Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09249


This item is only available as the following downloads:


Full Text
1110 XIITII HOMERO 47
Pr tres mezes adiantados 5S0O0
Pr tres mexes vencidos 6J000
FETEREIIO
Per ame adiantade 19$000
Perte fraice para e subscriptor.
ENCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J.'jos
de Oliveira; Maranbio, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares-, Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS LtUS WJKKfciUS.
Olioda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Aniao, Bezerros, Bonito, Ciruar, AUinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Albo, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlera as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas o 40 minutos da
manhaa.
9 Lna ora as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 Lua'cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAIf AR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
25 Segunda: Ss. Cezaro e Dioscoro mm.
26 Ter$a: S. Torquato are. m. ; S. Nstor b. m
27 Qaarta. S. Leandro are. ; S. Bessa m.
28 Quinta. S. Ronvo ab. ; S. Pompilo m.
1 Sexta. O precioso ssngue de Jess Cbristo.
2 Sabbado. S. Simplicio p. ; S. Jovino m.
3 Domingo. S. Hemeterio m. ; S. Cunegundes.
AUUiKNUAS UU a'kiBlUfca DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundas equinUs.
Relago: tercas, quintaa e sabbadoa sslO horas.
Fazenda: torgas, quintas e sabbados as 10 horas!
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
p?era vara do civel: tercas e sextas ao meio
quartas e sabbados a 1
Segunda Tara do civel:
hora da tarde:
PARTE OFFICIAL.
G o ver no da provincia.
Expediente do dia 22 de fevereiro de 1861.
OtH-io ao Eira, presidente do Cear.Picara
expedidas as convenientes ordeos thesouraria
do rendas desla provincia, no sentido do serem
intimados Bellarmino D. da Silra e Joo Duarte
Carneiro Monteiro, para etlactuarem o pagamento
das quantias por que sao responsaveis, prove-
nientes dedireitos de exportado que deixarara
de pagar oa collecloria da Granja, e do resultado
darei conta V. Exc, conforme sollicita no lina I
de seu oficio de 14 do correle, sob n. 7, que
ca assim respondido;Expediram-se as ordens.
Dito ao coronel commandante das armas.Para
que eu possa deferir o requerimeuto do 2o sar-
gento do 4 batalho de artilharia p Manoel
Jos de Castro Vianna, sobre que V. S. informou
em officio n. 215 de 15 do corrate, faz-se noces-
sario que elle recolha thesouraria de fazenda,
para o que ficam expedidas as convenientes or-
dens, tquantia de que trata a informago junta
por copia.
Dito ao mesmo.Mande V. S. inspeccionar o
paisano Joaquim Pedro de Souza Magalhaes, e
seutar-lhe prega no caso de ser considerado apto
para isso.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Dos
paos existentes nesse arsenal pode V. S. empres-
tar Elias Bernardi, dous que elle indicar, obr-
gaodo-se reslitui-los como os recebeu.
Dito ao commandante do corpo de polica.__
Attendendo ao que V. S. ponderou sobre a inde-
clinavel necessidade que lem o corpo sob seu
commando, de dous espitaos dos que esto fra
em comraisses policiaes, resolvi por portara
desla data exonerar daquelles cargos queoccu- da nacional da comarca do Rio Formoso, datada
Tm na mriarfa ra V.*.IL _:n_ a rx .
para na cidade de Nazarelh e villa do C\bo, os
capites do dito corpo Francisco Antonio de' S
Brrelo e Jos Pereira Teixeira, aos qoaes deve
---------i------ -. .-..- uu uiuuiv.piu uo Agua rrea. ao c.
V.S. ordenar que se recolham esta capital.- segunda companhia do batalho 45 da
Lavraram-se as portadas de exoneraso dos men
donados capits.
Dito ao mesmo.-Mande V. S. recolher ao cor-
po sob seu commando o destacamento existen-
te na Tillado Bonito, bem como reduzir 10 pra-
vas o da villa de Iguarass, augmentando com
mais seis pragas o da freguezia dos Afogados.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar engajar
no corpo sob seu commando o paisano Antonio
Raymundo da Silva, que foi considerado apto,
como consta do documento annexo ao seu officio
destadata.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Restituindo V. S. os papis que acompanha-
ram a sua informsgo de hontem, sob n. 147, o
autoriso mandar pagar Claudio Dubeux, con-
forme requisita o commandante superior da co-
marca do Bonito, em officio de 31 de Janeiro ul-
timo a importancia nao s dos vencimentos rela-
tivos ao citado mez, do destacamento de guardas
nacionaes d'aquella villa, mas tambem das des-
pezas feitas com o fornecimento de luz e agua
para o mesmo destacamento durante o referido
mez dejaoeiro.Communicou-se ao mesmo com-
mandante superior.
Dito ao mesmo.Envi por copia V. S. para
sua sciencia e execugo, o aviso expedido pelo
ministerio do imperio em 7 do corrente, partici-
pando haver-se recommendado ao ministro bra-
-ailairo em Londres, que sempre que liver lugar
pagamenlo de juros aos accionistas da estrada de
ferro desta provincia, declare ao ministerio da
fazenda e esta presidencia quaes as quanlias
pagas por contada garanta da provincia, afim de
se receber dos cofres proviociaes a respectiva im-
portancia.Igual thesouraria provincial.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Devolvo V. S. o requerimento e mais documea-
4os, que acompanharam a sua informago de 19
do corrente, sob n. 67, afim de que mande pagar
ao major Joo do Reg Barros Falco, a quantia
de 2505212, por elle despendida rom .alugueis de
casas quindo destacado coa o 8" batalho de in-
fantaria no cen>o d provincia, verificando-se
previamente se ha duplcala em alguns desses
pagamentos.Communicou-se ao commandante
das armas.
Dito.Autoriso o conselho de compras navaes
4 promover, de conrormidadecom os arls. 9 i 11
do regulamento de 20 de fevereiro de 1858. a
ompra dos objectos mencionados na relago an-
nexa ao seu officio de 21 do corrente, visto se-
rena necessarios para fornecimento do almoxari-
fado do arsenal de marinha.Communicou-se
thesouraria de fazenda.
Dito i direcgo do novo banco de Pernambu-
0.Cerlo do conledo do officio que mo dirigi
a direcgo do novo banco de Pernambuco em 14
do corrente, lenho dizer em resposta, que ap-
provo deliberarlo que tomou a mesma direcgo
de .realisar pela maneira indicada no citado offi-
cio, e sempre com assislencia do fiscal do gover-
no, a queima das olas de sua emisso dos valo-
res de 10A e 20$ retiradas da circulago.
Dito ao cidado Manoel da Vera-Cruz Lhs, pre-
sidente da mesa eleitoral do Cabo. Nao se
achando revestida da formalidade proscripta pelo
art. 79 da lei de 19 de agosto de 1846, a copia
authentica da acta da eleigo que ltimamente
se procedeu nese collegio para deputados geraes,
a qual me foi remeltida pela respectiva mesa,
com officio de 30 do corrente, convm que Vmc.
me dnvie outra competentemente authenlicada
adoptar o novo processo para a extraego das lo
(eras por meio de pequeas espheras, que pro
tar a planta de um projeelo de proloogamento da
va frrea da estago das Cinco-Ponas at o cen-
tro desta cidade, e a orgar a despeza em que deve
elle importar, podando nesse trabalho ser o en-
genheiro do governo auxiliado pelo da compa-
nhia, se isso se queira prestar, bem como i
contratar meios de transporte provisorio para as
mercaderas entre esses dous pontos, e approwar
provisoriamente o systema de escriplurago pro-
proposto pelo engenheiro fiscal do governo para
as contas dessa companhia, ficando tudo depen-
dente de approvagio do mesmo governo impe-
rial.
Portara.O presidente da provincia resolve,
de conformidade com o disposto no art. 2 do re-
gulamento do 1 do maio de 1858, nomear o ca-
pitio de polica Jos Francisco Carneiro Mon-
teiro, para recrulador na freguezia dos Afogados.
Communicou-se thesouraria de fazenda.
Dita.o presidente da provincia, attendendo
ao que Ihe requereu Manoel Thomaz dos Santos,
resolve conceder-lhe licenga para ir ao presidio
de Fernando no hiate Sergipano, levando no
mesmo hiate o seu genro Francisco Caetano de
asss e os gneros constantes da relago junta
assignada pelo secretario do governo.
DitaO presidente da provincia, tendo vista
a informago da commandante superior da guar-
da nacional do municipio do Recife datada de 20
do corrente, resolve conceder ademisso que so-
licitou Joo Jos Pereira de Paria, do posto de
alferes da primeira companhia do primeiro ba-
talho de infantera da mesma guarda nacional.
Communicou-se ao referido commandante su-
perior.
DitaO presidente da provincia, tendo vista
informago do commandante superior da guar-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUU.
Alagoas. o Sr. Claudino Falcao Das- Baha
Sr. Jos Marlin. Alvos; R0 de J.n"ro LV
Joo Pereira Martios. Sr*
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do dumo Manoel Figaeiroa d
Pana, na su. linaria praga da Independencia ns.
de 4 do corrente, resolve conceder passagem para
a terceira companhia do batalho n. 46 de infan*
taria do municipio de Agua Prets, ao capito da
_ mesma
Manoel de Amorim Salgado, por assim o haver
pedido.
DitaO presidente da provincia, attendendo ao
que Ihe requereu e segundo cadete primeiro sar-
gento do quarto batalho de artilharia p Tude
de Andrade Gomes, e tendo em vista o parecer
da junta militar de saude, resolve conceder-lhe
3 mezes de licenga com vencimentos para tratar
de sua saude dentro da provincia.
DitaO presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o bacharel Antonio Joaquim
Buarque Nazarelh, juiz municipal e de orphos
o teruiu de o.at Aiuau, esul. P8.. P.
20 dias, contar de 11 do crtente, licenga
com vencimentos, que Ihe foi concedida por por-
tara de 24 de novembro do anno passado para
tratar de sua sado.
Despachos do dia de fevereiro
de 1861.
Requerimento.
3881.AntoDio Joaquim da Conceigo.In-
forme o Sr. engenheiro director da repartigo
das obras publicas.
3882Antonio Jos Rodrigues de Paula.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3883.Antonio Witruvio Pinto Bandeira e Ac-
cioli de Vasconcellos.Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial.
3884Evaristo Meodes da Cunha Azevedo J-
nior.Informe o Sr. engenheiro director das
obras publicas.
3885.Francisco Cavalcanli de Albuquerque.
A' vista da informago requeira i assembla
provincial.
3886.Francisco Antonio de S Brrelo.
Concedo a licenga pedida.
3887.Joo Manoel de Siqueira.Satisfaga o
supplicanteo que exige a thesouraria nos pare-
ceres langados no verso do presente requeri-
mento.
3838.Joo Jos Pereira.Passe portara con-
cedendo a demisso pedida.
3839.Joaquim Pedro de Souza Magalhaes.
Aprsente-se no quartel do commando das ar-
mas para ser inspeccionado.
3890.Padre Jos Procopio Pereira.Nao tem
lugar o que requer, vista da informago.
3891.Bernardo Jos da Costa.Prove o sup-
plicante que seu neto orpho desvalido e natu-
ral desta provincia.
3892.Joo Aotonio da Co3ta Medeiros e ou-
tro Provem os supplicsntes as habilitages que
allegam.
3893.Manoel de Souza Tavares. Dirija -se
thesouraria de fazenda.
3894.Manoel Amorim Salgado.Passe porta-
ra coacedendo passagem ao upplicante para o
batalho n. 46.
EXTERIOR.
Damos em seguida a traduego de um artigo
da hbil penna de John Lemoioe, a favor da cau-
sa italiana, e que foi publicado pelo Journal det
Debat.
Aquellos que desejassem ver a anlgi ordem
de cousas restabelecida na Italia, nao sabem qual
sera a serie de calamidades que d'ahi resultaran)
nao s para a propria Italia, mas para a Europa
inteira. Ha, no movimento que impeli lodos os
povosda pennsula para se constituirem em urna
s naco, a expresso de urna Torga moral, que a
forga material, quando mesmo podesse momeo
.v_ uinivuii, i(usuuu uiesiuu puuesse momeo- *"" ,, wviaga, juivm, u
taneamente comprmi-la, nao conseguiravnuoca can,ente por que ae Ib.es cbamaram nacionaes
anniquila-la. Nao somos partidarios systemali
eos da unidade, e nunca se conseguir fazer-nos
adoradores dessa concentrago exagerada qu
e independenles nacionalidades fosse mais con-
forme com o carcter e com a historia do povo da Europa e os da Franca.
Dito ao thesoureiro das loteras.Pode Vmc Ualano, do que essa concentrago sepentlna que
- hoje se Ihe d ; mas existe um fsetoque nao de
- ve ser esquecido dos adversarios da nidada da
pe em seu officio de 30 deste mez, que tenho Italia, que a Italia nao tiaha que escolher.
assim respondido. _, ..
< E necessano que a Italia seja urna, para ser
Dito ao superintendente da estrada de ferro: independente; da mema maneira que neces-
Communico ao Sr. uperinlendente da estrada uo que aeja independente, para ser livre. A
de ferro que por aviso de 6 do corrente, fui au- mesma concentrago de que a Franga careceu
tvriMdo pelo govrao imperial l mal lean- pas. repelUj o eirp|eUos {o ieu |f.o, r?
cessaria Italia para limpar o seu. Se os diver-
sos estados da pennsula nao tivessem estado, ou
debaixo da oceupago, ou sob a presso estran-
geira, o os tivessem deixado sos entregues asi
proprios, provavel que tivessem permanecido
constituidos separadamente sem sentirem a ne-
cessidade da uno. E' porque as intervenges
ou as proteeges estraogeiras leem constante-
mente sustentado entre ellas governos ou regi-
mens do governos que elles nao queriam, e que
tambera Ihes tiravam a esperanga de reformas
internas, resultando d'aqui sentirem aflnal a ne-
cessidade de se unirem para se libertarem. Nao
pelo amor d'uma abstraego que elles abraga-
ram a idea da unidade ; os italianos nao sao suf-
flcientemente allemes para isso. E' porque o
mais seguro conselheiro dos povos, assim como
dos reis, a adversidade, moslrou-lhes que era
aquelle o nico meio de salvago, e porque a
experiencia, principalmente a dos ltimos quiozo
annos, lhes provou cruelmente que a patria divi-
dida ser sempre opprimids.
Dr-se-ba, na verdade, oavindo-se os analhe-
mas eom que agora perseguida a causaba in-
dependencia italiana, que ella nao mais do qae
a filha da revolugo nasclda hontem, e creada na
desordem e na violencia. Mas ella tem urna ori-
gera mais elevada ; foi sustentada sobre a pia do
baptismo por mos mais augustas e mais santas.
Nao era revolucionaria, devia ser nacional, justa,
sagrada, a causa que teve o papa por iniciador, e
que at forgoi o rei de aples a combater por
ella. Ento, no meio dos applausos da Europa
christa e liberal, associaram-se os soberanos
ZZT2L"JS s rrss: 232 iSLeft"-*- i..
ment de um povo seja um perigo, necossario
que represente um dreito. Muito bem I as quei-
xas dos italianos erara to manifeslamente legi-
timas, que os proprios governos nSo podiam re-
cusar-se a reconhec-las o a defiende-las. Ha
ciocoenla annos que a Europa se esforga junto
dos gorornos da Italia para os converter razo,
moderago e ao bom seos?, e ao mais simples
instinclo da conservago pessoal. Vio-se mes-
mo que as potencias que inlervierara com as ar-
mas, foram as prraeiras a conderanar os gover-
nos que ellas sustentavarn, e em justificar os
povos que opprimiam. Nao sao na realidada os
povos, mas pelo contrario os governos que ha
ciocoenla annos esto em insurreigo na Italia ;
sao elles que esto em opposigo flagrante, nao
s com a justiga, com a moral e com a huraani-
dade. mas tambem com os interesses commuus
de todos os governos. O que aconteceu ? Foi
nao haver ura nico dos outros govoraos que
quizesse ligar a sua causa delles. Fzerara o
seu appelio para o principio da solidariedade,
mas nao receberam resposta alguma, porque ellas
proprias linham compromettido, arruinado e des-
considerado o titulo que invocavam.
Quando os governos teem desla maneira ca-
hido debaixo de um peso natural e accumulado
pelas sdas faltas, e depois de urna longa repro-
vago geral, querer restabelec-los seria urna
empreza impossivel e em todos os casos fatal.
Nao torara derrubados pela violencia, morreram
de dissolugo. Os elementos que os substiluem
sao os nicos dotados de vida, de energa e de
aos seus povos n essa nova cruzada, mas foi pre- persistencia, e quando mesmo os comprimissem
cisamente entao tambara fue appareceram as momentneamente pela forga estrangera, nao se
causas constitutivas da Traqueza da Italia. conseguira nunca distrui-fos. O interesse bem
Quando se tornou necessario comba'ler,o papa : entendi<, acnou-se entre a posigao do principe chrislo c a Iesl Pois em de"r a Ilala constiluir-se e re-
do paecommum dos fiis e a sua escolha nao poda !gulatisar"se nasuanTa condigo, e qualquer
ito em tentatTa fo'l n'outro sentilo, nao fazia mais do
ser duvidosa. O rei de aples, quetoha dito em !
urna proclamago : Todo o povo da pennsula Ique tran8formar campo de batalha italiano em
tem o dever de tomar parte na lula .... os camP de bata,h europeo.
nossos irmos esperam-nos, e nos os abando- I O ioteresse da Franga, a monos que s nao
naremos onde houver que combater pelo gran- upponham animada de um espirito de conquists
de interesse da naciooalidade italiana.... pouco conforme com o espirito do nosso tempo.
Este rei que fallava assim, sob a preso do movi-' o que Deus nao permiti e nos estamos longe'
ment nacional, apressou-se, logo que foi livre,' do acreditar, ser por ventura deixar esse cam-
areuoir as suas tropas para opprmir o seu povo. po de batalha sempre aberta? Ser ter sempre
Achando-se s nq campo da batalha daindepen- junto de si um paiz dividido, e fraco, que appella
dencia, o Piemonte e Veneza opprimidos, o mo- successivameote para todas as intervenges pas-
vimenlo nacional, sahido do seu curso, tornou-se ndo de urna a outra oceupago, mais deressa
revolucionario, e d'ahi resullou ter a Europa do que um paiz unido, piospero, livre e forte
contra si. Esta foi a lerrivel experiencia. i que viva de si mesmo e que nao caroca nenhu-
- T,nil_.n aa,i .-ti. .ir# ,., M t-' Sa ProtecSa estrangeira? Na nossa opinio a
lia assim constituida nao seria nunca libertada.! {, [J081* *"*" pde 8er aUTlu<"" -r da Italia
Porque, observe-se bem, nao se tralava ji de Ser' P concurs|> europeo, urna voz iran-
uma lula entre os soberanos e os seus subditos ;; Cez* de mai8,
os soberanos e os povos tinham tentado fazer' A communidade de origem, a afflnidade das
causa commum, e demonstrou-se fatalmente que "aguas e do espirito, a sympalhia dos caracteres,
essa uno era impossivel. todas as razes naturaes tendem a ligar cada vez
Lembramos rpidamente estes fados d'ou- mais 0S dous p0T0S-
tr'ora porque sao a explicago dos fados de ho-| 0s elementos que hoje se.desenvolvem com
je. Foi depois de ter empregado lodos os outros Unl* energa na Italia sao da mesma natureza
meios, que a Italia se Iangou no meio extremo daquelles que constituiram a Franga actual, e a
da unidade; se verdade que ella faz urna vio- es,e respeito os ciumes da Europa seriam menos
lencia i sua historia, ao seu carcter e aos seus justificados talvez do que os da Franga. A
antecedentes, primeiro que tudo s ella que Cfeago de urna nova grande nago, da familia
soffre, e a grandeza do esforgo prova a do sacri- das nagdes latinas pJe eflediramente modiQcar
0, j condigoes do equilibrio ouropo mas nao so-
Se na adualidade passamos desta questo M. D? qu8 deTem.08 1ae"f-o- Esse equt-
particular para orna quesUo mais geral, no que em 8l mai8 aDareDle do que real, e
diz respeito Europa e Franga, pedmos licen- ?.. 88 a?aha as eTentualiddes de urna coal-
usao, nao difficil prever para que lado pasar a
a pars a encarar debaixo de dous pontos de vis-
ta, o da jusligs e o do interesse.
c Na nossa opin.o, a queslo de justiga nao tica que ella mesma inaugurou, continuar
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
balanga. O peso da Italia fez-se para a encami
nhar, a Franga deve pois, perservando na poli-
- tica que ella mesma inaugurou, continuar a li-
uuvioosa. A Italia tem o dreito de querer ser gar-se pelos lagos do reconhecimento, ama
riDaSa; P0SSU! t,lUl0'J gUa63' 8enao 8upe- \M*0 I"6 el unida a Por t' razes
ores aos deraais de urna das potencias que pre- polticas e naturaes.
tendem conserva-la em grao secundario. Se o
equilibrio europeu estivesse alterado, nos teme-
ramos pelo equilibrio. Achamo-nos algumas
vezes confundidos pelo egosmo cora que um cer- aSt que.hLa al8onsnns ost* Pr'e teem-
o raundoofficial Ir.t. o dreito naluJ.l. Ha ^Z^V^^^^liT^V&.
mens polticos que nos hao de dizer que olham a cadencia rpidamente progressiva de urna so-
constituigo do imperio ottomano como urna ciedde onde reioam sem parlilha o fro o egois-
monstruosidade moral, mas que o equilibrio eu- i!!ir!1dua,L"mo 5 CH, do bezrr0 de
r,p.u >f. .,,,.',. jl ES, sa-js;jr s. ar.
verno sera mantido custa do sangue e do di-; do workhouie ; onde o ouro a primeira neces-
nheiro da Europa christa, e as ragas inteiras' >idade- o onde o crime nao delem quando mis-
que aspirara liberdade sero langadas de novo' -?.rtl0.i anefDhecem -U>1dog <*ue a So
..,..!.. ,., jdt. M sesga a;**: z?%:
loria cerU para as doulrioas socialitas ; que a
revolugo. essa arma to lerrivel de que servio-
86 a Inglaterra com tanta felieidade para perlur-
rqiaranaePCar i ^ ^T^ "^ ""! ^ ^^^"^!5^^^
mente que a Europa nao poderla ver sem in- tretanlo, essa verdade contestada pela maior
quietago a constituigo dessa nova grande po- P*rle do publico francez, em geral mu pnuco.a
lencia; que para a Franga particularmente existo' par dos costumes ntimos do povo inglez- A s-
perigo em deixar esUbelecer a seu lado, na, suas t^J^^US^'SS^ 2i.S S
tronleiras, urna nagao composta de mais de 20 Ihe importaren) as particularidades que ha dez
railhes de almas. Dir-vos-ho que o ioteresse fonos, por exemplo, teem lido logar do outro
lado do canal. Entretanto eis fados irrecusaveis
estabelece o desarranjo na balanga.
E' a mesma politice e a mesma moral que se
da Franga est em que exista urna Italia dividila,
traca, pobre e escravisada ; e que a Franga nao
estara em seguranga se tivesse cima urna Italia
e cuja importancia ninguem contestar.
Ha dez annos o proletario inglez nao lia um
jornal ; os jornaes grandes (a 200 ou 240 ris) ca-
na A/\ miianaai > pa~~.m. 1U _IX Jl*>.
... ivaia juiuui uo jviuucaajiauuco |_a uu uu ailf lOl?/ ta-
feliz, livre, prospera e bem goveroada: e estas' ro* de mais para suas posses, eram-Ihe alm disso
em geral hostis, e o contedo superior a sua in-
maximas, que Machiavel oo acceitara, ho de
. ser consideradas hoaestas, moraes, yirtuosas, uni-
telligencia.
Ha dnco ou seis apenas que alguns profas-
sores de tranqueira jubilados emprehenderam a
educagn poltica do povo inglez por meio do
inmalsinnA a vnlitm TTniA nunilBi n^4n
m c- t j. eaucagao potinca ao
be assim fosse. nao hesitaramos em regeitar jomalsioho a vinlem. Hoje inundara a cidade
um semclhaote genero do patriotismo; gragas reo campo, a cfcina e a fabrica : sopram o odio
- Deas, nao acontece assim, e nos estamos cou-
absorve. e soffrer todas as liberdades. J temos vencido d que nesta conjundura o dreito. a
dito que talvez o desenvolvimeoto das diversas jastiga. a moral, que esto do lado dos italianos.
esiao perreitameole de accordo com os interesses
c O primeiro interesse da Europa a paz. Ora
ha mais de quarenla annos, islo desde o Qm
das guerras geraes, o maior elemento de discor-
dia e de desordem na Europa tem sido o estado
da Italia, e nunca haver paz duradoura na Eu-
ropa em quanlo a Italia nao estiver satisfeita.
Entendmonos bem, nao pedimos satisfago par
a lU||a aimplesmente porque ella est; descon-
tare, mai a porque Uav J9 d 0 eitM,
e a vioganca no corago de railhes de homens
condemnados a urna miseria inaudita que ningem
suspeila em Franga.
Os algarismos seguales que encontramos nesta
obra to ioleressante e to instructiva, a Inglater-
ra talquat i, sero mais cloqueles do que todas
as uossas palavras.
O Times, de que ha dez annos vendiam-se ....
60,000 exemplares, deseen a 40,000. Os outros
cuco jornaes grandes, anda que reduzdos de
5 4 pence, nao tirara seno 25 ou 30.000. Ha
pois urna circulago diaria de 60 a 70,000 na im-
prensa da gente limpa, ao passoque asfolhasdo
povq chegam a 200,000, sem c,an,ta,r\0jB,OOOnume- .
ros. semanarios mais vio.ldo.to*, mais revoluco- a sua riqueza, e que o al/rodo pregar ama ruim
narlos anda do aua a Imnrcnu auotidiana. cE eca a Inclatern
. -- .vvw .lva ,
5a*M .K"S0 a auii"dade. reTnao as
1 oTnirnr.If t9 a um.P.' "o pede o suffra-
?(arn -I 6 eSCru"no secret0' acaba"> de
R,f.', peaueD0 Projecto reformista de lord
a corno finfta.U,gme,,a'a de m-000 "'dos
SS. r,L Esso recusa nada salvar No
?.[ n -m q"e acha-3e hJe a Gran-Bretanha;
urna nagao nao para mais. '
O povo sabe agora que indignamente desfruc-
iVr m^alfU,IDa8c(;?nlenas de dividuos : nao
S"u t"i.,*1.0- E,le omprehende que era
seu trabalho eterno, esraagador, era em sua mi-
seria esfaimada que o aristocracia tem fundado
o poder nacional Por sai vez quer tambera go-
zar, e todos os das grilam-lhe 200,000 libellis-
ias Tu es o mais forte 1
Ora. para todas as potencias da Europa, e prin-
cipalmente para a Franga, esse trabalho que mi-
oa a sociedadeingleza. de snmma importancia.
A aristocracia britannica fundou o poder do paiz
TVLP. -ha.?0 ,cc"penha-la em sua queda!
rtniv!!!r.0 da democracia ser a desloca;o
desse cadafalso levantado com tanto cuidado e
perseveraoga chamado imperio brllannico, e en-
tretanto nao so a humanidaJe ganhar com
isso como tambem o propro povo inglez. Qual-
quer que seja a sorle da democracia iogleza, nin-
guem ba de tamenta-Io. Desprezanio seas de-
veres, tem ella tudo sacrificado a sua ambicio
incommeosuravel sua sede insaciavel de ouro :
qual flage o da humanidade, lem ella levado a
tojas as plagas a discordia e a guerra civil. Nao
ha um poni no globo onde nio baja inscrito seu
nome era caracteres de sangue.
Era nome da civilsago, foi a Chima oarigada
a solTrer rt envenenamento pelo opio.
E si podessem fallaras vastas solides da India,
seus velhos alcagares, sea castello e suas mais
morras I No interior, esse povo que ella deva-
proteger, alimentar, cvilsar por isso que em
seu proveito o tinha despojado do slo natal, foi
por ella redundo ao estado de um animal na-
cional afim de o desfructar melhor. E a Irlan-
da I em que parte do mundo vio-se um espeda-
culo semelhante? No dia em que cessar esse
vasto desfructo da raga humana em proveito de
algus milhares de individuos, a civilsago o
chnstianismoalgaro um brado do triumpho, e o
mundo mclinar-se-ha pata deixar passar a iusti-
IgadeDeosI '
Simos demasiadamente severos? Recordem-
se das expulsoes era msssa cujo exemplo tantas
vezes foi dado pelos proprietarios inglezes, como
aqu mesmo havemos referido.
Quando popularles inteiras geraem sob um
despotismo semelhanle, venham gabar-nos a li-
berdade da Inglaterra.
No proprio seio da capital, ha. para os paro-
chiaoos de Bolomsbury e de S. Gil um workhou-
se onde tal o tralamento que do ans pobres
que nao ha exemplo de ter sahido viva uma
crianga recolhiua nesse antro da dr.
Esse facto foi publicado n'uen jornal por alguns
nabitanles honrados da parochia de Bloomsbury,
os quaes offereciam-se a prova-lo peraole uma
cnmmisso da cmara dos communs. Apropo-
sigao foi regeilada. o parlamento por certo que
nao tem tempo de se oecupac nessas baea'aii*.
Informaremos o publico do valor daphilantro-
pia iogleza, e do estado moral da logutorra de-
f,?3 *>* Ua rompeu com o catholecismo, subs-
tituio a eraendaTivre do chrislo pelo ineome-
tax, e a irma de caridad pelo imraunda cha-
veiro do workshouie. Brevemente havemos de
tratar anda desses hospitaes philanlropicos.
X. DE FONTAINES.
{Monde.H. Duperron.)
A morte to repentina, to imprevista de D.
Fernando e do conde de Monteoiolin deixa sem
competidores o throno de D. Isabel, E' prova-
velmente uma occasio de reconciliago para os
partidos que ha tanto tempo retalham a Hespa-
nha. Eis o plano que parece definitivamente
combinado. D. Joo, o demcrata, abdicar seus
direitos ou suas preleoges em favor de seu fi-
Iho primognito, cujo casamento com a filha de
D. Isabel reunir os dous ramos e pacificar o
paiz. Tal era, como sabido, o voto mais ar-
dente do illu3tre Balms. Nao profunda na
Hespanha a divJso entre os pretendentes, por
sso que uns e outros invocam um principio de
legitimidade. At a dymnastia franceza, as mu-
iheres reinavam na Hespanha. Philppe Vadop-
too. a lei sabia, O casamento proposlo ba de
melhorar a situago geral da Hespanha.extinguin-
do as dissideucias, entre as pessoas de bem. Elle
s produzr os fructos que se tem o dreito de
esperar.se der Hespanha um governo catholico
e verdadelramente hespanhol. As esperaogas
da revolugo acham-se no throno de D. Isabel.
A illuso das institutges modernas poz os in-
teresses da Hespanha as mos de homens que
recebom do exterior os estmulos, s a unio
dos catholicos pde arramar a Hespanha das so-
ciedades secretas e restabelecer as antigs liber-
dades da naco.
A revolugo continua as suas faganhas na Ita-
lia ; na Ombra e na Sabinia, saqueiou primeiro
todos os conventos, e algumas correspondencias
annunciam que as fazendas pertencentes s or-
den religiosas j virara desapparecer o gado, ven-
dido ou dado pelos invasores. Esse gado era
destinado ao servigo das fazendas, porque nao ha
trabalho agrcola sem grande quantidade de ga-
do. Tendo a revolugo comido o gado, as Ierras
ficaram iocultas, e o camponez vivera como po-
der. Tal o progresso econmico. Por isso os
gneros alimenticios j augmentaran, de prego
em toda a Italia. A cultura esl abandonada ;
os recursos esgotam-se. A revolugo nao poupa
mais os animaos do que os homens ; considera o
gado como ioimigo, porque serve para a alimen-
tago do povo, e porque um povo esfaimado
mais dcil aos mos conselhos. Em Franga, a
famosa noite de 4 de agosto foi o sigoal de um
cataclysma econmico.
A Inglaterra iuquleta-se com a sepirago que
tem lugar nos Estados-Unidos ; ella depende do
sul por causa do algodo, e v-se na dolorosa
necessidade de renegar seus principios para sal-
var seus interesses. Os estoufos de algodo era-
pregara uma populago de cinco railhes de ope-
rarios. Ser-lhe-hia, pois, mister, reconheeer co-
mo irma a repblica de escravos, e esconder
aquelle decoro de philantropia que assenlava to
bem imprensa e tribuna bntannicas. Cinco
milhes de "negros cultivam o algodo ;'cinco rai-
lhes de braricos inglezes trabalham-no, sem que
seja possivel dizer quaes sejam os mais felizes.
O oseravo negro sustentado pelo seohor ; o es-
cravo branco tem a liberdade de morrer de fome
quando se vende pouco. Se os homens se con-
luiaasem para nao comprar mais pannos de algo-
do, daara a liberdade aos negros e libertar-se-
hiam do dominio inglez,
Os economistas sao a providencia da Inglaterra
e protegem-nacom mais effieacia do que os exer-
citos inglezes. E' este um dos motivos, porque a
economia poltica se recommenda affeico in-
lelramente particular do povo francez. Alias, o
costume inglez protesta contra o algodo. O lord
chanceller senta-se n'um fardo de lia, prova cer-
ta de qae a conslitui?io fax consistir na Mr toda
narlos anda do que a imprensa quotidiana. E'
1 diz o Sr. Aurelio Kervigon. coraprehen-
nario
feell.
Uer<
peca a Inglaterra.
A convengo da Carolina do Sal, expoz n'um
0 trMb9 W P* BM *** 1 m- nwMMtt Wl\m % W^ssrs&i^.-i-.'s:
5o OSrt""r"'po"' DSo ha>utra quos-
faz par e daEdad'* VT-? de propried*de
esiaaos tornam-se enormes. Nao se trata >ia
dos*" m.rdeClrnr S benS que ,he f"a "Suba!
mas de apreciar os actos que acoraoanha-
nrfn' ?Di1!a5"o < que connrmam o dTreito d
St nSlUde-S x Sr- So1" 2pleno
HvEJ"* pr0pn. est 'u, dreito de propnedade quando diz,- a O direitn
tr!nS),rEdade Um C0Dtral0 >'" oa po e
Intos'dYH89. A ,greJ' tDha P8Se ,ri0lenafia
Se a perda de ura capital de oitooentos milhes
deve seguir-ae liberdade da igreja, peTceberi
se-ha que esta e os catholicos nao do l gr.nd,
apreco a essa liberdado. pois. ser-lhe-hia precis--
achar de novo esse capital ou uma compeneage
su. renda. O Sr. Solar esquece-se de que o
A3L?*0 uraaf.8'.a>P>e8 doutrina.queobri uni
de nLu.br8 afl0,erOr ; ella "ma soceda
de perfeita. um governo espiritual, que, n'um-
cerla proporgao. tem necessidade das cousas ma-
wiu*; a?1^*ni), .Srr Solar- 8e reconhece na
igrea o dreito de adquirir o de possuir. Po-
ahi veremos se sincero o seu modo de com-
prehenler a liberdade. E para maior commo-
didade do mesmo senhor, jibe declaramos desde
j que concedemos a livre pratica do direito de
propnedade todas as seitas dissideoles consi-
deradas como outras tantas commuoidades dis-
tioclas. Veremos se ser to generoso, to li-
beral como as.
Coodille."
[Monde.II. \Ouperron).
Segundo a Garda prussiana, eis o texto do
discurso do throno d'el-rei Guilhermo I:
JtMfres, no&re e honrados senhores.E
com a mais profunda emogo que eu vos sado :
pela vnnladn im.i..-.i *n no... r.s- .v ea-
Iisaram as esperaogas e os votos que eu vos ex-
prima deste mesmo lugar. Coraigo e a minha
corle choraes o reiquo oos foi roubado depois do
longos padecimentos. O que o reinado de meu.
irroao foi para a Prussia, o que o paiz deve sua
direcgo generosa, nao devo lembrar represen-
lagao tfo povo prussiano creada pelo fallecido
monarcha. El-rei Froderco Guilherme deixou-
nos n uma occasio bem grave.
c Coube-me uma mlssao difficil. Cora o au-
xilio de Deus, espero cumpri-la felizmente; Vds
ajudar-me-eis nesse intuito. A patria carece de
conselhos esclarecidos e de uma dedicago abso-
Depois de hsver declarado, em prenga da
eminentes soberanos da Confederago germnica,
que o primeiro dever de ranina poltica allema,
de minha poltica europea, proteger a integri-
dade do territorio allemo, fui obrigado a orga-
nisar o augmento do nosso exercito, para o qual
concedestes unanimente os crditos necessarios,
de sorle quo nao se accrescentasse smente o nu-
mero das tropas, mas tambem se assegurasse a
conesao interior, a solidez ea duraco das orga
nisagoes novas. As medidas tomadas para esse
um acham-se dentro dos limites legaes da nossa,
constuuigo militar. Veris pelos projectos qae
vos seraosubmettidos que para o anno prximo
vindouro fizeram-se redueges que vosgarantonu
que nunca se pedir seno o que indispensavef
para assegurar o valor militar do exercilo. A
Prussia dispe de recursos suficientes para con-
servar o seu exercito n'um p respeitavel. Em
presenga da situago actual da Allemanha e da
Europa, a represenlago do paiz oo se ha da
sublrahir ao dever de conservar o que est crea
do e de favorecer-lhe o desenvolvimento, ella*,
nao recusar apoiar aquellas medidas em qu
repousa a seguranga da Allemanha e da
Prussia.
A pesar da presso dos negocios polticos,
podemos olhar com satisfago para a situago do-
nosso thesouro. K' de esperar que as de'spezas.
a cargo do orgamento procedente sero comple-
tamente satisfeilas pela receita do esercici
corrente. Os recursos reservados com cuidado,,
alguns excedentes do exercicio de 1859 poderlo
assim ser recolhidos ao thesouro.
c O orgamento do estado foi feilo com a pru-
dencia de que at hoje ae tem dado prova para a
avaliago das receitas e limitando-se cuidadosa-
mente as despezas administrativas. Verifica elle-
um novo accrescimo dos productos, e os meios
de satisfazer a todas as exigencias legitimas, d
auxiliar emprezas o iastitulges uleis, de occorrer
a novas necesidades, de reduzir ossupplemen-
los extraordinarios que reclama o augmento do-
exerclto. Aioda quando para axecugo dessa me-
dida importante fosse mister presentemente re-
correr n'uma proporgao cooslderavel aosaupple
memos auim como aos impostes addicionaos
nao se devia receiar comtudo que loase atacada
a ordem de nossos recursos pecuniarios"; antes &
licito prever que em consequencia do accrescimo.
natural das fontes de receita, e da reforma da*
legislago sebre o imposto territorial, poder-se-ba.
passar brevemente sem os recursos extraordina-
rios para cobrir todas as despezas do estado.
a Cont com a vossa approvago para os projec-
tos de lei destinados a.resolverem definitivamen-
te a questo do imposto territorrial. A coro* e.
o paiz nao podero por mais tempo renunciar at-
ura producto mais elevado do imposto territorial
e o augmento do nosso exercito nao Ocar segu-
ro seno quando todas as classes e todos os terri-
torios, assim como sao sujeitos ao servigo militar
contrbuam tambem, igual e propoxdooalraeotor
a seus recursos taxaveis, para as despezas da
que necessita o exercilo.
c As relages commerciaes da paiz, se bera
que nao teiham ainda tomado a actividade que
as assigualava antea das crisos polticas e finan
cetras dos ltimos anuos, mostram uma anima
gao crescente. Meu governo nao deixou de con
aaarar-lhe uma sollicilude particular em favore
c-las em todos os ramos. .-Est preparado c*
projecto para dar ama nova extenso 4 rede dos
notaos camiohos de ferro. A aboligo dos di-
reilos de transito e uma redcelo notavel nac
pedsgens do Rheno foram coacordada cota QaV
gorerooi ipteresaoi,


(*)
IAR1Q Di tERBMWCO. TER^a. fKIRA 16 DI FEVERElRO BE 1861,
O meu goTerno est para entrar em nego-
ciaces coro o governo imperial de Franga sobre
a orsanisago convencional dasrelages coramer-
ciaes entro o Zotlwerine e aquella estado.
A reforma da legislacio sobre o casamento
seta de doto, como eu vos tinha aaaunciado jl
no encerramenio da sosso passada, objecto de
vosso trabalbos. Eipero ton confiante a solugio
detinitiva iie derdes a esia questo.
a O meu governo tommnnicar-vos-ha outras
No correr do anno passado, consegu dar om
aspecto cada vez mais (elix as relacoes entre as
grades potencias por meio do entrevistas pes-
aoaes cora os mouarchts, e tao ellas gsrautidasj
para a conservaco da pac eerepa.
Penetrado da gravidade da situagio goral da
Curopa, o meu governo fes esforgos coo-tioaos
cara realisar a reviso da constiluigd militar da
cunredera.co segundo as sempre crescentes eii-
gencias do lempo presente. Espero cora toda a
conQanca que esses esfergoa serio c croados de
hora xito, por isso que todos os governes alle-
rnaes e todos os poros allemaes veem a intima
harmona a piimeira necessidade da actaalidade.
No Ilesso EleitoraL ha urna pendencia que
cao poderam resolver s meus couselhos mode-
rados e bem intencionados Os esforcos do meu
faverno ti vera m constan lemeoie por tira reatabe-
ecer o estado de cousas constitucional. _
Sinto que ate o presente tenhatn cadn*sem
resultado os passos que a Prussia de accordo com
os outros estados da confederagie tem dado ha
auno?, Qm de que os ducados allemaes, reuni-
dos sob o sceptro da el-rei da Dinamarca, gozem
de am estado constitucional regular e cooforme
com os tratados existentes. A Prussia como ai-
liados allemaes recoobece cono um dever racio-
nal obter-ae agora a conveniente solugio dessa
questo.
O meu governo comecou n'uma poca agi-
tada ; succeda o que succeder, raanterei os prin-
cipios que professei quande aceilei a regencia. A
experiencia que adqueri applicando-os, s me
tem feito mais convencer do seu valor. Resolvi-
do a fortificar a efcacia das nossas inslituices a
leis, e a favorecer enrgica e seriamente os in-
teresses nacionaes da Prussia da Allemanha, en-
contr no proseguimento invariavel dessa via a
garanta mais segura contra o espirito subversivo
que se agita na Europa.
Espero que sob o meu seeptro a Prussia per-
manecer fiel a si mesma. Espero que a Prussia
nos conselbos de seus representantes e pelos ac-
tos de seu povo, provari que ella pretende nao
licar aquem da uiiio, da forca e da gloria de seus
autepassados.
Espero que o paiz lera para comigo urna
lealdade inviolavel tanto nos bous como 003 mos
das.
Ao lomar as redeas do governo, jurei exer-
cer o poder que Dos me conQou, de conformi-
dad e com a constituico e com as leis. Lembran-
do esse juramento, couvido-vos a me jurardes a
fidelidade que juraslss e guardasles a meu ir-
mo.
Em presenga de Dos Omnipotente, prestar-
me-heis pois o juramento solemne de serdes
meus subditos fiis e de me auxilsrdes com as
vossas fortunas e o vosso sangue no exercicio de
meus direilos e no cuniprimcnto.de meus deve-
res 1
Depois da prestarlo do juramento S M. pro-
nunciou estas palavras:
Tudo depende da bengo divina 1 Abencde
Dos o vosso juramento 1 Abenge elle e prote-
ja a patria.
[Monde.II. Duperron.)
ce um oulro, e vera a sera insoburdinagio. Cetra 19, Rio Grande do Norte 23, Paraoiba e i vlactal, que tam ds reunir-se 4 15 da marco
Desde multo lempo que vo sendo frequentes as Alagas 24, e Sergipe 20 do correle. prximo nodo, aptvveite esta liejao, a tire della
desorden e ravollas a boido dos navios:, anda I Ceard: Eis o que diz o noiso cartassan
que o almirantado as tenha procurado encubrir dente :
com a capa do segredo, todava hao transpirado A grande questo que occopa a ordeat odia,
as sublevares do Marlborough e do /ames Walt 1 nesta capital, a anciedade de Mber-ae da vota-
no porto de UalU a do Cesar em Plymouth e' cao dos divaraos coUagios ; quaes sarao os dous
de Lifay. "candidatos qoe entrara* para "a Mata troaatco :
Com semelhantes eqaipagens pdem elle es- visto que, o pristeiro (falla, serio chele do lado
lar seguros na occasiio do perigo? E estarlo conservador,
taes marinheiros dispostos a sacriQcar as suas
vidas sob o coatmando de chefes a qoem olles
deteatam, e por um governo que lo pouco cuida
do seu bem estar ? Eis aqu am ponto em que
a da vida muito bem (andada.
Esta falta de mariaheiros na opiniio dos
admiradores da forca e poder da Gra-Bretanha
urna prova de que o sea commercio floresce : mas
em caso de guerra muitos deixariam a marinha
morcante pela marinha militar. A Inglaterra tem
nos casos extremos o recurso da imprensa.
Ora nessa opinio ha dous engaos manifestos.
Um numero caosideravel de marinheiros ioglezes
servem nos navios mercantes americanos, onde
sao bem pagos e bem alimentados: pois pos-
sivel que esses hmeos, dispersos sobro todos
os pontos do giooo sob a bandeira estrellada, dei-
xetti a sua poslgao vanlajosa para virem arriscar
suas vidas sobre os navios do governo ?
Anda mais: a marinha mereante ingleza mar-
cha em decadencia. Quando em 1824 a Ingla-
terra moJiQcou todas as leis restrictivas, que
fechavam seus porlos aos marinheiros estrangei-
ros, confiava sem duvida em que houvesse urna
medida anloga por parte das outras nages: o
contrario porm accouteceu. Os outros povos
manliveram as suas leis prohibitivas, o que nao
Ihes impedio de aproveilarem-se da franqueza
dos portos ioglezes; pelo que a sua marinha
cresceu, segundo dizem os martimos, de urna
maneira espantosa em comparago com a mari-
nha mercante ingleza.
Eis aqu urna prova que cita M. Aurele Iler-
vigan : De 1824 a 1846 o commercio iiiglez
com a Prussia, a Dinamarca, a Suecta e a Nor-
wsga, decresceu ni razio de 129,885 toneladas
a 88,894: diminuido 40,000. Por outro lado
no mesmo espago de tempo o commercio daquel-
les povos com a Gra-Bretanha subi ua razio
de 350,774 a 571,161 toneladas, cujo frete rever-
leu em favor das marinhas dos mesmos povos.
Hoja a marinha ingleza queixa-se da concurren-
cia prejudicial dessas outras marinhas eslran-
geiras, e pede para si o previlegio exclusivo de
transporte das mercaduras fabricadas no seu paiz.
Ha dous annos que os jornaes reclamara e bra-
dam, e seote-se que a questo grave. Os pro-
pietarios c carregadores de navios mostram ao
governo a decadencia da marinha mercante, ao
mesmo lempo assignalando a decadencia da mari-
nha real.
Quanto iraprensa, meio brbaro e iniquo,
devemus comprehender que n'uma poca, como
esta, em que ha joruaes socialistas que se ven-
dem por um sold, em que ha clubs demaggi-
cos nos quaes se prega a revolta, e se procla-
mara os direilos do nomom, esse meio torna-se
quasi inefficaz: porque, anal de contas, evi-
dente que por ahi cao conseguiriam mais do que
oromoverem tripolares defeiluosas, que sem
cessar prejudicarlam a disciplina, e augmeuta-
riam a deserco.
Os rece ios manifestados pela Inglaterra de lem-
pos para c nao sao infundados, como pretendere
cerlos jornaes francezes. Couhecendo melhorque
nos as suas costas vulneraveis (e sao muias) os
oossos visinhos estremecen) pensando que apenas
dispem de algnns militares de homens para op-
tado o tracto, isa* encerra em sua mais que
etaauoate advertencia.
Os asases, aoe aa ha commallido na ortica
"deSta theoria da economa poltica, que diz, que
A deip$zat,que tZo verdadeiratatquisicoes,
noaKMfaaa de-ama vez, ieaeoUido s far-
cas-caudtasvefcito-passar, como ettaatos pas-
tando, dsbtixo do. jogo da miseria cumpre, pois,
apparecido entre diversos individuos atgups dea-
gosios ; o que tem dado lugar i intrigas o com-
aeutarios ; e isso provemaate de fttgunt que
team tomado inieresse de espnthar qoe o chefe
dos conservadores diera e tmpozera chapa para
a votafao do senador ; o que em verdade, pu-
ra invengio, falsidade.
Tambera tem dado lugar haver deshaftno-
nias-e credn*se seus odios entre os individuos
que se iuteressam, uns, pelo canditato Pedro,
outros pelo candidato Pauto.
Mas, a questo que s tem promovido suas
desaffeicoes e desgostos, e mesmo dido lujir
debates verbaes, tem sido Acerca de um candi-
dato que presentemente conta mais votaco. Os
interessados por tal candidato, e que dizem d'on-
de partir a idea da imaginada e imposta chapa,
argumentara que a votaco de seo eandldato o
resultado da popularidade que elle gota. Os ou-
tros, porm, explicam que tal votaco o resul-
tado de altos empeos de fra e de dentro da
provincia favor desse candidato, bem como dos
< O que teaa-ie toteado attis clebre, ter >aceuteHawos caatra as seducc,oes Heoagtiras
desta idea,.que (asotaa 4 muitosalhot, e appli-
ea-la nica mete naa especialidsdatt, que a flan-
cara um proveHo teguro, e inconteslaval.
A' este delnoteaio j penosissio em ti,
cresce agora una alga repeoatoa da mais de
90 */o nos presos de todos os gneros alimenti-
cios, o que, ouco dizer, devdo j i eseacez de
mantimentos, que sem trazer comsigo os inver-
bo3 antes de darem a-sua abundancia; j ha urna
companhia, qoe aqui organisou-se agora, de
atravessadores, que nao permitte maiscompar-se
em mo do productor.a menor cousa: o peixe, a
carne, a farinha, os legumes e al as proprias
fruclas sao Objecto de especularlo, e monopolio
destes meas senhores, que preferem deitar fra
podres os gneros d-los por preco inferior ao
que elleslhes marcara em suas pautas.
Est em trra, e quasi em perfeito abandono
urna casa, que aqui se construio em outro tempo
para mercado publico; entretanto nao se trata
de repara-la, menos porque nao haja dioheiro
para isso, do que pela desnecossidsde de se fa-
A'vista do que ho diversos escrptores fran-
cezes publicado de dous aonos para c sobre a
orca naval da Inglaterra e fraqueza relativa da
nossa marinha, avista do muito que se acha en-
raizada na Fran;a a idea da invencibilidade da-
qnella potencia no mar, e sobretudo das Nommas
fabulosas que ella tem despendido para assegu-
rar essa superioridade, de que depende a sua
existencia, nao pode deixar de ser acolhida com
um movimento de desprezo, ou um sorriso de
incredulidade, a nossa seguinte aOirmaliva : A
marinha britatinica est em plena decadencia !
Nao procuraremos entrar em polmicas, con-
tentar-nos-Jiemos apenas em citar os fados : o
iublico que delles deduza as consequenciss que
he aprouver. Os dados extrahimos nos de urna
nova obra intitulada1 Inglaterra tal qual
cujo autor, M. Aurele Kervgan, adirma que
nao avaii.jou um s faci de que nao podesse
ornecer uina prova irrecusavel.
Duas causas priocipaes exercem urna influen-
" rt.osastrosa sobre a niarlutia mal da luglalerra :
a pilineiia o > L.sau seuijuu cui >.nJ.^iJ du
marinheiro inglez pelo servido da armada, e sua
emigracao para bordo dos navios de commercio
amcncuios ; asegunda o immenso desperdicio
dos dlnheiros aa nacao, e a insigne ladroeira dos
constructores particulares, que allestaremos com
o seguinte exemplo de entre mil outros : qua-
renla e sete canhoneiras e embarcaces de guer-
ra, que foram construidas em 1855 por occasiao
da guerra da Crimea, se acbam hoje nos eslalei-
rus de Maslar em estado de nao poderem prestar
servido ; porquanlo a sua constru-cao sendo hi-
la com a madeira verde, esta apodreceu com-
pletamente dahi a dous annos a ponto do esfa-
Tclar-se cora a presso dos dedos. Alera disto
devendo ser as diversas pegas do costado ligadas
unas com outras por meio do cavilnas de cobre
de vinte e cinco a trinta polegadas, como cos-
lume, os constructores para poupar o cobre, e
aproveita-lo em outras cousas, cortaran) somen-
os corpos das cavilhas e as enllocaran) pelas ex-
tremidades com urna ou duas polegadas: de sor-
te que essa pequea frota do quareuta e sele em-
barcaces est hoje reduzida madeira que so
vende para servir de lenlia.
Os segutnles algarismos mostram perteitamen-
te a que extremidades se vio a Inglaterra toreada
a recorrer para poder tripolar os seus navios:
Marinheiros eslraogeiros adraittidos esquadra
ingleza, a saber:
1851...... 5,700
1852...... 7,300
1853...... 13,000
1857...... 14,000
1859...... 20,000
Assira, pois, no momento em que oscrevemos,
sao mercenarios estrangeiros que constituem
quasi a metade das forjas navaes inglezas em
aclivdade. Debalde o governo britannico aug-
menta os premios para attrahir marinheirosos
seus navios seniora a mesma falta. Durante a
guerra da Crimea o almirante Berkelay annun-
ciou a Sir Napier a prxima remessa de James
Walt e do I'rince Rtgent; mas pouco depois
dirigi ao seu collega o seguinte despacho :
Faltam-nos homens; impossivel corapte-
tar as tripolaces.
No mez de abril de 1859 fez-se um appello em
todos os portes; eram precisos 10,000marinhei-
ros, s responderam a esse appello 1,500. Em
favureiro de 1858 urna comroisso naval recla-
ma que soja creada urna reserva de 4,000 ho-
mens ; apenas poderam achar 200: ossa mesma
coramissao decide que o corpo de infanlaria na-
val seja augmentado com mais 5,000 homens
no poderam engajar um s: pedo tambera o
augmento de 2,000 vigas para Jas costas; no
espaco de tres mezes nao foi possivel ob-
ter-se para esse servico mais do que 800 ho-
mens : finalmente a proposla de urna milicia na-
val fets por officiaes superiores nao passou de
projecto por falla de homens que servissera I
Em 1850, tres mezes depois de desarmada a
esquadra do Bltico, quando 16,000 marinheiros
ociosos enchiam ot caes da Gra-Breianha, o
navio Princess Roy al levou tres mezes a com-
pletar a sua equipagem, que anal foi tao mal
angariada a ponto de te ter preciso de recorrer
ao ssotte constantemente. Em 1857 desarmara
Orion, e logo depois armara o Renown ; porm
era um s dos marinheiros daquelle primeiro
navio quiz embarcar de novo no segundo, que
por isso gastou seis mezes em completar o sou
eflectivo regulamentar. O mesmo facto se re-
novou em 1858 por occasiao do desarmar-te' o
Monarch.
A averao do marinheiro inglez pelo servico
naval lem-se tornado excessiva tanto, que hoje
a marinha mercante britannici nio fornece 4 ma-
rinha real mais do que um terco das suas tripo-
lares Eo motivo este: o do meia racio
de agurdente em lugar de urna racio inleira;
a carne de boi e de porco de pessiroa qualida-
e a muito mal preparada; negara-se ot cuida-
bas mdicos; a bordo reina a;escravido, e quan-
voitam dos cruzeiros procuram all reter os
borneas i neta de trra, onde elles veem a di-
aartirem-se os aeus offlciaes ; Analmente empre-
gam o aeoite, esse flgello terrivel, que na ef-
cacia nea mesmo pode ser comparado aa Anou
Uo celebre dos Boatos.
A' todo* esle elementoda diaaelacia acirei-
emissarios que foram enviados aos collegios
munidos de serios empenhos, os quaes s se re-
tiraran) depois de Onda suas commisses.
Que ao pasto que tudo se envidou e se poz
em jogo ; mas ompregaram os metos de tirarem
toda a votac.o ao desembargador Bastos e Dr.
Ra y mundo, (com especialidade 4 este), dizendo-
se que taes candidatos eram da chapa, e que por
isso tinham toda vota;o por taes e taes colle-
gios. Que, finalmente, a votaco de tal candida-
to explicara-se mais por ter tido a votaco dos
liberaes, o que bem deootava os empenhos e
compromissos de antemo preparados. Eis, pois,
O que corre, o que se diz, e narro anda pelo
menos ; pois eotendo que sempre bom partiJo
guardar as conveniencias.
Que nao houve chapa do chefe do lado con-
servador, isso pura verdade, e o prova a quasi
nenhuma volacjio que at o presento tem tido o
desembargador Aadr Bastos, e Dr. Raymundo.
tendo-a obtido quasi toda nos collegios conheci-
dos o candidato protegido, e depois diversos ou-
tros. Se, pois, livesse havido chapa, certamente
o resultado seria mu differente apezar de todos
os pezares. Para mais evidenciar-te que nao
houve lo sonhada chapa, bastaria a publicaco
que fez o chefe dos conservadores no seu Pedro
II de hoje : ei-la :
Declaraco.
Por urna s vez declaro redaeco do Cea-
renta o aos seus informantes, que nao fiz car-
ta para ponto algum, guerreando o nome de
pessoa alguma ; nao tero capazos d provar
tamanha falsidade.
O futuro e os tactos nos mostraro.
liguel Fernandes Vieira.
Quero, pois, liver conhecimenle do distincto
carcter do Sr. Dr. Miguel, uo hesitar um mo-
mento.era acreditar que a verdade que ello de-
clara.
Assira, assoalhando-se, para inleresse de al-
gera, tque se havia imposto unta chapa, tra-
taran! de guerrear por todos os modos aos dous
candidatos que imagioaram que eram da chapa,
para com taes alicantinas inculcar-se fra da
porem-se s legies de Sebastopol e de Solferino: | provincia que a derrota do desembargador Bas-
olles pensara mesmo no progresso da marinha tose Dr. Raymundo, bem como a grande votaco
franceza a as suas nolaveis conslruc^es. Sen-
tem que as invenedes modernas tendentes a subs-
tituir sobre os navios o vapor e a artilharia ma-
rtima mais coocorrem para seu enfraqueetmen-
to, por isso que sua forca reside na superioridade
numrica do seu pessoal naval.
Assim, pois, a coramissao real encairegada em
1859 de estudar os meios de deteza do paiz apre-
sentou no seu rotatorio as seguales cooclusoes :
Ia Urna frota nao sufciente para protecgo
da Inglaterra, quando o vapor e outras cousas
team destruido as vantagens martimas da nacao.
2a E impossivel impedir-so um desembarque
qualquer.
3a E' preciso que haja urna esquadra forte na
Mancha para proteger as dokas, os estaleiros e os
traanie.
4a Sendo o exercito pouco numeroso, e os vo-
luntarios iocapazes do so medirem com as'tropas
regulares do continente ; sendo ao neniis a ex-
tenso das cosas de 300 leguas, das quaes cerca
de 200 nio podem estar ao abrigo do um desom
barque ; a Gria-Bretaoha deve limtar-se a pro-
teger o ponto da urna importancia vital, taes
como : Porlsmouth, a ilha do Whist. Spithia Plymoulh, Douvres, cnaian, i-oman), Vemoro-
ke e Medway. Quanto a Woo.wich, deposito
principal do material naval e militar, cuja loma-
da ou incendio occasinara desastres incalcula-
reis, a coramissao pede no sobredito rotatorio
quo seja esse deposito mudado para distante das
margans do Tamisa
Porm ainda nao tudo : urna vez reconheci-
da a impossibilidade de impedir um desembar-
que, a commisso julgou que se devia oceupar
da capital, quo naturalmente seria o ponto de
mira do exercito invasor. Em coosequoncia dis-
to propoz que fosse Londres circulada de um cui-
to fortificado. A somma de trabalhosrechizados
montar a uns 598,750,000 francos.
Tal o ornamento da despeza que se carrega
sobre um povo, o qual de viote annos para c
tem despendido milhes de milhoes nos meios de
sua defeza por Ierra e por mar, e que, depois de
tanto sacrificio, adquire repentinamente o conhe-
cimenlo de que assim mesmo nao est garantido
contra os ataques do inimigo.
Ha na vida dos povos, assim como na dos indi-
viduos, cerlos momentos solemnes em que, de
qualquer lado para que se vire, percebe-se o ho-
risonle de sombras nuvens.
E' justamente esta a situacao da Inglaterra. No
interior orna sociedade corrompida, desmantela-
da pela immoralidade, egosmo, materialismo, c
insaciavel sede do ouro. Eolre os proletarios e
ricos, cuja differenga de 99 dos primeiros para
1 dos segundos, existe um abysmo insondavel
cavado pela incommensuravel avidez de uns, e
indescriptivel miseria de outros. Epor detraz das
massas a revoluco que grita ; Avante I fazendo
brlharaos olhos dos esfaimados e cubicosos sem
f e sem Deus a perspectiva dos gozos materiaes I
No exterior a India, principal possesso da In-
glaterra, lornaudo-se um fardo pesado, e espe-
rando a occasiao propicia para rebellar-se de no-
vo I No oriente, a Russia ae approximando cada
vez mais das Indias e da China I Ao oeste, a
America ambicionando de um lado Cuba, de ou-
tro o Canad I Por toda a parte a industria dos
outros povos crescendo e aperfeicoando-se I A
Irlanda, onde se movem 500,000 homens, que
querem tambera para si o direito de viver : Cor-
fout que reclama a sua patria : finalmente, a
alguos kilmetros da Inglaterra, a Franca, apoia-
da com o primeiro exercito do mundo, e urna
magaiflca esquadra a Franca que nao sobe
e3quecer!
Nio terminaremos sem apreseotar o estado
comparativo das duas esquadras om 1859: en-
contrarao-lo oa obra que j citamos A Ingla
trra tal qual cojo autor garante a exac-
lido.
Inglaterra.
36 navios de linha om 3,400 canhes, com-
portando a forca de 19,750 cavallos 37 fraga-
tas e 17 corvetas.
Franca.
40 navios de linha com 3,706 canhes, com-
poitando a forca de 27,510 cavallos38 fraga-
tas armadas, 12 em construeco e 32 corvetas.
Se verdade que D'aqucla occasiao os navios
de linha francezes haviam igualado e at ultra-
paseado o numero de navios de linha ioglezes,
nao obstante, cumpre attender-se a que de 9 de
oovembro de 1859 para c a Gra-Bretanha ter
reconquistado a sua superioridade numrica costu-
mada, porque possuo hoje cerca de 50 navios. Mas
tambera a Franca acaba de lancor n'agua a fra-
gata Gloire que faz urna revolocjo na a,--
chitectura naval, e que ser bastante para redu-
zr os 50 navios da Inglaterra a pontes oa bate-
ras flucluantes. A' muralhas de ferro nio te
deve oppor muralhas de madeira I
Xavier de Fontainee.
( Le Monde Siiveira.)
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Hontem pela manha fundearam em nosso por-
to ot vapores Persinunga e aguaribe, dos por-
tos de sua escala no tul e norte, sendo portado-
ra* d ctrlat e jornaes con ai datas seguidles :
do presentemente mais votado, era a impopula-
ridade que aquelles tem na provincia, e a genui-
na influencia que este gosa. Qtiem tem conhe-
cimeoto da provincia sabe bem o que ha do real
emtemelhanlo resultado.
O chefe do partido conserrador nao s dei-
xou o campo franco todos os candidatos que
se quizeram apreseotar ; como mesmo conser-
vou-se em sua residencia, e nem mandou erais-
sario collegio algum, e menos tratou de empe-
nhos. O mesmo praticaram os Srs. desembar-
gador Bastos e Dr. Raymundo; e nem um dos
mais candidatos que se apresenlaram, goiando
alguos sinceras sympalhias ; alm dos mais que
sao guerreados pelo grupomachadisla.
O resultado da votaco dos collegios al hoje
conhecidos; capital, Maranguape, Aquiraz, Cas-
cavel, Aracaty, S. Bernardo, Baturit, Santa
Cruz, Sobral, Ip, Acarac, Granja, e Villa-Vi-
osa, enlloca os candidatos com a votaco se-
guate :
Desembargador Machado..........429
Dr. Miguel................375
Desembargad' **..........J:*?
n. n.; iiiundo..............171
Dr. Jaguaribe..............161
Desembargador Bastos.......... 142
Padre Pinto................ 90
Dito Pompeo................ 89
Dito Carlos................ 18
Dr. Domiogues.............. 9
Desembargador Graga........... 8
Faltara os collegios de Imperatriz, Riacho
do Sangue, Quixeraanobim, Mara Perei.a, So-
breira. Inhamum, Crato, Barbalba, Milagrea,
Jardim, Lavras, Ico, Telba, e Pereira, com crea
de 600 eleitores, lendo a opposgo cerca de 200
eleitores.
Acaba de chegar a votaco do collegia de
Quixeramobim, um dos collegios da opposicao.
Acham-se, pois, os candidatos com a votaco
abaixo :
Desembargador Machado..........472
Dr. Miguel................377
Desembargador Figueira..........303
Dr. Rsymundo..............171
Dr Jaguaribe..............167
Padre Piolo................152
Desembargador Barios .......... 145
Padre Pompeo.............. 125
Dito Carlos................ 18
Dr. Domingues.............. 9
Dr. Graca................ 8
Rio Grande-do-Norte. A presente carta de
nosso correspondente narra o que de impor-
tante ha : v
A escuna brssiieica de guerra Lyndoya.com-
mandante o Io tenenle da armada, Manuel Mar-
tina de Araujo Castro, que sahio d'esse porto do
Recife para cruzar por estes mares at o Cear,
entrou na barra desta cidade no da 11 do cor-
rente para refrescar, e d'aqui sahio 18 em di-
recta o referida provincia. Bordejando, ou
navegando na noite desse mesmo dia no canal ao
norte da Ponta-gorda (Cabo de S. Roque) enca-
lhou em urna cora era frente povoaco de Ma-
racajh duas leguas alm do mesmo Cabo.
Felizmente pode a Lindoya, mediante seus
proprios recursos, e os socorros, que recebeu de
trra, safar, e salvar tudo, soffrendo somonte a
avaria do arrancamhlo das femeas do teme, e
de fazer doze polegadas d'agoa por hora.
Chegando aqui a noticia no dia seguinte
pelas 4 horas da tarde, partiram immediatamen-
te da capitana do porto todos ossoccorros.de
que ella podo dispor; estes porm nao preslaram
utjlidade alguma. por j acharem-a salva, e an-
corada espera do Cruseiro para reboca-la
este porto, ou esse do Rocife, conforme as or-
dens, que para isso dr o governo.
Acbo, que vae entrando de mu sgouro para
nossa marinha de guerra o anno de 1861. Dos
permita, que nislo flquera os seus sinistros.
Ainda nao Ihe posso dar noticias agradaveis
sobre o estado do cofre desta provincia, que con-
tinua em sua deploravel defflciencia nao obstan-
te todos os corles, e redueces, que se ho feilo
as respectivas despezas, que s agora neste cri-
se que se veio saber, ou ao menos fazer
saber aos que as igooravam, quanto eram ellas
simultneamente pesadas, e superfluas.
Se verdade o dizer-se, que o sueco, que d
o mal depois de espremido, o bem em sua
essencia; se nao mentira, que ageste ao lado
dos estragos, que causa, traz o exercicio das
mais nobres, e eminentes virtudes do christia-
Disrrjo, e da huraanidade ; opulenta os mdicos,
enriquece os droguistas, levanta casa de carida-
de, construe ceraiterios, desenraiza, e anniquila
o pernicioso systeraa de enterrar as igrejas, in-
venta preservativos contra a sua propria iovaso,
e ensina ao povo 4 ser mais cauteloso na conser-
vacao de sua saude; tambera eu nio errarei, se
por urna prudente analoga affirmar, que as an-
gustias, que soTremos, j altenuadas pela conso-
larlo de verroos estarera cafaiodo por trra muid-
las superfluidades, que nem urna razio justi/i-
cava, hio de afinal ser compensadas pelo prazer
que decerto havemos experimentar, quando ou-
virmos proferir a sentenca de raorte contra todas
as excscenencias.e exuberancias, que esmsgam a
le do orcamento.
Assim, prtsa 4 Deus, que a atsembla pro-
I zer essa despeza ; urna vez que nem um s ma-
1 tato, que careca della, vem 4 esta cidade, e os
atravessadores dispensara o seu servico ; pode-
mos pois Jizer, que assim eomo geographicamen-
te estamos cercados por mar, epor trra, quero
dizer de agua, e de areia, da mesma forma nos
adiamos sitiados em todos os rumos da agalha
pelos atravessadores, que nem am alimento dei-
xom aqui entrar, seno trazido por suas mios, e
mediante urna alcavela esmagadora e intolera-
vcl: se fra isto 4 alguos annos, podaramos dizer
com acert, quo eslavamos incerrados em Se-
bastepool; hoje porm dizemos com razio, que
estamos fechados em Gaett, com a diSerenca da
que, se sio verdadeiras as ultimas noticias,
el-rei Francisco II tinha reservas para manler-se
e todos os seus por espaco do 6 mezes com
farlora, e talvoz mesmo prolusao, e nos nio as
possuimot nem pera um dia eomparcimooia,
mesquiohez.
E nao cifra m-se nisto s os nossos padecimen-
tos; a peste da bexiga ainda nos persegue, e
agora, depois do invern, as febres intermitientes,
os catarrees, et cestera.
Nao ha bem um mez, que temamos morrer
sfogados em agua, hoje corremos o risco de pe-
recer asphixiados em calor, e fogo vivo : s tor-
rentes de chuva succedeu um verio lio intenso,
e um sol tio crestadr, que j os lavradores sen-
tem apprehensoes sinistras sobre a sorte da
plantaeao feit de aovo: e para maior esmoreci-
menlo seu ahi vem prximo o mez de marco, que
sempre foi seco, ede ruim agouro para os man-
timentos, que anda nao estam creados; parece
que o sol nesse mez anda irado por deixar o seu
bello heroispherio austral, para ir corrigir a re-
gio septentrional, de que supponho nao ser
muito comigo; principalmente agora que a
grande repblica do norte d'America como que
quer imitar as loucuras das ex-colonias hespa-
nholas, em vez de serem estas as que imitera a
prudencia, o lino e a sabedona, dos discpulos
dos Pins, dos Franklins, e dos Wasingtons.
A' vista pois de tantos males, uns cavallei-
ro em outros, creio, que nao (eremos remedio,
se nio reconbecer con, om escriplor moderno,
quando affirma, queles malheurs voyagent en
troupe, ou repelirmos com um philosopho
anligo, que exclamavadesgraca, s bem vinda,
se nao vens acompanhada.
porem, acreditam no parlamentarismo deve ter'
urna desgrana.
Muilo tem feito gemer os prelos o tacto, de
que lhe falle!, pralicado pelo tente coronel
Imbuseiro ; etle velo 4 imprensa deffender-se das
gravissimas imputices, que lhe fizaran), mas
nara multa gente ficou indefezo, seno reo con-
< No meio dessat drtoaatdas o que te nota
a conducta do Diario para com a presidencia,
nem ama palavra Ampeilo, ot facas tleitoraee
vieras desarmar os adversarios da adminisite-
g?o ao-Sr. Leao VaUaao ; asa imparcialidade foi
lio patente, que os lea callar.
O nosso estado aaBitario eootinaa 4 nao ter
bem, tem apparecido alguna casos fataea de febre
amarella aqui na capital; molestia qae com o
carcter de epidemia se tam desenvolvido no Pa-
co de Camaragibe e no Muricl: pelo que, segun-
do vejo de folha official, ptra estas localidades
foram mandados em commisso dous mdicos
com o lira de curar aos enfermos pobres.
Foi pela presidencia nomeada urna commis-
so para o Qm de estudar o estado de inslrucc.o
publica, e indicarem as reformas necessarias ; as-
severa m- nos que a presidencia cora seriamente
desse assuropto.
< Hontem falleceu um pobre guarda nacional,
qoe foi victima da imprudencia ou infelicidade
de um seu companheiro, que accidentalmente
disparou sobre elle a arma, quando sahiam para
urna diligencia.
c Na cadeia am preso dou em outro cinco
Tacadas.
c E nada mais.
Sergipe.Apenas encontramos o seguinte no
Correw Sergipenu ;
Acaba de chegar na madrugada do dia 29 do
prximo passado STExc. o Sr. presidente de urna
digresso ao interior da provincia.
Tendo deixado a capital no dia 20, chegou a
cidade do Maroim as 11 horas da manha, onde
demorou-se em casa do Dr. juiz de direito da co-
marca at o dia 22.Neste dia passou pela villa
do Rosario, onde demorou-se duas horas, e de-
pola de almocar em casa do juiz municipal se-
feulo para a villa da Capella, onde chegou as 3
horas e meia da tarde.
Hospedou-se em casa do juiz municipal do
termo at o outro dia (23), em que sahio para a
freguezia do P do Bao, onde chegou as 11
horas da manha.Ahi demorou-se duas horas,
e parti para o engeoho do Matto Grosso do me-
jor Antonio Jos Fernandes de Barros onde
dormio; seguindo no dia 24 para Divina Pastora,
onde chegou as 10 horas da manha. o depois
d'ahi se demorar al as duas horas da tarde,
seguio viagem, e veio eucontrar-se com sua fa-
milia no engenho do Meio do lenente-coronel
Freilas.
< No da seguinte (25) parti para a cidada de
Laraogeiras, oude chegou as duas horas da tar-
de, de onde sabira no dia 28 as 8 horas da noite.
Por toda parle foi S. Exc. acolhido com ti-
siveis provas de coosideraco e amizade, e pos-
to que livesse pedido que nao desejava ser acom-
panhado por nioguem porque nao quera que o
Um do sua viagem fosse invertido, sempre leve
um grande sequilo por todos os lugares por onde
passou.
S. Exc. levou em soa companhia o enge-
nheiro da provincia oapikio Pereira da Silva, e
o conego Jos Alberto.de Santa Anna, como seu
official de gabinete
S. Exc. mostrou-se incansavel no exaroe
de tudo quanto se sujeilou sua observaco.
< Visitou nao s as malrizes de todas as cida-
des, villas, o freguezias, por onde andou, como
os cemiterios, estradas, pontos, escolas publi-
cas, e sobre tdo tomou suas notas.
Em minha opinio presumo, que neste valle
de lagrimas do Rio Grande do Norte, s ha ver-
daderamente alegres, e salisfailos os 2 candida-
tes felizes, que cantaram victoria as eleices,
porque esses nem ternera passar os rigores, por-
que nos estamos passando, e havemos passar,
nem se importara qae aqui levemos todos a bre-
ca ; j morreu o alhado por quera eramos cora-
padres; esabe Vmc. que um deputado to so-
berano, altivo, e desconhecido ao cleitor no dia
seguiote a eleco, quanto lhe era brando,
affavel, e amoroso na vespera della.
O bem da provincia, a sustentado dos direi-
to do parlido poltico, que os elegeu, sao ques-
tes, que opportuaamente (opportunamete 111)
dizem elles, ser tratadas : agora s se cuida
era arrumar para a viagem do Rio de Janeiro, e
emquanto nao chega a realidade, ir desde j sa-
imreando na phanUsja n macio nao de lo dna
solrees mimsteriaes, tomando os sorvetes e cro-
mes do Francioni, respirando a suave fragancia
das perfumaras de Jugand e Desmarais, rece-
bendo os rapaps dos cabelleireiros, alfaiales e
modistas da ra do Ouvidor, quodrilhaodo no
C/uo e Cassino Fluminense ; eruira sentndo-
se as poltronas da salla de espera da cmara dos
deputados, estirando o pesclo, e puxando o bi-
gode para receber com a mais ria iodiffereuca, e
com um coraco do raarmore, as genuflexes e
adorarles dos mseravois prctendentes.
Nao admira pois, que para se lograr tantas
venturas ( sem fallar nos arranjos passoaes, e de
familia ) se salle por cima de fogo, e que no
meio dellas se esquecam os amigos, os aliados e
os basbaques quo votaram de graca, e por puro
patriotismo. Bem que o povo j v*i compre-
hendendo os seus direitos, e que muitos rotan-
tes tomara taes caulellas antes de votaren), que,
dopois que o fazem, j nao Ihes resta motivo pa-
ra se quelxarem da ingratidio : o caso do ri-
fo, que diz : urna mo lava outra e ambas o-
vam o rosto, e tanta justiga dizer o eleitor ao
deputado : do. ut dis faci, ui facas, como
mudando os termos, dizer-lhe desta maneira :
d, ut dem, fac, ut faciam : e esta que a
verdade. >
Parahiba.Nada de notavul occorreu aps o
ultimo vapor que d'alli veio. Entretanto nosso
correspondente diz-nos :
R6alisou-se a eleco do Sr. Silva Nunes pe-
la provincia do Espirito Santo ; o que souberaos
cora a chegada do Cruzeiro do Sul, que, fazem
hoje oilo das, tocou neste porto. S. Exc. foi
compriraeotado por muitas pessoas gradas e dis-
tinclas, quo reunidas foram. 4 palacio na noite
desso dia, e ahi o Dr. Diogo fez urna breve sllo-
cugo, na qual sigoificava o contenlamenlo de
que os amigos de S. Exc. se achavam possuidos
pela merecida escolha que a provincia do Espi-
rito Santo havia feito de S- Exc. para represen-
ta-la no parlamento.
Somos contentes com semolhante resultado,
e esperamos que a escolha do Sr. Silva Nunes
concorrer para quo esta provincia cont com
mais a coadjuvaco Ilustrada de S. Exc. que co-
ohecedor dos homens o das cousas desta provin-
cia, muito concorrer para que sejamos allendi-
dos na distrbucao das grossas falias do orea men-
t, com mais largueza do que nos tem succe-
dido.
A provincia vai sem novidade o nenhum fac-
to chegou a meu conhecimento que mereja as
honras de urna menco.
siiagoas.. Limitarao-nos ainda carta do
nosso correspondente, visto conter ella ludo quan-
to occorreu:
a A provinica continua ero paz, a chuva ces-
sou, e o assucar vem chegando para o mercado,
assim como o pouco algodo, que ficou.
No mel da calma que reina nosetpirilosoc-
cupa-se a imprensa joroalislica em discutir va-
lidado de eleices ; j sabe, cada urna, segundo
os interesses de seu proprio partido, e provando
por sua parte, que suas elelges sao puras, como
as vestacs ; e tudo isto se faz com o Qm de con-
vencer as cmaras municipaes, que dovem expe-
dir diplomas um e nao outros candidatos ; o
Diario diz que o Sr. Callos Lobo nio deve acei-
tar um diploma impuro, deve repelli-lo como ira
proprio de seu carador; o Jornal por sua vez diz,
que ao Sr. Manoel Joaquim nio est bem ap-
presentar-se na cmara om um diploma mpu-
rissimo. De tudo isso, dessa polmica, em que
ressumbra o boa f, o que vejo, que cada vez
mais desacreditado est o nosso systema eleito-
ral, que nio ha reforma que salve-o do insonda-
vel golphar do escndalos porque se despeaba :
quando o anno paseado discutia-se a reforma
eiettoralourimos dizer que seria um dos seus ef-
feitos seno acabar aa menos diminuir as dupl-
calas, e entretanto tal nao houve, as duplcalas
sppareceram, e em muito maior numero ; nio as
vimos, mesmo, lo escandalosas; para mulla
gente a questo foi ter um pretexto para eolrar
na cmara, que esta tari o deputado, tanta eoo-
nanca ha no Uiumpho da immoralidade; para oa
que leer miaa ideas tabre eleices isso um
nem, porque quanto maior for o escndalo mais
depressa t a queda do systema ; para os qae,
PERNAMBUCO.
I.da Silva Lima, Vulpiano F. de Sampaio, Anto-
nio Pialo Nogaaira Accleli.-e* eteravos. Anto-
nio P. Nogueira o 1 criado. Pranciso Teixeira
Bastos, Dr. Francisco A. da C- Barrea e 1 escravo.
Samuel I. da Soasa e 1 criado. Francisco G. da
Mattoa, Laorenio de Oliveira Cabral, Jos A. G.-
4o Ama ral. 4 aguata G. do -Acrala,! amado.
ff L. B. dahar, Mito FetrafcadellT!
R. Flix Teixeitaaedictode S. Rtfo, Francis-
co erreira truanos, Msaoel A. da.Lima, Ba_
maasdpde fritadla, ,ita Becerra a 1 MI be, t.
'(fratasa do Amara, Faaociseo ieso Oaates, F.C;
da atoaa Baas. FeUppe da S. CoaUw, Josd-Ja-
roojemo P..lfrtaas.liBtaSoa^atapaaB^C.rJa8
Marones Piaimas^fieatallo9*mm*S*klevado.
Joaquim Ignacio do Mello, J. JosAaatMadsires,
Diego A. de Castro Barroca, J. J. de Caaiso Bar-
roca, Antonio C. de Vaeoncello* e lt eacravos,
Dr. Jos Alvos da Silva, Dr. Horacio C. Salles o
Silva, Joo C. Wanderley, Dr. Jos. Antonio Bap-
tists, Rufino Olavo daC Machado, Antodio Josd
Sirnes, Jos Goocalves Villa-Verde, JoaRodri-
gues de Carvalho, Joio Gomes de Almeida, Fran-
cisco Gomes Marques da Foaeece, Sebasliao Fa-
biio de O. Lina Fonsaca, o desertor Francisco
Theodoro da Costa, e dua pracas que o
escoltaran, Francisco Joaquim da Silva Guima-
riea, Francisco Jos Marlios Botelho, Domingos
Soriano de Azevedo, Joa Antonio de Faria Cou-
to, Dr. Jeronymo Jos Rodrigues Chaves, Shollo
Acemgtm. '
O vapor nacional Persinunga, vindo de Ma-
cei a portos intermedios, trouxo 4 seu bordo es
seguiutes passageiros:
Sebastio Lopes Guimaries Jnior, De. Ernes-
to Pinto Lobo, Dr. Bemvindo Pinto Lobio, Dr.
Manoel Pereira Guimaries, Dr Manoel Machada
Lemos, Candido Teixeira de Preitat, Joaquim Se-
rafn da Silva Cravo, Jos Antonio da Silva Dan-
las e 1 escravo, Dr. Manoel Joaquim dos Sanios
Palori, Jos Luiz Coelho Campos e 1 escravo,
Fortunato da Bocha e Silva, Agostinho Joa da
Costa, Jesuioo Jos Gomes, Graciano do Prado
Pimentel, Joo Vasco Cabral de. A Dr. Scrates
de Carvalho Moreira Guimaries, Dr. Olympio E.
de Aroxellas Galvo,Bernardo Manoel do Espirito
Santo, Joaquim de Azevedo Maia, Alberto Bron-
co, Luiz Pereira Goocalves, Dr. Antonio Joaquim
Boarqua de Nazarelh e sua familia, Joaquim
Wanderley, Manoel Joaquim Gomes de Carvalho,
cadete Jos Hygino Xavier da Fonseca e 1 praca,
Joa Mara de Carvalho Jnior.
sutadocr poublico :
Mdtaram-se no dia. 23 do corren te para o con-
sumo desta cidade 82 rezes.
No dia 24 do correte 87 ditas.
No dia 25 88 ditas.
MORTALIDADE DO DA 24 :
Carolina, branca, 9 mezes ; convulses.
Capilulina, branca, SLannos ; convulses.
Mara, parda, 6 annos : friatdade.
Jos, preto, solteiro, 50 annos, urna feda-eaa
crosa. t
25
Manoel do Espirito Santo, caboclo, 38 annos ; by-
dropesia.
Elvira, branca,6 mezes ; inftammaco.
Gabriel de Aranjo Maciel da Costa, pardo, casado,
30 aonos ; tubrculo pulmonar.
Guilhermioa Mavignier Sopbia Porto-Carreiro,
branca, casada, 34 aonos; pbthysica.
Candida, branca, 56 das; inflammacio de fi-
gado.
Emilia, parda, 1 anno ; tosse convulsa.
Belarmina Mara da Conceigio, parda, solteiro,
52 annos; dyarrhea.
Pedro do Rosario, pardo, casado, 60 annos ; ph
thysica pulmonar.
Anna, branca, 7 das ; convulses.
Pesson, branco, 27 annos ; hepatite.
CHR0N1CA JUICIARIA.
REVISTA DIARIA.
Do 5* distriepto eleitoral houvemos as segra-
les noticias, relativas votago. dos dlfferentes
candidatos, fallando-nos ainda o resultado dos
collegios de Floras, Tacarate Ex, para o com-
plemento da eleco geral.
Villa'Bella (33 eleitores.)
Monsenhor Joaquim Pinto da Campos...... 33
Dr. Augusto Frederieo de Oliveira........ 32
Dr. Francisco Carlos Bindo............... |
Ouricury (45 eleitores.)
Dr. Francisco Carlos Brandio.............. 45
Dr. Antonio dos Santos Siqueira Caval-
' canti.................................... 25
Antonio Lopes de Barros.................. 20
Boa-Vista (39 eleitores).
Dr. Francisco Cario nr.n/iio............ m
Antonio Lopes de Barros.................. 20
Dr. Antonio dos Santos Siqueira Caval-
canl.................................... 15
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara .... 4
Cabrob (29 eleitores.)
Dr. Augusto Frederieo de Oliveira.......... 29
Monsenhor Joaquim Pinto de Campos.... 29
Comegou hontem effecti va mente o concurso
para o provimeoto das cadeiras de instruegio pri-
maria, que acham-se vagas.
Concorreram sete candidatos, e os trabalhos
cifraram-se na prova escripia, sendo boje dada a
eral.
Por approvago da presidencia, e sob pro-
posta do respectivo thesoureiro, tem de ser as
loteras da provincia extrahidas por umnovopro-
cesso, que cousiste oo eraprego de pequeas es-
p natas.
Esperamos que esle meio satisfaga a expetta-
go publica, plantando ao mesmo passo aconfian-
ga nos amantes desse jogo, que como tal deve
certamenti dispor de todos os elementos de ga-
ranta para estes.
. Por aviso imperial de 6 do correle foi a pre-
sidencia autorisada 3 mandar levantar a planta
de am projecto do proloogamenlo da via frrea,
a partir da estago das Cinco Ponas at o centro
desla cidade, assim como a orgar a compe-
tente despeza, em que deve montar esse ser-
vigo.
Este trabalho podor ser feito pelo engenheiro
da mesma companhia, em auxilio ao engenheiro
fiscal do goveroo, se aquello 4 isto se quizer
prestar.
Igual autorisago lhe foi concedida para con-
tratar meios de transporte provisorio para os g-
neros entre aquelles dous referidos pontos, e ap-
provar ad inlerim o systema de escripturago pro-
posto pelo engenheiro fical com relago s contas
da respectiva, Picando porm todos esses actos
dependentes de ulterior approvago do governo
imperial.
Por portara de 22 foi nomeado recrutador
da freguezia dos Afogados o capilo do polica
Jos Francisco Carneiro Monteiro, segundo o dis-
posto no art. 2 do regulamento de 1 de maio de
1858.
Por partarria de igual data foram exonera-
dos os capites Jos Pereira Teixeira e Francisco
Antonio de S Brrelo das delegadas de polica
do Cabo c de Nazarelh, em consequencia de ter
ponderado o commandante do corpo de polica a
necessidade que tem o mesmo orpo de dous ca-
pites.
Foram recolhidos casa de detengo nos
das 23 e 24 do correte 10 homens, sendo 7 li-
vres e 3 escravos; 4 ordem do Dr. delegado do
Io distiielo, 2 ordem do subdelegado do Recife,
2 ordem do da CapuDga, 1 ordem do dos Afo-
gados, e 1 4 ordem do de Santo Amaro de Ja-
boato.
A barca sarda Paolo, entrada no da 24 do
correte de Genova, Marselha e Cdiz, conduzio
os segrales passageiros:
Vincenzo Frederieo e umirmo, Francesco An-
tonio Frinizola, dous fillios e um neto, Vmceozo
Giffooi, Francesco Cernichiaro, Biaso Filippo,
Francesco Turiati e um irmo, Nlcola Tisana e
um lho, Silvestre Gerbase e am irmo, Nicola
Mileo, Felice Mileo, Aogelo Mileo, Giocondo Pi-
saos* Giiueppe Pisaoo, Giuseppe Curjio, Arcan-
jelo Ceroiocbiaro, Salvatori Errico, Vincenzo Pe-
liso, Vincenzo Fnizola, Vincenzo d'Antuono,
Francesco Falce, e Vincenzo Falce.
O vapor Jaguaribe, entrado dos portos do
norte trouxe os segrales passageiros :
Tenente-coronel Zeferiuo Gil Peres da Molta, e
5 escravos, Dr. Daro Fortuna Pessoa e 2 escra-
vos, Jos Escannamillo, Vicente Escunhamillo,
Filippe Gongalves Riaoaro, R. Gomes de Oliveira,
Basilisso da S. Cadas,|Jos de B. C |R. da Cma-
ra, Palmerio. A. S. de Amorim, Jos G. de Amo-
rim o 1 escravo, Jos do Patrocinio P. e Silva,
Manoel J. C. de Alboquerqoe, Alexandre P. Br-
relo, Joo A. do N. e Silva, Dr. Francisco l. de
Sampaio, Antonio P: de Mendonca, Dr. Trajano
V. de Hedeiros, Rosa B. des Aejos e 1 fllho, Joo
V. Ferreka da Silva, Porgentiso da Costa Lobo,
Dr. Alvaro Camioba T. da Silva, Dr. Aristides de
P. Manas, Jos Joaqaim D. Ctvalctote e 1 es-
oravo, Jeao J, Pagis, 1 fllha a 1 escrars, Manoel
TRIBUNAL DO COMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 25 DE FEVEREI-
RO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EX*. SR. OE3BMBARCADOR
V. A. DB SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
tados Lemos, Basto, Reg e Siiveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessao.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
DESPACHOS.
Um requeriraenlo de Manoel Joaquim da Cosa
Moreira, pediodo o registro da sua nomeago de
caixeiro despachante da casa commercialde Fer-
rio & Maia.Itegislre-se.
Outro de Griciliano Octavio da Cruz Martina,
pedindo o registro da procurago de seu consli-
luinte Antonio Joaquim Das Medronho.Regis-
tro oc.
Outro de Jos Joaquim Rodrigues GuimarSes,
portuguez, de 30 annos de idade, domicilalo o
estabelecido na cidade do Penedo, provincia das
Alagoas, com negocio de fazeodas e gneros de
estiva, em grosso e a retalho, pedindo matricu-
larle.Sej ouvido o Sr. desembargador fiscal.
Outro de Jos Maria Golgalves Pereira, portu-
guez, do 28 annos de idade, domiciliado e esta-
belecido com negocio de iazandas e gneros do
estiva, por grosso e a retalho, na barra de Pane-
raa, da cidade do Penado, pedindo matncular-se.
O mesmo despacho.
Outro de Frederieo Robillard e Frederieo II.
Ilobilliard, pedindo o registro de duas procura-
ges que ajunlaro.Como requeren!.
Outro de Jos Marceliao da Rosa, pedindo o
registro de urna procurago que ajuota.Regis-
tre-se.
Outro da-Urbano Cyspiano Mamede de Almei-
da, pedindo o registro de ama procurago.Co-
mo requer.
Outro de Joo Baptlsta Gongalves Bastos e Jos
Bernardino do Reg Monteiro, visto pelo Sr. des-
embargador fiscal, pediudo o registro do seu con-
trato social.Na forma do parecer fiscal.
Outro de Poncano Lourengo da Silva e Bernar
do Gongalves Salgado, tambero visto, pedindo o
registro do seu contrato social.0 metmo des-
picho.
Outro de Jos Antonio da Silva Araujo, pedin-
do o registro da sua escriptura ante-nupcial.
Como requer.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM25DE FEVEREIRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESBHBARGADOR
800 ZA.
Seerearto, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.'
presidente abri a sesso, achando-s* presentes
os Srs. desembargadores Villares e Silva Guima-
res, e os senhores deputados Reg, Lemos, Bas-
tos e Siiveira.
Lida, foi approvada a acta da ultima.
Foi assignado o accordo proferido na sessao
passada, desprezando os embargos que pender .
da appellaco entre partes :
Appollsnte, Domingos Alves Mttheus; appel-
lado, Antonio Luiz de Oliveirt Azevedo.'
julgahentos.
Appellante, Joio da Rocha Wanderley Lns ;
appellado, Joo Baptista de Barros Machado.
Sorteados os Srs. deputados Lemos e Siiveira,
e relatado o feilo pelo Sr. desembargador Silva
Guimaries, foi confirmada a senlenga appellads,
e assignado o accordo.
Appellante, o embargante 3* Jos Estoves Vi-
anna ; appellada, D. Mario Joaquina dos Santos
Abreu.
Sorteados os Srs deputados Reg e Lemos, o
relatado o feilo pelo Sr. desembargador Silva
Guimaries, foi confirmada a sentenga appellada,
e assinado o accordo.
PASSAGENS.
Appellantes, Francisco Brasileiro de Albuquer-
que e outros; appellado, Mximo Jos dos Santos
Andrade. /
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimaries.
E nada mais havendo a tratar, o Exm. Sr. pre-
sidente levanton a sessao.
Publicacoes a pedido.
Nos abaixo assignados, passageiros do vapor
Jaguaribe*, penborados pelo iratamento que re-
cebemos do Ulro. Sr. Manoel Joaquim Lobato,
vimos fazer publico o receaheeimeato de qae aos
echamos possuidos, e do que crodor o Sr. Lo-
bato, pelas suas qualidades urbanas e seu cara-
lheirismo.
Dara Fortuna Pessoa.
Laurenio de Oliveira Cabral.
Trajano Veriato de Medeiros.
J. Gurgel.
Joto Joaquim DoaHogaas Carneiro.
Alvaro Garainha T. da Silva.
Joio Damasceoo P. de Mondonga.
A. P. Mondonga.



mimo m mmsma. terca fkhu ?s d* fetcrjhro d mi.
G. I. Pagels.
J- L. R. Bilhar.
Manoel Joaquim Civalcan do Albuquerque.
Joao A. do Nascmento.
Manoel Francisco G. de Mallos.
A. Pialo Nogueira.
M. Ildefonso de 9. Lima.
J. do Patrocinio P. da Silva.
F. J. Sampaio.
Perfrentino da C. Leba.
L. G. Paes da Molla.
te. Alexaodra da Silva.
A. P. Nogueira AccioU.
J. S. Ferreira Lima.
Horacio C. de Salles.
Baselisso da S. C.
Augusto Gurgel.
Arutides de P. Das Marlins.
Dlogo A. da C. Barroca.
Samuel Uchoa.
Pedro P. de Mello.
A. Ferreira Brrelo.
F. Amintas da C. Barros.
I. de Borja Caminha B. da Caara
B de Souza Kego.
R. F. Teizeira.
F. Jos Gomes.
J. Gomes de Amorim.
P. Augusto S. de Amorim.
Filippe da S. Coelho.
Francisco Carvalho ds Reg Barros.
J. C. Wanderley.
R. Gomes de Olireir.
J. Aires da Silra.
cojiukekcio.
(*)
A noite
nbeceu.
clara, rento NE fresco e assim ama-
OSCILLaCAO DA HAB.
Preamar as 4 h. 80' da (arde, altura 6,4 p.
Baixamar as 10 h. 18' da manha, altura 0 7 p.
Obaerralorio do raeaal de maana, 25 de e-
rereiro de 1861.
1
ROMAHO STKPPLB.
1* tenenle.
Editaes.
sent publicado com o prazo de. 8 dias, na forma
requerida, pela imprensa, e afiliado na forma do
estylo. Reife 16 de feverciro de 1861 Eu Ma-
noel Mara Ro&.r>gues do Nascimenio, escrivo,
subscrevi.Au*ei>o Francisco Perelii.
DecIan*?oes.
O Illm. Sr. ir
, Conselho de compras nvaes.
Tendo de promover-se a compra do matinal
la armada abano declarado, manda o conselho
dos raes-
presente e
Alfundega,
Rendimento do da 1 a 23. .
dem do dia 25......
322:909*047
33:706870
356:615*917
Hovimento da airandega,
Volames entrados com fazeodas..
> > com gneros..
Volumes
a
sahidos

cem
com
fazendas..
gneros..
113
64
-----177
nspector da thosouraria pro-
rincial em cumplimento da ordem do Exm Sr
presidente da provincia de 22 do correte, man-
da convidar aos Srs. Belarmino D. da Silva e
Joao Duarte Carneiro Monteiro, para comparece-
rein nesta thesouraria no prazo de 15 dias, a con-
tar da data deste, afim do pagarem voluntaria-
mente as quantias constantes das cootas abati
copiadas, relativamente a direitos de exportaco
que deitaram de pagar na collecloria da Granja
na provincia do Oear.
E para que chegue ao conhecimento
mos senhores se |mandou afflxar o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial da Per-
nambuco 25 de fevereiro de 1861.O secretario,
vo A. F. d'Aonunciacao.
.OSr. Belarmino D. da Silva thesouraria pro-
vincial do Cear. deve ;
Do imposto de 2* sobre 200 alqueires de
farinha queexporlon da Granja para
Pernambuco no vapor Iguarass
em 18S8, como dos manifestos
dem ilem de 89 alqueires 2 Ii2 quar-
taa de milho
Idemiiem de 30 alqueires 2 Ii2 quar-
tas de arroz
400500
179i50
61$z50
6i 09500
Descarregam hoje 26 de fevereiro.
Barca americanaReindierfarinha de trigo.
Patacho brasileiroSanta Cruzdem.
Importacao.
Vapor nacional Persinunga, precedente dos
portos do norte, maoifestou o seguate :
2 barris com 384 libras de pregos de cobre, e
256 ditas de ferro ; a Jos Vicente Fernandes da
Silra Guimares.
1 caixao com 31 resmas de papel; a Antonio
Jernimo de Menezes.
126 couros salgados; a Sauoders Brothers & C.
Vapor nacional Jaguanbe, viodo do norte, ma-
nifeslou o seguinte :
1 caixao relogio ; a Joo Luiz Vianna.
1 dito mercadura ; a Joaquim Aires de Pi-
nho.
13 caixotes rea; a Gurgel Irmos.
1 dito ossos; a Victorino Jos de Souza Tra-
vasao Jnior.
24 saceos cera de carnauba, 2 caixotes velas
de dita, 1 embrulho peanas; a Zeferioo Gil Peres
da Malta.
100 meios sola, 5 saceos cera de carnauba, 1
caixote amostras do pedras; a Saunders Brothers
ex G.
27 saceos cera de caroauba, 2 barricas gomma,
24 meios de sola ;
3 saceos cera de
1 caixao cera de atielha
Silva.
3 caixotes velas
nardo L. Paz.
4 saceos cera de carnauba; a Jos Ignacio Pes-
soa.
21 barris cera de diia, 590 courinhos curtidos ;
a Jos Gomes de Amorim.
15 saceos cera de carnauba, 3 couros salgados,
2i meios de sola, 290 courinhos de cabra, 3 cou-
ros de bezerro e 8 saccas algodo: a ordem.
a Manoel Goncalves da Silva!
carnauba, 100 meios de sola;
a Sebastio Jos da
de carnauba; a Joaquim Ber-
Contadoria 6 de fevereiro de 1861. Antonio
Launano Ribeiro.
O Sr. Joao Duarte Carnairo Monteiro thesou-
raria provincial do Cear, deve :
Importancia que deixou de pagar do im-
posto de 6 alqueires e 1(4 de milho
quo exportou da Granja para Pernam-
buco no vapor Iguarass no anno
858, pelo que deveorio pagar
fazer publico que ter isso lugar em sesso de 5
do mez prximo, mediante propostas recebidas
ale s 11 horas da manhaa desse dia, acompa-
nhadas das amostras dos objectos.
Para os navios.
d pegas de flele azul, braaco e encarnado, 8
arrobas de gaxeta de patente. 4 Iivros mappasde
50 roldas. 6 ditos ditos de 25 ditas. 10 arrobas
de mealhar branco, 16 arrobas e 19 libras de
plvora grossa. 1 peca de cabo de linbo de 7 e
:' a o Pleadas. 1 jogo do tinteiros galvaniza-
dos e 30 raspas de farro.
Para os navios e arsenal.
6 barris de alcatrio, 4 arrobas do agua-raz, 6
u l\de breu' 3 cai"s de erra, 2 rolos de
chumbo em lencol, 6 arrobas de estopa de algo-
do para Umpar machinas, 400 folhas de cobre
de 24[0 com a competente pregadura. 50 arro-
bas de oleo de liohaca, e 30 latas de tinta branca
de chumbo, 1.000 folhas de lixa de esmeril era
panno, 72 paes de ferro e 4,000 tachas de bomba.
Para o arsenal.
20 arrobas de almagre, 85 calcas de algodo
azul, 80 camisas do mesmo algodo, estes dous
objectos para africanos, 9 camisas de algodao
branco, 9 saias de dito azul, estes objectoa para
africanas. F
Para as obras do porto.
400 varas de linhagem para saceos.
Sao as condieces para effecluar-se a compra
ser paga logo no mez subsequenle do rceb-
mento dos objeclos e sujeitarem-se os vendedo-
res a mulla de 50 por 0,0 do valor dos mesmos
objectos, caso nao os entreguem da qualidade e
na porcao contratada.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco 25 de fevereiro de 1861.
O secretario,
Alexaodre Rodrigues dos Aojos.
*- Por esta subdelegada se faz publico, que se
Capitana do Porto.
no! S? do.?r\cnef irttlo a capito do
SSluf?.^? "**? S8eanore Poloa de carta,
n? EF- ** ^-Piloto, Pra eomparecrem
*tfuFn* 5 w*m "'tedos, para conhecer-se
3.. -* egd^ ^os dono oa coeslgoatarios
JLTf '50ea "teteugo curso e grande cabota-
gera oe offlciaea com as habilitaces precisa.
tapiiania do porto de Pernambuco 25 de feve-
reno de 1861Jos Avelino Silva Jacques, f
tente-ajudante. ^ *
Maco L. O. Amf,o, aa rua da Madre daDeoa,
ni 12,
THEATRO
DS
Santa Isabel.
O artista Santa Rosa
drama
se acha prompticando o
lJ3500s6pVgoaVacolVctoihlfSB"' 2*500 *ic)J,aai.feP?.tedos legalmente i
fevereiro de 1861.Antonio
Contadoria 6 de
Lauriano -Ribeiro.
Conforme.O secretario, A. F. d'Anounciaco.
u lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumpnmenio da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia do 15 do correte, faz pu-
olico que o coocurso para os lugares de 2 es-
cnpturano da contadoria da mesma thesouraria
tera lugar no da 18 de margo prximo vindouro,
devendo os pretendentes serem examinados na
grammat-ca da Imgua nacional, escripturaco por
partidas dobradas, arithmetica e suas applica-
coes, com especialidade a reduccao do moeda pe-
sos e medidas, ao calculo de descont e juros sim-
P e,comP03ls; sendo preferidos os que tive-
rem boa lettra e souberem lioguas estrangeiras.
Os pretendentes devero apresentar seus reque-
nmentos na mesma thesouraria com cerlido em
que provem ser maiores de 20 annos.
E para chegar ao conhecimento dos ioleressa-
dos se mandou afflxar
Diario
o presente e publicar pelo
Exportar.
Barca hespanhola /losa, para o Rio da Prata.
carregou :
Aranaga Hyjo&C., 70 barricas com 429 ar-
robas e 25 libras de assucar.
Brigue inglez Tasso. para o Canal, carregeu.:
C. J. Asthley & C-, 800 saceos com 4000 arro-
bas de assucar:
Patacho portuguez Jareo, para Lisboa, car-
regou:
Francisco Severiano Rabello & Filho, 67 bar-
ris com 2,412 caadas de mel.
Brigue sueco Anna, para Stackoslm, carre-
ou :
N. 0. Bieber & C. 926 couros seceos com
27,289 libras.
Barca porlugueza Maria, para Lisboa carre-
garam :
Barroca & Medeiros 64 saceos com 320 arro-
bas de assucar. Carvalho Nogueira & C. 600 sac-
eos com 3,000 arrobas de asjucar e 36 barris
com 1,572 medidas de mel.
Bccebeduria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimeoto do dia 1 a 23. 24:0283353
dem do dia 25.......8:0215098
32:049j451
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 23.
dem do dia 25.
59:740#300
6:0303539
65.820^839
Movmento do porto.
A'arios entrados no dia 24.
Pliiladelphia30 dias, barca americana Reeinder,
de 460 toneladas, capitSo J. W. Goutts, equi-
pagem 11, carga 3,117 barricas com farinha de
trigo e 500 ditas com breu ; Rostron, Rooker
& C.
Genova, Marseille e Cadix83 dias do 24 porto,
33 do ultimo, barca sarda Paolo, de 194 tone-
ladas, capito Manoel Buzzano, equipagem 11,
carga vinho e mais gneros ; Bastos & Le-
mos Veio largar 29 operarios Genovezes e se-
gu para o Rio Grande do Sul.
e, Navio sahido no mesmo dia.
B10 Grande do SulPatacho brasileiro Julio, ea-
pitao Joo Antonio Soccorro, carga assucar.
iva titos entrados no dia 25.
Granja e portas intermedios 8 dias, vapor na-
cional /aouori6e, coramandante Manoel Joa-
quim Lobato.
Macei e portos intermedios 48 horas, vapor
nacional Persinunga, commandanle Manoel
Rodrigues dos Sanios MOreira.
Navios sahidos no mesmo dia.
FalmoulhBarca sarda Luiza, capito Pielro Das-
trer, carga assucar.
Observago.
Apparece ao sul urna barca ingleza.
'O o a 0 O. a B Boros
V 0 5' z a' T H itmotphtra. 0 68 S M "8 s 5 s g
m V V V s Direeeao. m H 0 H m m m 0 H H n 0
1 v V V w 3 0 Inteniidadt.
3 s s 3 S Fahrenhtit.
|S 8 Centgrado.
a -1 -j 0 0 a ^ 1 Hygrometro.
j e O O 0 1 C%s-,erna hydrv-metriea.
1 -4 "3^ 1 00 S * 1 Franeex. 1
1 8 ' 2 8 'MtjrlW. '
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 16 de fevereiro de 1861.
O secretario,
.... __ A. F. Tnnunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade com a ordem circular do.lhesouro
n. 8 de 2a de Janeiro ultimo, que no dio 1. de
abril prximo vindouro se far concurso nesta
thesouraria para preenchimento dos lugares de
praticantes da mesma. Os que pretendersm ser
admittidos ao concurso devero apresentar nesta
secretaria os seus-requerimenlos instruidos de
documentos que provem : 1. terem 18 annos
completos de idade ; 2. estarem livres de culpa
e pena ; e 3.- terem bom comporlamento. Os
exames versaro sobre leitura, analyse gramma-
tical, orlhographia e arithmetica at a theoria
das proporgOes inclusivamente.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco 21 de
fevereiro de 1861.O official-maior
Manoel Mamede da Silva Costa.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeolo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia,manda convidar aos cre-
radores da repartigao das obras publicas a apre-
sentarem na mesma thesouraria os seus ttulos no
prazo de 30dias, a contar da data desle, afim de
serem examinados e pagos os que estiverem cor-
reles ; cerlos de que findo este prazo nao sero
attendidos.
E para que chegue ao conhecimento de todos
se mandou affixar o prsenle e publicar pelo
Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de fe-ereiro de 1861.O secretario,
n n A. F. d'Annunciago.
u ur. Anselmo Francisco Peretli, ccmmendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recite e seu termo, capital da provin-
cia de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D.
redro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem
que Angelo W Paschoal me dirigi a eguinte oe-
ticao : r
illm. eEim. Sr..Dr. juiz do commercio.Diz
Angelo W Paschoal.capito do navio grego Cloe-
la, que havendo fretado o mesmo navio a Scan-
dinary 4 C, de Londres, para Irazer um carrega-
menlo de carvo de pedra de Cardiff para este
porto, celebrou com os mesmos Scandinary & C
um segundo fretamento, pelo qual obrigou-se a
seguir deste porto para o de Belfse (Honduras)
alira dereceberah um carregamento de raogno
obngando-se os mesmos Scandinary A C. a fa-
zer-lheaqui adiantamento de 150 libras sterlinas
sobre o segundo frete, pena de pagar o infractor,
no caso demfracgo do contrato, urna multa cor-
respondente a quantia em que fosse estimado to-
ri in1?-' deven teiio 10 das depois da chegada do supplicaote a
este porlo. E porque chegando o supplicaote a
este porto no dia 30 de dezembro prximo passa-
do nao encontrasse aqui pessoa aulorisada pelos
mesmos Scandinary & C. quelhe flzesse oadian-
taraenio estipulado, quer o supplicaote protest.r
peranle V. xc. contra os mesmos Scandinary &
c e mais quem de direilo for, para o fim nao
so oe poder daqui seguir o destino que Iho ap-
prouvor.comotarrbem de realisar seu direito
haver dos ditos "Scandinary & C, ende quem de
direito for, a multa estipulada, e a indemnisago
ae toaos os damnos e prejuizos provenientes da
taita de cumpnmento do mencionado contrato
Requer portento a V. Eic. se digne mandar to-
mar por termo seu protesto, e intima-lo aos re-
endos Scandinary & C. e mais a quem possa in-
tereasar por carta de edictos com o prazo de 8
das, que parece sufcienle para chegar a noticia
de algura agente dos ditos Scandinary & C. que
exista nesta pragae pela razo de ser sumraa-
mente prejudicial ao suppli;ante mais demora
oeste porto, sendo-lhe depois da iotimago en-
tregue-lhe o original, e ficando traslado no car-
tono, juota-se o protesto j feito pelo Diario.
P. a V. Exc. deferimento. E. R. M. Costa
Ribeiro.
E mais se nao conlinha em dita petigo, na qual
dei o seguinte despacho:
D. Tome-se por termo o protesto do supplican-
te, sendo o mesme protesto intimado na forma
requerida
Recite 12 de fevereiro de 1861.A. F. Peretli.
E mais se nao conlinha em dito meu despacho
aqu transcripto, em virtude do qual fora a mes-
ma petigo distribuida ao escrivo Manoel Maria,
que lavrou o lermo de protesto do theor seguinte :
Aos 14 de fevereiro de 1861 nesta cidade do
Recite, era meu carterio appareceu o supplicante
Angelo W Paschoal.capito da barca grega Clo$-
. por seu bastante procurador o Df. Antonio
Jos da Coala Ribeiro, e disse perante raim o as
testemunhaa infra assignadas, que reduzia pro-
testo o cootheudo de sua petigo retro, a qual
offereceu como parte do presente que tica sendo :
e de como assim o diese e protestou lavrei este
termo, no qual, depois de lido se assignou com
as ditas testemflohras: tu Mauoet Maria Rodri-
gues do Nasciment. escrivo, o escretl.Anto-
mo Jw-da Costa RibeiroAdolpbo Liberato Pe^
reirt'^e O^ireiraIguaeio Barroso de Moli. E
mais srnio conlinha era dito termo. Epeld theoo
do presente edilal iotimo e hei por intimado o
Ht termo de protesto ao referido supplicado
ScanlnarydC. e aos mais interessados que
por ventara- poseam harar. Porttnto ser o pre-
0 com clinas prelas, e um bote : quera se iul-
garcom direito aos mesmos, comparegam, que
provando Ihes sero entregues. Subdelegada da
freguezia dos Afogados 23 de fevereiro de 1861.
Jos Francisco Carneiro Monteiro,
Subdelegado.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimeoto
ao arsenal de guerra, em cumprimento ao art. 22
do regulamento de 14 do dezembro de 1852, faz
publico, que foram aceitas as propostas dos se-
nhores abaixo declarados.
Para a enfermara do presidio de Fernando.
Joao Carlos Augusto da Silva :
a fsSoOO0" d6 f"nha d8 tr'g0 d' marCa SSS
3 ditas de dito dito de marca BAX.4L a 32$.
aJLSf com aMucar "neo de primeira surte a
49500 a arroba.
3 saceos com arroz do Maranho a 3,3200 a
1 sacco com caf a 89500 a arroba.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
'J1 e cb hy,soa 29240 a libra.
1 tolbmha por 320 rs.
6 resmas de papel almago a 49800.
12 lapis flnos por 320 rs.
2 libras de linhas inglezas de n. 30 a I94OO a
12 pegas de madapolo a 49 a pega.
Para o 8o batalho.
O mesmo vendedor :
262 mantas grandes de la a 28400.
Z4 grosas de botoes de osso 320 rs. a grosa.
12 corados de oleado a I98OO o covado.
M.snoel Vctor de Jess da Malla ;
605 1/2 covados de baeta verde a 580 rs. o co-
*auo.
. ^ra o 4o batalho de artilharia.
Joao de Souza Marinho: ;
, \l Parea de P'stioas com galo para os msicos
a i9 o par.
. _, Para fortaleza do Buraco.
Luiz Borges de Csrqueira :
1 bandeira de flele de 7 pannos por 70$.
Para os calcetas existentes no hospital militar.
Joao Jos da Silva :
2 chapeos pretos a 2$500.
1 manta de la por 2J500.
3 esleirs de palha de carnauba a 400 rs.
Para o arsenal de guerra.
Vilaga, Irmo & Andrade :
10 arrobas de cobre velho a 380 rs. a libra.
Jos Rodrigues da Silva Rocha :
10 arrobas de cobre velho a 380 rs. a libra.
Para o rancho da companhia dos apreodizes me-
nores do arsenal de guerra.
Manoel Antonio de Jess :
Pies de 4 oncas a 160 rs. a libra.
Bolachas a 180 rs. a libra.
Joao Carlos Augusto da Silva :
Assucar refinado de 2" sorte a 160 rs. a libra.
Cha hyssoo a 2J20O a libra.
Caf em grao a 280 rs. a libra.
Manteiga fraoceza a 850 rs. a libra.
Arroz pilado a 100 rs. a libra.
Bacalho a 140 rs. a libra.
Carne verde a 280 rs. a libra."
Dita secca a 240 rs. a libra.
Touciuho de Lisboa a 320 rs. a libra.
Farinha da trra a 49 o alqueire.
l'eijo preto ou mulatinho a 9$ o alqueire.
Azeite doce de Lisboa a 720 a garrafa.
Vinagre de Lisboa a 320 a garrafa.
O conselho avisa aos foroecedores cima raen-
cionodos, que os objeclos comprados devem ser
recolhidos no dia 27 do andante mez, a excepgo
do fornecimenlo dos menores que tera de princi-
piar no aia Io de margo prximo vindooro.
Sala das sesses, do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 25 de
fevereiro de 1861.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coroael vogal secretario interino.
.ASSMSiTOIWtSiL
O o
RETRATO DE MUTAS FAMILIAS.
E lambem preparando a comedia
Os irmos das almas.
Cojo espectaculoJlevar brevemente na segun-
da recita que S. Exc. ae digoou conceder-lhe, e
que elle igualmente concede em beneficio aos
compannoiros que trabalharam gratuitamente no
seu beneficio.
Os intervallos sero preenchidos com um dos
melhores dansados de Madama Virginia Romag-
noli Ferrari, que por grande obsequio ao Santa
llosa- e aos seus collegas se presta gratuitamente
nessa occasio.
Tambera, haver dansa de corda bamba por
um joven de 14 annos, recentemente chegado
esta cidade.
_ A ordem e a minuciosidade do espectculo se-
ro annunciadas por esta mesma folha ; e desde
ja se recebom encommendas de camarotes e
deiras, etc., na rua de Santa Isabel n. 13,
dencia do mesmo Santa Rosa.
Vavegaca^ cesleiraa vapor
Parahiba, R0 Grande do Norte, Al-
su\ Aracatv, Ceara' e Acaracu'.
Cl vapor Jaguaribe, commandanle Lobato, ta-
hua para os portos do norte at ao Acareen no
da 7 de margo s 5 horas da tarde.
Recebe-se carga al ao dia 6 aa 3 horas. Pas-
sageiros e dinheiro a frete at ao dia 7 s o ho-
ras.: escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
oryt ^y.i
Para o Para em direitura.
.OpalhaboieGariealdi, segu nesles dias por
ter engajado parte de aeu carregamento a tra-
tar com Tasso Irmos ou com o capito Custodio
os Vianna.
Maranho.
Segu oestes dias o hiate Sanio Amaro ; pa-
ro o resto da carga, tratase com Caetano Cyriaco
da C. M. & Irmo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
Para Lisboa
ca-
resi-
Avisos martimos.
Rio de Janeiro,
segu por estes 4 ou 6 dias o brigue escuna Ne-
graes, tem todo o seu carregamento prompto, e
s recebe escravos a frete : trata-se cora o con-
signatario Manoel Alves Guerra, rua do Trapiche
a. 14, oueom o capito 9 bordo.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o da 28 deste mez espera-se da Europa o
vapor Oaeida, o qual depois da demora do cos-
tume seguir para o Rio de Jaoeiro tocando na
Bahia : para passagens etc., trata-se com os
agentes Adamson, Howie & C. rua do Trapiche
Novo n. 42.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a rasgal ar as notas de 10$ e 20$ que
havia emittido e ainda existem em cir-
culaeao, prevenindo de que conforme
o decreto n. 2,66* de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituicSo % continua sem pre-
juizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marco prximo vindouro, pois
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressivo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 por cento no se
gundo, de 30 por cento no terceiro e
assim successivamente at ficar no dci-
mo mez e d'ahi por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861. Os directores gerentes, Luto
Antonio Vieira, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
* 7 ?e,tt. ubfle^*i* da freguezia de Santo
Antonio desta cidade se achara embargados em
urna coeheira tres-carelios d diffeTentes cores
tendo todos o mesmo ferro, o que prora perten-
eerear a urna ao faiends, e com indicios t se-
rem ao servieu de ngenho. por deaconfiaoca'e
imtieioi1 do serem furtadoe, visto terem atdo alli
recolhidos por dous homens do mato desconha-
cidos, e depois apparecerem outros tratando de
os vender, sem IwrVor cwinaidencia as respostas
entre olles : quem, portatrto, se julgar com di-
reito a ditos cavallos, compareca nesle juizo mu-
nido de suas pronis, que Ihe sern ntregae*.
Recife 22 de- fereteiro de 1861.
Carneiro.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul at o dia 3 de marco o
vapor Paran, commandanle o capilo tenenle
Jos Lepoldo de Noronha Torrezo, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os
portos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no da de sua chegada : agen-
cia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
Mendea
em poucos dias
vai sahir a muito veleira barca Maria. por ter
quasi completo o aeu carregamento : para o res-
to e passageiros. trata-sc com Carvalho, Noguei-
ra & L. na rua do Vigario n. 9, primeiro andar.
ou com o capilo na prara.
Leiles.
Urna taberna.
Sexta-feira 1- de marco.
AO CORRER DO MARTEI.LO.
Costa Carvalho tara leilo por autorisaco do
Sr. Joaquim Goncalves de Azevedo Maia, de sua
taberoa sita na rua Augusta n. 114, sendo om
um excelleuto local por ter duas frentes em um
s lote ou a retalho vontade dos compradores
a qual est muito afreguezada, a qual ser en-
tregue sem reserva de preco, s 11 hoias em
ponto.
LEIL40
LEILlO
CoDsuIado de Franca.
O agente Hyppolsto da Silva fara' lei-
Ifio por ordem do Sr. cnsul de Franca,
em sua wesenca ou de um seu eavrk
e por conta, e risco de quempert^er x
dos restos da barca franceza Hirom
incendiada no mar, a qual se acha na
prata das Caadas, sendo alu effectuado
o leilao dos objectos queseacham na re-
ferida praia, o meio dia em ponto do
da quarta-feira 27 do corrente mez.
LEILO
Terca-feira 23 do corrente.
n ^enle E!ari8t0 f"* leilao em seu armazem
o. 22 da rua do Vigario s 11 horas em ponto
oo aia cima de grande porco de trastes de di- -
versas qualidades sem reserva de preco eao cor-
rer do martello, assim como de urna Darcaca por
prego muito favoravel a qual pega de 2i a 24
canas e est em ralifleaco e bem assim urna
porcao de cartas de jogar francezas.
LEILAO
DE
Urna armacilo,
A PRAZO OU A DINHEIRO.
Quinta-feira 26 do corrente
ao correr do martello-
Costa Carvalho tara leilo por conta de quem
pertencer da arraaco da loja do paleo do Li-
vramento n.27, a praza ou a dinheiro. sendo a
armacao envidracada e muito a.reguezada, no
da cima sll horas em ponto.
Avisos diversos.
DE
MOV
5 de
COMPANH(AeBRASILEIRA
MPJOTS
Espera-se dos portos do nortale o dia
margo o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te Pontes Ribeiro, o qual depois da'demora do
coslume seguir para os porios do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaj'a-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia rua da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendos.
Para Lisboa segu com muita brevidade o
patacho portuguez Jareo, recebe carga a frete
e passageiros, para o que trata-se com seus con-
signatarios Amorim Irmos na rua da Cruz n. 3,
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se retira para fora da
cidade, fara' leilao de todos os seus mo-
vis, cousistindo em mobilia de Jacaran-
da' de apurado gosto, aparadores, mesa
elstica, cadeiras de diversas qualidades,
quadroscom finissim&s pinturas e mui-
tos artigosque desnecessario enume
rar, tornase recominendavel urna ex-
cellente machina de costura : terca-fei-
ra 26 do corrente na rua da Aurora es-
quina do aterro da Boa-Vista n. 62 fer-
ceiro andar, as 11 horas em ponto
Coiiliiiuaco do leilao
Terca-feira 26 do corrente.
NA
Rua Nova ii. 24
AO CORRER DO MARTELLO.
PELO AGENTE
Publicaccs
&M&,
do instituto
Para o 4racaly,
o hiate Gratido segu por estes dias ; para o
resto da carga e passageiros, trata-se com Perei-
ra Valeate, rua d Codorniz n. 5, no Forte do
Mallos.
Para oCear,
sabe o hiate Camaragibe por ji ter parte de seu
carregamento : para o resto e passageiros. Ira
ta-se na rua do Vigario n. 5.
O agente cima fara' leilSo por auto-
risaco dos administradores da massa
de Manoel Antonio dos Passos Oliveira
ou com o capito J M. Coelho Sobrinho, na pra- ^ ? dos trastes pertencentes a' loia da
Qa do commercio. ma Nrwn n O _____i J
rua ova n. \, a qual consiste em mo
bihas de Jacaranda', mogno, nogueira,
Li^U*rda rouPa veslidos, camas,
guarda loura, bids, lavatorios, secre-
tarias, cadeiras de bataneo, apparado-
res, espelhos, marquezas, cabides,
quartinlieira, duas ticas colxas, urna
mmensidade de cadeiras, mesa elstica
e outros objectos queestarSo patente no
acto do leilSo.
Convidase aos amigos das pechinchas
quo aproveitem a occasio de reforma-
ren os seus trastes som pouco dinheiro
que sempre n5o apparece destas pe-
chinchas, para commodidade de alguns
senhores principiara' o leilao as 10 ho-
ras do da.
Rio de Janeiro
segu nestes dias a barca nacional Caatro III
capito Antonio Goncalves Torres.por ter a maior
parte do carregamento prompto, o para o resto
que anda falta, passageiros e escravos, para os
quaes tem eicellenles commodos, trati-se com
os consignatarios Pinto de Souza 4 Bairo. na
rua da Craz n. 21, ou oa praca com o capito.
Para o Ass
segu com breridade o biate cBeberibe ; para
carga e passageiros, trata-se na roa do Vigario
numero 5. ,
Para o Aracaty
segu eom breridade o hiate Camaragibe ; pa-
do Viga-
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA HOMEOPATUICA
Obra indlspensavel (odas as
pessoas que qaizerem corar ho-
ineopatliiea mente,
cosiendo :
A definifo clara dos termos de medicina :
as causas mais frecuentes das moles-
tias: os symptomas, porque estas se fa-
zem conhecer: os medicamentos que me-
Ihor Ihes corresponden: a quantidade
das dozes de cada medicamento e seus
respectivos intervalos as molestias agu-
das e chronicas: a hora do dia ou da
noite, em que os medicamentos desen-
t'olvem melhor sita acQo: a maneira de
alternar os medicamentos: a maneira de
curar os envenenamentos, as mordeduras
de cobras, facadas, tiros, quedas, pan-
cadas e fracturas e todas as molestias
conhecidas, principalmente as que gras-
Sam no Brasil, quer as pessoas livres,
quer as escravas: os soccorros que se
devem prestar mulher durante a pre-
nhez, na occasio do parto e depois del-
le : os cuidados que a crianca reclama,
quer logo depois do nascimento, quer
durante a infancia: os perigos, que
esto sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopathicos: e muitos outros arti-
gos de vital interesse ; bem como urna
descripcao concisa, e em linguagem ac-
comdada d intelligencia das pessoas ex-
tranhas medicina, dos orgos mais
importantes, que entram na composico
do corpo humano etc., etc., com duas
estampas, tima mostrando quanto pos-
stvel todos os orgos internos, com a sua
explicando p/dsiologica e outra mostran-
do as diferentes regules abdominaes.
(A primeira colorida para os Srs,
assignantes.)
PELO DOLTOB
SABINO 0LEGAK10 LlDGERO Pili.
0 Diccionario Popular de medicina homeop-
tica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos homeopathas europeos
americanos, particularmente dos Brasiieiros,
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz in'lei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais ain-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, cheles de estabelecimento, capiles de
navio, curas d'almas, etc., que por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeitos da ho-
meopathia.
N. B. Teocionaodo o autor, aproveitando sua
vigem Europa, fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecis
que antes de incetar a publir-aco visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e ento resolveu mudar inteiramenle o
plano que havia concebido, e dar toda a ezpao-
so e clareza a essa obra, de modo queXanlo os
homens" versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar delU o mximo proveilo pos-
eivel, sem embargo de traver-lhe isso um aceres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio ti-
nba organisado.
0 diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thxca, como agora est composlo ser sem divi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignalura 15, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso custar 25j>.)
ra carga e passageiros, trata-se na rua
COMPANHIA PRWAMBUCUA
DE
Navegaco costeira a vapor.
Pela gerencias faz puWico quesera-era dien-
te os rapores da companhia pernambucana sahi-
rn pota os portos do norte dfe'M, continuando
paraosdosnla5e*0.
Paca a Bahia segu em poucoe dias a *-
cuna nacional Coroto; para aigatow carga .que
lhe (alta, trata-se com seu consignatario Fran-
Consulado de Franca
i
O agente Hyppolito da Silva fara' le
lSo por ordem do Sr. cnsul de Franca
em sua presenca e autorisaco do Sr.
inspector da alfandega e por conta e ris-
co de quem pertencer dos objectos sal-
vados da barca franceza Hiram, in-
cendiada no mar os quaes sao os se*
quintes:
Urna grande lancha em bom estado de
lote de 4 toneladas cora 4 remos.
Um bote quasi novo de 15' ps france-
cezes de cumprimento com- leme e
remos.
Urna pequea peca.
TJm sino : quinta-feira 28 do
as 11 horas em ponto no ai
alandegado do Exm. barao do L-
vramento, no caes d'Apollo.
Acha-se igualmente em va de publica-
cao a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
OD
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeito disposico das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as doses. ao estudo dos tomperamentos
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, etc. etc. Com urna eslampa demous-
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desda
a bocea at o recto.
A assigoatura de 8f pagos oa occasio de ag-
sigaar. (depoia de impresso custar 12a pelo
menos.) r
As pesaoas qoe qaizerem assigoar urna e ou-
tra otra pagarao apenas 20 em lugar de 18.
N. B. A assignalura, qua nao for acompanhada
da respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigna-se em casa do autor, rua de Santo A-
maxo, [Mundo I>Uvo) n. 6. *-
Precisa se alagar urna casa terrea que te-
oMcooHnadospMa famia, ou bmssm ua> s-
hradioho de um andar, as seguinles ras: Rn-
corrente f'L LTtt?meD*. largo do Paraizo, com Unto que
Jte*ta qumial e cacimba, cojo aUguelnio exw-
da de 80 mensaea ; quema Hrer. dinja-se a
rua das Calcadas o. 28, ou anouncie.
Antonio Joaquim retirt-se para o Par.
j




w
DLLRIO DE KfifltBltTJCO. TERCA FEUU M t>S FEVEKBfcO DE 1861.
Ra da Guia n. 3.
Augusta Spins* chaudrounier franjis, te
charge de fair des alara bies en cuivre de lous
les systmes, ainsi que des appareils dislillatoi-
res pour Taire l'esprit de vin, tuyoterie en cui-
vre rouge ou jaune pour machines vapeurs,
bslterie de cuisine el lout ce que concerne son
elat. Aussi il fait des etamages el racommoda-
ges en tous genres.
Augusto Spina, aldeireiro fraocez, ultima-
mente chegado do Rio de Janeiro, eocarrega-se
de fabricar: alambiques de cobre de todos os
syslbemas, apparelbos paradisiillacao de espiri-
to de vinho, rh a mines de cobre ou lato para
machinas de vapor, utensilios de cozinha, e tuda
quanio de seu officio^ egualmente se incum-
be de stanhar e concertar toda a especie de ob-
jectos.
APPF0VAC10 E \UT0RIS\C10
DA
Lm&mm tmmtL m mmim
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as pro-
vincias deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido
as emfermarias abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existen de pes-
soas capazes de dislincc,es.
Com estas Chapas-elbctro-magneticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e n-
fallivel em todos os casos de inflammagao ( cantado ou falla de respiraq&o), sejam internas ou
exlernas, como do (gado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peito, palpitago de coracao, gar-
ganta, olhos, erysipela?, rheumatismo, paralysia e todas as affecges nervosas, etc., ele. Igual-
mente para as differenles especies de tumores, como lombinhos escrfulas etc., seja qual fr o
seu tamanho e profundeza, por meio da suppuragao sero radicalmente extirpados, sendo o seu
uo aconselhado por habis e dislinctos facultativos.
As encommeudas das provincias devem ser dirigidas por escripio, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias expcaces, se as chapas sao para horaem, senhora ou enanca, declarando a
molestia em que parle do corpo existe, se na cabera, pescoco, brajo coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a ciroumferencia: e sendo ochares, feridas ou ulceras, o molde do seu ta-
manho em um pedaco de papel e a declaracao onde existem, aDm de que as chapas possam ser
bera applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vp de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serlo acompanhadas das competentes explica$5es e lambem de lodos os accesso-
ios para a collocac.3o deltas.
Consulta as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianza, em seu escriptorio, que
se achara aberto todos os das, sem excepto, das 9 horas da manhaa is 1 da tarde.
||9 Ra do Parto ||'J
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
Inspec^o do arsenal de metrinha
De ordem'do tllrn. Sr. inspector faco constar
que nos dina 21, 25 e 28 do corrente mez, se
acbar I venda; em hasta publica, na porta do
almoxarifado tiesta inspecc^io, comeando as pra-
vas aa 11 hora* da manhaa, o hiate Parahibnno,
que desarmen pelo seu estado de ruina, de 78
pea de coroprimento, 21 de bocea e 7 de ponUl,
cavilhado e pregado de cobre al a altara de 8
ps contados da quilha, com os seguintes per-
tenece:
No casco.
Leme, cana deste, dos parea de turcos de
ferro as amuradas, bolineles etaas barras c-
mara e baleos com as respectivas escadas, f'ogao
e seus pertences.
Msstreagao.
Hastro grande e sea mastaro, dilo de traque-
te e seu mastaro, retranca, gurup, pu de bu-
jarrona, dito de pica peixe, dous ditos de palan-
que e verga de redondo.
Apparelbos.
Todos os cabos flxos e de marcar com o seu
poleame.
Veame.
Urna vela grande, um triquete, urna vela "de
estay, urna bujarroni e dous gafilofes.
Amarradlo.
Um ferro e urna amarra em bora estado.
A' venda eflectuando-se na ultima pra do que o hiate est em frente deste arsenal, pa-
ra ser examinado pelaa pessoas que o preten-
der, cuja declaracao escripia do valor quer do
casco, como dos seus pertences, encontrarlo as
mesmas pessoas na secretaria desta inspeccao.
Inspeccao do arsenal de marinha de Peroam-
buco, em 14 de fevereiro de 1861.
O secretario,
lexandre Rodrigues do sAnjos.
TRAVESSA DOS PIRES
JOSEPH GROSJEW.
Joseph Grosjean previne ao respeilavel pu-
blico e em particular os seus freguezes, que ten-
do vollado de Franca, lomou novamenle conta
da sua officlna de ferreiro, sita na travessa dos
Pires, e que se acha prompto para qualquer con-
cert de seu oflkio : as pessoas que quizerem
honra-lo com sua conlianc, achario o seu esta-
belecimeoto muito bem sorlido de ferro3 do toda
qualidade para os carros, e tambem um bonito
sortimento de
La n te nas para carros.
Couros e vaquetas de lustre.
e outros ornamentos necessarios para carros, lu-
do de superior qualidade, e mais barato do que
em qualquer outra parte, por ter sido todos es-
ees objectos comprados a dinheiro vista, em
casa dos melhores fabricantes de Paris.
nafcfa
3-Rna estreita do Rosario-3 g
@ Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de ap
molas como pela presslo do ar, nu re- @
g cebe paga alguma sem que as obras nao 9
$j iquem a vontade de seus donos, tem pos m
e oulras preparares as mais acreditadas &
ij para conservado da bocea. ^
w# @ @@3
g S.
Ore

Ot} o =-
C Q.
B n n p o
S.ffi o g o ff
v ~' re O O. re
O*
2 ral "2
. O
. 2-l-K.Q
o S =
n o o Q
2 S. a--
5 f* s
re D 2 -
2 c o
a k< 3 a S2. 5- re
5 2 2
5
w
Q-S =-
s*
o. -
re o n 8 52
rt "-.era o
a a 2 c g- o
3 t 2. 2 re
S ,- 8.
' -? 2T^ 5
Ib!
o." a
2 8-llr
c M o. p c p
o a 23'*= n
5-* r 3 s g l ?
re
o. <
re o

y"I
re o" *.
*^ ^ ^T
0 2 s. *
a re n
re re ^ is
1
8
t B B
_ a- B" as -ri
3 o O S g
p CL
S o H.
2
o
re

o
8
.0
B S l-g 3 3
I 2. S- 3 -"
8 S '2
3
= R 5 S S
g-g, 5 g O. a
2. S.3 o.
S-S o o.QC B
p-3 ff" reo
re te S a re
- era re w> B d
O 2 g"3.3
^ 5 J3 c- re
2 ^ b-=? o _
< B 5 S
2- re
-l "O -
are a
Pianos
u
T3
re
- o
o S
. < *
2 2-ffa
- re o r=
a-g asa..
g""
B 2.
P .
B
es s- c
o o S re
" S 2.2
a era
0 3 B S E.
B O C <
1 =-a a
2- t "** a.
2.12=2 g-
I ^
O B. S
S 3
cr t
P T wQ
s-s ~
5 g c
o p2. cx-P
* re :;*
"S-a.1l
Sl-lc."
a 2- p* p
1 S-s-s
3 "
re <
N
h
- c
o era
p
33??
0

FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda e qual-
quer obra manufaturada em seu reconhecido eslabelicimento a saber : machinas de vapor de lodos
os lmannos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, mecadas e
roeias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os lmannos, guindastes, guinchos e
bombas, redas, rodetes aguilhes e boceas para fomalha, machinas para amassar mandioca e para
deacarocar algodo. preos para mandioca e oleo de ricini, portei gradarla, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, pontos, cadeiras e tanques, boiaa, lvorengas, botes o todas
as obras de macbinismo. Execuu-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
.moldas que para tal fio forera apresenUdos. Recebem-se oocommendas aeata etabelecimento na
ra do Bram n. 28 A o na ra do Collegio boje do Imperador n. 65 moradia do eaxeiro do es-
labelecimanto Jos Joaqun di Costa Pereira, com quem os pretentuites se podem entender para
qualquer obra.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na pra^ado Corpo Santn. 11,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
ehegados dos bem conbecido e acreditados fa-
bricantes 1. Broadwood 4 Sons de Londres
muito proprio oara este clima
Sa itos Oliveira & C. fazem scienle que o
seu caixeiro Manoel Antonio Ribeiro Vianna no
dia 23 do corrente perdeu urna letra da quanlia
de 59(380, sacada pelos annunciantes e aceita
por Jos Francisco Alves Monteiro, e vencida em
28 de dezembro prximo passado ; no mesmo dia
deu-se por falta de outra letra sacada pelo mea-
mos e aceita por Uanoel Domingos Moroira e
Bernardino Domingos Moreira da quanlia do rs.
104, vencida em 7 de Janeiro prozimo passado,
cuja letra foi descontada pelos secadores a Anto-
nio Emigdio Ribeiro e paga no veocimento pelos
sacadores, e por conta da mesma j receberam
288$: o para prevengo so faz a presente para os
aceitantes nao pagarem senio aos annunciantes
e iicarem entendidos, e as pessoas que acharem
as ditas letras o favor de as restituir na ra do
Queimado loja n. 28, que se gratificar.
Vendo o abaixo assignado no Diario de 23
do correte pela primeira vez ser a arrematacao
do eacravo Amaro amanhaa 26 do corrente, finda
a audiencia do Dr. juiz de orphos no valor de rs.
400$ por execuQao do Dr. Gaetano Xavier Perei-
ra de Brito e Jos Mara Freir Gameiro contra o
abaixo assignado, como inventarenle da falle-
cida sua roi D. Mara Rosa da Assumpgo, tem
a declarar ao publico que o abaixo assignado nao
iuvenlariante, o que j pelo Diario se tem de-
clarado, pois assim o quiz o Illm. Sr. Dr. juiz de
orphos. Tem a declarar mais que as maiores
despezas do inventario foram feitas, e as menores
duvida nenhuma haveiis em se fazer : protesto
contra a arrematado, visto qfle este eacravo foi
avaliado por 1:2008, e nao destinado para paga-
mento de despezas do casal, j como foi a escra-
va Aquelina, que andou de porta em porta para
ver quem a forrasse na occasio de ser arrema-
tada, nem houve quem a arrematasse e muito
menos quem a forrasse, talvez.....proveilo do
lambe pratos. Aquelina j foi a pra;a pelo novo
ioventariante, e como o abaixo assignado soffre
execu;o. Recite 25 de feveiro de 1861.
Jos Rodrigues do Passo.
Quem precisar alugar urna eacrava moga,
recolhida, sabendo coziuhar, engomroar, coser e
lavar, cora a condi;o de nao sahir ra, e para
casa de familia : dirija-ae ra da Mangueira n.
16, casa terrea.
Rudolf von Seyfried vai Babia.
ASSOCIACO POPULAR
DI
Soccorros Mutuos.
Quinta-feira 28 do corrente haver sessao de
assembla geral dosta associaclo, os senhores so-
cios sao convidados a comparecer na sala das ses-
ses, pelas 7 horas da noite, aflra de conhecer-
se do resultado do trabalho j principiado na ses-
sao de 24, o tratarem-se de outros, devendo cora-
parecerem nao s os membros que estiverem em
dia como aquellos aue 0S0 esli.
Secretaria da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 25 de fevereiro de 1861.
Joio Francisco Marques,
l.'secrotario.
Preciso-s de um offlcial do cigarreiro : na
roa do Vigario n. 26, primeiro andar.
Quem tirer e queira alugar algum sitio 00
casa que ten ha [ou seja perlo) de arvoredos, pe-
iMlaaaeedUsoes da Soledade, Campo Verde ou
CaraiDko ovo, pedo dirigir-ie a ra do Raogal
o, 9, ora Iralar. ^
Precha-se -de urna pessoa que entenda bem de
fazer velas de carnauba, e tambem de composi-
cSo, e que se obriguo tambem a fazer venda ; as-
aim pode apparecer^a ra do Vigario, casa n.
29, para lomar conta da fabrica.
Aluga-ie um ailio na Ponte de Uchoa, jun-
to a casa do sobrado amarello, limpa e acetada,
e tem encanamento d'agua dentro do mesmo si-
tio : a tratar 00 Mondego, casa n. 38, com Igna-
cio Luiz de Brito Taborda.
OHerece-se urna ama para o servico interno
de alguma casa de familia, al mesmo para em-
pregar-se em costuras, a qual d informacoes de
sua conducta : quem quizer, dirija-se a ra do
Vigario, casa n. 29.
7 Na lja do sobrado da ra do Imperador
n. 12, loja que fica no becco do Ouvidor, eogom-
ma-seroupa aceiadamente, e em conta, dinheiro
vista.
Precisa-sede 300 pelo tempo que se con-
vencionar, pagando-se um premio razoavel, da-
se penhores em obras de ouro modernas, duas
das quaes contm brilhantea de primeira quali-
dade : quem quizer aonunciesua morada, assig-
nando bota para ser procurado.
Antonio Pinto da Fonaeca, subdito portu-
guez, reiira-se para fra do imperio.
Obacharel WTRUV10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa do Carmo.
Precisa-se alugar um negro ou
um moleque para o servico externo de
urna casa de pequea familia : na ra
Nova de Santa Rita n. 47.
. ~ Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
idade de 16 a 20 aonos : na ra do Nogueira nu-
mero 49.
Atten^ao.
No pateo do Paraizo n. 23 cozinha-se para-
ra com perfeieao e por prego commodo, na mes-
ma se aluga 2 pretas para vender na ra : quem
tiver para alugar dirija-se a qualquer hora que
achara com quem tratar.
Manoel Jos Gomes Lima, vai aoRio de Ja-
neiro.
H. G. Malheus, subdito inglez, relira-se
para fra do imperio.
_."". Pa.ul Gaignoux francez, faz urna viagem ao
Rio de Janeiroy
Precisa-se de urna criada quesaiba engom-
mar, para casa He uma familia de duas pessoas :
a tr.itar na ra Nova n. 47.
Hotel trovador
Ra larga do Rosario
numero 44.
Neste estabelecimeoto existe disposiejo dos
amadores dos bons petiscos, peixes de conserva
preparados pelo fornecedor de S. M. I. o delicio-
so salame de Lio, azeitonas brancas de Sevilha,
e varias conservas. Depois de apreciar esses ax-
borosos petiscos para tornar a digesto mais r-
pida, ha tambem no mesmo estabelecimeoto um
primoroso bilhar, o melhor desta cidade, como
est provado pela immensa concurrencia que tem
lido. As bolas eslao dia e noite sujeitas a um
motu-conlinuo, impellidas pela flor da popula-
gao desta formosa Veneza americana.
O Sr. Santa Rosa que leve loja de alfaiate
na ra das Princbeiras, queira declarar a sua no-
va morada, afim de receber-se de sua roerc as
obras que se Ihe entregou para fazer, etc., etc.
Aluga-se o sobrado e sitio na Passagera da
Magdalena, o primeiro passando a ponte, com
excellente8 commodos para grande familia : a
tratar na ra do Trapiche n. 36, segundo andar.
Joao Jos de Carvalho Moraes manda para
Lisboa sen filho menor Jos Candido de Moraes.
Quem tiver e quizer alugar uma escrava
para o servico de uma casa de pouca familia, di-
nja-se a ra do Queimado n. 34, loja de Lavra
& Irino.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
denlro e fra no imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n. 47.
D-se a juros sob penhores 300 : na ra
Uireitan. 89, no segundo andar, se dir quem
os da. ^
&
COIPAMU DA YIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Para maior commodidadedos senhores de en-
genho a companhia estabeleceu um novo arma-
zem na Escada no lugar denominado Alalaia do
oulro lado do rio Ipojuca, o qual estar aberto
para orecebimenlodoassucar, gneros etc., etc ,
de quarta-feira 20 de fevereiro em dante.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
M. J. Leite, declara que cons-
tituio seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gomes Leal, paia
promover a cobranca de suas di-
vidas passivas.
0ft(D!
DB
Pbilosophia, de geographia e rbetoriea
A. R. DE TORRES BANDEIRA,
Professor de geographia '
e historia antiga no gymnasio desta
provincia.
Eatio abertoa estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n 37 se-
gundo andar ; e dar-se-ha lugar a nov'oa cursos
destas mesmas disciplinas, a proporgao que aug-
mentar o numero dos alumnos. A claase de uo-
graphia comprehende ;
1. o estudo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A claase de rhetorica est dividida em duas-
seceoes:
1. de relhorica em geral.
2. de potica e analyse dos classico.
AtlencoO.
T pessoa de maior e que dconhecimen-
lo de sua conducta, oflerece-se para fazer a co-
branca de qualquer casa de negocio, com o or-
denado ou porcentagem que se convencionar:
na travessa da ra das Cruzes, ou becco do Pol
n. 4, se dir quem ou annuncie.
Grande hotel Livramenlo.
O proprietario do hotel Livramenlo, collocado I
no principio da ra Direita n. 12, tem resolvido \
a fazer a sua abertura domingo 24 do corrente,
as 4 horas da madrugada desse mesmo dia, aon-
de a bella rapazeada encontrar a deliciosa mo
de vacca, feita porum hbil professor de cozinha
e continuar nos mais domingos e das santos, e
tambem haver o bello lancho e caf a qualquer
hora, e bebidas de todas as qualidades (excepto
nacionae); garante-se a commodidade de preco
e grande aceio. O botel ser devizado e conh-
cido com iuscrlpgo. (A fome terrivel 11 caf e
lanche.)
Joao Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimeoto de fazendas Onas da ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira. avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conli-
h.V-" k"0^8 de n,ui, 8f. be> como
obras de ouro e bnlhantes, ludo por menos de
seu valor para liquidar.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em si
C0n8oA0r, "Pecial komtopalhico.
30Roa das Cruzes--30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos ere-
parados em Paris (as tinturas) por Ca-
lellan 9 Weber.por precos razosveis
i Os elementos dehomeopolhia obra, re-
, commendada intelligencia de qualquer
1 pessoa.
Na ra Nova n. 32, precisa-se de uma senho-
ra q je saiba cortar vestidos para ajudar a outra
e continua-se a fazer vestidos da ultima moda e
outros muitos objectos de gosto.
Precisa-sejle uma ama para casa de pouca
familia : a tratar na ra da Seozala Velhi n. 80,
ou na rus da Cadeia n. 45:
Aviso,
Aos devedores da massa de
Jos Luiz Pereira Jnior.
Sao avisados para dentro de 10 dias
virem a tua do Queimado n. 75 a' loja
de Fajozes Jnior ou se terem com o
Sr Dcmeterio Hermilo da Costa caixei-
ro que foi do fallido para pagarem o
que devem a dita massa e equelles que
nao comparecerem serio chamados pe-
ios nomes por extenso por este Diario,
jfftssfssisaB-tifraifratg tmm&sn
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48.
Participm aos seus numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu mestre al-
faiate que mandaram contratar em Paris,
acham-ae promptos a mandarem execu-
lar toda e qualquer obra tendele a al-
i iaiale, assim como tem em seu estabele-
cimeoto grande sortimento de ludo quan-
to se desejar, para qualquer daa esta-
coes nao s de fazendas como diversos
artigos de luxo, continuando o mesmo
mestre areceber por lodosos vapores fi-
gurinos para melhor poderem servir ao
respeitavel publico a quem pedem de vi-
rem visitar o seu estabelecimeoto que
encontrarao aquillo que desejarem.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimeoto de fazendas que liona
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e roa
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 88.
AUenco.
Offerece-se um moco eslrangeiro para dar li-
edes de linguas franceza e italiana em algum en-
gentas ; a iratii na roa do Trapicha n. 15.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3^
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhoe novas j
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-'
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador.
No grande salao da ra do Imperador-
No grande salao da ra do Imperador!
No grande salao da ra do Imperador!
No grande salao da ra do Imperador'
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chmicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os ca va Uiei rose sen lioras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no meamo sobrado.
. Alugam-se duas casas no lugar denomina-
do Sant'Anna de Dentro, tendo commodos suffi-
cientes para grande familia, tendo banho perto
da casa ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Na ra do Mondego n. 13, d-se 3:000 com
os juros que convenciooar-se, e sob boas firmas,
das 9 horas da manhaa.
_ Precisa-se alugar um preto : na ra da ma-
triz da Boa-Vista, padaria n. 26.
No dia 26 de fevereiro de 1861, finda a au-
diencia do Sr. Dr. juiz de orphos se ba de arre-
matar o escravo Amaro, crioulo, de 14 annos de
idade, avaliado por 400$, por execuQo do Dr.
Caetano Xavier Pereira de Brito e Jos Maria
Freir Gameiro, contra Jos Rodrigues do Passo,
como ioventariante da fallecida sua mi. O soli-
citador, Caetano Pereira de Brito.
Manoel Joaquina da Cunha retira-ee para
fra da provincia.
R. Schmid vai para a Europa.
Manoel Joaqaim Gomes tem ordem de ven-
der a casa de um andar n. 3, no pateo de S. Pe-
dro desta cidade por 3,600 pataces pagos em
Lisboa, na Una de S. Higael, ou em Pernambuco.
Precisa-se alugar uma preta que sirva para
cozinhar o ordinario de uma casa, de pouca fa-
milia, e vender na ra : qcem tiver e quizer alu-
ga-la, dirija-se a ra do Queimado n. 19, ou na
ra Augusta n. 55.
Consulado de Franca.
Diversos devedores do hotel inglez, ommissos
de se conformar o convite que o cnsul de Fran-
ca tinha Ibes dirigido por este Diario, de virem
saldar suas contas, do dia 6 a 16 do corrente, no
dito consulado, vem de novo avisa-loa que se at
o dia 28 deste mes ellos persiatirem a nao se
presentaren), que elle ser obrlgado.bem contra
sua vontade, a mandar publicar os seos nomes
e usar contra elles des meios que a lei do paiz
Ihe facultaos. O consulado acha-se aberto das
10 horaa da manhaa a 3 da tarde.
Pernambuco 10 de fevereiro de 1861.
Arrenda-ae a excellente propriedade da
Barra de Serinbiem, com muitos pea de coqaei-
ros, e avnltada somma de foros : a tratar na na
do Hospicio n. 17.
Pede-se ao Illm. Sr. director da instrucc^o
publica, queira fazer com que cesae a vaga da
cadeira do latim da fregaasia, da S, Jos,
Annuncio.
O Dr. Vilella Tavares mudou a sua residencia
para a ra do Queimado, sobrado n. 44 do Sr
Bernardino Jos Monteiro, 2. andar, e abi node"
ser procurado das 9 horas da manhaa s 5 da
De quarta-feira 26 do corrente por diante
haver todos os das as 7 horas da manhaa na
ra Direita n; 27. taberna do Sr. Antonio Thomaz
Pereira, leite puro a 320 rs. a garrafa.

COMPANHIA DA VIA FERBEA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeilavel publico que do dia 1
de fevereiro at oulro avis o trem que narte d.
estacao daa Cinco Ponas s.8 Ii2 horas di m.
nhaa correr 8omente fl, Jora, J. m.
i"1?'," *< tem sahido da Escada 13,*
^?!Ka4la,rdue ser discontinuado, maa sahiS
do Cabo s 3 horas da tarde como csturna"
pef.Stb0I!..dsaegPua[ntdea:d0S '^ "ra0 ""
es
ca
y.
es
o
a
a
o
w
o
es
<
ti
<
a
ISS I:&$ J
_ co te ee *~ t^ t ,
o
; S ? "5 |0"S icioi
es
-a
es
*
ca
o
ce
es
a
es
<
<
a
z
<
a
Ctt-^eoooooooo5eeo
o
'S2^ immo lome
g"* o i its m co co ce co
|855 lS
LXXXOJOOJO

o
1
e
es
en
co
.2
"3
en
a
a
o
u
o
BS
<
w^^r-tususrttfj^sco
<
B
z
a
3
es
l25S? IS
o
m
e o io ce o f-1
-i
o
08
<
'i
ia
o
=3
I2S5S IS
eo neonec^"*
2
z
<
a
gS-'SSIScS^SIS
o
g
ir5cotocct^r-^r~t^ooco
o
m
...........T3
..........|
o
'% S'i *3
-2 Son 9
________ MHO.r>afl AssignadoB. E. Brammh,
Superintendente.
Mr Jordn, capillo do patacho americano
Anna D. Jordn, arribado a este porto por for-
?a maior. precisa cerca de 8.000 pesos para oe-
correr as despezas feitas neste porto : os preten-
demos dirijam-se a ra do Trapiche o. 8.
fcf. Jordn, capillo do patacho americano
Anna D. Jordn, alo ao reaponaabilisa por
qualquer divida eootrahida per aans saarinheiros,
Recie 19 da feTireiro.de Ittf,



DIARIO 01 ERNAMBCO. TEBCJk. FE1RA 26 DE PEVEREIRO DE 1861.
()

O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARBOLHA E)0 R. TOWNSEN *
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECC.A0' DO DR JAMES R. CBILT0N,
eliimico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a sande ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quantidade do sangue n'um homem d'es-
talura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas oncss sahera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qdatro minutos. Urna dis-
posiQio extensiva lem sido formada e destinada
com adiniravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esla comiente DE vida por todas as
parles da organisacao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em trrenle, o qual a gran
de fonte de informiJad uu de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com velocidade elctrica a corrupto as
mais remolas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diente pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo ecada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circularlo evidentemente se faz um enobnuo
PODBROSO de doenga. Nao obstante pJe tam-
be ni obrar cora igual poder na criado de saude.
Eslivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no syslema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pJe fazer-se puro e saudavel ficar superior
a detenga e inevitavelmente expellir da consti-
tuic,ao.
O grande manancial de doenca entao como
d'aqui consta no tlcido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renovado, possue sl-
gum direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue 1 o ponto no qual
se ha roysler fixar a alinelo?
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanles, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway,
bem na botica da ra Direila n. 88 do Sr. Paranhos.
New-York, ha vemos vendido durante muilos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera molo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este orne foi
apresentado ao publico.
BOYD 4 PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
"LEEDS & BAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMd Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. R. HAVILAN D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.ROBINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY. & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 14&
106 Jota Si
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND,KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
10 Actor.
House, and 273 Broadway, er.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Ce. 214 Futen Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 PearlStreat.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & RINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES & CLAY, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANDTJSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERBICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK d Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARVORE E SUAS FRU-
TAS i
B igualmente
Conhecemot um Medicamento nos mu Effeitoe
O extracto com pos lo de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO!'.
Adata-se tao maravilhosamente a constitui^ao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBIL1DADE,
FORTALECE',
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODRID O,
AUUPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servaos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washinglom, Brooklym, sob a inspeeso directa
do mu i lo condecido chimico e medico Dr. James
R. Chifln, da cidadejle New-York, coja cer-
tido e assignalura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande puritteador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hervsipela,
A ADSTRrCCAODO VEN-
TEE,
As Alpgbcas
OsEFPEITOS 00 AEOD-
GE,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DEFIGA-
DO, '
AHydropesia.
A Impingb
As Ulceras,
O Rheomatismo,
As Cuacas
A DE8ILIDADE GERAL
AS DOENCAS DE PGLLB
AS BORBULHASNA CA-
RA,
As TOSSES,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
'O Extrato acha-se comido em garrafas cua-
dradas e garante-se ser mais forte e memor em
ledo o respeito a agura otitre purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas per cor-
to espaco de lempo.
e genuino extracto do Dr. Townsend lem assignalura e a ceriidao Jo Dr. J. R. Chlitton, iva capa
New York, e em Pemambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, 1. andar, tara-
OE BANHO
NO
*" J39k~ rmP *K^s T o TZ3 ^tk. SF. mol -
Assignalura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
lomados em 30 dias consecutivos.......
30 carios para os ditos banhos tomados em qualquer lempo.
*J Dilos d'lo dito dito ...... 89000
7 ...... 49000
tannos avulsos, aromticos, salgarlos esulphurosos aos presos anunciados.
Esla reduccao de presos faciHtar ao respeitavel publico o gozo das vantageas que resultam
da frequencia de um estabelecimento de urna utilidade incomestavel, mas que infelizmente
estando em nossos hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada :
10TIIII
O abaixo assignado tendo sido pelo Exra. Sr.
presidente da provincia nomeado thesoureiro das
loteras, e desejando efficazmenle restabelecer o
crdito que de*e ter urna inslituigo lio til s
obras pas e mais beneficiados, desde j llanca
ao respeitavel publico que o seu principal fim ,
satisaze-lo bem, g?raoiindo-lhe como ft de seu
devera mais decidida honradez e lidelidade na
exlrarcao das loterias e promplidio nos paga-
1 C$000 mentosdas sor les ; roga poisa sua valiosa coad-
nao
CONSULTORIO
DO
MEDICO fARTEIROE OPERADOR.
3 RIJA DAGLOiiIA,CA$A l'O I l \l>%03
Clnica pov ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas todos os dias pela manhia, e de tardedepoisde 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara a cidade, como para o engenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdovera ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia a outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecife po-
derlo remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa de annuncianleachar-se-ha constantemente os melhoresmedica-
nentos homeopalhicos j bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.........., 109000
Dita de 24 dilos........;........15*000
Dita de 36 ditos.................20*000
Dita de 48 ditos................. 257000
Dita de 60 ditos................ 3050OO
Tubos avulsos cada um.........; lC0O
Frascos de tinturas. ; ; ;..........2f000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
da medicina, cirurgia etc.. etc........20*000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10*000
Repertorio do Dr. Mello Meraes. ,.....t 6*00*
159000 Juvai;o na compra dos Lilhee?.
1 A primeira lotera a beneficio da igreja de
Santa Rita de Cassia, cujos bilhetes eslae
venda do dia seguoda-eira 18 do correnie m
dianip, .em seu Ihesouratia na ra do Queimado
n. 12 primeiro andar na, e nae tojas cornmissie-
nadas, aa praca da jider>oiid^ncia n. 22, do Sr.
Vieira, na ra da Cadeia do Recite n. 45 loja dos
senhores Porto & Irwos. na ra da Imperalric
(ouli'ora aterro da Boa Vista) n. 2, loja do Sr.
Scbaslio, e na ra Direila, botica n. 3 do Sr.
Chagas ; 88 rodas andarSo no da quarta-.feira 6
de marc.0 p.fuluro, e se daraoas listas no dia
sejjuinte pela nianha.
O mesmo abaixo assignado pede encarecida-
mente aos Srs. que negociam com bilhetes de
loterias de outras provincias, o favor de nao con-
tinuaren), dando desde j suas terminantes or-
dena, nao s porque a lei nao autorisa a venda
de taes bilhetes, mas tambem porque negocian-
do com es da provincia tiraro igual seoao me-
lhor resultado, alm de que concorrem desta for-
ma para o engrandecimeoto dos diversos esta-
belecimentos pos da provincia, mais beneficia-
dos e ao contrario lhes eetaro fazeodo todo o
mal, espera pois que nao Ihe deem o desgosto de
na qualidade de thesoureiro das loteras fazer
reprimir semelhante trafico.
Recife, 16 de fevereiro de 1861.
Antonio ios Rodrigues de Souza.
Abaixo vai transcripto o plano que o mesmo
Exm, Sr. presidente se dignou approvar para a
extraeco das loterias.
PLANO.
alO.............. 30:000*000
6:00050<)0
Banhos econmicos!
Na casa de banhos do pateo do
Carmo.
Nesie estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhecidos) se ornecer d'ora em vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossem
luxo, maa.com toda a decencia e aos precos se-
guintes :
1 banho avulso ifdo 32?nr-
I morno 400 rs.
7 car toes para banhos Vs 29 rs.
.... r ,. .. mornos 2500.
30 baonos consecutivos fros ou momos 5#.
CASA
M. J. Leite, rofja a seus de ve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimadon. 10, enten-
tendo-ie pai a esse fim com o seu
procurador o Sr. Hanoel Gomes
Leal.
rreetsa-se de um bolieiro e igualm#ale que
uta de criado; na rus Direila o, 60,
de commissaode escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 80 e
ahi da mesma maneira se contina a receber s-
f cravos para serem vendidos por commisso e
por conts de seus senhores, nao se poupando 'es-
forgos para que os mesmossejam vendidos com
iromplido, afim de que seus senhores nao sof-
ram empates com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, velhos e mocos.
Um moco portuguez, guarda-lirros de urna
casa commercial, dispondo de algumas horas,
nellas se offerece para alguma estripturacio :
ouem precisir, deixe caria fechada oesla lypo-
graphia sob as iniciaes I. A.
.T- 'raciaa-se de urna ama forra ou escrava que
saDii coznhar e engoamar, par urna pequea
itwM i M i) semala Yelaa n. 106.
3000 bilhetes
Beneficio e sello de 20 por ceolo.
Liquido.
1 Premio de............10:000$
3 Ditos de 900$........ 2:700#
1 Dito de................ 500S
3 Dilos de 200$........ 6O0S
6 Dilos de 100J........ 6008
14 Ditos de 40J........ 5608
32 Ditos de 20........ 610JJ
840 Ditos de 10........ 8:400$
fOlHIUHAS M MU.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
n.f bispadode Pemambuco........... 160 rs-
Ulta ae algibeira eontendo alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicajo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collece,ao de bellos e divertidos
p... gO do prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Ulta ulta .... eontendo alm do kalendario eccresiasiico civil, expli-
cacao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ,* ditas dos impostos
genes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e conungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, al
. sexta-eira da Paixo, (em portuguez). prego.....
Vitado almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pemambuco, ao prego de: .
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se militas alteraces, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupacao do individuo de quem se quer
saber a residencia.
que o
320 rs.
HJOOO
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0PATHIC0
DO DOfTOR
. SABINO 0.LPINH0.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiutes molestias :
1. mofesrias das mu'herts, mo/esfias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, dio-
lesttas stphUiticas, todut as especies de febres,
febres intermitientes e sua consequencias,
i HARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
altiveis ero seus effertos, tanto em tintura, como
em globulos^pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o erem fia deila sao falsas.
Todas as caiteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho^ medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista das medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora lenbam na tampa o co-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COMPAtfHIA
ALLIANCE,
estabeecda em Londres
If rjO Si {%%l.
CAPITAL
Cineo Mitttes de libras
steTlinas.
Sauoders Brothers 4 C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais conver, queestao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que conliveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes arliBciaes, tudo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja deourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e quereodo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parle, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande offleina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
timento.
-- Na travessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
Ungir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Attenco.
As pessoas que tivercm relogios para se con-
certar na ra Nova n. 22, e qne tem mais de seis
mezes ; fagam o favor de vir busca-Ios no prazo
do 30 dias, sob pena de serem vendidos para in-
dpmnisatao dos concertos, at o 1." de marco de
1861. A. L. Delouthe.
t: ~i i *S*1X0 *M,8Md. sabendo agora H
i i* ""e"**10 Tenorio procura contratar, ou
ja etta contratado a vender o seu engenho deno-
minado Soledade. site na freguezia do Senhor
Bom JesuarfaCamaragibe.-na provincia de Ala-
goas. apressa-se a declarar que ninguem se ar-
risque a fazer negorio a respeito de tal proprie-
. uotaur ella hypolhecad. ao abaixo as-
signado, que alus ainda nao foi ouvido para dar
nJEe" conf.en>mento. e como se acha estipulado
na respectiva esenpturs. Approveilando o eDsejo
declara mais o abaixo assignado que estar prtri-
pio a fazer negocio relativamente a seu debito
cora quem quer que pretenda comprar o referido
engenho, transfeiindo e cedendo-lhe a hyoothe-
ca qne sobre -"e lem. Recife 22 de fevereiro
ue loo!. Joaquim Rodrigues Tarares de Mello.
George Rod, subdito haooveriano, relira-
se para lora do imperio.
Aluga-se a loja do sobrado n. 3, silo ao
norte da fabrica do gas e a beira do rio, conlendo
salas, i quarlos, quintal, cacimba, estando
caiada e pintada de novo, e Oca junto ao banho
salgado : a tratar com o Sr. Valenga no memo
sobrado.
Ensino particular.
O abaixo assignado, professor particular do
primeiras letras, lalim e francez, reside no ter-
ceiro andar do sobrado n. 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicacao, prudencia e actividade,
exerce sau magisterio, e contina a admitlir al-
guna internos de pouca idade.
Jos Hara Hachado de Figueiredo.
Aluga-se um armazem n ra do caes de
Apollo, com bstanles commodos para qualquer
estabelecimentoV a tratar no pateo de S.Pedro
numero 6.
Precisa-se de urna ama
mero 5.
Precisa-se
de uma preta para todo o
urna casa de pouca familia :
tar na ra da Cadeia do Recife
na ra Nova nu-
servico de
para tra-
19.
O thesoureiro das loterias convida as pessoas
que quizerem jogar sempre com bilhetes, meios
ou quarlos de certos nmeros encommendados,
queiram darsussencdrnmendasna thesourariadas
loteras, ra do Queimado n. 12, ceitos de que
lhe serao reservados, devendo serem recebidos
al o dia ante-vespera do andamento das rodas ;
assim como, que recebe em pagamento bilhetes
premiados ainda mesmo das loteras j recolhi-
das thesouraria provincial.
O escrivo,
Severiano Jos de Maura.
DE
24:O0Og000
900 Premiados.
2100 Rrancos.
---------24:000fl000
3000 Rilhetes.
N. R. A sorte grande sugeita ao disconto
da le.
Approvo. Palacio do governo de Pemambuco
ledo fevereiro da 1861.AssignadoLeito da
Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Nova carlilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
uma nova edic&o da cartilba ou compendio de
doutrina christia, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanio
continha a antiga caitilha do abbade Salomonde
e padre meslre Ignacio, acrescentando-se muitas
ora;5es que aquellas nao tinbam ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis
e eclypses desde o corrente ansio at o de 1903
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impressao, dio a esta edicto da carlilha uma
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na linaria ns. 6 e 8 da praja da Indepen-
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
t regare ni aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo Edifica^oes e compra de
terrenos.
O abaixo assignado convida os proprietarios
queja lhe offereceram terrenos para com o va-
ordos mesmos enlrarem na sociedade na qua-
lidade de commanditarios, a apresentar-lhe os
planos, confrontares, siluacoes e avaluacesdos
respectivos terrenos acompanhados de uma car-
ta pedindo a sua admissao como socios comman-
ditarios da referida sociedade.
A correspondencia dever ser-lhe dirigida
ra do Crespo n. 4 loja. Pemambuco 6 de feve-
reiro d6 loul.
F. M. Dupral.
Quera se julgar credor do Sr. C. L. T
Roeck, aprsenle suas contas at o dia 28 do cor-
rente, na ra da Cruz n. 4, para serem salisfei-
tas. Recife 22 de fevereiro de 1861.
Precisa se alugar uma escrava pa-
ra o servico de uma casa de familia : ua
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Para uma casa
franceza.
Precisa-se de uma escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de uma casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vio de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronto a ordem ter-
ceirade S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhia s 4 da Urde.
Aviso
Artigos, correspondencias e quaesauer nubli-
cac,oespara os jornacs, seja qual foro seu obiec-
lo : precos moderados e gratis quandoessas nU_
blic-icoes tiverem por alvo certas t determinadas
pessoas. Escriptorio da redacto oo Caes do Ra-
mos n.30, offleina de marmore.
Quem precisar alugar uma preta moca aue
cosinha, coze, ensaboa e faz qualquer servico do
uma casa : dirija-se a ra do Queimado n! 22
que se dir quem aluga. '
A padaria do leo do norte na ra do Co-
tovello n. 31. precisa-se de um bom trabalhador
de macera.
Perderam-se, ao desembarcar do ro que 11-
ca por Iraz do engenho Poeta at o corredor do
Uchang, as duas ultimas pegas de uma flauta
a pessoa que achando quizer ter a bondade de
restituir dinja-se a esta typographh onde se lhe
gra iiiiCti ra.
Preciss-se de ama ama forra ou captivs a
qual saiba cosinhar, la^ar e engommar para casa
de urna s pessoa : a tratar na ra das Trinchei-
ras n. 17.
Precisa-se de uros ama do leile sem fllho :
na ra do Rangel n. 7, segundo andar.
NOs abaixo assignados fazemes
setenteao publico e paiticnlai mente ao
corpo commercial, que de commumac-
cor do dissolvemos a sociedade que ti-
nhamos no armazem d ra da Madre
de Dos n. 6, debaixo da firma de Ma-
chado & Dantas, ficando o socio Anto-
nio Jos Dantas na liquidacao ie todo o
activo e passivo da mesma firma. Reci-
te 51 de Janeiro de 1861Jos Feliaci-
no Machado Antonio Jos Dantas.
0 bacharel A. R. de Torres Ban-
deira mdou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continu no exercicio de sua profissao
de advogado.
Precisa-se de uma ama para com-
prar e cosinhar : na ra Nova n. 33.
- Antonio Jos Dantas liquidatario
da firma de Machado & Dantas, faz
sciente a todos os seus devedores que
tem nomeado ao seu caixeiro Joao Cor-
reia da Silva, para cobrar todas as di-
vidas da mesma firma, por isto espera
de todos os devedores a pontualidade
de seus dbitos. Recite 31 de
de 1861.
Barroca & Medeiros sacm
Portugal e llha de S. Miguel.
Janeiro
para
Compras.
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39. loja de 4 portas
vende-se eslamenha para habit03 a 2j>200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a von-
eita ,rmaS a 45*cada um- obra muito bem
Gama & Silva
i liquidacao de sua loja di
da Imperatriz n. 60, por .
aonuncio avisara a todos os seus devedores por
dbitos no prazo de 30 dias. contados da data do
primeiro aonuncio, flodo elle serio seus nomes
SI SI *** Joroal. Rtcife 16 de fevereiro
estando em HouidacSo de sua loja de fzenda,
f 51?.".da In,Pe"triz n. 60, por meio deste
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
aita na ra do Crespo o. 1, rogara aos devodores
desta Grma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou entenderem-se a respeito com os referidos
compradores; certos de que serio chamados a
juizo os que assim nio fizerem.
Jos Antonio Gomes Jnior,
autor do compedio Regras de escripturaeso
mercantiladoptado no curso commercial per-
nambucano, faz publico que os poucos exeropla-
res que reslam esli venda junto do arco de
Santo Antonio, livraria econmica, e defronte do
hospital militar, ra do Destino n. 3, o preco nio
s contina sem alteracio, islo 9} broebura e
109 o encadernado, mas tambem os compradores
receberio gratuitamente omezemplar (em quan-
to estes se no acabarem) da aonotacSo dos artl-
gos do nosso cdigo commercial, publicacio do
mesmo aotor, e de muila utilidade para quem
tem de tratar a respeito ao mesmo c odigo.
Pede-se
ao senhor.....que mande pagar os 19}750 que
de ve ba aeis meses, de roepa eugommada.
Alugam-se o 1. e 2. andares do sobrado
n. 38 silo na praca da Boa-Vista : a tratar no
pateo do Terco n. 44.
Oflerece-sa um rapaz brasileiro para caixei-
.^ro de qualquer estabelecimento, d Hinca sua
I conducta ; na ra Noya n. 9.
Cerf Herlz, subdito francez,
a Europa.
SOCIEDADE
relira-se para
DAS
ARTES MECHIFICAS E LIItERAES
DE
PERNAMBUCO.
O Illm. Sr. director manda fazer publico que
terca-feira 26 do corrente, as 7 horas da noite se
reunir a sociedade eztraordinariamenle.
Secretaria da sociedade das Arles Mechaoices
e Liberaos de Pemambuco em 22 de fevereiro de
1861.
Simio de Souza Monteiro,
1.' Secretario.
Escriptorio de advocada
NA
oais m imhw.
O bacharel Jos Antonio de Magalhaes Basto
com escriptorio de advocada na ra da Boa-Vis
la, casa junto a do Sr. Tilra, se encarrege de
promover qualquer cobranca civel e commercial
em toda a provincia das Alagoas, esmerando-se
em bem senir aos seus constiluintes, para o que
apenaa pedir mdica recompensa. Os senhores
negociantes de Peroambuco poderao mandar suas
ordena por intermedio dos Srs. Bastos 4 Irmos.
ra do Trapiche, e Joio do Siqoeira Perrio, ra :
do Crespo, ou eolio directamente para Macei do '
lugar cima indicado.
."~ "90el Ignacio de Oliveira 4 Filho saccam
Comprara-se escravos.
Compram-se. vendem-se. etrocam-seescraros
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se moedas de ouro de 20 : na
ra Nova n. 36, loja.
Compram-se notas de i,j( e 5^f ve-
Ihas com mdico descont : na praca d
Independencia n. 22.
Compram-se peridicos a 31800 a arroba *
no pateo do Carmo, esquina da ra de Hortas
numero 2.
Compram-se escravos
na ra da Imperatriz n. 12, loja, sendo do sexo
mascolino e mocos, cabras ou negros.
Compra-se uma grade de madeira com ba-
laustre para escriptorio : na praca da Iodenen-
dencia n. 22, loja. K
Vendas,
Vende-se por um prego commodo uma car-
roga com pipa e mais pertences para condueco
d agua, a qual tem pouco uso : para tratar, na
ra Imperial n. 64.
Vendem-se 6 jarros de porcelana piulados
com cravelros de differentes cores: na ra de
Hortas n. 122.
Vende-ae a taberna
1 ; a tratar na mesma.
do paleo do Terso n.
Vende-se 1 cama de amarello com cortina-
) para solteiro, 1 candieiro, 1 banheiro de folha,
relogio de sala, 1 cadeira de piano, e 3 palitei-
da Spnzala Velha n.
do
1
ros de porcelana : na ra
108. primeiro andar.
Vendem-se 4 borros mansos, de carga e
roda, em conta: no aterro da Boa-Vista, no ar-
mazem de sal.
ananoei Ignacio ae Oliveira 4 Filho saccam Vende-se um eavilln hnm .n suar "m '"'" "" '"" *. *a ?s,iff,ssr 2: istt
reita n. 71.
r


DliRlO D PB&HAMBUCO, TE8tJA -IBUUt 8 M FBVIREI10' Ol lf.61.
largo da Penlia
da melhor que ha neste genero a 500 a libra e em latas a
caixiQlias com 16 libras, os melhores que ha no mercado a 29500
Vendem no seu armazem Progresso os seguiotes gneros recentemenle chegados por me-
nos S ou 10 por cento por serem vindos de coota propria e tudo das melhores qualidade* que se
podem encontrar tendentes a molhados :
Mauteiga ingiera flor. 1# a ,bra e m de 8 libras par, cima s6 no
Progresso.
Queijos ftamengos a 1$700 d0 pre50 de 3, e3,500 rndese. 19700
pela grande porcao que tem, aGaoca-se quo sao os melhores que ha no mercado, so no
Progreso.
i.UampanUa das roais acreditadas marcas a 20* a duzia e 2> a garrafa, afianga-se que
a melhor do mercado, so no Progresso.
""""** SH1SSO a g4o rg a libra nicamente se vende no armazem Progresso, afianga-se
a boa qualidade, s no Progresso.
VjllOCOiaU; dos mgjj acreditados fabricantes da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso.
"*"ICiaaa em compoteiras de folha do mais acreditado fabricante da Europa viuda pela
primeira vez a esta provincia lacraii hermticamente e muito bem enfeitada a 1J> rs. a libra,
s no Progresso. .
Imperial maTmelada d0 afamad0 Abreg e outros fabricantes premiados na ex-
posicio de Londres a 800 rs. a libra, s no Progresso.
iliaca dC ICimate chegada ltimamente da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso,
LataS COm SOAfc chegadas de conta propria nojiltimo navio a 10600 e 49 latas com
8 libras, s no Progresso.
A.meixas trncelas
19, s no Progresso.
Figos de comadre
e 240 rs. a libra.
CVi perola, \vyson e preto dos hl][i0t(s que tem TDd0 e hl no mercad0,
2;G0, 2 e IgOOO a libra, s no Procresso.
Caixas com ft libras de passas muUo bem cnfeitadJS propra8 para
meninos a 39 e em caita de 1 arroba a 12$ e em libra a 500 rs., afianga-se serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
VAUl COrmlU ou passas pr0prias para podim a 1J200 o frasco, s no Progresso.
Hoce da casca de goiaba a 0 caiia0i s no Progresso.
XCrCfc do meihor que se poie encontrar nesto gonero a 1*600 a garrafa, s no
Progresso.
1 IIIllOS para paStO e mesmo, para engarrafar pelas suas boas qualidades a 4*500 a
caada e 640 rs. a garrafa, s no Progresso.
1 1UUO OOrileaUX das marcas mais acreditadas a 11$ a caixa e 1 a garrafa, s no
Progresso.
ervejaS dagmelhores marcasque tem vinlo ao mercado a 5g a duzia e 500 a garrafa,
(branca) s no Progresso.
NACaS para SOpa e sevadinha muilo nova a 500 e 320 rs. a libra, s no Progresso.
Manteiga trncela
Progresso.
1 tVliiOS lVvaaoS 03 meihores qae tem viudo ao mercado a 200 rs. o masso com 20
massinhos.s no Trogresso.
A.zeitonas a ^200 rs# 0 barrili s no Progresgo-
.lianlia Ce pOrCO refinada amais a]7a que existe no mercado a 480 rs. a libra e em
porgao de 8 libras para cima a 440 rs., s no Progresso.
OUCillliO de LSboa 0 melhorque ha a 9* a arroba o 320 rs. a libra, s no
Progresso.
evaaa mul0 nova a 3, a arroba e 120 a libra, s no Progresso.
-VipiSia 0 maig impo que ha a 5J a arroba e 160 rs. a libra, s no Progresso.
SpermaCele a 800 rs. a libra, s no Progresso.
Oa e 0lllr.ls muit,s qualidades de peine em latas de 1#200 a 2J. s no Progresso.
Os proprietarios prometiera aos seus freguezes continuaren a torera os melhores gneros
relativamente a mullidlos e veuderem mais baralo que cm outra qualquer parle, prometlem mais
lanibem serrircm aquellas passoas que mandarem por outras pouco praiicas como se viessem pes-
soalmoote, rog commendas que no armazem Progresso se lhes afianca a boa qualidade e acoadicionamento por
mais longe que seja o sertao.
Pechincha para a
quaresma.
Manteletes d grcsdenaple e da 016 de aeda
pretos e de cores, pelo baratistimo preco de 59,
8*. 105 e 12* : na ra do Queimado n. 44.
Attenco
Vendem-se terrenos junto casa do Sr. Gua-
rni, na roa Imperial : quem pretender comprar
algum em pequeos lmannos ou em grande
porcao. apparega na ra do Queimado n. 51, loja,
que se dir quem vende.
Vende-se ou aluga-se urna cocheira na
Boa-Vista, na do Tambi. que serve para rancho
ou mesmo cocheira ; quem a pretender, dirija-se
a roesma cocheira ou a ra do Queimado n. 54
loj, que achara com quem tratar.
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e contrarias.
Na ra da Senzala Nova n. 30 tem pira ven-
der caixinhas com doces de troclas e de farinha,
araendeas, castanhas com confeilos e ameodois,
tudo com muito bom sortimento para os anjos
das procisses, e venae por prego muilo comino-
do, porque tudo fabricado neste estabeleci-
mento.
Farinha de mandioca.
Vende-se muito barata para acbar: na ra da
Senzala Nova n. 39, liberna.
Vende-se urna padaria prompta de todos os
utencilios para trabalhar, em um dos mnlhores
loca-es marcado pelas posturas rounielpaes e com
um deposito em urna das melhores ras desta ci-
dade : quem a pretender, enteada-se com o Sr.
Jos Duarte das Neves.
Vende-se4 urna escrava : no pateo do Cir-
mo, esquina da ra de Hortas n. 2.
chegada no ultimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s no
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas estao perfeitas, eo
preco convida :
Gaixas de clcheles a 40 rs.
Carios de ditos a 20 rs.
Croza de pennas de ac muito finas a 500 rs.
Charutos muita linos, caixa com 100 a 25500.
Croza de boles de louca a 120 rs.
Carretel de linha com 1*00 jardas a 30 rs.
Bules com bmha muilo fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs
Banha em lata com 1|2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obrcias muito novas a 40 rs.
Ditas com ph sphoros especiaes o melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Dilos de dilas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de laa muilo bonitas cores'a
800 rs.
Duzia desabneles muilo finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosplioros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfioeles finos a 100 rs.
Caixas do agulhas fraocezas a 120 rs.
Pares desapatos de tranca de algodo a 1$.
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garios de cabo preto a 3$.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Masaos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar peana a 80 rs.
Tesouras para uuhas e costura muilo finas a
500 rs.
Pegas de Iranca de laa com 10 varas a 320.
Escovas pira denles muito finas a 200 rs,
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito grouo a 80 rs.
Corddes para espartilho a80rs
Caixas para rap muito finas a 1.
Pires de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 90 rs.
Croza de marcas para cobrir a 60 rs.
\inlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos & C, ra da
Cruz n 10 enconira-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Braadeaburg f reres.
St. Eslph.
St- Julien.
Margaux.
La rose.
Cha tea ii Loville
Ghleau Margaux.
De Oldekop Mareilhac.
St. Julin.
St. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Na mesiiia casa ha para
vender:
Sberry em barris
Madeira ara barra,
Vende-se urna m grande e duas plaioas :
na taberna do Pateo n. 12.
Sodr & C ra estrella
do Rosario n. H.
Vendem-se queijos suissos muito bons a 600
rs. a libra, champanha nova muito superior a
18$ a duzia, e vinno Bordeaux a IOS a duzia e 1$
a garrafa.
Sortimento de chapeos
/t*ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezos de superior qualida-
de a 7.
Dilos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 16j.
Chapeos lisos para senhora a 25$.
Ditos de velludo cor azul a lSf,
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8}.
Ditos ditos para menino a 50.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Donis de velludo a 58.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4j.
Chapeos de sol francezes de seda a 7j>.
Ditos inglezes de 109,12$ e 13 para um.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por 4# a sacca, na ra da Cruz nu-
mero 26.
Fazendas pretas para a
quaresma
Ka ra do Queimado n. 99
Loja de quatro portas
DE .
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muito superiores a 1209, ditos bordado,
a retroz e vidrilho a80#, dilos bordados a sedas
fazenda muilo superior a 709, manteletes de fil
de lindos gostos a W$, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enhilados a 209, 259, 309 e a 35S
cada um, ricas mantas de blonde hespanholas a
209, ditas de fil bordadas a seda a 129 e a 159
cada urna, grosdenaple preto de superior qualida-
de de 19800 at 39200 o covado, luvaa pretas en-
talladas e de superior facenda 29200 cada ums, e
outras muitis mais fazendas proprias para a qa-
resma.
Luvas.
E' ebegado i loja da anua de uro da ra do
Cabug, as verdadeiras luvas de pellica Jourin,
sendo para senhora e para homem, que te ven-
dem a 39 o par, afianca-se a boa qualidade.
Casa venda.
Vende-se a casa de sobrado na ra Imperial a.
79 ; a tratar na loja de miudezas da ra Direila
n. 103, ou com Joo Ferreira dos Santos JuDor,
no escriptorio do Sr. Ifanoel da Silva Santos,
becco do Capim, bairro do Recite.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes detanca.
riMnStenAC!ni^Oimo ach,"M dePosilado diretaraenta na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
LAMBOA UOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 heclograraos a 19000 e em porcao de
10 masco* paro cima com cesconto de 25 por cento ; no mesmo estabeleeimenlo acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
CENTRO C0MMERCI4L
15 RuadaCadeiadoRecife-15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E C CARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
res charutos do Rio de Ja-
CharutOS SUSpirOS da Bahiaf e grande deposito de snper
neiro por conts da grande fabrica dos Srs Domingos AlvesMac lado & C, veodendose em
porgao e aretalho, alem disto tem sempre grande sortimento dt charutos manilha. havana
suissos e bambrgo. '
Charutos SUSSOS a 30S 0 mheiro, fazenda superior eque se vendia a 459.
^r^Ll6.^!!??1 e P-a,n,e milh. <** P^et grosso, de 1 nho. de seda, arrot, pardo e
hespaohoes sendo de superior tobaco do Rio, vende-se em mili eiroi muito barato.
B0C*Pfra ChaPutOS comag.rr,sde metal a 19 c.dJ um. ditos par. cigarros a
Pap?L ILaJrr^d?p!^ raffraas! *f'^ ^l"- ---
lida TabaCO turCO *% ,librae mea libra por 3, para cigarros le cachimbos.
Sal.
MUrh'Jri *?*? d? hUleGradio, ltima-
mente chegado do Asan : tratar com o me.tre a
Grosdenaples baratis-
simos
Vendem-se grosdenaples pretos pelo baratissi-
mopreeode1J600 e 2 o covado: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Vndame queijos boas a 1<40 : na ra Di-
reita n. 8.
Charutos suspiros.
Chegaram i ra das Cruzes n. 41 A, taberna da
poria larga, os verdadeiros charutos suspiros, e
tanto se vende caixas como meias caifas, e a re-
tamo, assira como outras muilas qualidades que
vende-so por meos do que em outra parte,
ftua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francesas cores Uas e lindos desenlio
a Z4U rs. o covado do-se amostras com penhor.
Penles de tartaruga Itn-
peratriz 88.
Eofeiles de vidrHho a 3J060 reis luvas de
trocal com v.dnlho a 1500 reis, e um grande
sortimento de fitas largas de sarja, mais barato
do que em outra parto. Na loja do Vapor na
vua Nova n. 7. v ,
Baratissimos jarros de ^\i^Z^lb. WS.5
^li___ Pira, advocado dos artistas smate;. .V.....
chimbos,-fazendo-se abatimenlo em porgao.
imaah
Tabm?h?SrS^r?^taU,"^'f",Shapialal^ em macinh08 mbrulhados
em chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 179 a 229, para cigarros e cachimbos.
ClgarrOS de manilha de papel branco e pardo a 159 o milheiro.
Machinase papel paracigarrosderaaniiha.
I\ape rOlaO francez em majos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
Vasos de louca ebarr0 para ubaco, rap
Phosphoros e iscas de diveraas qualidade8 para chirutos
L.aCnimDOS esta casa tem sempre sottimento espantoso de cachimbos de gesso, louca. ma-
deira, barro e os verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma.
Tabaco do Rio de Janeiro pica4o para cachimbos e cigarr03 a800 r8 a libra
V endem-Se todas es fazendas maisbaralodoque em outra qualquer parte.
trarante-Se todos os objectos vendidos tornando-se a receber (incluindo os charutos) quan-
do nao agrsdem ao comprador.
AprOmpta lU-Se eacommendas, encaixolam-se e remeileal-se aos seus deslinos cora bre-
vidade.
do que Oca exposto tem um variado sortimanto de objectdS proprios para os senhores fu-
mfintas.
Recebem-se todos os artigos directamente, motivo pelo c ual se p'ie vender muito mais
barato do que em outra qualquer parte.
Vender muito para veu-le barato
Vender barato para vendey muito.
Estampas finas e interes-
santes
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des estampas, de fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de aojos, etc.,
e outras a morte do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na vrrdade interessantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
a 29000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido peles seus bons ef-
feitos, continuam a vende-lo pelo prego de I9
cada vidro, fazera urna differenca no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrospara cima.
Rap princeza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmos, no caes da alfande-
ga'n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porgos ou a retalho.
Attemjo
Ra do Amorim n. 40
Vende-se farioha de mandioca, saceos de tres
quarlas, pelo barato prego de 3j.
Vestidos de seda pretaa60#.
Na ra do Cabug, toja n. 8, ji existem poucos
corles de ricos vestidos pretos de grosdenaples
bordados e de babados, era carloes grandes, que
se venderam a 1009: a elles,antes que se acabem
tao boa pechincha para a quaresma.
Farelo e milho.
Saceos grandes e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antunes
Guimaraes & C.
Vendem-se barricas com cemento preto,
pelo baralo prego de 79 a barrica para acabar:
no Campo das Princezas, armazem de materiaes.
Vende-se urna carroga em bom uso, por
commodo prego ; no Campo das Princezas. ar-
mazem de materiaes.
A precos sem limites.
Na loja de miudezas da ra Direila n. 103 se
vende, para completa liquidago, differentes miu-
dezes de diversos misteres, um completo sorli-
menw de bicos e rendas, de aigodao, linho e se-
da, caixas com mdsicas proprias para costura
cartelras e estojos proprios para viajantes, dlffe-
rente objectos de porcelana, sendo jsrros e ou-
tros para enfeites de mesa, banhas e cheiros
roupa o calgado, e realejos com paocadaria, ou-
tros com figuras do macacos, e outras militas cou-
sas, qae seV vista animar ao comprador
Vende-ae nm relogio de .Iglbeira, de ouro,
patente nftlez, com muito pouco uso, eporum
prego muito barato, o qual regula perfeitimente :
a tratar na loja da ra do Queimado n. 4i.
Vende-se urna cadeirinha em bom estado
M ra da Aurora n. fifi.
cellana.
Vende-se mui bonitos jarras de porcellana dou-
rada, e de lamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra enfeites de mesas, ornato de gabinete, etc.,
pelos baratissimos pregos de 3 e 4S000 o par:
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca n. 16.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
Keoker & C, existe um bom aortimento de li-
nhas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes ae vendem poi
precos mui razoaveis.
CALCADO.
45 Ra Dreita 45
Tendo de augmentar 30 ( o calcado de se-
nhora e o de homem 10 do dia de fevereiro
em diante, em consequencia da nova pauta que
ha de vigorar na alfandega; o nroprietai do
bem sonido estabeleeimenlo da roa Direila n
45. nao quer que os seus freguezes carreauem
iTJ^J.IrTV^ d0 8J**ema fl"cei?o do
Sr. ministro da fazenda e por isso suatenL o
pregos do seu calgado pela tabella seguinte :
Homem.
Borzeguins para homem (ira-
penaes).......
Dito (aristocrticos).
Ditos (ptova d'aguaj ...
Ditos (Bersageri). ....
Ditos (communistas). .
Meios borzeguins (patente). 60000
SapatOes (3 bateras). 5^00
Ditos (sola dupla).....5$200
Ditos (blusas)......g^QO
Senhora.
Botinas (prima dona). 5^1000
Ditos (vis a vis). .... 4j800
Ditos (me deixe)..... 4^500
Ditos (grisete)...... aJoqq
Meninos e meninas.
SapatSes (bezerro)..... 4^000
Ditos (d.ahretes). .... 30500
Ditos (salva pe)...... 3|00o
Botinas (boligosas)..... 40000
Ditas (para crianzas). 3^500
Sapatos para senhora (lustre). 10200
E um completo sortimento de couro de luairp
100000
90000
80500
80000
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feila,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Una to Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno 6no obra muito bem fei-
ta, de350a4O$cadBuma.
PaletoU de panno fino preto, de 25$ a 30a
Coiletes de velludo preto bordado, a 12* cada
Ditos de gergario preto a 7# dem.
Ditos de selis raaco a 60 idem.
Ditos de casemira preta a 5} idem.
Galgarde casemira preta fina de 12 a 143
Paleto'ls do estamenha a 59.
Ditos de alpaca preta, saceos de 4f a 5a.
Ditos de dita sobrecasseos de 84 a 9.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 12a
Ditos de meia casemira a O.
Dilos de casemira mui'.o (loa a 145.
lira completo sortimento de paletots de fuslio e
brisa, e caigas e coletos, que tudo se vende or
prego em cdnra. F
Cera de carnauba.
A melhor que tem viodo ao mercado e por
prego commodo : no largo da assembla o. 19
armazem de Antunes Guimaries fV C. '
SEflD
pim. advogadodos artistas sapateiros. por'precos
que s este estabeleeimenlo pede vender.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por pregos baratissimos, para acabar : pecas de
cambraia lisa fina a 3, organdys muilo finas e
modeanas a 500 rs. o eovado, cassas abertas de
noARas cores a 340 rs., chitas largas a 200 e 240
cortes de cass. de cores a 2. ntremelos borda-
dos a 19500 a pega, babados bordados a 320 a
vara, aediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a &, perneadores de
cambraia bordados a 5, gollinhaa bordadas a
640, ditas com pontss a 2500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a J, damasco de laa com
9 palmos de largara a l60O. bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par. capas de fuslio en-
fetadas a 5. pegas de madapolio fino a Ai, la-
zinha de quadrosparavestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2, sobiecasacas de panno
7b "oS* **5*' P8let0t de panno e casemira de
10 a 200, ditos de alpaca de 39500 a 89, ditos de
Bnm de crese brancos de 3*500 a 50, calcas de
casemira pretas e de cores para todos p pregos,
oitos de bnm de cores e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e de cores para todos os pregos,
coiletes de casemira de cores Unos a 59 ; assim
como outras muilas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Na ra da Cruz
8 n. 48. I
3 No escriptorio de E. A. J
Burle A Companhia. "J
Vendem-se riqoissimas mobiliasde^nog- a
9 no e Jacaranda, todas de obra de talha, as S
9 melhores e mais ricas que teem vindo ao gt>
9 mercado at hoje, gosto s Luiz XV, todas S
9 de encosfo de palha e rodaaaes. S
Ditas de madeira branca, ditas fiogindo m
9 moguo, ditas fingindo junco, dilas de ni- m
* deira branca de gosto simples com mar- m
V more, mobilia completa por 3509. X
Lindissimos apparadores para fmttas.di- i
* tos envernisados pars comida, lavatorios S
9 guarnecidos de marmore com apparelno de m
9 rica porcellana e espelho a 5090110 cada S
V um ; toaletes de Jacaranda guarnecidos de m
9 marmore com espelho eapparelho de por- S
9 cellana, elegantes cabides de differentes Z
IP qualidades, tamborctes de Jacaranda e de
I roogno, indispensaveis para as senhoras
9 descangarem osps. riquiseimas cadeiras
9 de pianno, excedentes piannose excellen-
P les cofres (burra), do melhor fabricante
9 que existe na Europa, champanha da me-
V Iborque tem vindo ao mercado, garaote-
I se a qualidade, a 20*000 o gigo.
Todas as mobilias sao com marmore e
vendem-se o roais em conta que fr possi-
I vei, por virem em direciura da fabrica da m
W Europa. S
A grande fazenda
Pitanga.
Vende-se esta grande propnedade a
qual tem urna legoa qnadrada de exten-
cao e fica distante da villa de Iguarassu'
s duas leguas e confronte ao lade do
leste com o engenho Morjope.
Tem um rio que percorre a fazenda
do sudoeste para o nordeste e varios ria-
chos com cachoeiras convenientes para
quaesquer engenhos de loicas maiores
e as aguas do rio podiam ser adaptadas
para conduccac de madeiras durante
seis mezes do a ano.
A metade da fazenda esta' anda em
malto virgem que contera grande por-
qao de madeiras de le e de construccao.
Tem urna boa casa de moradia com
pertences, como estribaras etc.
Tem horta com muitos pes de diTe-
rentes Iructeiras tanto da trra como
estrangeiras e um jardim que tamben
contem muitas larangeiras.
Tem diversas casas de moradia pro-
prias para 1 eitores c engenheiros.
Tem boas ras e pootes fomecendo
vas de communicacSo com as differen-
tes parles da faenda e tambem com a
villa de Iguarassu'.
Tem grande curral e pastos bem fe-
chados e seguramente cercados.
Tem urna plantacSo de cafezetros de
A loja da boa-f
na Tna do Queimado n. IH
est muito sortida,
c vende muito barato :
Br branco de puro linho Irangado a 10000 e
2onnrs' a vara 1J200 a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadiohos de linho
ProPris para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1S600:
ditos de bnm de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodao muito
superior a I94OO rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 29400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos alores a 30; ditos de cambraia
de linho a 69. 7|le 80 rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 89 rs. cada um ; ditos de cam-
.?.'* **l50da?..com bico ,,rK de lioho em
, enl?80' ,\0a S0m ^end<, bico e 'byrin-
10 8 29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a diaheiro a
vista : na ra do Queimado o. 22, loja da Boa .
Bonitos cilos para sonrio
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas tilas com fivelae para cintos de senhoras e
meninas e pelo baratissimo prego de 20 : em
ana loia da aguia branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Preguisa est queimando, em sua loja a
ra do Queimado n. i.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 980 rs. o eovado. eam-
brala organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3,
c5***69 peca' dil* tapada, com 10 varas
a 55 e 69 a peca,chitas largas de modernos e
escolhidos padrees a 240, 260e280 rs. o cova-
do, nquissimos chales de marin estanpado a
79 89, ditos bordados con duas palmas, fa-
T ,n Td'e S.1 nY^' di,08li80, CnC ml ^ "* porche a
f^T&^AS'^J^iSTJZ ^r'^-'P^-der o ca-
finas para senhora a 49 a dara, ditas de boa
eobertos e descotertosr pequeos e grandes, da
ooro patente inglez, para homem e senhora de
um dos msiborw fabricantes V Liverpool, vin-
das pelo ultimo paquete inglet : em casada
ionthalIMellorriC,
qualidade a 39 e 3*500 a duzia, chitas fran-
cesas de ricos desenhos, para ooberta a 280 rs.
o eovado, ehitaseseuras ingieras a 59900 a
peca, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 1, 1*200 e f800 a vara, dito preto
muito encornado a l5t0 a vara, brillantina
azul a 400 rs. o eovado, alpacas do differentes
corea a 3*4) rs. o- covado, casemiras pretas
finas a 850O, 39 e 39800 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fasendas que se far patente ao compra-
dor, de todas se darao amostras eon penhor
O terreno de varias qualidades are-
noso e de barro puro e tambem de mis-
turas destas em dilTerentes proporedes.
Os pretendentes que quizeretn exa-
minar a propnedade podem o farer di-
rigindo-se aoSr. Crispir, que a o pre-
sente mora nella e a mostrara'.
E para- tratar de preco na casa n. 46
da ra do Trapiche no Recite.
Vende-se um escravo pareo de iede22
anuos, bonita figura, aem vicio ateom, teneffi.
co de sapaMra, e eot^aVdexarteir: -o rm.
na ra estreiU do Rosario a. 31, armazem.

.


DIAUO DE MkUttotBUCO. TEaCA fElfcU 36 DI FfiVJEftURO M ,861.
ARMAZEM
DE
ROJP A FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
PRUAD001EIMAD040|
Defrcmte dobecco da Congregado letreiro verde.
Neste eslabelecimento ha sempre ura sortimento completo de roupa feita de todas i
qualidades, e tambem se Thanda executar por medida, vonlade dos freguezes, para
I que tem um dos
Casacas de panno preto, 409, 359 e
mclhores professores.
309000
Sobrecasac de dito, 35 e 30$00
Palitots de dito e de cores, 359, 309,
25(000 e 209000
Dito de casimira de cores, 229000,
159, 129 e 99000
Ditos de alpaka preta eolia de vel-
ludo, HflOOO
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9$O0O 8*000
Ditos de alpaka de cores. 59 o 39500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 3j00
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4$000e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6g000, 59000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e 89000
Calsas de casimira preta e de cores,
129.109. 99 e 65OOO
Ditas de prioceza e merino de cor-
do pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores.
5|000, 49500 e 2*500
Ditas de ganga de cores 3S000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9$ e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 5j}000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 09OOO
Ditos de gurenro de seda pretos e
de cores, 7g000, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 330OO
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 1J600 e 1(280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 2300
Ditas de peito de linho 65 e 39000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39. 25500, 29 e I98OO
Camisas de meias 19000
Chapeos pretos de massa, franeeze*,
formas da ultima moda 105,89500 e 7*000
Ditos de fellro, 69. 5$, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 125, US e 79000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda $800
Ditos de algodo 550O
Relogios de ouro, patentes hori-
sonlaes, 1009. 909, 809 e 709000
Ditos de prata galvaoisados, pa-
tente hosootaes, 405 309000
Obras de ouro, aderegos e meios
aderegos, pulseiras, rozetas e
aunis J
Toalhas de linho, duzia 12$000 e IO9OOO
Algodo moDsro.
Vende-se algodo moastro com dan largaras,
muito propriopara toalhas e lenges por dispen-
sar toda e qualquer costara, pelo baratissimo
5re.co de 600 rs. a vara; na ra do Queioado o.
I, na loja da boa f. .
BASTOS
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Relogios.
Veodem-se em casa de Braga, Silva & C,re-
logios de ouro de diversos; fabricantes|iagl*zes,
por prego commodo.
9 Machinas de vapor,
@ Rodas d'agua. g
Moendas de carina, m
% Taixas. 2
dj) Rodas dentadas. q
Broazes e aguilhoes. Z
Alambiques de ferro. g
9 Crivos, padroes etc., etc: m
O Na f undigao de ferro de D, W. Bovman
- ruado Brum passando '.o chafariz. 3
Bolsas de
vagens.
tapete para
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
pnaspara vagens, etc., etc., pelos baratissimos
preSos de 59, 69 e79 : na loja da aguia branca
ra doQueimado n. 16:
As melhores machinas de co-
zerdosmais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat A C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
.durad ouras
mostrara-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo CarlosLeite & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigamenle aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
Lojadoleao de prata.
Vende-se estampas com o retrato de S. M. F.
o Sr. D. Pedro V o D. Estephaoia a I9OOO cada
urna, ditas de Napoleo, principe Alberto, D. Eu-
genia, raioha Victoria a 1;280 cada um, franja
preta de vidrilho a 800. 19 e 1;280 a vara, ditas
sem vidrilho a 560 a vara, como tambem rozetas
pretas, pulceiras, alflneles para peito, galo pa-
ra vestidos e Otas pretas de velludo e outros
muitos objectos que se vcndero por barato pro-
co e assim como trocam-se imagensde Santo An-
tonio e Conceigo a 19 urna : ra do Rosario-lar-
gar n. 36 loja de miudezas.
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ras de velludo, ditos bordados, veos pretos de
fil bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos unos, e outras muitas fazendas, ludo
por preces muito commodos.
Vende-se o engenho S. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moente e
corrente, distante da praga 4 legoas, quasi prom-
pto para moer com agua, com boas malas, ex-
cedente cercado, boas obras, e urna boa safra j
criada : os pretendentes hejam de dirigir-se ao
mesmo engenho, ou no engenho Penedo de bai-
xo, que se far todo o negocio vista do com-
prador.
eeiesieeiesia wsmzsm mm&
que ouir'ora tinha loja na roa do Quei-
mado a. 46, que gyrava aob a Arma de
Ges & Bastos participa aos seas nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o meamo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do meamo
nome, por isso ficou gy rendo a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veila a occasio para annunciar abertura
do seo grande armazem na ra No^a jun-
to a Conceigo dos Militares n. 47, que
passa i gyrar sob a firma
DE
Bastos ( Reg i
com um grande e numeroso soriimeato de S
.roupas feitas e fazendas de apurado gos- 2
>o, por pregos muito modificados como 1
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 255, 285 e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
209 e a 225. ditos saceos de panno preto a
129 e a 145, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 95, IO9, 129
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a59e 65, ditos de lpica
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 49,49500 e 55. ditos de fus-
to de cor a 39, 3*500 e 49, ditos bran-
cos a 4j>500 e55G0, ditos de brim pardo
Oue sacco a 28800, caigas de brTm de cor
finas a 39. 39500,49 e 48500. ditas de di-
to branco finas a 58 e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 48, ditas de
merino de cordo preto fino a 5 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 10*, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 48500e59, ditusdo seda branca para
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
rino para luto a 48 e 40500, ricos rob-
chambres de chita para hornera a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 128 e
1-1*, casacas do mesmo panno a 15g,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranga para homem e senho-
ra a 19 e 1*500, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de dovos modelos a
178,189, 209, 248. 289 e 309 a duzia,
ditas de peitos ae linho a 309a duzia, di-
tas para menino a 1|800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1*800
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 35f, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 18* e 20*.
e muitas outras fazendas de excellente
gosto que se deixam de mencionar quo
por ser grande quantidade se torna en-
fadonho, assim como se recebe teda e
qualquer encommenda de roapas feitas,
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna, grande oflcina f
dealfaialeque pela sua promplido eper- ai
feigo nada deixa a despjar.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fixas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do'falc8; ro'as de
Queimado n. 22, na bem cocheada loia da 4800 rs. a duzia
Boa f. '
Perfumaras
novas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber de sua
propria encommenda um lindo e completo sor l-
menlo de perfnmsrias finas, as quaes est ven-
dendo por menos do que em ouira qualquer par*
le: sendo o bem conbecid oleo philocomo e ba-
nha (sociel hygienique) a 1 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourad/s
a 29, 29500, 8, e 4#, a afamada banha trans-
parente, e oartras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem ebeia da mesma, buile
concrete, odonnell, principe imperial, reme,
em bonitos copiobos com lampa de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
HP o frssco, benitos vasos de porcellana doura-
da. prepriospara offerla a 29 e 29500, bonitos
bahusinhos com 9 frssquinbos de cheiro a 2#,
lindas cestinhascom 3 e 4 frasquinhos, e caixi-
nbas redondas com 4 ditos a 19200 e 19600,
finos pos para dentes e sgua balsmica para ditos
a 19 e 19500 o frasquicho; e assim urna in-
iniJade de objectos que sao patentes em dita to-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Grammatica in-
giera de Ollendorff.
Novo metbodopara aprender a lr,
a escrever e a fallaringlezem 6 meses,
obrainteiramente nova, parauso de
todos os estabelecimentos de nstruc-
cSo, pblicos e prticulares. Vnde-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
|R01IFA PEITA ANDA 1AIS BARATAS.)
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feilasj
a.
ELOGIOS.
Vende-se e mas a ae Saunders Bro hers a
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante ftoskell, por pregos commodos
etambemrancellins e cadeastaraos mesmos
deexceellnta costo.
Ultimo gosto.
A loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. B,
acaba de reeeber da Europa pelo ultimo vapor,
de sua propria encommenda, lindos cintos para
senhora ou para menina, o mais fino que se po-
de encontrar, sendo ultima moda, que se vende
pelo baratsimo preco de 4 e 59, assim como en-
fetesde cabega para senhora, todos entrancados
com borla dourada a 15$, grinaldas de flores
muito Anas tanto branca como de cores que se
vende a 3, 4 e 59, pois a vista da finura e do ul-
timo gosto ninguem deixar de comprar.
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Brsnca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'aco de difTerenles qualidades
as quaes esl vendendo de 500 a 19000 rs. gro-
s. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Na ra da Madre d Dos n. 6, vende-te
milho mnito bom e grandes saceos, ltimamente!
chegado do Mundah, a preco de 39000 o sacco.
Arados americanos emachina-
paialavarroupa:emcasa de S.P. Jos
hnston & C. ra dbSenzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muio finas de cores Oas a]
280 rs. o cevado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6S000 a pee,* com 8 1(2 varas; di-
muilo superior a 8J0OO a pe^a com 10 varas';
dita fina com salpicos a 49800 a peca com 8 1)2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 69, 89 e lOJrs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2J, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preta a 29, 2$500 e 39 o
covado ; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6J rs. o corte de
algodo cr muito superiores a
ditas je algodo :ru tambem
muito superiores para meninos a 4g a duzia; e
assim muitos outros arligos de le que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f. na ra do Oueimado n. 32.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo pre?o de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 199 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
X
gar ao armazem
DE
Bastos & Reg,
urna grande quantidade do uniformes de case-
mira de cores muito recommendados tanto pelos
seus bonitos padroes como pela sua bemfeitoria
e como seja grando quantidade tomamos a deli-
beraco de vender pelo diminuto preco de 25$,
assim como urna grande quantidade de chapeos
de castor brancos e preto pelo diminuto prego
de 6g, pois se vendem estas obras por este dimi-
nuto prego como lira de apurar dipheiro e acre-
ditar este novo armazem na roa Nova junto a
Conceigo dos Militares o. 47.
acabar.
Guimaraes Villar.
Ra do Crespo n. 17.
A 15,ooo!!!
Chapelinas de seda para senhora rica-
mente enfeitados alguna brancos e outros
decores pelo baratissimo prego de 159,
parece iocrirel porm i vista "verao que
pecbincha sem segundo.
Bicos enfeltes a imperatriz o que hade _.
melhor. a|
de amarello :
urna mobilia de Jacaranda em
e sem deleito algum, incluindo
na ra dos
Na ra do Queimado n. 17 a primei-
ra loja passando a botica vende se casa-
cas de suoerior panno fino preto de
3oj( pelo barato preco de 28$, por ha ver
grande sortimento e querer-se apurar
dinheiro.
- Vende-se ama armagio em bom uso, pro-
pria para loja ou taberna, com um ptimo bal-
o ; na ra da Madre de Dos n. 34.
Fabrica do Mon
teiro.
Vende-se em grosso asentar refinado baixo a
39200 e 31000 rs. arroba.
Vende-se
muito bom uso
urna mesa de jantar
Prazeres o. 30.
Fazendas baratas
Na ra do Queimado n. 19
Cambraias finas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o covado, ditas escuras a 180 rs.
o covado.
Chitas francezas tinto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
Csmbraietas finas para vestido a 29800,39 e
39500 a pega.
Esteiras da India para cama e forro de sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo.
Lengos brancos para algibeira pelo Barato pre-
go de 19600 a duzia.
Grandes colchas do fusto lavradas a 59500.
Cassas francezas de liados desenhos a 240 rs. o
covado, chitas francezas a 160 rs., ditas a 200 rs.:
na ra do Queimado n. 44.
Vinho de Bordeaux
em barris e em caixas de dif-
ferentes qualidades, veude-se
em casa de J. Praeger & C-, ra
da Cruz n. 17.
Espingardas
de caca de dous canos, muito finas e
simples vende-se em casa de J. Prae-
ger* G., nta da Gn n. 17.
c NA LOJA
Encyclopedica |
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.j
Veode-se fazendas de superiores qua-
lidades e gostos por precos incriveis:
Chapeos de seda para senhora brancas
de cores a 159.
D^osditos de ditos de cores e brancos a
2O9OOO.
.Ditos de Dalha ricamente enfeitados
. 289 e 409.
Riquissimos cortes de cambraia branca
bordados a 359.
Ditos ditos a 209.
Las de Garibaldi em cortes com 25 co-
vados a 109.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
gostos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
fixas a 260 rs. o covado.
Laas de todas as qualidades a 39600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riquissimas.
! Chitas francezas de todas as qualtdades.
aedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pega a 6J50O.
Saias baldes de 30 arcos a 59.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mo a pega a 249.
Saias bordadas e de fusto.
Sedas de cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em carios ultima moda
de Pars.
Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacas, paletots,
colletes, calgas.camisas e seroulas, meias,
grvalas etc., etc.
Cagalo Mell ltimamente chegado de
Pars.
Neste estabelecimenlo encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias* para senho-
ras, homens e meninas o seus pregos
sao admiraveis.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto bo, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escures a 3500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12,ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, tudo por presos mais baratos do que em
outra qualquerparte.
% Remedios americanos i
DO DOUTOR
Radway & C, de New-York*
g PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
1 Pilulas reguladoras, i
Estes remedios j sao aqui bem cenhe- 9
cidos pelas atmiraveis curas que tem ob- 8
lido em toda a sorte de febres, molestias *
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
le etc., etc., conforme se v as inslruc- #
ges que se acbam traduzidas em por-
tuguez.
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Ra do Queimado
I n. 46, trente amare\Va.
_ Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 269, i
30f e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20J, 22g e 245, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149, 169 e 185, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 305 e 359. sobrecasacas de
casemira de cores mullo finos a 159, 165
e 185, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a tOg, 12j> e 14J, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, lOf
e 12, ditas de casemira de cores a 75. 89,
99 e 109. ditas de brim brancos muito
fiBa a 55 e 69, ditas de ditoa de cores a
39, 3950O, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 45 e 4(500, col-
leles pretos de casemira 159 e 69, ditos
de ditos de cores a 4J5C0 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a ~$, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 4$tC0 e 59,
gas pretas de merino a 4JC0 e 5 1 <-
letots de alpaca preta a 3{5C0 e 45, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 85, muito lin rol-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 45. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89. roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 55 e 59500,
\ caigas de casemira pretas e de cores a 69,
65500 e 79, camisas para menino a S(
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al-
faiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
fia%fii fiie CaKSK3sastfK CSCi
**>% nw wi VB* WV ^ wB% WR Wll wm* mt
Relogios.
Vende-se em casa dj Jobnston Pater & C,
ra do Vigario n^m bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez. deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool 1 tambem
urna vaiiedade de bonitos tranceln? para o
mesmos.

S
i
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fisa;
a dozevintens o covado, mais barato do qn
cnita, aeproveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conbecida lo-
ja da Boa F.
Pechincha
Na ra do Queimado n. 47, veodem-se pecas
de franjas pretas de seda para vestido por ifgOO
a peca com 10 varas.
Salsa parrilha legitima e
original do antigo
SDR. JACOB TOUNSEND
0 melhor porificador do sangue
cora radicalmente
9 Erisipela. Phtisicas.
Sj Rheumatismo: Catarrho.
fj Chagas. Doengas de Ogado.
Alporcas. Effeitosdo azougue. Z
0 1"^" *)s. Molestias de pelle.
Ve,- .mw no armazem de fazendas de Z
a Raymundo Carlos Leite & Irmo, ra do Z
01 Imperatriz n 12.
3
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cs, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outra parte : na loja
do vspor, na ra Nova n. 7.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; na
ra da Cadeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de afanoel Ignacio
de OHveir & Filho, largo do Corpo Santo.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se'em casada S. P. Jonhston &C,
sellinse silhes nglezes, eandeeiros e castigaos
bronzeados, lanas ngleses, fio de vela, chicote
para carros, emoniaria, arreios para carro de
um dous cvalos relogios de ouro patente
) ingles.
SEDULAS
de i^e 55000.
Continua-se a trocar sedu'*s de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o bale de 5 por cenio: no escrip-
torio de Azevedo & llendes, ra da Cruze
n. i;
(es k Bastos.
Roa do Queimado d. 46.
Tendo os aneunciantes conseguido elevar este
eslabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
desle ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estarces
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em pregos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de sua of-
fina, sendo ella d'ora em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual es seos numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo eslabelecimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer fardes dos Srs. cOlciaes de marinba
j e exercito. Outro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores egrossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1$ rs. a
pega ; na roa do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
jflt Relogios
Suissos.
Em casade Schafleitlin & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e toteados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderooor precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com sotfio, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zar ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gorgel Irmios, que eslo autorsados para esse
flm, ou nesta praga na ra do Cabug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 35$ :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
metaes.
Riqulssimo sortimento de toda a qualidade d
frSA"08 PrtMd0. app.relhos e .tuIsoV
?. .' W"08' jar para servigo e ornamento de urna mesa an-
parelhos para almogo, desde o mais fino allP
m. ordinario, contendoem ai oV.ppeVo. fl-
nos a garant-
annos, tudo
garanta do fabricante por espago de
se pode garantir ao comprador a
am ,T ,'U8,idd" de ^jectos. Poniendo
assim-taboleiros para dar rha, bastantes grande.
Srqecf."eTd-e-e-,0gr'd"-09 freoe"s
que
na ra Nova n. 20, loja do Viann.
BA
mmu low-mow,
RnadaSenialUNTaD.4?.
este eslabelecimento contina a baver um
competo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenbo, machinas de vapor e tanas
te ferro batido e coade, de todos os Umanhcs
para dito,
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fizas miudinhas a 40 rs. o co-
, Z'X?}- ?dJ """"os desenhos a 400
3mVr..a' Cb".aS U,g" fiD" de 20- 260 o
.! ad0' C ou,-r" Bui,M fandas por b!
ratissimo prego : ao-se amostras com penhor"
Para desenlio.
ni."' unii!" e-t"*h" wiiM. com tintas fi-
J?f'_J),BWl. necessarios para
ment. E' o que de melhor e mais perfeito se
S. ft SSiJiSf:n"rus d0 0ueiffiado *
FOGOES ECO-
NMICOS.
Nova descoberla americana : riquissimes fo-
goes econmicos de muito bonitos modelos e
todas as commodidades para cozinbar, tend a
vantagem de, com um fogio destes, fazer-se te-
da a qualidade de comida para um jsniar, com
diminuto lempo por atrairem si todo ralor das
tomainas, tem mais a vanlagem de nao fazer fu-
maga em qualquer urna casa, por conter em si
um cano queezpede toda a fumaga a lugar que
nao encommode e nem prejudique a propriedade
por pregos muito commodos : na ra Nova n 20
loja do Vianna. '
Attenco.
Vende-se o compendioRegras de escriptura-
gao mercantildo autor Jos Antonio Gomes
Jnior, adoptado no curso commercial pernam-
bucano ; na livraria do Sr. Duarte, praga de Pe-
dro Jl n. 6.
Tachas e moendas
Braga Silva & C.t tem sempre no seu dejo-
site da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mento de tachas e moendas para engenbo, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no rcetmo deposito ou na ra do Trapiche
n. t._________
Escrayos fgidos.
Fogio um escravo de nome Manoel, do Sr.
tenente-coronel Antonio Pereira de Castro, do
seo engenho Pindoba na ridade da Parahiba do
Norte, com os signaes seguirles : mulato claro,
cor paluda, barbado, nariz afilado, um dente da
frente quebrado, estatura regular, ps chatos, pelo
lado dos qu_aes tem cravos, toma tabaco, maos
grossas, um dedo da mao direita um pouco gros-
so : quem o prender, lere-o ao seu engenho que
ser gratificado com 1500
No dia 22 do corrente, das 5 para as 6 ho-
ras da tarde, desappareceu da casa de Antonio
Joaquim Vidal, na Passagem, a sua escrava par-
da, idade de 18 3 20 annos. por nome Mara;
cria de casa e nunca sabio a ra a mandado al-
gum: pede-sea qualquer pessoa o favor de apa-
drinbar, na certeza de que nao ser castigada :
assim como tambem pelo presente protesto con-
tra qualquer pessoa que por ventura a tenha
acoutada : para qualquer informagao, na loja da
ra Direita n. 103, ou na Passagem, casa junto a
ponte grande em frente a casa em que mora o
Illm. Sr. Dr. Fonscca, aonde se recompensar
a quem esteja no caso de a reeeber.
Escrava fgida.
Isabel, crioula, estatura regular, cor fula, roslo
comprido, falta de denles, rom signaes no rosto ;
consta que anda no Porte do Mallos : roga-se a
pessoa que a apprebender, leva-la ra do Pas-
seio Publico, loja n. 11.
No dia 15 do corrente fugio do engenho In-
nhamun o escravo de nome Quirino, com os sig-
naes seguales s baixo, barbado, olhos vivos,
roslo redondo e descarnado, de nagao Angola,
caballos grandes (pode j ter corlado) muito ladi-
no e corlez, com falta de um denle na frente do
lado de cima, os olhos um tanto vermelbos, re-
presenta ter 40 annos de idade, pouco mais ou
menos : roga-se as autoridades policiaes, capi-
taes de campo ou qualquer pessoa do povo, a
captura do dito escravo, e levarem ao engenho
cima mencionado, ou nesta praga na ra Nova
n. 45, loja de selleiro dos Srs. Carneiro & Irmo,
que serao recompensados generosamente.
iooooo.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado um negro de nome Filippe, escravo de
Francisca Rosa Pereira dos Santos Oezerra, mo-
radora em Ierras'do engenho do Curado, cujo es-
cravo tem os signaes seguintes : cor fula, alto,
secco, pouca barba, ps grossos e mais pretos d
que a cara, pernas malfeilas, olhos brancos e pa-
pudos, dentes pequeos, cabega pequea, duas
fallas e muito mansa, e quando olha para qual-
quer pessoa fita os olhos e nao pestaneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou caiga preta de
casemira nova, paleto! de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor, sapatos de
couro de lustre, camisa de madapolo nova, a
tambem de baeta verde j velha,/berta, e tam-
bem de algodo azul, chapeo de massa cor de
chumbo j velho, de suppor que em viagem
elle nao ande com a roupa nova e sim com a ve-
lha por ser mais propria : a pessoa que o trou-
xer no refendo engenho, ou na ra Augusta n.
21, receber aquantia cima.
Fogio da cidade do Aracaty, no mez de se-
terobro prximo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha ponco o bavia comprado ao Sr, Bento
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cinccenia lanos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito pslavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado:
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
eorrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um psreeeiro sen conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
dar levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
aos, que grstifjcaro generosamente.
MUTIEStXJ


(8)
MAMO DI MtNAltiCO. tfifiCl IRA 26 DE FEVftia D ei.
Litteratura.

Distoria de Portugal nos scalos XVI e
XVII, por Luiz Angosto Rebello da Sil
. Ta, socio effeclivo da academia real
de scienci'as.
i
Eis-aqui um livro porluguez na idea e na for-
ma, um verdadciro livro de historia, que ser lido
na reino e fra das nossas fronleiras, por lodos
quantos quizerem saber o que fui Portugal desde
a segunda jornada de frica, rm 1578 at que o
historiador corre o vu, segundo as suas proprias
phrases, sobre o. tmulo do ultimo filno de D.
Manoel, cujo fatal destino foi assistircorao actor,
ou cmplice, todos os pasaos da npida e dolo-
rosa declinago do glorioso imperio de seu pae.
Este priaieiro volunte melade da ampia in-
trodcelo que deve preceder obra, e na qual se
referem os successos que preparam intrusao
dos soberanos hespanhes, e as causis quedram
em resultado a rcstauraco da independencia de
Portugal.
Antes de seguirraoa cora o leilor as paginas
deste volumoso livro, em que os dotes da mais
frtil imaginacc se tdmiram par da anal vse
severa dos aconlecimeutos. e do esludo aturado e
philosonliico dos faci?, queremos aresentar-lhe
um dos muitos primorosos quadros, em que o ta-
lento do Sr. Rebello da Silva evocou do passado
as scenas que o 3eu estylo vigoroso deu rida e
nsoviniento
Desla forma, anteciparemos aos Icitores deste
jornal satisfaco quo devem ter, quando, talvez
lio dia em que leiam estas nossas linhas, possam
obter o livro, que tendo sido j levado presen-
ca do governo, quem perlence a primeira edi-
ao. nao deixar de estar brevemente venda.
Escolhemos a de3cripcao da batallia de Alcacer,
triste episodio, onde se forjou a primeira das ca-
di'as dessa pesada eseravirio que por sesseota
anuos esleve pesando sobre Portugal, at que a
independencia, como se fura perdida em um da,
se recobrasso com a liberdado, tambero no curto
espa;o de urna das mauhas mais gloriosas dos
memoraveis das da nossa historia.
Tal o fragmento do livro qae nos referi-
mos.
A sua teiluri provar que o nosso louvor nao
pude nem sabo acompanhar o mrito de urna
obra, em que se encontram dessas paginas.
R. de S.
Vede o nosso estado, redarguiu o Caitelha-
no : reparae no alvoroto e oa confusao que le-
vaniim os primeiros tiros. O que ser deste
"e"Uo> 1 o inquieta com as balas da alguns
canhoes, quando tiver sobre si aa tancas e os
. mosquetes de tantos inflis ? Recuaodo romper
. as lionas, e embarazados uns com os outros at
as bagagens, cahiro lodos quasi sem defeza em
poder dos barbaros.
Entretanto a batera dos Mouros continuava s
descargas, e os pelonros certeiros principiivam
a alcangar os mais proxisaos nos esquadresca-
tnolicos.
Para despertar o principe da irresoluto quo
pareca enleia-lo, foi preciso que Bernardina R-
beiro Pacheco bradasse da vanguarda, que ou
maniasso arreroclier para nao morrerem iuulil-
monte, e que Jorge de Albuquerque Coelho repe-
lisse com a mesma libeedade, que nao quizessera
que a arlilharia acabasso de por tudo em des-
ordem.
Acordando estas vozos, e vendo abaiiar os
piques aos aventureiros, D. Sebastio decidiu-se
Uoalmente, e dcclarou a batalha, mandando to-
car a Ave Mara. O padre Alexaodre de Mallos,
aa corapanhia de Jess, arvorou o cruxifixo.e
sua vista a infantaria, prostaodo-se, e os caval-
leiros, ioclinando-se reverentes, compozeram um
quadro bellicoso, avivado anda pelo irovejar dos
canhes e pelo sybilar das bailas, varrendoas fi-
leiras, e derrubaodo homens e cavallos.
Mas a ordem de se nao accommetler sem aviso
de el-rei paralysou os bros, cortando a trotiade
dos movimentos, e quebrando o vigor do esfor-co
com mu ai.
Os dous exercitos achavam-se um defronte do
outro, e a planicie era lo extensa, que se perda
por ella vista.
Os Mouros pareca esperarem firmes o encon-
tr ; e os Christios, adianlando-se, dminuiam
rpidamente a distancia.
D. Sebastio, acompanhado de Chrislovo de
Tavora, que nesle dia nao deixou o seu lado, do
Luiz da Silva, e de Jorge relio, quem linha
confiado o estandarte real, galopando para a van-
guarda, seguido de mais alguns cavalleiros, e
avistando d'ahi a multido innumeravel dos inflis,
contomplou-a sereno, e sem mostrar no rosto al-
terarlo.
A' este lempo os rabes de cavalio j comega-
vam aportar o cerco em volta de nossas tropas
Emquanlo alguns dos corpos mais vzinhos-do
monarcha ro.Tipiam a peleja, o maior numero er-
aenoo em ira e cheio de desesperago pedia que
o deixassem combater, porque va fugir o mo-
mento de assegurar talvez o suecesso.
se lodos marchassem um lempo com impulso
combinado, possivel que o terror da primeira
investida arrojasse os inimigos,. e que rotos os
rabes ate ao centro das suas baralhas, e colhi-
dos de subuo pela noticia da perda de Abd-el-
MeieK, primeiro o susto, e depois o desalent,
mes tirassem das mos a victoria, qtue desde o
principio tioham reputado sua.
El-rei, dando o signal dearremetter, esqueceu
o ouuio de capitao para s obedecer aos instinc-
tos de e^valleiro.
Logo depo3, o duque de Aveiro porirma par,
e |J. Duarto de Menezes com o scherif pela outra.
milaram o seu exemplo.
Militava com elles a mais valenle cavallaria de
llcspanha. Bem armada, apezar de pouca, e lu-
lando diante do monarcha e dos maiores fidal-
gos, nao igoorava que das suas langas que pen-
da nesta hora a sorte e a gloria da peleja;
Foi tal o impeto da lerrvel carga, que os es-
quadres dos Mouros, rotos e desor leados, alar-
gavara dianto do nossos-espagosas ras, alagadas
do sangue, e alastradas de cadveres.
Nao podendo soffrer o encontr dos Portogue-
zes, os rabes, atiradores de p, refugiara m-se
ou meio dos de cavalio, augmentando a confu-
sao.
Por todos os lades por onde os Christaos-a-briam
caminho, j se nao viam senao tropeis de barba-
ros, dando as costas, cortados de terror.
No meio da -mullido de Andaluzes e Amagos,
e das mivons expessas de espingardeiros p e
prendeu-se nesle derradeiro fugaz relmpago
com a alma indignada do rei, cujo berco fra o
campo de batalha, 0 cajo ultimo leto deviim
ser os louros da victoria, ceifados tambem no
mesmo campo aonde ganhra a cora, antes
delta a gloria e o nome de capilio.
Alguns dos Christaos, qua iam na vanguarda
do terso, chegaram descobrir o vulto de Abd-
el-Melek no momento em que desfallecido cania
nos bracos dos alcaides. Nofaltou mesmo quem
attribuisae a sua rpida queda um tire casual,
mas feliz, dos arcabuzeiros de Tnger, j esta
hora muito prximos do principe muaulmano.
Seja o que for, provavel que as cousas cor-
ressem muito mais prosperas, se aproveitado o
lanfo, todos os nossos, proclamando-so vence-
dores, e egualando os primeiros combalenles,
aperlessem com os rabes, que fugiara pela pla-
nicie, diante da cavallaria e dos aventureiros.
A fortuna, porm, s moslrou serrir-se pira
nos tornar o caaligo mais spero.
No meio da impeluosidadee do jubilo com que
os soldados catholteos, quasi certos da victoria,
corra m sobre os inflis, desbaratando -o, de Pero Lopes, que servia de capitao do orco,
mudou em um iostaote o aspecto da batalha.
Parecen Jo-lhe que os seus se cntranhavana de
mafs petas Cleiras contrarias, deteve-os mal ad-
vertido, quando devia estimula-los, e cora o gri-
to de retirar, tangado sera refteaao, converleu-
talba, ateou-se o fogo em um dos carros de pl-
vora, e vosean aos rea ntre chasnmaa borneas,
carretas e arremessos com estrondosa violencia,
feriado e esmsgtodo depois oa queda & tudo o
que eacootravim.
Apeoas a lula principio iadloar-M para o
lado dos inflis, D. SebasUao, que percorria o
campo so aecaso, esquecido da obrigac$o de rei e
de cs*H(ao, no ardor com que procurava os mais
fortes esquadres contrarios, manifestou desde
logo o desejo de nao sobreviver i perda de todas
as suas espera ocas.
Na segunda investida,em que obrou proezas
admiradas por quantos o seguiara, o duque de
Aveiro cahin traspassado no meio dos Mouros, e
D. Jayme de Braganga, D, JoSo de Mendonca e
outros cavalleiros, succombiram pouco depois do
mesmo modo, vendeudo caro o sangue derr-
malo.
A este tempo j lodos pelejwvsm s com a men-
te na desesperada empreza de defenderera el-rei,
abnndo-the caminho para se leeother i Tnger
ou Arzlla. B
iP-orJdo Cr,,' D" Antonio, no do infante
U. Luiz, despmdo as armas retathadas peto al-
fange dos inflis flcou p ameagado pela tur-
bas, que dupois o eaplivaram. Nesre estado tnu-
da apootava ao naonarcha um sitio monos guar-
dado por onde fra fcil talvez romper, evitando
em revez o que i^ a declarando .cceo con-- sV- oAe'UlB'' qUe' ^'^ *"*' m eati0 a
t --------------imiii
mentos n'um lugar alto e bem arejado. Comtu-1 ,n A ^.
do foi resotvida a acqauiclo de um terreno, aia- \l*JJ?apr!&*,$'* ^ coIr>0 *">
da que pequeo, prximo ao santo sepulebro. *..". M UnM Br7tne, onde eii
Basa compra foi felizmente realisada em dezem- *? a ,uo.8:,? *"ntt ,heouro da naci.
Ah aterlilidade dosOto provia s necessida-
Grmado.
Outra voz, que nunca se soabe de quem parti-
r, suspend* quasi ao mesmo tempo no meio do
tnumpho os gineles de el-rei o do- daque de
Aveiro, na oecasio em qae pela outra parte en-
testavam tambera com a collina, em quo os ca-
nhoes dos Mouros mal se deendiam dwesaallos
da infantaria.
Foi aonde tudocomegou perder-se.
Com a ordem de retirar, dada-fra de preposi-
R aos aventureiros por Pero Lopes, os mais adihn-
ados cstacaram, e os oulros, apptacado o impe-
lo, tangaram a vista em redor de si, e conheee-
ram que se achavam sos no meio dos inflis, por=-
que at o.proprio tergo que pertenciam, os nao
seguir todo.
Os Mouros, segundo o aso, apenas podaran
respirar, soecorridos pelas-reservas dfoposls por
Abd-el-Metek, recobraram-se do terror, e tor-
nando at'raz com a ira de haverem despejado o
campo tao poueos inimigos, renovara o com-
bate, eem um-momento alasttaram de feridos e
de morios o terreno disputado pelas flleiros dos
temerarios, que adiaotando seeom juvenil- intre-
pidezi oao sooberam retirar-se com a firmeza de
soldados velhos.-
e os mais impacienle3 rompiam a peleja, mas i nos gineles, lancado na frente em Uuhas tortao-
de leve, com os tergos de D. Miguel de oronha
e de Francisco de Tavora, na recta-guarda.
No instante em que assim se feriam os primei-
ros golpes, o scheik Muslaph, general das bom-
bardas de Muley Moluk, deu de repente um es-
trepitoso rebate, disparando a arlilharia contra
os esquadres catholicos.
O espectculo guerreiro, que ento offerecia o
campo, e o ardor de decidir por urna grande vic-
toria os destinos da lula, deslumbrou o rei mogo
e arrebatado, acabando de o desrairar.
Assumind.o o commaodo no momento cm que
tantas responsabilidades pesavam sobre elle, con-
centrou em suas maos a suprema direcgo, cor-
rendo s uleiras, e adverlindo os capilcs, para
St'ienenhum accommettesse os inimigos sem ex-
pressa ordem sua. Os principaes quem o re-
commendou com instancia, ameagando-os como
maior desagrado se obedecessem, foram O. Ruar-
te do Menezes, e o duque de Aveiro. Logo de-
pois, visitando osdifferenles corpos, desde o ter-
f.O dos aventureiros ats ultimas linhas dos sol-
dados bisonhos, alistados no reino, repetiu lodos
a fatal intimago, que se tornou depois urna das
causas da derrota.
Caminhava-se com to pouco acert nesta guer-
ra, que s quando os nossos se aproximaram da
collina, em que a arlilharia eslava emboscada,
ao accenderein-se as boceas de viole equatro ca-
nhoes, que osChrislos conhecersm a citada, e
sobresaltados, perderam mais do que a cga con-
fianga, quo os animava.
No meio do estrondo e do fumo dos tiros, a
nossa arlilharia, que vinha ainda as carretas,
mal servida, c peior guardada, preparou-se para
responder ; mas na incerteza e confusao, que se
apoderaram logo de lodos, pouco efleito pro-
duziu.
Entao ollespanhol Aldana, vendo hesitar e des
ordenar-se este punhado de homens no meio das
ondas de innumeraveis inimigos, aecudiu aonde
eslava o principe, e desconfiado do xito, excla-
mou sem oceultar a sua porturbagae. que nao se
desmoralisasse ali, o com a melhor cavallaria
procurasse pr-se em salvo, accrescentando em
voz baixa que, segundo observava, nenhum dos
que ficassem escapara 1
D. Sebastio, apezar da triste prophecia do ve-
llio capitao, nao eslreroeceu, nem manitostou te-
mor. General perplexo e indeciso, como caval-
leiro media com olhos Armes a immeosa multi-
do que o rodeava, e na sua viva f ainda espe-
rava com exallago que Deus obrara o milagre,
concedendo-lhe a victoria.
Ouvido as palavras doantigo soldado, voltou-
se para elle com a serenidade com que escutaria
urna boa nova, e perguntou-lhe a razio de to
grandes receios. A resposta, por mais incrdulo
que a desgraga o encontrasse, dovia convenc-lo,
de que o orgnlho foi sempre o peior dos conse-
lheiros.
sas, agora travadas, logo partidas ou dispersas,
era formse contemplar aquelle punbad de
ChrUlos, cobertos de luzentes armas, investirado
como lees, rasgando as flleiras cerradas, .e obli-
gando o maior numero, espantado com o-peso
dos seus golpe, virar o rosto, e salvat-se 6
redea larga.
Se este primeiro e victorioso accommetti-raeD-
to fosse acompanhado, e so todos os tercos se
abalassem com egua-1 vigor, talvez que (osee di-
verso o resaltado da batalha ; mas ligados ao
seu posto pelas ordenado principe, os maisaguer-
ridos corpos assisliarn impacieules e como sira-
plices espectadores s proezas dos quo pele-
javam.
No momento ero que el-rei, o duque, e D.
uarte, cortavam em trocos o cinto de ferro, que
os eslreilava, quando os'barbaros j vacillavam
diante da sua espada, o tergo dos aventureiros,
cansado de esperar pelo signal da Iota, nao at-
tendendo saber se era coadjuvado pelos Tudes-
cos, e pelos Italianos e Castelhaoos, unidas as fl-
leiras, feriu nos Kouros com to brava.turia, que.
arrancando-os do primeiro impulso as puntas
dos piques, os levou diante de si nnir largo es*
pago, omquanlo a arcabuzeria de Tauge-r, repar-
t la em mangas pelas duas alas,, apressava a
derrota, semeando a morle as confundidas li-
nhas dos rabes.
A's acclamages de victoria, com que uns an-
nunciavam aos outros o feliz principio, respon-
diaru os clamores dos que recuavam assombra--
dos com as gentilezas obradas pelas armas por-
luguezas.
Adiantando-se com to boa nova, de si, e com
este ardor de esporanga, os aventureiros chega-
ram quasi collina, d'onde a arlilharia dos-in-
flis estrera a batalha, e quasi sobre as pe^as
estiveram ponto de as conquistar, se urna, voz
de desalent Ihes nao refreasse repentinamente o
arrojo.
O cenlio do exercito infiel, abrindo-se aos.gol-
pes da cavallaria de el-rei, e ao.fer.ro das langas
dos soldados, deixou penetrar os aventureiros
lanto adianle, que os seus arcabuzesalcaogavam
com os pelouros a litoir-a, em que Aba-el-Melek
era transportado.
Reanimado pelo ruido.do combale,, pelos ala-
ridos dos que se revolvalo cheios de temor, e
pelo alvoroto da peleja, travad to curta dis-
tancia que distinctaaeute se divisavam uns aos
oulros Christaos e Mouros, Muley Moluk, com
heroico esforgo, calando a dr e engaando a
morte, montou a cavalio, e con o alfaoge es
punho qui ao menos antes de os cerrar para
sempre, que os seus olhos vissem ainda oeste
rasgo final a imagem da sua passada existencia.
Mas o derradeiro sacrificio, superior s foroas,
acabou em lh'as consumir. A voz gelou-se-lhe
nos labios ; o braco descahiu inerte ; a espada
escapou mo frouxa e desteudda, e a vida des-
FOLUETLU
IM4FAMILI4TR4GIC4
O oscillar dos- piques denuncion aos rabe a
desordena que reinara as flleiras dos Porlugue-
zes, e valendo-s dos escopeteiros, para nao se
arriscaren! de perla, derrubavata salvo linbas
inleiras, at acabavem de destruir o valoroso cor-
po, q a audacia- tinha levado ao' centro delie
para staecumbir. Bao sem louvor, com melade do
triumplko quasi as maos.
O qiaadro que a batalha apresentava nesta psr^
te, era'para commever os mais endurecidos.
Emqianto os mar ousados dos aventureiros1
se metham embravecidos por entre selvas de lan-
gas querendo morrer vingados, os outros, feridos-
dos tiros, cahiam amoldigoando a> ni fortuna que-
os oflarecia aos golpes dos contrario, asis como
victimas, do que como soldados.
Em shtos era j tanto o sangue-, quo dava pelo
artelho; chao eslava coberio d cada-reres ; ho-
mens ecavallos uns sobre outros ; morros por ci-
ma de vivos; Christaos o Mouros abracados, cho-
rando expira nd,, uns prostrades-eobre a arli-
lharia, outros deeepedos debatxo do* coreis, e
de todos os lados lagrimas, grito' e furia, la-
mentoso estrepite/.
O sol de frica allunaiava com os eos esplen-
dores o terrivel paioel -, a sede, ainda mas atroz
do que a dor dasterda, e do que- as mogoas do
desastre', exacerba-va ao magoas dos--que agonisa-
vasauoosos da patria, que viam- sobmergida
coa ellos no espantoso desastre..
NosU hora ma.lfadado, asseveram teslemunhas
corjtemperaneas,era a> calma taata, o po e o fu-
mo to densos, e os clamores e aconfoso to ge-
raes, que retrataram ao vivo os maioses horro-
res que a imagtnago podsse concebec.
Os Mouros, reanimados^ atrevidos ee>a> o nu-
mero, atroavam com alando a terca, q,ue trema
sob o impetuoso.galope do tantos rail cavallos..
Ein-, una instante vanguarda, centro, alias e reta-
guarda do exercito christo, tudo s achou en-
volvido, roto e baralbado, cbegando.oaperto dos
inimigos ser to-forte, que nao dava lugar ero
para se algar o .brago.
Em menos de-uroa hora, quera abrisse os olhos
depois de os ter cerrado no.comego da lula (poi-
que a batalha n&o durou mais, e o que se pro?
longou foram, os incidentes da.derrota], vera-os
nossos corlados, as suas lionas confundidas,"sol-
dados e cavalleiros era magotes rodeados de bar-
baros, e dentro em pouco- todos morios, feridos
ou captivos..
O m jo archa remiu como o guerreiro os erros
do carcter e da inexperiencia, praticamio leitos
dignos da grande memoria quo deixou. Os maio-
res fidalgosoram desarmados e quasi levados do
rastos como escravos> por tropeis de alar ves cu-
bigosos, que disputando.entre si a presa, eobriam
de escrneos o injurias os desditosos qua a sorte
Ihes entregara. Ao declinar da tarde j.faltavam
corda-para atar as. mos fidalgos o ,caval-
leiros.
O revez cahiu. tao rauo como fra.antec(padA.
a esperanga.
Os'tergos dos.15udessos, Castelhanca e Italianos,
em cuja ousada valenta so fuodavao ervo priu-
cipal do exercito, carregados de pesadas armas,
e desordenados pola retirada dos. aventureiros,
em um instante viram as suas fileiras usadas
pelos rabes, e eram consumidos distaacia po-
las descargas dos escopeteiros ; por fino- perece-
ram quasi sem defeza s mos.dos renegados, que
s ordens de Hamed Lalaba uo cessa.va de os
accomuetter, ardendo em odio e emsfide de viu-
ganga.
Por maior infelicidade, quando cavalleiros e
infantes destrogados "mais. combatan j parase
salvarem, do que na idea de restauraren a ba-
No meio de transes lo crueis nunca el-rei se
mostrou inferior ao que pedia a digoidado real e
o invencivel esforgo de um grande corceo.-
So j tarde pera o arrepeodiraento conheeeu a
illusoo dos seu devnelos, e recebeu o triste de-
sengao das temeridades, eatpiot ao menos esmo
soldado e marlyr as fallas de-soberano e de ge-
neral.
Assiatindo immoosa tragedia', qae sepulten
em to curto espago com a flor *as tropas sua
coroa e a monarchia, nem um instante desmen-
Uu a generosa ndole de que nasera dotado, e-
que em molhores lempos faria delle um grande
principe.
. Escutando silencioso as-sapplica- dOs que em
lo apurado extremo Ihe pediam que-poupasse ao
remo o luto e as amarguras da orpbsndade, va-
gando seguido dos amigos-mais fiis, do cada voz
qe se arrostara com os Mouros, deixara profun-
damente gravado no seu esttego o senlimento que
o impedia. \
Em urna deslasluls, cada momento-renova-
das,-em que desafiara a morte com a serenidade
de quera s dalla espora va o-remedio, hOuvera
de certo obtid i o -eterno soseg no centro dos
esquadres musulmanos, se D: Francisco Masca-
reoha, D. Francisco Portugal, Bernardina de Ta-
vora, Christov de Moura e-oatros cavalleiros
que o acompanhavnm, nao rebatessera coro as
langas os assallos dos barbaros qnae a victoria em-
bravec.
Mais adiante, rogaodo-lhe enternecido D. Prav
cisco Masearenhas, qate se Tendease, e instando
D. Joo de Portugal, que nao Ibes resta va senao
morrerem-, o monarcha redarguh inalteravei :
< Morrer, sim, mas de-vagar .
Foi ah: mesmo qae D. Joo reoeboa na ultima
refrega a culilada que Ihe cortou o -beieo, e qu
Vasco da Srtveir, cujos pradentes eonsethos li-
nham sidodesattendidos-om Arzlla, adormece
do derradeiro somno do soldado, despedagado de
feri Jas, e procurando ainda cobrir eoro o cadver
o corpo do rei que defendeu at se- loe esvair o
sangue.
Era preseoga de to- afflictivo espectculo;
Ghristovo de Tavor, banhado em lagrimas,
langou-se aos ps de D- Sebastio, exclamando :
E agora, que remedio taremos, senhor? 0-
do cu, se-nossas obra-o merecerem, replico
o principe com a mesma iateireza.
Apezar da sua resistencia, o railido, persistin-
do em o salvar todo coste, acencu coa o len-
ao ura Turco que paseis nobre-, e paoferindo
rr.el-rei captivo v-lo morto, pediu-lbo qua-
si de joelho e espada para a entregar ao vence-
dores ; mas elle repeilitd-o, o recusando com
altivez, respondeu-tke : A liberdado real s
ha de perder-secoma-vida.
Foram as ultimas palavras. O aviado-* os ca-
valleiros arremetteram contra os iaeis : 1). Se-
bastio seguiu-os e desappareceu aos olhos de
lodos envoVto na mnUido, deixsodo, como a tur-
ma um escriptor, a pestoridado du-vidosa acerca
do.seu verdadeiro tira.
[Jornal io Commerci de Lisboa.)
Nota das acquisices, constiucccs e
traltallios uiandades fazer cu Jeru-
saleiu, pelaRussia.
i Conclusao. }
1 Comprar ero Jerusalem-ou nos suburbios da
cidade ura terreno sufficfenlo para todas as
coostrueces neeessarias aos rotneirus e misso.
2o Exigindo posigo crtica.dos romeiros me-
didas immediatas de melhoramentos, e encon-
trando-so as mesmas difficuldades nao s era Je-
rusabam, mas tambem em Ramleh, Jaffa, Naza-
reth e Kailfa, lugares constantemente visitados
pelos romeiros, orgaoisar nesta. cinco localida-
des, sem pwder lempo com experiencias, alber-
garas provisorias em casas singadas para este
Um, o proveas de movis e uleocilios neceesa-
sios que sero posteriormente transferidos para
os asylos permanentes.
3? Depois da exocugo dessos dous priaaeiros
pontos, levantar no lugar as plantas com lodos os
pormenores das construegos que se podrem e
se houverem de fozer nos-terrenos comprados.
De conformiiado coa essas proposiges da
commisso, os excculoxes de suas iastrucgoos
empregaram todos os esforgos para.comprar o.
terreno necessario na propria cilado.de Jerusa-
lm : porem enconlraram grandes .dicflulda Jos
em conseqaenoia decircumstancias locaes. En-
to decidio-se fazer as construeges fra da ci-Ja-
do, mas em tal distancia dos muros.que os ro-
meiros podessem frequentar todos os das os
santos lugares no interior da cidade. Essa deci-
so fez ganhsr tompo para construir melhores
edificios j'deu lugar urna grande economa de
despeza, e permiltio fundar os nossos estabeleci-
r^ wuv, piu.imu mv iouiu sepuicnro.
b d^tRs" f0i feliZBlen,e re,l"d em dezem-
Por sea lado, o governo turco o&o s conce-
aeu logo a necessara permtsso para a compra
aos terrenos e a conslrucco dos edificios, mas
anda cedeu urna porgo de terreno devoluto
pertencente cora e contiguo ao que bavia sido
comprado.
Actualmente possne o nosso governo fofa da
cidade os terrenos seguintes :
1." Um terreno na cidade i alguns passos
apenas da capella do Santo Sepulehro.por traz do
moslelro grego de Abraho, em contiguidade
com as habitages dos Ahyssinios, as quaes cer-
cam a cupqla da egreja subterrnea da InvengSo
da Santa Cruz. Para essa praca olha a parte
oriental de capella do Santo Sepolchro,principal-
mente as janellas do altar da egreja grega da
Ressurrego, ao passo que todos os outros lados
da capella aerram-se rodeados de diflerentes cons-
trueges.
2. Dito fra da cidade : lima
Praga Meidam com 14.96 bracas qu-sdradas
(15,709 sagenas) no cimo de urna extenso do ier-
ra que divide duas estradas de caravana, a de
Jalla e a de Naplusa. Outra porgo, denominada
Mamilla, de cerca de 2,850 bragas quadrada
[3,000 sagenas) defronte do Meidam do qual se-
parada por um valle, do outro lado dk estrada
de 'afta. Finalmente duas porges nao' portas
de Damasco, chamadas Kgnenemi ou Biragi e
Komsi, onde j se coraecou um iardim e urna
horta.
3." Bmdio soffrivel na eidade superior de in-
da hora e meia de Jerusalm.
Aeylot provisorios At *853 o numero dos
romeiros-russos em Jerusalm nao excede' -t
400 por armo; porm depois da conclusao da
paz com a-Turqua e do estabelecimento das com-
municages-por bateos vapor entre Odessa e
Palestina, essu numero lera augmentado constan*
temente, e ba alguns annos que enega 800, dos
quaes 500 mulheres e 300 homens. Tomando
esse numero por base, foi que se mandn fazer
para os nossos-compatriotas os asylos ero Kaiffa
Nazareth, Jaffa e Jerusalm.
Edififa6es.t,sga commisso, nao se limitan-
do aos asylos provisorios, tomou immediatamen-
le as medidas neeessarias para assegurar a cons-
truego de edifieos permanentes, apenas se ter-
mine a compra dea-terrenos e se colharn as infor-
mages neeessarias-. as plantas e desenos j fo-
ram definitivamente tiradas e merecern a ap-
provacao suprema.
Na praga do Muidam onde rao dar as estradas
de Betbloem, do mosteiro da Cruz, de Jaffa c de
Naplusa, ha de se construir: 1 urna egreja sob a
inrocagso da Saotissima Trindade ; 2 urna casa
para a misso russa e para os mooges russos que
vem Jerusalm ; 3o arma casa para receber300
romeiros; A" urna dita para 500 ditos ; 5o um hos-
pital de 69oamas ; 6 as- dependencias neeessa-
rias taes edificios.
Todo o terreno ser rodeado de um muro de
podra. Vistos oxtenso-dolocal, todos os edifi-
cios sero espagosos e achar-se-ho no meio-de
jardins. %o esses edificios to prximos da ci-
dade que em dez minutos se chega s portas- de
Jaffa e da Damasco, e emquinze oudezoito ca-
pella do Santo Sepulcro. Do relatoro do nosse
consol v-seque no anniversariodo nome de S:
M. o imperador pz-se a primeira pedra da egreja.
Os recursos-pecuniarios da commisso chegam
agora 114:704*160 rs, e pensa a commisso que
os donativos oo ficaro ahi.
(Le Mondt.H. Duperro*]
ra destinado
existiam
Oiscurso pronunciado no instltmt
historie de Paras, por Mr. Czyne-
ki, ex-vice presarlente do club
pairiotieo- de Varsovia, sobre- a
questaosefeuinte :
Qual foi a influencia dos Coesacos sobre a litte-
ratura, as sciencias, as artes e a civilisacoem
geral, no norte e no oriente ?
Senhores.Reina um grande prejuiso contra
osCossacos, desconhecidos no occidente da Euro-
pa, e calumniados pelos oppressores do norte. Os
pintores de boje, se qurrera representar a Polo-
nia massacrada pelos caars, servem-se de urna
agaia branca calcada aos ps por uraCossacoen-
sanguentado.Mas com a corda dosmarrjres
da liberdade, que elles appnrecem aquelle que.
presta atteogo sua historia.
Permitli, senhores, i un Polaco rehafctiiiar
sua memoria, e dignae-vos ser indulgentes-se eu
nao me exprimir com faoilidade em vossalingua.
No principio do seeulo XIV, na poca da con-
quista de Kiief por Guedemin gro-duquo da Li-
thuania, formavam-se oa embocadura doBorys-
tne, sociedade de guerreiros iodepeodentes;
eram Cossacos. Os desgranados habitantes dos
paizes vizinhos, servo ou escravos sabendoque
ahiachariam liberdade e protecgo, vieram juo-
tar-se esse primeiro centro. Loga a emigra-
go lornou-se to coosideraael que os Cossacos
povoaram toda, LJkraina, paizferlil, que se estes-
de entre o Boryslne. o Duiestre e o.Boug: Vui-
cercadas de rochado, e c.eKoair... formaV. m
vasto forte inexpngo.rei. A* frente desses/aw!
roques eslava nm chefe supremo condecorado
com o titulo de atlaman, que elles nomeavam,
raudavam e dispunham vonlade. '
- No pnmeiro de Janeiro de cada auno o conse-
lho se reuma ao aom dos timbales, em lornS de
ura landarte eollocado em trra. Era nesla as-
sembla que se faz.a a parlilha egtfal dos ros e
dos cmpe-s, desde as caehoeiras at o rroBoug
para a culiura, caga e peKa. '
Feria a pertilha, a tropa entrara em detoera-
gao sobre a renovago do ebefe, que se aodia
mudar ou reeleger depois de um anno de i-
nistragao. "*
O altanran esperara em p o com a caber*
descoberta o parecer que ao ta pronunciar: se o
parecer do conselho era continuar sua coofianc*
o n* eos chefes e apy offlclaes, elle o manifestara ex-
clamando: vfctoii bons e bravos, eontinuae
governar-nos; ao contrario se o conselho julgava
conveniente corrfift o commando i ontros, o (a-
taman, sahindo, depunba logo junto do estan-
carte o seu chapeo de feltro e seu aosto de
commandaote. sairdava a assembla, e entrava
tras iiloiras como simples Cossaco.
Oatta-nan, tambem denomimado kotmeou
era mu poderoso quando conduzia os Cossacosi
guerra; porm durante a paz elle-nao poda en
treler relaces com orna potencia estraagofta'
mandar alguma eipedigfo senao com o concurs
ao* Zaporogues eleitos- para compr o <0B-
.0 por cossaco era dividido em seceffes dno-
minadas kourines. Cada t&urhe tiafta seu ai-
sustentada custa de lodos, e de una frugAlidaA
de toda lacedemooia. o-"-'
mF2.r.l.emeo,Aferrados screncas gre2as-, ctaet:
Z .s 8uerrt9co"" os oppressores e infieisl
feTros as Z\ZT* PrbS' ****">'<>* hospitas
chare o vU^6 "" ?-"" rt9 8e fecharam ar
chave. o viajaut* poda ahi enlrr servir-se da.
qoillode que tiohenecessidade. Cegadores pesca-
dores e agricultores, eram todos soldados, duranto-
a guerra tao intrpidos cavalleiros como habis
mannheiros: montados em cavarlos de m aa-
parencia, mas infatgaveis. e aos qaaes bastava
ura pouco de herva, elles atv.ress.raro ol
dsenos sem beben passavam aado as torren-
tes as mais caudalosas, transpunham galope as-
monlanhas mais escarpadas.
Resorveram urna expedigo contra os Tarcos,
reuniram-se em tama ilha do BOrystne e ah
conslrorram seus pequeos barcos chamados
azajka;-depois laacaraai-se no mar negro do
qual tioham adquendo um conhecimento tao
exacto quo ah nevegavam na eoseuridade da
noute com mais seguranga do quo o Torcos em
pleno dta. Tes eram sua vigianeia e activi-
dado que- em alguns dias- tioham destruido a
Natolia, saqueando Stnop o Trebisonda, levado o
terror Gonstanlinopla onde tomaram navios a
vista mesmo do serrallii. Amurath XI que a-
mnagava-o Europa, diaa que os Coetatos t'mpe-
aiam-o de dormir.
Esta democracia guerreara oppuoha seu peito
s hordas^barbaras, servia de baluarte Europa
contra o* Turcos e os Trtaros. Temida e quasi
sempre victoriosa.ella excitara o odio dos Khans
dos lultoe e dos czare. Ameagad* por tres la-
dos, buscou alltangas^ofoi ento que eUaoslen-
deu ama Polonia- Oh l como es-ossacos fo-
ram fiis e devolados^i sua or alfiada, esta
rotooia,. que elles consideraram cerno urna patria
adoptiva Elles se associaram todas as suas
fastos gloriosos, nao poupando oem seu sangue
nem outro qualquer sacrificio.
E Polonia que sorte nao seria reservada, se
ella contrauasse a sabia poltica do rei Elienne
Batory que soube respitar seus-direitos e suas
liberdades I
Alliado dos Cossacos, ella podara reinar no
oriente- o no norte ;. com o apoio desse povoli-
vree guerreiro, que occupava deae mil leguas do
territorio, que podia ao primeiro appello levantar,
um eaercito de cero mil bravos !
EUa estara ero estado de consolidar o.trun-
phod riviiisagSo e da liberdade-.
M pedera ser datrarela allianca da oligarchi
polaca com a democracia cossaca ?. Nao.: os-no-
ore e os jesutas queriam reinar sem diriso.
l)eso poro livre de Cossacos, elles pretendern
fazer um povo do escravos, o transformar Gregos
em. Catholicos. Enviaram-Ibes, pois> nobres e
padres pretendendo substituir as ca'deipa* da
aristocracia liberdade da democracia, e a*to-
ridade espiritual do Papa do patriarca* de
Constantmopla. Porm nao foi impunomente
que se tralou escravisar, um povo livro; urna
reaegao terrwel segnia de perto s oppresso. A
rerolta nao tardou em tomar um aspecto eral e
formidaveU Nalewaiko o Paulukoleronaram o
ostandarte da insurreieio, e fizecam a guerra
com rana, fortuna. A nobreza polaca, ricloiio-
nhos das Slaros.e dos Gregos elles receberam do- P
primeiros seu idioma, dos segundo* sua religjao. ". SSaSg"^--A b,rM*. p?1'?- Toiio-
Tal aopinio de mitos historiadores. Astre- S.* ^^do i. *m^o- Co^o,
ras cobrem entretanto a orizcm desse oovo: no- ?f?. p.f?"!0. em ? ehoupaa o* 0s tem-
roR
CHARLES HUGO.
PRIMEIRA PARTE.
O Filmo.
IV
(Continuaco.)
O abbade impassivel estendeu-lhe o copo que
cootinha o veneno; mas no momento de tma-
lo de sua mo, a desventurada leve um sbito
terror de acabar assim. Viersm-lhe ao pensamen-
to todas as alegras e prazeres deste mundo, que
iadeixar para sempre: lembrava-se de que tal-
vez ainda Ihe fosse dado gozar dias mais felizes...
e lastimara perder desse modo a existencia Suas
gracas Iremeram, seas altractivos se indignaram,
sua belleza espavorio-se 1 A coragem Ihe fizera
aceitar o veneno : mas a sua bocea rosea e airas
mos se recasavam rocebe-lo 1 O suave cor-
tejo de venturas e risos, cuja recordago tinha
veneno, mas aps que resistencia 1 S de pensa-
lo, senhora, me horroriso 1 Tudo me Caz crer que
antes de se ter a marqueza resignado.devra pas-
sar-se entre ella e seus assassinos urna scena
horrivel que s pode suspeitar-se, vista do
sombro mysterio que ainda envolve esta histo-
ria. Houveram sem duvida gritos, lagrimas e
supplicas : talvez mesmo livesse havido urna lu-
la lula espantosa e medonha, em que a mar-
queza fugindo do veneno do abbade, ter-se-hia
espetado na espada do cavalleiro ; porquanto
aiuda que as estocadas lho livessem sido dadas
fra docastello, aiada que a cmara fosse apenas^
o theatro do enveoenamenlo, todavia eacootra-
ram-se ali os signaes de urna mo cnsauguen-
tada I
O rei fez qui nova pausa para respirar : ma-
dama de Monlespan .eslava visivelmente p-
lida.
Podis com facilidade conceber, conlinuou
Luiz XIV, essa primeira agona da marqueza
debalendo-se contra a vontade de ferro de seus
algozes : estorce-se, grita, geme I ora se volta
para o abbade, ora para o cavalleiro : dirige as
supplicas as mais tocantes esses dous moostros,
que imraoveis contemplam-al A morle est ali...
diante della... sob tres formas differenles : o ve-
neno, o chumbo, e o ferro I... e a salvago
sob urna s forma l... mas que salvago I... e
que morle 1 A morle sen marido quem Ih'a
envia I a salvago sao seus cunhados quem
Ih'a propem cusa da infamia I... Basta essa
odiosa parentalha para fazer-lhe, por si s, um
supplicio. Nada responde aos gemidos da infe-
liz ; reina o silencio o mais profundo ao redor
della ; os corages e as muralhas que a escutam
vas cobrem entretanto a orgera desse povo;, po-
rm o que corlo que os Cossaco3 constituan)
a mais bella das repblicas. Ousaremos. dizer
que em lempo algum, em ponto algum do. globo,
nao existir.am mais bellas e mais jusla&instiiui-
ges. O nasclmento ahi nao dava privilegio al-
gum. Era urna repblica sem caslsa. sem hi-
lles, sem nobres e sem escravos. Bastara ahi
enlrar-se para se ser livee:. era urna grande fa-
milia unida pelos lacos do agualdada o da frater-
nidade ebrsta.
Livres e orgulhosos nao mconheciom outras
leis senao seus usos e eoslumes. Entre elles nao
haviam magistrados, fuoxcionarios assalsriados.
Elles s obedeciam aos chefes por elles escolhi-
dos, responsaveis por seus actos no Um de sua
gesto.
Entre todas essas tribus preciso deslinguir
particularmente a denominada tlente rgimen-
evocado, passava-lhe ntreos olhos hmidos de gao lodos da megma pedra I
Kn.m.r a r\ PAnn em mo PfttAVK n Qll nprranai. .- ..._. .
lagrimas, e o copo em qae eslava o seu derradei-
ro somno 1... e revollando-se contra si mesma,
se precipitou com horror para fra do leito, onde
queriam forga-la morrer I
O rei estremeceu involuntariamente : madama
de Monlespan levou o lengo ao olhos.
Luiz XIV proseguio :
Est perfeitamente provado, senhora, que a
morte da marque foi produzida pelo effeto do
veneno : quando procederam autopsia no seu
cadver, enconlraram as entranhas queimadas, e
no cerebro amas manchas negras nao pequeas.
Entretanto a morte nao foi immediata : a victima
leve at mesmo tempo de evadir-se do csstello,
como ides ver, e foi isto justamente o que Ihe
merecer as cinco estocadas, que Ihe desearreg-
ra o cavalleiro, quando foi em seu seguimenlo
para dar cabo della.
Antes, porem, bavia ella bebido o terrivel
{) Yide fliorto n. 44.
Finalmente, anhelante... fra de si... apo-
dera-se do cruciQxo que est sobre o seu orato-
rio, e juntando as mos, reconcentra-se em si
mesma, e faz a sua ultima e suprema orago. O
abbade vendo-a assim immovel, arma a pistola,
e aponla-lho aoseio...
c Nao I exclamoa ella : por piedade I dae-
me antes o veneno I... Eu tinha escolbido o ve-
neno!...
c Ei-lo aqui; responden esse homem feroz,
dando-lhe o copo.
A marqueza cahio aniquilada sobre o leito.
De repente lembra-se da campanbia, que costu-
mava ter suspensa entre o leito e a parede. cor-
re para ella... o cordo est cortado, e fra do
alcance da sua mo I
c Vamos, senhora, disseo cavalleiro, aca-
bae com isto : ou ento encarrogarpos-hemos
de acabar.
A pobre victima ye qae tudo esl perdido ;
que lagrimas, suspiros, terrores... nada produz
effeilo : encara os seus assassinos, arranca um
suppiro do funde d'alma, ergue os olhos ao cu,
esteode a mo para o veneno que Ihe o derecera,
e loma o copo... o abbade apnia-lhe a pistola
sobre a fronte, o cavalleiro pe-lhe sobre o peito
a ponta da espada... e ella... leva o copo aos la-
bios...
Porm, logo ao primeiro gle langa um grito
horrendo, e no meio de atroz espasmo deila para
fra um licor que ennodoa-lhe a camisa, e en-
che-lbe o peito de manchas corrosivas, cada urna
das quaes urna ferida 1... Que beboragem de
fogo seria essa ? Acaso sahtria do mesmo infer-
no que o abbade?... Era arsnico sublimado des-
temperado n'agua forte I
A marqueza levanlou a vista para os seus
assassinos : a espada e a pistola estavam sempre
ali 1 O abbade agarra-lbe a mo, em que eslava
o copo, encosta-o com toda a torga na bocea ; a
presso consegue abrir-Ihe os denles, e ma-
chucar-lho os labios.. e ella bebe... e bebe
ludo t...
O mal era j sem remedio I A infeliz, pediu
aos seus algozes que Ihe mandasaem ao menos
uro coufessor, que a absolvesse dos seus pecca-
dos, para que podsse morrer r*">a.chrisia,
e nao desesperada.
t)s dous irmos, vendo consum >ua obra,
cansado, sem duvida dessa lula looga e atroz, e
possuidos talvez de um vago remorso, de mais
mais persuadidos de que marqueza apeoas po-1
deriam restar poueos momentos de vida ; con-
sentirn! no seu pedido, e depois de haverem
cuidadosamente fochado a porta da cmara, fo-
ram buscar o capello do castalio.
Ficando s a marqueza, poz-se meditar no
seu estado, e para logo despertou-se-lhe urna
vaga esperanga de salvago. Sallado leito bai-
xo, corre janella, abre-a, mede com um rpido
olhar altura pouco consideravel que ia do pa-
rapeito ao chao, e vae precipitar-se, quando o
capello, entrando naquelle momento, agarra-a
pelo roupo : mas o corpo tinha j tomado o
movimento da queda, e desprende-so dessas mos
que procuravam deter a victima para outra vez
entrega-la aos seus verdugos.
Que castello, senhora I qae castello I... p
que gente que o habitara I... que casa que era
essa com os seus moradores todos entregues
ao pensamento vertiginoso do crime 1... onde at
o proprio capello pactuara com o assassi-
nsto I..
< A marqueza cahiu com os ps descalgos so-
bre o pavimento do pateo ; percebe tima luz as
cavallaricas; corre para 14 o bale : spparece-lhe
UO reino cc-cb,eirp, empregsdo de ha mutto lempo
i w~-w -;------ v.P. una os tem-
plos, quo profanou e despojou de seus ornamen-
tos e asas sagrados. Nao espeitaram nem o
sexo.nem a edade, por toda parto eneontraram-sa
Cossacos espirando as mais horriveis torturas
uns rodados, outros esquartejados ou suspensos
em ganchos de ferro, que Ihes despedagavam. as
entranhas, outros finalmente empalado;i ou ate-
sos braseiros ardentes. *
um homem devia logo tomar vinganga desses
horrores. Swnouei Bogdjankn Chmietoicaj pos-
suia um mowho que despertou a ambico da
Czapliuski,, nobre polaco : este tratando o Cos-
saco coro* um misecavel servo, quiz apoderar-
se torga do objecto de seus desejos : irritado
por urna resistencia que nao esperava, apodren-
se dos beos de Chmielnicki, saqueou. sua cisa
violeniou sua tniMher, ematou-a sobre o cada-
ver do seu uliio.
(Contintmr-ie-bA)
ao serrigo do castello, e to dedicado marqueza
como ao proprio marquez. Esse homem igoora-
va o que so passava ; e vendo a sua ama n'um
estado to deplorare!, seu primeiro cuidado foi
dar-lhe escpula por urna porta que ia ter ra:
mas a infeliz n&o tinha dado ainda dez pas-
sos fra do castello, e j o cavalleiro e o abbade
vioham em seu encargo : refugiou-se na primei-
ra casa que encontrn ; o cavalleiro seguio-a, e
oa preseoga de todos queli se achavam* atter-
rados e estupefactos cinco vezes cravou-lhe a
espada no corpo. ao passo que o abbade com
a pistola armada impedia que alguem se aproxi-
masse I...
Dezesete dias depois a marqueza expirava
sem ter nioguem confessado o carne de seu ma-
rido.
E no momento em que ella acabava de ex-
pirar um joven de sete aooosjurava solemnemen-
te sobre o seu cadver quo tomara plena vingan-
ga contra os seus assassinos, se estes escapassem
por ventura ao castigo que Ihes reservava a justi-
ca do reino.
Acabastes, Sire ? perguetou madama de
Montespan urna pausa que fizera o rei, o qual
encarava-a attenlamente como para conhecer se
ella houvera prestado bem altengo s suas ulti-
mas palavras.
Anda nao, respondeu elle. O abbade e o
cavalleiro buscaran) com a fuga escapar ao sup-
plicio que lnham merecido. S poderam ser
presos o marquez e o capello, e foram condena-
nados o primeiro degredo perpetuo o de-
gradago de todas as suas honras ; e o segundo
remar na. galeras, s quaes pde-se dizer que
escapou egualmente ; porque morreu n'uma via-
gem de Toulouse Brest. Mas com quanto;
cavalleiro e o abbade livessem conseguido fugir,
oem por isso deixaram de pagar a sea divida ao
cu : ambos foram successivamente morios em
duello por um desconhecido, o abbade com um
tiro de pistola, o cavalleiro com urna estocada.
Na hora em que vos fallo s resta urna persona-
gem das tres que foram os autores do crime
o marquez.
Luiz XIV calou-se : a marqueza de Monlespan,
veodo que elle nao continuava, Ihe disse :
J concluistes ?
Nada mais me resta dizer.
Teaho-vos escutado com muita atlengo, e
se bem que nao me tivesseis querido dizer os
nome. das persooagen. da vossa aventura, tada-
via ha mallo qae eu descobri nelles o. autores
de urna historia bastante celebre, mas que assim
mesmo ouvi de vossa bocea com vivo interesae,
Unto mai quanto j& me ftebara esquecida da
certas particularidades esse respeito. E' ella
a historia de....
De quem ? pergunlou o rei.
Da marqueza de Ganges.
E' verdade, disse lacnicamente o rei como
se eslivesse decidido nada mais accresccntar.
Em lodo o case, Sire, replkou a Montes-
pan, o que ha de commum entre o marquez de
Ganges, sua mulher e o capitn Chrislia.no? Que
relago ple ter a vossa historia cora esse man-
cebo ?
O rei se levantou, e olhndo fixamenle para
sua amante lho respondeu com esse tom costu-
mado que oo admittia replica :
Nenhuma !
Y
Na carneasen negra.
Ao amanbecer desse raesmo dia, algumas horas
depois que o capitao Chrisliano, j ento con-
de de Czilhac, deixra Verstiles acompanhado
de sua mulher, se aquelles em quem a curiosi-
dade se haviam lo vivamente despertado ao as-
pecto da sua pessoa e da sua equipagem lan-
to no pateo do palacio corno no aposento real
podessem seguir com 03 olhos a carruagem ne-
gra na estrada que vae de Melun Sancerre, e
exaralna-la de dia da mesma sorte por que a ti-
nham examinado de noite, entao que teriam
serios motivos para suas conjecturas.
Todas as aeges humanas parece rebentar urna nova espe-
cie de vida, que expande o seu refiexo innocente
ou suspeito por sobr o quadro material, em que
se ellas agitara. Quando se trata de um homem
que, como o capitao Chrisliano, traz a sua mo-
cidade e a sua vida envolvidas n'um mysterio
talvez que rigorosamente necessario, o fio que se
liga s suas aeges, e permute seguir aps seus
vestigios, to fraco, to vago que, tinto pa-
ra o autor como para o leitor os quaes nao
sabem um mais do que outro qualquer peque-
a circunstancia tem o seu ioteresse, e nada
indifferente observago em torno desse silencio
impenetravel.
Vista pois S luz do dia a carruagem, cuja
forma e estructura tioham na veepera despertado
a curosidade da cradagem aristocrtica de Ver-
sallies, apresentava ao mesmo tempo o aspecto
de um carro apparatoso e de um carro de viagem.
Bastante larga aflm de poder accommodar no seu
interior a bagagem indispensavel para urna lon-
ga jornada, tinha a apparencia simultneamente
equivoca e seohorial; mi. bastava um pequeo
exime para se reconhecer que ella nao sabia de
nenhuma das eocheiras de Pars, e que era em
duvida de origem esseocialmente provincial,
tambem d&q se poda, gqppOr, primein tUU
que as eocheiras do vasto palacio, habitado em
i ans pelo rico capitao, estiressem to atrasadas
na moda ponto de nao conler em si eousa me-
lhor que podessem dignamente appaiocer no real
e sumptuoso pago de Versailles. So pois o futu-
ro conde de Czilhac nao duvidra tazer-se trans-
portar acorte nessa berlinda, que encontramos
agora viajando por pequeas jornadas sobre a
estrada de Melun, que sem duvida nos projec-
los do gentilhoroem a sua visita ao rei devera
ser seguida de sua partida immediata.
Urna cousa porm era muito clara : qualquer
que tivesse sido o motivo dessa partida que, se-
gundo toda a apparencis, nao fra improvisada,
devia elle ficar em segredo, porque o conde nao
se quiz confiar de qualquer ura postlho parisi-
ense, do quem. tinha elle temer i curiosidad* e
malldicencia : entretanto que nos *inos com
que sangue fri o velho criado sentado sobre a
a Ira otad a. da carruagem sabia afasia r-se dos gru-
pos e evitar as vistas dos curiosos.
Porm a particularidade mai. estranha, que
se aolava nessa velha carruagem, era a grossa
carnada de poeira de que se achara ella coberta,
bem que apenas livesse percorrido .ornete urna
dezem de leguas depois de sua sahida de Ver-
sailles. Seguramente nao foi o trajelo de Pars
Versailles, nao foi a looga estacao que fez no
pateo de marm&re do palacio, que pode assim
emporcalbara sua caixa, enlamearas suasrodasv
encher tambera as suas correias de salpicas do
lama seceos j de muito tempo, de orlar com
urna linha cinzenta a borda do seu tejadilho,tor-
nar os arreios dos don. cavallos branco. de po-
eira, finalmente dar-lhe a apparencia de urna
carruagem que acaba de percorrer, nao urnas
dez leguas, mas sim dazentas leguas.
Porlaoto, como todo o demonstrara, a carrua-
gem em que viajavam o conde e sua mulher nao
sahira das eocheiras do seu palacio, e dera-se
antes suppor que Ihe tive.sa ebegado de longe
aparelhada o j preparada para recebe-los : mas
de onde ? O capitao. o cocheiro, e os cavallos
bem o sabiam. Nos, porm, sem querer af-
trmar aquillo que s a. apparencias permitlem
concluir, diremos que, se semelhante viagem
necessitava de lautas precauges, se a sua causa
devera ser ignorada por todos, oo impossivel
admittir-se que essa estranha carruagem tivesse
sido enviada ao conde, do mesmo lugar para on-
de o conduzia.
{ Confi/mar-af-naJ
mu,-, ITP"; D8 H1; F. P 'A*. -1861,
MUTILAKJi


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E7Z5YLFUJ_49Y5KJ INGEST_TIME 2013-04-30T21:12:36Z PACKAGE AA00011611_09249
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES