Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09250


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Full Text
A1I0 IIIT1I HOMERO 48
Por tres mezes adiantados 5|000
Por tres meies vencidos 6S0U0
%-
QWRTA FEIBi 27 DE
Por anno adiantado 19JO00
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
BNCARREGAD03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
r/rahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Maaoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AIUIDA UUS UiKU&XUS.
Diinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Csruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
uricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manba)
lili.
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manha.
9 La nova as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 6 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
Segunda: Ss. Cezario e Dioscoro mm.
Terga: S. Torqusto are. m. ; S. Nstor b. m
Quarta. S. Leandro are. ; S. Bessa m.
Quinta. S. Roroao ab. ; S. Pompilo m.
Sexta. O precioso sangue de Jess Christo.
Sabbado. S. Simplicio p. ; S. Jovino m.
Domingo. S. Hemeterio m. ; S. Cunegundes.
AUDIENCIAS UUb RIUUNaE DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Reiacao: temas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : lerdas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SjL*
Alagoas, o Sr_Claudino Falcao Dias ; Babia,
Sr. Jos Msrllns AWes ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBCO.
O propietario do diario Manoel Figneiroa da
Paria, na su Imaria presa da Independencia es
6e8.
PARTE 0FFIC1AL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 23 de fecereiro de 1861.
Ollicio ao coronel cora man ianle das armas.
Respondo ao oflicio que V. S. me dirigi em 14
do corrente declarando que pode autorisar o di-
rector do hospital militar a mandar fornecer rou-
pa aos africanos era servigo naquelle estabeleci-
mento, sendo seis cai-as, seis saias e um co-
bertor cala urna das pretas Rachel, Generosa,
Mara e Clara e um cobertor, seis omisas o seis
calcas ao de nonie Jos.
Dito ao mesmo.Respondo ao oflicio que V.
S. me dirigi em 21 do corrente remeticndo-lhe
por copia o aviso do 18 de Janeiro ultimo em que
o Exm. Sr. ministro da gueira, declarando ter-
somandado suspender, a contar do 1 de julho
do anno prximo passalo,a consignago que dei-
xou na corte o alferes Manoel de Paria Lemos,
determina ao mesmo tempo que se ajuste contas
este ollieial no caso de ainda se nao ter isso
verificado.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar passar
escusa do serrino do exercito ao 2 sargento do
4o batalho de artilharia a p Manoel Jos de
Castro Vianna, de que trata o seu (rflicio de 15
do corrente, o qual j recolheu ao cofre da tho-
souraria de fazenda, como constou de conheci-
mento datado de hontem, a quantia do 7OOJ000
ris na conformidade do art. 12 do regulamenlo
de 23 de seteoibro de 1859.
Dito ao mesmo.Uecebi com o officio de V.
S. datado de 20 do correte copia do que Ifie di-
rigi o delegado do cirurgio-mor do exercito in-
dicando os segundos cirurgies do corpo de sa-
de do exercito Drs. Mauoel Euedinodo Reg Va-
leoga, Flix Moreno Brando e Joo Hooorio Bi-
zerra de Menezes para preencherem os lugares
de segundos cirurgies do hospiUI militar, e te-
nho a dizer-lhe ora resposta que approvando se-
melhante indicago, vou leva-la ao conhecimenlo
do Exra. Sr. ministro da guerra para resolver
doGnitivsmente o que julgar raais conveniente.
ito ao inspector do arsenal de marioha.
Mande V. S. admitltr ni coinpaohia de apreudi-
zes artfices desse arsenal o menor orpho Apo-
linario dos Santos Almeida, quo Ihe ser apre-
sentado por parte do Dr. Manoel Ferreira da
Silva.
Dito ao comman lano do corpo de polica.
Pode V. S. mandar eogajar no corpo sob seu
commaodo o paisano Laurenlino Flix de 011-
veira, que foi julgado apto para isso como cons-
ta do seu ollicio o. 89 desta data.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Attendendo ao que solicitou o commandaote su-
perior da guarda nacional de Garanhuns em olli-
cio de 13 de Janeiro ultimo, que se refere a
sui ioformaco de 14 deste mez sob o. 118, de-
termino a V. S. que mande por disposico do
mesmo commandaote superior s quantia do 25$
em que importa a despeza a fazer-se com a con-
dugo de lirros e mais objectos de expediente
mandados fornecer pela presidencia.
O foriiecimeiito de taca objeclos autorisado pelo
art. 80 da lei de 19 de setembro de 1850, cum-
prehende implcitamente a sua conduelo, sem
o que seria impossivel na maiur parle dos casos
realisar-so esse fornecimeoto, que rasoavelraen-
te nao se p^de entender do espirito e razo da
citada disposico que deva correr por conta de
Su o m o tiyer requisitado, como na hypoihese da-
a ; pelo que improcedente a impugnarlo feita
pela contadoria dessa thesouraria a esse paga-
mento.
Dito ao mesmo.De conformidade com o ofi-
cio do inspector do arsenal de marinha constante
da copia junta mande V. S. recolher ao cofre
dessa thesouraria a quantia de 2 947$159 ris que
o gerente da companhia pernambucaua de nave-
gado cosleira lem de pagar pelos concertos fei-
tos no engenho do vapor Iguarass pelo mesmo
arsenal.
Dito ao mesmo.A' vista do requerimento por
copia incluso mande V. S. abonaremos devidos
tempos a prestaco de 25)000 que o tenento do
corpo da guarnico da Baha Joaquim Caetaoo
dos Res pretende consignar de seu sold nesta
proviocia a cootar do 1 de margo at o fim de
juoho deste anno para ser entregue ao tenento
Leopoldo Borges Galvo Ueha.Communicou-
se ao commandante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Nos termos de sua inforraago de hontem sob n.
71, mande V. S. pagar em duplcala, logo que
for possivel, a quantia de 580J220 ris que se
est a devr a Francisco Antonio Correa Cardoso
proveniente do objeclos de ferro e brome que
vendeu para as obras do raio do sul da casa de
deteugo, e cujo pagamento j se ordenou por
ofBcio de 26 de novembro do anno prximo pas-
sado.
Dito ao mesmo.Logo que for possivel mande
V. S. pagar em dioheiro, conforme indica em
sua inforraago de hontem, sob n. 70, a quantia
de 603$920 lis, que se est a dever a Luiz de
Franca Souto pela pintura que fez no edificio em
que funeciona a assembla provincial e na casa
de delencao, ficando sem effeito os officios da
presidencia pelos quaes se maodou efluctuar esse
pagamento em apolices.
Dito ao director do arsenal de guerra. De
conformidade com o ofcio que me dirigi o co-
ronel commandante das armas, sob n. 263, e da-
ta de 22 do corrente recommendo a Vmc. que
mande substituir por outros os 60 lenc.oes ltima-
mente fornecidos ao hospital militar, visto serem
alies de fazenda de m qualidade, e nao terem o
comprimento de duas varas. Communicou-se
ao commandante das armas.
Dito ao juiz de paz do 2 anno em exercicio na
freguezia de Seriohem.Respondendo o oflicio
que Vmc. me dirigi em 10 do corrente tenho a
declarar-lhe que- designo novamente o da 7 de
abril prximo vindouro para a reunio da junta
de qualificacao dessa freguezia, visto que, se-
gundo me communica Vmc. em seu citado offlcio
nao pode ser installada a referida junta no dia 3
de margo designado em meu oCficio de 2{ de
Janeiro ultimo.
Dito ao director do collegio dos orphos.Cer-
ta do conledo de seu oflicio de 21 do corrente,
tenho a dizer em resposta que pode Vmc. elevar
a 70 libras o fornecimento de carne verde feito
diariamente a esse collegio, e bem assim pagar a
razo de 160 ris a libra de pao, isto smente
em quanto persistir o prego actual da farinha de
trigo, devendo, logo que esta baixar, ser o pao
fornecido pelo prego de hoje, procurando se ou-
tro foroecedur se-assim couvier. Communicou-se
a thesouraria provincial.
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo a que o juiz municipal da 2.* vara desta
idade representou que achando-se gravemente
enfermo o tabellio de notas Francisco Baptista
de Almeida, 6 sendo avultado o expediente que
corre pelo seu cartorio nao poder ser bem de-
senapenhado porqualquer dos tabelliaes coropa-
nheiros, resolve, de conformidade com o art. 1.
do decreto n. 1294, de 16 de dezembro de 1853,
nomear a Loiz Francisco Brrelo de Almeida para
servir temporariamente aquello oflicio.
Dita.O presidente da provinca resolve, de
conformidade com a proposta do Dr. chefe de
polica, nomear o tsente Jos Cunegaades da
Silva para o cargo de delegado do termo de
Barreiros.
Dita O presidente da proviocia, tendo em
vista o oflicio do delegado da reparticao da* tr-
ras publicas datado de 19 do corrente resolve de
conformidade com o art. 30 do'regulameuto de
39 de Janeiro de 1854, nomear juizes commissa-
rios de medicoes das mesmas torras nos lugares
abaixo declarados os cidados seguiotes :
Manoel da Rocha Los, para o municipio da
Escada.
Major Vicente Ferreira Padilha Calumby, para o
do Bonito.
Pantaleo de Siqueira Cavalcante para o de
Cimbres.
Bacharel Sebastio Antonio Accioll Lins, para o
de Serinhem.
Dita. O presidente da provincia, atten-
dendo ao que Ihe requereram os negociantes
Aranaga Hijo & Companhia, consignatarios da
barca nacional Iris, resolve conceder permissao
para Jos Joaquim da Silva matricular-se, inde-
pendento de apresentago de carta de piloto, co-
mo capito da raesraa barca na viagem que es-
t destinada para o Rio de Janeiro, devendo o
referido capito assigoar termo na capitana do
porto, pelo qual se obrigue exhibir a predita
carta para outra qualquer viagem.
Igual concesso foi feita para a matricula de
Bernardo Augusto de Carvalho, como capito do
brgue escuna Negraes.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio aos Srs. Saturnino Jos da Silva e Jos
Ignacio de Carvalho.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda declarara Vmcs que opportu-
namenle ser levado ao conhecimenlo do corpo
legislativo o objecto da3 represenlaces que Vmcs.
Ihe dirigiram em dala de 7 e 8 de Janeiro lindo,
relativamente s irregularidades da elelco de
eleitores, a que ltimamente se proceden na pa-
rochia de Gabrob, e bem assim o protesto que
veio annexo urna das preditas reprcsen'aces.
Dito ao bacharel Joaquim Thejtonio Soares de
Avellar, juiz municipal de Ingazeira.O Exm.
Sr. presidente da provincia manda aecusar rece-
bido o oQlclo que V. S. Ihe dirigi no Io do cor-
rente, participando ter deixado nessadata o exer-
cicio de seu cargo para fruir os dous mezes de li-
cenca que Ihe foram concedidos por portara de
1<* de Janeiro ultimo.Fizeram-se as communi-
cages do costurar.
DESPACHOS DO DIA 23 DE FEVEREIRO DE 1861.
Requerimentos.
3895.Aranaga Hijo & Companhia. Passe
portara concedendo permissao para matricular-
se o capito independente de apresentago de car-
ta de piloto, na viagem que est destinado o
navio, ficando porin obrigado a mostrar-se habi-
litado para outra qualquer viagem.
3896.Antonio Estanislao de Carvalho. In-
forme o Sr. director da nstruccao publica.
3897.Augusto Elysio de Castro Fooseca.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da, ouvindn o da alianJega.
3898Francisco do Souza Guerra.Requeira
ao Sr. inspector da thesouraria da fazenda a li-
quidago da divida.
3899.Francisco Baptista de Almeida.Passe
portara concedendo a licenca de tre3 mezea re-
querida; para o supplicante gozar della dentro da
provincia. Quanto segunda parte providenciou-
se pela forma que representou o juiz municipal
da segunda vara.
3900.Carolina de Azevedo Carvalho .Siqueira
Varejo.Informe o Sr. director geralda instruc-
co publica, ouvindo a directora do collegio dos
orphos.
3901.Francisco Antonio Correia Cardoso.
Dirija-se thesouraria de fazenda. *
3902.Ilenrique Augusto Millet.Informe o
Sr engenheiro director das obras publicas.
Isabel da Silveira Miranda Seve e outra.Vol-
te ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda pa- '
ra expdr o mais que Ihe occorrer.
3903.Joaquim Garca dos Santos.J foi re-
mettida a guia em 24 de Janeiro findo.
3904. Joaquim Theophilo Lima. As passa-
gens de estado s podem ser concedidas a era-
pregados pblicos e militares.
3905.Luiz de Franja Souto.Drija-se a the-
souraria provincial.
39i)6.Maria Salom do Siqueira Varejo.
Nao lem lugar.
3907.Manoel Alves Guerra.Posse portara
concedendo permissao para matricular-se inde-
pendento de carta, o espilo de que se trata na
viagem que est destinado o navio, obrigan lo-
se a presentar a referida carta para outra qual-
quer viagem.
3908.Narciso Duperron.Indeferido por ser
contra lei expressa a pretenco do supplicante
que pode ouvir as lices do curso.
EXTERIOR.
A paz com a China.
Paris, 19 de dezembro de 1860.
Est assignada e ratificada a paz com a China.
E' urna noticia feliz, e pela qual nos devemos fe-
licitar, por qualquer lado que a encaremos.
Nao carecemos dzcr que o primeiro de todos
os motivos de satisfago ver cessar a effuso do
sangue, mormeote em urna questo em que os
que sao chamados a derraroa-lo, qualquer que
seja a bandeira sob que militem, quasi que sao
completamente desinteressados. iDglezos, Fran-
cezes e Chioezes, s pela estultice e m f do ga-
binete de Pekin, haviam sido arrestados a um
campo de batalha que uns nenhum desejo tinham
de ir procurar tio longe da palra, e outros, que-
ro dizer, os Chioezes, nao seatiam grande incli-
naco a sustentar, porque para elles to estran-
geiros sao os Mantchoux como os Erancezes, os
Inglezes ou os Likhs. J data de longe a verdade
que dizia o poeta :
Quidquid delirant reges plecluntur Achivi.
Nenhuma razio, nem mesmo a esperanza da
gloria, nos poderia fazer ver sem pezar a conti-
nuaco deste conflicto. A honra real que nos po-
deria dar seraelhaote expedico nao eslava em
bater indisciplinadas multiddes e mal armados
Chinezes, mas sim em mostrar a rapidez eora que
nos hoje fcil mandar um corpo de exercito'
distancia de 6,000 leguas das nossas costas. '
Sob este ponto de vista logramos plenamente o
nusso intento, e quando, reportando-nos a trinta
annos a esta parte, nos lembramos do quanto
tempo foi mister para organisar a expedico de
Argel, devemo-nos admirar dos progressos de
nosso poder martimo e militar, porque apenas
decorreu um anuo depois do dia om que pelo te-
legrapho soubemos do insulto feito ao nosso ple-
nipotenciario, at que, victoriosas as nossas tro-
pas e de posse do palacio do imperador, irapo-
zessem a paz ao inimigo, mesmo dentro dos mu-
ros de Pekn.
E' este o ponto verdaderamente instructivo
deste episodio militar; quanto ao mais, achamos
razo ao general de Montauban, que depois da
victoria nao se dignou apaohar as bandeiras dei-
xadas pelo inimigo.
E nao tambem sem algum prazer que vemos
fechar-se urna fonle consideravel de despezas que
pesavam immensamente sobre o commercio, com
detrimento manifest dos nossos negocios. E'
taire* sob esto ponto de yista. que os infeliz*!
Chinezes. sem o saberem, nos causaram a maior
somma de mal.
Estas despzas, de que se affectava talvez nao
prever o fim, erara de fado importantes, e devem
ser ainda urna lico para nos. Nao se pude pre-
cisar exactamente o que tero sido, mas parece
provavel que por parte da t'raoga subiro ellas a
urna centena de milhoes. E' bem caro, sem du-
vida, para urna expedico que nao levou urna de-
zena de mil homens, o d um termo medio de
mais de 10,000 francos porcombalente ; mas fa-
remos notar que os Inglezes que nao erara um
terco mais numerosos do que nos, e que da India
tiravam a maior parle de seus recursos, ao passo
que nos eramos brigados a mandar lulo da En-
ropa, isto de urna distanciaquadrupa, preten-
den] ter j dspendido pela sua parlo para cima
de 200 milhes. Quizemos andar com rapidez, e
razao de o t'azer tivemos; mas em toda a parte
caro cusa a rapidez, e no mar mais caro ella
do que em qualquer outra parte.
Ao simples annuncio da expedico, subir a
procos fabulosos o treta para os mares da India
e da China, e ainda tivemos de comprar grandes
vapores, como, por exemplo, o Veser, o Europen,
etc. ; o prego do carvo havia acompanhado o
movimento, o desde o principio tivemos de com-
prar 70,000 toneladas, etc., etc.
Estes arligos de despeza, e outros que pude-
riamos citar, explicam a somma total, que nao
inferior ao que deveriamos esperar. Depois, es-
tando assignada a paz, devemo-nos julgar auto-
rizados a considerar a maior parte, se nao a to-
talidade destas despzas, como adiaotameulos
que nos devero algum dia embolsar os Chine-
zes.
Outra razo que temos para nos felicitarmos, e
essa talvez mais importante q vir a paz por termo a urna siluago que teria po-
dido tornar-se para nos origem de grandes era-
baragos. Nunca tivemos inquietago a respeito
do resultado das operagoes militares, ou para
melhor dizer, s tinhamos urna; e era que nos
nao levssse a victoria mais longe do que era nos-
so interesse irmos. Era impossivel deixar im-
pune o insulto que nos havia sido feito, e absur-
do teria sido, engolindo essa alTronta, que de ora
em diante ticassemos sera meio algum legal de
regular nossa situago internacional para com os
Chinezes, mas para receiar tambem era que, sem
o querer, ultrapassassemos as raias. Necessario
era castigar o inimigo, mas igualmente necessa-
rio tambem era nao o destruir. Ora, na situago
actual do imperio chinez, no meio da anarchia
que j devora a maior parte do seu territorio,
quasi cerlo que, se se houvesse prolongado a
guerra eslrangeira, e que se, como vencedores,
livessemos de oceupar a capital por muito mezes
sabe Deus o que seria da dyoastia dos Mantchoux
ede toda a apparencia de governo regular.
O quo seria ento oa China ? Sao admissiveis
todas as hypotheses, excepto as ue nao ize3-
sem surgir de semelhant situago grandes em-
barazos para a poltica europea, que sem duvi-
da ja bastante rica se acha de assumptos de dis-
cordia, sem que haja necessidade de fornecer-
Ihe novos.
Ainda nao conhecemos o teor do tratado que
foi assignado a 26 de outubro, entretanto os pre-
cedentes nos autorisam a crer que as s jas dis-
posijoes geraes deve elle differir muito pouco do
que havia sido assignado era Tien-tsin no mez de
juoho d6 1858. Nao querendo exigir mais de
um inimigo que se achava na terrivel posigo de
conceder ludo, terao dado os plenipotenciarios
desi'arte nao s provas de bom gosto, mas tam-
bem de boa poltica. Depois esse tratado satis-
fazla pouco mais ou menos todas as exigencias ra-
7oaveis da situago dos estrangeiros na China.
Aos olhos de todo o homem sensato os princi-
pios que elle contm bastam para assegurar aos
europeos seus direitos legtimos ; o ponto deli-
cado achar-se-ha na execugo, que sem duvida
ludo deixar a desejar. A este respeito nao se
deve eontar nem cora a boa vontade, nem com
a boa f dos mandarina.
A ligo que lhes acaba de ser dado nao os cor-
rigira nem da sua corrupgao, nem da cega infa-
tuago, que e por muito tempo ser o princi-
pio que os dirigir em suas relaces com os es-
trangeiros.
Para fazer que a paz dure por tanto lempo
quanto fr possivel durar, mister que se apoie
a nossa esperanga na sabedoria e moderago dos
nossos representantes, e na firmeza com que sa-
bero modificar o que tom s vezes do excesivo
o espirito de empreza de seus concidados.
_ Na preseoga de adversarios to traeos como
sao os chinezes, devero elles mostrar no seu
procedimenlo rauita longanimidade, principal-
mente-agora que o novo tratado lhes offerece,
para obter salisfagao de qualquer ofTensa, meios
que antes nao possulam.
A residencia em Pekin dos plenipotenciarios
acreditados de um modo permanente junto ao go-
verno central, sem duvida facilitar a conservado
das boas relagoes, permettlndo ao gabinete impe-
rial ser d'ora em dianle melhor iuformado dos
seus negocios com os estrangeiros do que at
agora o era; e fazendo com que as autoridades
das provincias lemam os esclaricimentos que a
diplomacia das potencias possa communicar ao
governo da capital. De outro lado nao convem
tambera exagerar o alcance de certas consecuen-
cias que trar a nova ordena de cousas. E' cer-
to que o prestigio, j to enfraquecido. do poder
do imperador, Qcar ainda mais diminuido aos
olhos dos seus subditos.
Na imagioago dos Chinezes. o imperador, fi-
Iho do co e irmo do sol, e revestido de attri-
buigoes preponderantes sobre as divindades infe-
riores do seu pantheoo, era tambem o chefe su-
premo da especie humana. Reduziroseu governo
a tratar de igual para igual com as nages que
por seus vassallos sao consideradas barbaras. di-
minuir-lhe consideravelmenteo prestigio ; e um
al tentado horrivel contras religio do Estado.
A insurreigo que jcircumda de todos os lados
e cuja origem remonta to claramente s primei-
ras victorias alcangadas pelos europeos sobre as
tropas imperiaes, vai tornar-se mais forte e em-
prehendedra. E' um resultado necessario, que
convem saber fazer enirar nos nossos clculos e
de que desde j de utilidade procurar avaliar a
importancia.
Podemos pois prever que ser ainda a China
tneatfo de grandes acontecimentos, e talvez seja
de prudente espirito nao cousiderar a paz que
acaba de ser assignada, seno como tregoa e ro-
pouso na estrada em que entramos.
Nao menos verdade, entretanto que depen-
',.cerl Pt0- a duragio desta tregoa da
sabedor e moderago que souberem mostrar as
potencias europeas as suas relagoes com a Chi-
na, sendo de esperar que se nao desriaro ellas
do papel que lhes tragara as leis dehumanidade
e a consciencia dos seus iateresses bem enten-
didos.
Xavier Raykond.
______ [Prtat$)
O governo representativo.
Paris, 1 de dezembro de 1860.
as questoes de liberdade sao diversas as opi-
nioes, segundo se referem ao direito oi forma,
apparencia ou realidade..
Ha opinies para as quaes a liberdade apenas
orna palavra ; a revoluco francesa inteira nao
passou de um grito de liberdade e um exercicio
de tyi-auaia.
S na manutengo da ordem que a liberdade
se realisa ; e eis-ahi porque toda a revolugo
que se faz com o fim de desmoronar as leis de
urna sociedade, depois de haver invocado a li-
berdade. forgada-a restabele:er o despotismo.
Eis porque tambem os defensores naturaes da
sociedade, u questoes que tocam liberdade.
teem o coslume de procurar o fundo das cousas,
em vez de se limitarem superficie e s appa-
rencias.
E' esta, em duas palavras, a explicago da
nossa reserva, a respeito dos decretos que acabam
de excitar o enthusiasmo de alguus.
Era todos os lempos encontrara-so desses pe-
tulantes : de que falla Tcito, que applaudem
antes de julgar ; irrumpU adulatio, pessimum
ven affecius venenan. Ao menos permittiam que
aq-ielles que menos facis sao de se exsltarem,
cstudem o alcance e importancia dos actos, afim
de darera valor approvago ou evitaren) os en-
gaos.
Depois, nesta questo de liberdade constitu-
cional, inopiualamente agitada pelos jornaes que
pareciam dever ostar o menos possivel dispostos
a entrar era semeihantesdiscusses. ha urna ag-
glomerago de ideas, que a lgica nao poderia
penetrar sem perder-se as luses e paradoxos.
Nao basta apenas o inquerir a respeito da roa-
neira de fazer as leis ; um tanto mais profundo
do que isto o direito de faz-las. E mesmo'
sem examinar a naturezn philosaphica desse di-
reito, pelo menos urna grande questo esluda-
lo luz dos costuraos, das leis e das necessida-
desde cada povo.
E' oque anles da revolugo de 1848havia feito
ura escriptor, cuja autoridade nao recusaram os
joma es enlhusiaslas.
Introduzio-se na Franga, dizia elle, asinsti-
luigoes polticas da Gra-Bretanha, deixando de
lado lodos os usos que na Inglaterra aperfeigoam
e fecundara essas insliluigdes.... Na Inglaterra a
maior parte das questoes importantes, anles de
serem levadas ao parlamento sao aniecipadamen-
te aprofundadas e discutidas em muitas reuuioes
polticas e particulares, que sao como outras tan-
las pedras de moioho que Unpara, pisam e amas-
sam a materia poltica, anles que va grande
machina parlamentar. Quando o membro da c-
mara dos communs chega a Weslminster, tem j
pleno conhecimento de todas as questoes que se
devem apresenlar durante a sesso : porque j
muitas vezes tomou a palavra em grande nume-
ro de meelings ojantares e sustentou frequentos
dscusses nos clubs de que fazia parte...
Na Franga o avesso : o deputado que che-
ga i cmara sabe apenas de^ontroversia poltica
o que lem lido no sen jornal, e nao enconlra oc-
casio de profundar a opinio e exercitar-se as
lulas parlamentares para a grande luta da tri-
buna.
O direito de associago portanto a base fun-
damental de um governo representativo.
Assim se exprima o escriptor. E nao parava
nesse direito fundamental de un governo repre-
sentativo, a associacao, ia adianle e examioava
os meios de tornar seria a dscusso das leis.
Queria-a completa, e da adopgo das leis procu-
rava arrodar qualquer sorpresa, subordinando-a
a coodico de tres leil-iras, como se pratica na
Inglaterra. O escrpulo estendia-se a ponto tal
que era sua opiuio que a maioria ou minora se
nopodia alterar no voto definitivo, pela ausen-
cia do ura membro da dimita ou da esquerda,
sendo mister que houvesse a mesms differenga
entre os ausentes dos dous lados para que o equi-
librio fosse constantemente tal qual o tinha feito
a vontade soberana dos eleitores.
Compreheode-se isto bellamente. Era um sys-
lema perfeito e completo de parlamento ; tinha
sua base na associacao o realisava-se pela li-
berdade da dscusso e pela sinceridade do voto.
A tudo isto acresceutai que nesse systema era
obrigada a publicidade, ea lioerdade da impren-
sa.sem que fosse ahi precisamente iudicada.dedu-
zia-se lgicamente da liberdade da associago e da
do parlamento. E'alm disto o escriptor, cujo no-
rae nao carego mencionar, havia apresentado essa
liberdade em relevo, era todas as suas obras, e
mormente na que tinha por objecto apresenlar
como em urna moldura poltica, as ideas apo-
leoninas.
Eis ahi, pois, urna agglomerago de ideas, e
era islo outra cousa que nao um simples modo de
liberdade na deliberago das leis. Ahi havia mo-
tivo e causa para exame, e digamos, se o quiz-
rem, para approvago e eolhusiasmo.
Ora, citamos este exemplo para mostrar que
as questoes desta ordem tudo prendo-se por
um lago poderoso de lgica, e tambem para ex-
plicar a reserva de nossos juizos em urna ques-
to que para o escriptor cujas ideas temos apre-
sentado nao mais do que urna parte da these
da reprosentago politica de um grande povo.
Deixemos pois osle incidente e aguardemos as
explicages. A politica que seguimos tem a in-
feliciiade de obedecer lgica, mas tambem tem
felicidade de nao obedecer paixo. E' infle-
xivol, mas nao injusta. Venha a liberdade ;
sabe-se do antemo que nao nos serviremos della
como de urna arma de desordem, de urna alavan-
ca de destruigo. Promottem-nos independencia I
O mais a que aspiramos a digoidade. Com o
respeito polos direitos vira tambem o respeito
pelas opinies. A Franga nao se preoecupa tan-
to de saber a maneira porque os deputados vo-
taram as leis, como anhela por ver o fim das al-
ternativas de. revolugo, era que tantas veses tem
naufragado as duas liberdades.
(UUnion).
A Austria e a Venbcia.
Tratando desta grsvo e doloroso assamplo nao
fazemos, pn^ m dizer, mais do que cedermos
tambem nento geral da opinio publica
oa Europa.
E' notavel, coro effeito, que a mesraa questo
se ache estabelacida ao mesmo lempo, em Tu-
rin, Vienna, Berln, S. Petersburgo, Paris e Lon-
dres, e que os melhores e mais discretos espiri-
tos, deixando sua reserva ordinaria, tenham to-
mado a tarefa cada qual por seu lado de impro-
visar soluges internacionaes. Evidentemente
estes esforgos iodividuaes, estas combioaces ex-
tradiplomalicas mostram urna grande e univer-
sal preoecupago. Cada qual nao se arrisca, nao
se apressa assim, seno por que se siota instinc-
tivamente na vespera de urna crise decisiva ; se-
no por que, sejamos breves, a Europa inteira
parece temer prxima primavera.
Certamente somos daquelles, que se inclinam
perante a opinio publioa, e que jamis despre-
zam as advertencias que ella prodiga ; mas as
presentes circunstancias nos impossivel com-
prehender o que tem podido causar estes exage-
rados terrores. Estamos convencidos da que a
sabedoria dos novemos, na falta da sabedoria
dos poros, saberi prevenir a repetgo de urna
luta, atora em diante sem objecto.
Sim, a situago da Austria na Venecia de-
ploravel; porm justamente o excesso do mal
que permiti prevenir-lhe o fim. Em Veneza
hoje tudo possivel, excepto o que : quando
as cousas teem chegado este poato, despeito
das amegas e apparencias bellicosss, o desfeixo
se produz de urna maneira inesperada e quasi
sempre pacifica. Os exercitos e as armadas de
nada valem; a looga experiencia da casa da
Austria dere j lito ter cnsJwKlo isto de ha muito
Se os liapsbourg sabem como se ganham as
provincias, sabem tambem como ellas se perdem
e nos nao acreditaramos naquelles, que nos ds-
sessera que em Schaorunu ainda nao se calculou
oque yalem ao justo as ultimas changas d'Aus-
tna sobre a Venecia.
Nao haja engao entretanto sobre o alcance
acto do que Tamos dizer. Nao queremos fal-
lar d Austria nao sor com deferencia e respeito;
nos a temos combalido muito, aqui mesmo, para
que nao a estimemos bastante. ltimamente
anda a leal Jade impunhs-nos o dever de exaltar
a coragem moral desse jovem imperador, que no
da seguinto Solferino nao recuava diante da
tarefa, mais ardua do que se suppe, de inaugu-
rar urna nova poltica. O decreto de 20 de ou-
tubro, nos o temos oceultado, foi um acto de be-
nvola iniciativa; e por que suas habei3 conces-
soes nao foram seguidas dos resultados que se
podan esperar, seria injusto concluir que eram
sem valor. Quando muilo poder-se-hia objectar
que ellas eram bem tardas.
O imperio collocado de novo incompletamente
em suas tradgoes de raonarcha federal nao pode
I encontrar sua base, e com alguraa razao se disse
I que elle vacillava em um circulo de fogo. Mr.
I de Schmerling, cuja nomeago ha oito mezes te-
na sido significativa, hoje nao causa receios. A
Gallicia peticiona, a ungrii agita-se ea Vene-
cia espera.
Bem se sabe o que ella espera. O que far ou
para melhor dizer, o que poder fazer a Austria?
E na Venecia principalmente que o governo
apostlico, sem audacia e resolugao, comraelteu
o peccado de vsgareza. Depois de Vlafranca,
elle nada comprehenJeu, nada decidi, nada
! fez.
! A SardeDha, cedenlo exigencias de situago,
que nao nos cumpre aqui apreciar, illudia
principio aseslipulagoes do tratado de Zurich, e
um pouco mais lardo violava-as abertamonle.
Qual devia ser em tal oceurrencia a atlilude do
gabinete de Vienna ? Seu papel eslava tragado:
restava-lhe raoslrar-se tanto mais fiel sua pa-
lavra, quanto o gabinete de Turln o era menos,
era-lhe necessario executar escrupulosamente
tudo quanto prometiera, justamente por que seu
adversario nao o executava, e ento, mass eo-
tao, elle poderia appellar para a opinio publica
e para a boa f do vencedor do Solferino.
LoDge do seguir esla linba de conducta, a Aus-
tria agarrou-se um jogo sem dignidade como
sem proveito: ella tomou successivameote em
cousiderago as afoutezas e transgresses do Pie-
monte, e denuncou-os Europa diplomtica,
deixando ver em resumo que tudo isto nao Ihe
desagradara inteiramente desde que se quizesse
admillir que a falta de palavra de um dos con-
tratantes desculparia a falta de palavra dos dous
outros. E chegou a ponta de, ella, que censu-
rava justamente Sardenha o dosprezar ao mea-
ra' tempo o texto e o espirito dos tratados, me-
recer a mesraa censura. O que devia ella fazer
da Vooecia ?Urna provincia italiana, governa-
4!? I'alia"at administrada italiana. O que fez
della ?Urna provincia austraca, governada mi-
litarmente, administrada militarmente. Veneza,
hora que estamos, um campo, nao mais urna'
Cidade.
A linguagem do general Garibaldi era revolu-
cionara, a do general Benedeck provocadora.
Oudo pretenden chegar estes dous campees de
de causas to diversas? Creera elles realmente
era urna guerra ineviuvel?Sim, talvez, se
que elics escutam sua coragem ;nao, certamen-
te, se que escutam a razo calma.
Explquemo-nos: a Italia, despeito do en-
thusiasmo guerreiro, que se apoderou della, nao
pode crer-se desde agora, om estado de lutar s
contra urna das primeiras potencias militares da
Europa. Seria lemerilade, at mesmo para o
celebre dictador, flar-se em suas victorias da Si-
cilia e de aples. Ha urna grande distancia de
Calatani e de Palermo Magenta e Solfe-
rino.
Se o general Garibaldi podesse illudir-se este
respeito, de crer que os ministros do rei Vctor
Eraraanuel tomassem a situago em urna conta
mais exacta.
Por outro lado provavel que Mr. deSchemer-
ling veja as cousas diversamente do general Be-
nedeck. Este homom de estado, sem duvida
alguma, tem pesado j as difilculdades de urna
luta nova e visto que ellas reduzir-se-hiam.
Ha urna alternativa pouco tranquilisadors : ou
os voluntarios de Garibaldi triumpharo, o que
parece impossivel, e ento tudo esl dito; ou o
que mais provavel, sero vencidos, poslos em
fgida e morios.
Mais depois ?
_ N
Ponhamos as consas do lado melhor para a
Austria: seu exercito de cento o cincoenla mil
homons nao ter sensivelmente soffrido com esta
nova luta contra os patriotas italianos, e, victo-
rioso, far pezar muito mais ainda sobre a Vene-
cia ura jugo, que a derrota nao poder alliviar.
Seus teld-marechaes continuaram a fallar como
senhores e a fazer mais amiudadaraente alguma
dessas proclamagoes, que sao o espanlo e a dr
do mundo civilisado.
Ser este um desastre de mais, porm nao urna
solugo.
Os povos que combatem por sua independen-
cia eslo revolvidos de ordinario todos os sa-
crificios. No seguate anno um novo exercito
italiano, sabendo de antemo a sorte que o es-
pera, nao deixar todava de apresentar-se s
portas de Veneza. Ahi encontrar o mesmo aco-
: Iho I seja ainda. Mas durante quantos annos po-
der proloogar-se essa guerra inexplicavel ? du-
rante quantos annos a Europa impassivel soflrer
essas inuleis hecatombes?
< Ha ver um meio de acabar com isso, dir-
nos-ho talvez certos jornaes que nao precisa-
mos designar,e seria deixar a Austria respon-
der golpe por golpe, ataque por ataque. Possa
ella escolher nicamente seu campo de batalha,
na Lombardia, ou nos ducados, ou algures, e en-
to nao se far muito tempo esperar urna verda-
deira solugo.
Conhecemos essa solugo e adeviohamo3 as
consequeocias, que seriara felizes de tirar dellas
no caso de necessidade. E' triste, na verdade,
para aquelles que as protegen, que as probabili-
dades nao lhes sejam avoraveis, e que todos os
estados da Europa, bem que obedecendo mo-
vis differenles, Ibes sejam igualmente contra-
ri!.
A Franga por sua parte tem sido fiel s esli-
pulages de Vlafranca : nao culpa sua que as
outras duas partes contraanlos as tenham reci-
procamente violado, porm ella entende dever
exigir que ao menos sejam ellas respeitadas no
que Ihe toca. Isto o mesmo que dizer que
ella nunca consentir, aconlega o que acontecer,
que a Austria de novo se volte offensiva para a
Lombardia. O seu interesse ao Ihe pode per-
mittir que as columnas austracas venham acara-
Jar a duas marchas de renoble. Sua honra nao
he pode deixar consentir em que tomem o que
ella nobremente deu, sacrificando assim os resul-
tados de sua victoria, o confessando face do
mundo que o sangue de seus filhos corrou intil-
mente.
A Inglaterra por seu lado fallou tanto desde o
anno passado em favor da independencia italia-
na, que moralmente, acha-se compromettida.
.Neo una dos seus homens de estado ousaria hoje
repetir qua Italia nao vale nem um shllling.
nena urna gota d<. sangue inglez.
O propino conde de Derby, se a luta viesse a
romper, aconselharia talvez seu paiz que to-
maase o partido de Garibaldi contra Francisco
ii i Auslria na0 d,Ve esquecer islo :quo
ella deixou de ser o soldado continental da Gra-
Bretanha.
Restara, a Russia e a Alleraanha. Ignoramos
se o gabiuete de Vienna nestes ltimos lempos
acrediaou seriamente na possibilidade de urna
nova allianga entre si e os gabinetes do norte :
mas se por ventura elle se illudio este respei-
to, a entrevista de Varsovia deve o ter desenga-
ado bem ornamente.
Elle sabe agora por que prego e com que res-
trictas con iigoes os outros resigoar-se-hiam a of-
rerecer-lhe um concurso Ilusorio.
A Russia parece claramente decidida a fazer
soiTter Austria a pena de talio. Parece que o
gabinete de S. Petersburgo quer regular exacta-
mente seu proceder pelo proceder do gabinete de
vienna ; parece que elle quer fazer com a Aus-
tria na Italia o que a Austria fez com a Russia
na Crimea. Nem mais, nem menos.
O principe de Schwrxamberg dizia que elle
espantara o mundo com a grandeza de sua in-
gratidao, o principe Gortschskoff deseja ins-
trui-lo, e edtlca-lo pela persistencia de seu re-
seniimento. Finalmente, o proprio imperador
A'exandre qui esquecer o que, poderoso como
elle nao poderia conseguir; sua nobreza e seu
povo, que bem se lembram, esto antes delle.
A Prussia nao tem nem um desses resenti-
mentos ; mas em compensago nutre talvez cer-
tas esperangas, que ainda nao ousa comfessar.
E penivel, mas necessario, dizer: um novo
entrjquecimento do imperio servira mui bem
aos interesses de sua realeza, para que se possa
humanamente crer que ella o vera com mos
olhos. Sem duvida que, no momento do peri-
go, ella prodigara sua anliga rival moslras da
mais viva sympathia ; porm poupar-se-hia da
dar um passo ao menos afim do vir em seu soc-
corro. Perdida urna vez a batalha, ella ficaria
quite com alguna cumprimentos de condolencia,
se nao Ihe parecesse mais astuto recriminar os
vencidos e censurar lhes o terem tratado com
muita precipitago.
Quanto ao resto da Allemanha, por mais pre-
venidos e hostia que podessem parecer ao movi-
mento italiano alguns poquenos goveroos e al-
guns jornaesinho's, seria pueril contar com um
concurso activo de sua parte. J se passou o
lempo, em que se tenlava estabelecer como prin-
cipio poltico este singular axioma : que a aervi-
dao da Italia importa a seguranga da Allemanha.
Nao ha alm do Rheoo um homem de guerra
um pouco serio, que nao saiba que a linha do
Mincio nao de modo algum necessaria defeza
da patria comraum. Verona nao um escudo-
para a confederago ; quando muito, urna es-
pada contra a Italia.
As verdaieiras fronleiras da Allemanha esto
claramente tragadas pelo Isonzo, Tagliamento e
pelas linhas de montanhas, que juntam e domi>
nam estes dous cursos d'agua. Alm, cessa o
interesse germnico, e comega a ambigo aus-
traca.
Em resumo, e era qualquer ponto de vista que
se considere a situago, o quo occorre desde lo-
go a impossibildade em que acha-se a Austria
de emprehender urna (al lula, a loucura insigno
que commetteria a Italia provocando-a. Ha aqui
urna questo mixta ; de um lado a Austria nao
Pode deixar-se amputar, sem compensago, urna
parte de seu territorio; de outro lado, muito
natural que os Italianos da Venecia, bem como
os da Lombardia, queiram pertencer 4 Italia.
Desde ento, por quo motivo rejeitar urna
transaego, que garantira ao mesmo tempo os
inleresses e a honra dos dous povos? Mas qual
pode e qual deve ser essa traosaeco?
Eis o que nos resta examinar.
III
Temos vista urna vintena de brochuras, fran-
cezas. italianas, allemas, que todas preoecu-
pa m-se com a situago da Venecia. Cinco ou
sois merecem ser lilas; duas somente abrangem
aqueslao com clareza e indicara urna solugo.
Antes de irmos mais longe e de darmos o nosso
parecer, bom que fagamos errahecer os dous
meios de transaego, achados o propostos por ho-
mens to sabios como intelligentes.
Analysemos:
Ha alguns dias annuociavamos a publicago da
urna brochura, que sob o Ululo de: O Imperador
Francisco Jos lea Europa, tratava fundo a
questo do resgale eventual da Venecia. Depois
de urna rpida leilura nao hesitamos em dizer
que a obra era das mais importantes e destinada
evidentemente causar seosago. Nao nos ti-
nhamos engaado.
Esta brochura, attribuida urna das nossas no-
tabilidades Qnanceiras, um espirito dos mais
elevados e dos mais praticos ao mesmo tempo,
e hoje lida e commentada por toda a imprensa
europea. Os jornaes de Londres e Turin aco-
Ihem-a com sympathia a mais patente ; os jor-
naes de Vienna discutem-a, mas nao rejeitam
absolutamente suas concluses.
Quaes sao pois essas concluses?
O autor faz urna appellago para a providencia
da Europa e para a magnanimidade do joven im-
perador da Austria.
A' Europa elle reeommeoda que intervenha
toda inteira e que regule definitivamente a sorte
da Italia, como regulou a sorte da Grecia, da
Blgica e dos principados romamos.
E' necessario isso, diz elle, para por ura ter-
mo s convulses desta crise inextrcavel; ne-
cessario issso em norae do repouso comraum e
para a honra da civilisago moderna.
Alm disso, intervindo a Europa para dar
urna nova transforraago i todas aquellas, que j
soiTreram os tratados de 1815, nao flear ah.
c Nao ser urna occasio natural de refundir
completamente e reconstituir sobre bases, con-
formes aot progresssos e s novas necessidades
sociaes, o pacto fundamental, sobre o qual so
julga repousar a seguranga dos diversos estados?
A tutella, por muito tempo til sem duvida,
que tioham assumido as cinco grandes potencias,
acaso impediram as revoluces de Praug, da
Hespanha, q> Grecia, da Blgica e da Italia t
protegeu sufficiente as dynsstias e garanti as
possesses dos estados secundarios ?
Ah I certamente o progresso dos costumes,
das instituiges liberaes, o desenvolvimento das
vas de commumeagao, a extenso do commer-
cio, o despertar das nacionalidades, e o respeito
universal que iospira o sufragio de classes at
hoje conservadas no estado de miooridade, sao
signaes, que impem novos deveres s grandes
potencias.
E' tempo de reconhecer todos os estados
o direito de se protegerem si proprios, e de
facultarem-se-lhes os meios para isso, admittin-
do-os lodos participaren! das deliberagoes, cujo
objecto diz respeito ao interesse commnm.
Ao imperador d'Austria o escriptor submetle
considerages, que ainda, quando mais modestas
e especiaos, nao deixam todava de ser mais sor-
prendedoras.
O papel que as flnangas teem por Ora preen-
cner, diz elle, para facilitar o cumprimeoto dos
grandes deveres de justiga, que fazem a grande-
za e a verdadeira prosperidade das sociedades,
e noje por todos apreciado.
Or, qual 6 hoje a posigo financeira da Aus-



(*)
.URIO DI ffBMUHWGQk ~ tria ni Venecia ? A brochura a define en al-
gumas lindas paginas de una loquela clareza.
A Veneci, espoe ella, conta urna populacho
de 2,400,000 almas ; o producto do imposto mon-
ta 70 milhes de francos; e su divida especial
4 7 milhes. Deduzidas as obrigaceea ordina-
rias, o que resta para fazer face umaaccupaco
militar, que s sobre o slo veoezieao nao exige
menos de 150 mil hosnens ?
Pode o Ihesouro imperial, j em dficit per-
nanete as circumstaneias normaes, supportar
esse enorme accrescimo?
E no entanto de (oda a neceasiJade que
elle o sobrecarregue, e, netuo quaodo neos una
ataque viesee ler lugar, a prudencia nao acoo-
selharia allvia-lo.
Nio de esperar que es Venezianos, acabru-
nhados de imposto*, cojo producto s empre-
gado para maol-los debaixe de urna compresso
militar, que Ihes odiosa, teodo nao longe de si
e sob seus olbs o espectculo da patria uuida e
lire, voltem senlimeatos de calma e de sub-
snissao para com seus dominadores. A occupa-
cao de um paiz, onde o exercilo nao conta uro
partidario, e cuja pepulaco pode cada instante
chamar dous milhes e qualro rentos mil de seus
irmos sua libertino, oflerece evidentemente
a perspectiva antes de um accrescimo do que de
urna redcelo das despezas. Por falla de crdi-
to ser necessario sobrecarregar o imposto alera
das forjas dos contribuiutes, descontentar as ou-
tras provincias do imperio, arruinando-as, e ca-
minhar pela accumulaco dos dficits ca lastro -
phes liuanceiras. ^
A possesso da Venecia nao comprometi
comento as finanzas do imperio, mas anda en-
fraqueceseupoder militar. Sobre um contingen-
te de seiscentos mil bomens Veoeza conlribue
com urna dcima quinta parto pouco mais ou me-
nos ; ella fornece por taalo Austria quarenta mil
soldados de umi Qdeli-lada mais que duvidosa e
que sao dispersados pelas guarnicoes do interior,
feto contrario a Austria, como j vimos, obri
gada a elevar o exercilo de oceupago 115,000
homens, escolbidos entre seos melhores soldados.
Sao por conseguidle ceoto e de< mil homens, que
a Austria na irapossiblidade de a/er marchar,
quer em defeza de suas frooleiras, quer era soc-
corro da coiifederagao, no caso de guerra conti-
nente!.
A Venecia, por tanto, para a Allemanha urna
causa de enfraquecimento, e para a Austria urna
causa de ruina.
Se, ao contrario, a Austria a cedesse 6 Italia
mediante urna indemnisaco de 500 600 mi-
lhes, que vautagens nao Iho resultariam de uraa
(al traosaeco 1
Oeixemos atada a palavra ao autor da bro-
chura :
O ihesouro imperial primeiro que tudo po-
deria reembolsar o banco de Vienna, e o banco
recebando o numerario do eslrangeiro estara ap-
to a fazer o pagamento de seus blheles em es-
pecies, o cffectivo do exercito, posto em p de
pazpermilliria alliviar o fardo excessivo das la-
xas, cobrir o dcOcil, e manler para o futuro o
equilibrio dos budgvls, consagrando sommas im-
portantes ao desenvolvimenlo dos trabalhos p-
blicos e >lo bem estar popular.
Os fundos austracos attingiriam brevemente
O par :immonso resultado para um palz, que
boje nao poderia contratar com o eslraogeiro o
mais mdico emprestimo 5 % seno com abati-
zneoto de 49, curso actual dos metaes na bolsa de
Francfort, o que elevara a renda paga pelo go
veroo mais de 10 % da sornma emprestada.
O que espera a Austria para chegar esta trao-
saeco, nica, que pode salva-la da bancarota,
ultimo desastre das naces modernas '.'
IIj vinte anuos sous budgets leem soffrdo
deliciU, que o governo lem successvamente pre-
enchido por muio do emprestimos effectuados no
estrangeiro. Quando lhe fjtha o crdito das ca-
sas de Fraucforl, Berlina. Amsterdam, Londres e
Paria o rendimento do seus metaos, a Austria ven-
de compaohias fraocezasseus caminhos de fer-
ro, suas minas e florestas ; o quando estos recur-
sos estao essolados, ella scea os cofres de seu
banco, hypothecando o que lho resta de hypo
thecavel.
Iloje a divida publica monta cifra de dorios
2.500,000 (6,300 milhes de francos), e-estes va-
lores sao uegociados em todas as bolsas da Alle-
manha mais de 50 0/o de perda.
Cesse o Ujscredilo : estes valoros, desciios
hoje era Francfort 49, ciescem todava ao cur-
so de 1858, que era de 86. Islo reprsenla uraa
dilereoca de dous mil milhes pelo menos para
a Austria, Allemanha, Hollanda e Blgica. Ora,
o oielhoranicnlo dos cursos nao leria somonte lu-
gar sobro os cffeitos pblicos ^austracos ; elle
dar-se-hia tambera sobra os effeitos pblicos al-
lemes, prussos, belgas, hollandezes, russos,
francezes e ioglezes ; o accrescimo de valor lo-
ria lugir em urna prnporgo menor, mas sobre
um capital de tal modo immenso, quo nao pode
ser estimado em menos de 5 6 mil milhes.
O ihesouro austraco deve ao banco de Vien-
na 3i0 milhes de llorins (850 milhes de IV).
Que o banco por meio da cesso da Venecia
faja seus pagameutos era especies, e todo o sub-
dito austraco, que possue um bilhelo de banco
ou urna sedula, e todos aquellos que leem de ar-
recadar reolas, facturas, saques, effeitos de com-
mercio, crditos hypolhecarios, vejam augmentar
seu capital perlo de 50 0/0, visto como o valor do
florn eleva-so de 1 fr. 75 2 fr. 50. Ha aioda
aqu melhoramcnlos que monlam militares de
milhes.
Mas isto nao ludo. A ieducco do effcclivo
militar austraco, que a consequencla da cesso
da Venecia, permitle corte de Vienna alliviar o
peso acabruohante das taxas, que s.nos annos
de 1859 e 1860subirara 40 milhes de florins
(100 milhes de francos), isto a sexta parte da
receila total do budgel.
Hoje o imposto territorial excede na Hungra
a 2 por cento da renda, e eleva-se com os cn-
timos addicionae3 30 por ceuto. O imposto dos
alugueis sobe em Vienna ao terco do prego das
locaces. Os direitos sobre a carne, applicados
tanto nos campos como nascidades, Oguram por
ama sexta parle na laxa addicional de 18 milhes
de florins (45 raUhes de francos) cusa dos im-
postos indirectos. Os direitos de sello e de trans-
porte dao lugar que elles smente fossem appli-
cados sobre a metade do valor das propiedades;
porm o raaior vicio da iscahsaco o. onus, que
fazem posar sobre os contribueutes as despezas
da percepcao. As despezas dos impostos directos
absorvera metade da receita.
Que mudanza, que mclhoramenlo em todas
industriase em todas as fortunas, no dia em que
se levantasse esse veo de chumbo, esse sequeslro
brbaro, que a gnerra, ou antes o medo da guer-
ra, e o discredito da Austria tem suspenso sobre
urna consideravel porco do capital europeu 1
.Nioguem pode calcular o impulso, que
disposlco instan/anea de tantas riquezas, o a en-
trada dellas na circulaco, n volta da confianza
e a certeza do futuro, imprimiro produeco e
prosperidade de lodosos paizes da Europa.
Suspendemo-nos finalmente. No ponto de vis-
ta financeiro a demoostraco completa, irrefra-
gavel, e ne nos censuraramos de acrescentar
ama s palavra esta luminosa exposico.
Toda a theoria do escrptor pode resumir-se
cestas palavras : Em poltica, bem como em i-
nancas, convm s vezes saber perder alguma
cous para salvar o resto.
Sao quasi as expressoes de Pedro I.O verda-
deiro fundador do imperio russo, contemplando
um dia urna estatua de Richelieu, exclamava:
Grande hornero 1 se tu tivesses-vivido em meu
lempo, eu dar-le-hia metade do meu imperio pa-
ra para rae ensinares a governar a oulro. O
autor da broebura diz Francisco Jos : Sire,
nao sede escravo de urna falsa gloria, de urna fal-
sa honra. Cedei, tempo, urna de vossas pro-
vincias afim de oblerdes os recursos, quo vos
permitiiamadministrar asmis.
Porm, em dofinitiva, pode o imperador Fran-
cisco Jos, sem comproraetter a dignidade de sua
cora, acceilar um tal compromisso?
Sim, affirma affoutamente o escriptor anoyni-
no. A lei suprema, a lei da salvagao de seu po-
to lhe impoe esso dever. ,
Nio, responde o senhor conde du Hamel, em
sua brochura intitulada: Veneza, complemento
da queito italiana. Nao convm tratar de
acooselhar p abandono da Venecia pela Austria,
mas anteado toroa-lo possivel, e honrosamente
acceitavel para a potencia, que deve consentir
nelle. '
Ora, para que possa propor-se e realisar-se
um facto lao grave, to significativo em sua per-
petrado, convm que a indemnisaco recompeu-
se o sacrificio.
A indemnisaco proposU pelo honrado dipu-
tado urna indemoisajio territorial. Elledeaeja
que as grandes potencias se eatendam com a
Turqua, e lhe pecara, mediante urna compensa-
cao, a cesso condicional da ilha de Caodia
Austria. 0 escriptor infelizmente nao notou fue
Ue nao fazia mais do que deslocar a tuestan, e
que para desempenhar um iateresse europeu m-
penhav un eutro.
A' nosso ver, a verdade acha-se errtre estas
duas solucoes extremas. Pelo menos tentaremos
demonstra-lo.
IV
Teea ido vivaanle discutidas as duas bro-
churas, de que cima fallamos: O imperador
Francitoo Jote e m furopa, e Vneta, complt-
mento da queito italiana.
A' qae propunha o resgate puro e simples por
urna somma redonda de cinco seiscentos mi-
lhes, osjernaes austracos de Pars a de Vienna
respouieram com desden que um re ao era
um adela, e que elle nao venda seus estados.
Seja, lem-se respondido ; mas um povo nao
um rebanho ordinario, logo que se lhe recusa
vender sua liberdade, elle a toma.
< Fallis do dignidade real; mas ao vosso lado
e mais alto do quo vos fallaremos de dignidade
nac jnal, Na verdade, nada se coraprehende de
todas as vossas recrimirucoes. Ou todas estas
grandes palavras nada significara, ou significara
que estaes determinados a appellar de novo para
a fortuna das armas.
cPois bem I se assim reflecti urna ultima
vez : Succeda o que succeder, cerlo que afinal
de contas seris vencidos. Nao se trata mais para
vos de um triumpho, que nao poderia deixar de
ser passageiro, trata-se de saber se mais tarde
podereis sahir da lula por Uo bom prego e com
as honras da guerra. Francameute, nao o pen-
samos.
i S a palavra dinhr-iro vos indigna e humilha.
Isto prova que se leudes muito orgulho tendes
tambera pouca memoria. Esqueceis evidente-
mente que em 1815 a mor parte dos principes al-
leraaes solicitaran] e obtiverara indemnisaces
deste genero. Ledeoutra vez es tratados de Vien-
na e nelles encontrareis at aresete casos seme-
Ihantes. Poderiamos citar tal casa reinante, que
aceitou cem mil escudos pela cesso de urna pro-
vincia inteira. Que a Europa se adstrinja is no-
vas doutrinas de vosses puristas de direito roal, e
a concluso rigorosa ser que hoje todos os esta-
dos alleraes, grandes o pequeos, esto perfeita-
menle deshonrados.
T-tndes pretendido que o resgato ero taes
coodices offendia anda mais Italia do que
Austria, e que um dia poder-se-lhe-hia censurar
o ter-se mostrado mais prodiga de dinheiro do
que de sangue. Nao ; elia desprezari taes calum-
uias vista das provas, que j tem dado, e ter
razo. O que ella prope resgatar em definitiva
nao o povo de Veneza, que se lhe deu ha muilo
tempo, e que nao vendavel; o famoso qua-
dnlalero, todo o systema de forlificaces fetas
pela Austria com grandes despezas, e que esta
ultima potencia pode julgar proposito recons-
truir sobre as margena do Isonzo e do Taglia-
menlo. Nida ha de inslito, parece-nos, e menos
anda de deshonroso era um negocio desta natu-
reza. o
A replica era viva, mas converga justamente
contra squelles que a tinham feito ; ella justiQ-
cava essencialmcnte todos os escrpulos da Aus-
tria contra o systema do resgate proposlo pela
brochura.
Cora effeito. desde o momento em que se ti-
nham palavras to amargas para tancar contra os
compromettimeotos floanceiros de 1815, tinha-se
mu gosto em censurar o gabinete de Vienna,
que recusava emflra ante vergonha de semeihan-
to mercado : ao contrario, conviria fizer justiga
Austria dessa delicadeza inteiramente moderna,
dessa homenageni tarda, prestada dgniJade
dos povos e dos goveroos. Visto como se ultra-
passavam as susceptibilidades populares, era de
raister comprehenier e respeitar pelo mesmo ti-
tulo as susceptibilidades reaes.
Pelo que nos cumpre, nao o oceultamos, se a
Austria desde a primeira palavra houvesse aco-
llado a proposta, te-lo ruamos approvadosem re-
serva no ponto de vista da prudencia humana ;
te-lo-hiamos pouco eslimado no ponto de vista
da honra poltica.
O systema que consiste era offerecer casa de
llapsburgo uraa corapensaco territorial foi criti-
cado menos seriamente, e por consegualo menos
seriamente defendido.
Alera disto, nao a primeira vez que se trata
de urna troca pouco mais ou menos anloga. Mr.
Thiers affirma que desde 1805 tratava-se de
urna indemnisaco era lugar do Estado de Vene-
za, cuja renuncia se quera j pedir Austria.
Em consequencla disto, diz o Ilustre historiador,
dava-se-llio a Moldavia e a Valaquia.paia esten-
de-la assim at o mar Negro, e garanti-la con-
tra o perigo futuro de ver-se bloquear pela
Itussia.
Depois foi successvamente proposta a ilha de
Canda, a Herzegovina. Quemis? nao sabemos.
A discusso neste terreno escapa-nos : ella per-
tence Europa reunida em congresso e decidin-
do na plenitude de sua soberana.
Mas de hoje em diante de todas essas brochu-
ras, de todas essas polmicas surgem dou9 factos,
os quaos ficara adquiridos : o primeiro que
impossivel Austria material o moralmente con-
servar a Venecia, e o segundo que ser loucu-
ra da parte dos Italianos provocar urna luta de
ora em dtante sem objeclo.
E' um verdadeiro dilerama poltico I Conven*
complicar anda a questo, o dar-ihe um terceiro
termo, que poria em jogo interesses at hoje fra
d'ello ? Decida a Europa.
E' portanto de um congresso europeu que es-
peramos urna solugo razoavel e pratica. J ap-
pellamos rauitas vezes para este alto arbitrio ;
neje o invocamos com mais convieco do que
nunca.
U annopassado um congresso era desejavel ;
este anno eileindispensavol. Os acoolecimen-
tos marchara:u de pressa. Em 1860 tratava-se
nicamente da lula entre a Italia e a Austria ; em
1861 trta-se da propria existencia uestes dous
grandes paizes.
Ora, a existencia de um to necessaria com
a do oulro. Expliquemo-nos :
A Austria conta na Fraoga alguns amigse
muitos inimigos.
Se os raros amigos da casa de llapsburgo nao
ostenlassem por ella sympathias porderaais ar-
denles e calculadas ; se sua dedicaco de fresca
data pela honra de seus principes s se dirigsse
aos representantes seculares doantigo direito mo-
narchico, nada leamos que censurar. Respeita-
mos todas as convieces quando sao sinceras, e
honramos todas as fidelidades quando ellas pro-
prias se honrara. Mas as presentes circura9lan-
ci3,s preciso ser ceg para nao notar que lodo
esse zelo um zelo fingido. A' final de coritas,
esses advogados obsequiosos cuidam pouco do
imperador da Austria, e anda menos da dignida-
de de sua corda. Elles defeodem o que chamara
seus direitos territoriaes da mesma maneira que
defendeam os direitos territoriaes do imperador
da China.
E muito natural. Para certas escolas re-
gra que em poltica nao ha armas desleaos ; que
tudo permittido contra um adversario, e quo
para feri-lo, licito aiirar al contra seu proprio
paiz.
Pelo contrario, o seolimcnto popular entre nos,
forcoso coufessa-lo, geralmente pouco ben-
volo, poder-se-hia quasi dizer hostil, a Austria.
Isto mais grave, e merece que tratemos com va-
gar deste assumpo.
Ou seja espirito de urna longa tradico nacio-
nal, ou seja reseotimento exclusivo dos aconteci-
mentos de 1815, notorio que entre nos o nome
da Austria sa mal aos ouvidos das raassas. Es-
cutae o que se diz por ahi: nao falta gente, que
leve aprevenco ponto de negar que um impe-
rio austraco seja til ao mundo, e a acimosidade
ponto de desejar sua ruina total o inme-
diata.
Isto digamo-lo desde logo, criancice polti-
ca. Na coostituico actual da Europa nao s a exis-
tincia da Austria til, mas ainda indtspensa-
vel ao equilibrio dos diversos estados. So sua
preponderancia um mal, sua desapparico seria
um desastre.
Querem conhecer todo o nosso pensamento
este respeito ? Na tarde de Solferino, hora em
quo o imperador Napoleo III, duas vezes victo-
rioso, tomava a iniciativa de paz, eis qual era i
nosao ver a justa posigao respectiva das paites
belligerantes ;
A' despeito do brilbo de seas recentes trium-
phos, a Franca sorra algumas perdas serias.
Sua organisaco railtUr, to admirada no exte-
rior, lora enconlrada daeituosa em mais de um
lugar, e o olho do soberano liaba notado pres-
sa que nao estavamoa aptos para urna luta de
maior duraco.
Por oulro lado, o estado da Europa nao era
tranquiliaedor. A Rustia resolver, conservan-
do-se em urna prudente expectativa s inlervir uo
ultimo momento, quando se tratasse nao mais de
soccorrer a Austin, porm da- succeder-ihe. A
Inglaterra comecava, verdade, fallar muito
a faro; drlUlia; mas, u lJidad mus bo-
mens d'estado hesitavan a porguatavaa-sa de
que lado pronunciaran novos alliados, do lado
da Prussia, a dolada da Sardenha? Urna ulti-
ma prova s devia decidi-los.
Digamos dapassagem que a prova nao (oy mi,
e que a pac da Viilafranca, longe de serdesfavo-
ravel, como se tem pretendido, aos verdadeiros
interesses da Penuusula, urm lao bem para
lies, que mediamente depois I Inglaterra pen-
deu do lado da Italia.
Estes motivos da paz eram cortamente graves,
porm havia outros muitos mais graves ainda.
O Irabalho de decomposico, que, hoje mais
do que nunca, invadi o imperto d'Austria, o
ameacav j. Duas semanas mais tarde a Hun-
gra sublevava-se inteiramente, a Gtllicia agita-
va-se e lancava-se talvez nos bracos da Russia ;
Vienna, a propria Vienna eslava descontante, e
causava ao governo apostlico singulares en-
fados.
Restara sem duvida ao imperador Francisco-
Jos um exercito tao intrpido como dedicado ;
porem um chuquearais... e nioguem sabe o que
seria. Em prezenca desse colosso coberto de
ferro, e que julgava ler ps de argilo, o impera-
dor Napoleo parou : os aconlecimeutos totna-
vam proporces inesperadas. O imperador jul-
gra combater nicamente as impiedades suc-
cessivaa de urna ambico tradicional, e aconteca
que elle acabava de appressar o desraorouaraen-
to de um throno ameacado por todas as parles.
Ora, um graode imperio como a Austria oceupa
naturalmente um grande lugar no equilibrio do
mundo. Vago este lugar, quem o prencheria ?
A questo, assim cstabeleciJa. deiiava de ser
poltica e loruava-se revolucionaria : nao cum-
pria mais Franca imperial adiantar-lhe a so-
lucao.
Nao haja engao : quaodo acooselhamos
Austria que transija eque se reconcilie em flm
com as ideas e os principios modernos, nao
por que desejemos seu abatiraento, um ultimo
meio de salvaco quo lho otterecemos com per-
sistencia. E esta persistencia explica-se pela
convieco que temos de que sua salvaco impor-
ta a segiiranca_ a liberdade da Europa.
Nao haja engao ainda : quando pedimos Ita-
lia que nao siga os que a impellem e que que-
reriarn precipita-la em novos acasos, nao obede-
cemos um calculo pessoal; a clara percepcao
das cousas e dos homens deste tempo, que dicta
nossas palavras. A Franca certameole tem feito
bastante para que lhe seja lcito representar
Italia que ella nao tem o direito de arriscar sua
ultima parada em urna ultima carta e compro-
meter assim os gloriosos resultados de nossas
coramuns victorias.
Mas em flm qual o ponto de transaeco, em
que podera tocar-se os interesses oppostos a
Italia a d'Austria ? Sabemos que a cousa diffi-
cil, nao a julgamos impossivel. Comprebeode-
mos, em rigor, que a Austria nao queira vender
urna provincia que possue; nao coraprehenderia-
mos porm que ella recusasse tal combinaco.que
corre poltica procurare amadurecer, e que s
um congresso pode aJemitir no inieresse do bom
direito, do equilibrio da Europa e da paz do
mundo.
A. Grandgillot.
[Le Conslilutionel.S. Filho.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
87 de Janeiro de tHI.
O Crrelo do Sul, de Porto-Alegre, d* em 8do
corrente as noticias seguintes :
O arraial do Menino Dos vio hontem, se-
riam duas horas da larde, um deploravel as3as-
sinalo.
Jos Alberto Guibert, Francez, de 16 annos
deidade, e caixeiro da barraca do Hygino, ma-
tou, sem antecedencia era provocaco alguma,
um rapaz Allerao, de 22 annos, chamado Gui-
Ihermc Gelber, que era caixeiro do urna barraca
vizinha.
A raorle foi dada cora urna espingarda do
caca, empregando-s*na nuca do misjro Guilher-
me toda a carga, que era de chumbo grosso. A
victima caliio sem soltar um ai nem um ge-
mido.
Ninguem dra por esse trgico aconteciraen-
to, nem o estampido do tiro causara o menor
cuidado, quanlo um quarto de hora depois. pou-
co mais ou menos, outro moco tambem caixeiro
do Hygino enconlrou o cadver da victima no
meio de urna lagi de sangue, e sem o menor
sigoal de vida. A suas vozes acudiram diversos
vizinhos, que apenas puderam lestemunhar o
achado.
O asiassino entretanto esquivava-se pelos
fundos da barraca, esumia-se, sem que ninguem
tivess- a lembranrja de o perseguir. Mais (arde,
o Sr. l)r. chefe de polica, informado do aconte-
c ment, raandou o Sr. delegado Azarabuja to-
mar conhecimenlo do caso, e urna escolta para
bater a circumvizinhanca ; mas era larde, e at
s Ave-Maras nao linha podido colher o mioimo
resultado de sua diligencias.
Ha todava um raysterio nesla morte, e na
maneira pela qual foi dada. Nao havia rixa, in-
disposico nem raalquerenca alguma entre o mor-
lo e seu assassino, e, embora este goze de muito
m reputago entre seus vizinhos, e nao se re-
commende pelos seus antecedentes, parece im-
possivel que corameltesse voluntariamente serae-
Ihante crime, eque matasse um hornera como se
mala um passaro.
Inclinarao-nos a crer muito antes n'um
desastre, lllho de rao coslume de brincar cora
armas; e tanto mais nos persuadimos disso,
quanlo ha quera diga ter ouvido desde uraa ou-
tra barraca, prxima do Hygino, que urna voz
exclamara :nao a tires I no mosmo instante de
estourar o tiro.
Esse quem quer que fosse nao crivel que
deixasso perpetrar a sangue fri to negro e trai-
Coeiro assassinato, ou que, comraeltido elle, se
nao esforcasse por conter o criminoso, e chamar
auxilio, se em lugar de um crime nao houvesse
presenciado urna desgraca.
Entretanto, o Sr. delegado raandou fazer o
competente auto de corpo de delicio e continuara
as diligencias para a captura do homicida.
Ainda bem nao acabavamos de resenhar o
homicidio de que foi victima Guilherme Gelber,
quando soubemos de outro ainda mais odioso, e
cora circumstaneias mais abominaveis.
< Comraetieu-o um soldado, um soldado que
eslava de guarda I Commetteu-o com a baionela
que lhe confiara a nago 1
Eslava este homem de guarda da cada, e
seriara duas horas da tarde, quando o carcereiro
foi dar com ello a ospancar um rapaz, marinhei-
ro do vapor Fluminense pela parte exterior do
muro externo da cada, prxima ra da Ponte-
O carcereiro acudi desordem, e conseguio
fazer-se escutar do soldado, e afastar o marinhei-
ro, conduzindo aquelle coinsigo para o corpo da
guarda, mas ao passar pela venda de Manoel An-
tonio da Silva Pacheco, leve este a malfadada
lembranca de sahir fra da sua calcada, e expro-
bar ao soldado a sem razo do seu'procedimento
com o raarioheiro, quo ia seguindo seu camioho
sem dizer palavra quando elle o aggredira.
O soldado atirou-se ao mal avisado prega-
dorcomo um animal feroz, ameayio mala-lo,
mas ainda dessa vez conseguio o iro-do-
mina-lo, se bem que sendo j i' idido por
elle, e afastando-o daquelle siio^aconselhou ao
Pacheco que se recolhesse e fochasse a porta.
a Depois levou o soldado al onlrar a muralha
exterior da cada, deixando disposigo do ufU-
cial commandante da guarda; porm este pare-
ce nao ter sabido fazer^se respeitar pelo soldado,
e antes sim ter-se deixado possuir de um injus-
tificavel temor dos seus furores. Pelo menos a
viziohauca que prasencieu o fado severa na
apreciaco do seu procedimento, e as desastrosas
conaaqueocias delle sao-lhe urna terrivel aecusa-
cao de frouxido ou neglicencia.
< Da facto, em lugar do mandar logo desarmar
o furioso, a risco mesmo de o estender de um ti-
ro cem a urna fra, contentou-se com manda-lo
recolber ao quarlel, acompanhado de longe per
dous cantaradas, e deixando-lbe ao lado a baio-
nela com que ji linha espancado o manijo, e
ameacado ao Pacheco. Nessa ida, porm, o br-
baro atirou-se taverna daquelle, saltou-lhe o
mostrador, e l o foi varar no interior, da casa
com urna baionelada, atravessando-lhe o pulmo
direito, o deixaodo-o em estado qae os mdicos
o do por morto, sendo- duvidoso que amacheta.
Por fortuna, a ate essa calastrophe os solda-
dos flzeram o seu dever, e o assassino fi preso e
desarmado-; e hontem mesmo o Sr. Dr. chafe de
polica requiaitaodo autoridade militar a segu-
ranca da preso, maodou instaurar o competente
processo pela subdelegaba, do primeiro distado.
Em una folhi d Porto-Altfre do 5 do cr-
ranle l-fl o Nfuiato;
Contara-nos uro caso de suicidio sobrema-
nera lastimoa.
Um proinasor publico, um pai de.nove fllhos,
pfl Um a sua asistencia um desles das, indo em
iagam para cima da Ser, onde tinha a sua re-
sidencia.
Nio nos saben) dizer que esse maladado ti-
Mase algam motivo para tal esaaaaa : nao lhe
aacusam infortunio domestico que para tal mo-
vesse-o; e assim um mysterio a arigam desea
desgranado crime, que some na orphandade no-
ve criancas, e em viuvez urna infeliz e desolada
senhora.
O miserando deu cabo de seus das com um
Uro de pistola, na dia 19 do passado.
Chamava-ae Antonio Domiogueade Almeida.
t O termo da Santa Maria parece predestinado
para tlieatro da mais de um crime repugnante.
Anda o outro dia o chamado Duareiro se
torna va normalmente celebre pelo atroz assaasi-
nto da sua infeliz cousoite, e eis que j ahi rece-
bemos hoje noticia de outro crime nio menos
abomiaavel.
t Um brbaro, de nome Vidal Jos Machado,
levantou raaos libidinosas sobre ma fllha sua, e
quiz obl-la i merc da forca, em despeito dos
gnios e da resistencia da pobre rapariga, e dos
instinctos sublimes que fazem do amor paterno o
melhor resguardo da pureza das filhas.
Para o monstro, porm, nio havia mais que
tim sentimenlo. o da paixio brutal que o arreba-
lava ; e ceg de ira ao sentir que a presa lhe es-
capava, atirou a seu proprio sangue ama tacada,
que, para maior cumulo de horror, foi ferir o'uraa
peroa urna infeliz criaocinha de tres mezes, que
a misera aggredida trazia nos brarjos.
A's vozes desta acudiram vizinhos, que impe-
dir o seguimento de seas brutaes intentos;
mas deram-lhe ainda assira tempo para que se
evadisse. Tinha-se porm feito acto de corpo de
delicio, insiaurando-lhe o competente processo.
No Mercantil de Porto-Alegre de dez do cor-
rente l-se o seguinte:
Hivia-se espalbado em Bag o boato de ter
sido accorametlido por alguns Orientaos, na oc-
casio das elecesquo all tiveram lugar, o Sr.
coronel Trislo Azambuja, chefe poltico do de-
partamento de Taquaremb, o qual, conseguindo
evitar os golpes dos assassinos os perseguir em
pessoa, acompanhado de urna pequea escolta,
mereceodo apprehend-los.
Dahi seguio-se a priso de Barbat e a sua
remessa para Montevideo, por serapontado como
mandante do attentado malogrado.
O correspondente do Echo do Sul, na cidade
de Bag, transmiltio esta noticia aquella folha,
donde a extrahio o Correio do Sul, porm recti-
flcou-sc a noticia, e della s havia do exacto a
priso do coronel Barbat, por ordem do seu suc-
cessor, e a sua remessa para Montevideo.
O allenlado foi urna invengo, tinha sido ou-
tro o motivo da priso.
O coronel Barbat, despeilado por se ver apea-
do de um poder que to mal e abusivamente
exercia, medida de suas proprias convenien-
cias, convidava secretamente eos seus sequazes
para urna insurreico contra a autoridade do no-
vo chefe poltico. Este, senhor das provas da
tentativa do seu adversaria, chamou-o a sua pre-
senca, convenceu-o do seu proceder criminoso, e
dahi sarao preso era dlreccn Montevideo.
Eis como se passoan caso referido por pes-
soa fidedigna da inlimilade do coronel Azam-
boja.
( Jornal do Commercio, do Rio).
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Era demonstracao de regozijo pela sua eleico,
otTereceram os amigos do Exm. Sr. Dr. Ambrosio
Leito da Cunha, no domingo prximo passado,
e em casa do Sr. Ur. Moraes Sarment, um al-
raoqo prvido com profuso, e ao qual seguio-se
noito urna partida, sendo um coutro acto con-
corrido pelas familias dos cavalleiros que se tem
serapre apresentido ao lado de S. Exc. em todas
as phases de sua adminislraco.
Por occasio do referido almoco, foi S. Exc.
saudado por diversas vezes por meio de toasts
partidos da amizade e da affeico das pessoas
presentes, e ex^ressivos do regozijo dellas pela
acertada escolha da provincia do Para, da qual
S. Exr. mui digno lllho.
No dia tO do futuro mez deve ter lugar a
inauguraco do hospital Pedro II, assim como a
transferencia dos doenles do acanhado edificio,
em que ora se acham, para aquelle bello eespa-
qoso hospital, cuja primeira ala acaba de ser pre-
parada.
E' este factr mais um beneficio, que nos pro-
porciona a ad ninistraco do Exm. Sr. Dr. Am-
brosio Leito da Cunha ; que por seu lado v
tarabem roalitada urna obra importaote, em p
de prestar-se ao flm di respectiva instituigo,
urna obra que lio breve chegou a este ponto s
por esforcos s us no aproveitar as sobras de ver-
bas dilferente do ornamento com applicajo i
esta, cuja im ortancia 6 reconhecida.
O corpo log slativo. em sua prxima reunido,
devo continu r a obra de S. Exc, dando-lhe
meioi para a espedir conclusio. Se a receita
insufllcienU para cobrir a despeza ; se temos
um dficit, o meio econmico de prover a elle,
por certo cortar por superfluidades, banir do
orcameuto despezas inuleis, sobrestando tambera
algumas outras que apezar de necessarias, podem
ser demoradas, ao passo que sejara votadas con-
signaces sufficientes para as de instante pre-
ciso.
Neste caso acha-se a de que temos tratado,
para a qdl compro votar-se um auanun, que
lhe proporcione o maior adianlameuto pos-
sivel.
^- Falleceu, e foi sepultado no dia 25 o cidado
fraocez Alphonse Besson, hbil desenhista lytho-
grapho, que existia nesta cidade.
Em consequencia de haver entrado no gozo
da licenca de ura anno, que pela assembla pro-
vincia foi concedida ao professor de lalim da
fregiiezia de S. Jos desta cidade, acha-se a res-
pectiva cadeira sem exercicio, ao passo que ha
substituto.
Esta intermsso nao pode deixar de causar
ootavel mal aos alumnos, que froquentavam a
referida aula ; e pois que ha substituto, cumpre
que assuma a regencia desta, devondo-se provi-
denciar oeste sentido.
Estamos condemnados ao martirio dos
crrelos, marlyrio novo, que para o jornalisla
equivale a todos esses outros, que a snliguidade
historia em seus horrores; mas tambera nao ees
sareraos de clamar, at que sejamos livres desse
estado.
Assignantes nos3os da cidade do Ass fazem-
nos queixas de que passam-se 20 e 30 das sem
que recebam os seus Otarios, que todava lhes
sao enviados com ponlualidade. Queixam-se
igualmente que raro o mez em que nao lhes
faltam 5 10 expropiares, e quasi sempre nos
fallos ou subtrahidos entram aquellos que con-
tera as noticias da Europa e do sul do imperio,
cuja materia por cerlo que di lugar respecti-
va subtraeco.
Alm disto, addicionam que por vezes teem-noe
escripto neste sentido ; mas forca confessar,
que nio havemos recebido essas cartas de com-
rounicaco, pois quo a prova que sempre que
havemos scienca de taes extravos, estampndo-
la em nossas paginas como um meio de obter urna
providencia.
Isto posto, nio tendo nos recebido taes cartas,
de reclamaeo, e de nossa parte sendo desenvol-
vida a mxima ponlualidade as remessas dos
Diarios, e evidento que o extravio parte ou da
agencia da mesma cidade do Ass, ou do correio
da cidade do Natal, capital da provincia do Ro-
Grande do Norte, sendo o autor delle to previ-
dente que chega ao ponto de supprimir ou inter-
ceptar as cartas, que nos sao eaderecadas pelo
correio, sem lembrar-se, que taes reclamscesl
urca vez sempre pederiam chegar s nossas mos
por via particular, como agora acontece.
De muito que nos consta existir grande deleixo
na remessa das malas do Natal para a centro da
provincia, assignando-se como cansa disto mul-
tas veies a falta de estafetas ou caminheiros ;
mas ainda semelhanle effeito filho do deleixo
reinante naquelle ramo do publico servico.
Nio possivel cora effeito ter caminheiros a
480 res por dia, quaada os jornaes dos serven-
tes estn a jjtfcUi reis; a estamos qaa a Exm.
presidente senhuma duvida oppor essa eleva-
cio, que tem por flm a regularisaco da um ser-
vico publico importaotissimo.
Esta medida nao nava, outros presidentes de
outraa provincias teem-n'a adoptado; e a appro-
vaco da raparlicao geral lem serapre se seguido
a ella, tema noa tem communicado o Sr. dirador
geni dos crrelos a quem por vezes non tamos
enderezado no sentido de reclamar por provi-
dencias.
Hontem leve flm o processo do concurso
para as cadeiras vagas de instruccio primaria,
tendo boje lugar a respectiva votacao.
No collegio do Ex, perleocenle ao quinto
dutUido eleiloral. tendo comparendo 4 elaito-
raa, obtiveram votos ae Srs. :
Mooseohor Pinto do Campos.................. 16
Dr. Augusto.................................... 16
Dr. Brandao................................... 12
Acadmico Barros.................. .......... 4
A Galera francesa Solferino, vid* do Havre.
trouze a seu bordo os seguintes paasageiroa:__
Ricarda Necolle. Antonio Baudoux, Henrique J.
Detport, Charles Germano Lepernar.
O brigue brasileiro Fehcidad, sabido para
o Rio de Janeiro, conduzlo a seu bordo os se-
guintes passageiros: Josquim Ferreire, Joio
Thomaz de Oliveira, Marcal Jos dos Santos e
3 escravos a entregar
HA.TAD0UR0 PUBLICO :
Mataram-se no dia 26 do correle, para o con-
sumo desta cidade 52 rezes.
Mortalidapb do da 26 :
Jos, branco, 18 mezes, convulses.
Francisco, pardo, 2 annos, bexigas.
Abidio, branco, 3 mezes, pomonite.
Eustaquio, branco, 5 mezes. intente.
Antoui Maria da Concecio, branca, casada, 85
annos, inlerite ebronica.
Josepha, branca, 6 mezes, convulses.
Silvino, pardo, 8 das, espasmo.
Matheus de tal, preto, viuvo, 50 annos, hydro
pesia.
CHROWI0A JUICURIA.
TRIBUNAL DA RELAClO.
SESSAO EM 26 DE FEVEREIRO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. C0NSEL11E1I10 ERJtBXINO
. DE LEAO.
As 10horas da manha, achando-sepresen-
tes os Srs. deserabargadores Figueira de Mello,
Caetano Santiago. Silveira, Gitirana, Lourenco
Santiago, Silva Gomes, Cosa Molla, e Guerra,
procurador da cora, foi aborta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguintes
JULGAMBNTOS
AGGRAV DE PETICO.
Aggravanle, Francisco Jos Regalo Braga ; ag-
gravado, Manoel Percira Caldas.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Costa Molla.'
Negaram provimenlo.
APPELLAQES C1VEIS.
Appellante, Dr. Jos Rodrigues do Passo ; ap-
pellado, Joaquim Antonio da Silveira.
Confirmou-se a sentenca.
Appellante, Dr. Jos Rodrigues do Passo ; p-
pellado, Joaquim Antonio da Silveira.
Confirmou-se a sentenca.
APPELLAQES CRIBES.
Appellante, ojuizo; appellado, Pedro Fran-
cisco do Nascimento.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appelladas, Justina e
Marianna.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Luiz
da Graca.
A novo jury.
Appellante, ojuizo; appellado, Manoel Pcrei-
ra da Silva.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos da Ple-
dade e outro.
Nullo o processo.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Jos
do Santa Auna.
Appellante, o juizo ; appelladas, Alexandrina
Maria da Conceicao e outra.
Improcedente
Appellante, Raymundo Camello de Mallos ;
appellado, ojuizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo : appellado, Aloxandre Ri-
beiro Quintiliano.
Ficou adiado.
Appellante, Joo Fcrreira de Larerda Jnior ;
appellado, Manoel Fernandcs Beltro.
A novo jury.
Appellante, Sabino Jos Elias ; appellado, o
juizo.
Improcedente.
Proposta a petico de Joo Jos do Espirito
Santo, pedindo ordem de habeas-corpus. Foi
concedida a ordem para ser apresentado o reo
era 16 de Margo futuro, s 11 horas do dia, ouvi-
da as autoridades competentes.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
juslica, as appellacoes crimes:
Appellante. o promotor; appellado, Jos Mar-
tina do Bomfim.
Appellante, o promotor; appellado, Francisco
Rufino Batinga.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco An-
tonio Bandeira de Mello.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Luiz
Gallot.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quira Felicio.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco
Quinlino de Barros.
Appellante, o juizo ; appellrdo, Antonio Jos
de Freitas.
Appellante, Antonio Rodrigues Barbosa ; ap-
pellado, Francisco Raymundo de Hollanda.
Appellante, o juizo; appellado, JosPereira de
Freitas.
Appellante, Jos Serafira Moreno; appellado,
o juizo.
Appellante, Francisco Rodrigues Cavalcanti ;
appellado, Jos Thomaz de Miranda.
Assignou-se dia para julgamento da seguinte
appellacoes crimes :
Appellante, Prisciliano Aloxandre de Souza ;
appellado, o juizo.
Appellante, Antonio Joo da Costa ; appellado,
o juizo.
Appellante, ojuizo; appellado, Francisco Xa-
vier e Silva.
Appellante, o promotor ; appellado, Joo
Bispo da Hora.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio dos
Santos Alves.
A appellaQo civel :
Appellanto, Luiz Antonio Perreira Souto ; ap-
pellado, Dr. Jos Antonio de Lima.
DISTRIBUICBS.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, as
appellacoos civeis:
Appellanles, os herdeiros da Manoel Joaquim
Pereira ; appellados, os herdeiros de Jos Fran-
cisco Belm.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
dia de apparecer:
Appellaute, Jos Goncalvea Malveira ; appella-
da, Anna Felicia da Conceicao.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
lacoes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Jos
Pinheiro.
Ao Sr. desembargador Costa Molla, as appella-
coes crimes ;
Appellante, Joo Mximo Brrelo ; appellado,
Antonio Quirino de Souza.
A appellaco civel :
Appellante, Antonio de Siqueira Cavalcanti ;
appellado, Antonio Carlos Pereira de Burgos Pon-
ce de Leio.
As 2 horas encerrou-se a sessio.
Estando presente o numero legal, o Sr. Dr
juis de direito dadarou abarla a sessio.
Entra em julgamento o processo em que 6 reo
Filippe, escravo de Antonio da Silva Guimio
aecusado por crime de tentativa de offensas phy-
sicas, sendo defensor e curador do mesmo ro-
0 Sr. Jos Augusto do Aranjd, que praalou ju-
ramento devido. *
O conselho de sentenca compe-ae dos Srs.
Jurados:
aquim Vital da Aroaral.
Gedeio Forjaz de Lacerde.
l.udgero Autooio de Albuquerqua Mallo.
Dr. Luiz Jas Carnoiio de Souza Lacerda.
Luis Jos da Oliveira Diniz.
Jos Joaquim Ramos o Silva.
Antonio Jos de Moraes Sarment.
Jos Pacheco de Medeiros.
Antonio Jos da Costa Reg.
Antonio de Hollanda Arco-Verde Cavaleanli.
Jos Elesbio Borges Ucha.
Manoel Antooio da Silva Ros Jnior.
E prestaram juramento sobre o livro dos San-
tos Evangelhos. v
Foi o reo interrogado.
Ltdo o processo, deu-se a palavra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a conderanaco do reo no
grao medio do artigo 208 do cdigo criminal
combinado com o art.,34 do mesmo cdigo.
O curador do reo, deduziudo a defeza, pedio a
sua absolvicao
Findos os debates, o Sr. Dr. juiz de direito
perguntou ao jury se eslava sufficientemente es-
clarecido para julgar a causa, e tendo resposta
afrraaiiva resumi a materia da aecusacio e da
defeza, propondo ao conseibo os quesitos se-
guintes :
IoO reo Filippe, escravo do major Antonio
da Silva Gusmo, na noite do dia 23 de junho do
anno prximo passado, armado de um caivete,
atirou um golpe ao soldado Damio?
*O reo pralicando este facto, tentou por
actos exteriores e principio de execucio, que nao
leve effeito por circumstaneias iodependeoles da
voutade do dolinquento ferir ao referido sol-
dado?
3Existero circumstaneias altenuanles i fa-
vor do reo?
Recolhido o jury de sentenca sala secreta
das conferencias, voltou depois de meia hora
respoodendo aos quesitos pela maneira se-
guinte :
Ao Io quositoNio. por 8 votos, e deixando-
de responder aos outros por ficarem prejudi-
cados.
Lidas as respostas pelo presidente do jury, o
Sr. Dr. juiz de direito proferio sua sentenca
absolvendo oreo econdemnando a municipali-
dade as custas.
JURY DO RECITE.
Ia SESSO.
Oa S le feverciro.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA SE-
GUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO DOJUNCUES DA
SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
*
Escrita privativo* o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteva Clemente.
Advogados, os Srs. Dr. Jacintbo Pereira do Reg
o Jos Augusto da A raujo.
A's 10 horas da manha, o eserivio proceda i
chamada e verifica eslarem prenle 42 jo-
ra dos.
Sia multados en tOjOOO pela Dr. presidente
de jury, cada um dos Ss. juizes de fado multa-
dos noa das anteriores, o oa que faJtaran a as-
lio da boj.
SEGUNDO JULGAMENTO.
Seudo novamonte feita a chamada dos jurados,
acharam-se presentes os mesmos42.
Entra em julgamento o" reo Jos Vieira Re-
zende, aecusado por crime de ferimenlos graves
e offensas physicas; nao tendo o mesmo reo
defensor, foi nomeado pelo Sr. Dr. juiz de direi-
to para o defender o Sr. Dr. Jacintho Pereira do
Reg, que prestou juramento aos Santos Evan-
gelhos.
* O conselho de sentenca foi composto dos Srs.
jurados :
Leopoldioo Ferreira da Silva.
Virgilio Jos da Molla.
Thomaz Garrett.
Joo da Rocha c Silva.
Joo Baplista Cesar.
Jos Francisco Alves Monteiro.
Francisco Manuel da Rosa.
Manoel Antonio da Silva Ros Jnior.
Jos Feliciano Pereira de Lyra.
Jerooymo Gomes da Fonseca.
Domingos Nunes Ferreira.
Antonio de Hollanda Arco-Verde Cavalcanti.
E prestaram o juramento aos Santos Evan-
gelhos.
Poi o reo interrogado e fez-so a leilura do pro-
cesso.
Dada a palavra ao Dr. promotor pedio a con-
demna^o do reo duas vezes no grao mximo
do artigo 205 do cdigo criminal, e qualro vozes
no mesmo grao do art. 201 do referido cdigo.
Oadvogado do reo, deduzindoa defeza, pedio
a sua absolvicao.
Findos os debales, o Sr. Dr. juiz de direito
propoz ao conselho os seguintes quesitos sobre
cada um dos ponas da acccusiQo, e sendo en-
tregues com o processo ao conselho, foi esta
conduzido sala secreta das conferencias, d'onde
voltou depois de hora e meia com suas respostas
afirmstivas.
O Sr. Dr. juiz de direito era vista da decisio-do
jury condemnou o reo pena do 16 annos do
priso cora trabalhos e multa correspondente
metade do lempo, pelos crimes de ferimentos
graves, o mais na de 4anuos de priso simples e
multa correspondente metade do temdo, pelos
crimes de ferimenlos leves.
Levantou a sesso s 8 horas da noite, adian-
do-a para o dia seguinte s 10 horas da ma-
nha.
Dia 86.
PRESIDENCIA DO SR. DR. FRANCISCO D0MINGUES
l>A SILVA, 1Z DE DIREITO DA SBGNDA VARA
CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Escrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula
Esteves Clemente.
Advogado, o Sr. Romualdo Alves de Oliveira.
A's 10 horas da manha, o escrivao procede
chamado, e verifica eslarem presentes 37 Srs.
jurados.
Foram dispensados da sessio e relevados das
multas, os senhores :
Joaquim Jos de Lima.
Antonio Teixeira Peixoto.
Francisco eodato Lins.
Foi relevado das multas anteriores o Sr. Joao
Goncalvos Perreira, por ter comparecido e justi-
ficado as faltas.
Foram multados em 208000 cada um dos se-
nhores multados nos das anteriores, os quaes
nao apresentaram escusas, e mais os senhores
que fallaram sesso de hoje.
Entrara em julgamento os reos Jos Gongalres
da Silva e Joaquim Pereira de Freitas, acousa-
dos por crime de furto de cavallos, sendo de-
fensor dos mesraos o Sr. Romualdo Alves do
Oliveira.
O conselho de julgamento foi composto do
Srs. jurados:
Jos Pacheco de Medeiros.
Dr. Joaquim da Silva Gusmo.
Joo Autooio Coelho.
Jos Anastacio de Albuquerque.
Jos Elesbo Borges Ucha.
Gedeo Forjaz de Lacerda.
Jos Joaquim da Costa.
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Domingos Nunes Ferreira.
Virgilio Jos da Molla.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Antonio Jos da Costa Reg.
E prestaram Juramento sobre o livro dos San-
tos Evangelhos.
Interrogado o reo foi lido o processo, e depois
dada a palavra ao Sr. promotor, que pedio a
condemnaco do reo no grao .mximo do art.
257 do cdigo criminal.
O advogado deduziodo a defeza, pedio a absol-
vicao dos reos.
Findos os debales o Sr. Dr. juiz de direito pro-
poz ao jury os quesitos seguintes :
1." O reo Jos Goncalves da Silva furtou do
cercado do engenho Paolorra tras cavallos, que
lhe foram apprehendidos no lugar denominado
Torre 19 de abril do anno prximo passado ?
2 Precedeu ajuste entre o reo e mais alguem,
para o fim de oommelter-ee o crine ?
3." Existem circumstaneias altenuanles a favor
do reo r
1.a O reo Joaqun Pereira de Freitas furtou do
cercado do engenho Pantorra tres cavallos. quo
I be foram apprehendidos no lugar denominado
Torre 19 de abril do anno prximo passado t
2. Preceden ajuste entre o reo o mais alguem,
para o fim de commetler-se o crime ?
3 Existem circumstaneias atlenuantaa a favor
do reo?
Recolhido o conselho sala.secreta, como
processo e quesitos, d'alli voltou depois de meia
hora, raspondende aos quesitos pela maneira se-
guinte :
Reo Jos Goncalvea da Silva.
Ao 1. e ."Sim, por 9 votes.
Ao 3.Nio, po* 9 volas.
Re Joaquim Pereira de Freitas :
Ao 1. e 2.Sim, par 9 Tatos.
A o\*-Nao, pac 9 mean.
MUTILADO t


Lidas as respostas pelo presidente do jury dt
sentenga, o Sr. Dr. juiz de direlto de deciso do
jury, proferto sua senteoga, coodemnando os reos
a pena de 4" annos de priso com iratalho, e na
multa de vinte por ceoto do valor furtado e as
cusas.
DIARIO Df fimABOOO. #* QBARTA FEIRA 27 W FETMKRO DI i 861.
SEGUNDO JLOAMENTO.
Sendo feila no va ment a chamada, acharan-se
presentes os mesmos 37 jurados.
Entra em julgamento o reo Joaquim Oliodino
Rodrigues Franga, acensado por criae do este-
lionato e falsidade, sendo nomeado curador do
reo o Sr. Romualdo Aires deOliveira, que pres-
tou o juramento dos Santos Evangelhos.
O conselho foi com posto dos Srs. :
Msrcolino Dornellas Cmara.
f-udgero Antonio da Albuquerque Mello.
Francisco Hanoel da Rosa.
Jos Francisco de Moura.
Manoel Igoacio de Torres Jnior.
Jos Prancisco Alves Mouletro.
Joo Alves Ferreira. *
Manoel Antonio da Silva Rios Jrande.
Francisco Cesario Branco.
Caetino de Carvalho Haposo.
Jeronymo Gomes da Pooseca.
E prestaram o juramento dos Santos Evan-
gelbos.
Interrogado o reo foi lido o processo e depois
concedida a palavra ao Sr. promotor, que pedio
a condemnacao do reo no grao dos arts. 167 e
264 do cod. criminal.
O advogado deduzindo a defeza pedio a absol-
vigao do roo
Fiados os debates o Sr. Dr. juiz de direilo pro-
poz ao jury os quesitos seguintes :
1." O roo Joaquim Oliodino Rodrigues Franca,
no mez de abril do anuo prximo passalo, escre-
reu deseu proprio punho a ordem de soltura de
f. 5, lancando nelU a assignatura de Bernardo
Antonio Quinteiro, que ento exercia a subdele-
gacia da (reguezia de Santo Antonio, sem que
nella tivesse convindo a pessoa a quetn foi attri-
buida?
2." 0 reo, prometiendo fallaciosamente a Be-
nedicto Antonio da Silva promover a soltura de
Jorge e Joaquim, dclle recebeu por vezes a quan-
lia de 433, usando para esse fin de artificio frau-
dulento
3. Existem circumstancias attenuanles a favor
do reo ?
Recolhido o conselho a sala secreta, com o pro-
cesso e quesitos, d'alli vollou depois de meia ho-
ra, respondenio aos quesitos pela maneira se-
guinte :
Ao 1." qnesito Sim, por 7 votos.
Ao 2.Nao, por uoaniraidide.
Ao 3.Sim, por nnanimidade.
Lidss as respostas pelo presidente doju'yde
sontenga, o Sr. r. juiz da direito publicou sna
sentenga, condemnando o reo a pena de dous
mezes de prisao com trabalho, e mulla de cinco
por cento do damno causado e as cusas.
Levjntou-se a sesso. adianio-a para o dia se-
guinto as 10 horas da manhaa.________________
Communicados.
Corra a sesso do jury de 25 de fevereiro,
sob a presidencia do Sr. Dr. Francisco Domin-
gues da Silva, juiz de direilo da 2.* vara crimi-
nal da comarca, qnando foi submetlido julg-
meolo o processo instaurado por denuncia do Dr
promotor publico interino Gusmo Lobo, conlra
o portuguez Jos Vieira Rezende.
Prendia-se a atiendo do jury tira deslcs tac-
tos lilamente criminosos, que esto vivos na
consciencia publica. Eram imputados ao aecusa-
do dous ferimeutos mortacs e quatro ferimenlos
leves, comraettidos pelo denunciado em a noite
de 8 de abril do anno prximo passado pelas ras
mais publicas d'esta cidade.
Sobre ser osse um factj de que a opioio do
jury eslava bera segura pela propria observago
oceular, accrescia que o summano dovidamente
instruido, n*da deixava desejar para a perfeita
inslrucco da culpa. EUabelecera-se como que
urna rede de provas inextricavel.
Sendo o reo menor de 21 annos, suggerio-se
ao Dr. presidente do tribunal a idea de carregar
a curadora ao Dr. Jacintho Pereira do Reg, que
de passagem se apreseotra em a sala do jury.
Anda que mal conhecesse a materia dos autos,
o sem haver-se precedido de urna justa reflexo,
o r. Pereira do Reg nao quiz recusar-se este
acto de earidade, que lo bnlhanlemeote exer-
ceu.
Era lula com os rigores do dislincto aecusador
publico, que sabe reunir a magia da palavra um
rigoroso espirito lgico, admiramos os felizes re-
cursos do Dr. Pereira do Reg. Despontsndo com
maravilloso talento para as pendencias do loro,
o nosso joven comprovinciano deu prova de quao-
to promettp.
Infelizmente o jury recebeu o libello da aecu-
saco ; epronunciou um verdict de condemna-
cao, tal como o havii requerido o ministerio pu-
blico. Esle facto nao escurece de nenlum modo
os mritos do Dr. Pereira do ftego.
Nos o felicitamos por seus brilhaotes esforcos.
Nao ha precooceitos por mais enraiados, que
se achem no animo de um povo, que se nao
desvanegara luz da razao; isso queslao de
lempo, especialmente quando o que se pretende
fundado na mais rigorosa justiga, e tem por
base muitas vezes o ioleresse daquelles mesmos,
que, sera iolcngo, e al sem o saberem, traba-
lham contra as suas pruprias vantagens.
Somos teslemunhas do progresso, da civilisa-
gao, que derrama o vapor por toda a parle onde
ebega.
A rapidez das communicaces, que facilitan)
em extremo o curaprimento de ordens, a prompta
remessa de differentes pedidos, a fcil permutla,
quer de gneros por oulros gneros, querdesles
por dinheiro, a circuladlo das ideas, em urna
palavra, todos esses proveitos sociaes sao feliz-
mente hoje reconhecidos e preconsados em toda
a parte.
Pois bem I De todos esse3 beneficios eslamos
ja gosando ua linha cosleira de nossa navega-
do a vapor.
Desde que vimos a companhia Pernambucana
coroegar do primeiro do anno a dar duas via-
gens por mez para os portos do norle, depois
que presenciamos, hi ua auno a cssa parte, a
pontualidade, digna de louvor, com quo essa
companhia tem feito sahir os seus navios para
os dous exiremos de sua carreira, nao podemos
deixarde darexpanso ao nosso jubilo,e felici-
tar as provincias que gosam da navegagao facili-
tada pelos vapores da companhia, por vermos
realizado aquillo mesmo, que nos pareca im-
possivel, em preseoga da dura experiencia de
mais de 5 annos.
De feilo, nao s o beneficio de urna restric-
ta pontualidade o que se lera conseguido lti-
mamente no servigo da companhia: tambem
o regular e completo acoodicionamenlo das car-
gas, as commodidades de todo o genero, que
todos os passageiros encoolram hoje nos vapo-
res, empregados no servigo da mesma compa-
nhia.
Por esse motivo folgamoe de poder afangar
que urna grande parto de negociantes, que d'an-
tes prohibiam expressa o terminantemente o car-
ragameoto de suas mercadorias nos sobreditos
vapores, hoje nao s os preferera para o mesmo
'ro, senao como al empregam o mais decisivo
mpenlio nessa preferencia.
E' que sem duvida alguma reconhecem que a
par de urna promplido, e de urna pontualidade
nimiamente rigorosa, snas cargas acham-se hoje
m'1is garantidas podendo os carregadoics por
esse motivo nao s segura-las senao como' fa-
ze vor um premio niuito mais mdico.
Tudoisso devido ao faeto de achar-se a em-
presa collacadaem um estado diametralmenle
opposto quelle, em que ella, infelizmente per-
maneceu por muito lempo.
Pela nossa parle, se bem que as nossas torgas
""o o permitam fazer senao em muito pequea
cata, nada actualmente embarcamos para os
panhiaCBlraU*lliC8 Wnl nos PorM da com-
nsVa^0 u?*piUe8 ." eiiuos- e Prendo
P a tnmn.nS-rmnUu,,n < fcilmente.
t* T?Zhia .P""ucana lomou felizmen-
a. ffiV >n>porUoei., que era chama-
l- tLi *eB0r "repaacU, reconhe-
cem hoje os seus seguros destinos.
* *
dente do Diario do do carrete, o Sr. juiz de
paz TbeotonioJos de Freitas, em um trecho de
sua correspondencia; sou torga Jo a declarar, em
homenagem verdade, ser ioteiramenle exacto o
que narra o seu primeiro tpico que se refere
mioha pessda; pelo que claro (lea a resposta
que de mim exige em aquello trecho, visto como
concorri, na maior boa B. e a bem da ordem
regularidade do processo eleitoral. para que S. S
eosillustresroesorios.Srs. major Padilha Calum-
by e Dr. Gitirana, abandonassem os seus lugares
na mesa parochial, pelas 8 horas da noite do dia
/de Janeiro prximo passado; depois de ter-
h mslrado a impossibilidade em que me a-
chava do satisfazer a sua justa requisigao, cons-
unto do oflicio quo Ihes rogo, irs. redactores,
se dignem de transerever em seguida, assim co-
mo a resposta que Ihes dei.
Finalmente, Srs. redactores, para que minha
posigao em tal conjunctura nao parega duvido-
sa era face do conflicto que se deu entre as auto-
ridades poliefaes e a mesa parochial ; pego-lhes
que, em continuago daquelles officios, se sirvam
tambem de publicar o quo recebi do digno Dr.
juiz de direito da comarca ao Qndar-se a eleigao
desta freguezia.
Assim fazendo, senhores, redactores muito o-
brigaro ao seu atiento venerador e assignaote :
Braslio de Ara or m Bezerra.
CoIonia.de Pimenteiras, 21 de fevereiro de
1861.
1
Illm. Sr.A mesa parochial desta freguezia,
lendo resolvido suspender os seus trabalhos, em
virtule de schar-se coacta com a torga postada,
a porta da matriz era que funeciona pelo delega-
do de polica do termo, impediodo a entrada
dos cidadaes votantes; requesila a V. S. urna
torga de 20 pragas que, garantindo-a em sua
existencia vigi ao mesmo lempo a urna em que
estao recolhidas as cdulas recebidas. emquanto
leva ao conhecimenlo do Exm. presidente da
provincia semelhaoteoccurrencia.
Mesa parochial da freguezia do Bonito, 7 de
Janeiro de 1861.
Dous guarde a V. S.
Illm. Sr. capillo Brasilio de Amorm Bezerra
D. commandante da torga publica desti villa.
Theotonio Jos de Freitas, presidente da
mesa eleitoral.
Francisco Jos Fernandes Gitirana, mesario.
Vicente Ferreira Padilha Calumby, mesario.
II
Illms. Srs. Havcndo eu posto disposi-
gao do lente, delegado de polica do ter-
mo desta villa, a torga do meu commando, se-
gundo communiquei presidencia por oOlcio de
3 do corrento mez, e de contormidade com as
instrucgoes que havia reoebido, cabe a VV. SS.
dirigirem-se ao mesmo lenle sobre a requisi-
to constante deseu oflicio desta dala, que aca-
bo de receber e que tenho a honra de assim
responder; lamentando o concurso das tristes
ocAprrencias que se dignam de nelle relalar-me
erazendo votos para que cesse oseu desagrada-
vel effeito, sobre oqual me julgo sem aegao, vis-
to nao poder assumir o commando direclo e ira-
mediato da mesma torga, que, de accordo cora o
Dr. juiz de direito e conforme as referidas ins-
trueges, se acha s ordens do dito lente
delegado.
a Prevaleco-me desta occasio para tributar a
VV. SS. a homenagem de minha perfeila eslima
e distinta considerado.
Dens guarde a VV. SS.
lllms. Srs presidente e mais membros da
mesa parochial desta villa.
O capito Brasilio de Amorm Bezerra.
III
Illm. Sr. Tendo-se concluido o processo
eleitoral desta freguezia, nao posso deixar de di-
rigir-se V. S., por mim e em norae dos habi-
tantes do lugar, para agradecer-lhe seus impor-
tantes servigos bera da ordem publica o segu-
ranga individual, durante a difllcil quadra que
atravessamos.
Aimparcialidade e cavalloirisrao de V. S.,
collocando-rae cims das conderagoes polticas,
mm'io contribuio para amainar a ufana dos par-
tidos que o encaravam, como taboa de salvaglo
deum, e ruina das esperangas do outro.
O procediraento de V. S.. logo que foi encar-
rngado do commando do destacamento desta vil-
la, nao augmentando a torca do um lado e des-
truindo as esperangas do outro, o cercou do pres-
tigio necessario autoridade, augraentando-lhe a
torga moral, que sous bros militares davam in-
queslionavel direito.
Aceite, pois, V. S. minhas sinceras felicila-
goes ; aproveitando-me da opporlunidade para
offerecer-lhe meu intil presumo, para ludo
quanto for do servigo publico, e particular do V. S.
Deus guardo a V. S. Villa do Bonito, 15 de
Janeiro de 1861. Illm. Sr. Dr. Brasilio de Amo-
rm Bezerra, capillo engenheiro e director da co-
lonia Militar de Pimenteiras.Francisco Antonio
de Oltveira Ribeiro, juiz de direilo da comarca.
Bceebeiloria ale readas lateraaa
treraea de Pemambneo.
Rendimento do dia 1 a 25. 34:049*451
dem do dia 26.......t:853j469
33:9029920
Consalado provincial.
flendimento do dia 1 a 23. 65 820889
dem do dia 26.......5:7188042
71:5381881
Mo vimento do porto.
Naviot entrados no dia 26.
Havre39 das galera francezs Solferino, de 376
toneladas, capito Laisne, equipagem 16, carga
differentes mercadorias ; a Tisset Frere & C.
Montevideo45 diss. barca inglesa Elitabeth, de
311 toneladas, capillo D. I.ambof. equipagem
14, em lastro ; a ordem. Veio refrescar e se-
guio para as Antilhas.
Lisboa30 das brigue portuguez Soberano, de
168 toneladas, capito Antonio Augusto de Al-
meida, equipagem 14, carga alhos, vinbo, ee-
bolas e mais gneros ; a Thomaz de Aqutoo
Fonseca.
Navios sakidos o metrno dia
Rio de JaneiroBrigue brsileiro Felicidade, ca-
pillo Jos Francisco da Costa, carga assucar.
PhiladelphlaBrigoe americano Brandy Vine,
capillo Louis C. Hormn, carga assucar.
Eew-BersiveckBarca iogleza Lady Daly, capi-
to James Stitevell, em lastro.
CanalBarca ingleza Dianna, capito Richard
Joel. carga assucar.
demBarca ingleza Tasso capillo Willam
Scott, carga assucar.
demBarca ingleza Warrior Gueen, capito
Warren carga assucar. Suspendeu do la-
maro.
?r'- AMe'mo Francia Paroltj, comaaadader
da imperial ordem da Ro3a, da de Christo, e
Juiz de direlto especial do do commerclo des-
ta cidade do Recito e seu termo capital da
proviacia de Pernarabuco por S. M. Imperial
r conslitucional o Sonhor Dom Pedro II, que
Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edita! tirem, e
delle noticia liverem, que no dia 27 do correnie
mez se ha da arrematar em praga publica deste
juizo a quena mais der na sala dos auditorios a
pela Joaona. crioula. de idada 40 annos pouco
maisou menos, avahada em 800*000 rs., a qual
vai a praga por exccuglo de Jlo Baptista de
Barros Machado, contra Marciano Accioly Lins
Barradas, e ser^arremalada na falta de licitan-
tes pelo prego da adjudicago com oabalimento
ua le.
E para que chegue noticia a todos, maadei
passar editaos que sero afflxados nos lugares
do costume e publicados pela imprensa.
ado e passado uesla cidade do Recito de Per-
nambuco aos 11 dias do yez de fevereiro de
iooi. Eu, Manoel de CarvaTho Paes de Andra-
oe.escrivao do juizo especial do comraercio o
z escrever.
_______' Anselmo Francisco Perelti.
O C O. a. OB fii M O. Oi* O O o. B oras
Cirrus. s B e e >* i' O" a m D 5 c o C0 itmosphera. O 05 n <
W V a Oirtcao. H 9 H p
1) o o a a w 3 S o 1 Intensidad*. > <: hS P O K V. a X 5 s ti O i i r. ?
Si 00 o 00 o ^1 o Fakrenheit. n V K O a n 9 O
M OS O ta Centgrado.
w o s g Hyqrometro.
e e O o o Cisterma hydr mtrica. >-
La E O 00 en 00 bo z 2 1 Prancez. 3B O K H O
30, 29,98' g C o Declarares.
cia exacta de los ciudadanos
que residen en el extrangero;
debern en el termino de 15
dias presentarse en este vice
consulado renovar sus car-
tas de nacionalidad proveer-
se de ellas los que no las tu-
vieren.
Pernambuco, 25 de febrero
de 1861. El vice cnsul de
S. M.Juan Anglada Hijo-
Atsos martimos.
COMlfERClO.
GAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL
EM 26 DE FEVEREIRO DE 1861.
A cana desconta letras a 10 / sendo as de
seu aceite a 9 o/0, toma saques sobre a praga do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
A directora resolveu que nao houvesse des-
cont no dia 28 do correte mez de levereiro.
hovTbacq
PEHMAilIftUCO.
EM 26 DE FEVEREIRO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 "/.
ao anno al o prazo de 4 mezes e a 12 / at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correBtes
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
parallelo do obser-
A noite clara, com alguns nevoeiros, vento
fc, iresco. quo gradualmente foi abonancando
ale ao amanhecer.
Araanha passa o sol pele
vatorio as 6 h., 23" e 30".
oscillacao da h*rk.
Preamar as 5 h. 18" da tarde, altura 7,2 p.
J>Xuam" as t! n- 6' da manba, altura 0,8 p.
Observatorio do arsenal de marnha, 26 de fe-
vereiro de 1861.
ROMANO STKrPLR,
1 lente..
Editaes.
A.irandlegra,
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do da 26.....
356:6155917
12:012;5ll
Corresftondeneias.
Eleifao do Bonito.
Su. reaactorea.-Aj:udiodo, bem a mea pesar
o appettoque m. I* Wto ^^ Sg^
__ 368:6289428
Uovlmento da alfande-a.
volumes entrados com fazendas..
com gneros..
Volumes
sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
8
126
57
8
183
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pn-
vincial em curaprimento da ordJfc do Exm Sr
presidente da provincia de 22 do correte, man-
da convidar aos Srs. Belarmino D. da Silva e
Joao Duarle Carneiro Monleiro, para coraparece-
rera nesta thesouraria no prazo de 15 dias, a con-
tar da data deste, aQm do pagarem voluntaria-
mente as quaniias constantes das contas abaixo
copiadas, relativamente a direitos de exportagio
que deixaram de pagar na collectoria da Granja
na provincia do Ceara.
E para quo chegue so conhecimenlo dos mes-
mos senhores se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 25 de fevereiro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annuriciacao.
O Sr. Belarmino D. da Silva thesouraria pro-
vincial do Cear, deve ;
Do imposto de 2 sobre 200 alqueires de
farinha queexportou da Granja para
Pernambuco no vapor alguarass
em 1858, como dos manifestos
dem idem de 89 alqueires 2 Ii2 quar-
tas de milho
dem idem de 30 alqueires 2 1[2 quar-
tas de arroz
500300
179#250
61S250
6400500
fevereiro de 1861.\nfooio
thesou-
Contadoria 6 de
Lauriano Ribeiro.
O Sr. Joao Duarle Carnairo Monteiro
raria provincial do Cear. deve :
Importancia que deixou de pagar do im-
posto de 6 alqueires e 1(4 de milho
que exportou da Granja para Pernam-
buco no vapor Iguarass no anno
?a J858, pelo que devendo pagar
12g500 s pagou na collecloiia 10jJ
2J50O
fevereiro de 1861.Antonio
Descarregam hoje 27 de fevereiro.
Barca americanaReinder farinha de trigo.
Barca tranaezaSolferinafazendas.
Importai'o,
Barca americana Reioder, Tlnda do Phila-
delphla, consignado a Rostron Reoker& C, ma-
nileslou o seguate :
3,tl7 barricas farinha de trigo, 500 barriqui-
nhas bolachinha, 173 meiaseaixas cha.
Exportaco
Do dia 25 de fevereiro.
Carvalho Nogueira & C550 saceos com 2.T50
arrobas de assucar, e 7 barris com 281 caadas
de mel.
Barroca & Medeiros400 saceos com 2,000
arrobas de assucar, e 10 pipas com 900 medidas
de niel.
Prenle Vanna & C68 saceos com 262 ar-
robas de gemma.
Antonio de S Leilo100 meios de sola.
Barca ingleza Town of Liverpool, para Val-
Paraizo, estraga :
N. O. Bicber & C, 1,000 saceos com 6.000 ar-
robas de assucar.
Patacho hannoveriano Rena, para o Rio da
Prata : ^
Amorm Irmaos, 350 barricas com 2,698 arro-
bas e 9 libras de assucar.
Brigue francezcAssumptioa, par Uarsielle :
Tysset freres, 1,200 saceos com 6,000 arrobas
de assucar.
Brigre francez Inkerman, para Marsielle,
carrega :
J0S0 Keller 4 C., 4,850 saceos com 14,250
arrobas de aasucar.
Brigue americano cBrand Wine, para Phila-
delphia: r
Rostros Rooker & C, 101) saceos coto 590 ar-
robas de assucar.
Brigue inglez Tasso, para o Canal, car-
rega:
C J. AsUhey & c^ 200 taccas eom 1000 ro-
bas de assucar.
Conladoria 6 de
Lauriano Ribeiro.
Conforme.0 secretario, A. F. d'Annunciagao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 15 do corrente, faz pu-
blico que o concurso para os lugares de 2. es-
cripturario da contadoria da mesma thesouraria
lera lugar no da 18 de margo prximo vindouro
devendo os pretendentes serem examinados ea
grammatica da lingua nacional, escriplurago por
partidas dobradas, arithmetica e suas applica-
coes, com especalidade a reduegao do moeda, pe-
sos e medidas, ao calculo de descont e juros sim-
ples e compostos; sendo preferidos os que live-
rem boa leltra e souberem lioguas eslrangeiras.
Os pretendentes devero apresentar seus reque-
rimientos na mesma thesouraria com cerlido em
que provem ser maiores de 20 annos.
E para chegar aq conhecimenlo dos interessa-
dos se mandou affixar e presente e publicar oelo
Diario r
Secretaria da thesouraria provincial de Pernm-
buco, 16 de fevereiro de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annunciagao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade eom a ordem circular do thesouro
n. 8 de 25 de Janeiro ultimo, que no dio 1.* de
abril prximo vindouro se far concurso nesta
thesouraria para preenchimento dos lagares de
praticantes da mesma. Os que prelendersm ser
admiitidos so concurso devero apresentar nesta
secretaria es seos requerimeetos instruidos de
documentos que provem : 1." terem 18 annos
completos de idade ; 2. estarem livres de culpa
e pena ; e 3.- terem bom comportamento. Os
exarnes versaro sobre leitura, analyse gratnma-
tieal, orlbographia e arithmetica at a theoria
das proporcoea inclusivamente.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco 21 de
fevereiro de 1861O offlcal malor,
Manoel Mamada da Silva Costa.
O Illm. Sr. lospector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia.manoa convidar aos cre-
radores da repartigao das obras publicas a apre-
sentsrem na mesma thesouraria os seus ltales ao
praxo de 30 dias, a contar da data deste, sfjra de
serem laminados e pagos os que estiverem tor-
rentes ; cactos de que ado esle prazo nao seao
atUodido-s.
E paca que chegue ao eonheeimeoto de todos
Warie preM,le MMwm nelo
Secretaria da ttiesou raria proviaeial da Pama ai-
buco SS de faTeretro de 1841.O secretario,
A. F. d'Anjuineiteio.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgatar as notas de 10$ e 20$ que
havia emittido e anda existem em cir-
culaqao, prevenindo d que conforme
o decreto n. 2,664 de 10 de outubro
uitimo e decis5o do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituicao s continua sem pre-
uizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marco prximo Tindouro, pois
que dessii dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressvo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 por cento no se
gundo, de 30 por cento no terceiro e
assim successivamente at ficar no dci-
mo mez e d'ahi por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861. O directores gerentes, Lulz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deirot Reg.
Pela subdelegacia da freguezia de Santo
Antonio desta fidade se achara embargados era
urna cocheira tres cavallos do differentes cores
tendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
cerem a urna s fazenda, e com indicios de se-
rem do servigo de engenho, por desconflanga e
indicios de serem furtados, visto terem sido all
recolhdos por doos homens do mato desconhe-
cidos, e depois apparecerera oulros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostas
entre olles : quero, portanlo, se julgar com di-
reito a ditos cavallos, comparega neste juizo mu-
nido de suas provas, que Ihe serao entregues
Recife 22 de fevereiro de 1861.
Carneiro.
Tribunal do c anime re io
Pela secretaria do tribunal do comraercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
ta d?ta flca registrado o contrato de 'sociedade
le lo era 14 do correnie, entre Ricardo Caduff e
Jos Pinto Ribeiro, domiciliados e estsbelecidos
nesta cidade sob a firma de Ribeiro & Csduff-
devendo a mesma sociedade durar emquanto'
convier a ambos os socios, desde o Io de Janeiro
i "o"0! p.roxirao Pagado com o capital de ris
lz:213a05. forneri Jo por ambos os socios, sendo
pelo socio Ribeiro 9:472#345.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 19 de fevereiro de 1861.
Julio GuimaresOfRcal-maior.
Tribunal do eommerelo
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
la data Oca registrado o contrato de sociedade
feito em 25 de Janeiro do correle anno por An-
tonio Joaquim Dias Medronho, Craciliano Octa-
vio da Cruz Martins, domiciliados e estableci-
dos nesta cidade, sob a firma de Medronho &
Martins, devendo a mesma sociedade durar por
espago de 3 annos contados do Io do rsferido
mez de Janeiro, com o capital de5:353Si0O, for-
uecido pelo socio Medronho.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 25 de fevereiro de 1861.
Julio GuimaresOffi-ial-maior.
A cmara municipal do Recile manda publicar,
para conhecimenlo dos seus municipes, e a*
Ora de que tenha execugao, a postura addicio-
nal, abaixo transcripta, approvada tempora-
riamente pelo Exra. presidente da provincia.
Pago da cmara municipal do Recife em sesso
de 25 de fevereiro de 1861. Manoel Joaquim
do Reg e Albuquerque pro-presidente Manoel
Ferreira Accioli, secretario.
Postura.
Palacio do governo de Pernambuco 18 de
vereiro de 1861.
O presidente da provincia attendendo ao
representou a cmara municipal do Recife
officio de 26 de novembro ultimo sob n. 99,
solve approvar provisoriamente os seguintes'
ligos de posturas.
Art. Io Fica abolido o artigo 16 do titulo 7o
das posturas de 30 de junho de 1849.
Arl. 2o as casas que se edifcarem ou reedi-
ficaren), e as existentes que estiverem as con-
diges das posturas, permetlido construir agoas
furtadas de toda a largura deltas, recolhidas da
cornija, cora nove palmos de altura do pavimen-
to ao frechal, devendo ter as jaoellas tres pal-
mos de altura, e cineo de largura. Os contra-
ventores soffrero a multa de trinta mil ris, que
ser duplicada na reincidencia alm da demoli-
go da obra a sea custs.
Ambrozio Leitao da Cunha.Conforme.An-
tonio Leile de Pinho.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagameoto do imposto de estabelecimento nda-
se no ultimo de marco vindouro, e todos aquelles
que nao pagarem dentro do prazo, fleam sujeitos
multa de tres por cento.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
1-Acamara municipal do Recife contrata o
servigo da lirapeza da cidade com quem delle se
queira encarregar, mediante condigoes rezoaveis,
para o que aceita proposlas dos in'.eressados em
carta fechada.
Pago da cmara municipal do Recife em sesso
de 25 de fevoreiro de 1861.Manoel Joaquim do
Reg e Atbuquerque, pro-presidente. Hanoel
Ferreira Accioli, 1. secretario.
Para o Aracaty e Assu'
segu com brevidade o hiate tSinta Rita, j tem
a maior parte da carga ; para o resto trala-se com
Martins & Irrao, ou com o capito Antonio Joa-
quim Alves.
Mr
COWANniA PERNAMBIJCAIU
Navegar > costeira a vapor
Paralaba, Rio Grande do Norte. A-
u', Aracaty, Ceara' e Acaracu'.
01 vapor Jaguaribe, commandante Lobato, sa-
ri ira para os portos do norte at ac Acarac no>
da 7 do marco s 5 horas da larde.
u !? CW *t ao dU 6 3 "'. p-
sageiros e dinheiro a frele at ao da 7 s 2 ho-
ras: escriptono no Forte do Mottos n. 1.
~ para a Baha segu em poucos dias a es-
M^f..?*",0"!1 Carlola- P alguma carga qu
ihe ralla, trata-se com ten consignatario Frao-
cisco L. 0. Azevedo, na ra da Madre de Dos
n. 12, *
Leudes.
COMPAMIA PER.\AMl!C4\A
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Pcrsinunga, commaodanlante Mou-
ra. segu para os pottos do sul em 5 de marco as
5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 4 ao meio dia Passa-
geiros e dinheiro a frete at o dia da sahida s
2 horas. Escnptorio no Forte do Matos n. 1.
Rio de Janeiro,
segu por estes 4 ou 6 dias o brigue escuna Ne-
graes, tem todo o seu carregaraento prompto, e
s recebe escravos a frete : trala-se com o con-
signatario Manoel Alves Guerra, ra do Trapiche
n. 14, oucom o capito a bordo.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o da 28 deste mez espera-se da Europa o
vapor Oneida, o qual depois da demora do cos-
tume seguir para o Rio de Janeiro tocando na
Baha : para passagens etc., trata-se com os
agentes Adamson, Howie & C, ra do Trapiche
Novo n. 42.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul al o dia 3 de margo o
vapor Paran, commandante o capito teneute
Jos Lepoldo de Noronha Torrezao, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os
portos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes
fe-
que
em
re-
or-
COMPANH.AEBRASILE.tU
Espera-se dos portos do nortate o dia 5 de
margo o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te Puntes Ribeiro, o qual depois da [demora do
costume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1. escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
Para Lisboa segu com muita brevidade o
palacho portuguez Jareo, recebe carga a frele
e passageiros, para o que trata-se com seus con-
signatarios Amorira Irmaos na ra da Cruz n. 3,
ou com o capito J M. Coelho Sobrinho, na pra-
ga do commercio.
Para o Aracaty,
o hiate Gratido segu por estes das ; para o
resto da carga e passageiros, trata-se com Perei-
ra Valente, ra do Codorniz n. 5, no Forte do
Mallos.
Para o Cear,
sahe o hiate Camaragibe por j ter parte de seu
carregamento : para o resto e passageiros, tra-
la-se na ra do Vigario n. 5.
LEILAO
DE
Urna armaco.
Quinta feira 28 do corrente,
Antonio Pereira Vianna com autorisago de
seus credores far leilo porintervenglo do agen-
te Costa Carvalho, da armago da taberna da
ra de Hortas e 39. a qual est situada em
muito bom local e muito afreguezads, ao meio
da em ponto.
LEILAO
Urna taberna.
Sexta-feira 1- de marco.
AO CORRER DOMARTELLO.
Costa Carvalho far leilo por autorisago de>
br. Joaquim GongaUes de Azevedo Maia, de sua
taberna sita na ra Augusta n. 114, senda ea
ura eicelleuto local por ter duas frentes em um
so tole ou a retalho vontade dos compradores
a qual est muito afreguezada, a qual ser en-
tregue sem reserva de prego, s 11 hotas em
ponto.
LEILAO
Consulado de Franca
O agente Hy ppolito da Silva fara' lei-
lo por ordem do Sr. cnsul de Franca
em ua presenca e autorifacao do Sr.
inspector da alandega e por conta e ris-
co de quem pertencer dos objectos sal-
vados da barca franceza Hram, in-
cendiada no mar os quaes sao os se
guintes:
Urna grande lancha em bom estado de
lote de 4 ton ciadas com 4 remos.
Um bote quasi novo de 15 pes france-
cezes de cumprimento com leme e
remos.
Urna pequea per.i.
Um sino : quinta-feira 28 do corrente'
as 11 horas em ponto no armazem.
alfcmdegado do Exm. baro do L-
vramento, no caes d'Apolio.
Vice consulado de Espaa.
De orden del Excmo. Sor.
ministro residente y cnsul
general de S. M. Catlica en
Rio de Janeiro, prevengo
los subditos espaoles resi-
dentes en este districto con-
sular que, siendo indispensa-
ble que se hallen provistos de
una carta de nacionalidad,
tanto por inters propio para
acreditar sus personas y po-
der reclamar la proteccin de
los agentes de su nacin, co-
mo por convenir al servicio
[del estado, el tener uua noti-
Bio de Janeiro '
segu nestes dias a barca nacional Castro III,
capito Antonio Gongalves Torres,por ter a maior
parte do carregamento prompto, e para o resto
que ainda falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem excellentes commodos, trati-se com
os consignatarios Pinto de Souza & Bairo. na
ra da Cruz n. 24, ou na praga com o capito.
Para o Ass
segu com brevidade o hiate cBeberibe ; para
carga e passageiros, trata-se na ra do Vigario
numero 5.
Para o Aracaty
segu eom brevidade o hiate Camaragibe : pa-
ra carga e passageiros, trata-se na ra do Viga-
rio o. 5.
Consulado de Franca.
O agente Hyppolsto da Silva fara' lei-
lo por ordem do Sr. cnsul de Franca,
em sua presenca ou de um seu enviado,
e por conta e risco de quem pertencer,
dos restos da barca franceza oHiram
incendiada no mar, a qual se acha na
praia das Candas, sendo alii effectuado
o leilo dos objectos queseacham na re-
ferida praia, ao meio dia em ponto do
dia quarta-feira 27 do corrente mez.
LILAO
DE
lima armado,
A PRAZO OU A DINHEIRO.
Quinta-feira 28 do corrente
ao correr do martello*
Costa Carvalho far leilo por conta de quem,
pertencer da armago ds leja do paleo do Li-
vramento n. 27, a prazo ou a dinheiro, sendo a
armago envidragada e muito aireguezads, no
dia cima s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
COMPANHIA PERXAMBUCiNA
u
Navegado costeira a vapor.
Pela gerencia se faz publico que d'ora ea dian-
te os vapores da companhit pernambucana sahi-
ro para os portos do norte a 7 e 22, continuando
para os do sai a 5 e 20.
Para o Para em direilora.
O palhabote GmrihaUi, segu nestes das por
ter engajado parte do seu carregamento '. a tra-
tar com Tasso Irmos ou coa o capito Custodio
os Vitan*.
Ql00ociacu &gp o cprapnica
{fevnamfmcAttA.
Quarta-feira 27 do correnie, s 8 horas da nof-
te, hsvor sesso extraordinaria do conselho e da
assembla geral para tratar-se da continuago da
reforma dos esUtulot e de outros negocios.
Secretaria da Associagao Typographica Per-
ambucana 24 de fevereiro de 1861.
J. Cesar,
1" secretario.
SOCIEDADE
BKIiUL MMiffliL
Por ordem do Sr. director convoco os senhores
socios para a reuni&o da assembla geral em o
dia 27 do corrente (amaaha) s 7 horas da noi-
te, no lugar do costume.
Sal* das sesses da sociedade Bella Harmona
26 de fevereiro de 1861.
Joaquim Baptista Nogueira.
1.*secretario interino.
O Sr. Joo Hiplito Metra Lima tem ama
carta na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Perda.
A pessoa que acbou um attlho de
meta, de seda encarnada coni' Telia
de ouro, que oi perdida desde o cam-
po das Princezas at a ra da Impera-
tnz, quereado restituir, dirija-se a ca-
la do l)r. Sarment, que se gratificara*.



- -,:-. .-- .


(*)
DlcMQ DS KU1BMUC0. QUARTA FEIRA VI 08 FETEREIRO DE 1801.

Agua imperial
para tirar as caspas, limpar mui bem a cabega, e
fazer reaascer os cabellos ; vende-se nica me-
le era casa do cabelleireiro da ra do Queimado
d. 6, primeiro aodar.
Agua para Ungir ca-
bellos.
A meihor que tem apparecido al'heje : tinge
mui bem os cabellos, e nao lem inconveniente de
ficarem os mesmos russos ou Terdes: o proces-
so do usar simples, e o efleilo proveitoso : ven-
de-se na ra do Queimado n. 6. primeiro andar,
casa de ca bolleir. iro.
Liquidace.
Cassino Militar
Pemambiicano,
Previne -se aos senhores socios que compare-
(im na quiola-feira (-28 do corrente) no quartel
general, aflm de em assembla geral tratarem de
interesse da mesma seciedade.
Recife 27 de fevereiro de 1861.
Antonio Vilella de G. Tarares.
1. secretario.
Fitas de cor, a peca 160 e 280 penles de
alizar, Anos, a 200 rs.. eordes para espartilho
60rs., caita* de clcheles 60 rs., candes a 40
rs., caitas de lamparinas 40 rs., agulheiros
com agulhas fraocezas 120 rs,, Ota de linho, a
pega a40rs babado do Porto i 120 160 rs. a
vara, botoes de louga para camisa 100 e 120
rs., pennas de ago, a groza 400 rs., froco para
bordar 20 rs. a peca, froco com rame e sem
elle 320 e 400 rs., franjas e gales de linha
80 e 100 rs., vidrlho 1500 rs. a libra, goli-
nhas 800 e 29, manguitos 29. botoes para
casaveque de todas as qualidades 200, 300 e
400 rs. a duzs, tranca do linha de caracol 200
rs. a pega, macos de grampas 40 rs,, 15a para
bordar 5, 6e 83 a ?, alamares dourados para ca-
pote, a groza 89, 109 e 129, Otas de seda de to-
das as qualidades, bandejas, espelhos dourados,
quadrosdo estampa dourada o oulros minios ob-
jectos por barato prego, e tambera se vende ar-
mago e perlences era porgao; vende-se prazo
na ra do Imperador n. 38, por baixo da bandei-
ra do retratista.
Precisa se para alugar para es-
trangeiros soltei.ros urna boa casa no
campo que tenha grande sitio, baixa de
capim, bando p<*rto e estribarla para 3
ou 4 cava los, pref*ere-se na Passagem
da Magdalena ou em suas proximida-
des : quem tiver dirija-se ao largo do
Cojpo Santo armazem n. 27.
Attenco.
*
As fllhas de Firmino Jos
Flix da Rosa (j fallecido )
partieipaui ao respeitavel pu
blico desta cidade, que auto-
risadas pelo Illm. Sr. director
da instrueco publica, achaMi-
se com sua aula aberta para
ensino particular, na ra do
Vigario n. 15 segundo andar,
em cuja aula ensina-se o se-
guiute; marcar, labyriuth*),
tapete, tapessaria, bordar em
brauco, matiz, froco, inissan-
ga, bordar a ouro, bordar em
papel, tudo isto com toda a
porfeico: rogam portanto aos
Illms. Sr.paes de familia para
que facam concorrersuas me-
ninas para o ensino, aim de
queaquellas por este meiopos-
sam sahir da miseria que
esto reduzidas, por cuja ra-
zo sua gratido ser eterna.
F. Monhard vai para a Bahia.
Londo o Diario de Pernarabuco de 25 do
corrente, nao foi sem admirneao que vi o annun-
cio publicado da arrematago do escravo Amaro,
por execugao contra o Sr. Jos Rodrigues do Pas-
so como inveotarianlo do casal de sua mai a Sra.
D. Mara Rosa d'Assumpgo, e juntamente vi o
annuncio publicado pelo Sr. Passo tambem no
Diario de Pernambuco do 26 do corrente, e con-
frontando o annuncio do Sr. Passo com o annun-
cio do Sr. Silva publicado tambara no Diario de
Pernambuco n. 231 de 5 de outubro do anoo p.
p., tiquei convencido que o Sr. Passo nao in-
ventariante do casal, e que deixou de o ser tai-
vez por ser muilo rpido em querer ultimar este
inventario, visto que a sua rapidez nao dava in-
teresse, e para o que Jos Francisco Bellem dei-
xou de existir era 4 de margo de 1853, e tero de
azer era 4 do mez prximo vindouro do corrente
anno 8 anoos, e anda o invenlariante nao fe-
chou o inventario, muito menos com a declara -
gao dos bens que perlenco ao casal, talvez por
ser o inventarianle sen hora ; isto s com c,
c, c, c.
Jos Rodrigues do Passo.
O abaixo assigoado faz sciente aos seus ere-
dores que nao podendo satisfazer os seus paga-
mentos porque os seus devedores nao tem con-
tribuido com seus dbitos, e juntamente por ter
fazendas que pelos seus pregos nao poder ter
sabida, visto esta circumstancia resolve-se nao
continuar, tendo liquidado os restantes das fazen-
das quo existiam com prazo de 10, 8 e 5 mezes,
e afirma aos seus credores que as quantias de
que flcou devedor, logo que for recebendo ditas
letras, ir fazeodo seus pagamentos, tendo-me li-
cado urna arraago, a qual s pode ser vendida
com a presenga do Sr. Santos Vieira, o declara
que sua residencia em Santo Amarinho, ra do
Cosa. Recife 27 de fevereiro de 1861.
Joaquim Manoel da Silva Mendes.
Prencisa-se de um caixeiro que entenda de
taberna, que d fiador a sua conducta ; em Fra
de Portas, ra do Pilar n. 143.
O abaixo assiguado tendo recebido de uro
dos herdeirosdo engenho Leo as letras de que
fez roenso em seu anterior aviso ao respeitavel
publico, anda contina a prevenir de nao fazer
transaeco alguma com aquellos do ouiro a quem
j em tempo exigi a restituigo dellas.
Joo Carneiro Lins Barradas.
Aluga-se o armazem-n. 7 silo na ruado
caes de Apollo, sendo ptimo para assucar ou
nutro qualquer deposito de gneros, estando lo-
do iravejado, o que pode servir para guardar cor-
tos gneros, tendo o quintal murado e cacimba,
e o favoral embarque ao p da porta : a tratar
no pateo de S. Pedro n. 6.
Lava-se e engomraa-se com brevidade por
baralissimo prego ; na ra de S. Bom Jess das
Crioulas n. 2.
Aluga-se um escravo : na ra da Concei-
gio o. 25.
S0C1EDADE
Unio Beneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordemdo Sr. presidente convido a todos o
nossos irmos socios effeclivos, que se dignom
comparecer impreterivclmente no domiogo 3 de
margo, as if horas e meia da manb&a, no pala-
cete do caes de Apollo, para a reunio da assem-
bla geral.
Secretaria da sociodade Uoio BeneQcente dos
Martimos, 26 de fevereiro de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1. secretario.
D-se
de um cont e quinhentos a doui con-
tos de ris a premio, sob hypotheca ou
boa Arma, a um e meio por cento ao
mez pelo tempo que se convencionar :
quem quizer deixe ficar carta com a
inicial Z na pxa$a da Independencia
n. 6 e 8, livraria.
ASSOCIACAO
DE
Soccorros Mutuos
Lenta Eraancipaco dos Captivos.
De conformidade com o artigo 19 sao convida-
dos todos os socios effectivos para comparecerem
a reunio ordinaria da assembla geral, domiogo
3 de margo, as 11 horas da manhaa.
Secretaria da Associago de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos 26 de fevereiro
de 1861.
Joo da Costa Braga.
1. secretario.
Precisa-se alugar uro sobrado de um andar
com bons commodos, as principaes ras das fre-
gueziasde S. Jos ou Santo Antonio, sendo seu
aluguel de 300 mensaes, obrigando-se o ioauli-
no pelo aceio da casa : quem tiver aonuncie pa-
ra ser procurado.
Foi encontrado pelos cargueiros do engenho
das Mallas, no dia sabbado 23 do corrente, um
quarto alaso, o qual ser entregue a seu dono,
dando os sigoaes.
Antonio de Paula SouzaLeio.
Antonio Eloy Rodrigues da Silva pede a to-
das as pessoas que lhe devem, que no prazo de
30 dias queiram vir pagar seus dbitos no mes-
rao estabelecimento aonde o contrahiram, do con-
trario verfto seus noroes por extenso neste jornal,
e passaro a serem cobrados judicialmente. Re-
cife 26 de fevereiro de 1861.
Irmandade de N. S. da Soleda-
de erecta na igreja do Li-
vramento.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da
Scledade, lendo resolvido apresenlar aos fiis de-
votos pela primeira vez em procisso as imagens
do seu altar a Senhora da Soledade e o Senhor
Pblkaces -do instituto
lira 4o Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA HOMEOPATIMCA
Obra Indlspensavel a todas as
.pessoas que quizerem curar ho-
meopathca mente,
CONTENDO :
A de inicio clara dos termos de medicina: as
causas mais frequentes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que meihor Ihes corresponden : a
quantidade das dotes de cada medicamento e
seus respectivos intervalos nos molestias agu-
das e chronicas: a hora de da ou da noile,
em que os medicamentos desenvolvem meihor
saa acedo : a mpeira de alternar os medica-
mentos: a manewa de curar os envenenamen-
tos, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
quedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente as que gras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
menlo, qur durante a infancia: os perigos
que eslao sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros arligos de
vital interesse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em linguagem acommodada inteli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgaos mais importantes, que enlram na co'm-
posicedo corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, urna mostrando qaanto possivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicarn
phisiologica e outra mostrando as differenles
regies abdomioaes. (A primeira colorida pa-
ra os senhores assignanles.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopalbia, o
resultado da pralica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muilo mais an-
da aospaes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de estabelecimento, capiles de
d'alraas,
navio, curas d'alraas, etc., quo por si mesroos
- quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
Bom Jess da Agona no 1. de margo pelas 2! meopalhia.
arde, tem deliberado passar pelas ras! N. B. Tencionando o autor, aproveilando sua
seguinles : ao sahir, na do Livramento, dita do
Queimado, praca de Pedro II, ra do Imperador,
travessa de S. Francisco, ra das Crnzes, praga
da Independencia, ra larga do Rosario, dita es-
Ireita, dita das Trincheiras, dita Nova, dita das
Flores, camboa do Carmo, pateo do mesmo. dito
de S. Pedro, ra das Aguas-Verdes, travessa do
Marisco, ra de Ilortas, pateo do Tergo, ra Di-
reila, paleo da Penha, roa do Rangel a recolher-
se : pede-se a lodos os ossos irmaos a compare-
cerera neste dia e horas indicadas, aflm de acoro-
panhara mesma procisso, assim como rogamos
a lodos os moradores das ras que tem de pas-
sar, que limpem suas testadas. Consistorio em
mesa 21 de fevereiro de 1861.O secretario,
Joo Baplisia de Mendonga.
Attenco.
Ra c&trcita do Rosario
numero 12.
O novo dono deste estabelecimento avisa ao
publico que tem envidado lodos os exforgos para
lorna-lo ao seu ntigo estado, pelo que pede a
rapazeada que continu a frequenta-lo, pois ahi
acharo a qualquer hora do dia ou noite lanches
do varias qualidades, assim como fornece comida
diaria ou mensal mais barato que outro qualquer,
e promelte desde j que em lodos os sabbados e
vesperas de dias santos estar prorapta as 10 ho-
ras da noile a saborosa mao de vacca acoropa-
nhada dos bellos vinhos Bordeaux, Porto, Flgu ra e Lisboa, pelo que espera toda concurrencia
atim deanirai-lo, todas as manhas pelas 7 ho-
ras ter prompta papas feilas com ovos, de di-
versas qualidades de farinha.
No dia 25 do corrente mez desappareceu de
casa de seu senhor o escravinho pardo de nome
Vicente, idade 10 a 11 annos, o qual ha tres an-
oos tinha viudo do serto do Cear remetlido
Jos Rodrigues Perreira desta prega, a quem foi
comprado ; levou vestido caiga e camisa de ris-
cado azul j usadas, nao tem cictariz alguma, e
muito iadino : roga-se aos senhores empreados
das barcas de vigias da barra, de verem se elle
apparece em alguma barcaga a sabir, bem como
a todos os senhores capiles de campo e mais
autoridades policiaes, de o pegarem e traze-lo
em casa de seu senhor Joaquim Lobato Ferreira,
na ra da Senzala Velha n. 110, aoode sero ge-
nerosamente recompensados.
Precisa-se alugar um moleque mogo e lim-
po que saiba cozinhar bem, e sirva para criado :
quem liver annuncie, pois pagase bem.
A noile passada, 25 do correle, fugio do
engenho Quanduz na freguezia de Santo Antao,
um escravo de nome Victorino, representa ter 23
a 24 annos de idade, cor prela, altura regular,
rosto bechigoso, ps feios sem ter bichos, e lem
pouca barba ; este escravo foi da viuva de Joao
Dias que leve botica na cidade da Victoria, ra do
Meio, e quando se auseotava ia para a cidade do
Recife : portanto roga-se as autoridades policiaes
ou capiles de campo a sua appreheosao e leva-
rem-no ao referido engenho a seu senhor Jos
Ignacio de Mello, ou no Recife a Bernardino
Francisco de Azeredo Campos, no paleo do Car-
mo, que serSo generosamente recompensados.
Via-
aeros-
gem
tatica
ACTSKKCA
Precisa-se de urna pesaos que entenda bem de
fazer velas de carnauba, e tambem de compo&i-
fo, e que se obrigue tambem a fazer venda ; as-
sim pode spparecer na ra do Vigario, casa n.
29, para tomar conta da fabrica.
Aluga-ie um sitio na Ponte de Uchoa, jun-
to a casa do sobrado smarello, limpa e aceiada,
e lem encaoamenlo a'agua dentro do mesmo si-
tio : a tratar no Mondego, casa n. 38. com Igna-
cio Luiz de Brito Taborda.
Offerece-se umi ama .para o servigo interno
de alguma casa de familia, at mesmo para em-
pregar-se em costuras, a qual d informagoes de
sua conduela : quem quizer, diriia-se a 'ra do
Vigario, casa n. 29.
DA
Elias Bernardi, vindo do Para com deslino
corle do Rio de Janeiro, achando-se presente-
mente nesia capital onde pretende demorar-se
poneos dias, aproveita a occasio de ter a subida
honra de offerecer ao mui. digno e respeitavel
publico pernarabucano um espectculo pastio de
seus mui difficeis Irabalhos de gynastica mmica,
lerminando-o com a subida ao ar em um balo que
ter quarenla varas de comprimento e setenta de
circunferencia, repelindo em sua digresso pelos
ares, sobre urna trapezia as mais dfficullosas po-
siges em symnastica.
E' com este espectculo que espera merecer,
altengao, bom acolhimento e protecgo desse P**- Escnptonoda redaegao no Caes do Ra-
viagem Europa,fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular .tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incetara publirago visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e eolio resolveu mudar inteiramente o
plano que havia concebido, e dar toda ^ expan-
so e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homcos versados na scieocia, como os que o nSo
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora esl composto ser sem dul-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella con -ti i de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignalura 15, pagos na occasio de sssig-
nar. (Depois de impresso cuslar 25$.J
Acha-se igualmente em via de pnblica-
co a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
oc
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposigio das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo doslamperameolos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pralica, ele, etc. Com urna estampa demos-
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignalura de 8$ pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso cuslar 12} pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assigoar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 209 em lugr de 23.
N. B. A assignalura, qud nao for acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerada
corno tal.
Assigoa-se em casa do autor, ra de Santo A-
roaro, (Mundo Novo) n. 6.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Jobston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cosinhar : na ra Nova n. 33.
A ntonio Jos Dantas liquidatario
da firma de Machado & Dantas, faz
sciente a todos os seus devedores que
tem nomeado ao seu caixeiro Joo Cor-
reia da Silva, para cobrar todas as di-
vidas da mesma firma, por isto espera
de todos os devedores a pontualidade
de seus dbitos. Recife 31 de Janeiro
de 1861.
Barroca di Medeiros sacm para
Portugal e Ilha de S. Miguel.
NOs abaixo asignados fazemos
sciente ao publico e particularmente ao
corpo commercial, que de commum ac-
cordoi dissolvemos sociedade que ti-
nharaos no armazem d ra da Madre
de Dos n. 6, debaixo da firma de Ma-
chado & Dantas, ficando o socio Anto-
nio Jos Dantas na liquidarlo le todo o
activo e passivo da mesma firma. Reci-
fe 31 de Janeiro de 1861Jos Feliaci-
no Machado Antonio Jos Dantas.
O bacharel A. R. de Torres Ban-
deira mudcu sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continu no exercicio de sua profissao
deadvogado.
Artigos.correspondencias e quaesquer publi-
cagoespara os joroacs.'seja qual foro seu objec-
to : pregos moderados e gratis quando essas pu-
blicacoes liverem per alvo, certas $ determinadas
PROVINCIA.
Aos 10:000^
Primeira parte da pri-
meira lotera de Santa
RitadeCassia.
O abaixo assigoado tem resolvido garantir os
bilhetes rubricados com a sua firma dos impos-
tos de 12 por 0|0 geraes e 2 por 0[0 provinciaes,
vindo assim a receber o portador do bilhete ga-
rantido 10:0004 em lugar de 8:6009 que recebe-
ra se o i bilhete nao fosse garantido. Assegu-
rando alm disto o pagamento integral de (odas
as sortes logo quo saiam as respectivos listas ;
em sua loja na praca da Independencia n. 22
Oulro sim, os bilhetes garantidos coro a sua chan-
cella cootinuam a ser vendidos na supradila loja
e as mais do costume ao prego de
Bilhete inteiro. 12$
Meio bilhete. ... 6$
Quarto de bilhete. 3$
Santos Vieira.
Attenco.
Jos Ferreira de Souza, tendo aberto o 9
seu estabelecimento de'alfaialera da
Cruz n. 31, primeiro andarrecommen-
da-o aos seus amigos e freguezes, bem 9
como aos maj senhores que o quizerem 9
honrar com sua freguezia promptificando #
ludo cero asseio, bem feilo e com brevi-
dade seus pregos sao razoaveis.
Roga-se ao Sr. Romao Antonio
Silva Alcntara, queira declarar sua
ajorada que se precisa fallar,
Precisa-se alugar urna casa terrea que te-
n ia commodos para familia, ou mesmo um so-
b adinho de um andar, as seguinles ras : Ban-
g 1, Livramento, largo do Paraizo, com lanto que
Unha quintal e cacimba, cujo aluguel nao exce-
d de 209 mensaes quem a liver, dirja-se a
r a das Calgadas n. 28, ou annuncie.
Antonio Joaquim retira-se para o Para.
lotel trovador
Ra larga do Rosario
numero 44.
te ealabelrimento existe disposigo dos
amadores dos bons petiscos, peixes de conserva
preparados pelo fornecedor de S. M, I. o delicio-
so salame de Lio, azeitonas brancas de Sevilha,
e varias conservas. Depois de apreciar esses sa-
boiosos peliscos para tornar a digeslo mais r-
pida, ha lambem no mesmo estabelecimento um
primoroso bilhar, o meihor desta cidade, como
est provado pela immensa concurrencia que tem
tido. As bolas eslo dia e noite sujeitas a um
motu-conlinuo, impellidas pela flor da popula-
gao desta formosa Veneza americana.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claadino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fra no imperio por commodo prego e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n 47.
D-se a juros sob penhores 300 : na ra
Direila n. 89, no segundo andar, se dir quem
osd.
Na ra Nova n. 32, precisa-se' de urna senho-
ra q je saiba cortar vestidos para ajudar a outra
e cytinua-se a fazer vestidos da ultima moda e
outros muitos objectos de goslo.
Aviso.
Aos devedores da massa de
Jos Luiz Pereira Jnior.
Sao avisados para dentro de 10 dias
virem a iua do Queimado n. 75 a' loja
de Fajozet Jnior ou se terem com o
Sr Dcmeterio Herrado da Costa caixei-
ro que foi do fallido para pagarem o
que devem a dita massa e tquelles que
nao comparecerem serao chamados pe-
los nomesbor extenso por este Diario.
mui respeitavel publico que to exuberantes pro-
vas lera dado desua constante benevolencia seus
irmos d'arteque teem a gloria de aportar as pla-
gas desta Veneza Americana.
Os hilhetes serio distribuidos quando se an-
nunciar por esta folha o da do espectacula.
Maooel Joaquim da Cunha avisa ao respei-
tavel publico com especialidade ao corpo de
commercio que tendo-sede retirar para fora da
provincia, julga nada dever a esta praga, e se
alguma pessoa sejulgarseu credor, aprsente as
suas contas no prazo do 3 dias na praga da
Boa-vista n. 17.
Precisa-se de urna escrava que saiba cozi-
nhar e engommar bem para urna casa de fami-
lia de duas pessoas, dando-se 20,000 rs. mensaes.
on mesmo mais, servindo a voniade: na ra des
Pescadures ns. 1 e 3.
Quem aununciou querer 300,000 rs. a pre-
mio dando obras d ouro de penhor; procure na
ra do Livramento o. 36, loja de cera, se dir
quem oda.
Deseja-se fallar ao Sr. Samico empregado
na estrada da Boi-vvanm: no largo do Paraizo
n. 14
Vende-se um excellente cavallo muito novo
e com lodos os andares, e vende-se tambem com
os arreios : na ra do Queimado n. 75, loja de
miudeaas.
Vendem-se pennas de rola para travessei-
ro; na ra do Queimado, loja de ferragens nu-
mere 14.
Vendem-se 1 burros mansos; na ra da
Conceigo, pra$a da Boa-Vista n. 15.
mos o.30, offlcioa de marroore.
Quem precisar alugar urna prela moga que:
cosinha, coze, ensaboa e faz qualquer servigo de
ama casa : dirija-se a ra do Queimado n. 22,
que se dir quem alugs.
A padaria do leo do norte na ra do Co-
to vello n. 31. precisa-se de um bom trsbalhador
de maceira.
Perderam-se, ao desembarcar do rio que Pi-
ca por traz do engenho Poeta at o corredor do
Cachang, as duas ultimas pegas de urna flauta :
a pessoa que echando quizer ter a bondade de
restituir dirija-se a esta typographia onde se lhe
gratificar.
Preciss-sede ama ama forra ou captiva a
qual saiba cosinhar, lavar e engommar para essa
de urna s pessoa : a tratar na ra das Trinchei-
ras n. ]7.
Precisa-se de urna ama de leite sem filbo :
na ra do Rangel n. 7, segundo andar.
Ensino particular.
abaixo assigoado, professor particular do
eiras letras, latim e francez, resida no ter-
ceiro andar do sobrado n; 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicago, prudencia e aetividade
exeree sau magisterio, e contina a admiltir al-
guna internos de pouca idade.
Jos Hara Hachado de Figueiredo.
Aluga-se um armazem ara ra do caes de
Apollo, com bastantes commodos para qualquer
estabelecimento : a traUr no pateo de S. Pedro
- numero 0.
C61PAMU Di VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Para maior commodidade dos senhores de en-
genho a companhia estabeleceu um novo arma-
zem na Escda no lugar denominado Atalaia do
outro lado do rio Ipojuca, o qual estar aberto
para o recebimento do assucar, gneros etc., ele ,
de quarla-feira 20 de fevereiro em dianle.
AssigoadoE. H. Braman,
Superintendente.
H M J. Leite, declara que cons-
tituio seu bastante procurador
I aoSr. Manoel Gomes Leal, pia
H promover a cobranca de suas di-
II vidas passivas.
ASSOCIACiO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Pkilosophia, de geographia c rhelopca
FILO BACHAREL
A. R. DETORRES BANDEIRA,
Protessor de geographia
e historia amiga no gymnasio desta
provincia.
Esli abertos estes cursos na casa da residen-
cia do annuncianle, ra do Imperador n 87 se-
gundo andar ; e dar-se-ha lugar a nov'os cursos
destas mesmss disciplinas, a proporgio que au-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende ;
1. o esludo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhelorica. est dividida em due*
secges:
1. de relhorica em geral.
2. de potica e analyse dos classicos.
Atiendo.
Joo Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas ds ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira 4 Pereira, avisa a
lodos os freguezes dos mesmo?, que elle conti-
na a vender fazendas de muito goslo, bem como
obras de ouro e brilhanles, ludo por meos de
seu valor para liquidar.
seu
Quinla-feira 28 do corrente haver sessao de l
assembla geral desta associago, os senhores so-j
cios sao convidados a comparecer na sala das ses-'
ses, pelas 7 horas da noile, aflm de conhecer-)
se do resultado do trabalhoj principiado na ses-i
sao de 24, e tratarem-se de oulros, deveodo com-
parecerem nao s os membros que estiverem em
dia como aquelles aue nao e^lo.
Secretaria da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 25 de fevereiro de 1861.
Joo Francisco Marques.
1. secretario.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em
consultorio especial homeopathico.
30Roa das Crozes~30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos ore-
parados em Pars (asiinluraa) por Ci-
tellan e Weber.por pregos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra re-
commendada intelligencia de qualuer
pessoa. ^H *
Annuncio.
O Dr. Vilella Tavares mudou a sua residencia
para a ra do Queimado. sobrado n 44 do s/
Bernardino Jos Monteiro, 2. andar, e ahi pode
ser procurado das 9 horas da manhaa s 5 da
lAruBa
De quarla-feira 26 do corrente por diante
haver todos os das as 7 horas da manhaa, na
ra Direita n. 27, taberna do Sr. Antonio Thomaz
Pereira, leile puro a 320 rs. a garrafa
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48.
Parlicipam aos seus numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu mestre al-,
faiate que1 mandaram contratar em Paria,
acham-se promptos a mandarem execu-
tar toda e qualquer obra tendeoie a al-
j.faiate, assim como tem era seu cslabele-
cimento grande sortimenlo de tudo quan-
to se desejar, para qualquer das ala-
gues nao s de fazendas como diversos
artigos de luxo, continuando o mesmo
mestre a receber por todos os vaporea fl-
gurinos para meihor poderem servir ao
respeitavel publico a quem pedem de vi-
rem visitar o seu estabelecimento que
encontrarlo aquillo que desejarem.
Mudanc de esta-
belecimento.
Jos Horeira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta* e d outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi do* Srs. Santos & Roliro,
onde lem o mais completo e variado sortimenlo
de fazendas de todas* aa qualidades para vender,
em grosso e a relalho por pregos muilo baratos:'
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e ra
do Imperador, oulr'ora ra do Collegio, sobrado
da asa aadar o. 34.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos ppr 30
Tiraratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 5$
Tira retratos por 3^
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de ca- i
xinhas novas jj
Tondo recebido um sortimento de ca- O
xinhas novas **
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinlias novas H
Tendo recebido um sortimento de cai- 5
xinhas novas I
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas f <
Nograndesalao da ra do Imperador (4
No grande sal9Lo.da.rua do Imperador j
No grande salaoda ra do Imperador
No grande sa lao da ra do Imperador; g
No grande salo da ra- do Imperador U
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3-)(000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condiqoes muito
razoaveis. ..
Os ca va lliei rose sen Iioras sSo convida-
dos a visitar estes estabelecmentos, pa-
ra* examtnarem os specimens do que
cima ca anunciado.

Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Alugam-se duas casas no lugar denomina-
do Sant'Anna de Dentro, tendo commodos suffl-
cientes para grande familia, tendo banho perto
da casa ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Na ra do Mondego n. 13, d-se 3:000 com
os juros que convencionar-se, e sob boas firmas,
das 9 horas da manhaa.
Precisa-se alugar um preto : na .ra da ma-
triz da Boa-Vista, padaria n. 26.
No dia 26 de fevereiro de 1861, (inda a au-
diencia do Sr. Dr. juiz de orphos se ba de arre-
matar o escravo Amaro, crioulo, de 14 annos de
idade, avahado fbr 4009, por execugao do Dr.
Caetano Xavier Pereira de Brito e Jos Mara
Freir Gameiro, contra Jos Rodrigues do Passo,
como invenlariante da fallecida sua mi. O soli-
citador, Caetano Pereira de Brito.'
Manoel Joaquim da Cunha retira-ee para
fra da provincia.
R. Schmid vai para a Europa.
Manoel Joaquim Gomes tem ordem de ven-
der a casa de um andar n. 3, na pateo de S. Pe-
dro desta cidade por 3,600 pataCoes pagos em
Lisboa, na liba de S. Higael, ou em Pernambuco.
Precisa-se alugar urna preta que sirva, para
cozinhar o ordinario de urna cata de pouea fa-
milia, e vender na ra : quem liver e quizer alu-
ga-la, dirja-se a ra do Queimado n. 19, ou na
ra Augusta n. 55. .
Consulado de Franca.
Diversos devedores do hotel ingles, ommissos
de se conformar o convite que o cnsul de Fran-
ga linha lhes dirigido por este' Diario, de virem
saldar suas contas, do dia 6 a 16 do correnfe, no
dito bnsulado, vem de novo avisa-los que se at
o dia 98 dest mez elles persistirera a nao se
apresenlarem, que elle ser obrlgado.bero cootra
sua vontade, a mandar publicar os seus nomea
e usar eonlra elles dos meios que a lei do paiz
lhe facultara. O consulado acha-se aberto das
10 horas da manhl iaSda tarde.
Pernambuco 16'de fevereiro de 1861.
Arrenda-se a excellente propriedade da
Barra de Serinhem, com muitos ps de coquea-
ros, e avultada soroma de foros : a tratar na ra
do Hospicio n. 17
Na loja do sobrado da ra do Imperador
n. 12, loja que ca no becco do Oovidor, engom-
ma-ae roupa aceradamente, e em conta, dinheiro
vista.
COMPANHIA DA YIA FERBEA
__ DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do di i
; de fevereiro al outro aviso o trem que narte L
estagao das Cinco Ponas s 8 1,2 horas dm
nhaa correr somente at a Villa do cfhn o
trem que at agora tem a.hido d* Ycd 4 1\1
horas da larde ser discontinuado, mas aahi i
AC,"hn 1 hora*.d" ,arde com eos"",. *
.i i k fi paMlda dos lrens o reguladas
pela tabella seguinle : reguiaaaa
|oo
,-. O I Ov-O

mrno
*-wr
I 2 00 00 00 o> o o> o>
1-2
o s?
< pa o. c s> .re t- w
S^SgS^S IS
M'V'V'VlfilOlBlOlflies
8
15S IS
OtDICCt-f.
2BSS IS
w ^o et eo eo > *
i
["RS lSSS? 12
E.irt o o t-1- r- t- r~ oo o
M
AaSignado-s. n. Brama*,
u ij .. sPerintendente.
a7n. n tl"' "P'1*? do l**o americano-
Anna D. Jordn, arribado a este porlo por for-
,,0.r.,Hprecisa c,erca de 8v000 P"> P oc-
correr desposas fetaa nestl porto : os prelen-
dentes dinjam-se a ra do Trapiche n. 8.
."" "Jordn, espitto do patacho americano
Anna D. Jordn, nao se responsabilisa por
qulquer divida conlrahida por seus marinheiros.
Recife 19 do fevereiro de 1861.


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUAETA FE1RA 27 DE FEVEREIRO DE 1861.
(5)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA PARRILHA @ B)R. T@WiIME)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chimlco e medico celebre de Kew York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso efFeito no
sangue.
Cada um sabe que a sande ou a intermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isio ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quantidade do sangue n'um homem d'es-
talura meiiana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas o rujas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem si Jo formada e destinada
com adruiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corkhnte pe vida por todas as
partes da organisaco. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fon le de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com velocidade ELCTRICA a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dianle pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circuladlo evidentemente se faz um engenuo
poderoso de doenga. Nao obstante ple tam-
be m obrar com igual poder nacriaijao de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no sysiema nervoso
eu glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue ple fazer-se puroe saudavel ficar superior
a doenga e inevitavelmenle expellir da consli-
ttieo.
New-York, havemos vendido durante muilos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Towd-
send, consideramolo ser o extracte orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentadoao publico,
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Go, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAN D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.BOBINS & Co, 134 W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street,
WM. UNDEBHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCR & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M RFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 146&
106JobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND,KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK Si Co, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street,
entao como RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
Futon Street.
9'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nbum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direito ao cuidado do publico.
O SANGUE I O SANGUE O UODtO no-qual
se ha rnyster ixar a alinelo.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Asignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extracto do
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway,
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.
I.MINOR& Co. 214
flNGERSOLL&BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAY, 218Pear
Street.
& VANDUSER, 178 Greenwcb
CUMIMG
Sireet.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARVORE E SU AS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitot
O extracto eomposio de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est. .
0 MEDICAMENTO DO POYO! I
Adala-se to maravilhosamenle a constituico
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDEE' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODR1D0,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washington), Brooklym, sob a inspeceo directa
do muilo conhecido chinaco e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejie New-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND-
O grande purlcador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHertsipbla,
a adstriccaodo ven-
TEE,
As Alporcas
OsEffeitos doazou-
rOLNIHNAS M M$|.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeelesiastico e civil para o
bispadode Pernambuco........... 160 rs
vita de dlgiberCL contendo alem do kalendario eeelesiastico e civil,
explicar o das fes tas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nasciment e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceio de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten i men (o da mocidade. 320 rs.
DltCl dltd .... contendo alm do kalendario eeelesiastico civil, expli-
cado das festas muJaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego.....
i Vitado almatiah civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de: .......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordena,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
320 rs.
15000
GUE,
Dispepsia,
AS DoENCA.S,DE FIGA-
D0,
AHVDROPESIA.
A Impinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As C^aGAS
A DEBILIDADE GERAL
AS DOENCASDE PELLE
AS BORBULHASNA CA-
RA,
As TOSSES,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algum oulro purieador do
sangue, conserva-so m lodos os climas per cer-
lo espaco de lempo.
Dr. Townsend tem assignatura e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
New York, e em Pemambuce na ra da Cruz n. SI, escriptorio, I. andar, tam-
tt: __
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou ebuviscos (para urna pessoa)
tomados ra 30 dias consecutivos.......
30 candes para os ditos banhos tomados em qualquer tempo.
15 Ditos dito dilo dito
7 a
O abaixo assignado tendo sido pelo Exm. Sr.
presdeme da provincia comeado thesoureiro das
loteras, e desejando efficazmeol* restabelecer o
crdito que deve ter ama instituido 15o til s
| obras pas e mais beneficiados, desde j afianza
ao respekavel publico que o sea principal fim ,
satisfaze-lo bem, garantindo-lhe como de seu
devera mais decidida honradez e fidelidad na
extraceo das loteras e promptidao nos paga-
1 C$000 | mentos das sortes ; -roga pois a sua valiosa coad-
15*000 uvaao na compra dos bilhetes.
a-f A primeira lotera a beneficio da igreja de
HvUOv Sania Rita de Cassia, cujos bilhetes estao
4JJ04M) I venda do da segunda-feira t8 do corrate em
diante, em seu thesouraria na ra do Queimado
Ranhos avulsos, aromticos, sargados esulphurosos aos presos anunciados.
Esla reduccao de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanugens da frequencia de um estabelecWnento de urna utilidade incooleslavel, mas que infelizmente Bao | $ '
estando em nossos hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:

CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEiROE OPERADOR.
3 HUAIIAGLOIA9AINADOFUUDO3
Clinlea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todes os dias peta manhaa, e da tar-fledepoisde 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidado, como para o engenhos
u outras propiedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua easa at s 10 horas da manha em caso
de urgencia putra qualquer horado da ou da aoite, sendo por escriptoem que se declare
.0 nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
doro remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivfos do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores mediea-
ssentcs horaeopathicos j bom conheeidos e pelos prunos seguintas:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 dito..................20000
Dita de 48 ditos.................259000
Dita de60 ditos. ........... ... 309000
Tubos avulsos cada um.........: 1*000
Frascos de tinturas. .;;............2f000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. lahr, ira-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia .ate., etc. .... 209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 69000
i icira, na ra da Cadeia do Recito n. 45 loja dos
senbores Porto & Irmos, na ra da Imperatriz
(nuirora aterro da Boa Visla) n. 2, loja do Sr.
Sebastiao, e na ra Direita, botica n. 3 do Sr.
Chagas ; as rodas andarro no da quarta-eira
de margo p. futuro, e se daraoas listas no dia
seguale pela matrhaa.
O mesmo abaixo assignado pede encarecida-
mente aos Srs. que negocian com bilheles de
loteras de outras provincias, o favor de ao con-
tinuarem, dando desde j suas terminantes or-
r| .dos, oos porque a lei nao autorisa a venda
" de taes bilhetes, mas lambem porque negocian-
do cem es da provincia liraro iguil senao me-
' lhor resultado, alm de que concorrem desta for-
nia para o engraniiecimenlo dos diversos esta-
, belecimentos pos da provincia, mais beneficia-
! dos e ao contrario Ihes estaro fazeodo lodo o
mal, espera pois que nao Ihe deem odesgosto de
na qualidade de thesoureiro das loteras facer
reprimir semelhaoVe trafico.
Recife, 16 de fevereiro de 1861.
Antonio.3os Rodrigues de Souza.
Abaixo val transcripto o plano que o mesmo
Exm. Sr. presidente se dignou-approvor para
extracto das loteras.
PLANO.
3009 bilhetes a 10.............. 30 000*000
Beneficio e sollo de 20 por ccnlo. 6:000000
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO nOUIOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uteis desde as 10 horas
al meio da, acerca das seguiutes molestias :
1". molestias das mu\heres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esvas consequencias, .
PHARHACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalbicos pre-
parados som todas ae cautelas necessarias, in-
falliveis em seus efleilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos ero sua pharmacia ; todos
que o forem ia della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
8ssim.msrcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COMFAMHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
wkmos m mu,
CAPITAL
Cinco .BiYti&es de libras
steTHnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propetarios
de casas, e a qoem mais convier, queesto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
efloctuar seguros sobre edificios de lijlo pedra,
coberios de lelfaa, e igualmente sobre os -objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou enjiazendas de qualquer qua-
lidade.
JOIAS.
O abaixo assignado, aabendo agora que o
/' Ll'z En,'8dio Tenorio procura contratar, ou
j esta contralado a vender o seo engeoho deno-
minado Soledade. sito na freguezia do Sensor
Bom Jess da Camaragibe. na provincia de Ala-
goas, apreasa-se declarar que ningue.ro se ar-
risque a fazer negocio a respeilo de tal proprie-
o.ade, visto estar ella bypolhecada ao abaixo as-
signado, que alias ainda nao foi outido para dar
o seu consentimento, e como se acha estipulado
na respectiva escripiura. Approveilando o enseio
declara mais o abaixo assignado que estar prom-
pio a fazer negocio relativamente a sea Oebito
com quem quer que pretenda comprar o referido
engenho, transfeiindo e cedendo-lhe a hypothe-
ca aue sobre elle tem. Recife 22 de fevereiro
de 1861. Joaquim Rodrigues Tavares de Mello.
George Bode, subdito hanoverano, retira-
se para (ora do imperio.
OfTerece-se um rapaz brasileiro para caixei-
ro de qualquer estabelecimenlo, di flanea sua
conducta : na ra Nova o. 6.
Manoel Ignacio de Oliveira 4 Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo
escriptorio. '
Precisa-se
de urna preta para todo o servico de
urna caa de pouca familia : para' tra-
tar na ra da Cadeia do Recife n. 19.
Banhos econmicos!
Na casa de banhos do pat*e o do
Carmo.
Neste estabelecimenlo (alem dos banhos ji co-
nheeidos) se fornecer d'ora em tanle, por maior
commodo do publicobanhos econmicossem
lazo, mas com toda a decencia e aos presos se-
gua tes :
I fri 320 rs.
) morno 400 rs.
caries para banhos i??"** 'san
r (moraos SgaOO.
30 baofaos consecutivos fros ou moraos 59.
m^m ene* mmmmmu
JU. J. Le te, roga a seus deve- M
* dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da 8
ra do Queimado n. 10, enten- II
tendo-se pata esse fim com o seu
procurador o Sr. Hanoel Gomes I
Leal. II
CASA

1 banho avulso
7
Paulo Gaignooxfrancez, faz unja viagera ao
Rio de Janeiro,
de commissaode escravos, pa-
teo do Para izo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. JO ; e
ah da mesma maneira se contina a recebe es-
cravos para serem vendidos por commiseao, e
por conta deseos senhores, nao se poupando es-
forros para que os mesmos sejam vendidos com
promptidao, afim de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Nesle mesmo
estabelecimenlo ha sempre para vender escravos
de ambos os aeos, velhos e mogos.
Um mogo portuguez, guarda-lvros de urna
casa commercial, dispondo de algomas horas,
aellas se ofterece para alguma esrripturago :
auem precisar, deixe carta fechada nesta typo-
graphia sob as inicises I. A.
Precisa-se de um ama forra ou escra va que
jaiba coznhar e engommar, para urna pequea
femU; m ni da Sbi1 Veiha d. toe;
Liquido.
1 Premio de............10:000
3 Dilos de'900$........ 2:700
1 Dito de................ 500S
3 Dilos de 2008........ 6O0g
6 Ditos de 100j........ 600g
14 Ditos de 403........ 560g
32 Ditos de 20#........ 640
840 Ditos de 10........ 8:400
24:0008000
900 Premiados.
2100 Brancos.
---------24.O00S000
3000 Bilhetes.
N. B. A sort* grande sugeita ao dlsconto
da lei.
Approvo, Palacio do governo de Pernambuco
16de fevereiro da 1861.AssignadoLeilo da
Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Nova carllia.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nota, edico da cartilha ou compendio de
doutrina christa.'a mais completa doquantas se
tem impresso, por quanto abraoge ludo quanlo
continha a antiga cartilha do sbbade Salomonde
e padre meslre Ignacio, acrescentando-so muitas
oraces que aquellas nao tinham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momea-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o correte .anao al o de 1903
seguida da folhinha ou kalendario para os roes-
pos anuos. A bondade do papel e excelleocia da
impressao, do a esta edi;o da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
Gama k Silva
estando em liquidadlo de sua loja de fezendas,
sita na ra da imperatriz n. 60, por meio deste
aonancio avisam a todos os seus devedares por
conta e letras j vencidas, a virem pagar seos
dbitos no prazo de 30 dias, contados da data do
primeiro aonuncio. Ando elle serio seus nomes
ublicadoi neste jornal. Rtcife 16 de feveieiro
1861.
Denlista de Pars.
15Ra Nova15
Frederie Gau tier, cirurgo dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles arlificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconbecem.
Tem agua e pos deutifricios etc.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as dilas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Laoriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande officina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois esl prompto a
deseropenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
tmenlo.
-- Na travessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, conlina-se a
tingir com toda a perfeigo para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
ufeft Sociedade
"^^* DE
Edificares e compra de
terrenos.
O abaixo assignado convida os propetarios
queja lhe offereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos enlrarem na sociedade na qua-
lidade de commanditarios, a apresentar-lhe os
planos, confrontares, situaees e avaluacoesdos
respectivos terrenos acomnanhados de urna car-
ta pedindo a sua admissao como socios comman-
ditarios da referida sociedade.
A correspondencia devera ser-lhe dirigida
ra do Crespo n. 4- loja. Pernambuco 6 de feve-
reiro de 1861.
F. M. Dupral.
Precisa sealugar urna escra va pa-
ra o servico de urna casa de familia : ua
ra da Cadeia n. 5o, terceiro andar.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urca escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-sede um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronto a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
O thesoureiro das loteras convida as pessoas
que quizerem jogar sempre com bilhetes, meios
ou quarlos de certos nmeros eocommenlados,
queiram dar suas encommendasna thesouraria das
loteras, ra do Queimado n. 12, certos de que
lhe serlo reservados, devendo serem recebidos
al o dia ante-vespera do andamento das rodas ,
assim como, que recebe em pagamento bilhetes
premiados ainda mesmo d.is loteras j recolhi-
das thesouraria provincial.
O escrivo,
Sevcrano Jos de Moura.
O bacharel Francisco Jos Marlins Peona,
eropraza e coovida solemnemente o Sr. A. V.
Nascimento Feitosa, actual redactor chefe do
Liberal Ptrnambucano, ou a qualquer dos seus
redactores, para que, assumindo a responsabili-
dade do artigo edictoiial do seu numero 46 de 25
do correle mez, na parte em que declara que o
mesmo barharel tem sido aecusado de prevari-
cares determinen! os (actos que serviraru a taes
arguicoes, e que constituem as supposlas preva-
ricares. O silencio ser a fiel expressao do es-
pirito mesquinho de calumnia e de vinganca, q ie
predomina em tal escriplo. sob a irrespoosabili-
dade de algumtesta de ferrocom quem ne-
nhum homem, que se presa quebra lancas.
Recife, 26 de fevereiro de 1861.
Francisco Jos Marlins Penna Jnior
Aluga-se urna sala com 3 quartos, propris
para'caixeiros ou alguma pessoa : na ra do Quei-
mado, loja n. 1 i.
Furlaram um cavallo da nio de um meni-
no, no dia 20 de fevereiro, na ra de Apollo,
com os signaos seguinles : cor caslanho, em grao,
com um signal pequeo branco na testa, assim
como as ventas, e o ferro SC : quem delle sou-
ber ou der noticia, dirija-se a ra da Praia n. 72,
que ser recompensado.
Antonio da Silva Oliveira segu para o Rio
de Janeiro no vapor inglez Oneida.
t ompras.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos o Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo < Silva.
compradores da loja dos Srs. Campos di Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aos de ved ores
desta firma, que se dignem vir pagar suas conlas,
ou enlenderem-se a respeilo com os referidos
compradores; certos deque sero chamados a
juizo os que assim* nao flzerem.
0 bacharel WITRUV10 pode ser
procurado na ra Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa do> Carmo.
Precisa-se alugar um negro ou
um mleque para o servico externo de
urna casa de pequea familia : na ra
Nova de Santa Rita n. 47.
Precisa-se de m caixeiro para taberna, de
idade de 16 a 20 anuos : a ra do Nogueira nu-
mero 49.
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas
vende-se estameoha para hbitos a 2j>200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a voo-
tade dos irmos a.459cada um, obra muito bem
feita.
Sa ilos Oliveira & C. fazem sciente que o
seu caixeiro Hanoel Antonio Bibeiro Vianna no
23 do corrente perdeu urna letra da quanlia
de 59^380, sacada "pelos annuncianles e*aceita
por Jos Francisco Alves Monteiro, e vencida em
28 de dezembro prximo passado ; no mesmo dia
deu-se por falta de outra letra sacada pelo ms-
anos e aceita por Manoel Domingos Moreira e
Bernardino Domingos Moreira da quanlia do rs.
4049, vencida em 7 de Janeiro prximo passado
cuja letra foi descontada pelos secadores a Anto-
nio Emigdio Ribeiro e paga no vencimento pelos
sacadores, e por conta da mesma j receberara
288: e para prevengo so faz a presente para os
aceitantes nao pagarem seno aos annuncianles
e llcarem entendidos, e as pessoas que acharem
as ditas letras o favor de as restituir na ra do
Queimado loja n. 28, que Se gratificar.-
Quem precisar alugar urna escrava moga,
recolhida, sabendo coznhar, engommar, coser
lavar, com a condic&o de nao sahir ra, e para
casa de familia : dirija-se i ra da Mangueira o.
16, casa terrea.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se moedas de ouro de 20$ : na
ra Nova n. 36, loja.
Compram-se notas de ji} e 5$ ve-
lhas com mdico descont : na praca d
Independencia n. 22.
Compram-se peridicos a 3J80O a arroba :
no pateo do Carmo, esquina da ra de Hortas
numero 2.
Compram-se escravos
na ruada Imperatriz n. 12, loja, sendo do sexo
mascolino e mocos, cabras ou negros.
Vendas.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Slomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, adinheiro, por ba-
ato preco : vende-se na ra do Trapiche n. 40.
escriptorio. F *
SYeiiile-s
i
s
Relogios patentes.
Estopas.
Losar.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Riscoutos.
Emcasade ArkwightAC, ruada
Cruz u.61.
Cidade da Victo-
ria.
Vende-so urna casa na cidade da Victoria na
ra da Paz do lado direito n. 7, quem a preten-
der comprar dirija-se a ra de S. Miguel eos
Affogados venda n 68 que ahi achara com quem
tratar.
M!&
AUetiQo.
No pateo do Paraizo n. 23 cozinha-se para f-
ra com perfehao e por preco commodo, na mes-
ma se alaga 2 pretas para vender na ra: quem
tiver pira alugar dirija-se a qualquer hora que
achara com quem tratar.
Manoel Jos Gomes Lima, vai ao Rio de Ja-
neiro.
H. G. Matheui, subdito inglez, retira-se
para fora do imperio.
Precisa-se de um official de cigarreiro : na
ra do Vigario n. 26, primeiro andar.
Quem tiver e qaeira alugar algum sitio ou
casa que tenha (ou seja perto) de arvoredos, pe-
las immediicoes da Soledade, Campo Verde ou
Camioho Novo, pode dirigir-se a ra do Raogel
n. 9, para tratar
O Sr. Santa Rosa que leve loja de alfaiate
na ra das Princheiras, queira declarar a sua ao-
va morada, aflm de receber-se de sua merc as
obras que se lhe eotregoa para fazer, etc., etc.
Aluga-je o sobrado e sitio na Passagem da
Magdalena, o primeiro passando a ponte, com
expelientes commodos para grande familia.: a
tratar na ra do Trapiche n. 36, segundo andar.
i Joo Jos de Carvalho Moraes manda para
Lisboa sen filho menor Jos Candido de Moraes. i
Quem tiver e quizer alagar ama escrava '
para o sorvigo de orna casa de pouca familia, di- I
rija-se a ra do Queimado n. 34, loja de Lavra i
de Irineo.
Antonio Pialo da Fonseca, subdito portu-
guez, retira-se para fra do imperio.
Precisa-se de ama criada quo saiba engom-
mar, para casa de urna familia de duas pessoas :
a tratar na ra Nova o, 47.
Na nova loja de fazendas de 4 portas na ra da
Imperatriz n. 56, vendem-se fazendas que faz ad-
mirar, proprias para a quaresma.a saber: grosde-
naple preto a 1*700, 2, e 28200 muilo encorpa-
do, panno uno preto a 3tf, 3*500 e 45O0, fazenda
muilo fina, prlnceza prela a 600, 720 e 800 rs.,
alpaca preta do mesmo preco, cortes de casemir
preta para caiga a 5$. 6J e 6*500, cassas de cores
de ltimos gostosa 320 e 400 rs., delicados pa-
drees. S vista.....
Maoteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmos.
Vende-se um preto e urna preta para o ser-
vico de campo : a tratar na ra do Sebo o. 20.
Vende-se um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Rrum,
junto a fuudQo ingleza, com mais de 300 pal-
mos de fundo, e prompto para se ediucarem-te-
flnages, padarias, ou outros quaesquer estabele-
cimentos por ter excellente porto para embarque
e desembarque de geoeros : na ra da Madre do
Dos, armazem n. 20.
Vende-se ou arrendarse o engenho Mozam-
bique na freguezia de S. Lourenco, na Campia
Grande, distante desta praca 2 legoas e meia,
moente e correte, de vapor, moudo de ludo
quanto preciso no engenho : quem quizer fa-
zer negocio, procurar o proprietario no mesmo
engenho, ou na Passagem, a Francisco Ribeiro de
Brilo.
Boi com carroca.
Vende-se um grande e gordo boi com ama boa
carroga : a tratar na ra larga do Rosario n. 24,
loja de ourives.
IV. 40-
AUenco.
-Rn*dAmorm~N.40.
Vendem-se saceos grandes com tres quartas de
farinha de mandioca a 2*500.
Venda de um cavallo.
Na ra do Jardim n. 19, ha para vander um ca-
vallo que serve para lodo o servido, qne se ven-
de muilo em conta.


.- mu



()
DIARIO DI RMIAIIBOCO. QUIMA IRA 17 DI fEttftEttO Di 1S61.
PROGRESSO
Largo da Penha
Vendem no sea armazem Progresso os segulntes generas recen temen te chegados por me-
nos d ou 10 por cenlo por seren indos de conta propria e tudo das melhores quahdades que se
podem encontrar tendentes a molhados :
Manteiga ingleza fio*. i9. 1bra e m de 8 libr part at 86 D0
Progresso.
Qneijos namengos a 1$100 d0 pr6C0 2,500 Tende.,e. lf700
pela grande porg&o que tem, afianca-se quo sao os melhores que ha no mercado, s no
Progreso.
V.ndUiplulia dag maig acredta(jas marcas a 200 a duzia e 2$ a garrafa, aQanca-se que
a melhor do mercado, s no Progresso.
"^ J SlllaSO a g^Q rg a ||jra uncamcnle se vende-no armazem Progresso, aQanca-se
a boa qualidade, s no Progresso.
v-inUMildi dos mas acreditados fabricantes da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso.
* ^*ei***a em compoteiras de folha do mais acreditado fabricante da Europa vinda pela
primeira vez a esta provincia lacrada hermticamente e muito bem enfeilada a 19 rs. a libra,
s no Progresso.
imperial maYmeVada d0 afamad0 Abreu e outros fabricantes premiados na ex-
posigo de Londres a 800 rs. a libra, s no Progresso.
Nl.a o SO* chegadas do conta propria no ultimo navio a 1^600 e 49 latas com
8 libras, s no Progresso.
AmeiXaS iraaeezaS da melhor que ha neste genero a 500 a libra e em latas a
10, s no Progresso.
l IgOS de Comadre caixinhas com 16 libras, os melhores que ha no mercado a 20500
e 240 rs. a libra.
Cha perol, Ivysoa e preto dos melhores lem Tind0 e h, no mercad0 a
20560,2 e 1J600 a libra, s no Procrease.
GaUas com S libras de passas muil0 bem enfeilad propriag para
meninos a 30 e em caixa de 1 arroba a 12$ e em libra a 500 rs., aanga-se serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
tUllulQ ou passas propriaspara podim a 10200 o frasco, s no Progresso;
Doce da casca de gnaba a n 0 caila0, s n0Progresso.
A.crCf do melhor que se poie encontrar neste goncro a 10600 a garrafa, s
Progresso.
"**"'* pdaliO e mesmi) para engarrafar pelas suas boas qualidades
caada e640 rs. a garrafa, s no Progresso.
1 abO UOVdeaUX da9 marcas mais acreditadas a 11$ a caixa e 10 a garrafa, s
Progresso.
OCrvejas das melhores marcasque tem vinlo ao mercado a 5g a duzia e 500 a garrafa,
(branca) s no Progresso.
HlaCaS para SOpa e sevadnha muito nova a 500 e 320 rs. a libra, s no Progresso.
Nlanteiga l?aacexa thegada no ullimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s no
Progresso.
*. tXHHJN llXtitlOS 03 meihores que tem vindo ao mercado a 200 rs. o masso com 20
niissinhos, s no Progresso.
AzeitoaaS a 19200 rs. o barril, s no Progresso.
laHUa dC pOi*CO rerinada amais alva que existe no mercado a 480 rs. a libra e em
porgio de 8 libras para cima a 440 rs., s no Progresso.
T.OnCVf*"ttO de lulSbOU 0 melhorque ha a 9{ a arroba e 320 rs. a libra, s no
Progresso.
SeVaia mut0 nova a 3, a arr0ba e 120 a libra, s no Progresso.
*- r*8*1 o mais limpo que ha a 5$ a arrDba e 160 rs. a libra, s no Progresso.
Spermacete a 800 rs a librat 8 no progr08SO>
Oli e outtM muitis quilida es de peixe om lats de 1*200 a 2, s no Progresso.
Os proprietirids promettem aos seus freguezes continuarem a terem os melhores gneros
relativamente a motilados e vendorera mais barato que emoulra qualquer parle, prometlem mais
tambeni servireru aquellas psssoas que raandarem por outras pouco praticag como se viessem pes-
soalmenle, rogiui tambero a todos os Srs. do engenho e Srs. lavradores queiram mandar suas en-
commendas que no armazem Progresso se Ihes afianza a boa qualidade e acondiuionamenlo por
mais longequesejaoserlo.
no
40500 a
no
Rival sem segundo.
Na rundo Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes^artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas, eo
prego convida :
Caixas do clcheles a 40 rs.
Carios de ditos a 20 rs.
Croza de pennas de ac muito Unas a 500 rs.
Charutos muito linos, caixa com 100 a 20500.
Croza de bolOes de louga a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs.
Uanha em lata com 1[2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novase 40 rs.
Ditas com phisphoros ospeciaes a melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito oas a 200 rs.
Posas de franja de laa muito bonitas cores'a
800 rs.
Duzia desabneles muilo finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfineles finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francesas a 120 rs.
Pares desapatos de tranca de algodo a 1$.
Ditos de laa para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garfos de cabo preto a 33.
Pares de luvas do fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pecas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 rs.
Cordoes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 18.
Pares de meias de cores prra meninas a 100 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Croza de marcas para cobrir a 60 rs.
Viuho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmaon Ir raaos & C., ra da
Cruz n 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Preres e
dos Srs. Oldekop Mareilac 4 C., em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Braudeaburg frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Cha lean Loville
Cha tea u Margaux,
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chaieau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em eahas qualidade inferior.
Na raesraa casa ha para
vender:
Sberry em barris
Madeira em barris,
Vende-se a taberna do paleo do Terco a.
11 : a Iratr nsmesma.
Sodr k G., ra eslreita
do Rosario n. 11.
Vendem-se queijos suissos muito bons a 600
rs. a libra, champanha nova muilo superior a
189 a duzia, e vinho Bordeaux a 10$ a duzia e i$
a garrafa.
Sortimento de chapeos
/t*ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos fraocezos de superior qualida-
de a 70.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 160.
Chapeos lisos para senhora a 250.
Ditos de velludo cor azul a 180.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8j.
Ditos ditos para menino a 50.
Lindos gorros para meninos a 3J.
Bonels de velludo a 50.
Ditos de palha muilo bem enfeitados a 4J.
Chapeos de sol francezes de seda a 70.
Ditos inglezes do 100,120 e 130 para um.
Farinha de man-
dioca.
Vonde-se por 40 a tacca, na ra da Cruz nu-
mero 26.
Fazendas pretas para a
quaresma
Xa ra do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muilo superiores a 1200. ditos bordado,
a retroz e vidrilho a 800, ditos bordados a sedas'
fazenda muilo superior a 700. manteletes de fil
de lindos gostos a Jfg. ditos de groadenaple pre-
to ricamente enfeitados a 200, 250, 300 e a 35g
cada um, ricas mantas de blondo hespaaholas a
200, ditas de fil bordadas a seda a 120 e a 150
cada uma.grosdenaple preto de superior qualida-
de de 10800 at 30200 o covado. luvas ptelas en-
talladas e de superior fazenda 20200 cada urna, e
outras muitas mais fazendas propria para qua-
Pechincha para a
quaresma.
Manteletes de groadenaple e da fil de aeda
pretos e de cores, pelo bwatissime preco de 50,
80, 10$ e 120 : na ra do Queimado n. 44.
Attenco
Vendem-se terrenas junto a casa do Sr. Gua-
rni, na ra Imperial : quem pretender comprar
alguna em pequeos lmannos ou em grande
porcio, apparega na ra do Queimado a. 51, loja,
que se dir quem rende.
Vende-se ou aluga-se urna cocheira na
Boa-Vista, ra do Tambi, que serve para rancho
ou mesmo cocheira; quero a pretender, dirija se
raesma cocheira ou a ra do Queimado n. 54,
loja, que achar com quem tratar.
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e contrarias.
Na ra da Senzata Nova n. 30 tem para ven-
der caixinhas com docea de fruetts o de farinha,
ameudeas, castanhas com confeitos e amendots,
ludo coro muito boro sortimento para os aojos
das procissdes, e vende por preco muito comnro-
do, porque tudo fabricado neste eslabeleci-
mento.
Farinha de mandioca.
Vende-se multo barata para acabar; na ra da
Senzala Nova o. 39, Uberna.
1 Vende-se urna padarin prompta de todos os
utencilios par trafcetbar, em um dos mnlhores
locaes marcados pejas posturas municipaes e com
um deposito em urna das ccelhores ras desta ci-
dade: quem a pretender, entenda-se com o Sr.
Jos Duarte das Heve*.
Vende-se^ urna escrava : no pateo do Car-
ino, esquina da ra de Hortas n. 8: m
ii ..
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas vmueraes deFranca.
Esle excelente fumo acha-se depositado, diretamente na na Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 heclogramos a 10000 e em por^ao de
10 masaos paro cima com cesconto de 25 por cenlo; no mesmo estabeleciment acha-se tamben
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
CENTRO GOiMERCIAL
15 Ra da Cadeiado Recife-i 5
ARMAZEM DE TARACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bonrgard
Ja-
em
pardo e
de seda, arroz,
muilo barato.
ditos para cigarros a
cigarreiros quo faari-
qna-
?ini fU,S?r0S,dr ?ahV grande iP"' priores charutos do Rio de
nn/,3 Pa.?, ^^^ncA dos Srs Domingos Alve. Mchalo & C, vendeodo se en
?uC.n. t h. k 3 em sempre grande sortimentojie charutos manilha, havana,
suissos e namuurgo. w
CarutOS SUiSSOS a 305 0 milheiro, fazenda superior e que se venda a 450.
^h^S, P,a?el e p,,h,de milh0> de P"Prt 8ross. d *]
hespaohoes sendo de superior tabaco do Rio, vende-se era milheiro
Cf3fo?sara CharUt0S com agarra, de metal a 10 cada um,
Papel para cigarros propr09 para os fumant93 de cigarroa
cam os cigarros de papel de linho e seda.
ldade.Cai0 franCeZ' verdadeiro em m,5s de diversos laroanh s, garante-se
TabaCO turCO a 50 a Hfaras meia libra por 3J, para cigarros e cachimbos.
8h(h^fUr?ehaKr,lel)eke em -?os de diverso, t.manhos, par. cigarro, e c
chimbos,'fazendo-se abatimento em porgao. o ^^^^Fi^n^^'^'t^'^^**^* *m macDh embrulhados
em chumbo a 160,240 e 320 e a groza de 170 a 220, para cigarros e cachimbos.
Cigarros de manilha dei)apel branco e pardo a 159 0 milheir0>
Machinase papel para cgarr08 de manilha<
ape rOlaO francez em ma5os de orna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
Vasos de louca ebarr0 para tabaco e rap
PhoSphorOS e isCaS de di?ersas qualidades para charutds.
aCd!i?lK0S e8Ucas2temseDPfesoitmento espantoso de cachimbos de gesso, louca, ma-
deira, barro e os verdadeiros e sempre apreclaveis cachimbos de espuma.
Tabaco do Rio de Janeiro pica(l0 para cachiinbos e cigarros a800 rs a libra
Vendem-Se todas fazendas raaisbaralodoque em oulra qualquer parte.
S'S.H'S0"J?!Lbiecl? vendd0! tornando-se a receber (incluindo os charutos] quan-
do nao agradem ao comprador. H
^fdlde lU "^ encom,nendas' encaixolam-se e remeilem-se aos seus deslinos cora bre-
do que Oca exposlo tem um variado sortiraanto de objectos proprios para os senhores fu-
III o II Ira,
h.,.i a Recebem-8ei,odo o artigos directamente, motivo pelo qual se pode vendor muito mais
oarato do que em oulra qualquer parte.
Vuder muito para veu-ler barato
Vender barato para vender muito.
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran
des estampas, do fumo e coloridas, representan- '
do urnas a morto do justo rodeado de aojos, etc.,
e outras a morle do peccador cercado de demo-
nios, ele. Sao na verdade ioteressante, essas
eslampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
a 2#000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido peles seus bons ef-
feilos, continuam a ven de-lo pelo prego de 10
cada vidro, faz6m urna differenca no prego aos
collegas e a todaa as pessoas que tomaron de 12
vidrospara cima.
Rap princeza gasse da Bahia
Em casa de Lopes Irmaos, no caes da alfande-
gai n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porgoes ou a retalho.
Vestidos de seda pretaa60.
Na ra do Cabug, loja n. 8, j exislem poucos
cortes de ricos vestidos pretos de grosdeoaples
bordados e de babados, em cartee, grandes, que
se venderam a 1000: a elles,antes quo se acabem
lo boa pechincha para a quarSBma.
Grosdenaples baratis-
simos
moVB?Bd-en,a74/^en,tes P***0 Pel baratiss-
nUa nd<8m"M qUe,i0, bM <*M0 : Ia* w-
Charutos suspiros.
Chegaram i na das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga, os verdadeiros charutos suspiros e
tanto se vende caixa,como meias calas, e a r'e-
lalbo, assim como outras multas qualidade, que
vende-so por menos do que ero eutra parte,
/?ua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores flxas e lindos desechos
a XO rs. o covado do-se amostras com nenhor.
Vende-se 1 cama de aroarello com cortina-
do para solteiro, 1 candieiro, 1 banheiro de folha
1 relogio de sala, 1 cadeira de piano, e Spalitei-
ros de porcelana : oa ra da Senzala Velha n.
128. primeiro andar.
Vendem-se 4 burros mansos, de carga o
roda, em conta : no aterro da Boa-Vista, no ar-
mazem de sal.
45 Ra Direita 45
Tendo de augroenlar SO (, o calcado de* se-
nhora e o de hememlO^i., do dia 9 de feverciro
em diante, ero consequencia da non pauta que
ha de vigorar oa alfaRfega; propretaTto do
bam sorlido estabekciment da na Direita o
45. nao quer que os son, Irefoerta cerregoem
com as coosequenclas do systema financeiro do
sr. ministro da fazenda a por isso sustenta os
pregosdo sea calgado pela tabella seguinte :
Homem.
Borze^uins para homem (im-
penaea). .. 10|000
Ditos (aristocrticos). 9^000
Ditos jprova d'agua) 8jJ500
Ditos (BersagUeri)..... 8#000
Drtos (communistas). 60000
Meios borzeguins (patente). 60006
Sapatees (3 bateras). 5*600
Ditos (sola dupla)..... 50200
Ditos (blusas)...... 5^
Senhora.
Botinas (prima dona). 50000
Ditos (vis a vi)..... A|80O
Ditos (me deixe)..... 4|5O0
Ditos (grisete)...... tyQQQ
Meninos e meninas.
baixo a
ra Di-
por-
Vende-se um cavallo bom andador de
relta n 76 80rd0' b* Pell e D0TO : na
n.TyeHndi"8e Uma c^cirinh em bom estado
na ra da Aurora n. 66.
Baratissimos jarros de
celiana.
Veade-se mui bonitas jarro, de porcellana dou-
raaa, e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra en fe tes de mesas, ornato de gabinete, etc.
pelos baratissimos pregos de 30 e 48000 o par I
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca ni 16.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Reoker & C, existe um bom sortimento de II-
nhas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
pregos mu razoaveia.
Farelo e milho.
Saceos grandes e de muito boa qualidade : no
largo da Assemala a. 19, armazem da Aatunes
Ouiaaaraes & C.
Pianos
Luvas.
E1 chegado i loja da agole de ouro da roa do
Cabug, t* verdadeiras iuvts de pellica Jouvio
sendo para senhora para homem, que ae ven-
.dem a 30 o par, aflanga-ae a boa qualidade.
Casa venda.
Vende-se a casa de sobrado na ra, Imperial n.
79i lr,,*r n,.'Ja de *< < ra Direita
n. lJ, ou com Joao Perreira dos Santos iun'or
no escriptorio do Sr. Haooal da Silva Santos'
becco do Capim. bairro do Recite.
Sanadora Brothers 4 C. tem para vender em
eu arma tem, na pregado Corpo Santn 11
alguna pianos do ultimo gosio recenmen
chegadoe dosbem conhecido e acreditados fa-
bricantes Broadwood A Sonada Londres a
muito prooriopara estecUma i
Vende-ae uma carroga em boro uso, per
commodo prego ; no Campo daa Princezu ar-
mazem de materiaes.
Aprecos sem limites.
Na loja de miudezas da ra Direita n. IOS se
vende, para completa liquidagao, diffarenles miu-
dezas de diversos mistaras, aro completo sorti-
mento de bicos e retidas, de-algodao, linho ae-
da, caias com msicas propasa para costura
carteira? e estojos pioprias para-viajantes, diffe-
renles objectos de porcelana, sendo jarros a ou-
tros para enfeites de mesa, banhas e cheiros,
roupa O calcado, a realejos com pancadaria, oa-
lios coro figuras do macacos, e outras muitas cou-
sas, que so i vista animar o comprador.
. Veade-se am relogio de algibeira, da ouro
patete ioalez, com multo pouco uso, e por um
prego muito barato, o qual regula pereitamenle:
a tratar na loja da ruado Queimado n. 41,
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Una do Queimado u.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno 6no obra muito bem fei-
ta. de 350 a 400cada uma.
Pa elots de panno dqo preto, de 250 a 300.
Golletes de velludo preto bordado, a 120 cada
Ditoa de gorgoreo preto a 70 dem.
Ditos de setia maco a 6J idem.
Dilos de casemira preta a 50 idem.
Galgas de caaemira prela fina de t2 a 140
Paletols de estaroenha a 50.
Ditos de alpaca preta, saceos de 40 a 50.
Ditos de dita sobrecasaoos de 80 a 90.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 12
Ditos de meia caaemira a 100.
Dilos de caaemira muo Boa a 14$.
llm completo sortimento de paletols de tustio e
bnm, e caiga* e colele*, que tudo ae vende por
prego em conta. v
Cera de carnauba.
A melhor que taro vindo ao mercado e por
prego commodo : no largo da assembla n. 19
armazem de Antunes Guiaerea & C '
cobortos a descabtrtosr pequeas a grandes, da
uro patente inglez, aca-twmm a senhors da
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
das palo ultimo paquete ingles : am cas* do
Sonthall MeUor & C,
Sapa loes (bezerro). 4^000
Ditos (diabretes). .... 3|500
Ditos (salva pes)......3^000
Botinas (boliQOsas).....4J0OQ
Ditas (para criancas). 3J500
Sapatos para senhora (lustre). 1^200
Euro completo sortimento de couro de luslre
marroquiro, sola, bezeiro frencez. courinhos
ludo que necessario a um irmo da S. Cr-
pim. advogadodos artisUssapeieiros. porprecos
que s este estabelecimento poda vender.
Roa k Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S. vende-se
por pregos baratissimos, para acabar : peca* de
cambraia lisa fina a 30, organys muito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
no sitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240
cortes de cass. de cores a 20. entremeios borda-
dos a 10500 a pega, babados bordados a 320 a
vara, sedinha, de quadros finas a 800 rs., casa-
vequesdecambraia e fil a 50, penteadorea de
""ibraia bordados a 50, gollinhaa bordadas a
MO, dita, coro ponas a 20500, manguitos borda-
des de cambraia e fil a 2, damasco de laa com
9 palmos de largara a 10600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fusto n-
fetadas a 50, pegas de maoapolaoflno a 4$, la-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisus de
cambraia bordados a 20, sobiecasacas de panno
?e a,>?2* eS5J.tletota de panno e caaemira de
16 a 20J, ditos de alpaca de 30500 a 80, ditos de
Dnm de crese braDcos de 30500 a 5J, caiga, de
casemira pretas e do cores para todos ps pregos
ditos de brim de cores e brancos de 20 a 50 ca-
misas brancas e do cores para todos os pregos
colletes de casemira de cores finos a 50 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
MMI si a
1 Na ra da Cruz f
I n. 48. 8
% No escriptorio de E. A. |
Burle A Companhia. J
Vendem-se riqnissimas mobilias do moa> A
9 no e jacarando, todas de obra de talha, as
9 melhores e mais ricas que teem vindo ao 4*3
mercado at hoje, gosto Luiz XV, todas S
9 de encosfo de palha e rodames. aj
Ditas de madeira branca, dilas fingiodo tt
9 moguo, ditas flngindo junco, ditas de ma- m
9 deira branca de goslo simples com mar- m
9 more, mobilia completa por 3500. S
Lindissimoa apparadore para fruclas.di- m
9 tos envernisados par comida, lavatorios I
9 guarnecidos de marmore com apparelho de A
S rica porcellana e cspelho a 5000^) cada S
um ; toalete, de Jacaranda guarnecidos de Z
marmore comespelho e apparelho de por- S
g> celiana. elegantes catides de differentes A
\9 qualidades. laroborctes de Jacaranda e de m
9 rnogno. indispensaveis para as senhoras m
descangarem os ps, tiquissimas cadeiras
de pianno, excellentes piannose excellen-
tes corres (burra), do melhor fabricante
fe que eziste na Europa, champanha da me-
lhor que tem vindo ao mercado, taraDle-
se a qualidade, a 200000 o gigo.
Todas as mobilias sao com marmore e
vendem-se o mais em cenia que fr possi-
vei, por virem em direciura da fabrica dr
Europa.
A grande fazenda
Pitan ga.
Vende-se esta grande propriedade a
qual tem uma legoa qnadrada de exten-
cao e fien distante da villa de Iguarassu'
s duas leguas e confronte ao lade do
leste com o engenho Mor jope.
Tem um rio que percorre a fazenda
do sudoeste para o nordeste e varios ria-
chos com cachoeiras convenientes para
quaesquer engenhos de loicas maiores
e as aguas do no podiam ser adaptadas
para conduele de madeiras durante
seis mezes do anco.
A metade da fazenda esta' anda em
mattovirgemquecontm grande por-
c5o de madeiras de le e de construcqo.
Tem uma boa casa de moradia com
pertences, como estribaras etc.
Tem horta com muitos pes de dilTe-
rentes tructeiras tanto da trra como
estrangeiras e um jardim que tambem
contem muitas larangeiras.
Tem diversas casas de moradia pro-
prias para eitores c engenbeiros.
Tem boas ras e pontes fornecendo
vas de communicaco com as differen-
tes partes da fazenda e tambem com a
villa de Iguarassu'.
Tem grande curral e pastos bem fe-
chados e seguramente cercados.
Tem uma plantacSo de cafezeiros de
cinco mil pes e grande porcio de plau-
tas novas propras para estender o c&-
fezal.
O terreno de varias qualidades are-
noso e de barro puro e tambem de mis-
turas destas em differentes proporcoes.
Os pretendentes que quizerem *exa-
o miDa'a Propriedade podem. ofazerdi-
muito encornado a 19500 avara, brilhantina "&**>"> ao Sr. Crispim, que ao_ pre-
aiul a 400rs. ovado, alpacas de diferentes ,ente mora nellae a mostrara'
odres a 360 rs. o aovado, easemiras preus -------------------------------------
A loja da ba-f
na Tua Ao Queimado n. 22i
est muito sortida,
e vende mnito barato :
P ranco de puro linho traogado a 15000 e
SnS"' a vara ail p8rdo a"1 superior a
ipOO a vara ; gangas francezas muito Anas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de menino, a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 18600 :
ditos de brim de linho de edres a 20 rs.; breta-
nha de linho muito flna a 200, 220 e a 240 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'alodo muilo
superior a 10400 ra. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 20400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 20400 a
duzia 5 dilos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 60. 70 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo Qnos n 80 rs. cada um ; ditos de cam-
iJa godao com bic0 1,r8 d5 linho em
u \Ini3?80; ias com reDda' bico e lobynn-
lo a 20000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a diahelro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas titas com flvelaa para cintos de senhoras e
meninas, e pelo paralissimo prego de 2fi : em
dita loia da aguiairanca, ra do Queimadonu-
mero 16.
Gheguem ao barato
O P reguica est queimando, em sua loja n*
ra do Queimado n. 2.
Pojas de bretanba de rolo com 10 varas a
88, casemira escura infestada propria para cal-
ca, eollete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4, 5, e 69 a poca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 60 a pena, chitas largas de moderaos e
escolhidos padrees a 240, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
7 o 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
tonda muito delicada a 90 cada um, ditos com
uma s palma, muito fios a 8|500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de easaas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas pira senhora a 49 a dusia, ditas de boa
qualidade a 3| e 89500 a dusia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 ra.
o covado, ehiaseseuras inglesas a 59900 a
peca, o a 100 rs. o covado, brim branco de pur
linho a 19, 19200 e $9600 a vara, dito preto
finas a 29500, 39 o 39500 o aovado, cambraia da-rua do Trapiche no Recfe.
nrata 1 im uIbmi Kf\n ...... _.___ Vonri. .. .._..______________,
preu a da salpico, a 500 rs. a vara, o outras
muitas fazendas qua so fara patente ao compra
lor, e do todas sa darlo amostras fon postor.
E para tratar de preco na cata n. 46
n Vltn Ja SVt t w* T '
Vende-ae por um prego commodo uma car-
roe* com pipa e mais pertences para condcelo
a egua, a qual tem pouco uso : para tratar, oa
ra Imperial n. 64. v *


DU1I0 31 PEWUMJWCO. -. QTJAM* FEUU*S 0nVBRJURO ti 61.
(7)
ARMAZEM
DE
ROUPA TOPA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO 01EIMADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle eslabeleciroenlohasempre um sorlimento completo de roupa feila de todas as
qualidaes, e tambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
ue lera um dos melhores professores.
Ditos de setim
S
sacas de panoo preto. 409, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30900
Palitots de dito e de cores, 359, 309.
25S000 e 203000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, llgOOO
Ditos de roerin-sim pretos e de
cores, 9J000 89000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de bro de cores, 5J, 49500,
4SO0O e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6$000, 59000 e 4$0OO
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e 89OOO
Calsjs de casimira preta e de cores,
129.109. 9 e 6J000
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco, e de cores.
5SO0O. 450Oe 2S50O
Ditas de ganga de cores 3J000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos o bordados, 129, 9g e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
preto 59OOO
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$0G0
Ditos o gurguro de seda pretos e
de cores, 7J000, Ditos de brim e fusiao branco.
3500 39000
SerouUs de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1J600 e 1528O
Camisas de peito de fuslao branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6$ e 38000
Ditas de .madapolio branco e de
cores, 39, 29500, 29 e I98OO
Camisas de meias I5OOO
Chapeos pretos de massa, frar.cezeo,
formas da ultima moda tOg.&jDOO e 7000*
Ditos de fellro, 69, 5$, 49 e 2000
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceses, 149, 12$, llg e 79OOO
Collarinhos de linho muilo Anos,
novos feilios, da ultima moda 98OO
Ditos de algodao 5500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, IOO9. 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosootaes, 40J 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
adrenos, pulseiras, rozelas e
anneis o
Toalhas de linho, duzia I29OOO e IO9OOO
Algodao mooslro.
Vende-se aigodo moastrocom duaslarguras,
mallo proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda 0 qualquer costura, pelo baralinimo
preco 4*600rs. a vara
22, na loja da boa (.
na raa do QueiBaoo 11.
BASTOS
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Relogios.
Vendem-se emcasa de Braga, Silva 4 C,re-
logios de ouro de diversos; fabricantesinglezes,
por prego comraodo.
a Machinas de vapor.
@ Rodas d'agoa. 0
9 Moendas decanos. m
9 Taixas. Z
Q Rodas dentadas. m
@ Bronzes e aguilhes. m
Alambiques de ferro. a
9 Crivos, padroesetc, etc.- m
q Nafundicode ferro deD, W. Bowmana
$) ra do Brum passando "o chafariz. A
@3$ &3$9 99 @
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
priaspara viagens, etc., etc., pelos baratsimos
pregos de 59, 69 e79 : na loja da aguia branca,
ra doQueimado n. 16:
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler fe Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chi n a s que
sao as melho-
res e mais
durad ouraa
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
suaboa quali-
dade e duca-
qo : no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leile & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigamenle aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
gar ao armazem
DE
Bastos k Reg,
urna grande quantidade do uniformes de case-
mira de cores muito recommeodados tanto pelos
seus bonitos padrdes como pela sua bemfeiloria
e como seja grande quantidade tomamos a deli-
berado de vender pelo diminuto prego de 25$,
assim como urna grande quantidade de chapeos
de castor brancos e preto pelo diminuto prego
de 6g, pois se vendem estas obras por este dimi-
nuto preco como fim de apurar dinheiro e acre-
ditar este novo armazem na roa Nova junio a
Conceicao dos Militares n. 47.
PARA A

Na ra do Queimado n. 17 a prmei-
ra loja pastando a botica vende se casa-
cas de suoerior panno fino preto de]
53# pelo barato preco de 28$, por baver
grande sortimento e querer-se apurar
dinheiro.
,Vendem-se 6 jarros de porcelana pintados
cora craveiros de differentes cores: na ra de
Borlas n. 122.
Fabrica do Man
teiro.
Vende-se em grosso auucnr refinado baiio-a
3*200 o 3Wftis. a erraba.
Lojadolco de prata.
Vende-se estampas cora o retrato de S. M. F.
o Sr. D. Pedro V o D. Eslephania a I9OOO cada
urna, ditas de Napoleo, principe Alberto, D. Eu-
genia, raioha Victoria a 1;280 cada um, franja
preta de vidrilho a 800,19 o i;280 a vara, ditas
sem vidrilho a 560 a vara, como tambem rozelas
relas, pulceiras. alOnetes para peito. galo pa-
ra vestidos e Olas prelas de velludo e outros
muitos objeclos que sevendero por barato pre-
co e assim como trocam-se imagensde Santo An-
tonio e ConceicSo a <9 urna : ra do Rosario-lar-
gar n. J6 loja de miudezas.
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lop^s, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ras de velludo, dilos bordados, veos pretos de
fil bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos Onos, e oulras muitas fazendas, tudo
por precos muito commodos.
Vende-se o engenho S. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moente e
corrente, distante da praga 4 legoas, quasi prom-
pto para moer com agua, com boas matas, ex-
cediente cercado, boas obras, e urna boa safra j
criada : os pretendentes hajam de dirigirse ao
mesmo engenho, ou no engenho Penedo de bai-
lo, que se fari todo o negocio vista do com-
prador.
Exposicoes de
metaes.
Riqutssimo sortimento de toda a qualidade de
metaes finos prateados, emapparelhose avulsos,
grandes e pequeos, ludo quanto se pode deso-
jar para servido e ornamento de urna mesa, ap-
parelhos para almoco, desde o mais fino at o
mais ordinario, conlendo em si os apparelhos fi-
nos a garanta do fabricante por esparo de 20
anuos, tudo se pode garantir ao comprador, e
oulras muitas qualidades de objectos, conlendo
assim taboleiros para dar cha, bastantes grandes,
e que muito devero agradar aos freguezes que
P ecisarem ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Fazendas baratas
Na ra do Queimado n. 19
Cambraias finas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o covado, ditas escuras a 18C rs.
o covado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
Cambraietas finas para vestido a 29800,39 e
39500 a pea.
Esleirs da India para cama e forro de sala,
sendo de 4, 5 e & palmos do largo-
Lencos brancos para algibeira pelo barato pre-
go de 19600 a duzia.
Grandes colchas do fusto lavradas a 5)500.
que outr'ora tinha loja na roa do Quei-
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Ges (SrBastos participa aos seos nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges lendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso flcou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim como apro-
veila a occasio para-annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a ConceicSo dos Militares n, 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
i Bastos < Reg
com uro grande e numeroso sortimento de
roupaseitas e fazendas de apurado gos-
to, por pr?eos muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno Do <
preto o de cor a 25J. 28$ e 30, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, palelots
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
209 e a 225. ditos saceos de panno prelo a
129 e a 14jj, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9g, 109, 129
el49, dilos de estamenha fazenda de
apurado gesto a 59 e 63, ditos de lpica
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, dilos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 4$, 49500 e 58, ditos de fus-
to de cor a 39, 39500 e 49, dilos bran-
cos a 49500 e 595C0, dilos de brim pardo
fine sacco a 2$800, calcas de brim de cor
finas a 39, 39500,49e 4(500, ditas de di-
to branco finas a 5 e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a AS, ditas de
merio de cordao prelo fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4$500 e 59, ditos do seda branca pars
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, dilos de cor a 3, colletes de me-
rino para luto a 4f e 49500, ricos rob-
.chambres de chita para homem a 109,pa-
letols de panno fino para menino a 12$ e
149,casacas do mesmo panop a 15g,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelots de alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranca para homem e senho-
ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
I89 e 209 a duzia, camisas francezas D-
' as de core brancas de novos modelos a
178.189, 209, 24g. 289 e 30 a duzia
ditas de peilos ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
gravatas brancas para casamento a I98OO
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 35$, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 18J e 209,
e muitas oulras fazendas de escllenle
gosto que se deixam de mencionar que
por ser grande quantidade se torna en-
fadonho, assim como se recebe teda e
qualquer encommenda de ronpas feitas,
para o-que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande officina
dealfaiate que pela sua promptidao e per-
feico nada deixa a desejar.
Perfumaras
Cassas de cores.
Atada se vendem cassas de cores fixas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita; na raa
Queimado u. 22, na bem contienda loja da
Boa f.
[ELOGIOS.
7ende-se em:asade SaundersBro heraA
C. pracado Corpo Santo, relogios do afama
do abocante R os le el 1, por precos commodos
tambemrancellins e cadeiasraraos mesmos
daexceellnle costo.
Cassas francezas de lindos desenhos a 240 rs, o
covado, coilas franceses a 160 rs., ditas a 200 rs.:
na roa do Queimado n. 44.
Vinho de Bordeaux
em barris e em caixas de dif-
ferentes qualidades, vende-se
en casa e J. Praeger A C -, ra
da Cruz n. 17.
Espingardas
de caja de esous< eano, muito finas e
simples Tende-se em casa de J. Prae-
ger & C, ra, da Ccu*B. 17.
^ 1N A LOJA |
Encyclopedica %
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.
! ,. Vende-se fazendas de superiores qua-
> Mdades egostos por precos incriveis:
. Chapeos de seda para senhora brancos e
{ de cores a 159.
i Dilos ditos de ditos de cores e brancos a
I 209000.
Ditos de palha ricamente enfeitados a
289 e 409.
Riquissimos cortes de cambraia branca
bordados a 359.
Ditos ditos a 209.
Las de Garibaldi em cortes com 25 co-
vados a 109.
Cassas a Garibaldi o outros delicados
gostos s 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
_ fixas a 260 rs. o covado.
Laas de todas as qualidades a 39600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada peca a 68500.
Saias bales de 30 arcos a 59.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mo a pega a 249.
Saias bordadas e de fusto.
Sedas de cores e prelas de 2 saias borda-
das a velludo em carios ultima moda
de Paris.
Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacos, palelots,
colletes', caigas,camisas e seroulas, meias,
grvalas etc., etc.
Calgado Meli ultimagseoie chegado de
Paris.
Nest estabelecimffnta encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para senho-
ras, homens meninas seus presos
sao admiraveis.
novas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorli-
mento da peifnmarias finas, as quaes est ven-
dendo por monos do que em oulra qualquer par-
ta : sendo e bem conhecid oleo philocomo e bi-
nha (societ bygienique) a 1 e frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 29, 29500, 3, e 49, a afamada banba trans-
parente, e ootras igualmente Gnss e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem cheia da mesraa, buile
concrete, odonnell, principe imperial, reme,
em bonitos copinhes com tampa de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estes a
19 o frasco, benitos vasos de porcellsna doura-
da. proprios para offerla a 29 e 29500, bonitos
bahusinhos com 0 frasquinhos de cheiro a 29,
lindas cestinhas com 3 e 4 frasquinhos, e caixi-
nbas redondas com 4 ditos a 19200 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e 19500 o frasquinho ; e assim urna in-
finidade de objectos que sao patentes em dita to-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Ultimo gosto.
A loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. B,
acaba de reeeber da Europa pelo ultimo vapor,
de sua propria encommenda, lindos rintos para
senhora ou para menina, e mais fino que se po-
de encontrar, sendo ullima moda, que se vende
pelo baratisiroo preco de 4 e 59, assim como en-
talles de calesa para senhora, todos entrancados
com borla dourada a 15J, grinaldas de flores
muilo finas tinto brsrca como de cores que se
vende a 3, 4 e 59, pois a vista da finura e do ul-
timo gosto ninguem deixar de comprar.
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'aco de differentes qualidades
18 quaes est vendendo de 500 a 19000 rs. gro-
a. B' o mais barato possivel: na ra doQuei-
mado leja d'Aguia-Branca, d. 16.
Arados americanos emachina-j
paia lavarrouga: emcasa deS.P. Jos
hnston & C. ra dtSenzala n.*2.
Cheguem aloja da Boa f
qfinDl,s fraDcezas muito finas de cores fixas a
^o rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
n"' 640 ra. a vara; idem lisa muilo fina a
49500 e a 6J0U a pe? com Slft varas; di-
muito superior a 8J000 a petacn 10 varas :
dila Coa com salpicos a 4g800 a peja com 8 i\
varas; fil de linho liso muilo fino a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n 22, m loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muilo finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 69, 89 e 105 rs. o co-
vado, casimira prela fina a 2g, 89 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples prelo a 29, 2J500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muilo
fina a 19 rs. o covado ; cssimiras muilo finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
COVadO ; ditas do cOroe oloroo a 60 re. o oorto ds
caira ; meias de algodao cr muito superiores a
498UU rs. a duzia ; ditas ie algodao :ru tambem
muito superiores para meninos a i a duzia; e
assim muitos oulros arligos de le que se ven-
dem barat8simos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f. na ra do Oueimado n. 32.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo preco de 289 rs. a duzia ; toalhas deli-
nbo para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
lo superiores a 129 a duzia : na ra do Queina-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 re.; ditos de setioeta escaros s 39500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conbecido eacreditado deposito da
raa da Cadeia do Recife n. I2,4ia para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
Pdra, tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquerparte.
Grammatica in-
glesa de Ollendorff.
Noto methodopara aprender a lr,
a oscrever e a fallari nglezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, parauso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cSo, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
AGENCIA
na
ROUPA FEITA AIKDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
na
[Fazendas e obras feitas j
HA
X
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes k Basto!
NA
Ra do Queimado
u. 40, frente amarella.
_ Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas prelas
de panno e de corea muilo fino a 2^9,
0| e 35o, paletots dos mesmos pannos
a 20(1,2-2g e 245, ditos saceos pretos dos
meamos pannos a 14, 16 e 18$, casa-
cas prelas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 308 e 35. sobrecasacas de
casemira de corea muito finos a 151, 16$
e 18g, ditos saceos das mesmascasemi-
ras a 10$, 12 e 14{, calcas prelas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 75, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
Ba a 5J e 69, ditas de ditos decores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 45 e 4J500, col-
letes pretos de casemira s59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, dilos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69. colletes de brim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
25500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 4J5CO e 59
;aspretasde merino a 48.0O e 59 1 a-
letots de alpaca preta a 3&500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8g, muito lino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 31800 e 4g. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e 169. ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6$500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 89 e
; 39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
caigas de casemira prelas e de cores a 69,'
6(500 e 79, camisas para menino a 2(19
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muilo superior a 32$ a duzia pan acabar.
Assim como temos urna officina de al-
fsiateoude mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Relogios.
Vende-se em cso. de Johnston Pater 8c C,
ra do Vigario n. 3/umbello sorlimento de
relogios deonro, patente inglez, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos tranceln.para o
mesmos.
Remedios americanos

#
, 00 DOCTOR
Radway & C, de New-York^
PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
I Pilulas reguladoras, g
Estes remedios j sao aqui bem conhe-
5 cidos pelas admiraveis curas que tem ob- 9
* tido em toda a sorte de febres, molestias
9 chronicas, molestias de senboras, de pe- 9
# le etc., etc., confrmese v as inslruc- 9
9 (des que se achara traduzidas em por- 9
9 tuguez. 9
SEDULAS
de 1|e 5^000.
CoBlinua-se a trocar sedu'as de urna s figura
por melade do descont que eiige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pravas do
imperio com o abale de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Alendes, ra da Cruze
o. i;
Ges & Bastos.
Ra do Queimado d. 46.
nWOLOW-JBOW,
liftaSenzalIaNovti.4t
wmplsto sortimento de mnetidas emeias moeD-
f pan engallo, machina. de varor eZxas
rSuf e co8do'de woxt>">
E' baratissimo!
280 o covado, e outra, muitas f.edasno?1?,6
raussimo pre^o : o*o-se amostras "Cn %.
Para desenho.
Mu bonitas raiiinhas enveraras, com tintas fi
1?; 1?; HguiX'n4?.:Ba ,os 0 Queimado *
Attenco.
Vende-so o compendioRegras de escrinlnr.
buc.^; towta d0 Sr. Du.r,e:Cpr1.srdreDarme:
Tachas emoendas
memo de tachas emoendas par. engenho "e
muito acreditado fabricanio Edwin MiW |,!
lar no netmo deposito ou na ra do Trapiche
" HM! Mi MEDICO DE HOLLOWAY
Este inest.mavel especifico, composlo iDter,
mente de herv.s med.cin.es, ni* contm m
no nem algums outr. substoncidelecteris
ligio i mais tenr. infancia, e a compleico mai
delicada igualmente premp.o e seguroTara
des.rre.gsr o mal na compleicio mais robusta "
e enteiramente innecenle em suas operscoeso ef-
eitos ; pois busca e renov as doencas de qual-
quer.pe.ue grao por niai, .n,g8SeJaMg
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as ponas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrara saude e forcas, depoisdehaver tenta-
do inullimente todos es outros remedios.
As mais afflictas nao devera entregar-se a des-
esperado ; facam um competente ensaio do efficazes effeitos desu assembroa medicics
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao .ej perca tempo em tomar este remedio
paraqualquerdas seguintes enfermidades:
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Infl.mm.56es.
Irregularidades
menstrn.r^o.
Lombrigas de (oda er-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Absirucvso deventre.
Pblysiea ou conomp-
pulmon.r.
Retenco deourina.
Bbeumatismo.
Sy ropiomas secu ndarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Accidentes epilpticos.
Alporc.s.
Am polas.
Areias (mal de}.
Astbms.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenu.
50.
Dcbilidade ou falla de
forjas para qualquei
cousa.
Desinteria.
Dor Jo garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguista eoutras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
&ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dellas, conten, ama instruccSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar desias pi-
lulas. r
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharraaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
Tendo os .nnunci.ntcs conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste iiluslrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolbido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estaces
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em presos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessosl de sua of-
flna, sendo ella d'ora em diante dirigida pelo
insigne mestre LAUBIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim puis em poucos
das se aprompta qualquer encommenda, qoer
casaca, quer fardesdosSrs. oflici.es de marinha
e exercito. Outro sim recommendam aos Srs.
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.


Chega para todos.
Gaseas francezas mnito bonitas e de corea fin;
a doze vio temo covado, mais barato do qa
chita, aaproveilem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado a. 22, nabem conhecida lo-
ja da Boa F.
Peehincha
Na roa do Queimado n. 47, vendem-se pecas
ftriajM aeeiaa de sea para-vestto por fM
a peca com 10 Taras.
f Salsa parrilha legitima eg
original do antigo
SDR. JACOB TOUHSEND
0 melhor porificador do sangue
cura radicalmente
Erisipela. Phtisioss.
2 Rheumatismo. Catarrho;
a Chagas. Doengas de figado.
a Alporoas. Effeilosdoazougae.
a Impingeos. Molestias de pelle.
a Vende-se no armazem de fazendas de
Z Raymundo Carlos Leite & Irmo, ra do
0, lmperatrizn 12.

Loja do vapor,
w .... ichronometros.meioschronometrosdeouro.pra-
Grande e vanado sortimento de calcado fran- ta dourada e-foleadoa a ouro, sendo estes relo-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumarlas,
todo por menos do qae era outra parte: na loja
s
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores egrossnraa,
com rame e sem elle a 400,500, 640 e 1 j> ra. a
peca; nt rna do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
J0& Relogios jBt
OBI mamm
Suissos.
Em casade Schafleitlin & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e .variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes.
Escrayos fgidos.
do vspor, na ra Nova n. 7.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; na
ra da Csdeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Libras strlinas
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ruada Senzaja fora n.44
Veode-se' em casa de S. P. Jonhston d C,
sellins silhes nglezes, eandeeiros e castijaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicle
a para carros, emoniaria, arreios para carro do
um do us cvalos relogios de ouro patente
giosdos primeiros fabricantes da Sui.sa, que ae
vender cor precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 1#, primpiro andar.
Vende-se na- cidade do Aracaty urna casa
terrea com soto, bom quintil ecacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria pera quem qui-
te* ali eaUbeieeer-M, por ter nao s eommodee
preeisos para residencia, como tambem loja, arma-
zn, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmos, que esli autorisados para esse
fim, ou nesta praca na roa do Cabug, loja n. 11.
Superiores manteletes,
Venem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo preco de 35# :
na ra do Queimado n. 22, leja da boa f.
No da 22 do correle, dis 5 para as 6 ho-
ras da tarde, desappareceu da casa de Antonio
Joaquim Vidal, n. Passagem, a sua escr.va par-
da, idade de 18 a 20 annos. por nome Mari.;
cria e casa e nunca sanio a ra a mandado al-
gum: pede-sea qualquer pessoa o favor de apa-^
drinhar, na certeza de que nao ser castigada :
assim como tambem pelo presente protesto con-
tra qualquer pessoa que por ventura a tenha
acoutada : para qualquer informaba, na loja da
ra Direita d. 103, ou na Pcsssgem. casa junto a
ponte grande em frente a casa em que mora o
Illm. Sr. Dr. Fonseca, sonde se recompensar
a quem esteja no caso de a reeeber.
Escrava fgida.
Isabel, crioula, estatura regular, cor fula, roslo
comprido, falla de denles, com signaes no rosto ;
.consta que anda no Foite do Mallos : roga-se a
pessoa que a apprehender, leva-la ra do P.s-
seio Publico, loja d. 11.
100#000.
Fugio no dia 14 de dezembro do auno prximo
passado um negro de nome Filippe, escravo de
Francisca Rosa Pereira dos Santos Bezerra, mo-
radora em trras do engenho do Curado, cujo es-
cravo tem os signaes seguintes : cor fula, alto,
secco, pouca barba, ps grossos e mais pretos do
que a cara, pernas malellas, olhos brancos e pa-
pudos, denles pequeos, caneca pequea, du.s
fallas a muito mansa,, e quando olha para qual-
quer pessoa fita os olhos e nao peslaneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou calca preta de
casemira nova, palelot de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de edr, sapatos de
couro de lustre, camisa de madapolao nova, e
tambem de baeta verde j velha, aberta, e tam-
bem de algodao azul, chapeo de massa cor de
chumbo j velho, de suppor que em viagem
elle nao ande com a. roupa nova e sim com a ve-
lha por ser mais propria : a pessoa que o irou-
xer no referido engenho, ou na ra Augusta n.
21, receber a quantia cima.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo p.Bs.do, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ba pouco o bavia comprado ao Sr, Beoto
Lourenco Collares, de nomo Joaquim, de idade
de eincoenta a lentos annos, fulo, alte, magro,
denlas grandes, e com falta de arguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des des ps bem abortos, muito palavriador, in-
dicarse forro, e tem signaes da ler sido surrado:
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
crrante, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogdo por unfpereceiro seu conbecido,
dissequ tinha sido vendido por seosenbor para
Goi.nninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
dar losar em Pernambuco aos Srs. Basto de Le-
I nos, qus gratificarlo generoumenie.
Bv=a
........;'


(8)
MAMO DI PBMAMBUCO* *. QUARTA FHRA %7 V FEVBRKIIO DE 1811.
Litter$tura.

Discurso pronunciado no Instituto
histrico de Pars, por Mr. Czyns-
ki, ex-vice presidente do club
patritico de Varsovla, obre a
questao seguinte :
Q'ial foi a influencia dos Cossacos sobre a lite-
ratura ^ as sciencias, as arte* e a civilisarao em
geral, no nortt e no oriente ?
(Conclusio.)
0infeliz Cossico levou sus queixa e seu deses-
pero perante a dieta dos nobres Polacos, e a die-
ta com a prelenco de estimar' em seu josto va-
lor a morte de alguns vilios, rondemnou Cza-
piinski multa de cincuenta florins.
fcsla saiisfacgo dirrisoiia levou ao cumulo a
iodignagiodo Cossaco : deu um grito lerrivel de
vinganga, e correu i contar sua desgraga aos
Ziporogues. Estes estremecern) de horror ao
ouvirera a narracio de seu irmo, e juraram nao
deprem as armas seno depois de o lerem viu-
gado. As kournes se reunem e escolbm un-
nimemente Chmielnicki para alhaman. Para
assignalar sua asceogo o poder, o novo chele
ordenou o exterminio do todos os nobres polacos
que existiara nossteppet. Em pouco tempoasti
lciras dos Cossacos augmentaram-se com gran-
de nuTiero de servos polacos, que, para fugirem
barbaria de seus senhores, vinham retugiar-se
no campo dos insurgidos. Chmielnicki frente
de trosentos mil cornbalentes, levou o ferro e fo-
go Polonia, fazendo urna guerra de morte aos
nobres e aos padres, destruiodo as herdades, in-
cendiando castellos e roostelros, adoptando por
divisareligio e liberdade.Os bens devasta-
dos, os caslcllos incendiados, cincoenls mil no-
bres ou paJres estrangulados moslravam o quan-
tum das forjas de um escravo que despedaca suas
cadas. N'osta poca appareceu o proverbio :
A herva nao cresce maii no lugar em que o
Cossaco passou como inimigo.
Foi enlao que os nobres e os padres unirm-se
para apresenlarem Europa os Cossacos como
bandidos o barbaros. Atemorizando a aristocra-
cia europea por nieio de narrages de carnificina,
elles pediam soccorros' contra um povo que em
sua marcha libertara as massas escravisadas.
Vejamos urna nota olicial da repblica aristo-
crtica da Polonia, dirigida Leopoldo I, impera-
dor da Allemanha. Ella o maior loovor dos
Cossacos. porque, no meio de expressos inju-
riosas, v-so que espirito animava e guiava esses
filhos dos steppes, que meracem o nome de Spar-
actus do norte.
A Polonia conquistada augmentara muito as
forjas dessas naces ferozes e barbaras por causa
da diversidade das ragas que as habitam. A pa-
lacra liberdade posta na frente, augmentara o
poder dos Cossacos; elles achariam na Allema-
nha e na Silosia muitos partidarios, que uoir-se-
hiam sua causa, o amor da liberdade.
Eraquanto o reino da Polonia existir, mesmo
opprimido e agitado como est, o imperador da
Allemanha e o imperio, podero, com um peque-
nu soccorro, affaslar os males que os araeicsm, e
velar assim na seguranza da Allemanha.
Tal foi a linguagem da nobreza aleraorisada
contra os demcratas do norte, que em sua mar-
cha iriumphaote tomaram por divisaNao vais
escravido.
Mus de urna vez as torcas reunidas da nobre-
za polaca sucumbirn) perante o exercilo insur-
reciunal, e este, victorioso, nao impunha outra
condigo seuo a sanecao de urna alliauca ba-
seada na justiga A oligarchia vencida humilhou-
se principio perante necessidade, mas tra-
hindo depois a f jurada e augmentando em fu-
ror, comecou novas hostilidades contra um inimi-
go mu generoso oo triumpho.
Os vizinhos, rivaes da Polonia, viram com um
prszer louco um rorapimento definitivo entre ella
e os Cossacos; rompimenlo que trouxe a des-
truirao desse reino.
O czar Alexis Mikhailowilzch aproveitou-se
das faltas e abusos de seus rivaes, e estendeu a
niao aos Cossaco3 no anno de 1654. D'ahi data a
decadencia da Polonia e o engrandecimenlo da
Russia. Sim, senhores, nao foi Pedro o grande,
foi Alexis o primeiro fundador da preponderancia
moscovita. Pedro do S. Petersburgo seguiu o
conselho que lhe indicou Alexis, czar de Mos-
cow, alliado dos Cossacos.
Mas, se a amanea aa democracia lussaia (o
ior.orr fi.iiivpl com a aristocracia polaca, ella nao
pdJe subsistir tambera com o despotismo. O po-
der concentrado do despota, ainda mais fatal
para os homens livres.
A politica hypocrita o ambiciosa de um tyran-
co, sabe melhor dissimular, melhor preparar osj
golpes ; ella fere com a arma perlida da desmora-
lisagao, meJeseus passos, e nao se langa na are-
na seno para dar o golpe mortal.
Os Cossacos perceberam principio que de for-
tes e livres que eram, tornaram-se fiscos e es-
cravos; aproreitaram, pois, todas as occasioes de
inffurgirem-se e liberlarem-se.
Sua historia sob o jugo dos czars urna his-
toria de sangue e de marlyrio: quanlos no-
mes se illustrarara nessa curta e sanguinolenta
poca !
que excessos, que perfidias e carnefkinas
nao se entregaram os bayardos moscovitas para
transformaren) esses neis demcratas em vis es-
cravos 1 Quantas vezes um Cossaco revoltado fez
tremer Moscow e S. Petersburgo 1 Quantas ve-
zes a velha Russia esteve prestes ser regenera-
da pelo genio cossaco I Emlim a fraude e o nu-
mero Inumpharam, os Cossacos foram subju-
gados.
Durante as guerras de Carlos XII e de Pedro o
grande, Mszeppa, um de seus chefes, para esca-
par tyrannia moscovita, refugiou-se na Suecia.
Mas Carlos XII, era vez de proclamar a indepen-
dencia dos Cossacos, quiz encorpora-los ao seu
exercilo: conheceram que elles nao faziam mais
do que mudar de senhor, e a iosurreigoo progre-
diu. No reinado deCalharina um simples Cossaco
concebeu a idea de regenerar o norle. Elle sabia
que era preciso impr ao povo: collocou em sua
caneca a corda: sabia que o povo faz a torga, e
proclamou a liberdade dos servos e escravo3. E
esla Catharina a grande, que venceu a Turqua
e a Suecia, que riscou a Polonia do rol das na-
ces, perante quem Iremia toda a Europa, trema
I seu turno perante um Cossaco, peranle Pugat-
chew.
Mas, diro, se tal o genio cossaco, porque nao
se insurgirn) durante as guerras de Napoleo ?
Porque nao tomaram parte na ultima revolugo
polaca? E' que a guerra do imperio nao era urna
guerra de liberdade. O alliado dos soberanos
d'Austtia e Prussia nao poda estender a mao aos
escravos do norte. E' que o poder, durante a ul-
tima revolucao da Polonia, cahiu as maos da
aristocracia, engaada pelas intrigas diplomti-
cas. EJla que se oppunha liberdade dos servos
emsua patria, poda libertar os escravos do Mos-
cow ? Eis o povo representado como bandido,
como brbaro. A Russia para o despopularisar,
d a lodas as hordas irregulares o nome' de Cos-
sacos ; e todas as pilhagens que ella ordena, to-
dos os morticinios que saneciona, ella altnbue
aos Cossacos. Mas os Polacos, que trabalham na
regeneracSo de sua patria, que nao comprehen-
dem a gloria e felicidadedeseu paiz, sem a liber-
dade dos servos, sem a felicidade de todos, nao
- partilhara esta opiniao: eslendem urna mao ami-
ga aos Cossacos, que considerara um poderoso
meio revolucionario para regenerar o norte e
' libertar o globo do jugo dos bayardos mosco-
Tilas.
desta casta de bayardos que s sabe reinar so-
bro escravos, e que nao conhece oulro meio de
engrandecimenlo senio a conquista e a tyrannia.
Este pequeo esbogo demonstra qual foi a in-
fluencia dos Cossacos sobre os povos do norle e
do oriento. Emquanto foraa independenles,
serviram de baluarte ao occidente contra as hor-
das barbaras. Os czars nao ameagavem enlo a
Europa, que poda, sem entraves, caminhar na
estrada do progresso. Aliados da Polonia, elles
lornavam florescente a patria de Hopernick c de
Sobieski. Opprin idos, levantaran) o estandarte
da revolla, chamaran) os servos e .os escravos,
mostrsram a dlgnidade de homem s massas es-
cra viudas.
Seus cantos populares, dos quaes o amor, a
liberdade, a bravura, eram o thema ordinario,
retumbavam das margeos do Vstula s margeos
do Neva. Seu espirito bellicoso aperfeigoou a
arte da guerra popular ; seu espirito coramer-
bandonam e aindi traben o mestre no iia do
enlacio I
c O que foi pois que pode operar oaquelles
nimos urna mudanga lio estranha ? Una nova
phase dos acontecimentos, um movimenio sbito
impresso na opiniao pelas foUua publicas, o so-
pro de um novo espirito que se fez sentir por ci-
ma e em roda delles, as precaugdes e os sustos
do interesse pessoal, a spparigao de amigos pre-
jutzos e daquella secreta aversio todo dominio
espiritual, isio o impulso dado s almas pela
parte ra que trazem comsigo, que inteiramnte
Ihes encobre a verdade e a justiga, e as apaixo-
na pela iniquidade e pela mentira.
Esses chrislos transformados at se fazem s
cial poz em contacto os povos do sul com os do Tezo de sabios e de doutores. Esclarecidos, pe-
norte.
Assim,pois, suas insltuiges, a defeza heroica
de seus direitos, suas descobertas. e seus gran-
des homens, nos aulhorisam considerar os Cos-
sacos como representantes do principio democr-
tico no norle, destinados deslruirera um da o
dominio das castas e o despotismo dos tyrannos.
[Tradutido por F. Romano.)
A siluaco actual da egreja.
Sob esse titulo dirigi o Sr. bispo de Digne ao
clero de sua diocese a seguinle carta ineyelica :
Continuara e aggravam-so as provagoes. da
egreja. O homem inimigo, depois de haver sa-
meado o joio com o auxilio das trovas no campo
do pai de familia, colhe o fructo de suas obras e
gaba-se da abundancia da colheita. Elle absfou
o grao que era boro ; quizera arranca-lo. O es-
pectculo que hoje aprsenla o mundo o que
elle offerecia principalmente nos lempos primi-
tivos : urna conjurago da Ierra contra o cu ;
urna guerra encarnigada dos Qlhos dos homens
contra os filhos de Deus. Cornudo, essa conju-
rago reveste-se de .um carcter quo nao ha va
tomado, ao menos no mesmo grao, nos seculos
passados, o carcter de urna profunda e seducto-
ra hypocrisia. Querem desenvolver e apurar a
obra divina que esto demolindo; cercam das
homenagens do respeito o chefo da egreja, a
quem deixam insultar, despojar e a quem procu-
ran) reduzir escravido. E tal a sabedoria
profunda com que o espirito do mal tem forjado
seus planos de ataque e com quo trabalha em
executa-los, que engaa e desvair os espiritos
razoaveis e os fascina a ponto de fazer delles de-
fensores e instrumentos poderosos para a reali-
sago de seus designios. Opera-se nossa vista
o que ver-se-ha no ultimo dia : um grande mys-
terio de seduego. Parece que se isso fosse pos-
sivel, nem ainda os escolhidos haviam de es-
capar
Em preseoca dessa ceguira sobrenatural, a
alma chrslaa est ebeia de tristeza ; ella dei-
xar-se-hia ganhar do desanimo o do desespero,
se nao conhecesse o poder de Deus o so nao hou-
vesse apprendido a olhar com comiseragao para
os juizos dos homens. Seus pensaraenlos sao
falsos e vaos. Sao elles arrebatados, como crean-
cas, pelo vento de quulquer doutrina' As vagas
do mar e as nuvens do firmamento nao teem
mais mobilidade do que seus nimos. Julgam
com urna seguranza e urna teraeridade extremas
as mais graves questdes, cuja solacio a sabedo-
ria de Deus tem reservado para si pelo orgo de
sua egreja. Nao nos sorprenda isso. A luz da
intelligencia nao brilha para elles. Participara
da condigo do centro em que vivera, isto : do
mundo cujo espirito iuvolve-os e penetra-os por
todos os lados.
Este mundo, raeus muito amados cooperado,
res, nao o esquegamos, 0*1.1 ae toao mergutnaao
no mal. E' elle tao pouco apto para a verdade
e para o bem que tornou impossivel a orago de
Nosso Senhor. E' urna creagao profundamente
alteraos, quo nao mais suscoptivel de mudanga
e de melhora. Participa da nalureza de seu prin-
cipio, pois o demonio o fez tal qual ; este o
seu principe, o seu governador, o seu Deus. Se
isto nao fosse urna verdade da f, seria urna dou-
trina demonstrada pela historia.
Vemos com os nossos olhos algumas inlelli-
gencias, alias esclarecidas, lornarem-so some-
Ihantes quelles astros errantes de que falla um
apostlo. Sem drecgao e sem nerma, deixam-
se ellas conduzir merc das paixes e dos inle-
resses para regioes incgnitas em pergo de se-
rena precipitadas n'umaouile profunda e no m-
bito das tempestades. Temos procurado a ra-
zio dessa obstinago no desvario, dessa predi
lecgo pelo erro, pela injustiga e pelo mal, e nos '
a encontramos nos instinctos perversps da alma
humana, no odio secreto ao bem que ella occul-
ta em seu seio e ao qual obedece ainda involunta-
riamente. Revelou-nos esse mysterio Nos30 Se-
nhor que conhecia essa alma envilecida pelo- pec-
cado e que lhe havia explorado lodos os arcanos.
Elle disse a seus apostlos : Seris diados de
todos por minha causa. Se o mundo odia-vos,
sabei que elle primeiro odiou-me. Elles odiaran
a i'iim e a mea pai. Os homens lhe pareciam
lo pouco capazes de fazer o bem e lo inclina-
dos ao mal que elle desconflava das manifesta-
coes mais sinceras de sua admirago e de seu
amor. Quando elle eslava em Jerusalem, acre-
ditaram alguns em seu nome ao ver os mila-
gres que fazia; mas nao se conflava nelles, pois
os conhecia porque sabia o que havia na
homem.
lo que parece, por urna luz nova, e nao suspei-
tanJo de maneira alguma a ignorancia e a aber-
rago de seu espirito, nem o desvari de seu co-
ragio, procurara justificar suas estrajragantes ap-
preciaces, tralam com espantosa leviandade as
mais importantes qu.est5es de direito publico,
calculara os interesses da religio e fixam as
condiges sociaes que devem assegura-los me-
lhor. Outros, mais audaciosos, aecusam os pas-
tores, al o chefe da egreja, de despresarem o es-
pirito da poca, de contrariarem as necessidades
ligitimas dos povos e de comprometieren) por
urna predileccio obstinada s formas do pissa-
do as esperangas e as promessas do futuro.
E" tal a cegueira que nao convem seropre
combate-los e procurar reconduzi-los s noges
elementares da razao e da justiga.
E' mister de:xar passar esse vento de fasci-
oagao e de erro, deixar passar os das de verti-
gem. O lempo, trazendo mais calma aos espiri-
tos, lhes dissipar as illuses e 03 dispora a ve-
rem e confessarera a verdade ; ou enlao, aggra-
vaodo-se os acontecimentos de dia em dia, s
justiga de Deus, exasperando-se. vingar-se-ha
de tantas mentiras e de tantas iniquidades, e do
meio das ruinas quo houver amontoado, far bro-
tar urna luz lerrivel, porm saudavel, que con-
vencer de loucura e de crime a sabedoria dos
sabios, e moslrar que aquelle que depositario
da verdade revelada, tamben o nico orgo io-
corruptivel dos direitos e deveres dos reis e dos
povos, assim como dos principios tutelares da paz
e da prosperidade das nagoes.
t Emquanto esperamos que Deus tome de um
modo satisfactorio a defeza da sua causa, o que
faremos nos ? Refugiaremo-nos em o sanctua-
rio de nossa consciencia, choraremos o desvario
e a malicia dos homens, pediremos para elles a
luz que os allumia e a sabedoria que os gover-
na, o meditaremos sobre os deslinos da
neste mundo.
egreja
Esse povo merece ainda urna attengo par 7
cular pelo numero de grandes homens que-aa-
hiram de seu seio. J mencionamos Nalewajko,
Dorocheoko, Chmielnicki, Stenko, Rasen, Ma-
zeppa, Pugaichew, e nao podemos passar em si-
lencio Jermik, e Atlassow. O primeiro, em quan-
to ivan o lerrivel, diverlia-se em langar os ursos
sobre o povo inoffensivo, atravessava com um
pequeo numero de bravos paizes incultos, gal-
cava as montanhas, galgava as mentanhas, pas-
sava os rios, abria caminho por entre ss hordas
barbara, descobria a Siberia e apoderava-se
desta vasta e rica parte do globo em ptoveito
de um soberano indolente.
Seculo e meio apenas decorrido, Atlassow
frente decincoenta Cossacos descobre e submeite
o Hameczatka. Nesses paizes onde reinava o
paganismo, onde o povo ignorante tinha orna f
ardente nos mgicos, onde os habitantes nao li-
nham mesmo idea de construir um abrigo, o Cos-
saco levou a idea de um s Deus, ensinou os
habitantes & cultivarem a trra e commercia-
rem; e langon assim no norte da Europa e da
Azia o primeiro germen da civilisacio.
Se foi preciso levantar exercitos para subjugar
esses pagaos, se o sangue corren com abundan-
cia, nao foi por culpa dos honens que primeiro
ah chegaram : fot a consequencia do systema
Esse mysterio nos foi revelado hoje. Um
grande numero de chrislos davara inequvocas
provas de sua submisso filial egreja. Toma-
vam a peito defende-Ia ousadamenle contra os
seus inimigo. Reconheciam a excellencia de
suas inslituiges, a sabedoria que presidia a seus
conselhos, a elevada intelligencia e o espirito de
caridade que revestiam seus actos. Proclamavam
em altas vozes sua admirago e seu zelo a Pi
IX. Referiam com prazer os affectuosos teste-
munhos da bondade delle. Pasmava-os aquella
aureola de msnsido e de ssnlidade que lhe bri-
lhava em torno da pessoa. Eram at vistos in-
dignar-se narragao dos designios perversos,
das emprezas audaciosas e da negra ingratidio
de seus inimigos que consideravam como pertur-
badores da sociedade. Ha alguns aonos haviam
elles applaudldo vivamente a restaurago do seu
poder temporal pelas armas francezas. Demons-
travam a legitimidade desse poder ea necessida-
Nos quizeramos para ella a gloria deslumbran-
te, o triumpho permanente, e urna vinganga se-
gura e prompta das iojustigss e das humilhages
que ella soffre. Com todo o gosto diriamos co-
mo o propheta: Levanlae-vos depressa, tenhor
ejulgae vossa causa, e, como os apostlos, tai-
vez pedissemos um signa! viogador noi cus.
Desconheceriamos, M. M. A. C., os designios de
Deus e a ordem de seus conselhos. Vamos ao
p do nosso divino Salvador e instruamo-nos.
O discpulo est a cima do mestre 1 Se me fer-
eguirem disse elle, ho de vos perseguir. X E-
greja mais que um discpulo, ella sua esposa.
Por este titulo, deve ella portlhar ainda mais a
sorle que elle leve sobre a trra, e a vida do es-
poso dever ser a historia da esposa.
Sublevan) os povos cootra a egrejj, desfigu-
rani-lhe a doutrina,demigxem-lheasatnteng6cs,
afam-lhe os setos. Entram nessa coojuragao
os grandes e poderosos do seculo. YSile porm :
os Escribas e os Phariseos, os principes dos sa-
cerdotes, os depositarios da autoridade publica
sublevavara tambera a multido contra o Salva-
dor : concitabant turbal.
Nao podendo mais invocar as leis da Justiga
consagradas pelo lempo e pelo asseoso dos po-
vos, invenlram os nossos doutores polticos
urna justica nova, novos principios direito, e
as potencias da trra, cegas pela arabigo, aco-
Iheram e procluraram essa doutrina inaudita-
Mas no julgamento que soOreu Nosso Senhoi
nao notamos que o depositario- da autoridade pu-
blica, o representante do poder soberano, n
sabia nem quera saber o que era a verdade,
fundameuto da justiga edodireilo? Porcerto
que era elle menos-culpad do que osjuizesini-
quos de nossos dias. Al certo gru poda a ig-
norancia servir.:lhe de desoulpa, ao passo quo
estes sabem a verdade e que s & negara por qjie
ella as embaraga e condemna.
Nao encontramos ainda almas servs que eon-
tra lodas as luzes de sua razo, contra o testamu-
nho da consciencia, como no lempo da paitao de
Nosso Senhor, abandonara cobardemente e tra-
hera o partido da justiga por causa do temor,
ainda imaginario,de desagradar a Cezar ?'Pensa-
ra m ouvir esta ameaga.; Ifon es amicus-Casaris
e tremeram, e composeram apressadameote os
seas discursos sob a prsalo* desse rao terror;
talvez at que os sustos que tomaram, lhes ti-
nham de tal sorle alterado a intelligencia, mu-
dado tao profundamente o curso natural do es-
pirito, que ehegsssem a ter convicgttes contra os
direitos mais sagrados e a revelar sympaa s
mais revolteles emprezas da hypocrisia. de as-
tucia e da ambigo. Ha homens que eairegam
fcilmente a intelligencia ao servigo do toda a
causa lucrativa. Tao principalmente quelles
que com ares de independencia peden a liber-
dade de pensamenlo. E' para elles o direito de
dispor do pensameato em proporgo de sua for-
tuna, ou a liberdade de sua servidlo.
suttados e irritados por cansa da saotldade de
ana vida e 4o esplendor de seas milagres, goza-
ran) em seguranga da consummago de sua obra.
E os discpulos e amigos ? Eslavan consterna-
dos e trilles. Talvez que alguns laraentiasem a
presteza de sua credulidade e se indensaisassem
da boa f Iludida eom urna cobarde e vergonhosa
desrgo. A mentira (riumphava plenamente da
verdade, a hypocrisia da sinceridade e da simpli-
cidade, a iniquidade da justiga e a torga ds fra-
quers, e eso triumpho, sanecionado pela auto-
ridade publica' e pelo assenso da mullido. ti-
nha todas as desejaveis condiges de devogao.
Nao ha duvida que se enlao se recorresse ao vo-
to popular, havia elle de consagrar a senlenga
dosjuizes e legitimar a coodemnago do acusa*
do pela unanimidade dos suflragios. E, todavia
esse bom xito obtido no tribunal da justiga hu-
mana, por entre os applausos dos grandes da
nagSo e de todo o povo, passou de pressa e foi
o preludio de urna derrota humilbante. Chegou
dentro em pouco o dis em que algou o eolio o
partido que poda chamar se do seductor, e, por
meio de prodigios da onnipoteocia divina, atles-
tou a todos que nao se abata por muito lempo o
grilo da innocencia e a voz do cu.
M. M. A. C. forlifleae-ros e consolae-vos com
essas recordages que sao avisos da sabedoria de
Deus e umi revelago de seus designios. A e-
greja hoje atacada e condemnada em seu chefe.
Tudo reune-se contra elle : a sabedoria dos sa-
bios, a desrgo dos cobardes, os zombarias e
sarcasmos da impiedade, a politica e a ambigio
dos principes, e at a vontade desvairada e vio-
lenta dos povos. Triumpham seus inimigos, e
os defensores que lhe Acarara fiis, vera-se re-
duzidos a coosola-lo com esteris protestos de
sua dedicago e com os acentos de sua dr. O
cu cansar-se-ha, porm, com esse mysterio de
iniquidade e irrilar-se-ha com essa alegra in-
fernal.
Deus poderia assistir ao espectculo indig-
nante e horrivel que o mundo offerece, sem me-
ditar urna vinganga, sem preparar um golpe ler-
rivel de sua justiga ? Quando os povos, subju-
gados pelo delirio das paixdes, quebrara os lagos
mais sagrados, calcara aos ps todas as leis, lan-
gam por trra em sua carrera impetuosa os
mais gloriosos o momentos da sabedoria dos se-
culos; quando, possuidos do genio da destruigo
e da morte, amontoam ruinas por toda a parte
e ufanara-se com as obras do S6u poder, Deus
olha para elles tom corapaixo Elle sabe que
ba ignorancia nesse transporte, cegueira nos
movimeotos dessa forga, fatalidade e contagio
nesse arrebatamento. E ao depois, elles fazem
logo justgi si mesraos, seus excessos sao an-
tdotos, e diante do abysmo que cavam a seus
ps, sabera recuar. Mas elle v hoje urna con-
jurago, pensada e sabiamente urdida, urna obra
preparada, organisada ha muito em a noite das
conspirages, elle v os espiritos ou fascinados
ou maliciosamente pervertidos : ve as potencias
da Ierra irapassiveis ou impotentes vista da
torrente que parliu os diques ; v sobretudo um
principe que depois de haver repudiado as pie-
dosas e santas, tradigoes da familia, mancha o es-
plendor de seu nome com a audacia de seus at-
tentados e com sacrilegio de suas usurpages.
Esse Deus justo poder fioar indifferente
um tal espectculo? Quando os homens se ufa-
nan) de o ter vencido, de ter feito falhar as suas
promessas, podar ello acceilar esta derrota, con-
sentir na destruigo de seus designios, no aborto
de sua obra ? Ah 1 nao elle semelhante aquel-
lo insensato que edifica na rea e que ao depois
v" o edificio arrebatado pela torrente e pela
tempestado; elieedificou sobre a pedra firme, e
sua obra pode desaliar lodas as- torga e toda a
malicia de seus inimigos. Ou- ser como aquelle
inconsiderado que, esquecendo-se de calcular
seus recursos langa os fundamentos do edicio,
e merece a irriso e o desprezo porque nao o
pode continuar? Nao, o Deus poderoso ha de
saber frustar as diadas dos raaos no dia desig-
nado por sua sabedoria del-los no meio do
triumpho. O- cu e a Ierra podero confundir-
se,, os thronoscahir, sceplros quebrar-se, as ins-
lituiges dos povos mudar, as-nagoes se trans-
formar ou perecer, porm a sua patavra ha de
curaprir-se. Tem elle v4as secretas, porm se-
guras, pelas-quaes chega seus fino, e muitis
vezes espera que seja apurada a sabedoria huma-
na e que se exaspera pava apparecer com expen-
dor e restaurar sua obre.
gosamos como padre sao os bens da egreja'e a
que Ha tem o direito, mormente na* Circuns-
tancias acluaes, de os reclamar .para' assuss ne-
cessidades assim que bou vernos prvido as nos-
sas. Interesiareis nessa obra de fiis que co-
nheeerdes dispoatos a concorrerem para ella,
depositareis o prodnelo de vossos donativos e dos
que poderdes recolher. as maos do Rvm. cura
mais antigo da vossa freguezia, que o tara chegar
o aecretariado do bispado. Em presenga da
traigo e da desrgo dos discpulos cobardes ou
perjuros, mostremos que h* discpulos fleis, co-
rajosos e dedicados, que nao desanimara nem
com o abandono de seus irraos d'armas nem
com o lriumphodeseus inimigos. A causa que
defendemos a de Deus, e esta causs, pelo ma-
ravilhoso deslino que lhe dado, sobrevive sem-
pre aos contralempos e at s derrotas.
c Tendes presente ns memoria aquella memo-
ra vel derrota dos valorosos defensores da santa s.
Os espirilos perversos, que acham um goso se-
creto na oppresso da justiga e sobre ludo na hu-
milhago da egreja, simara-se de corapaixo e
desdem ao 1er a resistencia desesperada dos nos-
sos hroes. O generoso sangue que foi derrttaado,
em vez do lhes arrancar unrtirado de admirago,
despertou e acariciou abjectos instinctos. No
temor de que nao apparecesse algum raio de glo-
ria, descerara al o insulto. Tinha-se escarne-
cido daimmolago de Deus. Digamos ainda que
o discpulo nao est cima do mestre. O mun-
do nos offerece sempre as mesmas scenas. Po-
de mudar de iheatro, raasapresenta-ns os mes-
mos espectculos. Quanto a nos, veneramos
comojnarlyres, como lestemunhas de Deus, da
verdade. da justiga, quelles que morreram por
urna causa to santa. Pensaremos que o nume-
ro nao d gloria, e que nao somos vencidos sem-
pre que somos derrotados. A vclTria que honra
e que aproveita nao sempre a fjue ie declara
no campo de batalha. E' pelo contrario funesta
e vergonhosa quando receiando o valor do ini-
migo, surprehendem-no e esraagam-rre sob o pe-
so da forga. Tal a vaotagem que teem os as-
sassinos-que se reunem em numero, cahem de
improviso sobre o viandante e o despojara fcil-
mente, tornando a resistencia impossivel para
elle. A Victoria s gloriosa quando o fructo
da coragem e o triumpho da justiga.
Ainda que os nossos valorosos guerreiros
raorressem por Deus e por sua egreja, suas al-
mas magnnimas poderiam ter algumas faltas que
expiar alguma nodoa que lrapar. Rogaremos
por elles e pediremos ao Deus bom e justo que
lhes conceda o mais depressa posstvel a cora
que elles conquistaram to generosa e gallarda-
mente.
c Acceitae M. M. A. C, seguranga de nosse
muito affectuosa dedicago.
f' Mario Julio, bispo de Digne.
Digne 2j de novembro de 1860.
(Ifonde.. buperron.)
de de o conservar era toda a sua exlenso e na, roman0i n&0 houMe fe|l0 juUsa
inlegridade de seus direitos, como una condigo
de independencia para o exorcicio do poder espi-
ritual, fanavan-se com gloria que reflectia
sobre a Frange a expedico ronana, e ji a con-
signavam com prazer nos annaes da historia. E
no depois, o que acontecen ? Oh 1 M. M. A. C,
o Santo Padre, acolhendo sempre com alegra I
aquellas felizes mnitestagdes da f chrslaa, bem I
poderia, como Nosso Senhor, se o intimo dos co-j
rages lhe fosse revelado, nao se confiar naquel-
les discpulos inconstantes, limidos e cobardes,
nao descangar com tranquilidade oaquelles pro-
testos de urna fidelidade mal firme, oaquelles ap-
plausos.sinceros sem durids, mas que ainda nao
tinham sido submetlidos i prova do lempo e dos
interesses. Discpulos pusilnimes, cheios de
seio e ardor quando nada leen que receiar, que
Nosso Senhor tambera ouvio ao redor da
cruz os applausos de seus inimigos e os cantos
de alegra. Va qui destru* templum Dei, sal-
va teipsum I Salea aos outros e nao pide salvar-
se a sil Segundo as appareocas, no pensar ds
sabedoria humana, eslava perdida a causa do di-
vino Salvador.sua empreza havia-se mallogrado ;
tantos prodigios, tantas virtudes iam ter um Qm
irrisorio. Havia elle colhido por todo o esplen-
dor de sua vida publica a ignominia de urna der-
rota. Os grandes, os sabios, os poderosos da
nagao nao duvidavam que o julgamento dos prin-
cipes dos sacerdotes, sanecionado pelo governo
credulida-
de do povo e s pretenges do innovador. Ha-
via sido verificado que Jess Christo fra apenas
um impostor. Os proprios discpulos pareciam
ter vollado a si depois de urna brilhante illuso,
e das esperangas que tinham concebido e s quaes
os acontecimentos os obrigra a renunciar, nio
lhes restava mais do que a effuso secreta de
sua dr e a tristeza d alma : qui sunt hi sermo-
nes quoconfetti ad invicem... nos sperabamus.
c Cortamente, M. M. A. C, naquelles dias de
lgubre memoria, quando o corpo do Salvador
era acellado com o scllo publico no tunlo, e
quando os guardas velavsm ao redor para preve-
nir as audaciosas empresas da impostura, houve
em Jerusalen urna grande alegra enlre os Inimi-
g sua obra, M. M. A. C, tambera o poder
temporal do chefe da, egreja. Ainda que nao o
tenha garantido com, urna promessa.formal, man-
l-lo-ha como urna lei de sua providencia. Hoje
esse poder abalado e diminuido, talvez quo
amanhaseja destruido, eas potencias da Ierra o
os povos dividi-lo-ho enlre si ou smcciouarao
a sua ruina, e nos clculos de sua sabedoria, as
sabias combinages de sua poltica, acharo que
istovae bem, que essa usurpago sacrilega im-
porta paz dos povos, ao equilibrio do mundo e
at a prosperidade da religio e a gloria da e-
greja. Deus, porm, ha designado um templo
em que ha do-soprar nessa obra do homem e em
que a egreja retomar a condigo que lhe foi
dada.
Quanto3 das deccorrero at esta restaurago
providencial? Ninguem o sabe. A provago
poder ser tonga. O mundo precios, de urna
grande ligo, e as gvandes ligoes precisara de
tempo para serem eomprehendidas.. Deus tam-
bera poderia abreviar essa provago. e instruir
subilamente os reis e os povos pee meio de gol-
pes ternveis e decisivos, por meio de urna luz
repentina e deslumbranla. Dei-xemos-lhe o se-
gredo de seus designios e pegamos com as oos-
sas orages urna acgo prompta e efficaz de sua
sabedoria e de seu poder.
Associemo-nos cada vez. mais s dores do nos-
so chefe e pae. Pegamos para elle a forga que
sustenta e o auxilio do cu que o tranquillisa e
consola. Tambem nos havemos de preoecupar
com as suas necessidades. Ellas augmeolam to-
dos os dias com a dimiouigo de seus recursos,
E' um pae despojado de seus bens por filhos re-
beldes, o qual pede ao3 que lhe sao deis o que
lhe preciso, nao para sustentar a existencia
pessoal, mas para proteger a dignidade e exercer
com honra e independencia o seu poder paternal.
Permitlio elle que se flzesse appello nossa dedi-
cago filial. Escrevem-nos: O santo padre
t desejra ver cessar com as circunstancias que
as occasionaram, as piadosas offertas dos fiis;
< porm novse mais penosos acontecimentos de
tal sorte privaran) o thesouro de recursos que
seo mundo catholico nao lhe vier em soccor-
< ro, sua santidade ver-se-ha falto dos meios
necessarios. Pens pois, que V. Exc, apezar
a das ricas offertas que j foram feitas, julgari
opportuno e til que os seus diocesanos conti-
nuem a dar o seu bolo ao pae commumdos
c deis.....
< Podamos deixar de acceitar esse convite?
E' o grito do pae que est soffrendo e que pede.
Por certo que ser-nos-ha bastante seguir as ins-
piragesde nossa f; porm afn de dar un no-
vo impulso ft nossa dedicago e i nossa genera-
aids.de, Henderemos a que os recursos de que
A Syria e a eivilism-to.
A expedigo franceza nao realisou as esperan-
gas que havia feito conr.eber a urna parle do pu-
blioo. Foi de urna completa esterilidade, no pon-
to de vista das operges militares-, pois que as
nossas columnas, percorrendo o Lbano, nao con-
seguirn) castigar os scheiks e seus bandos ho-
micidas.
Nao faremos pezar sobre nossos soldados res-
ponsabilidade desse xaque; os verdadeiroculpa-
dos sao os Turcos ; mas nos temos tambera um
grande erro a exprobar-nos, o de haver cortado,
apezer da experiencia, com a boa f e o leal ran-
curso do governo oUomaoo
Usando e abusando-de nossa simplicidad* mui-
to confiante, Fuad-Pach enganoonos- como
criangas-.
Nao se conlenlou em burlar o fim da expedico
do general Reaufort ao Libaoo, explorar esse nas-
seio militar com tann audacia e felicidade quo o
nosso pequeoo exercilo tornou-se, sem o saber,
o instrumento por meio do qual a Sublime Porta
pode finalmente fazer iriumphar na monlanha a
sua politica Iradiccioual, essa rnesma poltica que
ella proeurava fazer prevalecer, organisando os
horriveis massacres- que tomaram necessarra a
nos9a intervencao
E com effeito, que fim buscava- a Turqua ?
Quera estabelecer sobre as populages do Liba-
no, a sua autoridade directa, em tugar de gober-
nar os dislrictos marooilos e drusos por interme-
dio de kaimakans ou lugareslenles indgenas,
menos dedicados s potencias chrislas e espe-
cialmente Franca e Inglaterra.
Estes paizes nao dependiara d sulto nao, na
Sualidade de vassallos e tributarios. O despotis-
10 turco reclamava por inteiro a sua presa ; e
era para segura-la cora mais certeza, que elle ac-
cendia sem cessar na monlanha o fugo das guer-
ras civis, e armava uns contra o outros os Dru-
sos e os Maronvtos, outr'ora lo unidos que habi-
tavam em commum as mesmas- aldeas.
Ora, eis o que. acaba de passar-se :. Fuad-Pa-
ch aproveiiando-se da marcha-rpida de nossaa
columnas alravez do paiz alio, do terror dos Dru-
sas, da fuga de seus principis chefes e da emi-
grarlo dos Mar-uoitas, supprimiu asfuncgdes de
kaimacaoa aos dislrictos mixtos, einslallou em
diversos pontos muchirs do raga lurca.
Os novos funeconaries nao foram Borneados ao
acaso, e um delles notoriamente conhecido por
seu odio contra os chrislos.
do islamismo e pelos hndjis que volttra de Mecha
nio aspiran senio a purgar Ierra da presenta
impura doa fUours.
O fanatismo, violentamente comprimido, nio
espera mais do qua um momento opportuno para
fatef una explosio mais lerrivel do que a pri-
meira. r
Os chrislos o sabem : elles treraem pelo futu-
ro e nao ousam vollar para suas habitagoes ain-
da tumegantes, ae nio ao abrigo de oosas bayo-
netas ; os de Damas continuara a emigrar porque
nao se podem fiar na guarnigio turca eocarre-
gada de os proteger, o porque-teem os assassinos
aguardaren) na sombra os seus puntes.
Tal a situago para aquelle que deseen ao
fundo das causas em lugar de parar na sua su-
perficie Se chamamos o nosso exercilo o san-
gue cedo correr em torrentes; se quiermos
prevenir esta espantoss ealaalropbe, -nos ne-
cessario prolongar infinitamente a nossa ocen-
pago. i
Eis o dilena em que nos acharaos encerrados,
e d elle nio saturemos seno dando i Syria urna
nova organisagao. Has ahi coraecsm as difflcul-
dades serias.
Trata-se, com effeito, deachar urna solugo do
in.!i l3"-,UfaMr l0 iaaoae isoo, e era corar dignamente urna cam-
panha que roduudaria em nossa confusa e com-
prometiera a nossa influencia no oriente, se nio
trouxesse um resultado conforme s vista gene-
rosas'que determinaran) nossa intervengan.
Foi em nome da homanidade que fizemos1 tre-
mular o estandarte da Franga as praias da Sy-
ria, e a honra, bem como o dever, prohibo-nos
deassignar cem a Porta urna paz claudicante, isto
, evacuar o paiz emquanto nao houvermos de-
finitivamente sssegurado o triumpho da civili-
sago.
Nada ganhamos em dissiroular a verdade, er
nada conseguimos se nio pelorar o mal, quan-
do, era lugar de corla-lo pela raiz, entramos en
composicSo com aquellea que teem interesse era
commetie-lo.
Declaramo-lo sem rehogo ; nio leremos feito
mais do que deitar fora a nossa plvora o nosso
dinheiro, se deixarmos a Syria entre as maos dos
Turcos. De que serve arrancar o cordeiro das
garras do lobo para deixa-lo depois ao seu al-
cance ?
Em poltica, assim como em cirurgia, neces-
sano saber cortar no vivo. Os Turcos sao os
autores du mal ; devem ter a pena de seas de-
lictos e de seus criraes ; e se es gabinetes nio
podem resolver-se marcar sobro a caria os li-
mites de urna Syria independenle, aecessario.
indispensovel assegurari e3se pata urna sita-
gao anloga do Egypto. da Serbia, e dos prin-
cipados Unidos. Abdoul-Medjid chorar de ver-
gonha e de pezar ; mas o sangue dos povos
raais precioso do que as lagrimas de um sulto.
O vice-rer que recebesse Ululo heredrio, o
governo da Syria, dependera da Porta por ara
simples lago de vassalagem ; seria porm i- Eu-
ropa que elle leria de prestar contas de sua po-
ltica, e os gabinetes exercendo sobre ella urna
acgo directa o efBcaz, conseguira restheleeer
um justo equilibrio entre as populaces- musul-
manas e christas.
Abdel-Rader, em nossa opiniao, seri* o-ho-
rnera da situago. J expuzemos as razies quo
tornara esta escolha inminentemente desej-ivel, a
nada mais temosa dizer, por ora, a esse respeito.
Nio ha, fra disto, salvagio para os chrntios :
esta-solugio, porm, recomraenda-se attengo
do gabinetes por ostras consequencias de urna
importancia capital. Destacando a Syria do-im-
perio ottomano, comegaremos verdadeiramente
realisar a grande obra da regeneraco do
oriente. .
Nao se teriam passadodez annosque esse paiz
oslivesse aberto Influencia europea, ejum,
commercio immenso olera vivificado e trans-
formado: nossos navios eocheriam os seus por-
tos ; estradas de rodagem e de ferro, caoaes, li
nhas telographicas o suteariam em todos os sen-
tidos e juntaran) o Mediterrneo ao Tigre, a*<
Euphrales-e ao golfo Prsico.
Capitaes francezes, allemies, italianos, achar-
se-hiain empregados nesses vastas emprezas e
proteeg-o desses novos interesses asseguraria o
desenvotvimeoto pacifico da civilisago de paizes
feriis, esterilisados ha seculos pelo barbarismo
oltomanev-
Atxx Ronnba.
(Opinin Nalianale.)
Os Turcos acham-se presentemente senhores
da mais importante regiio do Lbano, e essa po-
sigio lhes prometi exercer, desdo j, urna sobe-
rana influencia sobre o resto da monlanha.
Urna prxima occasio lhes fornecer os meios
de completar a obra com tanto successo inaugu-
rada ; tal pelo menos, a sua secreta espe-
rangs.
O general Reaufort o comprehendeu perlera-
mente : por isso nao ousa, segundo urna corres-
pondencia de Beyrouth, penetrar no paiz dos Ma-
rooitas, com medo de para l altrahir Fuad-
Pach e dar-lhe um pretexto para ahi eslabole-
cer-se como nos dislrictos mixlos.
Fuad deu, verdade, aos Maromtas, cedeodo
as nossas exigencias enrgicamente expressas,
um chefe de nossa escolha, Jos Harara, que ae
tornou popular por sua bravura & toda a piova e
seu ardente patriotismo.
Esta escolha excellente ; mas nao devemos
exaggerar a sua importancia. O commissario ot-
tomano nada faz sem calculo, ainda nesmo um
salamaleko.
Nao conOou a Jos Harn senioum comman-
do provisorio, e nem mesmo o revestiu ds dig-
nidade de kaimacan, mas de capoudji-bachi.
O joven chefe ser alm disso cercado de dffl-
culdades que tornarSo o seu cargo penoso e fario
talvez malograr todos os seus esforgos para reor-
gansar civil e militarmente o seu paiz, profun-
damente revolvido por intrigas urdidas, ha muito
tempo, e em parte arruinado pela selvagem ag-
gresso dos Drusos. Simples lugartenenle de um
Each deqnem devera receber asrdeos,ver-se-
a contrariado em todoa os seus projectos e em
todas as suas emprezas; nio deixario escapar
nenhuma occasio de destruir a sua popularida-
de, e OS funcionarios da Sublime Porta ae appli-
caro em excitar contra elle invejas tanto mais
temiveis, que elle nio pertence i alta nobreza do
Lbano.
Fuad-Pach estejamos certos disso, addieionou,
desde o primeiro dia. todas aa probabilidades de
desordem e de coofusio, pois que os homens de
Estado do Oriente sabem Machiarel de cor sem
jamis o haverem Udo.
Habituada a nao recuar ante meio algumos
recentes massacres ssso prorama Porta pro-
segue em seu sonho com urna paciencia que nada
desanima. Governadores generaos e magistrados,,
obedecem senha com um zelo bebido naa ma- ',
nqnciaes do Alcoro, e $ populages, hoslis ao,
sulto, mas animadas contra os chrislos de un]
Odio implacavel, ct,ecuisidas pelos aiseionarios J
Po IV polo Sr. bispo do Para.
Urna das-quesloes mais palpitantes da acluali-
dade no mundo politico-o-religioso indubilavel-
mente a questo do poder temporal do Papa.
Trezenlos-railhes docathoticos esto anciosos-
por saber so o chefe visivl ds egreja tem de pas-
sar da cathegoria de re'o pontfice para a con-
digo de vtssalo de ura-oulro monarcha ; e se -a-
revolugo,. na sua marcha assoladora contra o
principio da autoridade,.lograr anniquilar essa.
dyranastia de velhos, que reina enlre os reis ha.
cerca de rail e seteceotos-seculos. '
A diplomacia, acuada por assim o dizer, pela
revolugo, acha-se embaracada enlre o direito o
a forga : a heresia contra o papado conflagra- os
nimos incautos-: s a Providencia, por um dos
seus decretos iosondaveis, que tem de resolver
a questao ;.raas a f-catholiea, lendo a De Mais-
Ire e a Rohorbacker nao hesita em esperar que o
triumpho da Santa S; do throno por excellen-
cia, ha de ser infallivel, e que o sophisma di re-
volugo.ha de ser supplaaiado pela verdade in-
dislructivel de 19 seeulos.
A questao do poder temporal do Papa, nao e;
urna questao accidental do dogma catholico :
urna questao capital. O ehrislianismo no lem-
po, urna existencia real, como o espirito no cor-
po urna existencia semejantemente real. E
pois assim como a oniio do espirito com o carpo
produz a essencia homem com necessidades tom-
poraes accessorias, assim o governo visivsl de
Dos no lempo produz a essencia da egreja, que
o canal visiv.el e perfeito por onde a creatura
espiritual se commuoica com o Creador ; ereco-
uhocidaraeute- eom necessidades tmpora** ac-
cessorias.
Se pois ha- nesta vida urna instilo gao, que di-
ga immediato respeito Providencia incontes-
tavelmente a egreja.
Sobre esla questao pendente, e quo foi agitada
pela celebre brochora o Papeb a o Cogresso ios-
pirago do venturoso e aventureiro Luiz Napo-
leao, tera-se publicado excellentes escrptos, en-
tre os quaes avultam os de Montalombert, Segure
Momigny ; roas do que temos lido, o litro do
Sr. D. Antonio de Macedo, bispo do Para mere-
ce-nos particular coosiderago, porque a questao
e tratada em visla da historia, em vista da cons-
liluico da egreja, e em vista do direito geral da.
propriedade que at respeitado pela barbaria
mss nao o pela revolugo. '
Deve ser muito grato ao santo velho, que a
chama Po IX, e para o qual a tbira urna ver-
dadeira cor de espinos, ter como os carbli-
cos do Brasil tem tomado parte as tribulaces
porque elle estf passando. O pontifico liberar
que marlyrisado em nome da liberdade tem
recebido do imperio da Santa-Cruz provas de. af-
fecto filial,, que devem ser charas ao seu eortco
paternal. ^
Una das glorias do episcopado catholico e in-
comestavelmente a primeira do episcopado do
Brasil, o Sr. marquez de Santa Cruz, arcebispo da
Baha, deu-lhe a primeira prova da affeclo, o
Sr. Q. Antonio de Macedo acaba de dar-lho a
mais recente.
O Sr. bispo do Para foi na Europa tratado
cora affecto de pai pelo santo padre Po IX ; e
presenciou os primeiros syraptomas da revolu-
go contra o papado sob o espicioso pretexto da
poder temporal: ninguem maia proprio para in-
formar no Brasil a importancia e alcance da
questao. O sabio e virtuoso bispo do Para de-
sempenhou esta missio com notavel successo
escrevendoum livrosobre esta questao. '
Damoa-lhe os psrabens ; no hunildo posto
da imprensa, em que nos echamos, receba S,
Exc- nossas cordeaes feliciiages, e um profunde
agradeciraento pelas palavras generosas o anima-
doras, que se digoou enviar-nos.
/toporo rfllmeida.
[Mercantil, dt Santa Catharina.)
niM^ II?. DI M, f. DI FAJUA, -1881.


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