Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09234


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Full Text
ANO XXIT1I IDIEEO 32
Por tres mezes adianlados 5$000
Por tres mezes vencidos 6J000
SHTA FEHA 8 D FETEBEIBO DE ISCf,
Porsiioadiantado49$000
Parle franco para o subscriptor.
E.NCARREGADOS DA SUBSCaiPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, oSr. A, de Lemas Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiio Guimaraes; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS liURMEIU.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Ignarnss, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MEZ DE PEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manha.
9 La ora as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
[25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE. ~
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Andr Corsino b.c; S. Gilberto.
5 Te.rga. S. gueda v. m.; S.Pedro Baptista.
6 Quarta. As Chagaf de Christo; S. Dorotha.
7 Quinta. S. Romualdo ab.; S. Ricardo rei.
8 Sexta. S. Jlo da 1 lata fundador; S.Corinthia
9 Sabbado. S. Appo
onia r. m.; S. Nicephoro m.
10 Domingo da quin (uagesima. S, Escolstica v.
PARTE 0FF1CIAL

Ministerio da fazenda.
Decreto n. 2,723 de 12 de Janeiro de" 1851.
Aolorisa a creago de urna Caixa Econmica o um
Monte de Soccorro nesta curie, e approra os
respectivos regulamentos.
IIei por bera aulrisar a creaco de urna Caixa
Econmica e um Monte de Soccorro nesta corte,
quo se regero pelos regulamentos que cora este
baixam, prnpostos pela commisso encarregada
de sua orgatiisago, observanlo-se as seguintes
disposigoes:
1*. As operacoes dos referidos estabelecimentos
devero principiar dentro de seis mezes contados
da il iia do presente regulamento.
2" O capital nccessario par o cornejo das ope-
rcges dni Monte de Soccorro nao poJer ser me-
nor do trala cautos do ris, qualquer que seja a
sua origera.
3a. E' applicavel aos referidos estabelecmau-
tos a disposigo da segunda parte do n. 3o do
art. 12 de decreto n. 2,711 de 9 de dezembro
de 1860.
Angelo Honiz da Silva Ferraz, do meu conse-
ibo, senador do imperio, presidente do conselho
de ministros, miu3lro e secretario de estado dos
negocios da fazenda e presidente do tribunal do
thesouro nacional, assim o lenha entendido e faga
execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 12 de Janeiro de
1851, 4Q da independencia e do imperio.Com a
rubrica de S. M. o Impera lor.4nje/o Moni: da
Silva Ferraz.
REGULAMENTO DA CAIXA ECONMICA.
CAPITULO I.
Das funcedes da Caixa Econmica.
Art. Io. A Ca'ixa Econmica estabelecida na ci-
dado do Rio de Janeiro em virtude do art. 2o 3
1 e 14 a 16 da lei n. 1,083 de 22 de agosto de
1860 tem por Gm receber a juro do 6/0 as pe-
quenas economas das classes meaos abastadas, e
de assegurar, sob garanta do govorno imperial, a
fiel restftuigo do que perteucer a cada coniri-
liuinle, quanJo este o reclamar na forma do art.
7o desta regulamento.
Art. 2o. As sommas recebidas pola Caixa sarao
sempre de 1-j ou de mltiplos desla quanlia ; e
as entregues em cada semana pelo mesmo indi-
viduo nesta e em outra qualquer caixa garantida
pelogoveroo, segundo a le de 22 do agosto do
1860, nao poderao exceder a 59J00.
Art. 3o. O thesoureiro da Caixa Econmica tara
diariamente entrar no thesouro nacional as som-
mas que houverem sido depositadas no dia ante-
rior, acompanhadas de guia cortada do livro de
talese assignada pelo mesmo thesoureiro e pelo
escripturago e o cofre, e derailtir $s emprega-
dos de sua nomcago.
8.* Deliberar sobre ludo o mais que for relati-
vo ao bom anlamento do scr-i;o da caixa econ-
mica, 6 sttver de accordo com a lei e presente
regulamento.
Art. 16. O thesoureiro eocarregado da arre-
cadaco das quantias que torera levadas em de-
posito,_e cumpre-lhe entrega-las no thesouro
at o dia seguiute, e no mesmo dia ao Monte de
Soccorro, so os depsitos liverem do ser applica
dos s operares deste eslabelecimento de bene-
Oceacias.
1. As quantias entregues no Ihosouro ou no
Monte de Soccorro sero acompanhadas de guia
especificada, em que se declare a quota relativa
a cada um depositante e a soturna total. Esta
guia ser co:tida do livro de taldes, em cujo
tronco (carao as raesmas declaragoes.
2. Os coiiheciraentos, dados pelo thesouro
sero devidaraenie guardados, o margem de
cada um delles se far oot do numero da verba
e da pagina do livro em que se fizer o laogamen-
to do sabidas de dinheiro para acuella repartigo
e Monte de Soccorro.
A' margem do respectivo langamento nn livro,
se lngara o numero e data do conhecimento.
Art. 17. Na ausencia de membros do conselho,
o thesoureiro a primeira antcndade do eslabe-
lecimento, e como tal cumpre-lhe manter a or-
deno e execular as disposigoos sobre as. entradas
e sahidas dos depsitos, e veriQcar se a escrip-
turago Coila regularmente.
Art. 18. O thosoureiro, quanio impedido,
obrigado a ter um fiel que o substitua e respon-
da pelas faltas que estecommetter.
Art. (9. Quanio o liel substituir o thesoureiro,
ser o guarda-livros encarregado. na ausencia de
raombros do conselho, de manter a ordem e re-
gulamento do servigo.
Art. 20. O guarda-livros tem a seu cargo a es-
cripturago do movimento dos depsitos e o das
cadernetas, far os registros que forem necessa
rios, e servir de secretario do conselho quando
para isso for chamado.
Art. 21. Em quanio o servigo da caixa econ-
mica permittir que o mesmo individuo desempe-
nho duas funecoes, de thesoureiro e do guarda-
livros, flearo reunidos os dous lugares em
um s.
CAPTULO 111.
Da escripturago.
Art. 22. llavera os seguintes livros, escriplu-
j rados com nitidez, sem emendas, raspaduras ou
enlrelinhas:
I 1.* O de ntrala de depsitos, no qual se lan-
icar a data em que o deposito se realisar, seu
i numero de ordem em relago ao anno, o nome
do coolribuinto, sua proflsso, coodigo, estado,
idale e lugar de nasciraento e residoncia, e
tambera
venc los
se lngara
pelas en-
guarda-livros. .^.o c lugm uu uiMimrmu o resiuuucia, e
Art. 4". As quantias remellidas na forma do!?'ianlia ??-<. u art. 3o comogaro a vencer juro de 6 /0 desde o ,namenl signado pelo thesoureiro e guarda-
da da entrega no thesouro, e cessaro de vence- IITS-
lo desde que forem reclamadas na forma do ', Nes, n?630 Uro e em columna diversa se
art. 7o. r lngara a importancia que for sendo retirada, sen-
No Ora de cada semestre do anno civel serao &?, '''"8^6"11 signado pelo contribuinle.
capitalisados os juros vencidos i5er destinada urna pagina desse livro a cada um
Art. 5o. Logo que as sommas das quantias de- do* cootribumtes e nella
posiladas e seus juros chegarem a perfazor a' lmPorlanl dos juros
quantia de 4:0009000, s esta ultima continuar A A
a vencer premio. O restante ser conservado em A z de remess" Pa thesoureiro e Monte
deoosilo emquanlo nao fr reclamado pelo deoo- de ?occorr'). fendo-se nesle livro referencia s
sitante. P'g'nas e numoro do livro de que trata o nume-
Art. 6. As quantias depolsitadas na Caixa Eco- ro a,"terior- O livro de remessas ser dividido
nomica e remellidas diariamente ao thesouro sao V .eS co,un,nas- s.endo uma Para os quantias
por este garantidas ao depositante, e podero ser direclamenie remellidas ao thesouro, outra para
empregadas como empreslimos ao Monte de Soc- as,q"e 8e env, arera ao Mo.ule de Soccorro, e fi-
corro desla capital, creado em virtude da lei de nalmenle a uI,,lDa Pfra langamenlo das som-
mas que o thesouro houver de fornecer na forma
do artigo.
22 de agosto de 1860, na compra de apolices da
divida publica fundada, ou as despezas do es-
tado, e serao escripturados como deposito.
Art. 7o. Ao depositante permiltido retirar em
qualquer lempo toda a quanlia depositada e juros
vencidos, ou smenlc parte prevenindo ao the-
soureiro com intervallo nunca menos de oito
das. Se os depsitos effectuados no dia indicado
para a retirada de quo trata este artigo nao forem
sullicienles, o thesoureiro da Caixa Econmica
solicitar do thesouro nacional a parte que fr
ncccssaria para preencher a differenga entre as
I 3. O de registro de toda a correspondencia ex-
pedida pelo eslabelecimento.
4." O de talos de remessas de dinheiro.
5." O de taloes de pedido de dinheiro ao the-
souro.
6." O das acias do conselho.
Alera destes livros e dos mais que 'forera jul-
gados necessarios, e que Gcam a cargo do guar-
livros, se dar a cada um depositante uma ca-
dernota em que se lngara todas es declaragoes
sommas entradas no dia e as que tiverem de ser de que traa o n. 1 deste ailigo.
rCrada' i. I Arl# 23> No Principio de cada semestre o guar-
Art. a importancia diana dos depsitos po- da-livros organisar o balancele das quantias e-
aerj psjsar inmediatamente para o Monte de tradas na caixa, o sahidas para o thesouro e Mon-
boccorro, se o governo assim o determinar, sen- le de Soccorro, na conformidade do art. 3 deste
ao acompanhada de uma guia semelhante de regulamento, e restituidas pelo thesouro em vir-
qUianL-arU lule do arl. 1, ou entregues aos conlribuiutes
u conhecimento que fr dado pelo Monte de pelas entradas do dia, conforme o art. 9. e o
i remetudo ao thesouro, como di- conselho enviar este balancele ao governo.
nheiro, para a devida escripturago.
capitulo ii.
Da aiministraco da Caixa Econmica.
Art. 9o. A administragao da Caixa Econmica
se compor de:
Io, um conselho inspector e fiscal, tendo um
presidente, um vice-prcsidenlo e oilo
lheiros ;
2o, um thesoureiro;
3o, um guarda-livros.
Alm disto haver :
4o, um porleiro;
5o, um continuo ;
6o, os serventes que forem precisos.
_ A falta de execugo das disposicoes deste ar-
tigo sujeita o guarda-livros a mulla de 100J a
500 j).
Arl. 24. Alm das penas comminadas pela le-
gislado em vigor, o thesoureiro e guarda-livros,
pelas faltas que praticarem no exercicio de suas
conse- funeces, ficam sujeitos s mullas de 1O0JO00
CAPITULO IV.
Disposices geraes.
Arl. 25. O presidente, vice-presidente, e os
outros membros do conselho nenhuma retribu-
cao pecuniaria receberSo ; os servigos, porm,
que prestarem sero, na conformidade do art. 2,
Os eropregados do que tralam os ltimos qua- 14 da lei de 23 de agosto de 1860, reputados
tro nmeros poderao ser os mesmos do Monte de relevantes.
Soccorro.
Art. 26. A caixa econmica ca isenla do im-
.Mk a membros do conselho sao da livre posto do sello, o lera a faculdade de aceitar doa-
cscoma ao governo, e ao conselho perlence a do ges e legados.
thesoureiro, guarda-livros, porleiro e continuo, Arl. 27. As despozas feitas com o cosleio da
e, sob proposta do Ihesoureiro, a dos serventes. caixa econmica sero pagas pelo governo e Monto
Arl. II. Ao presidente do conselho inspector,' de Soccorro na razo das quantias que forem
e era seus impedimentos ao vice-presidente,' ulilisadas pelo thesouro e pelo mesmo Monte de
compete a direegao dos trabalhos do conselho e Soccorro.Visconde de Itaborahy.Manoel Fe-
sua convocacao extraordinaria. I lizardo de Souza e Mello.Visconde de Condei-
Ari. 12. E' incumbido prin:ipalmenle a um dos xa.Baro de Ilamaraly.Visconde de Bomlm
membros do conselho, semanalmente, a imme- Mililio Mximo de Souza.Visconde de Ypa-
diata hcalisagao dos trabalhos do thesoureiro e nema.Baro de Mau.Joo Pedro da Veiea
do guarda-livros, bera como a polica e a ordem
de eslabelecimento. O membro de semana na
primeira reunio do conselho, depois do fioda
a semana, dar parle do que de importancia hou-
ver occorrido, e propor as providencias que acer-
tadas julgar para remover os embaragos e melho-
rar o servigo. Se porm no decurso da emana
so der caso que exija promptas medidas, o mem-
bro de servigo ocommunicar ao presidente para
convocar inmediatamente o conselho.
Arl. 13. Os membros do conselho podem ser
exonerados pelo governo, e os outros emprega-
dos da admiiiislrago pelo conselho director e
fiscal.
Arl. 1 i. No caso de morte ou de impedimento
por mais de anno de algum membro do conse-
lho, o governo determinar quem o substitua.
Art. 15. Compele ao conselho :
1. Nomear os crapregados da caixa na forma
do arl. 10, e propor ao governo os honorarios que
devem perceber estes empregados.
2." Fixar a fianga que devem prestar antes de
entrar em exercicio.
3 o Orgar as quantias que forem necessarias
para as despezas de cada semestre.
4." Dar os modelos da escripturago.
5. Aceitar ou recusar doagoes e legados.
6." Aulorisagao para demandar e sor deman-
dado, e para exercer livre e geral administragao,
e plenos poderes, dos quaes devem, sem reserva
alguma, considerar-so comprehendidos e outor-
gados os poderes om causa propria.
7." Fiscalisar o servigo da caixa econmica, a
Antonio Jos Alves Souto.
REGULAMENTO DO JJONTE DE SOCCORRO.
CAPITULO I.
Das func[es do Monte de Soccorro.
Art 1. o Monte de Soccorro estabelecido oes-
la cilade em virtude do arl. 2, 1,18 a 22, da
lei o. 1,083 de 22 de agosto de 1860 tem por fino
emprestar por mdico juro e sob oenhor as som-
mas necessarias para soccorrer as urgentes ne-
cessidades das classes menos favorecidas da for-
tuna
Art. 2. O Monte de Soccorro nao poder fazer
outras operages seno as de receber dinheiro a
premio e emprestar sob penhor por mdico juro
que ser regulado semestralmente pelo cooselh
inspector e fiscal.
Art. 3. Provisoriamente nao aceitar o Monto
de Soccorro outros penhores que nao sejam os de
ouro, prala ou diamantes.
Arl. 4. A laxa do jaro ser tal que cubra (oda
a despeza do eslabelecimento, inclusive a de ja-
ros de dinheiros recebidos a premio, e dos capi-
laes proprios do estabelectmenlo.
Art. 5. A menor quanta emprestada sob po-
nhor ser de 5J, e haver iodo o cuidado em que
os empreslimos superiores a lOOf nao absorvam
os fuodos necessarios aos inferiores a esta som-
ma, para os quaes principalmente creado este
eslabelecimento de beneficencia.
Art. 6. O penhor offerecldo ser avaliado por
perito do eslabelecimento, e nao podar garantir
mais dos 3/4 do valor em que for orgado.
Art. 7. O monte de soccorro nao emprestar
qualquer quanlia a pessoa que nao seja conheci-
da, domiciliada na cidade, ou que se nao apr-
senle acompanhada de um abonador.
Art. 8. O acto ou registro do deposito de eTei-
tos dados em penhor ser assignado pelo depo-
sitante e abonador, havendo. Se o soubere'm
cscrever assignar alguem a seu rogo.
Ficara porm dispensados desta formalidade os
actos de depsitos inferior a 50$.
Art. 9. Nao sero admittidos, como depositan-
tes ou abonadores, os memores, escravos, e mais
individuos que no tiverem a livre administra-
gao de sua pessoa o bens.
Arl. 10. No caso de duvida sobre a legitima
posse ou sobre o direito de dispor dos efieiios
apresentadosem penhor, immediatamsnle seda-
ra parte ao chefe de polio a, delegado ou subde-
legado que mais facilmonte se encontrar. Os
elTeitos sero conservados em boa guarda em-
quanlo se nao decidir a duvida, ficando entretan-
to suspenso o empreslimo.
Art. 11. decidida a duvida, ou se nenhuma
houver, se proceder avaliago dos effeitos, e
se eflectoar depois o empreslimo, observadas as
seguintes condiges:
1*. O praso do empreslimo nao ser maior de
nove mezes, podendo o deposiUolc retirar o pe-
nhor antes do Qm do praso, pagando a quantia
emprestada, os juros e mais despezas.
2a. Os penhores em tnetaes preciosos e dia-
mantes sero guardados em casa forte ou cofres
fortes.
3*. Orgado o valor do penhor e despezas do
empreslimo, e observadas as disposigdes deste
regulamento, ser entregue ao depositante a
quantia que for convencionada, acompanhada de
um couhecmento em quo ser descripto o pe-
nhor, seu valor e numero, a importancia e pra-
zo do empreslimo, a taxa do juro, a data em que
se fez a Iransago e a em que dever ser pago o
emprestirao.
4. No caso de perda do conhecimento, o de-
posiiante ou legitimo possuidor do conhecimento
o communicar ao thesoureiro da monte de soc-
corro, que far escrever a declaragao no livro de
penhores, e margem do artigo a que se refere
0 dito conhecimento.
5a. No fim do prazo do empreslimo, ao depo -
sitante poder ser pemittido renovar o empres-
limo por mais seis mezes, evitando por este mcio
a venda do penhor.
nico. Na renovagao do empreslimo se ob-
servado as seguintes condiges :
Ia. O penhor ser de novo avaliado, e se tiver
diminuido de valor s poder garantir os 3/4 da
quantia novamente avallada, diminuida dos ju-
ros e mais despezas na couformidade deste regu-
lamento.
2a. Antes de effectuar-se a renovagao do em-
preslimo o depositante dever pagar o juro o
mais despezas do empreslimo vencido.
Art. 12. Em qualquer lempo, emquanlo o pe-
nhor nao tiver sido vendido, o depositante pa-
gando o importe do empreslimo, juro e mais des-
pezas, o poder resgatar.
Arl. 13. Se acontecer que o penhor se extra-
vie, e por tanto nao possa ser restituido ao de-
positante ou ao portador do conhecimento, o
thesoureiro pagar o valor desse penhor pelo
prego da avaliago com o augmento de 50 0|0 a
titulo d iodemnisago.
Art. 14. Se o effeito dado em penhor fr en-
contrado avariado, o proprietario delle ter direilo
de o abandonar ao eslabelecimento pelo prego fi-
xado na poca do deposito, se nao preferir res-
gati-lo recebendo como indemnidade, segundo a
apreciagao de dous peritos, o importe da diffo-
renga recouhecida entre o valor ultimo do pe-
nhor e o que se lhe tenha assignado na poca do
deposito.
Arl. 15. O depositante que perder o conheci-
mento nao poder resgatar o penhor antes do
termo do empreslimo, e na poca de Andar o
prazo poder retirar seu penhor ou receber o sal-
do da venda delle, dando recibo especial e cau-
go de pessoa domiciliada o reconhecida com
meios de responder pelo valor do penhor, ou
pela importancia do saldo resultante da sua
venda.
Art. 16. Se algum penhor for revendicado por
causa de furto ou deoutro qualquer motivo o re-
clamante dever, para obler a entrega :
Io. Justificar competentemente o direilo que
tema esse penhor.
2o. Pagar o principal, juros e mais despezas
do empreslimo, ficando direilo salvo ao recla-
mante contra o depositante e seu abonador, ha-
vendo-o, sem prejuizo do recurso contra o the-
soureiro no caso de fraude, dolo ou negligencia
de exocuglo deste regulamento.
Art. 17. Os effeitos dados em penhor, que no
flm do termo estipulado no conhecimento dado
ao depositante nao tiverem sido resgalados, se-
ram vendidos por conta do eslabelecimento at a
importancia do empreslimo. Se houver saldo,
ser este entregue depois ao depositante.
Art. 18. Em caso algum, e por qualquer pre-
texto, podero ser expostos a venda no monte
de soccorro, effeitos que nao liverem sido dados
em penhor na forma determinada por esle regu-
lamento.
Art. 19. As vendas se farao em leilo publico,
depois de organisada pelo guarda-livros a rela-
go dos penhores nao registrados no vencimento
do empreslimo, e verificado pelo conselho ins-
pector.
Art. 20. As vendas no monte de soccorro, se-
ro pubicadas dez dias antes por catbalogosim-
pressos e distribuidos com o jornal de maior cir-
culago. Os penhores que liverem de ser ven-
didos estaro patentes no monto de soccorro nos
tres dias antes do do leilo. Os anuuncioscon-
lero a indicago dos nmeros dos diversos effei-
los, sua natureza e as condiges da venda.
Art. 21. No fim de cadn dia de leilo o pro-
ducto da venia e dos penhores ser entregue ao
thesoureiro, e o guarda-lirros a conla por cada
um penhor e depositante.
Art. 22. O excedente do producto da venda
dos penhores sobre a quota do respectivo em-
preslimo, juros e mais despezas aera pago a-
presentaco do conhecimento do deposito.
O excedente que nao for retirado no prazo de
30 mezes contados da dalo do conhecimento ter
a applicaco de que trata o arl. 23 .3.
Arl. 23. Os fundos que ao Monte de soccorro
poder empregar em suas operages c formar se-
liao com o producto de:
Io. Subscripgdes.
2. Doages e legados particulares.
3". Empreslimos particulares, com ou sem ven-
cimento de juros.
4. Empreslimo feito pelo governo pela im-
portancia depositada nos cofres pblicos, na for-
ma dos g 16,17 e 18 da lei de 22 de agosto de
1860.
5o. Quaesquer subvencoes que pelos poderes
geraes forem concedidas.
1. Os fundos de que trata este artigo, qual-
quer que seja a orgem donde provenham, sero
depositados era conta crrante em bancos pbli-
cos, econservar-se-ho eio cofres de duas cha-
ves (das quaes uma ser encarregada ao thesou-
reiro e outra ao guarda-livros) pequeas som-
mas para o servigo do dia.
j 2. Os lucros lquidos no.flm de cada exerci-
cio sero accummulados 10 oapilal do estabele-
1 cimento emquanto o governo nao julgar eate ca-
, pit.il suficiente para
eslabelecimento.
Logo, porm,
AUDIENCIAS DOS TRlbUNAEa DA CAPITAL."
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relago: torgas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tergas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orohos: lergas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas ao meio
da.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da larde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRirCA DOSUL*
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha
Sr. Jos Mirllns Alves; Rio de Janeiro, o 8r*
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria, na sus livraria praga da Independencia ns.
6e8.
o fim da creago do mesmo
o capital do monte de
soccotro se torne au kicnto para para satisfazer
ao lito de sua crpaga >, os lucros lquidos sero
appficados a slab lecimentos de caridade ou
beneficencia data cilade, conforme for determi-
nado pelo gervrno.
8 3. Se por qualgluer motivo for disaalsido o
monte de soccorro, < epois de satisfeilos os credo-
respubUcos e partic lares, o capital restante se-
eslabelecimentos particula-
undo o disposto na para-
r distribuido pelos
res desta cidade, se
grapho antecedente.
CAPITULO 11.
Da ao ninislrao.
Arl. 24. A admini iragao do Monte de Soccor-
ro se compor de:
1. Um conselho ir speclor e fiscal, quesera o
mesmo da Caixa Econmica creada pelo reculo-
menio desta dais.
2. Um thesoureiro.
3. Um guarda-livros.
Alm disto haver:
4." Um porleiro.
5. Um continuo.
6. Um perito.
7. Um leiloeiro.
8. Os srvenles que forem necessarios.
Art. 25. O thesoureiro e guardas-lirros sao no-
meados pelo conselho inspector, que tambem no-
mear o porleiro, continuo, perito e leiloeiro, e
sob proposta do thesoureiro, os serventes.
Art. 26. Ao presidente do conselho, eem seus
impedimento ou falta ao vice-presidente, compe-
te a direegao dos trabalhos do conselho e sua
convocago extraordinaria.
Art. 27. incumbida principalmente a um dos
membros do conselho semanalmente por este de-
signado a immediata fiscalisago dos trabalhos do
thesoureiro, gaardas-livros, perito, leiloeiro, bem
como a polica e ordem do eslabelecimento.
O mesmo designado no primeiro dia*de reu-
nio, depois de fiuda sua semana, dar parte ao
conselho do que tiver occorrido de importancia
durante ella.e propor as providencias que acerta-
das julgar para remover os embaragos e melho-
rar o servigo.
Se porm no decurso da semana succeder al-
gum caso que exija promptas providencias, o mem-
bro designado o communicar ao presidente para
convocar logo o conselho.
Art. 28. Compete ao coBselho deliberar sobro :
1." Os orgamenlos e contas.
2. Vencimenlos ou commisses dos emprega-
dos e fiangas que teem de prestar.
3. Projectos de obras novas, reparos e demo-
ucoes.
4.a Aceitago ou recusagao de dons e legados
fetos ao Monte de Soccorro.
5. Fixago niensal da taxa de juros dos di-
nheiros tomados ou dados por empreslimo den-
tro dos limites que forem marcados em virtude
da lei n. 1,083 de 22 de agosto de 1860, arl.
m 9 I".
6.a Regulamento interno.
I"o Condigesde emprezas ede fornecimentos.
iscalisago e direegao do eslabelecimento.
8."
9. Em geral lodos os aclos do propriedade e
de geslo que inleressem o eslabelecimento.
Art. 29. O conseibo fica autorisado para de-
mandar e ser demandado, e para exercer livre e
geral administragao e plenos poderes, nos quaes
devem, sem reserva alguma, considerar-se com-
prehendidos o outorgados mesmo os poderes em
cousa propria.
Art. 30. O thesoureiro tem a seu cargo e sob
sua responsabilidade os fundos do Monte de Soc-
corros e os effeitos que forem recebidos era ga-
ranta dos empreslimos teitos pelo eslabeleci-
mento.
Na ausencia de membro do conselho compete-
Ule a direegao do servigo e a polica do eslabele-
cimento, sendo-lhe ento subordinados todos os
empregados.
Art. 31. O thesoureiro no ultimo dia de cada
scmesWe". obrigado a apreseolar ao conselho o
orgameoto das despezas da administragao que se
tiverem de fazer no seguiote semestre. O orga-
mento depois deapprovado pelo conselho limita-
r as despezas que o mesmo thesoureiro obri-
gado a fazer sob a inspeceo do membro de se-
mana.
Art. 32. O guarda-livros ser encarregado da
escripturago da receila e despeza do eslaoeleci-
menio, e dos mais livros que por este regula-
mento e deliberagoes do conselho forem determi-
nadas.
Servir tambem de secretario do conselho.
Art. 33. Entregar diariamente, ao membro do
conselho que estivor de semana, a nota do esta-
do da caixa e do movimento dos depsitos.
A caixa ou cofre de depsitos poder ser veri-
ficada pelo membro de semana, sompre que este
o julgue conveniente, sendo a caixa pelo menos
uma vez por mez.
Arl. 34. O guarda-livros no principio de cada
mez apresenlar ao conselho o bilancele da re-
ceita e despeza do eslabelecimento, indicando as
operacoes do mez anterior e o estado do mesmo
eslabelecimento.
Copia desle balancele ser remedida ao minis-
tre da fazenda.
Art. 35. O guarda-livros no fim de cada anno
apresenlar igualmente ao conselho a conla ge-
ral das operages do exercicio. Esta cont, de-
pois de examinada pelo conselho, ser remeltida,
com as reflexdes que ao mesmo conselho occor-
rerem, ao ministro da fazenda.
Arl. 36. llavera os seguintes livros aberlos,
numerados, rubricados e encerrados pelos mem-
bros do conselho que forem designados pelo pre-
sidente :
1. O de registro dos depsitos, no qual se ln-
gara o numero do penhor, seu valor e descrip-
go, a importancia do 'empreslimo feilo, a taxa
do juro, o prazo do empreslimo, o nome do depo-
sitante, sua proflsso, estado, idade, condigo,
lugar de nascimento e de residencia, a data da
transaego e a nota de se ter extrahido o conheci-
mento ;
2. O caixa;
3. O de entrada e sahida dos depsitos ;
4." O das vendas dos penhores.
Arl. 37. Os peritos sero encarregados de fa-
zer a avaliago dos effeitos offerecidos era penhor
e estaro presentes aos leiles.
nico. Os vencimenlos do perito e leiloeiro
poderao ser Qxos, ou commisso pela avaliago e
venda.
As faltas ou crimes commettidos por estes em-
pregados sao punidos com a multa de 100*000 a
1:000)1, alm das penas em que incorrerem pela
legislago em vigor.
CAPITULO IV.
Disposigdes geraes.
Art. 38. O Monte de Socorro fica isento de im-
posto de sello, e ter a faculdade de aceitar doa-
ges e legados.
Art. 39. Nos primeiros lempos, e emquanlo o
juro das quantias emprestadas sobre penhor nao
for sufflcienle para cobrir todas as despezas do
Monte de Soccorro, o dficit ser preenchido pe-
los fuodos deste eslabelecimento.
Art. 40. Logo que o conselho julgar conve-
niente, alm dos effeitos de metaes preciosos e
brilliantes, aceitar como penhor outros quaes-
quer valores, propor ao governo esta amptiago
ao presente regulamento, indicando logo espe-
cie de lores, que se poder admiltir come pe-
nhor, e as novas medidas que se devem tomar
era ordem a beneficiar os quo carecerem da po-
quenos empreslimos e de evitar prejuizos ao es-
tabelecimeoto.
Rio de Janeiro, 5 de Janeiro de 1861 Vis-
conde de Itaborahy.Manoel Felizardo de Souza
e MelloVisconde de Ypanema.Visconde do
Coodeixa.Visconde de Bom-fim.Baro de Ila-
maraly.Baro de Man.Joo Pedro da Veiga.
Antonio Jos Alves Souto Mililo Mximo de
Souza.
Decreto n. 2.722, de 12 de Janeiro de 1861.
ApprovaosesMutos da caixa Unio Commercial
da capital da Bahia, reorganizada sob o titulo
de Caixa Hypothecaria.
Atteudendo ao que me representaran! Jos An-
tonio de Freilas e outros, e tendo ouvido a sec-
eso de fazenda do conselho de estado, hei por
bem spprovar os estatutos, que com esle baixam,
da caixa Unio Commercial, reorganisads sob o
tilu'.odo Caixa Hypothecaria da provinciada Bahia.
Angelo Moniz da Silva Ferraz, do meu conse-
lho, senador do imperio, presidente do conselho
de ministros ministro e secretario de estado dos
negocios da fazenda, assim o lenha entendido e
faga execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 12 de Janeiro
de 1861, 40jda Independencia e do imperio. Com
a rubrica de Sua Magestade o Imperador.An-
gelo Moniz da Silva Ferraz.
Governo da provincia.
Expediente do dia 5 de fevereiro de 1861.
Oflicio ao Exm. viscoodo do Sapucahy, presi-
dente do instituto histrico geographico do Brasil.
Envi a V. Exc, para que lenha o conveniente
destino, um volume contendo vistas photogra-
phicas da cachoeira de Paulo Alfonso, offerecidas
por Augusto Slall, residente nesta provincia, ao
instituto histrico geographico do Brasil.
Dito ao Eim. conselheiro Paulo Barbosa da Sil-
va, mordomo da casa imperial.Eavio a V. Exc.
acompanhada da carta inclusa um volume con-
tendo vistas photographicas da cachoeira de Pau-
lo Alfonso, offorecidas por Augusto Slall, resi-
dente nesta provincia, a S. M. o Imperador, afim
de que V. Exc. se digne as apreseolar ao mesmo
Augusto Soohor.
Dito ao coronelcommaoianledasarmas.Res
pondo ao Quicio, o. 71, que V. S. me dirigi em
17 de Janeiro ultimo, remettenio-lho por copia a
ioformago do director do arsenal de guerra da-
tada de 29 desse mez, e della V. S. ver que exis-
lera promptos, e podem ser entregues ao 9 bata-
lho de infantaria alguns dos artigos que o res-
pectivo coramandante reclama no ollioio de que
V. S. me remelteu copia.
Ao conselho administrativo recommendo nesta
data que apresse a compra dos objeclos necessa-
rios para completar os pedidos do firJsmenio do
referido batalho. Oluciou-se ao referido con-
selho no sentido da ultima parle do officio
supra.
Dito ao capito do porto. Fago apreseolar a
V. S. adra de ser inspeccionado o recruta Wen-
ceslao Joaquim Rbeiro, destinado para o servigo
da armada.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Haja V. S. de expedir as suas ordena para que
temporariamente seja posta disposigo do di-
rector geral da instrurgao publica uma das salas
do edificio da alfaudega, que lhe nao seja neces-
saria, para o servigo das aulas do curso commer-
cial.
Portara. O presidente da provincia, confor-
mando-se com o que propoz o Dr. chefe de po-
lica, resolve nomear para o cargo de delegado
do termo de Iguarass, o capito Francisco Joa-
quim Cavalcanti Galvao. Cmmuuicou-se ao
chefe de polica.
Dila.0 presidente da provincia resolve con-
ceder a exonerago quo pedio o lente coronel
Manoel Antonio dos Passos e Silva do cargo de !
1." suppcnte do subdelegado do districto da fre-'
guezia de S. Pedro Martyr e Curato da S de '
Olinda ; e nomeia para o mesmo cargo o capito !
Antonio Joaquim deAlmeida Guedes Alceforado.
Comraunicou-sa ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia atiendeudo ao '
que requereu o bacharel Hermogenes Scrates
lavares de Vasconcellos, juiz municipal da 1.a
vara desta capital, resolve conceder-lhe mais
dous mezes de prazo improrogaveis para apresen-
tago da apostilla de sua remogo.
Dita. O presidente da provincia, altendendo
ao que lhe requereu Jos Baptista da Fooseca,
consignatario do patacho nacional Luiza, resol-
ve conceder permisso para Antonio Mooleiro
Rodrigues matrcular-se, pndependente de apre-
sentago de carta de piloto, como capito do mes-
mo patacho na viagem a que est destinado para
o Rio de Janeiro ; devendo o referido capito
assignar termo na capitana do porto, palo
qual se obrigue a exhibir predita carta para ou-
tra qualquer viagem.
Dita.O presidente da provincia, tendo em
vista o que requereu Maximiaoo Francisco Peixo-
to Duarte, 2a escripturario da altanJega desta ca-
pital, e bem assim asinformages das repartiges
competentes, resolve conceder-lhe dous mezes
de licenga com vencimenlos na forma da lei para
ir a comarca do Garanhuns tratar de seus nego-
cios particulares.
Dita.OSr. gerente da companhia Pernambu-
cana, mande dar passagem de ida c volla, no va-
por Persinunga, para Tamandar, ao capito Ma-
noel Porfirio de Castro Araujo, e 2 pragas que
vo em servigo.
Expediente do secretario do governo.
Officio.O Exm. presidente da provincia man-
da communicar V. S. quo em officio do 1 do
crreme participou o inspector do arsenal de
marinha terem sido concluidos os pequeos re-
paros, de que necessitava o vapor Pedro II.
DESPACHOS DO DIA 5 DE FEYEREinO DE 1861.
Requerimenlos.
3718.Hilario Jos Paulo.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
3719.Joio Tiburcio da Silva Guimaraes.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
3720.Jos Roberto da Cunta Salles. Po-
gue-se.
3721.Joanna Mara da Conceigo. Informe
o Sr. chefe da dviso naval.
3722.Joo Facundes de Araujo. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
3723.Joaquim Pedro do Reg Brrelo:Di-
rija-se ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda
quem se expedio a conveniente ordem.
3721 Ulisses Juslinlanode Olivelra. Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
3725.Jos Baptista da Fooseca Jnior.Pas-
se portara concedendo permisso para matrcu-
lar-se o capito, independente da apresentsgio de
carta para a viagem que ost destinado o pata-
cho, ficando obrigado a mostrar-se habilitado pa-
ra outra qualquer viagem.
COMANDO DASARMAS.
Qaartel do commando das armas
de Fernambuco, na cidade do
Recife, V de fevereiro de 1881.
ORDEM DO DIA N. 73.
O coronel ommaodante das armas faz publico
para ceaheciment da guarnige e fias conve-
nientes, que cm data de hontem se apresentou a
esle commando, viudo do lermo de Goianna o
Sr. raajor do 9o batalho de infantaria Joo'do
ego Barros Falcao, tendo sido exonerado por as-
sim o haver pedido dos cargos de delegado e
comraandante do destacamento daqnelle lrmo
como tudo foi communicado ero officio da presi-
dencia da proviocia, datado de 4 do correte mer
mananlo S. Exc. o Sr. presidente da provincia
touva-lo pela maneira distincta porque se houve
na commisso de que foi encarregado.
Bera assim, que por outro officio da presiden-
cia datado do 6, tambem do correte, foi igual-
mente communicado ter o Exm. Sr. presidente
da provincia do Rio Grande do Norle dispensado*
da commisso em que all so achava o Sr. capi-
to do 10 batalho de infantaria Manoel Luciauo
da Cmara Guaran, o qual na mesma data se
apresentou esle commando e acha-se recolhido
a seu respectivo batalho.
Finalmente, que as inspeegoes de saude d'ora
em diante sejam s 10 horas do da.
Assignado. Jos Antonio da Fonceca Galo3o.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo
Alferesajudanlede ordenainterino do commando!
EXTERIOR.
O novo anno.
Bale s portas da elernidade mais um anno da
vida dos povos; vai, carregando com o peso, das
maldiges, sumir-se para sempre W abysmo dos
lempos.
Comeca a trra um novo gyro; sonda com a
humanidade novos espagos, e entra com ella pe-
las nebulosas regides do futuro, pedindo mais
existencia.
Mais existencia para que ? Para viver mais na
densa trevo,, para viajar mais nessa noito escura
do mundo moral, onde apenas brilham, como fa-
gos fatuos de cemiterios, as exhalagOes incendia-
das da intolligencia corrupta ?
Doploravel existencia essa I
Viver n'uma athmosphera physica, prenhe de
mortipheros miasmas, e que ameaga a cada mo-
mento com os horrores da pest-j, pode ser uma
vida de abnegagao gloriosa : respirar n'uma ath-
mosphera moral que ameaga matar a alma, um
pergo que todos devemos temer.
E esse o legado, que deixa ao novo anno, o
anno que vai lindar.
Viras tu, novo anno. remediar os males desta
Europa, e curar-lhe as chagas que lho abri o
anno lindo, em quaoto a arraslava polos charcos
do vicio, pelos despeohadeiros do absurdo e do
paradoxo, onde a virtude ireme, a razo vacilla,
o s a duvida paira sobre o abysmo?
Se o fiieres, se o comegares ao menos, as ge-
rages regislraro leu nomo cora lettras de ouro-
no livro de seus fastos.
Encontras uma Europa que esquega todas as
tradigoes de verdade, de eluvagao mo'ral e de no-
breza. Eocoolras homeos de marmore, cujos co-
ragdes a alchimia do inferno convertou do mar-
more em ouro.
E desses homeos de melal e podra que has de
fazer homens christos, homens para a civilisa-
go, homens para o progresso?
Deus lo abeugoe, e te guie, se tal tua mis-
sao.
Vers que urna parle dessa mesma Europa,
chamndose catltolica, vai na retaguarda da pro-
testante Inglaterra demolindo a igreja, amoldando
a thiara, vergando o bculo pontificio. Encon-
trars o veoeravel ancio da Roma Christa, o
vigario de Christo, o magnnimo Pi IX envollo
as sombras de profuula tristeza chorando amar-
gamente como em Jerusalem chorava oulr'ora o
prophela-rei, a devassido audaciosa de um filho.
a barbara vioganca de outro, a rebellio daquelte
que mais amava, e que lhe paga tanto amor com
a mais negra das ingratidoes.
Encontrars a igreja attribulada, e em prece hu-
milde ante os altares de Deus vivo pedindo para
si, dias menos procellosos, e para seu primeiro
pastor o conforto do co.
Encontrars aquella Franga gloriosa, aquello
estado hontem arbitro da Europa, hoje especta-
dor mudo e indifferente de todas as lyrannias,
que a jusliga agrilhoara na Italia, e a quem ella
foi cortar ascadeias com golpes de sua espada.
Encontrars a Gra-Bretanha, que hontem, en-
trando imprudente n'uma Iota desigual, sahira
della, apezar de vencedora, por alheio esforgo,
mais humilhada que o vencido ; agora orgulhosa
por haver com astucia recobrado sobre os tape-
tes da diplomacia o que perder no jogo das ar-
mas, a principal influencia nos destinos do mun-
do, pois que a Franga nao pode suster sobre a
fronte, o peso da coroa de gloria quo havia ga-
nhado nos campos das balalhas, e que j agora
nao poder ganhar de novo, seno pelo prego de
muito sangue.
Encontrars a Austria temorosa, ensaiando pe-
rigosas experiencias de remedios, que por tardos
a extemporaneidade converte em venenos, quan-
do o que convinha era combater, sem esperar
qu) o oimigo engrosse, e a sorte das balalhas se
tome mais duvidosa.
Encontrars um imperio forte, como a Russia,
uma nago organisada para a guerra, como Prus-
sia, ambas de bragos cruzados, olhaodo a procella
que avanga para ellas, e que tambem as hade
submergir, submergidos que sejam os diques dos
Alpes, Adige e Danubio.
Encontrars a descrenga universal, uma diplo-
macia, sem principios, uma poltica sem convic-
ces, antes de hontem christa, hontem musul-
mana, hoje scfkptica. *
Vers essesmesmos que um dia proclamavam
o direilo das nages opprimidas pela lyrannia do
alcoro, mandarem no dia seguiote suas esqua-
dras eseus soldados, contra as populages cliris-
tas que na anliga Grecia queriam annexar-so ao
novo reino de Alhenas, para oude as levavam
antigs tradigoes, homogeioeidade decrengas re-
ligiosas, de costumes, lingua e clima.
O inleresse mandava si-'ffocar o grito da liber-
dade as monlanhas da Thessalia, e entregar po-
vos christos, sequiosos de liberdade ao alfaoga
de Maforr.a; e assim se' fez. E pouco depois,
quando o inleresse da Gra-Bretanha pedia guer-
ra coaira o Quirinal, a philosopha do absurdo
proclama va o priocipio das annexagoes I '
Encontrars a Irlanda gemendo sob as garras
do Leopardo, e a Europa applaudindo.
Encontrars as Unas Jooias pedindo liberdade.
e a Inglaterra ameagando-as.
Encontrars os principados danubianos invo-
cando debalde a sua religio, para que os deixem
quebrar os grilhes do despotismo turco.
Encontrars o senso commum e a propria ra-
zo assombrados; o espirito sem torgas e des-
animado no meio desta lula contra o genio do
mal.
Na Grecia e junto ao Danubio proclamado o
despotismo e a lyrannia, condemnada a liberdade
dos christos, e agrilhoada por mos de christos
e pelas mos delles subinetiida i vara de ferro de
Islam : na Italia proclamado e sustentado o fatal
principio das annexagoes para lisonjear a paixo
ignobil de Qlhos ingratos rehollados contra sobe-
ranos christos, contra o proprio oai commum
dos fieis
Na India, na Irlanda, no Peloponeso uma ju-
risprudencia de despotismo brbaro; na Italia '
outra jurisprudencia de liberdade impa 1
Teras tu bastante eslorco e bastante espigo de




tlARIO DI rBfUUHBUQQb SEXTA. FE1B* Dft FEYEREIIIO DB 1861.
35
dias para rasgar do livro das vergoohas da Eu-
Topa esta pagina de infamias, e iroci-la por uma
de glorias, mi que a gvrago prsenle possa re-
gistrar o dia da resurr:t;ao' moral ?
So Deas o sabe.
Se o nao conseguiros do todo, eomega-o ao
meos, e ser abcngoada uo muudo a iua memo-
ria.
Tenhamos todoa confianza ees Deus; e nos
esperanzas, e deixou crer que ia ser mudado o
rgimen da imprensa. Perturbou cssa illusao a
segunda circular do Sr. ministro do imperio ;
porm v-e pela leitura dos jornaes que elle
nao a dissipou completamente. Essa circular
uso nos sorprendeu pessoalmente, nos a espera-
mos, e nao precisamos da violentar-nos para
fallar n'ella com saogue fro. E' alias, bulante
para nos o imitar a linguagem, por certo mode-
prncipalmente os bons (Unos desla trra nao es- radissirna, e portadas os modos mui conveaen-
quecaroos as promessas e Ciiristo ao primeiro
Alfonso.
Entra o anno de 1861.
Legitimalas Confianza ean Dana I
Resignaco na adveisidado, energa Da lula ;
acoderado nos das de vealura.
A barca de S. Pedro em borrasca.
Sao vas, e mais que vas as esperanzas da im-
piedade.
Aquella mislica barca, a barca de Pedro nao
ir jamis ao fundo. Esta barca um rochedo
iuaalaiel, que resistir semprea lodae qualquer
tontea la.
Parece-nos estar euvindo en annos passados o
grande e magnnimo pontfice Gregorio XVI,
faonrando-nos com as suas palavias, e no meio
de suas angustias nos dizia com prazSr isto mes-
tno ; e com islo se consultiva,' hutuilhando-se ao
mesmo lempo. Mas como todas as inedalhas tem
direito o avesso, aqui referimos o que nos acon-
tece u n'un des anuos passados bordo de um
barco de vapor, que seguia para o Brasil, em que
fie transporiavam algumasfilhas da caridade frsn-
ceza. Emiuante as esperavamos de volta para
bordo, acliando-so ali um joven desconhecido,ex-
clamou que uo goslava das irmas de caridade.
Depjis de urna polmica entro elle e nos, disse
que linha esperances do que dentro em sua vida
nao existira um so padre no inundo. Coi w Jn 1
Bem se v quanto era ignorante, que nao sabia
qual era a forma do governo da tgrej*.
Nao saba que a jerarchia ecelesiaalica, que a
principal, de instituirlo divina ; por couseguio-
t! que papa, uisno e clero, ho do durar l o fin
do mundo, porque Pedro ha do ser sempre infal
lirel, purque assim lh promelieu o Divino Mes-
tre, e quo tu lo quanto so prometteu a Pedro,
passou tambera aos seussurcessores, como se de-
clara uo concilio de Florein;a... ipsum pontifica*
romanum successorem esse beati Pelriprincipia
apostlo*um, e~l oerum Chrisli vicarium, tolius-
que eccle-iiic capul, el omneinchrislianorum l'a-
trein, ac ducturem existir ele.
Quasidous seculos anles linha oconcilio do
Lyo dilo fallando de S. Pedro., cujus romanus
ponlifex esl successor, cun potestalis pleniludine \ ques ao sutfragio universal que fundou
te. do Sr. de Peraigny. Este discute e di ra-
zos, um bom templo o uan aeimago ; vis-
to que ella s explica com a aoaaa poesa, evi-
dentemente licito o explicar-mo-nos coa tile.
IIt Juta cousas mui distiuclas na sexuada cir-
cular : a disposigocs possoaes do Sr. de Persig-
uy e um cursosiuhe de historia da Inglaterra
para uso da imprenta e dos joroalistas fraoeezes.
Sao excedentes as di3posiges, porm a ligo de
historia meuos irreprehensivel. Pensa o Sr.
ministro do imperio que o exercicio do polcr
dictatorial de- que est armado pelo decreto do
17 do fevercirode 1852 implica um gran Je espi-
rito de justica, de raoderaco o de lealdade, E'
para elle, diz o Sr. ministro, um caso de cons-
ciencia o nao consultar nenhom iuleresse parti-
cular para favorecer a achmatacao em nosso
paiz dos hbitos de discusso livro. Seote-se
em toda a sua circular um.profundo desdem
opprovago servil e um sincero desejo de coo-
tradlgo sena. Quer elle que a autoridade seja
esclarecida por meio do discusso. Nao depen-
de de nos que o seja em toda a circumstaocia, e
allm de j comegar, diremos ao Sr. ministro do
imperio que em sua circular ha cousas quo nao
sao claras e oulras que nao sao exactas.
Promette o Sr. de Persigny nao fazer liber-
dade do imprensa seno as reslricces exigidas
pelo respailo devido s leis constitutivas de nos-
sa sociedade, ao sulTragio universal que fundou
o llirono dos Napoleoes, o qual sullragio a ba-
se de nossas insliluiges. Se os escriptores s
querem a liberdade da imprensa para a manu-
tengan do estado, sao elles livres como na In-
glaterra ; quanto aos inimigosda ordem eslabe-
lecida s pode ser concedida cutre os povos de-
generados.
Eis bous sentimenlos, porm promessas moi
vagas. Appellamos para o proprio Sr. ministro.
Poderiaraos, por exemplo, sem faltar s leis
cousiitutivas de nossa sociedade, discutir a
constiluico, e propr a reforma delta se Ihe cn-
contrassemos alguns defeitos ? So nos desse a
phantazU do raciocinar respeito da arle social
de un modo geral, as nossas rcflexes abstrae-
las, mas podendo rigorosamente coiiverter-se
era applicages, seriam consideradas como ata-
o throno
tretanto protegen) essas leis com muita encocla
a liberdade e a propriedade do cscriptar.
No principio de sua circular falta o. 8c minis-
tro em excellentes termos no belfo- espectculo
que Ihe offereceti a Inglaterra, a lbereada de
impreosa. til a todos os partidos, diz elle,
invocada, respailada por todos, ella anua se-
gura garanta dni beerdadea publica*, da ordem
fl da prosperidade do paiz. a Eis, com effeito
um bello espectculo, e nos nos perguntaremos
porque tocio a tranca nao o offerece ao mundo
aasim como a Inglaterra.
Todos ooaoaaus goveraos Uveram medo da li-
berdade da imprensa, a
recepiss4 veracer el humiiler recognoscit... i dos Napoleoes ?
Ora, se o lal Sr. que conceba esperanzas da- i Se proposito da Inglatsrra, da Suissa ou dos
quella naturfza, soubesse ludo isto, e que se ti- | Estados- Unidos nos reconhecesso louvarura sys-
nha feito promessas egrej de sua resiencia s ilema de governo diverso daquelle sob o qual vi-
portas internaos; e que sendo Pedro a pedra que i vemos, aecusar-nos-hiam de minorarmos as ba-
coDslitue a base e os alicerces daquelle respeila- ses das nossas insliluiges ?
vel e inabalavel edificio, nao poda cahir, porque Nao ha uma queslo de historia quo directa ou
quaudo se arruioam os alicerces de uma casa cae indirectamcuto uao so relira s nossas inslilni-
juntamente com elles. (opiniao de um padro da oe3> qur p.issadus, qur actuaes. Poderiamos
egrej a j uao leria fallido daquelln maneira segu-
ramente. Ora, 8pplicando ludo isto persegui-
c.o quo se est fazendo na Europa, que se dizei-
vilisada o culta, egreja e ao seu chafe : dize-
anos que se estes senhores couhecessem a verds-
deira doutrina uo caminhariam como lem cami-
nhado al aqui.
Se as suas esperanzas sao da nalureza d s da-
quelle joven pouco sensato, saibain que soinu-
teis e vas.
Conslou-mc que ha lempos algum catholico,
que se acha em paiz do protestantes, dissera a
algum delles quo se Pi IX viesse a perder so-
berauia temporal. nadganhaiia o protestantismo,
mas antes mais [orea leria o catholcismo.
Isto nao deve servir de argumento para provar
que no seja til para a liberdaiede que precisa
o Suramo orarco da egreja a soberauia temporal,
que traz con sigo a sua independencia : uo, o
qoe se quer provar que os verdadeiros catholi-
licos nao se deixam intimidar pelos tormentos,
aem pela mort.
Osangue dos marlyres, regando o campo da
egreja, a ferlilisa immensamente. S. Pedro cru-
cificado no J.menlo, S. Calisto affugado no polo
de Traiisievere augmeutaram o esplendor da
egreja de Jess Chnsto ; e o mesmo diremos dos
diversos pontfices, que empunharam a palmado
ninriyrio.
Ncm por isto se interrompeu a marcha da egre-
ja. que at ao dia de hoje tem continuado, e que
continuar at ao iini dos seculos sempre nnli-
lacile, e sempre iriuraphante.
Apezar de indo, nao podemos deixar de la-
mentar o estado actual da egreja o do Summo
Pontfice gemendo entre as maiores angustias.
Nos somos por tanto filhos de um pao perse-
guido, e de una me Hurta, angustiada.
Apeaar da nossa f, ressenlimo-not desla ca-
lamidade.
Ora pois animemo-uos, a rovoquemos a nossa
e o fervor, do que precisamos para orar com
algum proveito.
As promessas do Salvador esto firmes : as
suas palavras oo fallam, era podem falbr : Bl
por he inferi non proealebunl.
A tempeslade grando : a barca parece a
ponto de ser eugulida pelas vagas encapilladas,
que a amoacarn : Ecce molus magnus factus al
in mari.
Quem podera imaginar que uma navegaco
eraprehendida por ordem do Salvador do mundo
baveria do ser lao trabalhosa ?
Quem pudiria temer que a mi.-tica barca f.i-
bnctda jior Dos, honrada com a sua presenta,
e guiada por ello mesmo ha de ser sujeila s
mais graves tempestades ?
E nao obstante ludo isto assim aconteceu.
A primoira tempestado aqui discripia pelo
Evangelho ful uma figura das outras.
O Salvador quiz exerciiar os seus dis:lpulos
como atholelas para os fazor intrpidos nos pe-
rigos futuros da igreja, quo haviam de gover-
nar : alheietas orbit terrarum exercilalurus est.
(S. J. Chrysost. bom XXIX, in S. Matl.)
Ue fado a barca de S. Pedro mil vezes se achou
exposta s mais hoiriveis tempestades, parecen-
do estar quasi a ponto de ser engulida polas va-
gas. Pareca ora prxima a ser destruida pelo
ierro, ora subroergida pelo erro, ora precipitada
pelas desordens, ora despedazada pelo scisma,
e quasi anniquillada pela poltica. Apesar de
ludo islo anda exisle, e continua a sua viagem,
nao podendo naufragar, porque no seu maslro,
ito na cruz so ergue Jeses Chrislo, na sua pd-
pa vai sentado n Padre Eterno, e a proa gover-
nada pelo Espirito Parclito. Ecclesia......pro-
cellis swpe vexalur, lamen nunquam potesl *h-
tinei- au fraguan ; quia in arbore ejus, id e$t,
i cruce, Chritlus erigilur, in puppi Paler re-
sidet, ouiernoor proram Paraclilut espiritus.
(S. Ambros. Serm. de Saln.)
Jess Chrialo dorma na barca, era par dar
lempo ao temor dos discpulos : Ut daret tempue
formidini, como diz S. Joo Chriaostoano. e d
a razio, duendo :
Si enim vigilante eo faca fuis/et empatas,
vel non imuissent, vel non rogastent. (S. J.
Ghrisosl hom. XXIX in S. Matl.)
Se livesse vendo a tempeslade estando acor-
dado, nao leriam temido,.ou nao leriam feito
oraco.
Ora pois actualmente J. Chrislo nao dorme,
mas quer que nos lenliaroos um temor seudavel,
e filial : inilium sapientict, timor Domini, e
o.ue nao cessemos de orar para applacar a sua
ira, que se acha lio irritada por tantas iniqui-
dades. Se queremos que passa a borrasca, que
serene a tempestado, e que venha a bonanca,
humilhemo-nos na divina presenta, e digamos
ao Altissimo as palavras do Psalmista.
Non me demergal tempestas agua, eque ur-
geatsuper me putens o$ suum (Ps. LXV1II 16 }
Quiula da Concebao, 29 de dezembro de
lOOv
Marque: d* Lavradio.
{Haco.)
Os doze annos que decorreram desde a revj-
lujo de 2t do fevoreiro, crearam entre nos uma
disposigao grave e reflectlda que repugna to-
dos os excessos, quer de enlbusiasmo, quer de
aDatimeDto.
Nao damos s cousas uma importancia exage-
rada, porm nao as depreciamos cegameote ; as
nossas infelicidades teem-nos ensinado, e ellas
sao um bom mestre. As nossas infelicidades
ensinaram-nos nao serraos mais que exigentes,
a nao repellirmos um bem pequeo na eaperan-
q de um maior, oo duermo ludo ou nada,
porque o pedir ludo ou aadageralmente o mais
seguro meio de nada ler. Foi cora essa espirito
de equidade incoolestarel e da imparcialidade
, xazoavel que acolbeioos o decreto de 24 de no-
vembro Por certo que eseo decreto nao aalii-
e* todos 05 Tolos, porgue dispeitoM nuitfs
urna victoria tazando resiricQes ao exercicio
deasa Hoerdade. Sem a liberdade, Jlodoo nau-
fragarao; o que Ibes leria acontecido de peior se
oa joraaes (osseai livres? E quem ousaria dizer
que a liberdade nao os salvarla? Todos os par-
tidos recorrer a poder absoluto, e todos aea-
bando porsoftrer, acabaran! por amaldigoa-lo.
Como se perder esta licc.io ?
O Sr. ministro do imperio nao pode haver fal-
lado em lo bous termos da lioerdado da Im-
prensa sem estar convencido de que essa liber-
dade urna das necessidades do nosso lempo.
Parece pois imposslvel que a experiencia, a re-
flexao t um exacto conhecimento das disposi-
{des da opiniao publica oo o levem tarde ou
cedo al o Um di vereda aberta pelo decreto de
24 de oovembro. B isto o que explica poique
a espranos de alguns sobreviven i segunda cir-
cular. O Sr. de Persigny viveu sobejamonte na
Inglaterra para nao ver o que decorre mais.cla-
remente di historia dessa grande naeo, a sa-
ber : que um governo tem por garantas todas
aquellas que as d, e que as barreiras legaes
que se irapoem ti si, defendem e robustecer seu
poder em vez de circumscreve-lo.
A. Peyrat.
Lia Prfisse.H. Duperron.)
cuidaram alcancar gole de inconsiderados o acompanha. a armados
Vendo quoaiada assim pouco consegua, ehe-
ga-se a um votante govertista e ordena-lhe que
puse pata a lado liberal, este nega-se a islo e
chacoteo. Carlos Pereira de S que presencia o
laclo, aiiaa o volante e depois narra o caso, bem
como qoe o jai/, municipal dentro mesmo da i-
greja passra ordem de prisie fioolca o hornea
que liaAe aearagem de votar coate quera, o cao
como lnaerdaaava o juiz (falta-me o termo para
qualilica-lo, pois oao.quero dizer insensato.) E'
iato basUute pan. que o Dr. Aurelio, que s res-
pirare dseordem, procure a Carluo Pereira de B,
e eoconlrando-o tome-lhe aattafacko. Uat mo-
da petijao, tinham representado centra a valida-' .. a.
de da eleicio de um. das freguozia. par. julmlS^^ S^nn^uV!! ^.""'-'"V8
de paz I 11 O Dr. Simo da Cunha, qt presid t!^ fJ7'TA!', re laJoA mu lus nao che-
no impedimento do nr. P.rtm r...! Lk- ? "**" PorDao ** s"1 lePo desie-
de MoV Tendaos arU." 1Nta lei do 1 de "?^ commnd*^-
outubro d i%a .:! I. .!.i; ... _, -1 as Aonotaatao que me tem (
invocar as recordaees impunomento e apresen-
lar contrastes hUtoricos ? Eis as nossas incer-
tezas. Nos as sentimos por mais de uma vez ha
oito annos ; a circular no-las disperla mais vi-
vas e submeltemo-las lealdade do Sr, ministro
do imperio.
Essa lealdade a nossa nica salva-guarda.
Em balde prometle-nos o Sr. ministro haver-so i
na repressao dos delictos da imprensa com a
maior equidade e moderagaa, nao atteuder
uenhuma consideraco partbular ; eremos na
sinceridado de suas benvolas iotencoes, mas
nem por sso ali miamos um passo.
Em quanto nao foram claramente definidos os
delictos que podermos corumeller, eslaro em
nosso espirito os obstculos que talvez nao este-
jam no decreto, e o jugo, que sofTremos, imagi-
llinus-Geraes.
Cidade do Serr, 8 de jaueiro de 1861.
Eocarregado de noticiar-lho os acontecraen-
tos da quadra eleitoral em o norte de Minas, prin-
cipiaren pola municipio do Serr, onde o orison-
le poltico se apresentava carregado de nuvens
sinistras, que felizmente sedissiparam, grabas ao
sentimeulo ordeiro deste povo, que lem uma e-
ducaco poltica bem formada para nao confun-
dir a liberdade com a licencia, agilagao daquel-
la com os desvurios desla.
Nunca a lula eleitoral aqui foi precedida como
agora do lo intensa cxcltuco nos espiritos. e de
to lenazes esurcos de ambos os lados polticos
para o triurapho de suas ideas, mxime na fre-
guozia da cidade, onde afinal a opposicao con-
centrou todos os seus recursos. Era sede do 6o
dislriclo eleiloril, onde o partido conservador
triumpha ha um quarlo de seculo, que a opposi-
cao engrossada pelas carnadas que se Ihe aggre-
garam no dominio da conciliaco. pretenda to-
mar de assaito e aQlrmar o seu peodo Irium-
phante.
A opposicao animada pela longanlmidade do
governo, pela completa absteng-o da autoridade
policial, pela prudencia talvez exagerada dos
ciiefos conservadores, o pelo concurso apaixonado
do uiz municipal do termo, a do lenlo coro-
nel do batalhao da cidade, eoraecra de tonga
data uma cruzada tcmivel contra oa governistis,
I servindollic do armas a ameaca, a iulriga, a pei-
ta em larga escila, e a violencia, uo logrando
retnr seus advorsarios da senda de prudencia e
rigorosa legalidade que se haviam tragado, e que
se coadunara cam os saos principios por elles
sustentados.
K ii.ui o dia 30 de dezembro entro as sombras
do uma desconfanos e susto geral, e como que
nario, se o querem, ser sempre mais pesado "do no"ldU se menUran as esperancas, bem que
... n a.an...-> = ..~-------------...:. c- i.n.- udo lizesso temerse com razao, pela publica
que o suppoo e do quo o quereria o Sr. de Per-
signy,
Tem-se dilo muilas vezes que a liberdade con-
siste cm estarraos sujeilo s s leis. Segundo o
nosso pensar, isso falso, e Turgot disse cora
toda a razo que nao en lirre um hornera oppri-
mido por uma lei injusta. Ao menos, porm, se
ferido, & com conliecimoulo do causa, isto c,
po: causa de um delicio previsto e inscripto na
lei. Em quanto as infraccocs pelas quaes ora
jornal pode ser advertido, suspenso, suppriailo,
nao ferem claramente definidas, ser a nossa
nica garanta a tolerancia do governo.
E essa tolerancia, por maior que seja, nunca
valer para a imprensa uma lei lio severa como
a suppoera. Isto leva-nos fallar na liberdade
de que gozam 03 jomaos na Inglaterra. Tudo
que o Sr. ministro do imperio diz este respeito
em sua circular repousa, segundo eremos, n'um
equivoco e n'uma confusao de datas.
E primeiro farernos uma observado que nao
so applica smeule ao Sr. ministro do imperio.
Em todas as pocas sob todos os regimens, hou-
vo homens para sustentar que as livres insiitui-
Qes da Inglaterra nao nos eram applicaveis ; e
esses mesmos homens, a penas notram uessas
inslituices um ataque realou apparente liber-
de, apressaram-se em vo-las offerecer por mo-
delos.
Nao esta a primoira vez que assignaiamos
lal ronlradicjio. e que refutamos os argumentos
tirados da legislaco ingleza ; porm, como a
circular repele esses argumento", tantas vezes
refutados, mister repetir a refutaoo. Diz o
Sr. de Persigny que os Iuglczes nao gozaram
sempre da liberdade de imprensa, evidente ;
porm esquece accrcscentar que depois de have-
rem conquistado essa liberdade contra a 3utori-
ridade que a dispulava a elles, nao a perderam
mais. Esquece tambera flxar as po:as e preci-
sar as datas, que entretanto teem aqui uma im-
portancia particular.
Foi a cmara colligada quera deu o primeiro
golpe serio na liberdade da imprensa por meia
de um decreto de 1637. As disposicoes desse
decreto, conservadas pelas ordenanzas de 1643.
tranq lillidade. A cidade, chea desde a vspero,
piumettia grande reunio, e cooseguintemente
agiiacao e pengo na matriz por occasio da for-
tnac.io da mesa, lendo a oiiposico propalado que
uo consontiria tomar parte na mesa um joven
cleitor, activo o intelligeule, que os consarvado-
res desde 1856 lem ekitopara membro delta.
Contra a geral expectativa, vio-so o vasto m-
bito da matriz quasi vazio ueste acto, estando
presentessomcnle os eleilores e supplentes, al-
guns cidados votantes, e cerlos exploradores
Uma medida, embora illia de pensameolos en-
contrados, fura igualmente lomada pelos chefes
ilc- um a de nutro lado; os volante* de fora da
cidade, e mesmo muitos desta se conservarais
as hospedaras parase apresentarem, propor-
i.'iio da chamada.
A opposizo erapregra este recurso aflm de
ler livres os seusnomens de aczo, que deviam
accommetter e invadir, levando" a confusao e a
desordem s phalanges govcrnislas ; os conser-
vadores, ameslrados pela experiencia, e guiados
cela prudencia, haviam acoosellndo seus ami-
gos que se furlassem aos commettimenlos dos
opposicionistas, para desla arte garantir-so a or-
dem que perigava.
Pouco antes le principiar a chamada, chega-
vam diversos grupos, que tomavara um ou oulro
lado do templo parase desenminarem, ento in-
dividuos da opposicao tcntaram por vezes arran-
car volantes goveroistas do lado em que estavam,
ompregiindo o soborno e mesmo a violencia.
A franqueza dos volantes, a vigilancia e pru-
dencia dos chefes conservadores, que se faziam
surdos e cegos toda a sorte de provocazes,
ovitou nosse dia a desordem, permanecendo os
partidos dentro do templo em quasi perfeilo o-
quilibrio de numero, nao sendo possivel con-
cluir-se a chamada do districto da crdade.
Na tarde do dia 30, quando ainda se trabalha-
va, chesou debaixo de grande aguaceiro uma
forte columna do volantes conservadores do dis-
lriclo de Itamb, que com sua prosenga dissipou
os ltimos raios de esperanca para o partido li-
beral. Nessa occasio houve algum tumulto deo-
a tro da igreja, o qual serenou-se instancias dos
1617 e 1652, consagradas pelo estatuto de 1662 chefes conservadores. Na porta da hospedara
e renovadas em 1669, foram supprimidas em |d baro da Diamantina ia tendo lugar um fado
1694. O decreto de 1637 foi promulgado porum .quesera de funestas consequencias.
tribunal Ilegal e cheo de iniquidades; as orde- | A chuva cahia a cantaros, e mesmo assim a
nangas de 1643 o 1647 foram estabelecidas por | multidose apiohava no adro da matriz para ver
urna cmara mutilada oude a espada era a nica .desfilar a numerosa columna do votantes de I-
lei. As de 1652, 1662 o 1669 lembrara, a pri- i tamb, que ao passar pela porta da supradila
raeira, a poca em que lodos os direilos erara ImspeJaria vio ra um nunhado de audazes que
confiscados pela tyrannia de Cromwell; as duas tentou cortar-lhe a marcha. Juslamente;eslimu-
outras, o lempo em quo a restaurago, aQm de lados os volantes do Itamb, dispo-se a" reagir,
oppnmir impunemente a Inglaterra o immolar quando o coronel Ribeiro de Paria, que a-
seus mais Ilustres cidados, renovou, aggravan-
do-as, todas as leis destruidoras da livro mani-
festazo das opinies. Nao isto por certo o
que o Sr. de Persigny quer propor-uos e pro-
poe-nos por modelo.
Lendo-se a circular, poder-se-ia crer quo essa
oppresso dos jornaesdurou muilo tempo depois
da revolugao de 1688. Seria um erro. O esla-
luio de Carlos II, publicado em 1662,expirou em
1679 ; foi reslabelecido por Jaques II, conserva-
do at 1692 e prolongado al 1694. Mas, diz
Blockstone, ainda que o governo flzesse algumas
tentativas subsequentes para faz-lo reviver. re-
sisti o parlamento lo fortemente que elle cx-
pirou em flm sem voltar, o a imprensa tornu-se
livre na propria oceupazo desta palavra em 1694
' a desda ento o foi sempre.
Desde essa poca, islo durante cenlo e se-
tenta annos, nao se fez liberdade da imprensa
nenhum ataque serio, a nao se cila uma ques-
lo qualquer, poltica, econmica, administrati-
va, pbilosophica ou religiosa, cuja discusso nao
fosse perfeilo e absolutamente livre. Desde can-
to e setenta annos que existe a liberdade da
imprensa sob a garanta da lei; porm o legis-
lador, consagrando easa liberdade, previo que os
escriptores podiam abusar della, commelter de-
licias e crimes. Os escriptores e os jornaes po-
dem pois ser aecusados e punidos; mas nao po-
dem ser aecusados se nao sob formas judicia-
rias, regulares, publicas a punidos depois de
aecusago a de defeza.
Os jornaes ioglezes esto pura e simplesmente
submetlidos ao direito commum. Sua liberdade
garantida pela lei geral que assegura a cada
cidado a liberdade e a prosperidade. Todo In-
gles tem o direilo de fundar um jornal a para que
esse jornal seja coodemnado, mister uma aeco
criminal e uma sentenza do jury. E ealas ga-
rantas nao sao de data recente. Ha quasi cem
annos, em 1763, Wilkes publica o seu Ensato
sobre a mulher. O ministerio, mandando ap-
prehender esse livro, esquece algumas formali-
dades. Wilkes leva os ministros i barra dos tri-
bunaes que oondemnam lord Halifax e lord
Egreanont a cem mil francos de multa.....
140,000,008 re.) por terer infringido a liberda-
compaohava a columna, arroja o seu cavallo ao
lugar do conflicto ; os audazes o vem e recu-
sam, e a columna contina sua marcha para a
hospedara que Ihe est preparada. A ooiee
corra mais ou menos tranquilla, lendo os con-
servadores posto uma guarda urna volunta-
riamente, alm da que linha de fazer este
servgo oflicialraente ; pois cumpria evitar al-
gum lour de forc da opposicao despeitada e en-
ralecida. Alia noile um grupo de inconsi-
derados se dirige porta do depotado Cruz Ha-
chado, que em tua coto tinna grande numero da
hospedes, e cora elleo pernoitara, deixando em
outra sua familia ; e o grupo ia invadir a casa,
o apparecimento do Sr Cruz Machado janella
cxecusso ao pro-
de punhaes e cceles avanga para Carlea, que, ar-
mado de um guarda chuva, faz frente al entrar
em uma casa, livraodo-.e a sai a dos aggressores,
entre os quaes campea o juiz municipal ; a lula,
porm, 6 travada na aorta da igreja^ e Kaymuo-
do-que vioro em eoceorro d* Carlos, leva uma
tremenda cacelada na cabega, e ensanguentodo,
agarrado pelo proprio juiz municipal e seu es-
crivo, e levado aenxovta, emquonlo que o juiz
municipal v a seu lado livre e airoso o caco-
lista.
Quando estes fados ao passavam, grande dit-
cutdade, trabalho insano tiveram os chefes con-
servadores pars evitar que o alarido e a lula se
propagasse ao recinto da matriz, onde, apezar
de lodos os posares, se fazia regularmente a
chamada dos votantes do districto de Itamb,
que se pretenda aterrar e confundir.
Em acto successivo, o juix municipal faz
circular o boato de que ia varejar a casa kdo
depulado Cruz Machado, que logo depois entrara
na igreja, e nella se conservou com seus hospe-
des, coohecendo bem a giria para distrahi-lo, o
excitar o animo destes; e de feilo, o juiz muni-
cipal acompauhado de seu indefectivel escrivo,
para l havia partido, e percorreu a casa, em
demanda, dizia elle, do um individuo que l nao
encuntrou, e mem no rol dos culpados 11! lirai-
to-me a historiar os factos, deixiodo ao leltor a
tarefa de os moralisar.
A nimia prudencia, a completa resignaco dos
conservadores assim posta prova, e nunca se
desmente, seguindo risca o conselho do Dr.
Simo da Cunha, que, trepado em um tambo-
rete no centro da matriz, bradavameus amigos,
seja nossa nica represalia a votago III
Ao por do sol terrainou-so a 2.a chamada, sen-
do aouunciada a 3.a para s 9 horas da mauha
do dia 1." de Janeiro.
Eslava decidida a victoria dos conservadores ;
a exallagao dos espiritos liuha att'ingido a um
grao elevado.
Logo depois de anoulecer corre o boato do
que se faria uma graode reunio de inconside-
rados em casa do juiz municipal, donde, prece-
didos do uma banda de msica, sahiriam a per-
correr as ras e insullariam em suas propras
casas pessoas conspicuas, e quo assim dislrahida
a allengo dos conservadores para a seguranga
do suas casas e familias, seria roubada a urna.
Principia a reunio no lugar dado, vociferages
iusulluosas fazem-se d'ali ouvir tudo pareca
prestes para a execugo do criminoso projec'cr.
O subdelegado de polica, inteirado do projecto,
ofBcia ao juiz muoici, al, e o delegado de polica
se aprsenla a providenciar, c a requisigo do
juiz de paz presdeme da meza reforzada a
guarda da urna com 50 cidados, que volunta-
riamente a isso se presto sob a direcgo do um
que allia a prudencia energa.
A alvorada nao teve lugar, pareca prevenida
a tempeslade, quando s 2 horas da madrugada
ouve-so um tiro na ra Direita, pareca ter sido
o slgnal ajustado para dar-se
jecto.
O juiz municipal, o lenente-coronel Sebastiao
Rabello e seu Irrao Dr. Rabello sahem da casa
do primeiro armados de pistolas e punhaes,
correm porta da matriz, onde enconlram tran-
quillos alguns guardas do 3. esquadro de ca-
vallaria de guarda nacional que guardavam a
urna, e entre estes ao guarda nacional Carlos
Pereira de S, contra quera o juiz municipal
preparara a lula do dia naquelle mesmo lugar;
aliram-se a elle, apontam-lhe pistolas ao peito,
e o juiz municipal d-lho a voz de preso, e sera
allengo otliciul que coramandava a guarda,
coirduz a Carlos para aonxovialll a resistencia
era faliciraa, ordem era ioiqua, mas foi obede-
cida para evitar consequencias funestas, e do
que ella era apenas o primeiro lo.
Carlos, guarda nacional de cavallaria, sem ter
commellido crime algum. arrancado da guarda
de que fazia parte, e levado pelo juiz municipal
para a enxovia, onde passa o rosto da noute,
sendo solt no dia seguiute em virtude de habeos
corpus, concedido pelo juiz do direito.
No dia 1. leve lugar a torceira chamada, e o
numero das cdulas recebidas, contadas o nu-
meradas, elevou-sca 969; a apurgo durou at
o dia 4, triuraphando a chapa dos conservadores
com uma maioria de 160 votos sobre a dos con-
trarios.
No dia 2, depois do concluido o recebimenlo
das cdulas, nao se podendo allribuir os actos
do delegado a interferencia na elcigo, ou a
plano de influir sobre o animo dos volantes,
cumprindo-lho vigiar pela seguranga publica,
requisilou do coraraando superior pragas em
maior numero do esquadro do cavallaria que
sob o commando do capito da 2.a compauhia,
faziara a guarda nocturna da urna, e rondavam a
cidade.
Na ultima noule, correndo boalo de novo pro-
jecto de roubo da urna, mais de 8tl cidados
voluntariamente so apresenlaram na matriz ao
capito commandanlc da guarda, e passaram era
sua companhia toda a neule.
Terrainou-so assim a lula, obtendo os conser-
vadores uma victoria quo lhes foi disputada por
(oda a sorte de meios, inclusive o dispendio de
grossas sommas.
J sao conhecidos os resultados das eleices
de mais 6 freguezias do municipio, obtendo a
opposigo apeuas os 6 eleilores da freguezia de
Milho-verdo o S. Gongalo, onde preponderara os
prenles do Sr. Otlooi.
Te?m, po3, os conservadores 110 eleilores j
sabidos, e conseguiram tambera em cinco fre-
guezias fazer supplentes, em quanto a opposigo
conta apenas os seis de Milho-verie, e talvez os
seis de Jacury, para onde os chefes conservado-
res oo lomaram providencia alguma, devendo
esperar triumpho se as tivessem tomado, porque
ali os conservadores e lo em grande maioria,
mas nao teem juizes de paz e estes consliluindo
a mesa em selembro, impediram a elcigo desde
que se viram em minora, o que provavelmente
se lera feilo agora tambera, se os conservadores
concorreram urna.
Passando do municipio de Serr pertencenle
ao 6. districlo, ao da Conceigo annexado ao
2., e cujas fregueziaa eram de 5." (Serr) e do
4." Itahira], vejo que os factos se encarregaram
de provar, que essa annexago nao teve por
motivo, como se escreveu ahi na corte, nao po-
derem os amigos do Sr. Cruz Hachado obler nem
a 6.o parle dos eleilores do municipio; por
quanto, compondo-se elle de cinco freguezias,
as tres, de Santo Antonio da Tapera, Itamb
de Mato-Dentro e Nossa Senhora do Porto do
Granhdes, que dao 29 eleilores, triumpharam os
conservadores, sendo para notar-so que empra-
gando os pseudo liberaos da Conceigo todos os
a
fe lo recuar, mas em desforco, e em alguma dis-1;
O dia 31 linha sido destinado pela opposigo
para dar marcas de sofTrimenlo ao partido con
triumpho.
Na freguezia do Morro do Pilar, que d 9
vam candidatos conservadores pelo 2. districto.
maneceu sempre superior todo elogio, o foi a
nica garanta de ordem que tivamos.
Quando s 10 horas da manba se drigiam os
volantes conservadores para a matriz, houve
quem de sua propria porta e armado de um mas-
so de olas, gritasse 1O0J) a quem volar com a
opposigo 1 10:300$ para cem votantes e 5:000)
para quem conimanda-los III era um membro da
opposigo que assim lnsultava a seus coaeida-
dos; insulto que teve de repetir no proprio re-
cialo do templo, e que foi respondido com um
profundo silencio da mais profunda recordago.
A opposigo pareca accommetlida da um de-
lirio furioso, por todas as maneiras procurava
a lula e a desordem ; o juiz municipal Dr. Aure-
lio A. Pires de Figueiredo Camargo, mostrndo-
se o mais empanliado nesta ominosa tarefa, coa-
quistou inaufeiiveis direilos a uma triste celebri-
dada. Elle taina parto aas questoes mais insg-
ficautes que se suscitan) junto meaa a qua qaer
impr, nter roa pendo aot quo fallam a servindo-
te de um tom provocador o arrogante; ella faz-o
acompanhar do 1 tabellio, e accommette as tur-
mas de votantes conservadores, a em tom dea-
meoga pergualt-lhos pelos nemas, dizondo que
de o o propriedade > de. .Wilkes mandando ap- i ha antro alies criminosos que bao da ser iofalli-
prehender seu livro. V-se, pois, que te a im- i velmanta presos, com o qua conseguio que al-
praosa ingleza est sugoila, como diz o Sr. mi- gunt otantes ratos da animo se puzeasem ao
oufca do imperio, a loi i um eotcoao rigor, as> iceacou
pelos quaes tomassem interesse, limitaram-se
no dia3a nao confundir seus votos,e anda assim,
tanta a forca que o partido conservador tem
ali, que nao abalando todo o abandono, que cer-
tamente nao merece louvores, a victoria lhes
esespou por dous votos.
Na freguezia da cidade da Conceigo ba um
grupo de concillados que se enlregaram em cor-
po e alma aos psoudo lberaes, e que tornara
renbida a lula, se par ventura o mesmo mo-
tivo que determinou o procedimenlo dos conser-
vadores do Morro, nao livesse acontelhado aos
da Conceigo que abandonassem o campo.
VS-se pois que no'*'municipio Da Conceigo,
abundam tantos elementos para o partido conser-
vador, que este sem centro director, sem por-
fa mesmo, elegeu quasi matada do corpo elei-
toral.
No dia 7 de janairo deu-te aqui um faci que
merece ter mencionado pela sua orginalidade.
Reunida a cmara municipal do velbo quatrienio
comnost em parle de supplentes, por motto de
praprietarios a impedimento do um destes, es
merabros da opposigo baro do Diamantino a
jMaooei do Nasoiraenlo Moura pretendern que
se Befase posee aoa vereadares eleitos, aob o
Bapacifoo pretexta da que alies usando do dixeilo
outubro de 1828. que sao terminantes, nao per-
mUlio que se discutite o mogo pee manifest-
acato illegal, a caamoa oa vereodows a
a tomar poise, oqata leve legar, torneado o
algum tanto turnattiatrio ao duus a-ver
suppleoles prlmitivea, cota os toua protestos.
Batallada a nava cmara aaa da aaaa meoaaree
indicou que se Lavoaae o occorrilo ao coaaeci-
mealo do Exm. presidente da proviacia, o aaoti-
vando a indicaga, faz soolir que o obstculo que
se pretender por 4 peasa dos vereadores eloitos
se fosse levado a effeito, seria motivo de respon-
sabilidade, ao que o bario da Diamantina decla-
rou qua quera ser processado, comanlo que le-
vasse a effeilo o seu projecto, estando eolio j
como simples espectador.
Este facto prova como a opposigo no Serr
respeila os diroilos conferidos pela lei, e tem o
instiocto da desordem. Burlado o plano do ba-
ro da Diamaolina pela energa do presideote da
cmara, o dos vereadores reoleitos e eleitos, tor-
nou-se uma verdadeira farga em face do publico
que assistia ao acto;
Commuoicar-lbe-hei o resultado da eleigo
nos municipios mais ao norte deste, medida
que delles or tendo conhecimento."
- 16 -
Nada tenho hojo a ooticiar-lhe quo possa sa-
tsfazer a sua curiesidade e a de seus leilores :
excepgo dos quexumes pelas iocessantes churas
quo aqui caliera desde 23 do mez passad, de
pouco mais se traa oas raras reunies que por
aqui ha, a nao ser da queslo eleitoral, que
ainda a ordom do dia.
Pelo que diz respeito ao resultado provavel
desle districlo, nao Ihe posso dar uma idea se-
gura, e nem creiu que alguem ooaossa fazer, por-
quanlo, i proporgoque se approxima odia da
eleigo, menos consistentes vo parecendo os
clculos das candidatos : uada meuos de onze
persistem em disputar a victoria, e para todos o
terreno se moslra ora Orine ora movedigo : se
unsappellam para os principios polticos, res-
pondem-lhes :e como preferistes na orgauisa-
g.io da chapa um adversario da vespera por um
correligionario de sempre ?Se este oulro diz
que tem direito aos volos porque fez os eleilores,
respondem-lhe aquelles :uo, os eleilores sao
do partido, e vos nao representaes o partido ;
outros dizem ainda :os partidos nao esto ex-
tremados, e, pois, todos tem direito de represen-
tar o paiz, islo o paiz sem partidos. Aqu uiu
faz consistir o seu direilo em ter sido o ultimo a
apreseuiar-se candidato, all oulro allega ter sido
o primeiro ; e eis o como correm as questoes elci-
loraes era um paiz que se diz regido pelo sysla-
ma representativo I
Concluida a eleigo, ha de ser preciso que al-
guns dos eleitos, cujas opinies nao forera ja bam
condecidas, veuham fazer a sua proflsso de f
para que so fique sabendo que principios vo
advogar na respectiva cmara.
Bem fez o Sr. commeudador Carlos P. do Fi-
gueirelo, que oo deixou para enlio a exhibigo
do seu prograinraa.
No Noticiario do Bem Publico encontrar a
noticia de achar-se esto dislinclo mineiro testa
de uma empreza que tem por Om nada menos
que abrir novas o largas ras ao commercio, a
industria, e desenvulvimeuto da provincia de Mi-
nas, islo a abei tura de uma estrada que par-
lindo desla capital v ter ao porto da Simeira so-
bre o Itabapoanna, donde para baixo uenhum
obstculo offereco o rio urna navegago fcil e
segura. Parece, que, feilos os indispensa/els
exames e exploragoes, se reconhecer que apenas
se ter de vencer urnas cincoeala e tantas leguas
para ligar esta cidade com a agua, o quo nada
em comparagao dos beneficios que ho do provir
nao s a esta cidade como aos municipios de Ma-
rianos e Ub, cujos pro Judos induslriaes tero
33sira rpido e commodo transporte para o gran-
de mercado.
Saudemos, pois.com o Bem publico, cheios de
jubilo, a nova erapreza, o tazamos volos para
que o Sr. C. Pinto encontr nos poderes do esta-
do e em seus patricios a auiuago a auxilios de
que merecedor.
Do mesmo noticiario do Bem Publico vejo que
neahuraa noticia desagradavel lem chegado
quanto ao modo porque correram as eleizes,
lendo havido apenas alguma excilago nos ni-
mos om algumas freguezias, como "proprio em
taes pocas.
Coincide isto com o que lho prognostiquei em
urna de rainhas anteriores cartas ; entretanto
cumpre ainda aguardar as noticias de todas as
freguezias, pois infelizmente at nisto soffre ex-
cepzoes a regra ; de uma carta que tenho vista
se colhe a lamenlavel noticia de que na freguezia
de S. Sebaslio dos Aducios, do municipio de
Ub, houve vias de facto donlro da matriz, resul-
tando alguns ferimentos e derramamento do san-
gue, o qoe obrigou o diguo parocho a declarar
interdicta a igreja.
A racsiiia carta diz que, tendo o governo da
provincia nomeado para essa freguezia um sub-
delegado em substiluiro do que o era e fallece-
r, nao dora o respectivo delegado execuzo ao
acto do governo, o qual expediodo segunda via
da nomeago, na supposizao de se ter extraviado
a primeira, e nao obstante ser esta apresen'ada
ao delegado pelo proprio nomeado. nao fra ainda
assim dada a posse ao nomeado ? Deve se infe-
rir que a falta desta autoridade dera lugar s o:-
currencias da eleigio ; mas estamos certos de que
o governo procurar informar-so de todo o oc-
coriido, e providenciar em ordem que, a ler
havido abuso, reconhecam as autoridades subal-
ternas que lhes nao licito oppr impunemente
o seu voto sordens do mesmo governo. Que se
atienda lambem a que se nao realisem as amea-
ca de recrutamento e outras perseguigoes que,
diz ainda a mcsuia caria, se flzeram por occasio
oa eleigo.
Os conservadores do Ub, qaeixam-se de se-
rena assim torturado*, nao obstante acharem-se
era maioria, como o provarara no triumpho que
liveram na elcigo da cidade sobre as autoridades
que eram todas da chapa contraria.
Publicou-se na cidado da Diamantina, no dia 30
de dezembro, um peridico que se denomina
O Jequilinhonha, e que dizendo-se do partido
liberal aprsenla o seu programma poltico nos
seguintcs Ires artigos:
1." Execugo fiel da constiluigo poltica do
imperio, lorn'ando-se eflectiva a diviso dos po-
deres estatuida iu artigo 9, conseguintemenlo a
reforma da lei de 3 de dezembro de 1841.
2." Pleno exercicio do direito eleitoral, de ma-
neira que a liberdade do voto seja uma realidade,
e que possam ser representadas todas as opinies
do paiz.
3.a Doscentralisago administrativa, quanta se-
ja necessaria ao desenvolvimento e prosperidade
das provincias, sem prejuizo do anidada do su-
premo governo do paiz.Ainda bem.
P. S.Corre que foi roubada a uma eleitoral
na villa de Ilajub, tendo havido'Violencia e feri-
mentos.
-20-
Ingrats tarefa a de um correspondente, que
lendo tomado o compromisso de dar algumas no-
ticias do que ra por uma provincia, nao acha
ondecolh-las, cu nao encontra mesmo o que
referir.
Dir porm V. : Como I pois em vesperas de
duas importantes eleizes, uma de senador e ou-
Ira dedeputados pela mais populosa provincia
do imperio nao ha nada quo altere os espiritos e
produzo alguns lacios dignos de mencionar-se?...
q*e me t^m chegado. alm das que
ji Iba tenho communicadoem mohas anteriores.
ta^mm .,?* *|oa da nabo de hh, en a o
"tfl Tli f Ifc*'b, a oetro ao aatla ao ar-
raul do HioMoaoo, do municipio da Biaauatina
aatajotlla irneat ojea acroaaahade de vias de be-
ta, atas noata lantoa que -----laata.
O partido canteeaador. eooa quinto mal appa-
relhado por ter sido o ultimo a tocar a sua cha-
toada, e talvez por estar enfastiado do o cenaide-
rareoa a tolo teatpe no poder, laaoaaeaataiajda
mais feliz do qoe o liberal, veneeado aaa aaoiio
maior numero fregeezias do provincia ; aaaa cao
sei se lograr o fructo do seu' trabalho, vislo o
randa numero do candidatos que lem em ledos
os districtos ; o quo Ihe poder valer que a mo-
lestia conlarainou Umbem os seus adversarios
cm uro ou outro lugar, per exemplo. no dislriclo
ue sabara, onde parecendo lo natural e segura
a candidatura do Sr. Oitonl, est um pouco ea-
.5uacid* e*M cren noa ltimos das : de urna
fi-,i! a?0Plado P<1 districto da corte, cujas
eleigoes foram vencida, pelo pa.lido liberal sob
sua direecao e luilueoci. ; outros. porm, descul-
P i"?.:fe I'f,n,, nao iwrerem tomar a retpoo-
sabilidadedosmeos que se erapregaram para o
triumpho da eleicao da corte, os quaes, a flearem
adopUd8, como norma, loruaro impossivel qual
quer eleigo o'ora em dianle sem o compromeli-
mento da ordem publica.
Nodeixaro do parecer plausiveis estas razes
a quem uao esliver ao facto do que por ci se pas-
sa ; mas para os que sahem que pelo dislriclo de
Sabara se apresentam insistentemente dez candi-
datos, aehar ahi a verdadeira causa das des-
culpas.
Todava, deve-se esperar que os amigos dolSr.
Ulloni, anda i ultima hora coropenetrando-se
da responsabilidade que tomariam em exp-1
a ser privado de uma cadeira na cmara tempo-
raria, agoia que elle se resolveu a prestar to
valiosos servigos aoseu partido na capital do im-
perio raudem de accordo e lho prestem os seus
stifTragios.
Consta que a cembinaco do Dr. Symphrooio
conlo 175 eleilores firme*.
Nada jhe posso dizer sobre o resollado provavel
da eleigo de um senador quo sn tem de realisar
a 27 deste mez. Tendo-se verificado a vaga ha
qua3i um anno, desde cnlo flzeram os candida-
tos o seu maior Irabalho. Nada menos de novo
disputarn um lugar na lista trplice, e sendo to-
dos elles tambera candidatos deputago. em
bastantes apuros se lerio visto para manterem
por tanto tempo as suas relagescom os eleilores
especiaos, que, fetos em poca rauito differenta
da actual, nao podem corresponder em geral s
condiges sob as quaes se pleiteia hoje a eleigo
de deputados ; quautos despeilos e quanlas trans-
aezes absurdas nao actuario sobre duas eleigoes
que teem de verificar-se entre o curto eapaco de
tres diasi?___
PERHAMBUCO.____
REVISTA DIARIA-
Ioformam-nos quo brevrmento tem o nosso
tcl'-grapho de passar por uma nova modificagao,
de que nos mostraran: urna copia, pela qual for-
mamos o juizo de que nenhuma utilidade justi-
fica liva nella existe.
Nao igoorara os nossos leilores que, ha cerca
de dous annos, instamos pela reforma do roleiro
dos signaes, que nao satisfazla as necessidades
desta praga era sua organisagao simplissima ; e
depois de uma insistencia reiterada de nossa
parle, foi elle afinal reformado, mesmo porque
foi recenhecido que uma combinago, que data-
va de mais de trinla annos, cao convinha ao
movimenlo mariiimo actual, cujas proporges
nao tem ponto de comparagao com as daquelle
lempo anterior.
Fez-se a reforma, e ainda que ella nao fosse
cabal, ainda que o novo roteiro conlivesse cores
que poder-se-iam escusar, comludo satisflzemo-
nos, porque vimos que a maior parle das ne-
cessidades havia sido altendida em sua confec-
go. Mas, logo depois foi o mesmo roleiro al-
terado, e desla alterago provieram notaveis em-
buragos; o agora urna outra alteracSo ah c pro-
jectada sera razao de ser, modifican Jo o ante-
rior, e plantando una confusao nos espiritos
pela inverso realisada nos signaes de ou-
tr'ora.
Com effeito, esta novissima intentada reforma,
alm dessa modificaco, inverle iuteicamenlo os
signaes do uso continuo, e applica-os expres-
presses oppostas ou ditferentes daquellas, quo
j estavam encarnadas na populago ; de manei-
ra que o n. 145, que indicava naeio ingles hojo
annuncia navio francez (gragas talvez allian-
ga destes dous povos I] o numero 41, que indi-
cava navio brasileiro, de presente assignala qua
vai no bordo de leste, a assim por diante.
E opiniao nossa que se reformem quaesquer
cousas que o precisen), mas que o sejam sempre
para melhor, c nosomente para uma madanga
do nomo ou lugar, sem utilidade publica ; e com
relago especie foi, a ainda, que deve haver
um cdigo de signaes telegraphicos, que seja
permanente, consignando lodavia signaes fixos
para os navios de todas as nages conhecidas,
que tenham ou nao relages com o imperio,
alm de outras circumslancias indispeusaveis e
que nao mudara, e signaes variaseis que com-
prehendendo os nomos dos navios, sejam refor-
mados todos os annos no mez de dezembro, afim
de se eliminarera ou ampliarem aquelles, que
no decurso do auno bouverem aprsenla Jo va-
jiacoes em seu movimenlo.
Islo posto, oo estando em execugo ainda a
modificagao a que nos temos referido, conve-
niente que ella seja realisada de modo, que nao
se teoba de reproduzt-la lodos os annos, espe-
rando que S. Exc. tome na devida considerago-
o que temos indicado sobre a materia.
Da cidade do Ico, provincia do Cear, te-
mos cartas do com co do passado, das quaes ex-
tratamos os seguidles trechos:
i O eslado poltico -eleitoral vai por agora
cheio de sustos para todos quo compem a pha-
lange dos candidatos, d'entre os quaes o Dr. Ben-
jamn conla com todos os sulragios desla comar-
ca, e cora unsvintea trnta votos do Crato obli-
dss pelainterveozo do tcnente-corooel Antonio
Luiz e lberaes daquelle ponto; os quaos flze-
ram um convenio com o lenente-coronel Miguel
Xavier, dirdndo o numero da eleilores pelas
duas parcialidades, o evitando assim o caladys-
ma que se augurava.
Falla-se de mansinho por aqui, qua o Dr.
Miguel Fernandes se apreseotari por esle cir-
culo. E' uma diabrura perfoita, e nao linda
este numero de candidatos, que surgem da mo-
mento I
Todava, essedoulor ter votago para a se-
natoria, nao se Ih'a dando pata deputados polos
compromissos anteriores para com outros, cora-
promissos serios, e que se falharem, se nao fo-
rera observados com ioteirezs, entio direi que
entre os homens nao ha mais f, nem vootada
de ser sincero.
Aqui os chiraairgos pleilearam a eleigo da
eleilores, mas nao deram nem a supplencia.
Queixam-sa ou ligara como causa deste pheno-
meno s recusas da mesa ; mas os saquaiemas
vo-u'a buscar pelo contrario oa falta de gente.
Sao questoes em que me nao mello, elles l se
Sim, respondo-lhe eu, verdade, que estamos havenham, decidindo afinal como melhor enten-
nesta crise sempre perigota, e que mais o devera
ser hoje quando na capital do imperio, que o
espelho daa provincias, principalmente desta. se
fizeram, contra o coslumo e a espectaliva geral,
as eleigoes primarias sob as iuspirages dos co-
micios, e por meio do axcilamenta de grandes
massas populares systematicamenle organsadas ;
mas cumpre allender quo nao lendo esta provin-
cia um grande centro de populago onde as ideas
de qualquer ordem encootrem echo para produ-
zirem um resultado qualquer, claro que seria
clamar ro deserto o levantar-se algum chele para
gritar s massas e chama-las com seus cceles
em defensa das liberdade em perigo ', em lodo o
cato, o que se flzesse em um villorio nao apro-
veitaria a outros lugares, seria preciso que em
cada lugarejo houvesse om dos taes chefes para
mostrar onda eslava o perigo a dirigir os comb-
tanles ao campo de batalha. Nada dislo baven-
do, cada freguezia fez a sua eleigo sob suas pro-
prias insprages, isto segundo enleuderam os
seus habitantes que Ibas cumpria advogar a causa
dos seus principios, ta a que em todas ellas se
chegou a ouvir o toque de chamada j lio 4 ulti-
ma boro expedido dessa corle.
,' Ainda assim, aoa alfana lugares ato podero
derem ; pois que eu nunca etludei a lgica, nem
me dei ainda a philosophia das eleigoes para sa-
ber procurar at causas doa seus effeilos.
Positivamente como sou, apenas dirijo-me
por esle res non verba.
'< No Pereiro deu-se o mesmo, mas na Tena
conseguiram a supplencia. as Larras houvo
uma transaego de que retullou ficar a supplen-
cia para os" chmangos a 15 votos na eleigo sena-
torial para o Pinto.
a A candidatura do Dr. Raymundo repula-se
segura.
Tomos tido algumas chuvas, a em soflrivel
copia ; o que sempre melhor do que eleigo.
Carlas do centro do Rio Graode do Norte,
sob o fecho de 17 do passado, ioformam-nos que
por all bao sido as chuvas ea grande quaulidado
e geraes. Os os lem enchide em varias parles,
oomeadameule no Serid ; e em Carina Novos
lauta chuva cabio, que nao ficou aguda por ar-
rombar.
Est tudo muilo contente, lomamos as pala-
vras da carta a que nos referimos ; o at os par-
tidos de Pao dos Ferros, por que ambos venco-
ram, isto cada um faz sua eleicio; o sul com
jmo juiz den." da Porto Alegre, que ainda ex-



x^V.^
4*10 DI IRB1M1000. -* SEXTA FIERA 8 DE HIBBlHtO DI 1861.
portou este para c, e o norte cora o sea da tr-
ra, parecendo que este snJou mais direito.
Apezar disto vi o negocio (oio, mas por Om
a cousa serenou, e surgi Nossa Senhora di Par
para bem de todos os devotos do socogo.
No Marlios, Apodi, Carabas, e al no Pa-
lu. onde o Jos Severino abdieou, ganharara os
norlislas, e s era Pao dos Ferros, como j disse,
e que vencerara arabos os lados. Era Porto Ale-
gre tambera os nortistas canlaram victoria.
No dia 15 do correle comeci a ser de no-
ve ulumtnado todas as noiles o pharol da ilha de
Sanl Aona, n provincia do Maranho.
A.. te Pharo1 que demora na latitude sul2", 16',
30 o longitmle oriental 43", 38', 2">", segundo o
merediano de Greo, illuminado pelo syslema
de rolago com oely oses de 32 segundos.
Da Parahyba temos noticias que aicancam
a 5 do correnle. I
Aclia-se concluida a eleigo do 1 districto,
dando o resultado seguinte : <
Dr. Diogo Velho Cavalcantide Albuquerque 365
Bario de Hamang'iape .......t............. 284
I)r. Anizio Salalhiel Caroeiro da Cunha.... 229
O collegio de Alagoa Nova era o ultimo, de
que restava saber-se ; mas nelle obtiverara os
referidos senhores votado cerrada, guardando o
Dr. Aoion-o Carlos urna differenga de 87 votos
para menos relativamente so ultimo votado e
eleilo deputado.
Quanto ao segundo, nio ha ainda sciencia do
resullado da eleico, cuja escolha porm suppe-
se que recahir no conselheiro A. J. ileuriques
e Dr. Arago.
Nada mus consta dessa provincia.
Por portara de hontem foram nomeados
professores do collegio dos orphos os Srs :
Dr. Felippe Jansen de Castro e Albuquerque
para francez. '
Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva San-
tos, para geometra.
Hoje tem lugar no thealro de Santa Isabel,
o beneficio da actriz D Isabel alaria Nunes,
com o drama D. Raphael ou os mos conselhos,
original hespanhol.
O. Raphael, ura bello drama da escola mo-
derna, cheio de lindas scenas e rasgos magesto-
sos, principalmente uo 3o acto, o do reconheci-
mento. Antecipar um juizo acerca desse drama
seria deprecia-lo, porlanto nada mals diremos.
Formam o resto do espectculo o Judas en
sabbado de Alelluia, comedia, e o Meirinho e a
Pobre, dueto.
Desejaraos beneficiada ura real resultado,
que core seus desejos, e que o publico aioda
urna vez ajude a artista dramtica quo implora
sua proteccao.
Chegou hontem, s 9 horas da manhaa, da
liba de Fernando de Norooh, o hiale do guer-
ra nacional Rio Formoso, commandanle o Sr.
primeiro lente Mauoel Caroeiro da Rocha, o
qual sahira da referida ilha no domingo
tarde.
Vieram a seu bordo treze soldados e sete sen-
tenciados.
A rhegada^do hiato na ilha produzio muita
alegra, porque elle foi portador de dinheiro, cora
o qual se pagou seis mezes de vencimenlos
que se devia guarnido, e aos presos.
Da sapataria da ilha, ulilissima creagao do
Sr. cx-presideote Saraiva, lembrada polo Sr.
chefe Barroso, vieram agora psra o arsenal de
guerra 1,500 pares de excellente colgado, e li.
caram l;i ainda promplos cerca de 500 pares.
Senlio-se naquelle presidio, at o dia 16 ul-
timo, muita secca, de sorlc que j liuha como-
5ado a morrer o gado, quo havia deQohado
muilo; porem felizraenio daquello dia era di-
jnte chuveu abundantemenio, a em oito das as
plaales se desenvolverara muito. produzindo
esle fado grande aninncao, e a esperanza de
una bella colheita em marco.
Eslava ja estabelecida na casa do boticario da
ilha, a nova agencia ao correio.
O hiale Rio Formoso raostrou ser um navio
de marcha inferior; pois que bolina nunca
andou mais de cinco milhas, e a um largo oito.
A pequea altura de sua borda offerece um cons-
tante pengo s pessoas quo eslo na tolda do
serem aliradasao mar com o balango, de sorte
que misler altea-la com urna trincheira.
Na manhaa de 2 do correnle, a barca ingle-
sa Lady Daly, por efleito do imprudencia do res-
pectivo capilo, que prelendau, sem pratico, en-
trar a barra antes que houvosse agoa para o ca-
lado da niosnia barca ; encalhou sobre um banco
de areia, e all se leria perdido, se de prompto
nao a soccorresse o pralico-mr, e o ajudante da
capitana Jos Avelino da Silva Jacques e o pra-
tico Manuel Estanislao da Cosa.
Etu pouco lempo fui posla fra do perigo, e
tundeada no Toco, d'onde enlrou ante-hontem
para o an orailuuro de descarga.
Nenhuma avaria soffreu, bem como o carrega-
menlo do carvao que trazia, grabas a actividado
com que em taes casos, cosluma proceder o Sr.
tenenle Jacques.
Nao pojemos deixar no esqueciraenlo mais
um servigo que o mesmo Sr. lente Jacques
prestou na noile de 4 para 5 do correnle mez,
salvando urna canoa do pequea cabotagem que
dera a costa entro as fortalezas do Brum e Bura-
co, trazeodo-a para este porto na madrugada de
4, o queconseguio depois do aturado trabalho.
Congratulamo-nos com o possuir a capitana
do porto desla provincia, ura olTkal que como
ajudanle tem sabido dosen>penhar o lugar que
oceupa, dando em idnticas circumstancias pro-
vas do seu apurado zelo e aeltvidade.
No dia Io do correnle mez appareceu den
tro do rio Serinhum por detraz do torno de urna
olaria do engenho Anjo o cadver do pardo Pru-
dencio, cscravo de Joao Nopomuceno Xavier,
morador em trras do mesmo engenho, o qual ti-
rilla sem motivo, dosapparecido havia qualro dias
da casa de seu senhor; e averiguada, pela auto-
ridade local, a causa da morte, conheccu-sc quo
Prudencio eutretinha relacoes illicilas com urna
prela escrava do dito engenho de nome Mxima,
casada com um pardo de norae Antonio, e que
fura assassinado caceladas pelo preto Minoel
Mucambo, que lambem mantinha iguacs relajos
com a referida prela Mxima ; sendo lsto deseo-
borlo peloescravo daquello engenho, Pedro Car-
rero.
Foram presos e recolldos cadeia de Seri-
nhem a inesma preta Mxima, seu marido o par-
do Antonio, e os pretos Maooel Mucambo e Pedro
Carreiro, os quaos vo ser processados.
Dentro da casa do engenho Canlo Escuro,
do termo de Serinhaom, foi assassinado cora um
tiro na noilo do dia 2 para 3 do correte mez o
escravo Francisco, pertencente a Luiz Paulino
Cavalcanti Ucha, que era felor do mesmo en-
genho ; sendo a morte feita por qualro esoravos
do dito engenho, e cura a propria espingarda do
assassinado, um dos quaos andava fgido, o foi
visto no engenho na noile em que foi perpetrado
o crime.
Nenhura dos Celinquentes foi preso, porque,
toalisada a morte, trataram lodos logo de evadir-
se, sem duvida para o serio, d'onde sao ualu-
raes, e por consequencia couheoedores dos ca-
minhos.
Foi preso em flagrante no dia 3 do corren-
te mez. na froguezia dus Afogados, Manoel Fran-
cisco Vieira por estar armado do ura punhal;
com o qual tentou assassiuar a Cosme Jos de
Freitas.
O Dr. juiz do direito da primeira vara cri-
minal deu hontem audiencia de seu juizo na sala
dos auditorios com assistencia do Dr. promotor
publico taurino.
No processo enlre partesA. a J. P. o reo F-
lix |ie Cellaz. Caldasfoi o reo interrogado, e
inqueridas as teslemunhas offerecidas na contr
ariedade pelo advogado Dr. Joaquim Jos de Mi-
randa, que para este encargo foca nomeado pelo
juiz em virtuded* condicao raisoravel do aecu-
aado.
No processo crime entre partesA. a J. P. e
reo Claudiano de Oliveira, acensado por crime de
bancarrota culposa, foi publicada a sentenca do
juiz, que absolveu o reo e CJndemnou a muni-
cipalidade as cusas.
No processj por crime do responsabilidade,
instaurado por denuncia do promotor publico
contra o escrivao privativo do jury, JoaquimJ
Francisco de Paula Esleves Clemente, foi o reo
interrogado, subindo os autos coocluso
O reo Antonio Marinho Paes Brrelo, con-
demnado pelo Dr. juiz de direito da segunda va-
ra 1 anno de gales, appellou da sentenca para
o supremo tribunal da relaco.
Foi igualmente ilerposta" appellacao pelo reo
Luiz Jos Ramos da Frang, da sentenga do mes-
mo juizo que o condemnou 4 pena de 4 o meio
anuos de prise.
Nos dias 5 o 6 do correnle foram recolhidos
& casa-de delencao 13 homen3 e2 mulheres, sen-
do 11 livres e 4 escravos, sabor: 4 a ordem do
. Dr.Alagado do Io diatriclo, 2 a ordem do sub-
delegado do Rerife, 8 a ordera do de S. Jos, e 1
a ordem do da Boa-Vista,
O nial nicioaai de guerra Ai Formato, viu-
do da ilha d Fernando, trouxe a seo borlo oa
seguales passageiros:
Jos Manoel de Oliveira Vianna, Antonio da
Cunha Brandan, Mara Luiza da Conceicao, Anna
Joaquina da Conceicao, Donata Mara da Concei-
cao, Pranclsca Mara de Jess, Anna Clemencia,
li? Ll,Da' Franc'*cs Teieira Machado e 5
fllhos, 12 pracas do exercito e 7 sentenciados.
O hiale nacional Fiordo Rio Grande, sahi-
do para o Rto Grande do Norte, lovou a seu bor-
do o segninte passsgeiro:
Flix H. da Silva!
JUTADOURO PUBLICO :
Mata:ara-se no da 6 do correnle para o con-
sumo desla cidade 87 rezes.
No dia 7 do correte 54 rezes.
MORTALID.VDE 00 DIA 6 :
Antonio Jos de Barros Reg, branco, solteiro,
16 annos, maligna.
Mara Thereza de Jess, prela, viuva, 80 annos,
hydropesia.
Luizs Thereza do Jess, prela, casida, 45 annos,
apoplexie.
Izidra, parda, escrava. 5 mezes, convulses.
Mara, branca, 11 mezes. maligna.
rsula Mara da Conceicao, preta, casada, 56 an-
oos, inflara maca o no ulero.
Rorao Joaquim Figueiredo, prelo, viuvo, 80 an
nos, tubrculo pulmonar.
Manoel, pardo, 2 dias, espasmo
Ezequel Pereira dos Anjos, preto, solteiro, 19
annos, lisica pulmonar
Maria, branca, 4 annos, interite.
Antonio Joaquim Alves de Sanl'Anna, pardo,
solteiro, 30 annos, varilas.
Maria, parda, 4 mezes, convulses.
Curso Commercial Per-
nambncano.
ACTA DA INSTALLACO DA ABERTURA.
Aos 5 dias do mez de fevereiro do anno de
1861, nesta cidade do Recife, freguezia de San-
Frei Pedro Gongalves, achando-se reunidos era
um dos salos da alfandega, o film. Sr. Dr. di-
rector geral da inslrucQao publica da provincia
Joaquim Pires Machado Portella, os professores
do mencionado curso Dr. Antonio Witruvio Piolo
Bandeira e Accioli de Vasconcellos, Dr. Manoel
de Fgueira Farta e Dr. Francisco Pinlo Pessa,
assim como o Rvm. Sr. Joaquim Raphael da
Silva, regedor do Gyrnnasio Provincial, alguns
professores do mesmo e pessoas gradas que se
achavam presantes, para o lira de installar-se o
Curso Commercial Pernambucano, em execuro
lei n. 414 de 30 de abril de 1857, o regula-
menlo de 29 de fevereiro e de U de dezerubro
do anno passado, e de conformidae com a or-
dem do governo da provincia de 18 de Janeiro
prximo lindo; foi com effeito installado e de-
clarado aberto o referido Curso Commercial Per-
nambucano.
Era seguida recitaran discursos anlogos ao
objecto, os Srs. professor-s do referido Curso,
depois do que deu-se por Ond o acto, sendo es-
ta assignada pelo referido Sr. director geral e
mencionados professores.
Eu, Salvador Henrique de Albuquerque, se-
cretario interino da instruegao publica desla pro-
vincia a escrevi.
O director geral,
Joaquim Pires Uachido Portilla.
Dr. Manoel de Figueira Faria.
Dr.'Antonio IVUruvio Pinlo Bandeira
e Accioli de Vanoncellos.
Dr. Francisco Pinto Pe*soa.
Communicados.
Engnou-so o Sr. Joao da Silva Ramos, medi-
co pela Uoiversidade de Co mbra. suppondo que
Ihe pedimos que lesse o artigo 39 do regularaen-
lo de 29 de setembro de 1851, porque estavaraos
persuadido que seu annuncio de consultas a U,
incluidos os medicamentos torneados por con-
irato cora o Sr. Joaquim Mtttiuho di Cruz Cor-
rea pela botica deste pharmaceutico, era ura
meio de especularlo, como criam alguns de seus
collegas, e enginou-sn ainda suppondo que era-
mos um miseravel, s porque lho haviamos mos-
trado, sera o offendermos, o que dispunha o re-
gulamenlo supracilado.
Se fosse nossa inteocao prejudicar o Sr. Ra-
mos, eniao, era vez de lhe pedirmos polidamon-
te qne se dignasse de 1er o que determina o ar-
tigo 39 desse regulamenlo. deixa-lo-hiamos pro-
gredir, e depois chamaramos a attencao do Sr.
inspector da saude publica para a infraccao que
S. S. commetlesse ; e, se quizessemos perder
nosso lempo cora polmicas, mostraramos ao
Sr. Ramos quera ura miseravel.
_ Sabemos que se commettem muitos abusos que
sao infraccoes nao s do regulamenlo supracila-
do. sen&o das posturas muoicipaes ; mas nada
temos com islo, que compele ao Sr. inspector da
saude publica e aos flseaes da cmara. Pedindo
ao Sr. Ramos quo lesse o artigo 39 desse regula-
mento, procuramos evilar-lhe que commetlesse
urna infracto, e com isto lhe prestamos um ser-
vico, e nao quizamos prejudicar-lhe o crdito,
ou faze-lo passar por desgostos ; mas, j que o
Sr. Ramos falla em especularan, e insulia-nos
sem razao, ento devemos dizer-lhe com fran-
queza que, retirando elle seu annuncio, fez crer
que com effeito nao era s o inleresse que torna
pela humanidade, que levou-o a dar consultas e
remedios a IJOOo. justificando por esle modo o
que iziam alguns.
Temos dito bastante, e concluiremos, afirman-
do ao Sr. Ramos que se fosseraos de sua profissao
nunca especularamos cora annuncios oa com
qualquer outra cousa, aiin de allrahirmos clien-
tes e augraentarraos nossos ganhos, embora Be-
jamos ura miseravel, como nos suppOe o Sr. Ra-
mos, talvez qae pelo mesmo que disse no ultimo
perodo de seu comraunicado. ***
0 ioU-resse falla tolas
as linguas, represen-
la todos os papis ,
a mesmo o do desinte-
resso.
A raesma indignado que senlimos, quando no
Diario de 29 de Janeiro deparamos cora essades-
compostura vil o torpissima, dirigida contra nos-
so amigo e honrado escrivao da villa do Cabo o
Sr. Maooel Jos de Sanl'Anna Araujo, senliram
todos quantos oconhocem perfeilamonte de par-
to, como aioda os que sem o conhecer, ou que
mesmo lhe sejam desaffeicoados, sao dotados de
senlimenlos de honra e de probidade.
Era cora effeito urna protervia inaudita, que
mereca ser severamente analhematisada, como
o fra lambem pela upiaio sensata.
Quaolo de nossa parte, impressionados por tao
hediondo cscripto, cujo aulor nao poderia por
certo guardar o decoro acon3elhado pela socie-
dsde, vimo-nos impellidos, sera ser por influen-
cia de niuguem, a nos constituir o nooro t'nsri-
mento da innocencia contra os golpes de algum
desalmado ja de todo corrompido, que rencoro-
so e vngativo, satnicamente prncurava era sua
mal destarrada inlengao, um desgranado que po-
desse servir de vil e baixo espoleta, para em seu
fuzilar ir negra e atrozmente atassalhar a honra
e a repulacao de sua victima, posto quo estives-
se ella fora de seu alcance.
Ignacio Tolentino da Fonseca, um pobre taba-
reo som nenhuma importancia real, que se em-
briaga, que talvez saiba manejar com agilidade
de um sicario a sua faca de ponta, e que em
sumrai mora em ierras de um certo senhor de
engenho ( cujo nome queremos ter a deferencia
do ommiitir por ora) a quem to humilde e ce-
gamente obedece, foi ento o escolhido para ser
representado como aviltanie instrumento de
suas ms paixes, de seus odios e vinan;as I
O que mais de espantar que Tolenlino
nunca trocou palavras com o Sr. Araujo, nao
desto conhecldo, e coratudo fazem-no queixar-
se o vociferar contra o Sr. Araujo, e para que o
publico lhe d algum crdito, vemos fallar ura
inspector de quarleiro, tecendo rail elogios ao I
delegado, quo ndo lhe encorameniou o sermao, I
no meio do toda essa vergonhosa e verdadeira
urdidura, d-se como origem motiro tleiloraes I
Que indignidadel que cynismo 1
Entretanto, releva notar-se, que quando mui
espontneamente lomamos a defeza de nosso dist-
tncto amigo o Sr. Araujo, por eslarmos conven-
cidos pela nobreza.de sua alma, como por son
cora porta ment eiemplar serem necessariaraen-
te injustas e indignas essas aecusaces felta poc
qaem em completo desvario chaturdava-se no
laraacal dos convicios ; muita e muito longe es-
lavamos eolio de saber quem fosse esse Tolenti-
no, e neiu que este senhor de engeaho a quem
nos refermos.houresae tido um tio odioso proce-
dimeoto, tanto mais quaoto conhecendo-nos de
vista, dalle (ormavaiuos muito welhor oonceilo,
para nunca supprmo-lo capaz de em urna folha
publica chegar a procurar offonder com tanta
doslealdade e Uo torpemente a honra e a hones-
tidodo de urna familia considerada.
A nossa reprovacao, a reprovago uirerjime de
todos a quem elle fazia ostentaco de sua propra
obra, em vez porem, de lhe servir de correctivo,
ao contraro f-lo desesperar mais ponto de
em seu maior auge do furor, vir a esta cidade
implorar a quem, sob a propra assignatura tra-
tssse de esmagarsera nenhuma piedade ao des-
valido Jusius visto como elle muito se enver-
gonhava tomar o lugar de om Tolentino, ou do
deffensor do miseravel difamador j condemnado
pela opinio publica.
Eis porque surgi das columnas do Diario de
1." do correte um eloquente escriplo do Sr. Ro-
mualdo Alves de Oliveira, que censuran Jo spe-
ramente a iioia lingoagam de indignarlo, como
sa porventura hoavessemos dito quanto sera ne-
cessario para fazermos curvar o eolio altivo de
ura infame detractor, esorcou-se era nos langar
doesios e improperios, e o que mais por nao
termos sido moderados em nossas cxpresses
contra Tolentino, de quem, sem o couhecer lal-
vez,8e declara amigo.
Sincera o pamente, respeitando nos a grande
capacidade intellectual do Sr. Romualdo, como
se tem feite mostrar muilas mullas vezes pela
mpreosa, sentimos enfraquecerem-se as nossas
Torcas, porque na realidade, nao somos nos ne-
nhura lettrado, corno efteciiramente o oSr. Ro-
mualdo.enemao menos temosa mais trivial noco
de sciencia alguma para podermos ter a louca
presumpciodequereroioscorn vanlagera medir as
nossas armas com as do Sr. Romualdo ; todava
elle nos ha de perailt.r, que assim mesmo igno-
rante como somos, nos atrevamos dizer alguma
cousa em refutacao a seu lo elegante o podero-
sissirao phraseado.
Muito nos cust a crr que o Sr. Romualdo
tivesse desinteressadamente lmalo a defeza de
um hornera da laia de Tolentino, daquclle quo fi-
gura como autor de um artigo impdico e des-
moralsadissimo, que se l no Diario de 29 de
Janeiro I
E' que o Sr. Romualdo, talvez jurando sob as
palavras do lal senhor de engenho, nao acreditou
em um compromelliracnlo, isto quo Tolentino
fosse em verdade o proprio, cujo retrato j esbo-
zamos, porque ento elle salisfazeodo como me-
Ihor podesse a seu cliente, jamis prestara a sua
preciosa assignatura nessa infeliz defeza, nem
elle se dina amigo, para melhor autorsa-la, tan-
to mais que para adquirir grande clientela, nao
soria de misler que o seu iiume apparecesse, urna
vez quo to conhecido e acreditado no foro ju-!
dicial, como na repblica das lettras.
U se o Sr. Romualdo era lugar de se declarar ]
engaado, persistsse em se confessar amigo de
Tolenlino, nao sabemos se nos dara o direilo de
lhe apolicar com todo acerlo o lindo gracejo que
nos aiiou com nimia delicadeza, de queri-se
o rolo do esfarrapado e o sujo do mal lavado.
Ora, o Sr. Romualdo, que bein nao sabe, como
poderia defender e inspector da roca, que Uvera
a descoramunal insolencia de maltratar ao Sr.
Araujo, sem ter desejos de offender a quem era
consciencia nao lhe mereca ; comtodo por mera
complacencia ao seu cliente, que paroco querer
lhe escapar, nos assaca baldes, e sem mais ce-
remonia nos passa ligos de corlezia e de mora-
lidades, como se j tivesse a certeza de que nao
seriara ellas regatadas com toda a energa e dig-
nidade I
E' quo mais fcil inculcar boas doutrinas, que
instruir com honsexemplos.
O que mais engranado no meio do ludo isto
verse o Sr. Romualdo apoiando de alguma sor-
le o nosso juizo em favor do Sr. Araujo, a quem
oo nega o justo direito de ser respailado por
seus merecimeotos pessoaes, querer que assig-
nsssemos o nosso norae 1
E' que no entender do illuslrado Sr. Romual-
do, nao pode ser Tolenlino classificado de ins-
trumento, como nos, que nao nos assigoamos I
E' isto muito bem lembrada Sr. Romualdo I
quando nos n3o queremos ganhar a vida pela
advogacia, e quando a uossa peona nao lera nada
de mercenaria I
Se fosseraos movido pelo inleresse, transet.
Deraais, nao sabe o Sr. Romualdo que os d-
meos sao como as arvores, quo nao se conhecera
sempre pela casca ?
Para que mais ? O publico que j lora o es-
criplo do supposto Tolenlino inserto no Diario do
29 de Janeiro, o nosso no de 30, e o do Sr. Ro-
mualdo no do 1. do correle, que aprecie, que
faga a dovda justiga a quem merecer.
Justus.
Publicacoes a pedido.
entrar, como at nem espern, que embarcassem
| os passageiros, que seguara para o norte 1
Esle procedimento reprovavel, e que a agen-
cia desla cidade nao poda prever a obrigou, vis-
to ter ji recebido a importancia das passagens, a
mandar deixar na canilil es passageiros por urna
barcassi da mesraa companhi.
Sao om fim tantos os fados, que rerelam a
pes3ima administracio desla companhia em re-
lagao ao nosso porto, que longe iramos se qui-
zessemos enumralos. J de ha muito absolu-
tamente que o commcrcio nao csrrega suas mer-
cadonas; por que a experiencia lhe provou quao
prjCiuno a **U8 in,eresses pelas deloogas, tro-
cadilho de carga de una para oulros portos, que
pretera as embarcages de vella, apezar mesmo
da incerlesa das viagens. .
Multas vezes at tem acontecido, que as mal-
las do correio, que conduz de Pernarabuco psra
esta cidade sao levadas para a capital donde de-
pois voltam com demora, e grave prejuizo do
commercio 1
E perguntaremos: possivel que continu es-
le estado de cousas?
Nao de certo. E oeste caso nos cumpre pedir
ao governo providencias que reraovm o mal.
que se soffre.
Por tanto em nome dos habitantes desla ci-
dade pedimos ao Exm. Sr. presidente da provio-
cia sua atlengo para o objecto, o esperamos,
que S. Exc. erapregue os meios a seu alcance,
ahrn de qne seja regularisado o servigo da com-
panhia neste porto, assim como urgente.
Dentre as medidas de necessidade, e que nao
poderao escapar ao seu criterio, urna ha, que
julgamos de muila importancia, quo a obriga-
eao de demorar-se o vapor e por espago de doze
horas, para que nao se slropele o lempo, que
preciso para o embarque e desembarque dos pas-
sageiros.
Aioda voltaremos sobre a materia, se se tor-
nar necessario.
(O Aracaty.)
COMMERCIO.
Sala das ordens uo palacio do governo do Rio-
Grande do Norte, 26 de Janeiro do 1861.
Ordem do dia n. 9.
O presidente da provincia manda louvar o Sr.
capilo Manoel Luciano da Cmara Guaran, por
haver desempenhado satisfactoriamente as func-
ges de delegado de polica e commandanle da
fortaleza estacionada na villa de P dos Ferros,
d'onde acaba de regressar, justiflcando-se das
aecusages imraerccidas que lhe foram fcilas. e
que se achara destruidas pelas informages lti-
mamente ministradas.
Assignado. Jos Rento da Cunha Figueirefo
Jnior.
Conforme. Antonio dos Santos Carias, aju-
dante 'ordens.
AHVL VTV.
Pedo-se-nos do Aracaty a seguate publicago :
A companhia Pernamnucana e seus
vapores no Aracaty.
O modo irregular, porque tem procedido os
vapores da Companhia Pernambucana ora sua
oscala a esle porto, 6 to notavel, c digno de
censura, que nos corre o dever de escrever al-
guraas linhas, consignando as suas faltas, e os
males, que por causa dellas tem aoffrido esta
cidade.
Quando em 1856 se csUbeleceu esta empresa,
o que a nossa assembla a subvenciono^ com
dez contos annuaes, se lhe impoz a obrigago de
tocar nos portos da provincia, facilitando assim
o transito dos gneros, e transporte dos passa-
geiros.
Esta cidade embalada pela esparanga do me-
Ihoramenlo nesta va de commuoicago, se dei-
xou seduzir dos bens, que delle resullariam ; e
muilos de seus habitantes aceilaram acedes da
Companhia cora o intuito de coadjuvala, e ao
mesmo lempo concorrer para o engrandecimenlo
deste lugar. Mas como nos Iludimos todos 1 O
contrario precisamente, do que esperavamos, se
realsou ; chegando o escndalo a tal ponto, que,
quando esle serrgo se a tornando ura pouco
mais regular seb o coramando do digno Sr. Joa-
quim Alves Moreira, qne com seus exforgos ia
superando as difficuldades, e concorrendo para o
melnoramento do servigo, foi quando justamente
Umbem se lembrou a companhia Pernambucana
de desvia-lo da carreira do norte, faiendo assim
persuadir, que s lhe co.avinham commaodaotes
da qualidade do Sr. Maciel, que tanto cencorreu
para o descrdito, a que ten chegtdo esta em-
preza.
A ponlualidaile, que urna das essenciaescon-
dieges, e que muito concorre para o crdito, e
conceito de semelhantes empresas tem sido eje-
cutada de urna maneira, quo revolta, por que
nunca se acha no porto o vapor na poca mar-
cada.
Isto s, quando outras fallas nio houvessera,
seria bastante para provar-se o desleixo, com
que feilo o servigo do vapor. Desta anomala
tem succedido, que os pussageiros, que tem de
embarcar se veera na contingencia de seguirera
cora muita anticipacao para o lugar do embarque,
que distante tres legua: ; e ah se demorar dias
com encommodos a espera, que chegue o vapor,
quo quasi sempre to precipitado, que poucas
horas d para os passageiros se porm a bordo.
Sendo ltimamente marcado'o dia 12, em que
seguiram os passageiros, e a malla do correio,
s teve lugar o embarque no dia 16 depois do 4
longos dias I
O vapor Jaguaribe, que se tfzia ter sido.' man-
dado construir com as proporges do entrar em
nossa barra, e por conse|uencta melhoraro em-
barque, e desembarque, que se faz com bices,
e risco, quando loda cata cidade' canta'a, que
isto se realisasse em sua primeira viagem, foi
justamente, como vimos, qut nao so datura. A
Praca doRecife 7 de fe-
vereiro de 1861.
A.S tres Uovas Aa tarde.
Cotaces offleiaes.
Oesconlo de lelras10 e 12 0|0 ao anno.
Cambio sobre Londres 26 It2 e 25 3,8 d. por
1, 90 dias de vista. ^
Assucar raascavado 2>150 por arroba.
. Leal SevePresidente.
Frederico Guiraaressecretario.
Al randera,
Rendimento do dia 1 a 6 ... 88:22IJ"03
dem do dia 7.......21:60*5501
1098299207
Movimento da alffande|ra.
Volumes entrados com fasendas.. 175
com gneros.. 328
____503
Volumes sabidos com fazendas.. 267
com geaeros.. 270
------537
Descarregam hoje 8 de fevereiro
Barca inglezaDianafazendas.
Hrigue inglezLindu-farnedem.
Escuna porluguezaMaracerveja.
Barca inglezaQueen bacalho.
Barca sardaLuizacarvao.
Patacho americano James Cosle farinha de
trigo.
IMPORTAQO.
Brigue portuguez Maria, vindo de Liverpool,
consignada, a Patn Nash A. C, manifestou o
seguinte .
116 fardse 95 caixas fazenda de algodo, 5
fardos fazend3 de la, 7 ditos fio de vela, 200
caixas folha de flandres 2 barricas canos de
chumbo, 20 dilis azarco, 10 ditas alvaiade do
chumbo, 20 ditas lintas, 1 dita pregos. 2 caixas
metal amarello, 1 bomba para iardim ; a Patn
Nash & C.
32 ancoras de forro, 2 Crrenles, 8 barricas e
2 caixas ferragens, 1 feixe de cabos de po, 1
barrica vidros, 2 fardos fazendas d lnho! P-
rente Vianna & C.
61 fardo, 28 caitas e 2 pacotes fazenda do
algodo; i James Ryder & C.
1 barrica ferragens ; a Brander a Brandis.
12 toneladas carvao quelmado ; a Tasso &
Irmao,
1 caixa fazendas de la; a Geb Kalkraan & C.
14 caixas e 4 fardos fazonda de algodo: a Ar-
kv.righl &C.
3* caixas genebra, 2 ditas toucinho, 1 barrica
mostarda, 3 ditas toucinho; a M. J. G. da Fonte.
10 fardos fazendas de afgodo, 50 barricas
cerveja; a N. O. Bieber C.
3 gigos louga, 3 caixas phosphoro, 1 dita li-
nha, 1 dita chapeos deso e obras de metal; a
Henrique & Azevedo.
1 caixa longos de algodo; a II. Gibson.
3 ditas fazenda de algodo, 1 dita fazenda de
la e algodo. 1 dita tapetes ; J. Killor & C.
25 barris tlntss. 12 ditos oleo de linhaea, 27
caixas fazenda de algodo, 13 caixas fazeoda de
linho : a Adamson Howie& C.
1 caixa serras, 1 dita ferragens ; a Geo Pat-
chett.
1 barrica louga; a Fred C. Cox.
400 barricas cerveja, 30 caixas queijos ; a C.
J. Astley & C.
5 caixas phosphoros: a Ferreira & Malheus.
28 tachas de ferro; a S. P. Johnston & C
10,000 chapas do ferro com 50 toneladas e8
quinlaes; aos directores da estrada de ferro.
23 caixas fazendas de algodo, 5 dlias phos-
phoros; a Saunders Brothers & C.
1 caixa drogas; C. Gordon.
12 feixes canos de ferro, 5 fardos fazenda de
algodo; a Rostroo Rooker & C.
16 caixas e 4 fardos fazeoda de algodo, 1 cai-
xa dita de dito e linho, 1 caixa dila de linho e
algodo, 1 dita de linho; a A. C. deAbreu.
12 fardos e 20 caixas fazenda de algodo ; a
Barroca & Medeiros.
1 barrica louga ; Joao de C. Bravo & C.
5 tanques da ferro. I caixa limas, 2 ditas ca-
mas de ferro, 1 pacota colxes ; D. W. Bow-
maa & c.
10 caixas e 4 fardos fazenda de algodo; a
Mills Latham & C.
3 caixas e 3 fardos fazenda de lioho: a Johns-
ton Patcr & C.
20 caixas cb; a A. L. Rodrigues.
29 toneladas carvao de pedra, 20 barricas bar-
rilha, 1 caixa objectos de escritorio ; a Scott
Wilson & C.
Brigue inglez Queen, vindo de Terra Nova,
consignado a Saunders Brothers & C, manifes-
tou o seguinte :
3325 barricas bacalho, 14 tinas salraSo em
conserva; aos mesmos.
Beeebedoria de rendas Internas
(feraes de Pernarabuco.
Rendimento do da 1 a 6 2:3358923
dem do dia 7....... 5943502
2:930*425
Consolado provincial.
Rendimento do dia 1 a 6 10.5083127
dem do dia 7.......3:869437
14ST7#54
Movimento do porto.
rapios entrados no dia 7.
Ass10 dias, hiale brasileiro Vuela, de 36 to-
neladas, capilo Francisco Flix Nogueira, equi-
pagera 6, carga sal ; a Caelaoo Cyriaco da C.
Moreira.
Ilha de Fernando4 dias, hiato de guerra nacio-
nal Rio Formoso, con mandan le o primeiro le-
neote Manoel C. da Rocha.
Trra Nova23 dias, barca ingleza Queen, de
^46 toneladas, capilo J. Buley, equipagera 13,
carga 3,300 barricas com baealho; a Saunders
Brothers r_C.
Terra Nova33 dias, patacho inglez Busy, de
179 toneladas, capilo R. Monckton, equipa-
gem 7, carga 2.491 borricas cora bacalho ; a
James Crabiree & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio Grande do NorteHiate brasileiro Flor do
Rio Grande, capilo Miguel Archanjo da Costa,
e lastro.
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A noile
naeceu.
clara vento SEE fresco e assim
ama-
OSCILLaC.VO da har.
Preamar a 1 h. 30' da tarde, altura 6.4 p.
Baixamar as 7 h. 18' da manhaa, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 7 de fe-
vereiro de 1861.
ROMANO STEPPLt.
1 tenente.
Editaes.
Joao Baplisla do Castro e Silva, inspector da lhe-
souraria de fazenda de Pernarabuco, por Sua
Mageslade Imperial e Constitucional, que Deus
guarde, etc.
Em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezenbro ultimo, fago
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos, que foi
indefirido pelo tribunal do Ihesouro nacional o
rejuerimento em que pedio o Sr. Sanios urna
indemnisago por prejuizos que allegou ter tido
durante a revolta de 1818, visto se ter proscripto
o seu direilo por nao o haver requerido denlro
do prazo de cinco snnos.
Thesourarla de Pernambuco, 19dcjaijeiro de
1861.
Joao Baplista de Castro
Dirictoria das o
publicas.
ule que subslitua a anliga que ora exisle_l>- ara mei batalhao de cassadores da provincial
ndo os bairros do Recife n Santo Antonio. da Paralaba.
De ordem do Exm. Sr. presidente da pfOvi'eia
fago publieo que se receberam preposnrV para
construego por conta dos cofres jeraes, de urna
pon
ga
Esta ponle, que ser de ferro batido, deve ser
construida, pelo menos em suas dimeosoes prin-
cipies, de conformidada com os desenhos apo-
sentados pelo engenheiro do governo. os quaes
desenhos sero paleles aos prelendontes na re-
pariicao das obras publicas, onde racebero todas
as informages necessarias, dirigindo-se ao ehefe
da mesma reparligo.
As propostas devem ser encaminhadas aS.
Exc. por intermedio desla reparligo al o dia 6
de margo prximo futuro, depois do qual nenhu-
ma proposia mais ser recebida. Cada urna del-
las dever ser acompanhada dos respectivos de-
senhos e dover igualmente incluir a collocago
da ponte era um estado completo para o servigo
publico.
O governo nio se obrga a estar pela mais bai-
xs offerla sem o concurso de outras condigoes.
Directora das obras publicas, 6 de fevereiro
de 1861.
O director.
Mar linean.
A cmara municipal desla cidade declara
para conheciraento do publico, que segundo a
communicagao que lhe fez o Exm. Sr. presidente
da provincia, se acha restabrlecido o transito de
pessoas a p pela ponte velha do Recife, visto j
se achar concluido o pnssadigo que para esse fim
se mandn construir na mesma ponte.
Pago da cmara municipal do Recife era ses-
so de 4 de fevereiro de 1861. Luiz Francisco
de Barros Reg, pto-presidente. Manoel Fer-
reira Accioli. secretario.
Curso commercial
Pernambucano.
Fa acba-ae aberta a matricula para ette
curso ate* o dia 15 do correte, quando
sera encerrada definitivamente, segun-
do o disposto no art. 21 do regula men-
t interno.
Ai pessoas pois que pretenderen ma-
tricular-se, e que ainda o nao tenham
tetto, poderSo dirigir se a secretaria da
directora geral da nstrucqao publica,
onde tem lugar a respectiva inscripcao,
tendo-o previamente requerido aoExm.
Sr. presidente, na conformidade do art.
36 do referido regulamento.
Curso commercial Pernambucano 6
de fevereiro de 1861.
O professor,
A. W. Pinto Bandeira e Accioli deV.
Conselho Administrativo.
O conselho administrativo, para foroecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os obiee-
los seguintes : ^^
Para a companhia de cavallaria delinha.
o davinas de fuzil com varetas
11 espadas com bainhaa de ferro.
11 apparclhos de limpeza.
11 bolgas para apparelho de limpeza.
11 bornaes para rages.
Para o fabrico do fardamento do %' balalhao
de infantaria.
1360 covados de panno verde.
1088 varas de cordo preto de la.
3056 botes grandes de metal bronzeado com
o n. 8
1224 ditos pequeos de metal bronzeado com
O N. o.
1652 ditos grandes de metal amarello liso.
z/2 bonela.
272 grvalas.
27 parca de platinas de meia la de metal.
fiurinP"e* da" de P80n seunu0 n0T
21 bandas de la.
262 manfs de la.
542 esleirs de palha de carnauba.
Para provimento dos arroazeus do arsenal
de guerra.
0 arrobas de zinco em barra.
4 caixas com folhas de Flandres marca IX.
4 dilas com ditas ditas marca GI.
2 dilas com ditas dita marca XXI.
20 arrobas de ferra inglez de varanda.
1 serrle do 30 pollegada?.
20 duzias de taboas de pinho americano.
ira r\ n- -,;.-. V. 1 l i *>
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber que o lllra. Sr. Dr. director geral
da instrueco publica, para conhecimenlo de lo-
dos a quem interessar possa, mandou publicar o
oflkio do Exm. Sr. presidente da provincia, que
se segu :
4. secgo Palacio do governo de Pernam-
buco 1." de fevereiro de 1861.
Convindo regularisar o ramo do servigo que
concerno a instruegao publica da provincia, de
forma que neuhum" papel relativo quelle servigo
suba presenga da presidencia, seno por inter-
medio de Vrac. ecom sua informago : determi-
no a Vrac que recommende a todos os directores
de quaesquer cstabelecimentos de instruegao,
quer pblicos quer particulares, quo exislam na
provincia, que guarden) iuteiramenle aquello pre-
ceito ; cessando assim a pratica prejudicial de
cada um delles provocaren) directamente deci-
ses da presidencia, sem audiencia da directora
da instruegao publica da provincia Dos guar-
de a Vmc. Ambrosio Loito da Cunha, Sr. Dr.
director geral da instruegao publica.
E para o Oel cumprimenlo da referida ordem
que o mesmo Sr. dir.-clor geral recommenda, se-
r este repelido pela imprensa.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 5 de fevereiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Declarares.
De ordera de respectivo Sr. juiz de paz do
l.* districto da freguezia do S. Sacramento do
bairro de Sanio Antonio desti cidade fago scienle
a quem convier, que as audiencias desle juizo sao
as torgas e sextas-feiras as 2 horas da tarde, na
sala publica de audiencias.O escrivao,
Joaquim da Silva Reg.
Pela delegada do Cabo so faz publico que
se acha recolhido cadeia o escravo de nome
Manuel Joaquim, o qual diz pertencer a Joaquim
de S Cavalcanti, senhor do engenho Jardim, fre-
guezia do Iguarass.O delegado.
* Jos Pereira Teixeira.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco,
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar as notas de 10$ e 20,$ que
havia emittido e ainda existem em cir-
culac-ao, prevenindo de que conforme
o decreto n. 2,66\ de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do ihesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituidlo s continua sem pre-
juizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marqo prximo vindouro, poi
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressivo
do 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 por cento no se
gundo, de 30 por cenlo no terceiro e
assim successivamente at icar no dci-
mo mez e d'alii por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861. Os directores gerente, Luiz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deiro Reg.
5 cornetas de toque.
1 cordo para as ditas.
Bocal para corneta.
Para o balalhao da guarda nacional de Se-
rinhem.
8 cornetas de toque.
Para o balalhao da guarngo desla provincia.
cometas de toque cora voltas, bocaes a
ponlos.
Quem qnizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhia do dia 8do
correnle raez.
Sala das sessoes do conselhe administrativo,
para foroecimento do arsenal de guerra. Io da
fevereiro de 1861.
Bento Josi Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Capito do porto.
Do ordem do chefe de diviso. capilo do porlo
se faz publico o aviso abaixo, da capitana d
Maranho.
Capitana do porto do Pernarabueo,4 de Janei-
ro de 1861.O secretario, J. P. B. de Mello
Reg.
quem se
provando.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Pela capitana do porto do Maranho, se fax.
publico aos navegantes que do dia 15 de feverei-
ro prximo futuro em diante ser de novo illu-
minado lodasas noiles o pharol da ilha de Santa
Anna d-sta provincia, d) lat. sul 2o 16* 30" long.
O Grew. 43" 38' 25" ; sendo do systema de rota-
gao com eclipses de 32".
Capitana do porto do Maranho, 25 de Janeiro
de 1861.Hermenegildo Antonio Darbosa de Al-
rocida, capito do porto.
Pela administrago do crrelo desla cidado
se faz publico que a agencia do correio de Fer-
nando, provisoriamente creada, se acha funcio-
nando desde o dia 22 de Janeiro ullimo.
.o?.urrc' da Pe>arabuco, 7 de fevereiro da
u.
Por esta subdelegada se faz publico que sa
acha depositado ura cavallo alaso cora cangalha.
que foi tomado no acto de ser preso Luix Jos
Bezerra. por suspeito de ser furtado
julgar com direito, coraparega, que
lhe ser entregue.
Subdelegara do 1." districto da freguezia dos
Afogados 4 de fevereiro de 1861. O subdelega-
do supplente, Jos Buarque Lisboa.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do dia t. de fevereiro vindouro ana
dianle se principian) a contar os 30 dias uteis pa-
ra pagamento bocea do cofre dos seguintesim-
poslos : 12 0|0 sobre as lojas a retalho, armazens
do fazendas, tabernas e casas de leilo ; 4 0(0
sobre os armazeBS de recolher, botequins, botis,
casas de pasto, typographias. prensas de algodo.
cocheras, cavallarigas, e todos os mais estacele-
cimentos em que houverera gneros expostos
venda ; 2003 sobre casas de cambio, 509 sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados era paiz estrangeiro e por casa de jogo de
bilhar ; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrosas, tanto do servigo particular co-
mo de aluguel. M->sa do consulado provincial
28 de Janeiro de 1861.-Pelo admioistrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Eoi appreheodido por esta subdelegara um
quarto caslanhocom trente aberla, pscalgsdos,
e castrado; quem for seu dono, coraparega nesta
subdelegada, que provando a posse quo nelle
tem, lhe ser entregue. Subdelegara de S. Jo-
s do Recife 31 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Pinlo.
CASSINO POPULAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sal ha do 9 de levereiro.
A sociedade Cassino tem a honra de ansunciar
ao respeitavel publico que dar no dia 9, um es-
plendido baile, espera grande concurrencia por ser
esta a poca em que a lodos licito tonar parte
em seus folgares. A soriedade nao quer Iludir o
publico com grandes promessas e enfadonhosan-
nuncios e porlanto limila-se a dizer que tari
quanto coubor no possivel para que os bailes de
Cassino nada deixem a desejar e que nelles con-
tinu a remar ordem, moralidade e respeito. A
sociedade Itsongea-se em ter feilo a acquisigo de
ura lindo Runete ptico, no qual oa concurren-
tes Urao/te apreciar os mais ricos quadros e con-
fundir-so a mais perfeiU illusae com a resuda Je.


*Jf5?

DIABIO DE PULRABIUGO. -SEXTA FElfiA 8 OS FEVEREIRO DE i 861.
\
Ai dijpo?ic6es do regulamento interno approva-
do pelo lllm. Sr. Dr. chefo de polica serao fiel-
mente observado. Os carloes do ingresso estarlo
4 venda no pavimento terreo do mesmo palacete
no da do baile.
Entrada para damas gratis,"cavalleiros BftOOO
Maranho.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Recita concedida pelo Exm,
presidente da provincia
Sr.
EM BENEFICIO DA ACTRIZ
Isabel Mara Xuncs de Oliveira.
Sexta-feira 8 de fevereiro.
Depois que a orcheslra liver executado urna
escolhida ouvertura, subir scena pela primer
ra vez oeste thealro o drama em tres acto.", ira-
duccao hespanhola,
i. MMM1L
ou
08 M\0S C0NSELH0S,
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1. O encontr.2." O roubo.3. O reconhe-
cimento.
Segoir-se-ha pela beneflciada e o Sr. Santa
Rosa, o muito applaudido duelo do
MEIRINHO E A POBRE.
Terminar o espectculo com a jocosa comedia
em um acto do insigne escriptor brasileiro o Sr.
Penna
O JUDAS
SABBADO DE ALLELUIA.
. Tomara parto nesle espectculo os artistas
Raymundo, Santa Rosa, Jos Alves, Vicente, Ski-
ner. Braga, Lisboa, D Leopoldina o a beneflciada
que de aolemao agradece lodos que se presta-
ram Irabalhar no presente espectculo.
Os intervallos serao preeochidos com escolhi-
das pecas de msica, entre as quaes serao toca-
das a walsa Pepita, a schetisch Isabel, e a war-
soviana Rainha do Palco, oiTerecidas benefi-
ciada.
Ao publico a beneficiada outra vez anda im-
plora a mesma protcc;ao que em idnticas cir-
cunstancias lhe ha prodigalisado, e Ihe vota sua
eterna gralido-
Os bilhetes acham-se em mo da beneficiadla
na ra do Rangcl n. 67, segundo andar, e no dia\
do espectculo no thealro.
Principiar s 8 horas.
<^ Avisos martimos.
Para o Cear
segu com brevidade o cter nacional Erna
por ter parte do carregamento a bordo ; para o
resto e passageiros, trata-so com o capito Joo
Antunes da SiUeira, no armazem de Augusto
Ferrcira & C ra da Lapa n. 4.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sanl'Anna;
para o restante do seu carregametito e passagei-
ros, trala-se com Gurgel rmeos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brgue escuna Jovem
Arlhur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para o
resto que lhe falta, trala-se com os scus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
MA
Rio de Janeiro
o bem ooohecido e veleiro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de sua carga prompta : para o resto
que lhe falta, trala-se com os seos consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu nestes dias por ter mais de meio carrega-
mento a bordo o palnaboto Artista ; para o
resto e escravos a frete, trata-se com Caetano Cy-
riaco da C. M. & Irmao, ao lado do Corpo Santo
numero 25.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j alguraa carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife n. 12.
mm
O hiate Santo Amaro recebo caega a frete f a
tratar com Caetano Cyriaco da C. M. & Irmo, ao
lado do Corpo Santo n. 25.
O brigue nacional Encantador, a chegar por
estes dias do Rio de Janeiro, seguir ao mesmo
porto com muita brevidade, para cargas
sageiros trata-se na ra da Cruz n 45,
torio,
e pas-
escrip-
Para o Cear.
Segu nestes dias o palhabole Garibaldi, tem
parte da carga prompta : a tratar com Tasso Ir-
iiiaos.
Aracaty e Ass
Hiate Oous Irmflos, abe na presente semana,
anda recebe carga.
COMPANHA BRASILEIRA
DI
MWO& & VJUNNR.
Espera-se dos portos do aul at o dia 29 do
correte o vapor Cruzeiro do Sul. commandan-
te o capilao de mar e guerra Gervazio Mancebo,
o qoal depois da demora do cosiurae seguir
fiara os portos do norte.
Desdo j recebem-se passageiros a engaja-se
m carga que o vapor poder conduzir. a quat de-
reri ser embarcada no dia de tuaVcbegada :
agencia ra da Cruz n, 1, escriptorio a Azeve-
do A Mendes,
Segu nestes dias o hiate Santo Amaro, re-
cebe carga a frete ; a tratar com Caetano Cyriaco
da C. H. & Irmo, no lado do Corpo Santo o. 23.
Para.
O palhabote Santa Cruz a chegar nestes dias,
o logo que descarregue, carregar para o Para
em direitura por ter mais de meia carga promp-
ta ; para o resto da carga, trata-se com Caetano
Cyriaco da C. M. & Iimo, no lado do Corpo
Santo n. 23.
Cear.
O hiate Vedeta segu com brevidade : para
carga, trata-se com Caetano Cyriaco da C. M. <&
Irmao, no lado do Corpo Sanio n. 33.
Gompanhiapernambucma de
navegacao costeira a vapor.
Hoje o ultimo dia que o vapor Jaguoribe, re-
cebe carga para os portos do norte at a Granja.
COMPANBIA PERNAMBUCAIU
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Iguarass, eommandante Moreira, se-
gu viagem para os portos de norte at o Cear
no dia 22 do correte mez s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 21 ao meio dia. Encom-
menda3, passageiros e diuheiro a frete al o dia
de sua sahida s 3 horas. Escriptorio no Forte
do Mallos n. 1.
C0HPANI1IA PERNAMBIGANA
DE
Navegacao costeira a vapor.
Em lugar dp vapor Iguarass como eslava ao-
nunciado seguir o vapor Jaguaribe para Gran-
ja. Cear, Aracaty. Maco. Rio Grande do Norte
e Paralaba no dia 9 s 5 horas da tarde,
cebe carga al o dia 8 s 3 horas da tarde.
Re-
Leiles.
>e carga
*4edio
Sexta-/era 8 de fevereiro s
11 horas ein ponto.
O agente Pinto fara' leilo por conta
e risco de quem pertencer em seu ar-
mazem na ra da Cruz n. 51, de 3 cai-
xas chegadas ltimamente da Baha con-
tendo os difTerentes objectos a saber:
1 caixu com 99 vestiJi nhos para meni-
nas de diF rentes tamanhos, nao s
de 15 como de chai y.
1 dita com 100 casacas para meninos
de di Aferentes mol Jes e diversas qua-
lidades.
1 dita com 69 t|2duzias de camisas de
linho para homens.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Vendo recebido um, sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento deca-
xinhas novas
Nograndesalodarua do Imperador
No grande saino da ra do Imperador
No grande saliioda ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento 'de caixas, qua-
jdros, aparatos chimicos, e urn grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecmentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os ca valhei ros e sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima lea anunciado.
Attencao.
Gouveia nacoes novamente estabelecida tiesta
praca, avisam aos seus committer.tes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e sotao :
da ra da Imperial d. 109, a (aliar na ra da
Aurora n. 36.
COMPANHA
ALLIANCE,
testabeecida em Londres
i m si mu.
CAPITAL
Cinco dYboes de Ultras
sterUnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quera mais convier, queeslao ple-
namente autorisados pela dita coropanhia para
eflccluar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que con ti veremos meamos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
j; ilmm VKw IMm VmwvK^WKw llflW BatBVSx'wM
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier, cirurgiio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Francisco Pinto de Penoucos, subdito por-
luguez. val a Europa.
Perdeu-se urna carlcira de algibeira. de
raarroquim verde, j usada, nocontioha dinhei-
ro, e somenle algum papel ; quem a tiver acha-
, do pode entrega-la na praca da Boa-Vista n. 14,
que receber 1{>.
Attencao.
Precisa-se de um criado para fazer o servigo
necdssario era urna cocheira, prefere-se captivo,
e paga-se bem ; a tratar na ra do Queimado
numero 51.
Precisa-se de urna ama que cosinhe e engome
para umas pessoa, na ra do Rosario estreila
casa n. 20 segundo andar.
Publicacao litteraria.
Vai nestes dias entrar no prlo um drama de
costumesem 4 actos, intitulado Culpa e Arrepen-
dimento, por J. G. de Bastos, que sahir a luz
acompanhado de umjuizo criticodo lllm; Sr.
Dr. Jos Soares de Azevedo.
O autor fie ara summamenle grato a todas as
pessoas que com a sua assignatura se dignarem
auxilia-lo na publicacaodestaobra, sua primeira
e acanhada producto, confiando que o publico
benvolo lhes prestar favoravel acolhimento.
Precisa-se de urna criada par casa de pou- I Para as assignaturas existera prospectos no Ca-
ca familia, que saibi engommar, cozinbar e la- bnete Portaguez de Leilura e as livrarias dos
Leilo
var, preferindo-se escrava ; na ra da Caixa
j o'Agua n. 66.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16 an-
nos, que tenha pratica de taberna ; na ra da
; llore mina n. 32.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar e engommar, para urna casa
de pouca familia : na ra da Praia o. 9.
I ~ Algum seohor estudante da academia que
j quizer morar em urna casa de familia, indepen-
dente da mesma, dando elle bom coohecimento
i de sua conducta moral e civil, e at nao se du-
. vida a suppri-lo com a comedoria ; quem pre-
! tender, dirija-se a esta typognphia que se indi-"
' cara quem faz este trato.
O agente Pinto vender' em leil5o no
dia sexta-leira 8 de fevereiro, a dinhei-
reiro ou a prazo em seu armazem ra
da Cruz n. 1, os seguintes objectos, a
saber:
55 duziasde luyas de seda.
6i ditos de cinturoes elsticos.
14 ditas de casaveques.
153 chapeos de sol de panno.
LEILAO
DE
MOVIS.
Sexta-feira 8 do corrente.
Costa Carvalho far leilo em seu armazem na
ra Nova n. 65 de varias obras de marcineiria de
apurado gosto
Tambem
vender 1 carro grande de 2 cavallos com arreios
tu Jo em bom estado, as 11 horas em ponto.
Srs. Manoel Figueiroa de i'aria, Nogueira de
Souza Sl C Miranda & Vasconcellos e Guimares
& Oliveira.
O pre;o de cada exomplar 19 pagos no acto
da entrega.
Na estrada do Manguinho sitio
da viuva Carvalho, ha para alugar ou
arrendar pelo tempo que se conveucio-
nar, um grande quadro de trra fresca
e frtil, propriopara a plantacao do ca-
pim: os pretendento dirijam-se ao
mismo sitio, que acharao com quem
tratar.
Avisos diversos.
Engracia do Amparo de Santa Rosa,
Amelia de Santa Rosa e Digna de Santa
Rosa sentem-se verdaderamente penetra-
das da mais viva gratido por todas as pes-
soas que se dignaram assislir aos ltimos
suffragios prestados ao cadver de seu pre-
zado fsposo o pai, e nao podem oceultar a
grande parte que obtiveram neste recoohe-
cimento a sociedado dos artistas, a irman-
dade de S. Goncalo, o Sr. director da as-
sociao dos Soccorros Mutuos e os poucos
e especiaes amigos que nao o abandona-
ram em sua enfermidade, acompanhan-
do-o at a sua ultima estancia. Sao nota-
mente convidados para a missa do stimo
dia que devera ter lugar na igreja de S.
Goncalo amanha (sabbado) pelas 6 horas.
ALERTA.
Entrado domingo.
O Julio est na ra do Imperador n. 44, pri-
meiro andar por cima da botica, onde os rapa-
zes podero achar um grande sortimento de ves-
tuarios tanto a carcter como a phantasia todos
novos e por pequeos precos, apparecam para
certiflearem-se.
Deseja-se fallar com os Srs. Francisco Pe-
reira do Res e Joaquim de Oliveira Maia Jnior:
na ra do Crespo n. 17.
O abaixo assigndo mora na ra do Cres-
po n. 15.Joo de Siqueira FerrSo.
Fugio no dia 2 do corrente o escravo cabra
de nome Joaquim, de estatura regular, cor ma-
cilenta, bastante aloleimado, e com sigoaes de
chumbo as costas ; levando vestido calca e ca-
misa de riscadinho azul, bem como um chapeo
de castor rapado com Ota preta larga ; suppoe-se
ter seguido para Macei, d'onde veio remettido
pelo Sr. Domingos da Silva Torres para ser aqu
vendido: quem o apprehender pode entrega-lo na-
quella cidade ao dito seohor, ou nesta a Jos Joa-
quim Dias Fernandes & Filhos, no sau escripto-
rio, no largo da Assembla n. 16, que so grati-
uesr.
CASA DE SALDE
DOS
SL laftlSBS & Si
Sita em Santo Amaro.
Esteestabeiecimentocontinua debixoda administracao dos pro-
pietarios a receber doenles de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all em pregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar podedirigir-se as casas dos proprietarios
^J ambos more dores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta- ^^
- tabelecimento. -.yl
Reforma de presos.
Escravos. -..... 20000
Marujos ecriados..... 2.^500
Primeira classe 3^ e. 3^500
As o pera qdes serao previamente aj ustadas.
Aloga-se una boa casa terrea com quintal
b portio, bastante aceiada a cora flluminaco a
gaz, alta na ra dos Martyrioa n. 14 : a tratar na
mesma casa, das 4 horas da Urde em diante.
Offerece-se um mojo Porluguez de SO an-
uos, pouco maisou menos, para caixeiro de ta-
berna, do que tem bastante pratica, escreve mui-
to bem, e d conhecimenlo de sua conducta ; na
ra dos Martyrios n. 36.
Vestem-se aojos para as procissoes da qaa-
resma, com gosto. e por preco coramodo : quem
quizer, polo procurar na tua da Penha, sobrado
numero 11.
A pessoa que annuo.iou precisar de 500 a
juros, dando em hypotheca um ezcellente escra-
vo, dirija-se a ra da Imperatriz, luja de barboi-
ro n. 51, se dir quem d.
Alugam.se o 1. e 2." andares das duas ca-
sas da ldeira da Ribeira e Quatro Caoto3 em O-
linda ; a tratar na ra da Cadeia do Recife, es-
criptorio n. 56, de Leal & Irmio.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigoae
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tioha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e ra
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
m O Dr. Casanova
H pode ser procurado todos os dias em seu
9j consultorio especial homeopalhico.
n 30~Ria das Crnces-30
3| Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra, re-
commendada inlelligeocia de qualquer
pessoa.
Antouio da Silva Lima, relira-se para o
Coar.
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
g rangeiras d. 15. Na mesma casa tem
^ agua e p dentiGco.
Joao Ferreira de S Leitao. sclentifica ao
publico, que nesta data comprou ao Sr. Antonio
Jos Paulo do Carvalho, a casa de lunch, sita na
ra estreila do Rosario n. 12, se alguem se jul-
gar com direito s mesma, queira dirigir-se ao
annunciante nestes tres dias.
# ### ^e
.-* O vdvogado Dr. Manoel do Nascimonto @
@ Machado Pcrtella pode ser procurado para
9 os negocios de sua proflssao. das 9 s 4
@ horas da tarde, em seu escriptorio no pri- J$
@ meiro andar da casa n. 83 da ra do Im- 9
@ perador. a
CONSULTORIO
DO
hed ro copar te i e operador.
3 RA RA GLORIA, CASA RO FUMR Ao 3
Clnica poT ambos os systcmas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias'pela manhaa, e d9 tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidado, como pan o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
ivros do Sr. Jos Nojueira de Sonsa na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteaehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos procos seguintes:
Botiea de 12 tubos grandes.....,.....109O0O
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos................. 209000
Dita de 48 ditos................. 253000
Dita de 60 ditos...............- 309000
Tubos avulsoscada um.........*....: 1*000
Prtiscos de tinturas. ; ;............ 29000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portugus, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Ca margo < Silva.
receotemente eslabelecidos com loja de fazendas
na ruado Crespo n. 1, junio ao arco do Santo
Antonio, teem a honra de convidar aos senhores
consumidores, tanto da praija como do mato, a
visitarem seu estabelecimento adra de sortirem-
se de boas fazendas por precos mui razoaveis,
dos quaes aqu esto alguns : chitas francezas de
muito bom panno, cores fizas, a 240 rs. o cova-
do, velbutioas lavradas imitando velludo a 600
rs. o covado, sedas de qnadrinhos a 640 e 800 rs.
o covado, grosdenaple de cor com algum toque a
1# o covado, ramisiohas de cambraia para se-
nhora a 1#, ricos cortes do vestido de seda com
algum toque, muito barato, cassas, organdys,
chales de diversas qualidades, enfeites de cabeca
de 2$ a 59, luvas de seda entenadas algo par,
e Outras muitas fazendas que se raostraro op-
portunamente.
Hotel inglez.
O cnsul de Franca sendo pela morle da tina-
da M. Marmier, conhecida nesta pra;a como M.
Dubois, incumbido de realisar a parte que a dita
senhora linha no hotel inglez, convida as pessoas
que tem contas a receber da dita senhora ou do
mesmo hotel, de as spresenlar no consulado
francez no prazo de 10 dias da data deste, para
serem reconhecidas : oulro sim roga as pessoas
que se acbam devendo ao dito hotel ou a M. Du-
bois o favor de mandar pagar as respectivas con-
tas ao referido cnsul no mesmo prazo de 10 dias:
as pessoas que desejarem comprar o dito hotel
devero dirigir-se para tratar do ajuste ao supra-
dito cnsul. Pernambuco 5 de fevereiro de 1861
Camargo Siha,
compradores da luja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, junto ao arco de San-
to Antonio, pedem aos devedores daquella Arma
que por obsequio venhara salisfazer suas contas,
afim de evitar que sejam procurados.
O abaixo assigndo faz publico que o an-
nuocio publicado nos Diarios de 3 e 4 do corren-
te em que chama Jos Joaquim de Abreu, nlo se
entende com Jos Joaquim Gomes de Abreu.
Antonio Caetano da Molla, subdito portu-
guez, retira-se para as provincias do norte.
Precisa-se de urna ama para engommar e
cozinhar, tambem se recebe urna orpha ou se-
nhora de bons coslurr.es que queira prestar al-
guna serviros a urna pequea familia ; na ra
Nova n. 16.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-
rora n. 44 ; a tratar na ra Nova d. 16.
Veneral confraria de Santa
Rita de Gassia.
A mesa regedora da contraria de Santa Rita
de Cassia, convida a todos os seus charissimos
irmaos para comparecerem no dia 13 do crtente
mez pelas 2 horas da tarde no consistorio da
mesma contraria, aura de acompanharem a pro
cisso de Cinza.
Consistorio da veneravel contraria de Santa
Rita de Cassia, em 4 de fevereiro de 1861.O es-
crivao, Joao Pedro de Jess da Malta.
Aluga-se urna casa terrea na travessa do
Carmo ; a tratar na ra do Queimado n 48.
Consullas medicas.
Sero dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde as 6 at as 10 horas
da maoha menos aos domingos sobro : !
1." Molestias de olho?.
2. Molestias de corceo e de peito. i
3." Molestias dos orgaos da gerac.5o e
do aous.
O exame dos doentes ser feito na or-
dem de suas entradas, comegando-se po-
rm por aquellea que soffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos serao em pregados em suas consul-
tacoes, e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade sabr a sede,, natureza e
causa da molestia, e dahi dcduzir o plano
de tratamento que deve deslrui-Ia ou
curar.
Varios medicamentos serio tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
promptido em seus effeitos, e a neceas i-
dade do seu emprego urgente que se usar
delles.
Praticar ahi mesmo, ou em casa dos
doentes toda e qualquer operacao que
jolgar conveniente para o restabeleci-
menlo dos mesmos. para cuio fim se acha
prvido de urna completa colleccio de
instrumentos indispensavel ao medico
operador:
Aviso
aos terceiros da ordem de S.
Francisco .
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas-
vndese estameoha para hbitos a 2200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmaos a 4&f cada um, obra muito bem
feita.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancpaco dos Captivos.
NS3 se tendo ultimado na sesso geral de 6 do
corrente os trabarnos que deu lugar a dita reu-
l!t0.exr*ord"". o Sr. presidente interino at-
tendendo a necessidade do serem concluidos as
t, K r\8peil0 das ^"O'oes em qnes-
n.r'.X,^Tsaoco0v,d.dos os senhores socios,
para domingo 10 do corrento, as O horas da mal
nhaa se reuuirem em assembla geral para o fim
de ser definitivamente resolvido.
Secrelaiia da Associacao de Soccorros Mutuos
! ,"i" EmancipaQo dos Captivos 7 de fevereiro
de lool.
Antonio Pereira de Souza.
1- secretario interino.
A mesa da veneravel ordem teiceira da Se-
nhora do Carmo do Recife convida aos nossos
charissimos irmaos para acompanharem a pro-
cissao de cinza, que ter lugar na quarta-feira
id do corrente, e assim pede aos mesmos irmaos
para comparecerem na mesma ordem as 2 horas
da tarde, paramentados com seus hbitos. Se-
cretaria da veneravel ordem lerceira do Carmo
do Recife 7 de fevereiro de 1861.O secretario,
Antonio da Silva Gosmo Jnior.
Campos & Moreira fazem publico ao com-
mercio desta praca, que nada devem, esuas coa-
las se acham soldadas, tendo vendido a sua pa-
dana da Passagem da Magdalena, na ruado Bem-
ttca n. di ao Sr. Jos Gomes de Albergara, livre
e desembarazada do activo e passivo perlencenta
ao referido estabelecimento. Approveitam esta
occaaieo para avisar aos seus devedores paca sa-
usfazerem o que lhe devem.
Antonio Jos da Costa, tubdito portuguez,
Tai a Europa.
Attencao:
Quem se julgar credor do finado Francisco
Custodio de Sampaio por qualquer titulo ou con-
tas, queira apresenta-las at o dia 15 do corra-
le na ra da Cadeia do Recife n. 56, loja de fer-
ragens de Sampaio, Silva 4 C, afim de tratar-se
de sua verifleacao eserem Incluidas no inventa-
rio que pelo juizo de orphos desta cidade est
procedendo a viuva do mesmo Sampaio.
Aluga-se o armazem da casa da ra da
Moeda n.7 : a tratar no lado do Corpo Sauto,
armazem de cabos n. 23.
Film
Glorioso S. Gonzalo.
A commissao encarregada de promover os fes-
tejos do Glorioso S. Gonzalo, collocado na capel-
la do Santo Amaro das Salinas, desejando este
anno solemnisalo cem o brilho e pompa que de-
ve, promoveu entre os moradores daquelle lugar
algumas csmolas e contina a pedi-las, aQm da
poder occorrer as grandes despezas que tem de
fazer para tornar mais brilhante e magestosa a
festa, que ter lugar domingo 10 do corrente. A
mesma commissao fem resolvido na sexta-feira
8 do corrente, pelas 8 horas da noite, ao sora de
urna banda de msica e piedusos cantos, a ban-
deira, conduzida por algumas mocas de familia
que a islo se prrstam por servico ao Glorioso
Santo, percorrer. as ras, sahindo da casa da
juiza at a igreja, onde ser basteada. A festa
ser celebrada com toda a pompa devida a gran-
deza da sautidade do acto, pregando um dos dis-
tinctos oradores desta cidade : concluida a qual.
a mesma banda de msica do palanque que lhe
destinado tocar bellas e harmoniosas pegas ; e
alarde haver corridas. A commissao annun-
ciante roga aos moradores daquelle lugar de
mandarem adornar e Iluminar as suas casas as
ooites de 8, 9 o 10.
Precisase alugar um pequeo sitio perto
da praga, como sejs Soledade, etc.; a tratar ni
ra do Imperador n. 30.
Precisa-so alugar urna ama que saiba cozi-
nhar e engommar para casa de pouca familia :
na ra da Concordia o. 65.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e que
saiba engommar, pagando-se muito bem : na ra
dos Pescadores ns. 1 e 3.
Attencao
Acha-se justo e contratada a compra da casa
terrea n. 37 da ra Real, junto a ponte de Man-
guinho, com a proprielaria D. Hara da Luz Tei-
xeira Costa Pacheco : so alguem se julgar com
direito a mesma, queira annuociar nestes 3 dias.
O abaixo assigndo faz scieole ao respeita-
vel publico que Antonio Alves Correa dcixoude
seneu caixeiro desde o dia 6 do corrente ; qual-
quer recibo que se ache passado por elle, nao o
levarei em conta. Recife 7 de fevereiro de 1861.
Antonio Carneiro Pinto.
Manoel Ignacio de Oliveira & Flho sacam
sobre Lisboa o Porto : na larga do Corpo Santo,
escriptorio.
Fugio do abaixo assigndo, no dia 6 do cor-
rente, a preta de nome Joanna, do nacho Ango-
la, baixa, cor meia fula, e magra ; levou vestido
escuro j usado e panno da Costa francez : pe-
de as autoridades policiaes e capiles de campo
a captura, e levar a ra do Queimado o. 4.
Magalhaes & Maia.
IJiMiBMlMlMllMIlMMfilMIMg
ml Julio & Conrado. |
Ra do Queimado n. 48. S
Parlicipam aos seus numerosos fregu- E
zes que tendo chegado o seu mestre al-
faiate que mandaram contratar em Paris,
acham-se promptus a mandarem execu- ||j
tar toda e qualquer obra tendeoie a al- 5
faiate, assim como tem em seu estbele- ff
cimento grande sortimento de ludo quan- t
to se desejar, para qualquer das esta-
coes nao s de fazendas como diversos J
aitigos de luxo, continuando o mesmo 3>
mestre a receber por lodosos vapores ti- &
gurinos para raelhor poderem servir .10 u
respeitavel publico a quem pedem de vi- 32
rem visitar o seu estabelecimento que eocontraro aquillo que desejarem. |S
Jkjpriorio do Dr. Mello Motn.
a s
i i t i
69004
Precisa-se da quantia de 500$, pagando-se
um juro ventajoso e dando-se em hypotheca um
excellente escravo.
ifetrn'amltucAttft.
Domingo, 10 do corrente, s 9 horas da ma-
nhaa haver sesso extraordinaria do conselho e
da assembla geral.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nambucana, 7 de fevereiro de 1861.
Jlvencio Cesar,
Io secretario.
Precisa-se alugar una
ezerava para o servico de urna
casa de familia: na ra da Ca-
deia n 53, terceiro andar.
O secretario da irmandade de N.
S. do Terco de ordem da mesa rege-
dora, convida a todos os seus 1 darissi-
mos irmaos para comparecerem na res-
i pectiva igreja quarta-feira i 5 do cor-
rente, pelas 2 horas da tarde, afim de
eemor pora cao acompanhar-se a procis-
s5o de Cinza, para a qual houve convi-
te da venerevel ordem terceira de S.
Francisco.


DIARIO DE PERNAfcBUCO. SEXTA E1RA 8 DE FEVEREIR DE 1861.
(J
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPABKOUKIA E)@ R. TQWW8EN11)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' CO DR JAMES R. GHILTOtf,
iuiico e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Etpca se pelo seo extraordinario
e qaasi miraculoso effeito no
sangue.
Cida uta sabe que a sauje ou a iafermidade
lpenle di recia mente do estado deste floidovi-
ta.l. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quut'iiade do sangue n'um homem d'es-
Utura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arrjteis. Em cada
pulsadlo duas oncas sahem do coraco nos bofes
e dalli lodo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
p>sicio extensiva tem sido formada e destinada
con almiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbntk db vida por todas as
partas di orinisacio. Deste modo corre seni-
ora jjIj corpo em torrente, o qual a gran
tonto de infermidado ou de saude.
Sj j sangue por causa alguma se emprenha
de mnerias ftidas ou emompidas, diffunde
oom V8i.ociD4B8 klectrica a corrupeo as
mais rerutas e mais pequeas partes do corpo.
O rea jno lanca-se para tras e para diaote pelas
irtarus, nslis veas, e pelos vasos capillarios,
atcvl orgio e cada teagem se fas corapleta-
/nsati 5tiralo e desordenado. Desta maneira
a circilac,ao evidentemente se tazara engenho
PsimsiJ la loanca. Nao obstante pode tara-
ba a obrar cora igual poder na criiQo de saude.
Euivasi o corpo infecionado da doenja maligna,
ouloctl ou garal, e situada na systema nervoso
ou ?lanlaloso, ou muscular, so sraente o san-
gtta pila fazar-se puro e saudavel ficar superior
dojaji e iaavitavelmente expellir da coas-
timicao.
O ^raa le miuancial de doenga ento como
d' aqui ortsta no FLUiociRcui.AiTE,e nenfeum
aUca-nanto que nao obra directamente sobreel-
!e pira p-iriTisar e renova-lo,possuealgum direi-
to ao cui lado do publico.
O ivr.cn 1 O sangos o ponto no qual
se ha myster fxar a attenijao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
A6 PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, bavemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi aposen-
tado ao publico, ~
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Adata-sa to maravilhosamente a constituid0
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E? DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1DO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que l5o grandes
servidos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina des iubs Fronte
Washington, Brooklyn, seb a inspecc,ac directa
do muito conbecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-Vork.cuja cer-
tido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL |E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARRILBA
DO DR. TWSSEND-
O grande purificado? to aaagut
CURANDO
O Herpes
AHerysipela,
a adstricqaodo vbn-
TBE,
AsAlporcas
OsEfFE1T08 DOAZOO-
GUE,
rOLNINHAS BE 48M.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as beni conhecidas folhinhas impressasntsta
typographia
Folhinka de porta ou KALENDaRIO eeclesiastico e civil para o
bispado de Pernambuco..........'. 160 rs
Dita de algibeira contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicaco das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collecejio de bellos e divertidos
n jegos de prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Jila dita .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
cado das festas mu lavis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e oceaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os cilicios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexla-feira da Paixo, (era pottuguez). preco. ....
Dita do almanak, civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, eizeram-semuitasalteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias softre mudaucas) acrescentando-se a nu-
meiacao dos estabelecimentos conmereiaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupacao do individuo de quem se quer
saber a residencia.

TIAVBBIBM
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
(limitada)
HAflL""" ao'peilTel publico que do dia 1*
de fevereiro atclro aviso o iremquP parle da
wt-co das Cinro Pot.Ua s 8 1,2 ZJo,V,
nhaa correr smenle at a Villa do Oto en
irem que at agora tem sabido d Ec*tfa 1 3,1
do Cubo s 3 horas da larde como Cutuav
*.i r.s da P8."lda los trens serao reiruladas
pela tabella seguiute : bu"uss
320 rs. S
1000
Dispepsia,
AS DoENr.AS.DEFlGA-
DO,
AHydbopesia.
AIhpingb
As Ulceras,
O Rhedmatismo,
As Chacas
A Drdilidade gebal
As Doencasde pellb
AS BORBULHAS fA CA-
RA,
As Tosssst,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExtraclo acba-seconlidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhot em to-
do o respeito a algurn outro purificados do san-
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fflARBACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias. in-
fallivcis em seus effeitos, tanto em tintura, como
los pas de familias.
D; rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pto-
visionada pela directuria geral na metror{io pu-
blica, tem a honra de prevenir ao respeitavel pu-
blico, e principalmente aos pais de suas di5cipu-
las, que desde o dia 15 do correnle se acharo
abertas as aulas do seu collesio ; o qunl se acha
por ora eslabelecido na ra Formosa, sobrado
nurrero 15.
A mesraa directora approveita esta occasiao
para asseverar aos pais de suas discipulas que
estas enconlraro em seu culleyio a mesma ins-
peegao, vigilancia e desvelos, que. enconlraro
em suas propiias casas, e que nelle receberao
una educa;o moral e religiosa, cumoconvm s
lhas das sociedades christes, que Oevem
Cada garrafa do original e genuino exfractu do Dr. Townsend tem a
exterior de papel verde
ro esariptorio do proprieterio, 212Rroadway, New York, e em Pernambuco na ra da Crut n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
betica da ra Direita n. 8S do Sr. Pranos.
em na
so
Assignatura de banhos fros, morno-s.de choque ou cht-viscos (para urna pessoa)
tomados era 30 dias consecutivos. ,....... 109000
30 canoa p*c-aos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 15J0CO
15 Ditos dito dito dito .;.... 000
7 > ...:.. 10C0
Banhos ivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospreQOs annunciados
Estareduc^ao de precios facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvaniagens que resultara
da frecuencia do ura esiabeleciraento deuma utidadeincontestavel, masque infelizmente nao
estando em aosso* hbitos, anda pouco conbecida e apreciada i
TABAC CAPORAL
He^osilo das mauufaeUiTas mpeTiaes deran^a.
Etojxcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23,ESQUINA DA
JAMBQA DOGARMO, o qual se vende por mseos de 2 bectogramos a l^OOOeem porcaode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no meemo estabelecimento acha-se tambera
3 verdadeiro papel de linho para cigarros.
Gazcta Musical do Brasil.
Peridico scientifico, critico e litterario.
Publica-se na corte todos os domingo, e cada numero sempre acompanhado de urna pee
de msica moderna, escolhida e indita para piano s, piano e canto ou flauta.
D todas as Delicias musicaes de algurn vulto, quer do Brasil, quer da Europa ; publica as
biographias dos compositores, cantores e instrumentistas celebres, eos retratos dos que nos visitam;
analysa as operas nacionaes e estraDgciras que vo scena no Rio de Janeiro, emm trata de
:tudoquaritodu respeito msica.
O pre^o das asignaturas sem msica 9g poranno, ou 45500 por semestre ; e com msica
22) por anno, ou 113 por semestre.
Assigna-se oesta cidade, na livraria Uoiversal de Guimaraes A Oliveira, rus do Imperador
n. 5 onde as pessoas que qunerem inscrorer-se poderao examinar era urna collcccao da gazeta a
quantidade e qualldade tanto? dos artigoa como das msicas que ella publicou durante o anno
prximo passado. Ver-8e-haqe s as msicas importam pelos precos por que sao vendidas avul-
eas, em mais de 60J>.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Jobston &C ra da Senzalla Nova n. 52.
Aluga-se a casa da praca do Cor-
po Santo onde foi o estabelecimento dos
Sn. Rostron Rooker & C. : a tratar na
travessa do Queimado n. 1, com Joa-
quim de Almeida e Silva.
Companhia de seguros
equidade.
Eslabelecida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Menoel. Duarte Rodrigues,
aceita por corita da mesma companhia
seguros de lodos e pata todos os portos
conhecidos, sobre embarcacoes de qual-
quer partee a precos muit razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a trabar no me.smo sobrado.
Aluga-se a casa terrea u 5 sita na ra do
Hospicio : a tratar no Moudego casa do fallecido
commendador LuizGotaes Ferreira.
Deseja-se fallar aos Srs. seguintes: Senho-
riBho Marques Galvo, Vicente Ferreira Gomes
da Silva, Domingos Jos d.i Costa, GaudeDcio
Ferreira de Siqueira Moraes, Jos Balcebino Gon-
calv-es Lima, Joaquim Amonio G-ngalves da Ro-
cha, Antonio Joaqtrim Brito do Oliveira. Jos
Telles Marinho, Manoel Joaquim Souza Vianna
e Victor Barbosa da Silva a negocio de interes-
se : na loja de miudetaj da ra Direita d. 103.
O abaixo assignado deu procurago bastan-
te ao c. Antonio de Piva Ferreira para cobrar
as dividas activas da casa de Tbiago da Costa
Ferreira Estrella, por liie teitencer como consta
da arrematacao ftita perante em audiencia do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e cons-
tan) das cantas e relago que o dito Sr. Paiva
apreseutar. Recite 1 do evereiro de 1861.
Antonio Joaquim Vidal.
em glbulos, peloe precos mais commodospos- ""'"" """.' cnnsiaes. que oev,m um
siveis. m.w Muiiumua pva dla exercer o espiuhoso ruiuislenu de mais de fa-
milia.
Finalmente, abstendo-se a mesma directora de
encarecer o metbodo de ensiuo adotlido em seu
collegio, limitar-se-ha apenas a atirrar aos pais
de suas discipulas. tanto internas como externas,
que ludo envidar para o adiamntenlo das mes-
mas, visto ser este o r> eio oais propicio de sus-
Muita a tlencao.
No prtaaeiro dia do carnaval sahir o sol mons-
tro, e ao escurecer a la ; no segundo o mesmo,
e no terceiro se nosahir por haver nesle dia
giande eclypse do sol ; porm depois do qual ap-
parecer batante radiante.
Precisa-se tomar a premio a quantia de
l<:0009, daado-se em hypolheca um engenho
perto desta praga ; quem quizer azer este nego-
cio annuncie.
Sr. Dilorczano Pinto de Arauio tem urna
carta vinda da Baha, no largo do Corpo Santo
a. 6, armazem.
Jos Gomes Brrelo, subdito portugus, re-
ma-so para o Para.
. Precisa-e de urna ama para o servico de
pequea familia, e que compre : na ra larga do
Jlusaiio, loja de charutos n. 30.
Precisa-se de um caixeiro para urna casa
de negocio fra desta praca, sendo de idade de
12 a I i annos; a tratar na ra da Cadeia do Re-
cite, loja n. 26.
Banhos econmicos!!
Na casa de banhos do paeo do
Carfno.
Neste estabelecimento (alem dos banhos j co-
nbecido) se fornecer dora em vante, por maior
commodo do publico-^banhos econmicossem
luxo, mas com toda a deceucia e aos precos se-
guintes :
Ibanhoavulso | ?rB?JjJ-.
7 cartees par. banhos }"* ^
30 bahos consecutivos fros ou momos 59.
Carvalho, NogueiraAC,
saccam sobre Portugal qualquer quautia : na ra
do Vigario D, 9, primeiro andar, escriptorio,
AMA.
Preoisa-se de urna ama deleite ; na ra Nova
numero 5
Roga-se as pessoas que leem transac^oes
em contas com os abaixo ssignados, o favor de
aa apresentarem na loja da ra do Queimado c.
33 A, para serem conferidas e pagas ; e para o
mesmo Dm se pede igual favor aos que as Uve-
rera com Joao da Rocha e Silva, parte da firma.
Guimaraes & Rocha.
Para o carnaval.
O artista Raymundo Jos de Araujo tem para
lugar um grande sorlimento de vestuarios para
mascaras, de variados gostos pelos ltimos figu-
raos do baile masqu Je Paris : e os aluga por
precos razoaveis ; assim avisa aos seus amigos
e freguezes, que na quinta-feira 7 do correte
fara eiposigao dos mesmos no primeiro audar da
caga d. 23 na ra Novo, esquina da Camboa do
Carolo.
Antonio Joaquim da Silva, subdito portu-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de um feilar para sitio: a tratar
no Mondego. em casa do fallecido commendador
Luiz Gomes Ferreira.
Joao Ignacio da Costa fazscienle ao respei-
lavel corpo do commercio, quo desde o dia 5
do correte deixou de ser caixeiro do Sr. Luiz
Jos da Costa Amorim ; e approreita a occasiao
de agradecer ao mesmo senhor o bom tratameoto
que recebeu do dito senhor durante o tempo que
estero em sua cssa.
Joao Anglada, subdito hespanhol, retira-se
para o Rio de Janeiro.
Attenco.
Joaquim Pernande, subdito portuguez, retira-
se para o Ro de Janeiro.
A'W"88 um carro unia cocheira sita na
ra das Flores : a tratar em Santo Amaro, casa
junto ao ultimo lampeo.
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos era sua pharmacia ; todos
que o forem lora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaDhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
rtdor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse iropresso
assim marcado, embora lenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falso?..
Um mego Portuguez, guarda-Iivros de urna
casa commercial, dispondo de algnmas horas,
nellasse offerecc para fazer alguma escriplura-
5ao : quem precisar, deixe carta fechada nesta
ivpographia sob as ioiciaes I. A.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
e fazer todo o servico de cisa : na ra do Cal-
deireiro taberna n. 60.
Aluga-se o segundo andar e solio do sobra-
do d. 37 sHo na ra do Imperador : a tratar no
Mondego em casa do fallecido commendador Luiz
Gomes Ferreira.
Traspassa se o aluguel de urna casa terrea
no batrro da Boa-Vifta, de 25 raensaes, com a
condigo de pagar-se urna pequea bemfeitoria e
de comprar-sa urna mobilla do Jacaranda que
nella existe, composta do 12cadeiras, 1 camap,
2 bancas com pedra. 1 mesa de meio de sala e'
outra de jamar, ludo em muito bom estado : a
tratar na ra dos Prazeres n. 30, de manhaa al
as 8 horas, e a tarde das 4 em dianle.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machiois-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro queri de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhesi ser novamente
exigido- Todos os pagamen-
tos dcveni ser feitos ao Sr.
Thomaz Ganett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
_ Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico iulerno de urna casa, que nao tenha vicios ;
na ra Direita n. 72.
tentar o lisongeiro crdito, que grabas ao favor
publico, tem acompanhado ao collegio de Santa
rsula, desde a sua creac.ao einsltllaco.
As differentes aulas no collegio serao dirigida
pelos seguintes professores :
Os enhores :
Dr. Jos Soaresde AzevedoFrancez.
Dr. Filippe Nery Collacninalez.
Dr. Augusto Carneiro Muultiro da Silva San-
tosGeographia.
Joaquim Bernardo de Me ndonjaPiano e canto
Eduardo Gadaull Desenho.
Quem annunciou precisar de 4 000a' com
hypotheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado. botica do Sr. Jos
Alexandre, at as 9 horas da manhaa, que acha-
rcom quem tratar.
JOIAS.
O bacharel Manoel Nelto Carneiro d JO
Souza Bandeira abri na villa do Cabo o t%
seu escriptorio de advocada, roa da ma- triz casa amarella, e ah ofTerece os ser- *g
vicos de sua proQs6ao mesmo aos habi. Stt
tanles fora da comarca que liverem al- *>
guma questo para aquetle foro. a
J 3-Rna eslreita do Rosario-3
^ Francisco Pinto Uzario continua a col-
^ locar denles artiflciacs t nlo por meio de
molas como pela preisc do ar, nao re- j
$9 ceb paga alguma sem que aa obras nao 2*
# Oquem a vontade de seus donos, tem pos a
e oulras preparages as mais acreditadas 2
^ para conservarlo da bocea.
Ensino particular.
O abaixo assignado, professor particular de
primeiras letras, latim e francez, reside no ter-
ceiro andar do sobrado n. 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicagao, prudencia e actividade
exerce sau magisterio, e contina a admittir al-
guna internos do pouca i Jad..
Jos Mara Machado de Figueiredo.
O abaixo assignado previne ao Sr. Aggeo
Rduardo Velloso Freir .pie nao pague a pessoa
alguma sua letrada quantia de 1:6009 do arren-
damenlo do mcu engenho Refresco, a vencer-se
em maio prximo vindouro, por ter-so desenca-
minhado do poder do annunciaote ; e para pre-
venir qualquer dolo faco a presente declarasao.
Jos R de Sena Santos.
Attenco.
Roga-se pela segunda vez ao Sr. Candido Theo-
doro Rodrigues Pinto (ou Mendes) de vir loja
da ra do P.asseo Publico n. 11, do contrario se
vender o peohor para pigaroento.
Antonio Caetaoo de Me Jeiros Amorim re-
lua-se pira a Europa.
Casa de aluguel
Aluga-se o primeiro andar o armazem da ra
do Trapiche n. 4, muito proprio para escriptorio
ou consulado: a tratar .no mesmo, ou no arma-
zem da ra da Cruz n. 33.
TBAVESSA DOS PIRES
JOSEPH GROSJEW.
Joseph Grosjean previne ao respeilarel pu-
blico e em particular os seus freguezes, que ten-
do voltado de Franca, tomn novaraeoto conta
da sua officlna de ferreiro, sita na travessa dos
Pires, e que se acha prompto para qualquer con-
cert de seu officio : as pessoas que quizerem
honra-lo com sua conflanca, achirao o seu esta-
belecimento muito bem sorlido de ferros do toda
qualidado para os carros, e tambem um bonito
sorlimento de
Lanternas prra carros,
Gouros e vaquetas de lustre.
e outros ornamentos necessarios para carros, lu-
do de superior qualidade, e mais barato do que
em qualquer outra parle, por ter sido todos es-
ees objectus comprados a dinheiro vista, em
casa dos melhores fabricantes de Pars.
Acha-se em negocio a casa da camboa do
Carmo n. 29 : quem tiver alguma reclamaco a
fazer, annuncie por esto Diario no prazo de oito
dias.
Feitor.
Precisa-se de um feitor para tomar conta de
um sitio, dando-se preferencia a Porluguez : a
tratar na ra do Crespo d. 21.
Joaquim Monleiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do (.ahux n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico era
geral, que se acha surtida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
como negocio, est re3olvido a tender mais ba-
rato do que em outra parle, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca oi-ras vclhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Lauriano Jos de Sarros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fura, que acha-so regpudo a
grande officina de roopas faitaa de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempeohar qualquer ohra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
tmenlo.
A quem interessar.
Offerece-se urna pessoa para fazer esrriptura-
c.io de qualquer esiabelecitwnto por paitidas
simples ou dobradas : na ra do Queimado n. 33
se dir.
-- Na travessa da ra
das Cruzea d. 2, primeiro andar, conlina-se a
lingir com toda a perei^ao para qualquer cor, e
o mais barato possirel.
Alugam-se duas casas no lugar de Santa
Anua de dentro, com commodos sullicientes pa-
ra qualquer familia, lendo o banho perto : a tra-
tar uo pateo de S. Pedro n. 6.
Attenco.
*
As pessoas que liverem relogios para se con-
certar na ra Nova n. 2-2, e quo tem rnais de seis
mezes ; fagam o favor -de vir busca-Ios no prazo ,
do 30 dias, sob pena de serem vendidos pira in-
deranisac-ao dos concilios.
Aluga-se a loja do cobrado da ra do Livra-
menton. 17, com armaran propria para qualquer
negocio, ecomroodoj no fundo para familia : a
tratar na praca da Independencia n. 1 e 3.
o
I
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j3 -O
* a s
_______ t- O > =. =. fi. < ij
AssignadoB. II. framah,
^Superintendente.
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratico de escripturacao commercial
por partidas dobradas e de arithmelica, oirijiido
i>elo abaixo assignado, contina a tunrrionar re-
gularmente as quartas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas que desejaiero ter conherirr entn de
qualquer das referidas materias, quejram dirinir-
se casa do annunciaote, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designad a?.
E tao claro e fac' o systema de escripinrar os
livros mercanlis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao e indili-
gencia serao capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras licoes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonseca de Medetros.
CASA
Aviso.
O abaiio assignado declara ao respeitavel pu-
blico que de boje em dianle deixa de urna vez de
fazer transaccoes sob penhores, como j por cer-
tos motivos tinha dcixado de o fizT, exrepcao
de algumas pessoas a quem poramizade tem ser-
vido, prevenindo-as, que da presente data em
diante por forma alguma jamis a isto se presta-
r : e ao mesmo tempo roga aos donos de al-
guna penhoresque lhe restam, o favor dos res-
galar quanto ante3, porque nao lhe couvem le-
los por mais tempo. Uecife 5 de fevereiro de
1861.Manoel Cypnano Ferreira Rabtllo.
tfte Sociedade mm
Edifica^oes e compra de
terrenos.
O abaixo assignado convida os proprietarios
queja lhe ofTerocerarn terrenos para com o Ta-
lor dos mesmos ontrarem na sociedade na qua-
lidade de commanditarios, a apresentar-lhe os
planos, confrontares, siluagoes e avalua;oes dos
respectivos terreos aromoanhados de urna car- i,.,,
ta pedindo a suaadmisso como socios coroman- :>V* nn .rT *^C.mPharmos a pro-
ditarios da referida sociedade. f!"?? J. C,nfs> S que fomo8 con",,1< P-
A correspondencia dever ser-lhe dirigida el r-dem l"rre,ra da P*"""""-
decommissodeescravos, pa-
teo do Paraizo n 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos que se a- hava
estabelecido na roa larga do Rosario n. 2 ; e
ah da mesma maneira ae contina a recetier es-
cravos para serem vendidos por comroisso 0
por conta de seus senhores, nao se pnupndo es-
forfos para que os mesmos sejara vendidos com
prompitiao. aura do que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Nesle mesmo
estabelecimenlo ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, velhos e moQos.
u or. Manoel Horeira Guerra tem o jg

*f Cabug n. 2 sala contingua ao do ca ti.- g
|| rio do escrtvao Paes de Andrade, onde W
|| ser encontrado das 9 horas da manhaa jp
m al as 3 horas da larde. Rg
Espi*ito Santo de S. Fran-
cisco.
ordem da mesa regedora convido a todos
De
os nnssos irmaos para comparecerem em
consistorio no dia 13 do crrente, pelas 2 e meia
rua do Crespo o. 4 loja.
reirode 186!.
Pernambuco 6 de feve- ,
Joaquim Uuenes da Silva Mello,
Secretario.
II FGIVFI .
. P. M. Dupral. Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
Ricardo Jos Gomes da Luz, subdito portu- 10 a 13 annos de idade, preferindo-se porluguez :
guez, retira-separa Po.tugal. Da rua Direita dos Afogados o. 36.
Raymundo Odoni, subdito frincez, vai paral Lava-ae e engomma-se com todo o aceio a
o Rio de Janeiro. i brevidade ; na rua da Soledade n. 56.
0



w
MARIO W5 l'RKllAVBOeO. SR1TA RUA 8 PlVERHRO DI 1861.
Magestosos saldes
D9
Caes de Apollo.
O nnlisjo administrador dos rasaestosos saldes
do caes de Apollo participa n resriritnv.'l publi-
co, que as das 9, 10. lie 12 do correnle mez,
lnvi'r baile masqu nos majestosos salees do
caes do Apollo, os quaes actualmente so acham
adornados rom grande luso e magnificencia de
modo a exceder a cspectaiiva daquelles que ns
ho tintado, sendo que as paredes adornadas
Cora ricos quadros ltimamente vindog da Euro-
pa. Tudo lia envidado o administrador para que
o pulili -o uo seja Iludido em sua espectaliva
quanlo a parte quo pretende tomar nesses diver-
timentns, sendo que em vez de reccorrer a ros-
tunrnmi c gabinetes pticos que se encontram
em qualquer esquioa e cantos da ci lade, obse-
quiara o respeitavel publico, com bellas o sober-
Ims pei;as de musica que serio ejecutadas pela
banda militar do 4* batnlhao de primeira linln, n
qual nos quatro das cima annunciados tucar
das 7 s 8 horas da noite no guarda roupa do
administrador n. 52, na ra do Imperador parlin-
do depois dcsse para os saldes do Apollo tocan-
do duro no trajelo acompanhada por grande nu-
mero de mascaras que trissojA accordaram. Tudo
DMRtt dias correr para augmentar o prazer di-
quelles que visitaren) os Sales do Apollo, sendo
que n administrador franjear gratis a quera
quier danzar nos saldes, verluarios adequados
Sos dias do'-arnaval. Un clarira de cavallaria
que porcorrer as ras desta cidade, sendo acom-
panhado de alguns estandartes, annuneiar os
bailes riosiuaes se cumpriri restrictamente o
regnlamento do Illm. Sr. r. chefe do polica.
ntralas para liomens 23000.
Ditas para senhora gratis.
Arremata ^o de escravos.
Hje (8) vo i ptaga por esecucao de Joio Fer-
reira Viil-la, por si e como tutor do orphos M*-
aoel Ctmeiro Leal, depois da audiencia do jai/o
de orphaos, os bens resultantes do espolio au fi-
nado Manuel Carneiro Leal, e que constara de
orna mubilia c raaisarranjos de casa, e de cinco
escravos, entre elies duas escravas perfeitas en-
gommadeiras o cozinheiras, e um moteque peca
oxcellente para pagem. Os es:ravos ho de se-
arremataos na sala das auenciis, o os trastes
na casa de Francisco de Paula de Queiroz Funse-
Ca, no aterro da Boa-Vista (ra da lmperatriz],
n. SO, secundo andar. Esta audiencia a lercei-
ra e ull-ina.
Alerta rpazeada.
Na ma dn Imperador n. 52 alugam-se vestua-
rios de todas as qualidades, muito /icos de fan-
tasa, o a carcter, por precos muito commolus,
aonde a rpazeada devora correr a visitar ao bera
couhecido Neres autor de quasi todos os diverti-
menios pblicos.
O abaixo assignada, tendo justo-a contrata-
do a compra da taberna sita na ma Direita n. 31,
que gyra sob a razio Lagos & Mello, tomando
a si as diviiias passivas conlrahldas pelo socio
Alel, na i oportaucia do 6i9#320 o tantos ris.
flean lo por conta de Lagos o psssiro por elle,
cni sen norao contrahizo : o quo faz publico aos
interossados, para que no.prazo de tres dias fa-
jara siias rer-lara.icoes. R-cifu 6 de leven-tro do
18CI.Candido Jos da Silveira.
C ouipras.
Milho e farelo a
3,100 rs.
Vendem-se saceos rom 21 cuias de milho a
3)1 O, di lo novo a 3S6C0. em porco so faz diffe-
reii;a, e saceos com farelo rumio barato por ser
de ininraisso : na travessa do pateo do Paraizo
o. 16, casa pintada de amarado.
//ua do Crespo n. 8, leja
de 4 portas.
Pechincha que admira!
Chitas francezas, cores fitas o liados desenhos
a 2(0 rs. acorado; dao-se amostras com peohor.
VENDE-SE.
No armazem de Antones Uuimaraes ci Coa.,
milho novo e farello em caceas grandes uo largo
da Assembla n. 16.
Vende-sa a caa ierres u. TI, alta na roa
da Biea dos Quatro Cantos : a tratar na ra do
Bomftm, em eaaa i Joaquim de Sant'Aona.
Os harateiros
Guimaraes Villar.
Ra do Crespo n. 17.
Cortea de colletes de velludo preto bor-
dado a 1$, parece incrivel.
Casemira preta selim i 6j o corte.
Ssias bordadas de 8 pannos a 2500.
Ditas de 4 pannos bordadas a 49.
Casemiras de quadros miudos duas
larguras a 29500 o corado.
Saias baldes de todas as qualidades
59. 69 e 89 com babados.
Cortes de cassa a Stuart a 2g500.
ARMAZEM DE ROLPAFEITA
40 IBM 1 Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Cornpram-se escravos.
Coiniiram-se, vendem-se. e trocam-se escravos
de amitos os sexos e de toda idode : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Coaipram-se escravos
sendo do sexo masculino, mogos, de 12 a 20 an-
nos de i lade, o sadios : na ra da lmperatriz n.
12, luja.
Garapram-tu acedes lo novo bar-
bo de Peroauubuco: na ra da Cadeia
n. 4!.
Compran)-so Diarios rra porco a 3/iOO a
arroba; na ra Direita 0.78. relinaco.
Coiapram senotis d l!ns cora inoJico descont: na prac*
da Independencia n 22.
Cimpra-se 60 oilavas de prata de lei om
segunda mao : na ra dos Martyrios n. 3G.
Compram-se mondas brasileiras de ouro de
203 i" e-icripiorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira & Filho, largo do Corpo Santo.
Fazendas baratas.
Sobrecasacas do panno fino preto a 269.
Paletols de panno mesclado a 20#.
Corls de vestidos de grosdenaple bordados a
velludo e do 2 babados.
Grosienaple preto de I98OO a 49 o covado.
Mantas de lll pretis de 79 a 20: na loja da
ra do Crespo n. 8, de Leandro Lipes Dias.
Breu e farelo.
Vento-s superior breu e farelo ; no armazem
di Francisco L. 0. Azevedo, na ra da Madre de
Dos n. 12.
Vende-se um domin em bom estado para
o carnaval : ua ruada Cadeia do Recite n. 56,
primeiro andar.
Libras sterUnas
Vendem-se. no eseriptorio de Manoel Ignacio
deOliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Milho, farelo e goratna.
Vende-se uo armazem de Moreira & Ferreira,
ra di Madre de Dos n 4. por preco commolo.
Gasacasde panno preto a 309, 35$ e 409000
Sobrecisacas de dito dilo a 359000
Paletots de panno pretos ede cores a
209, 259, 309 e 359000
Ditos de casemira de ceres a 159 a 929000
Ditos de casemiras de cores a 79 e 129000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 129000
Ditosde raeriaselim preto e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 59000
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
79e 99000
Ditos de brim de cores a 39500,
49500 e 59000
Ditos de bramante de linhobrancos a
49500 e 69000
Calcas de casemira preta e de cores a
99, 109 e 129000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 59000
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores muitofino a 109000
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 59500 e 69000
Ditos de selim prelo a 59000
Ditos de casemira a 39500
Ditos de seda branca a 59 e 69000
Ditos degurgurao de seda a 59 e 69000
Ditos defusto brancose decores a
39e 39500
Ditos de brim branco e decores a 29 a 29500
Selouras de linho a 29500
Ditas de algodao a 19600 e 29000
Camisas de peitode fusto branco e
de cores a 29300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a iluzia 359000
Ditas de madapolaobrancat e de cores
a 19800, 29 e 29500
Ditas demeiaa 19 e 19600
Relogios de ouro patente eorisontaes 9
Ditos de prata galvanisados a 259 e 309000
Obras deouro, aderejos, ptilseiras e
rosetas t
Fazendas pretas para a
quaresma
Na ra do Queimado n.
39, loja de 4 portas.
Objectos para senhora.
Ricos manteletes de grosienaple preto de 25 a
35SO0O.
Ricas mantas de blonde hespanholas a 209.
Mantas de fil preto, fazenda multo boa. de 12
a 15J000'.
Grosdenaple preto, fazenda muito superior, de
2 a 39200.
Objectos para homem.
Sobrecasacas de panno fino, obra muito bem fei-
ta de 35 a 40.
Paletols de panno fino preto de 25 a 30j.
Colletes de velludo preto bordado a 12J.
Ditos de gorgurao preto a 79.
Bitos de setira preto a 0$.
Ditos de casemira preta a 53.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 1 {.;.
Chapeos de castor pretos e brancos a I69.
Ditos fraocezes muito finos de 7, 8 el0$
Panno fino prelo e casemira preta de diversos
precos, e ontras muilas fazendas, que com a
vista dos compradoras se mostrar.
SO'NO PRO-
gresso.
Oueijos flamengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2J500 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, rende-se
por precoa baraasimoa, para acabar : pecas de
eambraia lira fina 8, organdrs muite unas e
modernas a 500 rs. o corado, cassas abertas de
hontias coras a 40 rs., chita largas a 200 e 240,
caries de caes > de cores a 29. entfwneios borda-
dos a 19500 a peca, babados bordados a 320 a
vira, sediohas de quadros fina* a 400 rs., essa-
reques de eambraia e fil a 59, peateadores de
eambraia bordados a 59, gollinhss bordadas a
640, ditas com pontas a 29500, manguitos borda-
das de eambraia c Ble a 29, damasco de laa com
9 palmos de largara a 19600. bramante de lioho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fustao en-
feitadas a 59, pecas de madapolao fino a 45, laa-
zioha de quadros para vestidos s 320, camisua de
eambraia bordados a 29. sobrecasacas de pasno
fino a 205 e 253, paletots de panno e casemira de
16 a 203, ditos de alpac de 39500 a 89, ditos de
brim de crese brancos de 39500 a 5f, caigas de
casemira pretas e decores para todos ps precos,
ditos de brim decores e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e decores para todos os precos,
colletes de casemira de cores finos a 59 ; assim
como outras muilas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Ra do Caldei
reiro n. 91.
Queijos muito frescaes a 2^000
Champagne superior a garrafa 2|900
Presunto primeira quahdade a
libra 500
Batatas novas a libra 80
Manteiga muito boa a libra 800
I Bom e barato. |
3> Cortes de meias casemiras finesa I98OO dj
W ditos de casemira muito fina a 79500: na %
i
Relogios.
Tendem-se em casa de Braga, Silva 4 C, re-
ogioa de puroje diversos; fabricantes ingl.zes,
or prejo commodo.
Machinas de vapor.
Rodal d'agua.
# Moendas decauna.
STaias.
Rodas dentadas..
9 Bromes e aguilhes. 9
10 Alambiques de ferro. fh
$ Crivos, padresetc, etc. 0
SNa fundicao de ferro de D. W. Bowman, A
ruado Brum passando o chafariz. %
# ##>#
Bolsas de tapete pan
viageos.
Vendem-se mu benita* bolsas de topete pro-
priaspara viagens, etc., etc., pelos baratissimos
pre?os de 59. 69 e79 : Da loja da aguia branca,
ra do Quemad n. fft
loja da ra do Passein Publico o. 11.

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4 ilinheird
Fazendas boas
e baratas.
Vende-se a 1$90.) grosdeBaples prnio
en'.nrpalo com 4 palmos de largura, f<-
zen ti que sembr so vendeu por 2j5D3 e
2|80'), ni lujan. 23.
Ven le-sen 10J mantis prelis di fil de
linho ii'ie sempre se vendeu por 14J e
15, na loja n. 23._____________________
Ven 1* su a Ji'J grosleatiUs preti
superior lio encorpado que parece gor-
gurao fazenda essa que a*mpre se ven-
den a 3j2JU e 3J500 na lo< n. 2i.
Ven le-se luvas pretas troz a 19, que sempre se vendeu por
1a8W) e ii, na loja n. 21.
Vende-se a 49 as confiedla* smas ba-
lo de raosselm* e cutim de tigolo que
sempre se venlou por S$ e 6|.
Veudi-se vestidos pretos borda lis a
Tellni 1 con pequeo to|ue de mofo a
8H9. titos perfeilos de duas saias bordados
de nada a 60g:
|C l'elo annuncio parece luenvcl que es-
W sas f.i/.'Mitas se vendara oor esses presos
|E q ie na verdaac o mais barato que se lera
Se Da 1-se as amostras na ma da Cadeia
S confronte ao neceo Largo loja n. 23 do
w Gurgel & Perdino. H
rn^mmm mmm mmma
Atten^o.
Vende-se a dinheiro 4 vista nuaprazouma
taberna com pnucos fundos na frnguezia do S.
Jos era urna das priocipaes ras, cuja t*b*rni
bem freuezada para a praca, e v^nde muito a
rclalhn : quera preten ler a dita liberna, dirija-
ge ao paleo do Terco n. II, dts 8 as 10 horas da
manh.a. e -las 3 is 6 da larde, que l achara
com quem fa^a negocio.
*3
o

O*
i
I"
3.
^5
P
O
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MBf
PROGRESSO
de
rans mu
o-Largo da Penha--
Os proprietarios deste estabele-
cimenloconvidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom'abarato, que se
achara em seu armazem de molbados de uova raen le sonido de gneros, os melhores que tem
rindo a esteuercado, ponerera escolhidos por um dos .socios na capital da Lisboa e por serem
1 raaior parledelles vindos por conta dos proprietarios
Gigos com cliampauhn
das melhores marcas que ba no mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a 19000.
liar vis com aie.it o as
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e era garrafa a 500.
Queijos ttamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parto
das melhores qualidades que lem vindo a este mercado a 900 res a libra, e sm porcio se fa-
r algum abalemenlo.
Queijos suisso
recen teraente chegado ede suqerior qualedade a 960 res a libra.
Chocolate
dos melhores antoresde Europa a 900 rs. alibra em por$ao a 8S0 e.
M.aTme\ada imperial
do afamado Abreu.e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatas da i a 2 libras a 800
rs., em porqo de se far algum abatimento.
Maca de tomate
sm latas de 1 libra por 900 rs.,em porjoevende-se a 850 rs.
Conservas t ranelas e inglezas
as mais novas que ha do mercado a 700 rs.o frasco.
Litas de bolaehinna de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
itmevxas trncelas
as mais novas que tem vindo aeste mercado em compoteiras,conloado 3 libras por 39000 rs.
eem iatas de 1 e 1|2 libra por 19500 reis
Caixinnas com $ libras de passas
1 39000 rs. em porco se far algum abatimento, vende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs.
Nlanteiga ingleza
perfeiiaraenteflor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. alibra, ara barrillo far al-
gum abatimento.
Cna perola
0 mellior que ha nette genero a 29500rs. alibra dilohyson a 29OO0 ft.
Wlanteiga trncela
1 720 rs. a libra em barril se far abatMMe.
Toueinno de Usnoii
a mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
m caxinhas de 8 libras con deferentesqualidadespor 49000 rt.
Tambem vendem-seos seguintes gneros, todo recantementtehegado e de superiores qua-
lidades, presuntosa 480 rs. alibra, chonriea muia nova,mermelada do mais afattado fabricante
de Lisboa,?a de tomate, perasecea, passas, fructasem calda, aowndoas, bous, frasees com
amendoas cobertas, confeites, pastilbss de variasqoalidades, vinagre braceo Bordeaux, proprio
para conservas.cbarutos dos memores fabricantes de San Flix, loabas de todas as qualidades,' peo, e a 160 rs.o covado, brim branco"de puro
A loja da ba-f
na ra do Qneimado n. Il
est muito sortida,
e veuae multo barato ;
Brim branco de puro linho trancado a i$O0O e
I94OO rs. a vara ; dilo pardo milito superior a
]S2(J0 a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes oscuros a 500 rs.; riscadiohos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes do caiga de raeia casimira a l6O0 ;
ditos de brim do linho de cores a 29 rs.; breta-
oha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 1J400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 29400 a rara ; longos
de eambraia brancos para algibeira a 20400 s
duzia; ditos maiores a 3$ ; ditos de eambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito Baos n 89 rs. cada um ; ditos de eam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta.a 19280 ; ditos com renda, bico e labyrin-
Ioa2j(000; e alera disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : a ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com fivelas para cintos de senhoras e
meninas, o pelo baralissimo preco de 2g : em
dita Iota da aguia branca, ra do Queimadonu-
mero-16.
Cheguem ao barato
O Pregaica est queimando, em sua loja na
ra de Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
2j$, casemira escara infestada propria para cai-
ga, collete e palitois a 960 rg. o covado, eam-
braia organdy de mito bom gosto a 480, ra.
a rara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 59, e69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padrees a 140, 26Oe280 rs. o cova-
do, riquissirnos chales de marin esunpado a
79 e 89, ditos bordados eem dnas palmas, fa-
zenda muito deiieada a 99 cada um, ditos com
ama s palma, muito finos a 89500, ditos lisos
com franjas de seda a 59,- lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
toas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
0 covado, ehitasescuras ingieras a 59900 a
Vende-se urna negra cozlnbeira perfeita
e boa engommadeira, pelo preco do 1:4009000:
na ra da Praia n. 9.
Queijos frescos
a 1^800.
Vendem-se queijos vindo no ultimo vapor, e s
serve pera comer j por ger freacos e de nao po-
der aturar muito tempe a 19800, dito em libra a
640 : na travessa do pateo do Paraizo n. t6, casa
pintada de amaxello.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no sea depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesorli-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapi-
che a. 4.
Chega para todos. -
Cassas francezas muito bonitas e decores"fixa>
a doze vinlenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nio se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bemeonhecida lo-
a da Boa I'.
Vinho de Bordeaux.
*
Em casa de Kalkmann Irrnaos 4 C, ra da
Cruz n 10 enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac A- C, em Bordeaux.
Tem as seguinles qualidades:
De Brandenburg frres
St. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Cha lean Leo v He
Ghteau Margaux.
De Oldekop S Mareilhac.
St, Julien.
I Si. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Cognac em barrisqualidade fina.
Cogoac em caixas qualidade inferior.
Na mesma
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
casa ha para
?omma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
jperraacetebarato, licores francezesmuitofinos, marrasquino de zara, azeiledoceparificado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros qne encontrarlo tendentes a
rnolhados, por isso promettem os proprietarios venderem por moho menos doqueoutrd qualquer,
prometiera mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como
h viessem pessoalraente ; rogam tambera a lodosos enhores de engenho e senhore*lavradores
queirara mandar suas encommendas no armazem Progresso,que seibas affianca a boaqualidadee
o acondicionamento,
ILEGVEL
Hnbo a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhantin
azul a 400 rs. e covade, alpacas de difiranles
cores a 300 rs. o cavado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 e 39500 o covado, eambraia
preta e de salpcos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darao amostras com peohor
Cal de Lisboa.
Na travessa do arsenal de guerra, taberna os.
1 e 3, eslao venda os seguinles generas por pre-
sos com modos :
Barricas de cal virgem de Lisboa em pedra.
Saccas com arruz das Alagoas, muito novo.
Holhos de palha de carnauba muito alva e
nova.
Urna carroca para um s boi, nova e bem cons-
truida de sicupira.
[Linha americana a 100 rs.j
de 200 jardas
branca e de todas as cores, estas lionas
sao fabricadas para cozer em machinas
por serem mullo fortes e iguaes sao as
neihores liohas que lem vindo a este
mercado.
[Retroz e trocal preto e dej
cores
tambem proprio para coser em machi-
nas, veai era carreleis e vende-se em li-
bra a 209 ou 2$ um carretel de 12 em li-
brff: na ra da lmperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
91. B. Gomo existe nm grande sorti-
meoio destes objectos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina de
cozer.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacsl-de 1830.
Precioio de 1847.
As duzias.e em caixinhas. a dinheiro, por ba-
rato proco : rende-se na ra do Trapiche n. 40
es-.riptorio.
Ventte-se
elogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoetes
"mcasade Arkvight* C, ruada
Cruz n. 01.
Largo do Carino,
esquina da ra de Hortas
numeroS.
Vendem-se queijos novos a 2J50O. ditos de
f?'9 "40 rs. a libra, manleiga ingleza a 800 e
19120 a libra, banha de porco a 500 rs. a libra,
gomma para eDgommar a 140 rs. a libra, Istasde
masae de tomate de 2 libras a 19600, presuntos a
4U0 rs. a libra.
i Seguro ceiraogo4
COMPAIVHU

I
I

9
I.
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Compauhia.
I
I
para

Padaria.
Na travessa do arsenal de guerra ns. 1 4 3,
vende-se ou aluga-se urna padaria bem montada'
em em bom lugar, bem como ua deposito da
mesma enllocado em o centro desta cidade e de
muita concurrencia : qncra pretender ambos os
estabelecimenlos ou s a padaria dirija-se casa
cima que se far negocio em conta.
Pao a (arde.
Vende-S6 pao quente da melhor farinha, das
6 horas da larde em dianle : na padaria atraz da
matriz da Boa-Vista n. 26.
Agua imperial.
Na ra do Queimado n. 6, primeiro andar, ca-
sa de cabelleireiro, vende-se a excellenle agua
imperial para lavar a cabeca, limpar ss caspas e
fazer renascer os cabellos ; nesta mesma casa
lava-se cabera com esta maravilhosa sgui por
DOO rs.
Attencao.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
Rooker & C existe um bom sortimenlo de ll-
enas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante, de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mui razoaveia.
< aiiilrn, ias
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Cortes de eambraia branca muito fina com sal-
picos miudlnhos a 4$600.
Cambraiela para vestido, multo fina, pelo ba-
ralissimo prec.o de 29600,29800,39 e ^500 cada
peca.
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos
!
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Encnadasde ferro.
Ferro sueco.
Fepingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicao.
Barrilha e cabos.
Brim de Tela.
Couro de lustre.
Paihinha para marcinei-
ro : no armazem de C. j
I
1
J. Astley A C.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilsou e
Geo. B. Sloat A C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
r*s e asis
durado uras
mostrara-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalfaar as
casas dos com-
prad o res ga-
rantinde-se a
sua boa quali-
dade e dar-
cao: no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Lcile & IrmSo, rut at impe_
atriz n. 12, adtigaraente aterro da BOa-Tista
Na roa da Cruz do Recire n. 41 esqu
ruada Lingoeta, ha um completo sortimenlo de
calcado de todas as qualidades. assim como sola
francesa, cordavo, couro de porco e todos oa
aviamentos precisos, o que tudo se vende por
menos preco que em outra qualcjuer parle; na
mesma loja precisa-se de offlciaes de sapateiro e
tambem se recebe alguns sprendizes forros ou
escrarof.
Luvas
de pellica branca e de cores Palas) para homena
e senhoras a 2g50 o par. clitjgadts pelo ultimo
vapor: e casa de J. ralquej^rua do trespo


DiAtlO 31 IrlMUMBCO. SEXTA ffil 8 DR FIVERE1RO Dt 186*.
A 500 rs.
Vendem-se compridas meias de sede, cor en
cernada, proprias pare o carnaval; no ormazem
de fezendas de Joo Jos de Gouveia, ra do
Queimado o. 29.
Pechinchasem
igual.
Cassas francezas de cores a 200 rs. o
COVado, ditas multo finas miudinhas de
milito lindos padroes a 240 rs. o cora-
do, ditas organdys matisadas a* bom
gosto a 210 rs. o covado : na loja do so-
brado de i andares na ra do Crespo
n. 13 eno arrnazetn da ruado Impera-
do." n. 36 de Jos Moreira Lopes.
Ceblas a 600 rs. o
cento.
Vendem-se ceblas a 600 rs. o C3nto : na ra
dds Cruzesn. 21, esquina da travesea do Ouvidor.
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 i0 o calcado de se-
ntara e o de homem 10 "i,,, do dia 9 de tevereiro
es diaote, em consequencia da novs paula que
ha de vigorar na alandega; o proprietario do
bem sorlido estabeleciraeuto da ra Direita n.
45, nao quer que os seus freguezes carreguem
cora as consequeocias do systema fnanceiro do
Sr. ministro da fazeuda e por isso sustenta os
precos do seu calcado pela tabella seguinte:
Hornera.
Borzeguins para homem (im-
periaes)....... 10$000
Ditos (aristocrticos). 9$000
Ditos (prova d'agua) ... 8$500
Ditos (lersaglieri)..... 8#000
Ditos (communistas). 6$00O
Meios borzeguins (patente). 6000
Sapatoes (3 bateras). 5$600
Ditos (sola dupla)..... 5$200
Ditos (blusar)...... 5#000
Seahora.
Botinas (primadona). 5#000
Ditos (vis a vis)..... $800
Ditos (me deixe)..... 4$500
Ditos (grisete)...... 4#000
Meninos e meninas.
Sapatoes (bezerro).....4.^000
Ditos (diabretes).....o*">()()
Ditos (salva pes)......3#000
Botinas (boQOSas).....4^000
Ditas (para enancas). -~.s500
Sapatos para senhora (lustre). 1#200
Eum completo sortimeolo de couro de lustre,
marroquim. sola, bezerro francez, courinhos e
tudo que necessario a um irmo de S. Cris-
pim, advogadodos artistas sapaleiros. por prejos
que s este estabelecimeuto pode vender.
w
S
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.

Noto methodopara aprender a ler,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
cao, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo largo
doGollegio) n. 37, segando andar.
[ROl'PA FEITA ARDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DK
[Fazeodas e obras feilasj
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
fes & Basto!
NA.
TVua do Queimado
n. 46, frente amareUa.
Constantemente temos um grande e va-
nado sorlimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores multo fino a 285),
oDg e 35, paletols dos mesmos pannos
a 20$, 2-25 e 245, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 18$, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 28, 30g e 35. sobrecasacas de
casemira de cores muito unos a 15, 16$
e 18g, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10#
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muilo
Ona a 5{ e6, ditas de ditos decores a
3, 3*500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4g e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 48500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6, colletes de brim brauco e de
fustao a 3, 3500 e 4, ditos de cores a
2j500 e 3, paletotg pretos de merino de.
cordSo sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9, '
colletes pretos para lulo a 48500 e 5,
cas pretas de merino a 4*500 e 5 pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4#, ditos
sobrecasaco a 6, 7e 8g, muilo fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e'4S. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3J500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
calcas de casemira pretas e de cores a 6,
6500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna ofcina de al
faiale oude mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Algodao monslro.
Vende-se algodso monslro com duaslarguras,
muito proprio pars toalbas e leoces-por dispen-
sar teda e qualquer costura, pelo baralissimo
preco de 600rs. a rara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
eteets tsess &9a9Ktmvm9&m
BASTOS
que oui 'ora tinha loja na ra do Quei-
mado a. 46, que gyrava aob a firma de
Ges (S Bastos participa aos seus nume-
rosos reguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
Dome, por isso flcou gyraodo a mesma
firma de Ges i Bastos, assim como apro- i
veiu a occasiao para annunciar abertura
do seu grande nrmazcm na ra Novajun-
to a Conceico dos Militares n. 47, que j
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos (L Reg j
com um grande <; numeroso sorlimento de !
roupas (eilas e hzendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como i
de seu cosame, assim como sejam : ri-
eos sobrecasacos de superior parruo fino J
preto o de cor a 25g, 28$ e 30, essacas !
do mesmo panno a 30 e a 35, paletols j
sobrecasacados do mesmo panno a 18, i
20 e a 225, ditos saceos de panno preto a j
12 e a 148, di .os de casemira de edr
muito fina modelo inglez a 9$, 10, 12
el4, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5 e 6j, ditos de alpaca
preta e de cor a 4. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguio
pardo fino a .5, 45500 e 5$, ditos de fus-
lao de cor a 3, 3j500 e 4, ditos bran-
cos a 4500 e 55t0, (tilos de brim pardo
fine sacco a 2< 0, calcas de brim de cor
finas a 3. 350(),4e 4$500, ditas de di-
to brauco finas a 5> e 65CO, ditas de
princeza proprias para luto a 48, ditas de
merino de cordao pelo fino a 5 e 6,
ditas de casemira de cor e preta a 8, 9
elO, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 48500 e 5, ditos do seda branca pan
casamento a 5, ditos de brim branco a
3 e 4, ditos de cor a 3,colletes de me-
rino para luto a 4$ e 45500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10,pa-
letols de panno uno para menino a 12$ e
14,casacas do mesmo panno s 15g,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelots de alpaca ede brim para os mesmos,
sapatos de tranca para homem e senho-
ra a 1 e 150, ceroulas de bramante a
18 e 20 a duzia, camisas (rancezas fi-
nas de core brancas de botos modelos a
17$. 18, 20, 24$. 28 e 30 a duzia,
ditas de peilos ce linho a 30 a duzia, di-
tas para menino a Ij&OO cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1J800
e2 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muilo apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 35$, e s com avista se
pode reconbecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 188 e 20,
e muilas outras fazendas de excelente
gosto que se deixam de mencionar quo
por ser grande quanlidade se torna en-
fadonho, assim como se recebe toda e
qualquer encomienda de roupas feitas,
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande oflicina
de alfaiate que pela saa promplidao e per-
feico nada deixa a desejar.
Alten^Oo
Vende-se a taberna sita na ra Augusta con-
l!S ** cn*farz n- H eom poucos fundos,
propTa para principiante por ser em bom lugar :
a tratar na mesma.
Vende-se um cadelo de raca de fila, pro-
pna para casas de negocio ou algum sitio, por
prego commodo ; quem precisar, dirija-se a roa
da lona n. 24, que li ver o dito cado, e far
todo negocio que valer.
REMOS DE FA1A.
O pre^o accommodado.
Existe 4 venda urna pequea quanlidade dea-
sreino8' de faclura escolher-se. Nao se dei-
xar de fazer qualquer negocio em vista da crise,
e se adverte que nao existe desta fazenda em
parle alguna da provincia, a nao ser no arma-
zem a. 10 da ra da Senzala Velhi, perlencente
a Vicente Perreira Pinto & C.
Vende-se um boi com carroca, ludo bom e
novo ; na ra da Esperance ou Caminbo Novo do
bairro da Boa-Vista n. 45.
Batatas hollandezas.
No armazem de Atines, defronte do porto da
alfaodega a 28560.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala n.*2.
Cheguem aloja da B a f:
Chitas francezas muito finas de cores Dxas
280 rs. o covado ; cambraias francezas muilo fit
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
450O e a 6$000 a pega com 8 1(2 varas; di-
muito superior a 8$000 a peca com 10 varas;
dita fina com sal picos a 4&800 a peca com 8 1[2
varas; fil de linho liso multo Gno a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: ua ruado
Queimado n. 22, na leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
jOO a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
FUNDIDO 0 AURORA.
Seus propietarios off.Kece.il a seus numerosos fregueres e ao pubbieo em geral toda
r,r..rnaKftm,nUffUraia m "a reCOohfdo 'beeime-to saber: eM.d. ,;rde J3
os tamaitos rodas d agua para engenhos, toda, de ferro ou per, cubos de madeir.moen la,
meias moendas, tachas de erro D1tidoe fundido de tolos os lmannos, guindastes. g5."
*St4183 8g,,h5e8 """.' Par> 0rnalha' machin'sP" wr mandil epm
descarocar algodao. prencas para manlioca e oleo de neim, portos gradarla, columnas 1 Li
nbos de vento,.rado,,cult.vadorM. pontes, c.deras e tanques, boias, alvo^ng.s.LTs | Z~
as obras de mach.n.smo Executa-se qualquer obra seja qual for sua n.tureza pelos desenhos o.
SlmfnMX,h,'al ^TSS J^?^ rendas ueste labelo S^
*Ltl2Zl'nl en. ruando Oo.legio hoje do Imperador n.65 moradis do caxeiro do es!
^eTobr. qU'm C8la Par6ira' Cm qUem S *r*a** Pode entender para
Attenco.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda com t am-
os de pedra Luiz XIY : a Iralar na ra do
Quemado n. 51.
Para o carnaval.
Um rico vestuario de hespanhol, todo de vel-
ludo fino: vende-se na ra da Cideia do Recife
numero 11.
Collarinhos.
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Milho novo.
collarinhos inglezes das
em casa de J. Palque,
Novo sortimenlo de
formas mais modernas ;
ra do Crespo n. 4.
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fixis miudinhas a 240 rs. o co-
vado, esmbraia, organdys lindos deseuhos a 400
rs. o covado, e chitas largaa finas de 240, 260 1
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : ao-se amostras com penhor.
Botica.
ra Isrg
seguuites medica
iVG.NCI\
DA
saceos mui-
da Senzala
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soura & C, nicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seusbons
sffeitos, continuam a vende-lo pelo prego de 1#
cada vidro ; fazem urna dilTereuca no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros para cima.
SYS i E UA MEDICO DE H0LL0 \\ AY.
PILLAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto iateira,
mente de harvas medieinaes, nao conim mercu-
rio nem alguma ouira substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleigio mais
dolicada igualmeote prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleigo mais robusta ;
eateiramente innocente em suas operacoes eef-
eitos ; pois busca e reraove as doengas de qual-
quer especU e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remalio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e Torgas, depois de ha ver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais atflictas nao devem entregar-se a des-
esperagao ; fagam um competente ensaiodos
e Ikazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguirnos eafermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Am polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Gonvulsoes.
Djbilidadeou exienua-
gao.
Debilidade ou falta de
orgas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor de garganta,
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesao veatre.
Ditas ao figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipel.;
Febre biliosa.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nagoes
podem tesiemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovarem caso necessario, que,
pelo uso que delle Ozeram tem seu orpo e
membros inteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente outros trataroenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
maior parte deltas sao lo sor prndenles que
liram os mdicos mais celebres. Quantas
Vende se milho novo em
to grandes a 4$ : na ra
Velha n. 106.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fixas, padroes
muilo bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs. \]
o covado, e mais barato que chila: na ra do ,
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.
EL0GIOS.
Vende-se encasado Saunders Bro hersa
C. pracado Corpo Santo, relogios do afama
ao abricante Roskell, por precos commodos
tambemrancellins e cadeiaararaoa mesmos
deexceellnte costo.
Padaria.
Na loja da Boa f vende-se
panno prelo fino a 4, 5, 6, 8 e lOg rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2g, 3$ e 4$ rs. o co-
vado ; gros de naples prelo a 2,
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muilo le fflrro
fina a 1$ rs. o covado ; casimiras muilo finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 4 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corle de
calca ; meias de algodao cr muito superiores a
40800 rs. a duzia; ditas de algodao sru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim muitos outros artigos de lei que se ven-
dem baralissimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e loalhas. .
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 280 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 90 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 12 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja ta Boaf.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 50 rs.; ditos de setinela escuros a 3J500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
adra, tudo por pregos mais baratos do que em
utra qualquer parte.
% Remedios americanos i
DO DOCTOR J|
Radway & C, de New-York?
I PROMPTO ALIVIO |
Resolutivo renovador.
I Pilulas reguladoras.
Estes remedios j sao aqu bem conhe-
?H cidos pelas admiraveis curas que tem ob-
* lido em toda a sorte de febres, molestias
9 chronicas, molestias de senhoras, de pe-
S le etc., etc., confrmese v as instruc-
coes que se acham traduzidas em por-
FUNDIC&O LOW-MOW,
Rea id Senzalia Kova n. 42.
Neste estabeleciment contina a baverum
completo sorlimento de moendas e meias moen-
2JJ500 e 30 o | das para engenho, machinas de vapor e laixas
batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
BenholoiBcu Francisco de Souza
do Rosaiio n. 36, vende os
nenios :
Rob l'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetis.
.valsa parrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermilugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollo'way.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
12Sr* btCCa 'arga Cm r0lhaS' de 2 on^as
Assim como tem um grande sorlimento d
pe para forro de sala, o qual vende
prego.
rr Vf>nde-se V culata de idade 18 anno
e pa-
a niudioc-
de urna casa, ^t^rtab^,/SST**
ra do Queimado n. 39. loja defazendas.
gas: na
Na padaria de Antonio
Beiris, ra dos Pires n- 42,
gem, e na mesma vende-se
Fernandes da Silva
da-se pao de venda-
pao coramum, dito
i
I tuguez.
[Salsa
m
parrilha legitima i
original do aotigo
-------- -KU.WJ maia ceieures. yuantas 15'- ~ ""'' h i" uuui, uuo ;'-- unnn Tniiunriin^
r=n?lnrif- *- -- assst ^*s.'!SS&^ ss-SDR-JACOBTOUIISEIIDs
O raclhor porifteador do sangue
cura radicalmente
Erisipela. Fhtisicss.
Rbeumalismo. Catarrho.
Chagas. Doencas de figado.
Alporcas. Effeitosdoazougue.
Impingens. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendas de !
Raymundo Carlos Leite^i Irmo, ra do
| lmperatrizn 12.
! 9999999 @a#!
Loja do vapor.
Febreto da especie.'
Gotla. '
emorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Syrnplomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(ma)).
o uso de seus bracos e pernas, depois de ler
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a ampuiago 1 Dellas ha mu-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
limentos, para se nao suhmeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessea na enfusao de seu reco-
nhecimento deelararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afimde mais autenticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianja para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ncontestavelmente.
Que tudo cura.
til, mais partieu
seguintes casos.
lnflaaimac.o da bexiga.
aguados, fatias,.
roscas, ararula franceza, bolachinhas de dita, fa- I
rioba do reino muito nova, tudo feitodas me- I
lhores fariohss, e Irabalhado com aceio e lim-
peza.
Para o baile de mascaras.
Na loja de miudezas da ra Direita n. 103, tem
um completo sorlimento de mascaras de bom
gosto e commodo preco, e um completo sorli-
mento de fitas da meihor qualidade e bom gosto
a ellas antes quo se acabem.
e
0
no-
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabeleeimento 'ge-
ral de Londres n. 224, Strand, a na loja d
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sna venda em toda a America do
Sal, Uavana e Hspanha.
Vendem-se as boeetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contem orna instruccio em portu-
gaez para explicar o modo de se asar dess pi-
lulas.
O deposito geral e a cas* do Sr. Soum
dharraaceutico, na ra da Gtrxf n. 22, em Per- pb*rnaceui'ico,"ia ra da Gnu a. 22. em
Bambuco.
Parece incrivel.
las francezas
> Cadeia do II
240.
Baralhos de caitas francezas finas a 80 rs.
vende-se da ra da Cadeia do Recite n. 9.
O ungento be
lamiente nos
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancore.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupcoes escorbticas.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos pe tos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Su pur aces ptridas
Tinha, em qualquer
parte qne seja.
Tremor da ervos
Ulceras na bocea,
do figado.
das articlaseles.
Veiaa torcidas ou
das as pernas,
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas o perfumaras,
Cassas de lindos padroes e cores fixas que se l,lJo Por menos do que em outra parte : na loja
pdegarantir aos comprados, s 240 rs. o covado, ^ "Por, na ra Nova n. 7.
na ra do Queimado, loja de 4 portas n.39. .
Cera e sebo
No armazem da ra da Cruz n. 33, vende-se
cera de carnauba em p.or;o de saceos a 89500 a
arroba, sebo do Porto em caixotes em porcao a
10J, Qo da Babia a 750 rs. a libra, cera amarella
a 320 rs. a libra, velas de composices e carnauba
pura a 149.
Para a quaresma.
Grosdenaple preto fino a 1&600, dito largo a
J^OO, dilo muito superior az) e 2&40O o cora-
do : na ra Nova n. 42, defroje da Conceico
dos Militares.
Cera de carnauba.
A meihor que tem vindo ao mercado, e por
prego commodo: no largo da Asspmbla n. 19,
armazem de Antunes Guimaraes & C.
Farelo e milho.
Saceos grandes, e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antunes
Guimaraes & C.
Burros de Montevideo,
por todo o preco, mansos e gordos : no armazem
amarello em frente do arsenal : a tratar rom o
capitoSebast, ou rom Antunes Guimaraes & C,
no largo da Assembla n. 19.
Ven Jem-se acues da caixa filial
do banco desta provincia: na ra da
Cadeia do Recife n. 41.
Relogios.
Vende-se em casa deJobnston Pater & C
rna do Vigario n. 3, umbello sorlimento de
relogios deouro, patente inglez. deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool -. tambem
urna variedade de bonitos tranceln? para o
mesmos
SEDULAS
de 1*5 e S*000.
Continua-se a trocar spdulas de urna s figura
por metade do descomo que rxigp a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o rbate de 5 por cerno : no escrip-
lorio de Azevedo & Uendes, ra da Cruze
o. 1.
Ges & Bastos.
Roa do Queimado n. 46.
Tendo os annunciintes conseguido elevar este
estabeleeimento a um engranecimeotn digno
desta graude cidade, apresemam concurrencia
deate ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido soriimenlo de ruupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslacoes
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em precos romo em bre
vidade, acaba de augmeritjr o pessoal do sua of-
fina, sendo ella d'->ra em diantp dirigida Helo
insigne mostr LA IMANO JOSL' DE HA II ROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo ealabelecimenlo, as.-im pois em poucos
dias se aprompla qualquer pnrommenda, quer
casaca, quer fardes dos Srs. ofliriaps de marinha
e exarcito. Oulro sim rpcomroendam aos Srs
paes de familia grande suriimenlo de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
Perfumaras
novas.
ment de perfumaras Hlbs -"?-' In-,0,,i-
f. 28500; 3-4; ;."?;'.;; av y*
te, e ouiraa igualmente finas e no'i.ilL''1'"'0'
ajapoo.9Ppm bonitus frascos coi. t -0,ro
dro tambero chpia da mesm hf/, '" "PT-
odonnell, principe imp^ri." c'emJ IST""*'
copmhoscom lampa de metal' b("""s
iiversas qu.lid.des. todas"Va ,%"" futra
borntosvasosdeporcelUnadonrArt, "/""aro,
raofferlaa 2 e 2a5(in h ,ouratd PfPtioB t,31
9 frasquinhol de*Siro .* v"*"""""" ''
coro 3 e 4 fr.aqoinh" 2 SlJ"m,m. "'"i*a.
Queimado n. 14
d- sguia blanca, na ra do
Ra da Senzala Novan. 4 2
Vende-se' em
sellinse silbes nglezes
um e dous cvalos relog08
inglez. 6
de S.P.JohstondC,
candeeiro.^ e casiicses
i
paia carro de
de ouro paienl
Para o carnaval.
Completo sorlimento de velbulina* H
defionle da Conceico dos Mi
p todas as
Pelo har to
ra Nuva n 42.
llares.
5C0
1 ravejamento
O Pn>rpnki. .1 IW<_
13.
qem aS pret nder d rlj" se ao
mes... ara fallr com Manocl
do Wascimenlo ta Silva Basto"
Escravos fuei
(n
Fstulas no abdomen
Fialdade ou falla de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengiva escaldadas.
Incbaces.
Inflamado do figado.
Vende-se este ungento no estabeleeimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas a outras pes-
soas encarregadas de sna venda em toda a
meriea do sul, Uavana e Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada hocelinha conten
urna insirueco am portugus para explicar
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral e em casa do Sr. Soum,
Pernambuoj
Por prego nmito barato, na
loja de miudezas da ra do
Imperador n. 38, por baixo da
baudeira americana.
Quadros grandes domados com mocas e paisa-
gens.
Laa de todas as cores para bordar.
Franjas e gales de linho brancos. ,
Bsbados do Porto largos bordados.
Proco para bordar para flores e enfeiles.
Franjas de seda preta e de cores.
Fitas de seda, de linho e de cs.
Cartes de clcheles.
Alamares dourados para capotes.
Boies de linha. de seda e de vidro, proprios
para casavque.
Vidrilho de cores para enfeiles, reblques.
Bonels para menino, toucas e chapeos para
baptisados.
Manguitos e gollinhas brancos e pretos.
Espelhos dourados.
Vende-se tambem a arm.Qo e perlences. Em
porcao vende-se a prazo.
Vende-se um terreno junto a cas. da roa
da Concordia d. 55 : a tratar aa ra Nova n. 15,
loja.
A 1,808 rs,
t
Qaeijos nevosa ltfiu); ao Bazar Pernaabu-
cano da ra de Imperador.
A 3S000.
FROCO.
Vende-se frco de todas as crete e grossuras,
cea rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1* rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n.16.
HL Relogios &
vT .DpS8PParecPU "o dia 4 do correle o escra-
m.rr ""T LUC,,n0' 8"Ur8 MTX.
marc,s de e.p.ul.M ou bexigas no rosto e algo,
pannos prelos .corto groaan, um p,.ee., bamK-
Jo pordin, ,||, ,, 8(lfrre de inn.ro.rtet.
7 / ,"U"0 ladino e '"balha re a|f.ia-
T; k f pr,"sumir qeande nestaci-iade o-. sp,js
arrabaldes por ser nat-ral do Pncu oa P-nella,
qualqner que se a ppssoa que o peg,r o,, delle
der noticia poder se dirigir ao Puco da Pan.-lla
ao seu seohor Jos Lopes Rosas. '
Imperador n. 79, quo
compensado.
On na ra do
ser generosauenie re-
Suissos.
Em casado Schaflettltn & C.roa da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimento
de relogios de algibeira horrantsea,-ostentes,
chronometros, meioschTonmetros de ouro. pra-
Saccos com arroz de casca, tendo a maior par- ta dourada e (oleados a ouro, sendo estes relo-
te pilado ; no caes do Ramos n. 0. gioados primeirosfabricantes da Suissa, que se
vanderao cor precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : Da ra Nova
n. 14-, primeiro andar.
Vende-se na cilade do Ancaly urna casa
terrea com. sotao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal roa de commercio, propria para quem qui-
zer ali entabelecer-se. por ler nao s commodos
precisos par.residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc. : a tratar na mesma cidade com oa Srs.
Gurgel Irmaos, que esto autnrisados para essn
fim, oa nesta praca na ra do Cabuga, loja n. 11.
~***r
A iOOO o par.
Vendem-se sapatos de marroquim da cores
praprioa para o carnaval, para homem a mulher
a lp par: o. loja da esquina de. ra das Gruzes
n. 2.
Vendem-se saceos com feijo mulalinho,
por preco muito commodo : na ra da Cadeia do
Recife n. 55 ; bem como se venda um escr.ro
proprio para todo o semeo.
Gomma do Aracaty.
Vende-seexcellenle gomma do Aracaty; ni
ra da Cideia do Recife, primeira andar, n. 38.
Casa terrea.
Vende-ee urna casa lerroa acabada 4 um auno,
com 30 palmos de frente, 4 quarlos, corredor
Independen te, quiot.l e cacimba; um terrena
Junte a mesma, com 30 palmos da frente e 125
de fundo, sito na rea da Esfera nca ; trata-ae n.
tue. Duela, tabera* n. 106.
\
Gal de Lisboa,
Vende-se cal superior de Lisboa, propri* para
engenho 7}o barril: na ra do Orum n. 66, ar
mazem de assucar.
Vende-se urna preta por preco commodo. e
o motivo so dir io comprador : a tratar na rua
da Cadeia do Recife u 52. ou na praca do Carpo
Saato, loj. do oaboui. 21.
,.y
Na madrugada do dia sexla-feira \ do cr-
reme mez de evereiro, fugio do sitio do Arraial
de Francisco Jorge de Souza, a sua ps.ru va Sebas-
tiana, rriouta. cdin da perna direita, represento
dO annos de idade. doeolo de iuldade ; quero
a pegar far o favor 1 va-la em diio sitio ou na
Boa-vista rua da Gloria, casa terrea n. 34 do
Joau Jo> dos Anjos Pereira, quesera graiii. do.
Fugio da refiiscaoda rua do Brum e prio
Franrisco, fulo, alio, secro do corpo. perna l-
n-s, tem crsvus na sola dos ps, representa ter
20 annos de idade, spdj borba, muilo partila o
rPRribla, crioulo, qnando se ri d urna gars-
inada, cusluma nit.iutar.se por forro, cosiumo
andar de camisa de meia por b^ixo de ouira
br,nca ou azul, lev, u sapatoes. calca branca e de
cor, cam>sa de laa encarnada abeit'a ppia fr^nio
e debiuada ; fugio na noile do oa z7 de Janeiro
do crrenle armo ; este escravo foi en pr.iu ao
Sr. Bento Leiie Cavalcanti Lina em 17 de dezem-
bro de 1859, por isso o abaixo assignado ruga s
aulnndsoes e mais peasoa* a apprehen>ao do dito
es P'rle na mesma em qualquer pallo que ett.ja o
dito escravo. -i > v
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada_
lugio no da 3 de novembro do crreme auno o
escrao de nome Aolonio, com os igna.s e-
guintes : estaturaregular, cor mulato, cetwllo de
negro, pouca barba, oVntes limados, idade -2b oa
*Jannos, pesceco e ps grossos, tem pelo rosto,
ppseoco e p-itos algumas marcas de pannos, o
aigumascicatrizpg pelas cosas que pareo m ter
sido dp chicote ; nao levou comsigo rom* algu-
ma, e consia haver fgido para o lado o<> seriio
d onde viera : quero o appreheoder, peder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife. roa ej-
treita do Rosario n. 29, ao Iilm. Sr Pktsd un-
do Marques Lins, que ser bem recnmpensado.
Pu tembro prximo passado, um escravo do rom-
mandante superior Manoel Jos Petina Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bmi
Lourongo Collares, de nome Jnaquim, de idade
de cincuenta e tantos annos, fulo. alio, magro
denles grandes, e com falta de alguns na frente*
queixo Sno. ps grandes, e com os dedos granoe
dos ps bem *bprtus, muito palavriador, inrul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido snrrado
Consta que este escravo appsrecera no dia 6 do
correle, vindo do lado das Cinco Ponas, sen-
do enterrogado por um parcetro spu ronhpcido,
dissp qiip tinha sido vendido por spu senhor para.-
Gnianninha : qoalquer pessos que o pegar o pe-
der lev.r em Pernambuco aos Srs. Basto dt Lo-
mos, que gratificarlo geaerosametoe.
i
f
4
)


'*)
MARIO DE PERIfAKBUCO, t-, SGXTA TORA 8 DB FEVERIIEO DE 1961
Litteratura.
NO l'ICUS ECONMICAS.
Economa rural da Franca desde
19M9, pelo Sr. Leoncio de La
ver ne do instituto imperial de
Franca, i vol. ca 8., Guillau-
cl Pars
(Conclusao.)
Tantos modos o tracas do cmbalo, com que so
prolraram erros gigantes e preconceilos des-
comnninaes? Ali havia por exeruplo urna trra
paludos, uisapal, um brejo, que sobre fe-]
Cundo, eslava posto na cercana Jas povoajOes'
como urna fabrica de gazes delelerios. Contam-se
milagres do que operou, a que chamamos falta j
de noroe vernculo, drainage. J a saude e a j
alogria reflorio no rosto da gente campesina. J |
a estatismo ali tem buscar um algirismo rnor-'
me para avultar a columna dos cereaes ou das
forrn'gens. J por ali anda sola o gado, tosan- ]
do a relia nos mesmos pontos, onde s antes po- '
doria beber o humero a morte as aguas lodosas
do pal. Ali ha>ia ierras inferteis, que parecam !
saladas para a mais raslcira o maninha vege-
taran ; cram deslas que chamam andes cm
Franca. Passou por ali a inluslria humana com
o cort-jo dos seus innmeros recursos. A scien-
cia, o capital o o Irabalho, cobriram bera depres-
sa de paveas a charneca immensa, onde a cusi
rompi.im a Ierra endurecida e madrasta as mais;
liu nillt's planlasinhas da plebe ciyptogramicn.
E quero melhor que as najes mais coila I >- I
sis da sua producjo .iguaria nos podem olTe- |
recer bous modelos que imitar ? Que melhor
carlilha do que os qualros onde rpidamente
Contemplamos esbojadas as foices agrcolas de!
um paiz? Ali vomos passo passo, os progres- ,
sos com que a industria mae se foi libertando'
dos erro?, que a fraudavam, e dos preconceitoa.'
que influxo exorceu a ierra na mudanja das ins- i
liloij's, e como as instituijes influ odo sobre
a Ierra vivQcaram ou amorteceram a cultura.
Alise esluda como a.sciencia, o trabalho; a
diligencia, a ocii vida te proporcionaram os seus
carinhos ao tarrio, segundo o cstavam podindo
as rondijes do solo; como certas culturas se
apriuioraram pelo esforjo combinado da scien-
cia o da legislaran ; como novas culturas fe-
cnndaram a que pareca globa inferll ; como as
ragas de animaos se aperfeijoaram para respon-
der s presises da nutricao humana, s exi-
gencias da agricultura, s crescenlcs neccssla-
des da inluslria. Ali ha muito que edudar,
muito qoe refleclir, muito que aprender, muito
que imitar discretamente, quanlo nao soja aber
taniente repunant-s oossa inlole, s nossas
instiluicoes fundamenlac, nossa lopographia,
ao nosso solo, ao nosso clima, s condignos
peculiares da nossa economa.
Por isso o livro do Sr. de Lavergne, com quan-
to fraaca esobre a Franca, e para a Franca es-
cripto especialmente, nao urna obra que dexe
de lerj estas horas um lugar de honra na bi-
bliotheca dos bons cultivadores, dos agrnomos
oacionaes, dos economistas e homens de gover-
noein nosH Ierra, e nos, ainda que nao esle-
amos inscriptos em nenhu na d'estas catego-
ras, guarJamas o relemos com instructiva de-
leita ;.io o exemplar, com que nos hnnrou a obse-
quiosa beuevolencia do Sr. de Lavergne.
litro do Sr. de Lavergne anda um excel-
lent6 exemplar para seguir quando em Portu-
gal se emprehenier um obra, cuja diffieulla-
de anda a pregona dos que a nao sabem escre-
vcr. ou o dosanimo dos que a poderiam roliicir
oncarecendo, com dizer que nao ha ainla mi-
teriaes, colligidos para urna til e tao proficua
emoreza. E' a obra d>> quo fallamos urna dis-
crii'jao da nossa conlijao agrcola, um esbojo
rapilo mais fiel do que hoje a nossa agricul-
tura, do que 6 o nosso solo, de quaes sao as
nossas possibilidades eos nossos mcios de pro-
gresso aercola, de como as novas consliluijes
polticas esociaes, e as reformas econmicas lem
contribuido para o seu acrescentamento e pros-
perla le, obra em que da torra se tacara brotar
c flurir os documentos vivos, com quo se provo
urna grande verdaJe, de si mesma palpavel e
inconclusa, a de que a s torca de rodhores
instiiuicns, o s poder do soculo, a s influen-
cia da maior illusirajo geral tem augmentado a
nossa ri jueza agrcola, e melhorado nagerajo
presente as condijes da vida material o ecouo-
mica.
A Economa rural da Franca, nao urna es-
tatisiica, nem um livro verdaderamente sciauti-
fico. se ascienda se houver de impora austo-
ridade. das formas e a ausencia de ludas as se-
duejes do estylo, em que o amor proprio na-
cional tinja sempre do purpura e de azul o lio -
risonte das campias, e enfeite de flores artifi-
caos a paysigera das montanhas. E' um livro
destinado dizor a rerdade, registrar os pro-
gressos, aecusar os atrasos, avaliar as boas
pracas, condemnar as viciosas. E' um livro
que ple, som destoar da gravdade agrcola,
repMi-ar na mesma estante ao lado de Tmerou
de Schwertz, que pela agudesa da observado
nao deslustra a socielaie de Olivier de Serres
ou de Arihur Young, que pela frescura do seu
color lo. e pela araenidade de suas descripjes,
poleria entrosachar-so na leilura com os versos
graciosos do Predium ruslicum do virgiliano je-
suta Vanire, que pela pureza e elegincia do
seu dizer nao seria indig'io de que algumas, nu-
merosas das suas paginas delicassem aquellos
que, mais curiosos da forma que do assuraplo,
preferissem ao latim dilHcit das Gergicas a
bnecolica, nao menos snimidi da verdaieir*
agriculiurs e aos caroeirnhos ociosos de nada-
rae Desboulieres os rebanhos fecundos de Ran-
bouillet.
Depois do Thalre d'agriculture de Olivier de
Serres, a obra quo sobro a agricultura franceza
mereceu os elogios mais geraea foi a de Arihur
Young, quo pelos annos en que nasca a revo-
lujao, visitara as provincias da anlig Frang
com aquella singular cuiiosidade e espirito de'
Observadlo, que cara lerisa os Ioglczes, quando '
sedspoam para nolciar o doscrovtr as cousas ;
deoraanaqo cstrau'is. Na viagem do Arthur I
Young. anda hoje compulsada pelos cultures da!
economa rural, anda hoje mil vezes ctala pe-
los escrplores francezes, ainda nao ha rauitos
mezes publicada em novssma edifo pelo Sr.
Lesago, com urna elegante iritroducco do Sr. de
Lavergne, se le a mais imparciali e minuciosa
descriprao di agricultura franceza nos ltimos
annos, que procederam grande revoluto, e
no proprio lempo em que ella comecava modifi-
car profun lamente a sociedade franceza, j so-
linhadaoos seus cementos pelos escrplores re-
volucionarios do XVIff secuto. De 1789 t860.
durante estes setenta annos, que corresponder
em Lio breve lempo um largo perodo de trans-
formarlo social, a agricultura franceza no poda
(car immovel n'ura territorio que havia sido o
Iheatro de to memoraveis dramas, e assim como
os campos, que forana revolvidos e Irabalhidos
pelas gran les aguales geolgicas, a3sim como
as culturas pacificas na cercana dos vulces ex-
perimentara com as crises da natureza profun-
das mudanzas, assm lambem a agicultura de-
vera aecusar n'aquelle periodo, pela sua deca-
dencia, ou pelos seus progressos, o infllo dam-
noso ou a aeco benfica do principio revolu-
cionario, qne. tomara tudas as formas pira pene-
trar em lo las as relacoes sociaes.
Arthur Young descrevera a agricultura da ve-
llia monarclua, e Fuera danle da charra, e lo-
mando a horda Je por tribunal, o processo do
rgimen aristocrtico, Era preciso que um juiz
egualmente autorisido viesse continuar as fuuc-
ces austeras do agrnomo britanoi'o, e instau-
rar dianto da Franja agrcola o processo da re-
volla.
E' este evidentemente o intento, com quo fui
escripia a Economa rural da Frang desde 1789
pelo Sr. Leoncio de Lavergne.
Duas cousas eram necessarias para resolver o
problem histrico e social, era que se empe-
nhra o Ilustre economista francez. A primeira
discorrer pela Franca, comprehe.nder n'oma via-
gem rpida, quasi em vista de passaro, como
dizemos vulgirmentc, a diversdade de seu slo
e as variaces do seu clima, attribuir natureza
era cada regio e em cada provincia oque per-
tence Datares*, conceder s inslituicoos e
sciencia o quo nos progressos agrcolas do im-
perio cabu oxcliisivamenio sciencia e s insti-
tuigoes. Era oo urna MUtistie, ourir;ada de
algHrsmos, mas urna relacaj surnmaria* porra
completa do estad> presente da Franja, quanlo
s suas coodigoes agrarias, e que devia ministrar
os dados essenciaes do problema. Era a segun-
da parle do irabalho o confronto imparcial e
sincero do que boje a Franja agrcola e do
que as descnpjoes de Arihur Young, e os do-
cumentos, memorias e tesl'munhjs do ultimo
seclo sao contestes era affimar que ella as
vesperas da sua temerosa, apaixouada, ulopts-
la, sanguinaria at, mas nejessaria, mas fatal,
mas fecunda evolujo.
A' primeira parle do problema o que a
tranca agrcola de hoje ? satisfaz o Sr. Le-
oncio do Laverg.ie, seguinlo um plano em al-
an ns nonios seuirlliai.te ao que trocara na sua
Economa rural da Gran-Brelanha e Irlanda,
h a carta agrcola da PrjQca. que se desenrola
iante de nos, devida as suas regies mais
plausivelme.iie demarcadas, em cada urna das
quaes o escriplor com tao esmerada observaeo,
ora elegancia no estylo e no dizer, nos'vae
mostrando as antigs provincias da Franja mo-
nari'hica, as novas devises admiuistralivas,
que nascerara da revolujao, e em cada Irato de
territorio, em cada planicie, era cada monla-
nha, em cada urna das bacas hydrographicas,
nos rao entinar as qualidades physicas do slo,
a diversdade dos climas, as rajas do armenlo!
as varindaies da produtjao, s industrias ru-
raes, irmaas geineas di agricultura,os proces-
sos agrcolas, os modos de explorajo e as con-
uijoeseconomicas.com que os campos seani-
mam e fecundara aqu, ali se empobrecen! os es-
lerilsim. Aqui vemus que milagres operou a
drainage, ali nos e lestaudo quanlo p la a marga no corrigir e for-
Ulisar de ierras, longos seculos furtados cul-
tura ; acola que influxo exerceu urna raja aper-
feicuada ; mais adame os beneficios da grande
cultura, atiesta los em herdades aristocrticas,
a que os solcitos proprieiarios nao fallaram
com avulladosi-apilaes ; dpois os proligios da
pequea cultura eguaimmte demonstrados em
casaes de minguada supertlcie, cada instante
visilidos pelo colonu, que em extremos de eco-
noma, de ai lividade, e de trabalho intolligeote
egualou os resultados da sua industria aos do
mais opulento cultivador.
Sobre esle quadro de tanta variajao, como o
da natureza e da culturo, que tentara desenhar,
desde as feriis campias deFlaudres e da Nor-
mandia, coir as suas vaccas celebradas, com ss
suas culturas indusiriaes, com as suas pastagens
viridentes e formosas al s montanhas do Au-
vergnee do Velay e s planicies quasi esteris da
Sol.igne, onde a nstureza meos cariuhosa obri-
gao homem s mais duras omprezas do trabalho;
sobre esle quadro espalhae aqui e acola as flores
perfumadas, mas silve.-tres, que embalsamam um
ioyllio, dourae o painel com as diaphanas tintas
de Watieau, me.clae era cada regio, em cada
provincia, em cada rindi da Franja s observa-
jes scieniificas sobre o solo e sobre a cultura as
tradiejes fe.udaes, as memorias cavalleirosas, as
glorias uaclonaes, que do celebridade cada lu-
FOLMT1M
A LINDA MERCADORA DE PANOS
ion
ELIE BERTHET.
gar; contemplae aqu o castello de La Brde, on-
de Montesquieu dicto u o Espirito das les, alio
castello de Chimbo; d, Ilustrado por Francisco I,
mais adiaote o solar de Turenne, depois o CMtel-
lo senhorial de Polignac. Ao ladorjargrandczas
monumentaes da ca vallara franceza as grandezas
archeologicas da egreja gallicana, aqui a abbada
de Cileaux, ali o piedoso retiro de S. Bernardo,
oas solidos de C'airvaux, depois o cenobio de
Cluny ea abbada Hidalga de Fontvraull.
Nesta parte o livro do Sr. de Lavergne ao |
mesmo lempo a descrpjo agrcola da Franja, e !
um roteirode viajante, que na sua carleira vae
registrando as amenidades e os monumentos do
seu paiz. O Sr. de Lavergne corhprebendeu ago-
ra como o havia j exemplificado" na Economa
rural da Gra Brelanha, que a sciencia de hoje
deve ser elegante e litie'-ana. J Rousseau tinha
dilo : L'air tcienifique tut la science. A
sciencia do Sr. de Lavergne nao fatiga o espirito,
nem se senla, envolla na toga da Soibonna, nos
bancos speros das aulas, antes se atavia e en -
feita para apparecer amoravel e gentil nos divans
avelludados dos saldes.
O processo da rovolujo. instaurado pelo Sr.
de Lavergne perant a agricultura, parece nao
pode em nosso entender levar lodesfavoraveis
concluses e aulorisir tao severa senlenja, como
a que o illuslre economista, de certo inspirado
pelo mais sincero desejo de acerlar, lavroo con-
tra alguns dos actos da revolujao
O Sr. de Lavergne, professando urna sciencia,
cujos dogmas fuodamentaes sao incompativeis
com o velho rgimen francez, ecom a monarchia
absolott, porque o principio supremo, da econo-
ma poltica a liberdade, nao ple menos de
prestar revolujao as homenagens. que o tlenlo
deve a esta grande e solemne manifeslacao do
pensamento moderna. Da liberdade poltica nao
desdenha elle de ceilo a heranja, que nos legou
a revolujao, mas conlesla os beneficios que trou-
xeram algumas das suas providencias agricultu-
ra franceza.
A desamorlsajao violenta das propriedade-
ecclesiastcas e a expropriajo dos bens da nos
breza sao duas deslasrevolujes econmicas, que
o Sr. de Lavergne allirma o procura demonstrar
que liveram a mais perniciosa influencia nos pro-
gressos agrcolas da sua patria. Nao este o lu-
gar em que devamos oppr s engenhosas de-
moustrajcs de nosso eslimavel consocio os re-
paros em que nos firmamos para discordar desta
sua ooinio. Assumpto seria este para mais
larga escripia da que permute urna simples
noticia bibliographica. Nao concordamos po:
reta, dizcmo-lo francamente, em que a desa-
morlsajao das Ierras do clero e a venda dos bens
nobres noexercessem a menor influencia sobre
adivisaoda propriedadee sobre os melhoramen-
tos da cultura. Quaesquer que fossem as exige-
rajoes cruentas de revolujes, quaesquer que
fos-em as atrocidades injuslicaveis, que roacula-
ram com o exterminio e a guilhotina o espen ior
da oascenle liberdade e salpicaram do sangue das
victim&s as mais bellas paginas di emancipaco
da humanidade, sempre certo que da revou-
lujo, considerada como um dos mais memora-
veis momentos da historia da civilisajo, nasce-
rara e se dnl'uiidiram pelo mundo os dous gene-
rosos principios da egualdade cilvil e da liberda-
de poltica.
E poder liberdade da Ierra e do trabalho ser
urna origem de decadencia ou de alrazo para a
cultura?
Poder a abolijao dos ltimos vestigios da so-
cio la le feudal ter sido um mal para a produejo
agrcola ?
Nao se pissam as revolujes como os racioci-
nios encadeadose severos de urna cabeja philu-
sophica, Iluminada pela justija e iospirada pela
caridade e pelo amor. A revolujao poderia ter
proclamado os seus principios populares sem ata-
car os direilos de nioguem, dizem os que criticam
o passado segundo as regras pacificas do direito,
e as normas absolutas da razo.
A revolujao poderia ter parado lempo, ler
respeilado o patrimonio da egreja, ter deixado as
trras nobreza. Podi ? Quem sabe ? E se
nao eslava na lgica dos fados, o que parece ho-
je plausivol lgica dos raciocinios ? Urna revo-
lujao social como urna revolujao geolgica. Pa-
ra que sobre aquellos campos do solo basltico se
adense e enflore a mais luxuriante vegetijao,
pensaes vos que nao foi mistar que a ualureza
irrompesse com lodo o seu lemerosissimo appa-
rato? Queris que o Erna ou o Cotopaxi seguis-
sora nas suas vilenlas erupcoes a pragmtica das
paisagens do idyllio V Que a Ierra respeilasse na
sua torrente assoladra a casinha onde fumegava
o lar feliz e innocente, e o presbyterio immacu-
lado, que alvejava meia encosla da monlanha?
Quom o nao desejaria. so as revolujes, estes
corseis gigantes, onde va espajos os freios de-
bis, com qoe os pensadores das edades pacificas
as desejariam soffrear ? Nao ha diques nem eclu-
sas para estes ros caudaes, que levana na sua
trrenle as grandes ideas da humanidado.
A razao s esle o signal da sua fraqueza
nao pode doulrioar, nem persuadir, nem aposto-
lir. Quando o pensamento tem que transmitir-
se e encarnar, toma o corpo da revolujao o mar-
cha levando ante si, como a insignia da magosta-
do, o giadio vencedor. A historiada trra desdo
os Romanos at hoje a historia das expropria-
jes violentas. Qual a gleba que se perpeluou
nos seus legtimos herdoiros? Onde esl este
recanlo mysterioso o privilegiado, cujos litulos
de propriedade nao tunham precedentes os cellos
da forja e as rasuras violentas da usurpacao ? O
quo foi o ager publicus dos quirites? De quem
sao hoje as courellas de Virgilio, divididas por
Augusto aos legionarios cubijosos ? Quem do
rnavioso Pcrpecio hoje o descendente, que her-
dou aqnella herdado frtil, arrebatada ao cantor
de Cynlhia pela avidez dos pretorianos ?
Nam tua quum mull versaren! rura juvenci
Abslulit excullas perlica tristis opes.
Onde esto hoje os patrimonios dos Gallos, ex-
propriados por Cesar? Oode as herdades dos
Gallo-romanos expropriadas pelos barbaros ? E
nao foi a conquista romana da Italia inleira, das
Gallias e das Hespanhas urna fecunda e necessa-
ria ravolujo ? E niio foi urna revolujao admi-
ravel a irrupjo das rajas germnicas e scandi-
navas, que vieram inocular o sangue juvenil da
liberdade septentrional no corpo senil do imperio
agonisante?
As revolujes sir como as granics epopas.
Que importara os pequeos senes, quo alterara
um pouco a magesiade do perSil grego, se Achi-
les e Agamemoon, Ajax e Ueitor combatem como
hroes diante dos muros de I loa ? As revolujes
sao destinadas pela Providencia para corrigirem
a humanidade e nao para respeitarem na sua
marcha triumphal os individuos ou as castas.
Quaotas vezes as revolujes da natureza, que
Dous encaminha com o seu dedo para regenera-
ren] o universo, e raanterem nelle a perpetua jo-
reatada da creajj-, quantas rezes nao passam
como um epitaphio sobre gerajes ioteiras de
plantas e de animaes ? A cliuva que rebenla em
cataratas pata banhir a face da tem, quantas ve-,
sea, era quanlo diffunde a vida pelos campos, afo-
ga aqui e acoli as hervinhas jque hontem rom-
pan jubilosas pela trincha das penedias, ou des-
tronca o chopo veueranJo, que insombrava
aprazivelmente a relva da campanha I Nao nos
tomemos com a torrente, desconhecendo mal
agradecidos o nateiro frtil com que alaalrou o !
rslle ; lastimemos apenas se a planta murcha no'
alvorecer, se chama Andr Chenior, e lem o no-
me de Lavoisier a arvore froodenle, quo tombou
inerte na corronte impetuosa da rovolujo 1
I. M. LATINO COELHO.
(Diario de Lisboa.)
WILHELM HAUFF E SUAS OBRAS.
ilhelm Haufloccupa honroso lugar entre os
autores romnticos da Allemanlia. O nome de
quasi lodos estes oscriptores, e grande numero
de suas obras, hoje muito conhecido ; mas res-
ta anda muilo que saber quanlo origem e in-
fluencia d'aquella escola. Oxal que podessemos
aproveitir-nos das iavestigaces e esluios que
sobre ellas fez o philosopho Von Arnim. Um Al-
lemao leve o encargo que se deu ao mesmo lem-
po um Ingleze um Francez de cscrever urna
memoria sobre os camellos. O Francoz conten-
tou-se com ir algumas manhas ao jardim das
plantas de Paris, escrevondo nessa occasiao a
sua memoria ; o inglez poz-se camuho para
deti lamente examioar os locaes aoode se julga
que habita o quadrupede de que se trata ; porm
o Allemo encerrou-se no seu gabinete, o relio-
xionou por muilo lempo procurando cuidado-
samente achar a idea typica do animal.
Muilo olgiraraos de que nos bastasse contem-
plar at'eniajiente o nosso senso intimo para des-
cubrir a completa theoria do genero romntico
em todas as subdivises, a historia da sua com-
plexa origem ; porm fallando-nos esta intuijo
ou profundidade nllema, vamos desde logo en-
trar amplamente em materia.
Os Allomaos tem mais habilidade do que nos
para inventar cootos. (I) Quando porm se traa
das flejes que demandam um plano engenhoso,
e caracteres bora sustentados, esl a preeminen-
cia do lado dos Ingiezes. So estes nao possuem
urna imaginajao infantil, sonhos e recordaces
que lano nos encantara era Tieck, Hoffmaun,
Aodersen e Wilhelm HaulT, por isso desenvolvem
com muito mais tacto a entidade humana e coor-
dunam melhor as causas de urna novella, para
formarem um conjuncto summamente agrada-
vel. Os Allemaes goslam muito de oovellas pe-
queas, ou aoles de conlos, que se circumscre-
vam um ospajo limitado.que refiram um episo-
dio, prendeudo a imaginajao com rpidas des-
cripjes, estando o herd sempre em scena, e
exgindo um colorido mais Drilhaole e seductor.
O acolhimento destas ligeiras produejoes depon-
de inteiramenle do modo de as iralar. Quinto s
oovellas allemaas, desde Goethe al nossos das,
lodos se assemclham no fundo ; todos lem
egu es tendencias, as mesmas descripjes, mui-
las vezes extravagantes, pouco naturaes, o com
pouca relajo colre si. A entravagaocia de Joao
Paulo excede principalmente as raas do justo e
rasoavel. A sua brilhanle imaginajao crea carac-
teres sobre-humanos, aos quaes se esforja por
dar urna existencia ficticia por meio da ventrilo-
quia, de figuras de cera, de semclhanjas dispa-
ratadas, e de oulras iuvenjes pouco naturaes,
ludo ornado com bollissimas dcscripjes, iraa-
gens brilhanles e profundas observajes sobre o
corajao humano, eolremeadas de implacavcis
sarcasmos, que pouca lembranja deixam na me-
moria. S Iropeja quando em baldo procura li-
gar as fiejes realidade, e dar s mesmas fic-
jOes qualidades que s perlencem obras pri-
mas.
Os romnticos allemaes cultivam e compem
em todas as formas, maneiras o gostos lilterarios
conhecidos, poemas, novellas, dramas e baila-
das ; mas o que melhor escrevem sao cootos,
que dao tao vasto campo que tudo nelle cabe;
nao havendo idea arrojada, invocajo incrivel,
nem aconlecimento raro que nao leuha nelle f-
cil cabida. Quiz ura da um poeta allemo 1er-
me urna pequea novella que compozera. P.is-
sa-se a scena no meio deum bosque. Olaf falla-
va com nma cegonha, quando de sbito lhe ap-
parece um ano seguido de um lobo raivoso, que
nos pnmeiros momentos pareca domesticado.
Vinha aps este um persouagem anda mais es-
travagant, vosldo de bramo, tendo tambe*
brancos os seus cabellos, barba, pestaas, e al
os sapatos. Era Deus qus vinha lomar parte na
couversajao: nesle estylo corra tudo o mais.
A primeira composjo de Wilhelm Hauff, foi
um conlo para o almanak de 1826. As maravi-
llas destas lendas populares pareca serem cousa
muilo de seu Rosto, porquanto lodosos annos pu-
blicava urna. Nesle terreno podia dar livre curso
sua fogosa iraagiuajao. A primeira serie destes
contos intitula-se a Caravana, e forma urna
grando historia, em que intercala oulras mais
pequeas. A segunda, composla pelo mesmo
plano, tem por Ululo o Seick dt lexandria, in-
cluindo nella um adrairivel conlo de fadas, in-
titulado Koseo ano. Esta relajo na verdade,
um dos maioros absurdos que se (em podido ima-
ginar. A Morada de Spessart forma a terceira e
quarta serie, e nada mais fez do quo augmeular
a repulajao que o aulor adquerira pelo seu es-
tylo fcil e ameno. Pode dizer-se qu* estas his-
torietas sao melhores falladas do que escripias,
pois que ouvidas parece escutir-so urna agrada-
velconversajo junto um fogo. Wilhelm Hauff
nao precsava seguir o couselho que d Joo
Paulo aos autores que nao sabem o que ho de
dizer; nem (nha precisode v-las reduzidas
triste necessidade de esiarem expostas por algu-
mas horas aos ardentes raios do sol.
A escola romntica parece ter lido em Wilhelm
ttaull influencia mais negativa do que positiva
Longo de lomar por modelo algumas obras mui-
lo applaudidas, procurou fugirde defeilosem que
haviam corrido os chefes da escola. E, sera
embargo disso, tioha urna imaginajao tao rica
comoelles, o mesmo doloroso conhecimenlo das
fragilidades da natureza humana, e o mssmo de-
sejo de inspirar amor por ludo quanto nobre o
bello. Porm, s islo se reduz a seroelhanja.
o que o destingue entre os romnticos alle-
maes o ler melhor estylo do que geralmente se
attnbue quelles, revelando todas as tendencias
orticas de que capaz. A sua commojo pro-
tonda e sincera rara vez se converle em senti-
mentalismo. Nao se eucontra lambem nelle o
fastidioso e iolrincado idealismo germnico que
medo desfigura os romances de Joo Paulo,
fazendo rir o leilor, quando elle devora chorar,
ou deixando-o em duvida sobre o effeito que o
autor quiz produzir. O eslylo de Wilhelm Hauff,
natural e agradavel, nao tao fcil como o de
Arnim, anda quo o seu plano seja superior. Co-
mo esle concebido com habilidade.desenvolve-
se naturalmente. O autor nao conta para o desen-
(1) Cumpre advertir que o autor deste artigo
Ioglez.
XII
[Continuaco.)
N'este ponto da sua narrajo foi a Sra. De-
funds interrompida pela linda mercadora : ao
claro passageiro de urna lauterna esta havia no-
tado que a carruagem se ioternava n'uma ra
descra p solitaria.
Senhora, disse ella com temor, suspenden-
do a cortina de couro que servia para o cuitar o
interior do vehculo, porque as carruagens de
eolio nao tinham vio ros ; o cocheiro nao tomou
o caminho do convento, vamos agora atravessan-
do um lugar bem de>erto.
Nao receieis cousa nlguma, menina, res-
pnndeu a burgupza com indifferenja ; sem duvi-
da osle caminho mais curto do que o outr.......
Mas vuliando historia das minhss desventuras
no palacio de Villanegra....
A joven, porm, estremecendo repentinamente
a merroropeu:
J teparaslps n'estes homens que Tem na
traz-ira do carro?
Talvez sejam amigos do cncheiro, ou al-
guns pubres diabos que aproveitam a occasiao
para transportarem-se commodampnte an seu
() Vade Diario o. 31 ~
quarleirao. Nao valo a pena que vos inquietis
por lao pouca cousa : desta sorte nao seriis dig-
na de ser a esposa de um cavalleiro (o denoda-
do, como o Sr. marqupz de Villanegra.
E 1 sua esposa 1 repeli Rosiuha com a
voz abafada. Nao o serei nunca, e vos bem o
sabis!
Veremos 1 disso a obstinada burgueza le-
vantando os hombros. Porm acabemos a nossa
historia ero duas palavras. No dia em que rece-
bi desae v<*lho duque idiota, e dessa velha du-
queza sua niulher luda a sorle de grosserias, fui,
en i rea uto, obsequiada por seu filho com urna at-
ipnjao delirada de que me hei do lembrar toda a
vida : imaginae que elle levou a sua bondade ao
pomo de dar-me mo, e acompanhar-me at
porta do siiao. quando chegou a hora de retirar-
nos; e saudoii-iios coro lana graja que eu l-
lo-h'a abracado de toda a vontade. Verdade 6
que elle fazia as mesmas honras s oulras da-
mas; mas eu sempre pensci qoe com a sua po-
IkIpz para romigo quera compensar o mo aco-
ihioiPiiio que ene faziam seus paos. Seja como
fr, o certo que eslimo o filho tanto quanto
o no o pao o a me; e teria o maior prazer era
pregar um logrn esses dons velhos avaros. Es-
lou certo que arrebenlaara de raiva, se soubes-
sem que eu filho havia contrahido um consorcio
plebe I Quanlo a meu marido que 80 presta s
loui-uras dpsses dous nobres orgulhosos.... mas
nao devo dizr nada ; as nossas desharmonias s
dizem respeito mim o elle. Tratando agora
de vos, nnnha queridlnha, tou drigir-vos, om
quanlo psiarnos .-6s, urna pergonta, i qoe es-
pero me rpspundereis com toda a sinceridade da
vussa alma : (iromeitpis-me?
Promeit'i-voa, minha chara e generosa bem-
fpiiora ; por ventura nao tendea diretto minhs
iliteira conli-nja ?
Nao ha duvida qoe assim ; demais, tra-
lace com urna inspirajao repentina, nem com
ama idi iraprevifftque o afaite de todas as re-
8r" e[JDelecidas. Nadaseme'.ha ao genio terri-
vet de Hoffmaon, c, corlo, nada bouvera escripto
como esle em ooites pavorosas, em que acabava
por ser presa da illuso, geUndo-se-lhe o sangue
nas veas, o achando-so frente i frente com os
espectros por elle mesmo invocados ; antes, bem
so revez a amabilidadedo seu carcter, e a sua
propria alegra preservavam Wilhelm Hioff da
enfermidade peculiar esta escola lilteraria. cu-
ja agmjao tornou Hoflmann quasi louco cau-
sando a morlo prematura de Novalis o llulder-
lin. Urna prudente moderacao obslou timbera
quo elle so enlregasso era corpo e alma ao aban-
dono intelleclual de Clemenlo Breotano Hauff
sobresae nas descripjes da vida activa, mas
nao gosla como os romaniicos da paysagem. Tam-
be nao ple guiar-nos, como Lamolhe Fou
qu, por entre a thia. luz do ocaso, ou pelo meio
de horrsonas tempestades ; nem identificronos,
como Tieclc, com o genio das flores, o das ro-
chas escarpadas
O que mais do que todo contribuiu para for-
mar a repulajao de Wilhelm Hauff foram as suas
Memorias de Salanaz. Posto que urna grande
parte da raja theutoaica negu ou duvide da
existencia d'esta personagem, nao por isso me-
nos cerlo que elle reprsenla mu destnelo pa-
pel na lilieratura allema. As Jfemoriaj que
Wilhelm Hauff escreva em seu nomo, constara de
differentes descripjes que nao tem quasi rela-
jeo alguna enlre si, fechando o final e ullimj
lomo um conlo italiano, o mais extravagante que
pode imagnar-se, desapparecondo n'elle intei-
raraenle o hero ou protogonista. Porm o livro
contera bellissimos o mu divertidos quadros.
Wilhelm Hauff, sagaz observador dos vicios e
loucuras da humanidale, nao a aecusa, nema
aborrece, nem a despreza, e nem muito menos
para fugir delta n refugiar-se n'um mundo ideal,
misauthropo, e s que houressa para si creado,
como usam invntalo os autores idealistas d'alm
do Rheno. Deserevia, pelo contrario, a sociedade
com valenta ; os aardos da sui salyra ferem sem-
pre opportuoamenlo arremejados com brajo lan-
o mais firme, quanlo pode ter um mancebo de
vinte o dous annos, sendo alm disto cerlo que
elle tinha que defenler-se contra mui bons o
versados crticos.
O prologo das lemorias principia desle modo :
Todos lem, ou escrevem hoje as suas Memo-
rias. Assim nos grandes salos, como nas pe-
queas cidades; nas grandes hospedaras, como
nas di menor monta ; nos botequins, como nas
casas de pasto nao se falla seno em Memo-
rias. Nao se faz juizo algum seno em relajo
ellas, nao se falla u'oulra causa seno nesle ge-
nejo de litteratura. Podo dizer-so que ha dore
annos esta parte nada se tem escripto seno
Memorias. Hornese mulheres pegam na peona
para dizercm que lem vivido em pocas nota-
veis, e que contaran! entre os seus amigos tal
ou tal personagem Ilustre e esclarecido, que as
tornava partecipantes da sua indispulavel gloria.
At os monarchas, nao satisfeilos em lerem aug-
mentado os seus imperios, e haverem atravessa-
do a Europa em busca de novas allianjas de ami-
zade, tem escripto as suas Memorias, dedican-
do-as seus povos, narrando-lhes as suas agi-
lajes, triumphos e vitgens. O presente toma o
aspecto do passado ; as Memorias sao, finalmen-
te, urna forma ou lijo que se applica tudo ;
sao um typo universal.
Aos que sabem a importancia que se d na
Allemanha vida de estudanle, nao causar es-
t.-anheza que Satinaz se introduia na formosa
universidade de.... Disfarjado cora o norae de
Von Barbe, e Irazendo a mala bem recheada,
ali recebido desde logo com summa affabilidade.
No dia seguinle j tratado como amigo intimo,
o ao terceiro jura-se-lhe elerno affecto. A faci-
lidade com que os Allemaes contrahem amizades,
admira lodos os povos. Imaginae um mance-
bo que lindando os estudos, leva na mala o re-
trato de 150 Italianos seus a nigos iulimos, nao
sendo mais do que ligeirissmos perfis muilo mal
tirados, com o seu correspondente vidro, ornado
de papel dourado pan evitar que se risquera. No
reverso lem-se perfeitamente as qualidades e
caracteres do original. Varia-se, sem embargo,
quanlo pos3ivel, o o permute a somelbaoca,
vestidos, brreles e perneado. As mulheres tem
a mesma mana, e, cono exemplo, citaremos o
seguinle facto. Enconlrando-se duas jevens pela
primeira vez em certa noile n'uma pousada, urna
deltas exclamou : Occorre-me urna idea.
< Qual ? lhe pergunlou a outra. Que jure-
mos mutua e eterna amizade, e se abrajararn
logo ambas estreilamenle, dizendo ao mesmo
tempo : para sempre.
Voltemos, porm, ao nosso assumpto. Veja-
mos como o mysleiioso Von-Barbe traa o seu
companhelro ordinario, esludante de medicina.
Era um mancebo de vinte o seis annos, alio e
bem formado ; tioha o cabello cortado moda,
mas estando j muito crescido, fluctuava con-
fusamente, ta assim econmico cusa do seu
cabelleireiro ; e para que o cabello lhe nao ti-
rasse a vista, o detava de vez em quando para
traz cora a mo direita. Tinha csvella figura, e
bem proporcionada. O tou nariz e barba eram,
principalmente, bellissimos ; conservava nos
olhos quasi sempre muita vivacidade, mas ape-
zar disso nolava-se-lhe no semblante certa ex-
pressao eslranha e indefioivel. A pello eslava
alguma cousa queimada pelos raios do sol ; os
cabellos da barba, quo lhe cobriam as faces, erara
caslanho-escuros, mas os do bigode eram um
pouco mais claros. A physionomia denotara ao
mesmo lempo um aspecto alegre e ameajador.
As sobrancelhas franziam-se-lhe gravemente, e
com o seu olhar severo e altivo pareca medir
tudo quanto va com a altivez e dignidade de um
procipe. A grvala era entre todos os objeclos
do seu vestuario, o que estava posto com mais
esmero; dir-se-hia que o po-la lhe cuslra
muilo tempo de madura reflexo. Formara com
ella, em volta do pescojo, umi especie de muro
de seis pollegadas do atto, dentro do qual sepul-
tava inteiramenle a barba. Cobria a cabeja com
urna especie de bonntle encarnado. Saba ou
quisi de cor a obra de Zacaras, intitulada De-
mandisla, e por isso nao ignorava que arrisca-
ra a minha vida, se gastisse com elle quilquer
tempo. Tralei por isso de cstudar o melhor que
pude o seu aobreseoho o meditabundo olhar.
Convenci-rae, no cabo de urna hora, de que lhe
aprazia mais o meu trato que o de Philislio e
Balai, islo do professor accio, e sua lilha que
formavam toda a nossa sociedade. Disse-lhe de-
pois que tinha estudado om Kiel com bastante
aproveitamento. Dentro em pouco lempo offe-
receu-me um Feixt-Kneipe, querendo com islo
dizer-me que me daria excedente habilajao o me
apresentaria aos seus amigos.
Os desusados costumes dos estadanles, e a sua
lioguagem particular causaram grande sorpreza
aquello personagem. Ao passo, diz elle, que
com desconhecido fervor se oceupavam em beber
cerveja, tralavam egualmente, com muita grav-
dade, de varias especulajes transcendentes, que
la-se de vos, e agora que me podis fallar com
liberdade nao deveis occullar-me cousa alguma.
O marquez aroa-vos doudamente ; por vosso res-
pe-ito afrontou o odio de sua familia, e as censu-
ras dos seus amigos: mas resta-me ainda um
ponto esclarecer, se bem que eu tenha res-
peito concebido certas suspeitas que equivalem
quasi urna certeza. Dizei-me, minha menina,
vos tambera o amaes?
Rosinha nao respondeu.
Lcmbrae-vos quo me prometlestes ser sin-
cera.
Senhora, disse a linda mercadora com es-
forco, de que tos servira a minha resposta, se a
minha sorte esl j determinada?
Servira, quando nada, para provar que sa-
bis cumprir as vossas promessas: vamos, res-
ponderme sera rodeios.
Seguio-80 novo silencio durante o qual s se
ouvia o barulho que aziam as rodas do carro so-
bre as podras das caljadas.
Senhora, replicou finalmente Rosinha, mui-
to me tem cuslado conservar-me insensivel af-
fcijo e dedicajo, de que o Sr. marquez me deu
exuberantes provas n'essa noite fatal em que co-
mejaram as miohas desdilas. Se os mcus deve-
res, e a differenja das nossas condijes nao abrs
sem onlre nos um abysmo iosondavel....'/
Mas nao isso que ea quero saber, inler-
rompeu a Sra. Defnnclis: dizei-me someute se
o amaes sim ou nao ?
Ai de mim, senhora I pois ainda o nao ade-
vinhasles? murmurou Rosiuha, oceultaodo o
rosto, como se tfmesse que mesmo atravez do
vu e da escuridlo da noile podesse ser visto o
rubor que lhe subi s faces.
N'este momento a carruagem parou : os indi-
viduos que se achuram sobre a almofada apea-
ram-se, o as senhoras foram obrigadas prestar
toda a atteoco ao que se passara em torno del-
eu mal comprehendi. Aprend, comludo.de
memoria os pnneipaes termos de que usavam, e
quando tomava parte em alguma de suas con-
KwlT repel" rVen>enle as palavras patria,
txbtrdadt e nacxonalidade.
i.mtnil3!011 nlM y,00-Ba'K assisiiu conatan-
lemento ao curso publico deum celebre philoao-
i1 r\PLBaAM profu,Qda, id. e estylo en-
caniador olbado na Allemanha como pissuido
deum espirito infernal. Vdn-Barbe tem corn-
udo poderosos motivos para o nio acreditar...
Fra prodfco traduzr ludo, palavra por palavra
em bom allemo ; pois que s assim seria com-
prehendido, veodo-so que elle eslava lose de
ser um portento de saber. O seu porte e aspec-
to eram, todava, respeilaveis, havendo elle dis-
posto as suas ideas de modo que parecia umi
verdadeira escada de Jacob, ornada com grande
cuidado de certa composijo mystica o devota.
Seryia-lhe esta para subir ao quinto cu, d'ondo
devia descrever minuciosamente ludo quanto via.
Escalando e snbndo sempre, penetrava em den-
sas nuvens; cootomplava fixamente o azulado
firmamento que a'ali deve apparecer muito mais
lormoso que da humilissima posijao que nos oc-
cupamos ; e semelhante Sancho Paoja no ca-
vallo de madeira, via a Ierra como um diminuto
grao de roostarda, toroaodo-se-lbe os homens
quasi imperceptiveis; mas aeima de sua cabeja
nada via, absolutamente nada'.
Como dore suppr-se, olenlede theologia lm-
beos nao escapa pungente salyra do estudanle
caufetico, que quasi o traa com mais acrimonia
do que ao philosopho. Nos captulos que se so-
guero encootra odiabo um Judeu errando som-
bra das ramosas tilias de Berlina, indo juntos
um saru esthetico, aonde o veneravel filho de
Jacob procedeu tao irregularmento para com a
dona da casa, que o seu compaoheiro se viu obri-
gado leva-lo comsgo, depois de mil desculpas
e perdoes. Von-Birbe nos conta depois duas
ou tres historias semi-tragicas e aemi-comicas,
nunca mais se ouvlndo fallar da sua aulobiogra-
plna.
Wilhelm Hauff publicou em seguida um livro
intitulado :O Homem da la. Tinha-o come-
jado escrever om tom serio ; mas segu'nlo o
conselho de seus amigos o converteu em parodia
das nvenjoes c eslylo de Clauren. O inspido
sentimentalismo, e o mo goslo que reina nas
produejoes o escrptos de Kotzbue, Meissen e
Ciaureo tndignaram Wilhelm Hauff, e muilos
de seus companheiros. Viam com dr abando-
nados e quasi esquecidos os trabalhos Literarios
de Goethe. Schiller e oulros romancistas por exi-
gir a sua leilura certa altenjao, em quanlo anda-
vsm nas mos de lodos oulras novellas e dramas
detestaveis, lano consideradas sob o aspecto mo-
ral como pelo intelleclual o lillerario. Faziam
estis as delicias assim da alta aristocracia como
as da humilde costureira, que economisava quan-
to poda do seu salario para comprar urna vela
para saborear ao reflexo da luz aquello precioso
alimento do espirito. A salyra contida no JYo-
mem da fuasuslenU-se perfeilamente com egual-
dade em tods a obra ; e apezar do ridiculo que
derrama nao dexa por isso de inleressar-nos vi-
vamente.
Chama-se o protogonisla Emilio von Mart-
nez ; porm a herona adopta successivamente
os groltescos e extravagantes nomes de Idchem,
Lucken-w-pfpen, Taubchen, o oulros apodos ca-
rinhosos. Se do idioma germnico se supprimis-
sem as terminajes em chens oceins, esses dimi-
nutivos, que atargam extraordinariamente as pa-
lavras, muito pouco ou nada caria das obras de
Clauren.
A principal personagem do Homem da la
certo individuo que tem seis ps o sele polegadas
de estatura, que mala n'ura desafio outro homem
que nao mereca a niorle, e cuja aejao vivamen-
te sent depois de a haver commettido, porque o
aspecto da sua malfadada viclima lhe appareco
todos os das pela volli da meia noite. E' s na
egreja quo elle se v livre da sombrado Antonio.
Estas terriveis apparijes do naturalmente ao
matador um aspecto sombro e cerla expresso
melanclica quoMotereasa. A' medida quo se
vae approximando hora fatal, cobre-se-lhe a
nobre fronte de Irevas, o seu olhai loma urna ex-
presso sinistra, parecendo vibrar raios de seus
olhos.
Todos buscam porfa inquerir causa do
myslerio que envolve o amavel, elegante, me-
lanclico, e seductor estrangeiro. S umi hero-
na Irabalha quanto possivel para descubrir seu
proprio segredo. Conseguio-o, alQm, e no cabo
do primeiro volume presenciamos a seguinle.
scena :
Appareceu em breve o sacristo, abrindo,
sem dizer palavra, a porta principal da egreja,
cojos gonzos rangeram de um modo lgubre, fa-
zendo elle signal para que enlrassem as duas pes-
soas que a acompanharam. A mais pequea pa-
rece u indecisa, tmenlo avanjar por entre as es-
curas sombras da antga calhedral. Porm como
o sacristo ia adianle com urna luz, ella se aven-
turou segui-la, nao sem olhai em volta por en-
tre o manto que a cobria. Ao ver a sua expres-
so de terror dir-se-ha que ella receiava ver sa-
hir por enlre as nuvens algum terrivel monslro
ou phaotasma.
t Demoraram-3e ao chegar ao p do aliar. O '
sacristo Ihes iodicou urna pequea tribuna que
se achava um dos lados, d'ondo se via o mes-
mo aliar e urna grande parte da egreja. As duas
mulheres collocaram-se ali. O candieiro alumia-
va lo pouco que custo se percebiam os objec-
los. D'ahi pouco fez o relogio um murmurio
como que tomando atento para locar. A' primei-
ra badalada da meia noile soou com lgubre ac-
cento por entre os arcos do Umplo, apparecendo
no mesmo iastanle duas sombras que se dirigiam
ao aliar. Eram Martnez e seu creado.
Martnez, paludo e perturbado, como sempre
eslava aquellas horas, fot senlar-se nos degros
do altar. Olhou cm redor, guardando o mais pro-
fundo silencio. Depois chorou e suspirou como o
havia feilo desde a primeira noit* que vio o sa-
cristo.
Has de ser sempre implacavel ? exclamou
elle com acento grave e triste. Nunca me per-
doars, Antonio ".
< As suas supplcas perderam-so nas voltis
do monumento gothico ; mas apenas se sumir o
ultimo echo da sua voz, logo outra voz lo pura
e sympathica como a de um aojo, e to vibrante
como o sunido da prata, docemente respondeu :
Perdo-le I
[Continuar-se-ha.)
las. Suspenderam com iuquielajao as cortinas
de couro que serviam de porlinholas: o viram
que nao se achavam defronle do convenio de
Rosinha, mas sim n'um lugar que lhes pareceu
primeira vista inteiramenle desconhecido.
Ers urna especie de beco largco, cercado de
algumas mnralhas, por cima das quaes se via
muitis arvores fructferas. A carruagem tinha
parado em fenle do um edificio golhico que
remalava n'uma torre elevada. A fraca clari-
dade da la que alumiava j a parte superior do
frontespicio.viam-so estatuas de pedra, columnas,
emfim lodos os ornamentos exteriores de urna
egreja remontando urna poca muilo enli-
ga. Profundo silencio reinavs nesso quarteiro;
nem urna janella cstava abcrla; nem urna s
pessoa que passasse encostada s poucas casas
que ali haviam : se oo fosse o grupo dos homens
mysteriosos e sombros, que cochichavam em
voz baixa alguns panos da carruagem, dir-se-hia
que nao era habitado esse quarteiro.
Onde estamos nos, meu Deus! exclamou a
senhora Defunclis. ar-se-ha acaso que esse
bebarro do cocheiro tenha errado o cami-
nho? Vem c, villo, continuou ella dirigin-
do-se personagem envolvida n'uma grande
capa, que havia at ali tomado pelo cocheiro;
ento nao te disse que voltavamos para o con-
vento da Ave-Mara na ra de Barres? Anda,
sobe para o leu lagar, e apressa-te em condu-
zir-nos ao nosso deslino, quando nao abato
alguma cousa no prejo convencionado.'
Mas, com grande pasmo seo, o pretendido co-
cheiro nem se moveu; continuou escular o
que lhe dizia um outro individuo, que parecia
ser o chele da expedijo, o que dar ordena em
voz baixa. D'ahi a pouco um dos desconhecidos
afastou-se do grupo" c desappareceu rpidamente
na sombra, como se tivesse de ir desempenhir
ILEGVEL
urna misso urgente. Os outros se approxima-
ram da carruagem.
Misericordia I meu Deus! O que querem
fazer de nos I? exclamou Rosinha angustiada. Pa-
ra que fim nos conduziram esle lugar ?
Nao possivel que contra nos premeditem
algum designio mo, replicou a senhora Defunclis
elevando a voz. Ettes senhores sabem que eu
sou mulher do juiz criminal Defunclis. Certa-
mente fariam bem se............
i Silencio interrompeu a voz rouca do pre-
tendido cocheiro que nao era outro seno o capi-
to Corbioeau, se derdes algum grito quo possa
despertar a altenjao da visinhanja, mato-vos
aqui mesmo.
E dizendo islo fez brilhar aos olhos das pobres
mulheres alamina de umpunhal: ellas con-
chegaram-se urna outra tremendo.
Nada posso comprehender, murmurou a
companheira de ilosioha; ignoro mesmo onde
estou.
Deus tenha piedade denos! Receio que
lenhamos cahido em algum lajo: entretanto nao
sei quem poderia ter interesse em fazer-nos
mal I Quanto ao lugar em que estamos, pare-
ce-rue que conhejo esla egreja : nao ha duvida
a egreja de Santa Calhariua do valle dos
aprendizes; acabo de ver a estatua do bom rei S.
Luiz que domina a fachada. Era esla a minha
freguezia no tempo em que morava^ios dous
pasaos d'aqui na ra de Tixeranderie.
A egreja de Santa Calhariua 1 repeli a
senhora Defunclis em ar de reflexo.... Esperae,
aqui anda algum trama abomioarel. Ouvi meu
marido dizer muitas vezes que o abbade do mos-
leiro de Santa Calharina do valle dos aprendizes
era da nomenjo particular dos duques de
Villanegra : esse abbade o que se chama hoje
um contldenciario ou cuslodino dos chefes dessa
familia,e porlanlo deve-lhes|ser muilo dedicado.
Correm boatos mui desagradaveis sobre os
sacerdotes que habitan) o convento, e o proprio
abbade nao goza de boa reputajao : mas o quo
ha de commum entre nos o esses sacerdotes?
Oh! so eu podesse mandar prevenir meu
querido Bernab do perigo que corre a sua infe-
liz esposa! disse a burgueza com desespe-
ro. Esses Villanegras sao capazes de ludo I
O homem que se havia afastado dos outros
voltava nesse momento, o a carruagem se poz
em marcha vagarosamente. Foi mais um moti-
vo de reflexoes para as prisioneiras, que con ce-
biam os mais sioislros receios. Mas a carruagem
tornou parar depois que virou o ngulo da egre-
ja, a porliohola abaixou-se, e s damas foi
ordenado que dcscessem.
Onde nos conduzis? pergunlou a senhora
Defunclis.
Ides ver.
Porm ........
Antes que podesse concluir a sua objeejao dous
brajos vigorosos apoderaram-se della e a pose-
raro em ierra. Sentindo esse contacto violento
o brutal a pobre mulher deixou escapar um grito
agudo que relumbou no silencio da nonle. Cor-
binesu ergueu o punhal sobre ella adra de for-
ja-la calar-se : Rosinha fra de si estendeu a
mo para proteger a sua amiga, cuja vida sup-
pnnha estar ameajada; mas a coragem al-
tou-lhe, o cahio desmaiada no fundo da car-
ruagem.
Um dos roubadores apoderou-se dola, eos
oulros arrastraram forja a sua companhei-
ra. Biteram de leve urna porta lateral da
egreja, que abrio-se immediatamente, e depois
de onlrar toda a comitiva, tornou & fechar-se
com um ruido surdo que se foi perder nas vastas
caridades do negro edificio. (Continuar-se-ha.)
P&IN,- TTP. DE M. F. DE FARlA, ^1861.


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