Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09233


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Full Text
AIIO XXXTII 1DIERO 31
Por (res nrezes adiantados
Por tres mezes vencidos
IITA FEIIA 7 JE fEVEREIBO DE I8.
Por anno adiantada 19$000
Parte franco para o subscriptor.
BNCARRBGADOS DA. SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aroca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braja; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS DOS CUtUtKlUt).
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Igwarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras. \^
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas-Teiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Breje, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhem, Rio Formoso, Una,Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partera as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO I1EZ DE PEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manha.
9 La ora as 5 horas c 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Andr Corsino b. c; S. Gilberto.
5 Terga. S. gueda r. m.; S. Pedro Baptista.
6 Quarta. AsChagas de Chriato; S. Dorotha.
7 Quinta. S. Romualdo ab.; S. Ricardo re.
8 Sexta. S. Joo da Malta fundador; S.Corinthia.
9 Sabbado. S. Appolonia r. m.; S. Nicephoro m.
10 Domingo da quinquagesima. S. Escolstica v.
AUUtKIHClAS DOS TRIbUNaE DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relago: torgas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : torgas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orahos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeira vara do cirel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara do tirel:
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO STjL*
Alagoas, o Sr. Claudino Palcao Dias; Baha.
Sr. Jos Hartlns Aires ;
Joo Pereira Martins.
Rio de Janeiro, o Sr.
EM PERNAHBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria, na sus lirraria praga da Independencia ns.
6e8.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio do imperio.
Expediente de 18 de Janeiro de 18til.
3.a Secr.no. Ao presidente da provincia do
Pernarabuco, declarando que o governo imperial
resolveu annullar a el-icao de vereadores e jui-
zes do paz da parochia do Taquaritinga, nao s a
que celebrou o Io juiz de paz na casa de sua.re-
sidencia, como tambera a quo continuou ni ma-
triz, presilida pelo 2., porque tanto urna como
outra foram irregularraente feitas ; rumprin lo
portanto que se proceda a nova eloigo de juizes
de paz, e lambem de vereadores, se por ventura
os votos da dita parochia constituirera a maioria
dos do municipio, e que seja imposta ao 1.' iuiz
de paz a multa do arl. 12b' l. n. 4 da lei regu-
lamentar das eleiges.
Ministerio da fazenda.
Decreto n. 2,705 de 5 de desembro de 1860.
Designa a orJem segundo a qual devem ser ex-
Irahidas as loteras no anno de 1861.
Hei por bern, era conformidade do art. 2. da
lei n. 1099 de 18 do selembro do correte anno,
que, a respeilo das loteras que tira de ser extra-
alas durante o prximo futuro anno de 1861, se
observe a ordera marcada na tabella que cora este
baixa, assignada por Angelo Moniz da Silva Fer-
raz, do meu conselho, senador do imperio, pre-
sidente do conselho de ministros, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da f.izenda e pre-
sidente do thesouro nacional, que assim o tulia
entendido o faga execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 5 de dezerabro
de 1860, 39." da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Angelo
Monis da Silva Ferraz.
Tabella das loteras que na conformidade do de-
creto desla data lm de ser extrahiias durante
o anno de 1861.
Ns. Loterias.
1.a2a lotera para a concluso da igreja do Se-
nhor dos Passos da eidade S. Leoooldo, no
Rio-Grande do Sul. (Decreto n. 992 de 22
de setembro de 1858 )
2.a3a a favor do thesouro nacional, para ser
elevada a 4:000 meusaes, por lempo de 6
annos, a prestigio cora que auxilia a Joo
Caetano dos Santos, eraprezaro do theatro
deS. Pedro de Alcntara. [Decreto n. 979
de 15 de setembro de 1838.)
3.a11a a favor do hosoieio de Pedro II. {De-
creto de 10 de julho de 1850]
4.a3.a a favor da academia de msica e opera
nacional. (Decreto n. 979 de 15 de setem-
bro de 1858.)
5.a76a, cujo beneficio deve ser repartido pela
Santa Casa da Misericordia, exposlos, re-
colhiraento das orphas, collegio de Pe-
dro II, e sominarlo de S. Jos. (Decreto
de 23 de maiode 1821.)
6.aia a favor do thesouro nacional, para ser
elevada a 4:001)^ mensaes, por lempo de 6
annos, a prestagao com que auxilia a Joo
Caetano dos Santos, emprezario do theatro
de S. Pedro de Alcntara. (Decreto n. 979
de 15 de setembro de 1858.)
7.a36a para melhoramento do estado sanitario.
(Decreto do 14 de selembro de 1850.)
8.a22a a favor do hospital da Misericordia
desla curte. (Decreto de 25 de outubro de
1830.)
9.a3a a favor da empreza lyrica desta corto (
29 do art. 11 da lei n 1,114 de 27 de se-
tembro de 1860.)
10.a9a a favor da Santa Casa da Misericordia
para a obra do seu hospital. (Decreto n.
1009 de 25 de setembro de 1858.)
11.a4a a favor da empreza lyrica dcsta corte. (S
29 do art. 11 da lei n." 1,114 de 27 de se-
tembro de 1860.)
12.a4a a favor da academia do msica e opera
nacional. (Decreto n. 979 de 15 de setem-
bro do 1858.)
13.a5a a favor do thesouro nacional, para ser
elerada a 4:000$ por lempo de seis annos
a prestagao com que auxilia a Joo Caeta-
no dos Santos, emprezario do theatro de S.
Pedro de Alcntara. (Decreto o. 979 de 15
de setembro de 1858.)
141a49a a favor das obras da casa de correceo.
(Decroto de 29 de outubro de 1835 )
15.a31a para o melhoramento do estado sanita-
rio. (Decreto de 14 de setembro de 1850.)
16.a5a a favor da empreza lyrica desta corte. (
29 do art. II da lei n. 1,114 de 27 de se-
tembro de 1860.)
7.a6a a favor do thesouro nacional, para ser
elevada a 4:0003 mensaes por lempo de 6
annos a prestagao com que auxilia a Joo
Caetano dos Santos, emprezario do theatro
de S. Pedro de Alcntara. (Decreto n. 979
de 15 de setembro de 1858.)
18.a79 a favor do monte-po dos servidores do
estado. (Decreto de 17 de norembro de
1841J
19.a10a a favor da Santa Casa da Misericordia,
para a obra do seu- hospital. (Decreto n.
1,009 de 25 de setembro de 1858.)
20.a5a a favor da academia de msica e opera
nacional. (Decreto d. 979 de 15 de setem-
bro de 1858.)
21.a32a para o melhoramento do estado sani-
tario. (Decreto de 14 de setembro de
1850.)
22.a 19a a favor da obra e patrimonio do reco-
lhimento de Sauta Thereza (Decreto n.
875 de 10 de setembro de 1856.)
23,a6a a favor da empreza lyrica desta corte. [8
29 do arl. II da lei n. 1,114 de 27 de se-
tembro de 1860.)
24.a7a a favor do thesouro nacional, para ser
elerada a 4:000$ mensaes por terapo de 6
annos a prestagao com que auxilia a Joo
Caetano dos Sanios, emprezario do theatro
de S. Pedro de Alcntara. (Decreto n. 979
de 15 de setembro de 1858.)
25.a80* a favor do monte-po dos servidores do
Estado. (Decreto de 17 de norembro de
1841.)
26.a7a a favor da empreza lyrica desta corte.
( 29 do art. 11 da lei de 27 do selembro
de 1860.)
27.a11a a favor da Santa Casa da Misericordia.
(Decreto n. 1,009 de 25 de setembro de
1858.)
28.a6a a favor da academia de msica e opera
nacional. (Decreto n, 979 do 15 de setem-
bro de 1858)
29.a6a a favor da empreza lyrica da corle. ( 29
do art. 11 da lei n. 1,114 de 27 de selem-
bro de 1860.)
30.a50a a favor das obras da casa de correego.
(Decreto de 29 de outubro de 1856 )
31.5* a favor da irmandade do Santissimo Sa-
cramento da enliga S, pira ultimago
do templo. (Decreto n. 964 de 4 de agosto
de 1857.)
32.a20" a faror da obra e patrimonio do reco-
lhimento de Santa Thereza. (Decreto n.
875 de 10 de selembro de 1856.)
33.a9a a faror da empreza lyrica da corte. (
29 art. 11 da lei de 27 de setembro de
1860)
34.a77*, cujo beneficio deve ser repartido pela
Sauti Casa de Misericordia, expostas, re-
colhimealo das orphas, collegio de Fe-
35.
36.a
37.
33.
39.*
40.'
41.
42.
43.'
44.'
45.
dro II e seminario de S. Jos. (Decreto de
23 de maio de 1821.)
10 a favor da empreza lyrica da corte. (
29 art. 11 da lei de 27 de selembro de
1860.)
7* a favor da Academia de Msica e Opera
Nacional. (Decreto de 29 de outubro de
1835.)
21a para a obra c patrimonio do recolhi-
mento de Santa Thereza. (Decreto n. 875
de 10 de selembro de 1836.)
12a a favor da Santa Casa de Misericordia.
(Decreto n. 1,009 de 25 de setembro de
1858)
81a a favor do monte-pi dos servidores do
estado. (Decreto de 17 de novombro de
1841.)
22a para a obra e patrimonio do recolhi-
mento de Santa Thereza. (Decreto n. 875
de 10 de setembro de 1856.)
11a a favor da empreza lyrica da corte. (
29 art. 11 da lei de 27 de setembro de
1860.)
82a a favor do monle-pio dos servidores
do estado. (Decreto de 17 de norembro de
1841.)
2* a faror do estabelecimento de produc-
tos chimicos de Ezequiel Correa dos
Santos. (Decreto n. 955 de 7 de julho de
1858.) '
8a a favor da Academia'de Msica e Opera
Nacional. (Decreto n. 979 de 10 de setem-
bro de 1858.1
'12a a faror da empreza lyrica da corte. (
29 art. 11 da lei de 27 de setembro de
1860.)
46.a51a a favor da casa de corroeco. (Decreto
de 29 de outubro de 1835.)
47.a8a a favor do thesouro nacional, para ser
elevada a 4:000$000 mensaes, por terapo
de 6 annos, a prestagao com que auxilia a
Joo Caetano dos Santos, emprezario do
thealro de S. Pedro de Alcntara. (De-
creto n. 979 de 15 de setembro de 1858.)
48.a2a a favor da Imperial Sociedade Auxilia-
dora das Artes Mechanicas, I.iberaes e Be-
neQcente. (Decreto n. 916 de 26 de agosto
do 1837.)
49.a11a a favor do conservatorio de msica des-
ta porte. (Decreto de 27 de novembro de
1841 )
50.aIa para as obras da matriz de Nossa Seolio-
ra das Gretas do Joazeiro, da provincia da
Baha. (Decreto n. 984 de 22 de selembro
de 1858.)
9* a favor do thesouro nacional, para ser
elevada a 4:000*000 mensaes, por tompo
de 6 annos, a prestagao com que auxilia a
Joo Caetano dos Santos, emprezario do
theatro de S. Podro de Alcntara. (Decreto
n. 979 de 15 de setembro de 1858.)
52.a2o a favor do hospital de Misericordia de S.
Joo a'EI-Rei. (Decreto n. 994 de 22 de se-
tembro de 1858.)
53.aIa para as obras das igrejas malrizes das
parochias de Montes Claros, Contendas, S.
Romo, Januaria, Barra do Rio das Ve-
lhas, Grao-mogol e Cruvello, na provincia
de Minas-Geraes. (Decreto n. 1,030 de 22
de agosto de 1859.)
54-*52a a favor das obras da casa de correceo.
(Decreto de 29 de outubro de 1835.)
53.a33a para o melhoramento do estado sanita-
51.
rio. (Decreto de 14 de selembro de 1850.)
'-ror das obras da casa de cor-
(Decreto de 29 de outubro de
reegao
1833.)
57.a23* para a obra e patrimonio do recolhi-
reenio de Santa Thereza. (Decreto n. 875
de 10 de selembro de 1856.)
58.*34a para o melhoramento do estado sa-
nitario. (Decreto de 14 de setembro de
1860.)
59.a3a a faror do estabelecimento de produc-
tos chimicos de Eiequiel Correa dos San-
tos. (Decreto n. 955 de 7 de julho de
1858.)
60.a1* para beneficio e reparo das differentes
igrejas malrizes da provincia do Amazonas.
(Docreto n. 963 de 26 de julho de 1858.)
Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1860 A n-
gelo Moniz da Silva Ferraz.
EYPEDIENTE DE 3 DE dezembro de 1860.
Circular s thesourarias, trausmittindo as ins-
trucges de 29 de novembro prximo passado,
abaixo transcriptas, regulando provisoriamente
o servigo das companhias e secges de compa-
nhias dos guardas das alfandegas.
Instrucges de 29 de'norembro ultimo.
Art. 1. A nomeago dos officiaes inferiores
das compsnhias ou secges de companbias dos
guardas compete ao inspector da alfandega, sob
proposta do respectiro commandante e informa-
go do guarda-mr.
A dos inferiores que commandaram compele ao
presidente da provincia, sob proposta do respec-
tiro inspector.
Art. 2." A escala do servigo compete exclusi-
raraente ao respectivo commandante, ficando iu-
teirdmente prohibida a desigosgo de guardas
para servigo cerlo e permanente, salro todava a
disposigo do art. 36 do regulamento de 19 de
setembro do correte anno.
Para este im o inspector da alfandega, ou o
guarda-mr em virtude das instrucges e ordeos
que receber, rarcai o numero de officiaes infe-
riores e guardas para o servigo MhMNkde reD~
das, destacamentos e outros ordinarios e extraor-
dinarios.
Art. 3. Ao guarda-mr compete velar sobre a
economa, disciplina e moralidade da companhia
dos guardas, sua inspecgo e Qscaliiago do seu
servigo, observando-se todava, pelo que diz res-
peilo do servigo e polica da companhia, secgo
de compsnhia ou forga dos guardas, a legislago
e estylos militares ns que lhes fr applicavel.
Art. 4. Os guardas, sempre que tiverem de
dirigir quaesquer requerimentos ou reclamages,
o farao por intermedio e com informago de seus
superiorios, sob as penas do art. 51 do regula-
uienlo de 19 do setembro do correte anno.
Exceplua-se o caso de queixa contra qualquer
dos superiores, com obrigago porm de os pre-
venir que teem directamente de apreseola-la, de-
clarando o motivo da mesma queixa.
A't- 5. Em cada companhia, secgo de com-
panhia ou forga dos guardas harer os seguintes
hvros:
1, de contratos dos guardas ;
2o. do registro geral dos guardas e seus officiaes
inferiores; ^
3", das ordeos;
4o, de carga e descarga do armamento, equipa-
menlo e mais objeclos receidos da fazenda pu-
blica cociendo a distnbuigo feila e existente em
arrecadago j
5o, de registro das relajos nominaos dos guar-
das e seus officiaes inferiores para o pagamento
mensal.
nico. Alm destes livros harer os que fo-
rera precisos para a regularidade do servigo e
economa da companhia, secgo e companhia ou
forga dos guardas.
dem, idem, declarando que na impresso
da tarifa das alfandegas mandada execular pelo
decreto n. 2,684 de 3 de novembro prximo pas-
sado escaparan, segundo pirticipou o adminis-
trador da trpographia nacional em officio des-i
de maio, que foi concedida a iocorporago de
um banco rural e hypothegario na provincia.
. 5
A' presidencia do Pernambuco, indeferindo
os requerimentos transmitidos com seus o lucios
de 15 e 17 do mez passado, nos quaes o prati-
canle de thesouraria Jesulno Rodrigues Cardoso
e o guarda da extracta mesa do consulado Fran-
cisco Egidio de Luna Freir pediam ser nomea-
dos para o lugar de 4" escripturario da alfande-
ga, visto nao harer raga, e quando se d, tem
de ser o logar prorido, na forma do regulamen-
to de 19 de selembro do corrento anno,por meio
de concurso.
A' mesma, preven indo qu as demisses
dos guardas das alfandegas podem ser concedidas
pelos respectivo inspectores, com approrago
das presidencias, na forma do regulamento de
19 de setembro do correle anno, nao havendo
portanto inconveniente algum em que seja con-
cedida a que pede Antonio Jos Bandeira de
Mello, cujo requerimento acompaohou o officio
da presidencia de 27 do mez Codo.
6
A' alfandega,Em consequencia de haver Jos
Francisco da Costa requerido dispensa de arbi-
tro da alfandega por julgar que o 3 do artigo
577 do novo regulamento irapo multa aos ar-
bitros que deixara de comparecer quando sao cha-
mados para dar seus laudos, declara-se que a
multa a que se refere o supradito paragrapho s
pode ser imposta no caso do arbitro depois de
ter dalo seu laudo recusar assigna-Io. e nao pela
falta de compareciraenlo ; e, se nao obstante esta
explicago o referido Costa insistir pela sua
exonerago, poder a inspectora conceder-lh'a.
Outrosim recoramenda-se que faga organisar
com toda a brevidade a lista das pessoas que de-
vara servir do peritos, nos termos do 1 do ci-
tado art. 577.
A' thesouraria do Amazonas, declarando,
era resposta ao seu officio de 9 de outubro ulti-
mo, que nao pode ter lugar a gratificago men-
sal que prope para o chefe de secgo encarre-
gado da tomada da conta do exth'esoureiro da
mesma repartigo, nos termos do art 48 do de-
creto n. 2,343 de 29 de Janeiro de 1859, por se
oppr a isso o mesrao artigo e o 7. das instruc-
ges de 3t de Janeiro doste anno, os quaes s au-
governo*imperial esteja convecdorde que'uma ,orsam taes gratillcages depois de feito e entre-
tai allegaco nao rerdadeira, porque o contrato 8ue? Irabalho : cumprindo portanto que o mes-
suppe consenso, e para os guardas existentes !mo inspector obserre as disposiges citadas,
antes da publicago do referido regulamento, ou ~~ A' da Parahyba, declarando, era resposta
ooraeados em virtude do arligo 84 do mesmo re-' &0 seu <>racio de 26 de outubro ultimo, que a
gulamento, desnecossario, cumpre comtudo qaaiitta de 210J920, supprida pelo collector da
que sobre este ponto a inspectora informe o que c>dade de Souza pode e dere ser pela mesma
liver chegado a seu conhecimenlo. Entro os 'nesouraria abonada em sua conta corrente, se
assignatartos do dito requerimento um foi no- a despeza se achar revestida das formalidades
meado depois do noro rgimen do regulamento JWP' nao 8end P*ra isso raister autorisago
de 19 de setembro do corrente anno. !do 'hesouro, risto estar as attribuiges conferi-
0 fado de sua assignatura nesse requerimento *jas Pel capitulo 2. do decreto de 10 de mar^o
importa renuncia do lugar para que foi por suas de9to ann0 aj thesourarias de fazenda, mas sim
incensantes solictagos nomeado, e portanto no caso de reriflcar-se pela liquidago definitiva
cumpre que seja eliminado do quadroe demitti- de 8IJ, conla estar elle em crdito, e requerer o
do. as mesmas circurastancias se acham outros Paaniento, porque enlo dever-se-ha observar
que ha pouco lempo servem, e que, conforme disposto no art. 12 do decreto n. 41 de 20 de
as informages que existem, nao teem nem ido- 'aTwiro de 1840.
oeidade nem bom comportamento. A seu res- T" A' Presidencia do Sergipe, declarando em
peito dore a inspectora lomar igual! medida, e soluSa is duridaa propostas em seu offlei de
era geral sobre todos os que se eximirem do ser- de novembro prximo passado, poroccasio da
rigo por differentes motivos appareolcs, e real- re,o'na do passoal da alfonlega da provincia :
mente por so nao quererera sujeitar direcgo, D'* Que escripturario Eulichio Mondira
ordem e autoridade do coraraandaote nomeado, Pt'3la,la continua no mesmo lugar e nao carece
o aos preceitos que lhes impo o novo regula- Prlaoto de tirar novo titulo,
ment. | 2. Que o 2." escripturario Thoroaz Deschamps
Umtal procedimenlo requer promplas medi- dfl Montmorency, e o amanuense Antonio Mar-
das repressiras, e a inspectora, alm de no re- 1>s Fonles foram removidos, sendo aquelle no
lugar de 1. conferonte da alfandega de Albu-
querque, e este no de 4.* escripturario da de
Santos, conforme j se communicou.
ta data, os seguintes erros que devem ser corri-
gidos:
Tabella A.
Art. 136, Leques. Em rez deduziala-so
um.
Arl. 771. Toucas. Em rez de 40 "lca-se
30 0/0.
Art: 1109. Chares. Em rez dearrobala-se
-libra.
Art. 1110. Colhere.j e garfos de ferros, eila-
nhados ou nao. Em roz dearrobala-se
libra.
Art. 1111. Colleiras para animaes. Em rez de
arrobala-selibra.
Art. 1128. Pogareiros. Em rez de20 rs.
la-se30 rs.
Arl. 1232. Facas de charquear, com cabos
de osso, ele. Em vez do 250 rsla-se
150 rs.
Arl. 1312. Quaesquer outros instrumentos, etc.
Era rez de30 0/0 la-se100/0.
Arl. 1,424, Bruidores de pederneira. Em rez
de1800la-se-300 rs.
T AB EL I. A C
Accrescente-se os seguintes artigos :
603. Gangas.
6 '5. Riscados.
619. Zuartes.
T AB ELLA O.
Accrescele-se os seguintes artigos :
-603 Gangas.
615. Riscados.
A'alfandega, cotnmunicando que Joo Ve-
nancio da Silva Filho e outros, guardas da mes-
ma repartigo, requebrara ao governo imperial
que os maodasse considerar adddos o os dis-
pensasse de serem incorporados respectiva
companhia ou forga a que pcrlencem. lima tal
pretengo, sobre nao ter fundamento justo,
contraria s disposiges do art. 41 2 do regu-
lamento de 19 de setembro do corrente anno;
e por demais o seu servigo, rgimen e devedo-
res como addidos nao podem deixar de ser os
mesraos que os dos guardas effectivos; e nem
pode haver adlido sono na hypothese nao ve-
rificada de excesso de numern sobre o marcado
no respectivo quadro ; e por estas razes foi in-
deferido o seu requerimento, quo junto por co-
pia se me remette. porque alleguem que se
exige que elles se contratera, snpposto que o
gulamooto ter a seu dispr os meios necessanos
para chama-Ios ao curoprimenlo de seus deveres,
pode contar com aquellas medidas que depen-
dem do governo imperial.
A' mesma, declarando que pelo aviso desti
data a respeito do requerimento de Joo Venan-
cio da Silva Filho e outros guardas da mesma
alfandega est como que respondido o seu officio
reservado da mesma data, no qual communic o
acto de insubordinago pralicado no dia 1 do
do corrente por alguns dos guardas antigos, re-
cusando formalmente chegar forma para a re-
vista de mostra determinada no regulamento de
19 de setembro ultimo ; porquanio ahi se de-
clara : Io, que tanto os peticionarios como os
outros, vista das disposiges do art. 41 2
do dito regulamento, nao -podem deixar de ser
3.a Que, tendo sido extinctos os lugares de
fiis de armazens da alfandega da mesma pro-
vincia, flcam os que exerciam os mesraos luga-
res considerados addidos, na forma do art. 34
paragrapho nico do regulamento que baixou
com o decreto n. 2,647 de 19 de setembro ul-
timo.
- 7 -
Circular s thesourarias, transmittinJo as ins-
trucges desta data regulando o concurso para
os lugares de 2. conferente das alfandegas.
Inslruccet da 7 de desembro de 1860.
Art. 1." Podem ser admittidos ao concurso dos
incorporados respectiva companhia ou forga a 22E22*" A* "?i9'enles d" .alandegs os
que pertencem. sendo que o servigo dos addi- 2E22S fcJK*" ^epart.gao de fazenda
que o servigo
dos, sou rgimen e deveres o mesmo dos effec-
tivos ; 2, que nao pode haver a classe de ad-
didos em quo pretenden ser considerados, sena o
na hypothese de excesso do numero marcado no
respectiro quadro; 3, que a assignatura no
requerimento citado dos guardas nomeados de-
pois da promulgado do novo regulamento im-
porta renuncia do lugar para que foram nomea-
dcs a sen pedido ; 4, que a respeito daquelles
que nao teem idoneidade nem bom comporta-
ment, o dos que so eximirem ao servigo por se
nao quererem sujeitar autoridade do comman-
dante
mente
ment de 19 de setembro mais legislogo em
rigor os meios de chama-Ios ao cumprimeoto
de suas obrigages, podendo alm disso contar
com as medidas quo dependem do governo im-
perial. Assim, cabe smente accrescentar quo
derem ser demittidos os guardas Antonio Rodri-
gues de Moura, Antonio
e quaesquer individuos que provem : i.*, que
teem idsde de 18 a 20 anuos; 2., que est li-
rre de pena e culpa ; 3., que tem bom compor-
tamento.
Art. 2. As materias sobre que devem versar
os exames para os referidos empregos sao as
que requer o art. 74 para o concurso do lugar
de 1. conferente.
Art. 3." No exarao de stereometria, areometria
e pralica dos methodos, e uso dos instrumentos
modernos de arqueago dos navios, se observa-
ro os estylos seguidos para o concurso dos lu-
re^pedi"^ e'dever s queTh%7 "ga U "" ^T^3 5 ^ fT\M *?
irapostos. tem a inspectora no. reguV <&$?& 1L!.l?aUMl de 19 de
setembro do corrente anno.
A' do Rio-Grande do Norte, declarando,
em resposta a seu officto de 30 de junho ulti-
mo, consultando sobre os rencimentos do ex-
inspeMor da alfandega da provincia Jos Mara
da Silva Maia, durante o tempo que esteva li-
cenciado, que deveria ter docidido a quesio co-
mo lhe parecesse de jusliga, na forma di ultima
erStn/a a^IL .^n^6/e"eiri B"ga' P'a do art. 10 do decreto de 22 de novembro
e Candido de Almeida Simpaio, designados como
promotores do acto de insubordinago alludido :
3ue o governo imperial approva o procedimento
a inspectora, e confia que empregar com a
devida energa e com a necessaria prudencia os
meios a seu alcance para que o servigo da re-
partigo corra regularmente, nao sendo pertur-
bado por aquelles que, sob pretextos futeis, pre-
teodem desviar-se da pontdal execugo das obri-
gages que aceitaram.
A' presidencia do Rio Grande do Norte,
recommeodando, em resposta a seu officio de 3
de julho prximo passado, que faga publicar
quaoto antes os actos officiaes expedidos depois
do selembro do anno Iludo, caso nao o lonham ao YempVdVlcYn'ca.
anda sido, e que o mesmo pratique a respeito o dn aneiro de iftRi _
do regulamento ultimo de bens de defuntos e PrimeirL dTrectoril i
.senle,, cumprindo que partcipe o que bouver \ Ao pr-Eo^d'^Sra'AB.,onM.
remetiendo para terem o conreniente deslino as
guias de dze pragas do exercto quo seguir ni
de 1831, procedendo depois nos termos do arl.
22 do decreto de 29 de Janeiro de 1859 : cum-
prindo que a mesma thesouraria d'ora em diante
obserre, em casos semelhantes, a resolugo im-
perial de 29 de selembro do presente anno, to-
mada sobre consulta da secgo de fazenda do
conselho do estado ; e por esta occasio ficaau-
lorisada para pagar pela rerba ecenluaes ao
mencionado Maia o ordenado do lugar de inspec-
tor da alfandega durante o periodo da licenga e
prorogacao, e bem assim a respectira porcenta-
gem at 31 de margo ultimo, data do decreto
que a fez dependente do effectiro exercido, nao
derendo-se pagar rebeimento .algum posterior
feito a semelhute respeito.
-4
Circular s thesourarias, declarando que os
guardas das alfandegas, mesas de rendas e ex-
tnclas de consulado, na formado artigo 41 2o
do regulamento de 19 de setembro deste anno,
devem ser incorporados i aempanhia, secgo de'
companhia, ou forga de guardas, conforme a
tabella n. 4 annexa ao mesmo regulamento;
nao podendo ser considerados addidos, dos exisr
lentes ao lempo- da publicago do regulamento,
seno os que excederom do numero filado na
referida tabella, come j o explicou o arligo 2o
das instrucges do Io de outubro ultimo, que
acorapanharam a circular de 5 do mesmo mez
n. 64.
dem, idem, transmillindo o decreto n. 2,609
de 28 de norembro pro.dmo passado, que regula
a arrecadago do imposto da raeia siza.Remet.
teu-se igualmente ao ministerio da jusliga.
para a mesma prorncia com destino aos corpos
da respectira guarnigo.
Quarta directora geral.
Ao presidente do Cear, em resposta aos
seus officios de 10 e 11 de dezembro prximo
passado, declarando que em 18 do mesmo mez
se habilitou a thesouraria com 10:7149544, po-
dendo lalrez d'ahi fazer-se o pagamento das
pragas que achavara-se destacadas, e que em
caso contrario nao possirel attender-se' sua
reclamago, por estar encerrado o exercicio, sal-
ra a approrago, se a despeza hourer sido poste-
riormente autorisada por essa presidencia.
3 -
Segunda directora geral.
*>o presidente da provincia do Para, re-
metiendo o relatorlo do exame feito pela 4. di-
rectora geral desta secretaria de estado sobre as
oontas do oonsalho econmico do 3. batalh.0 de
rmA''Pw*d-eaeU dl Hl. Grande d Norte, arttlharia a p, reaiVM\oT.*" se'mesrr'do'a
commuD.lca.ndo, em resposta a seu officio de 11 loo patudo, afn d que. o commandante do

mesmo corpo satisfaga os requisitos exigidos pe-
la referida directora.
, 4
Quarta directora geral.
Ao presidente do Para, para que faga constar
ao inspector da thesouraria que, segundo a pra-
tica estabelecida, derem ser satisfeitas as despe-
zas feitas com a illuminago dos quarteis e for-
talezas nos dias de feslividade nacional, quando
autorisadas pela presidencia, vista dos pedidos
rubricados pelo commandante das armas.
Ao do Cear, declarando, em soluego ao
seu officio n. 121 de 6 de dezembro prximo pas-
sado, que o major JoSo Baptista de Mello, que
estove destacado no Ico, tem direito addicio-
nal e ctape, a urna granticago de 40j mensaes
e forragem para cavado de pessoa, de que j
goza como major oe corpo.
Ao inspector da pagadoria das tropas, pa-
ra que informe de quanto devedor fazenda
nacional o alteres Joo Francisco da Costa Bs-
trella, vista do que allega no requerimento
que se lhe enra.
5
Prtmeiro directora geral.
Ao presidente da provincia de Pernambuco,
declarando que o fornecimento de caixotes de
pinho necessarios para a accommodago das c-
dulas que a respectiva thesouraria de fazenda re-
melle monsalmente ao thesouro nacional pode
ser feito pelo arsenal de guerra da mesma provin-
cia, mediante a indemnisago do seu custo.
Ao do Maranhao, ordenando que seja pro-
cessado por um conselho de guerra o soldado do
3." batalho de artilharia a p, addido ao quinto
de infantaria, Antonio Jos Vicente, pelo tacto
da fuga de um preso confiado sua guarda, ser-
rindo de corpo de delicio o processo de conselho
do investigago do mesmo fado.
Ao da do Cear, ordenando para o mesmo
fito, sobre o segundo cadete Cosme Francisco de
Oliveira Banhos, do corpo de guarnigo da mes-
ma provincia, pelo facto da fusta de um crimi-
noso de morte confiadosua guarda, servindo de
corpo de delicio o processo de conselho de in-
vestigado do mesmo facto.
Terceira directora geral.
Ao presidente de Pernambuco, declarando
que nao conrindo boa ordem e fiscalisago do
serrigo que o segundo batalho de iufanlaria re-
ceba no arsenal de guerra da dita prorincia o
fardamenlo mandado fornecer pelo da Baha,
em quo este satisfaga ao 8. o fardamenlo der-
do que se determtnou ser supprido por aquelle
em aviso de 15 de setembro prximo passado,
embora tenham esses batalhes trocado de guar-
nigo, derer remetter para a prorincia da Ba-
ha o fornecimento determiosdo para o dito 8.,
derendo dalli receber o que pertonce ao 2." ; fi-
cando provenido de que este batalho se acha
pago pelo arsenal daquella provincia, como in-
forma o respectivo director, de todo primeiro se-
mestre do anno passado, tendo mais recebido
por conta do segundo semestre parte do farda-
menlo, conforme a relago que se lhe remette
por copia.Expedio-se neste sentido aviso ao
presidente da Baha em resposta ao seu officio n.
166 de 24 de dezembro ultimo.
8
Primeira directora geral.
Ao presidente de Pernambuco, approrando
o contrato feito com o pharraaceulico Arisiides
Jos de Azeredo, para servir na enfermara mi-
litar quo se rai estabelecer na villa de Ouricury,
percebendo a gratifleago do 509000 moosaes.
_ Ao mesmo, approrando a compra dos me-
dicamentos e mais objectos para fornecimenio da
enfermara militar quo rai ser estabelecida na ru-
la do Ouricury.
Segunda directora geral.
Ao presidente da prorincia do Maranhao, re-
metiendo as guias dos soldados Manoel Ferreira
de Araujo e Antonio Jos da Silva, que foram
transferidos do 1. batalho de infantaria para o
5. da mesma arma.
Ao da do Piauhy, remetiendo o processo
de conselho de direcgo a que se procedeu para
a qualllcago de 1. cadete, do segundo sargen-
to do corpo de guarnigo da mesma prorincia,
Jeremas de Lima e Almeida.
Ao da do Cear, remetiendo os autos de
proceso do conselho do guerra do soldado do
corpo de guarnigo da mesma provincia, Jos
Vicente, afim do que seja cumprida a sentenga
proferida polo conselho supremo militar de jus-
liga, do mesmo processo.
Ao da da Parahiba, remetiendo os proces-
sos de conselho de areriguago a que se proce-
deu para a qualiQcago de segundos cadetes dos
soldados do corpo de guarnigo da mesma pro-
vincia Joio Mariano Falco e Felisberto Jos
Ferreira da Fonseca.
Ao da de Pernambuco, remetiendo os au-
tos de processo do conselho de direcgo, e are-
riguago a que se procedeu para a qualiQcago
de primeiro e segundo cadeles do furriel Jos
Pinto Freir, dos cabos de esquadra Minerrino
Celiano de Hollanda e Alilano Americo Barbosa,
e o soldado Manoel de Alcntara de Souza Cous-
seiro, o primeiro do esquadro de carallaria da
mesma provincia e os mais do 9. batalho e
infantaria.
Ao mesmo, remetiendo as guias dos solda-
dos Jorge Cyriaco da Silva e Andr Antonio dos
Res, que foram transferidos do 1." batalho Je
infantaria para o corpo de guarnigo da mesma
provincia.
Ao mesmo, remetiendo os processos de
conselho do direcgo a que se procedeu para a
qualiQcago de primeiros cadeles dos soldadas do
4." batalho de arlilharia a p, Antonio Emilio
de Souza Cousseiro e Bernardo Uabello da Silva
Pereira.
Ao da de Sergipe, remetiendo os autos do
processos rerbaes de conselho de guerra, dos
soldados da companhia de cagadores da mesma
prorincia, Luis de Franga, Googalo Jos dos San-
tos e Victorino dos Santos, ailm de que sojam
cumpridas as sentengas proferidas pelo conselho
supremo militar de jusliga.
Ao mesmo, remolienda o processo do con-
selho de areriguago a que se procedeu para a
3ualiQcago de segundo cadete do soldado addi-
o companhia de cagadores da mesma provin-
cia. Jeremas de Souza Carij.
Ao mesmo, remettendo os autos de proces-
sos de conselhos de guerra dos espitaos Manoel
do Mello Albuquerque, Manoel Joaquim Madu-
reira e do tenente Joaquim Jos de Souza, todos
reformados do exercito ; do segundo cadete pri-
meiro sargento do 4'" batalho de artilharia a p
Tudde de Andrade Gomes, do soldado do segun-
do batalho de infantaria Manoel Feliciano Pa-
checo, dos soldados do 10. batalho da mesma
arma, Manoel Senhorinho Los Wandetley e Se-
venno Jos Bezerra, afim de que sejam cumpri-
das as sentengas proferidas pelo conselho supre-
mo militar de jusliga nos mesmos processos.
Terceira directora geral.
Ao presidente da provincia do Para remetien-
do as primeiras ras de conhecimenlo?, da mate-
ria prima que so maodu fornecer dita provin-
cia por aviso de 5 de setembro ultimo, e que ora
segu no vapor Tocantins, nao toado podido ir
no Paran.
10
Segunda directovia geral.
Ao presidente da prori-acj ,j0 pauhy, remet-
loa-o para tr o eottYOoioote destino a do ofi-
cios do lenle do corpo de guarnigo da mes-
ma proviocia Victor Gongalves Torres, que se
acnava servindo no segundo batalho de artilha-
ria a pe.
Quarta direetoria geral.
Ao presidente de Pernarabuco. mandando ajus-
tar coalas ao capito do corpo de guarnigo des-
sa provincia Joo Mara Petra de Billencourt
nos termos por elle requeridos.Commuoicou-
se pagadoria das tropas.
Ao inspector da thesouraria do Amazonas
remetiendo os relatnos sobre a despea da re-
partigo da guerra nos mezes de ulho a ou-
tubro de 1859-1860, afira de que mande atten-
der s observages ahi contidas.
Aoda de Pernarabuco, idem da despeza ef-
tectuada nos mezes de novembro de 1837 e Ja-
neiro a maio de 1838, do exercicio do 1857-1858
para o mesmo fim.
Quarta directora geral,
2.a Secgo.(Circular) Rio de Janeiro. Minis-
Herl0fid|0, nefcios guerra, em 10 de Janeiro
de 1861. Illm. e Exm. Sr.Para que nesta di-
rectora geral se possa exercer a conveniente fis-
calisagao naavultada despeza que seesl fazendo
com transportes do officiaes do exercito e suas
lamillas, cumpre que V. Exc. as ordens que
expedir para esse fim, declare o motivo da via-
gem, se por accesso, transferencia de corpo, dili-
gencia, ou commisso de servigo e de que natu-
reza, e no caso que tenham familia, qual o nu-
mero de pessoas e a idade dos Cilios : o que ludo
V. Exc. haver por muito recommendado.
Deue guarde V. Exc. S. R. barros. Sr:
presidente da provincia de....
Requerimento despachado.
Provincia do Para. Do Augusto Rodrigues
Chaves, alteres do 11 batalho de Infantaria, pe-
dindo licenga para concluir o curso de estado-
maior de Ia classe.Nao tem lugar.
-11-
Segunda directora geral.
Ao prosidente da provincia de Pernambuco, re-
mettendo os autos de processos verbaes de con-
selho de guerra do Io cadete Joo Francisco Paes
Brrelo e dos soldados Francisco Jos d Cruz a
Manoel Antonio do Nascimento, este do 2 bata-
lho de infantaria e aquelles do 9 da mesma ar-
ma, afim de que sejam cumpridas as sentengas
proferidas pelo conselho supremo militar da Jus-
tiga nos mesmos processos.
-12-
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia do Cear, derol-
rendo o requerimento em que o soldado do cor-
po de guarnigo da mesma provincia Joo Fer-
reira do Nascimenlo pede transferencia para o da
Parahyba do Norte, alim de que a respeito de tal
requerimento se cumpra a disposigo 5* da or-
dem do dia desta secretaria de estado n. 224.
Governo da provincia.
Expediente do dia 4 de fevereiro de 1861.
Officio ae coronel commandante das armas.
Nao sendo mais necessarios no termo de Goian-
na os servigos do major Joo do Reg Barros
Falco, lhe conced por portara desta data a
exonerago, quo solicitou, do cargo de delegado
d'aquelle termo ; o que communico a V. S. para
que se sirva de maoda-Io retirar para esta capi-
tal com o destacamento que commanda, louvan-
do-o pela maocira distincla porque se houve
na commisso de que fot all encarregado.
Lavrou-se a portara concedeodo a exonerago,
e communicou -se ao Dr. chefe de polica.
Officio ao Exm. presidenta das Alagoas.Rogo
a V. Exc. que se digne de expedir suas ord6us
para que os officiaes do corpo Co de guarnigo
desta provincia, constantes da relago inclusa,
os quaes seguem para Tacaratu, sejam trans-
portados em um dos vapores da companhia Ba-
hianna dessa capital at Penedo, e bem assim
25 rolumes de fardamenlo, que se destinara ao
mesrao corpo, tudo por conta do ministerio da
guerra.
Dito ao Exra. presidonte do Cear.Rece o
officio de 30 de Janeiro ultimo em que V. Exc.
se servio communicar-me a riada do desertor de
priraeira linha Antonio Fragoso da Paz, o qual
chegou hoolem esta prorincia no rapor Tocan-
tins. Communicou-se ao commandante das
armas para mandar receber a bordo daquelle va-
por o meocionado desertor.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Rio-Formoso.Devolvo a V. S. o pret
das veocimentos das pragas da guarda nacional
destacadas no termo de Serinhem em novembro
do anno passado, alim de que seja reformado da
conformidade com a informago da thesouraria
de fazenda datada de 31 de Janeiro prximo fia-
do, constante da copia junta.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. engajar no corpo sob seu comraando.
visto que foram considerados aptos para isso em
inspecgo de sau Je, os paisanos Manoel Luiz da
Silva, Andr Pereira da Silva e Luiz Eduardo
dos Santos, a que se refere o seu officio n. 60
desla data.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Calculando V. S. quanto se poder gastar com o
transporte nao s dos officiaes constantes da re-
lago juota assignada pelo secretario do gover-
no, os quaes seguem para Tacaratu, mas lam-
bem de 25 rolumes, que se destinam ao
corpo de guarnigo desta prorincia, sendo a
viagem feila por mar da eidade do Penedo na
Alagoas at Piraohas, e por Ierra d'alli para o>
lugar de seu deslino, maude eolregar com ur-
gencia a quanlia que julgar necessaria para essa
fim ao capito Jos Joaquim de Barros.
Dito ao mesmp. A'vista de sua informago
desta data, sob n, 83, o autoriso a mandar adi-
antar ao alferes do corpo de guarnigo desla
provincia Joaquim Pedro do Reg Barros a im-
portancia de tres mezes de sold para Iho ser
descontada integralmente na conformidade das.
instrucges de 24 de julho de 1857.
Mandou-se lambem adianlar o sold do cor-
rente mez aos alferes Jos Looguioho da Costa
Leile e Jos Ignacio Ribeiro Roma, os quaes vao
recolher-se ao corpo de guarnigo no centro da.
provincia.
Dito ao mesmo.Restituindo a V. S. os do
cumentos a que se refere a sua informago do Ia
do corrente sob n. 87, o autoriso a mandar pa-
gar ao gerente da companhia Pernambucaoa, a
quanlia de 76*800 rts, ero que importara as
passagens dadas para o Rio-Grande do Norte no.
rapor guarass ao capito do 10 batalho de
infantaria, Manoel Luciano da Cmara Guaran^,
a sua mulher, bem como ao lenento do 9" da.
mesma arma, Antonio dos Santos Caria, visto
nao se dar inconveniente nesse pagamento, se-
gundo consta da citada ioformago.Communi-
cou-se ao gerente da supradtta companhia.
Dito ao mesmo.Declaro a V. S., psra seu co-
nhecimenlo e direcgo, que o director da repar-
tigo das obras publicas participou-ma em officio
do 1 do corrento, sob a. 19, que segundo o exa-
me a que se procedou no registro respectivo.,
coosamiram-se na illuminago do palacio da
presidencia 7,000 ps cbicos da gaz no mez da
Janeiro prximo iludo.
Dito ao juiz de direito da comarca do Cabo.
Remello por coaia a Vmc. a petigo que me di-
rigi o eacrivo de orphos desse termo Manoel
Jos de Santa Anna Araujo para qao haja
de dar-lhe. os esclarecimentos qo ello soli-
cita.


19
ftlalUO DI PLRRiHBUU). ^ QUINTA PEUU 1 Di FEVEREIRO DE 1861.
vi
vi
Btto sos agentes da companhia brasUor* de, nestes ltimos lempos sustentado a Turqua ;
paquetes a vapor.Visto qu nao ha lagar ao va- ella mo poda ver com indifereoja os projecto*
jior Tocantint. como Vmcs. declararan! ao ca- I do principe Coma, quo lendiam nada menos do
pilo Jone Joaquim de Barros para seren trans-1 que a arrancar os principados ao govoruo olio-
porlados s Alagoas os objectos mencionados ni mano.
portara de 30 de Janeiro ultimo, flea esta sem I c Julga-se pois que o gabinete do lord John
effeilo, e assira lamben a de 28 daquelle na pir- Russell, louge de favorecer no* principados os
le relativa ao mesmo capitao. ao segn Jo cadete j preparativos dos refngiidos hngaros para o de-
sargento ajudanle Alvaro Conrado Ferreira de : senvlvimeoto das torgas revolucionarias u'usna
Aguiar o soldados lianoel Simplicio Corita Leal poca mais ou menos prxima, quer seja aa
Sabino Jos de Almeda, que devem aiompa Hungra^ quer n'outro qual-juer ponto, sa ligar
aliar os referidos objectos.OfRctou-se ao ge-
rente da compautiia l'ernambucana para o trans
pode tanto de una como dos oulres no vapor
Persinunfm.
Dito aos mesaos.En additameulo porta-
rla datada de 31 de Janeiro ultimo declaro a
Vmc. que o tenenle Joo Antonio da Silva leva
comsigo para as Alagoas um filho cora idade de
5 stmos e meio, a qaem devem Vmcs. dar trans-
porte para aquella provincia por conta do mi-
n4orio d guerra.
rortaria.-0 presidente da provincia resolvo
conceder a exonerajo que pedio Francisco Car-
oeiro Machado Ros Jnior do lugar de lancadords
consulado provincial c corneja para o referida
ljgar a Demetrio de ti trema o Colho.Comruu-
-nicou-se thesouraria provincial.
D4a.->-0 presidente da provincia nomeia o
Dr. Braz Florentino -lf>nrqiics de Soeza pava
-servir na qualidade de coinmi.-sario nos eximes
-de preparatorios, juo se tem de proceder na
Faculdade de Direito.Communicou-se este e
olCciou-se ao nomeado.
Dita.Os Sis. agentes da compauhia brasileira
de paquetes a vaper man de ni dar urna passa-
ajem de pida pareo Rio de Janeiro a Jos Mara
da Costa em lug destinado para passageiro de
estada.
Dita.O Sr. gerente da compauhia Pernara-
bticana (a_ja transportar para o Cear, ao pri-
meiro vapor que seguir para o norte, nove cai-
xoes com os objectos mencionados na relajo
junta, os quacs seao remedidos para bordo do
mesmo vapor por parte do director do arsenal
de guerra ; devendo a despeas de conduejo ser
atisfeila naquella proviucia.OSeiou-se ao ar-
senal de g'ierr, e ordenou-sc ao de mariuha
que fornecesse urna lancha equipada para a con-
duccao dos mesmos objertos.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao coronel Manoel Pedro Drago, com-
manJaote do corpo do polica da corte.O Exm.
Sr. presidente da provincia manda cominunicar
a V. S., em resposla ao sen oficio n. 28 de 22
de Janeiro ultimo, que foram abertos e examina-
dos no arsenal de guerra desla provincia os dez
caixes da armamento vindos no vapor Ogapock,
os quaes coolinham os objectos mencionados no
termo junto por copia.
DESPACHOS DO DA 4 UE FETEBEinO DE 1661.
Req uerimenlot.
3704.Manoel Pereira Quaresma.Informe o
4*r. Dr. chefe de polica.
3705.Amaro Josc.Remeltido ao Sr. Dr.
provedor da santa casa da Misericordia para it-
tender ao sopplicaule como julgar conveni-
ente.
37l6.Antonio Ferreira da Costa Braga.In-
forme o Sr. inspector da thosouraiia provin-
cial.
3707.Custodio Moreira Das.Passe portara
dispensando a segunda condijo do art. 19 do
regulametilo de 14 de dezembro do auno passa-
dn, c com a obrigacao de que trata o ait. M do
mesmo regulamenlo.
3708.Francisco Carneiro Machado Rios J-
nior. Passe portara coucednJo a exoneracao
pedida.
3709 Francisco Belumino dos Santos Froi-
tas.Passe portara dispensando o snpplicante
-da primeira e segunda coodces do ari. 19 do
regulamenlo de 14 de dozembro do anno passa-
doecom obrigacao de que trata o art. 36 do
mesmo regolaroento.
3710.llenriqueta Margarda do Nascimenlo.
Informe o Sr director do arsenal de guerra.
3711.loao Francisco da Cunta.Passe por-
tara concedeudo a liceuja de uro. niez requerida
na forma da lci.
3712:Jos Languinho da Costa Leite.Diri-
ja se ao Sr. inspector da thismraria do fazendi,
a quem nesla dala so expedo a conveniente
ordem,
3714.Jos Ignacio Ribeiro Rom.Dirija-se
ao Sr. inspector di thesouraria da fazen la a
quem nesla data se expede ordem a conveniente
ordem.
3715. Manoel Joaqun) do Reg e Albu-
querque.Esto expedidas as providencias no
sentido que requer.
3716.Manoel Jos do Sani'Anna e Araujo.
Dirija-se ao Sr. Dr. juiz de direito da co-
marca.
3717.Viriaio Sergio deMoura Mallos Passe
porlaria dispensando o supplicante da primeira
segunda cundijcs do 8rt. 19 do regulamenlo
de 14 de dezeroro do anno passodo, com a obri-
gacao porm de que trata o arl. 36 do mes-
mo regulamenlo quaulo s materias de que
nao provou ter feilo exame na escola de ma-
rDha.
No regulameiito do eollego dos
orphaos deram-se os seguidles
erros
No texlo do regulamenlo diga-seo presiden-
te da proviucia, leodo em vista o disposto no art.
44 da lei provincial n. 452e nao art. 31.
Art. 12 diga-sepoder mandar renova-la o
nao remov-la.
Art. 16^ 3diga seas penas do arl. 65 e
nao 66.
Art. 20digs-se molestias e oo molestai,
Art. 31 3diga-se na formado art. 16
10 e nao arl. 17.
Arl. 453 periodo diga-sesolicitude e
nao solicitudo.
Art. 63diga-se no Io de fev6reiro e nao no- -
de fevereiro.
O art. 84 n altimo do capitulo 13 e nao o
Io do 14quo foi publieado como titulo nico.
Na tabella dos ordenados, aoode diz: vice di-
rector 6009deve lr-sevico-director 6008 do
ordenado e 200$ de gratificajo, total 800 res.
com a Turqua para os embarajar.
< Sao estas as informaees qae nos foram
Iransmiltidas pelo aosso correspondente, a pela
ossa parto julgaraos que soxactas. >
Aieaodre Duaaas publkou no seu jornal O Im-
ependent; os segrales detalhes a respeito de
Garibaldi na Caprera :
O general Garibaldi parti de aples s
com dez piastras na sua algibeira, ou, para mc-
llior dizer, na algibeira de Basso, seu secretario.
A algibeira de Garibaldi, em opposijo propria
natureza que lera horror em estar vszia, tem
horror em estar cheia.
A' observajao que lhe Gzerana Basso e seu
filho, de que a somma que levavain nao servia
pan muilo lempo, respoodcu o general:
< A colheila foi boa, leremos pois grao ; as
novidades, na primavera, do-nes boas esperan-
gas, e os devemos ter alguns fructos. Deixei
sele cavallos em Trecchi, para serem vendidos ;
podemos portanlo esperar at prxima calheita.
Fical socegados. a E elles erobarcarara confiados
nestas suas palavras : Ilaja conhanca no missoo
que se cumprio; hoja con/tanca no misto que
hade vir. Assim partiram.
< Quando chegou a Caprera, em vez desse pre-
tendido palacio e dos ricos jardius do Arinide,
de que os joroaes francezes, e mesmo o jornal
official de aples, lhe linha feito presente, en-
controu o operario que ua sua ausencia tuina
amajado a sua casa, e que esperava que elle
desembarcasse do vapor para lhe apresenlar ura
papel. Garibaldi recebeu esso papel, abria-o,
e encoutrou urna cunta para pagar.
A conta exceda as de* piastras; o general
vio-so obligado a confessar a sua miseria, e a
pedir algum lempo do espera ao operario ; mas
esle recusou se s acreditar na pobreza do mo-
derno Cincinatus.
Ilaveis sido dictador, o que mais do
que rei, do dous reinos, lhe disse elle, e nao e
possivel que deixdsseis de ecooomisar tinte e
duas piaUrat.
O genera! assgurou-lhe o contrario, e offe-
receu-Ihe as dez piastras por conta.
O operario nao quiz acceilar, e cilou o ge-
neral iierante ostribuuaes.
negocio est pendente. Nao se acreditar
o que dizemos, mas a verdade pura.
Todava o general entrou em casa. O 1ra-
balho de que o operario lhe pedia o pagamento
eslava mal acabado a ponto de cuover no seu
iju.iru de dormir, como na ra.
a O general aproveitou a passagem de um dos
vapores do Rubalino para mandar vir oulro pe-
dreno de Genova.0 primeiro uo quiz traba-
lhar para elle, urna vez que elle nao bavia pago
os trabadlos antecedentes.
Se se desejam algumas particularidades a
respeito da casa do general, e da sua mobilia,
estamos habilitados a da-lus.
A casa compe-se de um andar inferior di-
vidido em nove casas; de um vestbulo que ser-
ve de casa de janlar, o qual fica direita do
quarto do geueral ; pela parte superior deste
Ruarlo Cea a cisterna, de manara que o geneial
est entre a humidade do sobrado, e urna espe-
cie de unundacao que lho vera do tecto. A'
esquerda est o quarto de Menolli e de Frus-
cianti; junto deste ca o da Gusmaroli, e em
seguida o quarto do caseiro e de sua familia, que
> compe de pai, mi e dous ilhos.
Do quarto do caseiro passa-se cosiohas
que fica pela parle delraz; da cosiuha dispen-
sa ; da dispensa ao quarto de Basso e dos outrus
hospedes.
No mel encontra-se um quarto escuro com
urna escada de argamassa, pela qual se sobe para
o terraco.
A mobilia do quarlo do general compoe-se
de um leito de madeira cora duas cabeceiros, do
urna pequea mesa collocada ao p da cama, a
qual est cubera de um vclho estofo de la verde.
Em frente da mesa ea urna cadeira, que
s tem os ps, porque lhe fallam as travessas.
Dous armarios e urna bibliolheca histrica mili-
tur, completa toda a mobilia. Esta bililotheca
augrnenta-se com ura Manual do Cultivador,
composto de sele ou oilo volumes Ilustrados;
um retrato da filha do general, tirado quando
ella linha qualro annos, 6 o principal ornamen-
to do quarto.
Na parte superior da cabeceira do general
eslo os cabellos de Aunila, conservados era urna
medalha, que coutoi tambera os da mai do ge-
neral.
Junto fica o retrato de Vecchi; um prego
susteula o retrato na parede, e serve tarobem
para pendurar o relogio do general.
Junto 4 jauella est um espeiho que perlen-
ceu a sua mai.
Nos armarios couteem-se em confusao rou-
pa de cama, guardanapos, toalhasde uiaos, pe-
dacos de roupa lacerados pelas bailas, o hoine-
nagens prestadas ao general por alguns regi-
raenlos.
Todas os oulros quarlos esto mobil&dos
com leitoa de ferro.
Os animaes que povoain a ilha sao seto ou
oilo raccas, um rebanho o alguns veados. A
vacca favorita do general chama-se Brunetle, e
de origein da Sardenha.
Cioco burros e dous cavallos povoam a ca-
valharica.
No expediente da Repartigao Especial das Tr-
ras Publicas, publicado no 'iano n. 30 de 6 de
evereiro correnta, escaparam alguns erros, que
5o corri^idos na seguinle errata :
Na 9. linha do 1. periodo, columna 3.a, em
logar de extiocao,leia-seextensio.
Na mesma columna, periodo 3., linhas 6, era
logar deao director,lela-sedo director.
No mesmo periodo, penltima linha,em lu-
gar deas leisleia-iedas lei*.
No periodo 4." da mesma columna, linhas 39,
em lugar dea demarcacao, leia-seda deraar-
caco.
Na columna 4.a, periodo 6.,-lnho ultima, em
lugar deas de Piroeoleiras, lea-sedas de Pi-
menleiras.
No periodo 8.a, linhas 5.a, em lugar deque
pouco,leia-se da qual pouco.
No periodo 9., luiras 6, em lugar deao di-
rector, leia-sedo director. ,
No periodo 14", linhas*, em lugar deque o
actual,leia-se-e que o actual.
C0MMA\D0 BASARAS.
4uartel do commando das armas
de fernambueo, na eidade do
Ileelfe, de fevereiro de 181
ORDEM DO DA N. 72.
O coronel commandante das armas, faz publi-
co para conhecimento da guarnico, que o Sr
alferes secretario do 8 batalhao de iofantaria ad-
dido ao 9 da mesma arma, Laiz Wanderley de
Alagoas, sendo submellido a inapeceo de sade
to da 16 do prximo passado m de Janeiro, foi
yor olla julgdo incuravel, e incapaz do servlco
asetivo do exercito.
Aseignado.Jos Antonio da Poneeea GalvSo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
Alfereajodante de ordensinterino do commando.
EXTERIOR.

L-se do Payt:
Escravem-nos da Constanlinopla que os me-
vimcBtes revoUcionarlos que se organisam nes
principados danubianos do encontrara na Ingla-
terra_nem a menor disposicao de os secundar.
Se as informacSes do nosao correspondente
so exacta, a Inglaterra oppe-ie fermalraente
a qaatqaer modlfieagao da tratado de 1868, que o
priawipe Cooza quena llodh-, reonindo em um
os dous principados.
Sabaws* cora que tooacidade Inglatenm tata
fra da eidade duas milhas de distancia penco
mais ou menos. A eidade era cercado de aon-
tanhas pelos tres lados. Encerraras-* tm\
urna priso no inlerioc da eidade. Da fraaees!
morreu oito ou cez dis depois dr termo* sido]
presos, e o sowar Prem-Sing, tres ou quatro dias
depois deste. Aabos morrerim em coooequeo-
cia dos bichos que Ibes devoraran as carnes e da
gangrena que se linha declarado. O mandarina
que coaamandava a prisao foi-mo tirar os ferros
ha una des dias pouco mais ou menos. Os pre-
sos chinezes foran scuilo prevideotes comnosco,
limpando e lavando os aossos fetimentos, o da-
vam-nos o que liaham par* comer.
W-nUtr Fane.
capitao comaandanto da cavallarla Fane.
Campo de Pe in em 13 de outobro de 1860.
( Jomat do Commercia, de Lisboa.)
Como entend; a Imiiren.sa revolu-
eiunaria a questae humanitaria?
E' esta a perguula que fazemos era presenca
dos tactos, pois vemos os revolucionarios reque-
re m para si todos os respeilos todas as conside-
ra$5e8, e usaretn para cora os defensores do prin-
cipio legitimo de todas as violencias.
A irpprensa revolucionaria de todos os paizes,
que impropriamente se alcunha liberal, nao ha
muito chamava b rb.iro ao bumbardearaento de
Palermo pelas (ropas encarregadas de defender
aquelle pesia posto, e aje sEsisle impassivel ao
bombardeameuto de Gata, e applaode a cada
projeettl que lancado prnos seos homerrs, destroe
um edilicio ou rouba urna vida nesle baluarte da
lidelidade, da honia e do dever I
Como chama pois a islo ?
Porque tanta colera o indignacie cera os de-
fensores do direito e da nacionatidade, e tanta
benevolencia com os uzurpadores da eora e in-
dependencia napolitana ?
A unpreusa revolucionaria meslrava a Europa
como tyrannos o reis legtimos de Nadles,
quando para repri nirem as emprezas revolucio-
narias, que nao so aiueacatn o threno, mas lam-
bem a existencia laquelle povo como nacao io-
dependenle ae vi.m obrigados a usar de rigor a
punir os delinquontes: como pode ella pois
olhar ridilIerenicM.acnle e al applaudir os assas-
siuiua, fuzilameutDs, prises, dosterros, perse-
guicoes, contra os subditos fiis i Francisco II,
coutra os defensores da nacionalidade napoli-
tana ? r
De que especie a vossa philantropia, senho-
res ? r
Queris que autoridade legitima se deixe gar-
rolar, que se nao defenda, para vos con ten lee e
alegres a arrastardes do throno ao patbulo, co-
mo Tuestes a Carlos 1 e a Luiz XVI ?
Astassinaes o hamem leal, iriumphies pela
traiga, apadrinhaeso traidor, fazois gala de to-
das as vile/as, pra.icaes todas a* barbaridades, e
querois apparecer no muodo como defensores da
Ubcrdade e adroga ios da humanidade I
E liypocrisia demasiada I de sinceros, por
que a vossa liberdade, a vossa humanidade, est
as carnificinas da revolucao, est escripia na
vossa campanha da Vende, em que ullrapassas-
tes o ideal da barbaridade, confessai que insul-
laes o fraco, e que pela sua astucia procuraes
desarmar o forte para depois de desarmado lhe
varardes o coracao com o punhal do assassino ou
com o baca ruar le lo ealteador.
Sede sioceros, confessai que para v a fideli-
dade um enme, o amor da patria ura sacri-
legio.
Dizeis que defendis a liberdade I procuraes
assun illudir os povos, quando nicamente a pa-
lavra vos serve de meto para salisfazer as vossas
ruins paues ? 1
Se assim nao porque lauta benevolencia para
com os que assass.nam e bombardeiam em no-
rae de Vctor Eramanuel, em nomo da revolucao
e lauta soveridade e venenosa ira para os que
defendem os direitn* de Francisco II, e a nacio-
nalidade napolitana?
Julgaes acaso que a liberdade nasce da usur-
parlo e da revolucao, julgaes que precisa ser re-
gada com sangue humano
Eslaes engaad: (so acaso sois de boa f) a
liberdade nasce com o hornera a sperfeicoa-se
com a civlisacao. est ligada intimamente com a
legitimidade e como altar, derrama eeus fructos
pela moralidade e pelo respeito aos dircitos de
odos, e assim espalba a prosperidade, isto a
iberdade christa
Querer levantar a liberdade sobre montes de
cadveres luz das orgias revolucionarios, sobre
as ruiuas da igreja, -sobre os destrocos dos tur-
nos, sobre o aniqu lamento do estado social,
mais do que loucura, mais do que maldad*,
mais do que impiedade ; como Soln nao eata-
beleceu pena para o parricidio pelo julgar impes-
sivel, assim a nosa lingoa nao tem phrase para
exprimir tal idea.
Tornamos pois a perguntar-vos o que enten-
dis por humanidade, o que entendis por liber-
dade.
A Torca publica, cuja missao conservar e de-
feoder a sociedad?, se torna em origem de des-
Uuicio *oci*l, em instrumento de tyrannia,
osando cooge o espirito publico i obediencia de
Iota in*qtis, quando em apparencias, com os
noraes os mais pomposos, elle nao ser mais do
que o sophtcoa* de todos os principies de esla-
bilidade pabrica, ser um edificio sea alicorees e
nicamente sustentado pelo capricho da forca.
Petos resultados praticos julgamosque Pottu-
gal ten ehegado ao estado deaditea*) em que as
erigen* de rida se convertea em origem de
norte, e que no meio de cahoa, qae resulta la-
te estado terrivel camioha ao acato em intel-
gr-ncia que o coaduza nem nao qae o defenda.
Eis o resultada do goveraa das chamado* li-
beraes.
[Naco.)
INTERIOR.
Os
as
Qustro dias depois de serem postos era lber-
dado Mrs. Loch, Porkes, d'Escayrac, e mais al-
guns cavalleiros indios, regressarain ao campo
dos alliados oulros cavalleiros indios que, sob o
commando do lenlo Andcrson, faziara parte
da escolta do intrpido inglez. Foi por elles quo
se soube da morte do seu chefo Mr. Anderson, e
de Mr. De Norman, addido legaco do Mr. Bru-
ce. Era seguida publicamos urna "narracao a este
respeito:
Quando chegmos ao campo chinez, prxi-
mo de Chang-Kia-Wang, ouviraos que rompa o
fogo. Mr?. Parkes e Loch deixaram-nos com o
sowar do destacamento do major Probyn. Mr.
Anderson esperou cousa do meia hora, e entao
foi procura-Ios, mas foraos erabararados pelos
chinas. Conduziram-nos para fra deTungChow,
e liraram-nos as armas. Montamos a cavallo e
fomos, pela ponte de pedra que atravessa a es-
trada, para urna pequea casa solada que fica a
urna ou duas milhas daquelle ponto.
No dia immediato deixaram-nos o capitao
Brabason e nm francez; e nos, alravessando Pe-
kn, fomos a um jardim que Oca do lado opposto
da eidade ; este ponto fica prximo de um lago e
cercado de templos. Metierem-nos em barra-
cas, cando seis em cada urna. Passada cousa
de meia hora depois da nossa chegada, Mr. De
Norman Toi levado a pretexto de lavarcm as maos
e a cara. Foi inmediatamente agarrado, lauca-
do por trra, e ataram-lhe as raaos o os ps. Em
seguida foi levado Mr. Anderson. e tratado da
mesma maneira, depois Mr. Bowlby, depois um
francez, e final os sowars.
Quando eslavaraos lodos assim alados, lan-
zaran) agua as cordas que nos prendiam, afim
do apertar. Levaram-nos ento, e encerraram-
nos para um pateo, onde permanecemos tres dias
expostos acQao do fri e ao calor do sol. No se-
gundo dia, Mr. Anderson leve nm delirio, nao s
pelos effeitos do sol, mas pe* falla d'agua e de
alimento. Durante esle lempo nao tiFemos cou-
sa alguma que comer. Aflnal dtram-nos dous
pedacos de pao, e urna pinga d'agua.
Durante o dia o pateo permaneca abarlo, e
centenas de pessoas concorriam ali para no ver,
e entre os espectadores viam-se pessoas de ca-
thegorias elevadas. A' noito era mandado um
soldado para vigiar cada ura de nos. Se dizia-
mos urna patavra, ou se pedamos agua, batiam-
nos e davara-nos com os ps. Laucados por tr-
ra, deram-nos ponlaps na cara, e se pedamos
alguma cousa de comer, enchiam-nos a bocea de
immundicie. No Ora do lercero dia, lancaram-
no ferros ao pescogo, aos pulsos e aos ps, e s
tres horas, pouco mais ou meaos, de quarto dia,
levaram-nos em carros. Nao tornei mais a ver
Mr. Anderson. as nossaa duas carruagens iamos
oito, a saber: tre*. francezes, qualro sicks e eu.
Um francez morreu no camiuho; linha lido na
cabera nm ferimenlo feilo com um sabr. Leva-
ram-aoa ento para as monlanhas. A.' noile pa-
ramos n'nrna casa para comer e descancar, o via-
jamos durante todo o dia seguate. Tornamos
parar noile ; na manhaa inmediata chegmos
muito tarde a urna eidade murada to grande co-
no Ijer-Tainf. Bati. Umoem um grande fojle,
governos parlamentares e
eondlleoes soeiaes
E' evidente que nenhum povo pode existir em
sociedade sera leis, sem governo, sem forja e
sem tributo.
As leis para regularen s sua accio, determi-
nando o que licito e justo.
O governo para que as leis sejam executadas e
nao letra mora.
A forja para fortalecer a accaogovernativa den-
tro dos limites da lei, proteger o cidado, asse-
gurar a independencia do paiz, reprimir a ag-
gresso.
Porm tambem evidente quo logo que o in-
dividualismo subslilue o principio de just'ja,
estas origensda sociedade se con ver tem em ins-
trumentos de tyracnia e era causas da ruina so-
cial.
Logo que as leis, em vez de dimanarem do
principio do justo e de espalharorn a sua bonefi -
ca influencia dos povos, d'elle se afaslam e de
qualquer maneira que seja o infringen!, de prin-
cipios conservadores se coovertem era causas da
ruina da repblica, tornando-so nicamente era
expresso do individualismo, sanecionando o
desprezo do direilo e da liberdade, o sophisraan-
do estas palavras I lies subslituem o arbitrio go-
vernativo eo individualismo partidario, e assim
o estado social fica reduzido bandos diversos e
determinados que sustentados pelo direito da
forja opprimem e escravisara os mais fracos e
desprotegidos.
Ento os principios moraes se abalara, a im-
piedade campeia, a mentira reina, a corrupjo
contamina, a ordem publica, e o crime dcsassom-
brado e triumphante brada o clebre paraduxo
de Prudhon convenido em axioma o pratica go-
vernativa o propriet c'est un vol.
O governo logo que os seus membros em lo-
gar de execularem a lei, de respeitarem os dirci-
tos e as liberdades, de manieren) a moralidade
dos povos deixanrJo de ser zeladores dos inle-
resses pblicos o sao nicamente era vez de ser
um elemento de s<3guranja para o paiz, se con-
verle era meio de oppressao, e em expresso do
odio de partido.
O imposto, ou tributo, quando excede o justo
equilibrio r-stabelocido entre as necessidades pu-
blicas e o bem estar do* povos, entre a fortuna
publica e a fortuna particular, se torna excesi-
vo e vexalorio, o abuso do maio nao vendo no
cidado seao a cousa tribulavel, nao calculando
o imposto senao pelo luxo e desperdicio da fa-
zenda publica, leva os povos miseria, e a rui-
na da repblica revestidas do mais trista e vio-
lento aspecto.
Quando todas asfontes de vida do urna naco
so coovertem em nascenle de morte, em vio so
invoca o norae, o povo desapparece e se reduz
ura ranrno de cuera vos, perdendo a dgnidade
de homens descera i qualidade de cousas, a so-
ciedad.; em vez de governada usufruida, a* no-
jes do justo fkam redundas ao capricho ou i
conveniencia, e o bem publico um nomevo,
que desapparece diante o individualismo.
Muito erabora queiram guardando nicamente
algumas das individuaes, em vez de serem o cen-
tro d'onde parta o pensamento do justo, deipro-
zara a juslijs, alropellam-a ou a deixam alro-
pellar, subslituem o sophisma verdade. despre-
zam a opiniao pualica, ludo sacrificara a este ou
quelle interesse, nao sio mais da que instru-
mentos de despotismo o agentes di ruina pu-
blica.
Tambem os parlamentos em vez de con-
servaren! a sociedade e manieren a liber-
dade sao causa da sua ruina, quando em
logar de representaren as necessidades de um
paiz, representara arcamenta certas e determi-
nados individuos, legislan em harmona com a
falsa represenlacli), e surdos i opinio publica,
vendo tudo pelo prisma de partido em vez de di-
ligenciaren) por salvar a patria a deixam indiiTe-
reotes abysmar-s n'um pelago de vilezas e mal-
dades.
S. PAULO,
S. Panto O de Janeiro.
De da para dia os negocios do 1 districto vio
lomando serias proporjes. Al em Juqui,
contra a lei, contra as ultimas ordens do gover-
no. a opposijao fez urna eleicio.
No possivel boje en dia conseguir-se urna
eleijo sem vicios: o partido que perde baralha
o processo.le nio deixa aos seus adversarios o
gozo tranquillo da derrota.
A eeiciojda freguezia de Nossa Senhora do O'
fez-sesera rna, nao se respeilou nenhum arligo
de lei, e afipal at um chape de palha servio de
cofre! TuJo isto est declarado em acta, sem
a menor contesiajao por parte da mesa.
Emfim impossvel hMoriar-so todos os acon-
tecimenios, com suas traodes, escndalos e mi-
serias
Qual ser o resultado de tudo islo?
Esperemos o mea de maio e os trbalhos da
cmara.
De Cacapava esorevem-nosdizendo que o Sr.
chefe de polica Ozcra alguna* prises importan-
tes, e que o processo j eslava bem adiautado.
A Imprensa Paulisla, nao encontrando argu-
mentos com os quacs posea desacreditar a ad-
ministrado do Sr. conselheiro Henriques, pro-
cura fados de oulras administrar-oes, bons ou
mos. para com elles fazer carga a'S. Exc:
Agora, por exemplo. publica a Imprenta um
facto curioso contra o honrado administrador.
Diz ella que S. Exc. est fazendo despezas par-
ticulares por conta dos cofres pblicos, e apre-
seota a verba de 359 dispendida com a compra
de utensilios para a cozinha de palacio.
Como se diz vulgarmente,o/eirico virouse
contra o feiliceiro, como ver da ordem se-
guinte, assignada pelo vice-presidento muito an-
tes da vinda para csti provincia do Sr. conse-
lheiro Henriques.
Que lealdade de opposicao 1 que moralidade
de imprensa I
Diz a ordem :
1. secjo.Palacio do governo de S. Pau-
lo, 5 de noverabro de 18f>0.Provincial n. 368.
Mande Vm. entregar an porteiro da secretaria
desta presidencia, Jos Francisco de Azeedo, a
qoantia de 35#620, despendida com a compra de
utensilios fornecidos para a cozinha do palacio
do governo, conforme a conta inrlusa ; devendo
este pagamento ser feito pelo crdito concedido
pelo governo geral pira as obras da provincia.
Deas guarde a Vm.Manoel Joaquim do Ama-
ral Curgel.Sr. inspector do thesouro provin-
cial.
ES VIRITO-SA VI "O.
Victoria, 18 de Janeiro de I8GI.
lia dous dias Picamos iseoios da chuva, que
cahio sobre esta eidade desde o primeiro dia do
raez, e que ja ia causando estragos aos lavrado-
res. O eslado sanitario bom, mas o calor de
Janeiro j se faz sentir.
As oolicias que leem ehegado, depois de mi-
nha ultima missiva, relativamente ao certame
eleitoral, sao lo las favoraveis cansa dos Srs.
Silva Nunes e Pereira Pinto.
Na villa de Benevenle, aonde Qcarara suspen-
sos os trabalho?, concluio-se a apuraje no dia
16 sem novidade, tendo sido muito proveitosas
em bem da ordem e seguranca publico as provi-
dencias que para all deu o Exm. Sr. Sotua Car-
valho, que continua a ser bem tratado por am-
bas as parcialidades. Vencen all o partido qne
advoga a causa do Sr. Monjardira.
Ah admiram-se de que.nas eleices da corle
se comprassem votos at 80}. Pois nesta pe-
quena provincia elles foram compradus por to-
dos os prejos at 150.
Tenbo esquecido de noliciar-lhe que o cofre
da provincia aprsenla um risonho aspecto des-
de que tomou conta da administrajo o Sr. Car-
valho, deveodo-se esle resultado nao s ao seu
espirito de economa como s medidas que o seu
antecessor, o Sr. Leao Velloso, pz em execujao
para melhor arredajo das reodas. O cofre pro-
vincial deve ter actualmente trinla conloa, e an-
da nao se recolhcram as rendas arrecadadas fra
da capital no ultimo trimestre de dezembro.
Est ehegado a esta eidade o engenbeiro Street
de volla de sua viagera ao municipio da Guara-
pary, cuja estrada de comrouaicaco com o al-
deamenlo imperial Affonsino elle foi explorar.
Nada sabemos tobre seu parecer.
Corre que o governo imperial do combinacao
com o da provincia, est tratando de estabelecer
a navegaco a vapor para os excellenles portos
de Guarajiary a Santa Cruz, Ser um dos gran-
des beneficios quo esperamos da viagem de S.
M. o Imperador.
[Carlas particulares.]
[Jornal do Commercio do Rio.)
Parahyba, SG de Janeiro de 18GI.
O cofre provincial.
Cora esta epigraphe *pparceu no n. 148 do
Despertador um artigo ediutorial escripto, ao que
parece, com o m nico de impedir o bom xito
das providencias que o governo houvesse de lo-
mar acerca do eslado do cofre provincial. O col-
lega, porm, nao atlendeu a que, salisfazendo as-
sim o seu capricho de hostilisar a presidencia,
fazia um grande mal ciaste dos empregados p-
blicos, cuja sorle deplora, e que sem duvida
aquella sobre que pesan com lodo o seu rigor as
consequencias do mo eslado do cofre.
Deplorar a sorte dos empregados, por ostarem
privados de seus vcocimentos, e procurar ao
raesmo lempo inutilisar os esforcos do govorno,
quo tem em vistas fazer-lhes effectivos esses
mesmos vencimenlos, um procedimento lio
contradictorio, e to eslranho, que s pode ser
comparado cora aquelle oulro das mulheres, que
chjrayam de pena ao verom apparelhar-se o
supplkio de urna victima e romperam em voci-
ferajoe* contra o rei, por ter mandado suspen-
der o cutollo, no momento em que ellas espera-
vam v-lo cahir sobre essa mesma vicim*.
Nao sabemos se S. Exc. pretende contrahir ura
emprestimo, como suppoe o collega, era que se
tenham reunido os esculapios para resolveren)
sobre o caso. Nio sabemos mesmo a quen se
allude quando ae talla docae* esculapios, porque
nao nos consta que a presidencia tonha f*ilo reu-
nioes para consultar sobre o estado do thesouro.
O que sabemos que antea de apparecer o nu-
mero do Despertador a que nos referimos, j S.
Exc. linha expedido as suas ordena em sentido
bera diverso de era prestimos.
Entretanto, o collega descreve o estado do Ihn-
souro com taea cores, esforda-se tanto pormes-
tra-lo desacreditado, que jngamos de nosso de-
ver responder ao seu artigo con o um somente
de destruir a impressao que suas phantasias po-
dem ter deixado no animo dos meaos avisados.
E visto que as phantasias do collega presup-
pocm sempre a lda de um emprestimo, contri o
qual procara predisporos capitalistas, suppooha-
raos que se trata de contrahir esse empreslimp, e
examinemos as condicoes com que pretende bo-
gar a esso fin. _
Depois de mostrar como a possibiliiade de um
emprestimo est na razio do crdito do tomador,
e como esle crdito funda-ae aa spixabilidade
garantida por meio de recursos que inspiren)
cooQanca 00 dador, pretenden o.collega prorar
com o orcameoto, que o thesouro eslava insolva-
vel. Eis aqu em resumo o seu argumento : O
orjamento da receila igual ao da deepeza ; nio
ha portento margen para o extraordinario e im-
previsto ; logo nao ser possivel nem o paga-
mento dos juros do capital tomado.
Has o erg* man lo nio o thermoruetro mais se-
guro, que se deva consultar, para se julgar da
solvabilidado do thesouro. O oollega sabe que
cada orjamento adslricto a un exercicio, o nin-
guem ignora como elles sio organisados, otean-
do-se a spu em tbU das leis, aie iIhh-
X?.10> e a receita Pelo termo medio dos tres
ultimo*, exercicos. A fallibilidade dette* da-
dos e nluiliva ; e por islo nio raro achar-se
no um do exercicio um saldo em lugar do dficit
previsto no orjamento, ouum deQcilem lugar do
"_'r_- K do nais pode o orjamento de um exer-
nao nao j guardar igoaldade entra as cirraa da
recolta e despeza, nutio dficit, sem q se
dev* consluir d'abi caatra estado do thesouro,
no qual poden oaUracc.mulados saldos de exer-
cicio* anteriores.
Os ltimos orranentos do imperio lera apre-
senlado sempre dficit; o de 1861 a 1862
aataaeota-o no tor de ,184:73if. A prevale-
cer o argumento da eollega, o thesooro nacional
estaa insolvavel; as a opinio geral esta bem
longe de conformar-se com essa conclusao ; o o
collega ten visto que apezar dos dficits e da re-
duejao real da receits, o thesouro nacional ton
sarisfellO sem vzame todos os seus encargos, e
o imperio passa, com razio, por urna das poten-
cias mais acreditadas entre os eslrangoiros.
Acha o collega que haveria duvida em obter-
se hoje um emprestimo para o Brasil 1 Os tactos
nao lhe permitiera responder pela affirmativa. E
ntese qae o collega proclama a iosolvabilidade
do thesouro provincial, s porque v a receita
oreada em valor igual ao da despeza, ao paseo
que nos lhe apreseotamos no orcamouto do im-
perio uro dficit de 6,184:730t>, sem que so possa
dizer por isso que o thesouro nacional est insol-
vavel. E' que o crdito de um estado nao se fun-
da em seus ornamentos ; funda-se aa sua propria
existencia poltica ; o que garante a sua solvabi-
lidade nao sao os recursos do thesouro no mo-
mento era que se agita a quesio ; a permanen-
cia de sua autonoma.
Em 1825, quando os capitalistas inglezcs nao
tiveram a menor duvida em emprestar ao Brasil
a somma de tres milhes de libras esterlinas, o
orjamenlo do imperio, que coniava apenas tres
annos de existencia poltica, apresentava urna
receila de 6.300. e um dficit de 33.298:000$ I
Se elles pensasaem como o collega a respeito do
crdito de um calado qualquer, se elles se lera-
brassem da solvabilidade do imperio, pelo que
achassera no ornamento, evidentemente nao le-
ara lanjado o seu diuheiro em seraelhante abys-
mo. Mas lancaram-no. e to seguro ficou, que
mais tarde oulros capitalistas disputaran) aos
primeiros a vaniagem de serem credores.
V pois o collega que a circunstancia de serem
iguacs no orjamento as cifras da receila e da des-
peza da provincia, nico argumento que apresen-
tou para provar a insolvabilidade do thesouro, e
o risco do capital que se lhe couQasse por em-
prestimo, nenhum valor tem para fazer prova,
podendo illudir smenle algum incauto que se
deixasse arrestar pelo que lesse sera reflexo.
Que I poi, de veras, o collega enlende que a
ausenci de saldos no orjamento prova alguma
coosa contra o Ihesouro ? Pelo contrario ; a exis-
tencia desses saldos sirveria smente para provar
a nao necessidade da contribuieo exigida no
mesmo orjamento, e por conseguate a extorsao
feita aos contribuintes.
Mas de que orjamento nos falla o collega ? Es-
tamos enlre dous exercicos : oro que expira, e
oulro que corneja ; cada ura tem seu orjamento ;
qual destes deve ser consultado pelos capita-
listas ?
Nao diga o collega que. descendo a estas mi-
nudencias amesquinharaos a quesio. O oego-
cio do thesouro provincial bem simples pan
lanjarmos a discusso na vaslidio das theorias ;
nao vale apena enredarmo-oos ness sipoal,
onde em vez de verdades absolutas encontra-
ramos alguns disparates alvorados em principios
dz sciencia.
E justamente porque o collega voou muito,
que cahio era um erro de apreciajo, imaginan-
do ura emprestimo de forte valor, cujas conse-
queocias leriam de pesar sobre as gerajes
fuluras.
Nao; limitemo-nos ao positivo da quesio do
emprestimo, tal como seria preciso ao governo
contrahi-lo para pagar aos empregados da pro-
vincia, e voltemos aos orea ment?.
So o orjamento de 1860 o que o collega
entende que deve ser consultado, dir-lhe-hemos,
que este est fiodo; se o de 1861, dir-lhe-he-
mos que nada lera com aquesto do empresti-
mo. Do primeiro exercicio o que resla a liqtii-
dacao das conlas; do segundo nada se deve
anda. E. p*is, anda por esta razio, a qio vom
o orjamenlo ?
O que deveria fazer o capitalista a quem se
pedisse o emprestimo era examinar se o* restos
da receita de 1860 sao suflicicntee para fazer
face aos reslos da* despezas pagar; porque
desse exercicio nem ha mais receila nova
arrecadar, nem despeza, nova aulorisar.
Ora segundo as notas do thesouro que temos
a vista, os vencimentos dos empregados pagar
importara em Rs. 49:224*102. Esta cifra deve
estar hoje reduzida; ftxerao-la em Rs.........
450005. Nesto momento ha era diuheiro no
thesouro 19:550, e em letra? vencidas otu de-
zembro Rs. 25:000, fazendo um total de........
44:550. A differenja entre esta cifra e a dos
vencimentos a pagar apenas de Rs 4505000. Em
boa f ninguem dir, por certo, que este eslado
do ihesouro aterrador.
Mas tendes fallado s dos vencimentos dos
empregados, objectar o eol'.ega ; c as despezas
de outras classes? e os quln/.e contos da ris
emprestados pelo Sr commeudador Carvalho ?
A'.m d'aquellas duas addiccoes, dinheiro era
caixa e letras vencidas ha os saldos das colleclo-
rias e agencias iscaes, que anda nao sao conhe-
cido, e o resto dos impostos de lajamento
arrecadar no trimestre addicional de Janeiro a
marjo.
O saldo da agoncia fiscal do Recifo deve sor
maior de quatro contos de ris, e na capital o
resto dos impostos de lanjaraento arrecadar
excede de einco conloa de ris.
Ora as despezas que alludimos nio podem
exceder de seis contos de ris.
Mas suponha-se que absorvera todos aquelles
saldes e restos da receita ; o dficit real do exer-
cicio ficar reduzido a quinze contos.
Eis a verdadeira siluajio do Ihesouro provin-
cial, as providencias, que ella demanda, nao
leem por fim remover as consequencias de al-
gum dficit enorme, como suppozo collega, com
o sacrificio das futuras rendas da provincia; mas
apenas ocrorrer a falta momentnea de nume-
ral o na caixa do exercicio de 1860, occasionada
pela quasi paralisajio de entradas nos mezes de
junho a noverabro.
O emprestimo, que para esse fim se contra-
hisse, seria pago, ao mais lardar, al de 30 de
junho prximo, porque al ento devem estar
recolhidos os dioheiros, que anda nio poderam
entrar no Ihesouro, e acabamos de mostrar co-
mo esses dinheiros, se nao foram sufficientes pa-
ra o inteiro pagamento do passivo do exercicio,
a que^j*JJBana> deixaro apenas um dficit in-
significante, que lera de pesar sobre o novo exer-
cicio de 1861.
A' vista do exposlo est ptente o erro de apre-
ciajo em que cahio o collega, e a ausencia abso-
luta das causas do temor, que procurou incullr
no animo dos capitalistas, a que se houvesse de
pedir o emprestimo.
a .Temos para nos que esse emprestimo seria
irrealisavel, nio pela* razoes que d o collegS, c
centra as quaes bastara lembrar que por diversas
veces o governo tem lanjado mi desse meio en-
contrando sempre a maior facilidade o confianja
nos capitalistas; mas pela falta absoluta de
moda, que nfiligc actualmente nio s a esta,
cont a todas as prajas do imperio, e que, em
grande parle, a causa do estado em que se
aeha o Cofre provincial.
Nao parece ao collega que se o thesouro esti-
vesse lio desacreditado, como diz, o 8r. com-
mendador Carvalho nio teria confiado delle a
guanlia do 20:6O000O sera documento se quer,
que o podesse por a salvo da pretendida m f,
com quo diz ter-se elle havido em seas compro-
missos anteriores? B nao s, o Sr. coramen-
dador Carvalho, que assim prcedeu esta *e e
multas ootras ; inda o anno passado todos sa-
ben que diversos negociantes suppriram o Ihe-
souro por occasiio de urna di (ciencia temporaria
de dinheiro, como a actual, perguntai-lhes quaes
foram os documentes que receberam em iroca,
os as cautelas qne exigirn pan a seguranza de
seoscapilaes.
Con estes tactos que sio lio pblicos, respn-
denos *o egainle trecho do arligo do collega :
c E' qae ninguem tem mais f no crdito
do thesouro provincial para constituir-seseo cre-
der....... qae o precedente do leilao foi de fa-
lsos consequencias, e pos a todos de sobre
ar.
XtimparuL)
OlRIO DE PERNAMBUCQ.
M
14
33
91
eajafcraz,
141
132
128
56
II
O vapor Jaguaribe, entrado honlem dos portos
anorte ate a Granja, apenas adianta ura dia do
<-ear. e tres do Rio-Grande do Norte, e 2 da Pa-
s in "S4- V-1" n foi partaaar : Cea-
r 1, R10-Grande 4 e Paralaba 5 de carrate ;
Ceara.J ora conhecido mal* o eaUecio do
Gascavel. cujo reaaliado ora :
CooselheiroAlencar...........
Dr. Manoel Fernanae*.!,'""!
Uezcabargador Figueira......
Dr. Jos Libralo......... *
Reunite w capital. Iirinni,
oa assa can paste a late: ~ "
Conselherr Alencar...........
Dezembargador Pigueira......
Dr. Maooel Fernandos.........
Dr. Jos Liberato..............
lenente-coronel Pi-agibe..!!!
Visitador Pinto................ 10
Dr. Joaquim de Oliveira..... i
flio-Grande da Horte.-O nosso corresponden-
te diz-no* o seguinte :
,\LXh[ Temnl"ndo o Jaguaribe. que sera do-
Susanqeuea,o0"dTe,tSe0h.,!e '^ CeMamenle "l0
Tendo lhe escripto 4 dias, bem v que
pouco ou na la terei conlar-lhe de urna te,r?
que menos que uenhuma oulra olferece lacios
con que ae possa entreter a curiosidade dos lei-
to res das oulras proviocias ; especialmente asrora
queja la se foi a qusdra das elejea. que era
quem oflerccia alguns episodios, que mereciam
ser hdose apreciados.
Continua o invern, como nao ha menora
de oulro .gual nesta provincia ; rios, que mul-
tes annos nao eorriam, ej parecan) condemna-
dos urna esterilidade perpetua, correm agora
parelha com os de agua perenne.
Ten havido grande estrago as plantacoes
SanlSfaTS d" Chu5 P'ejuizos^o!
^nihai, 2 "npciaado, quando se fizerem
as colheilas futura.; sao Utras vencer cora pre-
mios de enriquecer. p
Na ultima mandei-lhe dizer que ja subiam 4
1*0 os votos do Dr. Amaro, e 132 os do Dr
Gabriel; depois dette j chegou a noticia de mais
fCad.Mf,n delles n0 c"eo de S. Benlo, o
que faz 176 pare o primeiro e 168 para o segun-
do : cada vez augmentara-se mais probabilidades
de serem esles dons candidatos os deputados or
esta proviucia. K
c Eram pelo proprio Jaguaribe acabamos de
ler noticia dos collegios do Assu e Maeau no
primeiro dos quaes teve o Dr. Pinag 30 rotea
Dr. Amaro 23. e Dr. Gabriel 12 ; e 00 segundo Dr'.
Amaro 14. Gabriel 14, Pinag 11: o que d at
este momento o seguinte resultado
Arn,ro,........................ 213
Gabriel....................... ^<}^
a Por mai esforjos que fija o ser'lio nao ci
seguir igualar o Pinag aos dous'.supra apontad
Nada mais por hoje.
ParaUxba.A carta 3eguinte do nosso cor
pondente narra o que de importante ha :
lenho satUfajo era referir o servijo \<\eW
T*.?reJ?ue..Drel,.ou a esla provincia, o Dr."MfooV*
ca; poiaV
Jos da Silva Neiva, digno chefe de polici
conseguio applacaros nimos das duas parciali-
dades que pleileavam o triuropho na treguezla
da Taquara. Ali, foi bstanle a preseuja do Dr.
Neiv. para que nenh-im facto desagradavel se
desse ; semelhanle resultado muito honra a esse
magistrado que ha sabido captar a affcijo e res-
peilos dos Parahibaoos.
Bem poucos sao os factos criminosos qne
tem ehegado ao meu conhecimento ; entretanto
que se vo repetiudo as capturas do criminosos
de importancia.
J era outra occasio communquei o facto do
lomecimento da alimeritajio aos presos, poupau-
do o Dr. Neiva o melhor de um conlo de ris por
mez era bem dos coftes ; a experiencia tem pro-
duzco os melhores resultados, gasta-se menos o
os presos sao raelhormenle alimentados.
Est por assim dizer terminado o pleito elei-
loral, obleado completo triumpho no primeiro
districto o pB.ldo conservador, como sempre o
espere), em vista dos elementos e apoio que en-
costra o mesmo na populajo da provincia.
5 E conliocido o resultado de nove collegios do
primeiro districto, fallando apenas o de Alagoa-
Nova, quo consta de vinte eleitores, cuja votajo
na la influo no seguinte resultado :
Or. iogo Velho Cavalcanti de Albuquerque 339
Dr. A. S. Cimeiro da Cunha................ 309
Rariode Mamangnspe...................... 261
Dr. Antonio Carlos de Almeida e Albuquer-
1"....................................... 197
Padre Francisco Pinto Pessoa............... 159
Quanto ao segundo districto, porm, ha di-
vergencia sobre quera seja o segundo ; pois diz a
gente do Despertador que o Dr. Leite Ferreira,
e o Imparcial, jornal que que parece andar-a par
dos negocios, que ser eleto o conselheiro An-
tonio Jos Henriques ; sendo que nenhuma di-
vergencia ha quanto a eleijo do Dr. Arago,
para o qual concorreram batas e rasgados.
Tendo eu de guiar-me pelo que dizem os
jornaes resolver-me-lila antes em favor do que
publica o Imparcial e 080 pelo que sane no Des-
pertador.
A situaco di provincia vai melhorando,
quanto a naujas, que era objecto de serios cui-
dados da psrte da administrago. Pareca que
era inevitavelura emprestimo, mas o Sr. Silva
Nunes que muilo confia nos recursos da provin-
cia, nao quiz ir alm dos servijos prestados pelo
commeudador Souza Carvalho, negociante de
grande credito^abastado e desinleressado, que
lera nos cofres da provincia quinze contos de
ris a ciaco mozes, sem perceber um real de juro.
Procedimeoto semelhanle muilo honra ao
Sr. commendador Souza Carvalho, e urna pro-
va de alta confianja o distineta considerajio que
vola S. S. ao digno presidente da provincia.
< Francisco Soares da Silva Retumba que ha-
via contratado a edificajao do predio para o the-
souro provincial, cora o presidente de ento o
Exm. Sr. Dr. Costa Pinto, j lerminou semelhan-
le trabalho, que foi feito cara gosto e seguranja.
.< O edificio anda nao foi recebido pela pre-
sidencia, por que S. Exc. mandou proceder a
exame por urna comraisso composta do capitao
do porto, capitao de engenheiros e Dr. procura-
dor fiscal provincial, a qual anda nao apresen-
lou o resultado, por causa do engenbeiro capi-
tn, qne segundo se annuncia, dar parecer des-
favoravel, comquanlo sabido por muita genle,
que acompaohou a promplificajio do edificio
desde os alicerces, houve muita lealdade no em-
preileiro.
Qualquer que seja o parecer, em vsta do
contrato, o governo nao pode deixar de receber
a obra.
Realisou-se a demisso de Manoel Porfirio
Aranha do cargo de secretario da reparlijo de
polica, sondo substituido por Thomaz de Aqui-
00 Mindello.
Consta, ou antes corre como certo a nomea-
co do Dr. Diogo Velho para director geral do
iostrucjio publica; o nomeado, segundo o pare-
cer dos entendidos, tem habililajes sufficientes
pdra o cargo, e eu enlendo qne foi acertadissima
a oomeacao feita pelo Sr. Silva Nunes, que em
suas ooraeajes d preferencia ao mrito.
a Terminou seus dias devido a graves soffri-
mentos, para os quaes foram impotentes os re-
cursos da medicina, Jos JeroBymo Rodrigues
Chaves, que exercla o cargo de tabelliao e anne-
xos no termo desta capital. Foi muilo sentida a
morte desse funecioaario que ere geralmaotc es-
timado ; sendo que foi sempre honrado, era a
probidade em pessoa.
O Despertador cootua em sua missio de
opposicionisla phrenelico, avahando apaixona-
daraente a linguagem do Imparcial, cuja redac-
jao sempre honesta procura prodigar as inveridi-
cas e infundada* aecusajes que o mesmo una
vez por senaoa (felizmente s v a las ama vea
por semana} dirige ao digno administrador da
provincia.
Nenhum fado, se quer, so refere teoha o Sr.
Silva Nunes pralicado que mereja orna censura
seria, pois S. Exc. ha procedido com mullo lino
e imparcialidade, distribuindo justija a todos.
O Despertador quic fazer o Sr. Silva Nunes
responsavel pelo estado dos cofres, moveu a in-
triga, afeiou o estado da provincia e dicidio por
sciencia propria que o Ihesouro provincial esteva
Insolvavel, ao qne respondeu o Imparcial no n.
58 de 16 do mez passado, e espero qae ae digna-
r transcrever essa arligo para as columnas do
Diario de Pernambuco ; nao sd por que o jufgo
bem escripto, como anda me parece convenien-
te desfazer qualquer impressao desagradavel que
possa ahi causar a publicajio no Liberal Per-
no maneano do* artigo* do Despertador.
\

, ILEGVEL


MARIO DE flfUUHBOGO. QUINTA FElttA 7 DE FETEREIIO DE 18ti:
PEBNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Ai audiencias do Juizo de paz do Io dislriclo
da freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves serio s
tersas o sextas feiras de cada semana, pelas dez
horas da manha, e na residencia do respectivo
juiz, roa da Cruz n. 19.
As do i" districto da mesma fregtiezia serio s
quartas e sabbados, pelas quatro horas da tarde,
no segundo andar do sobrado da ra do Pilar
n. 137.
Temos queixas de pessoas da ra das Flo-
tes a resoeiio do procedimeoto de outras mora-
doras em urna casa da pela refer Ja ra das Flores, as quaes sera terem
horas certas para recolherem-se, e faiendo-o
pelo contrario qualquer hora da noite, vao in-
commodindo a tolos da vizinhauca pelo infinito
bater de porio, que isto proroca, baler que para
ser melhor ouvido do respectivo guarda ou viga,
j feito por meio de pedras, sem que todava
tenha esta pralica melhorado as oucas daquelle
velador.
Que cada um volte para casa quando bero Ihe
parecer, cous que nao importa aos damais ;
que bala a sua porta paraser-lhe aberla, 6 anula
indifTerente ou achi-se fora da aleada da um ler
ceiro ; mas que f.15.1 de um porio alia noite um
fufo constante, inloleravul, e por isso compra
que cesse csse incommodo publico, ou por facto
dos proprios causadores delle, ou por iulerreo-
c,o da auloridade compolente, cuja altencao cha-
mamos para o referido abuso.
1). ponte da Passagem al o local da anti-
go vivetro acha-se a respectiva estrada damnifi-
cada em differentes pontos, por
Ollreira Gaimares, sua mulher e 1 criado, Jos
Patricio da A mor tu Lima, Dr. Gabriel S. Raposo
da Cantara e f eecravo. Jola Jos de Lima Freir,
capilo Manoei Luciano C. Guarao e sua se-
Dhora, Caresmeody Augiist, Luii Perreira Nobre
Pelinca e 1 criado, Praucisco Jos dos Pasaos Gui-
raaia.'s e sua senhora, D. Mara Anglica do A-
morim.
Passageiros sahidos no vapor Persinunga,
para os portos do sul :
D. Aona Maria de Jess, D. Francolina Fran-
cisca, e um menor, Capitao Jos Joaquim de Bar-
ros, 2o cadete sargento ajudante Alvaro Conrado
Ferreira de Aguiar, e 2 soldados, Ignacio Vieira
de Helio, capitao Manoei Porlirio de Castro e
Araujo e 2 praeis, Bernardino Duarle Campos,
A'lno Augusto da Almeida, Gabriel Antonio,
Vicenta Bozerra Monteoogro, Jos Porlella de la
Costa y Silva, Laurindo Perciltano de Carvalho
Gama.
Communicados.
Leves cxpresses em despedida
ao Exm. commendador general da armada bra-
lileira, o mertlissimo Sr. Francisco Manoei
Barroso.
No decurso de qualro annos em que a esta;o
naval desta provincia possue um chufe to pres-
limoso, tem ella tido sempre pronunciadas pro-
vas por elle dadas, no \ :rcicio de seu nobre e
elevado cargo, da obediencia mais apurada ao
preceito da lei I da dedicaco saais viva 1 do es-
mere mais activo applicad o ao desenvolvmenlo
e brilhatilismo de sua classe I e do acolhimenlo
meio de sleos | espantoso que encontram aquelles que por sua
que foram aberlos de um para oulro extremo da directo e mandato receben) a norma e dila-lhe
mesma estrada ainla no anno passa lo, tiro tai-
vez de iolroduzirem-se algumas penas d'agua po-
tavel nos sitios d'alli, onde existom os referidos
sulros.
Parece-nos que essa obra deve oslar concluida,
e quando o nao esleja, nao pode ficar a estrada
por ser reslabeleci la inleQnilamenle. A pro-
vincia nao dispende dezenas de conlos, para por
tal modo ser estragada urna obra alias bm feita,
e que a'aut.-3 nao offorecia neiihuma damnifica-
rjo em seu leito, que agora aprsenla um estra-
go visivel.
O abaudono em que vio estas cousas, chega
ao ponto de nao haver-seainda assenlado ossoi-
xos, que foram lirados para ,1 inhumarn dos ca-
nos, senao era parle, estando alm disto seme-
lhanto servida inuilo mal feito.
E' precisu, pois, olhar-se para isto'com a de-
vi la soriedade, e nao deixar-se vonlade desta
ou d]|uella iudivi lualdade negocios que impli-
ca m inleresses geraes.
A ruina existe, cada dia loma novas propor-
ces, e a sua prncetencia lga-so causa, que
indicamos ; e nao bem que assim tolere-seura
estajo prejudicial quer aos cofres, que por (al
forma ter em pouco de entrar em dspotas com
concerlos, quer ao transilo publico, queja soffre
Com a nclualida le.
Ha pessoas que lembram ser molhor seguir
a procisso deOna pela ra das Flores, em vez
de pela Cimboi sahir logo na ra Nova.
Esla modilicaco de itineraria pouco mais am-
pliando o respectivo ir ijecto, aprsenla todava
a vantagein, com relami a belleza, do estender
3 mesma procisso em urna m ageslosa liaba, ao
sahir pelo porto das Canoas ni roa Nova* ao
passo que assim mais um grande numero de fa-
milias gozaro desso espectculo grandioso da
religio.
Informam-nos que na povoaco dos Afoga-
dos vai resurgindo dos morios o amigo cntrudo,
pois que boas cuias d'agua tem sido atiradas so-
bre os individuos, que j nao coulavam com essa
resurreico anachronica.
A puhcia local qneira providenciar no sentido
de vedar semelhaute abuso e contraveneno do
respectivo regulamento.
Acha-se designado o da 18 do correle
para a reunio da primeira scsso judiciaria do
jury desle termo do Recife, no correle auno.
Esta sessao presidida oelo Sr. Dr. juiz de di-
reio da segunda vara, Francisco Doraingues da
Silva.
I'or portara de hontera foram removidos de
portoiro da ihesouraria provincial o Sr. Francis-
co Antonio da Silva Cavalcanli para porteiro do
consulado provincial, e desto para aquella o Sr.
Domingos Soriano Alves da Silva.
Acha-se a repartirlo dis obras publicas
com auionsicio d-i presidencia, para o (Ira do ro-
ceber propostis tendentes construccao de urna
ponte quo subsiiluindo a actual, continu ligar
este bairro ao do Recife.
J oeste passo um comeco de execuco urna
medida, cuja realisaco conslitue urna oecessidaT
de urgente para esta cidade ; qu>> assim devora
mais esle beneficio ao administrador providente
que Ihe dirige os destinos na actualidade.
A ponte projectada, ou as bases em que devem
assentiras proposita consagram o ser ella de
ferro bil Jo, quando nao em sua lolalilade, ao
menos nis dimenses principaes. Os desenhos
dj engenheiro do governo, queflxam o modo da
construccio, e conforme os quies deve esta ler
lugar, sero facilitados na luella repartteo ao exa-
rne dos pftjponontes, que recebero alm disto
do engenheiro Martineau lodas as informales de
que car-icerem, para maior illustraQo de suas
proposias. que al o da 6 de margo futuro sern
encamnhadas ao Exm. Sr. presidente, sem mais
prorogago de prazo, curaprindo declarar, que
ellas devero ser acompauliadas dos reepectivos
desenhos, e comprehender a collocagao da ponte
era um eslido completo para o servijo publice ;
assim como que o governo nao lie ir alido
roais baixa ollera, qiiando esta nao coolenha as
outras coudcea da aceitabilidade.
L-se no Moniteur de la Flocte :
O papel importante que a Austria representa
na situaco poltica actual nos deu a idea de fa-
ce! couhecer i nossos leilores a populacao das
differentes nacionalidades de que se compe esle
mosaico imperio. Segundo a estilstica mais r-
cenle, a populacao approximada de todo o impe-
rio subia, era 1857, 39 milhes 411,309 almas,
repartida dnmaneira seguinte :
A baixa Austria propriamente dita..
A alia Austria ......................
Sil ibourg............................
A Styria ............................
A Corintliia..........................
A Carniolia..........................
O lilioral............................
Voralberg..............
para o cumprtmeuto de seus deveres 1 O riso da
satisfago nos semblantes de uns e a dogura da
paz eslirapada na face do oulro revelara a mais
doce e honrosa harmona entre os que obedecem
e o que manda.
A honra na marcha regular de sua vida a
intrepidez no exerciclo arduo de sua proQssao 1 a
beneficencia sempre prodigalisada sem hesitaco,
ou escolha a favor de quem a procura o exem-
plc mais austero do um amaval chefe de familia I
a dojura e afabilidade sem precipitaco do ho-
nesto, e extremoso pai e desvelado "marido sao
os ttulos que possuin lo aquelle de quem honro-
samente nos oceupamos, couslituem um cidado
que honra a sua patria I., um subdito que honra
ao seu monarcha I um ebefe que felicita a sua
familia III
Poda nos afigir com a ausancia de S. Exc.;
mas nao temos egosmo : siga S. Exc. curaprindo
a ordera de um governo tao bem intencionado
que reconhece o seu mrito I folgue outra pro-
vincia de possuir como esta o hornera de presti-
gios I e tesiomunhando euto a verdade que (tos-
camente) enunciamos mais pomposa far a sua
glora curvanlo-se ao seu mrito.
Nao estamos em continuado contacto com S.
Exc. para que pareja (a outrern) qu9 lucrativos
favores temamos logrado por sua ofBeiosidade e
que por isso a gralido deva arrancar de nos es-
Us expresses : vivemos em muito limitado cir-
culo ; o mrito de S. Exc. porm Uto prover-
bial e transcedenle que ahi mesmo vem rellec-
lir mostrando como se brioso, nobre e cavii-
leiro em qualqner posic.o em que o homem se
ache: sentimos profundamente quo a delicien-
ca de nossas expresses nao nos permita dizer
do mrito de S. Exc. o quo delle sabemos cora-
preheuder.
Sirva-se S. Exc. aceitar de nos um adeus.
Publicacoes a pedido.
1,714,608
755,250
15f,;i79
1,093,078
316,150
505,888
613,056
925.066
4.800,818
1,972,165
479.321
5,036,617
430,664
432.337
3,009.503
2.493.96S
8,744,481
Eleiqao dos devotos que hao de festejar
o glorioso martyr S. Sebastiao desta
villa do Cabo no seguinte anno de
1862.
Por e\e\ Juiz olllra. Sr. commendador Manoei da Vera
Cruz l.ins e Mello, do engenho S. Braz.
Juiza a Exm." Sr.* do film. Sr. tenente-coro-
nol Jos de Moraes Comes Ferreira, do engenho
Barbalho.
Escrivaoo Illm. Sr. Aotero Vieira da Cunha,
do engenho Novo.
Escriva a Exm.* Sr.a do IIIm. Sr. Manoei Jo-
s de Sanl'Anna e Araujo, da Villa.
Thesoureiro o III m. Sr. Antonio Jos Vaz Sal-
gado, dem.
Procurador geral o Illra. Sr. Jos Eloy de Pai-
va, idem.
Ditos especiaes os lllms. Srs. :
Joaquim Fragoso Jnior, de Martapagipr.
Joo Gomes l'ereira, da Villa.
Matheus Vieira Gomes, doCoirim.
Tbom Jos de Cirvalho, da Villa.
Por devoro.
Juiz o lllm. Sr. Antonio Bapiista Teixeira, do
engenho Rosario.
Juiza a Exm." Sr.a do Ulm. Sr. Manoei Caetano
Gomes, da Villa.
Escrivo o lllm. Sr. Jos Paulo do Bego Bar-
reto, idem.
Escriva a Exm.a Sr.a do lllm. Sr. Francisco
Camiilo do Paula Pacheco, idem.
1'roteclores as lllms. Srs.:
Commendador Antonio de Paula do Souza Leao,
do engenho Maltas.
M ijor Joaquim de Souza Leao, do engenho
Boavista.
Capilo Umbelino de Paula Souza Leao, do en-
genho Mulioole.
r. Luiz Filippe de Souza Leao, do engenho
Santo Ignacio.
Protectoras as Exm.*5 Sr.os :
D. Mariannade Oliva Costa, Ponte de Uchoa.
I). Ilenriqueta Payne, da Villa.
I). Joaquina Maria Pinto de Oliveira, idem.
D. enharina Guilhermina de Luna, idem.
Mordomoa e mordomas sero todos os mais
que concorrerem com suas csmolas.
Villa do Cabo 3 de fevereiro de 1861.
O vigario, Jos Luiz Pereira de Queiroz.
denles do Correio Mercantil, prejudica o crdito '
braileire, desprezar as irregularidades aponladas
pelos seus agentes rus comas que Ihe sao apre-
sentadas, e mandar satisfaze-lo conforme Ihe fdr
exigido.
L' em consequencii dessa inspec^o que o pro-
ccdimenlo do governo tido no Stock Exehange
em Londres como premeditado por induzir a tro-
ca das acedes das via< frreas brasileiras por fun-
dos de 4 1|2 por cen o.
Diz-se que o governo nao tem sido generoso
com a companhia da estrada de ferro de Pernam-
buco, e que so (em procurado cMcanas e nicas,
cujo resultado tem sido perder lempo e crear Do-
me de mo pagador.
Se o autor de serntlhantes palavras estivess
bem informado do que se tem passado em Per-
namboeo, veri que linha sido demasiadamente
injusto para coro o governo brasileiro, e particu-
larmente para com 01 seus agentes.
Se soubessem em Landres que dessas chicanas
resuliou deum dos ltimos semestres urna diffe-
ren;a de cerca de duas mil libras esterlinas em
favor da garanta ; se houvesse sciencia de um
de meus relatnos enviado directora [Boar), no
qu.al chamo a atlenea do governo para o dficit
da primeira seccao da via-frrea, indevidamenle
amortizado pelo excesso de reeeita de alguns mo-
zos, o que equivale u ma garanta superior a 7
por cenio, vissem que, segundo minha opinio,
alia apoiada pelo Sr. Lae em um de seus rela-
tnos para urna somma 500 u\ deviam entrar
para o thesour eerca de 30.00'J9000, estou bem
cerlo que nao se dira jue a inspeceo severa que
ullimamente tem eaerciio o governo, tem sido
com o Qm de pdr embaracos companhia
AfBrmar-se que o governo tem deliberadamen-
te procurado desgoslar os accionistas dasestradaa
de ferro do Brasil, q ie tem sido pouco genero-
so para a companhia da via frrea de Peroambu-
co, querer-ae antes prejudicar o nosso crdito
na Europa, esquecendj-se os numerosos favores
que ludas as compaah.aa teem recebido.
Por ventura podar a compaubia da estrada de
Pernambuco dizer que o governo brasileiro nao
tem sido bastaute generoso, quando apar de im-
mensas coocessoos acaba do relevar-lhe urna mul-
ta do 6.000 0001W00? Nao tem sido generosa a
provincia de Pernambuco, que podendo libertar-
se da garanta de2 por ceulo que expontaneamen-
te offereceu acompauha, concede mais dous an-
nos de prorogajo do termo flxado para o acaba-
menlo das obras da via frrea?
Qual tem sido meu procedimento como agente
do governo ?
Nao leuho resolv lo a maor parte das quesloes
que aearretavam diOiculdades .para a companhia
fazendo-lbe continuados favores?
Nao acabo de assiguar urna convenr;ao para o
recebimento das obran da segunda seceso da via
frrea, obrigando o gobern ao pagamento e ga-
ranta a contar do dia da abertura do trafego,
quando essas obras s eslaro cancluidas 00 pri-
meiro de maio prximo?
Nao cam nessa couvcnco resolvidas todas as
duvidas que possam aoparecer sobre o pagamen-
to da supradita garanta ?
Nao me acho actualmente na corte, sendo agen-
te do governo, tratando do negociosconcerneutes
aos interosses commuus, e sua soluc,o nao tem
sido favorarel companhia ?
E com estes e oulro* actos que se injuria o go-
verno, dizendo-se que para se libertar da garan-! vereiro de 1861.
Ha de 7 por cento procura por lodos os meios
desgotar os accionistas das vias-terreas do Bra-
sil?
E' pela iospecQo que tenbo exercido em Per-
nambuco e o Sr. Morgan na Inglaterra, e da qual
tem resultado vantagens para o paiz, que se cha-
ma o governo de chicanista ?
Os homens sensatos nao o diro por cerlo. E
hojo j fago appello aos proprios agentes de Per-
nambuco, que, depois de repelidas lulas, onde
chegaram a desconhecer minha auloridade como
engonheiro fiscal, declarara abertamente que mi-
nhas exigencias s tee.n servido para estabelecer
melhor ordem na marcha dos negocios da via-
ferrea, e que de outra parte nao tenho cessado de
procurar resolver todas as diOiculdades bavidas
entre o govorno e a companhia.
E' portaoto calumniosa a imputado que se faz
ao governo de querer pdr embaragos companhia
da estrada de ferro de Pernambuco, ou de oulra
qualquer via frrea do Brasil.
Seus actos nao teem demonstrado senao zelo
pelos inleresses do paiz; e se algumaseveridade
tem havido de minha parte para com a adminis-
Iracio da linha em Pernambuco, tem silo com o
nico fim de offerecer dados que raeregam toda a
conanca.
M. Bl'aRQl'E DE MaCEDO.
Rio, 21 de Janeiro de 1861.
\Jomal do Commercio do Rio.)
918 barricas e 622 tinas beealho ; aos mea-
mos.
Brigue fraocez Inkerman, vindo de CardifT
consignado a Saunders Brothers St C. manifeslou
o seguinte:
284 Uneladas de carvo de podra, ordem.
Bccebediorla de rendas interna
geraes de Peraambueo.
Rendimenlo do dii 1 a 5 1:8255598
dem do dia 6....... 5103325
23339923
pria?firo andar da casa que foi cada, tanto no
referido1 dia e hora, come nos mala diaa aejruin-
les, emquanto durar a sessao, sob as penas da
lei se fallaren)
E para que chegue ao conhecimento de lo-
dos mandei pastar o presente que ser publi-
cado pela impransa e afluido nos lugares mais
pblicos desta termo, e remedidos iguaes aos
subdelegados do Urmo para publica-los e man-
daron) fazer as notlflcacoes neceaaarias aoa ju-
Conaalado pruviaeial.
Rendimenlo do dia 1 a 5 7:841*862
dem do dia 6.......2:666*3265
10.5085127
Mo vimento do porto.
Navios entrado no dia ?
Porto do norte 7 das, vapor nacional Ja-
guatibe, commaodante Manoei Joaquim Lo-
bato.
Navios tullidos no mesmo dia.
Anlilhasbarca americana P. Poncbeton, ca-
pitn E. K. Stumpson, em laslro, que Irouxe
de Buenos-Ayres; suspendeu dolamaro.
Canalbrigue inglez cJame Siewarl, capitao
John Taylor, carga assucar.
a. a. a o. |5> 0. 5" e O) o. 1 B Borat
^ w w 0 s 5 e 5 Atmospkira. O eo cr. PJ ps <
s w V CU Direcco. < a H O
V w 13 i 3 Intensidad 2^ ? c O 3! 00
a 00 oa m 00 O 00 0. Fahrenheit ? ea m u 0 t H 9 0
cu --a $ V| 1 Centgrado 2 0
3 s 3 --I S 1 Bygrometr c. >
0 0 e - Cisterna hydro-melrica. v
757.8 757,4 -a "ce Francs. es > O
so ta 0 0 0 0 u 0 "o 00 O O 00 8 Ingles. W -* 5" ? 1
at 9 de margo prximo vindouro, poi
que desse dia em diante s tera' lugar
com o deicooto memal e progrenivo
de 10 por cento ou de 10 por centono
prsmeiro mez, de 20 por cento no te-
gundo, de 30 por cento no terceiro e
aatim luccettivamente at fkar no dec-
rados, aos culpados e as testemoahaa que se | o niez e d'al por diante em mais va-
acharem em seus districtos.
Recite 5 de fevereiro de 1861.
Eu Joaqaim Francisco de Paula Esteres Ce-
mente, esenvao do jury o subscrevi.
Francisco de Araujo Barren.
Directora geral da mstruco
publica.
Faeo saber que o lllm. Sr. Dr. director geral
da instrurco puMice, para conhecimento de lo-
dos a qaem interessar possa, niandou publicar o
ofcio de Exm. Sr. presidente da provincia, que
se segu:
4. seceo. Palacio do governo de Pernam-
buco l. de fevereiro de 1861.
Convindo regularisar o ramo do servido que
concerno a instrucrae publica da provincia, de
forma que nenhum papel relativo aquella servico
suba presentada presidencia, senao por inter-
medio de Vine, e com sua informacao : determi-
no a Vmc. que recommeode a todos os directores
de quaesquer cstabeleciraentos de instrueco,
quer pblicos qoer particulares, que existam na-
proviucia, quegaardem inteiramente aquelle pre-
eeiio ; cessando assim a pralica prejudicial de
cada um delles provocarem directamente deci-
soes da presidencia, sem audiencia da directora
da instrueco publica da provincia Dos guar-
de a Vmc. Ambrozio Loito da Cunda, Sr. Dr.
director geral da instrueco publica,
E para que o fiel cumprimenlo da referida or-
dem que o mesmo Sr. director geral recommen-
da, ser este repelido pela imprensa.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 5 de fevereiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Declarares.
O Tyrol e o
A Bohemia..........................
A Mora via ..........................
A Silesia............................
A Galicia com Cracovia..............
A Bukowine ........................
A Dalraacia..........................
A Lombardia (1)....................
A Venecia..........................
A Hungra ..........................
A V.iivo de serva e o banaato de
Temeswar ........................ 1,574,428
A Croacia e a Esclavaoia .......... 967,136
A Transylvania...................... 2.285,572
As fronteiras militares da Turquia.. 1,854,791
Estes 39 milhes de almas oceupam 8 184.849
habita$es. disseminados por 877 cidades, 970
villas. 2.436 aldeias. 71,420 choupanase5.72i.6<0
asas isoladas.
A populacho do imperio augmenlou nos seis
ltimos aonos mais de um milhaoe mel de al-
mas na propongo de 10 0(0 para a capital, de
16 0|0 para Praga, de 19 0|0 para Bronn. de
14 0|rj para Mile, da 19 0|rj ptra Pealh, de 180[rj
para Temeswar, de 12 Ojo para Agram, de 11 0|0
para Hermaisstadt, de 15 0|fj para Laybach, de
11 0(0 para C-rtelz, e de 23 0|fj para Troppau.
Ao contrario dascapitaes dos outros paizes Vi-
enna a maior cida Jo d i Austria que lo ve o me-
nor augmento da populacao.
Este recenseamento seria incompleto se nao
dessemos a distribuicao desta populacao entre as
diversas nacionalidades; ella se divide do modo
que se segu :
Allemes, 7,870,719, Slavos 11,802 751, Rou-
manos 8.051,906 ; Magyares, 4.866,556. oulras
ra^as 817,712, onda se comprehendem 15,996
Armenios, 706,657 judens alm d'aquelles cora-
prehenlilos as nacionalidades cuja lingua fal-
l m, e 83,769 Bohemios (ZinfanisJ etc.
Passageiros do vapor Jaguaribe, procedente
dos portos do norte :
Joaquim de Lemos Ferroira, Joo Jos Cor-
rea, Joo F. Pereira, Jos Joaquim de Houra e
Silva, Kaymando Pacheco A'ora, Antonio do
V
(1) Dere-se descontar a populacao de Lombar-
dia, quB hJe faz parte do reino Reino di llalla.
Da Reiaccao.
Estrada de ferro de Pernambuco.
Lendo nos estrados de diversas caitis recebi-
das de Londres, e poblicada&o Correio Mercan-
til de hoje, algumas censuras feitas ao govorno
brasileiro pela demora de tres mezes de atrazo
em que se ada o ajuste de coala para o pagamen-
to da garanta das aeces da estrada de ferro de
Pernambuco, cumpro-me, na qualidade de seu
engenheiro-fiscal, levar ao conhecimento dos Srs.
accionistas a razo por que esse pagamento nao
se tem etfecluado at hoje,
Teodo tomado conla da liscalisaro da estrada
de ferro de Pernambuco em 21 da maio prximo
passado, fui informado que ha um anno nao se
venlicavam as cootas de garanta, remedidas ao
agente do governo no ra de cada semestre Meu
primeiro cuidado, logo depois da visita oflicUl aos
traballios, foi proceder a um exime minucioso
dessas contas at enlo accumuladas, comparan-
do-as nao s com os documentos comprobatorios
que me foram apresentados, como onlrando na
apreciado das despezas langadas e aulorisadas
pela verba de reccita (revenue.)
O resultado porm desse exame, que foi com-
municado ao governo em um longo relatorio, fez
conhocer que essas contas, chelas de regulari-
dades, comprehendiam nao s despezas que em
caso algum podiam ser aulorisadas, como outras
que derendo ser laocadas as contas do capital
unham sido incluidas, em prejuizo da garanta,
as verbas de receita frevenue). Sobre este pon-
to chamei a altencao de digno auditor do governo
em Londres, que por mais de urna vez j linha
mencinalo iguaes irregularidades.
O governo vista disso nao poJia mandar sa-
lisfazer o pagamento da garanta aem que se pro-
cedessea urna iuquiricao dos tactos por mira a-
po na dos.
E' esta a principal causa do demorado ajuste
de contas do* juros da estrada do ferro da Per-
nambuco.
Donde provena entretanto a origem dessas diffi-
culdades? Por ventura os agentes di companhia
Ignorarlo quaes eraba as despezas nicas que de-
viam sersatisfeitas pela receita?
Qual o governo, por mais generoso, quo dal-
le pesar sobre os cofres pblicos um onus supe-
rior ao que se acha obrigado pelos seus coalra-
ts? E o que importa no caso qne nos oedupa, se
o governo com o fim de nao demorar o pagamen-
to da garants, o que, oa opluiao dos correspon*
A noile clara venlo SES regular at 2 horas
que rondn para SE e assim amanheceu.
OSCILLC*0 DA MR.
Preamar a 0 h. 42' da tardo, altura 6. p.
Baixamar as 6 h. 30' da manha, altura 1,6 d.
Observatorio do arsenal de mariuba, 6 de fe-
ROXANO STKPPLK.
1* lente.
Editaes.
COMMERCIO.
Praca do Recife 6 de fe-
vereiro de 1861.
iVs tres-Uoras da larde.
Cotacoes offlciaes.
Descont de letras10, 12 e 15 0(0 ao anno.
Cambio sobre Londres 26 Ii4, 26 3i8 e 26
l!2 d. por 1. 90 das de vista.
Cambio sobre Portugal106 0|0, 60 das de vista.
Aigedo da Parahiba, 1.* aorta 8J800 por ar-
roba posto a bordo.
Leal SevePresidente.
Federico Guimaressecretario.
Alfandegra,
Rendimenlo do dia 1 a 5 49:546*105
dem do dia 6.......38:678j598
88:224*703
ilovlmeate da alfaadeara.
Voluioes entrados com fazendas.. 193
com gneros..
Volumes sahidos com fazendas..
> com gneros..
154
------347
51
316
------367
Descarregam hoje 7 de fevereiro.
Barca inglezaDianafazendas.
Patacho nacionalJuliodiversos gneros.
Escuna portuguezaMariafazendas.
Barca americana Azeliafarinha o papel.
Barca inglezaChazobacalno.
Barca suecaLuizacarvo.
Patacho inglezExpressbacslho.
Patacho americano James Coale farinha de
trigo.
IMPORTACO.
Brigae inglez Lindisfarne. vindo de Liverpool
consignado a Paln Nash & C. manifeslou o se-
guinte :
76 caixas e 43 fardos lecido de algodo, 8 di-
tos dito de linho, 2 d los do do vela, 15 barris
oleo de linhaca ; >; consignalarios.
30 caixas, ptpcl, 1 dita roupa, 10 toneladas
carvo queimado ; a N. O. Biebor & C.
65 gigos e 1 barrica lou$a, 25 caixas linha, 36
fardos fazaoda de algedao : a H. Gibaon & C.
50 caixas queijos ; aF. G. de Oliveira.
200 barricas cerveja ; a Admgou Howel & C.
120 pecas e 2 caixas machinisom ; a S. P. Jo-
hnston & C.
4 caixas chapeos de sol de algodao, 3 ditas
fazenda ae Hnho, 5 ditas dita de algodo ; a
Kalkman 4 irmos.
5 fardos fazenda de linho, 3 volumes machi-
nas para pezar ; a Rostron Roocker &. C
3 caixas liona ; a Saunders Brothers & C
1 fardo cobertores, 1 caixa chales de seda, 7
ditas fazenda de algido, 1 dita dila de linha ;
Augusto Cezarde Abieu.
548 barricas cerveja Ja C. J. Asttey & C.
1 caixa objectos para seleiro ; a Bab Scbmet-
tau Si C.
1 caixa miudozas ; a A Rodrigues.
2 ditas ditas, 1 dita papel, 1 dila cuteleria ;
Mello Lobo & C.
50 barris maoleigu ; a ordem.
25 ditos dita 4 caixas tijollos. 31 fardos e 15
caixas fazenda de algodo ; s Mills Latham l C.
6 barricas ferrageni, 1 caixa coutas : a Henri-
que & Azevedo.
10,000 chapas de ierro ; a Estrada de ferro.
24 caixas obras de madeira; 1 dita marleltos,
168 toneladas, 28 q linlaes, 2 arrales e 8 libras
em 9.265 pecas 6 feixos, .1 caixa e 520 sacos
com ferros e objectos de estrada de ferro ; a K.
H. Harrison.
1 saco amostras ; \ diversos.
Pathabole ingle Vxprets, vindo de Terra No-
nova consignado James Crabtlreo, & C. a*a
nifcstouo seguinle ;
De ordem ao Exm. Sr. presidente da proviocia
faco publico que se receberam prapostas para
conslruccao por conta dos cofres geraes, de urna
ponte que subslitua a antiga que ora existe li-
gando os bairros do Recife o Santo Antonio.
Esta ponte, que ser de ferro batido, deve ser
construida, pelo menos em suas dimenses prin-
cipaes, de conformidads com os desenhos apre-
sentados pelo engenheiro do governo, os quaes
desenhos sero patentes aos pretendentes na re-
parlico das obras publicas, onde racebero todas
as informaces necessarias, dirigindo-se ao chefe
da mesma repartirlo.
As propostas devem ser encamnhadas a S.
Exc. por intermedio desta repartico at o dia 6
de marco prximo futuro, depois do qual nenhu-
ma proposta mais ser reeebida. Cada urna del-
lis deverser acompanhada Oos respectivos de-
senhos e dever igualmente incluir a collocaco
da ponte em um estado completo para o servico
publico.
O governo nlo se obrga a estar pela mais bai-
xa offerta sem o concurso de outras condiges.
Directora das obras publicas, 6 de fevereiro
de 1861.
O director.
Martineau.
A cmara municipal desla cidade declara
para conhecimento do publico, que segundo a
communieaQo que Ihe fez o Exm. Sr. presidente
da provincia, se acha restabatecido o traosito de
pessoas a p pela ponte velha do Recife, visto j
te acbar concluido o passadico que para esse m
se mandou construir na mesma ponte.
Pago da cmara municipal do Recifo cm ses-
sao de 4 de fevereiro de 1861. Luiz Francisco
de Barros Reg, pro-presidente. Manuel Fer-
reira Accioli. secretario.
O Dr. Francisco de Araujo Barros, cavalleiro da
Imperial ordem da Rosa juiz municipal da
seguada vara do termo do Recife, por S. M. 1.
e C.j que Dos guarde, etc.
Fago saber que pelo Dr. Francisco Domingues
da Silva, juiz de direito da segunda vara crimi-
nal da comarca, me foi commuoicado haver de-
signado o dia la do correte, pelas 10 horas da
manha, para abrir a primeira sessao do Jury
dosle termo, que Irabalhar em dias consecuti-
vos, lendo procedido ao sorleio dos 48 jurados
que tem de servir nj mesma scsso, e de con-
forraidade com o artigo 826 do regulamento n.
120 de 31 de Janeiro de 1842, foram sorteados e
desigoados oa cidados seguinte:
Freguezia de S. Fre Pedro Goncolves.
Joa Feliciano Machado.
Martinho de Oliveira Borges.
Leandro Lopes Dias.
Pedro Donnely.
Santo Antonio.
Antonio Jos de Moraes Sarment.
Ignacio Nery Ferreira.
Luiz de Franni Rodrigues.
Francisco de Paula Mindello.
Joo Antonio Coelho.
Flix Antonio Alves Mascarenhas.
Mathias Antonio de Mello.
Leocadio Hermogenes da Conceiclo.
faaquim Jos de Sanl'Anna Cerdoso.
Francisco Cosario Brance.
Lui Ignacio Jeronymo dos Santos
Francisco de Azevedo Caldas Lins.
Manoei Ignacio de Torres Bandeira.
Jos Joaquim da Costa.
Candido Jos dos Passos.
Marcolioo Dornellas Cmara.
S. Jos.
Antonio Jop da Costa Reg.
Antonio Jos da Costa.
Joo Kantista Cesar.
Leopolditio Pereira da Silva.
Bernardo Falco do sonza.
Antonio Joaquim Vital do Araaral.
f Boa-Vista.
Juo Francisco do Nasi imenlo Feitosa.
Jos Alves Monteiro.
Joaquina Jos Silveira.
Antonio Tt-ixeira Peitnto.
Jaciulho Antonio da Silva Pegado.
Aotonio Jos de Oliveira Braga.
Jos Pacheco de Medeiros.
Joo Alves de Cuvalho Porto'.
Luiz Antonio Annea Jacome.
Manoei Jos Soarea da Avellar.
Jos Joaquim Ramos a Silva.
Jos Anastacio de Albuquerque.
Jos Maria Geraldes.
Anlonio de Hollanda Arco-Verde Cavalcanli.
A (Togados.
Jos Elesbo Borges Uchoa.
Eduardo de Souza Vianna.
Poco.
Joo Alves Ferreira.
Jos Goncalves de Luna.
Varzea.
Joaquim Francisco Ribeiro.
Jaboalo.
Mathias Mervdes Bodriguas Caaspello.
Thomaz Jos do Oliveira.
Joaquim Gevalcautl de Albuquerque.
A lodos oa quaes e a cada um de per si, bem
como os inlereseados em geral, se convida para
comparecer na sala das seaae> do jury, no
COR BRO.
Pela adminislraco do correio desta provincia
se faz publico que flcou transferido para o dia 9
do correte s 3 horas da tarde em ponto o fe-
chamento das malas para o vapor costeiro elgua-
ras com deslino ao Cear e portos interme-
dios, o que em lugar daquelle sahir o Jagua-
ribe.
Arsenal de guerra.
Por ordem do lllm. Sr. coronel director do
arsenal de guerra se faz publico a quem conver
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marga de 1860, se tem de mandar ma-
nufacturar es segrales arligos de fardamento e
equipameoto :
109 aobrecasaeas de panno azul.
5 caigas de dfto dilo.
161 capotes de dito dito.
II21 caigas de brim branco.
464 camisas de algodaozinho.
400 bornaesde brim.
400 pares de polainas de panno prelo.
Quem quizer arrematar o fabrico de laes arli-
gos no prazo de 30 dias, comparega na sala da
directora do mesmo arsenal pelas II boras do
dia 7 do correnle mez com suas propostas em
que declare o menor prego e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 4 de teve-
reiro de 1861.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do dia 1. de fevereiro vindouro em
dianle se principiara a contar os 30 dias uteis pa-
ra pagamento bocea do cofre dos seguintes im-
postas : 12 0|0 sobre as tojas a retalho. armazens
de fazendas, tabernas e casas de leilo ; 4 OjO
sobre os armazens de recolher, bolequins, hoteis,
casas de pasto, lypographias. prensas de algodo,
corheiras, cavallarigas, e todos os mais eslabele-
cimentos em que houverem gneros exposlos
venda ; 200j sobre casas de cambio, 509 sobre
casas de modas, perfumarlas, de chapeos fabri-
cados em paiz eslrangeiro e por casa de jogo de
bilhar ; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrosas, tanto do servico particular co-
mo de aluguel. l-sa do consulado provincial
28 de Janeiro de 1861.Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Foi appreheodido por esta subdelegada um
quarto caslanho com frente abena, pos calgados,
e castrado ; quem for seu dono, comparega nesta
subdelegada, que provando a posse que nelle
tero, Ihe ser entregue. Subdelegada de S. Jo-
s do Recife 31 de Janeiro de 1861.
Jos Anlonio Pinto.
De ordem de respectivo Sr. juiz de paz de
l. districto da freguezia do S. Sacramento do
bairro de Santo Antonio desta cidade fagosciente
a quem convier, que as audiencias desle juizo sao
nes tergas e sextas-feiras as 2 horas da larde, na
sala publica de audiencias.O escrivo,
Joaquim da Silva Reg.
Pela delegada do Cabo se faz publico que
se acha recolhido cadeia o escravo de nome
Manoei Joaquim, o qual diz pertencer a Joaquim
de S Cavalcanli, senhor do engenho Jardim, fre-
guezia de Iguarass.0 delegado,
Jos Pereira Teixeira.
Tribunal do flomaaerelo.
Pela secretaria do liibunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
a dala fui inscripto 110 registro publico o disira-
to da socledade de Joaquim Bernardino de Sena
e Hetiodoro Candido Ferreira Kahello, feito em
31 de Janeiro prximo passado ; ficando o socio
Sena obrigado pela liquidago da mesma socie-
dado, e o socio Rabello responsavel, aquelle pela
quaotia de 5202685 em que ficou debitado no ba-
lango a que procederam em 31 de dezembro ul-
timo, e deaonerado de toda responsabilidade.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 6 de fevereiro de 1861.
Julio Guiraaies. Oflicial-msior.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
la data fica registrado o contrato de sociedade ce-
lebrado por Jos Baslista da Fonseca Jonior e
Francisco Moreira Piule Barbosa em 3i de de-
zembro prximo findo, devendo a mesma socie-
dade, cujo domicilio nesta cidade, gyrar sob a
Orma de Pinto, Barbosa & C, com o capital de
60:000, fornecidos 40:000? p'lo socio Baptista, e
20:0009 pelo oulro, e terminar em 31 de agosto
de 1865.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 6 de fevereiro de 1861.
Julio GuimaresOfficial-maior.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
ta data Oca registrado o contrato de sociedade fei-
to por Jos Rodrigues Tavares de Mello e Agosli-
oho Gomes da Costa em 30 de agosto do anno
prximo lindo, devendo s mesma sociedade, que
leve coruego no 1. do referido mez de agosto,
durar por espago de 6 aonos, com o capital de
2:6009 fornecidos pelo socio Tavares de Mello, e
e sob a Orma de Rodrigues & Gomes.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 6 de fevereiro de 1861.
Julio GuimaresOfflciaL-maior.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
l ou a resgalar as notas de 10$ e 20$ que
, havia emittido e anda existem em cir-
culacao, prevenindo de que conforme
O decreto n. 2,664 de 10 de outubro
ultimo e decisao do tribunal do thesou-
ro de 12 de Janeiro do corrate anno,
lor algum, Becife 5 de fevereiro de
1 irectore* Sereutes, Lulzv
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deiros Reg.
Censelho Administrativo.
0 conselho administrativo, para rornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os efciee-
tos seRuintes : *^
Para a companhia de ca vallara de linha.
6 davinas de fuzil com varetas
I espadas com bainhas de ferro.
11 apparelhes de limpeza.
I boleas para epparelhe de limpeza.
11 bornaes pera races;
Para o fabrico do fardamento do 8o batalhao
de iufanlaria.'
!360 covados de panno verde.
1088 varas de cordo prelo de laa.-
3056 botes grandes de metal bronceado com
o n. 8.
1224 ditos pequeos- de metal bronzeade coa
o n. 8.
1652'ditos grandes se metal amaretlo liso*.
272 bonels.
272 grvalas.
27 parea de platinas de meia loada metal.
345 pares de ditas do panno segundo o nova
Ogurino.
21 bandas de la.
262 mantos de la.
54 esleirs de palha de carnauba.
Para provmento dos armazeus do arsenal
de guerra.
8 arrobas de zinco em barra.
4 caixos com fu I has do Flandres marca IX.
4 ditas com ditas ditas marca GI.
2 dita com ditas dila marca XXI.
20 arrobas de ferro inglez de veranda.
1 serrote de 30 pollegadas.
20 duziasde laboas de piuho americano.
Para o meio balalho de cassadores da provinciat
da Parabiba.
5 cornetas de loque.
1 cordo para as ditas.
Bocal para corneta.
Para o balalho da guarda nacional de Se-
rinhem.
8 cornetas de toque.
Para o balalho da guarnico desda prnvinciav
3 cmelas de loque com voltas, bocaes 0-
pontos.
Quem quizer vender laes objectos aprsente a
suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 8do
correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo.
para fornecimento do arsenal de guerra, Io ds
fevereiro de 1861.
Dent Jot-i Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogol secretario interino.
Capitao do porto.
De ordem do chefe de diviso. capilo do porto,
se faz publico o aviso abaixo, da capitana do
Maranbio.
Capitana do porto de Pernambuco, 4 de Janei-
ro de 1861.O secretario, J. P. B. de Mello
Reg.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Pela capitana do porto do Mararjho, se faz
publico aos navegantes que do dia 15 de feverei-
ro prximo futuro em dianle ser do novo illu-
minado lodas as noites o pharol da illia de SaoU
Anna desta provincia, da lat. sul 2o 16' 30" long.
O Grew. 43 38" 25" ; sendo do systema de roU-
o com eclipses de 32".
Capitana do porto do Maranhoe, 25 de Janeiro
de 1861.Hermenegildo A-otonio Barbosa do Al-
meida, capilo do porto.
Pelo juizo dos feitos da fazenda se ha de
arrematar no dia 7 do correnle, Anda a audien-
cia, um sitio em aberio, com casa terrea de pe-
dra e cal, com 4 janellas e um potta na frente.
tendo esta 54 palmes e 21 de fundo, com cozinha
fra, avalioda por 200$, sendo o ito sitio no lu-
gar do Rio Doce, e penhorado por execuco da
fazenda, contra a viuva de Firmino Jos Flix da
Rosa. Recife, 4 de fevereiro de 1861.Caetano
Pereira de Brilo, solicitador interino.
O padre Jos Leite Pita Ortiguei-
ra, jui de paz do primeiro anno do
primeiro districto da freguezia de S.
Frei Pedro Goncalves, dar' audiencia
as tercas e sextas-leiras as 10 hotasda
manha em casa de sua residencia na
ra da Cruz n. 19.
CASSN0 POPULAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado 9 de fevereiro.
A sociedade Cassino tem a honra de anounciar
ao respeitavel publico que dar ne dia 9, um es-
plendido baile, espera grande concurrencia por ser
esta a poca em que a lodos licito tomar parte
em seus folgares. A sociedade nao quer Iludir
publico cora grandes promessas e enfadonhosao-
nuncios e portento limita-se a dizer que far
quinto conber no posaivel para que, es bailes do
Cassino nada deixcm a desejar e que nelles con-
tinu a reinar ordem, moralidade e respeito. A
sociedade lisoogea-se em ler feito a acquisico de>
um lindo gabinete ptico, no qual os concurren-
tes tero de apreciar os mais ricos quadros econ-
fundir-se a mais perfeila illuso com a realldade.
As disposices do regulamento interno approva-
do pelo lllm. Sr. Dr chelo da polica sero fiel-
mele observado). Os carlees de ingreeso eslarao
venda no pavimento terreo do "mesmo palacete
no dia do baile.
Entrada para damas gratis, oavalleiros 2jj000.
THEATRO
DE
anta Isabel
Recita concedida pelo Exm. Sr.
presidente da provincia
KM BENEFICIO Di ACTRIZ
Isabel Maria Nuies de Oliveira.
Sexla-feira 8 de fevereiro.
Depois que a orcheslra tiver executado urna
escolhida ouveriura, subir scena pela primei-
ra vez nesie theatro o drama em Iras actot, tra-
duccao haspanhola,
id, ImpiM
0B
OS MAOS CONSELHOS
DENOMINAQAO DOS ACTOS.
1. O encontr.2." O roubo.3. O reconhe-
cimenlo.
Seguir-se-ha pela beneficiada o Sr. Santa
Rosa, t muito applaudido duelo do
MEIRINHO E A POBRE.
esta substitucao continua sem pre- 'fi"'* e^'elacu2-S>,L t-SLs-^flsV*
, r. lemumaclo do nsigoe escrlptcr brasileiro o Sr.
putzo dos possuidores das mesmas notas! renna *


w
DIARIO DE PERNABMUGO. QUINTA FEIRA 7 DE FEVEREIRO DE 1811.
O JUDAS
SABBADO DEALLELUIA.
Toraam parle neste especticulo os artistas
RayniunJo, Santa llosa, Jos Alves, Vicente, Ski-
ner, Braga, Lisboa, D Leopoldina O a beneficiad!
quo de autemo agradece lodos que se presta-
raro Irabalhar no presente espectculo.
Os iotervallos serao preenchidos com escolhi-
das pecas de msica, entre as quaes sero toca-
das a walsa Pepita, a schotisch Isabel, e a war-
soviana Rainha do Palco, eflorecidas beuefl-
ciada.
Ao publico a beneficiada oulra vez anda im-
plora a mesma prol-fQao que em idnticas cir-
cunstancias Ihe ha prodigalisado, e Ihe vota sua
terna gralido.
Os bilhetes acham-se em mo da beneficiada
na ra do Rangel n. 67, segundo andar, e no dia
Principiar s 8 horas.
Avisos martimos.
Para o Cear
segu com brevidade o cter nacional Erna
por ter parte do carregamento a bordo ; para o
resto e passageiros, trata-se com o capilao Joo
Antunes da Silveira, no armazem de Augusto
Ferreira &C, ra da Lapan. 4.
MM MITO
segu por estes dias o brigue S. Manoel I; pa-
ra o resto da carga e passageiros, para o que tem
excellentes coramodidados, trata-se com o con-
signatario Manoel Joaquim Ramos e Silva, ou
com o capilao na praQs.
Para oAracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sant'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se com G urge i Irmaos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recife, primciro an-
dar d. 28.
ara
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue escuna Jovem
Arthur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para o
resto que Ihe falla, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & tiendes, no seu escriplorio
ra da Cruz o. 1.
MA
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de sua carga prompta : para o resto
que Ihe falta, trata-se com os seus consignatarios
Azovedo & Mendos, no seu escriplorio, ra da
Cruz d. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu nestes dias por ter mais de meio carrega-
mento a bordo o palnaboto Artista ; para o
resto e escravos a frete, trata-se com Caelano Cy-
riaco da C. M. & Irmo, ao lado do Corpo Santo
? umero 25.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Rallar & Oliveira. ra da Cadeia de
Recife n. 12.
i_
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
i
O hiale : tratar com Caelano Cyriaco da C. M. & Irmo, ao
lado do Corpo Santo n. 25.
O brigue nacional Encantador, a chegar por
estes dias do Rio de Janeiro, seguir ao mesmo
porto com muita brevidade, para cargas e pas-
sageiros trata-se na rus da Cruz n. 45, escrip-
lorio,
Para o Cear.
Segu nestes dias o palhabote Garibaldi, tem
parte da carga prometa : a tratar com Tasso Ir-
maos.
Aracaty e Ass
Hiate Dous IrmSos, sabe ns presente semana,
anda recebe carga.
COMPANHU PEWWMBWMA
DR
Navegaco costeira a vapor.
Em lugar dp vapor /guarass como eslava an-
nunciado seguir o vapor Jaguaribe para Gran-
ja, Cear, Aracaty. Maco. Rio Grande do Norte
e Parahiba no dia 9 s 5 horas da tarde. Re-
cebe carga ate" o dia 8 s 3 horas da tarde.
Leiloes.
LEILAO
DE
Roupa feita.
Sexta-/eira 8 de fevereiro s
11 horas em ponto.
O agente Pinto fara' leilao por conta
e risco de quem pertencer em seu ar-
mazem na ra da Cruz n. 51, de 3 ca-
xas cbegsdas ltimamente da Bahia con-
tendo os diferentes objectos a saber:
1 cai.va com 99 vestidiahos para meni-
nas de diFerentes tamaitos, nao s
deis como de chai y.
4 dita cota 100 casacas para meninos
de di Aferentes moldes e diversas qua-
lidades.
1 dita com 69 1 \i duzias de camisas de
linbo para homens.
LElUO.
Quiota-feira 7 do corrente.
O agente Evaristo autorisado pelos despachos
do Exm. Sr. Dr. juiz de diroito e especial do
commercio de 31 de Janeiro e 1 de fevereiro,
far leilao em seu armazem n. 22 da ra do Vi-
gario, das dividas de Fulgencio Jos de Oliveira
e Miguel Gomes da Silva a requerimento de Fr-
reira & Maitins e outros, s 11 horas do dia ci-
ma mencionado.
Leilao
O agente Pinto vender' em leilSo no
dia sexta-tetra 8 de fevereiro, a dinhet-
retro ou a prazo em seu armazem ra
da Cruz n. l,os seguintes objectos, a
saber:
55 duzias de leas de seda.
64 ditos de cinturoes elsticos.
li ditas de casaveques.
155 chapeos de sol de p
panno.
LEILAO
DE
vais.
Sexta-feira 8 docjrrente.
Costa Carvalho far leilao em seu armazem na
ra Nova n. 63 de varias obras de marcineiria de
apurado gosto
cai-
cai-
Tambem
vender 1 carro grande de 2 cavallos com arreios
lulo em bom estado, as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
ALERTA.
Entrado domingo,
O Julio est na ra do Imperador n. 44, pri-
meiro andar por cima da botica, onde os rapa-
zes podero achar um grande sortlmento de ves-
tuarios tanlo a carcter como a phantasia lodos
novos e por pequeos presos, apparecam para
cerliQcarem-se.
Precisa-no de urna ama para o servico de
pequea familia, e que compre : na ra larga do
Rosario, loja de charutos n. 30.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva,
que saiba cozinhar eengommar, para urna casa
de pouca familia : na ra da Praia n. 9.
Constando ao abaixo assignado que sua ir-
maa D. Maris Margarida Carneiro da Cunha ven-
der a escrava Luzia, na qual temo abaixo assig-
nado parte, isso por sugestes de urna cria de
casa de nomc Jos Eleuterio, vem protestar o
mesmo abaixo assignado pelo presente contra a
referida venda, e declarar que pelo juizo comp-
leme vai tratar da reivindicado da dita escrava
Olinda 4 de fevereiro de 1861. Antonio Jos
Victoriano Borges da Fonseca.
Quem quizer mandar cozinhar em alguma
casa particular, dirija-se a caniboa do Carmo nu-
mero 38.
Algun senhor esludante da academia que
quizer morar em urna casa de familia, indepen-
dente da mesma, dando elle bom conhecimento
de sua conducta moral e civil, e at nao se du-
vida a suppri-lo com a comedoria ; quem pre-
tender, dirija-se a esta typogrjphia que se indi-
car quem faz esto Irato.
Precisa-se de um caixeiro para urna casa
de negocio fra desu praga, sendo de idade de
12 a 14 anno3; a tratar na ra da Cadeia do Re-
cife, loja n. 26.
O Sr. Luiz Bernardino da Costa queira di-
rigir-se ao escriplorio de Domingos A. Malheus,
ua ra da Cadeia do Recife n. 5!, para receber
urna carta vinda da Bahia, pois igoora-se a sua
morada.
- Na estrada do Manguinho sitio
da viuva Carvalho, ha para alugar ou
arrendar pelo tempo que se conveucio-
nar, um grande quadrode trra fresca
e frtil, propriopara a plantacao do ca-
pim: os pretndenos dirijam-se ao
mismo sitio, que a cha rao com quem
tratar.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Nogrande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande sali da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A.. W. Osborn, o retratista america-
no tem recentementerecebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, c um grande
numero de objectos relativos a. arte.
Como tambem um grande ornecimen-
| to de caixas para retratos de 3#000 rs.
jcada um, as pessoas que desejarem ad-
Iqntrir conhecimentos pratices na arte
! de retratar acliarao o abaixo assignado
jsempre prompto sob condices muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao con vida-
.dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
;ra examtnarem os specimens do que
cima (ica anunciado.
I Precisa-se de urna ama: na travessa do
Rosario d. 14.
< Francisco Pinto de Penaucos. subdilo por-
tuguez. val a Europa.
' Perdeu-se urna carleira de algibeira. de
raarroquim verde, usada, nao conlinha diohei-
ro, c somonte algum papel ; quem a liver acha-
I do pode entrega-la na praca da Boa-Visla n. 14.
que receber 1#.
- Precisa-se de urna criada para casa de pou-
ca familia, que saibs engommar, coziDhar e la-
var, preferindo-se escrava : na ra da Caixa
o Agua n. 66.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16 an-
nos, que teoha pratica de taberna ; na ra da
Florentina n. 32.
Precisa-se de um negro psra lodo o servi-
50 de uma padaria : na ra das Cincos Poutas
n. 98.
Precisa-se comprar ou alugar um prelo
que saiba cozinhar em fra de Portas, ra do Pi-
lar n. 143; na mesma precisa-se de um caixeiro
que enenda de taberna, e que d ador a sua
conducta.
Attencao.
Gouvea & Filho com casa de consig-
na cues novamente estabelecida nesta
praca, avisam aos seus ccmmittentes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e soto :
da ra da Imperial n. 109, a fallar na ra da
Aurora n. 36.
COMP ANUA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
CAPITAL
Cinco milhoes de libras
sterllnas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprieiarjos
de casas, e a quem mais convier, que eslao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo epeira,
coberios de tena, e igualmente sobre o* objectos
que coniveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazendaa de qualquer qua-
lidade.
%fMrMi3ii^-i*irai BSiiaKSK-NBaia:^^
jjDBVfBfraf BfnnrWfnf FSfffWDBfm
* Dentista de Paris. 8
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Banhos econmicos!!
Na casa de banhos do paeo do
Carmo.
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desla e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linba
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 indares n 13, e ra
do Imperador, oulr'ora ra do. Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Atiendo.
Precisa-se de um criado para fazer o servido
necdssario em uma coebeira, prefere-se captivo,
e paga-se bem ; a tratar na ra do Queimado
numero 51.
Precisa-se de uma ama que cosinhe e engome
para uma s pessoa, na ra do Rosario estreila
casa n. 20 segundo andar.
Publica cao lilteraria.
Vai nestes dias entrar no prlo um drama de
costo mes em 4 actos, intitulado Culpa e Arrepen-
dimeno, por J. G. de Bastos, que satura a luz
acompanhado de umjuizo criticodo Illm. Sr.
Dr. Jos Soares de Azevedo.
O autor flear summamenle grsto a todas as
pessoas que com a sua assignatura se dignarem
auxilia-lona publicarlo desta obra, sua primeira
e acanhada prodcelo, confiando que o publico
benvolo lhes prestar favoravel acolhimento.
Para as assignaturas existom prospectos no Ga-
binete Portuguez do Leitura e oas Imanas dos
Srs. Manoel Figueiroa do Faria, Nogueira de
Souza & C, Miranda & Vasconcellos e Gutmaraes
i Oliveira.
O preco de cada exomplar 19 pagos no acto
da entrega.
Sociedade militar.
A commissSo encarregada de orga-
nisar a sociedade dansante militar, con-
vida a todos os socios inscriptos para
Neste estabelecimento (aiem dos banhos j co-1 reuniemse hoje 7 do correte pelas
luxo. mas com toda a decencia e aos precos se- da Pra,a- alim de darem comeco aos tra^
balhos da mesma sociedade.
Jfrio 320 rs.
| morno 400 rs.
fros 29 rs.
momos 2)500.
30 banhos consecutivos trios ou momos S.
Mudanca de esta-
commodo do publicobanhos
luxo, mi
guintes:
1 banho avulso
7 carldes para banhos
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopaihico.
30Rna das Crozes30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (as tinturas) por Cs-
tellan e Weber,por pregos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra, re-
*commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Jos Antonio dos Sanios,
vai a Europa.
subdilo brasileiro

Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
agua e p dentifico.
Quem quizer comprsr um bom
escravo, dirjase a ra Direita n. 7, es-
cada pela ra da Penl-a,primeiro andar.
@ @ ^e@s
m-, O idvogado Dr. Manoel do Nascimcnto
Machado Pnrtella pode ser procurado para @
os negocios de sua profsso, das 9 s 4 S
horas da tarde, em seu escriptorio no pri- ft
0 meiro andar da casa n. 83 da ra do Im- @
perador. 6
da Silva Lima, retira-se
Antonio ua orna liim, reura-se
Cear.
A' senhora que no Diario de honlem,pedio
a pessoa que mandou fazer em sua casa um es-
panador rico, o favor de o mandar buscar no pra-
zo de 8 dias. sob pena de perder o direilo ao cabo
que deu para o mesmo, responde-se que nao
tendo Smc. o dado no tempo que prometteu, o
oem por quatro difidentes vezes que se mandou
procurar o mesmo espanador, e nao precisando
o aono mais delle para o Gm que o maudou fa-
zer, por isso al agora o nao mandou buscar, para
rur8en ,.ponlual D0 cumprimeoto do que
ver sesmo 8pPro,mr, ao 4 o mandar
ver, e se a bmc. nao convra esperar pode des-
mancha-lo ou vende-lo com lano que d conta
do cabo que receben, pelo que j se protesta ha-
ve- lo pelos meios lesaes se assim o nao Ozer
Joao Ferreira de S Leilao. sclenlific ao
publico, que nesta dala comprnu ao Sr. Antonio
Jos Taulo do Carvalho, a casa de lunch, sita na
ra estrena do osario n. 12, se alguem se jul-
gar com direito a mesma, queira dirigir-se ao
annunciante nestes tres dias.
Desappareceu no dia 4 do corrente o escra-
vo cabra de nomo Luciino, de altura baixa, com
marcas de espmlias ou bexigas no rosto e alguna
pannos pretos, corpo grosso, um pouco barrigu-
do por dizer elle que soffre de inflammacaes.
tsie escravo muito ladino e trabalha de alfaia-
! f Presunlr que ande nesta cidade ou seus
arrabaldes por ser natural do Poco da Panella
e ter seus enlrelenimentos por Santo Amsro :
qualquer que seja a pessoa que o pegar ou delle
der noticia poder se dirigir
ao seu senhor
Imperador n.
compensado.
ao Poco da Panella
Jos Lopes Rosas, ou na ra do
19, quo ser generosamente re-
&5M
Na ra do Queimado n. 49 precisa-se de uma
ama para comprar e cozinhar para casa de ho-
rnera solleiro.
Aluga-se o 2 andar da casa n. 14 da ra
das Larangeiras : a tratar na roa Nora n. 20.
i
CASA DE SAIIDE
DOS
O r. Manoel Moreira Guerra tem o
seu escriptorio de advocada na ra do
Cabug n. 2 sala contingua ao do carto-
rio do escrivao Paes de Andrade, onde
ser encontrado das 9 horas da manha
al as 3 horas da tarde.
Curso commercial
Pernambucano.
Faco publico, a quem convier, que
acha-se a berta a matricula para este
curso at o dia 15 do corrente, quando
sera'encerrada definitivamente, segun-
do o disposto no art. 21 do regula men-
t interno.
As pessoas pois que pretenderem ma-
tricular-se, e que a inda o nSo tenham
feito, podero dirigir-se a secretaria da
directora geral da instruccao publica,
onde tem lugar a respectiva inscripcao,
tendo-o previamente requerido aoExm.
Sr. presidente, na conformidade do art.
36 do referido regulamento.
Curso commercial Pernambucano 6
de fevereiro de 1861.O professor, A.
Witruvio Pinto Bandeira e Accioli de
Vasconcellos.
Sociedade
DE
tttL
Edicaeoes e compra de
terrenos.
.0 abaixo assignado convida oa propietarios
queja Ihe olTereceram terrenos para com o va-
lor dos mesmos enlrarem na sociedade na qua-
lidadede commanditarios, a apresentar-lbe oa
planos, confrontares, aituacoes e avaluarles dos
respectivos terrenos'acomoanhados de uma car-
ta pediodo a sua adraissao como socios comman-
ditarios da referida sociedade.
A correspondencia dever ser-lhe dirigida
ra do Crespo n. 4 loja. Pernambuco 6 da feve-
reiro de 1861.
F. M. Dupraf.
Compra m-e notas de l/jf e 50 ve-
Ihas com mdico descont: na praca
da Independencia n 22.
I DESEJiliSS S S
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administracSo dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabeleciinen-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dps proprietarios
ambos moredores na ra Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos....... 20000
Marujos ecriados, .... 20500
Primeira classe 30 e. 30500
As operaques sero previamente ajustadas.
m
CONSULTORIO
DO
MED RO G6PAR TEIE OPERADOR.
3 RIJA DA GLORIA, CASA DO FIJ1IDAO 3
Clnica poT ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso ii consultas todos os dias pela manhaa, e da Urdedepoisde 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidada, como para o engenbos
ou outras propriedades ruraes.
Os chaados devera ser dirigidos i sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia i outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escripioem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos easos que nSo forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remelter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn Se C. na ra da Cruz, ou i loja de
ivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuneianleaehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos horneopathicos j bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grande......,.....109000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos............, 255000
Dita de 60 ditos................ 309000
Tubos avulsoscada um.........: 1000
Fraseos de tinturas. ; ,......... ; 2*000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medieina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
ofertorio do Dr. Mello Mer.es. s i < 009
Camargo ( Silva.
recentemente estabelecidos com loja de fazendas
na ra do Crespo n. 1, junto ao arco de Santo
Antocio, tecm a honra de convidar aos senhores
consumidores, tanto da praca como do mato, a
visitaren seu estabelecimento aura de sortirem-
se de boas fazendas por precos raui razoaveis,
dos quaes aqui estio alguns : chitas francezas de
muito bom panno, cores Qxas, a 240 rs. o co va-
do, velbutinas lavradas imitando velludo a 600
rs. o covado, sedas de qnadrinhos a 640 e 800 rs.
o covado, grosdenaple de cor com algum toque a
1# o covarto, camisinhas de cambraia para se-
nhora a 19, ricos cortes do vestido de seda com
algum toque, muito barato, cassas, orgaodys,
chales de diversas qualidades, enfeites de cabera'
de 2> a 5j>, luvas de seda enfeitadas algo par,
e Outras muitas fazendas que se moslraro op-
portunamente.
Hotel inglez.
O cnsul de Franca seodo pela morlo da lina -
da M. Marmier, conhecida nesta praca como H.
Dubois, incumbido de realisar a parte que a dita
senhora tinha no hotel inglez, convida as pessoas
que tem contas a receber da dita senhora ou do
mesmo hotel, do as spresentar no consulado
francez no prazo de 10 dias da data desle, para
serem reconhecidas : outro sim roga as pessoas
que se acham devendo ao dito hotel ou a M. Du-
bois o favor de mandar pagar as respectivas con-
tas ao referido cnsul no mesmo prazo de 10 dias:
as pessoas que desejarem comprar o dito hotel
deverao dirigirse para tratar do ajuste ao supra-
dito cnsul. Pernambuco 5 de fevereiro de 1861
Camargo Silva,
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, junto ao arco de San-
to Antonio, pedem aos devedores daquella Arma
que por obsequio venhara satisfazer suas contas,
aGm de evitar que sejam procurados.
O abaixo assignado faz publico que o an-
nuncio publicado nos Diarios de 3 e 4 do corren-
te era que chama Jos Joaquim de Abren, nao se
entende com Jos Joaquim Gomes de Abreu.
Antonio Caelano da Molla, subdito portu-
guez, retira-se para as provincias do norte.
Precisa-se de uma ama para engommar e
cozinhar, tambem se recebe uma orphaa ou se-
nhora de bons coslumes que queira prestar al-
guns servicos a uma pequea familia ; na ra
Nova n. 16.
Aluga-se a loja r!o sobrado da ra da Au-
rora n. 44 ; a tratar na ra Nova n. 16.
Veneral contraria de Saota
Rita de Cassia.
A mesa regedora da contraria de Santa Rita
de Cassia, convida a todos os seus charissiraos
irmos para comparecerem no dia 13 do crtente
mez pelas 2 horas da larde no consistorio da
mesma confraria, aGm de acompanharem a pro-
cissao de Cinza.
Consistorio da veneravcl confraria de Santa
Rita de Cassia, em 4 de fevereiro de 1861.O es-
crivao, Joao Pedro de Jess da Halla.
Eu abaixo assignado fa^o sciente ao corpo
do commercio qjtfba4etX6 de ser caixeiro dos
Srs. Castro Moura & GoncMves desde o dia 31
prximo passsdo ; e ao mesmo tempo agrade-
cerlo o seu bom tratamcoto que me deu o dig-
no socioJos ourengo Goncalves, durante tres
annos.
Joaquim da Silva Boa-Visla.
2 WttlW UB Ciaw Mnav Ara ctw EIBW CJUIU Vammm
Consultas medicas.
Serao dadas todos os dias pelo Dr. Cos-
me de S Pereira no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 53, desde as 6 al as 10 horas
da manhaa menos aos domingos sobre :
1. Molestias de olhos.
2." Molestias de coracao e de peito.
3. Molestias dos orgaos da gerac,ao e
do anus.
O exame dos doentes ser feito ns or-
dena de suas entradas, comecando-se po-
rm por aquelles que aoffrerem dos
olhos.
Instrumentos chimicos, acsticos e p-
ticos sero empregados em suas consul-
taces, e proceder com todo rigor e pru-
dencia para obter certeza, ou ao menos
probabilidade ssbro a sede, natureza e
causa da molestia, edahi deduzir o plano
de l rata ment qae deve destru-la ou
curar.
Varios medicamentos sero tambem
empregados gratuitamente, pela cer-
teza que tem de sua verdadeira qualidade,
8mw promplido em seus effeitoa, e a neccsi-
dade do seu emprego urgente que se usar
delle*.
Pralicar ah mesmo, ou cm casa dos
doentes iSda e qualquer operaco que
julgar conveniente para o restabeleci-
mento dos mesmos, para cujo fim se acha
prvido de uma completa colleccao de
instrumentos indispensavel ao medico,
operador.
_JJ*
ecisa-se da qanlla de 00$, pagando-se
um juro vantajoso e dando-se em hypolhecs um
callente escravo.
Carvalho, Nogueira & C,
saccam sobre Portugal qualquer quantia : na ra
ao Vigano n. 9, primeiro andar, escriptorio.
Espi-ito Santo de S.Fran-
cisco.
De ordem da mesa rpgedora convido a todos
os nossos irmaos para comparecerem era nosso
consistorio no dia 13 do correnle. pelas 2 e meia
horas d larde, afim de acompanharmos a pro-
cissao de Cinza. para o que fomos convidados pe-
la respeilavel ordem terceira da Penitencia.
Joaquim Guenesda Silva Mello,
Secretario.
Ensio particular.
O abaixo assignado, professor particular do
primeiras lelras, lalim e francez, reside no ter-
ceiro andar do sobrado n. 58 da ra Nova, onde
com toda a dedicaQo. prudencia e actividade
exerce sau magisterio, e contina a admittir al-
guns internos de pouca idade.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, de
10 a 12 annos de idade, preferindo-se portuguez :
na ra Direita dos Afogados o. 36.
La va-se e engomma-se com lodo o aceio e
brevidade ; na ra da Soledade n. 56.
Ricardo Jos Gomes da Luz, subdito portu-
guez, relira-se para Portugal.
RaymundoOdoni, subdilo francez, vai para
o Rio de Janeiro.
Acha-se era negocio a casa da catnboa do
Carran. 29: quem tiver alguma reclamadlo a
fazer, annuncie por esto Diario no prazo de oito
dias.
Feitor.
Precisa-se de um feitor para lomar conta
um sitio, dando-se preferencia a Portuguez
tratar na ra do Crespo n. 2!.
O Sr. Dilorezano Pinto de Arauio tem uma
carta vinda da Bahia, no largo do Corpo Santo
n. 6, armazem.
de
a
Aluga-se uma casa terrea na travessa do
Carmo ; a tratar na ra do Queimado n 48.
O abaixo assignado previne ao Sr. Aggeo
Rduardo Velloso Freir que nao pague a pessoa
alguma sua letrada quantia de 1:6009 do arren-
damiento do raeu eogenho Refresco, a veocer-sa
em maio prximo vindouro, por ter-se desenca-
minhado do poder do annunciante ; e para pre-
venir qualquer dolo fago a presente declarago.
Jos R. de Sena Sanios.
Atten^o.
Roga-se pela segunda vez ao Sr. Candido Theo-
doro Rodrigues Pinto (ou Mendes) de vir loja
da ra do Passeio Publico n. II, do contrario se
vender o peohor para pagamento.
_ Antonio Caetaoo de Medeiros Amorira re-
tira-se pera a Europa.
Jos Gomes Barreto, subdito portuguez, re-
lira-se para o Para.
AMA.
Precisa-se de urna ama deleite ; na ra Nova
numero 5.
Roga-se as pessoas que leem transaeges
em contas com os abaixo assignados, o favor de
as apresentsrem na loja da ra do Queimado e.
33 A, para serem conferidas e pagas ; e para o
mesmo flm se pede igual favor aos que as ti ve
rem com Joao da Rocha e Silva parte da firma.
Guimares & Rocha.
Para o carnaval.
O artista Raymundo Jos de Araujo lem para
alugar um grande sortimenlo de vestuarios para
mascaras, de variados goslos pelos ltimos figu-
rinos do baile masqu de Paris : e os aluga por
precos razoaveis; assim avisa aos seus amigos
e freguezes, que na quinla-feira 7 do corrente
far exposicao dos mesmos no primeiro audar da
casa n. 23 na ra Nova, esquina da Camboa do
Carmo.
Atten^o.
Vende-se a taberna sita na ra Augusta con-
fronte ao chafariz n. 114, com poucos fundos,
propria para principiante por ser em bom lugar :
a tratar na mesma.
Vende-se um cadelo de raca de fila, pro-
pria para casas de negocio ou algum sitio, por
prego commodo ; quem preeisar, dirija-se a ra
da Gloria o. 24, que l ver o dito cadelo, e far
lodo negocio que valer.
Antonio Joaquim da Silva, subdito portu-
guez, retira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de um feitor para sitio: a tralar
no Mondego. em casa do fallecido commondador
Luiz Gomes Ferreira.
Joio Ignacio da Costa faz scienle ao respei-
lavel corpo do commercio, que desde o dia 5
do corrente deixou de ser caixeiro do Sr. Luiz
Jos da Costa Aoiorim ; e approveita a orcasio
de agradecer ao mesmo senhor o bom tralamento
que recebeu do dito senhor durante o tempo qu
esteva era sua casa.
Joo Anglads, subdito hespanhol, retira-se
para o Rio de Janeiro.
Attencao.
Joaquim Fernandes, subdito portuguez, relira-
se para o Rio de Janeiro.
Compra-se 60 oitavas de prala de lei em
segunda mo : na ra dos Marinos n. 36.
Na ra das Larangeiras n. 15, deseja-se
fallar com o Sr. Joo de Siqueira Ferrio.
Aluga-se um carro e uma cocheira sita na
ra das Flores : a tratar em Santo Amaro, casa
junto ao ultimo lampeao.
Muita attencao.
No primeiro dia do carnaval sahir o sol mona-
tro, e ao escurecer a la ; no segundo o mesmo,
e no terceiro se nao sahir por naver neste dia
grande eclypse do sol; porm depois do qual ap-
parecer bastante radiante.
Precisa-se lomar a premio a quantia de
10:000$, dando-se em hypolheca un engenho
perto desta praca ; quem quizer fazer este nego-
cio annuncie.
,


DIARIO DE PERNAIBUCO. QUINTA FEttU 7 OE FEVEREIRO DE 1861.

O EXTRACTO
COMPOSTO DE
ALA PARBDLHA E)@ h TOWiSilM
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO* LO DR JAMES R. CHILTON,
i mico e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOST
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e qaasi miracaloso eflfeito no
MMgie.
Cada uq sabe que a saude ou a nfarraidade
iepeade directamente do estado deste floido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue o'um homem d'es-
tatara mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arrateis. Em cada
pulsacSo duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no eorpo huma-
no etn menos de quatro minutos. Urna dis-
pasisao extensiva tem sido formada e destinada
con ilniravel sabeJoria a destribuir e fazer
circular esta corrbnts db vida por todas as
partes da orjanisa^lo. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
S o *in'je por causa alguma se eraprenha
de materias ftidas ou corrompidas, dtffunde
com vuljgida.dk elctrica a corrupQio as
uns re notas a mais pequeas partes do corpo.
O venino lanca-se para tras e para dianle pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
ateca la orgio e cada teagem se faz complela-
msnie .atralo e desordenado. Desta maneira
a circulaQo evidentemente se faz um Engenho
P03BR053 i* Joenc,a. Nao obstante pode tam-
ben obrar com igual poder na criac/o de saude.
fiuiVdssa o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se somante o san-
gue p6le faz-ir-se puro e saudavel ficar superior
a do'v;a e irnvitavelraente expellirda cons-
tittticjo.
O rrante manancial de doenga entao como
d' aqui consta no rmido circulante,e nenhum
raalicarnento que nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova1o,possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O SA330E 1 O sangos l o ponto no qoal
se ha myster fixar a alienlo.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino exfractu do
exterior fie papel verde
No esoriptorio do proprietario, 212 Broadway,
em na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Pranos.
New-York,bavemos vendido durante muitosan- HASKELL & MERBICK, 10 Gold Street.
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD PAUL, 40CortlandtStreet.
WALTER.BTOWiNSENDCo,2l8 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMACo, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACK.SON, ROBUNS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NOBTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCR & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PGNFOLD, CLA\& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
10G Jobn Si.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND, REESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streot.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO, 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178Greenweh
Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARYOBE E SUASFRU-
TAS }
B igualmente
Conhecemot um Medicamento nos mu Xffeitof
O extracto com posto de Salsa parnlha do
Dr. Townsend est
0 MED ICA MEMO DO POYO"
Adata- tio maravilhossmenie a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E' DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
alimpa.
Este medicametito celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ruaS Fronte
Washington, Brooklyn. sob a inspecsacdirecta
do muito conhecidochimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNev-Yoik.eujaeer-
tido e assignatura se acha na capa extenor da
cada garrrfa de
ORIGINAL /E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purieador do sangue
CURANDO
AHtdropesia.
AImhngb
As Ulceras,
fOUJifllAS BE 864.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhhihas impressas ntsta
typographia
Folhinha de porta ou K ALENDA RIO eeclesiaslico e civil para o
bispado de Pernambuco.......... 160 rs-
Dita de dlgibeira contendo alm do kalendario eeclesiaslico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nasciment e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prownciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleecao de bellos e divertidos
jagos de prendas, para entreten ment da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... contendo alm do kalendario eeclesiaslico civil, expli-
cacio das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e oceaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de conessar-se, e comungar, e os oficios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixao, (em portugus), prego..... 320 rs.
Dita do altlianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
merado dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
O Herpes
A Hertsipela,
A Adstricciodo ven-
tre,
AsAlporcas
OsEffeitos doazoc-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,dbfiga-
do,
O Rheumatismo,
As Chacas
A DF.D1L1DADE GERAL
ASDOESCASDE PELLB
AsBORBULHASt1 ACA-
BA;
As Tosssst,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cor-
to sspaco de tempo.
Dr. Townsend tem a assignatura e a certidodo Dr. J. R. Chlitton, na capa
New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
ASA DE
no
Assignatura de banhos fros,-momos,de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 1O9000
30 carter ptra-os ditos banhos tomadosom qualquer tempo...... 15|000
16 Ditos divo dito a<* 000
7 > ...i.. 4*000
Banhos vulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciadoa
Estareduc^o de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens queresuliam
da frequenciadeum estabeVeoimento de urna utilidadeinconteslavel,masque infelizmente nao
siando em nosso- hbitos, ainda pouco conbecida oapreciadaj
TABAC CAPORAL
Heposito das manufalturas impetiaes deian^a.
Esteexcelonle fumo acha-se depositado, diretamente na rna Nova n. 23, ESQUINA DA
J V.MBGA DOCARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a l$000eem porcaode
10 mseos para cima com descont de 25 percento ; no meemo estabeleeimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
g-i
n
^1
o
B
a
g.8
LB-o s
pono
S "S s
"Se
8 o ft
C 2 r.
g o._B
S ~. r. p
2 3 r* 2 o~o
2 c n a
2. S "* "< s
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Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johston& C, na da Senzalla Nova n. 52.
Aviso.
Francisco Jos Regalo Braga faz scien-
te ao respeitavel corpo do commercio e
principalmente a seus devedores que
desde o 1' do corrente mez o Sr. Mar-
cellnu JofctUc AnJiadc, deixou de sei
administrador de sua casa au > tra.
vessa do Corpo Santo n. 25. Recife 1*
de fevereiro de 1861.
Aluga-se a casa da praca do Cor-
po Santo onde foi o estabeleeimento dos
Srs. Rostron Rooker & C. : a tratar na
travessa do Queimado n. 1, com Joa-
quim de Almeida e Silva.
Frecisa-se alugar urna ama escrava ou f)r-
ra que sa-iba cosinhar e engommar : na ra larga
do Rosario n. 28, primairo andar.
Companhia de seguros
equidade.
Estabekcida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia
seguros de todos e pai a todos os porto
conhecidos, sobre embarcacues de qual-
quer parte e a precos muito razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26.
Manoel Ignacio de Oliveira A Filho sacara
sobro Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriplorio.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 1*
de feyereiro at outro aviso o Irern que paila da
tacio das Cinro Ponas s 8 1|2 Iroras da ma-
nhaa correr somente at a Villa do Cabo, e o
irena que at agora tem sabido da Escada 1 3,4
horas da tarde ser discontinuado, mas sahii
do Cabo s 3 horas da larde como o.slumv
As horas da partida dos trens serao reguladas
pela tabella seguiDte : ,
CONSULTORIO ESPECIAL HOME0P4THICO
DO DOITOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uleis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiotes molestias :
1. molestia/ das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias ssphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0HEOPATH1CA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus elTeilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forero tora della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de uro
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor aa seguinles palavras : Dr. Sabino 0. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que dIo levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na taropa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Um mogo Portuguoz, guarda-livros de urna
casa commercial, dispondo de algomas horas,
millas se offereco para fazer alguma escriplura-
co : quem precisar, deixe carta fechada nesta
typographia sob as ioiciaes I. A.
&5M,
as
A
C
S
O
Alugam-se os armazens da ra da Floren-
lina n 10 e 12, com bastantes commodos, c pro-
prios para qualquer estabeleeimento, com porto
de embarque, e bastante terreno : quem preten-
der dirija-se ra do Apollo, sobrado n. 9.
Aluga-se a casa terrea n 9 sita na ra do
Hospicio: a tratar no Mondego casado fallecido
commendador Luii Gomes Perreira.
Deseja-se fallar aos Srs. seguiotes;. Senho-
rinho Marques Galvao, Vicente Ferreira Gomos
da Silva, Domingos Jos da Costa, Gaudncio
Ferreira de Siqueira Jloraes, Jos Balcebino Goo-
c.alves Lima, Joaquim Antonio Concalves da Ro-
cha, Antonio Joaquim Brito de Oliveira, Jos
Telles Marioho, Manoel Joaquim Souza Vianna
e Victor Barbosa da Silva a negocio de interes-
se: na loja de miudezas da ra Direita n. 103.
O abaixo a signado deu procuracio bastan-
to ao Sr. Antonio de Paiva Ferreira para cobrar
as dividas acliva da casa de Tbiago da Costa
Ferreira Estrella, por lhe pertencer como consta
da arrematacao fe i l a peranle em audiencia do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio e coos-
tam das contas o relami que o dito Sr. Paira
apresentar. Recife 1 de tevereiro de 1861.
Antonio Joaquim Vidal.
Aluga-se o lerceiro andar da casa da ra
do Pilar n. 143, a qual tem vista para o mar e
muito fresca : a tratar na taberna por balzo.
Jos de Pinho Borges vai a Europa.
Rio Jak.
Constando a urna pessoa residente no Rio
Grande do Norte as margeos do Rio Jak, que
nesta cidade ba um homem que deseja fallar com
alguem daquelle lugar, roga-selhe queira diri-
gir-se ra do Rangel n. 61, que poderi ter to-
dos os esclarecimentos.
Aluga-se a casa terrea por detraz da ma-
triz da Boa-Vis.a-n. 14 : a tratar na ra da Flo-
rentina n. 32.
Precisa-se alugar urna ama de leile prefe-
rindo-se eacravii: na ra Augusta n. 24.
Precisa-se de urna ama que saiba engom-
mar: na ra d Imperalriz n. 40, loja.
Arrenda-ie um sobrado de 4 andares e ar-
mazem no Fori.e do Mallos, ra ou becco das
Boias, o qual tim boa vista de mar, excellentes
commodos e muito fresca ; aluga-se por anda-
res oa lodo predio, o por prego commodo : a
entender-se cora o proprietario na ra da Impe-
rad o, 9, sej-u Jo Bdr.
Precisa-te de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de pouca familia : na ra
do Cahug n. 3, segundo andar.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
e fazer todo o servico de cssa ; na ra do Cal-
deireiro taberna n. 60.
. Arrendase urna casa na praia de S. Fran-
cisco confronte a capellinha, a qual tem 3 quar-
lo?' '"* costana fora e mui perto dos banhos
salgados : na casa de 4 taces junio a pumo do
Varadourode Olinda achara com quem tratar.
Aluga-se o segunda andar e soto do sobra-
do o. 37 sito na ra do Imperador: a tratar no
Mondego em casa do fallecido commendador Luiz
'Gomes Ferreira.
Traspassa-se o aluguel de urna casa terrea
no bairro da Boa-Vista, de 250 mensaes, com a
condicao de pagar-se urna pequea bemfeitoria e
de comprar-se urna mobilia de Jacaranda que
nella existe, com posta de 12cadeiras, 1 camap,
2 bancas com pedra, 1 mesa de mcio de sala e
oulra de jamar, ludo em muito bom estado : a
tratar na ra dos Prazeres n. 30, de manhaa at
as 8 horas, e a tarde das 4 em diante.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando se a actual residencia
do Sr. Jos Mana de Oliveira e Silva
natural de Lisboa, que oi guarda do
gabinete portuguez de le tura e ultima-
mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Giiimaraes, roga-selhe queira
comparecer a iua do Crespo loja n. 20
A, que se lhe deseja fallar.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno de urna casa, que nao teoba vicios;
na ra Direita n. 72.
Aos pais de familias.
D. rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora sera! da instrurco pu-
blica, tem a honra de prevenir ao respeitavel pu-
blico, e principalmente aos pais de suas discipu-
las, que desde o dia 15 do corrente se arham
a bertas as aulas do seu colleeio ; o qual se acha
por ora estabelecido na ra Formosa, sobrado
nutrero 15.
A mesraa directora approveila esta occasio
para asseverar aos pais de suas discipulas que
eslaa enconlraro em seu collegio a mesma ins-
peceo, vigilancia e desvelos, que enconlraro
em suas proprias casas, e que nelle recebero
urna educacao moral e religiosa, como convm s
ilhas das sociedades rhrislaes, que devem um
dia exercer o espinhoso ministerio de mais de fa-
milia.
Finalmente, abslendo-se a mesma directora de
encarecer o melbodo de ensino adoptido em seu
collegio, limitar-se-ha apenas a afirmar aos pais
de suas discipulas, tanto internas como externas,
que ludo envidar paia oadianlamento das mes-
mas, visto ser este o n eio mais propicio de sus-
tentar o lisongeiro crdito, que gracas ae favor
publico, tem acompanhado ao collegio de Sania
rsula, desde a sua crearlo einsUllago.
As differenles aulas do collegio serao dirigidas
pelos seguintes professores :
Os eenhores :
Dr. Jos Soares do AzevedoFrancez.
Dr. Filippe Nery Collacolnglez.
Dr. Augusto Carneiro Monttiro da Silva San-
tos Geographia.
Joaquim Bornardo do Me ndongaPiano e canto
Eduardo GadaultDesenbo.
Notas
de 5#000 e de 1#000 de urna
figura.
Trocam-se estas nntas por gneros, no estabe-
looimoDio dA Sndr 4 C, ra estreita do Rosario \
o. 11 ; tambem se veodem as bellas uvas de Iu-
marac.
Quem annunciou precisar de 1:000$ com
hypotheca a um sitio perio da cidade, pode ap-
parecer na ra doQueiroado, botica do Sr. Jos
Alexandre, at as 9 horas da manha, que acha-
rcom quem tratar.
JOIAS,
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Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
Como negocio, est resol*ido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca onras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Lauriano Jos de Barros, ,_.,...
Romualdo Al ves de Oliveira, ad-
parlicipa aos seus numerosos freguezes desta ci- i nnnnri^ :.:~___i i
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a I vo6ad, provisionado pelo superior tri-
grande offleina de roupas feitas de Ges & Bas- > bunal da rela^Sode Pernambuco, pode
los na ra do Queimado o. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est promplo a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
tmenlo.
ASSignadoE. II. tramah,
Superintendeule.
A pessoa que ha um anoo mandou fazer um
espanadur rico na ra do Livramento n. 11, se-
cundo andar, queira vir busca-Io uestes oilu dia;,
do contrario ser vendido, e nao se responsabili-
sando pelo cabo. Na mesma casa fzem-se es-
panadores mais em conta do que em outra qual-
i quer parte.
bacharel Manoel Netto Carneiro de
Souza Bandeira abri na villa do Cabo o
seu escriptorio de advocada, rna da ma-
triz casa amarella, e ahi offerece os ser-
vidos de sua profissao mesmo aos habi-
tantes fora da comarca que tiverem al-
guma qnesto para aquello foro.
Gasa de aluguel
Aluga-se o primeiro andar e armazem da ra
do Trapiche n. 4, muito proprio para escriptorio
ou consulado: a tratar no mesmo, ou no arma-
zem da roa da Cruz n. 83.
^rredaco de imposto.
Os arrematantes do imposto de 20
rs. sobre libra de sabao importado na
provincia, tem resolvido proceder a ar-
recada cao do mesmo imposto, reduzin-
do-a a 5 rs. por libra at o ultimo de
junho vindouro, do que do aviso ao
corpo do commercio. fortaleza 28 de
'aneiro de 1861.Joaquim Jos Bar-
tosa Jos Joaquim Carneiro.
A quem interessar.
Offerecc-se urna pessoa para fazer escriptura-
co de qualquer estabeleeimento por partidas
simples ou dobra Jas : na ra do Queimado n. 33
se dir.
-- fia Iravessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
fingir com toda i perfeico para qualquer cor, e
o mais barato possifel.
Alugam-se duas casas no lugar de Santa
Anna de dentro, com commodos suflicienles pa-
ra qualquer familia, tendo o banho perto : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
Allenco.
As pessoas que tiverem relogios para se con-
certar na ra Nova n. 83, e qne tem mais de seis
mezes ; facam o favor de vir busca-Ios no prazo
do 30 dias, sob pena de serem vendidos para in-
demnisaco dos concert!.
Antonio Joaquim Dias Medronho faz publi-
co que tem dado sociedade em sua botica da ra
do tUngel n. 62, desde o Ia de Janeiro do corren-
te anno, o Sr. Grariliano Octavio da C>uz Mar-
tlnho. gyrando dessa data em ianle a casa sob a
firma de Medronho & Martins. Recite 4 de fe-
vereiro de 1861.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do Livra-
mento n. 17, cora armario propria para qualquer
negocio, ecororaodas no fundo para familia : a
tratar na praca da Independencia n. 1 e 3.
Na ruada Cruz do Recife n. 48, segundo an-
dar, por cima do escritorio do Sr. Burle, ves-
tem-se anjospara procissio com o maior asseioe
esmero possivel, e precos mal razoaveis.
Aviso.
0 abaixo assignado declara ao respeitavel pu-
blico, qne de boje em diante deixa de urna vez de
ser procurado no mesmo lugar de sua
residencia na ra Direita n. 7. Como
tem de se instaurar brevemente a e$sao
do jury, offerece-se a toda e qualquer
pessoa que necessitar de advogado para
defezas. Aos que nao tem absolutaman-
te com que pagar os de tendera' gra-
tuitamente como sempre tem feito.
U(IS
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
0 ensino pratico de escripluraco commercial
por partidas dobradas e de arithmelica, dirigido
pelo abaixo assignado, contina a funecionar re-
gularmente as quarias e sabbsdos de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas que desejaiem ter conhecimonto de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
te casa do annunciante, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designadas.
E lo claro e fcil o systema de escripiurar os
livros roercaotis por partidas dobradas, que so as
pessoas desfavorecidas do menor grao gencia serao capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras licoes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonseca de Medexros.
CASA
de commissodeescravos, pa-
teo do Paraizo u. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
lorio de cammiso de escravos que se arhava
estabelecido na ra larga do Rosario n. in ; e
ahi da mesma maneira se contina a receber es-
fazer transaccee's sob pnhre7,"eomo j~por Tr- cr,T0S ?"* erem '"didos por commissao, e
tos motivos linha deixado de o fazor, excepcio Por c de seus senhores, nao se poujwmdo ea-
de algumas pessoas a quem poraroizade tem ser- orc8 J?8.!* qune smoa sejam vendidos com
vido, prevenindo-as, que da presente data em PronjP",,a. afin> que seus senhores nao sof-
diantepor forma alguma jamis a isto se presta- Pe com a venda delles. Neste mesmo
r : e ao mesmo tempo roga sos donos de al- estabeleeimento ha sempre para vender escravos
guos penhores que lhe restara. o favor de os res- ae amo08 8 os. elhos e mocos. ^
gatar quanto antej, porque nao lbe coovem te- PrecUa-se de urna preta escrava que saiba
i?AJ>or5188 ,te,mP- R'cife Sdofeverelro de cozinhar e engommar : na ra da Senzala Velha
1861.Mauoel Cypnano Ferreira Rabello. numero 106.


m
DIARIO DE PlUNlBUCO. QUIHtA EIBAg DE fETERElWO DE 861
C ompras.
Comprain-se escravos.
Compram-se, vendem-se. e trocara-se escravos
de ambos os sexos e de toda idaJe : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos
sendo do sexo masculino, mogos, de 12 a 20 an-
uos de iJade, e sadios : na ra da Imperatriz n.
12, loja. v
Compram-se acr3as do novo bar-
bo de Peroambuco: na ra da Cadeia
n. 41.
Compram-se Diarios em porgao a 3/200 a
arroba; aa ra Direila o. 78, reoacao.
Vendas,
Attenco.
*
Vende-se urna mohilia de Jacaranda com tra-
nos de peira i Lutz XIV ; a tratar na ra do
Queimado n. 51.
Milho e farelo a
3,100 rs.
Venden-se saceos com 24 cuias de milho a
3S1U0, dito novo a 3S6C0. em porgao se faz diffe-
reuga, e sacros com farelo multo barato por ser
de commisso : na travessa do pateo do Paraizo
n. 16, casa pintada de amarello.
/fu do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira!
Chitas francezas, cores fizas e lindos desenlio
a 20 rs. a covado; do-se amostras com penhor.
Voude-sc urna casa terrea com muitos bons
commodos para familia, tendo um bom quintil
com 7 ps de pinheirai na ra da ladeira da Mi-
sericordia na cidadede Ollnda : dirija-se A ra
do Amparo n. 1, que achara com quem tratar.
Vende-sa a caa terrea u. 17, alta na roa
da Bica dos Quitro Cantos : a tratar na roa do
Bomfim, em casa de Joaquina de Sal'Aun.
Os barateiros
Guimares Villar. $
Ra do Crespo n. 17.
Cortea de colleles de velludo preto bor- i
dado a 7$, parece incrivel.
Casemira prela setim a 6> o corte.
Siias bordados de 3 pannos a 2&500.
Ditas de pannos bordadas a 4#.
Casemiras de quadros miudos duas
larguras a 2&500 o corado.
Saias baldes d; todas as qualidades a
58, 65 e 8$ coa babados.
Cortes de casta a Stuarl a 2J500.
Para o carnaval.
Um rico vestuario de hespanhol, todo de vel-
ludo lino ; vende-se n ra da Cideia do Recite
numero 11.
Collarinhos.
Novo sorlimenlo de collarinhos inglezes das
formas mais modernas ; em casa de J. Falque,
ra do C'cspo n. 4.
Vende-se um boi com corroe, ludo bora e
novo ; na ra da Esperanza ou Ciminho Novo do
bairro da Ba-Visla n. 45.
ARMAZEM DE ROUPAFEITA
41 rm ii mi m
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
& NA LOJA
I Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.]
Vende-se fazendas de superiores qua- i
i lid a des e gestos por precos incriveis :
l Chapos de suda para senhora brances e S
* de c-ores a 15$.
j Ditos ditos de ditos de cores e traucos a
> 209UOO 1
i Ditos de palna ticamente eofeitados a
288 e 409. j
1 1> piissttrios cortes de cambraia branca
, bordados a 35J. -j
Ditos ditos a 20j>.
> l.a.is da Garibtldi em corles com 2 co-
vados a 109.
1 Cassas a Garibaldi c oulros delicados
gustos a 700 rs.
1 Cassas iniudas superior fazeuda de cores
1 G.vas a 26'J rs. o corado.
LSas de todas as qualidades a 3SS00 rs.
1 Manullotes. sibilas de baile riqnssimas.
j Chitas francezas de todas as qualidades.
> Sedas de quadruihos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China cora palmas de
9 varas cada pega a 6g50i>.
Sitas baloes de 30 arcos a 5$.
Chalet de touquina brancos e outras qua- al
Lidades de chales Tinos.
Cambraia bordadas a mo a pega a 24. m
Saias bord idas o de ftisto.
Sedas de cores e pretas d 2 saias borda- m
das a velludo em cariocs ultima moda <*
de Pars. W
Esparlilhoa de molas.
Grande sortimeiiLo
\ de roupaa bitas, sobrecasicis, paletnts. Ir
C'illet-s, cale.as,camisas e seroulas, meias. 50
grvalas etc., ele.
Calen tu Reli al ti mama Pars. JJo
Nesle eslabeleciraealo encontra-se ffi
grande sorlimenlo de fazendas de lo- p
das as qualidades proprias para senho- M
ras. humen* e mcuiaas o seus precos 5
sao admiraveis. M
^mmm-m mzemmim
Gasacasde panno preto a 300, 359 a 40*000
Sobrecasacas de dito dito a 350000
Paletots de panno pretos ede cores a
20, 25J, 300 e 350O0
Ditos de casemira de ceras a 15} a 920000
Ditos de casemiras de cores a?} e 12*000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 128000
Ditosde merino setim preto e de cor
a 80 e 90000
Ditosde alpaca de cores a 3*500 a 5*000
Ditos de alpaca prela a 30500, 50,
70 e 90000
Dilos de brim de cores a 3*500,
40500 e 5*000
Ditos de bramante de linhobrancos a
40500 e 6*000
Caigas de casemira preta e de cores a
9, 00 e 12*000
Ditas de princezae alpaca de cordo
pretos a 5*000
Ditas de brim braneo a de cores a
2*500 40500 e 50000
Ditas de ganga de cores a 3*000
Ditas de casemira a 5050o
Colletesde velludodocoresmuitofino a 100000
Dilos da casemira bordados e lisos
prelos a de cores a 5*, 50500 e 60000
Ditos de setim preto a 5*000
Ditos de casemira a 30500
Dilos de seda branca a 50 e 60000
Ditos de gurgurlo da seda a 50 e 60000
Ditos deosto brancos a de corea a
30e 30500
Ditos de brim braneo e decores a 20 a 20500
Seloaras de linho a 20500
Ditas de algodo a 10600 e 20000
Camisas de peitode fustao braneo 3
de cores a 2*30 a 20500
Ditas de peito e punhosde linho min-
io finas inglezas a duzia 35*000
Ditas de madapolaobrancas e de cores
a 1*800,20 0 2*500
Ditas de meia a 1* e 10600
Relogios deouro patente eorisontaes 0
Ditos da prata galvanisados a 25* a 30*000
Obras deouro, aderemos, palseiras e
rosetas t
Fazendas pretas para a
quaresma
Na ra do Queimado n.
39, loja de 4 portas.
Objectos para senhora.
qkA8 m,nlelete de grosdeoapla prete de 25 a
Ricas mantas de blonde hospanholas a 20*
?!^.Sde lt 90' f"eQaa mullo boa, de
*Gr zq a 0J52OU.
Objectos para homem.
Sobrecasacas de panno uno, obra muito bem fei-
ta de 35 a 40g
Paletots de panno Guo preto de 25 a 30a.
Coil.-tes de velludo preto bordado a 12.
Dilos de gorgurao preto a 7*.
Dilos de setim preto a 65-
Ditos de casemira prets a 58
Caigas de casemira preta fina de 12 a 14*.
Chapeos de castor pretos e brancos a 16*!
Ditos fraocezes raoito finos de 7, 8 e la
Panno fino pr lo e casemira preta de diversos
precos, e outras muilas fazendas, que cora a
vistj dos compradores se mostrar
SO NO PRO-
gresso.
Oueijoa flamengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2$500 ; vende-se nnicamente no
armazem Progresso. no largo da Penha n. 8.
Ra do Crespo,
^drn.VL'tm""3' org*a?3 muito finase
modernas a 500 ra. o covado, cassas abertas de
honitas cores a 240 rs., chitas largas a 200 a 240,
??&&*" C0VeV **> *meios borda-
dos a 1*500 a peja, babados bordados a 320 a
vira, sedtnhas de quadros finas a 800 rs cosa-
veques de cambraia e fil a 5*. perneadores de
eambrala bordados a 5, gollinhas bordadas a
040, ditas com ponas a 2*500, manguitos borda-
dos de cambraia e 016 a 2, damasco de la com
3 palmos de largara a 1*600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a Tara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fusilo en-
tenadas a 5*. pecw de madapolao fino a 4J, la-
zioha de quadros para vestidos a 320, camisus de
cambraia bordados a 28, sobrecasacas de panno
fino a 20g e25$, paletots de panno e casemira de
loa 20$, ditos de alpaca de 3*500 a 8*, ditos de
brim de crese brancos de 3*500 a5$, calcas de
casemiro pretas e de cores para todos ps precos,
ditos de brim de cores e brancos de 2 a 5*. ca-
misas brancas e decores para todos os precos,
colletes de casemira de cores finos a 5* ; assim
como outras muilas faxendaa por menos do seu
valor para fechar contas.
Ra do Caldei-
94
reiro n.
Queijos muito fratcae a
Champagne superior a garrafa
Presunto primeira quahdade a
libra
Batatas novas a libra
Manteiga muito boa a libra
2000
2#000
Relogios.
Vendem-at emeasa de Braga, Silva & C, re-
ogios de ourojde diversos; fabricantes iagUzec-,
or preco commodo.
Machinas de vapor. ww"w^
Rodas d'agua. Z
Hoendas de canoa. S
Taixaa. |!
Rodas dentadas. %
Bromea e agnilhSes. Z
9 Alambiques de ferro. I
% Crivos, padroes etc., ele: Z
B Na fundigo de ferro de D. W. Bowman, a
9 roa do Brum paseando o ehafarii. Z

Bolsas de tapete para
viagens.
Vondem-ae mu bonitas boleas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratsimos
pregos de 5, 6* e7* : na loja da aguia branca,
ra do Quemado n. 16:
S3
t
Sauadcrs Brothers 4 C. tem pira venderem
eu rmazem, na pra$ado Corpo Santo n.ll,
alguus oanos' do ultimo gosto recentimente
hegados dosbem conhecidose acreditadosfa-
bricautes i. Broadwood & Sons de Londres a
Di tilo orminos jara estnclim*
4 diiheir*1
Fajeadas boas e baratas.;
Venle-se a 1(801 grosdenaples preto
en-orpilo cira palmos de lardara, f<-
z'f la q>ie sempre so veodeu por 2)503 e
2^1). ni lujan. 23._____________
Ven le -se a 10} inantis pretas de Q16 de
linho une sempre sa veoJeu por 14} e
15. ni loja n. 23.
Vende se a 2>J0'J grosiena,.|es pret i
superior Uo eacorpado que parece gor-
gurdo f iznJa ossa qiie sempre se veo-
deu a 3}2i)i e 3J5TO na lojn n. 23.

m
iS
o
"9
efe

Venle-se luvas pretas de tjrgal ou re-
trot a I*, que sempre se veodeu por
19810 21. ni loja n. 21.
Vende-se a 4* as conheciJis saias ba-
i i'i de masselina e culim de slgodo que
sempre se ven leu por 5J e 6|.
V,nij-se vestidos prelos Dordad s a
velludo cora pequeo toque de mofo a
8llj>, ditos perfeilos de duas saias bordados
de sel a a 60fr
t'elo atinuncio parece in :nvel qua es-
sas fazendas se vendara por esses precos
; i" na verdade o raais barato que se tem
visto.
Do-se as amostras na rus da Cadeia
confronte ao Deeco Largo loja n. 21 de
Gurgel & Perdigo.
Cal de Lisboa,
Na Iravessa do arsenal do guerra, taberna ns.
1 o 3, esto venda os seguintes gneros por pre-
sos commodos :
Barricas de cal virgera de Lisboa era pe-ira.
Saceas com atroz das Alagoas, muito novo
Mullios de patita de carnauba rauito alva e
nova.
Urna eaiTAca para um s bol, nova e bem cons-
truida de sicupira.
Padaria.
Na tnvessa do arsenal de guerra ns. 1 3,
vende-se ou aluga-se urna padaria bem montad*
em era bom lugar, bem como um deposito da
mesma collocado em o centro desta cidade e de
milita concurrencia : qnom pretender ambos os
esiabel-cimentos ou s a padaria dirija-se casi
ama que se far negocio em cunta.
Pao a tarde.
Vende-S6 pao quonle da rnelhor farinha, das
S horas da lar Je em diante : na padaria atrada
matriz da Boa-Vista n. 26.
* Vende-so um terreno junto a casa da ra
4a Concordia n. j : a tratar na rt;a Novo n 15,
ioja. .
*B
1
i
ib
a
c
N
-S
&
ce
ce
O
a?
o-
PR0GRE8S0
de
^--larso d Pnca-
os proprietarios deste estabele-
cimentoconvidam ao respeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom abarato que se
achara em seu armazem de molhadosde oovamente sonido de gneros, os melhores que tem
vindo a este aereado, por a maior parte dalles vnoos por conta dos proprUtaros
Gigos com eViaiiipaii\ia
das melhores marcas que ha no mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caitas proprias para mimo a 1*000.
ftarris com azeonas
os raais novos que ha no mercado a 192000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e em garrafa a 500.
Qaeijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 3*000
Queijos parto
Jas melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 900 res a libra, e am porco se fa-
r algum abatemenlo.
Qaeiios saisso
recen lamente chegado e de uqerior qualedade a 960 reisalibra.
Chocolate
dos melhores utoresde Europa a 900 rs. alibra em porco a 850 .
M.arme\ada imperial
do afamado Abroa, e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatas da 1 a 2 libras a 800
rs., em ponjao dse far algum abatimento.
Maca de tomate
am latas de 1 libra por 900 rs.,em porc,aovende-se a 850 rs.
Conservas fraacezas e inglezas
is mais novas que ha no mercado a 700 rs.o frasco.
Latas de boYachinaa de soda
com diferentes qualidades a 1*600 a lata
iVmeixas traacexas
is mais novas que tem vindo aeste mercado em compoteiras.contendo 3 libras or 38000 n
a em ratas de 1 e 1[2 libra por 1*500 reis p ovvww "'
CaVxinVias eomS libras de passas
1 39000 rs. em poreSo se far algum abatimento, vende-se tambero a retalioa libra a 500 rs.
Manteiga inglexa
perfeitamenleflor a mais novajue ha no morcado a 1*000 ra. alibra, sm barril safar al-
gum abatimento.
Cb perola
o malhorque ha neste genero a 29500rs. alibra dito hyson a 29000 ra.
Manteiga Cranceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toucinno de LAsboa
o mais novo qua ha no mercado a 820 reis a libra.
Macas para sopa
*m caxinhas da 8 libras com deferentesqualidadespor 49000 rs.
Tambem vendem-seos seguintes gneros, ludo recen temen ttehegado e de superiores qua-
lidades, presuntosa 480 rs. alibra, chourica muila nova, mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca Me tomate, perasecca, passas, fructas ero calda, amendoas,, notes, fraseoa com
ameodoas cobertas, confeites, pastilhas de variasioalidadea, vinagre braneo Bordeaux, oroprio
para conservas, charutos dos memores fabricantes de San Flix, macas da todas as qualidades, paca.ea 160 rs.o covado, brim braneo de poro
gorama mulo fina, ervilnas francezas, ebampagnedas mais acreditadas marcas, cervejas deditas, linbo a 19, 19200 e 1*600 a vara, dito relo
spermacetebarato, licores franeexesmuitoiaes, marrasquino de zara, azeiledocepuriBeado, azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentesa
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos doqueoutro qualquer
prometaos mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras poueo praticas como
sa viessem pessoalmonte; rogara tambem a todos os senhores do engenbo t senbore lavradoros
queiram majidar suas encommenlas no armazem Prograsso ,que seibos affianea a boa qualidades
o acondicionaaont,
A loja da ba-f
na rna do Queimado n. 1^
est mnito sortida,
e vende mnito barato :
Brim braneo de puro linho trangado a IgOOO e I
1*400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a |
lg2U0 a vara ; gangas francezas muito finas de I
padroes escurosr 1 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co- '
vado : cortes de caiga de meia casimira a lg600 ;
ditos de brim de linho de cOres a 2* rs.; breta-
nha de linho muito una a 20*. 22* e a 24* rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 1*400 rs. a vara ; bramanle de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2?S00 a
duzia; ditos maiores a 3J; ditos de cambraia
de linho a 6*. 7 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito Anos n 8j> rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de lioho em
volta a 19280; ditos com rendo, bico e labyrin-
lo a 2)000; e alera disto, outras muilas fazen-
das que se vendera muito barato a diiiheiro a
vista: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com fivelas para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baratissimo pre?o de 2$ : em
dita loia da aguia branca, ra do Queimado nu-
mero 16.
Cueguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado o. S.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada proprio para cal-
a, eollete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
4*. 59, e69 a poca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 340, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chalas de merino estanpado a
7* e 8*, ditos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9* eada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8*500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, longos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias mnito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3* e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
covado, chilasescuras inglezas a 5*900
muito encorpado a 19500 avara, brilhaotin
azul a 400 rs. o covado, alpacas de difiranlas
cores a 364) rs.o covado, casemiras pretas
Soasa 2*500, 39 e 3*500 o covado, cambraia
preta e de sal picos a 300 rs. a vara, outras
muilas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas sa darlo amostras com penhor
Bom e barato.
g Corles de meias casemirss finas a 1*800
3$ ditos de casemira muito fina a 7*500 : na m
9 loja da ra do Passeio Publico o. 11. &
&99999G9mm9&&--9&**9
Vende-se urna negra cozinheira perfeita
e boaengommadeira, pelo preco de 1:400*000:
na roa da Prata n. 9.
Queijos frescos
a 1^800.
Vendem-se queijos vindo no uliimo vapor, e s
serve para comer j por ser frescos e de nao po-
der aturar muito lempo a 1*800, dito em libra a
640: na travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa
pintada de amarello.
Vende se urna casa terrea na ra
[Imperial n. 66 com 50 palmos de
trente, 3 salas, cosinha fora, 3 quartos,
quintal com mais de 6 )0 palmos de
lundo, alguns arvoredos de ruclos do
lado da mar pequea, porto de em-
barque, a qualquer hora excedente ba-
nho, emfim com todas as commodida-
des necessarias : os pretendentes eDten-
dam se na mesma casa que se dir'
quem vende.
VENDE-SE.
No armazem de Antunes Guimares & Com.,
milho novo e farello era caceas grandes no larito
da Assembla n. 16.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorli-
menlo de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no raesrao deposito ou na ra do Trapi-
che n-4
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fiza',
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveilem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22. na bemeonhecida lo-
a da Boa F.
Rival sein segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de roludezas,
esl queuoando os seguintes arligos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas. e o
preco convida : '
Caias de clcheles a 40 rs.
Carloes de ditos a 20 rs.
Croza de pennas de ac rauito finas a 500 ra.
Charutos muite unos, caixa com 100 a 2*506.
Oroza de botoes de louc a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito Gna a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs
Banha em lata com 1|2 libra a 500 rs
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obroias muito novas a 40 ra.
Ditas com ph.sphoros especiaes e melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito lioas a 200 rs.
Pocas de frac-ja de laa muito bonitas corea a
800 ra.
Duzia de aabonetes muit finos a 600 rs,
I*cas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoroa em caixa de folha a 100 ra.
Cartea de alflneles finos a 100 rs.
Calxas de agulhas franceaas a 120 rs.
Pares desapaios de tranca de algodo a 1*.
Diloa de lia para meninos a 200 rs.
Frascos de maoass perola a 200 ra.
Dilos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3g.
Pares de luvas de Uo de Escocia a 320.
Massos de graropas Anos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouraa para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pesas de tranca de laa com 10 vara a 320.
Escovas para denles muito Snas a 200 rs,
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 rs.
Corddea para espartilho a80rs.
Catxas para rap muito finas al*.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novetlo) 20 rs.
Croza de marcas para cobrir a 60 rs.
Agua imperial.
Na rna do Queimado n. 6, primeiro andar, ca-
sa de cabelleireiro. vende-ae excellenle agua
imperial para lavar a cabe-a, limpar as caaptse
fazer renascer es cabellos ; nesla mesma casa
lava-so eabec,a com esta maravilhosa ssi por
500 rs.
Attenco.
Ka roa do Trapiche n 48, em casa de Rostron
Rooker & c, existe um bom sortimeoto de li-
nhas de corea e brancas em eartetei* do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes ao Tendera por
pregos mui razoaveis.
Camliraias
baratas.
19 Ra do Queimado 19
Cortea de cambraia branca multo fina com sal-
picos miudinhos a 4&600.
Cambraieta para vestido, asalto fina, pelo ba>
ratissimo pre$o de 2*600, t8O0,8 o 3500 cada
pe?a.
Baldes de mussulina, ditos arrendados ditos
|Lioha americana a 100 rs.j
dft 200 jardas
branca e de todas as cores, estas linhaa
sao fabricadas para cozer em machinas
por serem muito fortes e iguses sao as
melhores linhaa que tero vindo a este
mercado.
Retroz e trooal preto e de'
cores h
tambera proprio para coser em machi- tt
as, vem em carreleise vende-se em li-
bra a 20 ou 2S um carretel de 12 em li- 8
ora: na ra da Imperatriz n. 12, princi- 5
pal deposito de machinas de coser.
N. B. Como existe um grande sorti-
|f ment destes objectos vende-se mesmo f
A a quem nao tem comprado machina de 5>
am%SKaK mitm egeittieaef
Vtnho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomaeal de 1830.
Precioso de 1847.
Asduziaa.e em caixinhas, a dinheiro, por ba-
rato pre$o .- vende-ae na ra do Trapiche n. 40
esenptorio.
m
s
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamiss.
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
Largo do Carino,
esquina da ra de Hortas
numero 2.
Vendem-se queijos novos a 2JS00, dilos de
?If ,1 rV libra- nianleiga jngieza a 800 e
1&120 a libra, banha de porco a 500 rs. a libra,
gommi para engommar a 140 rs. a libra. Islas de
roassa de tomate de 2 libras a 1$600, presuntos a
400 rs. a libra. ^^
2**aa0J3KSSJsta SO SM II
Seguro contra Fogo
I COMPAIlfill
Mirras!
LONDRES
.
I
AGENTES
C J. Astley A Gompanhia.
para
I
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Q Ferro sueco.
| Fspiogardas.
I Ac de Trieste.
I Pregos de cobre de com-
posico.
{Barrilha e cabos.
Brim de vela.
{ Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
I ro : no armazem de
| J. AstleyA G.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
A C., Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas sue
si o as melho-
res e asis
dura do oras
moslraa-ao a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-so a
sa boa qoali-
dade e dara-
cio: no depo-
sito de ma-
chiaas de
Bayraaodo CarlosLeite & Irmo, rua da Impe-
alriz n. 12, adtigaraenta aterro da Boa-Vista
ei- |
Na ra da Cruz do Recire n. 41 esquina oara a
ra da Lingoela, ha um completo artimanto de
cateado de todas as qualidades. aaaim como sola
franceza, cordavao, couro de porco e todos os
avtamentos precisos, o que lude se Tende por
menos pre?o que em outra qualquer parte ; na
mesma lojs preetsa-se de officiaea de aapateiro e
tambem se recebe alguns aprenditas forros ou
escravos.
Luvas

de pellica branca e de cores (Peine) pan homens
e senhoras aJoOO o par. chegodas pel ultimo
?apor: em casa de J. Falque, rua>t(o Crespo


(*

SJ^
OIAIIO DI 1ERRAMBCO. QUINTA. fEIA 7 DB FEVEREIRO DI 1861.

A 800 rs.
Vendem-so compridas raeias de seda, cor en
carnada, propriaa para o carnaval: no armazem
de fazendaa de Joo Jos de GouveU, ra do
Queimado n. 29.
Pechinchasem
igual.
Cassasfrancezas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
multo liados padres a 240 rs. o cova-
do, ditas organdy s matisadas a' bom
gosto a 210 rs. o covado : na loja do so-
brado de 4 andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos' Moreira Lopes.
Ceblas a 600 rs. o
cento.
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na roa
das Cruzesn. 2i, esquina da travessa do Ouvidor.
CALQADO.
45 Ra Direita 45
Teodo de augoientar 30 [, o ealgado de se-
nhora e o de homem 10 0io, do dia 9 de feverciro
ea diaote, em consequencia da nova pauta que
ha de vigorar na alCandega; o proprietario do
bem sortido estabelecimento da na Direita n.
45. nao quer que os seus freguezes carreguem
com as coo8equeneias do systema floanceiro do
Sr. ministre da fazenja e por isso sustenta os
precos do seu calcado pela tabella seguinte:
Homem.
Borzeguins para homem (ira-
periaes)....... 100000
Ditos (aristocrticos). 9,0000
Ditos (prova d'agua) 8$500
Ditos (Bersaglieri)..... 8,0000
Ditos (communistas). 6,0000
Meios borzeguins (patente). 6$000
Sapatoes (3 bateras). 5^600
Ditos (sola dupla)..... 5.0200
Ditos (blusar)...... 5J000
Seahora.
Botinas (prima dona). 5,s000
Ditos (vis a vi)..... 4$800
Ditos (me deixe)..... 4#500
Ditos (grtete)...... 4#000
Meninos e meninas.
Sapatoes (bezerro).....4.0000
Ditos (diabretes).....5^500
Ditos (salva ps)......3,0000
Botinas (bolicosas).....4$000
Ditas (para enancas). 5$500
Sapatos para senhora (lustre). 1,0200
Eum completo sortimeoto de couro de lustre,
marroqnim, sola, bezerro francez, couriuhns e
tudo que oecessario a um irmao de S. Cris-
pim. adrogado dos artistas sapateiros. por precos
que s este estabelecimento pode vender.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a ler,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteirament nova, parauso de
todos os estabelecimentos de instruc-
5 cao, pblicos e prticulares. Vende-
I se napraca de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Algodo fflOBstro.
Vende-se algodo moaslro com duaslarguras,
muito proprio para toalhas e lengea por dispen-
sar toda e qualquer costara, pelo baratissimo
prego de 600 ra. a ara ; na ra do Queimado d.
22, na loja da boa f.
BASTOS
IROIPA FEITA ANDA IA1S BARATAS.?
SORTIMENTO COMPLETO
H
Fazendas e obras feitas.j
LOJA E ARMAZEM
Ges k Basto!
NA
Wua ie Queimado
i i. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimonto de sobrecasacas pretas
de panno e de cores multo fino a 289,
30g e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20$, i2$ e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149, 163 e ,88. casa-
cas pretas muito bem feilas e de superior
panno a 289, 305 a 359. sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 159, 16$
e 185, ditoa saceos das mesmss casemi-
ras a 105, 129 e 143, caigas pretas de
casemira Qna para homem a 89, 99. 10f
e 12, ditas de casemira decores a 75. 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5j 069, ditas de ditos decores a
39, 39500, 49 e 495OO, ditas de meia ca-
semira de ricas cocea a 45 e 4$500, col-
Ietes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4JS0O e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, colleles de brim branco e de
usto a 39, 39500 e 4, ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de.
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49500 e 59 pa-
lelots de alpaca preta a 39500 e 45, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 85, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
! boa fazenda a 39800 e 4g, colletes de vel-
1 ludo de crese pretos a 79 e 89. roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e 169, ditos de
1 casemira sacco para os mesmos a 69500 e
[ 79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
' 39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
i calcas de casemira pretas e de cores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al i|
faiate oude mandamos executar todas as
obras com brevidade. J
"* fTmsm *tk** Caw izjm-m at3FiW WflwlrWiriCTtrlmiW
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica francesa ra da Cruz n.22
que oui 'ora tic.ha loja na ra do Quei-
mado a. 46, quo gyrara sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso Qcou gyraodo a mesma j
firma de Ges & [tastos, assim comoapro- 1
veila a occasio para annunciar abertura j
do seu grande armazem na ra Nova jun- 1
lo a Conceico dos Militares n. 47, que j
passa i gyrar soba firma
DE
Bastos & Reg i
com um grande e numeroso sortimeoto de 1
roupasfeitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como 6
de seu costme, assim como sejam : ri- ,
eos sobrecasacos de superior panno fino
preto o de cor a 255. 285 e 309, casacas 1
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo p>nno a 189, :
209 e a 225. ditos saceos de panno preto a !
129 e a 145, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 95. 109, 1-0
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 49, 49500 e 55, ditos de fus-
lo de cor a 39, 39500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e 5jt!)(,0, ditos de brim pardo ,
fine sacco a 2$800, caigas de brim de cor
finas a 39. 39500, 49e 4$500. ditas de di-
to branco finas 1 5J e 6&5U0, ditas de
princeza proprias para luto a 45, ditas de
merino de cordao preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
el09, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 45500e59, diiusdo seda branca par
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
rino para luto a 4 e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 12$ e
149, casacas do mesmo panno a 155,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ude brim para os mesmos,
sapatos de tranca para homem e senho-
ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
175,18j, 20, 245, 28 e 309 a duzia,
ditas de peilos ae linhn a 309 a duzia, di-
tas para menino a li&OO cada urna, ricas
gravatas brancas para casamento a I98OO
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di- |
minuto prego de 355, c s com avista se *
pode reconhecer que barato, ricas capas |2j
de casemira para senhora a IS9 e 209, ?
1 e omitas outras fazendas de excellente *
gosto que se deixam de mencionar quo S
i por ser grande quantidade se torna en- S
fadonho, assim como se recebe tada e S
qualquer encomienda de roupas feitas, 1
para o que ha um grande numero de fa- o
zendas escolladas e urna grande ofiicina f|
dealfaiate que pela sua promplido eper- an
feico nadadeixa a desejar.
W@C&-&it^d g*>>afl ama *s> **>
Aos Srs. estudantes.
Vende-se por pieco muito commodo os segua-
les linas, em lallm : Horacio, Til Livio. Vir-
gie, Ceraelio, fbulas da Fosdro, e interpretaces
Tito Livio. Lige de geographia pele abbade
Gaulier, historia romana, em inglez, e tambem
de direito; Bergier diocciooario theologico em
6 volumese am suppleuenlo, Georg Phillips em
, lfes. v.'"maa e um suppiemente, Gelombel ins-
liluigoea da Franga, elementos de direito publico
pela conselheiro Aulran e Constiluigo poltica :
quem os quizer comprar, dirija-se ra Direi-
"remos de faia.
O pre$o accommodado.
Existe i venda urna pequea quantidade des-
tes remos, de factura a escolber-se. Nao se dei-
xari de fazer qualquer negocio em visla da crse,
e se adverte que nao existe desla fazenda em
parte algumada provincia, a nao ser do arma-
zem n. 10 da ra da Senzila Velha, pertencente
a Vicente Ferreira Pinto i. C.
Batatas hollandezas*.
No armazem de Annes, defronle do porto da
alfandega a 25560.
BATATAS.
S 00 Progresso, chegadas no
mente ao armazem Progresao.
ultime paquete a 39200 a arroba e 120 ra. a libra,
unica-
Arados americanos e machinas
par a lavar roupa: em casa deS. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala b.42.
Cheguem aloja da B a fa
Chitas francezas muito finas de cores Das
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fit
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 65OOO a pega com 8 1)2 varas; di-
muito superior a 8J000 a pega com 10 varas;
dita fina com sal picos a 498OO a pega com 8 1[2
varas; fil de linho liso mullo fino a 800 rs. a
vara ; larlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, ns leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e flxas a
59OOO a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 69, 89 e IOS rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2. 39 o 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 25500 e 39 o
covado ; alpaka preta fina a 640, 800, e m
fina a 19 ra. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 65 rs. o corle de
calca; meias de algodo cr muito superiores a
49800 rs. a duzia; ditas de algodo sru tambem
muito superiores para meninos a 45 a duzia; e
assim muitos oulroa artigos de le que se ven-
dem baratsimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes. engomma, ensaboa
perfeitsmeote, cozinha e faz todo o mais servigo
de urna casa, muito rariohosa para criangas: na
ra do Queimado n. 39, loja de fazendaa.
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fizas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : ao-se amostras com penhor.
uwmh
Barato que admira, na ra do
Queimado n. 47.
Vendem-se mnsselinas de cores a 220 rs. o co-
vado, riscado francesa 180 o covado, chitas fizas
a 160, em retalhos a 120, cortes de cambraia de
barra a 29800, gravlas de seda de cores a 300
rs., ditas pretas a 600 rs., lencos ce seda gran-
des a 800 rs., gangas de cores para caiga a 500
ra. o covado, grosdenaple preto a 19600 o cova-
do, setim preto maro a 298OU o covado, lengos
de chita a 200 rs., ditos de rassa a 220, chales de
merino lisos a 49500, ditos bordados a 75, ditos
de la e algodo a tj, chitas largas francesas a
240, ditas mais fins a 280, madapolo de 45200,
4$800 e 59, cortes oe castor, fazenda boa para
caiga a 900 rs.. bnm pardo a 500 rs. a vara, pan-
no finopreto a 39400, chapeos de massa fina a
49, cbaly de quadro a 700 rs. o covado, las para
vestido a 500 rs. o covado, seda de quadro a 600
rs. o covado, cambraia lisa rom 8 1|2 varas a
39500, ditas mais finas 45600, o muitas outras
fazendas que se vendem vista do dinheiro por
todo prego : do-se amostras com penhores.
na
Ruada Seiiza la JNo\a n.42
Vende-ser em casa de S. P. Jonhston d C
seUinse silhes nglezes, endeeiro$ e cssiicifa
bronzeades, lonas nglezes, fio de vel, fBjct,,e
para carros, emon-aria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro
inglez.
patate
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de ua
propna encommenda um lindo e comi.leto orli
menlo de perfumaras fibas, aaquaes e8t\fn-
dendo por menos duque em oulra qualquer car
le : sendo o bem conbecido oleo philocome e ba~
nha(Societ Hygieniqu*) a 1 o frasco, linos ex"
tractos em bonitos frascos de cores e douradea
2, 2J500,39 e 4. a afamada banfaa lraB.pr'n
te. e outras igualmente finas e novitsmus rer o
ajapooaiaeem bonitos frasco, cuja lampa deti-
dro tambem cheia Ua mesma, huile concrelp
odonnell, principe imperial, creme, em boruiri
copinos com, lampa de metal, o muitas outra
diversa qualidadcs, todas esta a 19 0 fraaco
booilos vaaosde porcellan deurada proprios na
raofiertaa2e2500. bonitos bahiinho f0m
9fraquinhoa de cheiro a 9. lindas reMirC
com 3 e 4 rasquinhos, e caixinhas redondas cam
4 d.loe a I5200 e I96OO. finos pos para denles^
agua balsmica para ditos a 13p I3500 0 fra.squi.
nho ; e assim urna innidade de objectos que o
patentes em dita loja da agnia branca, na ra do
Queimado n. 14.
Milho novo.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 22f r.; dito de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setioeta escuros a 39500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum i C, nnicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seusbons
efleitos, coulinuam a vende-lo pelo prego de 19
cada vidro ; fazem urna differenga no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros para cima.
SYSTE HA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto inteira,
monte de hervas meJicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia Jelecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleigo mais
dalicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na corapleigo mais robusta ;
enteiramenle innocente em suas operagoes eef-
feitos ; pots busca e remove as doengas de qual-
quer especi e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forgas, depois dehaver tenta-
do inultimente todos osoutros remedios.
As mais atQictas nao devem entregar-se a des-
esperagao ; fagam um competente ensaio dos
tucazes eSeitos Jesta assejibrosa medicina, e
prestes recuperaran o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.'
Alporcas. Golla.
Ampolas. Hemorrhoidas.
Areias (mal de). Ilydropesia.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
Vende-se milho novo em saceos mu-1qualidade, assim como tambem cal virgem em
to grandes a 4^ : na ra da Senrala edra, tndo por precos mais baratos do que em
FINDICAO LOW-MOW,
Ra da Scnzalla Kova n. 42.
Nesle estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
Uito|das Para ngenho, machinas de vapor e uixas
te ferro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Cera de carnauba.
A melhor qne tem vindo ao mercado, e por
prego commodo: no largo da Assembla n. 19,
armazem de Antunes Guimaraes & C.
Farelo e milho.
Sacros grandes, e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antones
Guimaraes & C.
Burros de Montevideo,
por lodo o prego, mansos e gordos : no armazem
amarello em frente do arsenal : a tratar com o
capito Sebast, ou rom Antunes Guimaraes & C,
no largo da Assembla n. 19.
VenJem-se aceces da caixa filial
do banco desta provincia: na ra da
Cadeia do Recife n. 41.
Cal de Lisboa.
Vende-se cal superior de Lisboa, propria para
engenho a 79 o barril: na roa do Brum n. 66 ar
mazem de assucar. '
Attenco
No escriptorio de Goova & Filho, roa da Ca-
deia do Recite n. 3, primeiro andar, tem para
vender o seguinte : *""
Redes bordadas muito finas.
Oeulos de alcance (por diminuto prego).
Chirotes para montara. j
Banha franreza (rosmetiqne).
Completo sortimento de talagarsas para bordar,
ja preparadas com os desenhos.
Elementos praticos do foro civil.
Cathecismo para os parochos.
Historii chronologica do Brasil.
Para o carnaval.
Completo sortimento de velbulinas de todas as
cores de muito superior qualidade, pelo haralo
prego de 60O rs. o covado : na ra Nova n 42
defionte da Conceigao dos Militares.
Allencao.
Velha n. 106.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores Qxas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado. e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, ua ben r.nnhecida loja da
Boa f.
utra qualquer parte.
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeou extenua-
go
Ddbilidade ou falta 'de
forjas para qualquer
cousa.
Dssioleria.
Dor de garganta.
de barriga.,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas ao ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Harysipela,
Ictericia.
Indigestes.
InQammages.
Irregularidades
menstroacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abstruego de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumaiismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal)
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nac,5es
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovarem case necessario, que,
pelo uso que dalle fizeram tem seu arpo e
membrosinteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente ou-tros tratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas mt-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatam iodos os dias ha muitos annos ; e a
maior parle dellas sao to sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quanias
pessoas recobraram com este soberano remedio
e uso de seus bracos pernas, depois de ler
permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputagao 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao suhmeterem a essa ope-
ragao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessea na enfuso de seu reco-
nbecimento declararan) estes resultados benfi-
cos diante de lord corregidor e outros magis-
trados, afimde mais suteaticarem sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que necesstasse a natureze do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
Ove tudo cuta.
O ungento he ulll, ntals particu
rmente nos segrnintes casos.
IEL06I0S.
Febre biliosa.
Febreto intermitente, l
Vonla-se estas ptlulas no estabelecimento "ge-
ral de Londres n. 2-24, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda t America do
Sal, Uavaaa e Hspanha.
Vendem-se as foocetinhas a 800 rs. cada
urna dillas, conten orna instruceio em portu-
guaz para explicar o modo de se usar des tai p-
lalas.
O deposito geral en casa do Sr. Soum
dharmaceuco, na ra da Cruz n. 22, em Per-
Mmbueo.
Alporcas w
Caimbras
Callos.
Anceres.
CortaduriE.
Dores de eabeea.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas de anus.
Erupces escorbticas.
Fstulas ao abdomen
Pialdade ou falta de
ealornas extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas,
Inebages.
Intlamagao do figado
InOaiomago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
deolhos.
Mordeduras de repti?.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Sapuragoes ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
as articulado.
Veias toreidas ou no-
das as pernas.
a
IVei)
I
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havanae Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instruego em portugus para explicar e
modo de fazer uso, desta ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutic, aa ra da Cruz a. 29. em
Psrnsmbuco.
Vende-se emsasade Sau&der Bro hers A
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante ftoslcell, porpregos commodo
etambemrancellins e cadeiasfarao meamos
deexceeIlute costo.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva
Beiris, ra dos Pires n. 42, da-se p5o de venda-
gem, e na mesma vende-se pao commum, dito
de Provenga, bolacha de boa qualidade e nova,
bolachinhas. biscoitos doces e tfguados, falias,
roscas, araruta francezs, bolachinhas de dita, la-
aba do reino muito nova, tudo feito das me-
Ihorcs tarionas, e trabalhado com aeeio e lim-
peza.
Para o baile de mascaras.
Na loja de miudezas da ra Direita n. 103, tem
um completo sortimento de mascaras de bom
gosto e commodo prego, e um completo sorti-
mento de fitas da melhor qualidado e bom gosto
a ella antes quoee acabem.
Parece incrivel.
Baralhos de caas francezas finas a 80 r?. :
vende-*e da ra <1 Cadeia do Recife n. 9.
240.
Cassas de lindos padrees e core xa que
pdegaraolir aos compradoe, a 240 rs. o covado,
na ra do Queimado, loja de 4 portas n. 39.
Por preco muito barato, na
loja de miudezas da ra do
Imperador n. 38, por baixo da
bandeira americana.
Quadroa grandes courados com moca* e paisa-
gen.
Lia de todas as cores para bordar.
Franjas e gales de linho brancos.
Baado do Porto lsrgos bordado.
Froco para bordar para flores e enfeiles.
Franjas de seda preta e de cores.
Fitas de seda, de lioho e de eos.
Cartoes de clchete.
Alamares dourado para capotea.
Botoes de linha. de seda e de vidro, proprios
para casaveque.
Vidrilho de cores para enfeiles, rebiques.
Bonets para menino, touca e chapeos para
baptiaados.
Manguitos e gollinhas brancos e pretos.
Espelhos dourado.
Vende-se tambem a armagio e pertences. Em
porgo vende-se a prazo.
Vende-se um sanctuaiio de Jacaranda obra
de apurado gesto com urna meia eommoda da
mesma madeira, ni ra da Camb do Carmo
n. 10.
41,800 rs.
i Remedios americanos g
DO DOUTOR
iRadway & C, de New-YorkJ
| PROMPTO ALIVIO i
Resolutivo rcHovatlor.
8 Ptlulas reguladoras. %
Estes remedios j sao aqui bem conhe-
cidos pelas admiraveis curas que tem ob- 41
* lido em toda a sorte de febre, molestia
chronica, molestia de senhora, de pe- 9
le etc., etc., conforme se v as instruc- 9
ges que se acham traducidas em por-
tuguez.


Salsa parrilha legitima ej
original do antigo
IDR. JACOBTOUNSENDl
0 melhor parifcador do sangue
Cira radicalmente
Erisipela. Pbtisica.
Kheumalismo. Catarrho.
Chagas. Doengaa de figado.
Alporcas. Effeitosdo azougue.
Impingens. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendas de
Raymundo Cario Leite di Irmo, ra do
lmperatrizn 12.

Loja do vapor.
Grande cez, roupa (eita, miudezas Anas e perfumaras,
tudo por menos do que em oulra parte : na loja
do vspor, a ra Nova n. 7.
Cera e sebo
No armazem da rea da Cruz n. 33, vende-se
cera do carnauba em porgo da sacco a 8>50 a
arroba, sebe do Porto em caixotes em porgo a
IOS, fio da Bahia a 750 rs. a libra, cera amarella
a 320 ra. a libra, velas de composigoes e carnauba
pura a 19.
Para a quaresma.
Grosdenaple preto fino a 1&600, dito largo a
19600, dito muito superior a 8* e 2*400 o cova-
do : na ra Nova n. 42, defronte da Conceigao
dos Militares.
4 3S000.
Queijos novos a l;|600 ; no
cano da roa do Imporador.
Bazar Pernambu-
Relogios.
Vende-se em easa deJobnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitas trancelins para o
mesmos
SEDULAS
d 1 $ e 5000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por melade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas da mais pragas do
imperio com o bate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, ra da Cruze
o. 1.
Ges k Bastos.
Roa do Queimado d. 40.
Tendo os annuncisntes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimentn digno
desta grande cidade, apreseniam concurrencia
deste ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslages
Sempre solcitos ero bem servir aos seo nume-
rosos fregueses nao s em precos romo em bre-
vidade, acaba de augmentar o ppssoal de sua of-
flna, sendo ella d'^rs em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus nunierosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em pouco
dias se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer farddes dos Srs. offlciaes de marinha
e eiereito. Oalro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e ly rs. a
pega; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n.16.
jfc Re,sios SL
Suissos.
Em casado SchaOeitlIn & C.rna da Cruz n.
38, vende-se um grande variado sortimento
de relogios de algibeira horiaonUe, patentes,
chrooemstro, meioschronometros de euro, pra-
ta doeada, e folaadoa a ouro, sendo este relo-
giosdss primiroa fabricante da Suisss, que se
vandece BM preces razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhi do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com sotao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali eatabelecer-se, por ter nao s commodo
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc. : a tratar na mesma cidade edm os Srs.
Gurgel Irmos, que estao autorisados para esae
Vende-se urna taberna na Chunga Velha pro-
pria para qualquer principiante pur ler pouecs
fundos : quem pretender, dirija-se a mesma ta-
berna d. 4, ou tambem se permuta pur oulra que
seja em bom lugar, mesmo que seja na praca ou
nosarrabaldes della.
Vende-se urna preta por prego commodo, e
o roolio se dir o comprador : a tratar na ra
da Cadeia do Recife o 52. ou na praga do Corpo
Sabio, Ioj\ de cabos n. 21.
Vende-se velbutina de todas as eores a 500
rs. o covado : na ra Nova n. 17.
Vende se um preto de nsgSo, ptimo co-
zinheiro : nos Afogados, ra do S. Miguel n. 13.
Travejamento,
No eugenho la Torre ba para
vender tt travs de sicupira cun
96 palmos de t-umprido e 1* ditas
de Rrosvura. todas de quina viva ,
quem as pretender d rija-se a o
mesmo lugar a fallar com Alauoel
do Nascimento r Silva Bastos.
Saceos com arroz de casca, tendo a maior par-
le pilado ; no caes do Ramos n. 6.
A ItOOO opar.
Vendem-se sapatos te marroquim de cores
praprios parao carnaval, par homem e mulher
a 19 par: aa loja da esquina da ra das Crozas
n. S.
Vendem-se saceos com feijio molatinho,
por prego muito commodo : na ra da Cadeia do
Recife n. 55; bem como se vende um escravo
proprie para todo o servigo.
Gomma do Aracaty.
Vea4e-aeesceMenb gomma do Araeaty; aa ou nesta praga na roa doCabug, leja n. 1
ra da Cadeia do Recife, primeira andar, a. 38.
Casa terrea.
Vende-se urna casa terrea acabada um anco,
com 30 palmos de frente, 4 quarto, corredor
Independente, quintal e cacimba; um terreno
Junto a meias, coa 30 palmee de frente e 125
de fundo, sito na ra da Esperanga ; trata-se na
roa Direta, taberna a. 106.
Burros de Montevideo.
Vende-se por todo prego psr acabar estes utei
aaimaes para oe senhores deengeahes e larra-
dores, no Mmazen de Andr da Abren Porto,
m frente 4o srssvat de marinha, a tratar com o
(dono osarmazess ou na rtia do Trapiche Novo
la.14.
Escravos fgidos.
Fugio na noite de 23 do correnle, desta ci-
dade, o escravo irioulo de nome Manuel, de 43
annos de idade, cor preta, espaduas laigas e es-
tatura regular, indo vestido com roupa de aluo-
dao Irangado de listras ; este preto natural da
cidade do Assu, provincia do Rio Grande do Nor-
te, ofllcial de ferreiro ; elle falla bem, e bas-
tante ladino. Recommenda-se aos capiles de
campo a sua captura, e quem der noticias delle,
ou o agarrar, pode-o levar a seu seuhor o mejor
Antonio da Silva Gusroao, morador na ra Im-
perial, que ser bem recompensado.
Na madrugada do dia sexta-feira 1o do enr-
rente mez de fevereiro, fugio do sitio do Arraial
de Francisco Jorge deSouzs, a sua escrava Sebas-
| tiana, crioula, cia da perna direita, representa
i 30 annos de idade. doente de frialdade ; qnem
j a pegar far o favor lt va-la em diio sillo, nu na
Boa-vista ra da Gloiia, casa terrea n. 34 de
Joo Jote dos Anjos Pereira, que ser gratificado.
Fugio da reGuago da ra do Brum o prto
Francisco, fulo, alto, secco do corpo. pernas fl-
n-s, tem cravos na sola dos ps, representa ter
20 annos de idade, sem barba, muito pachola e
regnsta, crioulo, quando se ri d urna garga-
Ihada, costuma intitular.se por forro, costuma
andar de camisa de meia por baixo de outra
brinca ou azul, levou sapatoes, caiga branca e de
cor, cam>sa de la encarnada abeita pea frente
e debruada ; rugi na noite do Oa z7 de Janeiro
do correle auno ; este escravo fui comprado ao
Sr. Beoto Leile Cavalcanli Lins em 17 de dezem-
bro de 1859, por isso o abano assignado roga s
autoridades e mais pessoas a appreheoso do dito
escravo, e leva lo dita lefloago. ou mandar dar
pule na mesma em qualquer paite que esttja o
dito escravo.
Do engenho Culigi, freguezia da Escada,
fugio ao dia 3 de novembro do correnle anno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estaturaregular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 5 oa
28aooos, pescogo e ps rosaos, tem pelo rosto,
pescogo e peitos alguma marcas de pannos, e
algumaa cicatrizes pelas costas que paiecem ler
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta harer fgido para o lado do serio
d'oode viera : quem o appreh-eBder, poder cl-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife, ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Floristcun-
do Marques Lina, que seri bem recompensado.
Puio da cidade. do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bent
Lnurengo Collares, de nome Joaquina, de idade
decincoentae lanos anno, fulo, alto, magro
dente grandes, e com falta de alguos na frente,'
queixo fino, ps grandes, e com o dedos grandes
dos ps bem aberlos, mmlo palivriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ler sido surrado^
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
correnle. vindo do.lado das Cinco Pona, e sen-
do enterrogado por um parceiro aeu conhecido,
dase que tinha sido vendido por seu senhor para
Goianninba ; qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aoa Srs. Basto A Lo-
mes, oue gratificar*/ genernsametoe.
Fugio no di 1 do correle a preta escra-
va Viceocia, crioula, de estatura regular, com
lodos os denlos na frente e os de cim limado,
tem um signal de cabello no queixo e de meia
idade, aahio com vestido de riscado desbolado o
panno da costa : quem a aprehender conduza-a
ra da Palma n. 32, que ser recompensado.
Desde o 4ia 29 de Janeiro que esii fgida a
negra Hara, escrava de Felii Venancio de Can-
talice, levou reupao de chita de assenlo branco
com quadros cor de caf '.quem liver noticia oa
euoer l*ve-a ra do Imperador o. 57, que se
gratificar.


')
DIARIO DE rEMUMBUCO. *- QtJfflTA RIBA-7 DB FEVBBB1B0 DE lflii.
Variedades.
Vi a geni na Oceania.
Ot antropophagot do archipelago Viti-Fidji,
composio sobre as notas e roanusrriptos dei-
xadospelo baro de Saint Salvy.
(Concluso )
Toubnnai-Nakoro quizcra acoropanhar-nos, e
seu exemplo unas oncoenta pirogaa, carnea-
das, de naturaes de ambos os sexos tinham solta-
do da praia e seguida nossa chalupa. J linha
Comee* do o priroeiro qnarto da iioite. quando su-
bimos Malhildt-Amelia ; mas o terupo eslava
lo bom. a la dareava o mar tan magnficamen-
te quedivcrtnmo-nos cm demorar os nossos sel-
vagens, destnbuindo cora elles afumas bagatel-
las. Elles nao tinham pressa de deixar-nos, o
cm breve, fez-se em roda do navio um barulho de
gritas, cantos e risadas, que nos associamos
aroplamenle, vendo-os pular e saltar ao mar pa-
ra apararera os pequeos objectos, que Ihesjo-
gavamos.
Eraquanto eu contemplara estes (Unos da Da-
to rea faseodo parte urna niultflao de r-fl-xes
philosophicas, que passo era silencio por pru-
dencia, veio-mea idea saber que effeito produ-
zitiam sobre elles os sons de uro instrumento da
Europa, fui buscar roinha rabecca, culloquei-
me sobre o torabadilho e aproveitando de urna
pausa na voseria geral. comecei com toda a des-
treza do quo sou capaz uaia grand-j aria variada
de Berioi.
E'sabido que extrema baritona tem em urna
noite calma todo o instrumento decordas: a so-
nondado de roinha rabecca pareca lerqoadru-
plica lo, e locando com o fira de obrar sobre os
selvaens, devo accrescetitar que eu manobrara
0 meo arco com toda a destreza.
O ellcuo obtido exceleu mioha expectativa.
Foi coraose urna vara mgica os houvesse loca-
do; um silencio profundo, urna eslopefdcgo in-
dizircl, uro esquecimenlo to completo de ludo,
quu Toubouai-Nakoro deixou cahir o copo do
agurdenle que o capito trie offerecia. O vae-e-
vem das pirogas cessou romp-lamente, os re-
mclros pararam, os que nadavam suspendpram |
seiis muvimentos, erguendo o roais possivel as ra- \
becas cima das ondas :dir-se-hia que elles;
tciniaiii fazer fugir o espirito que os encantava. i
J j cu duba ha muilo, actuado, e elles ainda per-
manecan) iromoveis, silenciosos, prestando ou- \
vidos esses sons estranhos, que os liuham de
alguma sorle msgnetisado.
Esta suscepiibiliade de irapressoes musicaes
COnQrmou-me muilo roais anda no pensamento i
de q-ie os os Viiianos tinham sido mal julgados. |
Lembrava-me de todas tssas lindas cousas que!
grandes moralistas lera dito sobre os costumes
dos povus que goslam da msica, e conclu que,
se notsos novns amigos tinham espontneamente
achado melodas, que me haviam encantado, e
se tinham deixado encantar por sua vez por urna
grande aria variada de Beriot, era inteiraraente
impossivel que elles tivessem o menorgoslo pela
carne humana.
Fazia eu estas reflexoes, e dispunha-me, creio
eu, annola-las em meu jornal, quando hate-
ra n a porta de roeu camarn).
.Era o nosso bom velho conlra-mestre.
O que ha de novo Lekerno? Ihe perguntei.
O cummandaolo encarregou-me de pergun-
tar-vos se desejaes voltar amanhaa trra para
ver o lm da testa?
E anda n.io acabou-se ?
Creio que nao ; o melhor ainda est por
fazer.
Ah e o que fazeni amanhaa os nossos a-
migos selvagens?
Comera seus prisioneiros, e vos convidan)
a tomar paite.
Nao esperava nisso ; mas em minha vida vi
tantas cousas as quaes nao esperava, que dester-
re! todas as roinhas theonas. Por conseguidle,
em lugar de todos os lindos raciocinios queeu
ruminava antes da chegada de Ltkeruo, escrevi
siuiplesmpnte em meu jornal:
Os Villanos tem o senlimenlo melodioso
desenvolvido, goslam apaixonadameate da msi-
ca, masexplique quera qiHzei esta contradirn
phisioiogica sao positirameute authropo-
phngon.
Passei mal esta noite, e apenas o horsonte co-
loria-sj dos clares incertos da manhaa, j eu
eslava no lomL adilho. lrei ver ou nao esse hor-
rivel espectculo ? perguntava eu mim raesmo
nesse momento de vae-e-vem pelo qual parece
que procuiamos militas vezes roubar-nos s in-
certezas do pensamento. Se repugna ver morrer
homens [eridos pela mo da justica, julgue-se
quao terrivel deve ser a nica idea de ser leste-
mu nlu da ruorlo de innocentes victimas, que
devorarao aos vossos olhos seus selvagens al-
gOZP".
Entretanto devo contessar que minha curios-
dade era mais forte do que minhas repugnancias.
Como acontece sempre quando o espirito lula
cora ura senlimenlo instinclivo, occorria-mo ao
pensamento urua mullido de argumentos espe-
ciosos, quer para salisfazer esta curiosidade,
quer para sudor-a-la. Assisla eu, ou au, dizia
eu, esse espantoso Cesum, elle nao deixar de
ter lugar: minha presenta, ou minha ausencia,
nao modificar em nada ao sanguinolento pro-
gramma oo da. Porque deixarei de ver aquillo,
que eu nao posso impedir; quo importa que eu
ah esleja ou nao ; que preste attengo, ou que
Tolte a cabega?
Estas razoes sao talvez detestareis, eu nao as
justilico ; relato do boa f o que se passou em
mira, em urna situicao por domis excepcional,
para que eu tivesse urna regra de coaducta bem
determinada. (
Pelas dez horas da manhaa partimos para Ierra.
Toubouai-Nakoro esperava-nos na praia, lio
difTerente, physica o rooralmenle, do que era nos
das precedentes, que tire difllculdadeera reco-
nhecc-lo. Elle, de ordinario to expansivo, tao
ardente e lo parlador, conservava-se era.urna si-
lenciosa e solemne reserva ; meu lenco ioha si-
do substituido por um capacete de madeira, in-
crustado de conchas, e coroado por urna cimeira
de pinnas de ave ; era roda de seu pescoco enro-
1 va-se urna meia duzia do collares formados de
denles humanos e deules de tubaro ; um cinto
de fibras de coco sustentara urna langa desses
estofos naturaes, com os quaes eu j tinha vist >
os nambetli cingidos ; filialmente, ora sua mo
direita eslava um quebra-cabega, coberlo de ura
mosaico de um trabalho veraadeiraraeote mara-
vilhoso. O grande chele tinha vestido seu cos-
tme de guerra, e pareca que com este bellico-
so adorno o sclragem havia adquerido sua dig-
nidaJe de hornero.
A' xcepco dos principaes da tribu, adornados
pouco mais ou menos como ello, os naturaes de
ambos os sexos nada haviam mudado sua nu-
dez. Eu roe engano ; homens e mulheres ti-
uham pintado o corpo com tintas tocantes ra"
riadas que Ihes daram O aspecto mais phaotas-
lico, que por ventura se possa imaginar.
Toubouai-Nakoro condutionos ao lugar onde
se dera na vespera a ceremonia do kara. Ahi
tinham sido cavados quatro fornos somelhantes
i ao que cima descrevi, e algens selragem entre-
I tinham n-lles um fugo, que pareca arder desde
j ha muilo.
Reiin rara as boinas, os nalurues gruparam-se
o n circulo, e o chefe, sempre silencioso e solem-
| no, foi oceupar sou posto de honra habitual. Nos
i recusamos o insigne favor de nos collocarmos
] seu lado era mais que sufflciente assistrmos
I essa festa como simples espectadores.
Pozemo-nos por forado derradeiro circulo dos
assistoates, no ponto mais elevado da praca, de
so/te que, conservando-nos distante, podamos
rer ludo peritamente.
Toubouai-Nakoro pronunclou algumas pata-
rras, e urna duzia de selragens, armados com
seus quebra-cabegas, dirigram-se urna casa ri-
sinha. No flm de poucos minutos sohirim, escol-
tando os qualro infehzes prisioneiros, que iam ser
sacrificados.
Estes infelizes, cujo typo era absolutamente o
mesmo que o de seus guardas, estaram com as
roaos atadas para alraz das costas ; fortes ligas
dexaram-lhes apenas a liberdade suffieenle
em seus morimeotos para que ellos podessem
camiuhar passos pequeos ; e por urna precau-
cao, de ordinario negligenciada eotro os selra-
gens, linham-lhes posto mordacas.
Tres d'euire elles mostraram-se imparidos, ca-
roinhando com a cabeca altivamenle erguida e
lancando em redor de si olhares de odio e desa-
fio: o quarto apenas sustenlava-se, seus olhos
espantados dilatavam-se em urna fixidade cheia
de terror; rooviroenios conrulsivos agitaram-lhe
os membros; e desde que penelrou no circulo foi
necessario que dous Vilianoso sustentissem para
nao cahir.
Arrependi-me de ler rindo ; eu nao quera que
esses homens fossem immolados meus olhos,
sera que eu tivesse tentado alguma cousa para
salva-Ios. Mas o que fazer? O lempo instara ;|
tinham-os collocado era linha defronle de Tou-
bouai-Nakoro, e certos aprestos assaz diziam
que suas existencias iam sor contadas apenas por
minutos. EraQm, pansei ter tido urna boa idea,
e fendeudo a mullido corr ao grande chefe.
Com urna mmica que eu lornei tao expressra
e persuasiva quanlo era possivel, propuz-lhe que
me coacedesse a vida desses prisioneiros em tro-
ca de minha espingarda.
laveis de lembrar-ros quantos offerecimentos
singulares linha-me esta arma raudo ; eu por
tanto podia esptrar que Toubouai-Nakoro renun-
ciarla seu fesllm cannibal para have-la.
Minha esperanza nao durou muito. Elle rece-
beu minha propoaU com essa fra iropassibilida-
de, com a qual desde pela mauh fazia urna espe-
cie de mascara okial; e sem dignar-se respon-
der-me, poz-se fallar assembla. Compre-
hendi que Ihe communicara o roeu pedido ; roas
se, o que ignoro, elle o submeltia deciso dos
assisleotes, a resposla nao devia deixar-lhe a me-
nor duvida sobre sua rontade. Lerantaram-se
gritos, clamores e berros de colera, to estriden-
tes, to furiosos e to lerriveis que eu Uve uraa
como que verligem. Ocapilo, que roe seguir,
sem que eu o tivesse notado, lirou-me desto tor-
por passando o bra;o por debaixo do meu, e ar-
raslao'lo-me com forra para longo deste feroz ce-
nculo.
Estaes louco, diz-me elle, e desejaes que
augmentemos dous pralos ao assado desses fu-
riosos ?
Mas, comroandanle, nao podia-se tentar
salvar esses infelizes ?De mais, eu nao sabia
que mioha proposta levanlasse umi tal tempes-
tade.
Tentae arrancar a victima ao tigre sera que
elle urre I estes furiosos esto persuadidos alera
disso que coraendo esles quatro desgranados, elles
vo salisfazer um acto agradarel seu Deus ; e
vos bem corapreheodeis agora sui exasperarlo
idea de urna abstinencia, com a qual soffreriam o
cu e seus estmagos.
Crede-me, acresceqtou o capile, chegando
comigo ao nosso ponto primitivo de obserraco, ti
queraos socegados e desejemos que urna digesto
laboriosa faga esquecer esses patifes vossa cari-
dosa porm desazada interrenco.
Era o mais prudente ; e, alera disso, qualquer
nova tentativa era favor dos prisioneiros teria si-
do sera motivo : elles acabavara de cahir aos gol-
pes dos quebra-caber/as dos sacriQcadores. Esses
infelizes dereram mira o ter feto abreriar seus
solriraenios. Exasperados com a minha propos-
ta, exagerando o poder dos homens brancose te-
niendo que Ihe roubassemos suas victimas, os
nambetli mmolaram-as, sem essas exqulsitices de
crueldado que prolongara de ordinario suas tor-
turas e agona.
A humanidade o a philaDtropia nao eram mais
interessadas do que ia seguir-se ; nao era mais
do que uraa questo de oerros, um espectculo
mais ou menos horrirel e repugoanto, porm oo
qual a curiosidado nada tinha de rer com a coas-
ciencia. Domei mea desgosto para seguir com a
vista as particularidades deste fiero paito ; e co-
mo Dante pintou em um lirrosublime um pae de-
vorando os cadveres de seus ilhos, creio que
sera chocar aos meus leitores posso raostrar-lb.es
os selvagens comendo seus inimigos.
Vi, pois. quatro executores approxiraarem-se
das victimas estendijas aos ps de Toubai-Nako-
ro, acocoraren)-se, e com urna facca cojo gume
era feito de urna grande concha praticaram nes-
ses cadveres ainda palpitantes um* IncisSo des-
de a garganta at o baixo-rentro. Entao, intro-
duzindo os bracos por essa abertura, cada um
delles arrancou o coracao de um cadver e lan-
cou-o todo ensang icnt'ado em um cesto, que os
nambetli sustenlavam.
Estes correram logo para a praia levando o ees
lo, entraran em urna piroga, que affaslou-se de
trra lodos os remos, e chegados meia roilha
do distancia, pouco mais ou menos, langaram s
ondas sua horrirel offerenda aos deoses mart-
nhos. Os naturaes que nio tinham affastado os
olhos da piroga sai daram com altos gritos a exe-
cuco deste acto religioso,e en toara m|um catico
de Iriumpho, que durou at chegarem os sacer-
dotes ou feiliceiros,patarras syoonimas pouco
mais ou menos entre todos os selragens.
Csle sacrificio feito aos deuses mario'hos natu-
ralmente exige algumas explicsgoes sobre a reli-
gio dos Vitianos. Infelizmente, porm, o que
tal respeilo soube nao meaos incoherente e
centrad iiorio de que o que j dissera ra truitos
risjanles. Reprosenla-los-hei adorando dous deu-
ses principaes:Kou-Ouala, o mais poderoso, e
Oden-Hou, creador de todas as cousas. Poda-
ra acrescentar quo esses deuses tem moradas
sagradas chamadas namboures, onde os selva-
gens rao lerar offerendas, as quaes os sacerdo-
tes guardas desses sanctuarios recebem ; mas nao
creio que esta rerdade seja incontestarel.
Para dar urna idea real da religiao de ura po-
ro, conrm primeirameote mostrar a ioOueocia
que ella exerce sobre sua ida moral. Ora, tudo
quanlo se empresta tradico ritiaoa sobre Kou-
Ouala e sobre Odeo-Hou est em desaccordo for-
mal com os costumes e pralicas religiosas de
seus sectarios. Como entre todos os poros sel-
ragens, mais talrez que entre outro qualqu6r, a
idea da divndade o'eroce-se ao espirito dos Vi-
llanos cora os atlributos de um poder eminente-
mente malfcilor. Elles nao amara seus deuses,
temem-os; nao Ihes oram. coujurara-os; oo lhes
fazem offerendas ttulo de presontes, mas como
um trbulo.
Eu no poilcria resumir melhor meus seoti.
mentos sobre sua reiigio, do que duendo que"
adoram o diabo sob dirersas formas o oonwg. Ad-
miltiodc que esta opinio seja rerdaderra, nin-
guem se sorprendera de eocootrar, oo archipela-
go Viii, horneas que reodem culto ao mal. Quem
nao sabe quo na Mesopolhamia, era contado quo-
tidisoocom oschristos o musulmaaos, rire uma
Irib que ao tem oulro deus excepto Salan f
Meu juizo sobre a religio destesselrageos oo
absolulameateinstincliro; elle basea-so em tactos
numerosos. Assira, os \ lanos eritam o combate
dos nambetli, e tem por elles um respeilo- su-
persticioso proveniente do terror e nao da reoe-
rago. S entrara nos nomoures quando- ahi
os chamara interesses particulares, por exemplo,
para livrarem-se de uma enfermidade, para fa-
zeiem uma coDJuraco cootra um ioimigo, do
qual nao poderiam triumphar por suas proprias
forjas. Tudo quanlo diz respeilo ao culto,ho-
mens e cousas,-parece-lhes impregnado de um
tal poder malfico, que elles se purificara logo
dopoisde Ihes harerem tocado. Looge de rece-
berera amuletos de seus sacerdotes, queimam o
que suas mos tocaram ; e estes ltimos meemos
lancam ao fogo seus adoraos sacerdolaes, depois
de desempeahada uma ceremonia religiosa.
Quando roltaram os que tinham ido Isncar as
oodas os coragesdas victimas, approximaram-se
dos fornos, despiram suas paramentas, jogaram-
as com os ps no brazeiro com as costas rolladas
para o fogo, e depots disto fugiram precipitada-
mente. Elles corriam purificarem-se, ea pres-
teza com que os outros atTaslaram-se para que
elles passasseni dava bastante entender que no-
doa Ihes causariam se os tocassem.
Taes tactos parecem-mo concordar mais com
minha opinio particular sobre a religio dos Vi-
tianos, do que com a idea, geralmeote acredita-
da, de que elles sao embebidos de certas doutri-
nas panlheisticas da theogooia indiana.
Como quer que seja, a assembla tomou esse
ar animado, que a presenc dos nambetli Qzera
desapparecor, e tratou nicamente dos aprestos
do festim.
Toubouai-Nakoro gozara do privilegio de es-
colher a rictima, que julgasse digna de ser ser-
vida sua mesa, e alo foi sem um longo e mi-
nucioso exame que elle fezsuaescolha. Quando
elle finalmente decidiu-se, quatro selragens to-
maran) o corpo designado, e depositaram-o em
uma grande grelha de pao. Julguet principio
que era para ahi o assarem; porm eoganei-me.
A grelha era apenas urna especie de mesa de co-
sinha, onde o cadarer devia ser despedazado,
eachido de temperos e earolrido em muitas ca-
rnadas de folhas de banaoeira. Forara estes ab-
solutamente os mesaos preparos para o porco,
que dolamos comido ua vespera.
Os fornos receberara esses qualro monstruosos
embrulhos de carne humana, e meos de uma
hora depois o chefe principal, que tinha volado
ao assado, reio muito ceremoniosamente- convi-
dar-nos tomar parte em seu jantar.
Apenas comprehendi este offerecimeato puz-
mo ,gesticular o melhor que pude para leste-
muohar o horror que elle me inspirara ; porm
FOLHETIIf
A LINDA MERCADORA DEPANOS
POR
ELIE BERTHET.
o c a pit o me detere, fez coroprehender que ti. I
hamos comido tanto bordo, que era-nos im-
possirel acceitar o convite, por mais agradarel
[.que elle fosse.
IasUtiado Toubouai-Nakoro, e nao se defen-
dendo meo compaaheiro de um modo mais enr-
gico, eu perdi a paciencia.
Ah capto, digo-lho eu rpidamente, per-
guotar-ros-hei agora lambem se estaos louco ?
Este selvagem ha de pensar que recusa6S por ce-
remonia, e pode destruir vossa hesilacBo appa-
reole, dizendo-vos que o apotitte se disperta co-
meado, e o quo fareis ento t
Meu charo amigo, nao posso saber; roas
Qcae persuadido que eu farei tudo o que elles
quizerem, antes que deixar-me assar, o se me
credes, ros seguiris o meu cooselho.
Neele momelo tiraram dos foroos os cadve-
res dos prisioneiros, os selragens desembmlha-
ram-os de seus involucros de folbas e pozeram
nuas as carnes fumegantes e enlhumescidas pela
acfo do fogo : eu tremi de horrorisado, julgao-
do que talrez me fosse preciso approximar della
os meus labios para salrar a vida. Felizmente,
porm, Toubouai-Nakoro nao iossliu roais, e foi
sentar-se i uma esleir, onda j estarn senta-
dos os principaes da tribu.
Partamos! partamos quanlo antes t digo eu
ao capito ; sinto-me incapaz de supportar este
espectculo horrirel um minuto mais.
Partamos, me responde elle, roas sera que
elles desconfen) que nos ramos erobora ; >
caso em que sedeve por era pratca a mxima :
Apprcssa-le lentamente.
A sagacidade do capito me era muito coohe-
cida para que ea me pozesse discutir sua ma-
oeira de ver, o perder lempo com quesloes
ociosas. Acompanhei-o para o interior da aldea,
finga lo como elle que amos examinar as dispo-
sicao das principaes casas.
Ochefo principal, rendo-nos deixir uosso tu-
gar, fez um brusco rooriraeato o leraotou meio
corpo, e s toroou tomar a aaliga posicao de-
pois de (er notado a direccao, que tomramos.
Alrjtressamos assim e passos lentos toda a
aldea, depois tomando direita por uma rpida
meia-rolta rodeamos a eminencia, sobre a qual
a aldea eslava edificada e corremos bom cor-
rer para o mar.
Ainda oslramos muito distantes d chalupa,
quando com grande sorpreza mioha o capito
paros.
Creio, diz-me elle, que ri urna desses pel-
los oerjras por detraz daquella dobra de- terreno
que temos de passarr Comemos outra re nossa
physionomia de passeiadores e de curiosos-.
Puz-me r andar passo, experimentando o ga-
tilho de minha espingarda e procurando debaixo
do casaco um puuhal malaio, de que eu me- haria
prevenido para os casos de necessidade. O1 co-
racao, devo confessa-lo,. batia-ma torlemenle ; e
se o que oo tcatarei aegar, eu tinha medo, nao
era da morte, roas do quo depois/ della se segui-
ra. A idea do ser comido ospa|itara-me ainda
mais que a torturas do supplicil
Talrez que este senlimenlo seja bizarro e-des-
arrasoado. Bem sei que vera ser o mesmo que
o nosso pobre envolucro soja pasto dos vermes
ou de anlhropophagos i lembro-ma dos lindos
raciocinios de Anaxogaras sobre osdesprezos-em
que deremos ter o nosso envoltorio ; mas oque
sei e o que me lembra mais que tudo islo que
em certas circunstancias-sentimos muito e pou-
co pensamos ; e repito, eu estremeca idea de
ser recheiado de batatas- e gengibres, assado oo
torno e servido mesa de nosso amigo o chefe
principal.
Chegados dos esse lugar do camioho quo pa-
recer suspeilo ao capito, nao vimos iodigeoa
alguna. O terreoo ora errigado de profundos
barrancos e semeado aqu e ali de alguas massi-
qos de verdura. Restava-nos passar uro escar-
pamealo formado pelas alluvies das chuvas do
invern, e j ou o havia meio-atrvosado. (tama-
de ergue-se de repente ante mim uma-forma
negra.
Era essa maldita mulher de cabellos amarellos.
Nada ha temer, diz-me o capito, os sel-
vagens oo empregam as mulheres em suas ex-
pedicoes, e s o acaso a pozem oossa passagem.
Gom effeilo, ella olhava-oos com seus grandes
olhos abertos, sem fazer movimenlo algum que
podesse inquietar-nos.
Passamos o escarpamento alm do qual eslava
ella sentada ao momelo cm que chegamos, 6
vi-a abaixar-se e apaohar alguma cousa. De-
pois, como cootiouassemos caroinhar contor-
nando de novo a eminencia sobre a qual elera-
va-se a aldea, ella poz-se correr atraz de os ;
e apenas emparelhou comnosco, nio precisei de
olhar duas vezes para saber o que ella tinha apa-
nhado : ella dava lindas dentadas em uma mo
meio devorada.
Esiavamos apenas uns mil passos distaote da
chalupa : eu podia destiognir o bravo Lekerno
seolado oa popa, fumando seu cachimbo. Por
Deus, oo roe detive mais, e esqueceodo as re-
commeodaces do capito, puz-me loucamcnle
correr para o mar.
O diabo vos carregue, bradou elle todo es-
baforido, correado alraz de mim ; fazeis ludo que
preciso para vos comerem dez vezes cm lugar
do umas.
Compreheode-se que taes recrimiojces nao
eram de natureza 4 suster-me.
Finalmente chegamos chalupa, e nossos ma-
3:
(Continttaco.)
XII
A despedida do pae e da tilha linha sido mu
tocante : Poliveau cora esse estoicismo que pro-
vinha da firmeza natural do seu carcter, das
suas ideas sobre a honra, e da sua f relwiosa, i
principio cooservra-se irapassivel, posto que ti-
vesse a certeza do separar-se de Rosinna para
nunca mais ver : porm, depois que ella se au
sentara, a coragera do pobre velho so abaira, e
com o seu Qel aprendiz dar liv're curso s lagri-
mas, quando a sbita apparicao ae Villanegra
viera imprimir nova direccao aos seus pensa-
mentos.
Quando Rosinha e sua companheira sahirarn do
casa, amis profunda escundao reinava no re-
ciolo do templo : uma puxou o veo sobre o rosto,
a outra poz a mascara, e dirigirn)-se para o car-
ro de aluguel que se achara parado i alguma dis-
tancia por debaixo das arores do prado. Gil Po-
inseloi quu acompanha-lss at ahi para preser-
va-las do algum insulto ; mas logo pona Rosi-
nha Ihe supplicou com instancia que voltasse para
junio de seu pae, cujas angustias secretasen*
presentir.' O aprendiz obedeceu, o Chorando so-
licitou a permisso de ir assistir ao acto da pro-
flsso, que devia ter lugar no dia seguinte pela
manhaa no convento da Ave Maria
Ao aproiimarem-se as damas, a pesada porli-
"*() Vide Diario n. 29. ..'"'**
nhola que deslinguia] esses vehculos primitivos,
quesedeu o norae de coches, abaixou-se rpi-
damente, e uraa voz rouca convdou-as subir.
E"tava bastante escuro, e por isso nao poderam
dis'inguir o individuo que as ajudava a tomar as-
senlo no carro ; alera aislo, achavam-se ambas
vivamente commovidas, bem que por motivos di-
versos, e incapizes de qualquer refiexo sobro o
que Ihes acontee.ia. Apenas se acommodaram a
portinhola fechou-se de novo, um estalo agudo
retii no ar, e a pesada carrosa se poz em movi-
mento rom a ligeireza de quo nao eram capazos
dous ethicos animaps, que a puxavam.
Se as las damas tivessem o espirito mais tran-
quillo, e se a noite nao fosse lo escura, leriam
podido ver sobre a almofada do cocheiro duas
pessoas suspeitas, que procuravam oceultar o ros-
to eoterraodo bem at os olhos os seus chapeos,
ao passo que na trazeira do carro iam mais dous
individuos, disfamados em lacaios, e cuidadosa-
mente envolvidos em suas capas i masoessa po-
ca, em que oo existia anda illumioaoo publi-
ca, nao para admirar que as carruagens nao an-
dassem munidas do lanternas : i excepeo de
uma ou oulra luz, que se eucontra de looge em
looge sahindo de alguma lasca ou mansarda, nadi
mais podia trahir a preseaca desses estranhos. O
aspecto inslito dessa equipagem era mais que
suQiciente para excitar a altenco dos guardas
que velavaro entrada do recinto ; porm ou
fosse por acaso, ou fosse cumplicidade, o caso
que no momento em qne o carro atravessou por
baixoda abobada, qu-j (orinara essa entrada, os
archeiros do grao-prior dormiara no corpo da
guarda, e a guarda achava-se aberta. O carro
saino, pois, de recinto sem encontrar obstculo, e
bem do presaa poz-se rodar na lama ftida das
ras nao calcadas.
Nao se aperceberam as duas senhoras deque
deixaram de seguir o caminho do conralo da
Ave Maria. Rosinha chorara em silencio no fun-
do do carro, e a Sr. Defunclis tambera nao tar-
dou muito, por sympaihia, misturar es suas
com as lagrimas della. En treta nio este jpdisio de
riolenta dor nao conseguio abranlar a colera da
mulher do magistrado contra o pae e a Qlha.
_ Si ra, sim, islo mesmo, dizia ella com uraa
singular mistura de despeito e de bondade, cho-
remos como duas Magdalenas, e com esle dilurio
de lagrimas haremos do remediar as cousas I
Pela salvago da mioha alma I Nunca ri um ve-
lho to teimoso e inftexirel, era lambem uraa
fllha to louca e exaltada I Desdo quando, mi-
nha bella, dizei-me por favor, adquiristes essa
ioclioaco para o convento ? Pelo que vejo pa-
rece-vos ana cousa bem suave o toroar-se a
gente religiosa, e passar a vida inleira por detraz
das grades de um claustro 1 Pois declaro-vos
que eu nao sera capaz de passar tres das assim
encerrada ; e islo mesmo nunca oceultei mioba
prima a senhora ab'budessa.
Senhora, respondeu Rosinha, dereis Icrn-
brar-vo.qiie o perdo e o amor de um pae de-
pendan) desse sacrificio.
E o que fareis de uma e de outra cousa
quando houverdes pronunciado os votos religio-
sos, e nao pdenles nnis ver vosso pae, e
ninguem ? Escutae, menina, vou confessar-vos
uma cousa : entrou-me na cabera que nao seris
religiosa, o nao o hiveis de ser ; antes quera
ver-vos casada com osse pobre aprendiz, que re
almeote causou-me rouita peaa. Esperei que,
cooduzndo vos boje casa de vosso pae, as cou-
sas acabaara da melhor forma possivel; assim
oo suocdeu, porquanto os meus projeclos. fa-
Ihararu em virlude da vossa obstioacao:, advir-
lo-vos, porm, de que nao me dou aiu'da por ven-
cida. Vou pedir um agazalho por osla noite
mioha prenla abbadeasa do convento da Ave-
Maria, pois muito larde para voltar casa : te-
remos tempo de conversar esse respeilo mui
seriamente. Curopni que mudis de rejolu-
co...
. E acaso- podere; eu faze-lo ? Para o mun-
do e para mim raisl.er que esse sacrificio 3econ-
suma I. O' senhora, por quem sois, deixae de
teiraar contra o meu ieslino inexoravel I Tendea
sido talvez boa de miis pr na irtfclii crealu.
r/nheiros coraprehendendo pela]]maneira porque
doixavamos os Vitianos, que nao era bom espe-
ra-ios, ganharam o largo forca de remos. J
esiavamos de volts bordo, e nem ainda os sel-
ragens pareciam ler notado nossa fuga.
O sol ocnltava-ae sob as vermelhas ondas do
horsonte, e nenhum rebolico se fazia na ilha. A
praia permaneca deserta, e s se viara as piro-
gas balaocando-sc brandamenle sobre suas amar-
ras, e ouviem-se perturbar o silencio de lem-
pos lempos os sons das conchas as praiss. Eu
indagava ao nossos terrores nao tinham sido pro-
duzidospor uma smptes phanlasmagoria de nos-
sa iruaginaco. e comecava duvdar que lives-
seraos realmente corrido algum perigo. Porm
quanto mais eu me tranquillisava respeilo das
intences dos naturaes, tanto mais o capito se
acautelara contra um atique. Desde qu-t chega-
mos, elle tinha ordenado que fosse posto sobre o
'ombadilho todo o arsenal da Mathilde-Amelia ;
emflm, elle acabara de recomraen Jar Lekerno
que carregasse nossis quatro pegas roetra-
Iba.
Eslaes, pois.persuadido, Ihe digo eu, que so
remos atacados?
Estou certo disso.
Commandaote, oo ponho em duvida vossa
experiencia e o conhecimento que tendea dos cos-
tumes destes selvagens ; mas explicao-me por
que indicios tfbde julgado que Toubouai-Nakoro
querfazer-nos alguma sorpreza?
Varaos l 1 parece que j esquecesles esse
odor, que vos dava ha pouco urna- tao mararilho-
sa ligeireza de perms.
Confesso, respond eu rindo-me, quo tal
odor oo poda obrar mais desagrada velmente so-
bre meus ervos. Somente creio que elle me rou-
bava alguma cousa a razo e o juizo, o que ainda
faria comprehender minha ligeireza na-carreira.
Meo charo amigo, nao preciso que rao di-
gnes que Do aoalysaveis voso medo de ser co-
mido; eu- bem oota nisso-. Quaoto mioha con-
vicio sobre as ms intencoes desses patifes, el-
la provm do ullrage que Ihes (Uestes querendo
roubar-lhesseus prsooeros, da cobiga de Tou-
bouai-Nakoro por vossa espingarda, e de sen de-
sejo de ser baro.
* O que dizeis ? 1 Vos gracejaes?
Fallo muito seriameote. Os chefes vitianos
oo teera urna ambicio maior do que a de trocar
seus nomes pelo de uma alta-persooagem ; roas
islo s Ihes permiltido cooforme seu cosame
depois de haverem morto e comido essa alia per-
sooagem. Ora, na noite que tocaveis rabeara,
Toubouai-Nakoro pergunlou o que vos eris ; 8-
zeram-lhe comprehender que eris baro, e qne
esle titulo importante oa hierarchia social dos
homens brancos. Nao oolastes talvez ; mas desde
esse momento elle nao fallara mais de vos sem
que vos designaste pela palavra Barroum, oro
seus discursos i seus compatriotas eu Ihe ouvi
repetir muitas vezes- osle nome ; elle collocou-
vos sua esquerda* que o lugar de honra ;e
om breve persuadi-me que o desejo de vingar-
se de vossos deudos augmentava consideravel-
roeote cello com a necessidade de matar-ros,
adra de charoar-se Barroum.
O capito deixou-mo para ir presenciar a exe-
cuco de algumas ordens. Elle me linha "dado es-
ta siogular explicac.au cora ura tora o mais serio
possivel, e mais tarde confirmou-m'a.
O modo do mudanza do nomes dos chefes vi-
llanos consignado por todos os viajantes ; nao
porta uto ura gracejo, por mais que se parega. O
velho Lekerno, emfim, nunca pilheriava ; elle
lioha ouvido nossa conversa, e quaado pergun-
tei-lhe o que pensava da historia do capito, elle
respon leu-rae cora o-seu. variavel:
Isso vos causa admiragao, mas entretanto
assim
Deviamos apparelhar s ooze horas, islo ,
desde que refrescasse o terral que se levaotava
ordinariamente essa hora. Todos os nossos ma-
rinheiros estavam em wua postos e armados at
os denles ;. ou linha-me astillado no extremo do
castello de proa, qual avangada seutinolla ; nao
soffria roais os (errores da vespera ; porm para
ser franco al o flm, digamos quo eu eonsultava
talvez muitas vezes o meu rologio.
s dea horas comegamos levantar ancora. O
cu tinha-se carregado de pesadas nuvens, que
cerlos momelos se despedagivam e faziam al-
tcrnativaraenie passar ondas de escurido o de
luz, que meus olhos fatigavam-se deacompaohar
sem nada poderem destiaguir. No meio de uma
dessas claridades pareceu-rae no enianlo descu-
brir como uma mullido de pontos negros, que se
destacavam da ilha.
Eu nio tinha muita certeza de ter visto bem,
o mar tinha-se coberlo desde logo de-sombra : eu
nao dei sigoal de alarma.
A ancora tinha arrancado, o na.vio comegsva
mover-se, e eu ia deixar Gaalmeute roeu posto,
quando de repente e como se U-vesse surgido das
oodas, appareceu a flotlha dos selvagens.
Ei-los 1 gritei eu.
A' bom-bordo ImanJou o commaadaole,
que lambem os tinha visto.
A Mathilde-Amelia, obedecendo roaoobn,
voltou ioclioando-se graciosa sobre o illanco es-
querdo. As velas estenderam-se e incharam ; e
um momento de arfagem mais pronunciado in-
dicou-roe que cornecavamos camiahar.
Os Vitianos que j estavam apenas uro tiro
de pistola, veodo que tinham sido descobertos e
que lhes escapramos, deram gritos furiosos.
Bem tentram elles seguir-nos, mas a Malhilde-
mtlia era Ma veleira. No Om da alguna minu-
tos elles se perdiam as sombras da noite, e pou-
co depois seus clamores eofraquecidos confun-
diam-se com o sybilar dos ventos por entre os
cordames.
Emilio Bocxaijre.
(Le Monileur.S. Filho.]
ra que se abandona i sua sorle. Que vos impor-
ta a minha felicidade, quando mim mesroa
nao dado mais conceoer uma nica espe-
rance ?
Queme importa ? replicn a burgueza im-
petuosamente : imporla-ue muilo. Ouvi, con-
linuou ella com lom affecluosa e confidencial :
amo-vos, e de forma alguma quero ver-vos in-
feliz, pois ha quasi um anno que vos fago as ve-
zes de mi. Alm disto lenho oulras razoes para
oppor-me com todas as miahas torgas essa doi-
dice que ides commeltor: em pnmeiro lugar,
porque estimo muilo o joven marques de Villane-
gra, que nao podendoir ver-vos aoconveoto, vem
todos os das taliar-me de vos ; em segundo lu-
gar, porque sei que a vossa resolugo ba de cau-
sar muito prazer corlas pessoas, quem eu de-
sejaris mortificar um pouco...
E quem sao essas pessoas ?
Uraa deltas o meu marido, o Sr. juiz cri-
minal Defunclis, com quem viro constantemente
ero questo. Sabei, minha bella menina, que o
Sr. Defunctis asseotou l para si que deria tratar
a sua mulher como est costumado 4 tratar os
soldados do prebosto : quer que Ihe obedec em
tudo I De minha parte resisto o que posso, e vou
sempre praticando o que entendo. Oca, o Sr.
Defunctis faz sua corte ao velho duque de Villa-
negra, o esta uma cousa que nao posso tolerar:
assim suspeilo que elles maquinaram entro si
algum logro para impedir-nos de despowdes o
joven marquez.
O' meu Deus 1 ser possirel I exclamon Ro-
sinha com espanto.
Depois acrescentou suspirando:
Demais, que importa I Em bem pouco
tempo j nada tero que receiar de mim : ama-
nhaa j nao servirei de obstculo para ninguem I
Nio est mo islo 1 exclaroou a burqueza
com despeito : e amanhaa o velho duque ha de
pular do contenta ment, apezar de todo paralyti-
' co como est ; a duqueza, que segundo me disse-
.rara, cabio em demencia, recobrar o uso da ri
i zao & essa noticia ; e o Sr, Defunclis ha de, que-
rer tornar-so roais importante, e mais insupor-
tavel do que nunca I... Olbae, menina., eu odeio
esses Villanogras, excepto o marquez, bem en-
tendido ; e vou dizer-ros o motiro desse meu
odio. Por S. Joo ha de fazer doua aooos que se
deu um banquete no palacio dessa gente, e meu
marido foi para elle convidado. Ora, ha muito
que eu desejava assistir 4 um banquete em casa
de algum nobre, e tanto z que o Sr. Defunctis le-
rou-me em sua oompaohia. Elle preparou-se
com a sua roupa da grande gala ; e eu puz as
minhas anquinhas de reludo, a minha louca de
rendas quadrada, e o meu collar de perolaa: es-
tara mesmo que pareca uma priaceza. Meu ma-
rido monlou sobre o seu macho, e fez-me subir
garupa, como o uso, e assim fomos andando
boro andar at praga Real. Quando chegamos
s proximidades do palacio vimos uma fileira de
ricos carros, e a pateo cheia de pageos e lacaios :
pois acreditareis que esses patifes ti verana, a ou-
sadia de dirigir-nos suaa pilherias, zombando da
nossa equipagem, & ponto de Defunctis resolver-
se quasi ir buscar um reforgo para ensinar essa
caiialna ? Um delles foi tao inslenle que disse
em alia voz, que eu, apoando-me do animal, ha-
via deixado apparecer as ligas das meias : foi
uma calumnia, minha menina, se bem que essas
ligas nada tinham que nao podessem apparecer,
pois eram de tafel cor de fogo, com franjas de
prata, e nao cuslaram menos de dous escudos na
laboleta de Santa Genoveva na ra Bourg -1'-
Abb.
Aqu a irascivel mulher do magistrado parou
Jorque Iho faltara a resplrago. Rosinha, que
amara i cahir no seu abatimeoto, respon leu com
uma interjeieio banal.
Mas emfim, conlinuou a burgueza depois
de pequea pausa, eu nao era tao ignorante do
mundo que fosse dar atteogo ao que diziam se-
mentantes estupidos. Esses pagens e lacaios sao
iocorrigireis, o parlamento gastou o seu lempo
em buscar os raeios de reprimir a sus insolencia.
Q mesmo Sr. Defunctis, apezar da sua qualidado
de juiz criminal, nunca o pode conseguir, e a
Litteratura.
NOTICIAS ECONMICAS
Economa rural da Franca desde
1989, pelo Sr. Leoneio de La-
vergne. do instituto imperial de
Franca. 1 vol. em ., Gnillau-
etC, Pars.
Ha alguna das annunciavainos ao publico por-
luguez o livro de um dstincto economista a
Bitatulua da Franca do Sr. Mauricio Block.
Posto'que o assumpto mais particularmente in-
leressasse aquello paiz, o livro do Sr. Btock nao
podia, pelas comparages que eocerra, deixar de
preoder a attengodos que ero Portugal compre-
hendem a cstalistica como um valioso subsidio,
como um dado essencial aos problemas da ad-
ministrago. Hoje tambem um livro fraocez,
um livro de economa, um livro consagrado
Franga, aquello quo vamos dedicar algumas
liabas de noticia. E' a Economa rural da Fran-
ca, ultimo trabalho de eminente escriptor, o
nosso consocio na academia, o Sr. Leoncio de
Lavergner norae j familisr ao publico lettrado e
aos que versara espacialmente as cousas da agri-
cultura, pelo seu livro A agricultura e a popu-
lando e principalmente pela sui Economa rural
da Gra-Bretanha e da Irlanda, consciencioso
epilogo da vida rural ingleza, em que o econo-
mista, sem effeoder a ausleridade da sciencia, se
eleva o se manlm altura dos mais tersos e
primorosos escriptores.
A grande reputago, que seu autor valeu o
bcllissimo trabalho sobro a economa rural da
Gra-Bretanha,. a verdadera popularidade, que
desde ento seguio na Europa o nome do Sr.de
Lavergne ; era j um penhor, uma quasi pro-
phecia de quo o seu livro sobre a agricultura
fraoceza acharia nimos igualmente dispostos ao
applauso sincero e espontaneo. E' de facto o
que succedeu. O-novo livro do sabio economista
francez em pouco tempo desappareceu do mer-
cado, esgotada quasi improvisamente a edi-
go. A excellencii do livro deroandava uma
nova publicago. e nesle momento o Sr. de La-
vergne deve ter quasi concluida, senao de todo
acabada, a segunda llragem do seu-interessaote
volume.
Apezar de que somos em grande parle, um
povo agrcola,apezar de quo a culturada ierra
a oossa proemineote feigo econmica e social,
poucos sao os tribalhosque a estampa vulgarisa
sobre as nossas cousas agrarias, tanto no que se
refere agrooomia como ooque respeila eco-
oomia rural. Sao muitososque cultivam.poucos os
quo aprenden), rarososque mettero peito com re-
solugo ecronga ao melhoraroento racional e pro-
gressivo das nossas pralicas agrcolas. Muito nos
haveraosj distanciado do que era aindaha poucos
aooos a immobililidade fantica dos nossos ante-
passados. Alguma luz vae penetrando as granjas,
alguma luz irradiando do enteodimento e da
sciencia para Iluminar a vida dosoampos. que
se havia outr'ora por quasi incompativel com os
exercicios da razo. J a cultura-da trra so
vae eolre nos despreodeodo d'este fatalismo,
que eocerrava a agricultura o'um circulo iramu-
lavel, era que anno por anno se iam suecedeodo
e perpetuando as mesmas usaogas o as mesmas
abusos. J comega nao se votar -Ceres este
culto supersticioso, que se arreceiava de innovar
a menor solemnidade, e a nao ha ver por desaca-
to que o seio da me Cybele seja profanado pe-
las charras aperfeigoadas, em vez de o rasgar-
roos comaaiveca palriarchal, ao passo lento do
tardo bol, e ao som da cantilena- tradicional do
descuidoso lavrador.
Temos andado alguma cousa. Temos, mas
tero sido ainda pouco para o que deve o pode
ser. Na nossa agricultura ha, no sentido litleral
e no translaticio,.anda immenso que desbravar.
Ha muita charneca, muilo arneire,.muilo esle val,
que enfeudar cultura, que accrescenlaragrande
olucioa dproduegao rural Masha lambem rauitos
enteudlmentos anda rudes por cultivar, muilos
preconceitos que vencer, muilos contumases
doutrinar, muilos tibios o pusilnimes, que ain-
da ho mister de que Ibes alumiem o camioho,
e lhes vo adiaate exploraodo as avenidas e pro-
vando com a palavra e com o exemplo, que sao
imaginarios os seus terrores de innovago, que
s perigosa, quando irrefedida, quando for-
malmente desmentida pela experiencia, quando
apenas cobigada por vicioso appetil de mal ca-
bida imilago.
E' a agroullura a principal fonle-das nossas ri-
quezas. Mais do que em parte alguna do mundo
era Portugal talvez, seria desculpavel, se- n5o
fesso um erro, a doutriaa.de Quesoay. Da, Ierra
temos a esperar quasi tudo. o que haremos-de ser
no porrir. Da ierra, ha.de sabir lodo o nosso
acrescentamenlo emcLsilisaco* Da trra, melhor
economizada, melhor servida melhor arroteada
por um trabalho inteligente, sahiio como no
mytho de Cadmo, os incrementos da nossa po-
pulago. A industria pode ser muito, e comraer-
co j foi e ainda pode rasgar desassombrados.
horisontfs. A ofOcioa prontelte, o trafico promet-
le, mas s Ierra d, a Ierra aceoa e amostra a corr
nucopia vergaado de trueles bem sasoaados. Mas
cumpre oomea-la.esacudi-la para que os entor-
ne a flux.
Ha na vida dous grandes mestres, a cujo ansi-
namenlo havemos de prestar onvidos, porque >
sempre segura a sua doutrinagao : a experiencia
e o exemplo. Da experiencia domestica muilo
havemos ainda de aproveilar. Mas coro que elo-.
quencia e persuaso nos nao iocitam os bons.
exemplos, quando dos do a boa aova de empre-
zas oo mui dilficeis, que sahiram coro-adas de
xito feliz ? E oo ha na cultura estrarjgeira to
saudaveis exemplos a seguir? Nao ba ali lanos
parallelos, que nes quadram e vem de moldo?
(Continuar-se-Jia.)
prova disto a recepglo que elles nos Ozeram
nesse dia. Porm, bem diz o adagiotal ama
tal criado; se vos fallei dos insultos desses'
atrevidos foi para que melhor podesseis compre-
hender o orgulho e arrogancia daquelles quem
elles servem. Finalmente entramos no palacio
no meio das vaias e apupadas dacriadagem : su~
bimos uma larga e soberbaescada, e depois abri-
se uma porta par par, e fomos inlroduzidos- no
grande salo. Haviam ali tantos cavalleiros e da-
mas cobertas de ouro. e diamantes que quei
com a vista offuseada : a cabeca andara-me i
roda, e rallar a rerdade nao sei mesmo como
Qz a minha corleaia. Na extremidade do salo es-
laram o duque e a duqueza, em p, firmes como
duas estacas : apenas dignaram-se rerribuir-nos
com um toro morimeoto de cabeca, quando os
saudamos com todas as formalidades, da etique-
ta. Quanto 4 mira comecei recitar o melhor que
pude dona da casa uma bonita saudago. que
havia comprado ao bom genio do nosso quartei-
ro, c que, seja dito de passagem, me cuslira
um quarto de escudo ; mas a tal senhora me ia-
lerrompeu no meio do discurso, dizenda-me :
Basta, basta; desculpo-vos, minha querida
nao estaes mais em edade de decorar uma lieao '
E lodos os peralvilhos, e todas as presumidas s
pozeram 4 rir Meu marido courou de vergonha
e eu estire quasi saltar aos olhos dessa alrevi-
?a m" feflecti que para praticar semelhanto
incivilidade com um hospede, era preciso que
nao ae tivesse o juizo no seu lugar; e de faci a
duqueza comegava j soffrer da cabega. Rafu-
giamo-nos 4 um canto do salo no meio das
chufas de todos esses fidalgos. Mas oo foi s
essa a vergooha que me fez a orgulhosa duqueza ;
duranle o banquete deaignava-me a suaa ami-
gis cora ar de zombaria. Sem duvida dirertiam-
ao 4 minhs custa, e custa dos meus modos e
costumes de burgueza ; censnravara-mesem du-
vida por me ter ido nieiter em to alta compa-
nhia 1 Como se uma burgueza nao ralesse tanto
quanto ellas! [Conlinuar-se-ha.]
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