Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09225


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Full Text
AIIO XXIYII IDIEIO 23
Por (res mczes adiantados 5$000
Por tres mezes vencidos 6j}000
jSlUfi/Ml -. J
SEGUIDA rEBA 28 SE JUMO DE ItlT

if
!
Per ano adiantado \ 9$060
Porte fraico paro o subscriptor.
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ENCARREGAD03 DA SUBSCBIPCAO DO NORTE
rarahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
uandes de Muraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UOS CUKKKIO.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Ikuarsss, Goianna e Farabiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altinho e
Garanhuns as lergas-eiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
quira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formosn, Una.Barreiros,
Agua Prela, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha]
Et'UEMKKlUKS O MK Ul JANKIKO.------
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La ora a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manhia.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Cyrllo b.; S. Lenidas tp.
29 Terca. S. Francisco de Salles b. dontor.
30 Quarta. S. Martinha r. ra.; S. Jacintha.
31 Quinta. S. Pedro Nolasco fundador.
1 Sexta. S. Ignacio b. m. ; S. Brgida v.
2 Sabbado. egi PuriOcaco de Nossa Senhora.
3 Domingo. S. Braz b. m.; S. Odorico f.
AUU1KNU1AS DUS TKIBUNAK UA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relacio: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio da:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeira vara do civel: tersas e sextas ao meio
dia.
Segunda vara do civel: quartas o sabbados a 1
bora da tarde:
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SUL-
Alagoas, o Sr. Claadino Falcao Dias; Baha
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, o Srl
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa da
Paria, na sus livraria praga da Independencia ns.
6 8.
PORTE OFFICIftL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 24 de Janeiro de 1861.
Officio. A cmara municipal do Recite,
Nao convindo que se edifique no terreno frootei- I
ro ao predio do hospital de Pedro II. j pela
utilidade manifest de urna praca n'aquelle lu- |
gar, j por que semelhante edificaco privara o
predilo hospital de suas conrtices de salubrida-1
de, e sendo necessario nao consentir que progri- !
da a edilicacao do pequeo predio de sobrado,
quo ali existe, nao s pelo motivo exposlo, como
por constar que est fura de alinhamento vinte
palmos, recommendo cmara municipal desta
cidade que expeca com urgencia as necessarias
providencias para que pelos raeios competentes
seja vedada a edificaco n'aquelle lugar e em-
bargada a continuaco da obra do sobrado, visto
coovir que a mesmi cmara, se julgar como pen-
s, proponha, nos termos do arl. 5. da lei pro-
vincial, n. 129, de 2 de raaio de 18, a desapro-
priacao d'aquelle terreno por utilidade municipal.
Dito. Aojuiz de paz presidente interino do
collegioeleiloral de Goianna. Tendo conside-
racao ao que se me acaba de representar decla-
ro a Vmc. para sua direcco, e do collegio elei-
toral dessa cidade, que deve este ser interina-
mente presidido pelo juizde paz mais votado do
actual quadriennio, nos termos do aviso do mi-
nisterio do imperio de 13 de setcmbro do anno
passado, e que para a composico tanto da mesa
interina, como da effectiva do mesmo collegio,
derem concorrer somonte os cleitores da fregue-
zi de Ilamb e N. S. do O', sobre cujas elei-
Qdes nao houve dunda ou contestaco alguraa
e que uo sendo permiltido ao collegio, qualquer
que seja a sua opinio acerca da legitimidade dos
eleitores, recusar-se a receber os seus votos pa-
ra deputados, aviso de 19 de dezembro de 1856,
dovem ser tomados era separado os dos eleitores
de N. S. do Rosario de Goianna e de Tijucup;po,
em que houveram duplcala, reservando-se ao
poder competente o direito de apreciar opportu- I
mente as respectivas eleiges e julgar de sua
validade, sem que possa resultar o grave incon-
veniente de pela confuso, da volago do uns e
outros d'aquelles eleitores poderem serannul-
ladas.
ilicio ao coronel commandsnte das armas.
Sirva-se V. S. de ordenar ao capilo comman-
danto da companhia fixa de cavallaria que pague
pela caixa de forragens e remonta da respectiva
cavalhada a quanlia de 256&000 em que impor-
ta, segundo a conta por elle apresentada, o alu-
guel da cocheira, em que estiveram os cavallos
da mesroa companhia, de 29 de dezembro at
18 do corrente.
Dito ao commandante da eslaco naval.Sir-
va-se V. S. de expedir suas ordens para que seja
transportado corte no vapor Viamo o soldado
do Io batalho de artilharla a p, Francisco Lo-
pes de Borja.Communcou-se ao commandan-
te das armas.
Dito ao conselheiro presidente da relaco.__
Para satisfazer ao que requizitou-me o Exm.
conselheiro presidente do supremo tribunal de
jusIiqs, era ofJlcio do Io de dezembro ultimo,
convm (que V. S. mo informe com a possivel
brevidade
'"Se durante o anno quo fiodou algum juiz
de direito com jurisdicco nesla provincia inter-
rompeu o respectivo exercicio, a (ira de tomar
assento na assembla legislativa provincial.
2oSe existem nesla provincia juizcs do di-
reito avulsos, empregados, ou nao, em com mis-
sao fra da magistratura, e quaes ellesso.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar engajar no corpo sob seu
coramaodo o paisano Juvencio Rodrigues da Sil-
va, que foi julgado apto para o servico, confor-
me se deduz do atteslado anhexo ao" seu officio
desta data, n. 35.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Restituo a V. S. aconta em duplcala, a que se ,
refero a sua inormaco de hontem, sob n. 61,
a flm de que mande pagar ao pharmaceutico Jos
da Rocha Paranhos a quantia de 432jJO0O r?.,
em que importam os frascos do extracto compos-
to de salsa-parrilha, comprados pelo conselho
administrativo do arsenal de guerra para o hos-
pital militar, visto nao haver inconveniente a
osse pagamento, segundo consta da citada in-
ormaco. Communtcou-se ao predito conse-
lho.
Dito ao mesmo.Communico V. S., para seu
conhecimento e direcco, que, attendendo ao que
me requereu o promotor publico do Limoeiro,
bacharel Cesar Oclaviano de Oliveira, resolv abo.
nar a falta, que por motivo de molestia, deu o
supplicante no dia 31 de dezembro ultimo, e per
sso deve V. S. mandar pagar integralmente os
vencimentos do mesmo bacharel relativos aquello
Bies.
Dito ao mesmo.A' vista do que informou em
seu officio n. 59, de 23 do correle, o autoriso a
mandar adlautar ao capito do corpo de guarni-
cao desta provincia, Jos Joaqun) de Barros, o
sold do mez corrente e de feverero prximo
vindouro, bemeomo pagar-lbe asvantagens que
ver vencido.
Dito ao inspector da thesouraria provincial
Era vista das contas juntas, queme foram remet-
tidas pelo chefe de polica com officios de 22 e 23
do correle, sob ns. 47 e 50, mando V. S. pagar
ao procurador do delegado de Serinhaem a quan-
tia de 1673800, despendida nos mezes de outubro
a novembro do anno prximo passado com o sus-
tento dos presos pobres da cadeia daquelle ter-
mo, e a Francisco Xavier Civalcanti de Almeida,
ou ao seu procurador, a de 161(600, larabem
despendida com os presos pobres da de Santo
Anto nos mezes de novembro e dezembro prxi-
mos lindos.
Dito ao mesoioAttendendo ao que me repro-
senlou Jos Mamede Alves Ferreira, empreiteiro
da estrada de Po-d'Alho a Nazarelh e de parte
da do norte, declaro V. S. para sua intelligen-
cia, o em additamenlo ao meu officio de 19 desle
mez, que sendo o referido empreiteiro, bem como
os demais arrematantes de obras publicas os ori-
ginarios credores da fazenda provincial, a elles
pertencem os juros da divida fundada pela lei n.
488, de 10 de maio de 1860, contados do 1." de
jullio ao 1. de selembro do mesmo aono, em
que foram emittidas apolices pira o seu paga-
mento, as quaes s pdem dar direito aos seus
actuaos possuidores a receber o premio nellas es-
tipulado, e do lempo em que principlaram a cor-
rer, sem prejuizo do direito adquirido pelos ar-
rematantes ao premio vencido antes dessa dala,
e em razo da demora que houve na eraisso das
raesraas apolices.
Dito ao director das obras publicas Vevolvo a
Vmc. a planta e orgameolo dos reparos deque
precisa o edificio em que funeciona a capitana
do porto, aQm de que Vmc. descrimine com ur-
gencia dessa despeza a que r indispensavel, para
vitar a total ruina do predio occasionada pelas
aguas pluviaes, como representa o capito do
porlo.
Dito ao juix de paz do 2. auno do i. districto
e Po-d'Alho. Respondo ao officio, que Vmc.
me dirigi cm 21 do correte, dizendo-lho que
tenho designado o dia 3 de marco prximo vin-
douro para reunio da junta de qualifkagao dessa
freguezia.afim de ler lugar a reviso da lista dos
rotantes, visto que olio se reuni ella no dia
marcado por lei.
Dito ao juiz de paz mais votado de Serinhaem.
-t-A' consulta por Vmc. feita em officio de 7 do
corrente, hoje recebido, respondo dizendo quo
declarando a aviso circular n. 42, do 3 do fevere-
ro de 1857, i/i fine, que os labellies competen-
tes para a transcripto das actas, de que trata o
10 do art 1. do decreto n. 842. de 19 de se-
lembro de 1855, sao somente os dos lugares, em
que se houverem reunido efunecionado oscolle-
gios eleitoraes, o tabellio desse termo, essim
como o de todos aquellos, em que houver um s
tabellio, o competente para lavrar em seu livro
de notas a do respectivo collegio, embora eleitor
e secretario do mesmo collegio.
Dito ao mesmo.Ao seu officio de 7 do cor-
rente, respondo dizendo que devia Vmc. ter [Ba-
tallado, no dia designado pela lei, a junta de
qualificaco d'essa parochia, e proseguir nos res-
pectivos trabalhos, que seriam suspensos por um
motivo justificado qual a superveniencia da reu-
nio do collegio cleitoral, roas nao o laudo feito,
designo para sso o dia 3 de marco prximo vin-
douro, precedendo os editaes do estylo.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.
Passando s mos do Sr. superintendente da es-
trada de ferro para ser tomado em considerarlo
o incluso roquerimento do propiietario Manoel
Joaquitn do Reg e Albuquerque, cabe-me dizer-
lhe que acho de toda a conveniencia seren aten-
didos o supplicante e outros proprietsrios em
idnticas circumsiincias, visto que da construc-
Co de algum deposito provisorio as estacos
intermediarias s villas do Cabo e Escada, quo
sirvam para recolher os assucares enviados pela
estrada, deve resultar interesse nao sao publi-
co, como ao thesouro nacional e propria va
frrea.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
dendo ao que lhe requereu o bacharel Antonio
Fernandos Trigo de Lourairo, escripturario da
secretaria do governo, resolve conceder-lhe um
mez de licenga com vencimentos para tratar de
sua sade, onde lheconvier.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que lhe requereu o juiz do direito da comarca
de Goianna, bacharel Joo Autonio de Araujo
Freitas Henriques, rosolve conceder-lhe dous
mezes de licensa com vencimentos para tratar da
sua sade.
DESPACHOS DO DIA 24 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimentos.
3625Ricardo Fonceca de Medeiros.Sella-
dos os documentos que junta, volte, querendo.
3626Joo Francisco Ribeiro Roma,Remet-
tido ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda
para recommendar ao da alfandega que opportu-
namenle atienda ao supplicante.
3627Jos Joaquira de Barros.Dirija-se
thesouraria de fazenda.
3628Jos llygino do Miranda.Volte o sup-
pilcante thesouraria de fazenda.
Jos Muniz Teixeira Guimares.Como re-,
quer.
369A irmandade de N. Senhora do Bom Par-
to.Requeira o supplicante ao governo imperial,
3630.K. F. Borges.Passe-se portasia conce- I
den-o o prazo do 3 mezes para os machioistas
apresentarem os seus ttulos de approvago.
3631.Francisco de Souza Guerra.Iofoime o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
3632Antonio de Souza Barboza.Apresente-
se-me o supplente do supplicante.
3633Cesar Octaviano de Oliveira.Dirija-se I
a thesouraria de fazenda. I
EXTERIOR.
.

Delenda Cartlago,
Parece-nos que se transvia de todo, quera pro-!
cura por muito abaixo da occorrencia do Charles
el George a natureza e importancia do actual con-
flicto com o Sr. Arcebispo do Sida. A mesraa
ndole de cada urna das questoes se oppde a to
singular interpretaco.
Estamos pois em graode risco de vermos o nos-
so Tejo invadido por urna esquadra romana. i
Tune eliam falis aperit cassandra futuris,
Ora.... non unquam credita Teucris.
A' foz do anligo Alba ludo agora furor bel-
lico. Quarenla nus de linha de cem pecas raja-
das por banda empurrara para as boceas do Abr-
a e Calpe as aguas do Mediterrneo ; as trirems
da antiga repblica succederam fragatas de hli-
ce que assombram o Tybre, e prestes viro as-
soberbar a torre do Bugio.
Do alto do Capitolio allumam a Roma dos
papas as antigs glorias dos Scipides e Pompeus.
Cumpre que resurjan) na Lusitania os Cesares,
Viiiatos e Apimanos para arrancar os louros da
fronte aos novos Galbas e Cepics. E apesar do
perigo anda ahilemos dentro dos rouros desta
nova Troia e velha Ulysseia o nuncio de Roma
donum exliale Minervae I |
Laoconte grita do sobre a Cruz de pu, e nin-
guera o atiende. |
O fero sacerdote de Apollo em vao suppeza a
langa ingente, e a crava no peito da mole, onde '
se acoila a astucia de Ulysses I i
Instamus tamen immemores, caecique furore.
El monslrum infeliz sacrata sislimus arce. .
Pende j sobre esta trra o ultimo dia. A fa-
milia de Priamo tem o p no caminho de dester- I
ro. Thessandro e Steneleu abrem as portas aos
socios, dando a morte aos guardas dacidadella.
No conflicto do Charles et George tralava-se
apenas de um incidente internacional, ridicula
bagatclla que nunca deu cuidado a homens de
vulto histrico.
Acham-se actualmente nos conselhos da corda
quatro cavalleiros, que nessa quosto procedern)
honrosamente. Assim o dizem os sabios.
Mas a quesio era internacional ; e os quatro
cavalleiros teimaram que pertencia aos tribunaes
civis desle reino.
Eis ahi onde est o tacto fino delicado desses
ministros, e o dos seus panegyristas que tantas
desgracas prevera na questo de officio l A ques-
to internacional decide se pelo direito civil;
as questoes civis essas que ficam para serem
decididas segundo o direito nacional I
A boa razo e o bom senso do liberallismo
neu-histrico assim o resolve: e cumpre abai-
xar a cabeca crendo a olhos fechados os dicta-
mes dos Chleos.
A questo internacional era insignificante. As
nus rancezas que insultavam o Tejo, podamos
involve-las naa velas dos nossos antigs galees.
Era justo que nesse tempo dormissemos a som-
no solt, que nao respondessemos s notas do
ministro francez, que acceitassomos urna intima-
gao vocal, e por ella nos decidissemos a rasgar
uns sucios de processo crime, a trancar vergo-
nhosamente urna seulenca, a soltar o criminoso,
que segundo diziamos, eslava preso com toda a
justica.
Era justo que dissessemos ao almirante da na-
Co poderosa : fazei neste Tejo, o que nunca
nioguem aqu fez, com coosentimenlo de portu-
guezes ; arrancai do navio apresado a bandeira
das quinas, que nunca foi abatida seno pelos
pelouros : atirai impunemente as faces deste po>
vo, a injuria que sempre foi respondida pela
bocea doscanhoes.
Era justo que se Uzease tudo islo em virtude
de urna intimaco verbal ; os documentos es-
cupios nessa poca seriam urna redundancia ri-
dicula.
Agora tudo pelo contrario, Deixarquese (a;a.
um eroprestimo para o papa sem o aulorisar por
um regio prat-me com lodas as formalidades
de um documento de suprema importancia, foi
o maior dos attentados que poda commeller o
ministerio transado. Deixar ahi o Nuncio que
nao intima ninguem nem por palavra nem por
escripto, o maior dos ultrages ao decoro na-
cional I
O Sr. marquez de Lisi, intimando e ameacan-
do, devia (car em Lisboa, por que sera urna
falta de generosidade faze-lo sahir de Portugal,
nao estando ahi no Tejo, seno alguns vasos
francezes que tremiam de nossas torgas marti-
mas ; o Sr. Arcebispo do Sida deve sahir, porque
as esquadras de Roma dos Pontfices andam j
as aguas do Atlntico ameaenndo a independen-
cia desta trra.
No passado conflicto tudo quanto se fez, foi
grande, foi nobre, foi generoso, foi digno de um
povo heroico. A Vranga era Franca. E portanto
como a questo era com exlrangciros, por isso
mesmo nao avultava aos olhos dos profundos
estadistas.
Hoje a questo muito maior; immensa, por
que nao com Roma ; nicamente exclusi-
vamente com monsenhor Ferrieri I Compreheo-
deis, leilores ? Se nao comprchendeis, curvai a
cabeca, e crede, pois o dicto de um estadista
profundo!
E sabeimais. A desintelligencia com o Sr. ar-
cebispo de Sida, e nao com Roma, urna grave
questo poltica, onde ha urna tentativa de inva-
so, que a continuaco de outras ; ha nella a
sequencia de um systema, ligado com certa coi-
sa, que se chama agora o trama, ligado com a
permanente conspiragao existente no paiz, em
que entram abertameote os antagonistas decla-
rados da dynastia e das instituidos 1
Comprehendestes ama veis leilores? Ficais sa-
bendo como urna desintelligencia pessoal si-
multneamente grave questo poltica? Compre-
hendeis como na desintelligencia que nao affecta
Roma ba urna tentativa de invasSo de Roma, ten-
tativa que a continuaco de outras, o a sequen-
cia de um systema ?
E possivel que se esrrevam seriamente estes
destemperos? E possivel que venham autorisa-
dos, com as iniciaes de um nome que respeita-
varaos, pois o viamos rodeiado da brilhante au-
reola da poesia ?
Se a q.iestao de redacco de um ofJlcio pode
ser ao mesmo tempo nicamente pessoal, e gra-
vemente poltica; se Roma nao entra nella, mas
ao mesmo tempo ha nella urna invaso, nao se
sabe de quem nao em que ; se nessa invaso an-
da encuberta urna conspiraco permanente, era
que entram abertameale os antagonistas declara-
dos da actual dynastia e das instituices ; cum-
pre que saibamos, qual essa. conspitaco, qual
essa trama urdida no paiz.
Meia palavra nao basta: digam cousa que so
enlenda. "
Nao nos respondam que nao sao denunciantes :
a meia denuncia mil vezes peior que a denun-
cia intera o completa.
O delator franco pode fazer a denuncia por en-
tender que o bem do paiz o exige, e que um de-
ver de consriencia o obriga a prevenir os pode-
res do estado: mas o homem que aponta com o
dedo um mysterio de crime, e que nao ousa le-
vantar o veo, pode nao ser menos que um ca-
lumniador com todos os desaires do denunciante.
Se suspeitam que os que defendem a causa do
Papa, conspiran) por isso mesmo, digam em que
consiste a conspirado.
_E' inimigo da actual dynastia, todo aquelleque
nao louve o crime de um abuso de confianca no
correio ? E' inimigo das acluaes instituices,*todo
aquello que nao eneontra injuria n'um' desafogo
confidencial, do funecionario que se defende, re-
pulando-se injustamente aecusado? Conspira
aquelle que verbera o escndalo do jornal, por
quem foi publicado, neste paiz, o documento
confidencial, por quera foi trazido para a discus-
so, a pessoa inviolavelsogundo as doulrinas des-
se mesmo jornal ? Conspira o que desoja a har-
mona do paiz com os governos estrangeiros, que
tem sempre aconselhada nioderacao e cordura,
que censurou a maneira inepta em que se tratau
a questo Charles et George, como ora extranha-
ria igual procedimento, se o governo seguisse os
estouvados conselhos de seus antigos adulado-
res?
Pensara que se oinletesse partidario predomi-
narse em nossa escripia em vez da convieco re-
ligiosa, nao folgariamos de vor o governo liberal
em completa rotura com a Santa S ? Se o pen-
sis ou esto loucos, ou nao comprehendem quan-
to o povo portuguez ama a religio de seusmaio-
res. Se querem fazer a experiencia, facam-na.
Cumpre-nos levantar bem alto a nossa voz, pa-
ra que nunca nos possan aecusar de que sacrifi-
camos a paz da igrejaem Portugal ao interesse de
partido.
O Iruropho para a sarita causa do direito ha de
vir; Ira bal hamos para isso ; para isso usamos
das armas legaes na imprensa. Fallamos bem
claro : o nosso im nao outro.
Temos urna convieco sincera de que Portu-
gal nao pode salvar-se, seno abandonando a ve-
reda revolucionaria, aonde o lancarara ba um
quarlo de scelo. E esforcar-nos-hmos por tra-
lo delta.
Mas nunca por meios ignobeis ; nunca por mo-
do que prejudiquemos a paz da igteja, pois so-
mos cathoheos primeiro que tudo.
Mas se outros perturbsrera essa paz, Hondo
eBto salva de remoraos nossa consciencia, tira-
remos da situago em que os governos revolucio-
narios se collocarem, todas as vantageos que po-
dermos o soubermos.
Fallamos com clareza. Se nao nos quizerem
acreditar, nao nos mortificaremos com isso: en-
tendam-nos bem.
A n jola.
A provincia de -Angola ost felizmente pacifi-
cada, e os seus habitantes podem de novo enire-
gar-se ao commercio e agricultura sem terem
receio dn que o gento vonha roubar os seus cam-
pos, ou os assalte quando atravessarem de urna
a outra povoaco.
Nunca recelamos pelas armas portuguezas, a
victoria era iodubitarel logo que aquella provin-
cia chegassn torca da metropole; mas se o re-
corso s armas indispensavel para reprimir
urna aggressao do gento, se indispensavel que
na provincia baja sempre a torca sufficiente para
que elle nao teBha tentices da repetir as scenas,
que a provincia acaba de presenciar, nao sao as
armas, necessario quo se conhega esta verda-
de, o meio mais proprio e fcil para conter qual-
quer das provincias ul.ramarinas as boas rela-
coes, quo convm conservero com Portugal.
O elo mais forte, quo pode ligar qualquer da-
quellas provincias metropole, a comraunida-
do de interosses; convengam-se os seus habitan-
tes que s vantagens II es resultam da sua unio
comnosco, convengan)-.e de que toda a torca que
derem ao governo geral em vaotagem propria,
e ento teremos no amor daquelles povos a pri-
meira arma, e da mais rija tempera, para a rua-
nutengo do socego publico.
Mas esta conviego so" o governo da metropole
a pode levar ao corago dos nossos irmos de
Aleta-mar, pela proteceo que Ibes deve prestar
em tudo quanto possa concorrer para o seu des-
envolvimento iolellectual e material em tudo
quanto possa concorrer para augmentar o seu
bem estar.
E insistiremos em um pedido que por muitas
vezes temos feito como da mais urgente necessi-
dade; a escolha das autoridades.
E' necessario que as autoridades ultramarinas
sejam escoliadas com mais escrpulo anda, que
forem destinadas ao reino. E isto por urna du-
plicada razo.
Naquellas provincias nao ha a diviso de pode-
res, que ha no reino ; o que exige all maior
somma de htbililscoes no funecionario publico
do que aqui; e a esta .accumulacao de poderes
acresce a longitude em que esto, o que tira aos
empregados a faculdade de consultarem amiuda-
das vezes o governo, como podem faier as diffe-
rentes autoridades do reino.
Isto era juanio s habilitagoes intellectuaes,
emquanto aos costuraes tambera necessario que
as autoridades ultramarinas sejam escolhidas
com mais escrpulo, que as que forcm destinadas
ao reino, e isto tambem por urna duplicada ra-
zo: porque o governo nao est to habilitado
syndicar todos os seus actos, como no reino, e
porque ellas conhecendo isto, abusara da sua
posiro, e abusam da pouca illustracao daquelles
povos.
Os funcionarios, que vo para o Ultramar, nao
sao regularmente levados all pelo desejo de bem
servirem a patria, e nem com a esperanza de al-
ongaren) em recompensa dos seus servigos urna
boa posigo social e com ella os meios de oc-
correrem as suas necessidades por meios legaes,
vo pois aquellas paragens buscar fortuna, nao
hesitando muitos na adopgo dos meios.
*- E' necessario que islo cesse, mas nao cessar
emquanto seno derem aos empregados vanta-
gens taes, que os conviden) a trocar a Europa
pelas costas da frica, anda mais necessario
que o governo seja ioexoravel com aquelle que
abusar da confianca, que nelle depositada pelo
Tacto da nomeago, abuso que concorre para o
entorpecimento das torcas da provincia, e para
alienar de nos o amor daquelles povos.
Esta primeira medida nao basta, apezar da sua
importancia; igualmente necessario que se
cuide seriamente de reformar a administrando do
Ultramar.
Nao queremos desconsiderar a classe militar,
pelo contrario temos todo o respeilo por ella ;
mas nao comprehendemos como nico documen-
to que so exija para poder administrar urna pro-
vincia seja urna patente de official do oxercito ;
nao comprehendemos como se ache vantagem
em sustentar urna lei. que despreza o mrito
para altender patente, e isto para assumptos
que nada tem com o exercilo, que nao tem re-
lacao alguma com a vida dos quarleis e dos acam-
pamentos.
Queremos que haja as provincias ultramari-
nas a torga militar necessaria para assegurar a
vida e propredade daquelles povos, e para fazer
respeitar o nome portuguez; mas assentamos
que para satisfazer a esta necessidade nao ha ne-
cessidade de limitar o circulo onde seja licito ao
ministro do Ultramar ir escolher chefes para as
provincias.
Dissemos cima e rcpeti-lo-hemos mil vezos
que nao julgamos a torca militar o elo mais for-
te para ligar metropole as provincias ultramari-
nas ; ha outro elo mais rijo do que este o amor
dos povos.
Saiba o governo forjar esse elo e elle se tor-
nar cada dia mais foite, pois a par dalle aug-
mentar a populago, porque esta e aquello es-
taro sempre na razo directa do cuidado empre-
gado pela metropole a favor das colonias.
[Naci].
A divida e o imposto.
A sciencia financeira dos histricos reduz-se a
dous pontos: augmentar a contribuigo.e reduzir
a despeza.
Mas nao pensis que a contribuigao se aug-
menta, porque se criem novas tontos de receita,
que fazendo a^prosperidade dos particulares con-
tribuam para a riqueza publico ; nem que se di-
roinua a despeza porque se extingan) as sinecu-
ras, porque se corle no ornamento das diferentes
repartiges o que ha de excessivo, ou porque no
exercilo dos empregados pblicos so tacara redu-
Ces, que pondo-o em harmona com as necessi-
dades do servgo, tirem aosorvedouro das despe-
zas correles urna parte da sua torga.
Para que isto assim fosse, seria necessario que
os taes financeiros tivessom por tira a felicidade
do paiz, seria necessario que a sciencia fosse nel
les urna cousa real, e nao um titulo que cada um
loma para si, ou que se concede aquelles que
convm exaltar, com a mesma facilidade com que
se concede urna commenda ou urna carta de con-
selho ; seria necessario que a sciencia fosse o
fructo do estudo colhido as escolas e no gabine-
te, e nao um titulo passado por que nao vale
mais que o agraciado, e sem outra habilitago
almda frequencia dos cafs, daslojasde modas,
ou de algum club.
A administraco da fazenda publica urna
cousa seria, necessita alm de inqueslionarel
probidade, muitos conhecimentos, e isto ainda
nos lempos normaos, quanto mais hoje que a
revolugo tem levado o paiz s bordas do a-
bysmo.
A historia de todos os seculos e de todos os
paizes mostra-nos que a despeza augmenta na pro-
porgo dos estados, porquo a corto deve estar
em harmona cem o paiz a quo peteuco ; ogran-
imperio necessita um numero do empregados
multo superior aquelle quo sufficiente para a
administraco de urna poquena repblica, e os
exercitos e a raarinha desta nao podem de aorte
alguma ter a importancia dos daquelles.
Assim foram em Alhenas edepois em Roma as
necessidades publicas creando novas fonles de re-
ceita, assim temos visto as nages modernas, que
podem servir de modelo pela sua boa adminis-
traco, e pela prosperidade a que teem chegado
em coosequencia desta, trabalharem por conser-
var sempre o equilibrio entre a sua receita e a
despeza, augmentando a despeza s quando aug-
mentan! as suas torcas productivas, ou quando
julgam o augmento dstas dependente do augmen-
to da despeza.
Era Portugal porm nao tem acontecido assim:
Aqui a despeza agmenta na razo inversa do es-
tado, e quanto menor a corte, quanto mais di-
minuto se v o exercito, quando a marinha se
torna quasi invisivel, entfio que os Neckers
revolucionarios pedom ao povo maior contri-
buigao !
Nem destinado esse aumento da receita a
crear novas fonles de riqueza ou dar mais desen-
volvimiento as j existentes ; pelo contrario o paiz
retrograda em vez do avangar, porque por parte
do governo nao ha iniciativa seno para vexaro
conlrbuinte, tirando-lhe pelo excesso do imposto
os meios de fazer prosperar a agricultura, o com-
mercio e as artes.
E as rendas publicas sao annualmente absor-
vidas pelo funecionalismo, e pelos juros da divi-
da sempre crescento, porque a economa tal
que apezar do augmento do imposto e da dimi-
nuigo do exeretto e esquadra todos os annos
necessario recorrer ao eroprestimo.
Citam-nos constantemenle exemplos estrangei-
ros, introduzem aqui ou dolorosamenle ou torca
costuraes e leis estrangeiras, mas s quaudo es-
tas tendem a perverter os costuraos do nosso bom
povo, o que ha de bom no estrangeiro ou o
ignoram, ou o citare, opena.8, por ostentar eru-
"dico.
E qujn.do ia levanta. igUm voz ou po parla-
mento ou na imprensa contra o augmento da
divida, ou se riera, ou taxam de ignorante em
raatorias Gnanceiras aquello que ousa faze-lo.
Pois nessas nagOes, que nos apresentam como
raodellos, nao se pratica assim. A divida mere-
ce all serio cuida Jo s adminislrages, s se.d
o titulo de financeiro a aquelle que a diminue*, e
s se tolera o augmento quando fio plenamente
provado que as vantagens, que resultam desse
augmento, compensara os sacrificios que lhe exi-
ge a nago.
Quando se procede assim, as nages prospe-
rara ; mas para isto necassario que haja o amor
da patria, e que aquelle que gere os negocios da
fazenda publica nao teoha simplesmente habili-
taces de caixero, saiba fazer mais que soramar
a despeza, e impor a cada districto a quola com
que elle tem de contribuir.
A contribuigao nao deve ser um vexamo para o
povo, nem o ser se ella for applicada a augmen-
tar as riquezas publicas, porque com estas cres-
cem as particulares, e evidente que quanto
mais rico foro conlrbuinte maior pode ser a ver-
ba da contribuigao e menos onerosa se lhe torna
esta.
Mas a contribuigao nunca pode ser um prin-
cipio de prosperidade publica, seno for linea-
da em harmona com as torgas do conlrbuin-
te, e se nao forempregada pelo modo mais pro-
ductivo.
E tem-se feito isto? Responda a consciencia
publica.
Os ministros e o parlamento.
No dia 7 de Janeiro abre-se o parlamento. As
trombetas ministeriaes j tocam a reunir, e por
modo tal que bem mostrara o receio, que teem
de nao terem torcas sufficienles para defenderem
a posiro.
' E'o interesse pela boa march) dos negocios
pblicos, que nos obriga a pedirnos aos nossos
amigos que se apresentem em S. Bento logo que
se abra o parlamento, dizem os defensores do
governo; o receio de levar algum choque logo
na constituirlo da mesa, respondem os que teem
os seus artigos.
Nao temos motivo algum para duvidar do pro-
cedimento das cmaras em relago ao gabinete,
dizem ainda os amigos deste, porque todos sabem
que a actual opposigo dirigida pelos mesmos
caracteres, que ainda ha bem poucos mezes aban-
donavam o poder, declarando que o motivo da
sua resolugao nao era outio seno haverem per-
dido a confianca do parlamento, e a simples
analyse desle acontecimento basta para explicar
qual ser a situago do minislerio em frente das
cmaras.
A simples analyse desle acontecimento, pode
dizer a opposico, explica o receio que o governo
tem da actual cmara, explica a resolugao em
que elle est de a dissolver, resolugao qoe j nos
foi confirmada por um jornal insuspeito e em
um artigo escripto por penna autorisada netas
materias; resolugao que os actos das autorida-
des administrativas mostram j Ihes foi commu-
nicada, conjunctamente com a ordem de se
prepararen) para urna prxima campanha
eleitoral.
Mas independenlomente dos trabalhos eleito-
raes, a que procedem as autoridades administra-
tivas, independenteraente do oitos e^o.... minis-
terial, todos supporiam que o governo tero
sobejas razes para desconfiar do apoio do
parlamento.
Invocam-se, como prova da confianca que o
governo tem na cmara electiva, os precedentes
desta; mas essa prova contraproducente, por-
que quando se reflectir que os deputados deixa-
ram de apoiar os ministros, por obra e graca dos
quaes sao deputados, conhecer-se-ha que n8o
para admirar que abandonen) aquelles que Ihes
guerrearan as oleices, e cujos jornaes vomita-
ran! contra elles as raaiores aecusages, e pro-
testaran) por lodos os modos porque o poderam
fazer contra a legalidade das suas eleices.
Nao se illude o governo, julgando que prende
os raembros da cmara electiva ostentando con-
fianca ; o apoio destes ha de durar s em quanto
nao achem occisio opportnnade oderrubar; se
oslenlam aquella confianca mais por um luxo
de phraso do que pela f"que deposilam nella.
E' grave a situago do governo, e tem de se
apresentar ao parlamento vergando sob o peso
da sua incapacidade administrativa, e com a
consciencia de que nao pode contar com a bene-
volencia dos juizes; j tinha esta convieco
quando adiou o parlamento, o de ento para c
nao tem apparecido razes capazes de lhe a
altenuarom.
Que importa que os seus orgos queiram fazer
entender que nao ha a idea da dissolurao?
lambern elles affiangavam que a cmara nao
seria adiada, quando o decreto j eslava passado
e talvez assignado.
O ministerio actual nao pode offerecer longa
duraco, tem contra si a historia de 1856 a 1859,
tem contra si o que tem feito e o que tem dei-
xadode fazer depoisque foi novamente chamado
ao poder; tem contra s, em urna palavra, a
opinio publica ; bem o conhece a cmara elec-
tiva, e nos temos visto que esta nao hesita em
vollar as costas a qualquer governo. que esteja
ameagado de urna demisso.
E' pois a situago tal que ou o governo ha de
cahir parlamenlarmente e muito breve, ou para
prolongar a existencia por mais algum tempo ha
de dissolver a cmara.
E' osta a verdade; digam muito embora os
jornaes ministeriaes que o governo conta com o
parlamento.
Os cortejos liberaes revolncao
Italiana.
A revolugo italiana tem nos revolucionarios
do resto da Europa outros tantos encomiastas.
O estrondo de ara throno, que all baqueia
saudado com enthusiasmo aqui pelos que, in-
vocando a todo o instante os direitos do homem,
e o imperio da lei, nao coohecem praticamente
outros direilos, e outra lei superior ao poder da
torga bruta.
A revolugo que na Italia despedaca coras,
que extingue nacionalidades, que atropella direi-
to, que invade, e se apossa do alheio com vio-
lencia, justifica-se plenamente por que tem por
fim unir sob o mesmo sceptro a diversos povos,
que fallam a mesma lingoa, protessam a mesma
religio, tem os mesmos costuraos, e desejam
constituir-so n'uma nago formidavel. Aqui a
revolugo era justi por que tenda a abolir a
conslituigo nacional, e alterar os costuraes, e
al a lingoa indgena, a perserguir a religio, a
substituir a torga do direito pelo direito da torga.
Se outr'ora um dos soberanos deslhronados,
ce dendo ambigo de dilatar seus .dominios e
mandasse s pragas estrangeiras recrutar vadios
e acenasse com honras e com arultados premios
pecuniarios a qualquer ousado aventureiro, que
os guiasse ao paiz, cuja posse anhelara, e depols
de arvorado o estandarte da revolla so pozesse
frente de seus exercitos, o invadisse e lhe arre-
batasse a independencia, t que nao dirieis que
a usurpago se havia all consumado em virtude
das tendencias e desejos que tinha o povo de an-
nexar-sea outro povo, que fallassea mesraa lin-
goa, que tivesse os mesmos coslumes e a mesma
civilisago.
E se approvasseis semelhante acto de vanda-
lismo, pao vo-lo eatraohariaiD por certo oj que
desejam a verdadeira liberdade e independencia
dos differentes povos.
Nesse caso seria a conquista, seria a oppresso
sena a perda de urna nacionalidade, que nos os
revolucionarios, sligmalisarUmos. Mas a con-
1u,?|a. 3 oppresso, a perda de muitas nacio-
nalidades, quefestejaes agora cora enthusiasmo.
be o voto tos estados, sujeitos recentemento a
Vctor Emmanuel nutriam lodos esse prurido de
annexaco, por que foi roister revolugo le-
vantar corpos no estrangeiro, organisar expedi-
Coes no estrangeiro, comprar armas no estran-
geiro, abrir empreslimos no estrangeiro, recorrer
a proteceo do estrangeiro ?
Se as tendencias das diversas populages ita-
lianas eram para a annexago, se realmente a
populandade della era tal qual a inculcara, por
que mendigaran) forgas estranhas, e s com ellas
teem logrado supplantar a bandeira nacional?
Se deveras os paizes que teem dcsapparecido
agora do mappa das nages, preferiam ser pro-
vincias de ura estado a ser cada qual ura povo
independente, por que esperaram a invaso ga-
ribaldina, e das torcas de Victor Emmanuel?
Pois ha re que resista A vontade de um povo
que tem doliberado sacudir o jugo, quando
prepotencia de urna ou mais nages formidaves
nao acta sobre elle? Pois ha unnime fervor de
renunciar a nacionalidade, ha dascontenlamento
geral e fungoso introduzir successivamente.
como outros tantos fardos de contrabando, trocos
de gente armada, seduzir aqui um sargento, all
um subalterno, acola um superior, alm um ge-
neral, por emfim em aeco todos os meios de cor-
romper da que pormaecem fiis auloridade
legalmente constituida I E' mister arrojar de to-
do a mascan, e ira testado ura numeroso exer-
cito disciplinado e aguerrido fazer a guerra a
urna potencia amiga, que lula com a revolugo
furlu-amenie introduzida 1 E' preciso declarar em
estado de sitio provincias inteiras, que reagem
contra os que em nume da liberdade as oppri-
mem, Ihes arrancam a independencia, as depre-
dara, as fustigara, como sabem fustigar revolu-
cionarios, ou Ihes per.da do hombro o manto real
ou empuohem a vara tribunicia I
Os povos subjugados pelo Piemonte directa ou
indirectamente amam a liberdade liberal tanto
quanto o povo portuguez quer revoluco. O
suffragio, com que pertendem cohonestar a usur-
pago consumada na* maioria dos estados italia-
nos, revela tanta populandade, quauta o resul-
tado das eleices em Portugal tem demonstrado
a favor dos ministerios, que ahi teem gerido a
cousas publicas.
All o voto tem sido to livre como aqui. To-
dava aprogoam o simulacro como realidade, e
concluem que a vontade nacional irrecusavel-
mente pela annexaco.
Nao espanta. Tambem o povo portuguez, no
dizer dos tyrannetesda liberdade, tem n'alma ra-
dicado o amor ao systema, que o lera arruinado.
Tambem esta nago, segundo elles, vive satisfei-
ta com a abjecta situago, a que a Ura rebaixado
a revolugo. Tambem vota pelo imperio da cor-
rupgo moral, pelo permanente esbanjamento da
fortuna publica, pela promulgago do leis tribu-
taras de inconlroversa iniquidade, pela irres-
ponsabilidade e engrandecimento dos ministros
devassos, pelo enxurro de medidas j ineptas, j
oppressoras, que diariamente veem aggravar an-
da mais o deploravel estado do paiz.
A liberdade que fruem os povos da Italia r-
ma da liberdade de Portugal. A moralidade de
urna a moralidade de outra. A religiosidade
de urna a religiosidade da outra. Os Qos de
urna sao os fins da outra. Como nao ha de o li-
beralismo (aqui sympathisar com a revolugo
nao s da Italia, mas de qualquer oulra parte
onde levante a cabeca e flagelle o povo com o
acuite de suas proverbiaes vexagoes ?
Vantagens histricas.
Os actos do governo revelan) decididamente a
sensatez, e o espirito de economa, e de obedi-
encia lei, que predominan) no animo dos mi-
nistros ,
As reformas, que diariamente o Diario publi-
ca, confirmam a idea, que o paiz formava dos
homens da situago. e justificara plenamante a
confianca, que depositava, e deposita netles*
0 ministerio pedio tempo para estudar, e o>
fructo das suas locubraces vai transluzindo, e
reanimando a esperanga deste povo, quo palpa
as vantagens, que em to limitado periodo teem
surgido, e sao como a guarda avangada de urna
alluvio de medidas rasgadas, que nao de levan-
tar esta Ierra humilhada, e oppressa, altura de
urna das nages mais florecentes.
Os commellimentos, mais que ousados, e de
irrecusavel proQcuidade, que o paiz j deve ao
poder, sao outros tsolos padres immorlaes, que
perpetua rao o nome dos acluaes secretarios de
estado j demasiadamente celebre nos annaes da
liberdade liberal.
Qualquer governo, que atteodesse antes s
suggestes do amor de contentar algum valido,
do que s prescripges legaes, poslerga-las-ha
sempre que o desejo de satisfazer a propria von-
tade lhe segredasse a conveniencia de servir o
amigo, embora no outro dia lhe exprobrassem o
escndalo; ma o governo histrico antepe a
lei 4 araisade, aos interesses partidarios a utili-
dade do servico nacional, s arguigoes, e fros
dos despeitados a tranquillidade de consciencia,
e o bem merecido louvor publico.
Nao pensem, que nos move o prurido de adu-
lar a situago; move-nos a imparcialidade, de
que tymbramos, e que nos leva inratiavelmento
a fustigar o abuso, e a prevaricago da aulorida-
de, e a loovsr todos os actos della, que se nos
afiguram de inconlrastarel proQcuidade.
O ministerio innegarelmenlej o melhor dos
ministerios possiveis. Nao admira pois essa po-
pulandade immensa, que em tao curto prazo
lem adquirido, e qoe ahi denunciara cora lanta
modestia os orgos do governo.
O paiz era agoutado com o azorrague do im-
posto relativamente descommunal; os homens,
que hoje dingera os negoeios pblicos, lastima-
vam o poro, e as instancias, com que exigiam,
que affastassem de sobre elle a celeuma tributa-
ria, que o ameagava j to de perto, presagiavara
a bonanca, que tinha de surgir logo que subissem
ao poder.
E a esperanga popular realisou-se.
Essas leis vexaiorias, que pairaram temerosas
sobre os contribuinles, j cangados de exlorges
barbarescas, converteram-se ainda antes de vi-
goraren) na bem sensivel diminuigo do imposto
logo que o Sr. Avila conquistou a pasta da fa-
zenda. S. Exo. nao s foi inmediatamente a
parlamento declarar, que o povo nao poda, nem
devia pagar mais, o que os projectos financeiros
do Sr. Casal Ribeiro erara ioexquiveis, alientos
os enormes sacrificios do poro, porm que os
stygraatisava como infestos i causa do paiz, a
quem o novo ministerio demonstrarla que pelo
tacto de ler empotgado o mando nao renegara a
bandeira dos 50 mil peticionars, antes conti-
nuara a propugna-la com o denodo e firmeza
propria de gente histrica.
E a situacio transacta, ourindo. o programo
do ministro implacarel adversario do augmento
do imposto, romiUra iras, dardejava impreca-
ges contra o Sr. Avila, porque al all havia ti-
da a convieco mais profunda de que as taes cen-
suras, e sentimentalismo histrico eram apenas
um meio, posto que j mu sdico, de Iludir os
papalroj, de aplanar o caminho do poder, a





w

i ti
liai; l:
flt?
*
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HARIO M rERMMBUGO. SEGADA FE1RA JANEao DE 1861.
I! MU

nao poda aeabar corasigo vendo que a. liuh a
substituido quem deveras se coatote da i torturas
do povo, o estar deliberado, seuo a ex&ngui-
las, a suavisa-las coiisideratelmente.
O cotrilho veuciJo fulminavam auathema so-
bre a nascenta aJminislragio, porque se oslen -
lava coherente, o que uAeeeuerava ; aun os coa-
Iributetes applaudiaue-ee cea entbjettetmo.
E e caso era rea linete'para uso.
Mu ao s o nodo, caaao acteal govetno
tea procedido eooi retaca 4a leis de fazenda
que o orna querido do pata. Totea a reates
de adsiuisirec.o florecen licate toao nos aae-
lhorea lempas da luonarchi, a preeirtem ero-
digioea safra de vaatatens aaaatas
Ot iribunaes ata* aala sargadas; a paro
dorme tranquillo sobra a iaceeteplibihdade dal-
les. A imprecisa libertina emraudeceu, cada
gitimaraeule. am razo da segunda, e se o poder
inmenso, encentrado n'ama s mao, pesada a
responsabilidade que rccahe sobra urna s cabe-
ra. Disseram por mulas vezes que o povo fran-
cez, infiel leis, tratou como agentes responsa-
veis a soberanos declarados ircespoasoveis pelas
'""'iliiinftaa m i
Ua Tardada o'eiea. asara ; parta te olhaa-
saa da aea parto- ata tete cataaaaebis, pode-
naos lago daacobaic a a lateaeesbilidado do
soberana ate- ae desatorta (aulmeoie na opi-
ma ttafce a prepare* da influencia pessoal
qee setas a a de tac aaa os negocios, tete
nataat s esaabetet* cate eez atea aiuda essa
ratafia coesstate a da jilttits entre a respoeea-
brlMadu a a peder. Qeaoato o imperador leaoe
to* o poder, aseeaito natura Imen te sobre si
toda responsabilidade. Em compensado, nao
vit'i-jzrt ^t^&sK8 ****>* *** ~* <:*>**
infestar que opta pela prosi>ertdsde da causa da
igreja, e por isso com a da poder temporal do
tapa. O exercito rccuperou sua antiga discipli-
, a orgsnisago delle tscou o ponte de perfee-
Xibilidade possivel; o abuso dos nichos cessou,
e cada qual oucupa o posto, que a tei 1 lio pies-
creve.
A mao ha, oh 1 essa rivalisarem breves das
com a de qualqtter dessas naces, cujo poder
narilimo vai de oz -em fors. 9 licenceamente
da banda da armada, e despedida' prematura de
um certo numero de operarios, a quem a urgen-
cia das inslrucgoes oavaes tiuha chamado aos
estaleiros fallam alto, e bem persuasivamente
para que duvidem do asserto.
As promocoes as diversas repaitigoes publicas
fazem-se agora -segundo o espirito, e a leltri da
le, como no-lo demonstra a comeacao para oQi-
cial ordinario da secretaria da fazenda um cida-
do. com quanlo mui hbil, estranho aquella se-
cretaria ; e ja se v, sem a mais seqoeuiBa som-
bra de prejuizo do terceiro, porque'all nao exis-
tia um cmpregado sequcr da classe dos prmei-
ros amanuenses oo caso de ser promovido com
proveito do servigo, eomo prova o decreto, que
concede a um dos individuos da alludida primeira
classe a graduacao de olEcial ordinario.
digam, que a opposlgo nao i facciosa, e quo
o miuisterialismo dofeude um governo obnoxio I
O paiz che-gc a descrer da liberdade, e dos
hmeos della ; todava agora envergouha-se du
sceplicismo, que o lyrauuisou durante mais de
um quarto de secuto. Desejava obras, que lin-
dos
sem livrar-se de una parte da responsabilidade.
Para isso nao preciso decrete oem escripias,
isto est em a natur-e-za das causas, e o ioslinrto
publico nao se hs de engaar a este respeilo.
Pensamos, neis, firmemente que, apezar das
ciTerencas facis de assigualar entre as nossas
antigs conslituiges e o decreto de 24 de no-
vembro, passa a na^o a gozar de ama verda-
deira e justa influencia sobre a dreccSo dos ne-
gocios. Qual ser a causa dessa grande e feliz
mudanza? IHzem que no estado complicado de
nossos
tre o ministro do* imperio e um candidato, cuan-
do nao eraran resultado da um duel* atara ara
cidadao independen le a a administrada da na
departamento. A respailo desses deas aada*
de elei;o igualmente lamentareis, saa iaal
apresentar exemplos que ai oda esto iros' em
todas a (aaioriav Aqu mjMMa liieaoa ac-
siao (te raresaatar a'jm dtear raides de a
rnsolhaar de ateari imperial. aSr. Uaacte
de ChaaiMvte, *mproUttat aecusaotea aaaa ealaar; brochara. Per certo qua
pareca iapattirai ave o cenaatet eu os acen-
sados nMteaaaa gravoraaro calpadaa, pie
ate livtaaa de ttapondac uaa om antros, quar
por suaa teapataqoas, qdar por ata compori
meato. Caatuoo, aeasoo-aa o negocie coao
lodos tbresaem itdo rara o a ao radaana ai
em nosqnerxar dfao* mas qaereaoa entretanto
guardar das recordacots do pasudo,, o que (dr
Baoaaaano para memorar e oiuro,
Seja como fr, os abusos desse genero linham
tanto menos importancia, qnanlo is atiribuicoes
da cmara eram mais restrictas : porem uma'as-
sembla investida de cim poder mais extenso, e
chamada a fazer ourir. em lodas as quesioes.com
urna antoridade nova, a voz do paiz, devo sabir
de eleicoes cuja sincer dade nao possa ser seria-
mente contestada nem dentro nem fra de nossas
fronieiras. Quereni dr a conhecer regularmen-
te a Europa, quo ho,e a opioiao da franca
dade, torio 'aseados oa esersTido, porque des-
arraMtra a btawtea qualquer mudanza na ordem
eatabeletaa.
V O ataai poltica a mesma moral quo que-
rteaappiatar % Italia. Dir-vos-hao mui seria-
mente qoe a EurdTpa nao poderiam ver sem In-
q^etagaa caB*ujCao dessa awaaaaide do-
----------- Franca, janataaite I |7
C:'.' '.i' Vf" ""^ ^aa--aaiue pa- Hoia / ao correte abare
CU *2F"nC. fata.ater.ente. fca latntco o Etm. SaxteUTa
terigo daar es.abelt-cer-oaao-p da si. ora arar demonstrar n ratiraido
2n*S :?' f*a r"";So compaatidanated qaaodo o seu mam a atenea
^..TLr**'"- '"-vos-bte tas tela- cae de senador, A paca a dada
"S? HET^ V!,1'314 U,M ,tofc dirt*^ caaeaimpr a aatatm. "
Traca, eeatet, .sealada, e que a fkaasa nte aa- qaocte tirar a uuaatarr o m
lada, equaa fteara nte ta-
se houvesse jurate della
prospera e bem aaotasada; a
que Machiaraat ate ajeara, ae-
pronunriado
Ktica, posta que arabos se tenham
por conserradores.
Podemos garantir coro o testemnaka dar hab-
_*? de 5e.r6ipe que naa ha noticia at hoja de
r.n%Sr.rd. .rjA e,eS0 ^ ta"ta P" ^ ^^.-^c,.cu.o.qua
{tedia 7 do corre
laasko o Etm. s.
rcou pau o Rio de
Mareta- S. Ua.
-so da
eo-sa ea praetaaa
anta veje para atet-
teputeater, ntepte-
negocios exteriores, e em presenca de .cerca do negocios eslrangeiros; o que mais
urna difflculdade interna cuja importancia todos 9,rap,cs e mals Jusl dl> 1ue lc buscar leal e co-
coohecem, o imperador quiz que a nacao se em- WWaTMtjla, essa opiniao no proprio centro do
penliasse nos oceotecimenlus que podem sobre- i *"'* ', ., ____
vr. Anda que esta explicacao fosso a verdadei-1 *'eitores que rio mez de junho de'1837 no
ra, em nada diminuira a nossa satisfecao e as mC3rani assembla actual, nao poderam do
nossas esperanzas. Se hs no mundo urna eousa maneira alguma prever o qno seriara as cousas
onde o pareoer fazer e o faztr retnente se con- (fl0 mcz de JaDetro ** 181- Desde ento, passa-
fundem. o estabelecimenlo e o exercicio da fr-1 !?.m Por nossas cabis a guerra da Italia, a paz
ma'degoverao o que nos avisinha tao sensivel- I Y" arranca. olratado de commorcio. as difflcul-
mento o decreto de 24 de novembro. Se o de- aes com a saota s> Nenham dos representao-
sejo de oorgar a responsabilidade nacional na si-, u?' 1ue hoJe unccionnm. fot chamado para ex-
tuo do paiz inspirou esso decreto, nenhum | P"car-se peranle seus eieilores a respeito de al-
desejo foi mais legtimo, mais dign sobre ledo i B',ma dessas aucstoes lao importantes ; talvez
de ser acorocoado pela opnio e desnulado pe- i exisllssem em germen, mas-nao eram suspelladas ;
lo publico. A naci responsavel por seus ne- | n,,n8uein sobreludo poda suspeitar anda quo a
gocios desde o da em que a cbamam seriamen-
te para n'elles lomar parte : 6 re.ponsavel se os
dirige mal, mais responsavel inda se os nao
dirige.
Pensamos, entretanto, qne o desejo de alliviar
o peso cada vez maior do seu poder, se urna
das causas dessa relaco do imperador, nao e *
Reconheceu elle que, rodeado
de urna assembla verdaderamente influente so-
bre os negocios, teria seu gorerno outra attilude*
peraute a Frauda e peranle a Europa, que ao
seria mais acensado de querer perturbar a paz
demonstrassera o sinceridade dos programmas : causa, pricioaT
revolucionarios : as obras vieraro flnalmento con-'
vence-lo de que havii na familia liberal urna
lacc&o capaz e levanta-lo do estado mrbido, e
descspeanjoso, a que a revolugo o linha ar-
rastrado. Essa faceto a histrica, que em via-
rantida; que diminuira ao mesmo lempo a nos-
sa excessiva ioclina;o era oceupar-nos com osj
i do mundo, e que ella seria realmente melhor za
gem prospera, e a conteni do clero nobreza, e ". -
povo, conduzindo a nao do Estado ao porto....
da ultima ruina, dizem os invejosos da verda-
deira regeueracao nacional, dizem.... os que vo
faltando o estomago a mesa do ornamento.
I
Nao cscapou ningucm a importancia do di-
reilj de 24 do uovembro, mas nem todos sabeui
de-Juzir tambera as consequenciasj que deve tra-
zer essa mudanza ao estado do paiz e direccao
de nossos negocios. A resoluQio repentina que
acaba de muditicar as nossas Iris pelo que diz
respeilo s relajos dos poderes pblicos lem uos
collocado u'uma sttuaco nova, !e nao queremos
tardar mais em declarar sem la menor dissi-
mulaco em nossos sentimentos quaes sao
em nosso pensar os novos dererejs que nos apde
esta siluaro.
O que a lodos impressionou no decreto de "2 i
de novembro foi a dupla intcocat) de por o poder
legislativo em directa relaco com o paizu dar-lho
ao mesmntempo urna parta mais ampia e mais se-
ria na direccao dos negocios interiores e exle-
teriores da nacao. Assegurac a pubiicidada in-
mediata e completa das discusses de urna as-
sembla, duplicar-lhe as forjas por um contac-
to incessaule com o publico d'oude sabe,ecom a o-
piuio que a sustenta. Submeller-lhe epportunae
lealmente(isto antesdeserem regulados ouirre-
vos volrauui'i realisa Jos) os negocios mais impur-
tautos do paiz dar a actividide dessa assembla o
alimento naluralj; eslabelecer na prutica bem
como em llieoa que nada de importancia pJc
d'alli em diante ser feito nem anda tentado sem
seu auxilio ou ao menos sem a sua appro-
vacao.J
Como deve, porm, exercer-se essa influen-
cia '? Por que meio as opiniocs d'essa assembla
pduin apparecer nos negocios e influir em sua
direccao ? A Franca e, pJe-so dizer, a Europa,
nio conhecem at boje seoo meio de estabelecci
entre o poder executivu e as assemblas essa
communicaco constante e essa influencia reci-
proca que sao os proprios elementos de um go-
verno livre : a in-stituicio de um mioislerio em
relaco directa e perpetua com os deputados da
iiago. Assim, nao obstante a mobilidade de
nosso genio e a curleza de noss3 memoria,
vamos por loda a parte pergunlar o publico ins-
tinclivamente durante os dous ou tres das em
que estas reformas eslavam em projeco : Tere-
mos um ministerio ? Pensamos poder responder
com toda a seguranza de consc(encia : Temos
um ministerio. Bem sabemos que esse ministe-
rio como quo desdobrado e que uns faro pro-
jectosde le que uniros bao de vr defender. Uns
sero destinados i escrever a deliberar inte-
riormente ; oulros a obrar e a fallar publica-
mente. Esta innovajao, que a experiencia ha
de julgar o que poderia sei um paisa para o an-
tigo systema, menos importante do que se pode
crer primeira vista. O que era com effeilo o
ministerio no lempo da Carta senoum poder
intermedio o;i antes um mediador entre o chela
do estado e as assemblas deliberativas? eal-
guem chamou com toda razao aos ministros, de-
puudos do parlamento junto corea, deputados
da corda juuto ao parlamento. Essa deputacao
mutua, esso poder mediador parece renascer
boje, visto como ministros oradores c ministros
deliberantes achara-so reunaos pelo mesmo ti-
tulo so redor da mesma mesa do consetho e em
Franca ver-so-hia empenhada at a necessidade
do derramar ou sangue ou dcsaggravar a houra
oiTendida se nos tivessemos paz desde 1857, a as-
sembla actual estara bem longo de representar
exactamente o espirito sempre movel de nosso
paiz ; mas pode-se dizer que os aconlecimentos
do dez annos, foram amontoados neste curto in-
tervallo, c que a assembla adale entre nos
urna especie de teslemuoho de urna sluacao que
j passou o de um lempo que uo existo mais.
No meio das grandes ijuestoes que nos dividem,
ouvem-se lodos perguotarem pela opiniSo da
Franca; anda nao ouvimos oinguem pedir a
Opioiao dessa assembla. Essa dlsliocgSo sempre
desagradavel, aindjquando infundada, cessar
por si mesma nodia em que urna nova assem-
bla, Iivremente escolliida pelos eleitores, chegar
entre nos penetrada da opinlao do paiz.
Estamos no 1 de de;:embro, a abertura dases-
sao legislativa tem lugw ordinariamente entre 5
negocios alheios, e que despertara ealre nos,
vista de um parlamento Ilustre e nobre, a em-
laco de fazermos us roesmos oa nossos. Fali-
gou-se sem duvida de ser mais louvado do que
adverli.lo, mais servido do que sustentado, e i
comprehendeu que uo hava lugar sufcieiite e.,u ae Je'ro, nao falta pois lempo para elei-
para o tlenlo, seno as lnsliluices que cediam : Uia"?!'".^ P^rquo ruo faltara a boa vontade
um lugr sullicieote dependencu. Talvez hou-
vesse perguntado a si mesmo, por que as nossas
antigs assemblas coulavam em suas fileiras elo-
quentes legilimistas e ardenles republicanos.
sem que ninguem se assustasse por v-los abi,
sem que elles julgassem que dimiuuascu nume-
ro ah entrando ; e do desejo de fortificar a c-
mara em natureza e talento a necessidade defor-
liflca-la em autondade uo vai mais do que unt-
antes que o tempo ? Esse complemente natu-
rrl do decreto de 21 do novembro nao seria a in-
terpretaco mals clara e mais tranquillisadora
para o espirito publico. Se o decreto de 2i de
novembro nao lem era substancia reformado,
como temos ouvido sustentar, seno o regiment
da assembla, sao intempestivas eleic,5es novas;
mas seriara tambera intempestivas o a esperam-.a
(uo tal decroto commenicou ao paiz. Se pelo
passo. Deram esse passo, mas ainda restam ou-, conlrar'o, como pensamos, o decreto de
tras; as eleicoes principalmente parecem dever
merecer quanlo anles a aiioin.-au dogoverno. Nao
nada poder eolrar na cmara cora ulilidade e
ainda com esplendor, se la s se pode entrar co-
mo servidor declarado ou como inimigo victoria-
do do governo. Nao podemos indicar aqui re-
forma alguuia ; mas todos seotem que ums elei-
caa nao deve ser a execuco de urna especie de
contrato entre o ministro do imperio c um can-
didalo, ou cniao. o que o mesmo, o resultado
do una so re de duello cutre um cidado inde-
peodente e um prefeito que declara por iodos os
muros do departamento que combale um iuiui-
go do imperador. Pde-so cnifim desejar que
certas garantas asseguradas impreusa po-
fraca,
taria era
Italia feliz.l
aquellas maxi:
rae julgadas h
atente
Se assim fusse. oo heit1Blqii^ntA t ni^
em repudiar na tai genero de patriotismo. Mas
gracas a Deus, assim oo e estamos convenci-
dos de que em taleonjunetura o direilo, a justi-
C, a moral, que se achara do lado dos Italianos
estao perfeitamente descordo com os internases
da Europa e os da Franca. .
O primeiro interesse da Europa a paz. Ora,
ha mais de quarenta annos, isto ,desde o um das
guerras geraes, o maior elemenlo de discordlase
de desordem na Europa foi o estado da Italia, e
nunca haver paz duradoura na Europa em quan-
lo a Italia nao Ocar satseita. Eulendara-nos
bem ; nao pedimos urna satisfaco para a Italia
simplesmente porque ella est descontente, mu
por que lem razao para o ser.
Com cuello, nao bastante que o descontenta-
mente de um povo seja um perico, mister que
represente um direito. Pois bem 1 asqueixas dos
qeera tirar a qu
aai kavia Qcad para
caatedato sahir etette.
Perianto ah ese!
prinrpateiente aaa
lenta da que ette
aqualtee nte tale
aais u rae ea raanaao
s moraaa. rTrteaaea, nica- qoe o campo cleitorel aterto a tedas as eeei-
porquecteaja-las-haoaaoooao. incoes. -iaaai aaa a a-
Esperamos. pelo dia 29, a reremos como fallam
es urnas.
-12-
Quando no ultimo numero noticiamos que na
freguezia da Misso de Japaraluba linha havido
uma duplicis da parle daquolles que sustentara
a causa de JoSo Baptista Monteiro, fomos at
certo ponto infiel ns exposicao de certas cir-
enmstancias dos fados por que nao tnhamos
ainda todas a3 communicar^es ofDciaes.
Qualquer, perm, que seja a divergencia rati-
ficamos tudo hoje cora a publicaco do ofScio que
ao Exm. presidente da provincia dirigi o Sr.
Dr. Joaquim Tiburcio Ferreira Gomes, juz de
direito da comarca commissionado pelo gorerno
provincial afim de syndicar e informar do que
all se passava.
Iilm. e Exm Sr.Recebendo o officio de V.
-, Exc. as 5 horas da manba do dia 31 de dezem-
Itllanos erara tao manifestamente legitimas, que bro lindo, determinando que eu inmediatamente
TSSrlKS^ ??dlam deXar de re" fossa a Miss5 d0 JaPar8iba syndicar a respei-
conhecer e defend-las. Ha cinceenta annosque lo de uma eleico que eslava fazendo naquella
a Europa se esfalfa em admoesiagoes junto
de nosso poro ot sentimentos religiosos, se-
meeie, que ate deixa de fecundar, quando ea-
aeaatazejata a haail. calter.
Reiua a cabala com todo o aeu cortejo de ban-
_ aos
goveroos da Italia para chama-Ios & razao. mo-
deracao, ao bom senso e ao mais simples nsiiocto
da conserra^o pessoal. Virara-se as proprias
potencias que inlervinham com as armas, serem
as primeiras am condemnarera os governos que
susleutavam e justificar os povos que reprimiara.
Na realidade, nao sao os povos, ma3 pelo contra-
rio os governos que esto insurgidos na Italia ha
cincoenta annos ; s> elles que esto em opposi-
co fligrante, nao somante coui a justija, com a
moral, com a humauidade, porm anda cora o
__quelta
parochia sob a presidencia de ura juiz de paz da
freguezia do Rosario, como communicaram a V.
Exc. a mesa parochial considerada legal, presi-
dida pelo juiz de paz da capella, eo subdelegado
da Missao; as seis horas e meia da raauha des-
se mesmo dia parli para aquella freguezia, onde
cheguei as 9 e 10 minutos, e apeando-me ao p
da igreja que serve de matriz, onde eslava se
reunnJo na occasio em que cheguei a mesa le-
gal, indaguei logo era que lugar se estara proce-
dendo a oulra eleico, e foi-me indicado uma
igreja, um pouco distante da em que estavamos,
que tem
tem servido para aprofuodar minha conviego so-
nta aa conseaaaate* desaateaat dej
aaa vive, ilataete-se da earru
agrtteaa partaaietai'.
As elei^oea peaateciaes. atete pretearia, ee fc-
joniaaeeteaaa a geni; eaa ellutede
datos, eaa ananera a taii naa.teilii aaaa
veste ceaaee aa jelga aaa data teraaa
catasta na twrateis pteeiaeiaa ; a eolreteato
daaa dizer. aaa aaaa ler a aaoo*
canea, qee eheira a perlai
ate lem aeceesidade de uete boa
rfnctal i rerse salra suas finanzas ; Cojos males
lem provindo quasi Ivuloa das sutes largat de
nossas assemblas.
Tambem oulra conquista do liberalismo, que
oao tem prodasido, seno mos freetes; das as-
semblas proriociaes nao rejo que tenha rindo
para as provincias proveito algum ; em materia
de governo e administrac.no nao descubro bens,
qne possam prorir de iustiiuics, qee tndem a
aquebranUr a unidoae.
A propasito de nossas financas, sinto dizer, quo
rou perdendo as esporancas de v-las roelhora-
das, pois que as copiosas chuvas. que tem cahido
mullo lea prejudicado a safra ; a de assucar, j
do si pequea, est mulo reduzida, e a de algo-
dio, que era meti boa, qussi toda perdida.
O estado sauiUrio. oo e bom- ea algumas lo-
calidades ; segundo consta ha febre amarclla em
Caraaragibe e Murici.
Por hoje basta.
PERNAMBUCO.
k ..REVISTA DIARIA-
A manha tem lugar a reunio preparatoria dos
collegios eleiloraes d provincia.
Apezar de ler j havido eriem da presidan-
ca para fazerem-se a srepsrot, de que necessita a
a coberta da entrada superior do edificio da the-
souraria provincial, com ludo anda nada se fez,
e a chuva alli vai inundando tudo.
Convem quel ogo se ponham empratca os con-
certos precisos, e para os quaes j lem autorisa-
cao a repariico das obras publicas.
lnformam-nos a existencia de uma poda-
ra nesCinco-Ponlas, cujo forno uo tem boeiro
interesse com mura de lodos os governos. Assim, que esto edificando para matriz,
o que acontece ? E que nenhum dos outros quer ora somente feita a capclla-mr, mas em aberto
se ligar 4 sua causo. De balde appellam deses- com um lelheiro no lugar do corpo da mesma
peradamente para o principio da solidariedade, igreja, onde eslava funeciooando a dita mesa
IrSt m, ^,poU slum. P?,r,iue compro- mas em seguida a minha chegada sahiram o juiz ou se o lera, to baixoq'ue o fi to-
melteram, arrutuaram e descooceUuaram o Ululo de paz e os cidados que estavam reunidos na '
que invocara. mesma igreja, nao decorrendo lalvez mais de
Quando os governos cahem assim sob o peso cinco minutos depos de minha chegada para a
natural e aecumulado de suas faltas e sob o de retirada delle?.
uma loriga reprovago geral ; o querer reslabele- E como os visse entrar em uma casa, para l
c-los sena uma empreza impossivel e fatal em me dirig em procura do juiz de paz. ao qual
qualqucrcasa. Nao sao derribados pela violen- encontrando flz entrega do ofllcio que V Exc
cu, morrem de dissoluco. Os elemenyjs que os, ihe dirigir, fazendo senlir seu procedimeoto il-
substiluem, ?5o os nicos dotados de vid, de | legal, lendo abandonado sua freguezia (a do Ro-
energa, de persistencia, e. mais esta vez, nao se sario) na qual devia eslar piesidndo a eleico por
conseguira nunca destrui-los, ainda que fossem lhe competir como 2" juz de paz. em razao de
m nm m i ao a I moni .- aaihh-u^I tnm _n_ .. *---------I ______ .
- 2 de
novembro modiflcou uma do suas parles mais importantes, nio sao
necessarias novas dicceso nao deve o mandato
dos deputados ser novo como seu poder ?
Piievost Parasdol.
[Journal dos Debis,H. Duperron).
Aquelles que queriam ver a anliga ordem de
cousas reslabelecer se na Italia, nao sabem quo
serie de calamidades chamariam, nao somenle so-
bre ella, mas sobre a Europa inleira. lia no mo-
vnnenlo quo leva lodosos povos da pennsula a
sa constituir n'uma s iiago, a expressao de urea
forga moral que a forca material, ainda quaudo
podesse momentneamente compiimi-la, nao
nliam-a em melhor estado de servir de echo e i conseguira nunca exiingui-la. Nao somos par-
do apoio a tribuna. lidarius syslematicos da unidade, o ninguem j-
0 que se fez, porm, a 21 de novembro bas- i fS'S far de nos adondores dessa cenlralisaco
tanle para obrigar a opposigo liberal a pergun-! exagerada, que absorve e suffoca lodas as liber-
tar a si mesma qual de hoje em oanle o seu j dades. Nos j disemos quo talvez o deseovolr-
dever. Para nos, esta quesio equivale a esta ; metilo das nacionalidades diversas e indepeii-
oulra : somos gente honrada ? Representamos denles hsso mais coufjrrae ao carcter, o his-
uma comedia quando repetimos continuadamen- j lora Jo povo italiano 4o qua essa concenlrago
te quo puuhamos a extenso de nossas linerda-, repentina que recebe hoje; mas ha um fado de
des acuna de ludo o mais, e que, primeiro que 1ue se esqueceram os adversarios da unidade da
tudo, pedamos o governo da oaco por si mes- Italia, que a Italia uo linha escolha.
na ? Esperramos nao ser nunca ouvidos, ou ti- ( E* mister que a Italia seja uma para ser inde-
a nhamos resolvid", so por iufelicidade ouvissem pendente, como mister que seja iudependente
aii i os nossos conselhos, a mudar logo de lingua- > Para sor livre. A mesma concentrarlo que foi
gem? Que couisso melhor do que tal mudan- mister Franja para repellr os eslrangeiros de
ca, e al, se preferssemos calar-nos, que melhor seu solo necessaria A Italia para expurgare
conQssJo do que nosso silencio? O que nos di-
ziaiu com efoto todos os das? O que nos ceo-
suravam aquolles dulraclores incaruicados das
instituiges Iteres, as quaes devem ser conver-
tidas desde domingo -as iheorias mai sauda-
vcls? Julgamos ouvi-lns anda: elles nos de-
nunciavam como egostas perturbadores nica-
mente oceupados em embaracar o poder, recla-
momenlaoeamente comprimiJos por uma torga ter-se mudado o primeiro, e que devia recolher-
estranha. O interesse bem entendido da Europa, se a seu posto ; visto que encorria em respoosa-
dos governos curopeus poi?. deixar a Ilali- bilidade exercende alli fuocces que Ihc nao per-
constituir-3e, regulansar-se era sua nova cunda lenciam-respondeu-me quo ii eslava feita a
cao, o qualquer tentativa com outra drecgo nao eleigo I "
teria por Om seoo transformar o campo de ba- Nao ersm ainda completas dez horas da manhaa
lalha italiano em campo de batalha europeo. quando lira esta resposta do juiz de paz o cida-
O interesse da rc&aea, a menos que nao se sup- do Manoel Dias de Barros, o que veriflquei em
ponha que ella est animada, do que Deus nos meu relogio em presenga do muitos cidados res-
seu. So os diversos estados da pennsula uo es-
lvessem, ^ur sob a oceupago, qur sob a pres-
sao estrangera, e se livessem sido dexadus a si
mesmos, provavel que permaneceran! consti-
tuidos separadamente sem conhecerern a neces-
sidade da unidade. Senliram ellos emDm a ne-
cessidade de se unir pira se libert3rem, porque
intervengOes ou proteeges eslrangeras teem
mando a liberdade, mas nao cuidando ero ob- constantemenlo mantillo entre elles governos ou
t-la, e resolvidus a fazer della o mo uso, se a regimens QC governo que nao queriam, o ihes li-
oblivessem.
Revoltamo-nos conra aecusaces desse gene-
ro ; appollamos de nosla boa f para a jusliga do
paiz. paiz nos contempla hoje e est prestes
a julgar-nos. Calumnaram-nos, ou disseram a
verdade. Decida o nossa comportaraenlo. Esta-
mos, porem, compenetrados de que sena expor-
nos justa sevendade da nago nao scceilarmos
lealmento o que leuios pedido, nao fazerem dis-
so um bom uso.
II
Fazem alguna das que apresentamos a razo
relaco constante, uns por meio dos oulros, com porque o decreto de 24 de novembro pareca-nos
o grande conselho do paiz. O desdobramenlo do ler ums gran lo importancia o como modifictva
aee iili.-i.ih., n i ,, ., ,, 1 ,. ._, .- ; __ __ :___________.__ ii
ministerio quando muito uma invocaco em
licoria ; na pralica pode vr ser ura storvo
para as pessdas, jamis ser um embaraco para a
naco.
Dizem entretanto Esse ministerio nao
responsavel ; nada obriga-o soflrer a influen-
cia das assemblas; a criago de 24 de novembro
nao prometi, pois, longa durago ; uma ma-
china vapor cuja vlvula nao pode jogar, ou
que uo se pode fazer andar, de forgosa ueces-
si la lo que arrbente.
Aquelles que assim fallam, nao sabem como a
rosponsabilidade de um ministerio em relago
uma assembla deliberativa iudependente das
leis que a consagrara, 6 das inslituiees que a pro-
clamara Esl ella nos proprios tactos : 3be da
naiuroza das cousas. O que Com eflfeito. a
responsabilidade ministerial ? K' o direilo de
aecusar os ministros por seos erres 1 Se assim ,
tal direilo s foi pela Franca usado em triot
annos u roa s vez, ao depos de naa revorugo.
O exercicio d'esae direito assaz raro para que
que se possa esperar por elle. Em substancia,
quando se falla era responsabilidado, nao d'a-
quella que se trata. Todos onlendea por essa
psUvra aquella responsabilidade moral que nao
foi escripia em carta algum, porm qoa acba-se
piis profundamente escripia am a aatureza das
cousas, e quo (az que axnham ministerio possa
licar eu relago directae|eou&taule com uma as-
sembla da quel nao goza e confianza, eu ooias
sympsihtaa tem perdido. Nao 6 preciso de le es-
cripta para qua um ministerio presenta, ou quan-
do muito representado n'uma cmara perca o de-
sejo de l licar deade o dia em que fr frisraeate
recebido. Julgue-o cada um por si mesmo. Qeal
o hornera de bros que para sahir de um sale
espera o.ue o ponham na roa Eitera duas pala-
rras loda a responsabilidado ministerial, a unir
que i verdadeira a indispeasavei aos negocios, e
esta esteva Unto escripia na arla como hoje na
censtituigo actuah. Acha-se escripia no bom
senso universal e na torga das censas : s uma
tez foi ella meoosprezada ea nosso paiz, e para
uso foi preciso um rei que penaava recocer ns-
piragots do co e um ministro a quem fattavo a
latelligenciados negocios d'este mundo.
Buera anda: o imperador responsavel e
s isso torna iapossireta prelic do decreto de
i de novembro.
Ahi tambom altendam mais t tete escripias
do quo "o Proprio tacto, e esqnecem-se de que a
rtsponaabilidade do imperador acha-se notavel-
mante diminuida na pcatica desde e dia ea que a
disidi com ua ministerio e com a assembla dos
repreeeataolaa da necio. O bom senso pablko
nunca se eneanoa tal respeito, e fez sempre da
pelares respoiMobUidad* o synonimo da palaara
poder. A primeira denlas duas comas crttct le-
etle gravemente, em nosso pensar, as relegos
dos poderes publicse a situagao geral. Vendo
que ceitos juruaesaceilavam a nossa interpreta-
go do decreto e as rflexos de que o linhaujos
acompanhado quanlo i impreusa e s eleiges,
sentimos nossas esperanjas robustecerem. Tra-
ta-se com effeilo de saber quem tem razo, se nos
que saudamos o decreto como ura passo decisivo
para o governo constitucional, ou se aquelles que
pensam que nos enganavamos, e que de nos j
escarnecem predizendo uma prxima desilluso.
Esses ltimos e honrados contradictores nao tre-
pidaram em dizer que Bruto nao havia esperado
bastante tempo para Iraogar uma coroa cvica
para Cezar. E' sobejamento lisongear a todos.
Aqui nao ha Cezar nem Bruto, o ainda menos
coroas. Aqui s ha pessoas de bem sorprehen-
didas por ura acontecimento imprevisto e que
procurara seus deveres simples luz do bom
senso e da consciencia.
Continuemos pois a indagar sob o poni de
vista do interesse publico e oo sentido mais prac-
tico o que se pode deduzir do decreto de 24 de
novembro. Esse decreto confiou ao corpo legis-
lativo um novo poder. Inleira e immediata pu-
bhoidsde de suas discusses, extenso dessas
mesmas discusses pelo direito de emenda, pela
discussio de una mongo, e principalmente pela
presenca de ministros obrigados a dar assem-
bla todas as ciplieacdes necessarss, eis o resu-
mo de decreto de 24 de novembro.quanlo ao que
diz respeilo nossa cmara electiva. Em nosso
pODsar, seas poderes de tal sorto augmentaram
qoe apenas a reconhecem. Se do-lhe, com ef-
feilo, mais for$* na opiniao com a pnblicidade
das discusses, nao porque essa opiniao tenha
pouca influencia nos negocios ; se lhe pedemuma
mongo, ose para fozer o contrario do que ella
disser; se emllm teem os ministros ordem de
sentar-so em seu seio, nao digara o que qni-
zcrem, para que ahi conservera o lugar no dia
em qoe bouverom perdido a eonfianga. Ou estas
coneoqneBcias podom legilimamenio ser deduzi-
das do decreto citado, ou nao elle mais do qoe
urna serie de cootradices que vio dsr n'uma sa-
bida onde e governo schar-se-hla ainda mais em-
baragado do que a nago.
Se estas eonsequeneins sao, porm, legitimas,
at certo ponto urna assembla nova por suas
altribuicoes a que val reunir-se no palacio legis-
lativo ; se esta assembla assim renovada em
suas aMribuigee, nio se eegue que dereria se-lo
em seus membrot ? Nao fallam razoes para o
desejar, e nos a indicaremos com toda a fran-
queza.
Nao gotamos de recrirainaces inuteis, e. con-
flaodo as eleiges futuras, nao procuramos b*
sistir acerca das eleiges passsdas. Entretanto
dietomot, fsiem hoje alguns dias, que ellas eram
m mai das mes a eseceeie de um ceotralo-en-
ivre eo que estaraos longe de crr, de um espi-
rito de conquista pouco conforme ao carcter do
nosso tempo, ser dcixar sempre aberto esse cam-
po de batalha ? Ser ler sempre junto a si um
paiz dividido, raco, pedindo successivamente to-
das as intervences e passando da uma oceupago
a oulra, anles do que ura paiz unido, prospero,
livre e forte, vivendo por si mesmo, sem* ter ne-
cessidade alguma de prolecgo estrangera? Quan-
lo nos, a resposta nao duvidosa : no concert
europeu a voz da Italia ser uma vozfranceza de
mals. Tendem a ligar cada rez mais os dous po-
rosa communidade de origem, a afllnldade das
linguas e do espirito, a sympalhia do genio, era-
Gm todas as razoes naturaes.
Os elementos que heje se desenvolver cora
tanta energa na Italia, sao da mesma natureza
que 09 que constituirara a Franga actual, e a es-
le respeilo lalvez ociurae da Europa fosso mais
justiflcavel que o da Franca.
A creago de uma grande nago da grande fa-
milia das nacesjaiinas, pode effeclivamente rar>
niflcar as condigoes do equilibrio europeu, mas
oo somos nos quem nos devenios queixar. Esse
equilibrio mais appareole do que real, e quan-
do so pesara as probabilidades de uma colligago,
nao difGcil prever para que lado pendera a ba-
langa. O peso da Italia capaz de endireita-la ;
deve pois a Franga, perseveraudo na poltica que
inaugurou, continuar a ligar a si pelos lagos de
reconheciraento uma nacao que j lhe 6 unida
por tantas razoes naturaes e polticas.
Jons lejioisne.
(Le Journal des Debis.11. Duperron.]
raram assim at a esf eranca de reformas inte-
riores. Nao por amor a uma abslracgo que el-
les abracaram a idea da unio ; os Italianos nao
sao sulllcienlemente Alleraes para isso. E' por-
que a melhor coaselheira dos povos assim come
dos res, a adversidad^, oasinoir-lhes que era o
seu unuo nreio de salvago, e porqne a experien-
cia, mormente dos ullimos quinze anuos, pro-
vou-lhes cruelmente jue a patria dividida seria
sempre esmagada.
Na verdade, ao ouvir-so osanalhemascom que
se persegue agora a causa da independencia ita-
liana dir-se-hia que ella apenas filha de uma
revoiugao de hontera e nascida na desordera e
violeucia. Tem ella tma origem mais remola :
oi sustentada pa por mos mais augustas e
mais sautas Ella nao era revolucionaria, devia
ser nacional, justa, sagrada, csss causa que leve
o fapa por iniciador a que obrigou at o rei de
-aples a combaler em seu fsror. Ento, no
meio dos applausos da Europa christaa e liberal,
os soberanos associartra-se a seus povos nessa
nova cruzada, porm foi justamente ento que
vieram ao lume as causas constitutivas da fla-
queza da Italia.
Quando foi mister combaler, achou-se colloca-
do o Papa entre o papel de principe italiano e o
de pai commum dos fiis, o sua escolha nao po-
da ser duvidosa. O rei de aples que hava
dito n uma proclamago : Todo o povo da pe-
nnsula deve tomar paite na luto.... Nossos ir-
maos esperam-nos, e nos nao deixaremos de
comparecer onde bouver de se combaler pelo
grande interesse da njcionalidade italiana....;
esse rei que assim fallara sob a preso do movi-
mento nacional, apresnou-se em reunir suas tro-
pas para esmagar o povo assim quo se vio livre.
Picando s no campa le batalha da independen-
cia, foram esmagados j Pemonta o a Vene ; o
movlmento nacional, desviado de seu curso, ror-
nou-se revolucionario e voltou a Europa coulra
si. Foi o Um, foi a ultima experiencia.
Foi desde ento manifest que a Italia assim
constituida nunca seria libertada. Pois, ootem
bem, nao se tratava mais de uma lula entre so-
beranos e seus subdits ; soberanos e povos pro-
curaran! fazer cau&a commum, e. foi Utalnien-
deraonstrado que tal unio era irapossivel.
Recordamos rpidamente, ess.es tactos- de ou-
ir'ors porque elles s|u 4 expliesQaa dos fados de
boje. He depoia de ler esgotado todos os oulros
meios quo a halia Ianga-se noneio extremo da
raocdade ; se verdade qua ella violenta sua
historia, seu genio, suas. inclinacoes. afinal de
contas, ella s qu-3m soCTre, e a grandeza do
esforgo prova a do sacrificio.
So dessa questo particular passarmos oulra
mais geral, a quo diz respeito a Europa e a Fran-
ga, pedimos licencia para consldera-U sob dous
pontos de vista : o da jusliga e do interesse.
Em nosso pensar, aquestas de justica nao
duvidosa. A Italia lem o direilo de querer ser
uma nago ; para issa tem ttulos iguaes, seno
superiores, aos de mais de Uma potencia que pre-
tendei conserva-la n'u mingar secundario. Seo
equilibrio da Europa encommoda-se com isso
lamentamos o equilibrio. Confunde-nos algumas
vezes o egosmo com que um certo mundo ofu-
oial trata o direilo naluial. Ha horneas polUicos'
que vos dirio que coiisidcranv consluso do
imperio ottorpano como uma menalruosidade
moral, porm quo o equilibrio europeu,exige a
conserrago della ; e esse triste governo serAin-
vesiido a custa do sangue e do dinheire da Euro-
pa earislM, e recis iEeiras que aspiram a liber-
SERG1PE.
Aracaj, 9 de Janeiro de 1861.
Esto follas as eleiges em toda a provincia.
A ordem publica nao foi perturbada em parte
alguma, reinando a mais completa harmona en-
tre todos aquelles que eoocorrersm a urna.
Ainda nao sabemos perfeilamenle quaes os re-
sultados da urna, roas do que temos colindo eis o
que podemos anounciar.
Na capital nao concorreu o partido liberal.
Em Larangeiras venceu o partido conservador,
fazendo a supplencia o partido liberal
Em Divina Pastora conciliaram-se ambos osla-
dos polticos.
Em P do Banco venceu o partido conser-
va lor.
Em Nossa Senhora das Dores reaeeu o partido
conservador.
Na Capella venceu o partido conservador, o
partido liberal relirou-se no dia immediato a pri-
meira chamada.
No Rozarlo o partido liberal obteve parte da
supplencia.
No Maruim venceu o partido conservador.
Em Santo Amare parcialidade Monteiro aban-
donou o campo elei toral.
Em Curra! de Podras venceu o partido conser-
vador, fazendo a supplencia o liberal.
Em Ptoptia venceu o partido conservador, ven-
ceodo a supplencia o partido liberal.
Em Villa-Nova venceu o partido conservador.
Em Pacsiuba vence* a parcialidade de Joo
Baplista Monteiro.
Em Misso venceu o partido conservador.
O processo eleiloral eorreu sem a menor duvi-
da em todas estas freguezias.
Em Villa-Nova, perm, a parcialidade de Joio
Baplisla Monteiro depois de ter ido a urna no
primeiro dia, e depositado nella centoe vinte c-
dulas, relirou-se e corre que zeram uma du-
plcala.
Na Missao de Japaratuba alguns amigos de
Joao Baplista Monteiro. veadw que -nao podiam
vencer a eleigo zeram uma duplcala presidida
pelo juiz de paz mais rotado da freguezia do Ho-
zarlo.
Apenas o presidente da provincia soube desse
acontecimento uHkiou aquello juz de paz fazen-
do-lhe senlir que eslava exercendo aUribuiges
que nao lhe competiera, e que se relirasse para
a presidencia, da freguezia de Reaario onde lhe
cooipeliam as attbuiges lgaos,
O Dr. juiz de direilo da comarca incumbido por
S. Exc para fazer sentir ao juiz de paz essse mo-
do irregular de proceder e do syndicar do-que
havia, dirigio-se ao lugar onde chegou na da
immedlato (1) as 9 horas da manhaa, e ahi per-
guuiaodo o que havia, os autores da duplcala em
debandada respoudertm que j lioham terminado
a eleigo. Islo,em48 horas houve primeira,
segunda e terceua chamada e apuraeo segunda
se d 200 listas de votantes!!!
Al aqui o primeiro districlo eleiloral.
Em quanlo ao segundo districlo apeaas sabe-
mos que eot Sao Chstovam vencen o partido
liberal.
Em itaperanga. venceu o partido liberal.
Em Itabaianj coociliaram-se os partidos.
Em Campa do Brillo o parlido consecredar,
Em Simao Dias timhem os partidos coacilia-
rsra-se.
Das oulcaa fregueaiss nada per ova sabemos, e
quando noticias lujara nao podemos seguir a qua-
liflcacig que temos al aqui seguido. Alli a elei-
go. lomou o carcter pesaaal dedous candidatos,,
a os eleitores se poJero conhecer petes nornea
desses candidatos.
peitaveis que nessa casa estavam na occasio,
como fossem o Dr. Joo Ferreira de Brito Tra-
vasso, o coramendader Antonio Jos da Silva
Travassos, o subdelegado Joo de Aguiar Pinto,
e oulros.
Corno com a resposta do jujz de paz, de estar
j acabada a eleigo, estava tambem linda a mi-
nha misso, retirei-rae, e indo nova igreja tm
que disseram ter sido feita a dita eleigo, estando
l, appareceu um mogo com um papel que al-
xou dizen Jo-se-me ser o edital quo publicara os
que linham tido votos para eleitores esupplentcs:
nao 11 esse papel, mas o subdelegado que o leu,
disse-mo que os mais votados tielle liguravam
com 700 volos ou mais.
Foi portanto, acabada a eleigo no da 31 de
dezembro prximo passado logo depois das nove
horas da rajnha, e voltando para esta cdade as
4 horas e meia da tarde, antes de sahir fui ainda
oulra igreja e achei escrevendo-se a acta espe-
cial da 3.a chamada dos volantes.
Eis o que observei na misso a respeilo da
eleigo que V. Exc. raandou-me syndicar. As
eleiges do Rosario, Maroin, capella e Sanio Ama-
ro foram feilasem completa paz, segundo as par-
ticipages que me Qzeram os delegados e juizes
rauncipaes desses municipios.
Deus guarde a V. Exc. niaroira 5 de Janeiro do
1860. Illra. e Exm. Sr. presidente da provincia
Dr. Thomaz Alves Jnior. O juiz de direito, Joa-
quim Tiburcio Ferreira Gomes.
16
A eleigo de um senador.
O dia 20 do correte foi mareado pelo governo
provincial para nelle se proceder a efoiga de
um senador por esta provincia em subsliluigo ao
finado muqoe* de Monte-Alegre.
Os eleitores que tem de funecionar sao aquel-
les mesmo* que ltimamente apresenlarara a co-
rda ama Hita trplice da qual foi escolhidoo Exra.
Sr. commendador Antonio Diniz de Siqueira e
Mello.
Esquegaraos, porm, as lulas que enlo Uve-
ra lugar, corra-se umvo nesse passado, que
nao se pode justificar na circumslancia em que
noe echamos.
En la o doos grupos ee levantaran] fortes, e
cheios de vida; foi uma lula renhida entre o
mar a devida elevago ; e assim rebojaado, espa-
lha-se pela ra.
O iocommodo que disto results, evideata ;
e alera disto, essa falta uma iofraccSo da pos-
tura relativa, que dsooe a constroccao de boei-
rns elevados. E, pois, importa que o referido de-
tallo seja sanado para evilar-se o indieade e re-
conhecido incommodo.
Chamamos a atteneie da polica para uma
coruja, que-existe no becco do Ouvidor, e que
leva toda a uoite a piar.
Parece quo oo um entretenimento licita-
mente permitrido esse de incommoder aos ou-
tros 10 horas por tal modo.
O resultado da eleico do Bonito, que no
sabbado demos' o producto de uma reenilo de
pessoas em urea casa particular sem nenhuma
forma legal, segundo consta de pareipages of-
ciaes.
A ella falta a lista da quelificaco dos rotan-
tes ; nao houve livro de acta e nem to peueo
urna, em que fossem langados os votos.
Isto posto, (lea assim rectificada a expressao
de mesa legitima cora quo sahio aquella noti-
cia, quando devera ser illegitima por aquellas
razoes.
No sibbado concluio-se o concurso para 2.*
escriturario da thesouraria da fazeoda desta
provincia.
A meteorologa,nao obstante o impulso quo-
lem recebido nestes ltimos annos de muitos
sabios, ainda est longe de ser o que a astrono-
ma, o que sao outros ramos da physica, de que
ella faz parte.
Ella tem por objeeto o estad i dos phenomenos
que apparecera jia almosphera e de todos os
problemas que elles se ligara.
Os amigos mui poucas ideas linham da meteo-
rologa, e estas mesmas eram confusas.
Do sculo dcimo oitavo em diante que ella
comegou ser mais estudada, teodo desde enlo-
enthusiastas que della tudo confiara, i ponto de
quererem adevinhor o futuro bascados nasobser-
vages d'aquelles phenomenos, e pessimista
que nada esperam de seu auxilio, ridicularisando
ccedulalidade d'aquelles.
Os sabios se lem dividido para na e outro
campo, e se a meteorologa tem por antagonistas
Arago, Biot, etc., conta eomo campeos derota-
dos, Vaillant. Herscheel etc.
Demais on e&tudando os phenomenos da con-
gelago; Laussure es da chuva, nuvens, e for-
raago dos vapores, Franklin e Maurin as auroras
boreaes; Vaela a fermago a saraiva ; Dufasy a
do orvalbo, Huraphny Dary os nevoeiros ; Chla-
dei. os aerolithoe ; Peliier o raio etc. ec., flzeram
dar um grande passo este ramo da sciencia, que
tem tido algum desenvolviraeoto por causa des-
tes horneas eminentes.
Nao acreditando completamente no poder da
meteorologa, duvidando mesmo que jamis ella
possa concorrer para se fazer predicoes sobre o
tem po.nao somos com tudo daquelles q' lhe negara
ulilidade, que desconhecem os seus servigos, a
vantagem que ella pode ter; porque entendemos
que ainda nao chegamos a sua ultima palavri.
Assim, pois, estimamos que se multipliquen),
as observages em trra e no mar, que se oble-
norte e o sul da provincia, e comprehendo-se que; "ba por este modo uma serie infinita de factos
hiuvessem extremos, que se desse calculado ex- jeonhecidos e apreciados sob todas as latitudes,
clusiyismo. para se poder formar uro juizo seguro.
Fot um erro fatal quo levanrou a intriga, que A Franca, sempre ni vanguarda da cvilissgo
deu vida a traico, e que sacriBcou o horaem a a do progresso, eslabeleccu grande numero do
quera Sergipe deve sem duvida algum amor, e observatorios meteorolgicos tanto no seu solo,,
dedicaco. i eomo na Argelia, o ainda nao satisfeita com isso
Hoje, porm, as circunstancias da provincia organisou i bordo dos navios de guerra e mer-
mudaram de face, o norto congragou-se com o cantes um servgo, que nada deixa & desejar.
sul, eongragados devem estar os candidatos que
alli se apresentavaro, com os que aqui.pleteia-
ram.
N9o ha mais discordia, ha fraternidade, ha
unio, ha tolerancia.
O Sr. baro de Maroim comprehendeu esta
verdade, vio que nao devia mais ardernesta cha-
ma de um sacrificio inglorio em favor do tercei-
ro, e portanto enlcndeu que se deveria apresen-
tar sem escolha de corapanheiro, desejando que
os seos comprovincianos fossem llvres no seu
procedimento, que seus amigos fleassem inde-
pendientes na escolha, e elle isento dessa impu-
tagao falsa e cobarde de que quer ser o primeiro
entre es ltimos
Tal qual pois, se acha a provincia, par que
essa guerra ou luta que arma os partidos, anima
os horneas, e prejudica os inleresses da mesma
provincia ?,
A unio de vossas familias que pode fazer
ganhar essa forga que tendes perdido com a lula
intestina, mesquinha e pessoal.
Sois todos Sergipanos, o Dr. Jos de Barros
Pimeatel nao menos vosso irmao, patricio o
amigo.
Collocando a pardo norae do Sr. bario de Ma-
ruiro, o du Sr. Dr. Jos de Barros Plmentel nao
vos desdouraes, pelo contrario tendes dado uma
grande-prora de qje sabis avallar o mrito dos
vossos comprovincianos, sem distinego de cren-
eas- poKIrcas.
O governo provincial o primeiro garante
dessa liberdade. aquerte qne primeiro deseja
essa coneordia, essa alHanca, como amante de
Sergipe, e arredila qoe sem'ella nao pode harer
felicidade q progresso para a provincia.
{Correio Sergipenae.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
ALAGO AS.
Maeeio, 4 da Janeiro de t8tti.
Est passada a criseo.'eleral, sem que a ordem
publica, nem a seguraaga individual soffresse al-
ie racaoatguaa..
J chegaram noticias de lodas as parochia. e
apezar da agitagio de teta ; qee,1 por toda a par-
to, foi renhida, tudo passou-se placida e suave-
mente.
No Pdo, de. Assttcar as ooesas estlveram amea-
cedoras. eoczar de ser me aaeocaia, que somen-
le di 18 eteto(es, oe pedidos se araavaa a pre-
paraam-se pata jogar aa ultimas carias, quando
appareceu naquella localidade a revarendo ca-
peehinhe Fr. Caelano da Troyana, e cooseguio
pela prestigiosa salavra do ewangelho chamar os
desnados i razo; pelo que a eleigo cortea, e
A Inglaterra a acompanha nesta marcha ascen-
dente, e os Estados-Unidos nao Acara atraz
d'aquellas duas potencias, cencorreudo de sua
parte poderosamente para os llns que se tem em
vista.
Eaa quinto assim procedom aquelles paizes, os
mais simples instrumentos meteorolgicos sao
desconhecidos era nossos navios de guerra, noa
quaes se v, em mui poucos, um barmetro or-
dioario, e quando muito um thermometro desar-
rapado.
Julgamos conveniente publicar o decreto
de 16 de fevereiro de 185 que estabelecee o
servico em questo.
Decreto concernente organisagao do servir
meteorolgico bordo dos navios de guerra &
naios 'aereantes.
Servigo meteorolgico.
Art. i. O servigo meteorolgico tom per fira
multiplicar e regularisar as observages feitas no
mar, am de que sirvam celeridade da na-
vegage
Art. 2. As observages se ffectuero nos na-
vios de guerra c nos navios mercanles.
Art. 3. Ksie servigo ser eeotralisado nodepo-
rito da marlnha.
Art. 4. Oa observatorios dos porlos servem de
intermedanos entre o deposito da marnha e da
esquadra.
Navios de guerra.
Art. 5. Os instrumentos que se devem fornecer
aes navios de guerra, alera daquelles marcados
no regulamento, de armamento, ser determi-
nados conforme a especie dos navios e a natureza
das coramisses.
..*?* 5" As observages sero feitas sob a viai-
que ser encarregedo do de ler em dia o diario
Al a,n***' ] ooeeader uma indemoisa-
cao dupla para despea do pedieole. ^^
Asi. 7 Ae obras qoe se deeem fernecer sao:
Mary ""d"eS* do" 'Wlia direolion, de Mr.
& A bsecbura de Mr. Tricselt (raJiceNens
al usage, du mnis and cerrtet ckartJT
A obra original de Maury s sor dada aos
commaadantes de estaeoo.
Art 8. As cartas que se devem tmete? sao :
t iraB< -duaidas cea fraeeei.
2. As Pxlol charts de Maury.
Oa cemaaedaeaee de estaeio receberee cellec-
cao daa carias de Maety.
Art. 9 Para bordo de toda o nerio comman-
d*d0 P".u" tepenor, so dar atea dteso
ao ollictsl mraediato, para ter parto a spesko
do estado maior um sxeeiplar da traduceae da
obra de Maujr, e aaa collecgo das carias-1
concluio-se tranquillamenle.


MfcUO D| PIERJiMBOCO. EdPDifEUlA f* /MUSO OB M.
j

8 oulros documentos meteorolgicos sero en-
riados o director do observatorio, que os trans-
mittir no deposito com um relalorio cootendo
na' apprecia jo.
Navios mercantts
Art. 11. Todo o capilao que empenhar-se i
notar suas observares na forma prescripta, e
que jostificar ter ajbordo os instrumentos necessa-
riospara as fazer (l barmetro de mercurio e 2
thermometrosj recebar gratuitamente:
1. A tradcelo dos Sailing direclions.
i." A collecQo completa das cartas Iraduzidas
do Boardoftraie.
3." A quantidade de jornaes e de annexes
cecessarios para a durajao presumida da com-
misso.
Art. 12. Estas obras sero entregues aos capi-
ISes com sua matricula da equipagem, pelos com-
missarios da Dscripgao martima, em troca do
recibo conlendo a ebrigaco.
Os commissarios da inscripeo martima terao
tim diario e um inventario balango das romessas
que Ibes tirerem sido feitas pelo deposito, e das
que tiverem entregado. Elles traosmiltiro de
tres (m tres mezes ao ministro da marinha, sob
o timbre gabinete, a situago no cometo de cada
trimesUe, indicando os destinos dos navios
quera lenham feito fornecimeatos.
Art. 13. Os cjpities apresentaro, como justi-
ucago da possesso dos instrumentos neeessa-
nos um mappa das compararles que tiverem si-
do feitas entre estes ioslumentos o os padrees;
este mappa ser dado gratuitamente pelo profes-
sor de hydographia do porto, odever ser atrno-
tado na matricula.
Art. 14.0s professores do hydographia dos por-
tos de Saiot-Servau, Havre, Nanles, Bordeaux o
Marseilte, faro as comparaces dos instrumentos
exigidos dos capites, com os padrdes ou mode-
los, que ho de receber do deposito, de cuja con -
servaco iieam encarregados.
Art. 15. No Ora de cada commisso, os diarios
e annexos sero remettidos ao commisario da
inscripto martima, que menciona esta remessa
sobre o rol o direccao des documentos ao direc-
tor do observatorio do porto da capital, i Estes
documentos sao ulteriormente trammillidos ao
deposito com o relalorio do director do observa-
torio e pjr seus cuidados.
Sirvio central.
Art. 16. O engenheiro encarregado do servico
dos chronometros igualmente encarregado do
servido meteorolgico.
Art. 17. Se ulteriormente o numero e impor-
tancia dos documentos recibidos exigir, ser liga-
do ser?ico meteorolgico um ajudaote de en-
genheiro, que substituir aquello eau sua au-
sencia.
Art 18. As prescripcoes goraes do regulamen-
to de 28 de fevereiro de 185S e do aviso de 17 de
dezembro do mesmo anno, sao applicaveis ao ser-
tic meteorolgico.
Art. 19. Este servico no deposito da marinha
comprehenJe tudo o que relativo construejo
dos instrumentos, & sua conservado, compara-
Cdee, methodo das observacoes, registre, exlame,
s publicarles meteorolgicas.
Art. 20. Os ofciaes de marinlu podem ser
temporariamente ompregados no deposito da ma-
linha para a redacto deoitiva das cartas e obras
meteorolgicas.
ArL 21. O engenheiro encarregado do servico
meteorolgico cirresponde-se com os agentes
da3 marinhas estrangoiras encarregados de servi-
dos anlogos. A correspondencia submettida
ao director geral do deposito. As cartas, obras
e instrumentos enviados por estes agentes ao
ervico meteorolgico serio dirigidas ao director
geral do deposito da marinha (servico meteorol-
gico.)
Art. 22. O director geral do deposito fca au-
torisado emprestar ao engenheiro encarregado
do servico meteorolgico os instrumentos ;dos
depsitos geraes que llie orem uleis para o seu
sorvljo.
Art. 23. Todos os instrumentos do servigo hy-
drographico sero postos sob a direccao do en-
genheiro encarregado dos chronometros e da
meteorologa.
Paris, 16 de fevereiro de 1859.
O almirante ministro e secretario de Estado
da marinha assignado : Haroelio.
A crvela a hlice Viam-j segu directa-
mente para o Rio de Janeiro no da 29 do por-
rete, e recebe mala do correio para aquello
porto.
Foram recolhidos casi do detenga do
dia 2i do corrate 11 homens, sendo 9 livrqs e
1 escravo; ordem do Dr. delegado do Io dis-
tricto 3, ordem do delegado do 3o districlo 2,
ordem do subdelegado da Boa-Vista 4 e a or-
dem do da Magdalena 2.
Passageiros do vapor nacional Persintnga
?indo de Hacei e portos intermedios:Francisco
Jos Germano, Urbano da Silva Monte, Joo Jos
doMonte, II. da Silva Monte, e 1 escravo, Dr. Bal-
bino Cesar de Mello, e sua familia, Manoel Pialo
Damazo, Jos Pedro Carneito e 1 criado, Gabriel
Antonio de Souis, 3 pragas de polica.
Passageiros do Vapor nacional Jagvaribe,
sahido para os porlos do norle:Filippe Goncallo
Ribeiro. Augusto Harismendy, Virgilio de Menezes
Leal, Dr. Jos da C. Machado, Antonio Fernn-
des Trigo de Loureiro, Luiz de Franga Goncal-
ves, Caetano Lopes da Paz Joaquim Soares Ra-
pozo da Cmara, Eloy F. de Oliveira Lacerda,
Francisco Luiz de Oliveira Azevedo, Jos de
Azevedo e Silva, Antonio DiasPioto, vice-consul
Joo Anglada Ilfjo, Fraacisco Ayres Sezinando
de Moraes, Thomaz Gomes da Silva, Joo Luiz
Pereira Lima, Victorino Jos de Souza Travasso
-Jnior, Bernardo Noral
Passageiros do brigue nacional Mara /osa,
sahido para o Rio de Janeiro:Floripa Maria do
Bomfim, e 13 escravo3 a entregar.
Mortalidade.
Luiz Antonio da Silva, branca, solteiro, 50
annos, pulmona chronica.
Manoel, pardo, escravo, 15 minutos, espasmo.
Clemente, preto, escravo, solteiro 40 annos Ori-
llea pulmonar
Ermilinia, branca, 4 mezes, convulges.
arara, prela, escrava, 3 mezes, ttano.
Guilhermina Clemenlina da Silva, parda, sol-
teiro, 24 annos, espasmo.
Izabel TreaelU Feroandes, parda, solteira, 25
nnos, thiica.
Antonio, preto, escravo, solteiro, 30 annos, he-
palite.
Jos, branco, 2 annos, pneumona.
Maria das Neves, brauca, viuva 7 annos, gas-
tro enlerite.
Auaslacio Jos Rodrigues de AnnunciagSo,
preto, viuvo, 40 annos, inflammicao de entes-
tinos.
Falleceram durante a semana 58 pessoas ;
sendo livres; 8 homens, 13 mulheres e 19 pr-
vulos ; cscravos ; 3 homens, 4 mulheres e 10
prvulos.
Cemiterio publico 26 de Janeiro de 1861.
hiate Correio do Norte
condemnado na pro-
vincia do Ce ara porin-
navegabilidade ; apo-
lice n. 1674...........
Idea lo brigue Helena
naufragado na costado
Rio Grande do Norte,
apolicen 1603........
dem do hiate Camote
naufragado na costa do
Cear, apolice n. 1585
dem de mercadera na
barca Maria Jote nau-
fragada era Tiagemles-
te porto para Lisboa,
a plices ns. 1864 c
18W...................
Desperas ge-
raes....... 2:002lz
Commissioda
direego... 4:237#130
Dividendo 20
% sobre o
capital rea-
lisado......10000 J000
Saldo levado ao fundo da
reserva...............
Passou do anno antece-
dente..................
Importancia do actual
fundo de reserva......
4:0001000
ll'OOOftOOO
5:0001*000
7:200|000
28:2009000
16:239*322
44:439>322
16:4788788
57:849*172
74*327960
A' excepgo de duas araras que se achara pen-
dentes de liquidacao, nao temos conhecimeato
de algum inislro eos que esteja compromettida
a companhia.
Como acabaos de observar, senhores accionis-
tas, sobra modo lisongeiro o estado deste esta-
belecimealo, e o importante fondo de reserva,
em relagao s modestas proporcoes da compa-
nhia, um valioso auxilio que tem o capital em
vossa responsabilidade, ao qual evitar a neces-
sidade de recorrer-se, em quanto nao fftr esgo-
tado o referido fundo, quando por ventura sobre-
venham perdas quesobrepujem a receita, emer-
gencias que neste ramo de negocios se do fro-
quentemenlo.
Taes sao, senhores accionistas, as oceurrencias
que tiveram logar durante o anno findo, e ter-
minando esta saccinta exposigo. cumpre-nos
apresentar i vossa approvaco as transferencias
das aeges constantes da relago annexa.
Pernambueo 21 de Janeiro do 1861.
Os directores,
Joao da Silva Regadas.
Joo Ignacio de Bedeirot Reg.
Bataneo da companhia Imlemuisu-
dora, ein 31 de dezembro de
SCO.
DEBITO.
Capital........................... 500:000*000
Acgoes em liquidago............ 1:557*600
Fundo de reserva................ 74:327s960
Commisso dos directores........ 4 237gl30
Dividendos....................... 10:000*000
Relalorio da companhia de seguros
maritimosIndcmnisa dora.
Senhores accionistas da companhia Indemni-
eadora.Em cumprimento da disposigao do art.
40 dos estatutos da companhia, cabe-nos hoja a
eatisfaco desubmeUer vossa esclarecida apre-
aco o estado do cslabelecimenlo, cuja admi-
nistrago vos digoastes confiar nos.
As operagoos da companhia no decurso do anno
prximamente fin do Uver&ra anda algum aug-
mento em relago s do anno anterior, nao
obstante ter havido notavel dirainuigo no movi-
mento commercial dcsta praga, pelas razes que
de todos sao conhecidas ; esse augmento, pols,
em taes circunstancias, rio pode deixar de ser
Summamenle satisfaclorio para o estabelecimen-
to, porque umaprova conveniente da conliaoga
que o publico n?ile deposita.
Com quanto fossem ovultadas as perdas que
pagamos durante o anno Ando, todava a receila
nao s foi sufficienle para silsf.izer-los, como
4ambem permittio fazer-se o mximo dividendo
prescripto pelos estatutos e anda deixou um sal-
do cora que foi augmentado o fundo de reserva,
achando-se este actualmente elevado a rs........
74:327*960, como se verifica da seguate demons-
trago:
Seguraram-se valoaesna r -
importancia de ris
4,276:144*305, prodc-
zindo. os respectivos
premios............... 4d:382$615
Deduz-se per exiomoa... 10!$000
---------------48:2818615
As apolicos rendenm... 563*600
Em descontos onteve-sa 12:072|995
590;122*690
CRDITO.
Accionistas...................... 450:000*000
Bens movis..................... 999*210
Letras descontadas............... 118:228*128
Caixa............................. t 251*728
Segurados........................ 19.6438294
Em consecuencia por tanto daasa enweslimo
a mesa conjunta defiberou que fossem dados ao
ex secretario em pagamento os'alugueis dos doos
sobrados j ditos, o nao os prodios cerno isa*
liciosameote d entender o Sr. Maciel em seu
apeltdo.
Parece-tos lar salisfeiin a Sr. Maciel em de-
ferencia ao respeitavel publico, e esperamos nio
mais ser precisa a nissa volta a simihante ques-
to.
Publicacoes a pedido.
Ao publico.
Determinando o eompromiaso da irmatidade
de Nossa Senhora da Ccraceico do Ceberibe nos
captulos XI e XIII que em qualqier da do mee
de dezembro se ajuniirao os irmaos O depois de
assistirem missa de Nossa Senhora que ser
dita pelo capello, iriio para o consistorio e es-
tando cmprela a mesa (eonjnncta) se proceder
a eleigo da nova mesa, que tem de reger a ir-
mandade no anno saguiate... e se (ar a festa na
ultima dominga de janeir de cada anno com
toda a pompa e graltlazatempre a custa da elei-
5o e dos devotos, sem por forma alguma se bo-
r no rendimento da patrimonio da igreja... e 8
das depois da {esta era que fdr lida ou fechada
a eleiro ir a velha e nova mesa para o consis-
torio e entregar -o atra tudo quinto tiver re-
cetado etc., et:., ignoramos a causa porque a
mesa regadora da metma irmandade, infringindo
to terminantes disp jsiges o exorbitaado sem
justa causa dos scus deveres, nio tenha proce-
dido al o presente a eleigo da nova mesa e
era diligenciado a faxer a fasta da padroeira,
que celebrada (oda a expensas dos devotos e
festeiros, aflm de que tives.-e lugar na ultima do-
minga de Janeiro, no tem 27 do crreme? Pode
a mesa regadora em boa conscienoia reeleger-se
a si mesma para continuar na direcgo da Ir-
mandade, o determina* nio festejar a padroeira
por este anno, como diz o thesourelro, porque
pretende entrar em obras na espolia, nao sendo
mais a competente por harer flnalisado o lempo
do sua administragao, em que nada ftzera, urna
vez que o mesmo conipromisso no cap. 3o deter-
miua que o thesoureiro da irmandade nao poda-
r servir mais de um anuo auccessivo, e logo das
depois da festa de cada anno dar! contas a nova
mesa de ludo quant liver recebido e despen-
dido, e que sendo' appfo'vadas sero remetttdas
ao Dr. juitde capailas para aB prever sedando as
leis? Como haverem tantas irregularidades, des-
leixos, arbiliariedades e desmandos em urna ca-
pella tao prxima a praga do Recite, sem sca-
lisago I ..
Aguardamos a deciiao;imagistral do Ilustrado
Sr. Dr. juiz de capelUs, m quem confiamos que
pora termo a esse cahos, sob apparencia de ir-
mandade, do contrario daramos materia para
eomporem entro Diario de igual formato!... e
desdej prevenimos ao Sr. thesoureiro que se
escandaiisar-se com esta remessa, como fuera de
outra vez ameagando com horrivois berros pu-
blicamente perante familias pacificas no centro
da povoagio a pessoa que jurga ser o aator des-
sas declarages, o chamaretnes as costas (nao as
da irmandade I ..) de seus feitos heroicos, fue
com tanta velaidade os confessa, e que bem
prova nao haver comprehendido as ligdes de
philosophia, que estudara, cooki ditJaciotho,
alem das moralidades que com feliz reminiscen-
cia conmemora, do Fr.... da Victoria 1... Quem
nao quer ser lobo, nao Ihe veste a pella !...
A mima i Pmlnameirim.
Pagaram-se oiieguinUssioistros :
Pelo valor do seguro do
60:918*110
590:128*690
Dentonstra^ao da conta de lacros e
perdas.
Dcspezas geraes.................. 2002*192
Commisso dos directores........ 4;237*130
Dividendos........................ 10:000*000
Fundo de reserva................. 44:678*788
60:918*110
Premios de seguros.............. 48:281*615
Apolices.......................... 565&500
Descontos......................... 12-072J995
60918*110
Pernambueo, 31 de dezembro de 1860.
Jos Antonio de Aieeedo Santos Jnior,
Guarda-livros.
Relalorio da commisso de exarae.
Senhores Accionistas.Em cumprimento do
art. 35 dos nossos estatutos, procedemos ao exa-
me das conlas da companhia de seguros indem-
nisadora, e as acharaos conformes com os langi-
mentos nos respectivos livres. que esto regu-
larmente escripturados.
Escriplorio di companhia de segaros indem-
nisadora 22 de Janeiro de 1861.
C. P. Roeck.
Luiz Jos da Costa Amorim.
Communicados.
ORDEM TERCEIRA DE N. S. DO CARMO.
O Sr. Jos Joaquim da Cosa Maciel, no Diario
de Pernambueo do presente mez, pretende tirar
de si a responsabilidade que lhe pesa na quali-
dade do ex-lhesoureiro da veneravel ordem ter-
ceira de N. S. do Carmo e langar sobro o irrao au-
sente oei-secretario Antonio Pereira de Oliveira
Ramos.
E' preciso grande presenga de espirito para
que o Sr. Maciel se aprsente em publi:o negan-
do aclos que por deraais mereceram_a reprova-
go da mesa a que pertenceu na qualidade de
thesoureiro. a que deram era resultado a sua de-
misso.
O que provou o Sr. Maciel na su3 defeza? na-
da que po iesse suspender o juizo daquelles que
virara escripto nos livres da ordem a sua pro-
pria condemnago, o palavras a monto nao po-
dem destruir actos provados.
Todos sabera o principalmente os irmosda
veneravel erdem lerceira que o secretario nao
faz despezas, uem recebe dinheiro, e s sim for-
mula a receita e despeza conforme a nota que o
thesoureiro lhe aprsente, do recebido e despen-
dido, e quando qualquer verba nao provada
com documentos, ojsecrelario faz a necessariaex-
plicago, nao augmenta ncm diminue dos apos-
trnoslos que Ibes forneco o thesoureiro.
O irrao secretario s faz langar essas raesmss
contas, mas nao lendo urna grande parte das
verbas do Sr. Maciel documentos que as provaa-
sem, nao as quiz approvar a mesa, a foi disto
culpado o irmo secretario, quizera lalvez que o
irmao secretario lhe arranjasse ura meio de se
safar da esparrela carregando com a responsabili-
dade ? mas falhou-lbe o plano.
Era preciso um Cyrino para que ajuoasse o
Sr. Maciel a carregar com'pario de seus feitos na
ordem terceira de N. S. do Carmo, recahindo sua
escolha no irmo ausente o ex-secretario, sem
duvida por julgar que Ucaria iadefeso; desta
voz, como serapre falharam os clculos do Sr.
Maciel, que nada msis foz ~eom o seua pedi-
dodo que reviver na lembranga de lodos oque
elle deveria ser o primeiro a fazer esqueeer.
Dizer o Sr. Maciel que a intriga do irmo se-
cretario para com elle, provinha de elle nao que-
rer anouir a que o irmo secretario tomasse
centa dos deissobrados, um junto i torre do con-
vento e oulro do lado opposto, mnila deslealda-
de para com o secretario que srmpre anden de
boa f com o Sr. Maciel al o momento em qne
a mesa para a qual foi reeleito o Se Maciel, se
apresenlaram diuersos requerimentos pedindo
pagamentos que o Sr, Maciel j os hara dado
como pagos.
Se o Sr. Maciel por um momento se lembrasse
do que occorreu nessas mesas em que foi justa-
mente aecusado, e de que alguma coosa perma-
nece escripto, por certo (Icaria em silencio del-
xaria de correr livremeuU e sem reflexlo o ca-
labrio do ex-prior da mencionada ordem que
tanto o encommodou.
O Sr. Maciel sabe perfellamenU que o irmo
ex secretario foi quem empreslou todo ou quasi
lodo o dinheiro para o acabamento do sobrado
junto a torre do convento, e que alguma parlo
desse dinheiro lhe' correu pelas mos, e que o
mesmo secretario nao fatis, neto nunca fez par-
le da commisso dessa obra, era ella composta
da trez respeitaveis irmaos, que do irmao ex se-
cretario recobio o dinheiro nacessario para as
despezas, deque Ibas paasavam recibo, e com
elles foi que ajusloif o irmo ex seoreurio as
suas contas desse debito, coa a oidaou
PftAA DO RECIFE
* ME JAW1BODE 18GI.
Cambios----------Sobre Lesres saceou-se de
261/2 a M 3/4 d. porl0O0 rs.,
sobre Paris de J04 a 385 rs. por
tranco, e sobre llambsrgo a 684
rs. per M. B., e sobre Lisboa
a 110 por cenlo de premio,
mosteado os saquea a
15000.
Algodio]- o superior vtndes-ae de 8*600
a 8*700, e o regular de 8S40O
a8500.
Assucar Tanto o assucar branco, como
e somenos, e mascavado pur-
gado, conserraram os prego,
e o bruto vaodeu-se a 2*250
rs. por arroba.
Agurdenle-------Veodeu-se deTOJOOOa 80*000
r. pipa.
Couros> Os seceos salgados venderam-
se de 220 a 15 rs. por libra.
Arroz----------o pilado venle-se a 2*800 rs.
por arroba.
Azeitedce-------Veneu-se a 3|000 rs. por
galio.
Bacalho---------- Nio neuve ntrada. Retalhou-
se a 11*000 rs., e Acarara em
depozilo 9,000 barricas.
Balota* Venderam-se a 4*060 rs. por
arroba.
Carne secca-------A do Rio Grande vendeu-se
de5*200a 5*600 rs. por @, e a
do U10 da Prata de 8*800 s 33700
ra., flcando em sor 5,000 ar-
robas da primeira, e 15,000 da
segunda.
Cha hysson- Veodeu-ae a 1*725 r. por li-
bra.
Csrvo de podra- dem a 17*000 rs. a tonelada.
Cerveja- -i dem de 4JB00 a 5*600 rs. por
duzia de garrafas.
Fannha de trigo. Nosso porto (ni vitado por
tres carregaraenlos, dos quaes
um sc'zuio para 0 sul, o dous
esto descarsegando. Retalhou-
se de 24* a 268 rs. por barrica
da de Richmond, e a 22*000 a
de .New-York, flcando em ser
4.400 barricas da primeira, e
1,600 da segunda.
Far. de mandioca Esta semana aflul mirlado
interior ao mercado, por isso
a ensacada baixou para 3*500
e 4*000 o sacco.
Feijo- Vendeu-se e 7*000 rs. O sacco.
Ferro--------------O inglez vendeu-sea 6* o quin-
lal, e o da Suecia a 8*500.
Gcnebra Em frasqueira vendeu-so a 6*
rs., e em botijas a 330.
Louga------------A ingleza ordinaria retalhou-se
a 285 por cenlo de premio so-
bre a factura, cambio ao par.
Manteiga---------A fraooeza venden-ae a 760, e a
ingleza a 850 por libra.
Oleo de linhaga- dem de 1*500 rs. o galo.
Queijos Os flamengos venderam-se de
18900 a 2|0O0 rs. cada um.
Toucinho----------dem de 7*000 rs. por ar-
roba.
Vinagre Uem de 90* a 100*000 rs. a
pipa.
Descont- De 10 a 18 por cento ao anno,
rebaleodo a caixa filial cerca
de500contos de res a 10 por
cento.
COllMERCIO.
Alfandegra.
Rendimento do dia 2 a 25. .
dem do dia 26......
- 282 972*145
. 12:0178145
294.9893270
Movirnento da alfandegra,
Volumes entrados com fazendas.. 108
> com gneros.. 333
------441
Volumes sabidos comfszeodas.. 95
> com gneros.. 268
------363
Descarregam hoje 28de Janeiro
Brigue brasileiro Jorem Arlhur diversos ge-
neres.
Brigue hollandez Gesiena Gertruidacerveja.
Escuna francezaA'.ix batatas o manteiga.
Patacho hanoverianoNicolaos mercadoras,
Brigue hamburguezCapibaribeidem.
Patacho americanoEaglelfarinhe e breu.
Importa tjo.
Patacho americano Eaglet, vindo de New-York,
cousignado a Saundera Brolhers&C, manifes-
lou o seguinte :
1,911 barricas taaba de trigo, 163 ditas bola-
xinhas, 117 caixinhas com 6 348 libras de cha,
257 barris banha de porro, 250 saceos pimonla da
India, 314 barris breu, 500 caixas fogo da China.
50 fardos e 57 caixas panno de algodo, 20 barris
aguarraz, 2 caixas carnizas, chapeos e irombe-
tas ; a Saudders Brothers & C.
4 caixas scllins, 8 feixes e 5 caixas com 20
arados e seus pertences, 5 caixas com azeite, 1
barrica vidros e lampeoes ; a S. P. Jonston & C.
2 caixas drogae, 10 feixes com 80 duziaa de pe-
neiras, 8 caixas e 1 barrica fazendas, 3 caixas
ferragens, 7 caixas bonets de palha, 4 caixas com
40 cadeiras, 3 barricas c 1 caixa vidros; a N. O.
Bieber & C.
3 caixas cadeiras, 1 dita cha e 49 pegas de ta-
bosdo ; a Phpps Brothers & C.
Brigue hollandez Gezuna Gerlruxda, vindo de
Londres, consignado a Rolhe Bidoulac &C, tna
oifestou o seguinte :
300 barricas cerveja ; aos consignatarios.
150 ditas idem ; a Saunders Brothers & C.
50 ditas idem ; a Whatcly Forsters & C.
120 ditas e 100 caixas cerveja, ordem.
200 barris plvora ; a Patn Nash & C.
1,001 ditos dita ; a Henry Gibson.
12 barricas cerveja, 1 dila tinti de escrever, 1
caixa fazenda de algodo; s Jos Antonio Morei-
ra Dias & C.
6 barris vinho xerez, 1 dilo dito do Porto ; a J.
Oliver.
1 caixa papel, 1 dita charutos; a C. J. Astler
& C.
8.228 barras de ferro ; a T. II, Harrisson.
1 caixa chapeos de sol; a Dammayer II.
16 caixas papel para imprimir; a M. Figueira
de Faria.
1 caixa fazenda de algodo ; a D. P. Wila & C
2 ditas molduras, 1 dita pertences de escriplo-
rio, 1 dits alpaca, 1 dita fazenda de algodo, 1
lita cbapos de sol; a E. C. de Oliveira.
1 caixa cha ; a Seve \ Filho.
2 dilas ferragens, 1 dila livros ; a F. G. de Oli-
veira.
2 gigos, 1 barrica e 1 caixa objectos particula-
res de familia ; a E. If. Col.
4 caixas zinco. 2 barris oleo de linhaga, 1 dilo
dito do cobra, 20 barris vasios, 1 dito alvaiade,
3 caixas appareiboa para letrinas, I dila cobre,
38 volumes canos de cumbo, 959 ditos de barro;
a C. J. Cambrone.
8 caixas cobre em folha, 1 dita amostras, 30
barris salitre ; a Prente Viahna & C.
1 barrici louga ; a J. B. Guedes Aleoforade.
1 caixa chapeos de sol, 1 dita fazenda de algo-
da*o, 8 ditas objectos prateedos, 1 dita i 1 fardo
taples, 2 barris tinta, 1 barrica drogas, 6 ditaa
zarco ; a L. A. Siqueira.
12 1|2 toneladas de ferrothos de ferro, 1 caixa,
1 fardo e 2 barricas obras de sellciro, 1 barril
pixe, 1 caixa lampeos, 14 barris sebe, t ditos
azeite de palma, 4 ditos soda, 3 ditos alvaiade, 2
volumes aleo do Wnhaoga, t caixa igoora-ee, 1
dita tinteiros ; a companhia da va frrea.
Escuna franceza Alix, vinda de Dunkerque,
consignada a Tyssel frenes & C, manifestou o
seguinte :
1,142 barris cimento. 150 gigos btalas, 150
barris manteiga, 72 toneladas carvio de pddra ;
a ordem.
Bceebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambueo
Rendimento do ele 8" a 85. 14:835*986
dem do dia 26,...... 2588685
Approvo. AUasdesja de Psrnnbuco 26 de
Janeiro de 1861. Barros,
Conforme.--Joo Jos Pereira de Faria, lercei-
ro eacriptotario.
Consalado nrovIaMlal.
Rendimento do dia 2 a 25. 52:045*082
dem do dia 26. .... 1:644*257
,..
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pautq dos pregas dos gneros sujeitps direitoe
de exporluco. Semana de 28ydneiro a 2
do me* de fevereiro de 1861.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Abanos.....: cento IjjOOO
Agurdente de cana. caada t*0OO
dem restilada e do reino 18000
dem caxaga ...... > *130
dem genebia...... 1*000
dem aleool eu espirito de
agurdente...... g900
Algodo em caroco .... arroba 2$ 101)
dem em rama ou em li. 88400
Arroz com casca..... 8^00
dem descascado ou pilado. 28700
Assucar mascavado .... 2*400
dem branco...... > 3J700
dem refinado...... > J
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........ caada 2*000
dem de coco...... 2*500
dem de mamona..... > 18440
Batatas alimenticias .... arroba 1*C00
Bolacha ordinaria prepria para
embarque....... 48000
dem fina........ 78500
Caf bom.....: : 68500
dem escolha ou reslolho 5SO0O
dem terrado...... libra {360
Caibros....... um *360
Cal.......... arroba *500
dem branca...... 800
Carne secca charque. ... > 48000
Carvio vegetal...... > 18600
Cera de carnauba em bruto. libra *280
dem idem em velas. ; $400
Charutos. ...... cenlo 2*400
Cocos seceos....... 48000
Couros de boi salgados libra *227
dem seceos espichados. jfc360
dem verdes...... *150
dem de cabra cortidos um g)00
dem de onca...... 108000
Doces seceos...... libra 1*000
dem em geieia ou massa *500
dem em calda. ..... *500
Espanadores grandes. um 4$000
dem pequeos..... > 28000
Esleirs para Turra ou estiv-t de
nvio........ cenlo 24*000
Estoupa nacional .... arroba 1J600
Farinha de mandioca. alqueire 28000
dem de araruta..... arroba 88000
Fcijo de qualquer qualidade. lg'JO
Frechaes........ um 58C0O
Fumo em folha bpm. ... > 15J00O
dem ordinario ou restolho. 78000
dem em rolo bom .... > 128000
dem ordinaro restolho... 5$000
Gomma........ arroba 3*200
Ipecacuanlia (raz) .... 25SOG0
Lenha em achas ..'... canto 2g000
Toio........ 12*000
i.enhas e esteios. um 508000
Mol ou melacO...... caada *2M
Milho........ arroba. 18000
Pao brasil ...... .quintal 10*OCO
Pedras de amolar urna #800
dem de filtrar..... 1080 00
Idemrebolo ...... > lg2C0
Piassava. ....... molhos gzOO
Ponas on chitres de vaccas
novilhos ....... cento 5*000
Praochoes de amarelko de
dous cuatados...... ama 16|CO0
dem louro. ... 88000
Sabao. ........ libra $120
Salsa parrilha....... arroba 258000
Sebo em rama. 58000
Sola ou vaqueta urna 2g800
.Taboas de amareilo duzias 120*000
dem dirersas ..... .r 72*000
Tapioca ... arroba 3*500
Travs. ......... urna 12*000
Uohafl de boi ; cento 8300
Vinagra........ caada *280
Alfandega do Pernambueo 26 de Janeiro de
1861. O primeiro conferento, Manoel Perogri-
53:W9#M* d ds'Stlv. O segortdo tferente, Joo de
PttiUa Blrboza.
15:094*671
wmt
mmm
Movirnento do porto.
Navio Wttrnto no dt 6.
Micoie e portos inlermodios.44 horas, vapor
nacional Pereiamugm, cammandanto Manoel
Rodfigoes dos Santos Moora.*
Navios sahido no mesmo dia.
a?-r*izo^~ Barca >o?le" Seraphina, capito
WlliamOree, carga asescar.
Porlos do norte Vapor nacional Jaguariie,
commandante Manoel Joaquim Lobato.
Baha Palhabets nacional Done amigos, capito
Joao Antonio de Deose Silva, carga vatios ge-
neres.
Rio de Jsneiro Brigue nacional Maria Rosa,
capito Silverio da Silva Gallo, earga assucar e
mais generes.
Liverpool pela ParalabaBarca ingleza Liriope,
capito George Paller em lastre.
es ee *
a. a. ao
?o 2 os 3 1 Hygrometr
9> cu ce O B CC o Citierna hgdre-metrica.
ce
00
5
Cd
td
o
O
3 5 3
to

Fmncez.
inglez.
A noile clara, vento SSE regular eassim ama-
nheceu.
OSCILLaCAO da mikk.
Prearaar as 3 h. 54' da tarde, altura 6.6 p.
Baixamar as 9 h. 42' da manba, altura 0,9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 26 de Ja-
neiro de 1861.
&0HA50STKPPLK.
Io teneote.
Editaes.
O Dr. Angelo Heori|ues da Silva, juiz do paz
mais vetado do 2." districlo da freguezta do
Seolissimo Sacramento do bairro de Santo Ao
ionio da cidade do Recite ele
Fago saber quem coovier, que as audiencias
deslo juizo sao as quarlas esabbados em a casa
da niesma residencia na ra de Hurtas u. 22.
Recife 26 de janefro de 1861.
E eu Joaquim da Silva Reg, cscrivo que o
escrevi. Angelo Hentiques da Silva.
Secretarla do governo de Pernam-
bueo 16 de Janeiro de 1861.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, fago publico para conhecimenlo de quem
interessar possa. que se achan vagos os oflicios
de labellio publico do judicial e escrivo do cr-
me, civcl eitcucoes do termo do Rio Foroaoso,
por desistencia fue delles fez o respectivo ser-
venluario Antonio Pinheiro da Palma.
Os pretendentes aos mencionados officios sao,
pois, convidados, para que,. habililando-se na
forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851,
e aviso n. 252 de 30 de dezembro de 1854, apre-
sentem seus documentos no prazo de 60 dias,
contados desta dala.O secretario do governo,
Joo Rodrigues Chaves.
Secretaria do governo de Peruana -
buco f 6 de Janeiro de 1861.
Por esta secretaria se fazem pblicos para co-
nhecimenlo dos ialeressados os despachos pro-
feridos pelo Exm. Sr. ministro e secretario de
estado dos negocios da justica no mez de dezem-
bro prximo findo sobre os requerimentos dos
individuos abaixo declarados :
Dia 5Jos Peres Campello, (objecto) officio de
justica, (despacho) nao tem lugar.
Dia 5Joao Ferreira Vilella, (objecto) officio de
justica, (despacho) prejudicado.
Dia 5Antonio Ignacio de Torres Baadeirs, (ob-
jecto) officio de jusli;a, (despacho) pre-
judicado.
Dia 28Bernardo Jos Barbosa, (objecto] perdo,
(despacho) nao tem lugar:
Dia 28Joaquim Maria da Conceijo (objecto)
perdi, (despacho) nao tem lugar.
Joo Rodrigues Chaves.
Joo Baplista de Castro e Silva, inspector da
thesouraria de fizenda de Pernambueo por S.
M. Imperial e Constitucional que Dos guirde.
Em cumprimento da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezembro ultimo, face-
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos que foi
indeferido pelo tribunal do Ihesouro o requeri-
mento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sa;o por prejuizos queallegou ter tido durante
a revolta de 1818, vislo se ler prescripto o seu
dircito por nao o haver requerido dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambueo 19 de Janeiro de
1861. JoSo Baplista de Castro e Silva.
O Dr. Antonio Eparoinondas de Mello, offlcial da
imperial ordem da Koss, juiz de paz mais vo-
tad* da 1 districlo da fregueiia do Sanlissimo
Sacramento do bairro de Santo Antonio da ci-
dade do Recife, e presidente interino do col-
lego eleiloral etc.
Faco saber aos oleitores que compoem o col-
legio eleiloral desta cidade, que elles se devem
reunir no dia 29 do crreme mez, na igreja ma-
triz desta freguezia, afim de elegerem os3 depu-
lados assembla geral pelo 1 circulo, sendo
o referido collegio composlo dos cleitores das
parochias desta freguezia, da do Sao Fre Pedro
Goncalvea, S. Jos, Sanlissimo Sacramento da
Boa Vista, dos Afogados, Poco da Panella, Var-
zea, 8. Lourenro da Malta, S. Amaro de Jaboa-
t.io, e Muribeca, conforme ludo se acha deter-
minado na le, e orden* expedidas pele Exm.
Sr. prcaidenle da provincia.
Recife 24 de Janeiro de 1861.
Eu Joaquim da Silva Bego, escrivo que o es-
crevi.
Antonio Ejiaminona'as de Mello.
videndo relativo o semestre findo em
51 de dezembro p. p.. a razao de 10$
por accSo de conformidade com as or-
deni recebidrtds Otras central.
Caixa filial em Pernsrninic 15 de Ja-
neiro de 1061 .O gtrarda litros,
Ignacio Nuees Correia.
NOVO BANCO
DE
Pernambueo.
O novo banco continua a substituir
ou a resgatar o resto das notas de 10$ e
20| que bavia emittido e anda existe
em circularlo, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,664 de
10 de outubro do correte anuo, esta
substituirlo ou resgale devera' efiec-
tuar-se derifro de mezes, e true findo
este prazo s podera* ter lugar com o
disconto progresivo de 10 por cento ao
mez, (cando asm na forma do art 5
da le b.53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de l mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. O
directorei, JoSO Ignacio de Medeiros
Reg, Luiz Antonio Vieira.
Avisos maritimos.
Para Lisboa
sahir com brevidade o brigue porluguez Bella
Figueircnse, capito Jos Perreira Lessa ; para
carga e passageiros, para os quaes tem exceden-
tes commodos, trata-se com oa consignatarios F.
Sevenano Rabello & Filho, largo da assembla
numero 12.
COMPANHIA PERMIBICAIU
SE
Navegado costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, comniatidante Lobato.
9ahe para oS portos do norle al ao Cear no dia
26 do correlo as 5 horas da tarde. Recebe car-
ga at ao dia 95 ao nielo dia e pasaageiros at o
dia da sahiaa s 2 horas : no escriplorio da com-
panhia largo da Assembla n.l.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muila brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quera quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife o. 12.
Para Cear.
O hiate Sergipano j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Msrlins & Ir-
mo na ra Nova a. 48, ou com o capito Uen-
rique Vieira da Silva.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem coohecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muita brevidade, tem
parle de seu earregamenlo prompto: para o res-
to que lbe falta, escravos a frete e passageiros^
para os quaes tem excedentes commodos, trata-
se cora os seus consignatarios Azevedo & Mendos,
no seu escriplorio ra da Cruz n. 1.
Declarares.
Santa casa de misericordia do Recife.
A junta administrativa da irmandode da Santa
casa de misericordia do Recife, manda fazer pu-
blico que no dia 29 do correte, pelas 10 horas
da manha, na casa dos expostos, far-se-ha pa-
gamento i amas que forem acompaohadaa do.
respectivos expostos. Secretaria de santa casa
da misericordia do Recife 18 de Janeiro de 1861a
l'ancisco Antonio Cavalcauli Cousseiro.
Escrivlo.
Pela administrado do correio desta cidade
Be faz publico para fias convenientes, que em
virtu.de do disposto no art. 138 do regularaenio
geral dos correios de 21 de dezembro de 1814. e
art. 9 do decreto n. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo das cartas lisenles
Desta administrags, perleocenles ao mez de Ja-
neiro de 1860, no da 4 de fevereiro prximo a
II hetM-tfo He, na porta do tnemno eomto, e a
respectiva lista se acha desde j& exposta aos in*
tiiesssdos.
Caixa filial.
De ordem doExot. presidente da cai-
xa filial do banco do Brasil nesta pro
vincia, se faz publico para conbeci
ment dos Srs. accionistas, que o the%J
soureiro da mesma caixa esta'. autoTil
MRioAiAaAaf d'oca aba ^aj^^Afasa^uaftw
Para a Baha segne em poucos dias o palaa-
bote nacional cDous Amigos, tem parle de sua
carga engajada-, para o resto, trata-se cora sea.
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deus n. 12.
Para o Cear, Ma-
ranho e Para.
O hiate naeionsl irosa, recebe carga para os
portos cima e seguir em poucos dias, trata-se
com J. B. da Fooseca Jnior, na ra do Vigario
ii. 23.
Rio Grande do Sul
O brigue Princeza anda recebe alguma car-
ga : trata-se com os consignatarios Marques, Bar-
ros & L largo do Corpo Santo n. 6.
Para o Rio de Janeiro.
o patacho S. Salvador anda recebe alguna
carga anuda : irala-se com os consignatarios
Marques, Barros & C, largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate cDous Irmios ; para carga, trata-
se cora Marlins & Irmo na rus Nova n. 4.8, oa
com o mestre Joaquim Jos da Silveira.
KUU
o Rio de Janeiro
pretende seguir no dia 31 do correlo mez a bar-
ca nacional Rio de Janeiro ; para carga cotuda,
e passageiros, para o que tem muilo boos com-
modos, e escravos a frele, trata-se com Antunes
Guimares & C, no largo da Assembla n. 19.
Rio de Janeiro,
ral seguir em poucoadias a barca Rio de Janeiro
por ter parte de sen carregameoto prompto: pa-
ra o resto, trata-se cora Antunes Guimares di
C, no largo da Assembla n. 19,
REAL COMPVJilllV
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 18 desle mas eapera-se da Europa
um dos vaporea desta companhia, o qual depois
da demora do costurtie seguir para o Rio ae Ja-
neiro, tocando na Babia, a para passagena ele,
trat-se com os agentes Adamsbn Howie tt 0.,
ra do Trapiche Novo o. 42.
Para a Figueira
cora escala por Usboi, pretende sabir no dia 31
do correte por ler a maior parte de sen carrega-
meoto prompto, o veleiro e bem coohecido pa-
tacho portuguez Mara da Gloria, capito An-
tonio do Barres Valente, anda recebe alguma
carga e passageiros, para os quaes tem exceden-
tes commodos ; a tratar com os consignatarios
F. Severiano Rabello 4 Filho, Urgo ds Ajscm-
bla n. 12.


f)
DUBio de p^abmuoo. segunda reuu m jiauro de mi.
jj^k
COMPANHiyRASILEIRA
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se dos porlos do sul al o da 29 do
corrente o vapor Oyapock, commandante o ca-
pilao lenle Santa Barbara, o qual depois da
demora do cosime seguir para os portoa do
norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua cnegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escritorio de Azeve-
do di Mendes.
Segu para o Cear at o fim do presente
mer, o veleiro cter nacional Erna, visto j ler
grande parle da carga prompta : qnem pois nelle
quizer carregar ou ir de passagem, pode enten-
der-se cora o respectivo Hanoel Joo Antones da
Silveira, no trapiche do algodo, ou a bordo do
dito navio.
Para o Rio de Ja-
neiro
Segu em poucos dias o patacho nacional Lui-
sa, s6 falta-lhe 3,000 arrobas de carga, recebe
escravos a (rete e passageiros, trata-se com J.
B. da Fanseca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Saat'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se com Gurgel Irruios, em seu escrip-
torie na ra da Cadeia do Recite, primeiro an-
dar n. 28.
SE
umm mmuu
DE
GEOGRAPBIA E
DE
HISTORIA
PHILOSOPHIA
O brigue
Constante
segu imprelerivelmente viagem para Lisboa, no
dia 28 do correle. Anda recebe carga e passa-
feiros, para o que irala-se na ra do Vigario o.
9, primeiro andar, com o consignatario Thomaz
de Aquino Fonseca, ou com o capilo Sr. Au-
gusto Cirios dos Res.
Leiles.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agento far leilo com autorisaco
ilo Sr. Mniioel Joaquim da Gunha com o coosen-
timeuto de seus credores de sua taberna sita na
praca da Boa-Vista n. 21, terca feira 29 do cr-
reme, s 11 horas da manha
DA
armnao. caixoes, Calura toda nova e todos g-
neros notos, constando de loucas, vidros, vinhos
do Porto, Dordeaux, Musate!, licores Tinos, mar-
rasquino, gunebra, azeile lino, conservas, ervls
lhas, vinagre, vinho de Lisboa e oulros rauilo-
geoeros de fora e da trra todos novos que s a
vista do comprador. Vender-se-ha em um s
lote ou a retalho a vontade dos compradores,
este estabelecimento est proprio para um prin-
cipiante, pois a casa lem bastantes commodos
para familia eo aluguel baralo.
Avisos diversos.
AlleDfO.
Ramos fe Cirne, ourives na
ra do Cabug n. 2 A, rogam
as pessoas que lhes devem, o
favor de saldarem as suas res-
pectivas contas, attento o
tempo que tem decorrido, e
previnemque desta data em
diante tem re sol vido s ven-
der a diuheiro a vista sem ex-
cepcao, e para que este firme
proposito tenha pleno e abso-
luto vigor, sem ser mister re-
produzi-lo individualmente,
fazem publicar o presente
convictos de seu bom xito.
O Suisso protestanle, que al o dia 25 de
Janeiro de 1861 se chamava Andr Nanzer, tendo
abracado a religio catholica, o nesse dia reco-
bido o baplisnio su& conditione, licou so chaman-
do desde entao Joo Andr Nanzer.
O vigario, Venancio Henriques de Rezende.
Vende-se a loja de calcado da travessa da
ra das Cruzes n. 2 A, muito afreguezada, por
seu dono se retirar, a tratar de sua saude.
Vende-se a casa n. 21 na ra da Esperanza
daSoledade para o Manguind, livre e desemba-
razada : a tratar na ra do Rosario da Boa-Vista
numero 25
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel da Silva
Ribeiru, (confeiteiro) que sahio da casa do Sr.
Domingos Jos da Cunha Lages, no collegio da
Cooceico na Cruz de Almas, para negocio de
seu interesse e do aonuncianle.
No sitio Coqueiro do engenho Carauna, ha
para vender 7 bois mansos, gordos e muito bons,
e 1 vacca que d 7 girrafas de leite, 1 quarto e
1 carrosa que o eixo e as rodas vtoram de Ingla-
terra, e carrega 250 feixes de canna : quem qui-
zer comprar, dirija-se ao dito sitio para ver, e
para ajustar. na Capunga no sitio em quo morou
o Sr. cnsul francez ; e neste mosmo ha uiua
outra carroga para um boi ou cavallo, com ca-
brestos as rodas, e muito propria para carre-
gar canna, pois que nao precisa amarrar.
Urna pessoa que tem muito boa letra e al-
guma pralica de escripturaco, offerece seus rer-
vicos a quem delles precisar : quera quizer an-
nuucie por este Diario.
Attenco.
*
Vende-se a loja da ra do Imperador n. 38,
cora miudezas e armacao ; a pessoa que preten-
der, dirija-so a mesma loja, que achara com
quem tratar.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa
dito cora farinha, mandioca, milho e feijo, pro-
prio para animaes, e ludo por preco muito bara-
to : a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Aluga-se um arraazera no caes de Apollo n.
7, com bastantes commodos para qualquer esta-
belecimento, leudo embarque : a tratar no pafeo
de S. Pedro n. 6.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Cruz n. 29, cora a entrada para a ra dos
Tanoeiros ; a tratar no pateo de S. Pedro n 6
DE
RHET0R1CA E POTICA
POR
JOS SOARES DE AZEVEDO,
professor de lingoa e litteratura nacio-
nal no Gymnazio de Pernambuco, em
sua residencia, 'praca de D. Pedro II n.
37, segundo andar,
A inscrevr-se de manhSa at as 9
horas, e de tarde a qualquer hora.
:
COMPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
VA mita ti o.
De conformidade com as iostruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desta
data era diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem cora os termos do
ayiso que por ordem da mesma abaixo fleam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
COMPAMIIA DA YIA FRREA
_ d
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo prsenle faz-se publico que por resolucao
da directora desta companhia, lomada nesta da-
la tem-se feito uma outra chamada de duas li-
bras sterliuaspor cada accao. a qual chamada ou
prestacao dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
!. Davempurl A C, 6 m Pernambuco no es-
criptorio da Ibesouraria da mesma va frrea.
Polo presente Oca lamber entendido quo no
caso do nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
Usfeita no dia marcado para o seu pagamnnlo ou
antes o accionista queincorrer nesta falla paga-
r juros a razo de 5 por cenlo ao anno sobre
tal chamada ou prestacao a contar deste dia at
le seja realisado o pagamento. No caso de nao
ellectuar o pigamento desta chamada ou presta-
cao dentro do 3 mezes a contar do dito dia flxsdo
para o embolso da mesma flearo as acedes que
incorrerera em tal falla sujeilas a serem confis-
cadas segundo as disposices dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssigndoW. H. Bellamy,
... Secretario.
199 Greshara House.
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
Banhos econmicos!!
Na casa de banhos do pateo do
Carmo.
Neste estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhetidos) se fornecer dora era vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
luxo, mas com toda a decencia e aos precos se-
guintes :
1 banho avulso
7 carles para banhos
CASA
de commlsso de escravos, pa-
teo do Para izo n 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colao.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos que se acjiava
eslabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ah da mesma maoeira se contina a receber es-
cravos para serem. vendidos por commisso, e
por conla de seus seohores, nao se poupando es-
orcos para que os meamosejam vendidos coa
promplidSo, afim de que seu.? senhores nao so-
fram empales com a vendaj de.'les. Neste mesmo
estabelecimento ba sempre para vepder escravos
de ambos os-sexos, reinos e mocos.
fri 320 rs.
morno 400 rs.
I fros 29 rs.
(momos 25500.
30 banhos consecutivos fros ou momos 5>.
Festa do glorioso martyr
S. Sebastio na villa do
Cabo.
O thesoureiro da testa ao glorioso martyr S.
sebastio, cumprindo o que por este jornal pro-
melieu, vera hoje anuunciar a festa que preten-
de fazer de conformidade com as esmolas dos
juizcs e mais devotos que tem oblido, o espere
00161*.
No domingo 3 do tevereiro vindouro lera lugar
na matriz aesta villa a festa do glorioso martyr
S. Sebastio.
O levantamento da bsndeira ser s 9 horas
da noite do dia Io daquelle mez, cujo prestito sa-
nira da greja e percorrer toda a villa, entoando
as mogas um hymno. prodcelo de um cabisla,
sod ^armoniosos sons de msica de nova e bella
composieo.
Antes, porm, s 6 horas da larde desse dia Io
lers lugarcom toda a solemoidade a benco da
imagem, que est encarnada de novo, assim co-
mo a bandeira, de um ptimo desenho ; termi-
nando esse acto com uma gyrandola de 5 duzias
de fogo.
Todos esses actos sero annunciados por uma
gyrandola de fogo e repiques de sino ao romper
desse da Io. r
i J***0!-4 oa noile do dia seguin'e vespera. Em
oao o da se achara uma boa msica para dis-
traerlo dos diletanti, tocando lindas e variadas
pecas novas.
Na festa e Te-Deum pregar o insigne orador
conego Joaquim Ferreira dos Santos. Estar a
exposicao dos fiis o Senhor Sacramentido. Dis-
tribuirse-ha registros e medidas No gloria ter
uma gyrandola de 10duzias de fogo.
Salvas, boles aerostticos, e um lindo e varia-
do fogo artificial ha de haver nesse dia e noiles
do artista Jos Joaquim de Santa Anna e Silva
A grejaser roagniflcaraonle armada pelo artista
innocencio Rodrigues de Miranda, e Iluminada
magostosamonte, quer interior como exterior-
roen1;'. e toda ra quo fica em frento, a qual
esiara embandeirida. oferecendo assim uma vis-
u grata aos circumstantes
A larde sahiro em solemne procissao as ima-
gens de S. Sebastio e a da Senhora das Dores,
sendo esta pela prmeira vez depois que foi en-
Finalmente sero as msicas dirigidas pelo
bem conhecdo professor Queroga.
Espora-se dos devotos grande concorrencia pa-
ra tornar o acto mais brilhante.
Muito preciso que todos de sua parto con-
corram com seus donativos para o explendor
dessa festividade, que data de muito tempo, e
de grande devogo, o que certamente devido
aos llimilados testemunhos que de sua bondade
tem dado o glorioso marlyr S. Sebastio, advo-
gado contra a peste, ao devotos.
ijiflH
cai-
0 artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por3#
Tira retratos por 3^
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3jj|
Tendo recebido um sortimeuto de
xinhas novas
Tendo recebido um sortiment de cai-
xiohas novas ,
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinlias novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grandesalo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recen temen te recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos cbimicos, c um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caucas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
D. Maa Bernardina da Concei-
ci Lima viuva de Antonio Rodrigues!
Lima, nova mente roga a todos os ere-
dores de seu fallecido marido o obsequio
de a presentarem suas contas e letras aq
Sr. padre Jote Leite Pita Ortigueir
ate tj dia 30 do correte i mpretervel-
mente, afim de se cuidar no pagamento
das mesmas contas e letras.
Aviso s familias.
^Cna-se aberla aassignatura do jocoso jornal a
SEMANA ILLUSTRADA,
que se publica no Ri de Janeiro e sahe lux
uma vez por semana,contendo cada numero qa-
tro paginas de gravura3 primorosas, e as oulras
quatro de arligos escolhidos e inleressanles s
Attenco.
a?. ,88'8nad<> ga es pessoas que lhe es-
.i2neJ,,?ordeTf*m PK'sus dbitos
pS o S mei: n' r.ua 0 lB>Perador n. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Antonio Soarea de Azevedo.
Attenco.
Trocam-se sedulas de 1 5f das que o the-
souro desta provincia exige 10 0|0 de descont
assim como notas dos bancos ecaixas das mais
pravas do imperio mediante o abate de 5 OO : no
escriptorio de Azevedo & Mendos, ra da Cruz
numero 1.
Precisa-sede um official de cigar-
reiro, pagase bem : na ra da Cadeia
senboras e pessoas de bom gosto. J se acham do Recife n. 15, loja.
n os dous pnmeiros nmeros. AssiRna-se e i Emilio Kugemann "
ssigna-se e i Emilio Kugemann retira-se para a Babia.
Pariri* "fi.1"8 ^f.T'"2 D\i2A ~ A "*o asaignada participa aos pas de
Por trimestre 6#. semestre 11, anno 18. suas alumoas e a quem convier, que se achara
no exercicio de sea magisterio a 3 de fevereiro :
no principio da ioa da Aurora.Hara Carneiro
de Souza Lacerda Villa-Secca.
S
Os cavalheirose senboras sao convida,
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exatmnarem os specimens do
cima fica anunciado.
que
H U Ur. em medicina M, A. da
jg Costa Brancante mudou a sua re-
t sidencia para a ra Nova casa n.
<& 52, primeiro andar, onde pode
P ser procurado para o exercicio
H de sua proissao.
A quem interessar.
_ Precisa-se do seguioto : 3 linhas de 50 palmos
S|9, 6 travs de 28 palmos 818, 1 dita do 40 pal-
mos 8|8,26 ditas de 30 a 32 palmos 8(8, todas de
madeira de qualidade, ou piuho risinoso. Tam-
bem se comprara bois mansos e habituados ao
servico de carrosas : na casa de banhos do pateo
do Carmo al 8 horas da manha, ou das 4 da
larde em vante.
aga-se adiantado
aja.
m reeKeKdigeietts-MMieeieggg
Aviso.
Roga-se aos devedores da'loja do fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve-
nham realisar seus dbitos no prazo de
15 dias, na ra do Crespo' n. 8, do contra- f
e rio verao seus nomes por este Diario at ]
E pagarem o que esto a dever.
Ww vmt^KS nnN Sfi Si @E 6Vi el 9R M
COMPAflHIA
ALLIANCE,
Cslabeecida em Londres
iako t m mu,
CAPITAL
Cinco mAllioeB de libras
ster\inas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprieiarios
de casas, e a quem mais convier, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que comiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Aluga-se uma crioula para ama de leite, d e
condico escrava, de pouca idade, sadia, e da prl-
meira barriga : a pessoa que pretender, dirija-se
a ra Direita, sobrado n. i. segundo andar, sen-
do a entrada pela ra da Penha.
Precisa-se alugar ama escrava para o ser-
vico interno de uma casa do pequea familia : a
tratar na fundico do Sr. Slarr, ou innuncie paca
ser procurado.
Joseph Grospan previne ao respeilavel pu-
blico e em particular os seus freguexes. que leu-
do voltado de Franca, tomou novameuto conla
de sua officlna de ferreiro, sita na travessa dos
Pires, e queso acha promplo para qualquer con-
cert de seu officio: as pessoas que quizerem
honra-lo com suaconOancs, charo o seu esta-
belecimento muito bem sortido de ferros do toda
qualidade para os carros ; e tambem um bonito
sortimento de lanternas para carro, couros de
lustre, e oulros ornamentos necessarios para car-
ros, tudo de superior qualidade, e mais barato
do que em qualquer outra parle, por ler sido to-
os esses objectus comprados a dinheiro vista
em casa dos melhores fabricantes de Paris.
JIMS.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeico que as pessoas entendi-
das lhe reconliecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Um moco solleiro aluga metade de um se-
gundo andar em que mora a uma pessoa que es-
leja em iguaes circumstanr-ias ; a tratar na ra
da Cadeia n. 28, primeiro andar, das 9 horas s
4 da tarde.
A officina de mar more
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Precisa-se alugar uma escrava boa engom-
madeira e cozinheira, que faca as compras para
uma casa de pouca familia ; paga-se bem : na
ra de S. Goncalo n. 14, primeiro andar, casa de
solo indo para a igreja.
Alugam-so dous segundos andares, um com
muitos commodos para grande familia, no caes
do Ramos, o outro na ra Velha : a tratar com
Jos Hygino de Miranda.
CASA DE SAUDE
DOS
BBSa B&MSS & S
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administra cao dos pro-
pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen*
to dos doentes e'g-e ral mente conhecdo.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprieiarios j
ambos moredores na ru Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento. v
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2$'000
Marujos ecriados, .... 2#500
Primeira classe os e. 5,s500
As operaqoesserSo previamente ajustadas.
CONSULTORIO
DO
MED
s
RO
Ama.
Precisa-se de uma ama
nhar para casa de homem
Queimado n. 49.
para comprar e cozi-
solteiro : na ra do
O abano assigndo convida as pessoa!
relacionadas em parentesco e amizade com
o finado Dr. Jos Silvano Hermogenes de
vasconcellos, ex-promotor publico da co-
I marca do Cabo, para ouvirem alguraas mis-
sas, que no dia 29 do correle pelas 7 ho-
ras da manha sero celebradas na igreja
do convento de Nossa Senhora do Carmo
, por alma daquelle seu mui presado amigo.'
-tnonto di Vasconcellos Menezes de
Drummond.

COPAR TEIE OPERADOR.
3 RIJA DA GLORIA, CASA DO FIJlf DlO 3
CViniea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso di consultas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidado, comopara o engenhos
ou oulras propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha o em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos oasos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja da
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao pe da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos horaeopathicos j bom conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos................isyooo
Dita de 36 ditos.................20*000
Dita de 48 ditos................. 359000
Dita de 60 dito..............."... 309000
Tubos avulsos cada um; .,.. ~. ...... : 1*000
Frascos de tinturas. ; j...........; 2000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tr-
duzidoem portuguoz, com o diccionario dos termos
da medicina, cirurgia etc.. etc....... 209000
Madicina domestica do Dr. Bering, com diccionario. 109000
laoariorio do Dr. Mello Martas. t t r 69000
Serafim & Irmao com loja de ourives na ra do
Cabug, esquina n. 11, confronte a ra Nova e
pateo da matriz, participara a seus amigos, fre-
guezes e ao publico era geral, que se acham sor-
tidos das mais bellas e delicadas obras de ouro
para senboras, assim como para homens e meni-
nas, pormenores precos do que em outra qual-
quer parte; e garantem ditas obras passando conta
com recibo, declarando a qualidade do ouro;
para facilidade das familias que quizerem esce-
Iner mais a gosto no estabelecimento, acha-sc
este aberto al as 7 1/2 horas da no'ite.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e sotao:
da ra da Imperial o. 109, a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Quem annunciou precisar de 1:000* com
nypoiheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado. botica do Sr. Jos
Aiexandre, at as 9 horas da manha, que acha-
ra com quem tratar.
Aluga-se o quarto andar da casa da ra do
Trapiche n. 14, e o segundo andar da ra Velha
n. A ; a tratar no primeiro andar da primeira.
Aluga-se a loja do sobrado da ru da Au-
rora n. 44 ; a tratar na ra Nova n. 16.a
Precisase alugar urna escrava pa-
ra o servico de uma casa de familia : na
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Aluga-so uma casa cm Santo Amaro com
commodos para grande familia ou collegio, de-
frODle da fundico do Sr. Slar; bs pretendentes
poaera entender-se com o proprielario Guither-
me l urspll, defronte da capella de Belem, ou na
ra do Imperador n. 26, com Manoel Joaquim
Gjmcs. *
Precisa-se de uma mulher maior de 30 an-
cos, que tenha exemplar conduela e sem fllhos,
e inteiramente desembarazada e independente'
paraso encarregar da regencia do uma casa e do
trato de 4 meninos : quem esliver nestas cir-
cunstancias, dando prova de sua boa conducta,
dirija-se ao sobiado da ra de S. Francisco n. 10
como quem vai para a ra Bella, das 6 s 7 ho-
ras da manha, e das 4 s 6 da tarde, para fallar
com o proprio dono da casa, e tratarem do ajuste.
Aos pas de familias.
D; rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora eral da instrueco pu-
o ca, tem a honra de prevenir ao respeilavel pu-
Olico, e principalmente aos pais de suas discipu-
lar, que desde o dia 15 do corrente se acham
abertas as aulas do seu collegio ; o qual se acha
por ora estabelecido na ra Formosa, sobrado
numero 15.
A mesma directora approveila esta occasiao
para asseverar aos pais de suas discipulas que
estas cnconiraro em seu collegio a mesma ins-
peccao, vigilancia e desvelos, que cnconiraro
em suas proprias casas, e que nelle recebero
uma educacao moral e religiosa, como convm s
lilhas das sociedades chrislaes, que devem um
da exercer oespinboso ministerio de mais de fa-
milia.
Finalmente, abslendo-se a mesma directora de
encarecer o raethodo de eosino adoptado em seu
collegio, limitar-8e-ba apenas a afirmar aos pais
de suas discipulas, taolo internas como exlernas
que tudo envidar paia o adianlamenlo das mes-
mas, visto ser este o rreio mais propicio de sus-
tentar o hsongeiro crdito, que gratas ao favor
publico, lem acompanhado ao collegio de Sania
rsula, desde a sua creaQo e insUllaco.
As differenles aulas do collegio seio dirigidas
pelos seguintes professores :
Os senhores :
Dr. Jos Soares de AzevedoFrancez.
Dr. Filippe Nery Collacolnglez.
Dr. Augusto Carneiro Monltiro da Silva
tosGeographia.
Joaquim Bernardo de MendongaPiano e canto
Eduardo Gadault Desenho.
Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peilavel publico e com especialidade ao corpo do
commercio, que nesta dala dissolveram amiga-
velmenle a sociedade que tinham na taberna sita
na cambos do Carmo n. 2, que gyrava sob a
razao de Joao Manoel de Siqueira de a liquidajo do activo e passivo da extincta
Drma a cargo do filho Joaquim Vaz de Siqueira.
Recife 21 de Janeiro de 1861. Joo Manoel de
SiqueiraJoaquim Vaz de Siqueira.
Deseja-se fallar ao Sr. Sabaslio Jos Lame-
nha Lins, na ra Direita n. 66. a negocio que lhe
diz resppito.
.re"~e de Ulna PeMoa habilitada para
se encarregar da esenpturcao de uma casa de
commercio em Macei : qaem pois se ach""es-
las circunstancias e queira para aili seguir, po-
de entenderse para o ajuste com Jos Joaquim
Das Fernandes 4 Filhos, no largo da Asiera-
DIGfl D. lt>.
-- Aluga-se um silio perlo da p raca quem a
pretender, dirija-se a ra do Creapo n. 7. loia de
miudezas. J
,.17- P"0"-6 alugar uma preta escravj para~o
servico de uma casa de pouca familia : a pessoa
que liver e queira contratar, dirija-se a ra do
Queimado, loja de fazendas n. 43.
: 7 0?"ece-se uma ama de leite : quem
cisar, dirija-se a ra da Glora n. 37.
pre-
Aos amantes do carnaval.
r teff cabelleireiro, na ra do Queimado n.
6, primeiro andar, avisa que recebeu da Pars
um lindo sortimento de cabelleras a caracteres
alem de um grande numero deltas crespas
para este bello divertimento as tem
cem esmero e gosto.
que
preparado
San-
Monsenior Francisco Muniz
Tavares, Francklin Iria de Men-
donca Ferreira e Luiz Gomes Fer-
reira, convidam as pessoas de sua
amizade para assistirem a uma
missa que se ha de celebrar na ma-
triz da Boa-Vista, pelas 7 horas da
manha do dia 26 do corrente (sab-
bado) por alma de sua prezada
irmSa, mai e sogra Candida Mili-
tana de Mendonca Cardoto edes-
deja lhes agradece o obsequio.
4luga-se
uma pequea easa terrea na ra da Nascenle : a
tratar na ra do Queimado n. 53.
Retratos a oleo em ponto na-
tural, eprr precos mui ra-
zoaveis.
Especialidade de retratos em panno encerado
para se remetieren) dentro de cartas. Tiram-se
no estabelecimento photographico de F. Vilella,
ruado Cabug o. 18. sobrado, entrada pelo pateo
da matriz.
Corveta a hlice Viamo.
O primeiro sargento do corpo de imperiaes
marinheiros, ex-mestre de brigue barca Itama-
rac, Ernesto Dias Monleiro, e o fiel de segun-
da classe do corpo de fazenda Joo Baptista de
Amorim, fazem sciente ao respeilavel publico que
mui breve se reliram para a corte, e julgam nada
dever a pessoa alguma desta provincia, ese ha
alguem que se julgue credor destes senhores, di-
rija-se bordo da dita corveta a hedice, ou do
brigue barca Ilamarac assim como desde j
os mesmos senhores se despedem de algumas
pessoas de suas amizades.
3-Roa estreita do Rosarie-3
9 Francisco Pinto Ozorio continua a col-
t locar denles arlificiaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
q cebe paga alguma sem que as obras nao
$i fiquem a vontade de seus donos, lem pos
g e oulras preparares as mais acreditadas A
$* para conservaco da bocea. S
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irroaos & C., ra da
Cruz n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac & C., em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg frres.
Si. Esipb.
St. Julen.
Margaux.
La rose.
Cha tea ii Loville
Cha tea u Margaux.
De Oldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Cha teau Loville.
Cognac em barris qualidade Gna.
Cogoac era caitas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris,
mmsmm mtmmsm msmm&
f^INALOJA
Encyclopedica
DE
Guimares &
Ama.
Precisa-se de uma ama
Cambda do Carmo n. 4.
de leite, na ra da
Precisa-se alagar uma escrava que seja fiel
para comprar, cozinhar e fazer mais algum ser-
vico de uma familia pequea: qaem tiver, diri-
ja-se a raa Augusta, casa terrea n. 84. ou annun-
cie sua morada nesta Diario. "
Villar.
[Ra do Crespo numero 17.|
! Vende-se fazendas de superiores qua-
: Hdades e gostos por precos incriveis :
| Chapeos de seda para senhora brancas e
de cores a 15J.
s Ditos dilos de ditos de cores e trancos a
J 209000.
[ Ditos de ralha licamente enfeitados a
289 e 409.
Riquisimo8 corles de cambraia branca
bordados a 35{.
Ditos dilos a 20.
I.aas de Garibaldi em cortes com 25 co-
vados a 109.
Cassas a Garibaldi e oulros delicados
gostos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
Oxes a 260 rs. o cenado.
Las de todas as qualidades a 3*600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pega a 6J50O.
Saias baldes de 30 arcos a 59.
Chalea de touquim brancos e oulras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mi a pera a 24$.
Saias bordadas e de lustao.
Sedas de cores e prelas de 2 saias borda-
das a velludo em carices ultima moda
de Paris.
Espartilhos de molas.
Grande sortimento
de roupaa feitas. sobrecasacas, palctots,
colletes, calcas,camisas e seroulas, meias.
grvalas etc., etc.
Calcado Meli ltimamente chegado de
Paria.
Nesle eslabeleciraeoo encontra-se
grande sortimento da fazendas de to-
das as qualidades proprias para senbo-
ras, homens e meninas e seus
soadmiraveis.
pre$os
mm
eobertos a descobertosr pequeas e grandas, de
ouro patente inglez, para bomem a senhora do
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultima paquete inglez : em ca de
donihaJl Mellor d C.



DIARIO DE fERNUBCO. SEtiURDA fU 28 DI JANEIRO DI 1861.
n
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA PARftDLHA SO R- TWiSEND
MELHORADO E FABRICADO SOB ABlRECgAO' DO DR JAMES R. CBILTON,
iniico e medico celebre de New York
EX-
6RANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamenla do estado destenoioo vi-
tal. Islo hadeset, visto o partido iraporlaote
que lera na economa aiuiial.
A quautidade do sangue n'um homem d'es-
utura mediana est araliada pelas as primeiras
autoridades era Tinte e oito arralis. Em cada
ptiUac.Se duas oncas sahera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no en meaos de quatro minutos. Urna dis-
pesicio extensiva tem sido formada e destinada
com aJrairavel sabedoria a destribuir e fazer
circulrosla corrbntk dr vida por todas as
partes da orgaaisaco. Oeste modo curre sem-
pre pelo eorpe em torrente o qual a gran
tonto de infermidade ou de saude.
Sao sangue por cause alguma se emprenha
de materias ftidas ou carrorapidas, diffunde
com vtociDADB elctrica, a corrupto as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se pare tras e para diante pelas
arierras, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at caa orgo o cade teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a cweula$o evidentemente se faz um engenho
periEROSOdedoenga. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igaal poder na criac,o de saude.
Estivosse o carpo infecionado da doen^a maligna,
ou local ou gerat, e situada no systema nervoso
ou glandutoso, u muscular, se somante o san-
gue ple fazer-se pur e saudavel fiear superior
a doanja e inevitavelmeate expllir da cons-
tituigo.
O grande mauancial de doen$a ento como
d' aqu consta no fluido CiRcciANTE.e nenhum
mdicamente que nao obra directamente sobreel-
le para parificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado o publico.
O SANGUE 1 O sangb o ponto no qual
se ha myster fixar a attengao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista nacidadede
Cada garrafa do
exterior de papel verde
No esariptorio do propriettrio, 212 Broedway,
em na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
New-York, bavemos vendido durante muilosan- HASKELL & MERRICK, 10 GoldSlreel.
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo -lo ser o extracto original e ge-
nuino de salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este no me foi apresen-
lado ao publico.
BOYDPAUL, 40CortlandtSlreet.
WALTER.B TOWNSEND <4Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCR & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAI& Co, k Fleteher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 106JobnSc
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor, ef Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Street.
POU & PALANCA^ 96 John Street. .
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST-& HOUGHTON, 83 Jobs Street.
I. MINORA CO. 214 FutonStreet.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KSNSLEY, 45 Corllandl
Street.
HAY DOCK, C0RLIES& CLAY, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, l78Greenwck
Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARVORE E SUASFRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitot,
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esta
0 MEDICAMENTO DO POYO'.!
Adata-sa tio maravillosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E'CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1D0,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servicos presta a humalidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeooio directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York.cuja cer-
tidao o assignalura se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO BE SALSAPARR1LHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande pur i ftcador do sangne
CURANDO
O Herpes
A Herysipela,
A AliSTRIC AOTI0 VEN-
TRE,
Ag Alporcas
Os Effeitos do azod-
6UE,
Dispepsia,
As Doencas.defiga-
DO,
AHydbopesia.
A Impinge
As Ulceras,
O Rhedmatisvo,
As Cuacas
A Dkdilibade geral-
AS DOENCASDE PELLE
As Borbdlhas na ca-
ra,
As Tossesi,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
OEx tracto acha-soco n ti do em garra fas qu adra-
das e garante-se ser mais forie emelhor em to-
do o respeito a algum ou tro purificador do san-
gue., conserva-se em todos es climas por cor-
to sspaco de tempo.
a assignalura e a certidodo Dr. J. R. Chlitton, na capa
FOLNIMtAS M 1884.
Acham-se yenda na livraria da pra^a da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folbinhas impressas nesta
typographia
&>&Q sacarasa QQ3 ^&&og>&2>Q2i
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
n. ,.' bispado de Pereambuco............ 160 rs.
UXtd ae algiueira contando alm do calendario eeclesiastico e civil,
explicacao das fesias mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas,
dos impostos geraes, provinciaes e munieipaes, ao
que se junlou urna eollecfao de bellos e divertidos
n.. Je808 de prendas, para ntrete ni ment da mocidade. 320 rs.
Ulta, alta ... contando alm do kalendaro eclesistico civil, expli-
cacao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ,* ditas dos impostos
*. geraes, provinciaes e munieipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
. sexta-reira da Paixo, (em porhiguez). pre$o.....
Vitado almCUlk civH, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilhade do uso deste almanak, augmentou-st*
de formato, e izeram-se umitas alteracoes, sendo a correc-
oao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
merac&o dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Agencia do$ fabricantes americanos
Giouver & Baker.
Machinas de coser : em casa de Samuel P.
Johiton & C, ra da Sauda Neva n. 52.
LicOes de inglez e francez.
Injlez e francs, ensinadis a cacrever e hilar
da maneira mais fcil, de maoba e de tarde : aa
ru eaimta do Ros.rio o. 10. segundo ander.
, Alugeni-se o segundo e terceiro andsres da
casa aa roa da Cruz n. 45 : trsts-se no primeiro
sntlar da mesma casa, das 9 horas da manhia s
4 da tarde.
Mudanca de esta-
blecimento.
JosMoreira Lopes avisa a os seus amigse
tregete desta e de oulras provincias, que mu-
dou o seu estsbelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimsdo, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Sanios & Rolim.
onde lem ornis completo e variado soitimento
de fazendas de ludas as qualidaes para vender
em grosso e a retalho por precos muilo baratos:
rua do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e ra
do Imperador, ouir'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Precisa-se de urna preta escrava que saiba
cozinhar o engommar : na rua da Senzala Velha
numero 106.
320 rs.
15000
original e genuino exiractu do Dt. Tcrwnsend tem
New York, e em Pernambuco na rua da Cruz n. 21 escriptork 1. andar, taro-
ASA DE BANHOS
_______ ______ H0
Assignatura de baohos frios,mornos,d choque ou-chuviscos (;pra urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,......;.... 1O5000
30 cartofl? p-ra os ditos bandos tomadoeem qualquar lempo...... 15*000
11S D,as dito dito dito ,000
r ...:.. -000
oannosivulsos, aromticos, salgadosesulphurososaosprecos annunciados
Estareducqao de presos facilitar eorespeitavel.publico ogoao dasvantagens queresultam
da frequenciadeum estabelechaenlo de urna utili'dedeincontestevel,masque infelizmente nao
e6tando em nosso*babitos, anda poueoonhecidaeapreciada:
TABAC CAPORAL
He^osito das manufaeturas imperiaes deranca.
r mr Eiloexcelente fumo cha.se depositado, direlamante na rua Neva n. 23,ESQUINA DA
CAMBOA BOCARMO, o qual ge vende por masaos de 2 hectogramos a IflOOOeem porgode
10 mseos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro pajel de liirho para eigarros.
O Sr. lferes Thom'G. Vieira
Lima, queira dirigir-se a esta typogra -
phia, que se Hie precisa fallar.
Com o descont de 5 0|0 Irocam-se as se-,
dulas de 1$ e 5$, das que s podem ser trocadas'
no Ibesouro gerl desta provincia, com o descon-
t de 10 0|0, na travess i da Madre de Dos n. 17.
das 8 horas da manha s5 da tarde.
PIANOS
J.T.aumonuier, h?vendo sahido de casa do Sr.
J. Vignes, oflereoe-se para ludo quanto diz res-
peito sua arte, como seja, afinar e concertar
pianos, orgos de igreja, harmnicos, etc., em
sua officina, rua da Gadeia do Recife n. 11, pri-
meiro audar.
gg O*0Sr. Dr.JooPi-g
* nheiro de Lemos queira ir a negocio que ,
tt nao ignora a loja de fazendas da rua da 9>
f) Cadoia do Recife n. 23. &
Saques pelo vapor francez
Carvalho, T primeiro andar, sacam qaalquer quantia sobre
Lisboa e Porto.
C. 8 VapOT ViamaO. F. VilleU.pholographo da augusta casa m-
s abano as signados -declaran) que o anuun- perial, estabelecido na rua do Cabug n. 18, so-
*'. ^m olllulo cima publicado neste jornal no! brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
da A e 25 do corrate, nao se enlende com os j acaba de receber um bello sortimento de alfloe-
annuociantes prqoe oada devem.Manoel Vi-! tes de ouro de lei para retratos. Entre esses l-
cente da Silva Guiraeres, escrivao do mesmo finetes acham-se muitos com fulhagens e flores
'porGaspar Jos de Miranda, commissaTio.t .de ouro e cores, oulros com perolas, coraes e
Trccisa-se fallar ao Sr. Francisco da Silva pedras, e alguna para brilhantes. Os precos des
Lisboa, a negocio} de seu ioteresse;: 'na ras da '"
Cruz n. 61.
Flix Dopelo e Jernimo LaTCO. mscales
italianos, moradores no Forte do Mallos, becco
das Boias n. 2, quarto andar, retiram-se para a
Europa, e rogam a todos os seus devedores que,
teoham a bondade desatisfazero mala breve pos-
swel, e se houver algumas pessoas que se julga-
rem seas credores apresentem as conlas na dita
eesa, que sarao-aatisfeilas dentro de tres dias.
Na cocheira de mnibus de Claudio existem recolhidos dous burros, ignorando-se a
quem perteneem : quem Mr seu dono pode pro-
cura-Ios.
4os coflsiiiiiidorts de gaz.
t O r. Joao Mara Sevo medico parlciro
e operador avis aos seusdoenles e ami-
gos, que mudou a sua reeidencia para o
bairro da Boa-Vista (Una dos Ratos) rua
SS do Seve ou Uniao. casa n. 28, onde pode
<** ser procurado para o exercicio de sua
jj profisso, a saber de manha al as 10
X; horas e de larde das 4 em dianle.
|jg Os moradores dn Recife, Santo Antonio
X e S. Jos para mais commodidade pode-
|p rao dirigir os seus chamados por escrip-
ia lo. fazendo as devidas olas da rui, ini-
g mero da casa e assignalura, sendo : no
v Recife rua da Cadeia loja do Sr. Joo
rua nova botica do Sr. Jos da Cruz
3j> Santos.
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pratico de escripluracao comruerrial
por partidas dobrsdas e de arilhmelica, dirigido
pelo abalxo assiguado, contina a funecionar re-
gularmente as quarlas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noile.
As pessoas qun desejaiem ter conhecimento de
QUlquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do annuncianle, na rua Nova n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas arima designadas.
E lo claro e fcil o systema de escriturar os
livros mercanlis por partidas dobradas, que s es
sasjoias sao mui'razoaveis. a mesma casa con- \ Pes?0*s desfavorecidas do menor grao de inielli-
tinua-se a tirar relalos por lodos os systeraas ^encia serao capazos de nao reconheerrem a ver-
photographicos. "aiSe a expendido logo as primeiras lices que
Notas
S EAU HIINERALE
SNATURALLEDE VICHY.
^^__P^P^lojia_botjcafraneeia rua da Ccu n,22
A empreza da illumina^ao
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren* aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser notamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando se a actual residencia
do Sr. Jos Mana de Olweira e Silva
natural de Lisboa, que o guarda do
gabinete portuguez de leitura e ultima-
iN BROU
Remedio nfallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, rua da Crez n. 22.
Preeo de frasco 38000.
1
inapta m MHUBiyiD
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabelecimento de fa-
zendas que tinhain na rua do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da rua do Queimado n.31, propriedade do Illm. Sr.com-
mendador Magalhaes Bastos, onde continuaro a ter o mais
completo .sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalio.
SORRADO AMARELLO
ESQUINA DA RUA DO QUEIMADO N. 31.
Aluga-se a loja do sobrado da rua das Cru-
zes n. le : a tratar no mesmo sobrado."
Aluga-se um moleque de 18 annos para ser-
vir era qualquer casa esirangeira ou de homem
solteiro, por ser muilo fiel a Bem vicios : procu-
re na rua do Cabug n. 16.
XPrecisa-se de urna ama de leile que seja
nos, sadia, sem fllho, e com bastante leite: quem
estiver nestas circumstaocias, dirija-ge a rua das
Cruzes, sobrado de dous andares n. 2, no pri-
mojia andar, que achara cora quem tratar.
. Aluga-se um preto capas para lodo servi-
50: na rua do Amoiira n, 87, terceiro andar.
o primeiro andar do sobrado n.
Lapa; a fallar no armazem do
Aluga-se
13 da rua da
mesmo.
Precisa-se alagar urna prela de meia idade
para servir a urna senhora tambom de idade :
quem pretender dirija-se ao pateo de S. Pedro,
obrado n. 4.
Precisa-se de 600} sobre hypolheca de urna
negra e Ires crias, ficando os servicos da negr
pelos juros, ou como se convencionar : auen
quizar annuncie.
Arrenda-se a excellenle
quem
Trovador.
O proprietario desle oatabelecimeno desojan-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a -bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
ria um primorosobilhar de mognoe o tem a
disposigo dos amadores ctesso bello passa lempo
a tedas as horas do da e da noite. Espera que
seus freguezea o amadores oao dexaro de fre-
quentar constantemente o seu estabelecimento,
concorrendo assim para que seus exforcossejam
coroadosde bom xito. Rua larga do Rosario nu-
mero 44.
Precisa -se de um cozinheiro ; na ru Nova
n. 21, loja do Germano.
, ~ Aluga-se urna escrava para casa de pouca
familia, a qual cozinha soffrivelmenle o diario de
urna casa, muito el e sem vicio de qualidade
alguma : tratar na rua do Sebo n. 20.
Gratifica-se bem.
Fugio um criado de nome Elesbao Francisco de
Barros, natural do Cear, idade 14 annos, gros-
so. baixo, cabega chata cabellos carapinhos
pinos grandes e aboloados, sobrolhos largos, cara
larga e achatada, levou camisa branca de mada-
polo e cales branca.indo levar um cavallo alasao
na rua do Cotovello no domingo passado, dahi
fugio, e presume-se que esleja em algum dos
arrabaldes da cidade: quem o pegar e levar ao
collegio Bom Conselho, ser gratificado
. T PesPPareceu no dia 18 do correte, do si-
no de Manoel Luiz Goocalves, na Ponte de Uchoa
urna canoa aborta que pode conduzir 500 lijlos'
forrada do cobre, com 2 banquinhos na proa, um
menor outro maior, e cora um bico de forro na
proa : quem della der noticia na rua da Cadeia
do Recife n. 43. ou leva-la no seu sitio, na Pon-
te de Ucha, ser recompensado.
Precisa-se de um criado que entenda de
cocheira, prefere-se escravo ; na Boa-Vista, rua
doTambin. 11, cocheira.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de
ouro e prata. em pequeas quantias : na rua da
Cadeia do Recife n. 24, segundo andar, das 7 s
y horas da manha, e das 4 s 6 da tarde.
lu"~iNo.dia \e fevereiro principiam os traba-
Ihoa lectivos do Gymnasio. Recife 25 de Janeiro
de 1861.O secretario, A. A. Cabra 1.
Companhia de seguros
equidade.
Estabelecida na cidade do Porto
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia
seguros de todos e para todoi os portos
conhecido, sobre embarcaces de qual-
quer partee a precos muit razoaveis :
agencia rua do Trapichen. 26.
0 annuncio de Jos Joaquim Ferreira nao
de 5#000 e de 1/J000 de urna
figura.
Trocam-se estas notas por gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C. rua estrella do Rosario
o. 11 ; tambem se veodera as bellas uvas de Ita-
marac.
ADVOCACIA.
receberem do abaixo assignado.
M. Fonteca de Medexros.
Altenco.
Gouvea & Fho com casa de consiV-
na^oes novamente estabelecida nesta
praca, avisam aos seus coinmittertes e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
O abajxo assignado mudo.reu escriptorio para | **? elcr'Ptor.0 na rua dt Cadeia do Re-
a rua do Imperador, outr'ora do Collegio n. 51. | ,le n- 3. primeiro andar.
primeiro andar, onde pode ser procurado todos
os dias uteis, desde as 6 horas da manha al as
4 da tarde.Antonio J. da Cosa Ribeiro.
SOCIEDADE BAKUIU
Amorim, Fragoso Sanios
Companhia.
Oa senhores socios commanditarios sao convi-
dados a reunirem-se em assembla geral segun-
da-feira 28do corrente. no escriptorio da sacie-
dade Bancaris, rua da Cadeia do Recife u. 6, as
11 horas do dia, afim de dar comprimento ao que
dispoea ultima parle do artigo 3. do respectivo
contrato social. Recife 22 de Janeiro de 1861.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na rua do Apollo n. 28, saca sobre a
cidade do Porto.
Acha-se aberta a matricula d'aula
publica de Iatim da freguezia de San
seu
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos*os das cm
consultorio especial homeopaikico.
30-Roa das Gruies30
Nesle consultorio tem sempre os ma
novos e acreditados medicamentos pre-
parados era Paris (astiniuras) por Ca-
lelian o Weber, por precos razoaveis
Os elementos de homeopalhia obra re-
commendada intelligencia de qualuer
pessoa. M
cr*S10elIgSCO(le0"veira Filho saca
sobre Lisboa e Porto : no largo do Curno Santo
escriptorio. "'
m
i
mente caixeiro do Sr. Candido
Silva Guimaraes, roga-se ihe
comparecer a rua do Crespo loja n. 20
A, que se Ihe deseja fallar.
Jos desta cidade, e o seu exercicio teta' agua e P denlifico-
Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La-
rangeiras n. 15. Na mesma casa tem
Jos da | comeco no dia 4 de fevereiro prximo
queira futuro: os interesiados dinjam-se a'
casa do respectivo proiessor sita no lar-
go do Terco n. 33.
VIA FRREA
DO
tPMM
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUNDA SEC{A0 AT A BODA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
..T Tr?sPa!S8-8e a rend do engenno Ucha
sito na freguezia de Afogados, pouco mai fa
tUpm8e8?VISl,nte d6,u PC. este e^genSo
tem muito boas trras, boas malas, e 6 muilo
bom de agua com a nova obra que se fez ^em
grande casa de vivenda e concer.ada e no/o
aafreja de dous a tres mil paes e m.is a"l se"
queira plantar, pois tem trras suficientes p.!
isso : quem o pretender, procure ao major Anl!
nio d, Silva Gusmao, na rua do Qucimd
n. 41, ou no mesmo engenho.
lija
CONSULTORIO
Trens para o interior.
ESTACOES.
Cinco Ponas....
Afogados........
Boa-Viagem.....
Prazeres.........
Pont'zinha......
Ilha.............
Villa do Cabo....
Ipojuca..........
Olinda............
Timb-Ass......
Escada (chegada).
DIAS DE TRABA-
LHO.
MANHA.
^adeSIe^rr'uoij'^n^
ESTAgOES.
Escada............
Timb-Ase.......
Olinda.............
Ipojuca........'.
Villa do Cabo.....1
liba..............
Pontesinha......
Prazeres........
Boa-Viagem.. ..
Afogadoi.........
Cinco Pontas (che-l
gda.)...........
Hor.
8
8
8
9
9
9
9
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10
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Min.
30
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15
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TARDE.
Hor.
4
-i
4
5
5
5
5

6
6
6
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
JIANIUA.
Min
3(|
40
50
15
25
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20
35
50
flor
7
7
7
8
8
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Min.
30
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50
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TARDE.
Hor.
G
6
6
7
7
7
7
Min.
30
40
50
15
25
40
Joo da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no fi-
lio dos Buntis na estrada do Airaial
meu consultorio estar' aberto todos o
das das 9 horas as 11 da manha e das
3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terao a bondade
de dirigir os chamados por escripto ra-
ra a loja de louca delronte da casa de
minlia residencia na rua Nova.
Aluga-se.
Urna sala ealcova propria para escriptorio n
VU0EHSNGEJVUCENS dTTdI "^sSnd.Sd.8?"0' "'"'" D" ""
ROUBO.
Roubaram da casa da rua da Senzal|a-veJha
Presos de bilhetes.
I.
400
1200
1400
2400
2700
3400
4500
5300
6000
6500
2."
Trena do interior.
300
900
IluO
1900
2200
2700
3300
3800
4300
4500
3."
200T 600
500 1800
600 2O00
1000- 3600
1100 4000
1400 5000
2000
2300
2600
30u0
6900
8000
9000
50
1400
1600
2600
3200
4000
5000
5700
6500
DIAS DE TRABA-
LHO.
MANHA.
Sor.
5
6
6
6
7
7
7
7
7
8
Min
45
5
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10
TARDB.
Hor.
1
2
Min
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20
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25
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50
rj
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
HASUAA.
Mor.
Min.
15
25
40
50
10
TARHE.
Hor.
3
4
4
4
5
5
5
5
5
6
10000 7000
Precos de bilhetes.
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3W0
3900
4500
VIAGENS SINGE-
LAS.
|.
Min.
451
5
20
35
15
25
40
50
6< 1Q
700
1400
2100
3200
3800
4400
5000
5600
6000
2.*
500
1000
1500
2200
'2800
3100
3800
4000
4300
3.
300
600
900
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1.'
1000
2100
3200
1400 4800
1700 5700
1900 6600
2300 7900
240(1 8400
2700 9500
2.
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700
6000
6800
500 4500' 8000 10000 7000
3.
50(1
900
1400
2100
2500
2800
3400
3600
4000
temuma fWa de um^.o!"^ .^^
if^^entrdrcdrizrterumd%si
.os Srs r0d|enUm" CaUnh'- Porta*. '!-
e aos Srs. relojociros ou a qualquer pessoa a
quem os ditos relogios forera offerecidos D
AssignadoB. H.~BramaT "
Superintendente.
4500
tregar a Jos Joiquira Fernandes da Rocha, ou
na taberna n. 9 da rua da Senzella-nova.
Perden-se urna carteira do caes do colleaio
al ao crrelo, ou vice-versa. a qual coutinha
duas sedulas de 53000 e urna de lj, assim coran
urna cari, de fretamento e factura*' e" "a m?i.
para um doa tnpolanles do mesmo navio quem
a tiver achado e a queira restituir ser Kr'atiflca-
do com 51. alm dos constante na mefm ca^
leira, pots que os ditos papis de nada servem
rTdV,:T'TPOle?-M rM,luir armaTom
n. 2 da rua do Trapiche, de Widew Rvmnndi *
C. onde receberio a dita gr.tlflc.eIo. X Dd *
l>a travessa da rua das Cruzes
n.^fl,land8^, co,nlino-8 a Ungir com loda a
pereicao para qualquer cor e o mais barato pos-
sive assim como as pessoas qu* tiverem obra*
i/ roesnia ca8a 'enham a bondade de as procurar
ate o fia do mez do contrario serio vendidas


m
durio de mmimveo. u* sbgqsb peira is ne jakeibo ai it*i.
Compras.
Compram-se moedas de. o uro de 20*000 :
na ra da Cruz, armazem o. 19.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendera-se. e trocam-teescravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos,
de ambos os sexos, que sejam sadlos e de boa
flgura, com habilidades, e que sirram para or-
tco de campo, de 8 a 40 annosde idade ; noes-
criptorio de Francisco lialhiai Pereira da Costa,
na ra Direila n. 60.
Compram-se moedas de ourobrasileiras de
SO ; no eseriplorio de Maaoel Ignacio de Oli-
veira 4 Futios, largo do Corso Santo.
Compram-se escravos
sendo do sexo masculino, mocos, de 12 a 20 an-
cos de iiade. e sadios : na ra da Imperatriz n.
12, Ioja.
Compra-se
a praga da Independencia n. 22, notas de 19 e
tijOOO velhas, com mdico descont.
Compra-se urna grade de madeira com ba-
laustres para eseriplorio : na praga da Indepen-
dencia n 22, loia. ^_______________^^^^^
Vendas.
Queijos do reino a 2$.
Na ra dasGruzes n. 41 A, taberna da porta
larga, vendem-sc queijos novos a 2$ cada um.
Botinas pretas a Garibaldi pa-
ra senhoras a 5$ o par.
Vendem-se na loja do vapor, na ra Nava nu-
mero 7.
Botinas de cores a Garibaldi
para senhoras a 4$ o par.
Vendem-se na loja do vapor, na ra Nova nu-
mero 7.
Vende-se um bonito escravo de idade de
22 annos, multo possante, bom caooeiro, amassa-
dor c serrador, muito habit para qaalquer servi-
do, prnprio para engenho : as Ciuco Ponas nu-
mero 50.
Villa do Cabo.
Armazem do barateiro.
Rua do Livratnento, esquina da traves-
a da Torrinlia.
O Machado avisa a seus freguezes que conli-
Ba a ter sempre grande sortimeoto de carne, ba-
calho, e os mais gneros necessarios para des-
pensa, e venJe pelos mesmos pregos do recife.
Vendern-se ps de larangekas, de umbigo e
da okina, pea da tapoli, fructa-pao, iapota, li-
mio pare cerca, e outras qualidades de plantea :
no sitie da viava de Joo Carroll, na Ponle de
choa."
Veade-aa am par de arraios para cairo do
4 rodas com pequeo uso, e por prego conmodo :
na na do Trapiche n. 14, primeiro andar. Na
mesma casa vende-se urna bonita parelha de ca-
relios do Rio Grando, estando j ensinado para
carro.
Vende-ie urna casa terrea com bastantes
commodos na cidado da Victoria na roa da Paz,
lado direito n. 7, quera a pretender comprar d-
rij'-se a rua de Sao Miguel, taberna n. 68 nos
Affugados que ahi se dir quem vende; a casa
lem os chaos praprios.
Vende-se urna casa terrea com 8 mel-agoas
no fundo, e chaos proprios, na rae do Padre Flo-
riano ; cujas rende por anno 1:550$; a tratar na
rua larga do Rosario n. 2o, segundo andar.
Vndese uau vestido de afrontara
de pana aoprelo, em silhto devel-
lodo carmetun toa momi na rua da
Cruz n. 40.
Vende-aa asa a ra achina de la aricar calca-
dos, e seus utencllios : quem pretender acbar
com quem tratar : na roa dos Martyrio n. 12.
Vende-se um fardo de oficial do 3 baia-
Iho, com seua pertences: no Borle da lettos,
rua da lloedi o. 27..
V6nde-se leile a 280 rs. a garraa : na roa
larga do Rosario n. 42, escada ao p do hotel
Trovador.
mM D OIRHAIM,
Velbulina de cores que parece verdadeiro vel-
ludo, capas de laa de diversas cores e mascaras:
na rua do Cabug n. 8, loja de Almeida & Burgos
Vende-se na roa de Apollo n. 28, armazem
de Manoel Ferreira da Silva Terroso, o superior
rinho do Porto em garrafas, por prego commodo.
lif
DMIIMlEliri)
DE
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
19000
Liabas de Pedro V.
GRANDE SORTIMEMO
DE
Pazeadas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
Joaqoim JUdrigoes Tarares de Mello
ROA DOCTEIMADO W. 89
h2sba lo< di odatro manas.
Tem um aompleto sortimoaio de roopa feita e
convida a tollos seos freguezes e a quem desejar
ter um uniforme feita coro todo gosto dirijam-se
sesie estabeleciraeoto que eacunlrarao um h-
bil artista chegado ltimamente de Lisboa para
desempenntr as obras a vontade dos freguezes e
j tero am grande ortimeolo da paletots aaccos
ingleza de eatamenha de cor cinzeolo, eacuros,
20.
Cassas de lindos padroes e cores filas que S6
plegarantir aos comprados, s240 rs. o covado,
na rua do Queiroado, loja de 4 portas n.39.
por todo preco
A dinheiro ou mesmo a prazo
de 100$ para cima.
Por ter de re(irar-se o propietario desle esta-
belecimento para o centro da provincia porin-
commodo em sua familia, tom resolido vendar
seu dito eslabelecimento, acabando com toda fa-
zenJa para com mais facilidade.veuder a armago
rediizindo os pregos de seus calcados para os se-
guimos : Borzeguins para senhori, sem nenhum
defeito a HfiVi. ditos com algum defeito no els-
tico a 2550. sapatos de lustre com franjas e fl-
vellas a 131-20, 1J280 elHO, ditos de marro-
qcim a 6 o 721), ditos de borracha para a pre-
sente estario pira iiom^m e senhora a 2J210, sa-
paloes d. lustre pera ltomra a2j50Ue 3901)0, e
com borrocha a 39500, saputo* virados de lustre
para homem forrados da marrnquim a 13 e 1$5'H),
tamancos de marroquim o primor n 200, 400 e
500 rs., sapatinhos de las para crianza, cousa ra-
ra a 320 rs., bonets para menino, de panno fino,
a CO rs., borzeguins de seliin para senhora a 63,
e oulros rnu'tis calcados que se vendero sem
reserva de preco : na rua do I.ivraraonlo. loja
n. 27.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeites de velludo cora froco pretos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraas e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homense meninos
Lencos de seda rzorpara seobora a
29000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francs forma modrrna
Lencos de gurgu rao pretos
licascapellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tsfetsrxo o covado
Chitasfranceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
28500
89500
29000
8500
9320
8500
Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa de core 2 largaras, co-
vado
Chales de miron bordados, liaos ees-
tampidosde todas as qualidades
Seda lisa preta e de corea propria par?
forros com A palmos delargnra, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 saias e de balados
Di tos de gaze e de seda phantaaia
Chales detoquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de (odas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
9GO0
29000
195O0
Fazendas muito bara-f
las a dinheiro. I
Rua da Gadeialojau. 23
1 confr ule ao becco Largo.
Vende-se grosdenaples preto encorpa- 3|
\ do com 4 paitaos de largura a 13800 o S
covado. In
Viv .'-si-ros leiiiipii's prtto superior
a 23 o covado1
Vende-se mantas pretas de fil de seda
cora 4 pilraos de largura a 89.
Vende-se mantas prelis do fil de li-
nho a 12?.
ven ic-s- manteletes modernos de
preto a 20g.
lit
Vende-sn veatUoa a grosdenaples
prelo superior do duas saias e dous ba-
ba dos a G03.
Vende-se
a 3S-
enfeites prelos de vidrilho
Vende-se enfeites
a 5J.
mudemos de froco
Vendo-so as commodas saias balao
madaoolaii e rulim dealgodao a 53.
de
Completo
homem.
sortimeuto de riiupa para
Jak m sASiift&ll ol
PROGRESSO
de
-Largo da Penlia-
Os proprietarios deste estabele-
cimeotoeonvidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos dV borne barato, que se
achara em seu armazem de molhadesde aovamente sortfdo degenero, 09 melhores que tem
viudo a este aereado, porserem escollados por um dos socios na capital de- Lisboa- e por serem
a maior parle dalles viudos por coma dos proprietarios
Ggos com c\iampau\va
das melhores marcas que ha no mercado a 2090OO e era garrafa a 2800d=.
mais claro a 49 cada um, ditos da mesma fa-
zenda de pura laa fina a 89. ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e timentos de
apurado gosto a 105, ditos da caaemira de cares
a 14$, ditos de lina casemira de quadrinhos a
169, ditas de alpaca fina saceos a 69, ditos so-
brecasacosa 89, ditos com gola de velludo a 99,
ditos de patino a de casemira preta a aobreeasa-
dos a 229, 25S e 309. sobrecasacos muito finos a
35$ e 409, paletots de brin, de fusto ede gan-
ga a 49 e 5, colletes de velludo bordado a 129,
ditos de gorguro de seda prelos muilo boa fa-
zenda a 6g, ditos de casaotira a 59, ditos de fus-
to a 3J50O, calga3 debrim e de fjslao a t$ e 5$,
dilas da casemira de cores a 99 e 10J, ditas pre-
tas a 125 e 149, aesim como mijitos mais amigos
que seria inipoisivel aquv a poder mencionar.
SO NO PRO-
gresso.
Oueijos flamengos Cnegados no ultimo paqoe-
le da Europa-a 2J5M ; rende-so nicamente no
armazem Progreaso, no largo da Peona n. 8.
" # <9
vende-se um ercellente engenh 4 le-
gwa? dsfnfe di) Reeifo ou permota-se
por casas : quem o pretender dirija-se ao
primeiro andar do sobrado n. 33 na rua
da rmperatriz onde encontrar com quem
tratar.
Veftde-ao na roa larga 80 Rosario, pesiando a
botica do Sr. Bartholomeu, segunda loja de miu-
dezss n 3, fe.n1 par *eadr oa aortimento de
linhas de Pedro V.em cartio. a muito em coota,
pwpriaiimm cnu4e faqfUa e aifaiatas. Na
masma lofa tem wumt iuraml. de adeaai
a vontade dos compradores, ludo aanito em conta
qae s i vista sa dir* o precv.
Vende-se uro piano de mesa, em bom es-
tada.qneaecve para aprender, per piSMcom-
iaiMH^OvGMwa., ptiamn emter
Vende-se urna morada de casa
terree na rua da matriz da Bea-Vrata :
a fallar na mesma roa sobrado que rol-
ta para a rua da Glorian. 53.
Roa do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por precos baratissimos, para acabar : pecas de
cambraaliaaflaa a3. argaadva muito finas t
modernas a 500 rs. o covado, cassaa abertaa de
hernias corea a 240 rs., chitas largas a 200 a 840,
cortes de eassa fle cores a 2. entremeios borda-
dos a I9SOO a peca> babadas bordados a 320 a
vira, sedinhas de quedaos finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil- a 59, peoteadorea de
camorau bordados a 5J. goUipbas bordadas a
MU, ditas com pontea a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e l a 29. damasco de la com
9 palmos da largara a I96OO, bramante da liaho
com d palmos de largura a 900 rs. a vara, loras
e na_ra senhora a 100 rs. o par, capas de fuslo en-
- fetadas a 59, pegas de madapolio fino a 45, la-
zinha de quadros para vestidas a 3*0, eamisus de
cambraia bordados a 29, sobiecaeacas de panno
Ooo a 20S ejg, paletots de paano e casemira de
16 a 20$, dilos de elpacs de 39500 a 89, ditos de
bnm de crese brancos de 3*500 a 5$, caigas de
casemira pretas a de cores para lados pa presos,
ditos de brim decoras e brancos de 29 a 59,"ca-
misas brancas e decores para todos os presos, I
colletes de casemira de corea finos a 59 ; assim
como outras muitasfazendas por menos do seo
valor para fechar contas.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglazes,
por prego commodo.

I
i
acbmas de vapor. 0
Rodas d'agua.
Moendas de canoa.
Tai zas.
Rodas dentadas.
Broazes a ag*inr&e*.
Alambiques de ferro.
% Cnvos, padreas etc., ele: 9
dj Na f andiga o de ferro de D. W. Boirman, aa
r a d Bram passaade o aafarit. Z

Bolsas de lapete para
viagens.
Vendem-se raui bonitas bolsas de tapete pro-
priaspara riagaaa, etc., etc., pelas baratissimos
pregos de 59. 69 e 79 .- na loja da agaia branca,
rua doQueimado o. 16:
55 Os propriotirios deste estabelecimento
J|{ de-ejando liquidar com o negocio de fa-
tzendas finas aproveitam a quaresma e
expe venda por pregos completa-
mente baixos
wtmmmm a 5 3 ^seais^s'i
\ en le-se um cavallo sellado c arreiado,
prompto, com andares, por prego muito commo-
do : quem pretender, dirija-se a rua dos Pires
numero i.
Veode-se um lerreno aterrado, na rua da
Palma para a rua da Concordia, no qual se-pode
fazeroito moradas de casas ; a tratar na rua da
Praia, serrara n. 59.
Aos senhores de engenho.
Vende-se um grande carro, caixSo americano,
com 4 rolas e com volla inteira, sui conslrucgao
6 bistinie forte, e proprio para conduego dn
assucar em os engennos, admilte uns 600 feixes
de canna : os pretendentes dirijam-se a rua do
Trapiche n. 8.
V. nde.se um carro da alfandega. a dinhai-
ro ou a prazo : na rua do ftangel n. 75
Vende-seno armazem de Antunes Guima-
raes & C., milho novo e farelo era saceos gran-
des : no largo da Assembla n 19.
Vende-se nma cania nova toda de amarel-
lo, bem construida, encavilhada e pregada de co-
bre, proprio pira 400 feixes de capim no eata-
leiro do Cirvalhs, na rua da Concordia : a tratar
na rua do Yigario n. 5.
Um rico sao-
tuario
de Jacaranda, representando a santo sepolohro,
cociendo a linagem da Senhor o Rom e Mao La-
dro, Nossa Senhora, Magdalena, S. ioaa, Cta-
turiio, e os dous guardas ao sopulchro : quem
pretender, .dirija-sa a rua do,Cee<#o. loja da es-
quina n. 8, que volts para a rus do Imperad.
gos de comadre
em caixas proprias para mimo a 1*000.
Bavris com altitonas
os mais no vos que ha no mercado a 182000.
Servcja branca
das mais acreditadas mareas a 59000 a duzia e era garrafa a 500.
Queijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parto
das melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 960 res a libra, e em porco se- ta-
ra algura abatemenlo.
Queijos suisso
recen temen te chegado'e de suqerior qualedade a 960 reisalibra.
Chocolate
dos melhores autoresde Europa a 900 rs. alibra em ponao a 850 .
MarmeVada imperial
do afamado Abreu, e de oulros mais fabricantes de Lisboa emlatas de 1 a 2 libras a800
rs., em porfi dse ar algum abaltmento.
Ila^a de tomate
am latas de 1 libra por 900 rs., em porga o vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglesas
is mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Catas de bolaehinha de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata
Xmeixas raneexas
is mais novas que tem vindo a este mercado em eompoteiras,contando 3 libras por 39000 rs.
a em latas de l e 1(2 libra per 19500 reis
CaixAnYias com & libras de passas
a 3?000 rs. em porgo se far algum abatimento, vende-se tamberu a retalhoa libra a 500 rs.
Manteiga ingleza
permita mente flor a mais novaque ha no mercado a 19000 rs. alibra, am barril safar al-
gum abatimento.
Cb perola
o oaalhorque ka neste genero a 2950Qrs. alibra dito hyson a 29000 rs.
Manteiga traneexa
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toueinbo de Cisboa
o mais novo qaa ha no mercado a 390 res a libra.
M.a$as para sapa
asa eaxinhas de 8 libras com deferentesqualidadefpor 4/QjOQ n.
Tambera vendam-seos seguinles gneros, ludo recentamentechegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 480 rs. alibra, chouriga muila neva.marmelada do mais afamado fabricante
da Lisboa,maca de tmale, pera saces, passss, fructas em calda, amendoas, noses, frascos com
ameadoas cobertas, confeiles, psstilhas de vriasqualidades, vinagrahraneo B#rdeaux, proprio o
para conservas,charutos dos memores fabricantes de San Flix, magas di todas as qualidades, p
gomraa muito fina, ervilbas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, aervejaa de ditas,
spermacetebarato, licores francezeenaile finos, marrasquino de zara, azeitedocapuri6cado, azei-
tonss muito novas, san ha e parco refinada a outios muitos gneros que encomiara o tendeles a
aaomados, por isso promeliem ospropriajtarios venderera por muilo roen js doqueoutro qualquer,
prometiera mais laraaem servirera aquellas peesoas que mandarem por outras poiaao praticas eomo
as vieseem pcssoalmente ; rogam tambem a todos os senhores de engenho a seahore lavradoree
queiram insular sn encommeadas no axmaiem Progresso,qns selhes affianga a boaqualidadea
acondicionamento.
A dinheiro oh a prazo.
Vende-se ama bonita armarn- da loia da rua
do Livramento n. 27, e lamben se vende com as
fazendas & vontade do comprador ; a tratar em a
mesma loja. Outro sim, a armagio pode pres-
tar-se qualquer genero de negocio, como seja
para fazendas, molhados, ferragens, ele.
Vende-se por todo prego remos de faia che-
gados ltimamente, carne americana, tanto de
porco como de vaca em barris de 200 libras e a
retalho no onmieni de Audre de Abrcu Porto-,
rua do Trapiche-novo n. 14.
Burros e cavallos de Montevideo, por todo
prego em lotes a prazo, e a dinheiro no arma-
gem amarello defronte do arsenal de marinha,
de Andr de Abreu Porto, se far t>do e qual-
quer negocio das 6 da manliaa as 6 da tarde a
tratar no armazens, ou na rua do Trapiche-novo
n. 14.
Escravos Lons.
ma escrava, idade 35 annos insigne engora-
madeira e cosinheira por 1:000$, 3 ditas para
todo o servico, idade 30 a 40 annos, de 700J> a
800$. urna inu.eca, idade annos por 700$. urna
negra moca para todo a servigo por 1000$, na
rus das Aguas-verdes, n. 40. "
A loja da ba-f
na rna do Queimado n. 1-2
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim braDco de puro linho trancado a 1J000 e
1$400 ra. a vara; dito pardo muito superior a
IfSOO a vara ; gangas francezas muito Onas de
padroes escwros a 5X) rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortea de caiga de meia casimira a 1J600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2j rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20$, 22$ e a 24$ rs. a
pega com 30 jardas; atoa-lhado d'algodo muilo
superior a 1$400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2$400 a vara ; leos
de cambraia brancos para algibeira a 2$100 a
duzia; ditos maiores a 3$"; dito de cambraia
de linho a 6$, 7$ e $$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n8$rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
volta a 1$280; ditos eom renda, bico e labyrin-
Ioa2$000; e alm diste, outras militas fazen-
das que se vendem muito baratos dinheiro a
vista : na rua do Queimade n. 2d, loja da Boa .
Bonitos cintos para sentio
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se moi boni-
tas fitas com flvelas para cintos de senhoras e
meninas, e pele baratissimo prego de 2# : em
dita loia da aRoia branca, rua do Queimadonu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. S.
Pegas de bretanha de rolo eom 10 varas a
28, casemira escura iufestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muilo fina a 39,
49, 59, a 69 a pega, dita tapada, com 10 varas
a 59 a 69 a pega, chitas largas de modernos e
eseolhidoe padroes a 940, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 a 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, ranito finos a 89500, ditos lisos
com franjas de sada a 59, lancot de cassaa com
barra a 100, 120 e 160 oada um, raeias muito |
finas pira senhora a 49 a duzia, dilas de boa
qualidade a 3 e 39509 a duzia, chicas fran-
cezas do ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
eovado, chitas escuras inglesas a 59900 a
pega, e a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 1*600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhantin
azul a 400 rs, o esvado, alpacas de differentes
corea a 360 rs. o covado, casmiras pretas
finas a 29500, 39 a 39500 o eovado, cambraia
preta a de salpicea a50O rs. a vara, e outras
muitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, e de todas se darao amostras com peuhor*
LIQUIDADO*
Barato que admi-
ra, na rua do
Queimado n. 7.
Vendem-se mussulinas de cores 220 rs. o co-
vado, riscado francez a 180 ra. o eovado, chitas
fizas a MO ra. o covado em retelrio e a 120,
cambraas de barra a 2,8u0 rs. o corte fazenda
boa, chitas de barras a 2,000 o corle, cortes de
riscado Tranc* com 13 Corados a 1,500 rs gr-
valas de seda de cores a 3*0 rs., ditas pretas
a 600 rs., lencos de seda grandes a 800 rs. gan-
gas de cores para caiga a 500 rs. o covado, cor
les de l para calca a 2,000 ra dilos da brim
adamascado a 2,200 rs-, grosdenapoles pretos
fazenda boa a 1,600 rs. o covado. setim preto
maco a 2,800 rs., lencos de ganga a 240 re.,
ditos do chita a 200 rs chales de merino liso a
4,500 rs., dilos bordados a 7,000 rs., chales de
l e algodao a 1,000 rs.,chilas largas francezas
a 240 rs. o covado fazenda boa, ditas escuras a
20 rs.. madapolo de 4$200, 5$000 e 4$800 rs.,
cortes de castor fazenda boa para caiga a 900 rs.,
brim pardo a 500 rs. a vara, e muitas oulras fa-
zendis que se vendem a vista do dinheiro por
lodo prego: dao-se amostra eom penhores.
Esleirs da India de 4, S
e 6 pamos de largo.
No armazem de tazendas da rua do Queimado
o. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas braneas
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorli-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito screditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Chega para todos."
Cassas francezas muilo bonitas e de cores fiza8
a doze vuteoso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao ae acabam -r
na rua do Queimado n. 22, oa bem conhecida lo-
a da Boa li.
ana do Qaeima&o n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA YARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda d cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000,ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto do chales de toquim que astao-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com ponta
redonda a8$000, ditos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos estanpados aom listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muilo
encorpado a 29000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de eores ricamente enfeitadosa
25$000, ditos muito superiores a 309000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, ditos de relroi
a 39500, orgaadisda mais fina que ha no mer-
cado a 1 $000 o covado, cambraias de cores
de padroes maito delicadosa 800 rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. a vara, ricas chitas
farncezasde muilo boas qualidades a 280, 300,
320, e 400 rs. ao eovado, a melhoi que se pode
imaginar, pei los para camisa a 240 rs. cada una,
corles de casemira decoros a 69000, dilas em
pesca Je quadrinhos a 49000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 19000, ditos de oulros
bordados ricos a 3-5000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, trasbordados a entrimeios
que se vendem por proco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de ertangas, e espiabas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corles de
cambraas da sal picos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitades com tiras bordadas a 69006,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqaipode-la8 mencionar todas.
[Liona americana a 100 rs.
de 200 jardas
branca a de todas as cores, estas linhas
sao fabricadas para cozer em machinas
por serem muilo fortes e Iguaes sao as
melhores linhas que tem viado a este
mercado.
[Retroz e trocal preto e de!
cores
tambem proprio para coser em machi-
nas, m em carretelae vande-se em li-
bra a 20$ ou 2| um carretel de 12 em li-
bra : na rua da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. B. Como existe um grande sorti-
menlo destes najactee veade-sa mesmo
a quem nao tem comprad machina de
cozer.
^fittaggK seis. saetteeieS
vinho do rorto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacsl de 1830.
Preciaao de 1847.
As duzias, e em caiiinhas, a dinheiro, por ba-
rato prego : vende-se na roa do Trapiche n. 40,
eseriplorio.
SI laM 111 MUI
Vende-se
Relogios patentes. ------
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Pei tos par a camisas,
Biscoutos
Emcasade Arkwight 4 C, ruada
Cruzn. 1.
Farinha a 31500
Veode-sefarinha de mandioca a 3#50O
a sacca : na rua da Madre de Dos nu-
mero 35.

cseoexsM
Segure coBlraFogo
COMPAIHIA
rsftST*rnr?r]
c

I
I
I

LONDRES
'AGENTES
C.J. Astley A Companhia.
Vesde-se
para
s
!
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Fpjngardas.
Ac de Trieste*
Pregos de cobre de eom- I
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para mareiiiei-
ro : no armazem de C.
J. Astley A C.
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidos dagazo apnaaiasa,maiteslinios.de
duassaias, pelo baratissimo prego d 10cada
um corte.
< a mi raas
baratas.
19 Rua do Queimado 19
Cortes de esmbrais krsnca muito fina com sal-
picos miudlnhos a 45600.
Cambraieta para veatido, muilo fina, pelo ba-
ratissimo prsgo de 29600, 2*800,39 e 39500 cada
Pca.
Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos l preco.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wison e
Geo. B. Sloat A C
Estas ma-
chi nasque
sao as melho-
res o mais
duradouras
moslram-sa. a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas doscom-
pradores g-
rsnlindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : ne depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leite & Irma, rua da Impe-
ratriz n. 12, adtigasoente aterro da Boa-Vista.
Botica;
Beriholomeu Francisco de Souza, rua lira
do Roaaiio n. 36, vaade oa seguimos acedica
m entes :
Reb rAffedeur.
Plales costra saaSes.
Dilas vegetis.
Salsa parrha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresj.
Ungento Hollway.
Pillas do dito.
Ellixir anli-asmaihice.
Vid ros de bocea larga com rolhas, de 2 ooeas
12 libras.
Assim coma tesa um grande aortimanle de pa-
pel para forro de sala, o qual venda a modieo


DUU0 3 MMUIWHO. SBftW* fELBA *, M 4AKUO > IMl.
r\
Calcado.
Qualidades escolhidas.
4o--Hua Direita-4o
Sis a festa I necessario renovar o calcado e
crter ao estabelecimeuto da ra Direila, que o
vende muito frasca e em pereite estado por es-
tes presos :
Borzeguios de homem (bezerro e lustre) 9J500
Ditos de dito (dem)
Dilos dedito (idem)
Ditos dedito- (dem)
Ditos dedito (idem)
Borzeguins de senhora
Ditos de dita
Ditos de dita
Ditos de dita,
Sapatoes de bezerro (3 1|2 batera)
Ditos de dito e de lustra
Meios borzeguins de hornera
Borzeguins de menina i$000 e
Sapatoes de becerro para menino 49 e
Sapatos de lustre para senhora a
98000
8S500
8S000
69OOO
5*000
48O0
4*500
4J000
5*600
59OOO
68000
33600
39500
18200
Pechinchasem
igual.
Cassas francesas de cores a 200 rs. o
covada, ditas muito finas miudiohas de
muito lindos padrOes a 240 rs. o cova-
do, ditas organcfys matisadas a* bom
gosto a 2-0 rs. o covado: na loja do so-
brado de 4 andares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Moreira Lopes.
9 Vendem-se 5 carros novos com todos os 9
9 arreios : na ra Nora a. 21. u
3$2>3>999m -S@@
Veode-se ura terreno de raarinha nos fun-
dos das cajas da ra do Vigario, ao p do trapi-
che <3o Cunha, com 9 bracas de frente.no alioha-
mento do caes projectado, proprio para se edifi-
car um armazera que sirva para trapiche, ou pa-
ra ser alfandegado : a tratar na ra do Trapiche
n. 14, primeiro andar.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Cnegou ltimamente a este estabeleeimento um
complato surtimeato de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Pars, es quaes se ven-
der a 79000, ditos a 89900, dilos a 92000
ditos muito superior a 109OOO, ditos de caster
pretes e braacosa 163000, 0 melhor quese
pode desejar, chapeos do fettro a (Jaribaldi de
muito superior massa a 79000-, dilos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendara por proco
barato, bonels de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjades a 39500
chapeos de seda para senhoras a 25*000 muito,
supuriores, ditos de palha escuras proprios para
campo a.129000, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de panno muito grandes e boas a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de trenca a
19000, sintos dfl gruguro D3ra senhoras e me-
ninas a 2900O, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
prar.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, SOO, 640 e l'JJ rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia brac-
ea n. 16.
SYSTEM A MEDICO BE HOLLOWAY
PILLAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composte inteira,
mente de hervas uieJicicaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delectara. Be-
nigno maistenra infaneia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na cornpleiQo mais robusta ;
unteiraraente innocente em suas operaeoes eef-
feitos ; pois busca e reraeve as doenc.as de qual-
quer especie e grao pot mata antigs e tenares
que sejara.
Entre mimare* da pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : eonseguiram
recobrar a saude e (oreas, depois de ha ver tenia-
do inultimente todos osoutros remedios.
As mis alllictas nao devera entregar-se a des-
esperado ; facara um competente ensatados
eficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguiotes enfermidades:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Am polas.
Febreto^ da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
InQammacoes.
Irregularidades
menstrua^o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal do podra*
M a nenas a a eutis.
Abstruc^ao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmoom.
Retengo de oarina.
Rheumatisrao.
Syraplomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
yenoreo(mal).
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidadeou extena
cao.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desi atera.
Dor de garganta,
de barriga.,
nos rins.
Dureza no ventre.
Eofermidadesno ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas ptalas no estebetecimeato 'ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja da
todos os boticarios droguista o outras pessoas en-
carregadas de su toada em toda a Antariea do
bul. Ha va na e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dallas, conten ama. instrucijao am poriu-
guez para explicar o modo de se usas destaa pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soura
dharmaceutfco, na ra da Cruz n. 22, em Per
aaaaeo.
A

3*000.
(O
Saceos com arroz da casca, tendo a maior par-
le pilado ; na caes do Ramos o. 6.
Chapeos de castor
Na praja da Independencia ns. 4, 32 e 34, ven-
dem-se excedientes chapeos de castor broncos e
pretos, rapados e com pello, pelo diminuto pro-
50 de 10 e I9.
Libras sterlinas.
Tende-se libras sterlinas no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho, no largo do
Corpo Santo.
Gorama do Aracaty.
Vende-se excellenlo gomma do Aracaty; na
ra daCideia do Recife, primeira andar, n. 28.
Pechiacha.
Veode-se urna negra de naco, ou troca-se poi
um moleque : na ra do Rangel n. 11.
Algodo Bonslro.
Vende-se algodo manstro cora, duas larguras,
muito proprio para toalhas e lenges per dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
proco do 600 rs. a rara ; na no do Quemado n. [
22, na loja da boa f.
BASTOS
I Remedios americanos 11 Bastos < Reg

i
que ouif'ora tinba loja na ra de Quei-
mado o. 46, que gyrava sob a firma de
Ges i\ Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes qoe dissolveua seciedade
que tinha ceas o mesma Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso ficou gyrando a mesma <
Arma de Ges & Pastos, assim comoapro- !
reita a o casio para annunciar abertura
do seu grande armazn na ra Nova jun-
to a Conceicao dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
DO DOUTOB. 2?
iRadway & C, de New-YorkJ
| PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
Pilulas reguladoras, i
Esto remedios j sao aqu bem conhe- 9
2 cidos pelas admlraveis curas que tem ob-
v tido em toda a sorle de febres, molestias 9
@ chronicas, molestias de senhoras, de pe- 9
5s> le etc., etc., confrmese T as inslruc- 9
ces que se acham traducidas em por- V
9 tuguez. 5$
------- 1
|SaIsa parrilha legitima e
original do an ligo
DR. JACOB TOUNSEND.
9 0 melhor purificador do sangue 9
cara radicalmente 1
Erisipela. Phtisicas. I
^ Rheuraatismo. Catarrho. a
^ Chagas. Ooencas de flgado. m
^ Alporcas. Effeitos do azougue. a
g Impingeos. Molestias de pullo, a
^ Rayraundo Garios Leito & Irmio, ra do S
^ lmperatriza 12. j
999 9999 99999@S
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem onhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova a de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
adra, ludo por precos mais baratos do que em
utra qualquer parle.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feit, miudezas linas o perfumaras,
ludo por menos do que era outra parle : na loja
do vapor, na ra Nova n. 7.
Cera e sebo
No armazem da roa da Cruz n 33, vendo-se
cera do carnauba em porco de saceos o 89500 a
arroba, sebo do Porto em cai&otes em porco a
IOS, fio da Bahia a 750 rs. a libra, cera amarella
a 320 rs. a libra, velas de composicOes e carnauba
pu ra a 149.
JlHWiPA FEITA ANDA MAIS BARATAS. S
COMPLETO
SORTIMENTO
UB
IFazenda
LOJA
ha.
E ARMAZEM
DE
cora um grande e numeroso sortimento de
roupasfeitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como a
de seu cosame, assim como aojan : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fine
preto o de cor a 25$, 28jJ e 30, essacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 189,
209 e a '3, dilos saceos de panno prieto a
12$ e a 14$, ditos de casemira da cor
muito fina modelo inglez a 9jJ, 109, 129
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado goslo a 59 e 6j, ditos de alpaca
preta e de tur a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, dilos muito superior
a 12% ditos saceos a 5#, dilos de esgmao
pardo fino a 4$, 4500 e 5$, ditos de fus-
lao de cor a 3, 3500 e 49, dilos bron-
cos a 4#00 e 5$5C0, ditos de brim pardo
Que sacco a 2,5800, calcas de brim de cor
finas a 39, 3500, 49 e 4$500. ditas de di-
to branco finas a 5g e 69500, ditas de
princeza proprias para lulo a 4J, ditas de
merino de cordao pelo fino a 5p e 6$,
ditas de casemira de cor e preta a 89, Dj>
el09, colletes de casemira de cer e pre-
ta a 4S5UO e 5jJ, ditos do seda branca pan
casamento a 53, ditos de brim branco a
. 39 e 4, dilos de cor a 3, colletes do me-
rino para lulo a 4$ e 43500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 103,pa-
letots de panno fino para menino a 12$ e
14, casacas do mesmo panno a 15$,calca
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para os mesmos,
sapalos de tranca para homem e senho-
ra a 13 e I950O, ceroulas de bramante a
183 203 a duzia, camisas francesas fi-
nas de coro brancas de aovos modelos a
17$. 18, 209, 24f, 289 e 309 a duzia,
ditas de peiles ae linho a 309.a duzia, di-
tas para menino a 1$800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a I38OO
e 23 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado goslo tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto precode 35$, e s com avista se
pode reconhecer qoG barato, ricas capas
de casemira para senhora a 188 o 20,
e muitas outras fazendas de excallente
goslo que se deiiam de mencionar quo
por ser grande quantidade se lorna en-
fadonho, assim como se recebe toda e
qualquer encommenda de roupas feitas,
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e una grande ofllcina
de alfaite que pela sua prooiptidao e per- _
feicao nada deixa a desejar.
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz n. 2!, chegados no
v-aporTocantins.
Milho novo.
Vendem-se escravos.
Um mulalinbo de 18 annos, boleeiro, 1 dito de
C annos pe* 300 cena oso peqaeao defeito, ne-
greo do 30 anaao. qoo Coziniw o diaria da ama
casa, a sao boas eooaboadeiraa, 1 negro de 20 an-
nos, 1 moleque de 15, e 1 negro de 22, ambos
para o servieo de campo, 1 moleque perito co-
peirc* do 18 annos, o oulros scravos quo se
acham renda do escriptorio de Francisco Ma-
lillas Feretra da Costa, na ra Diteila n. 66.
Barato que admira.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padres, de cores escaras e clsras,
miudtnhas, com 11 covadoa cada corte, pelo ba-
| raiisimo prego de 29500; na loja do sobrado de
: 4 aadarea na ra do Crespo n, 18, de Jos Mo-
reira Loses.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$: no antigo
deposito do largo da Assemblea n. 9.
Arados americanos e machinas
par a lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston 4 C. ra daSenzala n.42.
Cheguem loja da Boa f.
Chitas franceza moito finas de cores Qxas a
280 rs. o covado ; cambraias franeezas muito fila
J8? 640 rs. a varo; idem lisa muito fina a
49500 e a 6JO00 a pega com 8 li2 varas ; di-
muito superior a 8$O0O a peca com 10 varas;
dita fina com salpicos a 4)800 a pesa com 8 1i2
varas; Ol de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlaUna branca, e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, nt leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lenco muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
50OO a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 4, 5, 6, 8 e 10$ rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2$, 39 e 4$ rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 2, 2$5O0 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
lina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claros a 6$ rs. o corte de
oin' nie'as ae Igodao cr muito superiores a
43800 rs. a dazia ; ditas Je algodo -rn tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim muilos oulros artigos de lei que se ven-
dem baratsimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. S2.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a dnzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a dozia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Beaf.
BATATAS.
S no Progresso, chegadas no ultimo paquete a
mente no armazem Progresse.
39200 a arroba o 120 rs. a libra, unica-
Fumoem foiiiapara charutos.
De todas as qualidades em f.rdos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-so urna mulata de idado 18 antros,
com urna cria de 4 mezes, engomma, ensahoa
perfeitamenle, cezinba a faz todo-o maiajervico
de urna casa, muito cariohosa para crjHfs na
ra do Queimado n. 39, loja de fazendfs?
E' baralissimoj f
Ba do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fixas miudiohas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : ao-se amostras coja peuhor.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escuros a 3500
muito barato, aproveitem : na roa do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Attenco
Na loja de Nabucoo & C. na roa
n. 2, vende-se mascaras de papelo
a duzia.
Nova
a 29
9
iSedulas de 1,000 e del
5> de urna figura.
Trocam-se estas sedulassem descont
por fazendas que vendem-se por baratis-
simos precos, na ra do Crespo loja ama-
rella n.8 de Leandro Lopes Das succes- K
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas./!!
Vendem-se chapeo de seda de muito M
bom gosto a 155 e a 259, vestidos de se- S
da de muito bom gosto a 40$. 509 e 80$, M
ditos de barege e gaze a 10, dilos de Si
cambraia branca bordados (mullo ricos), |
chaly e barege a 500 rs. o covado, or- q
gandisde muito bom gosto a 800 e 900 fl
rs. a vara, basquinas de fil com ricos bi- |
eos de seda a 33, tainos rom blcos para Srjja
vestidos de senhora a 500 rs., camisas 3S
com pellos e pininos de linho a 30 du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a ^
19> mussulinas de urna s edr s 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendera por melado de seu
valor ni ra do Crespo loja amarella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
Vf nrlc-ae milho novo
to grandes a5|: na ra
Velha n. 106.
mti nwm mui-
da Seneala
Calcad barato.
Ceblas a 600 rs.
o cento,
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na ra
dasCruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
DA
NJNDIC&O LOW-MOW,
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neete estabeleciment contina a baver nm
completo sortimento de moendas e meias moen-
das para engenbo, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Queijo suisso e
prato.
Na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da porta
RuadaSenzala JNova n.42
Venda-sefem casa do S. P. Jonhston 4 C;
selhnse silbos ngleies, eandeeiros e castiraes
bronaoados, lonas nglezes, fio de vela, chieole
pira Mu, emomario, arreios para carro de
nm erdons cvalos relogios de ouro patento
inglez. r
HerfiBIiarias
/ novas.
A loja da agoiabranca acata de receber de sua
; propna encmsenda um lindo e completo n,ii_
I meiito de pdrfurnariBS finas, asquaes esi vn
i dqftdo por menos do que em outra qualquer i>ar-
I le-: sendo o bem conbecido oleo philotome ba-
nha societ Hygier.iqu,, 1 o frasco, finos e,-
>&mlV r8fC09 e l0IPt e doudos a
2, 2?|500,3e 4, a afamada banha transparen-
te, e outras igualmente finas e novissimas rovo
ajaponaiseem bonitua Irascos, cuja lamp de vi-
dro tambem chelo da mesma. huile concret
odonnell, principe imperial, creme, em bonini
copinhos com lampa de metal, o muas odJr
diversas qualidades. todas estas a 1 fr"5
bonitos vasos de porcelana doorada proprios na
raofrertaa2eas500. benitos bahozinnos rom
Jm'.'? r' d* hCr *' HndM inhS
,?. Vl?UHlhn9- e nbaa redOBrtasc.m
4 ditos a 1$200 e 1600. finos pos para denles^
agua balsmica para ditos a 1> e 1500 o frasquU
o no ; e assim orna inflnidadedeobjectosqoe sao
patentes em dita loja da aguia branca, na ra do
Queimado n. 14
Vendem-se figos de commadre o mais novo
possivel, em canas pequeas, marmelada nova
em Utas de libra de 2 libras, e barris de 5. d
vinagre ch^dos ltimamente de Lisboa na bar-
ca Bella Figueirense, ludo por preco muito
rommodo ; no armazem de Francelino Izidoro
Leal & C, ra da Madre de Dos n. 10.
Cal de Lisboa,
Vende-se cal superior de Lisboa, propri para
engenho a 5 o barril: na ra da Cruz n. 66 ar-
mazem de assucar. *
Vende se um excellcnte sobrado de tres an-
dares e solio, silo na ra Direila n. 40- quem.
pri-lender, dirija-se ao armazem n. 7 conl'roiite
porta da alfandega, que achar coro quem tratar.
Vende-se um bom terreno proprio para
qualquer propnedade, na ra da bica dos Quatro
antas em Olinda : quem preiende-lo comprar,
dinja-se a ra do Caldeireiro n. 74, que se oir
qnem vende. Na mesma casa cose-se costura de
A115181$.
Vendo-se um escravo com algumas habili-
dades e sem vicios, o motivo se dir ao compra-
nos Afogados, ra de S. Miguel n 3(
dor
m
Vende-ae na loja de Naboco & C.na roa m
Nova o. 2, borzeguins de senhora a 2$ o m
par, ditos para homem a 7$ o par, sapa- U
Ltoes de lustre e bezerro para meninos a A
2 o par.
Cassas (te cores.
Anda se vendem cassas de cores fixas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
mais barato que chita : na ra do
o covado
Queimado
Boa f.
n. 22, na bein conhecida laja da
Ges & Basto!
NA
Una ii. 41\, trente amarella. ]
Conetantemeote temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 289,
30$ e 358, paletots dos mesmos pannos
20$, 22$ e 24$, ditos sacos pretos dos
mesmos pannos a 14$, 169 e 18$, casa-
cas preUs muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de cores muilo finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ra s a 10$, 129 e 14$, cairas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 42, ditas de casemira de cores a 7$, Sjj,
99 e 109, ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 6.5, ditas de ditos de cores a
39, 39500, 4 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
leles pretos de casemira a 58 o 6, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, cottetes de brim branco e de
fu'slao a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
29500 e 39. paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7$, 890 98,
colletes pretos para lulo, a 49500 e 59,
cas pretas de merino a 49508 e 59 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a G, 7*e 8$, muito fino col-
retes de gorguro de seda de cocea muito
boa fazenda a 3980O e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e do cores a 149, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 38 e
3*500, dilos sobrecasacos a 5$ e 59500,
calcas de easemira pretas e de cores a &
6f500 e 78. camisas paca menino a 309
a dazia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabas.
Assim como temos urna of&cina de al
fsiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
RELOGIOS.
Vende-se em;asade Saunders Bro hersA
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, por precos commodos
tambemrancellins e cstdeiaaoaraos meemos
deexceellnto tost.>,
A2,000ris
Sapatos de borracha pira senhera e 29600para
homem de p grande: na roa da Impetatris o. 12.
Grammatica in-
gteza de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e afattarrirgleaeni 8 mezes,
ohrainteiramente nova, para uso de
todos os estabeberaentos de instruc-
9B0, publico* prticaiare. Vnde-
se napraxja de Pedro II (antigo largo
do Collegio) n- 37, segundo andar.
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, toda* as miudezas eslo perfeitas, e o
preco convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Ca toes de ditos a 20 rs.
Groza de penoas de ac muilo finas a 500 rs.
Charutos muito finos, cai-xa com 100 a 29590.
Groza de botes de louca a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muilo fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs.
Banha em lata ccn 1)2 libra a 500 rs. '
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caicas com obreias muilo novas a 40 rs.
Ditas com phcsphoros especiaes o melhor qm
ha a 160 rs.
Pares de meias croas pera homem a 160 rs.
Ditoa de ditas inuito unas a 200rs.
recae de franja de lia muilo bonitas carosa
800 re.
Duzia desabneles muilo finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Caitas de alfineles finos a 100 re.
Catxas de agulhas franeexas a 130 rs.
Paros de sapaios de tranca de algodo a 19,
Ditos de la para meninos a 200 rs.
frascos demaeass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duaia de facas e garlos de cabo oreto a3g.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouraa para unhas e costura muilo finas a
500 rs.
Pecas de tranca de lia com 10 varas a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordao imperial fino a 40 rs.
Dito grossoaSO rs.
Cordes para esparliiho a80rs.
Caixas para rap muito finas a I9.
Pires de bmss de cores prra meninas a 160 rs.
Lieia de marcar (aovello) 20 rs.
Gozs de marcas para cobrir a 00 rs.
t^tna^^feS'o rC d Palm'
REMEDIO INGOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
lOO harneas de rerveja branca de ptima
qualidade em um so lote ou em lotes pequeos
50 gigos e caixas de champagne de una marca
maia aramada : na casa de James Crabtree & C.
ra da Cruz n. 42. *
Para bales.
I E' chegado1 aloja da Aguia de Ouro da ra do
Cabug n. 1 B. as verdadeiras molas rara bales
'que se vendem pelo baiareiisslmo preco de ^00
rs. a vara ou peca de 50 metros a 8$(>i)0 assim
como cintos de marroquim muito lindos pelo ba-
ratissimo preco de 1), 19200, pentes de borra-
cna tanto para alisar como para bixos, e de tra-
larga, vende-se queijo suisso e prato muito novo T.es9a f"ra meninas, de iodos os lamanhns o mais
a 900 rs. a libra, assim como tem grande sorti- Uno 1n* Dooe baver, assim roo rhegon o bello
ment de charutos da Bahia, dos fabricantes mais '""meiilo de franjas afamados que ha, e vende por menos do qne em PeCB8 d* ^T8/" a :,S 3ji500, e 4J000. ditas sen
outra qualquer parle, (mais a dinheiro vista) I DO,ol "8600 e a 2J800 apees de 15 varas e
Vende-se ou alufta-se urna preta cnoula, O,,os oulros nbjeclos que se vendem muito ba-
de 25 a 30 annos. cdinha bem e faz todo o mais 1 ral ue a TlS,a o freguez nao se engeila ne-
servico de urna casa, e ptima quitandeira : a 60CI-
[.tratar na ra da Cadeia Velha n. 27. Na ,. T ,, .
- Vende-se a taberna da ra de Hortas n. 4, 'fril7 ?. ,My,blree C-. roa da
pertencente a Sebastlao Luiz Ferreira, urna das !""', S P vefDder pani,os az,,es dedi-
melhores e mais afregoezadas do bairro de Santo | .ih,"!"A "uP"r! fsraamen' da tropa, da
menos preco do que
tambem panno azul
Antonio : as pessoas a quem convier, dirijam-se
casa terrea n. 6.
Vende-se urna barcada construida de novo
a safra passada, carreaa 24 caixas : quem a pre-
tender, dirija-se a ra do Lmamento, loja de fa-
zendas n. 8, que ahi se dir quem a vende.
Relogios.
M-tmares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes deste remedio
incomparavelepTovarem caso necessario, que,
pelo uso que delle Geram tem seu rpo e
merobrosinteiramente Sos depois de havor em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que lh'as
relataoi todos os dias ha muitos annos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que mesmos.
admirara os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois do ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputado Dellas ha mui-
cas quohavendo deixado esses, asylos de pade-
tmenlos, para se nao submeterem a essa ope-
j raeio dolorosa foram curadas completamente
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfusio de seu reco-
nhecimento declararam estes resallados bonefi-
oo diartte do lord eorregodor e outros magis-
trados, afim de mais aulealicarem sua a firma-
UV8
Ninguem desesperara do estado de saude so |
ttvesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algum temno o I c?ilega8e a i9Au as P"M 1ue ornaren de 12
tratameaio que necesstasse a aatareza do maL' *
cujo resultado seria provar inoontestave^a^ente.,
Quo ludo cura.
O ungento he
rmente saos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Aneares.
Coruduns.
Dores do cabera.
das costas.
dos memoros.
Emferraidades da eutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupc,3es escorbticas.
melhor que aqui ha, e por
em qualquer outra parte, e
para capotes.
Escravos fgidos.
Fugio na noite de 23 do correnlo, desta ci-
dade, o escravo irioulo de nome Manoel, de 43
v I f n,nos de 1a1ad<'. 'Or preta, espaduas la.gas e es-
Vende-se era casa de Johnston Pater 0t C., latl,ra regular, indo eslido com
algo-
ida
ra do Vigario n. 3, umbello sortimento d'. J"n8.do de lislras este preioTnaVur!-.', u
relogios de ouro, patente ingles, de um dos mais' SKSfl ^TZVrl^T?!? ?r^e d" Nor"
afamados fabricantes do Liverpool; tambem ..nt"!.!.! ^^^'^^^
urna vanedade de bonitos trancelins para os fam' a sua capiUMi 6 q^en, der Jfff6S iM06
j An.on?oadrarSilvadGu" IT^0' "'i"
Ipenal.queseribemrecom^Tado^ '" Im-
No dia 8 do correnlo* fugiu o preto Pedro
de nacao. que representa ter 40 annos vouc
mais uu menos, estatura regular, magro barba
TJ:^ Cm,fal,a de 2 d"nles *E* Si
parte de cima, levou vestido calca de brim escu-
ro, chapeo Je feltro usado, bem falla, le "m-
rec. crioulo. tem o pei.o de um p 'chado d
oiysipel a ; este esc.avo foi arrematado pelo an!
Ed.'1 ? P"*Publica "o juiz do. fe m. dx
fazenda por execucao contra o senhor do
nno Peulista. a quem peilencia o
Attenco.
Vende-se a taberna da ra Di reita o. 31, com
poucos fundos, propria para principiante, a prazo
ou, a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros, um grande e ou-
tro1 menor; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joao Souw & C, nicos possuidores
deste xarope ja bem conhecido pelos seusbons
effeitos, continuaos a veode-lo pelo precode 18
cada vidro ; fazem urna differenca no preco aos
enge-
Attenco
Na loja do fazendas da ra do Queimado a. M,
ha para vender diversos sellias, redeas,.estribos,
esporas, picadeias, silhas e lodo o mais neces-
sario a um cavalleiro, bem como todas as ferra-
gens tendentes a um selleiro ; tambem ha umi
machina para costura cois meio uso: tado isto
se vender sem reserva de prego.
4lleneao.
Proprio para o caroaval.
res a 560 o covado, velludilho de cora 780 a co-
vado, lencos de seda para menino a 160, ditos
maiorea a 600 rs. : na ra do Queimado, loia nu-
irero 51.
Fstulas no abdomen.
Pialdade 00 falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
InchaQes.
lallamacao do figado.
Vende-se este
mil, mais partfeu-
seguintes vasos.
Inflammafo da besiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernos.
dos peitos.
deolhos.
Mordeduras de repris.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracespulridas
Tinba, em qualquer |
parte quo soja.
Tremor do ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veias torcidas ou no
das as pernas.
no
ungento no estabelecimenoo
geral de Londres n. 244, Strand, o na loja
de todos os boticarios droguistas a outras pes-
soas enearregadas do sua voada em toda a
America do sul, Havana o Hespanha.
Vende se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna nstruc$o em portuguez para explicar o
* 7elba0!> co- "*> de fuor uso dwto ungaent.
O deposito gorF 3 em casado Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz a. 22. em
Pornambuco.
k^ elogios jjfe
Suissos.
Em casada Scbafleitlln & C,ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometroe,meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e (oleados a ouro, sendo eles relo-
gosdos primoiros fabricantes da Suissa, que se
vondero por precos razoaveis.
Vende-se
EM GASA DE
Adamson Howie k G.
Vinfio do Porto de saperiorqualidade. ,
Tinta de todas as cores.
Lona e flele.
Fio de vela.
SeQins.silhOes, arreios echicotes.
Roldas.
Ra do Trapiche n. 42.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14-, primeiro andar.
Veade-so na, eidsde do Aracaty urna cata
terrea com so to, bom quintal e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ati esUbelecer-se, por ter nao s commodos
precisas para residencia, orno Umbam loja, arma,
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gorgel Irmos, que estio auterisados para esae
fia, ou oeste prs$a na ra do Cabuga, lote a. ti.
fugio oa padaria-das-OnVo" Pon^ueUd71:
dr Nauer & C. : quem o pegar, pode leva-o
mesmo padar.a ou a seu senhor Juaquim da
es n 1P8 m? /T6' lraTessa da O
iranalh. "iq "****" recOD1Pensaao de seu
trabalho.Joaquim da Silva Lopes.
ZTj^ggrt* Cutigi freguezia da Escada,
tugio no da 3 de novembro do correte anno
escravo de nome Antonio, com os signes Se-
guintes : esialuraregul.r, cor mulato, cebello da
negro, pouca barba, denles limados, idade 5 ou
pescoco e ps grossos, tem pelo rosto
urnas manas da ...___ ?
28 annos,
pescoco peitos alg
0_mas marcas de i
algumas eicatrizes pelas costas que pa?ece" ter
sido de ehieota ; nao levou comsigo ?oa?. "anl
ma o CoOM. h,Ter fugid0 f 2?S
d onde viera : quem o apprehender, peder cl-
va-lo ao referido engenho, ou no Recife. ra es-
tre.ta do Rosario n. 28, ao Illm. Sr- Flor smuD-
do MarqueaLins, que sei4 bem recompensado.
Escravo fgido.
do Rio do Peia
de idade, natural'
aSrafissassa!
ILEGVEL
Rootroo que se twvi. 8oii.do, e que Xte
em busca de mesmo ; soppoe-se m.is qe sul
mulherdenome Maria lambem o acomnanha
levando nm pqaerio bah de flandres '
as autoridades pnlleiac e a nutras
pessoas que o prendara, e reroettam
naos, que pagar qualquer despeza.
-- Pugioda cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com
mandante superior Manoel Jos Penna Pach
que ha poace o baria comprado ao Sr
Lnurenco (ollares, de nome Joaquim de
deciacoente e tantos annos. fule, *lto, wasro
denles jrandes. o con falta de algSD8 D. frente
qaixo floo. ps grandes, e com os dedos grandes"
dos ps bem .bertos mono palavriadpr, incul-
ea-se forro, e tem sfgnaes de tar sido-nrradoi
Conata que este escravo spparecera no da 6 do
correla, vindo do lodo das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por un parceiro seu conhecido.
disse qua tinha sido vendido por seo senhor para
bomnninha .- qaalquer pesooa qn o r*gr o p-
dete levar em Parnambor:o aos 8ra. Basto & Le-
>. que graOicsra geueroiametue.
roga-so
quaequei
ao seu se-
eco,
Berilo
idad


')
MAMO DI fgftftJBBGeo.- MfiflMfti KBA-M BE JANHIO D li.
Litteratura.
Estados Administrativos sobre o reina-
do de Luiz XIV.
( Continuacao )
As circunstancias tom eli-ito erara assz gra-
ves para exigir urna prompla represso no mo-
mento eni que os hnpanhoes maravain o Rous-
oillon, o .|ue dava ao mesmo lempo esperaoca e
conflanga aos enraponios insurgido?. O supre-
mo conselho rnirelanio iulerpoz sua alta auton-
da.jee un pedio que as medidas propostas por
Hr. Marquerun fossem postas em ejecuta*, o de-
Ci lio-so 15 de selernbro a cncarregar o presi-
dente de Sagarra e os consethe ros Marti e Tro-
bal de irem acalmar os espritus e juigar os cul-
pados ; ceolo-e cincoenla homens da Irotn pouco
mais ou nenos os acApf#haram.
Os pn metros passeT desla pacifica expedigao
loram elizes, mas como esses seohores deixas-
sera a planicie para irem i Pratz de ML0, praga
de guerra no cume das montanhas do Vallespir,
foram atacados pelos miqueleles, penjeram mu-
tos solda.ios de sua escolta o reliraram-se para
Arles nn fundo da valle ;os insurgidos liveram-
os ah bloqueados durante nove das, e o presi-
dente de Sagarra nao pdde obter sua liberdade e
a de seus companheiros, seno pro'roetlendo-qua
conforme s couslituiges da CaUlonha o impos-
to do sal nunca seria applicaao ao Vallespir, e
que as comrounas se encarregariam por si da
compra do sal por um prego moderado para des-
tribui-lo depois pelos coosummidores.
No segutnte anno os campouez.-s do Confian!,
pau Itmilroplie do Vallespir, tomaram por sua
vez as armas para obterem um privilegio, que
elles acauavam de ver to fcilmente comedido ;
Mr. de Chatillon foi mandado com cinco seis-.
cento3 homens para acalmar a efervescencia,
que reinava em Prades, cabega desse pequeo
paz ( abril 1669 ); Mr. de Sagarra parti limuero
para ahi, e pacilicou o Contlant pouco mais ou
menos como izera com os miqueleles.
I--.M 1670 os habitantes de i'ratz de Holl e do
Vallespir sublevaran!-se anda sob a direcgo de
um cliefe verdadeiramente periitoso, Tiiuxeria,
o qual totnou Ceret e urna companhia de caval-
laria, que ahi eslava de guarnigo, e deu a en-
tender que quera estender-se na planicie ; foi
necessario pois que o marquez de Chamilly-inar-
chasse contra elle com urna divisao de 3 4,000
homens pata por fim a tsla oeva revolla, que
poaia tomar-se muito mais seria nossa rpida e
completa represso.
E>las nao erara as nicas revoltas, que temos
de assignalar enlo em Franga. Em Paris, a
reduego das rendas do Hotel-de-Ville produzio
urna agitagao immonsa, como bem se pode ava-
liar por esto offlcio, no qual o presidente de Seve
d parte Colbeit de urna das reunies dos ren-
detros.
lloje ( 12 de ruaio de 1662 ) apresentararo-se
os rendeiros em numero superior duzeotos, e
entre elles nimias pessoas de condigao, com o
designio de sollicitarem oosso proceder, e pedir
que lhes fornecessemos luzes para o seu, para
por minha resposta approfundarem a verdade de
ludo que ossorabrei. A* um promettemos nos-
sos cuidados junto do re, tanto pelo milho, co-
mo para fazer conhecer S. Magestado a bda f
das acquisigoes particulares das oulras rendas ;
e quanio ao segundo, explicamo-nos que nada
lhes podamos inspirar para urna aefeza, quede-
va estar toda inteira em nossas mos. Emfim,
senhor, ludo passou-so mui docemenle, nao po-
denuo garantir que elles nao voltem, mas len-
do-os valo assz dspostos a portarera-se cora-
reserva. Entretanlo, nao duviuo que elles fa-
gara conventculos, onde haja mais ardor do que
eui nosso holel-de-vlle.
Por toda a parte oessa poca era grande a mi-
seria ; os relatnos dos emndenles o provara
cora milita conciso, infelizmente. Do Delphi-
nido o duque de Les^iguieres, governador geral
cscrevia Colberl 29 de maio de 1675 :
E'cerio, e vos fallo disso para que fiqueis
assz iuformado, que a mor parle dos habitutitcs
da provincia tcm apenas comido durante o inver-
n pao, grandos e raizes, e que presentemente
como hervas do prado e enlrc cascadas arvores.
Si accrescentarmos islo o extremo rigor,
com q>ic oscoramissarios das cobrangas dosim-
postos e os vice-arrecadauores exigiam o paga-
mento delles, e as violencias qoe coiiiiiieui-oi, a
facilidade cora que so inslallavam soldados para
sercm sustentados em casa dos infelizes, que
muilas vezes nao podiam sustentar si proprios,
ao censurar-so csse espirito detestavel que fazia
recorrer a revolla, comprehende-se entretanto,
al ceito poni, a desesperagao das populages,
que se dcixaram enlo arrastar voz dos mais
altrevidos.
Ediard DE Barthelemy.
(Le Aoniltur S. Filho ).
Agricultura.
Gathecismo de agricultura.
CAPITULO I.
Da? substancias primitivas das plantas.
' Ligo 4.a
[Continuacao.)
D. To podemos os examinar e conhecer
que as pislas existe ierra ?
M. Por meio *la podrido. Urna planta ou qual-
quer das suis panes, logo que apodreco at o
ponto de se desfazer, ludo o que della resta se
aprsenla nossa vista e ao nos30 tacto, como se
fosse urna torra fina, islo mesmo se conhece dos
troncos esboracados das arvores velhas, que ja
eslo em algumas partes a podrec Jas. pois apre-
senlam as cavidades urna substancia semellianle
de Ierra lina. O caroncho de qualquer raadeira
FOLIIETIM
Dio senao urna erra fina, que resulta da po-
drida. Ja mesma m.deir. : at aquella cinza, de
que nsinamoa czlrahir o sal por meio da agua,
N aprsenla aoa nossos sentidos semelhante 4
urna trra fina. Se examinarraoa um bosque, ou
malta fechada do grandes arvores, veremos que
a superficie do seu terreno toda composta de
ierra fin, qual resultou das folhas que as ar-
vo.-es largara era cada anno, o que vieraro com o
I lempo apodrocer sobre o terreno.
Ligo 5.*
D. Estamos convoncidos pelas experiencias
| que nos ensinam as doas lgoes antecedentes, que
o sal e a.Ierra entram na composigio ; raas como
pdemenos Conhecer que o oleo conslitue urna
das sub%ncias primitivas deltas ?
^ Jf. Por meio da presso. O milo ou amendoa,
.no existe Dos fructos de carogo, pisado e espre-
mido, produz um liquido, que nossa vista e ao
nosso laclo se parece com azeite : o mesmo po-
demos conseguir das sementes de muilas plan-
tas, por exemplo, as do linho ; e alguns vegelaes
tem a maior abundancia da sua materia oleosa na
palpa dos fructos, por exemplo, a oliveira e a
mamoneira, ou carrapateira.
D. No milo dos carogos em algumas semen -
tos, e na pTpa de alguns fruclos, na verdade
vemos, que se pode descobrir oleo, mas em tan-
tas outras partes das plantas, por exemplo, as
folhas, as flores, as raizos, na raadeira das ar-
vores, ele. como podemos conhecer que existe
oleo ?
M. Por meto do fogo. Qualquer das partea de
i se pode conhecer claramente aje elle
>rra ?
r** plaa, estando secca, arde promptamente
posaVo fogo ; todos sabem que nem a agua,
era o sal, nem a Ierra pura sao materias que
possam arder ; sabemos tambera que o azeite,
ou outro qualquer oleo tem a qualidade de ar-
der ; logo em todas as partes de qualquer pnu-
la existe oleo, pois todas ellas sao susceplireis de
arder, estando seccas.
Ligo 6.a
D. Qual o meio que devemos emprear pa-
ra co(fhecerraos que as plantas] conlm agu?
M. A presso : pizando e espremendo qual-
quer parte de urna planta, em quanto nao est
secca produz-se um liquido, que se parece com
agua ; por exemplo, o sumo da laranja, o da
hortelaa, o da losna, etc.
D. Assm que o sumo dos fructos e das her-
vas ura liquido como agua mas o seu goslo
da agua ; qual a razio disto ?
M. A agua que resulla de se pisar e espremer
qualquer fructo ou planta, vm unida e mistu-
rada com as outras substancias primitivas desta,
e por isso que lem um gosto 13o differente d
agu pura.
D. Que o sal se dissolve na agua, c se mistu-
ra perfectamente cora ella, sabemos nos, porque
j na ligo 3.a aprendemos por este modo
extrahr o sal da cinza das plantas, mas o oleo
nao se dissolve na agua, nem se mistura com
ella ; como pode o oleo nao eslar unido e mis-
turado com o sumo das plaas, quando o mes-
mo sumo agua ?
U. Pela aegio do sal : se bolarmos em urna
Ugela agua e azeite. esles dous lquidos nao se
misturara., mas se lhe juntarmos urna certa por-
?ao de sal, todos Irez se misturara perfeilamen-
te : logo, a aegio que o sal lem na agua e no
oleo. f que estas tres substancias estejam per-
feua e reciprocamente misturadas as difTerenles
partes de urna planta, e por isso o sumo das
plantas e dos fructos contera nio s agua, mas
lambem as oulras substancias quo na mesro
agua se dissolveram o se misturaram.
Ligio 7."
D. Estamos convencidos, pelo que nos explica
a ligo antecedente, que o sumo dos fructos e
das hervas coutm agua, sal e oleo ; mas a tr-
ra, segundo aprendemos na ligio 4.a, urna das
substancias primitivas que entrara na oompusi-
cio de todas as parles de qualquer planta ; como
se pode islo explicar acerca dos fructos e das
hervas, e al respelo do sumo quo podemos
obler dellas, visto que em lodas estas cousas nao
percebemos sigoal algum de trra?
M. Na composigao das pian'as smente entra
Ierra ieduzida em urna poeira to fina, que
iuiperceptivel aos nossos sentidos ; esta mesraa
poeira existe nos vegelaes alterada pela acgo e
mistura das Ires substancias, sal, oleo e agua,
com as quaes so ach combinada, e deste mo-
do que as ditas quatro substancias conslituem as
hervas e os fruclos.
Ligio 8.a.
D. Nao podemos duviJar que a Ierra entra na
coraposigao das plantas e na de quaesquer das
suas partes ; j na ligao 4.a se nos ensinou co-
nhecer islo por meio da podrido, e na verdade
os mesmos fruclos e as hervas depois de terem
apodrecido vero, finalmente a reduzir-se ier-
ra ; mas acerca do sumo dos fruclos e das her-
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBCO-
mmm mm%ei&.
. LII
Slmuario. Scenas contemporneas da vida
martima. Um homemao mar l O pharol
da pona dos naufragados na ilha de Santa Ca-
Iharina.
vas, como
contera Ierra
M. Urna pipa de vinho deposita urna materia
chamada sarro, a quvl nio oulra cousa seno
a trra, que se combinou com o sal, e com as
oulras duas substancias, oleo e agua, e foi al-
terada pela acgo reciproca, que todas ellas ex-
ercilam. Todo o sumo de qualquer fructo ou
planta tambero nos aprsenla a mesraa prova,
por quanto, conservado por algum lempo, de-
posita no fundo do vaso urna materia, quo e
verdadeiramente trra combinada com outras
substancias, e alterada como dissemos acerca do
sarro do vinho.
Licio 9.a
D. Contendo lodas as plantas em suas diversas
partes, taes como folhas, flores, e al fructos,
as mesinas quatro substancias sal, agua, oleo,
e trra, parece que todas deviam ter o mesmo
gosto, mas isto nao acontece assim, pois nos acha
mos era cada planta e em cada fructo em sabor
differente ; qual a razio desta to grande va-
riedade-r
M. Entre aquellas quatro substancias primi-
tivas nicamente o sal lem um sabor sensivel
ao nosso paladar : as oulras tres substancias cm
estado de pureza nao apreseotam gosto algum
bem pronunciado : proporgo que urna plan-
ta ou um fructo conlm mus sal, nos mostra um
sabor mais sensivel. As difTerenles proporgoes,
em que esta substancia entra ua compungi das
plantas e dos fructos sio a causa da variedadee
differenga, que encontramos no sabor dos difTe-
renles vegelaes.
L>. Nao temos alguma experiencia, que nos
mostr que sement o sal di o gost> que echa-
mos as plantas ?
M. Tome-se urna porgo de qualquer das plan-
tas, que tem goslo mais sensivel ao nosso pala-
dar, ipor exemplo, a canna de assucar, a losna, as
a zedas ; seja a di la porgo pisada de modo que
fique bem desfeita, e depois metta-se em um
panno, ponha-ae em agua correte, ou oa Inca
de urna fonte por algum espago de tempo, por
exemplo, pouco mais ou menos, vinte e quatro
horas : no fim dellas a massa quo se achsr no
panno nio ter posto algum, porque todo sal,
que por sua natureza soluvel na agua, foi ex-
irahido por ella da planta pisada, e por isso co-
nhecemos que sement o sal lhe dava o goslo
que d'antes tiaha ; e o assucar da canna nao
entra cousa seno ura sal: esta mesraa experi-
encia se podo fazer com oulra qualquer planta
saborosa, e at com os fiuctos.
D. Pois o assucar da canna lambem sal?
M. Sim, porque sendo os saes cora pos tos do
varios principios, tem propiedades e gostos de-
ferentes, e se todos se d este nome porque
concordam as suas principaes propiedades, por
exemplo, na de se dissolvoren em agua e na de
formarem crystaes.
Ligio 10a.
D. Em todas as plantas, em urnas mais em ou-
tras menos, se encontr algum eheiro ; do'nde-
nasce este ebeire?
M. O chairo das plantas provm do oleo, quo
entra na coraposigao de todas ellas, segundo o-
que se acha explicado na ligio 4?.
D. Como se pode examinar e conhecer que o
eheiro das pla&tas nasce do oleo?-
M. Por meio do logo : se aquecermos em fogo
brando trra, agua, ou sal, estando cada urna
destas substancias em estado de pureza, nenhu-
ma dellas produzir, eheiro algum, emquanto se-
do alterar sua natureza, mas se aquecermos e-
gualraente o a*eile, ou outro qualquer oleo, o-
seu particular se evaporar, espalhindo-se o mis-
turando-se noar que respiramos, e deste modo
se faz claramente sonsivel ao nosso olfato. Logo
o eheiro das- plantas ou qualquer das suas par-
tes provm po oleo, pois das quatro substancias
que temos achado na composioo dellas, smen-
te o oleo nos faz conhocer o eheiro por meio do
calor.
Lig3o lf\
D. Sabemos que das fualro substancia f-
miiras daa piduias unicameiHe o oleo produz-o
eheiro que aellas oncontramos, mas celo..planta
lem um particular, e muilas vezes totalmente di-
ferente do eheiro de outra planta ; qual a causa
daquclla lio variada dfferenga ?
M. As difTerenles proporg5es em quo o oleo
se acha misturado com as oulras substancias pri-
mitivas, fazem a diereoga ea maior ou menor
actividade do eheiro das plantas. Muilos vege-
laes contera urna lio grande quantidade de agua,
e urna lio pequea porgio de oleo que at nao
dio sensivelmeate eheiro algum, por exemplo a
abobora ; a substancia aquosa existe em propor-
go tio grande neste fructo, e ha nelle urna quan-
tidade lio pequea de substancia oleosa, que es-
ta nao podo desenvolver-se para dar um choiro
sensivel.
D. Se oo podemos sentir eheiro algum em
urna plaa quando na coraposigao della entra
agua em grande quantidade, como acontece na
abobora, como podemos nos conhecer na mesma
abobora, e em oulras muilas plantas desta natu-
reza, se existe oleo ?
Mas, continuemos nossa narragio. Treze dias
que nos demoramos na baha da Mesa, foram ire-
zc dias de continuos e variados divertiroentos,'
dos quaes guardamos as mais saudosas recorda-
ces.
As familias destnelas com as quaes entrelinha-
^os assiduas relagoes meslrararo desejos de visi-
jar-nos bordo, de verem a corveta brasileira
ao que de bom grado accedemos, preparando
navio para recebe-las dignamente.
Marcamos o da ; dispozeraos um confortavel
lunch para ser servido 4t senhoras e cavalleiros,
o mandamos os escaleres busca-Ios na hora con-
veniente-
Nao adevlnhamos, porem, que as nossas adora-
reis Camelias lioham tambera concebido a idea
de se ajustaren! entre si, para nos fazer urna sor-
preza, com a qual suppunham agradar-nos, visi-
tando-nos egualmenle nesse da, que ellas nao
sabiam, destinado aquella honrosa recepgio.
Esperavamos, pois, as mislress e myladis,
quando vimos dirigir-so para bordo dous grandes
botes, litlealmenie carregados de lindas mocas,
brancas, morenas, e paludas, em cujos ol'hos
chamenejantes se lia o culto que prestaaiu sen-
sualidade, a pnmeia Camelia do mundo, que os
nossos avs pagaos, Gregos e Romanos, nio du-
vidaram collocar eulre os deuses, adorando-a
safe o potico nome de Venus, e legando nos as-
sim a mais positiva prova do seu bom goslo.
Terrivel embarago, grande perplexidode nos do-
mtnou nesse momento.
Dcspedi-Is positivamente, alera de ser um
proceder grosseiro que ellas nao merecern, era
inconveniente, porque as iodispunha contra nos,
e nioguem hara bordo, 4 nao ser e Sr. Seve*
riano Nunes, que quizesse incorrer nos odios de
to agradaveis creaturas.
Recebe-las uo era possvel; porque cada
instante podiam chegar as senhoras que espera-
vamos, e seria urna indigoidade revoltante da nos-
sa parte expo-las um encontr to desagra-
davel.
Como sabir deste embarago ?
Paze-las comprehender a necessidade de se
sarrificarem, era mostrar-lhes quanto tinham des-
udo na sociedade, eo orgulho as faria surda
todas as nossas reflexoes. Foi preciso per em
pratica toda a diplomacia e finura paca affasta-las
da nossa crvela.
Appareceu ao prtalo o Sr. Severiano Nones,
que eslava de quarlo, e com sua voz grossa per-
guntou o que queriam, que bem sabamos o que
era.
Accioli, Oliveira, Pel'tt, Constantino, grita-
ran) ellas n'uma algazarra em que oulros nomes
se confundiam com aquelles.
Nio estio i bordo, tornou o nosso salvador.
Forain para a crvela sueca esperar por voces.
Eslavtmos oceultos entre as pegas, reprimindo
custo o riso, e espiando-as pelas portinholas
furto, esperando com impaciencia febril o resul-
tado desta scena cmica.
Pareceram combinar entre si, e em definitiva
os botes se afTastaram, nao sem dizerem ellas
muilas gragas ao Sr. Severiano Nunes, i quero
nao conheciam sinda, e baptizaran! .por lobo ma-
rinho, eniregaodo-se urna hilaridade ruidosa e
prolongada.
Estavaraos salvos da tempestade. A manobra
foi bem executada I
E era tempo Anda bem ellas nio haviam
atracado crvela sueca, onde foram recebidas
pelos officiaes com os brgos aberlos, j os nossos
escaleres haviam largado trra, e d'ari dez mi-
nulos saltavam i oosso bordo as elegantes e des-
tnelas senhoras, em cuja companhia iamos fruir
de algumas horas de agradare! converaagio, e de
innocentes galanteios.
A crvela eslava em perfeita ordem e aceto, o
gozamos da admiragio daquella excedente gente,
que por ludo davam as mais evidentes proras de
satisfagan.
Depois de lermos mostrado todo o navio, des-
eemos com ss senhoras para a praga d'armas, e
ah se dignaran) aceitar ellas o copo d'agua qoe
lhes linhamos preparado, com a delicadeza e at-
tencao propries da boa e fina sociedade, que nio
excluerc o desembaraco e a alegra.
Tiveroos ainda mais urna vez a occasiio de
apreciar espirito que elles possuem, a affa.bli-
M. Por meio do fogo, e al por meio da pres-
so. Sirva de exemplo a mesma abobora: para
conhecermos que o oleo entra na composigio
deste fructo, metta-se em urna prensa; sua
parte aquosa quasi toda se despega das outras
substancias, escorre para Tora; a materia que
resta pooha-se aosol, o quando estiverbem sec-
ca langando-a no fogo arde : e como das qualro
substancias, que tamos achado nos vegetes, so-
mente o oleo tem a qualidade de arder, devomos
affirmar que a bboora conlm o oleo, pois que a
podemos reduzir estado de arder. Alm dislo,
ponha-se a seccar urna porgio das pvides de
abobora e depois separo-se o miollo das pevides,
o qual pisado, espriraido produzir um liquido
quo i nossa vista e ao nosso tacto parece oleo,
que se verifica, porque laogado no fogo arde
promptamente, e di o eheiro que lhe proprio.
Tudo isto nos serve para conhecermos que o oleo
urna das substancias primitivas de lodos os ve-
gelaes, pois que de todos elles, at dos mais a-
quosos, se podo extrahir, e porque todo, expos-
tos ao fogo, estando seceos, tem a qualidsde de
arder.
Ligio 12a.
D. Pelas duas lices antecentes, e pela quinta
sabemos que o oleo entra na composigio das
plantas, e que delle provm o eheiro que nellas
encontramos; nesse caso parece que as plantas
que tem em alguma das suas partes maior quan-
tidade de materia oleosa sio as qoe devem ter
maior eheiro. Porm nio vemos o contrario as
olivetras, e as amoreiras ; estes dous vegelaes
tem grande abundancia de oleo nos seus fruclos,
e comtudo nem estes nem as suas flores, ou as
mesmas plantas nos fazem sentir eheiro algum,
quando oulras plantas, que nio presentara em
algumas das suas partes abundancia de oleo,
produzem eheiro muito sensivel, por exemplo, a
larangeira, principalmente as flores e nos fruc-
los, as rosas, os jasmios, etc. Como- so ha de
explicar esta duvida?
M. O oleo, que encontramos as plantas ou
em algumas das suas partes ou fixa' ovvolatil.
O eheiro de qualquer materia essencial porque
ella se evapora, e mistura com o ar querespi-
ramos ; o oleo Qxo nio tem a qualidade de se e-
vaporar por si mesmo, e por Isso se conserra as
plantas em que existe, sem se comraunicar ao
ar, e por esta razio a oliveira-, e lodas as owtras
plantas, qe assim como esta conlm oleo fixo,
nao produzem eheiro algum sensivel. O oleo
voltil tem a qualidade de se evaporar por si
mesmo, e por esta causa as plantas em que elle
existe comarunicaam e derramam pelo ar que
respiramos o eheiro particular do cada urna
dellas, o qual-por este modo se faz sensivel, por
exemplo o atianaz e a larangeira.
Ligio 13.
D. Temos alguma experiencia que nos fa-
ca conhecer no dois leos que eneontramos-i
as plantas, a qualidades referidas na ligio an-
tecedente ?
t. Se laugarmos em urna vasilhs e-leo Qxo,
por exemplo, odas azeitoxus-,. o da amoreira ou
oarrapatos, conserva-se sem dimiouigio, anda
que a vasilha esteja doslinada, por isso mesmo
que nio se evapora; mas se fizermos outro tanto
oom qualquer oleo voltil, por exemplo, da al-
fazema, esle se diminue continuamente, evapo-
rando-so e misturando-se com o ar. En conse-
quenciase entramos em urna casa em que exis-
tia oleo fixo em vasos destapados nio sentimos
eheiro; mas se o oleo voltil, o seu eheiro se
communica logo ao nosso olfato.
A qualidade evaporavel spontanea do eleo vo-
ltil tambem se prova por meio do fogo, pois
que, langando-o nelle arde, ovapora-s* repenti-
namente, e a sua.chamma se-extngue com a mes-
ma promptidao, quando em eguaes circumstan-
cias o oleo fixo arde de vagar, e sua ehamma se
conserva at a extinegiodo mesmo oleo, como se
verifica no uso quo so tac u aote para luzes.
Devemos tambem saber que oleo fixo quanto
mais clarificado, menos eheiro produz,.e que pe-
lo conlrarioo oleo voltil quanto mais-puro esli,
mais depressa se evapora, e mais activo o ehei-
ro que derle senlimos. Tudo islo nos faz conhe-
cer a razio da variedad, e da maior ou menor
actividade do eheiro que encontramos nos vege-
laes e era algumas da suas partes,, como flores
fructos, etc.
D. Tenho percebido d'onde vem que urnas
plantas tem eheiro, e- outras nao;. mas nio com-
prehendo d'onde nasce o ser este nao s mais-ou
menos; activo, mas at mui difieren te as diver-
sas plantas.
Aft Isso procede de principios mui subs que
dio o eheiro particular cada substancia ; mas
que em nada alterara as outras qualidades dos
oleo, j referidas.
Ligio 14.a
D. Sabemos pelo que nos foi ensinado. as li-
gos 4a, 7a e 8a que a Ierra entra na composigio
das plantas ou na de qualquer das suas partes ;
mas quando se comera os fruclos e as hervas, nao
se sent sigoal algum de Ierra ; qual e a razio
dislo ?
dade e distinegio de suas meneiras, a franqueza
com que conrersam as jovens com os cavalleiros
que lhes dispertaran! algumasympalbia, que lhes
toesram corda seosivel, como se diz agora.
Neste tio doce entretenimento o tempo voou,
e tio enleiados estavamos, que esqueccraos os
conselhos da prudencia, que nos advertan) que
deviamos por em trra nossas hospedes antes do
meio dia para lhes pouparmos os incoraraodos da
visgem, que depois dessa hora desagradavel ;
porque o vento quo eopra por cima da Mesa, in-
crespa o mar, que fleo cheio de carneirinhot, e>
molha quem vae nos escaleres.
Logo que as senhoras viram o vento, moslra-
ram-se assustadas ; queriam ir para trra ; mas
temiam faze-lo. Todos os officiaes do folga re-
solveram acompanha-las, e dahi ha pouco segua-
mos com ellas.
Succedeu o qoe era de esperar. Quando salta-
mos eslavamos completamente molhados; por-
que com nossos corpos tinhamos feito urna ornra-
lba, que protegeu alguma cousa ia senhoras. Du-
rante esta viagera, em que a emoco se desenha-
va no rosto de algumas ladys ; em que ellas se
recostavam com abandono no braco do cavallei-
ro, que as animava, quantos episodios nio hou-
veram dignos de um pincel divino l Quantos ro-
mances, j meio principiados, nio adiantaram en-
to muilos captulos !
So o vento na bahia levantara poeira, que ora
grossas goltas d'agua, em Ierra fazia redomoinhar
o barro vermelho e Gno das ras, que cahindo
'or sobre nossa,. roupa molhada, em um abrir e
echar d'olhos nos poz lodos na mais grotesca
figura, que possivel conceber-se, como se esli-
vasenos em pleno carnaval.
Molhados e sujos, anda assim queriam as se-
nhoras que fossemos para suas casas, aoque nos
recusamos, prometiendo i nolte passar o serio
juntos.
Em quanto nos nos. haviamos entrelido por es-
ta modo, lambem os nossos camarades suecos ti-
nham tirado todo o proveito ds visita quo nio lhes
era destinada, dansundo em cima do tombadh*
por urna poucas de horas cora asfelizes Camelias
que nio nos encontrando ali, Ocaram mui desper-
tadas comnosco.
Na situagao em que nos acharamos, oSo nis
era possivel passeiar, o (embramo-nos que ellas
nos podiam ser uteis. >
Dirigimo-nos logo para as casas que habita-
vam, dispersando-no cada um pata, o seo
lado.
Tivemos que combater os arrufos que nosso
procedimento provocara ; mas depois de caloro-
M. Sio duss as razoes : primeira porque essa
(erra, alm de estar redazida poeira extrema-
mente fina, existe nos fructos, as hervas e em
lodas as parles de qualquer planta, de tal manei-
ra desfeita e modificada pela aegio das outras
tres substancia* que Oca aendo tptelnwoto m-
perceptivcl aos nosso sentidos. Segundo, por-
que as qualro substancias primitiva* das plan-
tascnlra a Ierra em to pequea quantidade, ero
cotnparago das oulras tres, que Qca tambem por
isso sendo impossivel ao nosso paladar conhece-
la nos fructos e as hervas.
D. Como se deve examinar e conhecer que a
a trra enlra na formaglo das plantas em quanti-
dade muito menor do que a de qualquer das ou-
lras tres substancias, sal, oleo e agua ?
M. Por meio das operages da chiralca, se po-
de separar de qualquer planta cada una das
substancias de que ella formada, e conhecer-se
com exaego que a ierra entra as plantas em
urna proporgo muito menor do que as outras
tres substancias ; mas como essas operages de-
penden) de urna scieneia de que nao nos propo-
mos tratar aqu, na ligio seguinte indicaremos o
modo de conhecer aproximativamente aquella
verdado.
Ligio 1S>."
D. Quaes sio os meios e experiencia que nos
proraette a ligo antecedente pera podernos co-
nhecer que a trra entra na composigio des plan,
tas em muito menor quantidade do que o sal,
oleo o agua ?
M. Primeira experiencia. Tomarse urna por-
Sio de boa trra, e estando bem secca pesa-se
exactamente, e langa-se em um vaso, deste peso
se Tara assento. Na estagio competente semei-
se ou plante-se naquelle vaso algum dos vege-
laes que tem grande crescimento, e que morrem
no mesmo annoem que nascom, por exemplo, o
gyra-sol ; seja a planta tratada com a rega e com
oulros- amanhos, que se costumam praticar, e
quando ella esliver do mximo do seu crescimen-
to e na-sua completa florescencia, seja arrancada
com todas as suas raizes, sacodindo-se cuidado-
samente dentro do veso toda a trra que i elles
esliver pegada.
D. Para que fim se arranca a planta desse
modo?
M. Paro-ser exactamente pesada no seu estado
de maior aperfeigoamenlo. Depois, deixand sec-
car a (errado vaso de maaeira que esteja no mes-
mo estado em que se mefteu dentro delle, pesa-
se, e enlo combinando este peso com o priraei-
ro de que se fez assento seconhecer que a trra
deninuio apenas algunas oogas; e at, se tudo
isto se proticar con o cuidado necessario, 30 co-
nheccr snente a- deminajeo de algumas oita-
vas ;ao mesmo tempo que a planta e suas raizes
pesam ordinariamente 10 at 15- arralis, e is ve-
zes muito mais, oque depende da natureza d
planta e do acert com que foi amanhada.
Ligio 10.a
DI Temos algum meio para examinar e conhe-
cer a quantidade de trra que existe naquelle-
mesmo gyra-sol, de que se fallou ni licio ante-
cedente? *
M. O fogo-e a agua. Depois- de bem secco o
dito gyra-sol qweime-se, e da>cinza que produzir
oxtraia-se o sai como j fica dito na ligo 3a. A
agua se evapora pelo calor que seceou a planta:
a substancia oleosa foi consummida pelo fogo : o
que resta trra, a qual depois-de bem secca, dV
conhecer a quantidade que eBtrava na compo-
sieSo do gyra-sol, quantidade que approximativa-
meele combina com a deminutgo, que acharaos
a Ierra do vaso.
D. Vimos quie pouca porgio de tem entra na
composigio do gyra-sol ; como sabetemos que o
mesmo acontece as mais plantas ?
Jf. Em livres de muito crdito se encontran
experiencias feilas por sabios m differentes plau-
tas, e at em arvores creadas pnr soacn d lea-
a mais annosem grandes aixotes ebeios de ter
ra, as quaes repetida exactamente a experiencia
praticada con o gyra-sol, se obtiveram sempre
resultados soroethantes. Se observamos um bos-
que de grandes arvores, vemos que a massa total
dellas capaz de formar o vulto de urna grande
montanha, ao mesmo tempo que e terreno em
que ellas so tem alimentado ha j. muilos seculos
nao mosira deminuigo alguma notavel.
Ligo 17.a
D. lia alguma difTerenga entre as plantas era
quanto quantidade da trra que entra na sua
coraposigao ?
M. As plantas tem,segundo a sua diversa na-
tureza, mais ou menos. Ierra, mas geralmente es-
ta entra em muito menos quantidade as hervas
do que as plantas lenhosas : as mesmas arvo-
res, os. fruclos e as folhas conlm muito menos
Ierra do quo a madeira.
U. Gomo se prova essa difTerenga ?
Jf. Pela podrido e pelo fogo. Para isto basta
ver apouca trra que resulta de urna grande por-
Qio de hervas, de folhas, ou de fruclos. que tem
apodrecido ; ao mesmo lempo quenas cavidades
das arvores velhas se enconlra em muito maior
abundancia trra produzida pela podridio da ma-
em
e a
u
a
que
mi
da
ja
deira. Se tomamos ama porfi de hervas, do
folhasoa de fructos, outra de leoha, ambas ellas
eguaes em peso, quelmando-se cada urna sepa-
radamente, a primeira dar maito menos cinudo
que a segunda, e o mesmo veremos respetto
da Ierra que aellas se conlm, ao esta foi aporada
exlrahiodo da cinza os saes, como nos ensina a
ligo 3*. -Tudo isto prova que a Ierra enlra na
composigio das plantas em muito menor quanti-
dade do que as oulras substancias primitivas, sal,
oleo e sgua.
CAPITULO II.
Da germinaeo.
Ligo 18."
Jf. Para dirigirmo com acert a semenfeira
das plantas, convm examinar o conhecer a sua
germinaeo.
D. Que devemos entender pela palavra gerai-
nagio? r
M. As plantas nascem de sementes ; todas as
mudangas que esta solTre, desde que semeada
ate que principia de dentro della 4 brotar a plan-
* conslituem o que se chama germinagao.
D. Como podemoa nos saber o que acontece
-i ama sement em quanto esli dentro da trra,
il o ponto em que da mesma aemente nasce
urna planta?
Af. Examinando as partea de que a sement
composta, e a sua organisego interna, e co-
nhecendo as fuocgoes e destino de cade urna
dellas.
D. Quaes sio as partes de que se compe se-
n-ento ?
Jf. 1* urna pelle exterior, 2 um corpo visvel-
menle mais expesso que a pelle, o qual se chima
colyledone, o 3 no interior delle, dous pequeos
corpos unidos um ao oatro.
m Ligio t.*
U. Das partes da sement referidas oa liga
anterior, a Ia fcil de conhecer ; por exemplo
-roa fava posta de molho por algum lempo larga
pelle ; mas que o colyledone f
M. A mesma fava, muito bem lenbrada pelo
e toca 4 pelle, nos servir tambem para exa-
Inarraos o colyledone. Quando se ttra a pelle
i fava que esteve de molho, resta un corpo,
que fcilmente se pede separar em duae parles
pouco mais ou menos eguaes e semerhartes, e
que antes de se ter tnlroduzido humidade na fava
estavam unidas, de frma que parecan un s
corpo .cada-urna daquellas partes se chatrr co-
lyledone ; d'onde se v que este o coreo,, que
na sement existe coberte com a pelle.
*. Todas a sement lem o mesmo corpo cha-
mado colyledone, de tal maneira que postas de
molho so possa devidir era duas partes pouco mais
ou menos eguaes e semelhaoles?
AK Lmas sementes ten dous cotyledones -r
outras tem somente um, e estas anda que este-
am de molho, e se lhes Urea pelle, corpo aua
esta nio se pode devidir.
D. Temos acaso as sementes alguma regra
geral, e exemplo dessa difTerenga em numero de
cotyledones ?
Jf. As sementes das arvores- de carogo e da
de pevide, por exemplo, o peeegueiro, a pereira,
as que se criam em vagens como o feijao, a len-
lilha, as que em diferentes plantas existem no
interior dos fructos, por exemplo, a abobora, o
melao, todas tem dous cotyledojes cono echa-
mos na fava.
D. Quaes sio as sementes, qse tem un s co-
lyledone ?'
Jf. Sao todas as que se criam em espigo ; por
exemplo, o trigo, o ilbo, o ceateio,eteN
Licio 20.a
D; Temos-algum outro modo deeoehecer quaes-
sao as sementes que tem um s colyledone, e
quaes sao as que tem dous ?'
M. Quando a planta vem de sement que tem
dous colyledone, .principia apostar na super-
ficie da trra com duas folhas, cono se podo ob-
servar na mesma fava, no feijo, na pereira, na
asiendoeira, rro melao, etc. ; e quando a planta'
oasee de sement que tem um s-cotyledooe, ap~
parece na tetra com una nica fotha ; e que po-
demos observar no trigo-, no cenieio, etc. Logo,
o nascimento das plantas nos aprsenla um meio
evidente para sabernos 4 qual destas duas~divi
ses, perten.ee a sement que desojamos o*he-
cer. As plantas que nascem com Cims folhas se
chamam plantas HitoCyledones ; e i esta classe
pertence o maior numero das differentes especies
de vegelaes ; as outra que vem eom una s fe
Iha se denominara monecoty (edenes, eos mea-
mos nomes se dio s suas sement.
D. Sao tedas as plantas e s-suas sementse
comprehendidas naquellas duas divisoes chama-
das dicotyledones e monocotyledones ?
af. Eii*,,, alguna vegelaes cujas sementes:
nao lem eotyledooe, mas estes nao entram. na.
nossa agricultura ordinaria, e por isso nio. trata-
mos nesle calheeisme- da sua germinagao parti-
cular : taes sio os cogumelos, os-musgos, sle-
los, e varios plantas aquaticasv etc., as quaes
comludo nao doian de ser uteis at em, econo-
ma rural.
Ligio 21.
. P". E asomente-s conposla da pelle e do co-
lyledone ?
Jf. Todas as sementes das duasdivises d que
Iratamos tem no interior dos seus cotyledor.es os
dous pequeo corpos, que j foram adiea ligao 18.a, os quaes sao demonstradamr .nte a
planta que deve nascer; esles dous e.roos se
achara unidos reciprocamente, ura forro a a raiz
ulro o p da planta, ou o tronco, se esta ner*
lence s arvores. v
D. Como podemos examinar que deo tro dosen-
uraeaonoutroX?Stem "qUe"e* *"'*"''P08 ond*
il/VSemeando urna fava.e tlraocto-a ,ja g...
passados dous ou tres dias vereows que a oolln
se osreodeu, desapparecendo delle as ruge* nu
d antes tinha ; os cotyledones, ir.chararn aue
mentando por isso de yolume -. eolio abrido-os
e separando um dos cteos veremos clatamenla
aquelles dous corpos, ojie principiara desenvol-
ver-se cada um para seu lado opposto.
D. Como podemos nos conhecer qBSaaueltea
dous pequeos corpos formajm um a raiz. o-ou-.
Iro o p da plaan
[Continuarse-!m.)
sas explicagoe, Osemos as pazes completamente,
e projectamos um baile para a soile.
O que queramos era mudar a roupa, anda que
para isso nos sujeilassemos 4 transformasmo-nos
em mulher; porque ellas nao possuiam oulros
tramo.
Esta circumstancia deu lugar 4 um epiodio
mui engranado, que devoraos relatar.
O aspirante II... era um bello joven, moreno,
mas de cor mui fina, e que fallava o inglea regu-
larmente. Urna das Camelias mais seductoras se
lhe tinha affeigoado muito, e veslio-o com todo o
esmero com seus vestidos, que Iho ficaram per-
feita mente. Nioguem dira, ao ve-lo, que o ha-
bito nao fazia o raonge.
Era urna bella manilha que linhamos 4 vista.
A' noile, R... se apresontou no baile afloulamen-
le, o um dos officiaes suecos destinguio-o logo, e
coraecou 4 aborda-io era regra. O nosso aspiran-
te foi animando-o solTrivelment, e o drama j
eslava bem adlantado, quando resolvemo-nos
apressar-lhe o destecho, explicando a verdade.
O amoroso Sueco, que j pensava ter conquis-
tado a sua bella, e saboreava de antemao as ven-
turas qoe o esperavam, leve urna lerrivel decep-
go, e Qcou com urna eara patibular.
Toda a companhia ra 4baodoiras despregadas,
e as mogas, principalmente, nio se podiam
conter.
O caso era tio original e eqgragado, quo nio
poda ser por menos.
0 pobre diabo depois de algum tempo i que
tornou 4 si e protestou lomar a desforra, perse-
guiodo urna outra nyropha, que se mostrara mais
zorobeleira ; porque tora sempre o alvo de suas
atlenges, e Daquella noite ae.vio desprezada pela
simulada rival 1 Depois de'contraria-lo bastante,
de se vingr, faiendo-lhe mil pirragas, arreiou
bandeira, e dou-se por vencida, pareoendo com-
mov'ida pelo arrependimento de seu adorador,
vehementemente demonstrado.
( Continuar-se-ha.)
*
. *
E' lio ingrata a tarefa de escrever sobre as cou-
sas da.marinha, de que nos encarregamos, que
muitas vezes nos arrependemos de a haver toma-
do 4 peito ; porque quasi sempre ellas sio dignas
de censura, e isto desgosta extraordinariamente,
e tras muilos compromellimeolos.
Felizmente hoje temos que tratar de om fado,
que nos affasta da senda ordinaria, e nos d al-
gum allivio.
Enlre urna mullidio de erros 14 brilha de es-
pago em espago una judlciosa deliberagio, que,
I por ser anormal,- deve por isso mesmo merecer
de nos, mais encarecimenlo, visto.que nio. esta-
mos habituados 4 ver predominar o acert, e re-
flexo.
E' escusado repetirmos urna verdade jraui s-
dica. Se a illuminago as ras urna neces-
sidade de primeira classe, um elemento de or-
dem, urna garanta da seguranza individual, e uro
indicio certo de cirilisago, a illuminago das
costas e porlos urna grande vanlagero para a
nivegago ; urna seguranca para milbares de na-
vegantes ; e para urna multido de navios que
encerram avullados oapjtaes ; um passo indis-
pensavel para a prosperida.de de qualquer paiz,
que quer convidar os povos eslranhos commer-
ctar com elle.
Toda a vez, pois. que temos a fortuna de an-
nunciar o estabelecimento de um novo pharol
em nosso littoral, sentimos um immouso prazer;
porque marcamos un novo melhonniento. um
progresso de immensa vantagem.
Conhecemos que em nossos dias nio podare-
mos ver lodo o nosso littoral (Iluminado, como
as costas da Europa, principalmente da Inglater-
ra e da Franga, onde se navega sempre sob a
proteegio de um pharol ; porque quando se vae
exlinguindo a luz de um, l brilha aoolho atien-
to do navegante a luz do outro. fra preciso,
para chegar 4 este estado, gastar milbdes, e o
Brasil tem outras necessldades, egualmente im-
periosas, 4 quo dev tambem attender.
Mas porque nio podemos fazer logo ludo, sio
devomos cruzar os bragos e deixar correr o tem-
po ; fga-se o qoe fdr possivel, e em poneos an-
nos teremos feilo muito.
Todas as pessoas que frequentam o porto do
Rio Grande do Sul e os de Rio da P/ata, lamen-
tavam a falta de um pharol na ilha de Santa Ca-
thartna, magnifico porto de abrigo has occasioes
dos frequenles temperaos que reinara. n'aquellas
paragen, e que lornam perigosa a posgio dos
navios auo nao os paderera tomar 4 tempo..
Esta falla acaba deaer reparada, gragas 4 per-
severanga dos Srs. Dr.Franciseo Carlos de Araujo
Brusquo, e capilio de liagata Jos Eduardo Wan-
denkolk.
Este ofDcial de marinla manifeslou, na direc-
go desta obra, constantededicago, inlelligencia
zelo e bons servigos, e sor isso oonsegoio deixar
aos Catharinenses urna lio bella recordagio de
seu nome, visto que foi removido para a capil
oa do porto de Santos.
Conforme Iemos no Cathtrintnse de 19 domez
findo, este olegante pharol 14 erigido na Pon
ta dos Naufragados, lugar oerfeitaoeo,te esc
lntdo,
.ntV c,rul"* o Hura sobre e ni-
Ifi dj0.te."eno en que construid* 56 t/4 palmos
a 4 beira inferior da cpula, e 196 cima do
nivel do mar B? baixa mar desaguas vivas fi
S.0^1" Da de 191 V*.SJ sobren
SCaV ay^iWde1,te ^ Greeowich de
S.XWSctSaTe,le *--&
As ponas di ierra quo ficam mais saliente* A
dos Naufragados sao.a dos Frades na mesraYm,.
eadoVeado na continente ; relavaraX .'Q
centro da torre demotam aorumo raaneUco d*
S8iSE: PB,6,a E4SE' aCnoVo
O appaalhn. da luz lenticular do avalan* Ha
veSe War*Th0 P8reca er da 2.- ordem re"ol-
A luz aprsenla duas phases. {faCo e hriii..-
te; o intervallo deslaa de30 segundos h
zidosde 4 minutos, tompoem aae 0 1 6d""
togooo taz a sua revolugio completa oe"
Do cimo da torre deseo um conducto* ~.
.ravessando una pequea cortiua v.e ier io^r*
na direcgao do S. waomar
.m ?"te 00r,e esl a c,sa lu servo do re,
sidencia aos empregados do pharol.
rlnheriiXe P,an deTld0 ao official doma-
ilu!i '" *" Proprios recursos in-
Ullectuaes concebou e executou to interessam
Nio podemos esquivar-nofao dever de felir.
ta-lo por ter realisado o sea bello peosamoiUo"
que vciosatisfazer uma Becessd.do recoS.'
plantando um novo gota seguro para os navea*
t> mos.. atades, d.s qaaes elles se aporta
mam cora timidez. -.
0 pharol da Ponta dos Naufragados, alem do
inleresse ocal que encerra, qU9 o tem tomado
no, apreciado poloi Cottarinooseo. cSj. provin-
cia far progredir, um beneficio ger. que ao-
proveilar 4 toda anaveg.go. P
Sao passos desta ordem que nos conduzirin
no" o ?,?rW "ta,Ur0 ,0C adeTnhao P-'ro
E. A.
J "
MBIV- ITP. DE M. F. DI FAMA. ^.18*1.



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