Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09230


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Full Text
AIIO XXIY1I HOMERO 28
SEGUIDA mu 4 DE FETEBEIIO DE ISI
Por (res mezes adiantados
Por tres mezes vencidos
Porannoadiantadoi9$000
Porle franco para o subscriptor.
ENCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UO LURUK1U3.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Paraniba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinbo e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nszarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazera, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px oas quartas reiras.
Cabo, Serlohaem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pirnenteiras e Natal quintas feras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO HEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguanle as 7 horas e 40 minutos da
manhaa.
9 La nova as 5 horas e 45 minutos da tarde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manhaa.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Awlr Corsino b. c; S. Gilberto.
5 Tergs. S. gueda t. m.; S.Pedro Baptista.
6 Quarla. As Chagas de Christo; S. Dorotha.
7 Quinta. S. Romualdo ab.; S. Ricardo rei.
8 Sexta. S. Joo da Halla fundador; S.Corintbia,
9 Sabbado. S. Appolonia v. m.; S. Nicephoro ro.
10 Domingo da quinquagesma. S. Escolstica v
AumbNUAS uva tmbunae ka capital.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relacao: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.-
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL.
Alagoas, o Sr. Ctaudino FalcSo Das; Baha,
Sr. Jos Martina Alvos ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martios.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda vara do civel:
hora da tarde.
EM PERNAMBOCO.
O proprietario do diario Hanoel Figueiroa #*
quartas e sabbados a 11 Faria, na sus livraria prega da Independencia as
6e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
Expediento do dia 29 de Janeiro de 1861.
Officio ao coronel comraanJante das armas.
Remello inclusos os autos de processos verbaes
de consalho de guerra do Io cadete Joo Fran-
cisco Paes Barreto e dos soldados Francisco Jos
da Cruz e Manoel Antonio do Nascimento, afim
de que V. S. se sirva e mandar cumprir as sen-
tencas proferidas pelo conselho supremo mi-
litar.
Dilo ao mesmo. Constando-me de participa-
do da repartidlo de guerra de 14 do crreme
que ncssa data foi uomeado auditor de guerra
desta provincia o juizde direito da segunda vara
desta espital Francisco Dumingues da Silva; Pi-
cando sem effeito a nomeago Ao juiz de direito
Anlonio Francisco de Salles por ler sido removi-
do para a segunda vara da capital do Marauho;
assim o commujico a V. S para seu conheci-
menta, e alirn de que o faga constar ao nomeado.
Igual cominumcago foi dirigida Ihesouraria
de fazenda.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copla do aviso
da reparticao da guerra de 16 do mez corrente
passo s mos de V. S. o reUtorio do examo fei-
to sobre as conlas do conselho econmico da
.companhia de artfices relativas ao Io semestre
do anao de 1860afnn de que se sirva de ordenar
ao respectivo capillo commandanto que informe
'. acerca das irregularidades encontradas as mes-
illas coritas e satisfaga s observages da 4a direc-
tora daquella reparticao.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Era
uma das lanchas desse arsenal mande V. S.
transportarpara bordo do vapor, que se espera
do norta, 25 volume.i que o capilo Jos Joaquim
de Barros tera de apresentar ao corpo de guar- !
nigo .desta provincia.
Dito ao coramaudante do corpo de polica.
Ao seu ollicio, n. 48, de 29 do corrente, respon-
do declarando-lhe que deve V. S. mandar pres-
tar ao l)r. ehefu de polica, logo que seja possi-
vel, a forca de que Irala o meu oUicio de 28 do
corrente.
Dilo ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Em vista da conla junta era duplicad, que me
foi remetlida pelo presidente do conselho admi-
nistrativo do arsenal do guerra com officio do 28
do corrente, sob n. 8, mande V. S. pagar a quan-
tia de 1889980, em que imporlam os objectos
comprados pelo mesmo conselho a Guimares &
Oliveira para o expediente do batalho n. 43 de
guardas nacionaes de Serinhem.Communicou-
S8 ao presidente do supradito conselho, e ao
coramante superior do Rio Formoso para mandar
receber os referidos objectos.
Dilo ao mesmo.Man Je V. S. ajuslar contas
ao tenente Leonardo Luciano de Campos, que
tera de seguir para a provincia do Maranho, no
vapor que se espera do sul, aflm de reunir-se ao
5a batalho de iufantaria.
Dilo ao mesmo.Attendendo urgente neces-
sidade de continuarom as obras do molhoramen-
to do porto desta capital, sobre o que me repre-
senlou o inspector do arsenal de marinha em of-
ficio de 26 do cadente mez.
E lendo em vista a informaco dada hontom
P_or V. S., da qual verifica-se que a inderanisa-
co divida por alguns particulares responsaveis
pela despeza feita cora a consiruego do caes do
Forte do Mallos nao pode ser iferior a ris......
35:80195 '0, quanto se dispendeu com essa obra
no correle exercicio. e do que deduzida a quan-
tia de 16:746j90, em que j excedeu-se o cr-
dito votado para as obras do ministerio da mari-
nha, restara 19:0559416 por conta do mesmo cr-
dito, determino a V. S. que mandando promover
quanto antes pelos meios logaes a cobranca dessa
quantia de 19;055jjf16, a considere como parte
integrante do respectivo crdito, aura de que pos
sa ser desde j dispendida com a continuago da-
quellas obras, que nao podera agora suspender-se
sem que disto resulte maior dispendio e prejuizo
futuro dos cofres pblicos, dispensando-se alm
disto um numeroso pessoal ompregado em vir-
tude de contrato, que nao pode ser rescindido
por uma circunstancia eslranha sua vontade.
Communicou-se ao inspector do arsenal de ma-
rinha.
Dilo ao inspector da Ihesouraria provincial.
Enviando V. S. a discripeo. planta e ornamen-
to, que a esle acompaoham, confeccionados pelo
eugenheiro director das obras publicas, para cal-
camento da ra do Imperador at a praca de Pe-
dro II inclusive, detcrmino-lhe que ponha essa
obra em arrematadlo ; convindo alten Jer a que
tem de deduzir-so do custo da obra por conta da
fazenda provincial a importancia devida pelos
propiietarios do predios silos na mesma ra, o
que sao obrigados por lei a concorrer para esse
calcamento.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. com urgencia receber a bordo do vapor
Oyapock, sfim de screm recolliidos a esse arse-
nal 10 volumes de armamento, destinado guar-
da nacional deste municipio, Gcando Vmc. pre-
vcnilo de que o inspector do arsenal de marinha
deve prestar uma lancha para a cooduego dos
referidos volumes. Expedio-se ordem ao arse-
nal de marinha para dar a lancha, ao agente da
companhia brasileira para ordenar a entrega dos
objectos, e ao Exra. coramaudante superior do
Recife para seu conhecimento.
Dito.Pode o conselho de compras navaes ef-
ecluar a compra dos objectos mencionados na re-
lacao que acompanhou o seu officio de 26 do cor-
rente, remetiendo ihesouraria do fazenda copias
dos termos do contratos que celebrou com os
Teudedores dos referidos objectos. Coramuni-
cou-se Ihesouraria de fazenda.
Dito so bacharel Francisco Leopoldino de Gus-
mo Lobo. Respondo ao seu officio desta data
declarando-lhe que tenho resolvido desanoia-lo,
aiim de que continu a prestar os seus servicos
na qualidade de promotor publico interino do ter-
mo do Recife.
Dito a direceo do Novo Banco de Pernambu-
-co. Transmiti directora do Novo Banco de
Pernambuco, para ter execugo, o incluso exem-
plar do decreto n. 2694 de 17 de novembro ulti-
mo, regulando a eraisso de bilhetes e outros
escriptos ao portador. Igual remessa se fez
directora da caixa filial do banco do Brasil.
Portara. O presidente da provincia, atten-
dendo ao que requererara Amorim & Irmos, re-
solve conceder perraisso a Joaquim Gongalves
Lages para, independenle de apresentago de car-
ta de piloto, roatricular-se como capilo do bri-
gue nacional Marinho 11 oa viagem a que est
destinado para o Rio da Prata, devendo porm o
referido capilo assignar termo na capitana do
porto, pelo qual se obrigue a exhibir a referida
carta para outra qualquer viagem.
Dila. O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o professor publico de instruc-
co elementar da freguezia da Boa-Vista, Gemi-
niano Joaquim de Miranda, e tendo em vista os
documentos'por elle exhibidos, resolve conside-
rar o mesmo professor habilitado para eosinar as
materias adoptaras para as escolas do 2. grao e
a perceber as vantagens do art. 26 da lei d. 369
de 14 de mao de 1855 ; Gcando porm obrigado
a ensinar na sua aula as materias de um e outro
grao.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Exm. Tiscoade de Camaragibe, pre-
sidente do collegio eieitoral desta cidade. O
Exm. Sr. presidenle da provincia manda commu-
nicar V. Exc que mandou-se postar na igreja
matriz de S. Antoon a guarda que V. Exc. soli-
ciiou em seu officio de hontem para seguranga
da urna da eleigo, a que se est procedendo na
mesma igreja.
Dito ao inspector da ihesouraria de fazenda.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia
transmiti a V. S. o incluso officio da secretaria
de estado dos negocios da fazenda de 22 do cor-
rele, acorapanhado do conhecimento da quantia
de 200:0009, que recebeu na corle o coramanJan-
te do vapor Oyapock para entregar nesta Ihesou-
raria.
DESPACIIOS DO DIA 30 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimentos.
3660.Andr Bastos de Oliveira.Passe por-
tara concedeudo a licenga requerida, sem ven-
cimento a contar do 1." do corrente.
3661 Antonio de Paula Fernandes Vieira.
D-se-lhe com urgencia.
3662.Antonia Caetana de Carvalho Silva.
Nao tem lugar por ser o neto da supphcante maior
de 8 annos.
3663.Basilio Francisco do Nascimento.Re-
queira ao Sr. coramandante da diviso naval para
mandar passar a certido que pede.
3634.Clara Mara de Jess.Dirija-se ao mes-
mo conselho, a quem nesta dita se expede a con-
veniente ordem.
3665. Francisco Jos Al ves de Carvalho.
Informe o Sr. inspector da ihesouraria da fazen-
da, ouvindo o do alfandega.
3666.Guimares & Azovedo.Informe o Sr.
inspector da Ihesouraria provincial.
3667. Herculano Duarle de Miranda Henri-
ques. Informe o Sr. director do arsenal de
guerra.
3668Hermogenes Scrates Tavarcs de Vas-
concellos.Passe-se portara, concedendo proro-
gaco requerida de 2 mezes improrogaveis.
3669.Igoacia Francisca de Oliveira.Nao tem
lugar por sor o neto da supplicaote maior de 8
annos.
3670.Joaquim Theotonio Soares d'Avellar.
Passe portara concedendo a prorogacao reque-
rida por 2 mezes improrogaveis.
3671.Josepha Mara da Conceico.Prove a
supplicante que suas filhas sao orphas e meno-
res de 12 anuos.
3672.Trajano Felippe Nery de Barcellos.
Prove o supplicante que o menor orpho e que
tem a idade legal para ser admittido.
3673.Giminiano Joaquim de Miranda.Passe
portara considerando o supplicante professor do
2. grao.
O presidente da provincia, usando da autorisa-
co que lhe confero o art. 24 4 da lei de 12 de
agosto de 1834, e tendo em visla o disposto no
art. 34 da lei proviocial n. 452 de 21 do junho
de 1858, resolve o seguinto
Hegulamento para o collegio dos
orphos de Santa Tliere/.a.
TITULO I.
CAPITULO CICO.
Do patrimonio do orphos.
An. 1. Todos os beos da extincla congregago
dos padres de Sao Felippe Nery coostiluem o pa-
trimonio destinado educago dos orphos na
forma da lei de 11 de novembro de 1831.
Art. 2. A admioistrago destes bens ser feita
pela Ihesouraria provincial, para o que tica crea-
da urna secgo especialmente cncarregada da ar-
recadago e Qscalisagao das rendas do referido
patrimonio.
Arl. 3. Esta secgo ser composta provisoria-
mente de dous empregados da Ihesouraria, que o
inspector designar, regulando os seus Iribathos
pelo regiment da reparticao, combinado com o
que dispe os presentes estatutos, at que a as-
sembla provincial resolva sobre a creago de uma
secgo especial para esses trabalhos.
Art. 4. De conforraidade com o regulamento
da Ihesouraria, e maisordens em vigor, e praxe
seguida na reparticao, ser feita, nao s a arre-
cadagao das rendas do patrimonio, mas tambera
a escripturago e contabilidade necessarias, fa-
zendo-se todava as alterages, que exigir a na-
Iureza do servico, e nao estiverem previstas ues-
tes estatutos.
Art. 5. As rendas do patrimonio sero recolhi-
das aos cofres da Ihesouraria era caixa especial,
por onde se faro todos os pagamentos, que forem
ordenados pelo presidente da provincia, quem
dever ser remettido mensalmente um balancete,
que demonstre o estado da caixa.
Art. 6. Aos dinheiros do patrimonio, que se
forem arrecadando, sero applicadas as disposi-
goes do regulamanto de 20de julho de 1856, para
execugo do contrato feito cora a caixa filial do
banco do Brasil nesta provincia.
Art. 7. As rendas do patrimonio sero arreca-
dadas por meio de arreraalago triennal ou pelo
lempo, que o presidente da provincia julgar con-
veniente.
Art. 8. A arrematarlo ser feita sob a garan-
ta de dous fiadores idneos, e nos tormos do arl.
75 do regulamento da thesouraria provincial.
Art. 9. No termo de arreodamenlo ou afora-
mento dos predios se estabelecer a condicao,
que ficaro sugeitosos arrendatarios ou foreiros,
de fazerem todos os concertos, reparos e bemfei-
lorias para a conservarlo e asseio dos predios.
Art. 10. Na falta de cumpriraento desta condl-
gose maodarao fazerpela repartigo das obras
publicas os referidos concertos, reparos e bem-
feitorias cusa do arrendatario ou foreiro, para
cujo pagamento sero executadoso mesmo arren-
datario ou foreiro e seus fiadores, do mesmo mo-
do porque o sao os devedores da fazenda provin-
cial, se amigavelmeote nao pagarem.
Art. 11. A arremalagao ser feita por predios e
por quem maiores vantagens offerecer, sendo sem-
pre preferido o inquilino do predio arrematado,
se o tiverem bom estado de conservarlo e asseio,
podeodo allegar a preferencia anda dous dias de-
pois do ultimada a arrematago.
Art. 12. Nenhuma arrematago ser termina-
da sera approvago do presidente da provincia,
que poJor mandar remov-la, se o julgar con-
veniente aos ioleresses do patrimonio, ou ouvir
o arrendatario existente, se nao fdr elle o arre-
matante.
Art. 13. As acres, que se intentaren) contra
ou favor do patrimonio dos orphos, sero pro-
movidas do mesmo modo porque sao as da fazen-
da proviocial, e reguladas pela legislago em
vigor.
TITULO II.
CAPITULO I.
Do collegio dos orphos.
Art. 14. O collegio dos orphos, que se deno-
minarCollegio de Santa Thereza de Olinda,
tem por padroeira a Maternidade de Nossa Senho-
ra, e por protector nato o presidente da provin-
cia.
Tem por fim recolher e educar os orphos des-
validos desta provincia na forma estabelecida
oestes estatutos.
Art. 15. A suadirecc&o confiada um direc-
tor, e sua iospeceo ao presidente da provincia
ou pessoa por eHe encarregada e ao director
geral da inilrucgo publica, que o visitar fre-
cuentemente representando ao governo contra os
abusos e irregularidades que encontrar, e pro-
pondo ao mesmo as providencias que entender
' mais convenientes.
CAPITULO II.
Do director do collegio.
Art. 16. O director do collegio ser cidadao
brasueiro, de preferencia sacerdote, maior de
quarenta annos, de reconhecida moralidade, pru-
dencia, illustrago e aecurada educaco. So-
Ihe subordinados todos os empregados do colle-
gio, por cuja economa, moralidade e disciplina
interna o primeiro responsavel Compote-lhe:
1." Executar e fazer executar oo que lhe dis-
ser respeito os preseotesestatutos.
2. Deslribuir e regular o servico do collegio
3. Manter nelleaordera e disciplina, im-
pondo aos orphos as penas do art. 66 e repre-
sentando ao presidente da provincia contra aquel-
es que merecernm maior castigo.
4." Velar sobre o seu adiantamento, visitan-
do as aulas do ensino e representando ao direc-
tor geral da iostruego publica contra os profes-
sores, que nao cumprirem bem os seus deveres,
a lira de que o mesmo director, tomando couhe-
ciraenlo do fado, represente, oo caso de eotender
conveniente, ao presidente da proviocia.
5." Nomear e demtlir os empregados, que
nao forem de nomeago do governo.
6." Apresentar ao presidenle da provincia no
fim de cada mez as folhasdos ordenados dos em-
pregados, das diarias para comedorias dos or-
phos e empregados internos para o mez seguin-
le, e das requisiges precisas para o collegio, e
que nao estiverem sujeilos s despezas diarias,
afim de serem adiantadas pela thesouraria pro-
vincial.
7. Mandar inscrever no livro competente da
matricula os orphos que forem admiltidos no
collegio, com a declararlo da idade, naturalida-
de, filiago data da ordem para a sua admis-
so, etc.
8. Organisar e remelter ao presidente da
provincia de 6 em 6 mezes um relatorio circums-
laudado de todo o movimento do collegio, indi-
cando tudo que julgar couveniente para seu rae-
Ihuramenlo ; devendo o relatorio ser acompanha-
do de uma relago nominal dos orphos, na qual
se declare a idade, adiantamento, conducta, apti-
do evocago de cada um delles.
9. Submetter approvago do director geral
dainstruego publica um regulamento interno
para o bom rgimen do collegio, assim como to-
da a alterago que julgar conveniente e nocessa-
ria na destribuigo das horas, em que devem
fuoccionar as aulas do collegio ; e ao presidente
da provincia tola a providencia nao prevista nos
presentes estatutos, e exigida cora urgencia pelo
bom rgimen do mesmo collegio.
10. Tomar contas ao mor Jomo em todos os
mezos, (dar tambem mensalmente thesouraria
provincial uma conta circumstanciada de todas as
despezas feitas no collegio, afim de que, depois
de examinada e approvada, possa receber a quan-
tia orgada para as despezas do moz seguiote.
Art. 17. O director deve morar dentro do col-
legio, e delle nao poder ausentarse, mesmo por
motivo de molestia, sem previa licenga do presi-
deote.da provincia
CAPITULO III.
Do vice-direclor.
Art. 18. O vico-director, que ser tambera o
capello do collegio, ter asqoalidades e habili-
tagos exigidas oo art. 16 para o cargo de direc-
tor. Compete-lhe :
l. Substituir o director era seus impedi-
raenlos.
2.a Coidjuva-lo na manutengo da disciplina
do collegio e na vigilancia sobre a educago phy-
sica e moral dos orphos.
3. Ser para os mesmos orphos um exera-
plo de bons costumes e gravidade ; impondo-lhes
deste modo respeito e acatamento.
4. Dar-lhes nos domingos e dias santos, de-
pois da missa, prelecgos de moral evanglica e
de doulrina chrisia, accomodadas sua intelli-
gencia, procurando inspirar-lhes horror ao vicio,
amor virlude, gosto pelo cumprimonto dos seus
deveres o dedicago ao tmbilho.
5. Conduzi-los todos os das de manhaa e
noite ao edro da capella, afim de fazerem uma
breve orago em acgode gragas ao Ente Supre-
mo pela prolecgo, que recobem de sua |divina
bondade A' noite, depois desta oraco, resaro
o tergo com assistencia do director "o mais em-
pregados do collegio, seguin Jo-so nos dias ordi-
narios o Tota Pulchra, e nos sabbados a ladainha
I de Nossa Senhora e a orago pro lmperatore.
Art. 19. Nos domingos o dias santos os exerci-
I cos religiosos, assim como a missa votiva nos
i sabbados Nossa Senhora, podero ser solmni -
sadoscom msica executada pelos collegiaes sob
a direceo do rospectivo professor.
CAPTULO IV.
Do medico.
Art. 20. O medico especialmente incumbido
do regimeo saoitario do collegio. Compete-lhe :
1." Visitar com regularidade o collegio duas
vezes por semana e diariamente no caso de ne-
cessidade por afluencia de doentes de moleslai
graves, ou de epidemia, sendo-lhe n'este ultimo
caso arbitrada uma gratificago diaria, indepen-
denle do seu ordenado.
2. Receitar os doentes do collegio inclusive
os empregados que n'elle sao obrigados mo-
rar, determinar tudo quanto for bem d'elle e
da saude dos collegiaes. As suas prescripges
devoro ser promptamente cumpridas pelo en-
fermeiro, sendo assigoadas pelo director as fa-
inas dos pedidos de medicamentos, quo sero
mandados aviar cora presteza.
3. Inspeccionar o estado da enfermara e da
salubridade do collegio,requisilando os meios ne-
cessaros, para esse fim.
4. Vigiar a conducta do enfermeiro, que ser
pessoa de sua conQaoga, e por elle proposta ao
director, quem representar contra as infrac-
gOes de suas prescripges ;* recorrendo para o
presidonte da provincia, todas as vezes que as
suas reclamagoes nao forem attendidas.
5." Fazer no fim de cada anno o relatorio do
movimenlo da enfermara, que cora o respectivo
mappa estalistico dos doootes ser apresentado
ao director, que o remetiera ao prosidente da
provincia juntamente com o que lhe incumbe
nos termos do art. 16 8. O mappa deve indi-
car o nomo das molestias, que mais reinarem
durante o anno, e as medidas de maior alcance,
que devero ser tomadas.
G. Prognosticar se a molestia de qualquer
orpho contagiosa ou incuravel, e n'este caso
dar parte ao director para ser removido para lu-
gar conveniente.
7. Vaccinar os alumnos que o oo tiverem
sido, logo que forem admiltidos oo collegio.
8. Parlecipar ao director quaodo qualquer
orpho enfermse ache em perigode vida, afim
de se tomarem em tempo as providencias, tanto
temporaes como espirituaes.
Art. 21. Os doentes que fallecerem no colle-
gio, sero sepultados no cemiterio publico ; e o
capello do collegio far as ceremonias eclesi-
sticas do eslylo com a decencia necesssria, sus-
pensos os trabalhos das aulas, se o fallecido for
orpho ou empregado no collegio, sendo o cada-
ver acorapanhado pelos collegiaes at o cemite-
rio, se fr possivel.
Art. 22. O director, capello, pedagogo e mais
empregados internos adoecendo sero tratados
tambem no collegio com os mesmos meios pres-
tados aos orphos, perdeodo porm, so a molestia
passarde oito dias, raelade do seu ordenado, que
reverter em beneficio do es labelecimeoto. S
podero tratar-sc forado collegio os empregados
comeados pelo director com licenga d'este. e os
de nomeago do governo cora licenga do presi-
dente da provincia.
Art. 23. O cosinhoiro, as lavadeiras o os ser-
ventes sero tratados no hospital de caridade ou
em suas casas, se forem livres, oas de seus sc-
nhoros, se forem escravos. Os Africanos livres
serrigo do collegio sero tratados ahi ou remet-
tidos enfermara do arsenal de marinha.
Art. 21. O collegio ter tambera um barbeiro
hbil e intelligenteemsangrar.applicarsanguesu-
gase ventosas, tirar denles e cortar cabellos, e
n'estes servgos cumprir tudo quanto lhe for
prescripto, mediante o vencimento que lhe for
arbitrado pelo presidente da provincia.
CAPITULO v.
Do pedagogo.
Arl. 25. O pedagogo ser homem prudente,
honesto, de conhecimentos, e maior de quarenta
annos. Compete-lhe:
1.a Acompanhar os orphos sem'pre e por
(oda a parte, excepto dentro das aulas, ondees-
tarao sob os cuidados do respectivo professor.
2. Vigiar a conducta e moralidade dos or-
phos.
3. Manter entre elles a ordem, harmona e
as conveniencias necessarias.
4. Desenvolver-lhes os sentimenlos de hu-
manidade e ioocular-lhes no espirito os princi-
pios de civilidade, moderago, decoro e pratica
da vida comraun.
5." Preparar-lhes os exercicios convenientes
para as horas destinadas recrcago, preferid Jo
os gyranaticos quaesquer oulros. Os jogos de
cartas, anda innocentes sao absolutimeute pro-
hibidos aos orphos.
6. Iospecionar o dormitorio para que se
conserve no estado de asseio couveniente.
Ait. 26. Para bem cumprir as suas obrigages,
o pedagogo representar ao director sempre que
julgar conveniente, afim de se darom as provi-
dencias necessarias.
capitulo vi.
Dos profesiores.
Art. 27. Os professores devem :
1. Apresenlar-se no collegio e na respecti-
va escola decentemente vestidos, e com antece-
dencia necesssria, para que as escolas se abram
s horas trefixas n'estes estatutos.
2." Minter as escolas o siloncio, methodo
d'estudo, exaclido o regularidade nelle necesa-
rios.
3. Parlecipar ao director do collegio qual-
quer impedimento que o inhiba de comparecer
escola, e com a antecedencia necessaria para
ser substituido.
4 Entregar ao director do collegio no fim
de cada mez um mappa oommal dos alumnos
matriculados com declarago de sua frequeocia e
aproveitamenlo, e no fim do anno un mappa
geral comprehendendo o resultado dos esludos
dos alumnos e do seu aproveitamenlo, notan lo
d'entre elles os que se fuerera recommendavei
por seu talento, applicago e moralidade. Os
I mappas quer mensaes quer anouaes, sero re-
; mctlidos pelo director do collegio com as obser-
' vagojs que lhe parecer cooveniaotes ao da ms-
truegao publica, o por este ao presidente da pro-
vincia.
5." Auxiliar o director e vice-director do col-
legio na vigilancia sobre a moralidade e compor-
lamento dos collegiaes.
j Art. 28. Os professores nao podem empregar
os alumnos em misteres estranhos ao ensino.
Art. 29. Os professores do collegio eslo su-
geilos ao ponto, que ser tomado pelo porteiro
e transmittldo ao director do collegio, o qutl pas-
sar ao professor o altestado de frequeocia para
, recepgo de seus rencimentos !x que proceder o
' visto do director geral da iostruego publics.
1 Art 30. A nomeago dos professores do colle-
gio, sua aposootago, demisso e licengas, se re-
gularo pelo que se acha dsposto na legislago
era vigor respeito dos professores da instruc-
gao primaria e secundaria da provincia, salvo pa-
ra a nomeago o caso previsto pelos aris. 73 e 74
destes estatutos.
1 Exceptuam-se tambem os professores das dis-
ciplinas de que tratara os 2o o 5o do artigo 42
que sero contratados, anda mesmo estrangeiros,
pelo presidente da provincia, por prazo nunca
: maior de tres annos, que poder ser prorogado, e
1 sem outros favores alm da percepgo dos ven-
| tmenlos.
capitulo th.
Dos empregados internos e serventes.
Art. 31. O mordomo deve ser pesso morige-
rada, prudente, econmica e de idade provecta.
Compete-lhe,:
1. Inspeccionar segundo as ordens do di-
rector todos os empregados e serventes internos,
excepgo do pedagogo.
2. Cuidar do refeitorio, cozinha e rouparia
do collegio, fazendo que tudo ande oa melhor or-
dem e asseio possivel.
3.a Fazer as compras e todas as despezas do
collegio, que lhe forem ordenadas pelo director,
quem dar conta na forma do art. 17 10; dar
suas ordens ao cozioheiro sobre o modo porque
deve proparar a refeigo, mandar tocar o refeito-
rio s horas determinadas, teodo para auxilia-lo
um servente de sua escolha.
Art. 32. O porteiro ser maior de trinta e cinco
annos, de reconhecida probidade e moralidade, e
exorcer tambera as fuocges de sacristo. Com-
pete-lhe :
1." Abrir o fechar todas as portas do col-
legio e da igreja, entregando as chaves ao direc-
tor.
2." Tocar o sino para os actos do collegio e
obeios divinos.
3." Cuidar no asseio da igreja o na conserva-
go das alfaias, porque ser responsavel.
4. Avisar ao director das pessoas que lhe
quizerem fallar, aos orphos ou aos empregados.
5. Guardar a portara do collegio, nao con-
sc-utindo que por ella entrera ou saiam pessoas
que islo nao tiverem direito, e s horas conve-
nientes, fra das quaes lhe vedado abrir a por-
tara, sem ordom do director.
Art. 33. O eafermeiro ser maior de trila e
cioco annos, de reconhecida caridade, paciencia
e boas costumes. Ter seu cargo :
, I.0 A botica do collegio, trazendo-a sempre
fechada.
g 2." O trataraento dos enfermos, seguindo
risca as prescripges do facultativo.
3." Privar que entrera para a enfermara co-
midas ou quaesquer outras cousas, que por sua
qualidade e natureza damnifiquem os doentes.
4 Receber a roupa da enfermara, deslri-
bui-la conforme as necessidades quotidianas, e
manter o mais escrupuloso asseio as camas, va-
sos e lavatorios da enfermara, lendo para ajuda-
lo um srvenlo de reconhecido bro e paciencia.
Art. 34. O cozioheiro ter seu cuidado o tra-
badlo da cozinha, preparando as comidas que de
terminar o mordomo, e as horas Colgadas far o
que lhe for ordenado pelo director e mordomo,
teodo s seas ordens um ou dous serventes que
o ajudem.
Arl. 35. Todo o mais serrigo da economa in-
terna do collegio ser feilo pelo mordomo, se-
gundo a ordens que receber do director, que fa-
r empregar os serventes que julgar necesa-
rios.
capitulo viu.
Das orphos,
Art. 36. S podero ser adraitctdos oo collegio
menores livres de sete a. uo ve anuos de idade, qe
rao timbera mesa, ee serviro dos
Arl 56. Os orphos se recolhero para dormir
nao sonreren) molestias centagiosasou incuraveis, i
para o que sero prevameato exaraidados pelo mesmos'airaZ'
medico..Tambem nao sero admitlidos os que "?rt 56 <5 oroh
forem idiotas ou alienados. *. q hnr.1 Av -----.-
Art 37. A admisso ter lugar por ordem do horainelo ver, ?, ^AlT*?! 6ai0
presidente da provincia ao director da iostruego ooai ^mo-,f- f\, ?.".i"rl0 uni,?T?
publica o qual delermioar ao do collegio. que e- 1?!?'SSSuSZJSSJSS am CleS :
ceba o orpho e proceda seu respeito nos tormos "her. Cm C"be*
do art. 16 7.
Art. 38. Podero
ser tambera admiltidos e
Art. 57. Os collegiaes de 7 12 annos, que
i classe, devero estar juntos em
os demais or-
educados no collegio os menores., cojos pas; pa- \ ^s dormitorio ndo poss.vef
renles ou qualquer protector, quizerem pagar as nhos lera,. Hirih.,M.. "~ r v_
mensalidades. que lhe forera arbitradas pelo pre- mod 0u flauem on r ef^f.r^Sa,Cnl9' a,n do
.lente da provincia, com iaformaces dos direc- ^,!fl?!LSSL,6jf r"d.0!,53ae foreni
lores do collegio e da ustruego "publica. Estas
mensaldades lero
pouco mais ou menos da mesma idade"
Art. 58. Nenhum orpho poder receber visi-
mensalidades tero o mesmo destino do meio or- u enlaTp di. rr V receoer visi-
denado do empregado doeole de quo trata o ar- 11 d^dtZt. '"^,",to'' ou1dorain8
ligo 22 i a w i eaepois da missa, precedendo sempre Ircenga d
roart a. s""* txstrz*Jis?zx aers
vM.:Que-orphrpXrrnarturea,-de.,.pro- ^5^^:*=;
2. Que nao tem amparo ou prolecgo do rt to niukm^n^r"6/*.0 rel,r"-seUI
pessoa alguma. ..- Nin2uom peder visitar um orpho
, Art. 40. A' cada orpho que for admillido. se """irZdinafia Tfi^^ aT ,clrcumslstt-
pensorios. qualro pares de sapatos e um par de V, fi S/r 2 ^ ?*? -
de chita, seis lenges de algodoznho, quatro oSsSes '
ironnas, seis toalhas, sendo tres para rosto e tres Art 69 R' Ko
para ps; uma escovinha de dentes, um penle, phos
urna baca do tulla de Flandres.para rosto, un!
lavatorio de ferro e um ourinol.
collegio
ijueues.
62. E' absolutamente prohibida aos or-
a inlrolucgo no collegio de bebidas es-
pirituosas, de plvora e de fogos de artificios, etc.
medio do director da iostruego publica, apresen-
tando uma conta demonstrad va do valor de cada
objecto, afim de ser examinada e paga pela the-
souraria provincial.
CAPITULO IX.
Instrucco dos orphos.
Arl. 42. O collegio lera as seguiutes aulas :
1." Instrucco primaria, em que se ensina-
Art. 6i Serio feriados para as aulas, alm dos
das marcados na lei regulamenlar da instruego
publica, o do anniversario da iostallaco do col-
legio.
CAPITULO XII.
Das penas.
Art. 65. As faltas dos collegiaes previstas nos
presentes estatutos
rao as materias do primeiro e segundo grao, de : WaS; dTato" S6" P"nd" Se*UDd0 *
le regulamenlar da instruego pu- ... Com simples advertencia particular.
0 Com advertencia peranle todos os colle-
blca.
2 Desenho linear e de perspectiva.
3. Geometra elementar e descriptiva.
4. Francez.
S 5. Msica vocal e instrumental.
Arl. 43. Os livros por quo os orphos apren-
dern ler, sao os seguimos : 1. Resumo do
Evangelho. 2." O Iris classico de Jos Feliciano
de Cistilho. 3." Constituidlo poltica do im-
perio.
giaes.
3 Com diminuigo de pratos no refeitorio.
4." Com.a privago das horas de recreio.
5. Com trabalho no desempenho de algu-
mas obrigages domesticas do collegio, conforme
a capacidade do collegial.
6. Rosar de joelhos al uma hora ou de
bracos abertos no coro ou nos dormitorios.
7. Recluso at repetir de cor um trecho
aA.ui" lVn1annS.lIU? P'-"'? *'> q"-! dos Luzadas de Caraes ou de um poema uacio-
&SZ secuXria'^ lltl^Vff^t JR&t*""" ""^ "^ ""*
Jend^sl^m^Ktstttu^ 1
?mC.er.,,,l?.C?f Hniel-e "1 dreClr. A? c-olle8io- Art. 66. As penas sero impostas pelo director
L n* i'Pprna0d0 i"reCl0-r g"ralt da ,a,3,ruc- ou 1"eD> W. depois de ouvido o de-
ftEE2S!? t* T8'Ca s.er,8,multaDe. Hoquente e apreciada a sua intengo. e segundo
mu Tan i" de leU?nar ", ,D8Jtruc?ao P"" gravidade. do fado de modo quo h culpss leves
ZTlrTi H "0i ln3lruu.menlos de, >Pn> sero impostas as penas mais brandas, e s menos
i orphios, que forem bem ; |evos as penas severas.
Art. 67. Os professores podero eorrigr os col-
| legiaes cora as penas dos I e 2 do art. 65, o
, quando exigirem elles as outras penas do citad
I artigo, faro apresentar o orpho ao director para
i ser punido como merecer.
! Art. 68. O pedagogo poder inflingir aos or-
phos as penas dos 5 1, 2 e 6 e para a applica-
organisadose do compleigo robusta, para o que
so ouvr o medico do collegio.
CAPITULO x.
Destino dos orphos.
Art. 45. A educago dos orphos no collogio
deve estar terminada, apenas complelarem elles
quatorze annos. Neste caso sero :
Enlregues seus prenles, se os reclamaren)
Biiireguwii seus pareles se os reclamaren) co das outras penas proceder cmo se estatu
e provarem que lhes podem dar um destino con- acerca dos orofessores
veniente.
fo-
Arl. 69. QuanJo os delictos commellidos i
h m fu C ?c,nas' 1ue Pre.lcu-1 rem de natureza grave o director nos termos do
derora para eosioar-hes officio, ou oegociao- art. 16 3 representar ao presidente da provin-
!.?, 8ereiD aPpl,c<,dos o commercio como ; cia, por intermedio do director da inslrucgo pu-
caixe ros. assignando-se em ambos os casos termo blica para providenciar como entender convenien-
de velarem sobre o"orphao, com zelo e soiicitudo 'te.
paternal. ,
Remettdos........=-.. ^__________^L_Arl;79- e no c.aso. *> **& antecedente o
guerra ou de m
Contratados
linha, da guarda nacional ou de polica.
Art. 46. Em qualquer dos casos do artigo an-
tecedente haver a obrigago de communicar-se
ao director do collegio o estado de adiantamento
ea conducta do orpho at completar elle vinto
para_ as officinas dosarsenaes de presidente da provincia entender que o orpho
nannha, segundo a sua vocagao. no deve continuar mais no collegio, o remelte-
m msicas vdos^ batalhes de Ia | r para algura dos navios do guerra ou para a
companhia de aprendizes marinheiros
Art. 71. Na occasio do retirar-se o orpho do
collegio, o director reunir todos os collegiaes
quem o capello reflexionar sobre o resulta-
do do mo comporlamento do seu companheiro,
e um annos, em que ficar emancipado do colle- exhortando-os que cumpram os seus deveres,
810Ae.SUV"^wJ' aID de e*il"rem semelhanle deslino ; depois do
Ari. 47. Todas as despezas feitas com o or- j que. sero conduzidos ao coro pelo capello para
pnao no caso do artigo 45 correro por conla implorarem a misericordia divina,
do collegio, emquanto para ellas no for suffi-!
cieote o salario, que elle perceber. Nos outros ca-1 capitulo xni.
sos do mesmo artigo 45, faro as despezas as pes-
D\spos\oes geraes.
Art. 72. Os exames dasdisciplioas que formara
o ensino do collegio (art. 42 e 43] sero fetos
pelo modo e com a solemoidado que o director
geral da iostruego publica determinar por um
verificando o programla especial no fim de cada anno lectivo.
Art. 73. O presidente da provincia poder en-
soas, quem for confiadoo orpho, o qual perce
ber o excesso, que resultar do seu salario sobre
as despezas do seu ves-tuario e sustento.
Art. 48. Se por ventura constar ao director
que qualquer orpho no 2. caso do artigo 45
no tratado convenientemente,
fado, o traa ao conhecimento do presidente da
provincia por iolermedio do director da iosiruego carregar ao director ou vice-direclor do collegio.
publica para providenciar sobre a remoco do or-
pho, ou como enteodor mais conveniente.
Arl. 49. Alm do destino, que tem os orphos
pelo artigo 45 soalgum delles manifestarintelli-
gencia superior e desnjo de dedicar-se s scienias.
e s lellras, o presidente da provincia resolver
sobro o modo porque lhe ser dada a instruego
superior com relago carreira acientica ou
Iliteraria, para a qual tiver vocago.
capitulo XI.
Do rgimen, economa, policia e\ disciplina do
collegio.
Art. 50. Os orphos e mais empregados do col-
legio despertarlo ao toque da sineta todos os dias
s 5 horas da maoha no vero, e s 6 pelo in-
vern, tratando os primeiros de preparar suas
camas e veslir-se para dar coraego aos seus tra-
balhos, e oceupando-se os segundos de suas obri-
gages.
Art. 51. Em regra os collegiaes se serviro
si mesmos, quer oo arraojo das suas camas, quor
oa lmpeza de seus aposentos, dispensando-se
quanto for possivel o soccorro dos serventes da
casa.
Art. 52. Para melhor ordem oo servico sero
elles divididos pelo director em turmas ou clas-
ses, confiadas decuries responsaveis pela falta
de harmona ou cumprimeoto de deveres dos seus
subordinados, contra os quaes representar oes-
tes casos ao director para providenciar.
Arl. 53. Tocar-se-ha refeitorio tres vezes ao
dia, s 7 horas e meia da maoha, orna hora de-
pois do meio dia, e is 7 horas da noite.
A refeigo ser a mai3 simples, sa e variada
que for possivel. O almogo de cha c caf, sem-
pre acompaohado de algura solido, o janlar de
sopa, carne cosida com verdura, carne assala
ou guizada, piro, arroz, fructas da estago ou
doce, e nos das de preceito, poixe em lugar de
carne e feijo em vez de arroz : a ceia ser to
simples como o indicar o medico do collegio.
Art. 54. Nos dias de natal, domingo de Pas-
choa, e do Espirito Santo, aonobom e anniversa-
rio da iostallaco do collegio, a mesa ser mais
variada, haveodo caf com leite, carne de porco,
Igallinhas, aletria ou arroz de leite e quoijo.
Art. 55. Todos os orphos, excepto os doentes,
sero obrigados & ir ao refeitorio, acompanhados
i pelo director, Tice-director, pedagogo, os quaes
de leccionar em qualquer das aulas para quo ti-
verem habilitages ootorias, percebeodo por essa
trabalho e como gratificago, metade dos veoci-
mentos do professor.
Art. 74. O pedagogo ter as habilitages pre-
cisas para substituir temporariamente os profes-
sores de francez e prirneiras letras.
Arl. 75 Todos os empregados do collegio de
nomeago do presidenle da provincia percebero
os seus vencimenlos pelos cofres proviociaes, o
serao aposentados ou jubilados no Qm de 25 annos
com ordenado por ioteiro, e antes desse lempo com
o ordenado proporcional na forma das les, qua
regulara as aposeniaces.
Art. 76. Residem no collegio:
O director,
O vice-director,
O pedagogo,
O mordomo,
O enfermeiro,
O cozioheiro,
O porteiro,
Sao inadmissiveis
qualquer pretexto.
Art. 77. O director
escravos no collegio sob
do collegio pedido dos
prenles de qualquer orpho, se forem honestos,
poder conceder seis vezes no anno um dia da
licenga para o orpho passar em companhia
delles.
S o presidenle da proviocia poder conceder
licenga por mais tempo.
Arl. 78. Se linda a licenga, oo rphio no apre-
sentar se, o director dar parto ao presidente da
proviocia por intermedio do director da Instruccin
publica, para providenciar como entender.
Art. 79 Durante as ferias os orphos s pode-
ro sahir do collegio, obleado liceaca do presi-
dente da provincia, depois da missa do Natal es
recolhero al o dia 30 do Janeiro.
Art. 80. Quando os cofres do patrimonio po-
derem comportar a creago de officinas internas
e escolas de artes mecnicas, sero dados regu-
lamentos especiaos, de aecrdo com as disposi-
goes dos prsenles estatutos.
Art. 81. Todas as omisses e duvidas que sa
de rem na execugo desses estatutos, sero sup-
pridase resolvida* pelo presidente da proviucia.
Art. 82. Os rencimentos dos empregados do
collegio sioQswastames da tabella junta ao pre-
..


W
URIO DI PKRIUMWJCO. SEGUNDA FElfcA h DI FEYERE1RO DE 1861.
U iijrj
ente regulanicnlo, sendo as gratificacdea so-
mente devidas pelo exercicio.
Arl. 63. O numero dos orptraos educandos do
collegio ser fizado polo presidente da provincia,
avista da capacidade do edificio, ouvindo o di-
rector do mesmo collegio e o da inslruccao pu-
blica.
cavio rtiico.
Ditpotrces traneorimt.
Art. 84. O director do collegio sempre que li-
vor necessidade de dingir-se ao presidente da
provincia sobre objeclode servicodo mesmo col-
Ninguem sabe que partido triumphar neste
districlo avista do seu estado melindroso.
Na capitat a eleicao foi una comedia.
Encontrou-sc o livro da qualicacao com a
numeracio alterada, com nomes rlscados, com
muttas entrelinhas e grandes bonetes de tiota
preta.
J peno relatw-lhe con segoraoc* os aconta-
ciasuulua eleitorae quasi toda as localidades
d provincia.
_ f dtetricto.
races apartido conservador nos segu nas
legio fa-lo-ha por intermedio do director do ios- lugar: Juo>erj, Concfiic.au dostiuarulhos, Aru-
truccio pubHca da proincia, que enviar eor- j. danta- Isabel, Santo Amarovlbpeceric, Cuta,
reapoudenrta logo coberta com sua parecer 00 m- ParnahyKa, S. Roqu*. Un, Arucariguama, Pie-
formacao.
Art. 85. O acta! theaoureiro do patriranoio
dos orphaos prestar conias dos dinheiro roce-
laidos e gastos durante asuaadmitstraclo ao ins-
pector da thesouraria provincial, 4 quem entre-
gar o cofre do patrimonio com os dinheiros que
tiverem seu poder, o um inventario preciso de
todos os predios, causa, dividas e mais ubjectos
do mesmo patiimonio.
Art. 86. A disposico doert. 30 quanlo ao pro-
fessor de msica s vigorar por vaga da cadeira
actual.
Palacio do governo de Pernambaco, 28 de Ja-
neiro de 1861.
Ambrosio Leito d-a Cunha.
COMfflA^DTDASARUAS.
taarteI do eommaudo das amias
de fernamliueo, ita ciiladte do
Kc'ifc, 'o fevereiro de tS*3I
OREM DO DA N. 70.
O coronel commandante das armas faz publico
para conhecimento fla guarnicao, que por aviso
do rtflnrstt'no da guerra delado de 14, com mulli-
cado em officio da presidencia da provincia de
39, tudo do prximo passado mez, (oi nomeado
auditor de Ruerra desla proviucia o Sr. Dr. juiz
de direilo Trancizco Doraingues da 'Silva, lican-
do seni effeito a noroea^ao do Sr. Dr. juiz de
direito Antonio Francisco de Salles, por ter sido
removido para a provincia do Maranho.
Outro sim, que por officio da presidencia de
houlera datado Ihe fui com mullicad o terem sid-o
exonerados por puitarias da leesma dala dos
cargos em que se achavara os "Srs. capiSo do
nono batalho de infantaria Temulio Peres de
de Albuquerqae Maranho, lente do segundo
balalhao da in>'siiu arma Luir Hartins de Car-
valho e alteres do oitavo da referida arma Luiz
Castilho de Aguisr, o primeiro de delegado de
polica do tenue da Cimbres, o segnodo de de
Bonito e o lerceiro do de subdelegado do primei-
ro distrirto de l'eJras de Foo, por assim o ha -
verera pedido.
Assim como, quo em dala de 30, tamben do
mez prximo passado, a presentaran-se neste
cummando, vindos dos porios do sul os seuho-
res : tenente do corpo deguarnico Joo Anto-
nio da Silva, alteres do dcimo balilho de m-
faotaria Pedro Joaquim Alves, e soutidos le-
seles do qu.nl i batalho ae ariilliaria a p Jos
Urbano Pacheco de Melle e Alexandre Rodrigues
de Sonsa, os quaes licaro reunidos aos seus
corpos, a excepeo do primeiro que dever estar
prompto a seguir o sru destino na primeira op-
portunidade ; e beta assim, que seguiram hontem
no vapor Oyupock para a provincia de Maranho
afim de rcunirem-se a seus corpos os Srs. tenen-
te Leonardo Lucan? de Campos e alteres Manoel
Alves de branles.
O coronel commandante das armas, em vrtu-
de do decreto u. 2,715 de 26 de dezembro de
1S{0, que altera o regulamenlo do corpo de soli-
de, approvado pelo decreto n 1,900 de 7 demaio
de 1857, determina que do da 3 do corrente em
diaolo as inspecQes para examinarem os volun-
tarios e engajados se rena na repailigo do Sr.
delegado do cirurgio-mr do exercilo em todos
os das ulois ao meio dia em ponto, para o que
O Sr. Dr. delegado uomoir diariamente dous fa-
cultativos para este servico, o qoal correr por
lodos al segunda ordem.
O mesmo Sr delegado do cirurgio-mr do
exercilo mandar diariameulo o seu amanuense
receber no quariel deste eommaudo a ordem do
dia.
Finalmente que nos das 5 de cali mez, s II
horas da manha, nao sendo estes impedidos, de-
ver a inspeceo ler neste coinmaouo para onde
os Srs comiuaiidjut-is de corpos e companhias
isoladas, remolieran as relacoes dos Srs. olQciaes
e pracas que tiverem do ser, inspeccionadas, as
quaes devero ser eitas e assignadas pelos Srs.
cirurgides do da aos respectivos corpos e rubri-
cados pelos Srs. commaiidanlcs.
Assiguado. Jos .Intuito da Fonceca Galeno.
Conforme.Anlonio Enea Gustavo Galvo.
Alteresajudauli: de ordeusiuleriuo do eommaudo.
INTERIOR.
S. Paul,
10 de Janeiro.
De muitos pomos do mterior da provincia J
sabemos da resultado eleitoral.
No 3 districto venceu completamente o
lido conservador 4
par-
dad, Yerto Flix, Soccorro, Conceico de Lie ha-
beos, Vdla-Bella, Iguap o Jundieny.
Venceu o partido liberal na 9, Santa Iphige-
nia. Braz, O S. Bernardo, Santos, S. Sebasliao,
S. Vjcenle, Canana, Xrririta, Yporangv, Bragait-
ca, Campo-Largo, Atibis, Santo Antonio, Naza-
reth, It, Agua-Choca, Capreuva, Belheo. e Cam-
po- Largo.
Na cidade d6 Mogy das Cruzeshouve deaserei-
-coes, assim como na freguezia de Itaquacituba.
Na eidade de Sorocaba venceu o partido con-
servador, Qcavjdo porm restando o ultimo acto
da tleicao por ter a mesa consultado ao governo
sobre o facto eeguinte:
Depois de eitas as chamadas dos votantes, a
mesa, ameacada cada instante por grupos de
homens armados, comecou a apuracao das cdu-
las sena que a victoria se decidase a favor de uns
oh do oirtros, o que de algtima sorte tranquillisa-
va a opposicao violenta daquella localidad, e
moderara os impetos sediciosos. No dia 8 porm
o partido conservador priocipiou a vencer, e quan-
do fattavam apenas 17 cdulas paraserem apara-
das, -eis que a rao de m capanga cahe sobre el-
las e as arrebata violentamente i Apezar de tu-
multo e alarido, o juiz do paz pode salvar a urna
que preleodiam roubar, ordenando a priso do
capanga que ousra perturbar a eleicao. Este
facto immoral foi festejado com fogueteae vivas
dados por grupos do capangae do commandaota
superior da guarda nacional e seu irmo, O juiz
de paz, de combinaco com a mesa, soepeodeu os
'trabdlhos da mesma, afim de consultar e governo
sobre o occorrido. Consta-nos que a opposico
reunira-se s 9 horas da noile desse mesmo dia,
e que resolver isspedir com quaesquer meios a
continuago do processo eleitoral.
Urna eleicao nesta localidade urna calamida-
de publica : ou ha do vencer um grupo de ho-
rneus rebeldes a todas as leis e meralidade, ou
nao ha de haver eleice. A um milagre da Pro-
videncia devemos o nao ter havido all desor-
dens siias e perigesas e muito sangue derra-
mado.
Na cidade de Mogy das Cruzes, se os conserva-
dores aulzeram exercer o direilo da vol, foi-lhes
necessaria e refugio da igreja do Kosano. A me-
sa, coacta e cercada por capangas, s fazia o que
ellea Ihe ordenavam. Homens mascarados pertor-
r4am os bairros o augeiilavam os votantes. As-
sassioos de todes os arredores innundaram a ci-
dade, e de porta om porta provocavam as familias
do seus inimigos polilicoa, e as saudavam muilas
vezos com pas^uins cheios de infamias e mea-
cas.
No primeiro dia a mesa porlou-se bera ; no se-
gundo fez vota* pessoas nao qualificadas, como
consta de um protesto e documentos; no lerceiro
encontraram todas as fechaduras da urna quebra-
da, sendo necessario arromba-la Os Srs. Dr. Ro-
drigo Silva e conego Andrde deram parle de in-
commadados e reiirram-se da mesa.
Peita a apuracao, conheceu se quefaltavam 15
votos, o tendo o partido conservador perdido a
eleicao entre alguna da chapa por 7 ou 8, era
claro quo isso i ti ti u i a muito sobre o resultado fi-
nal.
A mesa pois resolveu urna nova apuracao, a
qual nao foi terminada, como consta, ignorando
eu os motivos dessa resoluco.
3o districto.
Neste districto venceu completamente o partido
conservador, tendo urna nr.aioria de cem votos
sobre o outro as seguiutes localidades: Taluy,
Balucal. Leoces, S. Domingos, Paranapaoema,
Faxina, S. Joo Sarapuhy, Oonstiluicao, Limeira,
Mogymirim, Guass, Serra-Negra, Boa-Vista, Ba-
tataes. S. Simo, Pinhal, Casa-Branca, S. Sebas-
tio, Cina-Verde e Franca.
Parlido liberalIlapetlniiRi, Apiahy. Kio-CIs-
r, Itaijuery, Araraquara, Jah, Brotas, Campias
Amparo, Penha e Jabolicabal.
Ainda nao sabemos do resultado final de Ca-
conde, Carmo e Santa Rila. Era Pirasaiuunga
Inumphou urna chapa mixta.
No (lio-Claro a opposico empregou o seu sys-
tema de planos sediciosos, bem como em Itaqtie-
ry. A historia do Rio-Claro (nesta eleicao)
muito tonga, nao posso eonti-la nesta carta*.
2o districto.
Neste districto tnm o parli lo conservador maio-
ria, porm nao muito grande, pondo-so de parle
as duas eleicoes da-cidade de Guaratingueti e as
da villa de S. Bento.
Venceu o partido conservador nos seguintes
pontos : Jacarehy, Santa Branca, S. Josa Parahy-
buna, Baiiro-Alto, S. Luii, Ubituba, Aras, Bar-
reros e Banana!.
Venceu o partido liberal em S. Jos dos Cam-
pos, Taubal, Piudamonhangaba, Lorena, Sil
veiras, Queluz, Pinheiros, Rio do Peixe e Cu-
nha.
O collegio compoz-ae de 91 elertorea, e foram i
votados os Srs. :
Dr. Antonio Alves de Sauza Carvalho^....
Dr. Jeronymo Salgado de Castro Aceoli.-
Conselheiro Sergio Teixeira de Macedo^.,
Dr. Sil vino Caialcanli de Alboquerqu^..
Dr. Antonio Vicente do N. Feitoza........
Dr. Joo;Alfredo-Correa do (Nivwir*......
Dr. Joa fraoatco topea Urna Jnior....
A volarao de Tncuuhaern di o aeguint resul-
tado :
Dr. Silvino Cavalcunti do Albuquerque....
Conselheiro Sergio Teixeirade Macado.. .
Dr. Joo Alfredo Correa dOllveii.......
Dr. Antonio Alvos, de SonsaCarvaiho.....
Dr. Jeronymo Salgado de Castro Accioli...
Dr. Antonio Vcerito do N. Feitow........
O collegio eleitoral de Golanna produzioo
. seguiDte resultado distribuido pelas freguezias in-
dicadn baito
N S. do O' e Pedras de Fogo.
Conselheiro Sergio Teixeira dellacedo___
| Dr. Anlonio Alves de Souza Carvalho.....
Dr. Joo Alfredo Correa do Oluelra....,.,
Dr. Silvino Cavalc.anti de Albuquerque....
I Goianna (matriz.)
Dr. Anlonio Alvesi do Souza Carvalhow...
Conselheiro Sergio Teiieira de Macedo...
Dr. Joo Alfredo Correa de Olivein...___
Br. SilvinoCavalcanli de Albuquerque.,..
(Carmo.)
Dr. JoSo Alfredo Correa de Oliveir*.......
Dr. Silvino Cavalcanli de Albuquerque....
Conselheiro Sergio Teixeira de IBacedo___
Tejucupapo (malrfz)
Dr. Antonio Alves de Souea Carvalho......
Conselheiro Sergio Teixeira de Macedo...'.
Dr, Silvino Cavalcanli de Albuquerque....
Dr. Joo Alfredo Correa de Oliveira.......
(Capella Filial.)
Dr. JoSo Alfredo Correa de Oliveira.......
Dr. Silvino Cavalcanti de Albuquerque....
Conselheiro Sergio Teixeira de Macedo....
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho.....
91
30
M
19
SaT
28
9
3
3
8
40
31
29
41
35-
2
2
41
41
40
26
18
8
4
-J'tS *. 1l S^n1^1*"1*0 ,,?-um ad,luirir >u' ,iber- linu" ""' legando ^^ Sor 1 iuSS:
sepretemlet aht flur-se e nio poderlambem outubro de 1827. pelo qao deixava de vir nreatar
r^warnaw-ease lugar depois de ama emana- juramenlo.-Mandoa-se consultar ao advoco
No collegio de l.imoeiro foram volados 03 Srs.:
.r. 1*111 *- "*_.._!____SJ J- I II .
87
83
82
20
1
cir-
Houve duas elelces em Uuaratinguet e S.
No 2o districto tem o mesmo partido maioria,
porm pequea;
No Io finalmente a eleicao e,l anda depen- ""u' auras eielcoes em uuaratinguea e s.
denle de algumas parochias. < Be"10- K,m C?apava venceu o grupo do Sr. Dulra
Tem zido urna lula cncarnicada! e Alves Moreira.
Em lempo algum so vio urna batalha elei- ^T?""* adl0U a assembla provincial para o
toral to violenta e mais cheia de enthusi-
de Caja-
do
a partir, e portanto
asmo.
Na cidade de Mogy das Cruzes houve duas
leicdos, urna em que venceu o partido conser-
vador, e outra cujo resultado ainda nao sa-
bemos.
O r.Jos Bonifacio, acompaiihado da muita
gente, parti para aquella cidade. Consta-nos
que houve suas desordens, todas porm de pou-
ca importancia.
Em Cacapaa, como j live occasio de noti-
eiar-lhe, houve duas morles e alguns feri-
mentos.
O Dr. chefe de polica j tinha prendido al-
guns indiciados de importancia
Na capital a eleicao j est decididamente
Bulla.
Alm de outros pontos de nullidade que mais
tarde telatarei, occorreu o terem encontrado a
urna rfo dia 31 com todas as suas fechaduras que-
bradas.
Venceu o parlido liberal, e houve vivas, lo-
gete, etc., etc. Os conservadores perderam por
sete oh oito votos.
O governo tem providenciado para muitos
pontos do interior com muito lino e prudencia ;
seus esforcos convergem iodos para que as
eleicoes eorram paciQcamente.
Ainda nao temos noticias positivas
pava e Guaratinguet do norte e Franca
sul.
O correio chegou e est
paro aqu.
Na villa de Santo Amaro, depois de apuradas
as cdulas, reconhecendo a opposico que tinha
ido derrotada por cento e tantos votos, quiz
forcar a mesa a azer urna acta justamenio nar-
rando o contrario.
Dous homens armados se approxlmaram da
mesa e depositaram seus bacamartes obre
lia.
O juiz de paz com (oda a prudencia os enga-
nou, pedindo-lhes que esperassem para o outro
dia, visto que a hora nao permittia a continuaco
dos trabalhes.
O governo aabendo destes tactos fez partir urna
torca para aquella localidade, a qual l chegou
as 10 horas do outro dia, e com sua presenca tn-
giram os capangas e libertou-se a urna de suas
a meajas.
No Soccorro alguna homens arraaram at
eos escravos o com elles quizeram fazer des-
ordens.
A preseo$j do Br. JoSo Sertorlo, juiz de di-
reilo da comarca, que all esteva por ordem
dogovorno, foi a garanta di populaco paci-
fica.
Nao ha exemplo na historia da provincia de
maeleigSosemelhanlef
Nao houvo conflictos como so esperava, gracas
a Providencia e ao tino e prudencia com que se
Houve o governo da provincia antes e durante a
eleicao. Mas outros muitos factos abalara o se-
riamente os principios sobre os quaes repousa
m nossa sociedade, e deram ao pensador motivos
dt) serios receos pelo futuro do paiz.
Em todos os lugares as mesmas causas, os
mesmos instinctos, as mesmas tendencias e os
mesmos meios nao sao signaes que deram ser
ostos de parte e despreados. oa simples com-
masao do estpido acaso que devam ser esque-
cidoi. Nao, o uluro o dir* ^
dia Io de marco.
Era primeiro lugar esta medida conviuha por
nao se contar com os deputados provinciaes no
dia 2 de fevereiro, occasio da eleicao geral, e
em segundo lugar porque os nimos exaltados
ainda com a eleicao nao podiam vir dispostos so-
no para scenas desagrada veis.
Fste acto do presidente foi muilo conveniente e
til provincia.
O Mercantil deu a noticia de que se achava
nomeado delegado de polica do Rio Claro o pa-
dre Jos Elias Pacheco Jordo. Esta noticia nao
exacta. Nao houve modiilcaco alguma policial
nossa localidade.
A torca estacionada naquella localidade esteve
s ordens de um capito.
O Sr. Dr. Nebias veto capital para entender-
se com o governo sobro o processo mooslro, no
qual erara reos muitos escravos; negocio muilo
grave e de muito melindre.
Nada mais tenho a noliciar-lhe
PERNAIYIBUCO.
N REVISTA DIARIA.
No collegio do Rio Foraioso obtiveram votos
para deputados geraes os Srs. :
Conselheiro Jos Bento da Cunha e Figuei-
redo..................................... 7o
Dr. Antonio Coelho de S e Albuquerque. 70
Conselheiro Sebastlo do Reg Barros..... 45
Dr. Domingos do Souza Leo.............. 20
Dr. Anlonio Herculano de Souza Bandelra 8
No collegio da Escada, pertencente ao 3." cir-
culo, foram votados os Srs. seguintes, sendo 44
os eloitores prsenles:
Conselheiro Sebasliao do Reg Barros..... i
Ceuselheiro Jos Benlo da Cunha e Figuei-
redo..................................... 44
Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira. 30
Dr. Antonio Luiz Cavalcanli de Albuquer-
que...................................... e
Dr. Manoel do Nascimento Machado Por-
tella..................................... 6
Dr. Francisco deAraujo Barros............ 2
No collegio de Serinbem, do mesmo circulo,
obtiveram votos os Srs.:
Dr. Domingos de Souza Leo.............. 32,
Dr. Antonio Coelho de S e Albuquerque. 28
Coosellieiro Sebasliao do Reg Barros..... 27
Dito Jos Bento da Cunha c Figueiredo.... 2
Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira. 19
A votaco destes tres collegios reunida da-
auelles do Cabo e Victoria d este resultado :
onselheiro Sebasliao do Reg Barros___ 253
Dr. Anlonio Coelho de S e Albuquerque. 218
Conselheiro Jos Bento da Cunha e Figuei-
'edo..................................... 188
Dr. Domingos de Souza Leo.............. 156
Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira. 132
A mesa do collegio eleitoral de Nazsreth
compoz-se dos Srs. :
PresidenteDr. Herculano Antonio Poreira da
Cunha.
Secretarios Dr. Joaquim Eduardo Pina.
Dr. Jos Francisco Lopes Lima J-
nior.
EscrutadoresCoronel Joo Mauricio Wanderley.
Padre Manoel Jos do Oliveira
Dr. Silvino Cavalcanli de Albuquerque...
Cousellieiro Sergio Teixeira de Macedo___
Dr. Joao Alfredo Correa de Oliveira.......
Dr. Antonio Alves de Souza Carvalho.....
Vigario A. H. do Hollando Chacn........
Reunidas estas votaces parciaes do 2.
eulo, nao comprahendidas porm ss duplcalas do
Carmo e da Capella Filial, eleva os votados do
modo scfgiinte:
Conselheiro Sergio Teixeira de Macedo....
\ir. Joo Alfredo Correa de Oliveira......
Dr. Silvino Cavalcanli de Albuquerque___
Dr. Antonio Alves de Seuza Carvalho.....
Nao mencionamos o resumo dos demais
4v5
358
356
199
vola-
dos por nao influir csse conhecimento no resul-
tado definitivo da eleicio.
Hojo pelas 11 ho'ras da manha, porta da
reparlico do correio, procedo-so ao consumo
das cartas alli existentes, perlencentes ao mez de
Janeiro do aono pretrito.
A adroinistrago com antecedencia den cum-
plimento ao dispesto na lei, e expoz ao publico a
lisia respectiva.
Euviam-nos a communicacao, que submet-
lemos ao conhecimento do publico em seguida,
nao pudendo deixar de reclamar a attenco soli-
cita da autoridade pvra a ra, que est sendo
Iheatro do taes factos, o que ainda ha pouco
presenuou a morto horrivel da viuva Cintra
Araujo.
Sr redaitor da Revista Diaria. A Vmc re-
corro para que d poblicidade ao seguinte. Alm
dos fictos notavoij que ltimamente se lem dado
na ra do Calderero da freguezia do S. Jos,
acontece que existe urna sucia de larapios, a qual
vai pondo em perigo a propriedade individual dos
moradores da mencionada ra, assaltando os
quintaes e roubando ludo quanlo encontrara.; de
maneira que a ousadia delles cheja ao ponto de
mutilisarem, quando nao depsraru com objeclos
que despertem a pilhagem. aquelles que nao po-
dem carregar ou que nao lhes offereccm vanta-
gem prxima.
Dest'arte, na noite de 28 do passado mez as-
sallanra o quintal da casa n. 48. e ahi achando
diversas pegas de roupa, que eslava quarar,
furtaram-n'as todas; aps o que, passaram-se
para a contigua n. 46, abriram-lhe o porlao, e
pozeram-se ao fresco, sendo para notar ainda,
quo diferentes casas da visinhanca amanheceram
nesso dia com os portaes s escancaras 1
Esta circumstancia revela por certo o have-
rera ellas sido igualmente assaltadas.
Um semelhanto estado de cousas nao pode
continuar, urge por urna providencia ; porque,
a permanecer elle assim como vai. teremos de
presenciar maiores atentados conlra vida e
propriedade dos moradores da mencionada ra.
Acham-se marcadas as tercas e sexlas fe-
fas, s 2 horas da tarde, para as audiencias do
jmzo de pa. do 1." disteicto deste barro de San-
to Antooio.
No dia 1. abrio-se effeclivamenle o transi-
to publico pela ponte vclha do Recife.
S agora nos chegou s oaos o presento
resultado das eleijes para eleilores na freguezia
de Papacara :
Podro Thcotonie deS Cavalcanli........ 522
Manoel Craveiro do Souza Dantas........ 521
Thoraaz Tenorio de Albuquerque Villa-
Nova .............................
Manoel de Albuquerque Cavalcanli Neceo.
Vicente Ferreira da Cruz ................
Anlonio Gucdes Alcoforado Cavalcanli..
Lourenco Juslinlano Guedes Alcoforado..
Manoel Feitoza da Silva..................
Manoel Ferreira de Medeiros Bem........
Henrique Alves Feitoza..................
Miguel Alves Cavalcanli..................
Carlos Jos da Cunha....................
Salusliano Tenorio de Mascarcnhas ......
Joao Vicente da Costa....................
Manoel Rodrigues Leite Carrapateira ....
Jos Alexiodre Cezerra..................
Joo Ignacio da Silva....................
Joaquim Jos du Oes...................,
Pedro de Allantara Galvo........"..'.'.'..
Mrnoel Caetanodo Moraes................
Joo Vieira do Nistimenlo........!.!!..
Manoel Jos da Silva ....................
Jos Leonardo Francez ..........!!!!!!!!
Joo Tenorio Lona......................
Flix de Barros Rolim ..............'.'.
JoaoBaplisla Acioli dos Santos Araujo ..
Jos Vieira do Nasciraenlo..............
Manoel Nunes Birreto....................
Germano Proiazio Feitoza Jesuib.!..".'.".'!
Cela no Luzonario Tenorio ..............
Antonio Manoel Teixeira ........!...!.!.
Antonio de Freitas Padilha......"
520
518
518
517
516
516
514
513
512
510
508
506
506
504
501
500
496
494
494
491
490
487
485
483
481
480
478
478
477
476
L-se no Maniteur de la Flote :
A CLA8SE DE COK -NOS ESTABOS-UNIDOS.A pO-
pulacao de cor dos Eslados-uidos, toda ella es-
crava em sua origem.se divido hojo em duasclas-
ses, escrava e livre. A estatistca de 1820 eleva-
va esta 230,000 almas, em 1850 ella tioha aug-
mentado de 440,000 almas, e actualmente ava-
llada em porto de meio milho.
A condico desla classe, nao possivel occul-
tar-se, nem vautajosa, nem agradavel, as cir-
cumslanciasqoe acercan variam iucessan temen te,
o bem que os seus memores seiam hoje mais bem
educados ma.s polidos, e que gozera de maiores
comraodidades. e de mais ampias riquezas, ellos
se acham com lulo em um oslado peior e teora
menos direilos do que ha IrinUannos. Esta mes-
ma elevaco lhes lem feito sentir mais vivamen-
te a inferioridade de sua condico.
Agrande abundancia de, bracos brancos esta-
beleceu a concurrencia, aflaslou os homens de
cor de multas oceupaedes que lhes erara oro-
prias. *
Os preconceilos naluraes das rajas opposlas se
enraizara cada vez mais, e os decretos legislavos
tornara a condico dos homens de cor de mais
era mais desesporada. Estes decretos se flzeram
notaveis no invern passado, tanto por sua fla-
quencia, como por suas tendencias restrictivas.
Assim, por exemplo promulgou-se em Arkausas
urna lei par expellir as pessoas do cor contendo
esta disposico que.se ellas nao partirem durante
o o anno drosenie, que Qoariam sujeitas um
aluguel para pagar com o producto de seu traba-
lho as despezas accarretadas por sua expolao. A
cmara baixa da legislatura de Missouri approvou
por 88 votos cootra 29, um bil pelo qual se de-
clara que todos oa negros livres que se achassem
nesle Estado em 1860, se toroariam escravos por
este mesmo facto, e que para o futuro a alforria
nao poder jamis ser considerada nos limites do
Estado.
Iguaes medidas foram propostas, as legislatu-
ras de Missiaaipi, Luzisoa, Alabama, Carolina do
Norte, Virginia, Maryland, e as de diversos ou-
tros Estados. A assemblea de Arkaosas approvou
um acto que prohibe, sob penas graves, empre-
gar-se negros livres na uaregaco sobre os ros
deste estado.
payjto.
trb"naf supremo de Virriu_declarou que
escraw alo team direilo ems ou sociaoss
yue yaiidwpBdem optar entr a eicravidia e a
liberdJsd no etoo em que seus svnhores lhes o-
ferecastarta, o qa por consequencia\ ae uosm-
nhor enMocipar seu escravo. eatsrulUmo nao tem
o direitolegal de aceitar a liberdade, t devo con-
tinuar a fleacoRnvo.
PorUnto os homens do edr livro serio prova-
velmente expuluo do eaiade do.aulv e nos luga-
res em que a oacravid&o podia prudentemente
6^? iill"eBwto enlr8 a Uherdde a escra-
II !_ 8erSo n0 futr considerados como
rora da le.
As constituicoes dos estados livro, recente-
monte adraillidos oa Duio. demonstrara, de
nma maneira evidente que nao so deseja alli a
gente de edr como elemeoto de populaco.
Na cmara dos lepresenlaates da Sudiana ac-
------------ws*.w^wmo ua ouuiaiid aid-
ba de repellir-se por 65 votos contra 20 um bil
pelo qual se quera abolir a lei em vigor, que
declara os meros e mulatos incapazes de ser-
vir de lestemunhas.
Na legislatura de Michigan, rejettou-se tam-
uem urna emenda proposta *onstituico do di-
to estado, pela qual se conceda aos negros o
direito de suflr.go Mb certa coodico.
Ate no estado do Ohio, sua legislatura acaba
de fazer urna lei quo declara que oenhuma pes-
soa de sangue africano poder gosar das fran-
quezas eleitoraes deste estado,
lili 'Sislatura de PJiiladelphia appareceram
aiern: disso memorias de cidados dos condados
deRukseda Philadelphi. em queso mani-
resta o desejo de urna lei que prohiba aos neeros
estabelecer-so na Pensylvauia.
Estes exemplos e outros que se poderiam citar,
demonslram o horrivel progresso que "
actos legislativos para arrancar esta
povo seus ltimos restos do direitos, e indicara,
de urna maneira significativa os poucos privile-
gios sociaes e poliiieos que por flm Ihe dei-
xararo.
E entretanto isto tudo se passa no paiz que
se aponte como o asylo classico da liber-
dade I
Que horrivel tyrannia nao esl exercendo alli
a maioria sobre aquella inmensa populaco de
cor?
Quando observamos estes tactos, dovemos ter
orgulho ds somnu de liberdade que gozmos
peste bello Brasil, lio pouco mohecido, e cujas
instituicoes e costumes nada teem a invejar s
dos poros mais liberaes do universo.
MORTALIDADB DO DIA Io.
Pedro Crabtree, branco. solleiro, ignora-se a mo-
lestia.
Mara, parda, 2 aonos, convulsoes.
Joaquina, parda, 3 annos, anazarca.
Mana, branca, 13 raezes, csrdite.
Francisco de Paula Moreira dos Santos, branco,
casado, 56 aunes, gangrena.
Rufina, preta, escara, solteira, 50 annos, hy-
pelrophla.
Mari, parda, 4 mezes, ioflammaclo de appare-
Iho digestivo.
Raphael, preto, escrava, solleiro, 40 annos, dya-
these premuiente.
Jos Mendes do Patrocinio, preto, casado 56
annos, inflammacao nos intestinos.
Outro do juu la nai do 2o aono do 2 districto
da freguezia de. MurifaMawdizendo ou era con-
equoocia de molsssfc giann de o .cifra, o*.
poda, vir prestac^MBinto, a pcdiodtv o ttapou-
9*M cmara d servir o referida lugar.B-
solveu-so que m Um oUlriaeM pasa que proraaae
o seu mpedimento, conformo exige o art. 4* da
le do 15 do outubro de 1827.
Outro do juiz da paz do 4 anno dnl dlatricto
. freguezia dos Afogados, Antonio Goocalves
do Moraes, commuuicando que por incosaaaodo
do saude, nao podia comparecer haje pac ins-
tar juramento, o que faria logo que melhoraase.
Inteirada.
Outro do procurador, apreseotatido os balance-
tes da receita e despeza municipal nos mezes de
novembro e dezembro ultimo.A eommisso de
polica.
A cmara resolveu ofBciar ao Exm. presdanle
da provincia, communicando ter ella lomado bo-
je posse da administrarlo deste municipio
Era consoquencia da nullidade da eleicao de
juiz de paz e toreadores da freguezia da Boa-
Vista, mandou a cmara Iavrar nova acta de ve-
readores, excluindo os votos daquella freguezia.
Foram noraoadas novas commissoes, que Rea-
rara assim comportas:
Polica.Reg e Barata.
Saude.Dr. Angelo e Maia.
Ediflcjces.Reg, Albuquerque eSeve.
Peticoes.Mello e Cesario.
Negocios do cemlerio.Reg.
M a la don ro. Barata.
Prestaran] juramento alguns juizes de paz das
diversas freguezia* do municipio.
Despacharam-se as peticoes de Antonio Go-
mes Carneiro, Custodio Alves Rodrigues da Cos-
. Ja Domingos Antonio da Silva Beiriz, bacharel
fazem os Hermogenes Scrates Tavares de Vasconccllos
te do Hermenegildo Eduardo do Rogo Monleiro. Joo
Antonio Villa-Secca, Joaquim Ferreira Valcnte,
Dr.Joo Nepomoceno Das Fernandes, Luiz Mar-
tina da Costa, Dr. Ignacio Firmo Xavier, e levan-
tou-se a aesso.
E eu Francisco Canuto da Boa-Visgem, ofncial
maior a eserevi, no impedimento do secretario.
Barros Reg, presidente.Cesario de Mello.
Barata de Almeida.Reg.Mello.Leal Seve.
Rege Maia.Dr. Henriques da Silva.
Relatorio da
Corupaiihia
brlate.
lo Be-
CAMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSO AOS 7 DE JANEIRO DE 1861.
Prtsidencia do Sr. Reg.
Presentes os Srs. Barros Reg, Barata, Reg
e Gameiro, fallando com causa o Sr Moilo, e os
raaissenhoressem ella,abrio-se a sessao, e foi
lida e approvada a acta da antecedente.
O Sr. commendador Manoel Joaquim do Reg
e Albuquerque deferio o juramento do estilo ao
Sr. Tenouie coronel Luiz Francisco de Barros
Reg, que o succede na cadeira presidencial, e
tomando logo asento o novo presdeme, deferio
lambem o juramento aos demais vereadores elei-
loa. e reeleitos, que sao os Srs. Dr. Angelo Hen-
riques da Silva, lenle coronel Francisco de Mi-
randa Leal Seve, lenle coronel Rodolpho Joao
Barata de Almeida, commendador Manoel Joa-
quim do Reg e Albuquerque, raajor Gustavo
Jos do Rogo, e Jos Cesario de Mello, faltando o
br. vcreadorreeleito Simplicio Jos de Mello.
Depois de empossada a nova.camars, loi lido o
seguioto expediente:
m offlrio do Exm presidente da provincia.
TESES* .2?" .CLam?r' tor overno imperial
annullado, como Ihe fora declarado por aviso da
reparlico do imperio de 24 de dezembro ultimo
as eleicoes de juizes de paz. e vereadores. a oue
ltimamente se procedeu na freguezia da Boa-
Vista recommendando S. Exc.houvesse a cma-
ra ue dar as providencias neeessanas para qne
de cotiformidade com as disposices da lei de 19
Je agosto de 1646, e .viso de de fevereiro de
ISod, se procedasse a nova eleicao da mesma
freguezia. somoote de juizes do paz, no dia 17
do Tevereiro prximo vindouro, que para isso -
cava designado, e nao a de vereadores, visto que a
volacao d aquella parochia noconslitue a maio-
ria desle municipio.Inteirada e mandou-se fa-
zer as necessarias commicaces.
E.n virtude ca leitura desle efficio, a cmara
resolveu fazer nova apuracao de votos para ve-
readores. excluindo os daquella parochia, o que
lez que licasse excluido do numero dos vereado-
res o Sr. Jos Maris Freir Cameiro, ult mo vo-
tado, entrando era seu lugar o Sr. Joo Francis-
co do Reg, Maia que achando-se na ante-sala,
foraconvidado pelo Sr. presidente do cmara para
prestar juramento e tomar asseoto, o que fez
Foi lido outro officio do mesmo Exm. presiden-
ta.d'Provincia, communicando ter em vista do
art. 22 do decreto n 2624 de 22 de agosto do ao-
no prximo finio, desdado a casa desta cma-
ra, e na fa.ta o insutRcieocia della a igreja ma-
triz desta freguezia de Santo Antonio, para ahi
funccioAar o collegio eleitoral, quo se dever
compor doseleitores das freguezias desle muni-
cipio de confurmidade cora o disposto no 8 3
arl. I. do decreto n. 1082 de 18 dn mencionado
mez de agosto.-Mandou-se oQiciar a S. Exc., di-
zendo que nao leudo a casa de sessoes da cma-
ra a capacidade neeeasaria para nella funecionar
o collegio, devia elle reunir-se na igreja matriz
de Santo Antonio, tambera designada por S. Exc.
Outro do mesmo, autorisaodo o fornecimento
de azeite para diversas luzos das enfermaras da
casa de actenso, pela necessidade que ha do
mesmo ornecimento, comojponderou o Dr. che-
lo do polica. Mandou-se remeller o pedido
ao procurador para continuar com o forneci-
meuto.
Outro do mesmo de 21 de dezembro passado.
communicando ter recommendado ao a juiz de
paz do l" districto da freguezia do Poco da Pa-
nella, Francisco Duarte Coelho, que proseguase
em todas as diligencias oleitones naquella fre-
guezia, visto acharem-se impedidos os dous jui-
zes de paz mais votados.Inteirada por j se to-
rera expedido era lempo as communicaces ne-
cessarias ao mencionado juiz do paz Duarto Coe-
lho.
Outro do mesmo, participando que, tendo em
consideraso o que expoz o director das obras
publicas, em officio de 3 do corrente, acercado
estado de ruina em que se acha a ponte velha do
Recito com perigo imminooto dos que por ella
transitara, acabava de reeommendar ao mesmo
director que mandasse tomar as avenidas da re-
ferida ponte, de forma que fique completamente
vedado o transito a que ella se presta, e que a
cmara desse publicidad a isto por editaos.
Mandou-se publicar.
Outro do secretario do governo, communican-
do ter S. Exc. o Sr. presidente recommendado
ao director das obras publicas que apenas per-
mltiissem as rendas provinciaes, mandasse fazer
os reparos de que precisa o calcaraento da cida-
de no principio da ponto da Boa-Vista, conforme
requisitou a cmara em officio de 10 dezembro
ultimo.
Outro do mesmo, devolvendo de ordem de S
Exc., de conformidade com o aviso da reparlico
do imperio, do 20 do corrente, constante da copia
authentica, que remeltia a copia da acta da elei-
cao de vereadores e juizes de paz qne se pro-
cedeu ltimamente nesta capital.Inteirada.
Outro do vereador reeleito Simplicio Jos de
Mello, communicando que por se achar tazando
parto da mesa parochia 1 da freguezia da Boa-Vis-
r- v" ua noa-vis- porem em poiicao ue elevada, quo nao Dedil
te neo poda vir boje prestar amento.-Iolei- foraace agua conataotemento,maodou-se romove
rSUa. lAHn ,nl,A l.tn. ml* lialu _____ .._
traste.
, Outro do juiz de paz do 3* aneo do primeiro
districto da freguezia de Jaboalo, Jos Francis-
co Pereira da Silva, declarando que tendo serv-
- -----------* ~v~ >wa>w# >* wwiiwa.
do como juu de paz no qoatriaunio de MU i Na conformidade do contrata
N. 1.
Srs. Accionistas da Coupashia do Bebiribe.
Em cumprlmento ao disposto no 6 do artigo
28 dos estatutos d'eata companhia venho apre-
sealar-nos o relatorio do estado de seus nego-
cios e de ludo quanlo tem occorrido durante o
primeiro semestre do anno financeiro corrente.
Occupado, como sabis, com diversos traba-
mos de nimba profisso ra desta cidade, nao
rae restara tempe sufficienle para prestar aos ne-
gocios da companhia a alleocao precisa, porm
honrado com a vossa escolha para esse logar de
director e certo da valiosa coadjuvaco dos meus
compnoheiros d'adrainistraco (que nao me tem
ralbado) entrei em exercicio no dia 8 de junho
p. p., cumprindo assim o derer a que me aeho
obrigado, e na osperanca de que essa honrosa
eommisso depois de "lindo o corrente anno
passar outro que melhor a possa desempe-
a a r.
Em 1 de setembro ultimo foi publicado n'esta
provincia a lei n. 1,083 de 22 de agosto do cor-
rente anno, contendo diversas disposices sobre
as companhias e sociedades anonymas existen-
tes, e que tenham de criar-se no imperio a qual
pelas disposices do artigo 2o Io e 8" parece
tambera comprehender a Companhia do Beberibe,
mas nao tendo sido ainda publicado o decreto
regulamentar para execuco d'essa lei, aguardo
essa publicaco para vos reunir e ento tratare-
mos da manoira por que deve proceder esta
companhia em vista d'aquellas disposises; toda-
va devo declarar-vos que depois da publicaco
o aquella lei esta adminislraco nao tem adrael-
tido nem reconhecido trauferencias d'apolices
sem as formalidades exigidas pelo 24 do artigo
2o da referida lei.
Fizerara-se os concertos e reparos mais urgen-
tes, necessario de que precisava toda a linha do
encanamenlo, torneiras, chafara e mais obras
accessorias, de maneira que todas as obras da
companhia acham-se em bom estado de conser-
varlo : devo porm observir-vos queainds exis-
to oa linha do en. a ua raen lo urna lorneira que-
brad a qual al o presento nao foi substituida
por outra em razo de nao poder essetrabalho
ser feito em menos de duas noiles e um dia,
hcaudo por conseguinle durante esso espaco de
lempo interceptado o curco das aguas do enca-
namenlo, o abastecida a cidade somente pelo
deposito ou caixa d'agua da ra dos Pires, a
qual nao tem a capacidade precisa para esse
Um, como vos paseo demonstar.
O producto da venda d'agua arrecadada pela
companhia tanto por arremataco como por admi-
nislraco importa em 222jJ000 rs. diarios, que
corresponde a 11,100 baldes d'agua, ora supondo
que os lucros lquidos obtidos pelos arrematan-
tes, reunidos s despezas feilas com osempre-
gados d'arrecadajao, e mais extravos, corres-
ponda a 30 por cento (o que deve ser bem pr-
ximo da exactido); temos que o consumo real
d'agu* de 14,400 baldes; mis altendeodo-se a
que na abertura, o feixamento das torneiras, en-
csmenlo da baldes, e osgoto diario dos chafari-
zes nao se perde meuos de 40 por-cento d'agua
consumida; claro qus a despeza d'agua do
encanamento diariamente nao pode ser menor
de 20,000 baldes, o por conseguinte superior
capacidade da caixa d'agua da ra dos Pires
que apenas pode deslribuir pelos chafarizes
17,000 baldes. Esse resultado do consumo d'agus
diario oblido pelo calculo cima, acha-se em
harmona com experiencias feitas a respeito,
pois que tendo j mandado furnecer era um dia
a agua precisa cidade somente pela caixa, a-
conteceu que pelas tres horas da tarde j alguns
chafarizes seacharam faltos d'agua.e as qualro e
meia eslava a caixa sem mais agua para repu-
diar nos chafarizes. Dessa maneira est a com-
panhia oxposla, se por um incidente qualqner,
fr privada a communicacao do acude com esta'
cidade por mais de viole e qualro horas, a deixar
toda a populaco sera agua, e por conseguinte
sujeta a faltar ao cumprimento de urna de suas
principos obrigaces, por motivo que alias pode
e deve ser prevenido. Em consequeocia d'isso
enlende esta adminislraco que de grande e
urgente necessidade a construco de caixas ou
depsitos d'agua em cada uro dos bairros desta
cidade afim de provinir que por incidentes na
linha do encanamenlo geral, deixe de ser abas-
tecida convenientemente a cidade. Anda urna
outra razo aconsellia a coustrueco dessas cai-
xas tt'jgua, e que sendo os diversos bairros
desla cidade separados por pontos de madeira,
sobre as quaes sesenta o encanamento geral, s
acontecer algum Incidente u'essa parte do enca-
namenlo (do que uo estamos iseolos) erabora
d fcil reparo, taremos de ver aparecer imm-
diatamenle esem recurso algum a falta d'agua
nos bairroa em aeguimenlo. Doma a falta d'es-
tea deposito especiaes priva que alguma vezes
se subslitua urna torneira do encanamento ge-
ral no interior da cidade, quando esse Irabalho
n poder ser feito em urna notte, como tem
acoutueide com urna torneira junto ao arco de
Santo Antonio que a mais de deis anno est
desarrancada, sem poder fazer-se o reparo ne-
cessario, por ser necessario para isso mais do
urna noite. Pstenlo esta adminislraco pen-
sando bem sobre essa necessidjda e vendo que o
melhor meio de saptisfaze-la completamente sem
grande deminuicao das renda da companhia,
exeeutar essas obras com vagar, prope quo a
auctoriseis mandar construir urna caixa ou
deposito no bairro do Santo Antonio,' guardan-
do-se a maior simplicidade o economa oa sua
execuco, e teudo-se em vista someoie a soli-
dez e segranos precisa : com quanlo nao se te-
nha ainda formulado o acmenlo d'essa obra e
nem determinado a sua localidade e syslem,
todava posso-vos assegurar que com a quantia
do viote e cinco coate de res pode ser ella
feit.
Existlndo em Apipucos um respiradoudo do
encanamento geral transformado em chaferiz,
porm em policio ti elevada, que nao poda
lo para entro lugar mala baixo, porm essa- obra
nao foi anda executada por me lar sido neces-
sario ere pregar a attenco para ontra maia ur-
gente*.
| com o governo da provincia, e em virtude de or-
dem do Sxa*. presidente da provincia, foram fei-
5** ohMdcjtisaco tas aguas para o raio
do sul da casa de deleoco as quaes j forana
i coicjuiiias,
Realisou-se o contrito para forneeimenlo d'e>
** d.veme p^prieiarioed P.uifi dMag-
,*ho>. eos aasaesraas co4ic. do qa vos
Mlouo meu atocessor em seu relatorio de 18
; nveme do anuo B. passado, tendo-se j
dedo principio a*obras, qu. tio. es anctomen-
to com algum actindade.
Tambes ectuatara-*e contrato segundo as
eoudicoe geno adoptada* para, fbrnecironlo
d agua ao arssud da guerra, a naiai da resi-
dencia da Paria 4C. na ruedas Plora, o de D.
rherez* de Jess Jfcreira oa ra do Apolle, e
ao eocheirndo largo do Arsenal de Marn ha per-
lencentes a Manoel Cabral Borgos o Justino Fran-
cisco de Assis <$ C.
Exislindo como j sabis um ramal do enca-
namento desta companhia para o palacio da
presidencia do governo desta provincia, cuja
obra ha va sido feita custa doSr. commendador
Manoel Googalves da Silva, por occasio da vi-
sita de SS. MM. Imperiaes a esta provincia,
consullou esta adminislraco ao Exm. pres-
deme se quera que conlinuasse aquello forne-
eimenlo d*agua, Uxando-so o numero de baldes
que fosee nocesssrios, o qual por officio de 30
de julho, 18 e 31 de agosto ltimos respondeu
eclarando que quera a coniinua^o d'aquelle
encaoamanto fornecendo-se 30 baldes- diaria-
mente, seudo 15 baldes pagos particularmente
pelo presidente da provincia e os outros 15 pa-
gos, metade pela secretaria da presidencia e
metade pela reparlico das obras publicas que
acham-se igualmente n'aqueile edificio consu-
minJo d'aquella agua.
Durante o semestre findo o abastecimenlo de
agua cidade foi regular, dando-se apenaa um
Jaita por espaco de duas horas no dia em que se
abri o ramal para a Passagem da Magdalena, e
isso em censequencia da pequenez de nosso de-
posito da ra dos Pires.
Achsndo-s o Exm. Sr. presidente ds provin-
cia pelo arl. 26 3 da lei do orcamento provin-
cial vigente, aulorisado a contratar com esta
companhia a collocago dos chafarizes as po-
voacoes dos Afogados, Santo Amaro, e outros lu-
gares distantes dos bairros desta cidade, median-
te a cndilo de elavaco de prece do balde d'a-
gua at a quantia de quarenta ris; e embora
me parece que essa simples conccsso nao suf-
ticienle para compensar as grandes despezas quo
se lera de fazer com laes obras, todava, faz-so
preciso que vos habilitis a esta adminislraco
com plenos poderes para effectuar semelhanles
contratos com aquellas condlcdes quo ella enten-
der convenieules.
Entendendo o Sr. inspector d'alfandega des-
la provincia, que pelo fado de se ler concluid
as obras primitivas do encanamento das aguis-
desta companhia havla caducado a disposico do
art. 26 da lei n. 283 de 30 do novembro de 1841.
recusando assim conceder despacho livre de di-
reito do importaco para os canos mandados vir
ltimamente de Inglaterra para o ramal do en-
canamento da Passagem da Magdalena, dirigi ao
governo imperial, era data de 3 de agosto prxi-
mo Ando, nma representado a respeito, a qual
at o presente nenhuma resoluco ainda teve.
Em virtude da autorisaco, dada em vossa ul-
tima reuoio para se adoptar o meio da arreca-
daco que esta adminislraco julgasso mais con-
veniente, eseolheu-se e systema de arremataco,
obtendo-se assim, que o rendimenlo dos chafari-
zes tivesse um augmento de 3:5163000; elevan-
do-se a arrematado quantia de 75:0085000 rs.
Pela conla correte e balango qu6 se acha so-
bre a raess, rereis que foram saiisfeitas todas as
l^uML0.r,%aalel9' e rasU em cai" a 1uant'a
ae JS.-76VSM7 para o vigsimo quinto dividendo..
que poder ser de 3*200 por acgo se assim o-
?p/--,vV es" Dc*nd0 aind em caixa o saldo do
4i4S'47.
Tambera se acha aqui sobre a mesa o orca-
mento da receita e despeza que submetto vossa
approvacao para o semestre do Io do corrente
mez a 30 d'abril prximo futuro, no qual deixa
ue ser mencionada quantia alguma para a cons-
truccao da caixa d'agua que hoje vos proponho,
por nao ter sido aioda approvada essa obra, po-
rm devo prevenir-vos quo sua execuco dever
produzr urna dimiouico de 30 por cento pouco
mais ou menos em tres dividendos.
Concluiodo aqui o presente relatorio, peco-vos
que relevis algumas faltas que involuntariamen-
te tenho comraeltido, pois auanco-vos que lenbo
teito quanlo est ao meu alcance, e permitiera
as minhas forcas e oceupaces para salisfazer
contlanca a que de vos pude merecer.
Escritorio da companhia do Beberibe 16 de
novembro de 1860.
O director
Jos lamede Alves Ferreira.
Conforme. O secretario Jfanoei Gentil da-
Costa Alee.
n.* 2.
O caixa da companhia do Beberibe em conta cor-
rente com a mesma, correspondente ao-l." se-
mestre do anno financeiro do 1 de maio a 31
de outubro de 1860.
Debito,
saldo em caixa n'esta
dala......33:8594097
Pelo que se recebeu
dos arremata n tes
dos chafarizes e bi-
cas n'este semestre 36:9129998
dem, dilo dos contra-
tos pblicos 1:742JM00
dem dito dilo, parti-
culares ..... 1:1609360
Crdito.
Despendido n'este se-
mestre com despezas
goraes-. .... 4:941$158
dem, dito com o pa-
gamento de dividen*
dos atrazados 785&000
dem, dito com dito
do 24 dividendo 33:1789950
Saldo em caixa quo
passa ao seguinte
semestre .... 34:769447 73:674$8o5
kscfptorio da companhia 16 de novembro do
1800.
O escriturario
Marcolino Jos Pupe.
Ne 4.
Pernambuco, Io de novembro de 1860.
Diversos bataneo pelo activo da companhia-
de Beberibe.
Caixa.
Pelo dinheiro existen-
te nesta data. 3*:7G99447
Empreza do encana-
mento.
Pelo valor da mesma. 486:08973
Enowe A Foster de
Londres.'
Pelo b alando desta
conta. ...... 76*691 520:935J89t
Balango | diversos.
Peto passivo da com-
paohia de Beberibe.
A' capital.
Pelo valor das 10,738
apolices emiltida
razo 420000 rs. .
A' vigsimo 1 devi-
dendo.
Pelo que, se testo a
P'gar .....
A vigessim 2a dito.
Pelo que se resta a
Pagar .....
A vigsimo 3 dito.
Pelo que se resta a
P"*' .....
A vigsimo 4* dito.
Pelo qne se resto a
paga.....
A' Lucroa e perdas.
Pelo bataneo desta
conle .
73:674985^
450:9123000
159000
1429600
5469000
9891480
68:6809844 520:93589i
Demonatracio do cenia de lucro e perdeav
., M Debito.
feto excedente do cusi da empreza ao captol da
compauhia. ^ TJrTMa*H
Idm dinheiro exis- .""*-' ^
testo esa caixa -
" te date. .... 34t7efil|47
Abate-se o que se de-
va de divideados -
trazados .... 1343*050 33:4
*o80|8tl
.%


MARIO M MHUmG. ^ JHSOftfti ftNU 4 0t Hmmo DK ifiei.
Crdito.
Pela dierenca do valor capital ao
costo tfa empreza......85:25*344*
dem que fica en caixa, pagos os
dMetaaM ea atrazo .... 33:416*397
68:6808
Esccriptorio da Companhia de Beberibe, 46 de
novembro de 1860
O eaixa da companhia,
Manoel Gonralve da Site.
Conforme.O secretario, Manoel Gentil da\
Coica Alvet.
N" 4.
Illnis Srs.A. commisso fiscal desta associa- j
cao tendo examinado os lirros e man papis a
cargo da respectiva admiaistraco relatiros ao
tempo decorrido do 1 semestre do sano fi-
uaaceiro de 1860 a 1861, ou do Io de maio a 80
de outubro do prximo passado, achou toda a ]
escripturacio om dia, com miito aceio e regular-
mente falta, mostrando existir a favor dos aceto- i
nislas um lucro liquido de 34:769f447 ou de
3:290 por aeco.
Como o rotatorio da referida adminislrae-
deve dar todos os es:lareciraentos, jutga a meso
na commisso que nenhumt observaco mais
precisa fazer a este respoito.
EscripWrio da Companhia do Beberibe, 16 de
novembro de 1860.
Joo Goncaloes da Silva.
Denlo Jote Fernandez Barros.
Conforme. O secretario, Manoel Gentil da
Cotia Alees.
N. 5.
Orf amento da receita edespega para o
tre do anno
ber:
*
abril de 1861, seis
mezes.....
Ilem dos contractos
do arsenal easa I
detoncio, era seis
mezes......
dem ditos particulares
o arsenal de guerra,
seis mezes. .
37:504*000
1:620000
1100*000
*0:K41000
74:993j447
se mes-
1860 novembro 1
Saldo em calza nosta dala.
Importancia da arre-
cadaco da laxa dos
cbafarizes do Io de
novembro 30 de
/ininceiro de 1860 1861, a sa-
'.Recoita.
34:769*147
Despeza.
Com o 25 dividendo
t 35200 r. 34.3559*00
Pagamento de divi-
dendos atrasados. 1:3439050
Aos administradores
das obras .... 1:2108000
Ao escripturario da
companhia. 5009000
Aluguoldo escriptorio
da dita..... 2109000
Dito do armazem da
dita. ..... 1509000
Conservarlo perma-
nente da linha do
encanamento e acu-
de do Prala 6509000
Reparos geraes. SfcOOOgOOO
Porcentagem do eai-
xa 2 0(0 f*. 71l|720
41:1199970
33 8739177
Escxiptorio da Companhia de Beberibe, 16 de
noverobro de 1860.
O director.Josi Mamede Alves Ferreir.
O ice-direetor. Joo Capistrano Bandeira
de Mello.
O cana.Manoel Goncalves da Silva.
O secretario.Manoel Gentil da Costa Alces.
JotPPereira Vianna.
Bartholomeu Franeisco de Souza.
Conforme.O secretario, Manoel Genlil da
Costa Alces.
TABELLA, do rendiinento da alfandega de Pernambuco no
mez de Janeiro do anno financeiro corrente comparado
com o de iguaes mezes dos dous annos anteriores.
IMPORTACO.
Direitos de importarlo para consumo..........
Ditos de b.tldiiaqo e reexportado................
Ditos de baldeaco e rcexpottco para frica..
Expediente dos gneros cslraogeiros navegados
por cabotagem..................................
Expediente dos gneros do Paiz..................
Expediente dos gneros livres....................
Armazenagem das mercadorias...................
Arraazenagem da plvora.........................
Premio dos issigoados............................
DESPACHO MARTIMO. *
A ncli orago m......................................
Direitos de 15 % das embarcares estrangeiras
que passam a nacionaes........................
Ditos de 5 -, na compra o venda das embarcacs.
EXPORTACAO.
Ditos de 15 % de exporlagSo de pao Brasil........
Ditos do 5 % de exportaco......................
Ditos de 2 %de sddicionacs......................
Ditos de 1 /o do ouro em barra..................
Ditos de } / dos diamantes....................
Expediente das Capatazias.......................
INTERIOR.
Multas............................................
seiio do papel i p^or^n;a;:;:::;:;;;;:;;;::;;
Imposto dos despachantes........................
Emolumentos.....................................
EXTRAORDINARIA.
Receita eventual..................................
Dirimos da provincia das Alagas................
Dizimos da provincia da Parahyba...............
Dizimos da provincia do Rio Grande do Norte___
Conlribuico de caridade..........................
1860 1861
294:155*051
538307
539307
554J994
2:1279564
434J573
4:5898712
4:589*712
2789999
2:2699650
2.269*650
569250
569250
3655SS312
14:67c085
14 647085
14:647*085
7299360
3179172
689$840
1478592
2939750
538000
25JI60
357:977*471
53659147
1:3039011
663*318
3129591
3656218538
1859 a 1860
379:317g090
2079164
2079164
1:0518977
2:1178075
4558790
1:7439862
1:7439862
3928981
3 0059550
138500
5019750
5019750
74:0989095
74:0989095
74:0989095
74:0989095
5178985
319441
7579920
229J602
181J250
1049200
119720
464:7419952
2:1439589
1:5579534-
812*649
3388728
469^59494.52
1858 a 1859.
484:9418740
17j394
17J394
3239595
7129747
7129747
2:0319418
479000
4:9418458
2:991*900
7509000
1679500
1679500
116:6558010
116:655*010
116:6559010
146:6555010
7809635
2308271
801J960
2298791
1128500
439960
438960
615:7789882
4:3789292,
3849416 Abreu.
Alexandrino de Sities Dutra.
Bterio&st par devoco.
Os Ulms. aenhorea:
Joo Carneiro Rodrigues Ceropello.
Jos Joaquim de Lina Eaireo.
Lourenco Rikeiro da Canta Oliveira.
Brdame.
As Exm.* senhoras:
D. Mara Thomazoa Corroa daa Neves.
D. gnea Leopolda de C? rvalho.
D. Candida Rosa da Conceico.
D. Uuibelina Leonor de 8. Pedro Magalhies.
D. Mara Joaquina das nterefis Ferreira.
D. Aurora, mulher do III n. Sr. Joo da Costa Li-
ma Jnior.
D. Juvina Ferreira Lina Franca.
D. Umbelina Teixeira Bastes.
D. Mathitdes Amelia da Boa-Viagem.
D. Anna Joapuioa da Silva Molta.
D. Vivina Amalia de Oliveira Costa.
D. Harianna Joaquina de Lyra Flores.
Mordamos.
Os Illmssenhores :
Joo Jos de Carvalho Jnior.
Manoel Ferreira de Souza Barbosa.
Antonio Pinto de Magalhes.
Joo dos Santos Cocino.
Ignacio Pessoa Estoves da Silva.
Jos Elias de Oliveira.
Henrique da Silva Moreira.
Joaqutm Custodio de Oliveira.
Jos Joaquim da Srii.
Joaquim Jos Leitao.
Angelo Custodio Rodrigues Franca.
Pedro Barral da Costa So.ires.
Luiz Moreira de Mendonr.a.
Jos Luiz de Mello.
Frei Flix da Nati r ida do Pimental.
Padre Antonio Manoel da Assumpco.
Frei Joo da Assumpco Moura.
CaetanoJos Mondes.
Joaquim Francisco Bastos.
Dionizio Hilario Lopes.
Pedro Duarte Rodrigues Franca.
Boa-Viagem 27 de Janeiro de 1861.
OMMERIO.
Alfun llega,
Rendimento do da 1 .
15:3279679
Movimento da alfandegra.
Voluta es entrados com fazendas.. 144
> > com gneros.
Volumes sahidos com fazendas..
com gneros..
107
-------251
58
162
------220
Descarregam hoje 4 de fevereiro.
Barca sardaLuizaolvora.
Escuna portuguezaMariafazendas.
Brigue hollandezCeslena Gerlruidafazendas.
Ilrigue nacionalAlmirante diversos gneros.
Brigue portuguezLaia 111idera.
Barca americanaAzeliafarinha e papel.
Barca inglezaCheze baealho.
Patacho americano James Carig farinha de
trigo.
IMPORTACO.
Brigue portuguez Laya III, viudo de Lisboa,
coasignado F. Severiano Rabello & Filho, ma-
nifestou o seguinte :
100 barrris com toucinho, 30 ditos azeite doce,
40 caixas rap, 5 soleiras, 13 caixas doces, 50
ditas com vinhe; a Thomaz de Aquioo Fon-
seca.
1 caixa com impressos ; a Ignacio Francisco
dos Santos.
8 pipas e 22 barris vinho,22 ditos com vinagre,
94 ditos azeite doce, 110 ditos teucinho, 200 sac-
eos com farello, 200 caixas batatas, 80 ditas cera
em velas, 25 meias barricas com sardinha ; aos
consignatarios.
10 pipas com vinagre ; a Manoel Alves
Guerra.
com drogas ; a Vicente
a M Duarte Rodrigues,
carne ; a Joo do Rogo
4 caixotes e2 fardos
Jos de Biito & Filho.
20 barris com azeite ;
1 barril e 1 caixote
Lima.
15 pipas, 90 barris e 10 ancoretas com vinho e
10 pipas com vinagre; a Manoel Joaquim Hamos
e Silva.
1 caixote com um presepe ; a Miguel Jos de
3498365
6783911
6215698866
Alfandega de Pernambuco 31 de Janeiro de 1661.
O 2o escripturario.
Ifaxtmtano F. P. Duarte.
Communicados
AO PUBLICO
Q lando, por este jornal ailirmei que o meu
distingo amigo, o major Francisco Xavier de Al-
buquerque Mello, s havia rncebido 2008000 do
mordoraide S. M. I. para distribuir com os po-
bres da freguezia de S. LourenQ) de Tejucupapo,
c nao 5009'JJO con foi publicado por este mes-
mo Diario, e como se fazta espalhar, tinha inti-
ma coftviecae da que tora aquella quaolia e nao
esta ultim; por que conheco muilo de perto, ha
longjs annos. o carcter honesto daquelle pres-
timos cilado.
Para robust:cer idconlstavelmenle o qui aQir-
mei, vou ofTjrecer um documento de irrefragavel
prova de como foi 200* e nao 5998, como inimi-
gos gratuitos procuram espalhar pxa desacredi-
tar o meu amigo.
Agora o qne diro?
Ainda na mioha vida de escrlptor nao afOrraei
urna cousa, quo a nao podsse provar.
Uina carta do paco imperial, que abaixo vai
publicada, fu convencer a esses que ainda es-
tavam em duvida, que Francisco Xavier de Al-
buquerque Mello nao precisado praticar infamias
para mauler sua honradissima familia -jua ho-
rneas do porto e carador delloeslo cima dessis
miseraveis dilamages.
Xavier nao descansou emquanto sua honra nao
fosso, pelo raesmo jornal, provada insuspeita :
assim que os homensdo bemprocedem .
Eis a carta :
Casa imperial em 19 de julho de 1860.
Illm.Exm. Rvm. e Sr.Nao sendo praxe da
casa imperial passir documentos como o que V.
Exc. pede para o Sr. major Francisco Xavier de
Albuquerque Mello, cora ludo por attenco ao
pedido de V. Exc. para servir o Sr. major, verifl-
quei as cuntas da viagem s provincias do nor-
te um recibo passado pelo mesmo Sr. major om 5
de dezembro de 1859 da quantia de 2009. que S.
M o Imperador mandou distribuir pelos pobres
mais nccesmtados de Tejucupapo.
Com este eosejo reitero os protestos de minha
-consideracio o eslima, por ser de V. Exc. ltenlo
venerador criado e amigo milito obrigado
Recife, 26 de Janeiro de 1861
v Romualdo Alvet dt Oliteira.
Assa
Seguio honlera para o Maranho, no va-
por Oyapock, unir-so ao 5o batalho de fu-
zileiros daqiiellla provincia o Illm. Sr. lente
Leonardo Luciano de Campos, que pertenceu ao
2o do mesmo. ora estacionado nesta cidade: fe-
licitamos, pois. aquello batalho, ao seu com-
mandante e offktaes pela aequisico que aesbam
de fazer de um tao digno quanlo bravo mi-
litar.
Nao por certo a lisonja qoe tos impelle a
es-rever estas lintns, como testetr.unho de arai-
zade e apreco a* qualidadesdo Sr. tenente Cam-
pos, e sira o santimenlo de estima e gralidd de
que estamos penhorados pelo modo porque dig-
nou-sa tratar-nos durante o tempo de 26 das
que aqu nesta freguezia exerceu o cargo de sub-
delegado.
O carcter sizudo, a polidez e affabilldado; o
modo porque attendia a todos n'omaquadra etei-
toral.equandosi havism dado scenas n.ais ou
tneftosdesagiadaveis, o que os nimos ge ocha-
vara exacerbados, grangeando a nossa estima o
oostderaco, o fazero credor de nossos encomios
2oe, sendo devidos ao mrito, faltaramos a um
verse hoje nao o raaoifestassemos.
Fteemos, porlanto, votos para que leve o 9r.
latiente Campos folie viagem, e que chegand ao
seto de sua Bxma. familia nao esjueca os nomes
4e seus amige, qoe ssudosos, bemdizem o seu.
Os amigos conservadores.
8. Jos do Recite 1 de fevereiro do 1861.
Ainda a ordem tereeira de
Seniora do Carillo*
Quem alternamente ecora tolo o criterio hou-
rer lido um artigj do Justaspublicado neste
Diario a... om que cora documentos irrefraga-
veis ei cora argu nenlos ioconcussos tirados dos
proprios fa.tos, provou-sa exuberantemente a
nao deixar nada mais a desejar-senao ser eu
por nenhura modo licito, devedor i veneravel
ordem trceira do Carraoa passar agora a ler
no mesmo Diario a. 23, um roonto de palavras
sera conuexo o em perfeita amoiguidade. com
as quaes alguem graciosament-5 ou porompli-
cidade, tratou de defender ao ex-secrestrio
daqa^lla ordem, quinto acerca dessis contas-
/iclicias, que para aitingir ao escopo de su as
maliciosas totngdes, elle as forjara seu geilo
e a< subraetteu aojuizo de capellas; necessaria-
ment-i se convencer que o autor dessa defeza
que se asstgnou por I.-., nao podendo, apezar de
sua grande habilidade, destruir cousa alguraa do
que se dis3e contra o comportameuto pouco re-
gular do Sr. Oliveira Ramos, e assim pois des-
viando-so inteiramenle dos pontos da questo,
contenlou-se cora meras declamaces sustenta-
das apenas pela ausencia do Sr. Oliveira Ramos,
a me dirigir recriraioages injustas e visivelmen-
te infundadas I
E' que defenderse urna mi causa i peior, que
a m causa mesma.
E tanto assim que o coraraunicante se ven-
do sem torgas para poder conl-istar com vanta-
gem, alera de declamar esmo c sophisticamen-
te, abundando era convicios valeu-so dos sig-
naessymbolicosum duvida para desviar o__
Justuide tima discusso que Ihe parece incon-
veniente e to inconveuieute que conclue asna
defoza dizendoque espera va nao mais ser pre-
ciso i sua volta a semelhante questo.
Pois bem, lambem eu neste caso nao voltarei
mais e deixo porlanto de expender outras razoes,
a menos se fdr provocado antes ou depeis da
vinda do Sr. Oliveira Ramos, porque entio des-
peito do pedido que posaoalmente me fez o au-
tor d'aquella mioha defezafirmada por Juslus,
que sobre-maneira considorou o l.\ tornarei a
imprensa para roclhor explanara questo, fazen-
po desappsrecer a menor sombra de 'duvida de
sobre a minha reputaco que por ventura tenha
actuado em qualquer espirito superficial, com
quanto aos olhosdo publieo ja houvesse ido a
mioha defeza a mais satisfactoria e plena dqs-
ftel.
Jos Joaquim da Costa Uaciel.
Publicantes a pedido.
Eleico dos juizes, escrives
e mordoinos que teeii de
festejara Virgem Senhora
d Boa-Viagem era o futu-
taro anao de 1862.
Juiza protectora.
A Exm.a Sr.a D. Auna Margarida de Jess Torces.
Juizas por devoco.
As Exm.as senhoras :
D. Theophila Senhorinha de Andrade Campello.
D. Florinda da Nativldade Ferreira Estoves.
D. Pampolina Amalia Ferreira Lopes.
Juizu por devoco.
O Illm. e Rvm. Sr. Jos Leite Pitia Ortlgdeira.
O Illm. Sr. coronal Armonio Gomes Leal.
O Illm. Sr. Jos Carneiro Rodrigues Compeli.
Escrivas por dtvoco.
As Exra.89 senhoras:
D. Isabel Mara de Vasconcellos.
D. Antonia Quirioa Barral da Fonseca.
D. Alexandnna maUer do Illm. Sr. Anastacio
100 oarris com toucinho ; a Jos Marcellino da
Rosa.
2 caixas com chinellas ; Porto & Irmo.
11 barris com vinho e 11 ditos vinagre ;a An-
tonio Joaquim de Campes. -
1 caixa com Chinellas ; a Silva & Ribeiro.
2 ditas com ditas ; a Joaquim Pereira A-
r a ii tes.
50 caixas combtalas e 25 1/2 barricas com
sardlnhos ; a A. Alves Villela.
5 bayris com vinho ; a Marques, Barros k
Companhia.
1 barril com vinho; a F. Lopes Gomes.
1 caixote pedras ; a Jos Vellozo Soares &
Filho.
2 caixoles e 2 barricas com drogas ; a B. F. de
Souza.
2 barris com vinho, 1 caixote cora 1 balanca ;
a J. Fernandos Lima. .
7 barris vinho, 1 caixo com 1 banqueta ; a L.
A. de Siqueira.
30 barris com alpisla, 10 saceos erva doce ; a
Aranaga, Hijo &C.
69 barris com sardinha ; a Jos A. da Cunha
. Irmo.
1 caixo com mangas ; a Jos Monteiro de Cer-
quelra.
80 caixas com ceblas ; ao capito.
I crisole com impressos; aChristovo G.Bre-
kenfeld.
3 caixas masss ; a J. de Jess Moreira So-
brinho.
20 barris com toucinho ; a F. L. de Oliveira
Azevedo.
150 caixas com batatas, 50 ancoretas com szei-
tooas, 13 barris, 40 meias ditas. 12 barris com
sardinha ; a M. J. Goncalres Fontes.
10 caixas com cera, 3 barris com sardinhas ; a
Antonio Lopes Rodrigues.
20 barris com azeite, 131 barricas sardinhas,
32 saceos nozes, 250 caixas cebollas ; a Luiz J.
da C Amorira.
20 caixas com queijos ; a Manoel Ignacio de
Oliveira & C.
4 caixas e 1 barril com drogas ; a J. Soum &
Companhia.
II ditas e 1 barrica com diias ; a Joo da Silva
Faria.
3 caixas, 3 barricas e 1 fardo com ditas ; a J
M. da Cruz Correia & C.
4 vaccas com crias ; a Antonio Joaquim da
Silva.
Vapor inglez Magdalena, vindo dos portos da
Europa, matiifeslou o seguinte :
8 calas provisdes, I embrulho e 1 volume
amostras ; a Adarnson Howie & C.
4 caixas obras de metal ; s Parante Vianna
& C.
1 caixa chapeos de sol, 8 ditas fazendas de al-
go-tao, de seda, luvas, 2 volumes e 2 embrulhos
amostras; a Joo Keller & C.
5 caixas cha, 1 dita roupa, 1 dita amostras : a
L. A. Siqueira.
100 barris uanteiga, 3 embrulhos amostras ; a
Saunders Brothers & C
30 caixas queijos ; a Tatso & Irmo.
6 barris viuho, 1 eaixa roupa;a J. Oliver.
1 caixa soberanos, 1 dita sedas ; a Kalkman
irmos.
1 Caixa relogiose lencos do seda, 1 dita e um
embrulho amostras; a H. Gibson.
1 caixa diversos objectos ; a I. Budden.
1 dita roupa ; a G. vr*hita
1 dita drogas ; ao Dr. Valpry.
I dita amostras; a M.Armiugc Bronn.
1 dita queiios ; a J. F. Lfma.
1 dita vestidos ; M. J. de Gaifralho.
1 embrulho relogioe; a Dammayer & Carneiro.
1 dito amostras-; a J. Crablree & C.
1 caixa calcado, 2 ditas provisoos; a E. H.
Braman.
1 caixa moletas; ao 9r. Machado.
1 volume peridicos : a Ch. Cambronne.
1 dito pipis ; a Krabba Whaiely & C.
I fardo peridicos ; a A. M. C. Soares.
1 caixa roupa ; ao baro de Japaratuba.
10 ditas d6ces e 42 caixas rap; a Themat de
de Aquioo Fonseca.
1 dita fruclas seccas; a Manoel dos Santos Fer-
reira.
4 ditas calcado ; a Joaquim Pereira Arantes.
1 dita publicarlos ; a Jos Henrique Ferreira.
\ % r"tas dita tomatas, 2 ditas feijo
verde, 3 ditas doces, 1 dita tombo de porco ; a
Marque Barrse: C.
Brigue francei Assumpcio, vindo de Cardiff.
consignado a Henry Forster, maaifest u o se-
guinte :
239 tonelladas inglezas carvao de pedra ; a
ordem.
Brigue inglez Chese, vindo de Terra Nova, con-
signado a Johuston Pater C. ; manifastou o se-
guinte :
3.900 barricas bacalMo ; a Johnston Patet
& C.
Patacho americano James Carey Coale, indo
de Richmond, consignado o Henry Fosler & C.;
manifestou o seguinte:
2018 barricas e 96 meias ditas farinha de trigo,
5 caixas ostras ; aos mesmos.
Barca america Azelia., viuda de Philadelphia,
consigoada a Malheus Auslin & C. ; manifestou
o seguinte :
2170 barricas farinha de trigo, 25 caixas algo-
dao azul, 9 ditas com 108 latas do banha de
porco, 360 barriquinhas bolachinha, 1,500 res-
mas de papel de embrulho, 6 vollmes duas ma-
chinas e seus partences. 2 caixas e 1 volume ob-
jectos de daguerreotypo ; 2 livros grandes ; aos
mesmos.
3 caixas com 30 latas de banha de porco ; a
ordem.
Patacho nacional Julio, vindo do ltio de Ja-
neiro, consignado a Araujo Gomes & C.; mani-
festou o seguinte :
201 barris o 100 meios ditos manteiga, 200 bar-
riquinhas vazias, 1000 resmas de papel de em-
brulho, 400 barris breo, 50 barris vinho, 60 ro-
los fumo, 1 barrica familia do trigo, 2 caixes
peixe, 1 barrica e 300 saceos caf ; a ordem de
diversos.
ccebedorla de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1..... 673J222
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1.....1:5489950
PRAA DO RECIFE
1 DE FEVEREIRO DE 18I.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal
Cambios- Sobro Londres saccou-se a
261/4.26 3/8,261/2. 26 5/8 o
26 3/4 d. por IJJOOO sobre
Pars a 365 rs-, sobre Hala-
go a 684 rs. por M. B., c sobre
Lisboa | 110 por cento de pre-
mio, regulando por 5f 70,000
ossaquesda semina.
Algodo----------O superior vendeu-se a 8&700
rs. por arroba, e o regular de
&J500 a 8*600 rs.
Agurdente Vendeu-se a 80&000 a pipa.
Assucar----------O branco vendeu-se de 39200 a
4J00O por arroba, somenos de
2&800a 3*000, mascavado pur-
gado de 2J500 a 2J600 rs., e
bruto de 2JW00 a 2&300 rs. por
arroba.
Couros Os seceos salgados venderam-
6e a 225 rs. por libra.
Arroz "-----------Vendeu-se a2j800rs. por arro-
ba do da India.
Azeite doce-------Vendeu-se a 2J900 rs. por
galo.
Baealho----------Em atacado obteve 14JI250 rs..
e a relalho do 1* a 15$O0O
rs., flcando em ser 10,000 bar-
ricas.
Batatas > Venderara-se a 2000 rs. por
arroba.
Carne secca- A do Rio Glande vendeu-se
de 6>400 a 7#000 rs., e a do
Rio da Prala de 4JJ000 1 5S000
rs., flcando em ser 12,000
da primeira, e 2.000 "da se-
gunda.
Vendeu-se de 6 a 6J500 rs. por
arroba.
Cha----------- Vendeu-se de 1700
por libra.
dem de 17#000 a 19*000 rs.
por tonelada.
dem de 4J2O0a 5&200 rs. por
duzia de garrafas.
As vendas da semana regula-
ran! por 29 a de Richmond,
e Pbiladelphia, e25 a de New-
York, havendo mui pouca em
ser, mas hoje cbegarim dous
carregamenlos, com os quaes
o deposito elevou-se a 6,060
barricas de Richemond, 2,17rj
de de Philadelphia, e 1,200 de
New-Yojlt, por cuja causa os
precos da semana lomaram-se
nominaes.
Par. de mandioca Vendeu-se de 3JS00 a 4000
rs. por sacco.
Feijo-----------Vendeu-se a 7#000 rs. por
sacco.
Ferro O inglez vendeu-se a 65 o o da
Suecia de 8J500 a 95000 por
quintal.
Genebra---------- Reguloupor 6,000 a frasqueira,
e a 380 rs. botija.
Manteiga----------A ingleza vendeu-se a 850, e a
franceza a 740 por libra.
Oleo de linhaca- dem de 1$500 rs. o galo.
Queijos----------Vendeu-se de 1800 a 2>900
rs. os flamengos.
Toucinho- dem do 7000 rs. por ar-
roba do de Lisboa.
Vinagre----------Idera de 90# a 100*000 rs. a
pipa.
Viohos Tivemos uro carregamenlo que
seguio para o sul por nao a-
char mais de 270*000 rs. a
pipa,
Descont- be 10 a 18 por cent ao anno,
discontando a caixa cerca de
400 contos de reis a 10
cento.
Fretes- Para o Canal inglez a 35/
Caf-----------
Carvao do podra-
Cerveja--------
Farinha de trigo.
1*306
a
libra
um
arroba
>
>
>
libra
>
cento
a
libra

>
um
i
libra

>
um

cento
arroba
alqueire
arroba

um
>
>
>
fldem eecelha on restolho .
dem terrado......
Caibros........
Gal. ..
dem branca......
Carne secca charque. .
Carvo vegetal. .....
Cera de carnauba en broto. .
dem idem em velas. ...
Charutos. ......
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados. .
dem verdes......
dem de cabra eorlidos .
Wem de onca......
Doces seceos ......
dem em geleia ou massa .
dem em calda. .
Espanadores grandes. .
dem pequeos.....
Esteiras para forro ou estiva de
n,v">........
Estoupa nacional ....
Farinha de mandioca. .
dem de araruta.....
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........
Fumo em folha bom. .
dem ordinario eu reslolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho. .
Gomma........arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas.....cento
Toros..... ...
Lenhas e esteies.....um
Mcl ou melaco......caada
Milho........arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedras de amolar urna a
dem de filtrar..... >
dem rebolo...... >
Piassava........molhos
Puntas ou chifres de vacess e
novilhos...... cento
Pranches de amarello de
dous custados...... urna
Idera loorot...... >
Sabo......... libra
Salsa parrilha........arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta ..... urna
Taboas de amarello .... duzias
Idera dirersas......
Tapioca........ arroba
l'raves......... urna
Unhas de boi...... cento
Vinagre ........ caada
Alfandega do Pernambuco 1 de fevereiro de
1861. O primviro conferente, Manoel Caldas
Brrelo. O segundo conferente, Benjamim Pi-
res de Albuquerque Maranho.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 1 de
fevereiro de 1861. Barros.
Conforme.Joo Jos Pereira de Faria, tercei-
ro escripturario.
$m
2360!
S500
|800
4S000
lf600
9280
5400
2*500
4S000
227
#360
3150
SJ00
1OJ0O0
1*000
5O0
*500
4S0O0
5OOO
24*000
15600
28000
8S000
18500
5fOOO
I53OOO
730OO
123000
5SOO0
3*200
253000
23000
12*000
SCgDOO
*22G
1300C
10*OC0
*80C
IO3OOC
1|2C0
32OO
5*000
16JC00
83000
$120
253000
53000
23800
120*000
72*000
3*500
12*000
3300
280
Dia
Mov ment do porto.
Navios entrados no dia 1.
Acarac17 das, patacho nacional Emulaco.
de 134 toneladas, capito Aotonio Gomes Pe-
reira, equipagem 15, carga couros, sola e mais
gneros ; a Manoel Gonjalves da Silva.
Richmond42 dias, patacho americano James
Carey Coale, de 220 toneladas, capito A. J.
Collins. equipaem 8, carga 2,066 barricas
com farinha' de trigo ; a Henry Fosler & C.
Rio de Janeiro25 dias, patacho brasileiro Ju-
lio, de 116 toneladas, capito Joaquim Anto-
nio do Soccorro, equipagem 9. carga breu e
rpais gneros : a Azevedo & Men jes.
Philadelphia25 dias, barca americana Ateliar
de 265 toneladas, capito Power, equipagem
12, carga 2,170 barricas com farinha de trigo
c mais gneros ; a Matheus Auslin & C.
Cardiff46 dias. brigue ingloz itnna, de 238 to-
neladas, capito William Telly, equipagem 10,
carga trhos de ferro e carvao ; a Rolhe Bi-
doulac.
Ardrosson41 dias, barca ingleza Ludy Daly,
de 324 toneladas, capito Jamos Slilwell, equi-
pagem 12, carga carvao de pedra ; a Mills La-
than &C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio da Pralabrigue brasileiro Eugenia, capito
Manoel Ezequiel Miguis, carga agurdente e
assucar.
Rio de Janeiropatacho nacional S. Salvador,
capito Manoel Gongalves de Araujo, carga as-
sucar.
5Antonio Igoscl de torres Bandefre.'fofc-
jecto) Sfflc0 d* jestiga, (despacho) pre-
judlcado:
Dia 28-Bernardo Jos Barbosa, (objeclo) perMo
n- dMPcho] oo lem lugar:
Da 28-Jo?im Mara da Conceicio, (objectoj
perdi, (despacho) nao tem lugar.
i* d r ^ JoSo Rodrfguea Chaves.
Joo Baplista de Castro e Silva, inspector d*
thesouraria de fvzenda de Pernambuco por .
M. imperial e Constitucional que Dos gusrde.
Era cumpr!mento da ordem do Exm. Sr mi-
nistro da fazeoda de 27 de dezembro ultimo fac
saber ao Sr. Jos Aleandre dos Santos que
indeferido pelo tribunal do Ihesouro o requeri-
mento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sacopor preiuizos que allego* ler tido durante
a revolta de 1848, visto se ler prescripto o sea
direilo por nao o haver requerid dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambuco 19 de Janeiro do
1861.Joo Baplista de Castro e Srrva.
Directora geral da iostruecc*
publica.
Faco saber ao professores e profes joras-, direc-
tores e directoras, de collegios e escola de en
sino particular primario e serundirio, que forana
absolvidosda multa imposta por infracto doart.
80 da lei regulamenlar n. S69 de 14 de maio de
1855; que o Illm. Sr. Dr. director geral da ins-
truego publica da provincia, tem marcado o
prazo de 60 dias, contados da data deste, para o
mesmos Srs. requererem a licenga e tiraren os
respectivos titulos ; urna vez que continuem ao
mencionado ensino particular; evitando deste
modo a duplicada mulla que lhes deve ser im-
posta pela reincidencia.
A mesma advertencia se faz a aquelles, qoe
por ventura tenham aberlo estabolecimentus des-
ta ordem, sera a competente aulorisaco na for-
ma da le citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandou o mesmo illm. Sr. director geral publi-
car o presente.
Secretaria da ostrurcSo publica de Pernambu-
co, 28 .-*e Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque,
Secretario interino.
Directora geral da iiistruccao
publica.
Faco saber aos inleressados. que o Illm. Sr.
Dr. director geral da iiislrucqo publica, de Con-
formidade com as instmr.5es de 11 de junho da
1859, tem designado o dia 18 de fevereiro pr-
ximo futuro, pelas 10 horas da manha, para ter
lugar o concurso s cadeiras vagas de iostrueco
elementar do Io grao do sexo masculino, men-
cionadas no editil de 3 de novembro do anna
passado. Sao pois convidados os Srs. que se
acham habilitados na forma da lei a vir inscre-
ver-se e a comparecer nesta repartido no refe-
rido dia e hora.
Secretarla da inslrucco publica de Pernam-
buco 28 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Dedars^des.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
a. a. to
I
3
Horas
B
c
Pl
Atmosphtra.
Direccao.
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7
Mensidadt
2 g
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I llygrometr
Cisterna hydro-
metrica.
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Francez.
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o

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r-
I
por
ALFANDGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos precos dos gneros sujeitos & direitos
ie exporta(io. Semana de 28 Janeiro a 2
do mez de fevereiro de 1861.
2 caixas joias : a Rabe Schmetun & C.
i caixa papel, 1 dita coofeices, 1 volume fa-
zenda de seda ; a D. P. Wild & C.
2 caltas machinas de ferro ; a Francisco Go-
mes de Oliveira Sobrinbo.
2 barricas presuntos ; a M. i. G. da Fonle.
2 caixas msicas, 1 diti teutdos de linho ; a
ordem.
2 caixas fazendas de embrulho e de algodo. 1
embrulho amostras ; a Linden Wild 4 C.
1 caixa maecarae; a A. Robert Filhos.
1 volume crinolinas ; a A. L. Rodrigues.
1 caita joias, 1 dita chales e rendas de seda : a
F. Sauvage 4 C.
1 caixa fraoja de seda ; a Vat & Leal.
1 dita f.izenda de la ; a Schaheitlim & C.
5 barricas e 2 saceos obras de metal, 72 rodas
arames ; a F. H. Harrison.
1 caixa papis, 1 lata amostras; a W. Mar-
tineaux.
f ditas queijos ; a N. O. Biober & C.
embrulho amostras ; a Barroca & Medeiros.
I dito ditas ; a C. J. Aslley & C.
1 ditft dU ia ; a Arkwrignt & C.
I dilOidMas : a Paloa Naak A I.
ILEGVEL
de
Mercadorias.
Abanos.....: ,
Agurdente de cana. .
dem restada e do reino .
Idetn caxaca.....
dem genebra.....
dem alcoel ou espirito
agurdente.....
Algodo em caroco .
dem em rama ou eml. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado.
Assucar mascavado .
dem branco.....
dem refinado.....
Azeite de amendoim
doto........
dem de edeo......
dem de mamona .
Batatas alimenticias .
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
dem fina. .......
Caf bom .... i 1
Unidades,
cento
caada
ou mon-
>


arroba

>
>
a
caada

>
arroba
Valores.
IKOOq
19C00
1S000
500
l0OO
5900
25(25
8JS00
$900
2$700
21100
3,700
I
A noile clara veoto
nheceu.
E regular e assim ama-
OSCtLLAC&O DA K.
Preamar as 8 h. 54' da manha, altura 6, p.
Baixamar as3 h. 6' da tarde, altura 1,6 d.
Observatorio do arsenal de marinha. 1 de fe-
vereiro de 1861.
ROMANO STBPPLI.
1 lenle.
Kditaes.

a
a
Secretarla do governo de Peraani-
baeo de Janeiro de f8l
De ordem de 8. Exe. Sr. presidente da' pro-
vincia, f.ico publico para conhecimento de quera
interessar possa, que se acham vagos os officios
de tabellio publico do judicial e escrivo do cri-
me, civcl e exocugdes do termo do Rio Formoso
por desistencia que delles fez o respectivo ser-
ventuario Antonio Pinheiro da Palma.
Os pretendentes aos mencionados officios sao
pois, convidados, para que, habililando-se n
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851
e aviso n 251 de 30 de detembro de 1851, apre-
sentem sens documentos no prazo de 60 dias
contados desta data.O secretario do governo '
Jlo Rodrigues Chaves. '
I Secretaria do gorerno de l*ernam-
fcaeo f de Janeiro de IS61.
Por esta scietaria se fazem pblicos para co-
nhecimento dos inleressados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretario de
estado dos negocios da justir.a no mez da dezem-
bro prximo fitido sobre os requerimerrtos dos
iadlvduos abaixo declarados:
Dis 6Jos Peres Camaello (objectof offlelo de
juatic", (despacho) nao tem logar.
j u 54aio Ferreira VllelU, fobiecto) officio de
H5WI justita, [despacho) prejodreado.
29000
2J}500
1J440
i#ooo
45000
75500
O noy banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10$ e
20$ que havia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, en
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituirlo ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que lindo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, icando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no im de 10 mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. Os
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira. .
O abaixo assignado, juiz de paz do primei-
ro anno do 2." dislriclo da freguezia de S. Frei
Pedro Goncalves, dar audiencias nos dias uteis
doquarta-feira e sabbados, s 4 horas da tarde,
na casa do sobrado na ra do Pilar n. 137, segun-
do andar.Manoel Estanislao da Costa.
Conselhos de compras aiaraes*
Tendo-so de promover a compra do material
da armada abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico effecluar-se isso em sesso de 5 do
mez prximo, mediante propostas recebidas at
as 11 horas da manha, acompanhadas das amos-
tras dos objectos que couberem no possivel.
Para os navios.
30 Pecas de brim da Russia. 12 libras de cera
preta, 8 arrobas de linha de barca, 4 livros map-
pas do 50 folhas, 6 ditos de 25 ditas, 20 resma
de papel almaco, 10 ditas do dito cartuxo, 12
pinceis escopeiros, 8 arrobas de gaxeta de pa-
tente 16 arrobas e 19 libras de plvora grossa 10
arrobas de mealhar breoco, 1 peca do cabo de
linho de 7 e 1/2 a 8 polegadas, e 1 jogo de tin-
reiros galvanissdos.
Para os navios, e arsenal.
14 Libras de cera em arente, 3 caixas de guer-
ra, 1000 folhas de lixa de esmeril em panno, 800
ditas de dita de vidro, 3 pifaros, 5 arrobas da
seccante, e 8 ditas de zarco.
Para o arsenal.
20 Borras de ferro redondo de 3 a 3 e 1/2 po-
legadas, 150 liames de sicopira, 6000 ps de pi-
nho de rezina.
Pan os obras do Porto.
400 Varas de liuhagera para saceos. '
Sao as condiQefc para effecluar-se a compra
ser paga logo no mez subsequente do recebimen-
to dos objectos, e sugeitarem-se os vendedores
a mull de 50 por \ do valor dos mesmos objec-
tos, caso nao os entregoem na porreo, e da
contratada.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco, em 31 de Janeiro de 1861.
O secretario.
Atexandre Rodrigues dos Anjos.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do dia 1. de fevereiro vindouro em
dianle se principiara a contar os 30 dias uteis-pa-
ra pagamento bocea do cofre dos seguintesim-
postos : 12 0|0 sobre as lojas a retalho, armatens
de fazendas. tabernas e casas de leilo ; 4 OtO
aoDre os artnazeos do reeolher, botequins, botis,
casas de pasto, lypographias, prensas de algodo*
cocheiras, cavallarigas, e todos os mais estabele-
cimentos cm que houverera gneros expostos
venda ; 20O> sobre casas de cambio, 50* sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados em paiz estrangeiro e por casa de jogo da
buhar ; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e catro;as, tanto dp aervlco particular co-
mo de aluguel. Mesa do consulado provincial
28 de janeiro de 1861.-Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Directora geral de iustrucc* publica.
Por esta secretaria se (az constar aos Srs. pro-
fessores e ditcetores de oslabclocimentos particu-
lares de instrucro primaria e secundaria de am-
bos 09 setos abaixo Mencionados, que Os tnappas
de seus alumnos relativo ao ultimo trimestre do
anos passado,* ainda nao (oraa entregues nesta
repsrticao ; o que deviam effectuar com a maior
urgeheia, para nao iocorrerem na multa deter-
minada no art. 100 da lei n. 369 de 14 de maio
de 1855; adverlindo que os mappas dos alumnos
de inslrucco primaria, devem ser separados doa
mappas dos alumnos de inslrucco secundaria, a
todos astigaados.Assim o determina o Illm. Sr.
Dr. director geral.
Secretaria daduslrucco publica de Pernambu-
co, 29 de Janeiro de 1861.O secretario interino
Salvador Henrique de Albuquerque.
Nomes a que se refere a declaraco aupara :
Padre Thomaz de Santa Maiiaaa de Jess Moga-
Ihes.


<>
DIARIO DI WftflABMUCO. SEGUNDA FEIRA 4 08 FEVEREIRO DE 1S41.
Bernardo Fernandes Vionna.
Dr. Americo Netto de Mendonca.
T)r. Jorge Dornellas Ribeiro l'essoa.
Padre Joo do Reg Moura.
Alexandre Jos Goncalreado Miranda.
Antonio de Padua Hollanda Cavalcanti.
Joaquim Theotonio Soaresde Arellar-
Francisco Jaciniho Sampaio.
Dr. Jos Joaquim de Uoraes Nararro.
Dr. Joaquim Borbosa Lima.
Francisco Antonio Cesario de Azevedo.
Padre Francisco Peixoto Duarte.
Uanoel Fonseca de Mcdeiros.
Estevao Xavier da Cuoha.
Dr. Amonio Caelano de Horaes Nararvo.
Manoel Francisco de Honorato.
Antonio Joaquim de Passos.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros;
Angelo Francisco da Costa.
Salustiano da Silva Cajueiro de Campos.
Padre Joo Servulo Teixeira.
Luiz Emigdio Rodrigues Vionna.
Manoel Alves Vianna.
Zeterino Aureliano de Figueiredo Mello.
Francisco de Freitas Gamboa.
Jos Mara Machado de Figueiredo.
Padre Francisco Joao de Azevedo.
Dr. Ameiico Fernandes Trigo de Loureiro
D. Thomazia de Alhayde Albuquerque.
1). Isabel Maria da Cono rao.
O. Ignez Pereira Guimarcs.
D. Maria Marliniana de Campos Oliveira.
D. Francisca Lina e Olireira Santos.
D. Joaquina Dellina de Mello.
O. Candida Clenienlina Cesar Duarle.
D. Antonia Mt*ria da Rosa.
D. Mat.iUia Augusta Pereira.
D. Amelia Eioia Lavinire.
D. Florinda Maria do Nascimanto Barros.
t). Joaquina LourengadaConceicoLuna.
D. Alexandrina Candida Gonzaga da Rocha.
D. Filippa Joseplia dos Prazeres Santos.
D. Josepha Can :ida Soares Vilella.
D. Francisca Xavier Carueiro daCunha.
I'oi apprehendido por esta subdelegada un
quarto caslanho cora (rente abena, pos calcados,
castrado; quem forseudono, comprela nsla
subdelegada, que provando a posse que nelle
tero, Ihe ser entregue. Subdelegada de S. Jo-
s do Recife 31 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Pinto.
Do ordera do respectivo Sr. juiz de paz do
1.a districto da freguezia do S. Sacramento do
bairro do Santo Antonio desti cidade faco sciente
a quem convier, que as audiencias deste juizo sao
as tercas e sextas-tenas as 2 horas da tarde, na
sala publica de audiencias.O escrivao,
Joaquim da Silva Reg.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do da 4 do corre-
te por dianto pagam-se os ordenados dos ordena-
dos provinciaes, vencidos no niezde Janeiro pro-
simo findo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, Io du fevereiro de 1861.
O secretario
Anlonio Ferreira da Annunciaco.
O padre Jos Lcile Pilla Oriigueira, juiz de
paz do 1 anno do Io districto da freguezia de Sao
Frei Pedro Goncalves, dar audiencias as tercas
e sextas-eiras, s 10 horas da roanhaa, em a ca-
sa de sna residencia, na ra da Cruz n. 19.
Conselho Administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
tos seRuintes :
Para a companhia de cavallaria de linha.
6 davinas de fu7.il cora varetas,
II espadas cotn batanas de ferro.
11 apparelhos de limpeza.
11 boleas para apparclho de limpeza.
11 bornaes para racoes.
Para o fabrico do fardamenlo do 8o batalho
de infantado.
1360 covados de paono verde.
1088 varos de cordao prelo de 15a.
3056 botos grandes de metal bronzeado com
o n. 8.
1 -- ditos pequeos de metal bronzeado com
o n. 8.
1652 ditos grandes de metal amarello lisos.
272 bonets.
272 grvalas.
27 pares de platinas do rais la de metal.
355 pares de ditas do panno segundo o novo
figurn o.
21 bandas de lu.
262 mantas de lia.
542 esleirs de palha de carnauba.
Para provimento dos armazeus do arsenal
de guerra.
8 arrobas de zinco em barra.
! caixas com folhas doFlandros marca IX.
4 ditas com ditas ditas marca GI.
2 ditas com ditas dita marca XXI.
20 arrobas de ferro inglez de varan Ja.
1 serrote de 30 pollegada?.
20 duzias de taboas de pinho americano.
Tara o meio batalho de cassadoies da provincia
do Parahiba.
5 cornetas de toque.
1 cordao para as ditas.
Bocal para corneta.
Para o batalho da guarda nacional de So-
rtahem.
8 cornetas de toque.
Para o batalho da guarnirlo desla provincia.
3 cornetas de toque com voltas, bocaes e
pontos.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do da 8 do
correle raez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 1" de
fevereiro de 1861.
B'nto Jos Lamenha Litis,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal-secretario interino.
na ra do Rangel n. 67, segunda andar, en o dia-
do espectculo no theatro.
Principiar s 8 horas.
Avisos martimos.
Leudes.
THEATRO
DE
anta Isabel,
Recita concedida pelo Exm.
presidente da provincia
Sr.
EM BENEFICIO DA ACTIUZ
Isabel Baria Nunes de Oliveira.
Quarta-feira 6 de fevereiro.
Depois que a orhestra tiver executado urna
escolhida ourertuta, subir scen'a pela primei-
ra vez neste theatro o drama era tres netos, tra-
dueco hespaubola,
. 1, RJUPIMIL
ou
OS MAOS COMEMOS,
DENOMINACO DOS ACTOS. "
1. O encontr.2. O roubo.3.a O reconhe-
cimento.
Seguir-se-ha pela beneficiada e o Sr. Santa
Rosa, o rauito applaudido duelo do
MEIRINHO E A POBRE.
Terminar o espectculo com a jocosa comedia
em um acto do insigne escriptor brasileiro o Sr.
Peona
O JUDAS
EM
SABBAOO DEALLELUIA.
Tomara parte neste espectculo os artistas
IUynmndo, Santa Rosa, Penante, Jos Aires, Vi-
cente, Skiner, D MariaLuiza, o abeneflciada quo
de antemo agradece diodos que se prestaran:
trabalnar no presente espetaculo.
Oa inlervalloa serio preenchidos com escolla-
das pecas de msica, entre as quaes sero toca-
das a walsa Pepita, a schotisch Isabel, e var-
soviana Rainha do Palco, oilerecidas benefi-
ciada.
Ao poblico a beneficiada outra Tez anda im-
plora a mesma proteccao que em idnticas cir-
cumstancias Ihe ha prodigalisado, e Ihe rola sua
eterna gratido.
Os bilhetei acoam-se em mi da bespflciada
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Espera-se dos portos do nerte a o dia 4 do
corrente o vapor Tocantins, commandanle o
pimeiro-tenente Jos Candido Duarte, o qual
depois da demora do costume seguir para os
portos do sul,
Recebem-se desde j passageiros c engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo A
Mendes.
Para o Cear
segu com brevidade o culer nacioual Erna
por ter parte do carregamento a bordo ; para o
resto e passageiros, trala-se com o capito Joo
Antunes da SiNeira, no armazem de Augusto
Ferreira &C, ra da Lapan. 4.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate Dous Irruios ; para carga, trata-
se cora Marlins & Irrao na ra Nora n: 48, ou
com o mestre Joaquim Jos daSilveira.
o Rio de Janeiro
pretende seguir no dii 31 do correle mez a bar-
ca nacional Rio de Janeiro ; para carga miuda,
e passageiros, para o que tem muito bons com-
raodos, e escravos a frete, trata-se com Antunes
Guimares & C, no largo da Assembla n. 19.
COHPANDIA PERNAMBICANA
DB
Navegado costeira a vapor.
O vapor Pcrsinunga, commandsnte Moura, se-
gu ylagem para os portos do sul de sua escala
no dia 5 de fevereiro s5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 4 ao meio \i. Dtahei-
ro e passageiros at o dia 5 s 3 horas. Escri-
torio no Forte do Mallos n. 1.
COMPAMIIA PERY.MBUCANA
DE
Xavegaco costeira a vapor
O vapor lguarass, commandanle Moreira, se-
gu viagem para os portos do norte at a Granja
no dia 7 de fevereiro s 5 horas da tarde.
Recebe carga al o dia 6 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
7 s 2 horas da tarde. Escrip lorio no Forte do
Mallos n. 1.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sant'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se com Gurgel Irmos, em seu escip-
torio na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
LEILAO
DE
Bois, vaccas, c-
vanos ecarrosas.
O agente Hyppolito da Silva, auto-
ritado pelo Sr. Antonio Leite. Fara' lei-
lao de 7 bois mansos, um quartao, urna
vacca prenhe que da' 7 11 garrafas de
le te, um ca val lo para sella, 1 burro, 1
carroca nova com etxos e rodas paten-
te!, 1 dita para um boi ou ca vallo :
3uarta-feira 6 de fevereiro as 11 horas
a manliaa, no seu armazem da ra do
Imperador n. 33.
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue escuna Jovem
Arlhur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para o
resto que Ihe falla, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriplorio
ra da Cruz n. 1.
Pili
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro briguo nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de sua carga prompta : para o resto
que Ihe falta, trata-se com os seos consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriplorio, rua da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu nestes dias por ter mois de meio carrega-
mento a bordo o palhaboto Artista ; para o
resto e escravos a frete, trata-se com Caelano Cy-
riaco da C. M. & Irmao, ao lado do Corpo Santo
numero 25.
Para Lisboa
sahir com brevidade o brigue porluguez Bella
Figueirense, capito Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passageiros, para os quaes tem excellen-
tes commodos, trala-se cora os consignatarios F.
Severiano Rabello & Filho, largo da assemble
numero 12.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com mila brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Olireira, rua da Cadeia do
Recife n. 12.
Para a Bahia segu em poucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos", tm parte d sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na rua
da Madre de Deus n. 12.
Rio Grande do Sul
O brigue Princeza ainda recebe alguma car-
ga : trala-se cora os consignatarios Marques, Bar-
ros & L largo do Corpo Santo n. 6.
Aracaty e Ass
Hiate Dous Irmos, sahe na presente semana,
ainda recebe carga.
i
O hiate Santo Amaro recebe caega a frete : a
tratar com Caelano Cyrfcco da C. M. A Irmo, ao
lado do Corpo Santo n. 25.
IPJUM Pi&lHD .
segu por estes dias o brigueS. J.inoel Is>; pa-
ra o reslo da carga e passageiros, para 0 que tm
excellentes commodidades, trata-ie con o con-
signatario Manoel Joaquim Ramos e Silva, ou
com o capito na praga.
LEILAO
de
cai-
pertencer no arma/era da rua do Imperador n.
17, defronte de S. Francisco, do ricos e variados
movis para umi casa de familia, grande porcao
de radoiras avulsas de differentes qualidades,
mesas elsticas, sofs, marrjuezas e muitos ou-
tros objectos indispensaveis a urna sala, ludo
sem reserva de preco, s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
i
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por 3jjf
Tira retratos por 3/jf
liiiDortanle ets^esi
muMvm *t*ii11/ TendorecebldoumSOrtQnto
xinhas novas
Tendo recebido um sortiment de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
] Tendo recebido um sortiuiento de cai-
Quart-feira 6 do corrente. L xin^s nova4
Antunes far leilo por conta e risco de quera j lendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salSo da rua do Imperador
------------ \ A. W. Osborn, o retratista america
"\7pfl p VSM\7 AI fl PI IYI n0 tem recentemente recebido um ffran-
V CUCI dTCl UI Ut5lUide e variado sortimento de ca.xas, qua-
terceira de S. Francis-;dros' aParatos chmiro$, e um grande
J *4 1 J n >e numero de objectos relativos a arte.
CO ta Cidade O neClie .Comotambem um grande forneetmen-
Tendo sido pela actual mesa regedo- jto de caixas para retratos de 3#000 rs.
ra deliberado que se expozesse a' vista cadaum, as pessoas que desejarem ad-
dos fiis na tarde do dia 15 do corren- n'r'r conhecimentos pratiecs na arte
te a procissao de cinza e tendo de tran-,de retratar acharao o abaixo assigndo
sitar pelas ras do Imperador, praqa empre prompto sob condicSes muito
de Pedro II, Queimado, Livamento, razoaveis.
Direita, Terqo, travessa do Marisco, i 0$ cavalheirosesenhoras soconvida-
Hortas, largo do Carmo, camboa, No- dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
va, Cabuga', prarja da Independencia e'ra. examinarem os specimens do que
Cruzes, roga-se aos moradores das men- cima fica anunciado,
cionadas ras as eonservem com limpe-.'
z sob pena de se tomar outra direccao.
O secretario da mesma ordem appro-
veita a occasiao para rogar as muito
dignas ordens, contrarias e irmandades
que foram convidadas se dignem com-
parecer a' hora que lhes oi marca-
das e a seus cliarissimos irmaos de com-
parecerem em noss* igreja pelas 2 ho-
ras da tarde do referido da paramenta-
dos com seus hbitos afim de abrilban-'
tarem to tocante acto da nossa sacro-
santa religiao.
Secretaria da veneravel ordem ter-
ceira de S. Francisco I* de fevereiro de
1861.O secretario, Francisco Lopes
da Silva.
Dase um cont, 2, at 3 de
res, a um e meio por cento, por 6
mezes, pagando logo os juros daquan-'
tia recibida sobre hypothecas em bens
de raiz, declara se tambem que se d
este dinheiro com respiro de um anno,
anno e meio at 2 annos, com condicao
porm de pagar por quarteis depois dos!
6 mezes vencidos; isto na mesma ra-'
zao de um e meio, depois do quartel
vencido, sendo pago impreterivelmente,
no dia do seu vencimento, e o nao fa-
zendo vencer' os juros desde esse dia
na razao de 2 e meio por cento; a
quem convier este negocio procure ao }
solicitador o Sr. Catao na rua da Con-
ceicao da Boa-vista, lado direito casa de
3 portas n. 2 que ahi saliera' quem os
da' e se convencionara' do ajuste.
Aluga-se um sobrado na rua Bella n. 14
sendo o 1. andar e lambem um armazem no caes,.
de S. Francisco n.6; quem pertender dirija-se no' 7
mesmo caes, armazem de pinho da esquina que '
volla para a rua do Imperador.
Attenco.
Gouvea & Filho com casa de consig-
nacOes novamente estabelecida neste
praca, avisam aos seus committentes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriplorio na rua da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e soto :
da rua da Imperial n. 109, a fallar na rua da
Aurora n. 36.
Aviso s familias.
Acha-se aberta aassignalura do jocoso jornala
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sahe luz
urna vez por semana,contendo cada numero qua-
tro paginas de gravuras primorosas, e as ouiras
quatro de artigos escolhidos e ioleressantes s
senhoras e pessoas de bom gosto. J se achara
aqui os dous piimeiros nmeros. Assigna-se e
paga-se adiantado na rua da Imperatru n. 12,
loja. Por trimestre 69. semestre 11$, anno 18.
Joaquim da Silra Torres e.Denlo Joaquim
Uedeiros, portuguezes, segvam para Ma-
Bandos econmicos!!
Na casa de banhos do paeo do
Carmo.
Neale estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhetidos) e fornecer d'ora em rante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
loxo, mas com toda a decencia e aos rrecos se-
guinles:
1 banho arulso |ftio 320"-
1 morno 400 rs.
7 candes para banhos J!!j?" '.^
(mornos 2*500.
30 banhos consecutivos frios ou mornos &J.
de
cei.
X ODr. em medie na M. A. da
jg Costa Brancante mudou a sua re-
H sidencia para a rua Nova casa n.
< 52, primeiro andar, onde pode
5 ser procurado para o exercicio
de sua profissao.
COMIAJ*IIt*JL
ALUANCE,
estabeecida em Londres
CAPITAL
Cinco glboes de Vibras
ster\mas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprielarios
de casas, e a quem mais convier, queesto ple-
namente autorisados pela* dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e peJra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesraos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
; m m m ssrrMwsfflr m m c7sv#%
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
H
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
denles arlificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das Ihe reconbecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Aliento.
o servio
Urna boa enfermeira.
Urna senhora idosa, casada, prlica no trata-
mento de enfermos, recebe em sua casa pessoas
doentes para tratar com lodo desvelo ecaridade,
mediante urna paga rszoavel, edebaixoda direc-
(o do medico que o doente escolher* Essa se-
nhora j tem trabalhado sob a direccao dos Illms
Sr. Drs. Alburch, Pereira do Carmo, Sabino e
outro.o. Tambem recebe meninos para criar ; na
rua do Hospicio, n. "19, casa terrea.
Precisa-se de um criado para fazer
necdssario em urna cocheira, prefere-se captivo,
je paga-se bem; a tratar na rua do Queimado
numero 5t.
Tra9passa-se o arrendamento do engenho
Novo de lguarass, e vende-se a safra e todas as
lavouras qiM eiistem. O engenho bom de la-
vouras e lem bons terrenos e malas, perto do
embarque, pode safrejar 1,000 pes e**mais,
bom de passadio ; o rendeiro faz o traspasso por
querer comprar outro : os prelendentes dirijam-
se ao dito engenho que achara comttquem tratar.
Precisa-se alugar urna escrava boa engom-
madeira e cozinheira, que faca as compras para
urna casa de pouca familia ; paga-se bem : na
rua de S. Goncalo n. 14, primeiro andar, casa de
sotao indo para a igreja.
Aluga-se um arraazera no caes de Apollo n.
7, com bstanles commodos para qualquer esta-
belecimento, tendo embarque : a tratar no pafeo
de S. Pedro o. 6.
$M$.
CASA DE SALDE
DOS
i BES. ft&lISS & SS
Sita em Santo Amaro.
O Sr. Jos' Joaquim de Abreu
que nonno de 1859 esteve no Rio de
Janeiro, queira ter a bondade de ap-
parecer na rua da Cadeia do Recife n.
15, loja de Jos Leopoldo Bourgard,
que se Ihe deseja Fallar.
Francisco Jos' Regalo Braga, faz
sciente ao respeitavel corpo do com-
mercio, e principalmente aos seus deve-
ros que desde o primeiro do corrente
mes, o Sr. Macimo Jos de Andrade,
deixou de ser adminstrador da sua casa
sita na travessa do Corpo Santo n. 25.
Recife 1 de Fevereiro de 1861.
Francisco Jcse Regalo Braga.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO O.L PINHO.
Rua de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias utois desde as 10 horas
9l meio dia, acerca das seguiutes molestias
1. molestias das mu\heres, molestias das crian
as, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
stias stphiliticas, todas as" especies de febres,
febrtx intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHKOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas aecessarias, in-
fallireis em seus effeitos, tanto em tintura, coran
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
si reis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos era sua pharmacia ; lodos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acorapaohadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiraa que nao lerarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Na praca da Boa-Vista o. 14, acha-se urna
carta para ser entregue com urgencia e em mo
propria ao Illm. Sr. Manoel da Costa Camarale.
O Sr. Jerooymo Joaquim da Silra tem urna
carta oa rua do Amoiim, armazem n, 50.
Esteestabelecimentocontinua debixoda administrado dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes e geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos propriet8rios
ambos more dores na ca i ttova, ->u entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos....... 20000
Marujos ecriados..... 2,g500
Primeira classe 30 e. 3JJ500
As opera qesserao previamente ajustadas.
CONSULTORIO
na
DO
. )K &a Mi M
MED RO COPAR TEIE OPERADOR.
3 RUA DA GLORIA, CASA DO FUHD AO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de lardedepois de i
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidado, como para o engenhos
ou outras propri edades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da rua e o numero da casa.
Nos easos que nio forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
Gralilica-se bem.
Fuglo um criado de nome Elesbao
Francisco de-Barros, natural do Cesr,
idade 14 annos, grosso, baixo, cabeca
chala, cabellos carapinhos, olhos gran-
Kdes 3 abotoados, sobrolhos largos, cara
larga e achatada, levou camisa branca de
|g madapolao e calqa branca, indo lerar um
E caralloalasao na rua do Cotorello no dia
20 do corrente, dahi fugio e presume-se
que esteja em el gura dos arrabaldes da
cidade : quem o pegar e levar ao colle-
gio Bom Conselho, ser muito bem gra-
tificado.
Almanak social
DA
Proviacia de Pernambnco.
Esta obra, expressamente dedicada s corpora-
les sociaes desla cidade, contm alm do ca-
lendario dos mezes a resenta histrica de to-
das as sociedades populares, artsticas, commer-
ciaes, luteranas e scienlicas de Pernarabuco,
seguida do auadrodesuas actuaesadmioisiiaces
e da lisia alphabetica de seus respeclircs mem-
bros efTectiros, honorarios, ele. E' de summo
ntereise s classes associadas. Esl impressa
com nitidez em bom papel e excellentes lypos, e
venda na livraria Universal, rua do Imperador
n. 54, o na livraria Econmica, rua do Crespo,
confronle ao arco de Santo Antonio, a laOOOcada
exemplar.
Attenco.
Trocam-se sedulasde 1 e 58 das que o the-
souro desla provincia exige 10 0\0 de descomo,
assim como olas dos bancos e caixas das mais
pracas do imperio mediante o abate de 5 0(0 : no
escriplorio de Azevedo & Mendes, rua da Cruz
numero 1.
Aos pas de familias.
D. rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora eeral da instruego pu-
blica, tem a honra de prevenir ao ret-peilavel pu-
blico, e principalmente aos pais de suas discipu-
lar, que desde o dia 15 *o corrente se acham
abertas as aulas do seu collecio ; o qual se acha
por ora eslabelecido na rua Formosa, sobrado
nurrero 15.
A mesma directora approveita esta occasio
para asseverar aos pais de suas discipulas quo
estas encontrarlo em seu collegio a mesma ins-
peegao, vigilancia e desvelos, que cncontraro
em suas propiias casas, e que nelle receberao
urna educaco moral e religiosa, como convm s
nlhas das sociedades christaes,' que devem um
dia exercer o espinhoso ministerio de mais de fa-
milia.
Filialmente, abstendo-se a mesma directora do
encarecer o raethodo de ensino adoptado em seu
collegio, limitar-se-ha apenas a afirmar aos pa3
de suas discipulas, tanto internas como externas,
que ludo envidar paia o adianlamcnlo das mes-
mas, visto ser este o rreio mais propicio de sus-
tentar o lisongeiro crdito, que grecas ao faror
publico, lem acompanhado ao collegio de Santa
rsula, desde a sua creaco einstallacao.
As differentes aulas do collegio sero dirigidas
pelos seguintes professores :
Os senhores :
Dr. Jos Soares de AzeredoFrancez.
Dr. Filippe Nery CollacoInglez.
Ur. Augusto Carneiro Montro da Silva San-
tosGeographia.
Joaquim Bernardo de Me ndoncaPiano e canlo
Eduardo GadaultDesenho.
Retratos a oleo em ponto na-
tural, e por precos mui ra--
zoaveis.
Especialidade do retratos em panno encerado
para se remetterem dentro de cartas. Tiram-se
no estabelecimento pholographico de F. Vilella,
ruado Cabug n. 18. sobrado, entrada pelo pateo
da matriz.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desla e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da rua do Queimado, para a
loja e armazem quefoi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muilo baratos :
rua do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e rua
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
AMA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 25, precisa-se
de urna ama que saiba cozinhar.
No engenho Goiabeira junto a povoacao de
Sanio Amaro Jaboato precisa-se de ura feitor
de campo: a falar no mesmo engenho.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno de urna casa, que nao tenha vicios;
na rua Direita n. 72.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopathico.
30-Rua das Ctuzes-30
Neste consultorio lem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ca-
tellan e Weber, por prejos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra, re-
commendada intelligeocia de qualquer
pessoa.
a^eie^$ie-eeeeie-ttseeiesie;K
Aloga-se o primeiro andar do sobrado da
roa da Cruz n. 29, com a entrada para a rna dos
Taooeiros ; a tratar no pateo de S. Pedro n 6.
derao remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na rua da Cruz, ou
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteaehar-se-ha constantemente os melhores
mentoshomeopathicos j bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grande............109O0O
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos............, 259000
Dita de 60 ditos...............- 309000
Tubos avulsoscada um.........: 1000
Frascos'de tinturas. : j............29000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Ranertorio do Dr. Mello Moraes. ; 69000
loja de
medica-
CASA
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita casa fol transferido o amigo escrip-
lorio de commisso de escraros que se achara
eslabelecido na roa larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da mesma maneira ae eootina a receber es-
craros para serem rendidos por commisso, e
por conta de seus senhores, nio se poupando es-
forros para que os mesmossejara rendidos coa
promptido, afim de que seus senborea nao sof-
fram empates com a renda delles. Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escraro
de ambos os sexos, reinos e mocos.
Precisa-se de;urna preta aerara que saiba-
cozinhar e engommar : oa rua da Senzala Velha
numero 100.


DIARIO DE ERNAIBUCO. SEGUNDA PE1RA 4 DI FEVEREIRO DE 1861,
W
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA PA1BDLHA @ B. f WSSDSIN
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
i ni ico e medico celebre de New York
GR\NDE SPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e qaasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada ma sabe qua a saude ou a infermidade
iepende directamente do estado desle ploido vi-
Tl. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mddiana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas o ocas sahera do corajo nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posiso extensiva tem sido formada e destinada
cora almiravel sabadoria a destribuir e fazer
circular esta corrknte ds vida por todas as
partas di orjanisafao. Deste modo corre sera-
pre palo corpo era torrente, o qual a gran
fonte de iaferraidade ou de saude.
Sao sangue por causa alguraa se emprenha
le rauerias ftidas ou emompidas, di (Tunde
cora vblocidaob elctrica a corrupto as
raais remitas a raais pequeas part6s do corpo.
O vjnano lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, a pelos vasos capillarios,
ateca la orgo e cada teagera se faz completa-
ra inia saturado e desordenado. Desta maneira
a circulaco evi lente me o le se faz um engenho
poderoso de doanga. Nao obstante pode tam-
bara obrar cora igual poder na criago de saude.
Bttivossa o corpo infecionado da doenga raaligna,
ou local ou geral, a situada no systema nervoso
ou glanluloso, ou muscular, se somante o san-
gue pj le fazar-se puro e saudavel ficar superior
a doia.ji e iaavitavelmento expellirda cons-
tituic,ao.
O ?ran la raanancial de doenc,a entao como
d' aqui consta no fluido circulante,e nenhum
raalicaounto que nao obra directamente sobreel-
la para purificar e renova-lo.possuealgum direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE 1 O SANGCB o ponto no qual
se ha rayster fixar a altengo.
O ORIGINAL E OGINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, ba vemos vendido durante muiros an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico.
BOYDPAUL, 40CortlandlStreet.
WALTER.B TOWNSEND A Co, 218 Pearl
Sireet.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHNCARLE& Co, 153 Water Street.
M WARD 4 Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM d Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LA1ND & Co, Office 177 Broad-
way.
JAf.KSON. ROBINS&Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM, UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELLN, BROTHER & Co, 104 &
106JobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, REESE & CO, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Aslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCUIEFFELIN & CO, 107 Water
Streat.
PO & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.,
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Fu ton Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lana.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandi
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL fc MERRl'CK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ABYORE E SUASFRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conheeemos um Medicamento no seus Effeito'
O extracto composlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esl
0 MEDCiMENTOD* POYO"
Adata-so to maravilhosamente a conslitui$5o
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E' DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1DO,
ALUIPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das mas Fronte
Washington, Brooklyn, stb a inspecr8tdirecta
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-Yoik.cuja cer-
tidao e assignalura se acha" na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL E GENUINO
extracto composto de salsaparrilba
DO DR. TOWNSEND.
O grande purieador do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
A ADSTRICC, AO VO VEN-
TRE,
AsAlpobcas
Os Effeitos do azou-
GDE,
Dispepsia,
AS DENCAS,DEFIA-
DO,
AHydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rbeumatismo,
As Cuacas
A DED1L1DADE GEftAL
AsDoencasde PELLB
AS BORBULHASNACA-
BA,
As TossBst,
FOlHtHWAS di 4861.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas ntsta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico a civil para o
bispado de Pernarabuco........... 160 rs
Dita de algibera contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicarlo das fastas mudaveis, noticia dos planeta?,
tabellas das mares e nascimenio a occaso do sol:
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos irapostos geraes, provinejaes e municipaes, ao
que se juntou urna collece,ao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimenio da mocidade. 320 rs.
contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
casao das fastas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provineiaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e corxungar, e os cfficios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prero. ....
civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:......- .
Para facilidade do uso deste almanak, aumentou-s
de formato, e fizeram-se militas alteraces, sendo a corree-
gao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordero,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
nieraco dos estabelecimentos conmerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Dita dita
Dita do almanak
320 rs.
15000
TOraaiKi
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
(limitada.)
AvUa-se ao respeilavel publico que do da !
de feyere.ro al outro avisS 0 iren/que Darl da
estacao das Cinco PonUs s 8 1,2 So.nam
Sm 'orre'SOD,'nl l* Villa do Cabo! e o
irem que aU agora tem sahido da Escaoa 134
Sorraha^rdHe *"l d""o. m.a saba
do Cabo s 3 horas da tarde como cotum-
pefa^ahberUads,egPuS;,tea:'l08 ,re"S W* '****
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-seconlidoemgarrafasquadra-
das e garante-se ser mais forie e melhor em to-
do o respeito a algum outro purieador do san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
lo sspac.0 de tempo.
assignalura e a certidodo Dr. J. R. Chlition, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend tem a
exterior de papel verde
No esariptorio do proprietario, 212 Rroadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
era na betica da ra Direita n. 88 do Sr. Pranos. '
NO
Assignatura da banhos fros, momos,de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...... .
30 candar o>ra os ditos banhos tomados em qualquer lempo......
*5 Ditos dito dito dito i .
7 > ...:..
Banhosivulsos, aromticos, salgados esulphurososao-cpre(os annunciados
Estareducqo de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens que resultan}
da frequenciadeum estabeleciroento deuma utilidadeincontestavel,masque infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida eapreciada:
Na estrada do Manjjuiniio sitio
da viuva Carvalho, lia para alugar ou
arrendar pelo tempo que ae conveucio-
nar, um grande quadro de trra fresca
e frtil, propriopara a plantecao do ca-
pim: os pretndenos dirrpm-&e ao
mesmo sitio, que acharao coik quem
tratar. J^i
Aos amantes do carnaval.
Jayme, cabelleireiro. i.a ra do Queimado n.
6, primeiro andar, avisa que recebeu de Paria
[ um liodo sortimento de cabelleras a caracteres.
alem de um grande numero deltas crespas, que
para eslo bello diverlimento ia tem preparado
com esmero e gosto.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: cm casa de Samuel P.
Jobslon & C., ra da SenzallaNova n. 52.
105000
159000
000
4*000
COMPANHIA DA YIA FRREA
DO
TABAC CAPORAL
Deposito das manutacluTas impeTaes U.YTai\c.a.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Neva n. 23, ESQUINA DA
JAMBOA DOCARMO, o qual se vende porma.*;os de 2 hectogramos a HOOOeem porgode
10 Niascos para cima com deseonto de 25 porceoto ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadeiro papel de lioho para cigarros.
Antonio Bento de Araujo, credor do bole-
Quim de Joaquim Jos de Paiva, silo na ra do
Imperador, e isso porcomedorias fornecidas para
o mesmo, previne ao Sr. Candido PereiraMonlei-
ro, que j tem penhora em alguns objectos per-
tenct-nles a dito bolequim ; e, alm do valor
della, aioda credor do mencionado botrquim
poriguaes fornecimentos, da quantia de llOj, as
quaes lera de baver do producto de seus pertn-
ces, ou deites onde quer que estejam, visto ser
divida previlegiada ; se pais o mesmo Sr. (andi-
do efTectuar a compra que anuuncia, ser pruden-
te por em deposito a referida importancia de
110J, sera oque nao poder receber ditos objec-
tos livres e desembargados, o que previne-lhe.
8
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafraneeza ra da Cruz n.22
ROUBO.
Ama de leite,
f recisa-se de urna ama de leite, paga-se bem :
aa ra Augusta o. 14.
Arrenda-se um sobrado de 4 andares e ar-
oaazem no Forte do Mattos, ra ou becco das
Boias, o qual tem boa vista de mar, excollentes
commodos e muito fresca ; aluga-se por anda-
res ou lodo predio, o por prego commodo : a
enteuder-se com o proprietario na ra da Impe-
ratriz n. 53, segundo andar.
Aureliano de-Pinho Borges, professor jubi-
lado, contina leccionar em casas particulares
com aproveilamento ; quem precisar, dirija-sd
ao Corredor do Bispo, casa o. 10
Uro moco Portuguoz, guarda-Iivros de urna
casa commercial, dispondo de algomas horas,
iiellas se offerece para fazer alguraa escriptura-
Co : quem precisar, deixe caria fechada nesta
typographia sob as ioiciaes I. A.
I'recisa-se deuma ama que saiba engom-
mar: aa ra da Imperatriz o. 40, loja.
A pessoa que aunuociou precisar de 600$
com hypoiheca n'uma escrava com 3 crias, pode
dirigir-se ao Corredor do Bispo, casa n. 10.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
o diario de urna casa de pouca familia, podendo
ir dormir era sua casa : no Recite, ra da Cruz
numero 31.
Ateandre JosA Ribeiro, subdito portuguez,
retira-se para Macei.
O abaixo assignado, lendo recebido as le-
tras que pasaou a um dos consenhores do enge-
nho Leio, declara que contina a estar em vigor
o seu aviso anterior com relaco ao Sr. Ernesto
Gouealves Pereira Lima, que anda se nao dig-
nou devolrer-me as que recebeu.
Joo Caroeiro Lina Barradas
Os abaixo assignados, tendo dissolvido ami-
gavelraenta a sociedade que lioham em urna lo-
ja de fazendag sita na ra da Madre de Oeus n. 9,
a qual girava aobra a razo de Sena & Rabello,
fazem ver ao reipeitarel publico a com especia-
lidade ao corpo do commercio que Oca a cargo
de Joaquim Bernardino de Sena o activo e passi-
da entnela Arma. Recite 31 de Janeiro da 1861.
Joaquim Bernardino de Sena.
elliodoro Candido Ferreira Rabello.
. Precisa-se aiugar urna escrava para o ser-
vico interno de urna casa de pequea familia : a
tratar na fundigo do Sr. Starr, ou annuncie para
ser procurado.
Quem quizer comprar um bom
escravo, dirjase a ra Direita n. 7, es-
cada pela ra da Penba, primeiro andar.
-- Na travessa da ra
das Cruzes o. 2, primeiro andar, contina-se a
tingir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Preciss-se de um menino para praticar em
loja de ferragens, na cidade do Macei, que esse
tenha 12 a lannos de idade, dando-se preferen-
?a aquella que bem escreva ; quem pretender,
dirjase a loja de Sampaio, Silva &C, na ra da
Cadeia do Recite n. 56.
Aluga-so a loja e o primeiro andar do so-
brado na ra Direita n. 9, com fundos para a aua
da Pooha ; na ra da Matriz da Boa-Viste nu-
mero 36.
Fg'o do engenho Novo de Iguarass, no
da 13 deste mez de Janeiro, o escravo crioulo de
nome Lourenco, de idade de 28 a 30 aonos, offl-
cial de pedreiro, baiso, grosao, desdentado na
frente, testa grande, bastante ladino, casado, e
a mulher mora no Recite, na ra dos Martyrios,
escrava de um mestre pedreiro do nome Manoel
Xavier, provavel que a dita mulher o tenha por
ah acoulado, e j se tem visto nesta pra;a : por-
tanto pede-ae a qualquer autoridade policial, ou
capito de campo que o pegar, o mandar levar no
dito engenho, que ser generosamente gratifi-
cado.
Aluga-se a loja no pateo do Livramento n.
37, com a armaco pertencente mesma loja,
tendo pequeos fundos: a tratar com o Sr. Jos
dos Reis, no mesmo paleo o. 33.
O Sr. Bernardino de Sena Oias queira diri-
girle a ra das Calcadas o. 28, que se Ihe dese-
ja fallar a negocio ; taz-se este annuncio por ig-
norar-ae sua morada.
Precisa-ie de um caixeiro para um estabe-
lecimento fra desta praca, lendo idade de 12 a
14 anoos, e com alguma pratca da negocio : a
Iratar na ra di Cadeia do Recite, loja o, 20,
Roubaram da casa da ra da Senzalla-velha
n. 60 as 5 para 6 horas do dia 22 do correte,
dousrelogios, um patente suisso e o outro ori-
zonlal cora os signaes seguinles : o de ouro de
n. 5133, todo laviado, por fora de um lado
lem urna figura de um cavallo. urna arvore e'
urna mor;a ull'erecer.do um ramo de florea a um
animal, denlro da caita lem um esmalte azul
claro, dentro lem os signaes, detache de Lener
13 Jeweis Manda M. J. Tovias& C, Liverpool
o de prata n. 18026, levou pendurado urna
figa de arado encastoado cm ouro, sendo ludo
roubado de cima de urna banca. de ouro es-
lava denlro de urna cailililia. Por lano, roga-
se aos Srs. relojoeiros ou a qualquer pessoa a
quem osdilos relogios forem ofTerecidos do os
aprehenderem e os levar na mesma casa en-
tregar a Jos Joiquira Femandes da Rocha
na taberna n. 9 da ra da Senzella-nova.
Recife ao rio Sao Francisco
"Limitado.
De conformidade com as ioslrucgoes recebidas
da respectiva directora faz-so publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem coro os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo fleam pu-
blicados.
Escriplorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Braman, thesoureiro.
Aviso.
COMPANHIA DA YIA FRREA
_ o
RECIFE A SAO FRANCISCO..
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por reoluco
da directora desta companhia, tomada nesla da-
la tem-se feito urna outrachamada de duas li-
bras sterlnas por cada acc&o, a qual chamada ou
prestado dever ser paga al o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor & C, na Baha aos Srs. S.
S. Davemport & C, e m Pernambuco no es-
criplorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente Oca tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestado sa-
lisfeita no dia marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista queincorrer nesta falta paga-
'jurps a razio de 5 por cento ao anno sobre
lal crismada ou prestaco a contar deste dia at
que seja reilisado o pagamento. No caso de nao
efTectuar o pagamento desta chamada ou presla-
go dentro do 3 mezes a eonlar do dito dia fixado
para o embalso da mesma flearo as acedes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serero conlis-
cadas segundo as disposices dos estatutos a este
respeilo.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellamy,
Secretario.
199 Gresham House.
Od BrouadStreet.
E C.
22 de novembro de 1860.
ROUBO.
Roga-e encarecidamente a quem tur apre-
sentado um relogio de ouro orisontal com caixa
lavrnda e mostrador dourado, fac,a o favor apre-
nhendero dito relojo c dirija-se ra do Cres-
pn. 15 em casa do Sr. Joo de Slqueira For-
ro, que sar generosamente gratificado: nao se
menciona o numero por nao se ter reparado.
Traspaesa-se o aluguel de urna casa terrea
no bairro da Boa-Vista, de 25 mensaes, com a
condic.o de pagar-se urna pequea bemfeitoria e
de comprar-so urna mobilia de Jacaranda que
nella existe, cpmposta de 12cadeiras. 1 camap,
2 bancas com pedra, 1 mesa de meio de sala e
oulra de jamar, ludo em muilo bom estado : a
tratar na ra dos Prazeres n. 30, de manha al
as 8 horas, e a tarde das 4 em diante.
Na ra Direita n. 76, vonde-se um cavallo
gordo, bem frilo, novo, sem achaques, boa pello,
anddador de baixo a meio, da melhor forma.
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1 ---- en 2 00 CC O S 3i
Na cocheira de carros defronte do porto das ca-
noas da ra Nova, precsa-se comprar
alio que seja manso e grande.
um
Os baraleiros
KGuimaraes Villar.
Ra do Crespo n. 17.
Cortes de colletes de velludo preto bor-
dado a 7g, parece inrrivel.
Casemira pretaselim a 6j o corle.
Ssias bordadas de 3 pannos a 500.
Ditas de 4 pannos bordadas a Ai.
Casemiras de quaros miudos duas
larguras a 250 o covado.
Saias baldes de todas as qvalidades a
5J>. 6 e 8ft com nabadoa.
Cortes de cassa a Stuait a 2flG0.
. Precisa-se alugar una escrava para o ser-
vico interno e externo oe urna rasa de familia :
na rus da Cadeia do Recife n. 53, Urceiro andar.
Os
iciaes lio corpo da armada e cieses
annexas, prenles e amigos do finado rom-
missario de primeira classe capiau lente
Joaquim Jos do Sacramento, sao rogados
a assistir urna ruissa quo pelo eterno re-
pouso de sua alma tem de reW-bmr-se na
segunda-feira 4 do corrente, s 8 horas da
manha na igreja do Corpo Santo.
Antonio Jarinlho Simes, snbdiio
guez, relira-so para fra da provincia.
portu-
ou
Companhia de seguros
equidade.
Estabelecida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia
seguros de todos e para todos os porto
conhecidos, sobre emljarcacoes de qual-
quer parte e a preqos muito razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26.
Manoel Ignacio ue Oliveira & Filho sacam
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Sanio,
escriplorio.
Roga-se ao Illm. Sr. Joo Mara de Moraes
Navarro, j que se ignora a sua residencia, o fa-
vor de vir a taberna da ra do Arago n. 36, a
negocio.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Um caixeiro onerado de familia e que nao
tem bom ordenado, perdeu na quarta-feira 30 do
correte, indo a cobranzas, a quantia de 195$,
sendo duas notas de 50/, urna do Novo Banco a
outra da Caixa Filial, resto em notas de 20$, 10$,
e 5J). e igualmente tf em miudo, tendo urna no-
la de 1 das que se ests rec.olhendo. Esta per-
da teve lugar desde a ra da Imperalriz, e pas-
sando-se por diversas ras do bairro de Sanio
Antonio aleo Recife : roga-se a qualquer pessoa
que tenha acbado a referida quantia de entregar
a ra do Vigario n. 14, primeiro andar, que ser
recompensado e muito se agradecer.
-- Precisa-se alugar um moleque para levar
jamares para fra : na ra lirga do Rosario, bo-
lequim n. 25.
Bernardino Augusto Cesar declara que se
ratira desta praja, e que segu no mais prximo
wpf 59 ios consumidores de gaz.
A empreza da illuminago
a gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes, qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de Ibes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando se a actual residencia
do Sr. Jos Marta de Oliveira e Silva
natural de Lisboa, que oi guarda do
gabinete portuguez de leitura e ultima-
mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Guimaraes, roga-se Ihe queira
comparecer a ra do Crespo loja n. 20
A, que se Ihe deseja fallar.
Aluga-se a casa lerrea na ra dos Pires n.
21: a tratar na ra Nova n. 51.
F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, eslabelecido na na do Cabug n. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da ruairu, avisa que
acaba de receber um bello sortimento de aldne-
tes de ouro de lei para retratos. Entre esses al-
flnetes acham-se nuitos com folhagpDs e flores
de ouro de cores, ouiros rom perolas, coraes e
pedras, e alguns para brilhant< sasjoias s8o mu razoaveis. Na mesma casa con-
tinua-se a tirar retalos por todos os systemas
photographico3
Notas
de 5$000ede 1#000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr 4 C. ra estrella do Rosario
o. 11 ; tambem se veodem as bellas uvas de Iia-
marac.
Acha-se aberta amatricula d'aula
publica de latim da freguezia de San
Jos desta cidade, e o seu exercicio tera'
comeco no dia 4 de fevereiro prximo
futuro: os interesados dirijam-se a*
casa do respectivo prolessor sita nolai-
go do Terco* n. 33.
Urna mulher parda de boa conduela se
offerece para ser empregada no exerciiio de en-
gommadeira, em alguma casa de familia : para
tratar na ra da Cruz n. 43, segundo andar.
Quem annunciou precisar de 1 000$ rom
hypoiheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado. botica do Sr. Jos
Alejandre, at as 9 horas da manha, que acha-
rcora quem tratar.
. o
n -o
efgif.s.s,
Assigoado-tf //. Bramah,
Superintendente.
Aluga-se para um homem solteiro um
coziuheiro, prefere-se a escravo na ra da Im-
peratriz n. 8, terceiro andar.
Alugam-se para armazem ou casa, dous
escravo, urna escrava que rozinha e engomma
vendem-se iraves de 40 a 60 palmos : na ra d
Imperador n. 50, terceiro andar.
Precisa-se de urna sala para escritorio
as ras do Collegio, larga do Rosario e Quei-
mado; quero a liver para alugar, deixe carta nes-
ta typographia ou anuuncie para ser procurado.
Romualdo Alves de Oliveira, ad-
vogado provisionado pelo superior tri-
bunal da relacaode Pernambuco, pode
ser procurado no mesmo lugar de sua
residencia na ra Direita n. 7. Como
tem de se instaurar brevemente a se*sao
do jury, offerece-se a toda e qualquer
pessoa que necessitar de advogado para
deftzas. Aos que nao tem absolut; mon-
te rom que pagar os de tendel a' gra-
tuitamente como seropre tem feito.
IKOES
DE
O bacharel Manoel Nelto Carner de"
Souza Bandeira abri na villa do Cabo o
seu escriplorio de advocada, ra da ma-
triz casa amarella, e ahi offerece os ser-
vicos de sua prosso mesmo aos habi-
tantes fora da comarca que tivercm al-
guma questo para aquello foro.
3S dffSSSOKIQ MS 918 18315 MBCIBBISJ
Casa de aluguel
Aluga-se o primeiro andar e armazem da rna
do Trapicho n. 4, muito proprio para escriplorio
ou consolado: a tratar no mesmo. ou 00 rma-
le da ra da Cruz o. 33.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja deourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e. prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a *eoder mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca "ooraa velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parle.
Candida Pereira Monteiro lem contratado
com o Sr. Joaquim Jos de Paiva a compra e
venda do seu bolequim da ra do Imperador, e
ludo quanlo Ihe perlence relativamente ao mes-
mo, cu i o negocio tem de ser eflecluado al o dia
o de fevereiro do presente anno, por isso declara*
ao respeitavel publico que nao se reapunsabilisa
a pagar qualquer divida que contra elle possa
apparecer, visto elle asseverar-me que os seus
buhares,mesas relojog e mais perlences se acham
livres e desembarazados, e assim o faz por atlen-
co ao comprador e querer salisfazer algumas di-
vidas.
Aluga-se urna casa no Monteiro, confronte
a igreja : a fallar na ra do Passeio. loja de fa-
zeodas d. 3.
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratico de escripuracio commercial
por partidas dobradas e de ariihmelica, dirigido
pelo abaixo assignado, contina a funecionar re-
gularmente as quarlas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas quo desejarem ter conhecimenlo de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do annuncante, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas cima designadas.
E tao claro e faci' o systema de escripturar os
livros roercantis por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao deinlelli-
gencia serao capazes de nao reconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras lices que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonteca dt Medtiros.
O Dr. Joo Hara Seve medico parteiro
e operador aiss aos aeuadoenles e ami-
gos, que mudou a sua residencia para o
bairro da Boa-Vista (llha dos Ratos) ra
do Seve cu Unio. casa n. 28, onde pode
aer procurado para o exercicio de sua
proflsso, a saber de manha al as 10
horas e de tarde das 4 em diante.
Os moradores do Recife. Santo Antonio
e S. Jos para mais commodidade pode-
ro dirigir os seas chamados por escrip-
to. fazendo as devidas notas da ra, nu-
mero da casa e assignalura, sendo : no
Recife ra da Cadeia i loja do Sr. Joo
da Cuaha Magalheae em Santo Antonio,
ra nova botica do Sr. Jos da Cruz
Santos.
Quem precisar de um moleque de 13 an-
nos de idade, pode dirgir-se a ra do Sebo n.
30, que achara com quem tratar.


m
D11RIO DE PERHAMBUCO. -SEGUNDA FEftA 4 DE rEVEHEIRO O 1861.
Attengo.
F.ngorami-se com perfeic&j e aceio, e promp-
tidao : na rus da Maogueira n. 5.
A. L. Deloache Tai Europa em compa-
nhia df sua senhora e ires filhei menores.
Felippe Jos de Abreu, subdito Portugus
retira-se para llacei.
AlUiga-se urna boa casa, na Fatsagem da
Magdalega com cxcnllent<-s commodos para urna
grande faniiliavoplmo banho no fuodo ; na ra
Direita n. 3.
Na madrugada do dia sexta-feira Io do cor-
renle mee de fevereiro, fugio do aitio do Arraial
de Francisco Jora; deSouza, iua escrava Sebas-
tiana, crioula, cdxa da perna direita, reprsenla
80 orinos de idade. doeale de frialdade ; quem
p-gr far o favor leva-la em diio aillo, ou na
Boa-vista ra da Gloria, casa terrea n. 34 de
Joan Jos dos Anjos Pereira, que sera gratificado.
Alogam-se duas casas no lugar de Santa
Anna de dentro, com commodos suffacientes pa-
ra qualquer familia, tendo o banho perto : a tra-
tar no pateo de S. Pedro n. 6.
Attenco.
*
Eu abaixo assignada, tendo perdido urna letra da
quanlia de 200J000, e assignada pelo Sr. Alanoel
G mcalves Flix, peco ao mesmo senbor que nao
pague esta letra a outra pessoa.
Mara Francisca Olympia Baptista.
Attea^o.
As pessoas que tivercm relogios para se coti-
ce iUr na ra Nova n. 22. e que lem mais de seis
mezes ; f.icam o favor de vir busca-Ios no prazo
de 30 das, sobpena de seren vendidos pira in-
demnisagao dos concertos.
Lompras.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se. clrocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se raoed 20 ; no escriptorio de Manocl Ignacio de Oli-
veira 4 Filhos, largo do Corpo Santo.
Compram-se escravos
sendo do sexo masculino, mogos, de 12 a 20 an-
uos de iJade, e sadios : na ra da Imperatriz n.
12, loja.
Compra-se
na praca da Independencia n. 22, notas de 1$ e
5;000 velhas, com mdico descont.
Compra-se urna grade de madeira com ba-
laustres para escriptorio : na praca da Indepen-
dencia n 22, loja.
Compra-se urna escrava de meia idade e
com habilidades e de ba conducta : na ra das
Cruzes, taberna n. 22
Compram-se ac bo de Pernanobuco: na ra da Cadeia
n. 41.
Compra-se urna mobilia de Jacaranda com
tanipo de pelra, que seja moderna e queeslejn
em muito bom uso; quem liver e queira veuder
dirija-se a praca da lia-vista n. 16. A.
Compram-se g*05 vasios com patha, indo-
se buscar aonde estiverem : na ra Nova n. 52,
loja.
Compra-se um esrravo prelo ou pardo, of-
ficial de sapaleirn, sendo do boa conducta paga-
se bem : na roa Direita n. 3, se dir quem quer.
V elidas.
Travejamento,
No eng-enlio da Torre ha para
vender 4 travs de sieupira com
"55 palmos deeomprido e It ditas
de gros\ura. todas de quina-viva,
cj.it'ni as pretender d rija-se bm
mes un lug-tr a fallar eom lauoel
do .\aseimento fla Silva Bastos.
SEOULAS
de 1$e 5*000.
Conlinua-se a trocar seitulas de urna so figura
por metale do descomo que exige a thesouraria
desla provincia, e as olas das mais pracns do
imperio com o bate de 5 por cento : no escrip-
torio de Azeredo & Menes, ra da Cruze
0. 1.
Pbsplioros do gaz.
0 deposito dos phosphoros do gaz na travessa
da Ma tre-Deus n 9 e 16 acha-se de novaraente
suprido e contina a vender-se em porces e a
retalho por preco commodo.
Padaria.
Na padaria de Antonio Fernandes da Silva
Beiris, ra dos Pires n 42, da-se pao de vonda-
gem, e na mesma vende-se pao commum, dito
de ProverQa, bolacha de boa qualidade e nov,
bjlaoliirihus. biscoilos doces e aguados, (alias,
roscas, aramia franceza, bolachinhas de dita, fa -
rinha da reino muito nova, todo faito das me-
lhores ario has, o trabalhado com aceio e lim-
peza.
RENOS DE F4I4.
O preco accommodado.
Existe venia urna pequea quantiiade des-
tes remos, de factura a escolher-se. Nao so dei-
xar de fazer qualquer negocio em vista di crise,
e se adverle que nao existo desta Uzeada em
parle alguma da provincia, a nao ser no orma-
zem n. 10 da ra da Senzala Velba, perteocente
a Vicente l'erreira Pinto & C.
Batatas hollandezas.
No annazem de Aunes, defronle do porto da
aUandega a 2$560.
Ao profeta
Com fazendae roupa feita, ra
da Imperatriz n. 48, junto
a padaria franceza.
Vende-se plelo! de alpaca preta e de cores a
3*>, 35<)0 e 4|, ditos de brim de cores e pardos,
dilus >1e rai'ia casemira a 7*. ditos de casemira,
ditos br.ioros, ditos para menino de 6 a 16 anuos,
de ai-jaca D'ta e de cores, caigas de todas as qua-
lid i des. colleles ceroulas, ci misas, ricos chapeos
eofeiladus pira menina, de 6} a 10*, corles de
meia casemira para caigas a 2)>00 o corle, eslo
acabando -si, ara ratas de todas as qualidaJes a
500, 700 e 19, um grande e variado sortimento de
fizendas.
Atten^ao.
Vende-se a taberna sita na roa Augusta con-
fronto aochafrtrizn.lUcora poneos (nudos, pro-
pria para principiante por ser ej> bom lugar: a
tratar na mesma.
Vendra-se saceos com feijo mulatinho,
por prego muito commodo : na ra da Cadeia do
Recite u. 5j ; bom como se vende um cscraro
proprio para lulo oserrtco.
Gneros baratos.
Queijos novos a 1*360, vinho engarrafado do
Forto i 800 r., de Lisboa a 55'l e 400 rs., vin*-
-gre a 24D. manleiga ingleza 960, (raneexa a 803
rs.. cha a 2J. caf a 210. batatas a 120, arroz a
100 rs.. toucintio a 300 rs., sattao ro*s*a a 20J
rs., alpit 188, aaaite de carrapaio a 410 agar-
rafa, doce de jouba Qoo a Ig o orna : na ta-
berna da sirel.a largo do Paraizo n. 14.
Vnii'le-se um aparador de amarellq com
armario em baito, e tambes um lavatorio coa
espelho e t3mpade pelra, tufo muliissimo bar-
rito: quem trUer, dirlja-saa roa de Hurtas b.
130, sbralo de u-n andar.
Milho e farelo a
3,100 rs.
Vendem-se saceos com 24 cuias de milho a
3*100, dito novo a 3f6C0, em porga o ao faz diffe-
reuga, e saceos com farelo minio barato por ser
decommisso: na Iravessa do pateo do Paraizo
n. 16, casa pintada de smarello.
/ua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha qae admira!
Ceblas a 600 rs. o
cento.
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na ra
das Cruzes n.2i, esquina da travessa do Ouvido-r.
Vende-se um fardo de oflicial do 3 bata-
Ihao. eom seus perlences : no Porte do Batios,
ra da Moeda n. 27.
Aos senhores de engenho.
Vende-se um grande carro, caixio americano,
com 4 rolas e com volta inteira, sai construegio
bastante forte, e proprio para conduegao de
issucar em os eogenhos, admitte uns 600 feixes
Chitas francezas, cores Cas e lindos desenbos de canoa : oe pretendiles dirijam-se a ra do
a 210 rs. a covsdo; dao-se amostras com penhor. Trapiche n. 8.
Vendem-se 12 cadeiras, 1 sof, 2 consotos,
1 cama franceza com cortinado, e ontros mullos
objeclos, que a vista do comprador, pera fa-
milia ter de ir para o mato; na ra imperial nu-
mero 79. f~
Vende-se nma cania nova toda de amarel-
lo, bem construida, encavilhada e pregada de co-
bre, proprio para 400 feixes de capim no esta-
leiro do Carvalhi, na ra da Concordia : a tratar
na ra do Vigario n. 5.
4RMAZEM DE ROUPA FEITA
S) KtM I ilHMli m
Defronte do becco da Gongregaco letreiro verde.
Pechadla
GRANDE SORTIMENTO
DE
Gasscasde panno preto a 309, 359 40*000
Sobrecasacas de dito dito a 359000
Paletots de panno pretos e de cores a
20, 259, 309 e 35*000
Ditos de casemira decorosa 15 929000
Oitos de caserairas de cores a 7 a 12*000
Ditos de alpaca preta gola de velludo a 12000
Ditos de merino setim preto e de cor
a 89 e 99060
Ditos dn alpaca de cores a 3&5O0 a 5*000
Ditos de alpaca preta a 39500, 59,
79 e 99000
Ditos de brim de cores a 3$500,
49500 e 5*000
Ditos de bramante de linhobrancos a
49500 a 6*000
Calcas de casemira prela e de cores a
9, I09e 12*000
Ditas de prineeza e alpaca de cordo
pretos a 5*000
Ditas de brim branco e de cores
2500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 3*000
itas de casemira a 5950
Golletes de velludo decores mu i tofi no a 109000
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5*, 59500 e 69000
Ditos de setim prelo a 5*000
Ditos de casemira a 39500
Ditos de seda branca a 59 e 69000
Ditos de gurgurao de seda a 59 e 69000
Ditos defuslo brancose decores a
39e 39500
Ditos de brim branco e decores a 29 a 29500
Selouras de linho a 29500
Ditas de algodio a 19600 e 89000
Camisas de peitode fustio branco e
de cores a 2*300 e 29500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzta 35*000
Dilasde madspolaobrancas e de cores
a 19800, 29 a 29500
Ditas de meia alfa 19600
Relogios de ouro patente eorisonlaes 9
Ditos de prata galvanisados a 259 e 30*000
Obras deo'uro, aderecos, pulseiras e
rosetas
M BBT
os mais novos qi
PROGRESSO
de
--largo da Penlia-
Os proprietarios deste estabele-
cimentoconvidam ao .espeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom barato, queso
achara em seu arrnazem de molhados de aevaiaenle sortido de gneros, os melhores que leau
fiado a este oreado, ponerera escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e porserem
a maior parte dalles v indos por conla dos proprietarios
talgos eom clvampaulia
das melhores mareas que ha no mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a 1*000.
ftavrvs eom azeitonas
ue ha no mercado a 192000.
Serveja branca
mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e em garrafa a 500.
Queijos ftamengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 3*000
Queljos paeto
las melhores qualidadesque tem vindo a este mercado a 960 res a libra, e ea porcao se fa-
r al gura abatemenlo.
Quecos suisso
recentemente chegado e de suqerior qualedade a 960 reisalibra.
Cnoeolale
dos melhores autoresde Europa a 900 rs. alibra em porc,ao a 850 .
M.ar melada imperial
do afamado Abreu, e de oulros mais fabricantes de Lisboa emlatas de 1 a 2 libras a 800
em porcao de se fari algum abalimento.
Maca de tomate
ara latas de 1 libra por 900 rs.,em porcao vende-se a 850 rs.
Conservas Craneezas e inglezas
is mais novas que ha do mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de balaetnna de soda
com diferentes qualidades a 1*600 a lata
.lV.meix.as franeezas
is mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras.contendo 3 libras por 39000 rs.
em atas de 1 e 1[2 libra por 1*500 res
Gaixinnas eom H libras de passas
a 39000 rs. em porcio se far algumabatimento, vende-se tambem a retalboa libras 500rs.
lianteiga ingleza
perfeitamenteflor a mais novaque ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em bsrrilsefar al-
gum abatimento.
Cna perola
o melhor que ha ueste genero a 29500rs. alibra dito hyson a 29000 rs.
Mantevga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinno de Lisboa
i mais novo qua ha no mercado a 310 res a libra.
Macas para sopa
m eaxinhas de 8 libras eom deferentes qualidadespor 49000 rs.
Tambem vendem-seos seguin tes gneros, tudo recen temen techegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. alibra, chourica muita nova,mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de tomate, perasecea, passas, fructas em calda, amencloas, notes, frascos com
ameodoas eobertas, confeites, pastilhas de varias^ualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
par conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, machis de todas as qualidades,
gomma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, eervejas de ditas,
spermacete barato, licores francezesmaito finos, marrasquino de zara, araite doce purificado, azei-
tonas mujto novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso promettem os proprietarios venderem por muito meaos doqusoutro qualquer,
proraetwm mais tambem servirem aquellas pessoas qae mandaren) por outras poueo pra ticas como
se viessera pessoalmente ; rogam tambem a todos os senhores de engenho e senhoreslavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso,que selhes affianca a boaqualidadae
o.acondicionameQto,
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
Joaqnim Rodrigues lavares de Helio
RA DOQUEIMADO N. 89
XM'SL-A LO DE QOATR PORTAS.
Tem um completo sortimento de roupa feita e
convida a todos seus freguezes e a quem desejar
ter um uniforme feito com todo gosto dirijam-se
a este estabelecimento que encontrarse um h-
bil artista chegado ltimamente de Lisboa para
desempenher as obras a vontade dos freguezes e
ja tem um grande sortimento de paletots saceos
a ingU*a denstamenh .1 eftr pinzento, escuros,
mais claro a 4* cada um, ditos da mesma fa-
zenda de pura la lina a 8. ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e sinzentos de
apurado gosto s lO. ditos do caserdlra de cores
5c *. 3* de a"a casemira de quadrinhos a
16*. ditos de alpaca una saceos a 6, ditos so-
brecasacosa 8j>, ditos com gola de velludo a ft,
ditos de panno e de casemira preta a sobrecosa-
dos a 2z, 25J e 30*. sobreessacos muito Onns a
35g e 40*, paletots de brins, de fustio ede gan-
ga a 4* 55, colleles de velludo bordado a 12*.
ditos de gorgurao de seda pretos muito boa fa-
senfliib 6jJ, ditos de casemira a 5*, ditos de fus-
taoa3j500, caigas de brim e de fjsio a 4g e 5$,
ditas de casemira de corea a 9* e 10*, ditas pre-
tas a 12$ e 14*. assim como muitos mais artigos
que seria impossivelaqui as poder mencionar.
SO NO PRO-
gresso.
Oueijos fUmengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2J500 ; vende-se nicamente uo
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
aesiesMsie ^m-^mmmn
razendas muito bara-
tas a dinheiro.
|Rua da Cadeia loja
para os enhorea de eogenhos : alambiques de
cobre de ff a 2W MoaO>, b, fabrica de ealdei-
reiro de Villaca Irm&o & Andrade. ra do Drum
as. 11 e Id; tem um grande aorlimeoto de alam-
biques, carapuca e serpentina de cobra simples
e continuas, e machinas de cobre psra distilar e
resillar espinlos a 40 grios pelo aystema Lo-
gier, todos os cobres pertencentes ao fabrico do
assucar e sinos de 16 libras a 8 arrobas tudo
vende se por menos 5 a 10 por cento do'que em
outra qualquer parte, a prazo ou a diaheiro, e
fabrica-ge e eoneerts-ae todas as obras de cobre
bronza e folla eom a aaaiar presteza possivel. '
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaqim Ferreira de 84, vende-se
por precos baratissimos, para acabar : pecas de
cambraia lisa fina a3*, organdra muito finase
modernas a 500 rs. o corado, cassas abortas de
hernias coras a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cass? de cores a 2*. entremeios borda-
doaa 1*500 a pega, babados bordados a 320 a
vara, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5*. penteadores de
cambra bordados a 5*. gollinhas bordadas a
640, ditaacom pontas a 2*500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil 2*. damasco de la com
9 palmos de largara a 1*600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvaa
para senhora a 160 rs. o par, capas de fostao en-
feitadas a 5*. pecas de madapolo fino a 4$, laa-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusda
cmbrala bordados 2a, sobiecaaacas de panno
noo a 20S e25i, paletots de paono e casemira de
10 a 20J, ditos de alpaca de 3*300 a 8*, ditos de
brim de corea e brsncos de 3*500 a 5$, cairas de
casemira pretas e de corea para todos ps precos,
ditos de brim decores e brancos de 2* a 5*, ca-
misas brancas e decores para todos os precos,
colleles de casemira de eores fines a 5* ; assim
como outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar contaa.
Relogios.
Vendem-se em easa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro]de diversos; fabricantes luglazes,
or preco commodo.
!
V Machinas de vapor. A
9 Rodas d'agua. m
# Moendas de esnna. m
% Taixas. S
Rodas dentadas. a*
dj) Bronzes e aguilhoes. *
% Alambiques de ferro. %
9 Crivos, padreas etc., ate: m
m Na fundicae de ferro de D. W. Bovrman, #
roa do Bram passando o chafaris. #
confp n le ao becco Largo.
Vende-se grosdenaples preto encorpa-
do com 4 palmos de largura a 1*800 o
corado.
Vende-se grosdenaples pr a 2J o corado*
Vende-se mantas pretas de fil de seda
com 4 palmos de largura a 8*.
Veode-se mantas prelas de fil de 1-
nho a i2%
Venle-se raanleletes modernos de fil
preo a 20J.
ude-sn vestidos de grosdenaples
preto superior de duas saias u dous ba-
bados a 60^.
Veude-se
a 38-
enfeiles pretos de vidrilho
Vende-se enfeites
a h$.
molernos de troco
Vdndc-sc as commodas saias balo de
madapolo e culiiu de algodao a 5#.
Completo sortimento de roupa para
homem.
Os proprietirios deste estabelecimento
desejaodo liq-iiJar com o negocio de fa-
zendas finas aproveitam a quaresma o
expe venda por precos completa-
mente baiios.
Ra do Caldei-
reiro n. 9.
Queijos muito frescaes a ^fOOO
Champagne superior a garrafa 2#000
Prejuntoprlmeira qtialtdade a
libra 500
Batatas novas a libra 80
Manteiga muito boa a libra 800
I Bom e barato.
9 Cortes de meias casemiras finas a 1*800 $
3 ditos de casemira muito fina a 7*500: na #
$ loja da rus do Passeio Publico n. H. 9
Vende-se urna negra cozinheira perfeita
e boa engommadeira, pelo preco de 1:400*000:
na ra da Praia n. 9.
Queijos frescos
al|800.
Vendem-se queijos vindo no ultimo vapor, e s
serr para comer ji por ser frescos e de nao po-
der aturar muito lempo a 1*800, dito em libra a
640: na travessa do pateo do Paraizo n. 16, casa
pintada de amarello.
Vendem-se ps de sapoti i grandes: no
pateo da Santa Cruz o: 12.
Vndese unja casa terrea na ra
Imperial n. '266 com 30 palmos de
frente, 3 salas, cosinha fora, 3 quartos,
quintal com mais de 6DO palmo de
Balsas de tapete para
riagens.
Vendem-ae mu bonitas bolsas de pete pro-
prias para viagens, etc., etc, pelos baratissimos
precos de 5*. 6* e7* : na loja da agaia branca,
ra doQueimado n. 16:
[Linha americana a 100 rs.l
de 200 jardas
branca e de todas as cores, estas lionas
sao fabricadas para coser em machinas
por serem mullo fortes e iguaes sao as
melhores linhas que tem vindo a este
mercado.
[Retroz e trqQal preto e de
corts
tambem proprio para coser em machi-
nas, vem em carreteis e vende-se em li-
bra a 20* ou 25 um carretel de 12 em li-
bra : na ra da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. b. Como existe una grande sorti-
mento desles objeclos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina de
coser.
mmmmm smm mmimml
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacsl de 1830.
Precioso de 1847.
^s duzias.e em eaxinhas, a dinheiro, por ba-
rato preco : vende-sena roa do Trapiche n. 46.
es ;np torio.
ende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Pe tos par ac misas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C, ruada
Cruza. 61.
undo, alguns arvoredos de frucios do 'bra.
Largo do Carme,
esquina da ra de Hortas
numero 2.
Vendem-se queijos novos a 2C500. ditos de
lai" $? "Va libra* manl-8a inRieza a 800 e
1*120 a libra, banha de porco a 500 rs. a libra,
gomma para eogommar a 140 rs. a libra, latas de
massa do tomate de 2 libras a 1*600, presuntos a
lado clamare pequea, porto de em-
barque, a qualquer hora cxcellente ba-
nho, einim com todas as commodida-
des necessarias : os pretendentes enten-
dam-se na mesma casa que se dir'
quem vende.
VENDE-SE.
No armazem de Antunes Guimaraes & C milhe novo e farello em caceas grandes no largo
da Assembla n. 16.
Tachas e moendas
mmmmm tmmm mmmm Brasa Silva c->tem ^mpre no seu dePo-
AIai'ii \*Jk llAu fV* !8ll "^-y^* aJL JUUtCl*l" I ment de tachas e moendas para engenho, do
na ma Ao Qucimado n. MlmuUoacredUa( fabricaa m.w u.-
SI
I
I
0


a
i
J .._
|G J. Astley & Gompanfaia. 1
est muito sortida,
e \ende mu.ito barato :
Brim branco de puro linho trancado a IfOOO e
1*400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
1JJ200 a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes escures a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para ebras de meninos a 200 rs, o co-
rado : cortes de caiga de meia casimira a 1 600 i
ditos de brim de linho de cores a 2* u.; breta-
nha de linho muito Qua a 20*, 22* e a 24* rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 1*400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2>400 a
duzia; ditos maiores a 3 ; ditos de cambraia
de linho a 6*, 7* e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito lios a 8j rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico lsrgo de linho em
volta a 1*289; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2*000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barate a dinheiro a
vista: na ra do Queimudo n.22, loja da Boa .
BodHos cintos para sendo
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com livelas para cintos de aenhoras e
meninas, e pelo baratissimo preco de 2*? : em
dita loia ra apia branca, ra do Queimadonu-
mero 16.
tar no mesmo deposito
che n.4.
ou na ra do Trapi-
Seguro contra Fogo
COMPAMHIA 2
LONDRES j
(AGENTES
Vende-se
para
Chegaem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. S.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 960 rs. o covado. cam-
braia orgsndy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3J>,
4, 59, e65 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a peca,cbitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 340, 260e280 rs. o ova-
do, riquissimos chales de merino estanpado a
7* e 8*, ditos bordados com duas palmas, fa-
senda muito delieada a 9* cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8*500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, leacot de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
fioas para senhora a 49 a duzia, dilasde boa
qaalidade a 3 e 89500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenbos, para coberta a 280 rs.
o eovado, ehiuseseuras inglesas a 5*960 a
peca.e a ICO rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200,e 1*600 avara, dito preto
muito eneorpado a 19500 avara, brilhanlin
azul a 400 rs. o eovado, alpacas de difiranles
cores a 960 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2*500, 39 e 3*500 o covado, cambraia
preta e de salpicos a 500 rs. a vara, a outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de lodaa se darao amostras com penhor*
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza,
a doze vintenso covado, mais barato de qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
a da Boa F.
l\aa do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TaVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, (azenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000,ditos sem defeilo a 100*000, tem um
resto de chales de toquim que estc-se acabando
a 30*000, ditos de rairin bordados com ponta
redonda a 8*000, ditas sem ser de ponta redonda
a89000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 9*000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos deganga franceza com fran-
ja branca a 20O0, ditos sem franja e muito
eneorpado a 2*000, reos manteletes de grosdi-
naples preto a de eores ricamente enfeitados a
25*000, ditos muito superiores a 309000, en-
feitesde vidrilho preto a 3*000, ditos de retroz
a 3*500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 1*000 o eovado, eambraias de cores
de padroes muito delicados a 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farnceza? de muito boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao covado, a aaeHior qua se pode
imaginar, peilos para camisa a 240 rs. cada urna,
cortes de casemira de cores a 69000, ditas em
pesc,a de quadrinhos a 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, dito de outros
bordados ricos a 30000, manguitos de cambraia
bordados a 3*000, trasbordados e entriracios
quesevendem por preco commodo, hombazil de
cores proprio para roupa da enancas, acapinbas
para senhoras a 1*400 rs. o covado, cortes de
eambraias de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas com liras bordadas a 69006,
e outras muitas mais fazendas que ser difieil
aquipode-las mencionar todas.
s
Formas de ferro
purgar assucar,
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
| Fsringardas.
Aco de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha"e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley A C.
mm aw en as ave as 5
As melhores machinas de co-
zer dos mais afumados au-
toresde New-York, Sioger
& C, Whecler A Wilson e
Geo. B. Sloat A C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
uratfonras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
raolindo-ae a
sua boa quali-
dade e dura-
cao : no depo-
sito de ma-
chinas da
Raymuudo O.rlos Leite & Irmo, ra da Impe-
atriz d. 12, adligameote aleo da Boa-Vista
Cambraia
baratas.
Na ra da Cruz do Kecife n. 41 esquina para a
ra da Lingoela, ha um completo sortimento de
calcado de todas aa qualidades. assim corno sola
franceza, corda rio, couro de porco e todos os
aviamenlos precisos, o que lude se vende por
menos prego que em outra qualquer parta ; m
. | mesma loja precisa-se de oflkiaes de sapateire
19 Ra do Queimado 19 SaavosTrecebe ,laaM *,reodl"8 lmot ou
Cortes de cambraia branca muito fina com aal-j M ni In vfllnUn
picos miudinhos a 4*600. 1 MU 10 > CIClTa.
Cambraieta para vestido, muito fina, pelo ba- Vende-se "urna barcaca da lele de 45 caixas
ntissimo preco de 2*600, 2*800,3* e 3*500 cada
poca.
Baloes de mussalina, ditos arrendados, ditos
bem aparelhada e obra feita, por preco muito
commodo, a diaheiro ou a prito ; aa rus de A-
pollo n, 8, ptimeiro andar.


Dttftie di rmiMMiueo* sbgond* m 4 di miftiiio di sei.
(O
Casa terrea.
Vende-so osa cas terrea acabada um amo,
com 30 palmas de frente, 4 quartos, corredor
indepcndente, quintal e cacimba; um terreno
jaata a meama, coa 30 palmos de frente e 125
4 fundo, sito na rua da Esperanza ; trata-se na.
rua Dirota, taberna a. 106.
Rap grossOa
Vende-se rap grosao chegado agora do Rio
do Janeiro, na ra larga do Rosario, passaodo a
botica a segunda loja de miudezas n. 38: na
mesma loja tem para render linhas do Pedro
V em cartoes, e oulras miudezas em eonta.
A 500 rs.
Vendem-so compridat meias de seda, cr en
carnada, proprias para o carnaval; no armazem
de fazendas de Joo ies de Gouveia, ra do
Queimado n. 29.
Pecbinchasem
igual.
Gassas francesas de cores a 200 r. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
muito Hados padrees a 2i0 rs. o cova-
do, ditas organdys raatisadas a' bom
gosto a 210 rs. o covado S na loja do so-
brado de i andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Morara Lopes.
P'ara a quaresma.
GrosdjQapie preto Ano a 1)600, dito largo a
lJkfcOO, dito mujto superior a 2 e 2JHO0 o cora-
do : ja rua Nora o. 42, Uefronte da Conceigo
'< Militares.
4 38000.
A/godo monsro.
Vende-se algodSo moastro com duas larguras,
muito proprio para toalbaa e lengo.es por dispen-
sar toda o qualquer costura, pelo baratlasmo
preco de 600 rs. a rara ; na rua do Queimado a.
22, na loja da boa f.
Aos Srs. estudantes.

Vendem-se carros noros com todos os
arrotos : na rua Nora n. 21.
CALCADO.
45 Rua Direita 45
Tendo de augmentar 30 "(o o calcado de se-
nhora e o de bomem 10 |, do dia 9 de fevereiro
eg diante, em consecuencia da nova pauta que
ha da vigorar na alfandega; o proprietario do
bem sortido estabelecimento da rua Direita n.
45, nao quer que os seus freguezes carregnem
com as consecuencias do systcma fioanceiro do
Sr. ministro da fazen'a e por isso sustenta os
pregos do seu colgado pela tabella seguinte :
Ilomem.
Borzeguins para horaem (im<
periaes).......
Ditos (aristocrticos).
Ditos (prova d'agua) ,
Ditos (Bersaglieri). ,
Ditos (com m uns tas). .
Meta borzeguins (patente).
Sapajes (3 bateras).
Ditos (sola dupla). .
Saceos com arroz de casca, tendo a maior par-
te pilado ; no caes do Ramos n. 6.
LAbras slevVmas.
Vende-se libras sterlinas no escriplorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira de Filho, no largo do
Corpo Sanio.
Gomuia doAracaty.
?ende-seeicellente gomma do Aracaty; na
rua da Csdeia do Recife, primeira andar, o. 28.
Vende-se meia legoa de trra, tanto na lar-
gura como no comprimento, toda de mata vir-
gen, com dous nachos, tres vaneas, propria
para se levantar engenhos. para o que tem a ne-
cessaria madeira, no lugar de Japarandubinha,
freguezia de Agua-Prela, diatante do lagar por
ondo tem de passar a estrada de ferro urna legoa :
na rua estreita do Rosario n. 43, terceiro andar.
aa>9a*$9-#$9$3
i Rcmedi-)s americanos i
no DOCTOR j?
Radwav & C, de New-York 3
| PROMPTO ALIVIO 1
Resolutivo renovador.
S Pilulas reguladoras. I
Estes remedios ja sao aqui bem con he- @
E ciios pelas admirareis curas que tem ob- *
* lido em toda a sorte de febres, molestias @
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
@ le etc., etc., conforme se v as instruc-
roes que se acham traduzidas em por-
# tuguez.
---------
Salsa parrilha legitima e
original do antigo *
IDR. JACOB TOUNSENDI
0 melhor puriGcador do sangoe
cura radicalmeute
0 BASTOS
que euf'ora tinha loja na rua do Uuei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes qae dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mosmo
norae, por isso ficou gyrando a mesma <
firma de Ges & Kistos, assim comoapro-
veita a occasio para annunciar abertura
do seu grande armazem na rua Nova jun-
to a Conceigo dos Militares n. 47, que
passa i gyrar sob a firma
DE
Bastos <& Reg i
3B

Erisipela.
Rheumatismo.
Chagas.
Alpercas.
Impingeos.
Phtisicas.
Catarrho.
Docncasde ligado.
Effeitosdo azougue.
Molestias de pelle.

10,0000
9#000
8#500
Sooo
C$000
60000
5$600
54200
Ditos (blusar)......5#000
Seahora.
Botinas (prima-dona). 5$000
DUds (vis a vi)..... 4-J800
Ditas (me deixe)..... 4#500
Difcfegmete)...... 4#000
.^.Meninos e meninas.
Sap^les (bezerro)..... 4>'000
Ditos (diabretes)..... 3#500
Ditos (salva ps)...... 3#000
Botinas (boliQosas)..... i#000
Ditas (para enancas). 5/>'500
Sapatos para senhora (lustre). 1#200
E um completo sortimeoto de couro de lustre,
marroqu, sola, bezerro francez, couriohos e
tudo quo necessario a um irmo de S, Cris-
pir, advogado dos artistas sapaleiros. por pregos
que s este estabelecimento pode vender.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e lj rs. a
peca ; na rua do Queimado, loja da aguia bran-
can. 16.
SYSTEM MEDICO UEHOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto inteira.
mente de hervas medicinaos, nSe contm mercu-
rio nem alguma balra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prorapto e seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta ;
enteirarnanle innocente em suas operares e ef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mate antigs e tenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
reme lio, militas que j esta va m as portas da
marte, preservando em seu use : conseguirn!
recobrar a saude e forjas, depovs de ha ver tenta-
do inuUimente todos os outros remedios.
As mais alllictas nao devem entregar-se a des
esperado ; faca um competente ensaiodos
.eicazes eftYuos desta assombrosa mediciaa, e
prees recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
ara qualquer das seguales enfermidades:
Accidentes epilpticas.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulso es.
Debilidadeou extenua-
50.
DabiliJaJa oa falla de
forjas para qualquer
cousa.
Dasinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
-nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eachaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febreto intermiten!.
Ven la-sa estas pilulas no estabelecimento'ge-
ral de Londres a. 224, Strand, a na loja da
todos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carragjdas de sua venda em toda a America do
5ii!, Ha va na e Hspaoha
Vendara-sa as boeet'mhas 800 rs. cada
ama dallas, contem ama instruc$io em portu-
guaz para explicar o moda de sa usar destas p-
lalas.
O deposito geral era usa do Sr. Sourn
dharmacwnico, n rua di Cruz a. 1t, em Per-
namfraco.
a Vende-se no armazem de fazendas de
j~ Raymundo Carlos l.eite & Irmo, rua do
lmperatriz n 12. ^
Potasa i da llussia e cal de
Lisboa.
Na bem conhecido eacreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife o. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
edra, tedo por presos mais baratos do que em
utra qualquer parte.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
tudo por menos do que em oulra parte : na loja
do vapor, na rua Nava n. 7.
Cera e sebo
No armazem da rua da Cruz o 33, vende-se
cera do carnauba em porco de saceos a 8$500 a
arroba, sebo do Porto em caiioles em por;o a
lOg, fio da Baha a 750 rs. a libra, cera amarclla
a 320 rs. a libra, velas de composices e carnauba
pura a 14.
com um grande e numeroso sortimento de
roupasfeitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como
de seu cosame, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino i
preto o de cor a 25$. 28$ e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 353, paletots ,
sobrecasacados do mesmo panno a 18#, 1
203 e a 22$, ditos saceos de paono preto a
12 e a 143, ditos de caseroira de cor
muito fina modelo inglez a 9$, 10. 12$
e 14?, ditas de tstaraeuha fazenda de
apurado gosto a 5 e 6$, ditos de alpaca
prela e decdr a 4$. sobrecasacos de me-
rino de cordio a b.j, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguiao
pardo fino a 4$, 48500 e 5$, ditos de fus-
ilo de cor a 3, 3^500 e 4, ditos tran-
cos a i3',00 e 55C0, ditos de brim pardo
("me sueco a 2$800, calcas de brim de cor
finas a 3. 39500, le 4g500. ditas de di-
to brancu finas a 5{ e GJ5U0, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordo preto fino a 55 e 69,
ditas de casemira de cor e prela a 89, 99
e 109, collbles de casemira de cor e pre-
la a 4500e 59, ditos do seda braaca pan
casamento a 69, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 33, col leles de me-
rino para luto a 4$ e 4j50O, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letots de panno Quo para menino a 12$ e
149,casacas do mesmo panno a 15$,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelolsde alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de lranga para homem e senho-
ra a 19 e I95OO, ceroulas de bramante a
189e 2O9 a duzia, camisas fraucezas fi-
nas de coro brancas de noves modelos a
17$, 189, 209. 24$, 289 e 309 a duzia,
ditas de peitos de linho a 30 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas i
grvalas brancas para casamento a I58OO n
e 25 cada urna, ricos uniformes de case- ge
mira de cor de muito apurado gosto tanto S
no modello como na qualidade pelo di- |l
minuto preco de 35$, e s com avista se <
pode reconhecer que barato, ricas capas |
de casemira para senhora a \t e 209, <
e muitas ouUas fazendas de escellente |i
gosto que se deixam de mencionar quo g
por ser grande quantidade se torna en- *
fadonho, assim como se recebe tada e {
qualquer encommenda de roupas feitas, li
para o que ha um grande numero de fa- j
fzendas escolhidas e urna grande officina 3
dealfaiale que pela sua promptidoe per-
fei(o nada deixa a desejar.
Vende-se por progo muito commodoossaguin-
1 tea Hvcoa, em latim : Horacio, Tito Litio, Vir-
gio, Corpelio, fbulas de Fcedro, e iuterpretact
Tito Lirio. Licoea de geogiaptia- pelo abitado
Gaulicr, historia romana, em inglez, e tambera
de direito ; Berger diocciooario tbeologico em
6 relimas a un supplencnto, Georg Phillips em
tras volumes e um supplemente, Colombet ins-
lituicoea da Franca, elementos de direito publico
pela conielheiro Autraa Cooslituicao poltica:
quem os quizer comprar, dirija-se a rua Direi-
ta a. 74.
Barato que admira.
Superiores cortes de chita francesa larga de
muito lindos padres, de cores escuras e clsraa,
miudtnhas, coa ti corados cada corte, pelo ba-
ratissimo prego de 29500; na loja do sobrado de
4 aadarea na rua do Crespo a, 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velba
e nova safra a preco de 9,jf: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 0.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua d&Senzala n.i2.
Gheguem aloja da B a f
Chitas fraocezas muito finas de cores fizas
280 rs. o corado ; cambraias fraucezas muito fi t
as a 610 rs. a vara ; dem lisa muito fina a
49500 e a 68000 a pega com 8 1(2 varas; di-
muilo superior a 8$0O0 a pega com 10 raras ;
dita fina com salpicos a 49800 a peca com 8 1|2
raras; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
rara ; larlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, rendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muile finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e flxas a
59OOO a duzia : na rua do Queimado n. 22, na
loja da Boa f. v
BATATAS.
S na Progresso, choaadas no ultimo paquete a
mente ao armazem Progresso.
39200 a arroba e 120 rs. a libra, nica-
Fumo emfolhapara charutos. RuadaSeiiZala iN(a II 42
De todas as qualidade em f.rdos Vende-safem *-
grandes e pequeos: "
na
da
travesa
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 meses, engomma, eosaboa
perfeitamente, cozinha e faz lodo o mais servico
de-urna casa, muito carinhosa para enancas: na
rua do Queimado n. 39, loja de fazendas.
E' baratissimol
Rua do Crespo n. 8, loja de 4> portas.
Cassasde cores Qsas miudiohaa a 240 rs. o co-
rado, cambraia. organdys lindos desenhos a 400
rs. o corado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : ao-se amostras com penhor.
nmwmk
Barato que admira, na rua do
Queimado n. 47.
Vendem-se musselinas de cores a 220 rs. o co-
vado, ciscado francez a 180 o covado, chitas Oas
a 169, em retalhos a 120, cortes de caml-raia do
barra a 29800, grvalas de seda de cores a 300
rs., ditas prelas a 600 rs.. lencos ce seda gran-
des a 800 rs., gangas de cores para caiga, a 500
rs. o covado, grosdenaple preto a I96OO o cova-
do, setim preto maro a 298OU o covado, lencos
de chita a 200 rs., diiosde rassa a 220, chales de
merino lisos a 49500, ditos bordados a 7$, ditos
de la e algodo a 1J, chitas largas francezas a
240, ditas mais finas a 280, madapolo de 4$-200,
458OO e 59, corles de castor, fazenda boa para
caiga a 900 rs.. brim pardo a 500 rs. a vara, pan-
no fino preto a 39400, chapeos de roassa fina a
49, chaly de quadro a 700 rs. o covado, lia para
vestido a 500 rs. o covado, soda de qutdro a 600
rs. o covado, cambraia.lisa rom 8 1|2 varaa a
395O0, ditas mais linas a 4$600, e muitas outras
fazendas que se vendern vista do dinheiro por
todo prego: do-se amostras com penhores.
easa de S. P. Jonbston d C,
sellinse silbos nglezes, eandeeiro* e rsstiraes
bronceados, lanas nglezes, fio de veis, chirola
para carros, e montara, arreios para carro de
um a dous cvalos relegios de ouro
inglez.
patela
Perfumaras
novas.
Na loja da Boa f vende-se
co-
FllNDlCiO LOMOW,
A loja da agoia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo soili-
menlo de perfumaras linas, asquaes esi ven-
dendo por menos doqoe em outra qualquer par-
le : sendo o bem conbecido oleo philotome e ba-
nha(Societ Hygienique) a 1 o frasco, finos ex-
tractos em bonitos frasees de cores e curados a
29, 28500,39 e 49. afamada banba transparen-
te, e outras igualmente Anas e novjssimas cono
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja lampa de v-
dru tambera cheia a mesma, huile concrete
odonoell, principe imperial, creme, em bonilos
copinhoscom tampa de metal, o muitas outras
diversas qualidades. todas estas a 19 o frasco
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra oiTertaa 29 e 25(10. bonitos bahurnhos cera
9 frasquinhoa de cheiro a 29, lindas restii.haa
com 3 e 4 frasquinhos, e caiiinhas rf dondas cero.
4 ditos a 1J200e I96OO. finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a I9 e 19500 o frasqui-
nho ; e assim urna intinidade de objectos que sao
patentes em dita loja da aguia branca, na rua do
Queimado n. 14.
Cal de Lisboa.
Vende-se cal superior de Lisboa, propria para
enReiiho a 79 o barril: na rua do Brum n. 66 ar
mazem de assucar.
illenco.
panno preto fino a 49, 59, 69, 89 e 10f rs. o co-
rado, casimira prela fina a 25, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 2$5O0 e T
covado ; alpaka preta fina a 640, 800, e m
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de.
cores escura com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
caiga ; meias de algodo cr muito superiores a
498OO rs. a duzia;ditas Je algodo :ru tambera
muito superiores para meninos a 4f a duzia; e
assim muitos outros artigos de lei que se ven-
dern baralissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na rua do Queimado n. 22.
Camisas e loalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mul-
lo superiores a 129a duzia: na rua do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 5-9 rs.; ditos de setineta escuros a 3jt500,
muito barato, aproveitem : na rua do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Rua das Cinco Pontas
numero 140,
defronte da estago davia-ferrea tem para ven-
der por pregos commodos os seguintcs gneros
Attenco
M01PA FEITA ARDA BAIS BARATAS, i
SORTIMENTO COMPLETO
ra
Fazendas e obras lei las j
Proprio para o carnaval.
Chapeos amazonas a 49500, vclbulinas de co-
res a 560 o covado, velludilho de cor a 780 o co-
vado, leos de seda para meninos a 160, ditos
maioresa 600 rs. : na rua do Queimado; loja nu-
mero 51.
Milho novo.
Vende-se milho
to grandes a 4$ :
'Velha n. 106.
Roa da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a baver um
completo sortimento-de moendas e meias moen-
dss para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, de todos os tamanbos
para dito,
Vende-se urna eseravs rreoula rom urna
cria de peilo, goza perfeita saude, moga e tem
boa figura, cozinha e engomma, nao rom perfei-
cao, coze bem e boa lavadeira de varrela ; para
alar na rua da Cruz n. 43, segundo andar.
Cera de carnauba.
A melhor que tem vindo ao mercado, e por
prego commodo : no largo da Assembla n. 19,
armazem de Antunes Guimares & C.
Farelo e milho.
Saceos grandes, e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antunes
Guimares Si C.
Burros de Montevideo,
por todo o preco, mansos e gordos : no armazem
lamarello em frente do arsenal : a tratar com o
assucar da fabrica do Monteiro. crystalisado fino caPllao Sertb"'- ou h?m nAn1,Q,n" Gula,8raes & L-
No escriplorio de Gouv* & Filho, roa da Ca-
deia do Recife n. 3, primeiro andar, lem para
vender o seguinte:
Redes bordadas muito Onas.
Orlos de alcanee (por diminuto prego).
Chicotes para montarla. )
Banha franreza (cosroetique).
Completo sortiminio de talagarsas para bordar
ja preparadas com os desenhos.
Elementos pralicos do foro civil.
Calhecismo para os parochos.
Hislorit chronologca do Brasil.
Para o carnaval.
Completo sortimento de velbutinas de todas as
cores de muito superior qualidade, pelo t-arato
prego de 600 rs. o covado : na rua Nova n 42,
defionte da Cunceigao dos Militares.
Vende-se
novo em saceos mut-
ua rua da Senzala
Kk
LOJA
E ARMAZEM
DE
Cassas de cores.
a 69400 a arroba, em libras a 240 rs., dilo refi-
nado branco a .J80 a arroba, em libras a 160,
dito baixo a 35600 a arroba, em libras a 140 rs.,
dilo roascavado a 33200 a arroba, em libras a
120 rs.. caf muido da primeira qualidade, e ou-
tros gneros que conrem muito aos commercian-
tes cstabelecidos nesta praga e fra della, por se
achar esto eslabelecimeuto muito prximo a es-
tago. e por consoguinte nao (oremos compra-
dores a pagar os enormes carretos que costumam
pagar do centro da cidade. e o mesmo proprieta-
rio deste deposito se encarrega do despacho de
qualquer genero sem exigir nada do seu irabalho.
REMEDIO 1NC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Miihares de individuos de todas
testemunhar as virtudes
podem
as nagoes
deste remedio
FebreuT da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
[ndammagoes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal da podra.
Manchas na cutis.
Abstrucgao i ventre.
Phtysiea ou coasurap-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rheumatismo.
Syrnptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
[Ges k Basto!
NA
Una do Queimado
| n. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores multo fino a 289, j
30g e 359, paletots dos mesmos pannos
I 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos '
mesmos pannos a 149, 19 e t8g, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30, e 359, sobrecasacas de
casemira de cores multo finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99. 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e6#, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
leles pretoa de casemira a 59 e9, ditos
de ditos de cores a 4$500 e S), ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de.69, colletes de brim branco e de
fustao a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
29500 e 39, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a "%, 69 e 99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59,
gas pretas de merino a 49500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muito fino col-
letes ile gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 89800 e 4$, colletes de re-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de corea a 149, 19 e l6#. dlos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, dito* de alpaca pretos saceos a 39 e
I 39500, dkoa sobrecasacos a 5$ e 59500,
caigas de eaaemira pretas e de coree a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 209 :
a duzia, camisas inglezas pregas largaa
muito superior a 329 a duzia paca acabar.
Assim como temos urna officiaa de al
fatate oude mandamos executar todas as
obras com bre?idade.
aiMMMMiMWBBa saNrwBW WPwWwraTOrwBWpl
A 2,000 ris!!
Sapatos de borracha para senhora e 29500 para
homem de p grande: na rua da lmperatriz a. 12.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Novo metbodopara aprender a lr,
a ascrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obrainteramente nova, parauso de
todos ot eatabelecimentos de instruc-
[eflo, pblicos e prticulares. Vnde-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Coilegio) n. 37, segundo andar.
o covado,
Queimado
Boa f.
e mais barato que chita': na rua
n. 22, na bem conhecida loja
do
da
IEL06I0S.
Vende-se em:asade Saunders Bro hersA
C. praga do Corpo Santo, relogios do afama
do atricante Roskell, por pregos commodos
tsrnbemracftllins e cadeiasraraoa meamos
deexceellnte costo.
Botinas pretas a Garibaldipa"
ra senhoras a5^opar.
Vendem-se na loja do vapor, na rua Nsra nu-
mero 7.
Botinas de cores a Garibaldi
para senhoras a 4$ o par.
Vendem-se na loja do vapor, na rua Nora nu-
mero 7.
Ainda'se vendem cassas de cores flxas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs. .meomparavela provar em caso necessario, que,
pelo uso quo delle fizeram lem seu wrpo e
membros inteira mente saosdepoisde havar era-
pregado intilmente outros tralamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dataos curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peiiodieos, que lh'as
relatara todos os das ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prendentes que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a ampulagao 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
timentos, para se nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nbecimento declararam estes resaltados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais auleaticarem sua a firma-
tira.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
tratamento que neeesslasse a natureza do mal,
cojo resultado seria provar incontestavelmente.
Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos sesruintes casos.
no largo da Assembla n. 19.
VenJem-se accoes da caixa filial
do banco desta provincia: na rua da
Cadeia do Recife n. 41.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
dito com farinha, mandioca, milho e feijao, pro-
prio para snimaes, e tudo por prego muito bara-
to : a tratar no paleo de S. Pedro n. 6.
Relogios.
Yende-se em casa deJohnstonPater & C,
rua do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, deumdos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
Attenco.

Vende-se a taberna da rua Direita n. 31, com
poucos fundos, propria para principiante, a prazo
ou a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros, um grande e ou-
tro menor ; no escriplorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Oa Srs. Joo Souw & C, nicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seusbons
effeitos, continuara a veode-lo pelo prego de 19
cadavidro; fazem urna differenga no prego aos
collegase a todas as pessoas que tomarem de 12
vidroa pira cima
240.
Cassas de lindos padres e cores flxas que se
pode garantir aos comprados, a 240 rs. o covado,
na rua do Queimado, loja de4 portas n.39.
Por preco muito barato, na
loja de miudezas da rua do
Imperador n. 38, por baixo da
bandeira americana.
Quadros grandes dourados com mogas e paisa-
gens.
La de todas as cores para bordar.
Franjas e gales de linho brancos.
Babados do Porto largos bordados.
Proco para bordar para flores e enfeites.
Franjas de seda prela e de cores.
Fitas de seda, de linho e de cs.
Cartoes de clcheles.
Alamares dourados para capotes.
Botoes de linha, de seda e de vidro, proprios
para casaveque.
Vidriltio de cores para enfeites, rebiques.
Bonels para menino, toucaa e chapeos para
baptisados.
Manguitos e gollinhas brancos e pretos.
Espelhos dourados.
Vende-se tambem a armagao e pertences. Em
porgio vende-se a prazo.
Vendem-se saceos com milho, grandes,
com 32 cuiaa, a 5$000: na rua da Matriz da Boa-
vista n. 27, taberna.
Vende-se um terreno aterrado, na-na da
Palma para a rua da Concordia, no qual se pode
facer oito moradas de casas ; a tratar na rua da
Praia, serrara o. 59.
A 1,800 rs,
Queijoa non a 19800 ; no
cano da rua do Imperador.
Bazar Pernambu-
Alporcas
Cairabras
Callos.
Ancores.
Cortsdurts.
Dores de eabeea.
das costas.
dos membros.
Emfermidsdes da cutis
em geral.
Ditas do antis.
Erupgoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Incbagoes.
Inflamago do figado.
Vende-se este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, o aa loja
de todos os boticarios droguistas a outras pes-
soas enearregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana a Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetioha contm
urna instruega em portugus para explicar a
modo de fazar uso desta ungento.
0 deposito geral em easa do Sr. Soura,
pharmacautico, aa rua da Cruz o. 23. em
Parnambuco.
Inflaramagao da bexiga.
da matris
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmes.
Qoeimadelas.
Sarna
Supurages p utridas
Tinha, em qualquer
parta que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea,
do figado.
das articulages.
Veas torcidas ou
das as pernas
Relogios
Suissos.
no-
Em casade Schafleitlln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira borisontaes, patentes,
chronometroa, meioschronometroa de ouro, pra-
ta dourada e (oleados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
randero cor precos razoaveis.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & G.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona e Alele.
Fio de vela.
Sellins.silhOes, arreios e chicotes.
Rolhas.
Rua do Trapiche n. 42.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n; 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com soto, bom quintal e cacimba, na prin-
cipal roa de commercio, propria para qtiem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s6 commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmos, que esli autorisados oara essa
flm, ou nesta praga na rua do Cabug, loja n. 11.
Borros de Montevideo.
Vende-se por todo prego para acabar estes ulois
animaos para os senhoras de engenhos e larra-
dores, nos armazens de Andr de Abren Porto,
na frente do arsenal de marinba, a tratar com o
dono dos armazens ou na rua do Trapiche Novo
n.14.
um palanqun] leve e
em bom uso : na rua do Queimado n.
12, primeiro andar.
Vendem-se 20 aego+s da companhia do en-
canamrnto das aguas: a tratar na rua do Quei-
mado n. 12, primeiro andar.
Vende-ae urna casa terrea de pedra e cal,
em cbao proprio. em S Jos do Manguinho, cen-
trme a igreja : a tratar na rua Augusta u. 26.
100 barricas de rerveja branca de ptima
qualidade em um s lote ou em lotes pequeos,
Ogigos e caixas do cbampagoe de urna marca a
maia afamada : na casa de James Crabiree & C,
rua da Cruz n. 42.
Na casa de James Crablree 4 C., rua da
Cruz n. 42, tem para vendtr pannos azues de di-
versas quididades para fardan.ento da trepa, da
melhor uue aqu ha, e por menos prego do que
em qualquer outra parte, e tambera panno azul
para capotes.
i Vende-se o engenho OilerSo na freguezia
i de Santo Anlo, distan le da tidade do Recife 8
I legoas, moente e correrle, muito bous terrinos
de plantagfg, boas malas, boa casa de virenda,
boa estribara, rasa de distilagao coro alambique
de cobre, boa casa de purgar, estufa, o lodos os
mais peilences: os pretendeole3 dirijam-se ao
engenho Novo de Iguarass, que alii acharao
com quem tratar.
7.000 rs.
Acaba de chegar ao armazem de Bastos & Re-
g, na rua Nova n. 47, junto a Cunreigao dos
Militares, urna grande quanlidade de chapeos de
castor, pello raspado, fazenda muito superior;
vende-se pelo diminuto prego de 79, barato que
admira por ser muito boa qualidade.
Escravos fgidos.
Fugiode bordo da barca Rio de Janeiro,
o preto Candido, de nagao Angola, com os sig-
naes seguinles : altura baixa, rosto rt-dondo,
barba cerrada, um pouro calvo, levou camisa e
caiga branca, e representa ter 40 45 annos de
idaoe, julga-se nao ter ido paia longo, per ser da
praga do Rio de Janeiro : a pessoa aue o achar,
queira ronduzi-lo ao largo da Assembla n. 19,
armazem de Antunes Guimares &C, quesera
recompensado.
Focio na noile de 23 do correle, desla ci-
dade, o escravo crioulo de nome Manoel, de 43
annos de idade, cor prela, espaduas taigas e es-
tatura regular, indo vestido com roupa de algo-
do trancado de lislras ; este preto natural da
cidade do Ass, provincia oo Rio Grande do Nor-
te, oulcial de ferreiro; elle falla bem, e bas-
tante ladino. Recommenda-se aos capilaes de
campo a sua captura, e quem der noticias delle,
ou o agarrar, pode-o levar a seu senhor o mejor
Antonio da Silva Gusmio, morador na rua Im-
perial, que ser bem recompensado.
No dia 8 do cerrante fugio o preto Fedro,
de nagao, que representa ter 40 annos, pouco
mais ou menos, estatura regular, magro, barba
no queizo, com falta de 2 denles de um lado da
parte de cima, Ipvou vestido caiga de brim escu-
ro, chapeo de feltro usado, bem fallante e pa-
rece crioulo, Um o peilo de um p luchado de
erysipella ; este escravo fui arrematado pelo an-
nunciante em praga publica do juiz dos feitos da
fazenda, por ezecugao contra o senhor do enge-
nho Paulisla. a quem peiK-ncia o dito esirsvo;
fugio da padarta das Cinco Poetas que foi da An-
dr Na zar f C:: quem o pegar, pode leva-lo
mesma paaria, ou a seu senhor Joaquim da
Silva Lopes, no Recife, Iraveaaa da Madre de
Dos n. 18, que ser bem recompensado de sea
trabalho.Joaquim da Silva Lopes.
Do engenho Cutigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do correte anno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello da
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 oa
28annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosto,
pescogo e peitos algumas marcas de pannos, a
algumas cicatrizes pelas costas que parecem le
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta harer fgido para o lado do serto
d'onde viera : quem o apprehener, peder el-
va-lo ao referido engenho, oa no Recife, rua es-
treita do Rosario o. 29, ao Illm. Sr- Florismun
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Pu*io da cidade do Aracaty, oo mez de se-
tembro prozimo passado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Brote*
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
decincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e com falta de alguns na frente*
queixo fino, pea grandes, e com os dedos grande
dos ps bem bertos, muito palavriador, incul-
ca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado<
Cenata que este escravo apparecera no dia 6 do
crrante, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido,
disaa que tinha sido vendido por seu senhor para
Goianninha ; qualquer peaaoa que o pegar o po-
der* levar em Pernambuco aos Srs. Basto mos, qae gratificara ganoroeasaetoe.


')
DIARIO DI PERIUIBUCO. S;USDA fEIRA 4 Df PEVKREUO D 18l.
Agricultura.
Cathecismo de agricultura.
CAPITULO II.
[Concluso )
Ligio 23."
I). D'nnle vcm o alimento quo os cotyle-
du:i oiaeccnm germinaco da planta?
M. Dos meamos c.nlyle compostos de u un sub-linci| que dilu la o pre-
para la pela humidade e calor, se vae coramuni-
r ni i.i aa dous pequeos corpos, e desle rao lo
Ihea serve de alimento no progresso da germi-
na cao.
D. Como se prova islo?
.'/. Examinando qualquer sement do pro-
gresso da germinado, por expropio na fava ;
pois acharaos que os cotylednnes deminuem de
volme proporgo que a emente se apro-
xima completa germinado; esta diminuico
divida parte dos colyledones que se convr-
teu eiTi nlimonlo.
. Como podemos conhecer que est comple-
ta a germinago?
AI. Quando o p da planta apona na superfi-
cie da Ierra, est determinada a germinago,
pois examinando a si'mente nesle estado, remos
que a ra/, est j formada o principia entrar
na l.-rra, os colyledones principiara esmorecer,
e finalmente se consumem; prova evidente
dr que a planta j uecessila dellas para se
manter.
D Os colyledones. segundo nos en*na a li-
cao 21, projtuom as folhas que acompanham o
p di planta, e por isso me parece qu* elles
r.Do tem sraenle o deslino de a alimentar na
germinago, como se explica as duas liges ra-
lececientes.
31. V. verJada que tambera tem o destino de
producir aquellas folhas as quaes se converle o
interior delies; mas estas j servem de alimen-
tira planta na vegelago, objeclo de que trata-
remos no capitulo seguinte.
Ligo 2.a
D. D que serve na sement a pele que nella
observamos ?
Al. lima fava exposta ao ar por alguns dias
deptus de se Ihe ter arrancado a pelle perde a
sufiCuMa le do completara germinaco; e com
elfeito semeada neste eslado, ou nao produz
planta, nu a que della nasce morre era poucos
das, e nunca chega estado vigoroso ; logo a
pplle destinada pela oatureza para conservar
Das semeiites em eslado vigoroso a aculdade de
germinar e do produzir urna nova planta : isto
tambera se prova porque a pelle se separa dos
cotiledones e consume na ierra em poneos
das, logo que a planta osla em plena germi-
nacio.
D. Km todas as somenlesque tem dous coty-
) lnii.'s acham-sa as mesmas parles e as mes-
mas fun.rocs da germinago como observiraos
n a f a a ?
SI Todas as semeules desla diviso, ou dico-
tvlodones tem as mesmas jarles, s quaes exer-
citam as funeges da gerrain-ico, como se acha
demonstrado na fava, smenle com a difforenga
do gastarem mais ou menos lempo para o seu
dosciivlvimpnto, segundo a differecto nalureza
das plaas c das suas semeules.
Jf. Avegct.cao prepara as plantas os ali-
mentos que estas recebem di (erra e do ar, e os
faz servir ao desenvolvimento e nutricio de to-
das as suas partea e produeges. Desta manei-
ra os alimentos da infancia vegetal produzem as
novas folhas proprias da planta; estas sendo or-
gios mals vigorosos do que os antecedentes, re-
cebem maior quantidade de alimento, e dio
nasciinento e criaco lano s raizes, como aos
ramos ; esias novas parles sao outros tantos or-
gos, pelos quaes a planti contina receber
iiniar quantidalo de alimento, com o qml, aug-
mentando de vior, ganha as rgas necessarias
para eflertuar a florescencia, fecundacao e fruc-
uiicig.io, com a qual urna vez pereiti, lermi-
oam as funeges Oa vegptarjo.
Ligo 29.a
U. Agora vamos expluar como se faz as
plantas a fecundacao o os resollados, visto quo,
apenas fot indicada na licao antecedente, e que
o seu conhecimenlo de grande importancia em
agricultura.
D. O que a fecundacao?
Ai a acgo, que comraunica sement
apenas nascida a propriedade de produzir urna
nova planta da sua especie, sem o que estril
a sement.
D. Como se prova isto?
M. Semeando urna sement, que nao tem si-
do fecundada, veremos que ella nao chega 4 pro-
duzir planta.
D. Como e faz as plantas a fecundacao das
sementes ?
U. Por meio das flores, por isso coovm
cia pJe falhar todas as vezes que ouiras p
tas da meiitii especie estad em distancia tal, que
o vento possa levar o p dos sem estantes aos
pistillos da planta em que ella se (az. a qual ape-
zar da operago ensinjJa pode nestas ciecumstan-
cias produzir sementos fecundss.
D. Como se prova que o p6 fecundante de urna
planta, levado pelo rento, rae fecundar as s-
menles de oulras pltntuda mesma especio *
M. A oatureza nos offerece disso proras evi-
dentes as plantas dioicas pois em um vasto
arvoreJo composio dellas, por exeraplo, de cho-
pos, salgueiro3, palmeiras, ele, apenas s vezes
se achara dous iudividuos cujas flores lem esta-
mos, e apezar disso, lodo o arvoredo produz se-
ment* fecundas, o que provm do que o p fe-
cundante dos dous individuos, sendo levado pelo
vento, bastou para fecundar as flores das oulras
plantas. Esta observado especialmente conde-
cida as sementei ras do linho e do can hamo,e des-
te modo as plaulas da mesma especie secundam
reciprocamente ; por isso, em todos os regetaes
desta grande diviso se chamam machos os indi-
viduos que lem eslaraes, o femeas, os que lem
pistillos.
Licao 34.a
D. Temos algum outro resultado da fecunda-
gao, alm do que nos ensillara as lices anterio-
res acerca das se nenies ?
M. A fecundacao faz tambera vingar, ed maior
perfeicao aos fruutos.
D. Como se prova isto?
Ai. Se cortamos em qualquer planta fructfera,
isolada das suas semelhanles, lodos os estamos
aprender quaes sao nellas as parios essenciaes das suas flores no principio da florescencia, ou
Licao 25.a
D. Oquol-nho aprendido na ligo 21, pare-
ca-me que s appplicavel s sementes que lem
dous cotyledunes, os quaes abrindo-se e sepa-
raodo-ae um do outro do passagem aos dous
pequeos corpos, que se encaminuam ura for-
>n >r a rau, c o outro o peda planta; mas nas
sementes quo lem um s culyledone, esie, cnmo
ensioa a licao 19, se conserva inteiro, em til
caso, por onde sahem os dous corpos, quo ger-
minara o formara planta?
Al. Todas as sementes monocotylelones lem
do um lado urna cicatriz ou umtiigo formulo ao
longo di sement, o qual se abro na aceito da
geriniuac.ao ; e por elle os dous pequenosrorpos
se desenvolvem, c vm saluudo para furmarera
fecundacao. A sement nasce e criada no
centro da flor: por esta razo a parte em que
existe se chama ovario; deste nasceai pequeos
crpos, que se denominan) putillos ; e em torno
delles naacera outros, que se chamam eslames,
os quaes sao uns filamentos mais curopridos do
que os pistillos; o numero, tanto dos eslames
como dos pistillos muitn variado nas diffo-
rentes especies vegetaes, mas constante em cada
especie, de modo que as flores de differentes
plantas da raesuia especie conim todas cora ra-
rissimas altera.Oes o mesmo numero de pistillos
^e de eslames.
Licao 30.a
D. Tomos algum exemulo para conhecermos
nas flores os pistillos e os estames indicados na
licao antecedente?
M. Examnala, aor exemplo, urna flor de la-
rangeira ou papoula, se couhecem destiuclamen-
le o ovario, os pistillos & os eslames.
U. As flores de todas as plautas tem estas tres
panes?
l. Todas as plantas que tem flores, fructifi-
caco regular, sao comprehendilas em tres di-
vises, polo que perleuce s suas flores e orgaos
da f>'cuii 1 agio. Na pruneira divisan se encerrara
as que tem era cada urna das suas flores ovario/,
pistillos o eUames, e que os botnicos chamara
plantas ou llores hermaphrodilas ; es11 diviso
ibrange o maior iiiun>To Jas especies vegetaes,
por exeraulo, a larang"ira, o pecegueiro, a pe-
reira, a amendoeira, o aasuai, o jasmlm, ele.
A segunda coraposta das que na mesma planta
tem em urnas flores ovarios o pistillos, e em ou-
lras sraenle estames; estas se denominara
plantas ou flores monticis, por exemplo, o cas-
lauheiro, a nogueira, o pinheiro, a abobora, o
milho,-elc. Na terceira culrim todas as epecies,
nas quaes as flores que conten o ovario e os
pistillos, existem em urna planta, e os estames
se achara nas flores de outra planli da mesna
especie; as plaulas perieiiceutes esta terceira
diviso se denominara dinicas, por exemplo, o
enpo, o salgueiro, o linho, o cauhamo, o ospiua-
fre, etc.
LleSo 31.a
D. Como se podem conhecer as parles referi-
das nas lieoes antecedentes, quunlo as flores
em militas plantas sao to pequeas, que visla
mal pode deslinguir as S,1S parles?
Al. Por meio do microscopio, vidro preparado
para augmentar os objectos, que por nimiamente
miudos sao imperceptiveis nossa vista ; deste
modo se examinara o couhecem, al nas flores
mais miudas, o ovario, os pistillos o 03 es-
tames.
D O ovario fcil de conhecer, o de ver que
elle serve para criar a semeule, pois isto tenho
zendo-se braocas : esta observago se verifica
egualmenle nos cardos, no sipo, etc. Com os fru-
tos acontece o mesmo : por exemplo, se em um
pecegueiro prtvarmos da luz um pecego, anda
muito rerde, e o deixarmos assiracrescere ama-
durecer na escuridao, conheceremos que o seu
mesmos resultados nos fizem conheser a impor-
tancia da luz como agente da vegetagi.
Ligo 45.a
D. As experiencias, que nos ensina a ligo an-
tecedente, nos persuadem da grande influencia
da luz na vegetaco da sensitiva, mas, como n0
gosto muito mais inspido, e a sua cor menos fcil repeli-las, desejo algums prova que esteja
viva.em comparago dos outros fructos da mesma ao meu alcance, e que eu possa verificar em ou-
arrore, que forara creados e araadureceram expos-' tras plantas.
raz, outro o p di planta, da mesma ma- j visio na papoula, e em oulras plantas do cam-
neira que observamos na fava, o que facilmeule
podemos examinar no trigo e em outra qualquer
scmenle luonocolyludonu quando semeada se
acha era estilo do completa germinaco. Era
ludo o mais estas sementes soguera mesmo
progresso, que ensinmos acerca da geimiuagao
das smenles dicotyledones.
CAPITULO III.
Da vegetaco.
Liga o -M.'
.V. Depois de completas as funeges da germi-
nacao, referidas nas lii;s do capitulo antece-
deuie, principia a vogetaco, a qual nos eoo-
vra conhecer para sabermos cultivar as plantas
Com pro-eilo.
D. Que devemos entender pela palavra vege-
tago ?
.1/. I.' o eslado em que a planta procura e re-
cebe o alimento pelos seus proi>rios orgos: o
quo lem bastante semelhanga com os pheaorae-
nos anlogos da vida dos auimaes; estes, era-
qinnio vivera, exercitam as funeges necessarias
para crescerem, para se mulliplicarem e para se
conservaren), bem assim a planta emqoauo ve-
geta, exereila pelos seus orgaos todas as func-
ci-s necessarias aoseu crescimeuto, multiplica-
gao e cooservaco.
Ligo 27.a
D. J 5 so tralou das funeges da germinaco ;
quaes sao as da vegelago?
Al. No principio do nasciraento de qualquer
planta a sua vegelago be sustenta nao s com
alimento que a rail j procura na trra, mas
tambe ni com aquello que as folhas seminaes re-
cebem do ar; isto se devo reputar a infancia das
planta'!. Era consequencia do alimento recebido,
a planta langa noas flores e ento acaba a sua
infancia, e a dependencia que lu ha das folhas
seminaes, pois que j tem orgaos proprios para
pro Hoveras funceoesde sua vegelago.
D. Como se pode provar que as folhas semi-
naes smente servem para bera da vpgelago
ein nanio a planta nao langa oulras folhas?
Al. Com urna experiencia e cora urna obser-
vago : porque, por um lado, se arrancamos as
folhas seminaes de qualquer planta no principio
do sua vegelago, a planta morre, e pelo outro
se observamos urna planta depois do seu nasci-
ment vemos que as folhas seminaes csmoiecem,
o v. m morrer, quando as novas folhas que ella
lanca se achara em estado vigoroso.
Ligo 28.a
D. Quaes sao as funeges da vegelago depois
que a planta acaba a sua infancia, de que se fal-
lou na licao antecedente ?
i oiiii: 11 ii n
ALINDAMERCADORA DEPANOS
roa
ELIE BERTHET.
po, mas anda nao sei de quo servem os esla-
raes e os pistillos, apesarde conhecer que elles
existen] nas plantas que se deram para exem-
plo na ligo anlecc teme.
M. Os estimes conten uraa poeira extrema-
mente lina, e por isto, no maior numero das
especie* vpgetaes. impercepiivel nossa vista,
e s se pode conhecer por meio do microscopio ;
esta poeira no momento do maior vigor da flo-
rescencia sahe dos esiaraes, deposita-se no pis-
tillo, e pelos nrgos destes se coramuoica ao
ovario, e vae fecundar a sement, que nesse
mesmo lempo est no principio da sua for-
mago.
U. Nao temos alguraa prova percoplivel
nosa vista para couhecermos aquella po-
eira ?
l. Algurais plantas contm nos estames das
suas flores urna tal superabundancia daquelle
p fecundante, que na noca da fecundacao se
extravasa, ese espalha sobre a Ierra, o que so
pode claramente conhecer nos pinhaes, nos oli-
vaes e at uos laranjaes, Ptc.
Licao 32.a
D. Como se conlmce que o p fecundante vem
sraenle dos eslames 1
Al. Abrindo o eximinando, com o microscopio
qualquer flor, quando est em perfeita flores-
cencia.
D. Como se prova que o p dos eslames cora-
munica a fecundidade s sementes ?
l. Criando em ura vaso urna planta herma-
phrolna ou dioica, por exeraplo, urna papoula,
que no terapo da florescencia esleja longo de ou-
tras oa sua especie, e proporgo que as suas
proporgo que as suas llores principiara abrir,
cortan io os seus estames, a planta produzir
nicamente sement* imperfeilas, que seracadas
nunca daro uraa nova planta. Para fazer esta
experiencia nas plantas dioicas, que nao tom no
mesmo individuo nos estames e os pistillos, como
se disse.na ligo 30, preciso tomar dous indivi-
duos, dos quaes um tenha as flores que contera
estames, e outros as que encerrara o ovario e os
pistillos, c cortando em urna os eslaraes, como
Tica dito, a oulra planta nao dar sement fe-
cunda.
Licao 33.a
D. Porque razo na"experiencia, que ensina a
ligio antecedente, deve a planta estar distante
das oulras da sua especie na poca da flores-
cencia ?
M. O p fecundante, sendo extremamente fino,
o vento leva de urnas plantas para oulras, at em
grande distancia ; era cousequedeia, a experien-
no d fruclo algum, ou os que produz sao cn-
fezados, e morrona antes de chegarem ao eslado
perfeilo. 0 campo nos aprsenla disto muitas
provas nas plantas fructferas, que era alguns an-
uos lem frucios pecos, e que morrem antes de
chegarem ao estado de madureza : assim aconte-
ce quando as churas no momento da fecundago
estragara o p fecundante, e tolhe.n que elle se
derrame sobre os pistillos ; por esta mesma ra-
zo as chuvas e nevoeiros oa poca da florescen-
cia causam a esterilidade das colheilas, por ex-
emplo, no trigo, na rinha, nioliveira, etc. Pelas
noges dadas acerca da fecundago, e applicadas
agricultura pratica, de que trataremos na se-
gunda parto (leste cathecismo, o cultivador pode:
l. conhecer os meios de auxiliar 63ta funeco
vegetal, e em consequencia obter semeules fe-
cundas, e abundancia de colheilas ; 2o langar no
vas e melhoradas variedades de fructos por meio
da fecuudago artificial.
CAPITULO i.
Dos agentes da germnicao t da vegelago.
Licao 3i.a
Ai. Coovm examinar os agentes, com que a
nalureza promove a germinaco e a vegelago,
para conhecermos a sua influencia, e ajusta pro-
porgo com que elles obrara bom das plantas :
e para os poderosos por meio da arle augmentar
ou deminuir, afira de obter era agricultura prati-
ca resultados ulois.
D. Que devemos entender por agentes da ger-
minago ?
M. Sao aquellos, que excitara e promorem o
primeiro desenvolvimento de urna planta, cojos
principios e parles primitivas existem na semen-
te, como se explicou nas ligos 18 e SI.
D. os da vegelago ?
M. Sao aquelles, qu : promorem e auxiliam na
planta depois do seu nasciraento todas as funeges,
como o crescimeuto, a cooservaco, e os mais
resultados, por exemplo, a florescencia, e a fruc-
lilicago.
Ligo 36.a
D. Quaes sao os agentes da germnago ?
M. A huraidade, o ar, e o calor, operaudo to-
dos juntos, e era uraa justa proporgo.
D. Como se prova islo respeito da humi-
dade?
M. Metta-se em um raso trra perfeitaraente
secca, semeie-se nella qualquer sement, vere-
mos que es a nao germina, ainda que tenha em
seu auxilio os outros dous agentes, calor e ar.
D. E se falta o ar?
U. Sem ar nao pode harer germinago, aiuda
que os outros dous agentes concorram.
D. Como se prova islo ?
Ai. Todas as sementes, que eslo na trra em
urna grando profundidade, aonde o ar nao pene-
tra, nao germinara : islo se conhece quando se
abro ura pogo ou qualquer cova profujida, pois
at a carnada mais inferior da ierra produz passa-
do algum lempo varias plantas, as quaes provm
de sementes que se conservara privadas do ar, e
que logo quo poderam gozar dalle, ao mesmo
lempo que dos outros dous agentes, huraidade e
calor, germinaram promptameute.
Ligo 37.a
D. Temos mais alguma prova de qua o ar
iodispensavel na germinago das sementes ?
II. Urna experiencia se faz que nos convence
daquelia verdade. Metta-se qualquer sement
na trra de um vaso, que seja depois perfeita-
raente tapado, e do qual, e da mesma trra se te-
nha antes exirahido todo o ar (o que se consegue
por meio de um instrumento pbysico chamado
machina pneumtica), a sement nao chega ger-
minar; aiuda que antes se tenha introduzido na
trra sufDciente humidade, anda que se Ihe for-
neca calor ; d'oudo so v que sem ar nao pode
havor germinago.
D'esies principios e da experiencia nasceu a
pratica e necessidade de devidirje desfazer a trra
que cobre as sementes, aQm de que o ar tenha
urna fcil passagem para nellas promover com os
outros dous agentes a germinago. D'aqui pro-
vm a ulilidade de grades, e de outros instru-
mentos, que servem para estorroar eesboara
ierra destinada cobrir as sementes.
Ligo 38.a
. Muito desejo conhecer tambera quaes sao os
agentes da vegelago ?
M. Sao os mesmos que promovem a germina-
go, islo ar, calor, e humidade, e alm destes
a luz.
D. Como se prova isto ?
t. Melta-se urna planta de vegelago vigorosa
em urna casa subterrnea, privada do ar e ca-
lor almospherico, nao tenha a mesma casa hu-
midade, a planta neslas circunstancias, perde o
seu rigor e morre em poucos dias ; tambera es-
morece e vera morrer se privada de qualquer
daquelles tres agentes, o que prora que o con-
curso delles indispensivel vegelago.
Ligo 39.a
D. E' fcil conhecer que o concurso do ar, ca-
lor e humidade, necessario crcago das plan-
las ; mas como podemos conhecer que a luz
um dos agentes da vegelago ?
M. Observando os effeilos que faz nas plantas
a privago da luz conhecemos a influencia sobre
a vegelago, por exeraplo, em urna chicorea ala-
da, todas as folhas, que forara privadas da luz
por esta operago perdem o sabor amargo, pro-
priodesta planta, e a cor verde que tioham, fa-
los luz.
O. Como se pode isto demonstrar ?
M. Cora a experiencia seguinte mui cariosa, e
quo nos d resultados exactos. Escolha se em
qualquer arvoro, por exeraplo, ora urna pereira,
douslrucloj eguaes, que estojara ainda em me-
nos da torga parle do volumequo devem ter quan-
do maduros, mella-so ura delles, sem o despegar
da arvore, dentro de urna garrafa de barro, e o
outro emuma de vidro transparente, introduzin-
do-se com cuidado para os nao magoar ; tapera-
se as boceas das garrefas com trapos de cor escu-
ra e de modo que nao comprimara a parto do ra-
mo que nellas entra, liguem-se as garrafas sem
esforgo qualquer ramo forte, e segurem-se com
cordeal de modo que o vento as nao faga balan-
car. Creados estes dous fructos por aquello mo -
do at sua poca de madureza veremos o da
garrafa do vidro, corado, gostoso, o egual aos do
resto da mesma arvore, e o da garrafa de barro,
mesquinho, descorado, inspido. Esta difieren -
ga toda causada pela luz, que se commu-
nicou um dos fructos pela transparencia do vi-
dro, o nao se poda coramunicar outro pela opa-
cidade do barro.
Ligo 40.a
D. Os raoios embregados nas experiencias da
ligo antecedente para privar os fructos e as hor-
taligas da luz, tambera se oppe communica-
cao do calor: como se sabe sea falta deste se de-
ve mais de pressa attribuir a insipidez e o desco-
rado daquelles fructos e hortaliga ?
Ai. Em urna laranjeira, ou oulra qualquer ar-
vore, exposta ao nascenle, ou ao meio da, e quo
esteja encostada um muro, os fructos que se
criara do lado desle rocebem muito menos calor
do sol do que aquelles que esto na frente da
exposigo da arvoro ; ora, deste mesmo lado do
sol cubra-se um fructo ainda verde com oleado
preto, qua nao deixa passar os raios da luz, e que
em consequencia da sua cor preti recobe grande
calor. Quando este fructo assira coberto chegar
amadurecer, se conhecer que elle, em cor, e
goslo muito inferior aos fructos da mesma ar-
vore, creados da bauda do muro, e estes, com
ludo, recebenra menos calor do sol do que o
fruclo coborto, masliveram mais luz do que elle ;
logo, toda a differenga e inferioridade naseeu da
privago da luz, e nao dado calor.
Ligo 41.a
D. As plaas nao nos apresentsm por si
mesmo alguma prova da influencia, que nellas
lem a luz?
Al. As flores, quando acaba a luz do dia, to-
mara um aspecto esmorecido, e algumas at se
fecham ; as folhas lambem nos apresentam uraa
grande difWrenga de noite, murchando-se em al-
gumas plantas, e at pendendo como moras para
s trra, mas, logo que chega a luz do dia seguinte,
tanto as flores como as folhas se reslabelccem no
seu estado perfeilo e vigoroso ; islo se observa
claramente u> campo, nas borlas, e nos jardinso
uraa prova natural da influencia da luz nas fune-
ges da vegelago.
D. A luz do dia nasce do sol, do qual tambera
vem o calor que faz crescer as plantas: como po-
demos conhecer que aquella mudanga das flores e
das folhas causada pela presenga da luz, 6 nao
pelo calor que o sol communica?
Al. Escolhendo urna planta, que tenha cons-
tantemente de noite um aspecto esmorocido, e
totalmente differento daquelle que lera de dia,
podemos nella fazer experiencias mu curiosas e
exactas, que nos certifiquem de que a luz tem
oa vegelago urna influencia maior do que o
calor.
Ligo 42.a
D. Que plaa se dere escolher, e quaes sao as
experiencias, que nos annuncia a ligo antec-
deme?
Ai. Seja a sensitiva, por ser urna das plantas
que mais claramente muda de figura nao spela
influencia da luz, msate pelo loque e aproxima-
gao de qualque>- corpo. Este vegetal, at algu-
mas horas depois do meio dia.esl mui vivo e vi-
goroso, mas pela larde principiam encrespar-
se e murchar-se as suas folhas, os ramos pen-
dem para ierra, e emquanto noite parece mor-
to, mas, logo que apona de novo luz do dia,
torna ao seu eslado perfeilo. Esta mesma plan-
ta quando urna ouvem a priva da luz do sol,
principia murchar, mas, logo que a nuvem pas-
sa, e que a luz do sol Ihe restituida, immedia-
mente se restabelece.
Ligo 43.a
D. Tenho grande desejo de saber quaes sao as
experiencias que se fazem com a sensitiva, indi-
cada na ligo antecedente, para o lira de se pro-
var que a luz tem maior influencia na vegelago
do que o calor.
AI. Observando as plantas no campo conece-
mos felizmente a necessidade e a influencia da
luz na sua vegelago. 1. Os regetaes, creados &
sombra, sempreso inferiores aos da mesma es-
pecie, que vegetara gozando de toda a luz do dia.
2. Se observamos as arvores isoladas, veremos
que ellas inclinara a sua flecha, ou extremidade
do seu ultimo ramo superior, ou para o nascenle
d'ooda a luz Ihes vem primeiro, ou para o meio
dia, por ser de onde nos nossos climas Ihes] vera
mais abundantemente. Os mesmos fructos sao
neslas arvores mais corados e mais gostosos, uos
ramos que mais gozam da luz. 3." Em qualquer
mata onde as arvores estejam bastas, por exem-
plo, em um piuhal, ellas crescem continuamente
em altura, porque vendo-se privadas da luz pela
sombra que urnas fazem s oulras, cada urna del-
las vae encarcinhando asua flecha pera luz que
se Ihes aprsenla em abundancia na direcgo per
penditular. Nestas mesmas arvores se observa,
que os ramos inferiores vo morrendo propor-
go que pelo crescimenlo da arvore que per-
lencem, e pelo das arvores prximas se adiara
privadas da luz; e isto to certo, que um pi-
nheiro creado isoladamente, conserra o augmen-
ta muito os seus ramos inferiores, e nao cresce
tanto em altura : urna e outra cousa provm da
luz, da qual nao privada esta arvore como as
suas semelhanles, que vegetara nas malas.
CAPITULO V.
Dos alimentos das plantas.
Ligo 46 a
Jf. Convera examinar quaes sao os alimentos,
que nutrem as plaas : 1 para saber aproveitar
os que a nalureza offerece ; 2o para conhecer o
modo de os formar pela arle ; 3o para apropriar
uns e outros em agricultura pratica segundo a
differente nalureza das especies vegetaes, e em
consequencia pare conseguir abundancia o perfei-
cao de fructos.
D. Quaes sao os alimentos, de que se nutrem
as plaas?
M. As mesmas substancias. Ierra, agua, sal e
oleo, que, segundo seensinou no capitulo ., se
encontram na composigo dellas
D. De onde provm aquelles alimentos?
Ai. Do reino animal, do reino vegetal, e do
reino mineral. Os dous primeiros comprehen-
dem todos os corpos orgnicos, isto ,os aniraae,
que pelos seus orgos exercitam as funeges da
rida, e as plantas, as quaes lambem por elles
maniera a sua vegelago ; o lerceiro abrange to-
dos os corpos, que nao tem orgos, nem fnneges
que delles resultara, por exornlo, a trra, as po-
dras, os melaes, etc., e por isso se denominara
nao organisados.
Ligo 47.a
D. Como so formam do reioo animal e do ve-
getal, ou dos corpos organisados, os alimentos,
de que se nutrem as plantas ?
M. Por meio da fermenlago e da decomposi-
go, que ella so segu ; por estas duas opera-
ges da nalureza, promovidas pela humidade e
calor, as substancias primitivas dos corpos orga-
nisados se separara ereduzem a estado de pode-
iem ser dissolvidas e misturadas com agua, e de
servirem com ella de alimento s plantas.
D. Como se prova islo ?
Ai. Botando em agua, estreo em estado per-
feilo, e em quantidade pouco mais ou menos da
quinta ou sexta parte do volume della, veremos
que se dissolve a mistura com agua ; regando
com este liquido qualquer planta, em poucos dias
se conhece o melhoraraento da sua vegelago, o
qual resulta dos alimentos, que ella recebeu do
mesmo liquido.
I). Qual o eslado porTeito do estreo ?
U. Quando, lendo acabado a fermentago, se
acha feila a decomposigo dos seus principios :
a urna e outra cousa eslo sujeilas todas as
substancias animaes e vegetaes que formam o
estreo, e nicamente nestas circunstancias os
alimentos das plantas, que nelle se contm, se
arham em estado de diviso 'o de dissoluco, e
por isso suscepliveis deserem introduzidos" pelos
miudos orgos vegetaes.
LigUo 48.a
D. Como se conhece a fermentago o a decom-
posigo das substancias, que formam o estreo
perfeilo ?
M. A primeira se conhece pelo maior desen-
volvimento de calor e pelo cheiro que o acompa-
nha, assim como pela efervescencia espontanea
e interior : asegunda pela diviso e dissolugo
dos principios elementares, com cuja terminago
cessa aquelle calor e movimeuto interior.
D. Como se prova isto ?
AI. Uraa porco de substancias vegetaes ou
animaes amooloada, e exposta huraanidade e
calor da athmosphera, em poucos dias principia
l. Criem-se em differentes vasos algumas sen-! aquecer, o que se conhece destiur.tamenlo raei-
silivas, e quando ellas eslivercm no maior vigor
da sua vegelago metlam-se ero uraa casa sub-
terrnea perfeitaraente escura, ponham-se luzes
na mesma casa nicamente emquanto noile;
no flm de alguns dias, em que islo se tenha pra-
licado, por exemplo, do dez at quinze, veremos
que as mais dellas de dia murcham, esto como
mortas, e que de noile toraam, por effeito da luz
que se Ihes administra, o seu estado vigoroso.
D'este modo conhecemos que a luz leve o poder
de inverter nestas plantas o lempo, que a na-
lureza Ihes destinou para a sua somnolencia.
Ligo 44.a
D. As luzes, que se poseram de noite na casa
subterrnea tambem coramunicaram algum ca-
lor ; como podemos nos conhecer que nao foi
este calor, mas sim a luz quetr fez aquella mu-
danga na sensitiva ?
Ai. Por meio das experiencias seguales :
1.a Inlroduza-se na mesraa casa escura, em-
quanto dura o dia, sufQciehle calor por meio de
estufas, que deem luz ; relirem-se de noite as
estufas, e introduzam-se luzes, as sensitivas dor-
miam de da, apezar do calor, que se Ihes adrai-
nistrou, e de noite so apresentaram no estado
perfeilo, era consequencia das luzes.
2.a Mella-so urna sensitiva em estado de cres-
cimenlo em urna casa subterrnea, onde a luz en-
tre nicamente por urna fresia ; na face interior
da parede opposta fresla conserve-so calor per-
manente por meio de um fogo, que nao com-
munique raios de luz i planta; a sensitiva con-
tinuar crescer inclinando-se constantemente
para o lado da fresla, e nunca para o lado do fo-
go ; o que prova que ella tem maior tendencia
para a luz do que para o calor. Estas e outras ex-
periencias, que tem sido inventadas, e tantas ve-
zes repelidas pelos professores, dando sempre os
XI
( Conlinuago.
Poliveau procurara descubrir em cada urna des-
tas patarras o vestigio de urna mentira ou de
uraa intengo oceulta : e bem que nesse exame
nada descobrisse quo podnsse prejudicar ao man-
cebo, disse todava com um tom de descon-
liancj :
Sr. de VilUnegra, ou eu me tenho enga-
ado solemnemente sobre o carcter dos jovens
fldalgos da nossa poca, ou lendes algum outro
motivo que nao queris declarar, e que ros obri-
ga a Insistir tanto I
Nenhum outro motivo me more praticar
assim, disse o joveo com paixo. seno o amor
que dedico esta encantadora e infeliz menina !
Quero rehabilitar urna familia honrada que se
rio por niiulia causa votada miseria ; quero ex-
tinguir cora os meus cuidados, affocto e dedica-
rn, a memoria da minha falla Oh I senhor,
iio me nesucis esta salisfago ; por quera sois,
nao deixeis quo vossa lha leve i effeito urna
resnlug'o que s o desespero Ihe inspiro !
Acrusar-rae-hia toda a minha vida de ter sido a
causa dessa desgraga, como das outraa 1
() Yide Diario n. 87.
O mancebo parou, esperando a sua sentenga.
Ento, o que vos dizia eu, rourmurou a Sra.
Oefunctis. Ainda tendes animo de resistir 6 to
bellas cousas ?
Poliveau reflectia : por um movimenlo repen-
tino voliou-se para Rosinha, e Ihe disse com voz
estranha:
E tu minha flha que pensas da proposigo
do Sr. e Villanegra ?
A linda mercadora sem responder envolveu-se
no seu veo branco de noviga.
Pergunlo tornou o velho, se le achas dis-
posta deixaro convento para te desposares com
o horaem, a quera deremos a causa de todos os
nossos males ?
Rosinha respoodeu com a roz trmula e
baixa :
Arrependo-me cruelmente, meu pae, por
nao ter sempre seguido os vossos cooselhos :
sois o arbitro da minha sorte ; obedecer-vos-hei
ceganinnte.
Pensas muito bera, minha filha : mas sup-
posto que eu te deixasse inteiramente lirre na
escolha entre Deus e o Sr. marquez de Villane-
gra, quera daras preferencia?
Todos os nlhares se voltarara para a moga.
Rosinha se achava possuida de urna tortura mo-
ral a mais cruel : era lira ergueu a cabega raga-
rosamente, e respoudeu cora a roz fraca:
Meu pae, nada do que acabo de ouvir me
faz mudar a rpsolugo que lomei, confirmada pe-
las serias reflexes da soUdo. Agradego ao
Sr. de Villan-"i digno de um homem de bem o desejo de reparar
pelo casamento o mal que causou ama moga
obscura, cuja innocencia elle conheco melhor do
que tiinguem : porem pssa moga tem tambem o
lireiio de nao aceitar o sacrificio.... A filha do
mercador Poliveau, pobre e rruinado, que reio
buscar um refugio no a/.ilo ao Templo, aquella
que outr'ora appellilavam a linda mercadora,
e & quem toda a nobrezi to entregue aos seus
trabalhos rulgares por detraz do balco de sua
loja, nao deve, nem podo ser marqueza de Villa-
negra.... Com prebendo perfectamente a razo
da resistencia do Sr. duque : semelhante allian-
ga seria desairosa para seu filho. Nao, Sr. mar-
quez, continuou ella aniraando-se medida que
fallara, nao quero abusar de um movimenlo de
genorosidade talvez exagerado, do um affeelo
lalvez irrefloelido da parte de um homem hon-
rado, mas muito joven anda e sem experiencia.
Alera de quesou muito orgalhosa para entrar no
seio de urna familia que tea de enrergonhar-
se por minha caus: tambora a condigao em que
nasci, muito elevada para rebaixar-me ao pon-
to de supportar humiliaces n'uma classe supe-
rior minha classe. Finalmente nao ros dero
oceultar que a minha alma se rerolta com o pen-
samento de que ser preciso a morte do urna
pessoa, aQm de que possa ter lugar a reparaco
de que fallaes.
O marquez fez um movimenlo de desespero,
murmurando:
Meu Deus 1 Ella nao me ama.
A Sra Defunclis ficou estupefacta : pelo con-
trario Poliveau mostrava-se salisfeilo com esta
resposta : correu 6 sua filha, abragou-a com
transporte : exclamando :
Muito bem, minha filha, muito bem 1 Ago-
ra estou perfeitaraente convencido da la inno-
cencia : aquella que acaba de regeitar com tan-
ta prudencia e dignidad as offertas de ura rico o
joven fidalgo, nao possivel que livesse nunca
animado os passos de um seductor 1 Nao ti
que cumpre implorar-me perdo, sou eu,que l'o
dero irxplorar, eu que te amaldigoei e ultragei;
eu que te repelli e deixoi-te entregue ao cuidado
dos estranhos I Perdoo-me, minha filha : e no
conrento, onde vs entrar, le acompaoharo
eternamente as heneaos e ternura do teu pobre
pae I
Rosinha, como se o esforco que acabara de fa-
tendo a mo no interior do monte; neste estado
se conserra at que passaodo ao.de decomposi-
go completa, perde o calor. Conrm saber que
o calor da fermontago nao s'peem movimen-
lo as differentes substancias para se devidirem,
dissolverera, e misturarem reciprocamente, mas
promove a caporago do urna parte dellas, a
qual era forma degaz se espalha na athmosphera
e vae tambem servir de alimentar as pirulas.
D. O que se enlende por gaz da fermentago ?
M. E' umaemanago das substancias separadas
e alteradas pela fermentago reduzida vapor to
subtil, que imperceptivel nossa vista, mas
sensivel aoolfaclo, e que sendo mais ligeiro do
que o ar, sobe na athmosphera, como acontece
qualquer substancia quaudo se mistura com oulra
mais pesada, por exemplo, o azeile com a
agua.
Ligo 49.
D. Como se prova que esse gaz formado com
as partculas Impcrceptiveis das substancias
separadas o alteradas, que se evaporam pelo
calor da fermenlago ?
Al. 1. Com a ferrugem daschamins, a qual
composta das partculas do combustivel por ex-
tremo devididas e evaporadas pela acgo do fogo,
e com ellas se forma o fumo, que verdadera-
mente um gaz, o qual osfriaodo larga na chami-
n a parte dessas mesmas partculas, que consti-
lue a ferrugem. 2 Com um monte de estreo em
oslado de fermentago, de que vemos sabir ura
gaz ou fumo, o qual formado pelas substancias
alteradas e nimiamente devididas, e evaporadas
pelo calor da fermentago, de tal modo que se
pozermos sobre aquelle estreo um alcantruz de
barro com a bocea para baixo, tendo no fundo
smente um buraco para dar passagem ao fumo,
veremos no ra de alguns dias a superficie inte-
rior do alcatruz coberta com as partculas que o
fumo nella largou, semelhanga do que se
observa nas chamins ?
D. Na ligio antecedente se ensinou que o gaz
vae servir de alimento s plantas; como se ex-
plica isto ?
M. Os corpos animaes e regetaes, que succes-
uramente se reproduzem e perecem, e dos quaes
adunda a ierra, se decompe pela fermentago e
pela decomposigo ; desla-operago da nalureza,
que esiao sujeitos todos os corpos organisados,
resulla urna conlinua emanag que sahe da
ierra, e que composta da dissolugo das subs-
tancias animaes e vegetaes, e da sua mistura
com a agua, o que constilue o gaz fertilizante,
que se eleva e se espalha na.almosphera e rae
servir nutrigo das plantas.
Ligo 50.a
D. A nossa vista nao percebe o gaz ferliliiaQ-
te, que segundo nos ensina a ligo antecedente
sao di trra; qual a razo disto ?
M. Aquelle gaz composto de partculas to
miudas, que se faz por isso imperceptivel nossa
vista, mas nos cooheceremos asua reatidade por
meio de urna experiencia que est ao nosso al-
cance, e por urna observago, que a mesma na-
lureza nos facilita.
D. Qusl a experiencia ?
M. Quando na estago dos calores a trra esli-
ver bem secca, emborque-se sobre ella um algui-
dsr vidrado, de modo que a borda fique bem
unida com a trra em toda a circunferencia,
afira de nao haver passagem alguma que facilite
a entrada do ar exterior; fazendo esta operago
no principio do dia, e levantando o alguidar no
principio da manha seguinte achmos o terreno
que estere coberto, muito mais hmido do que a-
ouira trra, e se a athmosphera estirer sufficien-
tcmente fra nessa noile, at vemos na superfice
interior do alguidar humidade, a qual nao tem o
gosto de agua pura, pela razo de que vem mis-
turada com as mnimas partculas animaes e
vegetaes. que nella se dissolveram. Em taes
circunstancias aquella humidade s podia vir de
trra e isso prova a sua conlinua evaporaco em
forma de gaz.
D. Falla agora a observago.
SI. Esta consiste nas exhalages que a nossa
vista percebe, e que sao formadas pela evapora-
gao da trra; o cheiro, que nella muitas vezes
claramente observamos, sempre anlogo ao
terreno, e as substancias quo nella existem, o
que bem se percebe nas exhalages das Ierras
pantanosas, carregadas de substancias mari-
nhas etc.
Ligo 51.a
D. A experiencia e observago ensinadas na
ligo antecedente me fazem bera conhecer a eva-
porago da trra, mas nao sei porque razo
necessario que a athmosphera esteja fra para se
perceber a humidade na superficie interior do
alguidar, que serve naquella experiencia.
II. Isso funda-se nos principios seguintes, que
muito convm aprender, porque sao frequente-
raente appllcaveis na Iheoria agronmica, da qual
depende o acert da agricultura pratica :
i." Todos os corpos quando se aproximare, se
uera ou so msturam, tendem reciprocamente
equilibrar entre si o calor, absorvendo aquelles
que sao comparativamente mais fros parle do
calor dos oulros.
2." Todos os corpos sao solidos, lquidos, ou
gazos, segundo a menor ou maior quantidade d
calor que encerrara, e por isso quando os lqui-
dos e os gazes tocam em um corpo menos quen-
ta que elles, cedem-lhe parle do seu calor; e
desle modo o fri em certo grao condensa os l-
quidos, e reduz estado solido, e em grao me-
nor condensa o gaz, e o transforma em eslado
liquido, sempre que o mesmo gaz provm da
evaporaco de um liquido.
D. Estes principios nao se pdem conhecer por
algumas experiencias ?
M. O primeiro prova-se misturando urna por-
go de agua quenle com oulra de agua fra, pois
vemos que o total se reduz em breve espago
egualdade de calor, o que acontece semelhante-
mente em outra qualquer substancia.
O segundo se demonstra pela humidade que
observamos no interior das vidragas, quando faz
grando fri, e as mesmas vidragas fechadas;
aquella humidade formada pelo gaz que se con-
tm no interior da casa, e que condensado pelas
vidragas esfriadas, se reduzio estado lquido,
mas se o grao de fri augmenta, veremos aquella
mesma humidade do interior das vidragas redu-
zida estado solido, como acontece frequente-
raeote nos paizes rnuito fros, por exemplo, na
Suecia. A agua gelada, que so observa nos
grandes fros, prova egualmenle o segundo prin-
cipio, e disto se conhece que era necessario o
fri coramuoicado ao alguidar naquella experi-
encia para se condensar em estado liquido, na
superficie interior, o gaz evaporado da trra.
Licio 52 '
D. Temos apren lido at aqu o modo porque
os corpos organisados. animaes e vegetaes, pro-
duzem pela sua decomposigo os alimentos das
plantas, mas na ligo 46 disse-se, que osles
tambera resultara do reino mineral ou dos
corpos nao organisados, e islo ainda nao se
explicou.
M. Entre os corpos dos tres reinos da nalureza,
os do mineral sao os que coolem e produzem me-
nor quantidade das substancias que alimentara
as plantas, o que se tom conbecido demonstra-
(famenle ; Ia pela experiencia que nos mostra se-
ment plantas mesquinhas quando o terreno
excessivamenle minguado de substancias animaes
e vegetaes ; 2 pela analyse dos corpos nao or-
ganisados ; 3" pela looga difflcil decomposigo
delles, a qual smento se consegue em breve
lempo com os soccorros da arle ; por exemplo, a
tabricago da cal.
D. Nestas circunstancias nao sei como as subs-
tancias mineraes pdem servir de proveito s
plantas.
il. Aquellas substancias obram em beneficio
da vegelago, Io como slimulantes, que dispem
o auxiliam nos alimentos das plantas o estado de
perfeita dissolugo, que facilita a entrada delles
uos orgos vegelaes ; 2 com os corpos que atlra-
hem a humidade e gazes da athmosphera, facili--
tam desle modo o proveito que as plantas rece-
bera destes dous agentes ; o que se pode conse-
guir com a cal, com o gesso, e al com o raar-
ne ; 3o como substancias que diminuom e Lem-.
peram a excessiva tenacidade das trras, por
exemplo a arSa, ou que modificam a sua dema-
siada soltura e porosidade, como o barro.
Por estas razes, o exame -e applicaco das.
substancias mineraes pertencem propriamenle ao
conhecimenlo o preparo das trras de que trata-
remos na agricultura pratica, que faz o objeclo.
da segunda parle deste cathecismo.
(Conftnuar-sa-ha.}
zer Ihe livesse exhaurido as torcas, cahio n'um
triste abatimento.
Sr. marquez, continuou Poliveau ouvistes a
deciso do micha filha ; nada tenho .aceres-
centar-lhe. Da minha parte fago tambem jusli-
ga geoerosidade dos vossos sentimentos : nao
hesitastes era propr o nnico meio capaz de re-
mediar os males, de que fostes causador : islo
deve-vos bastar, e satisfazer s exigencias da
vossa conscleucia e da vossa honra. E agora,
Sr. de VilUnegra, permilli que vos lembre que,
avista da Vossa propria declarago, cada momen-
to que passa pode ser o ultimo da existencia de
vosso pae.
O marquez estremeceu lembrauga de seu pae
moribundo : porem a resolugo funesta e ines-
perada de Rosinha o preoecupava ponto de
abafar-lhe n'alma qualquer outro sentimento.
Seohora, disse elle com voz supplicaote,
nao me levis ao desespero.... dae-me a espe-
ranza do que mudareis de resolugo : alm disto
se esta irrevogavel, para que a queris execu-
tar to depressa ? Esperao mais alguns dias. Por
amor de vos mesma, de vosso pae e de vossos
amigos reflecii no que ides fazer. Deus ha de pu-
nir esse passo inconsiderado, ainda que s com
o arrependimeolo !
Rosinha tinha o rosto coberto com o vu ; as
lagrimas cahiam-lhe como perolas pela face
abaixo, mas ella nada dizia.
Assim pois,continuou o mancebo tristemente,
enganei-me sobre os vossos sentimentos, quando
per dedicago mira, affrootasles naquella noite
fatal a colera d vosso pae, atrahindo sobre ros
a sua maldigo. e o desprezo do mundo. Essa
generosidade, que tanto exaltou o meu reconhe-
cimento, nao era, pois, seno um sentimento do
rigorosa jusliga ?
Basta, senhor, alalhou Polireau com aulo-
ridade ; o silencio de Rosinha mais que suffi-
ciente para desengansr-ros. Minha filha, em
vitiude dos pezares que ha um iodo a tem aca-
brunhado, sentio urna verdadeira vocago pelo
claustro, e ....
Nao creio! interrompeu a Sra. Defunclis
com a voz irritada. Nao creio 1 Nao tenho rae-
do de vos, Sr. Poliveau ; tenho visto e affrontado
a gente muito mais teraivel, do que sois, e nun-
ca o pavor me fez recuar: assim, pois, nada me
impedir de dizer-vos o que sinlo. Sacrificaos
vossa filha um estlido pundonor, nao sei
que escrpulo de amor proprio : esta a pura
verdade Sustentaos quo Rozinha tem gosto de-
cidido pelo claustro; mas eu eslou certa do con-
trario, e a abbadessa do convento, minha pren-
la, esta tarde mesmo me assegurou que a meni-
na soffreria amargos pezares, se chegasse to-
mar o vu I Ella alimenta ideas muito munda-
nas, se acha ainda muito ligada is affeiges ter-
restres para que possa ser urna boa religiosa : es-
lou certa de que nao ha de querer convir no
que eu digo, mas tem consciencia de que eu nao
me engao sobre os seus goslos secretos. Se
persiste no seu projocto, porque tem a certe-
za de nio obter o vosso perdi completo, seno
troco de sua obediencia. Recusar a mo desta
joven um mogo bello, rico, e de alio nasci-
raento, apenas urna loucura; porem obriga-
la para conservar a vossa affeico, de que foi
sempre digna, renunciar o mundo, i aoffrer
perpetuamenlo a austeridade de um convento r-
gido, um acto ioqualificavel, e nao posso dei-
xar de dizer-vos mui positivamente, que ros,
Sr. Polireau, sois mo pae.
Esla rigorosa aposlrophe, longe de irritar a
Poliveau, f-lo ao contrario entrar em si. Os
remoraos da sua conscioueia tintura talvez pre-
cedida irascivel aecusagio da mulhcr do magis-
trado.
Mi pae, eu I Rosinha, minha filha, accaso
concebeste mesmo pensament ?... Mas digam-
me, quem deve aoffrer tanto como eu por esla
separacio cruel ? A' quem deve ella custar la-
grimas atuadaaies ? Estou velho, acabalo, cur-
vado sob o peso da vergonha, ameagadopela po.
breza a mais espantosa.... e vou achar-rae so-
zinho no meio de tantos males 1 De toda a mi-
nha familia s me resta esta filha querida, cuja
vista me d coragem, cuja affeigo mo faz es-
quecer ludo o mais___e assim mesmo constlo
em nao tornar v-la, em diier-lhe um adeus
eterno I E quem dir que nesle sacrificio que
faco. nao aerei eu a principal sictima, e a mais
infeliz ?
Parou suffocado pelos solugos ; depois de pe-,
quena pausa continuou :
Pois bem, acontega o que acontecer nan-
ea autorisarei i ninguem ligar ao meu nomo
esso epilheto de wio pae-. Ha' talvez outro meio,
que nao o convento, de restituir Rosinha a es-
tima de todos, e a paz do seu proprio eoraco,
Minha filha, ouve-me, e pesa com todo o. cuida-
do cada urna das palavras, que le vou dizer : o
boato deaagradavol da cataslrophe, causa dos
nossos infortunios, te collocou no mundo em urna
posigo funesta.... a tua entrada no convento faz
calar a maledicencia, e abafa o escndalo : se,
porem esle nio o leu desejo, tens outro meio
de recooqiustar a consideraco e o respeito do
mundo. Procura um marido, mas nio o procu-
res n'uma condigao superior tua, e sim na
classe .que perleoces : sob a sua garanta po-
ders com coragem affeontar a calumnia. Eu
conbego um mogo bravo e leal, continuou elle
langando um olhar sobre Gil Poinselot, um mogo
que nunca duvidou da la innocencia ; e eslou
muito cerla de que elle nio desprezarla a oc-
caslo de mais Ireitar os lagos que j nos li-
gara....
Oh I de toda a minha alma! exclamou o
aprendiz estremececdo.
(Conjinuar-se-fca.)
PMN.- ITP. DE H. F. DS FARIA, -Wl,


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