Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09235


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Full Text
AIIO IIITII 1D1I10 33
Por Iresmezes ada Btads 5$000
Por tres mezes vencidos 6$000
PERN
ENCARREGAD03 DA SUBSCMPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Aleaodrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Arnca-
ty, o Sr. A, de Leraos Braga; Cetra o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Maooel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS COHKfcia.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Anio, Dezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as lercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Forraoso, na.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Naial quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaj
SABBADO 9 DE FEIERMO DI lili
Per ano adiai tatU 19 $00 0
Perle franco para o snbseripUr.
MBUCO
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manhaa.
9 Loa nova as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAIt DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
PARTE OFFICiAl.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Andr Oorsino b. c; S. Gilberto.
5 Tergs. S. gueda t. m.; S. Pedro Baptista.
6 Quarta. As Chagas de Christo; S. Dorotha.
7 Quinta. S. Romualdo ab.; S. Ricardo re.
8 Sexta. S. Joo da Matta fundador; S.Corinthia
9 Sabbado. S. Appolonia v. m.; S. Nicpphoro m.
0 Domingo da quinquagesima. S. Escolstica t.
AUDIENCIAS UOS TRIBUNaE DA CAPITAL?
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relami: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda.: lergas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeira vara do civel: tercas e sextis ao meio
Segunda rara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
Ministerio do imperio,
3.a sec;ao.R\o de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 31 de dezembrodel860.
Illm. e Exm. Sr.O governo imperial approva
as decisoes de V. Exc. dou s consultas que Ihe
fez o juiz de paz mais volado da parochia do Pat,
a saber:
1.a Que os votantes mudado; da parochia onde
esto qualidcado?, devera ser admittiios a votir
nella, por isso que o *at. 5 da tei n. 387 de ID de
ag>slo de 1816 e a 2a do art. 1 do decreto n.
1,812 de 23 de ago to de 1856 someoto tratm daa
mudanga d#s elcilores esuppleutes.
2.a Que eleitorese supplentw mudados da pa-
rochia por ond foram eleitos, nao polem ioter-
vir na orgamsago da mesa clcitoral nem fazei
partj della, co-i forme dispa o dito decreto e es-
tl declarado cm varias decisoes do enverno im-
perial.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reir Filho Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios do
imperio, era 31 de dezerabro de 1860.Illm. e
nxra. Sr. Foi presente ao governo imperia o
offlcio do V. Exc. n. 163 de 5 do corren ti mez, e
as copias das orJens que expedio ao juiz de paz
mais votado da parochia dessi capitil e acamara
municipal da mesma.
Em resposta declaro a V. Exc.:
1. Quo bera dcilJio V. Exc. que d to juiz de
paz projed-ra regularmente, f.zondo a convoca-
cao dos votmles e eleilores para a eleigio que t*-
yc: principio hootem e de q.ie Irati o art. 41 da
lein.387 de 19 ag03to da 1816, independenti-
mente de ordem da cmara municipal, (por ser
esse seu procedimeoto conforme ao art. 6 das ins-
trueges annexas ao aviso n. 168 de 28 de j.inho
de 1819. mulhndo a dita cmara por falta do
cumprimenlo daquelle dever, na forma proscrip-
ta no art. 125 1, n 3, da referida lei.
2. Que tiinoern com acert decidi V. Exc. que
o referido juiz do paz tioha renunciado o cargo
do juiz de paz pela aceitado e ex-roicio do em-
prego de escripturario dTalfandega, e portanto
nao poJia elle presidir a eleico, pois que assim
esta decidido nos avisos que V. Ex:, citt, n. 32.
de 5_de mi roo de 1817, de 26 de abril de 1819
j 2, 5 da junho do corrent-i anno, e oulro.
Dos guardo a V. Ex>\Joo de Almeida Pe-
reir Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
3.a secgao.Rio de Janeiro. Ministoiio dos
negocios do imperio. ein31 de dezerabro de 1860
Illm. oExm. Sr.Koi presante ao governo im-
perial o oficio de V. Ex:, n. 29J de 18 do corren-
te mez, relativo represent.go que Ihe dirigi o
cida lao Joa juim Jos Aires Guimares, para que
fosse intimado o bacharel Manoel da Silva Reg
para optir entre o cargo de procurador fiscal d
hesourina de fazenda provincial, que exerco, eo
de vereador da cmara municipal dessa capitil
para que for eleito.
Em resposti declaro a V. Exc. qin mejeceu a
approvagao do mesmo governo asolugaoque V.
txc. deu dit representicao, de nao haver in-
compatibilidide na aecuraulagao daiuelles dous
cargos, por nao existir lei ou deciso do gover-
no que a determina, nem razo que a funda-
mente.
Accresce as razoes que V. Exc. expe, a deci-
so do aviso de 20 de junho de 1831, que declara
tratando dos cargos de juiz do paz e de procura-
dor fiscal interino, que nao ha incompatibilidade
alguraa era que elles sejam exercidos conjunta-
mente.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente de Sergipe.
3.a secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 3 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exra. Sr Foi presente a S. M. o impe-
rador o offlcio de 13 de setembro do anno prxi-
mo fiado, em que o juiz municipal da cidade de
Marianna consulta se os libertos podem ser verea-
dores.
E o mesmo augusto senhor, tendo-e confor-
mado por sua immediata resolucao de 22 dede-
zembro ultimo com o parecer da secgo dos ne-
gocios do imperio do conselho de estado, exara-
do era consulti de 2 de novembro, ha par beni
mandrr declarar o seguinlo :
Que pudendo ser vereadores todos os que po-
dara votar as assemblas p/rochiaes, segundo
determina o art. 9? da lei regularmernlar das
cloiges, e podenJo os libertos votar em taes as-
somblas, na forma dos arts. 91 e 92 da consti-
tuicao poltica do imperio, ioquostionavel que
elles podem ser vereadores, urna vez que tenham
a outra coodigo dosdous annos de domicilio den
tro do termo.
O que camraunico a V. Exc. para o fazer cons-
tir ao mencionado juiz.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reir Filho.St. presideate da provincia de Mi-
nas-Geraes.
3.a secgo. Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 5 de janeirode 1861.
lllm.e Eira. Sr.Foi ouvida a secso do3 nego-
cios do imperio do conseibo de estado sobre o of-
flcio de V. Exc. n. 243 de 10 de novembro do an-
no passado; e S. M. t> imperador, cooformindo-
60 por sua immediata resolugo desta data com o
parecer da dita secgo exarado em consulta de 24
de dezembro ultimo, houve por bem approvar a
deliberacao que V. Exc. tomou, de annullar a
leico de marcadores e juizes de paz da paro-
chia do Calle, pelas seguales irregularidades
que nella sederam, e se achara exuberantemente
provadas:
1.a A rejelgo das listas de grande numero de
Totantes sem motivo justificado; 2." o vicio e
alsiQcago do livro da qualificago dos votantes,
por onde se fez a chamada.
Dos guardo a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho. -Sr. presidente da provincia da Pa-
rahiba.
3. secgao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios de imperio, em 5 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.S. M. o imperador, confor-
mando-se por sua immediata resolucao desta da-
ta com o parecer da secgo dos negocios do im-
perio do conselho de estado, exarado em consulta
de 1 do dezembro ultimo, houvo per bem ap-
provar a deliberacao que V. Exc. tomou, ede que
d conta em offlcio n. 168 He 27 de outubro do
anno passado, de ordenar que nao votassem na
prxima eleico de um senador, nem exercessem
acto algum eleltoral, oraquanto nao forera ap-
provados pelo senado os eleitores especiaos no-
meados para as parochias da Monco, S. Bento
dos Peres, e S. Sebastiao da Vargem Grande,
em substituigao dos que foram annullados pela
mesma cateara.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reir Filho.St. presideolo da provincia do Ma-
ranhao.
3.* seccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 6 de Janeiro de 1861.
Teuho presente o offlcio de hontero, era que Ymcs.
me communicaram que, tendo comparecido na
matriz dessa parochia, aa de concluirem os Ira-
balhos cleitoraes, nao o puderam fazer, porque
at ao meio da nao compareceu o juiz de paz
presidente da mesa parochial, nem algum dos
seus aupplentes ; e era resposta declaro-lhes que
nesla data o governo imperial eslranha ao refe-
rido juiz o seu procedimento, eque, se continuar
a sua falta, dovem Vmcs. olflciar ae immediati)
em votos, e sob presidencia deste concluir o
processo eleitoral. Se tidos os juizes do paz do
districto da matriz se acharem impedidos, Vmcs.
oaiciaro ao do districto raais vi/inho, como pres-
creve o art. 4 das instrueces annexas ao aviso n.
168 do 28 de junho de 1819
Dos guarde a Vmcs.Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. secretuio interino e escrutado*
res da mesma parochia de S>. Christovo.
Ministerio da guerra.
Instrueces para o servigo da lerceira directora
geral do ministerio da guerra em conformida-
de do rt. 112 do titulo 6o capitulo nico do
regularaenlo que acompanhou o decreto n.
2.677 de 27 de outubro de 1860.
Art. 1. Para que so tornera effectivas as dis-
posicoesdo Io do art. 66 do regulamento de 27
de outubro de 1860, devera todos os corpos, re-
partieres e estabelecimentos militaros do qual-
querdoaominac-o, que recebara fardamento do
Estado para ser destrlbuido ou t-lo em arreca-
daco. envijr ao ministro da guerra mappas da
entrada e sahida, ou da carga e descarga deste
genero, as pocas desigoadas na tabella annexa
as presentes instrueces.
Art. 2. Na confeceo dos mapp-is annuaes, re-
lalivamenteao ajuste de contas de fardamento,
derem ser observados pelos corpos do exercito os
modelos tambera annexos:
1. Relaccs nominaes por corapanhias, onde
sero inscriptas todas as pravas do prel das mes-
mas, com declaraQo do fardamento vencido por'
ellas em todo o anno prximamente Ando;
acompanhando, as mesraas pocas, urna relaco
das prajas que deixaram de receber as pejas de
farlamento que lhes eram devidas porj nao
existirem nos inesmos corpos na occasio do re-
cebimento de seus podidos, por terem fallecido,
desertado, oblido biixa do servico, passagem pa-
ra outros ou reforma, para que taes pegas sejara
levadas em conla nos futuros vencimentos, con-
tando-se com ellas na arrecadaco dos meamos
corpos
2." Um mappa conla-corrente de cada compa-
nhia, conteudo o fardamento voocido pelas suas
pracas em o anno finio ; o fardamento rocebido
durante o mesmo anno, e o que se Oca devendo
companhia no fin delle.
3. Um mappa do fardamenlo distribuido s
comnaAhias em todo o anno lindo.
4." Um mappa coola-corrente do fardamento
do corpo at o ultimo do anno prximo Rodo.
5. Urna relaco das pracas escusas dosarvicp
durante o anno, que inderauisaram a fazenda pu-
blica da importancia das pocas de fardamento a
vencer, como dispOe a imperial resolucao de 30
de abril de 1860.
Art. 3." Os corpos de urna s companhia ficam
exonerados da remessa do mappa.
Art. 4." Os arsenaes de guerra, depsitos e
raais estabelecimentos militares, e bom assim 03
corpos do exercito enviaro igualmente ao minis-
tro da guerra, as pocas tambera marcadas na
dita tabella, mappas da entrada e sahida, ou da
carga e descarga de todo o armamento e maisob-
jectosconcernentes ao material do exercito.
Art. 5. Quando os corpos, chogada a poca do
venciraeoto, tenham de fazer pedidos de arma-
mento ou qualquer outro objocto pertencente ao
material do exercito, ou quando estragados no
servigo so reconhecerera inserviveis para que so-
jara substituidos, devero remetter ao ministro
da guerra o competente pedido sempre acompa-
nhado do respectivo termo de julgamento e con-
sumo, como dispe o aviso circular de 10 de
agosto de 1853.
Art. 6.* Os pedidos das fortalezas e outros es-
tabelecimentos desta ordem devero ser igual-
mente dirigidos ao ministro da guerra com as
formalidades do aviso circular citado no artigo
antecedente quanto ao armamento, e qualquer
oulro objecto do material do exercito que se re-
conhecer inulilisado.
Art. 7. Concluido o lempo de durago dos
utensilios, podero os corpos e qualquer estabe-
lecimento militar quo a elles tenha direito, re-
metter ao ministro da guerra o respectivo pedi-
do, guardando as disposigoes do citado aviso cir-
cular.
Art. 8. Os hospitaes e enfermaras militares
rcmellero igualmente ao ministro da guerra, as
pocas marcadas na tablla, e dos medicamentos
apparelhos e instrumentos precisos, observando
a respoito desles o ja citado aviso circular; e
bem assim os mappas de que trata a mesma ta-
bella.
Art. 9." Para dar principio execugo destas
instrueces devero os estabelecimentos milita-
res de qualquer denominago proceder j a um
invonlario dos utensilios quo possuem, e remel-
l-lo com a mxima urgencia ao ministro da
guerra.
Art. 10. Do 6 em 6 mezes.isto no primeiro dia
dos mezes de Janeiro e julho, como se declara na
tabella annexa, remeltero os arsenaes, depsi-
tos de guerra, fabricas e ofleinas de qualquer na-
tureza, ao ministro da guerra, o calculo da mate-
ria prima necessaria para o custeio das respecti-
vas manufacturas no semestre seguinle.
Art. 11. As fabricas de plvora, laboratorios
pyrotechnicos e quaeaquer outros do tal nalure-
za, remetlero do mesmo modo, e no mesmo
prazo, o orgamento dos arligos necessarios aoseu
fabrico.
- rt" *** No dia dos mozos de Janeiro, abril,
julho e outubro, as fabricas e laboratorios, ar-
senaes, depsitos de guerra, fortalezas e qualquer
armazem de arrecadage impreterivelmente re-
metlero ao ministro da guerra, haja ou nao mo-
vimento, um mappa do estado da plvora no tri-
mestre, como determinaran! as instrueges de 3
de agosto de 184*4, e o aviso de 12 de outubro de
1858, publicado em ordem do dia do extincto
quartel-general do exercito n. 91 de 18 do mes-
mo mez e anno. *
Art. 13. Na confecgo dos mappas exigidos pe-
los arts. Io, 4. e 12 das presentes instrueges,
deve-se ler muito em vista a observacio exarada
na tabella annexa.
Art. 14. Os commandanles de armas, e. as
provincias onde os nao haja, os ajudaolea d'or-
dens dos presidentes, velaro na ponlualidade das
remessas exigidas na tabella ; sendo por ellas res-
ponsiveis, como aqui se determina e no artigo
quarto das instrueges de 20 de novembro ul-
timo.
Art. 15. As informagoes que sobre qnalquer/j
assumpto relativo ao material do exercito forem
requisttadas pelo quartel-meslre-general sero
prestadas directamente, como dispe o aviso cir-
cular de 13 de novembro ultimo.
Art. 16. Todos os arsenaes das provincias e
depsitos de artigos bellicos dario parle mensal-
meute ao ministro da guerra dos fornecimeotos
que houverem feito por ordem das respectivas
presidencias.
Arl. 17. Nos archivos dos corpos, fortificagoes,
arsenaes de guerra, depsitos de artigos bellicos,
hospitaes e estabelecimentos militares uaro do-
cumentos iguaes aos que se remetterem so mi-
nistro da guerrs, nao s para que sejam exigidos
naa inspeesei, ou flscalisarjo opporiunamenle,
ENCaRREGADOS DA SUBSCRIPf.A DO SU^*
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das; Babia
Sr. Jos llsrllns Alves; Rio de Janeiro, o Srl
Joo I'ereira Martios.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do mamo Manoel Figueiroa da
Paria, na sus livraria prsga da Independencia ns.
6e8.
mas tambera para que srjara responsaveis as au-
toridades que os tiverem assignado, quando para
isso haja motivo.
Arl. 18. O quartel-meslre-general, preceden-
do autori8ago do governo, inspeccionar ou far
inspeccionar por empregados da tfreeira direc-
tora os arsenaes de guerra, fabricas, depsitos,
armazens, laboratorios, hospitaes e qualquer es-
tabelecimcotoonde'exisla material do cxe>cit:
e bem assim as fortalezas o corpos de guarnigq,
na parte que diz respeito ao seu encargo.
Palacio do Rio de Janeiro, em 12 de Janeiro
de 1861.Sebasiio do Reg Barros.
Governo da provincia.
Expediente do dia 5 de fevereiro de 1861.
OfRcio ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Pela leitura do offlcio de V. Exc. de 4 do
corrente, Qquei inteirado de ter V. Exc. manda-
do retirar para esta provincia o capito Manoel
Luciano da Cmara Guaran, cojos servigosj nao
erara nceessanosnessa provincia.Commuoicou-
se ao coronel commandantedas armas.
Dito ao coronel commaudante das armas.Ao
offloio que V. S. me dirigi era o Io do corrente,
sob n. 152, respondo declarando que nao podo
ter lugar a autorisago solicitada pelo director do
hospital mililir para admitlir escravos como ser-
ventes daquelle estabelecimenlo.
Dito ao provedor da Santa Casa de Misericor-
dia.A vista do que V. S. expoz era seu offlcio
datado de 5 do corrente o autoriso a mandar fa-
zer cora a maior economa e urgencia os reparos
que forera necossarios ao hospital da Misericordia
era Olinda, afim de serem mandados para all os
alienados, remettendo-me V. S. a conta da res-
pectiva despeza para ser salisfeila pela thesoura-
ria provincial.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Man-
de V. S. aprescnlar ao conselho administrativo
do patrimonio dos orphos urna africana lvre em
subslituigo da de ame Manoela, que doveser
retirada doservigo do coliegio dasorphas.
Dito ao mesmo.Mande V. S. fazer os concer-
tos de que necessita o brigue barca Itamarac,
como requisitou o commandante da diviso naval
no offlcio junto por copia.Communicou-se a
este.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Brejo.Devolvo a V. S. os prets da
guarda nacional destacada na villa de Cimbres, a
que se refere o seu offlcio datado do 4 de dezem-
bro ultimo para que se mande reformar decon-
forraidade com a informac&o da thesouraria de
fazenda constante da copia junta.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. entregar a Simplicio Josdd*Mello,
os vencimentos nao s dos guardas nacionaes
destacados na villa do Brejo durante o mez de de-
zerabro do anno prximo passado, mas tambem
do corneta Simplicio Gomes Pereira empregado
do batalho u. 35 da mesma guarda nacional, a
contar do 1 de outubro at o ultimo do citado
mez de dezembro, urna vez que estejam nos ter-
mos legacs os inclusos documentos, quo me fo-
ram reraettidos pelo respectivo commandante
superior com offlcio de (i de Janeiro prximo fio-
do.Communicou-se a este.
Dito ao mesmo.A vista do que V. S. infor-
mou em ofllcio n. 93 de 5 do corrente o autoriso
a mandar adiantar ao alteres Beroardiao Candi-
do de Ara ojo, que vai reunlr-se ao corpo de
guarnigo desta provincia o sold correspondente
ao presente mez e de margo prximo vindouro,
para Ihe serem descontados integral mente.Com-
municou-se ao commandante das armas.
Dito ao inspecter da thesouraria provincial.
Pode V. S. nos termos de sua inforraago do Io
do cqrrenle, sob n.36 mandar pagar o que se es-
Uvera dever ao porteiro dessa thesouraria, Fran-
cisco Antonio da Silva Cavalcante, proveniente de
seus vencimeutos relativos ao lempo em que es-
leve suspenso do seu emprego era virtude de or-
dem da presidencia, vislo ter sido elle dispronun-
ciado, como provou com documento authen-
licos.
Dito ao director do arsonal de guerra.Mande
Vmc. acondicionar em caixes de modo a pode-
rem ser transportados ero animaes varios objec-
tos comprados pelo conselho administrativo com
destino ao commando superior da guarda nacio-
nal da comarca do Garanhuns, os quaes devem
ser entregues ao capitao quarlel meslre geral do
estado-maior da mesma, ou e pessoa por elle au-
torisada para recebe-los.
Dilo ao director das obras militares. Recom-
mendo a Vmc. que tendo em vista o offlcio do
lente coronel commandante do 9 batalho de
infantaria constante da copia junta, e proceden-
do aos exames necessarios, rae remeta cora ur-
gencia o orgamento dos coocertos de que neces-
sita o quarlel do mesmo batalho.Communi-
cou-se ao commandantedas armas.
Dito ao juiz de paz mais votado do 1 districto
da freguezia de Grvala.Nao se tendo installado
no dia designado por lei a junta de qualificago
desta freguezia pela causa declarada em seu offl-
cio de28 de Janeiro ultimo, cumpre que Vmc,
fazoodo a couvocaco de que trata o art. 4 da lei
de 19 de agosto de 1816, rena a respectiva jun-
ta no dia 24 de'margo prximo vindouro, que
para isso designo, e installada ella, prosiga nos
demais termos do processo de qualificago, ludo
de conformidade com a legislago em vigor, ta-
cando certo Vmc. deque nesta'dala offlcio c-
mara municipal do Bonito para fornecer o livro
de que so faz mister.Fez-se o offlcio de que se
trata.
Portara.O presidente da provincia resolve
remover o porteiro da thesouraria provincial
Francisco Antonio da Silva Cavalcanli para o
mesmo lugar no consulado provincial, e a Do-
mingos Soriano Alves di SiaVa do lugar de por-
teiro deste para aquella reparligo por assim con-
vir ao servigo publico.Communicou-se a the-
souraria provincial.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
ao que requereu o alteres do corpo de polica
Joo Francisco da Cunha, resolve conceder-lhe
um mez de licenga com sold simples para tra-
tar de sua saude.Communicou-se ao respectivo
commandante.
Dita.O presidente da provincia resolve no-
mear de conformidade com o art. 217 do regula-
mento o. 120, de 31 de Janeiro de 1812, o bacha-
re Antonio Gyliranna da Costa, promotor pu-
blico da comarca de Tacaral. irizeram-se as
cotnmunicages do costumo.
Dita.O presidente da provincia, atlendendo
ae que Ihe requereu Manuel Cardoso Ayres J-
nior, resolve conceder-, he dispensa da 2* condi-
go do art. 19 do curso commercial pernimbu-
cano, afim de poder matricular-se no mesmo
curso em o anno corrente ; ficendo porm obri-
gado a salisfazer a reforida coodico de conformi-
dade com o art. 36 do mesmo regulamento.
Dita o presidente da provincia, usando da fa-
culdade que Ihe conten o art. 44 da lei provin-
cial n 452 de 21 de junho de 1858, resolve que
provisoriamente e emquanlo nao for dado novo
regulamento para o coliegio dos orphaos, vigore
o de 22 de junho de 1&'5,. que se acha em exe-
cugo, sendo as attribuiges do conselho admi-
nistrativo exercidaa pel director da instruegao
publica, e as despezn de que traiam os arts. 41.
42 e 4 do capitulo 6 ou outras quaesquer, assim
como a preslacao das respectivas contas feilas
por intermedio do mesmo director, e pela forma
proscripta, nos $3 6 e 10 do rl. 15 do regula..
ment de 28 de Janeiro do corrente anno, dado batia a par da Austria e Francisrn II nn imh
p",* dYsa 'f "^"."P^os-Remetteram-se co- por allial esse genio 'omnponie das soci d-
pias desta s autoridades interessadas. des modernas, que ao mesmo terapo o agui-
DESPACHOS DO DA 6 DK FEVEREIRO DE 1861.
Jfeguertmenlo.
3726 Antonio Rodrigues Pinheiro.Informe
4> Sr. Dr. delegado cncarregado do expediente da
secretaria da polica.
3727Bernardino Candido de Araujo.Dri-
ja-se ao.Sr. inspector da thesouraria da fazenda
aquem se expede a conveniente ordem.
3728Francisco Antonio da Silva Cavalcanli.
Dirija-se a thesouraria provincial.
3729Francisco Jos Alves de Cuvalho.Pas-
se portara concedendo 2 mezes de licenga ni
forma da lei.
3730Henriqueta Margarida do Nascimento.
Informe o Sr. director da instruegao publica ou-
vindo o do coliegio dos orphos.
. 3731Jerunymo Rodrigues Informe o Sr.
director da inslrucgao publica ouvindo a respec-
tiva directora.
3732Manoel Ferreira de Barros.Informe o
-Sr. inspector do arsenal de marinha.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quariel do commando das armas
de rernambueo, na cidade do
Becfe,8 de fevereiro de 1S61
-- ----------------------- ~r v> agu
mao e o escolho dos governoso despertar das
nacionalidades.
Eis-aqui toda a forja do Piemonte. A posigao
1ue "i da Sardenha tomou proclamando-se
re da Italia, nao tem outro ponto de apoio mais
i ?U?- .necessidade quesenlom todos os poros
da Italia de ver toda a pennsula emancipada do
dominio estrangeiro, e a conviego em que esto
de que essa emancipago s possivel por meio
do urna lula suprema, que exige o sacrificio das
Iradiges, dos privilegios locaes, e a agglomera-
gao de todos os recursos e de todas as torcas cm
urna s rao.
Mas desligue o imperador Francisco Jos es-
pontneamente Vcueza do seu imperio, e ceda
aquella reino Italia, aceitando a justa indero-
nisagao da cosso, comprometa elle tanio a f
particular como a honra do soberano em urna
transaego, quo a restaurago do bem-eslar dos
seus poros tornar indissoluvel, e ser elle mes-
mo e s elle que realisar, que consummar a
obra da emancipaco. E desta maneira propor-
cionar a essa obra urna bise raais solida do que
nunca Ihe poderiam dar o sangue e o ouro de
todos os italianos; tirar todo o pretexto, e dei-
xar sera motivo qualquer mudanga territorial;
desarmar os patriotas italianos, e lirar-lhes-ha
todo o interesse que tem em exercer a propagan-
U 3 **
plomacia. Estas circunstancias completamente
espccnes dao a coohecer que o lago de uni
que existe entre Veueza e o territorio imperial
pode desfazer-se sem suscitar em nenhuma outra
provincia a esperanga de orna igual sorte, aera
crear antecedeate algum a seu favor.
Pelo que respeita Austria, sselrata de dis-
por de um territorio cuja acquisigo prorelo, ha
sessenia annos, de um vicio original que as an-
tipalhias de raga e a pouca durago da annexa-
gao nao teem podido amalgamar no resio do im-
perio, e que antes um embaraco do que un
auxilio para a defeza das fronteiris naturaes.
V
Quo proveito pode tirar a Austria de Venea no
estado aclual das coosas?
Depois dos acootecimentos que to profunda-
mente modificaram a attitude dos povos o dos
poderes na Italia, acontecimontos que nenhuma
uas Krandes potencias, nem mesmo a corte do
viesas, se julgou com direito nem faculdade de
evitar, e evidente que a Austria nao lera que
esperar de Veneza vantagem ou beneficio algum
e que a posse desla provincia nao pode ser de
luturo para ella seno a origem de urna agitaco
interna o da sua ruina. V
A Venecia conta urna populago de 2,400,000
almas; o producto do seus impostos eleva-se a
/O railhoes de flancos ; a sua divida especial
ae 7 milhoes. Deduzidos os encargos corrente?.
o que iica para fazer face a urna
municado, que por portara da raesma dala fra
concedida a exonerago que pedio do cargo de
delegado do termo de Cabrob, o Sr. capito Ma-
noel Pereira de Souza Buiily
Assignado. Jos Antonio da Foneeca Galvao.
Conforme.Antonio Enia Gustavo Galvo,
Alteres ajudante de ordens interino do commando.
EXTERIOR.
O imperador Francisco Jos e a
Europa.
I
todas as potencias.
Satisfazendo de um modo inesperado as
dencias modernas e as tradices locaes da Italia.
Francisco Jos adquire o direito de irapor condi-
goes vanlajosas para o Papa e para aples, e de
exigir compensages pelos interesses sacrificados
na lula, e a que nao pode allender-se na conclu-
sao da 41az.
Livrando a Europa dos perignsque a ameagnra
na prxima primavera, pode exigir que a pacifi-
caco tenha um carcter mais geral, e que por
meio de urna declarago colleclifa e universal
se ponha termo s queixas peridicas quo s a
i falta de comproraissos directos entre os poderes
existentes permute conservar.
I O deseio geral das nages o dos governosa
obra capital do secuto, renovar a grandiosa
idea da santa allianga, reconstitu-la em bonci-
co dos povos e dos reis, sobre bases conformes e
em circumstancias normaes. podo
ten-' Pp ll'!^ 0 esie augmento de oocargo?
E. todava absolutamente preciso que Ih'oiro-
punnaro, e anda quando senao receiasse ataque
algum, por prudencia nao devia diminuir-se ess
onus.
A idea de que as coraplicages austro-italianas
podiara alcaogar, a instancias da Europa, urna
solugo pacifica, tem sido to favoravelmente
aceila, e faz lodos os das to repelidos progres- .
sos na opinio publica, que opporto.no submet- acommodadas as necessidades da poca, e fazer
ler a um estado formal e grave esse projeclo emi- V com -ue cluaes frooteiras da Franga e
neoteroente popular, e justificado ao mesrao lera- hlJroPa s^jam, na opinio de todos o perpe-
po pelas liges da historia e pelos interesses de lua.menle. sagradas e inalteraeis.
urna causa poltica. 1 u *ccordo dos negocios da Italia offerece urna
Esse projeclo refere-se adopgo por parte do ccas,ao propicia para chamar a altengo dos po-
governo de Francisco Jos, quanto a Veneza, da ?res para. es,a 8rande obra, e ninguem disputa-
prudente resolucao que Napoleo l tomou rla- f- Au3,r'a a honra de tomar nesta parle a ini-
livamente Luiziana, quando. recoohecida a im- clal,ya-
possibilidade de conservar com vantagem aquel- t,las cnsideragoes, ao mesmo lempo que de-
la provincia, a cedeu em 1803 aos Estados-Un- 22? ,m as vanla8ns 1ue poltica austraca
dos, mediante urna indemnisago de oitenla mi- P alcai>?ar da combinago que se Ihe offureco
Ihes de frsocos. com a "enda da Venecia, permittem esperar que,
J depois disso o re dos Paizes-Baixos fez uma Joz conhecido o grande interesse europeo
tambera Europa o sacrificio da Blgica. que ha msto, nao ser desconsiderada esta idos
Record-se a rapidez com quo se extioguiram ?Len? 1ue S9'he faca a honra de sor examinada.
os odios e as queixas produzidas pelas lulas de
duas nacior.alidadcs inconcillaveis debaixo do
mesmo sceptro. Grandes infortunios so poupou
a Holiauda, mas muito mais ganhou na adhesao
das provincias belgas, e o tacto de se fazer inde-
pendente nao ha de por certo tornar desagrada-
vel corle da Haya a resolugo que tomou, a
Podemos pois estiida-la debaixo de todos os pon-
tos de vista.
III
Mas primeiro que lulo responderemos se-
guinte pergunta : O que na actualidade a Ve-
necia para a Austria?
Cidade decebida, porto solitario, provincia de-
lostaocias da mesma Austria, representada como solada e arruinada, os Estados veoezianos for-
as de mais potencias as conferencias de Lon- mam ao p das montanhasinaccessiveis do Tyrol,
':, uom da Corinlh' e da Illiria um paiz plano, cuja de-
Muito bem no caso actual quao graves sao feza lera exigido um conjuncto de obras degran-
fni.,^UeSe trata de cicalri*ar 1 que espan- de custo, e que no caso do guerra paralysa urna
toso calaclysma se pretende evilar I quo tramen- grande parte do exercito a muita distancia da
sa commodidade, que bem eslar, que desenvol- capital do imporio.
rZ"llVr.'nb?lh0 e de ex,rsorinafia J>rospe- Ninguem pode negar que s obrigago de sus-
ndade pode produzr a prudencia de um hornera I tentar o choque do ioiraigo as planicies do Adi-
Este hornera esta interessado mais do que ne- gio e do P tem sido pira a Austria, de ha 50
nhum outro em sor magnnimo, por isso que o annos, a causa de todas as derrotas. Se os exr-
seu coragao bate com sentimento diante do es- citos imperiaes livessem podido era 1797. em 1805
pectaculo da miseria e dos solT/imentos do seu e 1809 concentrar os seus meios de defeza na
povo. e as angustias da Europa o commovem. vertente meridional dos Alpes, accresceriam s
Soberano de um dos mais poderosos imperios, suas forgas todas as que tiveram de dispersar-ae
tevej o valor de cortar, custa de uma parte pela planicie, e. senhores de urna posigo que a
rloJi" possessoeJ ">. os horrores d uma arte pode, com pouca difficuldade, tornar inex-
rnr^ S^Iulik- 8"l, ? *" que "he. do 88.u P00"1. tenam conservado iulacto o territorio
coragao revel-lhe portanto que a paz a pri- nacional.
metra necessidade das sociedades. A Venecia s delxaria de ser ura onus e um
Has, depois de feta esta concessao aos sent- perigo, debaixo do ponto de vista da defeza do
memos humanos e chnslos da poca, dever territorio, se, julgada necessaria seguranga da
elle consummar espontneamente o sacrificio ? Allomanha, ella fosse admiliida Confederago
u. P."en.,ara danle d0 Precioso valor e, e as suas pragas fortes se declarassera fortalezas^
das consideragoes de bem-estar, retirar sem lu- federaes.
ta nem combate um alent exercito do territorio Mas este favor, que. no largo periodo da paz
q iVlPrir!ila.ra,paraefe!lder? 1e decorre ha 40 annos, a Austria tem em vo
J se deixa comprehender que vai aqu envol- reclamado da Prussia. quando os povos allemes
vida urna grande questao de henra, que s pode nem sequer o leriara discutid, este favor que
resolver-se, a muito custo por considerago a ella nao pode alcangar quando os canhes fran-
Pa'r nt F?..d, ?l,iIC2* ... -. i"" lraTaffl S POrl" d8 Ver008. tOfnoU-SO.
Para que Francisco Jos admita cem tranquil- ha um anno a esta parte, materialmente impos-
lidade, o raosmo com cert agrado, as primeiras sivel pela iofiuencia que o movimenlo revolucio-
indicacoes de uma solucao pacifica, preciso naci e unitario exerce nos sentimentos do povo
que ellas Ihe proporcionem a esperanga de um dos Estados secundarios.
trturapho definitivo que o emprego das armas Ihe I A Austris nao ter esquecido o terrivel efleilo
nao podena dar, e que elle veja nellas um como que produzlo em toda a Allemanha a simples no-
meio de assegurar tanto a torga e digoidade do ticia da revolugio de fevereiro.
seu governo como a prosperidade dos seus povo. As ideas de nacionalidade e de unidade gor-
Exaraioemos primeiro que ludo a questo de- manes, desenvolvidas at entao pelos historia-
baixo deste ponto de vista, e vejamos, na nova dores e philosophos, tinham um carcter pura-
phase em que entra a questo da Italia, quaes mente ideal. Os governos, depois do terem ce-
sao dora avante os veadadeiros interesses da dido i effervescencia popular, puderam facilmeo-
Auslna, e se a cessao voluntaria de Veneza, que te domina-las; mas o exemplo da Italia d agora
trana urna completa mulenga na situago, olte- uma direcgo mais positiva s aspirages das
rece corle de >ienna a mais expedita combi- I massas da Allemanha.
nago para sahir victoriosa da lula
II
Com respeito Franga, a Austria nao est exo-
nerada das estipulages de Villa-Franca.
At que as tropas sardas entraran) as Marcas
e nos Estados de aples, os tres mooarchas que
assignaram o tratado tinham sido fiis aos com-
promissos nelle contratados. Nenhuma das even-
tualidades previstas e de antemo reguladas ti-
oha complicado a situago e tornado impossivel
s idea culminante, o lira principal que pozera de
A prudencia e a lealda-
de do regente da Prussia teem at agora conse-
guido conter o movimenlo latente e poleroso da
opinio popular. Mas se a situago se corapli-
casse com um acto da Austria que tendesse a
comprometler a naciooalidade allemia nos seus
debates pessoaes cora a nacionalidade italiana,
nioguem seria capaz de preveros eventualidades
que esta nova situago faria surgir, nem 01 pe-
rigos internos e os novos dereres que podena
impor ao gabinete de Berlim.
A Austria sabe islo, e nao se Ilude com a
accordo os tres soberanos ; esta idea era a inda- possibilidade de jamis alcangar da Allemanha a
pendencia da Italia, realisada por moio de urna' .mnar.irmanSn h nn>j.;i.>... ._ r.^.i____ .
confederago de lodos os estados.
traosformago do qusdrilatero era fortalezas fe-
deraes, posigo que por outro lado seria to inu-
0 Iiemonterarrastado por exigoncias que fo- fttl debaixo do ponto de vists militar, como pe-
ram apreciadas de modos muito distinctos, atas- tigosa debaixo do aspecto poltico.
tou-se do aecrdo tomada pelas tres cortes, a
despeito dos conselhos e da desapp'ovago de
Napoleo III, formulada com a retirada do seu
embaixador.
Desta maneira, pois, s o Piemonte se collocou
em face da Austria como adversario. Novo Fre-
derico, o rei da Sardenha commelte a empreza
de constituir no meio dia do imperio uma nova
Prussia.
O terreno da. lula mu dou; o seu horisonle di-
latou-se, mudando ao mesmo lempo de carcter
o fim que devia propr-so o gabinete de Vienna.
Nesta situago complolaments npva, onde es-
to as contingencias favoraveis Austria ?
Ha cem aaoos, em circumstaocias anlogas, a
Austria appellou para a foroa das armas. Depois
de uma guerra de seto annos, na qnal ella era
apoiada pela Franca, Sasoola, suecia e Russia,
veio uma ultima derrota consummar, pela fuso
definitiva da Stlejia na Prussia, a coustiluigao dq
aspecto politii
IV *
Pode a emancipago do reino reoeziaoo susci-
tar no coragao de Francisco Jos os penosos sen-
timentos que Ihe deve ler produztdo o abandono
da Lombardia ?
De modo algum, por isso que se nao trata de
um sacrificio oneroso arrancado pela victoria.
Tambem se nao trata de ama provincia heredi-
taria, o que flzesse cahir da cabega do joven im-
perador uma cora que conta j oito seculos.
A patria dos Doges pao Ihe foi dada como a
Bohemia e a Hungra. Nao foi conquistada, nao
foi adjudicada i casa da Austria por matrimonio
ou por successo. A sua anoexago data apenas
de sestela annos, e teve lugar por um acto que
aa razoes polticas pdem explicar, mas nao le-
gitimar. Naa estipulages.do tratado de Campo
Frralo dispoz-se efectivamente da sorte de um
poyo livre, sem guerra, sem conquista, e a des-
peito dos seus mais solemnes protestos, secun-
uworeio,. E, todatia em Rosback a FrD? co-ld.d.os pouco depois pelas mauiestagoes. da di-
Nem de esperar que os Veneziauos, veados
sob o peso das conlribuigoes, cujo producto s
serve para conserva-los debaixo de uma oppres-
sao militar que lhes odiosa, recobrem senti-
mentos de maior benevolencia e submisso pelo
que respeita aos seus dominadores, quando teem
4 visti e junto ao seu paiz o espectculo da pa-
tria unida o livre.
A oceupago de ura paiz em que o exercito nao
conta com partidario algum, e cujos habitantes
podem a qualquer hora chamar em seu auxilia
'inte e quatro milhes detraaos, offerece na
realidade mais uma perspectiva de augmento do
que do reduego de despeza. Por falta de crdi-
to ser nocessano augmeutar os impostos maja-
do que e permiliem os recursos dos contribua-
les, descontentar, arruinando-as, as outras pro-
vincias do imperio, e com a accumulago dos
dficits provocar catastrophes fioanceiras.
A possesso da Venecia nao alaca s e exclusi-
vamente a fazenda do imperio, mas enfraquece
tambera o seu poder militar. Sobre um con-
tingente de 600,000 homens. Veneza proporcio-
na Austria uns 40,000 soldados, cuja fidelida-
ue problema, o que se repartera pelas guarni-
goes do interior. Pelo contrario, a Austria, se-
gundo temos manifestado, vj-se obngada a ele-
var o exercito de oceupago a 150,000 homen?,
escolhidos entre as suas melhores tropas;
Resulta Pois que a Austria tem paralisadu-
110,000 homens, dos quaes nao pode dispr nem
para a defesa das suas fronleiras, nem para pres-
tar auxilio coufederago no caso de uma guer-
ra continental ; e este sacrificio de 110,000 ho-
mens paralysados fra dos seus domiuios here-
ditarios, nao produz oulro resultado mais do que
manter no centro de imperio quarenta mil pro-
pagadores do principio das nacionalidades.
Uesta maneira, pois, a posse de Veneza nao
pode ser para a Austria seno uma causa de fri-
queza e de ruina.
VI
Se a Austria desligasse de si pura e simples-
mente a Venecia, nao s nao perdera cousa al-
guraa, mas, pelo contrario, realisaria uma con-
sideravel economa. Se a cedesse Italia me-
danlo uma indomnisico de quinhentos a seis-
ceolos millies de francos, quaes nao seriara aa
vantagensque alcangaria desemelhante transae-
go, conseguindo ao mesmo tempo o immenso-
beneflcio da paz, e a sua consequencia iuevita-
vela tranquilidade dos nimos I
Em primeiro lugar, o thesouro imperial pode-
na reembolsar o banco do Vienua, e o babeo
gragas ao numerario estrangeiro que recebesse,
poderia pagar em metal as suas notas O effeclivo
do exercito reduzido ao p de paz, permilliria
alliviar o excessivo encargo das contribuiges.
sanar o dficit di orgamento, e manter de futu-
ro equilibradas as recoitas com ss despezas, des-
tinando importantes sommas ao desenvolvimento
das obras publicas e do bem-estar do povo.
Os fundos austracos sero em breve colados
ao par ; grandissimo resultado para um estado
que nao poderia contratar agora fra do paiz o
mais insignificante erapresiimo a 5 % seno por
um prego inferior a 49, curso actual da cotago
dopapel-moeda na bolsa de Francfort, o que fa-
ria subir o juro pago pelo thesouro a mais do
10 % da quantia emprestada.
Fizendo desta maneira cessar o estado revo-
lucionario da Italia, e privando a Hungra das ,
excilagesexternas, brevemente recobrara esta
a iranquillidade, vendo-se obrigada a regular-se,
oo que pode haver de excessivo as suas preten-
ces, de accordo com a maneira por que proce-
dessera as de mais provincias. O governo im-
perial, livre de toda a preocuparlo e entregue a
boa adminislragio interna dos seus estados, po-
deria completar a,obra, tantas ezes empreheu-
dida e abandooada, de estabelecer uma cousti-
luigao forte e liberal em lodo o imperio.
Assim se realisaria a final a admiravel trans-
formago do actual estado da desordera, de mi-
seria e de humilhago em que se consom a act-
vidade nacional em um estado de descanso e bem
estar geral. Nao de estranhar portanto que
em Vienna e as provinciss encentre sympalhia
em todas as clagses aafda de ama pacificago
realizada pela cesso de Veneza aos Italianos. S6
o exercito sentira taivez um desenlace que Ihe tira-
va toda a esporanga de tomar desforra dasua ulti-
ma campanha. Mas qual seria o carcter dessa des-
forra ? por acaso a Austria teria de combater s a
Italia ? Nao surgira mais alguma diverso no
centro do imperio. K que attitude tomariam.
presentemente a maior parte dos regiment
hngaros om face dos seos compatriotas volun-
tarios da brigada de Turr ?
Todas estas quesles preocupara o povo, que
nao tem motivo algum para se ioteressar na
conserrago de Veneza, e que, pelo contrario.
tem um grande interesse eua que esta provincia
so emancipe do imperio. Pode por consequen-
cia assegurar-se que, se fossem a este respeito
consultados palo suffragio universal, se o gover-
no austraco dirigase aos habitantes da Austria
superior e inferior, da Stiria, Cortolhia. Bohe-
mia, Tyrol, Croacia, Hungra, Galiizie, Trausyl-
vania, a seguinle perguntaCoavem dar Veneza
Italia,mediante a quantiade600 milhoes de fran-
cos?todos os povos respondan) affirmalivaraen-
te. e a oppo-igao generosa do exercito (icaria per-
dida esuuocada 00 meto de universaes acclama-
ges.
VI
Tanto interesse tem Austria em emancipar Ve-
neza do corpo do imperio, eomo tem a Italia em
compra-la.
Veneza 4 um cadver estando aujeita i Aus-


m
MARIO I* rERBMMIO. SAMADO t I FEVEREIRO DE 1MI.
BM ^tZIZ UM

tria; entregue Italia, independentc, o cadver
xeaoima-see presta quasi ana rita neva certa
emanado de alegra, de bem estar e de orgulho
S patria commum. Desvanecen)-ee os receioa
alo futuro ; as paixes revolucionadas Ucam ex-
*inetas, e pe-se termo au periodo doi sacri-
ficios. Oesapparece lodo o levaulamenlo em
Toma puveer-ae e lar aolilario da*
lias ; deixa de **vir se o toque do tambor
poToacoe e no campo: toreen os bracos ao
rabaIho. Os coasclhos pblicos, os servigos
adninisiralivos e as leis podem accoramodar-sc
as .cada estado i diverriade das tradigoe* po-
lticas e dos cestumes.
A que grao da prosperidade podo aspirara
Italia do dia em que .recobrar a tranquillidade e
sachada pesso de h propria, e em quo pessa
destinar todos os seas recursos e torgas a obra
da paoficago e do bem-estar de seus fllhos 1
Quebrar sem derramamenlo de sangue o ultimo
lo da cscravidio, e completar o territorio na-
cional com a annexago de um estado de dou*
SBilhoes e qualrocentas mil almas, cuja renda de
76 milhes de Trancos nao soTre dimin*ico su-
perior a uin dcimo em virtude da sua divida.
e que pelo lado do norte cobre a patria commum
com urna linha de defesas gigantesca*, nao
por ventura urna conquista inapreciavel, sobre-
tudo quando nos recordamos que o Piemonte o
Franca tiveram de sacrilicar gente e dinheire
para conquistar a Lombardia, que anda na aclua-
lidade vulnerare! por todos os lados?
. Nao existe ubi nico italiano que nao compre-
tienda quo a cessao de Veneza pela Austria a
seguranga e a cessago de ludo o receio de que
reappareca a dorainagao estr-ngeira, e de que
s exercilos italianos, reduzidos a um quarlo,
lio de proporcionar urna economa cujo valor
seria o quintuplo dos juros do c ni (, restiro o que
houvesse de conirahir-se para a compra de Ve-
neza.
VIII
Demonstrado como est suflictentemente o n-
teresse que lem s Austria e a Italia em completar
a obra da ercancipago o pacilicage de Veneza,
por mel da cessao amigavel daquclla provincia,
e sua iij lemnisago correspondente, s falla
determinar quaes deveriam ser o carador o as
bases da Iransacco e justificar a Htervenco da
Europa. O problema que se lia de resolver con-
siste em proporcionara base inais ampia e as
garantas man solidas Iransacco com que
houvesse de efectuar-se a emancipaco da Ve-
necia.
Debaixo do pinto de vista financeiro trata-se
de fazer entrar no thosouro austraco urna gran-
do somma, gravando o menos possive a Italia.
Debaixo do ponto de visla poltico preciso dar
completa salisfaco honra da curte de Vicu-
a, attribu.ndo reunio do coograsso um m
de ordem edo inleresse europeo, e dar sua
forroacJo um carcter to geral quanlo seja pos-
sive!. A intervenido de todas as potencias, sem
excepgo, e a sua cooperado activa e directa
converte a Iransacgo em um pacto solemne, em
nra tratado de intoresse publico, em urna tregua
da Dos.
Ao uiesmo lempo a parto que todos toma ni
toma mais favoraveis as condiges do crdito,
e a mulliplicidade das garantas ch"ga at ao
ponto de [azer nominal a responsabilidade de
cada urn.
IX
Mas ficar sob estas bases justificada ainter-
vengo da Europa ? Hacera receio de que o com-
promiso que houver de ronlrahir-se para garau-
-tia do empreslimo, suscite ooposigo por parle de
algum gabinete ? Neste ponto nao deve occorrer
a menor duvida conscieucia publica, t) inters-
se de cada uin respoude pela paito que todos to-
mara m. Nao lia um nico governo, cijo crdito
nao se acho rompromettido pelos embarazos em
que a prolongacao do conflicto aiislro-ilaliano,
depois de urna dupla guerra, enreda o mercado
dos capilaes. A guerra destre tantas riquezas,
que, para fazer frente aos seus gastos necessarios,
apenas pdem ba-tar todas as provises aecurau-
la Jas durante os anuos de paz, e todas quantas
reservas se tem podido fazer.
Destru Ja essa massa immensa de productos de
todas as classes, sao necessarios largos aunos
para a restabelecer. E emquanto nao lornam a
estar preenchidas as reservas, e cheios os arma-
zens de maneira que se j-ossa altender s neces-
sidades correntes de produego e consumo, nao
recobram os pregos o seu estado normal, nao
torna ao sc-u curso regular a circulaco do metal,
nem pdem pr-se capilaes disposigo do go-
verno por nao eslarcm livres antes
A Franca ea Inglaterra podero vollar rpida-
mente au seu estado normal; masa Austria, a
Allemanha, a Russia, resentiam-so ainda da pe-
nuria a que as reducir* a guerra da Crimea quan-
du rebentou a da Italia. Como a ultima guerra
e as complicacoes que devem ter sido a sua con-
sequencia immodial), exigirn novos sacrificios,
licciii um novo vacuo as provises da Europa.
Longe deestaiem dispooiveis capilaes, foram ca-
da vez mais absorvidos por neressidades muito
xnais imperiosas de produego. Uto explica a ra-
zo porque nos ltimos lempos nem a Austria,
nem mesmo a Russia, poderom contratar emprs-
tanos no eslrangero. Todos os seus esforgos
para conlrahir um empreslimo foram raallogra-
dos, e a falta de crdito aggravou a crise metlica
de maneira que nos ultimas lempos o juro subi
ero S. Pelersburgo a 10 e 120/0, emquanto o va-
lor do rublo baiiav qnas um dcimo; em vez
de valer 4 francos, vale apenas 3 francos e 65
centesimos.
Esl s tuacao critica, que affecta mais ou mo-
nos todos os governos, revela que o inleresse da
sua fazeoda basta s por si para os convidar a ga-
rantir o empreslimo destinado acquisigo de
"Veneza ; qualquer que seja a maneira porque csse
empreslimo se contrahia, ha de trazer comsigo
um estado de paz defmiiivo, e restabelecer o seu
{iroprio crdito, permitiiudo-lhes obter a pregos
avoraveis os capilaes que o mercado europeo
nao podo agora proporcionar-lhes.
X
Mas um futuro prximo crea exigencias impe-
riosas. Em neuhuma pocs a Europa se vio
ameagada por um cataclysma comparavel ao que,
antes de qualro mezes, ha de surgir do estado da
Italia. A Austria esta prompla, ea Italia arma-
se. Vinte e qualro milhes de homens era revo-
lugo laucaran) a luva ao soberano de um dos im-
perios mais poderosos da Europa.
Se rebenta a guerra, a Franca e a Allemanha,
e talvoz que a Inglaterra e a Russia, ho de ver-
se arrestadas a tomar parte nella ; a guerra ser
urna conflagrarlo geral. Se se demorar o choque,
surgir urna perturbado talvez peior do que a
guerra. Em lugar de urna crise violenta que pelo
excesso do mal proporcionara a esperanga de
tima rea era o, teamos a incerteza, o receio da
guerra. E acaso nao deixa j esse mal terrivel
sentir a sua perniciosa influencia ? Os capilaes
inactivos accumulados pelas conl>s correles nos
nossos grandes oslabeiecimentos de crdito, nao
exceden j a quindenios mil milhes de francos?
Seceia-se conlrahir novoscompromissos, adiam-
se as operadnos para longos nrazos. D'aqui a
pouco ver-se-ha que os trabalhos so paralysam,
que se suspendem os grandiosos projedos de me-
lhoramenloa pblicos, que o metal desapparece,
que os bragos secruzam, e que por algum lempo
se estanca a producn 1 E o que a produego ?
A prodcele normal e diaria ?
A produccao normal e diaria o pao a a carne
de cada dia, o luxo do rico, o necessario do
pobre, sao as agonas de todas as classes e de to-
das se proflssoe--, com que se paga o medico, a
escola, o substituto para o exercito, o dote das
filhas; a seguranea e a felcidade do lar domes-
tico, a saude, o bem-estar e a vida de todas as
familias.
Ei-la ahi, pois, essa Europa to soberba dos
seus costumes, das suas artes, das suas descober-
ias e da sua industriosa energa 1 Essa Europa
que sulcava de estradas de (erro as suaa plani-
cies, abra canaes e porto*, dessecara os seus pan-
tanos, plas va as suas cbareecas, lornava salu-
bres as suas eidades, e multiplicara t as mais
mesquinhas sldeias as igrejas, as escolas, os atr-
ios da infancia, e os hospicios ; ei-la ahi lomada
de terror, lnguida, desfallecida, e mostrando
com o dedo, no seu vasto corpo dolorido, Veneza,
*a chaga que a roe 1
E haver um governo, ha veri un paiz que ne-
* cooperegao obra da aalvaco cora-
mum ? Nao. Todos os estados, ten excepefio al-
**"*i e8lo inlereasadoi em afastar dos povos
ehnsUos o mal que os oparime. Quaodo esse nal
ae adrerte, e os aoteeedentes da poltica tratan
om precias o caminho ano ba de teguir-st, oio-
aem pode vaeilUr. A Europa intetra ha de io-
terrir e regular deflniivamento a sorte da Italia,
como regulou em outras circumstancias a sor la
da Grecia, da Mgica e das Priaetaados Danu-
aiaoo.
XI
O papel ua a (azoada est dratfaaa a safra-
sentar, para tornar mais accessivcl o comprimen- i lanos por meio de om emprestim fntMMo por
lo dos grandes deveres de justica que conslUucm todas as potencias, e que a "-'-naii rapVil ai
a granicti e a verdadeira proiperidade das so- menor risco, assegaran maito tm"
ciedaoes, nao pode ter occultado a pessoa algu- | dos italianos, e da a maior seguran**
na. Os mil milhes que indemnisaram em Fran-1 ras da nova patria, do que todo* os trt
ca as victimas da revoluco, os quinhentos mi- cluidos entre os duis adversarios, con* indtfnm-l
fhes que a Isgialerra daatiuou generosamente 4, sago ou sem ell, opois de una sanguinolenta
reeeatpcao dea negros, a orgasfisa;ae dos bancos lula.
alicataos, destinada* a auxiliar e activar a amor- Esta lago de negocios, esta eperaco fioaacei-
nacao dos direilos federa**, a parte que ao* or- ra, eftctaada ente o* dots paize*. e urna nova
(monto* se destina para as empresas de utili-, consideracao aos compromissos do direito das
dade publica, as subvences para ss eacolas,
as oveirtaalldadc* que se corre para diminuiros
impostes, lado lam formado um grande nume-
ro de operacoes productivas, cujo beneficio
muito superior t a. juro dos capilaes neas inver-
tidos.
Tantos eiemplos felizes, que de principio fo-
ram motivados pela necessidade, illuslraram pou-
co a pouco, e animaram os aulmos. Os estadis-
tas e os soberanos comprehenderam as leis que
regulam o sem numero de transarcSes, que cons-
lituem o trabalho diario dos povos, e o sopro ge-
rador que conserva a vida ueste grande macbi-
eismo. J sabido que se alguma cousa ha do
rcalisar no decurso dosseculos, a favor da huma-
nidade inteira. a parbola da multiplicado dos
pais, a fazeoda e o crdito.
Para determinar assento que ha de tomar na
garanta do empreslimo italiano, nao tem cada
estado mais do que perguntar a si mesmo se esse
empreslimo urna operago solida, e que ofle-
rece a perspectiva de um beneficio cooside-
ravtl.
XII
A Gra-Bretanha, a Russia e a Franca foram
garantes do empreslimo que foi necessario para
fundar a independencia do reino da Grecia. Nis-
to lia va riscos acorrer era que nao convinha que
as outras potencias tomassem parte, riscos de
cuja responsabilidade s podiam encarregar-se al-
guns grandes estados, era nome e para honra dos
sentimenios religiosos dos povos que represon-
tavam.
Agora a sociedade inteira que sofTre. As
cotcoes cstio paralysadas, os trabalhos e os
recursos individuaes eslao comprometidos, e
debaixo do ponto de vista dos resultados sala-
damente considerado, pode dizer-sosem exagge-
rago que a Europa leria inleresse nao s em
garantir, mas larabem em saldar com os seus
proprios fundos o empreslimo destinado a paci-
ficar a Italia, e restabelecer o estado da fazenda
da Austria. Elevam-se a milhares de milhes
os beneficios immediatos que o estado da fazenda
publica de (odas as naces ha de obler da nova
situado em que esta "grande operaco pria o
mercado europeu.
gentes
0 tratado ten por base e por sancSo a lei po-
ltica e a lei civil; os convenios aanecionados
por semelhante autoridad* estao melhor garan-
tidos e sao mais respailados do que se o* defen-
dessem exercilos iovunerveis, ros, monteabas e
fortalezas formid veis. Balando aulorisadas to-
das as potencias para garantir as fronteiras da
Austria e da talin, n-nhuma pede recetar pora
o futuro pelas suas proprias fronteiras. Violar
urnas fronteiras eslabelecidos deata maneira se-
ria nao s um ciinie poltico, mas tambem urna
falta de honra quo excitara a indigoaco univer-
sal,
con
sob pena de incorrer no peso de urna cumplici-
dade indigna.
XV
Vamos a resumir. Os destinos da Austria e da
Italia c os principies inleresses da Europa eslo
coinprometiidos pela prolongacao do conflito aus-
tro-italiaoo. Nem o* carrbees raiados, nem o*
tiezeulos mil homens encarregados no qoadrila-
tero ou acampadcsjna vertentes dos Alpes ou as
msrgensdo Adritico |podorao produzir urna so-
lugao fovpravel dymnasiia do Hapsburgo. Nem
o sacrificio de tocas as foitunas nem o levanla-
menlo ein massa de lodos os homens aptos para
a guerra, desde o norte ao sul da Pennsula, po-
dero resolver a questao na ronformidade dos
desejos da Italia. Para por uat termo s con*
vulses desia criae, lnexoravel, preciso que in-
tervenha a Europa inteira em nome da Iranquil-
lidade commum a para honra da civilisaco mo-
derna.
O simples exanie dos factos e dos interesses
lastimados revela que extslem todos os elemen-
tos de urna transar,:) amigare!. Mas a Europa,
intervindo para dar urna nova transformaban a
todos os queja leem soffridoos tratados de 1815,
pode deter-se nesle ponto? Nao esta por veu
j tura urna occasio natural para refundir comple-
tamente c reconstituir sobre bases, que estejam
conformes com os progressos e cora as novas
necessidades da socedade, o pacto fundamental
em que ella julga lirmar-se a seguranza dos di-
versos Estados? A supremaca, til por muito
I a*1**** BaH** *>n reconhecer a sua antorida-
* revolucionarra em menoscabo dos direito* dos
ttgiUtMiaalutl**.
Csurpaudo, porm, urna corda sombra dos
wuian a victoria, oceultando a illegalidade do
poder pela pempa do dominio, Napoleio nao po-
da receonecer primazia, uaialaoaaoaeriaaaaa
queda.
Da poderosos teeios dispuaha, e todava oio
eslavan em propor-jo com a difficuldade da sao-
tes das duas anitoos rvaes, o Orienta era o can
po, em que os novos interesses se debatan.
_ A Inglaterra, que linha julgado, qa*a revoia-
?ao enfraqueceria a Franca, via com pesar, que
o governo nascido da revolujo de julho augn*a-
lava todos os das de forca.
Creados os novoogjaaaajajas Ba paainili. a in-
dine rene a com que as eotras poaaacias liaban
presenciado esta* latea, fax acreditar a Loit Phi-
lippe, que a sua curda revolucionaria octave con-
prexa. porquo a Inglaterra cono a aydra de Ler- solidada, e resotaea dar e altiroo atipe 4
na se reproduzi* do seu proprio sangue.
Napoleio Bonaparle, lisongaado pela fortuna,
esqueceu-se de que era homem o julgou-se en
aymbolo, esqooeoa-se de que seu poder dimana-
ba de urna revolocio, que confuodiodo as Rogos
do bem cora as noces do mal, creara um reont-
tro que alagoa om sangue a Franca e a Europa e
Os cambios, as grandes emptezas e os emprei- lempo sem duvida, que as cinco grandes poten-
teiros pblicos criara entre todos os paizes lagos cas teem assumilo, tem por acaso sido um obs-
de reciprocidade cuja importancia todos os das laculo que se najara realisado^ss revolujes de
se acredita. Era todos os pontos do globo, as
industrias progridem todos os dias. Em lodos
os pontos do globo, as industrias se alimentam o
se sustentara mutuamente ; todos os gneros de
commercio e todas as bolsas sao solidariamente
responsaveis. A ruina de um a desgrana de
outro.
Urna crise occorrida na America fez varillar,
ha tres annos, em Inglaterra e na Escocia, os
bancos e as casas mais fortes, e deixou seultr os
seus t Ifeitos era todos os pontos do continen-
te. Esta rpida narracao nao pode dar seno
una fraca idea da desorden que produz no
mercado europeu o mo estado da fazenda em
Vienna.
XIII
Ha vinte annos que os ornamentos da Austria
eto contrabalan;ados por delli its que o governo
lera successivamente preencuido por meio de
empreslimos contratados no estraogeiro. No dia
em que Ihe faltou o crdito das casas de Frauc-
fort, Uerlirji, Arastcrdam, Londres e Paris para
acceilaro son papel-mooda, a Austria vendeu as
companhias francezas os seus caminhos de ferro,
as suas minas e os seus bosques; e depois de
devorados estes recursos, tomuu dinheiro do seu
proprio banco, hypothecando o que Ihu fice va
para hypolhecar.
Actualmente a divida publica monta a........
2.500,000:000 florins (l 134,000:0009000 ris). os
seus v llores sao colados em todas as bolsas da
Allemanha com prejuizo de 50 [>. c Cesse o
actual descrdito, e esses valores que a'gora.cm
Francfort se colara a 49, tornaram, quando me-
nos, ao typo da colago de 1848. que era de
86. Esla diderenga representa para a Austria,
Allemanha, ilollauda e Blgica um a-jgmeulo de
dous mil milhes do fraucos, pelo menos.
Alera d'isso, o melhoramento das cotaces nao
alcanzara exclusivamente os titulo pblicos
austracos, mas timbera os allcmaos, belgas,
hollndoles, russos, francezes o ioglezes. Esto
augmento do valor veriflear-se-hia em urna pro-
porgao racDor, mas sobre um capital to grande,
que nao pode deixar de calcularse em menos
de cinco a seis milhes de traucos.
O Ihesouro austraco deve o banco de Vienna
340 milhes de florins (850 milhes de fran-
cos]. Mediante a cessao de Veneza, o banco
restabelece os sous pagamentos em uumerario,
e ento ludo aquelle que possuir notas do banco
ou papel-moeda, porque tambem orgoso o
curso deste, todos os que tiverem que cobrar ju-
ros, facturas, contratos, ailigos de commercio e
crditos hypothecarios, vem o seu capital aug-
mentar-so era quasi 50 p. c, com quanlo que
neste supposio o valor dos florins so eleva de
um franco 75 centesimos a 2 francos 50 centesi-
mos. Outros melhoramenlos se obteriam egual-
mente, mulhoraraentos que poden calcular-so
era milhes de francos.
Mas isto nao ludo. A redueco do effectivo
militar austraco que a consequeocia da cessao
de Veneza, permitte corle de Vienna aliviar o
peso oppressor dos imposlos que s nos annos
de 1859 o 1860 augraonlaram em quarenla mi-
lhes do florins (100 milhes de francos) ou, em
urna sjxta parte do producto total do orearoen
to. Agora as contribuicoes sobre valores hypo-
ilvcarios excedem na Hungra a uns 32 % da
materia collectavel, e cora os centesimos addi-
cionaes sobie a uns 40 % O imposto sobre
Iransmissao eleva-sa em Vienna terc/i parte
dos mesmos. Os direilos sobre a carne, appli-
cados tanto aos dislrictos ruraes como as povoa-
es, figurara em urna sexta parle no augmento
de 18 milhes de florins (45 milhes de francos)
no capitulo das coDlribui;5es indirectas. Os
direilos de sello o de venda de dominios do
margeos a geraes reelaraaces. O imperador
lem sido obrigado a mandar, por meio do urna
carta aulographa, que nao se exija mais do me-
lado do valor das propriedades.
Has o maior defeito consiste no grvame quo
se impe aos contribuales pelas despezas de
percepcao das contribuicoes. Os direilos de
percepijo de imposlos de toda a qualidade absor-
vem meladedos productos. Que alieraco, que
melhorameoto em todas as industries e em todas
as fortunas se nao realisaria no momento om
que se removesse esso pesado onus, esse brbaro
sequestro que a guerra, ou para melhor dixor o
receio da guerra, e o descrdito da Austria con-
servara suspenso sobre urna i ornao consideravel
da capital europea.
Ninguem pode calcular o impulso que a instan-
tnea dispori;o do tantas riquezas que vollam
circulaco, o renascimeolo da confian;*, o a
seguanla do futuro, daara produccao e a
prosperidade de todos os paizes da Europa; mas
apesar do mal geral que se soffre nao devoraos
exaggerar a situado.
Existe s om pequeo ponto do continente em
que os homens, no meio da exaltaco do seu
patriotismo, ou por serem fiis sua bandeira,
esto em paz, e nao permanecem em um estado
de paz ruinoso seno pelo receio das complica-
res a que pode dar margem a prolongacao da
crise da Italia. Faca-so desapparecer lodo o
motivo de odio o do luta entre a* comarcas que
os Alpes separan), e desvaneceris o alarma da
Europa, dando a seguranza publica pela qual
suspira ha tanto lempo, e coufundindo em todos
os povos a substancia geradora de que fallava
Turgot, quando comparara o desenvolvimento
snccesivo das obras creadas por ter baixado a
laxa dos juros, a esses prados e campes feriis
que rollando ao seu estado dolxan a descoberto
as aguas de un rio que transbordou. Se elle
vivesse nos nossos dias em quo as relajos de
crdito se teem mais do que centiplicado, quan-
lo se excitarla o seu enthosiasta amor 6 humani-
dade dianle doquadro de properidade geral, que
ha de ser consequeocia da pacifica*ao da
Italia? ^^
XIV
Nenhum governo lera que recetar, portado a
opposico ou acensara do poro; pelo contrario
lodos teeran uea indifferenca, e a inacco loes
tragan inpopolaridade.
A emancipaco da Italia inspira syrapalbiasge-
raes, e en toda a parle diz o son sonso que #00
atilbee* de (ranees dados Austria pela* Ma-
que norrorisou o nundo com alrozes eraificine.
desvario* e impiedades.
A Inglaterra conhecea o inimigo que a qoeria
implantar sondou-lhe o lado fraco, viu-lhe as
vesles manchadas pelas carnificinas de Toolon e
pelos fuzilameolos de Paris, e as mos goteiaodo
e que nenhuma potencia que fosse parte no do sangue do duque de Engheim, e convocando
"BPollV0i"L Ll^Ii"!.! cas,,*a.r- ."ionalidadea desenrolou o estandarte da le-
gilimidade, o collosso revolucionario ftido tora-
bou nos campos da Waterloo e foi cahir no cruel
captiveiro de Santa Helena.
, A Europa julgou-se victoriosa, mas enganou-
se, porque li eslava a Inglaterra para usar da
victoria em seu proveilo.
As conquistas da revolar/So, as do imperio, o
trabalho de Bonaparte para crear urna socedado
nova, tinham de tal forma desorganisado a Eu-
ropa que necessario foi recorrer ao congresso de
Vienna ; porm desganadamente a ambico pes-
soal e a poltica inglcza all influirn de modo
que a organUagao enfraqueceu os mesmos que
augmentavu.
A poltica ingleza em vez do constituir a idea
de liberdade sob a egide da* legitimidades, a en-
tregou como meio de aggresso entre as mos
dos revolucionarios e preparou assim o campo
para as futuras discordias.
Depois da sua obra acabada, a Inglaterra olhou
sorrindo de desprezo para o corpo defeituoso que
linha formado e sobre o qual linha tolerado as
legitimidades e lhes lancou o espirito revolucio-
nario para o devorar e perseguir so acaso ten-
taste consolidar-se e tomar forc.a.
Sem altender as reelaraaces, a Inglaterra se
apossou, a conservou pontos maritimos impor-
. lanos para lhe segurarem o seu dominio nos
mares.
Porm para alcancar tudo isto a Inglaterra li-
nha gasto enormes soramas, o feito grandes sa-
crificios, do que so nao julgava assaz resarcida
uem pelos progressos as Indias, nem pelos pon-
tos maritimos adquiridos, nem pelo quasi total
aniquila monto das forjas martimas e do com-
mercio dos outros paizes; mister era que lhe
pagassem os louros da victoria, foi a Hespanha
a primelra que experimentou a funesta influen-
cia de sua terrivel alliada.
As colonias Ivspanholas da America revolta-
rara-se contra a rae patria, proclamaran) a sua
independencia, langando-se nos bracos da revo-
lucao, que lhe de-troe a iodustria e o progresso,
porm deu Gr-Bretanha, que indirectamente
contribuio para esta desanexago, a vantagem de
ter abortos perpetuamente novas e abundantes
mercaduras para o cunsurnrao de seus artefactos.
O reconheciment da independencia das colo-
nias hespanholas revoltadas pelo governo britan-
nico revelou o quanlo o inleresse coramercial pa-
ra isto tinha conrribuido*
Apos a He.-panha coube a sorte Portugal
que j fraco so debalia com as consequencia do
tratado de 1810.O Brasil arvorou o pendo da
revolta e proclamou a independencia, e a mo
que o sustentara e que rrancava esta rica joia
da cora do Portugal era um principe da casa da
Braganga, era o herdeiro do throno que calcava
as sautas quinas d'Ourique c cuspia sobro o nome
portuguez 111....
Deste modo os Inglezes por urna poltica auxi-
liadora de lodas ssdesmembrages abrir ra lodos
os mercados da America e quasi monopolisaram
to rico commercio;
Auxiliando a revoluco do novo mundo, ora
directa, ora indirectamente, proclaraando-se de-
fensores da liberdade, a Inglaterra tem herdado
os despojos das duas naces, que mais contribui-
rn para os seus Iriumphos contra Napoleio Bo-
naparte:
Franja, Hespanha, Gresis, Blgica e Italia ?
Protegou bstanle as dymnastias e garanti as
possesses dos es .adus secundarios ?
Ah Sem duvida o progresso dos costumes e
das instituicoes liberaes, o desenvolvimento dos
raeios de coinmunicago, a propagarlo do com-
mercio, a resta u raga o das nacionalidades, e o
respeilo universal que inspira osuffragio de clas-
ses que at agora teem permanecido debaixo de
tutela, sao signaes que impem novos deveres s
grandes potencias.
J lempo de que se reconhc;a a todos os Es-
tados o direito de so prolegerem a si proprios, e
de proporcionaron]-se os raeios para isso, ad-
initndu os a lodos a tomar parto nasdelibera-
ces que tenham por lira o interosse commum.
A Europa finalmente reclama a inslituicode
um congresso un.versal, permanente, e em que
tedas as potencien sem excepcao venham renovar
primeiro que ludo o cempromisso de respciiar as
suas fronteiras, e em que a inlervcncao arbitral
reconhecida e respeitada imponha de futuro urna
solu;o pacillca & tolas as desavengas. Solida-
riedado do inleresses, boa amisade as relegos,
involablidade dos territorios, conciliago de lo-
dosos conflictos, eiso lira a que se linham pro-
posto os plenipotenciarios de Vienna.
E apezar das impeifeiges de urna obra reali-
sada com um espirito de reaego, elogo depois
de urna lula de g gantes, essa obra desordenada
e comproratltida a cida passo, nao lora do pro-
porcionar Europa urna paz de quarenla anuos.
No estado actual dos nossos costumes, depois de
tantos progressos realisados, a reconstrocgo
d'e.-te grande monumento levantado concor-
dia, abrira sem duvida aclividade dos povos
urna carreira mais larga e mais fecunda. Mas
ainda quando nao livessemos em prospectiva
mais do que cin:oenta annos de paz, de desar-
ma me 'i tos, de reduccao de impostse de traba-
lhos productivos, que grao do moralidade, |de il-
luslraco e de bem estar nao podena prometter-
se a gerago actual com os recursos de que dis-
pe I
Esto seria um beneficio inapprecaval que a
Europa doveria ao imperadora Austria. Nao
lhe pede que surprehenda e venga os exercilos
italianos, mas que se venga a si proprio. Ha por-
venlura conquista ou victuria algume, cujo pres-
tigio possa comparar-se grandeza, o a polulari-
dade de similhaul.c triumpho.
XVI
Tenhamos pois confianga.
As resoluges heroicas o solemnes que raar-
cam na historia as eslages progressivas da Eu-
rona ciirsia, serapro teom sido superiores s
difllculdadesque lhes oppunham as paixes e os
interesses dos homens. S os homens de espi-
rito Iigeiro e abalido imaginam que as suscepti-
bilidades, ainda as mais nobres o legitimas, p-
dem as ciises supremas sobre-pr-se razi3
do Estado.
O imperador Francisco Jos, que tem as suas
mos os destinos da Austria, conhece bem a res-
ponsabilidade que a sua dectso traz comsigo.
Depois do amor de seus povos, ha no seu cora-
gao altivo e leal urna paixo que domina todas
as outras; paixo da loria, da verdadeira
gloria, a que comparte com a patria, com a Eu-
ropa inteira, com o muudo civilisado.
Vctor Emmaouel ha de mostrar-so digno da
sua fortuna. Ha de ompenhar-se, o a sua honra,
em coulinuar a ser, aos olhos de todos, o que
auiz ser, e o libertador da sua patria, e langan-
o as vistas sobre o passado, medindo a distan-
cia percorrida, ha de felicitar-so das conquistas
da aclualidade. e da merecida parte que a sua
prudencia lhe reserva as eventualidades do fu-
turo.
Finalmente j lomos visto a rapidez com que,
gragas aos caminhos de ferro, aos telegraphos e
aos jomaos, urna idea justa e urna solnc.au pra-
tica pdem levar de um canto ao outro da Euro-
pa as coovieges e as vooiades de urna maneira
conforme aos ioterosses de todos. A acquisigo
de Veneza a nica solugo efficaz, rasoavel e
humana da lucia.
Pela nossa parle, esperamos que quando s dis-
cusso liver permillido a ceda um convencer-se
das vantagens deca iransacco, se formar em
todos os paizes urna exploso do espirito publico,
que ha de obrigar os goveroos a porem-sede
accordo, e a guerra da da lia terminar como a
da Crimea, con a realisago da seguiote phraso,
que a viva oxpresso da civilisaco noderna :
Nao sao os ejercito mas a opinio publica,
que alcanga o triumpho definitivo.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
Poltica ingleza.
I
Subordinar tudo aos interesses, sustentar a sua
supremaca, embora para isto tenha dealropellar
a justiga, de propagar a imnoralidade. de semear
a discordia, tem sido sempre a poltica insular do
gabinete inglez.
posqiiealutladennieetar ao carro do astuto
oirtico qne xonbev.daaua perspicacia.
(Na cao.)
nicamente era relago ao lucro comraercial da
Inglaterra, e por isso raotas vezes advoga simul-
tneamente principios contradictorios, urna vez
que estabeleeem o dominio e a influencia britan-
niea, e lhe abram novos mercados para o cou-
summo dos seas artefactos.
Assim, podemos dizer, o segredo da poltica
briaaoica est no* seus interesses commerciaes.
A revolugio do 1789 vingou a Inglaterra do
auxilio dado por Luiz XVI independencia das
amerioas ingleza.), porm a ringanga ultrapassou
o calculo, e ameecou de porto a propra prepon-
derancia ingleza.,
Nspoleo Bonnparle comprehendeu o egoismo
britannico como'causa primaria das pertrbeles
dos paizes cootinentaea, e, con a energa revo-
lucionaria, pretenden aniquilar to perniciosa in-
fluencia.
Bem conheeia Napoleio, que a Inglaterra, no-
vida nicamente solo nteres** conaereial, oo
ra orna defensor! sincera da lagitinidade, a que
a aua posieao in talar a toma va iadiflerante
qu eolio das nacic ualidade, que nao presura va
seoio esiabslecet a sea arepodderaoca na Eu-
ropa que se aciao elle s* sajeiMne a torner-se
expririo tuanista da sua roatade oio exitaria
II
Em quanto oblinha a poltica inglezi os suc-
cessos j mencionados, va com inquietago, e
ciiirce do outro la lo da Mancha a Franga, esse
paiz que a revolugio devastara, gozar da liberda-
de e da tranquillidade sob o rgimen legtimo, e
gradualraento ir reparando os damnos occasioua-
dos pela revolugo.
O que exicerbou mais esle ciume, e destruo,
talvez a tranquillidade, foi a Franga legitima as-
sumir a defeza e a conservago dos poderes le-
gtimos ; a sua intervengo em Hespanha onde
debellou a revolugo foi osigual do rompimento.
Desde onlo a Inglaterra se tornou de vez pro-
tectora dos poderes legtimos em sua mais peri-
gosa adversaria, (emendo pela sua preponderan-
cia fez dellcs urna arma, que ameacava a Europa
para por ellos firmar o seu dominio e influencia.
O famoso discurso na casa dos comrauns pro-
nunciado por Canoing era 12 de dezerabro de
1826, revelou ao mundo a plilica do gabinete in-
glez, e lem mostrado claramente a origem das
revoluges por que lera passado a Europa.
Portugal, sujeto influencia britannica, sub-
misso s suas vonlades, vio-se obrigado a reco-
nhecer a independencia da sua colonia, e o seu
monarcha a acceitar um titulo irrisorio.
O desgosto abreviou talvez, os dias do Sr. D.
Joo VI, que morrendo'deixou este reino era urna
crise lernvel, c cujas consequencias lera sido as
mais funestas.
A influencia ingleza procurou affastar do thro-
no um principe, quo se tinha declarado a ella
hostil, e fazendo despresar o direito publico por-
tuguez, foi oferecer a coroa a um principe, que
voluntariamente tinha renegado a patria, movi-
do-lhe guerra c insultado a sua bandeira.
A guerra civil rebentou ento em Portugal,
porque a grande maioria do povo repellia urna
autoridade imposta. Foi ento que o governo in-
glez inandou os seus soldados para consolidara
sua obra.
Neste triste estado de cousas, as potencias pro-
curara um meio desocegar as discordias, som-
bra das quaes a revolugo ameagava desenvolver-
se. Esto meio foi unir a obra ingleza aos desejos
do povo.
Debaixo destes auspicios, o senhor D. Miguel
de Braganga volluu a Portugal como lugar-l-
enle de urna autoridade, que os instinctos popu-
lares repel|iam, e quo as antigs leis, e os pre-
cedentes histricos reproravam. O povo despre-
sou os alvitres da diplomacia, o proclamou rei o
principe que se conservara porluguez.
Por estes tempos a Franga, tendo recobrado
forcas, cooquislou Argel, e destruido esle velha-
coulo de piratas se estabeleceu comosenbora em
sua conquisto, Picando assim possuiddra do um
porto importante no Mediterrneo.
O gabinete inglez calculou a importancia, que
a Franga adquira com a sua nova conquista, e a
influencia martima que tomara sobre o Mediter-
rneo, resolveu a sos queda, e soltando a tem-
pestado revolucionaria, derrubou do throno de S.
Luiz Carlos X com a revolugo de julho.
Porm ella nao corresponden immediatamente
a suas vistas diplomaucas, porque sobre as barri-
cadas seelcvou um throno.
O poder creado pela revolugo, enbora creado
illegalmenle, continuou segurado o movimento
As questes da Europa sao por elle encaradas, de engrandecimento que a Franga tinha recebido
ds legilimidade.
A revolugio de julho tiroo Ss legitimidades o
seguro apoio da Frange, e mudou a poltica da
Europa ; as potencias do norte em vez de se de-
clarem protectoras do priocipio des legitimidades,
ineuguraram a funesta politice dos factos con-
summados.
Desde eolio a poltica ingleza nao encontrou
embarago, qne lhe retardasse o passo, e a Euro-
pa vio doas potencias protegendo a revoluco em
tedos os paizes, ainda que movidas por difieren-
tes causas.
Debaixo destes influencies, e no meio deslas
agitages que prognosticavan um triste futuro, a
Europa vio as legitimidades da pennsula, adver-
sas ao dominio britannieo, tombaren debaixo de
ona revoluco inposta pelos dous gabinetes.
Sustentando os novos poderes na pennsula,
pondo em jogo as smbiees, e despeitk o seu
fin era consolidaren: a sua influencia e impor-
tancia. A Franca aspira va talvez i influencia po-
ltica en quanlo a Iaglaterra, tendo. suministrado
os raeios nao se contenta va nicamente con asta,
as quera tambera a eonmercial.
En quanlo a pennsula era o theatro destes In-
tel e inleresses, aova Jutas agitaran e* gabine-
_ 1U-
flaeocia ingleza na pennsula; resobren pelos seus
recursos diploraaOicee fazer realisar a pbrasude
Luiz IIV fazenda de*apparocer o* Pyrineoe.
Os seus meio* losan hbil me ate calcando ;
unir si as dynaatiaa estabelecida* en Portugal,
c Hespanha estrellando quanlo fosse possivri o
lago de familia. Para isto fot padrinho de um
principe da dyoaaUa, que linha eslabeUcido, e
sogro da irmia da rainha do Hespanha casando o
duque de Moolpensier con a joven infanta.
A Inglaterra supporioa o golpe, medio o risco
que corra a sua influencia, e foi prompla na vio-
ganga.
A_ revolugio de fevereiro appareceu, o o rei ci-
dado, que se julgava assaz forte para substituir
a influencia franceza i britannica, abandonou no
meio das barricadas um throno a que per barri-
cadas linha subido.
III
De tal modo, para por ellos dominar e influir,
a Inglaterra tinha advogado, e protegido os inle-
resses e principios revolucionarios, que a revo-
luco de 21 de fevereiro, do Pars se repercuti
na Allemanha e na Italia ; e eateudendo a sua
acgo, alera mesmo do que racionalmente se
poda calcular, fez sentir na propria Inglaterra
symplomas do seu poder.
O gabinete de S. James, eslopfaclo da ioutili-
dade de seus esfoigos, do risco que sobre si al-
trallia, vacilou de poltica, e sempre frtil de
meros, procurou allrahir i Inglaterra as dynas-
lies decehidas os soberanos destronados pela
revolugio.
A ameaga era indirecta, mas formidavel para
os governos revolucionarios, porm foi ineficaz ;
a poltica ingl#za tinha caminhado nuil) avante
n>s inleresses da revolugo, para poder, mesmo
querendo, retrogradar.
Alm disto a Inglaterra via levantar-se lenta-
mente a influencia russianna querendo influir
no Oriente e na Azia, o dominando no mar ne-
gro por Sebaslepool, e no Bltico por Croostad,
e enlre estes dous extremos sustentada pelo seu
poder martimo e terrestre, sustentar urna politi-
ce propria e independente.
Eram pois duas influencias que a poltica in-
gleza linha que procurar neutralisar, e destruir,
e impedir por todos os meios a junego da
inleresse.
De balde quiz agitar a Franga em nome das
ideas, ella lhe responden em nome dos interesses,
o veneno revolucionario da revolugo de 48 era
narctico, entorpeca, obrava pela corrupgo, e
nao pela irritagao.
Pelizmcnte para o mando nenhum das revolu-
cionarios de 48 o era de boa f, na muianga
goyeroativa nao escularam paixes porm sim
nicamente interesses mais ou menos pessoaes,
abragaram a democracia como meio de conse-
guir com mais facilidade o seu engrandecimento,
lisonjeando as turbas com urna soberana
ficticia.
A Inglaterra pela sua poltica se achou no
estado de urna incerteza perigosa, nao sabendo
so combaler a Franja era combater a revolugo,
e so assim fosse, destruir pela propria mo obra
quo to largos annos de trabalhos e combinages
lhe custara, seria patentear aos olhos do mundo
urna inepcia em que o orgulho brilsnnico nao
poda convir; por outi parte nao combaler a
Franga ero deixar-lhe tomar urna preponderan-
cia que dil ilmeute po leria destruir.
Nesla dura alternativa, a poltica ingleza,
procurando augmentar os seus meios de aceo,
escolheu a espectaliva al quo a repblica se
pronunciasse de modo, quo se podesse differen-
gar a Franga da revolugo, para agredir una ou
proteger a outra conforme lhe dictasse o inle-
resse brilannico.
A Inglaterra conheeia, que dovorciada cora a
1-giiimidade, iofluindo por urna poltica absolu-
tamente sua dimanada do principio utilitario,^
que se a revolugo era urna arma dcil que ma-
nejava a voutade, nao obslanrc a fortaleza de
seu punho a Franga era muilo pezada para que a
polesse mover a seu bello prazer.
A queslo era se a Franga subjugaria a revo-
lugo, ou seria por ella devorada.
A espectaliva nao foi longa, a luta foi breve,
a Franca amedrentada pela insurreigo socialis-
ta de 28 de abril em Rouon, pela violago da
assembla constituinte em 15 de maio por tur-
bas armadas, pela insurreigo em Pars em 25 de
juuho, comprimi a revolugo nomeando em 28
de junho Cavaignau chefo do poder executivo.
Em quanto em Franga a revolugo era domi-
nada pela vontade dos homens, desenvolva seu
aspecto horrivel era Roma, Vienna e Berln, o
na concluso da Europa revolucionada appare-
ciara preparados para se langarem na luta, do
um lado, a Inglaterra, do outro a Russia.
Os revolucionarios francezes olharam o estado
de repblica como um eslado do transigi, e
assim em vez de a tornarem protectora dos roo-
vimentos revolucionarios da Europa, vencen-
do-lhc as tendencias democrticas, a tornaram
em um meio de compresso.
No dia 15 de novembro o conde Rossi foi as-
sassiuado, e no dia 24 o Santo Padre fugia dian-
te dos assassioos de Rossi, a revolugo triura-
phava em Italia nao obstante a batalha de Cus-
tozza.
Foi nestas circumstancias que Luiz Napoleio
Bonaparte, que a Inglaterra dora a Franga como
um elemento de desordera, foi eleito presidente
da repblica; desde eulo fcil foi adviohar o
imperio.
IV
Se para com a Franga, a poltica ingleza, fl-
cra na espectaliva, obrava enrgicamente para
proteger a revolugo na Sicilia.
Lord Milo, Temple, Parker, Napier, procura-
vara sustenta-la para qd% deolaraudo-se inde-
pendente cahisse no protectorado brilannico, o
que dara Inglaterra o dominio absoluto do
Mediterrneo e ameacaria permanentemente a
Algeria.
A poltica franceza moslrou apoiar tambera o
movimento revolucionario, os protestos de Ban-
dn, as notas de Rayneval assim no-lo fszera
crer, talvez para conseguir o mesmo Qra que
smbicionava a Inglaterra.
A revolugo da Sicilia tornando-se demcrata
foi abandonada por Napoleio, e a Inglaterra vio
ainda ura campo perdido, vio ainda que tinha
sido Iludida pela diplomacia franceza.
As tropas austracas do coramando de Rade-
tzky triompharam nos campos de Navarra da re-
volugo italiana. A revolugio desapparecia de
Berln Vienna, espirava em Francfort e en lo-
dos os pontos da Allemanha.
As potencias catholicas nao podiam consentir
na existencia anmala da repblica constituida
em 9 de fevereiro, o deixar de restabelecer o
Sanio Pidro nos estados de que a revolugio o es-
bulhara.
Luiz Napoleio quiz mostrar A Europa, que nao
obstante a revolucionaria do seu poder, era elle
um paohor de ordem e tranquillidade, e que cm
vez de serum priocipio revolucionario, era um
principio conservador, o aproveitou a occa-
siio.
Tomando a iniciativa as (ropas francezes des-
embarcaran) era Cirila Vecchia a 25 de abril de
1849. pisaram o lesritorio da igreja, sendo
seguidas pelos contingentes das outras poten-
cias.
Os Francezes, porm, reservaran para ti a
parte mais vistosa da campanha, a conquista
de Roma que leve lugar em 3 de julho que fi-
nalisou com a ropublica democrtica constituida
em 9 de fevereiro.
A poltica ingleza nio podera evitar o des-
Irogo da revolugo e vio-se obligada a assstir
aos Iriumphos da Austria e da Franga na Italia,
e intervengo russa na Hungra.
Procurara, servindo-se do elemento revolucio-
nario, a poltica ingleza, dominar o sobrloho do
desterrado de Santa Helena, porm fra por elle
Iludida servindo s de alicoree ao seu poder,
confiara nos eaforgos revolucionarios para guiar
a revoluco, porm elles s servan para pre-
parar o despotismo que foi constituido pelo gol-
pe de estado do 2 de dezembro.
Quebrando e juramento con a consciencia I-
beral, Luiz Napoleio sepulteu a repblica de-
baixo do suffragio universal.
O inleresse, que tinha na revolugo de feve-
reiro creado a repuqlica, pelo suffragio universal
efeoo o imperio.
Nestas transformages a poltica ingleza nio
via a Franga via nicamente a revolugio, via na
srilegio ana quebra de influencia, tecla o la-
ftEVISTA AHI
O goverao opeeia), por acto da 18 da nez
prximo pusado aoiiifkou as da** Jeteado, que
se procedoraaa na parochia de T-rawmnia pora
jaizes de paz a venadores: e maneo* iguaJatoate
que ao primeiro juiz de paz, que lea auna deesas
ereigeson ana casa, fosa* inposta a mal** coosa-
Krada no art. IM 1.a a.4dil*i Tnaulan*n
lar das eleiges.
Contina nesla cidade a ser promovida a ac-
quisigo do obuto voluntarlo para a obra de S.
Pedro ; e apezar da nossa siluagio actual, os
fiis nao len so esquivado i esa* pro*a da fer-
vor pela religio, e de dedicago o S. S. Padre.
Aproposiio, vamos dar i setencia dos aosaos
leilores algunas patarras transcriptas do Jornal
de Roma : Urna deputagao da archiconfraria do
._. Pedro, organisada para soccorer as necessi-
dades da santa s. alcangou a subida honra de
sor apresentada a 23 de novembro do anne pr-
ximo passado i S. S.
Era ella compostado principe Chigi-Albani,
rice-presiden le da archiconfraria, do marques.
Palrizi Uontoro, thesoureiro, de moaseohor N*r-
di, conselheiro, do.conde Alexandre Cardelli o
do Sr. Francisco Cecearen, ,recebedores ; os-
quaes deposeram aos ps do S. S. Padre a som-
na de quetro rail o vinte qualro pataces rece-
bidos no ultimo raez das offertas dos Geis. .
Esta somna reunida s differentes quaotias-
adquindas nos dous mezes anteriores, monta t
iroportaocia realisada de 11,500 pesos, que os
bons romanos lem offerecido ao pai commum
dos catholico*.
A archiconfraria ja se vae diffundindo por di-
fereiites naces, por interine lio dos respectivos
diocesanos ; visto quo as preces e as pequeas
offertas ao pae commum lio os neios, que ella
conhece e mprega para proteger a neis sania
das causas.
~~.Acha-se funecionando a agencia "do eorreio
creada provisoriamente para Fernando de No-
ronha.
Acerca do que diseraos sobre a raodiflcago
do roteiro do telegrapho, nos enviara a seguinle
correspondencia onde considerages mu ponde-
rosas sao felas ; e que pur asa razo nos levam
a siibrai'lte-la i apreciagodo publico em sua in-
tegridade, aflm de que desee embale resulte urna
reforma conveniente e satisfactoria is necessi-
dades do nosso telegrapho :
Srs. redactores da Revista Diaria. Lendo
as reflexes, que Vmcs. aposentaren era sua
Revista Diana de hoje relativamente i alterago
que se pretende azer no roteiro dos signaes te-
legraphicos, vemos que tem razio ; mas rogamos
que nos perroittam que tambem aprsentenos al-
gunas reflexes.
< A razo, que deu-se quando alterou-se o en-
ligo roteiro, que era conhecido entre nos desdo
que estabeleceu-se aqu o telegrapho, e grande
numero de pessoas sabia de cor, foi que elle nao
satisfazla todas as necessidades do porto; mas,
se isto era exacto atcerlo ponto, porque, sobre-
pondo-se sorm-nte duas baudeiras, apenas se t-
nliam 99 signaes. o actual roteiro tambem nio
satisfaz essas necessidades, e aprsenla um
grande inconveniente; porquanto, se nella a nu-
merago se eleva at 54,321. porque cinco ban-
deiras sao 3obrepostis, coolanJo-se os nmeros,
uns aps outros, apenas se encontrara 325 sig-
naes, o que poderia ser oblido pelo antigo roteiro
sobrepoiido-se tres bandeiras que elevariam os
signaes a 999, numero que com o actual irapos-
sivel, a nio sobreporem-se nais bandeiras; alem
de que, s existiodo no roteiro actual cinco ban-
deires, os signaes nao poden ser elevados na
graduago natural, o que o torna mais difllcl para
ser decorado, e conservado em memoria.
c A quem se nio dau ao trabalho de contar o
signaos, parecer que o roteiro actual elevando a
numerago 54,321, excede extraordinariamente
o amigo ; que s dava999 signaes : mas aquelles
que der-se a esse trabalho, ver que exacto o
que d'sseraos, isto quo no roteiro actual s-
existera 325 signaes ; e quen refleclir que de na-
nejarem-se tres bandeiras no menos trabalho para
o encarregados dos signaes. e por consequencia
mais presteza era dar esses signaes, convr con-
nosco que o roteiro antigo era preferivel ao ac-
tual, que s tinh* en seu favor a novidade, alen
de que era mu conhecido, e, perraillindo por
causa das dez bandeiras a oumeraco gradalos
ordem natural, facilitava que os signaes fossem
conservados om memoria, o que era urna vanta-
gem importante ; sem contar quo, podendo-se
sobrepor mais urna bandeira, prestava-se a ele-
var esses signaes 999, e a 99.999, podendo-se
sobrepor cinco bandeiras, como permute o rotei-
ro actual, que nao poder elevar-se a esse nume-
ro, porquanto cora cinco bandeiras nao possivel
seguir a ordem natural, e, querendo-se sobrepor
mais bandeiras, a isto se oppc a altura do mas-
tro que j curto para os cinco de que se ser-
ven, quando estas sao postas nos bracos.
Assim pois, vendo que se trata de reformar o
roteiro, qne sempre epresentar o grande incon-
veniente de nio perraittir a graduago numrica
na ordem natural, somos de opiniio que o gover-
no substitua o roteiro antigo, perraillindo que se
sobrnpooham tres ou mais bandeiras, o que nao
inut.lisar as bandeiras ectuees, que nao sao se-
no algumas das do roteiro antigo ; poden-
do-se operar alguns melhorarsentos que sim-
plifliuemus signaes, como sejam os relativos
aos vapores que poden ter bandeiras especiaes
que os tornen conhecido*.
A.
Pedem-nos a publicago do seguinle :
Srs. Redactores da Revista Diaria. Como
lenha visto por varias vezes narrados em sua
conceituada Revista, factos de graves operages
cirurgicas, pego-lhes o obsequio de publicar mais
esle, que uma prora do adiantamento deste ra-
mo de medicina ntrenos.
No dia 7 do correle, o Sr. Dr. Carolino Fran-
cisco de Lima Santos, tendo por ajudanles os
Srs. Drs. Flix Moreno Brandeo e Eslevio Caval-
canli de Albuquerque, extirpou, em Olinda, na
pessa da Exma. Sra. D. Francisca Pereira Cor-
roa, cunhada do Exra. conselheiro presidente da
relago, qualro tumores cancerosos debaixo do
brego direito, tendo o maior o volume de um ovo
ordinario, e sendo os tres outros pouco maiores
do que ura ovo de pombo; operago que tor-
nou-so trabalhosa e arriscada pela adherencia
dos ditos tumores, e sobreludo em consequencia
de un prolonganenlo, que se eslendia al o cu-
rae da cavidade, n rogsva na arteria axilar.
Nao obstante, o resultado foi o melhor possi-
vel, porque a paciente se acha sem novidade,
lendo soffrido grandes dores, apezar de ser clo-
roformizada.
E' bastante coohocida a pericia do Sr. Dr. Ca-
rolino como operador, para que esta v accres-
cenlar alguma cousa gloria de seu nome.
Sendo certo que os Srs. dous mdicos ajudan-
les tambera se moslraram digoos, pelo cuidado e
aclividade que desenvolveram.
. E. C J.
Para o amanhecer do dia de honten (1 1/2
hora) houve lugar un inceniio na roa da Praia,
om uma casa, em que havia um estabelecimenlo
de motilados, sendo o edificio em sua totalidad
pasto das chaunas.
Dizen-oos que proviera esse sinislre de um>
csixo dejpiios de fogo, que pelo dono da venda
fra posto sob ou junto uma pipa, que fatalmen-
te cahindo sobre o mesmo, motivara inflaratea-
rem-se elles e provocaren posteriormente o in-
cendio, que pelas horas adiantadas da noite que
manifestou-se lavrou sua vontade, de maneira
a ser improQcuo todo o soccorro que ao edificio
foi prestado, quando deu-se pela respectiva exis-
tencia, apezar de ser apagado afinal.
O dono, que o Sr. Justino Pereira Ranos,
achava-se no olio sobre a neina venda con um
caixeiro ; o qual acordou cora o fogo quelavrsva
j pelo seu leito. e fazendo despertar o referido
Sr. Justino, poderam ambos salvar-se por uma
janella, Dcando porn reduzido i ciozes todo o
fundo do estabelecimenlo, qne andava por cerca
de 4 0O090OO, assim cono 50O0O0 en noeda
papel, que existia en ana gaveta.
Ao fogo concorreran as bombas do arsenal de
marinha, a de de guerra e da alfandega, sendo
esta acompanbada do empregado que era serve
de guarda-mr. Acham-se igualmente presentes
veras autoridades, inclusivo o Exm. Sr. presi-
dente, o connandante do corpo de polica, o
najor Loureiro, o delegado, o* subdelegadas dea-
ta traguezia e daquella do Recie, o coronel Lobo
e outras mais pessoas.
Isto posto a eonfusio que raioou 0 as direeges
encontradas, que tees occasioes sempre appa-
f**>


KS'/! ?!* ordeD* e h""***. caja
um .,t, ^^ra. reclaman pela existencia de
cendin. """? pa" w"i0 *&* os ia-
ramr nS ?,2 PresenC desta necessidade
aausfM-4a cora a ititlla proaindencia.
u* awe,Ml .* ,,erra f* Primea
fiL T .receu ; umM Wl *. pouco poude
a?? ,cha'na. cheajando a do arsenal
oe marinha j quando achavam-se estas quasi
apagad. Atada unta fez notamos o doleixo que
?ai nasse servico, ao pooto de apagar-se o fogo
pwrstad, em conseqaencia de ha ver abatido a
*' e nam abJo s chararaas.
o rogo cessoii s tres hora da manhaa.
Adolpho Lnii de Soun, pardo, idade le 33
anrios, levado de um,zelo ex-essivo pelo culto de-
viso aos padroeiros das diferas capellas existen-
tes nesta ciliado, e em seus suburbios, consliluio-
se por vontado propria o procurador geral deltas.
Como tal designara os das para as (estas, que se
aeriam fazer nessas capellas, e cm nome dos
seus juizes ou administradores expeda cartas po-
dindo esmolas, tendo sempre cuidado de imitar
letra e assignaturas dos individuos, em cujos
Bornes escrevi.i.
Por este meio consegua obter boas quantias
addiando para as (calendasgregas os festejos, para
que pedia o adjuctorio dos bons derotos.
Ha dous annus que assim tem ivido custa
os erlos desta capital; roas" continuando este
nno cora maiorzelo e Terror, cabio as mos da
polica, que o mandou recolher casa de deten-
$ao, visto como a sua devocao degenerou era
cnmes de Maidade e estilionato.
Na eleigao para deputados geraes no 4o dis-
tncto ele.torat ejfttiverara voticao nos collegios
abaixo os Srs. nelles indicados.
Papacaca.
Dr. Jeronymo Villela do Castro Tarares.. 3-">
Dr. Jos Leaodro Ge doy do Vasconcellos...." 32
tiaranhuns.
Dr. Jos Lean Iro -Godoy de Vasconcellos.... 42
Dr. Jeronymo Villela de Castro Csrares.... 39
_ S. Bento.
Dr. Francisco Raphael de Mello Reg...... 34
Dr. Aiileniodos Sanios S.Cavalcaoli........ 33
Dr. Jos Leandro Godoy de V asconcellos.... 1
- 7 Jl"8 Jugar quinta-feira 7 do corrente, a
nstalagao de urna sociedade militar denomina-
da Cissuio Militar Pernambucauo. Depois de
alguns trabalhos preliminares sob a direccao do
coronel Fraocisco Joaquina Pereira Lobo, proce-
deu-se a rotarlo para a commissao directora,
que flcou composta da maneira seguinte :
Presidente.
O Exm. commandante das armas Jos Antonio
da Fonseca Galro.
Vice-presidenle.
O capiiao de mar o guerra Elisiario Autcniodos
Santos.
1." secretario.
Tenente Antonio Villela de Castro Tavares.
2." secretario.
Tenente Manoel Antonio Viegas Jnior.
r ... Thesoureiro.
t.apitao Trajatio Alipio de Carralho Mendonga.
, Cuncellheiros.
I. Tenente Francisco Villela de Castro Tarares.
Capitao Manoel da Cunha Wanderley Lias.
Dito Julo Evangelista Ncry da Fonseca.
B lo Jos Angelo de Moraes Reg.
Aireres Antonio Eneas Gustavo Galvo.
Capilao Francisco Jos Damaceno Rosado.
Dr. Larlos Frederico dos Sanios Xarier
Tenente Joao Paulo de Miranda.
Alteres Luiz Jos Ferreirs Jnior.
Dr Manoel Aires da Costa Brancante.
Al reres Francisco Amonio de S Brrelo
Capitao Antonio Francisco d'Avila
Ultimado esso trabalho, procedeu-sea rolago
para a commissao que tem de organisar os esta-
tutos, a qual flcou composta dos Srs. :
Tenente Antonio Villela de Castro Tavare3.
Dr. Prudencio de Brito Cotigipo.
Dr. Manoel Aireada Costa Brancante.
_.-~LIorarn reco|ndos casa de detenco no
d.a 7 do corrente 14 hornese 2 mulhores. sendo
12 lirres e 4 escraros. a saber : 8 a ordem do
r delegado do Io districto, 1 a ordem do sub-
delegado do Recife, 3 a ordom do de Santo An-
tonio, 1 a ordem do de S. Jos. 2 a ordem do da
Boa-Vista, e 1 a ordem do da Capunga.
IMTAOOl'RO PUBLICO :
Matara01-se no da 8 do corrente para o con-
sumo desta cidade 67 rezes.
MORTALIDADE DO DA 8 ."
Joao Pedro da Roha Pereira, pardo, casado, 62
annos, de um croup.
Antonio, branco, 18 mezes, escrpohula3.
Honorato, pardo. 2 mezes, espasmo.
Mana, branca. 12 horas, conrulsdes.
Karcisa, preta, escrarj, solteira, 32 annos, me-
tnte.
Manoel, preto, solteiro, 46 annos, hydrothera.
Joanoa Mana, parda, solteira, 50 annos. amo-
lecimenle cerebral.
Gregorio, preto, escraro, solteiro, 30 annos, tu-
brculos pulmonares.
Thereza, preta. 18 mezes, tosso convulsa.
Margarida Mara do Espirito Santo, preta. sol-
teira, 28 annos, diarrhea.
Poblicacoes a pedido.
doslms. Srs. e Exilias. Sras.
que teem de festejar o Glo-
rioso Santo Attto, no anno
de 1862.
Juizes por eleieio.
MAMO M n*M*WQBk ~ MIHno i DI JttVifcfiltO Di mi.
O Illms Srs. :
Exm. baro do Livrameuto.
Major Jos Gomes da Silva.
Juizas por eleigio.
As Simas Sras.:
D. Mara Libaoia de O'ioiroz Monleiro.
S1?*' .Sra- do Sr- Manoel Xarier Carneiro
da Cunha.
Juizes por derojSo.
Os Illms. Srs.:
Jos Ignacio de Mello.
Antoaio Gongalves da Silva.
Juizas por devoc,o.
AsExmas. Sras.:
Consorte do Sr. alferes Manoel Gomes do Reg.
Coi.sjrle do Illm. Sr. Manoel Flix de Mello.
Escrives por eleico.
Os Illms. Srs.:
Jos Patricio de Maura.
Manoel Theodozio da Cuoha.
Escrivas por e'.eicao.
AsExmas. Sras. :
Consorte do Illm. Sr. Antonio Marques Evange-
lista.
Consorte do Illm. Sr. Joaquim Pinto Pereira da
Costa.
Escrives por devocao.
Os Illms. Srs.: #
Jos Caelano Marques de Carvalho.
Joaquim Jos de Sania Auna e Silva.
Escrivas por devocao.
As Exmas. Sras. :
Consorte do Illm. Sr. Jos Bento dos Santos.
Consorte do Illm. -Sr. Manoel Antonio
Santos.
Procuradoies.
Os Illms Srs. :
Virgolino Jos de Almeida.
Laurentino Alves Ferreira.
Ignacio Teixeira de Mello.
Manoel de Olivelra Torres.
Pedro Leite dos Santos.
Chrislovao Jos Alvares.
Major Claudiuo Jos de Almeida Lisboa.
Thesoureiro.
O Ulm.Sr. alferes Juliao Goncalves Lima.
O vigaro interino,
Joaquim de Arago Ebla.
O thesoureiro, Jos Cavalcanti Ferraz de Aze-
vedo.
TMPORA MUTANTURt....
At ha poeco eslava incubada a poltica libe-
ral do R\o-Gra*en*4 do Mor. O Dous de De-
tembro estimulara-, mattia-lhe pelesolhos a ne-
cessidade de triurapoar partido eonservador,
cujas ideas eram ai d governo, ehamava a pos-
los es seus amigos politices. eihorUva-os a que
empregaas os aaeos honestos, e cerrassem G-
leiras para cooseguirem urna victoria gloriosa....
Dessa vea esperirvam todvj que o eollega ap-
P^recesse na arena de peilo descobert, ou de-
maAf,.'.Ue rM,*i,0 i ^ m,i8 WJsW*. a?S?? ri?! ^ *" na".d2 a "nP""**' <""> rol: roubo do li.ro da
nos d aaaJdao .r^.T^.i. Jl 1" ? ,'' ,,,lnl"53o. etc.. etc., convencer.m S. Etc. de
sicoes le h P t U pe? dl*,," qtfe n5 era "" ofHtial Pf o sufflciente para
Ucm. gM,dq"e ""'""netas poli- antera orden o. eteicao. debero li'
Vea a i-oiu. ^. _?. j. i ,. a* siraplesmeote maoia-lo substituir por um
trulress.B?l,P1!.dea,8am*^1<,*S- Da^nte do tenente-coronel Booifacio. (que cor-
emao a presidencia ; o mais nao p.ssa dealguma
loo se assemelha a sandlce. pois nio-
pho do partido conservador uma ri m ..n. il.i Sr n, n....: ^B rt>''*
dos
Correspondencias.
Srs. redactores. Quando o homem por sua
toa sorte chega ao ponto de nao achar recurso de
viver com a dign^dade que Ihe propria, o de-
sespero nao devo ser seu ultimo termo ; porque
emquanto vive o homem c tem forrea deve traba-
lhar na razao de sua forca : tnuilas vezes a s
orca do homem no trabalho manual nao um
capital bastante para produzir tanto quauto che-
Ruc para satisfazer suas obrigaces. A numerosa
lamilH sempre razao para o homem procurar
urna oceupaco que nao seja o trabalho manual.
A necessidade de obter um emprego faz procurar
os meios de alcaoca-lo. A protecQao que o ho-
rnera alcanca faz valor seu mrito: e tanto maior
e o mrito, quanlo maior a protecelo que ob-
tevo em seu auxilio.
Nao ha muitos das que um habitante da illa
da Escada, tudo envidou para obter um emprego
nos trabalhos da via frrea ; seus protectores fo-
ram tambern as familias do engenheiro Peniston
e superintendente Brarnah. e dealgumas pessoas
deimporlancia desta provincia, a quemopreten-
deute recorreucorao sua salvago na situado em
que se achava ; houre um protector dislincto que
moslrou vontade de prolege-lo. Todos os esfor-
Cos foram mallogrados, e o pobre pretendente
Toltou a supporlar sua m sorte. Na desesperada
siiuacao em que se achou, vendo lodosos recur-
sos perdidos, muitos Iho disseram que nao devis
esperar cousa alguma do inglez da via frrea,
porque o inglez da via frrea nao melhorava a sor
te do brasileiro que procurava empregar-se nos
trabalhos da companhia, e que melhor era que
elle de vez em quando denunciasse ao paiz os
desmandos que por all haviam, do que procurar
ser empregado. O pretendente resigoado regei-
tou taes tnsinuagoes, porque fazia melhor con-
ceito dos inglezes da via frrea, e porque nesses
trabalhos figurara os Illms. Srs. Bramah. Penis-
a0?' Har"on.Dhitflol, Hughes, Msnn, Flet-cher,
Adcock, Kirkhao, Dr. Valpes, e outros que me
nao recorda, e porque tinha observado urna sa-
tisfacao e geral conlenlamenlo om todos os em-
pregados e trab-alhadorcs da linha, o quo sem
dunda e dendo aos dignos Srs. Bramah. Penis-
ton e Harison, intelligenles de um coracao bem
lormado e que parecem os mais proprios para se-
rem os encarregados de taes servijos ; assim o
nao obter um lugar nao foi razao para dessonhe-
ccr as vantagens que esla trra trazcm os flihos
da naca o industriosa, que por lodo o mundo es-
pinados oceupam-se em melhorar e apeifeicoar
aendo nfalliveis no cumprimento de suas bri-
gacoes.
O'iem dira que em 2 de dezembro do anuo
passado a villa da Escada vera correr a locomo-
tiva, trazendo eui lo pequeo espago Je lempo
s valores dos productos des te tetrao veodidos
no mercado doReelfe? bouve quera durdasse
mas com efTeito ignorava o tino e actividade do
f f,,ro P?msln e "'ros seus companhe-
oi abm.re8aS n/s'eVrab,lnos- A 2.' seceo
Recife nao nhmdU,aS h-raJ M Tai d" Eacada ao
U lrl" d- u a"le 0a,0 ler 0,,erno recebid
fu tradn Sr n 'l,avPrd,l,M >PPO^as pelo il-
Justrado Sr. engeoheiro fiscal.
Em breve eetario os traoalhos da 2. seceso
nascondigoes ex>tid, e eolio faiemos "ofta
para que os Srs. Peniston o seos compaaheiros
cheguem ao lira deseos sorvicos con a rnesma
SaZdo 6 acl,Md*d0 Com 1"* al hJ e ho
Queiram, Srs. redactores, dar publieidade a es-
tas mal tragadas lionas, que muito lhe aarade-
cer o leu constante leitor "
Um oiitnador'.
Rio Gratule do Norte.
Como j annunciaraos em nosso numero pre-
cedente, urna esmagadora opposico est emi-
nentemente sobre a adrainislrago da provincia.
as tubas tocam pressurosas nos arraiaes sulistas,
e os partidarios correm atropellados a cerrarem
liieiras sob a bandeira do illmlrt chefe, o Sr. Dr I
Moreira Brandao, que contando com urna derrota'
#*orl. fino.... i/. I____. .
certa, desde j vai procurando um pretexto
mais urna vez figurar de martyr.
>ejamos, porm, o que deu causa a esse grito
de guerra. Examinemos os actos da administra-
gao, que mereceram as iras dosnossjs adversarios
e os imparciaes que docidam so o Sr. presidente
da provincia poda deixar de pratica-los, o se
meutio ao sou prograrama de imparcialidide at
hoje sustentado e reconhecido pelos proprios su-
O juiz de paz de S. Bento consultou S. Exc
se a eleigao primaria devia proceder-se em No-
va cruz ou em sua fregnezia. O Exm. presi-
idio que se'effoctuasie neste ultimo lu-
phe do partido conservador, urna ves que a can-
didatura sulieta podesio interettar nelle, median-
te urna partilha razoavel, ou aatio tocando cha-
mada ao grande parlido iberml para oppor suas
f jrgas ao conservador, e por conseguidle ao go-
verno, de qae este se dizia adepto___
Mas o collega nao se raovia.... A razio disto
era evidente para aquelles que nao acreditara
na consistencia das ideas polticas do Rio-Gran-
dtnse.
Declarar-se liberal moito antes da eleigao,
quando a tendencia para a separaglo dos parti-
dos se manifestara abertamenle___ era arriscar
bastante a candidatura enlista.
Os jornaes da corle estavam sempre a fallar na
conveniencia de urna certa interveogio benfica,
principalmente quando devia o governo preca-
verle contra inimigos declarados que punham
era jogo at as armas di anarchia, do embuste e
da calumnia....
O instinclo da cotiservagao aconselhou o col-
lega para nao sahir da mona. A palavra liberal
foi cuidadosamente supprimida___ Nem sequer
um innocente remoque foi atrado ao partido
conservador. As derwminagesnortista e solis-
taeram as nicas empregadas pelo Rio-Gran-
dense como para indicar que a cor dos partidos
era inteiramente local, e nada tinha com os prin-
cipios que dividem os dous lados polticos em
lodo o imperio. No que era grave o novo liberal
susoendia o seujuizo por ora....
Nao seria o collega tao inepto que se fosse in-
culcar do martyr prematuramente. Os liberaee
da cflrle e de outras parles que carregassem s*
com as consequencias de sua imprudente onpo-
sico___
E o collega andou sempre to meigo, to cor-
dial, tao meeureiro, que toda a gente acredilou
que ao menos na provincia o governo ia di-
reito.
Duas juslissimas decisdes da presidencia des-
concerlaram planos mal fundados___ Depois cor-
reu livreraente a elnicao, e a derrota da candida-
tura sulista parecen iii&vitavel, apezar do recurso
pouco efBcaz das dupliclas.
J nao ha via que esperar, nem que temer....
e nesta situago desagradare! chegou a noticia
de lerem vencido aos liberaes era algumas pa-
rochias da edrte, gragas abstengo absoluta do
governo....
As goardas se mudaram___veio logo a desil-
luso.... e de momo e descrente como eslava,
o collega lornou-se radiante de enthusiasmo pa-
tritico. Puldu contente aquello coragao amor-
tecido pela mais cruel decepro, e no da seguin-
te o Rjo-Grndense i fallav'a em partido liberal,
e publicava, alm de um artigo de opposigao ao
governo provincial, a seguinte jaculatoria, que,
combinada com protestos e manifeUacet ante-
riores, um modelo de coherencia edieant".
A opposico obteve ni cdrla em quasi todas
as parochias o mais brilhante triumpho : nao era
anda conhecido o resultado da eleigo era todas
as mas pelas cdulas apuradas nao navio
duvxda.
Na capital da Baha as urnas se pronuncia-
ran tarabem em favor dos liberaes, que igual-
mente Qcarara vencedores em Santos. O mesmo
aconleceu na capital Jas Alagois o na de Per-
nambuco, as freg lezias de Santo Antonio e S.
Jos.
Por toda a parte a oointo liberal tem mos-
uo sr. Dr. Brandao de encontr ao que justo e
No terceiro tpico de sua catilioaria principia
o mo Granente a mentir sem-vergonhamente.
. fcxc. nao prelenleu distiiur o juiz de paz
mais volado capUSo Pegado, sob pretexto algum.
t/uairo membros da mesa parochial de Aroz con-
h ?r*m ao Presidente se um juiz de paz anal-
pnabeto poda presidir a eleico, e foi decidido
quo nao. '
Vsla Rio ^rndense a justica dessa de-
S! Qr,ada Jt em um aviso do ministerio do
imperio ?
Se nao pode conteslar, a que vem a censu-
Ainda que o tal juiz de paz saiba ler e escrever
comoqualquermestre-cscola.nenhuma razao hi
para censurar a presidencia, que apems decla-
ro u nao poder ejercers funegoes de juiz de paz
um nnalpliabeto. sem que emitisse juizo algum
sobre a sapiencia ao cauiio Pegtdo.
Ergo, a aecusego por esse Tacto outra cousa,
que nem se parece com sandlce.
entretanto nao podemos deixar de contestar os
co/ieeimitoj do tal capitao, que, apezar de ser
nco-nomem, nao sabe ler nem um s nome, e es-
t oortanu '""- c ,,Tesse lao. Que Tez de mullo sua lirre ron-
-. jSWdSTr.:i..ft.e?K^fa"?^ JSA?"^. S '*P a sua decisao as seguintes ra-
gar, e fundou
zOes:
kPI f?Sland,a.,ei Prov'ocal n. 199 do 27 de ju-
nho de 1819 foi a sede da freguezia de SaoU Ri-
ta transferida para a capells de S. Bento. dereu-
do. porem a transferencia ter lugar, quando dita
capella esltrnsse decentemente ornada. A lei
provincial n. 393 de U de agosto de 1858 des-
merabrou de S. Bento a freguezia de Santa Rita
da Cachoeira. porm nata alierou acerca da sede
daquella. O nsitador, antorisadj pelo Exm. his-
po diocesano, anouio a que se tuesse a mudanea
de que nos oceupamos, como declarou em officio
de 10 de mato do 1819. Effectuou-se a transfe-
rencia, indo o p.irocho resi lir em S. Bento at
que alcangando, segundo diz, urna licenca do pre-
ndo, foi temporariamente residi em Nora-Cruz.
Devei notar-se que o mencionado parocho declara
que mera sua residencia em Nova-Cruz por duas
razoes : por. conslar-lhe que urna representago
anonyma fdra dirigida contra seu antecessor, por-
que morara era S. Bento, e porter a presidencia
ordenado que as eleiges de rereadores e juizes
do paz a as primarias de 1856 se Ozossem em No-
va-Cruz.
E' erideule que nenhuma dessas razos padia
autonsara residencia do parocho em Nora-Cruz
o menos que ahi se flzesse a eleigao, urna rez
que tinia-se rerideado a transferencia da sedo da
ireguezi, pira S. Bunio, como alm de outras
proras conrma o facto de harer tido lugar a elei-
gao de 1852 era S. Benlo. e que ainda nao foi
erogada a le o. 193. M-smo quando o parocho
leona licenga de seu prelado para rosidir em No-
ra-Lruz, essa hcenga nao pie dizer respeilo ao
exerciio de direitos polticos que esto claramen-
te aenidos e garantidos, porquanto a lei deter-
minando que a eleig seja fela na matriz e pre-
sidida pelo juiz de paz do respectiro districto.
presupoe a existencia de urna condigo esencial-
mente dependente do concurso dos dous poderes
espiritual e temporal.
Era risla, pos destes principios que nao podem
ser por maneira alguma contestados fra do du-
nda que a eleigo deria ser feita em S. Bento e
nao ora Nora-Cruz, que nao i e nunca foi distric-
to da matriz.
Passamos ao outro acto da presidencia.
Jos Ignacio de Brito era supplente do juiz de
paz desta freguezia, e em 1858 foi convidado pela
cmara municipal para prestar juramento alo-
mar posse do cargo no impedimento dos indiri-
auos que Ihe eram superiores em votos. Depois
desta poca residi por algum terapo em Cear-
m rui H8,t) *"" d.u''id;, 8e Jos I01ci0 linha
passeio aquello municipio, devondo neste ultimo
caso continuar a ser considerado como juiz de
paz desta freguezia, S. Exc, em vista dos docu-
mentos que lhe foram principio apreseotados
e dos quacs nao conslava positivamente a mu-
danga de Jos Ignacio, decidi que elle compe-
ta a presidencia da mesa parochial; porm ten-
do u vista outros documentos qu6 depois foram
submettidos sua considerago, e que mostra-
ran! al a evidencia, que Jos Ignacio mudou
sua resideucia paraCear-mirim, que all M qaa-
Hcado jurado depois de 1868, quo al servia co-
mo membro da junta revisora da lista dos jura-
dos, que em urna excepeo declinatoria fori de-
clarou mui formalmente que linha Osado sua re-
sidencia naquclle lugar, qae o convite da cma-
ra, a que nos referimos mais cima, foi anterior
a mudanga, e finalmente que para Cear-mirim
levou familia e l estabeleceu-se definitivamente
comprando engenho, etc., reformou S. Exc. o
seu ormeiro acto, fundando-se para lato na dis-
posico expressa dos avisos de 13 de dezembro
de 1848 e de 14 de agosto desta anno, em vista
dos qnaes o eargo de jui. de paz, e at mesmo o
direilo de fazer parto da mesa parochial, perde-
se pela mudanga de domicilio, e nao se recupe-
ra pela volla para a paroebia, d'onde o juiz mu-
dau-se.
Esludem os imparciaes a queslao, examinem
para tr0,? a forca, e nao' obstante os embarazos
oficiaes que se Iho o oppe, vai mostrando o
que .
Os leitor'es riem-se 1 Pois nao tem de que. O
collega careca de wiii'j um desengao para res-
lituir-lhe a f quasi exlincta. Subraerso na mo-
dorra offejante da doscrenga, elle acabou por
sonhar com as duplcalas favorecidas pelos ami-
gos da liberdade que possam por ventura entrar
na cmara, e ei-lo ento, ornado cora a cora do
mtrtyrio, batendo palmas aos truraphidores,
com um reconhecimento anticipado.
Assim nao venha outra decepgo, talrez a u'ti-
ma, estriar de novo a exallago do crente.
O Rio Grandense do Norte, orgao do partido
solista, se o nao smente das paixes de um
aventureiro, acaba do declarar-so em opposigao
ao Exm. presidente da provincia, a quora calum-
nia torpemente, attribuinlo-lhe interrengSo na
eleigao em favor da candidatura do Dr. Amro.
Nao teodo podido conseguir, apezar de femen-
tidos protestos de adhesao poltica do actual ga-
binete, que o Exm. presidente Hhpozesse a cin-
didalura do Dr. Brandao provincia, que quasi
unnimemente a repelle ; perdida a esperangade
um triumpho, que s a fraude e a violencia lhe
poderlam conceder ; impotente diante de urna
adminislragao mordicada, que soube conservar-
se leal aoseu programan dejusliga e imparciali-
dadea despeito de falsas demonstragoes de apoio
e devolameiilo, o Rio Grandense tirou emfim a
raascara que lhe eucobria o torpe e rcpulsiro sem-
blante, e moslra-ae hoje, qual sempre foi, ingra-
to, aleivoso e prfido.
Nao nos sorprenden por forma alguma a meta-
morphose do collega, affeilo que a representar
diversos papis na scena poltica, lenlo nica-
mente por mola de suas aeges os clculos de
sua estulla ambigo. Nao nos sorprendeu a nova
posigo que lomou o Rio Grandense em relacao
a adminislragao, pois que, conhecendo-o de longa
data, previamos que, oblidos os favores possiveis
o ingrato nao deixaria de morder a mi que os
liboralisra.
Previamos, e o denunciamos em diversos arti-
gos deste peridico que ah correm impressos. e
que acabara de receber sua piona saocgo desse
manifest do guerra do Rio Grandense.
J nos tardara, porm, encontrar o mesmo ho-
mem de 1855, 56 e 57, insullaudo, endeosando, e
Iogodopois insulUudo o ex-presidenle Passos; o
mesmo homem de 1860 exaltando, e logo depois
apedrejando pelas costas o ex-presidente Junquei-
ra. Mas ahi o temos eralim que abandona o po-
dre incens da adulago, o dirige a predilecta ar-
ma da miserarel calumnia contra o presidente que
nao se quiz prestar aos caprichos de um treslou-
cado criangoU.
Entremos era conla cora o coega, e era res-
peilo ao publico que o pode ler, pulverisemos os
sois intitulados tunJamenios de oppo.-igao.
Desprezadas as expresos injuriosas com que
a atrabilis insepararel do Rio Grandeme sa ata-
viar todos os seus famosos libellos, nos remos
que as censuras feitas adminislrago, as prora*
de sua interreogao em favor da candidatura do
Dr. Amaro consistem:
Primeiro, em ter declarado aojuz de paz do
districto de S. Bento que all devia ser feita a
eleigao da respectiva parochia ;
Segundo, ter ordenado ao major Joao Ignacio
de Loyolla Barros que assumisse o exercicio de
juiz de paz desta freguezia ;
Terceiro, decidir que o juiz de paz de Arez,
sondo analphabeto, nao po'dia presidir a eleigo ;
Quarto, mandar para toda a parte a forga do
quedispunha, conservando na capital um grande
deatacamento da guarda nacional, sendo essa
forga posla dispesigo das mesas parochiaes
para garantt-|as em suas tnijm'daiJes e escn-
dalos ;
Quinto, mandar para Pao dos Ferros trinta
pragassobo commando de um oQkial de reputa-
gao duvidosa, o qual fui tambora nomeado dele-
gado ;
Sexto, mandar para S. Bento 22 pragts a dispo-
sigao do Dr. Amaro, alm de"Sl) horneas armados
que por alarde apresentou;
Stimo, retirar de Papanlum digno offlcal que
aao quiz ser instrumento de partido, mandando
para all 40 pragas sob o commanlode um offl-
cal da guarda nacional, prente do leante-co-
ronel Bonifacio, que dj'ecico do Dr. Amaro ;
" OiUvo, mandar para f ouros o Dr. Cisneirosi
juiz de direito interino, tratar da eleico de seu
protector;
Nono, Qnalraenle, dlmiltir o digno subdelegado
m do Jardim pela represeiilaco de um ordeifa no
as disposicoesleajataiira em que se fundau oSr. .iniereue da eUicio do komem aguemS Exc
presidente, e decidam aa oulro poda ser o proco- | mais atiende. 9
dimento de S- Exc, a menos que nao quizesse
faltar ao seu dever e ao seu programma ; e se
ou nao realmente um pretexto o expediente de
que langou mo a gente do Dr. Moreir, abando-
nando a eleigo, e protestando harer coaegao e
outras patacoadas do estylo, qosndo sabem lodos
que a ralta de gente e a deficiencia de recursos
os forgaram a abandonar aa aran.
.. --r=
Dos dous primeiros pooluaj nos oceupamos
extensiyamento era o nosso passado numero, on-
de tesao visto os eleilorea que as decises de S.
' lfm b*ltamiiol jetas e imparciaes,
nada luis Uzeado do que applicar a lei ao fado.
Neahum favor com isso fez ao Dr. Amaro, que
i. obtido da preaideocia e nem o tgria
"VVgJV? l-'fi .^ ?.'?'* 1-WtoWoe oflkiaes mandados para
o pe, raaraiaaaaaq'u o w se acha firtrsos pontos; porm a torfrafea. mui* tria-l
de juiz de paz, o que iavalida a eleijo que'al-
guem fez era nome dalle.
Ha censura por conservar um grande destaca-
mento da guarda nacional nesta capital, poderia-
*nos responder pura o simplesmente com as se-
grales palarras do artigo de fundo do Rio Gran-
dente de 6 de dezembro prximo passado :
f At aqu a provincia satisfeita faz a devida
apologa deS. Exc, que com muita ciroumspec-
gao e prudencia vai marchando sem tropego em
sua adimuistragu
Ora, so at 6 de dezembro a provincia salitfci-
la razia a devida apologa de S. Exc, e se o
grande destacamento da guarda nacional j exis-
ta cm mezes anteriores, evidonte que a pro-
vincia eslava satisfeita com esse grande destaca-
mento, sem duva por ver nelle urna garanta
de ordem e seguraoga, e que, portanto, essa
censura do Rio Grandense nao passa de urna pi-
carda.
Mas, sem limitarmo-nos por ora a isto, lem-
braremos ao fiio-Grandense que na provincia
existem apeoas duas corapanhias, urna de liniia,
e outra de polica, ambas incompletas, e dema-
siadamente iosuueientes para a guarnigo da
praga e destacamentos nos pontos mais impor-
lanles desta vasta provincia, oque tem dado lu-
gar at om pocas normaes chamar-se a guar-
da nacional para o servico, (e eremos que isto
acontecen mesmo no lempo do immortal Doria)
e seria indispeosavel em urna quadra eleiloral,
quindo as ruins paixes de miseraveis e impu-
dentes desordeiros, enoontrauJo apoio em ho-
menjcegus de ambxo poltica, nao trepidara em
uommelter os miis h )rrirets rin6S.
Inepta o criminosa seria a administracao qm
em seraelhante conjunctura nao procurasse pre-
renir taes delictos, e deixassa a existencia dos
cidadaos pacficos e honestos discrigo de al-
guns entes degenerados que por iofelicidade nos-
sa nem sempre sao repellidos do seio dos par-
tidos.
A coarctada de ser posta a forga disposgo
das mesas parochiaes para garanli-las era seus
escndalos einiquidade mais urna banalidaie
do Rio-Grandense que poleria D.arsera respos-
ta, se nossa consiaute deforencia para com o
collega nos nao impellisse ainda desta rez a
mostrar-lho seus erros.
Nao remos com offeito que outra podesse ser
a missao da forga publica, se nao impedir con-
flictos, o garantir as decisas das mesas paro-
chiaes, pnucipaes poderes em materia elei-
loral.
Prestar-se a forga exercer violencias contra
as mesas, alim de caagi-las receberas codulas
dos phosphoros, impedir quo teuham ingresso
as murizes os legitimos volantes pretexto de
ja lerem volado, etc., sera sm duvida cousa
rauito conveniente aos interesses do candidato de
grande partido sulista, [taj grande que s lera
umcandidito para dous lugares de deputado) e
mesmo urna formula do Dr. Alcovia, que por
muito eainCessenciada, ha de necessaaiamente
causar muito maior damno do que pretender re-
mediar, poden lo at dar em resultado completa
asphixia libvrdado do voto. Mas de certo ata
tem nada de razoavtl, nem de legal, e nom mes-
mo de liberal, porque importara isso tirar tola
a torga s mesas parochiaes elemento popular,
e entrega-las s autoridades policiae*.
A' este respeilo o Rio-Grandense est mais
coreando_do que o Dous de Dezembro, o que nao
seria muito de admirar em quaoia reprsentava
o partido sulista, mas que o 6 agora que rai in-
timando de liberal, parecen lo al que teria co-
ragera de fallar do discurso do D. Miooel sobre
reforma elcitoral.
Passando d'ahi acensar a presidencia por ter
raairdado para o Pao dos Ferros o capito Guira-
n, na qualiiade de delega lo. ecommandanlo
trnli pragas, o Rio Granlense rerela o mais
pasmoso desfagamento.
Depois dos lamentareis acontecimientos de Pao
dos Ferros era selerabro passado, quo nao soube
reprimir, se nao aeorocoou o ex-delegado Fer-
nandes. nao poda S. Exc. deixar de prestar toda
atteuco aquella localidade. onde o grande parli-
do tinUa j mostrado que nao recuara nem mes-
mo diaute do assassinato. Era consequencia
teodo de ser substituido o Dr. Alcoria, que deria
retirar-e para esto capital, c que por seui actos
nao poda mais ser conservado aili; e nao que-
rendo S. Exc. entregar a policis pessos alguma
do lugar, risto que tolas eram mais ou menos
suspeitas de parcialidade, nomeou o capito Gua-
ran, que liat-ia pouco chegra de Pernambuco,
inteiramente estranho aos interesses de partido,
e de quero se deria esperar absoluta imparciali-
dade entre os contendores.
Com seraelhanle proceder deu S. Exc. a mais
inoquiroca prora de que nenhuma parte tomara
em faror deste ou d'aquelle candidato que plei-
teara a eleigo em Pao dos Ferros, leraodo sou
escrpulo de nao procederjlo-modo que pare-
cesse proteger a caudiUlura do Dr. Amaro ao
ponto de, prestando lalroz demasiada considera-
gao s queixas que por parte dos seus lhe fez o
Dr. Brandao contra o procedimento desse delega-
do, ordenar ao Dr. juiz de direito da comarca que
syndicasse de seus actos, e, reconhecendo-os
parciaes, flzesse uso da portara de demisso
que para isso lhe enriou.
Sabe toda a prorincia que, nao por entender o
juiz de direilo que e capito se pronunciara em
faror dos norslas, e sim por um lameularel
qui-pro-qu, foi presente esss portara de de-
ruisse, e destituido o capito Guaran da delega-
da e do comraaodo da forga, e assumio aquella
o seu supplente, sulista exaltado, quo reunido
aos de sua grei, causou os dislH>ios que pertur-
baran! a eleigo, a qual corra muito regularmen-
te, e baratearam insultos o militar brioso, ricli-
in.i da calumnia dos mais desloaos inimigos.
A' vista do quo tero lugar em relacao eleigo
de Pao dos Ferros, se havia razao para queixa,
era sem duvida aos norlistas que caberia ella]
por lerem sido de um momento para outro, e sem
a menor razao para isso, abandonados sem pro-
lecgo aos excessos de um bando de desordeiros
exaltados pela demisso do quem Ihes embarga-
ra o passo na carreira dos desatinos. Entretan-
to o Sr. Dr. Brandao,
Que foi s quem qanhou no taloguinho,
quo faz isso um capitulo de accusco contra a
presidencia 1
E tudo o mais assim.
Para S. Beato mandou S. Exc. vinte e duas
pragas, ou trinta, sob o commando do atieres
Galdino de Vasconcellos Uonteiro para manler a
ordem e tranquilidade.
Esse ofOcial, que nao pule ser suspeito aos
sulistas, nunca estere disposgo do Dr. Ama-
ro, recebia directamente ordens da presidencia,
a soube proceder sempre louvarelmente, som
tornar-so instrumento de pessoa alguma.
E'urna impudente mentia qae altise apre-
sentasse o Dr. Amaro com trinti homens arma-
do, como assegurou o R.o-Gra+dense.
A'cerca de Papar!, como emtudo o mais,
falta de M o Jh'o-Grandensa.
Para all mando* primeiramente o Exm, presi-
dente o tenente Cias. 4 quem deu inslruccoes
!"* ** dos en tros offlciaes mandados para
Dr. Amaro) mas sua ordenar que se recolhesse
capital o tenente Cirias, cujos servigos. eram
aqu necessarios em commissao importante, e que
serve actualmente de ajudante d'ordens encarre-
gado do detalne, e mandira para aquella locali-
dade o tenente Focio com a forga sob seu com-
mando i disposigo do Dr. chele de polica in-
terino, que para all tambera seguio. cireums-
lancia qun, aero durida muito innocentemente,
cala o Ru> Granente.
Nada ha que dizer-vos contra o proceder do
lente Focio, tanto nessa, como em outras com-
ralssoes : querendo, porm arrancar o ultimo
denle ao Rio Grandense, perguntar-lhe-mos, o
que de mo poderia fazer esse official, serindo-
se all como sabem todos, disposigo do Dr.
chee de polica, cujas ordeus era obrigado a
cumprir ?
Que importancia poderia ter para o caso que o
commaodanlo da terca se chamasse Focio ou
Scipiao ?
Nao podi o Sr. Dr. Brandao acabar ana i'oeu-
latona sem beliscaro Dr. Cisneiro. a quera vota
urna ogensa iuacabavel. por ler-lhe exigido o
raappa da promoloria, nos6ons lempos era que
o Dr. a desfructava.
S. Exm. nao s nao mandoo o Dr. Cisneiro pa-
ra Touros, como at ignorou por alguns das quo
livesse ido, o que fez de muito sua livre von-
& *
a
'=8
i*
I Moras
I
e
B
M
3
CM
s
Atmotpker*.
en

O
s
Oireccao.
tntentid*de.
Rio Grandense. Procdeu all mal*o Dr. cTsnel-
ro r Abusou ? usou mesmo de sua autoridade a
beneficio de alguma cousa ?
Mostrou-se all sectario da novissima doulrioa
de tnterrengo debita e benfica dos juizes de
direito as eleiges? Ha cootra elle alguma
queixa do lado sulista ?
Nada disto deu-se cm Touros ; all uo houre
a menor questo, a mes nao recusou nenhuma
cdula, o punhado de sulistis que se aproseolou
rptou sem o menor conslrangiraento. porque ra-
zao, pois, trazo Rio Grandense i balha a ida do
Dr. Cisneiro Touros ?
Ah sim, lerabra-nos agora, por ser o Dr.
Cisneiro sobrinho de seu lio. Mas quo culpa tem
disto o presidente da provincia ?
Tambem, no infer-ease da candidatura do Dr.
Amaro, foi domittido o digno sublelezado do
Jardim.
Se o collega nao muito tolo, qn-lo fazer dos
mais, o que, como outro qualquer, ainda um
modo de ser tolo.
S. Excdemittio aquelle subdelegado por t-rem
contra ellcrcpresnntado quarenla e lanos cidadaos
moradores do lugar, testemunhas do3 escndalos
por elle praticados na eleigo; nao nomeou, po-
ro n, nenhu.m norlisl para o substituir, e sim ao
alferes GjIlino que.j o disseraos, nao se presta
a ser instrumento de pessoa alguma, e era quem
deveria o coileg ter mais conanga. S*r isso
inlervir em favor do Dr. Amaro ? De certo que
ninguem o dir, a nao estar cora diploma para e
hospicio de Pedro II.
Relera fazer sentir que este subdelegado est
demititlo, pedido seu, desde maio, o qia por
preguica do secretuio da polica, doixou de ser
enviada a comraunicago, o que se fez agora. En-
Iretinlo foi conserrado o delegado que solista,
e que proravelraenle nao trabalhari mulo em
faror daquelle doulor.
J rai demasiadamente extenso esle nosso ar-
tigo, que tem alguma semelhang cora a prora
Sos oore.
E era rerdade, tirados assim os nove-fra dos
laes captulos de aecusago contra a presidencia,
tica reduzilo a0o Rio Grandense, que s
qnanlidade quaudo se metle historiophaqo, isto
, mastigalor de historia antiga e moderna, pro-
fana esagrada.
A ultima hora do Rio Grandense.
E' a ultima hora do resto de todo o pudor e
rergonha ; quo de senlimento raiis nada rosta a
quem se gloria de actos os mais indignos, e que
qualquer teria verguiihj de ver-sc-lhe aitribuir
quando os tivesse praticado.
E a que degradago nao tem descido aquello
que nao so gloria desses actos inlignos, de co-
barda e miseria, camo ainda se calumnia disso
mesmo que nao praticou, nem jamis seria nunca
capaz do fazer ? Parece que na escala ascen-
dente da miseria humana, deslino do partido
sulista, ou dos que o dirigera nao deparar nunca
a ultimo degro.
Dizeis que o Dr. Amparo provocou um rolo;
porque o nao dizeis como ? Ainla oulro degrao
na escala descendente,da vergonha.
Porque em S. Bento, onde estaveis, chefes su-
listas, nao fUestes o rolo ? Se prorocages hou-
veram em Papari, nao podiara ellas ser maiores
era S. Ben'.o, onle fostes rergonhosamente con-
fundidos, donde sahistes cabisbaxos e corridos.
Ah foi sobra de coragem e bravura I
Metteste-vos na raoita, e eslumastes os caes.
Mis os caes nao mordam a quera os encara e
ih^s bat o p ; aponas lhe po lem arrancar por
tnz urna aba da casaca, e logo se esconde o mais
cobarde para nao ser percebido entre a mati-
lliau temendo um pontap que lhe desaniue um
quarto.
fobre partido sulista, sem estrella e sem nor-
te, sem bus3ola. nem sonda : s impellido por
sua raiva hydrophobica, j nem mais merece des-
prezo porsms miserias, porque s da maior com-
paixo jase faz digno.
[Dous de Dezembro],
3 S 25 S 3 I Fakrenheit. 5 *

SI
Centgrado.
* o 3 & 2f | ffygrometro.
Cisterna hydro-
melrica.
Si
en
%

o
Franca.
8
o
3 g
8 8
3 2
Inglex.
A noite clara vento SEE bonanga e assim ama-
nheceu.
oscill*i;ao da mih.
Preamar as 2 h. 18' da tarde, altura 6,8 p.
Baixamar as 8 h. 6' da manhaa, altura t. p.
Observatorio do arsenal de marinha, 8 de fe-
vereiro de 1861. *
BOIANO STBPPLV.
_____^^_ Io tenente.
Sditaes.
OM]HERIO.
Airaadesa.
Rendmento do da 1 a 7 .109 8296207
dem do dia 8.......89809^160
199:6389367
Mi vi ment da alfandega.
Volutoes entrados cora fazendas.. 140
com gneros.. 190
330
115
638
------753
Voluraes sabidos com fazendas.
com gneros.
Desearregam hoje 8 de fevereiro
Barca americanaAzeliafarnha de trigo.
Barca portuguezaMarafazendas.
Barca inglezaDianafazendas.
Krigue inglezLiodu-farneferro.
Barca inglezaChoaleacarvo.
Bccebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Kendimenlo do dia 1 a 7 2:930j425
dem do dia 8.......1:2,3 3a 214
4:1635639
Joao Baplista do Castro e Silva, inspector da thr-
sourana de fazenda de Pernambuco, por Sna
Magestade Imperial e Constitucional, que Deu
guarde, etc.
Em cumprimento da ordem do Exm. Sr mi-
nistro da fazenda de 27 de dezembro ultimo taco
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos, que foi
indefirido pelo tribunal do thesouro nacional o
requenraento em qu pedio o Sr. Santos urna
indemnisago porprejuizos que allegou ter tido
durant a revolta de 1818. visto se ler presenpto
o seu direito por nao o haver requerido dentro
do prazo de cinco annos.
Thcsourarta de Pernambuco, 19deJaneiro de
loo I.
Joo Baptista de Castro e Silva.
Dirictoria das obras
publicas.
De or lem do Exm. Sr. presidente da provincia
fago publico que se receberam prapostas para
construego por conla dos cofres geraes. de urna
ponte que substiina a antiga que ora existe li-
gando os bairros do Recife e Santo Antonio.
Esta ponte, que ser de ferro balido, deve ser
construida, pelo menos em suas dimensp prin-
cipaea.de conformidad9 cora os desenhos a pre-
sentados pelo engenheiro do governo, os quaea
desenhos sero patentes aos prelendentes na re-
parlico das obras publicas, onde racebero todas
asinformages necessarias, dirigindo-so ao chef
da mesma repartigo.
As proposias devera ser encaminhadas aS.
Exc. por intermedio desta repartigao at o dia 6
de margo prximo futuro, depois do qual nenhu-
ma proposla mais ser recebida. Cada urna del-
lis dever ser acorapanhada dos respectivos de-
senhos e devora igualmente incluir a collocago
da ponte em um estado completo para o servico
publico.
O governo nao se obriga a estar pela mais ba-
xa offerta sera o concurso de outras condiges.
Directora das obras publicas, 6 de fevereiro
de 1861.
O director,
Martineau.
A cmara municipal desta cidade declara
para cuuheciraeoto do publico, que segundo a
communicago que lhe fez o Exm. Sr. presidenta
da provincia, se acha restablecido o transito da
pessoas a p pela ponte relha do Recife, visto j
se achar concluido o passadigo que para esse um
se mandou construir na mesma ponte.
Pago da cmara municipal do Recife era ses-
so de 4 le fevereiro de 1861. Luiz Francisco
de Barros Reg, pro-presidente. Manoel Fer-
reira Accioli. secretario.
Directora geral da istrucgo
publica.
Fago sabor que o I!lm. Sr. Dr. director geral
da instruego publica, para conhecimento de to-
dos a quem interessar possa, mandou publicar o
ofQcio do Exm. Sr. presidente da provincia, qua
se segu :
4." secgo Palacio do governo de Pernam-
buco 1. de fevereiro d1861.
Convindo regularisar o ramo do servigo qua
concerno a instruego publica da provincia, do
forma que nenhura papel relativo quclle servigo
suba presenga da presidencia, seno por inter-
medio de Vmc. e com sua iirformago ; determi-
no a Vmc. que recomraendt a todos os directores
de quaesquer estabelecimeotos de instruego,
quer pblicos quer particulares. iue exislam na
provincia, que guariera inteiramenteaquelle pre-
ceito ; cessanlo assim a pratica prejudicial de
cada um delles provocarem directamente deci-
sdes da presidencia, sem audiencia da directora
da instruego publica da provincia Dos guar-
de a Vmc. Ambrozio Loito da Cunha, Sr. Dr.
director geral da instruego publica.
E para o fiel cumprimento da referida ordem.
que o mesmo Sr. dir-clor geral recoramenda,se-
r este repelido pela irapiensa.
Secretaria da instruego publica de Pernam-
buco 5 de fevereiro de 1861.
Salvador Henriquo de Albuquerque.
Secrelario interino.
Peraote a cmara municipal desta cidade
coneem praga publica para ser arrematado por
venda nos dias 7, 14 e 21 do correte o predio
contiguo a igreja de S. Sebas.io desla mesma
cidade, era chao foreiro, com 62 palmos de fren-
te, avaliado em 6:000$, menos a quinta parle do
valor dado.
Declarares.
Consulado provincial
Rendmento do dial a 7 .
dem do dia 8......
14:377*564
4:077728
18.455J292
Movi ment do porta.
Navios entrados no dia 8.
Terra-Nova. 25 dias. barca ingleza Tasso d,
de 146 toneladas, capito Willlcm Stabb, equi-
pagem 12, carga 3835 barricas com bicalho ;
a saunders Brothers 4 C.
Londres. 48 dias, bngue sueco Fama de
885 toneladas, capilo PtUerson, oquipagera
13, carga trilhos do ferro, e outros gneros ; a
Kolte Bidoulack.
Navios sahidoi no mtsm dia.
Rio da Prala. Patacho brasileiro Alfredo
capitao Amonio Travasso da Rosa, carga as-
sucar.
Rio de Janeiro. Patacho brasileiro Luiaa ,
capilo Antonio Monleiro Rodrigues, carga as-
aucar.
Rio de Janeiro. Patacho americano a Eglet ,
capitao W. M. Ferry ; tu lastro.
Rio-Grande do Sul. Burea nacional i Cleraen-
rtna capito Bellarmino dos Santos Piohei-
ro, carga assucat.
Barcellona. Brigue hespanhol Mereeides >,
capito Juan Costa, carga algodao e ceurat.
Para por Maranhio. Hiate brasileiro Rosa a,
eapiro Antonio Francisco de OHreira. carga
Minear
Secretarla do goverao de Pernam-
buco 8 de fevereiro de 1861.
Pela secretaria do governo se faz publico para
conhecimento dos interessados, que pela repar-
tigao de fazenda foram devolvidas a S. Exa. o Sr.
presidente da prorincia, afira de serem deferidos
como enteuder conreniente, os requerimentos
das pessoas, abaixo declaradas, acerca de terre-
nos de marinha.
Requermenlo do marjor Joio Francisco do Re-
g Haia.
do coronel Jos Pedro Velloso da
Si I reir.
de D. Ilanuella Caetaoa de Olireira
de D. Francelina Hermina da Silva
Ferreira.
de Francisco Botelho de Andrade a
Jos alaria da Silva.
de D. Isabel da Sil reir Miranda
Ser e D. Isabel da Silreira Mi-
randa Ser e Cunha.
de Frincisco Botelho de Andrade.
de Francisco Gongalres de Arrudaw
de Frederico Miguel de Souza.
Joao Rodrigues Chaves.
Inspeccao do arsenal de marinJaa.
Faz-se publico que a commissao de pantos,
examinando na forma determinada no regula-
meato baixado com o decreto a. 1324 de & da
fevereiro de 1854, o casco, machina, caUeira, ap-
parotho, maslreacto, veame, amarras o ancoras
do vapor Jaguaribe da companhia Psrnambuca-
na de navegago cosleira, achou tudo em regular
estado.
Inspecgo do arsenal de marinha de Pernam-
buco. om 8-de fevereiro de I8t.0 inspector
Eliziario Antonio dos Santos.
Coasellao administrativo.
0 conselho adminislraliva, para (ornecintento
do arsenal de guerra, ten de eomprar os objec-
los saguintes:
Para o taita de Buraco.
1 bandeira grande imperial de Alele com *
pannos.
Para o 8* batalhao de infantera.
24>1 manta grande* da la.
302 esleirs de palca de carnauba.



<>
DI IR 10 M nmiABMUC0A -
SAMADO t DE FEVEREIHO DI lMi.
Quem quizer vender Uti objectos aprsente as
suas proposiss era carta fechada na secretaria do
conselhu, s 10 boras na maphla de dia 15 do
correle mez.
Sala das sessoes do consMho administrativo,
para fornecimento do- arsenal de guerra, 8 de
fevereiro de 1861.
Denlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
' Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Crrelo geral.
Em virtude da convenci postal celebrada pe-
los goveroos brasileiro 6 irancez em 7 de jnlho
doanno prximo passado, fajo publico que pelo
paquete inglez Magdalena da liuha de Soulbam-
pton ao Rio de Janeiro, cuja chegada ao nosso
porto, de volla para a Europa, deve ler lugar no
dia 14 ou 15 do preseote mez, esta repartirlo ex-
pedir tres malas, sendo urna para o Havre, ou-
tra para o correio ambulante de Calais a Pars, e
outra para o correio de Pars.
Na primeira mala ir correspondencia somenle
para a cunde do Havre.
Na de Calais, ir correspondencia para os de-
partamentos francezesdo Aisne, Nord, Oise, Pas
de CaUis, Sena inferior (menos a cidade do Ha-
vre) e Somme ; assim como para a Blgica, Pai-
zes Baixos, Prussia, Hanovre, gro-ducado de
Merkleroburgo-Schwerin, gro-ducado de Me-
cklemburgo-Slrelilz, gro-ducado de Oldembur-
j;o, ducado de Branswitk, Hamburgo, Bremen,
Luberk, Dinamarca, Suecia, Noruega, Russia e
Polonia.
Na mala de Pars ir correspondencia para os
outros departamentos francezese par os demais
paizes a que a Fringa pode servir de intermedia-
ria, os quacs foram todos mencionados no an-
nuocio para o paquete francez, inserto nos Dia-
rios de Pernambuco de 18 e 29 de Janeiro ultime.
Todas as explicacoes necessarias acerca dos
lugares para ondo o pagamento do porte facul-
tativo, o das coodicoes com que se aceitara a
cartas ordiuarias, as seguras e os impressos, fo-
ram dadas nsquelle annuocio.
Nao se recebe correspondencia para Cabo-Ver-
de, Senegal, ilha de Corea o Portugal, nem
amostras de mercadorias para a Franca e Ar-
gera.
Aim de evitar demoras ou descamioho, as car-
tas e os impressos devero ter, na parte inferior
do subscripto, depois de seu enderezo particular,
a designado geral do imperio ou reino, estado
ou cidade a que forera dirigidos. Por cxemplo :
Austria, Duas Sicilias, Estados da llemanha. Es-
tados Pontificios, Estados Sardos. Estados-Uni-
dos da Amcrici do Norte, Gran-Brttanha, Prus-
aia, Alfxandrio, Ardrinopla, etc. Quanto a Fran-
ca, indispensarel mencionar o departamento.
Os sellos iosufficienles serio inutilisados.
As cartas para segurar devem ser entregues no
balcao, e as ordinarias, assim como os impres-
sos, postos na caixa especial.
Toda a correspondencia ser recebida at duas
horas antes da que for marcada para a sabida do
paquete.
Administraco geral Jo correio de Pernambu-
co 6 de fevereiro de 1861.O administrador,
Domingos dos Pasaos Miranda.
Capito do porto.
De ordem do chefe de diviso. capilao do porto,
se faz publico o aviso abaixo, da capitana do
MaranliSo.
Capitana do porto de Pernambuco, 4 de Janei-
ro do 1861.O secretario, J. P. B. de Mello
Reg.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Pela capitana do porto do Maranhao, so faz
publico aos navegantes que do dia 15 de feverei-
ro prximo futuro em diante ser de novo Ilu-
minado todas as noites o pharol da ilha de Santa
Anna desla provincia, di lat. sul 2o 16' 30" long
Grew. 43 38" 25" ; sendo do systema de rola-
Cao com eclipses de 32".
Capitana do porto do Maranhao, 25 de'ianeiro
do 1861,-Hermencgildo Antonio Barbosa de Al-
meida, capito do porto.
Pela administrado do crrelo desla cidade
se faz publico quo a agencia do correio de Fer-
nando, proximamento creada, so acha fuuccio-
nando desde o da 22 de Janeiro ultimo.
Coircio de Pernambuco, 7 do fevereiro de
loOl.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do dia 1." de fevereiro vindouro era
dianle se principiara a contar os 30 das uteis pa-
ra pagamento bocea de cofre dos seguintes im-
postos : 12 OO sobre as lojas a retalho, armazens
Oe fazendas. tabernas e casas de leilio ; 4 OO
sonreosarmzeasderecolher, botequins, botis
casas de pasto, typographias, prensas de algodo,
cocneiras. cavailangas, e todos ns ruis eslatele-
cimeutosem que houverem gneros expostos
venda ; 200 sobre casas de cambio, 50 sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados em paz eslrangero e por casa de jogo de
Minar ; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus o carrosas, tanto do servido particular co-
mo de aluguel. M?sa do consulado provincial
28 de Janeiro de 186t.-Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Foi appreheodido por esta subdelegacia ura
quarto caslanho com frente aberta, ps calcados
e castrado ; quem for seu dono, compareca usta
subdelegada, que nevando a posse que nelle
tem, Ihe ser entregue. Subdelegacia de S Jo-
sedo Recite 31 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Pinto.
Curso commercial
Pernambucano.
Faco publico, a quem convier, que
acfaa-se aberta a matricula para este
curso ate o dia 15 do corrente, quando
era' encerrada definitivamente, segun-
do o disposto no art. 21 do regulamen-
to interno.
As pessoas pois que pretenderem ma-
tricular-se, e que anda o nao tenham
feito, poderao dirigir-se a secretaria da
directora geral da nstruccao pubica,
onde tem lugar a respectiva inscripcao,
tendo-o previamente requeridoaoExm.
Sr. presidente, na conformidade do art.
36 do referido regulamento.
Curso commercial Pernambucano 6
de fevereiro de 1861.
O professor,
A. W. Pinto Bandeira e Accioli de V.
I
CASSINO POPULAR
se
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA, DA PRAIA.
Sabbado 9 de fevereiro.
A sociedade Cassino tem a honra de anDuociar
ao respeilavel publico que dar no dia 9, um es-
plendido baile, espera grande concurrencia por ser
ala a poca em que a lodos licito tomar parte
em seus folgares. A sociedade nao quor illudir o
publico cora grandes promessas e enfadonhos an -
nuncios e portante limita-te a dizer que far
quanto couber no possivel para que os bailes do
Cassino nada deixem a desejar que nelles con-
tinu a reinar ordem, moralidad e respoito. A
aoctedade lisoogea-se em ter feito a aequisicio de
um lindo gabinete ptico, no qual os concurren-
tes tarao de apreciar os mais ricos quadros e con-
fundir-so a mais perfeita iltusio com a realldade.
As dispoiices do regulamento interno approvt-
o pelo Illm. Sr. Dr. chefe de polica serio Del-
inate observado*. Os eartdes de ingresso estarlo
venda do pavimento terreo do metmo palacete
-no dia do baile.
Entrada para damas gratis, caraUesre* 2|000.
THEATRO
DE
JIPiSMaS,
Maranhao.
SABBADO 9 DE FEVEREIRO DE 1860.
Depoit que a musir do batalho de S. Jos
liver execulado una das roelhores ouverluras (29)
O joven lusitano Carvalho Teixeira executar
lindas e variadas pegas de physica em primeira
scena.
Segunda scena.
O mesmo joven e mais cinco masculinos exe-
cutaro lindos e diCQceis trabalhos gymnaslicos.
Terceira scena.
0 lindo o difficil trspejo execulado pelo joven
brasileiro.
Quarta scena.
0 jocoso combale romano, desempenhado por
quatro corpos.
Quinta e ultima scena.
O mesmo lusitano subir s argolas lusitanas
e executar lindos trabalhos difceis, e as mes-
mas argolas suspender urna peca nos denles a
qual desparar um tiro.
Principiar o espectculo s 8 horas da noite.
Os blhetes se achara venda no escritorio do
mesmo theatro, das 8 horas do dia ate principiar
o espectculo.
Avisos martimos.
COMPAMIA PERMMBICANA
DI
Navegado cosleira a vapor
U vapor Iguarass, eommandante Moreira, se-
gu viagem para os porles de norte at o Cear
no~da 22 do corrente mezas 5 horas da tarde.
Recebe carga aleo dia 21 ao meio dia. Encom-
menda3, passageiros edinheiro a frete at o da
de sus sabida s 3 horas. Escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
COMPAMUA PERIMMBICANA
DB
Navegaco costeira a vapor.
Em lugar dp vapor Iguarass como eslava au-
nunciado seguir o vapor Jaguaribe para Gran-
ja, Cear. Aracaty, Maco. Rio Grande do Norte
e Parahiba no dia 9 s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga atfl o dia 8 s 3 horas da tarde.
Para o Cear
segu com brevidade o cter nacional Erna
por ter parte do carregamento a bordo ; para o
resto e passageiros, trata-se com o capito Joo
Antunes da Silveira, no armazem de Augusto
Fcrreira &C, ra da Lapan. 4.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sanl'Anna;
para o restante do seu carrega mrito e passagei-
ros, trata-se com Gurgel Irmaos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recite, primeiro an-
dar n. 28.
ara
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue escuna Jovem
Arthur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous lerdos de sua carga prompta: para o
resto que lhe falla, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & alendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
PMjBl
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
(em parte de sua carga prompta : para o resto
que lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mondes, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu nestes dias por ler mais de meio carrega-
mento a bordo o palhabolo Artista ; para o
resto e escravos a frete, trata-se com Caetano Cy-
riaco da C. II. Irmo, ao lado do Corpo Santo
numero 25.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j slguma carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife o. 12.
a
O hiate Santo Amaro recebe caega a frele : a
tratar com Caelano Cyriaco da C. M. & Irmo, ao
lado do Corpo Santo n. 25.
O brigue nacional Encantador, a chegr por
estes dias do Rio de Janeiro, seguir ao mesmo
porto com muita brevidade, para cargas
sageiros trata-te na ra da Cruz n. 45
torio, '
e pas-
escrip-
Para o Cear.
Segu nesles dias o palhabote Garibaldi, tem
parte da carga prompta : a tratar com Tasso Ir-
maos.
Aracaty e Ass
Hiate Dous Irmaos, tahe na presente semana,
anda recebe carga.
Segu nesles dias o hiate Santo Amarox^
a tratar com Caetano Cyriaco
re-
cebe carga a frele ,
da C. H. & Irmo, no lado do Corpo Santo o 23.
Para.
O palhabote Santa Cruz a chegar nesles dias.
e logo que descarregue, carregar para o Para
en direitura por ler mais de meia carga promp-
ta ; para o resto da carga, trata-se com Caetano
Cyriaco da C. M. & Irmo, no lado do Corpo
Santo n. 23.
Cear.
O hiate Vdela segu com brevidade: para
carga, trata-se com Caelano Cyriaco da C. M. &
Irmo, no lado do Corpo Santo n. 23.
Leiloes.
Mascaras e carnaval s
II em ponto.
IiX Lt _
Hoje 9 do corrente
O agente Camargo far lei-
lao, h)je, monstro de vestua-
rio de mascaras ao correr do
martello, dos melhores que
tem vindo ao mercado, no seu
armazem na ra do Vigario
n. 19, sll horas.
Convida aos amadores des-
te divertimento para se sup-
prirem com ricos vestuarios
com poucodinheiro.
LEILAO
>*
DE
M07
Sexta-feira 8 do corrente;
Costa Carvalho far loilao em seu armazem na
ra Nova n. 65 de varias obras de marcineiria de
apurado gosto
Tambem
vender 1 carro grande de 2 cavados com arreios
tuio em bom estado, as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
ALERTA.
Entrado domingo.
O Julio est na ra do Imperador n. 44, pri-
meiro andar por cima da botica, onde os rapa-!
zes podero achar um grande sortlmento de ves-
tuarios tanto a carcter como a phantasia todos
novos e por pequeos oreos, apparocam para
certiAcarem-se. .
I
A abaixo assignada respondendo ao annun-
ejo de seu prezado irmo o coronel Antonio-Jos
Victoriano Rorges da Fonseca, inserto no Diario
de Pernambuco n. 30, previno ao publico, que se
a abaixo assignada vendeu ou pretende vender a
escrava Luzia, est em seu direito, pois o seu Ir-
mo nada tem cora esta escrava, e ludo quanto a
abaixo assignada fez ou fizer a respeito da dita
escrava nao foi e nem por sugestdes dessa cria ;
apezar de que, quando assim fosse, eslava muito
satisfeita, porque essa dita cria pensa muito me-
lhor do que aquelles ou aquello que conseguio
a signatura do supradito annuncio. Quando o
mano da abaixo assignada quizer, proponha qual-'
quer acQo, que em juizo competente se mostra-
r que nao tem dominio e posse em dita escrava
e fica-se a espera. Olinda, 7 de fevereiro d
1861. Mara Margarida do Sacramento Carneiro
da Cunha.
Deseja-se fallar cora os Srs. Francisco Pe-
reira do Res e Joaquim de Oliveira llaia Jnior:
na ra do Crespo n. 17.
Precisa-se de urna ama forra para o ser-
vio de urna pequea familia, e quo compre : a
tratar na ra largado Rosario, loja de charu-
tos n. 30.
Frecisa-se de urna ama de meia idadeque
de conhecimento de sua conducta, e saiba fa-
zer todo o servico, principalmente cozer : na
ra do Imperador n. 71, segundo andar.
O artista americano
0 artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xi olas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
Nograudesalaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. \V. Usborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de ca xas, qua-
dros, aparatos chimaos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o ab'aixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoa veis.
Os cavalheirosesenhoras sSo convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
! ra examtnarem os specimens do que
| cima fica anunciado.
Francisco Pinto de Penoocot, subdito por-
| tuguez. val a Europa.
i .CsmposA Moreira fazem publico ao com-
morcio deeta praca, que nada devem, esuascon-
las se acham saldadas, tendo vendido a sua pa-
daria da Passagem da Magdalena, na ra do Rem-
lica n. 31 ao Sr. Jos Gomes de Albergara, livre
e desembarazada do activo e passivo pertencente
| ao referido estabelecimento. Approveitam esta
occasio para avisar aos seus devedores para sa-
usfazerem o que lhe devem.
J 7~ Antonio Jos da Costa, subdito pertuguez,
ra a Europa. ;
j Alttenco.
Quem so julfar credor do finado Francisco
Custodio de Sampaio por qualquer titulo ou con-
1 tas, queira apreajeota-las at o dia 15 do corren-
te na rus da Cadeia do Recife n. 56, loja de fer-
ragens de Sampjio, Silva 4 C, aim de tralar-se
de sua verifcalo eserem Incluidas no inventa
rio que pelo juizfa de orphlos desta cidade est
procedeodo a viava do mesmo Sampaio.
Attenco.
GouTea 4 Filbo com casa de consig-
nacOes Dovamente estabelecida nesta
praca, avisam aos seus cotnmittentes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e soto :
da rna da Imperial n. 109, a fallar na ra da
Aurora n. 36.
COJUPAMHIA
ALLIANCE,
- estabe^cida em Londres
CAPITAL
Cinco MiVYioes de litaras
sterUnas.
Saunders Brothers & C. tero a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, queesto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflecluar seguros sobre edificios de lijlo e peJra,
coberlos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15 X
Frederic Gautier, cirurgo dentista, faz H
todas as operacoes da 'sua arle e colloca S
denles artificiaos, tudo com a superior!- o
datle e perfeico que as pessoas entend- I
das lhe reconhecem. St
Tem agua e pos denlifricios etc.
Precisa-se de urna ama que cosinhe e engome
para uma s pessoa, na ra do Rosario estrella
casa n. SO segundo andar.
Publica$o litteraria.
Vai nestes dias entrar no prlo um drama de
costumes em 4 artos, intitulado Culpa e Arrcpen-
dimento, por J. G. de Bastos, que sahir a luz
acompanhado de umjuizo criticodo Illm. Sr.
Dr. Jos Soares de Azevedo.
0 autor ficar summamento grato a todas as
pessoas qoe com a sua assignalura se dignarem
auxilalo na publicarlo desla obra, sua primeira
e acanhada prodcelo, confiando que o publico
benvolo lhes prestar favoravel acolhimento.
Para as assignaturas existom prospectos no Ga-
binete Portuguez do Leitura e as livrarias dos
Srs. Manoel Figueiroa do Paria, Nogueira de
Souza 4C, Miranda 4 Vasconcellos e Guimaraes
& Oliveira.
O preco de cada cxomplar lj) pagos no acto
da entrega.
Atteneo
e contratada a compra da casa
Acha-sejusto
terrea n. 37 da ra Real, junto a ponte de M^n-
guinho, com a proprietaria D. Mara da Lnz Tei-
xeira Costa Pacheco : so alguem se julgar com
direito a mesma, queira annunciar nesles 3 dias.
O abaixo assigoado faz sciente ao respeila-
vel publico que Antonio Alves Correia deixoude
ser seu caixeiro desde o dia do corrente ; qual-
quer recibo que se ache passado por elle, nao o
levarei em tonta. Recife 7 de fevereiro de 4861.
Antonio Carneiro Pinto.
Aluga-se o armazem da
Moedan.7 : a tratar no lado
srmazem de cabos n. 23.
casa da ra da
do Corpo Santo,
CASA DE SAUDE
Atiendo.
COMPaNHUBBaSILEIRA
MMm ftTJUMMR.
Espera-se dos portos do sul at o dia 13 do
correte o vapor Cruzeiro do Sul, eommandan-
te o capito de mar e guerra Gervasio Maocebo,
o qual depois da demora do coatume seguir
para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-se
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
veri ser embarcada no dia de aua chegada :
agencia na da Cruz n. 1, escriptorio da Azere-
i9 A Mander.
Conslanca Perpetua de Lcenla Machado, pro-
fessora de instruccao primaria, de novo lembra
ao respaitavel publico, que desde o dia 4 do cor-
rente lem tido sua aula aberta em Fra de Por-
tas, ra do Pilar n. 141, onde sempre os pas de
familia que quizerem assegurar s suas flhas os
primeiros desenvolvimientos de educado, podem
contar alem do ensino dagrammatica porlugueza '
o completo conhecimento de labyrinthos o bor- '
dados em todas as qualidades, marcas e quaes-
quer trabalhos de agulha, tudo pela j mencio-
nada cxportula de 5 meosaes.
Jos Antonio Domingos vai a Europa tratar
de sua saade.
James Burke, subdito inglez, retira-se para
fora do imperio.
Perdeu-se hontem 7 do corrente uma car-
tnra usada ede algibeira, tendo dentro algumas
notas de coalas e 2$ em duas sedulas, e 3 letras
vencidas, sendo uma de 3:000S sicada por Ro-
drigues & Ribeiro e aceita por Luiz Antonio de
Souza Ribeiro, ha 9 mezes, vencida a 30 do de-
zembro de 1859, e nao lem traspasse e j est
paga ; outra de 1:136*600 sacada por Joo Bap-
lisla Rodrigues de Souza e aceita por Santos 0-
liveira 4 C. em 30 de abril de 1860 ha 7 mezes
vencida a 30 de novembro prximo passado, traa-
passada as cosVs pelo sacador. Outra de
216584a sacada por Rodrigues 4 Ribeiro e aceita
por Braz Antonio da Cunha e Albuquerque a 6
de margo prximo passado ha 4 mezes, vencida
a 6 de julho de 1860: quem achou dita carleira
e as letras far o favor entregar ao dono, abaixo
assigndo, com loja de ferragene na ra do Quei-
mado o. 36. de que ficar agradecMf. dar nma
gratiucasao. tendo j prevenido os Aceitantes pa-
ra nao pagar sen a o ao abaixo assigoado.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Em Olinda.
Alugam-se duas casas, sendo ama de obrado
de 2 andares, no Varadouro, e outra na roa de
Mathas Perreira, ambas nerto do banho salgado
na ra do Livrameoto, sobrado n. 8.
O Dr. Francisco de Paula Papliita cmlina
a advogar no seu escriptorio, na rpa' das Trin-
cheiras, sobrado n. 19, primeiro andar, aonde o
acharo todos os dias uteis desde as 9 horas da
manba at as 3 da tarde.
Uma familia estringera deseja alagar um
sitio na Passagem da Magdalena ou na viainhin-
ca ; para fallar na ra da Cruz n. 10.
ROUBO.
Na noite de 7 do presente roubaram do sitio
de Santo Amaro, estrada do Baleas, sitio partea-
cente a Josa Candido do Carvalho Madeiroa um
cava lio novo, cosa duas cicatrizes aos peitoa
magro : qoem delta souber, queira participar na'
roa do Crespo o. 11. ou no sitio de Santo Amaro
quo ser bam giliflcado ^^
DOS
IB1S.MJB8SSCTI.
Mata
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administraco dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes e geral mente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos propietarios
ambos more dores narai Nova, iu entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. .... 2^000
Marujos ecriados, .... 2^500
Primeira classe o e. 3'50O
As operaqdes serio previamente ajustadas.
1E,
CONSULTORIO
DO
IL1(D M
MED RO COPAR TEIE OPERADOR.
3 RA DA GULOKIA, AA DO Il\>lO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manba, e de tardedepois de i
horas. Contrata, partidos para curar annaalmente, nao s para acidado, comopara o engenhos
ou outras propiedades raraos.
Os chamados devem ser dirigidos i sua casa al s 10 boras da maohaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos oasos que nSo forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhaies i botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
ivros do Sr. Jos Nogueira da Sonsa na roa do Crespo ao p da ponto velha.
Nessa loja e na easa do annanciantaachar-so-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j a bom conhecidos e pelos pracos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita do 36 ditos. ........... f ... -. 209000
Dita de 48 ditas................. 253000
Dita de 60 dito................. 309000
Tubos avulsoscada um.........: : 19000
Fraseos do tinturas. ; i............29000
Manual de medicina homeoptica pele Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario des termos
de medicina, cirurgia ote., ote........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr.. Mallo llenes. ,,.;.,,,, 09000
Magesiosos saldes
ioHo.
O antigo administrador dos agestosos aaloea
do caes de Apollo participa ao resdeitavel publi-
co, quenas das 9, 10. 11 e \% do correte mer,
hsverS baile masqu nos magesiosos saldes do
caes do Apollo, os quaes actualmente so acham
adornados com grande luxo e magoiQcencia de
modo a exceder a especlativa daquclles que os
hao visitado, sendo que as paredes adornadas
com ricos quadros ltimamente vindos da Euro-
pa. Tudo ha envidado o adminislrador para que
o publico nao seja Iludido em sua especlativa
quanto a parte quo pretende tomar neases diver-
timentos, se.ndo que em vez de roccorrer a cos-
morama o gabinetes pticos que se encontrara
ero qualquer esquina e cantos da cidade, obse-
quiar o respeilavel publico, com bellas c sober-
bas pecas de msica que serio esecutadas pela
banda militar do 4* batalho de primeira linh, a
qual nos quatro dias cima annunciados tocar
das 7 s 8 horas da noite no guarda roupa do
administrador o. 52, na ra do Imperador parta-
do depois dosse para os saldes do Apollo locan-
do duro no trajelo acompanhada por grande nu-
mero de mascaras que nissojaccordaram. Tudo
nesses dias correr para augmentar o prazer ds-
quelles que visitaren) os salqaJo Apollo, sendo
que o adminislrador franqueara gratis a quem
. irer danzar nos salos, vertuarios adequados
aos dias docarnaval. Um clarim do cavallaria
que percorrer as ras desla cidade, sendo acom-
panhado de alguns estandartes, annunciar os
bailes nosquacs se cumprir restrictamente o
regulamento do Illm. Sr. Dr. chefe de polica.
Entradas para homens 2|000.
Ditas para seuhora gratis.
Alerta rapazeada.
Na ra do Imperador n. 52 alugam-se vestua-
rios de todas as qualidades, muito ricos de fan-
tasa, e a carcter, por precos muito coramodos-
aonde a rapazeada dever correr a visitar ao bem
conhecido Nevds autor do quasi todos os diverlt-
mentos pblicos.
O abaixo assignada, tendo justo e contrala-
do a compra da taberna sita na ra Direita n. 31,
que gyra sob a razio Lagos & Mello, tomando
a si as dividas passivas contrahidas pelo socio
Mello, na importancia de 6i9#320 o tantos ris.
ncunJo por conta de Lagos o passivo por elle,
em seu nome contrahido : o que faz publico aos
nleressados. para que no prazo de tres dias fa-
cara suas reclamacoes. Recife 6 de fevereiro de
1861.Candido Jos da Silveira.
Precisa-se alugai uma ama que saiba cozi-
nhar e engommar para casa de pouca familia :
ni ra da Concordia o. 65.
Precisa-se de uma ama para cozinhar e que
saiba engommar, pagando-se muito bem : na ra
dos Pescadores ns. I e 3.
Alugam-se o 1." e 2." andares das duas ca-
sas da larJeira da Ribeira e Quatro Cantos em O-
linda ; a tratar na ra da Cadeia do Recife, es-
criptorio n. 56, de Leal 4 Irmao.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desla e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linha
no obrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim.
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
era grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e ra
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar o. 36.
Camargo < Silva.
recentemenle estabelecidos com loja de fazendas
na ra do Crespo n. 1, junto ao arco de Santo
Antonio, teem a honra de convidar aos senhores
consumidores, tanto da praga como do mato, a
visitaren) seu estabelecimento aim de sortirem-
se de boas fazendas por precos mui razoavei,
dos quaes aqui estao alguns : chitas francezas de
muito bom panno, cores flxas, a 240 rs. o co va-
do, velbulioas lavradas imitando velludo a 600
rs. o covado, sedas de qnadrinhos a 640 e 800 ra:
o covado, grosdenaple de cor com algum loque a
1$ o covado, ramisiohas de cambraia para se-
nhora a 19, ricos cortes do vestido de seda com
algum toque, muito barato, cassas, orgaodys,
chales de diversas qualidades, enfeites de cabeca
de 2a a 5$, luvas de seda enleiladaa algo par,
e outras muitas fazendas que se mostraro op-
portunamenle.
Hotel inglez.
O cnsul de Franca sendo pela morle da Aa-
da U. Marmier, conhecida nesta prata como M.
Dubois, incumbido de realisar a parte que a dte
senhora tinha no hotel inglez, convida as pessoas
que tem contas a receber da dita senhora ou do
mesmo hotel, de as presentar no consulado
francez ne prazo de 10 dias da dala 'deste, para
serem reconhecidas : oulro sim roga as pessoa
que se acbam devendo aodito hotel ou a M. Du-
bois o favor de mandar pagar as respectivas coo-
tas ao referido cnsul no mesmo prazo de 10 dias:
as pessoas qoe desejarem comprar o dito hotel
deverao dirigir-se para tratar do ajuste ao supra-
dito cnsul. Pernambuco 5 de fevereiro de 1864
Camargo Silva,
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita- na ra do Crespo n. 1, junto ao arco de San-
to Antonio, pedem aos devedores daquella Arma
que por obsequio venharo satisfazer suas contas,.
aflm de evitar que sejam procurados.
Vene ral confraria de Santa
Rita de Cassia.
A mesa regedora da confrara de Santa Bita
de Cassia, convida a todos os seus charissimos
irmaos para comparecerem no dia 13 do crtente
mez pelas 2 horas da tarde no consistorio da
mesma contraria, aAm de acompanharem a pro-
cisso de Cinza.
Consistorio da veneravel confrara de Santa
Rita de Cassia, em 4 de fevereiro de 1861.O es-
crivio, Joo Pedro de Jess da Malta.
Aluga-se uma casa terrea na travessa do
Carmo ; a tratar na ra do Queimado n 48.
seiseiea& sisis eiss&digei&eieg
Consultas medicas.
Serio dadas lodos es dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, rna
da Cruz n. 53, desde as 6 at aa 10 horas
da manhia menos aos domingo* sobro :
1." Molestias de olbos.
2." Molestias de coracio e de peito.
3. Molestias dos orgaos da geranio e
do anua. _
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que sourerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serio empregados em suas consul-
taces, e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidad* sabr a sede, natureza e
causa da molestia, e dahi dcduzir o plano
de tralamento que deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que (em de aua verdadeira qualidade
promptidio em seus effeitos, o a neeesii-
dade do seu emprego urgente que se usar
dalles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operacio que
julgar conveniente para o restabeleci-
menlo dos mesmos. para cuio Am se acha
prvido de ama complata colloccio de
inatruraentoa indispenaavel ae medico
operador.
Precisa-te da qaanlia de 5001, pagando-so
am juro ventajoso a dando-se em hypolbees am
eiceiienie escraro.


V
DIARIO DE PEBNAlBUCO. SABBADO 9 DE FEVEREIRO DI 1861.
(J
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARBOLHA i DR. TOWH8IHD
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' CO DR JAMES R- CHILTONT,
imlco e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se palo seo extraordinario
e qaasi miracaloso effeito no
s angas.
Cada um sabe que a saude ou a nfermidade
depende di recta menta do estado desle floido vi-
faX. Isto ha da ser, visto o partido importante
que tem na ECONOMA animal.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsadlo duas ongas sahera do corago nos bofes
e dalii todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de qjatro minutos. Urna dis-
psigo extensiva tem sido formada e destinada
eoa a Imiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrente di vida por todas as
partes da oranisac,o. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Sj o sangue por causa alguma se emprenha
de ranerias ftidas ou corrompidas, di Hunde
cora TSLOCIDADB elctrica a corrupgao as
mais re notas e mais pequeas partes do corpo.
O v>ninj lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
alcala orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulago evidentemente se faz um engenho
poderoso dedoenga. Nao obstante pode tam-
ben obrar com igual poder na criaco de saude.
Eitivas o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glaaluloso, ou muscular, se somonte o san-
gue pola fazer-se puro e saudavel ficar superior
a dcnn;a e injvitavelraente expellirda cons-
tituigo.
O grande raaoancial de doenga ento como
d' aqu consta no fluido circulante,e nenhum
raeiicaraento que nao obra directamente sobreel-
la para purificar e renova-lo,possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O s.vm ue O sangub o ponto no qual
se ha myster fixar a attengao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
New-York, bavemos vendido durantemuilosan- HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street,
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town- Bs A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome fo apresen-
lado ao publico.
BOYD&PAUL, 40CortIandlStreet.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlSlreet.
R.B. HAVILAN D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACK.SON, BOBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDEBHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON A CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. e* D. SANDS. 100 Fulton Streei.
SCHIEFFELIN, BROTHEB & Co, 104
106 Jobo St.
LBWIS & PR1CE. 55 PearlSlreet.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway.eor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO, 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Streat.
JOSEPH E TRIPPl, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178Greenwch
Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS j
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos teut Effeitor
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MEDICAMENTO DO POYO'-'.
AdaU-so to maravilbosarnente a constituig0
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades. _
ONDE E; DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
OHDE HE PODRID AO,
ALIMCA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servigos presta a hunianidada, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das iuas Fronte
Washington, Brooklyn, seb a inspecgacdirecta
do rauito conbecidochimico e medico r. James
R. Chilton, da Cidade deNe-w-Yoik.cuja cer-
do e assignatura se acha na capa exterior da
onda garrrfa de
ORIGINAL |E GEN LINO
EXTRACTO COMPOSTO BE SALSAPARR1LHA
DO DR. TOWNSEND-
O grandepurlacador do sangue
CURANDO
AHydropesu.
F018WHAS
NM.
O Herpes
A Hertsipela,
A ADSTRicgiODO vbn-
tbe,
AsAlforcas
Os Effeitos do azod-
GUE,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DEFIGA-
DO,
AImpingb
As Ulceras,
O Rbeomatismo,
As Chacas
A Dedilidade geral
As Doencasde pelle
AS BORBDLHASPACA-
RAR
As ToSSBSt,
Os Catarrbos, As Tsicas, btc
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san
gue., conserva-se era lodos os climas por cor-
to sspac.0 de tempo.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de 1
Cada garrafa do original e genuino exractu do Dr. Townsend tem a assignatura e a certidodo Dr. J.R. Chlitlon, na capa
exterior ^W*$ ^ propriet.rio, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
era na betica da ra Direita n. 88 do Sr. Pranos.
CASA DE BANHO
________ ____ no ___ ____
Assignatura da banhos frios, mornos.de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das onsecuvos. ,......;.... 109000
30 cartder p>ra os ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito i 600
7 ...:.. 4|000
Banhos ivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospregos annunciados
Estareduegao de pregos facilitar aorespeilavel publico ogozo dasvantagens queresullam
da frequenciadeum estabelecimento deuma utilidadeincontestavel,ma estando em nosso* hbitos, anda pouco eonhecida eapreciada
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imneriaes deYauja.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23,ESQUINA DA
JAMBO A DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a lJOOOe era porcode
10 masgos para cima com descont de 25 porcento; no mesmo estabelecimento acba-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Aviso
aSSOCIAQaO
aos terceiros da ordem de S.
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se eslamenha para babilos a 2#200 o co-
vado, ese apromptam os meamos hbitos a von-
tade dos irmos a 459 cada um, obra muito bem
eita.
A mesa da vene ravel ordem terceira da So-
nhora do Carmo do Recite convida aos nossos
charissimos irmos para acompaoharem a pro-
cisso de cinza, que ter lugar na quarta-feira
13 do correte, e assim pede aos mesmos irmos
para comparecerem na mesma ordem as 2 horas
da tarde, paramentados com seus hbitos. Se-
cretaria da veneravel ordem terceira do Carmo
do Recite 7 de fevereiro de 1861.O secretario,
Antonio da Silva Gosmao Jnior.
Precisa-se tomar a premio a quantia de
10:0009, dando-se em hypolheca um engenho
perlo desta praca ; quem quizer fazer este nego-
cio annuncie.
los Gomes Brrelo, subdito pottuguez, re-
tira-so para o Para.
Precisa-se de urna ama para o aervico de
pequea familia, e que compre : na ra larga do
Rosario, loja de charutos n. 30.
Banhos econmicos!
Na casa de banhos do pateo do
Grmo.
Nesle estabelecimento (alem dos banhos ji co*
nhecidos) se fornecer d'ora em vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
luio, mas com toda a decencia e aos pregos se-
guales :
Ib.nho.vulao 1^00%,
7 cartes para banho. j^J ^
30 banhos consecutivos frios ou momos 5|.
Carvalho, Npgueira & C,
saccam sobre Portugal qualquer quantia : na rus
do Vigario n. 9, primiro andar, escriplorio.
M a noel Ignacio de Oliveira & Filho aacam
sobre Lisboa o Porto : na largo do Corpo Santo,
escriplorio.'
Fugio do abaixo asaignado, no dia 6 do cor-
rente, a prela de nome Joinoa, de naco Ango-
la, baia, cor meia fula, e magra; levou vestido
escuro j usado e panno da Coala francez : pe-
de aa autoridades policiaca e capitn de campo
a captura, e levar a rua~do Queimado n. 4.
Magalhies & Maia.
Aluga-*e una boa ctaa terrea com quintal
e porto, bastante acetada com illuminaco a
gaz, sita na ra dos Marlyrioi n. 14: a tratar na
meima ceja, das 4 koru da Urde em tiaote.
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Nao se lendo ultimado na sessao geral de 6 do
crranle os trabalhos que deu lugar a dita reu-
nioextraordinaria, o Sr. presidente interino at-
tendendo a necessidade de serem concluidos as
resoluces a respeilo das eliminacoes em qnes-
lao, de novo sao convidados os senhores socios,
para domingo 10 do correntc, as 10 horas ds ma-
nhaa se reunirem em assmbla geral para o fm
de ser definitivamente resolvido.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 7 de fevereiro
de 1861.
Antonio Pereira de Souza.
1. secretario interino.
AMA.
Precisa-se de urna ama deleite ; na ra Nova
numero 5
Roga-se as pessoas que teem IransacQes
em conlas com os abaixo assignados, o favor de
as apresenlarem na loja da ra do Queimado c.
33 A, para serem conferidas e pagas ; e para o
mesmo m se pede igual favor aos que as tive-
rem com Joo da Rocha e Silva parte da firma.
Guimaraes & Rocha.
Para o carnaval.
O artista Raymundo Jos de Araujo tem para
alugar um grande sorlimento de vestuarios para
mascaras, de variados gostos pelos ltimos figu-
rios do baile masqu de Pars : e os aluga por
presos raioaveis; assim avisa aos seus amigos
e freguezes, que na quinta-feira 7 do crranle
far expsito dos mesmos no primiro audar da
casa n. 23 na ra Nova, esquina da Gamboa do
Carmo.
Antonio Joaquim da Silva, subdito portu-
guez, relira-se para o Rio de Janeiro.
Prerisa-se de um feilor para sitio: a tratar
no Mondego, em caaa do fallecido commendador
Luiz Comea Ferreira.
Joo Ignacio da Costa faz sefente ao respei-
tavel corpo do comroercto, que desde o dia 5
do correute deixou de ser caixeiro do Sr. Luiz
Jos da Costa Amorim ; e spproveila a occasio
de agradecer ao mesmo sen hor o bom trata ment
que recebeu do dito aenhor durante o tempo que
esleve em sua casa.
Joo Anglada, subdito hespanhol, retira-se
para o Rio de Janeiro.
Attenco.
Joaquim Pernandes, subdito porlaguoz, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Aluga-ae um carro e urna eochoira sita na
ra das Flores : a tratar em Santo Amaro, casa
junto ao ultimo lampeio.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : era casa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Aluga-se a casa da praca do Cor-
po Santo onde foi o estabelecimento dos
Srs. Rostron Rooker & C. : a tratar na
travessa do Queimado n. 1, com Joa-
quim de Almeida e Silva.
Companhia de seguros
I equidade.
Estabelecida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por corita da mesma companhia
seguros de todos e paia todos os porto
conhecidos, sobre embarcacoes de qual-
quer parte e a preqos muito razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26..
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Aluga-se a casa terrea n 9 sita na ra do
Hospicio : a tratar no Mondego casa do fallecido
commendador Luiz Gomes Ferreira.
Deseja-se fallar aos Srs. seguintes: Senho-
rinho Marques Galvo. Vicente Ferreira Gomes
da Silva, Domingos Jos da Costa, Gaudencio
Ferreira de Siqueira Moraes, Jos Balcebino Gon-
ralves Lima, Joaquim Antonio Gongalves da Ro-
cha, Antonio Joaquim Brito do Oliveira, Jos
Telles Marinho, Manoel Joaquim Souza Vianna
e Vctor Barbosa da Silva a negocio de interes-
se : na loja de miudezas da ra Direita n. 103.
0 abaixo assignado deu procuracao bastan-
te ao Sr. Antonio de Paiva Ferreira para cobrar
as dividas aclivaa da casa de Tbiago da Costa
Ferreira Estrella, por lhe pertencercomo consta
da arrematado feila perante em audiencia do
Exm. Sr. Dr! juiz especial do commercio e cons-
tam das cootas e rel.icao que o dito Sr. Paiva
apresentar5. Recite 1 de fevereiro de 1861.
Antonio Joaquim Vidal.
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48.
Participm aos seus numerosos fregue-
zes que tendo chegado o seu nieslre al-
faiate que mandaram contratar em Paria,
acham-se promplos a maodarem ejecu-
tar toda e qualquer obra tendeoie a al-
faiate, assim como tem em seu estabele-
cimento grande sor'.imento de ludo qan-
lo se desojar, para qualquer das esta-
5es nao t de fazendas como diversos
artigos de luxo, conliouando o mesmo
mestre a receber por todos os vapores fi-
gurinos para melhor poderem servir ao
respeitavel publico a quem pedem de vi-
re m visitar o seu estabelecimento que
encontraro aqui'.lo que desejarem.
Ensino particular.
O abaixo assignado, professor particular de
primeiras letras, latim e francez, reside no ter-
ceiro andar do sobrado n. 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicado, prudencia e actividade,
exerce sau magisterio, e contina a admiltir al-
guna internos de pouca idade.
Joa Maria Machado de Figueiredo.
O abaixo assignado previne ao Sr. Aggeo
Rduardo Velloso Freir que nao pague a pessoa
alguma sua letrada quantia de 1:6009 do arreo-
damento do meu engenho Refresco, a vencer-se
em maio prximo vindouro, por terso desenca-
minhado de poder do annuncianle ; e para pre-
venir qualquer dolo faco a presente declarajao.
Jos R. de Sena Santos.
Attenco.
Roga-se pela segunda vez ao Sr. Candido Theo-
doro Rodrigues Pinto (ou Mendes) de vir loja
da ra do Passeio Fublico n. 11, do contrario se
vender o peohor para pagamento.
Antonio Cela io de Medeiroa Amorim re-
tira-se para a Europa.
Offerece-se un mogo Porluguez de 20 sa-
nos, pouco mais ou menos, para caixeiro de ta-
berna, do que tem t sitante pratica, escreve mel-
lo bem, e d conhecimeoto de sua conducta ; aa
ra dos Marlvrios i. 30.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas ntsta
typographia '
FolMnha de porta on K ALENDA RIO eclesistico e civil para o
bispado de Pernambuco.. ......... 160 rs
Dita de tilgibeiTOL contando alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explieajo das testas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimemo e occafo do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se junlou urna collecco de bellos e divertidos
jegos de prendas, para entrelenimenlo da mocidade. 320 rs.
Ditd dita, .... ontendo alm do kalendario ecclesiastico eivil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e oeeaso do sol; di las dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos imposlos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
- modo de confessar-so, e conungar, e os otticios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexu-feira da Paixo, (em porluguez). prego.....
Dita do almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-s^
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a correc-
Q&o a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudanzas) acrescentaudo-se a nu-
merado dos estabelecimentos commerciaes e iudustriaes;
accuipaxirindo de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupayau do individuo do qum sp. qnp.r
saber a residencia.
320 rs.
19000
CONSULTORIO ESPECIAL nOMEOPATHICO
DO DOUTOK
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6,
Consultas lodos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiotes molestias :
1. molestias das mulAerea, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias siphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes e suas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0HE0PATI1ICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forera (ora delta sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carleiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Precisa-ae de urna ama que saiba cosinhar
e fazer lodo o servico de casa ; na ra do Cal-
deireiro taberna n. 60.
Aluga-se o segunda andar e solo do sobra-
do n. 37 sito na ra do Imperador: a tratar no
Mondego em casa do fallecido commendador Luiz
Gomes Ferreira.
associacao EgpogvapIuca
{fcvttamhucatta.
Domingo, 10 do corrente, s horas da ma-
oha haver sesso extraordinaria do conselho e
da assembla geral.
Secretaria da Associago Typographica Per-
nambucana, 7 de fevereiro de 1861.
Ji.vent.io Cesar,
Io secretario.
Precisa-se alugar urna
escrava para o servico deuma
casa de familia: na ra da Ca-
deia n 53, terceiro andar.
O secretario da irmandade de N.
S. do Terco de ordem da mesa rege-
dora, convida a todos os seus charissi-
mos irmos para comparecerem na res-
pectiva igreja quarta-feira 13 do cor-
rente, pelas 2 horas da tarde, afirn de
eemorporacao acompanhar-se a procis-
sao de Cinza, para a qual houve convi-
te da venen;vet ordem tenceira de S.
Francisco
r O advogado Dr. Manoel do Nascimento
@ Machado Pcrtella pode ser procurado para g
OJS os negocios de sua profisso, das 9 s 4 @
horas da tarde, em seu escriplorio no pri- $)
$ meiro andar da casa n. 83 da ra do Im- $
perador. A
Precisase alugar um pequeo sitio perto
da praca, como seja Soledade, etc.; a tratar na
ra do Imperador n. 30.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
0 baenarel Manoel Nelto Carneiro de
Souza Baodeira abri na villa do Cabo o
seu escriplorio de advocacia, ra da ma-
triz casa amarella, e ahi offerece os ser-
vicos de sua proDssao mesmo aos habi-
tantes fora da comarca que tiverem al-
guma queslo para aquello foro.
(asa de alnguel
Aluga-se o primiro andar e srmazem da roa
do Trapiche n. 4, muito proprio para escriplorio
on consulado: a tratar no mesmo, ou no rma-
teos da roa .da Cruz n. 33.
Acha-ae em oegocio a casa da caosboa do
Carmo n. 29 : quem liver alguma reciamaco a
fazer, annuncie por esto Diario no prazo de oito
dias.
Feitor.
Precisa-se de um feilor para tomar conla de
um sitio, daado-te preferencia a Portugus : a
tratar na ra do Crespo n. ti.
Aos pas de familias.
D. rsula Alezandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora geral o a insirurcao pu-
blica, tem a honra dp prevenir ao rei-peitavel pu-
blico, e principalmenip aos pas de suas dicipu-
las, que desde o dia 15 do corrente se arham
abertas as aulas do seu collegio ; o qual se acha
por ora estabelecido na ra Formosa, sobrado
nun-ero 15.
A mesma directora approveila esta occasio
para asseverar aos pais de suas discipulas que
estas encontrarlo em seu collegio a mesma ins-
peegao, vigilancia e desvelos, que encontrarlo
em suas proprias casas, e que nelle recebero
urna educago moral e religiosa, cumoconvm s
Qlhas das sociedad*s chrisiaes, que devem um
dia exercer o espinboso ministerio de mais de fa-
milia.
Finalmente, abstendo-se a mesma directora de
encarecer o melbodo de ensino adoilido em seu
collegio, limitar-se-ha penas a a turnar aos pais
de suas discipulas, tanto internas como exlernas,
que ludo envidar pea o adiamntenlo das mes-
mas, vislo ser este o n eio mais propicio de sus-
tentar o lisongeiro crdito, que gracas ao favor
publico, lem acompanhado ao collegio de Santa
rsula, desde a sua creacoeinslallaco.
As diffcrenles aulas oo collegio seio dirigidas
pelos seguintes professores :
Os senhores :
Dr. Jos Soares de AzevedoFrancez.
Dr. Filippe Nery CollacoIngle?.
Dr. Augusto Carneiro Monltiro da Silva San-
tosGeographia.
Joaquim Bernardo de Me ndongaPiano e canto
Eduardo GadaultDesenlio.
Quem annunciou precisar de 1:0004 com
hypolheca a um sitio perlo da cidade, pude ap-
parecer na ra do Queimado, botica do Sr. Jos
Alexandre, at as 9 horas da nianha, que acha-
rcom quem tratar.
J01AS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes rom
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha surtida das mais bellas e deli-
cadas orjjas de ouro e prala, e querendo acabar
com o negocio, est resoU ido a vender mais ha-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, paasando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca oxras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fura, que acba-se regendo a
grande officina de roupas fritas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, puis est prompto a
desempenhar qualquer obra importsnte, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
timen lo.
A quem interessar.
Offerece-se urna pessoa para fazer esrriptura-
rao de qualquer estabelecimento por partidas
simples ou dobradas '. na ra do Queimado n. 33
se dir.
- Na travessa da ra
das Crozes o. 2, primiro andar, contina-se a
tingir com toda a perfeico para qualquer cor, e
o mais barato possivel. *
Alugam-se duas casas no lugar de Santa
Anna de dentro, com commodos suflkientes pa-
ra qualquer familia, tendo o banho perto : a Ira-
lar no pateo de S. Pedro n. 6.
Attenco.
As pessoas que livercm relogios para se con-
certar na ra Nova n. 2-2, e que tem mais de seis
mezes ; fagam o favor de vir busca-Ios no prazo
do 30 dias, sob pena de serem vendidos para in-
demnisago dos concertos.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do Livra-
menton. 17, comarmago propria para qualquer
negocio, e commodos no fundo para familia : a
tratar na praga da Independencia n. 1 e 3.
Dentista francez.
S Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- #
rangeiras d. 15. Na mesma casa tem
I agua e p dentifico.
Joo Ferreira de S Leito. cientfica ao
publico, que nesta data comprou ao Sr. Antonio
Jos Paulo do Carvalho, a casa de lunch, sita na
ra estreita do Hosario n. 12, se dlguem se jul-
gar com direito a mesma, queira dirigir-se ao
annuacianlp nestes tres das.
Mte, Sociedade
*^** DE
Edificacoes e compra de
terrenos.
O abaiio assignado convida os propietarios
que j lhe offereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos entrarem na sociedade na qua-
lidade de commanditarios, a apresentar-lhe os
planos, confrontagdes, situages e avalaagbes dos
respectivos lenos aromnanbados de urna car-
ta pediado a sua admisso como socios comman-
ditarios da referida sociedade.
A correspondencia deveri ser-lhe dirigida
na do Crespo n. 4 loja. Pernambuco 6 de feve-
reiro de 18*1. s
F. M. Duprat.
Ricardo Jos Gomes da Luz, subdito porlu-
guez, relira-separa Portugal.
Raymundo Odoni, subdito francez, val para
o Rio de Janeiro.
DO
RECIPE A S. FRANCISCO.
(limitada.)
Mtagao das Cinco Puntas as 8 1,2 i?.,8P"V._
nhaa correi somente al a Villa do Cabo, e
uem que ate agura tem sahido da Escada i 1 3,1
do Cabo s 3 horas da larde como eosluma-
.u i k ?i" p,.r,Wa d08 lreDS *<> reguladas
pela tabella seguinte.: 6 ""
TRINS PARA O INTERIOR. 99 a 5! 99 _SS "3 9 99 ele a S o t a 3 00 o a W-vus 1 *-' si vr 1
ce co ce i-- t- t- t-o m
. s i s 3 -i a es m O crtrirs |^-- 2**i>a>.ooaoaoaoa o EH OSOSOS
e -= 2 1 9 "O Vi O = 229 1 >fto
E^"*^kiOifliCco < < < 9. o gm-^iS 1 js --r 3
s E ao ac oo os os os os o
I

8
3 "5 -a 8? -p co rj (4 0 S g M 0 A en M c* H Domingos e dias sautos. 1 l w a es < i- 1 g "" l^S! ISS5S? 12 lia
m w*^f"vioirtu9iftn o S
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co S co (o ce co O I B E z i o < H < ir. ~* 53 H O 1 r- W-^ m 1 a
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CA i9ewt-n.t-t^i>.ocoo o H
ES I Ass 5
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'i a 'i -i ;| SBiflifigli Me >5> L a < 5 gnadoB H. Bramah, Superintendente.
O Dr. Casa nova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopaihico.
30--Rua das Crazes-30
Nesle consultorio tem sempre os mais
novos e arredilados medicamentos pre-
parados em Paris [astinturas) por Ca-
tellan e Weber, por pregos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra, re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Antonio da Silva Lima, relira-se para o
Ccar.
CASA
de cominissodeescravos, pa-
teo do Paraizo n 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
lorio de comnmso de escravos que se a< hava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 2 i ; e
ahi da mesma maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso, e
por conla de seus senhores, nao se poupando es-
forcos para que os mesmos sejam vendidos com
promplido, afim de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Nesle mesmo
eslabelecimenlo ba sempre para vender escravos
de ambos os sexos, ve I h os e mogos.
O or. Manoel Horeira Guerra tem o SQt
S seu escriplorio de advocacia na na do 9-
5 Cabug n. S sala conlingua ao do car tu- *
rio do esenvo Faes de Andrsde, onde ff
ser encontrado das 8 horas da manha *
at as 3 horas da larde. 3g
m. StfAakBa\a^aa\ub4 aii* aan *-----
H?iCSi5WSl8 WB&B DleifiC?
Espi'ito Santo de S.Fran-
cisco.
De ordem da mesa regadora convido a todos
oa nossos irmos para comparecerem em nosso
consistorio no dia 13 do crrenle, pelas 2 e meia
horas da larde, afim de acompanharmos a pro-
cisso de Cima, para o que fomos convidados pe-
la respeitavel ordem terceira da Penitencia.
Joaquim Guenes da Silva Helio,
Secretario.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
10 a 12 anuos de idade, preferindo-se porluguez:
na ra Direila dos Afogadoa o. 36.
Lava-se e engomma-se com todo 0 aceio
brevidade ; na ra da Soledade n. 56.
Vestem-se aojos para as prociasoes da qaa-
reama, com gosto, e por prego commodo : quem
quizer, pode procurar na ra da Penha, sobrada
nemero 11. .


()

= o
DIARIO E fifi
'MZJ.

Milho e farelo a
3,100.49.
M aiaa de milho
POMi* m faz dit%-
jilo barato
s e g..S,
g-s-sS A
sj 3 b --g
e S. a> g
n
Venden-se saceos con
3#loe, dito oot. a 3HC0. i
rento, e saceos comTrelo moho Uralo por aer
de eommissao : na trareasa do pateo do Paraizo
a. 16, casa pialada de amarello.
/?ua do Crespo n. 8, toja
de 4 portas.
Pechincha que admira!
Chitas franeezas, cores flxas e lindos desenos
a 240 rs. a corado; dao-se amostras com peohor.
VENDE-SE.
No armazem de Antones Guiraaries & C milho novo e farello em caceas grandes no larga
da Assembla n. 16.
ra
ido
w Biea dea Ovada Casalesi: a tratar ata n
Os barateiros
Guimares Villar.!
fiua do Crespo n. 17.
C irtta de colletes de velludo paito bor-
dado a 5J, parece iocrivel.
Caaeaaira prala selim a 6> o corte.
Siiaa bor Jadas de S pannos a 29500.
DUaa de 4 pannos bordadas a 49.
Caseaairas de quadros miudos duas
largaras a 2?509 0 corado.
Salas balea de todas as qualidades a
59. 6 e 8 cem babados.
Cortes de cassa a SUart a 23500.
8 B
fc*B&J
5 o S *S
^2" 9 5 2
f" So*
S-S =
=
O} 9
= s'-MIiS
5^
. 3
2? O
3=8.
M

ARMAZEM DE ROIPAFEITA
Defroute do becco da Congregado letreiro verde.
Precisa-se alugar urna escrav para todo o
cerneo de urna casa de pouca familia : a tratar
na ra da Cadeia do Rccife n. 19.
AHA.
o
Precisa-se de urna ama para cizinhar e en-
gomrnirem casa do pe juona familia : na rualar-
gi do Rosario n. 36, loja.
Qi-m precisar de urna ama para casa de
hornem solteiro ou pouca familia, at o recolher,
dirija-n a carabaa do Carmo. casa terrea n. 33.
Fugio na noite de 83 de Janeiro do corren-
te atino, anol, le 43 annos de idade, cor prela, espa-
duas larcas, estatura regular, disbarrigado, e fal-
la um pouco fanhosa em razao do muito tabaco
ene loma, foi vestido com camisa de algodode
atrs p caiga de algodao azul americano ; elle
natiral da cidade do Ass, provincia do Rio
Grande do Norte, offkial de ferreuo, falla bem,
e ap_zar le ser de meia ilade, (1 bem parecido e
bastante ladino : este preto siiudo e tem bom
eomp.HUnipnto. sendo chamado por alcunha Ma-
noel Perriro ; e como spja p-ovavel que elle v
trablhar de offlcial de ferreiro em algum povoa-
du ou villa, dando-se por forro, por Isso roga-se
as auton lados dos lugares por onde elle andar, a
sua preh-nso, assim como re.:otnmenda-se
aojcaoita3 de campo a sua captura, e quede
qu dpllo iler noticias ou o agarrar. poleo levar
ao sen snnhor o mijor Antonio da Silva Gusmao,
moridor na ra Imperial, que ser bem recom-
pensado.
Precisa.se de urna ama que cninhe e en-
girwnp para casa de urna pequea familia : a
trdtnrn ra estrella do Rosario, luja do calgado
Na padiria da ra Direita n 81, precisa-se
de um trabalhador. g ;)
A pa laria do leao do norle, na ra do Coto-
Tell). precisa de um bom amassador.
_ nr. Willian Van Tauly r-itira-so para os
E-t'idos-U lides.
Preeisa-ae de urna criada para casa de pe-
quena familia, que saiba engommar e cozinhar
trefurindD-seesctava: a tratar na ra do Impo-
rd.ir n 71, armazem.
gdd^93S .9@9^:999993>9
medicina P.
laudju
sua residencia para
ruaNovf cisa n. 4fi
Gasacasde panno preto a 309, 359 a
Sobrecasacas de diie dte a
Palelots de panno p re los e de cores a
20, 259, 309 e
Ditos de caseraira de cores a 15 a
Ditos de casemiras de cores a 7 e
Ditos de alpaca preta gola de velludo a
Ditosde merinosetim preto e de eor
a 89 e
Ditos dn alpaca de cores a 3S09a
n:... jo.ip.o. ,,,,, 9ooo, o*,
79 e
Ditos de brim de cores a 34500,
49500
Ditos de bramante de linhobrancos a
19500 e
Caigas de caseraira preta e de cores a
9, 109 e
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pre lo 3 a
Ditas de brim braneo a de cores a
2500 49500 e
Ditas de ganga de cores a
Ditas de casemira a
40000
359000
35000
929000
12*000
129000
99000
59000
99000
5ooe
69000
12000
59000
59000
3oon
59500
Coltetesde relludo decores muitofino a 109000
Ditos de casemira bordados e lisos
prelos e deconsa 5, 59500 e 69000
Ditos de setim preto a 5000
Ditos de casemira a 39500
Ditos de seda branca a 59 e 69000
Ditos de gurgurao de seda a 59 e 69000
Ditos defuslo b-anese decores a
39e 39500
Dilosdebrirabrannn 2*i atPBao
Selouras de linho a 29500
Ditas de algodao a 19600 e 29000
Camisas de peitocle fuslo braneo e
de cores a 23C0 e 29500
Ditas de peito e punboade liuho mui-
to finas inglezas a dazra 35000
Di las de madapolo brancas e de cores
a 19800, 29 e 29500
Ditas de meia alfa 19600
Relogios deouro patente eorisontaes 9
Ditos de prata galranisados a 25 a 30O0O
Obras deonro, aderemos, palseiras e
rosetas t
Fazendas pretas para a
quaresma
Na ra do QueimaJo n.
39, loja de 4 portas.
Objectos para senhora.
Ricos manteletes de grosdenaple preto de 25 a
Ricaa mantas de blonde hespanholas a 209.
Manta de 016 preto, fazeada multo boa, de 1S
a loJlHX.
*9GaJx>,P,e Pt0> ida multe superior, de
Objectos para homem.
Sobrecasacas de panno Uno, obra muito bem fei-
la de 35 a 40g.
Paietots de panno fino preto de 25 a 30.
Colletes de relludo preto bordado a 129.
Ditos de gorguro preto a 7.
Ditos de aetim preto a 65.
Ditos de casemira preta a 5.
Calcas de casemira preta lina de 12 a 14
Chapeos < castor pretos e brancos a 169.
unos Irancszea muito noos de T, 8 e 105
Panno Ono preto e casemira preta de diversos
preces, e outras muitas fazendas. que cora a
vista dos compradores se mostrar
SO NO PRO-
gresso.
Ra do Cresp*.,
!,* D* e ,0.8('o 'erreira de S, rende-se
odernn.,iw\M ^<*** itA.aaa
BMntUa eeraa a 240 r., chita* larxaa a 200 a 240
. JfP'l' V2?'" ""> kordadoa a S a
rwa, aedioha* da roadroatna 800 re., casa-
requea de cambraia e fil a 6, peateadoraa de
a borda* a 5. *Afc^gSffi,'"J
.tajeora ponas a 21000, manguitaa borda-
M e-"braia a 816 a 2. eauaea m u. >
9 pa-o. da urgara. lfa."aS5S a5 liX
com 6 palmos de largura a 900 rs. a rara, laraa
Parasenhora a 100 rs. o par, capas de iitstae en-
a 5. pegas de madapolo fino a 41, lia-
S? i"1^8 pm,*Wo >. aaafaoada
Sn- t*f-boS-ido*.s 25, ob'caaaaa de panno
t o^i*0*' P8lel0l de Pono e casemira de
a 20S, ditos de alpaca de 3*500 a 8, ditos da
orim de corea e brancos de 396OO a 5|, calcas de
casemira pretas e de cores para todos pa precos,
anos de brim de corea e brancos de 2 a 5, ca-
mfcses &ranCM e decores para lodos es precos,
coiietea de casemira de corea finos a 5 : assim
como outras souiUs fazendas por menos do sea
ralor para fechar contas.
nmmmm mxo mmmm*
Os barateiros
Guimares % Villar.
Ra do Crespo n. 17.
Venden colletes de relludo bordado a
o, parece incrivel.
Saias bles de 30 arcos a 5, de mus-
selina a 5g.
Cortes de cambraia a Stuartriqoissimos
desenhos a |500 o corte.
Saiaa bordadas de tres pannos a 2J500.
Ditas de ponnss rieameiilo bordadas
a 4000._
casemiras de bonitos padrdes e 2 lar- M
guras a 29500 o corado. Appareeara e X
rerao o bom rosto
kMiA ^. .i. m-------9 Km
Alerta
Relogios.
SVSBSNfiSL t99999
rapor.
Bodas d'agua.
S_ canoa.
lauae.
Rodas dentada.
9 Bronzes a aguilhe.
a Alambiques da tarro.
9 Criroa, padrea etc., te.
j> Natundicode ferro
m raa de Brum paseando
e. am
de D. W. Bovrman, aa>
o cbafariz.
Bolsas de (apele para
viagens.
Oueiios flamengos
le da Europa a 2J500
armazem Progresso, a
ihegados no ultimo paque-
rende-se nicamente no
) largo da Peaha n. 8.
de B Gutcgipe)

V

a
A
pri-
teiro andar, onde pode
ser procurado para o
! exercicio de sua prois-
sao. i
99999999 9:99999999993
iflflCM.
da casa n. 15 da
Ramos
Aluga-se o segundo andar
ra do Vigario : para tratar, no caes
D. 2l,ou a rui Augusti n. 114.
do
c
ompras.
Comprarn-se escravos.
Comorim-se, veniem-se, e trocara-se escravos
de amos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Conpram-se escravos
endo do sexo masculino, mogos, de 12 a 20 au-
no* de ilude, e sadios : na ra da Imperatriz n.
12, loja.
Comprara-te accSiS do novo bar-
bo de Perno, nbuco: na ra da Cadeia
n. 41.
Coaipram-se notas de f$ e 5^ ve-
lhas coa rnoiico descont: na praca
da Independencia n 22.
Compram-se moedas brasileiras de ouro de
20J ; n" '^crijitorio do Manoel Ignacio de Oli-
voira & Pilho, laruo do Corpo Stoto.
Cirnpra-se urna escrara crioula de 12 i 18
anni d.< idade, e que tenha bonita figura, cornal
habih liles ou som ellas: na ra do Raogel ou
mero 62.
Vendas.
Vende-se um magnifico sobrado de dous
andares e um solio, com excollentjs comraodos
e bplU vista para o mar, poi isso que acha-se si-
tuadn em urna boa posicao, na ra do Pilar :
qu-mo pretenler, dirija-se a ra da Imperatriz
n. 51, segunda andar, que ahi achira com quera
tratar.
Vende-se a parte de ora sbralo de tres
andares na ra Direita n. 88 : os pretendente
dirijara-se a ra do Queimado o. 41.
Para o carnaval.
VenJe-se um veiluario da mascara negra : na
prara da Boa-Vista n. 9, loja.
Vende-se urna carroca em bom estado, e
Juntimenie um boi, por preso razoavel ; na ra
dos Pires n. 34.
Ao barato.
Pdv.t de madapolo fino cora mofo a 39. dita
de ratib'nia lisa fina a 3j e 3590, la de qua-
drinh is propria de vestido a 30 o covalo, chita
frana<* a 200 rs. o corado, dita ingieza a 160 o
covado : na ra do Quetraa lo n. 4i.
Para bales,
E' chngado loja da aguia de ouro na ra do
Cahuz n. 1 B, as rerdadoiras molas para baloes
qne se renlem por baralissimo prego d200rs.
a vara, ou pega de 50 metros a 8j, assim como
cinto* do marroquin muito lindos pelo biralissl-
mo or^co de 19 e 19200, pentes de borracha tas-
to par* alisar como para blchis, e de iravessa
para m-miii de tolos os taraaohos, o raais Ono
e^'ie pole harer ; assim como chegou o bello sjr-
tvnentn d Cai d- 15 aras a 3J, 3500 e 4|, dita sera hel-
la a 2j60 o 280) a peca de 15 vara, e mu los
rttais ooj-ti)s q'io se rende tulj mullo barato, e
aue l vista do freguz nao se encella Qegccio.
do
rs.

SM&T8
PROGRESSO
de
--IiirgodaPenha--
Os proprietarios deste estabele-
cimentoconvidam ao respeitarel publico, principalmente aoe amigos do bom "abarato queso
acham em seo armaiem de moldados de aovamente sonido degenero, os melbores que tem
vindo a este aereado, porserera escolhidos por ura dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte dalles vindos por conta dos proprietarios
Gigos com c\iampauiia
das melhores marcas que ba no mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
igos de comadre
era caixas proprias para mimo a 19000.
Bams edm axeonas
os mais novos que ha no mercado a 192000.
SeTireJa branca
das mais acreditadas marcas a 5000 a dnzia e em garrofa a 500.
Queijos Warnengog
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parto
daa melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 900 res a libra, e em porco sa f
r algum abatemenlo. r^v
Quecos suisso
recenternente chegado e de suqerior qualedade a 980 reisalibra.
CAioeolatc
dos melhores autoresde Europa a 900 rs. alibra era porjao a 8oO ,.
Marmelada imperial
afamado Abren,e de outros mais fabricantes de Lisboa emlalas de i a 2 libras a 800
era por^ao de se far algum abat ment.
M.ac,a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs.,em por^ocvende-se a 850 rs.
Conservas trncelas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 ra.o frasco.
Latas de b^lachimna de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
Ameixas traneezas
is mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras.eontendo 3 libras aor 19000 r.
eem jalas de 1 e 1(2 libra por 1500 reis P "rs*
Caixinnas com fc libras de passas
i 39000 rs. em por$ao se far algum abatimento, vende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs
Manteiga ingieza
porfeitamenleflor a mais novaiue ha no mercado a lO00rs. a libra, am barrilsefari l
gum abatimento. "'"
Cba perola
o melbor que ha neste genero a 29500rs. alibra dito hyson a 29000 rs.
Manteiga traneeza
a 7i0 rs. a libra am barril se far abatimento.
Toucinho de Lisboa
o maianovo que ha no mercado a 330 reis a libra.
Macas para sopa
m caxinhas de 8 libras com defarentesqualidadespor 49000 rs.
Tambem vendem-seos seguintesgeneros,tudo recentementeehagado a da superioresqua-
lidade, preauntosa 486 rs. a libra, chouriga muila nova,marmeiada domaiaafamadbfahricanie
de Lisbaa.mafa de tomate, pera secca, passas, fructaa em calda, amendoaa, noies, frascos eom
imandoas cobertas, confeiles, pastilhas de variasToalidade, vinagre braneo Bordean nronrio
para conservas,charutos dos melhores fabricantes da San Flix, macas de todas u quajWdea '^'Y
gomaa manto fina emlhas francesas, champagne das mais acreditadas mareas cervejas de ditas' linin 19
spermacele barato, heores f raneezesmu.to finos, marrasquino de tara, aieitedoeepurifieado. arei- mi, VJ
tonas mano novas, banha de poroo refinada e outros muitoa genero que aoconirario tendea tea a
molhados, por isso prometiera os propietarios venderera pormuilo menos doqneoutro qualquer
proraettem maiaumbem servirem aquellas pessoas qnemandarem por onaa poueo praticaslomo
se viessem pessoalmente rogam tambem a todos os senhores de engenho e aenfcore Uvradoja
nteiram mandar auas encomraandas ao armazem Progresao,que selhaj sJEamca a boaaualirJarl..
a acoudlcionamento, .
>
r*
o
O

O

ib
Si
&

3
-vt
O
O)
n
crs
CB
1
O
ai
Na rna da Aurora n. 10, segundo
andar, vende-te urna bonita eacrava
semvicioa que sabe coser, coiinhar e
engommar bem moqa e sadia, se dir'
ao comprador a razao porque se vende.
I* $99 9$99e
g Attenco. |
Cortea de vestidos de nobreza bordados f
i anTSiwJ e duas sai" e doas babador a
cWBJUUU. ^
4S tastiasAii
f GrosdenaPleprTl"d"l9800a 49o?o-|
f HM!.Dt" d, fil6 de scd,, Prets 11 di- 9
dj ta de dentelle a 20$, e oulras muitas fa- Z
U| zendas pretas proprias para a quaresma
[Lioha americana a 100 rs.i
d aOO jardas
branca a de ledas as cores, esias liaba
sao fabricadas para coser em machina
por serem muito fortes a iguaes sao as
melhores liohaa que tem rindo a este
mercado.
jRetroz e trocal preto e de|
cores
tambem proprio pata coter em machi-
nas, rem em carreleis e rende-se em li-
bra a 20 ou 25 um carretel de 12 em li-
bra : na ra da Imperatrix n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coacr
N.B. Como existe um grande sorti-
mento destes objectos rende-se mesmo
quem nao tem comprado machina da
cozer.
Vinho do Porto, gerfuino.
Rico de 1820.
Stomacar de 1830.
Precioso de 1847.
raiV!!!."'*6? caTnh"- olnlieire. porba-
es'rffiV reDd'"" "" d *"* *.
H-
Vem
Sobrecasacas
V pretas finas a 26j.
9 Palelot de panno mesdado a 20$ : na
t ra do Crespo n. 8, loja amarella, succes-
W sor de Antonio Francisco Peroira.
9
2 99#
Para mascarada.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n 1
B. rende se brilhanlina de todas as cores pro-
pria para vestuarios de mascaras, pelo baralissi-
mo preco de 500 rs o corado, lantijoulas pro-
prias para endite do mesmo a 160 rs.. a oilava
assim como gales e bicos dourados e praliados
que se vendem por baralissimo preco, {assim co-
mo mascaras finas. '
Queijos frescos
al $800.
Vendem-se queijos vindo no ultimo vapor, e s
serr para comer j por ser frescos e de nao po-
der aturar muito lempo a 19800, dito em libra a
640 : natravessa do pateo do Paraizo n. 16, casa
pintada de amarello.
Tachas e moendas
ende-se
Reoslo patentes.
Estopa.
Lona.
Camisas inglesa.
Peitosparacamiaa*e_
Biscoutos
KmcasadA*krigh4*C., ruada
Cruz o. 61.
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
site da ra da Bloeda n. 3 A, um grandeaorti-
mento de tachas e moendas para engenho, do
na ma OO yneimado n. 2&jmuii0acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
' tar no mesmo deposito ou na ra do
A luja da ba-f
est mnito sertida,
e vende mnito barato :
Pr' franco de poro linho trangado a 1JO0O e
J2onn rs* a vara dt0 pardo muil superior a
1S2U a vara; gangas franeezas muito finas de
padroes cscuros a 500 rs. ; riscadinhos de linho
proprio para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortea de caiga de meia casimira a 18600;
ditos de brim de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de linho mnito lina a 209, 229 e a 24 rs. a
pera com 30 jardas; aloalhado d'algodo muito
superior a 1*400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2}400 a
duzta; ditos maiores a 3fi; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito unos a 89 rs. cada um ; ditos de cara-
oraia de algodo com bico largo de linho em
1 oJnP80' dUo8 com renda- bico e labyrtn-
toa90U0; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se rendem muito barato a dittheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos {tara senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas Has com flvelas para cintos de senhoras e
menina, e pelo baralissimo pre?o de 2* : em
dita iota da aguia branca, ra do Queimadunu-
mero 16.
Ghegaem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 raras a
28, casemira escura infestada propriapara cal-
ta, collete e pal i lo ts a 960 ra. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
**,,69, e69 a peca, difa tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca, chita largaa de modernos e
escolhidos padrees a 240, 26*0e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin eslanpado a
7 8, ditas bordados com duas palmas, fa-
zenda muito detieada a S eada um, ditos com
urna s palma,, muito finbs a 8500, ditos lisos
com franjas de seda a 59[ leeeo de cassaa com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senbora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 a 39500 a duzia, chitas fran-
eezas de ricos desenhos, para coberta a 280 ra.
covado, chitasescuras inglesas a 5900 a
80 rs. o covado, brim braneo de poro
1 19200 e 1600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhanlina
azul a 400rs. o corado, alpacas de diferentes
ores a 380 rs. o covado, casemiras pretas
feas a l500, 39e 350ffo eovado, cambraia
preta e da aalpiecs a 500 rs. a vara* a entras
mutua fazendas que se far parame ao compra-
dor, a de lodaa se darlo amos tras com peobor
che n.4.
Trapi-
Ghega para todos.
Cassas franeezas muito bonitas e decores flxa
a doze rintens o corado, mais barato do qn
cnita, approveitem em quanto nao se acabara
na ra do Queimado n. 22. na bemeonhecida lo-
a da Boa Fe.
Cal de Lisboa.
Na iravessa do arsenal de guerra, taberna ns.
1 e eatao venda os seguintesgeneros por nre-
qos commodos : r H
Barricas de cal virgem de Lisboa em pedra.
baccas com arroz das Alagoas. muito novo
Molhos de palha de*carnauba muito alva a
DOVQ.
Urna carroca para um s boi, nova e bem cons-
truida de sicupua.
Padaria.
Na iravessa do arsenal de guerra ns 1 S
I daC"SeK" a,.ua:.8e r" Padaria b "'oblada
lg do Carme,
esqctma da rra de Hortas
numero 2.
nraio 2 qUrl0* noTOS a 2500' dil8 de
lili Mhl." k' 'Lbrai ranlei8a *"'" 800 e
1'' "br8- banha de porco a 500 rs. a libra.
m V ,ra eaemm" a 140 rs. a libra, latas de
mV:lbTede a ,ibrM a ,800- Pre8unl0'*
* a -OJ ,taa > sam __ -. ___________
i
! Segiw cwrtra Ftgo
I COMPAMmA f
i MBlTEni
! LONDRES
(AGENTES
C J. Astley A Companhia.
para
Q.m ,,m l?*"' bem con>0 u" psito da
mesma collocado em o centro dosta cidade e d
muita concurrencia : qncm pretender ambos os
Pao a larde. '
Veode-se pao quente da melhor farinha. das
mM0^8.!.8!.18''1?,6? diae : n" Piara alraz da
matriz da Boa-Vista a. 26.
Agua imperial.
Na ra do Queimado n. 6, primeiro andar, ca-
sa de cabelleireiro, vende-se a ezcellente agua
imperial para lavar a cabeca, limpar as caspas e
fazer renascer os cabellos ; nesta mesma casa
tava-ae cabeca com esta maravilhosa sgui por
Attenco.
RnS78drTrapfh.e n 45' em C,M de Bo^on
Booker & C., existe um bom sortimenlo de 11-
nhas de cores e brancas em carteteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se renden por
prego mu razoawia. H
Camliraias
barateas.
19 Ruado Queimado 19
Corles de cambraia branca muito fina eom sal-
picos miudinhoa a 49600.
Cambraieta para realiao, muito fin, pelo-ba-
Oaslme preco da 9600, #800,3 a 3J600 cada
loes de muMuliM, (Utos arrendados, ditos
Veide-se
J Formas de ferro
" purgar assucar.
Euchadasde ferro.
| Ferro sueco.
I FppiDgardas.
Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marciuei-
ro : no armazem de C.
j J. Astley C.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Sioger
& C, Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e tois
ra aojaras
moalratn-a a
qualquer hora
e ensioa-se a
trabaihar naa
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
Cao : no depo-
sito de ma-
chinas de
Haymundo Carlos Leite & Irmao, roa- da liana
atriz n. 12, adtigameote aterro da Boa-yuta.
"Si
Na ra da Cre do Becife n. 41 esquina Dar. .
roa da LingoeU. ha um completo aorttoanIV
calcado de todas as qualidades^8"'"to *
francesa, cordarao, couro da poreo mCLTH
ariaase.tos praaaea, o qaia luda a w a25
manea.preco que em oulra qualanipr w,m2
mMm. loja precie.-ae de MStSS
de pellica braaca e de eeM(Faihet r'-htaaaam
Mi^a-eas-aratafiO o paa. asasaa^a, atS^asS
Tapot: em cm de 7 Falque, ra do Cmpo


DtttIO DJS rilRiHWCC. SAHDO t M flfmiAO DI 1M1.
43 Ra Dircita 45
Grammatca in
gleza de Ollendorff.
Veode-se ura
da Cocordia n. 55 :
ioja.
terreno junto a casa da ra
a tratar na ra ora n. 15,
Atten^o.
Vende-se a diuheiro vista nu a prazo urna
taberna com poucos landos na freguezia de S.
Jos, era una das principaes ras, cuja taberna
bem freuezada para a praga, e rende muito a
rctalho : quem pretender a dita taberna, dirja-
se aa pateo do TV reo n, 11, das 8 as 10 horas da
manhia, e das 3 as 6 da tarde, que l achara
com quem faca negocio.
Ra do Caldei-
reiro n. 91.
Queijos muito frescaes a 2$000
Champagne superior a garrafa 2#000
Presunto primeira qualidade a
libra 500
Batatas novas a libra 80
Manteiga muito boa a libra 800
Vende-se urna negra cozinheira perfeita
e boaengommadeir, pelo prego de 1:4009000:
na ra da Praia n. 9.
Novo methodopara aprender a lr,
' j a escrever e a fallan nglerem 6 mezes,
Tendo de augmentar 30 (, o calcado de se- \ obra i nteir ament nova, parauso de
2iaueldt2!010 0|' d2 dia 9de feTerciro, todos os estabelecimentos de instruc-
ea diaote, en conaequencia da nove pauta que!_-^ _, ir .
ha de vigorar aa aUaodega; o proprietsrio do;?80 punlicos e prticulares. Vende-
bem sorlido estabelecimento da ra Direita n.'Se napraca de Pedro II (antieo largo
45. nao quer que os scus freguezes carreguem Aa r.n\U>a\r\\ r, "\1 ,ianLl oJ-
com as coosequencias do systma financeiro do I a ^oi,e0) n. 37, segundo andar.
Sr. ministro da (aseada e por isso sustenta os'
precos do sea calcado pela tabella seguinle :
Hornera.
Borzeguins para homem (m-
periaes)....... 10^000
Ditos (aristocrticos). 9#(t00
Ditos (prova d'agua) ,' 80500
Ditos (Bersaglieri)..... 8^000
Ditos (communistas). 6#000
Meios borzeguins (patente). (i$000
Sapataes (3 bateras). 5$600
Ditos (sola dupla)..... 5#200
Ditos (blusas)...... 5J000
Seahora.
Botinas (prima dona). 5$000
Ditos (vis a vi)..... *$800
Ditos (me deixe)..... 4,5500
Ditos (grisetf)..... 4#000
Meninos e meninas.
Sapatoes (bezerro)..... 4.s000
Ditos (diabretes)..... 3$500
Ditos (salva ps)...... 3$000
Botina (boliQOsas)..... -j>'000
Ditas (para enancas). 30500
Sapatos para senhora (lustre). I$200
Eno completo sortimento de couro de lustre,
marroqu m, sola, bezerro francez, cournhos e
tudo que necessario a un irmo de S. Cris-
pim, adrogado dos artistas sapateiros. por presos
que s este estabelecimento pode vender.
[R0UPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DB
[Fazeodase obras feilas.!
a
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges & Bastol
Algodao fflonstro.
i
V-de fotta aonstrocoaidaastargWM. j |J21lotw5 n '
stn?.s^^^
Attenoao.
sita aa roa Augusta coa-
114, com poneos fundos,
prego de 608 rs. a rara
12, na loja da boa (.
na ra do Queimado n.
a tratar na mesma.
sieese mm &&a*A&z&i&a
BASTOS
NA
IVua do Queimado
u. 46, frente amareWa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores mullo no a 289,
30$ e 359, paletota dos mesmos pannos
a S08, 22J e 245, ditos saceos pretos dos
mesmos paonos a 149, 169 e 18$, casa-
cas pretas muito bem feilas e de superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacas de J
casemira de cores muilo finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 69, ditas de ditos decores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colletes de brim brauco e de
fusto a 39, 3950O e 49. ditos de cores a
2500 e 39, paletuts pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7#, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 4)500 e 59,
(as pretas de merino a 49500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
jj sobrecasaco a 69, 79e 8$, muito tinorol-
Sletes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$. colletes de vel-
8 ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre- X,
8 tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos de |
casemira sacco para os mesmos a 6)500 e I
t 79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e tt
9 39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500, 1
SE calcas de casemira pretas e de cores a 69, tt
** 6g500 e 79, camisas para menino a 209 J?
|E a duzia, camisas inglezaa pregas largas |E
g muito superior a 329 a duzia para acabar. S
i Assim como temos urna officina de al M
X fsiate onde mandamos executar todas as *
|| obras com breridade.
g
-atW-l.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22 .
Xarope peitoral brasi-
lero.
Os Srs. Joo Soum & C, nicos possuidores
deste xarope j bem couhecido pelos scus bous
efeitos, coutinuam a rende-lo pelo prego de 19
cada ridro fazem urna difjerenga no prego aos
collegase a todas as pessoas que tomarem de 12
ridros para cima.
SYSTE MA MEDICO DE H0LL0WAY.
P1LULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto intuir,
mente de uarvas medicinaos, nao contm mercu-
rio na n alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na corapleigo mais robusta ;
eateiramente innocente em suas operages e e-
feitos ; pois busca e remore as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Catre mimares de pessoas curadas com este
re na lio, militas que j es tarara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn]
recobrar a sauie e forcas, depois de ha ver tenta-
do intilmente todos osoutros remedios.
As mais a.ictas nao devem entregar-se a des-
esperacao ; fagam um competente ensaio dos
elkazes effeitos desia assombrosa medicina, e
prestes recupararo o beneficio da saude.
Nao se perca lampo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes eafermidades:
que uui 'ora tioha loja na ra do l)uei- ?
roado b. 46, que gyrara sob a firma de IB
Ges S Bastos participa aos seua ource-
rosos freguezes que dusolreu a sociedade i
que tinha com o mesmo Ges lendo sido c
; substituida por um seu mano do mesmo 8
nome, por isso licou gyrando a mesma |>
firma de Ges & Bastos, assim comoapro- H
reila a oecasio para annunciar abertura 9
do seu grande armazom na ra Nora jun- Sv>
to a Conceigo dos Militares n. 47, que I
passa t gyr'ar soa a firma
DE 91
Bastos & Reg %
com um grande e numeroso sortimento de 1
roupasfeitas e fazendas de apurado gos- 5$
to, por precos muito modificados como 16
de seu costume, assim cupo sejam : ri- S
eos sobrecasacos de superior panno fino fe
preto o de cor a 25$. 28$ e 309, essacas S
do mesmo panno a 309 e a 359, paletota |
sobreciisacados do mesmo panno a I89,
209 e a 22$, ditos saceos de panno preto a I
129 e a 14$, ditos de casemira de cor a
muito fina modelo inglez a 9$, 109, 129 9
e 149, ditos de esta men ha fazenda de
apurado gosto a >9 e 6$, ditos de alpaca
preta e de cor a 49, sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muilo superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiio
pardo fino a 4$, -19500 e 5$, ditos de fus-
ilo de cor a 39, );5O e 49, ditos bran-
cos a 49500 e 5J510, ditos de brim pardo
fine sacco a 2$800, caigas de brim de er
finas a 39. 3a500,49e 4$500, ditas de di-
to branco finas a 5$ e 6950, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordao preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e I09, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4$500 e 59, ditos do seda branca pan
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39,colletes de me-
rino para lulo a 4$ e 4)500, ricos rob-
2 chambres de chita para homem a 109.pa-
9 letots de panno lino para menino a 12$ e
H 149,casacas do mesmo panno a 15$,caigas
*j de brim de casemira para meninos, pa-
* letots de alpaca ede brim para os mesmos,
9 sipalos de irnng.i para homem e senho-
|f ca a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas fraucezas fi-
nas de core brancas de noros modelos a
17$. I89, 209. 24$. 289 e 309 > duzia,
Jg ditas de peilos c linho a 309 a duzia, di-
& las para menino a 1)800 cada urna, ricas
S grvalas brancas para casamento a 1*800
jK e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
I mira de cor de muilo apurado gosto tanto
tt ne modello como na qualidade pelo di-
n minuto prego de 35$, e s com arista se
|c pode reconhecer que barato, ricas capas
to de casemira para senbora a 18$ e 209,
l| e mnitas outras fazendas de excelente
* gosto que se deixam de mencionar quo
por ser grande quantidade se torna en-
iQ, fadonho, assim como se recebe tada e
W qualquer encomtnenda de ronpas feitas,
cgk para o que ha um grande numero de fa-
jf zendas escolhidas e urna grande ofilcina
XV de alfaiate que pela sua promptir'ao e per- jl
Jg feico nada deixa a desejar.
RENOS DE F4IA.
O pre^o accommodado.
Existe i renda urna pequea quantidade des-
tes remos, de factura a escolher-se. Nao se dei-
xar de fazer qualquer negocio em risla da crise,
e se adverte que nao existe desta fazenda esa
parte alguma da prorincia, a nao ser no arma-
zem n. 10 da ra da Senzala Velhs, pertencente
a Vicente Ferreira Pinto & C
Breu efarelo.
Vende-se superior brea e farelo ; ao arnazem
de Francisco L. O. Azeredo. na ra da Madre de
Dos n. 12.
Veode-se um domin em bem estado para
o carnaral : na ruada Cadeia do Recite n. 56,
primeiro andar.
Batatas hollandezas.
No armazem de Aones, defronte do porto da
alfaodega a 2$560.
Arados americanos e machinas
para la var roupa: em casa de S. P.Jo
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Cheguem aloja da B a fa.
Chitas francezas muito finas de cores fixss
280 rs. o corado ; cambraias francezas muito fit
as a 640 rs- a rara ; dem lisa muito fina a
49500 e a 6J00O a peg cem 8 l[ raras; di-
muito superior a 8$000 a pega com 10 raras;
dita fina com sal picos a 498OO a peca com 8 1|2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
rara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a ra-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, rendem-se muito baratas: na na do
Queimado n. 22, na leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muite finos proprios para os
tabaquistes por serem de cores escuras e fixss a
58000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
Milho novo.
FUNDICAO D AURORA.
Saus propietarios offareeern 1 seus numerosos fregueses e a pok+iea em eral toda canal
quer obra nunufatorada em seu reconhecido esubelicimenio a saber: machinas de rancr de'iodo
m umanhos, rodas d'agua para engeohos, todas de ferro ou para cubas de saadeira nJLjZ
metas moendas, uchas do ferro batido e fundido de todos os umaohos, guindastes 'aui*!.**.
rodw, rodetes aguilbss e boceas para fornalha, machinas para, nussar mandioca Toara
ir algodao. prencas para mandioca e oleo de rieini, portos gradarla, columnas e moi-
nbos de vento, arados, eultiradores, pontos, eadeiras e tanques, boias, alvoiengas botes e toda
as obras de mschinisroo. ExecuU-se qualquer obra seja qual for sua na tu reza pelos desenbot ou
moldes que para tal fita ferem. apresdoUdos. Reeebem-ae encomraendas oeste ^atabelecinenio aa
n,Bn,m 1' !8fA e .n' rua d0 Co,l(Sie hoJ d01pedor n. 65 moradia do caxeiro do es-
taketoeiment Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretndanles se podem entender para
qualquer obra.
Travejamento.
No erigen ho da Torre ha para
vender 6 travs de slcapira com
75 palmos de cumprido e 1S ditas
de srros-sura, todas de alna-viva ,
quena aa pretender d rlja-se ao
mesmo lugar a fallar com Blanoel
do Naselnaento a Silva Bastos.
Collarinlios.
Noto sortimento de
formas mais modernas ;
rua do Crespo d. 4.
collarinhos inglezes das
em casa de J. Falque,
E' baratissimo!
Rua do Crespo n. 8,. loja de 4 portas,
Cassas de cores fixss miudinhas a 240 rs. o co-
rado, esmbraia, organdys lindos desenhos a 400
rs. o corado, e chitas largas finas de 210, 260 e
280 o corado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prero : do-se amostras com penbor.
AGENCIA.
DA
FUNDICAO LOW-MOW,
Rua da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabeleciment contina a haver um
panno preto fino a 49, 59, 6, 89 e lOg rs. o co-1 completo sortimento de moendas e meias moen-
rsdo, casimira preta fina a 2J. 89 e 49 rs. o co- das para engenho, machinas de vapor e taixas
rado gros de napes preto a 29, 28500 e 39 o J ,?. .,.. v .
corado; alpaka preta fina a 640, 800, e multo1 to hno. b,l"!o e eoado de todos OS tamanhos
fina a 19 rs. o corado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
corado ; ditas de cores claras a 6{ rs. o corte de
caiga ; meias de algodao cr muito superiores a
49800 rs. a duzia ; ditas Je algodao :ru tamben)
muito superiores para meninos a 4f a duzia; e
assim njuitos outros artigos de lei que se ven-
den) baratsimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na rua do Queimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas n uito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalbas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
lo superiores a 12 a duzia : na rua do Queima-
do u 22, loja da Boa f.
para dito.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muilo
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escuros a 3(500,
muilo barato, aproreitem : na rua do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
to
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido eacreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
Vende se milho novo em saceos mu-1 qualidade, assim como tambem cal virgem em
.S': na rua da Senzala' adra, tudo por precos mais baratos do que em
grandes a
Velha
n
106.
Cassas de cores.
utra qualquer parto.
Anda se renden) cassas de cores Oxas, padrdes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o corado, e mais barato que chita: na rua do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.

6
Accidente? epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Cinvulses.
DjbiliJadeou extenua-
;o.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Dasinteria.
Dor de garganta.
de barriga.,
nos ros.
Dureza no ventro.
EafermiJadesao veatre.
Ditas ao Sgado.
Ditas venreas.
Enchaqueea
Herysipela,
Febre biliosa.
Pebreto da especie.
Gotta.
HemurrhoiJas.
Hydropesia.
Ictericia.
ndigos toes.
luflammages.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abstrucgao de ventre.
Phtysica ou conaump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
. *
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Sttand, ena loja da
todos os b3tiearios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sal, Hivana e Hspanha.
Vendara-se as bocettnhas a 800 rs. eada
urna dallas, contero ama instruegao em portu-
guaz para explicar o modo de se usar des tas pi-
lulas.
O deposito geral ena casa do r. Sonsa
dhernaaoeutico, aa rua da Crui n. 22, em Per-
oambaeo.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem testemanhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovarem caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu ^rpo e
membrosinleiramente saos depois de havor era-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os das ha muitos annos; e a
maior parle dellas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputagao 1 Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses, asylos de psde-
timenlos, para se nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessea na enfuso de seu reco-
abecimente declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autentiearem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude sa
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamenlo que necesstasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
all, mais particu-
seguintes casos 1
Inlaoimagao da bexiga.
ELOGIOS.
I Remedios americanos.
DO DOCTOR
|Radway & C, de New-York
PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador. !
Vende-se em;asade Saunders Bro hera A %
C.pracadoCorpo Santo, relogioado afama Plili ICIS T'CQU1(1(107'WS.
Estes remedios j sao aqui bem conhe-
cidos pelas admirareis curas que lem ob-
tido em toda a sorte de febres, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
le etc., etc., confrmese r as inslruc-
goes que se achum traduzidas em por-
' tuguez.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor da ervos
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulages.
Veas torcidas ou
das as pernas
O ungento he
larmente aaos
Alporcas*
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas ao abdomen.
Fialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass,
Inchages.
Inflamacao do figado.
Vende-se este ungenta no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Slrand, o aa loja
de lodos os boticarios droguistas a outras pes-
soas encarregadas de aua venda em toda a
Amrica do sul, Havana a Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada hoce tinha con tem
urna instruccao em portuguez para explicar e
modo de fazer uso desta ungento.
O deposito geral era easa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Cruz a. 22. em
Paraarabueo
do abricante loakell, por precos commodos
a tambemrancellins e cadeiasf araos meamos
deexceellnte costo.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva
Beiris, rua dos Pires n. 42, da-se pao de veoda-
gem, e na mesma vende-se pao commum, dito
de Proverga, bolacha de boa qualidade e ora,
bolaihiohas. biscoitos doces e aguados, falias,
roscas, araruta franceza, bolachinhas de dita, la-
ncha do reino muito ora, tudo feitodas me-
Ihores fariohas, e trabalhado com aceio e lim-
peza.
Para o baile de mascaras.
Na loja de miudezas da rua Direila n. 103, lem
um completo sortimento de mascaras de boro
gosto e con modo prego, e um compiti sorti-
mento de fitas da melhor qualidade e bom gosto
a ellas antes que se acabem.
240.
Cassas de lindos padrdes e cores fixas que se
pdegarantir aos comprados, s 240 rs. o corado,
na rua do Queimado, loja de 4 portas n.39.
KiMSaifteiMSMdMsMsMJsMlsMsMMslsMsl
4 dinheiro
iFazendas boas e baratas.
Vende-se a 1(800 grosdenaples preto
encorpado com 4 palmos de largura, fa-
zenda que sempre so reodeu por 20500 e
2J800, na loja n. 23.
m
jSalsa parrilha legitima ew
original do aotigo
IDR.JACOBTOUNSENDI
0 melhor porificador do sangoe
1 cora radica I mente
9
m
Erisipela.
Rheumatismo.
Chsgas.
Alporcas.
Impingeos.
Fhtisicas.
Catarrho.
Doengas de figado.
Effeilosdoazoogue.
Molestias de pelle.

Vende-se a 109 mantas pretas de fil de
linho que sempre se reodeu por 144 e
15, na leja n. 23.
no-
Vende-se a 2i.OO grosdenaples preto
supeiier to encorpado que parece gor-
guro fazendae8sa que sempre se ren-
deu a 3^200 e,3y500 na loja n^SS.______
Vende-se luras pretas de torgal au re-
troz a l&, que sempre se rendeu por
H>8C0 e 2S. na loja n. 23.__________
Veode-se a 4jk as conhecidas saies ba-
lio de musselina e culim de algodao que
sempre se vendeu por b$ e 6|.
Vende-se restidos pretos bordados a
relludo com pequeo toque de mofo a
8C9, ditos perfeitos de duas saias bordados
de seda a 60$:
Vende-se no armazem de fazendas de Z
Raymundo Carlos Leite & Irmo, rua do S
JS lmperatriza 12.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calgado fran-
cez, roupa feita, miudezas Anas e perfumadas,
tudo por menos do que em outra parte : na loja
do rspor, na rua Nora n. 7.
Cera e sebo
No armazem da rua da Cruz n. 33, vende-se
cera de carnauba em porgo de saceos a 8)500 a
arroba, sebo do Porto em caixotes em porgo a
IOS, fio da Bahia a 750 rs. a libra, cera amarella
a 320 rs. a libra, velas de composigfJes e carnauba
pura a 149.
Para a quaresma.
Grosdenaple prelo fino a l$600, dito largo a
lf 00, dito muito superior a 29 e 29400 o cora-
do : na rua Nora n. 42, defronle da Conceigo
dos Militares.
Cera de carnauba.
A melhor que tem rindo ao mercado, e por
prego commodo: no largo da Assembla n. 19,
armazem de Antunes Guimares & C.
Farelo e milho.
Saceos grandes, e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antunes
Guimares & C.
Burros de Montevideo,
por todo o prego, mansos e gordos r no armazem
amsrello em frente do arsenal : a tratar com o
capitoSebast, ou com Antunes Guimares & C,
no largo da Assembla n. 19.
VcnJem-se aeqoes da caixa filial
do banco desta provincia: na rua da
Cadeia do Recife n. 41.
Relogios.
Vende-se em casa deJohnstonPater Se C,
rua do Vigario n. 3, umbello sortimento de
relogios deouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool -, tambem
urna variedade de bonitos tranceln* para o
mesmos
SEDULAS
de 1$e 5#000.
Continua-se a trocar sedul*s de urna s figura
por metade do descont que exige a tbesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o bate de 5 por cento: no escrip-
lorio de Azeredo & Mendes, rua da Cruze
o. 1.
Ges k Bastos.
Roa do Queimado n. 40.
Tendo os snnuncisntes conseguido elerar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam i coocurrencia
deste ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido soriimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslagdes
Sempre solcitos em bem serrir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em pregos como em bre-
ridade, acaba de augmentar o pessoal de sua of-
fina, sendo ella d'->ra em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS1 DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer fardos dos Srs. ofciaes de marinha
e exercito. Oulro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
pega; na rua do Queimado, loja da aguia bran-
ca n.
Botica.
Bertholomcu Francisco da Souza, rua lira-
do Rosaiio n. 36, vende os eguimes a-edica
aentos : ^
Rob PAffecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de becca larga com rolhas, de 2 ornas
12 Pitras. ^
Assim como tem um grande soriimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a modoe
prego.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos
com urna cria de 4 mezes. engomma, en.aho*
perfaitsaente, cozinha e faz todo o MbZSfe!
de ma casa, muito carinhosa para chac na
rua do Queimado n. 39, loja de fazendas.5
Perfumaras
novas.
rn.rf'-l"*-*?!1.^! ,ab.a de -ecAer de soa
nh.(Societ Hygien^11i%9 oV.^o"'Z ><"
tractos em bonitos frascos de core. J' ? i ''1-
diversas qualidades, todas eslas Z ,O,r8"
bonitos rasos de pocellana dourV ? .fr, raoffertaa 29 e 2^0. "-?"""dAP-"p-"8 pa-
9 frasquinhos
onilos bahuzir.hoj
ri.m
patentes em dita loJ";;ni.Mfc.3'",*q"e s!
Queimado n. 14. g br,DC. D do
Ruada Senzala Nots n J2
Vende-se'em casa da S. P. Jonhston & C:
sellinse silboes nglezes, c.ndeeiros e cas.igae's
bronzeados, lonas nglezes, fedrela, chicote
para carros, e moniaria, arreios
um a dous cvalos relogios
inglez.
Para o carnaval.
Completo soriimento de relbutinas de todas as
prego ae MN) rs. o corado : na rua Nova
defronte da Conceigo dos Militares.
Vende-se relbutina de todas as cores
rs. o corado : na rua Nora n. 17.
paia carro da
de ouro patele
n 42,
a 500
Escravos fugios.
A 3(000.
Relogios
Suissos.
Pelo annuncio parece incrirel que es-
sas fazendas se rendam por esses pregos
que na verdade o mais barato que ae lem
visto.
Do-se as amostras na rua da Cadeia
confronte ao becco Largo loja n. 23 de
Gurgel & Perdigo.
MjKraCDlj"n OtestSA MfrStfrfifl
41,800 rs,
cano da rua do Imperador.
Em casado Schafleitlln & C,roa da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horiaonUes, patentes,
cbronomelroB.meioschronometrosde ouro.pra-
Saccos com arroz de casca, tendo a maior par- Ui dourada e foleados a ouro, sendo estea relo-
te pilado ; no caes do Ramos n. 6. 'aiosdos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se
venderlo or precos razoaveis:
Vendem-se noveDta apolices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com sotao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal rua de commercio, propria para quem qui-
zar ali estabelecer-se, por ter nio s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com oa Srs.
Gurgel Irmos, que eslo aulorisadoa para esse
fim, ou nesta praga na rua do Cabug, loja n. fl.
Cal de Lisboa,
Vende-se cal superior de Lisboa, propria para
engenho a 79 o barril: na rua do Brusa n. 66, ar
mazem de assucar.
Vende-se urna preta por prego commodo, e
o motivo se dir ao comprador : a tratar na rua
da Cadeia do Recife n 52, ou na praga do Corpo
Santo, loja de cabos a. 21.
A i 1000 o par.
Vendem-se sapatos de marroquim de cores
praprios para o carnaral, para homem e mulher
a 19 o par: na loja da esquina d rua dasCruzes
n. 2.
Vendeui=se saceos com feijo mulatinho,
por prego muito commodo : na rua da Cadeia do
Recife n. 55 ; bem como se vende um escravo
proprio para todo o servigo.
Gomma do Aracaty.
Vende-se excellenle gomma do Aracaty; na
rua da Cadeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Olireira & Filho, largo do Corpo Santo.
Milho, fareh) e gomma.
Queijos nevosa lj)O0 ; ao Bazar Peinambu-1 Vende-se ae armazem de Moren-a & Ferreira,
1 rua da Madre de Dos a. 4, por prego commodo.
Fugio no da 2 do correte o escravo cibra
de nome Joaquim, de est,lura regular, rr ma-
cilenta, bastante atolemado, e com signaes de
chumbo as costas ; levando vestido caiga e ca-
misa de nscadinho azul, bem como um chapeo
de castor rapado com fita preta larga ; suppde-so
ter seguido pars Macei, d'onde reio romeilido
pelo Sr. Domingos daSilra Torres para ser a.iui
rendido: quem o apprehender pode entrpg-lo na-
quella cidade ao dito senhor, ou nesta a J..s Joa-
quim Das Fernandes & Filhos, no seu escripio-
no, no largo da Assembla n. 16, que se grati-
pesappareceu no dia 4 do correte o escra-
vo cabra de nomo Luciano, de altura nnixs, com
marcas de espiuhas ou bexigas no rosto e alcana
pannos pretos, corpo grosso, um pouc barrigu-
do por dizer elle que soffre de inflammaeOes.
Este esicraro muilo ladino e trabalha te ; de presumir que ande nesta cidade o-i seua
arrabaldes por ser natural do Pogo oa Pai.eHa
ter seus eotretenimentos por Santo Amsrn:
qualquer que seja a pessoa que o pegar ou aHIe
der noticia poder se dirigir ao Pogo da Pnnolla
ao seu senhor Jos Lopes Rosas, ou na rua do
Imperador n. 79, quo ser generosamente re-
compensado.
Na madrugada do dia sexta-feira 1o do cor-
rente roez de fevereiro, fogio do sitio do Arraial
de Francisco Jorge de Souza, a sua escrava Si-bas-
tiaBa, crioula, cxa da perna direita, representa
30 annos de idade, doente de frialdaie ; quem
a pegar far o favor ltva-la em diio sitio, na na
Boa-vista rua da Gloria, casa terrea n. 34 do
Joio Jos dos Anjos Pereira, que ser gratifirado.
Fugio da refinagaoda rua do Bru o prlo
Francisco, fulo, alto, secro do corpo. pernas li-
nts, tem eraros na sola dos ps, represt-nta ter
20 annos de idade, sem barba, muito parbola e
regrista, crioulo, quando se ri d urna garga-
Ihada, cosluma inlitular.se por forro, costuma
andar de camisa de meia por baixo de outra
brinca ou azul, lenusapatoes. caiga branca e de
cor, cem'sa de la encarnada aberta pela frente
e debruada ; fugio na noite do dia 27 de Janeiro
do correte anno ; este escravo foi caprario se
Sr. Bento Leite Cavalcanli Lins em 17 de dezem-
bro de 1859, por isso o sbsixo assignado rng s
autoridades e mais pessoas a apprehensodo dito
esrraro, e lera lo dita refioagio, ou nannur dar
parte na mesma em qualquer parte que esUja o
dito escraro. .
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correrte anno o
escraro de nome Antonio, com os signaos se-
guintes : estaturaregular, cor mulato, repello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 cu
28annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosio,
pescogo e peitos algumas marcas de pannos,*
algumas cicatrizes pelas coatas que parer<-ni tet
aido de chicote ; nao lerou comsigo rout a algu-
ma, e consta harer fgido para o lado o> sertao
d'onde viera : quem o apprehender, poder e!-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, rua e-
treita do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- FiorisB un-
do Marques Lina, que era bem recompensado.
Pugio da cidade do Aracaty, no n>ez de se-
tembro prximo passado, um escravo do rom-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o hara comprado ao Sr. Be rito
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e com falta de alguns na frente*
queixo fino, ps grandes, e com oa dedos granoea
dos ps bem abertos, multo palavriaOor, inrul-
ca-ae forro, e tem signaea de ter sido snrr*do<
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, viudo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro sen ronheiido,
disse que tinha aido vendido por seu senhor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pesar o po-
der levar em Pernamboco aoa Srs. Basto & Lo-
mos, que gratificarlo ganeroMsaetoe.


8)
MARIO DE rilHAIIWJCO. SAMADO 9 DE FEVIRlIftO DE lMi.
Litteratura.
Wilhelm Ilaaf esuas tbras
[Conelitto.)
Una alegra iramoosa, acorapanhadideeert0
terror peoelrou no corado do conde. As face*
cmara-lhe. brilharam-lhe os olhos, e levantan-
do as roaos ao cu, exclamou: Qu^m s tu que
me trazos o perdo dos mortos? Noton-se ent.io
um ligeiro movimento na tribuna. Urna escura
sombra baixoo aos degros, e o conde, tremendo,
du mu pasio para traz. Os cabellos se lhe ornea-
ran! >lo terror. Os olhos nao se separavam urn s
iost inte da figura que se ia insensivelmenlo ap
proximando. Ella apenas se poda destmguir ao
pallido retlexo da lampada. Quaolo aquella oer-
sonagem mysleriosa chegou ao p dcllc, deixou
caliir o negro ru que acobria, apparyenlo en-
tao um ente anglico, vordadeiro filho dj cu,
chamado na trra Idchera. Martn mente ver um enlo sobrenatural, quando contem-
plando-a de perlo e ao ouvir as-suas palavras se
desvanercu o sou temor e illusao.
e Sou eu, disse a animosa e encantadora
joven, quando vio seu lado aque'.le quem an-
nunciou o perdao do defuncto. Trago-ros o per-
do om none de Deus. Deus perseguidor : do Oeus soberano e omnipo-
tente, que perJa as culpas commettidas por fra-
queza o>i precipilago, apenas se lhe implora mi
serkordta com arrepenlmenlo sincero e verdi-
deiro. E' esta a mlnha crenga, ejulgo que lam-
be.u a rossa. Tu, porm, que morreste mo
do um amigo, proseguio ella, dirigindo-se ao
cruzeiro do templo, queras acrescentar mais tor-
turas ao remorso da sua ddr ? Se assim appa-
reoo ou d-nos ao menos visirois signaes da tua
existencia.
Tanto dentro como fra do templo reinou o
mais 1-rnfu'i lo silencio. Nada o perlurbou, nem
ee quor o sopro do vento, ncti a mais ligeira
olha cada de afvore. Com um sorriso encan-
tis, e tendo retratado o triuropho em sen
semblan!*, roltou-se Ida para o conde, duen-
do : Vscomo se calla? A sombra nao appa-
reco : estaes perdoado I
Tornemos ser amigos, bradou o conde, e
os echos do templo repetirn por tresvezos estas
palavras: A sua sombra nao apparece. Oh I
anjo do^i'i : afastaste-a para sempre. O affeclo
que me tendes, miro desgracado, to puro e
grande como a amisade de Antonio. Como po-
derei mosirar-vos bastante agradecido?
O conde, absorto e comraovido, tomou a joven
pela mi, apertando-a contra o peito.
Nao traduziremos, pela nossa parte, o comple-
mento desta scena magnifica. Arhamo-la to
formosa e lerna que tememos desfigura-la. A
anglica lia, com os seus cabellos frisados,
tomo, e Antonio contina tranquillo no seu
tmulo.
Para nao alongarmos demasiadamente osle
artigo, nao daremos minuciosa noticia de lodos
os romances de Wilhelm Hauff. O retrato do
imperador passa gralmente pelo mais bem aca-
bado ; nao esta, porm, a nossa opinin, e po-
deriamos combaler aquella idea com excellentes
rases. O romance histrico Ltchfenstein irai-
tacao dos de Walter Scoll. Pode dizer-se quo
urna das prinripaes coraposicoes, e quig a pri-
meira que deste genero se lem escriplo na Alle-
manha, c merece portsnlo que fagamos dola
urna rainha.
Ulrico de Wurlemberg, foi proscripto por Ma-
ximiliano era 1519. Guilhermo do Bariera e a
ligadoSuabia lhe confiscaram os bens e pro-
piedades. Pelo espago de quinzo annos viveu
olie no desterro, e seu fllho encerrado em es-
troita priso. Logrou por lm fugir, e Ulrico,
depnis que se dissolveu a liga da Suabia, rcu-
perou os seus estados com auxilio do valenle
laniRrave Philippe de llesse. No romance que
acaqamos de analysar comee* a aeco em 1519,
na occasiao em que a liga enlrava era Ulm. Ha
D'ella engragadas descrpees pelos costumes da
poca, scenas tumultuosas e rpidas, mndangas
causadas pela guerra, mas est tudo to inleira-
menie ligapo com a base do enredo, que nos
seria difcil citar um trecho, que separado offe-
recesse algum interesse. O retrato que em se-
guida descreveraos de um celibalario rico do
secuto XVI, nao est nestas circurastancas.
Dietnchl vivii n'uma gran le casa cerca daca-
thedral, tendo um formoso jardira que dava para
Michelzberg. Os movis erara rquissimos. Gran-
des armarios de roble guardavara a roupa mais
fifia e delicadamonte acabada que podia imaginar-
se, feila por urna extensa gerago de antepassa-
dos, auxiliada pelas creadas as eternas nuiles de
invern. Um cofre de ferro, guardado cora todo
O cuidado, continha gran lo numero de moedas de
curo. Die.tricht era galante mogo, e extremamen-
te apurado no spujtrajar; apresentaodo-se sem-
pre no senado cora aspecto grave, porm amavel.
Tinha bastante capacidade pira administrar por
si mesroo os seus bens o salisfazer cora zelo as
funeges civis que Ihehaviara silo coraraeltidas ;
Dietricht. afora isto. deseen lia de urna familia
nubre. Coa* era prente prximo do senador
de Besseror fraqueniara-lhe a casa desde muito
joven, e principalmente pela vplt* do mel dia,
porque as suas ranadas oceupagdes lhe alo per-
rattiara fazer visitas as primeiras horas da ma-
nha. Encontrn elle um dia duasdassussjovens
primas que iam almogar.
As damas da nossa poca querom um sertigo
de porcelana da China, e chicaras da chocolate
queirailera perfeita ment os antigos vaso3 eta-
pas. Nao pudendo negar-so que o traje modesto
denuncia a graga e di dizer-se quo alaria e Burlha, notando-sc-lhes no
rosto o mais gracioso sorriso, almogavam urna
sopa simples e urna garrafa de carreja.
Parece-rae, querido primo, disse Bertha
cora seductor encanto, que nao desgostareis de
provar o nosso almogo, j que a rossa ama vos
trata como urna creanga. Merecis ser castiga-
do, embora o nojulgueis, o haveis de almogar...
Tendes esperado muito ? exclamou alaria.
Sera duvida, respondeu Bertha; mas nao cui-
dis que eris vos quem esperramos, mas s
noticias que trazeis do senado.
O secretario j estara habituado ser recebido
por Bertha daquelle modo, e por isso nao curou
de desculpar-se de naj ter satisfeito sua curio-
sidade na noite antecedente. Comegou, pois,
sera mais prembulo contar o que saina. Ber-
tha o interrumpen.
Cunhecemos as vossas interrainavois histo-
rias, emuitacousa Unios visto da jinella. Quan-
to s vossas distraecos, ura pouco mais llrros do
que estylo, nada digae3, por que o nao quero
saber. Respondei tau somonte s minhas per-
g untas.
E collocando-se em frente delle, lhe disse com
ar grave, e ao mesmo lempo severo :
Dietrirhl von Krafi, secretario do nobre se-
nado : rales hontem entre as tropas da liga, que
eulraram na cidade, um joven cavalleiro muito
amavol, coro compridos e frisados cabellos casta -
nhos oscuros, rosto menos alvo do que o rosso,
barba menos aguda porm mais cerrada, com urna
bauda bordada de prata?
Nao pode seroutro senao o meu hospede,
exclamou Uietricht. Moulava elle n'um formo-
so cavado caslauho, trajaulo um rico saio azul,
aberto pelas cosas, bordado da mesma edr, po-
rm mais escuro,
O mesmo o mesmo 1 disse Bertha ; mas
prosegu, porque temos motivos para pedir estas
informales.
Sabei, pois, que se chama Jorge de Slurm-
feder, esse mancebo formoso e amarel. Cousa
estranha Elle olhnu para vos quando passou
pela frente da vossa casa.
Dietricht referi a conversacio que com elle
(vera em quanlo comiara, pois lhe prendera a at-
lengao seu nobre e gracioso porte ; e havendo-os
o acaso collocado juntos, elle, como enlevado na
amatlidade do Jorge, lhe ufferecera a sua casa
para hospedagem.
Muito bem, meu primo, lhe disse Bertha,
quando esto flndou a sua narrago, e lhe e3ten-
deu a mo. Julgo que a primeira vez que ten-
des hospedes. Gracioso seria o rosto de rossa
Sabina quando ros vio entrar to a deshoras
com o vosso companheiro.
Eslava ISo amavel como o drago de S. Jor-
ge 1 Mas quando lhe dei entender que ura dia
poderia levar contigo a minha bella prima....
Nao fallemos nisso, primo....
E 1$ Tilia sorrio-se procurando retirar as mao?;
porm Dietricht Ih'as aperlou muito mais, por-
que nunca a ensacada moteja lora lhe pareceu
lao formosa. A grave Mara perda terreno ca-
da momento. Berlha, pelo contrario, fazia gran-
des progressos no corag.lo do feliz secretario do
senado. Porm cerno naquelle momento esta-
va summamente perturbada guardou silencio.
Maria tinha-sc levantado da mesa, e Bertha
aproveitou a occasiao para renovar o dialogo.
Jurara eu que Maria se encerrou no seu
quarto para chorar desfogadamenle. Hontem cho-
rou ella tanto que me parti o corago.
Q al ser a causa da sua pena? perguntou
Dietricht com vivo interesse.
Ignoro -o interamente. Tenho-lhe por ra-
nas rezes perguntado, e ella sempre morcu a ca-
bega, como se a sua ddr nao tivesse remedio al-
gura. Guerra fatal 1 E a nica resposta que
pude della alcangar.
Teiraaseupae em a lerarcomsigo para Li-
chlenstein ?
Tera essa tengan. Desejara que o liresseis
ouvido hontem araaldigoar a liga, na occasiao em
que as tropas desfilavam. E' furioso partidario
do duque ;e, ceito, relirar-se-ha com a sua Glha
na occasiao em que se declare a guerra.
Dietricht flcou pensativo, e encoslando a cabe-
i oi.iii: r i ti o
A LINDA MERCADORA DE PANOS
rom
ELIE BERTHET.
(a i mi, deixou fallar Bertha seta se lemkrar do
que dizia.
Hontem, depois que as tropas entraraa
que Maria chorou mais. Ha j tempo que anda
triste, e algumas rezes a ful achar debulhada em
pranlo. Honlera, principalmeate, estar incoo-
solarelcomo sea tomada de Ulm tivesse decidido
da campanha. Nao julgo que seja o intaresse
pela cijade que lh) cause timanha pena ; temo
quehaja aqu algum amor mrslerioso.
Ah eerlamente, ha j tempo que eu havia
notado isso, disse Dietricht, dando um profundo
suspiro, mas nada pude fazer.
Nada podestes-fazer? exclamou Bertha,
rindo. Ficae certo de que nao sois vs a causa
d t sua tristeza. Estar eu muito aiflicla antes de
olhardes para ella com carinho.
Esta declaragio franca, e sem rodeios fez subir
a cor ao rosto do honrado secretario. Tinha o
bom do hornera como cousa certa que a idea de
reparar-so delle que affligia a amiga e compa-
nheira de Berlha, e o seu rosto melanclico co-
megara j captiva-lo. Porm Bertha nao cessa-
ra de zombar e ridicularisar to absurta preten-
go. O secretario declarou por Qm o objecto da
sua risita, isto snnunciou que aquella noite
havia baile no palacio do senado. Bertha, ou-
riudo a noticia soltou um grito de contenta-
mente.
Jorge de Sturmfeder o here, e Maiia a he-
rona do romance, Tinh.im-.se visto pela primei-
ra rez em Tubinga, aonde Jorge estudara. A'
fim de quanlo antes possuir a mo da mulher que
amava, pegou em armas, e se remioou aos con-
federados da Suabia, ignorando que o seohor de
Lichtenslein, pae de Maria, era um ardente de-
fensor de Ulrico de Wurlemberg. Quando co-
nheceu melhor o plano da liga, o soube de que
maneira os confederados tinham repartido os
bens do soberano perseguido, comegou duvidar
da jusliga da causa que defendemos. Encontrou
entoemUlm a que amava, o foi informado de
que o pae desta segua a causa que elle coraba-
ta. Mara faz os possiveis esforcos para lhe pro-
var que s Ulrico de Wurlemberg lhe merece af-
feigo, com o fien de o separar da liga, que elle
aiada nao havia prestado juramento.
Comtudo os chefea da confederado, Jorge ron
Truchsess, Franz S ikiogen, Jorge von Frondes-
berg, von Breilenstein, e varios outros, rendo que
Sturmfeder um mancebo intrpido, e que alm
d'isso filho de um cavalleiro que perdeu a vida
pelejando pela sua causa, tralam-o com as mala-
res dostineges, fazendo-lhe tomar parte no seu
conselho. Assisle Jorge com o firme proposito
de Ihes manifestar que tinha mudado de ideas, e
a resolugo em que eslava de abandonar o servi-
go da liga. Von Truchsess, orador do conselho,
nha genio spero, violento, e arrebahao, e se
altera va menor opposigo que se lhe fazia. Co-
mo aborreca o baro de Sturmfeder comprazia-
se em vingar-se delle em seu filho. Offcreceu
Jorge a honrosa roisso do rigiar os passos do du-
que ; porque, segundo dizia, como perfeit monte
conhecia os arredores de Tubingis, poderia mui
fcilmente desempenhar o seu encargo. Jorge
rejeita com altivez to aviltadflra msse, e ron
Truchsess se enfurece, e o insulta grosseirarcente.
Jorge aproveita a occasiao : separa-se da liga,
e retira-so do palacio do senado, anles quo
os scus amigos o obriguem mudar de resolugo.
Poucos momentos dopoisfoi elle preso, mas pos-
to em liberdade pela interrengo do seu amigo
Frondesberg, fazendo-lhe antes formal proraessa
de nao pegar em armas pelo espago do quioze
das.
Ao cabo de algumas aventuras entra n'uma
grua, cerca do palacio de Lichlenstein, aonde
se acha oceulto Ulrico de Wurlemberg. Jorge
se lhe aprsenla, ngindo-se partidario seu, que
arrostou e perdeu tudo para lhe defender a cau-
sa. Conlrahom deste modo estreia amiside,
dando-lhe aquello urna carta para o senhor de
Lichtenslein, que recebeu Jorge no seu palacio
como este nunca o derera esperar. Ulrico rae
ali todas asnoiles, danlo-se-lhe apetitosas celas
e bom vinho, que elle nao tinha na sua carer-
na. Acabara a fin por concordar com o pae que
se o duque rounir um exercto, e Jorge conse"
guir entrar com ello em Stuttgard, poder enlo
casar com Maria.
Para fortuna dos dous amantes realisa-se o
plano completamente. Porm Ulrico i quem os
trabalhos da rida nada tinham ensinado, nem
foilo esquecer, deixa se arraslar pelo seus mos
conselheiros, que o obrigam entregar-se
taes desvarios e riolencias, que lhe alienam o
affecto e amor dos povos, na o:casio em que
mais precisara de os conserrar. A liga invade-
Ihe por segunda rez os dominios. As deboia
tropas do Ulrico sao completamente derrotadas
vendo-se este obrigado fugir e andar erran-
te cora ura ou dous companheiros, sem deixar
de ser rivamente perseguido, sendo por Om pre-
so junto urna estreita ponte. Eoto Jorge ti-
rando-lhe o manto rerde com que se cobro e
que o fazia conhecido, lh'o torna por, e o
aconselha que se lance nado para se salvar
era quanlo elle se consorra fazendo frente aos
ioimigoa. o duque obedece, Jorge feio prc-
sioneiro o presentado aos cheles da liga, que se
enfurecem ao descobrirem o engao. Ulrico
abandona contra sua roniade o Wurlemberg, e
o nosso here obtem por Qm licenga com outros
eompanhoiros para rollar ao seu casteilo, pro-
metiendo d'ahi em diante proceder de ouiro
moda.
Os caracteres e suc ce, olTerecem grande rariedade, e correm sem
esforgo dem desgosto. Os incidentes sao bem
dirigidos. Muilos personagens e scenas fazem
lerabrar Walter Scott, ainla quo fcilmente se
adevinha a sua orgera allema. S um autor al-
lemo poderia escrever o cont de gigantes que
se encontra no segundo tomo desta obra.
Os Phanlasmai da Cova de Dremen, um cu-
rioso escriplo que tambem nos cumpre men-
cionar. Nioguem ignora que Bramen urna ci-
dade ansetica banhaia pelo Weser ; mas pou-
cos sabem que a suaristi agradarel e pittores-
c. e que possue um minifico palacio seoatu-
nal que tem serrilo de asaumpto para multas
leudas mararilhosas. Como estijcidade fot urna
das que primeiro abragou o protestantismo, os
seus duendes sao excellentes (nelogos que co-
nhecem peritamente a doutrioa de Jesus-Chris-
to, posto que nao admiitam o culto dos santos,
declarados taes pela egreja. N'uma palarra pa-
ra ellos nao existe* mais do que os doze apos-
tlos.
O palacio do senado que acabamos de citar
ura antio edificio golhico ricamente ornado e
bem consorvado, com abobadas espagosas e ga-
leras, das quaes urna parte era destinada para
assembla da aristocracia, o as demais para o
terceiro estado. Os hahitantes lem o coslume
da ali se reunirem noite para folgarem cora
a bebida dos preciosos rinhos do Rheno, esque-
cendo as Tadigas do dia. N'uma das abobadas
exislo o colossal tonel denominado a Rosa. O
rinho que nelle se conserva aralia -se n'uma li-
bra esterlina por cada gota. O senado rara m
permitte .que se beba delle, e a maior honra
quo se pode fazer um cidado, para o recom-
pensar de um servgo destinelo, dar-lhe urna
garrafa delle. Wilhelm HaufT|obtere ainda maior
dislincgo, qual foi a de cncher elle mesmo o
copo pela sua propria mo.
Ninguem quem nao falle o senso commum
ousaria passar, segundo as lendas do paiz, a
noite do 1. de setembro junio ao tonel da liosa ;
mas o romancisla eslara naquella poca de lao
bom humor, que nao racilou em ali se encer-
rar. Nao nos possirel contar o que elle riu
quando o creado o deixou s. Wilhelm flauff
nao quer que se duvide da narrativa que escre-
reu, e que por cautela denoraiou :Os Phan-
tas mas.
E' muito para sentir quo um joven romancista
orno Wilhelm Hauff, com lao grande talento e
esperangoso futuro, morrease ainda lao mogo, e
sem poder realisar os seus desejos e intentos.
Accoramellido de urna febre nervosa, falleceu
poucos dias depois de cahir doente, em setembro
de 1827, na edade de rinte e cinco annos. Um
anno antes tinha casado cora urna prima sua,
quem amara desde a infancia. Tinha vencido
com certo ardor cavalleiroso quantos obstcu-
los se oppozeram quelle enlace, e at creara
muitos outros s para ter o prazer de os sup-
plantar. Sendo ainda menino quando perdeu
seu pae, a sua educago correu desdo enlo por
conta de seu irmo mais relho, o doulor Herma-
no Hauff, muito conhecido entre os gelogos al-
lemes.
As poesas de Wilholm Hauff sao em pequeo
numero, destoguindo-se entre ellas o Canto
mtutino do soldado.
(Diario de lisi o.)
[Continuarlo.)
XIII
O interior da egreja apresenlava essa hora
da noite um aspecto grare e mageslnso, que era
por si s bstanlo para inculir profundo respelo
no ani'no dos profanadores. A claridade dnvi-
dosa da lu penetrando atrarez dos ridros colori-
das do oculo do fronlesuicio, tnrnava as trevat
ainda mais salientes : entretanto, proporco
que a vista se ia habituando essa escuridao,
de-ungma-se ponto pouco o arco e as colum-
nas alias e elegantes, que sustentavam a abobada
do templo de um gosio golhico ; dos lados na
p->rte inferior se eleravam aqui' e acola estatuas
e marmore que pareciam espectros ameagadures.
Una alampada suspensa bem no meio do sanc-
tuano esparca era torno de si ura claro traco e
indeciso ; vista do outro lado da nave julgar-se
hia ser urna estrella. O ar hmido, impregnado
ainda dos ltimos perfumes do incens queima-
do durante o dia circulava pesadamente ao re-
dor dos recemvindos, e Causava um eslremeci-
meitio involuutario. Nesse immenso e senoro
edificio, cada passo, por muito lere que fosse, ie-
raniiva ura echo, cada palarra pronunciada em
voz baiin se prolonga va como um gemido.
O individuo, que carregara Rosinha desama-
da, dep-la soDro um banco junto urna capella
lateral, e depois ordennu Sra. Defunrtis com
voz t-Tuii.iaue que tralasse de soccorrer sua
compauheira. A mulher do magistrado, incapaz
de pensar ou obrar por si mesma, tanto ae acha-
va ella aguada, obeleceu machn lmenle, e di-
rigio-*e para a moga, i quem as restes de novi-
ca alvas e compridas davam na sombra a appa-
rencia de urna viso sobrenatural. O desconhe-
cido reuni-se logo aos seus companheiros que
cochicharara algnma distancia.
">) Vide Diario a. 3J.
O padre est proraplo ? perguntou elle ao
sujeilo que abrir a porta,' cujas feicoes nao po-
diam ser ristas no escuro. Espero que nao se
ha de demorar muito, porque o Sr. duque nao
lh'o perdoiria.
O Sr. abbade est j na sacrista, respon-
deu cura rnz fanhosa o mysterioso introductor,
que era um empregido subalterno do conrento :
subir para o aliar assim que lhe for ordenado
em nome do Sr duque.
Basta ; ide dizer-lhe que prepare o auto,
deixando em branco o lugar para os nomes, por-
que sem duvida o futuro esposo pouco se impor-
ta que saibim o >au mime rerdadeiro : elle mes-
mo ha de ler o cuidado de escrere-lo quando se
concluir a ceremonia.
O introductor inclinou-so, o ourio-se ainda
por alguna instantes o ruido dos seus passos so-
bre as la^os da egreja diuiouindo pouco pouco
at suTiirem-se de iodo.
Falta-nos agora o noiro, replicou com mo
humor aquella que acabara de fallar e que nao
era outro seno Hignon o criado de conQanga do
duque de Villanegra. Estaes bem certo, capito,
de que elle nao faltar ?
Certissirao, respondeu Corbineau. O com-
panheiro daquelles que nao se (az esperar
quando se trata de ganhar algumas pistolas, e de
representar n'uma aventura Qdalga ; como elle
diz. Enviei um dos meus amigos ao encontr
ajustado. O diabo roe leve se comprehendo a
razAo porque piles j nao estao aqui I
Etas palavras pronunciadas com a roz rouca
e cavernosa, seguidas de outras imprecages,
despertaran! do urna maneira lgubre os echos
da egreja. O criado do duque alalhou logo so-
bresanado :
Ni" juris, capito; creio-ros sem precisar
dislo. Emqnanlo esperamos que chegue o conde
do Manta bem pndieis diznr estas damas em
duas palarras aquilo de que se trata. Bem sa-
bis que eu nao dero apparecer figurando oes-
te negocio para nao curaprometter a pessoa
quera sirvo.
Seja ; vou explicar-lhos a cousa o mais ga-
lantemente possirel retorquio Corbineau com
um riso sinistro.
A' este lempo j Rosinha comecara recobrar
os sentidos : levantando-se costo ajudada por
aua companheira, espantou-se do silencio e obs-
curidade, que relnaram em torno della.
1 O' 14, mlnha pecurrurha I disse grosseira-
meote o reterano, collorando-se em sua frente
enlo j rae melhor? Se fosaeil minha .mulher,
A Imperatriz Alexandra da Russia.
A' 17 de norembro Cilebrarara-sa em S. Pe-
lersburgo as exequias da imperalriz Alexandra
da Russia, riuva do imperador Nicolao e me do
imperador Alexandra II. Na sexta feira e no sab-
bado precedentes, 9 e 10 de novembro, seu cor-
po, transportado do casteilo Alexandra, onde ella
morrra, para a residencia imperial de Czarkoe-
selo [aldea do Czar], fra solemnemente con-
duzido para Tchesm, e ao depois para S. Peters-
burgo ,na cidadella, onde est situada a egreja
cathedral de S. Pedro e S. Paulo, que encerra o
caroeiro dos restos dos membros da familia im-
perial. Poucos dias depois da morte do impera-
dor Nicolu, tallecido 2 de margo de 1855, sua
riura designara pessoalmente o lugar que quera
oceupar ao lado de seu esposo. O triste cere-
monial fez-se n'um profundo recolhimento, de
Czarskoeselo Tchesm e d'ahi S. Petersbur-
go, vista de urna populago coramovida, que
havia concorrido em multido para reoder a ul-
tima homenagem soberana querida, cujoslouvo-
res repetiam porfa todas as boceas. Era por-
que a imperalriz Alexandra, que Uvera o tino de
fazer-se interamente russa, quando ha quarenla
annos casou com o gro-duque Nicolu, era ve-
nerada e querida por suas rirtudes, assim como
pelos dotes seductores de sua pesada, pelas pren-
das do seu espirito e solidez do suas relagoes.
Assim, foi a morte da imperatriz urna eslamidade
publica que todos sorprendeu na Russia, ainda
que ha muitos annos se soubesse que essa prin-
cesa padeca de urna enfermidade gra*e que por
mais de urna rez hara posto em perigo seus pre-
ciosos dias.
A imperatriz Alexandra, prioeeza Carleta ao
nascer, partencia casa real da Prusiia : era ella
a primognita da tres dinas do rei Frederico
Guilherme Il^o da rainha Luizs, i quem torna-
rara celebre a formosura e as desgracas, e cuja
H !' pPul,r M Allemanha. l con-
siderada como urna especie de legenda nacional.
Era neta d'el-rei Frederico Guilherme II, sobri-
nho e herdeiro do grande Frederico ; el-rei rei-
wanle, Frederico Guilherme IV, o primognito
de seus irraos. O principe regente, que o ira-
raedialo, apenas linha um aono mais que ella.
Amava ella teroamento seus irraos e suas Ir-
adas, assim como havia amado seu pae e sua
me ; porm, talvez, tivesse alguma predilecgo
pelo principe regente, cuja edade era mais pr-
xima da sua.
A princeza Carila da Prussia tinha dezessete
annos no Ora de 1815. N'aquella poca, as duas
cortes de Berln e de S. Itetersburgo acabarais
de cootrahir urna estreita alliaoga que haviam
preparado os importantes successos daquelle an-
no memorarel; de sorte que visitaram-se repe-
tidas rezes a familia imperial da Russia e a fami-
lia real da Prussia. Era enlo a princeza Carlo-
ta urna joren e garbosa creatura, chea de gragas
e de belleza, o cuja destiurgo magestosa era por
todos admirada. Sua rista produzio urna vivs-
sima impresso no gro-duque Nicolao, que tam-
bem era mui joren e gentil. Comprohenderam-se
esses dous corages e affeigoaram-se um ao "ou-
tro por meio de um sen tmenlo profundo que
Ihes encheu a vida. Amavam-se anles que suas
familias o suspeitassero, e haviam promettido re-
ciproca ldelidade, atoles do saber se as conve-
niencias polticas dos dous paize3 permiitiriam
sua uniao.
Era j ura habito dos soberanos da Russia o
contratar allangas de familia com as cortes da
Allemanha. Pedro o grande dra o exempla, e
seus successores o imitaran). O imperador Pau-
lo I, filho da grande Calharina, que se casara
duas rezes, desposara primeiro urna princeza do
Hesse Darrostadt, e mais tarde, urna princeza do
Wurlemberg. Seu fllho primognito, o irapera-
rador Alexandre I, desposara urna princeza de
Bade, e seu segundo filho. o gro-duque Cons-
tantino, urna princeza de Saxe-Coburgo. Quatro
fllhas suas, as gras-duquezas Alexandra, Hele-
na, Mara e Catharina haviam-se casado enra um
archiduque da Austria, com o principe heredita-
rio de Mecklemburgo Schwerin, com o principe
hereditario de Saxa-Weiraar o com um princip
de Holstein-Olderaburgo, e depois da morto desle,
a gra-duqueza Catharina, sua riura, hara ca-
sado em segundas nupcias cora o principo real
de Wurlenberg, hoje rei. Mas era tambem das
Iradicges da familia imperial da Russia nao se
unir por meio de casamentas seno com as cor-
tes allemas de segunda e lerceira ordem, e evi-
tar tanto quanto fosse possirel lies allangas com
as grandes poleocias ; ponsava-se em_S. Peters-
burgo que as allangas desta ultima especie pode-
riam ter o gravo inconveniente de empenhar a
Russia em emprezas sem ulilidade para ella, de
erabaragar a liberdade de sua poltica, o de pre-
judicar o seu ascendente na Allemanha. Ao
mesmo tempo, entretanto, tinham os soberanos
da Russia, como regra, nao contrariar as inclina-
goes de seus filhos, urna rez que as pessas des-
linguidas por ellos fossem dignas de fazer parto
da familia imperial.
Por seu lado, poda a corte da Prussia receiar
uraa uniao mui intima com a Russia, cuja pre-
ponderancia no resto da Europa nao era contes-
tada por nioguem.
Esses obstculos forana rencidos pelo joren
gro-duque e pela joren princeza, o o casamen-
to, approvado pelas duas familias, foi celebrado
11 do julho de 1817.
O gro-duque Nicolao, quando imperador,
comprazia-so em dizer que antes da celebrago
de seu casamento tirera necessidade de ir Pa-
rts. Corria o aono do 1817. El-rei Luiz XVII
recebeu do modo mais affavel o irmo do impe-
rador Alexandre, que tambem foi recebido com
grande destinego pelo duque de Orleans em sua
residencia de Neuilly. O duque e a duqueza de
Orleans e a princeza Adelaide mostraran) ao prin-
cipe russo urna bondado familiar e digna; ad-
mittiram-o era sua intimidado como um amigo
da casa.
O gro-duque admrou a siraplicidade e as vir-
tudes domesticas o inimilaveis daquella familia,
a harmona que reinava entre todos os seus mem-
bros, de sorie que parecia quo todos tinham um
mesmo e nico pegamento, um mesmo e nico
desejo; -ficou elle notarelraeote impressionado
por aquello quadro de felieldade domestica, que
sabiam to bem conciliar com as exigencias da
mais elevada posigo poltica e social; e promet-
teu si harer-se em ludo respeito de sua mu-
lher e do seus filhos, como tinha risto o du-
que de Orleans haver-se com os bus. E' aos
bons exemplos que me deu o duque de Orleans,
dizia o imperador Nicolu, que dero a minha ri-
da de familia, esta vida que faz a minha ven-
tura.
Era a imperatriz a alma dessa felicidade, nao s
porque amara apaixooadamente seu marido e i
seus Olhos, seno porque amava-os cora tanta in-
telligencia e bom senso quaols dedicago, nada
esquecendo nunca do que Ihes podia ser til ou
agradavel, e opplicando-se com um exquisito cui-
dado em Ihes poupar tudo que Ihes poderia cau-
sar alguma afflicgo ou desgosto.
Tinha o imperador Nicolao urna grande forga
de rontade, e o genio ura tanto impetuoso ; era
a imperalriz quem o abrandara e tranquilli-
sava quando conveniente, pois linha ella ura as-
cendente que raras rezes falhava ; porm nunca
usara delle quando se tratara de negocios polti-
cos do imperio : tal respeito, era excessira a
sua reserra.
Quaado se tratara dellcs em sua presenga, o
aconteca frequenteraente, abstuha-se de lomar
parte na conversago; entretanto rerdade, que
como tinha ella urna riva affeigo seus irmos
da Prussia, extorcava-se por conserva-Ios as boas
gragas do imperador; e nisso cumpria ella fiel-
raenteumdaquellesdeveresde familia que se havia
imposto para angariar .completamente os affectos
deseu esposo.
A imperatriz linha amizades, rerdadeiras ami-
zades em que se oceupou at o ultimo dia, ami-
zades ha muito experimentadas, cujos conselhos
x.
!?!'.':."fe*.WyH.PrC"ar,, a.qu.t.pcdi,
ra.i2!"^.SMP,lwh8r0 -18,7 >"!-
ri a joren gria-duqueza asa pequeo numero do
i.!?!. 6 de *nhor. que lhe tinham parecido
dignas da sua conQaocv e do sata ssaizade esa
geral, tinha fcolhid^a.Tde^eT'po"*
consagraram-lhe essa, pessoaa rerd.deira ...
de, e s perder is
bra.
que a morte lhe rou-
H^Slm08 *T S imPCT,lrl* Alexandra estara
desde ha muito doenle ; sua saade Qclra erave-
menle compromellida no dia em que foi procla-
mado imperador o gro-duque Nicolao. Sabem
todos que no momento da proclamagio rebentou
inexperadamente umainsuircigo em S. Petera
burgo, e que a pessoa do imperador correu o
maior pongo : durante todo esse dia, sentio S im-
peralriz taes commogoes, que resentio-Se lodo o
seu organismo ; nunca mais restabeleceo-se dis-
so, e i despeilo dos cuidados de que era eonstan-
tenaenie rodeada, foi emflra forgoso reconhecer
que naoera prudente deixa-la passar os orarnos
em S. Petersburgo.
Em 1845 e em 1818 foi pera Palermo ; a esta-
da que feznesso cidade, deu-lhe um alirio real
o imperador Nicolao ah reio ter com ella ; fox
esta a origem da intimidado que se eslabelecea
entre as duas familias soberanas de aples e da
Russia.
Infelizmente, os motivos que appareceram na
Sicilia e em toda a Italia em 1848 e 1849 nao dei-
xarara continuar o tratameolo que pareca ser
conveniente ; s depois da interrupgio de slguns
annos foi que pode ser recomegado, porm o mal
linha feto grande progresso ; despeilo de urna
tonga estada em Nice, a magrem o a fraqneza aue-
mentavam
quando
por assim dizer olhos vistos ; e
o diabo me lere se cu supportasse tantas den-
guices I ....
Onde estou ? Quera me falla? perguntou a
pobre menina com a roz Iraca.
Ests junto de uraa amiga, murmurou a
Sra. Defunclis: lornae vos 1
O que querem de mim ? Para que me con-
duzram este lugar ? continuou Rosiuha ainda
um pouco desrairada.
Corbineau se encarregou de responder :
Estaes n'uma egreja e rao casar-ros. Ora
vamos, minha menina, preparae-vos, e dirig
Deus a rossa oragozinha, se queris assislir a
ceremonia santamente. O rosso ncivo j rae
tardando alguma cousa, mas ha de rir. Sou ca-
paz de apostar, continuou elle como'se fallasse
comsigo mesmo, que esse bebado afogou a me-
moria n um pucaro de vinho I
Meu Deus esta rei sohando 1 disso a mo-
ga com um profundo suspiro.
E' um sonbo muilo bonito, porque se trata
de casamento, replicou o reterano em ar de mo-
fa. Ora. deixae-ros disso. sede mais* razoarel, e
sobre tudo tratae de nao gritar. Com mil dia-
bos bem redes que ninguem ros quer fazer
mal.
E dizeodo isto ia relirar-se, quando a Sra.
Defunclis, um tanto restablecida do sou primei-
ro terror, chamou-o, e disse-lbe com alguma ar-
rogancia :
Esperae um pouco, Sr. desconhecldo : co-
mego j coraprehendero que querem desla in-
feliz menina : mas podereis dizer-me porque me
trouxeram tambem para aqui 4 mim, mulher do
juiz criminal Defunclis ?
Nada mais simples I respondeu Corbineau
com tom chocarreiro : porque nao podia ser do"
outra maneira ; alm disto pensamos que urna
testemunha to honrosa, como sois, rinha mui-
to proposito para o caso."
Tomae sentido; meu msridb ha do rio-
gar-oos, e se elle ros pozer a mo....
0 juiz criminal Defunctisto, tem necessi-
dade de um noro estimulante para desejar delo-
da a sua alma por a mo no capito corla-cab$-
eos, riro ou morto.
O capito corta cabecat I exclamou a mu-
lher do magistrado estremecen Jo. %sse terr-
rel arenlureiro, cuja cabega se tala i pre-
mio I .... v
E' este vosso creado : agora oe me co-
nheceis tonda todo o cuidado'em nao irritar-me.
O nome do capllio, to celB're naquelle lem-
po, fer que voltassem & dama todos os seus ter-
rores. Nao obstante isto, enrergonhando-se por
ceder recejos pessoaes,quando sua companhei-
ra corria to grande perigo, replicou com roz
mal segura.
Altendei, Sr. capito ; eu nada direi meu
marido, o at obrigo-me fazer com que nada
venhaes soffrer de hoje em diantc, com tanto
que sejaes mais condescendeote. Conhego a pes-
soa que ros raandou aqui ; sei com que fim
pretendem casar esta pobre menina, sem o seu
consentimento, com algura-miseravel talvez, in-
digno della I Pois bem 1 afrmo-vos que
intil esta violencia : amanha Rosinha Poli-
vea u rae professar n'um convento mui severo,
e por conseguinte nao poder mais desposar
nioguem.
Isto rerdade ? perguntou Corbineaa com
sorpreza. Eniao porque que nos do mil pisto-
1A3 T
Astucias de mulher 1 murmurou o criado
de conQanga quo se aproximara para ourir o que
se fallara. Nao disseram semelhanle cousa ao
Sr. duque ; urna invengo desta senhora, o
que ella quer ganhar tempo, p> rque amanha
ser talraz impossivel fazer-se o que hoje devo-
ra licar concluido. Deixerao-las fallar, capito,
e executemos as ordens quo recebemos.
Mas ninguem pode casar assim urna moga
sem ella querer; insisliu a burgueza. Nao podera
obrga-la i desposar, sem o consentimento dos
seus prenles, sem a assistencia dos seus ami-
gos, om homem que ella nao coahece, e que tal-
vez nunca tivesse risto 1
Dra se lem risto 1 Nao conhece ella o conde
de Manle?
Quem ? o conde de Manle ? aquolle-que
arrombou a loja de Polireau para levar-lite o di-
nhelro I ?
Antes morrer mil rezes I exclamou Rosinha
com forga. As tortralas mais atrozes nao rae
obrigaro dar osiraaos ps do altar I
Pdo-se muito bem passar sem o rosso
consentimento.
E que sacerdote sacrilego ousar cassr-me
sem o meu consenso ?
Crde-me, senhora ; todo foi prevenido :
esta noite mesmo seris privada da rossa liber-
dade para que nao venhaes & fazer mo uso
delU. Cuidae em resigoar-ros com a rossa
sorte.
Rosinha Qcoo aniquilada. A' este tempo ou-
riu-se duas pancadas na porta lateral.
Ei-lo que chegam finalmente, disse Cor-
bineau.
Dous homens envolvidos em compridas capas
penelraram na egreja : um delles caminhara
cambaleando, c se arrimava ao seu companheiro
para nao cahir : ouvia-se no escuro os passos
mal seguros de quem tropegava A cada mo-
mento.
Irra 1 carnerada I disse o capilo corla ca-
becas aquelle dos dous que parecia servir de
guia ao ouiro ; tardastes muilo I
Nao foi culpa rainha, respondeu o recem-
vndo de mo humor ; este cavalleiro apreseo-
tou-se no ponto conrenciooado completamente
embriagado, e teve o maior Irabalbo em dar-me
a senha ajustada : custou me muitcUraze-lo al
aqui...
E' uma calumnia, interrompeu de Manle
com a roz arraslada : esto bregeiro mente como
um patito, que Com todos os diavolus I estou
no uso perfeito da minha razo, e marcho como
um arcabuzeiro do rei: rerdade que beb um
copo de rinho com os plebeus... mas foi isto
s...
Est bom, companheiro, sempre haris de
ter bastante razo para ser um marido como
qualquer outro, replicou Corbineaa dirigindo-se
a de Maule. Enlo ests disposto i casar-vos com
a pessoa em queslo?
Casar-me 1 repeliu o conde espantado.
De que ros espanlaes? pois nao percebes-
tes logo que era isto que de ros se exiga ? Es-
tou que nao podis acusar-me do ter fallado ao
meu ajuste ; nao ha o menor perigo para ros, o
a aventura ha de ser galante, e far eslrondo.
Alm disto dao-ros quiohenlas pistolas, e a en-
cantadora Rosinha Polireau para mulher. Sois
um bregeiro bem feliz 1
Ou fosse espanto rerdadeiro, ou fosse embria-
guez, de Manle nao respondeu.
Enlo, acceitaes? perguntou Corbineau,
quem jA ia faltando a paciencia.
Acceito, accetto, disse aCnal o arenlureiro
com uma roz estranha. Mas, per Dio 1 accres-
centou elle com o seu modo ordinario de fallar,
dizei-me onde est essa perola aem egual, essa
encantadora Rosinha ?
Est ali, replicou o capito designando o lu-
gar onde se acharam as duas senhoras; ide,
bello cavalleiro, fazei-lhe a corte, em quanto eu
roo prerenir o sacerdote da rossa presenga :
afflrmo-vos. porm, que tereis necessidade de
em pregar toda a rossa cortezania, porque a bella
est feroz como uma leda.
Haris de ror, disse de Manle com ir de
imperalriz deixou Nice no mez de ju-
" .(,"e,Ie ,nno- lero grande difficuldade em
!/m Al,leinanha. ondo deria tomar ares, e mais
difUculdade ainda em alcangar S. Petersburgo, on-
de chegou pelo raez de agosto, depois de h'arer
visitado sua familia em Berlim.
Pelos Bns do mez do selembro. instaram os
mdicos para que a imperatriz rollasse s regies
mendionaes da Europa, o que ella recusou. nois
nao se lludia respelo do seu estado ; rocusou
que dizia ella, custar-lhe-hia muilo morree
porlooge dos seus e do seu paiz.
Quando o imperador Alexaodre II parti de S.
Petersburgo psra Varsoria, onda chegou 20 de
oulubro, era sempre grare o estado da imperalriz,
mas ninguem cria n'um purgo immioente. De
repente appareceu umacrise, e comprehenderam
que a catastrophe era ioeritarel o prxima. O
imperador, avisado pelo telegrapho, parti sbi-
tamente de Varsovia 28 de outubro para'S. Pe-
tersburgo.
O telegrapho tambem avisou em Stuttgard
gra-duqueza Olga, em Londres ao grao duque
Miguel, e na terga-feera 30 de nutubro tere a im-
peratriz a consolago de se rer rodeada de aeus
filhos e de seus netos.
Desde os primeiros momentos do perigo, quiz a
imperalriz cumprir os dereros da religio, oque
fez com o ardor de uma f sincera, renorou suas
devogoes na quarta-feira 31 de outubro. Nesse
mesmo dia, sentindo approximar-sc o fim de sua
existencia, mandou vira sua cmara todas as pes-
soas da familia e da casa, e at os criados mais
humildes; fez -Ihes suas despedidas dirigindo-lhes
patarras de amizade, de f e de esperaoga. Foi
uraa scena tocante ; todos queriam beijar pela
ultima rez a mo da soberana e cobriam-na de
lagrimas ; s ella permaneca calma e tranquilla
no meio dessa dor que se manisfestara em so-
lugos.
OrJenou noite qne maodassem um despscho
lelegraphico Berlim fazendo suas ultimas despe-
didas seus amados irmos. Expirou ella quinta
feira 1 do norembro pela miaha. Havia nasci-
do em Berlim A 13 de julho de 1798, linha pois
sessenta e dous annos e tres mezes.
Era ella uraa pessoa essencalmeote amarel o
caritativa, dotada, porm, daquella bondade que
adevinha adralheia para a mitigar, e a necessi-
dade para soccorre-la ; fazia um grande numero
de beneficios, e como fazia-oa sem ostentaco s
feram conhecidas depois de sua morte. Um an-
tiguissimo secretario, cuja discrigo e felicidade
conhecia a imperatriz, era o mysterioso agente de
sua caridade, a qual absorria a maior parle de
seus rendimeotos. Quando Ibe pediam alguma
cousa, mandara chamar o secretario e pergunta-
ra-lhe se anda linha dinheiro, ao depois recom-
mendara-lhe que reriQcasse por si mesmo se o
peticionario era digno de compaixo.|Se a infor-
magao do secretario era favorarel, o pedido era
satisfeito sem mais formalidade.
Por acto de ultima ronlade, delerminou a im-
peralriz Alexandra, que se reduizsse o mais pos-
sirel a durago de seu luto ; os vestidos de d
sao de um aspecto triste para quem os traz, e o
luto impede aa reunios publicas e particulares,
onde gosta de se divertir a mocidade ; um luto de
grande durago uma especie de calamidade pu-
plca ; quiz a imperalriz preservar a sociedade
russa.
Por muito tempo ha de conserrar a Russia a
memoria da illustre princeza que acaba de
perder.
[Le Journal des Debis.H. Duperron.)
fatuidado; per Dio I essas leoas sei-as eu
amansar mu fcilmente.
Dirigiu-se cambaleando para o lugar designa-
do, e poz-se A fallar em roz baixa As duas da-
mas ; porm um morimenlo,que se ouviu dola-
do da sacrista, deu A entender que a ceremonia
nao taidaria A comegar.
Um casamento concluido em circuinstancias
idnticas, contra a vontade de uma das parles
contratantes, e em rirtude de um rapto noctur-
no, parecera no secuto em que riremos uma
cousa impossirel: mas na poca, A que alludi-
mos, nossa poca em que a le era sem rigor,
era que os caprichos de alguna homens conoci-
dos n'uma posigo eminente na sociedade, preva-
leca m sobre os dreitos os mais legtimos, nada
era to fcil como actos desee genero ; as me-
morias desse lempo estao recheadaa de exemplos
que alleslam a nossa asserclo.
Um Cdalgo arruinado quera desposar nma
herdeira rica; oque fazia? carregava com
ella A forga para um lugar qualquer, em que se
achava um padre de ante-mo preparado, e ce-
lebrava-ie o casamento. Mais larde, se a infeliz
senhora reclamara judicialmente contra seme-
lhanle violencia, prorara-se a legalidade do con-
sorcio com testemunhas subornadas, e docu-
mentos falsos e extorquidos : taes procesaos tor-
narara-se ioterminareis, e As mais das rezes s
rcsultaram delles a deshonra para as duas fami-
lias.
Esses casamento forcaioi, como eolio os cha-
maran), rieram A ser to frequentes, o excesso
subiu A lal p,nlo, que em 1639, vinte annos de-
pois dos acontecmenlos de que nos oceupamos,
foram elles prohibidos por uma ordenanza do re
sob as peuas as mais severas.
A ceremonia em laes circumstancias, que para
na nao passaria de uma va formalidade desde
que nio fosse consumraada com as coodtges exi-
gidas, parecia ao contrario um aclo mui solemne
e formidarel aos olhos de Rosinha Polireaa, e da
Sra. Defunclis. Bem pouca esperaoga Ihes res-
tara de que o sacerdote, que se prestara A tal
sacrilegio, se condoesse das lagrimas e pro les ta-
gnes da joven infeliz ; porque, como jA disemos,
o abbade de Santa Catharina do ralle dos spren-
dizes era pessoa interamente dependente dos du-
ques de Villanegra.
(Cont\n%ar-tt-ha.)
PUN.- TTP. DK M. I. DE FAMA, -1861.


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