisma. Sabis o modo porque
haveis do corromper aquelles. A brochura gran-
de propunha roduzi-los fome ; porm o Sr. Cay-
la, mais hbil, lhes offerece hoje um augmento
de congrua.
Ohl senhores, o pobre nao esl era almoeda.
So elle pobre, soffre nobremente sua pobreza.
Poupae-lho esses laucos. Nao lho mercadejeis a
alma, como taganhes, e nao sede lo inhabeis,
insultando i quem queris seduzir. Em vez de
fazer linir o vosso dinheiro, nao poderieis descu-
brir alguma questo theologica, em razo da qual
vos vos oppozesseis menos vergonhosamente
Roma ? .
Ha dez annos dcixasles escapar urna boa oc-
casio. Impunha o Papa nossa cren;a um dog-
ma novo, a Inmaculada Conceicio da SS. Vir-
' gem. Nio era este um excellente protexto ? Em
vez daquellas (estas magnificas, por vel das
quaes toda a egreja de Franca testemonhava um
amor ardente aquella i quem chama sua padro-
eira, sua consolacio, aua vida, sua esperance.sua
mi, emQm, mandarieis fazer reclamacoea, pro-
testos, appcllos ao concilio futuro. Tal era a oc-
casio de despertar as nossas liberdades gallica-
Qas, pois o Papa proclamou esse dogma por sua
propria autoridade, sem que os bispos houves-
sera dado seu roto ; e nos o aceitamos, que
do admirar.
Soffremos d boa vontade, com alegria, era ju-
go que nossos paes nio soffrerara. Fizeradsura
acto de f i simples paiavra do Papa. Al mes-
rao fomos mais adianto : um simples desejo de
Pi IX, dexamos as nossas hthurgias do XVIII e
XIX seculot.aQm de que para o futuro ludo foase
commum entre nos e elle. Assim, o galticaois-
mo est morto ; um cadver que nio aque-
cereis.
Nao ha mais gallicanos ; e se os houvesse
por acaso, nio deixarieis de os converter, e.nsi-
nando-lb.es que o gallicanismo o caminho do
schisma.
Tendes, porm, ontro engodo que vos parece
irresistivel, offereceis generosamente ao clero ga-
rantas contra a auloridade dos bispos. Nos as
aceitaramos sem duvida se podesse'.s dar-nos ga-
rantas contra o remorso. Nao bastante asse-
gurar alguns direitos ; seria mister assegurar a
paz da conscieoca, sem qual nio ha felicidade,
aioda com pingues ordenados.
Ao depois nio estamos to desprovidos como
pensaes. A melhor garanta do clero contra um
abuso da autoridade dos bispos, justamente o
papado, cuja jusliga paira sobre todos. Os
vigarios sabem-o, estejaes certo disso. Os bis-
pos nao o ignorara lio poueo ; e com ludo, vede
como defendem o Papa.
Que eloquencia calorosa que acentos do co-
raco I que firmeza I que unanimidade. At as
vossas brochuras afnrmam-no. Um da va pode
reunir suas pasioraes para redicularisa-las, en-
trega-las ao desprezo da mullidio ; porm o que
nio poderam^fazer foi opp-las urnas s outras,
foiachar bispos iofieis, como os houve naquelles
dez primoiros seculos, dos quaes bem vos re-
cordaes.
Na verdade. preciso que teuhaes olhos e nao
vejaes, se nio vedes que os catholicos amam o
papado do interior das enlranhas; e escolheis
urna occasio singular para procurar separa-loa
delle. Quando todos, bispos, padres e seculares
fazem tantos sacrificios para defende-lo, nao
por certo com o desejo do o abandonar.
Houvo algum Papa mais amado do que Pi IX ?
O amor que lhe tinham augmentou com todas as
suas infelicidades, e se crescerem, o nosso amor
crescer com ellas. Esse profundo sentimento
de affeicao, essa impressivel affeicao, quo lodo o
homem lem sou pae e sua mi, snte-o tam-
bem o catholico pelo Papa, que seu pae, pela
santa egreja romana que sua mi. Os secula-
res podem ignorar a forga desses lagos ; porm a
propria morte nao produzina bastante terror para
parli-los.
O Padre E. Dars.
[Monde.II. Duperron.)
IM\FAMILIATR\GIC\
CHALLES HUGO.
roR
Variedades.
MOSAICO.
O museu de. pintura da escola frsnceza acaba
de receber um quadro magnifico assignado Ang-
lica Kauffmsn, datado de Boma, do anno de 1786.
Essa tela, que bellissima, foi collocada na sala
das obras de Greuze, direita. Representa quasi
u n corpo de um-a raoS* ,oura> 9 b9llos c-
bellos, teodo aos joelhos encostado um lindo
menino.
A moga tem na mo esquerda duas flechas, e o
menino um arcosinho sem flechas. Seria Venus
desarmando o Amar, se nao fossem os trajes, que
sao do seculo passado
Esse quadro pintada com urna mestria, gra-
ga, verdade e riqueza de colorido, que lembram
llubens.
Mullas vezes. diz o Sieele, temos fallado dos
aformoseamentos que se operam direita do ar-
cos de Triumpho, e ainda nada dissemos res-
peito das transformaces do lado esquerdo ;
porque aqui os operarios comegaram trabalhar
mais tarde ; eslao apenas comegados os trabalhos
do aterro-
Isolados sobre ums elvagio de accesso difficl,
os terrenos situados entre a porta da Estrella e
a barreira dos Bons-homeos eram pouco frequen
lados, e por consoguinte pobres estabelecimentos
para a parte de dentro da barreira Santa Mara,
principalmente atgumas miseraveiscazinhas eram
as nicas habitages desso lugar abandonado;
porm hoje vae ludo isso mudar de aspecto ;
urna praga e ras magnificas vio tornar esse
bairro digno da vizinhanga da Estrella.
PMMEIRA PARTE.
O Filho.
V
[Continuaeo.)
A obediencia passiva, sentimento inseparavel
do amor verdadeiro na mulher, havia impedido
que Alina exigisse do seu esposo sobre o fin des-
sa viagem, que elle quizera principio fazer sem
ella, outras expiieaces alm daquellas que au
capito approuv dar-lhe. A's suas perguotas
esse respeito linha elle respondido com algumas
phrases, dessas que previnem logo qujilquer re-
plica sem nada esclarecerem ; pois que pretex-
tando certas diUculdades, que sobrevieram en-
tre elle e seus rtndeiros do Languedoc, n(firmara
que quera aproyeitar o lempo da licenga para ir
at ali regularisar os seus negocios.
Alina bem comprehendeu que esse nio era
provavelmenle o motivo verdadeiro da viagem;
mas viu logo que seu marido nio desejava mais
ser interrogado sobre isso. Ora, desde os pri-
nieiros diasdo seu casamentse habituara ella
uao commentar nem contrariar a vontade de
Christiano, com alguma dessas curiosidades pro-
prias das mulheres ; e antes mesmo de reparar
que elle pouco gosteva de inquirigdes, j havia
notado que ninguem confiava os seus segre-
dos, c quo O laconismo da sua conversagio, pou-
co para despertar confidencias, indicava um ca-
rcter pronunciado, e vontade bom firme de con-
servar no seu prucedimeoto urna certa liberdade,
talvez em relago com aa necessidades de sua
existencia delle somente conhecidas. Quando o
capito linha fallado, nio se devia mais interro-
gado. Alm disto Alina comprehendia porfeita-
menle essa admiravel dedicagao do amor, que
faz cpra que a rpulher ceda voluntariamente todo
e qualquer dirito, que possa lar, de examinar
as aegoes do homem amado.
Nao obstante, quando o capito, tendo-lha an-
Dunciado sua prxima viagem, accrescentra que
a nao poda levar conulgo, a pobre m< se mos-
trou tao afilela idea de tal sep.racao, logo em
seguida a5 seu casamento, que Chriiluno uter-
[*} Vide Diarw a. 46,
necido com as suas lagrimas e supplcas, no da
mesmo da partida e nos ltimos momentos pres-
cindir perante tanto amor das considerages Im-
periosas que haviam motivado a sua resolugo.
Minha querida Alina, lhe disse elle ao sa-
hir de Versailles, quizestes seguir-me ao castello
de Ganges, e eu consent por fazer-vos a vonta-
de : mas dizei-me, tendes refleclido bem que
ali nao ides encontrar nenhum dos gozos e at-
ractivos que eu desejaria habituar-vos ? J
vos declarei muitas veres que o castello se acha
deshabitado ha longo lempo ; alm disto ninguem
l vos espora, e nada se pode previnir. Para to
linda joven, como sois, que muito devo prezar as
cornpsnhias, ser bastante incommoda essa mo-
rada, onde s poder conservar-se vontade al-
gum contrabandista perseguido pelos esbirros, ou
algum pobre huguenote; cata de quem aode o
governador da provincia, nosso mui catholico Sr.
de Baville.
O conde pronunciando estas ultimas palavras
procurava affectar um ar alegre e aprazivel.
Nao tenhaes pena do mim, Christiano, res-
pondeu Alina : sempre que eu estiver ao vosso
lado, considerar-me-hei a mulher mais feliz do
mundo.
E Alina supplicava ao passo que o conde in-
sista.
' Bem vos estou previnindo. Ignoro abso-
lutamente em que estado param ali as cousas :
mas estou certo de que deve ludo achar-se mui-
to arruinado. Desde a minha infancia que nao
tornei ver esse castello : ou eu me engao ex-
traordinariamente, ou s ides l encontrar mor-
cegos e leas de aranha. Por mais que digaes.re-
ceio que em Ganges iris ficar aborrecida.
lempo ainda de voltar para Paria dicidi.
A' estas palavras Alina exclamou :
Pde-se acaso viver aborrecida quando se
ama O amor por si s urna companhia, c a
melhor do mundo. Quanio aos morcegos o ara-
nhas, bem verdade que me causara horror;
mas tambem verdade quo nao posso viver sem
a vossa presenga ; e se para delta gozar, Chris-
tiano, fr mister accommodar-me com as ara-
nhas e morcegos, fa-lo-nei de muito boa vontade,
mais ainda do que me accommodaria com as
borboletas e rouxines.
Minha presengal replicou o capito. E
queris sabor o que disse o rei quando me con-
ceden a licenga ? Disse-me que de um momen-
to para outro poderia eu ser chamado ao exer-
cito.
Neste caso ficarei em Ganges.
S?
Se fr preciso, que remedio 1 Entretanto
seria sempre bom que me deixasseis levar a mi-
nlja criada grave.
Acharis no castello urna pessoa para ser-
yir-vos, responden Christiano.
E Alina nada mais disse : respeitava religiosa-
mente a vontade de seu marido ; e sobretudo
era lio viro a desejo de nio separar-se delle,
que guardou-se de fazer a mais pequea refiexio,
e de exprimir o menor desejo com o receto de
No cimo do Troeadero, sobre o soto que bai-
ln 10 metros, vae-se formar urna praga de 150
metros de dimetro, d'onde radiario o boule-
vard do Imperador, que deve terminar na Muel-
le ; o boulevard do Principe Imperial, que ir
ter i porta Dauplina ; o boulevard do rei de Ro-
ma que se dirigir para o arco de Triumpho, o o
de Jassy, que airavessari o antigo municipio des-
se nome.
Em todos os seus ngulos, esaa praga ser or-
nada de hoteis de grande estylo e de architcctura
uniforme ; depois, no meio, se elevara 1 estatua
do re de Romas, obre urna columna de marmore
branco.
Os declives do Troeadero, situados sueste des-
sa plata-forma, sao lambem retocados; delles
se formar um talude regular cuja base tar a
mesma largura que o campo de Mario, serio
guarnecidos do estradas, d'onde se poder, por
meto de oculos de alcance, assistir muito i gos-
to s festas que se derem em frente.
Omorro hoje chamado Troeadero dependa
outrora de urna casa real chamada Solar deNi-
geon, dada por Aona de Bretanha, em 1493, aos
mnimos, religiosos estabelecidos em Franga por
S. Francisco de Paulo, confessor de Luiz XI. Foi
desse convento de Negion queHenrique III mau-
dou vir, em 1585, os mnimos que iostalou no
bosque de Vincennes.
Sobre esses declives, lio admiravelmente dts-
postos, os religiosos de Passy flzeram passcios em
terrasso que desciam at o caes; ali Acarara es-
tabelecidos at a revolugio.
Mais tarde Napoleo I, admirado d belleza do
sitio, quiz mandar edificar ahi um palacio para o
re de Roma ; mas os acontecmeotos polticos
impedrara-o de por em execugo esse projecto ;
depois ainda fallou-se em collocar ahi a escola
polylechoica como accessoriu da escola militar,
mas esse projocto foi tambem abandonado imme-
diatamente ; emflm. o plano actual, consagrando
o novo bairro i lembranga do rei de Roma, vae
realisar em parte o projecto do prmeiro im-
perio.
O nome de Trosadero que essa eminencia tem
hoje, foi-lhe dado em 1823, depois da guerra da
Hespanha.
Alexandre Dumas partiu ltimamente para
aples ; leva com sigo, segundo dizem, um pr-
lo que tira mil exemplares por hora, muitos ty-
pographos, urna provisio de pape! para um an-
no, etc. etc.. Apezar das suas frequentea via-
gens, continua a. Dumas redigir sozioho os
seus dous joroaes -o Independate e o Monte-
Christo ; o est publicando dez romances ao mes-
mo lempo.
ciasse, e comeu em alguns minutos um certo no.
mero de magias, compradas por um dos especta-
dores; engolia podras, rolhaa e ludo qusnto lhe
presenta vara.
No principio da guerra, Tarare entrn em um
oataihao; servia todos os rapases mais arraoia-
oos da companhia, fazia-lhos as corvas, o co-
ma as ragoes que elles abaodonavara; entre-
tanto senliu fome, cahiu doente efoi levado para
o hospital militar de Souttx. No dia em que en-
trn, recebeu rago quadrupla ; devoroo os ali-
manifostou cousa alguma quo podesse tazar anp-
pr asile um dosarraojo mental. Foi mettido no
segredo e muito brevemente ha de dar contas de
ssu shanaitamo perante os tribunaes.
L-so no llbrsjfiiff Po$t:
Acaba-so do por em circulago um novo mo-
delo de bronte que deve substituir .as nossas
moedas de cobre. As moedas, penny, meio pen-
ny e faslhing, posam menos um tergo ou metade
memos que forara ecusadoVpelos" 'o'utrs'doen- 5"? ? nl,8.. cunhados com muila nitidez.
es. os rlstos da cozinh. e ^.".JSrL"- I^'no 2ffn ft ^'^ !
P. Ch. Joubert, redactor do jornal Propriedade
industrial, acaba.de obter na Franga e na Blgica
urna patente,para urna nova applicago industrial
que nos parece muito curiosa.
Um grande numero de peixes, antes de ser en-
tregues ao consumo alimenticio, sao despojados
da pello, que muitas vezes deilada fra, ou se
conserva para ser convertida em opila. P. Ch.
Joubert rene todas essas pelles e fa-las passar
por differentes processos, segundo o um, a que se
prope.
As pelles do linguado, de solha o de eoguia, sao
convertidas por esse meio em um couro excellen-
te, e cuja torga tal que desafia as traeces mais
enrgicas.
Annuncia o Monitor das Arles que o museu
dos Soberanos acaba de receber um miravilhoso
collar da cruz de S. Luiz, e que perteoceu a
LUIZ \\I,
Com^e-se esse collar de 70 los de lapit-la-
zuli cor de ro3a, destacados e cincelados na mos-
sa, bem como a cruz e a porta cruz; urna obra
prima de paciencia.
Tambem foi collocado, ha pouco lempo, na
collecgo hollandeza, do museu do Louvre, um
quadro de Paulo Poiler representando um esval-
lo malhado de preto, em liberdade n'um prado.
O Courrier de Lyon publicou ltimamente
urna chronica em que se falla deum desconfe-
odo que, por aposta, engohra sem pestanejar
urna botta perteocente ao Sr. Copdefer sapateiro
eslabelecido nessa cidade. Com muito cusi po-
dara o Sr. Copdefer salvar outra botta dos denles
deste voraz, que lhe oferecia desforra, propon-
db-lhe comer o chapeo.
Esse acto de Monera parecer extraordinario
muitas pessoas. Mas para aquelles que leram
a historia do Tarareassim chamado sem duvi-
da pelo nome do lugar do seu nascimento e que
viva no meado de seculo XVIII, a aventura da
bolla do Sr. Copdefer parecer menos extraordi-
naria. Eis com effeito os curiosos detalhes que
lemos no Encyclopediano (pag. 656. Paris 1843,
Paulino editor) respeito desse gluto excep-
cional.
Todos os polyphagos cujos altos feitos nos
tem trausmittido a historia, sao eclypsados pelo
famoso Tarare que todo Paris conheceu e que
morreu em Versailles.
O Ilustre cirurgio Percy, que viu Tarare e que
fez curiosas iodagages sobre esse singular per-
sonagem, transmlttiu-nos a historia delle em
urna memoria muito curiosa sobre a palyphagia.
Tarare, diz o sabio professor, renovou eotre nos,
a fbula de Eresichton, que, segundo Ovidio, de-
vora va em um jantar o que poderia alimentar
urna cidade, um povo.
Aos desesete annos, Tarare, que apenas pesa-
va cem libras, poda comer em vinte e quatro ho-
ras um quarto de boi desse peso. Partindo muito
novo de casa de seus paes (era dos arredores de
Lyon] ora mendigando, ora roubando para sub-
sistir, metteu-seem um desses espectculos dos
boulevards de Paris onde brilharam ento Arle-
qun!, Giles ou Polichenello. Apenas se apa-
nhou no tablado, desafiou ao publico que o sa-
me. Um da, em presenga do Dr. Lourenco,
agarrou um gato pelas patas e devorou-o iutei-
ro; comia tambera os caes e gatos que poda
apanhar. Tarare gostava de serpentc, pegava-
as familiarmente, e comia vivas as cobras mais
grossaWem nada deixar-lhes; enguliu urna en-
guia grossa sem mastiga-la. mas alguem julgou
ver que elle esmagava-lhe acabega.
Em poucos instantes deu conta um dia de um
jantar preparado para quioze opranos alle-
mes; esse jantar compunha ae de quatro terri-
nas de leite coalhado e dous enormes pratos des-
sas massas de pastel que na Allemanha se cosi-
nha com agua e gordura. Depois desse jantar
tao copioso, deitou-se dormir at o dia se-^
guite e nio soffreu incommodo nenhum. O Sr.
Courvielle, cirurgio mor do hospital em que es-
lava Tarare, fez-lhe engolir um grosso estojo
de madeira que conlinha urna folha de papel
branco ; no dia seguate o papel foi encontrado
intacto. O general em chefe mandou-ochamar
e Tarare, depois de ter engolido em sua presen-
ga perto de trinla libras de ligado e de bofe crs
engoliu de novo o estojo, no qual havia urna car-
ta para um official francez prisioneiro do inimigo.
Tarare partiu, foi preso, bastooado, porm con-
seguiu que o inimigo nao lhe tomasse nem o es-
tojo, nem o papel.
Empregaram-se intilmente muitos meios
para cura-lo da iosaciavel glatoneria. Um me-
nino de quatorze mezes desappareceu de re-
pente; pesarara sobre Tarare horriveis sus-
poitaie pozeram-o para fra do hospital. Mr.
Percy perdeu-o enlio de vista e s veio encon-
tralo qualro annos depois fazendo em um leito
do hospital era Versailles, onde morreu pouco
depois phtysico.
Esse polyphago era de estatura media ; o corpo
era fraco e dbil e nn linha espirito feroz e o.
olharera tmido. Os poucos cabellos queharia
conservado, ainda que fosse muito mogo, eram
louros e de extrema finura. As faces eram lvi-
das e sulcadasde rugas corapridas e profundas ;
abnndoas, poda Tarare esconder nellas doze 0-
vos ou magas. A bocea era muito rasgada e os
labios muito delgados; tinha todos os denles, os
molares estavam gastos e a cor do esmalte ama-
reliada. Eslava sem torgas e sem ideas. Quan-
do comia com moderagio, era gil e vivo; s fi-
cava pesado e adormecido quando havia comido
com excesso.
excepta no meio penny, o rosto em nada parece
com a da raioha.
Em vez da bella cabega que se vis as moedas
antigs, gravaram sobre estas a cabega o os hom-
bros I O busto pequeo em comparagio da c-'
bega. O perneado nao nem moderno nem cas-
sico. No reverso v-se a velua Bretanha com 0
seu tridente, um pharol, um navio vogaodo i
todo o panno e urna perspectiva de mar que foi
omiltida no ultimo modelo. Em torno da cabe-
ga da rainha esli escripias as palavras : Victo-
ria, D. G. Brit. Reg. F. D. No reverso, one pen-
ny, half penny on farthing, com a dala de 1860.
Diz o jornal algeriano Akbar :
Appareceu este anno em orna propriedade dos
arredores de Maiton Carree um exemplo de e-
cundtdade verdaderamente maravilhoso e que
demonstra al que ponto as Ierras pantanosas
sao favoraveisi cultura, quando sao submettidas
um trabalho intclligente e continuado.
Um Mahonny, rendeiro na Maiton Carree, ob-
teve, depois do duas lsvouras, em lagos perto do
lugar em que eslava installado o pavilhio impe-
rial, uraa colheita de trigo de trinla por um.
Tinha semeado seis medidas de trigo e colheu
cenlo setenta e nove. E' de certo, um bello re-
sultado, principalmente quando ae sabe que as
melhores trras de Franga nio dio, apezar dos
ciidadoa que se emprega na cultura deltas, sa
nao dez ou doze por um.
Outra observago em favor do slo algeriano,
que o trigo proveniente dessa colheita melhor
do que o que servia de sement. E* o contrario
do que ordinariamente acontece. O que uao so
poderia esperar de um slo tao fecundo, se sem-
pre fosse cultivado com cuidado ?
Escrevem de Pforzheim (grao ducaae de) Bade
em data de 24 de dezembro :
Acaba a nossa cidade de ser theatro de uraa
tentativa de assassinato, cujas circunstancias
lembram de alguma sorle as da morlo feita em
mi, pelo famoso Carlos Luiz Sand, na pessoa
de Kotgebue.
Terga-feira passada, s onze horas da manhia
um mancebo muito bem trajado e de maneiras
dtstinctas apresentou-se na ante-camara do bur-
go-meslre de Pforzheim e pediu para fllar-lhe.
Introducido presenga do magistrado, comegou
por pedir-lhe ioformagoes respeito das forma-
lidades que se deviam preencher para a obleogio
de urna dispensa de casamento. Eraqusnlo o
burgo-mestre reflectia para responder pergun-
ta que lhe fra feita, o mancebo tirou da algi-
beira um revolver e apontou-o ao peito do func-
ionario municipal. Estesoltou um grito de ter-
ror ; alguns criados que felizmente se arhavam
no aposento vizinho, acudiram, precipitaram-se
sobre o mancebo, o depois de terem desviado a
arma que elle conservava apootada ao burgo-
mestre, arrancaram-lh'a das maos.
O exame feito no revolver constatou que os qua-
lro canos do que ella se compunha estavam car-
regados com bala.
O culpado, preso immedatameole e levado
presenga de umjuiz de instruccio, declarou que
nao tinha pessoalmente olio algum ao magistra-
do, que mesmo nunca o vira antes daquelle dia,
mas que quera vingar nelle o que chamavs um
allantado contra os senlimenlos patriticos dos
habitantes de Pforzheim.
O burgo-mestre ltimamente mandara decotar
as faias de urna avenida situada ao norte da egre-
ja do castalio gra-ducal; entre essas faias ha
urna pela qual os habitantes de Pforzheim tem
grande veneragao, por que ella se liga urna re-
cordago gloriosa para elles ; que na sangren-
ta batalha de Wimpfen (6 de raaio de 1622) 400
burguezesdo Pforzheim, sob o comraando de seu
burgo-mestre Deimling, precipitaram-se ao meio
do exercito inimigo e salvaran o seu margrave
Jorge Frederico, que fra feilo prisioneiro por
esse exercito ; empreza heroica, por que morre-
ram todos, excepeo de quatro, que levaram
em seus bragos Jorge Frederico e o depozeram
ao p da faia de quo fallamos.
O decole dessa arvore, qual os de Pforzheim
votara, um culto e na qual, segundo se diz, de-
pois dessa batalha, nunca -haviam locado nem o
machado, nem as thesouras dos trabajadores da
floresta, causou com effeito aqu urna sensaco
desagradavel, e o autor do attentado, que sem-
pre se fizera notar pelo seu patriotismo phanati-
co, quizera punir o burgo-meslre do sacrilegio
que seus olhos o magistrado hara commet-
tido.
O mancebo perlence urna familia muito hon-
rada. Sao puros os seus antecedentes, e nunca
que elle mudasse de resolugo, e suscitar assim
um obstculo ao sonho agradavel quo alimentara
no seu pensamento sobre o amor e solidao que
suppunha ir encontrar na sua residencia em
bangos.
Com semelhanles disposigoes, a viagem foi
cheia de encantos para a condessa : via os das
succederem-se com suave rapidez. As mil ve-
redas que formara a estrada, a choupana onde
descangavam, o quarto onde passavam a noite,
a refeigi msl preparada com que eram obse-
quiados l em urna ou outra aldea, em que nio
eram esperados ( porque o conde evitava de pro-
posito as estalagens ) tudo para ella era um
motivo de prazer, era urna sorpreza. Rocreava-
se com a vista do caminho, do cu, das arvo-
res, dos viajantes, e dos numerosos rebanhos :
mandava de lempos em lempos parar a carrua-
gem para dar urna esmola algum pobrezinho
esfarrapado que via em p na beira da estrada,
olhaodocom urna especie do melanclica immo-
bilidade para as pessoas que passavam as suas
carruagens : questionava Christiano sobre urna
cousa e sobre outra,fallando e reparando ao mes-
rao tempo para tudo, e fazendo sobresahir' no
meio da sua conversagio, que seu marido pnes-
tava urna allengo distrahida,phrases e sentengas
de sabedoria e prudencia que. da parle de urna
senhora to joven, leriam causado admiragio e
espanto outro interlocutor menos preoecupado
que o capito.
Por exemplo : medida que se afastavam de
Paris, vendo quo a miseria das camponezas ia
sendo cada vez maior, lornava-se verdadera-
mente triste : pois que era dotada de tanta deli-
cadeza d'alma, e nella tanto harmonisavam a
sensibilidade com a fraqueza physica, que basta va
o espectculo do urna choupana miseravel, de
um campo derrotado, de urna aldea em ruinas
para virom-lhe logo as lagrimas aos olhos: e nao
podia deixtr de comparar a corle esplendida de
Versailles, onde havia feilo urna rpida apparl-
co, com o resto dessa infeliz Franga em an-
drajos.
.De ludo se compadeca, por qualquer cousa se
mteressava em suraraa sorria-se para tudo :
pois que, por mais aflictivo que seja o espect-
culo da humanidade, a natureza tem sempre essa
grande fesla, serena e tranquilla da primavera,
que nada capaz de amortecer. Ou suffra o po-
bre ou nio, ou tenha ou nao tenha em casa um
pedago de pao, ha sempre no mez de maio tal
prodgalidade de alegres ralos do sol as campi-
as que a mudez da Ierra desapparece por sob a
irrdiago do cu I
Alina admirara nos paites, que atravessava,
essa variedade de payaageos lio bellas que pas-
savam diaote dos seus olhos : aqui era urna col-
lina malaada de verde ; ali era um regato que
escoava-se caprichosamente pelos mil rodeiosque
fizera na trra inculta ; mais adianto era um
moinho ostentaodo-se magestosamenta no meio
de um campo placido e tranquillo ; acota final-
mente era a abundancia de pequeos botoet de
A edificico da egreja russa que se est C0M-
truiodo na ra da Cny, bairro Mooceaux, conll-
oua com aclividade e parece dever estar termi-
nada na primavera. Esse monumento elevado
atraz de duas alas do edificio destinadas sem du-
vida pessoas pertencentes ao servigo do tem-
plo, dizemos nos, perlence essa architectura
serai-bysantina e semi-tartara que nos represen-
tara as vistas de Kresulio.
Comprieso de cinco torres agrupadas, cuja
principal, collocada no meio, domina as outras
quatro ; o cimo cordado por urna especie de
rupulajedonda na base e terminando em ponta,
a qual supporla um globo periforme de cobre
dourado, com a cruz dotrada encaixilhadaem pe-
queas correntes.
As quatro torres inferiores, lio exactamente
eguaes essa. salvo as dimenses. Na tace sep-
tentrional abre-se um portal precedido de um
prtico que tem por cima doze degrios, e sup-
portado por quatro pilares coberlos por urna es*-
pheroide. Esse prtico dominado pelo fron-
to do. portal, cortado em arco, cujo tympano
deve representar Christo abencoando o mundo. O
todo d'esse edificio nobre e piltoresco ao mes-
mo lempo; apenas para sentir que a porta,
que agora se est fazendo, nao esteja em har-
mona com o resto. Julgue-se do effeito que
deve produzir, no fundo desse portal bysantino,
urna porta envidragada como qualquer Ubique de
Atiaz do templo moscovita, ds praga da Euro-
pa da Estrella, novoa burros se cream o os an-
tigos se metamorphoseiam : aqui cavs-se, ali
entulha-se, mais adiante calga-ae : alm prepa-
ra-se um esgoto ; em toda a parte radiam boule-
vards e avenidas. O boulevard de Moneeaus,
partindo do arco de Triumpho, espera borda
do parque que lhe permutara ir reuair-se ao
boulevard Malesherbes ; a ra de Balgae, atra-
vessando os ltimos vestigios das alturas da Es-
trella, prolooga-se at o bairro Saint Honor-; o
hospicio do Roule. receatamente demolido, vao
dar lugar esplendidos palacios : a roa Beaujou
rene a ra das Ecuries d'Artois ao boulevard
da Estrella, eo boulevard Beaujou parle derond
point para dingir-se praga Laborde.
Futuro bairro de palacio, julgar pee alguns
especiment que j ahi se mostrara, o bairro Beau-
jon de ha muito, amorada do luxo, porque
tragado nos jardios de urna linda caes que ahi
possuia Mr. Beaujou no Do do secuto- XVIII ;
pdo-se faaer urna idea dessa residencia fanlastica
smente pela descripgo de urna de sua man-
sardas.
Era um aposento pequeo onde, apenas se en-,
trava, um espelho impedido por urna mola- disai-
mulava a porta; o interior representara una
lindo bosque, no meio do qual havia urna cesta
de flores contendo um leo ; quatro arvore, cu-
jos galbos cobriam urna parte do tacto pintado
de cu, pareciam dar sombra- i esse ninho deli-
cioso, e supporlavam-lhe as cortinas. As corti-
nas das jinelUs eram de tafet, o ornados de
paysagens ligeiras, pintadas por Larragio.
Note-se que isso era apenas urna mansarda, e
que a habitagio era apenas urna casinbta de
phantasia, porque Mr. Beaujou, recebedor geral
das finangas de Rouen, habitara e palacio do
Evreuv que havia pertencido madama de Pom-
padour, ao marquez de Marigny e Luiz XV, e
devia mais tarde tornac-se o palacio do Elyseu.
[Jaurnai du Eamt.)
ouro (planta) que brotavam da propria aridez da
trra.
E ludo a trazia to embebida, to enlevada,
que pareca nunca ter visto urna arvore, ou ou-
vido o trinado de um canario, o mugido de um
boi, ou o balido de urna ovelha. Bata palmas
de contente mais pequea cousa : alegrava-se
vista das flores eotr'abrindo-se risonbas no
meio do3 prados, ao espectculo de urna chami-
n laucando de si ondas de fumo : causavam-lhe
prazer as diversas paysagens que lhe representa-
vam, ora urna ermida, ora urna cidade, ora um
ro, ora a immensa linha do horisoole, e ora fi-
nalmente um pinta-roxo empoleirado no raminho
de urna arvore. Nada perda do que via, como
acontece urna pensionista, quem levam pela
primeira veza opera.
E' porque as pessoas que amam sao as que
melhor sabem comprehender a natureza, e Ali-
na amara seu marido com lodo o ardor de
urna alma apaixonada, e sabia que era tam-
bem amada por ello. Por isso nada do que se
passava ao redor delta lhe era indifferente. Essa
agradavel certeza, que faz nascer a conlianca no
amor, dava ao espirito da condessa urna anima-
cao e urna vida singulares. Via tudo mui diffe-
rentemenle do que teria visto se nao fosse ama-
da : porque teria passado infeliz ou desasocega-
da, por todas essas cousas, que ora provocava a
infantil admiragio da sua felicidade, sem para
ellas reparar : porque teria tido para os esplen-
dores de maio, para as peripecias e incidentes
da jornada, para as montanhas que suba e des-
oa, para as lindas paysagens que se lhe descor-
tinavam repentinamente ante os olhos na volta
de um caminho, a triste indfferenga de urna al-
ma entregue s ao seu cuidado. Amante e ama-
da, pelo contrario, ludo quanlo via parecia-lho
novo, e langava sobre a natureza esse olhar, que
bem se pode dizer, transforma todas a cousas
dando-lhes urna cor brilhante ou sombra, con-
forme a disposigio interior do nosso corago.
Ora o corago de Alina pulara de satisfeito e
contente : e pois transmitlia a sua pureza e bri-
Iho tudo quanto a rodeava ; era a sua propria
luz que colora a paysagera ; era a sua propria
alegria que faziar os passaros gorgearem as ar-
vores: era infantil mevimento de suas mozi-
nhas, batendo urna na ontra, que fazia as ando-
rinhas adejarem por cima de sua cabega : era fi-
nalmente a propria scentelha dos'seus olhos
azues que fulgurara seus ps sobre a alcatifa
brilhante dos prados. Dir-se-ia que aahindo de
Pars levara comsigo urna grande provisio de
bellos das, cujas manhias com prazer via ella
erguerem-se urnas a pos outras I
Oh 1 que dias, que horas deliciosas I E como
rpido passava o tempo para essa joven embebi-
da em suaves conversagea com seu marido so-
bre os cochins da sombra carroagem 1 To fe*
lis, lio enlevada se achava, lio cheia de f e de
esperanga no futuro, que mal notou a melanco-
la de Christiano, o qual s por sobresaltos par-
tecipava da alegria de sua consorte, sendo que
ao contrario augmentara a sua preoecupagio i
medida que se aproximava do termo da viagem.
Qual seria a causa dessa tristeza moral que
Christiano procorava com todo o cuidado occul-
tar aos olhos de Alina ?
Alina estava tio looge de pensar que no desti-
no de seu marido ou no seu proprio destino exis-
tia um ponto negro, precursor de alguma desgra-
na, que se satisfazla com qualquer desculpa no
intento de explicar a silenciosa attitude de Chris-
tiano, cuja causa attribuia fcilmente fadiga
allegada por elle.
Alm disto achava-se elle n'um desses mo-
mentos de enlevagio em que tudo se une para
tonar a alma tranquilla e serena. A distinegio
occasiooada peta mudanga de lugar completava a
pereoe voluptuosidade que resulta do entreteui-
mento sos : ioteiramente dedicada ao seu ma-
rido possuia esse capricho smavel de pensamen-
to que condiz com a plenitude da possessao de
mil ingredientes preciosos, e faz eovolverem-se
com o sentimento mais intimo todas assensages
delicadas que no espirito despertam as cousas
que se v, e que se observa. Urna vez abalou
vivamente o brago de Christiano, que se achava
absorvido nos seus pensameotos, para faze-lo ad-
mirar prodigio I urna leileira que passa-
va montada sobre o seu burro, e obriga-lo a con-
vir em que a rapariga era linda, e o animal bo-
nito.
Em summa Alina era feliz, e feliz dessa feli-
cidade que tudo doura ao redor de nos o futu-
ro e o honsoote, a noite e o passado, a sombra
e o sol I
A joven se entregava, pois, com arrebatameoto
s seduccoe3, que lhe proporcionava a jornada,
sem pensar em que esta viagem livesse talvez
para seu mando um Om oceulto, importando-
Ihe pouco que a carruajera fosse sombra, ne-
|-gros os apparelhos, e mudo o cocheiro, por isso
que ella conservava em sua propria pessoa um
canto de amor, especie depassaro sempre oceul-
to, mas sempre agarrado ao corago.
Entretanto haviam j dez ou doze dias que a
carruagem negra tinha deixado Versailles. Na
vespera Alina ceira alegremente era Florac ;
flzera-se servir de trutas de Merault e desse
vioho famoso de Laroque, cuja reputagio bem
merecida se estende al 20 ou 30 leguas as cer-
canas : isto quer dizer que o conde e a coodessa
desde a vespera haviam locado j em territorio
de Languedoc. Alina saudira com enthusias-
mo essas montanhas pedregosas.essas plantlgdes
crescidas, essas campias floridas plantadas de
vinhis, araoreiras e onveiras, e as grandes ma-
tas de caslanheiros, eolio mui frequentes, e hoje
mui raras as provincias do sut.
No momento, em que vamos fazer o nosso
leitor assistir de novo conversagio dos dous
vajores, a qual durante os dez dias fora quasi
sempre substituida pelas enthusiastas impressdes
de Alina, os primeiros clars de um bello ere.
pasculo de maio vio dourando no aorsoote os
cumes elevados dai Cvennos,
S^ alguem, passando por acaso cavallo sobra
a estrada deserta que segua a carruagem,houves-
se laogado tambem por acaso os olhos atravz
dos vidros abaixados e que tremiam com os so-
lavancos occasionados pelo mo caminho, de
certo nio poderia contar urna exclamagio de sor-
preza descobrindo no interior do pesado vehculo
um dos quadrosmais deliciosos, que pode o acaso
oTerecer um yiajaote. A condesas Alina dor-
ma : mas dorma como dormera as mogas boni-
tas, que possuem o dom de nio so toroarem dis-
formes nesse abandono do seu corpo, e quera
urna especie de casquilhara natural poupa a al-
froota das ms e ridiculas posiges nesse esquo-
cimento de si proveniente do somno.
Era impossivel imaginar-se cousa mais bolla o
elegante do que o perfil adormecido de Alina
meio embrulhada n'uma capa de selim escuro.
A sua bocea entr'aberta deixara passar a respira-
gao calma e quasi iosensivel por entre uota fi-
teira de finos denles, alvos e unidos, e suspen-
da delicadamente as puras extremidades de um
labio, oode pareca pousar o sorrso sem cessar.
A encantadora joven se achava entio entregue
esse dooe somno da innocencia, lio celebrado
e ao mesmo tempo tao analhemalisadol Somno
que nella produzia tal enlevo, e atlractivos taes.
que para o homem, que a possuia, devera ser
urna contemplago insaciavel e irresistivel I Ain-
da que nao livesse consciencia de si, nenhum
dos seus encantos havia desapparecido. As pre-
gas do seu vestido eram brandameote agitadas
pela brisa : a belleza do seu eolio nada, tinha
perdido de sua deslinego : a languidez harmo-
niosa do seu geito conservava a.mesma elegan-
cia : as faces apresentavam a mesma transpa-
rencia, e os olhos fechados a mesma sereaidade :
finalmente os seus cabellos sollos se pareciam
com as ondas indecisas dessas nuvens delicadas
que no cu sio afagadas pelo brando sopro do
brisa.
A*.ima delta, nos tepidos vapores da noite e da
manhia, pairava sempre o invisivel ideal : o en-
lo nesse dia que como os demais, se ergua, em
quanto que os passaros, a aragem, e os perfumes
se desperlavam em torno de Alina, ao ver-se a
graciosa posigao desse somno seductor, ningera
dira que a aurora ali se nio inlrometlera com Os
seus rseos dedos.
Mas, ao aspecto de tanta belleza junta exores-
sio de felicidade expargida sobre o semblante da
condessa, o viajante favorecido que assim a po-
desse entrever e admirar, niodeixaria ao mesmo
lempo de perguotar i si mesmo que grande cui-
dado poderia tornar sombro, ao lado dola, o
semblante do seu companheiro de viagem.
( Conf*riMir--*)
l fttsVr.W. D M. f. Di fAjliA. -lew.


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