Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09229


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AIIO IIXT1I llERO 27
Por tres mezes adantados bgOoO
Por tres mezes yencidos 6JJOO0
a
fJWflSt
SEXTA FEIIA 1 DE FEVEREIRO DE IS6I.
Por aaio adiaiUdo i90000
Porte frasco para subscriptor.
emcarrbgados da. subscripcao do norte
Parahiba, o Sr. AdLodo Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Maaoel Jos Mar-
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS COKHE1U.
Oliuda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parabiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Csruar, Altinbo e
Garanhuns as tergas-Teiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Lirooeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pinienteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manhia)
EPHEIIERIDES DO MEZ DE FEVEREIRO.
2 Quarto minguante as 7 horas e 40 minutos da
manhia.
9 La nova as 5 horas e 45 minutos da larde.
17 Quarto crescente as 10 horas da tarde.
25 La cheia as 2 horas e 23 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
DAS da semana.
28 Segunda. 8. Cyrillo b.; S. Lenidas a?.
29 Terca. S. Francisco de Salles b. doutor.
30 Quarta. S. Mariinha v. m.; S. Jaciulha.
31 Quinta, S. Pedro Nolasco fundador..
1 Sexta. S. Ignacio b. m. ; S. Brgida v.
2 Sabbado. cgs Purificagio de Nossa Senhora.
3 Domingo. S. Braz b. m.; S. Odorico f.
AUMKNUAS DOS TH1BUNAES i)A CAPITAL."
Tribunal do eommercio ; segundas e quintas.
Relaco: torgas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do eommercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas sextss so meio
dia
Segunda rara do civel
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
ENCaRREGADOS.. DA SUBSCRIPCAO DO SUL-
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia
Sr. Jos Msrlfba Aires ; Bio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira MarUns.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Paria, na sus livraria praca da Independencia'os.
6e8.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio do imperio.
Decreto n. 2,672, de 17 deoutubrode 1860.
Troroga o prazo da condigao 4* do contrato ap-
provado pilo decreto n. 2,063 de 23 de dezcm-
bro de 1857, para a navegagao por vapor entre
o porto do Rio de Janeiro e o de S. Malheus
na provincia do Espirito Santo, e altera a con-
dgo 5a do mesmo contrato.
Attendendo ao que me representou o conselho
director gerente da companhia do navegaran por
vapor entre o porto do Rio de Janeiro o o de S.
Malheus na provincia do Espirito Santo, com es-
cala pelos de llapetuirim o Victoria, Iiei por bem
prorogar novamrnto at o fim de fevereiro prxi-
mo futuro o prazo marcado no arl. 2 do decreto
n. 2,436 de 6 de julho de 1859, dentro do qual a
companhia deve apresentar os vapores de que
trata a condigo 4a do contrato approvado pelo'
decreto o. 2,063 de 23 de dezernbro de 1857 dis-
pensar a niesma companhia de ter no porto de
Itapemirim o poqueno vapor de que trata a con-
dico 5a do citado contrato, e que lambem se
refere o arl. 2 do mencionado decreto de 6 de ju-
lho de 1859, at que seja concluida a desobslruc-
go do Bio Novo, devendo eoto a companhia es-
tabelecer era Piuma a estac.no da sua lioha e pdr
o pequenovapor entre aquclte porto e o de Ilape
mirla*.
Joo de Almoida Pereira Fiiho, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio, assim o tenha entendido e faga exe-
cutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 17 de outubro
de 1860, 39 da Independencia e do imperio. Com
a rubrica de Sua Magestade o Imperador.Joo
de Almeida Pereira Filho.
Decreto n. 2,682 de 3 de novembro de 1860.
Concede ao Dr. Joaquina Moutioho dos Santos
privilegio exclusivo por quatorze anuos para
fabricar ou mandar fabricar urna machina de
sua invengo, destinada matar tamugas.
Attendendo ao que representou o Dr. Joaquim
Moutinho dos Santos, e de conformidade com a
minha immediala resolugio de 4 de agosto do cor-
rete anno, tomada sobre parecer da secgo dos
negocio do imperiojdoconselhode estado,exarado
em consulta de 13, dejunho ultimo, hei por bem
conceder-lhe privilegio exclusivo por quatorze
annos para que possa fabricar ou mandar fabricar
urna machina de sua invengo destinada a matar
formigas.
Joo de Almeida Pereira Fiiho, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio, assim o tenha entendido e faga exe-
cutar. *
Palacio do Rio de Janeiro, em 3 de novembro
do 1860, 39" da independencia do imperio.Com
a rubrica de S M. o imperador. Joo de Almei-
da Pereira Filho.
3.a secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 7 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao ofUcio de V.
Exc. n. 170 de 17 de dezernbro prximo findo,
declaro-lhe que o governo imperial approva, por
seren conformes ao aviso n. 162 de 6 de julho de
1859, as seguales decises, que V. Exc. deu s
duvidas propostas pelo juiz de direito substituto
da comarca do Rio Claro.
1." Que, segundo o citado aviso, e os de 18 de
fevereiro e27 de outubro do anno passado, ao
juiz de paz mais volado, embora supplente do
juiz municipal, compete a presidencia da mesa
parochial, devendo cessar o exercicio da vara
municipal, durante a mesran presidencia.
2.a Que a liecnca concedida ao juiz municipal,
como tal, nao poda iohibi-lo da presidencia da
mesa parochial, nao smente porque a le regu-
lamentar das eleiges determina que esse aclo
ceja sempre exercido pelo juiz de paz mais vota-
do, salvo ocaso de impedimento, como porque
nao podendo elle exercer o cargo de juiz munici-
pal emquantoesliver presidindo mesa parochial,
a licenca nao obsta a que assuma a referida pre-
sidencia.
Dos guarde a V. Exc.Soo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente de S. Paulo.
3.a secgo.Rio de Janeiro. Mioisteiio dos
negocios do imperio, em 7 de Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Tenho presente o officio de
V. Exc. de 2 de novembro do anno prximo pas-
sado, pedindo ao governo imperial a solugo da
seguinle duvida, proposta por algumas cmaras
municipaes dessa provincia :
So deve-se expedir diploma de vereador a ci-
^lados que, havendo sido elcitos sem terem la-
teralmente os dous annos de residencia exigidos
pelos arls. 4 da lei do 1 de outubro de 1828, e 98
da lei n. 387 de 19 de agosto de 1846, nasceram
comtudo nos respectivos municipios, nelles habi-
taram por muitos annos, e estiveram depois au-
sentes, por mudanga, voltando posteriormente
a Gxarseu domicilio nos mesmos municipios.
Expoe V. Exc. que, comquanto lhe parega es-
tar decidida essa duvida pelo aviso de 12 de abril
de 1854, hosita em resolv-la, vista do aviso de
17 de novembro de 1856, que mandn annullar a
eleigo de um cidado para o cargo de vereador
por nao ter elle o domicilio de dous annos dentro
do termo.
- Em resposta declaro a V. Exc. que a duvida
proposta por aquellas cmaras municipaes est
resolvida pelo aviso de 12 de abril de 1854, que
V. Exc. cita, e no qual se declara que nao ne-
cessario que sejam continuos os dous annos de
domicilio.
A doulrina do aviso o. 380 de 17 de novembro
de 1856, approvando a deciso dada pelo presi-
dente da provincia de Minas-Geraes, nao destre
a do de 1854, visto que refere-se a um cidadao
que anda nao linha os dous annos de domicilio;
cao este em que nao pode ser comprehendido
a Hielle, que, embora tenha interrompido o seu
domicilio, reside ha dous annos no termo.
Dos guarde a V. Exc Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
de Janeiro.
\
Ministerio da justica.
Seohor.O juiz do direito da Ia vara deata
corte declara, em 5 de agosto de 1852, que nos
processos de infraegao do posturas deviam ser
ouvidas de cinco a oito teslemunhas, a vista dos
arta. 48 da lei de 3 de dezernbro de 1841, o 266
do regulamento de 31 do Janeiro d6 1842, com-
binado com os arls. 128 do mesmo regulamento e
205 e 206 do cdigo do processo.
O juiz de direito da 2" vara, no aeu provimento
de 11 de outubro de 1858, declarou que nos pro-
cessos de infraegao de posturas deviam apenas
ser inquiridas duas a Ires lestemunhas, vista da
iei de 15 de outubro de 1827 arl. 12, combinado
om o art. 210 do cdigo do processo, comroinan-
do as penas de nullidade s sentengas proferidas
em causas de infraegao de posturas as quaea so
inquirase raaior numero de lestemunhas.
Nao era possivel que os tres juizes municipaes
e os delegados destn corte cumprissem provimen-
tos tio diametralmeote oppostos.
Resultsva que, podendo a dous juizes de di-
reito deel* cOite conhecer. ind.ifltQcts.mente da Ido mez pastado.
appellago, segundo a escolha do appellanle, s
sentenga proferida por um de conformidade com
a sua doulrina era infallivelmente annullada por
virtude da doulrina do oulro.
Esla anarchia judiciaria nao poda subsistir
sem gravissimo prejuizo da administrago da jus-
tiga
O decreto n. 2,438 de 6 de julho do anno pr-
ximo passado leve em vista faz-la cessar por
meio das disposigoes segumos:
Art. 1. Nos processos de que trata o art.
205 do cdigo do processo criminal podero ser
inquiridas tantas teslemunhas quintas forem ne-
cessarias para o descobrimento da verdade.
Art. 2. Somonte por impedimento invencivel
e declarado na sentenga poder esta sor proferi-
da depeis da seg>mda audiencia.
Sobro esse decreto dirigi o juiz de direito da
2* vara ao ministerio da justica o seguinle od-
elo de 5 de outubro ultimo :
Illm. e Exm. Sr.Recebi no dia-5 do mez
passado um officio do director-geral da secreta-
ria de estado dos oogocios da justica, datado de
31 de agosto, acompanhando a copia do decre-
to n. 2,438 de 6 de julho do correnlo anno, que
declara como se deve proceder nos procassos de
quo trata o art. 205 do cdigo do processo cri-
minal. Respeitando como devo o mencionado
decreto, rogo a V. Etc. permisso para submcl-
ter sua Ilustrada considerago as seguales
observages : Se o art. 48 da lei de 3 de dezern-
bro de 1841 fixa o mximo de oilo teslemunhas
para o summario dos criraes em quo tem lugar
a denuncia, nao comprehendo que no processo
verbal e summarissimo de que trata o referido
artigo do cdigo do processo se admita maior
numero de lestemunhas do que aquelle ; digo
maior porque, sendo tal numero indefinido, se-
gundo o decreto, pode ser menor, assim como
pode ser maior ; alera disso, determinando os
arls. 208 e 209 do mesmo cdigo que estes pro-
cessos se concluam em urna so audiencia, e nao
tendo sido esta prescripgo derrogada pelo de-
creto, nem o podendo ser, tornar-se-ha muilas
vezes diOlcil, seno impossivel; dar-lhe plena
execugao quando se apresentarem, como pode
acontecer, 16 ou 20 teslemunhas para serem ou-
vidas,
Quanto ao 2o art. do decreto, tambero nao
descubro, fallando sempre respelosamente, mo-
tivo sufciento para sor alterada a disposigo do
artigo 210, pois, sendo o objecto destes proces-
sos simpliscissimo, ucnhum impedimento pode
haver que obste a que o juiz d a sua sentenga na I
audiencia immediata iuella em que so tiverera
ellos concluido, nem nesta parle que tem ha-
vido maior abuso, mas sim em prolongar-so o
depoimenio das teslemunhas por duas, tres e!
mais audiencias.
No provimento que a esse respeilo publi-
quei na minha ultima correigo apooloi a lei quo
marca o numero de teslemunhas para os proces-
sos em queslo, e segundo me consta, sendo so-
bre elle ouvido o merilissimo procurador da co-
ra, deu um luminoso parecer, cuja copia rogo
V. Exc. que se digno de me mandar transmi-
tir. Sao stas as observages que em desompe-
nho do meu cargo entendo dever submelter V.
Exc, ique as tomar na considerago que me-
recer,
< Dos guarde V. Exc. Rio de Janeiro, 5 de
outubro de 1859. Illm. e Exm. S, consclheiro
Joo Lustosa da Cunha Paranagu, ministro e
secretario de estado dos negocios da juslica.
Venancio Jos Lisboa.
Esse officio teve a solugo seguinle :
a Ministerio dos negocios da justica. Rio de
Janeiro, 14 de novembro de 1859.S. M. o Im-
perador, quem foi presente o officio de Vmc.
datado do o de Outubro prximo Ando, em que
offerece diversas observages a respeilo do de-
creto n. 2,438 de 6 de julho ultimo, manda de-
ca rar-lhe : 1, que,nao sendo irapraticavel n'uma
inquirigo summaria, como prescreve o art. 208
do cdigo do processo criminal, tomar-se o de-
poimento de grande numero de lestemunhas, po-
dendo at, no interesse do descobrimento da ver-
dade, ser preciso ouvi-las, por isso que o pro-
cesso de que se trata definitivo, e a sua con-
cluso tambem urna sentenga definitiva, ao in-
verso do quesuccedena formaco da culpa, ondo
limitado o numero das lestemunhas, cumpre
que Vmc. observe exactamente o disposto no re-
ferido decreto ; 2, que, nao sendo razo para
annularem-se os processos policiaes o simples
facto de se haverem concluido dopois da pri-
meira ou segunda audiencia, convm que, por
bem da regular administrago da justiga, Vmc.
ponha termo de sua parle | dissideocia que se
lera dado no foro desta corte por semolhante mo-
tivo ; a demora nao motivada da concluso de
ties processos, assim como o retardamento das
sentengas, pode apenas dar causa rosponsabi-
lida do juiz respectivo ; 3 finalmente, que, na
conformidade dos arts. 180 e 495 do regulamen-
to n. 120 de 31 de Janeiro de 1842, Vmc. deve
lmilar-se as suas observages expor as la-
cunas e as duvidas que os casos occorrentes lhe
suscitarem.
Dos guarde a Vmc Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. juiz de direito da 2a vara
da corte.
Replicou o dito juiz com o officio que a sec-
go passa a transcrever :
Illm. e Exm. Sr.Nao me achaodo por do-
ente no exercicio do cargo de juiz de direito cri-
minal desta corte, nao recebi o aviso de V. Exc.
de 14 do correle; vi-o porm eslampado em
sua integra no Jornal do Commercio de 16 deste
mesmo mez, e sorprendido por semelhante pu-
bticsgo, pego liceBga a V. Exc. para lhe de-
clarar que nada tendo que dizer sobre a primei-
ra parlo do citado aviso, nio posso deixar de
protestar, com o devido respeito, contra a se-
gunda e lerceira : contra a segunda, porque em
primeiro lugar nao tivea honrado consultara V.
Exc. sobre a materia de que ahi se trata, e em
segundo lugar porque me parece que um mem-
bro do poder judiciario nao pode receber da par-
te do Exm. ministro da justiga urna ordemou
udmoestagao para que se abstenha de qualquer
procedimeoto no exercicio das funeges de seu
emprego, pois que os erros dos magistrados so
podom ser corrigidos pelos meios e poder com-
petentes, em rista de nosso pacto fundamental
que to sabiamente consagrou a divisio dos po-
deres politicos : contra a lerceira parte em fim,
porque estou convencido de que o meu officio, a
que V. Exc se digna de responder no ji refe-
tido aviso, alm de respeitoso, nao oontm ma-
teria que exceda os limites de miohas altribui-
ges, porquanto nesie officio nao Oz mais do que
succiolas considerages sobro a difflculdade, se-
oao impos8bilidade de harmonisar as disposi-
goes do decreto n. 2,438 de 6 de julho do
correte anno com as do cdigo do processo cri-
minal ; considerago que mejulguei autorisado
(azer nao s porque a collecgo de nossas leis
est recheiada de decretos do poder executivo e
de avisos revogandu ou alterando decretos e
avisos anteriores, como tambem porque, depois
que baixou o mencionado decreto, tire occasiao
de ver o luminoso parecer dado sobre a materia
aujeita pelo muito illuslradojurisconsulto o Exm.
procurador da corda, que corrobora a minha
opioio, e cuja certidio requer pela secretaria
de estado da justiga ha mais de dous mezes, setu
podor at hoje obl-la, nao obstante ter reitera-
de meu pedido no mea referido officio de 5
Por ultimo rogo V. Exc. permisso para
mandar publicar este meu officio, bem como
aquelle que mereceu a ''resposta dada por V.
Exc no mencionado aviso de 14 do corrente,
cuja pnblicago pode ter langado algura desar
sobre um magistrado que serve aopaiz com todo
ozeloe dedicago deque capaz, ha mais de
26 annos, sem nunca ter passado pelo desgosto
de ser advertido on censurado pelos lribunae3
superiores, e at hoje por nenhum dos dignos
cidados que teem oceupado a pasta da jus-
tiga.
Dos guarde V. ExcRio de Janeiro, 27
de novembro de 1859.Illm. o Exm. Sr. minis-
tro e secretario de estado dos negocios da justi-
ga. Venancio Jos Lisboa.
Mandou Vossa Magestsde Imperial remetler
ludo secgo de justiga do conselho de estado,
com o aviso seguinle :
1.a secgo.Ministerio dos negocios da jus-
tica. Rio de Janeiro, Io de fevereiro de 1860.
Illm. e Exm. Sr..Tendo proposto o juiz de di-
reito da 2a vara da edrte algumas objeegoes
dootrina consagrada no decreto n. 2,438 de 6 de
julho do anno passado, foi-lhe respondido por
aviso de 14 de novembro do mesmo anno sol-
vendo as duvidas que este juiz figurou, e re-
commendando-se-lhe nao s que puzesse termo
de sua parte dissideocia que se lem dado no
foro da corte, como tambem que se limitasse
as suas observagOes expor as lactinas e as
duvidas que os casos occorrentes lhe suscitas-
sem, sendo claro, como o referido juiz nao de-
via ignorar pela leitura do decreto de 31 de Ja-
neiro de 1842 que o governo imperial nao se
oceupa de discussesde direito.
Nao obstante esta esposta, que apenas lem-
bravaao juiz do direito da 2a vara as regras es-
labelecidas no citado decreto de 1842, esqueci-
do que o governo tem por dever imperioso cha-
mar ao cumprimento dos seus deveres qualquer
empregado publico que delle se ataste, entendeu
o referido juiz que preceda muito regularmente
protestando, como protoslou em seu officio de
27 de novembro, contra o avi3o de 14, por julga-
lo atteolalorio da independencia do poder judi-
ciario.
E nao satisfeito com esle officio, em que no
conceito do governo imperial o juiz de direito da
segunda vara da corte expe principios e doulri-
nas subversivas da ordem administrativa, e que
do certo nao esto consignadas na consliluigo do
imperio, mandou elle publicar o dito officio sera
Iicenga desie ministerio, que alias havia pedido.
Manda, pois, S. H o Imperador que, tendo
prsenles os papis que se remettem. secgo de
justica do conselho de estado, sendo V. Exc re-
lator, consulte com seu parecer sobre o procedi-
meoto que se deve ter com o juiz de direito da
segunda vara da corle, que por tal modo pres-
cindi dos seus deveres, desconhecendo direitos
incontestaveis do governo, e praticando de modo
reprovado por todos os principios de direito ad-
ministrativo e por ordens doste e de oulros mi-
nisterios.
Deus guarde a V. Exc.Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Se. vsconde de Uruguay.
Comquanto nao seja esse rigorosamente o pon-
to da consulta, a seego observar de passagem
que as disposigoes do referido decreto sao per-
felamenie jurdicas e encerram-se nos limites da
attribuigo que pela consliluigo tem o governo
de expedir decretos o regulamentos para a boa
execugodas leis; attribuigo da qual com tanto
mais razo devia jangar mo no caso sujeito, por-
que nao temos tribunal algum judiciario ao qual
a lei incumba regularisar e uniformisar a juris-
prudencia e fazer desapparecer a confuso e a
anarchia que s ero produzir 00 foro indiligen-
cias e decises to deseneonlradas como aquellas
que ficam expostas.
As disposigoes das leis que regulam a forma-
gao da culpa e 33 pronuncias, asquaesso meros
despachos como Ihes chama o cdigo, ou senten-
gas interioculorias, nao podem ser forgadas a re-
ger processos para sentengas definitivas, qualquer
que seja o crime e a pena que estas tem de im-
por. Ao processo para a pronuncia cora numero
limitado de lestemunhas segue-se o plenario, no
qual podem as partes dar quantas teslemunhas
rhes Uzercra bem. Ao processo summario para
condemnagao nao se segu nenhum outro, e por-
tanlo nelle, soraeate nelle podom dar e devem
ser admitlidas s partes todas quantas provas e
lestemunhas liverem. O juiz nao pode proferir
a sentenga emquinto a parto diz que anda tem
provas, e que est prompta a d-las.
E com elfeito a nica legislago em vigor que
rege esse processo, arts. 208 e 209 do cdigo do
processo, nao marca numero de teslemunhas.
O art. 128 do regulamento n. 120 de 3! de Ja-
neiro de 1842 declara positivamente que no pro-
cesso e julgamento das contravngaos s postu-
ras das cmaras municipaes e dos crimes cora-
prehendidos no arl. 58 6 do mesmo regulamen-
to observaro as autoridades policiaes os arts.
205, 206,207, 208, 209 e 210 do cdigo do pro-
cesso.
As palavras do art. 12 da lei de 15 de outubro
de 1827sentenga que impe pena, oas quses
se funda o juiz da segunda vara, referem-se
sentenga que impe a pena coraminada para o
caso de quebramooto do termo de bem viver.
Referem-se nicamente ao final do 5 do art. 5
da mesma lei.
E quando aquelle srt. 12 sereferisse ao nume-
ro das teslemunhas para a condemnagao em pro-
cesso summario, estara com a maior jusliga re-
vogado nessa parte polos arts. 208 e 209 do codi-
g) do processo, que posterior, que regulou
esse processo e nao marca numero de teslemu-
nhas. Seria injustiga clamorosa encerrar no es-
trello circulo de duas a tres teslemunhas toda a
defeza que podem dar os reos em todos os crimes
de que podem conhecer e julgar as autoridades
policiaes. O juiz inquirira duas a tres testomu-
ribas, o anda que por ellas se nao completasse a
defeza, mandara embora, em virtude da lei, to-
das as outras.
Mas a lei quer que a sentenga seja dada na
mesma audiencis, ou quando muito na seguinle.
e a inquirigo de grande numero de teslemunhas
pode embaragar o cumprimento dessa disposi *
gao. A lei nio pode querer que sejam preteri-
das a defeza e as proras por brevidade. O pro-
cesso e a inquirigo sao suramarios. Ad impossi-
bilia nemo tenelur, e para esse caso que o de-
creto de 6 de j jlho prximo passado dispoz que a
sentenga poderia ser proferida depois da segunda
audiencia no caso de impedimento tnoanctvef,
declarado na mesma sentenga.
Assim era infundada a reluctancia do juiz de
direito da segunda vara, mas, anda quando as
razes por elle dadas procedessem, nem por isso
teria deixado de exceder os limites em que de-
vra conter-se, e de se tornar digno de censura.
Porquanto entende a secgo que excede esses
limites o magistrado que se dirige official e di-
rectamente ao governo argumentando e pronun-
ciando-se contra as suas decises, e de modo que
ae posaa entender que as nao ha decumprir.
Um dos erracteres do poder judiciario o de
pronuociar-se sobre hypotheses eepeoiaeg e nio
sobre principios geraes. Oulro o de nio fazer
obra aeoio quando provocado pelas partes que
Ibe sujeilam um caso especial para lhe applicar
a lei.
O poder judiciario est no seu direito quando,
chamado assim a pronunciar-se sobre urna hy-
pothese especial, guando assim provocado a juU
gar um caso pelas parles e mesmo ex-ofilcio,
nao applica um decreto ou ordem do governo por
julga-lo contrario consliluigo e s leis. Mas
s'omento pode fazer isso no tribunal, no acto de
julgar, dado uro caso que tem de resolver; so-
monte pode enunciar-se por despachos e senten-
gas, e aberta a colliso em que o pe por uro la-
do a sua razo, a sua consencia, osen deverde
magistrado, e urna lei mais forle por outro, o ac-
to do poder executivo.
O tribunal de cassaco em Franca tem por ve-
zes reconhecido e declarado (Arrts du 11 jan-
vrier 1837, 23 juin 1835, 16 janvrier 1853) que,
quando as ordenanzas publicadas para a execuo
gao de uma lei do essa lei urna inlerpretago
contraria ao seu texto, devem os tribunaes cum-
prir essa lei e nao a ordenanga.e que sobreludo em
materia rime devem deixar de applicar aos ca-
sos sujeitos todo e qualquer regulamento que
Ihes parecer Ilegal, ou porque exced o poder da
autoridade da qual emana, ou porque regule ma-
teria estranha ao officio do pojer regulamontar,
ou porque seja contradictorio com a lei.
Porm os juizes somonte podem manifestar
officialmente o seu juizo quando applicam a lei
ao caso, isto quando julgam. O poder judi-
ciario nos Estados-Unidos um grando poder po-
ltico e lera o direito de declarar as leis incons-
litucionaes. E' assim fiscal e superior s legis-
laturas. Mas o juiz nao pode all exercer esse
direito seno quando chamado a applicar essas
leis aos casos oceurrentes, e quando a isso pro-
vocado na forma das mesmas leis. Somente po-
de pronunciar-se quando ha processo e no pro-
cesso. De outro modo o juiz sahna da sua es-
phera e invadira o poder legislativo ou executi-
vo. Story-Commentaries on the constitutioo.
Tora. 3. Chapter 38 Judiciary Organisalion and
Powers.
Quando o juiz em um despacho ou sentenga
declara nao applicar, por julgi-lo menos confor-
me lei ou exorbitante; um decreto, regulamen-
to ou ordem do governo, ha esse despacho ou
sentenga que tem de ser devolvido ao tribunal
superior e por elle confirmado ou revogido. O
governo tem alm disso o meio de mandar res-
pousabilisar o juiz e de provocar assim uma de-
cisao de um tribunal superior.
Em uma discusso official entre um magistra-
do que impugna o acert ou legalidade de uma
decisjio do governo, o este que a sustenta, quora
ser o juiz ? ser o magistrado ? Ninguem o dir
certamente. Ser o governo? Mas o aclo seu,
elle o sustenta, o juiz reluca, e, se obrigado
pelo governo a cumprir a sua deciso, vai-se a
independencia do poder judiciario. O superior
hierarchico do juiz, o tribunal judiciario superior
nao pode entrar na questio, que nao lhe sujei-
ta por via de recurso e nos termos marcados as
leis.
E por isso que a correspondencia dos juizes
coro o governo em taes assumptos deve limitar-
se aos termos marcados no aviso 70 de 7 de fe-
vereiro de 1856, isto a expor as duvidas, obs-
tculos e lacunas quo encontram as leis. B se
enlendorem que a deciso do governo illegal e
exorbitante, fica-lhes salva, por bem do seu offi-
cio e da independencia do poder judiciario, a fa-
culdade de nao a applicarem aos casos oceurreo-
tes, mas somente quando esses casos apparecem,
e com elles a indeclinavel necessidade de os de-
cidir.
O contraro confuso e anarchia.
. Fazendo applicago das doutrinas expostas ao
caso de que agora se trata, a secgo de pare-
cer :
1." Que o juiz de direito da segunda vara desta
corle excedeu os limites em que devra conter-se
dirigindo ao ministerio da justiga o seu officio de
5 de outubro prximo passado, que manifesta in-
sistencia em fazer a sua opinio prevalecer sobre
o decreto de 6 de julho ;
2.a Que agravou o seu procedimento com o seu
segundo officio de 27 de novembro prximo pas-
sado, no qual considera como uma attribuigo sua
dirigir-se officialmente ao governo fazendo-lho
observages sobre actos seus, e protesta contra a
segunda e lereeira parte do aviso de 14 de no-
vembro do anno passado, porquanto o ministro
da jusviga tem o inquestionavel direito de diri-
gir-se aos juizes dando-lhes explicages sobre o
modo de ejecutar as leis, e de adraoesla-los
quando as nao executam devidaraente, sem que
por isso fique ferids a independencia do poder
judiciario, urna vez que a oxplicago ou instruc-
go nao tenha applicago um caso dado e espe-
cial, e seja genrica, accrescendo que essas ex-
plicages e instrueges somente ligam o juiz
quando sao conformes s leis, nao infirmam nem
revogam os despachos e sentengas, neraembara-
gamjos tribunaes superiores de conhecer dellase
de julgar como enlenderera ;
3. Que o referido juiz, em atlengo a ser um
juiz activo, intelligeute e honesto, deve por ora
ser simplesmenle advertido da inconveniencia da
redaego e modo de seus officios, da sua insis-
tencia e do seu protesto, petas razes expostas ;
sendo porm responsabilisado somente no caso
de nao dar cumprimento ao decreto de 6 de julho
de 1859 e aviso de 14 de novembro do mesmo
aono.
E' esle o parecer da secgo. V. M. imperial,
porm, mandar o mais acertado.
Sala das conferencias da secgo de justiga do
conselho le estado, 3 de abril de 1860.Pueon-
de de Uruguay.Visconde de Maranguape.
Como parece.Pago em 14 de juiho do 1860.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jvo
Lustosa da Cunha Paranagu.
Goveroo da provincia.
Expediente do dia 29 de Janeiro de 1861.
Officio ao comrasndante da estagao naval.
Pariicipando-me o capitio do porto que se acha
encalhala e com incendio na costa uma barca
franceza que reclama prompto soccorro, haja V.
S. de fazer sahir o vapor de guerra Thelis com
toda a urgencia aflrn de prestar os auxilios ne-
cessarios.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de expedir as
suas ordens, para que seja transportada corte
no vapor Vtamo D. Belmira Joaquina Teixeira
Campos, viuva do capitio Jos Teixeira Campos.
Dilo ao coronel presidente do conselho admi-
nistrativo do arsenal de guerra Vislo que sio
necessarios os servigos do coronel Francisco Joa-
quim Pereira Lobo como vogal secretario do con-
selho administrativo para fornecimento do arse-
nal de guerra, segundo declarou V. S. em seu
officio de 28 do corrente, tenho resolvido desa-
noja-lo ; o que V. S. lhe far conslar.
Dito ao conimandante superior da guarda na-
cional de Garanhuns. Respondo ao officio de
V. S., sob o. 78, de 17 do corrente, remetiendo-
lhe por copia as informages da thesouraria de
fazenda datadas de 24 e 26 deste mez das quaes
consta o motivo por que te deduzio da importan-
cia dos prels, a que allude, o seu citado offlcio
da quanlia de 885*50 rs.,
Dilo ao commandanle do corpo de polica.
Mande V. S. engajar no corpo sob seu coramando
o paisano Jos Francisso de Farias, que, segundo
o attestado que acompanhou o seu officio des-
ta data, sob n. 47, foi julgado apto para o ser-
vigo.
Dito ao inspector .da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. a Jianlar ao lenle do 2-. batalho
de infantaria Flix Justinianoo>Albaquerquo,que
tuno, a importancia de3 mezes desodo para lhe
ser descontada pela 5.a parte do mesmo sold.
Dito ao mesmo.Devolvendo V. S. a coala
que se refere a sua informago de 26 do corren-
te, sob n. 71, o auloriso mandar pagar a quan-
lia de 999(900 rs. em que importam os medica-
mentos comprados pelo conselho administrativo
do arsenal de guerra Joo Ignacio Ribeiro Ro-
ma com destino botica do hospital militar, vis-
to nao haver inconveniente neste pagamento, se-
gundo consta da citada Informago Comrtiuni-
cou-se ao presidenta do supradito conselho.
Dito ao mesmo.Era additamento ao meu offi-
cio de 9 do corrente o auloriso mandar abonar
em os devidos tempos a prestago mensal de 20$
que o alferes do corpo de guarnigao do Maranho
Manoel Alvos de branles pretende consignar de
seu sold n'esta provincia contar dol.0 de fo-
vereiro prximo vindouro em diante, afim de ser
entregue ao lente Caetano Xavier de Oli-
veira.
Dilo ao mesmo.Nao sendo sufflcienle a in-
formago dada por V. S. em data de hontem para
podor firmar uma deciso acerca do quo prope
o inspector do arsenal de msrinha no officio, que
incluso devolvo, convm que V. S. precise com
urgencia qual a quanlia que lem de ser in temni-
sada por particulares, alm dos 16:7469090 rs.,
em que j se excedjtu o crdito votado para as
obras do ministerio da marinha no corrente exer-
cicio.
Dito ao juiz de paz mais votado do qualrien-
nio lindo da freguezia de Grvala.Ao seu offi- '
co de 20 do corrente respondo dizendo-lhe que !
o facto de nao ter a respectiva cmara municipal'
remellido o livro da qualificago nao era motivo
bastante para que se deixasse de fazer a reviso
da qualificago de votantes no dia designado por
lei, porque no art. 16 das instrueges o. 168 de
28 dejunho de 1849. encontram os juizes de paz
o recurso para essas e outras commisses; entre-
tanto aguardo inforraago d'aquella cmara para
responder definitivamente ao seu citado officio.
Olficiou-se cmara municipal do Bonito pe-
dindo as informagas necessarias.
Dito ao juiz de paz mais volado do actual qua-
driennio da freguezia de Caruar.Nao se ha-
vendo installado a junta de reviso da qualifica-
go de votantes d'essa freguezia no dia determi-
nado por lei,por falta da convocara de que traa o
ari. 4da lei de 19 de agosto de 1846, conforme me
commuoicou o juiz de paz mais volado do qua-
driennio findo em oflbio de 13 da corrente. de-
claro Vmc, quem por forga do aviso n. 50,
de 26 de fevereiro de 1849 compete actualmente
a presidencia de semelhante Irabalho, que tenho
designado o dia 10 de margo prximo vindouro
para a reuoio da referida junti de qualificago,
afim de que Vmc, fazendo novaraentea convoca-
gao dos respectivos eleitorese suplientes, a ins-
lalle n'aquelle dia com as formalidades da lei e
prosiga nos demais sarvigosdo processo da qua-
lificago. Remetleu-so copia deste ao juiz de
paz mais volado do quadriennio lindo d'aquella
freguezia.
Dito ao juiz de paz mais votado do actual qua-
driennio do 1." districto da freguezia de Tracu-
nhem.--Por motivos que ao meu coohecimento
trouxe o juiz de paz mais votado do quadriennio
findo, em officio de 20 do corrente, nao pode
effecluar-se a installago da junta de reviso da
qualificago de votantes dessa freguezia no da
determinado por lei. E designando eu para isso
o dia 10 de margo prximo vindouro. na forma
do aviso n. 22, de 25 de tivereiro de 1847 : as-
sim o declaro Vmc, quera por forga dos avi-
sos n. 50. de 26 do fevereiro de 1849, e n. 62, de
17 de fevereiro de 1857, actualmente compete a '
presilencia de semelhante Irabalho. afim de que '
faga oovamente a coovocago de que traa o art.
4." da lei de 19 de agosto de 1846. e opportuna-
mente installando a respectiva junta, prosiga nos
demais termos do processo da qualificago de
conformidade com a legislago em vigor.En- ;
viou-se copia desle ao juiz de paz mais votado
da mesma freguezia do quadriennio findo em res-
posta ao seu officio do 20 do corrente.
Portara.O presidente da provincia, attenden-
do ao que requereu Joanoa Justina do Siqueira
Varejo, professora publica de instruegio elemen-1
tar da freguezia de S. Jos desla cidade, e a in-
formaco minictrada pelo director geral da ins-
truegio publica, ouvido o conselho director, re-1
solve, de conformidade com a 1.a parte do art.
28 da lei provincial n. 369 de 14 de maio de 1855
conceder-lhe a gratificago correspondente 5.*
parle dos veocimeotosque lhe competem nos ter-
mos do art. 26 da citada lei, vislo ter-se distin-
guido no exeicicio por miis de 15 annos.
DESPACHOS DO DU 29 DE JAN El IV O DE 1861.
Requerimento*.
3653.Antonio Luiz Duarte Nunes.Dirija-se
ao Sr. commandanle da diviso naval.
3654.Flix Jusliniano de Albuquerque,Di-
rija-se ao Sr. inspector da thesouraria de lazenda
quem nesla data se expede as convenientes or-
dens.
3655.Joo Francisco da Cunha.Selle o do-
cumento que junla, e volte querendo.
3656.Joanna Justina de Siqueira Varejo.
Passe-se portara concedendo a gratificagio pe-
dida..
3657.Joo Dooelly. Requeira thesouraria
de fazenda a liquidagao da quanlia de 7253 per-
tenceute ao exercicio de 1859 1860 j encerra-
do, e quanto de 837)500 rs. pertencente ao
exercicio corrente, espere por crdito para a ru-
bricaobras do ministerio da marinha.
3658.Manoel de Souza Tarares.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3659.Rosa Bezerra CavalcanliVolte ae con-
selho administrativo do patrimonio dos orphos
para expr o mais que lhe occorrer.
COIMINdTdS ARMAS.
Quartel do eommando das armas
de Yernambuco, na cidade do
Beeife, 31 de Janeiro de 1861
ORDEM DO DIA N. 69.
O corouel commandanle das armas, determina
que na manhia do dia 1 do fevereiro prximo
vindouro, se passe revista geral de mostra, aos
corpos movis do exercilo aqu existentes, e s
companhias isoladas pela ordem seguinle : A's 6
horas a companhia de artfices ; s 61/2 ao 2o
batalho de infantaria ; s 7 ao 4 de arlilbara a
p ; s 7 1/2 ao 9 ; s 8 ao 10, ambos de in-
fantaria, e finalmente s 8 1/2 companhia fixa
do cavallaria.
- O mesmo coronel commandanle das arctas faz
publico, que hoje contratou na forma da imperial
proviso da 11 de Janeiro de 1853, para servir
por 3 annos, no 2 batalho de iofantariuha, na
qualidade de msico, o paisano Argemiro Apri-
gio de Souza Soare3, percebendo alm dos ven-
cimentos, que por lei lhe competirem, o premio
de 1509, psgos no sentido do decreto e regula-
mento do Ia de maio de 1858.
Assignado.Jos Antonio da Fonteca Galvo,
Conforme.4n(onto Eneas Gustavo Galvo.
Iteres ajudanle do ordens interino -do eom-
mando.
EXTERIOR.
Buenos-Aures, 27 dt dezernbro Pouco notare alo os fados occortidos nestes
foi promovido por decreta fe 2d dezernbro ul-'aUinos quinio dia*.
Dissipou-se comtudo algum tanto o negrume
que obscureca o horizonte poltico de futuro.
Parece que o presidente Derqui est disposto a
romper com os mios elementos que tem patro-
cinado at agora, e que o general Urquiza, me-
Ihor aconselhado, desiste do empenho de querer
de S. Jos governar a repblica. De boa fonlo
sabemos que Sarmiento lhe dirigi ha das uma
longa epstola, em que'com a sua habitual fran-
queza e rude independencia lhe tazia ver que o>
seu papel como governador de Entre-Rios devia
ser passivonos assumplos naconaes, porque es- ,--
les correspondan] a outras escolas, e porque?
assim cumpria ao decantado anhelo do general
pelo bem e engrandecimeoto do paiz. Pode ser
que D. Justo, como aqu costumamos chama-lo,
ouvisse o conselho, e seja esta razo explicativa
de algumas cartas mui cordiaca, escripias a Der-
qui e a Mitre: roas inclioamo-nos antes a er-
que osse a sua conveniencia individual que o
levou a desviar-se da senda pela qual dra j al-
guna paasos, para tornar a entrar nella quando o-
reclamarem as circuinstancias, pois ello emi-
nentemente o hroe das circurastancias. Nao
houve hornera publico desde Moreno al esta
dala que tivesse a consciencia mais accommoda-
tiva que o general Urquiza. Nelle se v realizada
da por dia a exactidio dezta mxima foi a pa-
lavra dada ao horaem para dsfargar-lhe o pen-
ssmento. Assim se mostrar elle hoje grande
amigo do povo brazileiro, admirador do seu jo-
ven esympathico monarcha, das suas instilui-
goes liberaes. e amaoha pora de rastos ludo
quanto exaltava e glorificava na vepera ; far o
que fez ltimamente : emquanlo acreditara que
a allianca com o Brazil lhe proporcionara di-
nheiro. esquadras e soldados, suecumba Bnenos-
Ayres I exclamava pouco depois quando veio a
realidadedissipar-lhe as illuses, porque o Bra--
zil, adoptando a nosso ver a mais sabia poltica,
nao quiz lomar parle as nossas comeadas civis.
At ento era o Brazil um impetio lilupatiano,
que s ao saber-lhe das iras devia bambalear do
Malto-Grosso ao Para, vendo j o novo Attila ir
com suas hostes a humilha-lo. Nodespeitodo
seu orgulho esquece o pobre mortal, pensavam
os borneas cordatos que o ouviram qu sem o-
Brazil nao leria elle chegado a Monte Caseros ;
que Kosas sera anda a esta hora o agoute des-
tes paizes, e que, em lugar das glorias que con-
quistou, lena o mundo confirmado nelle o apo-
do de louco traidor, cora que este o baplizou,
ceg pelos aduladores, e ensoberbecido pelo
poder.
Talvez aos leilores do Brazil parega que no
oceupamos demasiadamente com o general Ur-
quiza,mas mularo de pensar, se reflectirem que
esla personagem pela sua aflinidade com o parti-
do brbaro que nos dominou durante viole an-
nos, pela sua influencia e pela sua riqueza, exer-
ce uma acgo, seno dicisiva, pelo menos po-
derosa, sobre os homens e as cousas deste paiz.
Nao se pode pois apreciar devidamente a nossa.
poltica as suas extraordinarias o inesperadas
evoluges, senao conhecendo os que a fazem,
para assim dizer.
Os successos de S. Juan, de quo domos conla
na nossa correspondencia anterior, spproxirao-
se jada sua solugo, que, contra a geral espec-
taiiva, ser satisfactoria e pacifica. Parece que
os commissarios do governo nacional sero bem
recebidos, porque j nao vo acompanhados do
apparalo bellico de que ao principio pretendiam
rodea-tos, de modo que a intervengo que so
inUnlava contra a letra expressa da consliluigo.
assume agora o carcter de uma simples nic-
dago official e diplomtica.
Reslabeleceu-se a ordem na provincia de San-
tiago onde uma rerolugio militar triumpharado
governo legal. Em compensara anda mui agi-
tada a provincia de Corrientes,"em que seencas-
tellaram os qoe reagera contra o pacto de 11 de no-
vembro de 1859. Contara com o governador
Rolon e fazem correr que o general Urquiza o
apoio por baixo de mo, o que nao ser dfficil
de acreditar depois do que temos estabelecido
sobre crer aquelle general que lapolitique e$t un.
animal bpede raisonnant servant Dieu de ma-
niere ne pas offenser le diable.
Em Tucuman formou-se um clnb denominado
Libertad, cujos fins e tendencias sio as mesaias
do que sob idntico nome existe nesta cidade.
A 23 tiveram lugar as eleiges de deputadosao
coogresso. De fra da cidade se sabe at hoje
que triumpharam os candidatos do governo, den-
tro delta estiveram deserlos os comicios, pelo que
ficou a eleigao para o dia 30. Commentando-o>
e explicando o atlribue a imprensa este facto a
nao ter sido do agrado do povo a lula sustentada
pelo club Libertad, o que nao inteiramente
destituido de verdade, Mas, ao que nos pare-
ce, a razo de ninguem ter concorrido s mesas
eleitoraes esl em haverem as repelidas lulas,
que o poro tem sustentado, abalido-lhe um
pouco os espiros. Por outro lado do carcter
dos povos meridionaes mov-los mais o odio do
que o amor, e a lisia organisada por aquello club
nio era completamente odiosa opinio.
O presidente Derqui modiflcou desla sorte o
seu ministerio : interior, D. Salustiano Zarala,
actual governador de Tucuman (duvida-se qua
aceite) ; relages exteriores, D. Francisco Pico,
antigo emigrado, que goza de bastante credilo-
pelo seu carcter e luzes. Ficam pois no minis-
terio Rieslra, Olmos, e como ministro da guerra
o coronel Francia, creatur'a do general Urquiza.
A presenga deste horaem incompetente por falta
de conhecimenlos e illustragio, prora, por mais
que digam, qne o governador de Eutre-Rios nao
e eslranho aos conselhos do governo nacional,
Francia conjuntamente um espfio e um pe-
nhor de confianga, o que nao obstava que seja
um horaem de bem, como efectivamente .
.Publicou-se nesta cidade um memorial do ba-
rio de Mau, a respeito da quebra do seu con-
trato com o governo nacional. Produzio esle
documento bom effeito no publico, resultando
delle nao tsr sido regular o procedimento do go-
verno,
Vai eslabelecer-se no Rosario um banco nacio-
nal com suecursaes em outras provincias, cojas
nocessidades commerciaes o exigem. As bases
sao :
1.a O capital efiectiro do banco ser de um mi- "
lho de pesos, moeda nacional, podendo ser ele-
vados al tres milhes, se o requererera as ne-
cesidades do gyro e das suecursaes ;
2.a Este capital ser dividido em aeges de
500 pesos, nio respondendo os accionistas se-
no pelo valor das suas aeges:
3.a O banco ser de deposito e descontos, mas
poder tambera emiltir bilhetes ao portadora a
vista, at trea tantos da importancia que tiver em
eaixa;
4.a A direegio do 'banco ficari a cargo das
pessoas que os accionistas designarem, pela for-
ma e debaixo daa condiges que estes estbale
cerera, com sujeigo s leis do paiz ;
5.* O governo conceder ao banco por 10 an-
nos o privilegio do Oseo para eobranca das suas
dividas;
6.a Pelo mesmo prazo garante tambem o go-
verno os accionistas um juro mnimo aonualda
9 "/ "obre os capitaes com que houverem en-
trado ;
7.a Nos sen* descontos Dio exceder o banco a
Itaxade 1 %-ao.rnei, nem a reduzir a senos do
o /, ao anno, sem previa autorisacio do go-
verno ;
8.* A Uiu de inlereue qoe se abonar, a


***. i min i( km* lia
l AMO DI tERSAMBUCO. SEXTA FURA 1
EIRO DE 1861,
em carnerario
It. Rio se iohtbs oRovemede )N*Mlr to-
do lempo e eatebeteeimeato da eaapregos an-
logos na paiz, mas na* peder concede malotes
favurca u privilegios, te amplia-los Me
dentro do prazo da contessoo ;
12. O govfno ter a ioicialia do banco al
se echar subscripto o capital nrcessario para sus
uudago. cessando desde esse' momento toda a
sua iogarencia, qno passar para a accionistas.
Parece que por fira se reeliaer o projecto de
tima estrada do ferro para Cordovs, que fari
mudar completamente a face destes pavos, nao
podendo o interior de forma nenhuma prospe-
rar sem deseos olver as suas vas de conimuni-
caco. O general Uiquiza subscreveu coro urna
sontia forte, xrgo deve ser bom o negocio
binco pelos seos depsitos, fleor inteiramcnle \ Pois esse dosso peridico un verdadeiro i-
i discrigo da directora, que lera inteira ttaesda-l *tln de tan tpanlalhas, que o nomo proprio
de de acgo em todas at oitUas operarles ; dessaa ligeras.
9.a Nao poder o ge'erWpedir ao bancos Em verdade'gaslar-se considerareis somroas
descont de nenhuma classe de obrigap^ssujis^ jjpji cofres pblicos para manterum peridico que
exercendo sobre este nicamente a inleivengao s publica poocas cousas, e essaa mesmas com
necegaartd-'fWi tisetlitaanmi aoBissiode potas. til atrase, wmm costeen as-------n*i|ir* de le-
udo a qae tocar igUHU'+l juro* ajee coo- Ihinfcl M'asliJd QMw, 4taetm*5?Efe se *t>
cede : t to j^tortawtasvpela qe*de boas peaaee ter I
10. As cotas do bmiwo serlo recetidas como pues Jiuheira em todas as repsete** etWes daTe- fonte Mrte peeoa beber neUetospaTaUansmiltir-
puMiti dude sio houvtr 'aafuhtjtea preezda Ihe r^aeieetMeatte m qeje> en lassrtata sta
pro*Mata.
Vi ser eiaasplo ha mezes om itapesiantex-
pediesrU desraide*>eia> venio que havia com a provincia de-Rioam a
coBtaca dos drfeiloa eot>re o -caf de produeei
desta flfti* do consulado da corte? no sm Jor-
nal tenho visto reclamacoes do commercio sobre
farras e rrivgularldades'nas guias de crigem, rjoe
"Sao pasiadas pelas estages fiscaes desta provin-
cia para isentarem o caf de novo pagamento na
sobredita mesa ; percerro entretanto o Mam P%*
btico, e nao encontr as provideucias que de cer-
to ae tero dado para remediar essas faltas, e o
que mais, ncm urna noticia veje do rciidimen-
td do imposto do caf, depois do novo systema
de arrecadaco, para Confreular a difereiti.a que
tenha havido para mais ou para menos. pro-
Srmiento foi" nomeado ministro pfenipoteo- 'varel que isto venha a saber-se la para o seno
ciario junto do governo de Washington, e acei-
4ou roas nao deixar o ministerio antes de fe-
veretro e marco. Acompasa-lo-ha na qua -
lidade de secretario o Dr. Mauoel it. Garca,
alm disto encarregado de urna misso ad hoc
de niuirtssiuia importancia, que vem a ser estu-
Jara urganisago dos tribunaes federaesda Ame-
rica do Noite, e a appKcagao que dellcs se pode-
r lazer na nossa confederar, vista da actual
legtslagao. A pessoa competente, e eremos
que desempnhar a commisso satisfactoria-
mente.
Segundo urna publicado feita pel Sr.FIop-
kius, parece nao estar definitivamente termi-
nada a questo que levou Berges aos Eslados-
l'ji: los ; os aibrtros, sustenta o Sr. Hopkins,
excederam as suas kislrugoes.
A respeilo do commercio pouco podemos d-
zer : a darnios crdito aos bolelins, ha mais al-
guma animar j n-o mercado. As ongasteera os-
cillado um puuco uestes ltimos das, e ficam a
339.
Nada mais do Prala.
{Jornal do Commercio, do Rio.)
INTERIOR.
!Miiias-4era Ourn-Treto, 4 de Janeiro de 1861.
Hitamos enitirn lires do anoo velho e entra-
dos ueste, que se nao correr melhor, nao aer
anda assim dos peiores. Abundantes colheitas,
paz profunda, regular mortalidades foi o que em
^eraise deu nesta provincia durante o I860;-o
se nao vior sioda por ahia a ootioi a de algum
desses mais notaveis tumullosque a febre elei-
loral do tira du auno possa ter o ccasionada, le-
ra ido o anuo de 1860 apenas notnvel por te-
re os partidos polticos acordado da apalhia e
iadTerentisnio em que esliverain durante o
grande pt-riodo da conciliaca<', a qual, sej.i
dito de passagem, a regulor-se pelo quea qui
se passou por occasio da eWicao primeria de
30 de dezernliro, nao roelhoreu em cousa alguma
os coslumeg dos cabalistas.
Veiicou-se aqu esse acto, verdade, sem o
menor disturbio, masempregando-se lodos aquel-
los nieiosque so usavam em ouiras eras; no-
tando-se apenas um demais, que coevo do do-
in.nio da couciliaco, isto o omprego do di-
uln.'iro, que foi aempre o melhor conciliador das
e da iuflueiicia. Bm noticioso seria o chionisla
que quizesse publicar urna ediegaa de todas as
bellas an-oes e nobree paizdes que se pern em
eta>aaiejio pejtm pocas, em que, segunde um
lluslie tiuado, auspendem-se todas as garanas
da he ora e da probidade.
Ah se veria o parele contra o prenle, o pas-
tor afugentaudo suas ovelhas, o juia nivelndo-
se coui aquelles que, para garanta da paga re-
cebida, aceitam marcada a cdula que tem de
levar urna o scu voto; o amigo alraicoando o
revelando os segreJos do amigo, os beneficia-
dos conspiraodo-se contra os beiofeilores, como
r,ue para livrarem-se do peso da obrigaco ; os
fracos transigindo se cora os foi tes at p'oderem
feri los pelas costas, quaes outros iscuriofes ; os
represeutautes erafim da perfidia e da bolsa a-
lheia, muito empavezados, suppundo-se agenui-
na expresso da opinio, da qu..l, acabado o car-
naval, uenhiim vestigio tica, poisosseus orgos,
u.-is tomara de novo osseus audrejes para conti-
nuar a esmolar, outros recolhem-se humildes s
suas repart;oes, donde liram o sustento de suas
familia., e outros finalmente vao procurar os seus
adversarios da vespera para se disculparem das
picardas que contra elles pralicaram.
E' este um quadro que, estou coarencido, fi-
gurar na exposigo eleitoral do mais de um
lugar.
Correram pacificamente aqu, como j disse, as
eleicoes em ambas as freguezias, e eacusado di-
zer que sora a mais leve sombra de inlervenco
do gomrno e da polica, ao menos favoritos
conservadores, vonceudo o partido chamado li-
beral lados os eleilores, menos tres da freguezia
de Antonio Oas, que sao conservadores, a sa-
ber: o sonador Teixeira de Souza, o vigiro Joo
Ferreira de Carvalho, e o capitao Valeriano
Manso.
Das freguezias de [ora vochegsndo as noticias,
urnas favor.iveis aos conservadores, outras aos h-
f)oi aes; mas nao se podo por emquanlo fazer
juizo sobro o resultado final.
Nao t-;nho boje outras noticias a dar-lhe seno
que l deilou de uovo na Ubaraba a rededos
processos o respectivo juiz de direilo Dr. Pinto
de Vasconcellos: j eslava cora elfeito muito
visto o numero dos cunto e cincoenta criminosos
que lodos os dias nos annunciam os jornaes des-
sacorta ler elle processado (e que entretanto
nao se sabe ondeestao cumprindoas penas): era
pois preciso que urna nova lista se organisasse,
e que essa come(asse por aquelles que parece
nao serem admiradores da sua proverbial bones-
tidade forense.
Um juiz publico e amigo das riquezas o peior
flagello da sociedade ; e se o povo disto chega a
convencer-se, nao ha acto por mais justo que
prati'iufi, que nao seja acoimado deiojusto, prin-
cipalmente qnaodo a iaimodetia do mesmo ac-
ensado alm de ludo quem apregda a propria
Jiuncslidade.
Com quanto sejam muito incompletas as noti-
cias que al ao momento em que escrevo tem
ebegado do resultado dss eleices das 53 fregue-
zias de que se compo este primeiro districlo,
ahi vocomludo as que tem chegado a meu co-
ubcciificoto:
Conservadores. Libtraes.
Ouro-Preto......
Antonio Dias* : 3
Ouro-Branco. ... A
Cechoeira.....14
S. Barlholomeu. 5
Casa-Branca. ... 2
nio de Pedras ... 2
Cunguuhaa .... 11
Fiodade.....10
Queloz......7
Suapuhy ..... 5
Capclla-Nova ... 4
Itaverava.....6
Santo Amaro .
I.amito.......
aJarianna......
Camargos.....2
Inficionado......
8. Sebasliao :
Paulo Moreira.....
Ponte-Nova .... 4
11
9
Mguinte, quando se reunir a assembla provin-
cial ; mas como entendo que nao so a assera-
We -provincial que tem o direiu de saber o co-"
mo correm os negocios pblicos na provincia,
pe^o por esto meio a quem competir que baja
de dar ulguma noticia do qaeoccorre a seme-
jante respeilo. Para que Vene nao tenha por
infundados os meus queixumes, anda Ihe vou
referir outro fado para provar-lhe a morostdacte
ou iodfferentismo do tal Bem Publico na publi-
cado de noticias que, em iniuha humilde opi-
nio, suppoaho serem de inlefesse publico.
Fizeram-se as eleiQdes primarias em 30 do
mez passado, estamos a 10 do seg inte mez e j
aqu sabemos pelos jornaes da corte dos resulla-
dos de algumas parochias dessa cidade, onde se
tem concluido o acto, e demoitas da provincia
do Rio; o por cartas particulares sabe-se lim-
bem j do resultado de todas as parochias deste
districlo, (onde os partidos quasi se equibraratn]
de um grande numero das do districlo de S.
Joo de El- Re (onde o partido conservador ob-
teve consideravel maioria) e at da cidade do
Serr, donde se esperaran) noticias desfavoraveis
ordem publica pelo oncarnicameiito dos parti-
dos, o que felizmente se nao vcriQcou (venceodo
suavemente o partido conservador]; entretanto
que uto Publico apenas tem publicado o re-
sultado de Ires freguezias 1
Neste andar, depois de abarlas as cmaras, sa-
btremos quera sao os depulados.
Onera sabe se eslarei em ess, snppondo que
as questeg eleitoraes sao objecto do mais alto
interesse publico? Talvez, pois n3o falta quem
assevere al que o governo deve ser inieira-
nienle indifTerenle essa luta, como so os seus
resultados nao tivessem de influir sobre a sua
eslabilidade.
Tem causado aqui espanto o modo por quo
nessa corte se pleitearan] as el-ice.s, e j nao
admira que por esse goslo se proceda em algu-
mas provincias menos illnstradas; felizmente
nesta nao consta por ora que lecha bavido urna
s dessas scenas de correras pelas ras e assal-
los s malrizes com to nolavcl exaltaoienlo das
paixoes ; que nao haven '.o por c questes de
agiotagens e de bancos, pouco enlhusiasmo po-
diam produzir para urna luta mo armada as
velhase gastas divergencias polticas exhuma-
das ultima hora dos tmulos de Santa Luzia,
donde tantas decepces tem exhalado dianle da-
quelles que, como agora, chamados a combater a
le i do sello e dos appellidados impostes sobre a
industria, derramaran! outr'ora all seu sangue,
e viram seus prenles e amigos suecumbirem
pelejando contra a le das reformas, da qual os
seuschefes foram bem deptessa os melhores de-
fensores___
Santa-Catharina.
Desierro, 10 de Janeiro de 1861.
Amanheceu no porto o JointiUe, cuja demora
j come;avaa inspirar serios cuidados, apezarde
sab^rmos que nesta viagem alguma demora teria
afim de trazer noticias eleitoraes.
As eleies por aqui correrm plcidamente e
sem effusao de sangun, o quo era de esperar;
porra muilo disputadas em algumas parochias,
mais ou menos eivadas de irregularidades, seno
de nullidades. c al. pela primeira vez nesta pro-
vincia, acompanhada de urna duplcala I
Teve a victoria o partido dos Srs. Lamego e
Luz e dizem que esse resultado foi em grande
parle devido ao brilho do ouro, o que nao asse-
vero; mas lambem nao duvido, porque infeliz-
mente o ouro hoje, e creio que em todos os
lempos, a maravilhosa espada de Alejandre, que
corla lodos os nos gordios, a sondo mxima elei-
toral conseguir os fins sem altengo aos meios,
que duvida pode haver em ler sido empregado
esse miraculoso agenle quequebra osmaisderos
penhascos, quanto mais a maneavel ventado do
tantos miseraveis, que, simples portadores de
um voto, vao depr na urna um papel que lhes
entregara oque ignorara o que seja.
O presidente, com quaoio inteiramente neutro
na lula, julgou prudeule mandar alguns soldados
policiacs para os pontos onde se esperava que
sera a eleicao mais disputada, como na Laguna
Tijucas e llapacoroy.
Em Tijucas houve urna duplcala. 0 juiz de
paz, vendo que a sua parcialidado pordia, sem
mais tir-fe nem guar-te declarou slraplesmente
que uao havia eleico porque liaba consultado o
presiaenle sobre duvidas que Ihe occorriam, e que
s depois do serem ellas resolvidas que have-
ria lugar a eleigo. Os votantes do partido silvei-
rista convocaram o juiz de paiz immediato e pro-
cedern! no mesmo dia eleico, organisando a
mesa na forma dalei; oqtiacommunicaram ao
presidente- Acontecen purera que esta corarau-
nicacao chegasse muilo depois da do primeiro
juiz de paz, declarando ao presidente as razes
f frivolas porque nao procedeu eleiyo, do sorle
que o presidente marcou-lhe novo da para anu-
ir, qual se procedeu no dia 6. Ao passo que
o primeiro juiz de paz detlarava ao povo quo a
razo de nao haver a eleicao era a consulla que
llzera ao presidente, mandava dizer a este que es-
lavam os nimos agitados em presenta da .irga,
etc. Ora, sabe V. que forca era ? Cinco policiaes
e o tcoenle da companhia de polica ; entretanto
que o segundo juiz de paz na melhor ordem fez
t eleigo principiando-a no mesmo dia 3.
L para o norte talvez dsso isso occasio a
algumas paoladas ; por aqui porm, povo do cor-
deiros. licou ludo em paz.
Em llapacoroy consta que a eleigao, que foi
adiada, se esl fazendo regular e pacificamente.
Nada mais ha por aqui de importante. Os colo-
nos que vieram no Joxnville j eslo na nova co-
lonia do Ilajahy, levados para all pela cauho-
neira Ivahy. O vapor Imperador trouxe-nos mais
61, que nao sei anda o destino que tero ; pens
que lambem iro para o Ilajahy.
O Cruzeiro tornou-se Uercantil, cesson a op-
posico que fazia ao presidente, sem dar disso
explicarn, continuando alias cem a mesma re-
daccao. Quero suppr que retirou-se cansado, e
no'sera para admirar essa razo, porque lam-
bem 03 ministerios por cansados se retiran.
MlPilCIPIO DA CAMTAt.
' Partido silveirista.
Parochias. Eleilores.
Capital..................... 15
Trindade................... 0
11
I
&
2
12
7
T9 78
- 10-
Seria preciso inventar noticias para peder dar-
lh'as amiudamente do aconlecimeotos notareis
desta provincia.
Recorro sempre quo tenbo de eacrever-lhe ao
iBm Publico, que o orgo official. a ver st en-
contr ahi alguma cousa que valha a pena de
mencionar em minhtsmissivss, mas nadare no-
vo vejo que possa ialeicsear os seus leUoreJ.
Queiando-me disto turo amigo, queme parece
s vezes espirituoso,. daseme elle : Nio tens
visto em certos roces orna figura simulando una
hornem manlondocbosaihoa une se agiUm com o
vento, e que terrea de panlar os pauaxoa pa-
ra que noestraguem s plantas, emquanlo os la-
vradorts se oceuparn ao casa de outros raisteiM,
ou ducancam T
Ribeirio...................
Lagos......................
Rio-Vermelho.............
Partido lameguista.
Santo Antonio.............
Canavieiras................
MUNICIPIO DE 8. MIGUEL.
Partido lameguista.
Sao Higueli
Predade.../'
JTUS1CIF10 DE S. JOS.
Partido lameguista.
S. Jos....................
Santo Amaro..............
S. Pedro de Alcntara....
Garopaba..................
Escadedo Brilo............
nmtcino be s. sebastiao.
Partido lameguista.
S. Sebastio................
S. Joio Bsptista deTijueas
Porto Bello)
?............. 9
Cambra ...)
Foriwo silvtirista,
S. Sebasliao............... 8 Jupc.)
6
5
3
6
5
15
17
5
3
5
5
8 duplic.J
3
MUNICIPIO DA LAGUNA.
Partida lameguista.
Santo Antonio 1
>...........
Ararangu....)
Pescara Brava............
Pan o-........
......
. .......
DE
Ktf
... ......
vsrhMvawa ...
vwnnciMo
tortio
lUAf........
ItanwtiyC)
Cl' AiodnniO'se sobe oWtMMado.
TBJStCIPIO' >M S.'WWBCISCO.
Partido lamfuiUa.
S'.Franciaco
"' -
5
4
4
t
i im
Mu oeiii
5
ranciaco 1
r.......V)
.* a 11
13
~ 9apT'
Joiuville ......,............ 1
Paialy (*).................. 8
Do municipio de Lages anda nao ha noticias.
A impreasa peridica tem estsdo aqui ltima-
mente menos licerciesa a mais comedida, gratas
& inlervenco enrgica e efficaz dos numerosos
amigos que tem o Sr. presidente Brinque em
ambos os lados em que eleitoralmenle est divi-
dida a provincia; o qoe, a nwu ver mais um*
prova da sua imparciliJadc. Nv falta quera
procure saber para que lado pende o presidente,
' te vultos do bravead independencia das colo-
" j^*^*w>,n11t*"* cinzas do illustre morto j
a*oeario, onde acabavam de che-
gaf du Cbile, a eaifllnho para Buenos-Ayres.
. trft^M'aMWlra continuara em perfeita har-
mona coi-o gea>ral Urquiza e o Or. Derqoj.
Vtf.ob iiwiWiBii acoolecirradWMde S.
tunoo-rm-mfmmm a compl
da ToMav^8Sas9jaKios se aggrara
doswcssawsda a toiarvenco da for5.
A aaajMtalu MKarregada d* eootSKer dos
os ceor*t*B-divergi en ir* ai tanato ar
ojos de ovgwrJnr governo, separuao-sodo-
ttjmel Saa, piajtMtnie da commiasiesosSrs.
coronis PanneraCalwesa e Laanle.
O ultimo paasss^Bira ParaasXamero e Go-
a para BuenoaVUrytee, e o gweraflraa dispu-:
nha-se a atacar S. Joo Arenle-da ^OO liamens
movidos do-Si Ltriz e MeTnToza.
Nao oram onhecidas ainda pelo miado as
circumstancias que motivaram essa dissidencia
entre os membrosda commissio: dizia-seporm
que o coronel Saa nao quiz concordar com os
eous collejas em adn.itlr a eleico do Sr. Aber-
raslin para govemador da provincia, o qual pe-
lo seu lado tralava de resistir ao coronel Saa.
Os negocios de Corrientes igualmente apre-
sentavam urna face desagrdate!.
* P^^iJkOlo q *ia sobmettido a sus re-
nuncia de govemador ao poder legislativo da pro-
bre os melhores meios de evitar a teparacio do
sui. Os ponas cardiaes, como os leitoses saaem,
erao garantir a propriedade sobro esesaros,. tan-
to .nos Estados onde admittida escravtdao,
como nos territorios commuos, a a fiel execfcl
5ao da le dos escravos fgidos.
rada- fl general Casa tiie*i||ignado e car so
a8S TT^"**, dMUd0* jSSfcnte aM'Kst.
dacW U.aW. ordenara pae dW 4da janear jeja
toraaaH 'preoea publicas attaasardmataanr o aaeeorrod*
T*roa**BOcia, de q *^rsle> d0*" '"a oaeio podevosl
ieerar-se, aataequiolur-se a st mttai,
Dr. Joo Alfredo Correa de OLucira___
Ooalbi>o'.ni,wi, .dMMacdo.
Br.; SUs io Car aiaanUd Albedaerqne..
Dr. Antonio Vicente de Nascimnto Fei-
-aoBj
57
17
6
iniaf-
um ba que denuncie qualquer tendencia.
Como o Jornal do Commercio publrcou a exis-
tencia de um pharol na barra do Bul desta pro-
vincia, na Pona dos Naufragados, dou-lhe a se-
guinte descripeo desta til e humanitaria funda-
cao, segundo fui publicado em um dos jornaes
desta cidade.
A lorre circular e lem de altura sobre o
nivel do terreno em que construida 56 1/2 pal-
mos al beira inferiar da cpula, e 1t)6 cima
do nivel do mar na beira-mar das aguas vivas,
Dcando o foco da luz oa de 191 1/2 palmos sobre
o mesmo nivel. O centro da torre marca a lati-
tude S. 27 19' 30". o longitude oeste do Gren-
wick 48 24' 59" e visivel, em urna zona
comprehendida por 8" 22' 30" no quadranle de
SE pelos navegantes que por elle passsrem do
norte para o sol e v ice -versa. As ponas de Ierra
que flcam mais salientes dos Naufragados sao a
dos Frudes ua mesma ilha, o a do Veido no con-
tinente ; relativamente ao centro da lorre demo-
rara ao rumo magntico d'agulha, a primeira a
B 4 Sueste, e a segunda a S (SE. O apparelh'o
da luz lenticular do systema de Tremol e Arago ;
a lampada tem duas torcidas. Este apparelho pa-
rece ser da segunda ordem revolvente. A luz
aprsenla dus phasesiraca e brilhante, o In-
tervallo destas de 60" deduzidos de 4' ou 240",
lempo em que o tambor octgono faz a sua revo-
luto completa. Do cimo da torre desee um con-
ductor que, atraVhssando urna pequea cortina,
vai ter ao mar na directo de S.
(Corros particulares).
[Jornal do Commttcio do Rio).
DIARIO OE PERNAMBUCO
?i^i'?ber t>nC3 !ieu-lrat0'J"i.sUpar^ TDCi. n5 ,hes endo eil'a aceita", declarou que
2 h.l, .005se,08 ros^rnBcrTcsTienf ^ contlninria no scu posto aulorisado para re-
sistir ao decreto do governo nacional, de que j
tem conhecimento os leitores, relativo eleicao
dos deputados ao enngresso. Conslava quo essa
aulorisacao Ihe hsvia sido concedida, e ue o ci-
tado decreto conlinuava sem execuco naquella
provincia.
Nesse p Qcavam as cousas, e lodos tinham
os olhos flio3 no presidente da repblica, de
quem esperavam um procedimento enrgico os
partidarios do decreto.
0 ministerio argentino qne, pelas noticias
do paquete passado, pareca definitivamente or-
ganisado, desmantelou-so de novo cem tero Sr.
Zavslia, actual govemador de Tucuraan, renun-
ciado a pasta do interio. para a qual havia sido
nomeado. Nutriam-se porm ainda esperanzas
de que tile virta a aceitar a nomeajo.
O projecto de e.-tibelccimeoto de um banco
no Rosarinho ganhava lodos os dias aceitaco e
acreditava-se que em breve seria ioslaliado.
_ .< De Assumpo a unica noticia digna de men-
co a da conslrucgo d um templo em Uu-
mai.
Do Pacifico chega-nos a noticia do rorapi-
mento das relaces diplomticas entro o governo
do Per e o ministro dos Estados-Unidos, a
quem foram expedidos os passaporles.
A razo do romp roen lo, segundo se vedas
notas"trocadas a ess1? respeilo e que mais miu-
damentevem referidas na nossa correspondencia
do Buenos-Ayres qne brevemente publicaremos,
foi um conflicto suscitado por ter sido classiflca-
da como arbilrariedade pelo governo do Per a
exigencia do ministro dos Estados-Unidos, rela-
tiva aos navios Leziie, Thompson e Georgiana.
Escapou de ser assassinado o presidente da-
quella repblica o Sr. Castilhos.
< Suas Magestades e Altezas Imperiaes partem
domingo 27 do correle para Petropolis, onde
residirn, segundo coslumam, durante a estaco
calmosa.
" Estamos aulorisados para declarar que nao
lem fundsmeulo a noticia, dada hontem por
urna folha desta corte, de ter o ministerio pedido
a sua demisso.
Pelos servirlos prestados por occasio du
naufragio da crvela D. Isabel foram condeco-
rados :
Com a grande digoilaria da ordem da Rosa
S. Alteza Muley Abbas, vlce-rei de Marrocos am
Tnger, e o Sr. Drummond Hay, ministro de S.
M. Brilaonica em Marrocos.
Com o habito da mesma ordem os Srs. Jos
Daniel Collaco, vice-coosul portuguez em Tn-
ger, que foi tambera nomeado vice-coosul brasi-
leiro na mesma cidade ; Jules J. Preire, nomea-
do igualmente vice-consul em<5ibraltar; Kirley
Oreen, vice-consul inglez em Tnger, capilo
Lugran, commandanle da corveta iugleza a va-
por Argus, o Dr. Pierni, medico.
Com o habito da ordem de Christo o padre
hespanho'l Pedro Lpez.
Poram nomeados ;
Offlciaes da ordem da Rosa os Srs. Joo de
Souza Werneck, Luiz Pereira de Souza, coronel
Matheus Herculano Monteiro de Castro o Ignacio
Edler de Plener.
Cavalleiro da ordem de
cirurgio de esquadra o Sr.
Noronha Feilal.
Ca val le ros da ordom di Rosa os Srs., Dr.
Jos Mara Chaves. Francisco da Souza Leal Fi-
Iho, Dr. Nicanor Goncalves da Silva c Francisco
Xavier da Silva Moura,
' Commendador Ja ordem de S. Benlo de Aviz
o Sr. chee de diviso Joaquim Manuel de Olirei-
ra Figueiredo.
Foi jubilado o Sr. conselheiro Prudencio Gi-
raldo Tavares da Voiga Cabral no omprego de
lente da Ia cadeira do 3a anuo da faculdade de
direilo de S. Paulo.
'< Foi concedida ao Sr. coronel Conrado Jacob
Niemeyer a exonerago do cargo de inspector
geral das medicoes das Ierras publicas da pro-
vincia do S. Pedro, e nomeado para subslilui-lo
o Sr. inajor Candido Januario dos Passo s, que
obteve a exoneraco que pedio do cargo de offi-
cial da repartidlo geral das torras publicas.
. Pela barca norte-americana Adelaide, en-
trada honlcm de Baltimore, recebemos (albas dos
Estados-Unidos al 17 do passado.
Extincla pareca a derradeira esperanza do
manler por mais lempo, a nao ser talvez pela
forca das armas, a poderosa Unio norte-ameri-
cana, e mais do que urna estrella lera provavel-
mente de desapparecer do canto azul celeste da
bmdi'ira lislrada.
a Cada vez mais exacerbados se moslravam 09
nimos dos homens do sul, tomando por motivo
ou pretexto os allenlados do norte contra os seus
direilos, o em di'ereaies parles se haviam con-
vocado as chamadas convencoes do poro, nao
pan deliberar sobre a separaco, pois que essa
desde muito j se repula resolv Ji, mas para
sancciona-la.
0 New-York-Herald de 14 de dezembro faz
a seguinto resenba dos estados que pretendem
separar-se
Carolina do Sol : a convenci reune-sea 17
de dezembro, e o oslado separa-se da confedera*
gao a 18.
'< Albama '. convenco a7 de Janeiro, separa-
cao a 10.
Mississipi: convenco a 7 de Janeiro, se-
paraco a 10.
Florida : convenco a 3 de Janeiro, separa-
cao provavel a 10.
Conta-se que Arkansas e Tasas nao so dei-
xaro Ucar muito alraz.
Por lo certa se tinha j a separaco, quo a
legislatura da Carolina do Sul, talvez para en-
Ireter a excitaco popular, ia anticipadamente
volando medidas para a representarlo dn estado
nos paizes eslrangeiros, para defosa da costa e
outras semelbaotes. As legislaturas dos outros
estados, que lambem pretendem romper 09 lacos
S. Beato de Aviz o
Dr. Jos Mara de
Hontem s onze e meia do dia fundeou em
nosso porto o vapor francez Guyenne, vindo de
llio e Baha, adiaotando dous das do cada um
dclles s noticias que recebemos pelo Yapock.
Eis o que colbemos da leitura dos jomaos :
Hio de Janeiro. L-se no Jornal do Com-
mtrcio:
Eutrou hontem dos portos do Rio da Prala o
paquete francez Sainlonge.
Por elle recebemos folhas de Montevideo at
16 do correte, de Buenos-Ayres al 13, do Pa-
ran ate 10 e da Assumpco al 5 do mesmo mez.
As noticias de Montevideo sao despidas de
importancia; nenhum tacto notavel tinha viu3o
alterar a situacao pacifica da repblica. Rumo-
res de invaso haviam corrido ltimamente, mas
eslava verificado que cram completamente falsos.
O general "Flores, & quem altribuiam semelhan-
tes desiguios, acliava-so tranquilla.nente em sua
casa na campanha de Buenos-Ayres, onde pro-
curava com o trabalho restaurar a sua fortuna
perdida nos ltimos aconlecimeotos polticos em
que so achou envolvido.
Vigorava desde o 1" do corrente aono o de-
creto de 6 de novembro do atino passado, litado
em vjrtode da suspenso do tratado de commer-
cio de 4 de selembro com o Brasil.
Como sabem os leitores, esse decreto iguala
os direitos de importago dos productos naturaes
e agrcolas do Brasil aos dos productos similares
de imporlacao geral, e torna lirre de todo direilo
de exportaco a carne que se exporta da repbli-
ca, qualquer que seja a sua preparado.
J condecora igualmente os leitores a expo-
siceo de motivos que acompaohou esse decreto,
e o parecer da commisso permanente, appro-
vaudo o. Todos esses actos teem de ser submetii-
dos approvaco da assembla geral na prxima
legislatura.
Achava-se ausente, em viagera pelo litoral,
o ministro da fazenda ; exercia interinamente a
pasta o Sr. ministro de governo e retacees exte-
riores, o Sr. Azevedo.
Prorogra-se al ao flra do mez prximo o
prazo marcado para a declarado dos capilaes su-
jeiios ao pagamento da conlribuico directa.
J havia tomado posse e fleava trabalbando
a nova junta econmica administrativa, lendo
eleito psra seu presidente o Sr. Luiz Loreoa.
Havia sido nomcada pelo governo urna com-
misso militar, presidida pelo ministro da guer-
ra, para examinar um projeclo do ordenanzas
militares, apresentado ha lempos pelo Sr. corono!
Francisco Lasala. Faziam parte dessa commis-
so os Srs. Joaquim Bequena, Antonio Dias,
Joo E. Leuguas, Salvador Garca o coronel
Res.
a Passaram-se cartas de nsturalisago aos pres-
bteros Joaquim Rivas e Pedro \iralt.
O Sr. general Jo3 Maria Res fra nomeado
director da escola militar, e o Sr. coronel Lean-
dro Gomes, oflicial-maior do ministerio de mari-
rinlia e guerra.
A emigrarlo eslrangeira tinha side exiraor-
dinaria na ultima quinzena do mez de dezembro
prximo passado. Segundo os dados estatislico*
que publica a Prensa Oriental, tinham entrado
durante essa quiozena 709 emigrantes, proceden-
tes de Savouna, Corunha, Bayona, Genova, Bor-
deaux e Barccllooa.
Tinham naufragado a barca norte-americana
Warwik, procedente do Cadix com carregameoto
de sal, e ascuna argentina Alaria Luisa : a pri-
meira judo da ilha da Liberdade, a segunda jun-
to da colonia do Sacramente. Salraram-se as
Iripolaces.
Em Payoand fra assassinado a 2 do cor-
rente um Ulho do Sr. Juste Diogo Gongal-es de
uorne Lindoro Goncalves. As circumstancias do
crime sao horrorosas. *
Tinha sido reraeiti.lo para a cadeia da capi-
tal, pelo chefe de S. Jos o celebre ssassino
Marcellino Barrilas, o matador da Srs. Camate.
Com elle chegaram mais tres assassioos
A' ultima hora publioam os jornaes o resal-
lado das eleieoe8 dos senadores entrantes da no-
va legislatura. Sahiram eleilos pelo departa-
mento de Soriano o Sr. Gabriel A. Pereira ; pelo
de Paysand o Sr. Dr. Candido Juanico ; pelo de \ da Unio,*occupavam-se com materias' da mesma
Tacuaremb o Sr. Manoel Errasquin ; pelo de ordem.
Salto o Sr. Anastacio Aguirre. A legislatura da Georgia declarara que reco-
Em Buenos-Ayres devia ter lugar, no dia nhecia em qualquer dos estados que constituem
era que sabio o paquete ( 3) a eleicao dos depu- a Unio o direilo de separar-se delta quando
tados ao congresso pela capital. O partido fede- fosse da sua soberana rontade; e que se algum
ral nao pleileava a eleico. As duas lisias que cese aggredido por haver exercido esse direilo,
disputavam o triumpho pertenciam ambas ao par- a Georgia se poria do seu lado, esperando igual
tido unitario; urna fra a presentad a pelo club provade sympathia no caso de ella mesma resol-
te Cambio
Acedes
romper unio quatazia a ana forr;a. Corolado,
o espectculo que talvez aa bra daa a*
mundo es Estados-Unidos, daecendd* da aovara
da ama das priraeiraa-ajaeaa do globo ao-nivel
das potencias secundaataa. Divididos, -callan 1
quecidos, a sua voz nio ser qualicada no con-
' selho "dospovos, asna espada nao pesar na ba-
laai;a, o o nico paiz.onde a republics pareci
altiar-se prospendade offerecer com a sua
"mtsraa desgrana mais urna prova a favor- das
intttuQi>es monarchicas.
Nao devemos desesperar por ora ; mas se
aquella ruina se consumar, o que Dos nao a-
praza, ser na America o Brasil a nica monar-
chta, e ao mesmo lempo a unica uaco grande,
udida e forte.
4 As ultimas noticias que havia do Mxico da-
tara no mesmo misoravel estado a situacao da-
qella repblica.
Quaulo i noticias commerciaes ainda se 16
no mesmo jornal :
Londres 26 1i2 e 26 5i8 d. a 90 dias.
Marselha, 355 rs. a 90 dias.
Hamburgo, 680 rs, a 90 dias.
pidelidade 1$ de premio, hontem
Banco Rural e Hypothecario 30)
do premio a dinheiro, hontem.
< Dito dito 379 de premio para 30
de junho.
Dito dito 28$ de premio a dinheiro.
Fechram-se hoje transarles sobre Londres
na importancia d'S 40,000; na maior parte a
26 5^ d, e o resto a 1|2 d., cando o cambio
firme.
a SammSo pois os saques pelo paquete fran-
cez Guyenne : sobre Londres S. 280.000, pre-
dornimando at hontem as quanlias sacadas a
26 1|2 d. e o resto a 26 58 d., alm de urna 0-
pera;o diminuta a 26 1|2 d.
a Sobre Pars 2,000,000 de francos, na maior
parte a 360 rs. e na menor aos Iremos de 357 a
369 rs.
Sobre Maiselha houve lambem hoje um sa-
que de 100,000 francos a 355 rs.
Sobre Lisboa e o Porto regulou a tabella se-
guinle :
.< 1100 tO avista.
109 Oto a 30 dias.
108 0[0 a 60 dias.
107 O10 a 90 dias.
para Pernambuco, o pata-
ta
8
17
7
1
-74

21
H
1
271
24
243
Achava-se i carga
eho Bom Jess.
Bahia.L6-se no Diario da Bahia :
1 Teve hontom (28) lugar o funeral doExm, Sr.
arcehispo, marquez de Santa Cruz.
Esliveram presentes os Exms. Srs. presidente
provincia, bispo do Rio Grande, bispo do.
da
Para, ordens religiosas e muitas outras pessoas
eradas.
Orou o reverendo padre meslrc Frei Ray-
mundo.
Formou a guarda de honra urna brigada com-
posta do3. batalho da guarda nacional abarra-
cada, o 7.* de linha e companhia de artfices
com quatro boceas de fogo, sob o commando do
Sr. coronel Carvalhal.
Recebemos o Jornal da Cachheira de 27 do
corrente.L-se n'essa folha :
No da 1. do corrente principiou o rio Para-
guass receber em seu leito alguma porco
d'agua, e foi se augmentanie diariamente, sera
que causssse menor espanto. No dia 5 subi
ella ponto de salar muito alm do c&es : no
dia 6 foi dtminuindo, chegando a nivelar-secom
a beira do mesmo, isso at 7 horas 9a noite ;
porm, quando eram 9 horas, calmara mu co-
piosos aguaceiros, que tornou impossvel que
pessa alguma podesse deitar cabga fra, nao s
ajudado pbla medonha e escura noite, como pela
sensivel falta dos. lampeoes.
.< Ento do improviso subiram as aguas um
ponto espantoso que nao deu lugar que mu-
tos dos habitantes da Cachoeira e S. Flix, sa-
vasse ao menos um'a cadeira em suas casas
de habilaco ou negocio, principalmente aquel-
les que nao esperavam a sua subidaaquel-
lo ponto e com tanta velocidade. Tudo ento foi
coufuso, Iabyrioto e desespero, os cauos da ru
da matriz e Amparo, reprezados das aguas ro-
benlsram, e de momento inuundaram a ra da
matriz : linalmenio s 2 horas da noite eslava
toda Cachoeira e S. Flix debaixo d'agua.
< Em Cachoeira subi ella quasi cornija do
hotel S. Joo, em S. Flix beijava os lelhados da
casa do Sr. Franeisco Antonio Lopes de Azeve-
do : por qualquer becco que se passasse era mis-
ter cauda, e estas eram poucas para aecudir
tantos afRiotos, que nao duvidavam pagar bom,
aura de verera se ainda podiam salvar alguma
cousa. Vsrias casas illumioaram-se para clarea-
rem as ras. Archotes nao se acharam e al-
guem que os quiz vender apurou-os pelo prego
de 19 cada um ; assira, pois, durou ella dimi-
nuindo muito pouco 12 dias.
No dia 7 chegou praga da cadeia. onde so
desembarcava na porta do sobrado do Sr. Xavisr
de Miranda ; pele lado da ra da Ponte Yelha
veio at toja do Sr. Antonio de Oliveira ; pelo
de Entro Ponles al porta do arraazem do Sr.
Bernardo Mendes da Costa ; pela Ponte Nova at
pracada Manga, pelo lado da rus Formosa,
at cima de 3degros da escada do Sr. collec-
lor Antonio Francisco dos Santos.
E' impossvel calcular-se o grando prejuizo
que soffreu a Cachoeira e S. Flix era todo o seu
commercio, e preciso notar que nao ha aqui
quem na perdesse com esta inesperada endien-
te. A' respeilo de vida3 temos lamentar a de
urna pobre preta velha mendiga que falleceu na
ra da Ponte-Nova e foi mandada sepultar pelo
Sr. delegado.
Todava os habitantes da Cachoeira eS. F-
lix esto resignados e esperam que esles prejui-
zos que todos agora soffreram sejam de urna
prosperidade consoladora sem um par* os nos-
ros irmos do centro que se acham na maior pe-
nuria.o
A'cerca de noticias commerciaes eis o que diz
esse mesmo jornal :
Londres 60 a 90 ds, r.26 5i8 a 26 3/4 d.\
Paris 355 a 360 rs. o fr. \
Hamburgo 680 a .700 ra. b. _J
Lisboa 104 a 105 Oto-
Dobloes hespanhes31g a 31*500, esc.
s> da patria30P500 a 31SO00
Pecas de 6$400 velhas16500 a 17$, id.
" de 49OOO9J300 a 9&400 id.
Soberanos9*800 a t0id.
Palaccs brasilciros2*000 a glOO
hespanhes2000 a 2gl00
mexicanos1*900 a 1*960.
Dr. Antonio Aires da Souza Carvaiho...
,.AIm-Mla;MaBBja d
.Jaaaaios, proaSaan-multa
Coasalheiro Sacpid Tarxeira Macad*
Dr. Silviuo GavaaaaaUde Are*Mraerajae..
Or. Antonio Yieealedo Nascimanu fi-
Dr. .UU>iiiaUaasda-Jsduza.Jatalaa..
Dr. Jddo Jaiftansian de Agaiar......
Sis orasastad* da* sedlas
coWegi.da'P.d'Asa:
Visconde oXSamaragrbe.................
Muamm *" P^f Barrtta..........
Dr. -Eparalnonda d" Mello..............
Dr. Nascimnto Feiloza.................
Dr.:ptiaina Atcoforade....... ........
De Urbano Sabino Pessoa de Mello.....
Reunida i da Recife, remos e eguinle :
ViscondedeCamaragibe................
Dr. Francisco Xavier Paes Brrelo.....
r. Antooio Epaminondas de Mello....
*r. Antonio Vicente do Nascimnto
Foi toza...............................
Nao pademos deixar dc'oiiamar a attencao
do fiscal da freguezia dos Atojados para o estado
das cercas nativas de alguns sitios da mesma Jre-
gutw, quo-fteannHi passagem da Magdaleua o
na entrada para Jorre.
As posturasraspeciiras dispeto o cfrtB, das'
arvoies, que formara essas cercas, am de quo
nao incommodera o transito os ramos cnidos so-
bre a estrada jasae, emernaargo. naqnellas in-
dicadas localidades d-sa a infrac^o esse diapea-
to, sem que se tenha procurado appr-1he a con-
veniente coarctaco, sendo vielimss da refedA
infraccao os passageiros dos mnibus, que vo-
sobre o lejadilho. por occasio dos mesmos m-
nibus procura rem evitar encontros.
Ser toleravel a permanencia desso abuso 1
por portara de hontem foi considerado ha-
I "J,"a g0laf das Tntagens do art. 26 dn
II 2o f MUB como P"* eD*'ar as materias
00 f grao, o prefessor da segunda cadeira da
Boa-vita l^minlano Joaqolm de Miranda.
Fundeou hontem urna hora da tarde em
nojse porto a corveta hlice nacional llagi, que
sahira do Maranho no dia 24 do corrento lar-
de, trazando reboque at a barra do Parnahyba
o vapor D. Pedro, 00 qual flnha em commisso
o chefe de polica darroella provincia.
O Magi comrrytidado pelo dislincto-Sr. I.
lente da armada Francisco Manoel Alvares da
Araujo. e segu para a Baha, .caja estaco na-
val perlence. Foi ao Mararfho fazer a obra quo
uecessitava no fundo, que se executou com toda a
economa e fiscalisajo sob 1 inteligente e hon-
lada direceo do Sr. chefe Wandenkolk.
Houverara ltimamente na marinba diver-
sas mudangas, alm da dd Sr. chefe Barroso para
a Baha, que hontem noticiamos, e do Sr. capi-
taVce a,sre 8ue"a Amazonas para aqui.
OSr. chefe de esquadra Parker, que commau-
dava a estaco da Bahia foi transferido para o
Rio de Janeiro; o Sr. capilo de mar e guerra
Pereira Pinto, por elle substituido passou com-
mandar e corveta fiaftiana, destinada viagera.
Cientfica aos forlos da Europa ; e o Sr. capilo
de mar e guerra Lanance foi nomeado para com-
mandar a esiacao de Malvo -Grosso, em substitui-
Qio do Sr. Amazonas.
Foi lambem nomeado o Sr. capitao de mar
guerra Antonio Flix Correa de Mello para com-
mandar o vapor Amazonas, e o Sr. capitao l-
ente Gonuioo Augusta Torreso, capilo do por-
to do Rio Grande do Sul.
Nao flcarao ahi as mudancas ; porque a exc-
agao da oova le de l do dezembro ultimo exi-
ge muitas outras que peosa realisar em breve o
ministerio da marinha, pondo em completo mo-
vimenio todo o seu pessoal militar.
Por engao de pagna$5o sabio hontem no
centro do resumo de noticias do sul, parto do ma-
nifest de um navio.
Passageiros do vapor Trancez Guienne, en-
trado dos portos do sul: Madama Maria Spina,
Oeovanni Povelli, Antonio P. Joaquim do, Reg.
Joao C. de Almeda, Benlo de Araujo Pinheiro,
Mara Josefina dos Sanios, Frei Joaquim do Es-
pirito Santo, r. Olio Van Thuyl, B. ChaJopin.
Rodolpho W. Suyfreed.
Passageiros do briguo portuguez Ciulane
sshido para Lisboa : Rosa Capilani a ama lba.
Passageiros do vapor nacional Oyapock sa-
ludo para 03 porlosdo norte: Tenoote Leonardo
Luciano de Campos, lenle Francisco Antonio
.Vassimon, piloto Antonio Goalart da Sitveira
alteros Manoel Alves branles, Prancisco Teixei-
ra Bastos. Joo Luiz Pereira Lima, Antonio Vi-
cente Cu n ha Pinto.
Passageiros do vjpor franco! tutenne sa-
hido para Bordeeux e portas intermedios : Luiz
Ferreira Braga, Vietor Moreira Lopes, Alexandre
Aires Ferreira, Josephina dos Sanios, Joaquim
Pereirsf Borges, J. do Carvalho Moura.
nrT7 J?OM,>'e<:olhidos'casade deleoco no dia
30 deste mor 7 homens, sendo 3 livres e 4 es-
cravos ; ordem do Dr. delegado do Io dratriclo
l, ordom do subdelegado do Recife 4, a ordem
do de Sanio Antonio 1, ordem do de S. Jos 1.
MATAOOURO PTBLICO :
Malaram-se no da 31 do corrente para o con-
sumo desta cidade 46 rezes.
MORTVLIOUIF. DO DIA 31.
Auna, parda, 7 annns, espasmo.
Mana, branca 41 dias, colite.
Manoel, preto, solteiro, 40 sanos, collile chro-
nica.
Antonio Joaquim da Silva, pardo, solteiro, 30
annos, tubrculo pulmonar.
Communicados.
Liberdade, a aoulro dizia-se sustentada pelo go-
verno. A primeira compuoha-se dos Srs. Drs.
Pastor Obligado, Adolfo Alsina, Manoel Quintana,
Manoel O. Montes de Oca, Jos Marmol; a se-
gunda dos Srs. Drs. Pastor Obligado, Jos Mar-
mol, Adolfo Alsina, Felix^Frias, Jos Maria Can-
tilho.
A' ultima hora corra que esta ultima lista
tinha triumphado.
Dizia-se igualmente que o Sr. Dr. Tejedor,
depulado ao congresso pela Campanha, renun-
ciara a esse cargo. Dos outros depulados elei-
los pela Campanha j tem os leitores conheci-
mento.
ConQrma-so a noticia da nomeaco do Sr.
F.Sarmiento, ministro do governo de Buenos-
Ayres, no carcter de ministro plenipotenciario,
e enviado extraordinario da Repblica-Argentina
junto aos Estados-Unidos. S. Exc, que devia
partir no mez prximo para o sea destino, entre-
tanto, continuava na pasta de ministro do gover-
no, seo qua estivesse ainda designado quem se-
ria o seu successer.
i Faziam-so grandes preparativos para rece-
ber as cinzas do general Lavallo, um dos maio-
verseparar-se,
Na Luistana votara-se unaniraente urna lei
convocando a convenco do povo para decidir a
questo da separaco.
Em Nova York tinha havido movimenlos a
favor dos Estados do sul na tentativa de separa-
gao ; mas lambem es houvera em sentido con-
trario, sobresahindo entre estes ama reunio dos
principaes negociantes o pessoas mais gradas, na
qual se resolveu enviar urna commisso ao sul,
aQrn de tentar um ultimo esforco para chamar
razio aquelles poros.
< Em Boston causara grande agitacao o an-
nuncio de urna prelecco publica por Wendell
Phillips sobre a oducgo do povo. A prelec-
co teve lugar a 16 do passado, e to serios tu-
multos se receavam por asa occasio, que a
forga militar recebera ordem de maaler-se de-
baixo de armas nos seus quarteis. Felizmente
nao pasaaram de algazarraa e asauada oa distur-
bios.'
< Apezar da pouca ou nenhuma esperanca do
bom resultado, continuara a commisso para es-
se fim eleita ao saio do congresso, sob a nomo
especial de commisso da crise, a deliberar so-
PEBNtWBCO.
REVISTA DIARIA.
A mesa do collogio eleitoral da Victoria
compez-se pelo modo seguinto :
Presidente Coronel Jos Cavalcanti Ferraz de
Azevedo.
Secretarios.AntonioBrasilino de ilollanda Ca-
valcanti.
Coronel Tiburtino Pinto de Almeida.
Escrutadores.Igoacio Coulioho da Silva.
Felippe Cavalcanti de Albuquerque.
Comparecern 74 eleilores, sendo este o resul-
tado da eleicao:
Conselheiro Sebastio do Reg Barros.. 73
Dr. Domingos de Souza Leo............ 73
Dr. Antonio Coelhode S e Albuquerque 72
Conselheiro Jota Beoto da Cunha a Fi -
gueirodo............................... 2
Viscondo de Camaragibe................ 1
Conselheiro Francisco Xavier Paes Br-
relo................................... 1
Esta voUgo reunida do Cabo eleva os'rotados
nesta proporco:
Conselheiro Sebastio do Reg Barros... 137
Dr. Antonio Coelto de Si e Albuquerque 120
Dr. Domingos de Souza Leo............ 104
Dr. Antonio Herculano da Souza Ban-
deira ... ......... 7a
Coasalheiro Jos Beato 4* Cunha a Fi-
gu enredo................,.......,..... 49
Tendo-sexoncluido a votaco para depata-
dos geraes no collegio de Igaaraia, ao qual
comparecenm 38 eleilores, presenil ella o se-
'- guite resultado:
O miseravel que achou no pensamento. que <-
ve, de abrir um consultorio para os pobres urna
idea de especulago, enganou-se foraaalmeotr
porque nao eslou no caso de baratear meus ser-
vicos mdicos para ter quo fazer : e mesmo seria
ama triste lembranga, querer ganhar dinheiro
dando por um mil ris a consulta e o medica-
mento.
E' sera duvida este o pensamento que moveu
meu conselheiro a lembrar-me oarligo do regula-
mento que citou, porque se o movesse o zelopela.
observancia do regulameoto da saude publica,
ento ha muilo deveria ter chamado a allengo
do illustre inspector para os medicamentos se-
cretos que se vendem nao s as pharmacias,
mas al as tojas de fazenda, sem permisso |da
junta central
Aceite meu conselheiro urna retribuico na
mesma especie do conselhoque me deu.
c Nao julgue os oulros por si : se meu conse-
lheiro tem carcter de especular com sua pro-
Osso, eu nunca o tire nem terci, porque quero
que a minha misso seja mais nobie, e nao se
reduza urna venda de receitas.
Recife 30 de Janeiro de 1861.
Joo S. Ramos.
Retirado da vida periodiqueira, nio desojo en-
volverme em lulas de imprensa ; mas, na pos-
so crusar os bracos e flear mudo e quedo quando
vejo amigos offendidos cruel e descuramunal
ment.
Um communicado publicado no Diario da
quarta-feira, 80 de Janeiro, assigaado por um
justus, > escripto em linguagera acrirainiosa a
virulenta contra) o Sr. Ignacio Tolentino, me im
pellio a escrever as quatro linhas, que agora as
treco.
Admira como o Sr. Justus censurando rigorosa-
mente o Sr. Tolentino por haver indirectamente
cootado urna historia que se passou, que diz
respeilo ao Sr. Araujo, prorompesse -em tormos
insultuosos : ri-uo rolo do esfarrado eow/o da
malavado 11
Quem reprora o mo procedimento dos outros.
nao dere de maneira alguma cahir;no mesmo la-
maca! ; entretanto que assiot nao proceden o Sr.
Justus que, reprovando o procedimento incon-
veniente do Sr. Tolentino, nomo diz n'um dos
periodos do seu communicado, mas adiante-aese-
ci injariae e improperios contra elle, qua tos .ad-
mirar I '
Para se defender am amigo, ni ae necessila
de laoear ma>da dustos, ceuvicioa, etc. 4 *' mais
criminoso aquello que conhece es mos deMtoa
e pratica os peiores, do que o qne nio censara a
deseonhece as regrasde cirlidade, cerno quer o
Sr. Justns para com o Sr. Tolentino I
Se o Sr. ^uatus-raprovou o pretedimeirto do
Sr. Toloatino, ceeae qne eagoton o diecioaario
dos insultos a injurias I
Quando se quer censurar outro, alo te o dea
campee: a ae aaafm sent tai, em vez de aeter
I oWide um UiBa4Mco4r*envse qajif teya-
Wv
4


*uH>*mmmmm* m ta^wa.*, mmmmoumm
i.
rar, tem-se descido s ultimas carnadas di bel"
xeza.
Depois, quem escrev conforme a moralidade
requer, nao a eorcrgoan*, de assignar seu no-
me ; porque ningaem h pralicar ?oes digoaa dUnw. O Sr. Toleo-
tino um cdsJie qu> a|o' merece sor tratado
cota injurias o Wfhto. Hn n Sr Justasenteo-
ce que o Sr. Arauio digno de ser respelado.e
que cranos, o mesmo dimite 4m o Sr. Tolenli-
do, que vire honradamente do seu Irabalbo.
O Sr. Juitus diz que o Sr. Toleotioo prestou-
se a ser instrumento de outrero. o que so nao
dita da Sr. Justas para ata o Sr. Areujo?
S aquelle que de/eadeu- ene propria causa as-
sijnando-se- instrumento, uio sabemos o que
seri aquoUe, que, uo asignando seu nome, e
que nao se defonde a si proprio. mas a outro,
laugauJo mo cora o annimo ? I O publico que
responda.
Pico aqu, fazendo apenas -unta reparago ao
Sr. Jintus, para que, quaaJo quizar, defender
qualquer oulro seu amigo, nao lance mi de
meios t o reprora dos e indignos do hornea que
preza ditera rerdadeeadvogar a causa do juste e
do honesto.
Romualdo. Aluts de Olivtira.
Rclfe 31 de Janeiro de; 1861.
Correspondencias.
Srs. redactores.Tendo a mesa parochial des-
ta freguezia terminado nosta dala o processo elei-
toral, com a remesas da acta da mesma eleigao
ao Exm. Sr. presidente da provincia, o como seja
para suppr que S. Exc. a receba, como suspeita,
rista de urna outra acia de eleigao d'aqui re-
anellida, e rereslida com arle e sublileza, de to-
das as formulas legaes, quanlo ahi nada existe
de real que merecer possa o nome de eleigao, re-
yeito-me sobre maneira, e tanto mais quanlo ve-
jo que acto t*o illegal para merecer peranle o
juizo de S. Eic. o crdito de que carecedor,
apadrinhado com a f que devem merecer as par-
ticipaees officiaes, quedesla vez mais que nunca
tanto aqu se baralearam para cohonestar escn-
dalos ; e como nao me fosse possirel relatar ao
Eira. Sr. presidente da provincia todos os fados
e oceurrencias que se succederam, o que preten-
da fazer quando re netlesse a copia da. acta da
eleigao, que por alguns das presid, e que nao
me fot perraittido per ter o primeiro juiz de paz
Jlo Braz de Vasconcellos, a quem eu substitus,
reassumido a presidencia da mesa e ultimado os
trabalhos; para que o publico nao fique era je-
jura do que por aqui liouvo, e raesmo para for-
mar sua opinio sobre'a eleigao desta freguezia,
a elle me dirijo relatando os factos mais impor-
tantes e constitutivos da validado ou irregulari-
dade da eleigao ; e por isso deixarei de tratar da
formaco da mesa sob a presidencia do jaiz de
paz Joo Braz de Vasconcelos, da substituidlo
dcste por mim corno seu iratoediato, ele., o que
tudo succedeu regularmente.
Continua va a mesa em seus Irabalhos no da 7
do correte, nao obstante as violencias pratica-
das por conla e risco do delegado do polica Jos
Cunegundes da Silva, (reflro-me as proas do
juiz de paz de Capueiras Galdino Alves Barbosa,
do acadmico Jos Baptista Gitirana, conduzido
escoltado daquella povoagao para esta villa, de
Manocl Caelano Bezerra, de Mathias Benisno
Wanderley Tiuba e de outros; piquetes as en-
tradas da villa para intimidar, deter, ou condu-
zir votantes como que debaixo de vara; contra o
que reclamando a mesa em publico ahi res-
poodeu o juiz municipal Dr. Lourenco Jos de
Figueiredo, era presenta do juiz de direilo Dr.
Francisco Antonio de Oliveira Ribeiro que a me-
sa nada tinha com isso, que a polica estara em
seu direito, e que ahi estaram os ofcios reser-
rados! ) continuando, como dizia, os trabalhos
elcitoraes no da" ja a tarde, e approximando-se
matriz alguns votantes do dislricto de Capuei-
ras, mandou o delegado calar bayonetas em fren-
te da porta, e declarou formalmente que all uo
enlrariam a votar I
Depo s de algumas consideragoes, cnlendendo
a mesa que havia mauifesla coaege no processo
eleitoral, resolveu suspender os trabalhos e le-
var ao conhecimento do Exm. Sr. presidente da
provincia o occorrido, aguardando "sua deciso
para continuar ; e porque o dia j estivesse a ter-
minar, apenas se pode fazer o otlcio que assig-
nou a mesa, Icoocordando-se em escrever a acta
no dia seguint, dando parle d doente depois de
assignar o offijio o mesado Joo Braulio Correa
e Silva, que tora substituido por Jos Joaquira
Bezerra de Mello Jnior.
Achando-se entretanto na villa o Sr. capito
Basilio de Amorim Bezerra, director da colonia
militar de Pimeuteiras, a rnaioria da mesa re-
quisilou-lhe urna torca de sus tropa para a guar-
da da urna, visto como nao era de sua conQanga
a gente do delegado ; mas tendo aquelle senhor
respondido que nao poda salisfazer a requisigo
porque toda a torga sua. se achara debaixo das or-
dena do delegado, resolvemos a nao arredar p
e urna Ihe.deriam estar subordinadas, e quem
Ibes duidaM seria eaUlavO coa eOlotejs reser-
vadle.
Cabe aqui notar que tendo os membros da mi-
nora da mesa participad* ao Ezot/ Sr. presiden
te que haviam convocado, o juiz de paz ira media-
to-para continuar a eleige, toi por 8. Exc. re-
provado esse proceder, declarando-lbea que o
iiaopodUm axr e4eterminando'Lhes que aguar-
dassem o da deaiajoada para reuno da ateta,
por ser illegal a que haviam constituido.
Yoltando nos da capital em companhia do Sr;
(enenta do exorcite Luiz Uartins de Carralho,
que veio substituir o delegado Cunegundes, ao
chegarmos nesta villa pelas 8 horas da noite 4o
da 12 'soabemos que ae cooseivara ella coberla
de'piquetes sob pretexto de se esperar ser ataca-
da pon gente da coronel Jos Pedro, pedido
eu,carcaado-se e varejando-se per varias ve-
zes e alta noite a residencia, do prpprietario Ja-
cinlbo Jos de Mello, pretexto de dar-lhe caga
de armamento e munigta, quando o rerdadero
motivo era a ogerisa que Ihe tomara o delegado
Cunegundes por dar hnspedagera a votaotes que
senao sujeilavam S sua influencia eleitoral, ac-
creseendo de mais ter o peceado* original do ser
brasileire adoptivo, vulgo, marinheiro, e correr
em orna das'chapaa de eleilores ; estas violencias
porm, e o mesmo estado de sitio lerminaram
com a commissio do tal delegado autor.
N dia seguinte ao da nossa chegada (13 do
corrale) dirigindo nos matriz e j nao eocou-
trando ah mais nada do que exista na tarde do
dia 7, quando suspendemos os trabalhos, e oe-
gando-se a caera a satisfazer as requisiges que
Ihe foram feitas dos objecios tendentes ao pro-
cesso eleitoral, designados os meinbros em subs-
tituido dos que faltaram, marquei o dia para a
conlmuago da eleigao por meio do editaes, que
su maodaram affixar, oulaiaaos a S. Exc, pro-
vemo-nos dos objectos necessarios para os tra-
balhos, e lavrou-se a acta, em cuja occasio
apresentando-se o juiz de pazjuo Braz de Vas-
concellos, a quem eu substitua, reassumio a pre-
sidencia da mesa, con'.iuuou e ullimou a eleicao.
Disse eu era principio que era muito de sup'pdr
que esta eleigao nao merecesse o conceilo de S.
Etc., vista de urna acta de eleigao que Ihe fui
daqui remetiida, muito bem trabalha la e melhor
abonada, isto nao sao meras prevenges ; eis o
que a respeito dessa acta diz S. Exc., em sou ofB-
cio de 16 do correte, que servio de resposta ao
nosso de 13 :
_ Conslando-me, porm, agora por participa-
ges Qiciaes hoje recebidas, que Vmcs. nosus-
penderara nem adiaram essa eleicao nos termos
do artigo 6U da lei de 19 de agosto de 1816, co-
mo allirraaram era seus cilados officios, tazndo-
se disso expressa mengo na acta, como regu-
lar, mas sim quo abandonaram os seus lugares
na mesa parochial, a qual constiluin lo-se em ac-
to continuado com o primeiro supplente do juiz
d6paz, na ausencia ou empedimentos dos outros,
e mais dous msanos designados na forma da
lei, concluir a eleigao de que enviou 6 esta pre-
sidencia a respectiva acta cora as formalidades
legaes, o que se confirma com um otlicio que me
fui presente do segundo juiz de paz Theolonio
Jos de Preilas, participando ao terceiro, Mathias
l'Vrroira da Mello, que por impedimenta de mo-
lestia nao podia pieslar-se presidir a mesa pa-
rochial, como Ihe. cumpna, por igual Impedimen-
to ao primeiro, sendo aquelle raesmo juiz que ao
depois sssovera ter funecionado e suspeudido os
Irabalhos.
Evidencia-se do exposte, que regular ou ir-
regularmente a eleigo dessa freguezia est con-
cluida, ele., ete.
A' vista do exposto quera se pronunciar por
esta eleico quo eu cliamarei a nossa ? ou por
outra, quem nao eogulir a pilula ? Mas diga-
nos, Sr. Cunegundes, os mesarios a quem sua
raerc fez recuar da porta da matriz, declarando
que all nao entraara abandonaran) por
isso a eleigao ?
Sr. capito Amorim Bezerra, digne-se respon-
der, se enteude que os membros da mesa paro-
chial a quera S. S. encontrou na noite de 7 do
corrente na matriz em que se fazia a eleigao e Ibes
pedio para retirarem-se dai, dispeisuadindo-os
do intento era que estavam de ahi permanecer
at s chegada da resposta do ofhlo que haviam
dirigido ao Exm. Sr. presidente da provincia, se
enlende que abandonaram a eleigao ?
E vos, senhore3 membros da minora da mesa,
que comoosco assgoastes o officio, o que dizeis?
abandonamos a eleigao? mas toi dito ollcialraen-
te, como negar-se ? como provar-se o contrario?
Em casos desta especie, a partieipago olTki.il
urna das provas mais exuberantes, e ai da parte
contra a qual ella vem, porque ter de lular cora
desvantagem al" quando Ihe possa aOrir brecha
pelo lado da fallibilidade, porquo emfim serapre
sao cousas humanas.
Assm, puis, veremos a te qee merece a paru-
cipaco oliciaI com q-i>< acredilaram pormte o
Exra. Sr. presidente a acta que Ihe fui remetiida
' pela mesa a que cliamre inlruza.
Pela exposigo de S. Exc. no citado officio de
116 do corrente, parece lee grande importancia a
existencia de um olTi -io por mira escripto ao ler-
act*
do lugar em que sos acharamos,at que chegasse
resposta da presidencia ; e assm pormmeciaraos ceiro juiz de paz Mathias Ferreira de Mello, em
em os nossos lugares, quando pelas 8 horas da 1ue "> declarara impedido por molestia, e o ter
noite oos veio fallar o dito Sr. capftio, pedin4o-'eu asseverado ao mesmo lempo ter funceionado
____________________a*______ .___ _____---- -II: _' -___a os) ti a f\n iniiiln v -> t r ih>l K i.> hkk. a ,,. ^ hnn
nos que nos retirassemo>, porque all nao pole-
riaraos permanecer al a chegada da resposta de
S. Exc, e mesmo para prevenir de soffrermos al-
guma rr.aior violencia ; e porque a par de milita
resigoagao encontrasse em nos alguraa repugnan-
cia em abandonar o nosso posto, fez valer o em-
penho de sua preciosa amizade, hypothecan4o-
nos at sua palavra de honra em garanlia da urna
por aquella noite; e acquiescondo nos s suas
instancias reliramo-nos, bem que ao sahir nos
ponderasse um dos mesnrios, o major Padilha
Caluraby, que nao nos consentiriam mais all
entrar.
Na rainhaa do dia 8, quando me preparava para
ir para a matriz afitn de se escrever e assignar-
mos a acta, que por falta de lempo se dcixou de
escrever no dia antecedente, soube qne j all se
achavam os dous mesarios Antonio Feiloza de
Mello e Joo Braulio Correa e Silva, sendo este o
que na vespera a tarde se retirara com parte de
doente ; c que approximando-se entrada o me-
sarlo o Dr. Gitirana, fdra-lhe a mesma embar-
gada bayoneta calada ; e segu.io.do eu com o
mesario major Vicente Ferreira Padilha Calumb-
nos veio encontrar o delegado Cunegundes, de-
baixo da mosma forma e apparato bellico, profe-
rinlo em tal occasio estas ormaes palavras :
V. S. est coacto, aqui nao entra !
Voltando-se ento o mesario Gitirana para o
capito Antonio-da Costa Mello Luna eo alteres
Jos Joaquim Bezerra de Mello Jnior, que entre
outros ahi se achavam, e dizeodo-lhes queser-
vissora de tesierauahas era como eramos-repel-
lidos torga, respondeu o juiz municipal Dr.
Lourengo los de Figueiredo,que tambem ahi se
achava, com estas palavras:Sim,senhor, todos
servem de teslemunhas o al eu 1 o vollando-
se para nrim perguntou-me com emphase :en-
tao j reconUece? ao qee Ihe. respond com
irona, qu/e reeonaecla que as ponas das bayone-
tas queriam cfaziam, atm de lerera melhorlem-
pera que o eouro de minna barriga, o que sa a
mais lempo tivesse isso eilo, mais cedo nos te-
riamos desengaado ; depois do que tocamos a
retirado.
De volta, e em casa do cidado Aleixo Jos da
Luz recebo um officio assignado por Joaquira
Antonio da Silva Barros, Francisco Pereira da
Costa, Antonio Feio de Mello Lins, Antonio Fei-
toza de Mello, Joan Braulio Correa e Silva como
presidente e membros da mesa parochial, duen-
do que par se adiar eala devidamenle consti-
tuida e dever continuar em seus irabalhos, uzesse
-eu entrega das chavea da urna, que se achavam
m nosso poder; ao -que respond que achando-
se suspensos os irabaiho* at que o governo ro-
aolresse as duvidas que Ihe hariam sido pela
mesa pmposlas as nao entregara; e como pelos
procedentes havidos nao nos julgasscmos garan-
tidos, determinamos ir pessosl representar so
heridas e pedir prorideocias, e eom eflelto satii-
ios desta villa a p, dilfarcdamente esemsjiro-
vimento algum, tanta era a confianca que por
seu procedlmairt* nos mereeia auteridade aya
nos e-xporraos a sahir poWieaaaewte; o preaejjfin-
do-nos de carelios- fr* da tul', seguimos-catai-
ho da Escada, suoportano' moa caanorus e
aguaceiros, enMirecco capital, ond^parafi
r.cora
IHflBreoTreToTiTo^eTrlIlrJ^SrWWIaWlWia^uH
*o precipitada toi a no#sa sahida ; OJuMi che-
presWeflW,- e q*i*i tenda) aJpfovMoa Suspeusao
,^l*s Irabuthos eIeUor.aes.aeu aa previdencias ne-
. iDCffsarUia-para cootiumgo dos meamos na de- ,.
ida Xoruu^jito raspeitando-se aa deciaocale- m
aaa da masa e garautindo-s a licdade do '
voto, o-qiie.ta.eW o St^CauW**.&&*-
Lhii era urna burla, porque a mesa,"toanles
como disse, o. mr>u flm fot apresenUr tac sotneo-
te o que concarnisse validado. ou>f rregularida-
enire si ae deba-
pe ojav competente
--
Queiram, portinto, senheres redactores, dar
em seu jornal. public,idadaiiftiaatas, cJjas,.cono
que muito obrigarSo ao de vmcs., etc.
Tktoltmt JtU di Frtitu,
Juta da> paz.
Bonito, S2 de jaaeira de 1861.
*
X
e suspendido os trabalhos : ora, nao sei quo Con
fuso possa produzr a existencia desse otlicio ou
o que possa elle iufluir no resultado da eleigao,
por quinto sendo eu o primeiro juiz de paz em
referencia ao Sr. Malhias, leria serapre a prefe-
rencia sobro elle era qualquer occasio da elei-
gao que me apresenlasse para presidir os Iraba-
lhos, como sobre mira a tinha o juiz de paz Joo
Braz de Vasconcellos a quem loo que se apro-
sentou enireguei como devia o seu lugar, e esse
documento s vera appelo se o juiz da paz subs-
tituido nos trabalhos quizosse chegar a legalidade
substituigo em prejuizo do crdito de seu
substituto, a quem ento cumpriria a exibigo
desse documento; mas se o Sr. Malhias nao
funecionou, a que vem esse documento? seeu
que fiz o officio nao me serri delle porque, repi-
to-o, anda mesmo que ou o tivesse expedido ces-
sara o seu effeilo no momento que me conriusse
com a mioha presenga na mesa, que valor pode
elle ter ? Verdade que desgostaodo-mo um
pouco do modo porquo tamas cousas eu resolve-
r afastar-me da eleigao e fiz ura officio passao-
do o exercicio da vara ao iramediato, porm al-
tendendo a considerages de alguns amigos de-
sist de meu proposito, esse officio, porm, mira-
culosamente foi ter ao dominio do publico (por
que o Sr. Mathias quecomnosco se achara nesta
rilla nao teve delle conhecimento), e cahindo no
laboratorio dos habis chimicos quem farore-
ciara as bayonetas do Sr. Cunegundes, pode essf
pessoa que de si nada significara produzir a quin
ta essencia documental, isto provar que nao
houre suspenso de Irabaiho, qve houve abanto
no e mais que o tal acto continuado toi legal-
mente presidido.
Quanlo suspenso ou abandono dos trabalhos
j tica cima exposto o que houve e confirmado
em parte, com a firma dos Srs. mesarios Braulio
e Feiloza (officio de 7 do corren te- presidencia,.
e quanlo presidencia dos trabalhos em acto con-
tinuado, como chamara a reunio que formulou
aquella..acia,.a prora dessa documento uo pode
ser faroravel legalidade de semeLhante acto,
porquanto para que a presidencia da mesa podes-
se chegar legalmenle ao signatario, da referida
acia, Joaquim Antonio da Silva Barros, volado
em quinto tu jar para juiz de paz seria oecessano
a nao estivessem presentes os neis juize* de
paz meus substitutos na ordera da volago, e at
um do dislricto mais visinho, o Sr. Jos dos San-
tos Souza, que aqui eslevo deslo o principia da
eleigao al rainna chegada da capital, ou quo to-
dos estes se uostcaaseiu impedidos, o que senao
deu ; assim, pois, aprecia o publico a importan-
cia do docusaaato uara ajas toi.instruida a parti-
eipago offioU^a consequenleejente a f que po-
de merecer-urna paga oficial assim viciada. E
porque noaatesBntaram ao Exm.. Sr. presidente
ooBlcio que em resposta tlveram do terceiro juiz.
de pe* jurementad Aleixo Jos- da Luz, com
rem parece quzeram especular chamando-o em
doeorrenrapana presidir cesa tal'mee? por
que este respondeu que nao podia ir presidir,
primeiro por ter certeza que os truaallios esta-
vam suspensos, e em segunde lugar parquee
achavam prsenles os raais jo*ies>de ps*s*perio-
res na ordem da votacao, e sem irapeairaaata ; e
parque ealaieapoata nao en a que-esperaram
(alou swnte) vv.it ftr.
Ceaotoiodt direi que seo os. necessarios co-
ahematantas naso aatueoe a* ascrever para o
publico- provar ai que seja maa.compreaanajido
em atoara aspogu ; todava wiadajir otnsaaips
'rMsta'hHadazarasj: ase tai pase wat e e raaptUwl
publico a qaeaan ma ntrijo-qn* tiro aticosxla-
P u IHiea^mK a pedido.
Srs. Redactores.Bstanle impresionado com
a trgica noticia, que neata cidade se dirulgou
logo dragada do aapor Aforino* que hontera
fuudeou nesle porlo, procedaale de. Lisboa, do
que a currett Baasileira D. Itmbtl naufragara aa
Cabo de Esparte!, juuto a Gadia, qy da 11 de
crranle perdeude quasi toda a sua. oaeialidade
e trpulaco, era que pereceram para mais de
12U. peasoaa, veabe, senhor redactor, dirigir a
V. S. estas seadas liohas para de algum modo
procurar um lenitivo penosa magoa que nesto
momento ma anouria o coraco, e em quo tc-
nho sido acompaoaado certamenle pelos habitan-
tes desta cidade, os quaea em grande numero me
lera demonstrado o seu acerbo pezar por aquella
calaslrophe.
A crvela de guerra D. Isabel, que aqui apor-
tou em junho desle annocommandada pela ca-
pito lenle da armada Bcasileira, Beoto Jos
de Carvalho, depois de ler sabido do Rio de
Janeiro em dezambro do anuo paseado, dirigin-
do-se varias parteados E-,lados-Luidos da Amo-
rica, veio demandar os Acores, trazeoJo a seu
boido a escolla pralica de guardas maanas, que
haveodo completado seu curso iheorico na res-
pectiva academia rinham assim habilitar-se a
eucetar a sua carreira nutica. Demorando-so
aquelle razo mullo pouco torapo nos mares desle
archipelago, contarme as instrueces que do seu
governo Irazia o commandanle, conliouou a sua
derrota, cajo itinerario Ihe havia sido ordenado
devendo tocar em alguns portos da Inglaterra,
Blgica o Fraoga, rindo finalmente passar por
Lisboa, Cadix e Gibraltar, e completar a riagem
de um anuo at se vecolher ao Rio de Janeiro no
mez de dezembro prximo.
Efiectiramente havia aquello Bario de guerra
preenchido a sua misso al chegar aos mares de
Cadix donde rollando s costas do Brasil deria
terminar o mandato que Ihe fdra commcllido.
Mas Deus que em seus altos designios dispoe dos
iiomens nao permeltio que roltassem ao solo
natal os esperancoses Ulhos do florescenle impe-
rio do Sania Cru I L.ucou sepultado as on-
das um dslinclo official da marioha Brasileira,
que coramandava aquelle vazo de guerra, e cuja
urbana giavidade, e desvellado ioteresse pelo des-
erapenho de seus deveres bem se deixora conho-
cer a todos que aqui o tratarara. Com o seu
commandanle tambem pereceram mais de vnte
officiaes, era que se corapreendiam esses jovens
cheios de um nobre ardor pelos engrandecimen-
tos do seu paiz, e que se haviam votado Ilus-
tre profisso da marinha de guerra, perleoeendo
s mais dislinctas familias do Imperio. Ora, se-
nhor redactor, perrailta-me V. S. que eu aqui
exale um gemido de pungente dor, quando tractei
lano de perto aquella lio digna oflicialldade.
quando a muitos conheci anda na infancia, du-.
rante o lempo que resid no hospitaloiro territo-
rio do Brasil, que hoje tonho a honra de servir
nesta Una, como sou vico-consul; quando s-inda
entre esses officiaes onconirei amigos, e filhos
de outros amigos, e at algum ligado commigo
em parentesco 1 Mas uo nos resta outro recur-
so senao o de nos esignarmos aos decretos da
Providencia, erabora o nosso corago nao possa
olhar impas3irel to trgico successo. E nos,
senhor redactor, para dar ura livre curso ao meu
sentiraento, venho incomraodar-a V S. com esta
correspondencia, quando julgue dever inseri-la
no seu jornal; mas muito principalmente pora
vir desta sorte significar em nome dos Brasile-
ros, como seu vlce-consul nesta paragera, o
quanlo sensivel se tornar aos seus magoados
coragoes o iuterease humanitario e fraternal, com
que, quasi geralmente tenho sido abordado pelos
habitantes desla cidade, que tanto lastimam
aquelle funesto incidente, dando-lhes assim um
siucero e cordial agradec ment por demonstra-
ges amigas, que jamis puderei esjuecer nem
as familias e compatriotas das victimas quo nesta
hora lamentamos.
Subscrevo-me, seuhor redactor, com respailo
e attengo.
De V. S. amigo muito venerador e obrigado
Joaquim Antonio de Mondonga e Menezes.
Angra ao Herosmo z u iu- o 1H60.
(a. Ferreira.)
fVEMA,
SKNIlOA M0RTE DI D. CUILI1EBMIXA CLBMENT1NA
Di SILVA.
Era urna flor de cores muito lidas,
Tinha mullo perfume erabriaote
No cauce de coral
Chegou-lhe a sua tarde derradeira
O aroma se esvai, a cor desmaia,
B.cai a fl'Jr no val.
Era urna estrella fulgida, mimosa.
Como em purpura regia alvo diamante.
Brilhava ella no co
O sol acorda, a noile se dissipa,
E a graga d'ouro quo o universo eovolveu
Sobre a estrella desceu.
E assim como ao val a flor se esfolha,
Tambem no co a estrella enipallidece
E perde o seu luzir.
Dexando-nos apenas dentro d'alma
Urna saudade dolor nt, inunda
Um acerbo pungir.
Hoje a flor vive no empyrio,
A estrella bora como um cyrio
Refulge em templo maior '
Hoje a flor tem raais perfume,
A estrella mais doce lume,
As plantas do creador.
Assim guardemos os prantos
Os anjos s pedem cantos
E alvas c'rdas de flor.
Emblema dentro do peito
Da morte delta o effeito
Nos faga acordar a ddr.
Dorme oh anjo de innocencia
Nessa doce soolencia
Das predilectas de Deus.
Quo eu da miiiha soledaJe
Cheio de dor e saudade
S posso d'zer-ie~-Adeos
Ai1 falxia' "bQ* totnapu da sol; 6 Manocl
1 volae; Jas Taonaz de Campos Que>
resiae-,
* duavfaeocsco VaUoaa Tavares.
1 4 Asjoslioho E. da LsJta*
IdiioviCatt Filial.
-*** 'Pu^Manoel Pereira.
i dita, i Falaz J italiano de Albuqu*rque.
1 dita, Aaionio ataniz Machado:
1 dito, CarraU.o Kogueira.4-C.
1 dito, 4 Antonia Pires Ferreira.
1 dito, i Jfanoel Gongatves daSilra.
1 caixa encapadu. Frederko C. Cox.
Bngue aueco Anua, viBdu de Antuerpia, con-
signado N. O. Bieber 4 Comp., maniteslou o
seguinte:
24 caixas, velas; aos consignatarios,
i duas, ferragens, 20 barricas, gemebra;
Brander Brandis.
101 caitas, velas ; ordera.
17 ditas, papel, 4 barris, tinta do imprimir,
>L
Portos do Norte, r- Vapor nacional < Oyapock .
commandanle o capito tenante Antonio Joa-
quim de BaxataiBarbara.
Bordeaux e portos intermodtos. Vapoi fraq-
cea a Guianne commaudaote H. Eauut.
Baha...Ejcuo* hanoreiiaoa c Ntaolaus ca-
pillo H. Spissen, arga parta da que tooaxa de
Anrers.
amostras; Manda! Pigueirdu de
embrulho
Faria.
2 ditas, fazendas da algodi.o, 1 dia palitos de
dita de dito, 1 dita amostras; Linden Wild
& C
1 diti, encerados ; i W. Bomer.
1 pacote, Palraeira i Beltrao.
I dito, RaymundoCarlos Leite.
1 dito, Joo Baptista da Costa Ramas.
1 cavallo, Dr. Alexandft de Souza Pereira.
Hiale nacional Exhalaao, vindo do Cear e
Maco, consignado a Gurgel &lrmo, maniteslou
o seguinte :
50 saceos caf pilado,-10 ditos gomma de man-
dioca ; a Motta & Irmos.
10 saceos caf pilado-; Francelino O. Leal
& C.
20 saceos, 2 quartolas e Si barricas cera de
carnauba, 10 caixotes velas de carnauba, 25 cou-
ros salgados, 14 meios de sola,! caixote penaas,
122 molhos cominhos, 72 ponas de boi; a L. B.
de Cerquira.
74 couros salgados ; a Magalhes & Maia.
33 couros salgados, 14 barricas cera de carnau-
ba ; a Travaaso Jnior &C.
20 saccas la de algodo, 1 embrulho pennas ; a
ordem.
Patacho nacional Bebtribe, vindo de Alagoas,
consignado a Luiz B. do Cerqueira, maniteslou o
seguinte :
2 saceos feijo, 24 ditos arroz com casca, 3
urupembas de cessar arroz, 16 pegas de cordas de
crau; ao Dr. Bernardo Machado da Costa Doria.
450 pedras de amollar; a ordom.
Brigue nacional Felicidade, vindo da Babia,
manifestou o aeguiaie :
5( pipas vazias, 26 ditas abatidas, 3 saccas com
300 libras de fio de algodo, 2 ditos com 8 ( de
cacao ; a ordem de diversos.
Brigue nacional Almirante, vinlo do Rio de
Janeiro, maniteslou o seguinte :
692 saceos farello, 200 barricas farinha de tri-
go, 10 ditas salitre, 224 ditas e 30 pipas vasias,
25 duzias de pinho, 2 caixoes charutos, 3 volu-
ntes mereadorias e louga, 791 saceos e 14 barricas
caf, 200 rollos fumo, 6 barricas farinha de man-
dioca ; a ordem.
Recebedloria de rendas i a ternas
geraes de l'ernambuio
Kendimento do dia 2 a 30. 20.7013164
dem do dia 31.......4:1393160
afc-e-T
B i B
rr

i
sTWl
q 5
ar iM
'

Atmotpksr*.
_r I
P3
T
Dirtccao.
g* < intensidad*
f I_________
'" i e>' '
,"B
SJ* 9 2 3 I Frnntmhsit
S j3 jg 5 s
'* \o **
fio
Si 2. 22
OS ^4
^ "^ -
S. 5 S
oo *
Centifrado
i .
Mygromelr
Cislirna hydro~
mtrica.
Francas..
S
C
fia ca. m
b S; s | .
o
3
aa
sa
<
s
8
B
aa
i
A noile nablada e de pequeos agoacekor, bo-
fagera de Mi e assim araanheceu.
OSCILLAg*0 A HAR.
Preamar as 7 h. 18' da manha, altura 6 *p
Baixamar as 1 h. 30' da tarde, altura 1.2 d.
Observatorio do arsenal de marioha, 31 de Ja-
neiro de 1861.
OMAKO STF.PPLZ.
1* lenle.
Edlaes.
24:84032i
*
COJfMEHCIO.
Alandega.
Rendimento do *a 2 a 30t .
(daa do dia 31.
. .

i
. 344:?of7U0
. 13:1175731
357,9l74r4
Movimanto da alfaadeaira
Voluta es entrados co m fazeadaj.. 104
> > com gneros.. 238
'ffitflmJtflgqcio tod^rs asomis fagatjhs qae
r aqt "hbovfram no correr iLeUncS
aempre servem de cortejo deases toos, "norqire,
Volumes sahidos com fazendas.,
> com gneros..
------342
lto
236
------350,
Descarregam hoje 1." de fevereiro.
Escuna portuguezaMarafazendas.
Brigue hollarrdwGesiena Gertruids faendas.
Brigue naciaaal Avaawaate divietaaa ganaras.
Bfigare parUgufl^-Lai* lUr-.i4aav,
lmportacao.:
Vapor nacional Ojfapock, procedente dos portos
do sul, manifesto-osegninle:
10 caixas; ae Eto>. Sr. presidente da. pro
vincia.
150 barra, maotaigai Tysset freres.
52 rollos, fumo.; Jdd Quirino de Agullar.
6 caixas, rapey S 'Pinto de-SeuM t Bairao.-
1 dita, chaps; i Antuqes (tG.uimara.es, .
2 caixotes, vieWio; 4 Suchuhan.
1 caixa, charutos; Atmeida. Gomes,' Airea,
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GERAKS DE I'EkNAMBL'CO DO
MEZ DE JANEIRO. A. SABER :
Rendas dos proprios nacionaes..
Foros de terrenos de marinha ..
Ladennos........................
Siza dos bens de raiz.............
Decima addicional das corpora-
ces de mo mora.............
Dircitos novos e velhos e de
chancellara...................
Ditos de patentes dos officiaes da
guarda nacional................
Diurna de chancellara...........
Multa por infraegoes do regula-
monto..........................
Sellado papel fixo................
Ditodo proporcional.............
Premio de depsitos pblicos....
Emolumentos .................
Imposto sobre lojas e casas de
desconlos.....,......
Dito sobre casas,de movis, rou-
paa, ole. fabricados em paiz es-
trangeiro............
Dilo sobre barcos do interior. .
Taxa de escravos.........
Cobranga da divida activa ....
Indemnisacoee............
Receita eventual..................
265*250
170805
163750
4;052$02J
51(000
766*961
42*000
4J180
15*558
1:367*340
6.827JJ132
75*025
363(120
8:940|800
ao*
332(001)
98*760
9*000
3*O00
21810*324
Recebedoria de Pernambuco 31 de Janeiro de
1861.
\ O escrivao,
Manat Antonio Simes do Amaral.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 2 a 30. 59:776*067
dem do dia 31.......5:313*135
65:089*202
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO PRO-
VINCIAL EM O MEZ DE JANEIRO DE 1860
A SABER :
Direilos de 90 rs. por () do as-
sucar exportado......... 28:213(628
Dito de 20 rs. por caada d'aguar-
denta. alcool ele................ 1:627*040
Dilo de 7 01o do mel....... 272*569
Dito 2 Olrj dem do algodo expor-
tado'............... 410*321
dem idem de 5 dem dos mais
gneros exportados....... 312*169
Dito de 17 rs. por libra de couros
seceos, verdes e espichados..... 4:630(647
Decima dos predios urbanos 25:480(377
2 por cento de meia siza de es-
cravos. ,.......... 1:983(172
10 porccnlo de novse velhos di-
reilos dos empregados provin-
ciacs............... 499(975
Escravos despachados............ 86"JjOOO
Passaportes....................... 8*400
Taxa da inslrucgo publica....... 6*400
Sello de herancas c legados. 360(627
Imposto de 4 per cento sobre
a divida activa...,.............. 108*000
Dilo de 40(000 por casa de perfu-
maras ele...................... 40*000
Multas.iror in/racgdes j, 91*947
Cusas .........:.T..........-?... 37*860
Capatazia de 320 rs. por sacca de
.algodo exportado....... 206(080
65:089*202
Secretaria alo goveriM de Pernam-
nutro 11de Janeiro de 18til.
De ordem de S- Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, f.ico publico para conhecimento de quem
interessar possa, que se achara vagos os officios
de tabellio publico do judicial e*escrivao do cri-
me, civel e vteuces do termo d Re Formoso,
por desistencia que delles iez o respectivo ser-
ventuario Antonio Pinheiro da Pal.ua.
Os pretendentes aos mencionados officios sao,
pois, convidados, para que, habililaodo-se na'
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851
e aviso n 252 de 30 de dezembro de 1854, apre-
sentem seus documentos no prazo do 60 das,
contados desta dala.O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
Secretaria do governo de Pernam -
buco 16 de Janeiro ilelM,
Por esta se :rctara se fazem pblicos para co-
nhecimento dos inleressados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretaria de
estado dos negocios da justiga no mez de dezem-
bro prximo (Indo sobre os requemenlos dos
individuos abaixo declarados:
Dia 5Jos Peres Caropello, (objeclo) officio 'de
justiga, (despacho) nao tem lugar.
Dia 5Joo Ferreira Vilella, (objeclo) officio de
justiga, (despacho) prejudicado.-
Dia 5Antonio Ignacio de Torres Bandeirs, (on-
eci) officio de justiga, (despacho) pre-
udlcado.
Dia 23Bernardo Jos Barbosa, (objeclo) perdo,
despacho) nao tem lugar:
Dia 28Joaquim Mara da Conceigo (objeclo)
perdo, (despacho) nao tem lugar.
Joo Rodrigues Chaves.
Joo Baptista de Castro e Silva, inspector da
thesouraria de fazenda de Pernambuco por S.
M. Imperial e Constitucional que Dos guarde.
Era cumprimeolo da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezembro ultimo, fago
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos que toi
indeferido pelo tribunal do ihesouro o requeri-
miento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sago por prejuizos queallegou ter (ido durante
a re volta de 1848, visto se ter preseripto o seu
direilo por nao o baver requerido dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambuco 19 de Janeiro de
'"'"r" *'. a. caairo e Silre.
Directora gerai aa nsiruuyao
publica.
Fago siber ao professores e profesjoras, direc-
tores e directoras, de collegios e escolas de en-
sino particular primario e secundario, que foram
absolvidos da mulla imposta por infraego do art.
80 da le regulamentar n. 369 de 14 de maio de
lt55; que o Illm. Sr. Dr.-director geral da ins-
lrucgo publica da provincia, tem marcado- o
prazo de 60 das, contados da data desle, para os
mesmos Srs. requererem a licenga e traaem os
respectivos ttulos ; urna vez que continuem no
mencionado ensino particular; evitando deste
modo a duplicada mulla que Ibes devo ser ira-
posta pela reincidencia.
A mesma advertencia so faz a aquellos, que
por ventura tenham aborto estabclecimenlos des-
ta ordem, sera a competente autorisago na for-
ma da lei citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandou o mesmo illm. Sr. director geraLpubli-
car o presente.
Secretaria da inslrucgo publica de Pernambu-
co, 28 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerqne,
Secretario interino.
Mesa do consulado provincial 31 de Janeiro
O3?esnriptrario,
Vicente Machada freir Pereira da Silva.
Movimento do porto.
-^W> mil.................
barril.
..
2 barrquinh4rJe Antonio tiz HUs
Santos, w* !: .?'
A'dtweitfradoe'iiav.d'wi 31.
MeranMo. 6 traVdiea, carsela nacional a va-
nar afaga.. conunaudanie Io tee me Fran-
cisco Manoel.tres de Araujo.
Portes do Sul. 6 das, por franeez Guien-
ne, coemandanla Hyoolila Eneaal.
Load rea. 65 dian "rea sard a. Lujza d e
200 toneladas, capito P- Bastreri, equipagem
11, carga plvora, carvo de pedra e mais g-
neros ; a Scotl Wllsoa $ C.
Liverpool.' tS dia, tarea iogleza Diana,
de, 223. toaaladev eapilQ.R. Joel, equipagem)
10, carga fazenda e maia gneros ; a Sonthal
Mellors & C.,
Anvers. 57 dias, galeota hanoveriana| Rena .
de-140 toneladas,. caaileoJtoIln, equipagem 8 '
carga trirhaa da learo a(R*>the Bidoulac.
Nonios .taldas no mesmo dia.
Lisboa. Brigue potiuguez Constante, capi-
&C. 4'ttoAogn^oG4o*-des4li, carga assucar.
1 dita, ditos; i Jos UoraaloN oatfaV zaxaV ~-aTlamoaaaanaairguez Capibaribo ca -
1 dilo ; GuUboiatA Augusto. B.ic#rdo, a no* pr^rC>EvttMMMaj*;o
mericano < Nahun
i. Phenney; em
Directora geralda instrueco
publica.
Fago saber aos inleressados, qne o Illm. Sr.
Dr. director geral da inslrucgo publica, de con-
formidade com as instrurjes de II de junho de
lti), tem designado o dia 18 da fevereiro pr-
ximo fuluro, pelas 10 horas da manha, para ler
lugar o concurso s cadeiras vagas de inslrucgo
elementar de Io grao do sexo masculino, men-
cionadas no editil de 3 de novembro do anno
passado. Sao pois convidados os Srs. que ae
acham habilitados na forma da lei a vir inscre-
ver-se e a comparecer nesta repartigao no refe-
rida dia e hora.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 28 de Janeiro da 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Declarares.
NOVO BANCO
DE .
O novo Banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de lOf e
205 que havia emittido e anda existe
em circularlo, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,66* de
10 de outubro do corrate anno, esta
substitu cao ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e rjpe findo
este praroa podera' Wr1 lugar rom o
discwito progressivo de 10 por cento so
mes, ficando asrira na barra* do art 5
da (di n. 53 de 6 de outabn de 18B5
stnt -valor algum no fira de If mese*.
Recife 9 de novembro de 1*66. -Os
diteotorea, Joao Ignacio de MedeirOi
Reg Lubl Antonio Teir.
De mmm ii t*m iazu>ataak ca>-
xa filial do bMco do Brasil DMta pro-
vincia, se faz public para conheci-
mento dos Srs. accionistas, que o the-
soureiro da mrtma caixa esta' autori-
ado a pagar d'ora et diante ol' di-
videndo relativo ao sem|tre findo em
31 de dezemfcro p. p.. a^-ax5o de 10|
poraccao de caattorsnidade com s or-
dentnefflbkdatid* oaita ceqtral.
Caixa filial em Pernambuco 15 de Ja-
neiro de 1861 .O guarda livTOey
Ignacio Nunes Correia.
. O abaiio assignado, juiz de paz do primai-
ro auno do.2." dulricto da freguezia de S. Fre
redro Gongalves. dar audiencias nos das uleis
do qaa/Ur (aira a aabbaios, 4a 4 boras da tarde.
na casa do sobrado na ra do Pilar n. 137. seaun-
do andai.-,Manoei Eatanlo daCoaUu
Cunselbosde compras navaes.
Teodo-se de promover a compra do maaeaia!
da armada abaixo declarado, manda o conselho
fazer publico eflecluar-se isso em seasao de 5 do>
mez prximo, mediante propostas recebidas al
as 11 horas da mauhaj, acompanliadas das amos-
traa doa objeolos que couberem no possirel.
Para os navios.
30 Pegas de brim da Russia. 12 libras de cora
prela, 8 arrobas da linha de barca, 4 lirros map-
pas de 50 folhas. 6 ditos de 2 ditas, 2Q. resmas
de papel almago, 10 ditas do dito cartuxo. 1*
pinceis escopeiros. 8 arrobas de gaxeta de pa-
vear ttrarrobe e 49 libras de plvora-grasa* 10
arrobas de mealhar braceo, 1 pega do cabo de
lnho de 7 e 1/2 a 8 polegadas, o 1 iogo de tin-
reiroa galvanissdos.
Para es navio, e arsenal.
14 Libras de cera em arenle, 3 caixas de guer-
ra, IODO folhas de lixa de esmeril em panno, 800
ditas de dita de ridro, 3 pifaros, b arrobas de
seccanle, e 8 dias de zer*ao.
Para o arsenal.
20 Parras de ferro redondo de 3 a 3 e 1/2 po-
legidas, t5r>liamesde sicopira, 6000 ps*W ni-
nho de reziua.
Psri as obras de Porlo.
400 Vara de liobagem par saccas.
Sao as eondigoes para efTeciuar-ae a compra
ser pasa logo ne mez subsequertte do recebirnen-
to dos objeclo*. e sogeilarem-se os rendedorest
a multa da 50 por % do valor dos mesmos objec-
tos, caso nao os eolreguem na porgo, e da
contratada.
Sala do conselho de compras na*aes de Per-
nambuco, em 31 de Janeiro da.f861.
O secretario.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Consalado provincial.
'e'a mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do di t. de fevereiro vindouro em
diante se principiara a contar os 30 dias uleis pa-
ra pagamento bocea do cofre dos seguinte im-
postos : 12 0|0 sobre as lojas a relalho. armazena
de fazendas, tabernas e casas de leilo;4 0ip
sobreosarmazensderecolber, bolequins, hoteis.
casas de pasto, lypographia, prensas de algodo.
cocheiras, cavallariga, e todos os mais estatele-
cimentos em que houverera gneros expostos
venda ; 200j> sobre casas da cambio, 509 sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeo fabri-
cados em paiz estrangeiro e por casa de jogo da
buhar ; e bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrogas, tanto- do servigo particular co-
mo de ahiguel. M-sa do consulado provincial
28 de Janeiro de 1861.- Pelo administrador,
Theodoro Hachado Freir Pereira da Silva.
Directoritt geral de iitslrtieea pnbiica.
Por .esta secretara so faz constar aos Sra. pro-
fessores e duectores de estabelecimentos particu-
lares de inslrucgo primaria e secundaria de am-
bos os sexos abaixo mencionados, que os mappas
de seus alumnos relativo ao ultimo trimestre do
anno passado, ainda nao foram entregues nesta
repartirlo ; o que deviara effeclaar com a maior
urgencia, para nao iocorrerem- na malla deter-
minada no art. 100 da lei n. 369 de 14 de maio ~
de 1855 ; aJvertindo que os mappas dos alumnos
de instruegao primaria, devem ser separados doa
mappas dos alumnos de inslrucgo secundaria, o
todos assignados.Assim o determina o Illm. Sr.
Dr. director geral.
Secretaria da inslrucgo publica de Pernambu-
co, 29 de Janeiro de 1861.O secretario interino.
Salvador Henrique de Albuquerque.
- Nomes a que se retere a declarago suppra :
Padre Tbomaz de Santa Jiiana de Jess llaea-
lhes.
Bernardo Fernandos Vianna.
rw i5!,i''r\\'PllP8'e, Mendonga.
r. Jorge Dornella ulneiro rV..
Pudre Joo do Reg Moura.
Alexandre Jos Gnngalvcs do Miranda.
Antonio de Padua HollandaCavalcanti.
Joaquim Theolonio Soarcsde Avellar.
Francisco Jacinlho Sampaio.
Dr. Jos Joaquim de Moraes Navarro.
Dr. Joaquim Borbosa Lima.
Francisco Antonio Cesario de Azevedo.
Padre Francisco Peixoto Duarle.
Manoel Fonseca de Medeiros.
Estreo Xavier da Cuaha.
Dr. Antonio Caetano de Moraes Narat>o.
Manoel Francisco de Honorato.
Antonio Joaquim de Passos.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros.
Angelo Francisco da Costa.
Salustiano da Silva Cajueiro de Campos.
Padre Joo Servulo Xeixeir.
Luiz Emigdio Rodrigues Vianna.
Manocl Alves Vianna.
/."ferino Aureliano de Figueiredo Mello.
Francisco de Freitas Gamboa.
Jos Mara Machado ds>Figueiredo.
Padre Francisco Joo de Azevedo.
Dr. Ameiico FernandesTrigo de Ijoureiro
D. Thomazia deAlhayde Albuquerque.
D. Isabel Mara da Conceigo.
D. Ignez Pereira tjuimares.
D. Mara Martiniana de Campos Oliveira.
D. Francisca Una de Olireira Santos..
D. Joaquina Delfina de Mello.
D. Gandida Clemenlina Cesar Duarte.
D. Antonia Mara da Rosa, "
D. Maalda Augusta Pereira.
D. Amelia Elodta Lavinire.
D. Florn da Maria do Nasci manto Barros.
D. Joaquina Lou renga da Conceigo Lona.
D. Alexandrioa Candida Goozaga da Rocha.
D. Filippa Josepho dos Prazeres Santos.
D. Josepha Canuda Soares Vilella.
D. Francisca Xavier Carnelro da Cucha.
Pela recebedoria do rendainternas geraes
se faz publico que per ordem da thesouraria do
fazenda se acha venda na mesma recebedoria
o novo regulamento do selo, sendo o seu cuate
mil res.
Recebedoria de Pernambuco 31 de Janeiro de
1861.
O administrador
Manoel Cameiro de Souza Lacerda.
Foi apprehendidp por esta subdelegada um
quarlo cajlonho cor frente a berta, pos colgados.
e castrado; quem toreendoao, cooiparega neata
subdelegacis, que provaodo a posse que nelle
tem, llie ser entregue. Subdelegada de S. Jo-
s do Recite 31 de Janeiro de 1861.
Jos Antonia Pinto.
De ordem de respectivo
l. dislricto da treguezia do S. Sacramento do>
bairro de Santo Antonio desti cidade facpscienla
a quem convier, que as audiencias deste juizo sao
na lergas e sextas-teiras as 2 horas da larda, na
Sala publica de audiencias.O escrivao.
Joaquim da Silva Reg.
" "'
CASSINO PWB14R
Prerine-se aos amadores do Cassino 4 ae pa-


C)
DIARIO DE R fUUNTOCO. ~ SEATA FE1RA i tftttr*E*K) DE 1*1.
Mico m geral, que o priraeiro baile dos (olea-
res do carnaval sera no da 9 de fevereiro cujo
programma ser em lempo annunciado.
?3^^^
COMPANHIA BRASILEIfiA
S
MAMITIS ftTO
Esper-se dos portos do norte a o dia 4 do
correnle o vapor Tocantins, commandante o
pimeiro-tenente Jos Candido Do arte, o qual
Jepois da demora do costume seguir para os
portos do sul.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia roa da Cruz n. 1, escriptorio le Azevedo &
Mendos
Para o Cear
segu com brevidade o cter nacional .. por ter parte do csrregamenlo a bordo ; para o
resto e passageiros, trala-se com o capito Joo
Aniunes da Silveira, no armazem de Augusto
Ferreira &C, ra da Lapan. 4.
Avisos martimos.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate Dous Irmaos ; para carga, trata-
se com Martios & Irmo na ra Nova n. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos da Silveira.
PURA
o Rio de Janeiro
pretende seguir no di* 31 do corrento mez a bar-
ca nacional Rio de Janeiro; para carga miuda,
e passageiros, para o que lem muito bons cora-
modos, e escravos a frele, traU-se com Aniunes
Cuimares & C., no largo da Assembla n. 19.
. 1
O Mato Santo Amaro recebe eacga a (rete : a
tratar com Caelano Cyriace da C. H. & Irmao, ao
lado do Carpo Santo n. S5.
IPJSJEI M1TT
segu por estes dias o brgue.S. Manoel I ; pa-
ra p resto da carga e passageiros, para o que em
excellcntes commodtdades, trata-se com b con-
signatario Manoel Joaquim Ramos e Silva, ou
com o capito na praga.
Leiloes.
Transferencia
DE
cai-
COMIMMIIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Pcrsinunga, commandante Moura, se-
gu viagem para os portos do sul de sua escala
no dia 5 de fevereiro s5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 4 ao meio di. Dinliei-
ro e passageiros al o dia 5 s 3 horas. Escrip-
torio no Forte do Mallos u. 1.
LEIUO.
Costa Carvalho transferio o leilo do botequim
da roa dasCruzes n. 41, para sexla-feira 1 do
correte s 11 horas em ponto, em um s lote
ou a retalho a vontadedos compradores.
LEILAO
DE
Bois, vaccas, c-
vanos ecarrosas.
O agente Hyppolito da Silva, aufo-
risado pelo Sr. Antonio Leite. fara' lei-
lo de 7 bois mansos, um quartao, urna
vacca prenhe que da' 7 1 \i garrafas de
leite, um cavalo para sella, 1 burro, 1
carroca nova com eixos e rodas paten-
tes, 1 dita para um boi ou cavado :
3uarta-leira 6 de fevereiro as 11 horas
a manhaa, no sen armazem da ra do
Imperador n. 33.
Avisos diversos.
Fr^Sli (lo lorl70 inartvr ? ta.mbem um SraD(Jt fornecimen-
rtSldUU ^lUIlZU Iliariyr ,1o de caixas para retratos de 3^(000 rs.
S* BraZ. ]<*da"n^ as pessoas que desejaremad-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento deca-.
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento deca-
xinhas novas
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos h arte.
Gouvea & Filho com casa de consig-
nacoes novamente estabelecida nesta
praca, avisam aos seus coinmittentes e
ao publico em gerl, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cite n. 3, primeiro andar.
Aluga-se o sobrado da 2 andares e sotao :
da ra da Imperial n. 109, a Callar na ra da
Aurora n. 36.
Aviso s familias.
Acha-se aberta assignalura do jocoso rnala
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Rio de Janeiro e sahe r lut
urna vez por semana,contende cada numero qua-
tro paginas de gravuras primorosas, e as oulras
qualro de arliges escolhidos e interessantes s
senhoras e pessoas de bom gosto. Ji se acham
aqui os dous primeiros nmeros. Assigna-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatriz n. 12,
loja. Por trimestre 6. semestre 11, anno 18.
Banhes econmicos!!
Na casa de banhos do pateo do
Garmo.
Neste estabeleciment (alem dos banhos ji co-
nhecidos) se fornecera dora em vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
luxo, mas com toda a decencia e aos precos se-
gu otes :
1 baoho avulso
i fri 320 rs.
i momo 400 rs.
7 cartes para banhos
Trios 2 rs,
moros 2*500.
30 banhos consecutivos frios ou momos 5.
Aviso.
COIPAMIA PERMMBUCm
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Iguarass, commandante Moreira, se-
gu vi8gem para os portos do norte al a Granja
no dia 7 de fevereiro s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
7s2 horas da tarde. Escriptorio no Forte do
Mallos n. 1.
Para a Figueira
com escala por Lisboa, pretende sahir no dia 31
do correnle por ter a maior parte de sen carrega-
mento promplo, o veleiro e bem conhecido pa-
tacho porluguez Maria da Gloria, capito An-
tonio de Barros Valente, anda recebo alguma
carga e passageiros, para os quaes tem excelen-
tes cornmodos; a tratar com os consignatarios
F. Severiano Rabello & Filho, largo da Assem-
bla n. 12.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiale nacional Sant'Anna;
para o restante do seu carregarneuto
rn fr.t.-------- uuigei iruTaos. em
tono na ra da Cadeia do
dar n. 28.
em seu escrip-
Recife, primeiro an-
Domingo 3 do correte, sera' cele-!
a
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
brada a festadoS rtyTS. l^^^*0 ^o assigndo
Brazna igreja deN.S.do TfifrwdeKS^^P*0 S(>b cond,c5es muito
Os cavalheirosesenhoras soconvida-
s da noi-' :fHllaar e8leS estdbeIecimentos, pa-
que
i examinarem os specimens do
e erecto e ficara
igreja a venerarlo dos fiis, por toda a 0
semana vindoura at as 9 horas da noi-'
te, afim de ahi concorrer todos os devo-
. -i c i cima ca anunciado.
tos deste milagroso Santo advogado das '
molestias da garganta.
Romualdo Alves de Oliveira, ad-
vogado provisionado pelo superior tri-
bunal da relacao de Pernambuco, pode
ser procurado no mesmo lugar de sua
residencia na ra Direita n. 7. Como
tem de se instaurar brevemente a sessao
do jury, oFerece-se a toda e qualquer
pessoa que necessitar de advogado para
deezas. Aos que nao tem absoluta man-
te com que pagar os de fendea' gra-'
tuitamente como sempre tem feito.
Quem quizer comprar um bom
escravo, dirija-se a ra Direita n. 7 es- medianle um* Pa8a razoavel, edebaixoda direc-
j____i n_ i 'i tao do medico que o doente escolher Essa se-
cada pela ra da Penba, primeiro andar, nhora j tem trabajado sob a direcc.5o dos Ulms
Compram-se acedes do novo ban- Srs. Drs. Alburch, Pereira do Carmo, Sabino e
bo de Pernambuco: na ra da Cadeia
O Dr. em medicina M, A. da 3
Costa Brancante mudou a sua re- 5|
sidencia para a rua Nova casa n. J|
52, primeiro andar, onde pode a
ser procurado para o exercicio *
de sua proissao. *
Urna boa enfermeira.
Urna senhnra idosa, casada, prlica no traa-
me no de enfermos, recebe em sua casa pessoas
doentes para tralar com todo desvelo ecaridade,
Roga-se aos devedores da loja do fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
| nham realisar seus dbitos no prazo de
i 15 dias, na rua do Crespo n. 8, do contra-
to rio vero seus nomes por este Diario at
K pagarem o que esto a dever.
COJUPAMBDIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
iaw m mu.
CAPITAL
Cinco mlYboes de libras
sterVinas.
Saunders Brothers & C tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quem mais convier, que esto ple-
namente utorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objectos
que contiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta era mobilia ouera fazendas de qualquer qua-
lidade.
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue escuna Jovem
Arthur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para o
resto que Ihe falla, trata-se com os seus consig-
nalarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
rua da Cruz n. 1.
Pili
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro briguo nacional Al-
mirante* pretende seguir com muita brevidade,
tem parte de sua carga prompta : para o resto
que lhe falta, trata-se cora os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, rua da
Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu oestes dias por ter mais de meio carrega-
mento a bordo o palnaboto Artista ; para o
resto e escravos a frete, trata-se com Caetano Cy-
riaco da C. M. & Irmo, ao lado do Corpo Santo
numero 25.
Para
sahir com brevidade o brigue porluguez Bella
Figueir nse, capito Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passageiros, para os quaes tem excelen-
tes commodos, trala-se com os consignatarios F.
Severiano Rabello & Filho, largo da assemblc
numero 12.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com cuita brevidade a veleira barca na-
cional T fiereza I por ter j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Oliveira. rua da Cadeia do
Recite n. 1S.
Para Cear.
O hiate Sergipano j lem a maior parte da
carga ; para o resto trala-se com Hsrtios & Ir-
mo na rua Nova n. 48, ou com o capito Hen-
rique Vieira da Silva.
i
Para a Bahia segu em doucos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de aua
carga engajada; para o resto, trala-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na roa
da Madre de Deus n. 1S.
Rio Gran de do Sul
O brigue fPrinceza ainda recebe alguma car-
ga : trata-se com os consignatarios Marques, Bar-
ros & L largo do Carpo Sanio n. 8.
Para o Rio de Janeiro.
o patacho S, Salvador* anda recebe algama
carga miuda : traU-se oonv os consignatarios
Marques, Barros & C, iirfo io Corpo Santo nu-
-Jjwro
n. 41.
Ven lem-se ae' J-
o banco desta provincia :
Cadeia do Recife n. 41.
outros. Tambem recebe meninos para criar
rua do Hospicio, n. 19, casa terrea.
na
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederic Gaulier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaos, ludo com a superior!-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios ele.
A oficina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para atravessa da rua da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Precisa-se alugar urna escrava boa engom-
madeira e cozinheira, que faga as compras para
urna casa de pouca familia ; paga-se bem : na
rua de S. Goncalo n. 14, primeiro andar, casa de
sotao indo para a igreja.
Aluga-se um armazem no caes de Apollo n.
7, com bastantes commodos para qualquer esla-
belecimento, tendo embarque : a tratar do pafeo
de S. Pedro n. 6.
Botica.
Bertholomcu Francisco de Souza, rua larg
do Rosaiio n. 36, vende os seguintes medica
lenlos :
Robl'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalbico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa- &A
flel para forro de sala, o qual vende a modieo
preco.
CALQADO.
45 Rua Direita 45
Tendo de augmentar 30 ( o calcado de se-
nhora e o de homem 10 [0, do dia 9 de fevereiro
es diant?, em consecuencia da nova pauta que
ha de vigorar na alfandega; o proprietario do
bem sortido estabelecimento da rua Direita n.
45. nao quer que os seus freguezes carreguem
com as consequencias do systema tloanceiro do
Sr. ministro da fazeuda e por isso sustenta os
presos do seu calcado pela tabella seguinte :
Homem.
Borzeguins para homem (ira-
penaes)....... 10$000
Ditos (aristocrticos). 9^000
Ditos (prova d*agua). 8^500
Ditos (Bersaglieri). 8000
Ditos (communistas). 6$000
Meios borzeguins (patente). 6$000
SapatOes (3 bateras). 5^600
Ditos (sola dupla)..... 5#200
Ditos (blusar)...... 5J0OO
Senhora.
Botinas (primadona). .
Ditos (vis a vit>)> .
Ditos (me deixe). .
Ditos (grisete).....
Meninos e meninas.
Sapa toes (bezerro).....
Dito (diabretes). ." 3$500
Ditos (salva ps). 3$000
Botinas (bolicpsas)..... 4$000
Ditas (para criancas). 3$500
SapAtCtf para tenhora (lustre). 1 300
B um completo aorlimento de couro de lustra,
marroquim, sol*, bezerro francez, courinhos e
ludo que negesurie a nm ir mi de S. Cris-
pir, advogado dos artistas sapateiros, por pregosl
qoa este etUbfltcneoto pode vender. I
na
CASA DE SAME
DOS
Sita em Sanio Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administracao dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimri-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos moradores na rua Nova, ou entender-se com o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos....... 2J0OO
Marujos ecriados, .... 2#500
Primeira classe 3 e. 3#500
As operaQdesserSo previamente ajustadas.
5#000
4$800
4,3500
4^000
CONSULTORIO
DO
n>a a, um mmm
med ro copar teie operador.
3 RUA DA GLORIA, CASA DO FUNDAOS
Clinica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela maahia, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para corar animalmente, nao s para acidado, como par o engenhos
o o oulras propr i edades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriploem que se declare
o nome da pessoa, o da rua e o numero da asa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derao remoller seas bilheles i botica do Sr. J. Souan Se G. na rua da Cruz, ou i loja de
Hvros do Sr. Jos Nogueira do Soma na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nesga loja e na casa do annuncianleachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos horaeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 1S tubos grandes. .'........10*000
Dita de 24 ditos........;........ 15*000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos................. S*W00
Dita de 60 ditos,..............- 80*000
Tubos avulsoscada um.........; IfOOO
Fraseos de tinturas. ; ............2#000
Manual da medicina homoopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
dusido em porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia eia.. etc. ;...... 80*000
Medicina domestica do Dr. ftering, com diccionario. 10*000
lofVlori 4o Dr. MaUo Martas.
a
itli
6*000
Gratifica-se bem.
Fugio um criado de nome Elesbao
Francisco de Barros, natural do Cear,
idade 14 annos, grosso, baixo, cabera
chata, cabellos carapinhos, olhos gran-
des a abotoados, sobrelbos largos, cara
larga e achatada, lerou camisa branca de
madapolo e caiga branca, indo levar um 9
cavallo alasao ua rua do Colovello no dia 78
20 do correle, dahi fugio e presume-se 92
que estoja era elgum dos arrabaldes da o
cidade : quem o pegar e levar ao colle- |S
gio Bom Conseibo, ser muilo bem ara- *
tiCcado. ||
Almanak social
DA
Provincia de Pernambuco.
Esta obra, expressament- dedicada s corpora-
les sociaes desta cidade, contera alm do ca-
lendario dos mezes a resenta histrica*de to-
das as sociedades populares, artsticas, commer-
cnes luteranas e scienlificas de Pernambuco
seguida do ouadro desuas acluaesadminislracoes
e da lisia alphabetica de seus respectivos mem-
bros efTectivos, honorarios, etc. E' de summo
interesse s classes associadas. Est impressa
com nitidez em bom papel e excellentcs typos, e
a venda na livraria Universal, rua do Imperador
n. 04, o na livraria Econmica, rua do Crespo
confronte ao arco de Santo Antonio, a lSOOOcada
exemplar.
Attenco.
Trocam-se sedulasde 1 e 5J das que o the-
souro desta provincia exige 10 0i0 de descont,
assim como notas dosbancos ecaixas das mais
pracas do imperio mediante o abale de 5 0i0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendes, rua da Cruz
numero t.
Aos pas de familias.
D. rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora eral da inslruccao pu-
b ca, tem a honra de prevenir ao respeitavel pu-
blico, e principalmente aos pais de suas discipu-
lar, que desde o dia 15 do correnle se acbam
abertas as aulas do seu colleaio ; o qual se acha
por ota estabelecido na rua Formosa, sobrado
nurrero 15.
A mesraa directora approveila esta occasio
para asseverar aos pais de suas discipulas que
estas encontraro em seu collegio a mesma ins-
peccao, vigilancia e desvelos, quo encontraro
em suas propiias casas, e que nelle recebero
urna e,ducao moral e religiosa, como convm s
filhaa das sociedades chrisles, que devem um
da exercer o espinhoso ministerio de rnaia de fa-
milia.
Finalmente, abstendo-se a mesma directora de
encarecer o melhodo de ensino adoptado em seu
collegio, limilar-se-ha apenas a afirmar aos pais
de suas discipulas, tanto internas como externas,
que ludo envidar para o adianUmento das mes-
mas, visto ser este o rreio mais propicio de sus-
tentar o lisongeiro credilo, que gracas ao favor
publico, lem acompanhado ao .collegio de Santa
rsula, desdo a sua creagao e insUllarao.
As differentes aulas do collegio sero dirigidas
pelos seguinles professores :
Os senhores :
Dr. Jos Soares de AzevedoFrancez.
nr Pilippo Nery Culla^uInglez.
Dr. Augusto Carneiro Monttiro da Silva San-
tosGeographia.
Joaquim Bernardo de Me ndonca-Piano e canto
EtJuardo GadaultDesenho.
Retratos a oleo em ponto na-
tural, e por prejos mui ra
zoaveis.
Especialidade de retratos em panno encerado
para se remetterem dentro de cartas. Tiram-se
no estabelecimento photographico de F. Vilella,
rua do Cabug n. 18. sobrado, entrada pelo pateo
da matriz.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de oulras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da rua do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sottimeoto
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por pregos muilo baratos:
rua do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e rua
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
No sitio Coqueiro do 'engenho Cara un ?, ha
para vender 7 bois mansos, gordos e muito bons,
e 1 vacca que d 7g*rrafas de leite, 1 quarlo e
1 carrosa que o eixo e as rodas vieram de Ingla-
terra, e carrega 250 feixes de canna : quem qui-
zer comprar, diriia-se ao dito sitio para ver, e
para ajustar, na Capunga no sitio em quo morou
o Sr. cnsul francez ; e neste mesmo ha urna
outra carroc* para um boi ou cavallo, com ca-
bralos as rodas, e muilo propria para carre-
gar canna, pois que nao precisa amarrar.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopalhico.
30-Rua das Crnzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as tinturas) por Cs-
tellan e Weber, por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra, re-
commendada inteligencia de qualquer
pessoa.
^seseee-2ecieaieijI
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
rua da Cruz n. 29, com a entrada para a rua dos
Tanoeiros ; a tratar no paleo de S. Pedro n 6.
COIPANHU BA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Ilimitado.
De conformidade com as instrucedes recebidss
da respectiva directora faz-se publico que desta
data em diante sio convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo fkam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Braman, thesoureiro.
Aviso.
COIPAMIA DA VIA FRREA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO)
Pelo presente faz-se publico que por retouco
da directora desta companhia, lomada nesla da-
la lem-se feito uma outra chamada de duas li-
bras sterhnas por cada ac?ao, a qual chamada ou
preslacao1 dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Bahia aos Srs. S.
s>. oavemport A C, 6 m Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma va frrea.
Polo presente ca tambem entendido quo no
caso de nSo ser a dita clamada ou preslacao sa-
ls eita no da marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falta paga-
r juros a razao de 5 por cento ao anno sobre
tai chamada ou preslacao a contar deste dia al
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
eilectuar o pagamento desta chamada ou presta-
do dentro de 3 mezes a contar do dito dia Diado
para o embolso da mesma flearao as acedes que
mcorrerem em tal falta sujeitas a serem cons-
^j0" segundo as disposicoes dos estatutos a este
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellamy.
, Secretario.
199 Gresham House. x
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
"~ Precia-se alugar uma escrava para o ser-
vico interno de uma casa de pequea familia : a
tratar na fundico do Sr. Starr, ou annuncie para
ser procurado.
Aos amantes do carnaval.
Jayrne, cabelleireiro. na rua do Queimado n.
6, primeiro andar, avisa que recebeu de Paris
um lindo sorlimenlo de cabelleras a caracteres,
alem de um grande numero dellas crespas, que
para este bello divelmenlo as tem preparado
com esmero e gosto.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johston & C, rua da Senzalla Neva n. 52.
ROUBO.
Rogase encarecidamente'a quem r a pre-
sentado um relogio de ouro orisonlal com ceixa
iavrada e mostrador dourado, faga o/avor apre-
nhender o dito relojo e dirija-se rua do Cres-
po n. 15 em casa do Sr. Joo do Slqueira Fcr-
ro, que sor generosamente gratificado: nao se
menciona o numero por nao se ter reparado.
Joaquim da Silva Torres e Bento Joaquim
do Uedeiros, portuguezes, seguem para Ma-
celo.
Antonio Jacintho Simes, snbdiio porlu-
guez, relira-so para fra da provincia.
AMA.
. Na rua da Cadeia do Recife n. 25, precisa-se
de uma ama que saiba cozinhar.
No engenho Goiabeira junto a povoaco de
Santo Amaro Jaboalo precisa-se de um feitor
do campo: a falar no mesmo engenho.
Precisa-se alugar uma escrava para o ser-
vico interno de uma casa, que nao tenha vicios ;
ua rua Direita n. 72.
CASA
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita cata foi transferido o antigo escrip-
torio de commiso de escravos que se achava
estabelecido na roa larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da mesma maneira so contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commissao,
Sior conta da seu senhores, nao se poupando es-
or?os para qu os mesmoaaejam vendidos com
Komptidao, afim de que eeus senhores nao aof-
im empales com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento ha sempre par vender escravos
da ambos oa sexos, velhoa o naoeoe.
Precisa-se de uma prela escrava que' saiba
cozinhar e engomanr : aa rua da Senzala Velha
numero lOf.
Precisa-se de um criado para fazer o servido
necdssario em uma cocheira, prefere-se captivo,
e paga-se bem ; a tratar na rua do Queimado
numero 51.
ASSOCIACAO
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipacao dos Captivos.
Pelo presente sao convidados todos 03 senho-
res socios elTectivos a reuoirem-se em assembla
geral no domingo 3 do prximo futuro mez de
fevereiro, segundo determina o artigo 19 do ca-
pitulo 5. dos nossos estatuios, tendo comeco di-
la sessao as 10 horas da roaoha do referido dia.
Secretaria das Associarao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos 31 de Janeiro
de 1861.
Joo da Costa Braga,
1. secretario.
Na rua Direita n. 76, vende-se um cavallo
gordo, bem feilo, novo, sem achaques, boa pelle,
anddador de baixo a meio, da melhor forma.
Na cocheira de carros defronte do porto das ca-
noas da rua Nova, precisa-se comprar um ca-
vallo que ceja manso e grande.
1 Os barateiros
Guimares Villar.
Ba do Crespo n. 17.
Cortes de colletes de velludo preto bor-
dado a 7*. parece incrivel.
Caseroira preta selim a6) o rorte.
Ssias bordadas de 3 pannos a 2A500.
Ditas de 4 pannos bordadas a 4$.
Casemiras de quadros miudos duas '
larguras 29500 o covado.
Saias bales de todas as qualidades a
5. 6 e 8 com babados.
Corles de cassa a Stuarl a -25500.
Precisa-se alogar urna escrava par o ser-
vido interno e externo de orna rasa de familia :
na rua da Cadeia do Recife n. 53, terceiro andar.
Os fficiaes do corpo da armada o.claase
aonexas, parales e amigos do finado com-
misssrio de primeira classe capito tenent
Joaquim Jo do Sacramento, sao rogados
asistir um mas que pelo eterno re-
pouso de sua lo tem -de celebrar-se na
segunda-fira 4 do corrate, a 8 horas 4a
manhaa ua igreja do Corpo Santo.
Travejamento.
No engenho da Torre ha para vender 6 travea
de aicupira com 75 palmos decomprido, e 13 di-
tos de grossura, todas de qnfna-viv : quem as
pretender, irija-s ao mesmo lujar a faltar eom
Manoel do Naecimento da Silva Bastos.




I



DIARIO DE PEHNA1BUCO. SEXTA FE1RA 1 D FEVEREIRO DI 1861.
(*.)
ij-OOla O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA 1FARRDLIHA E)R. T@Wi8IIE)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTOX,

g
mico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada uro. sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste floido vi-
tl. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na ecohomia animal.
A quautidade do sangue aura hornera d'es-
tatura rojdiana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Era cada
pulsaQlo duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangae passa alera no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posicao extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta coRRBNTg DR vida por todas as
partes da organisaco. Deste modo corre sera-
pre pelo aorpo em torrente, o qual 6 a gran
fonie de infermidade ou de saude.
Seo sangue por causa alguma seemprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
cora vblocidadb klectrica a corrupcao as
osis remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
ateca la orgao e cala teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulaco evidentemente se faz um esgenho
poderoso de doenca. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igual poder na criado de saude.
Eslivdssa o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue ple fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenja e inevitavelmente expedir da cons-
tituicao.
O gran le manancial de doenca entao como
d' aqui consta no fluido circulante,e nenhum
mlica roen toque nao obra directamente sobre el-
le para purificar e renova-Io,possue algura direi-
to ao cuidado do publico.
O s.vngl'e 1 O sangos 1 o ponto no qual
se ha mysler fxar a attengao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
New-York, bavemoa vendido durante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, eonsideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qualprimeiraraente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYDAPAUL, 40CrtIandiStreet.
WALTER.BTOWiNSlNDdtC,2l8 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
J ACK.S0N, ROBINS & Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NOBTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den I.one. '
PENFOLD, CLAT& Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSOS & CO, 12,7 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCH1EFFEL1IN, BBOTHEB & Co, 104 &
106JobnSL
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE &CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Aslor.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIPSCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINOR& CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E. TRIPPl, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KLNSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCC 4 Co.4 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhccemos um Medicamento nos seus Effeitor
O extracto com posto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MED CUENTO DO POYO'- '
Adata-so to maravilhosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E; DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPClO,
PURIFICA-,
ONDE HE PODRID AO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que lao grandes
servidos presta a huroanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccao directa
do muito conbecidochimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-Tfoik, cuja cer-
tido e assignatura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL (E GENUINO
EXTRACTO composto de salsaparrilha
DO DR. TOWNSEND-
O grande puricador do san gue
CURANDO
01W1HHAS BE 1864.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhnka de porta ou KALENDARIO eeclesiastco e civil para o
bispado de Pernambuco........... 160 rs.
Dita de algibeira contando alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicarlo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimemo e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao-
que se juntou urna colleceao de bellos e divertidos
jegos de prendas, para entrelenimenlo da mocidade. 320 re.
. eoBtendo alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
cado das festas mu Javeis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e oceaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em porluguez). prego..... 320 rs.
Ditado almailk civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de: ....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e izerani-se umitas alterares, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta orden),
(que todos os dias sofre mudancas) acrescentando-se a nu-
nieraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela occupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
O Herpes
A Hertsipela,
A ADSTR1CCX0D0VEN-
TRE,
AsAlporcas
OsEffeitos doazoc-
GDE,
Dispepsia,
AS DoENCAS.DE FIGA-
DO,
AHydropesia.
A Impingb
As Ulceras,
O RREUMATISMO,
As Chacas
A Dedilidade geral
AsDoercasde pelle
as borrulhas nca-
RA,
I AS ToSSBSt,
Dita dita
wmm ^ wmmm
A.L. SANTOS fcWOIAM.
Scientifcam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimeuto de fa-
zendas que tinham na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Iilm. Sr. corn-
os Catarruos, As Tsicas, btc. i h~ t j
OExtractoacha-secontidoemg.rr.fasqu.dra- uiendador Magalhaes Bastos, onde contiDuarao a tero mais
dase garante-se ser mais forieemeihor em to-[completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
do orespeito a aigum outro purificado! do san- para veuderetn por mdicos precos em grosso e a retalho,
conserva-se em todos os climas por cer
to sspaQO de lempo.
assignatura e a certidodo Dr. J. R. Chlitton, na capa
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extractu do Dr. Townsend tem a
exterior de papel verde
No esoriptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tara-
em na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Pranos. _____
ASI DE B&NHO
NO
Assignatura da banhos fros, momos,de choque ou chuv iscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...... 109000
30 carter obraos ditos banhos tomados em qualquer tem po...... 159000
15 Ditos dito dito dito i 000
7 ...:.. 4#000
Banhos vulsos, aromticos, salgados esulpburososaosprecos annunciados
Esta redcelo de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens queresultam
da frequenciadoum esiabelecimento deuma ulilidadeincontestavel.masqueinfelizmente nao
estando em uosso- hbitos, anda pouco conhecida eapreciada:
TABAC CAPORAL
Deposito das manufaeturasimperiaes deran^a.
Esteexcelente fume acha-se depositado, diretamente na ra Neva n. 23, ESQUINA DA
JAMBO A DOC ARMO, o qual se vendo por mseos de 2 hectogramos a l&OOOeem porcaode
10 mseos para cima com descont de 25 por cento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambem
3 verdadeiro papel de linho para cigarros.
9 Daposit
9IHW
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY
D&posito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Troca-se com a competente indemnisa;ao
do excedente, um carrinbo de 4 rodas de carre-
far gneros, por urna carrosa para ser pnxada a
oi ; a tratar no pateo de S. Pedro, sobrado nu-
mero 4
Joaquim Luiz dos Santos deixou de ser cai-
xeiro da casa de A. Luiz dos Santos A Rolim des-
de o dia 29 do correte.
Offereco-sc um rapaz que eaoreve ptima-
mente ; o mesmo se offerece tambes aos senho-
rea ngocianles para cobrar dividas pelo centro
ou oa capital; assim como precisa-se da quanlia
de 70$ sobre osservicosde um prelo velho, mui-
to bom para Irabalhar em sitio : quem preci-
sar, oauncie ou dirija-se a ra da Lapa n. 13,
eroeiro andar.
Roga-so ao Sr......que no dia 29 do cor-
rente levoa por engao um chapeo de sol novo e
diioii um *elho em seu lugar, na occasiao em
qiMguardaram ambos em urna gaveta que o se-
nhor sachristo da matriz de Santo Antonio deu
para serem guardados, queira ter a bondade de
destazar este troco cot o mesmo senhor sachds-
to ; se o nao fher ser seu nome publicado para
a repetico do mesmo pedido.
Preciaa-se de urna ama boa coziabeira para
dous mocos solteiros : a tratar na ra do Crespo
numero 18
O abaixo asiifado faz scicnte a quem in-
Uressar posea, am.m* data de boje comprou a
D. Catharina de serpa Brandao. por concenso de
seu marido Euzebio de Paula Pinto, urna escrava
crioula de nome Isabel, como consta do papel de
venda : toda a pessoa que se achar com direito
dita escrava, compareca com seus documentos
na esquina do boceo da Camina, taberna n. 1,
no prszo de 8 dias. lindos os quaes se nao res-
pontabilisa, e nem attender a pessoa alguma
que queira allegar direito ou dominio na. dita es-
crava, a para nao albsgarera .ignorancia faxo pre-
sente anaoncio. Hecie 28 de Janeiro de 1861.
Manoel Pacheco da Silveira.
Precisa-se de lOOtOltf apremi, dando-se
para garanta um predio de tres andares, sito em
urna1 das prinerpaes raas do commercip desta cj-
dade : quea praisnder, dirija-se a ra do Quei-
maio, ljio.&Mo*bkH,ur* flom (Wm traiar.
CDMP.^m.4 DA \li FRREA
DO
Recife a Sao Francisco.
Aviso
No dia 3 d fevereiro lia testa de S. Sebastio
na Villa do Cabo. Os bilhetes de ida o volla
ornitlidos nos dias 1, 2 e 3 dao direito a volta no
dia 4 a tarde. A partida dos trena ser regula-
do pela tabella j annunciada igual a que se
segu i i
DIAS DE TRABALHO.
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
Mauha
8 80
Tarde. I Manka. I Tarde.
4 30
7 30
630
Volta da Villa do Cabo.
DIAS DE TRABALBO.
Manka.
7 0
Tarde.
- i-
3 0
DOMINGOS Ellks
SANTOS.
Manka.
Tarde.
O
5 0
----
AssijjotidoB.: H. Bramah,
Superintendente.
Deseja.je saber onejis reiide o Sr.
:_______. ^
Na estrada do Manguinho sitio
da viuva Carvalho, ha para alugar ou
arrendar pelo tempo que se convencio-
nar, ura grande quadro de trra fresca
e frtil, propriopara a plantaco do ca-
pim: os pretndenos dirijam-se ao
mesmo sitio, que acharao com quem
tratar.
Transfero-se a assignatura de 10:000$000
(5.000$ realisado) da sociedade em commandita
Amorim, Fragoso, Sanies & C, perdendo-se o
direito ao dividendo que se tem de fizer no pr-
ximo mez de fevereiro : quem pretender an-
nuncie.
O Sr. alferes Thom G. Vieira de
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
phia, que se lhe precisa fallar.
Anlonio Bento de Araujo, credor do bote-
quim de Joaquim Jos de Paiva, sito na ra do
Imperador, e isso por comedorias fornecinas para
o mesmo. previne ao Sr. Candido Pereira Hontei-
ro, que j tem peohora em alguns objectos per-
tencenles a dito botequiro; e, alm do valor
della, ainda credor do mencionado botequim,
poriguaes fornecimentos, da quanlia de 110$. as
quaes ter de haver do producto Je seus perten-
ces, ou de&tes onde quer que cstejara, visto ser
divida previlegiada ; se pois o mesmo Sr. Candi-
do effecluar a compra que annuncia, ser pruden-
te por em deposito a referida importancia de
1109, sem o que nao poder receber ditos objec-
tos livres e desembargados, o que previne-lhe.
ROUBO.
Roubaram da casa da ra da Senzalla-velfaa
n. 60 as 5 para 6 horas do dia 22 do correle,
dous relogios, um patente suisso e o outro ori-
zontal com os signaos seguinles : o de ouro de
n. 5i33, todo lavtado, por fora de um lado,
tem urna figura de um civallo. urna arvore e
urna mora otTerecendo um ramo de florea a um
animal, dentro da caixa tem um esmalte azul
claro, dentro tem os'signacs, dclache de Lenr
13 Jewets Mands M. J. ToviasA C, Liverpool
o de prata n. 18026, levou pendurado urna
figa de arado encastoado cm ouro, sendo ludo
roubado de cima de urna banca. O de ouro es-
lava dentro de urna caixinha. Por tanlo, roga-
se aos Srs. relojociros ou a qualquer pessoa a
quem os ditos relogios forera offerecidos de os
aprehenderem e os levar na roesraa casa en-
tregar a Jos Joiquim Fernandes da Kocba. n
na taberna n. 9 da ra da Senzella-nova.
Compaiihia de seguros
equidade.
Esta bel ec i da oa cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia
seguros de todos e pata todos os porto
conliecidos, cobre embar cacoes de qual-
quer parte e a preqos muito razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26.
Manoel Ignacio de Oveira i Filho sacam
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo SaBto,
escriplorio.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, saca sobre a
cidade do Porto.
Roga-se ao Illm. St. Joo Mara de Moraes
Navarro, j que se ignora a sua residencia, o fa-
vor de vir a taberna da roa do Arago n. 36, a
negocio.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 16 : a tratar no mesmo sobrado.
Um caixeiro onerado de familia e que nao
tem bom ordenado, perdeu na quarta-feira 30 do
corrente, indo as cobrancas, a qusolia de 195$,
sendo duas notas de 50/, urna do Novo Banco e
otra da Caixa Filial, resto em olas de 201, 109,
SOBRADOAMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEMADO N. 31.
Saques pelo vapor francez
Carvalho, Nogueira & C. ra do Vigario n. 9,
primeiro andar, sacam qualquer quanlia sobre
Lisboa e Porto.
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
agua e p deniifico.
Notas
59. e Igualmente 5JJ em miudo, teodo urna no-
ta defftdas que se esli recolhendo. Esta pe-
da tero lugar desde a ra da Imperatriz, e pas-
sando-se por diversas ras do bairro de Santo
Antonio ateo Recife : roga-se a qualquer pessoa
2ue tenha echado a referida quanlia de entregar
rUa do Vigario n. 14, primeiro andar, que sera
.recompensado e muito se agradecer.
- Precisa-se alugar um inolaqu* para levar
antares para fra ; na rus larga do Rosario, bo-
eqoim n. 45:
F. Villela, photographu da augusta casa im
perial, estabelecidu na na do Cabuga n. 18, so-
brado, entrada pelo patoo da matriz, avisa que
acaba de receber um bello sortimrnto de alfine-
tes de ouro de lei para retalos. Entro essesal-
linetes acham-se muitos com fulhagens e flores
de ouro de cores, outros com perillas, coraes e
podras, e alguns para brillianti's. Os precos des-
sasjoias sao mui razoaveis. Na mesma casa con-
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux tioua-se a tirar retalos por todos os systemas
existem recolhidos dous burros, ignorando-se a photographico?.
quem perlencem : quem fr seu dono pode pro-
cura-Ios.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido- Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando se a actual residencia
do Sr. Jos Mana de Oveira e Silva
natural de Lisboa, que oi guarda do
gabinete portuguez de leitura e ltima-
mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Guiraaraes, roga-se lhe queira
comparecer a ra do Crespo loja n. 20
A, que se lhe deseja fallar.
Precisa-so de um bom refinador; a tratar
na refinscao da ra Imperial n. 162.
Aluga-sc a cas.a terrea na ra dos Pires n.
21 : a tratar na ra Nova n. 51.
Attenca^.
*
Jos Mara d Castro, ex-patro do arsenal de
marinha desta prowicia faz ver ao Sr. que ficou
encarregado a receber um objecto do Sr. Antonio
Jos Barbosa, carjuteiro da corveta Viamao,
que tenha a bondade de prorura-lo em Fra de
Portas n. 141.
Precisa-se de am rapaz que tenha alguma
pralica de negocio ou sem ella, para fra da ci-
dade: a tratar Aa rus da Cruz, taberna do Sr.
Azevedo, defronle do becco da LiogaeU.
Precisa-se de urna escrava alugada, de
meia idade ; a traiar no pateo de S. Pedro, so-
brado n. 4.
de 5#000 e de 1#000 de urna
figura.
Trocam-se estas nmaspor gneros, no estabe-
lecimento de Sodr 4 C. ra estrella do Rosario
n. 11 ; tambem se veudecn as bellas uvas de lia-
marac.
CONSULTORIO
DE
Joo da Silva Ramos,
Medico pela unbersidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberto todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa edas
5 as 5 da tarde. As pessoas que man-
daren! procurar-me, tero a bondade
de dirigir os chamados por escripto pa-
ra a loja de louca defronte da casa de
minha residencia na ra Nova.-
Acha-se aberta a matricula d'bula
publica de latirn da freguezia de San
Jos desta cidade, e o seu exercicio tera'
comee/) no dia 4 de fevereiro prximo
futuro: os interessados dirijam-se a'
casa do respectivo prolessor sita no lar-
go do Terco n. 55.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguinho fallar ao Sr. Manoel Elige-
neo da Silva, roga lhe queira annunciar
onde o pode procurar nesta cidade,
visto nao ser permittido fallar-se-lhe na
alfandega.
O bacharel Manoel Neo Carneiro de
Souza Baodeira abri na villa do Cabo o
seu escriptorio de advocada, roa da ma-
triz casa amarella, e ahi offerece os ser-
vicos de sua proflsso mesmo aos habi-
tantes fora da comarca que tiverem al-
guma queslo para aquelle foro.
Urna mulher parda de boa conduca se
offerece para ser empregada no exercicio de en-
gommadeira, em alguma casa de familia : para
tratar na ra da Cruz n. 43, segundo andar.
Dcseja-se fallar com o Sr. Joo Francisco
de Attayde, na ra do Queimado. loja n. 14.
Jos de Azevedo Maia e Silva declara pelo
presente a quem interessar, que deixou de ser
procurador do Sr. Francisco Ramos Uaia desde
hoje.
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
(limitaoa.)
Avsa-se ao respeilavel publico que do dia 1
de fevereiro at outro aviso o Irem que parte da
estacao das Cinco Puntas s 8 1|2 horas da ma-
linas correr somenle al a Villa do Cabo, e o
irem que al agora Um sahido da Escada 1 3 4
rtr8K /fv 8Cr oiscol'nuado. mas sahi.'a
do Cabo s 3 horas da tarde como eos turna-
As horas da partida dos trens serao reculada*
pela tabella seguinte :
8
o
<
a
s
a Si.
c m M),
a
.ja
ao
3 Ja o
e" ? = o- <
toril -"5
'<0.s-=;> 2cS
s
g
M
O
Q
ai
fe
W
at
H
s.
es

a
o
ss

c
ee
5
H I
S,if me m
10irse o 10
O
H
<
-<
33
z
<
z
3
?
5

o
te --o U3
O
es
-<
000 10
t-^3 I
ia
o
=
593rtn' . i

~ n in = >n
1/llBS lO
iraoeoct-t-t~t^r-oooo
o
PS
U
O

o "O
slf S.S
C a.

AssigoadoE II. Bramah,
Superintendente.
Aluga-se para um homem solteiro um
coziuheiro, prefere-se a pseravo : na ra da Im-
peratriz n. 8, terceiro andar.
Alugam-se para armazem ou casa, doos
escravos, urna escrava qje rozioha e engomma ;
vendem-se travos de 40 a 60 palmos : na rus do
Imperador n. 50, terceiro andar.
Precisa-se de urna sala para esrrilorlo
as ras do Collegio, larga do Rosario c Quei-
mado; quero a ti ver para alegar, deixe caria nes-
ta typographia ou annuncie para ser procurado.
Arrenda-se ou vende-se urna propriedade de
pxcellente produrfiorom lerrpno sufflciente para se
levantar um engenho d'agoa, ou para qualquer
oulro genero de cultura, distante una legua da
lerceira estacao da estrada de ferro: a entender-
se com seu proprietario no engenho Brejo.ou com
o bacharel Christovo Xavier Lopes.
Precisa-se de um homem pralico para lo-
mar conla de um excedente sitio de fruleiras e
verduras em um engenho distante legua e meia
da terceira estacao da estrada de ferro, a quem
se far boas vantagens : a entender-se na ra
estreita do Rosario n. 23, 2o andar, ou no en-
genho Riejo, de Serinhen.
LINES
DE
JOIAS.
Casa de alugoel
Ulisses Justiniano de Oliveira 1 na ra .~ ^ernl,,n0 Augusto 'Csar' declara. qao'se
r UatiW,desta praca, s que egne. as aijs prximo
1 Tf por co festino o Rio de Jaaeiro. r
da Cadeia do Recie a, 15, loja
Aluga-se o primeiro andar e armazem da ra
do Trapiche a. 4, muito proprio para escriptorio
ou consulado: a tratar no mesmo, ou no arma-
zem da ra da Cruz n. 33.
Alugam-se o primeiro e segundo andarea na
ruado Livramento n. If; a tratar na mesma
casa.
. Precisa-se de urna ama pora urna caa de
duas pessoas : na roa da Imperatriz. o. 54.
Quem annunciou precisar de 1:000a) com
hypotheca a um ailio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado, botica do Sr. Jos
Alexandre, at a 9 hora d? msphaa, qu acha-
r com quem. tratar.
Joaquim Monleiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de ooro e prals, e querendo acabar
com o negocio, est reaolvido a vender maia ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca ooras yerbas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parle.
Candido Pereira Monleiro lem contratado
com o Sr. Joaquim Jos de Paira a compra e
venda do seu bolequim da ra do Imperador, e
ludo quaoto lhe perlence relativamente ao mes-
mo, cojo negocio lem de ser effectuado at o dia |
6 de fevereiro do presente anno, por isso declara
ao respeilavel publico que nao so rcapunssbilisa
a pagar qualquer divida que contra elle possa'
appareccr, visto elle asseveTar-me que os seus
buhares,mesas relojos e mais periences se acham
livrwedesembsracadus, assim o faz por alten-
cao ao comprador e querer aatisfazer algumas di-
vidas.
Aluga-so orna casa no* Monleiro, confronte
a igreja : a fallar na ra do Passelo.
zeadasn. 3. >
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pralico de escripturaco commercial
por partidas dobrsdas e de arithmetica, dirigido
pelo abaixo assigoado, contina funrcionar re-
gularmente as quariaa e sabbadoa de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
A pessoas ejoo desejarpan ter conhecimento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir*-
se cass do annunciante, na ra Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horaa cima designadas.
E to claro e faci' o systema de escripturar os
livros mercantia por partidas dobradas, que s as
pessoas desfavorecidas do menor grao deintelli-
gencis serio capazes de noreconhecerem a ver-
dade do expendido logo nao primeiras lices que
receberem do abaixo ansignado.
M. Fonteea de Medtiroe.
O Dr. Joao Maria Seve medico parleiro jn
e operador avisa sos seusdoeotes e ami-
gos, que mudou a sus residencia para o
bairro da Roa-Vista (Jlha dos Ralos) ra
do Seve ou Uniao, casa n. 28, onde pode
ser procurado para o exercicio de sua
proflsso, a saber de manha al as 10
horas e de tarde das 4 em diente.
Os moradores do Reeife, Santo Antonio
e S. Jos para mais commodidade pode-
rao dirigir os seus chamados por escrip-
to, fazendo as devidas olas da roa, nu-
mero da casa e assigiatura, sendo': no
. Recife roa da Cadeia loja do Sr. J0S0
da Coaha Magalhaes e em Santo Antonio,
ra nova i botica do Sr. Jos a Craz
Santos.
confronte Quem precisar de um moleque de 13 an-
toja de fa- oos de idade, pode dlrigir-se a roa do Sebo n.
80, que achara com quem tratar.


N
>
t>MiviM *t*an\jc^ mn nu*imnmin*>*iei.
- Na travs da roa
das Cruzes o. 2. priroeire andar, contina-sa a
tingir com toda a perfeicio para qualquer cdr, e
o roais barato possirel.
Preriss-se de un menino.rara praticar em
loja de Imagen, na ci*dde alacei, que esa
teoha 12 a lannos de idade, dando-se preferen-
{a aquella que bem escrera ; quera pretender,
dirjase a luja de Sampaio, Sil? &.Q-, na. ra da
Gadea do Recite n. 56.
Aluga-se s loja e o primeiro andar do so-
brado na ra Direila n. 9,com fundos para a aua
da Penhi ; na rua da Matriz da Boa-Viste Bu-
mero 36.
Fugio do engenho Noo de Igoarsss, no
dia 13 deste mez de Janeiro, o eacravo cnoulo de
neme Lourenco, de idade de 28 a 30 annos, oED-
cial de pedreiro, baixo, grosso, desdentado na
frente, testa grande, bastante ladino, casado, e
a muther mora no Recite, na roa dos Martyrfos,
scrava de um mcstre pedreiro de ngme Manoel
Xavier, provarel que a dita mulher o tenha por
ah acoulado, e j se tem visto- nesta praga : por-
tan to pede-se a qualquer autoridad policial, ou
capito de campo que o peg'r, o mandar levar no
dito eugenbo, que ser generosamente gratifi-
cado.
Aluga-se a loja do pateo do trvramenlo n.
37, com a armacao pertencente mesma loja,
tendo pequeos fundos: a tratir com o Sr. Jos
dos Reis, no mesmo pateo n.33.
O Sr. Bernardina- de Sena Uias-quelra diri-
gir-se. a ra das Calcadas n. 28; que se I he dtse-
ja fallar a negocio ; taz-se este annuncio por ig-
norar-se sua morada.
Um mogo Portugus, guarda-livros de urna
casa commemal, dispond de algnmas hora*,
nellas se offereco para fazer alguma esoriptura-
Cao : quera precisar, deiie caria eciiaJa nesta
tvpographia sol) as iokiaes I. A.
Precisa-se de um caixeiro para um eslabe-
lecimnnto fra desta praja. tendo idade de 12 a
14 annos, e com alguma pratica de negocio : a
tratar na ra da Cadeia do Recif*, loja n. 2G.
I'recisa-se de urna ama que saiba engom-
mar: na ra da Irapeealriz n. 40, loja.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite, paga-se bm:
oa riM Augusta n. 14.
Arrenda-se um sobrado de 4 andares e ar-
ii'.n m no Porte do Mallos, ra oa becco dis
B lias, o qual lira boa vista de mar, excedentes
cammuliM e muilo fresca ; aluga-se por anda-
res ou lodo predio, e por precio commodo : a
eniendr-se cora o proprietaho na ra da linpe-
ratriz n. 53. segundo andar.
Aureliand de Pinho Borges, professor jubi-
lado, contina leccionnr era casas particulares
com aproveilamento ; quera precisar, dinja-ss
ao Corredor do Bispo, casa n. 10.
A pessoa que aoounciou precisar de 600J
cora hy.ioihi'M n'uma es?rava com 3 crias, pode
dirigir-.se ao Corredor do Bispo, casa n. 10.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar
0 diario de urna casa de pouca familia, podendo
ir dormir em sua casa : no Recite, ra da Cruz
numero 31.
Alexandrc Jos* Ribeiro, subdito porluguez,
relira-se para Maeei.
Compras.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-sc, e troram-se escravos
de arabos os sexos e de toda idade : ua ruado
Imperador n. 79. priroeiro andar .
Coraprra-se raoedas de ourobrasileiras de
20J ; no esnriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira 4 Filhos, largo do Corpo Santo.
Compram-se escravos
sendo do sexo masculino, mocos, de 12 a 20 an-
nos de ilude, e sadios : na ra da Imperatriz n.
12. loja.
Compra-se
na praca da Independencia n. 22, notas de 1$ e
5jO00 velhas, com mdico descont.
Compra-se urna grade de madeira coro ba-
laustres para escriptono : na praca da Indepen-
dencia n 22, loja.
Compra-se urna escrava de tneia idade e
com habilidades e de boa conduela : na ra das
Cruzes, taberna n. 22
Milha e farelo a
$100 rs.
r
Vendem-se saceos com 24 cuias de milho a
31 JO, dito novo a 3J60O. em porco ao faz^iffe-
renca, e saceos com farelo muito barato por ser
decommissio: na travessa do paleo do Paraizo
n. 16, casa pialada de amarello.
Ruarn Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pecbincha que admira!
Chitas fraocezas, cores fixas e lindos desenhos
a 210 rs. a covado; do-ss amostras com penhor.
Vendem-se 12 cadeiras. 1 sof, 2 consofs,
1 cama franeeza com cortinado, e ontros rauitos
objeclos, que 6 i vista do comprador, por a fa-
milia ter de ir para o mato; na roa Imperial nu-
mero 79.
Ceblas a 60rs. o
/\ cetlo;
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na roa
das Cruzesn.24, e*qua da teavassdo Oavdor.
Vende-se um fardo de racial do 3 bata-
Ihae, com seus perlences: no- Forte do Mallos,
ra da Moeda u. 27.
Aos- senfabres de-ettgenho.
Vende-se uro grandj carro, caixH americano,
cora 4 roiaa e com rolla ioteira, sua conslrucrjao
bastante forte, e proprio para condueco de
assucar era es eogenhos, admitle uns 600 feixes
de canna : oa pratendoutes dirijam-se a ra do
Trapiche a. 8.
Vende-se nma canoa nova toda de amarel-
lo, bem construida, encavilhada e pregada de co-
bre, proprio para400 feixes de capim no esta-
leiro do Carvalho, nq ra da Concordia : a tratar
na ra do Vigario n. 5.
Vendas.
G8A8DE SORTHESTO
DE
Peetacfca
para os senhores de eogenhos : alambiques de
".^JJi ao*VfBeda.-n* fabrica de caldei-
reir .drr*"C ftmfo 4 Andrade, ra do Brum
as. 11 e 13; tem um grande sortimento de alam-
Kque,cawpil|i,jerpenraaaa de cobre aira pies
* continuas, e machinas de eobre- pjra dlstilar e
reatilar espirito ate 40 graos palo syatema Lu-
grr. todos os cobre* pertencentes ai fabrico do
assucar e sinos de 16 libras a 8 arrobas, e ludo
vemw sopor menos 6 lOpor -cetiio do que em
ontra qaslqoerpsrte, a prazo ou a dinheiro. e
fabmaMwe concerta-ee todas as obras de- cobre,
bronzee folla eom a maier preslasa possivel.
Vende-se una morada de ca*a
terrea na ra da matriz da Boa-Vista :
a {aliar na mesma ra sobrado que vol-
ta para a ra da Gloria n. 33.'
Relogios.
.I?dn,*,l2c" de Br,1' SilTa & C., re-
lcgws de ourojd*:diversos; fabricantes iagzes
por prero commodo. '
4 li^l illlll^l 4t
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacasde panno preto a 30$, 359 e 409000
Sobrecasacas de dito dilo a 359000
Paleiots de panno pretos e de cores a
0, 259, 309 e 3S000
Ditos de casemira decores a 15 o 22*000
Ditos de casarniras de cores a 7* e 12S00O
Ditos de alpaca preta gola de velludos 129000
Ditos de marin setioi preto e de eor
89 e 99000
Ditos dn alpaca de cores a 39500* 59000
Diiosdealpaca preta a 39500/ 59,
79e 99000
Ditos de brira de cores a 39500,
48500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancas a
4*500 e '69000
Calcas de casemira preta e de cores a
9. >09 e 129980
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 59000
Ditas de brim branca e de cores a
29500 49500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 5950
Colletesde velludo decores mu i tofino a
Dilos de casemira bardados e lisos
pretos e decorosa 59, 59900 e
Ditos de setim preto a'
Ditos deeasemira a
Ditos de seds branca a 59 e
Ditos de gargarSo de seda a 59 e
Ditos defustao brancose decores a
39e
Dilos de brira bratieo e decores a 29 e
Selouras de linho a
Dilas de algodio a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 a
Dilas de peilo e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia
Di las de raadapelaobrancas e de cores
a 19800,29e
Dilas de meia a 19 e
Relogios de ouro patente eorisonlaes
Ditos de prata galvanismos a 259 a
Obras de o uro, ad are jos, pulseiras e
rosetas
Pazenias e roupa feila
NA. LOJA E ARMAZEM
JwqBim Rorigaes Tarares de Helio
ROA DOQUE1MADO N. 89
KM.SUA LO DE QUATR PORTAS.
Ternura completo.sorlimenlo de roupa feila e
convida a lodos seus freguezes e a quem desejar
ter um uniforme feito com todo gosto dirijam-se
aesle estabeleoimentoqueienoontrario um h-
bil artista chegad ltimamente de Lisboa para
deserapenhar as obrasa rontade dos freguezes e
ja tem um grande sortimento de paietots saceos
a ngleza de ostamenha de cor cinzento, escuros,
man claro a 4* cada um, ditos da mesma fa-
zenda de pura laa fina a 89. dilos de meia case-
mira de eores escuras e claras e sinzentos de
apurado gosto a 10J. ditos do casemira de cores
cV*5- s de flaa "esaira de quadrioaos a
Ib, dilos de alpaca una saceos, a 6, dilos so-
brecasacosa 89, ditos com gola de velludo a 9*,
ditos de panno e de casemira preta a sobreasa-
dos a 229,85J e 30. sobrecasacos muito finos a
35JJ e 40, paietots de brins, de fustao e de gan-
ga a49e 5, colletesde velludo bordado a 12,
ditos de gorgura de seda pretos muito boa fa-.
29000a lana* 6S- dllos de casemira- a 59, Jitus de fus-
. taoa3j5Q0, caigas de brim e de fustao a4$ e 5$,
ditas de casemira decorosa 99e-109, ditas pre-
tas a 12J e 14, assim come mullos mala arligos
que seria irapossivel aqui as poder mencionar.
$ Machinas de vapor.
# Rodas d'agua.
Taixas. .
Rodas dentadas.
Broozes e agllhoea.
Alambiques de ferro.
_ CriTOi,!padsoaieU2.,*r.
4 Na fundicao de ferro de D. W. Bowman.
Sj>r*d0 Brum paseando o chafarir.
i
109000
69000
59000
395O0
69000
69000
39500
29500
29500
29500
35900o
29500
19600
9
3O9000
Largo do Carino,
esquina da ra de Hortas
numero 2.
Vendem-se queijos novos a 2$00, dilos de
prato a 640 rs. a libra, mauleiga in^leza a 800 e
13120 a libra, banlia de porco a 500 rs. a libra,
gomma para engoramar a 140 rs. a libra, latas de
mass> de tmale de 2 libras a 1600, presuatos a
400 rs. a libra.
Queijos frescos
al|800\
Vendem-se queijos viodo no ultimo vapor, e s
serve para comer j por ser frescos e de nao po-
der aturar muilo lempo a 15800, dito em libra a
640 : na travessa do pajeo do Paraizo n. 16, casa
pintada de amarello.
Vendem-se ps de sapoti j agrandes : no
pateo da Saota Cruz o: 12.
41,806 rs
Queijos novos a 1S800 ; no' Bazar Pernambu-
cano da ra do Imperador.
Traspssa-se o arrendamenlo do engenho
Novo de Iquarass. e vende-se a safra e todis as
lavonras que eiistem. O engenho bom de la-
Touras e tem bofrs terrenos e matas; peno do
embarque, pod saffejaf' 1oar> paes e mais,
ibora de passadio ; o rendeiro faz o traspasad por
querer comprar outr': ospretendentes dirijam-
se ao dito engenho que achara com quera tratar.
Veude-se o engenh Orterie na frega*zia
de Santo Aoiao, distante da cidade do Kecife 8
legoas, moenie e correte, multo bons terrenos
de plaoiagoes, boas raata, boa ca de vvenla,
toa estribara, casa de dlsiiUcio com alambique
de cobre, boa casa de pifrgir, estuf, o todos os
mais perteaces: os reaeudentei dirii^oi-sa ae
engenho Novo de Iguarass, que ah acharao
com quem tratar.
7.000 rs.
Acaba de chegar ao atm'flzem re B*stos A Re-
g, na ra Nova n. 4T, junto a Concetcao dos
Militares, urna grande qflarnlldade de ctinpos de
castT, pello raspado, fazenda muito superior ;
vende-se pelo dimina* pfleeo de79', barato q#e'
admira por ser muito boa qualidade.
Kua das Cinco Pontas
numero 140^
deffonle da estaco da via-ierrea tem para Ten-
der por precos commodos os seguintes gneros :
assucar da fabrica do Moatfro-, cryataWHdo fino
ar 64O0 a arroba, em lvbaas a i40 a,, dito refi-
nado branco a 4*480 a arroba, m libras a 169.
dito b ixo a 39800 a aeraba, ea libras a 140-rs.,
dito mascarada a 3920'J a arroba, em libras
110 rs., caf muido da arimoirt qta4i1ad, e eur
trae gneros que con vera m-uite aos cemineroiarr--
tea o$ubelecJo9 oek* praeA e fra detla, oor se
a?ehar eaie eslabelecimeato muMo protrrao a sv
tajio. e por cooseguiot* oaa ierea sicaoipra;
dores a pagar seaora*carreto'.edeMtimiam
PROGRESSO
de
--largo da Penlia-
Os proprietarios deste estabele-
cimentoconvidam ao rdspeitavel publico, principalmente aoe amigos do boma barato, queso
acbam em seu arrnazem de raolhados de novamente sortido de ganaros, os melhores que tem
vindo a este aereado, por>eram escolhidos por um dos socios ua capital de Lisboa e por seren
a raaior parle dalles \ indos por coala dos proprietarios
Gigos eom c\\ampania
das melhores marcas que ha no mercado a 209000 e em garrafa i 20000.
Yigos le eomadve
em caixas proprias para mimo a 19O0O.
Barris com aielonas
os mais novos que ha no mercados 192000.
Serveja brauca
das mais acreditadas mareas a 59000 a duzia e era garufa a 500.
Queijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parto
das melhores qualidadesque tem vindo a este mercado a 930 reis a libra, e em porcao se fa-
r algum abalemeoto.
Queijos suisso
recenteraente chegado e de suqeriorqualadade a 960 reisalibra.
Cnocolate
dos melhores autoresde Europa a 900 rs. alibra em porcao a 850 .
M.ar melada imperial
do afamado Abreu.e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatas de i a 2 libras a 800
rs., em porfo de se far algum abameuto.
Mae& de tomate
enlatas de 1 libra por 900 rs.,om porreo vende-se a 850 rs.
Conservas traacexas e ingleAB
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de balacumaa de so da
com diferentes qualidades a 19600 a lata
.\meix.as fraaeezas
s mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras, con ten lo 3 libras por 39000 rs.
a em latas de l e l[2 libra por 19500 reis
Caix.io.aas eom S \ibras de passas
139000 rs. em porrao se far algum abatiraento, vende-se tambera reulho libra a 500 n.
Mauteiga iugiexa
perfeitamenteDor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abaiimento.
Ca ptela
o melhorqueha nette geeawa 29500rs. alibraitohyson a 29000 rs.
Manteiga traacea
a 720 rs. a libra em barril so fari abatiatamo.
toacinuo de Lisboa
* mais aovo que ha no mercado a 310 reis a libra.
Macas f ata sopa
tftt eatitihas de 8 libras eom deferentesqualidadespor 49000 rav
Tambera vendeffl-scos seguin tes gneros, tudo recerrteUenteebagado e dejpetfcres qua-
lid*6ee, presuntos a 480 rs. a libra, cfaoorcamalla nova.raarmeiada do mais afamado fabriaante
de Lisboa .rasca de tomate, pereseeca, pesias, fiuctas em calda, amendoas, ores, frascos icom
imerfdoas cobertas, confeites, pastilbas de TsTissqaalidea'ea, vinagre branca Bordeara, ropfio
Oueijos flamengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2S500 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
razendas muito bara-
tas a dinheiro.
rn 231
confr. nteaobeccLargo.
Vendo-89 grosdenaples preto encorpa-
do com 4 palmos de largura a 19800 o
covado.
Vende-se grosdenaples
a 2J o covado*
prtto superior
Vende-se manta pretas de fil de seda
I cora 4 palmos de largura a 89.
Vende-se manas prelas de fil de li-
nho a 12*.
Venle-se raanlelek-s modernos de fil
I preto a 20g.
Vende-so vostidos de grosdenaples
preto superior de duas saiasa dous ba-
i tados a OU?.
enfeites pretos do vidrillio"
Vende-se
a 3|.
Vende-se enfeites
a 51.
modernos de froco
Vendse as commodas saias balao de
madapolioe cntira de algodo a 5J>.
Completo sorlimeulo de roupa para
bomem.
Os propretirios deste estabelecimento
desejando liquidar com o negocio de fa-
zendas finas aproveitam a quaresma e
expoe venda por pregos completa-
mente baixos.
A loja da ba^f
na tua do Qaeimado n. ^^
est muito sortida,
c veude muito batato :
Brim branco de puro linho trancado a I50OO e
19^00 rs. a vara; dito pardo muito superior a
lg200 a vara; gangas francesas muito finas de
padrees escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia oasimira a fiGOO
ditos de brira de linho de cores a 2> rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pera com 30 jardas; atoalhado d'algodao mullo
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2$J00 a
duzia ; ditos raaiores. a 3J; dilos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; dilos borda-
dos mnito finos n 8j rs. cada um ; dilos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se veodem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
BodIos cintos para senno
ras e meninas.
Ra do Crespo,
loja a. 25, d Joaquina Ferreira de S, rende-se
por precos bacAtissimos, para acabar : pecas de
cambraia lisa fina a 39, organdys muito finas e
modernas a 500 rs. o oovado, cassas abertaa de
hernias core* a 240 ra, chita* largas a 200-e 240,
cortes de casa* de cotes a 29,-ntremelos borda-
dos a I950O a peca, babadas bordados a 320 a
varo, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de caarais e fil a 5, panteador.es de
cambraia bordados a 59. gol lio has bordadas a
o40, dilae-eon ponas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 29, damasco d laa com
9 palmos de largara a lg600. bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, lnvas
para senioca a 10 rs. o par, capas de fostao en-
eitadaa a 59, pegas e madapolae fina a 4fc laa-
Zinha de quadros para vestidos 330, ca misos de
cambraia bordados a 29, sobrecasacas de panno
uno a 20 e 25$, paietots de paono e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca da 39500 a 89, brim de corea-e braceos de 39500 a 5J, caigas de
casemira pretas e decores para todos ps prego,
ditos de brim decores e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas decores para-lodos os pregos,
colletes de casemira de cores fiaos a 59 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar eontas.
Vende-se urna parelha de burros
muito tmnsos chegados hontom do ma-
to : para ver na coche!ia do Sr, Malvci-
ra e tratar na ra do Imperador n. 67,
segundo andar.
Ruado Caldei-
reiro-D; 94.
Queijos muito frescaes a 2000
Champagne superior a garrafa 2$000
Presunto primeira qualidade a
libra 500
Batatas novas a libra 80
Manteiga muito boa. a libia 800
I Borne barato. 1
Corles de meias casemiras finas a 1)S00 $
ditos de casemira muito fina a 79500 ; na t>
loja da rus do Passeio Publico n. 11.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de pete pro-
priaspara viagena etc., etc., pelos batatissimos
precos de fi.aR- aa loja da aguia branea,
ra do Queimado n. 1& *
[Linha americaiia a 100 rs.l
da 200 jardas
, branca e da lodaa as coras, estas liohaa
| sao fabricadas para cozer em machinas
i por serem muito fortrs e igoaes sao as
melhores lionas que tem viodo a eate
mercado.
Retroz e trogal preto e e\
j cores
tambem proprio para coser em machi-
nas, vera era cairelis* vende-sem li-
bra a 20 ou 2| um carretel de 12 em li-
bra: na ra d* Imperetrizn. 12, prioci-
pal deposito de machinas de coser.
N. B. Como existe um grande sorti-
f atento destes nhjectos veade-se mesmo
ta quem nao tem cessprao machina de
cozer.
Vtnho- do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Preciosode 1847.
As duzias.e em caixinhas, a dinheiro, poriba-
rato prego : rende-ae na ra do Trapiche o. 40,
escriptoro.
I1M-M-B1II
miMM M s^aTIsaWaWH I
IFeiide-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.,
P Peitosparacamisas,
Biscoutos
Emcasade ArkwighiAC., ruada
Cruz n. 61.
- Vende-se urna negra coztnheira perfeita
e boaengommadeira, pelo prego del:400000 :
na ra da Praia n. 9.
Esteiras da India de i, 5
e6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da ra do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
Tachas e moendas
Farinhaa3$500
Vendesefarinha de mandioca a 3^500
a sacca : na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
I
9
lOdSaSlBDn aa>SaTBSEd
Seguro contraFogo
COMPAWHIA
\
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas Qtas ora velas para cintos de seanras e
meninas, o pelo baratissimo prego de 2|.: em
dita loia da aguia branca, roa do Queimado nu-
mero 16.
Ghegiiem ao barato
O F regaifa est queimando, em sua loja d*
ra do Qaeimado o. 3-
Pegas de bretanha de ralo cora 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal*
ca, eollete a pauits a 960 rs. ooova4e, cm-
brala organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara,: dita liza transparente mnito fina a 39,
49, 59, efi a paca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos a
escolhidos padroes a 240, 26Oe280 rs. o eova-
do, riqaissimos chales de marin estinpado a
79 e 81, ditos bordados com duas palmas, fa-
zeoda muito delicada a 99 cada ura, ditos com
um s palma, amito finos a8|500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, leagoi de castas eom
barra a 100, 120 e 160 cada um.meiae mnito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de- bea
qualidade a 89" 89500 a doria, chitas fran*
cazas da ricos desenbos.psracoberu*.280 rs.
0 covado, hitMeacum inglesa*a 5999Q a
Braga Silva & C-, tem serapre no seu depo-
sitada ra da Moeda p. 3 k, um grande sorti-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muilo acreditado fabricaste Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposita ou na ra do Trapi-
che n.4.
Chega para todos.
I Cassas francezas muito bonitas e de cores xa %
:adoze vinteus o covado, mais barato do qne
chita, approMitens em. quanto ne se acabam : ]
na ra do Queimado n. 22, na bemaonhecida lo- I
a da Boa F.
aua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TAYABJES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000,dilos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que astao-se acabando
a 809000, dilos de rairin bordados eom pona
redonda a 8$000, ditos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos estanpadoa com listras do soda
em roda da barra a 99000, ditos da ricas estam-
pas a 79900, ditos de ganga francesa com fran*
ja branca a 29OOO, dilos sem franja e muito
eneerpado a 2000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e da cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 19OOO o covado, camsraias de cores
de padroes muilo delicadosa 800 rs: a vara, dilas
de outras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncatasda mnito boas qualidades a 280, 800,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor rrwe se pode
imaginar, paitos para camisa a Ors. cada urna,
corles de caeemira decores a 69000, dimem
pesca de quadrinhosa 49000a cavado, gollinhas
de muito bem gesto a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3^000, manguitos de cambraia
erdados a; 89000/ irrasboraados e eatrimios
quesevendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e eapinhas
para senhoraa a i4010. o eovado, corles de
cambraias de salpieos a 59000, corles de eam- i
braia enfeitadas com tiras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil;
aqupode-las mencionar todas.
LONDRES
(GENTES
IG J. Astley A Companhia.!

I
I
I

8
lXInaT*W
para

Formas do ferro
purgar assucar.
Buchadas de ferro.
Ferro sueco.
Ff pingar das.
Aoo de Trieste;
Pregos de cofere de com-
posigao.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Gouro de lustre.
Palhinha para.marciuei-
ro :uo armazem de C.
I J. Astley & C.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
toresde New-York, Sioger
Geo. B. Sioat A C.
pagar do centro da ciddieoesr rrancazas/eWirsgnedas mais acreditaJas marcas, eervejaa de ditas, Nabo-a 19, 19200 e 19600 a vara, dito prete
_ gomma muilo fina, ervilbes francesas/--------------------------------------------------
q9^^7^m^^^Zt^^t^& *pwwbafata, lieares'fraBcewamnhofi*, marrasquino de zara, .izeitedocepurificado,.aae>
gara c*aao ao eoimpriiiMiii, toa* d mata vii< totiSs rito novas, banba de porco refinada e-ouiros maitoageaarosj^oeetwawrarto teadentesa
gem, a *01 iaefcv itwtm-smm, .paopriir molbados.por isso promettemospiiaprjelariasveBderem ptrntritcmarroS rjoqneoutro qnaquer,
para fjw f^8*^f Pj". 1 ^aa.'fyV promettam mata taraseraaervirer>a;as4lsi pasaeas qaetnjtajdarem par (tras poeo pralieas como
freezta de jC^uTreu. 4aes;stW vieMem P>"oe 5 'g" tambem afixffnsM'iiBflniiea # errgeQho e senkore lavridoras
oad tem de pisa-r a estrada de ferro urna tegua: qffernm Wandsr siUs encomroanias no trtHazam ProgJsso,que seibas aSanfa a boaqualioadae
oatu'a'OTtrludb Rosarlo ri..4$, meatrb adlat; o condicloiameut,
nmito encornarla a 19504 avara, brilhantiaa
asnl a 400 rs, o covado, alpacas da difforentet
eres a 360 rs. cavada, casemiras pretas
firias a 29800, 59'e S9500 o cavada, cambraia
preta e de salpieos a500 rs. a vara, o outras
maltas faaead a qua sa far patonas ao toman-
dar, e de todtatt JsrSt W^m?
lataa aa-
cniayaa que
so aa melho-
ra e mais
duraa'ouras
moslram-se a
qualquer hora
e easioa-se a
irabaJhar aas
caaMdoaaam-
praderea ga-
raotindo-ae a
aboaqoali-
**> e tsu-
Cf: 00 depo-
sito de ma-
chinas le
Raymundo Carlos Leite dcJrmao, rM fli iBDe_
ratrii n. laV adgameata aterro d Soa-Vis ta
Por metade do seu
vaftor.
Rrja^^tisnniado n. 19.
Teslidosdegaie e janiniajia.mailoslinaaMe
duasalas, .pelo, baratiaaimo prejo de Ki cada
um cosbbw. -
(ambraias
baratas.
f9 Roa o Qaeimado 19
sfixsss^ buuo fln- -.? "i-lM ~ %s&^tagssa
.2m1!Wt
peca. T~ "tl cannenrn todo- nin : natW^n
Btloes demussulina, ditos axreadadas, dilos1 Cruz n. 40.
Na wa da Cres eTOdmnrlr esquina para a
rea da Lingoeta, ha um cumpleto sortimanla dft
careado de todas a.TialhWs. asaS^'S ,1a
francea, eordsv8o, ceero da porco e todosi os
aviamentos precisos, o-r/oe todo se venir Bor
nrenns preco que em ontra qoalqna parte aa
mesma loiapraciss-san^cfjrrjiBe, o>amfia e
Umbenr se recebe algias aprendiws torraa ou
escravos.
IPIlAf OlHfM
Velutt deco.
luda, capa* de laa de
i-Mraea
aac
ttvvel-


LHiioD* mawatiec.
EXfl- mil V t**Wttt*t M 18*1.
Tif xr:.-zrrrr.-- :-...iM>_ii.-------
ro
Maito rleira.
Vende-*e urna kareaga de lote de 45 carras
Jem aparelhada 0 obra I feita, por prego muito
eommodo, a dinheiro ott a preto ; na tus de A-
pollo n. 8, pri metro andar.
Gasa terrea.
Vende-so urna cata terrea acabada om anno,
com 90 palmos de freo te, 4 quartos, corredor
independente, quintal e cacimba; om terreno
junto a mesma, com 80 palmos de frente e 125
de fondo, sito na ra da Esperance ; trata-se n a
ra Direta, taberna n. 106.
Rap grosso,
Vende-se rap grosso cbegado agora do Rio
de Janeiro, na ra larga do Rosario, passando a
botica a segunda loja de miudezas n. 38: na
mesma loja tem para render lionas do Pedro
V om carloes, e outras miudezas m conta.
A 500 rs.
Vendem-so compridas raeias de seda, c6r en
carnada, proprias para o carnaval; no armezetn
de fazendas de Joo Jos de Gouveia. ra do
Queimado a. 39.
Para a quarearaa.
Grosdenapl* *ceto loo a 1*600, dito largo a
l*t00, dito muito superior a 2 e 8400 o cora-
do: na ra Nora a. ii, deronte da Coacetgo
dos Militares.
A 31000.
Saceos cea arroz de casca., tendo a maior par*
te pilado ; no caes do Ramos n. 9.
"Libras sterUuas.
Venae-so "libras sterlinas no esfcrfptotio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira 4 Fimo, no largo do
Corpo Santo.
Goni ni a do Aracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; nn
ra daGideia do Recife, primeira andar, n. 28.
Queijos do reino a 2$.
Na ra das Gruzes n. 41 A, taberna da porta
arga, vendem-se queijos novos a 29 cada um.
Algodao nwnstro.
Vende-se ajgodo o astro con duaa larguras,
maito proprio para toalhaa leagoes par dispen-
sar toda e qualquer costura, solo aratiiiirao
5reg de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado.
2, di laja da boa fe.
UlWt ajrmSw W\MW VBffMi Van pBJf*
BUSTOS
igual.
Ca$$a$ franee as de cores a 200 rs. o
covado, dita muito finas miudtnhas de
multo lindos padroes a 2*0 rs. o cova-
do, ditas organdys matisadas a* bom
fosto a 210 rs. o covado : na loja do so-
rado de andares na ra do Crespo
n. toeaa armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Moreira Lopes.
&9mm_m& que emr'ora linna loja na ra do Quei-
mado n. 46, que gyrara aob a firma da..!
G6es & Bastos participa aos seus nume- ,
rosos freguezes que dijsolreu a sociedade
que tinha com o mesrao Ges tendo sido
substituida por um seu mano de mesmo
nome, por isso cou gyrando a mesma t
Grma de Ges & Bastos, assm corno apro-
veila a occasiao para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Concedi dos Militares n. 47, que
passa i gyrar aob a firma
DE


9 Vendem-se 5 carros botos com todos os 49
@ erreios : na ra Nova n. 21. m
Vende-se ura terreno de mrintia nos fun-
dos das caas da ra do Vigario, ao p do trapi-
che do Cunha, com 9 brajas de frente,no alinha- 4
ment do caes projectado, proprio para se edifi-
car um armazem qae sirva para trapiche, ou pa-,
ra ser alfandegado : a tratar na rua do Trapiche
n. 14, primeiro andar.
Rua do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Caegou ltimamente a esle esiabeleci ment um
completo surtimenio de chapeos pretos francotes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
der a 79600, ditos a 89900, ditos a 99000
ditos muito superior a 109000, ditos de castor
pretos e brancosa 169000, o melhor qae se
pode desojar, chapeos de felire a Garrbaldi de
muito superior massa a 79000, ditos do copa
baia para diversos precos, ditos de palha eseura
de varias qualidades que se vender por prego
barato, bonets de vellido para meninos a 5 $000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bera arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muito,
superiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninas a 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
nanita' superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
19500, s'tntos de grugurao para seirhoras e me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
borlados a 129000, e outras rauita fazendas
que avista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
I Remed ).s americanos i
DO DOUTOR 5
Radway I PROMPTO ALIVIO |
Resolutivo renovador.
S Pitillas reguladoras. %
Estes remedios j sao anu bem cenhe- 9
S cidos pelas admiraveia curas que tea ob- <8
* lido em toda a sorle de febres, molestias 9
chronicas, molestias de senhoras, de pe- 9
S le etc., ote conforme se v as instruc- 3

luguez. Si
---------
fSalsa parrilha legitima e
original do an tigo
IDR. JACOB TOUNSENO!
* 0 mclkor purificador do sanpe
cura radicalmente
Erisipela. Ph tsicas.
Rheumatisrao. Catarrho.
y Ghagas. Doencas de figado.
a) Alpercas. Effeitosdoazougue.
Impingeos. Molestias de pello.
Vende-se no armazem de fazendas d
& Raymundo Garlos l.eita & Irmo, rua do
k lmperatrizn
g Bastos (L Reg
I

12.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem coahecido e acreditado oposito da
rua da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova a de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
edra, ludo por precos mais barates do que em
ulra qualquer paite.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas o perfumaras,
ludo por menos do que era oulra parte na loja
do vapor, na rua Nava n. 7.
Cera e sebo
No armazem da rua da Cruz n. 33, vende-se
cera do carnauba em porgo de saceos a 8}5U0 a
arroba, sebo do Porto em caito tes em por rao a
tOg, o da Bahia a 750 rs. a libra, cera amrella
a 320 rs. a libra, velas de composicOes e carnauba
pura a 149.
com um grande e numeroso sortimento de 1
roupasleitas e fazendas de apurado gos- j
t<3, por precos muito modificados como 1
de seu cosame, assim como sejam : ri-
eos sobrecasacosde superior panno fino1
preto o de cor a 25$, '28$ e 309, casacas,
do mesmo panno a 309 e a 359, palelols
sobrecasacados do mesmo panno a 189,
20$ e a 22J, ditos saceos de panno preto a
12j e a 143, ditos de case mira de cor
muito fina modelo inglez a 9$, 10, 19
e 149, ditos de estamenha fazenda do
apurado gosto a 5J e OS, ditos de alpaca
prea e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 139, ditos saceos a 59, ditos de esguia*
pardo fino a i, 49500 e 5$, ditos de fus-
ta o de cor a 3, 33503 e 49, ditos bron-
cos a 49^00 e 5*500, ditos de brim pardo
Huo sueco a 2$800, calcas de brim de cor i
finas a 39. 3950O, 49e 4g500, ditas de di-
lo branco finas a 5fi e 69500, ditas de j
> princeza proprias para luto a 4$, ditas de 1
I merino de cordo pelo fino a 5 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e!09, colleles de casemira de cer e pre-
la a 4550O e 59, ditas do seda b rauca para :
casamento a 53, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colleles de me-
rino para lulo a 4$ e 4$500, ricos rob-
chambres do chita para homem a 108.pa-
letots de panno fino para menino a 12$ e
149, casacas do mesmo panno a 15$,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
leiots de alpaca ede brim para osmesroos,
sapatos de tranga para homem e senho-
ra a ljs e 1$500, ceroulas de bramante e
189 e 209 a duzia, camisas fraaeesas fi-
nas de core brancas de novos modelos t
17$, 189, 209,94$, 289 e 309 a duzia,
ditas de peitos ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a lj.800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a I38OO
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
I no modello eomo na qualidade polo di-
1 minuto prego de 35J, e s com avista se I
pod reconhecer qu6 barato, ricas eapas
de casemira para senhora a \Sz e 209,
1 e nmitas outras fazendas de escllenle
f gosto que se deixam de mencionar quo
1 por ser grande quantidade se torna cn-
\ fadonho, assim como se recebe tada e
qualquer encommenda de reupas feitas,
, para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande officina
1 de alfaiate que pela sua promptico e per-
feicao nada deila a desejar.
Aos Srs. estudaotes.
Valo*M por pieeo-amito eommodo os soguhi-
tes livreo, em latlm : Horacio, Tito Livio, fir-
gio, CorwUo. (atraas Tito U*n. Licooo de geographia pelo atoa*
Gg de direito Bergicr dioccioMrlo 'tkootogtco om
1 6-voiamoa e um sapptemeBto, Georg Phillips em
'lres volaBMs e um suppleoiento, Colombet ina-
tiluigoes da Franga, elementos dedireilo publico
pela conselheiro Autraa Censtiluicao poltica :
qaem os qolstr comprar, dirija-te I na Direi-
ta n. 74.
Barato qae admira.
Superiores tortea 00 chita franceza larga de
muito licdos padroes, de coreo escuras o darse,
miudtoaos, com 11 cowados cada corte, pelo ba-
ratissimo prego da 9*500; na loja do sobrado de
4aadareanaruadoCropon118, da Jos Mo-
retea Lopes.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9f : no atrtigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa deS. P. Jo-
hnston & C. rua daSenzala n.42.
Cheguem aloja da B a fea
Chitas francezas muito finas de cores fizas
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fit
as a 610 rs a vara ; dem lisa muito fina a
14*500 e a 6J00O a pega com 8 1(2 varas; di-
muito superior a 8$000 a pega oom 10 varas ;
dita fina com sal picos a 49800 a pega com 8 \\t
varas; Ci do linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branea e de ores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na rua do
Queimado n. 22, na leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para es
tabaquistas por serem de cores escuras e Oxaa a
59OOO a duzia : na rua do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 69, 9, 89 e 10$ rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2$, 39 e 49 re. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 2g500 e 39 o \
covado; alpaka preta Ona a 640, 800, e muito I
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
caiga ; meias de algodao cr muito superiores a
498OO rs. a duzia ; ditas Je algodao :ru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim miiilos outros arligos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na rua do Queimado n. 22.
Camisas e loalhas. _
Vendem-se camisas brancas muito finas peloba-
ralissimo prego de 289 rs. a duzia ; loalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 120 a duzia : na roa do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
S no Progresso. chegadas no ultimo paquete a 392W a arreba a 120 rs. a libra uaieo-
mente ao armazem Progresa*. ""' *m"*-
Palets.
Fumo em folhapara charutos.
De todas as qualidades em f .rdos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-so ama mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes, engomos, eosahoa
perfectamente, cozinha e faz lodo o mais servigo
de una casa, muito rarinhosa para criangas: na
rua do Queimado n. 39, loja de fazendas.
E' baratissimo!
Rua do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassasde cores fizas miudinhaa a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
rs. o covado, o chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas faaendas por ba-
ralissimo prego : aao-se amostras com penhor.
Barato que admira, na rua do
Queimado n. 47.
Veodem-se musselioas de cores a 220 rs. o co-
vado, riscado francez a 180 o covado, chitas fizas
a 160, em retalhos a 120, cortas de camt>rnia re-
barra a 28800. gravis de seda de cores a 300
rs., ditas pretas a 600 rs.. lengos oe sala gran-
des a 800 rs., gangas de corno para caiga a 506
rs. o covado, grosdenaple preto a 19600 o cova-
do, setim preto mareo a 29800 o covado, lencos
de*ehita a 200 rs., ditas de rassa a 220, chales d
merino lisos a 4550O, ditos bordados a 7J, ditos
de ISa e algodao a IJ, chitas largas francezas a
240. ditas mais finas a 280, madapolo d 4S'200,
4o8O0 e 5o, cortes de castor, fazenda boa para
caiga a 900 rs.. brim pardo a 500 rs. a vara, pan-
no fino preto a 39100, chapeos de massa fina a
49, chsly de -quadro a 700 rs. o covado, las para
vestido a 500 rs o rovaOo, seda de qundro a 600
rs. o covado, cambraia lisa com 8 1\2 varas a
39500, ditas mais finas a 4$G00, e muitas outras
fazendas que se vendem vista do dinheiro por
tudo prego: dio-so amostras com penhores.
DA
FllNDICO L0W-M01V,
Roa da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento eooiina a baver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
te ferro balido e coado, da todos os tamanhos
para dito.
Vende-se urna escravs rreoula rom urna
cria de peito, goza perfea saude, mora e tem
boa figura, cozinha e engomma, nao rom perfei-
cao, coze bem e boa lavadeira de varrela ; para
ratar na rua da "Cruz n. 43, segundo andar.
Cera de carnauba.
A melhor que tem vindo ao mercado, e por
prego eommodo :- no largo da Aa*mbla n. 19,
armazem de Anlunes Guimares & C.
Queijos de Minas,
Na rua da Cruzn. 21, chegados no
vapor Tocantins.
Milho novo.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de selineta escuros a 3*500,
muito barato, aproveilem : na rua do Queima-
do o. 22, loja da Boa f.
mmwmmmM 1 Attenco.
SROirA FEITA ANDA MAIS BAKAI"AS.i
SORTIMENTO COMPLETO
Vende-se milho
to grande* a 4# :
novo em saceos mut-
ua rua da Senzala
BE
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na rua do Queimado, loja da aguia bran-
ca'a. 16.
SYSTEHA HEDICO DEnOLLOWAY.
P1LULAS HOLLWOYA-
Este inestiraavel especifico, composto inteira,
mate de hervas meJicinaes, aao corum mercu-
rio ora alguma oulra substancia dolecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
delicada igualmente prorapto e seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta ;
enteirarnente innocente em suas operaces eef-
feitos ; pois busca ereraove as doencas de qual-
quer especi e grao por mais amigas e leazos
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso t oonseguiram
recobrar a saude e foreas, depois debaver tenta-
do inultimesle lodos os eutros remedios.
As mais sltelas nodevem entregar-se a des-
esperajao ; facam um conntenla ansaio dos
efficazes eleiios desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Aslhtna.
Clicas.
Convulses.
Dabilidadeou exlenua-
cao.
Ddbilidada ou falta de
forijas para qualquer
cousa.
Dasin loria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
EnferrniJadesno ventre.
Ditas ao figado.
Dius venreas.
Enchaquoca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto^ da especie.
Gotta.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indtgestes.
Inflaamagoes.
Irregularidades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecio.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgo de ventre.
Phtysiea ou consump-
pulmoaar.
Retengao de ourina.
Rheumatisrao.
Symplomas secundarios
Temores.
Tico doloroso,
Ulceras.
VeQeroo(mai).
Fazendas e obras feitas.!
A
Febreto intermitente,
Vende-se estas plalas no ostabelecimenro 'ge-
ral de Londres n. 214, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista ou iras pessoas en-
carregadas de sua venda om toda a America do
Sul, Ha va na e Hspanba.-
Vendem-se as bocelinbas a 800 rs. cada
urna dallas, coatem ama injtrucgao om portu-
gues para explicar o modo do so usar destas pi-
luias.
O deposito geral em easa do Sr. Soura
dtafmitserrttco, niTu> da Cnw n.'t, oTnr^er-
nuAsjo.
LOJA E ARMAZEM
DE
loes k Bast
NA
Hua do Queimado
n. 46, frente amrella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimenlo de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 289,
30$ e 359, palelols dos mesmos pannos
a 20g, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149, 169 e 18$, casa- j
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira una para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 89,
99 e 109, dilas de brim brancos muito
fina a 5$ e 69, ditas de ditos decores a
39, 3950O, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
leles pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de coros a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 59,'
ditos de 69, colleles de brim branco e de
fustao a 39,39500 e 49, ditos de cores a
23500 e.39, paletotspretos de merino de
cordo saeco e sobrecasaco a 7$, 9 e 9$,
colleles pretos para lulo a 48500 e 59,
qa pretas de merino a 49500 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 68, 7 e 8f, muio fino col-
leles de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, colleles de vel-
ludo de coreo e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de corea a 149.159 e 169, ditos de
casemira sacco para es mesmos a 69500 o
79, ditos de alpaca pretos saceos a 3j> e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 58300,
caigas de casemira pretas oda cores a 60,
6$&00 79, camisas para menino a 20j
a duzia, camisas ioglezas pregas largas
muito superior a 32 aduzia para acabar.
Assim como temos urna oflieina de al
(aiateoudo mandamos executar todas ai
obras com brevidade.
1 Vea n. 106.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores finas, padroes
moito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, o mais bara.0 que chita: na rua do
Queimado a. 22, na bem conhooida loja da
Boa f.

Na loja de Nabucoo & C. os rua Nova
o. 2, vende-se mascaras de popelao a 29
a duzia.

Calado barato.
elogios.
Vende-se oa loja de Nabuco & C.na mi @
Nova n. 2, borzegums de senhora a 2$ o
fpar, ditos para homem a 7$ o par, sapa- @
toe* de lusre e he>rr pura meninos a Z
29 o par. m
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Hilbares de individuos de todas as nacoos
podera testemunhar ts virtudes doste remedio
Ii neo m para velo pro varom caso neeessario, que,
; pelo uso que" delle fizeram lem seu earpo e
; mentaros inteiramente saos depois de havor em-
pregado intilmente ouiros Iratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
Farelo e milho.
Saceos grandes, e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antunes
Guimares & C.
Burros de Montevideo,
por todo o preco, mansos e gordos: no armazem
amarello em frente do arsenal : a tratar enm o
capilaoSebast, ou rom Antunes Guimsres&C,
o largo da Assembla n. 19.
Vende-se ura oscrao de nagao, de idade
de 30 a 35 annos. pouco mais ou monos, proprio
para sitio ou para ngenho : quem pn-tender, di-
rija-se a travessa do becco de S Pedro a. 8.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
dito com farinha, mandines, milho e frijao, pro-
prio para amroaes, e tudo por prego muito bara-
ta : a tratar no pateo de S. redro n.6.
Kaa da Senzala j>o\a n.42
Vende-safam easa da S. P. Jonhstoa 6 C
sellinse silbos nglezes, eandeeiros e castijaeg
bronzeados, Unas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, o montara, arreios para carro de
m e dous eaTim* relogios de ouro patente
ingles.
Perfamarias
novas.
A loja da aguia branca acaba do recebar de ana
propna encommenda um lindo e comi.Mosorti
ment de porlumarias finas, as quaes esi too-
dendo por menos duque em outra qualquer par-
te :. sondo o bem conhecido oleo philoron e e Ba-
nha(Societ Hygieniqu-) a 19 o frasco, finos ei-
trarts*m bonitus frascos de cores e douradea a
2, 21500,3 o 4. a afamada banba transparen-
te, e outras igualmente finas e noviseimas coa.
a japooeiseeni bunilos fraacos, cuja lampa do vi
dru tambem cheia Oa mesma. huile controle
odonnell,.principe imperial, cremo, em bonitus"
copinhos com lampa de metal, e muitas outraa
diversas qualidades. todas e&ias a 1 o frasco
bonitos vasos de porcellana dourada proprios oa-
raoffertaa 29 e 2j>5O, bonitos bahuziobos r,m
9 frasquinboa de ebeiro a 2#, lindas restinhao
com del Trasquinhus, e caixinbaa redonoxs con
4 ditos a 1$200 e 1&600. finos pos pra denles e
asua balsmica para ditos a Ijj e laOO o frasqui-
nhu ; o assim urna inlinidade de objecloaqoe sao
patentes em din loja da aguia branca, na rua do
Queimado n. 14.
Cal de Lisboa.
Vendo-so cal superior de Lisboa, propria pan
enRenho a 59 o barril- na rua da Cruz n. 66 a* .
mazem de assucar.
Attenco
No escriptorio de Goova Filho, rua da Ca-
dea dn Recife n. 3, primeiro andar, tem para
venDer o segutnte:
Redes bordadas muito finas.
Orillos de alcance (por diminuto preco\
Chicles para montarla. J
Bxnha franceza (cnsmetique).
Cmplelo sortimento de talagarsas para bordar,
j preparadas com os desenhos.
Elementos praticos do fdro civil.
Cathecismo para os parochos.
Historia chronologica do Brasil.
Para o carnaval.
Completo sortimento de velbulinas de lodas as
rores de muo superior qualidade, pelo r.8rato
prego de 600 rs. o covado : na rua Nova n 42,
defionte da Conceigo dos Militares.
Vende-se um palanquim leve e
em bom uso : na rua do Queimado n,
I 2, primeiro andar.
Vendem-se 20 aegops da companhia do eo-
canamento das aguas : a tratar na rua do Quei-
aiado n. 12, primeiro andar.
Vendc-oe urna csa terrea de pedra e cal,
em chao proprio, em S Jos do Manguinho, con-
fronte a igreja : a trotar na rua Augusta n. 26.
100 barricas de cerveja branca do ptima
qualidade em um s lote ou em tutes pequeos,
50 gigos a caixas de champagne de una marca a
aiai afamad ; oa cata de James Crabiree & C,
rua da Cruz n. 42.
Na casa de James Crabtree i C, rua da
Cruz n. 42, tem para vendur pannos ames de di-
versas qualidades para fsrdamenio da Iropa, da
melhor que aqu ha, e por menos prego do que
em qualquer mitra parle, e tambem panno azul
para capotes.
Escravos fgidos.
Relogios.
Vende-se e m;asade Saunders Bro hers A
C. praca do Corpo Santo, relogios do afamo
do abrica-nte Aoskell, por precos commodosi .:ii.,/.. i. 1:..... j.I V- -"-
etambemrancellins e cadeiasiaraoa meaos, vilhoM pela leitura dos peridicos, que lh'as
deexceellnte costo. relatara todos os das ha raudos annos; o a
maior parte dolas ao to sor prendentes que
admiram os mdicos mais eelebres. Quantas
Botinas pretas a Garifoaldipa"
ra senhoras a 5$ o par.
Vendem-se na loja do vapor, na rua Neva nu-
Vende-se em casa de Johnston Paier & C,
rua do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios do ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
Fumo de bordo da barca Rio de Janeiro,
o preto Candido, de nagoo Angula, com os sig-
naes seguintes : altura baiza, rosto redondo,
barba cerrada, um pouco calvo, le*ou camisa o
raiga branca, e representa ler 40 45 annos do
idaoe, jolga-se nu ler ido para longe, por ser da
praga do Rio de Janeiro : a pessoa que o adiar
quejra ronduzi-lo ao largo da Assembla n. 19*
armazem de Antunes Guimares &C, quesera
recompensado.
rugi na noite de 23 do correnle. desta ci-
uma va-riedade.de bonitos Irancelins para os dade, o esrravo crioulo de nome Manuel de 43
mesmos.
Attenco.
pessoas recobraran! com este soberano remedio
o uso de seus braoos e pernas, depois de ter
mero 7. permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
T. .. -, .. .. Ideviam soffrer aampulacao Dellas ha mui-
JBotinas de cores a (*aribaldi* cas quehavendo dentado esses, asyios de ^de-
para senhoras a $o par.
Vendem-se na loja do vapor, na rua Nova nu-
mero 7.
240.
JUlenelo.
A2,000ris
Sapatos de borracha paro senhora e 29500 para
homem de p graade: oa rua da Iroperatriz a. 12.
Grammatica in-
glesa de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a ler,
a escrever e a fallaringlezem 6 mezes,
obra inteirament nova, para uro de
todos os estabelecimentos de instruc-
co, pblicos e prticohrei. ende-
.e ^pr^deeJroH (.nligo la^o ^Ji^Z^^'l^tV^
do Collegio) n. 37, segundo ndar. Praia, senaria o. 59.
Cassas de lindos padrees e cores flxas queso
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado,
na rua do Queimado, leja de 4 portas n. 39.
Por prego muito barato, na
| loja de miudezas da rua do
Imperador n. 38, por baixo da
bandeira americana.
Quadros grandes dourados com mocas e paisa-
gena.
La de todas as cores para bordar.
Franjas e galdes de linho brancos.
Babados do Porto lsrgos bordados.
Proco para bordar para flores e enfeiles.
Franjas de seda preta e de cores.
Fitas de seda, de linho e de cs.
Carlees de clcheles.
Alamares dourados para capotes.
Botos de linha.de seda e de vidro, proprios
para casaveque.
Vidrilho de cores para enfeiles, rebiques.
Bonets para menino, loucas e chapeos para
has Usados.
Manguitos e golliohas brancos e pretos.
Espelbos dourados.
Vende-se tambem a armaco e pertences. Em
porgao vende-se a prazo.
Vendem-se saceos com milhof grandes,
com 32 cuias, o 5JO00: na roa da Matriz da Boa-
vista n. 87, taberna.
tmenlos, para se nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa foram curadas completamente,
mediante-o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pesspa na enfuso de seu reco-
nhecimeato deelararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, a&m de mais autentiearom sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivosse bastante conianca para encinar este re-
medio coaeun temen te seguindo algom tempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ineontestavelmente.
Que ludo ura.
tU, mais partieu-
segralntes casos.
Inflainmago da bexiga.
Vende-se a taberna da rua Direita n. 31, com
poucos fundos, piopria para principiante, a prazo
ou a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros
Vendem-se dous ricos carros, um grande e ou-
tro menor ; noscriptono de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filbo, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo So'iw & C, nicos possuidores
deste xarope j bem cunhedo pelos seus bons
effeilos, continuara a veode-lo pelo prego de 1$
cada vidro; faaem urna diffetenga no prego aos
collegase a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros para cima.
Proprio para o carnaval.
Chapeos amazonas a 4*500, velbulinas de co-
res a 560 o covado, velhadilho de cor a 780 o co-
vado, lengos de seda para meninos a 160. ditos
maiores a 600 rs. : na roa do Queimado. loja nu-
rrero 51.
Vende-se um terreno aterrado, na rua da
O ungento be
lamiente nos
Alporcas
Cairobras
Callos.
Anceres.
Cortadurss.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da culis
em geral.
Ditas do anus.
Empees escorbticas.
Fistolas no abdomen.
Pialdada ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Inchages.
InOamacio do figado
Vende-so este ungento no estabelecimento
geral de Londres n. 244, Strand, a na loja
detodos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Ha vana e Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha eontem
urna iastruccio em portuguez para explicar
modo de fazer uso desta ungento.
O deposito geral em asa do Sr. Soura,
pharmaeeutico, la rua da Cruz n. J3. an
Parnsmbuco.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supurarles ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor da ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das artieulaces.
Veias torcidas ou
das as pernas,
no.
Relogios
Suissos.
Em casade Scbafleitlin & C.rua da Cruz n.
38, rende-se um grande o variado sortimeoto
de relogios de algiboira horisontaes, oatentea,
chronometros, meioschronometrus de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
ydndero sor precos razoaveis.
Vende-se
EM CASA DE
Adamson Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona o Alele.
Fio de vela.
Sellins,silbos, arreios e chicotes.
Rolhas.
Rua do Trapiche n. 42.
Vendem-se noventa apoltcea da
companhia do Beberibe : na rua Nova
a. i4, primeiro andar. .
Vende-se na cidade do Aricaly orna casa
terrea com aoto, bata quintil e cacimba, oa prin-
cipal ra de eommercio, propria para quero qui-
ser ali estabelecer-se. por ler nao s6 eommodo
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
sem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmos, que esli autorisados oara esso
Qm, ou nesta praga na na do Cabug, loja a. 11
Barros de Montevideo.
Vende-so por todo proco para acabar estes uteia
animaes para os senhores deengnnhos e larra-
dores, nos acmaiens de Andr de Abren Porto,
na frente do arsenal de marmha, a tratar om o
dono dossrmazens ou oa rua do Trapiche Novo
n. 14.
anuos de idade, edr preta, espaduas laig.is o es-
tatura regular, indo vestido rom ruupa de algo-
dao irangadu de listras : este prelo natural da
cidade du As, provincia ao Rio Grande du Nor-
, te. offlcial de ferreiro ; elle falla bem, e bas-
I tanto ladino. Recommenda-se aos capilaes de
| campo a sua captura, e quem der noticias delle.
ou o agarrar, pude-o levar a seu seohor o maior
Antonio da Silva Gusmao, moradur na rua Im-
perial, quesera bem recumpensado.
No dia 8 do corrente fugio o prelo Pedro
de nagao, que representa ter 40 aunos. poue
mais uu menos, estatura regular, magro barba
no queixo, com falta de 2 denles de um 'lado da
parle de cima, levou vestido caiga de brim escu-
ro, chapeo ae fcltro usado, bem fallante e pa-
rece crioulo, tero o peito de um p inchado de
eiysipella; este escravo fui arrematado pelo an-
nuncianle em praga publica do juiz dos feitos da
fazenda. por eiecugio contra o senhor do enge-
nho Poolisla, a quem peitencia o oilo escravo-
fugio oa padaria das Cinco Puntas que foi da Aa-
dr Nauzer & C.: quem o pegar. iode )ea-Io
mesma padaria, ou a seu senhor Joaquim da
Silva Lopes, no Recife, travessa da Madre de
Daos n. 18, que ser bem recompensado de seu
traDalho.Joaquim da Silva Lopes.
Do engenho -Cutigi, freguezia da Escada,
tngio no dia 3 de oovembro do curreole anno o
escravu de nomo Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cehello do
negro, pouca barba, denles limados, idade ib om
28 annos, pescogo e ps grossos, tem pelo rosto
pesc.ogo e peitos algunas marcas de pannos
aigumascicatnzes pelas costas que parec le
sido de chicote ; nao lovou consigo rouo algu-
ma, e consta haver fgido para o lado do senio
d'onde viera : quem o aprehender, peder el-
va-lo ao referido eogenho, ou no Recife, rua es-
treita do Rosario o. 29, ao Illm. Sr- Fiorismno-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Lm mulato claro, magro, com pannos prelea
na manaa do rosto, representando ter 25 annos
le Idade, natural do Rio do Peiso, chamado
Luiz, desappareoii no dia 30 de outubro da caso
do Or. Cosme de Si Pereira, de quem escravo -
siippoe-so ter levado um cavallo preto do Sr!
Rostron que se bavia soltado, a quo elle fora
era busca do mesmo ; suppoe-se mais que sua
mulber de nome liara tambem o acompanba
levando nm pequeo bah de flandres : roga-s
as autoridades pnllciaea e a outraa quaetquet
onssoas que o prendam, e remettam ae seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Puio da cidade do Aracaty, no mez do se-
tembro prozimo paseado, ura escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bent
Lourongo Collares, de nome Joaquim, de idade
da cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magra
dentea Brandes, e cora falta de alguna na frente*
queito fino, ps grandes, e com os dedos graade*
dos ps bem -bertos, muito palavriader, inrul-
a-se forro, n tem signaes de ter sido sumido*
Cenata qae este escravo apparecera no dia 6de
crreme, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do entsrrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por aao senhor para
Goianninha aaalqger pesaos que o paa*r o pe-
der levar em peroarabuco aoe Srs. Basto 4 Lo-
mos, que griflflcarao generosameiae.
ft


')
mm M: fiiw*Bco. *hjm* mu t m tratu* de mi.
Litteratura.
A cai.vinlia de Miguel Ai
Miguel Angelo Cerquozzi era uti pintor roma-
no, que vveu pelo meiado do seculo XVII. A
siij habilitada para pintar aceas pastora, fer.is,
morcados, linlia-lhc adquirido o nomo de Miguel
Angelo delle bambcociate, das bambodtalas pri-
mata, sobretude, na pintura das batathas, o que
deu motivo .i q'te lambcm fosse chamado Miguel
Angelo ds Bitalhas.
As acedes deste trilsla eram militas vezes, como
lambemos seus quadros, notadas pelo lado de
urna gianJe extravagancia ; m-s osla ruuama ex-
tnvagancia dav s suas maneiras c convers njio
um carcter agradjvel e jovial, que o razia esli-
nnrtn c procurado.
E' urna daa mil phantasias deste celebre ar-
tista quo (rma a base principal da nossa his-
toria.
Miguel Angelo precisou um da de piular um
S. Joao Evangelista. U coslurae de empregaros
lypos ridiculos e grotescos Cezcom que se achas-
se minio embaracado quaudo Iralou de procurar
um modelo.
N'um passoio que deu pelas proximidades de
Roma, do lado de Tivoli, entrou era casa de Al-
garJi, um dos mais nolavois esculptores da-
quelle lempo, e conlou-lhe o caso em que se a-
chava.
O' l I Jaciolho I oxelaraou o esculplor, an-
da c, que le queremos ver.
Jacintho ora um bello mancebo do uns viole
anuos, que, havia alguns mezes, eslava em casa
de Algardi e servia-Ihe de modelo.
J me nao admiro, meslre, disse Miguel An-
gelo, que os nossos piedosos romanos adorem
com tinto fervor os santos que sahem da sua of-
ficina.
Se o rapaz Ihe convm, cedo-lh'o com mui-
to Rosto.
Miguel Angolo, na sua alegra, nao reparn na
singular expresso cora que Algardi pronunciara
estas ultimas palavras.
Queros vir coramigo ? pergunlou elle ao
-mancebo.
Sim, se mo prometi ensinar a pintura.
Esiimarei, disse Algardi, que o pincel te se
ja menos ingrato que o buril.
Jacintho, ilho de Joo Brandi, cuja profissao :
era desenliar para os bordadores, nio liana at
ali mosteado querer lomar uas arles urna oosico
mais elevada que a de seu pae, e se Algald se !
mostrava pouco seu affeigoado, provinha isso em I semana
parle de que elle nao soubcra aproveitar-se das
ligos do hbil esculplor.
Passando ser discpulo e commcnsal de Mi-
guel Angolo, moslrou-se logo com muito pouca
paciencia para aprender, porque lendo coberto de
cures a primeira lela que Ihe durara, poz-se
examina-la coa a mais escrupulosa ailengo, e,
reconhecendo por aquello seu ensaio, que uo
produzra nenhura primord'arle, de raivoso pisou
a sua obra aos ps, exclamando :
Nunca Irei de um ser grande pintor I
De seus olhos correram algumas lagrimas ; de-
pois acresceutou com voz sufTocada :
E. coraludo, preciso de gloria ou de muito
dinheiro I
Durante quasi um mez, Jacintho poz de parte
os pinceis e a palhela ; o seu carcter tornou-se
taciturno esombro.
Apenas de manha acabava de servir de mode-
lo ao S. Joao, logo se relirava para algura lugar
isolado, onde licava at noile entregue aos mais
Inales ponsamentos.
Miguel Angelo manifestou-lhe um dix a su
dmirago por ver urna conducta lio pouco cora-
mum n'um mancebo, ao que Ihe respondeu, sus-
pirando :
Quem 15o grande pintor e ganha tanto di-
nheiro. uo adjura que esteja alegre 1
peusas raeu rapaz, que me baslou olhar
acaso Ihe [ez ouvir, acabou de Ihe perturbar as
i4as,faiend#-lhe nuscer o terror n'alma.
ioheir 1 dwheiro mita e rouba, desgra-
sado. vi$to que o cu nao quiz que nascesses do
peto de umiheaiej I
A voz que proferia estas palavrasera a de Ja-
cintho.
Miguel Angelo, conleodo-se apenas, oi direilo
ao mancebo.
Jacinlho, vae buscar o leu tato.
Sim, meslre.
E has de ahir da minha casa.
Sim, mslre.
Esta mesma noit;, e para uo vollares mais,
ouves ?
Sim, meslre.
Jacintho, sem fazer urna s rr-flexio, entrou
logo preprar-se para sahir ; eta fcil de ver
que, na situacao de espirito era que se achava,
isto nao era para elle mais que uro incidente de
mediocre importancia, por nao dizer de lodo in-
significante^
Miguel Angelo, refleclinoo na prompU submis-
so oe Jacintho, e na apparente traoquilidade
corn que elle acabava de aahir de sua casa, sen-
tio-se anda mais perturbado que d'aoles. Cor
reu ao quarto da cama, lirou debaixo do leito
urna caixinha, que inmediatamente abri, eso
euio que mostrou respirar com mais lber-
dade.
Gragas, meu Deus I exclamou elle, o crime
nao fui consumado !
Se Miguel Angelo eslava contente por achar o
seu dinheiro intacto, lalvez o nao eslivesse me-
nos por ver que J-icintho, ce beta que culpado
pelo pensameulo, anda o nao era pela aeco.
Esto rapaz tinha-o, desde t primeira vez, viva-
mente inleressado, e raro que urna primeira
imprnsjto se extingua !de todo, anda raesrao era
presenta das mais desfavoraveis circunstancias,
tiouve. pois, as ideas do pintor um momento de
flucluaco, mas bm de pressa o socego e resig-
nacao de Jacintho oovamente ltte vieraoi me-
moria.
Nao ser sto, pensou elle,-tira estratagema
para pdr em exacugao o seu projecto, e que Ihe
seja iudiirerente estar dentro ou fra, visto que
lomou to bera as auas medidas que conta com o
bum resultado ?
E corno esta idea se poderasse dallo, no cui-
don mais que em pdr em lugar seguro a preciosa
caixinha.
O que mellior explica a graniez.i dos sustos-do
Miguel Angelo que a posse de urna boa somnva
de dinheiro nao se davj nelle comoeoslurao.
O acaso tlnha feilo com que na antecedente
minios cavalleiros tivessero, por assira
A estrada, no lugar, em que elle te achava,
passava junto de urna collina ; meit encosta,
descobria-se por aqui e par ali alguos fragmen-
tos de rochedo, e, apesar d'esle lugar Iba pare-
cer muito meos seguro que a grua que elle ti-
nha em visla, todavia, como nao poda escolher,
resolveu-se enterrar ali caixinha, na Qrme
tangi de vir busea-la d'ali dias, quaodo esli-
vesse inteiratnenle restabelecido- da fadiga. Su-
bi, portanto, nao sem difSuuldade, al urna
l especie de banco formado naturalmente pela ro- au lacia de ma tal ingiiagem "ma^rio"^" e"s-
cha, e, ajudado do punhai, cavou por baixo do lava s, perfeitamentes cora a donzella IJ
banco um buraco, no fundo do qual depositou a I Com efTeiio.pensou elle comsigoisto o
caixa ; depots, cobrindo-a de tona, tapou ludo que se chama levar o desea re mec lo ali ao ultimo
cora hervas, de maneira que podesse engaar a >
vista mais perspicaz. Terminada
Seja ou qo boa pessoa, torno neuunlar-
Ihe o quo emsttu^^H
QueiV.-i^pUotfu com mais alguma ousadia
a joven, offendida com a grosseria d'aquellas pa-
lavrasquero que constate que eu examine por
baiio da pedra onde est sentado, para ver se
acho o que procuro.
Miguel Angelo lerantou.se eolhou em torno
de si, convencido de que eslava cercado de ban-
didos, promptos apoiarem com as suas armaa a
dizer, dado palavra, levando-lhe easa o prego
deumeerto oumero do considerareis encom-
mendas.
O nosso pintor contara desde logo nao- Qcar por
muito lempo guardanJo esto thesouro ;-receiava
perder com elle o seu bem miis precioso, que era
a alegra do sou genio.
Era Roma, porm, oo se poda anda naquella
poca depositar dinheiro, nao ser no Monte de
Piedade, e Miguel Angelo linha por este genero
de deposito urna invencivel repugnancia : espe-
riva, por lano, quo so apresenlasse urna occaoio
nuis conforme com o 3eu gusto, quando o perigo
ilumnenle que sejulgav exposto veio raostrar-
llie a urgencia do tomar um partido e a necessi-
daJe de urna prompta execugo.
Lerabrou-se que, quando vinha de casa de Al-
gardi, reparara que distante da estrada bavar
n'um slio selvagera, cercado de rochedos, urna
grua escura e profunda, e que, quando a vira,
exclamara :
Eis um lugar bera proprio para um avaren-
lo esconder o seu thesouro !
Tomou immediatamente a sua resolugo.
Venha o meu ladio quando quizer, disse
elle pondo a caixinha debaixo do braco, nao a-
char nem o hornera, nem o dinheiro I
A caixinha ora pesada, e de liorna gruta po-
diam cantar-s urnas de railhas, porto de dete-
nais perspicaz, terminada esta operaco,
de novo Se pos 6 caminho, livre do fardo que
Ihe pesava, dirigio-s: para 0 lado de Roma.
A' proporgo que se afastava da collina, no-
vas reflexes ihe assallarara o espirito. Lem-
brou-se que as sombras da noute,completamente
dissipadas pelos primeiros raios do sol, nao o te-
riam escondido bastante no seu tiabaiho. Tai-
vez dlguraa leslemunha desapercebida eslivesse
espreiianJo a sua partida par* se fangar urna
presa fcil. Esta idea pareceu-lhe uro presenti-
mento, e, por isso, voltou para trsz toda a
pressa. Logo que chegou ao p da collina, le-
vantou os olhns o vio um hornero mesmo junto
da pedra que esconda o seu thesouro. O hornera
que ayancava cora precauco, que lancava um
olhar inquieto ora para a direlta. ora para a es-
querda, e que j se ioclinava para a pedra, nao
era oulro senao Jacintho Brandi t
Bem te vejo, desgrasado exclamou Mi-
guel Angolo.
Assustado pelo som d'esla roz, Jacintho nem
mesmo procurou saber d'ondo ella vinha : levan-
tou-se e deilou correr, dcsapparecendo por um
caminho que rodeava a collina.
Miguel Angelo foi direito i pedra ; achou tu jo
no mesmo estado em que o deixra ; respirou.
O miseravel veio seguindo-mo desde boma
e nao perdeu de vista um s dos meus me-vi-
menlos I Que perversidade n'um rapaz de vrnte
annos I
A perplexidade de Miguel Angelo era grande:
rollar para Roma com a caixa, nio tinha forras-
para isso, o sera ella, era dizer um adeus eterno
ao seu dinheiro. Que tinha, pois, a fazer t Nao
havia quo escolher entre muitos raeios : o uni-
pnnto.
Em quanto assm a considerava com urna es-
pecie de esiupefacgSo, a joven baiiou-se para dar
urna viia de oliios por baixo do banco*- -
Basla !disse-lh'e elle affastando-a coma
moprevino-a de que me nao apanba de pa-
ciencia.
Fui entao a donzella que Iancou ao pintor um
olhar espantado.
Qem juiga que eu seja, senhor ?
Julgo que urna Qlha de Satanaz, que mal
pode disfargar-se sob essas feicoes do anjo... Con-
resso, minha bella,proseguio elle, pegando-lhe
por um brago o sacudlndo-lh'o com bastante bru-
talidadeconfesso que qualquer fcilmente se
engaara, vendo esse ar hypocrita de eandura e
innocencia. Nao se envergonha, to bonita eto
nova, de exercer urna profissao to mi?
As faces da donxella loroaram-se de purpura e
duas grande lagrimas se viram apparecer stravez
das palpebras.
Serei bem felizdisse o pintor com o tom
mais brandose poder ver oessa vetmelhido um
signal de vergontra, e nessas lagrimas um syrap-
toraa de arrepeudimento ; talvez a eorropco,
pobre crianga, ainda nao lenha eotradoprofuda-
menle do teu corceo; pode ser que ainda seja
lempo de salvar, arraneando-te fatal influencia
de Jacintho.
Jaeintho!exclamou a donzella, esfreme-
cendoah I sabe ludo I
Sim,sei ludo, ou, para- melhor dizer, adfevi-
nhei ludo-} foi o amor de Jacintho, forana es- seus
prfidos coiiselhos e abominareis suggestes-que
te perderam.
Jacintho fexclamou erra, endireitande-se
e lancangando- um olhar brilnante de um nobre
co que Ihe parecen pralicavel foi de sentar-se crgulhoJacintho digno do raeu amor ; tuna
para o vento para isso me cahir do cu ? Faz seis kilmetros. Mas eslava urna noute soberba,
como eu, trahalha cora ardor, sem descanco, e
quindo liveres quarenta annos...
Quarenta annos, repeli Jacintho aterrado,
impossivcl, isso 6 a eteruidade, nunca !
Todava, no da seguinle urna festa era que
elleempregra lodo o da passeiar do lado de
Tivoli, Jacintho appareceu na oficina mais ale-
gre e poz-se a esbogar com fervor urna cabega
do madona.
De veras que nao esli ra; disse Miguel An-
gelo, parece-me que j vi esta cabega n'oulra
parle.
Se a viu meslre, replicou no mesrao ins-
tante o joven, isto ha de ptrecor-lhe um misera-
vel borro.
Que cabega do deudo quelens I Na luaeda-
de, tambera eu arhava a raadma dos meus so-
nhos muito superior lodas que creaya o meu
pincel ; 6 lalvez por isso que renuncioi pintu-
ra : segu o meuexeraplo.
Parece, porm, quo a vocagSo de Jacintho era
fazer madonas em lugar de bambochatas, porque
regularmente, lodas assegundas-feiras, depoisdo
ter passado o domingo, errante pelas circumvizi-
nhannas de Tivoli, ricava a madona da semana
precedente para comegar outra nova.
Cinco ou seis lelas linham sido gastas oeste tra-
badlo, quando um dia, era ainda urna segunda-
.ira, Jacintho tornou deixar a palhela e reca-
hio nos mesrao3 accessos de melancola, que j
havia algura lempo linham desapparecido, da
mesma forma que linham vindo, sem razo ap-
iiitiuuieraveis estrellas biilhavara no tirmaraentj,
succedera aos ardores do dia urna brisa fresca e
perfumada ; era um verdadeiro lempo de pas-
seio, e, por isso, Miguel Angelo aedou as tres
(.rimeiras milhas depressa e sem descansar.
Nao acontecen o mesmo com o restante do ca-
minho. Agitado pela celeridade da sua marcha,
o nosso vi ijnuie nocturno nao lardou que nao
achasse o ar uiorno c pesado, e que grossas go-
las de suor Ihe comegassem cahir da fronte.
Bera depressa sentio as peinas pesadas, de modo
que se vio obrigado Memorar o passo. A' me-
dida que a fadiga crescia, parecia-lhe que o peso
da caixinha augraentava ; primeiro passou-a de
um braco para o outro, depois po-la sobre o
hombro esquerdo, era seguida sobre o direilo, e
de toda esta tctica o resultado quo lirou foi tor-
nar geral o seu caosago. Finalmente, cedendo
uecessidadu de descansar elguns instantes, pa-
rou e sentou-se.
Tenho andado bastantes vezes esle caminho
pensou elle e serapre me tenho sahidobom.
E' verdade que o peso d'csto dinheiro oo me
carregava era o corpo nem o espirito
sobre a pedra e d'ali estar todo o dia esperando
que anoutecesse para desenterrar a caixa e le-
va-la, lodo o cueto, para a cidade, e, logo que
l' diegos je, iria depositar os seus fundo n'aquel-
le mesrao Monte de Piedade, que arada-na ves-
pera Ihe insptrava to insuperavel antypalhia.
Aqui temos, portanto, o nosso pintor in-slalla-
dw por quin?o ou dezeseis horas sobre um peda-
go de rocha soflrivelmente anguloso, e meia-en-
cesta de umucolina inculta, lendo- por nica dis-
traegao o'ver alguns viajantes passer pela estrada
e isso mesmo cora grandes intervalos. Posk.o
desta tanto menos alegre que, om sonsequencia
de ludo por que acabava de pasear, as ideas de
ladroes e de roobos eram as-nicas que oceupa-
vam a imagiuacio. Figurava-se-lho descobrir o
fim de cada caminho a entrada de alguma som-
bra caverna ; parecia-lhe que dous olhos darde-
jantes Ihe brilhavam do fundo- de qualquer an-
fractuosidades, do rochedo Estava convencido
de que ueste sitio haviam de ter existido, e que
pro va vel monte ainda l eslavam horri veis co vis
de salteadores-.
J havia duas horas que Miguel Angelo so en-
tregava oceupagao pouco recreativa de fazer
passar diante da vista lodas estas sombras ima-
gens, quando de repente ouvio por detraz de si
ura leve ruido. O sea' primeiro- movimento foi
voltar-se, e era seguida levanr.tr-se e levara mo
ao seu punhai, porm nao mais quo urna joven
que fugia, ligeira como urna corea, assustado,
sera duviua, pela vivaeidade da sua pantomima.
Miguel Angelo tornou sentar-se, e apenas le-
riam decorrdo alguos-minutos, vio reapparecer
do outro lado a mesma joven, estendendo curio-
samente cabega atravez dos ramos de uns ar-
bustos selvagens.
Parece que me esto vigiando; acautelle
rao-nos.
E leudo por um momenlo examinado
Oh meu Deus, nao ha duvida ;.esta cabeca-
reconhego-a perfeilameate, a da madona de Ja-
cintho 1
Para elle o myslerio leava desde-aquello mo-
mento completamente esclarecido-; havia coro
certeza naquella colima um covil de ladrees, e
J-acioiho pertencia aquello bando ; e em quanto
- sua dona,, o seu em prego pareca ser o,de es-
piar a passagem dos viandante e avisar os la-
dros quando se apresenlava algura accidente
com apparencias de bom resultado para olles.
Ser o que Deus quizer pensou o piulo*
oujo olmo era conhecidu mais depressa me
malario do que defxe esle lugar l
O. que nao iraoedio do fazer com certa amargu-
ra a seguinle reflexo :
Mas bem cusloso perdermos, s para de-
fender um pouco de dinheiro, ura resto de vida
No tira de raoia hora, conlinuou andar, pen- j que baslava para se gauhar dex vezes outro tanto.
parelo.
Miguel Angelo notou osla repentina raudanca e
assustpu-se.
N'uraa visita que fez Algardi, tendo-se falla-
do no nome de Jacinlho. nao se pode conlerque
nao di*sessc com modo agastado :
E'um verdadeiro doudo, o rapaz que me deu
para modelo e discpulo I
E' ura depravado que hade acabar mal,res
pondeu seccamente o esculplor.
E raudou de conversa, como se Ihe repugnasse
cnlrar em mais ampias explicages.
Lembrou-se ento Miguel Angelo do conlenta-
meuto que tinha mostrado Algardi, cedendo-lhe
Jaciolho para modelo, e, juntando isto oo egos-
mo bem conhecido do esculplor, que se nao des-
faria lio faeilmento de um rapaz de que eslivesse
faiisfeito, comegou ter serios cuidados. Duran-
te o caminho bastaute longo, que leve de andar
para chegar casa, foi accoram6ttidn de urna mul-
tido de suposiges, mais tristes urnas que ou-
tras. Quando entrou era casa, j tinha o espiri-
to muito sobresaltado, e urna exclaraagio quo o
sando que j estara moramente descansado,
mas nao teria anda dado quinhenlos passo?,
quando de novo foi obrigado parar.
Contet demasiado com as minhas torgas ;
lalvez lizesse oem se voltasse para traz.
Urna simples reflexiio, porm* Iho mostrou que
pelo contrario, seria isso urna loucura : a distan-
cia que Ihe fallava para chegar gruta seriam
apenas quatro railhas, em quanto que linha que
andar seis para entrar era Roma.
Varaos l I leuliamos mais algum animo I
E, lodo curvado, com os joelhos dobrados e es-
correndo em suor, couliuuou, todo o custo,
andar ; de cinco era cinco minutos, parava e
limpava o rosto, exclamando dolorosaniente :
Maldita caixa maldito diuheiro 1
Depois, lembrando-se que podia ser ouvido de
algum viandante animado de inlengdes menos
honradas que as suas, cessou al mesmo de con-
solarse com esta exclamaco.
Nao ; exclamou elle, por lim, deixando-
se cahir ao p de urna arvore ainda que fosse
para salvar a vida, era-rao impossivel ir mais
adianle I
A noute vinha aproximando-so, j se viam as
estrellas ; urna ligeira cor de rosa desenhava no
levante a linha do horisonle. Miguel Angelo
nao podia ficar eternamente debaixo d'esla ar-
vore com a sua caixa : era preciso tomar um
partido.
Ah 1 em que bom negocio eu me metti I
Parecia-lhe, comludo, que urna especie de de-
safio havia entre elle e os salteadores, e olh.ava
com grande cobarda abandonar-lhe a partida-.
Miguel Angelo, com a mi no punhai, e o olho
aberto, dizpoz-se para o que podsse acontecer.
A joven fez urna lerceira apparigio ; desta vez
nao mostrou querer esconder-so, at mesmo,
posto que com pasaos bastante tmidos, foi direi-
la tor com o pintor,
Ola, que qur isto dizer? Nao rosso. crr
que esla fraca creanga se lembre seriamente de
me atacar.... a nio ser que, qual aova Sirena,
tenha seu cargo armar-me algum lago, usando
do poder dos seus encantos.
Chegando ao p de Miguel Angelo, a joven pa-
rou, corou, baixou os olhos, depois ergueu-os, e
mostrou procurar, para encelar a conversado, ex-
pressoes que nao ihe occorriam.
Deixemo-nos de contos -disse comsigo o
pintormostremos-lhe, primeiro que ludo, que
os seus meios de seduegio nio valem nada para
mira.
E lomando um ar severo :
Quo pretende'! perguntou-lhe elle com
modo curto e secco.
Queira perdoar, senhor; responden ella
com alguma hesitagiose soubesse o que rae traz
aqaii, estou certa de que me fallara com meltutr
modo, porque me parece ser boa pessoa.
FOLHETIJH O
cobarda do senhor accusa-lo, neo estando eMe
aqui. para se defender.
-i Aqui estou.
Era, com effeito, Jacintho que apperecia s ul-
timas palavras da donzella.
A esta visla, Miguel Angelo Ocou persuadid
que era chegado o momento decisivo:
Qualquer que seja o seu numero,disse-
Ihe elle, segurando o- punhaipoden contar, tu
e os leus, que lhes hei de vender cara-a vida.
Jacintho vio com sorpresa o movimento do
piolor.
Mestre, estou s-e sera armas.
Sem armas I nao-vejo todas ae- dobras do
teu manto ; s I esse rochedos d'onde sabiste po-
dem l ler escondido muitos outros.
, i Ora-, meslre, quem julga que eu seu-dis-
se, por sua vez, o mancebo.
Eu julgo que s... s...
Mas havia tanta ingenuidade na physionomia
de Jaciolho, que oaose-atreveu i concluir.
Mas-que fazias tu aqui boje antes de ama-
nhecer? Que querem dizer estas idas-e viudas
desta rapariga e a maneira eslranha cerno se che-
gou mim ? Porque motivo me appareceste ain-
da agora inexperadamente ? Finalmente, que in-
teresse osattrahe ambospara este banco de pe-
dra debaixo do qual cada um diz que precisa pro-
curar o adiar urna causa t"
Meslre, respondeu Jacintho o-myste-
rio, oo pealo em que estio as cousas,, j da na-
da nos utilisa ; amo Thereaa.
_ Olhem que grande novidade I como so eu
nio tivesse logo reconhecido na senbora as seis
eu oito madonas, que assignalaram a- tua esta-
da na minha offlcina I
Todos os domingos vinha contemplar, ad-
mirar o seu bello rosto, e voltava para sua casa
com a esperanga que o cnlhusiasmo-,. qual ou-
tro toque da varinha de urna fada, bastara para
me transformar immedUtamenle n'.m grande
pintor ; mas, infeliz de mim fui obrigado re-
coohecer que era verdade o que ma dizia, que
os grandes- pintores nao se improvisan 1
E porque era ess* impaciencia de ser um
grande piolor?
Quando declarei o raeu amor ao pae de
Thereza, respondeu-me elle : So- darei miaba
llia um grande artista, ou umhomem que
tenha muito dinheiro.
Ah L ah comee comprehender.
Mas a ultima vez que estivo com Theroza,
disse-me ella que seu. pae, j Ihe tinha arranja-
do um i ico casamento .;.ao ou vir isto tquet de-
sesperado quebrei a palhela, os-piacAia, a ven.
do que nao me davaoa tempo nem de me illus-
trar, era de rae enriquecer, resolv...
Fazer forluna, seguiudo-aie a noite passa-
da, depois de eu te despedir, despedida que tu
acceilaste tranquillamenle.
Tranquillamenle, verdade, porque, como
agora. Ihe digo, estova resolvido moer para
nao presenciar esse casamento, que, tirando-roe
toda a esperanga, pe o o cumulo minha des-
grana. Nao sabendo que tinha de sahir u'aquel-
la noite, como que eu podia seguv-lo ; se rae
v aqui agora porque quera dizer. adeus es-
tes lugares visinhos da hablagio di Thereza,
essa pedra, depositara discreta da nosaa cor-
respondencia.
O que 1 quando esta manha. te vi abai-
xar...
Ers para lho confiar a miaba ultima carta,
na qual annunciava Thereza a minha deses-
perada reeolugio ; mas urna voz. que me par.eceu
reconhecer pela de seu pae, grilou-me : Bem
te vejo, desgracado 1 Assustei-me o d gir levando a caria, que nio. Uve lempo, de es-
conder.
E erainaerrompeu Thereza a espe-
ra oca de encontrar urna carta de Jacintho, que
me trouxe aqu, o que foi motivo para o senhor
me tratar de um modo lio inconveniente.
Em presen-a de explicarles lio, naturaese da-
das com tal franqueza, nio podia Miguel Ange-
lo conservar a menor duvida,
Meus lilhos,-r-disse ellev pegaodo-lhes na
mo podem gahar-se do ma ler feilo passar
urna lerrivel noite e um dia tristissimo.
Como I...
Mais Urde lhes conlarei isso, agen vamos
ao que mais importa. Quem| o pae intralavel
q"e recusa fazer a felicidade de sua Qlha t
O mestre conheee-ol disse o mancebo.
Nao me lembro, sen hora, de nanea a ter
mo i nao ser as telas de Jacintho.
Raras vezes saio de casa de minha ta e
meu pae prohibiu-ese a entrada na sua offlcioa ;
sou Qlha do Algardi, senhor.
No mesmo instanto retiniu uma voz, que fez
estremecer os dous amantes, e que logo foi co-
ntienda por Miguel Angelo ; era a voz do es-
culplor.
Bera o.descoofiava eu I
Mas, prevenindo> a xplftso, Miguel Angelo
adlantourse para Algardi, estendendo a mo.
Uma palavra, mestre I
Miguel Angelo com elles !
As pobres creangas precisavam de um apoio.
Fiz-me seu advogado.
Nunca darei minha Qlha om Jacinlho.
Mas ha-de da-la um grande pintor, nio
foi o que disse ?
E emito ?
Jacinlho nio fazia nada com o esculplor
Algurdi nem com Miguel Angelo das Bombo-
chalas j rou po-Io em casa de Lafranc, que
pinta lao bellas virgens, e promctlo-lhe que an-
tes de dous annos ho-de fallar d'elle.
Dous annos I muito tarde ; caso minha
Qlha dentro de oito dias.
Quanto tem o seu futuro genro em se-
ouins ?
Tres mil.
Jaciolho pode eonlar-lhe neste instante
quatro mil.
Houve um momenlo de silencio, durante o
qual os olhare espantados de Algardi, de Jacin-
lho e de Thereza interrogaran) a physionomia
do pintor, para saber se gracejava ou fallava s
riameole.
So assim -disse, emfim, Atgardf amo
muito miaha fllha para Ihe recusar o esposo
que eMe prefere.
Miguer Angelo abaixou-se, remecheu a trra
por baixo-do banco, twou a caixinha e apresen-
lou-a Algardi.
Cont I
K, soltando ura longo- suspiro de satisfagan :
Seja Deus louvado 1 o Monte de Piedade
nao possuiri o meu dinheiro, porque achei uma
collocago para elle que neo dar cuidados;
Em quanto Algardi se eertiflcava, raechendo
nos sequins, deque nio era o objeclo de-ama illu-
lusio, Thereza-e Jaciolho aportavam com trans-
porte as raaos de Miguel Angelo.
Agora disse esle ultimo ao manwbo
has-de ser tu que carregues com a caixa ; jus-
to que tambem saibas o quo ella pesa.
MotP.ui.
[Sommercio do Porto.)
Variedades.
BOA^ DEIXA.
Diz um peridico ioglez que o duque de Nor-
folk, ultimameute fallecido, deixou era seu tes-
tament- ura legado de 10,000 libras slerlinas
(45:0009) para o Papa,
FALCECIMENTOS DE PESSOAS NOTA VEIS.
Durante o anno de 1660 fallecern as segua-
les pessoas :
tard Holland, Thoraaz Macaulay, primeiro his-
toriador do Keiuo-Unido da Gra-Bretanba. Gui>
Iherrae Griom, historiador da lingua allcmaa. O
hispo doChalons. O general peruano Blanco.
arcebispo de Evora. Obispo do Porto, o de Art
e o de Vigevano, moosenhor Fizzaatti. O direc-
tor da or-chestra do ihealro da opera de Par,
Mr. Girard. O cardeal Ferretti, patente de Pie-
IX. Obispe Newuan. A esposa de lord Cowley,
sogra de Bulwer. A duqueza Eslephara de Ba-
dn. O compositor de msica Luiz Kicci. O I i *
terato alleroio Ernesto Mauricio Aradt. O poeta
lyricoSoares de Passo*.. O vice-almirante ingle
Wallh. O general inglez W. Napier. O Sr. Fer-
reri, ministro da nurinha O general turco Ibra-
hira-Pacb. A gria-duqueza Luis Estephania
Adriana. O doutor Guklain. O rakiistro Bruck
O principe liohenlok Laugemburg. O duque da
Terceira. O cardeal arcebispo de lolonha, o Sr.
Viale. A.viuva de lord Byron. A princeza Julia-
na Luiza Amalia de Hass, abbadessa de Itzeboc
O principe Jeronyrao Benaparte. O principe Da-
nilo do- Montenegro. A gria-duqueza Anna da
Russia, irma do rei Leopoldo. O'duque de Mek-
lembourg, pae do grao-duque Frederico Guilher-
me. U linanceiro inglez Mr. NVtlson. O principe
Milosch. O general Pimodan. Euphrosina I.uiza
Felippina, Qlha do prncipe de Monaco Walker.
O director da Gazei do Franca, Mr. Honor de
Boudonnais. O cardeal Vicente Macchi, decano
do sagrado collegio. O sullao de Minnanao. Du-
que de Norfolk. Conde de Siracusat. O principe de
Lippe de Schamburg. Lord Aberdeen. A rainha
me da Suecia. O cardeal Francisco Goudo. Lord
Dalhousie. Imperatriz riura da Russia. Lord
Dundonald. O almirante Garlos Napier.
nto ganham senao o iodispensavel para nio mor-
rercm de fon.
Esta industria fei das que mais solTreu com %
tratado commercial com a Franga.
UM NOVO FEITICEIRO.
ralla-se moito no mundo parisiense d'um jo-
ven mdium, que deixa multo i perder de vista o
famoso Mr. Hume. E' tambem ura americano)
chamase Siuith, e era redactor d'um jornal de
Boston. Mr. Hume fazia fallar as mesas; Mr. Smith
sera nenhura esforco physico, levanta as mais pe-
sadas mesas, i ponto de as fazer passar por cima
de si.
E' DE-reiiE-i.-
So nolaveis os seguinies.pormf3nbres quo dio
os peridicos belgas, do irlo que se est sofren-
do n aquelle paiz.
Entre oulras cousas, dizem :
As perdizes, iuteirigadas e debilitadas pela
falta de alimento, mal podem voar. Com as co-
lovias acontece o mesmo, lendo cabido orna ban-
dada d'ellas em Chateiet, que se deixaram apa-
nhar sera difficuldade pelos rapazes.
O VAPOR EMPREGADO CONTRA 05
INCENDIOS.
Uma grande fabrica de refinagio de assucar 4*
Prussia acaba de tomar contra o incendio medi"
das que merecen) ser imitadas em todas as fabri- '
cas ero que ha apparelho de vapor. As medidas
sao fundadas nesle grande fado : o vapor
muito superior agua pera apagar os incendios.
O apparelho compe-se de uma porgio de tu-
bos, com torneiras, que sahem da caldeira e vio
ter s diversas partes que ha i perseverar. Logo
que o incendio se dentara, o repor dirige-se pa1-
ra o quarto em que pegou o fogo, assim como
para os quartos viziohos. As caldeiras devem ser
muito aquecidas, fechando-se- hermticamente as-
portas e as janellas.
UM VERDADEIRO AMANTE~ LIBERADE.
O correspondente do ord de Bruxellas eonta
o seguinle fado passado ha pouco- em S. Peters-
burgo:
Um alto funeciorrario, Mr. M.... que tomou
uma considersvel parte nos Irabalhos daacom-
missoes para a redaego- do projecto de emanci-
pago dos sevros. obrando sempre era-sentid1 li-
beral, acaba de receber um signal de syrapathia
de um desconhecido, que certamen te ser appro-
vado por toda a genio. Uma das tardes- passarras
levaram-lhe usa grande embrolho fechado, com
a inscripgio : Em mi propria, urgente. 9
portador tinha-se reliradu sem dixer nada. Este
embrulho continua urna somma de 50,000 rublos-
(36:800$) em obrigagoes de 5 p. c, o uma carta
em que o deseonfiecido pede Mr. M. ..que acei-
te este presente como um penhor dos seus sen
timentos de admiregao e de respeito pelos seus
eminentes serviros feitos i causa da liberdade dos-
servos.
So rico, diz o desconhecido na sua carta, o
vos nio tenues podido tratar dos vossos negocios;
consagrDdo*vos intiramente aes negocios poli-
ticos : aceitae, pois,. esse presente em nome dos
vossos Hhos. Devieis recebe-lo depois da minha
morte. deberis o nn nome quando eu j ni
existir, e talvez isso-acontega depressa, porque j.
sou velho.
Apezar de todas as- indagagoes, oio se pode
descobrir d'onde provinha esta generosa dadiva.
NECftOLOGlO.-
Fallecen era Pars,com 73 annoe-de edade, Mr.
Farriau de Saint-Ange, collaborador do Jornal
do* Debatw. Foi victima de uma-aeoptexia.
Foi Mr. de Saint-Aoge, que por occasiio da
guerra da Crimea, esereveu no J#rnal do De-
bales os nolaveis artigos estratgicos sobre as
oper.iges dos alliado.*, e anda esereveu um ou
dous arligus sobre as pri Boiras operacoes da ul-
tima guerra da Italia.
Mr. Saiut-Ange era uitigo amigo do Dr. Veron-
ao qual esereveu um dia o seguinle:
Mandae-me 500francos, Sois-uro homem tio
ieliz, que possivel que-eu vo-los-ieslitua.
FESTA. ESCOLAR.
Sabbado noite,.diz o Time, houve, em hon-
ra do Natal, grando festa dada aos meninos das
escolas industriaos do corpo de Mlilbarja real em
Woolwich.
Perto de 900 meninos forarn regalados com
cha e toda a casta de pastellerias-, de que consu-
m rara mais-de seis quintaos um milheiro de
laraojas.
A sala estava esplendida mente decorada.
O general Decret linha prorido tudo profu-
samente, e-lady. Decreta no Qm do banquete, des-
tribuiu premios aos alumnos, em recompensa
dos progressos que trnham feilo nos seus estu-
dos.
EBf.EITOS DO JbDGO.
Dizem de Fraefort Gattla dos Tribunas^:.
a Esta semana deram-se dous suicidios nesta
cidade, que, segundo todas-as apparencias, fo-
rarn motivados- por perdas a jogo.
Os suicidados sao o principe de II...., que,
no aposento que oceupava. oo hotel de W.ester-
halle, se matou com. um tiro de pistola, e Mr.
Mayer, comnaissario viajaate de um commerciao-
le de Lubeck,
O primeiro,. proprietario de um grande domi-
nio no grio-ducado de Posen ( Prussia ), tinha
perdido em Hamburgo perto de 100,000 thalers
(68:400*.)
Acharam-lhe na tala cousa de 5,600 (lorias
(1:5442,). em ouro o prata.
Mr Mayer s. deieou no hotel a sua baga-
geme uma somma de II thalers (7$560). Tinha
perdido em Nassau 2:000 thalers (1:3649 ), que
alguns dias antes tinha recebido em Cassel, por
conta de seu patrio.
A LINDA MERCADORA DE PANOS
roR
ELIE BERTHET.
C Conlinuagio
XI
O pae e a ilha conservaram-se abragados por al-
gura tempo. Poinselot chorava de alegra i vista
desta reconciliagio inesperada ; a protectora de
Rosiuha ergua as mios ao cu, murmurando :
Gragas vos sejam dadas, meu Deus I Esle
hornera lembrou-se aflnal de que era pae 1
De repente Polivcau exclamou com trans-
porte :
Uma luz I dae-me uma luz, por piedade I
quero ver rainha Qlha, minha Roslnha muito
amada Ha tanto tempo que nao a vejo l
O aprendiz apressou-se a salifazer o pedido de
seu amo : accendeu uma candela, que poz sobre
a mesa.
Ser possivel 1 dizia a joven com orna ex-
plosao do ternura suspendendo-se ao pescc-co de
seu pae ; ser possivel que anda me amis 1
Se to amo 1 Oh I meu Deus I E deixei eu
algum da de amar-te, ainda mesrao quando a
minha colera estava no seu cumulo ? 1 Ouve,
minha fllha : noite pronunciara o tou nome,
charaava por ti e depois chorava 1 Essas la-
rimas a consciencia m'as exprobrava como uma
raqueza ; mas eu achava urna dogura ineffavel
era derrama-las! .... Como ests paluda e aba-
tida, minha querida fllha, tu que eras tio viva
e tio rosada f Como esli os leus olhos,amorte-
cidos I E assim mesmo como s ainda bella I
mais bella lalvez do que nunca o foste I Pobre
menina I 0 fardo das nossas desgragas te pateceu
bem pesado nio assim ?....-
~>rVide Diario a. 24. "
Oh I sim, bem pesado, meu pae I Mas
eu esquego todos os meus pezares passados
pela felicidade que experimento agora I Teria
comprado cusa do sacrificio da minha vida o
momento, que acaba de passar, em que vos me
abristes os bracos J nada me resta desojar
ueste mundo senao que Deus vos faga tio feliz
quanto m'o Puestos a mira.
Descaogae, ludo ir para melhor, disse a
Sr'a. Defunclis cora modo resoluto e eochugando
as lagrimas. Eis-vos reconciliados finalmente :
assim, pois, acabe-se com essa idea de convento,
de votos, e de recluso eterna 1 De que serviria
esta reconciliagio para vos separardes de novo e
por uma vez ?
Eu ooedecerei is orJens de meu pae ,
quaesquer que sejam, disse Rosinha abaixando
os olhos.
O velho rereslio-se de um ar grave e pensa-
tivo.
Nio quero que baja mudanga nos projec-
tos desta menina, disse elle com a voz austera:
nao sei ao cerio que senlimenlos secretos a im-
peliera entregar-se assim nos bracos de Deus:
ignoro se para ella esse sacrificio um dever sa-
grado : assim,pois, por muito que me cusle a sua
separagio, nio rae opporei i que siga os impul-
sos da sua consciencia.
Comprehendo-vos, meu pae : vos me per-
doasies, mas nutrs ainda duvidas sobre a minha
innocencia, replicou a linda mercadora com me-
lancola. Pensaes que meus olhos, assim co-
mo aos olhos do mundo, as fallas de que me
aecusaes podem ler necessidade de ama expia-
co. Meu pae, a minha consciencia esti pura ;
porem os vossos desejos sao sagrados para mim.
Amaohia pronunciarei os votos religiosos : acha-
rei a paz do coragio no clastro, para onde en-
tro ; e oxali que por minha obediencia merega o
vosso perdi aem reserva.
Poliveau abragou de novo sua Qlha, e nada
Ihe disse no sentido de faze-la mudar de reso-
lugio : a compaoheira de Rosinha porem nio
mosirou-se como ella resignada, e exclamou :
Mas isto uma loucura I Ji se vio seme-
Ihanle inconsequencia 1 Pea ae bem nisto, Sr.
Poliveau. Dissersm-me que, gragis ao rosso
aprendiz, os negocios quo vos dizem respeito
estio quasi i ter uma boa solugio ; ides afiqal
deixar esto maldito recinto do templo, e rollar
para a vossa loja : neste caso Rosinha vos ser
mais necessaria do que nunca.... Nio abanis a
cabega ; esta pobre menina s culpada aos
vossos olhos e de mais nioguem ; lodos a amam,
todos a estimam como em outro tempo, e ella
ser sompre bera vinda ao meio dos vossos ami-
gos. Para que pois renunciar de proposito
felicidade que vos est reservada, assim saibaes
aproveilar-vos dola ? Rosinha, tomando o par-
tido extremo de tornar-se religiosa, attesdia so-
mente ao desespero que Ihe causava a idea de
nio poder abrandar a vossa colera : agora que o
conseguio outro deve ser o seu pensamento ; se
pronunciar votos inconsiderado!, morrer bem
depressa de arrependiraenlo e tristeza 1
Que dizeis, seuhora ? Minha fllha mor-
rer 1
Senhora I murmurou Rosinha com angus-
tia.
Sim, contiuuou a burgueza sera prestar-lhes
aitenco, morrer verdade : porque, cumpre
que eu confesse, suspeito que ella ama alguem
de quem tambem amada....
Polliveau carregou o sobr'olho
Senhora, inlerrompeu ello arrebatadamente,
talvez que o momento seja mal escolhido para
fallar de semelhantes amores: uma impruden-
cia avivar-me a lembranga de certas .cousas que
ou quererla sepultar para sempre no olvido. En-
tretanto, continuou elle, se Rosinha alimenta no
coragio alguma esperanga secreta que a priva do
dedicar se i Deus, livre para fazer o que qui-
zer '.-nicamente....
Nio acabe, meu pae, inlerrompeu a joven
com vehemencia ; nio pronuncie mais palavras
de duvida e de colera. O relo da minha gene-
rosa amiga a Igvou muito longe : neuhum sen-
timento humano capas do arredar-me do pro-
jecto, que j foi por vos approvado : minha reso-
lucio irrevogavel.
O velho sorrio tristemente ouvindo esta certe-
za de uma separaco eterna e inmediata ; uma
duvida secreta subsista ainda no fundo do seu
corceo ; e tal era o poder da consciencia nesse
homem inflexivel, que sacrificara as suas mais
lernas atfeiges i uma raga suspeila.
Agora s resta uma esperanga, disse a es-
Sosa do magistrado levantando-se ; e dou gragas
Deus por ter-me lembrado de mandar chamar
quem s pode impedir estes infeliie de com-
MISEBIA.
Em Conventry (Inglaterra), condado de War-
wich e districto das cercanas, a. miseria era ex-
cessiva.
As damas orgsnisam bailes e beneficencia pa-
ra soccorrer os operarios quo se acham sem tra-
balho.
Contavam-se 30,000 fabricantes de Otas que
ESPIRITO- BEL11COSO.
Cartas de Gaeta dizem que a joren rainha do
aples, mulher de Francisco II dra made-
moiselle Le Barbier- de Tinas uma photographia
representando, o seu retrato, photographia que a
imperatriz dos Franceses viu, fazendo, por essa
occasiio, comprimeatar a rainha de aples, que
entio lbe envin uma segunda prova d'essa pho-
tographia ricamente encaixilhada. Este retrato
photographico representa a rainha em costume
militar, isto, com um elegante bonete na cabe-
ga, um coleto de velludo, caigas muito largas,
botas enrugadas e espada ao lado.
PODE SER.
Diz um jornal estrangeiro que, quando- novo
ministro austraco, M. Schmerling, aahiu d* sua
primeira entrevista com o imperador Fcaacisco
Jos, exclamou :
O nosso imperador parece-me mais liberal
que o proprio rei dos Belgas, a
MATRIMONIOS NOTAVErSv
Os casamentes mais notareis qu Uveram lu-
gar era 1860 sao : o de Garibaldi com mademoi-
selie Josephina Ramondi, a princeza Mathilde,
duqueza de Baviera, com o condu d Trani, ir-
raio do rei de aples, o infante l\ Sebastiao
Gabriel de Bourboo cora a infanta Christins, ir-
ma de S. M. o rei de Hespanha, a Qlha mais
nova de S. M. a rainha Christiaa, com o primo-
gnito dos marqueses de Campo-sagrado.
[Commero do Porta.)
melterem tio grande falta.... Mas o lempo pas-
sa, e elle nio apparece t ....
De quem queris fallar, senhora ? pergua-
tou Poliveau com inquietago.
De uma pessoa que tem tido em muita con-
ta os seus pezares e remreos ; de uma pessoa,
cujo carcter nobre, e inlengdes generosas me
sao particularmente conhecidos. J deveria ter
chegado : escrevi um bilhete pedindo-Iho para
que viesse encontrar-nos aqui no recinto da tem-
plo.... mas eu nio Ihe fallei da sbita e fatal
delerminagio de Rosinha. O' meu Deus 1 se elle
nio chegar a lempo .... E' o nica que talvez
ludo podesso impedir....
Mal acabava oalas palavras, e i se onvia um
ruido de passos precipitados na oseada.
Oh 1 Ei-lo ahi finalmente I exclamou a
burgueza.
Mas quem ? Mjs quem, senhora ?
O mar juez de Villanegra.
Nao o quero ver exclamou Poliveau fu-
rioso : que vem fazer aqui esse indigno carallei-
ro '.' Vem com a sua presenga inlerromper a re-
conciliagio entre uma Qlba o seu pae? Gil, nio
o deixes entrar, que eu nao quero v-lo....
Gil adianlou-se para obedecer a esta ordem,
que muito combinavacom os seus desejos secre-
tos ; porem snles de chegar i porta, esta seabiio-
arrebatadamente, o Villanegra appareceu.
Que flzesles disse Rosiuha sua compa-
oheira oceultando o rosto entre as mios. Esti
tudo perdido I
Villanegra eslava paludo, mal podeodo conlcr
a respiragio ; nada no seu exterior demonstrara
o mancebo frivolo e leviano, que descrevemos
na primeira parte desta historia : um amor se-
rio e profundo, um desejo sincero de reparar as
suas imprudencias passadss, haviam-lhe amadu-
recido prematuramente a razie, c davam s suas
feiges um caraeter viril que nio tioham outr'ora.
A Sra. Defunctis se encaminhou para elle, e lo-
mando-o pela mi, o introduzio na sala, di-
zendo :
Chegaes i lempo, Sr. marquez ; rinde aju-
dar-me defender a vossa causa I Nio ros im-
portis com a m vonlade de quem ros rae ou-
vir ; fallas com afouleza, fallas corn esse en-
thusiasmo, que ros ri, quando me conQasles fs
vossos pezares ; e sobro tudo fallae depressa,
porque temos pouco lempo I
Senhora, disse o mancebo com grave me-
lancola, ludo se deve perdoar um ilho que
abandoua o leito de seu pae moribundo 1 S o
nome de uma mulher, que por muitos ttulos me
querida, poderia fazer que eu me desviasse,
ainda que por alguns momentos, de um dever
para mim lao sagrado !
Que dizeis O. Sr. duque, vosso pae, est
assm tio mal ?
Desdo pela manhia que se acha era tal es-
tado de febre e irritago, que ameaga um perigo
immioente : receia-se que suecumba de um mo-
menlo para oulro.
Ouvisies r exclamou a mulher do magis-
trado dirigiodo-se Poliveau. Poc piedade, nio
precipitis assira as cousas 1 Nio tarda que o Sr
de Villanegra se veja livre e senhor das suas ac-
coes : amaohia talvez j oo exista o nico obs-
tculo que separava os dousjovens.
Senhora, disse Poliveau com impetuosida-
de, someoto por considerarlo vossa pessoa
que ha alguns instantes supporlo em minha casa
este mancebo, cujo nome me aviva a recordagio
de lodos os meus males. Espero entretanto que
elle possa comprehender o quanto me odiosa a
sua presenga, e nio me forc dizer-Ih'o.
Nio vos retiris, Sr. marquez, continuou a
boa mulher, que vira o joren fidalgo corar este
novo ultraje ; o infortunio deste pobre velho
obscurece-lhe a razio i ponto de nao querer en-
chergar os seos maiores interesses. Ouvi ; se
agora mesmo nio conseguirdes vencer a obstina-
gao do pae o da fllha, esta ir amaohia sepultar-
se no claustro para sempre : as medidas esto
tomadas ; e pela manhia cedo deva ella pro-
nunciar os seus rolos no convenio da Ave-Ma-
ra 1
Villanegra ficou aterrado i esti nolieia impre-
vista.
Amanhia pela manhia exclamou elle I
Oh 1 nio ha de ser assim 1
E porque nio ha de ser, senhor ? disse Po-
liveau. Que importa ao marquez de Villane-
gra que a pobre menina, quem soduzio e per-
deu aos olhos do mundo e de seu pae lalvez,
busque na religio um refugio contra os males
por elle occajianadai f Deiae em paz as vosas
! victima*, e nao venhaes enreneoar a nasa ul-
' Uma despedida com a rossa presenga odios),
I Villanegra nao se moreut
Tenho-vos. dito j mullas vezes que sio in-
justas as rossas aecusagdes ; e nunca deixarfli
de prestar uma homensgem i verdade, qualquer
que seja a injuria qu me fizerdes. O diaeilo
que tendea sobre vossa filha grande na verda-
de, mas uo sem limites. Por uma temerida-
de, que deploro de toda a minha alma, r.oubei-.
Ihe o socego, atormentei-lhe o coragio, marj-.
chei-lhe a reputagao ; e por tanto nao podis
recusar-me tambem o direito de salistazec mi-
nha consciencia, e minha honra, conredendo-
Ihe a reparagao que Ihe devida. Se exacta a
resolugio fatal, de que me falln esta senhora,
conliouou Villanegra apontando para a mulher
do magistrado, conjuro-vos qu nio a levis
cabo ; esperae que desapparegam as impessibi-
lidadea que ae oppem i rcaUsaga dos meus
mais charos desojos : e talvex, disse com a ez
alterada, talvez seja bem curto o praxo que eu
pego I
Esla lioguagem digna o refleclida produaio em
Poliveau uma ligeira impressao.
Esses projectos dje casamento sio por ven-
tura verdadeiro ? disse elle Qxando sobre Hen-
rique o seu olhsr inquisidor. Acaso o marquez
do Villanegra corvcebeu realmente o pensamento
de dar o seu nome, posicio e fortuna Qlha de
ura mercador arruinado, e collocar um dia sobre
a sua fronte plobea uma corda de duqueza ? Se-
melhantes fados s ae encontram as narellas
dos lempos passados : nos nossos dias se ha al-
gum joven fldalgq que alimente taes projectos,
s com o Qa de lludir 6 uma pobre familia,
seduzindo i uma moga ambiciosa e impru-
dente.
Porem eu juro-vos, senhor, replicou Hen-
nque com vehemencia, que, desde aquelle dia
em que por minha funesta leriandade compro-
meta a honra da vossa fllha, nio tenho cessado
de empregar os meios para rehabililar-me aos
vossos olhos e,aos della. Por fatalidade no com-
prmanlo deste dever sagrado tenho sido impug-
nado pela rontade inflexirel de meu pae. Nao
me obrigueis ao dissabor de repetir-ros que nes-
le momenlo talvex j essa vonlade nio me sirva
de impecilio.
(Continuar-te-ha.)
FKfUr- IIP. DS M. F. DI f AIA. -rtttt.,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EF0CMTDJL_ZJ0CB9 INGEST_TIME 2013-04-30T20:25:23Z PACKAGE AA00011611_09229
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES