Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09227


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Full Text
i -f
AIIO XXXT1I IDIEBO
^B: *
Por tres mezes adiantados o$000
Por tres mezes vencidos 6000
01RTA FEIIA 30 DE JANEIRO fiMM!.
.
Por asno adiantado 19(000
Porte franco para o subscriptor.
nn
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Na'al, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Cuimares j Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes de Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKtlDAS t>u> cututfcio.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segunda e
sexlas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as lercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Forraoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha)
Ei'HEMISrliuli UU MtZ DK JAMS1KU.
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La nova a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 8 horas o 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
28 -Segunda. S. Cynllo b.; S. Lenidas rr.
29 Terra. S. Francisco de Salles b. doator.
30 Quarla. S. Mrtir ha v. m.; S. Jacintha.
31 Quinta. S. Pedro Nolasco fundador.
1 Sexta. S. Ignacio b. m. ; S. Brgida r.
2 Sabbado. t%> PuriScaco de Nossa Senhora.
3 Domingo. S. Braz b. m.; S. Odorico f.
AUUihNUAS UU9 lKilL.\At DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relacio: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : ierras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do civel: quartas o sabbados a 1
hora da larde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SUL-
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias ; Bahi'a
Sr. Jos Hirlins Aires; Rie de Janeiro, o Sr'
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6e8.
PARTE 0FFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 26 de Janeiro de 1861.
OOicio to Exoi. presidente das Alagoas. Nao
podeodo ser paga sem as formalidades constan-
tes da circular de 6 de agosto de 1847, como de-
clara o inspector da Ihesouraria de fazenda no
officio por copia junto, a quantia de 100J rs. que
se est a dever companhia bahiana de navega-
Cao, visto pertencor esse debito ao exercicio de
1859 a 1860, j encerrado, rogo a V. Exc. que se
digne de assim o fazer constar ao agente da re-
ferida companhia, a lira de que promova a liqni-
daco dessa divida de conformidade com a prodi-
ta circular.
Dito ao coronel comraanlante das armas.
Existindo na secretaria do governo, remedida por
ordem do Exrn. presidente da Baha a quantia de
2619761 era que ficou alcanzado com a botica do
hospital militar desta provincia o pharmaceulico
Domingos Gomes Borges, segundo constou do of-
ficio de V. S. de 21 de novembro ultimo, sob n.
1,243, baja V. S. de habilitar a urna pessoa para,
mediante recibo, tomar conta dessa quantia.
Doao commanaanle da estaco naval. D6
V. S. assuas ordens para que seja transportado
no vapor Viamo para a corte, Jas Cupertino
tivo collegio o officio que em dala de hontem
dirigi ao juiz de paz presilente interino do col-
legio eleitoral do Goianna, alien de que ahi seja
observada a doutrina nelle contida com referen-
cia ao collegio dessa villa, e aos eleilores de
parochia em que se tenha dado duplcala do
eleico.
Dito ao diieclor das obras publicas.Trans-
miti a Vmc. a inclusa capia do ofTicio do dele-
gado da cidade de Nazarelh, *a que se refere o
do chefe de polica de 21 do correte sob n.
53, alim de que mande examinar por um enge-
nheiro dessa repartico o edificio que serve de
cadeia naquelle termo, o fazer nelle os reparos
indispensaveis para evilar-se maioi ruina, e mes-
mo para seguranga dos presos.
Dilo ao superintendente da estrada de torro.
Annuindo ao que me requisilou o director da
repartico das obras publicas em officio de hon-
tem, recoromeudo ao Sr. superintendente da es-
trada de ferro a expeco de suas ardeos para
que se d transporte aos empregados daquella
repartico nos wagons da mesma estrada, logo
que elles se apresentem as respectivas estaces
munidos do um certificado assignado pelo referi-
do director com declaraco deque viajara a ser-
vico publico.
Dito a directora do thealro do Santa Isabel.
Attendendo ao que expoz a directora do thealro
de Sania Isabel em suas iutormacojs ministradas
acerca dos requerimenlos dos artistas dramticos
Santa Rosa e Isabel Maria
Coelho Cintra.
Dito ao mesmo.Ficando inteirado de quanto Pedro Riptista de
V. Exc. rae communicou em seu oQicio n. 20da-' Nunes de Oliveira, autoriso a mesma directora a
tado de 25 do correte, cabe-me declarar-lheem ; consentir que o primeiro dos Horneados d duas
resposta queja liara sciencia dos servicos pros-' recitase a segunda urna, sob a condicao de ser
tados pela guarnido do vapor Thelis na' provin- i te entregue logo que o emprezaro Germano
ca das Alagoas, por m'o haver coramunicado o
Exrn. presidente daquella provincia no officio
constante da copia junta.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia.Ao officio que V. S. me dirigi em 24 do
corrente, respondo declarando lhe que autoriso a
juata administrativa da Santa Casa de Misericor-
dia a contratar com as companhias de Beberibe e
illuminacao gaz o fornecimeuto de agua poli-
vel e illuminacao do hospital PeJro II, ficando
semelhantes contratos dependentes da approva-
ro desta presidencia.
Ditu ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
De conformidade com o que requisilou o coir-
mandaule da estaco naval em officio de 24 do
corrente mande V. S. abonar um mez de come-
dorias aos oficiaes da guaroico do vapor Via-
vnoo, que tem de seguir brevemente para a
corte.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar em os do-
vidos lempos os vencimenlos da guarnicao do va-
por Pedro 11, que est pertencendo estaco na-
val desta proviucia, como declarou o respectivo
chefe em officio de 2i do corrente.
Dito ao mesmo. Transmillo V. S. para os
convenientes exames, as conlas em duplcala das
despezas feitas no hospital militar desta provin-
cia no mez do dezembro ultimo, bem como o pa-
recer da jnnia militar que os examinou.
Dito ao mesmo.A' vista dos inclusos officios
que me sero devolvidos, informe V. S. ouvindo
o inspector da alfandega, se convm aproveitar-
se para barca de vigia d'aquella repartico o hia-
to Parahibano, que fui desarmado por ordem do
Exm. Sr, ministro da marinha.
Dilo ao mesmo.Faca V. S. recolher ao cofre
dessa Ihesouraria a quantia de 39006 que esto a
dever Bellro & lrmo, proveniente de 6 arrobas
e 30 libras de bolachinhas arruinadas que com-
praran! ao arsenal de marinha, como consta de
officio por copia incluso, que me dirigi o res-
pectivo inspector em 25 do corrente.Communi-
cou-so ao inspector do arsenal do marinh).
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Restiluindo V. S. os documentos que acompa-
nharam a sua informaco de hontem, sob n. 31,
relativos ao pagamento que pede a companhia
brasileira de paquetes vapor das passagena da-
das qos vapores da mesma companhia ao senten-
ciado Claudino Jos de Farias o seto
corpo de polica que vieram da provincia da Pa-
rahiba para esta capital, o autoriso a mandar ef-
fectuar esse pagamento na importancia de 729,
conforme indica a coutadoria dossa Ihesouraria no
parecer, que se refere a citada informaco.
Dito ao mesmo. Autoriso a V. S., em vista
de sua informaco de hontem, sob n. 32, a man-
dar pagar a Luiz de Franca de Oliveira Lima,
conforme requisilou o chefe de polica em officio
de 15 do corrente, n*. 24, a quantia de 98(600 rs.
dispendida, como se v da conta que devolvo,
cora o sustento dos presos pobres da cadeia do
termo da Boa-Vista, a contar do Io de Janeiro
at 11 de maio do anuo prximo passado.Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Em vista da conta junta, que
mo fui remettida pelo regador do gymnasio pro-
vincial com officio de hontem, mande V. S. pa-
gar ao marcineiro Deton a quantia de 909 em
quo importa ura armario por elle vendido ao mes-
mo regedor para aquello estabelecimento.Com-
municou-se ao referido regedor.
Dito a Joaquim Raphael de Mello, juiz de paz
mais votado do quadriennio findo da cidade de
Goianna.Tcndo em alieuco o que em officio
de 15 deste mez expoe o juiz de paz segundo vo-
tado do actual quadriennio dessa freguezia Anto-
nio Pinheiro de Mendonca, declaro a Vmc. para
sua inlelligencfa e direcgo, que deve passar ao
mesmo juiz de paz no impedimento do primeiro
rotado lodo o expediente desse juizo que existir
em seu poder, e que nao tendo sido feilo no dia
marcado porlei a convocseio dos eleilores e sup-
p'.eutes para a installaco da junta qualificadora
de votaotes dessa parochia, para o que nesla da-
ta tenho designado noramente o dia 3 do mez de
marco vindouro, ao juiz de paz votado deste qua-
driennio compete a presidencia da mesma jun-
ta, bem como a do collegio eleitoral dessa cidade
ua prxima eleico de deputados, como se acha
declarado por aviso de 8 de Janeiro de 1849 e 13
de dezembro de 1860.
Dilo aos Srs. Antonio Pinheiro de Mendonca,
Joo Juvencio Ferreira de Aguiar, Francisco Jo-
s da Silva Pereira, Manoel Rodrigues de Arau-
jo Luna e Joo Theodoro da Cruz.Declaro a
Vmc. em soluco ao que consultam em officio de
20 deste mez, que nao tendo sido feita a convo-
caco dos eleitores e supplentes para a corapo-
sicao da junta de qualilicacao de votantes dessa
freguezia no dia marcado por lei, e sim no dia 8
do correte, como consta do citado officio, e de
outro do juiz de paz do actual quadriennio An-
tonio Pinheiro de Mendonca de 15 tambem des^
te mez nao poda a junta reunir-se e funecionar
no predito dia 20 por nao ter decorrido o prazo
de um mez fixado pelo arl. 4o da lei o. 387 de
19 de agosto de 1846 entre essa convocaco e a
sua instalaco, que na hypolhese ahi dada s
poderia realisar-se em novo dia marcado por
esta prosidencia nos termos dos avisos de 25 e
26 de fevereiro de 1847 2o e 8 de marco do
mesmo anno 1; pelo que sendo Ilegal reu-
nio o installaco por Vmcs. feita, determino
que no dia 3 de marco vindouro noramente se
componha a junta dessa parochia, sendo presi-
dida pelo juiz de paz desto quadriennio, como
regular, aviso de 8 de Janeiro de 1849, prece-
dendo os editaes do estylo e guardadas as forma-
lidades legaes.
Dito ao juiz de paz presidente interino do col-
legio eleitoral do Bonito.Toado em considera-
cao o que se me acaba de representar, remello
por copia a Vmc. para sua direc$o e do respec-
eguea esta capital e as-
Francisco de Oliveira che
sim o erija
Dito ao inspector da saude do porto. Consin-
ta Vmc. que o Dr. Miguel Joaquim de Caslro
Mascarenhas resida com sua familia por oito
dias na casa do lazareto da ilha do Pina.
Portara.O presidente da provincia confor-
mndole com o que lhe expoz o director da re-
partico das obras publicas em officio de 24 do
corrente, sob n. 12, resolve nomear a Candido
Emygdio Pereira Lobo para o lugar de adminis-
trador das obras da estrada de Pao d'Alho, e
bem assim a Jos Joaquim Ramos Ferreira para
substituir o mesmo Lobo nos trabalhos de es-
cripturacao daquella repartico.
DESPACUOS DO DIA 26 DE JANEIRO DE 1861.
fequerimenlot.
3641.Cleto da Costa Campcllo.Informe a
cmara municipal desta cidade.
3642.Pedro Baplista de Santa Rosa.Diri-
ja-se mesma direclorja.
3643Jos Eleulerio Carneiro da Cunta.
D-se-Ihe a certido requorida.
3644.Joo Apollonio Cavalcanti.Informe o
Sr. comraandante superior da guarda nacional
do municipio do Cabo.
3645.Francisco Jos Germano.Informe o
cooselho administrativo para furnecimento do
arsenal de guerra.
3616.Varios eleitores da freguezia de Taqua-
rituiga.Estao expedidas as providencias.
EXTERIOR.
_ Especialmente o ministerio nao encontrar mais
to tratavel como antes a cmara dos deputados.
Ao menos na opinio publica do paiz leve lugar
ums mudanca notavel desfavoravel ao ministerio.
Nao que so comegasse a duvidar da boa vontade
do ministerio, mas tanto mais se lastima a sua
falta de acro. O processo Stieber, e os aconle-
cimeulos que seguiram, augmentaram fortoroenle
essa indisposicao, e a concasso feita opinio
publica da retirada do ministro da jusiiqa Simons,
e da sua substituirlo pelo Sr. de Bernulh, nao
baslou para contentar os nimos Esse procedi-
mento da opinio publica naturalmente nao deixa-
r de influir sobre a pojicao da cunara dos depu-
tados, e uma grande parle dos deputados das pro-
vincias- da Prussia e da Westphalia, que algora
pertenciam ao partido ministerial j se reuni pa-
ra Qxar um novo programma.
O mais importante acontecimento das ultimas
s 'manas na Austria foi a circular do novo minis-
tro de estado Schmerling dirigida aosgovernado-
res dos respectivos estados da corda, expondo as
suas ideas.
A mesma circular redigida em espirito in-
teiramente liberal, o prometi reformas, asquaes
em caso d'execuco, satisfaran] todos os dese-
jos. Nao se pode desconhecer que ella produ-
zio um bom effeito na opinio publica, e exige se
o cumprimento do prcmettido ; infelizmente o
Sr. Schmerling j deixou passar duas semanas
sem pdr em execuco nem ao menos a mais sim-
ples medida de reforma O motivo disso, segun-
do parece, provem de lutas interiores no seio do
gabinete.
Logo depois da entrada de Schmerling no mi-
nisterio, se fallou da retirada do presidente de
ministros conde de Jtochberg, e se o programma
Schmerling quera ganhar campo para ler execu-
Co, essa retirada verdade que era uma neces-
sidade nao a retarlar.
Com effeito nos ltimos de' dezembro se dizia
que o conde de Rechberg havia tomado a sus de-
misso. Em breve essa noticia foi confirmada
de todos os lados, e j se designava o seu suce.es-
ampton para o Brasil remelterei a presente
carta.
A noticia mais importante que desta vez cum-
pre-me communicar a ronfirmacao da paz
entre a Ioglalerra e Franca e o imperio da
China.
actual siluaco como equivalente a um estado
do hostilidades abertas.
A Europa esperara talvez ouvir da boca do so-
berano da Pranca, hoje arbitro do mundo inte-
ro, palavras decisivas acerca ds questo Italia-
na anda pendente pela conservac da provin-
No da 26 de outubro lo raro com effeito trocadas ca de Veoeza no poder d'Austria. pela amaouten-
Co das tropas fraecezas em Roma, e pela de-
mora do rei Fraocisco II em Gaeta, gracas
proteceo J
em Pekn entre lord Elgin e o principe Kung,
commlsario do imperador, as raliQcacoes do tra-
tado do Tien-lsin celebrado em 1858, declaran-
do-so nessa mesma occasio fkar desde logo
em vigor a convenci que os plenipoten-
ciarios celebraran) para regular o estilo ds cou-
sas depois da traico que occorrera era junho do
anno passado no Tak por parte das autoridades
chinezes.
As principaes eslipulacoes da convenci an-
glo-china sao as seguintes : satisfaco official por
do imperador Napoleo que havendo-
se opposio a reconhecer o bloqueio martimo da-
quella Draca pela esquadra Italiana, tem impedi-
do as forcas piemontezas de bncarem mo des-
se meio prompto e enrgico para liquidar a pen-
dencia entre o rei de aples e Vctor Kmmanuel.
Uma poltica decsiiva por parte da Franca acer-
ca dessa grande questo de emancipado, lio
alimentada a principio pelo imperador Napoleo
parte do imperador da China pela traicao do; mas agora por elle mesmo retardada, tena a
Pe-ho em 1859; residencia dos ombaixadores j vantagem de descobrir o futuro prximo quanlo
em Pekin; indemuisaco pecuniaria pira pagar marcha que levarara na pennsula italiana se-
as despezas da guerra ; Tien-tsin aberto ao melhanies negocios de natureza to grave e da
commercio de todas as nacoes; os Inglezes do- j maior coosequencia.
vero evacuar a ilha de Chusan, mas em com- E cora uma palavra annunciada nesso sentido,
penco recebero o territorio de Kowloon, na | na recente occasio em quo teve detallar o impera'
proxmidade de Hong-Kong; a emigraco chi- dor dos francozes, teria este trauquilisado tantas
neza ser permiltida aos subditos de Sua Mages- : classes que embarazadas em vastas e importantes
tade o Imperador da China ; e finalmente o Ira-! especulares mercanlis e industriaes se achara no
tado de Tien-tsin e a convenci de Pekin ser maiordesasocego pela incerteza da paz Nenhuma
promulgado e executado sem demora em lodo o I duvida hade que um annuncioda paz seria por el-
terrilorio do imperio. las aceito com o maior eothusiasmo ; mas a nao
A iudemnisacio concedida de oito milhoes. poder ser assim o mesmo annuncio da guerra, feito
de tael ou <8 8,400,000:0:0, alm das soramas por quem reputado propheta, lhes teria valido a
concedidas para indemnisa^ao dos herdeiros dos vantagem de em lempo prevenir as consequen-
prisioneros massacrados. cas funestas, que lhes resultaru se repentina-
Os cadveres dos Europeus, que havendo sido monte forera assaltadas polo grito de guerra. E'
feitos prisioneiros pelas forcas chinezas depois do esta a aecusacao que o publico commercial da
combate de 21 desetembro ultimo foram as3as- Inglaterra, e de oulros pontos, faz ao imperador
sinados. descerara sepultura sendo enterrados! dos fraocezes por motivo do seu discurso do pri-
com grande pompa no cemlterio russo em meiro deste anno ; e tem ella concorrido, alm
Pekin. I de outros causas, para e desanimo era que cahi-
_ Nao linham sido encontrados os corpos do capi- ram as operaces commerciaes aqu e em outras
to Brabanzon e do padre Luc, que foram deca- | pravas
Luiz Napoleo diz que as relaces amigaveis
existentes entre as potencias sao urna garanta
da paz, que seu ardente desejo manter. Ms
o publico v na questo da Italia, eno movimen-
t revolucionario da Hungra, da Polonia, e dos
principados Danubianos, causa* para urna prxi-
ma roptura da paz, sera que todava possa con-
ceber, por seren aquellas mesmas causas oppos-
tas a interosses differentes das diversas nacoes,
como dahl resulte como se affirma, um accordo
o,......... [litados pelos Chinas depois da baUlha de
sor. Depois de um silencio de oito dias acerca Pahlechow.
dos boatos que corriam, a gazeta official de Vien- A confirmaco da noticia da paz tem produzi-
na se pronunciou com a declaraco que todos os do aqui mu favoravel impresso ; e o publico
boatos a respeito da retirada do conde de Rech- inglez se raostra disposto a encelar largas rela-
berg nao linham nenhum fundamento. Oparti-Jcoes commerciaes com o celeste imperio, que-
do feudal da corte por isso venceu por esta vez, rendo aproveitar-se sem demora do feliz insejo
e fez desvanecer ss esperances do povo aus- que lhe oHerece a paz.
triaco. Em tanto que o conde de Rechberg se j Entretanto varias folhas aconselham o governo
conserva testa do ministerio, nao se deve pen- a nao abusar da victoria, visto que alm de ou-1.
sar em uma elficaz execuco do programma de tros motivos tem de tratar com um governo cheio perfeilo entre as potencias ; e em verdade, quem
Schmerling, e sem a prompla execuco do mes- de prejuizos. dir que o imperador Nipoleo, hoje restaurador
mo dilficilmente se poder afastar a catastrophe '
qneameaca a Austria. Entretanto essa catastro-
phe fez de novo ura progresso muito perigoso, e A
das mdemmsacoes marcado pela convencao
Pekin.
Pelo paquete Magdalena chegado do Brasil no
dia 3 do corrente constou nesta praga que Uvera
_ | lugar no Rio a converso de. grande numero de
aeces da estrada de ferro de Pernambuco em
fundos da nossa divida interna de 6 .
i Esta noticia produzio nesta praca moi favora-
vel impresso; de modo que as acedes dessa
isso sobre o territorio anceiro. Da Hungra o
dos paizes vizinhos nao se percebem pelo mo-
mento nenhuns impostos, lodos all recusam
paga-Ios, e as autoridades nao tem nenhum po-
der. Ao mesmo tempo o estado de guerra per
manente na Venesia exige sommas collossaes, e
nos ltimos dias do anno Iludo, o ministerio das
(naneas provocou a consternarlo geral e uma
verdadeira pnica as pragas por meio do duas
As forcas inglezas de occupnro nao deixaro
China antes do haver silo satisfeito o montante
de
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Hambiirgro S de Janeiro de 1861.
Nossas sinceras felicitoces para o novo anno.
Que o anno que acaba de comecar seja para o Bra-
sil mais feliz e mais pacifico, do que promette
ser para nos. Geraluieote se receia serias oceur-
rencias, talvez que baja grande exageracio : em
lodo o caso a Europa comecou o novo anno com
espirito excessivamonle opprimido e abatido.
Na noite do i. para 2. de Janeiro, quarenla
minutos depois da meia noite el-rei Frederico
Guilhermo IV da Prussia suecumbio finalmente
pracas do aos seos soffriraeolos. A sua morte foi suave
Depois de haverem apparecido symptomas mui
receiosos na ultima noite do anno Ando, espe-
cialmente uma lethargia incessante, o estado
do augusto enfermo peiorou depois da meia
noite de tal modo, quo os mdicos julgaram
urgente o estado de perigo. O despacho che-
gou de Sanssouci no palacio do principe em
Berln depois d'uma hora da noite, e o principe
mandou immediatamenle avisar lodos os outros
raerabros da familia real, presentes em Berln, e
preparar um trem accelerado no camiuho de for-
ro. Em uma hora todos os membros da familia,
assim como os ministros de Auerswald e de Ber-
nuth, se reuniram na eslacao do camioho de
ferro, o s duas horas e meia o extra-trem parti
para Sanssouci.
Eoconlraram el-rei junto de cujo leito se
achara a rainha.em um somno lethargico, igual
morte, de que accordou na madrugada. o pri-
meiro momento os proprios mdicos tinham con-
siderado o somno d'el-rei como a morte, o boato
de ler j fallecido el-rei tinha percorrido com
urna rapidez espantosa tanto a cidade de Potsdam
como a do Berlim. Em Potsdam nos sermos do
dia do novo anno s 11 horas da manha se an-
nunciou dos pulpitos a supposta morte d'el-rei e
o ministro dos estrangeiros o Sr. de Schleinitz
deu a meima noticia a differentes diplmalas, que
o procuraram na manha do dia 1. de Janeiro.
Entretanto como ja dissemos, el-rei despertou
de manha da sua lethargia, e at pareca pre-
parar-se do novo uma mudanca favoravel. Um
bolelim dos mdicos Crimm e Boger porem, que
se publicou em Berln uma hora, nao deixnu
mais duvida da proxmidade do Qm. El-rei, di-
zia o boletim, acordou do seu somno lethargico,
mas cada momento se devia receiar uma apople-
xia. O principe regente e os outros membros da
familia real nao deixaram mais Sanssouci, at
que finalmente pouco tempo depois da meia noi-
te teve lugar a morte.
Mais do que tres annos, desde agosto de 1857
el-rei Frederico Guilherme foi a presa da moles-
tia que entenebreceu o seu espirito; at outubro
de 1858 o governo foi dirigido pelo principe da
Prussia na qualidade de representante, e de en-
lo esta parte como regente
Com a morte d'el-rei tambem acabou a regen-
cia, e o principe regente tomou posse do throuo
debaixo do aome d'el-rei Guilherme I. E' o pri-
meiro rei desse nome na Prussia.
J antes do meio dja.de 2 de janoiro tere lu-
gar em Berln a prestrcao de juramento da tropa
ao noro rei, o qual igualmente recebcu jura-
mento de Qdelidade dos ministros, os quaes elle
conrmou nos seus poslos. Ao mesmo lempo
um edito real decrelou luto geral pelo tempo de
seis semanas, e lulo na corte por tres mezes, as-
sim como encerramenlo de lodos os theatros e
diverlimenlos pblicos pelo tempo de dezescis
dias. Segundo propria determinaejo do falle-
cido rei o seu cadarer ser depositado na igreja
da Paz em Potsdam, e isto lera lugar no dia 7 do
corren*. Segundo se diz immodiatamente de-
pois do enterro, a rainha riura se ra retirar pa-
ra Silesia ou para o Rheno. Todas as gazelas
prussianas appareceram hontem e antes de hon-
tem com largas bordas de lulo.
Um edito publicado em flos de dezembro con-
vida ambas as casas da Dieta para a abertura em
Berln no dia 14 do corrente. Segundo todas as
apparencias as ditcusses da sasso desto anno se-
ro mais importantes do que nos annos pas-
medidas que s podera ser perdoadas 4 desespe- EKRJ?" LaS d"J?2 3/i' qU,e T'
raco I Parado com o de 3 1/2 e < 4 a que tinham
Elle annunciou que os credores do empresli-' chJfd0 ^ mas dT"u,: ,,..*
mo nacional receberiam nos dous proximoster- As 8ce' da estr"da de fem> ds Bahia C3ra
a descont de <3 1 3/8 ; e as de S. Paulo ao de %
1 i/8 a 7/8.
Os nossos principaes artigos renda neste
mos-do trimestre, em papel com indemnisacao
de ura agio de 40 | os juros que legalmenta
devem ser pagos era rrata, e ordenou que a co-
mecar do Io do corrente
cionil de Vienna teriam
cambio forjado que j lem ua outra parte uu im- t g _
PA0consequencia foi uma bafea immediala dos *M*. fj'T^ por *g&L*ASk. k_____
effeitos austracos as pracas, de sorte que o em- 'o7 '" ade"""^ ft ot 4fi / fi rf
prestirao nacional cahio ae 57 i0 49 i0, ele- rL^S it* ?iSC"z do 2J-k'~"*6
Couros salgados, 5 d. 3(4 por libra ; saceos 9
.' n.V7hwn n," morcado flcam pela seguinte otaco :
umhim vil ; ; Coco, 56 s.-ki s. plr cwt; cff 1. qualidade
i tambera na Venesia o c.j 7m __ ._, ,ra j,. e.a o o
m ua outra parte do im- t l.' P" ewl; 2' d,la 56 sW B"' e 3>
lo
notas
de banco
vando-so o agio de prata contra
de 40 |, 4 45 V
Desta maneira a Austria per leu o resto de cr-
dito que anda possuia, e privou-se na Venesia
do ultimo apo'o poltico decrotaodo o cambio
forcado. At agora o governo tinha certo apoio
pa populacn do campo, em coosequencia de dif-
ferentes melhoramento3 msteriaes que lhe con-
cedeu. Mas justamente essa populacao seropre
tem feito a maior opposico ao papel moeda aus-
traco.
A permanencia do conde de Rechberg no seu
posto, denota ao mesmo tempo, que o governo
est decidido a nao prestar ouvidos s propostas
da Inglaterra e da Pranca, de vender a Venosia
Sardenha, c que pelo contrario est decidido 4
suster a sua posse.
Temos anda de relatar um pequeo aconteci-
mento que nao deixou de causar grande sen-
sacao.
O conde Ladislao Teleki, que havia sido envia-
do do governo de Kossulh junto 4 repblica
franceza e que desde esse tempo conderanado
morte na Austria, rireu ora em Londres, ora em
Pars, foi para Dresde em principios de dezem-
bro com um passaporle falso inglez.
Tendo all residido umi semana elle lornou-
se suspeilo 4 polica, a qual procedeu a uma in-
quiric.ao em que ocoude hngaro dcscobrio osea
verdadeiro nome. Em coosequencia disso elle
foi preso, e deu-se parte ao governo austraco, o
qual sob base dos tratados existentes entre a
Austria e a Saxonia sobre extradieco reciproca
de criminosos exigi a extradieco do conde de
Teleki; a Saxonia consentio e o conde foi trans-
portado para a Austria. A indignaco sobre a
d. a
1/2.
9 d. 1/2; e secco salgados 6 d. a 8 d.
O algodo de Pernambuco 9 d. por libra ; da
Baha 8 d. a 8 d. 5/8; e do Maranho 8 d. 5/8 a
8 d. 3/4.
Os consolidados inglezes flcam a 921/8,
da Italia, querer apoiar a Austria quando esta
tenha de supplantar o roovimenlo nacional era
Veneza; na llungria e na Polonia ? Quero dir
que o Czar e o rei de Prussia consentiro no
apoio que a essas nacionalidades opprimidas
po3sa_querer dar o mesmo protcector da Italia
de 1859 ? Como pois u'um jugo do interesses
to diversos achar motivo para categricamen-
te affirmar que a paz nao corre risco ? Mas
mesmo quando na actualidahe as relaces entre
as diversas potencias sejam amigareis, por tal-
vez nao se acharem por emquanto em colliso
seus interesses to diversos, quem sabe o que
ser do dia de amanhs qusndo outro liver de
ser o caso*
O espirito conserva-se porlanlo na maior agi-
tacao acerca dos successos polticos da Europa,
sem que da cruel incerteza em que se acha, e
viesse tirar o orculo das Tulberias, que ludo
p le dizer e bem quando lhe convm.
A diplomacia procura entretanto remover o
pretexto que um dos partidos em lula busca para
comecar as hostilidades, instando com o gabine-
te de Vienna pela cesso de Veneza ao Piemonte
mediante uma somma que se julga ser de '&
20,000,000. Esta idea havia sido suggerida por
um pamphleto que foi recenlemente publicado
era Pars com o tituloO Imperador Francisco
Jos e a Europae que reputado haver sido
escrip:o por oriem de Luiz Napoleo.
Nao ha duvida de que semelhante expediente
facilitara grandemente a soluco das difficuldades
Os fundos brasileirs de 5 "/ de 98 a 100: e 1ue ameacem a Europa, para que, cessando a
os de 4 1/2 7, a 86. Mexicanos 3 % 215/8. p0r-[causa.da prxima guerra que se receia entre a
luguezes 3 / 44 3/4. Hespanhoes 3 / 49. E
turcos 4 % garantidos 1021/4.
1 Tireram lugar do Brasil para a Ioglalerra as
seguintes procedencias :
Do Rio-Graade Venus (31 de dezembro) aFal-
mouth; do Para Emmanuel (2 de Janeiro) a
Gravesend ; do Para Concordia (3) a Liverpool;
e de Pernambuco /. Marlin (5) a Liverpool.
De Inglaterra para o Brasil seguiram os
seguintes navios :
De Gravesend Tama (22 de dezembro) para
Pernambuco ; de Queenstowun John Sccott (24)
para o Maranho; de Liverpool Carolxne (29) para
a Baha; de Cirdiff ellearrig (29) para a Baha;
e de Dirtmouth Fome (4 do correute) para
Pernambuco.
| Fclleceu repentinamente em Bruxellis no dia
i 31 do mez prximo passado o nosso encarrogado
i de negocios naquella corte, o Sr. Carvalho Mo-
, raes. Suecumbio a uma apoplexia fulminante,
deixando inconsolavel grande numero de pessoas
que eram verdadeiros amigos do fallecido.
O seu funeral teve lugar em Pars no da 6 do
correle havendo o cadver sido trazido de Bru-
xellas para essa cidade alguns dias depois
daquelle successa.
O publica inglez esperara com anciedade ser
extradieco da parle do governo da Saxonia foi informado do discurso que no primeiro dia do
geral em lodos os circos tanto da diplomacia,
como da opinio publica, e o Sr. de Seebach, o
ministro da Saxonia em Paris em coosequencia
da posigio dos seus collegas, se vio obrigado a
fingirse doente o nao entrarnos saldes diplom-
ticos. De parte da Franca e da Inglaterra se era-
penharam em Vienna em favor do condo Teleki,
ao mesmo tempo que a commisso da junta de
Peslh dirigi um enderezo ao imperador podin-
do ou de perdoar ao conde, ou de apresenta-lo
aos tiibunaes.hungaros.
O imperador prefera a ra da merc, e sollou
da priso o magnate hngaro contra a promessa
de nao alraressar os limites da monarchia aus-
traca, e de se absler provisoriamente de toda a
politice.
Quanto a siluaco da Europa nada de novo te-
mos a referir. As negociacoesofficiaes com a Aus-
tria acerca da renda du Venesia anda nao prin-
cipiaran], e s prximamente lero o seu cornejo.
A esquadra franceza tambera nao deixou anda
Gaeta, e segundo se affirma agora mui positiva-
mente ella nao sahir dalli antes do Coi da se-
mana prxima futura.
Entretanto a dita praca continua a ser bombar-
deada pelos piemontezes do lado da Ierra, com
muila violencia, e segundo parece nao tem re-
sultado. A tranquillidade e a ordem anda nao
voltaram no reine de aples, e todos os das ha
aqui ou all pequeos levanlamentos, os quaes
todava logo ficam opprimidos.
Farini at agora governador do reino de Nape-
los vai relirar-se desse posto, entrando em seu
lugar o principo de Cangnan junlamento com o
caralleiro de Ngra, na qualidade de assistente
responsarel.
O noro parlamento italiano deve ser aberto em
18 de ferereiro.
Londres, 8 de Janeiro de 1861.
Pelo paquete que arnanMa seguir de Soulh-
actual anno tare de pronunciar o Imperador Na-
poleo por oceasiio de responder aos curapri-
mentos que lhe foram dirigidos pelo corpo diplo-
mtico estraogeiro. E com effeito fallou o ora-
culo das Tulherias ; mas desta vez deixou sem
bussola aquellos quo procuraram descobrir as
palavras imperiaes ao menos um indicio preciso
do futuro poltico da Europa, dizendo apenas tan-
to quanto lhe bastar para conservar lirre a sua
aceco quaesquer que sejo as emergencias por
que tenha de passar o mundo poltico em vir-
tude das questdes, quo nelle se agito. Sua Ma-
gestade o Imperador dos francezes, respondendo 4
lord Cowley que como decano do corpo diplom-
tico lhe dirigi nessa occasio a palavra, decla-
rou que 4 vista das relaces amigareis existentes
entre as grandes potencias olhara com conQanca
para o futuro, rendo naquella circunstancia- um
penhor da paz, que .seu ardente desejo manter
ioallerarel.
Esta linguagem, porm, que a ira prensa Eu-
ropea tem geralmente caraclerisado de dubia, lon-
go de remorer os receios pela paz tem aug-
mentado este mal, parecendo ser opinio quasi
geral que a o haver um remedio heroico sur-
gir das causas em ebullicao na Italia, na Hon-
gra, e na Polonia, uma guerra europea na pr-
xima primavera.
No 1. de Janeiro de 1859 ourira o mundo a
Luiz Napoleo conddmnar terminantemente o es-
lado de relaces existentes entro a Austria e o
seu governo, e oestas circunstancias o publico
se dispozera a acceitar embora com desgoslo o
o estado de cousas creado pela poltica dos ga-
binetes de Pars, Turki, e Vienna, augeltando-
se aos males da guerra, como com effeito reio a
succeder.
Mas hoje que do discorso daquelle soberano
nada se pode inferir com seguranca 4 respeilo
do futuro, quer no que toca 4 p4z, quer no rela-
tivo 4 guerra, o espirito publico ae sent n'um,J
to cruefiatlticUQ que nao hesita proclamar a
Austria e a Italia por motivo da libertacio de Ve-
neza, cessaria com quasi certeza o receio da re-
voluto da Hungra e da Polonia, porquanlo a
Austria poderia nesse caso atueacar com todo o
seu peso esses dous pontos, fazendo provavel-
mente com que tanto um como outro se conten-
lassem com as reformas liberaes que ltima-
mente lhes tem outhorgado. Mas o orgulho do
joven imperador da Austria resiste com toda a
forca quelle projecto de conciliario, o nico na
opinio dos homens entendidos capaz de salvar
financeira e politicamente o imperio austraco.
E com effeito o imperador Francisco Jos mos-
tra-se d.sposto a resistir pela forca a qualquer
tentativa de aggresso por parle do Piemonte
contra o territorio de Veneza, tendo j feilo
elevar 4 duzentos mil homens e seu exercilo da
Italia, quesobocommandodo marechal Benedek
se acha prompto para entrar em campanha.
O archi-doque Maximiliano tomou o comman-
do em chefe das forcas navaes, cumprindo-lhe
viciar e defender Trieste e Veneza, alm dos
demais portos auslriacos no Adritico.
Para melhor concentrar a sua aeco em defeza
de Veneza, o imperador da Austria tem procu-
rado congrassar-se com a Hungra, concedeodoa
esta, como sabido, uma consliluico, alm de
muitas outras medidas liberaes que antes de
1849hariam sido adoptadas pela Dieta Hngara.
O novo ministro Scbemerliog, do partido liberal,
apreseotou ao imperador um programma poltico
de grande alcance, pois nelle se encerrara os
principios relativos 4 liberdade de consciencia,
e da imprensa, alm de outras muitas questes
sociaes quo all sao todas desenvolvidas no sen-
tido liberal ; osle plano tem merecido a appro-
vaco geral, comquanlo se receie que venha elle
a perigar pela intriga da corte. O proprio impe-
rador o approrou, estando demais disposto 4
propr 4 Santa S uma reriso da ultima con-
cordata celebrada pels Austria, visto como esse
tratado se oppe hoje a um dos pontos consti-
tueionaes adoptados, isto ao principio da li-
berdade de consciencia. O partido clerical to-
dava muito resiste a este expediente, o segundo
se affirma procura para seus fins compromeller
o primeiro ministro Schmerling na opinio do
imperador* Tem sido ltimamente boato cor-
rele a demisso do conde de Rechberg, que se-
r substituido na pasta de estrangeiros pelo conde
Mensdorfl Bouylli; mas a Gizcta de Vienna pre-
tende nao ler fundamento semelhante noticia,
asseverando pelo contrario que aquolle ministro
continuar a presidir o ministerio dos negocios
estrangeiros de Vienna.
As medidas de conciliaco, porm, decretadas
pelo imperador da Austria em faror da Hungra,
medidas que se referem ao reslabelecimento da
representarlo nacional sobre a baso das eleices
directas, cossaco da censura previa no que res-
peita 4 liberdade de impreosa, o 4 liberdade de
diversos cultos, alm de outras concessdes, nio
bastaratn talvez psra satisfazer o espirito publico
hngaro, hoje to preoecupado com a idea de sa-
cudir o jugo austraco, caso venha a rebentar a
guerra na prxima primavera entre a Austria o o
Piemonte, de cuja circumstancia se aproveilar
adrede a mesma Hungra para seu de inde-
i pendencia.
O gabinete de Vienna nao ignora o trama que
| cwura o throno do imperador, se est. Ui forman-
do, nem tambara que o Piemonte intriga naquel-
le mesmo sentido, consentindo que o general
hngaro Turr esteja reunindo em Genova torcas
hngaras roluntarias, e que desse mesmo porto
saiam com direceo ao danubio paraserem intro-
duzdas na Hungra munices de guerra de toda
especie, como pecas raiadas, espingarda raiadas
eespadas: mas por emquanto limita-se a usar
de prudencia, comquanto tema retorcadlas suas
torcas naquelle reiuo e esleja disposto a reprimir
pela torca qualquer tentativa de rerolueo.
Por todas estas causas, pois, a paz europea
parece ameacada ; de modo que nao dever ser
eslranha aos meus leitores a noticia da guerra,
se dentro do poucos mezes tver eu de infeliz-
mente communica-la para ahi. A Russia e a
Prussia olham com seriedade pars o actual-esta-
do de cousas, tendo j feilo aproximar das suas
respectivas possesses polacas numerosas forcas.
Ao mesmo lempo consta por iotormaces de S.
1 etersburgo que o imperador Alexandre vai em
breve conceder ao reino da Polonia uma consli-
luico semelhante 4 da Hungra, afim de consa-
grar a autonoma daquelle reino, que por esas
modo vir4 a ser governado por ura rgimen es-
pecial ; acrescenlam essas inforraacoes que essa
reforma se acha decidida em principio, e que se-
r ella brevemente executada.
As noticias ltimamente recebidas aqui dos Es-
tados-Unidos ebegam a 21 do mez prximo pas-
sado, e sao ellas ainda do carcter mui grave. O
movimento de separaco da Unio, que se desen-
volver nos estados do sul logo depois da eleico
de Mr. Lincoln para presidente dos Estados-Uni-
dos, tem chegado a tal ponto que a Carolina do
sul acaba de votar na sua assembla por uma
maiora de cem rotos a separaco formal desse
estado da Uuio ; e esta chama revolucionaria
era termos to peremptorios ameaca fazer estra-
gos nos estados de Alabama, Mississipi, M.iryland,
Virginia, Teni.essee, e Kentucky, para onde a
convencao da Carolina do sul mandou j gentes,
am de estes excita-los 4 volarem no sentido
que fica alludido.
As medidas de conciliaco tentadas pelos ho-
mens moderados da Uuio tem complelamento
falhado ; de sorte que nem os estados do sul
querem ceder do seu direito de propriedade so-
bre escravos nos estados assim denominados e
nos territorios da confederacao, nem os estados
do norte, querem consentir em favores mais am-
pios do que os outorgados pelo celebre compro-
raisso do Missouri alm de se opporem ao reco-
nheciraento da escraratura nos territorios da
Unio. Nestas circumstancias uma crise est emi-
nente sobre aquella grande nacao, hoje ameaca-
da de uma nolarel desmembraVio.
O presidente dos Estados-Uoidos parece dispos-
to a deixar ir por diaote o morimento separatista,
pretextando nao lhe ser concedido pela consli-
luico federal poder algura para resistir pela tor-
ca separaco. Mr. Cobbe o general Cass, mi-
nistros de Mr. Buchanan, pensando porm em
sentido opposto, deram suas demisses, que fo-
ram aceitas. Tal o estado ameacador em que
Qcaram os negocios polticos internos da Unio.
LISBOA
13 de jane rod 1891.
O invern lera si Jo dos mais rigorosos. Seria
longo parlicularisar-liie os desastres que tem oc-
corrido em coosequencia das cheias do Tejo,
Mondego, Douro, Guadiana, Sado e Minho.
Abriram-se as cmaras legislativas a 7 do cor-
rente. Por ora nao appareccm all symptomas
pronunciados do que mais larde se manifest con-
flicto com o ministerio.
A eleico dos membros que havia m de compdr
a lista quintupla, nao foi disputada pela opposi-
co, e comtudo na eleico dos secretarios quiz
ella experimentar as suas torcas e conseguio
fazcr_ iriurophar os seus candilados. A com-
missdes de fazenda e de resposta ao discurso
da corda tem a feigio ministerial, todava na
commisso do obras publicas, uma das mais im-
portantes, nao ficou um s deputado da poltica
do gorerno.
Para responder aos que aecusaram o gabinete
de nacliviJade, muito fortes argumentos em con-
trario lhe lem este apresentado j, nos primeiros
diasda sesso que vai correndo. Eis em resu-
mo as propostis de lei at agora levadas pelos
ministros ao seio do parlamento.
Nao creio queso reduzam nicamente a estas,
mas sem encarocimento lhe digo que se a ellas se
limitasse nesta poca legislativa, nao podia ser
laxado de indolente.
O ornamento geral do estado, com o seu res-
pectivo relatorio, foi apreseolado no primeiro dia
da actual sesso. Soguio-se urna proposta do
ministro da fazenda para a reforma da pauta ge-
ral das alfaodegas. Este novo projecto a con-
linuacio da reforma ha poucos mezes decretada,
e que to justos applausos mereceu da imprensa
maisautorisada dos paizes estrangeiros, sendo ao
mesmo lempo recebida no paiz como um pro-
gresso muito positivo para a prosperidade das
nossas industrias, e bem estar dos censummi-
dres.
A reforma tem por base os mesmo3 principios
que dictaram a precedente, isto que a prolec-
cio ao trabalho nacional seja adraitlida como in-
centivo de progresso e-adianlament das nossas
industrias, mas apenas em quanlo carecerem ab-
solutamente dessa proteceo. Nem j na actua-
lidade se podia adeplar outra divisa econmica.
E' por isso que. d'enlre as classes contempladas
as modilcacoes propostas, foram de preferencia
altendidss aquellas em qne abundam as materias
primas, e reunem mais elementos indispensaveis
para o trabalho industrial.
Na conformidade do novo projecto sao propos-
tos 185 artigos para sertAn declarados livres na
imporlaco, e para serem modificados os direilos
de 256 artigos da mesma paula, distribuidas estas
eliminaces e modiQcacoes de direilos pelas di-
versas classes, do que resulla serem 441 os arti-
gos alterados, d'eotre os 886 de que se compe a
pauta.
Sendo apenas 17 os artigos de que se compe
as classes dos farinceos (5a) foram dous declara-
dos livros na entrada, e tres reduzidos nos direi-
los, entrando neste numero a farinha de pao, ge
ero de commercio do Brasil, e de bastante con-
summo entre os pescadores da costa do Algarre.
A questo do direito do assucar noramente so
aprsenlo na reriso a que por ultimo se proce-
deu e d'onde resullou a proposta 4 que me estou
referindo. Os argumentos em que o ministro da
fazenda assentou a permanencia de direito na re-
forma anterior, subsisten!, e alguns delles confir-
mados por tactos conhecidos posteriormente 4 da-
ta do relatorio dessa reforma, de que em tempe-
lhe dei conta. Nesse documento ebegava at 1856
a informaco que havia sobre a imporlaco do
assucar e sobre os seus respectivos direilos na
alfandegss do continente do reino e ilhas adja-
cenles ; boje, porm, (diz o ministro em seu ul-
timo relatorio de 8 do corrente mez) tem o gover-
no escla recia en tos que alcancam o anno de 1859.
quanlo 4 imporlaco geral, e quanlo 4 especial
de Lisboa e Porto, que sao as mais valiosas, al
novembro do anuo fiado.
Do quadro da imporlaco legal, colheu-se que
tendo sido importados em 1842,-12,893:032 ar-
ralis de assucar, cujoa direilos produziram ris
244.6149917foi augmentando progressiramenla
a imporlaco, de modo quo em 1858, entrara'm
30,112:654 arralis, produzindo os direilos rei*



**
w
L


MARIO DI tERHAMBUCO. QU1RTA FE1&A 30 DI JANEIRO DE 1861.

t.
895:1618908, cifra esta que dcclinou um Unto que muilo lucrar a navegago e o commerdo.
em 1859, em que se importaram 27,370.983 ar- i O ministre da justicia, a presento u os segainles
rajis Ueste genero, deixandu 809:072(130 de di- projectos da bastante cousideragao realmente :
reilos do entrada.' ja da reforma parcial do processo crime;a que
A alta do prego do assucar no Brasil oi um dos, regula o processo para a aposentado dos juizes
tactos commerciaes mais notareis do anno He!de quaiquer jerarchia, serviado o supremo tri
1839, o st gura rente que deria ter easa (alta urna bunal de justiga de iury Rcstea procesaos;a re-
accao independente e diroto, na limitaeo que (oraaa do processo das ajrndicaacias dos juizea de
at certo ponte se peaaa echar no eoaaummo, de-i prieaeira instancia ;e a que regen a pronece
pois de tenar em coesiderege nao so as (attas' des jaizes de segunda Instancia para o supremo
do* escWreciroeiitos de daaa eHandegea dos Ac- \ tribunal de justiga.
rea, mas a eomparago dea depsitos existentes Na sessao d'aniea de hontem apresentoe mais

9 *
aas alfaudegas, no principie no fias dos asees
citados.
Nao erren, pois, o ministre; qaeaee
somma de SO nilbees de arralis, com
tita do consammo regalar do reino, e
o Sr. Avila esa preporta esUbelecendo a captta-
tiaaco das dividas enligas ;oulra pase ser e
previo a [ guverno eetefrsado a proregar al ao da SI de
a indica-1 deseeabro de 1861 os preses para a troca e giro
re(erindo idas moedes de ouro e prata mandadas tirar da
das regras governameotaes por elle ecoaselaadss soffreram grandes prejuizos. Agumas das pro-
quando apenas era um simples esmptor 1 pmdadea nae as que foram invadidas pela
Grande e flagrante conlrsdigaoi qae pede ser ebeie Acaran aaai damnificadas ; e presentemen-
explicada pela maneira porque N apalea cnsgoe te, esto atado removidas, por orden da cmara
a cingir o diadema regio.... ___ mealcipai, as ,aroias que a cheia deixou igglo-
o pequeo reexo de liberdade, qae aoT ranadas era alguna sitios.
Mas
esta quaiquer redueco que possa eheger ao 1 circolacae ;oulra. extinguindo desde e 1* de
consumidor, v-se que sera a vult-ade o desfalque Janeiro de 1863 em diante, as ilhas adjacenles
que deve aecusar a receita publica. E* por esse | os dlrlmos, decima predial, quinto, sebsidio lil-
motivo que o ministro da (aseada nao de opi-
nio que se dera tentar a reduegao as propor-
sellado apreciare! na economa interna dos con-
summidorcs, em quanto sene poder avaliar o
effeito das reformas ltimamente votadas para as
conibuices directas.
O consummo desde 1842 at 1859 dobrou ero
quautidada. Reparando na escala seguida por
esse augmento, v-se que nao se pode contar
que para o futuro haja idnticas ou approxiraadas
graduaces, pois que, quando o consummo allin-
ge urna* ceda importancia, cora relago s noces-
si ladea da vida de urna determinada populacho,
nao presumivel que Itrapisse esse limite inde-
finidamente :
No quadro da imperlago do assucar na alfaa-
dega grande de Lisboa desde o anno de 1842 at
norembro de 1860, v-se o notavel incremento
da produccao do assucar das oossas po-sesses,
O qual figurando apenas com 60 arralis na impor-
taco de Lisboa em 1842, prefiz nos onze meces
de Janeiro a novembro de 1860 a quantidado de
543:716 atestis. Em 1834 esta quantidade ele-
vo u-se a 760:003arralis.
Pelo que diz respeito ao contrabando que se
teraiio teito na ilha da Madeira, e quartas de
maquias na ilha de S. Miguel, applicaudo uessa
poca .i legislado que regular as coolribuicoes
predial e pessoal no conlioente do reino.
O ministro da guerra, hoje o viscende de Si da
Bsndeira, levou ao parlamento urna proposta
para o govarno ser auto-isado a levantar e a dis-
pender a somma de 300 tontos de reis no anno
do 1861 nas'obras de fortifleago de Lisboa e seu
porta.
Nao se pode Regar que estas propostas sao de
verdadeiro alrance ; diz se ilm disso que o go-
verin tem ou Iros traba I hos preparados para apre-
sen t,ir is corles, como a reforma da instrurco
publica, reforma municipal no sentido de melho-
rar a communicago entre os municipios ; a do-
tago do clero, extinguindo as congruas paro-
chiaes ; a reforma do crdito hypothecario, (as-
sumpto este que o congresso hespanhol est
neste memento discutindo), e crdito agrcola.
Governar, porm, com esta cmara ? Precisa-
r de recorrer dissolago ? Manifestado um
conflicto parlamentar, decidir-se-ha o poder mo-
derador, no exercicio de soa constitucional pre-
rogatira por esse arbitrio?
Sao ouiras tantas eventualidades que oceupam
menciona como suUraindo aos direitos parte do i as apprehcnses dos nossos homens polticos.
assucar que se consume ras provincias do norie,
de parecer o governo, que alm das circums-
tancias que dificultara, at certo ponto, a intro-
dcelo clandestina de un geneio que nao resu-
me em pequeo volume um grande valor.se de-
vo confiar nos eiTeilos de urna Gscalisago orgi-
oisada com meios roatsetficazes sua disposiro,
(nrmente na presenta do quadro eru que se
atara quaes foram em 10 mezes de 1860. com-
parados cora mezes idnticos do anuo anterior, o
effeito das providencias liscaes adoptidas desde
julho desse anno, no sentido mencionado.
O ministro cooclue esta iiileressaule paite
seu relatorio, prometiendo que continuar
enlanto a estudar a queslao, j porque tem mui-
to a peito os interesses dos consumidores, j
por que enlende que se devem por todos os mo-
dos estrellas as nossas relaces com o imperio do
Brasil.
Antes de passar mais adiante, compre-me di-
zer-lhe que srgundo a nova tabella proposla, a
farinlia de pao que est pagando 125 ris por 10
kilogrammas, licar reduzda a 50 ris O sag,
salepo, lapioca e semelhantes, passim de li.
por 10 kilogrammas, a 100 ris, e a massa para
sopas, de 7.) ris o kilogramma a 51) ris.
Tambero o ministro da fazenda propde a re-
dcelo de direilos no caf e cacao. O caf ex-
irangeiro passa a pagar 4 vezes o direito do caf
colonial poilugnez, em lugar de 5 vezes esse di-
reito, e o cacao 20 ris por kilogramma em vez
de 23 ris.
Oe modo que o caf em casca extrangeiro que
paga 700 ris por 10 kilogrammas, pagar 560.
O descascado, extrangeiro, que paa actualmen-
te 880 ris por 10 kilogramma, licar pagando
7U0 ris.
Os arligos mais importantes que se declarara
livr.'s na importaco sao os seguintes:
Sitos em lingoa extraogeira, em papel, ou bro-
chados em papel; litros porlugoezes mandados
imprimir por seos authures residentes em paiz
extrangeiro cartas e mappas forrados ou enca-
deroados, bem como em papel.Gravuras em
madeira, ou sloreotypadas em metal ;carvo
de pedra ;regulo de antimonio e ligas typogra-
phicas. Argenlo ou cobre de maco, luieuigre,
prata de Allemanha, e britannia em bruto ou em
pedagos ;biziuulho em bruto;broiue para
iundig.io ;casquiuha em lolhas ou laminss;
chumbo velho ;cobre em bruto;cobre em
satenes para fundir lypos;eslanho ca bruto;
ferro em limalha, mctralna e velho ;ouro em
barra, bruto, pepitas p e quebrado platina
em mina, esponja ou p ;prata em b- Parece
fortes.
jue o
lt
Mais uro nnno
pedaijos ; sida grossa e fina de estanho;lo-fluslre prosador tem
dos os outros metaes nao mencionados, no seu ninguem podo ver
prirnciro estado ao sahir da mina ;foram torn-
ee ru declarados livres na importaco, rindo em
biuio, os seguintes productos naluraes, tiem co-
mo as respectivas obras ; agatha, alabastro,
alambre, amianto, jaspe ; e alm desles os ar-
ligos seguintes :argilas braucas ou coradas
kaulino, e qoaesquer ouiras, iocluindo a trra
de porcelana;biiumes naluraes ou ariiflciaes;
louza ou ardozia era bruto;pedras lylhogra-
phicas;pedras pira filtrar animaes de quaiquer
especie para museus de historia natural;aves ;
- -gado langero, O'i caprino ;ossosem bruto,
queimados ou em p a branco :pelles proprias
para fabricas de chpeos ;pergaminho ;ponas
de abada, do rhinoceronte e de veado ;tartaru-
ga era retalhos era uuhas;ratlli, ou cevada
germinada ; sebo sera ser manufacturado;
ervos ;sangue secco ;pelles de quaiquer ani-
mal;cairo em obra de conloara, velho ou em
rama ;linho em obra de cordoaria para dosfiar;
retalhos de christal ou de vidro para fundir;
arcos de bordo, cascalho, caslanho, faia, pinho,
salgueiro, e outros ordinarios;as mesraas ma-
deiras em bruto para artes e oflicios;carvo
vegetal; serradora ;cortina ; espermacete
sem ser manufacturado;acido brico;brax,
lineal, borato de seda nao refinado ; coal-tar,
pez de hulla ;enxofre em bruto ;nitrato ou
aztalo de soda ;plombagina em pedra, on em
p ;acido pyrolignoso ;levadura, ou fermen-
to de serveja;oleo de palma e outros leos
concretos ;iodos e broroio ;acetato de ferro ;
aztalo do cobro;soda natural;sulfilo e
byposultrto de qual juer base ;sulfrelos, com
excepgo de mercurio artificial; caixas de rea-
gentes chinacos para uso dos laboratorios, e os
exeroplaras para collecces scientiflcas ; alves;
chloroformio ;creozoto;emplastros e en-
cerrados ;extractos medkinaes ;musgos me-
dicinaes ;ungentos e ccrotos ;esmalte ;es-
sencia de lerebenlina (agoa raz);laceas nalu-
raes ,lapis em pedra de todas as cores;ruiva
em raiztinla de iropiimir o lytographar de to-
das as cores ; urzella em musgo ;cascas para
cortumes e para perfumaras e deslillaco ;cau-
tehu ou goruma elstica, nao vindo em obra ;
guita-percha, viudo tarabem sera ser em obra ;
paos o raizas odorficas; tanioos prepara-
dos, sumagre e suas infusocs;seda crua em
desperdicios desperdicios cardados para forros ;
ceblas de todas as qualidades lpulo;
palha, junco, e vime ;plantas seccas ou ver-
des; sementes :adabas para a agricultura;
cardos vegelaes ;esfomTnhos;folhas de tripa
para batte folhas;gelo ;trapo de toda a qua-
lidade, panno ou tella preparada psra pintura;
pinceis finos;modelos em quaiquer materia
de quaesquer machinas apparelhos ou instrumen-
tos, comprehendendo os modelos de viatura e
do construeco archilectonica, de objectos da
fnndico e das artes plsticas.Objectos para
museu e collecco de quaesquer obras d'arle.
V-se pois deste resumo dos principaes arti-
gas a que se deu lirre entrada, que estao con-
templados muitos dos que servem de materia
primeira ao desenvolv ment da intelligenci, e
ulros laboraco da industria.
As embarcaces a vapor, durante dez annos
aiao de livre importaco.
Na classe quarta, detpojoa de animaes, foram
muilo altendidos os gneros de produccao do
Brasil, como mais detidamente sepoder ver dos
dezoito arligos proposios para livre entrada e nos
Tinte e cinco reduzidos, o que meu amigo encon-
trar na tabella que lhe remello. Citar-lhe-hei
a* pelles em cabello, on cruas, de gado raecum,
langero, etc., verdes que pagsm hoje tanto como
".e^'^-0',^75-r Dor ,0 kilogMninias, as quaes
pagar pelo raesmo peso
nao sendo indifTerentes aos progressos do paiz.
Se o ministerio se retirar, quera o substituir ?
Os mesmos caracteres que ha seis mezes apenas,
foram obrigados a largaras pastas por nao pode-
rera contar coro o apoio do parlamento? Os mes-
mos estadistas que receiaram as resistencias que
proviriarn da sua presenca no poder, adopcao
das medidas econmicas que hiviam proposto ?
Ser conveniente, declarado o conflicto entre o
governo actual c a cmara electiva, optar pela
existencia della ?
Ver-se-ha ; mas o certo que a opiniao pu-
do blics, no enlanto, nao recusa o seu apoio ao ga-
no I bnete, e geralmente se espera que esta poca
parlamentar nao seja menos fecunda que a pre-
cedente.
A queslo da nota de monsenhor Ferreri tem
estado mais esquecida, anda que honlem nppa-
receram alguns artigos em diversos jornaes de
Lisboa a esse respeito. AOirma-se que omnelo
de S. Sanlidade dirigir ha pouco urna nota ao
governo portuguez, negando a paternidade da
que se publicou em Florela na Nazione. Pa-
rece que algumas pessoas de alta jerarchia escre-
veram para Roma pedindo a consorvago do le-
gado apostlico Mr. l'erneri, o que lalrez traga
futuros embarazos ao governo portuguez.
Espera-se por estes das no Porto a condessa
de Monlreal, irma do rei Carlos Alberto, que
vero assislir couclusSo e abertura da sua ca-
pella no campo da Torro da Marca naquella ci-
dade.
Parlio para Loanda a crvela a vapor Sagres
com o novo goveruador de Angola Calheiros e o
secretario gersl Jos Barboza Lco. Vai tambem
um hbil engenheiro encarregado doraras com-
missoes de obras publicas na provincia.
L.
P- S. Parle neste paquete, o Magdalena, o
celebre actor brasileiro Joo Caetano dos Santos
que regressou aqu da sua excurso por Franca e
Inglaterra. Vai em sua companhia o nosso actor
Simos do Gymnasio, que se tem distinguido em
varios gneros, primando sobro tudo no cmico.
O papel que fez na Probidade do Cesar de La-
cerda, fez-lhe muila honra, pois se pode dizer
que creou o typo do Manoel Escola. Simos
dar 2G ropresenlages no Rio, do sociedade cora
Joao Caetano, sendo para elle o producto de 13,
e para o seu socio o producto das rcstinles.
Lopes de Meudonca, lo conhecido pelos seus
escrptos, socio da academia, e ha pouco nomea-
do lente do curso superior de lettras, est soffren-
do urna alienaco mental. Esta enferraidade tem
consternado por aqui a toda a gente, pois o il-
qualidades synipathicas, e
guern podo ver saugue fri obscurecer-se
urna bella inielligencia. Tcm-lhe sido cuidado-
samente prestados os mais enrgicos scocorros
da sciencia, e vai experimentando alguns alli-
vlos.
O actor brasileiro Joo Caetano comprou ao
nosso autor-actor (hoje do theatro normal) Au-
gusto Cesar de Lacerda o seu drama sacro em
verso o Martyr, corrigido ltimamente c posto
em 5 actos, de 4 que linha quando aqui foi re-
presentado pela primeira vez com grande applau*
so publico.
autor o ceder por 500g00o
passam na reforma
SO reis.
Alm de ontrai proportas de lei de menor im-
portancia, fot apresentada urna pelo ministro da
mannna afim de facilitar os transportes para a
provincia de Angola, e oulra que prov sobre o
jalgamento de erimea eommetlidos na mesma
provincia por individuos de tondicio nao livre e
ootra Analmente, para que seja approrado o con-
trato celebrado entre o governo e a casa Burnay
para o estabereeiTjento de vapore de reboque no
Tejo, para melborar o wrvie d barra, coa o
PORTO,
de Janeiro.
foi sumir-se no voraz e vasto
soryedouro do passado. de menos urna infioi-
tissiraa parcella no infinito do lempo que tem de
seguir-se-lhe. mas parcella que. pela rapidez dos
aconlecimentos polticos destes nossos dias, equi-
vale alguma das pocas que a historia, no seu
ampio registro das aeces da humanidade, faz
passar por diante dos olhos de todas as geraces
que se succedera.
O mundo caminhano dizer de um espirituo-
so escriptor contemporneo. E' urna rerdade
physica e moralmeule fallando. Nega-la, seria
duvidar de quo as Irevas da noite sao dissipadas
pelo apparcciraenlo diurno do astro luminoso do
dia no horisonte.
As sciencias e as artes ho recebido grande
impulso, e se fra dado ao homem tocar a per-
fectibilidad*, dir-se-hla quo muitos dos variados
ramos dos conhecimenlos humanos hariam at-
tingido, nos annos j decorridos do presente se-
cuto, a sua mxima perfeicao.
E' por este grande descrolrimento que o se-
cuto XIX bem raereceu a denominacAo de secuto
dasluzes. Tamb6m, ma3 de um escriptor dlstinc
to, lhe tem chamadohumanitario,appellido
que, al certo ponto, [Iho pode caber nao s pelo
benfico influxo de numerareis instituirles phi-
lantropicas quo esto seculo vio nascer, como,
tambem, pela solicilude dos governos era pro-
porcionar s classes menos abastadas das ociedade
as commodidades e goros que os principios da
moderna sciencia econmica lhcs aconselham.
Mas no caminhar incessante do mundo, nesso
correr de annos e de seclosha urna triste ver-
dade que, em referencia ao seculo XIX, nao se
harmooisa com as teodencias com que os seus
grandes encomisticas o pretenden) caracterisar.
A humanidade contina a soffrer as deploraveis
e trislissimas consequencias de guerras assola-
doras, as quaes sabe Deus quando podero evi-
tar-se !
Um homem audaz, que ha poneos annos pre-
parou e consummou nra golpe de estado pelo
qual assumio o governo do ums grande nacao,
e que nestes ltimos lempos tem dirigido os ne-
gocios da Europa ; esse homem quem um gran-
de vulto da litteratura mordena frsnceza sppel-
lidou de pequeo, mas que incontestavelmeo-
tem provado sagaeidade e tino poltico ; esse ho-
mem que antes do charmar-se Napoleo III
ezarou no volume 1 das suas obras a maneira
porque entenda o poder estreilar-se o amor en-
tro os reis e os povos, bazeia essa reciprocidade
da seguinte forma :
< Falla-se em combates eternos,em lutasinter-
minaveis, e todava seriafacil aos soberanos con-
solidar a paz para seropre ; que ellas consulten) as
relaces e os coslumes das diversas naees entre
si, que Ihes deern a nacionadade e as instituQes
que reclamam, e acharo o verdadeiro equilibrio
politice. Ento todos os povos seriara irmos e
se abracariara face da tyrannia deslhrona-
da, da torra consolada e da humanidade satis-
feita .
O monareha qne tomar por divisa os bellas
e sios principios que cima flcam escrptos por
raio de mestre, lera encentrado nao s a verda-
deira arte de gorernar, mas igualmente o segre-
do de reinar no corceo dos seus subditos.
As cireumstaneias extraordinarias que se de-
ram na eieracao de Napoleo III ao throno qne
fra despedazado pela revoluto de 1818, tem
sem dovlda alguma influido para que o seu go-
Ttrno Unna seguido cempielamente o inrerso
findar do anno de 1860 raioa
der per ventura ser o p
iosiituic*es lia* re se, que
arancel, ae eUe acaso sescepvivti d contentar.
approxiaaeaa Napeleac III. e inptmdor, tanto
qeanto peasivel approxima-Ie de lapolea, o
eacnpler.
E' usa problema politice de difBcB Muele, que
tu ture ae enearregar de resolver, a be assiaa
M e nevo iaaperio a paa ee a guerra.
As grandes naees do reine coalinale eeoser-
vara-se n'ema expectativa armada, os peque-
os estados preparam-se para as eventualidades
que podem. resiitlar da situacla etcIUnla o des-
inqui'.'la em que se acha esta parte do mundo.
A questo italiana, cuja durac.o urna ameaca
permanente ao socego geral da Europa ;kis ne-
gocios do oriente, que de um momeato paxa ou-
tro podem tomar um carcter grave, e para a
solugo dos quaes muilo possivel harer des-
harmonia entre a Inglaterra e a Franca;al
perspectiva de outras cornplicsc.de* de mnor ou !
menor iinportaacia, o anda as idas aonexiouis-
las que se leem desenvolvido naates ltimos
lempos,sao quesles que o anno ltimamente
(Indo legnu ao seu successor, e que apezar dos
esforcos da diplomacia quaiquer aeeidnte im-
previsto pode causar a to temida confligra^o
geral, que ninguem desoja, mas que a torea irre-
sislivel dos aconlecimentos pode trater
No meio de todas estas temerosas quesles,
Portugal vai continuando no carainho, apenas en-
eetado, dos methoramentos sociaes. As guerras
civis e as lutas dos partidos trouxeram-no por
largo temqo Iransriado da senda do verdadeiro
progresso, experdicando-lhe as forcas riiaea nos
combates sanguinolentos que se terlram, e nos
odios partidarios, que, infelizmente, chegaram a
um extremo assuslador. Esse lempo acabou. A-
gora iratam de levanta-lo do abatimento que
to grandes males o redu/.lram, e de certo o con-
seguirn), conveigindo para lo patritico flm,
como convergen) todos os esforcos dos governos
e dos gobernados. Levar muilo lempo, porque
as desgranas de muitos annos levam tambem an-
nos a reparar, mas ha de eonseguir-se. Jemos f
em Deus confianca nos homens. Nao professa-
mos o sceptirjsmo poltico que lauto larra na
actualidade. Para destsrer dos homens e das ins-
titucoes fra mister rtaeermos perdido amor
independencia da trra em que naseemos. Por-
tugal independente ha aete seculos, e a razao de
tao longa existencia,apenas nterrompida pelo
bem conhecido interregno doa 60 anuos da occ.u-
paco cnstelhina, e da posse.franceza em 1807
nao pode ser devida ao simples acaso. Essa in-
dependencia est motivada no arrojo, valenta,
desejo ardentc de querer ser livre dos nossos
avoengos ; esl nos varos insignes quo pela
penna illustraram a patria ; o est finalmente,
nos assignados servidos que civHisa?5o geral
do mundo prestou a famosa escola demathema-
ticas e navegacao fundada no promontorio de Sa-
gres polo infante D. Henrique, a cujo genio e
diligencias (copiando textualmente as cxpresses
de graves historiadores estrangeiros) se devem
todas as vanlagens procedidas do descobrimento
da mainr paite d'Afriea e das Indias oriental e
occidental,c todas as que dellas se derivaren)
ate ao Dm dos seculos .
Um povo de quem assim se falla, nao se risca
fcilmente da lista das naees, Portugal possue
todas as condices para aviventar e robustecer a
sua independencia, a qual s perder quando de
todo se extinguir no corac,5o de seus filhos o sa-
crosanto amor da patria I
Terminamos as considerares geraes que, cer
ca do estado poltico da Europa ao findar o anno
de 1860, multa de relance nos aecudiram ao
correr da penna, o agora diremos quo o invern
tempestuoso cora que se dispedia nao deixou de
si indeleveis e tristissiraas recorda^es.
As noticias recebidas de alguns estados do
centro e do sul da Europa, e da parte da frica
que banhada, polo mar Mediterrneo, do coa-
la dos estragos causados pelas incessantes e gros-
saschuvas que leem cabido, e sao concordes era
allirmar que o presente invern um dos mais
rigorosos de que ha lembranca. Em Portugal
deixa elle bem dolorosa memoria, mrmente na
provincia do Douro.
Na ultima corrospoodencia (26 de dezembro)
dissemos nos que a velocidade da correte do
rio Oouro era, n'essa dala, de urnas 12 ou 13 mi-
Ihas por ora ; no dia 27, tarde, levava a de 16
mitlias, oao amanuecer do dia 28 linha a atler-
radora impetuosidade 18 milhas I O lio Douro
olferecia ento aos olhos de quem o cootemptava
um espectculo magestoso, roas terriver.... Bor-
bullies e redemoinhos.de agua se notavam em
todo o ro, e viam-se ir envolvidos na violeotis-
sima crreme barcos, vigas, laboas, pipas, arrea-
ges de barracas, mesas, cadeiras, animaes, o
oulros objectos I O Douro iinha-se alargado
consideravelmente por ambas as margens.
No Poito, e em Villa-Nova de Gaya, es ras
que lhe cam prximas estavam inundadas, co-
briodo as aguas, em alguns sitios, os primeires
andares das casas I A eidade baixa offerecia a
vista de urna nova Voaeza, mas despida das.gal-
las com que os poetas descrevem a que oulr'ora
f.-a soberna rainha do Adritico. As gndolas
eram substituidas por bateos de mu di rieren le
fcitio, e as scenas aluiclivas, que presenciaram
os remadores, nao Ihes inspirara descantes com
os quaos alegrassem os passagoiros, que, bem
tristes, linham de servir-se das janellas para
satisfazeram as precisos da vida domestica 1
Os prejuizos causadas em trra eram grandes,
porm os acontecidos no rio, pelo temporal des-
filo na noite de 27 para 28, e durante este dia,
foram superiores.
A galera brisileira Linda Russiana, arrebenta-
ram-lhe as amarras, e indo de encontr ao vapor
de guerra l.ynce quebrou-lhe o mastro da galea,
arrombou-lhe um pedaco da borda da popa, e
parlio-lhe um um escaller. A galera despegan-
do do Lynze foi sobre o navio Cidade do Porto,
que apezar de seis grossas correales com que
eslava seguro peta proa, quebraram todas, e fo-
ram ambas rio abaixo.
A Linda foi encalhar as pedras ao norte da
barra, onde, se perdeu totalmente, e a ga-
lera Cidade do Porto encalhou, tarabem, dentro
do rio, as pedras de Sobreiras, ao Ouro, conse-
guido descarregarem-so as fazendas lodas ava-
hadas, e o casco vai ser arrematado.
A galera portuguezo Flor do Porto virn de
quilha e foi despedacar-se fra da barra em um
banco de areia.
O hiate portuguez F quebrando-se-lhe as
amarras foi barra fra, e perdeu-se totalmente
em Matonhos com a carga de carvo de pedra, e
capa-rosa, ele.
O hiate portuguez Mlianca desgarrn, e foi
tambem encalhar em Matozihos. Perda com-
pleta.
O patachd sueco Hedtsig largou da a m arrecio e
foi encalhar na barra, prximo ae Castello, onde
se despedacen.
A galera porgtreza NovaSublil desgarrou, e
arrastando a tfic ngleza Guadalete foram so-
bre a galera Nov'Unio. e a escuna ingloza Es-
tremadure, estanaTo.hoje a penltima dm secco.
A galera portugueza Subtil 111 qoebroa a
amarraco, e foi encalhar entre a insua do Ouro
e a trra. Est em secco.
A galera portugoeza -Saudade desgarrn e foi
encalhar em Sampaie, sonde conseguirn) segu-
ra-la com amarras. cha-seem secco.
A barca norlugueza Patmeira quebrando a
amarracio foi, por seu turno, de encontr i ga-
lera Oliveira brigue Duiue i Porto e galera
Amixade, na qual pegou um ferro que esta linha
bordo, e Gcou com a pr&a para a barra. Tanto
a Amixade como a Palmeira estiveram em ira-
mnente perigo. As arara; da ultima sao de con-
sideraco.
As escunas, holfandeza Esperance, o a ingle-
za Pincess oyal desgarraram, e atravessando
o rio vieram encalhar enlre o Bicalho e o Ouro.
Ambas soffreram araras de pequea impor-
tancia.
Basta 1 Acbaram-se os apontamenlos que
haramos felto d sinislrog do rio-Douro, e jui-
gamos ter relacionado os mais importantes. To-
dos os navios surtos no rio soffreram maiores ou
menores avirias. e o leitor poderi fazer Idea do
perigo i que todos ellos estiveram aujeitos, di-
zendo-lhe, bascados na opioi de pessoas com-
petentes, que se a agua nao cemegaife A descer,
e a correte do rio a levar menos forja no da
29. s por excepcio Dcaria algum navio na amar-
raco. Felizmente velocidade da correte foi
diminulndo graduslmente, boje o volume d'agua
igual prea-msr de aguas, vivas, a a carra-
te tem a velocidade dem*eia milha por hora.
As obras da non alfmdegt em Miragaia
. ?1S||0-1 A cidade eUeve sem llusninac^e por tres ou
oais asadas aeatroatoe. A agea entrando Bogaxowelrese
>#o peso srro iBapedie a abrica^ao do fu.
Na aXieeira, cfceia levou portas t janellas e
^PU" o re asarlas mobilias daa casas.
? P*"*** ? ,inr,os proiiaade praia esa
Villa-Nova de Uaaa, soQreram riilirli.
Pela iDleadeacia da marinha do Parte e dm-
elo das obras pettiess, procede-sai reparacao
dos proizes para a amarracie daa embarcaces.
As companhiaade seguros, eesta cidade. jseli-
ertaram do Sr. governador vil que se digoasse
ordenar aos administradores dos conselhos, que
rttca4a ao litioral da eesta de norte de sel, para
mandarem recolher os objectos. que porveotura
o mar arrojasse s praias. Pedindo. igualmente,
que S. Exc. houvesse por bem de solicitar iguaes
providentes dos Srs. goveroadores civis dos ds-
trictos de Vianna e Areiro. A requisicao foi at-
tendida, como nT poda deixar de ser.e as com-
panhlas de seguros teem minorado bastante os
prejuizos que os sinistros Ihes causaran), reco-
Ihendo mullos salvados, mes anda assim os se-
guros que leem de pagar sebera moilos conlos
de ris.
Em 1855 houve ums grande cheia no Douro.
a otea deque nos temos rembranca, mas nao
pira comparar com a que acaba de ter lugar.
Perderam-se tres navios. Os velhos contara os
estragos das duascheias de 1821 o 1823. que d-
zera ser muito inferiores aos que causn a que
agora presenciaram. As memorias escriptas
fallam nas chcas de 1526, 1580, 1596, 1614,
1727, 1729.1739, 1774,1779 e 1788. e posto que
na i '?39 se perderam nove navios, e nade
de 1739 cinco, parece-nos que, oreados os prejui-
zos cansados pela cheia de 1840, esta ficar ten-
do a triste primazia de mais calamitosa entre to-
das as cheias que a antecederam.
O rio Douro nasce era llespanha, na Serra de
Orbioo, e atravessando a provincia de Len en-
tra em Portngal junto a Miranda, passa era La-
mego, ca S. Joao da Pesqucira, no Pezo da Re-
goa e outras povoa$es importantes, ene'm en-
trar no ocano, tres quarlos de leguas da cida-
de do Porto, em S. Joo de Foz. Recebe no seu
curso, que de ornas 120 leguas, por meio ae
escarpados roehedos entre oulros ros de menor
importancia, o Pisoerga, o Carrion, e o Termes,
na llespanha ; e o Coa, oTua, 6 Sabor, o Tame-
ga, e o gueda, em Portugal.
Depois de um invern to desabrido e dura-
doero, como tem sido o actual, e em vista do
concurso de tantos afluentes quo vera engrossar
as aguas do Douro, nao para esiranhar que a
sua crreme, aperlada pela natureza do suas
margens, o por outras cireumstaneias que lhe
sao peculiarias, chegasse ter a impetuosidade
medonha e imponente, que os habitantes do Por-
to presenciaram cera horror no dia 28 de dezem-
bro :o que admira que a praja do Porto, to
importante pelo seu commercio, "e que lo innu-
merareis prejuizos tem sofTrido pelas cheias, em
difterentespecas ha 331 annos, nao tenho bus-
cado, nas obras do arte, o meio de tornar menos
nocivas cheias do caudaloso Douro. E' proravel
que a ultima cheia despert, no governo, como
j desperlou no commercio, a idea de levar
execucoa feiturado urna docca para abrigo dos
navios no Douro. Deus o quera.
Mas os desastres causados pela cheia de Douro
em 1860 nao se limitaran) s ao Porto. No Pezo
da Rcgoa causou ella laraenlaveis desgranas.
Eis o que era P. S. diz urna caria datada de
27 de dezembro, dirigida ao Jornal Commercio
do Porto:
Estamos assistndo um espectculo horro-
rosamente sublime, quo nos convida um rocc-
Ihiraento de alma e espirito, para meditar pro-
fundamente na grandeza de Deus e seus iosonda-
veis decretos. Para lodas as partes que se olha
s se v um mar continuado ; a parle baixa des-
ta villa acha-se s bmergida ; pequeas povoa-
ccs marginaes es
cendo ilhotas fluc
crescendo com tal
em si a villa inleira
pouca para o que h.
s se ouvera grito
ler sido acordado q
pestuosissima de
furaces
cidade offerecia um espectalo verdaderamente at-
ierra dor.
< A noite eslava tempestuosa ; a ras eran
nos ; urna espessa escurido, porque par causa
da cheia nao poderam accender-ae os candieiros,
tornara o quadro mais medonho e pavoroao I Ou-
tUav-se gritos de (oda a parte a pedirem soccox-
ro, parque os alagaaa aseriara fegk do caes,
taalo pelo receio da anaatea victima daa raiaas
das seas habitaras* eu daa dos viaiebaa, cerno
par vrem
crescer a cheia irttanidiliiuaeala e i .
teaterem de nese ae ultime andar daa casas --
caparem ao periga iatminenle.
ta acate se liaba albergado nea ediuoae da
cmara e S. Francisco, qne podiam dasaan-'
sar-ae.
O pavor subi da peate quanda aa caaaeceu
qee oe receios de se desmoronaren) as casas nao i
eram vaos. .
A eeteaecio d'um* que desabara, causou ees
risinhos a impresso que fcil de prever. Rom-
peram de toda a parte gritos desesperados; infe-
lizmente, havia poucos barcos e a navegacao era
diflkil, tanto pela velocidade da corrente, como
pela prorundidade da agua, e os esforcos de ho-
mens verdadeiramente empentados em levar o
soccorro a quem delle careca e salvar quem cor-
ra mais risco, eram em muila parte contrariados
por difliauldades quasi iovenciveis.
Os desastres e prejuizos destes das verda-
deramente calamitosos sao immensos e conside-
raveis.
Nos muros que guarnecan) os quintaos do
Est definitivamente constituida a sociedade
e crdito eommercial deCadix. Recommendo-
laa a leUara a um felheta fue ha pouco appare-
ceu em Pars, intitulado a Hetpanka e o nu fu-
**'* ^h*ee atiribue a Mr. Emile Beunaud. Es-
ta brochura oceupa-so da situaco flnanceira,
cammercial tonsstrial da Mespaaan, a mmtra
aa atoros rteneoetes que parecen estar reatrva-
daa ao pan visaae.
N'aquelle pan projecto-m a eeaetrueca de
linha terrea ase, paetinio da eidade e Ca-
. e passaedo por Badajoz, g eatroacar aa
! reateira com a luaa geni ae ajhdrid aa di-
nge a Portugal.
Apresenlaa aa a* congeeseo ama yrapasU que
1* eonta granda esmere da amipniana Impor-
taatos, para que seja pamirrida em Hespanhi a
passagem de lodos os estrangeiros sem passa-
Fallava-ae em que o marquez de Correr ae
demittia do ministerio do fomento. A *f oca pu-
Wtcou ha poucos dias orna earU de Pamplona,
relativa ao caminho de ferro para Franja pelo
passo dos Alduides, na qual se revela a natural
anciedade que as provincias de Navarra, Aragio
e Kioja teem para que se leve a effeito aquella
va, do que resultarao grandes vaotagens para a
exporlacao dos reos e abundantes productos d'a-
qnelles districlos, assumpto vital pan elles, que
em parte vivem e prospera dessas exportaces
para o territorio franrez.
Os herdeiros de D. Juan Alvarez Mondizabal
as rua
o no mesmo estado, paro-
uantes. O Douro contina
rapidez, quo ameaca metter
: a gente toda do trabalho e
fazer e salvar ; de noite
de quem pede soccorro, por
asi afogado ; a noite tem-
chuva e vento em -grandes
esto cheias de despejos de
quem pode salvar allgumas cousas ; c, faalmeu-
te, para nada faltar
dro toca-se reb
se por este modo sej
que acuda ao que
adiaule ouvem-se
suppomos sejam d
ces, que esto sub
horror I! Nao pod
le ttrico e medonho ao qua-
le constantemente, para ver
junta maior porco de gente
for possivel. Pela noile
pavorosas dttonaces, que
bsmoronamentos do edifica-
aersas : tudo desola^o c
irnos dizer mais nada, scuo
queseremo3 tesiem inhas de grandes calamida-
des, porque de lo grande chela nao ha memo-
ria, e, se Dos nao los acode, ser urna inunda-
do completa I
O quadro parece! um tanto carregado, mas
desgraciadamente as noticias subsecuentes vieran
conrmar a veracidade da pintura.
Era carta de38accrescenta-se o seguinte;
Desde que escreveioos para o correio at
hora em que agora o fazemos, nao tem cessado
as copiosas chuva?. E* horroroso o espectculo,
que estamos presenciando. Os dostrocos que se
observan) sao j mui lamentaveis ; mas mais
tarde so vero em maior escala, pois que ainda
se nao pode saber a extenso de todas as calami-
dades. J ha armazens e casas em parle desa-
badas, Muitos desgranados estanceam pelas ras
e pelas vinhas, dando-se por felizes os quo po-
dem arranjar algumas lendas, que os abriguem
do rigor do tempo. E' um quadro de desolajo o
terror 1
E em data de 31, diz-se mais:
a Contrista sobremanoira presenciar as ruinas
que apresentam as ras d'esta villa, e os edificios
da parte baixa della. Teem desabado-muitos ar-
roazens e algumas casas, e outras ameaeam igual
sorte.
Honlem reunio-se a cmara, convidando o
administrador do cooselho e engenheiro do obras
publicas para proridenciarem a tudo. Andarn
inspeccionando algumas casas quo se acham em
mo estado, e por flm accordararn em conridar a
sahircm as familias que oceupam os predios em pe-
rigo imminenle, e em que poda haver victimas ; e
em mandar escoraras referidas casas para depois
apearem as paredes, pois que se teme que os
desmornamenos de urnas deilem em Ierra ou-
tras contiguas.
Hoje conserva-se a cmara em sesso per-
manente com o administrador do conselho e en-
genheiro de secQo das obras publicas, vigiando
todas as obras de casas e desentulho de ras.
Esta deliberacao da cmara em reunir-se,
com as mais autoridades, foi urna medida que
produzir de certo grandes resultado, porque as-
sim as ordens 'e providencias nao se fazem es-
perar-
Em otcasioes momentosas como estas, horas
valen annos ou mezes. Para haver urna leve
idea do quaoto sofTreu esta pevoscao basta dizer-
se que se receia andar polas ras que foram sub-
mergidas I
. Os prejuizos sao incalculaveis, e alguns do-
se com gente to pobre, que jamis poder tor-
nar a compor ou edificar as moradas que possuio
ou recuperar oque perdeu.
A tome sente-se j, e ha de augmentar, pois
que companheira, inseparavel das grandes cala-
midades.
Autoridades 9 particulares leem feito muilo,
mas nao podem fazer tudo; o que se torna nr-
geulissimo que o governo auxilie com meios
pecuniarios, da mesma frma que tem feito a ou-
tras partes em idnticas circunstancias. Estas
Ierras bem merecen) quaiquer sollicilude do go-
verno ; sera urna crueldede inaudita se nao at-
tendesser a seus justos clamores. Lembre-so o
governo que estes povos sao ba muitos annos
victimas do tenivel flagello que reduzio miseria
quem fra lo rico la
A cmara municipal do Peso ds Regoa dirigi
ao governo urna representado pedindo aaxi-
lies.
Nesta cidade esl abarla una aubscripao para
aecudir ds pessoas mais necessitadas da Megoa.
Moma ell j* quanlia importante.
Orto Mondego lamben sabia fra do seo leito.
A cidade baixa foi completamente innundada.
Urna caria escripia de Coimbra en 30 de de-
zembro descrev da seguinte maneira as desgra-
nas all acontecidas:
O flm do anno de 1860 flea aseigmlado por
urna serie de desgranas para esta cidade particu-
larmente. .
A cidade baixa esl innundada aa oilo dias,
e Dos sabe por quintos mais o estar ainda I
Na noite de qairita-feira aquella parle da
bairro baixo nao Ucou pedra sobre pedra em quasi P,e9e"le"am o dnqne de Tetoo com as insignias
todo on todos. d* fQen da Torre Espada, com a 6ria-Cruz da
As casas esto abaladas e nio poderao resis- q* acaba de ser condecorado por el-rei de Por-
lir a esta nnundaco permanente e ao impulso (f Estas insignias que pertenceram ao impe-
rioleoo das correntes que se estabelecem pelas "J D dro I._ sao as mesraas com que foi
ras da cidade, principalmente quando a cheia C(naecorado Mendizabal pela Sra. D. Miria 11 em
sobe mais. recompensa de services.
Em Santa Clara abaleram-se tambem urnas A discusso da le de reforma eleitoral e par-
casas, mas nao pereceu ninguem, porque lodos lameB.,ar provavelmenle nao comecar, sem que
pnmeiro o congresso lenha votado os projectos
relativos s municipalidades, iroprensa, e is
leis econmicas hoje pendentes.
Parece que o governo tencionava diminuir o
ju.o da caixa de depsitos, afim de que os capi-
talistas Iratassem de dedicar os seus fundos ao-
fomeolo da industria e do commercio.
O projecto de lei respectivo aos caminhos de
ierro para os centros das minas carbonferas foi
approvado definitivamente na cmara dos sena-
dores. Tambem foi approrado por consideravel
maioria o projecto da conservaco da divida do
juro de 5 por cenlo em amortisavel de segunda
classe.
Foi apresenlado pelo ministro da fazenda. na
congresso dos deputados, um projecto de lei re-
duzindo a 60 milhes o capital social da secieda-
de calala de crdito. Alm deste, mais does
um para ser approvada a anteeipaeo do 5i5 mi-
lhes e meio de reales, feila empreza decani-
nho do ferro de Barcelona Saragoca, j reem-
bolsados, e de 26 milhes do caminho de fer-
ro do norte, por eonta das respectivas subven-
ces ; oulro, aulorsando o governo a augmen-
tar o numero dos nembros dos conselhos admi-
nistrativos das companhias de crdito ; naatnr
limo, approvaudo as transferencias a suple-
mentos de crditos extraordinarios, por coala
dos ornamentos de 1858, 1859 e 1860.
O vapor de guerra hespanhol Blasco de Gt-
ray tnlia desempenhado a sua commisso em
Tampico, dando em resultado salvar 400:000 rea.
les periencentcs, na maior parte, a subditos hes-
panhoes.
Dizem de Roma aos jornaes de Madrid que
25 do passado ehegar* capital do mundo catho-
lico o marquez de Mira-flores, embaixador de
llespanha, depois de urna trabalhosa jornada, a
que fra recebido em audiencia pelo papa.
Para remediar a escassez da moeda de prata
que se onla em Madrid, assim como nas de
mais pracas da Europa, mandou o governo cu-
nbar com toda a urgencia grandes quaotidades de
moedas de ouro de 80 e 40 reales para poderem
substituir nas transarles a prata.
A queslo de ciumes e desconfianzas interna-
cionaes nunca deixa de oceupar mais ou menos a
atlenco da imprensa.
Ha 35 dias o general hespanhol El-Pueblo
julgava insufficicntes os recursos militares de
que dispe a Hespanha pira um dia em que se
apresentassem na fronteira 400:00 soldados fran-
cezes. A correspondencia respondeu-lho que
com as forcas cxislentos e o patriotismo hespa-
nhol nada tem que temer dos francezes que,
diga-se de passagem, em ludo pensaro menos
em guerrear a Hespanha.'
Antes de hontem comeos aqei em Lisboa a
espalhar-se um oulro folheto contra as ideas de
unio ibrica.
Estamos na poca dos folhetos e das descon-
ancas, alias autorisadas pelos factos.
L.
os habitantes daquella ra, a das Parre~iras, ha-
viam abandonado as suas moradas e fogido para
o alpeodre do convento do S. Francisco. No rio
passaram arcas e pegas de moinhos, o que indica
que a cheia invadi e destruio azenhas o casas, e
tal vez surprehendesse os habitantes e fizesse
muitas victimas ; mas por cmquanto nada nes
consta.
Felizmente no meio de to grandes desgrasas
e eminentes perigos de vida nao houveram a la-
mentar perdas de vidas.
Esquecia-pos dizer que a escuna sueca Hedida
quando largou do ancoradouro levava quatro tri-
pulantes que foram salvos na Foz pelo salra-
ridas.
Foi no meado governador da praca do Valenga
do Minho, o brigadelro baro de Palme, que em
1851, na occasio da revolta do marechal Salda-
nha, hoje conhecido pelo nome deregeneradlo,
era coronel do regiment n. 6, e desde ento
se conservou no Porto na qualidade de comraan-
danto da torga armada na 3.a e i.* divises mili-
tares, dcxando por isso de ser nomeado um ge-
neral para o commando da 3.a diviso, cujo quar-
lel-general era na cidade de Braga, e que naquel-
le tempo era commandada pelo general Ferrelra,
o qual passou depois commandir as duas referi-
das divises militares, tendo o seu quartel-gene-
ral nesta cidade.
Parece-nos que o barao do Palme, nao accitou
a nova collocaco que lhe deram. Valenja urna
Praga de guerra circumscripla a urna pequea
ara rodeada de muralhas, e nao tem por isso os
atractivos das grandes povoages. O baro de
Palme como rico, e est cangado, vai-se con-
servando no Porto, onde provavelmenle, conti-
nuar a residir com o commando militar ou sem
elle.
A politice, que especula em tudo, vio nesta no-
meago motivos para conservar o ministro da
guerra.
Pelo Diario de Pernambuco, e por cartas rece-
bidas aqui soube-se que o brigue Trovador nau-
fragara no dia 22 de novembro ao oeste da ilha
de Fernando de Noronha, e que o Sr. Antonio
Jos Mondes, capito do dito brigue e mais oilo
tripulantes linha sidoconduzidos pelo vapor Pa-
ran, a Pernambuco, onde se promova urna
subscripto em favor dos nufragos.
E-nos sempre grato ao corago o registrarlo-
dos os actos de caridade prestados aos desvalidos
e necessitados, partam elles de onde, e de quem
partiram ; e nesse intuito aqui consignamos o
faci, que foi recebido com reconhccimeiito na
pr8ga do Porto.
Demos ha lempos noticia da competencia aber-
ta entre duas alquilerias que tinham estabelecido
diligencias entre o Porto e Coimbra, e hoje dire-
mos quo os donos das ditas diligencias, conhe-
cendo melhor os seus interesaos, formaran) so-
ciedade, estabeleeendo corridas diarias, e Cxaram
em4000 o prego de cada um bilhele para per-
correr em carruagem toda a extengo da linha, e
em parte della, o prego proporcional em relago
distancia.
Mas, dando esta noticia, nao julgue o leitor que
por ventura esteja lembrado dos pregos nfimos
a que dissemos linham sido reduzidos os lugares
nas diligencias, que elles subsistirn! durante o
tempo do desaccordo.
Os cocheiros, segundo a aflluencia dos passa-
geiros, subiam ou baixavam os pregos 1
Ns barra da Figueira entraram no auno lti-
mamente Ando, 336 navios porluguezes com
16,735 toneladas, e sahiram 352com 16,344 tone-
ladas.
O raovimcnlo da mesma barra, em relago aos
navios estrangeiros, foiinglczes 20, suecos 6,
russianos 2, ptussianosl, dinamarquez 1, norue-
guez 1, hanoverianos 2;lodos 33 navios com
3,407 toneladas.
al 8
HKSI'AMIA.
Lisboa, 13 de Janeiro.
Alcancam as noticias do vizinho reino
do corrente.
No dia de Res nao houve no pago o ceremo-
nial coslumado da recepgo da corte, em razo
do estado de gravidez de S. M. a rainha catho-
lica.
Os debates parlamentares continuaran a ver-
sar sobre os ornamentos geraes para este anno,
e sobre o projecto de lei hypolhecaria.
As despezas ordinarias do estado montana
somma do 1,932;474:305 reales, ea receila, a
l,938;680.000. O orgamenlo extraordinario da
despozas para o raesmo periodo, representa o va-
lor de 418;275:332 reales, e o da receita correla-
tiva equiparase a esta quantia.
Diz El Reino que se nao discutir antes do flm
do mez correnle a questo relativa aos actos do
governo, por motivo dos aasumptos da Italia.
Constava em Madrid, dala das ultimas noti-
cias, que a expedigo franco-hispan a. na Cochin-
cbina conseguir o objecto a que foi destinada
sem derramar sangue; as tropas inimigas linham
feito um movimento de retirada; os triumphos
dos exercitos alliados na China linham causado
viva impresso nos chefes e tropas anamitas. To-
das as correspondencias d'aquellas paragens con-
cordara em que os soldados europeus supporlam
milito bem os rigores do clima, e que o seu esta-
do sanitario excellente.
A imprensa mais autorisada do Madrid de
parecer que apezar da tumultuarla siluaco dos
Estados- Unidos da America, nao se julga que ve-
nha isso a influir na vida commeieial da ilha de
Cuba, sem embargo dos muitos negocios que faz
eem aquello paiz. O capito general desla pre-
ciosa possessio hespanhola, convocou em novem-
bro urna junta das pessoas mais notaveis da Ha-
vana e nella se deliberou a emissao em boudy do
banco hespanhol de 4 milhes de peses forles,
quo a maior somma que o governo facullou.
Os jornaes oppesicionjstaa continan a duvi-
dar muito de que o governo narroquino cumpra
as estipulaces do pagamento da ioderanisago
das despezas da guerra d'Afriea, o tomam como
burla o projeclado empreslimo que para essa ef-
feito coutrahira com a casa Rothsehild o sullao
de Marrocos. Este tem sua disposigo Ibesou-
ros, e nao careca de emprestimos. No enlanto
dizem os que defender o ministerio: a praga
de Tetuo est em nosso poder, e penhor do
cumprimento do tratado de Vad-Rs.
Corra em Madrid que o Sr. Diosdado, que sa-
bio no dia 4 do crreme para Tnger, fra encar-
regado de declarar ao governo de Marrocos que
se nao pagar eu breve a indennisaco de gaer-
ra, comegai o bombardamelo d'aqaella^nt-
ca. Nao parece comtudo coaormar-sa esto boato.
Tem-se aberto subscripges en Madrid para
acudir s infinitas perdas e desgrana?, que soiTre-
ran en Granada e outras povoages daquella pro-
vincia por effeito das iouadagoea dea ros Genil,
Beixo o Davro.
0 invern ali tan sido tamben rigorosiseimo,
o as povoaces marginaes do rio* ato leem sof-
frido_ meos que as de Portugal en idntica si-
tuago. O governo hespanhol prepoz um crdito
extraordinario de quatro milhes de reales para
acudir aos necessitados.
DIARIO DE PERNAMBUCO-
Pelo vapor Magdalena entrado honten de Eu-
ropa, alm das cartas dos nossos corresponden-
tes, recebemos aa noticias abaixo publicadas :
Kecebeu o governo em Lisboa no dia 10 de Ja-
neiro noite um despacho lelegraphico annun-
ciando que Napoleo III propuzera Vctor Era-
manuele Francisco II um armisticio; cessou
i inmediatamente o fogo enlre os sitiantes e a
praga ; e que elleclivameele se retirara a esqua-
dra franceza das aguas de Gata, dexando elli de
observago apenas um navio de guerra.
Parece ser este o preliminar de negociages
entre Francisco II e Vctor Emmanucl, e que a
praga se render dentro em penco. Suppuuha-
se que Francisco H, tentara prolongar a resis-
tencia da praga ar prxima primavera, em
que a sua causa achando-se ligada aos interesses
da Austria, acharia mais probabtlidade de bom
exilo.
Parece que Francisco II dirigir um manifes-
io aos seus anligos subditos das Duas Sicilias a-
nimando-os a intentaren) um esforro supremo
para salvaren a sua nacionadade. Neste ma-
nifest garante Francisco II a conservaco das
liberdades proclamadas, a existencia de duas c-
maras distinctas, e urna completaamniatia geral o
extensiva ledo o reino. Este manifest produzi
nos circuios diplomticos de Pars urna impres-
so muilo favoravel.
A nobre e virtuosa rainha de aples continua
ainda ero Gacta, acompaohaodo um joven esposa
no infortunio como o havia acompannadona fe-
licidade. Visita va os hospitaes recompensando
com cuidados e carinhos as victimas da dedica-
gao causa do seu regio esposo.
O Daily News publica urna carta que o re
Victor Emmanuel, quando esteva em Florenga
escrerera Francisco II, para lhe aconselhar que
entrasse francamente no caminho poltico e para
lhe fazer conhecer as aspirages da Italia. Es-
la carta conclue por declarar que se es conselhos
que ella contm forem desallendidos, a forca das
cousas levara Victor Emmanuel a lornar-se ins-
trumento da queda da dymnaslia napolitana O
jornal inglez accescent que pedido da rainha
mi e da joven rainha, Francisco II alo qetzera
receber o portador da carta, e que esta linha
sido devolvida ainda fechada.
Entretanto os habitantes dos Abrnzzos conti-
nan) orgaoisando com grande empenbo a resis-
tencia em favor de Francisco II. A praga de Ci-
vitella, del Trono que as tropas piemontozas era
vo quizeram fazer render, acabara de ser abas-
tecida apezar da vigilancia dos sitiadores. No
dia 22 do passado chegou Gala urna deputa-
gao calabreza. Os deputrdos afuman qae tri-
la nil calabrezes esto dispostos a atacar os pie-
montezes.
No dia 29 houve no reino de aples tres sub-
levares realistas; urna dos lazzaroai que foi
reprimida sem effuso de sangue; a segunda,
provocada por mulheres napolitanas; e a tercei-
ra pelos naluraes de Atacaba. A autoridad! o-
brou com prudencia. Ten faltado cinco cerreios
de Calabria, par causas desconhecidas. O tele-
traplio foi interceptado.
Algumas cartas de aples publicadas pelos
jornaes francezes, dizem qae se descobrira urna
conspirado, cujas ramifieaces comprehendism
as classes mais elevadas dascciedade napolitana.
0 unida conspirecao que devia re beata* na ves-
pera do Nalal era enllocar novameale Francisco
II, so throno de peles. Em virtude da urna de-
nunciao governo proeedeu de modo qae pedo pren-
der os mais notaveis conspiradores, e aprehender
depositoa de armase nuniges, alm das vario*
papis importantes. Os conspiradores, sagitado
una, pretendan atlentar contra a vida d Victor
Enna-auel: segundo oatros, dirigiam-se ni-
camente ios homens que faziam parla de poder.
Na Sicilia nola-se lamben alguna agitaco,
maa ea teiegrinmas ainda nie traaian porme-
nores algum, de modo qae nao fcil conhecer
qual ainporaaoia da agiUgo, nem o sentido
em que se opera, se realmente existe.


OCO. QUAM* FEHU AO ti JAMBEO Bl Utl.
0 general comruandante da guarnirlo doMea-
im fai intimado para entregar a cid a d ella. Em
cousequencia desta intimadlo reuni em couse-
Iho (odoa os offieiaea da guara icio reioheu-se
a defeza da praca al ao ultimo extremo. Em
presunta deata reaposta ataegura-se que o com-
rnandante das torcas piomontezas dicidira desis-
tir por agora de atacar Measioa. por isso que a
posse da cidadella nao considerada urgente.
Entretanto as noticias de aples mostram-ae
reddbram etn actividad para organiaar a Meta
das cestas auatriacaa do Adritico. A. esquadra
que o archiduque dere commandar na primavera
aeri ieforcede coro algentes trgalas a vapor, cu-
ja construc;o est o ullimar-se.
O programma do novo gabinete auslriaco fui
publicado por meio de ama circular dirigida aos
gobernadores das diuVretrtes prevnolas do impe-
rio, na qual deseovolve o seu pensamonto polti-
co e promette as reformas no sentido liberal, ja"
rnais favoraveis ao restabelecimeato da boa or- j anounciadas por quasi toda a imprensa europea
dem ; os fundos comecavam a subir. Continua- ----------
va com aelividsle o armamento da populadlo.
Todos os cidadios sao chamados a alistar-se oa
guarda nacional que se presume vira a ser mo-
bilisada, aflm de poder deixar livre a torca de
primeara Huta, para poder entiar em
{oes. /
Vctor Emmanuel recebeu em audiencia a no-
fcreza napolitana e parti para Turim depois de
asistir ao baile que deu a milicia nacional.
general Fanti acompanbou o rei na sus jornada.
O parlamoto piemontez fot dissolvido a 28. pa-
ra que no novo parlamento, que ja oi convoca-
do, se comprebendam os representantes das pro-
vincias reccelemente annexadas. Os collegies
leitoraes foram convocados para 24 da Janeiro,
as sesses do novo parlamento devem-se abrir
no principio de fevereiro.
Farini oi exonerado da lugar-ten6ncia de a-
ples. Cartas daquella cida le indicavam j que
lie prega va ledos os seas eeforcos *ra ven-
cer as difUculdades que encoolrava, mas as suas
diligencias eram baldadas. A sua permanencia
'frente dos negocios de aples s servia para
xompromntter a rejiutjgao de talento e de ener-
ga que linha adquirido no goveroo de Emilia.
no momento em queM. Schemerling foi chama-
do ao poler. Segundo este documento, v-se que
o dever do ministro de estado ser exercer em
toda a sua plenitud* e sera a menor distineco as
resoluces imperiaes, emittidas no minifesto de
opera-|-S. M. de 20 de outubro.
Quanlo ao livre exercicio ereligilo o impera-
dor quer que es dreitoa pblicos e civis llquem
igualmente ao abrigo do qualquer attentado oque
as relaces polticas das diversas eoecesses,
sirva de norma e base a igualdade e o verdadei-
ro amor do prximo.
Pelo que toca iustruicao publica, prometa
os raelhoramenlos possiveis, assegirando ao ases-
lo lempo o livre deseovolvimento das naciona-
lidades.
Em relacao imprensa, amnuncia que de futu-
ro sero auppriraidaa todas as medidos preventi-
vas que na actualidade embarazam.
Este doeumento falla do deseavelvimenle da
agricultura, docommercio, e da industria, daad-
mitiistracao da justica, dos processos civis, cujas
sessesisero oraes e" publicas.
Depois deslas o de inultas outras disposices
tendentes adopelo de seu novo systema polti-
co, a circular comino exhortando os funeciooa-
H espante. Fai aprsenlas* a SS. MH. pa in-
Iredoctorde emneiroderas.
PEBNaNBUCO.

sua impopularidade entre os napolitanos tinjia- rios pblicos a cumprrem escrupulosamente os
se tornado quasi irreraediavel, e aquelles raes- ~
mos que faziam a mais completa justica ao seu
carcter e sua capacidad administrativa reco-
nheciam a impossibilidade em que elle estava
de se conservar por mais lempo frente da ad-
ro ilustrarlo de aples.
O principe de Carignan loi nomeado lugar-le-
nente general do rei Vctor Emmanuel em ap-
les. O cavalleiro Nigra acompanhar o principe
na qualidade de conselheiro e ministro respoo-
eavel.
Tioha-se aponalo a Ratazzi para este ultimo
lugar, e at mesrao se dizia que seria nomeado
lugar-teuente, mas estas noticias alo se conflr-
mram.
O cavalleiro Tornearra foi encarregado da for-
ma:o do conselho de lugar-tenencia da Si-
cilia.
seus deveres, e a preslarem a sua alinelo ao
bem estar des seus administrados, procurando
principalmente nao se affaslar das leis estabeleci-
das.
Pelo programma do novo gabinete pela manei-
ra porque all eslo apontados todos os pontos de
adminislraco pode avaliax-se a importancia do
passo dado pela Austria no caminho do progreaso
e da liberdade.
Tola a imprensa europea unnime em atacar
violeolaraeute o governo da Saxonia pelo tacto
de entregar as autoridades austracas o conde La
' dislo Teleky.
A resoltarlo tomada na corle de Dresde consi-
j derada como um acto de vassallageme umaprova
' de fraqueza.
O conde linha ido a Dreade para tratar nego-
I cios de familia ; parece que a propria polica Ihe
O discurso de Vctor Emmanuel no 1. deja- tinha fobuecdo um bilhete de residencia, e esta
neiro anda se nao conhece na sua integra, mas circunstancia o collorara sob a protecQlodas au-
osjornaes curopeus cilam urna declararlo muito
importante ; e :
t Que estava realisado o programma da unida-
de italiana; que naoesperavam xito satisfactorio
das negociacoes pacificas entaboladas respeito
de Veneza, e quo a Italia devia preparar-se para
novos acontecimenlos.
Esta declaracio considerada em Turin, como
um annuncio franco da guerra na prxima pri-
mavera.
A Patrie e o Pays di/.em que Garibaldi em urna
conferencia com o general polaco Miroslawski,
Ihe declarou que estava cada vez mais resolvido a
entrar do novo em cainpanhi para o 1 de mar-
go aflm de par leron larefa que se tinha im-
posto.
Garibaldi renuncia a qualquer candidatura a
depulado para o parlamento sardo que devo reu-
nir-se prximamente. Na carta em quo faz esta
renuncia, aconselha a concordia como meio para
conseguir a emancipado de Veneza .
Mazzini fez um novo programma. Esln docu-
mento espalda lo com protuso na Toscaoa e no
resto Ja provincia, produzio viva agitaclo. O par-
tido rauzinista deve permanecer fiel a seus anti-
gua principios e ao mejos que sem cessar tem
praticado.
Auxiliar o rei Vctor Emmanuel, mas com a
condigo que o re sirva causa da uoidade ita-
liana, islo que se apodere de Veneza, e que
faca de Roma capital da Italia.
Sem embargo, s aceitar esta solugao monar-
chica como provisoria, sem deixar de considerar
em definitiva como ultima solujo o governo de
sua eleiclo, isto a repblica.
Porm, com receio do que o governo do rei si-
ga oulra va, que a que elle Ihe marcou ; e para
prever esle caso, os mazzinistas lera organisado
urna vasta associaco, recrutando seus adeptos
especialmente, eniro os soldados e os operarios,
e exigindo do cada um dclles urna pequea quola
mensal.
Falla-se nos circuios diplomticos na sua nota
muito enrgica, dirigida pelo conde de Cavour ao
gabinete de Vienna, respeito da recusa apre-
sentada pelas autoridades austracas de Pola, em
deixar entrar naquelle porto debaixo de urna lior-
rivel lempestade, urna fragata a vapor sarda.
Acrescenla-se que o governo piemontez anda
nilo (era noticia afguma do uavio de guerra de que
se trata. ,
A questlo do resgate de Veneza continua a ser
discutida com toda a energa pelos jornaea em
Inglaterra, onle a opinio publica, sem distine-
co de partido, se pronuncia noiavelmenie a fa-
vor da reslituifo daquella provincia Italia me-
diante urna inderanUaco.
O Daily Vetes recommenda esta soluco em
um artigo muito semelhante quanto aos argu-
mentos, ao que foram publicados pelo Times e
pelo Mominj-Posl.
O que porm se devo notar que o orgao de
lord John Kussell nao julga que se possa esperar
cousa alguma do bon seoso e das disposigoes
conciliadoras do governo austraco.
* Resta pois saber, diz o jornal inglez, se na
Austria mesmo exislem influencias muito pode-
rosas para avaliar a poltica do estado ; ou se en-
tre as outras potencias, que se chamim grandes,
ha sufficiento energa para salvar a]Austria, mesrao
seu pezar, obrigando-a a manler a paz, e resga.
tando Veneza para a Italia com condces honrosas
e equitativas.
O Daily Vic nao quer que semelhante transac
cao seja embarazada por meio do garantase de
compromissos eventuaes.
O povo ingl-z, assegura aquella folha, nao
consentir de cerlo nunca cm garantir os domi-
nios de nenhuma outra potencia, e prometter
Austria urna eompensaco territorial qualquor no
Oriente, seria simplesmente accender o tacho da
dissoluco do imperio oltomano.
A imprensa allema discute egualmenle esta
grande questao europea, e os seus prinripses or-
gaos com excluso da Austria pronunciam-se a
favor da cesso.
A Csela Nacional repeto tambera um recento
artigo, que o dominio Austraco em Veneza nao
de vantagem para a Allemanha ; pelo contra-
rio urna provocado incessanle guerra e revo-
lucao.
A Austria, diz o jornal de Berln, nao tem
que escolher, ou cede Veneza, se nao pode sus-
tenla-Ia, ou etende-a s. A Prussia nao pede
encarregar-se da missode derramar o seu san-
gue pela Austria ; nao tendo a menor influencia,
nem sobre o seu governo, riera sobre a poltica
exlerna daquella potencia, nao poderla partilhar
da solidariedade as consequeuciaa des3a poli-
tica.
Os iniraigos da Austria noeao os inimgo da
Russia.
A Pressede Vienna dizque as circunstancias
acluaes, a cessao voluntaria de Veneza por um
acto do soberano, cquivaleria a passar a propria
Austria um ceitiQeado de dissolu^o.
Urna potencia, em pocas de prosperidade in-
ferna e externa, e quando forte e rospeitada,
pode prestar-se urna transaccao desle enero ;
na critica situa;o em que hoje se acha a Aus-
tria, seria a conllssao impliciU de impotencia,
qual ainda nao chegou este paiz.
A situaco floaoceira do imperio auslriaco ofle
reco cada da maioresdifficuldades. A crise por
que atravessa aquella na;o revela-se mui parti-
cularmente no mo estado da sua fazeoda.
O deereto do imperador que introduz em lodo
o reino veneziano o curso forgado das notas do
banco, causou a mais desagradavel impresso em
todos os nimos.
Os valores pblicos com estas e outras medidas
somelhantes, seniora urna depreciadlo maior do
quesolTreram quaodo em 1859 a guerra eslava
para rebentar.
O horisonle da poltica europea, longe de ter
nelhorado desde aquella poca, lem-se oublado
cada vez mais.
Quando urna nova guerra parees ioevilavel,
qoando o tbesouro auslriaco se acha completa-
mente exhausto.
No entretanto as oliimas noticias nao dio a en-
tender que o imperador Francisco Jos se mostr
liaposio i entabolar negociacoes do qualquer na-
tureza para realisar a venda das suas provincias
italianas.
0 general Benedeck e o principe. Maximiliano
toridades saxonias. Foi quando o conde de Te-
leky se preparava para regressar a Genova, d'on-
de linha vindo que leve lugar a priso.
Verificada esta, pediram-se logo pelo telegra-
pho instruccoes ao gabinete austraco, que deu
immediatamenle ordem para ser mandado para
Vienna o amigo conderanado poltico.
O conde de Teleky, conde auslriaco, e tam-
bem coule no imperio da Allemanha, e o gover-
no da Saxonia nao tinha dimito de fazer a sua
entrega, quando raesmo a Saxonia estivesse liga-
da por meio de um tratado de extradicao. O con-
de Ladislao fura embaixador de Eossouth. A
chancellara hngara pedio que o conde fosse
transportado a Peslh, onde seria revista a sua
causa de acord com as leis do paiz, segundo as
quaes, qualquer cidadao hngaro goza previlegio
de nao poder ser julgado seno pelos tribuuaes
da sua nar.au.
O conde de Teleky toi chamado presenta do
imperador que era seguida deterrainou que nao
proseguissem os processos que exisliam contra el-
le, ordonando ao mesrao lempo que fosse posto
em liberdade. O conde por essa occasio appre-
senlou os seus protestos, assegurando ao mesrao
lempo que nao atravessaria as tronteiras, e que
se absteria de tomar parlo do qualquer maoeira
nos uegocios pblicos.
Os desejos da tlungria foram satisfeilos. O gi-
binelo de Vieooa resol veo, salvo a raliflcaQao le-
gal da dieta do Peslh, que se reunisse de novo o
coogreso hngaro.
A Croacia lambem apresenlou as suas recia-
mages afim do obter a sua incorporaco mi
patria.
A deputaco de Gollitria foi recebida por Mr.
Schmerling. Os depulados entregaram urna ex-
psito em que pedem a iodivisibilidade do paiz ;
diota especial para os negocios di provincia ;
uso da lingos polaca na adminislraco e as es-
escollas, nao represenlaco no conselho do im-
perio.
O decrete imporial ordenando a reunio da
Treiwodia e do Bunat Hungra se tunda nos re-
conheci los direitos da cora da Hungra.
Diz-se que Mr. Sohmerlin* resolveu annuir ao
restibelecimento da le eleiloral de 1843 na Hun-
gra.
Falleceu o rei Fredeiico Guilherme IV da Prus-
sia. Coraecou a reinar o principo regente. O novo
rei proraetteu manter o programma de novorabro
de 1858.
A Russia rssol/eu conceler urna constituico
Polonia em que se ass'gura a autonoma da-
quella parte dos seus estados.
O bey do Tunes lambem uo qoer flear airas
as medidas de liberdade que adoptara os panes
da Europa. O bey acaba de promulgar urna
constituico. Foi um acto voluntario daqucilu
principe e llho nicamente da sua iniciativa.
I.i4.i a constituirlo em presenga dos altos func-
ionarios do paiz'e dos cnsules eslrangoiros, o
bey preslou um juramento solemne de observar
aquetle coligo, comprometiendo oisso ao mes-
rao lempo o seu proprio poder e o dos seus suc-
cossores.
Entre as garantas concedidas, noti-se a mais
completa seguranca para todos os subditos e ha-
bitantes de Tunes, qualquer que seja a sua reli-
gio, nacinalidade e ra;a. Estabelece-se a li-
berdade de cultos, o principio da liberdade de
commerefo, a igualdade da lei, e llnalmente per-
inilte-se aos eslrangoiros a ad luirigu e posse de
propriedades lerriloiiaes.
O bey Simi-Mohamed-il-Iadeck, ao passo que
pelas novas disposicoes constitucionaes abre um
caminho de prosperidade aos seus subditos, tra-
balha tambera aclitaraente e procura d ir gran le
impulso s obras publicas, e a ludo quanto tende
a meldor.tr materialmente o paiz.
Ura correspondente de Beyroulh apresenta um
quadro assustador sobre as cousas da Syria Re-
ceiam-sa novas desgranas nao no Lbano, onde
eslava estabelecida aexpedic) franceza, mas no
snli-I.ibano, no Ilaoron c em Damasco.
A puerra santa vai ser francamente pregada na
cidade, e lema-se muilo a atlitudo que toma-
vara os turcos.
Referem de Alexandria qne a companhia que
tinha emprehendido ligar o Egypto com as In-
dias ioglezas por meio de um telegrapho elctri-
co, linha renunciado, pelo monos provisoriamen-
te, continuadlo da sua obra, em preseoca da
impossbi idade era que estava de remediar os
males produzidos era consequencia de ter que-
brado o cabo submarino j lancdo entre Bom-
baim e Alen.
Esle fado um ocontecimento notavel agora
que o resiabolecimcnto da paz com a China pro-
melle importante desenvolviraenlo as relaces
commerciaes ontre a Europa e o extremo Oriente
almezo Egypto.
A forca expedicionaria franceza qua se achava
na China deve regressar mui brevemente de
Shangue.
As corles em Portugal foram reabertas a 7 do
Janeiro. O governo propoz nova reforma das
pautas era que sao reduzidos os direitos do caf,
cacao, fariaha de pao, sag, etc., tendo livre en-
trada muitos outros gneros.
As pelles em cabello ou cruas de importagao
estraogeira lambem sao reduzidas nos di-
reitos.
Varias outras propostas esto all oceupando a
alinelo do parlamento.
Da ya-se como assenhio o matrimonio do
principe Leopoldo de Hohenzolborn com a for-
mosa infanta D. Antonia irma do rei de Por-
tugal.
As nnundacoes linharn causado graves pre-
juizos o desastres e ainda maiores em Hespaoha.
O congresso oceupava-se em discutir a reforma
hypolhecaria. O sultlo de Harror.os anda nao
tinha pago as indemnisaQcs de guerra a que es-
lava obligado.
Os jornaes hespanhes da 8 de jaoeiro noti-
cian ter fallecido repentinamente em Bruxellas
de urna apoplexia fulminante o Exra. Sr. Carva-
lho do Horaes nosso representante naquella
corte.
O Sr. Moraes exercia aquella cargo desde
1853.
No da 1 do correte foi recebida em audi-
encia particular por S3. MM. Cathoiicas, o Sr.
Peteira Leal, nosso encarregado de negocios en
REVISTA DIARIA-
Hontea publicamos e ragulamento e o re-
giment ioterno do Curto Commercitl Pernam-
bucano, cuja inaoguraco devo ter lugar no dia
4 do futuro mezde fevereiro, ao alo o trrele
da alfandega, oade tem do anccionat o eaesno
cursp.
A matricula acha-oe aberta, sendo naste pri-
meiro anno dispensados os Disparatorios, na for-
ma da facilidad* concedida pelo art. 38 do regi-
ment ioterno, deveodo por conseguale os ma-
triculan Jos requerereoa a ioeripcao ao Eim. Sr.
presidente.
A necessdado desle curse entre nos era senti-
da desde muito, pota que a importancia, que ha
tomado por ultimo es noseas relaces commer-
ciaes, requera ua ceatro para ensino da nossa
mocidade, que se dedica i vida do eonaaereio.
A freqtiencla o -curso dove trazer vantagem
real para os alumnos ; que, como esludantes ma-
triculados em aula publica, tem al;n disto, a
isenc.au legal de servicO da guarda nacional, isen-
qAo qt.e anais Ibes facilitar a applicaclo, e por
tanto o aproveitamenlo das licoes rocebidas as
materias professadas do referido corso
Por pastoral do S. Eic. Rvma. 4o 28 do
corrente. concedido o use do alimento carnal
no decurso da quaresma, eom excepele da qr-
ta-feira de cinza sextas-feiras, oabbadoie sema-
na santa, como ja o tem sido oos aanos anterio-
res ; visto que subsisten os meamos motivos po-
los quaes ful S. Exc. Rvma. levado a facultar o re-
ferido uso.
Por portara da presidencia datada de hon-
lara foi concedida profes9ora de insirueclo ele-
mentar da freguezia de Sao os dosta cidade,
Joanna Justina de Siqueira Varejao, a gratifica-
glo correspondente a quinta parle dos vencimen-
tos que Ihe compelem nos termes do art. 96 da
lei n. 369, por lef-ee distinguido no magisterio
por mais de qoiose anno.
A mesa eleitoral de Santo Antonio, Gcou
assim composta :
Presidente.Yisconde do Camaragibe, com 180
rotos.
Secretarios.Luiz Francisco de Barros Reg,
com 120.
Dr. Luiz de Carvalho Paes de Aorado, com
114.
Escrutadores.Dr. Ionocencio Seraphico de
Assiz Carvalho, com 72.
Dr. Aulonio Jos da Costa Ribeiro, com 72.
A mesa eleitoral do collegio de Olinda, -
cou composta da forma seguidle :
Presidente.Matioel Aatonio dos Passos e Sil-
va, com 56 votos-
Secretarios.Dr Jos Car loso de Queiroz Fon-
seca, com 39.
Francisco das Chagas CavalcanU Pessoa, com
28.
Escrutadores Christovlo Pereira Pinto, com
25.
Jlo Goncalves Rodrigues Franca, com 18.
Acha-se marcado o prazo de sessenta das para
requereren licentja o lirarera os respectivos t-
tulos as pessoas, que por qualquer modo se de-
dicarem ao magisterio particular primario e se-
cundario, o que tendo sido multadas por infrac-
cao do artigo 80 da lei n. 369, toram absolv Jas
pelo Exm. Sr. presidente.
No dia 18 do futuro mez, pelas dez horas
da manha, deve ter lugar o concurso aberlo para
as cadeiras vagas de iustruceo elementar.
A inscripejo acha-se aberta para os candida-
tos j habilitados na forma da lei.
Por occasio da nova reforma das alfande-
gas e mesas de consulados do imperio, havendo
sido aposentado o Sr. commendador Jlo Xa-
vier Carneiro da Oanha no lugsr do administra-
dor do nosso consulado, tiremos opportunidade
de dizer algumas palavras acerca desse func-
ciooario respeiiavel, que sabeudo conquistar urna
reputaclo iovejavel na permauencia de suas
funcQes, tevesempre a dita de mante-la no de-
vidop de consideradlo at o momento do acto
offieial de 3ua aposentadorla.
Hoje chega-nos porm ao conheciraento a ma-
nifestaclo, que Ihe dirigi a associaco com-
inercial beneQcente, em oome do respeitavcl
corpo do commereio dosla cidade, assim como
a sua resposta essa corporacio ; o essas pegas,
por sua importiocia, e pelo galardlo ao verda-
deiro mrito, que em urna dolas so acha impl-
cito, reclamando a respectiva publicarlo, apres-
sa-nos a da-las publicidade.
He doce re.ious.tr o empregado publico, na
eslima e consideradlo dos seus concidadlos. de-
pois das lides afanosas do respectivo emprego,
e quando volve vida particular 1
IIInu. Sr.Acaba de chegar ao cotihecimen-
lo do corpo eonamorcial desta provincia a nov-
sima reforma d'alfandegas e consulados, por
meio da qual foi V. S. excluido do provimento
nos novos lugares creados, concedendo-se-lhe a
aposentadorla, a que tinha direito na forma da
lei respectiva.
Bem que seja ura deverde todo o funeciona-
rio publico o conduzir-se com probidade, zelo e
inteligencia, tratando bem as paites que pro-
movera seus direitos e interesses perante as re-
partieres administrativas, ou de qualquer oulra
natureza, nem por isso o corpo comracrcial desta
provincia desconhece a necessdado de dar um
testemonho publico e explcito de reeonheci-
menlo e louvor aos quo assim se porlam. Por
esle motivo tornamos publica e positiva V. S.
a maoifeslago da convieco honrosa que j ti-
nturaos sobre V. S. no desempenho de suas
funcfcs como chefe do consulado geral : gra-1
lo mencionar expressamente o nosso conceio,
declarando que sempro que individual ou ge-
ralmente o commereio leve de cnteoder-se e
haver-se com a repartigao que V. S. hbilmente
diiigia, recouheceu extrema pericia, segura pro-
bidade, muita aclividade, zelo, e expodiente era
todos os actos e dicisdes de V. S., sendo bem
notavel a maneira rasoavel, justa, e equitativa
por meio da qual sabia V. S. harra misar e con-
ciliar perfeitamente os interesses oppostos a fis-
calisaclo dafazenda e o direito das partes.
Durante os Ionios ennos do exercicio admi-
nistrativo de V. S nada constou, nada pode
descobrir o corpo coramercial que nlo fosse
digno de elogios merecidos, o quasi que pode
alTirmar que tudo poderia servir de exeraplo a mo-
delo. Pelo que diz porm respeito a civilidad
e lint e Iuct;,"i.) que V. S. revelava em lodosos
seus tratos, torca confessar qiie nao ha expres-
slo laudaticia que alcance a altura do seu me-
rocimeulo.
< A associaco commercial beneficente, orgao
legitimo e reconhecido do corpo commercial,
tem extrema e indefinida satisfir.no em trans-
mitlir pressuroza V. S. a presente manifesla-
clo, confiando ou antes flcando igualmente cer-
ta de quo tambera esle o idntico o juizo de
lodos os horaens bons o imparciaes que conde-
ce m a pessoa de V. S. e sua honroza vida pu-
blica.
' Espera a Associaglo Commercial Beneflcen-
to que a modestia de V. S. se nlo conslranger
em receber esta congratuladlo, nlo s por ser
a viva expresslo da verdade publica e notoria,
mas especialmente por ser a paga admissiyel de
urna divida de graldo, que exista no coracao
de cada um dos membros d'associaro.
Deus guarde a V. S. Associaco Commer-
cial Beneflcento de Pernambuco 10 de dezembro
de 1860.Illm. Sr. commandador Jo&o Xavier
Carneiro da Cunda. (Assignados )Antonio
Marques de Amorim, presidente. Jos Teixeira
Bastos, vice presidente. Manoel Alves Guerra,
secretario.Manoel Goncalves da Silva Jnior,
thesoureiro.Matheus Ausliu & C, Guilherme
da Silva Guiraarles, p. p. James Ryder & C,
I. A. Ryder.N. O. Biebar & C, successores.
p. p. Saunders Brolhors & C Geo B. Le Lie-
vre.Rothee Bidoulacp. p. Scoth iTilson & C,
J. W.Evaos -$eve Filhos & CY. Holl & C J P.
Adour& G.-RamosDiipral& C -p. p.Schafheitlin
&C, C. Scholle. Antonio Ignacio do Reg Me-
deiros.Bailar & Oliveira.Ferreira & Araujo.
Augusto C. do Abreu.Manoel Goncalves da
Silva.Amorim IruiAos Rabo Scnmeltaudt C.
CY. Astley &C p. p. Krabb Whalely &
C, J. A. Thon.Henry Forsler Hilch.Edward
Fenton.Julo da Silva Regadas.Tasso Irmlos.
J. i. Tasso.Breuder Brandis & CF. S.
Rabello & Fillio. Joaqoim Jos Rodrigues da
Costa.Manoel da Silva Santos.Antonio Jos
Leal Res.Antonio Valentim da Silva Barro-
ca,Guilherme Carvalho &CJoaquina Juven-
cioda Silva.Manoel Custodio P. Soares.Tis-
set freres.Jos Jernimo Uontero. Paln
Nash 4 G.
Itrmi.Srj.A tnanifestasio congratulatoria
e. a dalo de 10de dmembro uitiao, se dvg-
non do dirigir-rao esaa aui reopeHovel Assoca-
ceoComaoicwl Beneftconte, oa oome do corpo
commercial esla provincia por oceaaiio da mi-
nha retirada do aervicopaWico; s no dia 13 d*
crranle quo ato ebegeu a ntloa, poi, s
gara < ee aaeaba a aatisfaclo de respoode-la.
Tendo bailado a Boviaima reforma das alfande-
gase maas de consalado do imperio eitiuguin-
do-eo oalaa; bnave porbem o governo de S. M
o Imperador por decreto de 8 de oulubco de
anuo panado coecodor-ma apeeealadoria ao lu-
gar de administrador do dosta provincia, cujas
faneces exerc por mais de 16 anuos.
Conscio do dever que coatrahi pora eom o
governo imperial e pera com o publico, oneua-
biodo-me de uaa aisso lio atarifada, qual a
do dirigir ama repartiese administrativa, se bem
que muito honrosa para aa: forana eenpre
measeitorcos empregados em merecer con-
Uanga do mesmo governo, procurando ao otea-
ae tempe obter a do commereio desta araca.
Em quanto duraran as rainhas funecoes de che-
fe da mesa do consulado, eatendi, que tal empre-
go npnhum direito me dova a procurar o nenor
embaraeo i pessoa alguma, naxime ao nosso
commereio, por que, carecedor cene cese com-
mereio de todo e favor e aoimacao, a encontrar
o mnimo obitaoulo da parte daquella estarlo
fiscal, ona quera maotinha elle to intimas o es-
trellas relaces, creio que seria um verdadeire
flagello E pea, alm de ne aehar escudado
CommanicadoSa
As possoas mais henalas ao
multas vezes aquellas, cuja re-
putadlo est mais expoota i in-
jurias a aos tiroa da calumnia.
Em extremo indignados, lomos em aea maito
conceilaado jornai de hoolem, sob o titulo de
correspondencia, um complexo de diatribas o vi-
tuperios indignos e revolianlisaimos, com que
miserartloteate lancou mo um tai inspector de
quarteirao da roe,, Ignacio Toienlirro da Foose-
ca, cuja autor leve o desalmado a eoragem de
tornar si, para se presentar como um verda-
deiro energmeno- coaira a prestimoso cidadio,
o digno pai de familia, o honrado escrivo da vil-
la do Cabo, e noseo sincero amigo, o Sr. Manoel
Jos de Santa Ana Araujo I 1
O Sr. Maaoel Jos de Santa A ona Araujo fe-
lizmente bem condecido' em Pernambuco, para
que todos os horneas sensatos o de honra Ihe fa-
cao a devida justica, e s, lio smenle so, os
que ao cobertos de negra mazellas o de erimes,
poderlo Ihe volar o mais rencoroso odio, procu-
rando por lodos os meios infames, s proprio de
em infame, de um reprobo, descoaceituar e des-
henra-lo penle a opinio, aeode ji tem firma-
do sua re.putar.ao.
Baldada, porm, esla preteocao da maledi-
cencia.
Se Ignacio Tolenlioo, tivesse justa razio de
em varia diapcaicos de leis, regula mritos e or- queixar-se do Sr. Araujo, a ponto de vir fazer-se
sao ouvir pela imprensa, o faria poi
dos do goverav; tomei por norma a concesso
de tue aqoillo que as minlias peqaeninasaltrio
buicea pedern fuer, sem quo todava os inte-
resaea da (zonda ficassem prejudicados, e se ala
pa en ortica tudo quanto julguei de bom o
til, foi isso devido a nnnea serem as tnesmas
aliribuices mais alargadas. Cara luda, porm
a rainha eonscienoia ee tranquilisd quando vejo
o illuatre corpo commercial de Peraambuco dar
um to subido apreso ease poueo ounada qne
BeneQcente
ahas bem
por maneira dcil,
delicado e decente, mas nunca como o Hiera lio
reprovadameate, revelando assim a que ponto
edega a perversidade da seu mo carcter, que-
rendo no manejar de seu agudissimo puohal de
defamacao, cravar no puro coracao do seuhor
Araujo I 1
O Sr. Araujo dever imitar a todos os seus
amigos, a lodos os homeoa que o apreciam, lau-
cando no lamaral do desprezo, o desgranado e vil
defamador que nem ao menos soube respeilar as
me 'justas conveniencias de familia.
Felizmento, quem assim offensiva e cobarde-
COMMEWCfO.
CaUXA FILIAL
BANCO DO BRASIL.
EM W DE JANEIRO DE 1881.
A caixa desconta letras a 10 0/ toma e*qeea
sobre a praca do Rio de Janeiro, o recebe dt>
nheiro a 8 %
NOVO BANCO
DE
PEHAMBlJCO.
KM 29 DE JANEIRO DE 1881.
O banco desconta na.preeeete semana a 10 "fm
aw aeno at o prazo ae 4 nexos o a IX "/ *l* o
de O raezee, e toma dinheire em coalas corrale
simples ou com juros pelo premio o prazo que as
convencioaar.
Alfanile^.
Rendinento do dia.2 a 28. .
dem de dia M ...,
3l7:43*7*
15:8l9|eta
333~312T5*
arOTlmesnto da alfauleaga.
Volunes entrados com fazeodas.. 254
com gneros.. 418
Volumes sabidos com tazeada..
com gneros..
A Associaco Commercial
patenteendo o seu alto apreco, alias bem im- reiumente, quem
merecido, i rainha administradlo, por cerlo que mente praticou, nao poda ser senlo um Ignacio
mui claramente revelou a nimia bondade que a Tolentine da Fonseca, ou qualquer de igual jaez,
caraclerisa, obre me adquirir novos e maiores j e, pois, eoaheeida a fonte donde psrtiram os io-
Uttiloade eralido, e aeja-me perrailtido trans- sollos e as injurias, poderemos dizer sem receio
raiiiir ialaclaa aos dignos membros que a rom- t de errarmos :Injurias ha que louvam.
poem as sua mui delicadas expressoes de eslima i &' nesle caso que eslo as bonitat injurias, que
e consideradlo! minha pessoa. I fielmente deu contas aquelle qu-> se nao pejou de
constituir-se o instrumento de outrera.
Achando-me
de partida para o campo_(uma
Juslus.
vez que i isjo fui abrigado por estar soffrendo
em minha sade, quando rocebi a corantunica-
?lo offieial, de minha aposeotadoria, deixei de
competentemente despedir-me dessa Ilustre
corporacio. Sorviado-me, porm, do ensejo,
faco-o hoje rogando Vs. s., que se sirvam I
de aceitar o meu eterno reconheciraeoto pela ri A ajjala in7ai m lis ili>\-
flrme e valiosa adhesao que sempro merec de (L,e,tao U05 JUMC8, JUIdS t BiHSU
Publicacoes a pedido.
------67
131
Ji a%
Descarresam hoje 30de Janeiro.
Hite naciooalExtlaQio genero do paiz.
Brigue nacionalAlmirantepipas vanas.
Briaue suecoAnnacerveja e genebra.
Brigue hotlandez Gesiena Gertraidamerca-
doria*.
Escuna portuguesaMarafazeudas.
Barca inglezaChazebacalho.
Beeettedoria de rendas internas
ajeraes de Pernaiobaeo.
Bendimento do dia 2 a J8. .. 19.8299832
dem do dia 2....... 2815192
20.1119024
Vs. S.. tanto em particular como gfralmenle,
e se Vs. Ss. entenderem que o meu fraquissimo
servco se torae preciso, cu o ponho a vonlade ,
u'Associaco.
Deus guarde a Vs. g< felizmento. Apipo-
eos 25 de jaoeiro de laol. Illm. Srs. Antonio
Marques pe Amorim, presidente, e mais dig- .
nos membros da Associajio Commercial Bene-
Qcente desta provincia.(Assignado.) Joao Xa-
vier Carneiro da Cunha. !
Consta-nos que se trata de formar urna so- .
ciedado entre a officialidade dos batalhes de
linha, desta guarnido, com o Qra do dar urna
reuniio dansante mensal, sob as mesraas bases
quo o Club Fluminense. Desejamos favoravel.
acolhimeoto, e prompta realisacio do semelhan- '
le idea, que vira dar-nos algumas horas de dis-
traerlo as montonas noites,
Seria boro que, lodos os membros dessa cor-
poracio, se unissem em um s e mesmo pensa-
mento. e qno pozessem breve em pratica essa
magestosa idea. i
A companhia frn cza de navegagao vapor
entre a Franga e o Brasil recebe a subvenglo
anuua de 4,800,000 francos por viagem, entre-
tanto que a companhia ingleza de Soulhampton
(era pelo mesmo servco 750,100 francos, ou
65.500 francos por viagem, de sorte que aquella
tea demas em cada viagem a soraraa de
134.500 francos.
Esta generosa liberalidide do governo francez
permute companhia das Jfesaoeries Imperia-
les fazer urna terrivel concurrencia sua rival,
que j tem sentido os etTeitos desta concur-
rencia.
De algum lempo esta parte nota-so so-
bre um matlro quo ha elevado no trrelo do
arsenal de marioha, vulgarmente condecido pela
torre de Malakof ura bailo que c.ihe quaodo o
relogio da mesmo tone bale meio da.
A' instaladlo deste bailo nlo precedeu aviso
algum, oem ae sabe verdaderamente o quo elle
significa, nem de que utilidade pode ser aos na-
vios, para os quaes parece tor sido ello ali
posto.
Indica a sua queda o meio dia verdadeiro, o
meio dia medie T Pode servir para regulamento
dos chronomelros? Sao perguntas que todos os
dias fazem uns aos outros os profissionaes. s
quaes nlo podemos responder.
Seria bom que se explicasse isto ao publico,
para elle nao considerar o bailo como om sim-
ples brioquedo, apenas como um objectode cu-
riosidada
Caminho* de ferro francetes. Era 1859 os
caminho3 de ferro rancezea deram em augmento
do receita notavel comparativamente ao anuo
anterior.
Nos tres primeiros trimestres esta receita ele-
vou-se 233,555,665 traoeos contra 212,174.019
francos da poca correspondente de 1<58. os
dous ejercicios comparados as receitas do ter-
ceiro trimestre sao muilo superiores as dos sois
primeiros mezes.
A media ex.dorada durante os tres trimestres,
que era de 7,719 kil. ou 1980 leguas em 1858,
se elevou em 1859 8,801 kil. ou 2257 leg.
isto um augmento do 832 kil. ou 277 leguas.
- As receitas medias subiram 30,531 fr. em
1858; i 32,219 t em 1859 ; isto houve um
augmento de 1,638 fr. por kilmetro ou de
5,360/0-
Determinando hontem S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia ao Sr. chefe da estadio naval
que mandasse um navio dos quo esto sob suas
ordens soccorrer urna barca franceza que cons-
tara achar-se encachada no Cabo de Santo Agos-
finbo, o com fogo bordo, deu o mesmo Sr. che-
fe as mais promptas providencias, e fez sahir
inmediatamente o vapor Thelis, cuja guarniclo
foi retorcida por 12 pravas da guarnirlo d) brigue
barca lta\narac, sendo augmentados os seus
recursos oom urna exccllente bomba de apagar
incendios pertcncenle ao vapor Pedro 11.
Seguirn a seu boido o Sr. cnsul francez e o
Sr. ajudanle da capitana do porto, por parte da
mesma caratania
Estimaremos que estes rpidos soccorros che-
goera i lempo de se salvar o navio o a maior
parto do seu carrogamenlo. para que os estorbos
de nossas autoridades sejam coroados do resulta-
do do que sao dignos.
Sabio tambera hontem a tarde para o Rio .
de laneiro t eurveta a hlice Viamao, comman- '
dante o digno Sr. 1" lente Maraede Siraes da :
Silva, que de cada vez quo so retira desta pro-:
viocia, d'onde natural, deixa um mais avultado
numero de amigos, quo suas eminentes qusli-
dades criara fcilmente.
Passageiros do vapor inglez Magdalena vin- .
dosdeSawlharapton e portos entermedios para ]
esta provincia : Anna Haxegrave e 2 crian- '
cas, Mara Presin e 2 crianzas, John Olio L.
Berner, Sarah Whealty e 3 crianzas, John Bt-wan
Sniitli, Nicols Jozeph Han?, Heleodorio Fer-
nandes da Cruz, Jos Fernandes Das Santos,
Ignacio Fernandes Das dos Santos, Miguel Fer-
reira Dias do Sanios e Antonio da Silva Oli-
veira
Passageiros do vapor inglez Magdalena sa-
ludos para os portos do aul: Baro de Japara-
tuba e 2 filbos, John Hoslron.
MATADOl'HO PUBLICO :
Malaram-te no dia 27 do correte para o con-
sumo desta cidade 91 rezes.
No dia 28, 82.
No dia 29, 77.
Mortalidapk.
Manoel Francisco dosFrsseres, branco, casa-
do, 80 annos; apoplexia.
Manoel, pardo, 30 dias; enflimmaco.
Manoel da Silva Valle, branco, sotteiro, 51
annos; tubrculo pulmonar.
Victorino, psrdo, dscravo, 1 anno; gastro en-
terite.
Anoa Joaquina, prela.viuva, 58 annos; dia-
rehea.
Foram recolhidos a casa de detenco no
dia 23 desle mez 3 homons lirres e 1 escravo ;
sendo 1 ordem do Dr. chefe de polica, t or-
dem do subdelegado do Rocife, t ordem do de
Santo Antonia el S ordem do da Boa-Visis.
tos que tem de festejar aSeiiWa
Santa Amia da capella da Boa-Via-
gem, no anuo do 1862.
Juiz por eleiglo.
O Illm. Sr. Joao Carneiro RodriguesCampello.
Juiza por eleiclo.
A Exma. 3ra. D. Angela Carolina Baplista.
Juiz por devoqlo.
O Illm. Sr. Dionizio Hilario Lopes.
Juiza por devoraa.
A Exma. Sra. D. Anoa Mara de Allelua.
Juiz protector.
O Illm. Sr. Jos Carneiro Rodrigues Campello.
Juiza protectora.
A Exma. Sra. D. Candida Ignacia Aires de Oli-
veira.
Escrivles.
Os Illm?. Srs. Jos Francisco Benlo.
Bento Jos i Bernardo
Antonio Ferreira da Paixao.
Escrivaes.
As Exmas. Sras. D. Joanna Francisca das Cha-
gas Cunha.
c D. Harcolina Carolina Accioli.
D. Alejandrina Eugenia de Al-
buquerque.
Hordomos e mordomas todos os devotos e devo-
tas da mesma Senhora.
Procuradores.
Os Illms. Srs. Pedro de Alcntara Monta Lima.
Manoel Antonio Camargo e Silva
Joaqoim Innocencio Gomes.
Thesoureiro.
0 Illm. Sr. Manoel de Alraeida Lima-
Lourenco Lopes de Carvalho, pro-parocho.
Recite, 28 de jaoeiro de 1861.
Pede-te ao Illm. Sr. Joao da Silva Ramos,
medico pela uninersidadede Coimbra que se dig-
ne de ler o seguinte :
Regulamento que baixou com o decreto o. 828,
de 29 do setembro de 1851, o so acha era vigor,
deveodo o inspector de saude publica fazer que
seja observado.
Arl. 39. Nenhura facultativo poder preparar
e nem vender remedios ou drozas, excepto nos
lugares oode nao houver botica abarla ; enem
lo punco poder em hypothese nenhuma ter so-
ciedade ou faser contrato eom boticario ou dro-
guista sobre objeetos relativos a suas profuses ;
e nem impor aos doentes a condic.u Ue com-
prar os remedios era certa e determinada botica.
As infracqdes serlo punidas com a multa de d-
denlos mil riis pela primeira vez, c na mesraa
quantia o quinze dias de cadeia as reinciden-
cias.
Consulado
Rendimenlo do dia 2 a
dem do dia 29. ,
provli
28. (
iclal.
.. 55:504*887
. 2:3709318
57 87502OS
Aden.
A
Exma. Q'.da do Illm. Sr. Jos Pereira da Cunha.
M C. C
Era occasio de seu embarque na barca
Sympathia.
Parles ?___oh sinh 1 nao me ves saudoso 1
J de magoa te achas em prontos ;
Cedo foi a perca, e com glidos mantos
Cobres a fage linda, com tristeza e ddr I
Qulo smarguradha, qulo tristes, quo sio
Essas horas de tormentos que passas !
E teu coracao opprimido jl tu o achas
Como boloziuho do mimosa flor....
Perduste tua mi, menina perdesle-a I
Nao sei mesmo, nlo sei, por que o destino.
Dar-te quiz tal golpe demaziado ferino,
Em um dia de mais amargos leus .
Dcixas pae, que lem-le amor sublime I
De candida amizade, prantSa em vSr-te,
Lagrimas saudosas o de perca verte-as
Carainhares trmula, murmurares adeus 1 1
Ai 1 adeus I acabaram-le as alegras,
J teu semblante est mudado,
Sda a hora, o momento tadado I
Costa-te o deixares e partir;
-Anda era idade lio infantil,
Aps horas d'amargo tormento
Longe, longe o cruel desalent 1
N'um baixel.... vaessahtr....
Ctior*i, Sili p>: |:i >'; i ijae em tnjwa frj^MCida
ii l)iimm au longt', seu lono dormir '.
l).v.['.'ili ilc ti'u pdi e parent al'* o Krr :
ii S; nlo ma rccor.'are amisailr nao me tires,
(i K cada anuo que ao natitirio de hoja cheg.ir.--.
LemSra-t. faqultc leu p.-nlur oh '. moj* eacaatOJ !
ii L -nara-te tumberu d'esle adrM em pranti",
D'este adeus qne te Ji...e au partirei .
Recite, 2 de Janeiro de 1861.
Em virtiide do respeilavel pespachode V. Exc.
Rma., revendo oslivros dos aasenios'dos bapii-
j dos desta freguezia era una delles a, foi has qua-
lorze, verso, chel o assenlo de que trata o re-
queriraenlo, o qual ilolheor e forma seguinte :
Aos seis dias do mez de malo de mil o oilo
ceios osis : baptisou o Rn. admislrador Joao
Francisco da Costa, de minha licenca nesta ma-
triz de N, Senhora do Pilar, 6 Lua, branco, com
idade de qoinze dias. Ribo legimo do capillo
nfor Luiz da Veiga Pessoa, e de sua mulher D.
Francisca das Chagas de Jess Pessoa, fregnezes
desta matriz, e iho poz os Santos Olhos ; foram
padrinhos o Rvm. Ignacio Benlo d'Avila Caval-
canli, o D. Mara Paula d'Avila Cavalcanti, casada
o moradores n'esla freguesia. E para constar man-
dei passar esle termo e que assignei. Francisco
da Coala, vigario do Pilar. E nada mais se con-
-tinha em dito assenlo que bem eflelmenta o co-
piei do proprio livro. e vai sem causa que duvida
tara, passado por mioba propria letra. Villa do
Pilar era viote e oilo de moio de mil oito ceios
e quareala e dois. O vigario Jernimo de Brto
Bezerra. Eslava reeoaheciraenlo do labelioo
publico, do termo da Villa do Pilar do Taip,
Maaoel Vicente Elias Cavalcante.
Hambnrgo, S de Janeiro de 18f.
BOLLF.TIM COaMERCIAL
Em consequencia dos dias de festa o mercado
se conservou calmo nss ultimas semanas; os
pr- ros entretanto de todos os principaes gene-
ros se sustentaram firmes, achando-se muito
aliviados os depsitos e leudo-se tornado mui
serio o invern.
Caf.Tiveram lugar nicamente pequeas
vendas para o consumo. Os presos vo subir,
porque continuando o gelo o possuidores se tor-
nam mais exigentes. As noticias do Rio de 7
de dezembro lindo, annunciando pequeos car-
regamentos para este porto, nlo liveram nenhu-
ma influencia sobre o mercado,
O negocio de caf duran!- todo o anno de
1860 s foi sugeito a pequeas flurtuaces ; gran-
des emprezas de especuladlo nlo liveram lugar e
o consumo do interior mal sortido basteo para
collocar os precos quasi 1|2 schilling mais altos
do que foram no Qm de 1859. Concluimos o an-
no com um deposito lio pequeo (3 2(1 milhes
de libras) como nunca aqu o condecimos ; os
depsitos em lodos os priocipaes mercados ao
muito moderados, assim como no interior e por
Isso apenas se poder esperar que as importa-
ces esperadas na primavera pesaram sobre os
uossos precos.
Catamos hoje.
Caf do Rio de Janeiro.
Ordinario 6 5|16 schilliogs.
Real ordinario 63|86 7|I6
Rom dito 6 :t|8S 58
Fino dito 6 7|8 y
1 :n; oriacao al fin* de dezembro.
1856 77 milhes de libras.
1857 93
1858 67
1859 78 1|2
1860 77 1|2
Em ser em finsde dezembro.
1856 19 milhes de libras.
1857 34
1858 14
1859 6 1[1
1860 3 3|7
Asaucar. *-As transaeces por causa das testas
nao liveram nnnhuma iuiporlancia, e na semana
passada apenas so venderam 150 caixas da Ha-
va na colamos :
Asaucar da Baha :
Em caixas branco 19-23 marcos as 100 libra.
msseavado 16 l|j-19
Era saceos dito 17 1|Z-19 a
Asaucar de Pernambuco :
tu saceos branco 20-21
mascavado 171|t-19 1)4
Tabaco.O tabaco nlo foi procurado durante
o mez passado e as transaeces se limitaram nos
ltimos das a t90 rolos de tabaco do Brasil po-
lo preco do 5 7|87 chillia*s. Em ser em pri-
meira mo 2550 pacotes e 97 rolos do tabaco bra-
sileiro A importarlo total do Brasil em 1860
foi de cerca 24 mil pacotes contra 22 mil am
1859.
Algodlo. Apezar de se harer tornado mais
calmo o mercado do Liverpool, visto o alto di-
cono na Inglaterra, isso nlo influio sobre esle
mercado; o genero continua a ser procurado e
a precos agradaveis. Quaulo ao algodo do Brar
sil nlo liveram lugar transaeces algumas po-
tada de deposito.
Cutamos entretanto o algodlo do Maraoho e
Para 7 1(29 schiilings
Cutamos.O negocio foi muito calmo por es-
lar fechada a navegaclo ; nlo houve mudanca
uos precos.
Cacao.Durante o anno de 1860 a importarlo
do Cacao foi de c^rca 3,300,000 libras. Sem ter
havido tiansacQlo importante no mez passado os
primos nao soTreram alteraco. O deposito se
aeda presentemente reduzldo a 600 mil libras.
Cutamos :
Cacao do Maranhlo e Para 6 146 3|8 chillings.
Dito da Baha 5 3(S5 68
Tapioca. Sem mudanca e sem transadles
maiores.
Jacaranda A qualidado de Jacaranda boa es-
cura do Rio nao appareceu durante todo o anno
de 1860, em consequencia do que as qualidades
inferiores so vendan a precos ptimos. Em.
Cuxhafn se acha impeaido pelo gelo de chegar
a este porto, o navio BrssJI Packet com 486
pec^s de Jacaranda o all se espera o navio oThu-
le.v com mais 372 pecas. O nosso deposito e os
de cerca 500 mil libras.
Colamos :
Jacaranda do Rio 16-35 marcos branco.
Dito da Baha 12-18 por 100 libras.
REVISTA COMMERCIAL.
LISBOA, 12 DE JANEIRO DE 1861.
Presos correntes do* gneros de importando do
Brasil.
Algodao de Pernambuco. 130
Dito do Maranhao .... a 130
Dito de Angola.....
Assncar do Ptrnarubuco b. d>
Di lo mascavado .....
Dito do Mi de Janeiro m.
Dito da Baha b.....
i
Dilo dito mascavado
Dito lo Para bruto ... a
Dito de Cabe Verde.....
Alpiste.............A
Arroz da ludia. Gd* FI
Arroz do Marantio Partaup.
Dito dilo b m .......
Dito dito ordinario. ..-..
Dito dilo mi'jlo. ......
Cirte do Rio primerra sorte.
Dito dilo segunda dita. ...
Dito dito lercerra dita .... i>
Dito de boa eseolh.* ...
Dito de 8. T. e Principe.
Drfo de Angola........*
Cacao do Parn.......b
Dil da Baha........ .
Dito de San Thom.....*
Cera amaretla de Angola *
Dita Irt de Beugoela.
2I00
1(50
1S0O
19900
19100
1i00
700
40200
6JJ000
5{800
5aoo
40000
3900
39300
3*100
ttfteo
4uO
3|90O
3J7U0
3I00
3#70O
140
140
120
208QQ
29000
19800
2>200
1985
19300
29600
800
4f400
69600
CS900
59400
49400
49060
39500
39200
29"0O
49500
44B90
39800
H9300
3#00
815
mu
-"


w
DTJUIID DB TKflAABHUQO. tt QaVllTA FEJRA SO D* IkSBO DE lMi.
197
117
22
117
125
177
197
152
165
125
195
120
SfOOO
19200
19000
700
3600
800
4800
29100
19400
1700
P 449000
b 543000
t 100
130
Cravo d* Maranhao. i
Cravo de Girofe ......ar.
Chifres.......M
Cooros ifecot da Rio.....ai
Ditos verdes do Para
Ditoi eipiehadoi das Mina...
Diloa ditos da Bahii.....d
Diloi ditoa de Angola......
Dilot salgados do Mar a o ni o
Ditoa la;, de Pernambaco d
Ditoa diloa da Batiia.......
Ditos diloa do Angola .... o
Djtoi ditoa da Cabo Verde.
Ditoa ditoa daa Ilhaa.....
Dito diloa tnouroi.......
Comii'lisa......... ;;
Denles de marfim lei... .
Ditoa dito raeiSo......
Ditos dito tscr*valho. .
Brva-doce........
Farinlia de pao. .
(iomma copal mptrior.. .
Dita dita regalar.....
Dila dita ordinaria.....
Dita dita do Brasil ...
Melaco..........
Oleo da copahiba ....
Ouruc........./.
Pimenta da India......
Salsa parrilha superior..... (a) 199000 909000
Dita dita regalar....... 9 149000 16*000
Dita dita ordinaria...... 1O9OOO H9OOO
Trigo estraogeiro rijo.....A 600 700
Tapioca boa..........@ 19200 29100
Urcella de Angola. .
Dita de Heneada.....
Dita de Cabo Verde. ..
Vaquetas do Maranhao. .
Dita de Pernambaco ... a
Exportacio.
Agurdenle........Alm.





5JS 799 on< *55 larris 90 meios ditoa de sardinhas, 5
100 120 soleiras, 40 meias caixas de rap, 30 barricas de
509000 8O9OOO alpiste, 10 saceos de erva-doce. 32 de notes, 20
217 caitas de queijos, 50 aneoretas de azeltonas. 33
122 volamos de drogas, 4 vaccas e 4 crias, e 12 vo-
232 lumea diversos.
202 -Jareo (patacho portuguez], com 3ff pipas, 4
190 raeias ditas. 149 barris e 10 aocoretas de vinho,
187 24 pipas e 30 barris de vinagre, 100 barris de a-
207 zeite, 12 de chouricas, 1 de carne, 350 caixas de
1^2 batatas, 50 de cera era velas, 75 de ceblas, 30
175 de massas, 60 saccas de semeas, 231 barris de
140 toucinho, 7 caixotes de azulejos. 3 volumesde
205 passas, 30 barricas de sardinhas, 170 barris de cal
140 em pedra, 78 voluntes de drogas, ervas medici-
3$6(K) naes, tintas, etc.. e 23 volumes diverso?.
1J600 Maranhao.Boa-F (patacho portuguez), cora
15200 5 pipas, 10 meias ditas, 50 esixotes e 172 barris
19100 de vinho. 16 pipas. 40 meias ditas e 90 barris de
4*000 v'Da8'' 19 barris de azeile. 1 de carne ensacada,
*rtX : 20 de toucinho, 130 caixas e 350 aaolhos de ce-
MaM I bolas-10 caoastras e 4 fardos de alhos, 100 cai-
296OO
19800
39000
489O0O
559000
140
140
119000 129500
89000 109000
ama 160O 29200
28^00 2&500
69000
3*550 396OO
49OO 4}500
3-5000
280
400
420
200
420
310
IO9OOI
209000
39800
9000
430
900
49400
1900
740
750
33>:iO0
909000 1009000
I209OOO 1309'100
P. 459OOO 509000
453000 509000

B
l>
Ib.
B

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A
A
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A
Duz.
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A

260
380
400
180
410
300
400
680
690
$>050
159200
149200
18&4O0
49300
29000
960
950
960
890
8-5030
Azeile doce
Amen,loa doce m milo
Banlia de porco. .
Batatas.........
Cera branca em grume.
Dita dila em velas...
Ceblas.........
Centeio..........
Cevada ..........
Carne de vacca.....,
o de porco
Chouriros.......
Familia de trtgo. .
Milito..........,
Paios..........
Presuntos.......
Sal........
Trigo rijo do Reino. .
Dito mulle.......
Toucinho........
Vinho de Lisboa tinto .
Dito dito branco .....
Vinagre de Lisboa tinto
Dito dito branco......
Cambios.
Londres 90 d|d......j 1/2
Paris 100 d|d.......527
Genova 3 m|d.......523
Haioburgo 3 iii|d.....48
Amsterdam 3 m|d.....42
Madrid 8 div........940
Porlo8d|.........p-r.
Melaes.
Pesas de 89000 8*020
Unjan hetpjnliolas. 1jsOOO
Ditas meiicanas. 149100
Aguias de ooro dos Esta-
dos-Unidos .... 189250
Soberanos (a prala). 4$i90
Ouro cerceado (a ouro) 1*980
Patacas liespanholas 940
Ditas brasileras .... 930
Ditas mexicanas 910
Cinco francos 880
Prata (marco)..... 89OOO
Fundos e aeces.
3 por canto de astentara. 47 1(4 a 47 5|8
Coupons......47 a 47 1/4
Divida diflerida 38 a 38 1/2
Banco de Portugal. 56O9OOO a 5625000
Dito coramercUI do Porto 2609000 a 2625000
Dito Mercantil do dito 260aOO0 a 262J00O
REVISTA C0MMERC1AL
de 12 de dezembro de 1860 11 de Janeiro
de 1861.
Desde a nossa anterior revula o mercado leve
mullo pouca animaba, e as Iransaccoes effec-
tuadas foram quasi todas para consumo, o que
todava nao para admirar, em vista do mo
lempo, e de ter sido o lira do anno.
No mercado de fundos tambem as operares
foram limitadas.
Assucar.Entraram da Oahia 21 caitas, 5i
barricas e (87 saccas, do Rio 63 barricas, do Pa-
ra 400, de Londres 1316 saceos, de Liverpool 30
barricas e 770 saceos, de Iiamburgo 209 ditos.
Durante esta revista as vendas foram muilo li-
mitadas ao consumo, e algumas vendas forradas
que tiveram lugar foram ao mnimo de nossas
colacoes.
A existencia actual deste genero de
Caixas Feixes Barricas Saceos Canaslras
1515 641 1781 23759 153
Algodao.As entradas foram de 43 saccas de
Loanda, e 367 fardos do Liverpool. Continuou
a apathta notada em nossa anterior revista.
Agurdenle do Brasil.Nao ha. De Londres
vieram 96 cascos, do Liverpool 7, de Iiamburgo
49, de New-York 180, deCadix 198, de Glasgow
83 cascos e 50 pipas c de Malaga 2 pipas.
Azeile.O mercado est mais animado, em
consecuencia dos prejuizos que a eolheita sofTreu
com as copiosas chuvas, e dos pedidos para lora
do paiz, principalmente para Inglaterra, para
onde j se comegarara a fazer embarques impor-
tantes. Os depsitos de azeito velho eslo quasi
esgolados. Os precos regulara os de nossas co-
teces.
Arroz.Mercado reduzido ao consumo. En-
traram do Para 7029 alqueires: de Londres 901
saceos e de Liverpool 670.
Alpista.Frouxo. De Viardingen vieram 203
saccas.
Caf.Nao havendo do de Cabo-Verde, tem as
qualidades superiores do Rio obtido a melhora
que se nota nos prego?. De todas as mais qua-
lidades as transsecesresumem-se o mais possi-
vel ao consumo.
Os suppriinentoschegados foram de 1007 sac-
cas, 21 barricas e 6 caixas do Rio de Janeiro, 70
saceos de Loanda, 1581 do S. Thom e 8 do Ca-
bo-Verde.
Cra.Entraram de Loanda 1190 gamellas, 226
ditas e 15 amarrados de Bcnguella, e 76 volumes
de Mossamedes.
No periodo desta revista houvcram algumas
Iransacges para reexportar, actualmente es-
te genero esl frouxo, e o deposito abun-
dante.
Cico.Consisliram as entradas em 202 saceos
do Para, 230 da Babia e 31 de S. Thom.
Esto genero est em apalhia.
Couros. Nao conslam vendas. Os suppri-
roenlos foram de 323 do Rio. 8923 da Baha, 3527
do Para, 3095 de Loanda, 450 de Benguella, 393
de Mossamedes. 313 de Cabo-Verde, 143 da Ma-
deira, e 96 de Gbraltar.
Gomma copal.Entraram de Loanda 24 saceos
27 barucas, o de Benguella 60 volumes.
As qualidades superiores, de que ha falta, sao
muilo procuradas e tem prompla venda.
Gomma do Brasil. A superior tem prompta
venda ao mximo das colacoes.
Do Rio de Janeiro entraram 55 barricas.
Melaco. Est lodo vendido.
Os supprimentos que livemos foram de 136
potes e 221 volumes do Para, 23 pipas de Ma-
deira, 50 cascos de Londres e de Liverpool 30
ditos.
Marfim.Entraram de Loanda 1189 ponas,
Algumas vendas se tem realisado, mas pe-
la raaior parle os embarques sao de couta
propria.
Salan.Vendas rogulares das qualidades boas,
as mais sao totalmente desprendas. *
Foram aa entradas durante o mez de 323 rolos
do Para.
Sal.Sem alteraco.
L'rzella. As qualidades inferiores nao tem
venda algums, dis superiores algumas vendas se
tem realisado. ,
Vinho e vinagre.Mercado em apalhia.
EMBARCAQOES DESPACHADAS.
Pernambaco.Laia III (brigue portuguez) com
S3 pipas, 50 caixotes, 10 aneoretas o 138 barra
de vinho, 20 pipas e 32 barris de vinagre, 164
barris de azeito, 1 barril e 1 caixote de carne en-
saccada, 330 barris de toacioho, 400 caixaa de
batatas, 3 de massa de tomates, 3J0 de ceblas,
xas de batatas, 10 barricas e 5 caixotes de bola-
cha, 244 caixas de ceia em velas, 47 de doce, 32
volumes, de drogas e ervas medicinaes, 7 barricas
do salitre, 14 de tintas, 44 pecas de cabos de cai-
ro, 80 caixas de massas, 40 ditas do bacalho, 9
de rap, 25 caixotes de azulejos, 9 atados, 100
caixiohas e 7 volumes, 20 caixas, 40 meias e 40
quartos de passss, 1 barrica de alpista, 60 anco-
retas de azeitonas, 10 caixas, 12 caixotes, 24 bar-
ris e 10 saceos de figos, 10 barricas e 4 surres
de cominhos, 6 caixas de cha, 7 saceos de casta-
nhas, 50 capachos do esparto, 217 lages de can-
tara, e 87 volumes diversos.
Psr.Flor do Vez (barc. port.) com meia
pipa, 1 caixote, 50 caixas, 215 barris c 20 anco-
retas do vinho, 30 caixas de dito moscatel, 175
barris de vinagre, 45 de azeite, 119 moios de sal,
21 barricas e 1 caoaslra de caslanhas, 2 barris e
150 aneoretas de azeltonas, 219 caixas de cera
em velas, 1500 molhos de ceblas, 5 caixas de
doce, 7 barris de presuntos, 25 de choricos, 50
canaslras e 200 caixas de batatas, 21 caixas de
peixe, 2 de agurdenle, 36 volumes de drogas,
10 barris de toucinho, 15 saceos de feijo. 5 de
grao, 10 barricas e 40 caixas de bacalho, 7 vo-
lumes, 20 caixas, 50 meias ditas e 60 quartos de
passas, 2 caixas de alhos, 10 barricas e 5 caixotes
de bolacha, 20 saceos de nozes, 10 saquinhos de
amcndas, 161 caixas de figos, 8 grades de quei-
jos, 9 barricas de cominhos, 13 de erva-doce, 50
pecas de cabos delinho, 70 caixas de massas, 14
esixotes de azulejos, 10 caixas do magas?, 5 de
pera?, e 129 volumes diversos.
BARRA DE LISBOA.
Entrada?.
Dez. 14Tyna, capito Jellico, de Southamplon.
Flor d'Angra, capito Santo Amaro, do
1 Rio de Janeiro.
1(5Navarro capito Vedel, do Brasil.
18Relmpago, capito Fonseca, de Per-
nambuco.
Milford-Haven, capito Brion, do Drasil
19Amazona, capilo Leite Junior.do Pai.
25Diligento, capito Rosa, do Para.
30Magdalena, capilo Woolward, do
Brasil.
2Florinda, capito Souza, do Rio de Ja-
neiro e Pernambuco. Destina-se
para Cabo-Verde, e arribou por cau-
sa do mo lempo.
Sahidas.
Dcz. 14Tyne, capito Jullico, para o Brasil.
30Laia 3., capilo Vieira, para Per-
nambuco.
31Guienne, capito Enout, para o Brasil.
Jan. -6Boa F, capilo Madeira, para o Ma-
ranho.
7Flor do Vez, capilo Santos, para o
Para.
10Jareo, capilo Coelho Sobrinho, para
Pernambuco.
EMBARCACES CARGA.
Bcrnambuco.rBrigues Soberana, Relmpago
e Florinda.
Maranhao.Celera Cidade de Belem, brigues
Bom Successo e Joven Amelia (segu para Ben-
guella), barca Feliz Unio.
Para.Brigues Feliz Ventura e Ligeiro, barcas
Nercde e Amazona, e patacho Diligente.
Movimento do porto.




Jan.
Navio entrado no dia 29.
Southamplon e porlos intermedios19 dias, va-
por ioglez Magdalena, commandanle R.
Wohrard.
Cardif 46 dias, brigue francej Assumption, de
174 toneladas, capilo A. Leport, cquipagem
9, carga carvo de pedra ; a Henry Froster
& C.
Terra Jova33 dias, barca ingleza C/ase, de
276 toneladas, capito Macolno Cannichael,
equipasem 13, carga 3,900 barricas com baca-
lho ; a Johnston Paler&C:
Lisboa29 dias, brigue portuguez Laia 111, de
220 toneladas, capito Antonio Francisco Viei-
ra, equipagem 13, carga vinho e mais genero?;
a Francisco S. Rabello e Filho.
Navios sahidos no mesmo dia.
Em commissoO vapor de guerra nacional The-
lis,1 commandanle o primeiro tenente Jos
Francisco Coelho Netto.
Rio de JaneiroVapor de guerra nacional Via-
mdo, commaadante o primeiro tenente Ma-
mede Simo de Almeida.
Porlos do SulVapor inglez Magdalena, com-
manddnte R. Woolward.
Rio de JaneiroBarca americana Marianna, ca-
pito Villiam II. Smiib, em lastro.
LiverpoolBarca ingleza Sarah, capito W. H.'
Taw, carga assucar.
Rio de Janeiro Brigue hespanhol Francisco, ca-
pilo Bartholameu Baratiu, com amesma car-
ga qee trouxe de Barcelona.
0 03 * Q. 0. O. g- Horas
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demente que vive honestamente e tem entendi-
merrto e Mscripcio para administrar devidamen-
te seta casal nomeio curadora de sem marido,
dito Joo Ignacio Rodrigues da Coala, a mando
qae depois de ter ella renunciado o beneficio de
Valeriano, e os domis privilegies que por lei
sao concedidas s mulheres e assigno o termo de
curadora e flanea fleando dispensada de proce-
der a inventario e arbitramento nos Istmos da
ordenaco do livro 4 .ltalo 103, Ia o escrivio,
logo que eslea lavrado e assigoado o termo de
que acabo de referir-me passe editaes para serem
publicados pela imprensa e affixados no lugar do
coitume aura de que ninguem contrate negocio
algum que possa ter relacocom o casal do men-
cionado Rodrigues da Costa, aeno por in-
termedio de sua curadora com previa licenga
deste juizo. Recife, 19 de Janeiro de 1861.
Ernesto de Aquino Fonceca.Era execuco,
portanlo, a predila senienga, ser considerada
como irrita e nulla qualquer traosago que com
referencia a negocio do casal do mencionado
demente haja de effectuar-se sem ser pelos raeios
ahi indicados. Dado e passado aob meu signal o
sello ou vslha sem sello ex-causa. Cidade de
Recife de Pernambuco 28 de Janeiro de 1861.
Eu Floriano Correia de Brito escrivo escrevi.
Ernesto de Aquino Fonceca.Ao sello trezenlos
ou valha sem sello ex-causa. Aquino Fonceca.
Eslava as armas do sello nacional aob o numero
setenta e sete.
Res Irezentos e vinte. Pagou trezentos e viole
ris, Recife 28 de Janeiro de 1861.Gama.Si-
moes.Nada mais se continha em dila copia do
edital extrahido do proprio original ao qual me
reporto.Recife de Janeiro de 1861.Fiz escre-
ver e assignei.Era fe de verdade e concertado
Floriano Correia do Brito. Coacetlei Joo
Baptista de S.
O Dr. Angelo Heniiiues da Silva, juiz do paz
mais votado do 2." diatriclo da freguezia do
Seolissimo Sacramento do bairro de Santo An-
tonio da cidade do Recife etc.
Fago saber quem convier, que as audiencias
deste juizo sao as quartas e sabbados as 2 horas
da tarde em a casa da minha residencia na ra
de Dorias n. 22. Recife 26 de janefro de 1861.
E eu Joaquim da Silva Reg, escrivo que o
escrevi. Angelo Hentiques da Silva.
Secretarla do guverno de Pernam-
buco 1G de Janeiro de 1861.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, fago publico para conhecimento de quem
interessar possa, que se acham vagos os Ofllcios
de tabellio publico do judicial e escrivo do cri-
me, civel e execuces do termo do Rio Formoso,
por desistencia que delles fez o respectivo ser-
ventuaiio Antonio Pioheiro da Palma.
Os pretendentes aos mencionados ofllcios sao,
pois, convidados, para que, habilitando-so na
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851,
e aviso n. 252 de 30 de dezembro de 1854, apre-
sentcm sens documentos no prazo de 60 dias,
contados desta data.O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
Secretaria do governo de Pernam-
buco 1 de Janeiro de 18 61.
Por esta secretaria se fazem pblicos para co-
nhecimenlo dos interessados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretario de
estado dos negocios da justiga no mez de dezem-
bro prximo findo sobre os requerimenlos dos
individuos abaixo declarados:
Dia 5Jos Peres Carapello, (objecto) offlcio de
jusliga, (despacho) nao tem lugar.
Joo Ferreira Vilella, (objecto) officio de
jusliga, (despacho) prejudicado.
5Antonio Ignacio de Torres Bandeira, (ob-
jecto) officio de jusliga, (despacho) pre-
judicado;
Da 28Bernardo Jos Barbosa, (objecto) perdo,
(despacho) nao tem lugar:
Dia 28Joaquim Mara da Concei;o (objecto)
perdo, (despacho) nao tem lugar.
. Joo Rodrigues Chaves.
Joao Baptista de Castro e Silva, inspector da
thesouraria de fszenda de Pernambuco por S.
M. Imperial e Constitucional que Dos guarde.
Era cumplimento da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezembro ultimo, fago
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos que foi
mdeferido pelo tribunal do thesouro o requeri-
mento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sagao por prejuizos que allegou ter lido durante
a revolta de 1848, visto se ter prescripto o seu
direito por nao o haver requerido dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambuco 19 tie Janeiro de
1861.Joo Baptista de Castro e Silva.
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber ao professores e professoras, direc-
tores e directoras, de colleglos e escolas de en-
sino particular primario e secundario, que foram
absolvidosda multa imposta por infraccao doart.
80 da lei regulamenlar n. 369 de 14 de maio de
1855; que o Illra. Sr. Dr. director geral da ins-
iruccao publica da provincia, tem marcado o
prazo de 60 dias, contados da data deste, para os
mesmos Srs. requererem a licenga e lirarem oa
respectivos ttulos; urna vez que continuera no
mencionado ensino particular; evitando deste
modo a duplicada mulla que Ibes deve ser im-
posta pela reincidencia.
A mesma advertencia se faz a aquelles, que
por ventura tenham aberlo estabolecimentos des-
ta ordem, sem a competente aulorisago na for-
ma da lei citada.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandou o mesmo lira. Sr. director geral publi-
car o prsenle.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 28 de Janeiro de 1861.
Salvador Uenrique de Albuquerque,
Secretario interino.
Directora geral da instrueco
publica.
Paco saber aos interessados, que o Illm. Sr.
Dr. director geral da instruego publica, de con-
formidade com as instruges de 11 de junho de
1859, tem designado o dia 18 de fevereiro pr-
ximo futuro, pelas 10 boras da manha, para ler
lugar o coocurso s cadeiras vagas de instruego
elementar do 1 grao do, sexo masculino, men-
cionadas no edital de 3 de novembro do anno
passado. Sao pois convidados os Srs. que se
acham habilitados na forma da lei a vir inscre-
ver-se e a comparecer nesla repartigo no refe-
rido dia e hora.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 28 de Janeiro de 1861.
Salvador Heorique de Albuquerque.
Secretario interino.
Dia 5-
Dia
fl A noite clara, vento E regular at ao amanhe-
cer que rondou para o terral.
oscillacao da har.
['reamar as 6 h. 6' da tarde, altura 6,8 p.
Baixamar as 11 h. 54' da manha, altura 1, d.
Observatorio do arsenal de marinha, 29 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STEPPLB.
1 tenente.
Declaraos.
Editaes.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonceca, cavalleiro da
Ordem do Christo juiz de orphos e ausentes da
cidade do Recife e seu termo por Sua Mages-
lade o Imperador que Dos Guarde etc.
Fago saber aos que o presente virem que re-
qaerimeuto de D. Maria Annunciada do Carmo
Rocha Costa, procedeu-se a exame de sanidade
na pessoa de seu marido Joo Ignacio Rodrigues
da Costa, e subindo os autos minha conclusao
nelles dei a sentenga que abaixo vai transcripta.
Em vists do exame de sanidade constante do
auto de folhas sete de que se evidencia que soffre
de demencia civil Joo Ignacio Rodrigues da Cos-
ta declaro a este por incapaz de continuar na
administrsco de sua pessoa e bens. E porque
pelos depoimentos de folhas onze & folhas
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico que do dia 1. do fevereiro vindouro em
diante se principiara a contar os 30 dias uleis pa-
ra pagamento bocea do cofre dos seguintes im-
postas : 12 0[0 sobre as lojas a retalbo, armazens
de fazendas, tabernas e casas de leilo ; 4 OO
sobreosarmazens derecolher, botequins, hoteis,
casas de pasto, typographias, prensas de algodao,
cocheiras, cavallarigas, e todos os mais estabele-
cimentos em que houverem gneros exposlos i
venda ; 200J sobre casas de cambio, 50$ sobre
casas de modas, perfumaras, de chapeos fabri-
cados era paiz estraogeiro e por casa de jogo do
bilhar ; o bem assim o imposto sobre carros, m-
nibus e carrosas, lano do servigo particular co-
mo de aluguel. Msa do consulado provincial
28 de janeiro de 1861.Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Directora geral de iustruccao publica.
Por esta secretaria se faz constar aos Srs. pro-
fessores e directores de estabelecimenlos particu-
lares de instruego primaria e secundaria de am-
bos os sexos abaixo mencionados, que oa mappas
de seus alumnos relativo ao ultimo trimestre do
anno passado, anda nao foram entregues nesla
reparlico ; o que deviam effectuar com a maior
urgencia, para nao iocorrerem oa mulla deter-
minada no art. 100 la lei n. 369 de 14 de maio
de 1855; advertindo que os mappas dos alumnos
de instrueco primaria, devem ser separados dos
mappas dos alumnos de instruego secundaria, o
todos assignadoi.Assim o determina o Illm. Sr.
Dr. director geral.
Secretaria da instruego publica de Peruambu-
Nemes a que se refere a dectaraco aupara :
Padre Thomax de Santa Mariana de Jess Maga-
Ihes.
Bernardo Pernandea Vianna. "'
Dr.AmercoNetto de Mendonga.
Dr. Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa.
Padre Joo de Reg Moura.
Alexandre Jos Goncalves de Miranda. .
Antonio de Padua Hollanda Cavalcaoli.
Joaquim Theolonio Soares de Avallar.
Francisco Jacinlho Sampaio.
Jos Joaquim de Moraes Navarro.
Joaquim Borbosa Lima.
Francisco Antonio Cesado de Azevedo.
Padre Francisco Peixoto Duarte.
Manoel Fonseca de Medeiros.
Eslevo Xavier da Cunha.
Dr. Anlonio Caelano de Moraes Navarro.
Manoel Francisco de Honorato.
Antonio Joaquim de Passos.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barro:
Aogelo Francisco da Costa.
Salustianoda Silva Cajueiro de Campo.
Padre Joo Servulo Teixeira.
Luiz Emigdio Rodrigues Vianna.
Manoel Alves Vianna.
Zeferlno Aureliano de Figueiredo Mello.
Francisco de Freitas Gamboa.
Jos Maria Machado de Figueiredo.
Padre Francisco Joo de Azevedo.
Dr. Americo FeroandesTrgo de Loureir
Thomazia de Alhayde Albuquerque.
Isabel alaria da Cnceigo.
Ignez Pereira Guimares.
Maria Marliniana de Campos Oliveira.
Francisca Una de Oliveira Santos.
Joaquina Delflna de Mello.
Candida Clemenlina Cesar Duarte.
Antonia Maria da Rosa.
Mafalda Augusta Pereira.
Amelia Elodia Lavioire.
Florinda Maria do Nascimanto Barros.
Joaquina Lourenga daConceigo Luna.
Alexandrina Candida Gonzaga da Rocha:
Filippa Josepha dos Prazeres Santos.
D. Josepha Candida Soares Vilella.
D. Francisca Xavier Carnelro da Cunha. .
Caixa filial.
De ordem do Exm. presidente da cai-
xa filial do banco do Brasil nesta pro-
vincia, se faz publico para conheci-
mento dos Srs. accionistas, que o the-
soureiro da mesma caixa esta' autori-
sado a pagar d'ora em diante o IV di-
videndo relativo ao semestre findo em
31 de dezembro p. p.. a razSo de lOfl
por accao de conormidade com as or-
dens recebidas da caixa central.
Caixa filial em Pernambuco 15 de Ja-
neiro de 1861.O guarda livros,
Ignacio Nunes Correia.
L/VSV3 <*#- w*r avisan wuu w u t u 0 UOZt, WCVIVHU* *". y" *r paviiva W VI ABO UJWll"
. quejulgo porsenlenga, provou D. Maria innun- co, 29 dojaneiroide 1861.O secretario interino,
40 de cera em Telas, 3 de rucu seceje, 10 e ciada do Carmo Rocha Cosa, nulher daquelle j Salvador Henrique de Albaquerque.
tnirante> pretende seguir com muiU brevidade,
tem parte de sua carga prompta: para o resto
quelhe falta, trata-secom os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu eacriplorio, roa da
Crux n. 1. r
Para o Porto.
segu at o Ora do corrente mez o brigue S Ma-
noel I ; para o resto da carga e paasageiros. pa-
ra o que tem excellentescommodos, trata-se com
o consignatario Manoel Joaquim Ramos e Silva,
ou com o capilo na praga.
Avisos martimos.
Para Lisboa*
sahir com brevidade o brigue portuguez Bella
Figueirtnse, capito Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passageiros, para os quaes tem excelen-
tes commodos, trata-se com os consignatarios F.
Severiano Rabello & Filho, largo da assembla
numero 12.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muila brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quem quizer carregar, di-
rija-se a Dallar & Oliveira, ra da Cadeia do
Recife o. 12.
Para Cear.
O hiate Sergipano j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Mirtios & Ir-
mo na ra Nova n 48, ou com o capilo Uen-
rique Vieira da Silva.
1
Para a Babia segu em poucos dias o palha-
bole nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
Para o Cear, Ma-
ranhao e Para.
O hiate nacional Rosa, recebe carga para os
portos cima e seguir em poucos dias, trata-se
com J. B. da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
n. 23.
Rio Grande do Sul
O brigue Prioceza anda recebe alguma car-
ga : trata-secom os consignatarios Marques, Bar-
ros S L largo do Corpo Santo n. 6.
Para o Rio de Janeiro.
o patacho S. Salvador anda recebe alguma
carga miuda : trata-se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Sanio nu-
mero 6.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate Dous Irmos ; para carga, trata-
se com Martins & Irmao na ra Nova n; 48, ou
com o mestre Joaquim Jos da Silveira.
o Rio de Janeiro
pretende seguir no dia 31 do corrente mez a bar-
ca nacional Rio de Janeiro ; para carga miuda,
e passageiros, para o que tem muito bons com-
modos, e escravos a frete, trata-se com Antunes
Guimares & C, no largo da Assembla n. 19.
Para a Figueira
com escala por Lisboa, pretende sahir no dia 31
do corrente por ler a maior parte de seu carrega-
mento prompto, o veleiro e bem conheciio pa-
tacho portuguez Mara da Gloria, capito An-
lonio de Barros Valente, ainda recebe alguma
carga e passageiros, para os quaes tem excelen-
tes commodos; a tratar cora os consignatarios
F. Severiano Rabello & Filho, largo da Assem-
bla n. 12.
Segu para o Ceir at o fim do presente
mez, o veleiro cter nacional Erna, visto j ter
grande parte da carga prompta : quem pois nelle
quizer carregar ou ir de pasaagem, pode enlen,
der-se com o respectivo Manoel Joo Antunes da
Silveira, no trapiche do algodao, ou a bordo do
dito navio.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sanl'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se com Gurgel Irm&os, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
Para
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecide brigue escuna Jovem
Arthur, pretende seguir com muita brevidade,
tem dous tercos de sua carga prompta: para o
resto que lhe falla, trata-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio
ra da Cruz n. 1.
IPMA
Rio de Janeiro
o bem conhecido e veleiro brigue nacional Al-
COMPANIIIA
DAS
Nessageries imperiales.
At o da 1 de fevereiro espera-se dos porlos
do sul o vapor francez Guienne, commandanle
Enout, o qual depois da demora do costme se-
guir para Bordeaux. tocando em S. Vicente e
Lisboa, para passagens, encommendas etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
C0MPAMI4 PERNA1BUGANA
Navegaco costeira a vapor.
? "Por Pcrsinunga, commandante Moura, se-
.. *.9"n p8ra 9 P0rl08 do sul de sua escala
do da 5 de fevereiro s 5 horas da tarde.
Kecebe carga at o dia 4-ao meio di. Dinhei-
ro e passageiros at o dia 5 s 3 horas. Escrip-
torio no Forte do Mattos n. 1.
Para o Rio de Ja-
neiro
Segu em poucos dias o patacho nacional Lui-
za, s falta-lhe 3,000 arrobas de carga, recebe
escravos a frete e passageiros, trata-se com J.
B. da Fanseca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
COMPANHU PERMffiHJCAM
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Iguarass, commandanle Moreira, se-
gu yiagem para os portos do norte at a Granja
no dia 7 de fevereiro s 5 horas da tarde.
Recebe carga at o dia 6 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a frete at o dia
Tas2 horas da tarde. Escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
COMPANHA BRASILEIR4
DE
Espera-se dos portos do nerte a o dia 4 do
corrente o vapor Tocantins, commandanle o
pimeiro-tenente Jos Candido Duarte, o qual
depois da demora do coslume seguir para os
porlos do sul,
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
Mendes
Leiloes.
LEILAO
DE
O agente Hypolitto da Silva fara' lei-
lo por conta e risco de quem perten-
cerde um sortiment de miudezase al-
gumas fazendas recommendaveis as
quaes se acham em seu armazem onde
tera' lugar o referido leilo : no dia
quarta-feira 30 do corrente as 11 horas
da manha.
LEILO
Quarta-feira 30 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelos credores de
Manoel Teixeira de Miranda far leilo do bote-
quim da ra das Crines n. 41, consistindo em
armarlo e gneros do mesmo estabelecimento :
quarta-feira s 11 horas em ponto.
Leilo
Hoje, 30 do corrente
O agente Camargo fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer na
porta doSr. Annes defronte da alfan-
dega
DE
50 caixas com queijos lamengos de-
sembarcados ha pouco, as 11 horas
do dia.__________
Avisos diversos.
Desoja-se fallar com o Sr. Joo Francisco
de Attayde, na ra do QueimaJo, loja n. 14.
Pede-se ao Sr. Christovo de Santiago do
Nascimento o favor dirigir-se a ra dosMarlyrios
n. 36, a negoci de seu ioteresse.
Pede-se a pessoa que achou um masso de
papel, contndo duas certidees, urna relaco, o
mais em oulro papel, perdido desde a ra estrel-
la do Rosario at o caes de 22 de Novembro (ou-
tr'ora Passeio Publico), o querr por favor resti-
tuir, enlrgando-o a seu dono na ra estrella do
Rosario n. 21, segundo andar, que muito lhe
agradecer, visto que os ditos papis s servem
para elle.
Jos de Azevedo Maia e Silva declara pelo
presente a quem interessar, que deixou de ser
procurador do Sr. Francisco Ramos Maia desde
hoje.
Aluga-se para um bomem solteiro um
coziuheiro, prefero-se a escravo : na ra da Im-
pera triz o. 8, terceire andar.
Alugam-se o primeiro e segundo andares na
ruado Livrameoto n. 19; a tratar na mesma
casa.
No dia 22 de Janeiro do corrente anno fri-
gio um escravo cabra, natural de Ingazeira. de
idade 25 anno?, pouco mais oa menos, altura
regular, pernas finas, levando camisa e calca de
riscadinho azul, e de sobresalenle calca de ganga
parda e cimisa de madapollo, chapeo de fellro
preto ordinario : quem. o pegar, dirija-so a ra
da Palma n. 25, que ser generosamente recom-
pensado.
flert^mbucAtia
Amanhla. 30 do carrele, s 8 horas da aoite,
"?er* aeaso extraordinaria da assembla goral,
atim de se tractar de negocios de magno inte-
resse que afflue a existencia desla associacio :
convido portanlo aas SrS. socios effectivos a com-
parecerem a esta sessao, alienta a importancia
do assumplo.
Secretaria da AsSociaco Typographica Per-
nambucana, 15 de Janeiro de 1861.
Jdvencio Cesar,
___________ 1" secretario.
Jos ferelra da Cunha^eusfllhose
georo, agradecem cordialmeole a todas
aquellas pessoas qu tomaram parte no
golpe doloroso porque passaram pela pre-
matura raorle de sua chara esposa, mii e
sogra D. Maria Libania de Lemos e Cunha,
manifestando soas amizades e sen timen tos
na existeucia que fizeram das exequiaa ce-
lebradas na eapella do cemiterio publico.
Convidara aos mesmos seus amigos que
quizerem assistir a missa do stimo dia, a
qual ser celebrada na mesma eapella
amanha 31 do corrente s 7 horas da ma-
nha.
Na estrada do Mangumho sitio
da viuva Carvalho, ha para alugar ou
arrendar pelo tempo que se convencio-
nal-, um grande quadro de trra fresca
e frtil, proprio para a planta cao do ca-
pim: os pretndenos dirijam-se ao
mesmo sitio, que acharo com quem
tratar.
H
Gratifica-se bem.
Fugio um criado de noroe Elesbio
Francisco de Barros, natural do Cear,
idade 14 annos, grosso, baixo, cabeca
chala, cabellos carapinhos, olhos gran-
des o abotoados, sobrelbos largos, cara
larga e achatada, levou camisa branca de
madapolo e caiga branca, indo levar um
cavallo alaso ua ra do Cotovello no dia
20 do corrente, dahi fugio e presume-se
que esteja em algum dos arrabaldes da
cidade : quem o pegar e levar ao colle-
gio Bom Conselho, ser muilo bem ra-
tificado.
Precisa-so de um bom refinador-, a tratar
na refinacao da ra Imperial n. 162.
Transfere-se a assignatura de 10:000|000
(5.000S realisadu) da sociedade em commandita
Araorim, Fragoso, Santos & C, perdendo-se o
direito ao dividendo que se tem do fszer no pr-
ximo mez de fovereiro : quem pretender an-
nuncie.
O abaixo assignado dospedio-se da casa dos
Srs- A. L. dos Sanios & Rolim.
Joaquim Luiz dos Santos.
COMPANHA DA \IA FRREA
no
/tecife a Sao Francisco.
Aviso
No dia 3 de fevereiro ha festa de S. Sebastio
na Villa do Cabo. Os bilhetes de ida e volla
crnitlidos nos dias 1, 2 e 3 do direito a volta no
dia 4 a tarde. A partida dos tren ser regula-
do pela tabella j annunciada igual a que se
segu :
DIASDETIUBALHO.
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
Manha
8 30
1ABALHO.I MlK
Tarde. I Manha.
4 30~ 7 30
Tarde.
6 30
Volta da Villa do Cabo.
DIAS DE TRABALUO. |
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
Manha.
7 0
Tarde. I Manha. \ Tarde.
3 0
6 0
5 0
AssignadoE. II. Braman,
Superintendente.
Oeseja-se saber onde reside o Sr.
Ulisses Justiniano de Oliveira : na ra
da Cadeia do Recife n. 15, loja.
Vende-se urna parelha de burros
muito unnsos chegados hontem do ma-
to : para ver na coebeira do Sr. Malvei-
ra e tratar na ra do Imperador n. 67r
segundo andar.
_ Antonio Goncalves de Albuquerque, cida-
do brasileiro, vai a Macei a negocio.
Precisa-se de 10:0008 a premio, dando-se
para garanta um predio de tres andares, sito em
urna das principaes ras do commercio desta ci-
dade : quera pretender, dirija-se a ra do Quei-
maJo, loja n. 23,que abi achara com quem tratar.
AUeno.
Aluga-se o segundo andar e solo do sobrado
da ra da Cadeia do Recife n. 60, com as preci-
sas comraodida.des para familia : a tratar as lo-
jas do mesmo.
Thomaz Harris, subdito inglez, val para a
Baha.
Precisa-se de urna ama para urna casa de
duas pessoas : na ra da Iraperatriz n. 54.
O abaixo assignado faz sciente a quem in-
teressar possa, que ni data de hoje comprou a
D. Calharina de Serpa Brando, por concenso de
seu marido Euzebio de Paula Pinto, urna escravs
crioola de nome Isabel, como consta do papel de
venda : toda a pessoa que se achar com direito
dita escrava, compareca com seus documentos
na esquina do becco da Carvalha, taberna n. T,
no prazo de8 dias, (indos os quaes se nao res-
ponsabilisa, e nem altender a pessoa alguma
quequeira allegar direito ou dominio na dita es-
crava, e para nao allegarem ignorancia fazo pre-
sente anouncio. Recife 28 de Janeiro de 1861.
. Manoel Pacheco da Silveira.
&ILM
Precisa-se de urna ama que sirva para conj-
urare cozinhar: na rus do Fogn.35.
Joaquim Luiz dos Santos deixou de ser cat-
xeiro da casa de A. Luiz dos Santos & Rolim des-
de o dia 29 do corrente.
Offereco-se um rapaz que escreve ptima-
mente ; o mesmo so ofterece tambem aos senho-
res negociantes para cobrar -dividas pelo centro
ou oa capital; assim como precisa-se da qoaotia
do 70$ sobre osservicosde um preto vello, mui-
to bom para trabalhar em sitio : quem preci-
sar, annuncie ou dirija-se a ra da Lapa n. 13
terceiro andar. '
Roga-se ao Sr......que no dia 29 do cor-
rele levou por engao um chapeo de sol novo e
deixou um velho em seu lugar, na occasio em
queguardaram ambos om urna gaveta que o sq-
nhor sachristo da matriz de Sanio Antonio deu.
para serem guardados, queira ter a bondade de
desfazer este troco coa o mesmo senhor sachris-
to ; se o nao flzer ser seu nome publicado pan
a repetico do mesmo pedido.
Precisa-se de urna ama boa cozinheira para
dous mocos solleiros : a tratar oarua do Crespo
numero 18.
Roga-se ao Illm. Sr. Joo Maria deMoraes
Navarro,j queso Ignora a sua reaideocla, o fa-
vor de vir a taberna da ra do Arago n. 36, a
negocio.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.3


DIARIO OS PEENIBCO. QUARTA FEHU 30 fi JASEIRO DI 1961.
(i
-f
Consultorio medicocirurgico
DE
JOO DA SILVA RAMOS.
Medico pela universidade de Coimbra.
O dcsejo de prestar as pessoas menos abastadas da tociedade os recursos necesaarios para o tratamento de suas enfermidades, suggerio-me a
idea de estabelecer um coniultorio medico cirurgico onde os doentes lerao em troco do urna pequea renumeracao nao smcntc o exame medico, mas
tambera os medicameotoa neccssartos.
Os remedios sero fornecidos pela acreditada pharmacia do Sr. Joaquim Martinho da Cruz Corris, com quera tenho contralado, como se costu-
ras fazer para e fornecimenlo dos hospitaes, dar os medicamentos exigidos as receilas por precos mdicos:
As qualidades dos remedios me merecer sempre toda a silencio e posso afflrmar que ser sempre superior, nao causando o baixo proco pre-
juizoalgumao pharmaceutico pela quartidade maior de receitas que dever aviar.
A consulta e o medicamento custaram a quantia de IjJOOO, pago em rninha casa;
Posso ser procurado para estas consultas na casa de minha residencia na ra Nova, das 3 s 5 horas da larde, menos nos das santificados.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA [PABEDLMA @ B- ?WiHN
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTOiV,
Imico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIA.DE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi mir aculo so effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infarmidade
pende directamente do estado desle floido vi-
TtL. Isto ha de ser. visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quautidade do sangue n'urahoraem d'es-
xa tura mediana est avaliada pelas as primoiras
autoridades om vinte e oito arralis. En ada
pulsarlo duas oncas sahem do corceo nos bofes
e dalli lodo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos do qoatro minutos. Urna dis-
pasico extensiva tem sido formada a destinada
com almiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corrbnte db Vida per todas as
partas da erganisacao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
f o ate de'rafermidade o do saude.
Seo sangue por cansa alguraa se eraprenha
do materias ftidas ou csrromptdas, di Runde
com Vsxocida.dk elctrica a corrupto as
mais remotas e naais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras o para dame pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at ceda orgo o cada teagem se faz completa-
mente saturado desordenado. Desta maneira
4 circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de Joenca. Nao obstante pede tara-
bem obrar cora igual poder na criaco de saude.
Esvessa o corpo infecionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no systerao nervoso
ou glan luloso, ou muscular, sa somonte o san-
-gu p le fazer-se puro esaudavel ficar superior
dojnja e inevitavelmente expellir da cons-
tituido.
O grande raanancial de doenca 6 entio como
d' aqui consta no fluido circulante^ nenhum
medicamento que nio obra directamente sobreal-
ce para purificar e reneva-lo.possuoalgum direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE 1 O SANGUE 1 O ponto DO q'tal
se ha raysler fixar a attencao.
O ORIGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assigrwntes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original
exterior do papel verde
No esoriptorio do proprieta rio, 212 Broadway,
em na botica da rea Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
New-York, bavemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, eonsideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Or. Townsend. o
qualprimeiramente sob este no me fo i a presen-
tado ao publico.
BOYD d PAUL, 40 CortlandiStreet.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS* HAZARO, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & i. F. TRIPPE, 02 Maiden Lae.
GRAHAM de Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R,B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
IACK.S0N, ROBINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERBILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, 104 &
106JobnSt.
LEWIS & PR1CE. 55 Pearl Street,
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 ster.
House, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Streot.
POU & PALANCA, 06 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RST & HOUGHTON.83 John Street.
I. MINOR s, CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corllandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES4 CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDCSER, 178 Groenwch
Street.
H ASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK Si Co.49 John Street.
CONHECEMOS AARYORE E SUASFRU-
TAS
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Efeor
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO POYO"
Adata-so tao maravilhosamenle a constitu cao
que pode ser utiiisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1DA0,
ALIMPA.
Esto medicamento celebrado que to grandes
servioos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabricas na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a iaspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York.cuja eer-
tidao e assignatura se acba na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL (E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSAPARR1LHA
DO DR, TOWNSEND.
O grande purlcador do sangue
CURANDO
O Herpes I A Hydropesia .
AHerysipela, AImpingb
A Apstriccaodoven- As Ulceras,
FOIHIIH1A8 E MU.
Acham-se venda na Uvraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeelesiastico e civil para o
bispado de Pernambuco.. .- 160 rs
Dita de algibeira contando alm do kalendario eeelesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento o occaso do sol
ditas dos emolumentos do tribunal do eommereio;
ditas do sello; ditas do porte das carias; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna eolleceao da bellos e divertidos
80S de prendas, para entretenimento da mocidade. 820 rs.
Dita dita .... MRtendo alm do kalendario eeelesiastico c'rvil, expli-
ea(o das festaa mudaveis, nolicia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas doa emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se rennio o
modo de conessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexla-feira da Paixo, (em portugus), preco. ....
Ditado altianak civil, administrativo, eommercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se militas alteracoes, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudanzas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
DO
RECIFE A S. FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeiUvel publico que do da 1*
de fevereiro al ou tro aviso o Irem que parte da
estaco das Cuco Ponas s 8 \\2 lio mi da ma-
nhaa correr somente al a Villa do Cabo, e o
trem que at agora lem aahido da Esosda 1 J4
homi da tarde ser dscoolinuado, mas sahii
do Cabo s 3 horas da tarde como co*lumv
As horas da partida dos trens sero reguladas
pela tabella seguiute :
320 rs.
11*000
umm
wmimiM
s
09
TRE,
As Alporcas
OsEffeitos doazod-
GB,
Dispepsia,
AS DoENCA*,DriGA-
do,
0 Rheumatismo,
As Chacas
A Dedilidade geral
As Doencasde pellb
AS BORBCLBAS NA CA-
RA,
As Tossesi,
a genuino extracto do Dr. Townsend tem a
Os Catarhos, As Tsicas, etc.
OExtraoto acha-sec.ontidoemgarrafas quadra-
das e garante -se ser mais forie emeihor em to-
do o respeito a algum outro purificador do san-
gue., conserva-se em lodos os climas por cer-
lo sspaqo de t-empo.
assignatura e a cerlidedo Dr. J. R. CfaHrton, na capa
New York, e em Pernambuco na ra da Cruz a. 21 escriptoric andar, taro-
CASA DE BANHOS
___________________ so _____
Assignatura da baohos fros, raornos.de choque ou ehu viscos (para una pessoa)
tomados om 30 dias consecutivos. ,.......:.... 109000
30 cartoe* ora es ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 15S000
15 Ditos dito dito dito ...... 000
7 > ...:.. 4000
Ranhosavulsos, aromticos, silgado* esulphurososaosprecos annunciados
Estare,lueco de precos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagens qu-e resultam
^da frecuencia de um estabeleciraenio de urna utilidadei ncontestavel, masque infelizmente nao
. astando em nosso* hbitos, ainda pouco conbecida eapreciada:
O Sr. alferes Thom'G. Vieira
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
pliia, que se llie precisa fallar.
Com o descont de 5 0|0 trocam-se as s-
dalas de 10 e 3$, das que s podem ser trocadas
do thesouro geral desta provincia, com o descon-
t de 10 0|0, na travessa da Madre de Dos n. 17,
das t horas da manhaa s5 da tarie.
TABAC CAPORAL
Deposito das mauufacluras imperiaes deran^a.
Esteexcelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Moya n. 93, ESQUINA DA
GAMBOA DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a 19000 eem porijo de
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento aeha-se tamben
* verdadeiro papel de licu para cigarros. -
Deposit

EAU MINERALE
NATURALLZDE VICHY.
Deposito na botica(ranceza ra da ixuz n.22
NO
FUNDICAO D AURORA.
Seus propietarios offarecem aseus numerosos freguezes e ao pubbico em geral, toda equal-
quer obra manufaturada em seu reeonhecido eslabelicimenlo a saber .machinas de vapor de todos
os lmannos, rodas d'agua para engenhos, todas de ferro on para cubos de madeira, moendas e
meias moendas, tachas de ferro batido a fundido de todos os tamaohos, guindastes, guiaehosee
bombas, rodas, rodetes aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodo. prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
nho3 de vento, arados, cultivadores, pontos, cadetras e tanques, boiaa, alvorengas, botes e todas
as obras de tnaehmismo. Exeeuta-se qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenbos ou
/noldesque para tal fien forem apresdntados. Recabem-se encommendas nesta estabelecimento na
rus io Bram n. 28 A o na ra do Collegio hoja 4o Imperador n. 65 moradia do eaxeiro do es-
tabelecimento Jos Joaquim ja Costa Perejra, com quera jOS-pretendentes se podem entender para
qualquer ?br.
Trovador.
O proprietario deste estabelecimento desejan-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus froguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobitbar de mognoe o lem a
disposco des amadores desso bello pasea lempo
a todas as horas do da e da noite. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexarao de fre-
cuentar constantemente o seu estabelecimento,
concorrendo assim para que seus exfnrcos sejam
coroados de bom xito. Ra larga do Rosario no-
mero 44.
ROUBO.
Roubaram da casa da ra da Senzalla-veiha
n. 60 as 5 para 6 horas do dia 22 do corrale,
dousrelogios, um patente suisso e o outro ori-
zontal com os signaes seguales : o de ouro de
o. 5l33, todo lanado, por fora de um lado,
tem urna figura de um cavallo, urna arvore o
uma moca offereceudo um ramo de flores a um
animal, dentro da eaixa Um um esmalte azul
claro, dentro lem os signaes, detache de Lener
13 Jewets Mands M. J. ToviasA C, Liverpool
o de prata 6 n. 18026, levou pendurado uma
liga de arado encastoado em ouro, sendo tudo
reubado de cima de uma banca. de ouro es-
lava dentro de uma caizinha. Por tanto, roga-
se aos Srs. relojociros ou a qualquer pessoa a
quem os ditos relogios forera oTerecidos do os
preheoderem e os levar na raesma casa en-
tregar a Jos Joiquiro Fernandes da Rocha, ou
na taberna n. 9 da-ra da Senzella-novs.
- D-se dioheiro a juros sobre penhores de
ouro e prata, em pequeas quanlas : na ra da
Cadea do Recite o. 24, segundo andar, das 7 s
9 horas da manba, e daa 4 s 6 da tarde.
Companhia de seguros
equidade.
Estabelccida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per*
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia.
seguros de todos e pata todos os portes I
conhecidos, sobre embarcacoes de qual-
quer parte e-a precos muito razoaveis :
agencia ra do Trapichen. 26.
Manoel Ignacio de Oliveira A Filho sacara
sobra Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apolle- n. 28, sacg sobre a
cidade do Porto.
\.L.. SANTOS ^ROLIM.
Scientifcam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo eslabelecimeato de fa-
zeudas que tinhaiu ua ra do Crespo n. 13 e do Imperador
q. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Ilm. Sr. com-
mendador Magalhaes Bastos, onde continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEIMADO N. 31.
.5
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K
z
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as
O
lasa
SS5?
wOOQOQOOQC^9>
O

Saques pelo vapor francez
Carvalho, Nogueia & C. ra do Vigario n. 9,
primeiro andar, sacara qualquer quantia sobre
Lisboa e Porto.
% Dentista francez.
Paulo Gaigooux, dentista, ra das La-
g /angeiras o. 15. Na mesnia casa tem |
0g agua e p deatifico.
Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem recorhidos dous burros, igoorando-se a
quem perlenccm: quem fdr seu dono pode pro-
cura-Ios.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Oarrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando se a actual residencia
do Sr. Jos Mana de Oliveira e Silva
natural de Lisboa, que oi guarda do
gabinete portuguez de leitura e ultima-
mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Guimaraes, roga-se lhe queira
comparecer a ra do Crespo Ioja n. 20
A, que se lhe deseja fallar.
ASSOCIAQAO
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaeo dos Captivos.
Quarla-feira 30 do corrento, as 6 horas da tar-
de, haver eesso do conselho admioislrilivo
desta sociedade, para a qual sao convidados to-
dos os seohores cooaelheiroa.
Secretaria daa Associarao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Captivos 28 de Janeiro
de 1861.
Joo da Costa Braga,
1." secretario
Aluga-se a loja da ra do Livramenio n. 17,
com commodos para familia, e armario propria
para qualquer negocio por ser toda envidracada,
e est muito afreguezada, para calcado, por ser
esse o negocio que tem tido : a tratar ns praca
da Independencia us. 1 e 3.
Previne-se que pessoa alguraa faca tran-
saeco. pois ser considerada nata, com duas
letras sacadas por Lopes Irmos, e aceitas por
Tbomai Gomes da Silva, do Rio Grande do Nor-
te, uma de 528J para 24 do marco, e outra de
700(790 para 24 de julho, pois perderam-se oo
sabbado 26 do correle, a bordo do vapor Ja-
guaribe.
O bacharel Manoel NetloCarneiro de |
Souza Bandeira abri ua villa do Cabo o 1
seu escriptorio de advocacia, ra da ma-
triz casa amarella, e ahi ofl'creca os ser-
vidos de sua proflssao mesmo aos habi-
tantes fora da comarca que tiverem al-
guma questao para aquelle foro.
F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, eslabelecido na ra do Catinga n. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
acaba de receber urn bello sortimt-njo de alQne-
Us de ouro de lei para retratos. Entre essesal-
linetes acham-se atuilos com folhageos e flores
de ouro de cores, ouiros com perolas, coraes e
pedras, e alguna para brilhantes. Os pre;os des-
sasjoias sio mui razoaveis. Na mesma casa con-
tinua-se a tirar retalos por todos os svsleraas
photographicos.
Notas
de
5000ede 1{000 de uma
figura.
Trocam-se estas nnlaspor gneros, no estabe-
lecimento de Sodr 4 C, ra estreita d Rosario
tambem se veodem as bellas uvas de Ha
n. 11
marac.
CONSILIARIO
DE
Joo da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
meu consultorio estara' aberlo todos os
dias das 9 horas as 11 da manhaa e das
3 as 5 da tarde. As petsoas que man-
daren! procurar-me, terao bondade
de dirigir os chamados porescripto pa-
ra aloja de louca defronte da casa de
minha residencia ua ra Nova.
Acha-se a berta a matricula d'aula
publica de Iatim da freguezia de San
Jos desta cidade, e o seu exercicio tera'
comeco no da 4 de fevereiro prximo
futuro: os inteiestados dinjam-se a'
casa do respectivo protessor sita no lar-
go do Terco n. 33.
Uma pessoa que nao pode ir ao
iVIanguinho fallar ao Sr. Manoel Efige-
neo da Silva, roga-lhe queira annunciar
onde o pode procurar nesta cidade,
visto nSo ser permittido fallar-selhe na
alfandega.
Uma mulher parda de boa conduela se
ouerece para ser empregada no exercirio de en-
gomroadeira, em alguma casa de familia : para
tratar na ra da Cruz n. 43, segundo andar.
Precisa-se de um oulcial de pharmacia, na
pra?a da Boa-Vista n. 2. botica de Jos Maria
Freir Gameiro.
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_____________________w t- o r> s.
AssignadoE. II. Bramah,
Superintendente.
Pedro Orter de Camargo. scientfica ao res-
peilavel publico e corpo de eommereio. qna dei-
xou de ser caixeiro do Sr. Antonio Pereira da
Alugam-se para armazero ou casa, dons
escravos, urna e.crava que roznha e engorcroa
vendem-se travos de 40 a 60 palmos : na ra d
Imperador n. 50, ten tiro andar.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da
ra Nova n. 19.
Pfecisa-se de uma sala para escritorio
as ras do Collegio, larga do Rosario e Quei-
mado; quera a tiverpara alugar, deixe carta nes-
ta typographia ou annuncie para ser procurado.
. Precisa-se de uma ama para comprar e ro-
zinhar : ca ra de Aguas-verdes n. 86, primeiro
andar.
Aluga-se
Jos Jeronymo Honleiro agradece a to-
dos os seus amigos que se dignaram assis-
tir aos ltimos sufTragos feitos a sua pre-
zada rai na capella do cemilerio e os con-
vida para a misas do stimo dia que ser
[celebrada na mesma capella pelas 8 horas
da mahaa do dia 30 do correle.
uma pequea casa terrea ua ra da Nascenlc: a
tratar na ra do Queimado n. 53.
NOTICIA.
A. Cowper, cnsul de S. M. brilannica. decla-
ra que tendo cedido a consiguaco do brigue in-
glez Mary Winch, nao se responsabiliza mais
por qualquer debito a que o mencionado navio
esteja sujeito.
In pursuance wilh lhe act 6 Geo IV cid
87 a meeting of Brilish Residenls will be held"
at lhe Brilish Coosulate on Thursday next ih
31 al inst al 12 oclock (ooon)
Brilish Consulale.
Pernambuco 26 de jaouary 1861.
Arrenda-se ou vende-se uma propriedade de
excellente producSo com terreno suOlcirnle para se
levantar um engenho d'agoa, ou para qualquer
outro gfero de cultura, distante uma legua da
lerceira estaco da estrada de ferro: a entender-
se com seu proprietario no engenho Brejo.ou com
o bacharel Christovao Xavier Lopes.
Precisa-se de um homem pralico para to-
mar conta de um excellente sitio de fruleiras e
verduras em um engenho distante legua o meia
da lerceira estarlo da estrada de ferro, a quem
se far boas vantagens : a enlender-se na ra
estrenado Rosario n. 23. S andar, ou no en-
genho Brejo, de Serinhaen.
LICOES
DE
Precisa-se de um bomem casado que saiba
prmeiras lellras, grammaliea e alguraa cousa de
msica, para ensinar em um engenho no muni-
cipio de Barrelros desta provincia : qnem ge jul-
gar habilitado, dando attestado de sus conducta,
dirija-se das 9 s 11 do dia i roa do Cabug, Io
andar, casa do retratista braslleiro o Sr. Vilella,
que chara com quem tratar, ou nesta typo-
graphia.
JOIAS
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabugi n. 1 A, partici-
pa sos seus amigos freguezes e ao publico
geral, que se acha soriida das ma
cadas obras de ouro e prata, e q
com o negocio, est resolvido a v
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensioo pralico de escripturaco eommercial
por partidas dobradas a de aritbmetica, dirigido
pelo abalxo assignado, coutina a runecionaj- re-
gularmente as linarias e sabbados de cada se-
mana, daa 7 horas s 9 da noite.
As pessoas qao desejaiem ter conhecimento do
a's bellas SdelU 10OT "fendaa malerias, queiram dirigir-
is oeiias o den- 8e 4 caga do annunc ante, na ra Nova n 1i p
ende"'".'.'?:: ^ "f"' ? -.' r" iel"- '*&
rantindo as diU ta eI'ro.-" f'C 8y,,em' de criplurar os
obras, pa'ssando conU' com' reabo. declarando a ^omT'IIS^iV^" dobrad". u.e s6
qualidade, e compra ou troca obras velhas. pa- lTnP" def"orecidas do1 menor grao leinielli-
gencia serio capases de oao reconhecerero a ver-
dade do expeodMo logo as prmeiras lices qua
gando o onro por mais do que em ontra parto.
Joio Vieira de Cirvalbo, subdito portuguez.
retira-re psrs o Rio do Janeiro.
receberen do balso assignado.
U. Fonuea it Meinrot.
-____


w
M1RH> DE fEfiHAWTrCO. QUtfftTA FEH'W OC JtR* DI ..
Compras.
Goiupram-se escravos.
Compram-se, vendis-ae. e trocam-ie escrvos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primerro andar .
Comprara-te moaatas de euro brasileiros de
209 ; no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
veira A Filhos, largo do Corpo Sanio.
Compram-se escravos
sendo do sexo masculino, mocos, de 12 a 20 an-
uos de i lado, e sadios : na a da Imperalriz n.
12, luja.
Compra-se
na praca da Independencia n. 22, notas de 19 e
5000 vclhas, com mdico descont. _
Compra-se urna gra'de de madevra com ba-
laustres para escritorio : na praga da lndepen-
dencia n 22. toja.
Cmpram-se moedas do ouro de 209 : na
ra Nova n. 36.
Vendas.
Vende-se um pulanquiaa leire e
cm bo'.n uso : na ra de Queimado n.
12, prtmeiro andar.
Vendem-se 20 aceces da cornpartbia do en-
canamenlodas aguas: a tratar a ra do Quei-
ma Jo n. 12, primeiro andar.
Pechincha
pira os senhores de engenhos : alambiques de
cobre 1* 16 a 2uU caadas, na fabrica de caldei-
reiro de Villaca Irmao & A.ndra 1e, ra do Drum
as. II e 13 ; lera um grande sortimenlo de alam-
biques, carpu;a e serpentinas de cobre simples
e cuatiuuis. e machinas de cobre pira distila/ e
restilar espritus al 48 ros pelo systema Lu-
gier, todos os cobres perlencentes ao fabrico do
assucar e sinos de 16 libras a 8 arrobas, e tildo
vende se por menos 5 a 10 por cenlo -do que era
outra qualquer parle, a prazn qu a dinheiro, e
fabrica-se e concerts-e todas as obras de cobre,
broiue o folla com a maior presteza possicel.
Vende-se urna n*(ra cozinhetra perfeita
e boa engommadeira, pelo prer.o do 1:400}ODO :
na ra da Praia n. 9.
@:#;i**^a:Saf
1 Bom e barato.
@ Corles de meias eesemiras Pinas a 19S00
duos de casemira muito fina a 79300 : na
Q$ lujada ni 1 do Passeio Publico n. 11.
S&SSP*;S:S>#S
ina do Galdei-
reiro n. 91.
Quejos muito frexcaes a 2jjf000
Cliainpague superior a garrafa 2#i)00
Presunto prirneira quaUdade a
libra 500
Batatas novas a libra 80
Mntei; i iriuito boa a libra 800
xtggAam*ma ti^&SM^ 2>lS5BSS"-l
^ NA LOJA
Encyclopedica
DE
Guimardes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.
Vende-se fazendas de superiores qua-
> lidades agostos por preros inrrireis:
Chapeos de seda par sunhora brancas e
i de ores a I5f.
i Ditos ditus de ditas de cores e trancos a
| 2U#U0
Ditos de palha ricamente enfeitados a
239 o 400.
Rijuissimos cortes de cambraia branca
bordados a 359.
Ditos ditos a 200.
Las de Gariluldi em cortes com 25 co-
vados a IU9.
Cassas a Caribaldi e oulros delicados
gustos a 700 rs.
Cassas raiodas superior fazenda de cores
Qxes a 26*0 rs. o corado.
Las de todas as qualidades a 3)S00 rs.
Intitleles, sthid.is de baile riq'iissimas.
ChiMs francezas de todas as qualidades.
Sodas dequadrmhos e gros de lodis as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 --iras cada pega a 6350.
S lias baloes de 30 arcos a 59.
Chales detouquim brancos e outras iui-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mo a pega a 249-
Satas bordadas e de tusto.
Sedisdo coros e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em carios ultima moda
de Pars.
Csparlilhos de molas.
Graude so rumen to
de roupas fettas. sobrecasacis, paletots,
olletas, caigas,camisas e scroulas, meias, ;
grvalas etc., etc.
Cagalo Meli ultmame ,',e chegado de
Paris.
Nesto eslabelecimeijlj encontra-se
grande sorlimenlo de fazendas do to-
das as qualidades proprias para senho-
ras, homens e meaiuas e seus pregos
sao admirareis.
Rival sera segunde.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miude/.as,
esta queimando os seguintes anigos abaixo de-
Clara ios, tolas as miudezas eslo perfeitis,, e o
prego convida :
Caitas do clcheles a 40 rs.
Cartesde diios a 20 rs.
Groza de pennas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa cora 100 a 2}50O.
Croza de butoes de louga a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com bmna muito fina a 320 rs.
T)itos com dita dita a 500 rs
Banha em lila com 1 [2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babona a 400 rs.
C"Uas cora obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com phtsphoros ospeciaes 9 melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera hornera a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de laa muito bonitas cores a
890 rs.
Duzia desabneles muito finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de fullia a 100 rs.
Cartas de alflneles finos a 100 rs.
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Pares d sapaios dn Iranga de aladlo a lj.
Ditos de laa pa-a meninos a 200 rs.
Frascos de maoass peroia a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de tacas e garlos de cabo preto a 3j.
Pare'sde luvas da fio de Escocia a 320.
llassos de ^rampas finos a 40 rs.
Caivetes do aparar peona a 80 rs.
Tsouras para uuhas e costura muito Unas a
500 rs.
Pegas de Iranga de laa com 10 varas a 320.
Jsoovas para denles muito Qaas a 290 rs.
Cordo imperial fino a 40 rs.
DLlo grosso a 80 rs.
Cordes para espanho a80ri.
&ixas para rap muito finas a1^
iresdo meias da cores prra meaioas a 160 rs.
Linha de ranear [aoreo) 80 rs.
Milho e farelo a
3,lt)0 rs.
Tendem-sa saceos com 24 caa* de milho a
3lO, dfio aovo a 3S*3C. em porga m f.idifU-
reuga, e sjccos com farelo muito barato por ser
de rommisso: na travessa do pateo do Paraizb
o. 16, casa pintada de imarello.
tu* do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pecbincha que admira!
Chitas francezas, cores fias o liados deseabas
a 2(0 rs. a covado; dso-se amostras cora penhor.
Vendem-se 14 cadeiras. 1 Sof, 4 consolos,
1 cama francesa com curt nado, e ostros sauitoa
objeclos, que se visia do cootitradofj por a fa-
milia ter de ir jara o mato, na rus Irapeciai nu-
mero 79.
Ceblas a 600 rs.
ceitl:" ;
Vendem-se ceblas a 600 rs. o ceid : na roa
das Cruzesa.Si. asqsina da Inrtum do Ouvidor.
Vende-se um fardio de officitl do 3 bata-
Ihao, com seus perteoces : na roete do Uattes,
ra da Moeds a. 27.
Aos seuiiores^eetijeiiho.
Veode-ae ara grande carra, cair*aaericaBQ,
0bi 4 rolaa e com rolla inteira, sna construego
bstanle forte, e proprio para conduego da
iss>wir era as agedhos, adaiilta uns 600 Uvm
de canoa :j w-elenJeoles dirijam-se a ra do
Trapiche o. 8.
Vende-se nma cania nova toda de amarel-
\e, kao coastruida, encarilhada e pregada de co-
bre, praprio para 400 feixes de capim no esta -
leiro dp Cirvalho, na ra da Concordia : a tratar
na ra do Vigario a. 5.
ARMAZEM DE ROIIPA FEITA
4 1M1 muiiii^ m
Um rieo san-
tuario
leigios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios deourolda diraxsos.fabricantes inglazes,
Bjacarasatt, seaesealan4t> asuto sepajlclita. rr Prt""fds>^,
S&C8ffSS raXfafai SSSti
quina n. 8, que toIU para a ra do Imperador. # Taixas.
VMads>te urna mnsula Je casa \m odaa deatadaa.
terrea na roa da matriz da oa-Virta : f '*w*J
(f) Alambiques
i
GlARM SOKIIHW
DI
Defronte do becco da Congregaeo letreiro verde.
Gasaeasde panno preto a 309, 359 a 40*000
Sobrecasacas de dito dito a 355000
Paletots de patino preos e de cores a
209,255,305 6 35OO0
Ditos de casemira de cores a 169 229000
Ditos de easemiras de cores a 7$ e 12$000
Di ios de alpaca preta gola de velludo a l*ftftO0
Ditos de merino setim preto de car
a 85 e 95000
Ditos dn alpaca de cores a 39500 59000
Ditos de alpaca preta a 39500, 55,
79 e 99000
Ditos de brim de cores a 39500,
45500 e 59000
Ditos de bramante de linlio brancos a
49500 e 69000
Caigas de casemira preta e de ocres a
9, 105 e 129000]
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a 59000
Ditas de brim branoo a de coras a
28500 45500 e 59000
Ditas de ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 5550
Collelesde velludo de cores mu i tofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 59, 59500 e
Dilos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 59 e
Ditos de gurgorao de seda a 59 a
Ditos de f uilo branoos e da coras a
39e
Ditosdebrim braceo e decores a 59e
Samaras de linho a
Ditas de algodSo a 19600 e
Camisas de peitode fusilo branco e
de cores a 29300 a
Ditas de peito e punhosde linho mui-
to finas inglezas a duzia
Ditasde madepalaobrancas a de cores
a 1*800, 29 e
Ditas de meia a 19 e
Relogios de ouro patente eorisontaes
Ditos de prata galvanisados a 259
Obras deouro, aderecos, palseiras e
rosetas
109000
69000
59O00
39590
69000
69900
39500
500
99500
29000
29500
359000
39500
19600
9
30*000
B9H BIBIT8
PROGRE
de
1MI & MU
8-fjargo dn Penlia--
Os proprietarios deste estabele-
cimenioconvMam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom abarato, que se
acbam em seu armazem de molhados de novamente sortido degeneras, os melhores que tem
vindo a esteuercado, porserem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e porserem
a maior partedelles indos por conta dos proprietarios
Gigos com cViampanVia
das melhores marcas que ha no maceado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a 19000.
Barrs cm axeitonas
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 59000 a duzia e em garrafa a 500.
Quejos Hamengos
recebidos pelo uliimo vapor de Europa a 3*000
Quejos parlo
das melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 900 res a libra, e em porgao se fa-
r algum abatemenlo. *
Q ue'ijos susso
receoleraente chegado e de suqerier qualedade a 960 reisalibra.
Chocolate
dos melhores utoresde Europa a 900 rs. alibra em porreo a 850 .
Marmeaaa imperial
do afamado Abreu.e de outros mais fabricantes de Lisboa emlalas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porcao dse fari algum abatimento.
Ma^a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., ero porfi vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
"Latas de noacnnna de so da
com diferentes qualidades a 19600 a lata
A.mexas francezas
as mais novas que tem vindo a este marcado em compoteiras .contando 3 libras por 39000 rs.
a em atas de l e 1|2 libra por 19500 res
Caxinuas com 9 libras de passas
i 39000 rs. em porc,o se fari algum batimento, vende-se tambem a retalhoa libra a 500 rs.
fnteiga ingleza
perfeiameniedor a mais novaiue ha no mareado a 19000 rs. alibra, em barril se fari al-
gum abattmeoto.
Cba peroia'
o melhor que ha neste genero a 29500rs. alibra dito hysn a_29000 rs.
Mantega tranceza
a 720 rs. a libra am barril sa fari abatimento.
Toncinbo de Lisboa
e mais boto que ha no mercado a 310 res a libra.
Macas para sopa
ara caxinbas da 8 libras cosa deferaatasqiiaUdadefpor 49000 rs.
Tambem vendem-seos seguintes gneros, ludo reeen lamente chegado a de superiores qua-
lidades, presuntos a 48o rs* a libra, chourira muila nova .mermelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de tmale, parasecca, passas, frucias em calda, amendoaa, nozes, fraseas com
tmaodoas cobrtas, confeites, pastilbas de varias^aalidades, vinagrebraneo Bordeanx, proprio
para oonservas, charutos dos melhores fabricantes as). Sea Flix, macas de todas as qualidades,
gomma rauito fina, ervilhas franoezas, cbampsgnedas mais acreditadas marcas, eervejas deditas,
spermscele barato, licores francezesmnUo finos, marrasquino da zara, nzei te doce purificado, azei-
tonas muito novas, baaha da porco refinada o outros muitos ganaros que encontrarao tendentes a
molaados, por isso pwmettem ospreprietarios Tendere por muito manes deqae autro qualquer,
prometiera mais tambem ser Wrera quellas pessoas e viessnm pessoalmente; rogam tambem a lodosos senhores do engenan e senhoreslavradores
^ueiraro mandar saas encomaenias no wmizem Progresso,que selhes affian^a a boa qualidades
o acondicionameQto,
Fazendas e roupa feita
NA LOJA ARMAZEM
DB
Joaqaim Hodrigues Tavares U Mlto
RA DO QUEIMADO N. 39
im;soa loi. de qcatr roniAS.
Tem um completo sorlimenlo de roupa feita e
convida a todos seus freguezes e a quem desejar
ter um uniforme feito com todo gosto dirijam-se
a este estabeleciraento que encontrarao um h-
bil artista chegado ltimamente de Lisboa para
deserapenhar as obras a ventade os fregueses
ja tem um grande sortimeata de esleate accoe
a ingleza de estamenha de cor ciozento, escuro,
mais claro a 49 cada asa. ditas a moma fa-
zenda de pura ta lina a 89. ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e sinzenlos 4a
apurado goslo a 13a, ufhw o casemira cores
} *4fc.<1Im de lina casemira da Qusdriohos a
16. Olios de alpaca Una saccoe a y, ditos ae-
brecasacosa 8*. ditos com gola de velludo a 9,
ditas de panno e de casemira preta eobreoaaa-
dos a 22, 23J e 30.sobrecasaeos muito Onns a
35$ e 40$, paletots-de bros, de fustao e de gan-
ga a 4 e 5#, colletes de velludo bordado a 12$,
ditos de sorgurao de seda pretos rauilo boa fa-
zenda a 6$, ditos de casemira a 59, ditos de rus-
ti a 3JS00, al?a3 de tertai te (oatio 4g 5$,
ditas de casemira de cores a $9 i0#, ditas re-
las a ,12$ e 149, assim como- muilos .mais artigoe
que seria knpojsivlqiM as peder ueacionar.
S01V0PR0-
Oueijos flamengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2S500 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da-fenha n. 8.
Fazendas muiCb bara-1
tas a dinheiro.
(RnadaGadeialojan. 23]
conf r. nte ao becco Largo.
Vendo-se grosdenaples pret) cncorpa-
do com 4 palma de largara a ljSO o
covado.
Vende-se grosJenaples pr^t superior
a 2g o covado*
Vende-se mantas pretas de fil de seda
com 1 palmos de largura a 8$.
Venie-ee mantas pretas de l de li-
nho a 12J._________
VenJe-&e manteletes modernos de l
prelo a 20$.
Vende-se vestiJos de grosdenaples
preto superior de d jas saias o dous ba-
bados a 6O9.
Vende-se
a 33.
enfeiles pretos de rldrilho
Vende-se enfeites
a5J.
modertios de troco
Vendse as commodas saias balo de
madapolaoe cutim dealgodo a 59.
Completo sorlimenlo de roupa para
homem.
Os proprieUrios dest'i eetabelecimento
desejando liquidar com o negocio de fa-
zendas linas aproveitam a quaresma e
expe venda por pre;os completa-
mente baixos.
A loja da ba-f
na ra do Queimado n. ^2,
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco do puro linho transido a IgOOO e
10100 rs. a vara ; dito pardo muilo superior a
lgOO a vasa; sjangas francezas muito finas de
padrees escuroe a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1600;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito Qna a 209, 229 e a 249 fs. a
pega com 30 jardas ; aloalhado d'algodio muito
superior a 19*00 rs. a vara ; bramante de linho
com ivaras de largura a 29400 a vara; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2)400 a
duzia; ditos maiores a 3j; dilos de cambraia
de linho a 69, 7y e 89* rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito Gnos a 83 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico 1-rgo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrio-
loaijOOO; e alera disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
visla; na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senw
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas Utas com flvelas para cintos de senhoras e
meninas, e pele baratissimo prego de 2$ : em
dita loia da aftuia branca, ra do Queimadonu-
mero 18.
Cheguem ao barato
O Prefiaiea est queimando, em sna loja n
roa do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira scura infestada propria para cai-
ga, eollete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4|, 59, e63? a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroesa 240, 260e280 ra. o ava-
do, riquissiraos chales de marin estanpado a
79 a 89, dilos bordados cora duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada un, ditos com
urna s palma, rauilo finos a 8*500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, leseas de eassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditasde boa
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas ,de ricos deeenbos, para eoberia a 280 rs.
a eovhdo, abitas escuras inglesas a 59900 a
peca, (a a 160 rs. o ovado, brisa braneo da paro
linbo.a 19, 19200 e 19600 a vara, dito prelo
muilo encorvado a 19500 avara, brilhantina
azul a 400 rs. a covado, alpacas de diffareates
cares a 860 rs. o aovado, easemiras pretas
finas a 29500, 39 e 390O o covsdo, cambraia
preta a de salpiccs a 500 rs. a vara, e outras
muitas faiendas que se far patente ao compra-
dor, 1 de todas se daro amastrts {ora pentof
aiallaraa mesma ra sobrado que mi-
ta para a ra da Glora n. 35.
Ra do Crespa,
loja n. 25, de Joaquina Ferreira de S, venfle-ae
por pregos baratissimos, para acabar : pegas do
cambraia lisa fina a 39, organdys muito finas e
Modernas a 500 .orado, caesaa bertasde
hernias cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de cass de cores a 2}. ntremelos borda-
do* a 19500 a oega, baba4os bardadas a 320 a
ts, sedinhas de uadroa fina a 100 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 59, penteadores de
cambraia bordados a &9, olUahas bordadas a
640, ditas com ponas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 29, damasco de la com
9 palmas da largara a I96OO, bramante de linho
cena 5 palmas de largura a 900 rs. a rara, totbs
Para senhora a 100 ra o par. capas de fustn en-
leitadas a 59. pegas de madapoUo fino a 45, laa-
zinba de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2j, sobrecasacas de panno
ono a 20g e 25g, paletots de panno e casemira de
*>l. **^ ^ lpae de 89806 a 69, dHoade
orm de coras e brancos de 39500 a 5S, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim decores e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas o decores para todos os precos,
colletes de casemira de corea finos a 5 ; assim
como outras muitas fazendas por sanos do seu
valor para fechar conlas. LiPBifiO.
Barato que admi-
ra, na ra do
Queimado n. 47.
Vendem-se mussulinas de cores 220 rs. o co-
rado, riscado francs a 180 rs. o cotado, chitas
fisas a 160 rs. o covado em ralaliio e a 120,
cambraias de barra a 2.600 rs. o corle fazenda
boa, chitas de barras a 2,000 o corte, cortes de
riscado rancez com 13 corados a 1,500 rs,.gr-
valas de seda de cores a 300 rs., ditas prclas
a 600 realengos de seda .grandes a 800 rs. gan-
gas Je cores para caiga a 500 rs. o covado, eor-
tes de l para caiga a 2,000 rs dilos de brios
adamascado a 2,200 rs., grosdonapoles pretos
fazenda boa a 1,600 rs. o covado, setim prelo
maco a 2,800 rs., lencos de ganga a 240.,
ditos de chita a 200 ra chales de merino liso a
4.500 rs.. dilos bardados a 7,000 rs., chale* de
l e algodo a 1,000 rs., chitas largas francezas
a 240 rs. o covado fazenda boa, ditas escores a
220 rs.. madapolo de 49800, 39000 o 40*00 re.,
cortes de castor fazeada boa para caiga a 909 rs.,
brim pardo a 500 rs. a vara, e muilas outras fa-
zeudis que se vendem a vista do dinheiro por
lodo prego: do-se amostra too penhorts.
Esteiras da India de 4, 5
6pamos de largo.
No armazem de tazendas da ra do Queimado
o. 10, propriamente para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas brancas
Tachas e moendas
Braga Sirva A C., tem serapre no sen depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sorli-
menlo de tachas e moendas para engenho, 4o
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na roa do Trapi-
che n.4.
Chega para todos.
Gasaas francezas muito bonitas e deeoraa toa*
.a doze vintenso corado, mais barato do qne
chita, apfroveilem em quanto nao ae acabam ;
na ra do Queimado n. 22, na bem coahecida lo-
a da Boa P.
una do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQIM RODRIGUES TaVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de sedado cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000, dilos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chals de toquim que estc-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, dilos sem ser de pona redonda
a 89000, ditos estanpados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muito superiores a 309000, en-
feitesde vidrilbo preto a.39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que La no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias de aeres
de padroesrauito deliesdosa 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. avara, ricas chitas
farncesasde muito boas qualidades a 280, 300,
30, a 400 rs. ao covado, s melhor rae se pode
imaginar, paitos para camisa a S40rs. cada ama,
cortes de casemira decores a 69000, ditas em
pes$a de quadrinhosa 49000 o covado, gollinbas
de muito bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 30000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, trasbordados e entrimeios
que se vendem por prego coanmodo, bombazil de
cores proprio para roupa de enancas, e eapiahas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraias de salpiaos a 59000, cortes de cam-
braia enfettadas com tiras bordadas a 69000,
a outras muitas mais fazendas ine ser difcil
aqnipode-Ias mencionar (odas.
de ferro.
SjCnvos,adros ate, ele: sj
sUMdacaa a ferro de O, W. wtoea, *Ja
rua do Brasa asse*de Maris. a
viageas.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagena, etc., etc., pelos baratissimos
pregos de 59, 69 e79 : na toja da aguia branca,
ra do Queimado n. 16:
Linha americana a 100 rs.l
d 300 jardas
branca de todas as cores, eslas lionas
sao fabricadas para cozer em machinas
por serem muito fortes e iguaes sao as
mfllhfiraa I n hn na LaXHk arinfl^i sa a,< *
----------asai ylv Wall TlHtrU m tlllQ
mercado.
Retroz e trogal preto e de!
cores
tambe proprio para ceeer-em machi-
nas, vem em carreleis e vende-se em li-
bra a 209 ou 28 um carretel de 12 em li-
bra : na raa da laaaeratc n. It, priaci-
pal deposito de machinas de coser.
!N. B. Como existe um grande sorti-
MBlo deetee rtbjeetos aende-se mestne
a aem na tesa coasacade machina de.
cozer.
nmm<%i9& fiHSK fiKflieeKl
Vtobo do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1880.
Preciosode IT.
As duaias.e em caiiinbas, a dinheiro, por ba-
rato preco : veade-se na raa do Trapiche n. 40,
es riptorio.
ende-se
Relofios patentes.
Estopas.
Lona*.
Camisas inglez-as,
Teilosparacamiaas,
Biscoutos
nreasad Arkwigbt 4 C, ruada
Cruin. 61.
Farioua a 3 $500
Vende-sefarinha de mandioca a 3500
a sacca: na ra da Madre de Dos nu-
mero 35.
m
I
bj^^^^^5^ ocdOi
Seguro contra Fogo
COMFAJfHIA
LONDRES
AGENTES
G. J. Astley & Companhia.
'9
I
i
r
i
i
i
i
i
I
i
Vende-se
Formas de ferro para
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Fspiugardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com- I
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Paihinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley ft C.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Wheder & Wilson e
Geo. B. Sloat A C.
Eataa ma-
chinas que
ao aa melho-
res e mais
d u r s 4 o uras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-so a
trabalhar aas
casas dos com-
pradores ga-
raotindo-ae a
sua boa quali-
dade e dura-
cao : no depo-
site de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leite & Irmao, ra da Ibim-
ratriz n. 19, adtigameola aterro da Boa-Vista
Por metade do seu
valor.
Ra dO QueimadO n. 19. N rus da Cras 4 l esquina para a
Vestidos de gaza e phaniasia.muitoslindos.de ." d! "oeoe,18. h* "* **,e,o sortimento de
duaasat.,, polo baratissimo preco do lucida S,0/6'0^.?! *?%''/"-- como 80,a
um corte. franceza, cordavao. couro de porco e todos os
-TI ^. ^ m_______ A ^ aviamentos precisos. que lado sa vende por
I SI l MI* ti 1 1CS 0,eno, W9 qu? em Hlr"'|W P"4 i-
myatl I lt M Umk% mes.ma ,0a Precisa-w de ofnciaea de aapateiro e
* m^mm"m- ^mraawaj umbem se recebe alzan* apreadizas forres ou
estraves.
baratas. pin g|ayfTBt
19 Rna do Queimado 19 JSSSfffSSBr Sf^:
Cortes de cambraia branca muilo fina com aal- M C>>R* o. 8. Ufa d Alareida d Bargoa
efees mludlDfcos a 496OO. Vndese um abatido de mootara
pe^a. i tuno carmeam iodo noTot na roa da
Baldes de mussulins, ditos arrendados, ditos'Cruz n. 40.



&ttmai
- OJjWi tVU M *MU M mi.
Calfak
Qualidades escolhidas.
4o--Rw Kreit-45
Eis a testa I nacecMrio renovar o calgado e
correr ao estabelecimento da roa Direila, que o
vende muito fresco e em perfeito eatado por es-
tes pregos :
Borzeguiue de homem (bezerro e lustre) 9J500
MMO
8$500
8f000
8fM0
59000
4*800
4*500
4S000
59600
51000
flfDOO
360O
3500
1J2O0
Ditos de dito ideo]
Ditos dedita dem)
Dito de dito idem)
Ditas de dito idea)
Borzeguins de senhora
Ditos 4e dita
Ditos d dita
Ditos de dita
Sapaloes de bezerro (3 1|2 batera)
Ditos de dito e de lustre
Meios borzeguins de hornera
Borzeguins de menina 40000 e
Sapaloes de bezerro para menino 49 e
Sapalos de lustre para senhora a
Pechinchasem
igual.
Gastas francesas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinkas de
muito liados padroes a 240 rs. o cova-
do, ditas organdys matisadas a* bom
gosto a 210 rs. o covado : na lo ja do so-
brado de andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Moreir Lopes.
r^rrIJr $
9 Vendem-8e 5 carros novos com lodos os @
9 arrefos : na ra Nora n. 21. m
9 S *}*3* *!***
Vende-se ura terreno de marinha nos fun-
dos das casas da ra do Vigario, ao p do trapi-
che do Cunha, com 9 bragas de frenle.no alinha-
mento do caes projectado, proprio para se edifi-
car um armazem que sirva para trapiche, ou pa-
ra ser alfandegado : a tratar na ra do Trapiche
n. 14, primcjro andar.
Ra do Queimado
n. 39.
Lo ja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ghegou ltimamente a este esiabelecimente um
completo surtimento de chapeos pretos francezas
do melhor fabrieantede Pars, os quaes se ven-
dara a 7*000, ditos a 81900, ditos a 99000
ditos muito superior a 103000, ditos de castor
pretos e brancos a I63OOO, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 7*000, ditos Je copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonets de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjades a 39500
chapeas dese-Ja para senhoras a25*000 muito,
sjpjrijres, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para raeoinase 10*000,
chapeos de sol da seda inglezesa 109 e s 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 2*000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fasendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
prar.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossvras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
SISTESA MEDICO DE H0LL0 WAY.
l'ILULAS HOLLWOYA-
Este ineslimavel especifico, composto inteira
mente de hervas mcJicinaes, nSo contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecten a. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigo mais
djlicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta ;
enteiraraente innocente em suas operacoes eef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais amigase lenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tema-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devera entregar-se a des-
esperarlo ; fajara um competente ensaio dos
eBcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
ptra qualquer das seguintes enormidades:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Am polas.
A reas (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convalsoes.
Oebilidadeou extenua-
co.
Debiidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta,
de barriga.,
nos rins.
Dureza no ven tro.
Enferrnidadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eacha queco
flerysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especie.
Gotta.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inflammsces.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Abslruegao de "Ventre.
Phtysiea on eonsump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumatismo.
Sy rapto mas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente, l
Venda-se estas pilulao no ostabtlecimento 'ge-
ral de Londres n. 224, Strand, na loja da
todos os boticarios droguista a outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Aspeaba.
Vendem-se as fcocetinhas a 800 rs. cada
urna deltas, conten ama instruecSo em portu-
gus para explicar o modo de se usar des tas p-
lalas.
O deposito geral i easa da Sr. Soara
dharnriceuttco, m m da Cruz n. 22-, em Per-
nimb uco. /
Qaeijos de Minas.
w
Vendeto-se superiores qaeijos de Minas muito
frescaes : n roa estreita do Rosario d. 11, casa
de Sodr A C-
A 38000.
Saceos com arroz de casca, tendo a nuior par-
te pilado ; no caes do Ramos a. 6.
LAbras slerUnas.
Vende-se libras sterlinas ao escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira d Pillio, no largo do
Corpo Santo.
Gomma do Aracaty.
Vende-se excellento gomma do Aracaty ; na
ra daCadeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Queijos do reino a 2$.
Na ra das Cruzes a. 4t A, taberna da porta
rga, vendem-se queijos novos a 2* cada um.
Algwto noistre.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito prooriapara tpalhas e leogesper dispen-
sar toda e qualquer costara, pelo fiaratissinio
preco d 660 ra. avara ; oa ra do Queimado d.
22, aa loja 4a boa fe.
0 BASTOS



americanos
DO DOCTOR
aadway & C, de New-York
PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
Pilulas reguladoras.
Estes remedios j sao aqui bem eonhe-
cidos pelas admirareis curas que lesa ob-
tido em toda a sorte de febres. molestias
chionicas, molestias de senhoras, de pe-
le etc., etc., conforme se v as insiruc-
ces que se acham traduzidas em por-
tuguez.
|Salsa parrilha legitima eg
original do antigo
SDR. JACOB TOUNSENDI
0 melhor parificador do sangae 9
cara radicalmente
Phtisicas. n
Cata rr lio. g
Doencas de figado. ^
EITeitesdo aiougue. st
Molestias de pelle. m
de fazendas de >
Erisipela.
Rheumatismo.
Cliagas.
Alporcas.
Impingeos.
Vende-se no armazem
Rayrnundo Garlos l.eite & Irmo, ra do
lmperalrizn 12.
99&9& $99a$(l$i
Potasssi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhacido eacreditado depositla
ra da Gadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
adra, tudo por precos mais baratos do que em
utra qualquer parte.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
ecz, roupa feits, miudezas finas o perfumaras,
tudo por menos do que era outra parte : na loja
do vapor, na ra Nova n. 7.
Cera e sebo
No armazem da ra da Cruz n. 33, vende-se
cera do carnauba em por;o de saceos a 8J500 a
arroba, sebo do Porto em caixotes em porco a
IOS, do da Bahia a 750 rs. a libra, cera arnarella
a 320 rs. a libra, velaste composijSes e carnauba
pura a 14.
M^SKiea $3913 33ie,>ft$@B
[ROUPA FE1TA ANDA MAIS BARATAS.;
SORTIMENTO COMPLETO
DE
[Fazendas e obras feilasj
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Basto!
NA
Una do Queimado
i a. 46, vente amar ella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas preias
de panno e de cores muito fino a 289,
30$ e 35y, paletots dos mesmos pannos
a SOg, 22$ e 24g, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14$, 169 e 18$, casa-
cas pretasmuito bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 159, 165
e 185, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 129 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10f i
e 12, ditas de casemira decores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 69, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
leles pretos de casemira a 5$ e 69, ditos
de ditos de cores a 4J500 e 5), ditos
braocos de seda para casamento a 59,
ditos de 69. colletes de brim branco e de
fusto a 39,39500 e 49, ditos de cores a
23500 e 39, palelolspretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7$, 89 e 99,
colletes pretos para luto a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49500 e 59 pa-
letots dealpaca prela a 3*500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8f, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7j e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
j 39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
calcas de casemira pretas ede cores a 69,
6$500 e 79. camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna offteina de al-
faialeoude mandamos executar todas aa
obras com brevidade.
que outr'ora linha loja na ra do (iuei-
mado n. 46, que gyrava aob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezus que dusolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges lando sido
substituida por um seu mano do Mismo
norae, por isa ficou gyrando a aesma
firma de Ges & [tastos, assim comoapro- f
veila a occasio para annunciar abertura I
do seu grande armazem na ra Nova jun- o
lo a Conceicao dos Militares n. 47, que fl
pasea a gyrar sob a firma
DE
Bastos ( Reg i
com um grande e numeroso sortimeoto de Sk
roupas feitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como
de seu cosame, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno Do
prelo o de cor a 25$, 28$ o 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecesacados do mesmo panno a. 18,
208 e a 22$, ditos saceos de panno prelo a
128 e a 14$, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9$, 10, 12
1 e 149, ditos de eslaraenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6$, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguiao
pardo fino a 49, 45O0 e 5$, ditos de fus-
to de cor a 3, 35000 e 4, ditos oran- i
I eos a 4900 e595C0, ditos de brim pardo!
Que sacco a 2$800, caigas de brim de cor 1
finas a 39. 39600, 4e 4$500. ditas de di-
lo branco finas a 5g e 69500, ditas de
princesa proprias para luto a 4$, ditas de 1
merino de cordao prelo lino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 8, 9 ;
e 109, colletes de casemira de cor e pre- !
la a4$5U0e59, dilusdo seda brauca par !
casamento a 59, ditos de brim branco a I
39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
ri para lulo a 4$ e 48500, ricos rob- >
chambres de chita para homem a 109,pa- !
letols de panno fino para menino a 12$ e ;
149, casacas do mesmo panno a 15$,caigas '
de brim e de casemira para meninos, pa- !
letols de alpaca ede brim para os mesmos,
sapatos de tranca para homem e sen lio- j
ra a 1 e 1500, ceroulas de bramante a
188 e 20 a duzia, camisas francezas fi-
nas de cor e brancas de novos modelos a
17$. I89, 209, 24$. 289 e 30- a duzia,
ditas de peilos ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a U800
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
i mira de cor de muito apurado gosto tanto
! no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 35$, e s com avista se
pode recoohecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 18$ e 209,
e muitas outras fazendas de excellenle
gosto que se deiiam de mencionar que
or ser grande quanlidade se torna cn-
fadonho, assim como se recebe Uda e
qualquer encommenda de roupas feitas,
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande oficina
de alfaiale que pela sua promptiriao e per-
feico nadadeixa a desejar. av;
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz n. 21, chegados no
vapor Tocantins.
Milho novo.
Vende-se milho
to grandes a 5/jf:
Velha n. 106.
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores fixas, padroes
muito bonitos, pelo baratsimo prego de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.
Aos Sps. exudantes.
Vead.* pe^ Bgo mo cessaaodo oa ssguin-
Us hvros, tm latan: Horacio, Tito Lisio, Vir-
gjo, CorntliQ, fbulas de Foedro, iutetnrelages
Tito Lirio. Ligaa de geograpbia pelo abbade
Gautier, historia romana, em inglez, e tambern
de direito ; Bergier dioccionario theologico em
6 volumes e um supplemento, Georg Phillips em
tres volumea e um supplemenlo, Colombel ins-
tiluiceada Franga, elementos dedireito publico
pela conaelhairo Aulrin e Constituigao polilka :
qnem os quizer comprar, dirija-se sua Direi-
la n. 74.
Barato que admira.
Superioreacorte de chita francesa larga de
BMiilo licdos padres, da cores escuras a olsras,
miudtohas, com 11 cuvados oada corte, pelo ba-
ratissimo prego de 29500; na loja do sobrado de
4 andares na ruado Crespo o. 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e noia safra a preco de 90: no antigo
deposito do largo da Aisembla n. 9.
Arados americanos' e machinas
para larar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston 4 C. ra daSenzala n.42.
Cheguem aloja da B a f"
Chitas francezas muito finas de cores fixas
280 rs. o corado ; cambraias francezas muito flt
as a 640 rs a vara; idem lisa muito fina a
49600 e a 6$000 a pega com 8 li2 varas; di-
muito superior a 8$000 a pega com 10 varas;
dita fina com salpicos a 498OO a pega com 8 1(2
varas; fil de linho liso mullo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana bTanca e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, sendo.a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n 22, ns leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de coree escuras e fixas a
53000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno prelo fino a 49, 59, 69, 84 e 10$ rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2$, 39 e 49 rs. o co-
vadb ; gros de naples preto a 29, 2$500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
Una a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corle de
i onn meM -e Igodo cr muito superiores a
49800 rs. a duzia; ditas Je algodo :ru tambera
muito superiores para meninos a 4$ a duzia; e
assim muilos outros artigos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f, na ra "do Queimado n. 22.
BATATAS.
oni.S6no*ro,res5,'chw"la,no lt>"0 paqoe4e a 89200 arroba a 140 rs. a libra nica-
mente no armazem Progresso. ""W"-
Fumo em folbapara charutos.
De todas as qualidades em f.-rdos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos,
com ama cria de 4 mezes. eogomma, ensaboa
perfeitamente, cozioha e faz lodo o mais servigo
de nsaa casa, muito carinhosa para criangas: na
ra do Queimado o. 39, loja de fazendas.
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, hoja de 4 portas.
Cassas de cores fixas miadiohaa. a 240 ra. a co-
vado, cambraia, organdys lindos deseohos a 400
rs. o covado, e chitas largaa finas de 210, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : Oao-se amostras com penhor.
Ruada Senzaia INova n.42
VeadVeef em casa da S. P. Jonhston & C
sellinse silhoes nglezes, eandeeiros e rastigses
bronzeads, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emoa,aria, arreios para carro de
um o dous cvalos relogios de ouro
inglez.
jaiente
Nulas de 1,000 e de!
SI de lima figura.
Trocam-se estas sedulassem descont
por fazendas que vendem-se por b ralis- i
simos precos, na ra do Crespo loja ama- !
relia n.8 de Leandro Lopes Dias succes-
sor de Antonio FranciscoPereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
bom gosto a 15 e a 259, vesiidosde se-
da de muito bbm gosto a 40$. 509 e 80$,
ditos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gandis de muito bom cosi a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de fil com ricos li-
eos de seda a 39, lalhos com ticos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
coro pellos e punhos de linho a 309 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
19. mussulinas de urna s cor s 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendem por melado de seu
valor na ra do Crespo loja arnarella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Perfumaras
novas.
A loja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e con.|.lrtn sorti-
mento de perfumaras Haas, as quaes esi ven-
dando por menos duque em outra qualquer par-
te : sendo o bem conhecido oleo philocume c b-
nhafSociet UygieniqueJ a 19 o frasco, linos ex-
*cz!.lZm D0,"t08 bascos de cores e dou/ados a
29, 29500,39 e 49. afamada banba traD^arrn-
te, e oulra* igualmente finas e novissiiuas como
ajaponaistiem bunitus frascos, cuja lampa devj-
dru tambero cheia da meama, huile concrete
odonnell, principe imperial, creroe, em bonitos
copmhos com lampa de metal, o muitas outras
diversas qualidades. todas estas a 19 o frasco
bonitos vasos de purceliana dourada proprios pa-
ra oflerta a 29 e 290CO, bonitos bahuzinbos rom
9 frasquinhos de cheiro a 2, lindas resiinh.g
com 3 e 4 friMiquinhoa, e oaiiinbas redondas cem
4 ditos a 1$200 e I96OO. finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a 1 e 1500 o frasqui-
nho ; e assim urna inlinidade de objectosque seo
patentes esa dita loja da aguia branca, na ra do
Queimado o. 14.
Cal de Lisboa.
Vende-se cal superior de Lisboa, propria para
engenho a 59 o barril: na ra da Cruz n. 66 r-
mazem de assurar. '
Vende e um excellente sobrado de Ires an-
dsres e sotao, silo na ra Direila n. 40; quem
pretender, dirija-se ao armazem n. 7 conlronle
porta da alfandega, que achara rom quero tratar.
Vende-se a loja de calgado da travessa da
ros das Cruzes n. 2 A, muito areguezada,
seu dono se retirar, a tratar de sua saude.
Yttl&ftlAA
DA
Camisas e loalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 28$ rs. a duzia; toalhas de li-
nho para rosto a 9J> a duzia; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs-.; ditos de setioeta escuros a 39500,
muito barato, aproveilem : na ra do Queima-
do o. 22, loja da Boa f.
por
Altenco.
Attenco
e
*
Na loja de Nabucoo & C. na ra Nova A
n. 2, vende-se mascaras do papelo a 29 A
a duzia. r r ^2
FliMCltO LOW-MOW,
Una da Senzalla Nova n. 43.
Neste estabeleciment contina a haver um
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
te ferro balido e coado, de todos os lamanhos
para dito.
Admirado.
Vendem-se na ra Direila n. 99, 5 pipas ar-
queadas de novo, proprias pira agurdenle, e
farelo em saceos graudes e ditos de farinha d a
Ierra a 4$500 fina, batatas a 140 rs. e em arroba
a 39520, linguigas novas a 480 rs., feijo a ruia
a 500 rs., dito a 240 rs. mulalinho. gueijus no-
vos a 29800' manteigs franceza a 880 rs., dita a
800 rs. e dila ingleza a 19000, chapeos do Ara-
catv 200 rs. ero centos a 18$, vjnho a 5C0 dito a
Vende-se a loja da ra do Imperador n. 38.
rom miudezas e armagao ; a pessoa que preten-
der, dirija-se a mesma loja, que achara com
quem tratar.
Vende-se um cavallo sellado e arreiado.
prompto, com andares, por prego muito commo-
do : quem pretender, dirija-se a ra dos Pires
numero 2.
Veode-se uro terreno aterrado, nn ra da
Palma para a ra da Concordia, no qual se pode
fazer oito moradas de casas ; a tratar na ra da
Praia, serrara n. 59.
100 barricas de cerveja branca de ptima
qualidade em ums lote ou em lotes pequeos.
50 gigos e caixas de champagne de una marca a
mais afamada : na casa do James Crabtree 4 C.
ra da Cruz n. 42.
Para balees.
novo em saceos mui-
ra ra da Senzala
RELOGIOS.
Vende-se em:asade SaundersBro hers A
Calcado barata.
Vende-se na loja de Nabuco A C.na ra m
Nova n. 2, borzeguins de senhora a 2$ o A
par, ditos para homem a 7$ o par, sapa- &
3 5odeJus,re e berro para meninos a 1
J Vende-se velbutina de todas as cores a 500
rs. o covado : na ra Nova n. 17.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as naedes
poden lestemnnhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovarera caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu oorpo e
membrosinteiramenle saos depois de havor em-
pregado intilmente outros trataroentos. Cada
S,\P.rK^?0,Cop0u ?,ant0 rel8i0d0 fama'pessoa poder-se-ha convencer dessascuras ma-
abncante aoskell. porpregos commodos 'ravlhosas pela lelura dos peridicos, que Tas
e tsmbemrancellins e cadoiasiaraos mesmos
deexceellnte costo.
Botinas pretas a Garibaldi pa-
ra senhoras a 5$ o par.
Vendem-se na loja do vapor, na ra Nsva nu-
mero 7.
Botinas de cores a Garibaldi
para senhoras a $ o par.
E chegado aloja da Aguia de Ouro da ra do
Cabug n. 1 B, asverdadeiros molas para bales
que se vendem pelo balaralisslmo preco de 200
480'r8.%""c'ei:veja"em"pp'a"a,32b"rs Vgarrafa", "." ou pega do 50 metros a 8$00. assim*
como cintos de marroquim muito lindos pelo ba-
ratissimo prego de I9 19200, penies de borra-
cha tanto para alisar como para bixos, e de tra-
vessa para meninas, de todos os lamanhos, o mais
fino que pode haver, assim cerno rhegou o bello
sortimento de franjas le bolluls para cortinados
pegas de 15 varas a 3$. 38500, e 41000. ditas sem
bolota a 29600 e a 29800 a pega de 15 varas, e
rritos outros nhjectos que se vendem muito ba-
rato que visla do freguez nao se eneeita ne-
gocio.
Nacaaa de James Crabtree 4 C, roa da
U-uz n. 42, tem para vender pannos azues de di-
versas qualidades para fsrdamenlo da tropa da
melhor que aqu ha, e por menos prego do'que
em qualquer outra parte, e tambem panno azul
para capotes.
Vendem-se na loja do vapor, na ra Nova nu-
mero 7.
240.
A 2,000 ris! I
Sapatos de borracha para senhora e 29500para
homem de p grande: na ra da Imperatriz n. 12.
Grammatica in-
giera de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallan nglezem 6 meses,
obra inteirament nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrue-
cSo, publico* e prticulares. Vnde-
se napraca de Pedro U (ango largo
do Collegio) n. 37, segundo andar.
Cassas de lindos padrees e cores fizas que se
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado,
na ra do Queimado, loja de 4 portas n.39.
WNSUA
Por preco muito barato, na
loja de miudezas da ra do
Imperador n. 38, por baixo da
bandeira americana.
Quadros grandes doeradoscom mocas e paisa-
gens.
Lia de (odas as cores para bordar.
Franjas e gales de linho braneot.
Bsbados do Porto largos bordados.
Froco para bordar para flores e enfeiles.
Franjas de seda prela e de cores.
Fitas de seda, de linho e de eos.
Cartoes de clcheles.
Alamares dourados para capotes.
Botos do linh, de seda e de vidro, proprios
para casaveque.
ViJrilho de cores para enfeiles, rebiques.
Bonels para menino, toncas e chapeos para
baplisado9.
Manguitos e gollinhas brancos e pretos.
Espelhos dourados.
Vende-se tambem a armagao e pertences. Em
porgao vende-se a prazo.
Vendem-se saceos com milho, grandes,
com 32 cuias, o 5$O0O: na rui da Matriz da Boa-
vista n.27, taberna.
relatara todos os dias ha muitos anns;
maior parte dellas sao tao sor prndenles que
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus brs$os e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospiues, onde
deviam soffrer a amputacao 1 Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses, asylos de pade-
timenlos, para se nao submeterem a essa ope-
rago dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das laes pessoa na enfusao de seu roeo-
nheciraento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, aCmde mais autenticarem sua afirma-
tiva,
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente seguindo algumtempo o
tratamento que necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria prevar incontestavelmente.
Que tudo cura.
O ungento he mil, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Attencuo.
Proprio para o carnaval.
Chapeos amazonas a 49500, velbutinas de co-
res a 560 o covado, vellndilho de cor a 780 o co-
vado, lengos de seda para meninos a 180, ditos
maiores a 600 rs. : na roa do Queimado, loja nu-
rrero 5!.
Vende-se no armazem de Antunea Guima-
res&C, milho novo e farelo em saceos grao-
des: no largo da Assembla n. 1.
v VeBde-ee un carro da alfandega, a dinhei-
ro ou a prazo : na ra do Raagel a, 75.
Alporcas
Ca i rubras
Cilios.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabega.
-das costas.
dos raembros.
Cmfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anas.
Erapjoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade oa falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchages.
InOamacao do figado.
Vende-se este ungento no esiabeleci ment
geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
do todos os boticarios droguistas o outras pes-
soas encarregadas do sua venda em toda a
America do sal, Havana o Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contera
urna instrueje em portugus para explicar a
modo do fazer uso deste ungento.
O deposito geral e em easa do Sr. Sour,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 39. en
Perosmbuco.
Inflauamagao da bexiga.
da matris
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmos.
Queimadelas.
Sarna
Supurages ptridas
Tinha, em qualquer
parle que seja.
Tremor do ervos
Ulceras na bocea.
do' figado.
das articulaeoes.
Veas torcidas oa no-
dal as pernas.
outros muitos gneros qne visla se vero.
Vende-se urna escravs creoula com urna
cria de peito, goza perfeita saude, moga e tem
boa figura, cozinha e eogouuna, nao coro perfei-
gio, coze bem e boa lavadeira de varrela ; para
tratar na ra da Cruz n. 43, segundo andar.
Vende-se um esrravo mogo bnm coiinhei-
ro, prefere-se vende-lo para algum engenho :
na ruada Cadeiado Recife n. 29, armazem.
Vende-se um negro para engenho e urna
lina mulaiinha de 10 idooo i oa mi oa Impe-
ratriz loja o. 6.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa,
dito com farinha, mandioca, milho e feijo, pro-
prio para animaes, e tudo por prego muito bara-
to : a tratar no piteo de S. Pedro n. 6.
Vende-se a casa n. 21 na ra da Esperanga
daSoledade para o Manguinho, livre e desemba-
razada : a tratar na ra do Rosario da.Boa-Vista
numero 25.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnsion Pater & C,
ra do Vigario n. 3, ura bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, deumdos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna variedade da bonitos irancelins para os
mesmos.
Attenco.
Vende-se a taberna da ra Direila n. 31, com
poucos fundos, propria para principiante, a prazo
ou a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros
Vendem se dous ricos carros, um grande e ou-
tro menor ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Souw & C, nicos possuidores
deste xarope ji bem conhecido pelos seus bons
effeitos, continuam a vende-lo pelo prego de 19
cada vidro; fazem urna differenga no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros para cima.
JK 8e|sios SL
a ae
Escravos fgidos.
Swissos.
Em casade Scbafleitlfn & C.rua da Cruz n.
38, venderse um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros, meioschronometros de onro, pra-
ta dourada e foteados a ouro, sendo estes relo-
gios dos primeiros fabricantes da Snissa, que se
renderao sor precos razoaveis.
Vende-se
Est CASA DE
Adamson Howie & C.
Vioho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as eores.
Lona e Alele.
Fio de vela.
Sellins.silhOes, arreios echicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14-, primeiro andar.
Veode-se na cidade do Araealy ama casa
terrea com sotao. bom quinal a cacimba, na prin-
cipal ra do comaercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se. por ter nao s6 commodos
precisas para residencia, como tamben loja, arma-
zem, etc. : a tratar na mesma cidade coas os Srs.
Gurgal Iroiio*, que eslo autorissdoe para esso
a, emesia traca, na roa do Cabug, loja a. 11.
Fugio na noite de 23 do correnlo. desta ci-
dade, o escravo txioulo de nooie Manoel, do 43
annos de idaue, cor prela, espaduas laigas e es-
tatura regular; indo vestido com roupa de algo-
do irangado de listras : este prelo natural da
cidade do Ass, provincia ao Rio Grande do For-
te. oOlcial de ferreiro ; ello falla bem, e bs-
tanlo ladino. Recommenda-se aos espitaos de
campo a sua captura, e quem der noticias delie,
ou o agarrar, pode-o levar a seu senhor o roajor
Antonio da Silva Gusroao, morador na ru&Im-
perial, quesera bem recompensado.
No dia 8 do correle fugiu o preto Podro,
de nagao, que representa ter 40 annos, pouco
mais ou menos, estatura regular, magro, barba
no queixo, coro falta de 2 denles de um lado da
parte de cima, levou vestido caiga de brim escu-
ro, chapeo de feltro usado, bem fallante e pa-
rece crioulo, tem o peito de um p inchado de
erysipella ; este escravo foi arrematado pelo an-
nuncianle em praga publica do juiz dos eilos da
fazenda, por execugao contra o senhor do enge-
nho Puiisla. a quem pettencia o dito escravo;
fugio da padaria das Cinco Puntas que foi da An-
dr Nauzer & C.: quem o pegar, pode leva-lo
mesma padaria, ou a seu senhor Joaquim da
Silva Lopes, no Recife, travessa da Madre de
Dos n. 18, que ser bem recompensado de seu
trabalho.Joaquim da Silva Lopes.
Do engenho Cutigi, fregaezia da Escada,
fugio no dia 3 de novembro do crrenle anno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cehello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 oa
28annos. pescogo e ps grossos, tem pelo rosto,
pescogo e peilos algumas marcas de pannos, e
algumas cicatrizes pelas costas que parecem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta haver fgido para o lado ao serlao
d'onde viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido eogenho, on no Recife, ra es-
treita do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florismun-
do Marques Lios, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
preto do Sr.J
que elle 6ra
Uro mulato claro, magro, com pannos pretos
na magaa do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peiie, chamado
Luiz, desappareceo no dia 30 de outubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo
Rostron que se havia soltado, e
em busca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher de nome Maria tambero o acompanba
levando um pequeo bahu de fiandres : roga-s
as autoridades pnllciaes e a outras quaetquer
pessoas que o prendara, e remetais ao sea se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Pugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do cora-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Brnt
Lnurengo Collares, de norae Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e cara falta de alguna na frente*
queixo Ano, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem bertos, mntto palavriador, jncul-
ca-se forro, e tem signaes de, ter sido surradoj
Consta qne este escravo apparecera no dia 6 do
crrante, indo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um parceiro seu conhecido,
disseque lipha sido vendido por seu aeobor para
Goianninha : qualquer pessoa qu o pegar o po-
dar levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Lo-
mos, que gratificarse geaeroaametoe.


---.
)
MAMO DI miHAMBUM. *- QARtl FEI1U W M JAMO R mil.
Litteratura.
A' 9 dei abril seguiole. Me. CUaroillart inda
mais explcito, e sua carta parece-me que mere-
ce ser reproduzida por inteiro, para melbor pro-
bar que os ministros entio eram forjados bem
contra aun vonide praticar actos, que elles re-
provavam, mas quo conslrangiam-os os acoule-
cimenlos .
lVrroitli que me afflija comvoseo respeito
la proposijao, sobre a qual tire a honra de podir
vosso parecer ; que vos envi o projeclo do edic-
to, que me paeeccu necessario as presentes con-
jucturas para haver um dinheiro. que era os
socarros da praga, nem os negocios extraordi-
nnrios. podem fazer adquirir, e do qual entretanto
nao poder-se-hia prescindir sera ver um trans-
torno maior. do que o que lem at boje appare-
Esta guerra infeliz por i, o anda mais
pela que a precedeu. Sinlo sua influencia bem
cruelmente este anuo por causa do veucimento
de 21 milhes de bilhetes do empreslimo, felto
pelos rendeiros do arrendamenlo precedente, os
quaes eu tinha renovado por dous annos, quando
entre no lugar de registrador geral. Nada em
linarias jamis se assemclham ao que vejo. Os
inirnigos esliveram oo reiou : o dinheiro ahi
eslava e as reodas do rei muito superiores sus
despeza. So a m administrando fazia nascer
embarazos, que se lornavam uleis para aquelles,
que esta va m encarregados das financas. A tax
annuai sobre os moiuhos, aioda que com o d-
rcilo de levantar um duplo impo.Mo de moagera,
pode ser olhada coma passageirs, e nao produzir
o mesmo t-fleito como s* fosso sobre o trigo. Eu
consenliria de bom grado na perda do lugar de
registrador geral e dos emolumentos considera-
reis que o acompaoham, cora tanto que nao l-
vosse taes objectos diante dos olhos ; mas Deus
inda nao o permitlio.
Est is cartas parecem-me que fazem melhor
apreciar a situagao flnanceira da monarchia no
tempo de Luiz XIV, e que justifican) os bomens
fazenoo talrez recahir a fall sobre o rei, que
nao quera operar era suas despezas urna refor-
ma, iodispensavel certamente em preseoca dos
acoutecimentos
Direi aiuda algumas palavras de um ostraoKei-
ro, cojo nomo leve urna certa celebridade, e que
os documentos publicados por Mr. Deppiog fa-
zem conhecer mais detalladamente : quero fsl-l
lar do italiano Tonti, inventor das tontinas.
Lourenjo Tonti, uapolitano, vcio Pars no !
tempo do ministerio do cardeal Mazarino, expoz
seu systema ao prelado, o qual adoptou-o cora
emp^nho, e deu & seu autor una pensao de seis
mil libras ;somma esta que foi exactamente
paga durante longos annos ; mas, morto o car-
deal, Tonti s muito irregularmenle a percebeu,
pelo aue exprimiu frequentementc suas queixas
i Colbert, represenlando-lhe que tinha urna fa-
milia de dezenove pessoas sustentar e nenhura
recurso ; entretanto anda elle occopava-se da
Franca, propondo o eslsbelecimento de urna
grande corapanhid das Indias, que devia trazer
milhes ao rei, plantaeoes de amorciraa e diver-
sos outros piojectos (!664).
Na mesma poca ella redigiu um trabalho so-,
bre o estado presente da corte, obra que o go-
bern prohibiu-lhe mandar imprimir ; eutrelan-
to parece que elle passou alm, ou ao menos con-
correu par* que tal volume apparecesse, por
quanto vemo-lo queixar-se no mez de agosto de
1665 Colbert de que um lvreiro levo o des-
aforo de imprimi-lo e o ministro nao parece
er-lo extranho este facto, visto como pouco
depois acha-se Tonli na B.islilha, onde em 1675 i
anda gema. Eis o que elle escrevia Colbert
\ de maio desse anno :
Rendo-vos um milhao de grabas pelo soccor-
ro de 60 libras, que V. Exc. alcangou me do rei,
as quaes empreguei em vpstir-nie.como lambem I
na compra de certas couznhas para meusdous!
Cilios, que acham-se deudos nesle lugar comigo.
Espiro lambem que V. Exc. conseguir-me-ha de
S. M quando o bom Deus lhe tnspi'ar, as 1,600
libras que davo aquelles desle castello, que ha
sete annos fornecerara-me as cousas, quo me
teein sido uecessarias e raeus filhos tambem.
E entretanto, senhor, eu vos conjuro era nome de
Deus e pela memoria do dcfuoclo monsenhor
cardeal Mazarino. que continuis vossas bonda-
des para a subsistencia de minha filha. que esl
encarregada do resto de minln familia, a qual
acha-se reduzida oxtrema miseria.
Depois d'isto nao enconiram-se mais vestigios
deste desgranado, e somnnie se sabe que um de
eos filhos serviu com disiincgo como ofcal, na
guerra que livemos de sustentar no Canad con-
tra os selvagens.
As tontinas, prooostas pelo pobre napolitano,
nao lverara xito ; o governo fracamente ani-
mou-as; a mullido teraeu arriscar-se nesta no-
vidade, o em pouco a reclusao do inventor veio
acabar a ruina desta instituigo. Mas quanto'
em 1669 chegou-se aos ltimos apuros. Mr. do
Puutchartraii provovou a creagao de tontinas,
as quaes, bem sustentadas, prosperaran) e trou-
xcrara ao thesouro algura allivio.
Edoiiahd de Barthf.lf.my.
(te Moniteur.S. Filho.)
O duque Decazes.
destino da nossa geranio ver um um de-
saparecer aquelles homens, qua ella nao pode
substituir. Nao porque o nosso sangue estis
degenerado, era porque seja menor o numero
desses ontcs privilegiados, como os que so sue-
co inrara, durante trala e tantos annos nos nossos
negocios ; nao certamente o solo da Franca
amaldic,oado, pois que nelle existem homens ca-
pazos e dignos de influir sobre a opioiao publica
e os destinos do paiz,
Mas, sem querermos, nem de leve discutir ou
censurar a extrema simplilcaco das nossas for-
mas de governo, devemos reconhecer que ella
tornou e cada vez mais tornar necessarias aquel-
las qualidades que deslinguiram alguns dos nos-
tos antecessores.
Ser um bem ou um mal ?
FOL.UETIM D
A LINDA MERCADORA DE PANOS
FO
ELIE BERTHET.
x
[ Conlinuaco.)
O amo e o aprendiz moravam em urna casa ve-
Iha situada na exlreroidado do recinto, no mes-
no lugar pouco mais ou menos era que mais
tarde foi construida a rotonda do Templo. Essa
casa fazia parte de um grupo de conslrucces oc-
cupadas ento por aquelles dos refugiados,
qunni o estado dos seus negocios nao permiitia
que freqoenlassera o quarleirao commercial e
aristocrtico, situado entrada principal. O pre-
go do aluguel era muito mdico, e gozsva-se ali
de mais ar e solideo do que no resto do recinto.
\ia-sc ao redor dessas habitarles urna especie de
prado plantado do olmos : por cima das mura-
lhas que, leslo, lerminavam o recinto privile-
giado, percebia se as fonificaces da cidade, e o
Cimo das srvores|dos passeios pblicos.
O velho, apezsrda repugnancia que havia ma-
nifestado pela entrevista exigida, caminhava com
rapidez ; medida que se aproximara de casa
affactava urna firmeza que eslava longe de ler ;
porque ligeira palidez se expanda em todo o seu
semblante, e Gil senta do sea treraer-lhe o bra-
co. Quando chegaram i urna especie de praga,
que se eslendia em frente da casa, perceberam
um carro de aluguel parado junto porta. U co-
cheiro tinha descido da almoada, e cooversava
meia voz com algunas pessoas de ama apparen-
Cia suspeila, entre as quaes se achtvam o capilo
corla-cabrias, e ouiro individuo vestido de pre-
to daudo ares de um mordomo ou criado grave
de alguraa casa nobre. A' vista dos dous que se
aproximavam, calaram-se elles edesapparecerara
por entre as arvores, que|projecl|ivam urna expes-
sa sombra ao cahir da noite.
(*J Yide Diario n. 24.
Eis o segredo do futuro. Mas, o que nao du-
fidoso, que o direto de sufTrsgio concedido i
lodo o povo, ea mensa autoridade de que se
cha naturalmente investido a juelle que directa-
mente Jobtove a sua coofianca, lem abalado
maior parte dos raeoj empregados oatr'ora co-
mo apropriados para persuadir e dirigir os ho-
rneas.
Mr. Decazes saba collocar-se como mediador
responsavel entre o soberano e as assembls de-
liberantes ; sabia fazer as diversas classes e parti-
dos da nacao gozar da paz, por meio de trsnsac-
ges imparciaes e opportunas concesses ; sabia
adquirir a confianca de alguns para gozar da ap-
proracao geral, fualmenle sabia como se deve
conduzir os homens mesmo pelas suas paixoes e
at pelos seus ioteresses, conservando todava in-
tacta toda a su* dignidado.
Mr. Decazes havia recebJo di natureza estes,
dons, e nao os devia a educaco, e anda muito
menos ao espectculo da vida publica.
Com effeilo, sua raocidade passa-se sob um re-
gimen anlogo aquelle em que a sua existencia
terminou; elle vio oascer o governo parlamentar
e sobreviveu-lhe ; foi-lhe bastante viver oiteota
aonospara ver a Franga ensaar, regeitar e tor-
nar lomar todas as formas dc'goveroo; esta his-
toria, esta longa vida agitada pelas nossas revolu-
c5es, reflectem fielmente a instabilidade da nossa
fortuna.
Nascido perto de Livourne i 28 de setembro de
1780, Mr. Decazes alada mogo foi enviado aos col-
'ego: chamado sua familia no momento da
execugao de Luz XVI, elle vio seu pae, que
fdra tenante do presidial de Livourne, perseguido,
preso, porm felizmente poupado. depois de ter
sido obrigado a fornecer de trigo a cidade de Li-
vourne
Mr. Decazes, acabados os seus estudos, voltou
para seu paiz, onde advogou, com bom xito :
depois veio Paris, munido de algumas cartas de
recommendagao, que lhe valeram ser bem aco-
llado pela sociedade elegante de Pars.
Hesitou prmeiramenla na escolha de urna car-
reira, afinal decidio-se entrar era um novo cor-
po do exercito, que tiohade so formar em Pars.
Haviam, porm, imposto este corpo um unifor-
me assaz ridiculo, ea vocagaode Mr. Decazes mu-
dou pelo facto de urna farda, que excitava o sor-
riso da populacio parisiense.
Pouco tempo depois, o sau casamento com urna
filha de Mr. Muraire, primero presidente da cor-
le de Cassigao, decidi irrevogavel e felizmente a
sua carreira.
Nao foi entretanto na magistratura, como ge-
ralraenle se ere, que a sua nova familia resolveu
faze-lo entrar, e Mr. Decazes foi apresentado pelo
ministro do interior em urna lista de auditores do
conselho de estado e logo apresentado ao impe-
rador, que se achava nesse tempo na Alleraanha.
O imperador recebeu ao mesmo tempo, do mi-
nistro da justas urna oulra lista para a nomeacio
de juizes-auditores junto ao tribunal do Sena.
Houve sem duvida alguma coufuso entre as
duas listas, e Mr. Decazes foi nomeado juizaudi.
lor. com grande sorpreza de Mr. Muraire, que
aconselhou-lhe a recusa. Elle acceitou, e nao
levo motivo de arrepender-se.
Feito conselheiro, e obrigado mais tarde pre-
sidir o supremo tribunal de corregi, desempe-
nhouesla tarefa cora to bom xito, que ella lbe
foi serapro confiada, e lhe valeu no publico algu-
raa celebridade.
E'sufllcienle ler conhecido Mr. Decazes e saber
quo papel consideravel e delicado a lei fraoceza
reserva nos debates aos presidentes de nossos
trbuoaes de correoso, para explicar este aconte-
cimeuio.
O presidento de um tribunal de correirao fran-
cez esl estreitamente ligado ao negocio, que se
discute perante elle. Sua conviegio lera sobre a
sorle do aecusado. que elle interroga to rai-
auciosameole, e sobre a conclusao dos debates
que elle dirige lao de perto, urna influencia de-
cisiva.
Fallando e obrando continuamente, basta ao
presidente deste tribunal pouco lempo, para ma-
nifestar a tendencia do seu espirito, e logo faz ap-
parecer o graude peso de sua autoridade.
Esia situano lo difficil tantos magistrados
facililou coohecer-se as felizes qualidades de Mr.
Decazes.
Cora um espirito lo penetrante, com um bom
sensoto prompto e seguro, elle exceda o pre-
sentimento e descubra a verdade. Ao mesmo
tempo a bondade incontestavel do seu congao, e
esta boa vontade, que lhe era natural, abrandava
| o exercicio do poder vexatorio que lhe impuoha
a lei.
Nessas peniveis funecoes elle era mais humano
que consciencioso, e a parto severa dos seus de-
veres custava-lhe muito curoprir.
Urna occasio. em urna causa capital, no jury,
houve empate de votos: o tribunal, chamado para
desempaia-los, dividio-se por sja vez, islo ,
succedeu ao tribunal o mesmo que havia succe-
dido ao jury, se bem que a opioiao de Mr. Decazes
Nem Poliveau.nem Poinselot observaran) essas
circunstancias inquietadoras. Ambos entraran)
em casa, e galgaram quasi sem respirar os de-
gros da escada tortuosa, que conduzia ao prime-
ro andar. Foi enlao que a resolugao do velho
mercador pareceu abaicr-se de repente. Parou
sobre o patamar, e agarrando com forca na mo
do aprendiz, murmurou cora a voz abalada :
Nao, nao entro : tu me engaas, Gil ; tu
me armas alguraa iraigao I...
Porm Gil sem nada dizer abri violentamente
a porta, e arrastou Poliveau quasi seu pezar
para o interior da sala.
Duas raulheres conservavam-se de p oo meio
dessa sala eslreila e sombra.
A'julgar-se pwlafraca claridado do crepsculo,
que penetrava pela uoica Janella que ahi havia,a
mais velha dessas mulheres represenlava lera
edade do quarenta quarenla e cinco annos : tra-
java como as mais ricas burguezas da poca, e
tinha na mo urna mascara de veludo preto, que
as mulheres de certa coudigo costumavam tra-
zer quando em viagem, ou passeio pelas villas.
As suas feicoes eram agradaveis, posto que por
sua mobilidade designasse um carcter voluvel e
irascivel, o que todava nao prejudicava a exprs-
sao de bondade, que se lhe nota va em todaaphy-
siooomia.
A oulra era mais esbelta e delicada, e repre-
senlava ser muito mais moga do que a suacom-
panheira : vinha vestida com os hbitos de novi-
a ; um vu comprido pendia-lhe da cabeca, e
occultava inteirameme o seu semblante. Eslava
arrimada sobre a sua amiga, como se nao sepo-
desse ter om p sem esse auxilio.
Achando-se repentinamente em face das duas
sonhoras, raudas o inimovis,semelhantes duas
estatuas na obscurdade da sal, o mercador Po-
liveau senlio passar-lhe pelo coracao urna com-
raogao elctrica : apenasditou um olnar um
s I sobre a que se achava envolvida no vu :
mas esse olhar foi sufcicnle para que em sua
alma se operasse urna agiacfto estranha. Nao
teve coragem para inc|inar-se perante as duaa
visitas, nao pode mesma pronunciar urna nica
palavra de polidez : ficou estupefacto no lugar
em que Gil o havia deixado, seta avanear nom
recuar.
Do seo lado a dama do vu pareca vacillsr;
ouvia-se-lhe a respiragao opressa e oTegante.
Poioselol e a outra dama seguiam anciosos os
movimontos do velho e di. norica. Hifia nesso
ludo deoiiiM. Elle nao dovidava da culpabill-
dade do aecusado i votou segundo sua conscien-
cia ; mas, falla va cincoenta annos mais tarde da
anciedade com que entrou em casa naqoelle da,
e do allivio inexprimivel que sentir oo da se-
guirte, sabendo que o colpdo contestara o seu
crime.
Conselheiro interino do rei Lnlz, possuindo
toda a sua conQarica, tove de mostrar o seu dis-
coroimenlo, quando tratava-se dos maiores in-
lereases ; intrometlido das desavenga-,-que exis.
tiam entre os dous inos, teve a felicidade de
prevenir mais de urna resolugao precipitada e de
mostrar-se inieramente dedicado om, sem
comiudo merecer a colera dooutro.
Encarregado pela princesa Paulina das mais
importantes msses, honrado com a cooianga
do rei Jeronymo, Mr. Decazes eslava ligado ao
imperio por numerosos lagos ; nao renunciou
algum, e proouncou-se abertamenle em 1814,
na corte imperial ; oa qualidade de capitao da
seguoda legio da guarda nacional elle tomou
parle na defeza d* Pars.
Mr. Decazes acceitou sem segunda tengao o
oovo governo, quo Irazia a paz Europa e a car-
la Franca, o nao tardou em mostrar, quanto era
sincera a sua adhesao. N'este mesmo tribunal
deappetlacao, onde elle recusava abandonar o
imperador.recusou abandonar o rei.oppoz-se as
signatura de um requeiimento, que devia sor se-
guido e desmentido por tantos outros, e foi en-
tao que um de seus collegas, querendo convn-
celo allegando a rapidez da marcha do impera-
dor, elle deixou escapar esta viva e espirituosa
replica : Eu nao sabia que a legiiimidadc
era o premio da carreira Deposto e exilado
de Pars, Mr. Deczes passou os cem dias em Li-
vourne e voltou depois de Waterloo.
Quasi que foi um acaso que o fez entrar de
novo nos negocios. Encontrando na ra Mr. de
Jaucourt e acompanhando-o al a casa de Mr.
de Talleyrand, Mr. Decazes assistiu urna dis-
cussSo assaz confusa sobre os melos empregar
para dissolver a cmara dos representantes e pa-
ra preparar convenientemente a entrada do rei.
Mr. Decazes indicou a guarda nacional, como a
nica forja armada capaz de empregar urna au-
toridade franceza na capital oceupsda por tropas
estrangeiras, e offereceu-se para com a sua en-
liga companhia, executar todas as ordens, que
lhe quzessom dar. Deu anda alguns conselhos,
cujo bom senso Mr. do Talleyraud apreciou, e
no dia seguinte, deizando Mr. Angls o lugar da
preeilura da policia.oereceram Mr. Decazes,
que acceitou. Mostrou n'osla difficil situano
urna grand e firmeza. Anda nos lembramos da
a meajadora ordem do dia do general prusso
Mufliog, que Mr. Decazes fez arrancar dos mu-
ros de Paris porssus agentes.
Poucos dias depois urna tentativa de envene-
oamenlo contra o imperador Alexandre poz pela
primeira vez Mr.Decazes em relagao directa com
o rei.
Pouco lempo era sufficieote Luiz XVIII para
apreciar o hornera que tinha danle de si, e para
conhecer que serrinos elle poda prestar ao go-
verno e nano. Mr. Decazes afigia-se tanto,
quanto o re, pela oceupagao da Franca pelo es-
trangeiro, pela sua presenca na capital, pelo ef-
feilo, que um tal espectculo devia produzir so-
bre a iinaginac io popular.
O re o Mr. Decazes viam um perigo anda
maior no espinto do reaeco, de que eslava ani-
mado a partida realista, e que tenda devidir a
Franca em duas nac,es inimigas e perpetuara
guerra ciril.
E' j muito estar de accordo sobre as questes
as mais importantes, e nao necessario ser rei
para reconhecer o mrito d'aquelles, que pen-
sam como os ; mas Mr.Decazes tinha alm disso
as mais bellas qualidades a era dotado de um ca-
rador co pa (ajo o mais duravol.
O seu bom senso, a sua averso pelas utopias e
systeraas, sua inditTerenga pela fortuna, e sua
promptido em tirar de urna situano o partido
quo preciso tomar, seu exterior sempre aflavel,
agradaran) a este rei philosopho e seosato, ao
qualtalvez s faltou um successor digno de si,
para estabelecer slidamente entre nos e associ-
ar nos nossos costumes, assim como as nossas
leis, a ordem e a 1-berdadc.
Entretanto enganava-se aquelle que pensasse
que o rei ou Mr. Decazes,collocando-se, como fl-
zeram, entre o partido ultra-realista e a revolu.
nao, obedeciam i alguma theoria profunda sobre
a situagao do novo governo e sobre a arte de re-
conciliar c acniiislrar a Franca. De nenhama
sorle : eram homens de bom senso, queviviam
sem partido, resolutos smeole & evitar todas as
extremidades, e servir-se de todas as armas, que
a constituico puuha em seu poder.
Eleito depuiado e encarregado, sob a adminis-
trano do duque de Richelieu, do ministerio da
polica, Mr.Decazes pode prestar um efficaz apoio
apoltica moderada do rei. Mr. Decazes acceit-
ra o difficil papel, e n'esta poca muito impopu-
lar, de resistir s represalias.
Antes de sua entrada no minislerio.Mr. Deca-
silencio das duas personagens que apenas se en-
treviam, mas que se tinbam perfeitamente conhe-
cido, alguma cousa de pungente, queteria loca-
do o coranao do espectador o mais indiffe-
renle.
De repente soou na sala um grito agudo e pe-
netrante, um desses gritos que cortam o coracao,
e que nao teem sigoificaco em Hoguagem algu-
ma : e logo a noviga, deixando cahir o vu, cor-
reu para o velho com os bracos abertos o excla-
mando :
Meu pae raeu pae I E' vossa filha !
Era com olTsito Rosioha: nao a engranada e tra-
vesa Rosioha, a linda joven, que com o seu gra-
coso aorriso e viveza alrahiaos compradores para
a loia de Poliveau. Um anno de solTrimenlos ha-
via mudado Dleitarceote o carcter da sua Belle-
za : agora era dbil e melanclica : o seu rosto
era to branco como as vestes que a envol-
van).
Gil e a outra dama, ouvindo esse grito arran-
cado to do intimo d'alma, to cheio de conflanca-
esporarara que o velho nao podesse resistir. E
de facto Poliveau pareceu principio vencido pela
natureza ; fez um movimento como que para
abracar a infeliz lha ; mas quasi logo recuou um
passo, e repellindo-a, exclamou com a voz alte-
rada : -
O que me quer esta mulher? Maldito saja
quem me coiiduzio scmelhanle logro I Nlo me
toquis, nao vos chegueis mim ; porque o vos-
so contacto me causa averso I
Horrorisda com esta violencia, a pobre moca
recuou tambem por sua vez, e foi cahir sobre um
banco dosmaiada.
Gil Polnselot e companhelra de Rusinha ti-
nham todo esperado do effeito irresisiivel desse
primero choque ; mas rendo o sea mo successo,
viva consternagao se desenhou em suas feiges.
O aprendiz chegou-se Polireau, que fazia um
movimento para retirar-se, e o conteve pelo bra-
;o : a outra senhora, iodo em auzilio da novina,
exclamou com esse accenlo de desesperaco to
eloquenle n'ums mulher, quando v outra sen-
do victima de cruel Injusliga :
Santa Maris, Mi de Deus I Sr. Poliveau : o
que quer dizer tunta obstioacao, tanta brutalida-
de I Pois anda nao estaos convencido de que
vossa Blha nao commetteu as fallas, que lhe im-
pulses t Na verdade, senhor, se este rigor re-
soltado da vossa probdade togabada, nesle caso
seria para desejnr que fosseis menos probo, para
zea havia j tido a felicidad* de fazer sensivel-
mente redutir o numero das aantengaa cuja exe-
cugao lhe havia sido confiada ; alcangou apagar
d'entre ellas-moitos no mes, e entre outros o de
Benjamn Constant e o de Mr.de Montalivel. Pez
grandes esforgos para prevenir a priao daquel-
les proscriptos, cuja morto, se fossem aprisiona-
do seria inevitavel.
A fronleira nunca foi interdicta por sua ordem,
e mullos foram presos munidas de passaportes
assignados por elle. Porm a paixao poltica de
um lado, e de ouiro o servil coslume de se des-
tinguir por excessos de zlo, levarara as prsoes
pessoas, que Mr. Decazes mais que ninguem de-
plorou, nao tanto pela poltica, quanto pela hu-
s anidado.
" Fez ludo quanto era possivel para evitar a pri-
ao de Lavalelto, e nao podendo emfira retardar
mais, ordenou ao agente, encarregado de execu-
tar esta triste misso, que fosse de manha casa
de M. Lavalelte levar urna sua carta, na qual
prevenio que ella agente voltaria s qualro horaa.
Quando elle voltou, contando nao encontrar nin-
guem, foi recebdo por Mr. de Lavalette, quo as-
sim se entregou em suas raaos.
Deve-se, pois, reconhecer que, sem ter tido
parte, como|disse-se mais tarde, na fuga do coo-
demoado, Mr. Decazes tomou a parle que lhe
poda competir, nas>uspeitas e censuras, que
nests occasio se levarara al o throno. Ve-
res que ho de dizer que somos nos lbe da-
se o rei, e com effeilo islo se veriOcou.
Familiar com os usos de um paiz livre e par-
ticularmente admiravel na administrago da jus-
tiga criminal, elle indignra-se contra os inter-
rogatorios, que faziam um ioglez aecusado de
coaiplicidade. Para que, dizia elle, obrigar
este homem dizer aquillo, que de facto elle
nao disse? Islo necessariameote far produzir
mo effeito em um paiz, onde ha mais respeito
pela sorlo des aecusados; porm, de certo nao
estamos adiaulados as formulas verdaderamen-
te liberaes, ainla que falle-se ha mais de vinle
e cinco annos em liberdade >. Conhecemos
hoje mais a palavra edizemosliberalismo: e-co-
nhecoremos acaso mais a sua signicago?
Dfficuldades mais graves assaltaram o minis-
terio. Sabe-se como a cmara, mais realista
que o proprio re, era levada, por urna situano
imprevista, exagerar a autoridade parlamentar
e encerrara prerogativa real nos mais estreitos
limites. Os partidos sao to inclinados quanto
os homens a accommodar as ms doutrinas s
ms necessidades, eo partido ultra-realista a-
poiava-3e em theorias quss republicanas, para
estabelecer que a nsgo tinha o direto de obri-
gar Luiz XVIII, como apoiou-se mais tarde em
doutrinas absolutistas, para estabelecer quo Car-
los X tinha o direto de obrigar a nano.
Que partido houve no nosso paiz, pergunta-
mos, entregue tantas aventuras, que escapasse
essas inevltaveis conlradicces-.'
Nao vimos liberaes amantes'] da dictadura, e
nao foi d'entre os mais enthusiastas defensores
do direto divino, que surga a doulrina do suf-
fragio universal?
A situano relativa da cmara e de governo
havia-se tornado intoleravel. Com urna cmara
indissoluvel ou um ministerio irresponsavel, a
difficuldade nao poda terminar. A carta offere-
cia um meio mais brando de sahirdesto emba-
rao, deixava a escolha entre a dissoluco da c-
mara e a retirada do ministerio. Ser, sem du-
vida, urna honra eteroa para o rei o para Mr.
Decazes ter tido a coragem precisa para preferir
o primero partido ao segundo, e por ler invoca-
do a propria Frauna contra os seus perig030S re-
presentantes.
Se o nome do Mr. Decazes merece estar ao la-
do do nome do rei, todas as vezes que se falla do
edicto de 5 de setembro, porque a Qrmesa seo-
sata de Mr. Decazes nesta occasio prevaleceu
como sempre.
O ro e a nano sao por nos dizia elle cons-
tantemente Mr. de Richelieu, j fatigado dcsta
lula ingrata; e, por ouiro lado, logo que des-
pertou no espirito do rei a idea de dissolver a
cmara, Mr. Decazes trabalhou com ardor para
fazer cxecula-la .
A fiel narranao destes negocios, que Mr. Du-
vergier de Hauranne publicou, faz apreciar, em
seu justo valor, oservico que Mr. Decazes, nesta
occasio, fez restaurano e Franna.
O uso o jporluno do direto de dissoluno, pre-
rogativa to importante da soberana constitucio-
nal, differenga principal, seno uica. qu? sepa-
ra esta formada governo, da forma republicana,
levon naturalmente Mr. Decazes frente dos ne-
gocios, e ello tornou-se a alma do ministerio,
que lhe devia sua durago.
Recordar lodosos actos atis deste ministerio,
sena escrever as paginas mais honrosas da his-
toria da restaurano al a fatal punhalada, que
reanimou sbitamente a triste lembranca e as ce-
gas paixoes 4as nossas guerras civis.
Mas antes desla terrivel desgraga, que servaos
este ministerio prestou ao uosso paiz I
A lei da elelgo em 18t7 (I), a admiravel lei
(1) Enlre os projectus de lei eteiloral, submel-
tidos ao conselho, houve um que o rei repellio
como muito democrtico, e escreveu espirituosa-
mente fallando desle projeclo: Com aquelle
feriamos Da cmara plebs e nao populos .
que podesseis ser mlhor pae... A vossa conduc-
to indigna, sira, sou eu quem vo-lo diz urna
conducta odiosa e desnaturada I
Aquella que fallava com tanta firmeza e paixo
era a esposa do juiz criminal, quem Poliveau
havia em ouiro lempo confiado sua filha. A af-
fego, que a boa mulher tributava Rosinha,
impunha-lhe o dever de defender sua pupilla :
ese era muito compadecida, era tambera muito
loquaz irascivel. Passava com"o certo que mais
de urna vez ella se atrever fazer frente ao te-
mivel magistrado, seu marido.-
Irritada com o feroz acolhimeoto, que Poliveau
fuera Rosinha, continuara anda as suas in-
vectivas, se o mercador nao a nlerrompesse d-
zendo-lho com dignidado :
Poup'ae-vos estas lastimosas exprobraces,
senhora. Smente Deus, que ha de julgar to-
dos nos, se. poder constituir juiz entre mim e
essa crea tura deshonrada. Aquelles que a acon-
selharam este passo mo, suppozeram sem du -
vida quo o tempo conseguir riscar da minha mo-
mona a recordacao de suas fallas; enganaram-se :
e ella tambem enganou-se, se julgou que um an-
no de ausencia aplacou a minha colera. Levae-
a, e que ella se esquena do caminho da minha
casa : tenha ao menos a consolago do que des-
la vez nao ahe to repellida como da outra.
A firmeza, a calma apparente, com que foram
pronunciadas estas palavras, flzeram calar-se a
protectora de Rosinha : mas a mona ergueu-se,
enchugou os olhos vermelhos de chorar, e disso
com docura, porm ao mesmo tempo com urna
especie de altivez:
Meo pae, a conjunclura em que nos echa-
mos solemne : se ousei a'ffrontar a vossa colera
immediata, foi porque tenho a cumprir um dever
para com vosco. E' tilvoz a ultima vez que vos
vejo ; o pois nao recusis ouvir-me I
Recuso ; disse o mercador .virando o rosto
com obsiinago. O que podereis dizer-me que
eu j oo saiba ?
Patro I exclamou Gil supplicante : por lu-
do qutblo ha de sagrado, ouvi & vossa filha I
Sr. Poliveau, accrescenlou a mulher do ma-
gistrado, peccado repellir-se assim quem sup-
plica I Deus castigar a vossa cegueira I
O velho hesita va.
Pois bem. disse elle afinal sentando-se so-
bre um banco, consulo em ouvi-la em alteoco
aos amigos, que o pedem: mas dizei-lhe que por
favor apresie esta psuiTel .entrevista,
obre o exercito, a aboheo das lela de exopgio,
a evacuaco do territorio dous asaos .antes da
poca fizada pelos tratados, a lei sobre impren-
* .* 18" I"8 aubsiste em parte, e que coa
gratido a acceilariamos hoje toda iateira, a abo-
linao dos transportes de escravos, a instituico
das exposigoea quinqneonaee de industria, eis a-
qut urna parte dos beneficios qn se deve i este
ministerio, muflas vezes modilfcado, mas sem-
pre constante em seu espirito sabiamente liberal
e em seu ardor pela pacificaco do paiz.
Certamente nada ha meos rasoavel do que a
colera do ^partido ultra-realista (iqual Mr.de
Saint-Aulaire (2) respoaueu to bem) contra a
poltica de Mr. Decazes e Contra a sua pessoa, na
occasio do alternado de Louvel; porque se al-
guma influencia tinha podido acalmar o funesto
delirio, que armara Louvel, e poda fechar o a-
bysmo de ignorancia e de odio, d'oode sahiam es-
ses negros vapores, era certamente a poltica
moderada seguida por Mr. Decazes com o apoio
de um rei sabio.
E' preciso entretanto reconhecer que o acto
praticado por Louvel fra directamente inspirado
pelos erros e pelas paixoes populares, que do-
viam, cedo ou larde, reenviar a familia de nos-
sos antigos reis ao exilio. Louvel via principal-
mente nos Bourbons os cmplices do cstrangeiro,
e os fazia responsaveis da iavaso da Franna.
Elle narrou, em um dos seus curiosos interroga-
torios, que, montando a guarda nos fortes de
Metz em face dos Prussianos e ouvindo um ca-
ohao fazer urna saudano.fperguntara sentinel-
la inimig o que dava motivo isto. Responie-
ram-lho que saudavam a chegada do rei de
Pranga, e foi n'essu dia, dizia elle, que votara
aos Bourbons um odio, que bem depressa muda-
ra-se em sede de sangue.
Se elle podesse penetrar em casa de Mr. Deca-
zes, teria li Jo, escripia pelo proprio punho do
rei, urna carta datada do anno antecodente :
< Estamos convencidos, desde o anno passado,
que deixariamos esquecer o anniversario de 8 de
julho ; o verdadei.o dia da restaurago 3 de
maio. O dia 8 de julho foi sem duvida muito
agradavel ; mas, alm da proximidade dos cem
das, eu vi o canho prusso sobre o Carrosusel;
nao sao lembrangas proprias de se perpetuar.
Desgragadamenle sao lembrangas que se per-
petan), e quando ella se colloca entre urna dy-
naslia a mais admiravel sabediria e a mais no-
bre coragem nao a faz apagar.
Luiz XVIII levou ao tmulo esta sabedoria e
esta coragem, e cora olle Mr. Decazes per deu a
influencia salular, que tinha conservado.mes-
mo fra do poder,sobre os destinos do paiz.
Sua queda, com effeito, nio loi ama desgraga.
Feito duque e par, accumulado de hooras, en-
carregado da embaixada de Londres, Mr. Decazes
era um personagem consideravel na poltica e ti-
nha, pde-se dizer, o primero logar naconanca
do rei.
A morte d'este soberano, ou por outra d'este
an.igii, oo affligia smente Mr. Decazes, inspi-
rou-lhe os mais tristes presenlimeotos. Nao
ser fcil prever, lhe escrevia o rei em 1817, que
cedo lenha de descer ao tmulo ?.... Abracei
um systema de moderaco, nao por negligencia,
nem mesmo porgosto pessoal, roas para impedir
a Franja de se despedacar por suas proprias
mos. Minha vida anda necessaria, pois aioda
nao posso dizer : Vunc dimittis servum tuum.
De certo a sua vida era necessaria, pois nao
ava quem o subsliluisse.
Mr. Decazes ne se Iluda sobre os perigos,
que corra o successor do rei, ou antes que ello
proprio poda correr.
Se elle nao tornou-se no seio da cmara dos
pares, o mesmo fra da cmara, um dos chefes
do uma opposigo poderosa, foi porquo sua res-
peitosa gratido pela memoria do re se estendia
at o seu successor. Mas, deu este successor
advertencias e conselhos e mostrou-lhe o esc-
lito contra o qual elle ia quebrar-se.
Quem tver conhecido Mr. Decazes tacilmoote
pode julgar Jeste corago ardente o da indigna-
cao d'este espirito justo, quando via todos os
dias, sem poder levantar as mos para soccor-
rer, adanlar-se a ruina inevitavel de uma dy-
naslia e de nm systema de governo, que elle ti-
nha servido e que lisongeava-se de ter contri-
buido, pela sua parle, para fund-alo definitiva-
mente entre nos.
A revolugao do 1830 sorprendeu Mr. Decazes
longe de Paris ; elle correu para juntado duque
d'Orleans, antes de estar completamente instrui-
do do que se passava, e persuadiu este principe
acceitar smente a regencia, e servir de me-
diador entre a sua iamflia e a nagao justamente
irritada. Ignorava anda qual havia sido o pro-
ceder do duque d'Orleans, e quando o soube mais
tarde, ezplicoo o siloncio, cora que elle havia re-
cebdo os seus conselhos.
Elle peosava, nao sem razo, que era possivel
collocar-se com honra e com utilidade para o
paiz. junto de um governo, que se declarava o
fiel guarda das instiluices oactonaes, e que pa-
reca restabelecer a ordem legal, i preo de uma
derrogago na ordem de successo da cora. Mr.
Decazes_ conservou, pois, na cmara o logar que
lhe podia competir, vista dos seus grandes ser-
vicos e de sua longa ezperiencia.
Sabe-se quaes as dignidades, que lhe foram
conferidas e o til concurso, que contnuou
prestar ao governo de seu paiz.
As perturbacoes e conspiraces que agitaram
a monarchia de julho, e que transformaram mais
de uma vez a cmara dos pares em tribunal do
jusliga, derara occasio Mr. Decazes de lem-
brar-se da magistratura, e elle mostrou ento a
mesma vivacidade e penetrarlo, ji conhecida.
Teve tambem occasio de entregar-se sua bon-
dade natural e muitos homens houveram, que
encontraram nello mais que um juiz indulgente,
um advogado, um protector. Preoccupra-se vi-
vamente, mas com mais liberdade do que nos
dias de seu poder, do futuro industrial e com-
a) Sabe-se que Mr. Decazes tendo enviuvado
casra-se em 1818 com mdemoisello. de Saint-
Aulaire.neta pelo lado materno do ultimo principe
de Nassau-Surebruck, e sobrinha da duqueza de
Bruosvrick-Bevero, que obleve do rei da Dioa-
marca a transmisso do ducado de Gluksbierg
em favor dos novos esposos. U duque de Glu-
ksbierg, filho primognita de Mr. Decazes, mi-
nistro plenipotenciario na Hespanha, na re-
volucao de 1848, deixou os negocios, ao mesmo
tempo que seu pae.
Rosioha se achava em p diante de seu pae :
demorou-se alguns instantes em dominar a sua
agitago : depois replicou com o accenlo de uma
dogura anglica :
Gracas & Deusl J as supplicas dos ostra-
nnos teem mais poder no corago de meu pae,
do que as minhas proprias supplicas I K nao obs-
tante, conlinuou ella drigindo ao aprendiz, e
sua companheira, um sonriso cheio de reconhe-
cimento, sede abenjoados vos ambos pelo favor
precioso que devo s vossas instancias.
Calou-se anda por um momelo, e depois de
pequea pausa conlinuou:
Meu, pae. ainda quo tenhaes abdicado todos
os vossos direilos sobre mim, nem por isso devo
deixar de dar-vos coola das minhas aeges, e dos
raeus projectos. Amanha deixarei o mundo, e
pronunciarei os votos eternos no convento das
benediciinas da Ave-Mara. Como filha respei-
losa venho pedir-vos a vossa approvacio.
Apezar do partido que havia formado de nao
ceder qualquer que fosse a commono, Poli-
veau estremeceu e tornou-se paludo.
Ella vae deixar o mundo I exclamou elle.
Quer fazer-se religiosa! Ser possivel ? I
Sim, sim, mullo possivel, tanto que a
pura verdade, disse a Sra. Defunetis, incapaz de
conservar-so calada por muito tempo. Hoje
mesmo recebeu a dispensa do noviciado que a
Sra. abbadessa havia solicitado do arcebispo: e
esta iofeliz menina xou para amanha o dia da
ceremonia. Por piedade, Sr. Poliveau, usae da
vossa autoridade para impedir-lhe que d esse
passo inconsiderado: to severa a regra do
convento! Come-se hervas, dorme-se sobre o
chao duro I Nunca se sae do claustro depois de
pronunciados os votos; e assim preciso renun-
ciar-se familia, e aos amigos 1 Por favor impe-
d que ella consume este sacrificio, de que se ha
de arrepender mais tarde. A' excepgo de mira
e da Sra. abbadessa, ninguem mais sabe desse
projeclo; e portanto Rosinha pode ainda sem
quebrar de soa honra esquecer semelhanle reso-
lugao. No convento todos igooram a razio por
que se prepara a egreja. Dizei-lbes, como ea j
lhe tenho dito tantas vezes, que ella pode ainda
psssar dias felizes no mundo; dizei-lhe mais....
Nada tenho que dizer-lhe, senhora, inter-
rompeu o mercador tazando sobre si mesmo qm
visivel esforgo. Uma vez que Deus chana I si
esta creatura, nao devemos nos arceda-la d,o sen
caminho,
mercial de seu paiz. DecazefUle, que conla hoje
mais de oito mil habita olas, Dae deve inteira-
meme a existencia ; augmentou o museo ; pro-
vocou, emfim, todos os melhoramentos uleis, e
morreu vice-presideBle da sociedade de agricut-
KUrQ>
Saber envelhecer nio d lio fcil, como parece,
e a natureza muita gente faz uta lervico, pou-
pando-lho esta ultima experiencia. Mr. Decazes
soube envelhecer com digoidade, com espirito e
principalmente com coragem.
AtTastado desdo 1848 dos negocios pblicos,
mas Ijgado pela indiligencia, e ainda mais pelo
corago, a- todas as provas do nosso paiz, Mr. De-
cazes manifestara as suas opinies desinteres-
sadas, aquella rectido e aquello espirito pralico,
que o guiara em todo o curso de sua vida.
Muito liberal, menos pelo carcter do que pela
sabedoria o pela sua longa experiencia, elle era
particularmente sensivel i tudo que locava i nos-
sa grandeza ; e se me permittido, mim que
o conheci j nos seus ltimos annos, rendor-lhe
im testerounho.ousarei dizer que,nos dias de per-
lurbanao geral, nao conheci um melhor Fraocez.
Ternemente amado por sua fama, elle preslava
a attengao devida aos cuidados de que era rodea-
do, e para com os seus amigos mostrou sempre
urna rara e constante bondade. A' fallar a ver-
dade, nio era smente a sua bondade que nos
aitrahia, mas o sincero prazer de v-lo e ouvi-
lo. Nao oceultamos a nossa ineiioagao pelo*
teslesnuahos dignos de attengao, que esta poca
lio interessante da nossa historia deixoq-noa.
Mas Mr. Decazes parecia-nos mais proprio para
instruir-nos Figuravamos o comego de sua for-
tuna tao rpida e lio justa, no lempo em que
elle, por assim dizer, adevinhava as coodigdes do
governo constitucional e a paciticago da Fran-
ca ; no tempo em que elle dizia com a inteli-
gente resolugao da mocidade : c E' preciso na-
conalisar o rei e fazer realista a naci ; e es-
tendendo lealmente a mo todo o mundo :
Aquelle. que vem ao rei pela caris, ou 4 carta
pelo rei, ser bem recebido.
Procuravaroos v-lo tal qual elle era nos dias
mais felizes de sua vida ; favorito do soberano e
ministro liberal, fazendo o mais patritico uso da
amizade real, cahindo do poder por ter bem com-
prehendido e servido a Pranca, indo exilar-se em
Londres e semeaodo voluntariamente ouro em
seu caminho, um pouco prodigo, sempre amavel
e constantemente bom. i
Repassavaraos assim esta existencia animada e
sobreludo digna de inveja, e sentamos um vivo
prazer era apertar esta mi sempre affectuosa e
j trmula, em contemplar sob estas feiges ain-
da tao bellas um dos mais cobres e mais encan-
tadores fragmentos do passado.
Prevost-Paradol.
[Journal des Debis.C. Jnior.)
DIRETO criminal.
O mandante que i arrependeu,
6 quiz revogar o mandato mas que nao
o conseguio em tempo, pode ser considerado como
autor do delicio ?
Tendo o nosso cdigo, oo art. 4., recenhecido
que sao autores os que mandam, constrangem e
commetlem um crime ; e nao tendo determinado
os meios, pelos quaes o mandato se verifica, a
expresso mandam comprende, era sua ae-
cepgo natural, a idea de incumbencia dada 1-
guem, iocumbencia que nao pode tornar-se auc-
toria, sem que ss tenha incarnado na aeco cri-
minosa do executor ou mandatario. D'aqui resulta
como consequencia necessaria, que a concep-
cao do crime, a resolugao e intelligencia com o
mandatario sao os caracteres, que se divisara na
accio do mandante ; assim como na deste v-se
a aceeitago do mandato e a execuco completa
ou incompleta. Mas perguntar nos-ho: se a
auctoria s pode ser imputada ao mandante
quando lem havido da parte do mandatario ac-
ceilagao e execuco completa ou incompleta ; to-
da vez que o mandante se arrepender do manda-
to erevoga-lo, ser elle ainda considerado au-
tor? Eis o que passamos i apreciar.
A posicao do mandatario pode ser originada
por dons, promessas, dinheiro ou a perspectiva
do longinquas esperangas ; pode ser ainda filha
de uma ordem, se o mandante se acha em rela-
nao de superior para cora o mandatario ; pJe,
emllm, ser originada por uma incumbencia di-
recta e simples, independente de promessas ou
dons, mas nicamente por uma esperanga tacita,
que o executor nutrisse. Iodos ests casos se
comprehendera na generalidade da expresso__
mandam que empregou o nosso cdigo. E,
pois, se nao pode haver crime sem um facto ma-
terial, acompanhado da inlengo que lhe iocar-
na o carcter de imputavel; se o mandante e o
mandatario sao solidarios n'estes sentimentos
criminosos, do modo que o acto, encarado em si
nao vem ser mais do que o resultado de duas
vontades irmas ; se a imputabilidade importa a
responsabilidade dos agentes, consequencia l-
gica e necessaria que tanto um como outro au-
tor, digo, criminoso perante a lei: incontesta-
vel que, em quanto as vontades forem idnticas,
o crime tem a palernidade de ambos.
Mas houve mudanca de vontade, nio na pessa
do mandatano, mas oa do mandante.
Entao diremos nos: onde est o laco. que
prende a solidariedade? A inlengo, a vontade
do praticar o mal tem sido mudada : por conse-
guinte, se o commiltente leve tempo de fazer
chegar ao conhecimento do commissario a sua
revogano: se, nao obstante, este executa o cri-
me, desprezando a vontade do primeiro, ento
salla aos olhos do toda a intelligencia que elle
smente elle, quiz carregar com toda a responsa-
bilidade ; elle e smente elle; e nem se pode mais
dizer que o levam aioda as promessas, os dons, a
perspectiva de longinquasesperangas, porque a re-
vogago do mandato apaga todas estas cousas. Nao
sendo, pois, mais duas vontades irmias ; porm
uma s o nica vontade; nao havendo mais o
mandato, nao pode tambem haver mais de um
autor. Podoro ainda influir n'elle as promes-
sas, o dinheiro, quaodo elle faz o contrario da-
quillo, por que as promessas foram feitas e o di-
nheiro promettido? Poder ainda o maodatario
allegar que ezecutava uma ordem, que obedeca
influencia de um superior, quando ello desres-
peita uma ordem posterior, contraria primeira
quando a ultima vontade era a que quera ser
obedecida?
( Conlinuar-se-ha. ]
A mulher do magistrado bateu violentamente
o p.
Oh I que pae deshumano e brbaro I excla*
mou ella no cumulo da iodigoacio.
Rosinha dirigiu-lhe um olhar supplicante. e
replicou com o mesmo tom de voz puro e quei-
xoso:
Agradeno a vossa condescendencia, meu
pae; porm nao ainda ludo. No momento de
separar-me para sempre do mundo e de vos, de-
vo lomar a Deus por leslemuoha da minha inno-
cencia sobre as faltas, que me iaputaes ; devo
anda uma vez na vossa presenn deixar sahirdos
raeus labios este brado: eu nao sou culpada,
meu pae I en oo sou culpada I
Rosinha linha uma das mos sobre o corago
a outra estendida para o cea : seu gesto, sua at-
alude, seus longos vestidos brancos, seu olhar
inspirado davam-lhe uma apparencia sobrena-
tural.
A conviegao de Poliveau foi afinal abalada,
O' meu Deus I exclamou elle com uma es-
pecie de espanto religioso. Ter-me-hei engaa-
do 1 Ser ella de facto innocente !
Rosinha cahiu seas ps.
Sim, meu pae, vos vos enganaslesl exsla-
mou ella com vehemencia. Juro que vos enca-
nastes 1 Porm debalde I nao me acreditaos e
nem podis acreditar-me. Deus, para puoir-me
do meu orgulho e frvolidade de oulre lempo
permits esta cegueira em que eslaes meu res-
peito Pois bem : eo ji nao invoco a minha in-
nocencia, nao ouso mais pedir-vos juslica por
que esta palavra excita a vossa colera : mas vos
pego perdo e piedade I Meu pae, pelo vosso e
pelo meu repouso nio queiraes que eu morra
com a vossa inimizade I Amanha vpu deixar o
mundo, e dizer-vos um adeus eterno ; oo per-
mitlaesque, acabrunhada com a vosea maldigo
eu me vi reunir s virgens puras, que serio mi-
aas compaoheiras. Suspendei essa maldigo.
meu pae, suspender or quem sois; e j que
Deus me recusa a felicidade de convencer-vos da
minha innocencia, dizei-me pelo menos que,
culpada ou nio, vos anda amaes-me t
O velho quiz anda lutar contra um sentimen-
to mais forte do que elle, mas ronceu a natu-
reza ; as lagrimas jorraram-lhe dos olhos, abriu
os bracos sem pronunciar uma palavra, e sua fi-
Iha predpitou-se nellea. (GontfuMr-tt^ka.
im^ ITP, Di M. P. W FAMA; -W6A,"


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