Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09231


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Full Text
AIIO IXXTII IDIERO 29
-3
H*.i?J i ,4
Por tres mezes adiantados 5S000
Por tres mezes vencidos 6$000

- ^
NCARRBGAD03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aroca-
e Oliveira; Maranbao, o Sr. Manoel Joi Mar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
1'Attl'lUAs U cutuiclua.
Olioda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as lergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Prela. Pimentciras e Natal quintas feiras.
(Todos os crrelos parteen as 10 horas da manha)
V
mu FEttA 5 DE FEYEREI10 DE 1861.
Por ano adiantado 191000
Porte franco para o snoseriotor.
CO
EPHEMERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manha.
9 La nova as 5 horas e 15 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a os 54 minutos da manhia.
Segundo aos 30 minutas da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Andr Corsino b. c; S. Gilberto.
5 Terga. S. gueda v. m.; S. Pedro Baptista.
6 Quarta. AsChagas de Christo; S. Dorotba.
7 Quinta. S. Romualdo ab.; S. Ricardo rei.
8 Seita. S. Joo da Malla fundador; S. Corinthia
9 Sabbado. S. Appolonia m.; S. Nicephoro ro.
10 Domingo da quinquagesima. S. Escolstica v
AUUlKiNClAS LlUS IKBUNaE DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundas e quintas.
Relacao: tercas, quintas e sabbados as 10 hora?.
Fazenda: torgas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: lergas e sextas as 10 horas.
Priraeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do civel: quartas o sabbados a 1
hora da tarue.
ENCABREGADOS DA SUBSCRIPCAO DOSTJL*
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia,
Sr. Jos Msrllns Alve; Rio de Jan-erro, o Srl
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa d-
Faria, na sus livraria prega da Independencia ns.
6 8.
PARTE OFFICIAL
,aV
S. que avista da parte annexa ao seu officio
j n. 2, de 30 do correte, flcou inteirado de nao
.> ter sido soccorrida pelo vapor Thetis, por j estar
| consumida pulas chammas a barca, franceza que
encalhou incendiada no lugar donominado Pedras
Governo da provincia.
Expediente do dia 31 de Janeiro de 1861.
Officio ao Sr. chefe de diviso Francisco Manoel' r?> r
Barroso -Passo s maos de V. S. por copia, pira ?" ao *al do novo. ba?co de Pernambuco.
seu conhecimenlo, o aviso da reparligo da ma- "f" o Pr?s,(^en,e \ PrT|n.c,a m.and,a
rinha de 14 do corrente. do qual consta q.ie 0 i entregar a V S. o incluso officio do ministerio da
capitao de mar e guerra LourenCo da Silva Arau- I a"*t* 'LJ H do.corrcnle.- Z
jo Amazonas, foi nomeado nessa data para tomar "-10 ao 1DSPec,ur da thesourana de fazenda.-
o commando da estagao naval desta provincia.
. Exc. o Sr. presidente
iransmillir a V. S.
da provincia manda
inclusas ordens do
em lugar .te V. S. que passa a commandar a es-! ransra,uir a.*- ? as novo inclusas ordens do
lacao da Baha. Ihesouro nacional sob ns. 2 a 10, e ura officio da
! secretaria de estado do ministerio da fazenda da-
: lado de 19 do corrente mez.
DESPACHOS DO DA 31 DE JANEIRO DE 1861.
lequerimentos'.
3674Joo de Almeida Monleiro Remettido
Pede a jusliga que, fazendo V. S. esta com-
municago. eu o louve pela maneira distincta
com que tem servido o lugar que vai deixar. e
lhe agradece o auxilio que por esse modo tem
prestado minha adminislrago ncsla provincia.
Dilo ao Exm. presiden! das Alagdas.Dgne-
se V. Exc. do ministrar um documento, em vista
do qual possa saber-se o dia em que fui captura-
do nessa provincia o soldado desertor do nono
baUlho de infamara Luiz Antonio Xavier Ma- i
chado, a quem se refere o coronel comraandanle
das armas no officio constante da copia junia.
Dito ao Exm. presidente da Baha.A' vista do
Offlcio que V. Exc. me dirigi om 23 do corrente,!
recomroendei ao director do arsenal de guerra
luda a pressa na remess? dos artigos de farda-
rnenlo, que se mandan ni fornecer ao oilavo bala -
iho de infamara.Officiou-se ao director do ar-
senal de guerra para o fin cima indicado.
Dito ao coronel comraandanle das armas.
Passo s maos de V. S., para ter o conveniente
ao Sr. inspector da lliesouraria da fazenda para
melhor cumprimento do despacho de 29 do cor-
ente.
3675Jos Delfioo da Silva Carvalho. Satis-
faga o supplicaote a Ia e 3a condiges do art. 19
do regulamento de 14 de dezembr do anno pas-
sa i i.
3676Ricardo Fonseca de Medeiros.Passe
portara coocedendo a licenga requerida na for-
ma da lei.
3677Pedido da fortaleza de Itamarac.For-
nega-se.
36780 mesmo da fortaleza de Itamarac,
Fornega-se.
3669Manoel Gomes do Rosario.Informe o
i Sr. Dr. chufe de polica.
dcsiino, a inclusa ccrt.do de assenlamentos do I c 380.-Francisco de Barros Rego.-Informe o
1, sargento do dcimo batalho de infamara Ma- %;aTj^^ noel Alves de branles, a qual me foi enviada
com aviso da reparligo da guerra de 9 do cor-
rente.
Dito ao mesmo.Passo s maos de V. S. por
copia o aviso da reparligo da guerra de 10 do
corrente, afim do que as requisiges que fizer
depassageus pira militares o suas familias se sir-
va de ter muita altengo ao disposlo em dito
aviso.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti por copia V. S., para ter execuco
aparte que lhe toca, o aviso de 18 do corrente,
no qual o Exm. Sr. ministro da guerra declarando
ler-se mandado suspender, a contar do 1. de ju-
]ho do anoo prximo passado. a coosignago que
deixou na corte o alteres Manoel de Faria Lemo3,
determina ao mesmo tempo que se ajuslem cori-
tas a esse official no caso de anda se nao ter isto
verificado.
Dito ao mesmo Transmiti V. S., para seu
conhecimenlo e direegao, a inclusa firma origi-
nal de Antonio Pedro de Alencastro, novo assig-
natario de notas do governo ltimamente nomea-
do, segundo consti de officio do inspector geral
da caixa de amorlisaco do 10 do corrente mez.
Dito ao mesmo.A' vista do disposto no aviso
da reparligo da guerra datado de 10 do corrente,
constante da copia junta, mande V. S. effectuar
o pagamento do que s estiver a dever de etape
e gralificago addicional ao capito do corpo de
guarnigo desta provincia Joo Mara Petra de
Bitencourt, relativamente ao tempo de que trata
o mesmo aviso.
Dilo ao mesmo.Estando nos termos legaes o
pret junto em duplcala, mande V. S. pagar a Ma-
noel Ribeiro de Orvalho os vencimenlos relati-
vos ao mez de dezerabro ultimo, do lente Ja-
cintho Teixeira de Macedo, commandanle do des-
tacamento de guardas nacionaes da villa de Ga-
ranhuns, visto assim me ha ver requisita Jo o
respectivo commandaote superior em officio de 16
do corrente sob n. I.
Dito au cnsul de Inglaterra.Recebi a com-
municago que mo dirigi nesta data o Sr. H. A.
C>wpor, cnsul de S. M. Britnica nesta provin-
cia, e ficando sciente de que vai deixar o consu-
lado ao Sr. vice cnsul Alexander Gollan, por ter
de retirar-se temporariamente, afim de ttatar de
sua saude, devolvo-lhe o imperial exequtur, que
acompanhou a sua communicacao.
Aproveito a occasio para reiterar ao mesmo
Sr. II. A. Cowper os protestos de minhs estima
e considerago.
Dito ao director do arsenal de guerra.Defe-
rn lo o requerimento do soldado da companhia
de artfices Mauoel Colho da Silva sobre que
Vmc. informou era officio de 22 do corrente, au-
torisei o commandanle das armas a conceder-
lhe passagera para o corpo de guarnigo desta
provincia ; o que communico a Vmc. para seu
conhecimento.Officiou-se nesle sentido ao com-
mandanle das armas.
Dito ao mesmo. Mande Vrac, eliminar da
companhia do aprendizes desse arsenal, entre-
gando-os a seus pais ou tutores, os menores Ma-
noel Jeronymo Correia, Nicolao Leoncio Ferrei-
ra Muniz e Antonio Jos Alberto de Santa Anna,
que foram inspeccionados e julgados incapazes do
servigo, como Vmc. declarou em seu officio do
29 do mez corrente.
Dito ao juiz de direito de Goianna.Trans-
miti por copia Vrac. para ter a devida execu-
co o decreto de 10 desie mez pelo qual S. M. o
Imperador huuve por bem commutar em um mez
e quinze dias de prisao a pena de um anno e
multa correspondente imposta a Miguel Joaquim
de Faria Braga por sentenga do jury do termo de
Goianoa.
Dito ao Dr. Herculano Antonio Pereira da Cu-
nha Constando me por participa gao da secreta-
ria de estado dos negocios da jusliga datada de 21
que por decreto de 18, ludo do corrente mez,
houve S. M. 0 Imperador por bem remover a
Vmc. dessa comarca para a de branles na pro-
vincia da Baha; assim o communico a Vmc'
para seu conhecimenlo.Fizeram-se as deraais
communicages.
Portara.O presidente da provincia resolve
conceder ao capilo do 8o balalIvSo de infanlaria
Tiraolco Peres de Albuquerque Maranho a exo-
neraco que pedio do cargo de delegado de po-
lica do termo de Cimbres.
Dita.OsSrs. agentes da companhia brasileira
de paquetes a vapor, raaodem dar transporte para
as Alagdas, por conta do ministerio da guerra,
no vapor quo se espera do norte, ao lente Joo
Antonio da Silva que vai reunir-se ao corpo de
guarnigo desta provincia.
Dita.O presdeme da provincia attendendo
ao que requereu o desembargador Andr Bastos
de Oliveira, resolve coaceder-lh tres mezes de
liconga sem vencimenlos, a contar do Io do cr-
reme, para tratar de sua saude fra desta pro-
vincia.
Dita.O presidente da provincia resolve exo-
nerar do cargo de delegado do termo do Bonito, o
tenenioLuiz Martina de Orvalho e de subdele-
gado do Io districlo (Pedrss de Fogo) da fregue-
zia do Ilambft o alteres Luiz Osiilho de Aguiar,
por assim o haver pedido.
Dita.O presidente da provincia tendo em vis-
la o que requereu Maximino Narciso Sobreira de
Mello, professor publico de iuslruccao elementar
da freguezia do Fogo da Panella, e bem assim tf
intorraago do director geral da iostruego pu-
blica de 21 do corrente sob o. 10, resolve conce-
der ao mesmo professor um mez de licenga com
vencimenlos para tratar de sua saude, devendo
esta licenga ser contada do dia 10do presente
mez.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandanle da estagao naval.O
Exm. Sr. presidente da proviucia manda declarar
3681Joaquim Cavalcanti de Albuquerque.
Nao lera lugar.
3682.Claudio Dnbeux.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazen ia.
3583Vicente Ferreira da Costa.Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
3684Antonio Joaquim dos Santos.Prove o
supplicanla o que allega.
3685Affonso Sergio de Moura Maltis.Mos-
tr o supplicante ter satisfeito a 3a condigno do
art 19 do regulamento de 14 de dezembr do
anno passado.
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OBSERVACES.
Os professores de geometra, francez e de pri-
meiras-lettras lero os dous primeiros os mes-
mos vencimenlos dos do Gymnasio provincial, e
o ultimo vencer o mesmo que os de iostrucgjio
elementar do segundo grao.
Secretaria do governo de Pernambuco, 28 de
Janeiro de 1861.________Joo Rodrigues Chaves.
EXTERIOR.
Os embiiracos da Europa
O individuo quo s pensa em si abate-se, con-
some-se, aniquila-se.
E na realidsde aquello, que esquece os outros
para cuidar smenle de si, acaba por esquecer
tambem os seus proprios interesses.
Aquelle, que faz mal aos outros, faz mal a si
mesmo : o faz bem a si mesmo aquelle que faz
bem aos outros.
E' essa urna lei geral que nao se applica s aos
individuosappca-se tambera s nages. Para
estas, assim como pora aquelles, o egosmo o
germen da destruico.
Pesa sobre si com todo o peso aquelle que nao
pensa seno em si: ora esse peso o vacuo, e o
vacuo bem pesado I
O horaem, que nao trabalha, aborreco-se: e
o hornera, que se aborrece, torna-se docnte. O
operario preguigoso- despresado por seus filhos,
e caminha para sua ruina : mas se elle entrega-
se ao trabalho, faz-se logo respeitar; e a sua
torga moral augmenta proporco que augmenta
a sua torca phisica.
O exercicio de urna funego qualquer aproveita
aquelle que a exerce.
Ha na poca actual, no seculo XIX, alguem
quo se enfraquece a Europa.
A Europa deixa pender a cabega, porque se
abate: a Europa se abate, porque nao completa
loda a sua obra.
A sua obra a civilisogo do mundo inleiro.
As nages christas sao depositaras dossegre-
dos da vida, porque sao depositaras de alguna
segredoade Deus.
Ellas sao depositaras das sciencias, de que
Deus o Arbitro.
Ellas marcharam sempre guiadas por estepen-
samento, implcito ou explcitode que sao so-
beranas legitimas do mundo, e as nicas que en-
tre as nages modernas representara urna perso-
nalidade.
O amigo imperio romano, que se assemclhava
urna figura grosseira e material da chrislaoda-
de futura, chamava brbaro tudo aquillo que
nao era elle.
Christandade tem tambem o direito de chamar
brbaro tudo o que nao ella: assim pois a
christandade sem o saber, sem mesmo o querer,
e s pela torga das cousas, exerce sobre o mun-
do urna soberana tnsiincii-o.
As naces christas sao depositaras da civili-
sago. Esta se retirou para a Europa, sombra
dos conductores elctricos: s as nages, que
possuem a cruz, possuera esses conductores. A
civilisago que, foi abatida la onde nenhum cam-
panario a abrigava, refugiou-se na Ierra do chris-
lianismo.
Eolretida pelo echo das verdades reveladas ao
primeiro homemassim persista a vida no mun-
do amigo, mesmo nos paizes, onde as tradieces
ram profunda e vergenhusamente alteradas.
Porm, depois que o novo estandarte resplande-
ceu na'terra, os povos que nao. o querem ver,
tornam-se mais cegos ainda do que oram do ou-
Iro tempo ; porque a luz do co abre oa olbos
feichados e feicha os olhos abertos.
O mundo europeo o mundo moderno.
Mas, porque a Europa recbou es'a graga, se-
guerse que deve esquecer as out'.as rajas, que
esperam a mtsma graga, e que ainda a nao pos-
suem?
Nao. A Europa tutora do mundo, porque sa-
be o que o mundo ignora. O homem se instrue
ensinando: e o rico, pura conservar-se sem-
pre rico, tem necessidade de dar muilo.
A Eutopa deve a sua protecgo Asiaafim
de que a Asia sta o Oriente.
A Europa deve a sua protecgo ao Oriente,
porque este tem a sua promessa ; porque elle
digno das ideas que o seu nome desperla no co-
rago daquelles que nao sabem esquecer.
O Oriente foi o berco do mundo: foi quem pri-
meiro ouvio a palavra de Deuse pois foi de l
que nos vcio a luz. O erguer do sol nos recor-
ds, pelo esplendor das fes .as matutinas, os paizes
de onde raiou a'verdade sobro nos : elle nos falla
do Edn, falla-nos de Belhleen. A historia por
sua vez tambem nos diz o mesmo.
O que que nao veio d) Oriente? Por ven-
tura nao foi Troia que fundou Roma?
A civilisago nao nasceu entre nos, foi para
nos transportada ; e o seu bergo nos apparece
afogado em ondas de luz, como o bergo da sci-
encia, e como o bergo da arle. A sabedoria, a
poesa, de quem senie o Oriente a harmona, se
acham ligadas nas mais intimas recordages aos
esplendores orientaos, e a astronoma um dom
dos pastores chaldeus.
Maseis a lei que se desenvolve : se tudo par-
te do Oriente para visitar o Occidente, tudo deve
voltar de Occidente para (ornar ao Oriente. O
occeano humano tem o seu fluxoe refluxo.
Troia funda Romaeis a acgo oriental. Roma
funda Constanlinoplaeis a reago occidental.
A Grecia tinha j fundado a Alexandria.
As cruzadas ensaiarara a fundago definiti-
va do Oriente ; mas nao era ainda chegado o
tempo.
O tempo chegou depois com o desenvolvimien-
to mu tardo da civilisago : mas esse desen-
volvimeoto se suspender e ser ameagado de
perecer, se limitar-se a si s.
E' esta, se me nao engao, a situago actual
da Europa : ella pesa sobre si mesma, por qu
chegado o lempo do cuidar dos oulros, de ex-
pandir-so.
Para salvar-se curapre que estenda a mo
aquelles que defioham por falta de alimento :
cumpro que d ao Oriente a esmola da civilisa-
go. O seu egosmo seria a sua sentenga de
morte.
Por qualquer lado que se encare, a Europa
parece pesada, fatigada. Devora-se a si mesma
em lugar de distribuir com os oulros o sobejo da
sua substancia; em lugar do desembaragar-se.
expandindo-se. J nao lem trabalho para dar a
todos os bragos que o pedem, por que o occi-
dente j no' sufficiente a si mesmo : e os bra-
gos que cam inactivos devoriam aproveitar o
Oriente.
No Oriente esl tudo por fazer. Elle pede,
para regeoerar-se, os homens que o occidente
nao sabe como empregar, os homens que a Eu-
ropa nao sabe como alimentar.
Toda a le moral tem a sua repercusso no
mundo material. So claro no punto de vista
das ideas, que a Europa deve civilisar o oriente,
tambem islo necessano no ponto de vista dos
fados : e se essa verdade torna-se evidente para
os pensadores, a sua pratica torna-se necessa-
ria para os homens.
Ora, supponho que posso affirmar sem que
alguma consciencia enropa me contradiga, a
seiva occidental ameaga exhaurir-se : e preciso
que ella v buscar urna outra juventude no ori-
ente, afim de que a sua seja renovada, como a
da aguia : e nos podemos dizer ao mundo fati-
gado o que dizia o psalmista i sua alma tam-
bem fatigada : renovabilur, ulaquikt, juventus
fu.
A seiva occidental esgota-se : as linguas
occidentaes sentem a preciso de remontar s
origens que ellas ignorara, e a necessidade de
estudar as linguas orientaes lo urgente que
at mesmo a moda parece submetler os seus ca-
prichos descripgo dessa lei. A moda quer
que todos sejam orientalistas, como se livesso
recebido a misso de auxiliar a civilisago por
meio de suas fantasias, sem saber mesmo o que
faz.
A arte parece voltar os olhos para a sua patria,
que havia esqnecido : dir-se-hia qua se ach
atacada de nostalgia
Vede Decamps : parece nao ter tido outro fm
seno revelar-nos pela sua cor o brilhodaluz
oriental, e com essa recordago dissipar por
um momento as trevas em que jazemos. Nao
foi elle guiado pelo raciocinio, mas pelo ins-
linclo : nao concebeu o projecto decidido de rol-
lar para o oriente os olhos da Europa : porm
quando so trata de indicar urna tendencia qual-
quer, o insltncto um argumento sem replica I
Decamps virou-se para o oriente como ogyrssol,
sem ioteogo e naturalmente.
Vede Feliciano David, quanto msica. Vede
os orientaes de Vctor Hugo, mas nao, esquecei-
os; por que a execugo iranio o projecto:. lem-
brai-vos s do tituloo< orientaesesquecei a
obra : lembrai-vos do titulo como de um symp-
toma.
Emfim escutai De Maislre: esse grande ho-
mem, quo esperava o fim prximo da Asia, disse
nos seus seres de S. Pelersburgo :
Tendo a Asia sido o theatro das maiores
maravilhas, nao para admirar que os seus po-
vos hajam conservado urna inclinago para o
maravilhoso mais forte do que aquella que na-
tural ao hornera em geral, e que cada qual pode
reconhecer em si mesmo. Dahi vem a razo
porque esses povos mostraran) sempre ISo pouco
gosto e talento para as nossas sciencias do con-
cluso : dir-se-hia que se lembram ainda da sci-
encia primitiva, e da era da intengo.Aaguia presa
pede por ventura alguma maquina para elevar-
se aos ares?. Nao; ella pede somenle que lhe
quebrem as suas prises. E quem sabe se esses
povos nao sao destinados a contemplar espect-
culos que serio recusados ao genio investigador
da Europa ? Como quer que seja, observai, eu
vos peco, que impossivel pensar-se na sci-
eucia moderna sem v-la constantemente rodea-
da de todas as maquinas do espirito, e de todos
os methodos da arle: sob as vestes curtas do nor-
te, com a cabega perdida nos mil cachos de urna
ctbelleira posliga, com as maos carregadas de
livros o iostru melos do toda a especie, palu-
da de tantas vigilias e trabalhos, manchada de
tinta, e toda anhelante, caminha atraz da ver-
dade, bailando sempre para a trra a sua fronte
enrugada pelos clculos algbricos. Nao era as-
sim na anliguidade. Tanto quanto nos possi-
vel perceber a sciencia dos lempos primalivosoa
enorme distancia, que esl de nos, vemo-la sem-
pre livre e desembarazada, voan Jo mais do que
camioha, e no seu lodo apresenlando alguma
cousa de aerio e de sobrenatural : sollos ao ven-
to os cabellos escaparu-e-lhe por baixo de urna
mitra oriental, urna facha cobro-lhe o seio ar-
fando pela inspiraco, nao olha seno para o co,
e desdenhosa parece tocar a trra com o p s
para deixa-la, etc etc.
Assim, todos temos a mesma preocupago.
O ponsamenlo do oriunld inquieta o occidente,
como um pezar e como i; m desojo invencivel
um desses desejosque cc.rapre salisfazer, porque
nao podem ser dislar;ados.
Tudo tem o seu principio no mqndo moral,3-
sim como tambem o tem no mundo dos desejos :
o mundo moral o verdadero tbeatro da his-
toria ; e tudo o que nelle nasco aspira tradu-
zir-se no mundo dos factos* E eis que a trra
treme no orieute como para altrahir i forga a
attengo disirahida da Europa.
A Syria j obrigou-nos a voltar as vistas para
ella. E' que sem duvida chegou o tempo: que
sea duvida o instincto, que impelle o occidente
para o oriente, nenhum outro seno aquelle
que na historia natural se apellida o instincto de
conservaco.
Cousa admiravel I Para os entes moraes, para
as littoraturas, para as civlisages o instincto de
conservagio urna torga, que, longe de limita-las
aos cuidados de si somenle, Ihes prohibe a immo-
bilidade, e Ihes ordena a expanso. Para esses
entes conservar-se expandir-se, dar-se aos
outros. Ellcsjno podem viver para si sos, vi-
vera tambem para os outros, ou entonao
vivem.
Logo, o instincto de conservago que chama
a Europa ao cumprimento dos seus grandiosos
deveresdeveres de civilisad,ora, de berafeitora e
de soberana.
A civilisago florescer de novo quando se ella
eslender, A sciencia e a arte, reanimadas n'um
foco lo antigo quanto parecer novo, lo pri-
mitivo quanio parecer moderno, elevarlo seus
cnticos de acgo de Bragas I A arte coraega j
a baibucii-los, e a sciencia se prepara para o
mesmo fim.
0 que significam as vas frreas, a eleclrieida-
de applicada aos telegraphos, seno que estas
descoberlas prophelisim, symbolisam urna gran-
de religago, um grande triumpho oblido pelo
espirit sobre o espago ?
E quem sabe se a economia poltica nao en-
contrara no oriente a solugio dos problemas que
3 agitam ? De todas as partes pede-so trabalho.
Olhai para o inappa-mundi se queris adiar o
lugar onde o haveis de ter 1 Quem na Europa
(Icaria inactiva, se os europeos cullivassem o
oriente ? Os bragos da Europa, assim como a
sua cabega, sao encarregados de cultivar o mun-
do, d s cora esta condigo podero encontrar
n'um largo e fecundo exercicio a saude e o des-
envolvimiento.
Muita gente encara como impossiveis as cousas
que ainda nao esto realisadas. Essa mesma
gente ha cem annos teria encarado como tres-
I varios de urna cabega enferma as invenges que
a sciencia realisa todos os dias.
Oque teria Voltaire respondido ao homem que
lhe houvesso dito : d'aqui annos a luz servir
para a pintura I
E na verdade as grandezas da nossi sciencia
actual eram muito mais inverosimelhanles, ba
cem annos, do que o sao hoje os progressos e as
grandezas sociaes que as sciencias phisicas pre-
dizem e preparam.
Alm disto em face da necessidade, as difficul-
dades nopassam de apparencias. O que ne-
cessario necessariamente fcil. Os hroes da
Jerusalim libertada, para ser vencedores, deviam
ter marchido sobre chiraeras. As dilliculdades
sao essas chiemras. Para vence-las a Europa
deve marchar tambem sobre ellas.
Se a Europa o quizer atire-se para, o oriente,
respeitada e Iriumphanlo. *
Se o nao quizer tema que a Russla se atire so-
bre ella I porque a vida, que se deve expandir no
exterior e nao faz, aroeagada por um inimigo
interiorpois a sua morte germina no fundo da
sua avareza 1
Ernesto IIbllo.
[Le Monde.Silveira).
DE
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PEBNAMBUCO.
PABIS.
y de Janeiro de 1861.
Eis mais um auno que comega. Em 1860 vi-
mos a Franja receber para suas instituiges urna
concesso liberal, que bem se pode encarar como
preludio de rouitas outras vimo-la mais tomar
no Oriente a iniciativa de urna interveogo, de
que talrez venham ainda resultar grandes suc-
cessos em 1860 vimos a Italia dar ura passo gi-
gantesco para a sua unidade e independencia. O
que nos trar o anoo de 1861 ? J muita gente
augura mal delle, perauadindo-se do que logo
na primavera rabentar a guerra no nosso velho
continente.
Ao norte e sul da Pennsula italiana, em Ve-
neza, e em aples apparecer realmente mais
um episodio militar dessa grande revolugo, que
cornecou o seu periodo activo no 1." de Janeiro
de 1859? Sobro as margeos do Danubio no
centro da nago slava conslituir-se-ha tambem
um equilibrio para o slavismo mongolisado do
Oriente ? E na Hungra o que haver ?
Qualquer que seja a resposta que se d es-
las perguntas, nao se pode negar que parecem
iraminentes grandes acconlecimentos : todava
Napoleo III acaba de testemunhar muita confi-
anca no futuro. Com effeito no 1. de Janeiro
o imperador, cujas palavras nesse dia sao espe-
radas com anciedade, respondeu a lord Cowley,
que o fora comprimentar em nome do corpo di-
plomtico :
Agradego ao corpo diplomtico os votos, que
me dirige. Ciieio de confiaoga encaro o futuro ;
pois me persuado de que as relages amigaveis
entre as principaes potencias asseguraro a raa-
oulengo da paz, nico firn dos meus desejos.
A abertura do senado deve ter lugar a 22 des-
te mez : um dos seus primeiros cuidados ser
votar sobro o senatusconsullo, que autorisa a
verlficago in extenso das sesscs das duas c-
maras.
A abertura porem do corpo legislativo est
marcada para 4 de feverero, tendo por esta ra-
zo de aotecipar um dia a reunio do parlamen-
to britannico.
Quanto ao parlamento italiano, os collegios e-
leiloraes foram convocados para 27 de Janeiro ;
a segunda votago ter lugar a 3 de feverero,
e a abertura das sessoes a 18. Conta-se que
ser bastante viva a lula por occasio das ele-
Ces, e que o seu descovolvimenlo poder oc-
casionar serias complicages ; a que se segu
nao das menores ; segundo affirma urna cor-
respondencia de Vienna, tem-se resolvido no
centro de muitas reunios nacionaes em Veoeza
eleger depulados, que se apreseolaro na aber-
tura do parlamento reunido era Turin para o fim
de representaren a Yenecia. J se v que as
autoridades austracas esto evidentemente na
impossibilidade de comprimir as mauifestages>
unnimes da populago vaoeziana,
A' 28 de dezembr em presenga de alguns de-
putados o Sr. Minghelli, ministro do interior,
fez ler o decreto que declarara terminada a ses-
so. 0 Sr. Souza, presidente da cmara, apres-
snu-se a dar a palavra ao minislro, sem duvida
porque receiava alguma inierpellago: porem na-
da tinha sido resolvido pela esqaerda a esse res-
pailo. Retiraram-se silenciosamente dossa sala
grave, deserta, e obscurecida pelo madeiramento
do novo edificio, em que se tinha dado o ren-
de <-voits.
O conde do Cavour tem estado ltimamente
doeute. Elle nao parece muito seguro do resul-
tado do voto para a reunio. era Turin dos repre-
sentles de toda as provincias italianas. O
partido que pretende realisar pela primavera a
unidade completa da Pennsula extraordina-
riamente popular, e Garibali, que o anima,
ha de ter com toda a probabilldade a ocoasio
que se disputam o honra de te-lo como seu re-
presentante, quereodo fazer do seu nome o es-
tandarte da poltica nacional.
Tudo isto junto disposigo da Venecia, que
mais cima iodiqui, atiesta bem a gravidade da
situago actual, e indica a altitade futura do par-
lamento. Por outro lado a annexago do ap-
les e da Sicilia veio complicar as couzasde urna
maneira que pode ser muito decisiva.
O reiuo das Duas-Sicilias, mandando ao par-
lamento os seos numerosos deputados, vae pe-
zar com muita forga na balaoga, e pode, vencen-
do a maioria, produzir modifiesges de alta gra-
viJade. Nestejsenlido, pois, trata-se era Turin
de imprimir urna nova direegao s eleiges. Pa-
ra isto o Sr. Ruoncompagui reuni ora sua ca-
za os representantes mais influente dos diver-
sos partidos da cmara actual : toda as cores
polticas linhara os sem orgos nossa reunio,
os quaes foram acordes em reconhecer a neces-
sidade de apoiar o governo, Impellindo-o toda-
va a tratar dentro dos limites do possivel do li-
berlamento da Venecia. Este programma tem
de ser publicado muito breve.
O baro Ricasoli, tendo pedido de novo a sua
exonerago de governador geral da Toscana,
instancias do governo consentio em continuar
nesse cargo al a reunio do parlamento. A si-
luago do Sr. Miguhelli, ministro,do interior no
gabinete de Turio, se acha muito' abalada pelas
difficuldades da misso que actualmente peza
com todo o pozo sobre os consclheiros do rei
Vctor Eramanuel.
Quanto Venecii, qualquer que possa ser o
caso, nao vira encontrar a Austria desprevenida.
A gazeta de Ausbourg se apraz em enumerar as
torgas all concentradas ; segundo diz, formara
essas torgas um effectivo do 183:000 homens, com
52 bateras de arlilharia de campanha ; e a este
algarismo formidavel deve-se ajuntar 70,000 ho-
mens de reserva, reunidos om Trieste, na Istria,
Styria e Illyria : recebem estas tropas todos os
dias reforgos e muniges ; 03 trabalhos de ort-
Qcago proseguem cora aclividadn, e sem cessar.
Sao mu pouco animadores estes symptomas pa-
ra aquelles que crem na possibilidade de urna
negociago pacifica sobre a queslo veneziana.
A idea da cesso por compra aioda muito dis-
cutida. Uos persisten) em proclamar o accordo
completo da Franca e da Inglaterra em pedirem
Austria essa cesso sem compensaraj territo-
rial : outros, e estes cortos orgos da impren-
sa allema, reclamara generosamente em favor da
patria italiana o que elles encaram como o raaior
bera da patria germnica ; e se pronunciara alto
e bom som pela entrega de Veneza, reconhecen-
do que a Allemanha nenhum interesse tem em
garantir Austria essa provincia, e declarando
que, se o imperador Francisco Jos se decidir a
recorrer s aroas, correr grande risco de ver-
se abandonado por seus confederados no momento
da lula.
Os jornaes da Inglaterra teem sustentado a
mesma linguagem, testemunhando alguma con-
flanga na adheso provavel da corle de Vienna
s proposiges de compra que lhe lero de ser
brevemente apresentadas com um carcter offi-
cial. S o jornal do partido tory o Uorning-Ue-
raid, nega a possibilidade de qualquer assenli-
mento por parle da Austria, e diz que o principe
de Melernich, embaixador desta patencia em Pa-
rs, declarou em um jantar que era muilo des-
honroso para o seu governo o vender urna pro-
vincia, trocando assim iguominiosamonlo o seu
direito por almoeda ; e diz mais que elle acres-
cenira que a Austria, se tosse atacada, deten-
der-se-hia al a ultima exlremidade na sua po-
sgo por assim dizer inexpugnavel. O Ost-
Denlsh-Post clamou que a proposigo anglo-fran-
ceza nao era mais que um lago, e o prego da
venda, se nella consistissem, nunca havia de ser
pago.
A proposite de Veneza, lembrs-me agora di-
zer-vos que tem causado muita sensago no mun-
do poltico a publicago do urna brochura intitu-
lada A Marinha Austraca trabalho que se
attribueao archiduque Maximiliano. Nessa bro-
chura notam-se especialmente as seguintes pa-
lavras :
A ressurreige da Italia unida sob o sceptro
da Saboia um acontecimento muito mais im-
portante, muito mais fecundo era consequencias,
do que foi a elevago da Prussia ao grao do po-
tencia principal. A Prussia sahlo do genio de
Frederico, como a obra artificial e maravilhosa,
a que o grande rei imprimi o cunho da sua al-
ma grandiosa : para o edificio do poder italiano
o instincto de um povo que coopera........ O
colosso qne se ergue entre o Mediterrneo e o
Adritico, far surgir em pouco tempo, assim co-
mo Frederico fez surgir o seu exercito de trra,
urna marinha quo vira a ser o maior perigo para
a Austria. Porque razo nao ha de esta tirar urna
vantagera til da desgraca ? O reino itlico se
consliluio, apezar dos actos da diplomacia, e suas
protestages : a Europa pasmada encara esse es-
pectculo : a Austria receia nova calamidade. So
ella no^de conjurar o perigo com a prudencia
necessaria, deve ao menos buscar os meios de
defeoder-se. A ressurreigo da Italia como gran-
de potencia 6 o sigoal para que a Austria trate de
crear a sua marinha, etc., etc.
Duvdo muito que as proposiges do autor ano-
nymo da brochura sejam realisaveis no prazo de
dous annos, aioda mesmo quando podessem dis-
par da sorama de 30 milhes de florips precisa
para semelhante fim. O autor insiste na neces-
sidade de urna allianga com a Inglaterra, e emu-
le a opinio de que a polilca interior da Austria
deve repousar sobro os mesmos principios da po-
ltica interior daquella outra nago. S por esse
meio o governo inglez nao encontrar mais obs-
tculos na opinio publica da Inglaterra para a-
ceitar a mo quo a Austria lhe eslender.
Affirma-se que a elevago ao ministerio do Sr.
Schmerlihg, de quem se esperava a salvago do
imperio, em nada altera o estado das cousas. O
novo minislro dirigi aosgovernadores das pro-
vincias urna circular, em que desenvolveu o pen-
samento que tem de dirigir a sua polilca t e
nella declarou formalmente que todo o seu empe-
nho se limitar applicago das medidas consig-
nadas no manifest imperial de 20 de outubro.
O Sr. de Rechberg solicilou sua demissao. Por
urna caria de lei imperial foi ordenada aorga-
.nisacio immediata da chancellara daTransylva-
nia, e a prxima reunio da dieta dessa provincia.
O governo se acha pouco disposlo a atlender s
reclamages dos Magyares : falla-se. portante, da
probabilidade de aouexar-se a Woiwodia Serbia
Hungra. No meio-de todos esses embaragos
interiores a crise tinanceira torna-se mais grave
e ameagadora que nunca. O gabinete de Vien-
na decretou o curso forgado das notas do banco
de Veneza, e o pagamento dos juros da divida
nacional em notas do banco com o agio de 40 por
cento, e a Austria pensa em fazer a guerra pela
primavera como ae livesse ouro para comprar
armas 1
Profunda indignago se lem apoderado de toda
a Hungra a noticia da prisao do conde Teleki. O
negocq versa sobre urna entrega de prisionciro
que constitue um tacto deshonroso para os seus
autores.
O conde Ladislao Teleki, um dos membros mais
cloqueles da careara dos magnates em 1848, foi
enviado pelo governo nacional para Pars, como
embaixador., no correr do mes de agost, daquel-
le auno, "depois desse lempo nao voltou mais
cerlos faefos que se ligam vida intima e priva-
aa, diremos s que o conde se vio ltimamente
torgado a ir i Dresde por um desses motivos em
que mais predomina o coregSo do homem do
mundo do que a rszo do homem poltico : esse
motivo fra occasionado por um negocio de fami-
lia. Conseguir all obter um tirulo de residen-
de oj'lar entre um graude numero de cvUegio 1 ao seu, rait a^l Sem ealtrmos na aaalysa de
ca debaixo de um nome supposto. de sorle que
se achava collocado sob a protecgo das autori-
dades saxonias.
A 17 de dezembr ultimo se prepara va elle para
voltar a Genova, quando a poheia de Dresde por
aviso, que recebera da de Vieona, dou-lhe bus-
ca em casa questionando-o ao mesmo tempo so-
bre o seu nome verdadero. O conde, nao que-
rendo mentir, preferio declarar com loda a leal-
dade os seus ttulos o qualidadea : apoderaram-
se logo da sua pessoa. A polica dirigi imme-
diatamente a sua participago ao Sr. de Beust,
pedindo-lbe suas ordens : o ministro foi receber
as do rei, quo delerminou fosse seguido o pare-
cer do ministro da jusliga. Ora, este parecer foi
que, em vtrlude da convengo existente entre
a Austria e a Saxonia, devia ser e prisioneiro re-
mettido ao governo austraco : nesse interina re-
clamando este ultimo governo o infeliz conde,
foi elle de facto reraellido para Vienna como
condemnado poltico.
Semelhante violago flagrante do direito do
asylo, commeltida pela corte de Dresde em rela-
go aos exilados polticos, deuaprova mais exu-
berante da vassalagem. que muito tem desacre-
j ditado essa corte aos olhos dos Alleroes.
A rounicipalidade de Pesth resolveu pedir que
I o conde fosse solt ou conduzido perante um iri-
! bunal hngaro : elle foi porm sollo depois de
urna conferencia que leve com Francisco Jos,
na qual promelleu que interromperia as suas re-
lages com o eslrangeiro, que nao passaria alm
das fronteras do imperio, e que abster-se-hia
de envolverse nos negocios polticos. A Aus-
tria conseguio pois sahir-se hbilmente desse
mo passo era quo a envolver o grande zelo do
seu adiado o rei da Saxonia, sua propria re-
quisigao bem entendido. Porm nao aconte-
cen o mesmo ao governo Saxonio, que aocarreta
com o peso ds sua vergonha, pela acgo vil quo
corametteu, e muilo justo. Por mais que elle
invoque o paci federal, e suas convenges espe-
ciaes com a Austria, nunca poder lavar essa
mancha, quo alinal de cootas nao a primeira
que o noda ; porquanlo nem a Allemanha,
nem tuda a Europa est aioda esquecida de que,
quando a Prussia dava liberdade ao general hn-
garo Klapk, preso em Drusseldorff nas raesmas
circumstan:ias em que foi proso o conde Teleki
em Dresde, a Saxonia por urna propenso poli-
ciana all ioveterada entregava Russia o illus-
tre e infeliz patriota Bakounio. Dizera qu o
governo Ssxooio est prestes a ter o castigo pela
recente repetigo do acto a que ento se enire-
gou. Eis o caso :
Dresde digna de melhor governo pela sua
posigo. pela docura do carcter e costumes dos
seus habitantes, por suas riquezas artsticas, e
pelo commercio que para all chama urna multi-
do do estrangeiros.
Muitas familias ricas do norte da Europa, per-
tencentes quasi todos aristocracia poloneza,
attrahidas pelos antigos lagos Iradiccionaes que
ligavam a Polonia aos eleitores da Saxonia, os
quaes por muito lempo lhe forneceram res, ha-
bitara quasi constantemente nessa capital. Po-
rm depois do que acaba de succeder, essas fa-
milias, e mesmo outras muitas, que oo teem a
temer um acto dessa sorte violento, nao querem
habitar por mais lempo nessa trra inhspita, e
se preparam para deixar urna residencia to pou-
co segura, considerando, e com muita razo, que
aquillo que nesse paiz succedou a um Russo, e
dopois a uro hngaro, poder tambem succeder
a um polonez, ainda que pouco o deseje o go-
verno de S. Pelersburgo.
A Bohemia lembrou-se aflnal de que nao
urna provincia, mas sim um reino; e urna de-
putagao da Gallicia, composta de cerca de duzen-
tas pessoas, se dirigi a Vienna com o seu pro-
gramma poltico, que os polonezes se decidiram
a apoiar afim de obterem as concesses, que
elles reclamara, a saber : a iodivjsibilidade da
Gallicia, urna Dieta nacional, o uso da lingua
poloneza na admiuistrago, e nas escolas, final-
mente a nao representado da Gallicia no conse-
selho do imperioo que mais grave e carecte-
ristico.
Se a Hungra, a Bohemia, e a Polonia obtive-
rem, como reclamara, urna independencia to
completa, a quo ficar a Austria reduzida? Oque
ser da sua unidade ? O que ser essa Dieta do
imperio requerida como o vinculo que deve unir
a cora com os seus povos ?
Frederico Guilherme IV, re da Prussia suc-
cumbio a 2 de Janeiro grave enfermidade, que
o forgra em 1857 a conlrar as redeas do gover-
no seu irmo o priocipe regente Frederico
Guilherme Luiz, desde ento chamado a succe-
der-lhe no throoo.
Tendo nascido no anno de 1795 o defuncto rei
centava por conseguinte 65 anuos de idade, e se-
guio de porto no tmulo sua irma a impera-
triz da Russia, viuva do Czar Nicolao. Havia
desposado em 1823 urna prnceza da casa da Ba-
viera, da qual nao leve filhos. Esse principe na
sua elevago ao llirono em 1840, adoptando cer-
tas medidas liberaes, zera nascer entre os seus
subditos esperanzas qie somenle em prtese
realisarain. E' bem verdade que foi no seu rei-
nado que a Prussia, depois de iocessaotes lulas,
chegou om 1847 ao rgimen constitucional:. mas
as concesses reaes folias nago liveram a serle
de nao serem nem mui exponlaneas, nena raui
fielmente observadas ; de sorte que em 1849, e
ainda mais em 1852, vio-so Frederico Guilher-
me IV retroceder os passos que precedentemen-
te dra no caminbo do progresso e da Uberdade,
volvendo nao s ao partido da idade media com
grave descontentrnoslo di Prussia, como tam-
bem esquecendo as aspirages que principio
adoptara c depois resegara para de novo adoptar
e ainda outra vez renegar.
Em geral o carcter desse reinado que acobou,
e que ha tres annos era puramente nominal, foi
lo inconstante, que obscurecen do urna maneira
singular o mrito das aeges louvaveis e bridan-
tes qualidades do defuncto rei, principe de gran-
de instruegaa, dotado de um espirito araavel
benevolente, e muilo amigo das sciencias a
artes.
A rauda oca. de rei seca para a Prussia. o sigoal
cerlode urna nova era? Quem o pode alarmarf
A elevago. regencia do priocipe Frederico
Guilherme Luiz deu lugar s raesmas esperanzas
que a elevago ao tbrono do seu real irmo. Ja
ha lempo sulficienic para reconhecer-sa que at
aqu essas esperaogas nao teem sido mais que
imperfeitamente realisadas, e que um carcter
pronunciada de indeciso tem assignslado a po-
ltica prussiaoa neates tres ltimos annos nao
menos que precedentemente. Nao occasio
azada para memorarmos o caso recente em que a
Prussia deixon de assumir na Allemanha urna
posigo para sempre preponderante : queremos
antes crer que o principe regente al aqu se
yisse CQiislrangido o embaragado pela naiureza
interina do poder que exercla por delegago ;
queremos esperar que agora revestido, como vai
ser, do poder soberano, guie com um passo mais
f'.rme e seguro o seu pais para os grandes desti-
nos, que o aguardara talvez.
A' este respeito eacoQirmos as seguales U-


w
"*. ;

lARK) DI f B&EUIMJCO. TERCA FE1BA i DI TEVERE1RO DR 1861.
r:
r Y T
II
Tahas n'sma corrtspoudenca datada de Berln no
Io de Janeiro ;
A Franca deve regosjjar-secom a mudanga
-da siluago, anda que desia vea uo ceja a cruz
que se elove. A princeza da Prussia, mulher do
regento, vai sem duvida procurar raadquirtr o
terreno ganho pelo partido do rei enfermo.
Ella aR|>* com o mgrMatecimeato da Prutaia. c
alm dalo grande admira Jora de Na polea III
s da Franca, lauto que por esta causa vive aem-
preem desharraonia com ea eua cunhadaa Car-
io e Aiburlo, e a.6 inoswe coa o sea alarido.
Dixem que quer aprovetar-se di elevacao : ues-
te ao throuo para epfeacnVr na sceat publica
seu lilho o principe rea), cuja especidade an-
da uesconhecida ; o que se sabe que ua sua
vida privada nada lem que merega censura, pois
conservou-se sempre ansiado dos negocios pu-
blicoa.oquc sefazsuppor-se-lhe unta ambiguo me-
diocre : lalvez seja este uro jurze mui sirio.
A uosigo do Sr. de Scheleinrlz tero sido slti-
mamente bem pcnivel : porqse sympalhisando
ca extreme cem a Austria, v-se forjado ce-
der era muitas cousas opinio dos seus colle-
gas, que de forma alguma qurem crear coinpro-
missos para a Prussia.
O novo rei nao lomou o nonie de Frederice
Guilherme V, cerno se havia dito priocipio, mas
aini o de Guilherme I.
Passemos agora Italia.
A agitado siciliana vai crescendo, no passo
que Francisco II contina resistir era Gaeta
Esta agiiario resultado de uegociage-esentabo-
ladas com a praga sitiada. Urna deputago fra
pedir garantas ao rei Francisco II, que oiTerecera
o principe de Trata, seu irmo para Isgar-lenen-
te, e un parlameolo ; ao passo que o conde de
Trapani ir-se-hia juntar aos bandos que ganha-
r.im os Abbruzzos, onde se oceuparia com toda a
eclividade da orgauisago d'esscs bandos : porro
se a Franca com a sua esquadra estacionada ein
frente de aela protege anda Francisco II, to-
dava nao pretende ir mais louge ; e o general
do lioyon manJou desarmar mullos corpos de
volntanos que procuravam orgausar-se no ter-
ritorio pontilical para 'jIi passarem-se aos
Abbruzzos.
O cerco do Gaeta j se vai parecendo muilo com
a lela de Peuelope, e parece que o bombardoi-
memo tantas vezes aununciado nunc hade co-
aci;ji. Nao que o cometo de urna obra de
deslruico seja muilo para desojar ; mas se est
decidido que esse duello deve lera sua hora tar-
rifa!, melhor ser que essa hora nao v eendo
lo adiada. A 6 de Janeiro os Piemoulees linham
j cm posigio couveniente 184 pecas, a niaior
parle das quaes sao rayadas.
liu aples, depois de muitas tergiversarles
da parle do governo de Turin, foi o principe
de Carignau, investido com o titulo de tugar-te-
nente do rei, e ajudado pelo cavalleiro Nigra, mi-
nistril dispouivet. A paz c a iranquilidade eslao
louge 'essas regiocs, e alla-se queogeueral La
Marinera ser enviado com o titulo de governa-
dor geral militar, e com a miado de dispersar
os bandos armados reunidas no- Abb.uzzos.
Lm novo grito de dr acaba do partir clj Val-
rano 1 O Santo Padre pronuuciou em consistorio
secreto de 17 de dezemhro urna allocucao desii-
linada chamar a atlengo dos deis sobre o es-
tado deploravel da religue e da sociedade. Lau-
cando un; olhar era turno de si elle ve com a
maior afflicgo a abolicao da coucordata no
grao-Juca-lo de Badn, a creaco do tcmpUs
protestantes as cidades italianas, o casamento
civil estabelecido na Hungra, a immensidade de
lirochuras e libellos e ludo islo lhe arranca do
fundo u'ilma as mais pungentes lainenlacoos que
labios humanos pdem proferir I
Na Turqua da Europa cresce a agitago : to-
dos os Na las do Montenegro se achara em ir-
mas, e os moiitanhez<'S preparani-se para um
ataque dos Turcos. lia na Herzegovina um foco
de coospiraces que, segundo se suspeita, ani-
mado pela Russia. A preza das canhouetras sar-
das carrejadas de armamento nao era a nica
cousa que podia preservar a Porta do grande
iiiovimeuio que ella receia ; os raontanhezes en-
contrara armas nos proprios paizes onde ellas
lhe sao vedadas. C verdade que as cinco canho-
oeiras teriam servido de muilo auxilio insur-
rd;o, purquo conduziam espingardas, pecas de
ruinara, o munigees de loda a nalurez para
armar 75,000 homens. As duas que poderam
escapar perseguigo da esquadra turca, viram-
se obrgadas desembarcar em Galatz 15.0(10 es-
pingardas, e 12 pecas, de que so apoderou o go-
verno moldo-valaquio.
izem que a liiglaieria;prole>triria contra a pro-
longado da oceupacao franceza na Syria. Esse
boato deve ser acolhido com toda a circumspec-
go. Verdado 6 que os Inglezcs veem com des-
prazer o estandarte da Franca fluctuar junio ao
Lbano ; e elles leeru em geral taas sympa-
thias pelos Druzzos, como os Francezes pelos \li-
ronilas: mas parece cerlo que vo partir para
Beyroulh novos refnrgos, e esta noticia desmen-
te a primeira, porque o governo francez nao fj-
ria coincidir semelhonte dcteroiinago com a
proleslago do gabinete brilannico. Como quer
ijuo seja, nao menos cerlo que se toma i ui pos-
sivel as circunstancias actuaos a retirada do
exercito expediciouario francez.
A Franca defende na Asia urna causa sagrada :
se ella abandonar os i-brislos anles de lirmar a
sua scguraiica no presente e no futuro, desistir
do seu dever e ser rrsponsavel por todo o sau-
gue derramado : alravessando os mares para de-
fender e proteger os opprimidos conlratou um
compromisso que deve levar ao lim. Ella se
acha pois empenhada, e to empenhada, quaulo
a sua nflervengo lera por primeiro resultado
exasperar lodos os odios araontoados sobre a ca-
bera dos cliristaos ; e o seu abandono seria o sig-
nal de urna carnificina maisterrivel anda que as
precedentes. Fiualmcnte ella tem do garantir
sobre as margen? da Syria, nao sj a sua honra
como tambera a vida de urna populacao que cun-
ta seguramente meio milho de habitantes.
O governo francez, pois, nao desistir da sua
missao, quo um dever que ha de realsaros vo-
tos e os desejos da Franca, que sao os mesmos
dos chrislaos do Oriente. 0 seu eranenho no-
bre e generoso. Se a sua oceupago da Syria
excita paixes egostas, desperla ciumesmesqui-
nhos, nao importa : ella ser apreciada pela opi-
nio publica europea como merece ser. Em Cons-
lanlinopla um jornal inglez foi o pcoprio a de-
clarar quo mal seria dos catholicos. dos Gregos e
dos proieslantes da Syria, se a Franca, cedeodo
exigencias injuslifleaveis, reliraese "dalli as suas
tropas I
O Czar publicar a 2 de margo seguale o ma-
nifest que deve promulgar a abolicao da escra-
vido : esli tomadas todas as prcaucOes aflm
de que nao seja a ordem perturbada com essa me-
dida sem prece lente.
Foi Analmente publicado o texto do tratsdo
concluido a 26 de outubro e*tre a China e a Fran-
ca e a Inglaterra. Pode-se elle resumir da roa-
neira seguate, quanto i parte que estipula a
plena e inteira execucao do tratado assignado em
Tient-sin a 27 de jainho de 1858 : a Russia d'ors
em diante n3o tora mais o previlegio de ser a
nica potencia representada na cidade de Pekn ;
a Franca e a Inglaterra ahi terio tambero embai-
sadores que podero ver face i face o filho do
do, ou pelo menos tratar direelamsote com os
eus ministros em lugar de negociar como em
outro lempo com os mandaras, dotados de som-
ata habilidade em prolongaren) os negocios, e
muilo bous para assigoarera em caso de neces-
eidade um tratado, que em nada compromettia o
imperador, pois que esle ignora va ou finga ig-
norar a existencia do mesmo tratado.
Devia-se ter feito mais. As duas principaes
potencias occidentaes nada fundaram de verda-
deramente serio e perduravel no celeste impe-
rio, sen ao quando os habitantes desse paiz apren-
deris couhece-las no seu proprio lar, e no fo-
co de sua civilisacio. Deviam terse aproveitado
da occasio para.impor ao governo chinez aobri-
gqao de crear urna embaixada em Pars e oulra
em Loudres. Emquanto os anglofrancezes ti-
xiliam em Pekn asorle da dymnastia Maotchoue
entre as mos o imperador consentira fcilmen-
te n'uma reciprocidade de relaedes diplomticas.
Ver-se-hia cnto urna colonia chioeza bem con-
eideravel estabelecer-se na Franja e na logla-
terra cm torno dos dous embaixadorcs ; e a Fran-
ca ganharia as mesmas vantagens que tira da re-
sidencia no seu seio dos chefes Arabas da sus
colonia argelioa. Em virlude do novo tratado o
porto de Tienl-sin ser definitivamente aberto ao
commercio europcu : as familias dos prisioneros
quesuecumbiram victimas da brutaltdade chine-
xa receberao a indemnisago de 250,000 francos,
e a cidade de Cowleoon seri cedida i Graa-Bre-
lanha. Poi suspensa a prohibicio relativa
migraco.
O general Montanbaa dirigi ao governo fran-
cez e mu relatorio, um peuco retardado, sobre as
operacocs quo preceder conclusao da paz.
Ello ahi conta a lomada do palacio de eatio, essa
residencia imperial,de quenada na Europa pode
dar ama idea exacta, nem das maravilhas do ser-
ralho, e das fadas do palacio dos Khans : conta
com eothusiasmo csses esplendores indiscripti-
veis, e essa magnificencia dosediQcios annexos ao
palacio sobre um extencao de 4 leguas, as esta-
tuas collossaes de ouro, prala e bronze, que or-
naaa os amaaeroaaa pigodes deue recinto qoaal
sagrada, as i amantas riquem amonloadas em
todas m partes desies jardioa de dilicias. Tan-
tea thesouroa aram mais que suficientes para .
testar a eottea dos soldados irritados com a per-
fidia dos cbinezss ; mas foi ludo respailado I
l>tvidio-sfl entre os Francezes e es Inglezes urna
somma equivalente a 800,000 francos em barras
d our e praia, que foram tenadas nos palacios;
e urna eommisso composta de lodos os chefes
dos difiranles corpas, cncartegada de fazeruma
justa distribuigao dos despojos, declaiou em no-
me do exercito francez que este quera fazer pre-
sente de todos os objecios preciosos ao impera-
rador. mperatm e o principe imperial. Dous
bastos de caminando Irabalhados u'uma especie
de esmeralda, que serviam de insiguia da digoi-
dade imperial, foram reservados, um para a rai-
nha Victoria,e outro para o imperador Napoleao.
Os alliados deviam deixar l'.km no da 8 do no-
vembro : quatro regimealos vullam para a In-
glaterra. Digamos em conclusao que os solda-
dos inglezes, os quaes aecusavam os soldados
francezes de vandalismo e pilhagem, foram pre-
cisamente os incendiarios do palacio de esli do
imperador.
A Inglaterra de 13.V7 leve lambem de contar o
seu dia de humiliacio. O seu dominio na In-
dia se achava compromollido : o sangoc dos seus
lilhos corra desde Delhi at Calcula! Essas
tragediw sanguinolentas eslarao prestes a se re-
novaren) ? Ora despacho datado de Bombay a
12 de dezembro annuncia que a insurrcicSo aca-
ba de rebenlar. O general Campbell sofTfeu
urna derrota ; a desorden) progrido ; o commer-
cio-esta paralysado ; e Nau-Saib em armas so-
bre a fronteira, observa o andamento dos suc-
cessos, e aguard, segundo diz o rimes, um mo-
mento opportuno para recomecar a lula.
G. M.
INTERIOR.
llio Gritude do Sul.
S. Borja, 16 de novembro de 1860.
Exploragao do alto Uruguay.
Em um barquiuho de 50 toneladas, pouco mai|
ou menos, de bocea aberla, propriedade dos Srs.
Frederico de Mascarenhas Camello e Domingos
Ignacio Branco. construido pelo narrador e au-
xiliantes, sem pralica alguma da arle, pois nun-
ca linha trabalhado, e com falla de varios mate-
riaes, iupossiveis de achsr na vizinhanga do al-
deamento do Nonohay, com lastro de 610 arrobas
de herva-mate, sahtmos do passo de Goyoenne
no dia 23 de outubro do corrente anno s 4 ho-
ras da tarde, com urna endiente que dava espe-
ranza anda subir, pois continuavam as chuvas,
tendo sido, no momento da sabida, o barco bap-
lis.ido pelo reverendo capellao da colonia Cace-
ro, em eommisso ao sobredilo aldeameato;
coraposla a IripolacSo do piloto Riphaelda Silva,
casado e morador no mesmo aldeamenlo, dous
carearadas o dous Indios, acompanhando tam-
bera o Sr. Domingos. s 6 horas atracamos para
penioitar, tendo feito urnas 4 leguas, alravessan-
do 3 corredeiras ou cachoeiras do rio, fazenio
eatio, em razo de 8 ou 10 milhas por hora, quasi
sempre tona d'agua.
No dia seguinte largamos s 6 horas, e sempre
com urna marcha, termo medio, igual da ves-
pera, s trabalhosa para o piloto, que, como ho-
rnera entendido, se mostrava superior na arte
martima, que por largos annos exercera, e que
j tiuha feito urna viagem na baixa do rio, cou-
duzindo urna expedigo de canoas. Ao meio dia
psrauos por causa da chuva, continuando ao de-
pois, couipletando-se ao peruoitar pelo menos
2' leguas do poni departida ; admiraudo-se os
bellos pontos de vista, que rpidos passaram,
apresentando a raageslade do rio Siraelhante em
mullos lugares a bellos profundos o vaslos gol-
phos, que Mpresentaran)-se uus aps oulros em
volla do rio de mais de legu", os lados de var-
zeas e lindos ouleiro?, rauitis vezes divisando-se
udies as mesmas formas; bellas siluagdts, bel-
los valles, que s pedera o serem cultivados
scieotificamenlc para liberalisar os fructos quer
iulertropicaes quer dos climas temperados, e
para se tornaren) dos mais amenos, entretanto
que sao coheitos de raalUs inteiramente virgeos,
s habitadas por abundante caga, (eras e indios
coroados. Ora una aps oulra, ora de longo cm
louge transpunhamos ilhas, algumas magnificas,
e rios, uus pequeoos, outros que parecen) asss
grandes a julgar pela foz e estensao dos valles
que regam, e onde devera-se eslabeloeer colo-
nias, e para sombrear s vezes ao longo todo esle
quadro o cordo verde azulado de baixos serros e
de ura co pardacento.
No dia 3 as cachoeiras, muilo mais rpidas,
nos faziam transpor distancias sempre tona
d'agua, com a velocidad em razao muitas de
10 a 12 milhas por hora, ou lalvez mais : embra-
vecidas, impetuosas, exhalavara das suas ondas
vapores e vento, e nosso barco, anda quo s ve-
zes osci.lante, sempre assoberbavs-as, e nao re-
cebemos pinga d'agua ; outrag, sereno deslisava,
s, pelo moviraento do leme com a marcha de 3,
l ou 5 milhas por hora, a placidez do rio.
Um cao, ao ver ariroohas (muito abundantes),
que julgo ser o castor, atirou-se agua, foi pre-
ciso ir busca-lo n'uma canoinha que Iraziamos
a reboque, e nao sendo possivel logo parar para
esperar o companhoiro, breve perdemo-la de
'isla, apezar de ter nesse lugar o tiro ao rio
mais de legua, corramos mais veloz do que a
canoa auxiliada pele remo, e s depois de tres
ou quatro vollas, tendo emfim podido atracar
n'um remanso, que avistamos o compauheiro
que logo chegou ; e ento coutinuamos, e appro-
xiraavamo nos de to temido sallo que s dis-
tava legua e mcia ; ahi atracamos com bastante
dilTiculdade.
No quarto dia, antes das 7 horas, o tinhames
transposto sem ter podido ir reconhece-lo como
seria o piloto, calculando que tinhamos feito 60
leguas em 22 horas de navegagao activa, e eslava
menos impetuoso que as cachoeiras: passado
este, tomou-se por flm o rio sereno, e caminha-
mos anda urnas leguas, parando s 2Jioras na
foz de nm beljo affluente (lalvez o Piplrfguass):
e. o segundo rio na margem direita depois do sal-
to, e o maior do mesmo lado depois do Japec :
ahi buscamos cagar, e perdemos urna anta, que
foi ao fundo, calculado polo piloto, por alguns
arbustos cojos cimos appareciam no meio do
salto, que elle nao devia ter menos de 30 palmos
d'agua cima do natural.
No quisto dia, sereno demais corra o rio : no
fizemos mais de 10 leguas, quasi sempre tona
d'agua : os serros tinham desapparecido, o tempo
claro, s avistafa-se valles, rios, ilhas varzeas.
outeiros e prolongados montes, que deliciosos
pareciam abragar tantas riquezas.
No sexto dia moslrou-se o terreno mais acci-
dentado ; alguns serros, ilhas mais raras, porm
maiores, o rio cada vez mais largo, lalvez de
500 a 600 bracas, quasi sempre sereno ; raros li-
geiros rorapiam sua monotonia : s ao escurecer
brando terral enfuoando nossa vela nos impellio
al ao passo de S. Xavier, que saudamos com sal-
vas, e onde chegamos s 9 horas com bello luar,
tendo feito nesse dia 12 leguas.
No oitavo dia chegamos a S. Borja, ao meio
dia., ora a remos ora 4 tona d'agua, as rezes com
fraca brisa.
Assim acha-se descoberla mais urna arteria de
exporfagio, que vai dar um grande impulso ao
norte desta provincia e sul da do Paran, to rica
em erra-mate. Infelizmente a navegagao do rio
cima s ter em meta seccas, depois de ser ca-
naiisado, o que nao seria cusloso.
Como lhe disso, o partido oasaarrador, i
sahida do ultimo vaper, contava .suaj t maioria
dos eleilores.; isto urna verdad* ma ate rsa-
llsada, mas de maneira tal que iras it laaariTi
por tanto para este lado poltico.
E cora efleito islo para admirar, reaootie
ceoda-se que ha laasiante lempo a
com sasseialidads a naisria toa ssrgsj ds w'n
lianca adminUtratira se ackavam as aiioi dos
liberssa.
O partido conservador da provincia oblare
um triuaipho completo, porque am lugares osde
nunca pode vencer tere maioiia completa da vo-
tagao para os eus candidatos ao cleitorado.
As aeticias viuda i do aarto ede outros aen-
tos, assim conlirmim essa verdade,
Entretanto os seweioa de Gameta, que des-
de principio se asguravam transtornados, uo
tem caminhado bem como pareca, quando dalli
rierars as noticias dj eieicio, aaju aificfihioifin-
to das cdulas.
Ha dous das paci para aquella cidade ura
vapor de guerra Ibicahy, conduzindo o Dr. chefe
de policia*
Correm differentes verses sobre a sahida do
chefe e do vapor para Camela.
t O facto real que ojuiz de paz, que funecio-
nava nos trabadlos da mesa, veio representar
presidencia sobre os temores quo tiohi para a
conclusao da apurago, e segundo se diz os tibe-
raes cametaenses pretendiam ou pretender per-
turbar a eleigo por meio de manejos e actos
proprios para esse fim.
Os jornaes, conformo suas cores polticas,
tem contado o caso seu modo; mas o que
real quo o chefe de policia nao seria mandado
Camela, se o negocio nao fosse de considerado
e urgencia.
Fu lhe disse que duvidava da elelco do Dr.
Tilo Franco de Almeida, para deputado, na mi-
nha ultima carta, vista de ser a maioria dos
eleilores saquaremas.
Ainda nao mudei de pensar; comtudocons-
ta-me que n presidencia nao deixa de proteger
esle candidato, o qual tem sido recommendado
da corte pelas inllueocias do seu partido.
Ha quem assevro mais, que o estado dos
negocios de Camela urna prova disso, porque
foi para ondeos partidos tlzeram convergir todas
as suas forgas e influencia.
L ostiveram no cumeco da eleigo e anles
mesmo dola, os Drs. Tito e Paes, do partido li-
beral ; e do conservador, o conego iqueira Man-
des e Dr. Freilas; l caballaram, escreveram em
jernalitos, fallaran-, ao povo e outras muilas cou-
sas flzeram, proprias da quadra.
Fnlretanto os iiberaes virara que perdiam a
eleigo o se retiraran), vista disto enlenderam
aquelles chefes conservadores, que com a retira-
da dos S3us contrarias, ludo eslava acabado, e
trataram de fazer o mesmo, regressando mais
tarde para esla capital.
Esta conflanga, ou abandono, deu em resul-
tado o que so acaba d) saber, pois corre que os
Iiberaes do lugar pretondem dar nova faco elei-
go para ser anuullada.
V. por isso, o meu charo redactor, como
vao por aqu os negocios polticos ; o que porm
Ilie alRango, que Camota, apezar da grande vo-
tago i favor dos consorvadores por toda a pro-
vincia, o fecho da questo, dando por certo a
victoria ao lado para que propender.
'< Quanlo tranquiliidade publica vamos indo
menos mal; porque j se nao falla mais no ne-
gocio das pancadas nos portugu^zes aguadeiros
da praca de Pedro II, que deu principio thema
aos jornaes para mil invectivas uns contra os
outros.
a F.ssa questo foi momentnea, e apezar de
haver lomado vulto, est mora para o publico,
gragas prudencia e intente cordiale da presiden-
cia e do cnsul porluguez.
Quanlo aos mais negocios da provincia, com
especialidade sobre as rendas publicas e os do
commercio, soguera era prosperidade.
Em relagu ao primeixo ponto o estado f-
nanceiro asss lisongeiro ; porque do exercicio
de 1800, como consta do balango do thejouro
provincial, passra para o corrale anno o saldo
de 231:766)3235.
Sem duvida que o governo com esle excesso
podo dar grande Impulso aos irabalhos pblicos
de verdadeira utlidada, e concorrer para que a
provincia attinja urna lisongeira prosperidade,
estando era paze com um slo to abengoado e
chcio de recursos como este.
O commercio lambis floresce ; porque j
coocurrencia cada vez maior no estabeleciraen-
to de casas de groso trato como retalho, e as
encommendaJas mercanlis para o estrangeiro
tem augmentado, assim como a exportaco de
geuorosdo paiz.
A alfandega ha tido este mez bastante af-
fluencia de despachos, nao s pelo interesse que
teera os negociintesde despachar as suas merca-
dorias, segundo a paula velha, cujo prszo de
execugo fiuda aqu em 23 de fevereiro, mas por
que a poca na provincia da maior affiuencia
de negocio, pelos aviamentos que lera fazer
para o sertao, e pla entrada da quaresma e das
festasdo Espirito Santo, que por toda a provin-
cia sao em abundancia.
<< Se as cousas humanase sociaes vo prose-
guindo por aqu, com mais ou menos incremen-
to, a na tu reza porm uestes ltimos tempos nao
nos tem sido favoravel: pois que o invern este
anno, desde o seu comego tem sido bastante chu-
voso, e das e ooiles ha que smente escuri-
do e cI'iuva.
a Alm disto, na ultima semana, esta cidade
lera visto baixar ao tmulo vidas preciosas, de
cididos respeitaveis, que ennoblecern) a sua
provincia uatal.
Entre esses foi o antigo deputado, Joo Bap-
tisla de Figueiredo Tcnreiro Aranha, que leudo
ura anno perdido a razo,.renden no dia 19 al-
ma ao Creador.
Tenreiro Aranha, alm de ser de urna fami-
lia distincta e de apurada educago, devida si
mesmo, oceupou importantes posiedestaes como
de deputado geral e provincial, inspector da al-
fandega e do thesouro provincial, e o de lente de
mathematicas do lycu desta cidade. Foi tam-
bem presidente e o fundador, por assim dizer,
da provincia do Amazonas; porque foi o seu
primeiro administrador.
Aranha falleeeu cora 70 annos, havenlo
deixado um filho, que est na escola central do
Rio de Janeiro.
DIARIO DE PERNAMBUCQ.
Domingo s 7 e mera horas da noile fundeou
em nosso porto o vapor Tocanlim, vindo dos
portos do norte, sendo portador de jornaes e car-
tas com as datas seguioles: Para 24, Maraoho
27, Cear31 do passado, Rio Grande do Norte i
e Parahyba 3 do corrente.
Eis o que colhemos da sua leitura:
Para.A carta soguinle do nosso correspon-
dente narra tudo quanto occorreu :
L ougo o tiro do canho na fortaleza da
barra, annunciando a ehegada do vapor do sul.
* Principio, pois, a miaba correspondencia pa-
ra lhe transmiltir aa novidades desta quinzeua,
qss, comeoando pela parte poltica, segando o
meu oostume, nao deixam de tar algum interes-
as, mxime em lempo do eleigss.
bacinhas chairoaas, feilas de borracha, por meio
de cuja materia ae imitara es mais bellas fructas
do paiz; j as lojas apparecem variados sorti-
meatoa de mascaras de todo o goslo e eitio,
fiara aa que ae veslem i carcter e phantasia ;
I ersBm se-vera aonuncios para os bailes pu-
situacao. e I blicos no theatro, e os preparalixuajiara as oar-
Ud'Jlles sociediTpa%cal.res.V
Ira Par o povo vai atestando do si o car-
ranciamo do sotrudo molhado, a 4 quatro annos
a ttU pane aa tsm introduzido u featai carua-
valsaeaa awaordinadas aos bailes e ostros diver-
t mest os proprio* de um poso civiUaado.
Disse-lhe que no dia 20, pelas 8 horas da
manha, detu saver urna asceoclo aria, em
um balao, onde tria o gymuastico acrbata Mr,
Elias Beroardi.
Na verdade a ascengo leve lugar no dia
indicado; mas cora roo resultado, porque ao
subir o baila foi embaracado por una arvore,
que eslava um pouco adan te de lugar d'onde
partir o balo, e por isso e por outras difncul-
dadw que se oppozeram por nao ter o viajanlo
ario quem o ajudasse, para o completo euchi-
menio de gai no vacuo rto balo, cou o negocio
adiado para domingo, 27 do corrate, as mes-
mas horas.
O povo flcou um pouco desgostoso por se-
melhante desapoulamento; mas como a culpa
nao foi de Mr. Beruardi, pois que chegou com
effeito i subir altura de urna casa de dous an-
dares, roleva-se de bom grado esse mo resul-
tado da sua tentativa perene domingo se repeti-
r a mesma diverso Nazarelh, e onde por
cerlo haver movo para o publico se divertir
duplicadameate, e para vicloriar o temerario
acrbata e navegante ario, cora os maiores
applausos, se eflectuar a sua ascengo.
Aqui Ondo por beje remettendo-lhe um
artigo publicado no Diario do Gro-Pard,
sobre o estado de prosperidade desta pro-
vincia.
digno do ser lido, porque o verdadeiro
quadro aa situaco paraeuse, estando alm disW
bem escriptoo com criterio. (*)
Maranho. Tomn posse, no dia 24, do car-
go de ajudante de ordens da presidencia, o Sr.
major Francisco Camello Pessoa de Lacerda.
O invern tem sido bastite forte em loda a
provincia.
A seguinte carta narra os demais factos occor-
ridos :
0 Tocanin, que era esperado honlem tar-
de, amanheceu tundeado no porto, de torna via-
gem do Para, e como o gerente da companhia
acaba de annunciar a sua partida para as 6 horas
da tarde, you dar principio ao meu trabalho, bem
constrangido por ter de me levantar da cama to
cedo em um da de invern, como est hoje.
Do Para ainda nada transpira, e assim nada
posso dizer-lhc dessa parte do imperio. Vmc.
com isso nao perde, porque tem um Ilustrado
correspondente naquella provincia.
'< Por aqui as cousas quasi que eslo no rres-
mo p, em que as deixoi quando escrevi-lhe a
minsa antecedente : entretanto sempro lhe direi
alguma cousa, para combater as noticias que se
propalara as vesperas das partidas dos paquetes
para serem acreditadas fra da provincia.
A adrainistragao Ilustrada e recta do Sr. Sl-
veira do Souza com especialidado, o alvo con-
tra o qual se dirigere os immortaes escriptores de
jornaes e pamphletos.
No dia 2*, designado para a apuragao geral
da eleigo senatorial, uo poude ter ella lugar em
consecuencia de fallaren) as actas do collegio da
Carolina, que anda nao chegarara, de forma que
foi adiado este trabalho para o dia 8 do mezvin-
douro, como manda a let.
Chegaram as noticias do 2. dislricto eleito-
ral, e sao todas satisfactorias para a chapa colli-
gada. Era um ou outro ponto apenas venceu a
-parcialidade opposta. Pde-se pois contar com o
triumpho da chapa alli.
Infelizmente no.Brejo poude o Dr Candido
Vendes, alcangar urna duplcala, mas to eviden-
temente falsa, quo se nao cootiando no resultado,
que ella lhe podesso prestar, langou mo de ura
meio, mais prompto de certo, prevalecendo-se da
docilidade com que se prestara os juizes munici-
pal e de direi11 daquella desgranada comarca no
intuito de amparar a candidatura do ex-depulado
de Casia?.
Como cima lhe disse, no Brejo houve urna
duplcala.
A eleigo legitima foi a do partido colligado
representado naquella villa pelo Sr. Benicio ; e
como nao s a influencia, de que este cidado
dispe, mas a sua rcconhccida probidade, eram
os mais seguros argumentos para condemnar a
eleigo feila pelo lado opposto, entenderam os
chefes dessi parcialidade que o mais seguro meio
de dar ganho sua causa era inutilisar por meio
de procesaos imaginarios os eleitores seus adver-
sarias.
Desgraciadamente acharam urna autoridade
que presiou-se tal plano, e de repente, sem
que ninguem o suspeitasse, urna rede do proces-
aos, cada qual mais revoltante, envolveu os ho-
mens mais conspicuos da localidade, que haviam
tido a inelicidade de merecer o suffragio de seus
concidados.
Este procedimento revoltante pela dupla cir-
cunstancia de partir de urna autoridade, e de ter
por fim inutilisar individuos, que gozam do in-
dulto da lei, como eleilores, shegou infelizmente
esta capital bastante larde, de modo que rae
parece chegaro tarde tambem as providencias
do governo.
Para alli parti o Dr. chefe de polica no va-
por de guerra Peiro II, que foi pelo rio Parna-
hyba at o porto da Repartigo, tres leguas dis-
tantes da vilty, afira do obter qualqucr desagui-
sado, que se receia depois dos acontecimentos,
que acabo de expr-lhe.
Eu lhe noticiarei em tempo o resultado des-
ses factos.
Chegou' honlem do Cear o Camossim com
tres das e meio.
Veio nelle de passagem o Dr. Salles, juiz de
direito da segunda vara, cuja ausencia dera no
gto certo procurador fiscal, que no sen sem-
pre reconhecido selo pela fazenda pretenda d'ahi
tirar materia para questionar a elegibilidade dos
Drs. Furtado e Virtato.
De urna carta, quo temos vista, do pessoa
fidedigna de Vianna, consta que dous sugeitos
moradores na Carolina indo caca internaram-se
pelas maltas, e perdoram-se. Nao desesperando
de acharen o perdido rumo (levariam elles al-
guma bussole?) continuaran) carainhar, e d'ahi
Ao mesmo tompo que succedia este tristo
aconiecimeiito, igual linha lugar na pesoa do ne-
gocame e vereador da cmara municipal Anto- 10 dws haram-se na villa de Vianna, d'onde
nio de Souza e Azevedo, pai de numerosa fami-se v pois que urna estrada partiudo em linha
lia e muito eslimado de todos os nacionaes e es- [cti do ultimo ponto pouparia o dispendioso e
trangeiros. l0D80 trajelo, que hoje se faz para a Carolina,
E agora
ainda para mais, sabe o Para o
fallecimente de metropolitano do Brasil, o Exm.
e Rvm. Sr. marqaez de Santa Cruz, arcebispo
da Baha.
Se o imperio chors um talento e a religio
um verdadeiro sacerdete, esta provincia lamenta
com dr sincera um dos seos lilhos mais dis-
linctos, pelo seu carcter, pelo seu saber' e im-
minenies virtudes.
O povo e a Igreja paraense cobrem-se de
luto e o sentiment geral neeta provincia.
Da dias tambem teve lugar am horrivel sui-
cidio pela volta de urna hora, n'uma loja ao fa-
zendas, na ra dos Mercedores, onde foi o esta-
belecimeuto de Charles Tarquais.
O individuo qse praticou semelhante acto
de desespero contrario A naturez* e a religio,
era um marcineiro porluguez chamado Jos Ci-
priano Fei'iiies.
c Dii-se geralmente que o finado nao livera
vida multo regalar, e que ltimamente andava
bastante molesto e fallo de meios.
O facto qne no mesmo dia da sua morte,
comprara rima porco de chombo n'uma roja de
ferragem, e que pergnnlra ao caixeiro se
aquello chumbo comprado malaria nm homem I
Com effeito dais horas depois ouvio-se
urna detonaco no fundo do armazem, e achou-
no qual se gasta mais de trila dias de viagem.
S. Exc, recoobeceodo o valor que tem so
nosso paiz as vias de communieage, mandn
averiguar esse facto, e ver se possivel dotar a
provincia com mais este melhorameato. Com
esle e outros muilos servigos que o Sr. Dr. Sil-
yeirs responde aos seus adversarios, que dizem
(isto, porm, s depois das ultimas eleigoes) que
a sua adminislrago tem sido de mero expe-
diente.
Comegaram os trabaihos da qualificago, e,
como de esperar, a grei Estrella anda por ahi
?ozear, di'.endo qse se prepara urna qualtBcago
f*on$lro, deforme, barriguda, etc. Tudo isto, j
se sabe, porque foram excluidas algumas duzias
do pliosphoros, qse na qualificago dos annos
anteriores haviam sido incluidos.
Honren) pela primeira vez accendeu-se o no-
vo pharol da ilha de Sant'Anna, construido pelo
engenheiro Souza. Esta obra, que se recoraalen-
da pela selidez da construegao e pelo bem com-
binado de seus apperelhoe, devida ao incabsa-
vcl zelo do actual presidente, que apezar dos
muitos embaragos com que lulou, nao poupou sa-
crificios para leva-la A efleito.
Aqui Qco por hoje, visto j estar esta muito
extensa.
P. S. Este vapor trouxenos a senlidissima nc
se, ao concurso de varias pessoas que foram ao ticia do fallecimn(o do distincto marquez de
lugar, am cadver todo ensangneutado, eom os Santa Cruz.
quei.-.os e goellas partidos em mil pedagos I
< Fot um acontecimento horroroso, para
quem vio vio o cadver e o seu miseravel es-
tado!....
A policia proceden logo s aecessarias ave-
riguagocs e ao acto de corpo de delicio, echan-
do na casa do finado dentro d'uma rede o se-
guale bilhete:
Prevenc&o para :io culpar ninguem.
Fui eu por minhus mos que me matei;
ninguem culpado, vivo desgostoso, e poris-
so que me mato. Cinco minutos antes da
minha morte.Assiguado, Jos Cypriano Fer-
nandes.
< Para compensar, porm, estes tristes acon-
tecimentos e perdss transiris, o publico desta
cidade prepara-se paru diverlir-se no prximo
carnaval.
il so enoonlram renda pelas roas as ca-
Como conhecedor das raras qualidades do
Ilustre finado, nao posso deixar de derramar so-
bre a sua campa urna lagrima de saudade e reco-
nhecimonlo.
A Ierra lhe seja leve.
Consta que est designado para substituido
o Exm. Sr. Manoel, nosso virtuoso prelado.
< Se assim e", a escolha nao podia recahir era
pessoa mais digna ; e se a igreja maranhease tem
de sentir a perda de seu incansavel pastor, res-
tar-lhe ha sem duvida a satisfago de v-lo oe-
cupar aa cupola ds gerarchia occlesiastica um
lugar, que s 6 reservado ao saber e virlude, o
de onde com mais vaotagem pode sen olhar pa
terno estender-se sobre as dioceses do Brasil.
Piauhy.Por cartas recebidas no Maranho
(*) Daremos do numero segninte.
A cdaea9.
constava que seriara eleitos deputadog geraes os
conselheiros Joo Lustosa da Cunha Parasagui a
Dr. Simplicio de Souza Hartios, sendo disputado
o terceiro lugar pelos Srs. Dr. Salles, Almendra
e Candido Gil a um Sr. Fialho, ubellio na corte,
mas gozando de mais sympalhias, em ambos os
ladps polticos, o isargito
Cear.Lirailates ooa i dar a presero* carta
do nosso corresaosdsoU :
s Deixei de dar noticia dcsia trra no vapor
pasasde por me soltar refocilando tora desta ca-
pital.
C Felizmente procederam-se Aa eleigea para
deputados a namb a Keral no dia 30 do mez
* anno prximo preterlo, e no dia 10do corrente
para a de senador ; s alo occorreu a menor no-
vidado em ponto algum da provincia, correado o
proeesso eleiloral eom toda a calma e lsgalidade,
excepgo do collegio de Queiieramobim, onde
hottse um protesto que ae julg bem procedente
A vista das razdes e documentos em que fun-
dado.
Entretanto que nesse collegio, e s nessa
eleigo para eleilores de deputados, dispendeu-se
a bagatella de vinte e seis contos de ris 1 Aval-
ladas sommas se dispenderam com as eleigoes,
s para o que apparece dinheiro A grande.
Menceu, pois, em quasi ludos os pontos o
lado conservador de cuja.maioridade se compe a
provincia.
O Exm. Sr. presidente Antonio Harcellino
nao protegeu nem muito nem pouco o lado con-
servador ; foi o mais imparcial que podia ser
Honlem love lugar a volago no collegio des-
ta cidade para os tres deputados por este dislric-
to, e comparecern] sessenU e dous eleilores e
foram mais volados os tres candidatos da chapa:
Ur. Jos de Alencar..................... 52
Desembargador Figueira................. 48
Dr. Manoel Fernandes..............,.... 38
Dr. Libralo............................. 26
Coronel Piragibe........................ II
Padre Pinto............................. 9
Dr. Oliveira.............................. i
Com a volago dos collegios de Maranguspe
e Aquiraz, aquclle composto de 42 eleitores, c
esle de i5; acham-se os candidatos collocados
com a volago seguinte :
Conselheiro Alencar..................... 115
Dezembargador Figueira............... 109
Dr. Manoel Fernandes................... 101
Dr. Libralo........... ................. 36
Nenhum voto mais obtiverara os Srs. Piragi-
bo e padre Pinto naquelles dous collegios. Ha
quera envide tudo para langar fra da chapa a
um cinJidato della para enlrar um outro do la-
do da opposigo, oqubl, por contar certo com to-
da volago de quasi todo um circulo antigo, jul-
ga que oblor o seu fim ; entretanto que julga-
mos sera risco os candidatos di chapa, hajam os
furos quo houvcr, alm mesmo de dous candila-
tos da chapa nao lerem a volago, onde tem to-
da, o candidato da opposigo.
No segundo dislricto eleitoral que nao se
pode dizer com certeza quaes sero os tres depu-
tados. Diversos sao os candidatos que pleiteiam,
todos do lado conservador o amigos. Uns opi-
nara que es eleitos sero os Srs. dezembargador
Machado, Drs. Jaguaribe e Macario.
Segnndo outros : sahiro eleilos os Srs. Drs.
Macario. Jaguaribe e Baudeira. Anda ha mais
verses A respeito. Breve saber-se-tla quaes os
eleitos e os enforqulhados.
Pelo terceiro dislricto sero eleitos os Srs.
Drs. Miguel Fernandes Vieira e Raimundo Fer-
reira de Araujo Lima. Os conservadores daquel-
te dislricto, sabendo que o chefe do partido ha-
via cedido a sua candidatura para dar entrada A
oulrem, lomaran) a resolucao espontanea de ele-
g-lo deputado. Por esta forma deram as influen-
cias daquello districto urna prova plena de quan-
to considerara e presam ao distincto cavalleiro o
Sr. commendador Dr- Miguel Fernandes Vieira,
o.Q tasso que, com urna semelhante medida, de-
sarmou completamente a diversos pretendentes
que disputavam a candidatura.
Respeito eleigo do senador por esta pro-
vincia e para cuja volago ter lugar no dia 10 do
prximo mes de fevereiro : ninguem pode julgar
quaes sero os tres cavalleircs que comporao a
lista tripue; ssim se julga coa lodo fundamen-
to que o primeiro e mais volado ser o chefe do
lado, conservador, o qual pelo seu cavalleirtsmo
lodos os respeilos lem sabido ganhar as affeigoes
de seus comprovincianos e mesmo de todos
aquelles de fra da provincia e que conhecem to
distincto carcter sempre prorapto tratar cora
Ihaneza quem quer que seja e sempre preslimo-
so e soccorrendo quera procura sua beneficen-
cia. Eis, d'onde procedera as fontes puras, do ge-
nuino geral prestigio que goza na provincia lo
eximio cavalleiro, e do que ninguem pode lirar-
Ihe essa gloria.
Doze, pois, sao os candidatos que aspirara e
se apresentam ao corpo eleitoral da provincia
para o lugar de senador.
_ Sendo a eleigo para senador disputada por
lo grande numero de pretendentes e quasi todos
do mesmo lado poltico ; correr tal eleigo sem
chapa ; assim, pois, tratara com todas as forjas
os pretendentes para alcaogarem eatrar na lista
trplice.
Tem havido chuva & cantaros era toda a pro-
vincia, gragas Deus.
Rio-Grande do Noile. Ainda limitamo-nos
dar a carta do nosso correspondente, que oarra
os factos mais importantes :
Acham-se definitivamente concluidas as elei-
goes nesta provincia, esse horrivel flagello, como
Vine, com muito juizo, e criterio as denomina em
sua excorenle Revista .lnuua nos Diarios de 8e
10 do mez passado.
Era Pao dos Ferros depois de muitodiz
t, dire euaeabaram-se as brigas por urna ma-
uaira, que embora inconveniente, me parece de-
cid.lamente preferivel ao expediente do punhal,
docactt, da espingarda, e da pedra ; para mira
esse meio, quero dizer aeleigo ero duplcala
ainda raelhor, do que a prop'ria conciliagAo, ou
amalgama de ioteresses heterogneos.
Contam.queporumdessesmovimenlos de es-
trategia eleitoral, que me nao souberam explicar,
conseguiram os liberares desalojar da matriz os
conservadores, que estavam de posse della, e
mandando buscar um juiz de paz no termo de
Port'Alcgre, sob a presidencia desta autoridade
fizerem na igreja a sua eleigo. Se verdade
esla acquisigo do juiz de paz, j v Vmc. que es-
a autoridade em ne-?so paiz vai tomando a na-
ureza de mercadoria, que se pode importar de
qualquer parte para fazer eleigo. Se os
inglezes souberem disto, os inglezes*, que sao os
priraeiros especuladores do globo, eque possuem
os melhores juizes do paz deste mundo, que oe-
goco nao ho de fazer em 1864, mandando tra-
zer-oos carregages deste genero I
Seguramente que nos leram a ultima moeda
de outro, que por ventura ainda possuamos por
esse tempo.
Os conservadores assim despejados do sen cas-
tello, tocaram retirada, e foram oceupar a casada
cmara, onde flzeram tambem os seus eleitores.
E eis aqui o desfeieho, que teve a trovoada arma-
da 1A para o Pao dos Ferro?, que os visionarios
lemiara que nao viessem de l innundara provin-
cia e fazer naufragar a presidencia.
a Eu disse, que as duplcalas em eleigoes me
pareciam preferiveis ao arbitrio da cenciliagao.
Siro, porque quando ha conciliagiio, o nico fruc-
lo, que della se lira nao haver o recurso As vias
de facto, entretanto que nem por isso deixa de
existir a mi f entre os concillados, e o compro-
mellimento para cada um dos condidaios, que
nada aproveitou com ella : quando na duplcala
deixa de haver a desorden); nao ha a farga
de urna amisade ostensiva, e inimisade oc-
culta ; e nao ha a odiosidade, com que carregam
os eleitores para com os candidatos logrados.
Alm de que a mesma cmara dos senhores de-
petados prefere este A aquelle systema; porquan-
to oo primeiro caso nao haveudo duvida sobre
a eleigo dos candidatos ella apenas desempenba
as funeges maieriaes de contar os votos e man-
dar tomar assento ao votado ; o que fazer um
papel puramente passivo : no segundo, porm,
(oas duplcalas) investida a cmara do direito de
annultar, ou nao annultar as eleigoes, de appro-
var, as quo bem lhe parecerem, e regeitar as ou-
tras, est visto, que nesta hypolhese ella, quem
de certo modo faz, e nio recebe, o depotado da
provincia, ou por outra, deixa sea carcter de
poder passivo para assumir o de poder activo,
representando ou como o poder moderadores-
colheado entre os candidatos diversamente vo-
tados pelas duplcalas, o que, ou os que mais fo-
rem do sen agrado, ou como senado annullando
tudo, e mandando proceder a novas eleigoes.
Nao sei, se nesta thooria, ou pratics, como Vmc.
lhe quizar chamar, de nosso direito constitucio-
nal acert, ou nao, explicando assim, n'uma cou-
sa ; porm presumo, que nao me engao, e ,
quando nao acredito na sinceridade das eoncilia-
g5e9 polticas; porquanto diz o Sr. Lamartine,
pessoa, em cujas patarras juro, quo te alguma
cousa ha de real em polica o odio reciproco,
e irreconciliaval ese se votara os partidos e des-
gragadamesle tato msamo o que eu teoho vis-
jo, estou observando e hei de presenciar ata
a ts,d!L2!i- \Vm,f- 1ue de8la ve*. Pr8"
tiSfiZSS^9*"7 --"-**"so-
f Nao asertado os conservadores, oo pelo me-
nos aquel]*, qse se incscav,m Ues, fazer nem
urna aceoanaeodacio coa se liberaos ise iastica
Ihesseja fltT-iv.m resoIvidoT^'.c^r una
qualquer, qse Ibes nao toase deahosrosaVVsm du-
vida por sb esmeren) os mesmos conservadores
wm oesnaslssirs Bastes, qse em K
pauoes, UKluaiye as polilieas, que aloaapei,reI
do todas) capitular o msamo que aoecsmbir
remedio que houve, foi cada um partido fazer sua
eietgao, e haver por isso mais esta duplcate que
supponho ser a quinta da provincia por j have-
rem as de Saul'Aooa do Mallos, S. Bento, Pao
dos Ferros, e Arez. E aislo veio por Qm a ci-
frar-se esla negra borrasca que por mais de 20
das pairou sobre a villa de Papary.
Com a conclusao do drama, que se represen-
lava em Papary podemos fazer a soguinle syoopses
das eleigoes municipaes, e primarias da provin-
cia do Rio Grande do Norle, que se nao malhe-
maticaraente exacta, tambem nao tica muita
distancia da verdade.
Venceu o partido conservador por urna maio-
ria decididamente absoluta ; e excepeo da
moite de Joo Babo em S. toogatlo, atgumas
offensas phisicas, e fenmentos leves ahi mesmo
e em Pao dos Ferros, o casacas rasgadas era Pa-
pary, era um acontecimeuto funesto houve mais
deplorar.
A mort, que houve em Sao Bento no de-
curso da eleigo nao leve por origem nem um
motivo da mesas, sendo por isso menos bem
fundada a opinio daquelles que pensam, quo o
Se esto quadro nao est todo debutado com
as cores vivas de urna Victoria incruenta, pelo
menos nao tem tantos tragos negros como os da
Telha no Coar. Aldeia na Bahis, Cassapava em
ho Paulo, e Cachoeira no Rio Grande do sul.
Estou persuadido, que vista dos elemen-
tos de dissolugo, que existiam entre nos, deve-
nios render gragas Providencia Divina, elogios
ao bom senso brrsileiro, e louvores presiden-
cia, por cujos concursos conseguimos nao ser-
raos os mais prejudicados da festa.
Para fallar a verdade a Vmc, nada do que
houve me causou adrnirago, por que ludo isto
e muito mais tem havido em todo o mundo, on-
de ha eleigo popular. Eu s conhego um sys-
tema de eleigoes isento de todos os inconvenien-
tes ; aquelle do que se servem os conquista-
dores, quando inmediatamente depois da con-
quista, e ainda era presenga do exercito victo-
rioso em forma, e de bayoneta calada, ordenara
aos conquistados, que. escrevam os seus nomes
era ura livro, declarando o individuo, que que-
rem que os governe.
Este meihodo alm de ter todas as vaotigens
de paz e liberdade que a sciencia social requer,
que haja nos processos oleitoraes, lem lambem
a grande e inapreciavel virlude de ser o mais na-
tural que se conhega, visto quo por elle que aa
pombassem se odeiarem, nem reciprocamente se
maltrataren) elegem os gavioes para seus reis, e
as ovelhas os lees para seus imperadores. Pode
serque haja derramamento de sangue parase
fazer a conquista, mas nao a effuso de urna s
gola delle para se conseguir a eleigo. Suppo-
nho que foi em 1818, que se deu principio a este
novo systema ; lalvez em 1958 o mundo no-co-
nhega oulro : felizraeule para esse tempo j nao
tenho esperangas de river, nem de me importar
com o que vai c por baixo.
A esta hora as urnas dos collegios eleiloraes
i lero proferido a ultima sentenga deste grande
pleito. **
_ Dizem os calculistas que iofallivel a elei-
go do Dr. Amaro ; e que s depois da apuragao
pela cmara municipal desta cidade se poder
saber qual o segundo feliz, se o Dr. Moreira
Brando, Pinag ou Dr. Gabriel. Se sahir qual-
quer desles dous ltimos ser completa a victo-
ria dos conservadores ; se porm for o Dr. Bran-
do rica ella dividida de meio a meio.
Afora isto, o que ha de mais notavel aqui
cm poltica a declarago do Rio Grandense da
Norte, em opposigo administrsgo do Sr. Dr.
Jos Bento Jnior.
Tudo mais prosegue em paz, c no seu mais
perfeilo estado normal
Continuam as chuvas, estas finangas de Dos,
como as denomina o mesmo meu apaixonado Sr.
Lamartine, que tanto ajudam s Qnangas dos ho-
mens. Nao ha noticia de parte alguma do cen-
tro, que nao venha coutando maravilhas do abun-
dante invern.
A'visla delle temos esperangas de que os
nossos males sealtenuera com a fartura que dahi
deve provir : nem a medida financeira do Sr.
Ferraz podia ter um raolhor auxiliar para se con-
seguir o seu patritico desidertuma subida do
valor da moeda e a baixa do preco dos gneros
alimenticios.
< Sao 6 horas da tarde; ah vem o Tocantins;
o Tocantins, que nao brinca com ninguem, vou
fechar esta, que coocluo com o resumo da vota-
go dos colligios conhecidos.
Collegios. Amaro. Gabriel.
Capital...................... 31 28
Extremoz................... 40 51
S. Jos ..................... 12 12
Papary..................... 24 2i
Penha....................... 33 17
Somma....... 140 132
Sobre esta luse iao larga j se pode proclamar
deputados por esta provincia os Drs. Amaro Car-
oeiro Becerra Cavalcanti e Gabriel Soares Rapo-
so da Cmara, conservadores.
Parahyba.Nao recebemos a carta do corres-
pondente, nem jornal algum, entretanto temos
presente carta de um amigo que nos diz o se-
guinte :
No 1 districto foram eleitos os Srs.:
< Dr. Diogo Velho Cxvalcanti de
Albuquerque.................. 365 votos.
Dr. Anizio Salathiel Carneiro
daCunha....................... 331
'< Baro de Mamanguape......... 281 >
Obtireram votos tambem os Srs.:
-' Dr. Antonio Carlos de Almeida
Albuquerque.................. 203 votos.
cr Padre Francisco Pinto Pessoa.. 154
Dr. Lrndolpho Jos Correa das
Neves.......................... 23 >
No 2o dislricto ainda nao conhecida a elei-
go ; mas todas as probabilidades sao em favor
do conselheiro Antonio Jos Henriques e Dr,
Antonio de Arago e Mello.
PERNAMBUCQ.
REVISTA DIARIA.
Hoje, pelas quatro horas da tarde, realisa-so
a inslalago do Curso Commircial Pcrnambu-
cano.
Por decreto imporial de lido passado mez,
foi nomeado auditor de guerra desta provincia o
Sr. Dr. juiz de direito da segunda vara criminal
desla cidade Francisco Domlngues da Silva.
_ Acham-se desonerados das commissdes po-
liciaes, de que estavam incumbidos os ofnciaes
do exercito abaixo declarados, por haverem-n'o
pedido :
Capilo Themoleo Peres de Albuquerque Ma-
ranho, delegado de Cimbres,
Tsente Luiz Martina Carvalho, delegado do
Bonito,
Alferes Luiz Castilho de Aguiar, subdelegado
de Pedras de Fogo.
Resolveu effectivamenle a mesa regedra
da veneravel ordem lerceira de S. Francisco a fa-
zer a procisso de Cinza; a qual ter lugar no
dia proprio.
O seu trajelo ser pela roa do Imperador,
praga de Pedro II, ras do Queimado, Livre-
menlo, Direita, pateo do Terco, travessa do Ma-
risco, ra de (lorias, pateo do Carao, Carabea
do mesmo, reas Nova, e Cabug, praga da In-
dependencia e ras das Cruzes, recolhendo-ao
em sua igreja:
f.embramos a conveniencia dos respectivos
moradores mandarem limpar as mencionadas
ras, mesmo porque a procisso deixarde tras-
sitar por aquellas que ao esliverem acetadas.
No dia 1 eelebrou-se oo Pogo da Panella a
festividade da Senhora da Sade, e no dia 3 nes
Afogados teve lugar a da Senhora da Paz.
Ambas as festividades tiverom o luiimento
condigno ao acto.
As sdalas de 5J000 e 1*000 re., papel
branco e urna s figura, icham-se no segnndo
mee de descosto proporcional.


MAMO M PnUfUMVOO; -TERCA IRA OK FIYMEIRO 0R i Mi.
86
50
40
3
1
29
29
29
5
1
31
31
As pritneiras portanto esto reduzidas ao va-
lor de 4*000. as seguidas ao de 800 rs.
O oolleffo eleiloral da Bonita, pertsoeente
o 4 districto, composto de 90 eleitores nelle
obliverara rotos os seoliorea :
Dr. Jeronymo VilleU de Castro Tarares....
Dr. Jos Leandro Godoy de Vascoocellos..
Dr. Francisco Raphael de Mello Reg......
Vigario Tito de Barros Corris..............
Coronel Jos Pedro Vellora da Silveira....
No Bonito houve outra masa eleiloral, com-
posta da segunda turua de oleitores, fetos pela
parcialidade do Sr. Bezerra de Mello ; o lendo a
ella comparecido 50 eleitores, consta que ohti-
veram os seohoros:
Dr. Jernimo Vidala de Castro Tarares___ 50
Dr. Francisco Riphael de Moilo Reg...... 50
>'o collegio de Carusr, perlenceote ao
mosma districio, foram rotados os senhores:
Dr. Josa Leandro Godoy de Vasconcellos.. 70
Dr. Jernimo VilleU de Castro Tararoi.... 67
Dr. Francisco de Paula Baptfsta............ 29
Dr. Francisco Raphael de Mello Reg.... 15
Dr. Urbano Sabino Pessoa de Mello........ 9
Da reunio dos votos desles dous collegios,
nao mencionada a duplicata, resulta a seguini
volaco: .
Dr. Jernimo Villela de Castro Tarares.... 153
Dr. Jos Leandro Godoy do Vasconcellos.. 120
Dr. Francisco Raphael de Mello Reg...... 55
Dr. Francisco de Paula Baptista............ 29
Dr. Urbano Sabioo Pessoa de Mello........ 9
Vigario Tilo de Barros Corris.............. 3
Coronel Jos Pedro Volloso da Silreira___ 1
Apsesenticnos o resnltado final da eleigSo
do segundo districto, encarado peloi differentes
lados que elle aprsenla :
Con as duplcalas de Taquarilinga, Goiana e
Tejucupipo, pertenceutes parciolidade do com-
meodador Antonio Francisco:
Conselheiro Sergio Seixeira de Macedo...... 412
Dr. Silrino Caralcanli de Albuquerque...... 318
Dr. Joo Alfredo Crrela de Olireira An-
dride...................................... 296
Dr. Antonio Aires de Souza Carvalho_____ 216
Dr. Antonio Viconte do N. Feitoza.......... 51
Com as duplcalas das mesraas freguezias, per-
tencentes ao lado do comraenlador Joo Joa-
2uim.
onselheiro Sergio do Macedo.............. 411
Dr. Joo Alfredo............................ 368
Dr. Silvino Caraleanti ...................... 331
Dr. Souza Carralho.......................... 132
Dr. Feitoza.................................. 50
Excluidas as duplcalas:
Conselheiro Sergio de Macedo.....,........ 332
Dr. Silrino Caraleanti...................... 293
Dr. Jo.io Alfredo............................290
Dr. Souza Carralho ........................ J28
Dr. Feitoza ........................!...!!!!!. 41
No collegfo de Barreiros foram rotados os
senhores seguintes.
Na elecao dol" juiz de paz
Conselheiro Jos Beuto da Cuoha Figueiredo
Dr. Antonio Coelho de S Albuquerque....
Conselheiro Sebastia do Reg Birros......
Dr. Domingos do Souza Leo..............
Dr. Antonio lierculano de Souza Bandeira..
Na eleijo do 4o juiz de paz
Conselheiro Jos BjuIo da Cunha Ffueirede
Dr. Antonio Coelho de S Albuquerque....
Conselheiro Sebastio do Rogo Barros...... 31
Agoa-Prela (lomados os votos era separado):
Dr Antonio lierculano de Souza Bandeira 30
Dr. Urbauo Sabino Pessoa do Mello.......... 30
Conselheiro Antonio Pinto Chichorro da
Gsna..................................... 30
Passagoiros do vapor nacional Tocantins,
viudo dos portos do norte : Mauoel Dionizio de
SOUa, Paulino de Almeida Brilo, sua senhora o
2 lillios, Manoel Verssimoda Silra, sua senhora
e 4 filhos, Clemenlino Peixolo da Cunha, Manoel
Cabral Borges, SeraQm de Souza, Jos Pacheco,
lierculano do Espirito-Santo, Joaquim Seares,
F G. Guimares, Jos Barateiro de Souto, sua
senhora e 2 eseraros, Joaquim Piolo Souto,
Argelino Grego, Antonio Francisco dos Santos,
Joaquim Piolo Marcello, Mauoel Francisco da
Silva, Caries Jos Mara, Francisco Moreira,
Francisco Sobraleiro Albu mrque, Antonio Hol-
landa Caraleanti Mello, Alfonso de Albuquerque
Mello, llenriqoo de Araujo Lima, AndrSimo-
nis, Antonio Aleixo Lima e 1 filho, Manoel Mar-
ques Camacho, Domingos Francisco Ramalho,
Lulos Agoslinho Polan, Querino Pacheco Bor-
ges, Jos Jacomo Tasso, Miguel Garcez Aires
Lima, Jos Fortunato de Souza Jorge, Manoel
Comes Moreira, Vicente Augusto Magalhes, Jo-
s Marianno de Albuquerque, Joaquim Augusto
Pereira Jacobina lacomo Utysses e sin mana,
Joo Rodolpho Gomos, Joo Francisco de Aze-
vedo Das, Joo Anglada Filho, Francisco Luiz
de Olireira Azevedo, Eloy de Olireira Lacerda,
Firmino Antonio Monteiro, Jos Goocslvcs dos
Reis, Victorino Jos de St>ua Travassos e un
desertor.
Seguem para o sul:
Querino Jos Vieira, Lusegnan Antonio Fer-
reira de Vasconcellos. D. Amelia Maria da Cunha
el criado. Armio A. P. de Soua, Boaronlura
C. Ribeiro, Leonardo B. Mendonca, Joo Jos
Ferreira, l.eo Psreul. Joo Evangelista Monezes,
Antonio Nicolao Monteiro, Luciano Pereira de
Souza, Joaquim Antonio Ferreira da Cunha, Hi-
lario M. Antonio Gorjo e 1 filho, Carlos Antonio
Espindola. Sergio F. Caslello Branco Jnior, Vi-
cente F. F. Goiabeira e sua senhora, Francisco
rinheiro Passos, Joaquim Mondes tluimares,
Francisco Antonio Rodrigues Salles, 2 solda-
dos, i irnperia.es marinheiros e 22 negros a en-
tregar.
MORTALIDADE DO CU 2.
Mara, preta, 40 anuos, solteira, escrara, hepati-
te chrontca.
Maria Joaquina do Espirito Santo, branca, sol-
teira, 22 annos, suffrimeuto do coraco.
Gertru Jes, branca, 10 raezes, coovulsos.
Liberato, pardo, 8 dias, espasmo.
Aana Joaquina de Carralho, branca, casada, 36
annos, gesirohepaiite chronica.
Arabrozina, parda, 4 annos, bronchite capellar
aguda.
Mara, parda, 3 das, espasmo.
Cesario Francisco Ribeiro' pardo, solleiro, 20
anuos, bexigas.
3
Maria, branca, 18 mezes, conrulsos.
Francisca, branca, 7 mezes, espasmo.
Francisco Jos Gomes de Santa Rosa, pardo, ca-
sado, 50 annos. hypelrophia do coraco.
PilippeNery de Oliveira, pardo, viuvo, 30 an-
Jios, phtysica.
Silrina Maria Francis:a, cabocla, casada, 24 an-
nos, hydropis;a.
Florentina, parda, 2 annos, fbre maligna.
Daniel dos Santos, branco, casado, 40 annos, fe-
bre perniciosa.
Januario Archanjo, pardo, ignora-se a nalurali-
dade, estado e de que morreu, por ter sido re-
colhido ao hospital de canade sem falla,
com idade de 56 annos, dyarrha
Joaquim Flix Machado, branco, casado, 55 an-
nos js i le.
Maria, parda, 8 annos, febre cerebral.
Julio, bramo, 4 raezes, espasmo.
CHRONICJUICWRI*.
TRIBUNAL DO COMHEflCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 4 DE FEVEREI-
RO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXX. SR. DESEMBARCADOS
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos osSrs. depu-
tados Lemos, Basto e Silroira, senhor presi-
dente declarou aberla a sesso.
Lida, fui approvad a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Foi lido um offcio do ministerio dajusliea,
remetiendo o exemplar do decreto o. 2691 de 14
de novembro do aopo prximo passado.
Outro do secretario do meritissimo tribunal do
commcrcio da corle, remetiendo a relaco dos
negociantes matriculados no mer. de dzembro
prximo pasead*Aoeuse-se a recepeo earchi-
ve-se.
Outro do mesmo, aecusando a recepeo do offl-
cio desle tribunal, datado de 13 de dzembro pr-
ximo passado.
Outro do secretario do tribunal do commcrcio
4a Bahia, de 19 de Janeiro, remetiendo a rolaco
dos comoieretantee mairculados nos mezes de
agosto dzembro do anno prximo passado.
Accuse-se a recepeo o archire-se.
Outro de secretario do tribunal do eorossercio
0 Maraohio. com a relaco dos commereiaotes
atnculados em novembro prximo paseado,O
mesmo.
. l)u* ofllcios da junte dos eorretores da oraca,
remelleodo as coliches ofliciaes de 14 i 19 t 21
fi 26 de Janeiro prximo passado. Arch-
rem-se.
DESPACHOS.
Um rejuerimenio de Wilhelm Olio, pedindo
raalricular-se.Satisfaga O parecer fiscal.
Outro de Jos Rodrigues Tarares de Mello, e
Agoslinho Gomes da Cosa, pedindo o registro de
sea contrato social.Registre-se.
Outro de Frederieh Wilhelm Quixt, pedindo
matricular-se. Salisfac* o parecer fiscal.
Outro de Jos Baptista da Fonseca Jnior, pe-
dindo o registro do seu contrato social.Regis-
tre-se
Outro de Ricardo Carduff e Jos Pinto Ribeiro.
pedindo o registro do contrato de sociedade.que
jonum.Vista ao senhor desembargador fiscal.
Outro de Justiniano Tarares, pedindo que seja
inulilisvlo o registro de sua nomeaso de cavtei-
ro dada por Manoel Cenjalves da Silva. Como
pede.
Outro de Jos Peres da Qruz, pedindo porcer-
tido o registro do distrato social m'firma com-
mercial de Jos Victorino de faifa & Compa-
nhia.Como pede.
Outro de Roslrou Rooker 4bCa|panlua, pedin-
do regislrar a pro;uragaa 4o j PUm. Como
Outro de Senna & RebeUe, ptXodo registrar o
distrato de sua sociedade.Regitre-se.
O tribunal mandou rematter Associaco Com-
mercial 25 exerapiares do regolameato dos cor-
relores, assim como 13 deates para os corro-
lores.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 4 DE FEVEREIRO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEHBAROADOR
SOt'ZA.
Secretario, Julia Guimares.
Ao meio-dia, achaudo-se presentes os Srs.
desembargadores Villares e Silva Guimares, e
os Srs. deputados Lemos, Bastos e Silveira,
Sr. presidente abri a sesso.
Fui lida e approvada a acta de 20 de dzem-
bro prximo passado.
Em consequoncia di legitima suspeico do Sr.
desembargador bilra Guimares no feito entre
partes :
Appellanto, Luiz Rodrigues Samlco ; appella-
do. Manoel Francisco da Silva Albano.
O Exm. Sr. presidente ofRciou ao Sr. presiden-
te da relaco requisitando um juiz que officie na
referida causa.
PASSAOENS.
Appellante, Antonio Jos Moreira Pontes ; ap-
pellado. Jos Goncalvcs Malveira.
Appellante, JosNunes de Oliveira ; appella-
dos, Joo Luiz Ferreira Ribeiro e Antonio Duarle
de Oliveira Reg.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
Appellanles, Ayres & Araujo ; appellados, os
administradores da massa fallida do finado Jos
Machado Malheiros Braga.
Appellante, Jos Goncalres Villaverde ; appel-
lado, Joo Manoel de Almeida.
Appellante, Joo da RochaWanderley Lins ;
appellado, Joo Baptista de Barros Machado.
Appellante. Francisco Jos da Silva Maeieira ;
appellados, Tasso & limaos, curadores fiscaes da
massa fallida Je Novaes & Companhia.
Do Sr. desembargador Silva Guimarae3 ao Sr.
desembargador Villares.
E nada mais havendo a tratar, e Exm. Sr, pre-
sidente lerantou a sesso.
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
Batanete d Aovo Banco de Per-
namnuco
em 31 de Janeiro de 1861.
ACTIVO.
Fazenda nacional......316:6005900
Apoltces da divida publica ...... 370 800^000
Estrada de ferro do Pedro II...... 104:000}000
Estrada de ferro da Bahia........ 66:7293411
Depsitos......... 80:000>000
Joias depositadas...... 5:7353280
Acedes depositadas..... 3:5703000
Letras caucionadas...... 6:800j0i)0
Letras descontadas......2,822:3979522
Letras protestadas..... 2G:050j>760
Aluguel de casa...... 1:137*500
Fornecimento....... 7:766$85
Premios e commisses .... 25*338*295
Jos Antonio de Figueiredo J-
nior (do Rio de Janeiro). 5:228*071
Juros.......... 5:024jG02
Despezas geraes ...... 7:511?237
Caixa.Pelos seguintes valores :
Em moedas de ouro 32.9805000
Em ootas do
thesouro me-
nores de 103. 3:732*
Em ditos de di-
versos valo-
res. 350:0705
------------353:802*000
Em notas da caixa filial
do Banco do Brasil 53:1408000
Prata c cobre. 835*699
--------------162:877g699
Ris. 4,347.566*962
PA381V0.
Capital..........
Emisso.........
Depsitos da direceo ....
Letras por dinheiro recebido
juros .........
Contas correntes com juros .
Ttulos em cauco.....
Fundo de reserva......
Banco da Bahia S/C .
Banco da Bahia N/C .
Kuowles & Foster de Londres .
Dividendos........
Saques .........
Premios de saques e remessas .
Juros da garanta d'cmisso. .
Desconlos........
Lucros e perdas......
2,000:0008000
1,486:0002000
80:000g000
116:4733034
296:833*123
9:3u5g280
33:179*759
6:982jJ988
32:692*398
4:018*159
1:408*000
8:955$993
593403
25:527747
246:051*270
79*108
Ris. 4,347:566*862
O guarda livros,
Francisco Joaquim Pereira Pinto.
ERRATA.
No relatorio da companhia do Beberibe, na 5a
columna, liohi 7, onde diz venho aposentar-
nos, dere ler-se, apresenar-ros, no balancele na
6a columna, lionas 35, dividendo 2i, onde diz
939*180. deve Ier-s639450.
Correspondencias.
Assuear mascarado, Canal2*100 por arroba.
Oesconto de letras11, e 120(0 ao anno.
Leal SewPresideote.
Fre etico Cuinvrrsssecretario.
Ajrandega.
Rendimento do da 1.....15:897*679
dem do dia 4.......i3347*5-->3
38-675*23*2
Movlraenlo da alfandega.
Volum.es entrados com fazendas.. 65
* com gneros.. 432
------m
Volumes sabidos com fazendas.. 217
com gneros.. 230
------447
Descarregam boje 5 de ferereiro-
Barca inglezaDianafazendas.
Escuna portugoezaMariafazendas.
Patache americano James Oarig farinha de
trigo.
Barca americanaAzeliamercadorias.
Brigue portugusLaia IIIdem.
Barca ingleza Chazebacalbo
Brigue hollandezGesiena Gertruidacanos de
ferro.
Patacho nacional Julio diversos gneros.
RscunajfraocezaAlixcemento.
Patacho hanoreriano Rheoo rages para a
estrada de ferao.
Brigue inglezAnnecarvo.
IMrOKTAQAO.
Patacho haooveriano Rtna, vindo de Antuerpia,
consignado a Both & Bidoulac & C, maoifeslou
o seguinte:
20 wagons, 20 trens, 40 portas lateraes, 4 ditas
de frente, 20 feiios taboas. 80 chapas de guarda,
20 ligas, 20 feixos, 80 caixas graxa, 40 correntes,
20 pregaduras, 40 eixos, 200 molas, 11 caitas com
objectos pertencentes aos wagons, 120 tonelladas
de cadeiras para trilhos ; ordem.dos directores
da estrada de ferro.
Brigue inglez Anne, vindo de New-Castle, con-
signado a Rolh & Bidoulac & C, manitestou o
seguinte :
100 barris cerreja ; a Saunder Brothers & C.
20 barris tinta de escrerer ; a Isidoro Hal-
liday.
150 ditos cerreja, 2 ditos cemento. 61 tonela-
da e 2 quintaes carro deeoke, 39 toneladas el5
quintaos ditos de podra ; ordena.
1 caixa papel. 1 barril objectos, 181 ferrolhos ;
ao superintendente da ria frrea.
14,857 cadeiras para trilhos pesando 62 tonela-
das e lOquiniaes ; Th. H. Harrison.
Patacho nacional Emulacao, rindo do Acarac,
manifestou o seguinte :
1446 meios de sola ; Manoel Goncalres da
Silra.
1917 ditos dita, 14 couros salgados; Joo Jo-
s de Carralho Moraes.
200 ditos dila ; Joo Agostinho de S Pe-
reira.
753 ditos dita ; Juam Rousom & C.
1052 ditos dita, li magos decouriohos de ca-
bra, 12 saceos gorama, 1 pacote peonas de ema ;
Jos Rodrigues Ferreira.
20 saceos gomma, 10 macos courinhos; Leile
& Motta.
12 saceos gomma ; Joo Simes de Almeida.
7 ditos dila ; Custodio Moreira Das.
3 barricas cera de carnauba, 2 ditas gomma
de mandioca, 1 caixo oros ; Jesuino Jos da
Rosa.
407 meios de sola, 10 saceos farinhs de man-
dioca, 4 ditos gomma ; a Francisco Ferreira Go-
mes d6 Menezes.
2 barris touciuho e carne ; a M. Figueirda de
Para.
6367 meios sola, 161 couros salgados, 1 dito
curtido, 9 macos de couros muidos, 3 barricas e 6
saceos de 1/2 pipa cera de carnauba, 2 saceos mi-
Iho, 10 ditos farinha de mandioca, 55 ditos gom-
ma, 2 rolos com 32 arrobas de chumbo, 120 al-
queires sal ; diversos.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1.....1 548*950
dem do dia 4.......3:729104
Senhore redaclont.Com inaprazer acabamos
de saber que se acha prestes a deixar-nos o dis-
liucto chefe de diriso e actual commandante da
eslcao naval desta provincia. Exm. Sr. Manoel
Francisco Barroso, por harer sido despachado
para a Bahia, afim de tomar o commando da
Estacao dessa provincia.
Ao Exm. Sr. Barroso, quera de antes s-
mente conheciamos por iradico, tiremos o pra-
zer de conhecer pessoalmente'e de moita rez ap-
prociar a sublimidade de seu carcter franco e
jovial, que asss revela a grandeza de sua alma,
depois de haver elle assumido o caro cujo
mandato devemos to subida honra.
B por ieso, cora o coraco cheio de saudades
escrevemos estas pobres linhas, no momento de
saber que haremos de ser pairados da presenca
daquelle illustre senhor, ao qual dedicamos lu-
da sympalhia de que digno, quer como amigo,
quer offieial da briosa corporaco da marinha
orasiloira.
Acceile, portanto, o Exm. Sr. Barroso, como
demonstrago sincera da sffeico e respeito que
Ihe votamos, estas rudes phrases que mal tra-
duzem estes nobres sentimentos suscitados por
S. Exc. na atma daquelle cuja iotelligencia as
dilou ; e que cora prazer reconhece no espirito
publico a conrmacao do objecto de suas asser-
ces.
Recife 4 de ferereiro de 1861.
5.278J05
Movimiento do porto.
COUUKHIO.
-Varios entrado no dia 2.
Rio Grande do Norte8 dias, hiate brasileiro
Flor do Rio Grande, de 31 toneladas, eapilo
Miguel Archanjo da Costa, equipagem 5, carga
assuear; a Joo da Cuoha Mages.
Cardiff51 dias, brigue iuglez Stratton, de 182
tooeladas, eapilo John Gardiner, equipagem
9, carga carvo de pedra; a Roihe Bidoulac.
Ass8 dias, hiate nacional Garibaldi, de 109
toneladas, eapilo Custodio Jos Viauna, equi-
pagem 9, carga sal ; Tasso & Irmo.
CarditT50 dias, brigue francez rkeruxann, de
284 tonelladas, eapilo Couzat, equipagem 10,
carga carvo de pedra ; a ordem.
Navio sakldo no mesmo dia.
MarselhaBarca fraoceza Pernambuco, capto
Corduan, carga assuear.
Navios entrados no dia 3.
Portos do norte8 dias e do ultimo porto 8 ho-
ras, vapor nacional Tocantins, de 700 tonela-
das, commandante Io tenonte Jos Candido
Duarle, equipagem 48.
Navios sandos no mesmo dia.
BahaCorveta a vapor nacional Mag, comman-
dante 1" lente Manoel Francisco Aires de
Araujo.
Ro de JaneiroBarca brasileira Rio de Janeiro,
eapilo Joaquim Cardoso, carga assuear.
Rio Grande do SulBarca nacional Thereza /,
eapilo Joo Hyppolito do Couto, carga assu-
ear e mais generes, e 2 escraros a entregar.
Navios entrados no dia 4.
Terra Nova36 dias, patacho inglez Express, de
134 toneladas, eapilo John Orsalo, equipagem
9, carga 918 barricas, 622 linas com bacalho ;
a Jamos Crabtree& C.
Liverpool34 dias, barca portuguezt Maria, de
412 toneladas, capital Pedro Augusto Mooiz
da Silra, equipagem 12, carga fazendas e mais
gneros ; a Patn Nash & C.
Buenos-Ayres53 dias, barca americana P. Pen-
chelon, de 368 toneladas, eapilo E. J. Siump-
son, equipagem 11, em lastro; a ordem.
Nao houveram sahidas.
01 eo I-* <0 en
a. 0. a 10 Horas
r- r* 5' B 1
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Atmosphtra.
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3 s 9 QO 1 ^ Fahrenheit H m 0
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0 0 M e : Cisterna hydr mtrica. 9-
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Fniuee.
1 inglez.
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Cfl
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S SE
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9 se
2

posto do nico art. 756 do regulamento de 19
de setembro de 1860: 7 espanadores a 2*, cada
um, total 14 e 4 papa^aios a 21 cada um, total
09, que foram apprekeDdidos pelo guarda cora-
mandante do 2o ponto fiscal Frederico Cansello
Napoleio, sendo a arremalagao lirre de direitos
ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco, 3 de ferereiro de
Ion.
O cscripturario,
FiruUno JusideVliveira.
Secretarla do governo de Pernam-
buco 10 de Janeiro de 1&4S1.
De ordem de S. Exc. e Sr. presidente da' pro-
vincia, feo publico para conhecimenlo de quem
mteressar possa, que se acham vagos os ofllcios
de labeltio publico do judicial e escrivo do cri-
me, cirel e execucoes do termo do Rio Formoso,
por desistencia que delles fez o respecliro ser-
rentuario Antonio Pioheiro da Palma.
Os preteudentes aos mencionados ofllcios sao,
pois, conridados, para que, habititando-se na
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851,
e ariso n. 25i de 30 de dzembro de 1854, apre-
sentem seus documentos no prazo de 60 dias,
contados desta dala.O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
Secretaria do gnyerno de Pernant-
buco 16 de Janeiro de 2861.
Por esta secretaria se fazem pblicos para co-
nhecimenlo dos inleressados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretario de
estado dos negocios di justica no mez de dzem-
bro prximo findo sobre os requerinieotos dos
individuos abaixo declarados:
ia 5Jos Peres Campello, (objecto) officio de
justica, (despacho) nao tem lugar.
1 5Joo Ferreira Vilella, (objecto) ollicio de
justica, (despacho) prejudicado.
1 5Antonio Ignacio de Torres Bandeira, (ob-
jecto) officio de justica, (despacho) pre-
judicado.
Dia 23Bernardo Jos Barbosa, (objecto) perdo,
(despacho) nao tem lugar:
Dia 28Joaquim Maria da Cooceiso (objecto)
perdo, (despacho) nao tem lugar.
Joo Rodrigues Chaves.
Joao Baptista de Castro e Silva, inspector da
ihesouraria de fazenda de Pernambuco por S.
M. Imperial e Constitucional que Dos guarde.
Em cumprimento da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazends de 27 de dzembro ultimo, faco
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos que foi
iodeferido pelo tribunal do thesouro o requeri-
mento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sago por prejuizos queallegou ter lido durante
a revolta de 1848, visto se ter prescriplo o seu
direito por nao o haver requerido dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambuco 19 de Janeiro de
1861.Joo Baptista de Castro e Silva.
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber ao professores e professoras, direc-
tores e directoras, de collegios e escolas de en-
sino particular primario e secundario, que foram
absolvidosda multa imposta por nfracco do art.
80 da lei regulamentar n. 369 de 14 de maio de
1855; que o Illm. Sr. Dr. director geral da ins-
trueco publica da provincia, tem marcado o
prazo de 60 dias, contados da data deste, para es
mesmos Srs. requererem a licenca e lirarem os
respectivos ttulos; urna vez que'continuem no
mencionado ensino particular; evitando desle
modo a duplicada multa que Ibes deve ser im-
posta pela reincidencia.
A mesma advertencia se faz a aquelles, que
por ventura tenham aberto estabelecimelos des-
ta ordem, sem a competente autorisaco na for-
ma da lei citada.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos,
mandou o mesmo lea. Sr. director geral publi-
car o presente.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 28 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque,
Secretario interino.
Directora geral da instrueco
publica.
Faco saber aos inleressados. que o IHm. Sr.
Dr. director geral da iustrucce publica, de con-
formidade com as instruces de II de junho de
1859, tem designado o dia 18 de fevereiro pr-
ximo futuro, pelas 10 horas da manha, para ter
lugar o concurso as cadeiras vagas de instrueco
elementar do Io grao do sexo masculino, men-
cionadas no edital de 3 de novembro do anno
passado. Sao pois convidados os Srs. que se
acham habilitados na forma da lei a vir inscre-
ver-se e a comparecer nesta repartido no refe-
rido dia e hora.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 28 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Declarares.
Praca do Recife 4 de fe-
vereiro de 1861.
A.s tres Horas da tarde.
Cotacetos ofneiaes.
Cambio sokre Londres- ttlra d. por la 9
dias de vista.
A noite clara Molo -E regalar e assim ama-
nheceu.
OSCU.LACAO da mr.
Preamar as 41 h. da manha, altura 5,4 p.
Baixamar as 5 h. 18' da tarde, altura .2, d.
Observatorio do arsenal de marinha, 2 de fe-
rereiro de 1861.
HOBAirO STEPPLl.
1 lente.
Editaes.
De ordem da inspeccSo da alfandega se faz pu-
blico, que no dia odoeqrrente depois ^o meio
Idia se ho de arrematar em hasta publica i porta
Ida mesma reparlicJo de- eonformidade com dis-
Pela adraioistraco do correio desti cidade
se faz publico que as malas que tem de cooduzir
o vapor Tocantins para os portos do sul fechar-
se-bao hoje (5) as 2 horas da tarde e os seguros
at urna hora.
Arsenal de guerra.
Por ordem do Illm. Sr. coronel director do
arsenal de guerra se faz publico a quem convier
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marco de 1860, se tem de mandar ma-
nufacturar os seguintes arligos de fardamento e
equlpamento :
109 sobrecasacas de panno azul.
5 calcas de dito dito.
161 capotes de dito dil >.
1123 calcas de brim branco.
464 camisas de algodaozinbo.
400 bornaes de brim.
400 pares de polainas de panno preto.
Qeem quizer arrematar o fabrico de taes arli-
gos no prazo de 30 dias, comprela na sala da
directora do mesmo arsenal pelas II boras do
dia 7 do correle mez com suas propostas em
que declare o menor preco e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 4 de teve-
reiro de 1861.O amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Capitao do porto.
De ordem do chefe de diviso. capto do porto,
se faz publico o aviso abaixo, da capitana do
Maranlio.
Capitana do porto de Pernambuco, 4 de Janei-
ro de 1861.O secretario, J. P. B. de Mello
Reg.
AVISO AOS NAVEGANTES.
Pela capitana do podo do Maranho, se faz
publico aos navegantes oue do dia 15 de fererei-
ro proikimo futuro em otante ser de novo Ilu-
minado todas as ooites o pharol da lha de Sania
Anna desta. provincia, da lat. sul 2 16' 30" long.
O Grev. 43 38' 25" ; sendo do sysleraa de rola-
cao com eclipses de 31".
Capitana do porto do Maranh*o, 25 de Janeiro
de 1861.Hermenegildo Antonio Barbosa de Al-
meida, capto do porto.
Pelo juio dos feitos da fazenda se ka de
arrematar no dia 7 do correte, finda a audien-
cia, um sitio em aberto; com casa terrea de pe-
dra e cal, com 4 janellas e urna poila aa frente,
tendo esta 54 palmos e 21 de fundo, com cozinha
lora, avallada por 200, sendo o dito sitio no lu-
gar do Rio Doce, e penhorado per execuco da
fazenda, contra a viura de Fumino Jos Flix da
Rosa. Recife, 4 de fevereiro de 1861.Caetano
Pereira de Brito, solicitador interino.
Inspeeeo do arsenal de marinha. i
Faz-se publico, qae a cossmissio de peritos
examinando, na forma determinada no regula-
mento acompanhando o decreto n. 1314 de 5 de
ferereiro de 1854, o casco, machios, c&ldeira,
apparelho, mastreaco, veame, amarras anco-
ras do vapor Ptrsinunga da companhia Peraam- i
bocana de navegaco coateica, aehou todos esses
objectos em estado regular.
Secretaria da inspeeeo do arsenal de marinha
de Pernambuco em 4 de ferereiro de 1861.O
inspector, ElUiarto Antonio des Santos.
Por esta subdelegada se faz publico, que
acha-se depositado um cavallo ajazo com can-
a"lha, que foi tomado no acto de'ser preso Luiz
os Bezerra, por suspeito de ser furtado : quem
*e jelgar com direito, comparece, que provando
Ihe ser entregue.
Subdelegada do Io districto da freguezia dos
Afogados, 4 de ferereiro de *r861.O subdelega-
do aapptoDto, Jos Buarque Listo*.
O padre to Leite, Pita Ortiguei-
ra, ut de paz do primeiro anno do
primeiro districto da freguezia de 9.
Fre Pedro <<*ncaUe*, daxa; audiencia
as tercas e sextas-feira as 10 horas da
mauha em casa de sua residencia na
ra da Cruz n. 9.
Directora geral da ins-
truccao publica.
Por esta secretaria se faz publico por
determinacSo do Illm. Sr. Dr. director
geral, queam&nbaa 5 do corrente pelaa
4 horas da tarde, tera' lugar abertura
do curso commercial peras-mbucano, o
qual tem de funeclonar no salo de um
do ton enes da alfandega desta cidade.
Secretaria da instrueco publica de
Pernambuco 4 de ferereiro de 1861.
O secretario interino, Salvador Henri-
que de Albuquerque.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circularlo, declarando que, en
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituido ou resgate devera' eFec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que findo
este prazo s podera' ter lugar com c
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, licando asm na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor alguin no fim de l mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. O
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg. Luiz Antonio Vieira.
O abaixo assigoado, juiz de paz do primei-
ro auno do 2.' districto da freguezia de S. Frei
Pedro Goocalves, dar audiencias nos dias uteis
do quarla-feira e sabbados, s 4 horas da tarde,
na casa do sobrado na ra do Pilar n. 137, segun-
do andar.Manoel Estanislao ds Costa.
Consolhos de compras na raes.
Tendo-se de promover a compra do material
da armada abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico effecluar-se isso em sesso de 5 do
mez prximo, medisnle propostas recebidas at
as 11 horas ds manha, acorapanhadas das amos-
tras dos objectos que couberem no possivel.
Para os navios.
30 Pecas de brim da Russia, 12 libras de cera
preta, 8 arrobas de lioha de barca, 4 livros map-
pas de 50 folhas, 6 ditos de 25 ditas, 20 resmas
de papel almago, 10 ditas do dito cartuxo, 12
pinceis escopeiros, 8 arrobas de gaxeta de pa-
tente 16 arrobas e 19 libras de plvora grossa 10
arrobas de mealhar branco, 1 peja do cabo de
linho de 7 e 1/2 a 8 polegadas, e 1 jogo de tin-
reiros galvanissdos.
Para os navios, e arsenal.
14 Libras de cera em arebole, 3 caixas de guer-
ra, 1000 folhas do lixa de esmeril em panno, 800
ditas de dila de vidro, 3 pifaros, 5 arrobas de
seccanle, e 8 ditas de zarco.
Para o arsenal.
20 Barras de ferro redondo de 3 a 3 e 1/2 po-
legadas, 150 liames de sicopira, 6000 ps de pi-
ano de rezina.
Pan as obras do Porto.
400 Varas de linlugem para saceos.
Sao as condirjes para effecluar-se a compra
ser paga logo no mez subsequente do recebimen-
to dos objectos, e sugeitarem-se os vendedores
a multa de 50 por % do valor dos mesmos objec-
tos, caso nao os entreguem na porgao, e da
coa tratada.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco, em 31 de Janeiro de 1861.
O secretario.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do dia %.* de fevereiro vindouro en-
diente se principiam a contar os 30 dias uteis pa
ra pagamento bocea do cofre dos seguintes im-
postas : 12 0|0 sobre as lojasa retalho, armazens
de fazendas. tabernas e casas de leilo ; 4 0(0
sobre os armazens de recolher, botequins, holeis,
casas de pasto, typographias, prensas de algedo,
cocheiras, cavallaricas, e todos os mala estabele-
cimeutos em que houverera gneros expostos
venda ; 200 subte casas de cambio, 50)) sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados em paiz eslrangeiro e por essa de jogo de
buhar; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrosas, lano do servico particular co-
mo de aluguel. M-sa do coosulado provincial
28 de janeiro de 1861.Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Directora geral de instraeco publica.
Por esta secretaria se faz constar aos Srs. pro-
fessores e duectores de estabelecimentos particu-
lares de instrueco primaria e secundaria de am-
bos os sexos abaixo mencionados, que os mappas
de seus alumnos relativo ao ultimo trimestre do
anno passado, ainda nao foram entregues nesta
repartidlo ; o que deviam effecluar com a roaior
urgencia, para nao incorrerem na multa deter-
minada no or. 100 la lei n. 369 de 14 de maio
de 1855 ; advertindo que os mappas dos alumnos
de instrueco primaria, devem ser separados dos
mappas dos alumnos de instrueco secundaria, e
todos assignado?.Assim o determina o Illm. Sr.
Dr. director geral.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 29 de Janeiro de 1861.O secretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
Nomes a que se refere a declarado suppra :
Padre Thomas de Santa Mariana de Jess Maga-
lhes.
Bernardo Fernandes Viauna.
Dr. Americo Nelto de Mendonca.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa.
Padre Joao do Reg Maura.
Alexandre Jos Goncalves do Miranda.
Antonio de Padua HollaodaCavalcanli.
Joaquim Theolooio Soaresde Avellar.
Francisco Jacintho Sampaio.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Navarro.
Dr. Joaquim Borbosa Lima.
Francisco Antonio Cesario de Azevedo.
Padre Francisco Peixoto Duarle.
Mauoel Fonseca de Medeiros.
Estevo Xavier da Cunha.
Dr. Antonio Caetano de Moraes Navai.o.
Manoel Francisco de Honorato.
Aatonic Joaquim de Passos.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros.
Angelo Francisco da Costa.
Salustiano da Silva Cajueiro de Campos.
Padre Joo Servulo Teixeira.
Luiz Emigdio Rodrigues Vi anna.
Manoel Alvos Vianna.
Zi'ferino Aureliano de Figueiredo Mello.
Francisco de Freilas Gamboa.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
Padre Francisco Joo de Azevedo,
Dr, Americo Fe man des Trigo de Loureiro
D. Thomazia de Alhayde Albuquerque.
D. Isabel Maria da Conceicao.
D Igaez Pereira Geimar5.es.
D. Maria Martiniana de Campos Oliveira.
D. Francisca Lina de Olireira Santos.
D. Joaquina Delflna de Mello.
D. Candida Clemcntina Cesar Duarle.
D. Antonia Maria da Rosa,
D. Mafalda Augusta Pereira.
D. Amelia Elodia Larinire.
D. Flerinda Maria do ascimanto Barros.
B. Joaquina Lourenca da Conceicao Luna.
D. Alexandrina Candida Goozaga da Rocha.
D. Pilippa Jetepha dos Prazeres Santos.
D. Josepba Can lida Soares Vilella.
D. Francisca Xavier Carnelro da Cunha.
Poi apprehendido por est subdelegada um
querto castanho com cente aberta.pej calcados,
" Vt,rado 1*tm for p dono, eo-tapeteca nesla
subdelegada,.que provando a posse que nelle
teas, Iho ser osrtregue. Subdelegada de S. Ja-
s do RcV 31 de Janeiro de 16W.
Jea Antonio Pinto.
-"-.De.orde,a dc respectivo Sr. juiz da paz da
I. districto da freguezia do S. Sacramento do
aairro de Sanio Antonio desli ddade faco seiente
a quem convier, que as audiencias deste juizo sao
as tercas e sextes-feiras as 2 horas da larde, na
sala publica de audiencias.O escrivo.
Joaquim da Silva Reg.
O Illm. Sr. inspector da thesenraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 4 do correa-
te por di ante pagam-se os ordenados doa ordena-
dos provinciaes, vencidos do mez de Janeiro tto-
ximo (lindo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambueo, de femeiro do 1861.
O secretario
Antonio Ferreira da Aonunciacio
CoMelmo admiMBstrsUivo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os oViec-
tos seguintes :
Para a companhia de eavallaria de linha-
6 davinas de fuzil com varetas
11 espadas com bainhas de ferro.
11 apparelhos de limpeza.
1 boleas para apparelho de limpeza.
11 bornaes para racoe.
Para o fabrico do fardamento do 8* balalho
de infantaris.
1360 corados de panno verde.
1088 varas de cordo preto de la.
3056 boloea grandes de metal bronzeado com
o n. 8.
1224 ditos pequeos de metal bronzeado com
o n. 8.
1652 ditos grande^ de metal amarello lisos.
2.2 bonels.
272 grvalas.
27 Pares de platinas do meia la de metal.
figurino.
21 bandas de la.
262 mantas de la.
542 esleirs de palha de carnauba.
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
8 arrobas de zinco em barra.
4 caixas com folhas de Plandros marca IX.
4 ditas com ditas ditas marea GI.
2 dilas com ditas dila marca XXI.
20 arrobas de ferro inglez de varanda.
1 serrote do 30 pollegadas,
20 duziag de taboas de piuho americano.
Para o meio batalho de cassadores da provincia
da Parabiba.
5 cornetas de toque.
1 cordo para as ditas.
Bocal para cmela.
Para o batalho da guarda nacional de Se-
rinhem.
8 cornetas de loque.
Pdra o batalho da guarnico desta provincia.
3 cometas de loque com voltas, bocaes o
pontos.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 8 do
correle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra l" do
fevereiro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
THEATRO
DE
Santa Isabel
Recita concedida pelo Exm, Sr.
presidente da provincia
EX BENEFICIO DI ACTRIZ
Isabel Maria Nuaes de Oliveira.
Quarla-feira 6 de fevereiro.
Depois que a orcheslra tiver executado urna
escolhida ouvertura, subir scena pela priraei-
ra vez neste theatro o drama era tres acto?, tra-
dcelo hespaohola,
ou
OS M40S CONSELHOS,
DENOM1NACAO DOS ACTOS.
1. O encontr.2 o O roubo.3. O reconhe-
cimeoto.
Seguir-se-ha pela beneficiada e o Sr. Santa
Rosa, o minio applaudido duelo do
MEIRINHO E A POBRE.
Terminar o espectculo com a jocosa comeda-
em um acto do insigue escriptor brasileiro o Sr.
Peona
O .11 HAS
EM
SABBADO DEALLELUIA.
Tomam parte neste especticulo os artistas
Raymundo, Santa Rosa, Penante, Jos Alves, Vi-
cente, Skiner, D MariaLuiza, o a beneficiad j que
de aotemo agradece lodos que se preslaram
trabalhar no presente espelaculo.
Os intervallos sero preenchidos com escolla-
das pecas de msica, entre as quaes sero toca-
das a walsa Pepita, a achetisch Isabel, e a war-
soviana Rainba do Palco, offerecidas benefi-
ciada.
Ao publico a beneficiada outra vez ainda im-
plora a mesma prot-eco que em idnticas cir-
cunstancias Ihe ha prodigalisado, e Ihe vota sua
eterna gratido.
Os bilhetes acham-se em mo da beneficiada
na ra do Raogel o. 67, segundo andar, e no dia
do espectculo no theatro
Principiar s 8 horas.
Aviaos martimos.
Para o Cear
segu com brevldade o cter nacioual Ema
por ter parte do earregameoto a bordo ; para o
resto e passageiros, trata-se com o eapilo Joo
Antunes da Silveira, no armazem de Augusto
Ferreira & C, ra da Lapa n. 4.
WM
o Rio de Janeiro
pretenfie seguir no dia 31 do carrete mea a bar-
ca nacional Rio de Janeiro ; paca carga anuda,
e passageiros, para o que lenajauilo baos com-
modos, e escravos a frele, trata-se com Antunes
Guimares & C, do largo da Assembla o. 19.
COMPAA MTCUMBIJCAJA
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Iguarass, commandante Moreira, se-
gu viagem para os portos do norte at a Granja
no dia 7 de fevereiro as 5 horas da tarde.
Recebe carga 16 o da 6 u meio dia. Encosa-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
7 s 2 horas da tarde. Escriplorio do Forte do
Mallos n.l.
Aracaty e Ass
IHate Dous Irmaos, sabe c pregante temana
ainda recebe carga.


w
DIARIO DK PEWUBMUCO. *- TER^A FEIRA i L> FEVEREIRO DE 1861.
Para o Aracaty
seguir brevemente o biate nacional Sanl'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se ron Gurgel Irmaos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue escuna Jovetn
Arthur, pretende seguir com muita brcvidade,
lem dous tergos de sua carga prompta : para o
resto que lhe falta, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro
o bem conhecido e velniro brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de su carga prompta : para o resto
que lhe falta, trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendos, no seu escriptorio, ra da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu nestes dias por ter mais de meio carrega-
mento a bordo o palnaboto Artista ; para o
resto e escravos a (rete, trata-se cora Caelano Cy-
riaco da C. M. <& Irmao, ao lado do Corpo Santo
numero 25.
Veneravel ordena
terceiradeS. Francis-
co da cidade do Recife
Tendo sido pela actual mesa regedo-
ra deliberado que te expozeue a' vista
dos fiis na tarde do dia 15 do corren
te a procissao de cinza e tendo de tran-
sitar pelas ras do Imperador, praca
de Pedro II, Queimado, Livarnento,
Direita, Terco, travesea do Marisco,
Hortas, largo do Carmo, camboa, No-
va, Cabuga', praca da Independencia e
Cruzes, roga-se aos moradores das men-
cionpdas ras as conservem com limpe-,
za sob pena de se tomar outra direccao.
O secretario da mesma ordem appro-
veita a occasiao para rogar as muito
dignas ordens, contrarias e irmandades
que foram convidadas se dignem com-
parecer a' hora que lhes f'oi marca-
das e a seus charissimos irmaos de com-
parece rem em nossa igreja pelas 2 ho-
ras da tarde do referido da paramnta-
te artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por ">,$
Tira ratratos por 3#
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 5$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido una sortimento de cai-
xinhas novas
Gouveta & Filho com casa de consig-
na cues oovamente estbelecida nesta
praca, avisam aos seus coinmittertes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora^ do da em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e solao:
da ra da Imperial n. 109, a fallar na rus da
Aurora n. 36.
Aviso s familias.
Acba-se aberta assignatura do jocoso jornala
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sahe luz
urna vez por semana,contendo cada numero qua-
tro paginas de gravura3 primorosas, e as outras
quatro de arligos escolhidos e inleressantes s
senhoras e pessoas de bom gosto. J se acham
aqui os dous primeiros nmeros. Assigna-se e
aga-se adiantado na ra da Imperatriz n. 12,
aja. Por trimestre 6#, semestre 11$, anno 18$.
Joaquim da Silva Trrese Bento Joaquim
de Medeiros, portuguezes, seguem para Ma-
Para Lisboa
sahir com brevidade o brigue portuguez Bella
Figueirr nse, capito Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passageiros, para os quaes tem excellen-
tes commodos, trata-se com os consignatarios F.
Sevenano Rabello & Filho, largo da assembla
numero 12.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a veleira barca na
CtonaUThereza I por terjalguma carga a bor-
do, e parto engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Oliveira, ra da Cadeia do
Recife n. 12.
dos com seus hbitos aGm de abrilban- ,Tendo recebido um sortimento de cai-
tarem to tocante acto da nossa aero- xinhas novas
santa religiao. i Tondo recebido um sortimento de cai-
Seccetana da veneravel ordem ter-i xinhas novas
ceirade S. Francisco I- de fevereiro de^ndo recebido um sortimento de cal-
lao i.O secretario, Francisco Lopes j xinhas novas
da Silva. Tendo recebido um sortimento de cai-
Precisa-se alugar urna preta esersva que \ xinhas novas
cosinheeengorame para duas pessoas: a tratar .Tendo recebido um SOrtiinentO decai-
na ra do Imperador n. 44, botica. '. ,
j xinhas novas
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lala Euiancipacao dos Captivos.
Quarla-feira 6 docorrente, s 7 horas da tar-
de em ponto, deber ter lugar a renniSo de to-
cei.
COUIMXHIA
No grande salao da ra do Imperador
j No grande salao da ra do Imperador
1 No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
! No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
\ A. W. Osborn, o retratista america
Para a Baha segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ru
da Madre de Deus n. 12.
O hiato Santo Amaro recebo caega a freto : a
tratar com Caelano Cyriaoo da C M. & Irmao, ao
lado do Corpo Santo n. 25.
IrAl IPMffiTO
seguo por estes dias o brigue S. Manoel I; pa-
ra o resto da carga e passngeiros, para o que tem
excedentes comnioJidades, trata-se com o con-
signatario Manoel Joaquim Ramos e Silva, ou
com o capito na praca.
Lees.
LEILAO
DE
Bois, vaccas, c-
vanos ecarrosas.
O agente Hyppolito da Silva, auto-
risado pelo Sr. Antonio Leite. Fara' lei-
lao de 7 bois mansos, um quartao, urna
vacca prenhe que da' 7 1| garrafas de
leite, um cavallo para sella, 1 burro, 1
carroca nova com eixos e rodas paten-
tes, 1 dita para um boi ou cavallo:
quarta-fera 6 de fevereiro as 11 horas
da mantiaa, no seu arinazem da ra do
ImpcradDV n. 53.
Importante
LEILAO
do3 os socios effecli'os, afira do funecionar a as- n0 tem recentemente recebido um gran-
sembles geral exlraordioaria, visto que ha ne- de e variado sortimento de caixas, qua-
gocios de alta monta a tratsr-se dos quaes de- ,i,-r.~ .....iu i j
pende o Moro da mesrna sociodade, e obre esse dr08' aPa atos ciiimitt, e Um grande
ponto o Sr. presideote interino espera que os numero de objectos relativos a arte.
Srs. socios residente nesta praca nao deixarao Como tambem um grande omectmen-
de comparecer quando a necessidade exige. j ,, Jt,
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos to de caixas para retratos de 3#000 rs.
e Lenta Emancipagao dos Captivos 4 de fevereiro cada um, as pessoas que desejarem ad-
6I* qnirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condiqoes muito
razoaveis.
' Os cavalheiros e senhoras sao con vi da -
c. T n r dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
Francisco Jos Regalo Braga faz scen- ra examinarem os specimens do aue
te ao respettavel corpo do commercto e acma fica anunciado.
principalmente a seus devedores que
Albino de Jess Baodaira,
1. secretario
Aviso.
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
CAPITAL
Cinco milhoes de Vibras
ste,r\inas.
Saunders Brothers S C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais conver, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pelra,
coberlos de telha, e igualmente sobre os objectos
que comiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazeodas de qualquer qua-
lidade.
^fSi^Si^r.P S4d'59i*SfiaB-5*C*iftKi'
* aum RN KJKt IMINM BIM aafe aitm iye***
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz &
todas as operaces da sua arte e colloca ig
den tes arlificiaes, tudo com a superior i- s>
dade e perfei;o que as pessoas entend- *
das lhe reconhecem. |g
Tem agua e pos dentifricios etc.
Quarta-feira 6 do corrente.
Antunes far leilao por conta e risco de quem
perlencer no armazem da ra do Imperador n.
17, defronte de S. Francisco, de ricos e variados
movis para urna casa de familia, grande porco
de cadeiras avulsas de differenles qualidades,
mesas elsticas, sofs, marquezas e muitos ou-
tros objectos indispensaveis a urna sala, tudo
sem reserva de preco, s 11 horas em ponto.
LEILAO 1
Hoje, 5 do corrente.
Costa Cirvalho nao podendo fazer o ieilao do
botequim da la das Cruzes n. 41, o transferio
para hoje quesera vendido em um s loto ou a
retalho a vontade dos compradores.
Avisos diversos.
ALERTA.
Entrado domingo,
O JuVio estaa ra do Imperador n. 44, pri-
meiro andar por cima da botica, onde os rapa-
zea podero acbar um grande sortimento de ves-
tuarios tanto a carcter como a phantasia lodos
novos e poc pequeos precos, apparegam para
certkarem-ce.
Arredacao de imposto.
Os arrematantes do imposto de 20
rs. sobre libra de sabao importado na
provincia, tem resolvido proceder a ar-
reeadaco do mesmo imposto; reduzin-
do-a a 5 rs. por libra ate o ultimo de
junho vindouro, do que do aviso ao
corpo do commercto. Fortaleza 28 de
Janeiro de 1881.'Joaquim Jos .Bar-
bosa Jos' Joaquim Garneiro,
desde o 1 do corrente mez o Sr. Mar-
celino Jos de Andrade, deixou de ser
administrador de sua casa sita na tra-
vesa do Corpo Santo n. 25. Recife 1-
de fevereiro de 1861.
Aluga-se a casa da praca do Cor-
po Santo onde foi o estabeleciment dos
Srs. Hostron Rooker & C : a tratar na
travessa do Queimado n. 1, com Joa-
quim de Almeida e Silva.
toesOastos.
Ra do Queimado n. 46.
Tendo os snnuncisntcs conseguido elevar este
eslabeleeimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, a presenta m concurrencia
deste ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslaces.
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezesno s em precos como em bre- '
vidade, acaba de augmentar o pessoal do sua of-
fina, sendo ella u'ua em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS' DE BARROS, j
o qual es seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mes!30 eslabeleeimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, qner
casaca, quer fardos dos Srs. ofTiciaes de marinha '
e exercito. Oulro sim recomraendam aos Srs, i
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
Precisa-se alugar urna ama escrava ou f jr-
raquesaiba cosinhar e engoramar : na ra larga
do Rosario n. 28, primairo andar.
Precisase alugar urna ama de leite prefe-
rindo-se escrava : na r.a Augusta n. 24.
Precisa-se de urna ama boa cosinheira pa- I
ra casa de dous mogos solteiros : na ra do Cres- \
po loja n. 1.
<
Alugam-se os armazens da ra da Floren- S ^>
lina ii 10 e 12, com bastantes commodos, o pro- I 95
prios para qualquer estabelecimeoto, cora porto j ^
do embarque, e bstanlo terreno : quem preten-
der dirija-3e ra do Apollo, sobrado n. 9.
Roga-se ao senhor fiscal da freguezia de ^
Sanio Antonio que prohiba aos trabajadores de ^
urna casa que se est fazeudo na travessa da ra
das Flores, de cessarem cal e entulho na ra, pois
os vUiohos nao podem chegar s portas de suas
casas por causa da poeira, que deraais.
O encornmodado.
Vende-se a dinheiro vista ou a prazo, urna
taberna com poucos fundos, na freguezia de S.
Jos, em urna das principaes ras, cuja taberna
bem afreguezada para a praja e vende muito a
ret->lho: quem pretender dita taberna dirija-se
ao pateo de Tergo n. 11, das oilo s dez horas da
manha e das tres s seis da tarde que l achara
com quem faga negocio.
II ODr. em medie na M, A. da ||
Costa Hrancante mudou a sua re- j
sidencia para a na Nova casa n. |f
(gg 52, primeiro andar, onde pode pj>
g ser procurado para o exercicio '
^| de sua prolssao. W
Alluga-se urna boa casa, na Passagom da
Magdalega com excellentes commodos para tima
grande familia, ptimo banho no fundo ; na ra
Direita n. 3.
Allencao.
o servico
Atteno.
Eogomroa-se com perfeica e aceo, e promp-
tido : na ra da Mangueir'a n. 5.
A. L. Delouche vai Europa em compa-
nhia de sua senhora e tres filhos menores.
Felippe Jos de Abren, subdito Portuguez
retira-se para Macei.
Precisa-se de um criado para fazer
necdssario em urna coebeira, prefere-se captivo,
je paga-sc bem ; a tratar na ra do Queimado
numero 51.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Novo de Iguarass, e vende-se a safra e todas as
lavouras que existem. O engenho bom de la-
vouras e tem bons terrenos e matas, porto do
embarque, pode safrejar 1,000 pies e mais,
bom de passadio ; o rendeiro faz o traspasso por
querer comprar oulro : os pretendontes dirija tri-
se ao dito engenho que achara com quem tratar.
Precisa-so alugar urna escravs boa engom-
madeira e cozinheira, que faga as compras para
urna casa de pouca familia ; paga-se bem : na
ra de S. Goncalo n. 14, primeiro andar, casa de
solo indo para a igreja.
Aluga-se um arroazem no eses de Apollo ?.
7, com bastantes commodos para qualquer esta-
belecimeoto, tendo embarque: a tratar no pafeo
de S. Pedro n. 6.
Banhos econmicos!!
Na casa de banhos do pateo do
Carmo.
Nesle eslabeleeimento (alem dos banhos j co-
nhecidos) se fornecer dora em vaote, por maior
commodo do publicobanhos econmicossem
luxo, mas com toda a decencia e aos precos se-
guintes:
1 banho avulao | S^Oo'Vs.
7 cario* par. banho, } J "^
30 banhos consecutivos frios ou moros 59.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta de outras provincias, que mu-
dou o seu eslabeleeimento de fazendas que (inha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado soitimento
de fazeodas de todas aa qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos :
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar o. 36.
y. emwvai3 hwctBV vbwvaim osm mCAJVe^ K
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopalhico.
30-Rua das Crazes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
II parados em Paris (as tinturas) por- Ca-
X tellan e Weber, por presos razoaveis.
* Os elementos dehomeopalhia obra, re-
jp commendada inlelligencia de qualquer S
pessoa. *
Jos Antonio dos Santos, subdito brasileiro
vai a Europa.
% Dentista francez. |
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras d. 15. Na mesma casa tem
^ agua e p demifico.
IITAVESSA DOS PIRES
JOSEPH GROSJEAY
Joseph Grosjean previne ao respeitavel pu-
blico e em particular os seus freguezes, que ten-
do rollado de Franca, lomou novameoto conta
da sua officlna de ferreiro, sita na travessa dos
Pires, e que se acha prompto para qualquer con-,
certo de seu oflicio : as pessoas que quizerem
hnnra-lo com sua conanc, acharao o seu esta-
belecimeoto muito bem sortido de ferros do toda
qualidade para os carros, e tambem um bonito
sortimento de
Lanternas para carros,
Couros e vaquetas de lus-
tre,
e outros ornamentos necessarios para carros, lu-
do de superior qualidade, e mais barato do que
em qualqaer outra parte, por ter sido todos es-
ses objectus comprados a dinheiro vista, em
casa dosmelhores fabricantes de Pars.
GASA DE SALDE
DOS
fllKSL SIjBlJHpS & tSS
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administra cao dos pro-
prtetarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
$eja' ^
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen $*&
to dos doentes e geral mente conhecido. <*>
Quem se quizer utilisav podedirigir-se as casas dos proprielarios 5^
ambos more dores narut iVova, 3u entender-secom o regente no esta- ^^
tabelecimento. :>
Reforma de presos.
Aluga-se o 2o andar da casa n. 14 da ra
das Lnrangeiras : a tratar na ra Nora o. 20.
Vende-so um saortuario de Jacaranda obra
de apurado gosto com urna meia coramoda da
mesma raadeira, na ra da Cambda do Carmo
n. 10.
Precisa-se de urna que cosinhe e engomme
para urna s pessoa, na ra do Rosario estreita
casa o. 20 segundo andar.
, Precisa-se de um pessoa para feitor de um
sitio que trabalhe, de preferencia de 40 annos
para cima, a tratar na ra da Cada do Recife,
n. 54.
Na ra da Cada do Recife n. 54 existe urna
carta para o Sr. Fre Antonio Pinto das Dores
Tartaruga e urna para o Sr. Caelano daSilveira
Amaral e Dr. Augusto Lamenha Lins.
Escravos. .
Marojos ecriados, .
Primeira classe 3$ e. .
As operaqoesserao previamente ajustadas.
20000
2^500
3(500
CONSULTORIO

DO
MM
Na ra do Queimado n. 49 precisa-ae de urna
ama para comprar e cozinhar para casa de ho-
rnero solteiro.
Precisa-so de urna ama : na travessa do
Rosario a. 14.
Na ra larga do Rosario n. 36, precisa-se
alugar urna preta, sendo de conducta aancada,
para todo o servico.
Precisa-ae de um negro para todo o servi-
co de urna padaria : na ra das Cincos Ponas
n. 98.
Precisarse comprar ou alugar um preto
que aaib cozinhar em fra de Portas, ra do Pi-
lar n. 143; na mesma precisa-se de um ctixeiro
queenenda de taberna, e que d Dador asna
poodiitcU.
Rival sem seguido.
Na roa do Queimado o. 55, loja de miudezis,
esia qucimando os seguintes arligos abaixo de-
clarados, todas aa miudezas esto perfeitas. e o>
preco convida :
Caixaa de clcheles a 40 rs.
Cartes de ditos a 20 rs.
Groza de penoas de ago muito finas a 506 rs.
Charutos muito finos, caixa com 100 a 2>50f>.
Groza de botoes de louca a 120 ra.
Carretel de liona com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs.
Banha em lata com 1|2 libra a 500 ra.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com phosphoros especiaes e melhor que
hs a 160 ra.
Pares de mcias cruas pera homem a 160 ra.
Ditos de ditas muito finas a 200 ra.
^^Sas de franja de 13a muito bonitas cores a
8C0 rs.
Duzia desabneles muito finos a 600ra.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 ra.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Calzas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodao a 1|S.
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3S.
Pares de luvas de Do de Escocia a 320.
Massos de graropas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 ra.
,.J[esouras Para unlias e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordo imperial fino a 40rs.
Dito grosso a 80 rs.
Cordes para espartilho a 80 rs.
Caixas para rap muito finas a 1$.
Paresde meias de cores prra meninas a 160rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
MED RO COPAR TEIE OPERADOR.
3 RUI DA GLORIA, A^A DO FUMDO 3
CWniea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manha, e de tardede'pots de 4
horas. Contrata partidos para curar a anualmente, nao s para acidado, como para o engeuhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sai casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite. sendo por escriptoem que se declare
o norne da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos easos que nao forera de urgeneia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero rem'etter seus bilhetes i botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou i loja de
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nesga loja e na casado annuncianUachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos horaeopathicos jf bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes........... 10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos.....-............ 2OJK)00
Dita de 48 ditos................. 258000
Dita de 60 ditos...............- 309000
Tubos ivulsos cada um............. 1W00
Fraseos de tinturas. ; ............2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc. .....209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello lloraos.
a
I *
69006
3Raa estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozono continua a col- #
@ locar denles arlificiaes tanto por meio de ft
^ molas como pela presso do ar, nao re-
fp cebe paga alguma sem que as obras nao @
fiquem a vontade de seus donos, tem pos aa
e outras preparacoes as mais acreditadas @
g para conservado da bocea. gg
e@fs8 @s@ e@ @s se
Quem quizer comprar um bom
escravo, dinja-se a ra Direita n. 7, es-
pada pela ra da Penlia,primeiro andar.
O abaixo assigndo declara que tendo socie-
dado com o Sr. Jas Isiquio de Amorim Lima na
loja da ra Direita n. 68, se acha desonerado da
mesma sociedade desde o dia 5 de Janeiro do
corrente anno, por ter vendido a parte que tinha
a seu irmao Rufino Luiz do Reg Braga, ficando
lodo o activo e passivo a cargo dos mesmos se-
nhores.
Lino Jos do Rogo Braga.
Precisa-se de um portuguez para criado,
que tenha pralica de montar a cavallo, o que te-
nha 12 a 13 annos de idade : a tratar na loja do
Passeio Publico n. 11.
Antonio Joaquim Dias Medronho faz publi-
co qne tem dado sociedade em sua botica da ra
do Kangel d. 62, desde o Io de Janeiro do corren-
te anno, ao Sr. Graciliano Octavio da C?uz Mar-
tinho, syrando dessa dala em diante a casa sob a
firma de Medronho & Martins. Recite 4 de fe-
vereiro de 1861.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do Livra-
mento n. 17, com armaco proprfa para qualquer
negocio, e commodos no fundo para familia : a
tratar na prora da Independencia n. 1 e 3.
Na ra da Cruz do Recife n. 48, segundo an-
dar, por rima do escriptorio do Sr. Burle, ves-
lem-se arijos para procisso com o maior asseio e
esmero possirel, e precos mu razoaveis.
A pessoa que ha um anno mandn fazer um
espanador rico na ra do Livrnmcnto n. 11, se-
gundo andar, queira vir busca-lo nestes oilo dias,
do contrario ser vendido, e nao se responsabili-
sando pelo cabo. Na mesma casa fazem-sees-
panadores mais em conia do que em outra qual-
quer parte.
Aluga-se um pequeo sitio na Soledade, na
ra de Jeo Fernandes Vieira, com excellenle
casa de moradia, cocheira e estribarla para dous
cavallos e qiartos fra para escravos : quem pre-
tender e o quizer examinar, achara as chaves do
mesmo na casa contigua em que mora o Sr. Fc-
meley, a tratar na ma da Cruz n. 2, arinazetu
de Isidono Hallyday & C.
Vene ral contraria de Santa
Rita de Gassia.
A mesa regedora da confraria de Santa Rita
dcCassia, convida,a todos os seus charissimos
irmaos para comprecerem no dia 13 do correte
mez pelas 2 horas da tarde no consistorio da
mesma confraria, afim de scompanharem a pro-
cisso de Cinza.
Consistorio da veneravel confraria de Santa
Rita de Cassia, em 4 de fevereiro de 1861.O es-
crivao, Juo Pedro de Jess da Malla.
Offcrecc-se um rapaz brasileiro para cai-
xeiro de ra, o qual d fiador sua conducta,
quem precisar anouncie para ser procurado.
tu abaixo assigndo fago sciente ao corpo
do commercio que deixei de ser caixeiro dos
Srs. Castro Moora & Googalves desde o dia 31
prximo paessdo; e ao mesmo tempo agrade-
cendo o seu bom tralamcnlo que me deu o dig-
no socioJos JLourenco Goncalves, durante tres
annos.
Joaquim da Silra Boa -Vista.
Precisa-se da quantia de 500g, pagando-se
um jure ventajoso e dando-se em hypolheca um
excellenta escravo.
A pessoa que perdeu um requerimento de
dispensa para casamento, queira procura-la na
praca da Independencia d. 6 e 8.
^ NA LOJA
I Encyclopedica
Guimares & Villar.
JRua do Crespo numero 17.
S| Vende-se fazendas de superiores qua-
O lidades e goslos por preros incriveis :
| Chapeos de seda para senhora brancas e
* de cores a 15Jf.
Ditos ditos de ditos de cores e brancos a
20&000.
ag Ditos de palha ticamente enfeitados a
28e40.
Riquissimos cortes de cambraia branca
vp bordados a 35$.
Ditos ditos a 20J.
Hj Las de Garibuldi em cortes com 23 co-
Jg vados a op.
\$ Cassas a Garibaldi e outros delicados
Jg gostos s 700 rs.
c|| Cassas miudas superior fazenda de cores
5 fixas a 260 rs. o covado.
Las de todas as qualidades a 3$600 rs.
Manteletes, sshidas de baile riqutssimas.
3* Chitas francezas de todas as qualidades.
flb Sedas de quadrinhos e gros de todas as
'te cores.
Cambraia branca da China com palmas de
*| 9 varas cada pega a 6g50(>.
9 Saias bales de 30 reos a 5J.
1| Chales de touquim brancos e outras qua-
|g lidades de chales finos.
1 Cambraia bordadas a mo a pega a 24$.
*j Saias bordadas o de fusto.
Jjj Sedas do cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em cartes ultima moda
j^ de Pars,
su Esparlilhos de molas.
Grande sortimento
jjj de roupas feitas. sobrecasacas, palctots,
16) grvalas ele, etc.
Jg Calcado Meli ultimamcr'-e chegado de
r> Paris.
3| Ncsto estabelecimeoio encontra-se
I grande sortimento de fazendas do to-
II das as qualidades proprias para senho-
5 ras, homens e menioaa e aeus precos
4t sao admiraveis.
Vinlio de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, Oldekop Mareilac & C, em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg frres.
St. Estpb.
Si. Julien.
Margaux.
La rose.
Cha tea 11 Loville
Cha lea u Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Lovil'e.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em canas qualidade inferior.
Na mesma
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
casa ha para
Botica.
Beriholomcu Francisco de Souza, ra larg
do Bosaiio n. 36, vende os seguintes medica
memos :
Rob l'Affecieur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hollowsy.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de bocea larga com rollias, de 2 oncas
12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a nodieo
preco.
Pianos
Saundera Brothers C. tem para vender em
euarmazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguna pianos do ultimo goste recentimente
ehegados dos bem conhecido se acreditadoa fa-
bricantes J. Broadwood & Sonado Londres e
muito nroprio an ara este ellaa


DIARIO DE PERNA1BUCO. TEJICA FEIRA 5 DE FEVEREIRO DE 1861.
(*)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPABRDLHA E)@ m. T^WIilSlNIO)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
i ni ico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica sa pelo seo extraordinario
o quasi miraculoso effeito no
sangne.
Cada ura sabe qua a sau le ou a infermidade
apenie directamente do estado deste floido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
'{'Je tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'ura homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Em cada
pulsadlo duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dal todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qatro minutos. Urna dis-
pasisao extensiva tem sido formada e destinada
con almiravel sabedoria a deslribuir e fazer
circular esta corrbntb db vida por todas as
parte da or^nisacao. Deste modo corre sera-
ora polo corpo em torrente, o qua! a gran
foite de infermidade ou de saude.
Sj o sangue por causa alguraa se emprenha
!e amaras ftidas aa corrompidas, diffunde
com vsr.octDA.DB rlbctrica a corrup$o iras
mis re notas e mais pequeas partes do corpo.
raaeofl lanca-se para tras e para diante pelas
O
arterias, pelas veias, e pelos vasos capilla'rios,
atacada orgo e cada toagera se faz completa-
mmte saturado e desordenado. Desta maneira
a circ ilajio evi lentemente se faz um evgenho
P33g:iQ30 da Joenca. Nao obstante pode tam-
bjm obrar com igual poder na eriacao de saude.
Euivossa o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou gianluloso, ou muscular, se somante o san-
gra ple fazer-se puro e saudavel ficar saperior
j dojaca e iaavitavelmente expellirda cons-
tituicao,
O arante manancial de doen^a entao como
d' aqu consta uo fluido circulante,e nenhum
n;licamanto<(ue nao obra directamente sobreel-
ie para purificar e renova-lo,possuealgum dire-
lo ao cuidado do publico.
O sasgoe 1 O sangos o ponto no qual
se ha mysiar fxar a atten^ao.
O ORIGINAL E O GINUINOI
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na adade de
Cada garrafa do original
New-York, bavemos vendido durante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considrenlo-lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apreson-
tadoao publico,
BOYDPAUL, 40ConlandtStreet.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 WiUiam Streeu
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PEiNFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSS03S & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
lOGJobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK &CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway.cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streot.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E. TRIPPI. 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B, A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeito$'
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO POYO I!
Adata-se lio maravilhosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enferme-
dades.
ONDE E DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DAO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
ser vicos presta a bumanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das iuss Fronte
Washington, Brooklyn, scb a inspecc.scdirecta
do muito conbecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York.cuja cer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL /E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO BE SALSAPABR1LHA
DO DR. TOWNSEND-
O grande purkcador do sangur
CURANDO
O Herpes
A Herysipkla,
A Adstriccodo vbn-
tre,
AsAlporcas
OsEffeitos doazod-
gue,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DEFIGA-
D0,
AHydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O RlIEUMATISMO,
AS Cll A GAS
A Dedilidade geral
AsDoencasde pelle
as borrulhas maca-
RA,
As TossRSt,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OExlracloacha-secontidoemgarrafasquadTa-
das e garante-se ser mais forie emelhor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cor-
to sspaco de lempo.
a certidaodo Dr. J.R. Chlitlon, na capa
genuino exfractu do Dr. Townsend tem a assignatura e
exterior de papel verde
No esoriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
e m na blica da ra Direita n. 88 do Sr. Pranos.
NO
_imjM"
Asignatura de banbos fros, momos,de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,......;,... 109000
30 candar p>ra os ditos banhos tomados era qualquer tempo...... 159000
15 Ditos dito dito dito i 000
"7 ...:.. 4*000
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados
Esta redcelo de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens que resultara
da frecuencia da um estabelecimento deuma utilidadeincontestavel,masque infelizmente ne
estcndo em nosso* hbitos, ainda pouco conbeeida eapreciada:
Na estrada do Manrjumho sitio
da viuva Carvalho, lia para alugar ou
arrendar pelo tempo que se convencio-
rar, um grande quadro de trra fresca
e frtil, propriopara a plantacao do ca-
pim : os pretndenos dirijam-se ao
mcsmo sitio, que acharo com quem
tratar.
F0UHHNA8 U M4.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as beta conhecidas folhiuhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
m bispado de Pernambuco........... 160 rs.
Dita de algibera contendo alm do kaleodario ecclesiasiice e eivil,
explcalo das fastas mudaveis, noticia dos planeta?,
tabellas das maros e nascimcnio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleccao de bellos e divertidos
. jegos de prendas, para en troten i ment da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... contando alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
casao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de eonfessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). preco.....
Dita do almafiak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se umitas alteracoes, sendo a correc-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acresceutando-se a nu-
merado dos estabelecimentos conmerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela occupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
320 rs.
15000
TABAC CAPORAL
Deposito das maaufacturas im^eraes dfcranca.
Esteexcelenle fumo acha-se depositado, diretamenle na ra Nova n. 23,ESQUINA DA
JAMBO A DO CARMO, o qual se vende por mseos de 2 heciogramos a UtOOO e em porgode
10 macos para cima com descont de 25 porceoto ; ao mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
EAU HIINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.*2
Bernardino Augusto Cesar declara que se
ratira desta praco, e que segu no mais prximo
vapor com destioo ao Rio de Janeiro.
Precisa-se alugar um moleque para levar
jantares para (ora : na ra larga do Rosario, bo-
lequim n. 25.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johston & C, ra da Senralla Nova n. 52.
Antonio Bento de Araujo, credor do botc-
quim de Joaquim Jos de Piusa, sito na ra do
Imperador, e isso por Comedorias fornecidas para
o mesmo. previne so Sr. Candido Pereira Montei
ro, que j tem peohora em alguns objectos per-
tencentes a dito botequim; e, alm do valor
della, anda credor do mencionado botequim,
poriguaes fornecimentos, da quontta de llg, as
quaes teta de haver do producto de seus perten-
ces, ou desles onde quer que estejam, visto ser
divida previlegiada ; se pois e mesmo Sr. Candi-
do eecluar a compra que anuuncia, ser pruden-
te por em deposito a referida importancia de
110, sem o que nao poder reoeber ditos objec-
tos livres e desembargados, o que previoe-lhe.
ROBO.
Arren Ja-se um sobrado de i andares e ar-
maz-tn no Forte do Uattos, ra ou becco das
Boias, o qual .tem boa vista de mar, excelleotes
commados e muito fresca ; aluga-se por anda-
res ou lo Jo predio, o por prego commodo : a
entender-se com o proprielario na ra da Impe-
ratriz n. 53, segando andar.
Aureliano de Pinho Borges, proessor jubi-
lado, contina leccionar era casas particulares
com proveitamento ; quem precisar, dirija-ss
ao Corredor do Hispo, casa a. 10
Um moco Portuguez, guarda-livres de urna
casa commercial, dispondo de algomae horas,
aellas se oilerecc para fazer alguma escriptura-
cao : qaem precisar, deixe carta fecbada nesta
tvpographia sob as wiciaes I. A.
Precisa-se de urna ama que saiba engom-
mar: na ra da Imperalriz n. 40, loja.
A pessoa que annciou precisar de 600g
com bypolbeca n'uma escrava com 3 crias, pode
dirigir-se ao Corredor do Bispo, casa n. 10.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
o diario de urna casa de peuca familia, podeodo
ir dormir em sea casa : no Recife, ra da Cruz
numero 31.
Alexandre Jos Ribeiro, subdito portuguez,
retirare para Maeei.
Oabaixo assigaado, leodo recebido as le-
tras que passou aura dos conseo hores do enge-
nho Leio. declara que contina i estar em vigor
o seu aviso anterior com relacao ao Sr. Ernesto
CoucaUes Pereira Lima, que inda se nao dig-
nou devolver-me as que recebeu.
Joo Carneiro Lins Barradas
Francisco Jos Regalo Braga, az
sciente ao respeitavel corpo do cotn-
mercio, e principalmente aos seus deve-
ros que desde o primeiro do corren te
mes, o $r. Macimo Jos de Andrade,
deixou de ser adminstrador da sua casa
sita na travesa do Corpo Santo n. 25.
Recife 1 de Fevereiro de 1861.
Francisco Jcse Regalo Braga.
O Sr. Jeronymo Joaquim da Sjlra Um urna
caiU na ra do Amona, arnazem n. 50,
- Na travessa da roa
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
ungir com toda i pereicao para qualquer cr, e
o mais barato possivel.
~ Preciss-se de um menino para praticar em
oja de ferragens, na cidade de Maeei, que esse
leona 12 a lannos de idade, dando-se preferen-
ga aquella que bem escreva ; quem pretender,
dirija-se a loja de Sampaio, Silva & C-, na ra da
Cadea do Recife o. 56.
Aluga-so a loja e o primeiro andar do so-
brado na ra Direita d. 9, eom fundos para a aua
da Ponha ; na ra da Matriz da Boa-Viste nu-
mero 36.
Precisa-se de um caixeiro para um estabe-
lecimenu fra desta praca, lendo idade de 12 a
14 anoos, e com alguma pratica de negocio : a
tratar na ra da Cadeia do Recife, loja n. 2G.
Alugam-se duas casas no lugar de Santa
Anna de dentro, com commodos sufuciontes pa-
ra qualquer familia, lendo o banho perto : a Ira-
lar no pateo de S. Pedro n. 6.
Attemjo.
As pessoas que liverem relogios para se con-
certar na ra Nova n. 22. e qne lera mais de seis
mezea : facam o favor de vir busca-Ios no prazo
oo 60 das, sob pena de serem vendidos para in-
demnlsacao dos concertos.
Aluga-se um sobrado na ra Bella n. 14
sendo o 1. andar e tambem um armazem no caes
de S. Francisco n.6; quera perlender dirija-se no
mesmo caes, armazem de pinho da esquina que
rolla para a ra do Imperador.
O Sr. Jos' Joaquim de Abreu
que no anno de 1859 este ve no Rio de
Janeiro, queira ter a bondade de ap-
pareter na ra da Cadeia do Recife n.
15, loja de Jos Leopoldo Bourgard,
que $e Ihe deseja fallar.
Na praca da Boa-Vista n. 14, acha-se urna
carta para ser entregue com urgencia e em mo
propria ao IUm. Sr. Hanoel da Costa Camsrale,
Roubaram da casa da ra da Senzalla-velha
n. 60 as 5 para 6 horas do dia 22 do correte,
dous relogios, um patente suisso e o outro ori-
zootal com os signaes seguimos: o de ouro de
n. 5l33, lodo laviado, por fora de um lado,
tem urna figura de um cavallo. urna arvore o
urna moga offerecendo um ramo de flores a um
animal, dentro da caixa tem um esmalte azul
claro, dentro tem os signaes, delache de Lener
13 Jewets Hands M. J. Tovias& C, Liverpool :
o de prata n. 18026, levou-pendurado urna
figa de arado encasloado em ouro, sendo ludo
roubado de cima de urna banca. O de ouro es-
lava dentro de urna caixinha. Por tanto, roga-
se aos Srs. relojociros ou a qualquer pessoa a
quem os ditos relogios forem offerecidos de os
aprehenderem e os levar na raesma casa en-
tregar a Jos Joaquim Fernandes da Rocha, ou
na taberna n. 9 da ra da Senzella-nova.
Companhia de seguros
equidade.
Estabelecida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia
seguros de todos e para todos os porto?
conhecidos, sobre embarcacOes de qual-
quer parte e a presos muito razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho sacam
sobre Lisboa e Porto: no largo do Corpo Santo,
escripiorio.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Da-se um cont, 2, at 3 de
res, a um e meio por cento, por 6
mezes, pagando logo os juros da quan-
tia reetbida sobre hypothecas em bens
de raz, declara-se tambem que seda
este dinheiro com respiro de um anno,
anno e meio at 2 annos, com condicao
porm de pagar por quarteis depois dos
6 mezes vencidos; isto na mesma ra-
z3o de um e meio, depois do quartel
vencido, sendo pago rnpreterivelmente
no dia do seu vencimento, e o no a
zendo vencer' os juros desde esse dia
na razSo de 2 e meio por cento; a
quem convier este negocio procure ao
solicitador o Sr. Catao na ra da Con-
ceicSo da Boa-vista, lado direito casa de
3 portas n. 2 que ah jabera' quem os
da' e w coftYfingionara' do ajuste.
COLUTORIO ESPECIAL HOHEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) d. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
1. molestias das mu\heres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL I10MB0PATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tiutura, como
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicjmeotos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem ira della sao falsas.
Todas as carteiras sao acorapanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguinles palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim msreado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Almanak social
DA
Provincia de Pernambuco.
Esta obra, expressamente dedicada s corpora-
coes sociaes desta cidade, contm alm do ca-
lendario dos mezes a resenha histrica de to-
das as sociedades populares, artsticas, commer-
ciaes, Iliterarias e scientiQcas de Pernambuco,
seguida do quadro desuas actuaesadministiaces
e da lista alphabetica de seus respectivos mem-
pros eflectivos, honorarios, etc. E'de summo
ulerease s classes associadas. Est impressa
com nitidez em bom papel e excedentes Jypos, e
a venda na livraria Universal, ra do Imperador
n. 54, o na livraria Econmica, ra do Crespo,
confronte ao arco de Sanio Antonio, a IJtOOOcada
exemplar.
ROUBO.
Roga-se encarecidamente a quem r apre-
sentado um relogio de ouro orisontal com caixa
lavrnda e mostrador dourado, faja o favor apre-
ohendero dito relojo e dirija-se ra do Cres-
po a. 15 em casa do Sr. Joo do Slqueira Fer-
rao, que sari generosamente gratificado: nao se
menciona o numero por nao se ter reparado.
Traspassa-se o aluguel de urna casa terrea
do bairro da Boa-Vista, de 25 mensaes, cora a
condho de pagar-se urna pequea bemfeitoria e
de cemprar-se urna mobilia de Jacaranda que
nella existe, composta de 12cadeiras, 1 camap,
2 bancas com pedra. 1 mesa de meio de sala e
outra de ja mar, tudo em muito bom estado : a
tratar na ra dos Prazeres n. 30, de manhaa at
as 8 horas, e a larde das 4 em dianle.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores favor de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Aos pas de familias.
D. rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora geral da instrueco pu-
blica, tem a honra de prevenir ao respeitavel pu-
blico, e principalmente aos pais de sitas discipu-
las, que desde o dia 15 do corrente se acbam
abertas as aulas do seu collegio ; o qual se acha
por ora estabelecido na ra Formosa, sobrado
nurrero 15.
A mesma directora approveita esta occasio
para asseverar aos pais de suas discipulas que
estas encontrarlo em seu collegio a mesma ins-
peceo, vigilancia e desvelos, que eDeootraro
em suas proprias casas, e que uelle recebero
urna educaco moral e religiosa, como convm s
filhas das sociedades chrisies, que devem um
dia exercer o espinhoso ministerio de niis de fa-
milia.
Finalmente, abstendo-se a mesma directora de
encarecer o melhodo de ensino adoptado em seu
collegio, limitar-se-ha apenas a afirmar aos pais
de suas discipulas, tanto internas como exiernas,
que ludo envidar pata o adiantamenlo das mes-
mas, visto ser este o ireio mais propicio de sus-
tentar o lisongeiro crdito, que gracas ao favor
publico, tem acompanhado ao collegio de Santa
rsula, desdo a sua crearlo einsUllaeo.
As differenles aulas do collegio sero dirigidas
pelos seguinles professores :
Os senhores :
Dr. Jos Soaresde AzevedoFrancez.
Dr. Filippe Nery CollacoInglez.
Dr. Augusto Carneiro Monttiro da Silva San-
tos Geographia.
Joaquim Bernardo de Me ndonejaPiano e canto
Eduardo GadaultDesenlio.
Retratos a oleo em ponto na-
tural, e por procos mui ra
zoaveis.
Especialidade de retratos em panno encerado
para se remetieren) dentro de cartas. Tiram-se
no estabelecimento photographico de F. Vilella,
ra do Cabug n. 18. sobrado, entrada pelo pateo
da matriz.
. Precisa-se alugar una escrava para o ser-
vico interno e externo de urna rasa de familia :
na rus da Cadeia do Recife n. 53, terceiro andar.
Antonio Jacintho Simos, snbdiio portu-
guez, relira-so para fra da provincia.
IIAIlEllll
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia V
de fevereiro at outro aviso o trem que parte da
estacao das Cinco Ponas s 8 1,2 loras da ma-
" correr somente at a Villa
nha
trem que at agor. tem s,hidoTa cada ,'1*8,*
do Cabo s 3 horas da tarde como eostuma-
As horas da partida dos trens seo
pela tabella seguinte :
mar
reguladas
ti
s
ca
w
H
5
o
<
<
cu
en
z
w
A
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S
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-J.
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O ifi O
Et-t^t^oowooootr>o>cjc
o
se

5
se
I O
TARDE. = 222 1 mine s <* S
33 X
MANHAA. O 50g,s I lO u? O B*i-vm i -^m-7 .
i 2 00 00 OO OS O! O O
8
o
o.
<
fe
U3
F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na ra do Cabug n. 18, so-
brado, entrada pelo paleo da matriz, avisa que
acaba de receberum bello sortimento de alun-
les de ouro de lei para retratos. Eolre esses al-
linetes acham-se n.uilos com folhsgens e flores
de ouro de cores, oulros com perolas, corees e
pedras, e alguns para brilhanles. Os pregos des-
sasjoias sao mui razoaveis. Na mesma casa con-
tinua-se a tirar retalos por todos os syslemas
photographico3
Notas
Ignorando e a actual residencia
do Sr. Jos Mana de Oliveira e Silva
natural de Lisboa, que foi guarda do
gabinete portuguez de leitura e ltima-
mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Guimaraes, roga-se Ihe queira
comparecer a ra do Crespo loja n. 20
A, que se Ihe deseja fallar.
Aluga-se a casa terrea na ra dos Pires n.
21: a tratar na ra Nova n. 51.
O bacharel Manoel Nelto Carneiro de SJE
Souza Bandeira abri na villa do Cabo o |
seu escripiorio de advocada, roa da ma-
triz casa amarella, e ahi offerece os ser-
vicos de sua proflssao mesmo aos habi-
tantes fora da comarca que tiverem al-
guma questo para aquello foro.
de 5#000 e de 1#000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C, ra estrella do Rosario
o 11 ; tambem se veodem as bellas uvas de Ita-
marar.
* Uma mulher parda de boa conduela se
offerece para ser empregada no exercirio de en-
gomraadeira, em alguma casa de familia : para
tratar na ra da Cruz n. 43, segundo andar.
Quem anounciou precisar de 1.000$ com
hypolheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado, botica do Sr. Jos
Alexandre, at as 9 horas da manhaa, que acha-
rcom quem tratar.
i 5
minos i o
Ew*"*-frtifsi5inif5
a
2S?S 12
toieieieisNt.
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-S! 'O = _
Se.5'?=s5,2
<---------fv- -^ C w O -i "
AssiguadoE. II. Braman,
Superintendente.
Aluga-se para um homem solteiro um
cozuheiro, preferc-se a escravo : na ra da Im-
peratriz n. 8, terceiro andar.
Precisa-se de uma sala para escritorio
as ras do Collegio, larga do Rosario e Quei-
mado; quem a tiverpara alugar, deixe caria nes-
ta typographia ou annuncie para ser procurado.
Itomualdo Alves de Oliveira, ad-
vogado provisionado pelo superior tri-
bunal da relacao de Pernambuco, pode
ser procurado no mesmo lugar de sua
residencia na ra Direita n. 7. Como
tem de se instaurar brevemente a sessao
dojury, oii'erecese a toda e qualquer
pessoa que necessitar de advogado para
defezas. Aos que nao tem absoluta ruan-
te com que pagar os de tendera' gra-
tuitamente como sempre tem feito.
JOIAS.
Gasa de aluguel
Aluga-se o primeiro andar e armazem da rus
ao Trapiche n. 4, muito, proprio para escripiorio
ou consulado: a tratar do mesmo, ou no arma-
zem da ra da Cruz n. 33.
Noengenho Goiabeira junto a povoaco de
Santo Amaro Jaboalao precisa-se de um feitor
de campo: a talar no mesmo eogenbo.
Precisase alugar urna escrava para o ser-
vico interno de orna casa, que nao lenha vicios;
na ra Direita o, 12.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourires na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa sos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
'laeaisaiaflP-flEeieaK aisetww
Gralilka-se bem. I
Fuglo um criado de nome Elesbio
Francisco de Barros, natural do Cear,
idade 14 annos, grosso, baixo, cabeja
chala, cabellos carapinhos, olhos gran-
des abotoadoi, eobralbos largos, cara
larga e achatada, levou camisa branca de
madapolao e caiga branca, indo levar um
cavallo alasao ua ra do Oolovello no dia
20 do crranle, dahi fugia p rea me-se
que esteja em algum dos arrabaldes da
cidade : quem o pegar e levar ao colle-
gio flora Conselho, ser muito bem cra-
tificado. 6
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratico de escripluracao commercial
por partidas dobradas e de arithmetica, dirigido
pelo abati assigoado, contina a funecionar re-
gularmente as quartas e sabbadoa de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noile.
Aspessoas quo desejaiem ter conhecimenlo de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do aonuncianle, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e boras cima designadas.
E to claro e facit o systema de escripturar os
livros mercantis por partidas dobradas, que s ss
pessoas desfavorecidas do menor grao de indili-
gencia sero capazes de naoreconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras licoes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonseca dt Medtiro.
CASA
AMA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 25,
de uma ama que saiba cozinhar.
de commissodeeseravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni-
colao.
Para a dita easa fo! transferido o aotigo escrip-
iorio de commieso de escravos que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da, mesma maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commissao e
por conta da seus senhores, nao se poupando es-
forcos para que os meamos aejam vendidos com
firomptidio, afim de que seus senhores nio sof-
ram empates com a venda delles. Neste mesmo
, estabelecimento ha sempre para vender escravos
i de ambos os sexos, velhos e mogos.
aodar do sobrsdo da I
Aloga-se o primeiro aodar do sobrado da | Precisa-se de uma preta escrava que saiba
ra da Cruz n. 29. com a entrada para a ra dos fcoiinhar e engommar : na ra da Senzala Velh
Tanoeiroa ; a tratar no paleo de ; Pedro n 6. I numero 10.



DIARIO 0E fERlUMBUCO. TER^A FtlBA 8 Dtf FEVEHE1R0 01 mi.
Rio Jak,
Constando a urna peiioa residente no Rio
Granie do Norte as margeos do Rio Jak, que
opU cidade ha um homem que deseja fallar com
alguem daqaelle lagar, roga-se-lhe queira diri-
gir-se ra do Rangel n. 61, que poder ter to-
dos os esclarecimentos.
Aluas-se a casa terrea por detraz da ma-
triz da B -Vista o. 14 : a trataros rus da Flo-
rentina n 32.
l)p-.'ja-se fallar sos Srs. seguintes: Senho-
rinho Mar |ucs Calvo. Vicente Ferreira Gomes
da silva, Domingos Jos di Costa, Gaudencio
Ferreira de Siqueira Moraes, Jos Balcebino Con-
nives Lima, Joaquim Antonio G >ncalves da Ro-
cha, Antonio Joaquim Brito de Oliveira. Jos
TkII-s M-irinho, Manocl Joaquim Souza Viaona
e Victur Rarbosa da Silva a negocio do inters-
ale: na loja de miudezas da ra Direila n. 103.
O nb-iixo assignado deu procuracao bastan-
te ao sr. Antonio de Paiva Ferreira para cobrar
es divinos aclivas da casa de Tbiago da Costa
Ferreira Estrella, por lhe pertencer como consta
da arrematado > ila peranle em audiencia do
Exin. Sr. Dr. juiz especial do commercio e cons-
tam das contas e relago que o dito Sr. Paiva
presentar. Recite 1 do fevereiro de 1861.
Antonio Joaquim Vidal,
f Aluga-se o lerceiro andar da casa da ra
do Pilar n. 143. a qual tem vista para o mar e
4 muito fresca : a tratar na taberna por baixo.
Jos de Piaho Borges vai a Europa.
MM,
Precisa-te de urna ama para o servido interno
a ext-rno de urna casa de pouca familia : na ra
do Cabula n. 3, segundo andar
Preci*a-ae de urna ami que saiba cosinhar
e fazer Lo lo o serrico de casa : na ra do Cal-
deireiro taberna n. 60.
Os bilhetesda lotera da nova casa de ca-
ndado i! Rezende do Rio de Janeiro, pertoncen-
i-s a sicu',iido Feliz, sao os seguales : 1 bilhete
a- n. 3(51. um meio de n.7IO, dous quartos de
o?. 1421, 5599.Alcntara, Io procurador.
Arrenda se urna casa na praia de S. Fran-
cisco confrontes capellinha, a qual tem 3 quar-
tos, 2 salas, cosinha for-i e mu perto dos banhns
Migados : na casa de 4 faces junto ponte do
Varalotirole Olila achara com quera tratar.
Fugio no dia Io do correte a preta escra-
va Vcenria, crioula, de estatura regular, com
todos os d-niles na frente e os de cima limados,
tem um signal de cabello no queixu e de meia
i !', silln cora vestido de riscido desbotado e
piano da rosta : qunm a aprehender conduza-a
rua da Palma n. 32, que ser recompensado.
Aiuga-seacasa terrea n 9 sita na rua do
Hospicio: a tratar no MouJego casa do fallecido
Cmrni'n lalor Lui*Gocn<>s Ferreira.
D-S'le o dij 29 de Janeiro que est fgida a
negra Marta, escrava de Flix Venancio de Can-
talice. levou roupo de chita de assento branco
com ijoa iros cor de caf ; qu*m tiver noticia ou
soud.t iHi'H-a rua do Imperador n. 57, que se
gratificar.
Alosa sen segunda anlar e solio do sobra-
do n. 37 sito na rua do Imperador : a tratar no
Moni.-,'.) ' Comes Ferreira.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seas numerosos fregueses desta ci-
dad e m-smo de fura, que a:ha-so ragenda a
grande offi:iua de roupas fetis Je j ir. Bis-
tos na roa do Queiioido n. 46, onde poje se r
prociridj a qmlquer hora, pois est promplo a
desemp-Mihar quilquer obra importante, pois
para ito lom na mesma loja um completo sor-
timento.
A queminteressar.
Offerece-se urna pessoa para fazer escriptura-
c,"io de qualjuer estabelecimenlo por partidas
simples ou dobraJas : na rua do Queimado n....
so dir.
Compras.
Milho e farelo a
3,100 rs.
Vende-se saceos com 24 cuias de milho
39100, dito novo a 3JJ6C0. em porcao so faz diffe-
reuga, e saceos com farelo muito Barato por ser
de commisso : na travesea do pateo do Paraizo
n. 16, casa pintada de amarello.
/toa do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira I
Chitas francezas, cores isas e liados desenbos
s 2i0 rs. a corado; dio-se amostras com penbor.
Vendem-se 12 cadeiras, 1 sof, 2 consolos,
1 cama fraoceza com cortinado, e outros mnitos
objectos, que s i vlsts do comprador, por a fa -
milia ter de ir para o mato; oa roa Imperial nu-
mero 79.
Veo de-i e rerbutina de tedas u cores a 080
rs. o corado: ni rua Nova o. 17.
Ao profeta
Com fazecida e roupa feita, rua
da Iinperatriz n. 48, junto
a padaria franceza.
Vende-se paletobde alpaca preta e de cores a
30. 3$500.e 45. ditos de brim de cores e pardos,
ditos de meia- casemira a 7J, ditos de casemira,
ditos brancos, ditos para menino de 6 a 16 annos,
de alpaca preta o de cores, caigas de todas as qua-
lidades, colletes ceroulas, camisas, ricos chapeos
enfeitados para menina, de 69 a 10j(, cortes de
meia casemira para caigas a 2-3500 o corle, est&o
aeabando-se, grvalos de todas as qualidades a
500, 700e lj>, um grande e variado sortimento de
fazendas.
"\{ <

mi
Pechincha
ARMAZEM DE ROTPA FEITA
4 riba w mww&M 4
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Casacasde panno preto a 309, 359 e 40)000
Sobrecasacas de dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259, 309 e 35*000
Ditos de casemira de cares a 15 e 929000
Ditos de casemiras de cores a 7 e 128000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 12000
Ditos de marin selim preto o de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 33300 a 53000
Ditos de alpaca preta 39500, 59,
79 e 99000
Ditos de brim de cores a 3*500,
49500 e 50O9
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 6*000
Caigas de casemira preta e de cores a
9*, i 09 e 12*000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 5*000
Ditas de brim branco e de cores a
2*500 49500 a 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 5950&
Colletes de velludo de cores mu i t o fin o a 109000
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5, 59500 e 69000
Ditos de setim prelo a 5*000
Ditos de casemira a 39500
Ditos de seda branca a 59 e 69000
Ditos de gargarSo de seda a 59 o 69000
Ditos defusto brancos e decores a.
39 e 39500
Ditos de brim branco e decores a 29 e 29500
Selouras da linbo a 29500
Ditas de algodo a 19600 e 29000
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 2*300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia 35*000
Ditas de madapolo brancas e de cotes
a 1*800, 29e 2*500
Ditas de meia.a 1* e 19600
Relogios de ouro patente eorisontaes 9
Ditos de prata galvanisados a 25* e 30*000
Obras deouro, aderecos, palseiras e
rosetas fi
MMT
PROGRESSO
de
Compraiu-se escravos.
Coroi>ram-se, vend^rn-se, trorara-se escravos
de amons os sexos a de toda iila.ie : oa ruado
[aparador n. 79. primeiro andar .
Co.npraiii-se escravos
sendo do sexo masculino, mogos, de 12 a 20 an-
nos de ilade, e sadios : na rua da 1 nperatriz n.
12. loja.
Compra-se urna grade de msdeira com ba-
laustres para escriplorto : na praca da Indepen-
dencia n 22, loja.
GUINDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
Joaquina Rodrigues Tarares de Mello
RUA DOQEIMADO N. 3
EMSUA LOJ DE QUATR PORTAS.
Tem um completo sortimento da roupa feita e
convida a todos seus freguezes e a quem desejar
ter um uniforme feito com todo gosto diriiam-se
a este estabeleomento que encontrario um h-
bil artistachegalo ltimamente de Lisboa para
desempenhar as obrasa vontade dos Treauezese
ja tem um grande sortimento de paletots aaccos
a ingleza de eslamenha de cor cinzento, escuros,
mais claro a 4* cada um. ditos da mesma fa-
zendade pura laa Ana a 8*. ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e sinzentoe de
pirado gosto a 10*, ditos do casemira de cores
J ''f.ai,3s de fina casemira de qnadrinhos t
I69, ditos de alpaca fina saceos a 6*. ditos so-
brecasacosa 8, ditos com gola de velludo a 9*,
ditos de panno e de casemira preta asobrecasa-
dos a 22*. 235 e 30. sobrecasacos muito finos a
3ag e 40j), "paletolMe brins, de fustao ede gan-
ga a 4* e 5J>, colletes de velludo bordado a 12*,
ditos de eorgurao de seda pretos muito boa fa-
zenda a 6j. ditos de casemira a 5, ditos de fus-
tao a 3500, calcas de brim e de fustao a4J e 5$,
ditas de casemira de cores a 9 e 10*, ditas pre-
tas a 12g e 14*, assim come muilos mais arligos
que seria impossivelaqui as poder mencionar.
SO NO PRO-
gresso.
Queijos flamengos chegados 00 ultime paque-
te da Europa a ajado ; vende-so nicamente no
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
mmtm sis mw*-m&mtmmn
Fazendas muito bara-
tas a dinheiro.
iRua da Cadeialojan 23|
confr. u. te ao becco Largo.
Vende-S9 grosdenaples preto encorpa-
do com 4 palmos de largura a 1*800 o
covado.
para os senhores de eogenhos : alambiques de
cobre de 1 a 200 eaoadas, na fabrica de caldei-
reiro de ViIUea Irmio Si Aadrade, rua do Brum
as. 11 e 13; tem um grande sortimento de alam-
biqaes, carapuga arpanlinas de cobre simples
e continuas, e madrinas de cobre psra dlslilar e
resillar espirttos at 40 graos pelo srslema Lu-
gier, todos os cobres pertencentes ao fabrico do
assucar e sinos de 16 libras a 8 arrobas, e ludo
vende se por menos 5 a 10" por cento do que em
outra qualquer parle, a prazo ou a diahelro, e
fabriea-sa e eoncerta-se todas as obras de cobre,
broaza e folla com a maior presteza possivel.
Rua de Crespo,
loja o. 25, de Joaquim Ferreira de Si, vende-se
por precos baralissimos, para acabar : pecas de
cambraialisa fina a 3*. organdy muito Qoase
modernas a 500 rs. o covado, cassas abortas de
hernias cores a240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cass' de cores a 2*. entremeios borda-
dos a 1*500 a pega, babados bordados a 320 a
vsra, sedinhas de quadros Dnas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e Al a 5*, perneadores de
cambraia bardados a 5*. gollinhas bordadas a
640, ditascom ponas a 2*500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2*. damasco de lia com
9 palmos de largaras 1*600, bramante de linho
com 5 palmos do largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora s 100 rs. o par, capas de fustao en-
feitadas a 5}, percas de madapolo.fino a 4S, Ua-
zinha de quadros para vestidos s 320, camisus de
cambraia bordados a 2*. sobrecasacas de panno
nno a 20g e 25S, paletots de panno e casemira de
tas 20$, ditos de alpaca de 3*500 a 8*, dilos de
brim de crese brancos de 3*500 a 5$, caigas de
casemira prelas e de cores psra todos ps precos,
ditos de brim decores e brancos de 2* a 5*. ca-
misas brancas e decores para todos os preros,
colletes de casemira de cores finos a 5* ; assim
como outras muilas fazendas por menos do seu
valor para fechar conloa.
Rua do Caldei-
Relogios.
Teodem-se amcasa de Braga, Silva & C, re-
lofios de ouro]de diverses; fabricantes ioclezes,
or prego commodo.
Rodas d'agua.
Moeodas decanos.
tTaizaa.
Rodas dentadas.
Bronzes e aguilhSes.
Alambiques da ferro.
Crivos, padresatc, ate:
Na fundigao de ferro de D. W. Bowman, 2
fuado Brum passando o caafariz. J
5
^000
2#000
Vende-se grosdenaples prtto superior
a 2g n covado*
Vende-se mantas pretas de fil de seda
com 4 palmos de largara a 8*.
Vende-se mantas pretas de fil de li-
nho a 12f.
Venle-se manteletes modernos de
preto a 20*.
Na cocheira de carros defronte do porto das ca-
noas da-r.ia Nova, precisa-se coasprar um ca-
v alio qu* soja' manso e grande.
G);npratn-ie accoes do aovo ban-
Ld de Peraa;nbuco: ni. rua da Cideia
n. 41.
* Compra-se urai mobilia de jacirand com
tamuo le pe Ira,- qu>seja molerna e que esteja
em m lito bom uso; quem tiver e queira vender
dirija-se a praga da Hoa-cista n. 16. A.
Cmpram-se gigos vasios com pallia, indo-
*e buscar aonJo esliverem : na rus Nova n. 52,
leju.
~ Compra-se um esi'ravo prelo ou pardo, of-
ficial 'le sapaleiro, sendo de boa conducta paga-
ae bem : na ru* Direiti n. 3, se dir quem quer.
Vendas.
Luvas
de pellica branca e de cores (Palhe) para Iiomens
e snnlioras a 2$VJO o par. chegalas pelo ultimo
fapjr : em casa dej J. Falque, rua do Crespo
Vende-se vestidos de grosdenaples
preto superior de duas saias e dous ba-
bados a 609.
Vende-se
a 33.
enfeites pretos de vidrilho
Vende-se enfeiles
a 5J.
modernos de froco
Vendse as commodas saias balao
madapolo e cutim de algodao a 5?.
sortimento de roupa para
Completo
homem.
Os proprietarios desle estabelecimento
desejaodo liquidar com o negocio de fa-
zendas finas aproveitam a quaresma e
expoe venda por precos completa-
mente baixos.
est, muito so ruda,
e vende muito barato :
Brim branco do puro liuho tringado a 1J000 e
1*400 rs. a vera; dito pardo muito superior a
Na rua Direita n. 76, vnde-se um cavado
gordo, liera fr-ilo, novo, snm achaques, boa pelle,
anddadur de baixo a meio, da melhor forma
m#mmm mmm mmmn
I Os barateiros
Giiimares Villar.
fiwa do Crespo n. 17.
C "tes de colletes de reliado preto bor-
daoo a 7jJ, parece incrirel.
Casemira preta setim a 6 o corte.
Siias bordadas de 3 pannos a 2*500.
Dilas de 4 pannos bordadas a 4J.
Casemiras de qoalros miado* duas
larguras a 2*500 0 corado.
Saias bales datadas as qaalidades a
53 63 e 8* com babados.
Cortes de cassa a Sfaarl a 2f500.
% UBaasi ^sfiaA 42A ^W. at"
A ISOOO par.
Vn1em-se sspalos de marroquim do cores
prap-ios para o carnaval, para homem e muraer
a 1* o uar: na Loja da esquina o. 2.
Vende-se urna casa terrea com muilos bons
Cii)to los para familia, teado um bom quintil
c>m 7 p*s de pinheirai na rua da ladeira da Mi-
sericordia na pdale da Olala; dirija-sa & rua
Jo Amparo n. 1, que chara con queua tratar.
Para o baite de mascaras.
Na loja de miudezas da rua Direila o. 101, lem
um conplolo sortimento ds mascaras de bom
gosto e coramolo preco, e"um completo sorti-
mento da fltis da melhor qaairdadc bom goso
a ellas antes q-i3 se acabem.
mmm
-largo da Penlia--
Os proprietarios deste estabele-
L-irae tocn vida m ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, queso
acharo, em seu armazem de moihadosde novamente sortido degenero!, os melboresque tora
viudo a este-aereado, por cerera escomidos por um dos socios na capital de Lisboa e por seren
a maior parte dalles vnoos por conla dos proprietarios.
Gigos eom cAiampanlaa
das melhores marcas que ha no mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de enmadre
era caixas proprias para mimo a lO0O.
Bartis cam aieitouas
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500
Queijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 3*000
Queijos parto
da* melhores qualidadesque tem vindo a este mercado a 9(30 res a libra, era porgao se Ca-
ra algura abalemenlo.
Queijos suisso
recentemente chegado e de suqerlor qualedade a 960 res alibra.
Chocolate
dos melhores eutoresde Europa a 900 rs. alibra em porcao a 850 t>.
Marmelada imperial
do afamado Abren,e de ontros mais fabricantes de Lisboa emlaias de 1 a 2 libras a 800
rs., em ponjo dse far algnm abatiraento.
Ma?a de tomate
m latas de 1 libra por 900 rs.,em porcaevende-se a 850 rs.
Conservas francezas e iuglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs.o (rasco.
Litas de bolaeuluua de soda
com diferentes qualidades a 1600 a lata
A.meixas trncelas
as mais novas que tem viudo a este mercado em eompoteiras.conlendo 3 fibras por 39000 rs
em latas de 1 e 1|2 libra por 1*500 res
Cai&innas eom H libras de passas
i 39000 rs. em porcao se far algnm aba liman lo, vende-se tamb;m a reulhoa libra a 500 rs.
Munteiga iugleza
perfeilamenleflor a mais novajue ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cb perola
o melhor que ha neste genero a 29500rs. alibra dito hyson a 29000 rs.
Manteiga fraueeza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
ToucVnbo de Lisboa
o mais aovo qna ha no mercado a 320 res a libra.
Macas para sopa
m caxinhas de 8 libras com deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambero vendem-seoa seguintes gneros, ludo recen temen te chegado e de superiores qua-
Rdades, presunto* a 4 80 rs. a 1 braeboarica muiia atava.marmelada do mais afamado fabricante
de Lisba.maca de tomate, perasecca, passas, fructai em calda, amendoas, nozes, frascos com
imendoas cobertas, confeites, pastilhas de variasfulidades, vinagre braoeo Bordeaux, praprio
para conservas, charutos dos memores fabricantes de San Fel, macar de todas as qoafdades, peca,Tl6oVs".o7oade,Tr^rrnrd
Ot
de
reiro n.
Queijoa muito freacaes a
Champagne superior a garrafa
Presunto primeira quadade a
libra 500
Batatas novas a libra 80
Manteiga muito boa a libra 800
I Borne barato. {
d Cortes de meias casemiras finas a 1|900 #
Se ditos de casemira muito fina a 7*500 : na $>
# loja da rua do Passeio Publico n. 11. &
Vende-se urna negra eozioheira perfeiU
e boaengomroadeira, pelo preco de 1:400*000:
na rua da Praia n. 9.
Queijos frescos
al|800.
Vendem-se queijos vindo no ultimo vapor, e s
serve para comer ji por ser frescos e de nao po-
der aturar muito lempo a 1*800, dito em libra a
610 : na travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa
pintada de amarello.
Vende-se uqa casa terrea na rua
Imperial n. 266 com 30 palmos de
frente, 3 salas, cosinba fora, 3 quartos,
quintal cora mais de 600 palmos d
fundo, alguns arvoredos de frucios do
lado damar pequea, porto de em-
barque, a qualquer hora excellente ba
nho, emfirn com todas as commodida-
des necessarias : os pretendentes enten-
dam-se na mesma casa que se dir'
quem vende.
VENDE-SE.
No armazem de Antunes Guimaraes 4 Cum.,
milho novo e farello era caceas grandes no larg
a Assembla n. 16.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem serapre no seu depo-
Balsas de (apele para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para negeos, etc., etc., pelos baralissimos
precos de 5*. 6* e7 ; ni loja da guia branca,
rua do Queimado n. 16:
[Linha americana a 100 rs.i
d* 200 jardas
branca e de todas as cores, eslas linhas
sao fabricadas para cozer em machinas
por serem muito fortes e iguaes sao as
melhores linhas que tem vindo a este
mercado.
jRetroz e trocal preto e de|
. cores
tambem proprio para coser em machi-
nas, vem em carreteis e vende-se em li-
bra a 20J> ou 2$ um carretel de 12 em li-
bra : m rua da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
SN. B. Como existe um grande sorti-
mento desles objectos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina de
cozer.
Vinbo do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precieso de 1847.
As duzia, e em caixinhas, a dinbeiro, por ba-
rato pre$o : vende-se na rua do Trapicbe n. 48
escriptorio.
fVende-
1 RbIaiva^ ..i.nt-.
se
Al O fll I a /aQ fl sil da rua da Mo8<,,l n' 3 um grodesort-
"^y1* u l/Vfd'l ment de tachas e moendas para engenho, do
Relogios patentea.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas,
Peitosparaca misas,
Biscoutos
Emcasade Arkaright 4 C. ruada
Vwn 61.
Largo do Carne,
esquina da rua de Hortas
numero 2.
Vendem-se queijos novos a 2J1500, ditos de
Kfi0,' 6* lib". manteiga ingleza a 800 e
191J a libra, banha de porco a 500 rs. a libra,
gomma para engommar a 140 rs. a libra. Islas de
massa de tomate de 2 libras a 1600, presuntos a
400 rs. a libra.
ft>9i909Sa es en en a t
I
9
Seguro contra Fogo
COMPAHHIA

I
I
I
na TUa lio OnemailA n c> a. ittf no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa
g-206 ."Tara i'gingaV'rr.MaVu"^!". d 'J??,0^?md' fj- bar'l d
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho S rua de?Ou i2id ^ I* nV" 'V"]1""
proprios para obras de meninos a 200 rs, o eo- ".Vi" Qu,eimado n- 22, na bemcoahecida lo-
vado: corles de calca de meia casimira a i JoOO;
ditos de brim de linho de cores a 2js rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20$, 22g e a 249 rs. a
pera com 30 jardas ; aloalhado d'algodao muito
superior a 1#400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2>400 a rara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2}400 a
duzia; ditos maiores a 3j; ditos de cambraia
de linho a 6. 7 e 8j rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 8J rs. cada um ; dilos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 1*280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2*000; e alAra disto, outras muilos fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na rua do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
rase meninas.
Na loja da aguia branca vendesa-se mui boni-
tas fitas com Qvelas para cintos de senhoras e
meninas, e pala boratissimo preco de 2$ : em
dita loia da aguia branca, rua do Queimadoou-
mero 16.
Chegaem ao barato
O P reguica est queimando, em ene loja n
rua do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
23, casemira escara infestada propriapara cai-
ga, collete e palilois a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 400, rs.
a vara, dita liza transparente mnito fina a 39,
4, 59, e6$ a peca, dita tapada, com 10 aras
a 59 e 65> a pesa,chitas largas de modernos e
escolhidos padresa 240, 260e28Q rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin astanpado a
7f e 8f, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito defiead a 9f eada um, ditos com
urna s palma, mnito finos a 8*500, di tos lisos
com franjas de seda a 5, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 eada na, meias mnio
fitas para seniora a 40 a duzia, ditas de boa
qualidadea 3 a 3*500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricosdesenhos,para coberta a 280 rsj
o covado, chilasescuras uaglasaaa 5*900 a
eporo
a da Boa F.
aua do Queimado n. 3$
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVIRES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de sedado cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
608000,dios sem defeito a 1003000, tem um
resto de chales de loquim que esto-se acabando
a 303000, ditos de mirin bordados eom pona
redonda a 83000, dilos sem ser de pona redonda
a8J>000, ditos estaapados com listras de seda
em roda da barra a 93000, dilos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a-23000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grodi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
253000, ditos muito superiores a 309000, ea-
fe'uesde vidrilho preto a 33000, ditos de retrez
a 33500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 13000 o covado, cambraias de cores
depadraes-muito delicados 800re. a vara, ditas
deottlrasqoalidadesa 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 300,
320, a 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240rs. cada orna,
eeites de casemira de cores a 69000, dilas em
pesca de quadrinhosa 49000 o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 13300, ditos de outros
bordados ricos a 30006, manguitos de cambraia
bordados a 33000, tiras bordados, e entrimeios
que se vendem por preso commodo, ombazil de
cones proprio para roupa de criangas, e capinhos
para senhoras a 13400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpicos a 59000, corles de cam-
braia enfeitadas com tiras bordada a 69006,
|e outrasmuitasiaarsfazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas.
gomma muito fina, ervilaas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas deditas,
spermacete barato, licores francezesranlto finos, marrasquino de zarn, azeiledoo*parificado aiei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e ouiros muitos gneros qneencoairario tendentes a
molbados, por isso prometiera os proprietarios vender por muito menos doqnaoutro qualquer
prosaettBm mais tambem servirera aquellas oessoas qoe resnarem por entras paaaa praacas eam
te viessera pessoalmente ; rogara tambem a todos os senhores de" engenho aaBhore lavradoree | preta titTs^aleies" aSOOre. a v7ra' e
!"!t^!?!L,U" e,WOia*8a Ido. e de toda* sadario inrjaatraao^mperjoor'
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilbantia
azul a 400 rs. o corado, alpacas de differentes
cores a 330 rs.o covado, casemiras pretas
finas a 23500, 39 e 33500 o covado, cambraia
e aeoadkjiorisrnwotp,
I
l
LONDRES
AGENTES
J. Astiey Companhia. |
i
S
Vene-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Fspiugardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicao.
Barrilha e cabos.
Brim de yela.
Couro de lustre.
Palhinha para marciuei-
ro : no armazem de C.
J. AstleyA C.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
A C, Whecler A Wilson e
Geo. B. Sloat A C.
Estas
chinas
ma-
que
sao as melho-
e e mais
durado uras
moslraa.e a
qualquer hora
e ensina-se a
Irabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
raalindo-se a
sua boa qua-
dade e dura-
S'o : no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leite & Irmo, roa da Impo-
ratrls n. 12, odtiganianl aterro da Boa-ista. ~

Cambraias
baratas.
19 Rua do Qaeimado 19
Cortes de cambraia branca muito fina com sal-
picos miudlnhos a 4*600. IflUllO V49W3ITa.
Gambraieta para jestide muito fina, pelo ba-! Vandola oaee barcaca de lol da 45 caixas
nusslmo praeo de 23800, 2800,3 e 33500 c-Ja bom apSoX* ateTisito. $ pree muito
*1ai6M demuasun.. ditos arreaos. ^S^SS^^**
Na rua dsCrut dMtlsb 4i o,,|Bt ptra a
rua da Liogoela, ha aaacaaaidaio. sortimenlo de
calcado de todas as qualidades. assim como sola
franceza, cordavlo, cauro de *>reo todos os
aviamentas preciso, o que ludo se rende por
menos prego que era outra qoalajuer sacia ; na
mesma loja precisa-se de offlciaes destpateiro e
Ussbam sa recebe algoas aprendizes farrea oa
eieravos.
6


DIAIIO 3R IfcWUMUJCe. TnQk fEOl 5 DB PVERRO DI 1861.
(O
Casa terrea.
Vende-se ama casa terrea acabada um anno,
com 90 palmos de frente, 4 tjuartos, corredor
independente, quintal e cacimba; um terreno
junio a mesma, com 30 palmos de frente e 125
de fundo, sito na raa da Esperance ; trata-se na
roa Direta, taberna n. 106.
Rap grosso.
Vndese rap grosso chegadd agora do Rio
da Janeiro, na rna larga do Rosario, passando a
botica a segunda loja de miudezas n. 38: na
mesma loja tem para Tender lionas do Pedro
V em cartoes, e outras miudezas em conta.
A 500 rs.
Vendem-5o compridas meias de seda, cor en
carnada, proprias para o carnaval; noarmazem
de fazendis de Joao Jos de Gouveia, ra do
Queimado n. 29.
Pechincksem
igual.
Cassas francesas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
muito liados padrOes a 240 rs. o cova-
do, ditas organdys matisadas a' bom
gosto a 210 rs. o covado : na loja do so-
brado de 4- andares na ra do Crespo
n. 13 eno arenazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Moreira Lopes.
Ceblas a 600 rs, o
cento.
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na ra
das Cruzesn.2i, esquina da travessa do Ouvidor.
Vcnde-se um Jardo de offlcial do 3o bata-
lhao, com seus pertences: no Forte do Mallos,
ra da Moeds n. 27.
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 "( o calcado de se-
nhora e o de homem 10 [0, do dia 9 de feverciro
ea diante, em consequencia da nov pauta qu
ha de vigorar na alfandega; o propietario do
bem sorlido estabelecimento da ra Direita n
45. nao quer que os seus freguezes carreguem
com as consequencias do systema financeiro do
br. ministro da fazeuda e por isso sustenta os
precosdo seu calgado pela tabella segujnle :
Homem.
Borzeguins para homem (im-
penaes)....... 10^000
Ditos (aristocrticos). 9#000
Ditos (prova d'agua) 8^500
Ditos (Bersaglieri)..... 8#000
Ditos (communistas). 6$000
Meios borzeguins (patente). rj#000
Sapatoes (3 batera). 5$600
Ditos (sola dupla)..... 5$200
Ditos (blusar). ... tfOOO
Senhora.
Botinas (prima dona). 5$000
Ditos (vis a vif). .... 4$800
Ditos (me deixe)..... 4^500
Ditos (grisete)..... 4$000
Meninos e meninas.
Sapatues (bezerro).....i.sOOO
Ditos (diabretes).....3#500
Ditos (salva pe*)......3$000
Botina* (bol'iQosas).....4#000
Ditas (para crianca). 3$50O
Sapatos para senhora (lustre). 1#200
E um completo sortimeoto de couro de lustre,
marroquim, sola, bezerro francez, courinhos e
ludo que necessario a um irmo de S. Cris-
pim, advogado dos artistas sapateiros, por pregos
que s este estabelecimento pode vender.
FROCO.
Veade-se frco de todas as cores egrossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1$ rs. a
pega ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca a. 16.
SYSTEMA MEDICO DEII0LL0WAY.
P1LULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, eomposto inteira.
mente de hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio na:a algurna outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarraigar o mal na compleic,o mais robusta ;
enteiratnante innocente em suas operacoes eef-
feitos ; pois busca eremove as deencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre miniares de pessoas curadas cora este
remello, muilas que j estavam as portas da
marte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrar a saude e forjas, depois de haver ten ta-
jo inultimente todos osoutros remedios.
As mais afllictas eao deven) entregar-se a des-
esperado ; faQam um corapeten-ta ensaiodos
elkazes effeilos desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficia da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermtdades:
Para a quaresma.
Grosdenaple preto fino a 19600, dito largo a
1|00, dito muito superior a 9 e 2*400 o eova-
do: na ra Nova n. 48, defronte da Conceicao
dos Militares.
4 3*000.
Saceos com arroz de casca, tendo a maior par-
te puado ; no caes do Ramos n. 6.
AtteiNjo.
Veade-se a taberna sita na ra Augusta con-
fronte aochafarizo. 114 com poucos fuudos, pro-
pria para principiante por ser em bom lugar: a
tratar na mesma.
Vendem-se saceos com feijo mulatinho,
por preco muito commodo : na ra da Cadeiado
Recife n. 55 ; bem como se rende um cscravo
proprio para lodo o servico.
Gomma doAracaty.
Vcnde-se excellento gomma do Aracaly; na
rna daCadeia do Recife, primeira andar, n. 23.
Vende-se meia legoa de ierra, tanto na lar-
gura como no coraprimento, toda de mata vir-
gen, com dous riachos, tres varzeas, propra
para se levantar eogenhos. para o que tem a ne-
cessaria madeira, no lugar de Japarandubinha,
freguezia de Agoa-Preta, distante do lugar por
onde tem de passara estrada de ferro urna legoa :
na ra eslreita do Rosario n. 43, terceiro andar.
Algodao monslro.
Vende-se algodao monstro com duas largores,
muito proprio para t jaibas e leucea per dispen-
sar toda e qualque* costura, pelo baratissimo
prego de 600 r. a vara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da boa f.
BASTOS

i Remed is americanos J
DO DOUTOR
Radway & C, de New-York?
| PROHPTO ALIVIO |
Resolntivo renovador.
| Plalas reguladoras. f
5 Estes remedios j sao aqu bem conhe-
| cidos pelas admiraveis curas que tem ob-
* tido em toda a sorte de febres, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
6 le etc., ele, conforme se v as inslruc- 9
ces que se acham traduzidas em por- 9
9 luguez. @
g> ----------- @
gSalsa parrilha legitima j
g original do antigo f
SDR. JACOB TOUNSENDl
0 Biclhor parifleador do sangue
cara radicalmente
Erisipela. Phtisicas.
Rheumatismo. Catarrho.
Chagas. Doencas de figado.
Alporcas. Effeilos do azougue.
Impiogens. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendas de a
Raymundo Carlos Leite & Irmo, ra do 2
q lmperatrizn 12.
Potasssi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova o de superior
qualidade, assim como tara bem cal virgem em
edra, ludo por precos mais baratos do que em
utra qualquer parlo.
que out 'ora tinha loja na ra do Quei-
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade X
que tinha com o niesmo Ges tendo sido X
substituida por um seu mano do mesmo 9
nome, por isso Qcou gyrando a mesma a
firma de Ges & Bastos, assim comoapro- JrE
veita a occasio para annunciar abertura 1
do seu grande arreazem na ra Nova jun- 8
lo a Conceicao dos Militares n. 47, que jf2
passa i gyrar sob a Drma
DE H
Bastos ( Reg g
com um grande enumoroso sortimeoto de 1
roupasfeitas e fazendas de apurado gos- i
o. por presos muito modificados como if
&
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
tudo por meos do que em oulra parle : na loja
do vspor, na ruaN*va n. 7.
Cera e sebo
No armazem da ra da Cruz o. 33, vendo-se
cera do carnauba em por;o de saceos a 8j5(i0 a
arroba, sebo do Porto em caixoles em porco a
IOS, fio da Bahia a 759 rs. a libra, cera amare Ha
a 320 rs. a libra, velas de composicOes e carnauba
pura a 149.
s
I
de seu cestnme, assim como sejam : ri- \
eos sobrecasacos de superior panno fino
preto o de cor a 25$. 28$ e 308, casacas
do mesmo panno a 305 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 189,
209 e a 22g, ditos saceos de panno prelo a
12g e a 14g, dilos de casemira de cor
muito Gna modelo inglez a 9g, 109, 129
e 149, ditos de estamenha fazenda do
apurado gosto a 59 e 6J, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8;, dilos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 4, 49.OO e 5$, ditos de fus-
to de cor a 3, 3&500 e 49, ditos bran-
Z eos a ij00 e595C0, ditos de brim pardo
H fine sacco a 2g800, caigas de brim de cor
g finas a 39. 3;500, 49 e 4g500. ditas de di-
K lo brauco lirias a 5$ e 69500, ditas de
H princeza proprias para lulo a 4$, ditas de
H merino de cordao preto fino a 59 e 69,
O ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
$ e 109, colletes de casemira de cor e pre-
gg la a 4g50Oe 59, dilusdoseda branca para
B> casamento a 50, ditos de brim branco a
|3 39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
<| ri para luto a 4g e 49500, ricos rob-
II -hambres de chita para homem a 109,pa-
** etots de patino fino para menino a 12JJ e
* 149,casacas do mesmo panno a 15g,caigas
5c de brim e de casemira para meninos, pa-
I lelots de alpaca ede brim para os mesmos,
sapalos de tranga para homem e senho-
ra a I9 e I95OO, ceroulas de bramante a
I89 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
17g, 189, 209, 24$, 289 e 309 a duzia,
ditas de peilos ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
gravatas brancas para casamento a I58OO
e 25 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muilo apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 35$, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 188 e 209,
e muilas outras fazendas de excellente
gosto que se deixarn de mencionar quo
fior ser grande quantidade se loma en-
adonho, assim como se recebe toda e
qualquer encommenda de roupas feitas,
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande ofEcina
de alfaiate que pela sua promptidao e per-
feico nada deixa a desejar.
Milho novo.
Veade-se milho
to grandes a 4$ :
Velha n. 106.
Cassas de cores.
Anda se veodem cassas de cores flxas, padrees
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.
Aos Srs. estudantes.
V*n4t-8o por piece muito commodo osseguin-
tes Irnos, em latim : Horacio, Tito Livio, Vir-
gio, Coroelio, (bulas de Foedro, e interpretares
Tito Livio. Lices de geographia pelo abbade
Cautier, historia romana, em inglez, tambera
do direito ; Bergier dioccionario theologico em
voluntase um sopplemento, Georg Phillips em
tres volumes o um supplemeoto, Colombel ins-
i tiluicoes da Franca, elementos dedireilo publico
pela consolheiro Autran o Constituido poltica :
quera os quizer comprar, dirija-se i ra Direi-
REMOS DE F Al A.
O pre^o accommodado.
Existe 4 venda uma pequea quanlidade des-
, le3.re.mo.s' de fctura a escolher-se. Nao se dei-
xara de fazer qualquer negocio em vista da crise,
i e se adverte que nao existe desta fazenda em
parte alguma da provincia, a nao ser no arma-
zem n. 10 da ra da Senzala Velhs, perlencente
a Vicente Ferreira Pinto & C.
Batatas hollandezas.
No armazem de Anaes, defronlo do porto da
alfandega a 2J560.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Cheguem aloja da B a f"
Chitas francezas muilo finas de cores fizas
280 rs. o covado ; cambraias francezas muilo fit
as a 610 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
49o00 e a 640OO a pega com 8 1|2 varas; di-
muito superior a .8J000 a pega com 10 varas:
dita fina com sal pieos a 458OO a peca com 8 1i2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
rii ; e outras muilas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n 22, ns leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos propros para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
59OOO a duzia : na ra do Queimado n. 22 na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 69, 89 e 10J rs. o co-
vado, casimira prela fina a 2$, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples prelo a 29, 2500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
una a 19 rs. o covado ; casimiras muilo fioas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
i hn' me'18 de Igodao cr muito superiores a
49800 rs. a duzia; ditas Je algodao ru tambem
muito superiores para meninos a 4 a duzia ; e
assim muitos oulros arligos de lei que se veo-
dem baratissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e toalhas.
BATATAS.
S no Progresso, chegadas no ultimo paquete a
mente ao armazem Progresso.
33200 a arroba e 120 rs. a libra, uDka-
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boaf.
Fumo em folhapara charutos.
De todas as qualidades em fardos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se nma muala de idade 13 annos,
com urna cra de 4 mezes, engomma, ensaboa
perfeitimente, cozioha o faz lodo o mais servido
de una casa, muito carinhosa para criancaa: na
ra do Queimado n. 39, loja de fazendas.
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores flxas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
non0 covado' e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muilaa fazendas por ba-
ratissimo preco : dao-se amostras com penhor.
Barato que admira, na ra do
Queimado n. 47.
Vendem-se musselinas de cores a 220 rs. o co-
vado, riseado francez a 180 o covado, chitas fixas
a 166, em retalhos a 120, corles de cambraia de
barra a 29800, grvalas de seda de cores a 300
rs., ditas prelas a 600 rs., lencos de seda gran-
des a 800 rs., gangas de cores para caiga a 500
rs. o covado, grosdenaple prelo a I96OO o cova-
do, selim preto maco a 298OO o covado, lencos
de chita a 200 rs., ditos de csssa a 220, chales de
merino lisos a 49500, dilos bordados a 75, ditos
de lia e algodao a 1J, chitas largas francezas a
240, ditas mais finss a 280, madapolo de 4J200,
4(800 e 59, cortes de castor, fazenda boa para
calca a 900 rs.. brim pardo a 500 rs. a vara, pan-
no fino prelo a 39400, chapeos de massa fina a
4J>, chaly de quadro a 700 rs. o covado, lia para
vestido a 500 rs. o covado, seda de quadro a 600
rs. o covado, cambraia lisa com 8 1i2 varas a
39500, ditas mais Qoas a 4g600, e muitas outras
fazendas que se vendem vista do dinheiro por
tudo prego: dio-se amostras com pen ores.
AGENCIA
DA
FINDICO LOW-MOW,
Roa da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e coado, de todos os lamanhos
para dito.
Vende-se urna escravs rreoula rom urna
cria de peito, goza perfeila saude, moga e tem
boa figura, cozinha e engomma, nao com perfei-
go, coze bem e boa lavadeira de varrela ; para
atar na ra da Cruz n. 43, segundo andar.
Ra da Senzala JNo\ ,u.4!2
Vende-solero casa do S. P. Jonhston i C,
casa
sellinso silbos nglezes, etndeeiro> e imm
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chirot
para carros, emoniaria, arreios paia rarro do
um e dous cvalos relogios de ouro
ingles.
I'ii.la
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de ;v
propria encommenda um lindo e complt-to otl-
menlo de perfumaras Unas, asquaes f-si ven-
dendo por menos do que em outra qualquer par-
le : sendo o bem conhecido oleo philoron.e f bj-
nha(Societ Hygienique) a 19 ofrasro. flno ex-
Lrac2Lem Donitos frascos de cores e dourados >
29.2|500,39 e 49. a afamada banha tranca,eD
te, o outras igualmente finas e novissin,as ron d
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja tsnpa devi-
dro larobem cheia da mesma, huile ronrrele
odonnell, principe imperial, creme, em bonii0
copinhos com tampa de metal, 0 muilas outras
diversas qualidades, todas estas algo frasro
bonitos vasos de porcellana dourada propros ea-I
raoffertaa29e2s500. bonitos bahuzinhi. rcB
9 frasquinhos de cheiro a 29, lindas estinhas
com 3 e 4 frasquinhos, e caixinhas redondas roa
4 ditos a I52OO e 1600, finos pos para denles e
agua balsmica para dilos a I9 e 19500 o frasoui-
nno ; e assim urna nfinidadede objeitnsque .5
patentes em dita loja da aguia branca, na ra d
Queimado n. 14.
Cal de Lisboa.
Vende-se cal superior de Lisboa, propria para
engenho a 79 o barril: na ra do Brum n. 66, r
mazem de assucar. '
Attenco
Paletos.
novo em saceos mui-
na ra da Senzala
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Aro polas.
Areias (nal de).
Astrima.
Clicas.
Convulses.
Dabilidadeou extena*
gao.
Dabilidade ou falta de
forg-as para qualquer
cousa.
Dasintoria.
Dor de garganta,
da barriga.,
nos rins.
Dureza no vantra.
Enenutdades 10 ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eachaqueca
Herysipela,
Febro biliosa.
Febreto da especie.
Gotta."
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Iudigesies.
Inflammaces.
Irregularidades
roeastruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmoaar.
Reter^ao do ourina.
Rheumaiismo.
Syraptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto tnterrniteata,
Vo nda-se estas oilulas no estabelecimento 'ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas Ae sua venda em toda a Amanea do
Su!, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
ama dallas, contera urna instrucelo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
talas*
O deposito geral em casa do Sr. Seorn
dharmaceutico, na ra da Cruz o. 32, em Per-
aambuco.
ROtPA FE1TA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
CE
[Fazendas e obras feitas.!
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges k Basto!
NA
Ra do Queimado
i u. 46, trente amareUa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas prelas
de panno e de cores muito fino a 881},
30$ e 359, paletots dos mesmos pannos
a 20g, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 14$, 169 e 18$, casa-
cas pretasmuito bem feitas ede superior
panoo a 28$, 30$ e 35#, sobrecasacas de
casemira de cores multo finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12J e 14$, caigas prelas de
casemira fina para homem a 89, 99, lOf
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muilo
fina a 5$ e 6j, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 4950G, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes prelos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
braucos de ceda para casamento a 5j>,
ditos de 69, colletes de brim bzanco e de
fusiao a 39, 3^500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paietots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7$, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 49500 e 59,
cas prelas de merino a 49500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, dilos
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muito fino col-
letes de gerguro de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$. colletes de vel-
ludo de coree e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pee-
tos e de cores-a 149, 15 e 16, ditos de
casemira sacco paca os mesmos a 6j}500 o
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
ealcas de casemira prelas e de coree a 69,
SfSOO e 79, camisas para menino a 20 >
a duzia, camisas iuglezas pregas larga* '
muito superior a 3j a duzia para acabar.
Assioi como temos urna officioa de al
faiate onde mandamos executar todas aa
obras com brevidade.
RELOGIOS.
Vende-se em:asade Saunders Bro hersft
C.pracado Corpo Santo, relogios do afama
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem felos a 229 rs.; dilos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escuros a 3$500
muilo barato, aproveilem : na ra do Queima-
do R. 22. loja da Boa f.
Ra das Cinco Ponas
numero 140,
defronte da estaco da via-ferrea tem para ven-
der por precos com modos os seguintes gneros :
assucar da fabrica do Monteiro, crystalisado fino
a 63400 a arroba, em libras a 240 rs., dito refi-
nado branco a 4$J80 a arroba, em libras a 160,
dito bsixo a 39600 a arroba, em libras a 140 rs
dito mascavado a 39200 a arroba, em libras
120 rs., caf muido da primeira qualidade, e ou-
tros gneros que convem muito aos commercian-
tes eslabelecidos nesta praca e fra delli, por se
achar este estabelecimento muito prozimo a es-
taco. e por conseguiole nao terem os compra-
dores a pagar os enormes carretos que costumam
pagar do centro da cidade, e o mesmo proprieta-
rio deste deposito se eocarrega do despacho de
qualquer genero sem exigir nada do seu trabalho
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de
Cera de carnauba.
A melhor que tem vindo ao mercado, e por
prego commodo : no largo da Assembla n. 19,
armazem de Antunes Guimares & C.
Farelo e milho.
Saceos grandes, e de muito boa qualidade
largo da Assembla n. 19,
Guimares & C.
no
No escriplorio de Gouvea & Filho, ra da Ca-
deia do Recife n. 3, primeiro andar, tem par
vender o seguinte : r
Redes bordadas muito finas.
Oculos de alcance (por diminuto preco).
Chicotes para montara. ]
Bsoha franceza (cosmetiqup).
Completo sortimento de talagarsas para bordar,
ja preparadas com os desenhos.
Elementos praticos do foro civil.
Calhecismo para os parochos.
Historin chronologica do Brasil.
Para o carnaval.
Completo sortimento de velbulinas de todas as
cores de muilo superior qualidade, p-lo iraio
preco de 600 rs. o covado : na ra Nova n 42
defronte da Conceicao dos Militares.
Vende-se um palanqun) leve e
em bom uso : na ra do Queimado n.
12, primeiro andar.
Vendem-se 20 acjors da companhia do en-
caoaraento das aguas : a tratar na ra do Quei-
mado n. 12, primeiro andar.
100 barricas de cerveja branca de optitra
qualidade em um solte ou em loles pequeos.
Padaria.
todas as nagoes
doabr'icante Rskell7poVpVe"5oTcommodos .Pdem lestemunh" *iudes desle remedio
tambemrancellins e cadeiasf araos meamos incomParaveleProvarem caso necessario, que,
Bxceellnta tost. pelo uso que delle fizeram tem seu >rpo e
membros inteira mente saos depois de ha\or em-
pregado intilmente oulros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que lh'as
(relatam todos os dias ha muitos annos ; e a
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva maior parte dellas sao tao sor prndenles que
Beins. ra dos Pires o. 42, dase po de venda- admirara os mdicos mais celebres. Guantas
gem, e na mesma vende-se pao commum, dito nnssnas rMl,nm m l
de Provecca. bolacha de boa qualidade e nova, '' Com esle *erno
bolachiohas. biscoitos doces"e aguados, fatias,
roscas, araruta franceza, bolachinhas de dita, fa-
rinha do reino muito nova, tudo feito das me-
lhores fariohas, e trabalhado com aceto e lim-
peza.
Gneros baratos.
Queijos novos a 19960, vinho engarrafado do
Porto 800 rs., de Lisboa a 560 e 400 rs., vina-
gre a 240, manleiga ingleza a 960, franoeza a 800
rs.. cha a 2$, caf a 240, batatas a 120, arroz a
100 rs., louciuho a 30O rs., sabio massa a 200
rs., al pista a 180, azeite decarrapato a 440 a gar-
rafa, doce do goiaba fino algo caixao : na ta-
berna da estrella largo do Paraizo n. 14.
240.
Cassas de lindos padres e cores fixas que se
pdegaranlir aos comprados, a 240 rs. o covado,
a ra do Queimado, loja de4 portas n. 39.
yi(!i!a&(gM
Pof prego muito barato, na
loja de miudezas da ra do
Imperador n. 38, por baixo da Dore8de*$.
remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospitses, onde
deviam soffrer a ampatac^o 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
timenlos, parase nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nbecimente declararan) estes resultados benfi-
cos diante do lord eorregedor e oulros magis-
trados, afim de mais autenticaren! sua afirma-
va.
Ninguem desesperarla do estado de saude se
tivesse bastante confianca para eneintfr este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
tratamento que necesstasse a natureza do mal,
eujo resultado seria provar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento be all, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Burros de Montevideo,
por todo o preco, mansos e gordos : no armazem I
amarello em frente do arsenal : a tratar com o
casilloSebaat, ou com Antunes Guimares & C,
no largo da Assembla n. 19.
Veniem-se aeqoes da caixa filial
do banco desta provincia: na ra da
Cadeia do Recife n. 41.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
dito com farinha, mandioca, milho e feijo, pro-
prio para animaes, e tudo por preco muito bara-
to : a tratar no psteo de S. Pedro n. C.
Relogios.
Vende-se em casa deJohnston Pater & C,
ra do Vigario n. 3, umbello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, deumdos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos tranceln* para os
mesmos.
SEDULAS
de \$ e 5#000.
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais praras do
imperio com o bate de 5 por cento: no escrip-
m de Antunes ^ ?'8,s e "lxa9 de champagne de un>a marra a
mais afamada : na casa de James Crebtree & C.
ra da Cruz n. 42.
Na casa de James Crablree 4 C, ra da
Cruz n. 42, tem para vender pannos azi.es de di-
versas qualidades para fardamento da tropa, da
melhor que aqu ha, e por menos preco du que
em qualquer outra parte, e tambem panno azul
para capotes.
Vende-se o engenho Oilerao na freguezia
de Santo Anlao, distante da cidade do Recife 8
legoas, moente e correrte, muito bous terr. nos
de plantajes, boas matas, boa casa ae viveatfa,
boa estribaria, casa de dislilaco rom alambiqu
de cobre, boa casa de purgar, estufa, e lo.los os
mais pertences : os pretendente3 dirijnm-se ao
engenho Novo de Iguarass, que ahi achara
com quem tratar.
7,000
rs.
Acaba de chegar ao armazem de Bustos & Re-
g, na ra Nova n. 47. junto a Conreino dos
Militares, urna grande quanlidade de chapeos de
castor, pello raspado, fazenda muito superior;
vende-se pelo diminuto preco de 7, barato que
admira por ser muito boa qualidade.
Travejamento,
No engenho da Torre ha pnra
vender li travs de sicupira cuna
9S palmos de vomprido e 1 ditus
de srossura. todas de quina viva ,
quem as pretender dirija-se ao
mesmo lugar a fallar com Manoel
do Nascimento da Silva Bastos.
tono de
n. r.
Azevedo & Hendes, ra da Cruze
Alporcas
Gaimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Noto metbodopara aprender a lr,
a escrever e afallaringlezem6 mezes,
obra inteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc-
q3o, pblicos e prticulares. Vende-
se napraca de Pedro II (antigo Largo
do Coflegio) n. 37, segundo andar.
baadeira americana.
Qnadros grandes dourados com mocas e paisa-
gens.
Laa de todas as cores para bordar.
Franjas e gales de linho brancos.
Babados do Porto largos bordados.
Proco para bordar para flores e enfeites.
Franjas de seda preta e de cores.
Fitas de-seda, de linho e de cs.
Cartes de clcheles.
Alamares dourados para capote/.
Botoes de linha, de seda e de vidro, propros
para casaveque.
Vidrilho de cores para enfeites, reblques.
Booets para menino, toucaa e chapeos para
baptisados.
Manguitos e gollinhas brincos e pretos.
Espelhos dourados.
Vende-se tambem a armacSo e pertences. Em
porgo vende-se a prazo.
Vendem-se saceos com milho, grandes,
com 32 cuias, a 5|000: na ra da Matriz da Boa-
vista d. 27, taberna.
A1,800 rs
Queijos aoves a 1*800 ; ae-
cano da roa do Imperador.
O
Bazar Peraambu-
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Ernpgdes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiraa.
Gengiva escaldadass.
Inehaces.
InflamaQo do figado.
Inflainmac.ao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhoe.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces p utridas
Tina, em qualquer
parte que seje.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veas torcidas ou no-
das as pernas,
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, a aa loja
de todos ea boticarios droguistas e outras pes-
soa* encarregadas de saa venda em toda a
Amaricado sul, Havanae Hespanha.
Vende se a 80O re-, cada bocetinha conten
urna- toatrneofia em portuguez para explicar e
modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral i em casa do Sr. Soum,
pbarraaoeuticn, m ra da Cruz n. 22. em
Pornamlraco.
Escrayos fuginos.
Phesphoros do gaz.
O deposito dos phosphoros do giz na travessa
da Madre-Deus n 9 e 16 acha-se de novamente
suprido e contina a vender-se em porgues e a
retalho por preco commodo.
Vende-se um aparador de amarello com
armario em baixo, e tambem um lavatorio com
espelbo e lampa de pedra, tudo muitissimo ba-
rato : quem quizer, dirija-se a ra de Borlas n.
130, sobrado de um andar.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joio Souw & C, uoicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seusbons
effeilos, conlinuam a vende-lo pelo preco de le
cada vidro; fazem nma differenc,a no preco aos
collegas e a todas as pessoas que tomareis de 12
vidroa para cima.
S Rilogios J0
Suissos.
Em casade Schafleitlln & C, rna da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeirosfabricantes da Suissa, que se
venderlo sor precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaly urna cana
terrea com aoto, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali ealabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmaos, que esli autorisados para esse
m, ou nesta praca na ra do Cabug, loja n. 11.
Burros de ttenlevrdo.
Vende-se por todo preco para acabar estes utols
ananaes para oa saibores de eogenhos e lavra-
doree, nos armnens de Andr de Abreu Porto,
na frente do arsenal de marinha, a tratar com o
dono do* rmaseos ou na roa do Trapiche Nora Idoilavt* em^trnmboco aoa^ Srs. Basto & L*.
l*' moa, que gratificarle genereaametue.
Fugio na noite de 23 do correlo, desta ci-
dade, o escravo crioulo de nome Manoel, de 45
annos de idade, cor prela. espaduss laigas e es-
tatura regular, indo vestido com roupa de also-
do Irangado de listras : esle prelo natural da
cidade do Ass, provincia do Bio Grande d Nor-
te, official de erreiro ; elle falla bem, e bs-
tanlo ladino. Becommenda-se aos s de
campo a sua captura, e quem der noiii ms delle,
ou o agarrar,"pode-o levar a seu senhor o major
Antonio da Silva Gusroo, morador na ra Im-
perial, que ser bem recompensado.
Na madrugada do dia sexta-feira Io do cor-
rele mez de fevereiro, fugio do sitio do Arraial
de Francisco.Jorge deSouia, a sua escrava Sebas-
tiana, crioula, cxa da perna direita, representa
30 annos de idade, doente de frialdade ; quena
a pegar far o favor leva-la em diio sitio, ou na
Boa-vista ra da Gloria, casa terrea n. 34 de
Joo Jos dos AnjosPereira, que ser gratiOcado.
Fugio do engenho Novo de Iguarass. no
da 13 deste mez de Janeiro, o escravo rriouo de
nome Lourenqo, de idade de 28 a 30 armo, offi-
cial de pdreiro, baixo, grosso, desdentado na
frente, testa grande, bastante ladino, casado, e
a mulher mora no Becife, na ra dos M-irtyrios.
escrava de um mestre pdreiro de nome Manoel
Xavier, provavel que a dita mulher o tenha por
ahi acoutado, e j se tem visto nesta prar;a : por-
tanto pede-se a qualquer autoridade policial, ou
capito de campo que o pegar, o mandar lear no
dito engenho, que ser generosamente ratifi-
cado.
- Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
fugio no da 3 de ndvembro do correte anno
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, dentes limados, idude 25 oe
Wannos, pescoco e ps grossos, tem pelo rosto,
pescoco e peitos algunas marcas dn pwi.es,
algumas cicatrizes pelas costas que jiarerem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roui algu-
ma, e consta haver fgido para o fado ao sena
d onde viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Becife. ra es-
trelta do Rosario n. 29, ao Illm. Sr Fiorisnun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado,
Pugio da cidade do Aracaly, no mez De se-
tembro prximo passado, um escravo do rom*
mandante superior Manoel Jos Penas Pacheco
que ha pouco o havia comprado ae Sr. Dente
Lourenco Collares, de nome Joaquir, de idade
"de cincoenta e tantos annos, fnlo, alto, magro
dentes grandes, e com falta de algons na frente*
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem abertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e teto signaes de ter sido simado*
Consta que este escravo apparecera do di* 6 do
coriente, vindo do lado daa Cinco Pontos, e sen-
do entertogado por um parceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor parar
Goianninha ; qualquer pessoa que operar o po-
3


')
oujtfo.w iimmWA*/mfawaBk.*.mnnum iw mi.
Agricultura.
Cathecismo de agricultura.
CAPITULO V.
[Concluso )
Ligio 53."
D. Qual das substancias das duas classcs de
corpo* orgausadns conlrn mais alimcutos cu"
venientes i creacao das plantas ?
M. As Substancias animaos.
D. Como se prova lato?
M. i" Pela analyse e exame, que se tem feilo
cun urnas e uutias substancias.
f Pelo estado do vigorosa, e perfeita vegeta-
(jio, que se observa as plantas criadas as vi-
zui iioncas das grandes habitagos, e dos curraes
de gado, que pruvon da abundancia das subs-
tancias aoimaes em semelhanies sitios, nao s
na (erra mas tambera no ar athmospherco. Ues-
te conhecimento deduzido era agricultura mo-
derna o scguinie axioma:
Crear prados arli/iciaes, melhorar os naturaes
para ter gados bem manlidos, e em consequencia
da abundancia e boa quahdade de estreo, como
que se consegue abundancia de f'rucios.
Ligio 5*.a
M. Convm saber acerca do terceiro artigo in-
dicado no principio da lir>o 46:
1 Que a vegetago depende da justa propor-
co dos alimentos que a provm.
2 Que as plantas, segundo 33 suas JifTerentos
especies, se nutren"bin diversas proporcoes de
alimentos.
. Como so prova a primeira regra ?
Ai. Se plantamos ou someamos em Ierra en-
charcada, no alcanzamos plantas vigorosas nem
fructos, posto quo s agua seja unidos alimentos,
a o mais efficaz da vegetagao; o mesrao acontece
com o oxcesso de qualquer dos oulros tressal,
oleo, e ierra.
). Como se explica a segunda regra ?
M. Observando as plantas e conhecendo que a
nutricio de cada urna das suas especies se obtera
com abundancia de algum dos aliemos, a qual
C nociva plantas de oulra especie ; porexemplo
o arroz quer superabundancia de agua, o pros-
pera em ierras alagadigas, quando o trigo as
mesruas circumstaucias nunca chega perfeita
vegetagao.
Do que temos indicado na presente licao, e das
obsen ages que nesta materia tem feilo os sabios
agricultores modernos, provm o axioma seguin-
te, por elles proclamado, c cuja execugao faz actu-
almente a prosperidade dos cultivadores que o
tum seguido e o sabem applicar:
Iterar a agricultura com plantas de diferen-
tes especies para obter constante abundancia de
fructos.
Ligio 55."
D. Nao seria convcuieuto dar maisalguma ex-
plicado icrea do axioma referido na licao ante-
cedente, fliim de recouhecer a razio porque
to til a alternativa da cultura das plantas?
A/. Urna especie de vegelaes empobrece a Ierra
de aiguns alimentos que sao adequadossua ve-
getado, c deixa-lhe oulros que sao uleis nu-
tricio de plantas de oulra especie. Com a alter-
nativa nao s se consegue a boa vegelagao das
dilTereotes plantas, mas tambem o reslabeleci-
mento daquelles alimentos de que a trra se acha-
ca exhaurida pelas plantas da cultura anteceden-
te. Todos sabem que na trra de que se arran-
cava vinha, nao convm planta-la de novo, ao
mesmo lempo que outras plantas dffereutes p-
dera prosperar uaquelte terreno, o qual passados
aonos, turna ser conveniente para a plantario
da vinha, porque se achara eolio nello resta be -
kcido os alimentos proprios paraesti planta.
I). Nao temos alguma experiencia, que estoja
ao nosso alcauce, e que nos prove a utilidadeda
cultura alternada das plantas?
M. Em vaso com trra eslercada semeie-se na
estadio do cutumno urna plaa leguminosa, por
exemplo a fava, fazendo lembrauga do dia em
que foi semeada ; a fava nasce e vegeta com o
vigor proprio da sua especie; arranque-sc quan-
do tiver pouco mais ou menos um palmo de al-
tura, nutando o dia em que se arranca ; semeie-
se no mesmo vaso iramodiatamenle oulra fava,
esla nasce enfezada, e em torapo egual nao ter
metade do taramho o do vigor da primeira; ar-
ranque-so esla segunda, e someie-sc teicelra fa-
va, esta apenas germina fracamenie, e morro lo-
go no principio da vegetacao: mas se no mesmo
vaso, depois de conhecida a experiencia da ter-
ceira fava, semearmos urna planta gramnea, por
exemplo o trigo, este nasce o vegeta com lodo o
vigor da sua especie, prova evidente de que a
Ierra exhaurida dos alimentos convenientes s
plantas leguminosas continua os que oulrem as
gramneas
[Agricultor Paulista.)
Variedades.
PHF.NOMENO ATHMOSPHERCO.
Segundo diz a Patrie de Paris, referindo-se a
urna lest-tmunha ocular, urna hora menos um
quarto da noite do dia 17, o cu eslava cuberlo,
iuflaramou-se de repente como as mais quentes
noites de verio, e viam-se furilar relmpagos no
horisonte. Um desses relmpagos foi lo vivo que
o ciarn illumlnou, por alguns segundos todo
Pars e turvou a vista toda genio que eslava
nos boulevards, sabida dos thoatros.
BALEIA MONSTRO.
Escrevera de Touloo i Gazeta do Meio dia
que os barcos de pesca encontrarais e rebocaram
para o porto urna balis de grandes dimenses,
que foi encontrada no mar por um navio mer-
cante e abandonada ao cruzar as ilhag de Hyrs.
E' da mais formosa especie e rueda 22 metros de
comprido por 12 de circumferencia. O bom es-
tado de conservacao em que se encontra, prova
ter sido tuorta ha poucos dias, e segundo as suas
dimenges cicula-se que prnduziri uns cen bar-
ris doleos valar de 10.000 francos (l.800|000.)
POCOS ARTESIANOS.
O* pocos artesianos aberios na provincia de
Constantina (frica franceza) 'tem dado brilhao-
lea resultados. O numero de pocos aberlos at
agora no Owed-flir e no Hodua sobem i 31; dio
33:631 litros ae agua por minuto e 52,446:241)
por dia. A profundidade media desloa porros
de 89 metros 55 cen'imenlos, c a dos pocos de
Tougour, do 56 metros e 19 centmetros. A des-
peza causada com estes tr.i bal los subi em qua-
tro annos (desde 1857 i 1860) quinlia de.......
262,678 francos.
POPULAg.VO DE MADRID.
Segundo se diz dos irabilhos preliminares, que,
para a forrmcao do censo, se acab.am de fazer
nests capital.'o numero de habilages oceupadas
actualmente de 68.K), que dao aproximada-
mente urna populacao de 272,000 almas.
CORAGEM DO DESESPERO.
Segundo dizem de Roma, 7 de dezembro, li-
nha-se suicidado na priso daquella cidade um
habitante de Palestrioo, aecusado de ter assassi-
nado um soldado trames,
Acabava de ser condemnado moite pelo con-
selho de guerra francez, existente em Roma, e os
gendarmes, para que elle nao podesse aitentar
contra os seus dias, tioham-lhe, como de uso,
atado com urna pequea cadeia de (erro os dedos
polegares.
Depois de ter corlado um dos dedos com os
denles o de se ler desembarazado da cadeia, a-
lou o lenco de sssoar, volta do pescogo e es-
Irangulou-se. Quando chegaram no dia seguin-
te para oconduzirem ao lugar em que devia ser
passado pelas armas, nao se enconlou mais que
o seu cadver.
CRIAQA'O DAS GALI.INHAS.
O Atoniteur du-Puy-le-Uome diz que um la-
vrador de Limogoe alimenta as suas gallinhas
de maneira que Ihe poem ovos de um peso enor-
me, alguns com duas ou tres gemmas, e lano de
verio como de invern. Para isso loma urna
medida qualquer de casca de linhaca, seccando-
a n'uru fumo medianamente quente, pisandu-a
era seguida o pondo-a em agua fervor; i isto
mislura urna medida de farellos de trigo e outro
tanto do faruha de bolola ; faz disso urna rnassa
com urna quaulidade proporcionada do agua e
da-a comer s gallinhas, quo llie pagam com
usura o seu trabalho.
Revista de Lisboa.
O Natal.As irapressoes da infancia.O senli-
mento da familia e da palria avivados com es-
tas festividades Iradiccionaes. Triste recorda-
gio de urna poca que desolou Lisboa. O re-
pique dos sinos e as feslas de convengan ul-
trajando as angustias da viuvez o da orphan-
dade.Os versos de Joo de Lemos. O Nstal
desappareco de Lisboa.Os pers e as broas
sao as nicas recordares desles tempos de
. folguedo popular.O aitraclvo de um prese-!
pe.A apparigo do Seohor D. Miguel de
Oraganca na s de Lisboa.
Lisboa, 21 de dezembro.
Eu nao sei se todos sao como eu, que me sinto '
serapre atlrahdo para os lempos (Jescuidosos e
galhofejros das nossas primeira? irapressoes de!
infancia, e que me alvorugam serapre o animo-
as recordacoes populares das feslas iradiccionaes.
Para mim, o Natal, ou qualquer destas festivida-
des religiosas, que por nascerem da iudole e pre-
diloccoes do povo, nos acompaoham logo desde
o bergo, e se vo introduzindo na imaginacao
com lodos os seus encantos de vaga e mysterisa |
poesia legendaria, poesa qual cada um de nos
vae depois ajuntando mais urna florora, a sau-
dade de um affocto dcsfolhado pelas tempestades
da vida, ora a rosa em polio de sonhos de amor
que asdesilluses da sorle anda nos nao apaga-
ran! de todo dos sentimenlos; para mim estas
feslas. repilo, sao como urna parte da minha
historia, a qual os annos.no seu girar incessanle,
me Irazem peridicamente lombranca. Sao po-
cas em que o horaem se assenla olhar para os
aunos decorridos, corno o viajante que tem alra-
vessado j praderas rclvosas e escalvados al-
Canlis, o que, pela amplidao dos horisonies que
Ihe fleam airaz. mcle os dias da jornada feila, e
assim meditando, recouslrue na memoria nimios
dos episodios que Ihe tem alegrado o enne-
grecido a existencia.
E quando me fervem os desojos de ler nas-
cido na provincia, o d'ahi residir, quando che-
gara estas quadras festivaes do anno. Nunca ou-
tocar missa do gallo, nem assisii s folga-
saas e popularissimas usangas de que esta potica
noile vem acompanhada, que nao sentisse a ima-
ginagio voar pelos campos lora, e entramas
aldeias o nos povoados, onio as tradiges destas
festividades commemoralivas conservam anda
no espirito do nosso povo o seu vivo e fervoroso
culto.
E islo que me acontece mim, acontececrcio
eu loda a genle,
Qualifico aqu como genio o homem de cora-
gao e inlelligencia que leve urna infancia, e se
recorda dejla como de urna tisonha o innocente
aurora da vida, porque, para o homom quo pen-
sa e sent, este periodo desannuviado de cuida-
dos sempre urna doco e suave lembranga quo
nos enflora a imaginagao das tradiges, lendas e
crengas que nos acalentaram os pnmeiros annos
da juvenlude.
E por isso que o senilmente da patria e da
familia nunca podera ser alheios ao corago bem
formado. E neniiuma poca, como esla de Natal,
faz rnviver este ultimo seotimento, recordando
todas as formas, patriarchaes com que os povos
primitivos o .solemnisavam. J na noite do Na-
tal, consoar ou fazer a meia noile um uso de
i familia, que tem por principio urna circumstan-
ca religiosa, mas que d, comtudo, lugar reu-
, niao de lodos os prenles em roda do lar paterno.
Todava a verdadeira (esla de familia no dia
25 de dezembro, dia do nascimento do filho de
Mara, em que por este acte peto qual Deus se
fez homem, pnteurou urna famiiim no seio da
familia humaos.
Nesie dia consagrado i todas as castas santas
aiTeiges do lar, o chofe da familia, como OS) an-
ligos palriarcbas. deaeja sempre ver em tor-
no de si, e sentados i mesoaa mesa, e quohoan-
do a raesma alegra, todos os filhos, nelos e p-
renles porque, espaireceodo c alongando os
olhos por toda a sua prole que assim encontra
reunida e cheia de saude e jubilo, como que v
a obra do seu alfeclo, dos seus cuidados e do seu
smor abengoado pela bengao do Seohor. Fera-
Cissima e sacrosanta sombra ao abrigo da qual
medrara e fructificara em todo o lempo os sent-
memos puros que podera levar o homem por ca-
minos rectos na looga peregrinagao da vida I
E anda por isto que a festa d Natal so tor-
na talvez a primeira solemnidade do lar domes-
tico, porque a reunlio completa dos prenles,
debaixo do mesmo tecto, tambera a celebrarlo
da harmona que reina no gremio da familia, a
niais forle e, ao mesmo lempo, a mais suave liga-
gao moral que pode eslretar o homem em socie-
dade.
Mas dem licenga que largue a penna.'e ponha
termo estas coosiderages, porque meia noile,
o os sinos repicam por toda a parte como se fos-
sora gritos de festa, diffundidos as regioes das
nuvens.
Nao ha muilos annospois apenas decorreram
tresque esles sons de festa, i esla hora e nes-
ta mesraa noile, mo causaram a mais eslranha
sensagao que possivel sentir. Foi em 21 de
dezembro de 1857.
O terrivel flagello da febro amarella acabava
de encher de lagrimas e de lulo minia familia.
Lisboa, semellianle urna enferma que mal con-
seguram arredar di beira da sepultura, ergua
custo a cabega, e olhava apavorada era redor
de si para os estragos que a rao da motle Ihe
deixra na sua pnssagem desoladota. Mas o dia
de Natal approximou-se, e por urna deslas reac-
coes que a energa humana s vezes lenta, con-
jurando todas as suas torgas para repulsar um fla-
gello que a persegue, os habitantes da capital
deram por terminada a epidemia, repelliram do
espirito as nuvens negras que o enluulavam, e
abriram o corago ao prazer.
Do comraura accordo com as autoridades, as
estalislicas officiaes da mortalidade deixaram de
se publicar de ante-vspera, o que imporlou um
annuncio authenlico do desapparecimeoto com-
pleto di terrivel enfermidade. Assim, como um
remedio moral, as distraeges da fesla do Natal
cntraram no animo de todos, e foram acolhidas
com prazer. No entanto, mim, que acabava
de presenciar de perto, e de os sentir altodos
os abalos porque acabava do passar a popalagao
de Lisboa ; a mim, osles repiques de sinos Uze-
ram-me urna impresso singular. Pareceram-
me um canto do alegra toreado. Fizerara-
rara-me lembrar o homem que tem medo e que
canta para alfastar da imaginico o terror que o
persegue.
E nao seriara estes repiques um ultrage tan-
tas dores que a viuvez e a orpliandade haviam
causado ? I Eram os mesmos echos, que ainda
de vespera nos repetiam os sons tristes o solem-
nes das torres chamando s preces, e que, como
os brados de afflicgo de urna capital inteira, se
crguiam ao Senhor de todas as misericordias,
eram estes mesmos echos que algumas horas de-
pois nos vinham annunciar urna alegra conven-
cional I
Naquella occasio pareceu-rte isto um Dngi-
mento pueril e urna impiedade.
E, comtudo, foi bom que assim se fizesse, por-
que a epidemia fugio de lodo, diante desle novo
aspecto que tomou o cidade.
Ora vejara os leilores, que a imaginacao do
homem de cerlo a faculdade mais chela de
caprichos que nos possuimos I Vejara que tris-
te episodio dos nossos ltimos dias eu nao fui
parar I
Vamos ao Natal, o seja o nosso tao nacional
poeta Joo de Lemos, que nos identifique com
as poticas o lindas tradiccoos da musa papular.
Silencio que falla o nosso bardo :
FOLIIETIM O
A LINDA MERCADORA DE PANOS
roR
ELIE BERTHET.
Mas ouve-se um sino,
E o sora festival
Nos diz que o Menino
Da Mae Virginal
No mundo j nado ;
E o mundo, i tal brado,
Acorda assombrado,
Festeja o natal.
A noite mais dia.
Que o dia melhor,
A trra allumia
O seu Creador :
E brilham fogueiras,
Festeiros, festeiras
Em dangas ligeiras
Dancando ao redor.
Tambem patriarchas
No throno do lar,
Siogellos raonarchas,
Veris folgar,
Cu'a prole juntada :
Melhor consoada,
Na bengao sagrada,
A' prole hao de dar.
Que santo regalo,
Que abracos de paz
A missa do gallo
Aos crentes nao Iraz I
E ao p da doniella,
To casta, to bulla,
E' casto, como ella,
Quem juras Ihe faz.
Linda Virgem da Juda
Se recreia.
Vendo a face ao filho seu,
Toda graga, toda riso,
Paraso
To donoso como o cea.
XI
[ Continuagio.)
Rosinha ia fallar.
Escuta ainda, accrescentou Poliveau com
bondade. Antes de te decidires preciso que co-
nhegas qual a exlens&o das obrgagoes que con-
trata de um anno para c com o meu antigo
aprendiz. Sem elle, minha filha, sem a sua af-
feigao e cuidados attenciosos, teu pae talvez nao
existisse hoje : ao seu zelo e dedicago devo a
felicidade de poder anda ver-te. Sou muito po-
bre, Rosinha, para pagar semelhantes dividas de
loconhecimenlo: entretanto, se cederes aos meus
rogos, estou bem persuadido de que Gil se julga-'
r completamente saldo para comigo. Ha muito
que elle le amanao com esse amor arrogante e
turblenlo de cerlos fldalgos, mas cora um amor
simples e modesto, bem que profundo, de um ho-
rnera de bem. Decide agora, minha fllha ; a li-
vre na la escolha. Accresceatarei mais algumas
considerarles que sejam capazos de tocar-te o co-
rago, pois que se trata da minha honra. De um
momento para outro os meus negocios vio ser
decididos; poderei bem depressa tornar ao meu
commercio na uossa antiga casa da ra de Tixe-
randrie : eslou fraco, abatido e sem energa, e
pois entregara de muito boa vontade a gerencia
dos negocios um genro que os fizesse prosperar
como outr'oro. Tornarei ver a divisa antiga
dos meus paes balougar-se cima di nossa porta,
e para mim ser isto urna grande coosolagio de-
pois de tantos pezsres. E>se futuro te offerece
maiores probabilidades de ventura do que as pro-
messas brilhanles e orgulhosas, que te fazem, e
a quo nunca liguei importancia alguma.
Ou fosso embarago de responder, ou verdadei-
ra incerteza, o caso que a moga hesitara. Gil
observava-a coro angustia.
Senhora Rosinha, exclamon elle, nao vos
opponhaes aos desejos de vosso pse. Elle exa-
gera os meus servigos fracos e imperfeitbs ; mas
eu vos amo desde o dia em que vos vi pela pri-
meira vez, ainds que nio ouzasse dzer-volo co-
tno fazem os outros. Fiz sempre todo o possivel
() Vide Diario n. 88.
por agradar-vos ; e, se por algum lempo tomei
os hbitos e os cosiumes dos fldalgos, foi para
combinar com a vossa inclinacao por ludo o quo
era nobre. Consent em ser minha mulher: bem
sei que nada sou ; nao teoho fortuna, nao tenho
familia porm trabalharei smenle para vos ;
empregarei loda a minha vida emfazer-vos feliz :
e haveis de o ser, eu vo-lo prometi, eu vo-lo
juro I
Rosinha encarou-o enternecida com ar fc pro-
fundo reconhecimento
Gil, eu ignorava todos os servigos quo nos
tendes prestado, disse ella com a voz doce e sua-
ve : sempre apreciei as expelientes qualidades
de que tantas provas nos destes ; e muilas vezes
as fervorosas supplicas. que i Deus liei dirigi-
do, o vosso oome tem j sabido de meus labios
de envolia com o nome'do meu pae. Assim, pois,
Gil, meu irmio, meu amigo de infancia, nao in-
terpretis deslavoravelmente as reflexes que vos
vou fazer. Bem o disse meu paeum escndalo
funesto me deshonres aos olhos do mundo ; e
jamis associorei minha sorle i de um ho-
mem honesto e generoso : porque elle mais tar-
de tiria i arrepender-se de ler partilnado comigo
da reprovagio, que pesa sobre minha cabega. Tu-
do o que vejo e ougo em torno de mim me con-
firma no mea prioieiro designio : nio posso per-
tencer ao mundo, e por isso me dedico Deus in-
tegramente. Compre que assim seja urna ne-
cessidade que devo obedecer.... e obedecerei,
senio sem pezar, ao menos sem queixumes I
Oh I nio isto, Sra. Rosinha 1 exclamou o
pobre Gil descorogoado. Queris aotes sepultar-
vos para sempre no convento do que dar a vossa
mi de esposa um desventurado como eu......
porque vos mo odiaos l
A linda mercaddra virou o rosto para oceultar
o rubor que esla censura fuera subir-lho is fa-
ces. Poliveau se levantbu.
Acabaste* de ou vi r, disse elle aos assisten-
les. Rosinha declarou os seus verdadeiroa senli-
mentos : ninguem, pois, deve combater escrpu-
los tio respeitaves. '
Nao obstante, Villanegra, quem essa ultima
recusa da moga dra algumas esperanzas, is in-
sistir para obter delta urna resposta mais favora-
vel aos seus desejos ; mas a Sra Defuncti fez-lhe
signal para que se calasse.
Decididamente loda esla genle perdeu a ca-
bega disse ella com o seu modo franco de filiar.
Socegae, Sr. marquez, e nio os irritis mais -
cando aqu contra a sua vontade.... Nio asta
ainda ludo acabado, continuou ella em voz baixa
e lomando o marquez i parto ; d'aqui al ama-
nhia pde-sa suscitar muitos obstculos i este
prometo. Suspeito que a pequea nos engaa, e
est ella mesmo engaada: fallar-lhe-hei quando
D'ella, em bracos, o Menino,
< Pequenuo,
Embalado, quer dormir.
Mas a Virgem tem desejos
De mil beijos,
Que em seos labios v florir.
Sio-lhe palhas o bercinho,
E nuzioho,
Deila-o nellas sua Me :
Quem la vira esta riqueza
Na pobreza
Do presepe de Bolem !
Qu myslero A divindede
Na humildade I
Na miseria o rci dos cus I
Auimses desentendidos
Escolhidos
Para corte ao Senhor Deus I
O presepe era um exemplo I
Era um templo
Onde as palhas sao sitar I
Reis e povos, ricos, nobres,
Co'os pobres
Vinde todos orar.
Vem dos campos a zagalla.
Toda gila,
Trazer mel, irazer amor,
Traz a infancia cestos no vos,
Cheios de ovos,
E cordeiros o pastor.
Toda a trra presurosa,
Fervorosa,
Vem corren lo i ver a luz :
Mal chegados mogos, velhos,
Emjoelhos,
Dizemgloria ao Deus-Jesus 1
Urna estrella do Oriente
Vem luzente
Os tres reis i allumiar ;
Vozes d'anjos logo ouviram
Quando vram
Presa a estrella se quedar.
Enlram, pasmam, estremecen),
Recoohecem
Que j reis alijnio sao :
Dam-lhe myrrh, incens e ouro,
E o thesouro
Que melhora adoragio.
Mas a verdado que todas estas festas perdem
a sua poesia em Lisboa. Se nao fosse a inrasao
oe alguns bandos de perus, que estacionara no
largo de S. Domingos e na prags da Figueira,
contra todas os determinagoes da polica, qu
prohibe os grandes ajunlamentos pblicos, nem
resaibos nos restavam actualmente do Natal.
Os coofeteiros ainda teimara tambem em fa-
zer as broas de milho e mel, tradiegio que os
gulosos aceilam sempre com alvoroco e prazer
dos estmagos, porque, emfnn,*e ho de comer
d outra conservara mais indigesta, coraem desla,
que nutritiva e succulenla, como todos os pro-
ductos d nossa cosinha nacional. E' verdade
que bastam duas broas para empachar; mas vae
ludo em louvor do Menino Jess, e nao consta
que um s devoto deste manjar alemtejano tenha
morrido de enfarte de estomago.
No cntanloi'oiide ests t, Natal? Que fei-
lo do lempo em que eu rae extasiava diante de
um presepio, como do objeclo nico que pode
salisfazer os mais ambiciosos sonhos da imagina-
gio infantil?
Cora que curiosidade, com que boa f eu nao
olhava para todas aquellas figurinhas que so
agrupavam em mullidio por cima das montanhas
de cortiga, sobrecarregadas de caziobohs e mo-
nhos de cartao 1
Como eu me alegrava com a visti de meia du-
zia de gallegos do chafariz do Loreto, dansando
um desasado fandango junto do algumas lavadei-
ras de Altaras, e ludo isto passado em Bethlern,
cidade de Juda, ha dezenove seculos, em que
existan j lavadeiras de Alfana e aguadeiros do
chafariz do Loreto, como o teitor sabe e attestam
todos os historiadores 1
E quando eu olhava pera os reis magos, sobre-
ludo para aquelle bom rei Gaspar, i quem a tra-
digao bblica leve a descortezia de fazer da cor
de chocolate, e va logo alraz d'elle um saloio de
Canecascorn o seu cesto de ovos, como se aquel-
es santos magos do Oliente nao podessem ter
oulros pagens que na > fossem os nossos aldees
dos soburbios de Lisboa I
Oh I como eu achava ludo islo histrico e ai-
traclvo I
Um presepio para mim ora um objecto de cu-
rioso exame e de larga admiragio.
Puis quaudo apparcceu na s aquelle que veio
de Queluz e pertenceu ao Sr. D. Miguel de Bra-
ganga?! Isso ento teve a importancia de um
acontecimento publico nio s para mim, mas pa-
ra toda a Lisboa.
O presepio foi exposto na capella do claustro
chamada pela tradigao de D. Affunso IV, por ter
junto aosconselhos urna cadeira de pedra, onde
fama que aquelle monarcha se sentara quan-
do assistia i missa. O presepio nio grande, ,
porm, dos menos cheios de anachronismos e
disparates que a ignorancia popular tio profusa
e devolimento lem agrupado en torno do hu-
milde bergo de Jess. Foi feilo pelo pintor Mau-
ricio, que moldava com muita pericia e proprie-
dado figuras em barro, e offerocido por elle mes-
mo ao Sr. D. Miguel de Braganga, quando este
principe era ainda infante.
Ora fagan] idea do barulho que nao faria na
cabega do povo a noticia da exhibicio de um pre-
sepio, e presepio que havia perlencido um
principe proscripto I Eran dez horas, e j nin-
guem cabia na cathedral. As suas largas naves,
os seus claustros, tribunas e capellas ludo ora es-
treito espago para accommodar... os devotos.
Corao sabido, os presepios s so pa ten team
dopois da meia noile, hora que a legenda christia
indica como a do nascimento do Filho de Mara.
Al que chegasse esta almejada hora, a mullidio
dos fiise mesmo d'aquelles que tinham pouco
de fie, porque conslou de alguna apalpos de
algibeirateve a paciencia as torteras da mais
cruel anciedade. Nunca o bom povo do Lisboa
desejou tsnto ouvir soar a meia noite. Qaalqeer
guincho de mulher, quo apertavam no remoinho
da turbt-gjutta, affigurava-se-lhe logo o cantar
do gallo, nuncio e indicio infalliveis da chegada
da famosa hora. Ma, oh 1 engao iraigoelro, a
; mulher repeta o guincho,.a atflacio cresca, os
. cabos de polica acudiera, e o engao desfazia-
, se, continuando as horas i caminhar, arrastadas
como so fossem as traquitanas do serci-circulo,
que transilam gravemente pelas nossas res.
Para Iludir esta impaciencia, algunas almas
piedosas sacavara do bolso a sua broa, e engo-
liara-a de duas ou tres dentadas, atabafando des-
te molo os impulsos da ancia que Ihe fervia no
interior.
Mas a syrabolica hora sera chegar I
A mi do lempo fez-lhes por (ira s vontade.
A missa do gallo comegou, e hora do grande
mysterio foi snnunciada pelos sons pasloris do
orgao, convertido em gaita do folies.
E' meia noite Iforam as palavras que re-
soaram por toda a egreja.
Abnu-so a capella e j se v6 o presepio 111
A este annuncio, que os ouvidos vidos e di-
latados recolheram com prazer indeQnivol, nao 6
fcil de descrever qual foi a ondulagio quo agi-
tou o povo. Tudo correu na direegio da capella.
Pareca que se Iratsva de um assalto.
A onda irrompeu pelo claustro frs, escancarou
os cancllos da capella, levou diante de si as
sentinellas e meninos do coro que a guardavam,
e invadi ludo das centenas ou militares de indi-
viduos que a coropunhara.
Foi um diluvio de boceas escancaradas, de
pasmos e interjeiges admirativas.
Oh! sanio desejo de ver um presepio, que tu
nio obrigas I
Oh I crengas fervorosas que j nao sois do nos-
so tempo I
Hoje 14 contina permanecer o presepio, mas
chega meia noile de 24 de dezembro, canta-se
a missa do gallo, toca o orgio a tradicional gaita
de folies, e apenas algumas velhas embiocadas
visitam o transumpto do santo mysterio da nos-
sa redempgo.
Vejam como os tempos mudara 11
Despedida do anno velho.Entra o anno de
1861.Quem ser esla creatura?!Quaes se-
rio as suas baldas?Os reformadores no oco
psiz-Seriedade da poca do Onal do anno.
Silvestre e S. Bazilio encontrando-se De
cdwo os diversos espiritos consideran este mo-
mento em que um anno nos foge e outro appa-
rece.O beneficio do Taborda.Influxo ben-
fico do ador cmico.O individuos que vioao
theatro para chorar eos individuos que vio l
para rir.Levassor em Lisboa.Primeira reci-
ta no theatro de D. Mara II.Comegarara os
bailes do carnaval.
Lisboa, 31 de dezembro.
A's horas em quo os subscriptores do Commer-
cio do Porto me estao lendo, j o anno de 1860
fez as suas despedidas e deixou por successor o
anno de 1861.
Que qualidade de pessoa ser esle novo an-
no ? a perguuta que todos fazemos.
Ter mana do dissolver cmaras?
Embirrar com ministerios?
Herdar de seu pae, o anno de 1860, a v-
neta das annexages?
Continuar, como aquelle, escrever fo-
lhelos que fsgam calafrios nages pequeas?
Entender tambem que a Europa urna es-
pecie de grande pega de vacca, que um trin-
chante hbil podera cortar e repartir, como
quem espatifa em fallas um presunto de fiam-
bre?
- Proseguir por c essa terrivel reaegio re-
ligiosa em que entran, em partes eguaos a ra-
bugen de tres frades velhos e o fanatismo de sete
beatas nem velhas nem mogas?
Continuar o camiuho do ferro i sor urna
cousa que sirvs s para sabermos, que todos os
dias dosaharam sierros e atrazar dous ou tres
corceios a correspondencia com o norte do
reino ?
Ter, emfim, o novo anno todos estes ss-
Iros ou vira com fumagas de reformador?
Se tal eu declaro jaque tremo do anno de
1861, porque eu tremo sempre dos reformado-
res da nossa Ierra. A definigio do reforma-
dor d'este paiz a seguinte:Paparrolio que,
em virtude da santa le das economas, langa os
gadanhoss melhorcs postas do orgamentoe ropar
te as espinhas com os amigos. Ora, d'estes refor-
madores tenho eu medo, e se o anno novo Ihe d
para reformador, melhor nos fdra ter um diluvio,
porque, emfim, nos diluvios est sempre em cos-
lume apparecer urna arca ere que nos podemos
salvar.
Mas, preciso deixa-me de gracejos, porque
nada mais solemne do que o introito e o remate
de eada anno. Tao serio o acto, que at o ca-
tolicismo p/. dous doa mais nolaveis padreada
igreja nos confins d'este periodo : S. Silvestre,
pontfice, em cujo papado terminara as persegui-
goes aos chrislios, que fecha a porta do anno ve-
lho ; S. Bazilio, o famoso bispo de Cezara,
quo abre a porta ao anno novo. Dous patriar-
chas, dous doutores da egreja, dous apost-
los da f christia nos despedem e dio entrada
na successio chronologica dos tempos, e islo nio
pode doixar de ser auspicioso psra as alnas pie-
dosas. E eu mesmo, que nao me tenho em cun-
ta de alma piedosa, mas, smente de bom chris-
tao, nao posso deixar de exultar vendo-me em
to boa companhia.
Mas, realmente, nada mais serio do que este
acabar de um anno e o comegar de oulro l O an-
no velho J nos sabamos quem era : bom ou
mo, haviamos entabolado as nossas relagdes ;
estavamos habituados com elle ; havia doze me-
zes que o conheciamos, que o tratavamos, que
elle nos aturava e que nos oaluravamos i elle.
Mas, agora apparece-nos oulro anno que pode
ser um individuo completamente differeote de
seu pac, e ahi temos nos, pois, que estar a es-
preitar-lhe as boas ou ruins manhas para lh'as
esludar, porque, emfim, sempre uro ann, 0
que quer dizer que temos-de river con elle doze
eslivernos sos. ConQao em mim, senhor mar-
quez ; ben sabis que lono parte viva nos vossos
interesses ; e ainda que nio fosse senio para qui-
zilar o Sr. Defunctis, meu honrado marido, que
vae contar a vosso pae tudo o que se passa, pro-
teslo-vos que nao hade ter lugar essa proQssao,
ao menos assim com tanta pressa I
OSr. marquez tem ainda algumas ordens
dar-nos ? perguotou Poliveau com aeelada e
irnica polidez.
Basta, responden Villanegra com ar som-
bro, dispondo-se sabir, vou j deixar esta casa,
de que me repeliera. Porm bem depressa bei-
de saber se li.re a resolugio que formou esta ;
joven de fazer-se religiosa. Se ao contrario os
seus sentimenlos forem concordes com os neus,
ainds que seu pae me csrregu de maldicdes, ju-
ro que etla ha de ser minha esposa l .
Pronunciando estas palavras, saodou arrebata-
damente, ausentou-se.
Sahiodo da casa de Poliveau o mancebo se n-
te.roou no inextricavel ddalo de veredas e ala-
Ihos, que abundavam nessa parte, do recinto.
Taes lugares erara pouco familiares ao marquez
costumado i. habilnco aristocrtica da praga Real
Alm disto a noite muito escura, a ramagem das
arvores, interceplava os poucos raios da la, que
se ia erguendo no horisonte.
Ainda muito preoecupado com a scena violenta,
do que (ora urna das principaes personagens, o
marquez acabou por perder-so nesse quarteirao
deserto, e foi dar urna especie de praga toda
coberta derelva, no centro da qual se elevavam
como agudas sellas os negros lorrees do edificio
do Templo. Este edificio servio para orienla-lo,
e ia dirigir-se para a entrada principal quando o
ruido dos passos de urna pessoa junto i si atira-
nto a sua silencio.
O desconhecido caminhava vagarosamente, fom
o passo irregular o mal seguro, fallando alto,
postoque comsigo mesmo, como costume das
pessoas embriagadas. O marquez parou, e appli-
cou o ouvido.
Per D,io '. nio ne possivel dar. com essa
maldita torre do Templo, onde lera do ha ver o
encontr ajustado I Que diavolo a ter carregado
comsigo para me fazer pega, em quanto eu ga-
hhava o dinheiro dos plebeus 1 Malditos ple-
beus!.... Os palifes nao possuiara entre lodos
nem duas pistlas se quer...;............ e s
eu gastei tres para embebed-los I___Apre 1 f-
ra com os filos 1... Mas onde diavolo se foi es-
conder essa torre do Templo ?
Assim fallando, o embriagado, em quem o le-
loria hade ler sem duvida reconhecido o condo
de Maole, acheu-se a frente (rente cosa um car
sebre, que de&ie lado terminara praga ; parou
immediatamente, e largou ama grande darga-
Ibada.
Corpo de Dio I como lenho eu hoje a cabe-
ga I exclamou elle com a voz arrastada. Ha um
anno que ando era procura da torre do Templo,
e ella entrar-me pelos olhos I Sim.... ella
mesma que eu estou apalpando (e com efleito ia
passando as mios pelas paredes arruinadas da
muralha que j descrevemos).... Nio ha duvida.
aqu mesmo.... agora que venham os compa-
nheirosque me ho de encontrar prompto. Por
minha f 1 eis-aqui urna relva bem rnacia para
quem deseja repousar....
Sentou-se, ou antes deixon-se cahir pesada-
mente sobre a relva. o marquez recoohecendo
o homem, cuja familiaridade Ihe linha sido to
funesta, n j para relirar-se quando algumas pa-
lavras, que Ihe chegaram aos ouvidos o suspen-
dern no mesmo lugar.
Sim... sim... o velhaqoete de ViHanegra ha
de arrebentarde raiva, continuou de Maole expri-
mtndo em voz alta sem se apereeber ae suas re-
Qexoes secretas. E' urna de mestro I receber qui-
nhentas piallas do velbo duque para arrebatar a
linda mercaddra esse pobre marques... ab I ah
que bonita historia I
Ao nomo de linda mercadora, Villanegra nao
se pode mais conter: drigio-se para o miseravel
aflm d obter expticacio das suas palavras. De
Manle, vendo-o, fez um extorco inulil para levan-
tar-se sobre um colrela.
Este ha de ser o meu homem exclamou
elle. O' li, companheiro, eolio nio sois vsque
vindes da parte do capilio Corbineau ?
Esta pergunla desperlou ao marquez a idea de
passar pela personagem que de Manle esperara.
A substituicio nio eradifficil, j pela escuridio,
e j pelo estado de embriaguez do conde. Assim
Villanegra nio hesitou um momelo.
Sou eu mesmo, disse elle dislargando a voz,
e envolvendo-se na sua capa.
Sr. cavalleiro, replicou o embriagado pro-
curando sempre levantar-se, eslou... is vossas
ordens... Veramente sois muito exacto 1... de-
vieis acbar-yos is dez horas em ponto... sim... s
dez horas ao p da torre-'onde estaos... Ah 1
ia-ne esquecendo... e a senha ? Parece que eu
devo dizer-vos : Leva o diabo vos?
Leve o diabo as freirs 1 repeli Villanegra
nachinalnenle:
Ora ahi est I como sou patetal exclamou
de Mani rebentando d riso. Eris vos justa-
mente que me tinheis de dizer : Leve o diabo as
freirs \ 'E ea'dovo responder vos... o que
mesmo que eu devo responder?... ah I sin... j
ne record : Viva o valle dos aprendiz, I E'
islo mesmo, cotapaohoicp, agora acetlei; j nos
mezes. E temos de viver coto elle, porque n'ea-
te genero de consorcio ae o Homem contrae
com o tempo, nio ha divorcio possivel, salvo da
nossa psrle, que morrer, porque, quanto sos
annos, esses leimam em nio morrer senio depois
de completo-o irmogavel prazo de 365 dias, e
se ha alleragao para ais, que quando che-
gam os annos bissexlos. Por consegunte, atten-
lomos bem as gravidade d'este assumpto e medi-
temos.
Vams por ordem.
Vejamos uroo os diversos espirites enca-
rara este fado solemne da sabida e entrada do
anno.
O phlosqpho sorumbalco olha para o anno
que sao o v apenas a humanidade, pagar a fa-
lal divida da golozeima de Eva i que, para ape-
nas ter o prazer frugal de merendar urna magia
nos condemnou todas as fragilidades da ma-
lena ; o depois volta-se para o anno que entra e
ve anda a continuagio do pagamento da mesma
A alma innocente e apaixonada olha para o an-
no velho e descobre o sorrir de um primeiro
amor, e depois olha para o anno novo e v ainda
esse mesmo amor a sorrir, como se a felicidade
podesse ser urna ave cujo vo fosse tio largo como
os nossos desejos e esperanzas !
0 espirito leviaoo, esse nio v nada : para elle
o ultimo dia do aono um dia como outro qual-
quer. Salvo se ha alguma trovoada ou aguaceiro
que Ih'o sgnale.
O poeta do imagens concisas olha para o anno
que linda e descobre um bergo, e langa os olhos
para o anno que comees e divisa um tmulo.'
O coraitio daspede-se do anno velho com o
olho n alguns patos o peros, que tencions acom-
modarno estomago no dia seguinte, que dever
ser o primeiro dia do anno novo.
E eu que nio sou nem philosopho, nem alma
innocente, nem pobre de espirito, nem poeta,
nem gaslrotomo, nio fago nada d'isto, e apro-
veilo a occasiio para dar as boas-festas aos aseas
leilores.
Na Blgica r costume mandar entregar os bi-
Iheles de boas-festas pelos criados, o que elles
tazem reunindo-se n'um botequim e trocando os
rJi heles entre s, com o quB poupara nio poucas
diligencias e paS3os. Eu fago mais do que os
criados belgas, pois d'sq'oi,desle ponto de reu-
niao, oude a curiosidade attrao habitualmente
aos meus leilores, que Ihe dirijo e desejo as mi-
nhas cordeles e boas saludas e entradas do anno.
Broas nio lites mando, porque o uso tradiecionai
vae-se perdendo, e at mesmo porque os trans-
tornos na via-ferrea sio tio repelidos, que poda
dar-se o caso de chegar a psenos e ainda nio te-
rem l chegado os presentes do Natal. Em Por-
tugal, os camiohos de ferro possuem esta vjrtude
falta de outras.
Allribuam, pois, este motivo a minha falta
e nio a somitecaria da minha parte, nem a es-
cassez em Lisboa das galanteras e objectos con-
sagrados pela poca, porque, realmente, poucos
annos teem sido memorados com entrada de mais
enlrumphados bandos de pers, ou pelo espect-
culo tentador de mais variadas taboletas de con-
servara. Al o Malta desta vez Ihe deu para
transfigurar alguns presuntos as estatuas do
Tejo e do Douro.
O* milagro da culinaria I
D'aqui pouco qualquer coziuheiro menos pri-
moroso que o Malta transforma-nos por ahi um
boi as pyramides do Egypto, e os estmagos
frageis, que receiam en todo o accepipe una in-
digestio, terio de retirar-se destas mesas........
momimentaes.
E guerem cousa mais engenhosa do que man-
dar um individuo outro, porexemplo, memo-
ria do Terreiro do Pago, e, por fim, explicadas
as cousas, raetter-lhe a facca e encontrar urna
pega de porco assado architecturada em estatua
equestre? I Vejam se pode haver cousa mais ori-
ginal.
Aqui tivemos o beneficio do Taborda. Foi urna
noite de fesla para o Gymnasio e para todos que
conhecem eappliudem o artista, que o publico
inteiro.
E, realmente, ellemerece-o; e digo mais, ac-
tores como elle lem a valia de um influxo ben-
fico.
PoiS ha cousa que valha um homem ir ao
theatro e encontrar l quem Ihe dissipe as nu-
vens negras que os desgostos Ihe possam trazer
ao espirito I Eu por mim, como nio pertengo
familia dos que alugam camarotes quando o car-
taz annuncia drama de horrores, e vio j mui
disposlos chorarem ros de lagrimas em pre-
senga das desventuras da victima imaginaria, co-
mo nio pertengo esla familia de organisage3
lacrimosas, gsto de ir ao theatro para me diver-
tir e nio para entristecer. E por islo que,-, pa-
ra mim, o ador cmico que possue o coudio de
dominar o animo di platea, e de a fazer lir quan-
do quer, e de a obrigar i pensar quando egusl-
meute quer, e de Ihe affaslar as ideas de todas as
impresses da vida real, e de Ihe fazer esquecer
os saus dissabores, e de Ihe concentrar o sentido
so no que sa passa no tablado, onde o actor c-
nico rei, e onde diffunde a alegra s mios
cheias e con ella a felicidade de alguns momen-
tos, porque a alegra sempre a felicidade que
nos visita o espirito ; por estes motivos todos,
repito, que o actor cmico, no meu cooceito, nio
simplesmente um comedanle, msis do que
islo, o effeito de urna lei providencial. Tabor-
da. para mim, um remedio moral. Quando es-
lou triste, vou v-lo representar, e, pelo menos,
vista doli, esquego-me deste tolissino mundo
e das suas miserias.
E tenho muita gente do meu sentir ; e a prova
teve-a elle no sou beneficio, que foi orna noite
de revolugio para todo o edificio do Gymnasio,
mas de revolugio em que todos (inham s* mes-
nas opinies e seminemos. As armas de arre-
mego nesta revolugio eram ramalhetes de flores;
as proclsmagdes, poesas panegyricas ; as provas
de distinegio, coras do camelias ; o Bm, com-
memorar urna noile consagrada i um dos nossos
artistas mais populares.
(Conlinuar-se-ka.)
reconhecemos ; sou eu a pessoa quem procu-
raes, e vos tanben sois aquelle quen eu pro-
curo... Vanos, levae-me ao lugar onde ne espe-
ra o capilio Corbineau... estou doudo por saber o
que de mim querem fazer em todo esse negocie...
Eolio 1 J raptaram a pequea Rosinha ? Este-
ve ella muilo arrebatada ?... deixae estar, hei de
faze-la chegar razio...per Dio 1 haveis de ver I...
Mas ajudae-me levantar, camarada : veramente
beb tanto como esses atrevidos borguezes...
Villanegra, sombro e pensativo, via-o torcer-
se seus ps sem fazer o mais pequeo movi-
mento para soccorre-lo.
Apre 1 continuou o bebado esbaforido com
os esforgos inuteis que fszia para levantar-se, e
(cando de repente immovel. Sois digno compa-
nheiro desse malvado Corbineau 1... Elle tambem
assim I nem falla, nem cortes...- Por minha
f I se queris que vos acompanhe, dae-roe a mi;
porque o diavolo me leve se eu posso erguer-me
diqui sozinho !. Vio talvez roubar a bella sem
nos, o contaran o dinheiro outra pessoa...
isto o que queris : quanto mim, oa me im-
porta.. Vou dormir um pouco emquanto nio vos
decids... Per Dio 1 Como bom dormir 1...
E pan dar mais forga ao sen dito, de Msnle
bocejou, espriguigou-se, e afina! adormeceu pro-
fundamente.
O marquez ficra esttico como ferido de um
raio.
Que quer qnizer esse trama horrivel, pen-
sava elle : pretender roubar a linda mercadora,
armam-lhe urna traigio I O'meu Deus! per-
raetti que eu possa impedir semelhante des -
graga I
E deixando o babado roncar i sua vontade, Vil-
lanegra poz-se i Correr toda pressa. Apezar
da escoridade da noile,e difilculdade de caminho.
atravessou em pouco tempo a distancia que o .se-
parara da casa de Poliveau. Brilhava ainda orna
luz ilravs dos vidros da janella do quarto oCcu-
pado peto velho : islo pareceu de bom agouro ao
joven Villanegra ; bateu perla com torga, e sem
ler lempo de responder a quem Ih's veio abrir,
precipitou-se na esceda e com rapidez alravesspu
os dous aposentos.
Poliveau eslava sentado sobre urna grande pol-
trona, com o rosto entre as mios, entregue un
violento accesso de desespero : junto i elle acha-
va-so Gil Poinselot, de p, com os olhos cheios
de lagrimas, dirigindo-lhe suas consolagoes.
Ambos elles estremecern!, rendo spresenlar-se
o marquez de repente.
Mancebo, exclamou Poliveau com iadigna-
gio, vindes ainda insultar aura pao pesaroso que
acaba de abragar sua filha pela ultima vez ?
Ella j parti ? nerguntou q marquez es.
I panUdo.. c
E que vos importa isso ? disse Gil Poinselot
impetuosamente avaogando para elle. Estamos
cangados de soffrer a vossa obslioacio. em perse-
guir a Olha do mea amo, e declaro-vos...
Nao se trata agora de mim, nem de vos
as della, smente della, atslhou ftenrique ca-
lendo impaciente com o p no chao.. Por favor
dizei-me : Sahio j i muito tempo? Quem a*
acompanhou ? Para que lado tomara?
Gil ia replicar com vivacidade, porm seu amo
quem o procedimento myslerioso do marquez
Ueurique do Villanegra Qzera supeilar ama nova
desgraga, respondeu com a voz trmula :
Parti ha alguns instantes para rollar ao
convenio ; foi acompanhada pela Sr." Defunclis
e conduzidas n'um carro de aluguel que as osta-
va esperando porta... mas podis dizer-me...
Dizer-vos-hei gmente, tornou o maaceb
na maior periurbagao, que vossa filha neste mo-
mento lalvez esteja no poder de homens perver-
sos, capazos de todos os crimes: compre que
voem em seu soccowo. aquellas que a amam.
Misericordia r meu Deus'I ser possivel'1
Explicae-vos, senhor.
Nao tenho lempo para isto ; nao, s* devo
perder mai3 um minuto. Sr. Gil, corre* ja a casa
do juiz criminal Defunctis ; dizei-lhe quo esoalh
todos os soldados, de que pode dispor, pelas cer-
canas do templo -- ou ser nelhor. comjnuou
e e depois de rettectiralg'uns iasUnlee, que v
cUe mesmo, em pessoa ao valle dos apretidiie
esle no-me deve oceultar algn mysterio Para'
activar o zelo do magistrado anuuhcae-ilte que
sua mulher corre grande pergo. ldf:, ide deores-
sa. E vos, Sr. Poliveau, dirig rJean ^
orar oes, era quanto nos vamos leMar salvar a vos-
sa infeliz filha I
E ia para rctirar-Se.
Sr. arques, exclamou o velho no cumulo
do terror, lende piedade da dr de un ue I D
filhaT merC dUel ~ qU<5 acoflt6'*. ioha
Nada sei, senio que vae ser arrebatada por"
am miseravel aveotnreiro ; e que np poderi
mais perlencer non i Deus, nem mim, sea nie
arrancarnos da naos dos seu* inimigps I
Duendo islo, o mancebo desappareca rapida-
! mente ; ouvjo-se ainda por alguns oslantes o
ruido na escada doa seus passos preeipi-
No momento em qae o marquez entreva de
novo na praga, o relogo da torre bata dez
eras.
O' mea Deus I marmuroa elle. Ser li
mnit*tardl l
( Confinnar-ia-fVo. )
,- TIF. DEM. I. DK FARlA, -W1, '
I


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