Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09247


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Full Text
\
1110 IIXTII IDIEEO 45
Por tres nezes aguantados 5 $000
Por tres mezes vencidos 6J000
- ,- : i i
SABB1D0 23 BE FETEBEIM BE 1861
Por ano adiantaio 19|000
Porte franco tara o sebscripior.
EMCARREGADOS DA SOBSCUPCAO 00 NORTE
Parahiba, o Sr. Aotoaio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Aotoaio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braca; Ceara o Sr. J. Jos
de Olveira; Uaraohao, o Sr. Ilaaoel Jos llar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAKUD.vs UUS UJIIHEIO.
Olinda todos os dias as 9 1/8 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciruar, AUinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx oas quartas feiras.
Cabo, Serinhem, RioForraoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha}
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto mioguaole as 7 horas e 40 minutos da
manha.
9 La nova as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tardo.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tardo.
DAS DA SEMANA.
18 Segunda. S.Theetonio prior da Santa Cruz.
19 Terca. S. Conrado f. ;-S. Gabino m.
20 Quarta. S. Eleuterio b. m. : S. Nicolao b.
21 Quinta. S. Maximiano b ; S. Angela de M.
22 Sexta. Os mysterios da Paixio de J. Christo
23 Sabbade. S. Lzaro monge; S. Milburges v. f
24 Domingo segunda da quaresma. S. Mathias ap.
AUlAartClAS UU IHIBUNAEa DA LAPTAL.
Tribunal do commercio ; segundas o quintas.
Relaco: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do cirel: "tercas e sextas ao meio
da.
quartas e sabbados a 1
Segunda Tara do cirel:
hora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO STJL*.
Alagoas, o Sr. Claudico Falco Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, o Sr
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Paria, na sus tirraria prega da Independencia* na
6e8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 20 de fevereiro de 1861.
Officio ao Exm. presidenta do Cear.Passo
s mos do V. Exc. para os convenientes exa-
mes o termo de entrega dos objectos remettidos
Selo arsenal de guetra no vapor Iguarass com
estino ao meio batalhio dessa provincia.
Dilo ao coronel commandante das armss.
Queira Vine, remellar al o Qm do mez crrente
um mappa da forga de 1* linha em guarngo
tiesta provincia, com declaracao da que existe
nesta capital, e da que ae acha (ora della em
destacamentos e diligencias.
Dito ao mesmo.Deferindo o requerimento do
soldado do i." qftalho de infantaria Manool An-
tonio da Cunha Albu{uorque, sobre que V. S.
inforunu eru officio datado de 16 do correte,
o autorizo mandar passar-lhe escusa do sem-
en, acceltando om seu lugar o paisano Joaquim
Cyrillo da Paixo.
Dito ao mesmo. Sirva-se V S. de mandar
inspeccionar o recruta Manoel Francisco di Sui-
za, e sentar praga no caso de ser considerado
apto para isso.
Dito ao commandante da estago naval.Sir-
va-se V. S. de enviar-me at o lito do mez cor-
renta um mappa demonstrattvo dos navios da es-
taco sob seu commando, e da forja de que ac-
tualmente se compem as respectivas guar-
niges.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Remello incluso por copia os ollicios do delega-
do encarregado do expediente da reparligo da
polica datado de 14 do corrente e admioisirago
da casa de Detengo, que se refere o mesmo
delegado, para que V. S., (canJo inleirado do
procedimeoto irregular do cabo de esqusdra De-
metrio, e dos soldados Jos Joaquim deSaota
Anoa t e Jos Joajuim de Santa Anna 2, lodos
do corpo sob seu commando, e actualmente des-
tacados n'aquelle estabeleciraeoto, os maride
substituii por outros de melhor conducta, lim
de serem os dous primeaos punidos de coafor-
midadocom o regulamento de 2 de dezembro de
1833, e o ultimo remettido ao commandante
das armas como recruta do exorcito, no caso de
nao ter iseogao legal.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
A'visti do requerimento, que aqui junto, acom-
paohado dooulcio do coronel commanJaole das
armas datado de 15 do corrente, informe V. S.
quanto tem de recolher ao cofre o 2o sargeuto do
4." batalho de arttlharia p Manoel Jos de
Castro Vianna, que pret-nde eximir-so do ser-
rijo, de cooformidade com o art. 12 do regula-
mento de 28 de selembro de 1859.
Dito ao mosmo.Estando nos termos legaes o
pret junto em duplcala, que me foi remettido
pelo commandante superior do Rio Formoso.com
officio de 12 do crrenle, mande V. S. pagar
Joo Marcello Calado os renciinenlos relativos ao
mez de dezembro do anno prximo passado, dos
guardas nacionaes destacados no distiiclo de
Duas Barras, no termo de Serinhem,Commu-
nicou-se ao respectivo commandante superior.
Dito ao mesmo.Ao negociante] Manoel Ri-
beiro de Carvdlho, mande V. S. pagar os venci-
meolos relativos ao mez de novemoro do anuo
prximo passado do lente Jacintho Teixeira de
Macedo, commandante do destacamento de guar-
das nacionaes da villa de Garanhuns, urna vez
que esluja nos termos legaes o pret junto em du-
plcala, que mo foi remettido pelo respectivo
commandante superior com officio de 2 de de-
zembro ultimo, sob n. 71.Communicou-se ao
mesmo commandante superior.
Dito ao mesmo. Certo do contedo de sua
informaco de 18 do correle, sob n. 135, dada
acerca do requerimento em que o ex-enfermeiro-
xnr do hospital militar Eduardo de Souza Vian-
na, pede pagamento da quanlia de 169120 rs.,
proveniente de seus vencimentos, contar do
Io al 20 de janeiro>deste anno, ten lio dizer
V. S. que mande effectuar esse pagamento, con-
siderando como titulo do supplicante a commu-
nicaco da presidencia de 3 do citado mez de Ja-
neiro, da qual consta a sua nomeaco para aquel-
lo lugar.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em visia da informaco junta por copia, que me
foi ministrada pelo delegado desta capital encar-
regado do expediente da secretaria da policia,
mande V. S. pagar ao tenenie-coronel Francisco
de Mirauda LealSeve, a importancia dos venci-
mentoi de tres escoltas de guardas nacionaes que
em dezembro de 1859, Janeiro e junho de 1860,
conduzirara criminosos da cidade de Sanio An-
to para esta capital, e d'aqui para aquella co-
marca, urna vez que eslejam nos termos legaes
as inclusas relaces em duplcala, que me foram
remedidas pelo commandante superior da refe-
rida comarca com officio de 33 de Janeiro ultimo.
Dito ao mesmo.Remetta-me V. S. al o Um
do mez correle urna relaco nominal dos coad-
juctores pagos pelos cofres dessa thesouraria
com declaracao das freguezias, em que esto ser-
rindo.
Dito ao mesmo.Em vista do incluso pedido,
mande V. S. fornecerao commandante do corpo
de policia um litro com cem folhas para registro das
iolhas dos officiaes d'aquelle corpo.Communi-
con-se ao supradito commandante.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar Simpli-
cio Jos de Mello, conforme requisitou o delegado
encarregado do expediente da secretaria da poli-
cia em officio de 16 do corrente, sob n. 117, a
quanlia de 969000 lespondida no mez de Janeiro
ultimo com o sustento dos presos pobres da ca-
deia do Brejo. como se v da conta juula.Com-
municou-se ao referido delegado.
Dilo ao regedor do Gymoasio.Respondendo
ao seu officio com data de 13 deste mez, tenho
dizer-lhe que, nao obstante as reQexdes n'elle
oitas, deve Vrac. cumprir a delerminaco, a que
alinde, do director da instruegio publica, dada
era virtude de ordem mioha, por ser obvia, o
nao precisar de demonstrado, a ranlagera de
ser enviada presidencia por intermedio do
mesmo director toda a correspondencia sobre
instruego publica ; sendo alera disto evidente
que a disposigao do 12 do art. 2. do regula-
mento de 25 de julho de 1855 sobre poder ser
alterada por conveniencia do servico publico,
nao se oppe delerminaco dada, devendo ser
entendida de forma que s nos casos extraordi-
narios, e nos que indicar a presidencia, se cor-
responda Voic. com ella, mas nao nos casos com-
muns, em que, mesmo vista da citada disposi-
co.'deve Vmc. dirigir-se ao director da inslruc-
{o publica.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Transmiti por copia ao Sr. superintendente da
-estrada de ferro o officio de 16 do corrale, sob
ii. 115, em que o delegado desta cidade, encar-
regado do expediente da secretaria da policia faz
ver o modo porquo os trabalhadores da mesma
estrada esto quebrando as podras oo lugar pr-
ximo ao povoa loDuas Barrasno termo de
Serinhem, afim de que providencie de maneira
eessa.- o emioenle pango de que esto amea-
cados os viandantes e moradores visianos aquel-
es lugares.
roara.O presidente da provincia, de coo-
formidade com a segunda parte do art. 30 do re-
gulamento de 28 de Janeiro ultimo, resolre con-
Uaiar pelo lempo de 3 aonos, com os reacimea-
tos marcados no mesmo regulamento Eduardo
Gadault para professor da desenho do collegio
dos orphosde Santa Tfiereza de Olinda.
Dita.O presidente da proriocia, attendendo
ao que lhe representou o inspector da thesoura-
ria provincial em officio de 14 do corrente, sob
n. 60, resotve nos termos do art. 33 da lei n.
488 de 16 de maio do anno prximo passado,
abrir um crdito supplementar naimportaocia de
11:900jJ33r>, afim de completar a quanlia precisa
pars pagamento das duas prestages vencidas da
parte da obra do hospital Pedro II, que se txe-
cula por arrematarlo.Communicou-se the-
souraria provincial com copia desta.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande dar transporte de ida e rolta r, no
vapor que seguir para o sul.era lugares destinados
para passageiros de eslado, aos ajudanles de en-
geuhoiros Flix Ramos Lieuthler e Jos Mara de
Carvalho Jnior, que vo em commisso ao por-
to de Tarnandar.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande dar pissagem para o Rio-Grande-do
Norte, por conta do ministerio da guerra, no caso
de nao haverem lugares vagos de r para passa-
geiros de estado, mulher do primeiro cirurgio
do corpo de saude do exercito Jos Joaquim Ma-
chado, que, de conformidade com as ordens do
governo imperial, foi servir na guarnigo d'aquel-
la provincia, bem como 5 lithos com ida les de
1 at 15 aonos.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernam-
bucana, mande dar passagem para as Alagoas no
vapor Persinunga, C mcesia Mara da Concei-
go e seu irrno Joo Jos dos Santos.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao juiz do direito interino do Bonito.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda ac-
cusar recebido o officio que V. S lhe dirigi em
10 do correte, participando ter naquella data
entrado no exerclcio da vara de direilo dessa
comarca.
Despachos do dia SO de fevereiro
de 1861.
Requerimentos.
3S52. Augusto Cezar Cousseiro de Mal-
los.Informe o Sr. inspector do arsenal de ma-
riaha.
3353. Antonio Saatos Pioheiro. Informe o
Sr. Dr. juiz municipal do termo do Rio For-
moso.
33 >4.Francisco Teioira Machado.Drija-se
ao Sr. gerente da companhia Peruambuca de na-
vegsgo cosleira.
3833.Irmandade do Divino Espirito Santo.
Informe o Sr. thesoureiro das loteras.
3356.Luiz de Franga Soulo. In forme o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
3337. Joo Sergio de \ndrade e Mello e ou-
tro.Remettido ao Sr. director geral da instruc-
go publica para mandar passar a certido re-
querida pelo secretario da mesma directora.
3838.Manoel Antonio de Jess. Exhiba o
supplicanle o titulo do terreno de que se diz fo-
reiro.
3359.Manoel Nascimento de Araujo Iafor-
me o Sr. engenheiro director das obras publicas.
3860.Tude de AnJrade Gomes.Passe por-
tara concedendo a licenga requerida.
EXTERIOR.
Paris, 1* de Janeiro.
0 Monileur desmente o boato da retirada de
Mr. de Thouvenel, que se havia espalhado com
certa insistencia durante os ltimos das. O tac-
to meaos consideravel cm si, do que pelas cir-
cunstancias que d'ahi resultaran.
Desta maneira v-se quo as opinides pessoaes
de Mr. ThouvcnAl a respeito das dilferentes ques-
tdes suscitadas na llalla em consecuencia dos re-
centes aconiecimenlos, esto longe de estar do ac-
cordo com as esperangas dos pairious o dos uni-
tarios italianos. Tambem se conhece o sea uen-
samento acerca da legiiimidade da conquista das
Marcas e mesmo do reino de aples, anda que
os senlimentos de Mr. de Thouvenel se tenham
al agora modificado muito em presenga das de-
cisoes de S. M. o imperador.
Na nota publicada esta maohia, quiz-se ver o
indicio de algumas modilicagoes importantes na
poltica externa da Franga, principalmente no que
diz respeito Italia.
Por isso se diz que o governo francez trata de
novo do projecto de federago que sempre palro-
ciuou. Tambem so v em tudo isto o symptoma
de urna intetligencia entre o nosso governo e a
corle de Roma ; e a este respeito cita-se a recen-
te conversago que o imperador teve receote-
raeute com urna depuiago do ecclesiaslicos ; fi-
nalmente, para por termo com estes commenta-
rios que nos poderiam levar muito longe, v-so
na conservadlo de Mr. de Thouvenel as suas
importantes fuocges o indicio de paz e de con-
ciliago na poltica geral.
Hoja reunio-se o conselho de ministros sob a
presidencia do imperador. Se eu acreditar nos
boatos que correm, esta sesso foi mullo impor-
tante. O imperador assignou ali o decreto que
convoca o senado para o dia 22, e as duas cama-
ras reunidas para 4 de fevereiro.
Diz-se tambem que Mr. Forcade la Roquette
leu o seu relalorio a respeito da silusco Onancei-
ra do imperio. Foram igualmente debatidas al-
gumas quesies de interesse geral-
O Monileur deve publicar manha a nova cir-
cular de Mr. Persigny aos prefeitos, relativamen-
te s eleigoes. O govorno conservar, e islo era
de esperar depois do que se passou em Niza, o
direito de apreseatar um caadidalo, mas amplia-
r tanto quanto Mr possivel as garantas de liber-
dade concedidas aos eleitores e aos candidatos in-
dependentes.
As noticias da America continuam a encher de
inquietaco o nosso mercado financeiro e com-
mercial. Julga-se que o ban :o d$ Inglaterra vao
ser obrigado a elevar anda mais a taxa do seu
descoma; e o banco de Franca seguir esse mo-
vimenlj ascencional. A nossa industria fabril
acha-se tambem em urna siluago embaragosa.
As eacommeadas sao muito numerosas ; as fa-
bricas e as manufacturas liveram de augmentar
n urna proporgo assaz consideravel o seu traba-
loo de produeco, mas, para a poca das entre-
gas, os fabricantes e os manufaclureiros leem le
gitimos receios.
Julgamoscomtudo poder esperar que a crise
seja momentnea, e que as considerareis sommas
que sao mandadas para os Estados-Unidos ho
de dentro em pouco restabelecer o equilibrio fi-
nanceiro.
Se anda se nao danca em Paris, parece que na
Polonia ae nao dancar dursnte lodo este inver-
n. Est dada a palavra de ordemtoda a no-
breza procurar nio ae mostrar as (estas em que
costumavam reunir-ae todos os aonos.
Os Polacos nao devem daogar em suas casas,
dizem as eartas anonymas que circulara, em
quanto os aeus irmos gemem uo exilio, as mas-
morras ou as minas da Siberia. O sacrificio
patritico deve ser penoso para muitos no paiz
classico da maiurka, ele etc.
O Correio da Semana que i noite publica a
Presst, e que est aasigoado Pierre de l'Etoille,
dz-se que de Mr. Arsoe Housaye. Recoohe-
se ali efectivamente o estro do autor do rd \ol~
taire.
Paris 13.
O conselho de ministros prolongou-se hontem
mais do que costume. Mr. Forcade de la Ro-
quelle leu, segundo se diz. o seu relatorio sobre
a siluago Qaaoceira. A' noite correu o boato de
quesera submettido ao corpo legislativo um pro-
jecto de emprestimo. O senado est convocado
para terga-feira 22 de Janeiro.
Esta sesso inteirameot* excepcional, e que s
deve durar urna sesso, tem por Qm o voto do
Senalus consulto em que se modifica a constitu-
cao no seutido dos decretos de 24 de novembro.
Quanto ao corpo legislativo ser convocado du-
rante o decurso do mez de fevereiro.. As pri-
meiras sessos sero consagradas discusso e
volago da mensagem.
As quesies polticas surgem do todos os lados.
Vamos eunumera-las pela ordem de importan-
cia e de actualidade :
Ia A quesi*o italiana, que agora tem mais do
que nunca em suspenso a opioio da Europa.
2o A questo hngara o polaca, que prcoecupa
exessivamente os leitores da Opinione Na-
tionale.
3o A questo dinamarqueza, assumpto escan-
dinavo, que as potencias occidentaes queriam
envolver na Confederarlo Germnica.
4o A questo do Oriente, cuja exploso prxi-
ma se espera, a menos que se nao consiga o em-
prestimo turco.
Finalmente, a questo americana, que na
actualidade a ordem do dia.
A crise americana, se livesse de robentir, pro-
duziria um choque forgado na Europa. As nos-
sas fabricas sao tributarias dos Estados-Unidos,
era consequencia dos algodes, e o mercado ame-
ricano d grande extraego s oossas sedas, vi-
nhos e s uossas industrias de luxo e de phanta-
sia. A Iogtaterra lambem seria muito afieclada,
porque cousome da uoio americana a materia
prima das suas fabricas.
Urna carta de Londres diz-me que reinaras
raaior agilago na City, e nos grandes centros in-
dustriaes. J se toham convocado meetings,
para deliberar a respeito da rerolugo americana
lhe american revolution.
A poltica das brochuras continua as suas lo-
cubrages. A brochura de Mr. Cayla, A Franca
sen o Papa, a obra insensata de um escriptor
que nao tem que fazer Denomioaram Mr. Cayla
a Proudhon des Balignolles. Especulando desta
maneira sobre a impiedade e o escndalo, vae-se
direilo au seu Qm, a menos que se nao queira
nicamente alcangar dos curiosos um pequeo di-
uheiro de S. Pedro democrtico.
A Franga e a Liberdade por Mr. Sarrans J-
nior, obra de ura publicista mais serio, mss os
veteranos do liberalismo nao esto destinados,
creio eu, a restaurar em Franca o ediQcio da li-
berdade
Paris 14.
A recusa em reconhecer o armisticio proveio
nao do rei de aples, como se poda esperar,
mas do general Cialdlni, que declarou esperar as
ordeos do seu soberano Este novo iocidente nao
de natureza que possa esclarecer a siluago
Ouaiiio nossa esquadra, o boato que hoja
se acredita mais, que depois de vir refrescar
a Toulon, se dirigir para o Adritico, afim de
cruzar all. Suppe-se que o cruzeiro fraocez
tom por objecio impedir qualquer desembarque
dos ganbaldinos, quer seja na costa da D^iacia,
quer na costa veneziana.
O ministerio piemontez emprega todos os es-
forgos para attrahir Garibaldi. Mr. Cavour, que
recoohece a difficuldade material que ha em im-
pedir o partido de acgo que ataque Veoeza na
primavera, pensa em erapregar a conciliago e
opera no espirito de Garibaldi por intervengo
dos seus mais ntimos cantaradas. Foi com este
perposilo que oueoeral Turr parti para Caprera,
e que o proprio Garibaldi deve vir a Turim, onde
chamado pelo rei.
Affirma-se que a Austria est afinal resolv Ja
a fazer expedir pitra Turim, por viada Mr. Bras-
sier de Sanl-Simoo, a declarago de que qual-
quer ataque dos garibaldinos contra um ponto
qualquer das possesses austracas, seria por elle
considera Jo como um acto de guerra da parte
do Piemonie, < que oeste sentido obrarla.
Mr. II jun, director do Siicle, como outr'ora
o senador romano perante o senado cartaginez.
leva a paz ou a guerra as paginas do seu jornal.
Esta manha publicou um novo manifest com o
tituloA ouerra ou a paz.
Se Mr. Ha viii nao declara a guerra aos inimi-
gos da revolugo, di aos potentados enrgicos
conselhos, c ameaga-os do accordo dos povos
contra os tarnos.
commercal ede industria, namjximaescalla.de
nigao a nagao.
Mas, nos, que estamos airazados,' infelizmen-
te, um secuto de grande mavimeulo de progresso
que leva a Europa, nao devenios estranliar que o
paiz vjcllle, que o governo hesite, antes de trium-
phxrem resoluces e medidas rasgadas, quando
nos paizes aonde o systems de hvre-cambio con-
ta tantos triumphos as hesitages anda nao fiaa-
lisaram de lodo.
Cnmtudo, Portugal tem necessidade de ir mui-
to longe no assumpto das pautas, fazendo mais
do que est feito, e com mais brevidade do que
nos parece que se prelen le. E se nao conside-
rassemos que Portugal est muito quem do pro-
gresso das oages aonde o syslema de liberdade
commercal tem Irumphado, em grande parle,
pelos melhorameolos de rias de communicages
de trra e fluviaes, de progresso industrial por
machinas e vapor, e de estabelecimentos banca-
nos para auxiliarem as industrias fabril e agrco-
la, declaramos, que nao hesitaramos em accei-
lar desde j todas as ideas do livre cambista no
assumpto das nossas pautas. Seguimos estas
ideas, mas subordinamo-las dianle do atraza-
meuto em que o paiz se acha naquelles beneficios
pblicos.
E' preciso, porro, que tomemos o assumpto
das nossas paulas no ponto em que elle se acha
em face das reformas que se teem realisado na
Europa ; isto se nao queremos fiear separados e
estranhos ao moviruenlo commorcial do mundo,
se, nao queremos sor poslos de lado pelas oages
que operam esse movimento, e se finalmente,
protecgo justamente derida industria na-
cional.
Porm, se ha industrias no paiz que nao po-
dem vivef seno sombra de direiios absurdos,
prejudicando assim o nosso movimento commer-
cal e tantos outros ulereases, entendemos que
por semelhautes sac.ificios nao devem atten-
der-se.
Teimar em proteger industrias no paiz, que
nao pojsam prosperar com os direitos de 30 por
cento, mximo, em iguaes industrias estraogei-
ras, e pelo prazo que deixamos registrado, pare-
ce-nos que seria irm erro como o querer aclima-
tar os cafeseiros na Europa e as videiras as ser-
ranas da Escocia ; e, seria esquecerque a pro-
videncia mimoseou cada regiao do globo com
productos peculiares ao seu clima, a natureza
dos diversos solos e carcter dos seus habi-
tantes.
A nossa industria necessiU de protecgo. por-
que ha nella, j hoje, muitos capitaes emprega-
dos ; deve-se-lhe essa protecgo, porem essa
justa e equitativa diante dos mais ioteresses.
Muilo temos em Portugal que trabalhar para
chegarmos ao desidertum no sentido das nossas
pautas.
Urna oulra questo, que tem relaco cora ellas
vae-nos assallar dej frente, e talvez em pouco
lempo.
E' a necessidade da liga das alfandegas penin-
sulares quando as vas frreas iforem um faci
para o paiz.
Eis-aqui um assumpto bem digoo de um estu-
do serio, tanto para o governo como para os po-
nao queremos soffrer que o Brasil e a Ioglater- liticoa e os escriplores." Era elle mais digno'de
ra, oages cora as quaes mais commercamos,' oceupar a todos do que os autagonismos que se
nosmisom os nossos producios pelas suas torifas debslem, e que fazem com que nos separemos
elevadas. Portugal, como paiz vinhatero, cuja do grande movimento civilisador que oceupa o
industria agrcola forma a sua principal riqueza, mundo.
o como productor de valiosas colheilas de azeite O bom resultado da liga das alfandegas na Al-
de oliveua e de outros mullos productos qne ex- lemanha est justificado por immenss fados,
poria.^ especialmente para Inglaterra e Brazil, Os reductos fiscaes quo separavam naquella re-
esia ii urna siluago especial com respeito s suas giao mais de trinla milhes d'almas, desappare-
paulas. Precisamos nao sacrificar a nossa in- ceram diante da creago do Zollverein l
duslna agricuia industria fabril. | Muitas nages allemas, que viviam isoladas
Precisamos, bem o sabemos, attender os gran- uoificaram-se pela liga aduaoeira, e a sua indo-
des capitaes que j hoje esto empregados as pendencia nao perigou, apesar de algumas serem
nossas fabricas. Porm devemos harmonisar as bem pequeas.
cousas de forma que a industria agrcola, que o Estes factos cloqueles nao sao soraeote pecu-
ser econmico do paiz, nao perca apar das con- liares aos povos germnicos. Todas as nacoes
crrenles cslrangeiras no consumo della, repel- da Europa, anda as que toham o mais pronun-
iindo pela elevago das oossas tarifas os seus pro- ciado aferr s reslricges aduaneiras, leem, re-
n ?" ,e ,_ ceotemeote, feito desapparecer ou modificado as
rortugal est a bracos com urna questo eco- liabas de fiscalisago que as separavam desde
nornica toda de fado, diante da qual julgamos seculos de povos vizinhos e rvaes I A este ira-
toadmissiveis as ideas exaggeradas. tanto dos li- pulso, que por toda a parte se observa. Acaremos
rre-cambistas como dos proteccionistas. E varaos nos iudilfereotes? Condemnaramos o nosso paiz
ainda mais longe afflrraanio que nos parecem
tambem insdraissiveis s theorias que se queira
applicar ao nosso estado excepcional de econo-
mistas ainda os mais abalisados. Podem citar-se
as ideas de J B. Say. A. Smilh, Ch. Gaoilh, Sis-
a ser lido como o dos paras do Occidente ? Nao
remos nos a Blgica e a Hollanda antagonista
natural, negociarem mutuamente urna liga de al-
fandegas ? E nos ficamos indiferentes a tudo
i' preciso que nos desengaemos as vas
Eno
para o
monu e ijarnior, aonde os partidarios dos dous acceleradas do nosso paiz para Hespaoha ho de
systemas podeio encontrar (e encoalraro effec- trazar comsigo a cooformidade das tarifas adua-
tivamente) argumeutos em auxilio do syslema de neiras entre as duas nages peninsulares
que se fr apostlo; porm aos homeos de estado seria conveniente rmo-nos preperando
entre nos compete medir as circumslancias espe- momelo da discusso?
ciaes do paiz, langando juizo recto e vistas des- a (lll,,5l, -i__________.,., ,
apaixonadas sobre os diversos ioteresses. e resol- .Aq~L 12"T* !/" Z?*1 na, 8e.re"
ver pensadaraeote e com energa. h^.'JH *' f"e.do exlueasos ''alnos.
v,r,iA a ;ucr6,a' bonitos discursos e citando as theorias dos maio-
Partidarios do syslema dos livre-cambislas. su- res economistas, consultados om grandes livra-
jeitamo-nos, provisoriamente, scousequencias rias. Resolve-se apalpando as diversas circums-
dos factos que se apalpara no atrazamento do paiz taocias especiaes que se do no ser econmico
lembrando-nos que multas vezesna vida das na- do paiz, algumas das quaes temos apontado suc-
goes, como a historia indica, e nos seus grandes cintamenle oeste artigo, e com pensar profundo
aconiecimenlos os mais crticos, as theorias tm e mo firme resolver sobre os diversos ioteresses
cedido pratica, o os argumentos de hontem que se debalem.
lra-se curvado realidade dos factos de hoje. Resolvera-se, finalmente, lembrando-nos que
A nossa questo pautal tem o cunho desses as- somos urna nagao com ricos productos agrcolas
suojptos eulre os povos que s podem resolver- a exportar; que temos na nossa frente o ocano,
se bem com as maos sobre as pstulas que entor- e na nossa retaguarda mais de cem legoas de
pecem os seus grandes ioteresses na carreira que fronteira com urna nago rica de solo e de pro-
devem segu'r. duelos como os uossos, ou mais anda ; e, que.
O Sr. Serzedello Jnior, distindo e illuslrado bem cedo talvez, essa vasta frooteira derer ao-
oegociante desta praga, que mui bem tem escrp- nullar-se pelas ras celeradas; e depois de al-
to neste jornal sobre variados assumptos econo- tendermos a tudo que for possivel atlender-se
micos do paiz. demoostrou. n um excellente ar- resolver, adoptando um syslema de illustrad
.,?.? rHCen!6 m 1 C0! raUlU f uaA, quanU> '"""'Cao, preparando-nos assim para dentro de
a nossa divida fluctuanle e o nosso dficit, que poucos aonos adoptarmos francamente o syslema
d n..r?.,H..ti?.?-dS.al "e^01""16" os hvre-cambistas para a maioria dos arligos
mi.. 1 ir emPre"g de P'ogressivos que Bgurarem as oossas pautas,
melhoramentos pblicos. Entendemos, em concluiao. que nenhuma das
0 Sr. Serzedello Jnior, reio assim fortficsr a r?/orm" boje effectuadas sobre as nossas ta-
nossa assergo da crise econmica com que nos
Os jornaes religiosos sustentara sempre com a
mesma energa a theso contraria, e invocam a
combnago dos soberanos contra a loucura re-
volucionaria. As suas correspondencias de Ita-
lia mostrara a aniipathia que provoca era toda a
pennsula o uniforme piemontez: recordara os
bellos das da Italia, porque o dominio dos prin-
cipes depostos era a verdadeira idadn de ouro.
Muitos jornaes, entre outros Le Monde, tem
oestes ltimos lempos feito grande arruido das
tentativas feilas pelos blgaros para se approxi-
raarera da igreja romana. A causa desta sezo
mais poltica do que religiosa ; a questo est
tratada com talento em urna brochura que tem
por titulo Verdade sobre a questo blgara. A
recusa appresentada polos blgaros em reconhe-
cer a jurisdiego do patriarcha grego traria com-
sigo graves embaragos para a suzerania oltomana.
Nao quero entrar em urna discusso profunda
deste grande negocio, que para nos tem apenas
um interesse secundario: direi s raen te que a
creaco de urna igreja blgara produziria tarde
ou cedo a separago da Bulgaria do resto do im-
perio ottomano.
Hontem noite havia recepgo as Tulherias
oos aposentos do imperador. S. M., apezar do
que se diz, est bom, e continuar at quares-
ma as suas recepges aos domingos noite.
No prximo sabbado dar a prioceza Mithilde.
em seu palacio da ra de Courcelle, um baile de
creangas era honra do principe imperial.
Esta semana de e representar-se a opera c-
mica de MU. Auber e Scribe, que tem por titulo
definitivo La Circassienne. Fazem-se-lhe anle-
cipadamente grandes elogios.
RORTUGAL.
As pautas, a liberdade e a protee -
cao commercal.
O tratado de commercio que ainda sa na Eu-
ropa, consumado no principio do anno passado,
entre a Franga e a Inglaterra, reio desalojar das
ultimas trincheiras os partidarios de nm syslema
econmico bannido ou modificado pelos resulta-
dos das coocepges de Huskisson. Sir R. Piel e
W. Gladstone. Entretanto, estes factos to palpa-
reis e as doutrinas arengadas de homens como
A. Cobden e C. Garnier nao teem destruido com-
pletamente a timidez com que a Franga caminha
vacillante n'essa estrada aborta pela mo rigoro-
sa do homem que com tanta perida preside aos
seas destinos. A Gria-Bretaoha que marcha
desassombrada pelo caminho que os seus econo-
mistas e horneas de Estado lhe teem applaoado;
e marcha assim, porque a liberdade commercal
est coosolidada em loglaierra por orna existen
da econmica excepcional.
Portugal nao pode tornar-se fro e indifferente,
e mero espectador, quando na Europa se resol-
Ivem aasumplos de urna certa iofluftocla geral no
que toca a tarifas de alfandegv, a jnorim,ent,Q
acharaos bracos, e de outras assergoes a que
temos avangado no que deixamos dito.
Voltando ao fio das nossas ideas, diremos :
Andar-se-ha b?m entre nos, adoptando-se um
rifas, nem mesmo o projecto apresentado recen-
temente ao parlamento pelo illustre ministro da
fazeoda, satisfaz as necessidades indicadas ; e
nem mesmo pode ser coasiderado como a base
solida de um systema de illustrad traosigo no
assumpto das pautas, que deve preparar-nos para
systema de reforme de paulas, as quaes nenhu- dentro do poucos annos chegarmos ampia li-
ma industria nacional tenha ums protecgo nos berdado commercal.
alm
direitos sobre igual indusliia eslraogeira,
do equiralente a 30 0/.
Porm estes direitos devera tornar-se, por ama
escala descendente, iguaes aos direitos geraes em
um certo e determinado numero de aunos; e es-
tes direitos geraes, entende-se que derem ser
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
menores de 30 0/
O que igroaldade.
Ouontam non tn finem oblioio erit pauperis :
Palientia pauperum non peribit in finem.
(Ps. IX r. XIX.)
E' impossirel a igualdade das condiges. Onde
Merecer a protecgo indicada todas as Indus- hourer horneas, hade haver sempre desigualda-
tnas, cujos estabelecimentos montando sombra de. Se os homens sao desiguaes, ao phyalco e
da le pptectora nao tenham tido lempo de se no moral; como possivel queonosejam tsm-
desenvolver. E preciso, porm, qui este ponto bem, na sua coodigo social?
de partida que estabelecemos nao seja marcado Ha homeos; e tees sao os oossos reroluciona-
d aqu ha mullos annos. se por muitos aonos des- ros, que parece possuirem o segredo de igualar
curarmos este grave assumpto. todas as condiges, e que n'um estillo alti-so-
E' para nos ponto resolvido, que urna iodus- nante e bombstico, fallara a lodo instante, d'um
tria que durante dez annos de estabelecida regu- futuro de felicidade igual para o genero humano.
rmente com a protecgo indicada, se nao poder Ao ouvi-los parece que possuem os meios mais
Wr em stuago de lutar com igual industria de adequados e efficazes para remediar os males da
fra, que nao s merece ser posta na classe das humanidade, e para lhe abrirem, de par em par
industrias desprotegidas, mas este facto, a dar-se, a porta do dilicioso Edn, de que a culpa de nos-
parece indicar que urna Ul industria bastarda sos primeiros paes nos privou para sempre.
para o paiz, ou deve ser julgada como atufa 1 E que meios to especficos sao esses para re-
Para industrias que nao estiverem no caso re- mediar lodos os males do povo? que meios ge-
ferido sobretudo para algumas quo lera tido eo- nerosos, que meios proficuos empregam para o
tre nos urna protecgo levada quasi ao absurdo, fazerem feliz?
durante mais de 20 aonos, parece que a respeito Acalenlam-o com esperanga Ilusorias e falla-
dellas os reformadores das pautas nao tm que se zes, e procurara fazer-lhe crer que as deaigual-
prfnder... dades de fortuna pdem extinguir-se entre os ho-
Nenhura reformador espere no principio de meos; e que na sua mo est realisar o secuto
urna reforma o ser bem tratado. Os reformadores de oiro dos poetas; porque ao poro basta querer
tm tambem a sua Rocha Tarpa, .assim como o para sahir da sua miseria,
seu Capitolio. Aqu lemos o principio de todas as reroluges
E seno eja-se como Huskisson, o primeiro pretritas, presentes, e futuras,
que tocou com o msrtelle reformador as pautas Os revolucionarios serrem-se do poro, como
britaoaicas. e at ousou ferir as leis de navega- d'um ariete, para derrbarem quanto possa oppor-
co do celebro Cromwell, que pavsaram em se- se-lbes. Empregaado os bracos do poro para
culos por terem feito a prosperidade martima derrbarem as autoridades; e, logo, fazem o sa-
da Inglaterra, como siffreu as mais injustas ag- criado de as sobslituirem para mostrarem o
gresses e tenaz opposigo de homens pblicos, affecto que Ibes consagrara, mediante a riqueza
e at de cidades da sua patria, entre ellas Liver- e o poder I
p0o'.' -j i a_ i O poro moda de seohores, como muda de ca-
Esla cidade, ao rr desabsr o edificio da pro- misa, nada mais, e nada menos; ha, apenas,
teceo industrial, desmoronado pelo illustre mi- urna differenga, e bem seosirel, de que quanto
nislro, levantou-se despeitosa e rociferando con- mais mudangas ha, mais tyrannos e mais rapa-
Ira o distincto estadista. Porm essa mesase Li- ees sao os nossos senhores.
verpool. eonbecendo dentro de pouco tempo as i Quando os reroluciooarios nao carecem ii do
rantageos da reforros, teslemuohou-lhe o seu poro e gozara o que rdante mente anhelaram.
reconheciraento elegeodo-o para seu represan- apeidam-se eolio conserradores, e escurara
ISl? t Par,,meoto oneci qoe exercen at dos males do pero, tqaito mais do que aquellos
1830, poca em que morreu do primeiro caminho que Ihes ajudaram derribar; e qne nao, os so-
de ferro entre Londres e Lirerpoal. a tuja inau- brecarregaram tanto como eltes faze.a sgora.
guragio a cidade manufacturara havl.a convidado i E aperlam as cadeias do infeliz cto tanto mais,
o teu representante como uqa pr;ra de oonside- .^ue apreaderam a conheeer-l',,8 a forea, qusodo
ragao por aquello a quena liana tioslilisado quao- ae serriram delle para a ob,fS de destruigo, que
do reformador \ nao querem rer repet'*4 em f8u prejuizo.
E' para lastimar que Po'.'tugal de 1861, nio es-1 Ahi si*o abenas, aa paginas da historia, a par
te^a coma a Inglaterra do lempo de Huskisson da experiencia 0I ltimos quareata annos para
{isa3) mesmo relativamente I provar ests verdades iucontestareis.
kU tedeua ti qu no amos contrarios 41 M9 rsiM? qm paip*os? ioCelizmaou?
Que o poro, quasi sempre, em seas dias d
colera e demencia emprega a sua raiva furiosa
naquelles que lhe sio mais dedicados, e que mais
bem lhe fazem. Aquelles que o moralismo, que
com elle repartem a csmolla, que o exhortam
paciencia, os frades finalmente sio as suas pri-
meuas victimas.
O poro, era seu frenes delirante derriba e
aoniquilla os monumentos mais bellos e mais
uteis. incondea os celleiros e armazeos, e calca
aos ps os alimentos necessarios rida.
E que lucra coro tudo isso?
A fome, a miseria, o arrependimento, e as
lagrimas; e a sua desgranada sorte torna-so mais
desgragada do que nunca o foi, pois que a igual-
dade das condiges e ds fortuna um ente da
razaoe um impossirel I
Para que as coudiges fossem iguaes era mis-
ter que os homens fossem tambem iguae* isto
quo tiressem a mesma iotelligencia. a 'mesm
educagao, e que todos podessem abragar a mesma
prolissao; porm fcoc opus, hic labor est.
llavera igueroUo estulto, que desconhega que.
? 'f \" "roC8 de bra?os D,ra 8er desbravada a
tertilisada ? Que sao necessarios os artistas para
fabricarem tudo aquillo que necessario para a
vida, para a industria ? Que sio necessarios 03
mdicos para curarem as eofermidades do corpo.
e os sacerdjles para curarem as da alma, conso-
lando com as ideas do co. e instruindo a huma-
nidade as cousas da religio?
Daqu rem necessariamente que a igualdada
das riquezas tambera impossirel. E' de primei-
ra inluigo que sao necessarios mais meios para
chegir a ser sacerdote, adrogado, ou medico, do
quo para ser larrador.
Alm de que em todas as profisses ha homens
que lucram mais do que outros em razio de se-
rem mais habis mais laboriosos, e at mesmo.
de raerecerem mais.confianga a quem os em-
prega.
Ouas ou tres rezes entre os antigos se ez a
partilha das Ierras; e nada mais se lucrou com
isso do que transtornar a sociedade.
N igualdade ; uas readiam a sua parte, outros dis-
sipavam a sua : uns permaneciam ociosos, nao
querendo trabalhar; e outros entrega vara-se ao-
commercio e s especulages para se enriquece-
rom ou arruinaren): outros....
Se hoje se renorasse a partilha, reoorar-se-
hiam necessariamente as mesrr.as consequencias.
De que se segu ser impossivel a igualdade nesta
mundo sublunar.
Aquelles que, a todo iostante, metiera a igual-
dade cara do pobre povo, inspiram-lhe espe-
rangas loucas e irrealisareis. Lisongeam lhe as
paixes e abusara do seu espirito, afim de se ser-
rirem delle para alcaogarem a sin fortuna pes-
soal esaciarem a sua ambiguo individual.
Aquelles que eoriqueceraro, pelos meios ordi-
narios, adquiriram a sua fortuna pelo seu cons-
tante trabalho ou receberam-na de seus antepas-
ados, que a adquiriram trabalbando. Se hoje
lhe lirassem essa riqueza, seria um roubo. E
quem poderia afflrmar que amanbaa lhe nio po-
derla ser lirada tambem ? >
A sociedade caindo no commumnisrao, seria
enlo urna arena, em que o roubo e todos os ca-
rnes substituiran! a ordem e as leis, seria o ca-
bos ubis semper ternus, horror habitat.
Desde o comego do mundo tem havido pobres.
*.d have-los at a consumagio dos seculos.
Ah Oca sufficieotemente explicado o motivo poc
quo nao pode deixar de os haver.
A verdadeira riqueza do povo consiste no tra-
balho, na actividade e na iotelligencia ; e tam-
bem no respeito do atfieto.
O progresso*
O progresso a lei da humanidade, a coodi-
go iodispensavel do seu aperfeigoamento, ura
deverdo homem, e urna necessidade social.
Desde o berco, progredindo, vivemos, cresce-
ndos, e gradualmente vemos desenvolrendo as
nossas forgas e faculdades do corpo e do espirito,
assim no individuo, como na familia e na socie-
dade. Sem progresso oio ha melhoramentos.
Sendo esta le to genrica e absoluta, como
as que se derivara da oalureza, e tio sntiga como
a creago, por que modo perteode a revolugo
inculcar o progresso como urna nova doutrina, o
fazer delle urna oaudeira e urna escola exclusi-
vamente sua?
Quero viesse revelar, como um singular inven-
to, que a la brilha de noite e o sol de dia, cau-
sara estranho e riso com tao famosa descoberla.
E todava essa ridicula figura a do revolucio-
nario, que aposta para a bandeira do progresso
como novo especifico de regenerado.
Pois onde est ahi a novidade ? na palavra.
ou no significado ? na forma ou na idea ? no
molo ou na substancia?
Eis-aqui largo assumpto para commentarios, *
que muito convm delinir
A palavm de si velha, e a sua significacao
bem conhecida.
Entretanto cumpre notar, que a rerolugo *o>
traustorno da ordem, e esse transtorno sen te-se
igualmente as cousas e na sua forma, lento naa
patarras, como as ideas.
Talvez, que, por effeito da rerolugo, se en-
cadernasse na patarra velha alguma idea ora
sob o falso rerniz das fieges.
E que nos estamos no lempo das fiegoes, nio
ha que duridar. Basta rer que e cidad (o pri-
meiro, ou o ultimo, isso depende do o>odo da
contar) manda e impera sobre um poro sobera-
no ; eque ao mesmo tempo irnpeccavel como
uro Dos, e irresponsarel como om idiota, sendo
rei para reinar, por que tem sceptro, manto e co-
rda, mas nao para gorernar, por que nio teca
rontade propria, e s faz e diz politicamente o
que Ibe maodam
Ora isto sio fleges como as.de fazer castalios
no ar, que antigamente se sepulara urna rema-
tada loucura, e que hoja se admira eomo raa
mararilha.
J se v, que se tentosmos pescar neste otar
de fieges, pode sair-nos o asno em vez- de pene
e em rao tidareraos por acertar coa a verdadeira
idea, que a revolugo liga, ao seu progresso.
O melhor ser procura-la nos obras dos revo-
lucionarios, por que- sao ellas usa coromentario
que oiofslha, urna bussol que nio erre, t Ex
fruclibus cora oognosettit eos. Est escripto
00 livro iofallirel.
Abnndo a historia, vemos que os nossos an-
tepassados progrediram expulsando os mooros
desle abencoado solo, arroraodo sobre as suas
mosquitas, a cruz da redempgia. edificando e do-
tando magestosos templos, erigindo tambem con-
ventos onde os cenobitas, de dia noite, oraran.
pelo christios e pelos portugueses ao Dos dos
exerciK.3.
fo\ assim que pela bizarra de seus gloriosos
feitoSjO pelo terror de sua singular piedade-con-
seguirn) formar uma nago livre e independeu-
te, dilatando, ao mesmo tempo, os dominios da
patria e da igreja, cujo supremo chele, o summo
pontfice, rererenciaram com filial respailo.
E como nesse tempo nSo erara moda aa fiegoes.
nem podiam quadrar a hroes daquella tempera,
tambem ellesuem faziam do re um espaotilho.
nem o adularan com hypocrisia, charoando-lho
impeccavet; antes com a franqueza da verdada
lhe dectanram, que se pagaase tributos ao rei da
Leio, ou consentase em qominio extraoho, nao
reinarla ais, ue elle, mus {Libas,


(*)
1 *ifi f C 4
IARIO DI fEMiMItiCO. >SABBADO M HSVEREIRO DB 1161.
sin
ij **???
Vieram, depois, os seus successores, o harmo-
nisando sempre a liberdade con a uo^ssaaria
obediencia, os seus direitos com os seus deveres,
o seu patriotismo com mu piedade. a leaidade
ao rei com a obediencia ao Summo Pontfice, to-
ra ni progredindo u obra comegada ubre lo
solidas bases, dilatando ao mesroo tempo, no
decorrer dos seculos, a f e o imperio, at que
s dominios da corda portuguesa eram os pr-
nteirss que o sol visitava, e os ultimes de que se
despeda. H
Appareceu a revolugo e o sen progresso;
e eolias (oran logo as bases em que ae ar-
mn.
Todos os hymnos comecaram a ter, desde en-
lao, por mota obrigado, os iuteresses ma te-
mes.
A piedade teve de ceder o logar philantro-
pia, e em no me desta e dos iuteresses maleriaes
Iravou-se a guerra contra os templos.
Uos (oram demolidos para servirem hoje do
praea a toda a casta de mercadores ; oulros fo-
ram profanadas e conforiidos em armazens de
vinhos, em coebeiras, em tbeatros e em usos se-
melhanes.
Arrombarara-se os mo^teiros, o expulsarara-se
d'alli os cenobitas em nome da liberdade : era
a liberdade pagua, que l entrara para lhes era-
polgar os bens, expulsando os seus seuliores; e
nao a liberdade religiosa, sombra di qual
lli se haviam estes congregado e progredi-
do por servigo de Dos e raelhorameulos do es-
tado.
O symbolo da rederapgo fui derribado do
seu calvario, porque nao symbolisava os iute-
resses maleriaes, em que se fuudamenliva o pro-
gresso de agora.
Os bispos o os parochos seguiram, forjados, o
Giminlio dos cenobil dos iuteresses materiaes nao poliara rcspeitar-se
os lagos espiriluaes qae os vinculavam s suas
igrejas.
O Summo Pontfice nao foi mais respeitado em
cousa alguma.
O progresso, pois, da revolugo separou-se da
piedade, e nao se conlenlou com separar-se, fi-
cou cm lioslilidade com ella.
Vejamos os resultlos o a difierenga.
Pelo progresso Oa revolugo perdemos logo a
primeira e mais importante de nossas colouias,
ecora ella perdeu-se at a vergonha e os bros,
quando se principiou de levantar um munu-
mento, n'uma das pracas de Lisboa, ao autor de
semelhaule maleficio.
Depois j se perdeu mais alguma, nao porque
nos fosse tomada, mas porque fui posta em al-
moeda.
Tornou-se sensivel o progresso, ua ruina do
crdito publico, no descamiuho das rendas pu-
blicas e dos bens do estado, na desmoralisago
dos funecionarios, na sua desmedida multiplica-
can, na m gerencia dos negocios pblicos, na
introducto do coulrabando, que chegou a fazer
das casas liscaes o seu desassonibradn deposito,
na falsifcaco do papel-moeda e de todos os g-
neros venda, na vonaliJado dos tribunaes, no
trafico infame, da escravatura branca, no torpe
leilo das honras, e em toda a qualidadc do tra-
paces.
Tal o progresso, que nos offerece a revolu-
co; o progresso do mal que nos mata, e nos
so queremos e amamos o progresso do bem.
Este fogio com a piedade, e s rollar com
ella.
(.Va?o.)
lou toda a Italia, derribou os soberanos, esbuttiou
os uj#sieires, provocou a guerra civil e resussilou
na Europa as pelares paixes. O ouro da Ingla-
terra, a mentira, a hypocrisia e astucia, ludo fot
empregado ; e se a Europa stemorisada completa
hoje a obra revolucionara, ella s, eocootra por
toda a parte, de Milao 4 Paterno, a anarchia e a
d0Sfdn.
A posicao nao ais possivel; de mistar
urna solelo. E' este o grito geral; a humaui-

engao, e ahi nao acbaado nm certo sigaal,
ronheceram este eogano, deixararu-ta rr-se
bora eolo.
re-
m-
No podemos precisar quaes
desta indignidade, mas o laclo deu-sc,______
ce que nao ora a sua produego. E-pois^v-
porta que a auloridade a quera cumprir trate de
ver si descobro quaes foram olios, para ianpor-
Ihes a devida ponlgao, e sustentar aaaim a mora-
| lidade que deve existir na brea pablica, coja
Iheu o desemoonho>da missio confiada ao refe-
rido Sr. Dr. A*Mr, envioej-lho o diploma de
botnfeitor do nono hospital, ao raesmo tempo
furar es anteos flapsra*erolar_a memoria de to assignalado
artigo, aseadaw ornar a respectiva galera com
oreTra te-desse benemrito.
Fui em verdade pequea a aaaaa efferenda;
as nada mais tendo nos quedar, (leamos tran-
quillos por ter fcito quaoto podamos
dada a espera, a civiliaaeo a reclama em nomelmisso oto por certa a pralica datas equejaa-
de 200 militos de catholicos, do commorcio que das picardas.
Ha alguus das as depulagoes das numerosas
sociedades bellicas de Inglaterra dirigirn) se
lord John Itussell afim de reclamar a intervengan
do governo em favor dos protestantes de lies -
panha.
Segundo os peticionarios, um grande numero
de hespanhoes toui o maior desejo de abaadonar
o CslbolicisQio. e nicamente sao impedidos dis-
so pelas leis intolerantes de seu paiz. Alm dis-
so, parece que nao deixada liberdade completa
circulacao dos bufaiioheuos bblicos o predica
soilre eda industria que esconde seus capllaee.
A paz I da cidade ao campo, do cestello ca-
bana, tal o voto geral.
Ora, osla paz nao possivel, dizem-nos, s a
Austria nao entregar Venecia ao re Victoi Em-
manuel, isto se a revoluco sao triumphsnn-
teiameule. Porm nao se trata mais como na
Sicilia de entrar pelas portas dentro, ou de in-
vadir as Marcase a Ombra. A Austria tem ho-
mense canhes sufficientes para fazer voltaram
seus paizes, rufando tamborea, em menos de quin-
ze dias, osgaribaldo-piemonlezes, sem esquecer
a legiao britnica, e al mesmo os canhoneiros do
Renow.
E' para poupar estes senhores um tal des-
gosto, que urna notabilidade Qnanceira acaba de
lancar em publico urna idea luminosa. Porque
razo nao vendera a Austria a V.enecia ?Suas
finangas esto em mo estado, a oceupago cus-
ta-lhe charo, e 6U0 milnes merecem bem um pe-
queo sacrificio.
Nao temos de examinar o valor de urna idea,
morta apenas manifestada, sea julgarmos segun-
do o acolho, que ella recebeu ua Austria, e por
esta palavra do general Benedek, que temos de
urna tosleraunha auricular : A venda de Venesa
provocara um /eoantainenlo geral no exercito.
Provemos nicamente que em Franca, na Ingla-
terra, ero Tunm, ella recebeu o mais sympalhico
acolho de toda a imprensa progressista.
No mel de seus mais calorosos defensores fi-
gura o ConslitHlionel. A' seus olhos inimigo da
Franca todo aquelle que nao pensa como o au-
tor da brochura, e julga que a honra oo per-
mita ao imperadar o'Austna" vender seus sub-
ditos.
O Constitutionel, como se v, nao faz isso por
seus lindos olhos. Apezar de toda a sua eloqueo-
ci, dividamos que elle tenha comprehendido a
melhor maueira de ganhar sua causa. Seu estylo
respira um arzinlu comniinatorio serapre lasti-
mavi-1 respeito de urna grande potencia, que
possue um excelleule exercito, excitado por der-
rotas recentes e aspirando urna desforra.
Vos nao soi3 mais, diz elle i Austria, o sol-
dado continental da Gra-Brelanha. A Allema-
nha, excepgo de alguns pequeos estados,
abaniona-vus. A Prussia ser prodiga para com-
voseo de palavras sympathicas, mas no (undo ella
regosijar-se-ha com vossos embarazos, esperan-
do tirar oroveilo delles. A llussta sempre se
lembra Quanlo Franga, sua honra e interosses
nao Ihe permitiera deixar-vos entrar na Lombar-
da, tlo em bom portuguez quer dizer:Estis
s, por conseguinte cedei.
O ConslitHlionel esquece que nestes casos ex-
tremos um grande povo nunca est s, principal-
monte querido tem o direilo de sua parle ; resla-
Ihe Deus c sua espada.
Mas verdade que a Austria esteja to deso-
lada ? Hoje nao mais o soldado da Inglaterra,
porm amanha nao o ser tambem ? Se em tres
ruezes o inlcresse inglez era ser com a Austria
contra a Franga como depois da queda de Sebas-
topol, hesitar ella um instante proposito dos
principados danubianos? Pensis por ventura
que a raa-Bretanha sacrifique nunca urna caixa
d'opio ou um pacote de aigodo essa allianga
que nao vos tom trazido cousa alguma, quenada
vos trar nunca e qual tanto defendois? Eslu-
dai o passado para coohecerdes o futuro 1
Quauto Allemanha, porque razao est ella era
p de guerra ? Evidenlemoiile nao para atacar
a Austria, invadir a Russia ou conquistar a In-
glaterra. Nao seria acaso para lanzar sobre o
to para qae o uosto estabelecimento principie a
usufrur a ulilidade o vautagera qae Ihe-deve
proporcionar essa melhoramenio material.
SECRETARIA.
E' facto, que nao soffre a menor contrariedade
que do prompto expediente, exaciidio e regula-
ndada da eseripturaeaodo qualquer arpo coHee-
livo, uu associacao, deaenoe a boa gerencia e
governo della : felizmente posso garantir e asse-
mos8, negeetaate 1, r.
Conlavam idode de II afiOanoos^-de II a 30
Age, senhores, snto que para ser le nar- [ gurar-vos qne essa terefa entregue aos cuidadas | 8de 31 a 40,5-de 41 aeo\ 1de 51 a 0,1. '
pin fina (.dlu ---------____ J___ J____... a intlklli raAnni* A n sL.n 4 O_______a__ #_______ /"klSaS At\a Aa 'ft -*-------- .__ _
Contavam idade de 11 a.*0 annos 2le 21 a
. 5-de SI a eO.l^deW 0, 1.
taW doe de r1 ciasss eram :
^AUemiel, (rancezes 4, hespanhoes 2, italianos
^^^aaaajeiaaiee- 7.
Bram casados 2. solteiros 14, viuvo 1.
boliajps^jaueii^tecari i|,ieaaaM-
. pluier 1. trabetSMderes *.
Passagelros do brigue portuguez Bella Fi-
g tteiren$e, sabido para Lisboa: Hera Joaquina
des Dores e Francisco Pisto Tiuoucas.
MATADOUIIO rUBLICO :
lialaram-se no dia 22 do correte para o con-
sumo desta cidade 53 rezes.
MORTALIDAPB DO DA 22 :
Jos, brauo, 2 lior*, anemia.
Rosalina, parda, 1 mez, convulsoes.
Domingos, pardo, escraro, 6 anuos, amolecimen-
to no cerebro.
Miguel, cabra, escravj, soileiro, 32 anuos, hype-
trophia.
Firmino, trauco, 4 mezes, convulsoes.
Relatorio presentado assemblca ge-
ral dos socios do Hospital Portuguez
de Beneficencia em Pernambnco pelo
ppeveder Joo Pepeira Heoello Bra-
ga, do anno administrativo de i 860
e approvado em sesso de 17 de le-
ve rei po de 1861.
Senhores socios do Hospital Portuguez de Be-
nelicencia :
Subjjisso ao disposto no 17 do artigo
39 dos estatutos, venho hoje ofTerecer vos-
sa judiciosa considerarjao a narrativa compendio-
sa do movimeuto administrativo o econmico,
que durante o anno Ando, tova lugar nesta nossa
associago humanitaria e beoeflcenle.
Sinto que a nihilidade de habiliuges e a mi-
nha completa hospedagem em materia de lo su-
bida importancia, me nao permitan! apresenlar
racao dos lctea occorridoa durante nossa ge- e mielligencia do aenbor 1 secretario, (ei
reucia administrativa, eu tenha de ir contristar. 're melhor auxilisr da provedoiia para o de-
tossossontimenlos, passando da exposigao (tila -sempenho das unesoes que lhe sao impostas
de urna a-cao lio sobre e superior a todo o elo- l'e'08 estatutos.
gio, para a manifeatago de urna oceorrencia, que ^*te nosso companheiro de administracao, in-
muno imporiava eccultar, se ella nao livesse cansavel e nimiamente escrupuloso na clareza
obrigado a administrado a suspender urna das'*6 exaego perteita do quanto diz respeito se-
cretaria, organisou o tombo deque j vos fallai,
garantas concedidas por nossos estatutos, e por
tanto na rndectinaj^ necessidade de ser lrazida
vossa considetacaoW tes livros, fazendo transportar para elles as
Uavia-se recolhido respectiva enfermara, transaege do movimento nanceiro desde o au-
coroo doeule pensionista de segunda classe o uos- no de 1859, por ser desde ento que este nosso
so consocio Manoel Jos Bernardo de Paiva, por estabelecimento se achou legalmento constitu-
despacho da provedoria, dispensadas para isso as d e autorisado.Coordeuou lodos osdocumeo-
ormalidades e fianga em laes casos exigidas, por los comprobatorios de Qscalisagao administrativa,
que o peticionario gozava da immuoidade que desde a creagao do hospital.Deu urna melhor
concedida pelo artigo 89 da le que nos rege. Es- ordem aos livros da nomenclatura dos enfermos
se nosso consocio, porm, viclims infeliz da en- Creou o livro de inventarios,Bmmassou e re-
(ermidade, quo o trouxe a demandar o tralamen- gis'rou toda a correspondencia odicial.Delineou
to em nosso hospital, falleceu. Picando a dever pelo traiamento recebido a quantia de 179500, e 'eitores eo dos benemritos.E aem jamis fal-
de mensalidades vencidas 12SO00. |fjlta'' "o expediente diaria, dcixa Qaalmeole a
Aguardou a administrado que o espolio desse repartieao a seu cargo, disposta e modelada de
finado fosse liquidado ; o labendo por documento forma tal para o seguimento dos trabaihos poste-
Que dos de a casase era
Portuguezes 35.
Eram cesados 10 solteiros 25.
Eram saixoiros 9, cigarrairo 1, eittalhador 1,
(errairo 1. (uaitairo 1, marilianos 9, pwueiros 3
surrador l, taaaeiro 1, trabajadoresfl.
Contavam idade de 11 a 20 annos7de 21 a
30, 13-de 31 a 40,11-de 41 a 50, 3-de 51 a
eacriturou-em systenia-mercantil os competen- j-fiO.4.
Que em vista da classificago das malestias do
que fallecern), foram de :
Ameora 2, asette 1, cerebrile 2, colite 3, en-
tro-colite 1, erysipela 1, febre smarella 26, febro
permioiciosa 2, febro typhoide 2, gastro intuito
1. gasuo hepalile 3, gasiro hepotosplinite 1, hy-
dropericardio 2, hepertrophia docorago X, pul-
mona 2, ttano 3, tubrculo pulmonar 9.
ftesumindo pois o resultado do numero total
dos j mencionados 326 docntes que receberam
iratamenio em nossas enfermara se evidencia
de terem sabido curados :
1* classe .... 12
Ifgal e authentico que pelo consulado portuguez
bavia sido arrecadada a quanlia de 460JI20, pro-
ducto desse espolio, anda assim s apresentou a
respectiva corita, quando pelo mesmo consulado
foram convidados os credores para receberem o
que de direito lhes fosse cabido: ento o hospi-
nores, que remove com facilidade lodo e qual-
quer em barago, que possa oppor-se ao conbeci-
mento da menor oceorrencia.
Nao sao porm, senhores, somente estes ser-
vigos que tornara o nosso consocio Sr. Menoel
Ribeiio Bastos credor dos mais sinceros elogies,
tal apoiaudo-se na le que garante o privilegio d* mais reverente aiiencao, nao : oulros muilos
de preferencit de pagamento aos que ministram ''* e anda de mor valia, e em que mais resum-
os soccorres na ultima enfermidade do finado, bra o seu zelo e iaieresse pela sorte de nossos
requereu ao j.iizo de ausentes utorisago para o compatriotas enfermos, pelo hura estar e prospe-
ctado pagamento: e ouvindo para isso o Sr. ridade do nosso hospital, que o (azem digno da
cnsul de.Poitugal, este se conformou quanto s eslima, considerago e respeito de toda a nossa
mensalidades, oppondo porm completa recusa i associago.
quauto cunta do tratamenlo ; recusa quo nao se
faria notada se fosse firmada em razos, que as-
ante vossa esclarecida intelligencia, um traba- senlassem na jusiica e na imparcialidad? ; mas
|ho todo pereto e condigno da justa deiicago e ellas foram ti-ies, que para evilar-me um novo
nteresse que volaos ao eslabolecimenlo. cuja desprazer, eu me dispenso de aqu as reprodu-
dos ministros da hresia ; e as sociedades do pro- Rheno 500,000 homens, no caso em que enlrasse
pagauda pedem que sejam removidos estes em- na Lombardia um exercilo fraucez? Nao tst co-
baragos o mais deprossa que for posslvel por ef-
feito das reclamages ameagadoras do governo da
rainlia.
Lord John Russell nao deixou de responder que
lomarla em seria considerago a repiesentaco
que_ llii' era fela, e que Seu concurso oficioso,
seno oficial, eslava s disposiges das socieda-
des bblica..
Assim, depois de haver desencadeado a revo-
lugo na Italia, alira de neila iniroluzir o |iro-
tcstanlisrao, a Inglaterra prepara-so, para abrir na
Uespaiilu sua bocta de Pandora. A pennsula
est anda muito tranquilla para os designios do
goveroo de Loudres. Ella pode ofTarecer alguma
forga causa da ordem o da liberdado do catho-
licismo ; mostrou independencia e energa em
Marrocus ; convm por lano semear nella a di-
viso religiosa, preludio da guerra civil, afim de
enfraquecer urna nago que poderia ser um sus-
tentculo do papado.
A correspondencia que se vai 1er, oxtrahida do
Times, moslra qual o proceder desses ministros
anglicanos, pelos quaes as sociedades bblicas
sollicitam a proteegao do -governo inglez.
Estando eu o anuo pnssado em Madrid, sou-
be de (otile fidedigna a historia seguinte :
.< L' n digno ministro inglez, possuudo um
grande zelo religioso e ura diminuto coohecimen-
to da lingua hespaohola, quiz entrar em urna
jgreja alguns minutos antes da inissa. O audito-
rio era composto de muilas centonas do pessoas,
u pulpito e-tava vasio, e elle tiuha urna tentaco
de azer-se ouvir irresistivel. O reverendo A.G.
subi, portanto, ao pulpito, abri sua biblia, leu
seu texto e comegou umsermo.
< Como sua linguagem assemclhava-se ao hes-
pauhol, o povo ouvio principio com surpreza e
o orador declamava com urna energa frisante
quando comegaram a entrar os sacerdotes. Um
desles, depois de um momento de espanto, man-
dou Iranquillamcnte chamar a polica. Nos^o
amigo foi levado peraote o jaiz, ao qual fez ou-
vir grandes gritoi em tesleraunho de oppresso,
b depois de um curto interrogatorio, (o posto era
liberdade como louco ; feliz verdiel que o fazia
escapar dez annos de gal.
Agora, quaes seriara os sontimenlos do pu-
blico inglez, so um sacerdote hespanhol oceupas-
se o pulpito de nossa calhedral de S. Paulo, e ahi
comegasse um violento serrano em mo inglez
contra os erros da f protestante ?
Urna outra historia :
ua alguns annos um capello foi mandado
para urna cidade do llespanha para administrar
os soccorros religiosos aos numerosos inglezes
residentes nossa cidade. O ministro coraegou
seus trabaihos dist'ibuindo brochuras contra o
papismo populago calliolica hespanhola. Na-
turalmente, foi elle inmediatamente preso. O
cnsul inglez sabia perfeilaraenle que urna inter-
vengao ofDcial de sua parte trazia urna corres-
ponde..ca inlerminavel, duranto a qual o pobre
diabo (caria na prisao. Elle (oi por tanto visitar
o governador, c depois de esguiar todas as for-
mulas da civitidade, concordando nos erros do
ministro, pedio como um (avor que o prisioneiro
podesse dar um passeio lodos os dias.
Concedo, diz o governador.
E si urna larde o imprudente mancebo
nao entrar na prisao, acharis isso mau?
Compreheodo, respondeu o governador, e
nao encontr objeegoes; o vapor parte sbado
para Malaga, e julgo que a viagem ser salutar ao
vos-"o mancebo.
< E' assim que a parochia protestante de N. ...
iicou viuva de ministro, e o rebanho, nosso pro-
prio rebanbo, (oi de novo deixado sem pastor.
Muito tempo tiabilei a llespanha, e pego a
todos os amigos da liberdade religiosa .que tn-
tem procurar ministros para os residentes ingle-
zes, fim de mostrar aos hespanhoes que somos
christos, o que elles muitas vezes devera duvi-
dar. Sabem acaso os membros das deputaces
que foram valer-se de lord John Russell que mi-
Ihares de nossos compatriotas vive-m na llespa-
nha como pagaos em risco de cahirem no papis-
mo?
V-se como um honrado protestante julga des-
leal a propaganda exercida na Hespanha por cor-
tos ministros, e que tolerancia moslram as auto-
ridades hespanholas vista das mais insolentes
provocagoes. Mas estes (actos naoimpedem que
as sociedades bblicas bradem contra a persegu-
cao ; e essas sociedades s se mostraran) saiis-
feilas quando (r permitlido aos seus ministros
subir s cadenas das igrejas catholicis para ahi
allarem com vehemencia contra a nossa santa
religiao.
C. de Laroche-Heros.
(a Monde.S. Filno.)
Os fados qae se passam na Italia demonstrara
urna vez mais o immenso poder destructivo da
ievoluc&o e sua completa impotencia para criar
cousa alguma. Em menos de um anuo ella aba-
nhecido o peosamento allemo ? Neutralidade e
lula Star ara circunscriptas entre a Austria e a
Italia ; intervenro so a Franga se iutroraeller.
Ora, acaso tem mudado esle pensamenlo? Nada
o prova.
A Russia se lembra, dizes vos ; possivel; po-
rra calcula : se ella assisle iropassvcl ao triste
drama italiano, porque comprehenJe que ludo
quanto enfraquece o occidente aproveila sua
grandeza. A revoluco, sendo o mais poderoso
dissolvente dos povos, dos estados e das socieda-
des, proenche os votos da Russia. Se o Imperio
u'Auslria desilnr, ser somente em beneficio dos
czares, chefes naturaes do elemento eschvonio,
ora detrimento da Pranga, da Italia e do catholi-
cisrao. A Austria o baluarte que protege o occi-
dente contra os futuros projeclos dos moscovitas.
Os profundos polticos da escola actual nao de-
va rn esquecer isto.
Se nao se tralasse de quesloes 15o graves, se o
futuro da velha Europa nao eslivesso em loii,
tentara o riso a pres^nga das inextricaveis diffi-
culdades, no raeio das quaes hoje se debatem
nossos Italianissimos: ellos sentera que o terreno
lhes falla aos ps. Apostlos da uniflcagao da
Italia, ellos vm a Toscana reclamar a autno-
ma, os estados do rei de aples em plena in-
surreigao, a causa de Francisco II ganhando ter-
reno de da em dia, o Papa sompro em Roma,
nflexivel como os principios divinos, dos quaes
elle o guarda e rodeado da veoerago do mun-
do calholico ; Messina que conserva sobre suas
trincheiras o estandarte nacional e affronla todas
as ameagas; finalmente no horisonte deslacam-
se as fortalezas de Mantua, atraz das quaes 150,000
homens esto formados para a batalha, a s es-
peram o signal. O quadro nao alegre.
Entretanto, convem sahir todo o prego do
apuro : ou marchar vanlo. e entao a guerra,
e a Franca nao a quer; ou recuar, e ento o
trumpho da ordem sobro a desordem, do justo
sobre o injusto, da verdade sobre a mentira. E' a
victoria dos principios sociaes sobre os demol-
dores. Nao ha sahida de um tal dilemma.
Xavier de Fostaines.
(te Monde.S. Filho.)
PERNAWBCO.
REVISTA DIARIA-
Algum ou alguns desses eommissionados de
vender pelas ras bilheles da lotera da provin-
cia, garantidos por oaulelistas, ho tido o fe-
liz descuido de mi-turar estes com oulros nao
garantidos; de manera que dando a escolher o
numero ao comprador, este, certo da garanta,
nao desee entao naquella mistura ao exarne ou a
distingo entre o garantido e o nao garantido, e ;
paga como da primeira especie, quando o bilhete
da segunda.
E assim, nutro honradamente, empalma o
commissionado a garanta do bilhete nao garanti-
do, como ha succedido com pessoas vivas, que
raras vezes so deixam cahir cm lagos de seme-
Ihanle forga.
Per essa* razao dizia o vclhaco : Meu compa-
dre, muito se custa o viver com honra neste
mundo] quando era elle apaDhado em (urto ma-
n (esto.
Por incommodo superveniente de saude do
Sr. director-geral da instruegao publica, deixou
hoolem de haver o concurso para o preenrhi-
mento das cadeiras de-iostruegao elementar, que
se achara vagas, sendo transferido para o dia 25
do corrente.
Na noite de qusrta-feira sendo encontrada
urna preta deshoras, foi aprisionada por dous
pedestres, de quera allnalobteveella soltura me-
danlo apromessa de urna recompensa no da se-
guinte, com indicago da morada do respectivo
senhorio, e alguns outros assignalamentos mais,
para ellectuaco da mesma promessa. Aconteceu
porm que a preta reflectissa sobre o fado; o en-
desse ae si para si que nao devia cevar barrigu-
do! ; e por isso fex-se moita no cumprimento da
promessa para com os maleins.
Estes, porm, sempre, espera, poseram-se
em numero de dous rondar na ra eslreita do
Rosario as inmediages que foram assignaladas
como as da loealidade da casa do senhor da refe-
rida preta, quando d'ahi sahe urna outra, qae
lhes pareceu ser a tua prometttdora ; e por isso
egarram-na e querem quo ella d coreprimeoto
ao que (ora tratado, sob pena de prisao, que lo-
go inlimaram.
Ote. em taes apertos. nao pedia asta se en-
tender con os raalsins, quo exigencia da reali-
saga da promessa, linham eo resposta a inter-
rogago de porque razao a prendan:. Mas afinal
adminislrago nos haveis confiado ; mas conseto
de que a vossa benevolencia asss experimenta-
da, saber desculpar tanto a involuntario lade de
minhas (altas, quanto o elevado de vossos conhe-
cimentos procurar suppri-las: vou captar des-
de j vossa atieuco, tratando em prmeiro lu-
gar da
ADMINISTRACAO DO HOSPITAL.
Por entre o annuviado de urna lula de capri-
chos, sempre perigosos osera sigoiflcago plau-
sivol aos inleresses do estabelecimenio, surgi
constituida pela (orea da maorta de vossos suf-
fragios, a junta adrinislraliva, cuja tarefa hoje
termina.
O critico da situngo, que essa luta lhe havia
preparado,as pesadas cores, queja ento se des-
cortiuavain no horizonte nanceiro do anno que
ia deeorrer,e a presumpgo pouco allvel do
accrescido dispendio, que este mesrao eslado no-
cessariamente deveria occasionar, erara motivos .
mais que justificados para (urtarera-se respon- Julzo,Ireplicamos
sabilidade de lo oneroso encargo, anda aquel-
les mesmos, em que bem se ajuslasse a cultura
de talento, o vigor d'animo, e uina provada ex-
perienciaao acrisolado amor por lo utilitaria
iusiiluico.
Por minha parte, senhores, conesso, e o ago
cora a ingenuidade quo me conheceis, faltvaro-
me as primeiras dessas condigoes indisponsaveis
ao bom desempenho de to honrosa misso ; mas
felizmente sobrepojava em mira a ultima della?.
Animado, pois, por osse natural impulso de co-
ragao, que dentro era mim se debata para con-
juuctamenle obngar-me ao cumprimento de ura
dever, dever, tanto mais imperioso e sagrado,
quanlo era elle nascido doreconheciraenlo egra-
tido boa optnio e conQaoga, com que me des-
tingueis e honraveis, a minha dectso nao so (ez
muito esperar.
Rccebi soDre meus hombros a ardua tarefa,
que vosaprouvo langar-lhes; mas, gragas pro-
pna saoiidado da empreza que me comraellies,
o compromisso que aceilei, de dia por dia, se os-
tenlava menos difflcil e penoso, devido ao eQIe*-
cissirao auxilio, que cora suas luzes, dedioago e
zelo, incessantemente me prestavam os meus
companheiros de adminislrago.
Compenetrados lodos das circumstancias ex-
cepcionaes em que nos vamos collocados ; olhan
do do um ladoo inleresse que de nos exiga a
causa da humanidado enferma e desvalida,e de
outroa discordia que o espirito infernal havia
tentado implantar no seio da assaciago, foi
nosso principal cuidado fazer convergir ludas as
boas disposiges para o prmeiro dos dous alvos,
que se nos anlolhavam, ao mesmo tempo quo
procuravamos desviar a attengo do segundo :
por convencidos que, quanto maiores fossem nos-
sos esforcos era bera de fazer Iriumphar aquelle,
mais fcilmente conseguiramos a anniquilago
deste : e de (eito, o resultado correspondeu a
quanlo premeditamos.
Hoje apra/.-me o poder annnnciar-vos que a
associago do Hospital Portuguez de Benel^cencia
cm Pernambuco se acha em perleilissima harmo-
uia, desassnrabrada da lerrivel discordia, desse
phautasma maligno e araoagador, que se ante-
punha marcha progrewiva da prosperidado e
gloria de to til estibelecimenlo.
E, ou fosse a luz da verdade. que se expandi
por sobre o espirito dos desprevenidos, ou fosse a
pblica reprovagao a confeccionadora do mereci-
do anathema, o corlo que essa inimigs da paz
e da coufralerni lade, so v agrlhoaia no antro
pavoroso que lhe serve de morada, deixando-nos
assim livros no exercicio da candado, Um pri-
mordial e nico desta nossa instiluigo.
Eis o melhor logado, quo com ufana, trans-
mitlimos junta administrativa que desdo agora
vai succeder-nos.
Nao me tambem menos grato o poder scien-
tiOcar-ves que durante a nossa aeraseis fui esta
associago dotada com urna das inmunidades
mais convenientes e proveilosas a estabelecimen-
los da ordem do nosso. Por le n. 1093 de 5 de
setembro de 1860 foi o nosso hospital dispensa-
do das les do amortisaco, permiltindo-se-lhe a
faculdade de possuir hes do raz at quantia
do duzenlos conloe de riis, afora o valor do pre-
dio em que (uneciona o mesmo hospital.
Nao me deraorarei em referir-vos as vanlagens
resultantes desta disposigo legislativa^ em pro
do nosso instituto de caridade, por que ellas es-
to todas ao alcance de vossa intelligencia : cura-
pre-me, sim, ao regUtrar aqu tao importante
beneficio, alear um brado de gralido ao paiz,
que alm de prestar-nos benigna hospitahdade,
nao poupa tambem occasies de dispensar em
zir; mes quo vos as podereis examinar, recor-
ren o aos documentos origioaes, que para me-
moria olorna se achara recolhidos ao nosso ar-
chivo.
A junta administrativa, baseada na orga da ra-
zio e direilo que lhe assstia, replicn em suas
allegages; mas de novo ouvido o Sr. cnsul,
este oo s recalcitrou na opposigo j frita ao
pagamooto da conta do tratamenlo, mas al.
J a adminislrago transada, que tevoa ventu-
ra do contar era seu gremio com este nosso con-
socio oceupaodo o mesmo cargo, de 1 secretario
soube avaliaros seus bonsofiicios e prestante coo-
perario; nos a secundamos tambera em igual apre-
ciago; masnem elie.nem ns.podemos conseguir
ver registrado entre os socios benemritos, onorue
deste senhor, porque a sua natural modestia, por
demais humilde, ommilia sempre das resoluges
unnimemente tomadas pelas jontas administra-
tivas, o direito que ellas lhe couferiam ao diplo-
ma de benemrito da sociedade. Aproveito por-
tanto esta solemne accasio para nao s tributar-
se-lhe o nosso recoohecimeiito, como para rogar
na

a
........ eo
........ 142
Fallecidos em Ia classe.... 10
.... 17
.... 35
234

3
Ficaram cm tratamenlo em 1* classe....
2 .......
3* ........
62
1
5
24
------30
(julgar-se-hja incrivel!) recusava ento nosso di- a (lustre junta adminislraliva que vai succeder-
reito mesmo quanlo ao recebimento das mensa- s*e, o fazer expresso esse direilo, que cabe a lo
lidades ; isto porque, entre oulros fundamentos prcsliraoso socio, do titulo com que coslumam
de mera soperflcialilado, o mencionado espolio, ser galarduados serviros por tal manera rele-
liquido j de cusase emolumentos consulares, vautes.
se achava reduzido insgnificaute cifra de tis
059079.
Parecer-ros-ha isto inconcebivel, mas infeliz-
raenlo a pura realidade I
Nao parara porm anda aqu lodas as peripe-
cias desta reclamaco: voltaraos outra vez
nosso allegado, insistin-
1 do pelo direilo do hospitaldestruimos frisaue-
ineule um por um esses sophisraas eflorecidos
pelo Sr. consol, e devolvendo-se 3nda a este
para dizer sobre a materia exposta, baldoes e
injurias, dor sobre a junta administrativa, foi a
final resposta do patrono dos Portuguezes nesta
provincia.
O Sr. juik de ausentes, com o seu tespeitavel e
mu significativo despacho. N-t tem lugar o
pagamento requerido relativamente primeira
verba da conta funla, por nao acceder a elle o
Sr. consulde Portugalpoz ento termo a essa
questao.
Vendo por tanto a junta administrativa que
casos idnticos poderiam offorecer-so a cada mo-
mento, e quo esta associago de beneficencia nao
po lia mais achar jusliga, onde tanto a devera en-
contrar : resolveu em sesso de 22 de agosto,
par melhor acaulelar de futuro os inleresses do
hospital, suspender a execugo do j citado art.
89 dos estatutos; nivelando assim os socios s
condigoes dos demais doeutes pensionistas parti-
culares.
Toca-vos pois, senhores, apreciar.com madu-
reza e seria reexo esle nosso proceder, urna
vez que leudes de pronunciar o bom, ou mo mo-
recimonto delle.
favor de nossos compatriotas enfermos e indinen-
tes, os recursos de que pode dispor, sempre <#-
licito e prompto a attender s supplicas que em
nome da humaoidade lhe dirigimos. Mais de urna
destas aegoes do subido apreco, alteslara exube-
rantemente a verdade do que vos asaegoro.
Mas oo pensis, senhores. que por dar-me ao
prazer de relatar-vos esle faci, do qual tanto
proveilo deve auferir o nosso hospital, eu tenha
anda a mais leve inlenco de querer avocar para
a adminislrago, que Uve a houra de presidir, a
justa.gloria, que de direilo cabe quelles que o
iniciaran! e promovern) ; nio : os encomios,
que por tal sao devidos, pertencora todos ad-
ministrado transada ; da mesma sorte que o
siucero reconhecimeolo desta nossa associago se
acha desde muito completamente hypothecado
ao Exm. Sr. Dr. Joo Jos Ferreira d'Aguiar.
Este Ilustrado cavalheiro, tao notare! pela no-
breza de seu carcter, quanlo eoahecido por sua
dedicago causa ds fcumanidade, apenas scien-
tiflcado pelo nosso digno consocio e 1." secreta-
rio o Sr. -Manoel Ribeiro Bastos, do desejo que
nuiria a adraioistrago de ver chegar aos poderes
do eslado, e por ellos convertida, era lei a isen-
?io, que pretendamos, nio s tomou a si a tare-
a de aerar na corle o respectivo procuratoro,
mas anda, e o que moito, proraoveu como em
causa propria, o xito felu do que tanto anhela-
varaos.
E' aqu, senhores, sfora mais que em oo-
nhuma outra occisio, que eu sioto profunda-
mente qae meus labios nao saibam exprimir as
sensagoes, que pullnlam em meu coragao, para
admirar, para engrandecer, para exalgar ante
vs o importante servigo feto no nosso instituto
de beneficencia poc lio distinclo Brisileiro. Sup-
pram porm nossos Totes dirigidos ao lodo Po-
deroso para recompensar tao meritoria acgo, o
grave-se api nos a confianga de que Elle a re-
ellea que haviam bem examidado a tua etquiva, I compensar por certo.
e que para insistencia do novo Demetrio receta- A junta administrativa, costo urna prova, ain-
maquiproqwi, fora ao seio da pro* por ida quo lesue, do nesmavel sprgcom (jue aco-
Proseguindo em nossa tarefa, cabe-me o 1ra-
zer ao vosso conhecimento, que avaliaudo-se o
grao djsmporlancia deque j hoje se reveste o
hospirW, legilimaraenle constituido, na posse e
gozo de prerogativas, quo lhe marcam ura lugar
dislincto entre as demais associagoes; (oi ura
dos nossos cuidados a orginisago do seu respec-
tivo tombamenlo.
Este inleressanle trabalho confiado intelli-
gencia e dedicago da senhor Io secretario, arria-
se perfeilameute elaborado, como lereis occasio
de observar.
Registraran)-se nelle as setas da instituigo,
as leis, decretos calvars queoflkialmento o re-
conheceram, a approvaram, e lhe dspensnram
honras e beneficiosa nossa lei fundamentalos
contractosas escripturas dos bens de raz que
possuimos, e as verbas testamentarias daquel-
les berafeitores, que fallecendo, conitemplarara o
nosso hospital com donativos e legados.
Se corapulsardes este tombo, -neis no conhe-
cimento, que, durante o anno (Indo, neo s (o
cumprida e arrecadada a verba testamentaria do
finado Manoel Jos Pereira Gongalves, que falle-
cendo no anno de 1858 deixou a este hospital a
quantia de700$000 rs., mas anda que liveraos de
nelle registrar a quanlia de 2:000000 deixa do
finado Joo da Silva Moroira e a de 500#000 rs. do
fallecido Jos Antonio de Souza Freilas, as quaes
loam anda a curaprir-so por seus testamen-
temos.
Se como de esperar, as alminislragoes que
se forera succedendo, nao descuidaren] o segui-
meuto da registrago do referido livro do tombo,
elte prestar por certo a ulilidade do grande al-
cance, que liveraos em vista, quando resolvemos
a sua creagao.
Urna outra necessidade, que, de ha muito se
fazia reclamada, mereceu tambem a attengo da
junta administrativa : quoro fallar do regulamen-
to interno.
Nao era a irregularidade, ou (alta de regimeo
no que toca adminislrago (uneciooria do hos-
pital, que.ereava tautojessa necessidade, que tanto
poda essa direcgo csrripta, nao; porque a re-
coohecida prudencia, zelo e caridade, que tanto
ennobreco e carantonas o Ilustrado regente o
Revm. Sr. Fr. Antonio de Santa Anglica Piraeu-
tel, e os bros, fidelidade e exactido dos demais
empregados no cumprimento de seus deveres,
suppriam satisfactoriamente o muito que fosse
para desojar na pontualidade, boa ordem e Qsca-
lisagao econmica do eslabeleciravnto ; era, po-
rm, sim 3 disciplina as enfermaras, o cornpor-
tameuio dos enfermo.*, e a conduela de alguns
dos visitantes que torna va essa necessidade pal-
pitante, el at urgente.
A adminislrago, pois, providenciou sobre ella,
organisaodoe deixando j em execugo o citado
reglame ito, no qual se extraram as disposiges
que pare< srara mais convenientes e adaptadas ao
lim a que destinada esta casa de caridade.Nao
um traba ho perfeilo, nos o conhecemos; porm
a pralica evelar as suas faltas, e ento a sabe-
doria das futuras administragoes saber emendar
nossos er os, remediar nossos discuidos.
Mais al urnas outras .providencias administra-
tivas (ora n por nos consideradas, tanto quanto
comporte am as circumstancias e o eosejo da si-
luagao ; i las sendo ellas de oteos vulto e im-
portancia dispenso-me de as relatar para nao
tornar fas idioso e prolixo este trabalho, nem rou-
bar por o ais tempo vossa attengo.
As acta i de nossas sesses vos daro, porm,
de ludo, ioleiro e cabal conhecimento.
A pleito judicial, que exista entre o nosso hos-
pital o afathies Lopes da Cesta Maia acha-se no
estado, que sos foi j aonunciado ser meu ante-
cessor; e assim nada mais cabendo-me accres-
centar aos sselareeimenlos qne de tal questao re-
cebesles, eomparlilho da mesma opinio mani-
festada quanto justiga e direilo que nos assisle,
e que nos fas aguardar afinal delta um xito (a-
voravel.
O contrato celebrado pela adminislrago trans-
ada e a companhia de Jsaeeiiee pera a canarisa-
go e (ornecimento 'agua polavel para o hospi-
tal, foi durante a nossa gerencia realisado,
concorrendo esta associago com a quota
que Iba (ai exigida, e effectuado o enoanamento,
que j ae acha porta deste aditicio. Resta pois
smenle que sja construido o respsdiro deposi-
CLNICA DAS ENFERMARAS.
A confianga que j hoje inspira ao publico o
bom rgimen, as accommodages, o zelo, o des-
vello e a caridade quo receben) era nosso hospital
os doentes que vera nelle demandar alivio s do-
rus, restabeleciaiento saudea noloriedade dos
professiouaesconhecimenios queda snencia me-
dica possue o Illm. Sr. Dr. Prxedes Gomes de
Souza Pilanca,a suliclude e inleresse que pela
cura dos enfermos tanto se revela neste Ilustra-
do facultativo, muito e muilo tem concorrido
para qne dia por dia, e cada vez mais, affluam
peticionarios em busca dos soccorros, que minis-
tra esta associago de pura beneficencia. E cora
quanto possa adraillir-se que, alm desles moti-
vos de que venho de fallar, outros de diversa
considerago, como o da escassez da recursos,
manifestada pelo estado crtico da actualidade,
tenham tambera contribuido pra essa maior af-
fluencia de enfermos necesstados, com ludo laes
razos jamis podaro obscurecer as primei-
ras, por seren de urna realidade lo palpa-
vel, que nao tolerara a menor refutago.
Fossem, porm, quaes fossem essas causas
que tanto actuaram no maior movimento clnico
das nossas enfermaras,o certo que o numero dos
doenies (oi lio accrescido durante o anno Ando,
que comparado com o dos anuos anteriores,
mostra ura excesso mu pronunciado de aug-
menlaiiva progresso.
A prova do que digo, est evidentemente exa-
rada no mappa nosologico quo junto offerego.
A elaborago deste mappa, requisilado por in-
dicago da provedoria ao medico assisteute e e(-
fectivo do nosso hospital, e por elle delineado e
dirigido em sua confecgo, deixa por lal modo
satlsfeita a curiosidade e o inleresse, que possa
preuder-se a trabaihos dessa ordem, quo muito
rae apraz o poder alliangar-vos que rarissimas
vezes leva gosado a luz da pubcidade, e em ne-
nhuraa ouira jamis vio este hospital, urna obra
to perfeita, to engenhosamente concluida.
Compulsando este mappa observareis que du-
rante o anno decorrido, incluindo 16 enfermos,
que ficaram do antecedente, liveram entrada
no hospital :
320 doentes dos quaes foram tratados em pri-
meira classe........... 23
Era segunda...........102
Em terceira...........201
Dos oceuparam a Ia classe eram :
Hrasileiros 5, francezes 4, inglez 1, portugue-
zes 13.
Eram casados 4, solteiros 18, viuvo 1.
Ersm agricultores 2, bolieiro I, caxoiros 8,
cabellcroiro 1, carpina 1, estudante 1, ferreiros
2, medico 1, machiiiista 1, martimo I, negocian-
tes 3, paueiro 1.
Contavam idade de II a 20 annos 4de 21 a
30. 12-de 31 a 40, 5-de 41 a 50. 1-de 51 a
60, 1.
Sahiram curados 12, morreram 10, Iicou em
tratamenlo 1.
Dos que oceuparam a 2a classe eram :
Allemo 1, brasiloiros 5, hespanhoes 6, fran-
cezes 10, italianos 2, poiluguezes 78.
Bram casados 17, solteiros 85.
Eram bolieiros 3, caxeiros 27, carpina 1, ferrei-
ros 2, lithographos 1, martimos 29, negociantes
4, pintor i, padeiros 16, pescadores 9, trabaja-
dores 9.
Contavam ida Jo de 11 a 20 annos 21de 21 a
30, 53-Je 31 a 40, 18-de 41 a 50, 8de 51 a
60, 2.
Sahiram curados 80, morreram 17, ficaram em
tratamenlo 5.
Dos que oceuparam a 3a classe eram :
Brasileiro 1, portuguezes 200.
Eram casados 46, solteiros 149, vuvos 6.
Erara alfaiates 2. barbeiros 4, bolieiros 3, cai-
xeiros 2, cliapeleiro 1, carpinas 3. cigarreiros 8,
cavoqueiro 1, entalhador 1, estucador 1, ferrei-
ros 5, ferrador 1, funileiro 1, latoeiro 1, martimos
39, mscales 2, padeitos 14, pescadores 6. surra-
dores 3, trabalhadores 59, laooeiros 4.
Contavam idade de 1 a 10 annos 1de 11 a 20,
57de 21 a 30, 65de 31 a 40, 39de 41 a 50,
33de 51 a 60, 5de 61 a 70,1.
Sahiram curados 142, morreram 35. ficaram
em tratamenlo 24.
Soguudo a classificago das molestias, foram
tratados de:
Abeesso 1, alienagSo mental 1, anasarca 2,
anemia 14, angina 7, angio lencite 1, ascito 1,
blenorrhagia 1, bronchito 1, broncho-pulraonile
5, bubo 2, cancro-vene rio 3, caria do tibia 1,
cerebrile 4, colioa 1, colite 7, edemacia 2, ele-
fantiases do escroto 1, entero colite3, escarlati-
na 6, escorbuto 3, escrfula 1, eslreitamento da
ureta 3, Erysipela 5, febre amarella 65, febre
intermitiente 17, (ebre perniciosa 3, (ebre typhoi-
de 3, ferida coniuza 1, fractura do ante brago I,
furnculo 1, gaslrile 13, gastro interite 5, gasiro
bepatite 11, gasiro hepotos plenile 1, gastro en-
tero colite 4, hemorrohoyda 1, bepatite 5, hepato
spleuie 3, hydropericirdio 3, hyperthrophia do
coragao 1, ictericia 2, luxago do humero i, lu-
xagao do ante braco 1, ophtalmia 2, nefrile 1,
panaricio I, pleurisia 1, pleuroplumooia 1, pul-
mona 7, queimaduia 1, rbeumatisnra 9, sarampo
3, splenite 4, syphiles UO, supressao de traosp-
ragio 3, ttano 4, tubrculos pulmonares 9,
ulcera bobtica 1, ulceras syphililices 28, va-
rila 2.
Se examnennos a parte necrolgica do referido
mappa, acharemos quedos 62 fallecidos linham
oceupado a enfermara:
da i" classe.... 10
> ........ 17
s 3* ........ 35
Que dos de t* elasse eram :
Brasileos 2, franceses 2, portugueses 6.
Bram solteiros 9, viuvo 1.
Eram gricultor 1, cabellereiro 1, caxeiros 4.
estudante J, ferreiro 1, martimo \, negoci-
ante .
Antes porm de terminar a snopse do movi-
mento das enfermaras, reieva que vos scienlifl-
que, que dos enfermo, qie como pensionistas
oceuparam a da 1* classe, eram nossos consocios
5, e a da 2*, 1: assim como que receberam tra-
tmento gratuito na respectiva enfermara 14
doentes, que igualmente (azem parte da nossa
associago.
Algumasoperages cirurgicas se praticaram em
doentes recolhidos ao hospital as quaes pelo
(eliz resultado que tiveram, muito servem aioda
para demonstrar a pericia do facultativo, que as
dirigi, que as executou.
Agora, senhores, consent que eu abra aqui
cspsgo para um lestcmunho de gratido aos
Illras. Srs. Ors. Jos Joaquim de Moraes Sar-
niento, Pedro d'Athayde Lobo Moscovo, e Joa-
quim de Aquino Fonseco, pela maneira sempre
generosa cora que se proraptificaram a auxiliar
com seus conhecimentos scientiQeos, os servgos
que de sua sabedoria e illusirago eram reclama-
dos, quer em proveilo de nossos irmos enfer-
mos, qoer para ura melhor accordo de medidas
que nos cumpria adoptsr.
Honra pois a esses verdadeiros interpretes do
sacerdocio humanitario I honra a to sobres o
fiis exercitadores da caridade evanglica 1!
BOTICA.
Esta reparligo, que faz paite integrante do
nosso estabelecimento, e urna das que muito lhe
presta ulilidade ; j pela economa de dispendio,
j pelo prompto e conveniente auxilio, que tanto
serve ao mais efcaz resultado das applicaces
medicamentosas, acha-se munida e preparada, se
nao de um completo e avultado sortimento, pelo
menos do quanto se (sz mister para o avismento,
do receituario necessarlo s precises das enfer-
maras, e muito anda sobrar lhe para as exigen-
cias de um regular fornecirnenio externo.
O escrpulo que preside s encommendas que
se fazem das melhores drogas e medicamentos
que directamente importamos da Europa e Ame-
tica,a aplidio.habilidade e esmero com que sao
dispostas as preparages pharmaceulcss pelo
mui inlelligenle empregado que dirige a botica
e o respectivo laboratorio, tem grangeadj para
ella os crditos bem merecidos de urna das me-
lhores, ou pelo menos das que inspiram mais con-
fianga,a ponto de se haver tornado quasi especial
para a demanda de remedios de mor essencia e
de mais perfeila manipolagao.
Para convencer-vos desta verdade bastar o
certiQcar-vos que durante o anno de nossa ge-
rencia administrativa, esta reparligo forneceu
para as enfermaras do nosso hospital um recei-
tuario que subi cifra do Rs. 3:2749397, ao
mesmo tempo que tambem elevou o balango do
seu existente quantia do2:9l7j010, lendo ape-
nas sobrecarregado o movmsiiio da nossa despe-
za com a de Rs. 683)210 pela qual, como lereis
occasio de notar da respectiva escripturaco,
se constituio credor o Sr. Bartholomeu Francisco
de Souza.
ORATORIO.
Este santuario dos exereicios de nossa religiao,
continua a prestar a utilldode que tiveram em
vista aquellos de nossos consocios, que tanto zelo
empregarara para sua eoilicaco.
Os olucios religiosos que nelle se celebrara, as
funeges que nelle se solemnisara, o deposito
sagrado do Pao Divino que nejle se reverencie, e
que tanto serve para apascentar as almas dos que
era nossas enfermaras occessilam deste soccorro
espiritual, ludo faz concorrer para a seria e res-
peilosa attengo que constantemente elle merece
das administragoes que dirigen) o estabeleci-
mento.
Por nossa parte (lzemos quanto nos foi possi-
vel para augmento da sua decorago.
Collocaraos no respectivo altar urna perfeilissi-
ma iraagem do orago do nosso hospital, o ihau-
raaiurgo S. Joo de Dos, e soppriraos a sacrista
de algumas alfaias e paramentos que se faziam
mister para a maior decencia e magostado do
culto. Cumpre, porm, nao esquecer que en-
tre o uumero das alfaias com que foi enriquecida
durante o anno, esta casa de orago, conta-se,
com recommendago especial, o devoto presente
feto pela Exma. Sra. D. Antonia da Fonceca Ma-
riz Carvalho, de urna rica loalha do mais mimo-
so o bem Irabilhado labyrinlho.
N'este oratorio comremoramos, no dia 16 de
setembro, o quinto anniversario da installago
deste instiluto : e se essi fesla'que celebramos,
toda s em louvor e memoria das virtudes do
nosso padroeiro, nao se reveslio daqoella grande-
za e exterioridades pomposas com que outr'ora
era solemnissda, ella foi pelo menos disposta
cora o brilhaniismo c magnificencia que nos pa-
receu mais aproprada e conceroenle ao espirito
da sanlidede e beneficencia, que dove transluzir
desla edilicau te instituigo.
MOVIMENTO ECONMICO DO HOSPITAL.
E' por demais sensivel e doloroso que um ag-
gregado de circumstancias criticas e aterradoras,
pesando sobre a geral situago nneneeira, viesse
tambem affectar os rendimentos com que conta o
nosso hospital para bem satisazer os flns de sua
ereagio. Infelizmente, porm, as cifras da res-
pectiva receita do nosso anno administrativo pro-
vsm exuberantemente que este estabelecimento
nao Iicou illeso da presao calamitosa, que affli-
ge a quasi todas as ekasses da sociedade
Do movimento da caixa a cargo do Sr. esmo-
ler, e de que annexo acharis eopia, se demons-
tra o ter importado a receita na quantia de
26:228jll5 rs.
Esta somraa comparada com a do anno ante-
cedente offerece nma dinerenoa para menos de
18:2433344, lendo para isto evidentemente contri-
buido a pronunciada diminuigeo que se nota em
eada urna das verbas de que ella se compoe.
Se olharoos para a arrecadago das mensalida-
des dos Srs. socios, vemos que fieou muito
quem do algarismo que devia representar esta
parte do nosso activo; de sorte quo, sem fal-
lar-se na dirainuigo de rs. 1:757*000 dos que
se eliminaran), deixa aioda para liquidar a im-
prtame somms de rs, 3:8t9S0O0.
Se procuramos o valor dos donativos feitos por
bemteitores, apenas descobrimos registrada a
quanlia de 100 rs., esmola offertada pelo Sr. Jo-
s Gongalves dos Res.
Se inquirimos a1 importancia des quanlitativos
per entrada de novos socios, achatos um total
inferior raetade do ene prodasio esta verba no
periodo da gerencia da administracao transad.
So, finalmente, internamos examinar compara-
tivamente urna per urna lodas es demais addie-
ges, eada vea mais se fax con he cid a a rednegio
dos meies exigidos para as neeessidades deste tio
til e ksleressante eeUbetecimeote.
Em preseoca, pois, dos minguados recursos de
que apenas poda dispor a adminislrago am
exercicio, era sobremaneira iniispensavol qne-a
mais restricta e escrupulosa economa presidisso
aosfaatos do caiteemaate do seeilal. -
I


MARIO DB'PBMAMIW. S&BB1DO 23 DE FWERHRO DB lTOl.
>
ta
i
quanto em recommendada economa jamis fos-1
so por dos esquecida, todava elU nao pode evi- j
lar que transpozessemos os limites tragados por
tio resumida cifra de receila.
A solvencia de um passivo atrazado,o numero
voltado de docotea que qoolieanaaiente af-
flulaln a pedir soccorro e Hiri seus padeci-
mentos, o augmento do predio, que tanto se fa-
zia redamado para melhor aicommods^aw dos
enfermos, e muitas ontras exigencias de razoavel
e legitima necessidade, obrigaram-nos a ver ele-
vada a despera ao montante de rs. 27:297;J374.
A esta somma, para a qual generosamente
adiantou o Sr. esmoler a quaniis de rs. 1:80o
deve anda addcclonar-se a de re. 524gl60 que,
por oinissao, detxou de figurar na respectiva coo-
ta; mas, cojos documentos justificativos tos
deixo aqui appensos para couferir-se ao mesmo
seohor o direito que Ihe (lea caben do salisfagao
do todo este seu mencionado crdito.
Por esse quaJro demonstralivo de nosso movi-
rnento financeiro podereis evidenciar a prudencia
com que procedemos no diapeadio d% todas as
Terbas ; e com tudo :
Pagamos dividas, que passaram da antecesso-
ra administrado na importancia de 3:400a rs.
Augmentamos o inventarlo dos movis e utensi-
lios com urna estimativa de perto de 3:000$. Fo-
rnos pootuaes no integral pagamento dos ordena
dos dos empregados,supprimos todas as neces-
sidades da casa, sem jamis faltar o menor artigo
para sua roauuteogao; construirnos urna nova e
bem acabada enfermara, destinada especialmen-
te para os socios doentes ; em belleza mos o ter-
rado que lhe tica contiguo;preparamos com de-
vida decoracao a sala das sessoes e secretaria ;
cuidamos dos concedo* e reparos de todo o edi-
ficio ; salsfizeraos a quola conr endonada'para
o encanamento da agua do Prsla ; finalmente, ac-
crescentamos ao predio um valor maior do..
7:6000O.
E se apezar de tudo isto, a administraco nao
pode lisonjear-se de ter dado execucao obras e
meltioramentos de maior vulto, porque, cum-
pre eonfessar, ella proferto antes nao negar gaza-
Ihado, e soccorro a quaolos do nossos coaipatrio-
tas itidig.-nles e afilelos demandavam o presu-
mo e valimento deste instituto de caridade, do
que ter agora de possuir-se do ephemero prazer
de dar-vos conta de um maior numero de ser-
vicos puramente materiaes.
Nao sera grande repugnancia que eu sou
compellido a chamar vossa attencao para o qua-
dro do movirnento dos quanlilativos de nossos
socios em effectividade ; sendo muito para sentir
quo at dene mesrno quadro se colham anda
tambem provas da critica deficiencia que ataca os
meios do proprio viver social.
Contara esta nossa ossociago em seu seio, no
fin do anno de 1859, o numero de 736 socios,
com o total de 9(9 quaolilaliros de suas joias. e
estes nmeros vSem-se hoje reduzidos ao de 686
socios, representando 878 desses quantitativos.
O fallecimento de uns, a quasi nenhuma entra-
da de outros, e a ehminaco de muilos, que, por
falta de pagamento de grande somma de mensa-
lidades, se deixam incorrer na pena imposta pe-
lo art. 8." dos estatutos, sao as causaes salientes
deste desagradavel resultado, ao qual s a man
da Providencia poder oppor o conveniente para
deiro.
Mas se por tedas as razies at aqui expostas, a
junta administrativa se v privada de legar sua
successnra um saldo em favor do movirnento da
caita do hospital, ella offerece-vos, em compen-
sado desse desprazer, a seguranza de que nao
restara a este eslabelecimenlo outros encargos,
alm do simples dficit de que j vos fallei; as-
sim como vos revela tambem um augmento de
rs. 3:7089149 no capital do activo da associago,
cujo extracto igualmente encontrareis desenvol-
vido no quadro junto sob n. 5.
Eis quaoto consideiei digno de relatar-vos:
mais duas palavras e terminare!.
Srs. socios do hospitil portuguoz.A junta
administrativa de 1860 fez quanto humanamente
Ihe foi possivel para corresponder vossa con-
fianza, e ao merecimento dos votos com que a
honraste. Se, purera, anda assim o desempe-
nlio do eucargo, que impozestes ao provedor,
ficou quein da vossa expectativa, condemnai o
erro somonte da vossa escolha, j
do esta associago grande numero
Demortstracl to estado finenceiro do Hospital
Porlegaez de Beneficencia em Pernembuco,
aos 31 de dezembro de 1860.
Receita.
Valor do predi do Cajueiro, e bem-
feheTrae atiesta data.............. 55:571f90
Bens movis......................... 10:499*651
Ditos semoventes.................... 701500
Divida do coronel Gaspar d Mene-
zes Vascoucellos de DrummonJ,
seus fllhosegenro................ 42:5009000
Botica, pelo que neila existe...... 2:917*010
Caixa, dinheiro existente............ 1309741
112:32Q$808
Despeza
A Joao Jos Rodrigues Mendes, por
empresmo....................... 1:200J000
A Bartholomeu Francisco de Souza. 683J210
A capital............................ 1!0-4379598
112 320$808
Secretaria do Hospital Porluguez de Benefi-
cencia em Pernambuco.
Manoel Ilibeiro Bastos,
i." secretario.
parecer da commissao de exame de
CONTAS.
Sehores socios do Hospital Portuguez em Per-
uambuco.
A commissao de exame de contas que honras-
tes com a vossa confiaoga, para em cumprimento
do art. 58 dos estatutos, examinar as operages
do anno fin Jo, decorrido do 1. de Janeiro a 31
de dezembro de 1860, vem hoje dar-vos conta do
resultido do seu trabalho.
No exame a que procedeu verificou a commis-
sao que a escripturagao em todos os respectivos
livros, de que trata o referido artigo, est feita
com ordera e aceio, como en de esperar, e que
lodos os empregados do Hospital Portuguez em
Pernambuco, tem continuado a cumprir com os
seus deveres.
Cumpre, porm, ponderar que no referido exa-
me encontrou a commisso una lacuna digna de
menctonar-se ; a folha dos empregados relativa
ao mez de jilho daquello anno nao appare.ee lao-
gada no respectivo livro caixa. Julga, pols, a
commissao de contas, que pela importancia de.'s.i
indicada folha, deve ser credor o thesoureiro
d'enlo.
No relatorio da junta administrativa, como
de costme, suppe a commissao que encontra-
reis lodos os detalhes, e o lisongeiro estado do
pi estabelecianento que vos perteuce ; e pelo in-
contestavel zelo e dedicacao, com que ha sido di-
rigido, a commissao pede-vos um voto de grati-
do para lodos os cavalleiros que al hoje lo
acerdameute tem administrado easa instiluigo
divina, de tanto mrito diante de Deus, e de tan-
ta caridade para os homens. Assim pois, repele
a commissao que esti voto de gratido seja re-
gistrado na acta desta sesso, a fin de melhor-
merite ficar commemorado este signal do nosso
reconhecimonto para com a actual e transadas
juntas administrativas do Hospital Porluguez em
Pernambuco.
Recife 16 de fevereiro de 1861.
Francisco Judo de Barro.
Joaquim da Silva Castro.
Correspondencias.
Srs. Redactores.-Nao me sendo possivel dei-
xar emsegredo um faci que se deu na noite de
19 do correnle, vou narra-lo, para que o nosso
illustrado puDlieo ouga o pasme de admiragio.
Tendo eu sahido do meu engenho Ponlable,
na freguezia de AguaPreta. no dia terga-feira 19
do correte, a tratar de certos negocios na villa
da Escada, nesse mesrao da, s 8 horas da noi-
te. pouco mais, appareceram ern dito engenho 6
salteadores, (segundo me disseram) os quacs
roubarara-me 7 escravos, tolos os movis, algu-
mas obras de prata e de ouro, toda roupa e
18:0009 em rooeda, sendo doze em prata e seis em
que possuiu- I ouro> 1ue exista em um baulzinho de madeira
ro de illustra- den,r0 de urna malla, segundo a informagao que
5cs~ssaz"conhecdas'v6rfosterarranar obs- mederara. a respeito dos salteadores, foram elles
cunda Je aqdelle que n'ella humildemente viva., .s **gu'"lea 3 filhos do senhor do engono Alt),
convencido da insufflcieocia de suas habililacoes ;' de Joa,.0.Frnandes. Flix Ferreira de Moraes.
Bgoes
mas nao ser de jusliga que involvais na verda-
de desta assergo os nomes prestrnosos dos com-
paoheiros a que me ligaste ; porque delles, e s
del les depon deu tudo quanto aqui julgardes me-
receceijor da vossa approvago.
Sala das sessoes do Hospital Porluguez de Be-
neficencia em Pernambuco, aos 17 de fevereiro
de 1861.
Joao Pereira Rebello Braga.
Movirnento da caixa do Hospital Portuguez de
Beneficencia em Pernambuco, a cargo do es-
moler Joao Jos Rodrigues Mendes, do 1. de
Janeiro ao ultimo de dezembro de 1860.
Receita.
Saldo que ficou de 1859.............. I:188gfii2
Alugueis de predios.................. 1:3418660
Doentes particulares.................. 6:1539800
Esraolas.............................. 1:9069580
Joias de entrada de socios........... 1 190t000
Mensalidades......................... 4:665*000
Lucros e perdas..................... 1829133
Luiz Manoel Rodrigues Valenga...... 2:1001000
Coronel G. de Menezes............... 7:500JU00
De Joo Jos Rodrigues Mendes, por
empresmo........................ 1:200-9000
27:428olt5
um sobrinho do mesmo e 2 moradores : esta no-
ticia me foi dada por uns moradores do meu en-
genho : semelhanti facto causa grande idmira-
co, e deve revollar bastantemente aos nimos,
e sendo criminoso, faz-se preciso que a polica
intervenh'i na averiguago delle, e de as provi-
dencias necessirias aura de evitar a reproduego
delle, obrigando-me eu a empregar todos os
meios que esliverem era meu alcance, e de
combinigao com a polica afira de dar com el-
los, seja qual for o lugar em que esl*jam occul-
tados.
Queiram, Srs. Redactores, aceitir estas duas
lionas mal escripias e publica-las.
Villa da Escada, 22 de fevereiro de 1861.
Antonio Lins Vasconcellos Barros.
Despez.
A Antonio Jos de Siqueira.......... 1:0229887
A Marcelino Jos Gongalves da Fonte 7269940
A Siqueira & Pereira................. 3793180
A gastos geraes...................... 14:3709*52
A Movei.............................. 3-1789196
A Predio do Cajueiro................. 7.6195719
Saldo era dinheiro................... 130j74l
27:4288115
Secretaria do Hospital Portuguez de Beneficen-
cia em Pernambuco, 31 de dezembro de 1860.
Manoel Ribeiro Bastos,
1." secretario.
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o ep a o o
Quadro dos benemritos du Hospital Porluguez
de Beneficencia em Pernambuco, aes quaes se
Pasaraui diplomas no anno administrativo de
Ilion. SriTos Teixeira Basto.
Dr. Joao Jos Ferreira d'Aguiar.
Quadro dos beralitores do Hospital Pc-rtoguetde
Beseficenci* em Pernambuco, aos quaes se
passaram diplomas no anno administrativo de
1860:
Wtns. 9rs./os Gooclvei dos Res.
B*. Joao Jos Perreira d'Aguiar.
Coraraee-dador Joio Jos de Azevede
Melle Pitada.
Francisco te Slquew Din.
A venenivel ordera tereeira do
Carmo.
Todos nos sabemos, que, homens ha, que pos-
suidos de um espirito verdaderamente religioso
ludo fazem, empregaodo at sacrificios de urna
ordem superior, para ser cada vez mais abriihan-
lado e engrandecido o lenplo de nossos pas,
que tem o direito indiclinavel nossa veneragao
o respeito, oulros ha, porm, quesera conscien-
cia e sem religio, infelizmente desprezaodo lo
sanios uriucipios, nao julgaudo nada soperior ao
interesse, anda mesmo o mais vil e mesquiaho,
ousam sacrilegamente oceultar-se debaixo do
manta multiforme da hypocrisia para melhor
iotroduzirem-se as irmaudades e nellas aposta-
dos de algum emprego, poderem defraudar com
mais ou menos escndalo I
E ai I de queui se ai>resentar com a coragem
decidida de romper o mani e de arrancara mas-
cara do innao tiogido e sem alma I
Porque, elle crendo-se assim insultado, mas
nao podendo justificar-se todo trmulo e confun-
dido cmicamente bradar :quem desla sorte
pralica um calumniador, quo com a arma da
intriga me injuria e me ultraja I A&renuncio.
Pondo nos do parle estas rcfleccoes vamos ao
nosso proposito.
Leinos um folhelo da exposigao feita pelo Sr.
Flix Francisco do Souza Magalhaes, dosmovi-
mentos e do estado da ordem quando urna nova
mesa ia entrar em exercicio em lugar da que
tindava-se presidida pelo Sr. Souza Magalhes
como seu digno pror.
O ex-prior o Sr. Souna Magalhes seguio como
todos sabem um trilho bem diverso do de seus
antecessores, esmerilhando-se em cumprir os
seus devedores. o que ludo seria sem duvida re-
levado pelos mos irmos, se elle railago dos
que lbe preceder ni nao levasse para fra das
abobadas da ordem entregar ao dominio do pu-
blico essa maldita exposigao aonde se notam sa-
lientemente esse* escndalos repugnantes ao bom
senso, que baviam praticadol
Bem poder ter acontecido haver elle nao se ex-
primido com toda exaclidupossivel na exposigao
dos tactos; mas o que cetto que nunca o fi-
zera com a maldade de offender a quom realmen-
te innoceole fosse, porquanto os fados relatados
em sua exposigao que corre impressa, ou sao de
um publicidade inconlestavel, ou sao fielmente
extrahidos dos livros e mais papis do archivo da
ordem, pelos quaes se guiou para melhor e
acertadamente ordenar a sua imporltote expo-
sigao.
Quem j a tiver lido, ter encontrado urna par-
te que mui simplesmente loca no Sr. Theodoro
de Almeida Costa, concebida nestes termos :
que londo o Sr. Theodoro se offerecido gra-
tuitamente para ser procurador judicial da ordem,
desonerou-se desse offerecimenlo, remetiendo a
procurago que a mesa Ihe haria passado, e que
devendo remetter conjnetamente o recebido e
despeodido, nao o fez.; o que deu lugar a orde-
nar a mesa em sesso de 14 de agosto de 1857 (")
ao secretario, que ihe of&ciasse para prestar as
referidas contas, que apezar de haver sidocum-
prida esta deliberago da mesa, todava o Sr.
Theodoro nao haria anda prestado aa suas
contas .
O Sr. Theodoro era presenga de urna to jus-
ta arguigo em vez de resignar-so por nao po-
der deatrui-la, bem pelo contrario todo furia, sem
tratar de oulros trechos que lambem Ihe dizem
respeito, clama.altamente com todas as torgas de
seus pulmesque o Sr. ex-prior Souza Haga-
Ihaes o iejuna e calumnia atrozmente, e/para
pwvt-a-flowren-Ai rjoMies* -dan e-
m en tos de sua propria coadeaanaca, feedo um
o da guia do secretario o Sr. Manoel Jaauim
MoMt Baranda, que em 14>d ferereir d48B7-,
ordenara o irmao Jteesoureko do diahtiro.a Sr.
Antonio Pereira deulireira Ramos, dwe ao Sr.
Theodoro a quantia de 205 pera despetas jad!-
ciae dos foros, ao p da qual l-s. nios6 ma
recibo do Sr, Theedoro, em como havia effecli-
ramente recebido logo dous das depeis a dila
quantia, como anda um recibo do Sr. Ramos, '
em que declarara era 9 de setembro de 1857,
haver recebido do Sr. Theodoro 129820 em di-
nheiro. e 7*180 por desperas fcitas comtan-
dado da cara das Cinco Ponas Ie sendo oetre
documento, a resposta que Ihe dera a urna carO,
o Sr. Joo de Santa Rosa Moniz, que serrira co-
mo prior em 1856 a 1857, com a qual pretenda
provar que elle ajustou as suas coolas, e que o
Sr. Souza Magalhes ficara desmentido quando
buscara fazee crer que ora anda elle procurador
em 1858, em cuja mesa havia despedido-se ordem
para que Ihe fossem lomadas contas.
Quanto a esta resposta, dW-ousa alguma serve
para flxar a poca em que foi o Sr. Theodoro cha-
mado as contas. porque das actas v-se que fra
mesmo em 1857, como quer o Sr. Theodoro, e
nao em 1858, que s por engao da typugraphia
foi assim publicado.
Agora vamos tratar do priraeiro ducumenlo
apresentado pelo Sr. Theodoro em sua defeza.
O Sr. ex-prior Souza Magalhes disse haver o
Sr. Theodoro se offerecido gratuitamente para
ser procurador judicial da ordem, e que depois
se desonerra desse ofTereciment.
O Sr. Theodoro. nao negou este facto, logo o
Sr. Souza Magalhes, nao o calumniou.
O Sr.- ex-prior Souza Magalhes disse haver o
Sr. Theodoro remeltido a procurago que reco-
hrada mesa, detxando porm como nesa occa-
sio Ihecumpria, remetter lambem o recebido
e o despendido.
O Sr. Theodoro nao negou o fado, conseguin-
teraenie nao foi calumniado-
O Sr. ex-prior Souza Magalhes disse que por
falta desle seu dever, a mesa em sui seseao de
14 de agosto de 1857, ordenara ao secretario
que ihe officiasse para prestar contas.
O Sr. Theodoro, nao negou o facto, e nem o
poda razer, a vista da acta, por tanto nao Ihe
fra arrogado pelo ex-prior nenhuma injuria e
nem calumnia sua reputago.
O Sr. ex-prior Souza Magalhes conclunlo
disse, que apesar de ser cumprida adeljberagao
da mesa, todavia o Sr. Theodoro anda nao ha-
via prestado as suas conlaa.
E' nesta ultima parle, que o Sr. Theodoro se
desespera e moslra estar to doido 1 dizendo-se
calumniado.
l)is actas nao consta que o Sr. Theoporo pres-
lasse contas ; so pois na rerdade islo nao consta,
como se atrever o Sr. Theodoro classificar de
calumnia o que asseverou o ex-prior.
Maso que verdade dir o Sr. Theodoro,
que d coolas ao irrao thesoureiro Olivetra Ra-
mos dos 209000 re..que a mesa em sua sesso de
13 de fevereiro de 1857 ordenara me fossem da- I
dos para despesas juiiciaes um de cobrar-se
os foros, como se vereflea do documento que
publiquei.
O que prova islo ? s prova a irregulardade se
nao o deleixo em que hiam os trabalhos da or-
dem, por que essa. guia em que se ve um recibo
passado do proprio punho do Sr. Tneodoro nao
poda parar em seu poder, e nem o ex-lhesou-
rairo o Sr. Oliveira Ramos era o competente para
ajusfar conlas, mas siro de receber do Sr. Theo-
doro por urna outra guia do secretario na qual o
ex-thesoureiro deveria passar o rocibo do quaolo
ella determinasse. E s assim que poderia
passar mais um escndalode haver a mesa or-
denado que fosso dado 20.000 rs ao Sr. Theo-
doro, para as despezas judiciaes que fossem de
raisler para a cobranga dos foros e som que a
mesmn mesa revogasse esta ordem, o Sr. The-
odoro apresentou haver despeodido para urna
cousa iaieiramente diferente I
Mas dando-se mesmo que o Sr. Theodoro hou-
vesse bem legalmente feilo as suas comas com
oSr. Olivera Ramos, tendentes a estes 20.000
rs. que, como se ve de seu proprio documento
recebara em 16 de fevereiro de 1857, loria o Sr
ex-prior aventurado urna falsidade quando de-
' larou que o Sr. Theodoro nao havia anda ajus-
tado as suas contas com a ordem ?
Nao, porque antes,o procurador que se offere-
cera a trahalnar gratuitamente em prol da ordem,
havia recebido era 26 de junho de 1856, outros
209000 rs., do que passou o respectivo recibo, e
nao consta haver em lempo algara dado conta
em que despender I!
Ora, se pois anda nao tem o Sr. Theodoro
prestado definitivamente as suas conlas, nao
ser enln verdade ludo quanto disse o Sr. Souza
Magalhas ? e por que o Sr. Theodoro para nao
aggravar mais a sua posigao, se nao conserrou
em silencio, como o meio mais seguro que se
Ihe apreseolava em consciencia ?
Nao quiz, para perder-se, coiadolfc
Entretanto o proprio Sr. Theodoro, que por
um disforgo theatral, leve o desplante de tentar
de to longe ferir ao Sr. Souza Magalhes tratan-
do-o de prior intruso !
A islo nao se pJe dar urna resposia seria,
por que o Sr. Theodoro nao est em estado, e
nem o competente pira decilir dessa ques-
lao
OSr, Theoloro, dere proceder melhor como
homern de espertencia, para se nao expor a con-
trariedades que podem Ihe fazer mal ao seu ner-
voso.
Um irmo terceiro.
|MM;eM importa quede amOe- a*flor se ftne,
\m da nuvem trale elem rentare ecrate
Pira em parolas mandar perfume trra
Consolo que se almeja entre suspiros
Lembrangs lenitivo dt-quem aoflre I
E porque rim lerrrbrar to cara rW
Da esposa-(pe n'aamola de irtuea
Senta o eorago pedir o cos ?
Oh que a trra era pequeoa aus seus desejos...
Como dere respirar dos cos agora I
Chora, mas leiembra que um reflexo
D'aquella alma genlil que alm se ergueu
Transluz na face meiga da innocencia
Desses Qlhos, temos risos que repelen
Os labios que os dissertm em outros das !
Sirn chora t Mas no pranto acha consolo.
Que o consol do triste s tristeza l
(") Pi *le anno e nfio em 1858, como por
em mero engao do compositor Mra publicado.
Publicacoes a pedido.
ii iw-w-i^t-Mi
Leiubranca c consolo.
Ao bacharel Amaro .loaquim Fon-
seca ri'Albufi erque, em comiue-
moraco do dia 93 de novembro
de 1HO.
........ Ah piangi, aroico ;
Le lagrime son giuste. lo t'accompagno,
T'accompagoano i sassi. Or non li resta
Che plegar, come pi, la fronte milo
At decreti supremi
MetaslasioL'nol. des.
Nesle iramenso gyrar de inundas eras,
Um ponto apenas que veloz se apaga,
A vida se desprende e aos cos revSa
Qual perfume subtil que a flor exhala
UHegante no embalar de ardente sopro
as ondas que se esbatem, e as pet'las abre,
E logo desfolhando entrega as auras
Aroma que remonta s nuvens d ouro
E menos do que a flor parece a vida I
To depressa passar do ser ao nada....
Ser este o mysterio por ventura
O segredo do viver, viver to pouco? ^
Quando um raio d'esperanca nos illude
Esse rpido passar por sobre a trra
Bem pareco entretanto infiodo seculo
De gozo e de ventura I Entao scintilla
\o brlho fascinante astro engaoso
No sbito passar de luz I trevas !
Assim na rnargern s'inclinou do ocano
Urna flor que so fann stguindo brisa ;
Fulgi assim veloz brilhanle estrella
Que logo desmaiou oceulta em nuveas.
Recife, 23 de fevereira de 1861.
05CILLg*O DA BtRi.
Preamar a 1 h. 30' da Urde, altura 6, p.
Baixamtr a 7 h. 18' da ata***, altura 1,6 p.
Observatorio, du-arsenal de mariiba,22 de fe-
vereiro de Mil.
ararrLi.
tsente.
DEDICACAO A ILLM." E EXM.a S^. D.J. .
Gragas oh meu Deus que em meu peito
Fazeis palpitar do amor mais puro.
Meu triste coraco atribulado I
Gragas que o mais temo sentimento.
Que a vida torna to appelitosa
J o meu corogao fez abalar.
De desgostos mil senapre ferido,
Tendo a raorte n'alma horror a rila,
A existencia para mim se consuma
No mais acerbo e duro padecer :
Quando o destico meu se ameniza,
E o futuro me promelte bondadoso.
Um tnjo me appareee carinhoso,
Dando p'ra salvar-me mo beoigna.
De jubilo minh'alma se innundando.
Logo n'um momelo se esclarece,
O futuro tenebroso que encubra
De meu ser o porvir esperangoso.
Que mudanga to feliz e inesperada I
Qae afiVctos deleitosos experimenta
Meu peito sem poder articula-lo3 I
Permita o cu bondoso e compassivo,
Que tal ventura dure eternamente.
Recebando de J... amor cooslanle.
Villa do Cabo 20 de fevereiro de 1861.
C. R.
COMMEBCIO.
Praca do Recife 22 de fe-
vereiro de 186*1.
\s tres \ioras da tarde.
Cotacoes offlciaes.
Cambio sobre Londres 26 li-2 d. por 19, 90
das de vista.
Descont de letras10 e 12 0(0 ao anno.
Couros salgados seceos220 rs. por libra.
Frete de assucar ptra Liverpool 7/6 o 5 0^0
por tonelada.
Frete dealgodo de Macei1[2 d. e 5 0[0 para
lastro.
Leal SevePresidente.
Frederico Gumares secretario.
O Dr.- Anselmo Francisco Peretti, commeodador
da imperial ordena da Rosa e da Chrieto, o jeiz
de direito especial do coomercio, desta cidade
do Recife, capital da provincia de Pernambuco
e seu termo, por S. M. I. e C. uSr. D. Pedro
II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem e
deHe noUcia livereo que Joo Cardoso Ayres
por seu procurador me dirigi a pelicao do theor
seguinte : Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do com-
mercio. Diz Joo Cardoso Ayres, que deven-
do-lhes Antonio Raymundo de Mello a quantia
de rs. 1259360, importancia de urna letra venci-
da em primeiro de dezembro 1851, Lirio Lopes
Castello Branco a quantia de 96*850, lelra ven-
cida era fevereiro sete de 1842. Jos
sentaren namesma thesouraria oa teus titulo* no
prtzo de 30 das, a conlar da data detle, i atado
seren examinados e pagos ot que eetiverem se-
renes ; certos de que lindo este prazo cae serio
Hendidos.
S pea que cWue. ao conhecimento de lo4
se mandou afflxar o presente e publicar pe
Uiario.
k ^ecaita,ria,d* la*>ur"M P'orinciai de Pernam-
buco 22 de f7eteiro de 1861OaecieUrio,
A. F. d'Aonunciacao.
0fj!-nAoll0,,Io1Ermi"ondaa de Mello, olicial da
imperial ordem da Rosa ejuiz de paz do prU
T, *',?a? d0 Pero distrido d freguezu
do Sintissimo Sacrtmeoto do btirro de StiU
Antonio da cidade do Recite, provincia de Per-
nambuco em virtude da le etc.
Fago saber aos que a prsenle carta de edites
virem que por parte de Aolonio Ferreira da Sil-
"iMmV*-0-1 f,a a pellao d0 'heor seguale:
itim.br. juiz de paz do primeiro dietricto da
reguezi. de Santo A..lonio:-Diz Antonio Fe-
n"Ldr Si'r* "".I"6 i" fazer citar a Ber-
na do c.rdozo Moreir. 4 C, para por meios con-
ciliatorios pagarem ao supplicaole a quantia te
d2 importancia de fazendas que comprara ao
supplicanie, e eoio os supplicados se achei
sele de 1842, Jos Francisco
de Souza a quantia de reis 75*965, letra vencida fuS,mcar!,?.'..?" nao 8,bld- ',uer PP""
,... H.l,.'?8il!!iC,r,tt,.,an. Ponsso requer a V. S
r o su aplicante a justiflcs-Ia
erai 12 de abril 1843. e Tempett a quantia de reis i ..,?,,/
46,5742. de 2 letras vencidas em 16 de fevereiro I iustilicadlVaViV "..B.V,",,:.",7 JUS,1UC-'
e abril Hh ii7 ..;.. i.________a.u_:j t____jusuutada esta se passo caita de edilos Qm do
serem os supplicados citados por edilos para o
tlm requerido sob pena de revelia e os mesmos
* ,ro8 18,7.cojts letras e uns debitosji foram
em 1855 protestadas por se. acharem aureoles
em logares nao sabidos os devedores cima re-
feridas, equereodo evitar a prescrtpgo, vem
protestar contra esses devedores, de quera op-
poitunamente haver as referidas quantias escus
J"/* a' efTectivo embolso. Na forma do trtigo
4^3, g 3o, requer a V. Exc. digne-se de mandar
lomar por termo seu proleslo e justificar a con-
linuago da auzencia dos supplicados, sendo-
Ihes intimado dito protesto por editos. Pede a
". Exc. deferimento. Espera receber mcrc.
Hauoel Lula aa Velga, procurauur. E ir.ois ae
nao continha e nem outra alguma cousa se de-
clarava em dita pelico. que aqui est fielmente
copiada e transcripla", a qual sendo-me apresen-
lada, dei o profer o despacho que se segu.
Destribuldo, como requer. Recife 26 de dazera-
bro 1860.A. F. Perelti, Nada mais se conti-
nha em dito despacho aqui copiado e transcripto,
em observancia do qual fez-se a deslribnigo ao
escrivo Manoel de Carvalho Pats de Andrado,
que lavria o termo de protesto seguinte:
Termo de protesto.Aos viole a olo de de-
zembro 1860, nesta cidade do Recife de Per-
nambuco era meu cartorio veio o solicitador
Manoel Luiz da Veiga, procurador do supplican-
le Joo Cardoso Ayres, o perante mim e as tes-
temunbas inlra assigoadas disse, que nos ter-
mos de sua petigio relro, que fica sendo parte
da presente, proieslavj por lodo o cunteudo na
mesnia petigo expendido e de como assim o
disse e protestou, fiz o prezente, no qual se fir-
sereru conderanados na quantia pedida e
cusas. Pede a V. S. se digne deferir-lhe na for-
ma requerida.E R. Me0 procurador Mel-
quades Antonio do Almeida.
Na qual dei o despacho que se segu :
Como reiuer. Primeiro distrielo de Sanio An-
MellV fe'er e ill.-Epaminondas ds
Em virtude do d>al despacho Se procedeu a
inquirigao de testeruunhas que depozeram sob r
iuiaiueuio aos Samo E..nSclho. reapi-lio
ausencia incerla do lugar da.residencia de Ber-
nardo Carduzo Moreira & C. e sendo ludo au-
tnoado e preparado me foram os autos concluso
e Por mim hdos e neiles profer a senlenca do>
Iheorscguinle : *
Julgo por senteng'a o deduzido a rolhas pas-
sando a carta de edilos com o prazo da lei e pa-
gando o justificante as cusas.
Recife 19 de fevereiro de 1861.Antonio Epa-
minoudas de Mello. m "
E nada mais se continha em dita sentenga dada
nos autos por bem da qual se passou ao justill-
canle o presente edital com prazo de 30 das
pelo qu-l se chama e cita ao referido Bernardo.
Cardozo Moreira & C. para que dentro dos 30
das comparegam por si ou por seu bstanle pro-
curador para se proceder aos tormos de concilia-
1 gao na forma da petigo, a qualquer outra pas-
para que Ihe faga saber desla raesma citscao
I H niin nll. .:. A____ :_j_r._. ,*V .
u aquella solicitador com as mesmas teste- ? TtC ^ "" fl,,.e- Indere"- O porteiro
munhas. Eu Manoel de Carvalho Paes de An- i miu n..^11V* I""1."'' "," nos ,u"es
drade. escrivo o escrevi.Manoel Luiz da Vei- ;.f ,; 7,' desle dislncto e axar passado
ga.-Manoel Bento da Saude.-Fauslno Jos da nT ^....T-
Fonceca.-E mais se nao conlinha e nem outra i "u"^ pa neslS prime,r0 "Inclo da fre-
cousa alguma se declarara em dilo termo de 11"^'* ,:'""*" ?acr",Df1n' do ba'"<> de-
protesto aqui inserto, e dos respectivos autos de fete.-!.J 1? \J? K!.clfe 8.0S 19dlas do raez *
Alfandegra,
Rendimento do dia la 21. .305 2203081
dem do dia 22.......8736^489
313:9568570
Movirnento da alfandega.
Volumes entrados com fazendas..
com
Volumes

saneos
a
cam
cem
gneros..
fazendas..
gneros..
20
4n
145
-- 189
Exportacao.
Barca iogleza Toion of Liverpool, para Valpa-
riizo, carregou :
N. O. Bieber & C, 500 saceos com 3,000 ar-
robas de assucar.
Barca ingleza Tasso, para o Canal, carregou :
C J. Astley & C, 600 saceos cora 3,000 arro-
bas de assucar.
Birca iogleza Diana, para o Canal por Macei,
carregou :
N. O. Bieber & C, 850 saceos com 4,250 arro-
bas de assucar.
Brigue sueco Anna, para Slockolm, car-
regou :
N. 0 Bieber & C, 2770 couros com 86.477.
Barca portugueza Haria, para Lisboa, car-
regou :
Carvalho, Nogueira & C, 91 barris cora 3,528
medidas de me!.
Barca hespanhola Rosa, par o Rio da Prata,
carregou :
350 barricas com 2,718 arrobas e 27 libras de
assucar. Ara naga Hijo & C.
Bccebedoria de rendas Internan
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 21. 18:1523482
dem do dia 22.......3:743*521
protesto mu bem e verdaderamente via-se,
aue Droduzindo o supplicante as precisas pro-
va, ioram os autos competentemente sellados,
esubindo concluao, dei e profer a sentenga
do Iheor e forma que se seguem. A' vista da
inquirigo de folhas 4 e folhas 5, julgo provada
a auteucia dos justificados em lugares nao sa-
bidos, e por isso na
mado o protesto de folhas 2 v. por
los. passaudo-se a respectiva carta com o praso
de 30 das : pagas pelo justificante ns cusas.
Recife 9 de Janeiro de 1861.Anselmo Francisco-
Perelti,E mais se nao continha em dita minha
sentenga, que aqui est bem e fielmente trans-
cripta e copiada, em virtude da qual o escrivo,
que este subscreveu, fez passar o presente edital
com o praso de 30 das, pelo qual e seu theor
20 | chamo intimo e hei por intimados aos sobredi-
tos justificados auzent todo o conlcudo na petigo e termo do protesto
cima transcriptos. Pelo que toda e qualquer
pessoa, prenle, amigo ou condecido dos indi-
cados supplicados auzentes e justificados Ihes
poder fazer scientes do que aqu fica exposto; o
prseme seraQlxad oos lugares do coslume e
publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Rente capi-
tal da provincia de Pernambuco aosi do rnez
de Janeiro de 1861. Bu Manoel de Carvalho Pacs
de AndraJe, escrivo do juizo espocial do com-
mercio o Gz escrever.
Anselmo Francisco Perelti.
ereiro de 1861.E eu Joaquim da Silva Reg
rrivao que o subscreti.
esen
Amonio Epaminondas de Mello.
Ao seio 300 rs. Valha sem selo
Epaminondas de Mello.
E nada oais se continha em dilo edital que
bem e fielmente fiz extrahir em publica formad
.as 2V por meio de edi-1 ^m 9Z ^^ du"
Primeiro dlstncto da freguezia de Santo Anto-
nio do Recife 19 de fevereiro de 1861.Subscre-
vi e assignei em f
ex-causa.
vai a pr-
vida faga e
21:8963003
Consulado provincial.
Rendimento do dia la 21. 51:057*281
dem do dia 21.......3:1195847
57.1778123
Movirnento do porto.
J tristes l vo tres mezes
Que para o occaso descio
O astro que tantas rezes
Como eterno refulga I
Era a flor quo n'esse instante
Tu sentas delirante
Desfiilhar-se e fenecer....
Era o perfume da rida
Que desea flor desprendida
Nos cos ia rescender l
Era a consorte que amaras
No extremo do sentimento
Era o ar que respiraras
as horas de mais alent 1
Ento riso, hoje tristeca-
Corao a vozdaattureza
Te persegues, vire mudo I...
To depreaaa o# awrrai...
Tu* eap'ranea se perdeo...
Parati perden-sn tde 1...
__
.....>
Navios saludos no dia 21.
Lisboa Brigue portuguez Bella Figueirense,
capito Jos Franeisco Lesst, carga assucar.
dem-Brigue portuguez Laia I//," capito An-
tonio Francisco Vieira, earga assucar.
Falmouth Brigue hollandez Gezien Getruida,
capito K Z. Schut, carga assucar.
Nao houveram entradas.
Navio entrado no di* 22.
Baha19 das, hiate nacional Santa Crnz, de
101 toneladas, capito Jos Victorino das Ne-
vos, equipagem 8, carga 600 barris com fari-
nha de trigo ; a C. C. da C. Moreira.
Navios sahidos no mesmo dia.
Araealyhiato nacional Exalago, capito Joao
Henrique de Almeida, carga varios gene-
ros.
Cearcter nacional Ernma. capito Joo
Aniones, da Silveira, cargo differentes gene-
ros.
Sanio e fuodiouno la mareo a barea ingleza War-
rior Queen. a espera do capito que adoe-
cra, para seguir seu distino.
Observando.
Fundiou oo lamaro ara brigue inglez, nao tere
coramunicago com a Ierra, e aparecer ao sul
duas embarcagOes.
a. a. te
B
a
o.
B I
j floras
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c
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A norte clirs, vento NEregualr at-2tioraa3K
'niontos qno rondn pin o terral brand.
O Illm. Sr. inspector da thesourara pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, de 9 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 7 de marco prximo
vindouro, perante a junta da fazeud da mesma
thesourara, se ha de arrematar a quem por me-
nos fuer, a obra do calgamenlo da ra do Impe-
rador, a parlir da porta do palacio da presidencia
at a praga do Cullegio inclusive, avahado em
86:542.
A arrematago ser feils ns forma da lei pro-
vincial numero 343 de 15 de Janeiro de 1654. e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerera a esli arremata
gao comparegam na sala d*s sessoes da mesm
junta, no dia cima declarado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara provincial de Per-
nambuco, 11 de fevereiro de 1861. O secre-
tario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematago.
t A obra ser principiada em dous mezes a
contar da data da arrematago e concluida no
prazo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a attender as
observages com ementes boa execucao da obra
fetae pelo engenheiro encarregado da sua flsea-
lisaca.
3." O pagamento ser devdido em qualro pres-
lages iguaes, correspondendo cada urna um
quarto do valor da obra constante do orgamenlo.
4.* Para se proceder ao pagamento ser a obra
avaliada em bragas quadradas, ftcando o arrema-
tante sugeilo pelo prego do orgamenlo ao aug-
mento da obra, seogoverno assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as obrigagoes coutidas no artigo 36
da lei n. 286, e nos mais artigos da mesma lei,
quo regula as arrematages.
Conforme. O secretario, A. F. da Aonun-
ciago.
O Illm. Sr. inspector da thesonraria provin-
cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 15 do corrente, faz pu-
blico que o concurso para os lugares de 2." es-
criturario da coniadoria da mesma thesourara
ter lugar no dia 18 de margo prximo vindouro,
devendo os pretendentes serem oxaminados na
grammatica da lingua nacional, escripturagao por
partidas dobradae, arithtaetica e suas applica-
ces, com especialidade a reduccao do moeda, pe-
sos e medidas, ao calculo de desconlo e juros sim-
ples e com postes ; sendo preferidos os que live-
rem boa lettra e souberem linguas* estrangeiras.
Os pretamieatos devero apreeentar seus roque-
rmenlos na mesma thesourara com certido em
que pro vem ser maiores de 20 annos.
E pira chegar ao conhecimento dos ioteressa-
dos se mandou afixar o presente e publicar pelo
Diario
Secretaria da thesourara provincial de Pernam-
buco, 16 de fevereiro de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesourara de fa-
zenda desta provincia, manda fazer publico, de
conformidad* com a ordesrcircolaT do Ihesouro
n. 8 de 25 de Janeiro ullimo, que no dio 1. de
abril prximo vindouro se far concurso nesta
theaouraria para preeochimento dos lugares de
prttlcaates da mesma. Os que pretenderse ser
adsaiitidos ao concurso devero apresentar neata
secretaria os seos requerimentos instruidos de
documentos que provem : 1. lerem 18 annos
completos dedsde ; 2. estarem litres de culpa
e pena ; ejJ.- terem bom com porta ment. Os
exames versara sobro, leltura, aaalyse gramma-
tical, orlhographia e arilhmelica al a theoria
das pawporgdes inclosiraorenie.
Secretaria -da theaouraria de Peroaaibaco 21 d
fevertdn'186t.O ofRciai maior,
Htnnet Mienededa^Ura^oata.
O Illm. Sr. inspector da theaouraria pro-
vraeial, cta cumprimento da ordem do Exea. Sr.
tpesatdtaao da. pNM>iaM.iaat>da coturidar me-
redores da repartigao das obra* publicas a apre-
de verdade o escrivo Joa-
quim da Silva llego.
Pela administrago do correio desla pro-
vincia se faz publico para ns convenientes, que
em virludedo disposto no artigo 138 do regula-
rnento geral dos correio3 de 21 de dezembro de
iKe srUgo9 ',0 decreto n. 785 de 15 de maio
de 1851, se proceder a consummo das cartas
exigientes nesta administrago, pertencentes ao
mez de Tevereiro de 1860, no dia 5 de margo pr-
ximo, as 11 horas da manha, na porta do mea-
mo correio, e a respectiva lisia se acha desde j
exposta aointeressados. Correio de Pernambuco
22 de fevereiro de 1861.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
A directora das obras militares tem de man-
dar caiar o quart-l do 9o batalhao de infamara :
as pessoas que se quizerem propor a tal servigo
comparegam na referida directora das 10 horas
da manha em diante dos dias 21, 22 e 23, afim
de apresentarem suas proposlas. Directora das-
obras militares de Pernambuco, 20 de fevereiro
de 1861.O amanuense, Joo Moateiro de An-
drude Malvina.
Curso commercial Pernambucano.
Lista dos alumnos matriculados no corrente
anno de 1861.
1 Francisco Belarmino dos Sanios Freilas, fi-
Ibo de Joaquim Leocadio de Freilas, 22 an-
nos ; Puruainbuco.
2 Custodio Moreira Dias.filho de Francisco Mo-
reira Dias, 24 annos ; dem.
3 Manoel Cardoso Ayres Jnior, fillio de Ma-
noel Cardoso Ayres. 19 aunos ; idem.
4 Jos Hollino da Silva Carvalho, fillio de Josa
da Silva Carvalho, 21 annos ; Cear.
5 Luiz Bernardo Cnslello Brancu da Rocha, fi-
Iho de Joaquim Jos Ferreira da Rocha, 20)
annos; Pernambuco.
6 Pedro Samuel Annes Jacome Pires, fllho da>
Dr. Antonio Annes Jacome Pires, 16 annos;
idem.
7 Joaquim Alves Pereira da Fonseca, fllho de
Antonio Jos Alves da Fonseca, 15 annos ;
idem.
8 Maximino da Silva Gusmo, filho de Antonio
da Silva Gusmao, 20 anuos ; idem.
9 Juvencio Temporal, lilhode FrauciscoGeral-
do Moreira Temporal, 25 annos ; idem.
10 Jos Joaquim de Miranda, lilho de Joaquim
Jos de Miranda, 20 annos ; idem.
11 Joo de Souza Marioho, filho de Antonio de
Souza l iriulio. 18 annos; idem.
Ionocencio Jos Pereira de Lyra, filho do
Jos Feliciano Pereira de Lyra, 18 annos ;
idem.
Miguel Fontoura de Souza Magalhes, filho
de Jos Francisco de Souxa Magalhes, 17
annos; idem.
Viriato Sergio de Moura Mallos, filho do
Francisco Sergio de Mallos. 18 annos ; idem.
Henrique Dias de Freilas, filho de Jos Poli-
carpo de Freilas, 20 annos ; idem.
Joaquim Jos Raimundo de Mendonga. filho
de Joaquim Bernardo de Mendonga, 35 an-
nos ; idem.
17 Alfonso Sergio do Moura Mattos, filho de
Francisco Sergio de Mattos, 18 annos ; dem.
18 Sidrouio Augusto de IlolUnda Soarcs, filho-
de Jos Machado Soares, 14 annos ; idem.
19 Carlos Jos Dias da Silva, filho de Germana.
Das da Silva, 19 annos ; dem.
20 Joo Landelino Dornellas Cmara, filho de
Mathias Dornellas Cmara, 21 annos ; idem.
21 Gustavo Olympio Ferreira Alvares, filho de
Vicente Ferreira Alvares, 21 annos ; Hio
Grande do Norte.
22 Joaquim Francisco Borges Uchda, filho de
Francisco de Paula Borges Lchoa. 2i annos;
Pernambuco.
23 Joaquim Jos Tarares Jnior, filho de Joa-
quim Jos Tarares. 16 annos; idem.
24 Jos Joaquim Borges Uchoa, filho de Fran-
cisco de Paula Borges Uchoa.
Joreniano Fernandes da Silva Manta, filho)
de Jos Fernandes da Silva Manta Jnior,
21 annos : idem.
Antonio Jos Aires de Carvalho, filho da
Francisco Jos Aires de Carvalho, 19 annos,
dem
27 Jos Candido da Silva Pessoa; filho de Cus-
todio Jos da Silva, 19 annos ; idem.
23 Ernesto Alves Pacheco, filho de Joo Pache-
co Alves, 17 annos ; idea.
29 Antonio Pedro Ferreira Lima, fllho de Ma-
noel Ferreira Lima, 18 annos ; Rio-Grande
do Norte.
Secretaria da inalrucgao pnblica de Pernambu-
co, 16 de fevereiro de 1861.
O secretario interino
Saloadtr Benriqu- de AHuquerque.
12
13
14
15
16
25
26
Oeciaraqoes.
Consulado provincial.
Pelamen do consulado provincial se faz .pu-
blico que do dta 1.* de fevereiro vindouro eoa
diante se principiara a contaros 30 dias uteis pa-


<*)
DIABIO DE PaUUUBMUCSO. SABBADO 23 DE jf$YKRIRO DE 184.

n pagamento a bocea do cofre dos seguintes im-
postos : 12 0(0 sobra as lojas a retalho, armaiens
de fazendas. Uberaas e casas de leilao ; 4 0|0
obre os armazens de recolher, botequia., hoteis,
casas de pasto, typographias, prensas de algedio,
cocheira, cavallaricas, e todos es man estatele-
cimentos em que houverem gneros eipo.tos
venda ; 2009 sobre casas de cambio, 50$ sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados em paiz ef trsngeiro e por casa de jogo de
bilhar ; e nem assim o imposto Abre carros, m-
nibus e carrosas, tanto do servido particular co-
mo de auguel. Msa do consulado provincial
28 de Janeiro de 186t.-Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes, e contratar os gneros para o ran-
cho da companhia dos menores do arsenal de
guerra, durante os mezes de margo e abril prxi-
mo viodouro:
Para o fabrico do fardamento do 8 batalhao
de infanlaria.
12 covados de oleado.
605 1/2 eovados de baeta verde.
64 varas de r-ord.o preto de retroz.
24 grosas de buloes pretos de osso.
Para provimeoto dos armazens do almoxarifado.
20 arrobas de cobre velho.
Para o rancho da companhia dos aprendizes me-
nores do arsenal de Guerra.
raes de 4 oncas, bolachas, assucar refinado,
caf em grao, rlia hysson, manteiga franceza, car-
ne verde, dita secca, farinha ae mandioca da Ier-
ra, arroz pilado do Maranh3o, toucioho de Lis-
boa, bacalho, azeite doce de Lisboa, vinagre de
Lisboa, feijo preto ou mulaliuho.
Quem quizer vender taes objectos, aprsenle as
anas propos-tae em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manna do dia 25 do
correte me?.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornetimenlo do arsenal de guerra, 18 de
fevereiro de 1861.
Vento Jos Lamenha Lins,
Orine! presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
NOVO BANCO
DE
Peroambuco,
COIPMflU PERNAMBICAIU
DB
Navegacacosleiraavapw
Parahiba, Rio Grande do Norte, As-
$u', Aracatv, Ceara' e Acaracu'.
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, sa-
hir para os portos do norte al ao Acaracu no
dia 7 de marco 5 horas da tarde. -
Recebe-se carga at ao dia 6 as 3 horas. Pas-
sageiros e dinheiro a frete at ao dia 7 s 2 ho-
ras.: escriptorio no Forle do Mallos n. 1.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegado costeira a vapor.
Pela gerencia se faz publico que d'ora em dien-
to os vapores da companhia pprnambucana sahi-
rao para os porlos do norte a 7 e 22, continuando
para os do sal a 5 e 20.
Para a Itahia segu em pouecs das a es-
cuna nacional Carila; para alguma carga quo
Ihe falta, trata-se com scu consignatario Fran-
cisco L. 0. Azevedo, na rua da Madre de Dos,
n. 12,
de Manoel Antonio dos Pastos Oliveiea
& C, dos trastes pertencentej a' le
rua Nonrn. 2*. a qual coDsisteem nf-
billas de Jacaranda', mogno, nogueira,
faa, guarda roupa, vestidos, camas
guarda louca, bids, lavatorios, secre-
tarias, cadeiras de bataneo, apparado-
rs, espelhos, marquezas, cabides,
quartinbeira, duas licas colxas, urna
mmensidade de cadeiras, mesa elastie
e outros objectos queestarSo patente no
acto do leilao.
Convidase aos amigos das pechinchas
quo aproveitem a occasiSo de reforma
rem os seus trastes com pouco dinheiro
que sempre nSo apparece destas pe-
chinchas, para commodidade de alguns
senhores principiara' o leilao as 10 ho-
ras do da.
Avisos diversos.
Para
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar as notas de 10$ e 20# que
havia emittido e anda existem em cir-
culacao, prevenindo de que conforme
o decreto n. 2,664 de 10 de outubro
uitimo e dccisao do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituicao s continua sem pre
juizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marco prximo vindouro, pois
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressivo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 par cento.no se-
gundo, de 30 por cento no terceiro e
assim iuccessivamente at ficar no dci-
mo mez e d'ahi por diante sem raais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861. Os directores gerentes, Lulz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deiros Reg.
Tribunal do coimnereio.
Tela secretaria do tribunal do commercio se
faz constar vem ser rubricados no mesmo tribunal, devem
vir acompinhados da -respectiva importancia, a
qual derei ser entregue na mesraa secretaria', e
que esto parausados por falla de pagamento e
proinptns e por pagar os seguintes livros :
Parausados por falta de pagamentos.
Copiador de Francisco da Rocha Passos Lins.
Diario dj mesmo,
Diario de Jos Ribeiro da Cunha Guimares.
Biario de Siqueira & Silva,
opiador dos mesmos.
Promptos e por pagar.
Diario de Fernandas 4 Feliciano.
Copiador de Pomingos Francisco Ramalho.
Copiador de Antonio Jos de Castro.
Entradas e sahidas do Trapiche Novo.
Copiador de Lourenco Luiz das Neves.
Diario do mesmo:
Secretaria 22 de fevereiro de 8oI.Julio Gui-
znaraes, ofTiciAl-maier.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio
Antonio desla ridado se acham embargados em
urna cocheira Ues cavallos do differentes cores,
tendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
cerem a urna s fazenda, e com indicios de se-
ren do servico de engenho, por desconflanca'e
indicios de serem furtados, visto terem sido ali
recolhidos por dous homens do mato desconhe-
cidos, e depois apparecerem outros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostas
entro clles : quem, porlanto, se julgar com di-
reiio a ditos cavallos, compjrega nesle juizo mu-
nido de suas prova*, que Ihe sero entregues.
Recife 22 de fevereiro de 1861.
Carneiro.
Capitana do Porto.
De ordera do Sr. chefe de diviso e capilo do
porto sao convidados os senhores pilotos de carta,
em licenea do sola-piloto, para comparecerem
na r,11'ilinia e serem alistados, para conhecer-se
a falta allegada pelos donos ou consignatarios
das embarcacoes de oOkiaes com as habilita-oes
precisas. Capitana do porto 23 de fevereiro de
1861.Jos Avelino Silva Jacques, 1. leuenle
ajudante.
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue escuna Jovem
Arlhur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para u
resto que Ihe falta, trala-se com 03 seus consig-
natarios Azevedo alendes, no seu escriptorio
rua da Cruz n. 1.
IPMA
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tero parte de sua carga prompta : para o resto
que Ihe falta, trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, rua da
Cruz n. 1.
Deseja-
de con-
Para o Para em direitura.
* O palhabole Garibaldi, segu nesles dias por
ter engajado parle do seu carregamento a tra-
tar coro Tasso Irmos ou com o capilo Custodio
os Viann.
. Para o Rio de Janeiro sahe com loda bre-
v.dade a linda e veleira barca nacional Iris]:
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signnos na rua do Trapiche n. 6.
Leiles.
LEILAO
DE
MOV
Sahio hootem s 5 horas da tarde, como es-
lava annuncisdo o vapor /guarass da Compa-
nhia Pernambucaua, pela primeira vez, depois
que mellen o novo terno de caldeiras, que por
encommeoda se fez em Inglaterra, em urna das
melhores officioas d'alli; coo.^ta-nos que melho-
ramenlosseiotroduziram tambem no seu machi-
nismo, que habilitarao o navio com roelhor mar-
cha, reduzindo o consumo do carvo.
mos-lhe o melhorsuccesso.
Hojedeve acommissao de exame
tasapresenlar o sen parecer em assembla geral
de accionistas da Companhia Pernambucana, que
deve reunir-se ao meio dia no edicio da asso-
tlacao commercial.
Escriptorio de advocada
NA
IB fflMW.
O bacharel Jos Antonio oe Magalhes Basto
com escriptorio de advocaoia na rua da Boa-Vis
la, casa junto a do Sr. Tilra, se encarregf
promover qualquer cobranga civel e commercial
em iDda a provincia das Alagow, esmerando-se
em bem servir aos seus constiluinles, para o que
apenas pedir mdica recompensa. Os senhores
negociantes de Pernambuco poderao mandar suas
ordeus por intermedio dos Srs. Bastos & Irmos
rua do Trapiche, e Joao de Siqueira Ferro, ru
do Crespo, ou enlo directamente para Maceino
tugar cima indicado.
Aluga-se a loja do sobrado n. 3, sito ao
norte da fabrica do gaz e a beira do rio, conlendo
salas, 3 quartos, quintal, cacimba, estando
cejada e pintada de novo, e (Ira junto ao banho
salgado : a tratar com o Sr. Valcnca no mesmo
sobrado.
Um mogo portuguez, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algumas hoias
neilas se oiTereca para alguma escripturaco :
auem precisar, deixe carta fechada nesla typo-
Kiaphia sob as inicises I. A.
T Pre.ci8a_8e de uma ama forra ou escrava que
saibacozinhar e engommar, para urna pequea
ramilla : oa rua da Senzala Veiha n. 106.
Jos Antonio Gomes Jnior,
autor do compedio Regras de escripturaco
mercantiladoptado no curso commercial per-
nambucano, faz publico que os poucos exempla-
res que restara esto venda junto do arco de
santo Aotonio, livraria econmica, e defronte do
hospital militar, rua do Destino n. 3. o preco nao
s contina sem elteraco, isto 9 brochura e
iu> o encadernado, mas tambera os compradores
receberao gratuitamente umexemplar (em quan-
to estes se u3o acabaren)) da aunotacao dos arli-
gos do nosso cdigo commercial, publicaro do
mesmo autor, e de muita utilidade para quem
tem de tratar a respeito ao mesmo c odigo.
Obactarel WITRUV10 pde ser
proenradt oa roa Nava a. 23,rimeiro
andar, H sobrad* da esqoiaa que valla
para a Canboa d Carta.
Precisa-se alugar um negro ou
um muleque para o servio^ externo de
urna casa de pequea familia : na rua
Nova de Santa Rita n. 47.
MUITA ATTENCAO.
Arreuda-se no lugar da Ibura, um famoso si-
llo denominado Allemao, com muito boas trras
e grandes terrenos, tendo de fundo 2380 palmos
e de frento 4,000 palmos, conlendo tambera ar-
voredos.comosejam : coqueiros, rajueiros. man-
gueira. e outras muitas fructeiras, assim como
iras terrenos de matas pertencentes ao mesmo
sino cacimbas. Zumb e Descanco : quem o pre-
tender dinja-se a rus Direita, loja de alfaiale n.
v, que se far todo negocio.
&M,
Na rua dos Prazeres n. 18, precisa-se de ums
ama para casa de pouca familia.
ASSOCIAfjO POPULAR
DB
Soccorros Mutuos.
O conselho administratiro desla associaco, de
cODtormidade com o 5 do art. 36 dos respectivos
?.. ?' conToca reoniao extraordinaria da
assembla geral da mesma para o di* 24 do cor-
rente, pelas 10 tjl horas da maohia, devendo
comparecer a ella unto os socios que esto em
aja como os que nao estiverem, por isso que o
objecto da presente convocado tem relacio rom
o artigo 109 dos respectivos estatutos, em vista
ao qual todos os socios esto habilitados a azer
numero.
m.S i'o 5 d? ^^'Co Popular de Soccorros
Mutuos 19 de fevereiro de 1861.
Angelo Jos Themoteo,
Director.
Joo Francisco Marques.
1.* secretario.
Antonio Macario de Asis,
2." secretario interino.
M. Jordn, capilo do patacho americano
Aona D. Jordn, arribado a este porto por tor-
ca maior. precisa cerca de 8,000 pesos para oc-
correr asdespezas feitas neste portd : os pieten-
dentes dirijara-se a ruado Trapiche n. 8.
M. Jordn, capilo do patacho americano
canal D. Jordn, nao se responsabilisa por
qualquer divida contrahida por seus marinheiros.
Recifo 19 de fevereiro de 1861.
Philasaphia, de geagrapaia c rhetarica
** v!HLIS,,E$ aaiDf wa.
rrotessor de geographia
e historia antiga no gymnatio deta.
provincia.
Esli abertos estes cursos na casa da residen-
cia do annuncianle, rua do Imperador n 37 se
gundo andar ; e dar-se-ha lugar a novs cursos
destas mesmas disciplinas, a proporco que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de eo-
graphia coroprehende ;
1. o estudo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do-
Brasil.
A classe de rhetoriea est dividida em
secces:
! de rethorica em geral.
2. de potica e analyse dos classicos.
duas
Allenco.
Joo Jos
f
i
Pianos
Avisos martimos.
Rio de Janetro
Oveleiroe bem conhecido patacho nacional
Beberibe, pretende seguir com muita brevidade
tem parte de seu carregamento prompto para o
resto que Ihe falla trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo 4 Mendes, no scu escriptorio
rua da Cruz n. 1.
Para Lisboa segu com muita brevidade o
patacho portuguez Jareo, recebe carga a frete
e passageiros, para o que trata-se com seus con-
signatarios Amorira Irmos na rua da Cruz n. 3
ou cora o capilo J M. Coelho Sobrinho, na pra-
a do commercio.
Para o Aracaty,
o hiate Gretido segu por estes dias ; para o
resto da carga o passageiros, trata-se com Perei-
ra Valente, rua do Codorniz n. 5, no Forte do
Mallos.
Para o Cear,
sahe o hiate Camsragibe por ji ter parte de seu
carregamento : para o resto e passageiros. tra-
la-se na rua do Vigario n. 5.
Maranho.
Segu oestes dias o hiate Santo Amaro ; pa-
ro o resto da carga, Irata-se com Cselano Cyriaco
da c. M. Para Lisboa
em poucos dias
t sshira multo releira barca Maris, wr ter
quasi completo o ., carreg.uwolo "rictras-
to passageiros trata-se m Carvalbb NoaneT
ra A C. oa rua do Vig.rio n. primeo .5dlr
oo com o espillo na praju* '
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se retira para ora da
cidade, ara' leilao de todos os seus mo-
vis, cousistindo em mobilia de Jacaran-
da* de apurado gosto, aparadores, mesa
elstica, cadeiras de diversas qualidades,
quadroscom inissim&s pinturas e mui-
tos artigos que desnecessario enume
rar, tornase recominendavel urna ex-
cellente machina de costura : terca-fei-
ra 26 do corrente na rua da Aurora es-
quina do aterro da Boa-Vista n. 62 fer-
ceiro andar, as 11 horas em ponto
LEILAO
DE
Urna taberna.
Segunda feira 25 do corrente.
Antonio Pereira Vianoa com autorisago de
seus credores e por ioterveoco do agente Costa i
Carvalho far leilao dos gneros, armaco e mais
pertences da sua taberna sita na rua de Horlas
o. 39, englobado ou a retalho, u vontade dos
compradoras : segunda-feira 25 do correnle, s
11 horas em ponto:
Transferencia
Saunders Brothers & C. tem para vender em
en armazem, na praca do Corpo Santn. 11,
Iguns pianos do ultimo gosto recentimente
negados dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito oroprioDara este clima
Pcnles de tartaruga lu-
peratriz 8>.
Enfeites de vidrilho a 3JO0O reis luvas de
trocal com vidrilho a lft500 res, e um grande
sortimento de fitas largas de sarja, mais barato
do quo em outra parte. Na loja do Vapor na
vua Nova n. 7.
3Roa estreita do Kosario-3
Francisco Pinto Uzorio continua a col- Z
locar denles artificiaes lano por meio de S
molas como pela presso do ar, nao re- i
cebe paga alguma sem que as obras nao m
fiquera a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparacoes as mais acreditadas &
para couservaco da bocea.
Agencia de passaporte e folha
trrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fra no imperio por commodo preco e
presteza : na rua da Praia. primeiro andar n 47
Os Srs. Jos Cesaiio de Souza Pereira Pe-
dro Jos Cardoso da Silva e Jos Jaciniho Borges
queiram anuunciar aonde residen, que se lhes
deseja fallar:
Aluga-se o segundo andar e sotao de urna
casa sita oa rua da Praia de Santa Rita n 25
cora encllenles accomroodacoes : a tratar na ru
da Cidea n. 62, seguudo andar.
1F. W. Gulst vai a Baha.
toabaixo assignado faz publico que o Sr
lino Manoel de Albuquerque deixou de ser
xeiro pela seguoda vez desde o dia 17 do
Recife 21 de fevereiro de 1861.
Luiz Antonio dos Santos Pereira.
a juros sob penhores 30tr : na rua
no segundo andar, se dir quem
COMPAUlll DA YIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.'
(LIMITADO.)
M ai.
Para maior commodidade dos senhores de en-
genho a companhia estabeleceu um novo arma-|
zem na Escda no lugar denominado At.ilaia do
oulroladodo riolpojuca, o qual eslar aberto '
para o recebirnento do assucar, gneros etc., ele .r
quarta-feira 20 de fevereiro em diaote.
Assignado-E. H. Braman,
Superintendente.
de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimeoto de fazendas Anas da rua do Cres-
po n. J, que foi de Siqueira 4 Pereira. avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
nua a vender fazendas de muito goslo, bem como
obras de ouro e brilhantes. ludo por menos de
seu valor para liquidar.
A^J^"*ni'Xat rapaz br,e'ro de boa con-
ducta da qual d Dador; paracaixeirode cobranca
do qualquer casa estrangeira ou nacional quem
quizer utiiizar-se do seu prestimo annuncie por
esla folha para ser procurado.
O Dr. Casanova

de
Land
seu c
corre.
le.
Direita\o.S9
osd.
Olescrivo
ba-mar
convida
da irmandade de S. Jos de Ri-
por parte da mesa regedora da mesma,
,a lodos os respectivos irmos para se
reunire i em mesa geral no consistorio da refo-
nda irn aodade, domingo 24 do corrente, afim de
se loma Anal deliberaco acerca das obras pro-
jecladag e resolver sobre outros negocios de in-
declinai el necessidade. Consistorio da irmanda-
?2a S ,,os de RiD-mr 21 de fevereiro de
lool. Joao Erangelista Soares de Brito. es-
crivao. '
, Pecisa-se de urna ama para casa de pouca
familia t a tratar na rua da Senzala Velha n. 80
ou na rpa da Cadeia n. 45.
TKAVESSA DOS PIRES
M. J. Leite, declara que cons-
tituio seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gomes Leal, paia
promover a cobranca de suas di-
vidas passtvis.
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopaikico
30Rua das Cfuzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (aslintiins) por Ca-
tellan e Weber.por precos razosveis.
03 elementos de homeopathia obra re-
commendada intelligencia de*qualouer
B pessoa. n M
j O bacharel A. R. de Torres Bmdeira mn-
f i.r. ,ULre,SldeDC,!l da "> "o Rosario n 28
' P> a do Imperador n. 37. segundo andar, onde
, contmua no exerc.cio de sua proflsssSo de advo-
Perdeu-se urna pulseira de cornalina en-
castoada em ouro, da rua do Brum al a da An-
rora : quem a liver achado, digne-se leva-la
rua do Brum, armazem n. 58, que se gratificar
generosamente.
Carros e varios ob-
jectos para os mesmos.
Sabbado 23 do corrente.
Costa Carvalho nao podeodo effectuar o leilao
annunciado para 21 do eorrente o transferio para
sabbado 23 do correle sll horas em ponto, na
rua da Imperatriz n. 19, os quaes sero entre-
gues sem reserva de preco.
Conliuafao do leilao
Terca-feira 26 do corrente.
NA
Rua Novan. 24
AO CORRER DO MARTELLO.
PELO AGENTE
O agente cima ara* leilao por auto-
riacao dot administradores da mm
Lujailolcao de praia.
Vndese estampas com o retrato de S. M. F.
o Sr. D. Pedro V e D. Estephania a 1*000 cadaj
urna, ditas de Napoleo, principe Alberto, D. Eu-
genia, raioha Victoria a 1;280 cada um, franja
preta de vidrilho a 800. 19 e 1;280 a vara, ditas
sem vidrilha a 560 a vara, como tambera rozetas
pretas, pulceiras, alunetes para peilo. galao pa-
ra vestidos e Otas pretas de velludo e outros
muiios'objecios que se vendero por barato pre-
go e assim como trocam-se imageBsde Santo An-
tonio e Conceico a i urna : rua do Rosario-lar-
gar n. 36 luja do miudezas.
Precisa-se de um bolieiro e igualmente que
sirva de criado: na rua Direita n. 66.
Thomaz Teixeira Bastos vai a Europa tratar
de sua saude, deixa com procurarlo na geren-
cia de sua casa commercial. seu mano Manoel
Davino das Naves Teixeira Bastos.
Pagase vendagem a duas ou tres pretas
que quizerem vender calcado, dando fiador a sua
conducta ; a tratar na rua do Livramento, loja
numero 27. '
Alugam-se duss casas no lugar denomina-
do Sant Auna de Dentro, tendo conmodos sufi-
cientes para grande familia, tendo banho perto
da casa ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
- Precsa se fallar ao Sr. Bazilio
Baptista Furtado, nesta typogr^phia.
EU PEQO ATTEENgAO' A ESTE CU-
RATIVO .
Grande nflamacao no tero, acompa-
nbada de urna hemorragia e dores
agudas.
Atiesto que, tendo sido accommellida
consorte de urna grande inflamaco de
acompanhada de urna hemorragia, com
nundas e agudis dores, neste soffriraento
porespaco de 45dias sem que tivesse urna me-
mora radical, obtendo nesle periodo mehoras
apparentes, nao obstante ser tratada por dous
habis mdicos ; e tendo-se-me aQancado que a
molestia era bastante grave, e que s no fim de
dous ou tres mezes poderia declinar a mesma
recorr ao Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na'
rua do Parto n. 119 ; este applicou as suas cha-
pas medtcinaes, e com ellas no ffm de 13 dias
desappareceram a hemorragia e as dores agudas
e no curto espaco de 30 dias flcou inteiramente
boa da dita inflamaco do tero.
O que tudo verdade, e em gratido ao dito
Sr. Ricardo Kirk Ihe paseo a presente alteslacao
para ser conhecida publicamente. '
Custodio Luiz Torres.
Largo da Lapa n. 50. Rio de Janeiro.
Recoobecida verdadeira a assignatura supra
pelo tabellio Pedro Jos de Castro.
Quem precisar de urna ama para casa de
pequea familia ou homem solteiro, dirija-se ao
primeiro aadar do sobrado do neceo de S. Pedro
ue volta p ara a rus do Pogo.
Quarta-feira de cinza a tarde perdeu-se urna
pulseira de conchas, ouro de lei, que Irazia urna
menina, a qual sahio da rua de Santa Bita pela
calcada do boeote, e seguio pelas do largo da Ri-
Deira lado do sul, muro da Penh, travessa da
rua Direile, at a casa n. 18 desla rua. onde se
leu com a perda : quem levar dita pulseira i li-
vrana universal, rua do Imperador o. 54 ser
gratificado, alea de fe Ihe flcax oMfide/1
JOSEPII GROSJEAY
Joseph Grosjean previne ao respeilavel pu-
blico e em particular os seus freguezes, que ten-
do voltado de Franca, tomou novamenle conta
da sua offlclna de ferreiro, sita na travessa dos
tires, e que se acha prompto para qualquer con-
cert de seu offlcio : as pessoas que quizerem
honra-lo com sua conflanca, acharo o seu esta-
belecimentoaliuito bem sonido de ferros do toda
quahdade para os carros, e tambem um bonitu
sorlimento de
Lauternas para carros.
Couros e vaquetas de lustre.
e outros ornamentos necessarios para carros, tu-
do de superior qualidade, e mais barato do' que
em qualquer oulra parte, por ter sido todos es-
ses objectos comprados a dinheiro vista, em
casa dos melhores fabricantes de Paris.
Precisa -se de urna ama forra ou captiva pa-
ra todo o servigo de urna casa de familia : na
rua do Imperador n. 37, segundo andar.
COMPANHIA DA VfA FRREA
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeilavel publico que do dia !
de fevereiro at oulro aviso o irem ..
estacan das Cinco Pona. Vi!" C^^J"
; as sa 5=rs;atj? i &?&
n-U9th?ra d" Pa"'da d03 ,reD "O
. pela tabella seguinte :
reguladas
Aviso.
cai-
cai-
minha
tero,
conli-
passou
Aos devedores da massa de
Jos Luiz Pereira Jnior.
Sao avisados para dentro de 10 dias
virem a tua do Queimado n. 75 a' loja
de Fajozes Jnior ou se terem com o
Sr Demeterio Hermilo da Costa caixei-
ro que oi do fallido para pagarem o
que devem a dita massa e cquelles que
nSo comparecerem serao chamados pe-
los nomes por extenso por este Diario.
Julio & Conrado.
Rua do Queimado n. 48.
Participm ao. seu. numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu mestre al-
faiale que roandaram contratar sm Paris,
acbam-se promptos a mandarera ejecu-
tar toda e qualquer obra tendeoie a al-
feBte, assim como tem em seu estabele-
cimento grande sortimenlo de tudo quan-
to se desejar, para qualquer da. esta-
cos nao s de fazendas como diversos
artigos de luzo, continuando o mesmo
mestre a receber por lodos os vapores fi-
gulinos para melhor poderem servir ao
respeilavel publico a quem pedem de vi-
rem visitar o seu estabelecimento que
encontraro aquillo que deaejarem.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desla e de outras provincias, que mu-
deu o seu estabelecimento de fazendas que tinba
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja e armazem quefoidos Srs. Santos & Rolim.
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
rua do Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, e roa
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
AUencao.
OTerece-se um meco estrangeiro para dar ti-
cosa de linguas franceza e italiana em algum en-
genho : a tratar na rua do Trapiche n. 15.
Alaga-se a loja do sobrad da rua das Cru-
zas n. 18 : a tratar ao atino sbralo.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo receido um sortimento de
xinhas novas
Tendo receido um sortimento de
xinhas novas
Tondo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo receido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desej'arem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharSo o abaixo assignado
sempre prompto sob condires muito
razoaveis.
Os cavallieirose sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
o
a
O 5 a m -g-c g
3
c ._ o -c rz.
Na rua Nova n. 32, precisa-se de urna senho-
ra qtie saiba cortar vestidos para ajudar a oulra
e conlinua-se a fazer vestidos da ultima moda e
outros muilos objectos de goslo.
7- Aluga-ae um sitio na Soledade, estrada de
Joio Fernandos Vieira : a tratar no caes de A-
pollo d. 17, primeiro andar.
Consulado de Franca.
Diversos devedores do hotel inglez, ommissos
de se conformar o convite que o cnsul de Fran-
ca linha lhes dirigido por este Diario, de virem
saldar suas cuntas, do dia 6 a 16 do correnle, 00
dito consulado, vem de novo avisa-los que se at
o dia 28 deste mez elles persistirem a nao se
.presentaren), que elle ser obrlgado.bem contra
sua vontade, a mandar publicar o. seu. nome.
e usar contra elle, des meioa que a lei do paiz
Ihe facultam. O consulado acha-se aberto das
10 horas da manha .3di tarde.
Pernambuco 16 de fevereiro de 1861.
Arrenda-sa escolente propriedade da
Barra de Serinhiem, com muilos ps de coquei-
ros, e avultada somma de foros : a tratar na rua
do Hospicio o. 17.
.5" 8 *
J3
9
i -J
S. a
MiMiUm
Assignado-B. B. Bramah,
Superintendente.
A pessoa que pretender comprar a aro.cio
que existe em orna loja na roa Direita n. 71, nao
reahse a compra da mesma sem se entender na
loja de fazendas na mesma roa o. 55.
, Aluga-se a eu terrea por detras da nu-
triz da Boajrist^, 14 : traUr na roa da Flo-
rentina o. 32.


UAUO DI ttINAMIDCO. ABBADO 23 DE FEVEREIRO DI llfil.
0)

O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IFABBDLHA B) E)R. TOWWSEIIE)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
ehlmleo e medico celebre de New York
9m vVvl<
GRANDE SPERIOR1DADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi. miracnloso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende direciamente do estado deste fluido VI-
TAL. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lera na ECONOMA ANIMAL.
A quantidade do sangue n'ura homem d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas one,ss sahem do coracao nos bofes
e Jalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qatro minutos. Urna dis-
posifio extensiva lem sido formada e destinada
com adruiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esla corbknte de vid-a por todas as
partes da organisacjio. Deste modo corre sern-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com velocidade ELEcnucv a corrupgo as
mais remolas e nials pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para disnte pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulaeao:evilentamente se faz um engenho
PODEROSO de doenc,a. Nao obstante pola tam-
ben) obrar com igual poder nacriago de saude.
Eslivesseocorpo infeccionado da doenra maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue ple fazer-se puro e sandavel ficar superior
a doenca e inevilavelmente expellir da consti-
luigo.
O grande manancial de doenca enlo como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhura medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direilo ao cuidado do publico.
O sangue O SAtiftUE 1 o poni no qual
se ha mysier fxar a aliento.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
New-York, ha vemos vendido durante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramolo ter o extracto original e
genuino da salsa parrilha do Dr. Townsead.
O qual primeiramente sob este nome foi
apresentadoao publico.
BOYD d PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD di Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.ROBINS & Co, 134W ater Street
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMA.N, 69 Water Street.
MARM3 & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcber Street.
OLCOTT, M RFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. SCHIEFFELIN, BROTHEB & Co, H6&
106 Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAYILAND,KEESE& Co, 80Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor. ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & COlOTYVatr
Slreat.
POU & PALAiNCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot. OsEffeitos do azod-
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SU AS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos
O extracto composto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO'.!
Adata-se to maravillosamente a constituirlo
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB LID A DE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODR DO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que lao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washington), Brooklym,sob a inspecco directa
do muio cooheeido cbimico e medico Dr. James
R. Chilton, da cidadejie New-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande pnrilicador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHerysipela,
a adstriccaodo vbn-
TRE,
As Alporcas
Nos, os Asignantes, Droguista na cidade de, Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Co. 214 Futon Street.
INGERSOLL&BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, COBLIES & CLAY, 2l8Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
GUE,
Dispepsia,
as d0encas,defiga-
DO,
A Hydropesia.
A Impingb
As Ulceras,
O RUEUMATISMO,
As Chacas
A Debilidade geral
As Doencasdepellb
As Borrclhasna ca-
ra.
As Tosses,
Townsend
tem assignatura e
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Ex trato acha-se comido era garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte e melhor em
todo o respeito a algum outro puricador do
sangue, conserva-je em lodos os climas por cor-
to espado de lem po.
a certidao do Dr. J. R. Chliiton, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, I. andar, lam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
SPS&S3(33 a;
1C000
15*000
85OOO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos..........
30 candes para os ditos banhos tomados em qualquer lempo.
15 Dilos dito dito dito ....
7 ....
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precos anunciados.
Esta reducco de precos facilitar ao respeilavel publico o gozo das vantagens que resultam
da frequencia de um estabelecimenlo de urna uiilidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nossos hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada :
Acham-se Yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhrnhas impressas rresla
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
. i bispado de Parna abuce. .....'. 160 n*
Dita de alqibeira contando alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicacao das fesias mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos imposios geraes, provincia es e municipaes, ao
que se juntou urna colleeeao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten i ment da moeidade. 320 rs.
Dita dita .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
caejio das festas mu lavis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provineiaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e coaungar, e os officios que a
igreja costuma celebrar desde domingos -de Ramos, at
sexla-eira da Paixo, (em portuguez). preco..... 320 rs.
Dita do altianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prec.o de:....... lSOOO
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos comnierciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
CONSULTORIO
* ILDIB M
HEDICO PARTE I RO E OPERADOR.
3 RA DA OLOMIA, CASA 1IO fUIlD O 3
ClinVca por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas lodos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidade, comopara o engenhos
u outras propriedades ruraes.
O* chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hera do dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casada annuncianleavhar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopalhicos j bora conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos................. 205000
Dita de 48 dito.................. 257000
Dita de 60 ditos................ 309000
Tubos avulsos cada um.........i 19000
Frascos de tinturas. : j............2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc. .......209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 69004
IiOTIRIi
O abaixo assignado tendo sido pelo Exm. Sr
presidente da provincia nomeado thesoureiro das
loteras, e desojando eftlcazmeDle rrstabetecer o
crdito que deve ter urna instituido lao til s
obrts pias e mais bencOciados, desde j alianza
ao respeilavel publico que o s^u principal lim ,
satisfaze-lo bem, geraulindo-lhe como de seu
dever a mais decidida homadpz e fidelidade na
extrareo das loteras e promptidao nos paga-
mentos das sortea; roga poisa sua valiosa coad-
juvagao na compra dos bilhete?.
A primeira lotera a beneficio da igreja de
Santa Rila de Cassia, cujos bilhetes estao a
A vOO venda do dia segunda-feira 18 do correntd em
dianle, eoi seu Ihesouraria na ra do Quemado
n. 12 primeiro andar na, e oas lujas comruistio-
nadas, na pra^a da ndependencia n. 22, do Sr.
Vieira, na ra da Cadeia do Recife n. 45 loja dos
senbores Porto firmaos, na ra da Imperatriz
(outr'ora aterro da Doa Vista) n. 2, loja do Sr.
Scbastio, e na ra Direita, botica d. 3 do Sr.
Chagas ; as rodas audarao no da quarta-feira 6
: de marco p. futuro, e se daraoas listas no dia
seguinle pela manha.
O niesiuo abaixo assignado pede encarecida-
mente aos Srs. que negociam com bilhetes de
loteras de outras provincias, o favor de nao con-
tinuaren), dando desde j suas terminantes or-
dens, nao s porque a le nao autorisa a venda
de taes bilhetes, mas tambera porque negocian-
do rom es da provincia tiraro iguil senlo me-
lhor resultado, alm de que concorreal desta for-
ma para o engrandecimento dos diversos esta-
belecimentos pos da provincia, mais beneficia-
dos e ao contrario Ihes eftaro fazeodo todo o
mal, espera pois que nao Ihe deom o desgosto de
na qualidade de thesoureiro das loterias fazer
reprimir semelhanle trafico.
Recife, 16 de fevereiro de 1861.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Abaixo vai transcripto o plano que o mesmo
Exm. Sr. presidente se digoou approvar para a
extracQo das loteras.
PLANO.
3000bilhetes a Mf.............. 30 O00000
Beneficio e sollo de 20 por cont. 6:0005000
CONSISTORIO ESPECIAL nOMEOPATHICO
DO DOl'TOR
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Sato Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias utes desde as 10 horas
at meio da, acerca das seguiutea molestias :
1. molestias das mu!Aeres, molestias das crian-
gas, molestias da pellt, molestias dos olhos, mo-
lestias stphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esvas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necesarias, in-
falliveis em seus efleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicar/lentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impreaso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pmho, medico brasileiro. 'Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assini marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ALLIANCE,
estabcecida em Londres
ftiR&u) m m.
CAPITAL
Cinco mYhoes de \Vbrus
sterWnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprielarios
de casas, e a quem maisconvier, queeslo ple-
namente autorijados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe Ira,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em noobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgo dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
denles artificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha soriida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prala, e querendo acabar
como negocio, est resollido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou iroca otiras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em oulra parle.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e Dipsnio de fora, que acha-se regendo a
grande ofcina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est promplo a
desempeohar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
timento.
-- Na Iravessa da m*
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
Ungir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Attenco.
*
As pessoas que liverem relogios para se con-
certar na ra Nova n. 2*2, e que tem mais de seis
mezes ; fajara o favor de vir busca-Ios no prazo
de 30 dias, sob pena de sen m vendidos para in-
demnisaco dos coucertos.
r W: S
Sot'iedade
DE
Banhos econmicos!
Na casa de banhos do pateo do
Carmo.
Neste estabelecimento (alem dos banhos j co-
Dhecidos) se fornecer d'ora em vanle, por maior
commodo do publicobanhos econmicossem
luxo, mas com toda a decencia e aos precos se-
guintes :
lbanhoavulso I ?ooVi
( moroo 4O rs.
7 cartees par. banhos [m^S r500.
30 banhos consecutivos fros ou momos 59.
H*a*l"in"f1 rairWi omj*A*m* ,vm loane
II M. J. Leite, ro^a a seus deve- S
5r dores que se dignen) mandar pa- ,
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Hanoel Gomes
Leal.
CASA
1

frecisa-se de um amasaador:" na ra Se-
zala Velha n. 84.
Aluga-ae um armazem ni roa do eaes de
Apollo, com bastantes commodos para qualquer
estabeUcimeDlo : a tratar no paleo de S. Pedro
ouaaero 6,
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
cole.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos que se achava
eslabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da meima maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso e
por conta de seus senhores, nao se poupando es-
forcos para que os mesmos aejam vendidos com
promptidao, afino de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, velhoa e mocos.
Ensino particular.
O abaixo assignado, professor particular do
piimeiras letras, lalim e fraocez, reside no ter-
ceiro andar do obrado n. 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicaco, prudencia e actividad*,
exerce sau magisterio, e cootina a admitlir al-
guna internos de pouca idade.
Jos Maa Machado de Figueiredo,
Liquido.
1 Premio de............10:000$
3 Ditos de 900)J........ 1700
1 Dito de................ 500$
3 Dilos de 200$........ 6005
6 Dilos de 10O........ 600g
14 Ditos de 40j}........ 560S
32 Ditos de 20........ 6(0
840 Ditos de 10ft........ 8:400
24:000$000
900 Premiados.
2100 Drancos.
---------24:000g000
3000 Bilhetes.
N. B. A sorte grande sugeita ao disconto
da lei.
Approvo, Palacio do governo de Pernambuco
16 do fevereiro .da 1861.AssignadoLeito da
Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edico da carlilha ou compendio de
doutrna christs, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abraoge tudo quanto
continha a antiga caililha do ebbado Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescentando-se muitas
oaces que aquellas nao linham ; modo de a-
conipaohar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos A boodade do papel e excellencra da
impresso, dio a esta edi;o da carUlha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praja da Indepen-
dencia.
Gama & Silva
estando em liquidaco de sua loja de faseodas,
cita na roa da Imperatriz n. 60, por meio deste
aonuncio avisam a todos os seua devedores por
conla e letras j vencidas, a virem pagar seus
dbitos no prazo de 80 dias, contado da data do
primeiro annuncio, Ando elle serio seus nomea
publicados neste jornal. Ricifa 16 da fevereiro
de 1861,
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de repajos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de Ibes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thoniaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo ( Silva,
compradores da loja dos Srs. Campos 4 Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aoa devodorea
desta P.rroa, que se dignem vir pagar suas contas,
on entenderem-se a respeito com os referidos
compradores; certos deque sero chamados a
juizo os que assiro nao Ozerem.
O bacharel Miguel Jos de Almeida Per-
nambuco Filho, tem aberto o seu escriptorio de
advocada na ra do Imperador, sobrado n. 75.
primeiro andar, onde pede ser procurado, das 9
horas da manha is 3 da tarde, para o que for
tendente a sua proflsso.
O Sr. Jos Cupertino dos Santos
Vieira ou Meira, queira apparecer na
praca da Independencia ns. 6 e 8, que
so lhe deseja fallar.
O padre Jos Lopes Dias de Carralho ha
pouco ebegado de Portugal, achapdo-se no livre
exercicio das funcedes do sen ministerio se offe-
rece ao respeltavel publico desta provincia para
as exrcer em qualquer capellana ; vai tambera
habilitar-se para o ensino de lingua latina pe-
rante a respeilavel directora de iostrucc.to pu-
blica, tambera se offerece as respeitavels corpu-
races desta capital para as funcedes em que se
baja de cantar o canlucho : qnem precisar quei-
ra dirigir-te i roa do Crespo loja doa Srs. Maia
& Irmio n. 6 ou a de Joaquim da Silva Castro
numero.8.
Edificaces e compra de
terrenos.
O abaixo assignado convida os proprielarios
queja lhe offereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos enlrarem na sociedade na qua-
lidade de pora mandlanos, a apresentar-lhe os
planos, conl'rontares, siluaces e avaluarles dos
respectivos terrenos acompanhados de urna car-
ta pedindo a sua adraissao como socios comman-
dilarios da referida sociedade.
A correspondencia devera ser-lhe dirigida
ra do Crespo n. 4 loja. Pernambuco 6 de feve-
reiro de 1861.
F. M. Dupral.
Attenco.
Candido Pereira Monteiro tendo comprado ao
Sr. Joaquim Jos de Paiva c seu estabelecimento
da ra do Imperador faz sciente a seus ami-
gos e a todos os freguezes quo do mesmo ausen-
laram-se pela m direceo da casa, queiram ap-
parecer que enconlraro instaurado o botequim
intituladoCaf dos Arcos, hoje Imperial : es-
colenle caf, loda e qualquer bebida da melhor
qualidade, bons srvenles, buhares limpos, tacos
novos, aceio e ordem ; igualmente um salo Ilu-
minado a gaz, com 3 bancas para quem quizer
divertir o voltarete ; por isso pede ao respeita-
vel publico que queira o coadjuvar para melho-
ramonto de um nico divertimento que presente-
mente temos.
Precisa-se alugar urna escra va pa-
ra o servico de urna casa de familia : ua
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa prerisa-se de um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador o. 27 confronto a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achar com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da larde.
OSr. Jos Rodrigues de Souza,
tem urna carta do Maranhao, tirada do
correio por eogano, na lifraria da pra-
ca da Independencia n. e8.
Pede-se
dev"hha0greiV'mq.,ik,nOd P'g" M t9750 1ue
oeve na seis me, de roupa eogommada.
;a,foSdo0Tenr;oP"y4.d' B'-?8U : "" D
i ,7n re,;,8a-se f>11" o Sr. Manoel de Souza
nL.e8d0.Jru.,0da'.DC8ruz;.f Cre'P'* l > ^
!7 Prec,M- fallar aoSr. Cielo da Costa Cam-
?... cSl;.0 CrMpo> ,oa d- da
a Europa!HertZ'80bdi, rancez' retira-se para.
SOCIEDADE
DAS
ARTES MECHAMOS E LIREMES
DE
PERNAMBUCO.
O lllm. Sr director manda fazer publico quo
terca-feira 26 do correte, as 7 horas da noile se
reunir a sociedade extraordinariamente.
Secretaria da sociedade das Artes Mechanices
e i iberaesde Pernambuco em 22 de fevereiro de
lava.
5imao de Souza Monteiro,
1." Secretario.
urna pessoa de maior e que d conhecimen-
to ae sua conduela, o(lerece-se para fazer a co-
branca de qualquer casa de negocio, com o or-
denado ou porcentagem que se ronvencionar :
na Iravessa da roa das Cruzes, ou becco do Pol
n. 4, se dir quem ou aonuncie.
Grande hotel Livramento.
O proprielrio do hotel Livramento, collocado
no principio da ra Direita n. 12, tem resolvido
a fazer a sua abertura domingo 24 do corrente,
as 4 horas da madrugada desse mesmo dia, aon-
de a bella rapazeada encontrar a deliciosa mo
de vacca, feita porum hbil professor de cozinha
e continuar nos mais domingos e dias santos, o
tambera haver o bello lancho e caf a qualquer
hora, e bebidas de todas as qualidades (excepto
nacionaet); (tarante-se a commodidade de preco
e grande aceio. O hotel ser devizado e contie-
ndo com nucripcao. (A fonie terrivel 11 caf e
lanche )
O abaixo assignado. sabendo agora que o
Sr. Luiz Emigdio Tenorio procura conliatar, ou
j est contralado a vender o seu engenho deno-
minado Soledade, silo na fregoexia do Senhor
Bom Jess de Camarsgibe, na provincia de Ala-
goas, apressa-se a declarar que ninguem se ar-
risque a fazer negocio a respeito de tal proprie-
dade, visto eslar ella hypothecada ao abaixo as-
siguado, que alias ainda nao foiouvido para dar
o seu consentimento. e como se acha estipulado
na respectiva escriplura. Approveilando o eosejo
declara mais o abaixo assignado que estar prom-
plo a fazer negocio relativamente a sea debito
com quem quer que pretenda comprar o referido
engenho, transferindo e cedendo-lhe a hypothe-
ca que sobre elle lem. Recife 22 de novenibro
de 1861. Joaquim RodriguesTavares de Mello.
George Rod, subdito hanoveriano, retira-
se para fra do imperio.
Precisa-se de urna ama : na ra Nova nu-
mero 5.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Terc.a-feira 26 do corrente, depois da au--
diencia do Sr. r. juiz dos orphos, sendo a ulti-
ma praca, arrematar so-ha urna parte do sobrado
de duus andares, sito no largo do Corpo Santo
n. 11, no valor de 1:500$, a requeriruto do tu-
tor dos menores Olhos do fallecido Miguel Anto-
nio da Costa e Silva, cuja arrematado por
venda.
No engenho Bento Velho, era Santo Ant&o.
vendem-se 2 jumentos, 1 hespanhol e outro criou-
lo, a escolher, proprios producQo da raga cru-
zada ; e vende-se tambem urna jumenta crioula
muio nova : quem os pretender, dirija-se ao re-
ferido engenho.
Fm um engenho distante 9 legoas desta
praca, margera da estrada de rodagero, preci-
sa-se de umasenhora ou mesmo hornera quesai-_
ba e so queira propr a ensinar primeiras letras*
e msica a tres meninas de tenra idade, e se to-
car piano melhor ser : quem a islo se quizer
preslar, dirija-se a ra Augusta n. 94, que ahi
achara com quem tralar.
Precisa-se do um oflicial de sapatelro : a
tratar na ra do Livramento n. 29.
Quem se julgar credor do Sr. C. L. T.
Roeck, aprsente suas contas aleo dia 28 do cor-
rente, na ra da Cruz n. 4, para serem satisfei-
tas. Recife 22 de fevereiro de 1861.
Unio Beneflcente
DOS
MARTIMOS.
De ordem doSr. presidente sao convidados lo-
dos os socios effectivos para comparecerem a
reuoiio extraordinaria da assembla geral hoje
23 do corrente as 6 horas da tarde, no palacete
do caes de Apollo, para negocio de urgencia re-
lativo a mesma sociedade.
Secretaria da sociedade Unio Benecenle dos
Martimos, 22 de fevereiro de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1. secretario.
AVISO.
Precisa-so alugar um escravo mensalmente :
ua ra dos Pires n. 42.
Jos Muniz Teixeira Guimaraes recebcu pe-
la escuna nacional Carlota, recntenteme che-
gada da Bahia, os afamados charutos cavalleiros,
e pan mais commodidade de seus freguezes man-
dou vir em roeias caixas, e contina a receber
por lodos os vapores os mais recommendados
desta provincia : assim convida aos apreciadores
da boa fuma;a elle nicamente compraren;,
visto que garante a sua boa qualidade ; em sua
loja na ra do Livramento n. 27 ; adverte que
s vende a dinheiro.
Compras.
Aviso
aos terceiros da ordem de S.
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se esta m en ha para hbitos a 29200 o co-
rado, ese apromptam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmaos a 459 cada um, obra muito bem
feita.
A viso a quera interessar.
Manoel Jos da Silva lem contralado a compra
da taberna sita na ra dos Copiares o. 12 com o
Sr. Jos Pereira de Msgalhies Bastos : quem se
julgar prejudicado queira dirigir-se dita taberna
e entender-se com o comprador, islo no prazo de
5 dias, lindos os quaes nao se responsabilisa por
cousa alguma.
AVISO.
Andr Louis Delouche.lendo de fazer urna via-
gem Europa, deixa por seus procuradores bas-
tante nesta cidade seu irmo Emite Augusto
Delouche, e em segundo lugar o Sr. Chaisedieu
Didier.
Urna pessoa de boa conducta, ofTerece-se
para criar algum menino : quem de seu presu-
mo se quizer utilissr, dirija-se a ra de S. Fran-
cisco, n. 30 queabi achara eom quem tratar, a
qual d fiador a sua conducta. 1
O bacharel los Leandro de Godoy Vascon-
celos faz publico que eontiofia a advogar neste
foro e nos proximoa esta capital, de sociedade
eom o Dr. Affonso de Albuquerque Mello, que o
subatilui eas qualquer ausencia que baja de fa-
zer do seu escriptorio, eslabelecido na casa n.
34, primeiro andar da ra eslreita do Rosario.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se accoes do novo ban-
bo de Pernambuco: na ra da Cadeia
n.41.
Compram-se moedas de ouro de 209 : na
ra Nova n. 36, loja.
Compram-se notas de J# e 5# ve-
lhas com mdico descont : na praca d
Independencia n. 22.
Compra-se urna casa terrea na roa do Rosa-
rio da Boa-Vista, ainda que precise concert sem-
pre se faz negocio.
Compram-se peridicos a 3J800 a arroba !
no paleo do Carmo, esquina da ra de Hortas
numero 2.
Vendas.
Charutos suspiros.
Chegaram ra das Cruzea n. 41 A, taberna da
porta larga, os verdadeiros charutos suspy-os, e
tanto se vende caixas como meias calzas, e a re-
lalho, assim como ontras mullas qualidades qua
vende-se por menos do que em outra parte,
Vende-se um escravo pardo, de idade 22
annos, bonita figura, sem vicio algum, tem offi-
oio de sapateiro, e entande de cerreiro : a traite
na ra eslreita do Rosario n. 31, armazem.
Pechincha
Na ra do Queimado n. 47, vendem-se pecas
de franjas preUs de seda para vestido por 1800
a peja con 10 Tara*.
I


w
DIARIO DB rKtilTAVBlJCO
.EI10'DI mi
Pr oprietarios do ar mazem
-ILMl M S>
da melhor que ha neslo genero a DOO a libra e em latas a
caixiolias com 16 libras, os melhores que ha no mercado a 2#5O0
Vendem noseu armazem Prograsso os seguales gneros recentemente chegados por me-
nos 5 ou 10 por cenlo por sereno viudos de conta propria e tudo das melhores quahdades que se
podem encontrar tendete* a molbados :
M.anlega iUgVeXft IOV a 1* a libra e 800 rs. de 8 libras para cima s no
Progresso.
QueiJOS amengOS a l$70 do prego de 3* e2>00 vende-se a 1*700
pela graudo porgan que tem, aianga-se quo sao os melhores que ha no mercado, s no
Progreso.
%uliailipaiilia ,jas maiS" acreditadas marcas a 20* a duzia e 2* a garrafa, afianga-se que
a melhor do mercado, s no Progresso.
""CIJO SH1SSO a 640 rs. a libra nicamente se vende no armazem Progresso, afiaDca-se
a boa qualidsd?, s no Progresso.
HkuOCOiaiQ d0S mais acreditados fabricantes da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso.
HldielCMila em compoteiras de folha do mais acreditado fabricante da Europa viuda pela
priraeira vez a esta provincia lcrala hermticamente e muito bem enfeitada a 1* rs. a libra,
s no Progresso.
.mpWPiai !H^rlllCiaa 0 afamado Abreu e outros fabricantes premiados na ex-
psito de Londres a 800 rs. a libra, s no Progresso.
nl.a^a aft tomate chegada ltimamente da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso,
Isaas COHl HOOft cn(>gadas de conta propria no ultimo navio a IJ600 e 4* latas com
8 libras, s no Progresso.
Amelxas raacexas
1$, s no Progresso.
Figos de comadre
e 240 rs. a libra.
Cha perola, \\yson e pveto d03 me|hores que lcm fna0 e h no mercado a
28560, 2 e 1$600 a libra, s no Procresso.
daifas cosa* libras de passas muil0 bem cnfcad propra8 para
meninos a 3* e em caixa de 1 arroba a 129 e em libra a 500 rs., alian<;a-se serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
afi'Alll COriuVu ou passas proprias para podira a 1J200 o frasco, s no Progresso.
Boce da csea de g.Uba n 0 caX0, s do Progresso.
"Vinlio xerex
Progresso.
****** |A"* pSiO 0 ujesmo para engarrafar pelas suas boas qualidades a 49500 a
caada e 640 rs. a garrafa, s no Progresso.
* ^aUO llOrileaUX das marcas mais acreditadas a 115 a caia e 19 a garrafa, s no
Progresso.
^"i*!**** das melhores marcas que tem vinlo ao mercado a 5$ a duzia e 500 agarrafa,
(branca) s no Progresso.
Miabas para SOpa e seTadinha muito nova a 500 e 320 rs. a libra, s no Progresso.
ManteVga franeeza
Progresso.
. alllOS lVXaaOS osraelhoresquetem viado ao mercado a 200 rs. o masso cora 20
ni issinhos, s no Piogresso.
-V/,v lionas a 1J>200 rs. o barril, s no Progresso.
*****"*** "C pOlC/O refinada a mais alva que existe no mercado a 483 rs. a libra e em
porgao de 8 libras para cima a 440 rs., s no Progresso.
Toucualio de Lisboa
Progresso.
^*^VlVia muito nova a 39 a arroba e 120 a libra, s no Progresso.
tVl piSld 0 mais |,,|,0 qe ha a 5J a arrjba e 16 rs. a libra" s no Progresso.
Spermaceie a 800 r9- a liDrai 8 n0 progreSso.
i9tllliiUil e ouirag muitas qualidades de peixe era latas de 1J200 a 23, s no Progresso.
Os proprietarios promelteiu aos seus freguezes coutinuarera a terem os melhores gneros
relativamente a moldados e venderem mais barato que emoulra qualquer parte, prometiera mais
tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pralicas como se viessem pes-
soalmeute, rogara, timben a todos osSrs. do eng^nho e Srs. lavradores queiram mandar suas en-
commendas que no armazem Progresso se Ihes alianga a boa qualilade e acoodicionameoto por
mais longe que seja o serlo.
do melhor que se pola encontrar ueste gouoro a I96OO a garrafa, s no
chegada no ultimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s no
o melhor que ha a 9$ a arroba e 320 rs. a libra, s no
Loja de fazendas.
Vende-se a toja sita na ra das Cinco Ponas
n. 68, lendo pouco mais ou mi>nos em fazendas
6.OO09, e 9009 om dividas : quem a pretender,
dirija-se a ra da Cadeia do Recife, loja n. 35,
que se far qualquer negocio.
Atlen^o.
YcDdem-se muito bons e bonitos lencos de la-
byrinlho, de grades e bordados, fronhas, loalhas
e camisas, muito boas rendas e bicos da trra da
largura de um dedo e um palmo, proprios para
toalhasde baplisados, roquetes e alvas : na Boa-
Vista. roa da Mnngoeira n 11.
Vende-se urna cadeirinha em bom estado :
na ra da Aurora n. 66.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
menio de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra di Trapiche
n. i.
Ultimo gosto.
A loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. B,
acaba de receber da Europa pelo ultimo vapor,
de sua propria encommeoda, lindos cintos para
senhora ou para menina, o mais fino que se po-
de encontrar, sendo ultima moda, que se vende
pelo baratsimo prego de 4 e 59, assim como en-
feites de cabega para senhora, todos enlrangados
com borla dolrada a 15$, grinaldas de flores
muito finas tanto branca como de cores que se
vende a 3, 4 e 59, pois a vista da finura e do ul-
timo gosto ninguem deixar de comprar.
Luvas.
E' chegado loja da aguia de ouro da ra do
Cabug, as verdadeiras luvas de pellica Jouvin,
sendo para senhora e para homem, que se ven-
dem a 3* o par, aanca-se a boa qualidade.
Vende-se urna m grande e duas plainas :
na taberna do Pateo n. 12.
Casa a venda.
Vende-se a casa de sobrado na ra Imperial n.
79 ; a tratar na loja de miudezas da ra Direita
11. 103, ou com Joo Ferreira dos Santos Jun-or,
no esrripiorio do Sr. aUooal da Silva Santos,
becco do Capim, bairro do Recite.
Aprecos sem limites.
Na loja de miudezas da ra Direita- n. 103 se
vende, para completa liquidarlo, difTerentes miu-
dezas de diverso* mistares, um completo sorli-
memo Je bicos e rendas, de algodao, linho e se
da, caixas com msicas proprias par costura,
cart-iras e eslojos proprios para viajantes, dife-
rentes objectos de porcelana, sendo jarros e ou-
tros para enfeites de mesa, banhas e cheiros,
roupa o calcado, e realejos com paneadaria, ou-
tros com figuras do macacos, e outras multas cou-
sas, que s a vista animar ao comprador.
Vende-se am relogio de algibeira, da ouro,
patoote ioglez, com muito pouco uso. eporum
preco ramio barato, o qua4 regula aerssitassenle :
a tratar na.loja da raa-do Quaiaiado n. 41*
Vende-se por um preco cominodo urna car-
roca com pipa e mais pertences para conduego
d'Sgot, a qual tem prwoo uso : par* tratar, ni
roa Imperial n. 6a.
Sodr & C, ra estreila
do Rosario n. (I.
Vendem-se queijos suissos muito bons a 600
rs. a libra, champanha nova muito superior a
I89 a duzia, e vinho Bordeaux a 10$ a duzia e 1J
a garrafa.
Sortmenlo de chapeos
Ra do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos fraucezos de superior qualida-
de a 79.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9g.
Ditos de castor pretos p brancos a 16*.
Chapeos lisos para senhora a 25*.
Ditos de velludo cor azul a I89.
Ditis de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 81.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3j.
Bonets de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4$.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes do 10, 129 e 139 pira um.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por 49 a sacca, na ra da Cruz nu-
mero 26.
fcazeodas pretas para a
quaresma
Na ra do Queimado a. $9
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Corte de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muito superiores a 1209, ditos bordado
a retrox e vidrilho a 8C9. ditos bordados a sedas
Tazenda muito superior a 70*. manteletes de fil
de lindos gostos a Tf, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enfeitados a 209, 259. 309 e a 35S
cada um, ricas mantas de blonda hespaaholas a
209. ditas de tilo bordadas a seda a 129 e a 15*
cada urna, grosdenaple preto de superior qualida-
de da 19600 at 3|200 o covado. luvas pretas en-
fetadas e de superior fazenda 2920O cada ama, e
outras muiUa mais fazendas propria* para a qua-
resma.
Seusproprieiarios offeraaera.aseus nuroeroMs fregueses e ao pubbico em gara!, toda eqnal-
quer obra manufaturada em seu.reconbeeido estafcelicimento a saber : machinas de vapor de todos
os tainanhos, rodas d'agda para engenhas, todas de ferro ou para cubos de madeira, meeadas.e
meias moendas, tachas de ierro balido e fundido de tofos os tamanhos, guindastes, guinchse
bombas, rodas, rodetes agulhdes e boceas para farnatha, machinas para amassar mandioea apata
descarocar slgodSo. prencas para mandioca e orea de rictoi, portoes gradarla, colunmwe moi-
nho3 de vento, arados, cultivadores, pontes, cadeira o tanques, boies* alvorengas, bates e tedas
as obras de msebioismo. Executa-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenos ou
moldes que para tal fim fereo apresdntados. Reeabem-se encommeodas neste tsiabelecimento na
ra do Brum u. 28 A e na ra do Collegio hoja do Imperador n. 65 raoradia do caxeiro do es-
tabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendemos sa podem entender para
qualquer obra.

D eposito das manufacturas imperiaes deFrau^a.
Esle eice,ente fumo cba-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINADA
C4MB0A DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 heclogramos a 1000 e era porfi de
10 mseos paro cima com cesconto de 25 por cento; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papal de linho para cigarros.
CENTRO COMMERCIAL
13 RuadaCadeiadoRccife-15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS ECIGARROS
DE I
Jos Leopoldo Bourgard
LnarUIOS SUSpirOS da Baha, e grande deposito de superiores charutos do Rio de Ja-
neiro por cunt da grande fabrica dos Srs Domingos Alvea Machado & C, veadeodose em
porcaj e a retalho, alm disto tem sempre grande sortimento de charutos manilha, havana.
suissos e hamburgo.
Charutos SUiSSOS a 30$ 0 milheiro, fazenda superior eque se vendiaa 459.
cigarros de papel e paiha de milh0j de papel grogso de Unh0i deseda arr0I d0 e
hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio, vende-se em milheiros muito barato.
BCa^Lpara CQarut0S com agarras de metal a 19 cada uro, ditos para cigarros a
a ozu rs.
rape para Cigarros proprios para os fumantes de cigarros e cigarreiros que fabri-
cam os cigarros de papel de linho e seda.
I aUaCO Caporal franCez, verdadeiro em magos de diversos tamanhos, garante-se a qua-
lidade. =
TabaCO turCO a ^ aUbrae meia libra por 3$.
Tabaco fleur de harlebeke em macos de dimsos lamanh0Si fazend0.se abatimen.
to em porgao.
1 abaCO americano em|ala8a 29, emrhapa a 19 a libra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 179 a 229.
Cigarros de manilha depapei brdDC0 0 pardo a 15jf 0 mUheir0.
Machinas e papel p.ra cgarr0, de maaiiha.
tiape rOiaO francez em magos de urna libra e ditos de meia libra fazendi superior.
VaSOS de loUCa e barro par. tabaco e rap.
PnOSphorOS e ISCaS de diversas qaaUdadea para charutos.
^ I- esta casa tem sempre sortimento espantoso de cachimbos de gesso, louga, ma-
deira, barro e os verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma.
Tabaco do Rio de Janeiro picad0 para caChimbos e cigarros asoo rs. a libra.
Vendem-Se tOdaS es fazendas maitartto do que em outra qualquer parte.
U-arante-Se todos os objectos vendidos tornando-3e a receber (iocluiodo os charutos) -quan-
do nao agraden) ao comprador.
AprOmpt IU -Se encowmendas, encaixolam-3e e remeitem-se aos seus destinos cora bre-
vidade.
Aieill ao qUe fica exposto ternura variado sortimanto de objectos proprios para os senhores fu-
mantes.
Vender muito para veu 1er barato
Vender barato para vender muito.
AttencOa
Vende-ae terrenos junto a casa do Sr. Gusmo
na roa Imperial: quem prelender-comprar algum
em penenos tamanhos on em grande porcSo ap-
paraeaii*^rua ao Quefarado O. W lofa, que se
dirfl qwso renaav
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu muilinas, e gran-
des estampas, de fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de anjos, etc.,
e outras a morte do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessanles essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqu. Vendem-se
a 29000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido peles seus boas ef-
feitos, continuam a vende-lo pelo prego de 19
cada vidro, fazem urna differeoga no prego aos
co'legas e todas as pessoas que toma rom de 12
vidros para cima.
Pentcs de todas as qua-
lidades.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de peales,
que se ven le por baratissimos procos, como seja:
Pentes de tartaruga de lindos gostos a impera-
Iriz a 8,10 e 128.
Ditos lisos sem serem virados a 4 e 59.
Ditos de massa fingiodo tartaruga a lfr200 e
19500.
Ditos lisos para alar cabello a 200, 240 e 300 rs.
Para menina.
Pentes de tartaruga para aerg-irar Cabello de
menina a 39.
Ditos de borracha' a .800 e 19.
Ditos para tirar caspa a 400,500 e 600 rs.
Ditos de massa a 600 rs.
Ditos de borracha para dasembaragar a 500 e
600 rs.
Ditos de tartaruga a 3J.
Ditos de massa a 24o, 300 a 400 rs. E ostras
mais qualidades, que vista do fregus nao s*
eogeita diaheiro.
Rap princeza gasse da Bahia
Em casa de Lopes Irmaos, no caes da alfande-
ga o. 7, acha-se estsbelecido um deposito dessa
fabrica, onde se Toada esa sorgoee ou a retalho.
Vende-se ou aluga-se ama eocheira na
Boa-Vista ra do Tami qne serva para ranebo
ou mesmo eocheira : quem a pretender dirija-se
a mesma eocheira ou i ra do Queimado n. 51
, loja, qua aa dir quem faz negocia.
Farelo e milho.
Saceos grandes e de multo boa qualidade : no
'largo da Assembla n. 19, armazem de Antones
GaimarajM A C.
Vendem-se barricas com cemento preio,
pelo barato prego de 78 a barrica para, acabar :
oo Campo das Princesas, armazem da tnalriaes.
Veado-8e urna carroga em.bom usa, por,
oommodo proqp ; no Campo tu rincezaa, ar-
mazemde matenaei.
___- l- ~ls -
'lfa.:i-:'
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Hna do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra multo bem fei-
ta, de 389 40#cada urna.
Paletols de panno floo preto, de 259 a 309.
Colletes de velluc o preto bordado, a 129 cada
um.
Ditos de gorguro preto a 79 idemf
Ditos de setia ma :o a 9$ idem.
Ditos de casemira preta a 59 idem.
Caigas de casemii 1 preta fina de 12 a 149.
Paletots de eslam aba a 5y.
Ditos de alpaca pi ata, saceos de 49 a 59.
Ditos de dita sobr casicos de 89 a 99.
Ditos de bambolic a preta superior fazenda a 129
Ditos de meia eai smlra a 109.
Ditos de casemfu muio fina a 14$.
Um completo soi lmenlo de paletots de fusto e
bnm, e caigas 1 coleles, que tudo se rende por
prego em conti. r
Cera de carnauba.
A melhor que tem iodo w BMtcade e por
prego commodo : no largo da assembla b. 19,
armazem de Antunes Guimsraes & C,
M
oobertos odesaobertosr paqueaos grandes,
ouro patate iagiaz, para boaaern wbora^
adw metboras hbrieantes de LiTerpool, vilt-
doe pelo ultima, paquete iazloz : em casa,
SaihalTHetror4(!,
4*
da
de
Vende-sa a bordo do hiate Gratidio, ultima-
ajenie chegadoide Aas: a trstir com o meUre a
bordo.
- Vende-se noce-de taj eccro melhor pos-
sivel, em porgao de arrobas ou a retalho, por
prego razoavel: no pateo do Carmo n. 22.
Grosdenaptes baratis-
simos
Veadom-ee grosaenaples-pretos pelo barattsst-
~ prego de IfBOO a- 2 o evado: na ra do
roo
Queimado n. 2, loja da boa f.
4omiBcio de todas na
ra do Crespo o. 14.
O seguinte :
Sedas pretas lavradas, o covado 2j.
Cortes de aquilio preto 309.
dem de seda lanada preta 30J.
dem de dita e dito de cores 282.
dem de barege 129.
dem de tartatana de froque 12J.
dem de outros de mais gosto 149. "^"m
dem de grosdenaple bordados a velludo 80$. Botinas (prima dona).
dem de seda lavrada 559. '
dem de cambraia bordados muito flnosl8S.
Gollas bordadas de traapasso finas 39.
dem bordadas com salpicos pretos 1.
Enfeites para senhora 1J500.
Sahidas para baile de bom gosto "9.
Chalos de cambraia bordados grandes 9J.
Casavnquea de fustao bordados 8J.
dem de cambraia 4j>.
Chales de merino com algum mofo 49.
Komeiras de cambraia bom gosto I9.
Tambem tem outras muitas fazendas que se dao
em conta vista dos freguezes.
Baratissimos jarros de por-
cellana.
Vende-se mui bonitos jarros de porcellana dou-
rada, e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra enfeites de mesas, ornato de gabinete, etc.,
pelos baratissimos preges de 39 e 48000 o par :
na ra do Queimrto loja d'Aguia Branca n. 16.
AUenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de H-
nhas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
pregos mui razoaveis.
H c?,
O c^
M O
a g
>
rx
Os
efe
3
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo da augmentar 30 i o calcado de e-
nhara e o de homem 10 ^ do dia 9 de feveseiro
em diaote, em consequencU da nova paoU que
ha de vigorai na alfaoocga; o pronrietano da
bem sonido esubslecisseau da roa Direita n.
45. nao quer que os seus freguezes carrearuem
com as coBsequeatla de systema floaoceiro do
Sr. ministro da fazenda e por isio sustenta os
pregos do sen calgado pela tabella seguinte
Hornera.
Borzeguins para homem (im-
periaes)....... 10$000
Ditos'(aristocrticos). 9^000
Ditos (prova d'agua) QfiOQO
Ditos(Bersagliert). ? ,. 8|000
Ditos (cotnmunisias). C^OOO
Meios borzeguins (patente). 6^000
SapatOes (3 bateras). bffGOO
Ditos (sola dupla)..... 5#200
Ditos (blusas)...... 5^00
Senhora.
a dona). 5$000
Ditos (w a vi)..... 4#800
Ditos (me deixe). .... 4|500
Ditos (grisete)...... 4^000
Meninos e meninas.
SapatOes (bezerro).....4#00
Ditos (diabretes).....3#60O
Ditos (salva ps)......3J000
Botinai(boliiosa8). .... 4^000
Ditas (para criancas). 3#h00
Sapatos pnra senhora (lustre). l'$200
Eum completo sortimento de couro de lustre
marroquim, sola, bezerro francez, courintlos
ludo que oecesaario a um irnwio de S. Cris-
pim, advogadodos artistas sapateiros. por pcecos
que s este estabelecimento pode vendar.
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Cortes de cambraia branca muito finacom sal-
picos miudlnhos a 49600
Cambraieta para vestido, muito na.pelo ba-
raUssimo prego de 2*600,2800,39e 39500 cada
de mussulina, ditos arrendados, ditos
O
c
I-
s-
S
a
H
O
pega
Baldea
Roa do Crespo,
A loja da ba-f
aa Tna do Queimado i\. ^<2>
est muito soTti&a,
e \ende muito barato :
Brim branco de puro linho trangado a 1JO00 e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lg2(J0 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadiohos de linhe
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortea de caiga de meia casimira a 1J600 ;
ditos de brim de linho de efires a 2# rs.; breta-
nha de linho muito fina a 200. 22$ e a 243 rs. a
pega com 30 jardas ; aloalhado d'algodao muito
superior a 10400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos maiores a 33; ditos de cambraia
de linho a 6*. 7 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8*rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
volta a 1*280 ; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a diaheiro a
vista : na ra do Queimado n.22, loja da Bo .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com Qvelas para cintos de senhoras e
meninas, o pelo baratissimo prego de 2$ : em
dita lois da aguia branca, ra do Queimadonu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja n
ruado Queimado o. 3.
Pegas de bretacha de rolo cosa 10 varas a
*8, casemira escura,infestada propria para cai-
ga, pollete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 35?,
4*S 5&, o69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 o 69 a poca, chitas largas de modernos e
eseolhidos padrees a 240, 260e 280 rs. o cava-
do, riqoissimos chales de msrin eslanpado a
^9 e 8*, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9* cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8*500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, laucos da cassas com
barra a 14)0, 120 a 160 cada um, meias muito
finas pm senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas da ricos desechos, para aoborta a 80 rs.
O covado, chitasescuras iaglezasa 5*900 a
poca, a a 160 rs. o covado, brim braaco de puro
linho a 19 1900 a 1*600 a vara, dito preto
muito encarpade t 1950* avara, brilhantina
azul i 400 rs. o aovado, alpacas da difirante
craa a. 3*0 rs. o aovado, eaoomiras pratas
finas 29600, 39a 39500 o covado, cambraia
prata e de salpicos 500 rs. a vara, a outras
mui tai fazendas qua sa fari patn! a ao compra-
dor, a de todas o darlo amostras com penhor
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por pregos baratissimos, para acabar : pegaa de
cambraia lisa fina a 3^, orgaedys muito finas o
modernas a 500 rs. o covado, cassas abertas de
nonitas cores a 240ts., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cass.' de cores a 2*. ntremelos borda-
dos a 1*500 a pega, babadas bordados a 329 a
vara, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e Mi a 5*. penteadorea de
cambraia bordados a 5*. ollinhas bordadas a
640, ditas com ponas a 2*500, manguitos borda-
des de cambraia e 016 a 2*. damasco de la com
9 palmos de largara a 1*800, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fustao en-
feitadas a 5*. pegas de madapolao fino a 4S, laa-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2*, sobrecasacas de panno
fino a 20g e 255, paletots de panno e casemira de
16 a 20g, ditos de alpaca de 3*500 a 8*. ditos de
brim de crese brancos de-3*500 a 5J, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim de cores e broncos de 2* a 5*. ca-
misas brancas e de cores para todos os pregos,
colletes de casemira de cores finos a 5* ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar comas.
Cal de Lisboa
No deposito da ra da Cadeia do Recite Di 12,
acaba de ebegar pelo ultimo navio a verdadeira
cal virgem em pedra, i So havendo alem desta
mais neuhuma no mercado, em poucos das se
concluir, por isso devem os pretenderles con-
correr auanto antes.
Attenco.
Ra do morim n. 40
Vende-se farinha de mandioca, saceos de tres "*"
quarlae, pelo barato prego de 3*.
Vestidos de seda preta a 60$.
Na ra do Cabug, loja n. 8, j exislem poucos
cortes de ricos vestidos pretos de grosdenaples
bordados e de bsbados, em carites grandes, qae
se venderam a 100*: aelles.antea que se acabem
tao boa pechincha para a quaresma.
A dinhelro.
[Fazendas boas e baratas.?
Vende-se grosdeosples pretos superior
com 4 palmos de largura a 1*8000 2J.
Grosdenaples prto tao encorpado que
parece gorguro a 2*200.
Mantas pietas de fi,6 de linho a 8*.
Chales de seda padro moderno, borlo-
ta e ponta redonda a 7*.
Chales de caxemira
borlla a 8*.
ponta redonda e
Sains balio de 30 arcos a 4j[800.
baliu para menina de
nhos.
todos os tamo-
. Manteiries pretos de fil, de grosdena-
l pies e outras qualidades.
Camisas de todos os tamanhos para
meninos.
Botinas de Meli verdadeira que todos
vendem a 14$ por 12*.
Bolinas de Nautes verdadeira que todos
vendem a 12 por 9*500.
Grosaenaples de quadrinhos a 1g, 1*200
Parece incrivel que esas faiendas ae
vendam por esses pregos que na verdade
o maia barato poacavel, dao-ea amo.
Ira na roa da Cadei* coafronte at> Cec-
eo Largo lojan 23, deGurgel4PerdigJo.
queijos boDs a 1J440 : na roa Di-
Vendo m-ee
reita n. 8.
Vende-se urea casa terrea com urna porta
e doas janellas, envidragada, de pedra e cal. com
3 qaarlos, despensa, cozinha fra, quiatai mura-
do, cacimba, oa ra de S. Miguel Sos Afosados
n. 57 : quem a pretender, dirija-se a rea do Col-
legio, casa do 8r. Dr. Deodorio, qua ato se dir
quem a pessea que a vende.
Pechincha.
Cassas [raneeus de liados desanos aMO rs.o
covado.xhrtas francezas a 100rs., ditas200 re.:
na ra do Queimado n. 44.
/tua do Crespo *v 8, foja
de 4 porfs.
Pechincha, que admira.
Chitas francesa* toras fitas e ltooo dOienrros
a 240 rs. o corado dio se amostras coaVpaaber,
.
*-


{
DUtIO 3* MUUlAMlCe. ~- SAMADO JBfeWBftClftO U
(?)
^^^^^^^>--^h^^ A/^o(f|o monstro.
fi]
DE
Fazendas de todas as qualidades
Vende-se algodo moastro com duaslarguras,
muito proprio para toalhas e lences por ditnen-
ur toda e qualquer costara, pelo baratissimo
preso de 600 r. 4 rara ; na ra do Queiroado n.
22, oa loja da boa f.
6SK 9WMMI9eeeeKK8
0 B4ST0S ~
DE
Joaquim F. dos Santos.
40RA DO QUEINiDO-40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Grosdenaple preto o covado a 35,
25500, 2J e
19000
Seda lavrada preta e branca o co-
rado 3. 2*500 e 2JOO0
Setim preto superior o corado a -tjOOO
Cortes de vestidos de gorgurao de
seda preto de 2 saias a 80* e 70$000
Mantas de blonde pretas c brancas
para senhora a 12 e 8$000
Lencos de gorgurao de seda preto a 2*000
Ditos do seda roxos para senhora
a 28 e 1$600
Trete preto e rftxo a 1J e 500
Mantas de Ql de linho pretas a 16S0O0
Sedas de cores o corado a 1J500,
1, 900 e 800
Diversas (azendas de la e seda. %
Cambraia e seda o covado a 500,
610,800, 13 e 19200
Velludo preto multo superior o co-
rado a 5$000
Panno e casemira preta e de cores
de todas as qualidades *
Casemira preta de cores de 2 largu-
ras carado 25000
Organdys muito fino edcnovosde-
senhos rara 1S000
Veos de cores para cabeca de se-
nhora a 3J000
Tiras e ntremelos *
Sargelim de cores pratiado corado 320
Merino setim preto e de cores pro-
piio at para vestuarios de me-
ninas o covado 1*000
Enfeites para cabeca de seDhoro *
Saias bslao'de modapolo, de rous-
selina e de 30 arcos a 3*500,
43, 4500, 59 e 60000
Setim preto azul o encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o covado ljj00
Luva preta do seda de todas as
qualidades para senhora?, ho-
mens e meninos *
Mantas para grvalas e gravatas do
seda de todas as qualidades *
Chales de roeiio bardados, lisos' e
estampados de todas as quali-
dades *
Ditos de touquim branco muito fi-
nos *
Cortes de vestido de gaze do seda
e phaolasia *
Peilos de cambraia de Moho para
camisa lisos e bordados g
Ditos de madapolo brancos e de
cores *
Chitas francezas a 260, 280, 300 e 320
Cassas francezas preta e oor de
rosa a 600 e 500
Lencos bordados e lisos de cam-
braia de linho e de algedo *
lTnuriffinftS
novas.
que outr'ora tinba loja na ra do Quei-
roado b. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seas nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que linha com o mesmo Ges lendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, per isso ticou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, atsim comoapro-
veila a occasiao para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nora jun-
to a Conceico dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos < Reg
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Relogios.
Veodem-se emcasa de Braga, Silva & C.,re-
rogios de ouro de diversos, fabricantesinglezes,
por preco commodo.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua. fj
0 Moeadas decanna. (J
Taixas. 3
> Rodas dentadas. $
@ Brouzes e aguilhes. tj
Alambiques de ferro.
& Crivos, padrdes etc., etc.'
g$ Na fundico de ierro de D. W. BowmanJjJ
q ruado Brum passando *o chafariz. @
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
priaspara riagens, etc., etc., pelos baratissimos
precos de 5, 63 e7s : na leja da aguia branca,
ra do Queimado o. 16:
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat A C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
durad ouras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
cao : no depo-
sito de ma-
chi as de
Raymundo Carlos Leite & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
gar ao armazem
DE
Bastos k Reg,
urna grande quantidade do uniformes de caso-
mira de cores muito recommendados tanto pelos
seus bonitos padrdes como pela sua bemfeitoria
e como seja grando quantidade tomamos a deli-
berado de vender pelo diminuto preijo de 25$,
assira como urna grande quantidade de chapeos
de castor brancos e preto pelo diminuto prego
de 68. Pois se vcudem estas obras por este dimi-
nuto preco como finde apurar dinheiro e acre-
ditar esto novo armazem na ra Nova junto a
Conceico dos Militares n. 47.
Franjas com vidrilho.
Na lojn d'sguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se franjas pretas com vidrilho, de lindos
padres, a 560, 600 e 800 rs. a vara, dita sem vi-
drilho pelo baratissimo prego de 300.400 e 500
rs., ditas de todas as cores a 240, 300, 400, 500
e 600 rs., ditas de linho branca e de cores a 160
e 200 rs.. ditas de la a 300 e a 400 rs. a pega de
41)2 varas, galdesiinhos e tranciohas de seda
propriospara enfeitar roupoeszinhos de crianca,
tranciohas da linho e de la, traocelins decores,
que se vende ludo por baratissimos pregos para
acabar.
. Veade-se urna arma cao em bom aso, pro-
pria para loja ou taberna, com um ptimo bal-
cao ; na ra da Madre de Dos n. 34.
Fabrica do Mon
.._ teiixL
Vende-se em grosso asaucar refinado bajo >
3#S0oe3f600*rs. a arroba.
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Brsnca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'aco de diferentes qualidades
as quaes est rendendo de 500 a 1 #000 rs. gro-
sa. E' o mais barato possirel: na ra doQuei-
mado loja d'Aguia-Branca, a. 16.
Attenco.
a
Vende-se a sexta ptH-te da casa de 2
andares da ra do Queimado n. 42,
pertencente a Bernardino Christovao
Mamede de Almeida, residente no Pa-
ra': os pretendentes dirijam se ao
procurador na ra do Trapiche n.
segundo e terceiro andar.
seu
4i,
com um grande e numeroso sorlimeeto de
ronpasfeitas e fazendas de apurado gos-
to, por pregos muito modificados como
de seu costme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
prelo o de cor a 25$. 28$ e 309, casacas
do mesmo panno a 30$ e a 35$, paletols
sobrecasacados do mesmo panno a 18$,
20$ e a 22$, ditos saceos de panno preto a
12$ e a 14$, ditos de casemira de cor
muito fina modelo ioglez a 9$, 10$, 12$
e 14$, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5$ e 6$, ditos de alpaca
preta e de cor a 4$, sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8$, ditos muito superior
a 12$, ditos saceos a 5$, ditos de esguilo
pardo fino a 4J, 4$500 e 5$. ditos de fus-
to de cor a 3$, 3c5U0 e 4$, ditos bran-
cos a 4*b00 e 5$5C0, ditos de brim pardo
fine sacco a 2$800, caigas de brim de cor
finas a 3$. 3$500,4$e 4$500, ditas de di-
to branco fioas a 5$ e 6*500, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordo preto fino a 5$ e 6$,
ditas de casemira de cor e preta a 8$, 9$
el0$, colletes de casemira de cor e pre-
ta a4$500e$, ditos do seda branca para
casamento a 5$. ditos de brim branco a
3$ e 4$, ditos de cor a 3$, colletes de me-
rino para luto a 4$ e 4*500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10*.pa-
letols de panno fino para menino a 12$ e
14$,casacas do mesmo panno a t5$,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
l lots de alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranga para homem e senho-
ra a 1$ e 1$500, ceroulas de bramante a
18$ e 20$ a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de dovos modelos a
17$. 18$, 20$, 24$. 28$ e 30$ a duzia, S
ditas de peitos oe linho a 30$ a duzia, di- 9|
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas ft
gravatas brancas para casamento a 1$800 f>
e2$ cada urna, ricos uniformes de case- Q
mira de cor de muito apurado gosto tanto 9
no modello como na qualldade pelo di- fi
minuto prego de 35$, e s com avista se w>
pode reconhecer que barato, ricas capas |I
de casemira para senhora a 16$ e 20$, **j
e muitas outras fazendas de excellente SE
gosto que se deiiam de mencionar quo x
m por ser grande quantidade se torna en- m
fadonho, assim como se recebe leda e i
* qualquer encommenda de roupas feitas, wt
^> para o que ha um grande numero de fa- o>
9| zendas escolbidas e urna grande olicina ff
^d dealfaiale que pela sua promptidoe per- af>
/g feico nada deia a desejar.
W *-Aiti aga-^aa oaa *a^ aa na, x
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfnmarias finas, as quaes est en-
deudo por menos do que em oulra qualquer par-
te: sendo o bem conhecid oleo philocomo e ba-
nha (societ bygienique) a 19 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
' a 29, 29500, 89, e 49, a afamada banba trans-
' prenle, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro umbem cheia da mesm, buile
concrete, odonrtell, principe imperial, crerae,
em bonitos copinhos com lampa de roela), e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
19 o frasco, benitos vasos de porcellana doura-
da. preprios para offerta a 29 e 29500, bonitos
bahusinbos com 9 frasqninhos de cheiro a 29,
lindas ceslinhas com 3 o 4 frasqninhos, e caixi-
nbas redondas com 4 ditos a 19300 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e i?5i)0 o frasquh.ho ; e assim urna in-
finidade de objectos que sao paleles em dita io-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
^# m>m& ii *#
fe Em casa de Mills Latham & C, na ra
da Cadeia do Recite n. 52, vende-se :
Vinho do Porto,
Dito Xeraz, engarrafados, de muito supe-
riores qualidades,
Oleo do linhaca,
SAIvarade,
Azareo,
V SeccaBte,
Encarnado veneziano em p,
0 Manleiga iogleza,
0 Estopa dita,
^ Lona dita.
Vende-se um excellente escravo
com 18 annos de idadepouco mais ou
menos, bonita figura, proprio para pa-
guen : quem precisar dirjase a ra du
Cadeia do Recife n. 55, loja de Figuei-
redo & Irm8o.
Na ra da Madre do Dos n 6, vende-se
milho muito bom e grandes saceos, u I ti n menle
chegado do Hundah, a preco de 3$600 o sacco.
Arados americanos e machina-
para lavar roupa: emcasa deS.P. Jos
hnston & G. ra d Senzala n.42.
Grammatica in-
geza de (Mlcndorfif.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallari ngtezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
c5o, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
doCollegio) n. 37, segundo andar.
[ROUPA FE1TA ANDA HAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
metaes.
Riquisfimo sortimento de loda a qualidade de
melaes Unos prateados, em apparelhoae avolsos,
grandes e pequeos, tudo quanlo se pode dese-
jar para servido e ornamento de urna mesa, ap-
parelhos para ilmoro, desde o mais fino al o
mais ordinario, couiendo em si os pparelhos fi-
nos a garantia do fabiicante por espaco de 20
j annos, ludo se pode garantir ao comprador, e
outras muitas qualidadea de objeclos, conlendo
assira laboleiros para dar rh, baaUntes grade
eque muito deveio agradar aos freguezes que
precisarem ; na tua Nova n. 20, loja do Vianna.
AGENCIA
Fazendas i obras feilasj flNDICiO LOW-MOW,
*
SI

m
i
i
i
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Basto
DA
NA
Cassas de cores.
cassas de cores fixas, padrdes
Cheguem aloja da Boa f
Cbitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs avara; dem lisa muito fina a
4g500 e a 6(000 a peqa com 8 1|2 varas; di-
rauito superior a 8g000 a peca com 10 varas ;
dita fina com sal picos a 43800 a peca com 8 i\l
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na lefa da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem decores escoras e fixas a
58001) a duxia : na ra do Queimado n, 22, na
loja da Boa f.
TNa loja da Boa f vende-se
240.
panno preto fino a 4}, 5, 69, 88 e 10$ rs. o co-
vado, casimira preta fiDa a 2J, 8J> e 4J> rs. o co-
vado ; gros de naples prelo a 2$, 2g5C0 e 33 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
fina a 1;} rs. o corado ; casimiras muito finas de
Ainda se vendem cassas de cores fixas, padrdes "'"/"S," lm 6Pa,Dl0S deJ"i0" "4r8-
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 0 rs !?0 Ld tas Hde cres c,aros a 6S rs" corle de
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado o. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.
Cassas de lindos padrdes e cores fixas que se
pdegarantir aos comprados, s 240 rs. o covado
na ra do Queimado, loja de4 portas n.39.
Attenco
Tem chegado em casa de A. L. Delouche, ru
Nova n. 22, o mais bonito sortimento de relogio
americano que nunca tem apparecido neste mer-
cado; vende-se por preco commodo,
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ras de velludo, ditos bordados, veos pretas de
fil bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ra., pannos finos, e outras muitas fazendas, tudo
por precos muito commodos.
Vende-se o engenho S. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moente e
correte, distante da (iraca 4 legoas, quasi prom-
pto para moer com agua, com boas matas, ex-
cellente cercado, boas obras, e urna boa safra ji
criada : os pretendentes hajam de dirigir-se ao
mesmo engenho, ou no engenho Penedo de'bai-
xo, que se far lodo o negocio 6 vista do com-
prador.
Vende-se na ra das Nimphas um escravo
de meia idade, na casa o. 7, sendo este bom ro-
zioheiro, por preco commodo ; lambem se ole-
rece urna ama para casa de pouca familia, dando
flanea a sua conducta ; a tratar na mesma casa.

n.cias de algodo cr muito superiores a
43800 rs. a du2ia; ditas de algodo cru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia; e
assim muilos outros arligos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f. na ra do Oueimado n.22.
Camisas e toalhas.
r Vji!^ra^a'.dVSaI??lJ-B50 bV!* Vendem-se camisas brancas mnito finas pelo ba-
S\P.ra-. t. P v ?i rel0g,0s d0 aania i ratissimo preco de 28 rs. a duzia ; toalhas deu-
do abncante Roskell, por precos commodos: nho psra 9j> ,#duri, di,as,feipod,8 mui.
REL0010S.
tambemrancellins e cadeiasf araos meamos
deexceellnta Kosto.
ummis& rntrnosesm mm&m
acabar-
Guimares Villar.
Ra do Crespo n. 17.
i A 15,ooo!!!
i| Chapelinas de seda para senhora rica- w
5 mente enteitados alguna brancos e outros
| decores pelo baratissimo preco de 153, 1
5 parece incrivel porm i vista verao que X
pechincha sem segundo.
Ricos enfeites a imperatriz o que ha de melhor.
i**l&fflMiM *! SMeflSw wtBmmPg >Vi(W0HJiK
Vende-se urna mobilia de Jacaranda em
muito bom uso e sem deleito algum, ineluindo
urna mesa de janlar de amarello : na na dos
Prazeres o. 30.
Fazendas baratas
Na ra do Queima lo n.. 19
Csmbraias fioas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o covado, ditas escuras a 180 rs.
o covado.
Cbitas francezas tanto escaras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fuslo a 600 rs. cada urna.
Cambraietas finas para veatido a 2$800,3$ e
3|500 a pea.
Esleirs da Iodia para cama e forro de sala,
sendo de 4, & e 8 palmos de largo
Lencos brancos para algibeira pelo barato pre-
;o de llftMO a duzia.
Grandes colchas do fasto lavradas a 5|500.
^ NA LOJA
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.
Veode-se fazendas de superiores qua-
t lidades e gostos por precos incrireis :
| Chapeos de seda para senhora brancos e
[ de cores a 15$.
i Ditos ditos de ditos de cores e brancos a
j 2U*O00.
a .Ditos de nalha ricamente enteitados a
_ 28 e 40*.
Riquissimos cortes de cambraia branca
bordados a 35#.
Ditos ditos a 20.
Las de Garibaldi em corles com 25 co-
rados a 109.
Cassas a Garibaldi o outros delicados
gostos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
fixas a 260 rs. o covado.
Laas de todas as qualidades a 3*600 rs.
Manteletes, asnillas de baile riquissimas.
| Chitas francezas de todas as qualidadea.
' Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pega a 6g50O.
Saias bales de 30 arcos a *.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mao a peca a 24*.
Saias bordadas e de fuslo.
Sedas de cores e prelas de 2 saias borda-.
das a velludo em carios ultima moda
de Pars. i
Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacas, paletols,
colletes, calcas,camisas e seroulas, meias,
gcavatas etc., etc.
Calcado Meli ultmamele chegado de
Paris.
Neste estabelecimealo encuntra-ae
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para senho-
ras, homeus e meninas e seus precos
sao admira veis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixa;
a doze rtotens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na roa do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Maearro e ialbarim a
400 rs.
Aletria a 640, queijos a 1*800. doce de goiaba
a 890 rs., vlnho de Lisboa a 560 e 400 rs.. do
Porte engarrafado a 800 rs. : no Urge 4o Pani-
zo, taberna da estrella o. 14.
lo superiores a 13 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
: Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 22 rs.; ditos de brim branco de
| linho o 5* rs.; ditos de setioeta escuros a 3>500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecid eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12,ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
| qualidade, assim como tambem cal virgem em
i pedra, tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquerparte.
I Remedios americanos g
DO DOCTOR
SRadway & C, de New-Yorkf
% PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
S Plalas reguladoras.
Estes remedios j sao aqui bem conhe-
cidos pelas admiraveis curas que tem ob- 8
tido em toda a sorle de febres, molesliaa $
chronicas, molestias de senboras, de pe- 6
le etc., etc., conforme se v as inslruc- 9
ces que se acham traduzidas em por- *5
tuguez. >
Salsa parrilha legitima e
original do an tigo
8DR. JACOB TOUNSENDf
0 melhor purificador do sangue
cura radicalmente
Erisipela. Phtisicas. ^
Rheumatismo. Catarrho. ^
Chagas. Doengas de figado.
Alporcas. Effeitosdo azoogue.
* Impingeos. Molestias de pelle.
A Vende-se no armazem de fazendas de
a Raymundo Carlos Leite & Irmo, na do
4 Imperatriz n 12.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado tran-
ce!, roupa feita, miudezas finas e perfumarlas,
tudo por menos do que em outra parte : na loja
do vapor, na ra Nova n. 7.
Goinma do Aracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; na
ra da Cadeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas
Vendem-se no eseriptorio de Maooel Ignacio
de Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Ruaa Senzala Novan.42
Vende-se em easade S. P. Joabston A C,
sellinse slh5es nglezes, candeerros e eastioaes
bronzeados, lanas nglezes, fio de vela, chicote
para caiTos, moniasia.arteios para carro da
um e dons cvalos relogios de oure paieate
iagln.
0

Una do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores ramio fino a 28*. ]
30g e 355, paletols dos mesmos pannos <
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos '
mesmos pannos a 14*. 16* e t8$, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28*, 30$ e 35*. sobrecasacas de
casemira de cores muilo tinusalj, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12* e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8*, 9*. 10/f
e 12, ditas de casemira decores a 7$. 8,
9* e 10*, ditas de brim brancos nuitu
fina a 5$ e 6*. ditas de ditos decores a
3*. 3*500, 4 e 4*500, ditas de ireia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
letes prelos de casemira a 5* e 6*, ditos
de ditos decores a 4$5l>0 e 5*, ditos
brancos de seda para rasan enio a 5*,
ditos de 6*. colletes de brim branco e de
fustao a 3*. 3J5CO e 4*. ditos decores a
2500 e 3*, paletols prelos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a ~f. 89 e 9*,
colletes prelos para lulo a 4itC0 e 5*,
(as pretas de merino a 4tfC e 5? i a-
letots de alpaca preln a 3j5C0 e 4$, ditot
sobrecasaco a 6, 7*e 8$, nuito l-i.o rol-
letes de gorgurao de st oa de cores muito
boa fazenda a 3$800 e 4$, colletes de vel-
ludo de crese prelos a 7* e 8*, roupa
para menino sobre casaca de panno pu-
tos e de cores a 14*. 15* e 16*. ditosTIe
casemira sacco para os mesmos a 6$5CO e
7*, ditos de alpaca prelos sacros a 3& e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
calcas de casemira pretas e de cores a 6*,
6JJ500 e 7, camisas para menino a (j
a duzia, camisas ioglezas pregas largas
muilo superior a 32* a duzia para acabar.
Assim como temos urna odrina de al
faiate onde mandamos executar (odas as
obras com brevidade.
Relogios.
Vende-se em casa deJohnstonPater & C,
ra do \igario n. 3. un.bello sortimento de
relogios de ouro, patente irglez. t um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos irancelins para o
mesmos.
SEDULAS
de 1,0 e 5*000.
Continua-se o trocar sedulas de urca s figura
por metade do dfsccnio que eiige a Ihesouraria
desta provincia, e as nots das mais [raras do
imperio com o bate de 5 por cerno: no eserip-
torio de Azevedo & Wendes, ma da Cruze
o. 1.
Ges k Bastos.
Ra do Queimado n. 46.
Tendo os annuncisntes conseguido elevar este
estabelerimento a um engranderimento digno
desla grande cidade, apreseiitam concurrencia
deste ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas es eslaces
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em presos romo em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoal de sua of-
fina sendo ella d'->ra em diante dirigida pelo
insigne mestre LACBIANO JOS" DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podfm pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, qoer
casaca, quer fardoes dos Sis. ofliriaes de mariuha
e exercito. Oulio sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortiminto de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cres egrossuras,
com .rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1* rs. a
peca ; na roa do Queimado, loja da aguia bran-
ca n.16.
Roa da Senzalla Nova n.4?.
Neste estabelecimento contina a baver nm
ce mi leio soriimenio de mocadas emeias rr.cer.-
d8s para engenho, machinas de vapor e laixas
te ferro balido e coade, de todos osUmaubcs
para dito,
E'baratissimo!
Ra do Cre?p n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fix? mindinhss a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
non0 COV8do e th'l" largas Deas de 240, 260 o
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo preco : oio-se amostras com
por
penhor.
Para desenlio.
Mui bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, tapia, pincels, e os mais necessarios para
desenho. E' o que de melhor e mais perfelose
tem visto aqui em lal genero, e vendem-se a 5.
6, 8*. 10$, 12* e 14 : na rus do Queimado n!
16, laja o Aguia-Branca.
FOGOES ECO
MMICOS.
Nova deseoherla americana : riquissimos fo-
goes econmicos de muilo bonitos modelos, e
todas as commodidades para cozinhar, tendo a
vantagero de, com um fogao destes, fazer-se to-
da a qualidade de comida para um jantar, com
diminuto tempo por atrairem si todo calor das
fornalhas, tem mais a vanlagem de nao fazer fu-
maja em qualquer orna casa, por conter em si
um cano que expede toda a fumara a lugar que
no enrommode e nem prejudique a propriedade,
por precos muito commodos : na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Attenco.

_ Vende-se o compendioRegras de escriplura-
co mercantildo autor Jos Antonio Gomes
Jnior, adoptado no curso rommercial pernam-
burano ; na livraria do Sr. Duarte, praca de Pe-
dro Un. 6.
Papel.
Na loja da aguia d'ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vende-se papel de peso peralina a 3*200 a resma.
Dito mais inferior a 2*500 e 2*800.
Dito mais fino almarn a 3*500.
Hilo mais inferior a 3*200.
Dilo de cores folha pequea a 500 rs. 1/4 de
resma.
Escrai?os fgidos.
Belogios
Suissos.
Em easade Schafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosde ouro.pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeirosfabricantes da Suissa^que se
vanderionor precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com aoto, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
aerati eatabeleeer-se, por ter nao commodos
precitas para residencia, como tambem loja, arma-
zea, etc. a tratar aa mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmios, que esli auloriaadoa para esse
fim, ou oesla praca na ra do Caboga, toja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendara-sa superiores manteletes prelos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 35# :
na ra do Queimado n. 23, loja da boa f.
A 20 de dezembro de 1860 desappareceu do
engenho Maravilh, freguetia da Escada, os cs-
rravor seguintes : Actonio, rrioulo, de idade de
35 a 40 annos, cor preta, estatura regular, ebrio
do corpo, poura barba, muilo ladino, sendo que
sabe ler e escrever, tendo por melhor signal urna
riratriz sobre o olho esquerdo. Mara, parda, de
40 a 45 annos de idade, cheia do corpo. e de ta-
maito proporcionado, lendo a barriga quebrada
e falta de denles na frente, e cabellos carapinhos.
Esta parda cacada com o negro Antonio arima
meneionado. Benedicto, rrioulo, alio, sfeco,
pouca baiba, pernas finas, nm pouro trpico dos
ps porque soffre nelles rravos, olhos grandes,
de 40 Minos de idade. Estes escravos evadindo-
se juntos julga-se que seguiram para o Buique,
Serra-Talhada, por lerem sido daquellas para-
gens, e all lerem prenles : roga-se portanto
aos Srs. capites de campo e autoridades poli-
ca e a que os spprehendan. e leem ou no referido
engenho, ou na cidade do Recife em casa dos
Srs. Cardoso & Souza, na ra do Crespo n. 18,
primeiro andar, aonde receberao 200$ de grati-
ficacao.
Escrava fgida.
Isabel, crioula, estatura regular, cor fula, rosto
comprido, falta de denles, comsignaes no rosto ;
consta que anda no Foite do Mallos : roga-se a
pessoa que a appreheoder, leva-la ruadoPas-
seio Publico, loja n. II.
No dia 15 do correle fugio do engenho In-
nhamun o escravo de nome Quirino, com os sig-
nara S"guintes : bsixo, barbado, olhos vivos,
rosto redondo e descarnado, de nacao Angola,
caballos grandes (podej ter corlado) muito ladi-
no e coriez, com falta deum dente ra frente do
lado de cima, os olhos um lano vermelhos, re-
presenta ler 40 annos de idade, pouco mais ou
menos : roga-se as autoridades policiaes, capi-
tes de campo ou qualquer pessoa do povo, a
captura do dilo escravo, e levarem ao rngeoho
arima mencionado, ou nesta prafa na ra Nova
n. 45, loja de selleiro dos Srs. Orneiro & Irmao,
que sero recompensados generosamente.
100J000.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado um negro de nome Filippe, escravo de
Francisra Rosa Pereira dos Santos Bezerra, mo-
radora em Ierras do engenho do Curado, rujo es-
cravo tem os signaes seguintes : cor fula, alto,
secco, pouca barba, ps grossos e mais prelos do
que a cara, pernas malfeitas, olhos branecs e pa-
pudos, dentes pequeos, cabeca pequea, duas
fallas e muito mansa, e quando olha para qual-
quer pessoa fita os olhos e nao pestaneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou ralea preta de
casen,ira ora, paleto! de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor, sapatos de
couro de lustre, camisa de madapolo nova, o
tambem de baeta verde velha, abena, e tam-
bem de algodo azul, chapeo de massa cor do
chumbo }vflho, de snppor que em viagem
elle nao ande com a roupa nova e sim com a ve-
lha por ser mais propria : a pessoa que o trou-
xer no referido engenho, ou na ra Augusta n.
21, receberi a quanlia cima.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Msnoel Jos Peona Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de einccenia e tantos annos, fulo, alto, msgro,
denles grandes, e com falta de alguns na fren le,
queixo fino, ps grandes, e com os dedo, gran-
des dos ps bem abertos, muilo palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.-
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogsdo por um paree?ro seu conhecid,
disse que linha sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernarabueo aos Srs. Basto de Lo-
mos, que graficarSo generosamente.


(8)
Litteratura,
MAMO DI PmWAMMCq. i*. SAMADO 43 ME FEVERHIO DE 1861.
O marqiez de Salta Cruz, arcebisio
da Babia.
O Exm. e Rvm. Sr. D. Romualdo Antonio de
Seixas. arcebispo da Bahia, o mettopolita do im-
perio do Bruil, seu primaz, e uma de suasmaio-
res glorias as lellras e virtudes, nasceu om Ca-
mel, villa o boje ci lade da provincia do Cr-,
Par6,nodia7derevereirode 1787, depaisl.on- r.....--*-.- ....B.av.. lle-
rados, anda que pouco favorecidos da fortuna, o \ "or da provincia at a cidade de S. I.uiz do Ma-
Sr. Francisco J istmiano do Seixas e a Sra. D. ranho, ondo perlo de om mez csperou que se
circumstaneia de nao ter anda as ordens todas,
foram di {acuidad es para esia preferencia lio jus-
tificada pela circumspecgo de seu carcter, pela
somma de seus conhecimentos e gravidade de
costuoea.
Acorapanhado de oulro joven eclesistico, ri-
ce-reitor do seminario, parliu 4 cumprir easa
honrosa commsso com viagom laboriosa o lon-
ga. porque em tal poca mui poucas coramuni-
cageshsvia para o Rio de Janeiro.
Foi preciso coniega-la dirigindo-se pelo lote-
Angela de Souza Bitlencourt.
Sua familia perlencia s mais solidas e prnci-
paes da provincia. Como fosse elle o primeiro
ructo do feliz consorcio de seus paos, era o do-
lo e o objecto da ternura delles tal ponto, que
desejaodo seu pae eovia-lo capital para ahi re-
ceber a educacao llleraria, senta lio vira sau-
dade, que declarava desistir dessi resolugo, se
no momento da partida seu Dlho chorasse. Mas
to grande vontado moslrava ji o joven Romual-
do de se entregar s leltras, de que havia de ser
to extremado cultor, que apezar da tenra edade
de 7 anuos, e do affeclo filial to natural na in-
fancia, nao s nao derramou uma s lagrima
msale manifestou satisfagao e alegra, como
presentiudo naquelle primeiro pssso de sua vida
a gloria que o esperava no mundo litterario, e
que compensara seus desvelados paes a pena
daquella ausencia.
Seu lio o padre Romualdo de Souza Cc-elho,
quem ra recommendado. e que era ento se-
cretario do Exm. bispo diocesano D. Manoel d'Al-
meida de Carvalbo, o fez entrar no seminario
episcopal, onde esteve por espago de um anuo,
passando logo depois para a companhia do mes-
mo seu lio, que resida no proprio palacio do
prelado. Contiouou, porem, o joven Romualdo
frequenlar o seminario como alumno externo,
sem que todava Ihe faltassem as condiges do
intrnalo, to necessario para inspirar nos can-
didatos ao sacerdocio os senlmentos de solida
piedade, porque os proporconavam em alto grao
a casa de bispo to virtuoso, e os cxemplos de
tao digno mentor.
Estudou grammatica latina no espago de 3 an-
uos, e com tanta destiocgo, que seu professor,
um dos mais habis que ha tido aquella provin-
cia, nao cessava de o elogiar publicamente fa-
ce de seus condiscpulos. A' par do muilo ta-
lento desenvolvia-se nelleum tao vivo ardor pe-
los estudos, que, aproveitando as tregoas dadas
aos trabalhos escolares, aprendeu a lingua fran-
ceza, em que se aperreigoou, leudo todos os dias
a vida dos santos escripia nesse idioma, adqui-
rindo ao mesmo lempo com o conhecimenlo dcs-
-le a importante lgo das praticas virtudes dos
neres chrislaos, como quem havia de ser cha-
mado um dta para as inculcar com a palavra e
com aegoes ao rebanho de Jess Chrislo. pas-
sou depois frequenlar a aula de philosopha ra-
cional e moral no colleglo, que ento se abrir
no convento dos religiosos de S. Antonio, por
faltar essa aula no seminario; seus progressos
foram rpidos oessa sublime arte de pensamonto.
e lhe conciliaram particular estima, e conside-
ragao de seus meslres, que assim davara teste-
rounhos de admirago ao precoce desenvolvimen-
to com que seu espirito se exercitava as dis-
serlagoes sobre as mais importantes quesloes de
philosopha. Esse brilhante comego de vida lu-
terana em um joven que apenas conlava 13 para
14 annos de edade, nao pona deixar de altrahir a
atteogo de prelado to douto como zeloso pelos
concluir o fabrico da embarcago que o con-
duzio Peruambuco com escala pelo Cear,' em
cuja capital ae demorou alguus das, e 18 osquel-
a outra.
Nessas capitaes recebeu omitas demonslragoes
do hospitalidade e beoevolencia, que tuavisaram
os penosos soffrimentos e at mesmo privacoes
de viagem to incommoda como incerta. De
Pernambuco seguiu para o lugar do seu deslioo
era una excellente galera, oode encoctrou toda
a sorte de comraodidades e excellentes compa-
nheiros.
Chegando nova corle do Brasil leve com o
seu colega a honra de apresentar se ao princi-
pe regente, que os acolheu com singular benig-
nidade, mostrando grande prazer por esse lesle-
munho de vassallagem enviado de uma das mais
remotas provincias de seus estados.
Cumprida esta primeira parte de sua missao,
passou tratar dos negocios, de que ia encarre-
gado, sendo o principal delles o conflicto do seu
prelado com a junta da coroa. por occasio do
recurso interposlo por um padre criminoso,
quem elle suspender do exercicio de suas ordens,
proceder al occupar-lhe as temporalidades. '
Nessa occasio nao so mereceram 03 dous jo-
vens eclesisticos o mais destinelo acolhimento
da parte de Sua Magestade, mas lambem este os
agraciou com a merc do habito do Chrlslo.e
proraoveu-os s caderas de conego da s do Tara,
ento vagas.
Ragressando ambos sua provincia, recebeu o
conego Romualdo a sagrada ordem de presbye-
ro, e celebrou a sua primeira missa ni egreja
parochial de Camut no dia 1." de novembro de
1810, algum terapo depois de tomar posse de seu
canonicato.
Sempre affeigoado trra de seu nascraento,
foinella por algum lempo prestaros serrigos de
vigario encomraendado, at que de novo chama-
do capital exerceu os cargos de provisor e vi-
gario geral, durante a ausencia do seu lio o co-
nego Romualdo de Souza Coelho, que (Ora pelo
referido prelado enviado no Ro de Janeiro para
assistir coroaco do rei. Vagou a s do Par
pela morte de sou bispo, e sendo o conego Souza
Coelho nomeado vigario capitular, e alguns rae-
zes depois successor no bispado, parliu nova men-
te para a corte esperar as bulas de confirma-
ca\ Picando entretanto seu sobrinho o conego
SeWas eleito para o substituir no dito cargo de
vigario capitular. Coube esse joven cjtSo
destinen ecclesiasco a honra de pregarlas exe-
quias do dito seu prelado e bemfeitor. *Nioguem
cortamente estava mais habilitado para tecer o
elogio do illuslre nado do que aquelle que tes-
temunhra to de perlo suas virtudes. E cante e eloquenle orago fnebre, em que as
evanglicas aeges do morto realgam as pompas
do estylo e na lnguagem sentimental do orador,
profundamente commovido por to grande per-
da, foi impressa em Lisboa, merecendo quo um
dos mais insignes pregadores dessa capital, cu-
s=aft4a.tRi ^==HS=::
pois.resolveu o padre Romualdo de Souza Coelho
eaviarseu sobrinho Portugal com o ra de con-
cluir os estudos na celebre coogregago de S.
Felippe Nery, que ainda ento florescia em lel-
tras e virtudes pelos grandes vares que em seu
gremio possuia.
Foi ali recebido com singular agrido o joven
Paraonse, de modo que nao sendo permittido no
primeiro auno, em que havia uma especie de no-
viciado, frequenlar as aulas, fez-se era seu favor
uma excepgo de regra, dando-se-lhe licenga de
ouvir as liges do physica do insigne padre Theo-
doro de Almeida.
Depois de dous annos, em que rauito aprovei-
tou com lo grandes meslre3, foi indispcnsavel
legressar seu paiz; mas demorando-se anda
alguns mezes em Lisboa, empregou-os com tino
e goslo era visitar as bibliothecas e outros esla-
lelerimentos Iliterarios, e bem assm em aper-
feigoar-se no esludo da eloquencia o outros ra-
mos de liltoralura na companhia do famoso Dr.
para diversos exercicios Iliterarios.
Voltando ao Para na edade de 18 annos, dese-
java muito o prelado, seu bomfeitor, achar uma
opportunidade, em que podsse fazer brilhar os
talentos do seu protegido, e essa nao se fez mui- 6UQda Tez a presidencia da njva junta provisoria
to esperar generosa benevolencia do Ilustro
protector, porquanto, abrindo-se ento a aula
publica de philosopha com grande solemnidade
e assistencia do capillo general conde dos Ar-
cos, de cijo governo receberam leltras entre as
nos a mais viva aoimago, foi o joven Romualdo
oncarregado de recitar, depois da orago inaugu-
ral do respectivo professor, um discurso anlogo
ao objecto, commisso que desempenhou com
grande e geral applauso. Desde ento o conde
dos Arcos o honrou com sua estima, e nao ces-
sou de tecer elogios ao sen talento, mesmo de-
pois que se retirara para o Rio de Janeiro.
Sendo iniciado do estado ecclesiaslico pela re-
cepcao da prima tonsura, foi logo nomeado mes-
tre de ceremonias do solio ; e depois chamado
ao magisterio no seminario ecclesiaslico, oceu-
pou successivamenle desde a edade de 19 annos,
as cadeiras de grammatica latina,rhetorics e po-
tica, philosopha racional e moral, lingua france-
za, e ltimamente Iheologia dogmtica, com no-
tavel aproveilamento de seus discpulos, alguns
dos quaes ainda hoje se destioguem por suas lu-
zes e posigao social, sendo essa urna das pocas
em que mais floresceu em leltras,o mencionado
seminario.
Chegmdo competente edade de 21 annos, re-
ceben a ordem subdiaconal ; e como uma graga
especial de seu prelado e por tantos ttulos me-
recida, teve logo a permisso de annunciar a pa-
lavra divina, sendo os aeus primeiros ensaios na
oratoria sagrada, cujo modelo veio ser, o pa-
negyrico de S. Thomaz de Aquino, que elle ha-
via escolhido para protector de sua aula, e que
o improvisou por haver adoecido na vespera da
festividade o Exm. bispo diocesano, que o havia
promettido pregar ; e poucos dias depois o de
Santa Anua, na ento villa de Camut.
Exercia pela segunda vez o magisterio de phi-
losopha, e havia ja recebido a ordem de dico-
no, quando por occasio da chegada do principe
cios da diocese. era a pouca edade, nem a
bavatn.
Por e3le lempo chegaram ao ParS os dous sa-
bios naturalistas allemes doutores Spix e Mar-
tius, com o flm de fazem explorages scientiQ-
css ; destinguindo logo o subido mrito do vigj-
rio capitular dessa diocese. contrahiram com elle
uitimas relages de araizade. e quando vollaram
a Europa, lhe enviaram de l o diploma de socio
da real academia das scencias de Munich.
Proclamando-se em Lisboa a conslituico, tere
de se organisar no Para a junta provisoria, que
devia goveroar a provincia; e era to pioemi-
nenle o conceilo do Sr. Romualdo Antonio de
Seixas, que sobre sua pessoa recahiu a eleigao
demembro e presidente da referida junta ; pres-
tando nessa qualidade relevantes servigos ao
paiz, como fosse. entre outros to conhecidos dos
Paraeoses, a abertura de um canal da miior ur-
gencia para o coraraercio por facilitar a comrau-
nicago cora o interior da provincia ; o projecto
"" ""'"" i-uiupoiiuia ao lamoso Dr.'----- uo (uu.uicia ; o projecto
Jos Joaquina Ferreira de Moura, que depois foi de uma esta,islic* mesma. nomeando-se para
iim dos prncipaes ornamentos das cortes de Por- esse eTeit0 corumisses sob a direcgo do illus-
tugal, e que rauito o aprecava, convidando-o lrado lenenle-coronel Baiena ; a concluso do
-nir-a rliffnrPAonTavaitiino Kll.___._ alirm H JI (raaata 1 mn*^-.-. ._______ ..
fabrico da fragata Imperatriz, a seguranga indi-
vidual, e as niisses entre os Indios do alto Ama-
zonas.
Obrigado pela forga armada acceilar pela se-
g W IJI/ll
em 1823, quando ainda o Brasil se achava unido
Portugal, fez o relevantissimo servigo de salvar
a vida de alguns jovens das prncipaes familias,
quehavendo imprudente e prematuramente pro-
clamado a independencia, linham sido condem-
nados morle, conseguindo o Sr. Seixas, des-
peito de furiosa resistencia dos chefes militares
ecom risco do sua propria existencia, que ellos
fos'sem enviados Lisboa com o apparente pre-
texto desolicitar-se a aprovago do poder mode-
rador, mas com a oceulta conflanga de que s
assim ospoderia sublrahir ao infame supplicio
como defacto aconteceu, regressando ellos in-
mediatamente salvos ao seio da patria, por cuja
liberdade, proposla pelo humanissimo e patriota
presidente da junta, por meio de urna enrgica
indicago. em que demonstrara sua conveniencia
poltica, causou geral salisfago, illuminando-se
nessa noilequasi toda a cidade.
Esforgando-so a metropole por conservar o
Brasil ligado seu jugo, e resol vendo nesse in-
tuito organisar um conselho de estado composlo
de Portuguezes e ultramarinos, foi o Sr. Seixas
um dos nomeados membrosdo referido conselho
por proposta das cortes, mas nao chegou lo-
mar posse desse cargo, por haver cahido a cons-
titulgao em Portugal. Por esta occasio foi lam-
bem eleito deputado suppleote 3 corles.
Proclamada a independencia do Brasil, foi
eleMjfcdeputado pela sua provincia i assembla
geral legislativa, e bem assim membro do con-
selho geral da mesma provincia, e s deixou de
enlrar na lista trplice para senador, porque
sendo eleito, apressou-se em declarar que ainda
nao tiohi a competente edade, pois que contava
38 annos.
Partindo como deputado para o Rio de Janei-
ro, S. M. o Sr. D. Pedro I comecou logo des-
tingui-lo com sua particular estima e benevolen-
cia. Na pomposa ceremonia da' apreseotago do
recem-nascido principe imperial [ hoje impera
digna e providencialmente nomeado arcebiapo da
Babia por decreto de 11 de outubro de 1828.
Nomeago verdadoirametrte inspirada pelo cu,
e cujo acert, confirmado por uma serie de fac-
i* gloriosos, honra sobre manelra o principe
que a fex.
Esse inesperado acontecupento, mudando to-
dos us planos do deslindo deputado pelo Para,
roubando-o lalvez para sempre de suas vistas
para o collocar na eminente dignidadedo paiz de
todo o imperio obrigou-o i car na corte, aguar-
dando as bullas de sua confirmacao.
Nesse inlerim fallecendo a primeira imperatriz
foi o arcebispo eleito da Baha oncarregado de
pregar a orago fnebre, que corre tambera im-
pressa na collecgio de seus primorosos escriptos.
Seodo expedidas as bullas de conrmagu era
30 de maio de 187 pelo SS. P. L-o XII. teve
lugar a sagrago do Exm Sr. D. Romualdo Anto-
nio de Seixas 00 dia S8 de outubro de 1427 na
capella imperial, sendo seu sagrante o Exm. bis-
po capellao-mr D. Jos Cielano da Silva Couti-
fiho, e recebeu o pallio das mos do mesmo pre-
lado na sua capella episcopal no dia 4 de novem-
bro seguiole.assistindo esta ceremonia os Exros.
bispos do Haranho e de S. Paulo
Em data de 18 de maio de 1828 dirigiu elle da
cortesas primeira carta pastoral, saudando aos
seus diocesanos, na efluso daquelle zelo e ca-
noaee que caracterisam os escolhidosde Deu*.
nao lhe sendo possivel logo lomar pessoalmen-
le posseido arcebispado, nomeou para esse fim
na qualidade de governador.o conego, deputado
g'ral pela Baha o Dr. Jos Cardoso Pereira de
Mello, que em nome de S. Exc. Rvm. a realisou
no da 31 de Janeiro de 1828 com grande pompa
e solemnidade.
Na sesso legislativa de 1828 foi eleito presi-
aenle da cmara, cargo que exerceu successiva-
menle at o flm da mesma sesso. e depois do en
cerramenlo dessa partiu para a Baha, em cujo
porto chegou no dia 26 de novembro pelas 4 ho-
ras da tarde, receben Jo todas as honras O cooti-
nencias devidas dignidade episcopal, e bem
assim asmaiores demonslragoes de puolico rego-
Orpha de pastor ha tantos annos, a diocese ba-
hiaria saudava justamente jubilosa aquelle que
juntando tao eraineule poder o prestigio do
saber e das virtudes, (razia a bem fundada es-
peranga de reslaura-la na disciplina e na f.
A ceremonia da entrada solemne fez-se dous
das depois (28) sahindo da egr-ja do raosteiro
oe!>. nenio o prestito brilhante e numeroso, como
pedia a grandeza desse acto.
Na legislatura de 1835. a Baha, testemunhan-
uo o elevado mrito de seu digno prelado, espon-
tneamente o elegou deputado assembla geral
porque enio o vol era ainda a expiesso d
vonlade popular.
Nessa, assim como na anterior e subsecuentes
legislaturas, em que continuou ter asseoto na
cmara temporaria,prestou os mais assignalados
servigos rehgia e patria, orno fossem, en-
tre ouiros, a suslentago do celibato clerical, dos
impedimentos malrimoniaes, dosdireitosda san-
ta s sobre a conflrmago dos bispos, e de outios
pontos concernentes disciplina da egreja, que
haviam sido atacados por alguns membros da
mesma cmara.
Sua palavra, sempre eloquenle, pugnou cora
enrgica dedicago pela edifleago ou melhora-
mento dos seminarios, como o meio mais eficaz
a regooerago do clero ; advogou com patriti-
co e evanglico zelo a causa da liberdade e civi-
Usacao dos indgenas, bem como a utilidade das
tes monvmeatos desees ser vicos ios seus sa-
bios escriptos. -
Alaa da 1 elieio para cenador, mallograda
P" Mlaraco de falta Te edade. como mais
cima distemos, foi ainda votado e entrou na lis-
ta tnplice pelo Para em duas ou tres subsequen-
tes eleiedes ; porm. apezar do* retos to espon-
tneamente pronunciados e repetidos de seus pa-
tricios, apezar da opinio publica, e da sua alta
posicao e servigos, nunca foi escolhido. A' pro- -
psito dessas exclosoes todas, que nos abalemos I imperial, e aos fastos da naco
de quaiicar, dira elleque nao tinha vocago
dos parocbos, administrago dos sacramentos,
expticagao do evangelho, conferencias eeclesias-
ucas em todas as psrochias, e outros objectos con-
cernentes i disciplina e 4 f.
flr?B5!.Dh-aQ0 "' 'r^Wtofsjfclico na sus
-?-,,,' y*"" ouarchieo
MrtittsetoDsil. foi seeapre solcito em ordenar as
EE.r! Ui"c0e1s.,,e 5as, conrorme as diversas
encas relativas os membros da dyoaslia
poc
do
pul
, _. --------'-------r rocoiu-uasuiuo uriuuiue imperial i noje impera-
regentee sua corle .0 Rio de Janeiro o elegeu o dor Sr. D. pePoro il). coube-le a honrado
mesmo bispo D. Manoel de Almeida para ir em preg um eloqanle dUcurso. que correa im-
seu nome compnmeoUr o soberano e ao mea. j n ^
e ao me" preaso por todo o imperio. No m da setsio le-
mo tempo tratar de graves e importantes neso- ti *
rin. H. h... N.m ...... -I.,. '. g V**, q"do se preparava p,r. regress.r
sua provincia, foi as vesperas da partida to
ou,rof. iHustres parl*mentres, o projecto anti-
catnolico apresentado rillo governo, mandando
vir Irmaos Mora ves para catechisarem os oitos
indgenas.
Vivamente empachado em remover do clero
ludo quanto o podesse figurar odioso aos olhos
do poro, e desvia-lo da brandura de seu minis-
terio, propoz a le que isentou os parochos do
imperio do cargo de juiz de paz, que ento se
achavamanoexas algumasatlribuiges criraiuaes,
isengao de que ao depois conseguiu das as3em-
blas provinciaes da Bahia edeSergipe. eslender
a todos os ecclesiasticos, nao s relativamente .
esse cargo, mas tambera aos de promotor pu-
blico, jurado, e ao aiislamento da guarda na-
cional.
Obteve mais a reforma da relago metropolitana
e o augmento de seus ordenadas; finalmente nao
houve queslo ou controversia alguma, que to-
casse nos interesses da religio. e na liberdade e
independencia da egreja, em que sua voz po-
derosa e ilustrada se nao erguesse para os de-
fender.
Egual zelo, o iocansavel patriotismo domons-
trou nos negocios civs ou polticos. Foi sua a
mdicacao que, acolhida com applauso, so con-
verteu em lei decretando o pagamento das divi-
das cootrahidas pela Uada primeira imperatriz,
cuja dolago prescripla pela constituigo aiudaae
nao havia volado.
Foi elle que primeiro propoz a navegago va-
por as aguas do Amazonas, e a elavag do Rio
Negro cathegoria de provincia, projeclos de 0-
calculaveis vautagens, e que, nao sendo ento
estas devidamente comprehendidas.tlcaram adia-
dos, nao podendo todava deixar de ser umdia
apreciados, como foram em pocas bem recentes
reproduzidos por outros depulados, e passaua
em ambas as cmaras.
Na famosa sesso de 1836 perlenceu Ilustre
op^osigao, que fez baquear o regente Fej, suc-
ceuendo na regencia do imperio o senador Pedro
de Araujo Lima, hoje marquez de Olicda.
Na desagrajavel queito sobre a remogo do
tutor dos principes filhos de S. M. o Sr. D. Pedro
I. o benemrito Jos Bonifacio de Andrade, ao-
clarou-se altamente o Exm. Sr. arcebispo contra
semelhante medida, unindo-se aos defensores
deste grande homem.
Na outra ainda mais desagradavel do banmen-
to do immortal priocipe, fundador do imperio,
collocou-se frente dos 17 deputados que vota-
ram e declararam seus votos contra esse triste
projecto, que por honra do paiz cahiu no so-
nado.
Occupou de novo a cadeira da presidencia da
cmara temporaria na Ia sesso da legislatura de
1838 at o mez de agosto, em que pediu dispen-
sa de continuar nesse cargo, em razao de moles-
tia, e a obteve nao sem difficuldade.
Nesse meamo anuo, a 18 de jutbo, residi, como
metropolita e primaz do Brasil, a brilhante cere-
monia da sagrogo de S. M. o Imperador o Sr D.
Pedru II
Seu profundo saber, circumspecco. firmeza de
carcter, posigao social e afTabilidade, lhe gran-
gearam sempre na cmara temporaria o maior
respeito e sympathias da parte de seus collegas,
de modo que, para nao citar outros tactos, pedio-
do o Sr. arcebispo a palavra para oppor-se um
tpico da resposta i falla do throno de quo era re-
lator o Ilustre Antonio Carlos de Aodrada, este
apressou-se enlender-se com aquelle prelado,
nao hesitando em modificar os termos em que
era concebido o referido tpico, por nio estar
muito de accordo com as crencas religiosas,
Tendo votado pelo tratado entre o Brasil e Por-
tugal com os Srs. Calmon (hoje-marquez de Abran-
tes) Paim e Galvo, depulados pela Bahia. toffreu
com estes vira guerra e injurias de alguns jor-
naes da mesma provincia, de forma que proce-
dendo-se eleigao para a dila legislatura de 183S,
foi apenas eleito 1 supplente ; mas como, em
consequencia da revolugo do Para, ainda se nio
tinha ali feito a eleigao dos seus deputados, ape-
nas constou aquella excluso pela Bahia, foi o
digno Sr. arcebispo eleito 1 deputado per sua
po
contra o ageate portuguez que o negociou <.
em urna excellente memoria que publicou na Ba-
hia osabio padre Francisco Agoslinho Gomes fo-
ram estas vanlagens plenamente demonstradas.
Nao podendo ir aoRio de Janeiro para a 2* ses-
so de 1838. recebeu com sorpresa o docreto que
o nomeava mioialro do imperio, com um convite
supremo do honroso do regente marquez de Olio
da: -- -l- '--'---- c- -----^--------
reconhecida modestia, qne podesse prestar ao
para senador. Mais modesto que esse celebre
varao na antiguidade, cujo nome nos nao lerabra
queexclamou congratulando-so cora sua patria
sor haver esta echado outros mais dignos de oc-
dupar o cargo por elle sollicitado, o Sr. arcebi-
| o oppoz-sa aos seus amigos na Bahia quando
jor vezes pictenderam propo-lo candidato se-
1 tona, dizendo que esta provincia abundava
t D illuslragoes, que elle nao poda ser prefe-
r do. r
A maior parte dos gabinetes o trataram sem-
pre cora muita defferencia e considerago. Re-
Dnlando no Para a revolugo de 1835, recebeu
ppr aviso do ministro do imperio iosiousgo da
regencia para dirigir uma pastoral aos habitantes
aossa provincia, persuadindo-lhes que depozes-
ffj** "^m',8 e voltassem ordem e obedien-
cia das instituiges. Sempre prompto prestar-
selao servigo da patria, onde quer que elle fosse
reclamado, assim o pralicou, sendo portador da
patoral o il lustre general Manoel Jorge Rodri-
gues, que nessa expedigo contra os rebeldes teve
I um grande recurso da estrategia milittr o
leroso prestigio dessa palavra doce e efficaz
loquente prelado.
ando era 1837 o grito revolucionario da re-
ica iangou por Ierra na capital da Babia as
insttuigoos juradas, retirando-se com as mais
autoridades para o reconcavo, ah publicou duas
pastbraea, que produziram feliz impresso, reani-
manjdo os sent mentos de lealdade e coragem dos
habitantes.
. Htao quasi lodos os membros do gabinete lhe
amaram por eate motivo, palavras do felictago
e afradecimento, exprimindo-se um, que essas
pastorees lirham valido um exercito. Expresso
tanlol mais verd^adeira, quanto certo que a tor-
ga pUe abafar as revolugdes, mas, que as nao
**! se a conviego nao accalma a agitago
das ideas, que se traduzem nascoramogoes popu-
Ji in outra poca, quando por occasio da ab-
dicagilo do Sr. D. Pedro I. a capital da Bahia viu-
se anipagada de urna desastrosa guerra civil,
pontojde se reunirem os dous partidos auxiliados
pela ferga armada, um no forlo de S. Pedro, e ou-
tro no quartel da Palma, muilo concorreu o Sr.
arcebispo para os reconciliar, iudo pessoalmente
.tallar-Mies, e assim se resliluiu a Iranquilidade
publica.
as numerosas relages que entreteve sempre
com pessoas deslindas, ou em dignidade, ou em
saber, recebeu constantemente os mais ltsongei-
ros leslemunhos de aprego e admirago. Os so-
beranos pontfices Gregorio XVI o Po IX o hon-
nram cm breves epistolares, demnstrateos
do mais alto conceito, e o mesmo merecen sem-
pre dos delegados da santa s desdo o arcebis-
po de Tarso al o de OJessa, ltimamente falle-
cido.
Nao s muito dos nossos bispos, vigarios capi-
tulares, e parochos, se gloriarais de consultar
suas luzes em materia da administrago pastoral,
mas tambem muitos seculares illustrados se nao
dedignaram de recorrer as suas duvidas e con-
troversias lessa subida intelligencia, que o dis-
tiocto lilternto e chrooista-mr do imperio o Sr.
*.&? ? *98eus deveres Paloraes,
lir!i 1 Pe*oeuiee8fregueiiesdo
liuoral do recoucavo. onde foi recebido com lo-
das as demonslragoes de piedoso enthusiasmo e
amor lial. Nessis visitas tornou-se incansavel
era exhortar de viva voz e por escripto ao clero
e aos deis ao cumprimento dos respectivos devo-
res, era regular e.reviver o culto diviuo, na ad-
ministrago do sacramenlo do chrisraa, e reuitas
vezes destribuio elle mesmo a sagrada euchiris-
tia numerosos fiis. E se pelo seu mo esta-
do de saude nao eslendeu, como desejava, essas
visitas at o interior da provincia, suppriu essa
falta por meio de seus delegados, e de pasiones.
Considerando a educago religiosa da mocida-
de, especialmente das jovens, que um dia cons-
itulrao as familias, principal base da futura fe-
iieidade do paiz que debiixo desse ponto de vis-
ts lem pouco merecido, forgoso dize-lo, do zelo
do nosso governo, alias louvavelmente solicito e
empenhado em todos os demais melhoramentos
maleriaes e scienlillcos, o Exm. Sr. arcebispo. &
despeno de mil difflculdades. que sua dedicaco
soube superar, proinoveu a fundago de colleeios
para educago das orphas e (libas familias abas-
tadas, sob a direcgo das virtuosas irmans de ca-
ri Jade. Fundago que ha merecido na experien-
cia de seus visiveis beneficios as bengo de lo-
dos os verdadeirosjamigos do paiz, mo grado es-
sas paiioes ruins e mesquinhas, que em toda par-
le se revoltam contra as cousas mais santas e
mais uteis.
Sempre que sua saude o permittia, fazia aore-
gagao do evangelho. especialmente no tempo qua-
resmal na egreja calhedral, om grande concur-
rencia de fleis, entre os quaes pessoas notaveis
por suas luzes e posigao :" sendo' para sentir que T"? "" "W
as homilas uo < d0 lmPerador ?
mia&M ron iinT =Tm "*'" "' "as unci iliterato e chronista-mr do imperio o Sr.
mST\SSS1SSSSST^: Xi 'ad ^e ?'0af!l In*:i0 Accio11 de Cerqueira e Silva, nao
uuiros uiustres parli mentares, o projecto anti- duvidou r. ahin^r rno,n .^..i.. SI
uvidou clahsiflcar como a primeira do paiz
a sua breve\ porm, luminosa historia do Brasil.
Para corroborar esta verdaie, citaremos o des-
tiQCto publicista Silvestre Pinheiro, que nao s
lhe enviara suas obras, como tambem submetleu
so seu exame \s jaizo, algumas antes de as dar
aos prlos. O j referido naturalista allemo Dr.
Martins, alm da muita hoorosa mengo que faz
de S. Exc. na sua viagem ao Brasil, entreteve
sempre com elle uma ioteressante corresponden-
cia, dando o epitheto de mestre. O celebre poe-
ta o Sr. Antonio Feliciano de Castilho, cujo no-
me, como o de Cames, basta para immorialisar
uma nago, tributava em suas cartas ao illuslre
prelado brasileiru o maior testeraunho de respei-
to aos seus conhecimentos scientificos. O seu ir-
mo o Sr. conselheiro Jos Feliciano de Castilho,
tambem destnelo Iliterato, lhe dedicou a sua io-
teressante traduego da Mulhtr Calltolica com
as mais lisongeiras expressdes.
O benemrito fallecido conego Luiz Gongalves
dos Santos, em cujos escriptos leve sempre a egre
ja o mais extrenuo defensor, nao lem para assim
dizer uma pagina em suas obras, que nao seja
uma homenagem ao saber do respeilavel metro-
polita. O sabio lente de direito ecclesiaslico da
academia de Olioda, o Sr. Dr. Villela Tavares,
nao obstante a rendida discusso que leve com o
Sr. arcebispo acerca de alguns pontos dessa scien-
ca, teceu-lhe osmaiores elogios no bello discurso
com que abriu uma de suas aulas. Tanto cer-
to, que as lulas da intelligencia os espirilos
elevados, leuden: se approxtmar pela forga ir-
resistivel da verdade, anda quando se combatam.
O famoso orador sagrado Mont'Alverne, gloria do
pulpito brasileiro, e do monarcha que o estima-
va como Luiz XVI a Bossuet, nao menos modes-
to que Ilustrado, folgou de humilhar-se as suas
cartas sute a sabedoria do arcebispo da Bahia.
ltrapassariamos os curtos limites que nos te-
mos tragado se foraraos mencionar todos os no-
mes daquelles Iliteratos nacionaese estrangeiros
que o honraram cora sua admirago.
O instituto d'Africa em Pars, que conta em
eu gremio, um grande numero de altos persooa-
gens de todos os paizes, o nomeou seu presidente
honorario vitalicio.
A academia Real das Scencias de Munich, a
sociedade dos Anliquarios do Norte na Dinamar-
ca so honraram de le-lo por socio corresponden-
te, e da mesma sorte o Instituto Histrico e Geo-
graphico da Bahia, e nutras associages que per-
tenceu como socio honorario.
Com umoomeeuropeu na repblica das leltras,
nenhura titulo mais honroso para elle que o d
sabio, dado por utoridades de incontestavel
competencia na materia, era portento de honra
para o seu paiz, destingui-lo entre seus coocida-
dos com essas condecorages, smente valiosas
quando concedidas ao mrito. S. M. o Sr. D.
Pedro I, de sau losa memoria, alm de outras
provasde particular aprego, com que saba esti-
mar o verdadeiro merecimentu dos servidores do
estado, coodecorou o Exm. arcebispo da Bahia,
antes de sua elevago ao episcopado nomeando-
pregador de sua imperial capella, e depois gran-
de dignatario da ordem da Rosa, o oSr. D. Pe-
dro II coocedeu-lhe a graga da grao-cruz da or-
dem de Consto, e logo depois marquez de Santa
Cruz.
Alheio aos negocios polticos do paiz, e descan-
sando asombra do santuario, dessas fadigas to
gloriosas em prl da patria, em uma vida mais
conforme talvez seus commodos e gosto, o Sr.
D. Romualdo Antonio do Seixas entregou-se ab-
solutamente ao.cullivo das lettras, cujo amor nun-
ca morre no genio, e ao rgimen de sua ventu-
rosa diocese, era que nao menos importantes ser-
rijos prestou religio e ao paiz.
O seu primeiro cuidado no governo da diocese
foi a educago do clero, como a fonte da regene-
rado do povo nos solidos principios da f e dos
coslumes. Com este intuito fundou o grande se-
minario ecclesiaslico. que pouco pouco se lera
elevado ao estado lisoogeiro que hoje se observa,
e oode o padre que antes dessa creagao se or-
1 com algumas noges apenas de theolo-
suas tao interessantes e cloqueles roaai
lossem escriptas, em razo de suas muitas oceu-
pagoesno immenso expediente de vasta dioeese
K' mistar oavir estas palanas pronunciadas 00
rochado de Santa Helena no centro do ocano :
f O impulso estS dade, e pens que depois de
minea queda e da desipparleio 4o meu systema
nio fa.ver ne Europa outro grande equilibrio
pessivel seno e confederado sea agglomera-
gao dos grandes povos.
Mas oara ouvi-las e para applica-las. misler
collocar-se em Deus. no recinto dos designios da
Dous, no catholicisra ; pois eis aqu uma lei que
oo recebeu nem receber desmentido algum no
correr dos seculos:
Toda tentativa em favor da unidade, que se
volta contra a egreja catholca, vae dar na sciso
e volta-se por si mesma contra a unidade, e nao
torna unidade pratica seno depois que se con-
verte egreja.
Psra realisar as esperanzas da unidade, mj-
ter faz-las legitimas, islo colloca-Ias sob a
proteegio da egreja.
O occidente acaba de lanesr no Oriente uma
vista d olhos nova e fecuoda.
Roma acaba de proclamar a immaculada con-
ceigo daquella quo chamada a Porta Oriental.
Aquelle que quer ser senhor de si mesmo. ca-
rece de ambigo. S o carcter de servo de Deus
conveniente ao homem ; quem quer ser se-
nhor, toma a si por fim e limila-se a sua pessoa ;
quem quer ser servo, langa-se no infinito. Pec-
cou Napoleao por ambicio. Se tivesse sido mais
humilde, havia de lar comprehendido oora o na-
da do homem a immensidsde dos projectos de
Deus. e teris o Oriente em suas mos poderosas.
O que se ha de fazer para o seu erro;? O que se
ha de fazer para achar de novo, na arela abrasa-
dora do Egypto. os vestigios perdidos dos pasaos
Mullas solugoes ho sido propostas. Mullos
Possuido de constante zelo da religio no, raes- Z sVnZpTa Ruti.^om LT M,W
raos discursos em que por vezes tallou de objec- *n a ..,_ Com cffe,to'esse PK-
?* 1"""nos nunca deixou de os christianisar ou
dar-ihes um carcter religioso, como no bello e
pnmososo improviso, que foi obrigado fazer
no acto solemne da inaugurago da oslrada de
ferro depois da ceremonia da bengo, demons-
trado que esses prodigios na ordem material
em que o genio do homem como que reassume
o sceptro do poder, que o Creador lhe conferir
sobre toda a nalureza 110 momento da creagao li-
nham um flm providencial chamando os homens
frateroidade, ou unidade religiosa o social,
e facilitando por esses meios a rpida comrauui-
cago de suas ideas e interesses. Essa breve e
sublime allocugo excitou vivo enthusiasmo en-
tre seus numerosos ouviotes, e foi muito applau-
dida pelos jornaes.
Coreado do maior respeito publico em qual-
quer parte oode compareca, recebia as mais vi-
vas demonslragoes de amor e veneraco, que
mcreciam suas luzes e virtudes. O homem il-
lustrado encontrou em sua couversago o maior
interesse, o joven a maior aoimago, o pobre um
soccorro prompto. o culpado um juiz benigno.
Ninguem se chegou para elle que nao licasse en-
cantado e salisfeito.
Suas obras impressas, alm de alguns avulsos.
constam por ora de 6 voluraes em 4..
[Jornal da Bahia,)
.*..v. o.. .uCU.apu cicuu 1 uepuiauu por sua uenava cora algumas noges apenas de theolo
provincia natal, que assim vmgou a gratido do gia moral, hoje obrigado frequenlar, era cur
paiz; porquanto esse mesmo tratado era lo van- so de 4 annos. as aulas de historia sagrada e ec-
tajoso aos interesses do Brasil, que os jornaes de clesiaslica. exegetica, direito natural, theologia
Lisboa por esse motivo fizeram graves censuras dogma e|moral. direito canoooico, cloqueada sa-
conlra o asate nartuiruez nue n nounnin om.i r.nm nr.nn.;.r. ...u___1. 1______
grada, canto gregoriano e lithurgia ; e par dos
estudos proflssionaes recebe esses hbitos de pie-
dade e abenegagao, que foruiam a parte mais es-
senciil no sacerdocio.
Para conseguir esse duplo elemento, que cons-
titue o rerdadeiro padre catholico, S. Exc. 4 ex-
emplo de venera veis bispos, cooQou aos padres
da coogregago da missao, como especialmente
.mu gg nuuru*u u regen marquez ae utin- oa coogregago da missao, como especialmente
mas nao jungando o Sr. arcebispo na sua to habilitados por seu instituto, nio s a direcgo do
ohecida modestia, ane OOdesse nre.lar n Branda aamiimrin rnmn iimh.ni Aa nm <,.,!
-----------------i--------------------- -g
. grande semiuario, como lambem a de um outro
- pequeo seminario, que estabeleceu comoprepa-
vnlii'in w\ a w > o aulan k >*. Aa>itl^___ J^
gabinete os servigos que reclamara a critica po- puqueno serainano, que esiaoeieceu comoprepa-
sigo do imperio, escosou-se todas as instan- ratorio para o outro, e que possue as cadeiras de
rmm napa arnoil sr .al. n..:____ !_:-. r....^. J- _____.___.-_ _l:,.. i:
cas que se lhe fizeram,para acceilar este eminen
te cargo.
A seseas) do 1841 tota ultima em que compa-
receu na cmara, porque d'ahi em diante nao se
occupou mais do que do rgimen de sua dio-
eese.
Na assembla provincial da Bahia, i que per-
lenceu por muilo toropo desde sua inaiaitaco
offereceu as mesmas proras de sollicilede e zelo
pelos interesses do paiz e da egreja, existindo
miv i/oi a w vuuv, a ijurj pusaurj asj caurjias ua
latim, francs, grego, geographia, philosopha, e
rhetorica, pagas pelos cofres pblicos.
E' innegavel o beneficio desse estabelecmen-
to, d'onde lem asbido ecclesiaslicoa, que hoje
dignamente oceupam diversos empregos da egro-
ja com rande proveito publico, o edifleago dos
Qeis, at em outras dioceses do imperio.
Em diversas e luminosas pastorees, e bem as-
sim por todos os meios seu alcance, nio cessou
sim por loaos os meios a seu alcance, nao cessou tu misler apanharde novo a obra que
de exhortar e providenciar acerca da residencia ralos do imperador em S. Joro d'Acre.
Ler-se-ha con, vivo prazer as relexes segra-
les respeito de uma nova brochura relativa
quesio do oriente :
Philosophos. sabios. politicos.|pensadores, ar
listas, todos tem os olbos no oriente, como um
mysterioso sitio. E' para ali que nos chama o
futuro : para ali que o chamamos. Quem foi
que no docioro seclo cuidou no oriente ? Nao
era esse nome pronunciado na litteratura fran-
ceza, porque ento era licito, ou, se querem, pos-
sirel a uma litteratura ser franceza e s franceza.
Os lempos, porm, roudaram. Quem tem olhos
volta-os para as regios que viram o primeiro
a o seguodo Ado, a queda o a redempgo, o
nascimento e a rrorte do Homem-Deus. o natal
e a paschoa. Quem pensa no sol, olha para
Hetblm. Quem pensa as alturas, olha para o
stnai, para o Tbabor e o Calvario. Quem falla
proouncia o nome do oriento ; quera reflecte, v
primeiro apresentar-se diante de ai, como o
sphinge, a queslo do oriente, isto a qnuiio ;
pois eis o pooto cujo respeito esseocial iusis-
tir : a queslo do Oriente nao s a queslo do
Oriento, tambem a queslo do Occidente ; a
queslo universal. Nao sabe cousa alguma loJo
o homem poltico occidental que quizer resolver
as quesloes occidenlaes sem procurar no Oriente
a soiugao dessas quesloes Quer cortar o n gor-
dio sem ter a espada de Alexandre. ello est-
ril anda para o Occidente.
_ que com effeito eis a gloria de nossa poca :
nao ha mais duas quesloes. s ha urna. A preoc-
cupagao da unidade quo Deus nos d uma pro-
messa que Deus nos faz. Quando Deus envia
um homem. um povo. uma civilissgo a pre-
oceupagao dirina da uni lade. esse homem. essa
nagao. essa civilisagSo nao est perdida. Unida-
de I orado da trra I Unidade I orado do cu I
Os Santos e os grandes homens, com os olhos era-
vados era Deus. era sua alma, na raga humana
repeiiro esso brado emquauto fallarem. Na or-
dem poltica, a preoecupago da unidade traduz-
se na preoecupago do Oriente, que comprehen-
de. contera, suppe e mitiga a preoecupago do
Occidente.
Dizia Napoleao I : S ha dous povos os Orien-
taes e os Uccidenlaes.
Tocava elle na queslo vital do mundo.
Sem fazer aqu a descripgo ou contar a histo-
ria de Napoleao, obriga-me o assumpto de que
trato, 4 perguntar mim mesmo porque nunca
para alguem dizendo : i' bastante, depois de ha-
ver lido a historia daqoelle homem. L-se a his-
toria, lem-se as memorias de eolio ; l-se o
Memorial de Santa Helena ; lem-se as Recorda-
res de Coostant, o criado grave, l-se tudo, e
depois de se haver lido tudo, procura se algum
novo pormenor, algum pormenoresquecido. Es-
quadrinha-se a vida do grande homem, porm
escapa sempre a docifrago do enigma. Sao his-
torias todas as palavras de Napoleio ; ougo-as
sempre cora avidez, esperando sempre que elle
v deixar escapar o segredo que aguardo. Trans-
luz o homem de genio no campo de balalha de
Austerlitz, porm elle transluz de modo bem di-
verso,as segrales palavras : .V3o cumpri o
meu destino.
Lamenta va elle nao ter importado a civilisago
nao ter fundado o imperio do Oriente.
Jogavam-se os deslios do mundo no dia em
que quarenta seculos contemplaram do alto da*
Pirmides a passagem do exercilo trancez. Per-
deu-se a partida diaute de S. Joo d'Acre.
E eis a razo por que insaciavel a nossa cu-
nosdade respeito de Napoleao. por que Na-
poleao nao est completo. Nio podemos estar
satisfeitos. pois elle nio o estava. Foi elle inter-
rompido no meio de sua phrase; loca-nos conli-
nua-la Esquadrinhamos sua vida, porque que-
remos saber, oo s o que ello fez. mas ainda o
que quiz fazer. Nao nos cootentam seus actos,
desejamos vidamente seus pensamentos, porque
iam ao Oriente, ao passo que seus actos limita-
ram-se ao occidente debaixo de um certo ponto
de vista. Napoleio parece-nos sobejamoote gran-
de para ter apenas uma historia occidental; que-
remos a historia oriental de Napolia ; esta ficou
em projecto, toca-ros escrere-Ia, a posteridade
ha de l-la.
E' porque seu destino era oriental, que Napo-
leio nao somonte um personagem histrico ;
elle um personagem legendario. Representara
asespersngas intimas do mundo.
O que mister fazer para resolver a queslo do
Oriente ?
E' mister apanhar de noro a obra que cahio das
lina Ja HBB>jAa n_ O T.S a* a____
do simples, mas se parece com a morte. Na-
poleio I, que preciso citar aqui, respondeu en-
tecadamente. Disse elle: Nunca I nunca!
Comtanltnopla o imperio do mundo 1
Nao era elle homem de dar i qualquer a chare
do Oriente.
Imaginam outros, como remedio para a deca-
dencia do Oriente, a reconatruego das naciona.
Iidades orientaos. Esto partido poderia, de certo
ter as suas vantagens; tambem tem os seus inl
convenientes, entre outros o de ser inexequi-
vel. Onde se ha de tornar i encontrar vida
para reanimar esses morios? Quem, pois, so-
prar no p desses tmulos para restituir a vi-
da e a accio aos que os habitam? Crdes
que o imperio grego pode renasser ? O mesmo
seria procurar cesuscitar a sophysliea de Aloxan-
dria. Quanto ao imperio bysanlioo, do qual tam-
bera se tem tratado, quanlo ao imperio bysanti-
no que nao desperta outra idea senio a do impe-
rio do Oriente em decadencia, o mesmo seria pro-
pr a morte como remedio de alguma enfermi-
dade.
Sabis por que nenhum desses projeclos exe-
quivel ? E' por que nenhum delles e assaz gran-
dioso. *
A* vista da queslo do Oriente, toda solugio
que nao fr gigantesca, ser insuficiente e Impra-
ticavel.
Eis uma lei geral qne rege a historia das ideas
e dos fados: quanto mais elevada uma idea,
mais pratcavel se torna.
Os scismadores sao os que lera ideas mesqui-
nhas. Onde se ha de achar uma solugio digna do
problema ? o Oriente est morrendo, e sua mor-
te ameaga-no3. Coraosehade achar umasolugo
assaz elevada para ser possivel, e assaz grandiosa
para ser exequivel ?
Julgo poder responder. A resposta acaba de
ser dada sob este Ululo: O Oceiene no Oriente ;
considerares sobre a missao poltica da Europa.
O Sr. Luiz de Juvigoy tratou da queslo com vi-
gor, corasimplicidade, com magnificencia. Sua
brochura resumida, enrgica; revella profundo
conhecimenlo das theorias sociaes, profundo co-
nhecimenlo das scencias polticas e diplomti-
cas. Possue o Sr. Luiz de Juvigoy a inicialira
que pasma, e a forga que tranquilisa. Brilha a pru-
dencia ems'ia obra ainda mais que a ousadia.
Considerou a queslo de bem alto para prop-la
ede bem alto para resol ve-la. Eis o plano que elle
prope. Esse plano asss simples para se expor
em algumas iinhas (um plano de loogo desenvol-
vimento quasi sempre inexequivel) :
Ura dia em Santa Helena, o curso da conver-
sa levou o imperador 4 fallar emsua expedigo
da Syria e do Egypto. As menores circunstancias,
disse elle, dirigem os maiores successos. A fra-
queza de um capitio de fragata que faz-se ao
largo em vez de procurar uma passagem para o
porto, algumas contrariedades de delalhe em al-
gumas chalupas ou navios pequeos, impediram
quo se mudasse a face do mundo. Tomando S.
Joo de Acre, iria o oxerclo francez 4 Damas-
co e a Alepo : ira ao Euphrates u'um abrir e fe-
char d'olhos. Se os Chrstos da Syrla. da Arme-
nia se houvessem unido 4 elle, mam por-se em
movimento as populages.
Tendo dito ura dos interlocutores que dentro
em pouco receber-se-hia um reforgo de cem mil
homens; diga de seis ceotos mil I continuou o
imperador : quem poderia calcular Havia eu
de chegar 4 Constantinopla e 4s Indias ; havia de
mudar a toce do mundo. Eu lomara a Europa s
avessas : fleava sitiada a relha civilisago da Eu-
ropa, e quem cuidara ento em inquietar o cur-
so dos destinos da nossa Franga ou os da gerago
do seculo ? Quem ousira emprehende-loT Quem
podra coaaegui-lo 1
O Sr. de Juvigny continua ento :
Aquella immensa rerolugao que Napeleo
tere as mos, que estara 4 ponto de reali-
sar, quando foi detido em sua marcha.de um mo-
do mysterios, por om obstculo que pareca in-
digno de sua fortuna e de seu getlo ; aquella re-
volugo que os cruzados tentaram\ que ae torna-
ra o ideal da poltica do Occidente, o alvo de sua
missao, que Leibntz propuoha aindav4 Luiz XIV,
iosta-noa hoje ; ella cerca-tres^ ameca-nos ;
para o Oriente e para o Occidente, urna questio
de vida ou de morte. "^ i
misler emfim que a Europa se decida
uma iolervengio radical, enrgica, a qual a ai-
tuagio da Turqua nao permiti mais demorar.
Para ser efficaz, exige essa ioterrengio, nio mais
apeods uma allianga, porm.uma organisagio fe-
deral que realise a anidado europea sob a forma
que hoje possivel.
(Coniinkir-se-Ao).
im.- TTP, DB M. f. DI FAJUA, -18M,
*


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