Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09248


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Full Text

-*
A1I0 IXXT1I IDIEIO 46
Por tres mezes adiantados 5S000
Por tres mezes vencidos 6S000
FETERIIRO
Por am dilatado 19 $fr6
Porte fraaco para o subscriptor.
IIMIf
ENCARREGADOS da subscripto do norte
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braza; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS LKHKIOS.
Oiinda lodos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciruar, AUinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx oas quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha)
EPHEMEBIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manhaa.
9 La nova as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
25 Segunda."Ss. Cezario e Dioscoro mm.
26 Terga: S. Torqoato are. m. ; S. Nstor b. m.
27 Quarta. S. Leandro are. ; S. Bessa m.
28 Quinta. S. Rom&o ab. ; S. Pompilo m.
1 Sexta. O precioso sangue de Jess Chrsto.
2 Sabbado. S. Simplicio p. ; S. Jovino m.
3 Domingo. S. Hemeterio m. ; S. Cunegundes,
AUUltSNWAS UU> THlBNAKa da capital!
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relacao: tercas, quintas e sabbados sslO horas.
Fazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orohos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextss ao meio
da.
Segunda rara do cirel:
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO DO SUL*
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia
Sr. Jos Martina Al-es; Rio de Janeiro, o Sr..
J*o Pereira Marlins.
EM PERNAMBLCO.
O proprietario do diario Hanoel Figoeiroa d_
Paria, na sua limria prsga da Independencia us
6 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 21 de fevereiro de 1861.
Oflicio ao Eira, vaconde commandante superior'
da guarda nacional do Recite.Queira V. S. man-
dar postar etn frente da igreja do Santo Amaro
das Salinas, no dia 24 do corrente, s 10 horas
da manhaa, urna guarda de honra, tirada de um
dos corpos da guarda nacional desla capital para
assistir festa do mesmo Sanio.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande Y. S. substituir por urna das Africanas
existentes nesso arsenal a de nome Hara, que se
acha empregada no servigo de lavagem de roupa
do hospital militar, visto estar ella soffrendo de
anemia.
Dito ao mesmo.Remelta-me V. S. at o dia
0 de marco prxima vindouro um relatorio do
estado desse arsenal e das obras do melhorarnen-
to do porto.Officiou-se sobre igual assumpto
thesouraria de fszenda o ao administrador do
crrelo.
Dito ao delegado das trras publicas.Romet-
ta-me V. S. al o da 20 de margo prximo vin-
douro um relatorio, em vista do qual se possa co-
nliecer o que se ha feito para cumprimento do
disposto no regulamento de 30 de Janeiro dd 1854
e das ordens do governo imperial relativamente
s trras publicas.
Dito ao commandante do corpo de policia.
Expela V. S. as suas ordens para que,
contar de amanha, e emquanto durar a pri-
meira sesso do jury deste termo, seja apresen-
tada ao presidente daquelle tribunal urna guarda
do corpo sob sou commando, commaodada por
um inferior para fazer a policia do mesmo tribu-
nal.Communicou-se ao juiz de direito presi-
dente do jury.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da conta, que devolvo, e que acom-
panhou a sua informago de 16 do correle,
sob n. 128, mande V. S. pagar aos emprezarios
da Iluminado gaz nesta cidade a quantia de
58$960 em que importa o gaz consumido no pa-
lacio da presidencia durante o mez dedezembro
do anuo prximo passado.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Koslituindo V. S. os papis que se refere a
sua oformago de 19 do corrente sob n. 66, re-
lativos ao pagamento que pedem Guimares Azevedo, na qualidade de procuradores de Joo
Jos Pinto de Oliveira do aluguel corresponden-
te aos mezes de setembro dezembro do anno
prximo passado da casa que serve de quartel ao
destacamento da villa do Cabo, tenho dizer que
mande effectuar esse pagamento, na importancia
somente de 120J, eonforme indica a contadoria
dessa thesouraria, visto j se haver pago o alu-
guel vencido no citado mez de setembro.
Dito ao mesmo.Cerlo do conteudo de sua in-
formago de 25 de Janeiro ultimo sob n. 30, dada
acerca do pagamento que pedem os emprezarios
da illuminacQ gaz da quantia de 8669 despendi-
da como se v da conta junta com o encanamento
do gaz na casa de detougo, tenho dizer que
mande V. S. effectuar esse pagamento, visto ha-
ver-se executado aquella obra em virtude de au-
torisago da presidencia couda era oflicio do Io
de setembro de 1858.
Dito ao mesmo.Em solugo duvida por V.
S. suscitada em sua informago de 5 de Janeiro
ultimo sob n. 6, acerca da quantia que deve ser
paga ao arrematante Vicente Ferreira da Costa
Miranda, como indemnisago do trabalho que fez
no embarreamento entre os marcos de 7 8 mil
bracas da estrada do sul, tenho dizer que veri-
cando-se tersido novamenle avaliado esse tra-
balho na importancia de 500$ por ordem da pre-
sidencia, mande V. S. pagar ao supplicante essa
quantia, conforme se ordenou em offtcio de 14 de
setembro do anno prximo passado, visto dever
subsistir a ultima avaliaco do referido trabalho,
a qual fui feita com mais madureza e cuidado e j
em correceo aos defeitos da primeira.
Dito ao mesmo.Em additamento aos meus
cilicios de 6 de agosto e 2 de novembro do anno
passado, tenho dizer qus expeca suas ordens
para que por conta dos 800g0G0 que 3e mandou
entregar ao vigario da freguezia do Altinho Agos-
tinho de Godoy e Vascoocellos, seja paga j em
dioheiro e com preferencia oulra despeza que
nao seja com o pessoal das reparticoes provin-
ciaes, a quantia de 400, sendo o restante satis-
feilo quando fdr possivel.
Dito cmara municipal da villa de S Bento.
Sciente do que a cmara municipal da villa de
S. Bento concluiu regularmente a sua primeira
reunio, tenho deerarar-lhe em resposta se-
gunda parte do seu officio de 6 deste mez, que
estando creado por lei esse termo, e eleita a c-
mara municipal, deve esta nomear agentes seus,
que se encarreguem da fiscalisagao dos seus ren-
dimenlos, o cobranza dos impostos devidos, den-
tro dacircumscripcao territorial do mesmo termo,
que nao devem continuar ser pagos munici-
palidade do de Garanhuns, de que foi elle des-
membrado ; fleando sera efTeito as arrematages
feilas relativamente esses impostos, que devem
ser novamente levadas praca, perante a cmara
municipal de S. Bento.
Dito cmara municipal de Oiinda. Declaro
cmara municipal de Oiinda. em resposta ao
seu officio de 16 de janairo Qndo, que sendo-lhe
remettido o requerimento, que allude, de An-
tonio Norberto de Souza Lealdade para ser at-
tendido como fosse de justiga, por ser o conhe-
ciraenlo de sua materia de privativa competen-
cia da rnesma cmara, deve esta proceder
semelhaute respeito de conformidade com as
suas posturas e leis em vigor.
Dito ao juiz de paz do 2o districto da freguezia
de Santo Antonio do Recite.Respondo ao seu
officio de 15 do corrente, dizendo-lne, que urna
vez nomeado, como foi ha tantos annos, de
conformidade com o art. 14 do cdigo do pro-
cesso criminal, Innocencio da Cunha Goiannt,
para o officio de escrivao desse juizo, sem duvida
por assim ler julgado conveniente o antecessor
de Vmc, e por ter o nomeado querido exercer
separadamente o olficio, art. 42 do regulamento
de 31 de Janeiro de 1842, nao pode depois do avi-
eo de 7 de margo de 1853, ser delle privado se-
no por erro competentemente provado, e nao
por simples e mera allegago de desconvenien-
cia, do mesmo modo que o nao poderia ser por
simples falta de confanga, como declara o aviso
de 9 de dezembro do anuo pastado. Tambera
nao pode proceder a 2a duvida por Vmc. oppos-
ta, j por nao ser incompativel a accumulagao,
de que trata em seu citado officio, e ji por que
o chamado para substituir Goianna, segundo
me consta, accumula igualmente os officios de
escrivao da subdolegacia e do juizo de paz do Io
districto desia freguezia de Santo Antonio.
rV vista do que deve Vmc. cumprir o despa-
cho, que allude.
Dito direcgao do novo,banco de Pernambu-
co.Transmiti por copia direegio do novo
banco de Pernanibuco para sou conhecimenlo o
aviso de 31 de Janeiro ultimo em qoe o Exm.
Sr. ministro da fazenda communicando hver
sido prorogado por mais 60 dias o praso macado
.pelo decreto n. 2664, de 10 de oulubro do anno
prximo passado para os bancos de circulago
creados por decreto do poder euculiro e sua
caixas filiaes e agencias, retirarem da circulago
suas notas de erige que sejam feitos os competentes annuncios
na forma do citado decreto.
Dito ao director geral da instruego publica.
Tendo consideragao que Joo Nepomuceoo Al-
ves Maciel fdra approvado por duas vezes em
concurso para preenchimento de cadeiras de
instruego primaria, o que rasoavelmenle sup-
pre a babilitago exigida pelo art. 13 combinado
com o artigo 18 do regulamento de 14 de maio
de 1855, concedi-lhe por despacho desta data
permisso de inscrever-se para o concurso, que
brevemente ter lugar de urna das cadeiras do
mesmo ensino, queseacham vagas : o que com-
munico Vmc. para sua inlelligencia.
Dito ao mesmo.Devolvendo Vmc. a conta
da despesa feita com um estrado para a escola
de primeiras Ultras da freguezia de S. Louren-
co da Matta, a qual acompanhou o seu officio de
10 do corrente, sob n. 17, tenho dizer-lhe em
resposta, que nao pode ser paga semelhanle des-
pesa por nao tersido autorisada, cumprindo que
Vmc. declare todos os professores da provincia
que nao lhes ser levada em conta despesa al-
guma, quo iizerem sem aulorsagao da presiden-
cia, pondo-se assim termo ao abuso de frzerem
alguns professoros o delegados da instruego pu-
blica despesas sem autorisaco, como tem acon-
tecido por diversas vezes,
Dito ao mesmo.De conformidade com a sua
informago de 20 do corrente, sob n. 25, mande
Vmc. admittir no collegio dos orph&os o menor
Sabino, filho de Candida Sabina dos Prazeres.
Dito ao superintendente da estrada de fer-
ro. Communico ao senhor superintenden-
te da estrada de ferro dests provincia que
por aviso de 5 do corrente, declarou o Exm. Sr.
ministro e secretario de estado dos negocios do
imperio flcar inleirado de haver esta presidencia
approvado provisoriamente em 10 de dezembro
ultimo as tabellas e tarifas para o servigo da 2'
secgo da mesma estrada de ferro.
Dito ao cidadao Joo Capistrano Torres Ga-
lindo.Com a inciusa copia do officio da cma-
ra muoicipal do Bonito, de 11 do corrente, res-
pondo ao que Vmc. me dirigiu em 20 de Janeiro
ultimo, e por esta occasio recomraendo-lhe que
coraparega perante aquella cmara para prestar
o devidu juramento.
Portara.O presidente da provincia, allenden-
do ao que Ihe requereram Jos Velloso Soares
<& Filho, resolve conceder permisso para Joa-
quira Francisco da Costa malrlcular-se indepen-
deute da apresentagio de carta de piloto, como
capito do brigue nacional Felicidade na viagem
que est destinado ao Rio de Janeiro, devendo
o referido capito assigoar termo na capitana do
porto pelo qual sa obrigue exhibir a referida
carta para outra quilquer viagem.
Igual permisso foi concediga para a matricula
de Joaquim Antonio do Soccorro, como capito
do patacho Julio.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
ao que representou o inspector da thesouraria
provincial em officio de 19 do corrate, sob n.
65, resolve, nos termos do art. 33 da lei n. 488,
de 16 de maio do anno prximo passado, abrir
um crdito supplementar na importancia de......
15:700JJOOO ris, sendo 15:0008000 ris para as
despezas eventuaes, e 7009000 ris para as do
expediente da secretaria da instruego publica,
ludo no corrente exercicio.Communicou-se
thesouraria provincial, enviando copia, da porta-
ra supra.
Dita.O Sr. gerente da companhia pernam-
bucana de navegago costeira, mande dar trans-
porte para a provincia do Cear, em lugar desti-
nado para passageiro de estado, ao bacharel Can-
dido tmygdio Pereira Lobo.
DESPACHOS DO DIA 21 DE FBVEREaO DE 1861.
leque rimen tos.
3861.Antonio Francisco das Chagas.Infor-
me o commandante municipal de Barreiros.
3862.Antonio de Souza Arruda.Informe o
Sr. engenheiro director das obras publicas.
3863.Azevedo & Mendes. Passo portara
concedendo permisso para o capito matricular-
se independenle da apresentac.ao de carta de pi-
loto na viagem que esta destinado o patacho fl-
eando obrigado mostrar-se habilitado para ou-
lra qualquer viagem.
3864.Antonio Jos Duarte. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
3865. Francolino Americo de Albuquerque
Mello e outros.Informe o Sr. engenheiro di-
rector das obras publicas.
3866.Eduardo Claudino Correa Cabral.J
foi prvido o lugar que requer.
3867.Fielden Brothers.Drija-se thesou-
raria do fazenda.
3868.dem. Dirija-se thesouraria pro-
vincial.
3869.Feliciano de Oliveira Diniz.Informen
Sr. director geral da instruego publica, ouvindo
quem competir.
3970.Guimares & Azevedo.Dirijam-se
thesouraria provincial.
3871.Innocencio da Cunha Goianna.Provi-
denciou-se no sentido que requer.
3872.Juiz e mesarios encarregados das festi-
vidade de Santo Amaro das Salinas.Dirijara-se
ao Sr. commandante superior da guarda nacional
deste municipio.
3873. Ignacio Xavier da Costa e ootro.A'
vista da informago requeira o supplicante the-
souraria de fazenda liquidago da divida que
allude.
3874.Joo da Costa Reg Lima.A' vista da
informago esperem por crdito.
3875.Joo Nepoouceno Alves Maciel.Como
requer.
3876.Jos Lopes da Silva Guimares.Infor-
me o Sr. engenheiro director da repartigo da
obras publicas.
3877.Jos Velloso Soares & Filho.Passe
portara concedendo permisso para o capito
matricular-se iodependento de apresenlago de
carta, na viagem que est destinado o briguo,
fleando obligado apresentar-se habilitado para
outra qualquer viagem.
3878.Jeronyma Mara da Paixo.Aprsente
o menor ao Sr. director do arsenal de guerra.
3879.Miguel Carlos de Faria. -Informe o Sr.
director geral da instruego publica ouvindo o
do collegio dos orphos.
3830.Vicente Ferreira da Costa Miranda.
Dirijs-se thesouraria provincial.
EXTERIQB.
L emprunt de la par d'un gouver
nement ne peut avoir qu'une seule
excuse la ncessit, la ncessit
absolue.
Gutlave de Puynode
Quand les dpeusea publiques ex-
ceden! les receites, Plat doit cher-
cher augmenter ses rerenus ou di-
minuer ses dpenses.
* Carnier.
Negar que o paiz avanga no camioho da proi-
peridade cerrar os olhos evidencia, fecha-Ios
a realidade, e se a falla qaasi absoluta da esta-
tislica nos impede, approximando cifras, mostrar
que elle prospera, a consciencia e depois a raso
nos autorisam a proclamar, que o paiz progride
ese desenvolve.
Diz-se, e um faci, que a divida publica tem
augmentado, eque ps encargos do the3ouro sao
hoja multo ais subidos, do que no, principio do
seculo actual ; mas nao tero augmentado egual-
meote as estradas e os outros roeios de pro-
dcelo ?
Nao estar Portugal de hoje muilo mais no
caso de pagar a enorme divida que tem contra-
tado, do que ento eslava de satisfazer os pe-
queos encargos que o affeclavam ?
Se, finalmente, proctypmosaapplicagodeuma
grande parte, di maior mesmo, d'essa grande di-
vida, nao a encontraremos em objectos de utili-
dade publica e nacional ?
Isto, porm, nao quer dizer que nossas finan-
gas sejam prosperas, mas sim affastar de nos urna
avaliaco pessimista, que to nociva e preju-
dicial^ como a de um optimismo cgo. A exag-
geracao do bem, dizia ainda ha pouco um nosso
Ilustrado contemporneo, e a exaggerago do
mal sao ambas falsas, funestas ambas, porque a
primeira exclue a previdencia e a segunda en-
tibia os esforcos.
A situago de Portugal nao nem brilhante,
nem desesperada ; so at longe da protperidado
financeira da Blgica, affasta-se muito do cata-
clysraa, que araeagam as flnangas da Austria ;
todava, um dos males, que cortamente mais af-
fecta essa situago a existencia da divida fluc-
tuante, porque nao s augmenta desordenada-
mente os encargos do thesouro, mas compromet-
i horrivelmenle a scieocia de nossos estadistas.
Podemos comprehender que urna despesa ex-
traordinaria, que preciso satisfazer quanto an-
tes, e era poca que o parlamento esteja fechado
nos obrigue a fazer urna certa serie de empresti-
mos ; mas o que nao podemos admittir, o que
mesmo nao comprehendemos, que findem os
annos econmicos, que terminem os ejercicios,
e que a divida fluctuante continu, persista e se
conserve contra todas as praticas de urna boa
admistrago, contra todas as regras da boa eco-
noma.
Se Portugal nao precisa, como a Franga ou In-
glaterra, manter urna torga respeitavel, que au-
lorise seus votos as grandes quesldes interna-
conaes ; se nao necessita, como a Italia, prepa-
rar-so para unir seus pensamentos e reduzirao
mesmo denominador as differentes fraeges que o
compoe ; se nao carece, como a Prussia, de oc-
cupar um dos primeiros lugares ns assembla das
nacoes : urge que seu crdito se eleve, para fa-
zer face s differentes e variadas exigencias, que
a prosperidade o desenvolvimento reclamara ; e
lodos sabem que esse crdito difficilmente se
sustentar, emquanto a divida fluctuante for o
termo que estabelega a equago entre a receita e
a despesa.
Mas, dir-nos-ho, como qnereis vs acabar com
semelhanle divida, se ella lem por si apratica e
a auloridade dos paizes mais adiaotados da Eu-
ropa ? Pois o que sao na Inglaterra os exchequer
bilis e na Franga os bons du Ihtor seno verda-
dera divida fluctuante ?
A execugo d'esse -systema n'aquelles dous
paizes nao prova que elle seja d'utilidade, por-
que muitas cousas ellos possuem, que a conve-
niencia dos povos condemna. Mas o que nin-
guem ignorar que a capitalisago d'aquellas
dividas, o que muilas vezes ali se tem visto,
um tacto que mostra a desvantagem de sua exis-
tencia. Nao preciso citar os nomes de Garnier,
Girardin e Len Faucher para sentencear esse
systema, basta avahar as consequencias que elle
produz, para o desapprovar.
Tambem as caixas d'amortisago foram, depois
do tratado das animidades reversiveis do Dr.
Price, urna como panacea de flnangas, e entre-
tanto, epesar do que dizem seus admiradores,
sabe-se hoje, que em lugar de servir de equili-
brio aos encargos do thesouro, nao sao mais do
que um sophisma econmico, que accresccnls a
divida publica mediata e immediatameote ; e se
por ventura ainda as ha ero alguns paizes, devem
estudar-se como objectos de archeologia eco-
nmica.
Tornando, porm, divida fluctuante, pode-
mos dizer que um duplicado mal, porque, nao
s pela facilidade da execugo se torna um esti-
mulo para o augmento da divida nacional, mas,
affastando os capitaes do emprego industrial, im-
pede o engrandecimento da receita publica, dif-
ucultaudo o_accrescimo|da materia tributavel.
E como hao de ir os capitaes robustecer e vi-
vificar as industrias, cojos ioteresses sao incer-
tos e dependentes de muitas circumstancias, se
com facilidade e seguranca podem obler 6, 6 Ii2
e mesmo 7 porcento ?
Os capitaes, dizia inda ha pouco um publicista
allemo, lastimando a morosidade do emprestimo
de Vienna, nao teem entranhas ; os capitaes, res-
pondia-lhe um collaborador da Revista dos dous
Mundos, teem um iostincto, que o da seguran-
za, e por isso emquanto abandonam a casa de
Augsburgo, quadruplicam, em algumas horas, a
cifra reclamada pela casa de Sahoya.
Em Portugal acontece o mesmor Todos sabem
que o emprege industrial ( o da verdadeira indus-
tria o nao oulas industria d'estufa) mais pro-
veitoso, mais proficuo, de maior iuteresse geral,
do que o dos fundos pblicos, quando a origem
d estes auti-economica : mas perante os se te
por cento cessa outra qualquer razo, e por isso,
emquanto o trabalho reclama a protecgo dos ca-
pitaes, emquanto a companhia nio Mercantil,
cuja utilidade ninguem discute, encontra a im-
possibilidade de passar suas aeges, o morcado
da divida fluctuante regorgit* de negociadores,
nosquaes a procura vae muito alm da offerta.
E' impossivel continuar este estado de cousas,
sem compTometier radicalmente nosso futuro,
e muito mais agora, depois que o Sr. Casal Ri-
beiro, sacrificando sua popuiaridade actual
futura repartigo, a perplexidade o ocio to fal-
so estadista, franqueza do verdadeiro hornera
de Estado, propoz a reforma de fazenda, afim de
obter que a receiia equilibrasse com a despeza
emancipando-a de expedientes, que a compro-
metiera e desacreditan).
Aquelle cavalheiro, no claro e preciso relato-
no que precede a mencionada reforma, diz :
Nao pretendo, senhores, adoptar o systema de
pagar com o producto de emprestimos as despe-
zas correles. Conhego e aprecio os inconve-
nientes de semelhanle systema, principalmente
em um paiz, como o nosso, onerado com urna di-
vida avultada e lendo ainda de recorrer larga-
mente ao crdito, para prover cuslosos e urgen-
tes melhoramentos.
Entendopelo contrario que desde ji indis-
pensavel empregar todos os esforgos, para que a
despeza ordinaria e corrente e os encargos Jos
emprestimos necessarios, para dar aos elementos
de riqueza do paiz o desenvolvimento, de que ca-
recem, sejam pagos pelo producto da receita or-
dinario.
E', pois, em nome desses principios de recti-
do, dessas verdadeiras doolrinas, que pedimos
para que cesse a divida fluctuante como systema,
porque, se sua existencia se oppoe a prosperi-
dade nacional, o continua-la repugna elevago
do crdito publico.
Equilibre-se porjuma vez a despeza com a re-
ceita e mostremos i Europa, que 8oferdadei-
ros os esforgos que empregamos. para collocar
Portugal, por meio de urna prospera situago fi-
nanceira, a par do desenvolvimento moral e ma-
terial das nagde* mais cirilisadas da Europa.
Sao estes os nicos meios de sustentar nossa
autonoma poltica e de obtenaos, os fundos que
a civilisagao reclama.
Quem diz melhoramentos ha de dizer apilaes,
JDM para duer capitaes preciso tec dito cved_ito;
i meil8e e8to e ,(Iuelle8 Tra0 juntamente com o
Irabalho fertilsar, desenvolver e accrescentar a
fortuna publica. Jornal do Commercio,de Lisboa.
POLTICA IMGLEZA.
n V
Os movimentos revolucionarios de Pars em 25
dejunho de 1848, a lnsurreigao de Lyon em 13
de junho de 1849, e o movimento em Pars feito
era igual data, bebaixo do pretexto da constitu-
cao ter sido violada, obrgaram muito dos priu-
cipaea agitadores a procurarem abrigo fra do
alcance do poder constituido em Franga.
A Inglaterra, que via com pesar o augmento
da preponderancia franceza, recebeu em seu slo
os revolucionaria proscriptos, e com estes peri-
gosoa elementos fortificou a sua terrvel influen-
cia sobre o continente.
Ponto de reunio para todos os descontentes e
compromettidos, a Gr-Brelanba servio de asy-
lo, nao s aos revolucionarios francezes, ms tam-
bem aos italisnoi e hngaros, 6 com elles con-
tou para a seu grado dispor da tranquilldade da
Europa.
nao comprehendidos os premios de aegoes nem
todos estes principios do desordem, partindo as quanlias em deposito para fios eepeciaes
i ditTerentes pontos, Drofessaodo leas diversas. No halan inni i.-!. .. i ..u...;
de differentes pontos, professaodo ias diversas,
fallando differentes idiomas, tinbam um pensa-
mento commum que os ligava, a destruigo da or-
dem social e a substituirlo de seus diversos sys-
temaj.
Para este fim, sombra da tolerancia ingle-
za se organisavam, trabalhavam, formavam jun-
tas revolucionarias, faziam manifestos espalha-
vam proclamagdes, e correspondendo-se activa-
mente com os revolucionarios de todos os paizes,
preparavam a rerolugo futura, quando golpe de
Estado de 2 de dezembro veio augmentar-Ibes o
numero, e fortalecer-lhes os recursos.
...., .Ullolo,.,u us icuursus. nuiro os novos emprezos de caoilal na Ia sec- n_. ._ .
. A pohlica ingleza no renascimento donmpe- gao flguram principalmente um novo armazem na cr en8enheifo inglez de grande
10 nao vio seno a abdicaco de Luiz Napoleo estago na corte e as cercas que aolualmente se .1* ?runleef..T19'lando em setembro
no nao vio seno a abdicago de Luiz Napoleo
em dirigir a democracia, e o considerou falto de
todos os meios de durago; avaliava o pertendi-
do suffragio universal no seu verdadeiro valor, e
illlrr.r. n imnapi. <-., ^~) .> .. 4 n .J>^^. .....
-v. Ouu,0B,u universal no seu veruaueiro vaior.e rrxmexra seccao.O relatorio appenso em n
julgava o imperio, supplantandoo principio con- 2, apresentado pelo director encarregado da ins-
lessado pela revoluco de 1848. fuodaudo-se un- peceo e direccao do rirn a r.nh. !<.,..
fessado pela revoluco de 1848, fuodaudo'-se ni-
camente n'uma usurpago, pouco duravel, esque-
cendose na avaliago da ambico, corrupgo, e
violencia.
Se o imperio reappareceu em Franga, a lutar
tinha elle com grandes difficuldades sendo urna
dellas, o receio de urna coalliso Europea, e por
isso cuidadoso oceultava, suas disposiges guer-
reiras debaixo dos ramos da pacifica oliveira.
Porm se a situago do novo governo era cr-
tica, a Inglaterra se nao achava, nao obstante os
seus immensos meios, em situago assaz favora-
vel para aproveitar do ensejo: a maneira por-
que tinha abragado a revolugo italiana, o ele-
mento revolucionario a que dera asylo, creara na
corte de Vienna e em toda a Allemanha urna vi-
va desconflanca, ao passo que pelas intrigas de
Bulwer, em Hispanha, all tinha perdido a sua
influencia.
As reclamages na Grecia e o comportamenlo
violento de suas esquadras para com este pequeo
estallo, com o nico fim de rebaixar a influencia
da Rnsssia, tinha augmentado os ressentimentos
do Czar, cujos projectos parecan ser a dominacao
do Oriente.
A poltica ingleza, via pois. neste estado da
fcuropa e mesmo na pouca repuguancia com que
as monarchas legitimas olhavam para os tactos
consumados, na indifferenga com que viam ras-
gar os tratados de 1815, urna possibilidade de
que as duas influencias, por ella ameagadas e que
a cusa de tantos esforgos procurava supplantar,
se collgassem arrastando apoz de si o resto da
Europa ; nesta colligaco via a ruina do seu com-
mercio, o systema continental, a ruina do seu
imperio das indias, a queda da sua preponde-
rancia.
Na coh tingencia de urna guerra com as duas po-
tencias via as probabilidades contrarias porque a
Europa receiosa da poltica britnica, a ellas se
reunira, quando mais nao fosse para ter parle em
seus ricos despojos e anniquillar-lhe o commercio
germen de sua opulencia.
Exuiada nesta conjunctura de toAas as poten-
cias, s podia contar com Portugal, reino em que
desde 1834, ligaodo-o pelo dourado grilho da di-
vida, a Inglaterra Dzera succeder sua influencia
a sua soberania, que se sustenta va pelo en fraque-
cimento e decadencia do paiz, epela conservago
do governo que lhe tinha imposto eml834, e que
novamente sustentara em 1847.
Este reino, porm, ns obstante a sua excel-
ente posicao geographica, e a acgo do seu go-
verno, pouco auxilio lhe poderia prestar, porque
o povo dividido em partidos s entre si concor-
dava n'um sentimento repulsivo para cora a In-
glaterra.
Nestas circumstancias a poltica ingleza se vio
obrigada a fazer todas as diligoncias para separar
s Franga de se unir em interesses Russia, nao
poupando astucias para lhe fazer acceitar a sua
perigosa allianga.
A allianga ingleza offerecia a Luiz Napoleo
uraa occasio de firmar o seu vacilante poder, e
de tornar quasi impossivel a coaliso que poderia
como a Bonaparto lanca-lo do throoo no des-
terro, assim. sem mesmo lhe exigir o sacrificio
dos inimigos do seu poder, acceitou a mo que
lhe estendia para a maneatar a seu carro trum-
phante.
A allianga ingleza valeu ao imperador dos
francezezea mais de cem balslhas, por ella al-
cangava pela diplomacia o que o primeiro impe-
rio nao alcaogara pelas armas.
Urna victima, porm, devia sellar a unio das
duas poderosas nacoes, a poltica ingleza apon-
tou para a Russia, cuja influencia e torgas mar-
timo lhe causavam ciume, e Napoleo acceitou
para readquerir a influencia do oriente, e mesmo
porque nao obstante o programma do imperio'; o
Imperio i a paz, o hbil poltico, conhecia que
neuhum inimigo tinha mais a temer do que
ella.
A Russia que annos seguidos de prosperidades
tinham levado a um poder evtraordinaro,, acre
ditava no seu poder, os lomos da campeona de
Hungra, ainda estavam vrenles para poder ra-
cionalmente deixar de contar comoapoiodas
nacoes Germnicas.
Possuia um dos mais brilhant^s e numerosos
oxercilos da Europa, aguerrido pelas continua-
das lulas do Caucaso, possuia a mais bella ma-
rinha do norte, a sua diplomacia tinha adquerido
por Pozo di Borgo urna importancia que conser-
va va o que todos os diasaugmentava.e a aua po-
litici segua sempre o antigo peosamenlo o do
mimo do oriente e talvez o acabamento do impe
rio otlomano,
Nicolao era'homem que comprehendia a Rus-
sia, viva para ella, e por ella, abaixara o orgulho
do sulto, e estsbelecera era Constanlinopla a
primazia de sua influencia pelo poder de suas
armas, porm desde este momento em dianle
achara.se em prese'nga da poltica europea que
as campos da diplomacia lhe disputavam a
preza.
O agonisante imperio otlomano era o pomo da
discordia.. ________________[Naco.'
comparece ante vos a directora para expr a si
luaco presente da companhia e as oceurrencias
do 2 semestre do anno passado.
Contabilidad* Cfmtr
a l?11'1 realisado existi* no dTaMde j.ioho
de I8b0, como consta do passado relatorio, a quan-
',a de............................ 9,234:3355817
t empregou-se no decurso do se-
mestre :
Na primeira sec-
go, em obras
n*s...-...... 133;21IJ>i50
a segunda, e es-
tados das se-
gantes........ 954:750#618
a compra de ma-
terial existente 283:4133293
N
-----------------1,371:3755361
lapital em ser no
dia 31 de de-
zembro.........................
7,862:960156
No balango junto (appenso n. 1) acharis c
actos capitaes da nossa contsbilidade'. a escrip-
turagao, que est em dia, bem como os respecti-
vos documentos, completaro lodos os esclareci-
menlos que podem ser necessarios para julgar-so
do estado financeiro da compaobia. Tem ella
recursos pecuniarios para, sem novas emissoes,
levar suas locomotivas ribanceira do Parahyba,
e descer pela margem algumas leguas; e nao
lhe parece provavel que em tal poca, a situago
venba a ser difflcil a emisso do resto das ae-
goes.
Entre os novos empregos de capital na 1* sec-
an fffliram nnA;n.lM.H. .... _._ .________
estago na corle e as cercas que
fazem em toda a linha.
Estrada de ferro
Primeira secgo.O relatorio
peegao e direcgo do servigo da linha entregue
ao transito publico, contm noticia circunstan-
ciada das oceurrencias do trafego no semestre,
cujos resultados principaes foram os seguinles,
consignados no mesmo documento:
Rendimento da estrada, predios
e deposito de fundos......... I,0!3:376t336
A despeza monta a............. 353:859^366
Renda liquida................ 659:516970
capazes de modificar todos os clculos de lempo
ainda somente o dos tunis, cuja perfuragio a-
presentava a 31 de dezembro passado o seguiole
aspecto.
"2
en ._ *-
S wea
1
2
3
3
5
6
7
8
a
10
11
12
0
0
O
0
O
O
40
316
0
16
278
238
CP
o ^
Q
72
162
68
CR
a,
o
o
o
a73
Q
134
269
124
125
236
0
o
e*
664
554
108
233
112
350
1|2
471|2 24l li 1,105
0 0
0 O
160 11.2 26
1i2 360 321
257 495
0
660
490
o
1
1
o
870
985
300
408
348
350
1.434
3161 [2
660 *
692 1 [2
que representara 6,43 Oin ao anno do capital rea-
lisado.
Separado o rendimento propriameole da estra-
da, e confrontado com a despeza, representa esta
57 0|0 daquelle.
0 numero de viajantes no semestre foi de......
123,480, tendo sido no anterior de 112,282, o no
2_ de 1859 109,352, augmento successivo ainda
nao interrompido desde a abertura da estrada.
A massa dos transportes taxados a peso foi, as
duas direeges, 2,215,383 1(2 arrobas; e os ge-
neios que pagam por medida cubica ou linear e-
quivaleram a mais de 200,000 arrobas, exceden-
do a somma a 34,000 toneladas.
O rigor da estago chuvosa, deteriorando as es-
tradas ordinarias, e at interrompendo o transito
em urna dellas (a da Cacara), reduzio considera-
velmente o movimento das mercadorias, e fez
descer nos ltimos dous mezes a renda que em
outuDro subir a 114:0009000. Sem este contra-
lempo quasi cerlo que a provincia nao faria sa-
crificio algum neste semestre, distribuiodo
companhia o dividendo ordinario cusa dos pro-
prios recursos. Anda assim satisfactorio an-
nunciar-vos que a renda liquida cobrio os 5 por
cento do capital cm aeges e 7 por cento do em-
prestimo, restando ainda 17.695J478, que foram
creditados provincia, em encontr da garanta
de 2 por cento das aeges.
Segunda secro.L'ltimarara-se os trabalhos
do leito as duas primeiras divisos, cuja supers-
tructura est quasi toda concluida. Terminou-se
tambem o leito do ramal dos Macacos, de que
vos fallou o passado relatorio ; o espera-se que
at o fim de fevereiro os trens possam chegar ao
termo dessa linha provisoria, poupando aos pro-
ductos que descem duas leguas de m estrada.
O andamento dos trabalhos as divisos seguin-
les minuciosamente descripto no relatorio do
engeuhciro em chefe (appeuso n. 3).
Em geral proseguem todas as obras a co abor-
to, do modo que podem ser concluidas nos pra-
zos ajustados, deveodo, porm, a directora con-
fessar que os trabalhos oo concluidos admitiera
maior numero de bracos do que os empregados,
o que da accelerago do servigo resultar a gran-
de vantagem de maior lempo para a consolida-
gao. A directora estuda as causas da escassez
do pessoal e as allegages dos emprezarios a este
respeito. e nao deixar de embregar os meios a
seu alcance para obter o melhoramento de tal es-
tado de cousas.
As chuvas estragaran, em parte slguns atierros
novos ora encoslas ingremes, fazendo oascer em-
baixo delles olhos d'agua, como acontece s ve-
zes em nossas montanhas. D'ahi resultar pro-
vavelraente algum augmento de custo da cons-
truego ; mas de crr que, remediados os mos
effeitos de chuvas inteiramente anormaes, das
regulares e annuas, fique o leito perfeitamente
preservado. Nao se poderia affirmar com seguranga, ain
O trabalho que est sujeito eventualidades da marchando ludo Dem, que essa obra se con-
pazes de modificar todos os clculos de terrino cluir em menos dn rien nnnna. Man nnta ka-
ra nao perde de vista este servigo, objecto das-
mis instantes recomraendages.
A directora persiste na esperanga de levar as
locomotivas estrada do Rodeio. na Sorra, at o
fim do anno de 1862, restando ento po con-
cluir somente o r
Tnel grande.O Tacto capital e digno de con-
gratulagoes que occorreu no semestre foi a con-
clusao do 2o pogo com 240 ps e do 3o com 330
tendo comegado a funecionar sob felizes auspi-
cios mais quatro turmas de mineros, duas do-
fundo de cada um dos pogos. E' tambera satis-
factorio observar que parece esgotar-se os dep-
sitos subterrneos, que pelas fendas da rocha
inundaram mais de urna vez os dous pogos, de
modo que hoje em ambos o esgolo relaliv-men-
je lacil. o pogo n. 1 ainda exigir provavelmen-
te seis ou sete mezes, como podis ver do ap-
penso n 3. E daqui se manifesta que em rela-
gao aos tres pogos as ultimas provises da direc-
tora, conlidas no passado relatorio, pag. 11 fiel-
mente se realisaro.
Vmiw} f p8 dL.eria'' no 10 mestre
de 1860, 257 ps o no 2" 495; deve de ora em
oante avangar muito mais, porque se trabalha de
seis pontos, em lugar de dous.
Acabados os pogos de facto se tem de construir
em vez de um tnel de 7,040 ps, quatro tunis,
o maior dos quaes hoje do cerca de 2,100 ps 1
mais ser de menos de 1,800 ps para o meio do
anno. concluindo o l.pogo.
S depois deste facto se poder com seguran-
ga orgar o lempo da concluso da obra, visto quo
para os pogos falhou completamente a expecta-
tiva como mais de urna vez tendes sido infor-
mados.
Um engenheiro inglez de grande reputago o
. Brunlees, visitando em setembro a nossa 2*
secgao, emittio a seguinte opioio, que a direc-
tora iraascreve por que, partindo de auloridade
competente e insuspeita, parece proprla para
aoiraar-vos:
Hotel dos estrangeiros, setembro 6 de 1860.
A S. Exc. oSr. Chrstiano Benedicto Otloni.
do conselho de Sua Magestade o Imperador, pre^
Bidente da companhia da estrada de ferro de D.
redro II
Caro senhor.
Quando S. Exc. o Sr. baro de Mau me con-
yidou a visitar a 2a secgo da estrada de ferro do
u. redro II eu nao presuma ter de fazer publi-
car as minhas impresses: mas sendo honrado
pela manifestago do desejo de S. Exc. e do seu
engenheiro era chefe de que eu lhes coramuni-
que os resultado do meu exame, fa-lo-hei com
muito prazer. Limito-me aos tres quesitos men-
cionados pelo engenheiro era chefe, a saber:
O carcter da obra feita ;
a Progresso do trabalho ;
E delerminago razoavel do lempo preciso
para a concluso.
* V Caracter <*a br& feita.O terreno tra-
veseado to excessivaraenle dilficil, e exigia
exploragoes e estudos to laboriosos, que nem
podem ser bem apreciados seno por eogenhei-
ros que lenhara de vencer difficuldades seme-
ntantes. O presente estado de adiaotamento das
obras mostra claramenle que se tem empregado
o maior cuidado, criterio o iotelligencia, nao so-
monte as operages originaos do trago, mas
lambom nos promenores da construego. Todas
as obras que esto feilas sao do caracter o mais
solido e satisfactoria ; e a especie de trilhos que
se vai asseotar ser reconhecida muito superior
aos da 1* secgo.
. ^V1'0 trabalho. Tanto se tem di-
to da difficuldade de obter operarios neste paiz
qae eu segu para a serra na persuasso de quo
acharia mu pouco trabalho executado; mas foi
com sorpresa, e ao mesmo tempo com prazer
que encontre as excavages o sierros (carlh-
work) tanto servigo quanto se podoria obter na
Europa no mesmo poriodo de tempo. Devo corn-
udo observar que o material dos cortes de na-
tureza muito mais favoravel do que a conforma-
gao do paiz pareca indicar, circumstsncia reliz:
que sem duvida accelerou o trabalho alm da ex-
pectagao.
O progresso nos luneis nao tem sido to r-
pido como as excavages e trros. Deve-sa
comtudo observar que antes que se possa come-
gara perfurago de um tnel, necossario con-
cluir pesados cortes em arabas as extremidade
Este trabalho est feito em todo3 elles, com ex-
cepgo nica do extremo interior do maior dos
tunis (o que transpe o ponto culminante da
serra.)
Todos os tunis, excepto um de 100 jardas,
eslo em activo progresso. Os pogos do tuoel
grande esto acabados, com excepgo de um, e
est feito um comprimen lo considera vel a partir
do extremo superior. Parece-me que apenas
urna pequea porgo deste tnel exigir revesii-
mento.
3. Tempo de concluso.Restando por fa-
zer apenas urna quarta parte do movimento d
terras, cerca de doze mezes devem bastar para a
sua concluso,
lodos os tunis, com excepgo de um no cu-
me da serra, podem ser concluidos em 2 1/2 an-
nos. O tnel grande, que atravessa rocha raui
dura, ser de execugo mais vagarosa ; mas, con-
cluida a perfurago, estar acabada a obra, pot
que exige pouco revestimento.
Nao se poderia affirmar com seguranga, ain-
1,183 1(2 2,1461 [2
6.050 7,040
INTERIOR.
HIO DE JANEIRO.
Estrada de ferro de D. Pedro II.
RKUTORIO DA DIRECTORA.
Srs. scionUlaj,Em gUdieasU ao Ututos
Som.889 .1,127 1,974 li211,5591|215,550
V-se deste quadro que mais de urna quarta
parle da estrada subterrnea est minada, e o
progresso sempre crescente da perfurago destre
todas as apprehensoes que poderiam basear-se
em illages derivadas irreflectidamente dos pri-
meiros resultados de um irabalho incompleto e
nao organisado. A" xtenso de galera aberta
no 2o semestre foi quasi o duplo da do 1*, e se-
guio o mesmo progresso a cubago respectiva,
que foi no Io 7.376, no 2o 14,782 ; pode-se affir-
mar que a accelerago ha de coqtinuar, por que
as causas que a embaragavam cada dia vo sendo
removidas.
Um ramo de trabalho ainda alrazado o re-
Tstiniento dos tunela que o xigem: directo-
cluir em menos de cinco annos. Nao pal ha-
ver duvida de que se poupari lempo formando
um corpo de trabalhadores Olhos do paiz e ne-
gros, que depressa se habilitam para um traba-
lho efflcaz, e sero sempre mais facis de dirigir
do que os mineiros importados da Europa ou do
Estados-Unidos.
< Se comtudo surgir alguma difficuldade ira-
prevista, o major Ellison tem estudado e mirca-
do urna linhi temporaria, que pode transpor o
terreno sobro o tnel com a despeza de cerca do
25,000 libras esterlinas. Esta lembraoga bem.
digna de seria consideragao da directora.
c Em concluso, permilta-roe dizer que o ma-
jor Ellison e seu irrao tiveram a bondade de Ira
tar-me com as raaiores altengoes, e deram-me*
todas as informages que delles dependiam ; as-
sim como expressar a saiisfagao que me causn,
encontrar dous cavalleiros, cujos coragoes so
achara to identificados com as obras que diri-
gera. Deve ser satisfactorio para a directora o>
coohecimento de qQe trabalhos de tanta raagni-
tude. onvolvenlo to pesada responsabilidad,
estao as mos de engenheiro* to habis o to .
exporten tes.
a Tenho a honra rja ser, etc.
James Brunlees. s-
Os engenheiroa da compaohias e os empieza-
ros acreditan que o Sr. Brunlees, oreando o>
tempo em tona annos mais do que auppunha-
mos, procodeu coa excessiva seguranga, e a di-
rectora se esfotgar para que nao se verifique o,
prognoslico : pensando, comtudo, que o excesso
de um ou de dous annos (caso tenha lugar) nao
deve causar sorpresa em obra de tanta maguilu-
de, fazendo-se somente notateis, por exsgeradar,
as opinioes que triplicavam e quadruplicavara o
praso oreado.
Continua a directora a esperar que poder fa-
zer em fevereiro urna, boa ojudicacao das 11 Ir*
milhas que completa a 2 secgo ; existinde
hoje oo paiz nao aoucas pessoas com pratica de
dirigir tae? emprezas, e offerecendo ai precisa


(*)
IAR10 DI fERBAMBCO. ^ ^xWik frfiu a JQl FEVEREIBO M 1M1S
garan'.ias, deXcrer que.a concurrencia >eja efi-
caz, apresen taudo-se mais de ama praposta, re-
sistida de toda a forca moral ; por sua parte
conserva ella a mais completa liberdade de e-
colhs.
Terceiro e quarta secga (linha desenvolvida
na margen do Parahiba).Todas as plantas ;
perlis e orgameutos peadem da approvago do
governo imperial ; a directora continua a crer
que convm, apenas intallado o trabalho as 11
1(2 milhas, tratar da adjudicado da 3* secgo,
composla de 91 milhas, pudendo poia ser sub-
divididacom vantgem para o progresso das obras.
Sala das sessoes da directora. 39 de Janeiro de
1861.
C. D. OUoni, prfBidente,
D. J. Campos Porto, vice-presidentc.
J. U. Baptista de Ledo, secretario.
J. B. da Fonseca.
J. B. fian no Urumiuond.
Belatorio do delegado da di-
rectora.
Srs. directores.Tendo u lado o semestre da
roinha delegada, decorrido em 15 de julbo a 15
de janeiro do correte auno, devo relatar-vos
as principaes occurrencias da Ia seccao da es-
trada de (erro de D. Pedro II, e de como proced
durante este periodo, em que diversas circuns-
tancias iufluiram para que fosse o mais feliz que
tem tido a nossa empreza, nao s pelo seu ex-
traordinario rendimenlo como pela seguranza de
transpone de tantos milhares de passageiros,
que transilaram pela nossa estrada, sem que um
s lenha solTrido a mais leve cootuso.
Tratarei dos ramos distinctos em que se divide
O costeio da linha, que sao :
l. A administrago do trafico ;
8- Trafego e esiagoes ;
3." Offlciuas e trem rodante ;
4." Reparos e conservago da linha.
Adminisraco do trafego.Sao sem duvida
sensiveis os uolhorameolos que temos alcaogado
oeste ramo de servido, devidos ao zelo do dosso
actual inspector geral, que emprega do sua parte
todos os esforcos que pode para conseguir-se essa
regularidade, que successivainente se vai estabe-
cendo, e pode avaliar-se pela ordem que se ob-
serva no escriptorio da inspectora,
O archivo est na melhor ordem : a collecgo
dos planos augmentou na propo.icao das obras
que se lem feito ; nao se recebe proposta sem
ser acompaohada do seu plano e ornamento de-
talhado ; na execugo dos irabalhos um pouco
iraporiautes exigem-se raappss diarios da obra
que so executa, servigo e materiaes empregados ;
que alinal da reuniao de lodos esses mappas co-
xihece-seselnuve exageraco nos pregos pedidos
e habilita-nos a fazer economas em outras
obras que forem necessarias no fuluio.
Alguosdos regulamenios existentes relativos
a diversos strvigos sao incompletos e oulros do-
vem ser modificados no soulidoque a pratica nos
acenselha;
O novo systema de contabilidade das estages
est em vigor desde o priuieiro de julho, e mar-
cha com tal regularidade que em pouco lempo
nada deixar a desejar.
Remelli inspectora os documentos das passa-
gens dadas por conta do governo, e logo que es-
jam formadas as contas devero ser remettidas
aos diversos ministerios.
O pessoal empregido na Ia secgo augmentou
no fimdo semestre, pela necessidadequo tivemos
de aecudir reparlicao de alguiis pontos na nossa
linha, que as ultimas chuvas leem damnificado,
e que leriam iulerrompido o transito da estrada
sa nao adrailiisiemos maior numero de traba -
lhadores.
Mereceu o meu mais serio cuidado, e severa
iiscalisago o systema estabelecido para a com-
pra dos diversos gneros de que necessilamos, e
posso assegurar-vos que Dastante consegu em
beneficio da companhia, principalmente na re-
dugodo prego do coke, que nuoca nos custou
menos do que presentemente, sendo a sua qua-
liJado superior do que gaslavamos anterior-
mente. Este resultado devido a recbennos
o cukc de New-Caslle, Qcando nos aqu por pou-
co mais de 32$ cada urna tonelada.
Trafego e es tardes. --Tom- se melhorado o sor-
vico das estages ; ha mais zelo e disciplina nos
empregados, e observei bastante regularidade no
trafego do semestre fiado.
As reclamacoes diminuem, e algumas a que
tornos Hendido tem sido satisfeitas na maior
parle pelos empregados respoosaveis polos ex-
travos das mercaderas,
Noia-se bastante regularidade na partida e
chegada dos trens, e pde-se dizer que a exacti-
do igual a de qualquer strada de ferro bem
dirigida.
As irregularidades das pocas anteriores no
servico dos bilhetes de viajantes desappareceram
depois de um exame que tic, e que me obrigou
a despedir immcdiatamenle o empregado encar-
regado da venda dos bilhetes.
Fez-se um novo armazem para mercadorias
na estagao da corte, cuja construego nada deixa
a desejar; subsliluio-sc a rampa do madeira para
embarque de animaos por urna do pedra; pin-
tou-se a estagao e reparou-se o grande telheiro
dos carros que ameagava desabamento.
Temos urgente necessidade de mandar cons-
truir um deposito para coke, para que nao esteja
intemperie, que se facara as casas para os
guardas da linha, segundo o plano que apresen-
tou o inspector geral, e que ja vos lerabrei no
relatorio anterior; e que se cuide em mandar
construir um armazem para mercadorias na es-
tago Sapoperaba.
Oficinas e trem rodante.Xa raodificages e
reparagoes feitas as locomotivas leem produ-
zido grinde economa no consumo do coke, co-
mo veris pelo seguinte mappa, comparando o
que consumiam antes, por milha ingleza, com o
que gasiam presentcmenlemente.
Eta alguna pontos da linha tem-se posto lastro
de pedra, e, comquanto seja um systema dispen-
dioso e pouco compatirel com a forma dos tri-
lito* da primeira secgo, deve ser preferido nos
lugares pantanosos.
Os taludes dos corles de Nazareth e morro das
Moendas conservam-se em bom estado, assim co-
mo os vestimonto de pedra ataca dos taluda* aquella* % as. fuadaSes
ra todaa as precaucoea para dar- 4 rfiotaoT
!" eis6. eatc!Tld'de """^o mazeos,
par. robar aun' >^P')- *** P~pU
necssaria urna ^wtr,clura- SoaeWatai
UrTmovlm m**** oxcavago para aomplo-
Ldr!n -rtto lerMS- E-U Prompta toda
' ^aia preaidaate Pedrerra, a oemegaram-
Locomotivas.
Princcza Imperial
Imperador. .
Imperalriz. .
Brasil .
Paulisla. .
Fluminense .
Parahiba .
Consumo Depois da
tules da mo- modifi-
dificago. ca c o.
401t2 29
47 29
40 30
40 30
33 24
47 29
47 33
I
u
$
<=
111|2
18
10
10
9
18
14
Esto resultado milito satisfatorio, e todo de-
vido pericia do chele de traego que nos prests
muito bom servigo.
O estado actual do trem rodante o seguinte;
39 carros para passageiros ;
1 t>
10
118
41
10
1
15
6 d
o servigo postal;
animaos ;
cargas, cobertos;
descoberlos;
madeiras;
plvora ;
lastro ;
de freio.
Das 13 locomotivas que a companhia possue,
10 eslo em estado de servir, e 3 em reparagao
Itepararam-se e melhoraram-so 8, e as outras 5,
inclusive a destinada ao servigo do lastro, scrffre-
ram successivamente as mesmas modificagoes.
Temos mais o trem, vindo dos Estados-Unidos,
composto de 5 carros, com ccommodages para
240 passageiros, que j foi experimentado at
Belm, e agradou pela suavidade da marcha e
facilidade na passagem das curvas.
Em pouco lempo tercraos orna bomba de pres-
sao para experimentar as caldeiras das locomoti-
vas, e um guindaste para levanta-las.
Breve teremos da Europa o material que en-
commendmos para as nossas officioas, de que
muito necessilamos para certas reparagoes do
trem rodante.
Eslabeleceu-se um systema do contabilidade
como o que se usa no servigo de traego das es-
tradas de ferro melhor organisadas, e em pouco
lempo achar-se-ha na melhor ordem possivel.
ResciBdiram-se os contratos de Mrs. Poirsio o
Dufour, e, comquanto fossem empregados de me-
xecimento, a ausencia delles nada influio no ser-
vigo das oQlcinas, e a companhia economisou
cerca de 10:000$.
Nos mezes de secca que atravessmos, tivemos
falla de agua as officinas, e a atimentagao das
locomotivas fazia-se com trabalho penoso ; por
dous cortes, com
lhes a aacesaari estaWa4a.de.
Por occasiao das ultimas chuvas wcoQhece;4.M
que muitas vallas lateraes precisara ser alarga-
das e aproTundadas, e tambem prolongadas am.
ceitaa pontos, de modo a levarem. as aguas a la-
gar em que tenbam melhor e^oto.
A aia em pregada para lastro, lo fcilmente
levada pelas aguas, en'.ulha as vallas e arca-
nos gastos constables na sua limpeza, sem po-
der evitar a repotigao do mal.
Alguns pontos da linha tem sido elevados, e
cooiiuua-se nesse trabalho, principalmente perla
de Belm, dos dous lados da ponte do rio de S.
Pedro, onde ha lugares baixos, em que algumas
vezes as aguas cobrem os trilhos.
No dia 19 de dezembro as aguas invadiram a
via em alguns lugares entre Sapopemba e Ma-
xambomba, e llzeram estragos coosideraveis, que
entretanto eslaram reparados ao dia soguinte de
manha, gragas ao zelo e dedicaco djs oossos
empregados e operarios.
A limpeza do rio dos Caramujos concluio-se no
Pira de uovembro e produz bons resultados.
O desvio na estagao de Sapopemba tambera fi-
cou prompto e desde agosto serve ao trafego com
bastante ulilidade.
l'izeram-se duas novas vias na estagao da cor-
te para a entrada dos trens no novo armazem de
mercadorias.
Os gyradores que se estabeleceram em S. Dio-
go e Delm funecionam e satisfazem as exigen-
cias do servigo actual, mas a sua construego
propria para urna urgencia, e devena ser substi-
tuidos logo que cheguem os que encommend-
mos para a Europa.
Tm-se preforido boeiros descobertos na re-
conitruego dos cobertos que se achavam em
mo estado, e que sao do largura pouco consi-
deravel, rosultando desta preferencia mais faci-
lidade para a limpeza e exame da alvenaria e
maior economa na reparagao.
As pontesde alvenaria acham-se em bom es-
tado, e tambem ss de madeira, com a nica ex-
cepgo da de n. 2, que se vai reparar, estando j
promptas as pegas de reoovago para serem col-
locadas. As de chapas de ferro tambera esto em
bom estado, e as caixas das formadas por trilhos
uoidos tornaram-se mais solidas e menos fre-
quenle a renovagao. Entretanto a maior parte
destas pontes, por occasiao da passagem dos
trens, linha uma flexblidade muilo grande, e
foi necessaro escorar algumas. As pontes de S.
Pedro o a grande dos Oramujos, que tem sido
objeclo de constante preoecupagao, por causa de
seu systoms de construego, devem ser substi-
tuidas por outras que se pretende encommendar
para a Europa.
Tem continuado sera interrupgo o servigo das
cercas, e actualmente estao feitas 27,295 bragas
de cerca mora, e 19,511 de cerca viva.
Muitas caucellas acham-se om rao estado e
tem sido quebradas pelas machinas, apozar de
todas as precaugdes contra a negligencia dos
guardas, que constantemente csto sendo multa-
dos 011 demiltidos do servigo da companhia.
Trala-se da reparagao, e em pouco lempo es-
tarao todas em bom estado.
Vo-se collocar ligeiras correntos de ferro na
larga passagem da ra do Souto, em S. Christo-
vo, para melhor provenir qualquer accidente no
momento das passagens dos tres, e lembro-vosa
necessidade de collocar-se um guarda em cada
uma passagem publica. O pequeo gasto com es-
tes empregados deve evitar-nos rauitos prejuizos
e desgostos.
Estalislica do trafego.Xa tabellas de ns. la
5, que acompanham este relatorio, constara :
A primeira, do pessoal empregado na nossa li-
nha, que augmentou no fim do semestre pelas
rszes j manifestadas.
A segunda, da receita deste semestre, que pro-
duzio mais do que a do anterior 219:250$562, e
que, se nao fossem as ultimas chuvas, teria an-
da ailingido a maior algarismo.
A terceira do balaocete de receita e despeza
do trafego, demonstra que o balango a favor da
companhia foi de 250:415$764 !
Este resultado lao satisfactorio, e que Deus
permittio livesse lugar no tempo em que exerci
as funegoes de delegado da directora, lem-me
enchilo de verdadeiro conlentamento e fcilo
nutrir a esperanga de que no futuro seremos
pouco pesados ao nosso governo, como prova o
referido balango, que se livesse produzido mais
22:581^236, leria chegad.i para pagar o dividen-
do do 273:000 das 60,000 aegoes emiltidas, sem
o sacrificio de um real para o governo.
Anda ha nesle balango um pooto para o qual
chamo a vossa allengao, e quo assignala nao ler
excedido a despeza do costeio de 57 1/5 % da
receita.
A quarta, no transporte das mercadorias as
duas direeges, que foi de 2,215,383 arrobas,
143,435 palmos cbicos e 99,461 lineares.
A quinta, do movimento de 123.480 passagei-
ros, que transilaram pela nossa estrada, e que
aprsenla um augmento de 11,198 comparado
com o do semestre anterior.
E, fallando em passageiros, anda me animo
a lembrar-vos o peusaraenio, que j manifeslei
em outra occasiao, de se estabelecer mais um
trem entre a corte e Sapopemba, e que, parlindo
em horas mais apropriadas do que as actuaes,
ofierega coramodidades ao publico sem sacrificio
da companhia.
Digo sem sacrificio da companhia, porque
menos davem costar algumas arrobas de coke do
que a deteriorago de mullos carros vazios, per-"
correndo longas distancias sem conveniencia
alguma para o publico.
Para os passageiros de alera de Sapopemba
qualquer hora aproposito, e nao teem outro
curso seno esperar pelos nossos trens: mas
para os do Eogenho-Novo e Cascadura ha outras
condueges, e nao convida a qualquer emprega-
do no commercio a ir morar uaquelles lugares,
para relirar-se s 4 horas da larde e voltar s 8
1/2 ou 9 da manha no lempo de invern. Por
mim calculo, que, estando morando temporaria-
mente no Engenho-Novo, a maior parle das ve-
zes nao me approveito dos trens.
Conclusdo.Quem quizer apreciar cora justiga
o que se tom feilo para a conservago e melho-
ramenlo da linha, trafego, officioas e escriptura-
go das diversas reparliges, reconhecer a seria
altengo que mereceram esles servigos, e que
Eara oslarem no estado em que se encontram
ouve dedicaco da parle dos chefes e boa vou-
tade de lodos os empregados da estrada de ferro
de D. Pedro II.
_ Tendo, pois, passado ao meu successor a ges-
teo dos negocios que me foram confiados, reli-
ro-me muito salisfeilo pelos resultados oblidos,
e agradecido pelo apdio que de vos recebi no
desempenho da honrosa commisso de que me
encarregastes.
Sala das sessoes, 24 de Janeiro de 1861.
Domingos Jos de Campos Porto.
rfiouo.Qaasi lado o leito se concluio ha
mais de um amo: falta fechar o aUrro sobre
a airada do presidente, obra neeessariameojle
parada, ata qe aa possi desviar os viajan-
tes e tropas para a derivaco da que ha pou-
co se falloo. E' preciso retocar os taludes dos
aterro.
5* divitao.Esl aaasi acabada, faltando s
traier ao nivel dos trilhos un corte de 70 ps de
comprimeolo e 33 de altura.
6* udo.S ha deas cortes por concluir,
um de 150 ps de comprimento e 32 de altura,
outro de 500 ps, mas tendo em 430 apenas 20
de altura.
7a divisao.Todas aa obras co aberto eslo
adiantadas, excepto um alerro, parado, porque o
melhor meio de obter para elle o material ne-
cessaro deponde da conclsio de um corto ad-
jaceute. O tnel n. 1 nesta divisao : dos 870
ps de seu comprimento, eslo turados do lado
de baixo 206 ps, com as dimensoes completas
em toda esta exteoso, menos 28 ps. Traba-
lha-se anda, e espera-se acabar em breve o
pesado corte aberto que precede estrada su-
perior.
8a divisao.Estao executados 4|5 das obras
a co aberto: nm dos dous grandes corles que
no ultimo relatorio citei como dos mais pesado?
da 2a secgo, est acabado, e outra quasi. No
tnel n. 2, de 985 ps, est aberta a galera
na extenso de quasi metade [431 ps dos dous
lados)
9* divisao.Todos os cortes eslo abertos,
excepto um de 50 ps de comprimento e 35 de
altura : um aterro que est por acabar depende
do material desse orte e dos tunis. No tnel
n. 3, de 300 ps, falta m smente 108 para con-
cluir-so a galena. O de n. 4 do 408, tem 125
ps de perforaco executada.
10 dioiso.Est concluida, com excepeo do
mais pesado dos aterrse corles adjacentes.
ir fcioo.Abertos todos os cortes, excep-
go de dous. No lunel n. 5, de 348 ps, faltara
somonte 112 para concluso de galera. No de
n. 6 concluiram-se os cortes adjacentes para co-
megar a perfurago.
12 divisao. Todos os cortes esto abertos,
excepto um de 200 ps de comprimento e 50 de
altura.
Tnel n. 7, de 1,431 ps, chave da obra dea-
de Belm al a estrada do Bodeio, alera do
Joaquim do Alto.At julho psssado estove em
poder de um sub-empresario que, tendo come-
gado a perfurago, apenas abri 100 ps em 6
mezes. Actualmente dirigen) o servigo os em-
presarios, que organisaram a forga uecessaris
e trabalhara dia e noite : ha 329 ps de galera
aberta. O, a vaneo medio mensal nos ltimos
tres mezes foi de 50 ps: a rocha era al ha pou-
co muito dura, e pelas fondas sahia bastante
agua: ltimamente, porm, offerece melhor ca-
rcter de ambos os lados. Suppondo quo se
oblenham, como se espera, 60 ps por mez, ser
concluida esta perfurago em 18 1[2 mezes, e
com o termo medio j obtido era 22.
13 dioiso. Dos corles abertos s falla con-
cluir um de 125 ps de comprimeato e 55 de al-
tura, todo de ierra: esto tambem incompletos 4
aterros altos, mas curtos.
O tnel n. 8, de 316 1(2 ps, tem a galera
acabada, e trabalha-se no alargamenlo e revesli-
mento.
Ne lunel n. 9, de 675 ps, comecou apenas a
perfurago.
No de n. 10, de 692 1|2, trabalha-se de
ambos os lados, existindo 202 ps de galera
aberta.
14 Dwisao.As obras a co aberto podem
considerar-se acabadas. O tnel n. 11, de 2,146
ps, est dividido por um poco, ha muito acaba-
do, era dous langos, um de 1,150, outro de 996.
Do 1 esto furados 622 ps, fallando 528.
Do 2. esto furados 340 ps, faltando 656.
E' possivel evidentemente concluir este tnel
antes do de n. 7. Em todo o trabalho de perfu-
rago tem sido muilo retardado, pela inconstan-
cia dos operario sampra prestes a abandonar o
servigo.
Os emprezarios importaran com grande despe-
za uma grande forga de mineiros para este tune),
mas todos o abandonaram ; outro corpo de tra-
balhadores, actualmente em servico, prometi
mais persistencia.
15 Divisao.Nesta muito pouco se fez no se-
mestre, alm da preparado de pedra para o via-
ducto de tres cuja, crecgo esl comegada. Nao
ha, porm, por concluir ebras notavelmeote pe-
sadas.
lunel n, 7, cabe 00 lempo, se continuar o termo
medio dp perfurago obtido nos ltimos mezes.
E*Ub\XUad* do oiro.De Belm al a 10.'
o*j*". grano* parte da linha consiste em cortes
e sierros em terreno de aecgoea transversal for-
lissimas, em moitos easos 30. Podia temer-se
pela estabidada dos aterros esa eeaaalhanles ta-
ludes, apocar da precaugo das banquetas' e ou-
tras. A apariencia, porem, foi aatiaiatoria ; ten-
do essea atorros ido construidos em dous anoos
desusadamente seceos, e sujeitos depois a muitas
ehuvas pesadissimss, nenhum damno lhes cau-
ssram estas seno o do levar alguma trra da
superficie dos talados, pelo que se podem as obras
reputar solidas.
Na 10 divisao m aterro pesado, nao conclui-
do, sofTreu cora o nascimeoto de olhos de agua
abaixo do material depositado, porgao delles foi
levado alera dos limites do talude.
Esto em progresso operagoes para interceptar
essas nascentes. e nao se lngara mais trras
emquaulo nao estiver removida a causa do es-
trago.
Na 11 divisao parte de um alerro se deslocoo.
mais pouco foi alm dos limites.
Na_12 divisao tambem so deslocaram dous ater-
ros nao acabados e muito altos. Adoplam-se em
todos estes casos as providencias qne parecem
necessarias.
Em geral considerando o carcter accidentado
do terreno que a linha atravessa, e os speros
taludes Iransversaes das montanhas, as obras of-
ferecem mais solidez do que se devia esperar ;
e a experiencia garante a sua permanencia, uma
vez acabados e concedendo jalguca tempo para
cousotidago.
3-* 4.a Secoes, ou ramal de Minas e S. Pau-
lo. Concluirara-se os estudos, e foram presen-
tes directora as plantas, perfis e ornamentos
respetivos. As turmas de engenheiros que es-
tadavam a linha foram desorgauisadas e reduzi-
do o corpo do ajodantes.
Uma nova turma oceupa-se actualmente era
aviventar o trago e e preparar parar os empreza-
rios o reslo da 2.a secgao, desde o tnel grande
li barra de Pirahy, que a companhia prenten-
de adjudicar em fevereiro prximo.
Dos guarde a V. Exc.
A. Ellison Jnior, ngenheiro em chefe.
( Diario do Rio de Janeiro.)
PERNAMBUCO.
Ultima divisa (16 e 17).O grande aterro (o
maior de toda a linha) cootem j 200,000 jardas
cubicas, ou quasi 3|4do total. o longo e dilcil
corte de 1,700 ps de comprimento, adjacente
entrada do tnel grande, chegou ao nivel dos tri-
lhos em uma exlenso de 1,200 ps. Dos 500 res-
tantes, os200 contiguos entrada eslavam sujeitos
a grandes desabamentos da muito iogrema neos- .JTS22 q'.^ "-m!
teproroxima. Este perigo. tornando muito ma- i irf0nf*"'"-qnu!' mo aquello,
nifesto por occasiao das pesadas chuvas de 1858. conslruccao de um pharo1- Fa
fez iembrar
REVISTA DIARIA.
Por aviso imperial de 31 de Janeiro ultimo foi
prorogado por mais sesseola das o prazo mar-
cado pelo decreto de 10 de outubro do auno fin-
do, n. 266.
Este decreto relativo retirada da circulago
das notas de quautias inferiores 50J, emiltidas
pelos bancos de circulago, creados por decreto
do poder executivo, suas caixas filiaes e agen-
cia*.
O Exm. Sr. presidente solvendo as duvijas
oppostas pelo Sr. juiz de paz do 2. districto des-
ta freguezia, a respeito da exooerago por elle
dada ao respectivo escrivo, mandou subsistir o
seu anterior despacho no sentido de carecer de
fundamento jurdico as razes pelo mesmo juiz
de paz produzidas para snstentagao da sua dis-
pensa ao referido escrivo.
O caes novo, entre as duas pontes, acha-se
em um estado de inmundicia, que reclama algu-
ma vigilancia da autoridade fiscal, nao s para
prevenir que delle fagam despejo publico, como
anda para que ieja removida a referida inmun-
dicia.
A iodifterengij que all se nota, lem chegado ao
poato de deixanem as cocheiras fazer deposito de
lixo por difiere tes das, al que venham condu-
zi-lo u'ai aqu lie para quem elle assim guar-
dado.
Alm disto, )bserva-se agora tarabom all um
grande acervo e p, que foi lirado d'um arma-
zem, e posto p la ra.
Taes cousas lo devem e nem podem ser tole-
radas.
Hontem i espancada pelo proprio marido
na ra Nova ui la senhora, que all modista ; e
como alguem trocurasse conte-lo ou prende-o,
recebeu uro s co, que offendeu-lhe o nariz.
Poi o delinqieute afinal conduzido para priso,
onde j tem e tado por idnticos feitos, do que
ha sido victim 1 a pobre senhora, cujo procedi-
miento digno de elogios e de melhor sorte.
No dia 61 lo corrente chegou ao Rio de Ja-
neiro o brigue Marina, que trouxe de Inglaterra
o pharol de ferro contratado com os Srs. Miers S
Irmos Uaylor, para a ilba de Sania Barbara dos
Abtolhos.
O mesmo navio partira em breve-cora os tra-
bajadores que toem de ir assentar o pharol.
Dentro om pouco. pois, gozar a navegago
para o Brasil, da incalculavel vantagem daquella
luz, e folgamos de ver que a administrago pu-
blica nao descanga no pensamento de Iluminar
os pontos perigosos de nossas costas e mares,
com o que grande animago dar mesma nave-
gago
o expediente de esleoder o tnel
mais 200ps para osul. Nesia parle eslo os em-
prezarios fazendo sua custa uma galera para
esgolo da agua* do tnel, que lhes trar econo-
ma de construego.
Outro expediente seria fizer o corte aberto e
segurar os lados com fortes muralhas ; mas a
primeira idea me parece prefervel.
Este corte, seguindo a parte mais baixa do val-
le, exigiu obras accessorias muilo coosideraveis
para desviar a grande quantidade da agua, que
naturalmente alfluiria an leito da estrada. Con-
sisten: em grandes vallas abertas o dous tunis
em espiges do montanha, cujo comprman-
lo somma 340 ps. Estes tunis, de secgao dup-
lica com eixos de 5 e 4 ps sao em toda a ex-
lenso revist Jos de pedra, e custaram apenas 20
% mais do que o prego do contrato para boeiros
quadndos da mesma secgo.
Tnnel grande.Concluirara-se os dous pogo3
ns. 2 e 3 e a partir do fundo de cada um esio
em activadade quatro turmas de mineiros, em
addigao s duas que trabalhara das extremidades.
Do pogo n. 1 anda fallara cerca de 90 ps.
Emprega-se nos tres pogos exclusivamente a for-
ga do vapor era machinas de sufficienle poder
para e servigo que fazem,
Alm dos 178 ps de galera aberta
a partir do primitivo pogo da|boca..... 178
Ha mais: do pogo suppleraentar.... 225
Do fundo do pogo n. 2............... 133 1i2
Do fundo do pojo n. 3............... 36 1i2
Da sahidado lunel, ao norte.......... 417
Resta agora que volte suas vistas para um oa-
aa
pharol. Fallamos do baixo das
RELATORIO DO ENGENHEIRO EM CHEFE.
Escriptorio dos engenheiros, 10 de Janeiro de
1861. Illm. e Exm. Sr. C. B. OUoni, presidente
da estrada de ferro de D. Pedro II Tenho a
honra de apresentara V. Exc. a seguinte exposi-
gao do estado dos trabalhos por mim diri-
gidos.
Obras em construego.
1* divisao.Esto concluidos o viaducto do
ferro de 240 ps sobre o ro de Sant'Anna e a
ponte sobre a estrada da Cacara, faltando se-
gunda mui poocas pedras as alas. Os dor-
mentes e os trilhos eslo aasentados em toda a
divisao.
6a ditiso.O leito est completo, incluiive
o pesado corle em rocha, alravs do qual j ae
lancaram os trilhos. Existe lastro distribuido, e
a concluso de toda a superstructura at a bifur-
cago do ramal des Macacos, no flm da divisao,
apenas demorada pelo mo estado da estrada
publica, que nao permittio o transporte de cerca
de quinhentos dmenles que faltam. Derara-
se, porm, providencias, que
w espero, permilti-
isso, lenroro a urgente necessidade que temos de rao concluir a superstructura antes do m do
um encanamento que nos fornoga a porgod'agua1 presente mea.
que necessilamos, para nao nos verraos nos mes- Ramal dos Macacos.Foi coraegado em se-
rnos embaragos em que ltimamente nos ach- tembro: todo o leito. 3|10 milhas, est oonclui-
r' ,.-..- Ido e prompto a receber lastro. Nao o havendo
voi \o e reparos da linha. Os aterros bom as vlzinhangas do ramal, esperara os em-
prezarios contratar com a directora o forr-eci-
raento, conduzido nos trens da primeira secgo.
Com mais um mez de tempo secco poderao as
locomotivas chegar aos Macacos. O ramal
de carcter semelhan te primeira seccao, mas
tom melborea declives; no seu termo so nota
esto em bom estado, e o servigo do lastro faz-se
*e"i?IeMqu nece8?,ri. do para notar que a
qualidadeda ara nao a mais apropriada, por
ser muito fina ; mas, infelizmente, na viziohauca
da nossa linha nao se encontr da outra ouali-
dade.
Total.... 990 ps
dos quaes 470 com as dimensoes completas.
O pogo n. 1 lem sido retardado, alm das ou-
tras causas mais de uma vez expostas, pelo en-
contr ltimamente de material pouco consisten-
te qau exige mais revestimento de madeira ; cora
os dados resultantes da observago do effeito das
ultimas eventualidades, calcula-so que este po-
go anda exigir 6 ou 7 mezes para concluir-se.
Nessa poca, porem, o lunel grande estar effec-
livamente dividido em deversos langos inteira-
mente distinctos : o maior dos quaes ter menos
de 1,800 ps a prefurar, resultado otido -suppondo
aue nos prximos mezes o termo medio da per-
furago nao desga de 20 ps por mez de cada la-
do, 6speranga autorisada pela experiencia.
V. Exc. est plenamente informado das muitas
causas que teem retardado o progresso desta obra
importante] A ioslabilidade de terreno, nos po-
gos, at a profundidade de 40 ps, e aimraensa
quantidade de agua que os invadi, causou por
muito tempo grandes embaragos. Julgue-se por
este facto : para evitar o mal e poder proseguir
com o trabalho, os emprezarios llzeram sua
cusa pequeos tunis de esgoto, sommando jun-
to mil ps de comprimento.
Abaixo desse nivel, e j na rocha viva, surg-
rain mais de uma ves jorros de agua, que expo-
liara os mineiros e em pouco tempo encham os
pogos a 80 e 100 ps.
Estas e outras contrariedades, juntas ao perigo
que offerece este genero de trabalho, arredavam
tantas vezes os operarios, tantas vezes o trabalho
se interrompeu, oi necessaro recomecar o
traquejo de jornaleiros inexperientes que nao de-
ve admirar techa falhado em parte a nossa ex-
pectativa.
Concluso das quinte milhas.Por um con-
trato suppleraentar os emprezarios se obrigaram
a concluir a linha da Belm at estrada do Ro-
deio, alm do Joaquim do Alta, al novembro de
186. Ne deaarrazoada a esperanga de que o
consgase, perqu a obra aula fosada, Uto o
ou mais reclama a
struego
Cobras que, pela sua posigo deve ter uma boa
luz para que os navios nao se percam sobre elle
como j lera acontec Jo muilos.
Este pharol, proposto pelo Sr. 1. lenente de
armada ttuzebio Aniunes, c considerado de umi-
ta ulilidade por oficiaes de marinha do reconhe-
cido mrito, que concordam na possibilidade de
entretelo regularmente, ser um guia seguro em
um ponto pergoso, para o qual eo os navios
atrahidos pela corrente ocenica que ahi existe.
Esperamos que esta indicago seja tomada na
consideraco que merece.
Reuniram-se, no sabbado 23 do corrente,
os accionistas da Companhia Peraambucana de
vapores costeiros, sob a presidencia do secreta-
rio, no impedimento do respectivo presidente, e,
depois de lida e approvada a acta da sesso ante-
cedente, a commisso de examo de contas, leu o
seguinte parecer :
Senhores.alcommisso quo encarregastes
do exame da escriplurago da Companhia Pernam-
bucana, que na qualidade de accionistas repre-
sentaos, de cumprimentou ao seu dever, e delle
vem dar vos conta. Ella sent, porm, que a
brevidade do seu exame, pelo curto espago de
lempo que para isso leve a nao habilite a dar um
parecer seguro e positivo a respeito da escriplu-
rago, porque aqui relativa aos mezes de julho
de 1859 a fevereiro de 1860, est de tal forma re-
sumida, que s por meio de um exame minucioso
se pdojulgar da sua exaclido e ordem.
Nao acontece assim com a que comprehende
os mezes de margo e dezembro de 60. feita sob a
direcgo do actual gerente o Sr. Borgos na qual
se nota a maior clareza, exactido e aceio, achan-
do-se archivados e na melhor ordem os documen-
tos que lhc sao relativos.
Julga pois a commisso do seu dever consig-
nar aqu um voto de louvor ao digno gerente cuja
intelligencia na administrago da companhia, se
revella pela posigo lisoogeira em que hoie
vemos. ,
< A commisso vos pede desculpa se por ven-
tura nao preencher as vossas vistas no desempe-
nho da misso que Ihe coofiasles.
Sala das sessoes da Companhia Pernambuca-
na, 23 de fevereiro de 1861.
Joa Baptista Fragoso.
Frederico Robilliard.
l'oram recolhidos casa de detengo nos
das 21 e 22 do corrente 10 homens; livres 7, es-
cravos 3; ordem do Dr. chefe de polica 1, do
Dr. delegado do 1. districto 2, do subdelegado do
Recife i, do de Santo Antonio 2, do de S. Jos 1,
do dos Afogados 1, do da Magdalena 1, do da
Varzea 1.
O vapor nacional Iguarass, sahido para os
portido norte, conduzio seu bordo osseguintes
passageiros : Mara Apoliuaria da Conceigo, Jos
Ferreira da Silva, Joaquim Luiz Pereira, Domin-
gos Henrique de Oliveira, Raymundo Carlos Lei-
te, Dr. Candido Emilio Pereira Lobo.
MORTALIDAPE 00 DIA 23 :
Mara, parda, 8 mezes; losse convulsa.
Joanns, parda, 18 mezes ; convulsdes.
Pedro Donnell, branco, casado, 28 annos ; inlara-
mago de ligado.
Manoel Antonio do Nascimento, preto, casado,
25 annos; congesto cerebral pulmonar.
Constantino, pardo, 8 dias; espasmo.
Perpetua Mara da Conceigo, parda, viura, 30
annos; dyarrhea.
Pedro, preto, escraro, solleiro, 52 annos; me-
cele.
Luiz, branco, 15 mezes; gastro hepalite.
-_ .
CHRONICA^UJICIAIMA.
TRIBUNAL DI RELICA0.
SESSAO EM 23 DE FEVEREIRO DE 1861.
rRESIDENCIA DO EXM. SR. COKSUHBIRO BRMBL1KO
i ,.. DElEiO.
Aa lOyhoras da manha, achando-se presea-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Caetano Santiago. Silveira, Gitiraaa, Lourengo
Santiago, Silva Gomos. Costa Molla, o Guerra,
procurador da corda, foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguales
JULG AMENTOS.
recursos cutres.
Recrranle, o juizo; recorrido, Serolau Guillou.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Caetano Santiago e Silva Gomes.
Improcedente.
Na denuncia de Brasilino Jos de Araujo e ou-
tras contra o Dr. juiz de direito Miguel Joaquim
Ayres do Nascimecto
Improcedente.
RECURSO COMMERCIAL.
Recrreme, o juizo ; recorridos, Lima de Cruz.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorleados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Molla e Silveira.
Nao tomaram conheciraenlo.
APPEI.LAC.dES CRINES.
Appellanle, o juizo ; appeado, Joao Evange-
lista da Molla.
Improcedente
Appellaule, o juizo; appeado, Jos Joaquim
de Siqueira.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Francisco
de Morses.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellada, D. Antonia de
Agular Mello e Botto.
A novojury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Malhias Jo-
s de Queiroz.
A novo jury.
Appellante, ojuizo; appellado, Luiz Francisco
da Silva.
A novojury.
Appellanle, ojuizo; appellado, Gabriel Rodri-
gues de Oliveira.
Improcedente.
Appellanle, o juizo ; appellado, Constantino
Jos de Lima.
Improcedente.
Appellante, o juizo; appellado, Joaquim Fran-
cisco Cavalcanti.
A novojury.
Appellanle, Alexaodre da Silva Mouro ; ap-
pellado, o juizo.
Nullo o processo.
APl'ELLAeES CIVE1S.
Appellante, Bernardo Antonio de Miraada ;
appellado, Manoel Francisco de Paula Cavalcanti
de Albuquerque.
Mandou-se proceder a habililago dos her-
deiros.
Appellante, o visconde de Suassuna ; appella-
dos, a viuva e herdeiros de Sebaslio Antonio
Paes Brrelo.
Confirmou-se a senlenga.
Appellante, Joaquim Francisco de Miranda ;
appellada, a cmara municipal.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante, Joo Sergio Cesar de Andrade ;
appellado, Candido Eustaquio Cesar de Mello.
Desprezaram-se os embargos.
Appellanle, Dario Gomes Brrelo ; appellado,
Manoel Antonio de Albuquerque.
REVISTA C1VEL.
Recorrente, Manoel Anlonio da Silva Ourives ;
recorrido, Manoel Eugenio da Silva Soares.
Nullo o* processo.
Concedeu-se a soltura a Jos Feroandes da
Cruz e oulros, pedida em habeas-corpus.
DILIGENCIAS CIUMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellagoes crimes:
Appellante, o promotor ; appellado, Argemiro
Mendes da Cruz Guissaros.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Xa-
vier da Silva Pedrosa.
Appellanle, o promotor; appellado, Joo Flix
de Albuquerque.
Appellante, ojuizo ; appellado, Mara Magda-
lena e oulros.
Appellante, o juizo; appellado, Januario, es-
cravo.
Assignou-se dia para julgamonto da seguinte
appellagoes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Agostinho Jo-
s de Santa Anna.
Appellante, ojuizo ; appellado, Simplicio Ma-
noel dos Passos.
Appellante, ojuizo; appellado,Joo Baptista
Rodrigues.
Appellante,
lado, ojuizo.
Appellante, o juizo
Ionio.
As appcllacoes civeis :
Appellantes, Manoel Jaciulho Pereira e outros;
appellados, Leopoldo do Reg Barros.
Appellanle, Jos Rodrigues do Passo ; ap-
pellado, Joaquim Antonio da Silveira.
Appellante, Mara Rosa da Silva Barros ; ap-
pellado, Luiz Jos Marques.
DISTRIBOIQES.
Ao Sr. desembargador Figueira [de Mello, as
appelUces crimes :
Appellaote, Jos Antonio de Lima ; appelladq,
o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Julio Affon-
so Serra.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellagoes crimes :
Appellaote, Francisco Rodrigues Cavalcanti ;
appellado, ojuizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Paulo Fran-
cisco Cavalcanti. .
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellagoes
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Jos
de Freitas.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco'
Quintino de Barros.
Ao Sr. desembargador Gitirana, as appellagoes
crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Francisco Ru-
fino Balinga Braga.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Marlins
do Bomflm.
Ao Sr. desembargador Lourengo Santiago, a
appellaco crime :
Appellante, o juiz ; appellado, Jos Pereira de
Freitas.
Appellante, Jos Serafim Moreno ; appellado,
o juizo.
Ao Sr. desembargador Costa Molla, as appella-
goes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Luiz
Gallot.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim Felicio.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
lagoes crimes :
Appellante, Jos Mara Lima Sampaio; ap-
pellado, o juizo.
As i}i horas encerrou-se a sesso.
JURY DO RECIPE.
Ia SESSAO.
Da SS de fevereiro.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA SE-
GUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO DOMINLES DA
SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Escrivo privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
Advogados, o Sr. Dr. Ameiico Netto de Men-
dooga e Romualdo Alves de Oliveira.
A's 10 horas da manha, o escrivo procede
chamada e verifica estarem presentes 39 ja-,
rados.
Foram relevados das mallas anteriores, por
terem comparecido justificando as faltas, os ju-
rados seguales:
Jos Francisco de Moura,
Jeronymo Gomes da Fonseca.
Sao multados em 209000 pelo Dr. presidente
do jury, cada um dos Srs. juizes de (acto mulla-
dos nos dias anteriores, e mais os senhores :
Alexandre da Silveira Lina Veneno.
Francisco Pereira Vianna,
Joa^ira Gomes Ferreira ; appel-
appellado, Manoel An-
Luiz Jos de Oliveira Dniz.
Jos Aoestacio de Albuquerque.
-Estando praaeale o na moro legal, o Sr. Dr
juiz de direito declarou aberta a sesso.
Entra ea julgamento o processo em que reo
Bernsrdino de Senna, aecusado por crimo de
effousas physieae feitas na posaos de Eelevao-
RodrUaes, lando por seu advogado o Sr. toaan-
aldo Alves de Oliveira. ^
O conselho de eeaienga comp5a-se dos Srs.
jurados:
Joaquim Vital do Amaral.
Antonio Conrado Sabino.
Joao da Rocha e Silva.
Jos Joaqesa da Gesta.
Joo Aniooio Coelho.
Jos Elesbio Borges cha.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
Len.
Francisco Cosario Branco.
Virgilio Jos da Molla.
Bernardo Falco de aouza.
Jos Pacheco de Medeiros.
Candido Jos da Silva Guimares.
E preataram juramento sobre o livro dos San-
tos Evangelhos.
Foi o reo interrogado.
Lido o processo, deu-se a palavra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a coodemnacio do reo no
grao medio do artigo 208 do cdigo criminal.
O Sr. advogado, deduziodo a defeza, pedio a
absolvigo do reo.
Findos os debales, o Sr. Dr. juiz de direito
perguntou ao jury se eslava sufficientemenle es-
clarecido para julgar a causa, e lendo resposla
affirmativa resumi a materia da aecusago e da
defeza, propondo ao conselho os quesitos se-
guinte :
. IoO reo Bernardino de Senna na tarde do
dia 17 de dezembro de 1859, fez na pesaoa de
Estevo Rodrigues o ferimenlo constante do cor-
po de delicto, com um punhal de que se achara
armado?
*?Esle ferimento produzio no paciente gra-
ve iocommodo de saude?
. 3~*.Esle ferimenlo produzio no paciente inha-
bilitagao de servigo por mais de um mez?
VExislem circumslancias altenuaotes fa-
vor do reo?
Recolhido o jury de senlenga sala secreta
das conferencias, voltou depois de mei bora
respondendo aos quesitos pela maneira se-
guale :
Ao IoSim, por unanimidade.
Ao 2o, 3o e 4oNao, por unanimidade.
Lidas ss respostas polo presidente do jury, r>
Sr. Dr. juiz de direito proferio sua senlenga
condemnandooro a um mez de priso, e na-
mulla correspondente metade do tempo.
SEGUNDO JLGAMENTO.
Entra em jnlgamento o reo Ado Malhias, ae-
cusado por crime de offensas physicas feitas na
pessoa do preto Ildefonso, escravo de Vicente
Teixeira Coimbra, tendo o mesmo reo por sen
defensor o Sr. Dr. Americo Netto de Mon-
donga.
O conselho de senlenga foi composto dos Srs.
jurados:
Leopoldino Ferreira da Silva.
Antonio Jos da Costa Reg.
Gedeo Forjaz de Lacerda.
Dr. PergenlinoSaraiva de Araujo Galvao.
Manoel Grigoro Barroso de Mello.
Marcolioo oroellaa Cmara.
Caetano de Carvalho Raposo.
Domingos Nunes Ferreira.
Ludgero Anlonio de Albuquerque Mello.
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Anlonio de Hollaoda Arco-Verde Cavalcanti.
Ignacio Nery Ferreira.
E prestaran: o juramento aes Santos Evan-
gelhos.
Foi o reo interrogado e fez-se a leitura do pro-
cesso.
O Dr. promotor pedio a condemnago do reo
no grao medio do artigo 208 do cdigo cri-
minal.
O advogado do reo, deduzindo a defeza, pedio
a sua absolvigo. *
Findos os debales, o Sr. Dr. juiz de direito
propoz oo conseibo os seguales quesitos :
IoO reo Ado Malhias, Africano, na tarde do
da 15 de Janeiro do anno prximo passado ferio
a Ildefonso, escravo do Vicente Teixeira Coim-
bra, na estrada do Manguioho, com um compasso
que Ihe foi apprehendido ?
2oEste ferimenlo produzio no paciente gra-
ve incommodo de saude?
3oEste ferimento produzio no paciente inha-
bililaco do servigo por mais de ura mez?
+Existem circumslancias altenuantea fa-
vor do roo?
Recolhido o jury de sentenga com os quesitos
e processo sala secreta, d'alu voltou depois de
meia hora, respondendo :
Ao Io queailoNao, por 8 votos, e deixando
do responder aos outros por carem prejudi-
cados.
O Sr. Dr. juiz de direito em vista da deciso
do jury publicou sea senlenga absolvendo o reo
e condemnando a municpalidade as cusas.
Levanlou a sesso adiando-a para o dia se-
guinte s 10 horas da manha.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
ESSAO EXTRAORDINARIA DE U DE FEVE-
REIRO DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Reg, Barata, Dr. Henrique,
da Silva e Cezario de Mello, abrio-se a sesso,
e foi lida, e approvada a acta da antecedente.
Loo-se o seguinte expediente.
Um oulcio do Exm. presidenle da provincia,
dizendo que recoohecendo a cmara, como a pre-
sidencia, a conveniencia de conservar-se em iso-
lamento o predio do novo hospital de Pedro II,
objeclando apenas sobre a proposta de desapro-
priago dos terrenos em frente do mesmo hos-
pital, por falta de meios para comportar a in-
demnisago devida, recommendava a presiden-
cia mesma cmara mandasse, por ora, embar-
gar qualquer obra que ee pretenda fazer nos re-
feridos terrenos, que sao de marinha, e que es-
lo devolutos, al que a assembla legislativa
provincial resolva sobre esle assumplo, pela for-
ma por que lbe indicara a presidencia no seu
relatorio; e que, quanto ao sobrado, estando
prompto exteriormente, como informara a cma-
ra, nada por ora havia a providenciar por parle
da mesma cmara.
Posto em discussio, o Sr. Barata, requeren, e
foi approvado. que se ordenasse ao fiscal da
Boa-vista indagasse se havia alguma licenca para
se edificar em taes terrenos, o havendo-a, ca-
sasse.
Outro do mesmo, ordenando informasse a c-
mara com urgencia corea do que solicita Car-
los Luiz Cambronne, empresario da limpesa des-
la cidado, no trecho, que por copia remeltia, de
uma representago que dirigir presidencia:
indicando a caraira os meios mais efficazes de
fazer effectiva a providencia por Cambronne lem-
brada, e undando-se no artigo 44 do seu con-
trato.
Posto em Jiscusso, resolreu a cmara res-
ponder que, quanlo a primeira parte, era de pa-
recer que Cambroono Unba razo, em vala do
citado artigo 44 do seu contracto, pelo qual o
governo obrigado a fazer um regulamenlo, era
que eslabelega penis obrigalorias para admisso
do systema de limpesa, parecendo porm i c-
mara que oa proprietarios devem ser obrigado
ao pagamento dos apparelhos, correndo so por
coala' dos ioquilinos os reparos para a conserva-
gao delles e a annuidade estipulada pelo servigo :
quanto a segunda parte, isto dos meios mais
efUcazes de fazer effectiva a providencia lembra-
da por Cambronne, entenda tambem a cmara.
que fazendo o governo, e pondo em execuge o*
regulamenlo de que trata o mesmo artigo 44,
estabelecendo-se nelle as penas obrigalorias para
o emprego desse systema, devia ser elle remani-
do tnesouraria provincial, para o por am exe-
cugo, visto que lendo essa reparlicao o preve-
legio de um loro privativo para exeoular aquelles,
que deixam de satisfazer seus dbitos, ello
torna-se mais fcil, eficaz aimposigo de peoas,
e assim o prompto cumprimenlo do resulament
nesta parte.
Outro do engenheiro cordeador, informando a
peligao de D. Joanna do Rozario Guimares Ma-
chado, que pede Ihe seja permelUdo levantar
uma trapeira na cata de sua propriedade, na ra
Impacial n. 162 com as mesmas dimensoes, e
forrar de outras j& levantadas, dizendo o enge-
nheiro que tendo a cmara reconnecido a incoa- *
veniencia de taes trapeiras, e proposto a presi-
dencia da proVineia a revogago do artigo das
postaras que permellia a sua construego, substi-
i tulndo-as por sotas de dimensoes determinadas,
. ILEGVEL


mamo di mskmmxo. *sbgvho% nna nn-mumo os mu
psrecia-lhe qae seria orna contcadlco cooeeder-
** onnecida a decuso da presidencia, podendo
om todo ser-lhe permetlida a continuaco das
otsa ji ap-provadas por esta cmara.
A cmara municipal conceden a licenga.
Oalfo do mesmo, ponderando, que lho (ora
apreoenlado o requenmeoto, que remettia, de
Antonio Joaquim da Costa e Silva, para a odi-
cmo de ubi casa na ra da Esperanga, e que
lhe nlo pareca regalar conceder-se ao peticio-
nario levantar orno casa de 2t palmos de larga-
ra com sota, toado oitoes singlos ; todava ae
a cmara entendeiie que nisto nao ha eoconve-
niente, dara a cordeajo ordenada. A cmara
ccato estas reflexes, e nao conceden a licen-
para tal edifietco.
>*Ua do i juU de paz do Io dutricto do Poco,
conjmunicando que o districto so acha acephalo
desde o da 7 da Janeiro ultimo, por nao haver
juiz de paz em exercicio. visto que sondo elle o
nico juramentado, entendeu nao derer servir,
sem preceder commuoicaco da autoridade com-
petente,Mandn-se responder que entraase era
lance, a m de nao soflrerem as partes em
eos dtreitos, e resolveu-se oficiar ae Exn. pre-
sidente da provincia, expon io-lhe as razts por
que eotende a cmara que os tresjuizesde pai
nao querem joramentai-se.
Oatro do nscal de S. Santo Antonio, pedindo-
Ihe mandaase 3 cmara pagar a qnanlia de 59
rs. que despender com o enterramonto de nm
cavallo, que apparecra morlo em 18 de Janeiro
ultimo, 113 praga do Capim.Mandou-se passar
mandado.
Oatro do mesmo, informando que Rufino Ma-
noel da Croa Cousseiro, abusara da lceuga que a
cmara lbe coacedera para fazer urna frente de
casa em seu terreno da ra da Concordia, levan-
tando pilares dos lados, por cuja infraego de
posturas tizara levrar termo do inffacgo contra
elle, e contra o mestre da obra.Indeferiu-so a
preteocao do peticionario.
Outro do fiscal da Boa-vista, nao se oppondo
licenga que pede D. tzabel de Faria Guimaraes,
para dobrar o oilo do lado do sul, da sua casa
da ra da Trompe n. 6.Concedeu-se.
Entrando em dscusso 1 informacao do enge-
oheiro cordeador, que se achava addiado, sobre a
pretenco de Manoel Perreira dos Santos, qne
Vede licemja para edificar urna ttapeira com va-
ranJa sobre a casa de sua propriedade, na ra
de Aguas-vordes n. 55.A cmara concedeu li-
cenga para essa construego.
Despacharam-sa as petigOes de Antonio Joa-
quim da Costa e Silva. Augusto Jos Ferreira,
Domingos Caldas Pires Ferreira, bacharel Ernes-
to de Aquioo Fonceca, Francisco Jos Tavares
Pires, Francisco Antonio Alves T.eixeira, Fran-
cisco Rufino Corris de Mello. Francisco de Bar-
ros Correia. Ignacio de S Lopes Fernandas, Izi-
doro dos Anjos da Porciuncula, Joanna Maria
do Espirito Santo, Jos Carneiro da Silva, Jos
Antonio Rodrigues da Silva, Joao Miguel Tei-
xeira Lima, Luiz Jos da Costa Amorim, Manoel
Figuera de Faria (t). Manoel Custodio Peixoto
Soares, Manoel Joaqaim da Paz, Manoel Goncal-
ves Ferreira e Silva, Manoel de Miranda Castro.
Rufino Manoel da Cruz Cosseiro, e evantou-se
a sessao.
Eu, Franeisco Canuto da Boa-Viagera, offi-
fal-maiora escrevi no impedimento do secreta-
rio. Barros Reg, presidente.Henriques da
SilvaBarata de Almeida.Reg.Leal Seve.
Hato.
Communicados.
Era j examinad* 0 pen amen ta ap pro vjdo em
latim um'joven de 13 sanos de idade, que teodo
dado provas de urna babilidsde nao commum,
desconbeceado a menor porturbago, mostrou que
alm do taleoto o applicago de sua parte, haviam
mata os esjsrgosda parte de seu mestre; por isso
de corto estimulado o Rvm.padre-mestre Manoel
Thomaz ebega-seao joven eo elogia ; e este, com
affaoUidade pueril lhe diz que no outro dia que-
ra fazer tambem exame de francez; e o mesmo
Rvm. Sr. pergunta-lhe se quer logo em seguida
faze-lo : a resposta foi ( admiravel) sim, se-
nhor.
Logo (oram consultados os ontros Rvms. seus
nobres collega, e eates de prorapto annueni a
to officiosa consulta : o joven examinado, e
teodo egaal triumpho, dirigimo-nos elle como
desejo de conhece-lo I Soubemos que se chama-
va Jos Aflonso de Lima o S, e diiendo-nos o
norae de seu pae, nao tivemos a honra de o co-
nbecer, mas nao nos poapamos de o felicitar na
pessda de lio amavel Qlhinho I
O seu mestre, porm. por nos bem conhoci-
d), o Sr. Alfonso Jos de Oliveira, nos nos con-
gratulamos com S. S.*, pela dedicacao e esmero
que toma no cumprimento de seus deveres, e
exercicio de sua profisso I
Temos exhuberanles provas do que acabamos
de dizer.
Se houvessa prolecgo, riinguem raais, quando
no tanto, merecera ser del la credor corno S. S. I
Nao ha !
Descnlpe a inhabilidade de nossa penna.
Correspondencias.
Srs. redactoresAchando-me actualmente des-
empregado, nao porque nao ter-ha aptidio para o
trabalho, e perseveraba nelle, nao porque o meu
procedimento moral e civil teoha alguma cousa
que se lhe possa notar; mas sim em virtude de
urna persegnico systematica que me movem os
meus inimigos com o im de fazerem desappare-
cer a responsabilidada moral e legal em que es-
to incursos ; ameagado de figurar como reo em
um processo por abuso de liberdade de imprensa,
cajo apporecimento debalde tenho esperado ha
olio mezes ; collocado, emfiro, entre a deshonra e
a miseria, e querendo igualmente fugir a urna e
outra :
Vendo-me, por isso, na necessidade de aban-
donar esta trra, quero, antes de o fazer, provo-
car, como por esta provoco todos esses meas ini-
migos a que, abandonando as emboscadas, ve-
nham imprensa, e patenteem ao publico tudo
aquillo que souberem em meu desabono.
Se o nao fuerera em quanto eu estou prsenle,
j o publico ficar sabendo o juuo que deve fa-
zer delles e do de V. S. criado muito venerador
e obrigado ,
Antonio Augusto Novaes Vieira.
23 de fevereiro de 1861.
t
SEMINARIO.
Tivemos occasiao de nos achar em Olinda : to-
mos ahi convidadoa para irmos presenciar, no se-
minario, os eximes de preparatorios, que se
preslam os que so dedicam ao estado clerical.
Somos curiosos ; temos muita dedicago i essa
estado : entendemos alguma cousa da materia
sobra que versara taes exames, e tinhamos noti-
cias, bem que vagas, muito lisongeiras, a respei-
to desse estabelecimenlo : todas estas circuns-
tancias, pois, influiram para que annulssemos ao
onvite; tomos. Nenhuma, porm, foi a nossa
admirago pelo que vimos, porquanto nonhum
motivo havia que podesso crear era nos qualquer
remorso de desagrado I foi sim plena a nossa sa-
tis fj cao : o nosso rigosijo foi excitado 111
A entrada nos foi obsequiosamente franqueada!
meros espectadores, nao suppunharaos poder
honrar o acto e menos enthnsiasmar a nobre cor-
poracao !
Tanta urbanidade e agazalho com que tomo9
tratados, alm de poder revellar-nos a certeza
das lisongeiras noticias, de que fallamos, nos quiz
persuadir de que all nao s a doutrina da igreja
catholica, como a da civilisaco mais apurada ora
o elemento de educago, que com habilidade se
ensinava, e com virtuosa submissao se rece-
a 11
_ A nossa imagioago creou, e logo o nosso cora-
co abragou a voulado de entregar nossos filhos
receberem ahi mesmo tao bem presumida edu-
cago 1
Nao foi allucinago nossa pelo bom agazalho
que recebamos! nao Fel delicaco, que temos
AO sacerdocio 1 e nem 6 por desordenad > fanatis-
mo, que nos queiram suppdr, pelos negocios da
igreja que assira fallamos ; somos comedidos, te-
mos sinceridada, e as nossas expresadas expri-
mera nosso seotimento.
Sen lo a nossa chegada muito anterior hora
dos exames, tivemos occasiao de fallar pes3oal-
mente aos reverendsimos seuhores lentes e rei-
tores do seminario era temeridade procurar qual
o de melhores maneiras e de mais ofiiciosidade !
todos se confundiara, mostrando sempre o mo-
desto sorriruos labios, a paz, e a candura na fa-
ce, e a austeridade religiosa no semblante do vir-
tuoso sacerdote.
Emquanto prepara-se os arranjos para a cele-
brago, e solemnidade dos aclos, quizemos exa-
minar o interior do edificio, seuscomraodos etc.,
o bem que teraessemos a justa censura do curio-
sos, esta reflexo nao nos arredou de nosso pro-
posito.
Ohl qee tao grande foi a nossa satisfacao 11 I
penetramos at o proprlo cubculo do Rvm. Sr.
reitor. Andamos pelos longos corredores vimos
0 livraria apreciamos a magnificencia, com que
ae acham preparadas as salas dos actos de pre-
paratorios, e a dos de theologia ; excelendo esta
em ricos quadros em que fielmente se acham re-
presentados sabios, e virtuosos prelados 111
Em tudo acharaos a mais completa orinan ; e
urna direccao tao bem empregada, que doixava
ver a harmona em que ludo se fazia I o servi-
o nao se confunda : ninguem era atropel-
ado I
Quando assim tudo apreciavamns ouvimos o
aom de urna sioeta, que nos pareceu dar signal
eo comego dos actos : logo apressamo-nos i sal-
la : era de certo o signal.
Entramos o tomos obsequiados cora asssentos
distinctos : pedio-sealtengao toque do campa :
devia principiar o primeiro acto : principiou.
A ordem que com respeito guardava a multi-
dio de collegiaes que all se ochava : a virtuosa
submissio, qua de quando era vez pratioou um
oa outro collegial, que, pUr torga de seos deve-
res, levantava-se, genuflexando com respeito e
amabilidade aos seus superiores: a branduracorn
que se porlavam os Rvms. Srs. examinadores
exigindo dos examinados minuciosas provas de
suas habilitagoes : tudo no aconselhava a mais
pronunciada attenjo e respeito I De bom grado
prestamos.
Reparamos a restriegao empregada as pergun-
tas. precisa para a justeza das respostas 1 doci-
Iidide com que se pedia a roethor e mais apro-
pnada signifleago de um nome de um verbo etc. I
tudo revelara instruego e carcter sizudo de
um examindor circumapecto, que desejando a
gloria de seus examinandos, nao lhe esqueciam
os deveres do justiga I
Tudo vimos em pratica, tudo vimos concluido
om egualdade em todos os outros muitos exa-
mes que se seguiram I
Parabens a Pernambuco por possuir um semi-
nario tSo bem ordenado por tao virtuosos direc-
tores, por to eximios protossores !
Ufane-ge S. Exc. Rvm. com a ioatituico
de seus nobres, virtuosos e sabios aotepaasados,
que boje sustentada pelo aeu teto, aue com to
boa tonta de emprega com tanto eamero bem
da mocidade, que acha nella os recursos mais
x>romplos para msUutr-se oa religiao catholica, e'
na moral.
Saja-nos permittido maU algumas expresses,
apezar da insumciencia de nossa peona e do de-
alinho da nossa narragao. Pedimos desculpa
NSo queremos fazer escolha : nao queremos dar
priraaza : Seria temeridade : j o diasemos I
queremos porm patentear a bondadedo Rvm.
lente aue pretidia o acto, o Sr. Dr. padre Ma-
noel Thomaz de Oliveira, cujo nome procuramos
saber.
Publicacoes a pedido.
Sr. redactor.Lendo a poca, peridico pu-
blicado na cidade do Aracaly, n. 39, de 26 de Ja-
neiro do corrente anno, deparei com alguns tre-
chos bastante odiosos cora referencia ao Illra. Sr.
Dr. Hypolilo Cassiano Pamplona, digno juiz de
direito da cidade de Souza na provincia da Pa-
rahiba; e Sr. redactor, contristou-me asss a
sorte dos povos daquella comarca, por ver os seus
destinos confiados aura tal magistrado, se ver-
dade o que diz a tolha, a que me retiro, o que
nao padece duvida, visto que prova-o com docu-
mentos.
Com effeito ia-me causando indignagao a ma-
neira acrimoniosa, com que escreve-se em urna
tolha publica contra um individuo de posicao e
magistrado, com epithetos injuriosos, por que
julgava que os nao merecesse, quando h :
Queris fazer das paginas do Aracaly (folha)
urna comedia, aonde ae pem om jogo as repu-
tagoas e o interior das familias ? Outra vida, col-
lega, que esta indigna de um juiz de direito,
quando mesmo....
Acabaste de despir os farrapo3 deGaspar
da trra, e j tomaes muito cedo os da bufo da
trra.
Julgaes o brinquedo innocente? N<$3 b jul-
gamos proprio de um sevandija, acostumado a
langarpasautnf por debaixo das portas.
O que nos admira, porm, que essa tolha
saja redimida pelo Sr. Dr. Hypolilo ? Mas que di-
zemos ? O Dr. Hypolilo reo de polica, como
cima em outro artigo demonstramos.
Ura reo de polica pronunciado por crime de
roubo, capaz de muita cousa.
E com effeito j eu tioha acabado de 1er o tac-
to criminoso do digno juiz de direito da cidade
do Souza, de que procedeu a pronuncia de que
trata ; as acredite -me, Sr. redactor, que nao
acredilei era semelhanle cousa.
Mas adiante, continuando, cahio-me o queixo
lendo a seguale pronuncia, e Qquei corrido de
vergonha por ter a certeza de que raais hoje,
mais amanhia ir ao conhecimeolo do governo,
que o acabou de elevar a ura cargo to impor-
tante, tal o de juiz de direito !?
Nao sabemos se no cartorio existe um pro-
cesso que em 18 foi instaurado contra o bacha-
rel Hypolilo Cassiano Pamplona e outros, que
foram. pronunciados no art. 269 do Cod. Crira. e
arl. 3 da le de 26 de outubro de 1831: o cario
que a pronuncia foi competentemente sustenta-
da, sendo que a copia do processo, por certido
authentica se acha em nosso poder. Vamos aqui
iranscreve-U para conhecimeolo da polica ;
ei-la :
Julgo procedente a denuncia a Os. 2, e obri-
go a priso e Imamento os denunciados oba-
charel Hypolilo Cassiano Pamplona, (e outros)
como incursos no art. 269 do Cod. Crim. por es-
tar provado pelos depoimentos das teslemunhas
terem sido ellos os autores do roubo da urna da
eleigo do districto de Mulambas no dia 13 de
fevereiro do presente anno, assim tambem os
julgo incursos no art. 3 da le de 26 de outubro
de 1831, pela prora, que resulla do depoiraanlo
das mesraas testemunhas de haverem elles usa-
do na occasiao do dito roubo de armas prohibi-
das. Pela mesma forma julgo tambem ocursos
no citado art. 269, combinado cora os arts. 5 e
35 do sobredito Cod. Jos Monteiro Pinto (e ou-
tros) por haver prova suCQciente, firmada no dito
das referidas teslemunhas de terem elles direc-
tamente concorrido para aquello roubo, d'onde
resulta seren cmplices nelle; pelo que os obli-
go igualmente priso e livramento. O escri-
vo passe contra to I03 elles mandado de priso
e remolla estes autos cora segredo de justiga, ao
juiz municipal, que nao se achando cumplice
oesta pronuncia, for competente para conhecer
dola, e paguem os pronunciados as cusas, em
qua os condemno.
Aracaly, 15 de abril de 1844.
.Francirco Fernando Pereira da Graca.
Eis, Sr. delegado, criminosos que al hoje
nao foram punidos.
A bem da justiga, pois, pedimos-lhe que
mande prender esses criminosos, do contrario
haver quem se dirija ao presidente da provincia
denunciando o caso com o processo na mo.
E Sr. redactor, de homens desta laia que o
governo tanca mo para distribuir justiga, quan-
do elles sao os que antes precisara do serem jus-
tigados I Mas lera um pargaminho ; que mais
Ihes falta para terem direito a ludo ? Que impor-
ta a sua m ndole, a sua perversidade, a sua ira-
moralidade e incapacidade ?!
Quo mal vai ainda distribuida a justiga de nos-
sa trra 1! 1
Tome nota o Sr. ministro respectivo, e v lan-
gando sua benfica vista sobre aquellas comr-
caos, que apezar do fazerem votos.ao Eterno
para afaalar de ai o duende do gener humano,
at agora elle nao dignou-se ao meaos de visitar
a sua comarca, para ver se mesmo por alguns
das, allivia o infeliz Aracaly do peso, que o sub-
merge ; mas que o rapaz tem particular gosto
pelo jornalismodas esquinas, eso all pode os-
lenta-lo.
S. Exc. o Sr. Marcelino, parece que deixa ir
passando desappercebidas todas estas cousas,
talez por espirito de classe ; obra bem.
So tenho, Sr. rodador, occoOar urna columna
do seu jornal, cora negocios de oulras provin-
cias, acm por iaso o bem deixa de sor geral, e
por consequencia digno de attengo.
O seu assignante e enastante leitor.
Recito, t^4efeverelaodel86i. *
'Di Ordem n. 186]
-i
conutKcio.
97
Hovlsaeato d alfandega.
Yolumes entrados com fazendas..
com. gneros..
Volumes sahidos cam fazendas.. 48
com gneros.. 49
Descarregam hoje 25 de fetereiro.
Barca nacionalCastro IIIditeisos gneros.'
Im porta &o.
O palhabale nacional Sania Cruz, vindo da Ba-
ha, consignado Caetano C. da Costa Horeira,
maoifestou o segunte ;
600 barricas farioha de trigo e 3 caixes cha-
rutos ; ordem.
600 molhos piaasata ; ao consignatario.
1600 quartiuhas, 21 talhas e 19 bacas de barro
vidrado etc. ; ao capitio.
Barca nacional Catiro III, vinda do Rio de
Janeiro, consignado Pinto de Souza & Bairo,
maoifestou o segunte :
155 meias barricas raas, S caixes litros e
roupa, 1 dito rap, 1 caixao chapeos, SO rollos
fumo, 20 latas de dito, 90 ditas dito, 220 saceos
caf ; a ordem.
Patacho dinamarquez Bolilde, vindo de Monte-
video, consignado Amorim & Irmos, man-
eslou o segunte :
2,915 quintaos de carne secca, o 50 couros
seceos.
E.vporta$o.
Brigue americano Brandwine, para Philadel-
phia, carregou :
Rostron Rooker & C-, 1,900 saceos com 9,500
arrobas de assucar.
Brigue portuguez Maria, para Lisboa, carre-
garara :
Barroca Si Medeiros, 136 saceos com 680 arro-
bas de assucar.
Carvalho Nogueira S C. 41 barriscom 1,809
medidas de mel.
Jos Custodio Peixoto Soares 100 meos de
sola.
Barca hespanhola Rosa, para Rio da Prata, car-
regou :
Aranaga Hijo &C, 180 barricas 1372 arrobas
e 25 libras assucar, e 100 barricas e 500 arrobas
dem.
Patacho hannoveriano Ria, para o Rio da
Prata, carregou :
Amorim, Irmos & C, 200 barricas 1611 arro-
bas e 10 libras de assucar,
Patacho portuguez Jareo, para Lisboa, car-
rega :
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 300 saceos com
1,500 arrobas de assucar.
Amorim & Irmos 700 saceos com 3,500 arro-
bas de assucar,
Bccebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do.da 1 a 22. 21:8963003
dem do dia 23.......2:132jJ350
>
: >
>
. libra
. .
. arroba
*


. libra

. cont

. libra


.* um

. libra

. um

24:0283353
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 22. 57.177tfl28
dem do dia 23.......2.563J172
59 740*300
Alfandesfa.
Rendimento do dia 1 a 22. .
Idom do dia 13.....
313:956#570
8:95H477
322^909#047
PRAA, DO RECIFE
3 DE FEVEREIRO DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal
Cambios-----------Saccou-se sobre Londres a 26
1/2,26 5/8 e 26 3/4 d. por ljjSOOO
rs., sobre Pars a 365 rs. p.
f., 6 sobre Hamburgo a 685
rs. por M. B e sobre Lisboa do
104 a 108 por cento de pre-
mio, regulando os saques da
semana por .S 35,000.
Algodo----------O regular vendeu-se de OfOOO
a 9200 rs.. e o superior a 0?
rs. por arroba.
Assucar-----------O branco vendeu-se de 3>200 o
49OOO rs. por arroba, somenos
de 2g700 a 2$800 rs., mascan-
do purgado de 2$450 a 28600
rs., e canal de 2#000 a 2gl50
res.
Agurdente Vendeu-se a 80*000 rs. a pipa.
Couros- Os seceos salgados venderam-
se a 220 rs. por libra.
Arroz--------------Vendeu-se a 2800 rs. por ar-
roba.
Azeitc doce-------Vendeu-se a 2J900 rs. por
galo.
Bacalho- Nao houve venda atacada; re-
talhou-se de 14&000 a 15*000
rs. a barrica, cando em ser
7,000 barricas.
Batatas----------Venderam-se de 1*760 a 2*200
rs. por arroba.
Carne secca- A do Rio Grande retalhou-se
de 5*000 a 5*500 rs. por ar-
roba, e a do Kio da Prata de
3*800 a 4*000 rs., [cando em
ser 28,000 arrobas da primeira,
e 15g000 da segunda.
Caf-----------------Vendeu-se de 6*000 a6J400rs.
por arroba.
Cha------------ Vendeu-se de 1*600 a 1*800 rs.
por libra.
Carvo de podra- dem a 14*000 a tonelada.
Farinha de trigo. Retalhou-se de 25* a 28* rs.
por barrica da de Richmond
25 a de New-York. e30rs.
a de Trieste, flcaudo em ser
4,900 barricas da primeira,
400 da segunda, e 800 da ul-
tima, inclusive algumas bar-
ricas que vieram da Baha,
Far. de mandioca Vendeu-se a 48000 rs. sacca.
Feijo-----------Vendeu-se a 7*000 rs. a
sacco.
Folha de Flandre-Idera de 19* a 22 rs. a caixa.
Garrafes--------dem de 18000 a 18250 rs.cada
um, empalhados.
Louca--------------dem a 290 por cento de pre-
mio sobre a factura, cambio ao
par.
Manteiga----------A ingleza vendeu-se a 800 rs.
por libra, e a franceza a 670
rs., ficando em ser 500 barris
da primeira, o 150 da segunda.
Queijos Os fia mongos veudoram-se de
1*200 a 1*800 rs.
Sabio-------------Vendeu-so de 100 a 180 a libra.
Toucinho----------O novo vendeu-se de 7*500
a 8*000" rs. por arroba.
Vinagre-----------dem de 115* a 120SDOO rs. a
pipa.
Vinhos-----------O tinto de Lisboa vendeu-se
de 2808 300* a pipa; e um
carregamento do tinto do Es-
treito foi negociado a 275S a
dita. *
Velas ------------As de composico vendeu-se a
730 rs. por libra.
Descont- O rebate de leltras regulou de
10 a 18 por cento ao anno
discontando a caixa cerca de
500 conlos a dez por cento.
Freas- *- Para o Canal de 35 a 37/6. para
Liverpool a 17/6, e a 1/2 d.
por libra de algodo.
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos precos dos gneros sujeitos direitos
de exportado. Semana de 23 de fevereiro
ai de marco de 1861.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Abanos.....: cento 1*000
Agurdente de cana. caada 1*000
dem restilada e do reino 1JOO0
dem caxa^a...... 5440
dem genebra...... 1*000
dem alcool ou espirito de
agurdente...... 'jooo
Algodo em carogo arroba 2|225
dem em rama ou em l. 8J900
Arroz com casca..... 8800
dem descascado ou pilado. 2J700
Assucar mascavado .... 2*100
! dem branco...... 3J500
dem refinado...... a jj
I Azeite de ameadoim ou mou-
dobim........ caada 2*000
dem de coco ....... 2*500
dem de mamona..... lf 280
Batatu3 alimenticias .... arroba 1*060
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ...... 48O0O
Mmlaa......
Ctttbom......
Wem mcqIbs m restolho
dem torrado ....
Caibrcrs ......
Cal..........
dem branca......
[ Carne secca charque. .
I Carteo vegetal. ...'..
Cera de carnauba em bruto. .
dem idem em velas. .
Cn*Kw.......
Coeos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
t^emJerd?s......
dem de cabra cortidos ."
dem Ae onca......
Doces seceos ...'.'.[
dem em geleia ou maesa .
dem em caMa. .....
Espadadores grandes. .
dem pequeos.....
Esleirs para forro ou esliv de
n"io......; cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta..... arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........ Um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario eu restolho.
dem em rolo bom
dem ordinaro restolho. >
Gomma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros........
Lenfias e esteies..... um
Mel ou melaco...... caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedras de amolar urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassava........ molhos
Ponas ou chifrea de vaccas e
notilhos....... cento
Pranchoes de amarello de
dous custados...... urna
dem louro.......
Sabo......... libra
Salsa parrilha....... arroba
Sebo em rama...... >
Sola ou vaqueta ..... urna
Taboas de amarello .... duzias
dem diversas......
Tapioca........ arroba
Travs......... urna
Unhas de boi...... cento
Vinagre ....... caada
Alfandega de Pernambuco 23
1861.
O primeiro conferente. Francisco de Paula
Gon;alves da Silva. O segundo conferente, Jos
Maria Cezar do Amaral.
Approvo.Alfandega de Pernambuco 23 de fe-
vereiro de 1861 Barros.
Conforme. Joo Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro escriturario.
4|00O
{300
9(00
tm
ffOO
4|000
*250
|400
meo
48OO0
#223
9360
140
8300
108000
1*000
*500
3500
4S0OO
28000
24*000
lfOOO
18600
68000
18500
58000
168000
78000
128000
68000
3*000
25800O
28000
10*000
508000
9240
18000
10*000
|800
108000
lfHfl
8200
4*000
16*000
88000
9120
258000
58000
28400
104*500
70*000
3*200
10*000
8300
*280
de fevereiro do
Moviment do porto.
Navios sahidos no dia 22.
Havre Barca franceza Tuspan, capiro C.
Guistif, carga differentes gneros.
Portos do norte Vapor nacional Iguarass ,
commaodanto o 2o tenente Joaquim Altes Mo-
reir.
Navios entrados no dia 23.
Montevideo 45 das, escuna dinamarqueza
s Rotilde de 110 toneladas, capito M. Pe-
tersan, equipagem 8, carga 2,915 quintaos de
carne ; a Amorim Irmo.
Rio de
tro III
Torres.
Pinto Souza Bairo.
Montevideo Brigue inglez a. Annandalo de
169 toneladas, capito Carlos Harden, equipa-
gem 9, carga ossos; ordem. Veio refrescar
e segu para o Canal.
Sahidos.
Rio-Graode do Sul Barca nacional t Aflon-
so capito Lourenco Justiniano de Souza
Lobo, carga assucar, e um escravo a entregar.
Havre Barca franceza Elisabeth capilo
Camvey, carga assucar.
on, equipagem 8, carga 2,915 quiniaes de ,Ci\" uc "_'1>
io ; a Amorim Irmo. mais se nao conlinh
1 Janeiro 18 das, barca brasileira Cas- j}0. Puente edilal 1
III da 304 toneladas, capito Antonio G. il10 l. res, equipagem 14, carga caf e fumo ; a =candinary i C, o
Snuza Rirn. Pr ventura possam
7f8DiMSWUtt*M seos reqeertmentoe itntraldot de
rjOO oeomootes.too protem : M Misa 1 anuos
completos de idade ; t. estarna Utres de culpa
e pena ; 0 3.' terem bom comportameoto. Os
exames versa rao sobre le t era, asaltee gramma-
ttcal, orthographia e arithmetka al a Iheoria
das;proporcOes inclusivamente.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco 21 de
fevereiro de 1861.O offlcialmaior.
Maaoel Mamededa Silva Costa.
lfOQOi OlIIm. Sr. inspector da thesouraria pro-
- Tincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
prndenle da provincia,manda contidar aos cre-
radorae da roparticto das obras publicas a apre-
sentarem na mesma thesouraria os seus ttulos no
prazo de 30 das, a contar da data deste, sfira de
serosa examinados e pagos os que estiverem cor-
rentes ; eerlos de que (Indo este prszo nao sero
attendidos.
E para que chegue ao conhecimeolo de lodos
se mandn atusar o presente e publicar pelo
Diario. r
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de ferereiro de 1861.O secretario,
A. F. d'Anouneiaco.
O Dr. Anselmo Franeisco Peretti, ccmmendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo a
juia de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recite e seu termo, capital da provin-
cia de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D.
redro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber ana que o presente edilal virera,
que Angelo W Paschoal me diriio a aeguinte pe-
Illm. e Exm. Sr. Dr. joir do commercio.Diz
Angelo W Paschoal.capito do navio grego Che-
la, que havendo fretado o mesmo navio a Scan-
dinary & C, de Londres, para trazer ura carrega-
mento de carvo da pedra de Cardiff para este
porto, celebrou com os meamos Seandinary & C.
um segundo frelamento, pelo qual obrigou-se a
seguir deste porto para o de Bellse (Honduras)
am de recebar ahi um carregamento de mogno,
obrigando-se os raesmos Seandinary A C. a fa-
zer lhe aqui adianlamonto de 150 libras sterlinas
sobre o segundo frete, pena de pagar o infractor,
no caso de infraccao do contrato, urna multa cor-
respoudeole a quanlia em que fosse estimado to-
do o frete, deveodo aquelle adiantamento ser
feito 10 das depois da chegada do supplicaole a
este porto. E porque chegando o supplicaole a
este porto no dia 30 de dezembro prximo passa-
do nao encontrasse aqui pessoa autorsada pelos
raesmos Seandinary & C. que lhe Qzesse o adian-
tamento estipulado, quer o supplcante protestar
perante V. Exc. contra os mesmos Seandinary &
C. e mais quera de direito for, para o fim nao
s de poder daqui seguir o destino que lho ap-
prouver. como tambera de realisar aeu direito
haver dos ditos Seandinary &"C, ende quem de
direilo for, a multa estipulada, e a indemnizaran
de todos os dainos e prejuizos provenientes da
falta de cumprimento do mencionado contrato.
Requerportanto a V. Exc. se digne mandar lo-
mar por termo seu protesto, e intima-lo aos re-
feridos Seandinary Ce mais a quem possa in-
teressar por carta de edictos com o prazo de 8
das, que parece sufficiente para chegar a noticia
de algum agente dos ditos Seandinary & C. que
exista nesla prega e pela razo de ser summa-
menle prejudicial ao suppll-ante mais demora
oeste porto, sendo-lhe depois da intimaeo en-
iregue-lhe o original, e Gcando traslado no car-
lorio, junta-se o protesto j feito pelo Diario.
P. a V. Exc. deferimento. E. R. M. Costa
Ribeiro.
E mais se nao continha em dita petiQo, na qual
dei o segunte despacho:
D. Tome-se por termo o protesto do supplcan-
te, sendo o mesma protesto intimado na forma
requerida.
Recite 12 de fevereiro de 1861.A. F. Peretti.
E mais se nao continha em dito meu despacho
aqui transcripto, em virtude do qual fora a mes-
ma pelico distribuida ao escrivo Manoel Maria,
que Istrou o termo de protesto do iheor segunte :
Aos 14 de fetereiro de 1861 nesta cidade do
Recife. em meu cartorio appareceu o supplcante
Angelo W Paschoal, capilo da barca grega Che-
la, por seu bastante procurador o Dr. Antonio
Jos da Costa Ribeiro, e disse perante mm e as
testemunhas infra assigoadas, quereduzia pro-
testo o contheudo de sua petico retro, a qual
offereceu como parte do presente que flca sendo :
e de como assim o disse e prolestou lavrei este
termo, no qual, depois de lido se assignou com
as ditas testemunhas: eu Mauool Maria Rodr-
gaos do Nssciraento, escrivo, o escrevi.Anto-
nio Jos da Costa RibeiroAdolpho Liberato Pe-
reira de OliveiraIgnacio Barroso de Moli. E
mais se nao continha em dito termo. E pelo theoo
Intimo e hei por intimado o
protesto ao refetido snpplicado
aos mais inleressados que
por ventura possam haver. Portanto sero pre-
sente publicado com o prazo de 8 dias, na forma
requerida, pela imprensa, e affixado na forma do
estylo. Recife 16de fevereiro da 1861.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimento, escrivo, o
subscrevi.Anselmo Francisco Peretti.
c>
9> W O. O. ai a Q. 3 e ir. < 10 * 01 a. a B oras
W w v> w 28 i' er B 0 Atmotfhtra. O eo
se 0 Direccao. 4 M O n r5
c es 0 o 53 e es 0 9 D Intimidad*. V.
y 8 2? 2 Fahrenheit. n m m 0 H 99 O m se
ae Centgrado. 5 ps a 0 i
0 o 10 s 22 1 Hygrometro. i
0 0 0 ?Ji s Cisterna hydr mtrica. 9-
758. 756,6 s 4 * ce Francs. O O
30,04 30. 8 0 * 0 0 1.1 Inglet.
A ooile nublada e de pequeos agoaceiros,
tonto tariarel dos quadrantes do NE a SE at 4
horas da macha, que Grmou no O.
OSC1LLaC>0 da mab.
Preamar as 2 b. 18' da tarde, altura 6,4 p.
Baixamar as 8 b. 6' da manba, altura 1.3 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 23 de fe-
tereiro de 1861.
SOMANO STEPPLK.
1* tenente.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 15 do cerrante, faz pu-
blico que o concurso para os lugares de 2. es-
criturario da contadoria da mesma thesouraria
ter logar no dia 18 Ue marco prximo vindoero,
devendo os pretendentea serem examinados na
grammat'ca da lingua nacional, escripturago por
partidas dobradas, arithmetica e suas applica-
cos, oora especialidad* a redueco de raoeda, pe-
sos e medidas, ao calculo de descont e jaros sim-
ples e cmeoslos ; sendo preferidos os que tie-
rem boa leltra e souberem lingoas estrangeires.
Os pretndanles deterao apresenlar seus reque-
rmenlas na mesma thesouraria com certido em
que protem ser maiores de 20 anuos.
E pira chegar ao cenbecimento dos ioteresss-
dos se mandos adiar o presente e publicar pelo
Diario
Secretaria da thesouraria protincial de Pernam-
buco, 16 de fetereiro de 1881.
O secretario,
A. F. fAnnunciago.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zeoda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade com a ordem circular do ihesouro
n. 8 de 25 de Janeiro ultimo, qu no dio t.* do
abril prximo tlndouro se fara- concurso nesta
thesouraria para preenchlnreoto dos logaros de
platicantes da mesma. Os que ameaortm sor
admlidos so concurso detero apresenlar oesta
Declarares.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial ao faz pu-
blico que do dia 1.a de fevereiro vindouro em
diante se principiara a contar os 30 dias uteis pa-
ra pagamento bocea do cofre dos seguiotes im-
postas : 12 0|0 sobre as lojas a retalho, armazens
de fazendas. tabernas e casas de leilo ; 4 0|0
sobre os armazens de reeolber, botequins, hoteis,
casas de pasto, typographias, prensas de algodo,
cocheiras, catallargas, e todos 09 mais estacele-
cimentos em que houverem gneros expostos
tenda ; 200-3 sobre casas de cambio, 509 sabr
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados em paiz eslrangeiro e por casa de jogo de
buhar ; o bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrosas, tanto do servido particular co-
mo de auguel. Mega do consulado provincial
28 de Janeiro de 1861.Pelo administrador,
Theodoro alachado Freir Pereira da Silva.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguntes, e contratar os gneros para o ran-
cho da coropanhia dos menores do arsenal de
guerra, duranle os mezes de marco e abril prxi-
mo vindouro:
Para o (abrice do fardamento do 8 batalho
de infantera.
12 covados de oleado.
605 1/2 covsdos de baeta verde.
64 taras de cordo preto de retroz.
24 grosas de boloes pretos de oss'o.
Para protimento dos armazens do almoxarifado.
20 arrobas de cobre velho.
Para o rancho da companhia des apreudizes me-
nores do arsenal de Guerra.
Paes de 4 oocaa, bolachas, assucar refinado,
caf em grao, cha bysson, manteiga franceza, car-
ne verde, dita secca, farinha de mandioca da tr-
ra, arroz pilado do MaranhSo, toucinho de Lis-
boa, bacalho, azette doce de Lisboa, vinagre de
Lisboa, feijo preto ou mulalioho.
Quem quizer vender taes objeelos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manha do dia 25 do
corrente mei.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 18 de
fevereiro de 1881.
Benlo Josi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario ioterino
de 10 por cento ou de 10 por cento no
pratneiro tnez, de 20 por cento no te-
gundor, de 30 por cento no terceiro e
a*m MNeesjNraMmente ate ficar no dea-
mo toa e 'st por diante em mais va-
Vr? gUn,r Eeft 5 de fe*ro ^
18b 1.Ot directores gerentes, Luiz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de e-
detros Re/50.
AT^e,!L^uMeiTe, d4 fregis deSinfo,
Antonio desta cidade se aebam embargados en
urna cochura tres estallos de differeates ore!!
teodo todos o mesmo ferro, o que prota Dortea-
cerem a urna s fazenda. o com indicios d se-
rem do semeo de engpnho. por desconfiaocV a
indicios de serem furtados, visto terem sido eli
recolhidos por dous homens do mato deecooke-
cidos, e depois spparecerem outros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as resoosUa
entre elles: quem. portento, se juigar coro di-
reito a ditos catallos, compareca neste juizo mu-
nido de suas provas, que lhe sero entregues.
Recife 22 de fevereiro de 186!.
Carneiro.
Capitana do Porto.
De ordem do Sr. chefe de diviso e capitio do
porto sao convidados os senhores pilotos de carta.
ou licenca da sota-piloto, para compareeerera
na capitana e serem alistados, para conhecer-se
a falla allegada pelos donos ou consignatarios
das erabarcacoes de longo curso e grande cabota-
gem de officiaes com as habilitagoes precisas.
Capitana do porto de Pernambuco 25 de feve-
reno de 1861Jos Avelino Silva Jacques. l.
tente-sjudante. *
THEATRO
DE
Santa Isabel.
O artista Santa Rosa se acha promplfleando o
drama
MfMiLTC&11JL'
ou o
RETRATO DE MITAS FAMILIAS.
E tambem preparando a comedia
Os irmos das almas.
Cujo espectculo levar brevemente na segun-
da recita que S. Exc. se digoou conceder-Ihe, e
que elle igualmente concede em beneficio aos
companheiros que trabalharam gratuitamente no
seu beneficio.
Os intervallos sero preenchidos com um dos
melhores dansados de Madama Virginia Romag-
noh Ferrari, que por grande obsequio ao Santa
Rosa e aos seus collegas ss presta gratuitamente
nessa occasiao.
Tambem haver dansa de corda bamba por
um joven da 14 annos, recentemente chegado
esta cidade.
A ottlera e a minuciosidade do espectculo se-
ro annunciadas por esta mesma folha ; e desdo
jaserecebom encommendas de camarotes e ca-
deiras, etc.. na ra de Santa Isabel n. 13, resi-
dencia do mesmo Santa Rosa.
Avisos martimos.
i
Rio de Janeiro,
segu por estes 4 ou 6 dias o brigue escuna ae-
graes, tem todo o seu carregamento prompto, e
s recebe escravos a frete ; trata-se com o con-
signatario Manoel Ales Guerra, ra do Trapicho
n. 14, oncoino capito a bordo.
REAL COimNBIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o da 28 deste mezespers-se da Europa o
vapor Oneida, o qual depois da demora do cos-
tume seguir para o Rio de Janeiro locando na
Baha : para passagens etc., trata-se com oa
ageutes Adamson, Howie 4 C, ra do Trapiche
Novo n; 42.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espora-se do sul al o dia 3 de margo o
vapor Paran, commandante o capilo tenente
Jos Lepoldo de Noronha Torrezjo. o qual de-
pois da demora do costuma seguir para os
porlos do norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escrplorio de Azevedo 4
Hendes
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O aovo banco continua a substituir
ou a regalar as notas de IOjJ e 20$ que
havia einittido e ainda existem em cir-
culado, prevenindo de que conforme
O decreto n. a,664 de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
asta substituido s continua sem pre-
juiao dos poNuidorer das mesmas notas
vt'9 de mareo prximo admiro, poi
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mental e progresivo
COMPANHA BRASILEIRA
DE
Espera-se dos portos do nortale o dia 5 da
margo o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te o capito de mar e guerra Puntes Ribeiro.
o qual depois da demora do costume seguir
para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-se
a carga que o vapor poder cornhizir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & standes.
Rio de Janeiro
0 veleiro e bem conhecido patacho nacional
Beberibe, pretende seguir com muita brevidade
Um parte de seu carregamento promoto para o
resto que lhe falta trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo 4 Hendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa segu com marta brevidade a
patacho portuguez jareo, recebe carga a frete
e paosageisos, para o que trata-se com seus con-
signatarios Amorim Irmos na ra da Cruz o. I.
ou com o capito I H. Coelho Sobrinbo, na pta-
ca de commercio.
I*ara o iracaty,
o biate Oraiidao sega* por estes das; para o
resto da carga e passageiros, tcata-se com Perei-
ra Vatente, ra do Codorniz n. 5. no Forle do
Hattos.
Para o Cear,
sebeo hiate Casasngibe por j ter parte de son
carregamento : para o resto o passageiros, tra-
U-S8 na rus do Vgario n. 5.
>
L


()
DIARIO DI HKAABMUGO* SEGUNDA FURA %6 DE FEVEREIRO DE 1861.
guarda lotiza, bids, lavatorio!, secre-
taria*, caderas de balanco, apparado- procurado na paa Nov* n. 23, primeiro
COMPANHU PEWiAIBIJCm
DE
Navegad costeiraa vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte. As-
su', Aracatv, Ceara* e Acaracu'.
_0 Vapor Jaguaribe, commandanle Lobato, sa-
hir para os portos do norte at ao Acarac no,
dia 7 de marc.o j 5 horas da tarde.
Recebe-so carga at ao dia 6 as 3 horas. Pas-
sageiros e dinheiro a frete al ao dia 7 s 2 ho-
ras.: escriptorio no Forte do Maltos o. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegado costeira a vapor.
Pela gerencia se faz publico que d'ora em dian-
te os vapores da companhia pernambucana sahi-
ro para os portos do norte a 7 e 22, continuando
para os do sol a 5 e 20.
Para a Baha segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carila; para alguma carga quo
lhe falta, trata-se com scu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, na na ta Madre de Dos,
n. 12,
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conheciiobrigue escuna Jovem
Arthur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mentes, no seu escriptorio
ra da Cruz o. 1.
res, espelhos, marqueta!, cabidos,
quartinheira, duas licas coisas, urna
ioamensidade de cadeiras, mesa elstica
; e outros objectos que eifcarSo patente no
acto do leilao.
Convidase aos amigos das pechinchas
quo aproveitem a occasiao de reforma-
rerri os seus trastes cooa pouco dinheiro
que sempre nSo apparece destas pe-
chinchas, para commodidade de algn
senhores principiara' o leilao as 10 ho-
ras do da.
LILAO
Consulado de Franca
O agente Hyppolito da Silva fara' lei-
lao por ordem do Sr. cnsul de Franca
em sua presenca e autoritario do Sr.
inspector da alfandega e por corita e ris-
co de quem pertencer dos objectos sal-
vados da barca franceza Hiram, in-
cendiada no mar os quaes sao os se-
guintes :
Urna grande lancha em bom estado de
lote de 4 toneladas com 4 remos.
Um bote quasi novo de 15 ps france-
cezes de cumplimento com lerae e
remos.
Urna pequea pera.
Um sino : quinta-feira 28 do corrente
as 11 horas em ponto no armazem
alfandegado do Exm. baro do Li-
eramento, no caes d'Apollo.
0 bacharel WLTRCV10 pode se
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de sua carga prompta : para o resto
que lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Para em direitora.
0 palhabote Garibaldi, segu nesles dias por
ter engajado parte do seu carregamento : a tra-
tar com Tasso Irmos ou com o capilao Custodio
os Vianni.
Para o Rio de Janeiro sahe com toda bre-
vidade a linda e veleira barca nacional Iris]:
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signatarios na ra do Trapiche n. 6.
Maranho.
Segu nesle3 dias o hiate Santo Amaro ; pa-
ro o resto da carga, trata-se com Cselano Cyriaco
da C. M. & Irmao, ao lado do Corpo Santo o. 23.
Para Lisboa
em poucos dias
Tai sahira muito veleira barca Mara, por 1er
quasi completo o seu carregamento ; para o res-
to e passageiros, trata-sc com Carvalho, Nogue-
ra C. na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capilao na praca.
_______Leiloes.
LEILAO
DE
Consulado de Franca.
O agente Hyppolsto da Silva fara' lei-
lao por ordem do Sr. cnsul de Franca,
em sua presenca ou de um seu enviado,
e por conta e risco de quem pertencer
dos restos da barca franceza Hiram
incendiada no mar, a qual se ada a
praia das Caadas, sendo ah efectuado
o leilao dos objectos queseacham na re-
ferida praia, ao meto dia em ponto do
dia quarta-eira 27 do corrente mez.
LEILAO
Ter^a-feira 23 do corrente.
O agente Evaristo far leilao em seu armazem
n. 22 da ra do Vigario s 11. horas em ponto
do dia cima de grande porcao de trastes de di-
versas qualidadessem reserva de prego eao cor-
rer do marlello, assim como de urna barcada por
prego muito favoravel a qual pega de 22 a 24
caixas e est em raiicacao e bem assim urna
porgo de cartas de jogar francezas.
LEILAO
DE
Urna armatfo,
A PRAZO OU A DINHEIRO.
Quinta-feira 28 do corrente
ao correr do marlello
Costa Carvalho far leilao por conta de quem
pertencer da armaco da loja do pateo do Li-
gamento n. 27, a prazo ou a dinheiro, sendo a
armaco envidracada e muito a.reguezada, no
dia cima s 11 horas em ponto.
MOV
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se retira para fora da
cidade, fara' leilao de todos os seus mo-
vis, cousistindo em mobilta de Jacaran-
da' de apurado gosto, aparadores, mesa
elstica, cadeiras de diversas qualidades,
quadroscom (inissimas pinturas e.mui-
tos artigos que desnecessario enume
rar, tornase recominendavel urna ex-
cellente machina de costura : terca-fei-
ra 2G do corrente na ra da Aurora es-
quina do aterro da Boa-Vista n. 62 fer-
ceiro andar, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Segunda feira 25 do corrente.
Antonio Pereira Vianna com autorisaQo de
seus credores e por intervengo do agente Costa
Carvalho far leilao dos gneros, armaco e mais
4>ertences da sua taberna sita na ra de Hortas
o. 39, englobado ou a retalho, vontade dos
compradores : seguoda-feira 25 do corrente, s
11 horas em pooto.
Conlinuaco do leilao
Terca-feira 26 do corrente.
NA
Ra Novan. 24
AO CORRER DO MARTELLO.
PELO AGENTE
Avisos diversos.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
idade de 16 a 20 annos : na ra do Nogueira nu-
mero 49.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Compram-se moedas brasiloiras de ouro de
20 : no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira Si Filho, largo do Corpo Santo.
Compra-se urna grade de madeira com ba-
laustre para escriptorio : na pra;a da Indepen-
dencia n. 22, loja.
AttenQo.
O agente cima fara' leilao por auto-
riiaeSo dos administradores da massa
de Manoel Antonio dos Passos Oliveira
& C, dos trastes pertencentes a' loja da
ra Nova n. 21, a qual consiste em mo
bilias de Jacaranda', mpgoo, nogueira,
iaia, guarda roupa, yetijcjos, pamas,
No pateo do Pnraizo n. 23 cozinha-se para fu-
ra com perfeitao e por prego commodo, na raes-
roa se aluga 2 pretas para vender na ra: quem
tiverpara alugar dirija.se a qualquer hora quo
achar enro quem tratar.
Manoel Jos Gomes Lima, vai ao Rio de Ja-
neiro.
II. G. Matheus, subdito inglez, relira-se
para fra do imperio.
Paulo Gaignoux francez, faz urna viagem ao
Rio de Janeiro.
Precisase de urna criada quosaiba engom-
nar.'para cas do urna familia de duas pessoas :
a tratar na ra Nova n. 47.
Hotel trovador
Ra larga do /osario
numero 44.
Neste estabelecimento existe disposico dos
amadores dos bons petiscos, peixes de conserva
preparados pelo foraecedor de S. M. I. o delicio-
so salame de Lio, azeitonas brancas de Sevilha,
e varias conserva. Depois de apreciar esses si-
borosos petiscos para tornar a digeslo mais r-
pida, ha tambem no mesmo estabelecimento um
primoroso bilhar, o melhor desta cidade, como
est provado pela immeosa concurrencia que tem
tido. As bolas esto dia e noite sujeitas a um
molu-conlinuo, impellidas pela flor da popula-
cao desta formosa Veneza americana.
No dia 22 do corrente, das 5 para as 6 ho-
ras daitorde, desappareceu da casa de Antonio
Joaquina Vidal, na Passagem, a ana escrava par-
da, idade de 18 a 20 annos. por nome Mara;
cria de casa e nunca sabio a ra a mandado al-
gum; pede-se a qualquer pessoa o faror de apa-
drinhar, na certeza de que Dio ser castigada ;
assim como tambem pelo presente protesto con-
tra qualquer pessoa que por ventura a tenha
acoutada : pira qualquer inforraaco, na loja da
ra Direila n. 103, ou na Passagem, caa junto a
ponte grande em (rento a casa em que mora o
Illm. Sr. Dr. Fonseca, sonde se recompensar!
a quem esteja no caso do a receber.
O Sr. Santa Hosa que tere loja de alfaisle
na ra daa Princhelras, quaira declarar a sua ao-
va morada, aflm de recebar-so de sua merc as
obras que so lhe entreajou para fazer, etc., etc.
Aluga-w o sobrado o sitio na Passagem da
Magdalena, o primeiro passando a ponte, com
escolenles commodos para arando familia : a
tratar na roa do Trapiche o. 36, segundo andar.
Joao Jos de Carvalho Moraes manda para
Lisboa son Albo menor Jos Candido de Moraea.
Quem ttver e qofeer alugar urna escrava
psra o sorvico do urna casa de pouca familia; di-
rija-se a rus do Queimado o, 34, loja de Larra
*rineo, '
andar, do sobradada esquina qae volta
para a Camboa da Carino.
Precisa-se alugar um negro ou
um moleque para o servico externo de
urna casa de pequea familia : na ra
Nova de Santa Rita n. 47.
MDITA ATTENCAO.
Arreuda-se so lugar da lbura, um famoso si-
tio denominado Allemao, com multo boas trras
o grandes terreos, tendo de fundo 2380 palmos
e de frento 4,000 palmos, contendo tambem ar-
voredos, comosejam : coqueiros, cajueiros, man-
gueiras o outras muitas fructeiras, assim como
tres terrenos de matas pertencentes ao mesmo
sitio Cacimbas, Zumbi e Descanso : quem o pre-
tender dirij-se*a ra Direila, loja de alfaiale n.
98, que se far todo negocio.
&M,
Na ra dos Prazeres n. 18, precisa-se de urna
ama para casa de pouca familia.
3-Rua estreita do Rosario3
>
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de $
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao 0
Qquem a vontade de seus donos, tem pos @
e ouiras prepararles as mais acreditadas $
para conservado da bocea. *&
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fra no imperio por commodo prego e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n 47.
Os Srs. Jos Cesario de Souza Pereira, Pe-
dro Jos Cardoso da Silva e Jos Jacintho Borges
queiram annunciar aonde residem, que se lhes
deseja fallar:
Aluga-se o segundo andar e sotao de urna
casa sita na rus da Praia de Santa Rita n. 25,
com expelientes accommodacoes : a tratar na ra
da Cadeia n. 62, segundo andar.
F. W. Guist vai a Bahia.
O abaixo assignado faz publico que o Sr.
Landelino Manoel de Albuquerque deixou de ser
seu caixeiro pela segunda vez desde o dia 17 do
corrente. Recite 21 de fevereiro de 1861.
Luiz Antonio dos Santos Pereira.
D-se a juros sob penhores 300* : na ra
Direila n. 89, no segundo andar, se dir quem
osd.
COMPANUIA DA VIA FRREA
so
Recife ao rio Sao Francisco.
(LIMITADO)
Para-maior commodidade dos senhores de en-
genho a companhia estabeleceu um novo arma-
zem na Escda no lugar denominado Atalaia do
outro lado do riolpojuca, o qual estar aberto
psra o recebimenlo do assucar, gneros etc., ele
de quarta-feira 20 de fevereiro em diante.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
M- J. Leite, declara que cons- M
uio seu bastante procurador
tituio
aoSr. Manoel Gomes Leal, para
promover a cobranca de suas di-
vidas passivas.
i *,a aw/a ^cat!/ *ava rma tjS
Perdeu-se urna pulseira de cornalina en-
pada em ouro, da ra do Brum at a da An-
: quemativer achado, digne-se leva-la
io Brum, armazem n. 58, que se gratificar
'rosamente.
i
Na ra Nova n. 32, precisa-se de urna senho-
ra q je saiba cortar vestidos para ajudar a outra
o conlinua-se a fazer vestidos da ultima moda e
outros muitos objectos de gosto.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : a tratar na ra da Seozala Velha n. 80,
ou na ra da Cadeia n. 45.
TKAVESSA DOS PIRES
JOSEPH GROSJEAN.
Joseph Grosjean previne ao respeitavel pu-
blico e em particular os seus freguezes, que ten-
do vpltado de Franca, tomou oovamenle conta
da sua officlna de ferreiro, sita na travessa dos
Pire?, e que se acha prompto para qualquer con-
cert de seu officio : as pessoas que quizerem
honra-lo com sua confianza, acharo o seu esta-
belecimento muito bem sortido de ferros do toda
qualidade para os carros, e tambem um bonito
sortimenlo de
Lanternas para carros,
Couros e vaquetas de lustre.
e outros ornamentos necessarios para carros, lu-
do de superior qualidade, e mais barato do que
em qualquer oulra parte, por ter sido lodos es-
ses objectos comprados a dinheiro vista, em
casa dosmelhores fabricantes de Pars.
Aviso.
Aos devedores da massa de
Jos Luiz Pereira Jnior.
Sao avisados para dentro de 10 dias
virem a ma do Queimado n. 75 a' loja
de Fajozes Jnior ou se terem com o
Sr Dcmeterio Hermilo da Costa caixei-
ro que foi do fallido para pagarem o
que devem a dita massa e squelles que
nao comparecerem serao chamados pe-
los nomes por extenso por este Diario.
Julio k Conrado. I
Ra do Queimado n. 48.
Participm aos seus numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu mestre al-
faiale que mandaram contratar em Pars,
acham-se promptos a mandarem execu-
tar toda o qualquer obra tendenie a al-
faiale, assim como tem em seu estabele-
cimento grande sortimenlo de ludo quan-
lo se desejar, para qualquer das esta-
cos nao so de fazendas como diversos
artigos de laxo, continuando o mesmo
mestre a receber por todos os vapores Q-
gurinos para melhor poderem servir ao
respeitavel publico a quem pedem de vi-
rem visitar o seu estabelecimento que
encontraro aquillo que desejarem.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos o
freguezea.desta o de outras provincias, qae mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja o armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo o variado sortimenlo
do fazendas do todas as qualidades para vender
em grosso o a retalho por precos muito baratos:
ra de Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, o ra
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
do un indar n. 36.
Atlenco.
OIerece'-se um moco estrangeiro para dar ll-
eta* de Ung franceza e italiana em algum en-
genho : a traC <> Tspiche n. 15.
Precisa-se fallarlo Sr. Cielo da Costa Cam-
pello, na ra do l.'espo, foja p, 20, esquina da
rus das Cruzes.

PuHosophia, de fetgraphia^ rheterica
PILO BACHAREL
A. R DE TORRES BANDEIRA,
rrotessor de geographia
e historia antiga no gymnasio desta
provincia.
Esli abertos estes cursos na cass da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n. 37, se-
gundo andar ; o dar-se-ha lugar a novos cursos
destas mesmas disciplinas, a proporQo que aug-
mentar o numero dos alumnos. classe de geo-
graphia comprehende ;
i.' o estudo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhetorica est dividida em duas
secedes:
1. de rethorica em geral.
2. de potica e analyse dos classicos.
Altelo.
Joo Jos de Figueirodo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas da ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muito gosto, bem como
obras de ouro e brilhantes, ludo por menos de
seu valor para liquidar.
OiTerece-sc um rapaz brasileiro debda con-
ducta- da qual d fiador; para caixeiro de cobranza
de qualquer casa estrangeira ou nacional quem
quizer utilizar-se do seu preslimo annuncie por
esta folha para ser procurado.
O Dr. Casanova
' :\-
pode ser procurado todos os dias em
consultorio especial homeopatkico.
30--Rna das Crozes~30
seu
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3j|
Tira retratos por 3$
Tira retratos por Zjf
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirose sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima lica anunciado.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes o. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Alugam-se duas casas no lugar denomina-
do Sant'Anna de Dentro, tendo commodos sufi-
cientes para grande familia, tendo banho perto
da casa ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Precsa-se tallar ao Sr. Bazilio
Baptista Furtado, nesta typogr^phia.
EU P0 ATTFENQAO' A ESTE CU-
RATIVO .
Grande infla maca o no tero, acompa-
nhada de urna hemorragia e dores
agudas.
Altalo que, tendo sido aecommeltida minha
consorte de urna grande inflamaco de tero,
acompanhada de urna hemorragia, com conti-
nuadas o agudis dores, neste sollmenlo passou
porespaco de 45 dias sem que tjvesse urna me-
Ihora radical, obtendo neste perodo melhoras
apparentes, nao obstante ser tratada por dous
habis mdicos ; e tendo-se-me aaogado que a
molestia era bastante grave, o quo s no Dm de
dous ou tres mezes poderla declinar a mesma,
recorr ao Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na
ra do Parto n. 119 ; este applicou as suas cha-
pas medicinaes, e com ellas no flm de 13 dias
desappareceram a hemorragia e as dores aguda;
e no curto espaco de 30 dias ficou inteiramente
boa da dita inflamando do tero.
O que tudo verdade, o em gralidio ao dito
Sr. Ricardo Kirk lhe passo a prsenle atteslagao,
para ser conhecida publicamente.
Custodio Luiz Torres.
Largo da Lapa n. 50, Rio de Janeiro.
Reconhecida verdadeira a assignatura supra
pelo tabelliio Pedro Jos de Castro.
Quem precisar de urna ama para casa de
pequea familia ou hornera solleiro, dirija-se ao
primeiro andar do sobrado do becco de S. Pedro
que volta para a rus do Fogo.
Quarta-feira de cinza a tarde perdeu-se urna
pulseira de conchas, ouro de lei, que trazia urna
menina, a qual sabio da ra de Santa Rila pela
calcada do poente, e seguio pelss do largo da Ri-
beira lado do sul, muro da Peohi, travessa da
ra Direila, at a casa n. 16 desta ra, onde se
deu com a perda : quem levar dita pulseira 11-
vrana universal, ra do Imperador n. 54, ser
gratificado, alen de se lhe ficar obrigado.
Consulado de Franca.
Diversos devedores do hotel inglez, ommissos
de se conformar o convite que o cnsul de Fran-
ca tinba lhes dirigido por este Diario, de virem
saldar suas contas, do dia 6 a 16 do corrente, no
dito consulado, vem de novo avisa-los que se at
o dia 38 deste mes elles persistirem nao se
apresentarem, que elle ser obrigado,bem contra
sua vontade, a mandar publicar os seus nomes
e usar contra elles dos meios que s lei do psiz
lhe facultara. O consulado acha-se aberto das
10 horas da manbia 3da tarde.
Pernambuco 16 de fevereiro de 1861.
Arrenda-se a encllente propriedade da
Parra do Serinhiem, com mullos ps de coquei-
ros, o svultada somma de tfros ; a tratar fl ro
do Hospicio n. 17;
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (as tinturas) por Ca-
tellan e Weber.por pregos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra, re-
commendada inlelligencia de qualquer \
pessoa. ||
COMPANHIA DA VIA FERBEA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 1*
de feyereiro at outro aviso o trem que parte da
estacao das Cinco Ponas s 8 1,2 horas^a mt
nhaa correr somente at a Villa do Cabo e o
trem que at agora tem sahido da Escada 1 3i4
aVc\?*xUdwe 8er. discontinuado, mas sahi
do Cabo s 3 horas da tarde como costumv
-i Srfis da p"lida dos trens 8er5 reguladas
pela tabella seguinte : u"
a
es
r.
ce
ce
o
a
o
o
es
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< C3 C- e. S > i o
.5
"<=.

inets o
S3
o
23
pi-liilllll
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
A pessoa que pretender comprar a armaco
que existe em urna loja na ra Direila o. 71, nao I
realise a compra da mesma sen se entender ns
loja de fazendas na mesma roa n. 55.
M. Jordn, capillo do patacho americano
Anna D. Jordn, arribado a esto porto por tor-
ga raaior. precisa cerca #e 8,600 pesos psra oc-
correr as despeas feitas nesto porto ; os preten-
denles dirijam-ae a ra do Trapicho n. 8.
M. Jordn, capilao do patacho americano
Anna D. Jordn, nio so responsabisa por
qualquer divida contrahida por seos marinheiros.
Repite 19 do fevereiro de 1861.
Pblicacdes 4t iaslituto Bomeopa-
thico do Brasil
DICCIONARIO POPULAR
ra
MED1CINAH0IE0PATH1CA
Obra Indispeosavel todas as
pessoas qae quizerem corar bo-
meopathleamente,
CORTOTDO :
A definico clara dos tormos de medicina :
as causas mais frequentes das moles-
tias: os symptornas, porque estas ss fa-
zem conhecer: os medicamentos que me-
lhor lhes corresponden: a quantidade
das dozes de cada medicamento e seus
respectivos intervalos as molestias agu-
das e ehronjeas: a hora do dia ou da
noite, em que os medicamentos desen-
volvem melhor sua accao: a maneira de
alternar os medicamentos: a maneira de
curar os envenenamentos, as mordeduras
de cobras, focadas, tiros, quedas, pan-
cadas e fracturas e todas as molestias
conhecidas, principalmente as quegras-
sam no Brasil, quer as pessoas litres,
quer as escravas: os soccorros que se
devem prestar mulher durante a pre-
nhez, na occasiao do parto e depotsdel-
le: os cuidados que a crianca reclama,
quer logo depois do nascimento, quer
durante a infancia: os perigos, que
esto sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopathicos: e muitos outros arti-
gos de vital interesse ; bem como urna
descripcao concisa, e em lingttagem ac-
comodada intelligencia das pessoas ex-
tranhas medicina, dos orgaos mais
importantes, que entram na composieo
do corpo humano etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando quanto pos-
si c el todos os orgaos internos, com a sua
explicaco phisiologica e outra mostran-
do as differentes regides abdominaes.
(A primeira colortda para os Srs,
assignantes.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
U Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica A' tima obra completa de homeopalhia, o
resultado da pratica dos heomeopathas europeos,
americanos, particularmente dos brasileiros, e da
minha propria experiencia; ella satisfaz inteira-
mente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais an-
da aos pas de familias, quer das cidades, quer
do cimpo, chefesde estabelecimento, capities de
navio, curas d'almas etc., qne por si mesmos
quizerem couhecer os prodigiosos elTeitos da
homeopalhia.
N. Fl. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Europa, fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, aconteceu que
antes deincetar a publicarlo vissoelle obras mui
modernas de medicina, abundantes de ideas no-
vas, e ento resolveu mudar inlelramente o pla-
no que havia concebido, e dar toda a espansio o
clareza a essa obra, de modo que Isnto os ho-
mens versados na sciencis, como os que o nao
sao, podessem tirar dola o mximo pro^eito
possivel, sem embargo de trazer-lhe isso um ac-
crescimo de despeza de dous tercos mais do que
gastara, se publicasse a obra, como a principio
tinha orsanisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeo-
palhica, como agora est comoosto ser sem du-
vida a obra mais utll de todas que se tem publi-
cado. Ella constar de 3 volumes com 1,500
paginas pouco mais ou menos.
A assignatura 159, PMTOS na occasiao de assig-
nar. (Depois deimpresso custar25$)
Acha-se igualmente em Ta de publica-
cao a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do Homeopatha.
Esta nova edieco em tudo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposico das
materias, como no que relativo ao modo de
administrar asdoses, ao estudo dos temperamen-
tos, s molestias hereditarias e contagiosas, a
hygiene pralica etc., etc. Com urna estampa de-
monstrativa da continuidade do tubo intestinal
desdo a bocea al o recto.
Esta obra com os melhoramenlos da segunda
edieco, o complemento do Diccionario Popu-
lar ; e to necessaria como elle.
A assignatura de 8jf pagos na occasiao de as-
signar. (Depois de impresso cuslar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerom assignar urna e outra
obra pagaro apenas 20$ em lugar de 23$.
N. R. A assignatura, que nao for acompanha-
da da respectiva importancia, nao ser conside-
rada como tal.
Assigna-se emeasa do author, ra de Santo
Amaro, (Hundo Novo; n. 6.
Annuncio.
O Dr. Vilella Tavares mudou a sua residencia
para a ra do Queimado, sobrado n. 44 do Sr.
Rernardino Jos Monteiro, 2. andar, e ah pode
ser procurado das 9 horas da manhia s 5 da
larde.
De quarta-feira 26 do corrente por diante
haver todos os dias as 7 horas da manha, na
ra Direita n. 27, taberna do Sr. Antonio Thomaz
Pereira, leite puro a 820 rs. a garrafa.
Na ra doHondego n. 13,d-se 3:0009com
os juros que convencionar-se, e sob boas firmas,
das 9 horas da manhia.
Precisa-se alugar um preto : na ra da ma-
triz da Boa-Vista, padaria n. 26.
No dia 26 de fevereiro de 1861, linda a au-
diencia do Sr. Dr. juiz de orphos se ha de erre-
matar o escravo Amaro, crioulo, de 14 annoa de
idade, avallado por 4009, por execucao do Dr.
Caetano Xavier Pereira de Brito e Jos Mara
Freir Gameiro, contra'Jos Rodrigues do Passo,
como ioventariante da fallecida soa mal. O soli-
citador, Caetano Pereira de Brito.
Fugio um escravo de nome Manoel, do Sr.
lenente-coronel Antonio Pereira de Castro, do
seu eugenho Pindoba na cidade da Parahiba do
Norte, com os signaes seguintos : mulato claro,
cor paluda, barbado, nariz afilado, um dente da
frente quebrado, estatura regular, ps chatos, pelo
lado dos quaes tem cravos, toma tabaco, mos
grossas, um dedo dao direita um pouco gros-
so : quem o prender, leve-o ao seu engenho que
sera gratificado com 150$
Manool Josquim da Cunba relira-ee para
fra da provincia.
K/Schmid vai para a Europa.
Manoel Joaquim Gomes tem ordem de ven-
der a casa de'urrj andar n. 3, lio pateo de S. Pe-
dro desta cidade por 3,600 pataces pagos em
Lisboa, na liba de S. Migael, ou em Pernambuco.
Precisa-se alugar urna preta que sirva para
coziohar o ordinario de urna casa de pouca fa-
milia, e vender na ra : quem liver e quizer alu-
gs-la, dirja-sea ra do Queimado o. 19, ou na
ra Augusto n. 55.
Urna pessoa de maiore que d conhecimen-
lode sua conducta, oflerece-se para fazer a co-
branza de qualquer casa de negocio, com o or-
denado ou porcentagem que se ronvencionar :
na travessa da ru das Cruzes, ou becco do Pol
n. 4, se dir quem ou annuncie.
Grande hotel Livrameno.
O propietario do hotel Livramento, collocado
no principio da ra Direita n. t, tem resolvido
a fazer a sua abertura domingo 2* do corrente,
as 4 horas da madrugada desse mesmo dia, aon-
de a bella rapazeada encontrar a deliciosa mi
de vacca, feita porum hbil professor de cozinha
e continuar or mais dmtogos e dias santos, e
tambem haver o bello lancho o caf a qualquei
hora, e bebidaa de todas as qualidades (excepto
nacionae); garante-se a commodidade de preco
e grande aceio. O hotel ser devizado o conh-
lnch0? "lwrlrcio (A fo*' \m\n\ I! caf e


DIARIO Bf tflNABUCO. *- SEGUNDA FURA 25 DE FEVEREIRO DI 1861.
(8)
1
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
IPARKOLMA B R. TWMSIIIE)
MELBOBADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO DR JAMES R. CBILTOtf,
chimico e medico celebre de ev York
SALSA
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRATO FLUIDO 00MP0STO
DE
SALSA PARRILHA
Explica "se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
Maguo.
Cada uro sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isio ba de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quantidade do sangue n'um homem 'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas ongas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de qatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta comiente de vida por todas as
partes da organisacio. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com velocidade ELCTRICA a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanc,a-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al C3da orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulaeao evidentemente se faz um ENGENne
poderoso de doen$a. Nao obstante pJe tam-
bem obrar com igual poder na enaguo de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenija maligna,
ou local oa geral, a situada no -systema nervose
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doeir$a e inevitavelmente expellir da consti-
tuidlo.
O grande manancial de doen^a entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre lio para purificar e renovalo, possue a4-
gum direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue I o ponto no qual
se ha raysier fxar a atlencjao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do
exterior de papel verde.
New-York, ha vemos vendido durante mullos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeiramente sob este nome foi
apresentado ao publico.
BOYD de PAUL, 40 Conland Street.
WALTER B. TOWNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM4 Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.ROBINS <* Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAT & Co, 4 Pleteher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Folln Street.
SCHIEFFELIN, BROTHEB & Co, H6&
106JobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND, KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK Co, 110 Breadway,
lOAslor.
House, and273 Broadway, cor.fffCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, V CO107Watr
Street. THE
POU & PALANCA, 6 John Street. UsAlpohgas
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street. OsEffeitosdoazou-
HASKELL & MERBICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK d Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARVORE E SU AS FRU-
TAS
igualmente
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeito
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
OMEDIG4MENT0DO POYO'!
Adata-se tao maravillosamente a constituigao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPgiO,
purifica;
ONDE E' PODRID A O,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao pandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washingtoni, Brooklym, sob a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e mdico Dr. James
R. Chilln, da cidade'de Ne-w-York, cuja cer-
tido e assignatura se'acha na capa exterior da
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO composto be salsa parrilba
DI DR. TOWN&END.
O grande purlcador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHertsipbla,
AAdstriccaodovbn-
RST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOfidr Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL&BROTHER, 230 PearlSlreat.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAIDOCK, CORLIES&CLAT, 2l8Pear
Street.
CUMIMG & VANDSER, 178 Greenwcb
Street.
GUE,
Dispepsia,
as doenc as,de figa-
DO,
AHtdropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatismc,
A6 Chacas
A Df.bilidade -eral
AS DoENCAS DE PELLB
AS BORBULHASKA CA-
RA,
As Tossbs,
original e genuino extracto do Dr.
OsCatarrhos, As Tsicas, btc.
0 Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e-garante-se ser mais forte e melhor em
todo o respeito a algum oulro purificador de
sangue, conserva-se em todos os climas por car-
io espado de-lempo.
Townsend tem assignatura a a ceriidao do Dr. J. R. Chlitton, na capa
No escripiorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Peraambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, 1. andar, tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
Assignatura de banhos frios, mornos, de choque ou chuviscos (para urna pessoT)
tomados em 30 dias consecutivos
1C$000
ftOTEBIA
O abaixo assigoado tendo-sido pelo Exm. Sr.
presidente da provincia nomeado thesoureinj das
loteras, e desejaado efcazmente estabelecer o
crdito que deve ter urna insluiro tao til s
obras pas e mais beoeficiadoa, desde j aianca
ao respeitavel publico que o sou principal fii
satisfaze-lo bem,gsraolindo-lhe como de seu
devera mais decidida honradex e fidelidade na
extraccao das loteras e promptido nos paga-
"......... jn,uuu mritos das sortee; roga pois a su a valiosa coad-
ou carios para os ditos banhos tomados em qualquer lempo. 15*000 JuSo na compra dos bilhetes.
15 Dllos dito dito dito 825000' A.primeiraloleria a benecio da igreja de
7 4oaa 'Santa Rita de C^88*. "jos bilhetes eslao
MiLSmU'.t1^ sf8ros *6u,phuro8os aos pre?os akuoV,a,io8; i^i0*?s:s:2d.-'sai.To
asta reauecao de precos facilitara ao respeitavel publico o gozo das vantagens que wsultam n- 12:primeiro andar -na. e as tojas corojniaaio-
da frequencia de um estabelecimenlo de urna utidade incontestavel, mas que infelizmeole nao *das' na praSa ^ .ndependencia n. 22, do Sr,
estando em nossos hbitos, ainda pouco conhecida apreciada:
rOLNMNAS K 1861.
Acham-se venda na livraria da praga da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
_. bispadodePoroambueo..........'. 160 rs-
Vita de algibera contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos i m pos tos geraes, provinciaes o municipaes, ao
que se juntou urna collecjo de bellos e divertidos
j... jogos de prendas, para entreten i ment da mocidade. 320 rs.
Ulttt dltd .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
cacao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostes
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
. sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prec,o.....
DllUuO almatiak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Peraambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteragoes, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudanzas) acrescentando-se a nu-
merac/o dos estabelecimentos com merciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
quesedeseja pela oceupaco do individuo de quem sequer
saber a residencia.
320 rs.
19000
CONSULTORIO ESPECIAL HOJHEOPTHICO
DO DOCTOR
w SABINO 0,1. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguales molestias :
1. molestias das muiheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias ssphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintara, como
om glbulos, pelos precos mais commedos pos-
siveis.
N. fl. Os medicamentos do Dr. Satino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
mpxesao com um emblema em relevo, tendo ao
rtdor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico.brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
JOIAS.
Banhos econmicos!
Na easa de banhos do pateo do
Garmo.
Neste-stabelecimento (lem dos banhos j co-
nhcidos)-fie fornecer dora em vante, por maior
commodo 4o publicobanhos econmicossera
luxo. masoom toda a decencia e aos presos se-
guate* :
i b.nho avulso frio 32? "
1 morno 400 rs.
7 carte* para banhos lfri08 ** nn
(mornos 2)500.
30 banhos cMseculiros frios oa mornos 58.
CASA
M. J. teite, rofja a seus deve-
dores que se dignen] mandar pa-
gat* seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse im com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
,#wWli^ CTEWCeJWCfmwvxJW c/ai^ oaSWoiEW *o^f 3TSwf\
Escriptorio de advocada
NA
O bacbarel Jos Antonio de Hagalhaes Basto
com escriptorio de advocada na ra da Boa-Vis
ta, casa junta a do Sr. Titra, se encarrega
promover qualquer cobranca civel e commercial
em toda a provincia das Alagoas, esmerando-se
em bem servir aos seus constiluintes, para o que
apenas pedir mdica recompensa. Os senhores
negociantes de Peraambuco poderlo mandar suas
ordens por intermedio dos Srs. Bastos & limaos,
roa do Trapiche, e Joio do Siqueira Ferro, ra
de Crespo, ou eolio directamente para Macei no
lujar cima indicado.
Aluga-se a loja do aobrado n. 3, silo ao
norte da fabrica do gaz e a beira do rio, contendo
2 alai. 3 quarlos, quintal, cacimba, estando
caiada a pintada de novo, o Gea junto ao banho
salgado s tratar com o Sr. Valenca no mesmo
sobrado.
de comiiiissao deescravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colao.
Para a dita casa Coi transferido o antigo escrip-
torio de commissao de escravos que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da mesma maneira ae contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commissao, e
por conta de seus senhores, nao se poupando es-
forcoe para que os meamos sejam vendidos com
promptido, afim de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Neste mesmo
eslabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, reinos e mocos.
Ensino particular.
O abaixo assigoado, professor particular do
primeiras letras, latim e francez, reside no ter-
ceiro andar do Sobrado n. 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicagio, prudencia e actividade
eierce sau magisterio, e contina a admillir al-
guna internos de pouca idade.
Jos Hara Machado de Figueiredo.
Aluga-se um arraazem na ra do caes de
Apollo, com bastantes commodos para qualquer
estabelecimenlo : a tratar no pateo de S. Pedro
numero 6.
Dm mogo portuguez,
al, dispondo de algumas horas,
AVISO.
Precisa-se alugar um escravo mentalmente
ua ra dos Pires n. 42.
' Jos Muniz Teixeira GuimarSea recebou pe-
la escuna nacional [Carlota, recentemente che-
gada da Bahia, os afamados charutos cavatloiros
e pn maiscommodidadede seus freguezes man'
dou vir em meias caixas, e contina a receber
portados os vspores os mais recommandados
desta provincia ; assim convida os apreciadores
da boa fumaga elle nicamente comprarem
visto que garante a sua boa qualdade ; em u
loja na ra do Livrameato n. 27 ; adverte oue
so vende a dinheiro.
Preesa-se de om bolieiro e igualmente que
sirva de criado : na ra Dreita n. 66.
Thomaz Teixeira Bastos rai a Europa tratar
de aua saude, edeixa com procurado na geren-
cia de sua essa commercial. seu mano Manoel
Da vino das Neves Teixeira Batios.
Paga-so vendigem a duas ou tres prelaa
que quizerem vender calcado, dando fiador a sua
eonducta; a iraJar ge. ra do klrramenio, loja
guarda-livros de ama
casa commercial,
nellas se offerece para alguma escripturaco .
auem precisar, deixe carta fechada nesta typo-
Kraphia sob as iniciaes I. A.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava que
saiba eozinhar e engommar, para urna pequea
familia : na ra da Senzala Velba n. 106.
Jos Antonio Gomes Jnior,
autor do compedio Regras de escripluragao
mercantiladoptado no curso commercial per-
nambocano, faz publico que os pousos exempla-
res que restara esto 6 venda junio do arco de
Santo Antonio, livraria econmica, e defroote do
hospital militar, ra do Deslino n. 3, o preco nao
so contina sem alteracao, isto 9} brochura e
109 o encadernado, mas tambem os compradores
recebero gratuitamente ara exemplar (era quan-
to estes se nlo acabarem) da annotacao dos arti-
go do nosso cdigo commercial, publicado do
mesmo autor, e de muita utidade para quem
tem de tratar a respeito ao mesmo c odigo.
Quem se julgar credor do Sr. C L. T.
Roeck, aprsente suas coalas at o dia 28 do cor-
rente, na ra da Cruz n. 4, para serem aatisfei-
tas. Recife 22 de fevereiro de 1861.
Em um engenho diatante 9 legoas desta
praca, margera da estrada de rodagero, preci-
sa-se de urna seohors. oa mesmo hornera que sai-
ba e so queira propdr a ensinar primeiras letras
e msica a' tres meninas de teora idade, e te lo-
car piano melhor sera : quem a isto se quizer
prestar, dirija-ge a ra Augusta n. 94, que ahi
achara com quem tratar.
Precisa-se de um official de sapaielro: a
tratar na ra do Livramento n. 29.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
Scriptoric? W !,rfi 0 CorP ^"to'
Vieira, na ra da Cadeia do Recife n. 45 loja dos
senhores Porto & rmeos, na roa da Imperatriz
(oulr'ora.aterro da Boa yistaj n. 2. loja do Sr.
Sebasliao, e na ra Diceita, botica n. 3 do Sr.
Chagas ; as rodas andarlo no da quarta-feira 6
de margo.p. futuro, e se daro as Jiataa no dia
seguate pela manhaa.
0 mesmo abaixo assigoado pede encarecida-
mente aos Sm. que negocia com hilhetes de
loteras de outras provincias, o favor de nao con-
linuarem, dando desde j suaa terminantes or-
dens, nao so porgue a le nao autorisa a venda
de taes bilhetes, mas tambera porque negocian-
do com es da provincia tiraro igual seno me-
lhor resultado,alm deque concorrem desta for-
ma para o engraodeeimenlo dos diversos esta-
belecimentos pioa da provincia, mais beneficia-
dos e ao contrario Uves estaro fazendo todo o
al, espera pois que oio Ihe deom o descosto de
na qaalidade de thesourerro das loteras fazer
reprimir semelhante trafico.
Recife, 16 de feveceiro de 1861.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Abaixo vai transcripto o plano qoe o mesmo
Exm, Sr. presidente se digoou approvor para a
extraccao das loteras. r
PLANO.
3000 bilhetes a 10.............. 300008000
Beneficio e sello de 20 por cento. 6:000000
Liquido.
1 Premio de............10:0008
3 Ditos de 900$........2:700
1 Dito de............... 500J
3 Ditos de 200fi........ r300
6 Ditos de lOOi........ 600*
14 Ditos de 40g........ 560g
32 Ditos de 20$........ 640*
840 Ditos de 108....
Joaquim Monteiro de Oliveira Gnimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualdade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em oulra parte.
LaurianoJos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mpsmo de fora, que acha-se regendo a
grande officina de roupas feilas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
limento.
- Na travessa da ra
das Cruzesn. 2, primeiro andar, contina-se a
Ungir cora toda a perfeic,ao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
OSr. Jos Rodrigues de Souza,
tem uma carta do MaranhSo, tirada do
correio por engao, na livraria da pra-
ca da Independencia n. 6 e 8.
5r~i i j?81" ass8D,a' sabendo agora que o
f*..i*.E?,g.d!.0 Tenorio P^ura contratar, otk
m.H T1?'?0 ,tDdw encobo dno-
ranado.Soled.de, sito na fregueiia' do Senhor
Bn ."US de C*8ibe, provincia de ila-
&'. p7"Me a dec,mr Que ningoem se ar-
risque a azer negocio a respeito de tal proprie-
n;rt'U,0e,,Vae" h>-Plh o abaixo al
signado, que alies anda nao foi ouvido para dar
o seu consentimento. e como se acba estipulado
na respectiva escriptura. Approveilando aensejo
oeciara mais o abaixo assigoado que estar prom-
Pio a fazer negocio relativamente a seu debito
com quem quer que pretenda comprar o referido
engenho transferindo e cedendo-lhe a hypothe-
ca que sobre elle lem. Recife 22 de novVmbro
de 1861. Joaquim RodriguesTavares de Mello.
bporge Bode, subdito hanoveriano, retira-
se para fra do imperio.
C ompras.
Attencjo.
As pessoas que tverem relogios
Nova n. 22, e qne tem mais de seis
para se con-
certar na ra N
mezes ;_faQam o favor d vir busca-Ios no prazo
do JO das, sob pena de serem vendidos p*ra in-
deranisacao dos concerlos, ateo 1. de marco de
1861. A. L. Delouche.
tfgfe Soeiedade
^^*** DE
Edificaces e compra de
terrenos.
O abaixo assigoado convida os proprietarios
queja Ihe offereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos enlrarem na soeiedade na qua-
ndadedecommanditarios, a apresenlar-lhe os
2f:000g000
8:4008
---------24:000^000
sugeita ao diaconto
900 Premiados.
2100 Brancos.
3000 Bilhetes.
N. B. A sorte grande
da le. 6
Approvo, Palacio do governo de Pernambuco
16 do fevereiro da 1861.Assignado-LeilSo da
Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Nova cartilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
uma nova edicto da cartilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa de quaotas to
tem impresso, por quanto abraoge tudo quanto
continha a antiga cartilha do abbade Salomonde
e padre meatre Ignacio, acreacentando-so muita
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da nda, com a tabella das festas mudaveis
e eclypses desde o torrente anno al o de 1903'
seguida da folhinha ou kalendario para oa mea-
mos annos A boodade do papel e excellenca da
impressao, dio a esta edico da cartilha uma
preferencia asss imprtanle: vende-ae nica-
mente na livraria os. 6 e 8 da prega da Indepen-
COJHPANHIA
ALLIANCE,
establecida em Londres
f .gfjfi) si mu.
CAPITAL
Cvuco ttUYioes de Vigas
stCTlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a qaem mais conver, queestao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
efleetuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos I planos, confronlaoes, situaS6es e avaluarte* do
quecentiverem os mesmos edificios, quer consis- "
la em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
ldade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Fredertc Gautier, cirurgiio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfei^o que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
MiawwrinrririrrrriTmnMrmjS
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Compram-se escravos.
Compram-se. vendem-se. etrocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se aceces do novo ban-
bo de Peraambuco: na ra da Cadeia
n. 41.
Compram-so moedas de ouro de 20 : na
ra Nova n. 36, loja.
Compram-se notas de 1$ e 5&ve*
Ihascom mdico descont : na praqa da
Independencia n. 22.
Compra-se uma casa terrea na ra do Rosa-
rio da Boa-Vista, ainda que precise concert sem-
pre se faz negocio.
Compram-se peridicos a 3(800 a arroba
no paleo do Carino, esquina da ra de Hortas
numero 2.
Compram-se escravos
na ra da Imperatriz n. 12, loja, sendo do sexo
mascolinoe mocos, cabras ou negros.
Yendas.
Charutos suspiros.
Chegaram ra das Cruzes n. 41 A, taberna da
porta larga, os verdadeiros charutos suspiros, o
tanto so vende caixas como meias caixas, e a re-
talho, assim como outras muitas qualdades que
vende-so por menos do que em oulra parte,
Pechincha
Na ra do Queimado n. 47, vendem-se pecas
de franjas pretas de seda para vestido por 180Q
a pega com 10 varas. *^
Vinho de Bordeaux
em barris e em caixas de dif-
ferentes qualidades, vende-se
em casa de J. Praeger & C-, ra
da Cruz n. 17.
Espingardas
decacadedous canos, muito finas e
simples vende-se em casa de J. Prae-
ger&C, ra da Cruz n. 17.
PARA A
Gama & Silva
estando em Hauidaco de aua loja de f*zendar
fila na ra da imperatriz n. 60, por meio deste'
annoncio avisara a todos os seos devedores por
conta e letras j vencidas, a vrem pagar seus
dbitos no prazo de 30 dias. contados da data do
primeiro annuncio, Ando elle serio seus nomes
J*j5jlMPete Jornal. Bacifa 16 da fevereiro
Camargo < Silva,
compradores da loja dos Sr?. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo o. 1, rogam aos devedores
desta firma, que se dignera vir pagar suas contaa,
ou entenderem-se a respeilo com os referidos
compradores ; certos de que serao chamados a
juizo os que assim nao flzerem.
Terca-feira 26 do correlo, depois da au-
diencia do Sr. r. juiz dos orphios. sendo a ulti-
ma praca, arrematar-se-ha uma parte do sobrado
de dous andares, sito no largo do Corpo Sanio
n. 11, no valor de 1:5005, a requerimento do tu-
tor dos menores Olhos do fallecido Miguel Anto-
nio da Costa e Silva, cuja arrematarlo por
venda.
No engenho Bento Velho, em Santo Ailo,
veodem-re 2 jumentos, 1 hespanhole outro criou-
lo, a escolher, proprios prodcelo da raca cru-
zada ; e vende-se tambem uma jumenta crioula
muilo nova : quem os pretender, dirija-ae ao re-
ferido engenho.
respectivos terrenos acompanhados de uma car-
ta pedindo a sua admissao como socios comman-
dilanos da referida soeiedade.
A correspondencia dever ser-lhe dirigida
?"ro de 186P "' l0J8* Pernambuco 6 dW
F.M. Duprat.
Attenco.
Candido Pereira Monteiro tendo comprado ao
Sr. Joaquim Jos de Paiva o seu eslabelecimento
aa ra do Imperador faz.aciente a seus ami-
gos e a todos os freguezes que do mesmo ausen-
larara-se pela m directo da casa, queiram ao-
parecer que encontrarao instaurado o botequim
In Hulado-Caf dos Arcos, hoje Imperial ? ex"
cellenle caf, toda e qualquer bebida da melhor
qualdade, bons serventes, buhares limpos. tacos
novos, aceio e ordem ; igualmente um salo illu-
romado a gaz, xom 3 bancas para quem quizer
divertir o vollarele ; por isso pede ao respeiu-
vel publico que queira o coadjuvar para melho-
ramento de um nico diverlimento que presente-
mente temos. v """*=
Precisa se alugar urna escrava pa-
ra o servico de uma casa de familia : ua
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Para uma casa
franeeza,
Precisa-se de uma escrava que saiba eneom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja Del e diligente. Na
mesma casa precisa-sede um escravo para o ser-
vico de um ailio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horaa da manhSa s 4 da larde.
Aviso
deS.
Pede-se
que
ao senhor.....que mande pagar oa 19)750
deve ha seis mezes, de roupa eogommada.
Alugam-se o 1. e 2." andares do sobrado
n. 32 sito na praca da Boa-Vista : a tratar no
paleo do Tergo n. 44.
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel de Souza
Leao Jnior, na rus do Crespo, loja n. 90, esqui-
na da ra das Cruzts.
Precisa-se de uma ama s na ra Nova nu-
mero 5.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4- portas,
vende-se estamenha para habito3 a 2)200 o co-
vado, ese apromptam os meamos habilos a von-
tade dos irmaos a 45) cada um, obra muito bem
feita.
4 viso a quem interessar.
Manoel Jos da Silva lem contralado a compra
da taberna sila na ra dos Copiares o. 12 com o
Sr. Jos Pereira de Magalbes Bastos : quem se
julgar prejufiicado queira dirigir-se dita taberna
e entenderse com o comprador, isto no prazo de
o dias, Dndos es quaes nao se responsabilisa por
cousa alguma.
Cerf Hertz, subdito francez, retira-se para
a Europa.
SOCIEDADE
DAS
ARTES MECHAMCAS E URERAES
DE
PERNAMBUCO.
O Illm. Sr. director manda fazer publico que
terca-feira 26 do correte, as 7 horas da noite se
reunir a soeiedade extraordinariamente.
Secretaria da sociedad o das Arles Mechanicta
e Liberaes de Pernambuco em U de fevereiro de
186r.
. Simio de Souza Monteiro,
1.* Secretario.
;
Na ra do Queimado n. 17 a primei-
ra loja passando a botica vndese casa-
cas de suoerior panno fino preto de
3?f pelo barato preco de 28#, por haver
grande sortimento e querer-se apurar
dinheiro.
Attenco.
Ra do Amorimn. 40
Vende-se farinha de mandioca, saceos de tres
quartas. pelo barato prego de 3).
Vestidos de seda preta a 60$.
H!.r" d CabuKM 8. J exislem poneos
wh.h f "5Vvesi'dos Pre,os de grosdenaples
bordados e de babados, em carl5es grandes, que
?5-hnn.deraT-a V00: a e,,".te8 que se .cabera
lao boa pechincha para a quaresma.
t Na ra da Cruz I
! n. 48. f
3 No escriptorio de E. A. g
g .Burle & Companhia..
Vendem-se riquissimas mobilias do mog- 1
9 no e Jacaranda, todas de obra de talha, as A
9 melhores e mais ricas que teem vindo ao .
W mercado al hoje, gosto a Luiz XV, todas a
-de encosfo de palha e rodames. S,
Ditas de madeira branca, dilas fingindo A
P moguo ditas fingindo junco, ditas de ma- &
V deira branca de gosto simples com mar- A
9 more, mobilia completa por 350). Z
g Lind.issimos apparadores para fructas di- A
9 tos envernisados para comida, lavatorios S
9 guarnecidos de marmore com apparelho de A
rica porcelana e espelho a 50)000 cada A
m um ; toaletes de Jacaranda guarnecidos de A
9 marmore com espelho e apparelho de por-*S
cellana, elegantes cabides de differentes
qualidades, tamboretes de Jacaranda e de
raogno, indisperfsaveis para as senboras
descancarem osps, riquissimas cadeiras
de pianno, excedentes piannose excellen-
w es cofres (burra), do melhor fabricante
& que existe na Europa, charopanha da me-
t Ihorque tem vindo ao mercado, garante-
Me a qualidade, a 20)000 o gigo.
i Todas as mobilias sao com marmore e
9 vendem-se o mais em conta que fr possi-
\ vei, por virem em direciura da fabrica da A
t Europa. g
9999999 ***#*# i
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C., ra da
wm n. io encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
lem as seguales qualidades:
De BrandenmirR frres.
Su Estph.
St. Julien.
Marganx.
La rose.
Cha tea u Looville
Chteau Margaux.
De Oldekop A Mareilhac. ,.
St, Julien. *
Su Julien Mdoc
Caaleau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha
vender :
Sberrv em barris.
Madeira em barris,
para
--T.-rr-r; ; IU.VHME -rsiK MSSM


()
DU1IO0B
ilMU FEffiA 2* M P1TERW10 01 1861.

Proprietarios do armazem
PROGRESSO
Vendem noseu armazem Prograsso os segulDtes gneros recentemente chegados por me-
nos 5 ou 10 por cento por serem viudos de conta propria e tudo das melhores qualidadea que se
podem encontrar tendentes a molhados :
^llailtega UgleZa tloV a # a ibra e goo rs. de 8 libras para cima s6 no
Progrcsso.
QueVjOS fLameilgOS a i$100 d0 preco de 3* e 2500 vende-se a 1700
pela grande porcSo que tem, afianca-se quo sao os melhores que ha no mercado, s no
Progreso.
ViHampantia dag maia acreditadas marcas a 20} a duzia e 2j a garrafa, aflanca-se que
a melbor do mercado, s no Progresso.
"1*J SaiSSO a g4Q rs. a ]bra nicamente se vende no armazem Progresso, afiaoQa-se
a boa qualidade, s no Progresso.
\-iUOCOiaWS do3 mas acreditados fabricantes da Europa a900rs. a libra, s no Progresso.
nlB.uK&!*t*uiaaa em onipotciras de folha do mais acreditado fabricante da Europa vinda pela
primeira vez a esta provincia lacrada hermticamente e multo bem enfeitads a 1} rs. a libra,
s no Progresso.
m.mpvtai ni'ATlUCl AiVd 0 afamado Abrou e oulros fabricantes premiados na ex-
psito de Londres a 800 rs. a libra, s no Progresso.
\aja le tomate Chegada ltimamente da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso,
lalas COm SCian cagadas de conta propria no ultimo navio a 1J600 e 4 latas com
8 libras, s no Progresso.
Ameixas fraucezas
15. s no Progresso.
Yigos de comadre
e 240 rs. a libra.
illia perV. \\yS01\ e pretO dos melhores que lera vindo e ha no mercado a
2560,23 e 1S600 a libra, s no Procresso.
Caixas com 8 Vibras de passas muit0 bem onfelad3S propr88 para
meninos a 3} e em caixa de 1 arroba a 12* e em libra a 500 rs., aanc.a-8e serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
COriUlu ou passas proprias para podim a 1#200 o frasco, s no Progresso.
Hoee da casca de g naba a u 0 caiiao> s no Pr0gresso.
Vintio xerez
Progresso.
l lllliOS para paStO c me9mo para engarrafar pelas suas boas qualidades a 4500 a
caada e640 rs. a garrafa, s no Progresso.
VinAio Bordeaux
Progresso.
Pechincha para a
quarestfia.
Mantelete de grosdeoepU da M de aeda
pretos e de cores, pelo baratissimo preco de 5#,
89,10{ e 12} : na ra do Queimado n/44.
Attenco
Vendem-se terrenos junto a casa do Sr. Gus-
pjio, sarna Imperial: quem pretender comprar
algum em pequeos lmannos ou em grande
poreao. appareca na ra do Queimado n. 51, loja,
que e dir quem rende.
* Vende-ae ou aluga-se urna cocheira na
Boa-Vista, ra do Tambi, que serve para rancho
ou mesmo cocbeira ; quem a pretender, dirija-se
a raesma cocheira ou a ra do Queimado n. 54
loja, que achara eom quem tratar.
da melhor que ha neste genero a 500 a libra e em latas a
caixinhas com 16 libras, os melhores que ha no mercado a 2}500
do melhor que se pode encontrar neste gonero a 1#600 a garrafa, s no
das marcas mais acreditadas a lij a caixa e 1} a garrafa, s no
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e confrarias.
Ni ra da Senzala Nota n. 30 tem para ven-
der caixiohai com doces de fructas o de farinha,
amendoas, casUnhas com confeitos e a mendosa,
tudo com multo bom sortioseuto pira os anjos
das proeissoes, e vende por preco muito conmo-
do, porque tudo fabricado neste eatabeleci-
mento.
Farinha de mandioca.
Veade-ae omito barata pan acbar; ne ra da
Senzala Nova o. 39, taberna.
Vende-se urna padaria prometa de todos oe
utencuiospsra trabalbar, em um doi mnlhores
lcaos ai arcados pelas poauras municipaes e com
um deposito em urna das melhores ras desta ci
dade : quem a preteoder, entenda-se com o Sr.
Jos Duarte das Neves.
Vende-se, orna estrave : no pateo do Cr-
mo, esquina da ra de Hortas n. 2.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes &e ranea.
r*MirStnAWlente Um0 ,dlMe dePos,ado diretmente ni ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se vende per masjos de 2 hectogramos a 1J000 e era porgao de
10 mseos paro cima com cesconlo de 25 por cento ; no mesmo estabeleci ment acha-se tambero
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
aervcjdS das melhores marcas que tem vinlo ao
(branca) s no Progresso.
mercado a 5$ a duzia e 500 a garrafa,
alabas para SOpa e seyadnha muito nova a 500 e 320 rs. a libra, s no Progresso.
viiaUteiga iraUCeZa Chegada no ultimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s no
Progresso.
IraillOS lVXaaOS os melhores que tem vindo ao mercado a 200 rs. o masso com 20
rnsssinhos.so no Progresso.
iVzeitOUaS a 1&200 rs. o barril, s no Progresso.
15 aniia Oe porCO refinada a mais alva que existe no mercado a 480 rs. a libra e em
porjo de 8 libras para cima a 440 rs., s no Progresso.
Toucinuo de Lisboa
Progresso.
^^''**^** muito nova a 3# a arroba e 120 a libra, s no Progresso.
ylata 0 mais |,ip0 que ha a 5J a arroba e 160 rs. a libra, s no Progresso.
Spermacete
Salmn
o melhor que ha a 9fl a arroba e 320 rs. a libra, s no
a 800 rs. a libra, s no Progresso.
e ouiras muitas qualidades de peixe era latas de 1#200 a 2J, s no Progresso.
Os proprietarios prometiera aos seus freguezes continuarem a terem os melhores gneros
relativamente a molhados e venderem mais barato quo emoutra qualquer parte, prometiera mais
tambera servirera aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticascomo se viessem pes-
soalmente, rogara tambera a todos os Srs. de engenho e Srs. lavradores queiram mandar suas en-
commendas que no armazem Progresso se lhes aQanca a boa qualidade e acondieionamenlo por
mais longe que seja o serto.
Loja de fazendas.
Vende-se a loja sita na ra das Cinco Ponas
n. 68, tendo pouco mais ou menos em fazendas
6.00D9, e900> em dividas: quem a pretender,
dirija-se a ruada Cadeia do Recife, loja n. 35,
quo se far qualquer negocio. .
Attenco.
Vendom-se muilo bons e bonitos lengos de la-
byrinlho, de grades e bordados, fronhas, toalhas
e camisas, muito boas rendas e bicos da trra da
largura de um dedo e um palmo, proprios para
toalhas de baptisados, roquetes e alvas : na Boa-
Vita, ra da M.ingueira n 11.
Vende-se urna cadeirinha em bom estado :
na ra da Aurora n. 66.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sernpre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. A.
Ultimo gosto.
A loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. B,
acaba de receber da Europa pelo ultimo vapor,
de soa propria encommenda, lindos cintos para
senhora ou para menina, o mais fino que se po-
de encontrar, sendo ultima moda, que se vende
pelo baratissimo preco de 4 e 59, assira como en-
feiles de cabeca para senhora, todos entrancados
com borla dourada a 15J, grinaldas de flores
muito finas tinto branca como de cores que se
vende a 3, 4 e 5J, pois a vista da finura e do ul-
timo gosto ninguem deixara de comprar.
Luvas.
E' chegado loja da aguia de ouro da ra do
Cabug, as verdadeiras luvas de pellica Jouvin,
sendo para senhora e para homem, que ae ven-
dem a 3# o par, aflanga-se a boa qualidade.
Vende-se urna m grande e duas plainas :
na taberna do Pateo n. 12.
Casa yenda.
Vende-se a casa de sobrado na ra Imperial n.
79 ; a tratar na loja de miudezas da ra Direita
n. 103, ou cora Joo Ferreira dos Santos Jnior,
no escriptorio do Sr. Haoocl da Silva Santos,
becco do Capim, bairro do Recite.
A precos sem limites.
Ha loja de miudezas da ra Direita n. 103 so
vende, para completa liquidado, differentes miu-
dezas de diversos misteres, um completo sorti-
mento de bicos e rendas, de algodo, linho e te-
da, caixas com msicas proprias para costura,
carteira e estojos proprios para viajantes, diffe-
rentes objectos de porcelana, sendo jarros e ou-
tros para enfeiles de mesa, banhas e eheiros,
roopa o calcado, e realejos com pancadaria, ou-
tros com figuras do macacos, e outras muitas cou-
sas, que a vista animar ao comprador.
Vende-ge nm relogio de algiheira,.de oore,
patonle inglez, cora muito pouco uio, e por um
preco muito barato, o qual regula perfeitamenle :
a tratar na loja da ra do Queimado n. 41.
Vende-se por nm prego comraodo eme car-
roe* com pipa o mais perlences para conducho
d'agua, a qual tem pouco uso : para trataf, na
ra Imperial o. 64.
Sodr & C ra estreila
do Rosario n. II.
Vendem-se queijos suissos muito bons a~600
rs. a libra, champanha nova muito superior a
18# a duzia, e vinho Bordeaux a 10[ a duzia e 1$
a garrafa.
Sorimenlo de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos trelos francezes de superior qualida-
de a 7.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 16#.
Chapeos lisos para senhora a 25$.
Ditos de velludo cor azul a 18j.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8j.
Ditos ditos para menino a 5$.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonels de velludo a 5$.
Ditos de palha muilo bem enfeitados a 4g.
Chapeos do sol francezes de seda a 7$.
Ditos inglezes do 10$, 12$ e 13$ para um.
Farinha de man-
dioca.
Vonde-se por 4$ a sacca, na ra da Cruz nu-
mero 26.
Fazendas pretas para a
quaresma
Na ra do Queimado u. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos de seda pretos bordados a
velludo mullo superiores a 120$, ditos bordado
a retroz e vidrilho a 80$, ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 70$, manteletes de fil
de lindos goslos a 2',g, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enfeitados a 20$, 25$, 30$ e a 85g
cada um, ricas mantas de blonde hespaoholas a
20$, ditas de fil bordadas a seda a 12$ e a 15$
cada urna, grosdenaple prete de superior qualida-
de de 1$800 at 3$200 o covado, luvas pretas en-
rolladas e de superior fazenda 2$200 cada urna, e
outras muitas mais fazendas proprias para a qua-
resma.
CENTRO COMMERIML
15 Ra da Cadeia do Recife 13
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jone Leopoldo Bourgard
GnarutOS SUSpirOS da Bahia. e grande deposito de superiores charutos do Rio de Ja-
neiro por cunta da grande fabrica dos Srs Domingos Alvn Machado & C, vendendo-se em
porcSo e a retalho, alm disto tem sernpre grande sortim< nto de charutos manilha, havana.
suissos chamburgo.
Charutos SUSSOS a 305 0 milheiro. fazenda superior e que se venda a 45$.
Cigarros de papel e palha de milho de papel gr0M( de Unh0i desedai arr0 d0 e
hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio, vende-ae era milheiros muilo barato.
B0CaeS para Charutos com agarras de metal .1$
a 320 rs.
Papel para cigarros prOpriospara0Sfuma;t98deL
cam os cigarros de papel de linho e seda.
laoaCO Caporal francez, verdadeiro em macos de divet ios lmannos, garante-se
lidade.
TabaCO turCO a 5^ a ubrae meia libra por 3$.
Tabaco fleur de harlebeke
to em porfi.
1 abaCO americano em'latas a 2$, em chapa al$ a libra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160.240 e 320 e a groza.de 17$ a 22$.
Cl'garrOS de manilha de papel branco e pardo a 15$ o milheiro.
Machinas e papel para cigarros de manilha.
Iiape rOiaO francez em magos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
VaSOS de loUCa ebarro para tabaco e rap.
PhOSphorOS fe SCaS de diversas qualidades para charutos.
IjdLIllIIlJOS esta casa lera sernpre soitimento espantoso de cachimbos de gesso, louja,
deira, barro e os verdadeiros e sernpre apreciaveis cachimbos de espuma.
1 aDaCO Q O J\10 ue JaneirO piCado para cachimbos e cigarros a 800 rs. a libra.
Venuem-Se lOaaS es fazendas mais barato do que em outra qualquer parte.
liaraUte-Se tod0s os objectos vendidos tornando-se a receber (Incluindo os charutos) q
do nio agradem ao comprador.
AprOmptaiU-Se encommendas, encaitotam-se e remeitem-se aos seus destinos cora bre-
vidade.
Aiem do qUe ficaexposlo lom um variado sortimanto de objecUs proprios para os senhores fu-
mantes.
Vender muito para veii^er barato
Vender barato para vender multo.
cada um, ditos para cigarros a
e cigarreiros que fabri-
a qua-
em macos de diverso lmannos, fazendo-se abatimen-
ma-
quan-
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mu Unas, e gran-
des eslampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a mora do justo rodeado de anjos, etc.,
e outras a morte do peceador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessanlee essis
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqu. Vendem-se
a 25O0O cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soura & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido pelea seus bons ef-
feitos, continuam a vende-lo pelo preco de 1$
cada vidro, fazem urna differenca no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrosnara cima.
Penles de todas as qua-
lidades.
Na loja d'aguia de otro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de pentes,
que se vende por baratissimos precoa, como seja:
Pentes de tartaruga de lindos gostos a impera-
iriz a 8,10 e 12j.
Ditos lisos sem serem virados a 4 e 5$.
Ditos de massa flogindo tartaruga a l$2O0 e
1$500.
Ditos lisos para atar cabello a 800, 240 e 300 rs.
Para menina.
Pentes de tartaruga para sergurar cabello de
menina a 3$.
Ditos de borracha a 800 e 1$.
Ditos para tirar caspa a 400,500 e 600 rs.
Ditos de massa a 600 rs.
Ditos de borracha para desembarazar a 500 e
600 rs.
Ditos de tartaruga a 3J.
Ditos de massa a 240, 300 e 400 rs. E outras
mais qualidades, que i vista do freguez nao se
engeita dinheiro.
Rap princeza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmea, no caes da alfande-
[a b. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
abrica, onde se vende em porgdes ou a retalho.
Attenco,
Vende-se terrenos junto a casa do Sr. Guarni
na ra Imperial: quejo, pretender comprar algum
em pequeos lmannos ou em grande poreao ap-
pareja na ra do Queimado o. 51 loja, que ae
dir quem vende.
Vende-ae ou aluga-se nma cocheira na
Roa-Vista ru do Tambi que serve para rancho
ou mesmo cocheira : quem a pretender dirija-se
a sema cocheira ou rua do Queimado n. 31
loja, que ae dir quem faz negocio.
Farelo a milho.
Saceos grapdea e de mullo boa qualidade : no
largo da Aaseaabla n. 19, armazem de Aniones
Gttnarea A C.
Vaodem-M barricas eom cemento prete,
pelo barato preco de 7$ a barrica pare acabar:
no Campo das Prineezas, armazem de materiaes.
Vendo-ae urna carreo* em bom uso, por
commodo prego ; no Campo das Princeas, ar-
mazem de materiaes.
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Ra do Queimado u.39
Loja de quatro portas
Sobrecaajcae de panno fino obra muito bem fei-
U, de 35 a 40$ cada urna.
Paletols de panno fino preto, de 25$ a 30$
Colleles de velludo preto bordado, a 12 cada
um.
Ditos de gorguro preto a 7 dem.
Ditos de setim maeo a 6f dem.
Oitos de casemira preta a 5$idem.
Calcas de casemira preta fina de 12 a 14.
Paletols de eslamenha 3.
Diloa de alpaca preta, saceos de 4$ a 5$.
Ditos de dita sobreeasteos de 8$ a 9$.
Ditoade bambotina preta superior fazenda a 12
Ditos de aei ajeroIra a 10$.
Ditos de casemira muito flna a I45.
m completo aortimeate de paletots de rosti e
brim, e ealce e coletee, que tudo se vende or
preco em costa. .
Cera de carnauba.
Sal,
Vende-ae a bordo do Mate Grodao, oltlma-
menle chegado do Asen : a tratar com o me.tre a
bordo.
Grosdenaples baratis-
simos
Veadem-se grosdenaples pretos pelo baratissl-
preeo de 11600 e 2 o cevado: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Oueijos.
Veodero^e queljoa boas a 11440 : na ra Di-
reita n. 8.
Vende-se urna casa terrea com urna porta
e duas janellas, 6nvidra?ada, de pedra e cal, com
3 quarlos, despensa, cozinha fra, quintal mura-
do, cacimba, na ra de S. Miguel dos Afogados
n. 57 : quem a pretender, dirija-se a ra do Col-
leglo. casa do Sr. Dr. Deodorio, que ahi se dir
quem a pessea que a vende.
/?ua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas franceza8 cores fitas e lindos desenhos
a 240 rs. o covado do-se amostras com peohor.
Penles de tartaruga lu-
peratriz 88.
Enfeiles de vidrilho a 3JO00 reis luvas de
iro?al com vidrilho a 1500 reis, e um grande
sortimento do utas largas de sarja, mais barato
do que em outra parto. Na loja do Vapor na
vua Nova n. 7.
Baratissimos jarros de por-
cellana.
Vende-se mu bonitos jarros de porcellana dou-
rada, e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra enfeiles de mesas, ornato de gabinete, etc.,
pelos baratissimos pregos de 3$ e 4g000 o par:
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca n. 16.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
Keoker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabncante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveis.


a
SS
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Si o.
s a
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ct
i-
8-
3
-S
o
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 r0 o calcado de se-
nhora e o de homem 10 <>i0, do dia 9 de evereiro
em diente, ees consequencia da nova peala que
ha de vigorar na alfendege; o prdprfelert do
bem sonido estabelecimento '
_ da rna. Direita n.
45, nao quer qoe os seus freguezes carregem
com as coosequeodas do s^stama finaaceiro do
Sr. ministro da fazenda e por isso sustenta os
presos do seu calcado pela tabella seguinte :
Homem.
Borzeguios para homem (im-
periaes)....... 10|000
Ditos (aristocrtico*). 9$000
Ditos (prova d'agua) 8|500
Ditos (Bersaglieri)..... 8|000
Ditos (communistas). 6|000
Meios borzeguins (patente). 6#O00
SapatSes (3 bateras). 5^600
Ditos (sola dopla)..... 5^200
Ditos (blusas)...... 50000
Senhora.
Bobnas (prima dona). 5J000
Ditos (vis a t). 4^800
Ditos (me deixe). 4J5OO
Ditos (grisete)...... 4#000
Meninos e meninas.
SapatSes (bezerro). ... 4^(000
Ditos (diabretes).....Z$500
Ditos (salra pes)......3^000
Botinas (bolicosas).....4#000
Ditas (para enancas). 3$500
Sapatos para senhora (lustre). J^200
E nm completo sortimento de couro de lustre
marroqulm. sola, bezerro francez. courioho
ludo que necessano a um irroio de 8. Cris-
pim. advogado dos artistas sapateiroa, por precos
que s este estabelecimento pode vender.
Ba do Crespo,
loja D. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por precos baratissimos, para acabar: pecas de
cambraia lisa flna a 8, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas abortas de
noBitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 840,
cortes de cass. de cores a 2*. entremeios borda-
dos a 19500 a peca, babados bordados a 320 a
vara, aedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5, penteadores de
cambraia bordados a 5, gollinbas bordadas a
640, ditas com ponas a 2J500, manguitos borda-
des de cambraia e fil a 2, damasco de la com
9 palmos de largara a 18600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fusilo en-
tenadas a 55>, pe^as de madapolo fino a 4, laa-
zinha de quadros para vestidos a 310, camisusde
cambraia bordados a 2, sobiecasacas de panno
uno a 200 e25g, paletots de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 3500 a 8, ditos de
onm de crese brancos de 3J5C0 a 55, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps precos,
ditos de brim de cores e brancos de 2 a 5, ca-
misas brancas e de corea para todos os pregos,
colleles de casemira de core finos a 5 ; assim
como outras muitas fazendaa por menos do 8eu
valor para fechar contas.
4 dinheiro.
[Fazendas boas e baratas.!
Vende-se grosdenaples pretos superior
4 palmos de largura a l$800 o 2$.
Grosdenaples preto tao encornado que
parece gorguro a 23*00.
Mancas pretas de fil de linho a 8#.
Chales de seda padro moderno, borl-
la epontaredonda a 7.
Chales de caxemira
borlla a 8j>.
ponta redonda e
Sajas balao de 30 arcos a 4g8O0.
Balao para menina de
nhos.
todos os tama-
Mantcirtes prelos de fil, de grosdena-
ples e outras qualidades.
todo os tmannos para.
Camisas de
meninos.
A loja da ba-f
na Ti\a do Queimado m. 2&
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a IgOOO e
lft400 rs. a vara; dito pardo muito superior a
ifSOO a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes escures a 500 rs.; riscadiuhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1$600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de linh muilo fina a 209, 828 e a 249 ". a
pega com 3l> jardas ; atoalhado d'algedao muilo
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2*400 a vara ; lengos
de cambraia brancos pasa algibeira a 25400 a
duzia; ditos maiores a 36; ditos de cambraia
de linho a 6J. 7 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo finos a 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 1*280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 29000;, e alm disto, outra muitas fazen-
das que se vendem muito barato a diBheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, Ie|a da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas. >
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com fivelas para cintes de senhora e
meninas, e pelo baratissimo prego de 2j : em
dita loia da aguia branca, ra do Queimadenu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Pregnica est queimando, em sua loja n
ra do Queimado n. S.
Pegas de brelauha de rolo eom 10 varas a
28, casemira oseara inealada propria para cal-
ca, collete e palitots a #60 ra. o-covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3,
4, 5*, e 6 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chias largas de modernos a
escolhidos padrees a 240, 260e280 rs. o eo?a-
do, riquissiraos ebales de merino estanpado a
7f e 8f, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9# eada nm, ditos com
urna s palma, muito finos a 8f500, ditos Uses
co franjas de seda a 5, lencos de cassas eom
barra a 1O0, 120 e 160 eada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, dina de boa
Botinas de Meli verdadeira que todos
vendem a 14g por 12.
Botinas de Nantes verdadeira que todos
vendem a 12 por 99500.
Grosdenaples dequadrinhosa 15,192OO
armazem de Antunes Guimares & C.
eobanoft o descoberiosT peqwoes e grsndas, de
oufo patente inglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
1 pelo ultime paquete Ingles 1 em casa de
Sonthall Hellor A C.
o eovado, ehttaseseuras inglesas a 5900 a
P?a, e a 160 rs. o eovado, brim branco de paro
linho a 19, 19200 e 1*600 a vara, dito preto
muito escarpado a 19500 avara, brilhantin
azul a 400 rs. o eovado, alpacas de difforenus
odres a 960 rs. o covado, easesniras pretas
finas a 3S0O, 39 e 3>500 o eovado, cambraia
preta e de sal picos a 500-rs. a var, e ontras
muitas fazendas que se far patela ao compra-
dor, da todas se dario amostras com peobor
Parece incrivel que essas faiendas se
vendara por esses pregos que na verdade
o n:ais barato poasivel. do-se amos-
tras na ra da Cadeii confronte ao bec-
co Largo loja n 23. deGurgelPengio.
A grande fazenda
Pitanga.
Vende-se esta grande propriedade a
qual tem urna legoa qnadrada de exten-
cao e llca distante da villa de Iguarastu'
s duas leguas e confronte ao lade do
teste com-o engenho Moojope.
Tem um rio que percorre a fazenda
do sudoeste para o nordeste e varios ria-
chos com cachoeiras convenientes para
quaesquer engenhos de foicas maiores
e is aguas do rio podiam ser adaptadas
para conduccac de madeiras durante
seis mezes do anno.
A metade da fazenda esta' anda em
malto virgemque contm grande por-
q5o de madeiras de ki e de constrOccao
Tem urna boa casa de moradia com
pertences, como estribaras etc.
Tem horta com mutos pes de defe-
rentes Iructeiras tanto da trra como
estrangeiras e um jardim que tambem
contem muitas larangeiras.
Ten diversas casas de moradia pro-
prias para feitores c engenheiros.
Tem boas ras e pontes fbrnecendo
vas de communicacBo com as differen-
tes partes da fazenda e tambem com a
villa de fguarassu'.
Tem grande curral e pastos bem fe-
chados e seguramente ctirados.
Tem urna plantario de cafezeiros de
cinco mil pes e grande porcSo de plau-
tas novas proprias para estender o ca-
fezal.
O ter reno de varias qualidades are-
noso e de barro puro e tambem de mis-
turas destas em differentes proporedes.
Os pretenden tes que quixerem exa-
minar a propriedade podem o iazer di-
rigindo-se ao Se. Crispim, que ao pre-
sente mora nella e a mostrara'.
E para tratar de preco na casa n. 46
da ra do Trapiche no Recife.
Vende-se uta escravo pardo, de idade22
annoa, boaita Agora, sem vicio algosa, tem offl-
ein de aapateiro, e entende de carreiro : a trata
na ra estreita do Rosarlo a, SI, armazem.

IMMstnsaa




DU110 3* PEMUMBCO. SEfiiKD FElBA 35 DB FSYEafilRO DI 1861.
DE
Fazendas de todas as qualidades
M l AII MffiMffil
DE
Joaquim F. dos Santos.
40---RUA DO OUEIMADO -40
Defroate do becco da Congregado letreiro verde.
Grosdonaple preto o covado 3$,
2*500, 2g e 19600
Seda lavrada prela e branca o co-
vado 3.2500 e 2*000
Setim prelo superior o covado a 4*000
Corles de vestidos de gorguro de
seda preto de 2 saias a 800 e 70*000
Manta* de blondo pralas e brancas
para seobora a 12* e 8|000
Lencos de gorguro de seda preto a 2*000
Ditos do seda roxos para senhora
a 2$ e lj600
Tnfei preto e rxo a lge 500
Mantas de Ql de linho pretas a 16$000
Sedas de cores o covado a 1(500,
1*, 900 e 800
Diversas fazendas de l e seda. $
Cambraia e seda o covado a 500,
640, 800, 1 e 1*200
Velludo preto muilo superior o co-
vado a 5*000
Panno e casemira prela e de cores
de todas as qualidades $
Casemira prela de cores de 2 largu-
ras covado 2g000
Organdys muilo fino edenovosde-
senhos vara 1J000
Veos de cores para cabega de se-
nhora a 3*000
Tiras e entremeios *
Sargelim de cores pratiado covado 320
Merino setim preto e de cores pro-
prio at para vestuarios de me-
ninas o covado
Enfeites para cabega de senhora
Salas balo de madapolo, de raus-
selioa e de 30 arcos a 3*500,
48, 4*500, 5* e
Setim preto azul o encarnado pro-
nrio para forros 4 palmos de
largura o corado
Luva preta de seda de todas as
qualidades para senhora?, ho-
mens e meninos
Mantas para grvalas o grvalas de
seda de todas as qualidades
Chales de merino bordados, lisos! e
estampados de todas as quali-
dades
Ditos de louquim branco muito fi-
nos
Cortes de vestido de gaze do seda
e phaotasia
Peitosde eambraia de linho para
camisa lisos e bordados
Ditos de madapolo brancos e de
cores
Chitas francezas a 260, 280, 300 e
Caisas francezas preta e cor de
rosa a 600 e
Lencos bordados e lisos de cam-
braia de linho e de algodo
1*000
i
6*000
1*600
Agodo mensfro.
Veade-se algodo moastro com duas larguras,
muito proprio para toalhas e lenges por dispen-
sar toda e qualquer costura, pela baratissimo
reco de 600 rs. a rara : na ra do Queiaaade a.
2, na laja da boa f.
B4ST0S
320
500
EAU NIINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Relogios.
Vendem-se cea casa de Braga, Silva & C.,re-
logios de ouro de diversos. fabricantesinglezes,
por prego commodo.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua. Moendas de canna.
9 Taixas. a
@ Rodas dentadas. Q
@ Bronzes e aguilhes. #
& Alambiques de ferro.
& Crivos, padrdes etc., etc.'
Na fundigaode ferro de D. W. Bowmanft
@ ruado Brum passando ;o chafariz. @
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
priaspara viagens, etc., etc., pelos baratissimos
presos de 5*. 6* e7* : na loja da aguia branca,
ra doQueimado n. 16:
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
&C, Whecler fe Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
durado uras
moslcam-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-Se a
sua boa quali-
dade e dura-
cao : no depo-
sito de ma-
chi as de
Ravmundo Carlos Leile & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
Attenco.
*
Vende-se a sexta parte da casa de 2
andares da ra do Queimado n. 42,
pertencente a Bernardino Christovao
Mamede de Almeida, residente no Pa-
ra': os pretendentes dirijam-se o seu
procurador na ra do Trapiche n. 44,
segundo e terceiro andar.
Lojadoleao deprala.
Vende-se eslampas cora o retrato do S. M. F.
o Sr. D. Pedro V e D. Eslephania a 1*000 cada
urna, ditas deNapoleo, priucipe Alberto, D. Eu-
genia, raioha Victoria a t;280 cada um, franja
preta de vidrilho a 800,1* e 1;280 a vara, ditas
sem vidrilho a 560 a vara, como tambera rozelas
pretas, pulceiras, alfinetes para peito, galo pa-
ra vestidos e fitas prelas de velludo e oulros
muilosobjeclos que sevendero por barato pre-
50 e assim como Irocam-so imagensde Santo An-
tonio e Conceicao a 4* urna : ra do Rosario-lar-
gar n. 36 loja de miudezas.
Fazendas proprias para a
quaresma, no no yo es-
tabelecimento de Jos
Horeira Lopes, ra do
Crespn. 13.
que oulr'ora tinha loja na ra do Quei-
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso flcou gyraodo a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
reila a occasio para annoociar abertura
do seu grande armazem na ra Nora jun-
to a Conceicao dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos ( Reg
com um grande e numeroso sortimento de
roupas feitas e fazendas de apurado gos-
to, por pregos muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 25g, 28$ e 30*, casacas
do mesmo panno a 30* e a 35*, paletols
sobrecasacados do mesmo panno a 18*.
20* e a 22g, ditos saceos de panno prelo a
12* e a 14$, ditos de casemira de cor
muilo fina modelo ioglez a 9$, 10*. 12*
e 14*, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5* e 6J, ditos de alpaca
prela e de cor a 4*. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8*, ditos muito superior
a 12*, ditos saceos a 5*, ditos de esguia
pardo fino a 4*. 4*500 e 5$, ditos de fus-
ilo de cor a 3*, 3*500 e 4, ditos bran-
cos a 4*00 e 5*5G0, ditos de brim pardo
fino sacco a 2S800, caigas de brim de cor
finas a 3*. 3*500,4*e 48500, ditas de di-
to branco finas a 5g e 6*500, ditas de
princeza proprias para luto a 48, ditas de
merino de cordao preto fino a 5* e 6*,
ditas de casemira de cor e preta a 8*, 9*
e 105, colleles de casemira de cor e pre-
ta a 4$500 e 5*, ditos do seda brauca pan
casamento a 5*, ditos de brim branco a
3* e 4*. ditos de cor a 3*, colleles de me-
rino para luto a 4$ e 4*500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10*.pa-
letots de panno fino para menino a 12$ e
14*.casacas do mesmo panno a 15$,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
leloUde alpaca ede brim para osmesmos,
sapalos de (ranga para homem e senho-
ra a 1* e 1*500, ceroulas de bramante a
18* e 20* a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
17$. 18, 20, 24$, 28 e 30 a duzia,
ditas de peitos ae linho a 30 a duzia, di-
tas para menino a 11800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1*800
e 2 cada urna, r^oqpniformes de case-
mira de cor de muilo apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 35$, e s com avista se jf>
pode reconhecer que barato, ricas capas |c
de casemira para senhora a 18* e 20, J
e muilas outras fazendas de excellente S
gosto que se deixam de mencionar que 2
por ser grande quanlidade se torna en- X
fadonho, assim como se recebe tada e 3$
qualquer encommenda de roupas feitas, 1
para o que ha um grande numero de fa- g>
zendas escolladas e urna grande ofiicine f
de alfaiate que pela suapromptidoeper- S
feico nada deixa a desejar.
&?MWi-imm smecKftgeeseesiK
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores flxas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo proco de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f. '
Perfumaras
novas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo a completo sorti-
mento de perfnmarias finas, as quaes est ven-
dando por menos do que em oulra qualquer par-
le : sendo o bem conbecid oleo philoeomo e ba-
nha (societ hygienique) a 19 o frasee, fino
exlraetos em bonitos fraseos de cores e dourados
a 29, 29500, 3, e 4, a afamada banha trans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambera cheia da mesma, bulle
concrete, odonntll, principe imperial, reme,
em bonitos copinbos com lampa de metal, e
muilas outras diversas qualidades, todas estas a
H> o frasco, bonitos vasos de poreelrana doura-
da. proprios para offerta a 29 e 29500, bonitos
babusinbos com 9 frasquinhos de chirca 29,
lindas ceslinbas com 3 e 4 frasquinhos, e caixi-
nhas redondas com 4 ditos a 19200 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e 19500 o frasquinho ; e assim urna in-
finidade de objectos que sao patentes em dita lo-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n, 14.
? &
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a eacrever e afallaringiezem 6 mezet,
obrainteirameaite nova, parauso de
todos os estabelecmentos de instruc-
93o, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segando andar.
Em casa de Mills Latham & C, na ra
da Cadeia do Recite n. 52, vende-se :
Vinho do Porto,
Dito Xeraz, engarrafados, de muito supe-
riores qualidades,
Oleo do linhaca,
Alvaiade,
Azarcao,
SeccaBte,
Encarnado veneziano em p,
Manleiga ingleza,
Estopa dita,
Lona dila.
&
gROUPA FEITA AKDA VAIS BARATAS.:
SORTIMENTO COMPLETO
DB
[Fazendas e obras feilasj
SU
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges & Basto!
metaes.
Biqulssimo sortimento de toda a qualidade de
metaes finos prateados, em apparelhose avulsos,
grandes e pequeos, ludo quanto se pode deso-
jar para semeo e ornamento da urea mesa ao-
parelhos para almoco, desde o mais fino 'al o
mais ordinario, conlendo em si os apparelhos fi-
nos a garantia do fabricante por espago de 20
anuos, ludo se pode garantir ao comprador, e
outras muilas qualidades de objeclo, conlendo
assim taboleiros para dar cha, ba Untes grandes
eque muito deveao agradar os freguezes que
precuarem ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
DA
rtNDICAO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nova d.42.
Neste estabelecimento eontina a baver um
completo sortimento de aoendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e tanas
te ferro balido e coade, de todos os tamacbes
para dito,
E' baratissimo!
RELOGIOS.
Vende-se e miasa de Saunders Bro hers &
C. pracado Gorpo Santo, relogios do afama
do abricante Rostell, por precos commodos
a tambemrancellins e cadeiasraraoa meamos
deexceellnta costo.

gar ao armazem
DE
Bastos & Reg,
urna grande quanlidade do uniformes de case-
mira de cores muito recommendados tanto pelos
seus bonitos padrdes como pela sua bemfeitoria
ecomoseja grando quanlidade tomamos a deli-
berarlo de vender pelo diminuto prego de 25$,
assim cerno urna grande quantidade de chapeos
de castor brancos e preto pelo diminuto prego
de 6$, pois se vendem estas obras por este dimi-
nuto prego como fita de apurar dinheiro e acre-
ditar este novo armazem na ra Nova junto a
Conceig&o dos Militares n. 47.
Franjas com vidrilho.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se franjas pretas com vidrilho, de lindos
padrdes, a 560, 600 e 800 rs. a vara, dita sem vi-
drilho pelo baratissimo prego de 300, 400 e 500
rs., ditas de todas as cores a 240, 300, 400, 500
e 600 rs., ditas de linho branca e de cores a 160
e 200 rs., ditas de la a 300 e a 400 rs. a pega de
41(2 varas, galoeszinhos e trancinhas de seda
proprios para enfeitar roupeszinhos de criaoca,
trancinhas de linho e de la, trancelins decores,
que se vende ludo por baratissimos precos para
acabar. r
Vende-se urna armago em bom uso, pro-
pria para loja ou taberna, com um ptimo bal-
cao ; na ra da Madre de Dos o. 34.
Fabrica do Mon-
teiro.
3^ee^mr..g.robrC,r refiDad bX *,
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ras de velludo, ditos bordados, veos pretos de
fil bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos fieos, e outras muilas fazendas, ludo
por pregos muito commodos.
Vende-se o engenho*. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moente e
corrente, distante da praga 4 legoas, quasi prom-
pto para moer com agua, com boas matas, ex-
cedente cercado, boas obras, e urna boa safra j
criada : os pretendemos hajam de dirigir-se ao
mesmo engenho, ou no engenho Penedo de bai-
xo, que se far lodo o negocio a vista do com-
prador.
Vende-se na ra das Nimphas um escravo
de meia idade, na casa n.7, sendo este bom co-
zinheiro, por prego commodo ; tambem se ofe-
rece urna ama para casa de pouca familia, dando
fianga a sua conducta ; a tratar na mesma casa.

acabar-
Guimaraes Villar.
Ra do Crespo n. 17.
A 15,00o!!!
Chapelinas de seda para senhora rica-
mente enfeitados alguna brancos e oulros
decores pelo baratissimo preco de 15,
parece incrivel portn vista verao que
pechincha sem segundo.
Ricos enfeites a imperatrz o que ha de
melhor.
fiSiSS6SiS!iiS2S 913216 865HS9!
Vende-se urna mobilia de Jacaranda em
mnito bom uso e sem defeito algum, incluindo
ama mesa de jantar de amarello : na ra dos
Prazeres n. 30.
Fazendas baratas
Na ra do Queima lo n. 19
Cambraias finas matizada, pelo baratissimo
prego de 240 rs. o covado, ditas escuras a 18C rs.
o covado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fustao a 600 rs. cada urna.
Gambraielas unas para vestido a 2^800,3$ e
39500 a pega.
Esleirs da India para cama e forro de sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo-
Lencos brancos para algibeira pelo barato pre-
go de 1#600 a duzia.
Grandes colchaa do fusto lavradas a 5*300.
Pechincha.
Cassas francezas de liados desenhos a 240 rs. o
coyo, bitas franeezas a 160 rs., ditas a 200 rs.:
sa roa do Queimado n. 44.
k^MLOJA
Encyclopedica
I DE
Guimaraes & Villar.
|Rua do Crespo numero 17.J
j Vende-se fazendas de superiores qua-
i lidades e goslos por precos incriveis:
l Chapeos de seda para senhora brancos e
* de cores a 15.
Ditos ditos de ditos de cores e brancos a
, 209000.
jDilos de palha ricamente enfeitados a
28# e 409.
Biquissimos corles de cambraia branca
bordados a 359.
Ditos ditos a 20$.
I.as de Garibaldi em cortes com 25 co-
vados a 109.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
gostos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
fixas a 260 rs. o covado.
Las de todas as qualidades a 39600 rs.
Manteletes, sahidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pega a 68500.
Saias^bales de 30 arcos a 59.
I'Chales de louquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mi a pega a 249.
Saias bordadas e de fustao.
Sedasde cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em carios ultima moda
de Paria.
Espartilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacos, paletots,
colletes, calgas.camisas e seroulas, meias.
grvalas etc., etc.
Calgado Meti ultiraameele chegado de
Paris.
Neste estabelecimeoto encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para senho-
ras, horneas e meninas e seus pregos
sao admiraveis.
fiKS13SK!l&-3tt araaareaaM
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de eores fixa;
a doze vin tena o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto lio ae aeabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
fljacarro e talharim a
400 rs.
Aletria a 640, queijoi a I98OO, doce de goiaba
a 800 rs., vlnbo de Lisboa a 560 a 400 rs., do
Porto engarrafado a 800 rs. : no largo do Para-
so, taberna da estrella n. 14.
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'aco de difterentes qualidades
as quaes est vendendo de 500 a 19000 rs. a gro-
sa. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Na ra da Madre de Dos n. 6, vende-se
milho mnito bom e grandes saceos, ltimamente j
chegado do Mundah, a prego de 39600 o sacco.
Arados americano! emachina-
paralavarroupaiemcasa deS.P. Jos
hnston & G. ra dt<3enzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara; idem lisa muito fina a
45500 e a 6J00O a pega com 8 li2 varas; di-
muito superior a 8g0O0 a pega com 10 varas';
dila fina com salpicos a 49800 a pega com 8 li2
varas; fil de linho liso mullo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muilas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos mnito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 6, 89 e 10J rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2$, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 2g500 e 38 o
covado; alpaka preta Gna a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muilo finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
caiga ; meias de algodo cr muito superiores a
4ft800 rs. a duzia ; ditas de algodo cru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia; e
assim muitos oulros artigos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f. na ra do Oueimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 128 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boaf.
Paletos.
j Vendem-se paletos de panno preto fino, muilo
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 re.; dllos de setineta escuros a 3*500,
muilo barato, aproveilem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecklo eacredilado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12,ba para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
padra, tndo por preoos mais baratos do que em
outra qualquerparte.
Remedios americanos
i
DO OOL'TOR
9
Radway & C, de New-Yorkjj
I PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
Pilulas reguladoras.
Estes remedios ji sao aqui hem conhe- 0
a cidos pelas admiraveis curas que tem ob- 9
tido em toda a sorte de febres, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe- #
le etc., etc., confrmese v as inslruc- 9
9 ges que se achara traduzidas em por-
9 tuguez.
9 -----------
Salsa parrilha legitima e
original do antigo
fDR. JACOB TOUNSEND
9 0 melhor parificador do sangue
cora radicalmente
Erisipela. Phtisicas.
a Bheumatismo; Catarrho:
9 Chagas. Doengas de figado.
S Alporcas. Effeitosdoazougue. S
a Impiogens. Molestias de pelle. a
a Vende-se no armazem de fazendas de g&
a Raymundo Carlos Leite &Irmao, rado Z
Z lmperatrizn 12. a

Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calgado fren-
cez, reupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em oulra parte: na loja
do vapor, na ra Nova n. 7.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gommi do Aracaty ; na
ra da Cadeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio da Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Carpo Santo.
Ruada Senzala Novan.42
Yenie-sVem casada S. P. Jonhston &C,
sellinse silbos oglezes, candeeiros e castisaes
bronraado, laaas nglezes, fio de Tela, chicote
para carros, emeniaria, arrotos para carro do
um doui cvalos relogios de ouro paienie
inglax.
NA
IVua do Queimado
n. 46, (Tente amareWa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas prelas
de panno e de cores muito fino a 289,
30 e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149, 16$ e 1SS. casa-
cas pretas muilo bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacas de
casemira de cores muilo finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10f
e 12, ditas de casemira decores a 7$. 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 69, ditas de ditos decores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a4$e4$500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decores a 4$50O e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59.
ditos de 69, colletes de brim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
2J500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasato a 1%, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 4f.C(> e 59,
gas pretas de merino a 4JJC0 e 59 > 1 <-
letots de alpaca prela a 39500 e 4$, dito;
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muito lino col-
letes de gorguro de seda de cores muilo
boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira saccoparaos mesmos a 6J5C0 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
I 39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
I caigas de casemira pretas ede cores a 69,
6g500 e 79, camisas para menino a 2(>9
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
K Assim como temos urna officina de al
fi faiate onde mandamos eiecutar todas as
1| obras com brevidade.
K.fiKieieSiSflK8*&aKfiKfiKHl
Relogios.
Vende-se em casa deJobnstonPater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez. dtum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambera
urna variedade de bonitos tranceln* para o
mesmos.
SEDULAS
de 1$e MOGO.
Conlinua-se a trocar sedu'as de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o bate de 5 por cenio: no escrip-
torio de Azevedo & Alendes, ra da Cruze
n. 1.
Ges & Bastos.
Ba do Oueimado n. 46.
Tendo os anoanciantes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste iilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estages
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em pregos como em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoal de sua of-
fina, sendo ella d'ora em dianle dirigida pelo
insigne mcslre LAUR1ANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer farddes dos Srs. ofliciaes de marinha
e exercito. Ontro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores egrossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
pega; na ra do Queimado,loja da aguia bran-
ca n.16.
jft Relogios jfe
Suissos.
Em,casadeSchafleitlln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
ehronometros.meioschronometrosde ouro.pra-
ta dourada e [oleados a ouro, sendo estes relo-
gioados primeiros fabricantes da Suissa, que se
vandeco sor precos razoaveis.
Vendem-se noveDta apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com aotao, bom quintal e cacimba, na prin-
cipal roa de commercio, propria para queso qui-
zer ali eatabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com oa Srs.
Gurgel Irmos, que estao autorisados para esse
fim, on nesla praga na ra do Cabugf loja a. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo preco de 35| :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f,
" covado, e chilas largaa finas de 240
280 o covado, e outras muitas fazendas
ratissimo preco : do-se amostras com
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fixas mindinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia. organdys lindos desenhos a 400
260 c
por ba-
penhor.
Para desenlio.
Mui bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, lapis, pinceis, e os mais necessarios para
desenho. E o que de melhor e mais perfeitose
tem visto aqu em tal genero, e vendem-se a 59.
69. 89, 10$ 129 e 14* : na ra do Queimado n
lo, laja fl Aguia-Branca.
FOflOES ECO-
NMICOS.
Nova descoberla americana : riquissimos fo-r
ges econmicos de muilo bonitos modelos, e
todas as commodidades para cozinbar, tendo a
vantagem de, com um fogo desles, fazer-se to-
da a qualidade de comida para um jantar, com
diminuto tempo por alrairem si lodo calor das
fornalhas, tem mais a vantagem de nao fazer fu-
maga em qualquer urna casa, por conter em si
um cano que expede toda a fu maga a lugar que
nao enconimode e nem prejudique a propriedade,
or pregos muito commodos : na ra Nova n. 20,
aja do Vianna.
Attenco.
Vende-se o compendioRegras de escriptura-
cao mercantildo autor Jos Antonio Gomes
Jnior, adoptado no curso commercial pernam-
bucano ; na livraria do Sr. Duarte, praga de Pe-
dro H n. 6.
Papel.
Na loja da aguia d'ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se papel de peso peralina a 39200 a resma.
Dito mais inferior a 29500 e 2j800.
Dito mais fino almago a 39500.
Dito mais inferior a 39200.
Dito de cores folha pequea a 500 rs. 1/4 de
resma.
Escrayos fgidos.
A 20 de dezembro de 1860 desappareceu do
engenho Maravilha, fregueiia da Escada, os es-
cravo; seguinles : Antonio, crioulo, de idade de
35 a 40 annos, cor prela, estatura regular, ebeio
do corpo, pouca baiba, muilo ladino, sendo que
sabe 1er e escrever, tendo por melhor signal urna
cicatriz sobre o olbo esquerdo. Maa, parda, de
40 a 45 annos de idade, cheia do corpo. e de ta-
manho proporcionado, tendo a barriga quebrada
e falta de denles na frente, e cabellos carapinhos.
Esta parda casada com o negro Antonio cima
mencionado. Benedicto, crioulo, alio, secco,
pouca barba, pomas finas, um pouro trpico dos
ps porque soffre nelles cravos, olhos grandes,
de 40 anuos de idade. Estes escravos evadiodo-
se juntos julga-se que seguiram para o Buique,
Serra-Talhada, por terem sido daquellas para-
gens, e alli terem parentes : roga-se portento
aos Srs. capitaes de campo e autoridades poli-
ciaes que os apprehendan. e levem ou no referido
engenho, ou na cidade do Recife em casa dos
Srs. Cardoso & Souza, na ra do Crespo n. 18,
primeiro andar, aonde recebero 200$ de grali-
ficago.
Escrava fgida.
Isabel, crioula, estatura regular, cor fula, rosto
comprido, falla de denles, com signaes no rosto ;
consta que anda no Forte do Mallos : roga-se a
pessoa que a apprehender, leva-la ra doPas-
seio Publico, loja n. 11.
No dia 15 do corrente fugio do engenho In-
nhamun o escravo de nome Quirino, com os sig-
naes seguinles : baixo, barbado, olhos vivos,
rosto redondo e descarnado, de nacao Angola,
cabellos grandes (pode j ler corlado) muito ladi-
no e corlez, com falta de um denle na frente do
lado de cima, os olhos um tanto vermelhos, re-
presenta ter 40 annos de idade, pouco mais ou
menos : roga-se as autoridades policiaes, capi-
taes de campo ou qualquer pesaos do povo, a
captura do dito escravo, e levarem ao engenho
cima mencionado, ou nesta praga na ra Nova
n. 45, loja de selleiro dos Srs. Cirneiro & Irmo,
que sero recompensados generosamente.
ioo#doo.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado um negro de nome Filippe, escravo do
Francisca Rosa Pereira dos Santos Bezerra, mo-
radora em Ierras do engenho do Curado, cujo es-
cravo tem os signBes seguinles : cor fula, alto,.
secco, pouca barba, ps grossos e mais pretos do
que a cara, pernas malfeitas, olhos brancos e pa-
pudos, denles pequeos, cabega pequea, duas
fallas e muito mansa, e quando olha para qual-
quer pessoa fita os olbos e nao pestaneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou caiga preta de
casemira nova, paletot de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor-, sapatos de
couro de lustre, camisa de madapolo nova, e
tambem de baela verde velha, aberta, e tam-
bem de algodo azul, chapeo de massa cor de
chumbo j velho, de suppor que em viagem
elle nao ande com a roupa nova e sim com a ve-
lha por sor mais propria : a pessoa qne o trou-
xer no referido engenho, ou na roa Augusta n.
21, receber aquanlia cima.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenoo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenla e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguna na frente,
queizo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado;
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
crreme, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por sea senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pagar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
aos, que gratificarlo generosamente.



(8)
MAMO bt fttftMfcUCO. -^ SEGUNDA IRA 25 DI FEVEREiiO BE 1H;
Litteratura*
c Retome Europa es suas tradices. O ulti-
mo fragmento de sua enliga constituido acha-se
na confederago germaoisa; adopte ella i res-
peito do oriente un semelhante systema federal,
declrese urna dieta europea soberana do im-
perio do oriente, face do mundo, e car re-
solvido o problema. Logo que um coramissario
ouropeu, nomeado pela dieta, rerogavel por tila,
hoiiver estabelecido ua-juellas regies urna poli-
ca seoielhantes dos estados occideulaes, sus-
tentad* por um exercilo federal, e nm orna-
mento europeu para auxiliar o thesouro da Tur-
quia, estabelecor-se-ha urna rp:da crrenle de
omigrago do occidente para o oriente, eflec-
tuar-se-ha a fuso das duas ragas. Ora,
todo osegredo da renascenci e da vialidade d
Europa est ahi. O oriente nao sufficiente
pira si mesmo; elle nao completar-se-ha seno
pela mistura das duas ragas e das duas cvlisa-
ges; porra essa cumbinago. a nica que
efficaz, s pode ter lugar sob a tulella da Europa
confederada.
Depois de haver mostrado a necessidade de
urna intervengo europea, o Sr. do Juvgny pro-
va-lhe a legitimidade. Como chrsto e calho-
lico, comprehende elle a vaidade dos esforgos
que fariam o schisma c a lieresia para ennobrecer
os imperios. Comprehende que J. Christo a
ressurreigo e a vida dos individuos. Exhorta a
Europa mostrar-se soberana aem temor, pois
que ella christaa.
a Acivilisago christaa, diz elle, est hoje sem
rival. Ella nao so v mais cercada de povos
barbaros. As religes que viriam fra de seu
seio, extinguem-se ou perdem a torga. Os po-
vos christosso senhores do mundo. Este fado
immenso, cuja magnilude, porra, vae passando
desapercebida, apresenla-se como urna justifica-
rlo nova das crengas da Europa. Ella recebe o
premio de suis crengas no momento da sua
maor fraqueza moral, e poder-se-hia dizer
respeito da chrislandade que ella fallece em seu
triumpho..........Quando a Europa, senhora de
seus deslinos, reentrando coi suas verdeiras tradi-
ges, recordando-se de sua propria gloria e dos
conselhos de seus hroes, quizer caminhar de
novo para o futuro, reunir suas forgas como
quem se prepara para um grande esforgo, e acen-
der uas margeos do Busplioro um novo facho
de cmlisaaao, aflm de que sua luz possa radiar
d'ahi mais fcilmente o mais perlo dessas vastas
regies da Asia.
Assim cumprir-se-iam os deslinos que Na-
poleo linha visto, e que taivez se agitassem
confusamente no iotimo do corago do poro,
quando elle acclamou Napoleo III. O impera-
dor nao morreu, diziam os camponezes bretoes
com toda a razo. Nao, o imperadoroo morreu,
polssua obra nao est acabada : nao, o impera-
dor nao tinha morrido quando iam elles volar
com as lagrimas nos ollios pelo restabelecimento
do imperio. Sem nada comprehender do que
faziam, queriam, sem o saber, providen-
cialmente a dynastia napolenica, porque o
chefe dessa familia havia olhado para o oriente,
porque mister em lira fazer o que o imperador
pensou. E' porque pensou no oriente que Na-
poleo faz chorar, quando se pronuncia hoje seu
mme diante dos Qlhos dos soldados que viram
ao p das Pirmides a sobrecasaca legenlaria !
E' porque pensou no oriente que Napoleo fes
impressao no mundo. O occidente tornou-se
um chapa photographica que lhe relralou o ros-
to : est elle em todos os palacios o em todas as
choupanas.
A Bolea e o desemolvimentodo
capital.
i
A' extraordinaria anmago que reinara ba
quatro annos na bolsa, parece ler auccedido urna
profunda calma. Ali onde so vhm outr'ora in-
nuraeraveis boletins circular de moem mo, alo
se ouve mais. pelo que dizem, eno transmutar-
se poucas e insignifleantes ordens. Ao publico
que especulava era multido, succedeu o peque-
no numero de jogadorea d6 proGsso que procu-
rara em vo devorar-se uns aos outros. Por oc-
casio dessa situagao da bolsa, e proposito dos
lourniquels, cujo conbecimenlo coincidi com a
decadencia do mercado dos fundos pblicos, lem-
se ltimamente agitado com alguma viracidade,
e nao sem um certo esplendor, a questao de sa-
ber at que ponto a prosperidade da bolsa era um
indicio da do paiz.
N'um lado, susteniou-se com con vicglo qu
em vez da poltica dominar o movimento fioan-
ceiro, era antes o numero e a faciliJade dos ne-
gocios da bolsa, que dominavam os aeonteci-
mentos polticos. N'outro, s quizeram ver na
soldo e no silencio do mercado dos fundo p-
blicos urna derrota, o de alguma sorle um casti-
go da agiotdgem.
Estar a verdade k'uma ou n'outra dessa3 opi-
nioes to oppostas ? Parece-nos que est entre
ambas, comtudo mais vizinha aa primeara doque
da segunda ; e taivez seja bastante fixar com im-
parcialidade o papel da bolsa, para deixar entre- j Tolt^ CDlieP*m "** eCnm,a *
ver que a raridade e a pouca importancia da; Ha taivez apenas urna differenga anotar: que
transaeges da bolsa, sao pelo menos um revez'86 a'exisleucia de numerosas companhias vanta-
econoraico 6 urna victoria da moral.
Todos sabem hoje o que o capital, e qu*l foi
o seu desenvoUimeolo em nossa poca ; o quo
servaco j lemsido feita por muitis vezes. Assim,
pois, em seguida j deflnigao do capital,
iodicago de sua fonte e origem, dere a sciencia
determinar ainda as condiges do seo desenvol-
vimento, precisando o meios de associagio das
economas em ordem creagSo do capital. des-
ta ultima tarefi que se tem encarregado a econo-
ma poltica, a qual tem desempenhado admlra-
velmenle era nossa poca, dando a theoria do
crdito e das instituicoes de crdito.
Nada ha mais completo nem mais bello em
sciencia alguma do que a theoria dos bancos. Os
economistas teem explicado maravilhosamente o
duplo papel dos Iranqueiros, o qual recolfeer
todas as economas feitas n'um paiz sobre as di-
versas rendas fungiris, e destribuir essas- econo-
mas pelo commercio por meio do emprestimo e
do descont ; tem elles mostrado alm dissa a
ioconlestavel superioridade das companhias de
banco sobre os banqueiros solados ; tem dado
emOm a theoria mais cogenhosa e ao mesmo lempo
mais simples das notas de banco. Depois de taes
esforgos coroados de um tal xito, s' resta urna
cousa i desejar : que o conhecimento dessas
verdades econmicas se propague tanto quanto
for possivel, aQm de que os povos nao lardero em
fazer as suas applicaces de harmona comas re-
gKas mais* racionaes- e mais fecundas.
Quasi todas as pesquizas-eexplicages relativas
aos bancos considerados como-intermediarios-en-
tre a economa e o commercio podem egualmen-
te ser feitas e dadas respeito dis instituiges-de
Torno dzer, o proiecto do Sr. de Juvgny
asss grandioso para ser exequivel. Est na al-
tura da questao. Resolve o problema, porque
nao o amesquinha. Convido que lciam a bro-
chura para mais pormenores. Discute-os como
estadisla, como hornera pralco e que previC
as objecgas e que distruo os obstculos de
enlemo. E' impossivel que a sua obra nao faca
nos homens polticos urna profunda impressao;
porque dos tres um ou Constantinopla flea
mora, e o mundo subraorge-se ; ou Coostanli-
nopla passa pertencer Kussia, e a Europa
devorada; ou Conslautinopla ressussita como
Lzaro, aosom da mesma voz, e a Europa res-
sussita tambera. O modo dessa ressurreigo
acaba de ser indicado por um pensador quo
tambem um homcm pratico. O que sobretudo
impressionou-ra na obra do Sr. de Juvgny o
bom senso. E' impossivel que o mundo nao ouca
aquellos que querem rospondor vgz de Deus ;
pois est-se ouvindo a voz de Deus. Ella abala
um ser poltico que a Europa; falla-lhe e
diz-lhe: Desperta; meus designios exgem o tou
auxilio: vae dar a vida no lugar onde nasce o
sol, no lugar onde nasceu meu Filho: o oriente
est na infancia; toma-o pela mo, leva-o ao seu
destino, mostra Constantinopla a magoitude do
occidente. Ernesto hellor.
[Monde.=B. Duperron.)
FOLHETIHf
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
meos sabem a historia da introduegaona scien-
cia da noco do capital edas condiges do seu
desenvolvimento. Por corlo que sempre existi
elle em o numero da riqueza social, e alm da
riqueza natural, das trras e faculdades humanas,
urna cerla quanlidade de riqueza produzida ou
artificial que nao era oulra cousa mais do que
oque hoje chamamos capital.
Mas essa terceira classe da riqueza era na rea-
ldade pouco consderavel relativamente s duas
outras ; hoje pelo contrario, indo ludo em aug-
mento continuo, promelteolla exceders duas
outras era quaotiitade. Os dados da estatistica
este respeito nao podem serseno approximados ;
todava parece que presentcmonle em Franca o
valor total do capital nao est longo de egualar o
valor total da Ierra ; na Inglaterra j o excedeu
verosmilmente. Obrigada por les progressos
altender cada vez mais ao capital, a economa
poltica, que pracipio o negou, descooheceu e
despresou, reconhece-o hoje o glorifica-o, s ve-
zes excessivamente. Seja comofr, nada foi rae-
Ihorestudado do que a nalureza do capital, e na-
da foi melhor descriplo e explicado pelos econo-
mistas do que os meios de produz-lo e augmen-
tado.
A origem do capital pode ser indicada u'uma s
palavra : a economa, ou em termos technicos :
o capilalisaco dos rendimentos. A este respei-
to, pde-se vigorosamente assemelhar entre si a
prosperidade econmica dos individuos, e a opu-
lencia das nages.
O trabalho alimenta o operario ; s a economa
o enriquece. Assim que, o servigo puro e sim-
ples do producto das trras, do trabalho, do lu-
cero dos capitaes existentes, fariam um paiz sub-
sistir ; porm s pela capitalisagio de urna parle
dos rendimentos fungiveis ; producto da te/ra,
salario, juros, camioha elle as vas da civilisa-
go econmica.
Supponha-se um paizo nde iajam florestas e ros
ponhara-se ahialguns homens robustos e destros,
abrigum-se esses homens era choupanas, mu-
nam-se de espingardas e de redes, ter-se-ho
todos os elementos da produegao o do consumo,
n'uma patarra, da vida social e econmica.
Rendimento do slo, trabalho de faculdades
pessoaes, lucre dos capitaes, taes sao os elemen-
tos productores ; alugues, salarios, juros, taes
sao os elementos fungiveis que apparecem sob a
forma de viago e de pesca. Nao se ter, porm,
seno urna tribu selragem ; supponha-se alm
dsso a economa : o capital vae nascer e cresccr,
tem-se em gormen um dos grandes povos da ve-
lha Europa ou do Novo Mundo.
josa no primeiro caso, ella rigorosamente indis-
pensavel no segundo; pois s assim podem effeitu-
ar-seseminconvenientos esemdesordem.de um
lado, e deposito e a retirada dos pequeos capi-
taes. [rucio do trabalho e da economa ; de outro
lado, o emprestimo e a restituigo dos fundos
necessarios s emprezas industriaes.
Qual pode ser, por exemplo, o intermediario
entre a economa e a industria dos caminhos de
ferro senao urna corapaohia ? Deve ella ser cons-
tituida com um capital social de 50, 60, 100 rai-
Ihes afa-ra de poder faer face emprestmos
multiplicados e importantes, e deve ser organisa-
da regularmente e sobre bases solidas, tanto para
merecer acooGanca dos-capitalistas, como para
se assegurar da solvabilidade dos empre .ros,
das probabilidades de bom xito e boa direcgo
da empresas
Mas nao s a industria dos caminhos de fer-
ro que reclama os capitaes-disponiveis-; estesca-
II.
5e lingarraos a vista pelo quadro dos valores
que ato negociados na bolsa de Paria, Lyoo, Mar-
selha, ele,, acharemos fundo e emprutimo
franceses e eslraogeiros, ao depois acedes e obri-
gagea daa sociedades anonymas oa em comman-
dita : bancot e eaiafo, seguros, emprezas indus-
triaes de toda a especie, taes como: caminhos
de ferrj, navegago martima e fluvial, carros e
mnibus, minas, forjas, fabricas de fiagao, jor-
naes, etc., etc. Taes sSo as variedades princi-
pies dessa porgo da riqueza social que se de-
signa sob o nome de capital, o do qual temos
descripto a nalureza, a origem e o desenvolvi-
mento, por meio das inslitoiges de crdito e da
bolsa.
Todos esses valores differem entre si sob o
ponto de vista venal, o relativamente estalWU-
dade ou variabilidade: alguns ha que sao pro-
co mais ou menos constantes ou pelo menos
nao soTrem seno variages lentas e regulares',
outros, pelo contrario, passam por arTernalivas
de augmento e dimitroigao precipitadas e rpidas.
Aeham toda* compradores, porque a drfferenca
de que tratamos, corresponde maravilhosamenle
diflereoea da disposrges naturaes que iudu-
zem os homens para as-operagoes seguras ou-ar-
riscadas-.
O que constitue- forg da sciencia econmica
que em vez de desprezar a iniciativa indivi-
dual e e interesse particular, e de os suffocar
como instinctos perversos, sob os caprichos da
autoridade,.acceita-os pelo contrario com a se-
gunda tencao de os circumscrever dentro de li-
mites, alm dos quaes seriam illegitimos, e de os
fazer contribuir assim para a-sattefagio do inte-
resse geral;: e o que lhe assegura o triumpho
que ella consegue fazer assim nascer as mais das
vezes a orAera da liberdade. Por exemplo, no
caso que nos- oceupa, urna vez provada a diffe-
renga das disposiges humanas em q-uo fallamos,
a economa poltica faz timbre en estabelecer
que ella ao mesmo lempo-moral e til. Com
cTeito, iocontestavel que todo o horaem tem o
direilo de nao' arriscar quasi nada para ganhar
pouco, ou de arriscar todos os seus teres, porm
nomais para ganhar muilo ; nao pode haver
este respeito a menor do-vida. Mas- ao mesmo
lempo, se bom que cerfos-pessoa gostem de
emprestar seu dinheiro ao governo, comprando o
exemplo, abrir ao commercio francs e europeu
um caminho fcil para as grandes Indias?
Se dao, pois, o nome de especulago opera-
gao que consiste em comprar acgde de socieda-
des industriaes, por um cerlo prego aQm de.re-
vend-las muito caro, correndo-se o risco de
perder n'ellas, devera reconhoeer que a especu-
lago urna cousa perfeitamente legitima em si,
o; demais mais, mui vantajosa para a socie-
dede. *
3 por ceoto consolidado, nao exeelleute que
pitaes nao sao menos necessarios construego oetras preflram.comprando aegoes de-Canal por
dos navios e barcos vapor, dos portos canses e u *
pontes, esploragao da mioas, ao estabeleci-
mento de forjas, fabricas-de flagao, -telegra-
phia elctrica, illuminacao gaz, e:c. etc. etc.,
'industria maoufaclureira em geral. D'ahi a ne-
cessidade do instituiges de crdito variadas, nu-
merosas e consideraveis.
Ora, essas companhias constituem-se por
emisso de aegoes que se rendem na bolsa, aug-
mentara, contrahindo emprestmos por emisso
de obrigagoes que se vendem tambem na bolsa,
tima vez uascidase prosperando as instituiges de
crodito, as economas abi sao depositadas e reti-
radas pela compra- e venda das aeges e obriga-
goes, compra e venda que so effeetua na Bolga
Anda nao ludo : resolvem-se emprezas indus-
triaos ; achara fundos as cairas das cotr oanhias ;
assim provena suas primearas despezas ; ao de-
pois chega o da em que podem pagar os empres-
tmos. Eoto, essas companhias attrahem direc-
tamente as economas do paiz, emitiiodo aeges e
obrigagoes que anda sao vendidas e compradas.
na bolsa.
Das obserrages precedentes, muilo mais visi-
nhas por cerlo do lugar commum do que do pa.-
radoxo, parece fcil tirar concluses interessaa-
tes e precisas respeito da discussao que deu
lugar a sjtuago actual da bolsa.
Primeiro que tudo evidente que a bolsa nao
urna cova de caco, um theatro de perdas ruino-
sas e de lucros escandalosos, um luga.* do perdi-
go e de immoralidade, vituperado com tanta gra-
ga, como cora pouco trabalho por nossos roman-
cistas e dramaturgos. Nao s como mercado dos
fundos pblicos, roas tambem como mercado das
aeges e obrigagoes dos bancas e caitas, das ae-
goes e obrigagoes das emprezas industriaes, a
bolsa um complemento indispensavel das insti-
tuiges de crdito, um instrumento essencial da
capitalisaco das rendas particulares em ordem
creago de urna porgo notavel da riqueza, e por
consequeocia urna iostitugo social das mais im-
portantes e das mais fecundas.
Compra um horneen com dinheiro vista ralo
rea abaixo do par ; gnarda-os na carteira duran*
le alguns annos, e torna vend-tos dinheiro,
cima do par ; urna especulago que pJe
dar-ae a pesada mais virlnosa. Pelo contrario,
fazem dous individuos urna operagio prazo ;
um vende valores que nao tem, e que nao qoer
entregar ; o outro compra valores que por falta
de dinheiro ne pretende recebar ; a a differen-
$a dos pregos no raomouto da operagb e na po-
ca da liquidagao deve ser paga e receida ; io-
tervm ou nao as combinagdes de descont e
de premio : a agiolagem, vo-dizer. Seja. Ago-
ra contrata um banqueiro um emprestimo em
proveito de um governo ou de urna sociedade in-
dustrial ; nao tem fundos em caixa, porm cede
as obrigagoes d'elle ao publico dos subscripto-
res ; realisa assim o lucro de urna diiTe-enga por
seu intermedio : que nome se lhe ha de dar t
Ser um especulador ou um agiota ? Seu papel
essencial ou lastimavet ?
A nica resposta que ha & dar-se esta per-jun-
ta>, que entre os dous casos- extremos invocados
ha pouco, ha maitos outros- que pdem partici-
par ao mesmo fempo da natureza da especulago
e da agiolagem ; um negocio que para urna das
partes contratantes um emprego- de fundos serio;
pode nao ser par a outra parle seno urna occa-j
sio de jogo pura e- simples ; emUm a agiolagem
urna degenerago da especulago interamenle
indeGnvvel, e por tanto, segundo-pensamos, per-
feitamente fra da airada da punigo.
Em semelhanles eircumstanciae- fcil urna
cousa ; determinar um limite irracional e arbi-
trario e dizer : Aqom, ludo especulago ;
alm, agiolagem ;assim como eonvencionou-
se dizer :O juro do dinheiro legitime abaixo
de cinco por cento : usura, cima.Concebe-se
ainda fcilmente que, Bxando-se taes limites, a
lei prohibe e obriga-se i punir toda a operar o
que se hourerde considerar, em virlude da de-
flnigao legal, como delicio. Resta conhecer e jal-
gar os resultados de tal medida.
Ora, o art. 419'do cdigo penal, pune coropri-
sao por um mez um anos e multa de 500
40,000 francos por todo acuelle que por meio
de noticias- falsas ou calumniosas, espalhadas
scientemente pelo publico, houver operado a alta
ou a baixa nos precos dos fundos ou effeitns p-
blicos. At-equi muito tero : a velhacaria cou-
sa deiuida e-castigada.Alm dsso, porm, os
rtigos 421 e 422 do mesmo cdigo, puera com
egual pena- as apostas que hourerem sido fei-
tas sobre a alta ou a baixa dos fundos pblicos-
Ser considerada aposta deste genero leda con-
vengo de vender ou de entregar fundos publieos,
que se nao provar terem existido & disposigo do
vendedor no momento da convengo ou no mo-
mento da entrega,Assim, eslo determinados
os limites,.eexiste a le ; e o que vemos? A lei
cahir em desuso, e a agiotagem continuar fto-
rescenle.
ou meaos radicaos; porm deitt sabedoria nio
gostam osempyricov e o publico ignorante. Con-
tera folgar comtudo por ver que n'esia luta ga-
nham a victoria, o trabalho e sciencia contra o
charlatanismo da qoalquer especie.
Eis a razo porque nio hesitaremos em dizer
que a situagao actual da bolsa pode parecer in-
quietadora, pois ella indica por certo urna pau-
sa na economa, na especulago, na aetividade
industria! e commereial, no desenvol-lmento do
capital, e nao prova de modo algum qo* ha de-
sapparecido a agiotagem, que esto extractas as
paiies que lhes do o ser, que nao se apresen-
taro mais as circunstancias que a favorecem.
Quanto aos lourniquels, diremos que, se elles
sao um imposto, sao digaos de* critica, que o sao
egualtiienie so se apresentam para proteger a
moral publica. Contra o luxo, a asura, a agio~-
tagem e outros fados anormaes desta especie,
sacillusorias as- medidas de legislsgao penal e de
polica ; s se curara essas chagaspor meio de
um rgimen social corroborante, e fazendo cir-
cular por toda a parte, a saudavel a-troosphera
da liberdade e da eguaidade econmica.
Len Walras-.
[Vs Presse.H. Duptrrort.
A' fallar a verdade, nao se-pde dner o mesmo
respeito da agiotagem ; por isso a agiotagem
condemnaJa pelos homens- mais honrados e mais
intelligontes oom harmona- egual aquella, como
approvam as especularles- que sao tentadas pelos
individuos, pelos banqueiros ou. polas compa-
nhias. i A especulago, dizem elles, moral
e ulil; a agiolagem immoral e funesta. Paitas
as conlas, a especulago- nao oulra cousa mais
do que um hbil emprego de capilacs qjie ao
mesmo lempo enriquoce o especulador e a na-
co ; a agiotagem um jpgo onde o ganho de um
a perda do outro. A especulago tem por ef-
feito moderar os movimentosda alta e da baixa
dos valores pblicos e industriaes e de favorecer
o desenvolvimento do capital ; a agiotagem es-
tril :- della s resulta urna deslocago de pro-
priedade e um ataque moral. Tudo isso nao
aprsenla difficuldade alguma e poder-se-hia as-
sim contrabalaogar a anlithese por muito lempo.
Quanto dizer em rigor o que seja. a agiotagem,
quanto encontrar oa limites exactos da especu-
lago e agiotagem, e quanto impedir a agiota-
gem sem molestar a especulago, ahi que est
o difficil.
Assim, s a economa explica em rigor a pros-
peridade material das nages; nao, engame,
anda necessaiio urna palavra aqu, e essa pa-
lavra que todos adevinham a associago. E com
effeito, se se-considerar a importancia e a quan-
lidade de cerlos capitaes, como, por exemplo dos
caminhos de ferro, seu valor enorme, ese se ai-
tender ao mesmo lempo que as fortunas indivi-
duaes se nivcllam todos os das, ver-se -ha cla-
ramente que as rendas nao podem ser capilalisa-
das em muitos casos, sem que sejam associadas
intil insistir mais este respeito, pois esta ob'
chogar este Qm, ella caminlia direilo, empre-
gando os meios proprios.
E' o segredo quedevomos aprender, que dore-
mos esludar.
Ao depois, claro que, se no paiz so fundar
um grande numero de casas de banco, de ealxas
e outras instituiges de crdito, que se se execu-
tarem mullas emprezas industriaes, harer na
bolsa compra e venda incessantes de aeges e de
obrigagoes. E reciprocamente, se o mercado dos
fundos pblicos mostrar-se deserto e silencioso,
ser porque a economa oenhuma, a aetividade
commereial e industrial mediocre. Pde-se, pois,
affirmar, com toda a seguraga, quo a animago
da bolsa est em relago mui inteira com o de-
senvolvimento do capital com a prosperidade
das nages. Resta saber at que ponto esta ani-
mago ao mesmo lempo um symploma de des-
moralisago publica : o que indagaremos fal-
lando na especulago e na agiotagem.
mmmi mmtmL
LVI
Si mm.viuo.Estudos sobre as marinhas eslrangei-
ras.A marinha russa.0 pharol da Una de
Sanl'Anna, no Maranho.
E' porque acontece, respoUo.de moral social
com o nem-estar e com o laxo, oom & especula-
go e com a agiotagem o mesmo que acontece,
respeito da moral individual, com a economa
e com a arareza, o que acontece com maitos ou-
tros fados normaes em si mesmos. e em suas pri-
mearas manifestagoes, porm q,ue se ampliara,
falscam e degenerara em fados anormaes, menos
em coosequencia da ausencia, ou da fraqueza das
leis do que em virlude do centro em que se de-
senvolvem.
Todos estes fados apresentam um duplo ca-
rcter que lhes commum, i saber : que im-
possivel precisar o ponto de seu desenvolvimen-
to om que tornam-se de bons mos, e de prorei-
tosos prejudiciaes, eque nao se pode impedir-lhe
o excesso e a corrupgo seno obrando sobre os
principios ou sobre o centro social, e nao pros-
crevendo directamente os seus effeitos.
E' cerlo que algumas pessoas vo izer aqui :
Basta ;. estamos vendo onde queris- chegar :
aquelle eterno e fraeodeixem faser. Deixar
obrar a desordom I E por que nao anima-la an-
tes ?Til concluso nao a nossa, eessa tcti-
ca dos-nossos adversarios denota, se sincera,
grande ignorancia ; se calculada.uma re-vottan-
le perfidia. E' verdade que os fundadores e os
mestres da economa poltica preconisaram sem-
pre a- liberdade do.trabalho e da troca ; porm
onde acharo, e & quem querem fazer erer que
elles reclamaram a liberdade do vicio, do luxo,
da usura, da agiolagem ? Compulsamos seus es-
criptos, e ah nada vimos de semelhante ou an-
logo ; acharaos pelo contrario urna observarn
que eminentemente sensata,, seria e digna de
ser meditada : que as desordens de que trata-
mos, sao effeitos individuaos- de causas sociaes,
e que pouco se-far em favor da moral publica e
particular, emquanlo se limitaren! i combat-los
em seus resultados, sem arruioa-los em seus
principios. Seja-nos licito esclarecer este ponto
por meio de urna comparago frisante, oque-
procede maravilhosamente.
Emo numero de enfermldades que affiigem a
humanidado, ha muitaa. quo nao sao accidentes
nem feridas, mas sao manifestagoes lcaos de
principios mrbidos geraes, eonsequencias. de
urna conslituigao enflaquecida por excessoaphy-
sicos, ou padecimeatos moraes, de um aaogue
viciado, etc. Nestes casos, os mdicos mais pe-
ritos nao prometiera cura, ou a prometiera depois
de muito lempo, e prescrevem antes a dieta, do
que remedios ; os charlataes, pelo contrario, ga-
bam seus blsamos infalliveis, e acham tolos em
certas molestias to avossos dieta como facis
para o excesso, e inlercssados em crer supersti-
ciosamente que o ho *Je curar um frasquinha e
algumas plalas. Assim tambem,. quando a con-
sultara respeito das desordens moraes, taes co-
mo a agiotagem, a sciencia social mais adjuntada
aconselha a abstenga o de medidas restrictivas
sempre esteris, muitas vezes funestas, e que se
recorra com Grmeza e moderago reformas mais
Nota das acquisices,. coostniccoes t
ti'abalhos mandados fazei' em\tern-
salem, pela Russia.
Em 1859 creou-se urna eommieso sob a presi-
d?eia de S. AvI. o grao duque Constautino Ni-
colaevitch, enearregada de fundar dos Santo
Lugares asylos e estabelecimenlos de caridado
russos ; o foi disposigo dessa commisso quer
so poaeram os donativos pecuniario feitos para
melhorar a posigo dos romeiros orthodoxos na-
Palestina, e particularmente em Jerusalem, do-
nativos que a secgio do conruBissafiado do minis-
terio da marinha f*ra aulorisada- a reeber desde
o mez de margo de 18S8, assim como o producto
dos mealheiros que sob proposico d-santo sy-
nodo *eom a autorisago suprime, beviam sido
collocados em todas as egrejas do imperio. Re-
correado-se caridado publica, tinhia-ee annun-
ciado a mesmo lempo que se daria conta do uso
dos denativos. Em razo da distancia eos San-
ios Lugares, nao foi possivel at boje publicar o
resultado dessas medidas; porm agora que fo-
rera coroados de algum bom exts-os tMbothosde
tres annos, julgou a commisso que podia cum-
prlr a sua promessa e publicou un relalorio em
forma do brochura que foi distribuido como an-
nexo ao numero 13 d Compilaco martima.
Consta o relatorio do seis captulos, os dous
primei/os dos quaes costera algunas nocoes his-
tricas sobre o antigo eoetume das-Romeras aos
Santos Lugares, assim como sobre os romeiros-
autores russos, o resume das informagoe que el-
les do acerca dis neceldades materiaos e es-
pintuaes do romeiros rseos em differentes po- v
cas ; o tfreeiro capitulo d a conhecer o que foi
feilo at hoje para melhorar a posicao dos romei-
ros russos na Palestina;.o quarto, o que resta a
fazer para obter o tim (tosejado; es dono captu-
los seguales contera alista dos donatarios at 1
de Janeiro-de 1860, as plantas e pertis dos edifi-
cios projedados, acompanhados de legendas ex-
plicativas. Eis os fados mais interessantes ex
trahidos desse-relalorio.
Como era de esperar, as necesidades espiri-
tuaes dos-nossos peregrinos despertara logo a.
atlengodo nosso governo. Alguns annos antes
da ultima guerra, raendou-se para Jerusalem
urna misso que se coaapunhade um archiman-
drita, doum padre e de-ora dicono regalares, e
de dou*- serventuarios.. Salisfazendo iuteiramen-
te s necessidades espiriluaes do noesos romei-
ros, dozava ella da conflanga e das svmpathias
do clero grego local. Depois da guerra do Orien-
te em 1857, o nosso-governo, tomando em con- -
siderago que a inlerrupgo por alguns annos as .
communicages com os Santo Lugares e a fun-
dacoda companhia russa de navegago vapor -
deviam sem duvida augmentar e numero dos ri-.
meiros, julgou necessario. renovar a misso cu
Jerusalem, pondo sua frente um bispo com
dous padres regulares, um dicono, dousseivaa-
luarios e seis mestres de churo.
Nocomego de 1858, ordenou s. M. I. a creago-
era Jerusalem, a exemplo daa-outras Dagocs, de>
um consulado que ahi nunca houvera. A crea-
'.80 da misso edo consulado llzeram desapparer
a priocioal inconveniente para os romeiros rus-
sos, offereceodo-thes a pretecgaode urna autori-
dade nacional espiritual e civil. A' isso ao so
limitou, porm a solicitud do governo para com
os romeiros. No mez do margo do 1858, abri-
se em seu favor urna subscripgo na sesgo do
commissiriado do ministerio da marinha. Fez-.
se ento saber ao publico que os romeicos orlbc*-
loxos nos.Santos Lugaresestavam expoatos i pe-.
vagoes, porque nao havia em Jerusalem nem em
parle alguma um asylo-, hospital ou qualquer ou-
tro esUbelecimeatodecaridade. O.appello ,ca-
ridado publica tare o mais decidida acolhimeotp.
desdo a segunda melado de 1838 at 15 do abril
de 1860 os donativos e os mealheiros das agroias
produziram 63,584,410 rs. (176,623 fr. 37) ^ oscu-
ros dessa sarama monlaram a 2,520,000 rs. (7,000
; a.companhia de navegago i vapor assigaou
A marinha russa.
O principe Nicolao Troubetzkoi publicou no
ultimo numero da Revista dos Dous Mundos um
artigo sobre a marinha russa, que encerra o maior
interesse para os leilores inglezes, que nao co-
nhecem qual a esquadra que ella poderi apresen-
lar contra nos na primeira questao europea, que
possa surgir. O principe comeca por narrar a
valenta desenvolvida na Crimea pelos marinhei-
ros russos, aos quaes foi devida em grande parte
a heroica defeza de Sebastopol, e ento continua
informando-uos que, depois daquella guerra leve
I lugar um grande melhoramento, e que se intro-
Devendo publicar urna serie de consideragoes dtmo. na administrago da marinha um progres-
importantes sobre o estado actual de nossa mari-
nha de guerra, e indicar reformase melhoramen-
los que a colloquem em urna situagao florescen-
te, que permitlam tirar dos limites do orgamon-
to o maior effeito til, julgaraos conveniente fazer
preceder esle trabalho alguns estudos sobre as
marinhas estrangeiras, que familiarisem os nos-
sos leilores com as ideas que depois teremos de
expr-lhes, e os habilitem julga-las com per-
feito conhecimento de causa. V__
A questao que constantemente nos prooecupa,
deve tambem inleressar summamente i todos os
Brasileiros ; porque marinha est ligado o futu-
ro deste grande imperio, e j ella absorve hoje
cerca da quinta parle de suas rendas, sem que
corresponda por ora importancia deste sacrifi-
cio pela sua m organisago.
Principiamos hoje pela marinha russa, que
mui pouco conhecida entre nos, e que entretanto
a terceira da Europa, onde tem o goza de urna
justa influencia.
Traduzimosdo Uniied Service Gazelte de 3 de
novembro do auno lindo o seguinto artigo que
fez all rauita impressao; porque encerra precio-
sas informagoes dada por ama autoridade de cr-
dito.
Por elle se pode bem avahar a conslituigao e
orgaosago solida e bem pensada dessa marinha,
e deduzr a sua forja e servigos que garante ao
paiz.
A Russia, que muitos entre nos, considerara
urna nagao barbara e pouco adiantada, revela-se
ahi inteltigente e civilisada. Ella quer ter urna
marinha de guerra que, aendo urna defeza contra
aeus ioimigos externos, lhe adquira ao mesmo
tempo a preponderancia, a influencia poltica que
deve conservar entre seas visinhos, como coa-
sivo systema de adintamenlo e reforma, o qual
promove a felicidade moral e o commodo mate-
rial, entretanto que augmentou a aetividade dos
homens] da marinha de guerra. O principe diz :
Outr'ora os marinheros russos auxiliavam o
estado com seus robustos bragos ; porm nada
mais. O governo tem entendido que convenien-
te velar sobre a educago inlellectual daquella
rude populago, e nao poupar esforgos para dif-
fundir a instrueco na maior extenso possivel
entre a frota. Cronstadt nao s tem seus arsenaes
e formidaveis defezas, como tambem possue urna
escola, que frequeulada no invern por. mais
de 300 marinheiros, que aprendem lr, escre-
ver, a arithmetica, e o uso da agulha. O almi-
rantado destribue, alm disto, pelos corpos des-
tacados livros moraes e religiosos. Livrarias na-
vaes sao em toda a parte franqueadas aos officiaes
marinheiros. De muitas allengoes e cuidados
tem sido alvo os officiaes de marinha dos outros
paizes da Europa ; porm o governo russo, mais
do que nenhum outro, tem feito, em beneficio da-
quelles proreitosos e mal remunerados agentes
pblicos.
Elle constiluioum futuro para os ulhos de to-
dos os officiaes que leoham servido mais de va-
le annos. Para realisar esta idea geral, o gover-
no russo nao se limitou crear instituios (funda-
go de escolas] ou determinar a admisso gra-
tuita em escolas especiaos. Fez mais do que is-
so. Estabeleceu para cada menino, sem destinc-
go de sexo, urna peoso, que o pae rotm, e de
que lirremepte dispoe, sem ter o onus ou a obri-
gago.de uzer seus filhos abragar a carreira na-
val, converlendo assim para o official de marinha
ama grande familia, em vez de um encargo pe-
noso, um mananeial de renda addicional. Em
vm 4 urna potencia de primeira ordem, e pars H86'coosignou-se a somma de 485,400 francos
(194 OOOgOOO) para taes pensoes; em 1857 ellas
chegaram somma de 1,016,360 francos (410:000$)
e foram successivameolo augmentando 1,190,000
francos ora 1858, e 4,193,157 francos em 1859,
(l,677:(M)pOO0).
Por esta medida beneficonte o futuro de 1691
meninos (699 rapazes, e 922 raparigas) est ga-
rantido contra as temiveis vicissiludes que espe-
rara as familias dos funeciooarios pblicos, quan-
do seu chefe, unio e sustentculo, prematura-
mente arrebatado deste mundo.
Desla forma, na Russia, o filho ou esposa de
um official de marinha nunca pode ser exposto
pobrezae miseria porque a penso garantida
cada menino continuada at a edade de desoilo
annos, independenteraente da penso usual que
perlence s viuvas e orphos.
Alm disso ; entre 1853 e 1856, para cima de
480 meninos foram collocados por ordem do prin-
cipe almirante em varias escolas, e o almiranta-
do paga para a educago de mais oitenla, que
nao esto logalmenle habilitados para obter este
soccorro, fechando os olhos falla de algumas
formalidades.
Neohuma inslrucco profissional despresada.
Por isso foi destinado um navio especial para for-
mar arttlhoiros navaes para a esquadra, onde se
fazem oxercicios sempre em lodo o vero, como
se ortica em Fraoga, e oa Inglaterra.
A tftracao do servigo obrlgatorio foi reduzido
tambera de vinte e cinco 6 qualorze annos. Os
homens incapazes para o servigo em consequen-
cia de feridas ou molestias, sao collocados em es-
tabereciraentos pblicos de caridade, e em um
grande hospital especial sustentado pelo alraifan-
tado: 221 marinheiros, com suas mulheres e fi-
lliosachara-se alojados nesle ultimo eslabeleci-
mento, e 333 pensionistis externos recebem soc-
corro da reparligo da marinha.
As victimas da guerra da Crimea foram recebi-
das com a maior genorosidade.
Do 1853 1856 o governo destribuio s familias
dos mortos e feridos em Sebastopol nao menos
de 7,785,695 francos (3,142:O000()0).
O quadro dos officiaes da marinha russa com-
pa-se de 14 almirantes (quatro dos quaes sao
membros do conselho do imperio) ; 27 rice-al-
mirantes; 37 cheles de esquadra; 111 capitaes de
mar e guerra de Ia classe ; 78 capitaes de fraga-
ta ; 262 capitaes lenles; 578 teen tes; 456 guar
das marinhas ; [os Mates na proporgo dos nos-
sos) fazondo um total de 1563 officiaes, quasi o
mesmo da marinha franceza. Um almirante no
interior do imperio desembarcado recebe 22,642
francos por aono ou (9:0009000), isto 7,420
fr. de sold, 8,068 francos de coaiedrias, 6,804
das de creados. No mar as comedorias sao ele-
vadas 16,800 francos, mais 3,HQ traucos para
importancia de ragdes, e 1,440 francos para crea-
dos, de sorte que tem em servigo, nos portos da
Russia o total de 35,926 francos (14:370*400.] Em
portos eslraogeiros as comedorias sao augmenta-
das 23,800 francos ; a importancia das rages
37,960 francos, e garantidos 3,380 francos para
salarios do criados, isto tem ento um almiran-
te 79:364 Trancos (31.725600).
Um vice-almrante commandando em chefe
urna esquadra as costas do imperio recebe
32.228 francos por aono (12:8919200): sendo se-
gundo em commando, 21,868 francos (8:74702001;
ministro da marinha 56.000 francos (22:4009000);
membro do almirantado 28,000 francos (11:200)
membro da auditoria o mesmo ; vce-direclor
da reparligo 20.000 francos (8:000&000j; com-
mandante em chefe de um porto 28,000 francos ;
segundo em commando no porto 12,000 francos.
Estes algarismos representara o total dos ven-
cimeotos das classes superiores. O meio sold
a seguiate: vice-almiranle 5,920 francos ;
chefe de esquadra 4,440 francos ; capito de mar
e guerra 3,000 francos; dito de fragata 2,320 fran-
cos; primeiro-tanente 1,920 francos ; lente
1,600 francos ; guarda marinha 1,360 francos.
O prncipe passa depois A dar algumas estatia-
ticas da esquadra russa em mares estrangei-
ros. d Relativamente s esquadras fundiadas nos
porlos russos elle simplesmente diz :
a A esquadra do Bltico tinha seis nus h-
lice de linha em 1859, e em cada anuo que se
passar esto numero ser augmentado; porque
um principio seguido na Russia dar o mais lar-
go desenvolvimento ao exercilo e armada.
E' fcil adevinhar a causa da reticencia do
principe no immenso desenvolvimento da esqua-
dra russa, tanto em Cronstadt, como em Nico-
laieff. Todava, sua informago, relativamente
s estages estrangeiras pode dar ama idea do
que lera sido feilo no paiz nos porto3 e arse-
naes :
c De 1852 1855 a Russia linha apenas navios
de vela as estages estrangeirastres fragatas,
ama crrela, dous transportes e urna escuna.
Em 1856 comecaram i apparecer ali navios
vapor ; isto urna nu de linha, ama fragata,
eis crvelas,' um brigue e um transporte, ao to-
do nove vapores, em addigo cinco navios de
vela, aos e outros tripolados por 156 officiaes,
60 aspirantes e 3,052 marinheiros.
Em 1857 esle numero foi ainda augmentado, e
representada por ama nu de linha, tres fraga-
tas, dez ourvetas, tres barcas e um transporte,
1 brigue e 1 transporte ; ao todo 23t narros, equi-
pados por 352 officiaes, 89 aspirantes e 5,773 ma-
rinheiros.
Os algarismos de 1858 e 1859 sao ainda mais
significativos. Para 1858: 25 vapores eom 3 na-
vios de vela ; para 1859 : 27 vapores, e nem um
nico navio de vela., >
Estes algarismos sao altamente claros. Elles
levam a conviego ao pensamento de quo, qua-
tro annos depois de urna luta anoiquiladora, que
deslruiu sua marinha, a Russia conserva fra,
em estages estrangeiras, urna esquadra de 27
vapores, exclusivamente construidos no Bltico e
Mar-Negro.
V
Deixemos o jornalisla ioglez dispertar a clume
de sui nago, que nao pode tolerar nenhuma
forra que compita com elle nos mares, e lhe ar-
rebole o sceplro que ahi impunha ha tantos an-
nos.
Nada temos por ora com isso, e pouco inte-
resse ha para nos om que esse dominio pertengs
esta ou aquella potencia que o dispula.
Encaremos, porm, este importante artigo palo
lado que nos pode ser til. Refiiclam os nossos
leitores as ligues que elle encerra, pezem bem
as considerages que esta esludo suscita, para
nos poderem acompanhar al o flm.
Em subsequeales artigos aposentaremos mais
alguns dados para a resolugo do problema que
nos oceupa.
De novo a ilha de Santa Aona no Maranho,
aprsenla aos navegantes o seu pharol para os
guiar durante a ioite, no camioho que os deve
levar i salvamento para a baha de S. Marcos.
Muito sensivel j se tornar navegago da-
quellas paragens, onde os perigos se multiplicara,
a ausencia desse pharol, to importante pela sua
posigo.
Lomos o aoouncio da capitana do porlo do
Maranho o por elle soubemos que na noute do
15 do correle mez le feevreiro se principiou A
acender com regularidado. Damos, pois, os pa-
rbaos aos navegantes, por lhes ser restituido esse
seguro indicador do camioho que tem 4 trlhar
no meio das trovas, para se resguardaren dessa
cora grande, que tantos naufragios tem occasio-
oado.
Acha-se a torra do pharol oa latitude S. 2 16'
30" loogilude ; O. de reenwich 43 38' 25" :
do systema de rotago e tom eclypses de 32".
Aiuda nao temos informagoes circumstaociadas
do estado dessa nova construego ; dizem, po-
rm, o que de lamentar, que ella mutla Ira-
M
para essa obra 10,000,000 rs, 0,000 fr.) pagareis
em tres annos ; o camarista 4. Yakorls deu ou-
tros 10,000,000 rs. e os arrematantes da venda da
agurdente tambem deram 27,000,000 rs. (75,000
francos).
Moa a principal garanta do bom xito dessa.
obra est sem duvida na proteegao immedists do
S. M. o imperador; a execugo da vontade su-
prema foi confiada a S, A. I. o grao duque Cons-
tantino Nicolaievitch e a urna commisso espe-
cial instituida sob a presidencia de S. A.
A commisso fez as seguales proposicoes .-
(Continuar-se-ba)
mos de altara em ama ilha batida continuamen-
te das venlanias, nao 4 cortamente construego
de pharol para o scula XIX : e se isso aceres-
ceutarmos que, essa torre quadrangular tem por
alicerco apenas urna parede de nove palmos- de
profuadrade sobre oito de largo, em terreno to-
do arenoso, nao obstante haver debaixo dessa
parede um engradaraeolo de madeira, conbecer
qualquer, anda o meaos pratico em. coaalruc-
ges, que essa torre quadraagulsr, apreseoiando
a maior resistencia s ventanas e nao teado base.
bastante aolida para supporlar o peso da torre,;
ha de esta ser continuamente abalada, e em pou-
co tempo ter-se-ba de apagar o phaxol pela tui-
na della.
Sabemos tambem que o governo imperial pro-
porcionou lodos os meios necessarios para que a
construego desse pharol tivesse a maior solidez
e durago ; portaoto, mfta falo nosso que,
ainda nessas imporlsntissimas. conslrucges, de
tanto dispendio para a fazoada, e de tanta trans-
cendencia para o servigo publico, nao se consi-
gam os Qos para que sao ellos feitas,
Muito convm que o govorno imperial faga
examinar essa obra, e tome as providencias qua
o caso exigir.
Em o mez passado livemos de tratar do nove
e bello pharol de Santa Catharina : ali um offi-
cial de marinha incumbido ds construego a fez
por modo 4 merecer elogios, que com goslo Ih'os
lecemos na nossa Resenha n. 52 ; mas boje o
mesmo sentimento nos nao acompanha, referi-
do-nos ao da ilha de Sania Anna no Maranho,
porque, quanto temos delle ouvido nos desagra-
da ; lalvez que se, semelhaoga do que se pra-
ticou era Santa Catharina, a direcgo e inspeego
da obra do novo pharol de Santa Anna fosse
confiada um official de marinha intelligonlQ e
zeloso, nada tivessemos 4 lamentar.
conservando-se no mesmo periodo somanta ein- gil, e que para poneos annos dever4 aproveitar
francos para al'ojamento, 352 francos pata sojW co navios, 4e vela, islo 3 fogatas, \ gu.rve>, | ijm, torre quadrangular de mai? rje cem pal- Pij|.- TTP. DE K. P. DI tk&lk. -MMa
Esperamos poder em breve dar aos nossos lei-
lores Dolidas mais minuciosas sobre a cooslruc-
cao desse pharol; por oraquanto vo os marti-
mos gozando dos boneflcios que elle lhes pro-
porciona at que os veolose o lempo, zombando
da fragilidade da construego, de novo os pooha
s escuras e 4s apalpadelas, de prurao na mo,
por entre os perigosos escolhos, que iazem rui-
naos 4 ilha de Santa. Anna.
E. A.
^MBaaaBa
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