Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09245


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Full Text
AIIO XIXT1I IDIEIO 43
Por tres mezes adiaalados
Por tres mezes vencidos
IOIITA mil a W fETEBEMO SE IglI.
Por amo Kaifafe 19fOOti
Porto franoo jMr*#sobscn>tor.
Mil
NCABRBG ADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tn Ribeiro Guimares ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AKLIIMS DOS tXlrlHKlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas-Teiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas reiras.
Cabo, Serinhaem, RioFormoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MEZ DE PEVEBEIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manha.
9 La ora as 5 horas e 45 minutos da larde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
p La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 6 mnalos da manha.
Segundo as 2 horas e 30 minutos da tarde.
18
19
20
2
99
23
24
DAS DA SEMANA.
Segunda. S.Theetonio prior da Sania Crz>.
Terga. S. Conrado f. ; S. Gabino m.
Quarta. S. Eleuterio b. m. ; S. Nicolao K
Quinta. S. Maximiano b ; S. Angela de M.
Sexta. Os mysterios da Paixio de J. ehristo
Sabbado. S. Lzaro monge; S. Milburges t. f
Domingo segunda da quaresma. S. Mathiasap!
AUltt&NUlA! UOS TKlbUNAb A CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relago: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tergas, quintase sabbados as 10horas!
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dilo de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Priraeira Tara do civel: tergas e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do cirel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
ENCAB*EGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL*
Alagoas. o Sr. Claodino I.Ico Dias; Baha
Sr. Jos Msrtln. Aires; Ri, de Janeiro, o Srl
Joao Pvreira Martina.
EU PERNAMBUCO.
O preprietario do nuiu Manoel Figneiroa de
Paria, na sus lirraria praga a Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediente do dia 18 de fevereiro de 1861.
Oflicio ao Exm. presidente do Cear. Accuso
a recepgo do oilicio de 6 do correte, em que
V. Exc. participa harer nao s recebidb a quanlia
de 10:000$, que em 28 de Janeiro ultimo mandei
por disposic.o de V. Exc. para compra, ua co-
marca do Cralo, de gneros alimenticios a tira de
aerem remettidos para a villa do Ouricury dis-
posgo dojuizde direito da Boa-Vista, mas tam:
bem nomeado para esse tira urna commisso
composta do tenente coronel Antonio Luiz Aires
Pequeo, promotor publico Dr. Gerrasio Cicero
de Albuquerque Mello e major Atexandre Ferrei-
ra dos Santos Caminha.Communicou-se ao juiz
de direito da Boa-Vista.
Dito ao Exm. presidente da Baha.Solicito de
V. Exc. a expedirlo das convenientes ordens pa-
ra que sejam enviados para esta provincia cora a
possivel brevidade, como requisitam os coronis
-commnndaote das armas e do 2" batalho de in-
fanta ria, no officios constantes das copias juntas,
os artigos de fardamento que se mandaran)
aproraptar no arsenal de guerra dessa provincia,
com destino ao mesmo 2o batalho.
Dito ao coronel commandante das armas. Sir-
va-se V. S. de mandar inspeccionar o voluntario
Augusto Serapio Paes Brrelo, e assentar praga,
i caso de ser julgado apto para isso.
Dito ao mesmo.Passo s mos de V. S. por
copia, aura de que se sirra dar as providencias
que julgar conveniente, o trecho de un otlkio de
delegado de polica do termo da cidade de Olin-
polica era 15 do correte, o do qual consta os
fados pralicados por algumas pravas do 4" bata-
lho de artilharia p e da companbia fixa de
avallara r/aquella cidade.
Dito ao mesmo.Respondo ao oTicio que V.
S. me dirigi sob n. 221 e data de ib' do corren-
te, declarando-lho que devem ser recolhidos ao
cofre da thesouraria de fazenda, para o que -
cam expedidas as convenientes ordens, os 708320
que foram entregues ao 2o batalho de infamara
para o ornecimento de esleirs s respectivas
pracas, visto que sao ellas boje lornecidas em
gneros, como V. S. declara em dilo oflicio.
Dito ao mesmo.Derolvo V. S. a conta da
despeza teita com o enterramento do alteres An-
tonio Manoel Barbosa, acornpanhada de copia das
informarles da thesouraria de tazenda, atim de
que se sirva expedir ordem para ser paga a
respectiva importancia pelo 10" batalho de in-
fantaria, quo perleocia o referido alferes.
Ditoao inspector da thesouraria de fazenda.
Derolro os papis da divida de 78480, de que
pede pagamento o delegado do termo do Brejo,
proveniente de races de etape abonadas ao de-
sertor do 9o batalho de iofantaria Joo Baptista
Soares, aiim de que V. S.. de conformidade com
a sua inforrnaco de 10 de Janeiro ultimo, faga
processar essa despeza na farma da circular de 6
de agosto de 1817, visto pertencer exercicio j
encerrado; cando V. S. certo de que v.ou dar
sciencia deste acto ao Exm. Sr. ministro da guer-
ra para resolver acerca da indemnisagao da pre-
dita quamia o que julgar conveniente.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo em considerarlo o que me requereu Luiz
de Azeredo Souza, 2o escripturano do consulado
provincial e avista de sua ioforraago de 19 de Ja-
neiro Qndo, determino V. S. que mando pagar
integralmente o seu ordenado vencido no mez de
dezembro ultimo, visto que sendo concedida com
todos os scus reocimentos a licenca, que se re-
fere a citad ainformacao, por acto* do meu ante-
cessor de 30 de dezembro de ltsb'J, nao pode essa
thesouraria fazer-lhe o descont prescripto pelo
art. 49 do regulamento de 3 de agosto de 1852,
restringid Jo assim a generalidade dos termos do
referido acto da presidencia.
Dito ao mesmo.Em vista da conta o certifi-
cado juntos mande V. S. pagar em dinheiro, lo-
go que tor possirel, a quantia de 3:5499200, que
segundo consta da inorraago da repartido das
obras publicas, sob n. 35, se et dever Luiz
Carlos Cambronne, empresario da limpeza publi-
ca desla capital, proveniente do ornecimento e
ccllocogo de latrinas e ourioadores no raio do
sul da casa de Detengo.Communicou-se ao di-
rector das obras publicas e ao referido Cam-
bronne.
Dito ao mesmo.Declaro a V. S. para seu co-
nhecimento o directo que, segundo consta de
ofQcios do Exm. presidente do Cear, datados de
4 e 12 do correte, acha-se autorisado o nego-
ciante Manoel de Moura Rolim para indemnisar
eisa thesouraria da quantia de 260, que p3gou
por um porto de ferro construido nesta capital
para o collegio de educandos daquella provincia.
Dito ao director geral da instruego publica.
Respondo ao oflicio que Vrac. me dirigi em 15
do correte, declarando que designo os professo-
res padre Miguel Vieira de Barros Marreca e Mi-
guel Archanjo Mindello, para examinadores no
concurso que se vai proceder para provimeoto
de algumas caduiras publicas de instrueco pri-
maria.
Dito ao 4o juiz de paz do 1* districto de Barrei-
ros.i^-Solvendo a duvida por Vmc. proposta em
ofiicio de 7 do correte declaro, que a chamada
dos rotantes para a eleico de qualquer fregue-
zia nao so dee fazer ind'istinctaraente por quar-
teires sera allenco districtos, e sim dere fa-
zer-se por cada districto de paz e quarteiroes em
que elle estivorem subrididos, segundo a ordem
alphabetica em que os nomes dos mesmos votan-
tes se acharem inscriptos no alistamento, guar-
dada a ordem numrica dos mesmos districtos e
quarteiroes, e devendo cada cdula ter o rotulo
da eleicaoe districto que pertence, como se v
da leitura e combinaro dos arti. 19 do titulo I
48 do titulo II, e 96,100 e 104 do titulo IV da
lei n. 387 de 19 de agosto de 1846.
Dito ao 4* juiz de paz do 2 districto da fregu-
zia de Cimbres.Respondendo ao oflicio que
Vmc. me dirigi com data do Io deste mez te-
nbo dizer-lbe, que estando legtimamente em-
possados os juizes de paz novamente eleitos nes-
sa fregueziu, quaesquer quo sejam as duvidas,
que se tenham suscitado cerca da legalidade de
sua eleigo, e que pendem de deciso do gorerno
imperial, nao pode Vmc. continuar & exercer as
unecoes do cargo de juiz de paz, para quo foi
eleito no quatriennio ndo, por ter com elle ex-
flirado a sua jurisJicco.e achar-se substituido na
arma da lei.
Sito ao regedor do Gy m nasio provincial.Man -
de Vmc. receber na agencia da companhia brasi-
lera de paquetes rapor um caixo marca P B B,
contendo objectos de historia natural romeitidos
para esse Gymnasio pelo naturalista L. J. Brunet.
Ofuciou-se agencia para a entrega do men-
cionado caixo.
Porua.O presidente da prorincia, atienden-
do o que representou a cmara muncipal do Re-
cife.em officio de 26 de norembro ultimo, sob n.
99, resolre approrar provisoriamente os seguin-
tes artigos de posturas:
Art. 1. Fica abolido o art. 16 do titulo VII das
posturas de 30 de junho de 1849.
Art. 2." as casas que se edificaren], ou re-
edificaren!, e as existentes, que estirerem as
condices das posturas, permittido construir
aguas-furiadas de toda a largura dellas, recolta-
das das cornijas, com 9 palmos de altura do pa-
vimento ao [rechai, devendo ter as janellas 3 pal-
mos de altura o 5 de largura.
Os contraventores soffrero a multa de 30$O0O,
que ser duplicada na reincidencia, alm da de-
molico da obra sua costa.Remelteu-se por
copia mesma camsra para ter a derida exe-
cuco.
Dita.O presidente da prorincia, attendendo
ao que Ihe representou o inspector da thesou-
raria prorincia em oflicio do 16 do corrente sob
n. 62, resolve, nos termos do artigo 33 da lei n.
488 de 16 de maio do anno prximo passado,
abrir um crdito supplementar na importancia
de 2:0468000, para as despezas no presento mez
com a conservago das estradas do norte e sul e
raniificigoes da Muribeca e villa do Cabo.Com-
municou-se thosouraria provincial.
Dita.Os agentes da companhia brasileira de
paquetes vapor maniera dar transporte em um
dos lugares de r. destinados para passageiros do
estado ao oficial do correio da corto Joaquim
Francisco Lopes Aojo, que regressa para
ali era consequencia de ter finalisado a com-
misso, quo reio esta provincia.
DESPACHOS DO DIA 18 DE FEVEREIRO DE 1861.
Itequerimentos.
3830.Antonio Caralcanti de Albuquerque.--
Nao ha raga.
3831.Augusto Serapio Paes Brrelo.Apre-
sente-se no quartel do comraando das armas.
3832.Anna Felicia de Jesus.--0 pedido da
supplicante ser opportunamente apresentado
asserablOa provincial para ser por esta tomado
em considerado.
3833. Azeredo & Mendes.-Unforme o Sr.
capito do porto.
3834.Os mesmos.Ioforrae o Sr. capito do
porto.
3835. Jos Cavalcanti de Albuquerque.Nao
ha raga.
3336.Jeronyraa Mara da Paixo.--Informe o
Sr. director do arsenal de guerra.
3837. Jos Velloso Soares & Filho.Informe
o Sr capito do porto.
3838.Luiz de Azeredo Souza. Expediu-se
ordem thesouraria prorincial para pagar ao
supplicante na forma pedida.
3839.Manoel Joaquim.Informe o Sr. Dr.
delegado encarrogado do expediente da secreta-
ria de polica.
3810.Manoel de Souza Braga.Iutorme o
Sr. inspector da thesouraria prorincial.
EXTERIOR.
Os tributos e o parlamento.
La superioril qui s'egarc ge-
mil quand l'opinion l'abandon-'
ne ; mais l'inferiorit que tora-
be troure une preure de son
merile dans les veriles qu'on
lui dit, et se fait une grandeur
de 1'iodignation publique.
Chaleaubriand-Polemique.
O parlamento est reunido, continuar sacrifi-
cando a patria ao eoverno?
Continuar sacrificando o poro ao desoerdi-
co ?
Ou procurar entrarar o movimento rpido de
declmacao em que ra este paiz, substiluindo. ao
desperdicio, a justica, a economia, o a morali-
dade?
Ter acgo sua, ou ser nicamente a exprs-
sao e santiflcago dos actos do poder executiro,
por mais anmalos que sejam?
Sao questes estas a que nao sabemos respon-
der, pois o passado nos destroe a esperanca do
futuro. j
Porm verdades terrireis se nos apresentam
que necessario dizer, para que, se naquelle
corpo de homeos existe amor patrio, interesso
verdadeiro por esta trra, sejam remediados os
males que pesam sobre ella.
E' mister que a opinio publica, transpondo os
umbraesdaquellas salas, se faja escutar dos ou-
ridos que nao querem ourir.
Os paclaraentos tem sacrificado o poro ao go-
reroo, lempo deolharem para a riclima ecom-
padecerem-se della: o poro rcrga debaixo do
tributo, e estupefacto contempla o tremendo futu-
ro que as leis tributarias, ltimamente decreta-
das, lhe promettem ; v a riolencia arraocar-lhe
os recursos da rida, arrancar-lhe o mesquinho
fructo do trabalho, para o sepultar no abysmo do
desperdicio.
Era oome de urna lberdade Ilusoria o povo se
ve despojado do necessario. e condemnado mi-
seria, r cahir sobre si o resultado da m ad-
mioistraco da fazenda, e dos destinos gorerna-
tiros. "
O parlamentosom atiendo .opinio publica,'
aos railhares de contribuiotes que protestaran]
contra leis to tyrannicas, sem se doer da mise-
ria dos sous concidados, sem se lembrar da sua
missao, approrou taes leis, sacrificou 9 causa do
poro, cobija gorernatira I
Foi mais urna iniquidade a augmentar s innu-'
meras que tem affligido esta Ierra, desde que pa- '
ra ella importaran) na ponta das bayonetas urna '
Merdade estrangeira. I
Nao contentes os parlamentos de terera sane- '
conado o maior escndalo flnanceiro, a inrerso
forjada da dirida ioterna a 3 por cento infnngin-
do o direito de propriedado, a boa f mercantil,'
ei-los cheios de servilismo desattendendo os in-
teresses pblicos, menosprezaodo a dignidade'
propna, excedendo as suas atlribuicoes, autori- ;
sarem os ministros da corea e elevarem ao infl- !
nito a divida publica.
A aulorisaQo dada ao gorerno para a emisso '
de inscripcoes em proporijo s suas urgencias,!
tornou o crdito impossivel' e poz o futuro de
Portugal merc da probidade duridosa ou da
intelligencia acanhada de um ministro; e com
as norissimas leis tributarias estabeleceu o des-
potismo flseal que ha de originar a miseria e a
ruina publica I
C'Jsta a crer, que n'um paiz que se diz rgido
constitucionalmente, se pratiquem taes barbari-
dades, se pratiquem actos, que o gorerno mais
daspotico receari de praticar.
As leis tributarias ameacam reduzir o poro
condiQo de serr, sacriBcam-no ao crdito anni-
quillado, para abrirera camioho ao desperdicio
que marcha sustentado pelo veame.
Mas nao obstante ha tranquilizado, dizei an-
tes silencio, mas escutai bem e ourireis o verme
que vive da corrupeo, que derora o cadarer,
exultar pela tranquillidade do roorto,
O parlamento olhe para isto com seriedade ; o
melnor servicc- qae pode fszerao povo, rerogar
esse numero immenso de leis Qlhas da arbitra-
riedade e da condescendencia, leis em que esto
irapressos os odios civis, peosamentos mesqui-
nbos, conveniencias particulares.
0 nao escutar a justiga, nao rcspeilar a opi-
nio publica, sanecionar nicamente as delermi-
naces dos ministros embora expoliem o povo e
lhe deslruam o crdito, torna os membros do
parlamento em servidores dos ministros, e nao
em representantes do poro, em sophismas do go-
verno representativo, era inutilidades dispendio-
sas, e grande servico faria ao povo aquello ^ue
fechando as portas de um tal parlamento como
Cromwel lhe eslampasse na porta c'Caia para
Protesto.
Que os Prelados das Marcas dirigiram i aulorida-
de intrusa Jaquel las proriocias cerca das di-
posicoes e decretos all publicados em offensa
dos direitos da igreja.
. Exm, senhor.
Movidos somente do intimo sentimento doi
nossos sagrados deveres, obedientes aos brados
irresistiveis da consciencia, que nos impdem e
recordara incessanteraente o seu Del cumprimen-
to, e com o coraco dilacerado pelo mais profun-
da amargura, nao podemos deixar de nos diri-
girmos a V. Exc. com este escripto, que aem se
affjstar em ponto nenhum das consideraces que
lhe sao devidas, nao faltar tambem liberda-
de evanglica ioseparavel do nosso elevado mi-
nisterio.
Os diversos decretos adversos igreja, injurio-
sos da sm divina autoridade, destruidores dos
seus direitos, da sua liberdade, e da sua cssen-
cial independencia, os quaes V. Exc, apenas as-
sumiu o poder que est exercendo, publicou no
breve espaco de dous mezes, formam o seu de-
sagradayel assumpto. E' contra as, deploraveis
disposijes dos referidos decretos que nos a quem
anda que indignamente, o Espirito Santo, por
meio de Vigario de Jess Christo, collocou no
governo de umo parte da mesma igreja, nos,
que com sujeigo ao seu Principe Soberano, o
pontfice romano, fomos constituidos juizes, de-
positarios, e mestres da sua f, e da sua doutri-
na santissima, nos que por indeclinavel dever
somos defensores, sustentculo e vengadores do
seu poder, e de suas divinas prorogatiras, nos
aqu vimos protestar solemnemente perante o
mundo catholico, face do cu, e de toda a tr-
ra, apresentando contra ellea ao mesmo lempo
as nossas viras queixas, e justissimas reclama-
res a V. Exc. e ao real governo subalpino que
inspirou e quiz os mesmo decretos.
E estes nossos protestos, e a causa das nossas
representacoes e dolorosos queixumes nao nssee
somente nem se limita uatureza, ao sentido e
alcance das cousas determinadas naquelle* decre-
cretos, mas sim provra e estende-se principal-
mente s graves circunstancias que tendo prece-
dido e aoempanhado a sua publicaco, rerelam
o seu espirito, epatenteam a inlenco queosdic-
tou e dirigiu,
O Om que parece ter regulado e provocado es *
la publicaco ; as condicc.es e principios que se
ennunciam como fundamento e base das disposi-
5es expressas nos decretos, e as tristissimas
consequencias que vista de todos; ecom extre-
ma indignado de lodo o homem honesto se de-
rivaren) d'ellas. fazem parte, das circumstancias
a que nos referimos, sem fallarmos das outras.
E primeirameote a presteza anciosa cora quo
apressaram a promolgaco de aljune dos lamen-
tareis decretos otfensivos dos direitos, da aucto-
ridade da igreja, se a quizermijPJulgar com o
bom senso commum, com criterio imparcial, de-
sapaixonado o fri, aprsenla a mais fundada pre-
sumpeo para se acreditar que o grande m, o
principal intento da oceupaco e inraso dos do-
minios daS. S as Marcas foi o de ovillar a igre-
ja, annullar inteiramente a sua autoridade divi-
na, despoja-la de seus sagrados direitos, e tor-
na-la totalmente escrara miserarel do poder do
seculo.
O decreto qne lirou e derogou o foro ecclesl-
astico, que desbaralou e aboliu a immunidade
local, foi publicado, segundo se r do texto late-
ral do mesmo decreto, quando as tropas pontifi-
cias estavam ainda em muitas partes das ditas
provincias. E com effeitto mandou-se que se
publicasse immediatamente nos conselhos que
aquellas tropas tiressem despejado, e quo succes-
sivamente o fosse tambem nos outros propor-
co que ticassem desembarazados. Todava
muito mais desagradarel anda a impresso
que nos feriu profundamente na primeira leitura
e subsequente exame das considerarles e razes
que cedem aquelles decreclos e Ihes servem de
base.
Estamos muito longe de querermos ser dema-
siado importunos a V. Exc. com a eiposico e
minuciosa enumeraco dos principios errneos,
das falsas mximas, e deduccoes extranhas e il-
legitimas, que segundo nos parece se podem fi-
cilmenle descobrir e aponiar quasi em cada urna
das consideraces que precede m os decretos. Nao
podemos porem passar inadrertido o espirito re-
prehensirel que os revesle, e adoutrina condem-
nada em quo assentara, e de que depende neces-
sariameote o sentido de varias disposicoes dos
mesmos, decretos, isto a da subordinado e de-
pendencia da igreja do Estado.
A igreja, segundo qs conselhos da divina bon-
dade e Sabedoria, a qual attribue a sua origem,
um sociedade risirel, cstarel, espalhada por
todo o mundo e perfeita. Nao podendo harer,
ou ao menos existir por muito lempo urna so-
ciedade perfeita sem o rinculo da subjeico a
um poder supremo quo a reja e gorerno, era
indispensavel, e por isso existe na igreja por
rontade .expressa do seu fundador Jess Chris-
to, um poder correspondente ao Bm da sua
instituido, um poder nao s para o ensino
das rerdades revealas, nao sopara o mi-
nisterio dos Sacramentos e do Sacrificio, seno
um poder tambem de jurisdieco e de gorerno
em tudo o que respeit disciplina e regiment
da sociedade christa, E semelhanle poder ema-
nando directamente de Dens, e sendo essencial
i igreja e ao Bm da sui instituico, tambem
supremo por sua natureza, nem pode pertencer
ou ser subordinado esujeito a que n nao rece-
beu a misso dirina na mesma ordem de cousas.
Portanlo o poder ecclesiastico necessariaraea-
te dUncto e separado do secular, nem pode de
nenhuma sorte estar sujeito e dependente do
poder de que para oulra ordem de cousas esto
revestidos os principes da trra.
Esta a doutrioa de que nao licito a ne-
nhum catholico afastar-se sem faltar mais ou me-
nos explcitamente f pura e immacutada de
seus pas. Ora queira V. Exc. ter a bondade de
confrontar esta doutrina com o espirito e a lettra
dag considerarlos que precedem os decretos, de
que _forzoso que nos queixemos, e com as dis-
posicoes que nollesse comprehondem, e diga-nos
por sua lealdade se verdade que urnas e outras
se escorara era principios e mximas que no fun-
do sao oppostas' f calholica.
Nao este lugar de desenvolver e expor difu-
samente as proras irrefragarais, e os argumentos
invendris que as sagradas escripluras, a tradi-
co dirina, o as decisoos dos concilios, e as sen-
tencas dos santos padres e doutores nos apresen-
tara em abundancia para se estabelucer e susten-
tar o dogma inconcusso da liberdade e indepen-
dencia da igreja do estado em tudo. aquillo que
da sua atlribuigao e competencia exclusiva. Pa-
rece-nos porm que rauitissimo opportuno o
conveniente, que por isso mesmo o nao dereraos
omittir, nem pode ser desagradarel & Y. Exc.
que chamemos aqu n. sua altonco para a histo-
ria, Qm de deduzir dos seas documentos como
era todos os temos os imperadoros, os res, os
principes e m,onarcha's do mundo pensaram da
dislincco. e indispensavel separaco do poder
secular do ecclesiastico, e da inteira liberdade e
f.ependencia deste d'aquelle. A divina bon-
a dadee clemencia izia o imperador Justiniano
c (or. 6) deu duas grandes dadivas aos horaens,
o sacerdocio e o imperio ; aquelle preside s
cousas divinas, esta s humanas; ambos estes
c poderes prorem do mesmo principio, istqi.de
c Deus, 0 imperador Basilio diriginjo pub
camenle o seu discurso no oilavo concilio ecu-
mnico a pessoas leigas assim dizia : De ne-
nnuma surte lcito a ros outros quo ros in-
troraettais na discusso de causas ecclesiasti-
cas. Estas competem aos patriarchas, bispos e
sacerdotes, que por oflicio devem reger, e re-
ceberam as chares do co, e nao perlencem a
nos que nestas cousas deremos ser por elles
instruidos e dirigidos.
Escolhemos Analmente entre os documentos
mais modernos s grande conlisso que em nomo
d'el-rei Carlos VI fez o parlamento de Paris a 13
de agosto de 1385 com as seguintes patarras so-
lemnes: Deus instituio duas jurisdices dis-
lindas e separadas, as quaes procedera de um
nico e mesmo principio, a do sacerdocio, e a do
imperio.
e necessario ao flm
o
que
E quaes podiam ser, e por desgrana foram real-
mente as consequencias de decretos e disposi-
coes fundadas totalmente em principios e mxi-
mas oppostas doutrina, f e s mximas da
igreja. Ah I Exm. Sr. I as nossas entranhas, quo
sao entranhas de paise pastores, commorera-se
de urna maneira inexpriraivel neste passo das
nossas sentidas lamentacea ; as nossas almas,
era que mo grado das conTradicoes, das aogus-
lias, e dos terrenos tropecos, nao esto ainda
apagadas todas as centelhas de caridade, de ze-
lo, e paterna e pastoral sollicitude, e que apor-
tando ao peilo as raaos ungidas com os sagrados
chirsmas juramos, e com a graca de Deus con-
fiamos que nunca jmats se apagaro por nossa
ulpa, santera-se dilacerar cruelmente penetra-1
gada com a sua natureza
da sua instituido.
JLVerdIa,1f'r''Deolecausa horror misturado de
compauio ter-se allegado, ero esleio desta dis-
posicao odiosa a necessidade de riscar das ta-
boas legislaliras de um poro cirilisado urna
"ItUiicao, que por seculos contrariou
mundo catholico. Eterno DosI... De
mundo catholico que se entende fallar *
Sensinnumerarei milhoes de homens, qu
na dezenore seculos professaram e professara
cora o entendimento e coraco o calholcisrao
podessem ser perguntados, responderan) attonr-
tos estupefactos, indignados, urna voz, que os
piedosos cuidados o todos os procedimentos do
tribunal da santa inquisigo, tribunal somente
de penitencia, dirigem-se por sua natureza ni-
camente ao maior bera e sincero arrependimento
dos infelizes que se ho devairado, e nao se es-
endem alm da sua correccao por meio da ins-
ruego, da persuaso das exhorlacdes, admoes-
tacoes e penas medicinaes. E tudo isto oppe-
se aos principios e as ideas da rerdadeira ciri-
sacao de sorte que seja forcoso mear promp-
lamente das laboat legislativas de um povo ci-
vtiisaao a instituico do mencionado tribunal?
us abusos, se alguma rez os houve, e oode quer
qu.eD0Ma,n ler existido no exercicio da sua auto-
ridade, sao de todo o ponto estranhos, e bem
mai se attnbuem a rcio da instituico, e com
nao menos injusta se imputam Santa S I O
empenno cada rez mais rivo com que a cada
instante so repetera as aecusajoes militares de
das e traspasadas pelo receio consternador da I zes e. lao eridentemente desmentidas, torne-
prxima ruina espiritual dos nossos charos filhos, | 8e Por.lsso raesmo de sobejo suspeito ; e se bem
da nossa querida grei remida com o precioso san-1 ? con9'aerarraos com a historia o o genuino tes-
gue do Cordeiro Immaculado. Quasi nao eremos I *eniunho dos tactos na mo, nenhum outro fun-
nos nossos proprios olhos, racillamos em prestar "m61"0 tera, era de outra parte recebe a cor
f aos nossos ouridos, rendo e ouvindo os ex- (,ue.fe. procura dar-lhe seno de se confundir a
cessos, as abominaces, asdesordens deque em!'usulJ1?ao com abuso, e de se attribuirem
damno e com injuria da religio, da honestidade, .3,, ll03 a 1uem 8o realmente a causa
e da decencia publica, as diversas cidades das I es;
Protestamos e reclamamos igualmente contra
o decreto com que se ostabeleceque a differen-
cade religio nao trazdlfferenga alguma nogo-
so e exercicio dos direitos cirise polticos, e se
exunguem ao mesmo tempo lodas as prohibi-
oes a que os judeus e os christos acatholicos
estavam anteriormente sugeitos.
Este decreto publicado em nomo do um sobe-
rano catholico, de um soberano ds real casa de
iaboia eminentemente calholica quasi debaixo
dos olhos do pai commum da grande familia ca-
lholica, em paizes nao s totalmente catholicos,
mas situados em prxima rizinhaoga do centr
da unidade calholica, lirres e iseotos da desgra-
nada mistura com os acatholicos, e por conse-
quencia de toda a necessidade da participacao
destes nos direitos ciris e polticos, fere profun-
damente a exclusira santidade e rerdade da reli-
gio calholica, e falta no mais alto grao grali-
dao. estima e reverencia que lhe devida.
Este decreto oppoe-ae inteiramente ao sacro-
santo direito que a igreja calholica tem de exi-
gir, e ao indubitarel derer que liga os sobera-
nos catholicos a concederem-lhe a proteceo
asistencia e amparo com a forja do seu braco
em ludo o que respeita sua conserraco, pros-
pendade, utilidade e propagaco.
Pelo contrario este decreto em lugar de pro-
teger, amparar, ajudar e defender a igreja calho-
lica, e as suas santissimas leis, atropella estas
sera rebujo, d entrada franca ao seu abandono
e oesprezo, empece e torna mais raras e diluceis
as conversos dos heterodoios, facilita e anima
as aposlasias dos catholicos.
nossas dioceses apresentam um espectculo re-
pugnante desde quo pelos decretos e disposicoes
mencionados fomos prirados de todos os meios
de proteger e patrocinar a religio, e os coslu-
mes, de toda a forca e poder para reprimir e pu
nir o crime. de toda a liberdade de acc.no, de todo
o exercicio da nossa natural autoridade. A venda
publica por um preco rilissimo de biblias cor-
rompidas, sahidas dos tenebrosos prelos da pro-
paganda protestante, e bem assim de mos lirros
de toda a casta, recheiados de alto baixo de er-
ros e de torpezas, at n'aquellas cidades era que
dous mezes atraz era desconhecido o proprio no-
mo de impudencias taes; a publica,ou pelo rae-
nos notissima e era nada dissimulada admisso
oas sociedades e seitas secretas, que sao repro-
badas e proscriptas at por todas as regras e prin-
cipios da sa poltica ; a facilidade publica e im-
pune de proferir execrandas blasphemias, propo-
sites herticas, ditos e patarras de nefanda e
inaudita iniquidade; a exposico, e a difuso pu-
blica de graruras. imageos, e estampas que in-
sultan) brutalmente a piedade, o pudor, e o de-
coro commum ; a representado nos theatros de
composices e pegas em que nao se pejam, ou
antes teem a grande audacia de escarnecer e mo-
far sacrilegamente da Immarulada Esposa de Je-
ss Christo, a igreja, a veneranda pessoa, e tre-
menda mageslade do seu Augusto Cabega, os sa-
grados ministros, e todas as cousas religiosas e
santas : finalmente a publica e desenfreada licen-
ca dos coslumes, as oras e indignissimas astu-
cias para perrerter a innocencia, o erapenho, e
osteotago de lerar por toda a parle era triumpho
o despejo, a deshonestidade, a impudicicia, eis-
aqui, Exm. Sr. esbogado em breves tragos, e ape-
nas delineado o quadro nojento dos excessosdas
desordeos e escndalos, que sao consequencias
funestas das disposicoes e decretos, quo V. Exc.
com urna pressa inacreditavel publicou as Mar-
cas por Impulso e roatade do gorerno Subalpino.
Eis aqu das escuras e medonhas tintas do es-
bogado quadro afast indo os olhos a Ierra dos,turna-
mos a permisso deappellar para a natural leal-
dade de V. Exc, e deixamos de muito bom gra-
do que por si mesmo, depoisde ura momento de
pacifica reflexo, julgue desapaixonadamente, se
nos lerabrando-nos das nossas grarissimas obri-
gagdes podamos olhar silenciosos, e ser espec-
tadores indolentes da calamidade extrema dos
filhos confiados aos nossos cuidados. Nao,
Exm. Sr., nao podem ser taes as secretas sug-
gesloes, os diclames internos da alma christa
que em seu peito encerra. Longe para sempre,
longo de ns a hedionda nota de caes mudos,
impotentes at para ladrar no meio do maior pe-
rigo e da mais urgente necessidade do nosso cha-
rissimo rebanho.
Portanlo protestamos e reclamamos com toda
a energa do nosso espirito : primeiro contra o
decreto que sujeita censura e consenso do po-
der leigo, e prohibe que sera isso se publiquen
as Bullas, as Eocyclicas, as pastoraes e outros
actos ordinarios e extraordinarios da Santa S,
e que tambem nao se preenchendo estacondig
oega todo o effeito assim a qualquer nosso des-
pacho, decreto ou disposigo, como a todo o
acto proreniente de pessoa o autoridade admi-
nistrativa ecclestaslica seja ou nao residente as
prarincias das Marcas. Semelhante decreto,
abrangendo indistinctamente as Bullas, Encycli-
cas, Pastoraes, Rescriptos, Mandatos e Decre-
tos Pontificios e Episcopaes relatiros doutri-
na, disciplina e a todas as leis da igreja, para-
lysa, entorpece, e raanUeslamente conculca o sa-
grado e essencial direito, e o primario encargo
commeltido e confiado pelo divino Fundador da
mesma igreja a Podra e aos apostlos de ensi-
llar, declarar, defender e propagar a doutrina
evanglica. Um decreto tal vilipendo, anaulla.
destroe a originaria liberdade, a inalieaavel in-
dependencia da igreja, sujeita a rainha ao sub-
dito, a Diestra ao, discpulo, a mi ao filho,
n'uma patarra o proprio Christo, a sua religio]
a sua esposa, a seu vigario, os sous ministros
ao poder secular, ao estado.
Protestamos e reclamamos em segundo lugar
costra o decreto que extingue o tribunal da sa-
grada e suprema inquisigo, nega todo a cum-
primela effeito s suas seoUocas, e ameaga
gravissimas. penas qualquer que tentar pronun-
cia-las ou tomar no uome delle outras providen-
cias nestas provincias.
A antiqusima institutcao do grande tribunal
de que fallamos nao pede nem dere separar-se
e dividir-se do justa conceito de urna sociedade
religiosa perfeita, como a igreja, I qual por
isso mesmo ingnito e essencial o direito de
escolher e usar aos meios que reputa mais con-
decentes ao conseguimenio do Qm para que foi
instituida, isto a salraco eterna de todos
aquelles que teem a dita de lhe pertencerem
Um deales meios precisamente o tribunal da
sania inquisigo, que na sua ndole, no seu m,
na razo intrnseca do sea ser tendo s a velar
pela pureza, inteireza e conservago da doutrina
revelada por Dos, a aastar os liis do contagio
do erro, a impodir a corrupeo, as insidias e os
escndalos, directa ou indirectamente nociros e
contrarios conservago, desenvolrimenlo e
propagaco da f que a sociedade calholica pro-
fesas. Box onde o decreto que agora o ponto
das nossas queixas, tentando derogar 6 abolir, e
Iauspendendo. de Caito toda a aeco do referido
reneranda tribunal, combate, offeuie e menos-
preza um direito oewo e inconcusso da igreja
como lOQiedad, religiosa perfau, efoa si& -
Finalmente o mesmo decreto urna injuria
atroz urna offensa publica antiguidade do
chrlstianismo, sublime sabedoria de tantos con-
cilios padres e doutores, de tantos santissimos
fontitices, que com os seus escriptos e consti-
tuigoes propugnaran), estabeleceram e sanecio-
naram as prohibiges que com um trago de
penna, aboli e derogou o referido decreto.
Protestamos e reclamamos contra o direito
que extingue o fdro ecclesiastico e os priri-
legios que sao inherentes a este e ao direito de
* 5E?' que ordena a immediata entrega ao
tribunal leigo dos autos e registros dos tribu-
naes ecclesiasticos, qualquer que seja a sua
denominagao, quando esses autos o registros
respeitom a materias que nao sao meramente
religiosas, e annulla e deroga todas as leis,
disposigoes e coslumes contrarios lei publi-
cada sobre esta materia nos estados sardos em
9 de abril de 1850. >
O foro ecclesiastico pode considerar-se debai-
xo de differentes pontos.
Primeiro que tudo pode e dere ser considera-
do como derivago e parte, como propugnador
da immunidade da igreja e das pessoas eclesi-
sticas que o sagrado concilio de Trento recebi-
do. aceito e recouhecido por todas as potencias
cutholicas. e particularmente pelos soberanos
Saboiardos. diz que foi constituido por divina
dtsposigo e pelas sanegoes cannicas.
Pode tambem considerar-se relativamente ao
processo e julgamenlo daquellas causas, que rer-
sando sobre materias estabelecidas por leis da
igreja sao da competencia ecclesiaslica por di-
reito natural e necessaria consecuencia da raio
e essencia de sociedade perfeita e- independiente
do estado. Assim tambem as causas sobre deci-
mas, cuja obrigago nasce da le da igreja fun-
dada no direito divino, perlencem ao.tribunal ec-
clesiastico. Os juizos sobro padreado, isto so-
bre o direito de nomear aos. beneficios ecclesias-
ticos, que um privilegio derivado da igreja,
devem dimanar do tribunal ecclesiastico. As
causas sobre a validade-ou nnllidade do matri-
monio, sobre o titulo dos.beneficios, sobre a vali-
dado ou nullidade de rolos sirapliees ou solem-
nes, sobre os motivos de negar os sacramentos
o a sopultura em lugar sagrado e outras seme-
jantes derem traiar-se e decidir-se no fftro ec-
clesiastico, porque referem-se 4 leis, direitos ou
pnrilegios concedidos pela igreja, alheios a ur
tondade e ao direito.de principe secular. Final-
mente pode referir-s a algumas concessea, Lrn-
munidades e pririlegios que desde os primairos
seculos, logo que cessaram as perseguigoes, e se
alcaogou a paz e liberdade, foram oulorgados
igreja pelos soberanos e principes da tetra, to-
radas da rererencia e devogo para com ella, e
do intuito de promorerem o maior luskre e bem
da commuoidade christa,
Portanlo o decreto que extinguen fdro e im-
munida eoclesiastica, quebranta pela razo m-
posta. e regoila um direito divino.;- infringe ere-
getta um direito innato da igreja, porque relati-
vo a cousas da sua exclusira. prtenga totalmen-
te mdependenles e lora do aioance do poder lei-
go ; quebranta e regeita um direito de qae j
igreja tem o exercicio n a posse por urna nao
interrompida serie de seculos, desde o proprio
lempo dos apostlos, quebranta regeita um di-
reito indispensarel i. igreja para impedir, corri-
gir e refrear com a devida efScacia na sociedade
catholici as desordena e delidos oppostos f
aos boos coslumes, ao rito e ao culto extern
ordenado naja o fim da sua iostituigo ; quebran-
ta por ultimo um direito confirmado, protegido,
augmentado pelas antiquissimas concesses dos
imperadores, dos reis e principes christos; e
assim tallando at nisto derogo, respailo e
gratido derida igreja, quebranta e regeita tam-
bem todas as razes de considerago memoria,
sabedoria e religio dos mesmos printipes e so-
beranos. E demaia, este decreto, ao passo que.
extingue e deroga outro ira o direito do r?tu|t>,
raffi fejas luar consagrados Deu.
coa,bafrliMnbemi 0(reflde e annq5a um d :
.Vm ?acid0 e r?*PeUad,> ">dos os lempos
Lm J?a*" reg,.oe?- Pr ,odos os Poros, e nao
re,1rSSi? ca,holicos. .s tambem pelos he-
feges e pelos proprios pagaos.
Toda as nagoes cirilisadas, e os soberanos au
n ellas reinarae asgorernam.teem un. ito di,
e%b^fPZ0o,,ageDSr,iTe9,i,,0* d0 a,l carcter di
carnal ." e mlaiMo* Pa" tratarera recipro-
par3
*mum rf" hal"aco*s qe ozem por direito
m.?i "*'*'** um dlreil de ffanquU o
qual a substancia um asylo. em aua um cri-
ra ooso nao pode ser perseguido e preso pelo,
5S?S da^us'ica- "lo raais a pessoa e !
Sena nm* Iffi f0ber'n Zaai dasle ^to.
Ip., U. al'en,,d0 rav'smo, um delicio de
!*?.-***. arrancar um reo do lado e da
da u.Sfi p-""c,P\e conduzi-lo do palacio
carcere ou extraordinaria residencia ao
A* /gc*'s chri9ta,,s sao a morada do Dos
nro do Soberano Senhor de todas as creatiira^
qual as escolheu e santiQcou para a consum-
mago diaria do
e bemdito o
que indecencia le-
contra ura christa at
e quasi diremos perante Jess
incruento sacrificio, e aura de
ser n ellas perennemente adorado
seu tremendo Nome. Oh
rar a forga e a riolencia
sobre os altares.
Chris'.o realmente presente as egrejas debaixo
dos mystenosos reos eucharisticos I Que defor-
midade ter em maior conta entre os crentos fiis
e guardar maior respeito habitago de um
principe terreno, que nao casa do supremo Do-
minador dos Cos e da trra, do Senhor. dos se-
auanin h ?' dS reii E Por onsequencia.
quanto doloroso que em.norae de ura sobera-
na quera realga a cruz de Saboia se derogue e
destrua abjolutameale o sagrado direito de asy-
io sem nenhuma dependencia da autoridade da
egreja. no proprio centro do catholicismo.
Protestamos demais e reclamamos contra o
decreto que para o clero e a nos < de toda a ri-
gtiancia, ingerencia e direcgo 4 respeito da
instrueco publica, concenirando-a" inteira-
mente no poder leigo, ao qual ordena que a,
pessoas e as corporagoes do clero secular e
regular, que a exercem, a en'rfoguem inme-
diatamente declarando raais. que qualquer
ingerencia de pessoas ou corpos moraes as
materias da instrueco publica, conslitue um
abuso de poder punir! segundo as leis penaes
em rigor, e accrescentando. a expressa re-
serrs de atlribuir a direcco.e inspeceo da
instrucgao publica tambora.as pessoas perten-
cenes ao clero, mas sempre .indepeodonte-
meute da qualidade de clero. D'onde se ri
mantfestamenle que espiritodictou o decreto o
que disposigoes aoimam o leal governo subalpino
a respeito do clero.
Mas pondo de parte esta desagradarel refle-
xo, e forgoso concluir, que ao passo que na,
consideragoes que preredem o mesmo decreto
se admitle [ora de duvida o dever d'estender a
publica inslfucgo ao descnrolrimento de prin-
cipios rerdadeiramente renerandos e necassari
a sociedade civil, como se disseram aos.princi-
pios religiosos, tirando depois aos bispos e ao
clero todo o cuidado inspecgo e ingerencia na
nstrucgao publica,, nao se faz raengo, re-
serra, ou excepgao alguma acerca nstruc-
gao religiosa reuniodo-a toda indistinclamen-
e e debaixo de todos os pontos, e concen-
trando-a no poder leigo. Ora por este lado o de-
creto contraria e-tegeits abertamente um minis-
terio e um direito, que, como j se indicou do
passasera. percance egreja e aos seus minis-
tros por posltira rontade divina. Acaso p autora
cansummador. do da nossa santissima f, o funda-
dor e instituidor da sociedade chrUta disse aos-
imperadores, res, principes, e magnates da tr-
ra, ou antes, aos apostlos, e aos^eus successo-
re*t '.~7 e0sina'. inatrui, prgai o erangelhr>
a todas aacreaturas.inculcando-hesquecura-
pram fielmente tudo o que ros tenho manda-,
t do ?. Has alm da horrorosa.offensa do direi-
to dirino. positiro, como poderiamos'ps dissi-
mular. o calar os immeosos males que por sara-
ma desventura ha de impreterirelmente gerar
este deplorarel decreto s por,tirar a instruego
publica da ngilancia e influencia do clero Nin-
gueru ignora o aouso que se pode fazer das
scieocias e das tetras em damno da f e dos eos-
turnos, e quanto importa a diligente escolha da
preceptores christos e morigerados, e des lirros
que bao de entregar-se as mos dos inexpertos,
o incautos discpulos, tendo uns e outros.sobra
aquelles tenros coragoes urna torga tal, que de-
terminara asaegoes de toda yida. Lamentamos
peis, e gememos intimamente por se excluire-aj
do ensino tantos sacerJotes respeitabilissimos, a
se afasiar fatalmento.das nossas letras essa ordem,
religiosa to benemrita da educagp, christa.
civil o Iliteraria damocidade. Calamos, porm
por pledade a enorme injuria, e manifest injus-
liga que as expressoes do -decuto iogralamenla
fazem mais di^ncta classe dajogiedda chris-
ta e civil, ou antes historia, e todo-o,corpo
dos vordadeiros; doutos e lillcratos, qua. hao da-
do, e do om toda a parte unnime e amplissiao
testeraunho .aos iocomparapeis servaos em. to-
dos os lempos feitos s sciencias .Ueralura.
pelo clero secular, e congregagoes. roguiares e
monsticas.
Protestamos e reclamamos tambem contra o>
decreto que aboli .o* dizimos, e outras presta-
goes, favor dos parochos o de. ouAres minis-
tft>s.do culto catholico, como, injustas e pesa-
das todos e especialmente A classe dos al-
deoes, e humillantes, pata o proprio sacerdote
com respeito aos fiis swjeilos aos seus cuida-
dos e junsdicgoo. A lei tacante aos dizfmos
le geral da iareja.que so funda no direito divino
e todo o caUolico a aprende nos seus mais ver-
desannos, aas primeiras instrueges do cathecis-
mo. Por oode o decreto annulla e destroe urna
lei do dorirago dirina, urna lei confirmada pela
observancia pratica e constante dos fiois, a qual
remonta aos. lempos primitivos da igreja, ama
lei corroborada e sanecionada pelas sapieotissi-
mas disposigoes dos concilios mesmo cuenenicos.
urna lei por consoquencia em que toda a raudan-
ga ou modifioagao que se pretenda faz-er sem a
annuencia e o conourso da autoridado eclesis-
tica, e principalmente do pontifica romano, traa
gravada a mancha torpe da usarpago. da irre-
gulandadev e do sacrilegio. B. bem mal se ad-
duz paca justificago do decreto a intengo, a
euoado de melhorar a sieuago, e augmentar
com provida uniformidad* as rantagens mate-
riaes dos parochos, que ebaixe da engaosa cor
de ura bem estar temporal, querem reduzir 1
oondigo servil de independemos o assarariados
do estado, aura de conseguirora raais (scilraenta
a funesta docilidad lodo o arbitrio do governo
com e ameago, com o medo e o perico conlisao
de perderem a eacassa relnbuico estreitamenla
necessaria para a cooserrago da. rida.
Protestamos. e reclamamos oulrosir contra o
decreta que despoja igreja e os bispos de toda,
a xnspeegA e ingerenoia no adminwlrago dos
uuMt^toA de caridade 6ene/cenco, ttribuin-
do-a particular e prirarameute i autoridada
secular, ordenaudo os inventarios dot um bens,
mandando, e obrigando que te fofa entrega d'el-r
'**, e chamando rioleotamente o darem eqnla* os
*'jus legitioqs administradores. Sirailhanie de-
i creto destroe e aoomu as ultimas rootades o der-


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IARIO DI tERHlMBDCO. QUINTA fEllA 21 DI PEJ^REIRO DE 1861.
OfilOl IITIXI 6IIA
rseiras distosigoes dos piedotos e caritativos
fundadores, que o direito e todos os (ovarnos ti-
veram sempro como um dever respeilar; deslroe
anniquilla o sagrado diteilo di posse i raraemo-
lial de que goza a igreja na iuapeeco, direcgao
ingerencia sobre as ad ministrarles do-taes ins-
titutos, destroe e anniquilla o direito que adqui-
rir* os pobres ao cMBtpatatiio 4a beuafaxsjae'
inteucea doa testadora, sstprsdo as ragras lea
qua elles meamos estabeieearaai. Altm da *m
sean are advertir que a caridade tesas i anea das I pri de istaresse, da prepssdaraaeia poltica
fieaa, inspirada pela religue, sao engata e fbme- de asesrala Inanesira. Os plantadores de al-
cooserveco domestica da parte doa estados do
tul, o- Sr. Bachauao ofiende a estes em tua al-
tivez e dcscaohece os seolimentos que ao o seu
verdadairo novel. O medo uo tcm a menor
parte nesses seolimentos, porque o plantador 6
Tlenle al a temeridade, e a sua retirada volun-
taria da Unio augmentara para elle, em vez
dniiailayaaPiawi jasan ana inaurreigo sr-
Oa aanaraaa saeta tartas Seto i atiaaae do sul
tra anortoaaa alajaaaaaaealaeada amor
can da cabedaes e bens as atedaeas Rtadagoea. a
qnaauilas destas foram iuatitsidas pato praprie
clara, e cuoladas or um moda especial aosdes-
Talaa maiernaes da igrej, esealhssd es pasma
como a maia cara porcia doa seus Bino, paz li-
beral a incessalilemente todes os sena atusados
cm amparar e favorecer as insiituicoes destinadas
perdivettas formas ao seo sustento e altivio. E
uo sor pois summa injustica, a sacrilego atten-
tado pd-la lolalmenie fura da sua adrainistrago
e protecgo ?
Accrcscenle-sa que o decreto tende tambem a
alterare pervertera iudole genuina, e o justo con-
ceito da caridade ebrista, porque com ludo o que
rielle se determina, o estado encamiuba-se para
goSao a da tabaco soffrem coa lanpacienci oa
dirsitse da alfandega que Ibas aaa impostas nm
proveilo das fabricas eeptentrienaes ; a CaaeHa
do sal catasta que as Charieeean rese a aar ees
porto livre, nao lardara elle em lutar, quanto a
importancia, com a de Nova-York a da Bastn,
e eis a razao por que os Carolinienses sao separa-
tistas de longa dala. E' esta o argumento que
encarecem Nava Orleans, Mobile, Savan-
nah, para os terem em sua liga. A escravido
nao mais que um pretexto para elles que uo
sao estados fronteiras c nao soffrem de sorle al-
ga) com os manejos dos abolicionistas. Suas
queixas verdadeiras acham-se na tarifa, na qual
o Sr. Ouchanan so falla para reeommeodar a
gresso, e ratificadas pelas legislatura data tr
quarlas partes dos estados, lomaras as patata*
integrantes do pacto federal em vi rtuda da at*. 5
que deixa a porta aborta aos progressoaaja oa-
cessidadea do futuro. Porder-se-hia aSajatr O
mesmo meio para estabelecer a interpretado de-
"niliva da fionslUaico. em tr"
Cedaos asir as anana v us aesenasass o
hojeosatis a* bou vea para santaro; 2.
asver da nsatapar ansa dlisils em tnsaa os terri
torios onoastsas donante ano aniataacin teetten-
rial; 3. feeashackaeiilo do-diraita da reivindi-
car aasenbor o escravs fuajadtt parsonlro estado, frouxos qfts eMa este j a ra.
n desastrosa senda, que leva a caridade chaina- substituiosj dos direilos especficos pelosdireilos
da legal, a qual apaga a virlude da beneficencia ad valoran, no intuito de augmeular a receita.
naquelles que do, e a gralido naquelles que re-
ceben) ; rompe os vnculos da convUeucia paci-
gca entre o rico e o pobre, porque este loma o
subsidio como um direito, e aquello relira a sua
maia generosa logo que ve intrometier-se o po-
der do estado.
E para abreviar a V. Exc. e a oos larobcm o
estado incommodo destas queixas,protestamos fi-
nalmente e reclamamos com igual oilicio contra
o decreto, que, como se (ora pouco haver expo-
liado o clero dos seus mais sagrados direilos so-
bre as piedosas fundares de caridade c benefi-
cencia Ibe tira alera disso a adminislrago das
propriedades ecclesiasticas na vacancia dos bene-
ficios, substiliiindo-lhe a do estado; co'utra o ou-
tro que onra cm especiaes laxas o patrimonio
dos mosteros e dos conventos, lugares pios e ins-
titutos de lodo o genero, e bem assim dos miris-
t'os da religio, qualquer que seja a sua calhe-
goria nlm dos impostes pblicos que pagan) co-
mo os uniros cidaoos, de surte que miuguam-se
as rend.is da igreja e do clero, de modo que pa-
dece o culto publico religioso, e o decente sus-
tento da classe ecclcsiastica, e ordem sacerdotal:
contra um terceiro que expulsou dos claustros
inultas communidades religiosas e dispoz sem
roeJo era respeilo algum de todos os seus cabe-
daes ; contra um quarto que prohibe ao clero c
corporales ecclesiaslicas fazer novas acquisges,
acceilar doagoes, estipular contratos de compra e
venda de seus bens sem o beneplcito o consenso
do magistrado civil; e por ultimo coulra o outro
que poslergaudo totalmente todo o respeilo devi-
do ao direito privativo da autoridade ecclesiasti-
ca, veda os enlerramenlos dos cadveres as igre-
jas excepto nicamente os dos bispos, que s per-
miti com muitis reservas e cautelas que previa-
mente se devem preencher.
Conduzida a este ponto a dolorosa exposigao
das juslissimas e imperiosas razes das nossas re -
clamares e protestos, que nossa inlengo es-
tender e lazer valer em qualquer outro ulterior
decreto, cu lei contraria a rcligio, igreja, e aos
seus sacrosantos direilos, julgamos que este o
lugar de lembrar respetosamente a qualquer que
se faz reo, e coopera na usurpaco e espoliac.no
dos cima eounciados direilos ecclesiasticos, as
gravissimas palavras, e as tremendas censuras do
sagrado concilio de Trento, na testas 22 cap. 11
de reformatione.
Se algum, assirn se 16 al, quer seja clrigo,
quer leigo, revestido de qualquer dignidado
anda que seja real ou impeiial, so deixar le-
var da cobija, raiz de lodos os males de maoei-
ra tal que ou por si ou por oulros, com a forca,
ou com o medo, ou anda mediante supposias
pessoas ecclesiaslicas ou leigas, ou com qual-
quer mudo, ou titulo e pretexto, ousarconver-
ter era seu proprio uso, ou uzurpar, as juris-
diegoes, os bens, os foros, os direilos, os fruc-
tos, emolumentos e proventos de qualquer na-
tureza de alguma igreja ou beneficio secular ou
regular dos Montes de Piedade, e oulros esta-
belecirLcutos pos que devam ser applicados ao
sustento dos sagrados ministros e dos pobres,
o ou impedir que usem delles aquelles que a is-
so teem direito ; essejal seja sujeilo ao aoa-
thema em quanto'nao restituir iuleirainenle
s igrejas, ou ao respectivo adminislrador, ou
beneficiado as jurisdiecoes, os objectos e os
bens, os direilos, os fructos e as repdas que ti-
ver oceupado. e nao obliver a absolvico do
Romano Pontfice.
Depois de ludo isto, nos fortalecidos pela jus-
tiga a grande causa que defendemos, e pelo de
ver rigorosissimo que temos do a defender al
norte, pedimos com vivissimas instancias a re-
vogago o plena emenda dos decretos que lamen-
tamos, e cusla-nosa renunciar esperanza de vr
sitisfeito o nosso irrecusavel e juslissimo pedido.
Mas se o contrario acontecer, nos, firmes e cons-
tantes no proposilo jurado de nao faltar nunca,
com o divino auxilio aos deveres do nosso subli-
me ministerio, us adorando profundamente os
occultos designios e os juizos imprescrutaveis de
Deus, abandonaremos as suas mos omnipoten-
tes, a causa que causa sua. Jess Chrislo que
do seo lado rasgado fez manar o espirito e a vi-
da da igreja sua esposa, quo ganhou com o seu
precioso sangue, e que na cruz Ihe deixou por
lieranga as contradiccoes, os padecimentos e as
angustias, e quiz que com estas crescesse e for-
talecesse, e se cspalhasse de um ao outro con-
fim da trra ; Jess Chrislo a salvar, c em me-
nos lempo do que se pensa, Ihe dar o mais bri-
lhanle e glorioso Iriumpho. Estamos certos dis-
to e a nossa certeza, fundada na proraessa divi-
na e infallivelCu estarc sempre comvosco al
comummaguo dos seculos certeza de f I
Uueira V. Exc. levar ao conheciraenlo do real
goccino subalpino os nossos protestos o reclama-
oes juntos com o nosso referido pedido, o ac-
ceite os senlimentos da considerado o estima
que Ihe devida, e cora a qual passamos assig-
nar.
No da consagrado Aprcsentaco do Maria
anlissima em I de noverobro de 860.
Domingos Cardeal Luciard, Bispo de Siniga-
gli.
Carlos Luiz Cardeal Morichini, arcebispo de
Jsis.
Joao Cardeal Brunelli, arcebispo bispo d'Ossi-
noCingoli.
A.B Cardeal Aulonucci, arcebispo bispo d'An-
cona.
Alexandre arcebispo i'Urbino.
Bonifacio, bispo de Cagli e Prgola.
Antonio, bispo d'rbania e Sauto Angelo in
Vado.
lnnocencio, bispo de Gubbio.
Filtppe, bispo de Fossombrone.
Filippe, bispo de Pao.
Clemente, bispo de Psaro.
Luiz, bispo de Montefllro.
Pelicissimo, srcebispo de Camerino, adminis-
trador apostlico da S Episcopal de Trejo.
Joao Francisco, bispo de Reeanati e Lorelo.
'Eleouorio, bispo de Montalto.
AnPadio, bispo de Macrala e Tolenlino,
Fiel, bispo de Comacchio, adminislrador apos-
tocolico de Ripalransne.
Pr. Elias Antonio, bispo de A'scoli.
Francisco bispo de Saoseverino.
Antcnio Mari, bispo de Fabriano e Matelica.
Barlholomeu, arcediago Cordella, provigario
geral do Emm. arcebispo de Firmo.
(iYaco.)
Escrevem de Washington que a mensigem do
Sr. Buchaoan nao salisfez a uenhum dos partidos
extremos, isto nem aos homeos do sul era
os homens do norte. Pcrcebemos isso sem difii-
culdade, pois esse documento recommenda-se
mais por seu espirito de conciliacao do que pela
lgica. Seus argumentos sao muitas vezes con-
tradictorios, c nao de admirar que querendo
poupar a todos, o Sr. Buchanao nao tenha aa -
tisfeito a ninguem. E' esta a sorle dos nimos
que carecem de reclido e dos coragoes timidos.
Cemega o Sr. Buchanan dizendo que o perigo
imminente que araeaca a Unio, nao provem s-
nente da pretengo do congresso em excluir a
escravido dos territorios, e dos esforgos dos
fliffcrentes estados para impedir a entrega dea
escravos fgidos, porm antea do temor de urna
osurreigao servil no sul. Esta apprehensio, que
fez desapparecar toda seguranca do lar domesti-
co, o resultado da agiugao aboliciooiata fo-
mentada no norte, e os estados de escravos ver-
se-hura autonsado pelo inalincto da conserva-
cao pessoa que a primeira lei da natureza, a
nao flear n urna coofederagio que nao Ibes offe-
recesse mais seguranga.
rabrogaefto as tosas aa lea asestado quo alacias
asas direWn.
O Sr. Buchanan est persuadido de que anos
transaego savia de restabelecer a paz a a harmo-
na entre todos os estados. Nos o eremos com
dHUculdad, poa-sofia-a-abdioacao- pura-a simple
dos principios que foram a felicidade do partido
republicano. E' drffioil de crer que esse partido
consinta assirn em renegar as doulrinas que elle
proclamaba ha pouco como sendo a nica f ver-
dadeira. Foi rcpelltda por urna immensa maio-
ria urna tentativa feita nesse sentido pela legisla-
tura do estado de Ver rao os. Por outro lado alguns
abolicionistas de Boston, que qirUeram apro-
veitar-so do aaniversario da execugo de John
Brown para discutir publicamente os meios de
Nao este por certa um aigumento capaz de.
seduzir os plantadores de algodo. E* verdade '' extirpar radicalmente a escravido da America",
qu6 os republicanos reclamara de seu lado a re- receberam urna assignalada e curiosa derrota.
visao da Urifa u'um sentido protector; o que ; governador da Pensylvani, o Sr. Packer, a quem
um meio de conciliago brilhante aioda menos linham elles convidado para assistir ao meetiug,
pela opportunidade as circunstancias actuaes. respondeu-lhes lacnicamente que John Browo
Quauto a eleico do Sr. Lincolu, declara o | fra com toda a razao enforcado. e que sua surta
Sr. Buchanao que ella nao forneue por si mesma devia ser ura aviso para aquelles que teem as
justos motivos para autorisar a separago ; que i mesmas propensoes.
ella leve lugar constilucionalmcnte. e que a ra- Cuando os instigadores do meeting quizeram
zo, a justiga, o respeilo conslituigo exigem I reunir-se no Tremonl Temple de Boston, os unio-
quo se espero por algum acto de aggresso de- nistas, mais numerosos que elles, tomaram-lhes
clarada. Nao ha nenhuma probabilidades ver os lugares, occuparam-lhes as cadeiras o Dze-
votado um acto de tal genero pela maioria das
duas cmaras no presente ou no imraediato*con-
gresso. E' mister, pois, sutes de obrar, cuidar
no preceito daquelle que fallou como nanea fal-
lou um hornera, e que disse : Basta a infelici-
dade de cada da I
sabia philosophia.
Allegj-se como causa de separago immediala
o negar-se aos estados do sul direitos iguaes aos
dos oulros estadus nos territorios comonuns. Mas
qual a autoridad* que nega esses direitos? nao
o congresso nem o supremo tribunal dos Es-
tados-Unidos. S houve duas excepgoes, a da
legislatura territorial de Kansas que volou apezar
do veto do goveruo, ura bil prohibindo a escra-
vido naquelle territorio, e a de um tribunal de
estado no Wisconsio, que declarou inconstitu-
cional a le relativa a restltuigo dos escravos
fgidos.
Essa le foi execu'.ada ora todos os casos em
ram adoptar resoluges que condemoavam John
Browo, justiQcavam sua condemnago c decre-
lavam elogios a energa desenvolvida pela Virgi-
nia. Os abolicionistas furiosos quizeram protes-
tar, mas a polica pz Um aos debates dispersando
Esta llngoagem revela urna 'a todos, tiste incidente parece pro*arque os l-
timos aconlccimeotos polticos e financeiros acal-
maran um pouco os espiraos at no Massachu-
setls, um dos focos mais ardemos do abolicionis-
mo, mas lambem um dos centros mais vastos do
mercantilismo.
Someal-i de recolar que o sul nao se adianle
tanto mais quanto o norte recuar, e que as con-
cessocs s fagam excitar as exigencias de certos
estados separalistas por syslema como a Cirolina
do Sul. A presen; dos representantes desse es-
tado na abertura do congresso foi entretanto no-
toria e coostiluio o principal incidente da primei-
ra sesso.
Em summa, a siluago da Uuiu nada perdeu
que foi couteslada, a despeito dos actos contra-: de sua gravidado. Chegou a urna hura suprema
nos de cerlas legislaturas. O Sr, Buchanau raa- em que s poderam salva-la urna gran Je inspi-
nifesta a esperanga de que esses estados revoga- rago e urna grande decisao. E osse remedio he-
ro esses bilis inconstiiucionaes e offensivos. Se roico nao se encontra na mensagera do Sr. Bu-
o recusarem, os estados do sul, depois de haver chaan, a qual pareee que ao mesmo lompo e
esgotado todos os meios pacilicos para obter urna testamento poltico daquelle estadista e o da
reparago, leriara o direilo de resistir revolucio- grande repblica que elle nao tivera o dom de es-
nanamente ao governo da Unio.
Por essa occasio estabelece o Sr. Buchanan
urna dulincgo doutrinal entre o direito de re-
volugo que elle recoohece n'ura estado da Uniao
como em outro qualquer povo, contra o governo
que o opprime. e o direilo de separago pura e
simples, que elle nega aos diversas rembros da
conederaro. Sua uegago firma-se em princi-
pios e em fados
Um estado, assirn como
clarecer, nem a forga de defender.
F. GAILLARDET.
[Presse//. Uuperron.)
C?rlos jornaes tem oestes ltimos lempos al-
guma cousa que nos parecera irapossivel : elles
tentaram urna approxiraago entre a questo ita-
liana e a questo moldo-valaquia. O que seria
um individuo, pode ; qu.mdo muito digno de um oovellista desespera-
para elles um assumpto serio de
ceder urna parte de seus direitas soberanos para d toroou se
melhor assegurar a outro. Fez-se a coustiluigo discusso.
u'um intuito de perpetuidade, e nao para ser Coufessamos que nao temos tanta habilidade
annullada ao bel prazer de urna ou outra das ; Para confundir as queslOes polticas, que podem
parles contratantes. As primeiras bases de con- successivamenle preoecupar o continente. En-
lederago entre as colonias revoltadas linham tre os acontecimen.os que se passara em aplos
por titulo : arligos de confederago e de unio ]ou era Turiu e os ltimos iocidenles da visita
perpetua entre os estado;. A constituigo nao
repeli o bdjeclivo perpetuo na formagao defi-
nitiva da Uoio, porm ella refere-se expressa-
menie aos antigs arligos de confederago e diz
que a conslituigo foi exlabeleciJa alia de for-
mar urna unio perfeita. Seria absurdo, segun-
do o Sr. Buchanan, pretender que essa unio
mais peifeita nao tenha o atlributo essencial da
perpetuidade.
A intengo de perpetuidade annexa Unio
decorre da natureza e da extengo dos poderes
conferidos ao governo federal, os quaes abracara
as attiibuiges mais elevadas da soberana na-
cional cujo exerekio nao podem estorvar os es-
tados particulares. A sanego so'emne da reli-
gio foi reunida s obrigages ofUciaes; esta-
belecido que todos os funecionarios lllho dos
Estados-Unidos como dos estados particulares,
sero obrigados por juramento a manter a cons-
lituigo.
Depois de haver Bsim procurado estabelecer
que um eslado nao tem o direito de sair da con-
federago sera consentimento dos oulros estado;,
examina o Sr. Buchauana questo de saber se
o presidente e o congresso teem o poder de
submeiter pela torga, cm caso de uecessidtde,
este eslado. dissidente, e conclue pela negativa
com argumentos tambem lirados da constituigo.
Ha muitos actos do congresso que autorisam o
presidente a chamar a milicia, a empregar o
exercilo ea marinha para auxiliaren! o marshall
leila pelo principe Couza Constantiuopla ha para
nos urna distancia insuperavel. Em vo procu-
raramos sobre o alias as lionas fluviaes, que po-
dessem conduzir-nos do P ou do Volturno ao
Danubio.
Entretanto um jornal inglez acaba de fazer esta
lao rpida viagem. S a Inglaterra, com effeilo,
e capaz de dar a poltica lo intrpidos touristas.
O aily Xews, o jornal aventureirovio nos
negocios do Moldo-Valaquia os ltimos termos da
questo italiana. Segundo elle a questo di Ita-
lia affecla os Priucipados Danubianos; com o
inumphodesta revelugo os roraanios Iratariam
de dar o signal de urna iusurreigao para reco-
braren) sua compleuaulonorai'; e se a Austria
viesse a pronunciar-so contra esta prxima len-
lativa dos romanios, ella augmentara ao mesmo
lempo suas difiiculdades na Italia e seus perigos
na Hungra.
Esbogamos apenas o thoma desenvolvido pelo
Daily News. Por que cadeia de raciocinios ar-
riscados chegou a folha britnica suas
cluses?
Mas eis aqu a causa e o fim desta atrevida pro-
za.
con-
pulago prudente, que entregou seus destinos
Europa, a que recebeu della urna verdadeira
exislencia- potilio.
Nada cactaaseste mais fcil de dizer do que
o/is tosssv sa-Iscos esto quebraios d'ora em
Tante entre o Principados-Unidos e Constanc-
ia. Pretende-se que essaSaejasaBjas chrls-
otlomaso par um fio. Maa
pala Europsv ai slSfopa qss
-as a renova-lo, caso assa eils a
e hnjp menos do que nsaei se dsvs
pleitear ssr*ecas violenta dos laess, aanaadoapa>
la Euroas estas asnaces do Ociante, por
Passageiros do hiale nacional Santa /rita,
vindo do Ass : Jos de Freitw, CarJsU Mara,
da Silva, Antonio Uaeiel da Silva. ._
Passageirodo hiale nacional /nvnci
nido para Maceio :Joaquim de Lemos
reir.
i
isa-
Cohimmi a(t&.
Temos muitaanasas defendido os Principados
danubianos paraojas nao tenhamos hoje algumdi-
reito de lhes das um conselhs. Porlanto, sa
verdade que se (amara projeoios para preparar
essa serie de incidentes, de que falla o Daily-
iVaw, direajos que povn das Romrabae diseo-
nliece os seus direilos e falta aos seus deveres.
Os primeiros nao vo alera dos termos da con-
vengo assignada em Pars ; e os segundos resu-
mem-se no respeito esta convengo.
Quando ltimamente o povo das Romanhas
ofTerecia um corpo do exercilo porta, nos o con-
vidavamos que se conservarse de parte as
quostes suscitadas pelos acontecimentos da Sy-
ria. Como que boje nao estaramos no direito
de dizer-lhe, que, fallando seus proprios coa-
promissos para com a Porta, ello trata de despre-
sar as recusas desta ?
Comprebende-se botn queso raciocinamos na
hypotheso de que o Daily -.Vetes falle a verdade.
Houve pedido, houve recusa ? E' o que ignora-
mos. Se o pedido foi feito, parece-nos que em
virlude da convengo de Paris ella nao devia ser
dirigido smenle Porta ; si a recusa leve lugar
os ramamos devem inclnar-se.
Melhores joizes do que elles mesraos, nao do
favor sollieitado, mas da opportunidade de sua
oblengo, as poulencias sabero dizer-lhes em
que momento taes mudangas podem operar-se
era proveito real da nacionalidade das Roma-
nhas. A transico nao alias to fcil como
pretendem os touristas da iraprensa ingleza : ella
encontrara difiiculdades reaes no da em que,
operando-se violentamente, desse por bases ao
throno roraanio os vestigios da convengo euro-
pea de 1858 e os restos da soberana legitima do
imperio otiomano.
Ernest Driolle
[ Le Constitutionel = S. Filho )
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Hontem a 1 hora e cinco minutos da manha
locaram as igrejas fogo na freguezia de S. Jos,
lendo o incendio lugar na ra do Padre Floriano,
taberna de Jos Gomes da Silva.
Para este ponto occorreram logo o delegado a
o subdelegado da respectiva freguezia, acorapa-
nhados de ordenanzas, inspectores de quarteiro
e de urna forga do 2. batalho de infanlaria, e
tratando depenclrarem na taberna, arromoaram-
Ihe a porta, e afina! conseguirn! abalar a mani-
festarlo de incendio, que proviera de palitos de
fogo iiiflararaados, cuja chamma se coramunicara
urna pcircao de saceos vasios existentes no
meio da mesma taberna, e urnas resleas d'alho,
que fleavam ao fundo e pendentes do lecto ou
prateleiras della, sendo para admirar que a cham-
ma nao tocasse as rcs'.eas d'alho prximas para
ir atlingir as remotas.
O dono desta taberna um guarda nacional,
que achava-se de guarda ; e nos informara que
ella quasi nada continua.
Como j dissemos, o ogo cifrando-se naquelles
objectos que iociueravam-se por meio de urna j
quasi completa combusto, foi apagado para lo-
go, sem grande dificuldade, e mesmo sem care-
cer do 6mprego das bombas da alfandega e do
arsenal de guerra, que acharara-se all, bem como
o subdelegado desta freguezia e grande numero
de inspectores de quarteiro ; os quaes prestaran!
bons servigos.
Anda desta vez nao podernos deixar de recla-
mar sobre a coulradicgao das igrejas no annun-
ciar a localidade do incendio; ao passo que urna
dava cinco Ddselas, outra repeta seis, e urna
oulra anda augTs%ntava este numero, de sorle a
ser irapossivel ter se certeza do local, para onde
devia tender o soccorro publico. Sirn, esta pro-
videncia deveser melhor executada ; e a uo ser
muitas vezes o alt-nder-se igreja que primeiro
deu o signal, nao saber-se-hia para onde seguir.
Isto posto, conviria que dsse o signal a igreja
mais prxima, e este somenle fosse repetido po-
las matrizes dos dilterenics bairros, para evitar a
confuso notada.
No da 18 de margo vindouro tem de haver
concurso para o preenchimcnio das vagas de 2.
escriplurario da coutadoria da thesouraria pro-
vincial.
Os concurrentes sero argidos sobre princi-
, pios da grammatica nacional, escripturago eom-
posiuao rsao aere estar esquocida a recente raercial por partidas*dobradas, arilhmetica e suas
viagomleita ConsUntinopla pelo principe Cou-1 applicages, com especialidade reduego de
capital do imperio | moedas, pesos e medidas, ao calculo de descont
e juros simples e coraposlos.
o Sr.
< answso
Jos Mauras da>
O. prazer que seamos com a notiai* de
sd*pja*ardoados por Soa tageetadoa hnp
caaa medalha do ofltBaahate da ioapsaial
ds ansaa os servigosprostados ao paiz pelo dia-
liocto peroambucaoo, a Sr. Dr. Josa Mara da
Trindade na inspectora da thesouraria de fazen-
da da provincia da Sao Pedro do Rio Grano da
Sul; nao poda ficar encerrado no nosso peito,
nem apreciado smeote no foro de nossa cons-
cicncia. Anda mais, nao nos era bastante ma-
nifestar esse jubilo apenas dentro do circulo dos
nossos amigos e dos d'aquelle nosso estimavel
comprovinciano, embora nao sejam estes era
pequeo numero : linhamos urna obrigago in-
declinavel de dar ao nosso contentamento a maior
expanso possivel, e por isso recorremos vasta
tribuna da iraprensa e na immensa altura om que
se acha collocada a do Diario de Pernam-
buco.
O Sr. commendador Dr. Jos Maria da Trin-
dade bastante conhecido nesta capital pela sua
iotelligencia, honestidade, applicago ao traba-
Iho, honradez e muitas outras virtudes de hornera
de bem e de bom cidado, que realgara a sua
pessoa e o tornara digno e merecedor da amisade
de lodos quantos urna vez o encontrara : salis-
faz-nos per tanto traoscrever osseguintes arligos
que extrahimos do Correio do Sul e do Conci-
liador da cidade de Porio-Alegre :
Sua Magostade o Imperador acaba de galar-
doar quatro excellentes e habis empregidos desta
provincia, condecorando com o officialato da Koss
os Srs. Ora. Pindahyba de Mallos e Jos Mara
da Trindade, e o Sr. Bernardina Jos Borges,
inspector da alfandega do Rio-Grande, e conce-
dendo ao Sr. Leopoldino Joaquim' de Freilas o
habito da mesma orden. >
[Correio do Sul n. 12 de 15 de Janeiro de 1861.)
O nosso Monarcha galardoou os Srs r.
Pindahyba, Dr. Trindade e Bernardino Jos Bor-
ges com o officialato da imperial orJera do
Rosa. >
e foi grande : foi gran Je polo trabalho d'esscs
apatelos. I
Exullai, saoUaresi vos sais os seus descen-
dentes llustres e o vosso instituto, a palavra de
jaimififl. lancina a estes descendentes no re-
tertar do combate* o alto de voaaa livre mis-
4aa asa*uai aaa>asado a -iir '- -'-i *>
de Paa AlaSJria,: aaaassn 0-
ir ca urna faiacs uooa
aletada piaaido, scalos
acuaastsiadaa es ua lao-
O Sr. Dr. Pindahyba ha pouco afrontara os
raandes, a riqueza e a altiva oligarchia que
queiia vencer mo armada na Caxoeira as le-
gitimas influencias as eleigoes municipaes. e
pronunciando os reos perpretadores e mandantes
do abominavel crime de homicidio na pessoa do
prestante cidado Antonio Vicente da Foolours,
dera proras de integridade e juslica que o re-
cnmmendavam considerago de lodos.
dePi
mf vira mi
o
aaaeulos
%tMO perdtsss stlaTviri porque.'laudes o fago
ata vossas msoa, o, fago snelo qusaaa*"*-* luz
do aculo oaftsctas da prtnnajML e paasar
a testa ''"" -[-""lin"" A' '"'iiHiaonirlat- pn
voa, das danaasrtia, da vaedade q-w vrataciji*
r aanagoea e gaobar a humanidad* a' aado
cauta aro qne se joga o futuro, em que se ganha
a immorlalidada 1
Mas nao basta someate derribar os Ornares :
o genero humano move-se e caminha para a
nova cruzada do Levante : a sua lei 1
Nao basta s impedir a destribuicao. nao bat-
a s conservar por meio da associaco, mister
sahir das leuda* como os lllhos de Israel en de-
! feza da patria : mas l erara os gladios que
reteniam no combate, aqu a ctvilisago que
desafia os guerrairos.
Juoiai ueana ao prelo, tenhores; juatai ao
brago a cab.iga ; iraprensa, vossos livws ; ao
seculo, vossas ideas ; scieoca, vossas lidas :
ao futuro vossos tropheus 1
E para l chegardes, Irabalhai, 'fMlhal, diz
Lameouais, a lei suprema dq ser iutelligeote 1
Vede que grandes cousas pedis fasar-oo mun-
do manejando ao mesmo tempe, a arma do pen-
samento e a arma da publicidade que a luz de
sua vida 1
A iraprensa lam uraa grande missio a cumprir
enire nos, senhores I Ella ple ser p'ra nossa
patria, essa hora por seculo que, segundo Lamar-
lioe, Deus concede s nagoes para a sua regeue-
ragao I
bssa regenerago s espera urna palavra de
fogo : dizei-a as, senhores I escrevei em vos-
sos prlos os nomes de Deus e humanidade I
sciencia e verdade I religiao e paraizo 1 tor-
nai a imprensa nao smenle poltica, mas tam-
bera religiosa e moral ; agilai ah os grandes
problemas dos deslios humanos, em todas as
suas faces, em lodo o seu alcance, em todo o seu
brilho.
A liberdade e a paz ; as bengos e o amor
aerad vossas divisas, e a imprensa ser o que vos
quizerdes ; sero ponto deappoio que buscavam
Archimedes para erguer sobre elle oa cos e a
tena !
Os seculos esperara ludo da intellgencia, do-
trabalho e da publicidade I hoje, senhores, a es-
peranga e a lucia I amanba o repouso tob es-
tendas da victoria,
Disse.
Joao Antonio it Souza Ribeiro Junior..
Nao as esqn|ceu o Monarcha que munifi-
cente abrios seos cofres ederramou seus dons
sobre o integro magistrado, como um galardo
significativo.
Os outros dous agraciadoSj se nao aparecem
ero scenas to ruidosas, nao sao menos dignos.
Funecionarios intelligenles e do esperangas bem
satisfazem as funeges de que esto incumbidos,
dando exemplos de moralidade, trabalho e dodi-
cagio no servjgo publico. >
Estas gragas sao estmulos de servigos que o
1 paiz delles espera com razo, e que ha de ainda
I condecorar mais estes activos e probos funecio-
1 naros. o
Nos, seus amigos, folgamos de ser o ergao
dos emboras que lhes envia toda a populago
desta provincia, muito particulairaenle a parle
que os conhece, e de perto tem podido apreciar
as suas qualida les individuaes e cvicas.
[Conciliador n. j de \7 de Janeiro de 1861.)
Eis ah urna pruva irrefragavel de honra ao
mrito de um carcter peroarabueana: assirn
como com gosto vemos brilhar na Veoeza Amo-
ricana os nossos patricios lhos de oulras pro-
vincias nossas irraas do imperio, assim lambem
exultamos de gloria e amor da patria quando
nos cliega a fama e o renorae de dislincgo me-
recidamente oblida por tantos nossos compro-
vincianos encarregados de commissoes impor-
tantes no vasto imperio, por amor de cuja iolo-
gridade nos extremeceraos cora o maior enihu-
siasrao da que capaz um corago verdade ira-
mente patritico.
Durante sua estada na
oltomano o principe moldo-valquio Yecbeu da
sulluo todos os testemuohos de urna completa
adhesjo aos principios polticos do governo da-
nubiano. O aelho pareceu al ir algunfts ve-
rzes alera das rigorosas prescripgoes da etiqueta
a reprimir as insurreigocs, intimando anlecipa-, turca. Como se reridesse homnagem Europa
damentc aos insurgentes quese Jispersem c vol- | na pessoa do chafe do governo oriundo das con-
tera trauquillamenle para suas casas u'um praso
determinado. O Sr. Buchanan considera, po-
rm, essa prescripgo como iuaplicavel aporque
nao pode ser absolutamente executada n'um es-
lado onde nao ha mais autoridade juridciaria
para oriejiar ura mandado, o onde, se oxistiss
esse funecionario, a populago inteira formara
urna massa compacta para resislr-lhe. A ob-
jecgo de um formalismo caracterstico, e cora
taes escrpulos, os separatistas esto bem servi-
dos. Nao s o Sr. Buchanan n.lo acha o direito
de combater o que ello chamou urna resistencia
revolucionara nos poderos especficos conferidos
ao congresso e ao presi lente, cujo de ver repri-
mir as rebellioes, mas anda peusa avangar com
certeza que o direito de fazer guerra a um eslado
est em upposigo cora todo o espirito e todas as
iotenges da constituigo. Em apoo desli these,
cita elle urna discusso que leve lugar a 31 de
maio de 1787 na convengo que redigio a consli-
tuigo, sobre uraa clausula que autorisava o
emprego das forgas geraes contra ura eslado
delinquinte O Sr. Madison combaleu-a, e a
clausula unnimemente adiada, nao foi de novo
apresenlads. O cerlo que, accresceoia o Sr.
Buchaoan, a nossa unio repousa na opinio
poltica e nao poderia ser cimentada com o san-
gue dos cidados derramado na guerra civil. Eis
urna concluio mu democrtica e mui philoso-
phica, porm difficil concilia-la com a perpe-
tuidade obrigaloria da mesma Unio. Se repousa
smente na opinio. tem necessariamento urna
base movel como ella. Da doulrina do Sr. Bu-
chanan resulta que a constituigo fundou ura
; direilo nacional sem garanta, urna obrigago
I coromum sem sanegao; que o pacto fundamn-
, tal nao deve ser infringido, mas que pode s-lo ;
| que o presidente e o congresso devora raanl-lo
sera poder defend-lo.
A' esse syslema hybrido, meio norte mel sul,
que nao professa nenhum principio solido, pre-
ferimos : quer a varonil resolugo do general
Jachson, que n'uraa mensagera de 16 do Janeiro
de 1833, citada pelo Sr. Buchanan, recusava
obstinadamente reconbecer em os nulliflcadores
da Carolina do Sul o direito de deliberaren) a
respeito de suas obrigages para cura a Unio e
os araeacava de chamar ao respeito de seus de-
veres por meio docanho ; quer a livre doutrina
de um jornal republicano de Nova York, que
lando sido a coufederago um contracta volun-
tario, aquelles que se julgam legados teem o
direito de se retirar da associago tranquilla-
meato. Um ou outro desses pontos de vista tem
pelo menos o mrito da clareza e da franqueza
de que carece o syslema misto do Sr. Bu-
chanan.
Em sua long e penosa exposico nao ha seno
um trecho locante, aquello em que o velbo ma-
gistrado que vae dentro em pouco sair do poder,
conjura solemnemente seus concldados para que
parem e detiberem antes de resolveren) a des-
truir aquella repblica, o mais bello monumen-
to quo jamis foi erigido a liberdade humana
desde o comego do mundo, monumento consa-
grado, diz elle pelo sangue de notaos paes, pe-
las glorias do passado, pelas esperaagas do futu-
ro. Tudo isto dito com preciso e bem sen-
timentalmente.
Tambem nao ha seno urna idea clara a prali-
ca, que vem a aer os dados lechnicos sobre a
marcha quo se devo seguir para emendar a coas-
Fazeodo da cria, ..al un. qnestao de gL ^i^'S\f ffi
ferencias de Paris, Abdul-Medjid chegou ponto
de dar este principe o melhor penhor de urna
sincera deferencia. O feudatario toroou-se um
momento quasi igual ao suzerano.
A poltica pratica todava, nao ligando urna
importancia de primeira ordem essasdemons-
trages pessoaes. perguola-se que projectos lo-
variam o principe Couza Constanlinopla, e que
successo3 alcangra. Desles projectos o Daily-
iVews s quer saber de um ; que a unio legis-
lativa e administrativa dos Principados; e quan-
to aos successos, nenhum delles conhece. A
Porta recusara, dizera. consentir nesta unio.
A viagem Constanlinopla ficou prtanlo nul-
la. As altenges do suliao nao podem tadar,
pensa o Daily News, em ser esquecidas, e o prin-
cipe Couza, liontera ainda feudatario altencinso,
pode amanha vir a ser o adversario violento do
soberano, que elle pessoalmente recooheceu. Por
que razo esta radiia mudanga ? Por que razo
reclama o povo romano mais do que nunca a
unio, que o congresso de Paris nao pode oulr'ora
dar-lhe toda inteira.
Testemunha da felicidade dos italiano, elle
est promplo a conquistar lambem essa uoidade,
quo a espada do Garibildi esbogoo para o povo
da pennsula. Elle est de accordo para desejar
sua autonoma ; quer ser unido para que ella Ihe
seja concedida. Em urna palavra, elle s tem
ura principe, ura exercilo, um supremo tribunal
rfelustiga, quer agora urna s adrainistrago, ura
s poder legislativo, um s ministerio.
O Daily-Ncw pretenle que, quaesquer que
sejam os desejos do principe Couza, ver-se-ha
elle obrigado a satisfazer os do seu povo.
O principe Couza, allirma o jornal inglez,
Pelo motivo que j oxpozemos, foi transfe-
rido para amanha o concurso para o provimento
das cadeiras vagas do magisterio primario da pro-
vincia.
Tendo sido aunullado o concurso procedido
para praticantes da alfandega desta cidade, adia-
se marcado um ouiro, que lera lugar no dia 26
do futuro mez de margo.
As materias sobre qu tem de ser perguotados
os concurrentes consistem em gramraatica da
lingua nacional, lelura o escripia correcta da
mesma : iheoria da escripturago mercantil por
Publicaces a pedido.
DISCURSO
pronunciado na sesso magna da
Assoaiacao Typographica Per -
nambucana, celebrada a lt de
asusto de 1S60.
Sbshorks Mf.mihios oa Associacao Typogra-
rniCA PernajibucajiaI
Chamastes para assislir vossa grande festa
ao crente humilde da religio das lellras : obri-
gado, senhores I abrisies o erario das justas hi-
menagens que o entliusiasrao vos deve e Ihe pe-
distes tambera a sua pequeua raoeda : eu vo-la
trago.
Sei bem, senhores, que ella vale smenle uraa
nota na orcheslra que ouvs, urna folha quesi
raurcha, na grinalda que vos locem.
Nao acceileis a nota, nem a folha : o que el-
s expiiraem a sioceridado do tributo que o
ao seu no-
?mml',.'im.p," l d.ol?r'd*9^ Tsf npltosoet so feudatario das arles vem hoje pag
comraercio e adrainistrago da fazenda ; anth- bresuzerauo
mlica e suas applicagOes ao commero, cora es-
pecialidade reduego de pesos e medidas oacio-
naes e eslrangeiras, calculo de descoutos
e juros
simples ecoraposlos, theorias de cambios e suas
applicages ; noges de algebra ; traduego cor-
recta das lingnas ingleza e fraocoza, ou pelo me-
nos d'esta ultima ; e finalmente principios ge-
raes de geographia o historia patria e estalistici
commercial
Um individuo que tenha coohecimontos deste
conjuncto de materias exigidas, por Certo quo
nao se apreseotar para concorrer ao piovimea-
lo do um lugar do platicante com um ordenado
lo mioguado. Scmelbante exigencia importa
urna negago do acto.
Pralicaule sempre foi urna pessoa com princi-
pios geraes, que com a prstica da repartigao e
estudo ulterior, comprovado por novos exames,
adquirc a possibilidade do ascender a escala hie-
rarchica na ordem progressva das classes; mas
nao um composfo de conhecimentos que no com-
racrcio acha um horisonte ampio ao seu desen-
volvimento com a correspondente compensa-
do.
Por aviso de 7 do correnle mandou S. Exc.
o Sr. ministro da marinha construir no arsenal
desta provincia urna corveta hlice, da forga de
200 cavados, riscada pelo director das consruc-
tern por inimiga a faego dos senadores, e nao ges navaes do me3mo arsenal.
pode garantir a estabilidade de seu governo sem
snisfazer os votos de seu povo. Elle v-se obri-
gado a marchar na frente para manter-se testa
do movimento, porqusnto esse movtmento o sor-
ver se elle resistir. Nos, pensamos que o
lounsta do Daily-News exagera.
Dissemos a cadsa deslas exageracoos ; eis aqu
o fim.
A folha britanuica eonclue qne o governo fn-
glez lome lugo s mos a defeza dos moldo-va-
laquios; que elle exceda ou Bussia ou Pranga ;
que se coostilua ero Constanlinopla o advogado
da nacionalidade dos romanios, e que, associan-
do assim os destino; do povo danubiano aos do
povo italiano, estabelega ao mesmo lempo a in-
fluencia da Gra-Brolanha sobre as bordas do P
e sobre as do Danubio.
Esta ultima concluso, bem se comprehende
que nao revelada pelo Daily-News. Os jornaes
oglezes de ordinario nao fazem taes conQsses -
porm ellas sao facis deadivinhar.
Bis aqu pois a que reduz esta milagrosa
psssda dos redactores da folha de Londres:
urna lula de influencia'para acabar usa dia por
urna lata commercial.
Seremos mais avaros de nossos passos. E' in-
contestavel, reconhecemos,
Consta-nos que um bello modelo, o que exis-
ten) madeiras appropriadas era deposito.
Beata agora que se imprima toda a aclividade
este trabalho, que o florece servigo um grao-
numero de nossos artistas, para que nao se con-
sumara annos, e dinheiro intilmente, sendo que
coovm havor muito cudalo na perfeico da
mo de obra, e na escalha do material, porque
S (nhores Como a Jerusalra que elevando ao
co a cruz do Golgotha Ilumina com seus raios
orienlaes o rauolo moral, Mayenga ergue tam-
bem oa monlanha seu pharol elctrico que in-
nunla de luz o orbe da intellgencia, a arena im
mensa do progresso onde se elevara e crescem e
brilham as estatuas vivas da religio, da scien-
cia, das artes e da industria, penhores seguros
langados no espago pela mo de Deus, garantin-
do em seu oorae S huraanidade, o cumprimenln
de s.eus altos deslinos e a cora eterna da misso
de gloria pela qual desceu do co.
Enlo as sombras do erro lomaram o camiuho
do passado, sob cujas ruinas se occullam e de
onde querom as vezes erguer a cabega para zora-
bar do seculo, mas para onde as repelle de novo
o radiar da nossa estrella; enlo comegaram apar
tir-se um a um os ferreos los da caleia da es-
cravido da espirito e a Meranon da civilisago
foi eotoaodo seus cnticos de amor aos primeiros
raios do tslro da liberdade que caminha para o
zenith ; o genio foi engrandecido e multiplicado
sobre a trra ; nagoes e nagoes ergueram ascer-
vizesal enlo recurvadas na noile da barbaria e
da oppresso ; Promelhea vio seus filhos mar-
cados na fronte pelo dedo de fogo da idea e ma-
tou o abutre que Ihe roa as enlranhas e uraa
nova raga de apostlos sahio Iriumphaole pelas
cera portas da cidade da luz e atravessou as ge-
rages, espalhando sobre a ierra os productos do
espirito e ossonhos da coaquista do futuro, como
oulr'ora no Egyplo esses guecreiros de Thebas
que juncavam o solo com as palmas sanguenlas
do re Sesostris.
Mas l era a guerra adorada pelos Cains e os
Cainspassaram I aqui a lula da cenleiha divi-
na no cerebro do hornera com o astro eclipsado
ah reside a verdadeira ,e intollfgenle economa, da ignorancia e do fioilisu.0 ; aqui o baptismo
Esperamos que o Sr. director erapregue todo o
seu zelo nisso ; porque o seu crdito se acha
mullo ligado agora esta obra, que a raais im-
portante que at hoje tem sido confiada ao nosso
arsenal de marinha.
Crearam-se recenlemente mais duas com-
panhias de aprendizes marinheiros, urna na pro-
vincia do Rio Grando do Sul, e outra na do Ma-
ranlio.
A mulliplicago destas companhias uraa ne-
cessidade de primeira ordem para a nossa mari-
nha, e Sergipe, Rio Grande do Norte e Cear as
esto ainda reclamando.
Para commaodar a primeira acha-se nomeado
o Sr. capilo-leneote Genuino Augusto de Barros
Torreo, o que foi urna feliz etcolh*.
Foram recolhidps i casa de detengo, no dia
19 do correnle,2 homeps livres e I eteravo, sao-
Dr. delegado do 1.* dis-
que a populago das .
Ilomanhas continu a nutrir esse grande projeclo do todot ordem do
de unio, olhado pela Europa como irreaiisavel;! trelo.
nao menos verdade que o principe Cooza de- Passageiros do vapor Pertinunga, sahido
seja vivamente asaignalar seu reinado satis-! para os portos do sul Nicolao Bruno, Dr. Ja-
fazendo o raais chara voto, que pode acariciar
seu povo. lias d'ahi ao segu que nos Principa-
estera irnminente una revolugao? que a agitado
gao que termina na Italia e coroega na Hungra
penetra na Romanha? Nao o cremot: a por ga-
ranta ternas a tabeioria e coofiaoca de unta pe-
ciolo Paes Moreira de Hendoaga e f criado, Amo-
nio dos Santos Plnheiro, Hanoel Martina de Mi-
randa, D. Joanoa Carolina de Miranda Saaapaio e
2 filhos, Maooel de Oliveira Lemos, Jota Mara
de Cat-vaibo Jnior. Conesta Mtria da Concei-
So, lobo Josa dos Santo.
do luz d'esse astro quo guardar essa ceotelha
como um globo translcido, e rujo eclipse pas-
sara um dia, e cujos reflexos bnlharam at o
oriente dos destinos da humanidade I aqui a
eternidade da conquista, a palma que nao ero.-
murchece 1
Foram os apostlos da imprensa, senhores
que, eoroo Camos as vages, salvando da morte
seus cantos mmortacs, salvaran tambera do
naufragio com urna pancada de seus prelos, os
Luztadaa do genio da aoliguidade : Homero e
seus caolos ; Plato e suas paginas divinas:
tscbylo e seu thealro, Demosthenes e sua tribu-
na ; Herodoto e suas tradiges j Plioio a suas
Tu SCS. foram alle 1u0 escureceram o bri-
lho d essas abbadias da idade media a saos ve-
aos lceos de copistas chelos de pergaminhos
amarellenlos e de tragas ; forana elles que abri-
rn) para os sculos idada do ouro do espirito,
como os sacerdotes era Rama abriam oulr'ora
aot estandartes da gloria das sguias, o templo
de Jano era cujos altares repousava Marte I
Maa o Marte moderno calcos a fronte de En-
celado, eaposou a daosa da liberdade, e colheu o
fruclo prohibida do iriumpho oa arvore da civi-
lisago, segundo a verso da tirannia, e lio d'o-
3uelles que Ihediziam da sombra que haviam
morrer, te n'ella locasse! o porque viveo
Seahores da Associago Typographica Pernam-
bucana.No meio da vossa fesia jubilosa o do
ngosijo enihusiasiico de que estaes animados,
permilli-rae alguraas palavras.
Enviado ante vos pelo Instituto Po e Lutera-
no, eu nao potso resi,tir ao desejo de expandir
pela voz os sentimeotos deque me acho possui-
do ; e assim procuro deterapcahar como posso a
miuha misso.
O Iuslitulo Pi e Lillerario grato ao obsequio-
so convito quo Ihe lizesles para assislir a vossa
festiva reuuio, me manda exprimir-vos o sea re-
conheciraenio, e offorecer-vos as suas feltcita-
gea ; pesa-me uaicamenle, senhores, que a es-
colha do seu representante recahisse no mais
obscuro e mais pobre de iotelligencia de todos os
seus merobros.
Senhores, um espectculo bem agradavel o
lago de associago que vos une e que vos cou-
grega hoje para soleranisardes o pacto de frater-
nidade que vos abraca.
O diada creago de urna tociedade artstica6
sempre um dia que oceupa urna pagiua brilhanto
na historia da patria, porqae elle mostra que es-
paocando o egosmo e as rivalidades a arte triura-
pba, e se colloca, escudada pela muluidade da
alToigo de seus apostlos, 'oa sua posigo oom-
peleote, ao abrigo das mesquinhezas e das in-
trigas.
E' um bello espectculo ver urna associago in-
teira com os olhos filos no evaogelho da arte
curvada sob o peno de sua cruz, levando-a para
o calvario da aperfeicoameolo I e bero suave o
amplcxo fraternal que vos aperta, e vos dulcifica
o caminho; e n'um dia como este, vos roreja
cum o orvalho da alegra fresco oasis no meio
da aridez do vosso Sahara.
E assim cnmpiis o preceito do Creador dester-
rando a hornero no mundo :trabalha, disse elle,
e Ado acurvou-se para colher da Ierra o susten-
ta do sua vida.
Foi um sublime exemplo que dstes de devo-
tamente, nm aono inleiro lavaos u'um laborar
incessanlc, excogitando uo meio das fadigas o
melhoramenlo da vossa arte, e no Ora dalle aqui
vos reuns jubilosos para commemmorar o vosso
anniversario ; a lula do hornera com o traba-
lho, o sello, a fatalidade quasi que marca as al-
mas verdadeirameote artistas.
Orgulhai-vos da vessa proflsso, senhores,.
porque a vos deve o mundo o grao do adiaola-
mento era que se acha colloeado 1 O sabio que
vai procurar o descobrir no silencio do sau gabi-
nete, novos segredos da sciencia, vo-los entrega,
e vos osespalhaessollicitos pelo universo, e fa-
cultaes ao pobre eaoignoraato que se finavam
vidos de conhecimentos, essa medicina do espi-
to, no dlzer no philosopho, balsamo consolador
que suavisa as amarguras dos herdeiros do pec-
cado.
E a arle sempro a medianeira desvellada ca-
tre a creatura e o Creador, entre a materia e es
raaravilhas do Omnisciente ; sempre o lorda
vivificador onde a alma se banha das prises ter-
restres para ir, guiada pela f, illuminar-se as
luzes do Senhor.
E o artista, senhore3, ou ello so chame Franklin
ou Raphael, Caoova ou Lamartine, nao ser as-
sim ura enviado de Deus ? Sim, e entre as raais
arles, na vanguarda das emissarias do progresso
est esta arte sublime, que vai conservando os
lacios, o transrailtindo de paisa filhos, lo lo,
a cadeia da historia que abroga lodos os seculos^
e diz a todos os homens : sois irmos I Sim, por
que todas as artes nao sao mais do que ramos
essa grande arte, cujo tronco a f e quo fui
plantada n'uma cruz cora o sangue do Divino Mar-
tyr, essa grande arte que se chama christia-
nisrao 1
A humanidade tacteava as trevas da ignoran-
cia, a intellgencia presa s difiiculdades do-ma-
nancial de sciencia toldava-te quati sempre o
muito poueas vezes entrevia a sua misso na tr-
ra ; mas em Strasburgo no cerebro de um mortal
germioaram em canos os elementos do mundo
da civilsago, e o postulo da sciencia quera
st/)W/e/isar esse mundo, que, novo Athlanlesus-
tinha aa cabega. O hornera peosou, e quando a
intellgencia prodigiosa de Sulemberg sollou o
seu fiat lluminador, a sciencia irradiou -se no
universo, e a luz da civilisago espanejmdo suas
azas fulgurantes, dissipou as trevas do obscuran-
tismo, e desdobrou horisontes infinitos s artes o
a humanidade.
E, senhores, assim como a cenlolha elc-
trica que apenas oascida vai, eomrounicada
pelos combustivets alear-se pelo espago : as-
sim tambem essa idea luminosa, surgindo na
gloriosa Germania, ra, coramumeada pelas in-
teligencias banhar de luz toda a humanidade.
mostrando diante della esse astro ridenie que so
chama liberdade, e conduzindo-a pouco a pouco-
para a perleigo.
E vedes trezentose trinla annos depois Was-
hington revolUndo-se contra o despotismo do
leao marinho, etpedaga ascadeiat coloniaesde
sua patria ; o a velha lieletra de Homero, mor-
dendo os ferros que a juagiara monarchia mu-
sulmana, fez um esforgo suprema, rasgan a pen-
do das meias-luat que as asphixiavaro, cuspo
as folhas do oleario ; e, como na fbula,
das cinzas da Phenix renasceu a Pbaaix bella o
raacavilhosa, das ruinas da V6lha Grecia, surgi
a Grecia moderna, altiva e luminosa, abroquela-
da coma memoria da seus salarios ; e a huma-
nidade inteira se descobrio e saudou o velbo ber-
go da civilsago !
J muito lendaa feito, senhores; o vosso ma-
gestoso exemplo Um acordado em muitas oora-
goes o amor da arta que ah dorma e se apagara
debauo da carnada do cioza da ioduTereoca e da
frieza com que ella as vezes alnada 1 vadea ba-
ja todas at artes se levantaren e so abractrem
por sua vez; e a vs por cerlo pertence a gloria
da iniciativa.
E foi bailo 1 quando a ageiana gelava toda a
sociedade a da iotelligencia a da ventada sania
uaaa faculdado baaUrda, aixla, poaiva, asa t
guiava o homens, o calculo ys tomajles a


MiRTO D* PWajBBBBGD. QOBTa IHR1 n-Pt'WWlti PH861,

1?)
vossa bindaira, escreresles nelta estas (res pa-
lavras que retumem a fida do verdadeiro artista :
trabalhj, unido, frateruidmie, aaguestes-la do
meio da sociedade e a sociedad* Tria u cynica
curvou-se para saudsr o si*biaa.exemplo de ab-
negagao que Ihe desle; deixou-vos passar, sor-
rindo talre, mas o vosso exemplo Ihe ftcou gra-
vado e o espirito de assoctagao surge de todos os
lados; e a cada inslaltaaao de urna nova socie-
dade mais urna ovago se eumstra vossa arte ;
e a cada aniversario solemne a ais um triumpho
para vos e para a vossa obra : potlanlo vos in-
dmcUaaeote cabe grande parte da gloria qne
?iBI adquirirem.
Seria.acaso a vossa precedencia nessa obra de
engrandecimento? nao, senfiiores, a providen-
cie arenando de harmona eem a rateo ;-e=a l-
gica neceaaaria dos acontaciaaentos pautando as
eventualidades; sendo de rosque parle primei-
rasaentoa lux que se espaU* pelo mundo, era i
vos primeramente queeumpria hasteax o estan-
darte do progresso, e deia-lo fluelar as brisas
da admirado
A imprensa; esse sexto Mentido da humanidade
como a charaou um illuatre publicista, o Bria.-
reu eolosso que espalda lotes pelos seus cem
bracos e que faz acordar com os seus ratos do
entorpecimento marasmodieo as nagoes mergu-
Ihadas, baortas no somno da corrupta o : que o
calor dos lypos vai secar o Lunes da descrenga,
levantar o sudario dos povos solerralos, e dizer-
lbes como Dos ao Lamo: c erguete-te, olha
para rima I
A. arte a vestal immacalaa que o meiior so-
pro deiaapurei poderia erabaciar as aias braib-
cas ; -4 um astro peregrino que erra no apago, e
que se reflecte as almas dos seus escolhidos ;
por islo tiaabera a tnisso do artista augusta e
sublime; curve-se embora sob o peso de sua
cruz, punja-lhe embora a sua corda de marlyrio,
os olbos de artista devem estar sempre pregados
na abobada celeste e sua f devo acompanhar
seapre o Cordeiro de Jerusalem ao Golgota na
sua resignago divina I
Oppro'jrio ao artista quo profana o (030 sagra-
do do genio que Daos accenleu em sus alma
com os torpes exoraplos de egosmo de urna so-
ciedade positiva I anatbema ao artista que vai
marear o seu diadema glorioso com os clculos
da ambigo I anatbema e opprobrio ao artista re-
negado que apostasia da-arte e troca a sua espi-
nhosa aureola de inspirado por alguns punhados
de metal.
Sim, senhores, porque quando Deo3 enrique-
ceu de primores a natureza, eilluminou com os
seus raios a inlelligencia do artiata nao foi para
que elle cruzasse os bracos; foi para que elle
visse que a argila animada pelo sopro do Omni-
potente vinlu contiuuar a obra divina : foi para
que elle visse que o horneen feito a iraagem de
Daos, tinlia na materia deque foi formado urna
sceotelha da luz di Omnisciencia, e vinba ao
mundo cumprir urna misso augusta ; foi para
que elle visse na arte a relaco de approximagao
que une a creatura ao Creador, e a medianeira
benfica que ter de realisar a aotilhese, condu-
zir a humanidade perfeico e das trevas que
outr'ora se barafustavam no cahos, fazer um
ocano immenso de luzes e do virtudes I
' por isto, senhores. que eu amo de corago
as artes e espero com f o dia em que ellas por
ordem de Dos se estreitan lo u'um aniplezo fra-
ternal, venh im alastrar o universo com o sea
esplendor e abrir ajs moraos de par em par as
portas da gloria eterna.
E que sublimes exemplos lendes vos de abne-
gagao e devolamento! olhai aquello genio aven-
turlo que parocia querer alargar as raas da in-
tolligencia Franklin, baplisado artista no Jor-
do do seu deslino ; Franklin, o emprehendedor
ousado que acreditava na omnipotencia da arle,a
arremessar-se pelos mares, guiado pela forga de
sua vontade, a querer desvendar os arcanos da
natureza e procuraado arrancar do ocano o mys-
terio do movimenlo das ondas, e de seus antros
profundosera muilo para um homem; e se a
trra nao a palria da arle elle foi, batendo as
azas, encontra-la em outra parte ; mas queni
sabe se elle enrolado nos seus destroces nao foi
at onde ninguem tinhi anda chegado? quera
sabe o segredo que envolva aquella papel per-
dido nessa illia abandonada? uo importa o seu
epilhaphio, elle o escreveu indelevcl nessa ousa-
dia sublime que o arremessou ao aceano, e ali-
rou-o exanime n'alguma praia solitaria. E se
Franklin leve a sua ocha Tarpa as amarguras
de sua v|da ernnte, leve tambem o seu Capito-
lio na admirago da posleridade : foi martyr por-
que a sua intelligencia sobre-humana o appro-
ximava da Divindade, e assemelhando-se com
Dos, elle devia soffrer muilu, pois que muitis-
siuio soffreu o Divino CcuxiQcado l
Do outro lado da vossa bandeira, senhores'
escrevestes urna polavra nao menos bella ; urna
palavra que Deus escreveu no corago do ho-
rnera para o guiar as procellas da existencia
caridadel E a mignilude desta palavra vos a
comprehendeis brlhanlemente no auxilio que
prestis a vossos unaos extenuados 00 trabalho
da grande lula. E o que era de mais bello do
que esse sentimento inelTavel, que vive no cor-
ceo, que nos domina todos, e s nos inspira vir-
tudes e grandes aeges I Se a caridade abando-
nasse o homem, elle nao seria mais verdadera-
mente hornera, porque o seu principal elemento
de grandeza o tinha desamparado.
Foi a caridade primeiro quo ludo que fez ins-
tituir a Vicente de Paula aquella ordem de reli-
giosos peregrinos que atravessavam com os seus
bureis e com as suas sandalias os solos abrasa-
dores, e caminhavam por entre os gelos para ir
levar aos afilelos a cousolago, a consolago que
o primeiro impulso por onde o hornera raani-
festa esse sentimento bello ; foi a caridade o pri-
meiro crisol que puriQcou e santilicou o corago
da 5Iagdalena, abrndo-o esperanca e f,
quando a pobre peccadora roja va os seu3 cabel-
los no p das ras, aioclhada em lagrimas aos
ps do divino Rederaptor E'a flor que nasce
no meio dos vendavaes; a rosa que se desabo-
toa e floresce no meio das desditas I E' o perfu-
me da caridade que vos misturis aos vossos la-
bores ; o balsamo quo suavisa a ulcera cavada
pelas hdas incessanles: desta maoeira o artista
que se curva sob o peso do trabalho, v defronie
levantadas as tempestades que semprelrazom as
alternativas da vida, porque no lago de asocia-
cao elle v o vento fresco que espallia as nuvens
agglomeradas por cima de sua cabeca ; e atravs
da caridade de seus irmos v desssombrado o
futuro de suas familias.
Obreiros do progresso I flrmastes slidamente
os alicerces do edificio da cvilisago 1 E o Ins-
tituto Po Li llera rio que, como vos soccorreis as
almas alquebradas ua lula, o seu (ira principal
levar a caridade s intelligencias que crepuscu-
lam falta de recursos, o Instituto Pi e Luto-
rio exulta comvosco pelo vosso engrandeciraen-
to, e me manda trazer-vososeu abrago de irmo.
Permit! agora, senhores, ao abscuro orador a
quem honrastes com um convilo individual,
que elle congratulaodo-se cora o regosijo que se
expande no meio de vos, venha dar-vos os seus
agradecimientos, e offerececer-vos o seu aperto
de mo I
Outras vozes mais fortes que vos dirijam ani-
magbes enlhusiasticas; eu apenas vos repetirei
as palavras do grande poeta britannico : avan-
te, avante I
Recife 12 de agosto do 1860.
/. i. Ribtiro da Silva.
Em gratidao do que Ihe (ac o presante aUes-
tado para ser conhecido pablisameote.
Emigdi Jos de Paria.
Suralo da Santa Cruz.
econhecida vardadeira a assignalura supra
pelo latralo Jas Feliciano Godinho.
coiusmoo.
Pra vereiro de 1861.
Xh Ivs horas da t%T&e.
Cuta^oes ofltelaes.
Cambio sobre Londres 26 1|2 d. a 90 das de
vista.
Descont de letras10 OO ao anno.
Leal SevePresidente.
Freilerico Guimaressecretario.
Airaadegra.
Rendimento do dia 1 a 19. .
Idam do dia 20. -
28206W046
12:8045444
294:86S8490
Hovlmeats da alfandejca.
Volumes entrados com fazendas..
> com gneros.
Volumes
sahicos
cam
cem
fazendas..
gneros..
91
40
51
~79
297
------376
Descarregam boje 21 de fevereiro.
Sumaca hespaoholaArdilavinho.
Exportac&o.
Brigue portuguez Laia III para Lisboa
carrega :
Antonio Luiz de Andrade, 705 meios de sola.
Barca ingleza i Town ot Liverpool para
Valparaizo, carregou :
N. O. Bieber & C, 2:000 saceos com 12:000
arrobas de assucar.
Barca hespaohola Rosa para o Rio da Pra-
ta. carregou:
Aranaga Hijo & C, 3S0 barricas com 2,967 ar-
robas e 28 libras de assucar.
Barca ingleza Tasso para o Canal, carre-j
gou : I
C. J. Astley & C, 1:800 saccas com 9:000 arro-
bas de assucar.
Bccebedloria de rendas Interna*
geraes de i'ernainbiico.
Rendimento do dia 1 a 19. 16696S374
dem do dia 2)....... 7103230
17:4065604
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 19. 45 583*266
dem do dia 20.......3:2026I5
48.785*881
Movimenlo do porto.
Navios entrados no dia 20.

Ass7 dias, hiate braslero Santa Rita, de 55
toneladas, cipitao Antonio Joaquim Alves,
equipagera 7, carga couro o mais gneros ; a
Martins Irmo.
Granja e portos intermedios15 dias, hiate bra-
sileiro Sobralense, de 97 toneladas, capilo
Francisco Jos da Silva Raltes, equipagom 8,
carga sola, couros e mais gneros ; a C. C. da
C. Moreira.
Monte-Video86 dias, brigue inglez Grinsby, de
200 toneladas, capito Martin, equipagera 10,
carga chifres e ossos ; a ordem. Arribou a
este porto com agua aberta seu destino llull.
Navios sah'/dos no mesmo dia.
Rio de Janeirobrigue nacional (mirante ca-
pito Jos Manoel Vianna, carga assucar.
Aracalyhiite nacional Invencivel capitao Jos
Joaquim Alves da Silva, carga differentes g-
neros.
Macet e porto enlermediosvapor nacional Per-
sinunga, commandauto Manoel Rodrigues dos
P. Moura.
junta, no dia cima declarado, pelo meio-dia,
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afBzar o presente e
publicar pelo cDiario.
Secretaria da thesouraria pcovincial de Per-
namhuco, 11 de fevereiro de 1861. O secre-
tario,
Antonio Perrera da Annunciago.
Clausula* aspeciaes pasa raWBstago.
1 A obra aera principiada em stous mezas a
contar da Aata da arremataglo e concluida na
prazo de 10 ames.
2.* O arresaalanto sera obrgado a attender aa
observacoas ooncernaotes i boa execugio da obra
feitas pela eagenheiro eocarregado da sua Osea-
lisacie.
3.a O pagamento ser devidido em quatro pres-
tagdes iguaes, correspondendo cada urna um
quarto do valor da obra constante do orcamento.
4.a Para se proceder ao pagamento ser a obra
avaliada em bragas quadradas, Ocando o arrema-
tante sugeito pelo prego do orcamento ao aug-
mento da obra, se o governo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as obrigaces comidas no artigo 36
da lei n. 286, e nos mais arligos da mesma lei,
que regula as arrematarles.
Conforme. O secretario, A. F. da Annun-
ciago.
O Illro. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprmenio da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia do 15 do correte, faz pu-
blico que o concurso para os lugares deS-tes-
cripturario da contadoria da mesma thesouraria
ter lugar no dia 18 de marco prximo vindouro,
devendo os pretenderles serem oaminados na
grammal partidas debradas, arithmetica e suas applica-
ces. com especialidade a reduego do moeda, pe-
sos e medidas, ao calculo de descont e juros sim-
ples e compostos ; sendo preferidos os que (ve-
r m boa lellra e souberem linguas estrangeiras.
Os pretendenlcs devero apresentar seus reque-
rmenlos na mesma thesouraria com certido em
que provem ser maiores de 20 annos.
E para chegar ao conhecimento dos interessa-
dos se mandou aduar o presente e publicar pelo
Diario
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 16 de fevereiro de 1861.
O secretario,
A. F. a"Annunciago.
Joo Baplsta do Castro e Silva, inspector da the-
souraria de fazenda de Pernambnco, por Sua
Msgestade Imperial e Constitucional, que Deus
guarde, etc.
Em cumprimento da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezerobro ultimo, fago
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos, que foi
iodeGrido pelo tribunal do thesouro nacional o
requerimento em que pedio o Sr. Sanios urna
indemnisago porprejuizo3 que allegou ter tido
durante a revolla de 18(8, visto se ter prescripto
o seu direito por nao o haver requerido dentro
do prazo de cinco annos.
Thesouraria de Pernambuco, 19 de Janeiro de
1861.
Joo Baplsta de Castro e Silva.
O Dr. Ansetme Francisco Peretli, coramen dador
da imperial ordem da Rosa, da de Chrislo, e
juiz de direito especial do o commerclo des-
ta cidade do Recife e seu termo capital da
provincia do Pernambuco por S. M. Imperial
r constitucional o Senhor Dom Pedro II, que
Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem, que no dia 27 do correnie
raez se ha de arrematar em praga publica desto
juizo a quem mais der na sala dos auditorios a
preta Joanna, crioula, de idade 40 annos poiico
mais ou menos, avaliada em 800*000 rs., a qual
vai a praga por execugio de Joo Baplsta de
Barros Machado, contra Marciano Accioly Lins
Barradas, e ser arrematada na falta de licitan-
tes pelo prego da adjudtcago com oabatimento
da lei.
E para que chegue noticia a todos, man lei
passar edilaes que sero. afiliados nos lugares
do coslume e publicados pela imprensa.
Dado e passadouesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 11 dias do mez do fevereiro de
1861. Eu, Manoel de Carvalho Paes de Andra-
de, escrivo do juizo especial do commerclo o
Qz escrever.
Anselmo Francisco Peretli.
d'amanha am diente o pagamento da respectiva
taza. Igualmente ae fas,ai4ieo que no maaaia-
oado dia primeiro do vindeuro, comegar a func-
ciooar o curso das salas preparatorias, cujas ma-
tricule sebam atarlas desdo da 28 de Ja-
neiro, conforme diapoe o artigo 9o do regula-
monto completar das aulss preparatorias. Secre-
taria da facilidad de dirolo, SI da fevereiro de
18OT. O secretario, Jos Honorio Baaerra de
Henezes.
o> o a. o. te o. te s-5 Sor as
V *> w rs 1 e QD W X o n O Itmosphera. O CO (A
m w Direccio. -< n H O P5 es 9
v a! V re en n o as c 1 | friten sida dr. 1
r{ 00 8 ^ *, | Fakrenkeit. 1 H o tn -i 9> O n S s c
8 00 ~<3> t) "co | Centgrado. 1 3J 50 2 o i
~4 -4 ^1 -4 CO Bygrometro. r. >
e o o O o Cisterna hydr mtrica. 0- y.
in tu 00 * ^1 en 00 -4 c* y V i Francs. O X ti -i p
.30,01 30.01 co o CJI co o o co i Inglei.
A noite clara, vento NNE fresco at 10 horas e
30 minutos quo gradualmeole foi abooancando,
lornando-se em calma as 2 horas e 15 minutos,
as 3 horas comegou a soprar do NO regular.
OSCII.r.\CAO DA JUR.
Preamar as 11 h. 51' da manha, altura 5,6 p.
Baixamar as 6 h. 6' da tarde, altura 1,9 p.
Observatorio do arsenal de raariuha, 20 de fe-
vereiro de 1861.
ROMANO STF.PPLB.
1 tenente.
Edtaes.
Carta dirigida ao lllm. Sr. Ricardo
Kirk.
Muito Ihe agradego o beneficio que recebi do
curatiro de suas ckapat medUinaes que veio de
sua casa, o qual V. S. ver em o anouncio quo
junto remello-Ihe.
Rogo a V. S. fazer-me o favor de o mandar
publicar nos jornaes a bem de ser til a muitas
pessoas qua padecerem de molestias como ou
padeca.
Doret de cabeca, muitas vertigens, dores no
tlomago e clicas flatulentas.
lia bastantes annos padeca amas dores nomio-
sas de cabea. que me prendiam a nuca, tinhs
muitas vertigens, algumas vezes urna especie de
variado de juizo, quo de todo me esquecia a
ponto de nao acertar o que quera annunciar, e
juntamente padeeendo urna dr no tttomago,
donde para muitas vezes atacado de clicas fla-
tulentas ; mandei vir as chapas meiieinaei do
Sr. Ricardo Kirk, com escriptorio na roa do
Parto n. 119, sppiiquci nasa na caneca outra no
estomago, no espigo de oito dia tquet llvre
das dores de cabeca, e en 38 dias achei-me
completamente bora das outras molestias que
ptdweiefleobo W aaaos e 4 mezes). Fago esta
advertencia a todas as pessoas da mesma idade
para ellas tentaren) o mesmo curatiro.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commeodador
da imperial ordem da Rosa, da*de Chrsto, e juiz
de direito especial do comraercio desta cidade
do Recife de Pernambuco, e seu termo, por
S. M. Imperial, que Deus guarde etc.
Fago saber aos que o presento edital virem, e
delle noticia tiverem, que no dia 13 do prximo
fuluro raez de margo so ha de arrematar em pra-
ga publica deste juizo. Roda a audiencia, osse-
guintes bens:
Urna casa terrea dividida em doas cazinhas de
ns. 260 e 262, sitas na ra Imperial, de porta e
janella cada urna, em mo estado, avalladas em
800000.
Urna dita de taipa e ura terreno no lugar do
Peres da freguezia dos Afogados, cujas torras sa
foreiras, avalladas em 2003 ; os quaes sao per-
tencentes a Antonio Joaquim Vinhas, e vio a
praga por execugae que move Motta & Irmo e
Joo Luiz Vianna : e caso nao hoja lancador que
cubra o prego da avaliago, ser a arrematago
feita pelo prego da adjudicago com o abate
da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar edilaes, que sero publicados pela
imprensa e afiliados nos lugares designados no
cdigo commercial.
Cidade do Reeife de Pernambuco, aos 20 de fe-
vereiro de 1861.Eu Manoel Mara Rodrigues do
Nascimento, escrivo o subscrevi.
Amulmo Francisco Peretli.
O Ilion. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, de 9 do crrante, manda
fazer publico, que no dia 7 de marco prximo
vindouro, perante a jarata da fazenda da mesma
thesouraria, se ha de arrematar a quem par me-
nos flzer, a obra do calcamento da ra do Impe-
rador, a partir da porta do palacio da presidencia
atd a pfaga do Collegio inclusive, avaliado en
86:54.
A arrematago ser feita ns forma da lei pro-
vincial narnero 343 de 15 da Janeiro de 1851, e
sob as clausulas especias abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem s este arremata-
go comparegam na sala das sessoes da mesma
Deciara un caagalha por ter sido encontrado sam dono r
gando anotie pela Titas desta freguezia: quem
for seo dono, comparega oeste juizo, que pro- '
ando seu dominio, Ihe ser entregue.
Joaquim Antonio Carneiro.
Subdelegado enppleals.
Curso commercial Pernambocano.
Lista dos alumnos matriculados no correnie
anno de 1861.
1 Francisco Belarmino dos Santos Freilas, -
lho de Joaquim Leocadio de Freilas, 22 an-
nos ; Pernambuco.
2 Custodio Moreira Das, flihode Francisco Mo-
reira Dias, 24 annos ; idem.
3 Manoel Cardse Ayres Jnior, filho de M-
noel Cardoso Ayres, 19 annos ;idem.
4 Jos Deliino da Silva C*rvalho, filho de Jos
da Silva Carvalho, 21 annos ; Cear.
5 Luiz Bernardo Caslello Branco da Rocha, fi-
lho de Joaquim Jos Ferreira da Rocha, 20
annos; Pernambuco.
6 Pedro Samuel Annes Jacorae Pires, filho do
Dr. Antonio Annes Jacorae Pires, 16 annos ;
idem.
7 Joaquim Alves Pereira da Fonseca, lho de
Antonio Jos Alves da Fonseca, 15 annos ;
idem.
8 Maximino da Silva Gusraao, filho de Antonio
da Silva Gusmao, 20 annos ; idem.
9 Juvencio Temporal, lho de Francisco Geral-
do Moreira Temporal, 25 annos ; idem.
10 Jos Joaquim do Miranda, filho de Joaquim
Jos de Miranda, 20 anuos ; idem.
11 Joao de Souza Marioho, filho de Antonio de
Souza Marinho, 18 annos ; idem.
12 Inooccocio Jos Pereira de Lyra, filho de
Jos Feliciano Pereira de Lyra, 18 annos ;
idem.
13 Miguel Ponto ira de Souza Msgalhes, filho
de Jos Francisco de Souza Magalhes, 17
annos ; idem.
11 Viriato Sergio de Moura Mallos, filho do
Francisco Sergio de Mallos, 18 annos; iiem.
15 Honrique Dias de Freilas, filho de Jos Poli-
carpo de Freilas, 20 annos ; idem.
16 Joaquim Jos Raimundo de Mondonga, Qlho
de Joaquim Bernardo de Mendonga, 35 an-
nos ; idem.
17 Affonso Sergio do Moura Mallos, filho de
Francisco Sergio de Maltos, 18 annos ; idem.
18 Sidronio Augusto de ilollanda Soares, filho
de Jos Machado Soares, 14 annos ; idem.
19 Carlos Jos Das da Silva, filho de Germano
Dias da Silva, 19 annos ; dem.
20 Joo Landelino Dornellas Cmara, filho de
Mathias Dornellas Cmara, 21 annos ; idem.
21 Gustavo Olympio Ferreira Alvares, filho de
Vicente Ferreira Alvares, 21 annos ; Rio-
Grande do Norte.
22 Joaquim Francisco Borges Ucha, filho de
Francisco de Paula Borges Uchoa. 22 annos;
Pernambuco.
23 Joaquim Jos Tavares Jnior, filho do Joa-
quim Jos Tavares, 16 annos; idem.
2i Jos Joaquim Borges Uchoa, filho de Fran-
cisco de Paula Borges Uchoa.
25 Joveniano Fernandos da Silva Manta, filho
de Jos Fernandos da Silva Manta Jnior,
21 annos : idem.
26 Antonio Jos Aires de Carvalho, filho de
Francisco Jos Alves de Carvalho, 19 annas,
idem
27 Jos Candido da Silva Pessoa, filho de Cus-
todio Jos da Silva, 19 annos; idem.
28 Ernesto Alves Pacheco, Olho de Joo Pache-
co Alves, 17 annos ; idem.
29 Antonio Pedro Ferreira Lima, filho de Ma-
noel Ferreira Lima, 18 annos ; Rio-Grande
do Norte.
Secretaria da iustrucco publica de Pernambu-
co, 16 de fevereiro de 1861.
* O secretario interino
Salvador Henrique de Albuquerque.
A directora das obras militares tem de man-
dar caiar o quni el do 9" balalhao de infamara :
as pessoas que a quizerem propor a tal servigo,
comparecam na referida directora das 10 horas
da maohaa era diante dos dias 21, 22 e 23, aflm
de apresontarem snas propostas. Directora das
obras militares de Pernambuco, 20 de fevereiro
de 1861.0 amanuense, Joo Monleiro da An-
drade Malvina.
Faculdade de direito.
Be ordem do Ettm. Sr. direcior, a em compri-
mento do art. 33 do regulamenla complementar,
a faz publico qiia no da seila-feirs, primeiro do
vindouro, tero coruego as niatricaUs das dife-
rentes aulas deila faculdade; podendo tor lugar
Inspeecao do> raeaal de
De ordem do lllm. Sr. inspector fago constar
que nos dias 21, 25 e 28 do correnie mez, se
achara venda, era hasta publica, na porta do
almoiarifado desta inspeego, comegando as pra-
ga as II horas da manha, o hiate Parahibano,
que desarmou pelo seu estado de ruina, de 78
pos de comprimento, 21 de bocea e 7 de pontal,
cavilhado e pregado de cobre at a altara de 8
ps contados dn quilha, com os segointes per-
tences:
No casco.
Leme, cana deste, dos pares de turcos de
ferro as amaradas, bolinetes etuas barras, c-
mara e baleos com as respectivas oseadas, fogo
e seus perteoces.
Msstreago.
Mastro grande sen mastaro, dito de traque-
te e seu mastaro, retranca, gurnp, pao de bu-
jarrn*, dito de pica peixe, dous ditos de palen-
que e verga de redondo.
Apparelho*.
Todos os cabos flxos e de marcar com o seu
poleame.
Veame.
Urna vela grande, um traquete, urna vela de
estay, urna bujarrn i e dous ga filotes.
Amarrago.
Um ferro e urna amarra em bora estado.
A* venda elecluando-se na ultima praga, sen-
do que o hiale est em frente deste arsenal, pa-
ra ser examinado pelas pessoas que o preten-
der, coja declarago escripia do valor quer do
casco, como dos seus perlences, encontraro as
ra-mas pessoas na secretaria desta inspeego.
Inspeego do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 14 de fevereiro de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues do sAnjos.
Directora geralda instrueco
publica.
De ordem do lllm. Sr. Dr. director geral se faz
publico, que o concurso s cadeiras de tnsttucgo
elementar designado para hoje, foi espassado pa-
ra o da 22 do correnie.
Secretaria da instruego publica de Pernam-
buco 18 de fevereiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecmento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes, e contratar os geoeros para o ran-
cho da companhia dos menores do arsenal do
guerra, durante os mezes de marco e abril prxi-
mo vindouro:
Para o fabrico do fardamenlo do 8o batalho
de iufanlaria.
12 covados de oleado.
605 1/2 covsdos de oseta verde.
64 varas de cordo preto de relroz.
24 grosas de boloes pretos de osso.
Para provimeoto dos armazens do almoxarifado.
20 arrobas de cobre velho.
Para o rancho da companhia dos aprendizes me-
nores do arsenal de Guerra.
Paes de 4 ongas, bolachas, assucar refinado,
caf em grao, cha hysson, roanteiga (ranceza, car-
ne verde, dita secca. farnha ae mandioca da tr-
ra, arroz pilado do Maranho, toucinho de Lis-
boa, bacslho, azeite doce de Lisboa, vinagre de
Lisboa, feijo prelo ou mulalinho.
Quem quizer vender taes objeelos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da mantea do dia 25 do
correnie mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecmento do arsenal de guerra, 18 de
fevereiro de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar as notas de 10$ e 20$ que
liavia einittido e ainda existem em cir-
cularao, prevenindo de que conforme
o decreto n. 2,66* de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituirlo i continua sem pre-
juizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marqo prximo vidouro, pois
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressivo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 por cento no se-
gundo, de 30 por cento no terceiro e
assim successivamente at ficar no dci-
mo mez e d ah por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861. Os directores gerentes, Luiz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deirosRefto.
Santa Cas de Misorivordia do
Reeife
A junla administrativa da irmandade da Santa
Casa de Misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que o hospital dos lazaros precisa de dous
serventes e um cozinheiro. Os pretendentes diri-
jara-se sala das sessoes da mesma junta no lar-
go do Paraizo n. 49, no dia 21 do correnie pelas
4 horas da tarde. Secretaria da Santa Casa de
Misericordia do Recife 16 de fevereiro de 1861.
O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objee-
los seguintes :
Para a enfermara do presidio de Fernando de
Noronha.
2 barricas de assucar branco.
3 saceos de arroz pilado.
1 sacco com caf em grao.
1 calxa de cha da India da melhor qualidade.
6 barricas de farinha de trigo marca MSSS.
2 libras de linhas inglezas n.30.
12 pegas de roadapolo n. 3.
Para o almoxarifado do mesmo presidio.
1 folhioha.
6 resmas de papel branco almago marca de
agua.
6 caitas de peonas de ago finas e de boa qua-
lidade.
12 lapis finos.
Para os calcetas que existem no hospital militar.
X chapeo;.
I manta de la.
3 esleirs.
Para a companhia de cavallaria de linha.
S davinas de fuzil com vsretas de ferro.
II espadas com baioha*.
11 apparelhos de limpeza.
11 bolgas para apparelho de limpeza.
11 bornaes pararages.
Para o forte do Buraco.
1 bandeira grand* imperial de flele.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada aa secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 22 do
corrento raez. ,
Sala das sessoes do conselhe administrativo,
iara fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
evereiro de 1801.
Bento Josi Lamenha Lins,
Coronel presdante.
Frnncwoo Joaquim Psreirt Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegada da fregoeza de Danto
Antonio do Recife foi apprehendido am ca vallo
Consulado provincial.
Pela ansa do consalado provincial se faz pu-
blico que do dia 1." de fevereiro vindouro em
dmole se orefpiem s conas* os 30 dias uteis pa-
ra asgmoslo i bocea a o cofre dos seguintes im-
poitoa : liO|0 sobre as leas a relalbo, armazens
de fazendas. tabernas e casas da leiiao ? 4|0
sobre os armazens de recolher, botequins, hoteis,
casas Se pasto, typographias, prensas de argadlo,
cocheiras, cavallaricas, e todos ns mais estacale-
cimeotos em que houverem gneros eepostoe
venda ; 200 sobre casas de cambio, 509 sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados wm paiz estrsngeiro e por casa de jogo de
bilhar ; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrogas, tanto do servigo particular co-
mo de auguel. M^sa do consulado provincial
28 de Janeiro de 1861.Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
O lllm. Sr. inspector da thesourarii de fa-
zenda desta provincia, ero cumprimento da or-
dem do thesouro de 6 do corrente sob n. 19,
manda fazer publico que lendo sido annullado
concurso que se fez nesla thesouraria para preen-
chimeoto dos lugares de pralicanies da alfande-
ga desla mesma provincia, frea aberto novo con-
corso para o dia 26 de margo prximo seguinte,
comegando os exames s 10 horas da manha
sobre as seguintes materias: 1.a grammalica da
lingua verncula, leitura e escripia correcta e
corrente;8.* iheoria da escripturago mercantil
por partidas simples e dobradas, sussapplicagoes
aocammercio e a adininislrago da fazenda ; 3.a
arithmetica e suas applicagoes ao commeicio
cora especialidade a reduego de pesos e medi-
das nacionnes e estrangeiros. calculo de descon-
t e juros simples e composto, iheorias do cam-
bios e suas applicagoes ; 4.a nogdes de algebra ;
5.a traduegao correcta das linguas Ingleza e fran-
cesa ou pelo menos d ultima ; 6.a principios
geraes de geographia de historia do Brasil e de
estatistica commercial.
Aquellcs que pretenderen! ser admittidos ao
concurso deverao previamente provar que teem
18 annos completos de idade, que esto livres de
culpa e pena e que teem bom procedimento.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 19 de fevereiro de 1861.O oOicial
maior. Manoel Mamede da Silva Costa.

comrau rERunccANA
Avisos martimos.
Para Lisboa segu com muita brovidade o
patacho portuguez clareo, recebe carga a frete
e passageiros, para o que irata-se com seus con-
signatarios Amorira Irmos na ra da Cruz o. 3,
ou com o capilo J M. Coelho Sobrinho, na pra-
ga do comraercio.
Para o Rio Grande e seus
portos,
a barcaga Gratidao sahe at o fim da presenta
Navegacti osteiraa vapr
Parahiba, filo Grande do Norte. a\i-
su\ Aracatv, Ceara' e Acaracu'.
O vapor Jaguaribe, com ni andan le Lobato, ea-
hir para os portos do norte at so Acarac na
da 7 de margo s 5 horas da tarde.
Recebe-se carga at ao dia 6 as 3 horas. Pas-
sageiros e dirrheiro a frete at ao dia 7 s 2 ho-
ras;: escriptorio no Porte do Mallos n. 1.
COMPANHFA PERVAMBUC\NA
n
Navegacao costeira a vapor.
Pela gerencia se faz publico que d'ora em dian-
te os vapores da corapanhit pernambucana sahi-
ro para os portos do norte a 7 e 22, continuando
para os do sol a 5 e 20.
Leiloes.
semana.
Para o Aracaly,
o hiate Gratidao segu por estes das; para o
resto da carga e passageiros, trata-se com Perei-
ra Valente, ra do Codorniz n. 5, no Forte do
Maltos.
Para o Cear,
sahe o hiate Camsragihe por j ter parte de seu
carregimento : para o resto e passageiros, tra-
la-se na ra do Vigario n. 5.
Maranho.
Segu oestes diaso hiate Sanio Amaro ; pa-
ro o resto da carga, irata-se com Cietano Cyriaco
da C. M. & Irmo, ao lado do Corpo Santo n. 23.
UILA9
DE
Carros e varios ob-
jectos para carro,
Costa Carvalho far leilSb por cor.la de quem
pertencer, quiota-feira 21 do corrente s 11 ho-
ras em ponto, no aterro da Boa-Vista hoje ra
da Imperalriz n. 19) de varios carros, cabrfolel.
rodas e outros objectos.
Tambem
vender 1 carro fnebre e 1 caberta para o
mesmo.
LEILAO
Commercial.
Quinta-feira 21 do corrente.
Antones autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commerclo a requerimento dos admi-
nistradores da massa fallida de Castro & Amo-
rim, far leilo no dia cima indicado da loja de
miudezas e dividas que conslituera a mesma
massa, na ra do Cabug n... as 11 horas em
ponto.
LEILAO
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigne escuna Jovem
Arthur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompla: para o
resto que Ihe falla, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendos, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
Mil
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de sua carga prorapta : para o resto
que Ihe falta, trala-secom os seus consignatarios
Azevedo S Mendes, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para Lisboa
em poucos das
vai sahir a muito veleira barca Maras, por ter
quasi completo o seu carregamenlo : para o res-
to e passageiros, trata-9c cora Carvalho, Noguei-
ra & C. na ra do Vigario n. 9, primeiro andar,
ou com o capilo na praga.
DE
Objectos para urna
typographia.
Sexta-feira 22 do corrente.
Antunes far leilo por ronta e risco de quem
pertencer, em seu armazem na ra do Impera-
dor n. 73, de objectos proprios para montar urna
typographia, consistindo em grandes armarios
para guardar typos, caizetas de lodos os lma-
nnos, estantes etc., os quaes sarao vendidos sem
reserva de prego, s 11 horas do referido da.
LEILAO
_IS.
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se retira para fora da
cidade, (ara' leilo de todos os seus mo-
vis, cousistindo em mobilia de Jacaran-
da' de apurado gosto, aparadores, mesa
elstica, cadeiras de diversas qualidades,
quadroscom linissims pinturas e mu-
tos artigos que desnecessario enume-
rar, tornase recominenda vcl urna ex-
cellente machina de costura : terci-fei-
ra 26 do corrente na ra da Aurora es-
quina do aterro da Boa-Vista n. 62 fer-
ceiro andar, as 11 horas em ponto.
C01PMHIA PER\\MBK'.m
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Iguarass, eoraniandante Moreira, se-
gu viagem para os portos de norte at o Cear
no da 22 do corrente mezas 5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 21 ao meio dia. Encom-
rnendss, passageiros e dinheiro a frete at o dia
de sua sahida s 3 horas. Escriptorio no Porte
do Mattos o. 1.
Cear,
Segu no dia 22 do corrente o cter Erna, para
o resto da carga que Ihe falla, trata-se com e ca-
pilo Joo Antunes da Silreira, na ra da Madre
de Deus n. 4.

Para o Para em direitura,
O pelhabole Garibaldi, segu nestes dias por
ter engajado parte do sen carregamenlo : a tra-
tar com Tasso Irmos ou com o capitao Custodio
os Vianna.
Para o lio de Janeiro sahe cosa toda bre-
vidade a linda e veleira barca nacional Iris):
para carga e passageiros, trnta-se com os con-
signatarios na ra do Trapiche n. 6.
Ro de Janetro
O re airo e bem conhecido patacho nacional
Beberibe, pretende seguir com muita brevidade
tem parte de sen carregamenlo prompto para o
resto qoe Ihe falla tnla-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Vendes, no eu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
O agente Hyppolito da Silva autori-
sado pelo Sr. Dr. jui de orpbaos, fara*
leilSo de urna casa terrea sita na fre-
guezia do Poco, t.-ndo um pequeo si-
tio, no qual predio mora presentemen-
te o Sr. Franciseo de Paula Silva J-
nior, os pretendentes para informac/les
dirijam-se ao agente-cima que as for-
necera', ten do fugar o referido leilo
sexta-feira 22 do corrente as 11 horas
era ponto no seu armazem sito na ra
do Imperador n. 35, as 11 horas em
ponto.____________ ____________
Avisos diversos.
O abaizo assignado perdeu o bilhete iateirc*
n. 1325 e e meio de n. 380, ambos da 4.a loto-
ra para indemnisago do thesouro da prestago
mensal de 4:000$ com que auxilia a Joo Caetan
dos Santos, empresario do theatro de S. Pedro da
Alcntara da corte, da qual thesoureiro o Sr.
commendador Joo Pedro da Veiga. A pessoa
que houver achado ditos bilhetes e quizer resti-
tui-los, mediente urna gralifkago razoavel, o
abaiio assigado flesri por Isso inteiramente agra-
decido. Previne-se desde j qoe nesta data sa
escreve so mesmo thesoureiro, participando essa.
oceurrencia, aflm de preveni-lo. Afora essa cir-
cunstancia, que o abaizo assignado julga muita
proficua, anda se pode prevalecer de dar urna
jusiiflcago perante a autondade competente, ne>
intuito de provar a existencia de taes bilhetes
em seo poder, visto como ha numero sufficiento
de pessoas que sirvam de testemunhas.
Manuel Eloy Mendes.
Obacharel WITRUVIO pode ser
procurado m m Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esqoioa que volta
para a Canta 4o Carino.
Precisa-se alugar una negro ou
um moleque para o servico externo de
urna casa de pequea familia : na ra
Nova de Santas Rita n. 47.



{*)
-
DIARIO BE FBAflifiMUCO. QiMKIi RA 21 DE FEVBftiW DE 18*1.
Sortimeslo de chapeos
/la do Queimado n. 39
Loja dequatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 7#.
Ditos dos mais modernos que ha do mercado
a 9j.
Ditos de castor pretos e brat>ces a 16$.
Chapeos lisos para seuhora a 25$.
Ditos de velludo cor azul a 18$.
Ditos de seda para meninas ricamente afeita-
dos a 8f.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bunels de velludo a 5a.
Ditos de palha rnuilo bem enfeitados a 4f.
Chapaos do sol francezes de seda a 7.
Ditos inglezes de 10*. 12 e 13* para um.
CASA DE BANHOS
| Na ra da Cruz |
I n. 48. |
f No escriptorio de E. A.
2 Burle & Companbia.
Vendemse^riquissimas mobiliasdo mog-
no c Jacaranda, todas de obra de tilha, as @
melhores o mais ricas que teem viudo ao @
mercado al hoje, gosto s Luiz XV, (odas
de encosfo de palha e rodames. e
Ditas de madeira branca, ditas fngindo
mogiio, ditas fngindo junco, dilas de ma-
0 deira branca de gosto simples com mar-
mure, mobilia completa por 350*.
Lindissimos apparadores para fructas.di-
los envernisados para comida, lavatorios &
guarnecidos de marmore com apparelho de
rica purcellana e espelho a 500;0 cada @
um ; loaletes de Jacaranda guarnecidos de
marmore com espelho e apparelho de por- @
cellana. elegantes cabides de differentes
qualidades, taroborctes de jscarand e de
raogno, indispensaveis para as senhoras
descanforciu os ps, lijuissimas cadeiras
@ do pianno, excellenles pianooso excellen-
les ci fn's (burra), do melhor fabricante
que existe na Europa, charopanha da me-
lliorque tem vindo ao mercado, garante-
se a qualidade, a 20*000 o gigo.
Todas as mobilias sao com marmore e
vendem-se o mais em conla que fr possi-
vei, por virem em directura da fabrica da
Europa. **
338^S@S@@@@@ g
Fazendas prclas para a
quaresma
^a roa Ao Queimado n. 39
Loja de qualro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
ES Cortes de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muita superiores a 120*. ditos bordado
a retroz e vidrilho a8C, ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 70*. manteletes de fil
de lindos gostos -a 2<"g, ditos de grosdeDaple pre-
to ricamenie enfeitados a 20*. 25*. 30* e a 35S
cada um. ricas mantas de blonde hespanholas a
20*. ditas de fil bordadas a seda a 12* e a 15*
cada urna, grosdenaple preto de superior qualida-
de de lj00 al 3*200 o covado. luvas pelas en-
leitadas e de superior fazenda 2*200 cada urna, e
ouirasniuil-js mais fazendas proprias para a qua-
resma. *
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irraaos d- C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. JJrandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac C, em Bordeaux.
Tem as seguinles qualidades:
De Braudeiiburg frres.
St. Estph.
Si. Julien.
Margaux.
La rose.
Chteau Loville
Chteau Margaux.
De Oldekop <& Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Cognac em barris qualidade 6na.
Cognac em canas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em Larris.
Madeira em barris.
Rival seiii segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas,
esl queiraando os segointes arligos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas, e o
prego convida :
Caixae de clcheles a 40.rs.
Carloes de ditos a 20 rs.
Croza do pennas de ac muito finas a 500 rs.
Charutos muito Unos," caita com 100 a 2*500.
Croza de botOes de louca a,120 rs.
Carretel o linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina.a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs.
Banha em lata com 1[2 libran 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Dilas com pfcisphoros especiaea o melhor aue
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera hornea:.a 160 rs.
Ditos de ditas muito linas a 200 rs.
Tecas de franja de laa muito booitas cores'a
800 rs.
Duzia de sabonetes muito finos a 60C :s.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
rhosphoros em caixa de folha a 100rfi.
Cartas de alfinetes fif.es a 100 rs.
Caizss de agu has francezas a 120 rs.
Pares de sapaios do tranca de algodo t #.
Ditos 4e laa para menians a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de -facas e garlos de cabo preto a 3j.
Pares de luvas do Qo de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40,cs.
Caivetes de parar penca a 80,rs.
i vjuras para inhas e costura cuito finas a
500 rs.
Pegas de tranca de laa com 10 vrw ,> 320.
Escobas para dente* muito finas a 2h? rs.
Cordau imperial fina a 40 rs.
Dito sroeso a 80 rs.
Cordes para esparlho a 80 rs.
~: -1 -- m 11 aar ^_ J ^4aV. % IVkdK V.
Assignaura de banhos rvos, momos, de hoque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 96 das consecutivos..........
30 eartdes para os ditos banhos lomados em qualquer lempo. .
X D< Jito dito dito ....
' ,
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precos anunciados.
Esta redcelo de precos facilitar so respeitavel publico o gozo das vantagens que resultara.
da frequencia de um estabelecimenlo de urna utilidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nossos habites, anda pouco conhecida e apreciada:
CWOO
15*000
83JOOO
49000
. TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imueriaes deFtanca.
ri\!Rn?nnCA,enrle fm acha"'e dePoslado- diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
LAMBO A DOCARMO, o qual se vende por massos de 2 bectogramos a 1*000 e em porcao de
10 mseos paro cima com cesconto de 25 por cento ; no mesmo estabelecimenlo acha-se umbem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
son 4 iiirfco de e- mum
Lste hotel enllocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileros e portuguezes, por seus bons commodos e confortatel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estacSes de caminhos de ierro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatros e diverlimentos; e,
alem disso, os mdicos precos convidara
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez.allemo, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfira para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 45WOO)
Durante o ospaQo de ito a Jez mezes, ahi residirn) os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e sen filhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel deFigueira Faria, edeserabargador Pontes Visgueiro (do Brasil,) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, per dia, regulam de 10 a 12 francos (49000 4*500.)
No hotel enconlram-se informaces exactas acerca de tudo que pode precisar um estrangeiro
ARMAZEM
DE
ROUPA T
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEIMADO 40
Jv.
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabelecimenlo ha sempre um sorlimento completo de roupa feila de todas as
qualidades, e tamboril se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
ue tem um dos melhores professores.
qi__
Casacas de panno preto. 409, 358 e 30*000
Sobrecasaca de dito, 358 e 30&0O
Palitots de dito e de cores, 358, 308.
25g000 e 208000
Dito de casimira de cores, 228000,
158. 128 e 98000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, ngooo
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9g00O 88000
Ditos de alpaka de cores. 58 e 3&500
Ditos de dita preta, 98, 78. 58 e 38500
Ditos de brim de cores, 58, 48500,
4g000 e 38500
Ditos de bramante de linho branco,
6g000. 580OO e 4$0O0
Ditos de merino de cordo preto,
158000 e 88000
Caifas de casimira preta e de cores,
12. 108. 98 e 6g000
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 58 e 48500
Ditas de firim branco e de cores,
5g000, 450O e 28500
Ditas de ganga de cores 3g000
Clleles de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 128, 9g e 88000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 68, 58500, 58 e 38500
Ditos de setim preto 58000
Ditos de seda e setim branco, 68 e 58000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores. 7g000, 68000 e 58000
Ditos de brim e fusilo branco.
38500 e 38000
Scroulis de brim de linho 28200
Ditas de algodo, 1S600 e lg280
Camisas de peito de fuslo branco
e de cores, 28500 e 25300
Ditas de peito de linho 6J e 33OOO
Ditas de raadapolao branco e de
cores. 38. 25500. 2* e 1800
Camisas de meias 1;000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10J,8)500 e 73000
Ditos de fellro, 68, 5J, 48 e 28000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes. 148, 12g, llg e 7&000 ?K
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 8800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontses. 1008. 90, 80* e 708000
Ditos de praia galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40g 308000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulsciras, rozetas e
anneis g
Toalhas de linho, duzia 12J0O0 e IO3OOO
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americana
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por Z$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de ca-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas-
Ten Jo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador:
A. \V. Osborn, o retratista america
no tem recentemente recebido um gran- .
de e variado sorlimento de caixas, qua-'
dros, aparatos chimicos, e um grande?
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande forneoimen-
to de caixas para retratos de 3$000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirose senhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa
ra examtnarem os specimens do que
cima fica anunciado.
n s; ere c
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S-?o.P
APPFOVACIO E AIT0RISAC10
DA
Na ra Nova n. 32. precisa-se de urna
ra quesaiba corlar vestidos para ajudar
o conlinua-sea fazer vestidos da ultima
outros muitos objectos de gosto.
senho-
a oulra
moda e
TRAVJSSSA POS PIRES
JOSEPH GROSJEW.
Joseph Crosjean previne ao respeitavel pu-
blico e em particular os seus freguezes, que ten-
do collado de Franca, tomoo novameote conta
da sua officlna de ferreiro, sita na iravessa dos
Tires, e que ge acha prompto para qualquer con-
cert de seu officio ; as pessoas que quizerem
honra-lo ,'orn sua conQanga, acharao o seu esta-
belecimenlo .iiuito bem sorlido de ferros do toda
qualidade para os cirros, e tambera um bonito
sortimento de
Lanteruas ptva carros,
Couros e vaquetas de lustre.
e outros ornamentos necesarios para carros, to-
do de superior qualidade, o maia barato do que
em qualqaer oulra parle, por .*er sido lodos e$-
ses objectos comprados a dinhb>l 4 vista, em
casa domelhores fabrican^iaParii.
/fu do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
PeckinchcL que admira.
Chitas francezas cores flxas e lindos desenhos
a 240 rsvo covado, do se amostras com penhor.
Attenco.
Vende-se terrenos junto a casa do Sr. Gusmo
na ra Imperial : quem pretender comprar algum
em pequeos tamanhosou em grande porco ap-
pareca aa ra do Queimado o, 57 loja, que se
dir quem vende.
Vende-se ou aluga-se urna cochera na
Ifoa-Visia ra do Tambi que serve para rancho
ou mesmo cockeira : quem a pretender dirija-se
a mesma cocheira ou ra do Queimado n. 57
loja, que se dir nuera faz negocio.
Alaga-ae a loja do sobrado da ra da Au-
rora o. 44 : a tratar aa ra Nova d. 16.
Precisa-sealugar urna escrava pa-
ra O servico de urna casa de familia : ua
rija da Cadeia n. 55, terceiro andar.
Pianos
Saunders Brothers A C. teta pa rendar em
eu armazem, na p rae, a do Corpo Santn. 11,
alguna piados do ultimo gosto recentimenU
ehegados dos bem conhecida e acreditados fa-
bricantes J. Broadirood A&oraf e J.ondre |
amito ronriopar* eteclim#
Ao publico.
Domingo 3 do margo apparecer o primeiro nu-
mero do Constituate.
Subscreve-se na typographia do Sr. Elias Ha-
rinhu Falcao, ra do Hurtas o. 14, e no becco da
Congregacao, loja de encadernador.
Esta publicarlo se acha sob a direceo do Dr.
Antonio Borges da Fonseca ; o nome do editor
vira no mesmo Consliluintt.
O prego da subscripto para 4 mezes 5#000;
pagamento adiantado : avulso a 200 rs. nos mea-
mos lugares em que se assigna.
Nao se admiite contra as pessoas publicacao
anonyma.
Attenco.
Candido Pereira liuoteiro tendo comprado ao
Sr. Joaquim Jos de Paiva c seu estabelecimenlo
da ra do Imperador faz sciente a seus ami-
gos e a lodos os freguezes quo do mesmo ausen-
laram-se pela m direegao da casa, queiram ap-
parecer que encontraro instaurado o bolequim
intituladoCaf dos Arcos, hoje Imperial : ex-
cellenle caf, toda e qualquer bebida da melhor
qualidade, bons srvenles, buhares limpos, tacos
novos, aceio e ordem ; igualmente um saldo illu-
minado a gaz, com 3 bancas para quem quizer
divertir o roltarete ; por isso pede ao respeita-
vel publico qua queira o coadjuvar para melho-
ramonto de um un Ico direrlimento que presente-
mente temos.
Farinha de man-
dioca.
Vende-se por 4 a asee, na ra da Cruz nu-
mero 26.
Compram-se notas de i# e 5^ ve-
Ihas com mdico detecnto S 04 praca da
independencia n. 22.
i JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ZMfm MEBICiHAE
ELECTROMAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as nrn-
vmcasdeste imperio ba ma.s de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que e tem ob.l
as emfermanas abano escr.ptas, o que seprova com innmeros aiieslados que existem de Ves?
soas capazes de distinc$5es. ^ *" ao pes
f.ir .i001".6?" CHAPAS-ELECnTB0-MAGNETlCAS-ErisPASTiCAS obtem-se urna cura radicalein-
falhvel em todos os casos de infhmmacao ( fansflco ou falta de respirado), seiam internas Su
extemas, como do ligado, bofes, estomago, baCo, rins, tero peito palpitac da -
3-Rna estrCa dO R0Sar0-3 | 8an'9 lhs. erisipelas, rheumatismo, paralysia e todas as affecc.oes nervosas, etc. iSli
Francisco Pinto Uzorio continua a col- S mente Para as differentes especies de tumores, como lombinhos escrfulas etc.' sei nuil Mr n
mni,r,drnDle'"r'r'ciae8-tani0 por meio de seu tamanho e profundeza, por meio da suppuraSao serao radicalmente extirpados sendo o J
n peU pre8Sa d0 ar,uDa re" uso conselhado por habis e distinclos facultativos. P e
i ssrrtSBTfflffjift: m i I fa7. as --^*y|^" ** drigid.3 POr **,, ^ lodo 0 cuidad0 dft
e outras preparares as mais acreditadas a, fa"r as "" explica5oes, se as chapas sao para hornera, senhora ou enanca derlArn,? l
i pan. conservacao da bocea. g raolest.a era que parte do corpo miste, se na cabeca, pescoCo, braco coxa, perna n ou Vanen
*s@ @ do corpo, declarando a circumferencia: e sendo inchaces. feridas ou ulcera o mo'lde Hn ,.
- f^**~J4rrasr.,s cXtS!?SBr,ti dMlar8!0 onde exis,era'afio d-'"-5S5
Pode-se mandar \ir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serlo acompanhadas das competentes explicares e tambera de todos os acces'o-
os para a collocac,3o dellas. .o>v
Consult as pessoas que a dignarem honrar com a sua confian5a, era seu escriptorio ou*
se achara aberto todos os das, sem excepcao, das 9 horas da manLa s 2 da tarde.
119 Ra do Parto || . PERTO DO LARGO DA CARIOCA
ra todo o servigo de urna casa de familia
ru do Imperador n. 37, segundo andar.
Aluga-se o sobrado de dous andares e so-
lao da ra Imperial n. 169 : a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Aluga-se um sitio na Soledade, estrada de
Joao Fernaodes Vieira : a tratar no caes de A-
pollo n. 17, primeiro andar.
7- O Sr. Jos Cupertino dos Santos
Vieira ou Meira, queira apparecer na
praca da Independencia ns. 6 e 8, que
so Ihe deseja fallar.
Atlencao.
OTerece-se um moco estrangeiro para dar li-
5es de hnguas franceza e italiana em algum en-
genho : a tratar na ra do Trapiche n. 15.
viso a quera nteressar.
Manoel Jos da Silva tem contralado a compra
da taberna sita na ra dos Copiares n. 12 com o
Sr. Jos Pereira de Magalhes Bastos : quem se
julgarprejudicado queira dirigir-se dita taberna
e entender-se com o comprador, isto no prazo de
5 das, lindos os quaes nao se responsabilisa por
cousa alguma. r
AVISO.
Andr Louis Delouche.tendo de fazer urna via-
gem Europa, deixa por seus procuradores bas-
tante nesla cidade seu irmao Emile Augusto
Delouche, e em seguodo lugar o Sr. Chaisedieu
Didier.
Attenco.
Urna pessoa que va a Uamanguape, Bananei-
|raa, Brejo d Areias, Guarabira, ele. etc., a tratar
de suas cobranzas, se otTerece para as alheias
mediante ajuste : a tratar na ra Nova n. 33. '
Sodr & C, ra estrella
do Rosario n. (1.
Vendem-se queijos suissos muito bons a 600
rs. a libra, champanha nova muito superior a
180 a duzia, e vinho Bordeaux a 10$ a duzia e 1S
a garrafa.
O padre Jos Lopes Das de Carvalho ha
pouco chegado de Portugal, achaodo-se no livre
exercicio das funcQes do seu ministerio se otTe-
rece ao respeitavel publico desta provincia para
as efreer em qualquer capellana ; vai tambem
habilitar-ie para oensino de lingua latina pa-
rante a respeitavel directora de instruegao pu-
blica, lambem se offereco as respeilaveis corpo-
rales desta capilil para as funegoes em que se
haja de cantar o cantucho : quem precisar quei-
ra dirigir-se ra do Crespo loja dos Srs. Maia
& Irmio n. 6 ou a de Joaquim da Silva Castro
numero 8.
Roga-se ao Sr. Joaquim Melite liariz, que
os ra
Ra da Guia n. 3.
Augusto Spina, chaudrotinier francais, se
charge de fair des alambics en cuivre de tous
les systmes, ainsi que des appareils distillatoi-
res pour /aire l'esprit de vin, tuyoierie en cui-
vre rouge ou jaune pour machines vapeurs,
batterie de cuisine el lout ce que concerne son
etat. Aussi il fait des etamages et racoromoda-
ges en tous genres.
Augusto Spina, csldeireiro francez, ultima-
mente chegado do Rio de Janeiro, eocarrega-se
de fabricar: alambiques de cobre de lodos os
sysiheraas, apparelhos para distil'acao de espiri-
to de vinho, rhamins de cobre ou latao para
machinas de vapor, utensilios de cozinha, e tuda
quanto de seu officio; egualmenle se incum-
be de estanhar e concertar toda a especie de ob-
jectos.
FUNDIQAO D'AURORA.
Seas propnetanos offerecem aseos numerosos freguezes e ao pubbico em gara!, toda eanal
quer obra manufaturada em seu reconhecido eslabelcimento a saber: machinas de vapor de todo*
os tamanhos, rodas d'agua para engenhos, todas de ierro ou para cubos de madeira moendas l
meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de todos os tamanhos, guindastes,'bubcd. *
bombas, rodas, rodetes aguilhes a boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e na
deacaroear algodo. prencas para mandioca e oleo de ricinj, portes gradarla, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cuUiradores, pontes, cadeiras e tanques, bolas, alvorengas, botes e todas
as obras 4e maebin.smo Execuu-se qualquer obra seja qual for sua nature pelos desenhos ou
tenh.Vbn7.d7de VrrlYu7do~Queln7ad'n.Y9: Rrfi? Si" aP^^- Reoatam-aa encommeodas nesteesTabelimen.o na
a negocio que nao ignora. "j* ,do.Brum ffA "> d Collegto boje do Imperador n. 65 moradia do eaxeiro do es-
ul7vEU"4 ^ U """w' na ra 8e" t*~c,men Jo8 Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretenden tes se poden entender para


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA RHA 31 DE FEVERE1RO DE 1861.
(5)
Aviso.
Nos abaixo assignadosfazemos Miente ao res-
peitavel publico desta cidade e coro especialida-
de ao corpo do commercio, que dissolvemos anai-
gavelmente a sociedade do armazem ailo oa ra
da Madre de Dos n. 8, que girara sob a firma
social de Fernandos e pauivo a cargo do socio Amaral. Recife 18
de fevereiro de 1861.
Luciaoo Fernandes de Souza.
Joaquim de FreitasLeao do Amaral.
Aviso.
Pede-te emcarecidamente ao Ramo de Flores
da ra Gadeia do Recife que qucira olhar para os
negocios desua casa e nao andar (aliando da vi-
da alhela manchando a repulaco de varias pes-
soas, pois previiie-se para que nao continu a
fallar docomportamento dis pessoas que nao
impathisa.
OITorece-so um rapaz brasileiro de boa con-
ducta da qualdallador; paracaixeirode cobranza
de qualquer casa estrangeira ou nacional quero
quizer ulilizar-se do seu presiimo annuncie por
esta fulha para ser procurado.
le alugar mensa
da manha : na
Escrava para alugar.
Preeisa-se alugar mensalmente um escravo das
lj2 is 9 da manha : na ra dos Pires n. 42.
Quero precisar de urna escrava cozinheira, e
para o aervico interno de urna casa, dirija-se a
do Amorim n. 15, terceiro andar.
Arrenda-se a encllente propredade da
Barra de Serinhem, com mullos ps de coquei-
ros, e avultada somma de (oros : a tratar oa ra
do Hospicio n. 17.
Aluga-se urna escrava para casa, de boa
conducta : oa ra do Hospicio n.64.
PROVINCIA.
AoslO:000
Primeira parte da primei-
ra lotera de Santa Rita
de Cassia.
O abaixo assignado tem resolvido garantir os
bilhetes rubricados com a sua firma,dos imposios
de 12 ()|0 geraes e i2 0| provinciaes, rindo assiro
a receber o portador do bilhete garantido 10:0003
em lugar de 8:600jOOO que receberia se o bilhete
nao fosse garantido. Assegurando alero disto o
pagamento integral de todas as sortes logo que
saiam as respectivas listas em sua luja na praca
da Independencia n. 22. Outrosim, os bilhetes
garantidos com a sua chancella continuam a ser
vendidos na supradita loja e nasmais do cosa-
me ao proco de
Bilhete inteiro 128000
Meio bilhete 6$OO
Quarlo de bilhete. 3JJO0O
Santos Vieira.
Aluga-se metade de urna casa era boa ra,
com quintal, cacimba, sendo para familia hones-
ta : quero precisar, dirij-se a rus das Aguas-
Verdes, sobrado n. 50, que achara com quero
.tratar, das 6 s 8 horas da manha.
O abaixo assignado previne s autoridades
policiaes, que Joaquina Januaria da Silva eva-
dio-se de sua casa na tardo do dia 13 do corren-
te, levando comsigo o seguinte, que Ihe roubara :
12 palaces velhos, 239 ero sedulas, 5 colheres
de prata para sopa, 5 de cha, um cabocolo de or-
tica ou paliteiro, 1 par de brincos, 1 de argolas e
1 annellao, ludo do ouro. Esta mulher era tim-
ben) cozinheira de alguns estudantes assistentes
no convento de S. Francisco d'Olinds, e consta
que fugira para o Recife era compaahia do cabra
Anacido, escravo do estudanle Pelinca do Rio
Grande do Norte. Pedo-se, pois, a quem forera
ofTerecidos aquelles objectos o especial favor de
participar polica ou deapprehende-los, levan-
do-os ao abaixo assignado em (Miada, ou ao Dr.
Joao Vicente da Silva Costa na ra do Rangel n.
73, ou na ra de S. Goncalo n. 14, de quem re-
ceber urna generosa recompensa qualquer pes-
soa que dr noticia de semelhanle roubo. O an-
nellao tero esta firma : A. C* M.
Olinda 15 de fevereiro de 1861.
O conego Joao Bernenuvem ilaciel.
O bacharel A. ti. de Torres B^ndeira mu-
dou sua residencia da rus larga do Rosario o. 28
para a do Imperador n. 37, segundo andar, onde
contina no exercicio de sua proflsssao de advo-
gado.
Phosophia, de geographia e rhetorica
PILO BACHAREL
A.R.DE TORRES BANDE1RA,
Professor de geographia
e historia antiga no gy runa si o desta
provincia.
Eslao abertoa estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n. 37, se-
gundo andar; e dar-se-ha lugar a novos cursos
destas mesmas disciplinas, a proporco que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende :
1. o estudo de geographia.
2." o esludo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhetorica est dividida em duas
secedes:
1. de relhorica ero geral.
2." de potica e analyse dos classicos.
alanovl Rodrigues Fernandes Leal vai a
Europa.
Fazem-se
capas, balinas, barretes, chimarras, e capas via-
torias : na ra do Encantamento n. 3, primeiro
andar.
Precisa-se de urna ama estrangeira, d-se
bom ordenado : na ra do Apollo n. 30, ou na
ra da Palma n. 41..
Pelo juizo dos Coitos da iazendo se ha de
arrematar no dia 21 do correle, fioda a audien-
cia, um sitio em aberto com casa terrea de pedra
e cil. com 4 jauellas e 1 porta nfrente, tendo
esta 5i palmos de frente e 21 de fundo, cora co-
zinha fra, avaliada por 2009, sendo dilo sitio no
lugar do Rio Doce, e penhorsdo por execucao da
tazenda csnlra a viuva do Firmino Jos Flix da
Rosa.Caetano Fcrreira de Brilo, solicitador in-
terino.
Aluga-se um segundo andar de um sobrado
na ra Nova : a tratar na raesma ra junto a
Conceico dos Militares n 47.
Carlos Rail'au, subdito prussiano, retira-se
para a Europa.
Mudanza de esta-
beleci ment.
Jos Moreira Lopes avisa oa seas amigos e
freguezes deata de ou .ras previnciaa, que mu-
dou o seu estabelecimeato de fazendaa que lioha
oo aobrado amarello da ra do Queimado, pr a
loja e armazem quefoi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sottimeoto
de fazeodas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muilo baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 indares n 13, e roa
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
O bacharel formado Jacintho Pereira do Re-
g advoga no foro civil e criminal, no ecclesiaa-
lico e do commercio cora seu pai o r. Vicente
Pereira do Reg, na ra do Queimado o. 46, pri-
meiro andar, onde teem ambos o seu escriptorio,
e podem ser procurados desdo as 9 horas da ma-
nha al as 3 da tarde, que sao as do seu expe-
diente ordinario, ou em casos urgentes a qual-
quer outra hora, na casa de sua residencia, ra
do Hospicio n. 26.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Consulado de Franca.
Diversos devedores do hotel ingle?., ommissos
de se conformar o eonvite que o cnsul de Fran-
ca tinha lhes dirigido por esle
I Julio & Conrado.'
Ra do Queimado n. 48.
Parlicipam aos seus numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu mestre al-
faiate que mandaram contratar em Paris,
acham-se promptos a mandaren) execu-
tar toda e qualquer obra lendenie a al-
faiale, assim como tem em seu estabele-
cimenlo graode sor'.inienlo de ludo quan- ej
to se desojar, para qualquer das esta- R
coes nao so de fazendas como diversos &
arligos de luxo, continuando o mesmo ff
SE mestre a receber por lodosos vapores fl- g
JB gutinos para melhor poderem servir ao B
jj| rospeitavel publico a quem podem de vi- jtt
| rem visitar o seu estabelecimento que J
1| encontrarao aquillo que desejarom. |
iW! ABC ^fc^.X^AttsA ^tf 3 q^l/?. F'Sf. *.'jyp aW/r 5jtf ^ *W*
MIWBVvBSVVSBv^SJBj 5fa?^K^W vmm 'eTAfti &a&aSha M
Ensino particular.
O abaixo assignado, professor particular du
primeiras letras, lalira e francez, reside no ter-
ceiro andar do sobrado n. 58 da rus Nova, onde
com toda a dedicaran, prudencia e actividade,
exerce san magisterio, e contina a admittir al-
guns internos de pouca idade.
Jos Maa Machado de Figueiredo.

Acham-se venda na uvrarra da praca da Independen-
cia na. 6 e 8, as bm eonhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiasiico e civil par o
bispado de Pernambuco.. ..... .'. 160 rs.
Dita de algibeira contando alm do kalendario ecclesiastice e civil,
explicarlo das fastas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos i m pos tos geraes, pro\inciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleecao de bellos e divertidos
jagos de prendas, para entreten i ment da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... contando alm do kalendario ecclesiaslieo civil, expli-
' cacao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mates e nasciment a occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, econungar, e os officios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prec.o..... 320 rs.
Ditado alffianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmento-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos couimerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
COVAKHIA DA TA FEIBEA
_. ^ DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeilavel publico que do dia 1
de fevereiro atoulro aviso o trem que parte d
estacao das Cinco Ponas s 8 1|2 horas da ma-
nha correr somente at a Villa do Cabo, e o
trem que at agora tem sahido da Escada 1 3t4.
horas da tarde ser discontinuado, mas sahii
do Cabo s 3 horas da tarde como eosluma-
As horas da partida dos trensserao reguladas
pela tabella seguinte :
Aviso.
Aos devedores da massa de
Jos Luiz Pereira Jnior.
Sao avisados para dentro de 10 dias
virem i luado Queimado n. 75 a' loja
ste Diario, de virem de Fajozes Jnior ou se terem com o
6 a 16 do corrente, no c n~* u i_
,n BC...tr.. .n ,i r Demeterio Hermilo
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOCTOR
da Costa caixei-
saldar suas cootas, do dia
dito consulado, vem de novo avisa-los que se at
o dia 28 deste mez elles persistirem a nao se ro <]ue fot do fallido para pagarem o
apresentarem, que elle ser obrlgado.bem contra que devem a dita massa e squelles que
sua vonlade, a mandar publicar os seus nomos > "
e usar contra elles dos meios que a lei do paz nao comparecerem serao chamados pe-
Ihe facultam. O consulado acha-se aberto das
10 horas da manha s 3 da tarde.
Pernambuco 16 de fevereiro de 1861.
Atiendo.
Joao Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas da ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muilo gosto, bem como
obras de ouro e brilhanles, ludo por nieDOS de
seu valor para liquidar.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho :
na ra de Ilortas n. 22, segundo andar.
Deseja-se saber so existe nesta cidade o re-
verendo padre Henrique Camillo de Mello Pa-
checo, capelo que Coi de um engenho na villa do
Limoeiro, a negocio do mesmo senhor, no es-
criptorio de Domingos Alves Uatheus, na ra da
Cadeia do Kecife n. 51.
los nomes por extenso por este Diario.
LOTERA
CASA DE SALDE
DOS
I OES. E&HIBS & S:
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administracao dos pro-
prtetarios a receber doenles de qualquer naturezaou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado alli empregadospara o prompto restabelecimen-
t dos doentes e geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar podedirigir-se as casas dos proprietarios H
ambos more dores narut Nova, u entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
DA
PROVINCIA.
O abaixo assignado tendo sido pelo Exra. Sr.
presidente da provincia nomeado Ihesoureiro das
loteras, e desojando officazmenle restabelecer o
crdito que deve tor urna inslituico to til s
obras pas e mais beneficiados, desde j aanca
ao rospeitavel publico que o seu principal im ,
satisfaze-lo bem, garantindo-lhe como de seu
devera mais decidida honradez e fidelidade na
extracQo das loteras e promptido nos paga-
mentos das sorles ; roga pois a sua valiosa coad-
juvago na compra dos bilhetes.
A primeira lotera a beneficio da igreja de
Santa Rila de Cassia, cujos bilhetes esUro
venda do dia segunda-feira 18 do correnle em
dianlo, em seu escriptorio na ra do Queimado
n. 12 primeiro andar na, e as lujas commissio-
nadas, na pra;a da ndepondencia n. 22, do Sr.
Vieira, na ra da Cadoia do Recif&n. 45 loja dos
senbores Porto & Irmaos, na rurda Imperatriz
(outr'ora aterro da Boa Vista) n. 2, loja do Sr.
Scbastio, e na ra Direita, botica n. 3-do Sr.
Chagas ; as rodas aodarao no da quarla-feira 6
de margo p. futuro, o se darao as listas no dia
seguinte pela manha.
O mesmo abaixo assignado pede encarecida-
i mente aos Srs. que negocian) com bilhetes do
i loteras de outras proviocias, o favor de nao con-
tinuaren), dando desde j suas terminantes or-
dens, nao 6 porque a lei nao aulorisa a venda
de taes bilhetes, mas lambem porque negocian-
I do com es da provincia tiraro iguil seno me-
! Ihor resultado, alm de que concorrem desta for-
j ma para o engrandecimento dos diversos esla-
i belecimontos pios da provincia, mais beneficia-
dos e ao conlrario lhes estaro fazendo todo o
| mal, espera pois que nao Ihe decm o desgosto de
na qualidade de Ihesoureiro das loteras azer
reprimir semelhaute trauco.
Recife, 16 de fevereiro de 1861.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Abaixo va transcripto opimo que o mesmo
Exm. Sr. presidente se dignou approvar para
extraeco das loterias.
PLANO.
3000 bilhetes a 10.............. 30 000000
Benclieio e sello de 20 por ccnlo. 6:000$U Escravos. -..... 2$000
Marujos ecriados, .... .sOO
Primeira classe 3|( e. 5^500
As operac,ues serao previamente ajustadas.
lia
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consullas lodos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiotes molestias :
1." molestias das mu Aeres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias stpkiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas conseqvencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOrATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. in-
falliveis em seus effeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; lodos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as soguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pioho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lisia dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
mo do Or. Sabino sao falsos.
Precisa-sede urna ama para coziohar para
duas pessoas ; na ra dos Pescadores ns. 1 e 3 :
paga-se bem, a sim agrade.
COAfPANHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
iiig 6)i mu,
CAPITAL
Cinco ffiiWioes de libras
sterVmas.
Saunders Brothers & G. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quem mais convier, queestao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
coberlos de lelha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
Os devedores da
massa Garrido e
Veiga
fso rogados para dentro de 8
dias virem ra do Impera-
dor n. 17, segundo andar, pa-
ra pagar o que devem a dita
massa: e aqudles que nao
comparecerem serao chama-
dos pelos nomes por extenso
por este Diario.
Digo eu abaixo assignada, mulher de Ale-
xandrino Ignacio da ConceicSo, scientifica ao res-
peilavel publico para nao contratar nem empres-
tar diobeiro algum a seu marido sobre um peque-
o sitio na estrada de Joo de Barros, sob pena
de ser nullo todo e qualquer negocio que com o
mesmo Ozer sera a sua iulervencao. Recife 19 de
fevereiro de 1861.
Ignez Mara das Virgens.
" Francisco Duarte das Nevcs vai s provin-
cias do norte.
a
y.
O
te
s
o
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JOIVS.
CONSULTORIO
DO
MEDICO PAUTE I 110 E OPERADOR.
3 RIJA DA GLO Mil A, CASA DO FL ^D Ao 3
CViniea por ambos os systemas.
0 Dr. Lobo Moscoso di consullas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para eurar annualmente, nao so para acidado, como para, o engenhos
u outras propriedades ruraes.
O chamados devem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manha e em caso
de urgencia 4 outra qualquer hora do dia oa da noite, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derlo remeller seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nesga loja e na casa'de annuncianteachar-se-ha constantemente os memores medica-
mentos homeopathicos j bom conhecido e pelos precos geguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos........; ........159000
Dita de 36 ditos................. 209000
Dita de 48 ditos................. 25$000
Dita de 60 dito.................. 309000
Tubos avulsos cada um.........: 100
Frascos de linturas. ; ............ 2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, ira-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ate........209000
Medicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. 109000
Beparlorio do Dr. Mello Moraei. t 69000
Liquido.
1 Premio de............10:000
3 Ditos de 900$........ 2700
1 Dito de................ 500S
3 Ditos de 200g........ 60g
6 Dilos de 100$........ 600$
14 Ditos do 40$........ 560$
32 Ditos de 20........ 6i0
840 Dilos de 10........ 8:400
24:OOOS000
900
21C0
rremiados.
Brancos.
----------24:000$000
3000 Bilhetes.
N. B. A sorle grande sugeita ao disconto
da lei.
Approvo, Palacio do governo de Pernambuco
16 de fevereiro da 1861.AssignadoLeito da
Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pioho.
Nova carlilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edico da cartilha ou compendio de
doutrina chrisla, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
continha a anliga caitilba do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescenlando-so muitas
oracoes que aquellas nao linham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclvpses desde o correle anuo al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, dio a esta edico da cartilha urna
preferencia assis importante: vende-se nica-
mente na lirnria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Gama & Silva
estando em liquidaco de sua loja
da le
_ de ftzenda?,
sita na roa da Imperatriz n. 60, por meio deste
aonuncio avisara a todos os seus deredores por
conta e letras j vencidas, a virem pagar seus
dbitos no prazo de 30 dias. contados da dala do
primeiro aonuncio, Ando elle serio seus nomes
poblicadoi oeste jornal, Recifo 16 de ferereiro
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca M
* den tes artificiaos, tudo com a superiori- o
dade e perei$o que as pessoas entend- *
II das Ihe reconhecem. II
|j Tem agua e pos denlifricios etc. o*
MMlBilMIMlMMBMMMlMlBaiBM
WcBW tflBm &m c m e mw PB* cm^l K/ta-m Via* tPB^r WP H
4o$ consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
a gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Gamargo compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aos devedores
desta firma, queso dignem vir pagar soas contas,
ou entenderem-se a respeito com os referidos
compradores; certos de que serao chamados a
juizo os que assim nao flzerem.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava
que cozinhe bem : na ra da Praia n. 10, ar-
mazem.
Roga-se a todas as pessoas que sao devedo-
res do estabelecimento da ra dasCruzes n. 41,
que pertenceu a Maooel Teiieira de Miranda, e
cujas dividas foram arrematadas em leito. o fa-
vor de virem salisfazer no prazo de 8 dias na ra
daa Cruzes n. 83, segundo andar, seno querem
ver seus nomes e quanlias publicados por este
Diario. Recife 18 de fevereiro do 1861.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite : a tratar no
pateo do Terco, taberna n. 32, primeiro andar.
O bacbarel Miguel Jos de Almeida Per-
nambuco Filho, tem aberto o seu escriptorio de
advocada na ra do Imperador, sobrado n. 75,
primeiro andar, onde pede ser procurado, daa 9
horas da manha a 3 da tarde, para o que for
tendente a sua proflisio.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa sos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bollas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as dilas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Laurano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desla ci-
dade e mesmo de fora, que acha-so regendo a
grande ofcina de roupas feitas de Gos & Bas-
tos na ra do Queimado n. -16, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
tmenlo.
- Na Iravessa da ra
das Cruzes o. 2, primeiro andar, contina-se a
lingir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Attenco.
As pessoas que tiverem relogios para se con-
certar na, ra Nova n. 22, e que lem mais de seis
mezes ; facam o favor de vir busca-Ios no prazo
de 30 dias, sob pena de serem vendidos para in-
demnisai;o dos concertos.
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AssignadoE. II. Braman,
Superintendente.
Sociedade
DE
Edificaces e compra de
terrenos.
O abaixo assignado convida os proprietarios
queja Ihe offereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos entrarem na sociedade na qua-
lidade de commandilarios, a apresentar-lhe os
planos, confrontarles, situaces e avaluaQesdos
respectivos terrenos acompanhados de urna car-
ta pedindo a sua admisso como socios comman-
dilarios da referida sociedade.
A correspondencia dever ser-lhe dirigida
ra do Crespo n. 4 loja. Pernambuco 6 de feve-
reiro de 1861.
F. M. Duprat.
*
O Dr. em medicina P.
' deB.Cotegipe mudou a
sua residencia para a
| ra Nova casa n. 46, pri- i
g meiro andar, onde pode
ser procurado para o
% exercicio de sua profis-
| sao.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manbaa s 4 da tarde.
Aviso
seu
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em
consultorio especial homeopathico.
30lina das Cruzes30
H Nesle consultorio lem sempre os mais
jj novos e acreditados medicamentos pre-
Ig parados em Paris (aslinluras) por a-
S lellan e Weber,ppr procos razosveis.
* Os elementos dehomeopalhia obra, re-
C commendada intelligencia de qualquer
1 pessoa.
CASA
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o amigo escrip-
torio de commisso de escravos que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; o
abi da mesma maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso e
por conta de seus senhores, nao se poupando'es-
breos para que os mesmos sejam vendidos com
promptido, am de que seus senhores nao sof-
fram empales com a venda delles. Nesle mesmo
estabelecimento*ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, velhos e nfceos.
Precisa-se de urna senhora que se propo-
Dha a ensinar urna menina as primeiras letras o
costura, em um engenho distante desla cidade 4
leguas quem estiver nestas circumstancias e
quizer se prestar, dirija-se ra do Apollo n. 30,
ou i ra da Palma n. 41.
Banhos econmicos!
Na casa de banhos do ptofeo do
Carmo.
Nesle estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhecidos) se fornecer d'ora em vante, por maior
com modo do publicobanhos econmicossem
luxo, mas com toda a decencia e aoa precos se-
guiotes :
Ibanhoarulso j ^fJjffV,.
f fros 29 rs.
7 carios para banhos
(momos 2)500.
30 banhos consecutivos frios ou momos 5$.
Carvalho, Nogueira 6 C,
ana. tPIVPitYW Ha nrrlAm He. Q aaccam sobre Porlojtal qoalqoer quaotia : na ra
ao MJrceiros aa Oraem ae S. ao vgario n. 9, primeiro andar, escriptorio.
Francisco. i k\..MA
Na ra do Queimado a. 39, loja de 4 perlas, illUea'Sft
vende-se estamenha para hbitos a 29200 o co- O
vado, ese apromptam os mesmos habitoe a von- a loja da rus Direita n. 87 com armaco propria
tade dos irmos a 45* cada um, obra moito bem para qualquer estabelecimento : a tratar na loja
feila. i da ra do Queimado o. 46.


"*
(6)

wwo Vi tMwaiBijc. Escriptorio de advocada
NA
O bacharel Jos Antonio de Magalhaes Basto
com escriptorio de advocaeia na ra da Boa-Vi
ta, casa junto a do Sr. Titira, M encarregs
promover qaalquer cobranza civel e coramercial
em toda a provincia das Alagaras, esraerando-se
em bem servir aos seus constituales, para o que
apenas pedir mdica recompensa. Os senhores
negociantes de Peroambuco podero mandar suas
ordens por intermedio dos Srs. Bastos &. Irraos.
ra do Trapicho, e Joao do Siqueira Ferro, ra
do Crespo, ou entao directamente para Macei no
lugar cima indicado.
Deiiou de ser provedor da irmandade do
Sr. Bom Jess dos Afilelos, erecta na igreja de
S. Jos, o Sr. Uldoro Marques da Silva desde o
dia 17 do corrente por a maior parte da mesa ser
liberal, e elle provedor, como dizem, guabir,
pois houveram anda algumas dispulas em mesa,
ouie alguns dos referidos irmaos que se ufanara
de liberaes o desaliaran) pira lhc darem, oque
nao conseguirn) pela prudencia de oulros me-
tanos e do dito proredor.
OiTerece-se urna mulher com bastante leite
para amamentar urna crianza : a pessoa que de
seu presumo se quizer utilisar, dirija-se a ra do
Caz n 6.
Joao Praeger vi a Europa.
Ocscrivo da irmandade de N. S. da Con-
cedi de Beberibe faz scieote ao publico, que a
baodeira tendente a testa da mesma senhora, ter
lugar qulnta-fcira 21 do correte as 8 horas para
9 da noite.
Aluga-so urna escrava para esa de pouca
familia, com todas as habilidades, que com u vis-
ta se dir ; a tratar na camboa do Carrao o. 36,
segundo andar.
R. R. Yates retira-so para a Bahia.
Brilish Clerks Provilent association Ihe
hal-yearly meeting of this society will be held
on Iuday the 22 wd. as 4. 30. p. ro.
Rob R. Yates Kon Sec.
Precisa-sede um caixeiro para padaria: a
tratar na ra eslreita do Rosario n. t, armazem
do Sr. Pogas.
Precisa-se de um caixeiro para loja de cal-
endo : na ra do I.ivramento n. 7.
Aluga-se a loja do sobrado n. 3, sito ao
norte da fabrica do gaz e a beira do rio, conlendo
2 salas, 3 "quarlos, quintal, cacimba, estando
catada e pintada de novo, e (ka junto ao banho
salgado : a tratar com o Sr. Valonea no mesmo
sobrado.
Hontem 19 do corrente desappareceu da ra
SOC1EDADE
INSTITUTO flO E LITTER4RI0
Screnlifico aos senhores socios que hoje pelas
,10 horas da manhaa harer sosao de asaeatbla
geral psra tratar-se de negocios urgentissimos.
Secretaria do Instituto Pi e LiUerario aos 20
de fevereiro de 1861.
Joao do Siqueira Covalcaoti.
1 1.a secretario.
Aluga-ae urna casa terrea no segundo boc-
eo da camboa do Carmo : a tratar na roa do
Queimado n. 46.
Precisa-se de urna criada que saiba engom-
mar, para casa de urna familia de duas pessoas :
a iratsr na rna Nova n. 47.
Perdeu-se ama pulseira de cornalina en-
castoada em ouro, da ra do Brum ate a da An-
rora : quem a livor achado. digne-se leva-la
ra do Brum, armazem n. 58, que se gratificar
generosamente.
ASSOCIAfjO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
O conselho administrativo desta associagao, de
conformidade com o 5 do art. 36 dos respectivos
estatutos, convoca a reuniao extraordinaria da
assembla geral da mesma para o dia 24 do cor-
rente, pelas 10 1(2 horas da maoha, devendo
comparecer a ella tinto os socios que esto em
dia como os que nao estiverem, por isso que o
objecto da presente convocado tem relaco com
o artigo 109 dos respectivos estatuios, em vala
do qual todos os socios esto habilitados a fazer
numero.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 19 de fevereiro de 1861.
ADgelo Jos Themoteo,
Director.
Joo Francisco Marques.
1. secretario.
Antonio Macario de Assis,
2." secretario interino.
M. Jordn, capillo do patacho americano
Anna D. Jordn, arribado a este porto por tor-
ca maior, precisa cerca de 8,000 pesos para oc-
correr asdespezas feitss neste porto : os p re ten-
dentes dirijam-se a rua"do Trapiche n. 8.
M. Jordn, capito do patacho americano
Atina D. Juntan, nao se responsabilisa por
qualquer divida conlrahida por seus marioheiros.
Recife 19 de fevereiro de 1861. .
Urna pessoa de boa conducta, offerece-se
para criar algum menino : quera de seu presu-
mo se quizer ulilisir, dirija-se a ra de S. Fran-
estrei"do"Rosario um'cavallo"7om'"'os"sgnaes i ^isS- 1ue abi ac)ara com quem Iratar, a qual d
seguinies : rujo pedrez, magro, a cangalha um
tanto velha, lera Ires ferros, e o ullimo & este, D,
ollios vervelhos, tendo o esquerdo rasgado : quera
der noticia certa era casa do ir. Pogas, ser bem
recompensado.
O Sr. Jos Goncalves da Silva, establecido
era Maci cora padaria, e que se acha nesja ci-
dade, que;ra dirigir-se a casa de Tasso Irmaos
para negocio de seu interesse.
Ura mojo portugiiez, guardalivros de urna
casa coramercial, dispondo de algumas horas,
nellas se offereco para alguma escripturaco :
quera precisir, deixe carta techada nesta lypo-
graphia sob as inicises I. A.
Precisa-se de una ama forra ou escrava que
saib cozinhar e engommar, para urna pequea
familia : na ra da Senzala Velha n. 106.
Jos Antonio Gomes Jnior,
autor do compedio Regras de escripturaco
mercantiladoptado no curso commercial per-
nambucano, fiz publico que os poucos exempU-
res que restara esti ven la junto do arco de
Saolo Antonio, livraria econmica, e defronle do
hospital militar, na do Destino n. 3, o proco nao
s contina sera alleraco, Uto 9* brochura e
10; o encadornado, mas tambera os compradores
receber.io gratuitamente umexemplar (em quan-
to estes se no acab.irem) da aunotaco dos arll-
gos do nosso cdigo corarr.ercial, publicaQo do
mestno autor, e de muita utilidade para quem
tem de tratar a respeilo ao mesmo cdigo.
Attenco.
No dia 16 'lo corrente moz perdeu-se da ra
de Apolle mm .i ra do Imaerador a quantia de
33J embrulniilD pui um paiml arnarello, ruja
quantia estiva .livi.nda i-ni urna ujta de 2000,
outra de 10 IJ, miira ile OJ e outra de 10#. e
tres sedo I ;i 4 .i.- 13 i|'i prefaz
(ador a sua conducta.
O bacharel Jos Leandro de odoy Vascon-
cellos faz publico que contina a advogar neste
foro e nos prximos esta capital, de sociedade
com o Dr. Affooso de Alboquerque Mello, que e
substituir em qualquer ausencia que naja de fa-
zer do seu escriptorio, estabelecido na casa n.
34, primeiro andar da ra eslreita do Rosario.
C ompras.
Compram-se escravos para embarcar para
fra da provincia ou para engenho ; no escripto-
rio da ra Direita de Francisco Mathias Pereira
da Costa n. 66.
Compram-se escravos.
Corapram-se, vendera-se, e trocara-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar.
Conipram-ie acc<5es do novo ban-
bo de Peraauabuco: na ra da Cadeia
n. 41.
Compram-se raoedas de ouro de 20 : na
ra Nova n. 36, loja.
Compra-sa urna casa na ra do Rosario,
ainda precisando de concert sempre se faz ne-
gocio.
Vendas.
Attenco.
na riii'iii'iuiij'i : q leui achou e qtiizer ler a go-
nerosidade de entregar, -linja-se a ra da Praia
n. 3, que ser generosamente recompensado.
O Sr. Joao Xavier do Reg Barros tem urna
c^ria viada do Hio de Janeiro, na ra da Cadeia
do Recile n 12, fazendo-so o presente annuncio,
por ignorar-so sua morada.
Vende-so o compendioRegras de escriptura-
co mercantil _d0 autor Jos Amonio Gomes
Jnior, adoptado no curso commercial pernam-
a dita quantia aci- bucaju ; na livraria do Sr. Duarte, praga de Pe-

M. J. Leite, roft.i a seus de ve-
dotes que se dignem mandar pa- js.
S> gar seus dbitos na sua loja da ti
ra do Queimado n. 10, enten- |]|
tendo-se pata esse (im com o seu a
*| procurador o Sr. Manoel Gomes j|
Os abaixo assignados tendo acabado cora o
negocio que linham na ra da Cruz n. 15. sob a
Arma de Pinto & Carralho, declarara quenada
devem a pessoa alguraa, mas se alguem so Jq|-
gar credordos mesmos apresenlem-se no prazo
de 3 dias na ra da Senzala Velha n. 10. Outro
sim, o socio Pinto faz ver ao publico que as con-
tas que devem dita casa ficaro pertencendo ao
socio Carvalho, que as receber de hoje em dian-
te, ficaodo para com o dito senhor quites do qual
quer debito.
Recife, 19 de fevereiro de 1861.
Vicente Ferreira Pinto.
Jos Antonio de Carvalho Jnior.
O abaixo assiguado faz scieote ao respeita-
vel publico desta cidade, e com especialidade
ao corpo do commercio, que nao se responsibe-
lisa por divida alguma conlrahida pelo Sr. Lu-
ciano Fernandes do Souza como socio gerente
da firma social de Fernandes & Amaral, salvo
aquellas que delle recebi em liquidarlo da casa.
Joaquim de Freitas Leao do \maril.
AVISO.
C. Delahautiere, lendo de fazer urna viagera ao
Rio Grande do Sul, deixa por seus procuradores
nesla cidade, em primeiro lugar a sua senhora
D. Mara Delahautiere, e em segundo ao Sr. Phi-
logno Adour.
dro II n.(i
i era de carnauba.
A melhor que tem vindo ao mercado e por
prego commodo : no largo da assembla n. 19,
armazem de Antones Guimaraes & C.
Farelo e miiho.
Saceos grandes e de muito boa qualilade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Autunes
Guimaraes & C.
Xovaiavenco.
Riquissimas baciss de porcelana pira lavar o
rosto.de novo modello, para quarl-j ou sala, as
quaes tem [modello) a vantagem de nao ser pre-
ciso mover-se do lugir para esgotar as aguas por
lerem as competentes evacoacoes por meio de
urna babola para qualquer lugar que lenha sua
espedido : na ra Nova o. 20, loja do Vianna.
Vende-se doco de caj, secen o melhor pos-
stvel, em porQao de arrobas ou a relalho, por
preco razoavel : no pateo do Carmo n. 22.
Vende-se um excellenle boi de carro, filho
dos pastos de Ipojuca : na ra do Rangel, casa
de Belarraino Alves de Aroucha.
Vende-se na ra das Nimphas um escravo
de meia idade, na casa n.7, sendo este bora co-
zinheiro, por preco coramodo ; (arabem se offe-
rece urna ama para casa de pouca familia, dando
nanea a sua conducta ; a tratar na mesma casa.
Vendem-so 3 vaccas, 2 paridas de pouco :
a trrtar na Piranga, sitio do Sr. Carneiro, ou na
cochura da ra da Roda n. 45.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes prctos rica-
mente bordados, pelo baratissimo preco do 35J :
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Grosdenaples barat-
simos
Vendem-se grosdenaples preto pelo baratissi-
mo preco de 1S6Q0 e 29 o covado: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
M. J. Leite, declara que cons-
tituid seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gome Leal, paia
promover a cobrane.a de suas di-
vidas passiitts.
COMPAHUDA YIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
(LIMITADO)
JO
Para maior commodidade dos senhores de en-
genho a companhia estabeleceu um novo arma-
zem na Escuda no lugar deuominado AUlaia do
outro lado do rio Ipojuca, o qual eslar aberto
para o recebimenlo doassucar, gneros etc., ele ,
de quarta-eira 20 de (everetro pra diaote.
AssignadoE. II. Bramab,
Superintendente.
O escrivao do commercio, Manoel Maria,
reside na ra dos Pires p. L continuando a ler
seu cartorio na praca do Pedro II.
Precisa-se de ura caixeiro de 12 a 14 annos
de idade, que enlenda de taberna : na ra d
Codorniz n. 6] do Forte do MatUs.
Sal.
Vende-se a bordo do hiate Gradio, ltima-
mente chegado do Ass : a tratar com o meatre a
bordo.
Na taberna de Gurjatt de Cima ha para ven-
der urna negra alguma cousa idosa, muito boa
coznheira : quem a pretender, dirija-se a mes-
ma taberna, que achara com quem tratar.
Papel
Na loja da aguia d'ouro, ra do Cabugin. 1 B
vende-se papel de peso peralina a 3#200 a resma!
Dilo msis inferior a 2300 e 2*800.
Dito roais fino almajo a 3*500.
Dilo mais inferior a 3*200.
Dito de cores folha pequea a 500 rs. 1/4 de
resma.
Fazendas baratas
Na ra do Queimado n. i 9
Cmbralas finas matizada pelo baratissimo
preco de 240 rs. o covado, ditas escuras a 18C rs.
o covado.
Chitas francezss tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalbas de fuslao a 600rs. cada urna.
Cambraietas unas para vestido a 2*800, 3* e
3J500 a pera. ^^
Esleirs da India para cama e forro de sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo
Lencos braceos para algibeira pelo barato pre-
jodelJWOOaduzia. Y v
Grandes colchas do futo larradas a 5*500.
i !
Proprietarios do armazem
HLM(B(D & IP11&
Liaba.
Vendem no seu armazem Prograsso os segulntes generes recentemente chegados por mo-
nos 5 on 10 por canto por serem viudos de conta propria e tudo das melhores qualldades aue se
podem encontrar tendentes a molhados :
Nl&nteiga ingleza flor a u a
Progresso.
quahdades
libra e 800 rs. de, 8 libras para cima s no
caixinhas com 16 libras, os melhores que ha no mercado a 2*500
Quecos Wengos a IftlOO d0 preco de 3* 2*000 venden 1*700
pela grande porreo que tem, aOao^a-se quo sao os melhores que ha no mercado, s no
Progreso.
dinpa das raaij acredtadas marcas a 20#a duzia e 2* a garrafa, aanca-se que
a melhor do mercado, s no Progresso.
^* 1 SU.1SSO a 640 rg_ a i,ora unicamenle se vende no armazem Progresso, aanca-se
a boa qualidade, s no Progresso.
VjUOeoiai* dos mas acreditados fabricantes da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso.
. em compoteiras de folha do mais acreditado fabricante da Europa vinda pela
pnmeira vez a esta provincia lcrala hermticamente e muito bem enfeitada a 1* rs. a libra,
s no Progresso.
Imperial marmelada d0 afamad0 Abreu e oulros [abricaate3 premiados -
posinao de Londres a 800 rs. a libra, s no Progresso.
iliaca a tomate Chegada:ullimamente da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso,
Lid vas COm SOtlA cnegadas de cont, pr0pra no ultimo navio a IJJ600 e 4* latas com
8 libras, s no Progressp.
xVmeiXaS iraaCezaS damelhorqueha nesle genero a 500 a libra e em latas a
1*, s no Progresso.
Figos de comadre
e 240 rs. a libra.
Ca petla, Uyson e preto dos melhores que tem TiQd0, h, no mercad0,
2S560, 2* e lg600 a libra, s no Procresso.
Caixas com 8 libras de passas muil0 tem cnfetad propras para
meninos a 3* e em caita de 1 arroba a 12* e em libra a,500 rs., aflanga-se serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
mj l tULllllu ou passas proprias para podim a 1*200 o frasco, s no Progresso.-
Doce da casca de g Vial)a u 0 caixa0, s no Progresso.
l,1,0 xere do meinor qU9 se p0ia encontrar neslo goaoro a 1*600 a garrafa, s no
Progresso
l UUOS pata paStO 0 mesmo para engarrafar pelas suas boas qualidades a 4*500 a
caada e 640 rs. a garrafa, s no Progresso.
"lO l&OraeaaX das marcas ma,3 acreditadas a 11$ a caia e 1* a garrafa, s no
Progresso.
^C* "**'* das melhores marcas que lem valo ao morcado a 5$ a duzia e 500 a garrafa,
(branca) s no Progresso.
lacas pata SOpa e sevadinha muito nova a 500 e 320 rs. a libra, s no Progresso.
SlaUteigU raaCeZa Chegada no ullimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s. no
Progresso.
r ALIAOS HXaaOS os melhores que tem vindo ao merca do a 200 rs. o masso com 20
msssinhos, s no Progresso.
\'L*ltOUaS a ijjioOrs. o barril, s no Progresso.
lianUa Ue pOrCO refinada a mais *U que existe no mercado a 480 rs. a libra o em
porgo de 8 libras para cima a 410 rs., s no Progresso.
Toueiaio de Lisboa
Progresso.
^e\aaa muto nova a 3* a arroba e 120 a libra, s no Progresso.
IVipiSia 0 3,ajs iimpo que ha a 5g a arroba e 160 rs. a libra, s no Progresso.
SpermaCete a gOO rs. a Gira, s no Progresso.
SdllnOa e oujras muitas qualidades de peine em lats le 1J200 a 2J, s no Progresso.
Os proprielirios prometiera aos seus freguezes continuaron) a te"rem os melhores gneros
relativamente a raolhados e venderera mais barato qu-) era outra qualquer parte, promeltem mais
tambem servirem iquellas pessoas qae maniarcm por oulras pouco pralicas como se viessem pes-
soalmente, rogara tambera a todos os Srs. do engenho o Srs. lavradores queiram mandar suas en-
comraendas que no armazem Progresso se Ihes al'unca a boa qualilade e aconJicionamento por
mais longe que seja o serlo.
o melhor que ha a 9* a arroba o 320 rs. a libra, s no
dos verdadeiros das fabricas de Francisco Jos Cardozo e Jos Furtado de Lemo-, girante-se a su-
perior qualidade no centro commercial ra da Cadeia do Recife o. t>, loja.
Estampas finas e iteres-
santes
A loja d'Aguia-Brtnca recebeu mui finas, e gran-
des estampas, de fumo e coloridas, representan-
do urnas a raorle do justo rodeado de sujos, etc.,
e oulras a morte do peccidor cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessanles essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornara dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridnde delles aqui. Vendem-so
a 2*000 cada esti-npa, na ra do Queimado o.
16, loja d'Aguia-Bnnca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joao Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido pelos seus boos ef-
feitos, continuam a vende-o pelo prego de 1*
cada vidro, fazem urna differenga no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrospara cima.
Pentes de todas as qua-
lidades.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
chegado um completo sortimento de pentes,
que se venle por baralissimos precos, como seja:
Pentes de tartaruga de lindos gostos a impera-
(riz a 8, 10 e 12g.
Ditos lisos sem serem virados a 4 e 5*.
Ditos de massa fingi jo tartaruga a 1*200 e
1*500.
Ditos lisos para atar cabello a 200, 240 e 300 rs.
Para menina.
Pentes de tartarug para sergurar cabello de
menina a 3*.
Ditos de borracha a 800 e 1*.
Ditos para tirar caspa a 400,500 e 600 rs.
Ditos de massa a 600 rs.
Ditos de borracha para desembarazar a 500 e
600 rs.
Ditos de tartaruga a 3$.
Ditos de massa a 24o, 300 e 400 rs. E oulras
mais qualidades, que vista do freguez nao se
engaita dinheiro.
GRANDE SORTIMENTO
DE
Rap princeza gasse da Bahia
Em casa de Lopes Irmaos, no caes da albode-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porgues ou a relalho.
Para acabar.
Na laja da aguia do ouro, ra do Cabug n. B,
vendera-se pegas de bico estreito com 20 varas a
15 e 1*200 a peca, dito muito fino de todas as
larguras a 2, 2500 o 3*, ditos de seda estreitos
a 100, 120 e 200 n. a vara.
Vende-se un arco da altan Jega com ex-
cellenle boi, por prego mdico : no pateo do Ter-
co n. 27.
Veodem-se barricas com cemento prelo,
pelo barato prego da 7* a barrica para acabar :
no Campe das Princezas, armazem de maleriaes.
Vende- se urna carroga ora bom uso, por
commodo prego ; no Campo das Princezas, ar-
azem de materaes.
Roupa fcita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
rs de Mello.
Raa do Queimado n.39
toja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
t<, de 35* a 40*cada urna.
Paletots de panno fino preto, de 25* a 30*.
Colletes de velludo prelo bordado, a 12* cada
ura.
Ditos de gorguro preto a 7* idem.
Ditos de seiia) raaeo a 6g idem.
Ditos de caseroira preta a 5* idem.
Galgas de casemira preta Una de 12 a 14*.
Paletots de estaraenha a 5*.
Ditos de alpaca preta, saceos de 4* a 5*.
Ditas de dita sobreeas*cos de 8* a 9*.
Ditos de bambollas preta superior fazenda a 12*,
Ditos de meia casemira a 10*.
Ditos de casemira muito fina a 14f.
Um completo sortimento de paletots de fustao e
brim, caigas e coletea, que tudo se vende por
prego em coala.
Doce de pelluxe.
Na ra do Livraraento o. 26, vende-se este do-
ce pelo baratissimo prego de 500 rs. em libra, e
em potes de arroba para cima a 13* a arroba.
Vende-se a verdadeira liona da peso a ais
una que pode haver a 1*500 o roasse com 30
miadas, dita Troza para bordar, muito fioa, dita
de carreteis vordadeira Alexandre, dita de Pedro
V, e oulras mais qualidades que se vende ludo
por baratissimo prego : na loja d'aguia de ouro,
ra do Cabug n. B.
Botes.
m?*5? d?ntr,0d" "^'"desPara casavaque a
200, 300 e 400 rs. a duzra. fitas de velludo de to-
das as larguras a 160, 200, 400, 600 e 600 rs. a
vara, ditas de seda, lindos padres, proprias oara
cintos a 800.1*600 e 2* : na loja d'aguia de ou-
ro, ra do Cabug n. B.
anuncio de fazendas na
ra do Crespo n. ti.
O seguiote :
Sedas pretas lavradas, o covado 2*.
Cortes de aquillo prelo 30*.
dem de seda lavrada preta 30J.
dem de dita e dito de coros 28g.
dem de barege 12*.
llera de larlalana de froque 12*.
dem de oulros de mais goslo 14*.
dem de grosdeuaple bordados a velludo 80S.
dem de seda lavrada 55*.
dem de cambrau bordados muito fios 18S.
dolas bordadas de tranpasso finas 3*.
dem bordadas com salpicos pretos 1*.
Enfoites para senhora 1$500.
Sahi'ias para baile de bom gosto 7*.
Chalos de cambraia bordados grandes 9*.
Casavoques de fustao bordados 8.
dem de cambraia 4*.
Chales de merino cora algum mofo 4*.
Romeiras decimbraia bom gosto 1*.
Tambem tem oulras muilas fazendas que se do
em conta vista dos freguezes.
Baratissimos jarros de
cellana.
Vende-se mui bonitos jarrgs de porcellana dou-
rada, e de lmannos nao pequeos, proprios pa-
ra eofeiles de mesas, ornato de gabinete, etc.,
pelos baratissimos pregos de 3* e 4SO00 o par :
na roa do Queimado loja d'Aguia Branca d. 16.
Attengo.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
pregos mui razoaveis.
por-
coberto e daacobertosr pequeas a grandes, da
ouro patele inglez, para hornera a senhora da
a dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
do pele ultime paquete inglez : em can de
Soolhall Mellor & C.
A loja da ba-f
aa ra do Queimado n. 11
est maito sortida,
e vende maito barato :
Brim braoco de puro linho trancado a IgOOO e
1900 rs. a vara ; dilo pardo muito superior a
lg200 a vara; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs. ; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1$600;
ditos de brim de linho de cores a 2* rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20*. 22* e a 24* rs. a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodo muilo
superior a 1*400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos maiores a 35; ditos de cambraia
de linho a 6*. 7* e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo finos n 8* rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
volta a 1*280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2)000; e alm disto, oulras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca rendem-se mui boni-
tas fitas com Qvelas para cintos de senhores e
meninas, e pelo baratissimo prego de 2J : em
dita loia da aguia branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O P reguira est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a rara, dita liza transparente muito fina a 39,
<, 5J, e 65 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padrees a 240, 260e 280 rs. O cova-
do, riquissirnos chales de merino astanpado a
7# e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muilo delicada a 9} cada um, ditos com
urna s palma, maito finos a 8*50U, dilosliso
com franjas de seda a 59, lengos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
Boas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desechos, para coberta a 280 rs.
o covado, chilasescuras inglesas a 59900 a
pega, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brirhanlin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de difiranles
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 e 39506 o eovado, cambraia
preta e de salpieee a 900 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darle amostras com penhot*.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 "( o calcado de e-
nhoTa e o de hornera 10 \, do dia de evereiro
em otante, atea eonsequencia da nova paula que
ha de vigorar na alfandega; o propietario do
bem sonido estabeleciment da ra Direita n
45. nao quer que oa seos freguezes carreguem
com as conaequencias do ystema financeiro do
Sr. ministro da fazenda e por isso sustenta os
pregos do seu caleado pela tabella eguinte :
Hornera.
Borzeguins para Lomem (im'
perins)....... 100000
Otto (aristocrticos). 9$000
Ditos (prova dagua) 8J500
Ditos (Bersaglieri)..... 80000
Ditos (communistas). 61000
Meios borzeguins (patente). 0000)0
Sapatoes (3 bateras). 5J600
Ditos (sola dupla). 55200
Ditos (blusas). .' 50000
Senhora.
Botinas (prima dona). 50000
Ditos (vis a vi). 40gOO
Ditos (me deixe)..... 40500
Ditos (grisete)...... 40000
Meninos e meninas.
SapatOes (bezerro).....4|000
Ditos (diabretes).....30500
Ditos (salva pes)......30000
Botinas (boQosas).....40000
Ditas (para enancas). 50500
Sapatos para senhora (lustre). 10200
E um completo sortimento de couro de lustre
marroquim.eola. beierro francer, cooriohos
ludo que necessario a um irmo de S. Cris-
pim, advogadodos artistas aapateiros. por precos
que s este estabelecimento pode vender.
(siilMaias
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Cortes de cambraia branca muito finacom sal-
picos miudinhos a 4*600
Cambraieta para vestido, muilo fina.pelo ba-
ratissimo prego de 2*600,2*800, 3*e 3*500 cada
pega
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por presos baratissimos, para acabar : pegas de
cambraia lisa fina a 3*, organdvs muito finas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas aberlas de
honiias cores a 240 rs., chitas largas a 00 e 240,
cortes de casa, de cores a 2*. entremeios borda-
dos a 1*500 a pega, babados bordados a 320 a
vra, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5*. penteadores do
cambraia bordados a 5, gollinhas bordadas a
640, dilascom pontas a 2*500, manguitos borda-
dos de cambraia e D16 a *, damasco de la com
9 palmos de largara a 1*600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. avara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fuslao en-
feitadas a 5*. pegas de madapoln fino a 4$, la-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2*. sobrecasacas de panno
fino a 200 e 25$, paletots de panno e casemira de
16 a 200, ditos de alpaca de 39500 a 8*, ditos de
brim de cores e brancos de 3*500 a 50, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim decores e brancos de 2* a 5*. ca-
misas brancas e decores para todos os pregos,
colletes de casemira de cores finos a 5* ; assim
como oulras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Cal de Lisboa
No deposito da ra da Cadeia do Recife n. 12,
acaba de chegar pelo ultimo navio a verdadeira
cal virgem em pedra, r.So havendo alem desta
rnai3 neuhuma no mercado, em poucos dias se
concluir, por isso devem os prelendentes con-
correr auanto antes.
Attenco.
Ra do Amorim n. 40
Vende-se farinha de mandioca, saceos de tre3
'juanas, pelo barato prego de 3*.
Vestidos de seda preta a 60$.
Na ra do Cabug, loja n. 8, j existem poucos
corles de ricos vestidos pretos de grosdenaples
bordados e de babados, em cartdes grandes, que
se venderam a 100*: a elles,antes que se acabem
to boa pechincha para aquaresma.
A dioheiro.
[Fazendas boas e baratas.!
Vende-se grosdenaples pretos superior
com 4 palmos de largura a 1*800 e 20.
Grosdenaples prelo to encorpado que
parece gorguro a 2*S0O.
Mantas pelas de fi. de linho a 8*.
Chales de seda padrao moderno, borlo-
la e pon redonda a 7*.________
Chales de caxemira pona redonda e
borlla a 8*.
Sains balao de 30 arcos a 40800._______
baldo para menina de todos os tama-
nhos.
Marjteftles pretos de fil, de grosdena-
ples e oulras qualidades.
Camisas de todos os tamaitos para
meninos.
Botinas de Meli verdadeira que todos
vendem a 140 por 12*.
Bolinas de Nanles verdadeira que todos
vendem a 12* por 9*500.
Grosdenaples de quadrinhos a 13,1*200
e 10400.
Parece incrivel que essas faiendas se
vendam por esses pregos que na verdade
o mais barato possivel. do-se amos-
tras na ra da Cadeii confronte ao boc-
eo Largo loja n 23, deGargel & Perdigio.
Oueijos.
queijos boas a 1 {440 : na ra Di-
Vendera-se
re la n. 8.
Vende-se orna casa terrea com urna porta
o duas janellas, envidragada, de pedra e cal, com
3 quarlos, despensa, coainha fra, quintal mura-
do, cacimba, na ra de S. Miguel dos Aogados
n. 57 : quem a pretender, dirija-se a ra do Col-
leglo. casa do Sr. Dr. Deodorio, que ahi se dir
quem 6 a peseta que a vende.
Pechincha.
Cassas franeexas de liados deeenhos a 240 rs. o
covado. chilas francesas a 160 ra., ditas a 200 rs.:
na ra do Queimado su 44.
Veude-ee a eosse e beafeiiorias de um si-
tio na regneue do Pogo da Fuella, o qual Oca
ao sahir do beco do Quiabo, junto ao sitio do Sr.
Lurz Gandid, tem cacimba de pedra e cal coaa
boa agua da beber a besa plantado, com duas
grandas baixaa proprias paca qualquer plantelo,
case de Uifta : quem pretender, mo sitio, quo ochar com quem tratar.



DlAftlQ DK WWttNJOK i- QU1MTA IEUU il DItllVfiRURO DBlMi.
^Fazendas de todas as qualidades
M H Mu B Hilll
DE
Joaquim F. dos Santos.
40-81IA DO 0UEIM.4D0 -40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Algodo monsro.
Vende-se algodo monstro com doaalargurae,
muito proprio pira toalhaa e lengee por dispen-
sar toda e'qualquer costura, pelo baratissimo
prego de 600ra. a rara ; na ra do Queimado n.
28, na loja da boa f.
irnos
Perfottarias
()
Grosdenaple prelo o covado 3$,
28500, 2)J e I56OO
Seda lavra-la preta e branca o co-
rado 35, 295OO e 29OOO
Setim preto superior o covado a 43OOO
Corles de vestidos de gorgurao de
seda prcto de 2 saias a 80 e 75000
Maulas de blonde pretas e brancas
. para sen hora a 12 e 8$000
' Longos de gorgurao de seda preto a 2$000
Ditos de seda roxos para senhora
a 2$ e lg60O
Tafeta prelo c rxo a lge 500
Manas de fil de linho pretas a 16g000
Sedas de cores o covado a 18500,
1, 900 e 800
Diversas fazendas de la e seda. 5
Cambraia e seda o covado a 500,
640, 800, 1* e 1$200
Velludo prelo mullo superior o co-
vado a 5^000
Panno e casemira prela e de cores
de toda3 as qualidades 9
Casemira prela de cores de 2 largu-
ras covado 2g000
Organdys muilo Gno e de hoyos de-
senhos vara IJOOO
Veos de cores para cabeca de se-
nhora a 39000
Tiras e entremeios 9
Sargelim de cores praliado covado 320
Merino setim. preto e de cores pro-
prio al para vesluarios de me-
ninas o covado ljOOO
Enfeites para cabeca de senboro 9
Saias balo de madapolao, de mus-
snlina e de 30 arcos a 3*500,
45, 4500, 5 e 6J0OO
Selim preto azul o encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o covado 19600
Luva preta do seda de todas as
qualidades para senhoras, ho-
roens e meninos 9
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Chales de meiin berdados, lisos' e
estampados de todas as quali-
dales 9
Dilosde louquim branco muito fi-
no 9
Corles de veslido de gaze da seda
e phaotasia 9
Peilos de cambraia de liaho para
camisa lisos e bordados $
Ditos de madapolao brancos e de
cores 9
Chitas francezas 260, 280, 300 e 320
Cassis francezas preta e cor de
rosa a 600 e 500
Lencos bordados e lisos de cam-
braia de linho e de algodo 9
EAU MNEME
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Relogios.
Vndem-se emeasa de Braga, Silva & C.,re-
logios de ouro de diversos, fabricantes^inglezes,
por prego commodo.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua. ej
@ Moendas decanna. aj
@ Taixas. a|
@ Rodas dentadas. aj
@ Broozes e aguilhes. aj
9 Alambiques de ferro. @
- Crivos, padroes etc., ele' 9
@ Na fundicode ferro de D. W. BowmanS
A ra do Brum passando "o chafariz. @
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mu bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratissimos
preros de 59, 69 e79 : Da loja da aguia branca,
ra doQueimado n. 16:
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
&C, Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
durad ouras
mos(ram-se a
qualquer hora
e ensina-sc a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
Qo : no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leile & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adligamenle aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu ura grande sorti-
mento de pennas d'eco de differenles qualidades
as quaes esl vendendo de 500 9 IfcOOO rs. gro-
sa. E' o mais barato possivel: na ra doQuei- !
mado loja d'Axuia-Branca, n. 16.
Attenco.
a
Vende-se a sexta parte da casa de 21
andares da ra do Queimado n. 42,
pertencente a Bernardino ChristovSo!
Mamede de Almeida, residente no Pa CaSSS (le COreS.
ra': os pretendentes dirijam-se ao seu Ainda se vendem cassas de cores flxas, padres
procurador na ra do Trapiche n 4i muii0 bonilos. Pel baratissimo prego de 240 rs.
r 1 j o covado, e mais barato que chita: na ra do
sepundoeterce.ro andar. Queimado n. 22. na bem conhecida loja da
Boa f.
240.
Cassas de lindos padroes e cores flxas que se
pdegaranlir aos comprados, 3 240 rs. o covado
na ra do Queimado, loja de4 portas o. 39.
; que outr'ora lioha loja na roa do Ouei-
mado b. 46, que gyrava aob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por umseu mano do mesmo
nome, por isso flceu gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veila a occasiao para annunciar abertura
do seo grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceigio dos Militares o. 47, que
passa a gyrar aob a firma
DE
Bastos <& Reg i
com um grande e numeroso sorlimento de S|
ronpasfeilas e fazendas de apurado gos- S
to, por preros muilo modificados como w
de seu cosime, assim como, sejam : ri-
eos sobrecasacosde superior panno fino II
prelo o de cor a 25$, 28J e 309, essacas X
do mesmo panno a 309 e a 359, palelols Jj
sobrecasacados do mesmo panno a I89, q
209 e a 22$, ditos saceos de panno preto a JR
129 e a 14$, ditos de casemira de cor |
muito fina modelo inglez a 9$, 109, 129
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6J, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobretasacos de me-
rino de cordo a 89, ditos muilo superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguio
pardo fino a 4&, 49500 e 5g, ditos de fus-
lo de cor a 39, 3)500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e 595C0, ditos de brim pardo
fine sacco a 28800, caigas de brim de cor
finas a 39. 3*500, 49e 4JJ500, ditas de di-
to branco finas a 5J e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4J, ditas de
merino de cordo preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e prela a 89, 99
el09, colletes de casemira de cor e pre-
la a 4$500 e 59, dilos do seda branca para
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39.colletes de me-
rino para lulo a 4g e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa-
lelols de panno fino para menino a 12$ e
3 149,casacas do mesmo panno a 15$,caigas
*> de brim e de casemira para meninos, pa-
pe lelotsde alpaca ede brim para os mesruos,
j, sapatos de tranga para homem e senho-
|g ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
j> 189 e 209 a duzia, camisas francezas li-
je as de core brancas de novos modelos
. 178.18c, 209.24^.289 0 309 duzia,
jfj| ditas de peilos ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1$8G0
e 28 cada urna, ricos uniformes de case-
t> mira de cor de muilo apurado gosto tanto
i no modello como na qualidade pelo di-
o minuto prego de 35$, c s com avista se
aR pode reconhecer que barato, ricas capas
**> de casemira para senhora a 188 e 209,
lE e multas outras fazendas de excellente
gosto que ae deixam de mencionar que
m por ser grande quanlidade se torna en-
S fadonho, assim 'como se recebe tada e
ji qualquer encommenda de roupas feilas,
aj> para o que ha um grande numero de fa-
H zendas escolhidas e urna grande ofiicina f
0> dealfaiate que pela suapromplidao eper- r
fg> feii;ao nada deixa a desejar.
&EL0GI0S.
gar ao armazem
DE
Bastos & Reg,
urna grande quantidade de uniformes de case-
mira de cores muito recommendados tanto peloe
seus bonilos padres como pela sua bemfeiloria
e como seja grande quanlidade tomamos a deli-
berarn de vender pelo diminuto prego de 25$,
assim como urna grande quantidade de chapeos
de castor brancos e prelo pelo diminuto prego
de 6$, poisse vendem estas obras por este dimi-
nuto prego como fim de apurar dinheiro e acre-
ditar este novo armazem na ra Nora junto a
Conceicao dos Militares n. 47.
Vendem-se tres casaes de gneos ; no sitio
das Almas, no carainho quo vai para Bellem, pas-
sando a pootczinha, do lado esquerdo, o primeiro
silio, ouem Sanio Amaro ao p da fundigo, ta-
berna do meio.
Vende-se urna carroga e 1 ou 2 bois ; em
Santo Amaro ao p da fundigo, taberna do meio
de Jos Jaciotho de Carvalho.
Franjas con vidrillio.
Na loj-i d'agui de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se fr>nja9 pretas com vidrilho, de lindos
padres, a 560. 600 e 800 ra. a vara, dila sem vi-
drilho pelo baratissimo prego de 300, 400 e 500
rs., ditas de todas a cotes a 240, "300, 400, 500
e 600 rs.. ditas do fiuho branca e de corea a 160
e 200 rs., ditas de laa a 300 e a 400 rs. a pega de
41|2varas, galeszinhos e traociohas de seda
propriospara enfeilar roupoeszioboa de orianga,
tranciuhas de linho e d lia, '.rincelins de core,
que se vende ludo por baratissimos pregos para
acabar.
Vende-se urna parte de urna casa na ra da
Santa Rita o, 5 : trate ae aa ra d Guia n. 29,
Attenco
Tem chegado em casa de A. L. Delouche, ru
Nova n. 22. o mais bonito sorlimento de relogio
americano que nunca tem apparecido nesle mer-
cado ; vende-se por prego commodo,
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ras de velludo, dilos bordados, veos preos de
fil bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos finos, e outras militas fazendas, ludo
por pregos muito comraodos.
Vende-se o engenho S. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moenle e
correte, distante da praga 4 legoas, quasi prom-
pto par* moer com agua, com boas matas, ex-
cellente cercado, boas obras, e urna boa safra j
criada : os pretendentes hajam de dirigir-se ao
mesmo engenho, ou no engenho Penedo de bai-
xo, que se far lodo o negocio vista do com -
prador.
Pao alarde.
Vende-se pao quenle da melhor farinha, das 6
horas da tarde em diante, na padaria atraz da
matriz da Boa-Vista o. 26, e no paleo do Cierno
numero 43.
Aviso geral.
Na ra Nova n. 20, chegado um sorlimento
de riqoissimaa camas de ferro, volantes, que
muilo commodas sao para viagem para outro
qualquer servigo que se quizer applicar, sao mui-
lo uleis por seren de lona e nao precisaren! de
colrao, e outras mullas qualidades, que com a
presenta do comprador devero agradar ; loja do
Vanos.
mmim&mi ese^en $m mm.
Vende-se e m;asa e Saunders Bro hers &
C. pragado Corpo Santo, relogioado afama
do abricante il.skell, por pregos commodos
a tsmbemrancellins e cadeiasiaraos meamos
deexceelltt costo.
leaesGie m&esmmMmmm
novas.
A loja d'aguia branca acaba de recabar de sua
propria encommenda um liado e completo sorti-
1 ment de petfnmarias finas, as quaes esl ven-
dendo por menos do que em outra qualquer par-
te : sendo bem conbecid oleo philoeomo e be-
nba (sociel hygienique) a 19 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 29, 29500, 3, e 4}, a afamada banha irans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonilos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambera ebeia da mesma, buile
concrete, odonnell, principe imperial, crema,
em bonitos copinhos com lampa de metal, e
mjiias outras diversas qualidades, todas estas a
19 o frasco, benitos vasos de porcellana doura-
da. propriospara offerla a2?e29500. bonilos
bahusinhos com 9 frasquinhos de chairo a 29,
lindas cestinhas com 3 e i frasquinhos, e caixi-
nbas redondas com 4 ditos a 19200 e 19600,
finos, pos para den tes e agua balsmica para ditos
a 19 e 19500 o frasquinho ; e assim urna in-
fundada de objecios que s3o patentes em dila o-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
**&'K >? S
@ Em casa de Mills Lalham & C, na ra 9
A da Cadeia de Recite n. 52, vende-se : c$
^ Vinho do Foilo,
@ Dito Xeraz, engarrafados, de muito supe- W
@ riorea qualidades, e
ft Oleo do liithaga, @>
tAlvaiade,
Azarcao, (^
Seccante,
Encarnado veneziano em p,
B Manteiga ingleza,
Estopa dila,
Lona dila.
@6C$8S@ g #
Vende-se um excellente escravo
com 18 annos de idade pouco mais ou
menos, bonita figura, proprio para pa-
gem : quem precisar dirija-se a ra da
Cadeia do Recite n. 55, loja de Figuei-!
redo & IrmSo.
Vende-se presunto muilo novo a 400 rs. a
libra : na ra das Cruzes o. 24, esquina da Ira-}
vessa do Ouvidor. '
Arados americanos e machina-
pata lavar roupa: emeasa de S.P. Jos
insten & G. ra ds-Senzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muilo finas de cores Oas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara ; idem lisa maito fina a
IfCO e a 6{000 a peg com 8 1|2 varas; di-
rouito superior a 8000 a pega com 10 varas ;
dita fina cim salpkos a 49800 a pega com 8 ii2
varas; fil de linho liso mullo fino a 800 rs. a
vara; larlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e flxas a
5^000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno prelo fino a 4, 5jf, 6, 88 e 10g rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 25- ^ft e 4)5 rs. o co-
vado ; gros de naples prelo a 2$, 2g500 e 35 o
covado; alpaka prela fina a 640, 600, e muilo
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
caiga; meias de algodo cr muito superiores a
4S>800 rs. a duzi ; ditas Je algodo sru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim muilos outros artigos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f. na ra do Oueimado n. 22.
Camisas e ioalhas.
: Vendem-se camisas brancas mnito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
lo superiores a 120 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Grammatica in-
gleza de OHendorff.
Noto methodopara aprender a lr,
a eicrever e a fallar i nglezem 6 mezes,
obra integramente aova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
c2o, pblicos e prculares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 57, segundo andar.
iROUPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DI
IFazendase obras feilasj
Rt
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges & Basto!
Exposiefles de
metaes.
Riqulssimo sorlimento de toda a qualidade de
metaes finos praleadoa, emapparelhoae avulsos.
grandes e pequeos, ludo quinto se pode deso-
jar para servigo e ornamento de urna mesa. n-
parelnospara slmogo, desde ornis fino at o
mais ordinario, conteodo em ai oa apparelhos fi-
nos a garanta do fabricante por espago de 20
annos, ludo se pode garantir ao comprador, e
oulras muitas qualidades de objectos, conteodo
assim taboleiros para dar cha, bastantes grandes
e que muito deveio agradar aos freguezes qu
preciarem ; na ra Hora n. 80, loja do Vianna.
Di
FlftDICiO LOW-MOW,
ItuadaSenzalla Ko>a n.42,
Nesle estabeleeimento contina a baver um
ccmiJeto sorlimento de moendas eneiss moen-
das para engenho, machinas de vapor e laiies
te ferro balido e coad, de todos os tsmar.hcs
para dito,
31
acabar.
Gulmares Villar.
Ra do Crespo n. 17.
A \ 5,ooo!!!
Chapelinas de seda para senhora rica-
mente enfeitados alguos brancos e outros
decores pelo baratissimo prego de 159,
parece iocrivel porm & vista verao que
pechiocha sem segundo.
Ricos enfeites a imperatriz o que hade
melhor. ___._.._
Vende-se urna mobilia de Jacaranda
muito bom uso e sem defeilo algum. incluindo
ama mese de janlar de amarello : na ra dos
Prazeres n. 30.
Vendem-se no Giqui duas casaa novas de
pedra ecal, passando logo a ponte, a eaquerda a
segunda e terceira casa, ou trecam-se por outras
casas aqui n praga : a fallar na ra Direita, casa
o. 9, ou no Giqtiia com o fisiono que mora na
casa parede-aeis.
em
^ NA LOJA
! Encyclopedica |
DE
Guimares & Villar:
Ra do Crespo numero 17.
Veude-se fazendas de superiores qua-
> lidades egostos por pregos incriveis :
Chapeos de seda para senhora brancos e
' de cores a 159.
i Ditos ditos de ditos de cores e brancos a
203OOO
jDitos de palha ticamente enfeilados a
28c40.
i Riquissimos cortes de cambraia branca
,. bordados a 35$.
Ditos ditos a 20$.
i Las de Garibaldi em corles com 25 co-
j vados a 10$.
1 Cassas a Garibaldi e outros delicados
) gostos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
i Dxas a 260 rs. o ovado.
Las de todas as qualidades a 3#600 rs.
1 Manteletes, sshidas de baile riquissimas.
'. Chitas francezas de todas as qualidades.
F Sedas de quadrinhos e gros de todas as
1 cores.
Cambraia branca da China com palmas de
1 9 varas cada pega a 6JJ50O.
Saias bales de 30 arcos a 5$.
Chales de louquim brancos e oulras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mo a pega a 249.
Saias bordadas e de fusto.
Sedas de cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em carldcs ultima moda
de Pars.
Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feilas. sobrecasacos, palotols,
colletes, calcas.camisas e seroulas, meias,
gravatas ele, etc.
Calgado Meli ltimamente chegado de
Paris. *
Neste estabeleeimento erreontra-s
grande sorlimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para senho-
ras, homens e meninas o seus pregos
sao admiraveis.
ra
de
Agua para Ungir
cabellos.
Em casa do cabelleireiro, na ra doQueimado
n. 6, primeiro andar, existe excellente agua para
Ungir cabellos, a melhor que tem apparecido no
mercado ; o processo de usar rpido e faeilimo.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixa;
a doze vintens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao ae acabam 1
a ra do Queimado n. 83, na bem eonhedda lo-1 ?m, e 4oM e"lM "kl dfl
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muilo
bem feitos a 22$ rs.; ditos de brim branco de
; linho a 59 rs.; ditos de setioeta oscuros a 8500,
: muito barato, sproveitcm : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cai de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia 4o Recife n. 12,ha para vender
verdadeira polassa da Russia nova ede superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, tudo por pregos mais baratos do que em
oulra qualquer par te.
-g@gie
americanos i
DO DOUTOR
iRadway & C, de New-York
I PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
S Pilulas reguladoras. |
Estes remedios j sao aqui bem conhe- 9
5 cidos pelas admiraveis curas que tem ob- 9
* tido em toda a sorte de febres, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe- #
9 le etc., etc., confrmese v as instruc- 9
ges que se acham traduzidas em por- 9
9 tuguez.
------- I
Salsa parrilha legitima eg
g original do antigo
IDR. JACOBTOUNSENDl
@ 0 melhor porificador do sangae
I cara radicalmente 3
Erisipela. Phtisicas. @
Rheumatismo. Calarrho. a
Chagas. Doengas de figado. a
Alporcas. Effeitosdoazougue.
Impingens. Molestias de pelle. a
Vende-se no armazem de fazendas de a
[Raymundo Garlos Leite & Irmo, ra do Z
Imperatriz n 12. ^
m > @8*
Loja do vapor,
Qjrande e variado sorlimento de calgado fran-
cez roupa feita, miudezaa finas e perfumaras,
tod) por menos do que em oulra parle : na loja
do 'por, na ra Nova n. 7.
Gomma do Aracaty.
\ ende-seeicellente gomma do Aracaly; na
daCidei do Recife, primeir andar, n. 28.
Libras sterlinas
endem-se no escr-iptorio de Manoel Ignacio
Oliveira & Pilho, largo do Corpo Santo.
adaSenzala Nova n.42
ende-se'em casada S. P. Jonbston dC,
sellins e silhes nglezes, eandeeiros e castigaos
bronzeados, lonas ngleies, fio-dovela, chicle
para carros, emomaria, arreios para carro de
ouro paienia
NA I
Hua do Queimado
ii. 46, frente amaTeUa. j
_ Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas i
de panno e de cores muilo fino a 269,
3j e 359, palelols dos meamos pannos
a 20$, 22g e 24$, dilos saceos prelos dos !
mesmos pannos a 149, 16{? e 18$, casa- |
cas pretas muito bem feilas e de superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacaa de
casemira de cores muilo finos a 15$, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12o e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99. 10f
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fiBa a 5$ e 69, ditas de ditos decores a
39, 89500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes prelos de casemira a59 e 69, ditos
de dilos decores a 4$50O e 59, ditos
brancos de seda para casan.enio a 59,
dilos de 69. colletes dt brim branco e de
fusto a 39, 39500 e 49. dilos de cores a
2J500 e 39, palelols prelos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7|, 89 e 99,
colletes prelos para lulo a 4J5C0 e 59,
cas pretas de merino a 49IOO e 59 1 I *-
letots de alpaca preta a 3$500 c 4$, dilos
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, n uiio fino rol-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel-
ludo oe crese prelos a 79 o 89. roupa
para menino sobre casaca ae panno pre-
los e de cores a 149,159 e I69, dilos de
casemira sacco para os mosmos a 6$5G0 e
879,dilosde alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
calcas de casemira pretas e de cores a 69,
C$500 e 79, camisas para menino a Si j
a duzia, camisas inglezas pregas largas
^ muito superior a 329 a duzia pan acabar.
1| Assim como temos urna ofiicina de al 3f
fi faiate onde mandamos executar todas as >
m obras com brevidade. |p
Relogios.
Vende-se em casa deJobnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello sorlimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade de bonitos Irancelins para o
mesmos
SEDULAS
del^e^OOO.
Continua-se a Ucear sedu,8s de urna s figura
por metade do descont que eiige a Ihesouraria
desta provincia, e as notas das mais praras do
imperio com o *balr de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevcdo & Mendes, ra da Cruze
o. 1.
(es k Bastos.
Roa do Queimado n. 46.
Tendo os annuncisnles conseguido elevar esle
estabeleeimento a um engrandecimenio digno
desta graode cidade, apresmtsm concurrencia
deste iilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sorlimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para (odas as estaces
Sempre solicitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em pregos como em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoal do sua of-
Ona, sendo ella d ora em diante dirigida pelo
insigne mestre LAUR1ANO JOS' DE BARROS,
o qual es seus numerosos fieguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabeleeimento, assim pois em poucos
das se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer 3rdes dos Srs. ofliciaes de marinha
e exercilo. Outro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sorlimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se Troco de todas as cores egrossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
pega ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n
E'baratissimo!
Ra do Crespo 11. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fizas miudinhas a 240 rs o col
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
ra. o covado. e chitas largas finas de 240, 60
280 o covado, e outras muitas fazendas
ratissimo preco : oao-se amostras
com
o
por ba-
penhor.
Para desenho.
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, lapis, pincels, e os mais necessarios rara
desenho. E o que de melhor e mais perfeito se
&m Lsl?rqn,<.in 'i1 ener. e vendem-se a 59,
69, 89, 10$, 129 e 149 : na ra do Queimado n
16, laja d'Aguia-Branca.
FOGOES ECO
NOMICOS.
Nova descoberla americana : riquissimos fo-
goes econmicos de muilo bonitos modelos, e
todas as commodidades para cozinhar, tend a
vaotagem de, com um fogao destes, fnzer-sc to-
da a qualidade de comida para um janlar, com
diminuto lempo por alrairem si lodo calor das
furnalhas, lera mais a vanlagem de nao fazer fu-
maga em qualquer urna casa, por conler em si
um cano que expede toda a fumaga a lugar que
nao encommode e nem prejudique a propriedade,
por pregos muito commodos : na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.___________
Escrayos fgidos.
Relogios
Suissos.
Ruj
Ten
ja da Boa f.
ingle*.
Em casade Schafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimento
de relogioa de algibeira borisontaea, patentes,
ch Tonmetros, meiosch rome tros de ouro, p ra-
la dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gioadoa primeiros fabricantes da Suissa, que se
venderao cor precoa razoaveis.
- Vendetn-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com soto, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar oa mesma cidade com oa Sra.
Gurgel Irmos, que eslo aulorisados para esso
fim, ou nesta prsca na ra do Cabug, loja n. 11
Para forro de sala.
Na loja da aguia d'ouro, ra do Cabug o, 1 B,
vende-se papel de forro pelo baralissimo prego
de 800 e 1 a pega para acabar.
A 20 de dezembro de 1860 desappareceu de
engenho Meravilha, freguezia da Escada, os cs-
cravoj seguintes : Actonio, crioulo, de idade de
35 a 40 annos, cor preta, estatura regular, cheio
do corpo, pouca barba, muitb ladino, sendo que
sabe ler e escrever, tendo por melhor signal urna
cicatriz sobre o olho esquerdo. Varia, parda, de
40 a 45 annos de idade, cheia do corpo. e de ta-
maito proporcionado, leudo a barriga quebrada
e falta de denles na frente, e cabellos carapinhos.
Esta parda casada com o negro Antonio cima
mencionado. Benedicto, crioulo, alio, secco,
pouca barba, pomas finas, uro pourn trpico dos
ps porque solTie nelles cravos, olhos grandes,
de 40 >nnos de idade. Estes escravos evadiodo-
se juntos julga-se que seguirn, para o Buique,
Serra-Talhada, por terem sido daquellas para-
gens, e all terem pareutes : toga-se portanto
aos Srs. capitaes de campo e autoridades poli-
ciaes que os spprehendao. e levem ou no referido
enaenho, ou na cidade do Recife cm casa dos
Srs. Cardoso & Souza, na ra do Crespo n. 18,
primeiro andar, aonde recebero 200$ de grati-
ficago.
Fugio no dia 16 do corrente do abaixo as-
signado o seu escravo crioulo de nome Paulo,
que representa 20 a 22 annos de idade, de esta-
tura regular, e tem os signaee seguintes: na
mo direita tem S dodos aleijados do urna cuti-
lada que levou no pulso, quando onda as car-
rejase de um lado, lem servido de srveme cm
obras, caiador e ltimamente se oceupava em
vender agua : quem o apprehender o poder le-
var a ra da Moeda n. 5, segundo andar, que se-
r gratificado.
Manoel Alves Ferreira.
Escrava fgida.
Isabel, crioula, estatura regular, cor fula, roslo
comprido, falla de denles, com signaes no roslo ;
coosla que anda no Forte do Mallos : roga-se a
pessoa que a apprehender, leva-la ra do Tas-
seio Fublico, loja n. 11.
Ausentou-seda casa de seu senhor um pre-
to crioulo, chamado Antonio Viado, com idade
de 40 annos, pouco mais ou menos, com os sig-
naes seguintes : gambeta das pernas e baixo, le-
vou caiga azul, camisa de algodo grosso e cha-
peo preto : quem o encontrar, leve-o s Cinco
Ponas n. 144, defronte da estago, que ser bem
recompensado.
Fugio no dia 5 de Janeiro prximo psssado
o preto Feliciano, da esa de seu senhor na ra
larga do Rosario n. 23, estando j por alguos
dias na casa das senhoras queja forem delle, no
Giqui ; e tambem no engenho S. Paulo, em casa
do prelo Seraphim ; por isso quem o levar a seu
senhor sei grlificado.
100#000.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado um negro de nome Filippe, escravo de
Francisca Rosa Pereira dos Santos Bezerra, mo-
radora em trras do engenho do Curado, cujo es-
cravo tem os signaes seguales : cor fula, alto,
secco, pouca barba, ps grossos e mais prelos do
que a cara, pernas malfeilas, olhos brancos e pa-
pudos, denles pequeos, cabega pequea, duas
fallas e muilo mansa, e quando olha para qual-
quer pessoa fila os olhos e nao peslaneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou raiga pela de
casemira nova, palelot de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor, sapatos do
couro de'lustre, camisa de madapolao nova, e
tambem de baca verde velha. aberla, e tam-
bem de algodo azul, chapeo de massa cor de
chumbo j velho, 0 de suppor que em viagem
elle nao ande com a roupa nova esim com a ve-
lha por ser mais propria : a pessoa. que o ireu-
xer no referido engenho, ou na ra Augusti n.
21, receber a quanlia cima.
Acba-se fgido o moleque Anlonino, fulo,
secco, de idade de 15- annos. costuma eslar pela
Fassagem, aonde mora o pai, o prelo Flix que
foi escravo do Dr. Lopes Nello : quem o pegar,
queira entrega-lo na ra do Imperador n. 73, ou
na ra Bella n. 33, que ser recompensado.
Fugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, m escravo do cora-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de eincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos pea bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e lem signaes de ter sido surrado;
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das Cinco Ponas, osea-
do enterrogado por ura parecairo seu conhecido,
disse que .tinba sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs, Basto Ct Le-
m.sj. o*"6-Bf>tifi*rap gopprosjtjBejile,


(8)
MAMO DI gnWAMOCO. a- QOWTlifBRA fil DI mtfeltlA DE 1811
___ Litteratura,
Papa e Imperador !
No dia em que Pepino o breve e sea successor
Carlos Magno, se diriglram aoa guerreirose che-
es da egreja para consolidar o poder, os reis da
Europa occidental enlnram en lula com o pa-
pado. O bispo de Roma, investido de alguns feu-
dos, mostrro-se no principio humiKssimo vassa-
lodo re-dos Francos, mas em breve desconheceu
a supreraicia do poder civil. Do feudalismo or- '
anisado pcl03 primeiros carlovingios surgiu a
.extraordinaria c funestsima edade-media.
fiotao havia s dous poderes :
O Papa e o imperador.
Carlos Magno nao inventou esle complicado
sysiema ; aperieicoou-o e fundou-o em bases so-
lidas.
U Papa, isto o bispo de Roma, embaracado
o as suas pretences territoriaes polos senhores
lombardos, charaou em seu auxilio o soberano!
sos Francos ; a i
se ao pretendido otreilo ques e arrogou a Austria
de conservar, como
e O ootro o Papa, successor de S. Pedro.
t Para mira, o corpo.
Para elle, a alma.
a Se o Papa obodecesae em todas as coasas ao
imperador, a egreja cahiria era servidlo.
se o imperador se sujeilasse em todas as
cousas ao Papa, a Europa lornar-se-hia em thea-
tro de espantosas perturbarle.
c Estes dous chefes superiores devem cquili-
brar-se ; cada um delles administrar cooscien-
ciosaroeote o mundo que Ihe perleoce.
O bispo de Roma nao aceitou estas propostaa
e a Italia tornou-se no campo de balalhaem qu
guelfos e gibelinos se malaram com furor de ca-
Dibaes.
Contra a nobre raga dosgibelinoi se ergueram
enlao dous gigantes :
A casa de Welfe, na Allemaoha ;
O bispo de Ruma.
S o Papa sobreviveu to sinistro cmbale.
IV
Porque meio os successores de S. Pedro, no
empregaodo alternadamente a violencia e os
lia. que ha m,l annoTaVo^troicos lit! ~2* *.?> **"
eos para recuperar a inteira independencia.
Os bispos de Roma receberaru, pois, dos reis
Francos a investidura do chamado patrimonio de
S. Pedro ; e pouco depois dispensaram-se dessa
formalidade.
N'um livro allemo do aeculo XI, le-so :
Deus que est no cu deu trra duas espa-
das para proteger christaodade ;
A espada espiritual do Papa ;
A espada secular ou poltica do imperador.
(tesume-se, neslas palavras, a historia das ideas
'jumsnas na edade-media.
Os papas, fazendo-se soberanos teraporaes pela
munificencia dos reis francos, tomaram o titu-
lo de vigario de Christo na trra e impozeram
a .-na dupla autoridade aos soberanos das outras
patencias.
Os papas excommungaram imperadores e reis
ero nome de urna theocracia que nao se encootra
O sceplro substiiutu bculo simblico dos
apostlos o ouro e as pedras brilharara as ves-
tes ponlicaes dos prelados.
E esta sbita raetamorphose allude natural-
mente o amigo proverbio :
Crosses de bois, v-ines d'or ;
Crosse3 d'or, vques de bois.
O poro indicara com isto que 9s papas e Sis-
pos, afastaudo-sedasimplicidade dos prime
cnrtstaos, haviam perdido a sua corjftanga.
Os bispos do Roraaforam, primitivamente, elei-
tos pelo concurso dos wrfros bispos, do clero e
fiis.
Desde o seculo XI os pontfices comegulram
pvrar"s.f dos embaraces do sufTragio versal.
tm i(X>9, Nicolao II reservo! aos cardeaes a es-
colha dos papas ; e desde o fi-m dos seculos XVI
is cardeaes sao elegiveisr e a neciona+idade
registrada na historia dos primeiros seculos do d L'ana e condicao rigorosa para a elegtbili-
0 Hollandez Adriano VI foi o- ultimo estrsn-
geiroqueoccupou o throno pontificio. Daldada-
mente se observou que. visto que es papas erara
exclusivamente Italianos, a sua autoridade ders*
limitar-so a pennsula.
Longo de nos a idea de escrever e-diario do pa-
pado ; urna historia to tenebrosa-e sanguino-
lenta como os pavorosos anoaes dar casas de
York, e Lancister. Pode, com tudo. fazer-se esle
trabalbo ao claro das fogueiras ondeperecerm
Savonarola, Arnaud de Brescia, Joo Bus, e Je-
ronymo de Praga ; com o sangue de aligerases,
valdenses e hussitis ; com o lestemunho dos po-
ros da Alemanha, dos moiitanhezes dasCven-
nes, e do raarlyres da guerra dos Irint annos.
Houveanti-papas e papisas, no dizer de alguns
historiadora; e grande scisma, que drou de
1378 ll!>, foi um dos maiures escndalos para
a chrstandade e mais urna vez demonstrou que
os paps teem, em lodos os lempos, collocado a
sua ambicio pessoal cima da sua mssao ce-
leste.
Para que serve to fuoesta lembranca propo-
-isito do poder temporal e das usurpacoes do
papado no gorerao dos povos ? Repugna-nos
entrar no ruis recndito dos duminios da roqui-
sico ; nern temos a coragera de dizercomo Dan-
te, o pceta do Inferno :
Per rae se va tra la perduta gente.
Recaia o escndalo era seus autores. E eccu-
perao-nos das rolacoes e lutas da Franca com o
papado I
Os successores de Carlos Magno nao tardaram
em recopher a absoluta incompatibilidado do ca-
rater religioso do Papa com as altribuicoes do so-
berano poltico. Deram. porm, aos herdeiros do
apostlo Pedro prerogetivas de que clles abura-
ra m em prejuizo de seus bem-feitores ; e os pa-
pas arrogaram-se infatlibilidade em materia de
f, e lodo o poder humano subraetteu-se ao- vi-
gario de Christo.
V
Os soberanos da Franca sao, de poca imme-
- morial, qualificados de 'filhos primognitos da
egreja, provavelmcnle porque Ciovis foi o primei-
ro re brbaro que abracou o chrilianismo Estes
'fil los primognitos viveram rara vez em bora ac-
corUo com a santa egreja, sua me, do quera nao
poJeram supporlar aa exigencias.
O proprio Luiz IX, que foi canonisado, publi-
coa em 1269 a sua pragmtica.sanegio, que em
seis arligos resume as relacoes da Franca com a
santa s.
Segundo a mais aulorisada verso, Luiz IX de-
ca roo que a corda s Deus cstava subordi-
nada.
Assenta no direiro a liberdade das eleicoes ca-
nnicas e nega ao Papa aspromoges e as colla-
ces.
A pragmtica de Luiz IX foi o ponto de partida
do gallicanismo ; servio para sentar de peias
estranhas nacionalidade franceza e sociedade
laiga em geral.
A Franca segua o caminho reclamado pela in-
dependencia da monarchia ; o papado era o ins-
trumento providencial da civilisacao europea ; o
poder civil relomava a sua preponderancia.
Aoalvorecer do seculo XIV a realeza e o pa-
pado comecaram de uovo a lula. As divergen-
cias dePhilppe o bello e de Bonifacio VIH ecoa-
ram por toda a Europa. Bonifacio julgava-se to
poderoso como os seus predecessores Gregario
Vil e Inoocencio 111. Philippe o bello convooou
os estados geraes, e a nacao deu razo ao rei con-
tra o Papa.
Era 1438 pvNicoa-se a pragmtica anecio de
Bourges. que proclama* necetsiaada dos coa-
cilios ecumnico?, e t fas mpriorldado sobro o
papas ; tirara i estes ltimos as nomeace* para
os blspados e abbadias; limitar os reoorsos
para a corte de Roma, diminua os effeitos da
excommunhoe inlcrdicco.etc. ele.
O poder real, auxiliado pelos estados-geraes,
nao se atemorisou com a excomrauoho ; o raio
do vaticano perder o terrivel prestigio.
A burguezia franceza constituia-so lenta e afa-
nosamente como todas as instituicoes que devem
existir largos seclos : mas, democrtica pelo ca-
rcter, entrevia i o triumpho que obteriam a li-
berdade poltica c a tolerancia religiosa ; auiiliou
Philippe o bello e Carlos VII as suas questes
com o papado, e nos estados geraes de Bourges
declarou que o rei do Fianga era e devia ficar in-
dependente do bispo de Roma em tudo que res-
peilasse administraco da Franca.
VI
verdtde que Luiz XI supprlmlu a pragmati-
ca-sanecao de Bourges; mas este principe, pou-
co escrupuloso nos mcios degovernar, executou-
a segundo as necessidades da sua potttie ; e oas
relaces com a santa s moslroa-se raposa e nJb
leao. As usurpaces do poder temporal eppoz as
artimanhas da diplomacia.
Cailos Vil e Loiz Xllcooservaratn a pragmti-
ca, apezar das reelamaees dos papas, que consi-
deraran a medida real como grave oftensa aos
direitos da santa s.
Em f9>10, Francisco I sabstituio-a pela conopr"
,rk. mora! de Christo. Principia o reinado 4, em 1848, Rom. se recof do antigo esplendor
e proclamou--------*-'-
tes
e os
Itere
fres
Lu
VII
Mazarasuccedeu Richelieu. Morrera o leao;
ritla a "posa. As pretences papes achara op-
portunaidade coa este ministro que oao esque-
*ri ,** i*aMn. nem o favor de que o Pa-
pa se dignara honra-lo concedendo-lhe a purpu-
ra, i Durante a sua administragio, governantes e
govrtrnados s trjlam de agiotagera ; os trncan-
os eoncessiooarios substiluem os concilios
adres da egreja. N.io se pensa em qoeimar
eos ; rouba-se a Franca, despejsm-se os co-
o estado.
XIV diz, eraflm, no parlamento :
O estado sou eu.
O absolutismo encarna-se neste homem coroa-
do; a*bellas-arles e a victoria ornam o seu car-
ro triuinphal; Roma apresenta-se tanto mais con-
ciliadOa quaodo se lhe coacede tudo que pede.
Mas asVconcessoes alentara o sacro eetlegro, e
Luiz XIV, levado ao extremo pelo orgnlho e cu-
7*\Ji cardeaes, provoca a cetebre deeiaracao
de 168* a carta das liberdades da egreia *||i-
cana. 1 ^
Esperlva-seum breve de excomaunhao. in-
nocencia Xi, j porque temesse o grande re, j
porque sbguisse prudentes conselhos-, houve-se
entretanto cora circamspeccao. A palavra de
Bossuet itaaugurou nova era para a egreja fran-
ceza. 1 r Infelizmente a fatal influencia de madama de
Maintraon, a revogaja-o do edito de Nanita, as
guerras de Cvennes, a emigraco de cea mil fa-
omi.*. semellwirte concessao- ao papa- millas protestantes, foram a triste reaccao-eonlra
.hm??-ieu raid?.wro Plmc. wj raspn-1 ai liberdades da egreja angJicana. A influencia
sabilidHde pesou estultnvente em toda adynaslia de Roma iWnoa-M poderosissima duranteTve-
Ihice (k Luiz chamado o grande.
No reinado- de Luiz XV,. s qnestes reh'gio-
as, e, podemos diz-lo, as-persegui;es, surgem
de novo com aasombrosa teuocidade. Roma :eia
christianismo ; obrigarara o poder civil hurni-
lliar-se ao seu sceptro pastoral, e iufligiram-llie
assim urna especie do degradaco.
Gregorio VII constituiu a classe dos padres e
delles formou um elemento inteiramenteseparado
do coroo social.
II
t escusado rememorar assaDguinolenlas peri-
pecias da luta entre guelfos egibenos ; smen-
\e diremos que durante esta guerrs, lao bem ca-
rtciei:f: ?0r Dante, o poeta gibeliao, foi o
throno pontificio oceupado por um homem de
coslumes purissimos e cujo brilhanie genio illu-
niinou as espessas trevas do seculo XI;
Nomeamos HildebraDdo, mais couhecido pelo
nome de Gregorio Vil.
Em 1051, este Papa, cogaominado de Gregorio
o grande, ousou dizer Europa :
Nao s os reis da Ierra, al hojo se conserva-
rana in 1,'pendentes da saula s por abuso o to-
lerancia, visto que sao essencialmente vassallos
do succesor de S. Pedro ; mas tambem o impe-
perador dos Alleraes e os outros soberanos nao
passam de ser nossos indignos subditos. D'aqui
em diatiie o Papa ter o direilo e deverde des-I
truiro imperador, quaodo este nao seja digno de
occipar o throno.
Tal era a linguagem do ex-frade Hildebraodo,
c hnraem da vontade de ferro e marmoro. Segun-
do Gregorio Vil, o Papa, era o sol, o astro radi-
ante por excellencia ; e os mais poderosos mo-
narchas deviara julgar-se mui honrados s com o
fado de gyrar na sua rbita.
O mesmo Papa fez adopter o seguinle decreto
n'uma assembla de bispos em 1056 :
O Papa nao pode ser iustituido pelo impera-
dor ; s o collegio dos cardeaes ou dos mais ele-
vados funecionariosda egreja o podem eleger.
Ao mesmo lempo, Gregorio VII mandara de-
clarar que o rei normando de aples e Sicilia
era vassallo do Papa.
ecorreram apenas Irezentos aonos depois da
concessao dos primeiros dominios por Pepino o
breve e Carlos Magno ; porm os successores de
Zj diarias caminharam de usurpacao o ni us ir paci
cora lenacidade e astucias incriveis. Nao sao j
vassallos dureis;submeitem-os sua influencia
meio religiosa e meio poltica.
O Papa, exclamava Gregorio VII, existe pela
vontade de Deus ; reprsenla Deus ; por conse-
cuencia, toda a trra lhe deve obediencia
liildebrando descarregra um formidavcl gol-
pe ; o imperador Henrique quera lular contra a
santa se ; mas foi obrigado comparecer ante
Gregorio Vil.
Fredorico I, Barba rxa, to calumniado pelos
historiadores clericaes, propozera-se conservar o
poder imperial nos negocios polticos e deixar in-
tacto o da sants s nos negocios ecclesiaslicos.
Eis o cornejo da separaco da egreja e do es-
tado, de que se preoecuparam durante muitos
annos.
O imperador Frederico I devia fatalmente suc-
cumbir nests lula violenta contra o poder papal;
o imperio desmoronava-se para sempre aos re-
petidos ataques da egreja romana e da aristocra-
cia allema.
III
Barba-rxa tomara a rrae resolucao de prote-
ger a egreja cora as armas, mas tambem com as
armas repelliu a pretenco da egreja nogoverna
politico.
A Ierra carece d6 dous chefes, dizia Fre-
derico :
' Ura d'elles sou eu, o successor de Carlos
Magno.
Chegmos-ao brilhanie- sot da Renascenrai; as
srtes e scieneias expulsas de Constantlnopi*', en-
conlrem refugio na Malia,. e- o pontifica*}' de
Leao X- como quo o reflexo- do-seculo de Pri
cls.
Was a peninsuh degradaos pelo mais abierto
materialismo. O-terrivel MacMhrolo, o inventor
e profesor do despotismo, redigtocom genio as-
sombroso o cdigo-terrivel quo depois- serviu de
credo infernal aos 3ppressores.
O christianismo oOicial eslava completimente-
viciado ;. sssoma, porm. a poca- das grande
luzes auxiliada pela sublime desceben da im-
prensa.
Vm mancebo aleme, doutbr da-unirarsidade
saxouiad Vitlembesgvllartinho Lutheroemfim,
langa entretanto a luva ao formidavel papa de
Roma, ae-vigarlo de Deus, ao seulitx- do genero
humano.
Soou a hora,exclamoH o reformador em
ol9,eo> que o senhor- dos vivos e morios vin-
6r os-sc-ub- stnlos martyres ; d>g-vos que o
sangue de Joao Huss da Bohemia suSoear o
papa.
Blais-felicqoe o raartrr Huss, e sustentada por
nsuilos principes allemae; Martioho Lu Hiero es-
labeleceu a reforma; ai novas creceos encostra-
ran! adeptos- na Franga e era Inglalerra ; o rei
Itenrique Vltl rompeu as-soas ligacces cora a
sanH s, deelarou-se Papa.,- e assim-reuni o po-
der espiritual cora o poder soberano.
Se-Praoctseo I, seguinda o exemplo-do-seu ri-
val Heorique-VIII, era vez de assigoar a concor-
data e perseguir os herticos, tivesse cortado os
csh>rvo3 di papado, a Franea nao serta ensan-
guenladae assolada polas guerras de reiigiao ;
no-teriaraos- que registrar em nosso. aonaes a
abomioanda aoite deS. Cartholomeu, os-excessos
dos-confederados da liga e-dos hugueaeles;Hen-
rique 111 nao seria victima do punhal' de Jac-
tques Clemente ; nem Ravaillac alientaria con-
ra os das de Henrique IV.
Qual foi n papel que posempenhon o papado
durante este periodo to funesto & ranea '.' O
soberano.pootiflce,enthronisado pelos beoeticios
de Pepino o. breve e Carlos Megno, e protegido
pelo* seus successores,:seguio o. partido dos
Hespanhes e preconisou. o desmembramento da
Franca.
Uenriq,ue de Navarra converte-se-if romana,
e abjura era S. Dinix o.novo dog.raa. Henrique
entea ea Pars, e rei de-Franca.. O Papa du-
vila da sinceridade da sua converso e a diplo-
macia entra em negociaces durante um anno pa.
ra alcancar o assentimento de Roma.
Pois Heorique IV morre assassinado por un
p luntico
era teda a parle-os tachos de edio e da discordia.
E, com ludo, a philosophia-, a poderosa raen1-
sageira da revola-o de 1789-^assoma no horisoo-
to comeo sol de urna linda manha de primave-
ra. Chaiseul expulsa os Jesoits- emissirios do
Papa. E' verja le que os supplwios de Joo Calae-
e de Labarre recordara os excessos-da iuquisicao-.
masa roano humana, a tolerancia e a discusso-,
preparam-se activamente para eslabelecer os seus-|
direitos par tanto lempo deseodhecides.
Vollaire, Rousseau-, Diderot, DiAIembert, em irich aaseguraram
i palavra, os prlophos da eneyclopodia^i sula central.
repblica.
Abandonou a cadeira de S. Fedro e rejeilou a
alllan;a de Carlos Alberto, rei italiano, para es-
tender a mo Austria, que RadeUki repre-
sentara. '
O pootifice. to popularen 1841 e 1847, surdo
aos rogos da Italia, reservoa todas s bencaos
apostlicas para Hapabourg e seus ros emU-
A Lombardia espoliada, Veneza quasi em cin-
zas, debalda exclamara :
r Somos vossos fllhos. s?nto padre, leuda eora-
paixao de nos, eamaldicoae os nossos carrascos.
O vaticano nao encontra
vingar a Italia.
nm analheraa para
Po IX entra, afloal, em Roma por brechas
lumegantes caberlas pela arlilharia dosexercilos
francezes.
Pro-metiera reformas que nao qeer conceder ;
0 "rdeal Antoaelli, ofatigavel representante da
idea austriaca, domina nos conselhos-do succes-
sor de S. Pedro, protegido e guardado por un
guaroleo franceza.
Depois da gigante earnpanha da Crimea, reu-
ne-se em Paris um eongresso das grandes poleo-
cas da Europa. N'eata assembla de smph-
tryoes,convoca da pelo governo francez, estipula-
se que se cencederiara largas reformas Italia, a
principalmente aos excessivospremeltimentos.
A oppressodaAusfrwcada vez mais inaup<-
porlavel.
O leo italiano, ajainwdb por tanto lempo,
MM um rugido tremendo,
A Franca, caropeavjo de Dfcus-e-ia liberdad?
ouve o grito da angustia.
A Italia, em despeito da Amslria rdo goveroo-
pontificio, vae rrbertar-se.
X
O glorioso estandarte de 1789; a- bondeira de
Arcle,. Rivoli e Mareago brilha- de-novo as
assomadas dos Alpes como a eurola da-liberda-
os- Austracos-sao derrotsdos prtnreiroem
reinara na Branca regenerada;
O episcopado (ranee nao podie- fear estro-
oh ao morimento qe a philosopnia produ-
jira no reine-; muilos prelados mostrar as sua
sraipathiaspelas oovas-idas ;,a Irberdade torna-
se eontagios. A-Franca inteira sent-se sobre-
escilada pe febre divina que daii- -Europa as-
perennes douUinas da civilisacao maderaa.
Estamos ea>1789.
AinJa se nas> a presentara occasio mta propi-
cia ao papado-para recuperar a -grande iaflueoci
Ojueexercera nos tempes da primitiva egreja e
durante urna parte da edade-media. O Papa,
vigario de Cbrrslo, mbslroe-se sistemticamen-
te hostil, uo s reroVocao,- ras taabem s-
idas do emarmpago qae- se prodaziraa na Eu-
ropa.
Em 1881, o-primeiro ooasul restabeteceu pela.
concordata as cousas^quasi no mesmo pe em que
e.-.istiara depois di traosaoco eoeaUida enlre-
Praocisco I e Leao X O primeiro cnsul poda-
eote. sera pe figo, rounir os done-poderes reli-
xioso e politice,- nomeanda ura patriarcha, e li-
bertando para-sempre a- Franca daoservido ro-
Dina.
Preparou cora multe.- habilidad grande es-
furco a concordata, mas-tal negoctacao, passados
annos, nao livrou Napeleo L de odio do po:Ui-
ee e do sacro collegio.
A Restauraee, posto que fav-oravel s cor.gre-
gaces e acs-missiona.-ios, teve-qae lutar caalra
Roma, e o rei Carlos i, que nem era protestan-
te, nem philasopho, expulsou*o jesutas por ara
decreto
A realea. de julho viveu com a santa s na
maior iudifferenga ; Luiz Philippe era discpulo
de Voltawe e Rousseau,, e Gregorio XVI nao se
mostrou aauito escrupuloso- q/iando receaeu no
vaticano o czar Nicolao.I deu o sculo.da paz
no Papp.das nacoes-geladas,.carrasco da oalholi-
o viga-
e orgaoisa-se
ca Polonia.
Depois dos escndalos ia regencia de Maria.de A Austria ciog.cora cadsa de ferro a-desgra-
Mdicis appareceu.um homeraK um principo da: cada o animosa. Ib lia %. Veneza, Lombardia e
egreja, o cardeal de Richelieu, grande poltico, Toscana geraiara sob o jago do estrangeiro im-
ardento patriota^ pouco. escrupuloso no governo posto.pelo trataJo de Vieona. Os petaiotas sof-
e mui desconfiado do poder temporal dos Papas, friam. as torturas, com ncsignacSo lieroica : ti-
FOLnETIM n
UM4FAMILIATR46IC4
roR
CHARLES HUGO.
O famoso cardeal, quo ambicionara todas as. glo-
rias, toroa-se notavel pelos nobres inslinctos de
oaciooalidade que maaifesaou em apuradas, cir-
cunstancias. A honra e supremaca da. Franca
eram as suas priucipaes. preoecupages..
Assegura-se que nos ltimos annos a. vida de
Richelieu, este Cromwell de roupeta. verraelha
concebera o proposito de reunir os deus poderes
poltico e religioso. As suas divergencias com
Gregorio XV e Urbano VIII deram-lUe triste idea
da poltica pooliGcia. A morle do. cardeal ira-
pedio a realisscao deste projeclo, que naturalmoo-
te pouparia Franca a revogacao do edilo de
Nantes e as mais odiosas persegoi^es.
Os mais zeloso e arden tes catholicos sabia m
peritamente o que deviam. pensar da poltica
pontificia, antes fundanda nos principios de Ma-
chiavelo do que nos precoitos do evangelho. Mi-
guel Montaigne e Eslevo Ca Roetie inauguraran)
a philosophia moderna,.a liberdade do pensa-
mento.
Ao mesmo tempo, S^ Vicente do Paulo, o gran-
de apostlo da caridado christak realisa, por suas
nham f ao fufjiro. prximo O dia da liberdada
alvoretia nos carregaos horisontes la servido.
X
Chegruos-a lSi.6.
Pi IX soba ea throno pontiSeio. A Italia
sobresalta-se do alegra e julga que chegou o rao
ment envque o papado servir lalmente a causa
da liberdade, como nos prima-iros tempos do
chrisiiaoismo.
Se Po IX tivesse o genio de Gregorio. VII ou
Sixto V, te-lo-hiara seguramente visto, na mo
direita a crua. na esquerda a bandeira italiana,
collocar-se frente do movimento liberal- e inau-
gurar,, em nome de Chtelo, a regeneraco da
pennsula.
Nao eslava altura d'eata grande misso ; as
solemnes circunstancias, em que, para nos servir
da exprosso de um celebre publicista, a Italia
enfe-rmava de liberdadt. Pi 1\ uo. mostrou a
dedicaco dos martyres, nem a habidade do sim-
ples homem de estado.
Soberano espiriVual e temporal, o serpa dos
urvos di Deus te-ve medo da liberdade, quaado,
Magooa-e Palestra,-depois era Melegnar-.a, e por
lira ua grande e lervivel batalha de Solferino.
O imperador dos Hrancczes dissera,ni aeepro-
clamaco aos Lombardos :
A Italia-ser livre dos Alpes-ao Adrta*ieo .
rropnelicas palavras-que j poesaram ae -esta-
do de faeto coosumniado.
A entrevista de Vitla-franea e o tratad de
a- independencia da penin-
'i.
0al -o-procediment do papado em qaanto
a Italia, auxiliada peta generosa-a leal influen-
cia da FraBca, repelle e despedace um i uso asa-
erando Ir
Conservra-se raudo come une-sphingo, io-
sencivel oemo o mamore. A diplamacia franee-
za baldadaraeole Ihe-deu os meiseisudos e ree-
peitosos coelhos ..ten ouvidoa-o sympathias,
mas s para a Austria.
As Remanas sublevam-se e unem-se ao Pie-
monte rjue, pela sua dedicaco, era o centro da
unidad italiana. A', estas deuoastraces. Pi
XI, guiado pelas insptracoes da faeco austra-
ca, responde com bullas fulminante que nao rut-
minam aanguem.
Emftm, o vigario. de Christo que dizia seus
discpulo :
O vesso reino aed'este mondo
no d Ghristo recarre s armas, oi
urna espedico era-favor do poder temporal.
Osaague francea avnda corre n sia luta depto-
rael do Papa contra os votos-da Italia. Nao
pretendemos apreciar a cruzada, pontificia ; em
toda parte onde o tranceze succambe a patria
est da lulo.
Po IX,anda sa conserva protegido por urna
guarRicao franceza. O joven rei de aples vae
queimar em Gaet* o ltimos carUjcaos, e a Aus-
tria concentra a seas tropas- as margeos-do
Mincie.
O sacro collegio luta sobra um vlcao.
XI
Meoeionamos-SBCtintamente os Jeitos e actos
do papado desde- stimo seoulo al os noases
dias.
Devem os concluir.
Quando os papas se coaatiUairam priocipes
lemporaes, tornerara-se podras d escndalo para
todos os progje-ssos, para lodos o nobres iaapul-
sos.da razo humana.
as suas rolacoes 0014^ Franca mostraram-se
orgulhosos. ingratos e pertldos.
Felippe Augusto, S. Luiz, Felippe o bello,
Carlos Vil debalde lutaram.contra as ususpaces
de Roma.
A concordata de Francisco I foi vantajosa para
o papado fe mas, mistar-coufessa-lo, taesiian-
saeces nao sao honrasas para nenhum d*a cou-
Irataoles.
A declaraco de 1681a palavra de.Bssuel
ticaram irapotentes.
A concordata do-1801. aao aplacou os.raocorea-
da santa s..
Vemos, em nossos dias, que as condescenden-
cias, os sprvicos e a dedicaco do governo frao.-
cez, sao pagos seno.coai desagradacimento, pelo
menos com ingualicavel ndifiereoca.
Mais.:
Os nossos 5eg.imer.t0s protegen, o Papa e-o
nuncio em Pacis regressa sua corte por ordena
do governo pontificio.
A Italia quer ser independeotp. O pasado fa-
vorece a dominacao austraca, eiconamu-oga Vic-
tor Emmanuel, o rei-cavalleiro, o vote.icon-
demnago, Garibaldi e Cavour, ist a espada e o
consellio. da poainsula regenerada.
Enva heneaos sobre beacos ao jew.en, rei de
aples, desprezado pelo sen povo,
Descoflbeoe a sinceridade e lealda.de do gover-
oo fxancez.
PRIMEIRA PARTE.
O Filmo.
III
[Continuago.)
O capite estremeceu imperceptivelmeute.
Podis acaso dizer-me, senhor, continuou
Luiz XIV, onde se achava agora esse pretendido
bugueoote?
Ignoro, Sire, responden, o mancebo lornan-
do-se muito paludo.
Neste caso perdeslc-o de vista, assim como
a nossa polica'.'
Absolutamente, Sire.
Ura sunr fri corra em bagas pela fronte de ca-
pito.
Nao obstante, replicou o rei, disseram-me
que continuaves ler com elle relar.oes.
Engaoaram vossa magestade, murmurou o
mancebo.
Mas, vos vos correspondis um com o ou-
tro I disse Luiz XIV olhando para elle Cl-
menle.
Em oulro tempo, Sire, lornou Chrisliaoo,
fazendo um extorco sobre si mesmo ; perm era
s para negocios de ioteresse particular.
Vossas cartas para que podessem escapar a
nossa polica, e chegar ao seu destino, nao eram
naluralmeale enderezadas com o seu nome ver-
dad eiro
Elle havia mudado de oome.
Ainda bem ; vejo com prazer que ao menos
leve o pudor de oceultaressa abomioavel celebri-
dade de ama familia em oulro tempo Ilustre, e
que descenda aioda dos Nocheros, dos Chaioau-
Blanc, dos Rosssn e dos Castellano por parte de
sua mulher.... de sua mulher quem elle as-
sasinou I
Hoave urna pausa de alguna mioutos: o capi-
to pareca lutar com um sedimento interior :
queria fallar, mas, as palavras morriam-lhe antea
de chegar aos labios.
A'flnal disse, fazendo um violento esforco so-
bre si: *
"~ Sije, iuro-vosque elle innocente!
.a -x innocente para vos, senhor, porque
Zi n., "V^8 crer: m". P"a mim, assim
como para Dous. esse homem um assassino I
Se vossa magestade qolzesse ouvir-me....
Basla.Sr. conde de Cazilhar. I
{*} Vide Diario a. 42.
O capito emmudeceu: o rei lornou cota a sua
aspereza coslumada :
Creio que me podistes urna licenca?
Por alguns raezes, Sire ; e vossa magestade
se dignou cooceder-m's.
Alguns mezes, replicou o rei, muito. Es-
tamos actualmente entre duas guerras: o anno
passado reconquistamosSirasburgo Aliemanha,
e bem depressa, talvez, tenhamos de castigar os
Genovezes, que animom as desordens e latroci-
nios dos barbaros Argelinos. Ficao cerlo, por-
tanto, de que podereis ser chamado s nossas -
leiras de ura momento para outro, se o nosso
real aervico assim o exigir: previao-vos disto
am do que eslejaes prompto para qualquer even-
tualidade ; talvez mesmo que a niinha ordem nao
vos d mais que o tempo preciso para montar
carallo.
De qualquer forma que Mr, fique vossa ma-
gestade convencido de que eu a executarei
promptamente, respondeu o capito iuclinan-
do.-se.
Onde pretendis passar o lempo de licenca ?
perguntou Luiz XIV que, comoNapoleo.goslava
saber de ludo: em Paris ou em Versailles?
Em Languedoc, mou paiz natal. Cooduzo
minha mulher para urna das michas letras.
Qual delles?
O capito estremeceu de novo, como se esle in-
terrogatorio fosse um supplkio para elle.
Por ventura, lornou o rei sem esperar a
resposta do mancebo, ser para esse castillo ter-
rivel que, se me nao falha a memoria, foi o thea-
tro do crime ?
verdade. Sire.
E que ides ali fazer, senhor ?
Cumprir um piedoso deverorar sobro um
tmulo.
E justo, Sr. conde de Cazilhac, coocedo-vos
a minha permisso.
O capito, ou aotes o coode de Cazilhac sau-
dou profundamente o rei, e tornando attitude
immovel e respeitosa, que exigiam as funeces de
que se achava revestido oaquella ooile, allumiou
al as ultimas particularidades desse ceremooial
de Luiz XIV com urna impassibilidade tal, que
aenhum indicio no seu semblante dava conhe-
cer a profunda commoco do que se achava pos-
suido. S madama de Monlespan, cada vez mais
inleressada polo que via, notou que o castiga!,
vacillava oa mo trmula do capito, e desde en-
to formou a resolucao firme de obter do rei as
explicacoes que nao lhe soubera dar o marechal
de Lorges.
Quaado Luiz XIV come^ou despir-se, um pa-
gem veio tomar o castical com a vela das mos
do coode de Cazilhac, e este no meio dos olhares
curiosos e admirados da assembla, voltou ao seu
lugar para junto de sua mulher, que mais que to-
dos so achava sorpresa e maravilhada.
O que que vos acconteceu? perguntou
ella.
e nao ao
est dor-
quem- teta nao
marqueza! Vejamoso
Cousas bem felizes, Alina ; sois condeca de
Cazilhac.
Para mim, isto iodiftereote ; disse ella se-
guindo a mullida que ae retirara a voz de m
porteiro que bradava : Podis hir, senhores!
> inte minutos depois, quando todos julgavam
o rei deitado e j adormecido, quando as salas
do palacio comecavam ficar desertas, e as car-
ruagens vinham successivaraente at junto da es-
cada de honra, afim de receberem ahi os Ilus-
tres visitantes de sui magestade, acbava-se urna
mesa posta e serv la sem mais etiquetas n'um
aposento ludo ornado de grandes espelhos, con-
tiguo & essa cmara pomposa onde atabava de
ler lugar a grande ceremonia; e sentados essa
mesa collocada ao p de urna janella, de onde se
avistara o pateo demarmoredo palacio, eslavam
o rei Luiz XIV, e a sua amante a marqueza de
Montespan, a qual, levando aos labios um calix
de lacrima-chrisli, dizia com a sua voz rociga e
saave, e ao mesmo lempo altiva:
A' proposito, Sire.
Nao me tratis assim; este Sire vem muito
fra de proposito 1 Chamae-mej-uiz.
Mas eu quero dirigir-me ao rei
amante....
Pois o rei nao vos pd ouvir;
miado.
Neste caso, o amante
assim ?
Sois encantadora,
que queris?
Que mancebo aquello quem (uestes hoje
a honra de entregar o castical ?
Urna nuvem passou por sobre o semblante ri-
sonho de Luiz XIV.
Queris deveras saber, marqueza? pergun-
tou elle.
Sim, quero, e j.
Sois muito curiosa!
Ilorrivelmcnte curiosa, bem verdade. E
vos queris satisfazer-me ?
Nao.
Tomae sentido: d'aqui pouco, talvez seja
eu quem vos diganao. ''
Que vos importa isso marqueza ? Pois nem
ao meaos respeilareis um segredo que me nao
pertence?
Enlao um segredo muito grande ?
Muito grande, respondeu gravemente o rei;
porque oelle vae a honra de um dos melhores
officiaes.
E nunca o dissesles nioguom ?
A' nioguem.
Nem mesmo ao vosso confessor ?
O meu confessor uo um homem como
qualquer outro, observou o rei sempre muito de-
voto, ainda mesmo quaado estava no Olympo.
Ah nem de tal me lembrava I disse a Mon-
tespan com um soriiso to malicioso que o rei
nao pode mais resistir.
E se eu ros disser tudo, promelteis guardar
segredo ?
Chiton I replicou a marqueza pondo nm de-
do sobre os labios com ura gesto adoravelmeote
serio.
Nada diris quem quer que seja?
Nao confio os meus segredos de oioguem
seno de vos, Sire ; bem o sabis.
Nao parece taoto mais assim I ainda ha
pouco cochichaveia com muito empenho ao ou-
vido do mjechal de Lorges, disse o rei fingiodo-
so enfadado.
Queris saber de ama cousa ? replicou lo-
go marqueza ; oo gosto muito que roe andera
espraflaao.
Recebe- pilarro de orden da Vienni e nao
de Pars.
Apezar do,JO dizem oa orgios clericaei. que
nteclpsdamente derramara torrentes de lagrimas
obre o sepulcro do podr temporil, este poder
bastardo e enygmatico ora toomalia no centro
da Europa regenerada pelas doutrinas de 178 e
pela salular influencia da Idea franceza.
Nenhum governo pode existir de accordo com
o papado. Cromos ler demonslrado pela histo-
ria que hi e harer sempre iaeompalibilidade
entro o poder poltico e a autortdade religiosa :
Entre os soberanos e papas.
-? 'JV*0 poerf"B faier Felippe Auguito, S.
Ltti, Felippe bello, Carlos Vil. Lwz XI, Luiz
-XII, Fraocisco I, Henrique IV, o cardeal Riche-
lieu, Luiz XIV e Boisuel, Napoleao I aarestau-
racao. s#r iinpoasivel conseguir-so.
E" poi, necessario- que o poder civil a torne
odependente da aofondede papal.
A organisaco romeos poda ser mui otil na
edade-media, bem come os naosteiros e conven-
tos ; mas I muito tempo noe perderam a su
razo de ser.
Alm disso^a Franga que* vrn nascer S. Ber*
nerJo, Gersorrr S. Vicente de Paulo, Bossuet e
wtros horneas histros, pelas-suw obras religio-
sr nao precisa- receber instrucgde de Roma ; a1
fe no deve ser monopolio, mas-resplandecer em
tode-o globo com o sol.
XII
Vichjwia de Inglaterra rajaba-e papisa.
O rer da Prussia rei e papa.-
Os soberanos protestantes d con fe Vn^ o ger-
mnica exercem ao mesmo tempe-or poderes po-
litico e religioso.
Na Suetia, oa Diasnwrea e Noroeg* as reis
sao papas.
Alexandre-II, imperador da Roisra-.-Szar e
ontiflce.
Olhon d Rviers rei e papa em AXhenaK
O sulto doTurcos imperador e-papa.
E devemos-aecresceotap que, em quasi lodos
aquelles estado, e na Gra-Brctnha e Prussia
principalmente-, a reunio de dous poderes tem
auxiliado o desenvelvimente dos iostinctos na-
cionaes e de liberdade.
Pventra nao goza a Inglaterra das itnmuni-
dades constituciOBaes ?
Ne-caminha-a-Pnissia fente-do liBeTarismo
allemo ?
O n>e ~bom o-til para un; ser bom e til
para a-Franca, Ierra fecunda para tudas as-idas-
grandes e generosa.
Em nome do paiz- e da vontade nacional'-.
Em nome da reiigiao compronwtrida pofatn-
bicoes rjue nao tem- razio de ser-,
Em nome do progresso humanitario inaugura-
do era 789 -
Em nome da toleran-a e do livre arbitrio- as-
duas grandes lets doe-tempos modernos ;
Em D-oroe da coaftan^a e da par-:
Que o-enefe do estad rena, emfim, em uo
s e raesato sceptro o. poder politico, e a admi-
nistraco do culto.
Que o governo pelrtrc teoha nicamente dous-
centros distiactos:
Paris;.
Roma-;.
Isto ; .o dous centro da civilisacie e do obs-
curantismo;
Que o clero franc, que rene a seiencia o
-moralidade necessaria-pra dirigir oculto, na
receba as-iaspiraces doestraogeiro,.mas da sua
conscientia e patriotismo.
O primeiro dever do ecclesiastieo ser cida-
do, e servir estado qoe lhe relribee ; Roma-*
urna patria facticia.
Chegoue momento-de o declarar Franca.
Xtlli
Sabemos que marchamos era terrario escabro-
so. O nosso. pensimeoto simple e lealment
manifestad, vae levantar urna tempestado de
maldices e imprecacoes.
Mas necessario que-alguem ten ha a coroger
e franqueza de dizer a.verdado.
As intermioaveis diaeusses da qvesto roma-
na ien> causado universal fadiga : diremos- at
desgosto.
A opinio publica acha-se suspensa em urna
vereda tenebrosa, i- qual nao so eoconlre-sa-
hida.
Demonsthenes dizia aos Atbenieoaes-:
Todas as manhas na praca publica.pargun-
taes-: Morreu Felippe? Que vos-imposta, se,
pela vossa negligencia, creaos outro Felippe??
Tambem dlreraos-ao governo sabido d 178 o
do .sufTragio universal;.diremos .todos oa-Knaa-
cezes :
& Todos os das perguntaes se o Panes fice em
Roma, ou se se determioa deixar a sua capi-
tal. Se Pi IX, eraflm desembarazado da.iouen-
cia do cardeal Autonelli, cooceder as-reformas
tanta vez promettidas, reconciKar-sa-ha.ooaa Vc-
tor Emmanuel, abeucoar a balia indepandeote
a recoohecer os.facios consuramados?- Que vos
importa, se est, demonslrado que os papaa nao ti-
zeram, al hoje, nenhuma concessao ao progres-
so europeo, e refugiaram-se as trovas e abusos
da edade-media ?
O papado, tal como so acha estabelecldo ha
nove seculos, tica incorrigirel e ioexpugnavel
na phanlastica cidade da sua infa.!A\kiliiad.
A' qualquer progresso ou melheramenWa, elle
responde invariavelmeoie:
Non pessumus OU non volamus.
Nao podemos ou no,queremos.
Nao saiamos do nosso assumpto ;
Limtemo-nos & esclaxecer a situaclo d* go-
verno francez :
(Conttnaor-se-Aa.)
9!
Poi se vos sois o meu thesooro...
Cuidado! A's veaea os tbesouros so perdem
por culpa dos avarentos.
Mas sobre o que fallaveis vos com o ma-
rechal ?
Fallara justamente sobre o nosso official,
que ellle me disse chamar-se o capito Chris-
tiano...
- E agora chama-se coode de Cazilhac, acu-
di o rei.
Desde quaodo ?
Desde esta noito.
E hontera como se chamara?
Decididamente queris saber?
E nao me neguis, disse glantemente a Mon-
tespan repetindo a sua ameaca : seool ...
A'esle tempo no pateo do palacio, que flcra
deserto e sileocioso depois de se haverem retira-
do as equipagens, ouvio-se ainda a vos do por-
teiro, encarregado de chamar pelos trens dos fl-
dalgos, bradar no meiodo silencio da noite:
A carroagem do Sr. coode de Cazilhac I
E logo a curiosa marqueza sem esperar pela
resposta do rei debrucou-se vivamente sobres
janella, e vio destacar-se do lugar mais oceulto
do pateo, e adiantar-se para o elegante par que
oaquella noite tanto a Qzera scismar, urna carroa-
gem de aspecto sombro, a ultima que ainda ali
so achava ; e um lacaio vestido de preto baixou
o estribo de ferro diante do capito Chrisiiano.
Cida vez mais admirada, madama de Montes-
pan virou-se para o rei.
Mas emfim, Sire, quem aquelle homem?
perguntou ella.
Vou dizer-vo-lo, respondeu o rei, ao passo
que a favorita, nervosa como era, prostava o ou-
vido eslremecendo um vago ruido que faziam
as rodas do carro, e que foi pouco pouco dimi-
ouindo at sumir-se ao vasto pavimento de Ver-
sailles.
O rei ia filiar, mas suspeodeu-se : pareca he-
sitar.
Entao, Sire? perguntou a marqueza com
impaciencia. *
Enlao! responden o rei; escutae-me :
c Passam-se alguraas vezes, sobo tecto das ca-
sas illustres, arenturas extraordinarias, capazes
de anniquilarem para sempre urna raga inteira.
Entro as diveisas influencias e impresses que o
amor exerce sobre o mundo, algumas ha na rea-
lidade que nao sei seas devemos detestar ou ad-
mirar. A' par desses amores que sao o bem ea
felicidade dos mortaes, quem a sorte permittiu
urna bella e encantadora companheira, que sem
remorsos pode partilhar de lodos os seus pensa-
raentos, outros amores exislem verdaderamente
sbomioaveis e desnaturados. Vos nao imaginaos,
marqueza, que monstro esse cupido, o qual
Moliere aioda hootem uos mostrou na sua co-
media de Psych, vos que neste momento vos
abrigaes sob a aza dourada desse lindo menino.
Pois bem I Estes amores funestos, de que ros
fallo, ha ocessies em que nao representam ho-
mens solados, ms familias inteiros, que elles
se condemnam: trezem aps si catastrophes es-
pantosas e lamentaveis, que levam a dr e o luto
4 toda urna familia, roubam-lhe nobreza a a
honra, perpetan) at a ultima geraco a vergo-
obt de un nome en outro tempo ujustre, e fa.-
zem muitas vezes um. aventuieieo de um nobre
cavalleiro. Tal historia do capito Chrisiiano,
e essa historia vou contar-vo.-ta.
O prembulo prometi, disse a marqueza de
Montespan urna pequea pausa que foz o rei.
Nao ha muitos annos, proseguio Luiz XIV,
Mignard, esse hbil artista, quera dstes a hon-
ra de retralar-vos, pedio-me para que lheeu
permilisso trazer ao Louvre um retrato, que elle
Qzera, e sobre que dasejava humildemente ouvir
o meu parecer. Apenas vi esse retrato reconhe
cii para logo ser de urna senhora cuja belleza ti-
nha em 1649 produzido grande sensacao na cor-
le, e a mim houvero por tal maneira encantado
que em signal de minha estima dansei com ella
dous miuuetes na mesma noite desuaapresen-
lacao.
A marqueza interrompeu o rei oom um movi-
mento ao mesmo tempo sarcaslico e seductor :
Dous minuetes I Lerabro-me de que a pri-
meiro vez que roe vistes danssste comigo tres.
E' vrodado, respondeu o rei; mas o teroei-
ro anda dura.
IV
Um caso trgico,
Luiz XIV proseguio:
Eu quiz comprar o retrato, mas Mignard o
havia feilo por eocommeoda: estava destinado
para o marido da damaura mancebo que se di-
zia loucameale apaixonado por ella : todava eo-
carei por bastante tempo essa pintura querendo
ao meaos conserrar a memoria de urna imagem
to perfeita. E com effeito, marqueza, imaginae
urna alvura as3entando to bem cora a vivacida-
de do sangue que nunca combinaco mais com-
pleta toroou urna face to lentamente animada ;
imaginae unsollios negros cujo brilho podia-se
apenas supportar, urna bocea capaz de fazer con-
fessar al aos mais difficeis de contentar de nao
torera nunca visto cousa egual em perfeigao, um
nariz o mais bem acabado do mundo, um rosto
oval e o mais bem disposto possivel, um garbo
todo ebeio de docura e de graca, um talhe esbel-
to e delicado, finalmente urna tez mais lisa ainda
do que a superficie destes espelhos, salvo, bem
entendido, quando vos vos miraes nelles.
Era tempo I interrompeu a Monlespan ta-
tisfei'.a com esse galaoteio que o rei lhe dirigir
concluindo o seu retrato. Estava j ponto de
tornar-me com ciumes da vossa dama e dos dous
minuetes que com ella dansastes.
Nao vos apresseis A iovejar-lhe a sorte, con-
tinuou o rei. Algum lempo antes do seu casa-
mento lhe fra progooslicado por esse senhor
Exili, que se acha presentemente na Bastilha,
que ella viria morrer de morle violenta, e por
mo de um parete mui prximo. Ora, 5 de
juoho de 1667 essa mesma senhora, que era to
bella como vos sois, oque como vos era tambem
marqueza, jrzia com effeito no seu leito de mor-
le. A bocea, que pela sua pequenez e colorido
teria servido de modelo todas essas, caja bel-
leza lao decantada, se achava lvida com os la-
bios contrahidos ; o pesclo, que nada havia que
lhe podsse ser comparado, estava turto e todo
coberto de manchas; o clo transparente e dii-
phano apresenlava urna chagacercada de barbu-
llas negras que se assemelharam 4 salpicos de
chumbo derretido a mao, qne u mesmas gr.
;as.teriam intejado, penda sanguinolenta etzas-
passada da borda do leito. Finalmente ella ex-
pira va depois. da deaoilo dias de agonas e soffri-
meotos, sem ber lid um s momento de repouso,
que nao lb/o permittiam as dores atrozes causa-
das por cinco, estocadas, que linha recebido so-
bre os rins, urna das quaes to profunda que o
ferro partir Qcanao cravado no osso, e sendo
preciso para arranca-lo apoiarem com forca o
joelho sobro essas espaduas de alabastro, que
quinze annos aotes eu vira to brilhanles de mo-
destos attraetivos. A pobre moca tinha sido apu-
nhalada e enveuensda ao mesmo tempo I
Neste ponto madama de Montespan interrom-
peu Luiz XIV com urna exclamacio de espanto
como se houvera as tuas recoidacoes descocer-
lo a sem el nanga de um oom celebro com o re-
trato e a morte da mulher que o rei acabava de
por em acea : porm, ou porque temesse enga-
nar-se na sua supposigao um pouco prematura,
a qual alm disto em nada parecia locar ao capi-
to Chrisiiano, ou porque quizesse esperar da
uarragao dos factos algum esclarecimento por
onde podesse descobrir qualquer ligaco entre o
mancebo e essa historia, convidou com um gos-to
o rei proseguir.
De sua parte Luiz XIV havia parado, e parecia
hesitar ainda, como se de novo vacillasse entre
a promessa de tudo dizer i sua amante e o es-
crpulo de conscieocia, que lhe fazia ser to pe-
nosa a revelago, que esperava ouvir madama de
Montespan,
Na verdade, senhora, disse elle, nao exijaes
que eu prosiga. Juro-vos que, se continuar,
iris ter esta noite sonhos bem deaagradaveis.
Nao importa 1 exijo que continuis : nao
me assombrara os sonhos mus ; se eu os po-
derse ter sempre boos e sgradaveis, nao consen-
tira que nioguem me disperfasse, e rae recolho-
ria com o sol, o que nao seria mullo conveniente
nem para mim, nem para vos
O rei estava bastante ouidadoso para quo po-
desse apreciar essa lisonja ; todava sorriu me-
lanclicamente.
Se hesito em proseguir, disse elle ainda
urna vez, porque nessa aventura, cajas princi-
pies personageus espero todava que nao pode-
reis reconhecer, se acha envolvido o segredo. de
um mancebo, quem muito eslimo.
Do capito Chrisiiano?
Sim, delle mesmo : e se quando eu con-
cluir a minha historia, vos nao liverdes ainda
aderinhado quem o capilao, prametto-vos que
nada mais adiantarei.
Dizel-me somente o noi
sorte infeliz me ides cootar,
Daos, era o sea uame,
E' um nome de baptisrao qae nada d co-
nhecer,
> Bem o sei.
Est bom, contiuuae qae 6a vos presto
toda a attenco.
(Confinj*ar-ie-no.)
mflr? lYP. dm. r. de. fajua. -mu
le da mulher, cuja
a


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