Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09224


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Full Text

AIIO IIIT1I 1D1E10 22
Por tres mezes adiantados o$000
Por tres mezes vencidos 6JJ000
i
;iah
SAMADO 26 DE JAIilBO DE I|,l
PorMioadianUdo 19$O00
Porte fruteo para o subscriptor.
un
EXCARREG ADOS DA 8UB9CHIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Ifanoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandos de Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKi'lD.VS UUS LUHHKIO.
Olinda todos os dias as 9 1/z horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as, segundas e
sextas-feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Garuar, Altioho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha}
El-MKMEKIUES UO MEZ E JANkIKO.
3 Quarlo minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La ora a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarlo crescente a 1 hora e 11 minutos da
maoha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da maoha.
Segundo as '4 horas e 30 minutos da tarde.
DAS da semana.
SI Seg. S. Tgnez r. m.; s. Patrocolo m.
82 Tere.. 8. Vicenta m.; *. Gaudencio b.
23 Quar. Os desporios de N. Sennora.
24 Qulnt. N. Senhora da Paz; s Themoteo b. m.
25 Sext. Conversao de S. Paulo ap.; s. Ananias.
26 Sab. S. Policarpo b. m.;s. Paula v. m.
27 Dom. daSept.; S. Joo Chrysostomo b. d.
AUU1KNC1AS UOS TKlbljNAL A CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundas e quintas.
Relago: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda ; terreas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphoos:,tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda Tare do cirel
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL.
Alagoas. o Sr. Claudico Faico Das; Baha
Sr. Jos Uarllos Aires ; Rio de Janeiro, o Sr*
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprielsrio do diario Mano el Figueiroa da
Paria, na sus lirraria praca da Independencia nr_
6e 8.
PARTE 0FF1C1AL.
Goveroo da provincia.
Expediente do dia 23 de Janeiro de 1861.
Officio ao Exm. presidente da Parahiba. Com
o ofTicio de V. Exc. datado de 23 do corrente re-
cebi a certido de asseotamentos do capilo An-
tonio Francisco de Avila, que fui removido do
corpo de guarnQo dessa provincia para 10 ba-
talho de iufantaria estacionado nesta.Remel-
teu-so a referida certido ao coronel comman-
dante das armas.
Dito ao Exm presidente das Alagoas.Srva-
se V. Exc. de expedir suas ordens adra de ser
remettiJa a guia qua devia acompanhar o preso
Antonio Monteiro Civalcanli, sentenciado pelo
jury da cidade de Pene lo nssa provincia, bem
orno trocada a que acomptuhou o de nome Jos
Vicente Ferreira,sentenciado pelo jury do Anadia
pena de 14 annns de prisao, que foi confundido
com outro de igual nome, senienciado pelo jury
de Atalaia pena de gales perpetuas, conforme j
me representou o juiz municipal da primera va- '
ra desta capital..
Dito ao cnsul de Portugal.Satsfazendo a re-
qntsigo que em officio do-21 do corrente me fez
o Sr. cnsul de S. M. Fidelissima, cabe-me de-
clarar ao mesmo Sr. cnsul que nesta data re-
-commeodo ao chefe de polica a expedido de
suas ordens aQm deque se d no consulado por-
tuguez a convenienteparticipaco dofallecimento
dos subditos porluguezesem lempo a que so pos-
sa ahi proceder de conformiJade com o respecti-
vo regulamento a respeito do espolio daquelles
que falleceram sem herdeiros ou leslamenteiros
presentes.
Dito ao provedor da santa casa da misericor-
dia. lnteirado do que V. S. me communica em
seu officio de 17 do corrente, relativamente ao
estado dos predios do patrimonio da santa casa
de misericordia, tenho a recommendar-lhe que
nos termos do respectivo compromisso va man-
dando fazer os reparos, que parecerern raais ur-
gentes, e cuja d6speza comportar a santa casa,
devendo V. S. tratar da especie como convir no
relaiorio que tero do enviar-me para formular o
rano assembla legislativa provincial.
Dito ao commandante superior de Santo An-
to.Expeca V. S. suas ordens afira deque uma
guarda de honra prestada por um dos corpos da '
guarda nacional do municipio de Santo Anlo
assista no dia 24 de fevereiro prximo vindouro
a testa de S. Sebastio, e acompanhe a procisso
ter lugar
Dito ao capito do porto.Estando suspenso o
recrutamento desde 30denovembro ultimo, con-
vm queV. S. declare quaudo foi recrutado An-
tonio Augusto de Lima, cuja soltura solicilou em
seu officio de 22 do correnle.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Instando Antonio Jos Bandeira de Mello pela
sua deraisso de guarda da alfandega, haja V. S.
de expedir suas ordens para quo llie seja ella
concedida a vista do aviso do mininlsterio da fa-
zenda de 5 de dezembro ultimo de que lhe re-
metti copia era Hdaquello mez.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes a
folha eprets juntos em duplicati mande V. S.
pagar ao negociante Claudio Dubeux os venci-
meutos relativos ao mez de dezembro ultimo,
do destacamento de guardas nacionaes da villa
do Bonito, conformo requisito o respectivo
commandante superior em officio de 31 do cita-
do mez de dezembro.Communicou-se a este.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Faga V. S. regressar para o termo do Bonito, e
disposico do respectivo delegado de polica, o
destacamento de prajas do corpo sob seu cora-
mando, que ali se achava e acompanhou para
esta cidade o tenente Jos Cunegundes da Silva
Communicou-se ao mencionado delegado.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A' Simplicio Jos de Mello mande V. S. pa?ar,
conforme requisita o chefo de polica em officio
de hontera, sob n... 87#800 rs. despendida, como
se v dconta junta, com o sustento dos presos'
pobres da cada no Brejo durante o mez de de- i
zembro ultimo.Communicou-se ao chefe de
polica.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar a Manoel
A pollina rio de Almeida a quantia de 129220 rs.,
despendida, como se v da relaco junta, com o'
fornecimento feito ao preso Joo Francisco dos
Santos que adoecendo da varila, na cidade de
Nazareth, foi curado fra da respectiva cada e
bem assim aAnnade tal a de JOaDOOrs., a vista
do altestado d juiz municipal daquelle termo, por
se haver enr-arregado desse curativo, segundo
consta do officio do mesmo juiz de 16 de de-
zembio ultimo.
Dito ao mesmo.Tcndo em vista o que repre-
sentou Antonio Ignacio da Silva, professor par-
ticularde instruego primaria no requerimeolo
sobre que informou o director geral de instruego
publica em officio de 19 do corrente resolv nesta
data releva-lo da multa que lhe foi impostt.de
cooforraidade com o artigo 99 da lei n 369, de
l de raaio de 1855: o que communco a V. S.
pora seu conhecimento e execujo.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
V. S. por disposigo do agente do Rio Grande
do Norte Jos Joaquim de Lima os artigos de far-
damento que se mandaram aproraplar nessear-
seoal com destino companhia flxa de primoira
linha daquella provincia.-l'rovidonciou-se acer-
ca do conveniente transporte, e dou-se sciencia
ao predilo agente.
Dito ao mesmo. Mande Vmc. admittir na
companhia de aprendizos desse arsenal, depois
de satisfeilo o disposto no art. 4. do regula-
mento de 3 de Janeiro de 1842, o menor Silvioo
Luiz Vieira, que est as condices do mesmo
regulamento, como Vmc. declarou na sua infor-
maco de 20 do corrente.
Dito. Autoriso o conselho administrativo a
comprar, para fornecimento do arsenal de guer-
ra, os objectos mencionados nos inclusos pedi-
dos. Communicou-se thesouraria de fazenda.
Dito cmara municipal do Recite. Pelo of-
ficio que me dirigi a ornara municipal do Reci-
te, em 7 do corrate, fiquei inteirado de haver a
mesma cmara, n'aquella data, tomado posse da
administraco deste municipio
Dito Associago Commercial Beneficeot?.
Accuso recebido o officio que me dirigi a Asso-
ciaco Commercial Beneficente, em 17 do cor-
rete mez, e cerlo do seu cootedo, tenho a di-
zer em resposta que, quaudo mandei vedar o
transito pela ponte velha do Recife, em conse-
cuencia do risco inminente que corrlam as pes-
sas que por ella passavam, dei as providencias
necessarias para se fazerera os reparos absoluta-
mente odispensaveis para acomiausco do tran-
sito de pessoas a p, e afira de raanier-se o en-
canamento d'agua potavel, em quanlo nao se
nao construase a nova ponte projectada, e do
taes reparos que est tratando a repartido das
obras publicas.
Dito ao director das obras publicas. Mande
Vmc. examinar se as obras da 2* parte do hos-
pital Pedro II achara-se concluidas, de confor-
midade com o respectivo orcameuto, segundo de-
clara o arremaUnte daquellaa obras no incluso
requenmento que me aera devolvido.
Dito ao superintendente da estrada de ferro.__
Respondo ao officio, que em data de hoje me di-
rigi o Sr. E. II. Brmh, superiaiendeme da es-
tranda de ferro do Recife ao rio do S. Francisco,
declarando que fleam dadas as convenientes or-
dens para que seja dispensado do servio.da
guarda nacional, conforme sollicita o mesmo Sr.
superintendente, Joaquim Domingos da Costa,
que se acha empregado no servigo dessa com-
panhia.
Quanlo segunda parte do citado officio, tenho
a dizer que pode o Sr. superintendente, segundo
prope, fazer correr um trem somonte por dia
entre as villas do Cibo e da Escada, em quanto
durarem as chuvas.
Portada. O Sr. gerente da Companhia Por-
nambu:ana de Navegaco Costeira mande dar
(Sassagem, no primeiro vapor destinado para a
liuha do norte, que liver lugar vago para pas-
sageiros do estado, a Joaquina Augusta Monteiro
Viaona e duas fllhas menores.
Dita. O Sr. gerente da Companhia Pernam-
burana de Navegaco Costeira mande dar trans-
porte para o Cear, no vapor Jaguaribe, em lu-
gar destinado para passageiros do estado, a Cie-
tano Lopes da Paz.
Dita. O presidente da provincia, atlendendo
ao que lhe requereu o alteres da 5* companhia
do batalho deinfantarii n. 44. da guarda nacio-
nal do municipio do Rio Formoso, Bernardino
de Sena Wanderley, e conformando-so com o que
informou o respectivo comnundaute superior,
em 4 do crrante mez, re3olve conceder ao refe-
rido alteres passagem no mesmo posto para o bn-
talho de infantaria n. 45, da guarda nacional do
municipio de Barreiros, ao qual Picar aggregado,
em quanlo se lhe nao designar a companhia em
que deve servir.
DESPACHOS DO DI 23 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimento.
3608. Antonio dos Santos Vital. Requei-
ra assembla legislativa provincial.
3609. Antonio Ignacio da Silva. Fica o sup-
plicante relevado da multa, devendo sollicitar a
necessaria licea^a no csao de continuar no en-
sino.
3610. Agostinho Jos |Alves. Nao tem lu-
gar por ser o fllho do spplicante maior de 1g
annos.
3611. Antonio Ferreira da Costa Braga.
Informe o conselho administrativo para forneci-
menio do arsenal de guerra.
3612. Bernardino de Sena Wanderley.
Passe portara concedendo a passagem requerida.
3613. Bernirda Mara do Espirito Santo.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
3614. O bacharel Joo Amonio de Araujo
Freitas Henriques. Passe portara concedendo
a licenca requorida por 2 mezes e 18 dias.
3615. Joaquim Jos da Costi. J foram
restituidos os guardas a que alluie.
3616. Joaquim Vellozo do Reg. Informo
o S'. commandante do corpo de polica.
3617. Joo Anastacio Camello Pessoa J-
nior. Informe a cmara municipal da villa do
Pao d'Alho.
3618. Joaquim d'Assumpco Queiroz.
Aprsente ao Sr. director do arsenal de guerra o
Io dos menores, de que trata para ser admittido
na companhia de aprendizes.
3619. Jos Gomes Silveiro. Dirija-se ao
Sr. commandante superior da guarda nacional da
comarca de S. Anto a quem se expede ordem
no sentido em que requer.
3620. Liberato Tiburtiuo de Miranda Ma-
ciel. Nao pode tr lugar a licenga pedida.
3621. Manoel Joaquim Xavier Ribeiro. O
spplicante nao tem direito a vencimento rela-
tivo ao lempo era que esteve suspenso, por s
competirem a empregados pblicos, suspensos por
eTeilo de pronuncia em crime de respousabilida-
de, o que nao foi o do spplicante.
3622. Maximino Narcizo Sobreira de Mello.
Passe portara concedendo 1 mez de licenca com
vencimentos, ficando o spplicante obrigado a
deixar pessoa idoaea regendo a cadeira com ap-
provar.io do delegado Iliterario.
3623. Manoel Naaclmenlo d'Araujo. In-
forme o Sr. engenheiro director das obras pu-
blicas.
3621. Pedro Bapttsla de Santa Rosa. In-
forme com urgencia a directora do theatro de S.
Izabel.
EXTERIOR.
As diligencias libertinas, e o sys-
tema, que as secunda.
A seita materialista nao desiste. Esrrava de
satanaz lenta todos os meios para ver se logra
est ibelecer o sensualismo sobre as ruinas do
Evangelhe. Como se o iuferno podesse prevale-
cer, e distruir a obra cementada com o saoguo
do Homcm Deus.
As provares, porque esl passando a igreja,
affligem de corto muitojo coraco verdaderamen-
te calholico ; mas nao sao as diligencias dos
impos capazos de inspirar-lhe receios pela exis-
tencia delta.
A lucia entre o espirito e a materia, entro a
crenca o o scapticismo vai tremenda; e se a
impiedade tem a final de ser vencida, como ha
de ser necessariamente porque necessariamente
a igreja catholica tem desubsistir sempre, nom
por isso elladeixa do estar produzindo ncalcn-
laveh damnos aqu e all.
Era todos os paizes, onde as ideas liberaes
teem (conseguido suplantar o rgimen da ordem,
apropaganda racionalista faz progressos rpidos,
e a devassido dos costumes desenrolve-se de
um modo temeroso.
E' verdade, que n religio do Estado a catho-
lica apostlica romana em varias dasnacoes, on-
de o demonio da revoluto tem introducido o
systema parlamentar. mas nao o menos, que
em nenhum paiz, subjcfTo autoridade legitima,
a prevaricaQo campea tao derenfreada, e os
principios heterodoxos obteem tantas vantagens
como onde o liberalismo o predomina.
Sustentara o spaixonados das formas parla-
mentares, nenhum outro systema so presta tan-
to manuienco da moral publica, e conve-
niente illustraco das multidoes, quanto o adop-
tado pela revoluco ; todava as estatisticas
dos criraes contradizem (riumphaulemente am-
bos os asserlos liberaes.
Se os principios revolucionarios se coadunam
com os religiosos, se liberdaie nao repug-
na a Religio chrisla, porque se desenrola, a-
penas desfraldado o estandarte liberal, a ban-
deira da libertinagem raais sensualista, por que
se arrazam templos, ou convertom em prostbu-
los, porque se supprimem instituto*, que a igre-
ja recommenda mui instantemente, poriue se
postergam as leis cannicas, porque fazem os
bispos dependentes do pider civil, porque se
persegue o sacerdocio, por que surge uma praga
de escriptos corruptores, e se procura pertinaz-
mente inocular do espirito do povo o veneno da
indifferensa religiosa, e o amor de ludo quanto
oppaslo s dontrinas do christianismo ?
Vire um povo seculos tranquillo sombra de
suas leis, a probidade a regra, e nao a excep-
co, os costumes nao se alteram, e na a excep-
Co, os costumes nao se alteram, os aemimeoto
religiosos sao unnimes, o cada qual tymbra de
conservar illesss as renlas do seus maiores : a
revoluco levanta o eolio, proclama a liberdade,
estabeloce-se, e desde logo esse poro, dantes
quieto, dantes ututo, taoles virtuoso, dantes
confeasou pratico das rlrdades catholicas, anda
era permanente sobresalto, o pac aborrece o Q-
Iho, e irmo abomiua o irmo, o amigo detesta o
amigo, o favorecido maltracta o protector ,pullu-
lam os odios, e radicara-se para nunca raais se
extirparem ; a corrupco moral rai de monte
monte, a piedade monteada, as raisses ma-
terialistas inauguram-se, e tornam-se perma-
nentes ; a Cruz publicamente affrontada ; o
poder ecclesiastico menos presado, os pamphle-
tos libertinos sao distribuidos com prodigalida-
de, aqu injuria-so o parocho. all diHama-se a
autoridade diocesana, acola deprime-se o Papa,
alm interpreta-se erradamente a Escriptura, ex-
poe-se venda; ou entrega-se gratuitamente a
Biblia hrridamente adulterada, e forca de ar-
gumentos to absurdos, como eivados da peco-
nha racionalista, conseguem desvirtuar muita
gente, que nao aberrara nunca dos saos prin-
cipios catholicos, se outro* systema nao vigo-
rasse.
Nao exaramos a banalidades. nSo procuramos
fazer proselytos immolando a verdade ao amor
do oossos conriccoes ; appellamos para oj tactos.
Liles ah esto a convencer o |paiz d que nao
exaggeramos os prejuizos moraes, que os gorer-
nos revolucionarios liberalisam aos povos onde
infelizmente se teem estabelecido.
Era quanto nos piizes catholicos, agora em
lucia com os principios subversivos, suosistiu a
legitimidade, a Religio nao foi desacatada pu-
blica e escandalosamente, os inimigos delta nao
vinham a praca despejar o fel de suas diatribes,
e sarcasmos sobre o que fui sempre objeclo da
veneraco de todos os bons christos, nao se fa-
ziam insinuaces prfidas contra a curia romana,
nao se cospia a injuria na face do cbaeca da igre-
ja na trra, noae lhe chamara carrasco, nito se
pregava sem rebuco a proticuidade de sacrificar
o espirito materia.
Em quanto as sociedades nao experimentara
o systema preferido pela revoluco, prosperaran]
mais ou menos; a prevaricado era geralmen-
te repellida, a obediencia filial nao era uma phra-
se va, o receio do que dinam evitava multas
torpezas, a coocuss&o, quaodo por ventura, ap-
Prcia, maravilhava, os juizes eram, em regra,
ntegros, os depositarios dos cofres publico*, e
estabelecimeotos do beneficencia, uo subtra-
hiam furtivamente a fazenda alheia, os cargos
do Estado nao se puuham em almoeda, nem
eram exclusivo apanagio dos protegidos, os po-
deros pblicos nao ensinavam com o exemplo
como era fcil improvisar collossaes riquezas,
como cada qual poda e devia attingiro fim fos-
sem os meis, como era vilipendioso recuar di-
ante da idea do crime, se crime abra a porta
do engrandecimento.
E' por isso que nao duvidamos 'asseverar que
os principios revolucionarios sao um poderoso
incentivo de impiedade, e de corrupco, e con-
sequentemente incompaliveis com a prosperida-
de dos povos.
O liberalismo contrasta-nos por certo a doutri-
na ; mas a decadencia de Portugal, confirmada
pelos proprios enthusiastas da liberdade e a af-
Qictiva situacio da grande maioria das naces
avassalladas pelo despotismo liberal, aliam de
um modo bem persuasivo.
A fazenda e a revoluco.
Deixai-nos vir reformar este paiz, deixai que
o dotemos com os melhoramentos materiaes,
que elle pedo, e de que necessila para poder col-
locar-se a par das naces civilisadas da Europa ;
mas para esses melhoramontos necessario mui-
to dioheiro, e nos havemos ter muito dinheiro,
e havemos ao mesmo tempo alliviar o contri-
buir de uma parte da contribuico, porque ha-
vemos fazer grandes economas.
Taes eram as promessas dos revolucionarios, e
com ellas pretendiam oceultar a sede de ouro,
que os devorava, mas o povo, guiado pelo seu
Dom instnclo, conheceu- os, e nao quena aceitar
os favores, que Ihes offereciam.
Que imporlava ao povo que elles exaggerassem
os desperdicios da anliga monarchia, quando a
experiencia lhe moslrava que com elles e por
elles a naco florescera a pouto do causar iuveja
as mais poderosas, de assombrar as que o nao
eram, e de levar o seu nome, a sua lingua, e o
respeito das suas armas s mais longinquas re-
gies I
Que imporlava ao poro, que elles exaggerassem
os tributos que se pagavam, quando sabia que o
contribua!.? pagava propofljao do que tinha, e
que o tributo pela sua moderado nao lhe para-
lisava a explorado das riquezas, que a agricul-
tura, o commercio e as artes lhe podiaru olle-
recer V
Quem sois, Ihes pergunlaria o povo se os nao
conhecera ; d'onde vindes ; que documentos at-
testara a vossa probidade, que provas exhibs da
vossa competencia, para que possiraos aceitar as
reformas, que nos vindes oflerecer ?
Nao nocessitava porm fazer-lhes essa pergun-
la ; muitos eram, desde 1807, conhecidos por pa.
tricidas, outros pela sua vida menos regular; e
todos elles se tornavam suspeilos pelo ompeoho
que mosiravam em fazer sahir a sociedade do seu
estado normal.
Se as pessoas dos innovadores eram suspeitas
para que se podesse acreditar na sinceridade dis
suas promessas, mais suspeitas se lornaram ainda
pelos principios subversivos e impios, que quize-
ram estalelecer neste paiz, desde os prlmeiros
dias do seu dominio; e o povo conheceu enlo
como era bom o seu tnslincto, achou justificada a
guerra que sempre Ihes flzera.
Os desperdicios da antiga monarchia 3o lem-
brados com saudade, e nelles v o povo o nico
remedio a seus males ; os tributos, que se pro-
raetlia seriara consideravelmente diminuidos, che-
gara a ponto de tirar ao pobro os meios de ali-
mentar a raulher e os lhos, ao industrioso os
meios de desenvolver a sua industria.'
Nao uos admira que nestas circumstancias o
paiz nao faca progressoj, porque irapossivel pro-
gredir quando nao ha administraco ; mas nao
podemos deixar do admirar o cyoismo com que
ainda se inculcara como reformadores, como sal-
vadores da causa publica, aquelles que apreseo-
tam da sua moralidade to tristes documentos
como 4a sua sciencia; admira-nos a ousadia com
que ainda se quercm inculcar fioanceiros os ho-
mens, que tanto tem contribuido para o abati-
mento, para o estado quasi desesperado a que
Portugal tem sido levado.
A divida publica s pode ser justificada pela
applicaco dada aos fundos quo ella representa,
s pode aer justifcala quaodo o paiz cothor dos
capitae* empregados lucros superiores s obriga-
coes que contrahio.
Neste caso nao um cootrasenso dizer-se que
a divida publica pode fazer a felicidade de um
paiz; mas nos estamos infelizmente bem longe de
pode: consentir que isto so diga em relaco a
Portugal.
Depois que a revoluco aqui so estabeleceu, a
divida tem augmentado trezeotos milhoes. Se os
diiTerentes ministerios, que de enlo para c ah
lera havido, tivessem sustentado o crdito, como
convinha, e como era de esperar de homens que
to habis se inculcara nestas materias, os encar-
gos leriam augmentado muito menos porm as
transaeces teriam sido muito mala favorareis, e
os beneficios resultantes do em prego destes capi-
taea dariam ao paiz lucros muito superiores e
taes, que o-^oro abencoaria o augmento da di-
Tld.
Estamos porm cesle caso ? Digam-nos quaes os
melhoramentos materiaes do paiz, e se elles va-
lera um augmento de divida no valor de trezentos
milhoes; se compensam o acrescimo quo tem ti-
do o imposto ; se justificam o desappireciraento
das immensas riquezas a que chamaram bens na-
cionaes ?
Nao foi dest'arte que Sully e Colbort salrarara
em dms bem difficeis occasies a fazenda publi-
ca na Franca, osilvando-a Qzeram a felicidade
daquello estado ; |pelo contrario julgaram, como
nos julgaraos, q*ie a divida publica um cancro
que corroe a substancia de qualquer paiz, e o seu
primeiro empenho foi pela boa arrecadaco das
rendas publicas, pela regularidade do imposto
sempre com tendencia para a dirainuico, e pela
creago de novas footes de receita adquirir meios
de satisfazer as despezas correntes, desenvolver
os recursos do paiz e- attenuar a divida por suc-
cessivas amorlisacoes como efectivamente fi-
zeram.
Mas Colbcrt o Sully eram dous homes de es-
tado,nao se enfeitavam com as peonas do pavo,
quaes gralhas da fbula, para represeotirem ura
papel, que exceda as suas torcas.
Fijemos cima a apotheose da divida publica,
quando por ella os paizes comprara a sua pros-
perilade; mas ainda neste caso s approvaria-
mos a creacao de emprestimos quin lo se nos
domoostrasse qu.) estavam feitis todas as econo-
mas possiveis, que estavam reguladas pelo me-
Ihor modo a distribuyo e arrecadaco do im-
posto ; que estavam exploradas tolas as fonles
de receita ; porque s ento pela necessidade
justificada a creaco dosle oims pan o paiz.
Bem sabemos que os nossos principios cm fi-
nancas divergem dos principios dos horneas que
esto no poder tanto quaoto divergem em todos
os outros pomos; mis os resultados do systema
financeiro delles sente-os o paiz dolorosamente,
e justifica esta divergencia.
Bem sabemos, que as nossas vozes nao sero
attendidas, o que o povo continuir a ser sobre-
carregado de tributos, augmentar a divida e
nao desapparecer o dficit, mas nao deixaremos
por isso de protestir sempre contra as dilapida-
Cues da fazenda publica, o contra os vexames,
que em consequencia dellassoffre oconlribuinte.
E hoje que estamos em vesperas de augmen-
taron] estes veximos, porque estamos era vespe-
ras de aberturi do parlamento sendo mioistro
da fazenda o Sr. Antonio Jos d'Avila, esqece-
riamos o nosso dever se daqui nao protestse-
mos contra o augmento do imposto, contra o ac-
crescimo da divida.
Reaccao poltica relljrlosa.
Ento aiuda ha quera negus a" existencia da
reaccao? Ainda ha quera peca proas? Nao
possivel. A reaccao v-se, ouve-se, cheira-se,
gosta-se, apalpa-se.
Vao Cruz de Pao, e ou;ara o que diz Lao-
coonie. Se uo se convencerem, das provas que
elle d, adeos casa de Priamol
Olhem que j nao ha, nem podo hiver duvila
alg'ima. As diligencias sao nanitas, os agentes
diversos, os pretextos varios, as operaces difJo-
rentes/raas ludo ligado, como os termos de
urna progresso coavergente, para chegar aoin-
flnilivamente pequeode um piparote na di-
vinal, que a mande de presente aos herdeiros
de sii Charles Stuard.
Querem ficar ainda de bocea aberta ? Pois
fiein-so na Virgem e nao corraui : vero a carga
de pao que levam.
Varaos I Tuloaposlo3l Pecas raalas, pecas
desencolalradas, espingardas de Mini, bayone-
tas, espadas, chanfalhos, foices, dardosechucos,
tudo em campo contra essa maldita reaccao, que
| est nos asylos da-infancia desvalida, na igro-
ja de S. Luiz Jos francezes, nos convenios, as
parochias, as ss, nos cabidos, nos pacos opis-
copaes, e at as Necessidadesl
La est a maldicta com olhos arredilados, a
bocea aberta, a guela estendida, a espreitar a oc-
cssio de devorar as pobresinstituices liberaes,
coitidinhasl que tem alguns trinta e quatro an-
nos de idade, e atada necessario traze-las ao
eolio.
Guerra de morle reaccao 1 Mas nao se fiera
uella: cuidado I Olhem que el a disfarca-se, e
custa a reconhecer-se. Nao sabem bem o que
ella l Poia nos lh'o dizemos fiados na autori-
dade do orculo da Cruz de Pa.
E' uma scenlelha que est no lar dos liberaes.
Quaodo menos se peusa nella, vai e chispa ; e
agora o vers. Lavra sem arado, mina sem pi-
careis, dilata-so sem gaz, abrasa sem combusti-
vel. Como se ha de livrar a gente de um bichi-
nho destes!
As duas por tres um homem que tinha a sua
casa direita, as vigas aprumadas horizonlalmen-
U, a mobilia em ordem, intactas as colgaduras,
v chispar-lhe do lar a tal scentelha, e ei-la a
lavrar-tho o chao, a minar-lhe os alicerces ; e
por Qm dilatando-se tal e qual como uma bexiga
de caoulchouc, estoura, converte-se em incendio
devorador, em labareda invencrel, que de
quanto o tal homem grangeiara. ou hefdara, s
lhe reslitue... saoem o que? As ciozasl
Cuidara talvez que tudo isto gracejo ? Pois
nao O caso serio, e com casos serios nao
se brinca.
Querem agora saber, onde podara apanhar de
cerlo a tai reaccao, e depois agairaa-la, esga-
danhx-la. morde-Ja, trinca-la, po-la de vinha
d'alhos? *
Estejam espreita do criado do nuncio, para
saberem quando elle vai doitar a correspon-
dencia no correo. Se esta fr cartt para o car-
des! Antonelli, curvem a mo liberal, e cantan-
do o hymno divinal constituico, rasguem o
involucro (vulgo sobre escripto) da carta.
Ahi apanham logo a reaccao, era corpo e
alma.
Se em lugar da carta para o cardeal Antonel-
li, fr carta para os bispos, isso nao sao favas
contadas. Nuncio que escreve aos bispos nao
manda cartas, manda reaeces para o episco-
pado, salvo se vo acompanhadas de pras-me
especie de sapo reioicola que s cora abrir a
bocea papa aquellas doninhaa endiabradas das
reaeces.
Querem saber mais onle se encontra a reac-
Co ? .Dobaixo da touca das irmes da carida-
de. Bem fazia a garottda que desdobrava gentil-
mente OS bracos, e desandava bordoada com o
seu pauxinko niquellas borboletas, que nao
sao seno os ministros maus da infame reac-
cao.
lia gente que lera enguico com as borbole-
tas, e por isso. E' porque parece que rao
muito innocentes pousando de flor om flor; roas
qual historia Se os rapazinhos atlranidos pela
engaosa belleza do matiz, e fiando-se na appa-
reate maosido das taes borboletas, seguem atraz
deltas, mal lhe tocara com os dedos, ficam en-
venenados com a peconha da reaccao; e peior,
do que se fossem mordidos por cobra coral uu
de cascavel.
E as contrarias I Contrarias sem auctorisa-
Co I Oh I isso Deus nos acuda I Desde o an-
dador al ao juiz nao ha ahi nada que seja ho-
rnera ludo bicho reaccionario restido de capa
roxa, ou capa azul, ou capa encarnado, eu de
qualquer cor.
Nao querem que estas cousas sejam reaccao ?
Poia nao sejam. Mas ento eontessem que sao
ramos da mttma orvorex porque emfira a reac-
cao lambeta a nw se converte em arrore,
segundo contara certos naturalistas do nome.
h essa arvbre como aquella de que falla Gal-
vao, a qual existe na Asia, e d por fructos uns
animaes exquisitos, cujo aoome nao nos lembra
agora.
Nao querem que sejam ramos?1 Pois ento
sao raanifestacoes do mesmo pentamento, por-
que a reaccao tambera pensamento que se nao
encobre.
E se alguem duvida que sejam mariifestaces,
entao saiba que sao auxiliares do raesio intuito
porque a reaccao s vezes tn'itiio, e tem suas
companhias de auxiliares, como aquollas que
decretava o Sr. visconde da Luz. E se isto nao
sao, que vera ser ?
Sao assaltos s obras exteriores que servem
de defeza cidadella. onde se acastellou a li-
berdade. E seria prudente que deixassemos
renderas defezas sem acuoir s muralhas ?
Bem recentemonle o ministro do interior em
franca advertiu officialmente os prefeitos acer-
ca dos pongos das associaces. que, sob o pre-
texto da religio oceultavam designios polticos.
Diremos que a Franca treraeu de sustos pueris ?
Naosenhores. Bem sabemos todos que o im-
perio a sentinella das liberdades, Vctor Hugo
j ha muilo rasgou o seu Napolen le Pelit: Cay-
enna o paraizo tsrreal, para onde a benigniJa
de dos Cezares manda os fiis soldados da rep-
blica, para-que j uesta vida recebam all um ga-
lardao condigno de suas virtudes.
Quando Orsini porta do theatro em Paris fa-
zia estoirar bombas sobre o coche de Luiz Napo-
eao. sem duvida o here da Italia, to grato aos
liberaes portuguezes, nao quera se nao fazer uma
briocadeira. Pois elle havia de enterrar as ins-
Utuices liberaes no sepulchro de Napoleo III?
S se elle fosse reacciouario!... E quem sabe*
Talvez. '
E se o era, bem haja a guilhotioa imperial I
Pois era o que fallara I Havia de acabar o pal-
ladlo das liberdades francezas, frustrar-se a grao-
diosa obra do dous de dezembro, e voltar o des-
potismo da repblica de Lamartine e Civaignac !
Desengaados devero de estar os reaccionarios
de Franca, que em quanto houver Tulherias e
Cayenna, as iustiluicoes iberaes nao perigam na-
quelle paiz.
Faca-se c o mesmo. Sigara as necessidades o
exemplo das Tulherias e vero, se a reaccao
capaz de arreganhar o donte.
Mas aqui nao se olha para estas boas lices.
Em tudo isto parece haver mais propsitos* aue
illuses.
Nolaveis tem sido os ltimos annos pela pu-
bhcacao do diversos opsculos tendontes a per-
suadir a necessidade de resuscitar as ordens reli-
giosas em todas as suas antigs condices. E cora
estes opuscalos coincidem as misses, que, no
norte do reioo, tem por diversas vezes percorrido
os povos: e com a doutrina delles o theor de cer-
tas pregac6es. e a ndole de alguns ensaios. Ora
bem sabido que onde ha ordens religiosas, on-
de ha misses a percorrer os povos, onle ha cer-
tas pregicoes e a ndole de alguns ensaios, trium-
nha a roaccao. -
Pois porque quo a reaccao triumphou em
Franca durante a repblica de fevereiro t Porque
os tridos at appareceram com o seu habito na
assembla legislativa. Talvez que fosse Lacor-
daire, nao houvera seguido o despotismo de Ci-
valgtiac. Ledrii-Rolio, Vctor Hugo, Lamartine, e
Arago.
Porque que a recebo vingou era Inglaterra?
Porque que o despotismo impera em Washing-
ton o .""lew-York? Porque deixaram por l andar
os frades, em vez de lerem entercado o ultimo rei
as tripas do ultimo sacerdote.
LiberJado, verdadeira liberJade a que se go-
zi as duas grandiosas capitaes que ficam nos
dous extremos da EuropaLisboa e S. Petersbur-
go! Ah sim Ahi, como nao ha fra Jes, a reaccao
anda nao triumphou, ainda se respira o arda'li-
berdade.
Aps aquelles opsculos cennblphilo, veio a
conversao subrepticia das irraas da caridade por-
tugueza em corporagao sujeila a superior extrao-
geirp. As continuas invases de irraas e sacerdo-
tes importados commeotara elocuentemente os
tae3 opsculos.
O que tudo isto quer dizer, que todos os pai-
zes livres se deixara avassallar da reaccao. No
Brasil j ha muito raorreram as instituic,des libe-
raes, porque l se consentirn] os frades e as ir-
raas de caridade francezas. Na Unio Americana
isso um inferno de despotismo. O frades, as
lrmas de caridade, os padres lazaristas... Oh!
Santo Deus I que horrores do espirito reacciona-
ro, naquella torra que nunca soube o que era li-
berdade ?
Ensinemos nos a esse paiz obscurecido e humil-
de ; ensinemo-lho a ser livre I Dobramos o Cabo
de Boa Esperanca ; mostramos ao mundo assora-
brado novas trras, novos mares, novos mundos.
Agora iremos como enlo na vanguarda da civi-
lsacao ensinar a ser livre o paiz do parlamenta-
rismo, a orgulhosa Graa-Bretanh que ha de cur-
rar a fronte altiva ante o genio de Portugal. Hi
de aprender de nos o presidente Lincoln da re-
publica americana:.ha de aprender de nos a Al-
lemanha, a propria Franca, o paiz que sabe re-
sistir galhardamente reaccao. Vejara que ad-
miraveis glorias nos nao esto reservadas no fu-
turo !
E que nos dizem a iaauguraco da poltica mys-
tica as folhas que representara o partido absolu-
tista ? que sigoifica a poltica mystica, se nao a
reaccao? Pois l possivel que o hornera polili-
tico ainda acredite em myslerios? O poltico nao
falla se nao de cortes, addiameotos, interesses
materiaes, thcatros, circos-Price, caf concert,
baile de mascaras; o de rezem quando chama ao
papa tyraono, d a sua catanada no Nuncio ; gri-
ta contra os frades ; defenle n'um dia os princi-
pios conservadores ou reaccionarios do goveroo
do Sr. conde de Thomar e no outro dia toma a
penna para inaugurar a poltica patuleia e de p
fresco.
Isto o que faz o homem poltico. Se por ven-
tura se transvia ; se dedica sua peona causa do
Papa ; se imagina que da religio depeode a ven-
tura dos povos; se nao er que os ioteresses ma-
teriaes sao tudo para a sociedade, e os moraes
nada ; a cousa est decidida ; o homem nao po-
ltico ; um reaccionario, um conspirador, um
iniraigo das nsliluices liberaes, que nao podem
caber em paiz algum catholico, seno em guerra
cora os seminemos religiosos do povo.
Acautetem-se por tanto os cnsules.
Guerra de morle reaccao.
Rodeemos todos a bandeira da roa da Cruz de
Pau.
All que se ensinam as boas doutrlnas, das
quaes depende a salvac.o das instituices liberaes
neste paiz.
nuster que ,os documentos de aptido juste
provas que manifestem incorruplivel amor de
er, consecuentemente, que poasa e
Os ministros e a revolneao.
A suprema directo dos negocios pblicos, tos
se qual fosse a constituico do estado, nao de-
veria nunca ser confiada sono a individuos de
irrefragavol patriotismo, de fina intelligencia, e
mui superior illustrac&o.
A arle de gobernar um poro, mormente se
cioso da liberdade, que em regra todos, mais ou
menos, ara ira, a arte das artes.
Nao basta que cada qual se repule hbil para
exercer proficuamente o cargo de mioislro, que
sejulgue indispeusavel administraco da re-
publica, que se considere o ais eminente dos
estadistas, aislor que seje, realmonle capar,
paii
deseje aconselhar vanidosamente o imperante
nao sesrundn n nir o segundo os interesses do um outro partido;
mas em utilldade geral. >,
A cooveniencij, a inJispensaUilidade daquel-
les prod-cadoa nos homens, chamados aos con-
se hos da cora. lo seosivel. to evidente,
e lao palpare!, que nao carece de exemplos para,
persuad-la anda ao animo de comprehenaio
mais rude. Todava se no-Ios exigissera abrira-
mos a historia dos diversos povos, e cora ella
comentaramos os menos contooladicos. Veriam
como de pequeas cidades tem surgido vastos
imperios, grandes nao s pela immeosa dllataco
seu territorio, e prodigiosa torca deseusexer-
citos aguerridos, mas peto moral desenvolvimento
rtseuj habitantes, pela sabedoria de suas leis, pela
docura dos costumes pblicos, pela salular ho-
ogeneidade de seullmeutos cora relaco ao ma-
mo e til progresso da patria coramuro. Mas
{nh. a.xP"ieoc". ** eamor patrise
tinham colligado para genrem as cousas publi-
cas, e as genrem efloctivamente. Voriam tam-
m como nacoes formidaveis. o prosperriraas se
precipitarara do cume de sua grandeza no abvj-
mo do uada, nao roslaodo dallas seno o nome
inscripto no immeoso livro das nacin ihdade
exmelas. Has por que a inexperiencia, a igno-
rancia dos rudimentos-da difflciai arte da go'er-
7" a l'hieza tinham desde certa poca exerct-
o o poder.
E' pois da priraeira inluico, que o estado flo-
rece, ou decano segundo o modo, como admi-
nistrado ; e por isso a escolba dos horneo*, que
teem de goveroar, o acto de mais grave im-
portancia quo exercita o cabeca de qualquer
Todava nos lempos, que vo correndo, parece
quo so nao atiende devidamente gravidade do
assumpto. Ou seja por bem depluravel esponta-
neidide ou pela presso de um poder oceulto
que esmaga e torua ephemero o desejo de acei-
tar, o certo, que se tem vestido a (arda uma a
mullas vezes, de ministro a sugeitos. cujos pre-
cedentes os nao recommendavam cerlaraento
cuja mepcii aexacerbaco progressiva do males
pblicos veio confirmar era breves dhs.
Se a decadencia do paiz nos nao estivera a con-
vencer do contrario, acreditaramos, quo lia-
na exhuberancia de Lycurgos nesta torra, em
que os ministerios se esto succedeolo desde
inauguracao do systema i6era<, com incrivel
froquencia.
Em quaoto subsisti o rgimen, que o libera-
lismo acoima de obscuro, nao se enlregava a
pasta de secretario do estado juventude inex-
periente. nem ao homem maduro, cuja longa
pralica do servico publico em alguns dos raais
elevados ramos d ello o nao eslivesse recommeu-
dando por membro da admuistraso. Uouve ex-
cepces ; essas, porm, nao fazem seno confir-
mar a regra.
E se nao fra assim, Portugal nao teria de cor-
to progredido como progredio com assombro dos
povos mais adiaotados na estrada da civilisaco.
A ndole dos habitantes, e o clima pdera contri-
buir immensamenlo para que florosca qualquer
paiz ; mas nao bastara, embora sejam ptimos,
se o primeiro elemento de prosperidade publica*
est na aptido dos governos, assim como arui-
na do estado ofallivel quaodo os que o admi-
nistrara nao teem as noces precisas para o exer-
cico de to ardua misso, ou sacrifican) as con-
veniencias nacionaes ao egosmo, ou s exigen-
cias desarraioadas do uma parcialidade.
O trabalhoso periodo, que o paiz tem atravei-
sado desde 18zi al agora prora bem sensivel-
raenie a verdade do que levamos diio.
Os mioisterios liberaes nao se contara ; e que
lera sido obnoxios grita-o a siluac.o de Portugal,
nao de hoje, de muitos annos, mas posteriormen-
te ao desmoronamento do velho rgimen.
E nao poda deixar de ser assim- Os bons mi-
nistros nao se improvisara, mas a liberdade nao
tem mingua do estadistas. Um epigramma espi-
rituoso, um discurso, vestido com todas as gal-
las, e flores da eloquancia, mas pela maior parte
coihidasem jardim alheio, uma deserco para o
cararaj inimigo, um prejecto, que difllculte ainda
mais a resoluco do problema financeiro, e aug-
mente o vexame do imposto, urna barretada em
occasio opporluna, uma cara de mais, um des-
peito a lempo, uma araeaca, at s vezes um
simples apoiado sem imputaco revella nao s
muita exporiencia dos negocios pblicos, mas
que se esta familiarisado com a arte de governar.
Com taes documentos, fcil achar quem seja
ministro ; mas irapossivel encontrar em se-
molhantes estadista, bons gerentes da causa
publica.
Porm como queris que se nao prenda para
secretario d'eslado, ou se nao abra a porta to-
das as ambices. embora tacaohas.se o systema,
nao tolera aestabilidade, se se araua cora a pre-
senta diuturna, em que mui proficua ao paiz, dos
raesmos homens no poder ? Como se nao liado
fazer mioistro o sabio, e o ignorante, o peo, o
esperto, e o papalvo, o probo, e o corrupto se
urgente mudar i cada instante a administraco,
seja, ou nao Ilustrada, e sao relativamente pou-
cos, o que succede era toda a parte, os homens,
quem se entregue sem receio o leme do es-
tado ?
A oscillaco continua, e que segundo os pu-
blicistas da liberdade, uma das bellezas e das
necessidades do systema,que vigora, podor convir
causa das faeces, do paiz nao de certo. So a3
mudancas mimslerUes se operassera oulr'ora
como presentemente quasi na la do que se esta-
beleceu de maior vulto as diferentes pocas da
monarchia legitima se teria realisado.
Toiavia pouco importa revoluco que o paiz
prognda, com tanto que haja abundancia de mi-
nistros honorarios, porque prora de que teem
havido innmeros ministerios. Pulguera o sys-
tema, e os corrilhos, embora Portugal padeca.
E se Portugal padece, e se a maioria de seus
males tem a origem nos governos, qne ahi teem
produzido a revoluco, e se com tal systema
possivel hare-los como instante que os haja
diga-o a consciencia publica. .
.(iVaco).
Eis a parle da mensagem do presidente dos
Estados-Unidos ora que se dispoem a siluaco
bem como os perigos que ameacam a existencia
di unio americana :
Cidados do senado e da cmara dos represen-
tantes.Por todo o anno decorrido desde a nossa
ultima reunio, gosou o paiz de eminente pres-
peridade quanto ao que diz respeito aos interes-
ses materiaes.
Foi exceltente a salubridade geral, nossas co-
Ihotas foram abundantes, e de uma a oulra ox-
tremidade do territorio tudo sorrto-nos. Deram
grandes e magnficos lucros o nosso commercio
e as nossas fabricas dirigidas cora uma industrio-
sa energa. N'uma patarra, naco alguma na
serie dos lempos apresentou o espotaculo de uma
prosperidade material maior que aquella que frui-
mos nostes ltimos lempos.
Porque, pois, reina hoje um descontentamenlo
to geral r
Porque a unio dos estados r-se ameacada de
ser destruida?
A imprudente e prolongada ingerencia do poro
do norte na questo da eierarldo dos esUdos do


w


a II K
su\ produzto
raes.
einal suas conscqucnriae natu- impugnado peranto o povo.e a queslao den lugar
. ., 'iovootoe ooefflielos politices era lodo o paiz.
As d.tferentes secges. da uo.ao osiio hoja sub.- Aquello* Vc assim .pPeitB "o fflgaVent
levada, urnas conlra a outreee chegou a occa-! d* vos supremo tribunal constitucional
siao.-.aquellasoccasioea que tanto recelara o pai; assemblas populares, ii.vesteti.m
da patria, de se formaren partidos geogra- '
HAMO Di tERtUMBU^. ..- UBBADO M DI UNEIRO DE 1861.
111 'iiiiwwi "i. \,,m! ___:
v
ciai
m
m
asaigna-
tora immi-
para
sen, duvida,
se o podessem, as legislaturas territoriaea do
Pd% 4<*<*llaaV*4tcr*.4Mtk>8 *i\imt
P **... 4 coOtAMA profane anprcssa atante
phicoa
lia muito que presi e raqetidas
leaoa raeui ceuudadioe e porig<
nenie.
tal perica do prorm sanante da, prcteacio
do ceugrcaao ou Jos k^tsladerae tawatturiaaa em
excluir a escravidao dos larntonoa, nao praym
sanante do esloras des diHarentea eaiados aera
eetorar a oaecuco da lui do escravos futida*.
Esea*, qeeixa*, juiuaeou separadas, podenan aer
tolerada pelo sul aera perigo para a ueao, s-
sira ceno (oratn outra, esperaudo-ae que as
calmassem o -lempo e a reflexeo.
O perigo immediato uaeea da vioKmta a inces-
sante agitacao de escravidaoero todo o norte du-
rante o ultimo quarto de scula, agitsgo esta
dos os escravos e ies imptrou vagas ooges de
liberdade.
D'ahi resulta que o sentirrrenlo Ja seguranga
tiu reina niais no interior domestico. Esse sen-
timento do tranquillidade cedeu o lugar a ap-
iprebeiises do urna insurreigo. No sal, muitas
atis de'familia reiirarn-se noile cheias de sus-
to pelo que poder acontecer a ellas e a seas fi- p0 urna porcao constderavel de nossa populaco ;
lhosan*sdeamauh:erodia. A desuuiao tor-; COm maioria de razo nao poderia ella ser um
nat-se-ha inentavcl se tal apprebensnu de pen- | motivo valioso para dissolver a Ueao.
S^.m'.^inrf' ie^ iJn",n,r,10' auKme- As infrages mais palpaveis dos deveres cons-
tar em exlensao einrenfidadede sorte que v tn- titucioaaes que foram comraellidas al hoje con-
vadir as masas da populaco do sul. 0 mstmelo sisivm uos actos approvados por dificrenies le-
da propua conservero apnmeira le natural, ^islaluras de estado aira de impedir a exeeugo
e o Creador p-la o corado de hornero cora a da lei sobre os escravos fgidos. Com ludo,
mau.sama previsao .iglcr lenjbfar o congresso. ou qualquer
Nenhuma ...nao poltica, por neis fecunda quo presidente nao poderiam con julica aeren res-
-seja em beneficio o proveitos debute de todos ponsaveis por taes Icis. Approvadaa cora in-
os pontos de vieta, poderia durar muito lempo se; fraego da coostituicao federal, sao por lano
por- conequencia necessana livesse de volar a nullas ede neuhum effeilo
de seguranga permanente o seio das Todos os tribunaes, quer federaes, quer de
?!S; d0 I"'81 meli,de Uos melutM0S dessa ** estado, pcranle os quaes tratou-se dessi queslao.
| deciaramm desde logo que era constitucional a
ctitivo o judiciario. Como elle?, afeat diapclae
mente sobre aa pessoas e sobre as
clles, tero a sua disposigo una
para exercercm as faeuldades que 1
ridas.
A constituido foi fcita no intuito de ser
Ef'ua, amia pa ser aiinullid#l,aa..U>l p
ma ottiaadta daa. ftarles caaHraatiatw, Qg
a Mgos orlig* de corrfedcraciM O'
Arligo de ceafederacao a de
ntre o eaftadeSK e o artiga 13 deeiara' ex'prea-' fotmaria,,
A
per-
dNcogpHae probibe_.
a cofletibifeae federal o eaeioici* dewe po
conatitnieo particular de cada- esUdo
sea extreicio a cada legislatura. Nao peetia
rer exwoido em aatado algn senao pele pro- [smenle qne c oaartigos deneeeefedrflrii-sei '
prw. peao. d* pltmliide de seos direitos sebere-1 rae invietamlneole observedanper lodos m ea-
tuande elle eatabelece ou. enrrign e sua tados, e qe uoiio s.ri.jvapeiua. O preanxr
eooatituicio.
Da meama sorte nao podo elle ser eeweida
u um territorio mmim pelo povo rvpreaeatado
por ero* convenci de delegados com rot^ns;ao
de redigirem urna, constituicao- aaUeav de- sua.
admiso classe de estado na Uniao. E* entao
c somentQ enlato que o povo est investido da
poder de decretar-se a escravideo existir ou nao
em sea eircuroseripr;ao. Alias, vr-se-hia intei-
rstnenle destruida a egualdade dos estados nos
territorios, e o direito do propriedade sobre os
escrayos nao dependera ruis das garantas da
constituicao, porm sim das maiorias fluctuantes
de urna legislatura territoiial aero responsaDili-
dade. Era consequenci de scu absurdo, essa
doulriua nao poderia influenciar por muito lem-
bulo da ceoatuicie dos Bateaos Unidos, que .
refere el afnente sos aitigea de ceoedaracio,
duqueelir. foi eatabelecide aOn de farar
urna uniao mais petfeii. B entretawtc-, oirera
que fn nuian maia pprfpil n nBfl Ifim p altti.
buto esscociiilifeperpernhhrde.
ocular anadaciaio civel eu criminal n'em caso
a milicia, a empregar o exer-
a auxiliar o mtnhall no cum-
missao, intimando prime ira men-
gejites que se dispersen) e se reli-
rem para suaa casas n'um prazo determinado.
por Male: dade jiMlila pa passar un-naaTaT. eaadn
uette perpeiu^aetUa>ajnrton4BiKxiMisso. a popatacao iailaan
a compacta ajja renstb>a
ananeraQao dessaediseeaicee la>
gaes prova qaaoriaaufncientes sioeltaa para vea-
cor urna opposiflBneBiiigjda n'um s aatado, aen
r n outros aneaos quo t*4*ti. taar unaJ
attitude semel
quo .
So o co
emendadas para-nelhor precae
odteai-
os nao
ee-gadan oo nao aar
ncher o fim da cons-
eatabelecide an de nrac to.de decidir seaanHis acta
tendal
.-pidez
detorre alias em termos convinceeifes da nalureza | o caso em que haves de ser chamados para de-
i unio tt^&^iS!^*:
una folla
familias i
aociseso.
Mais larde ou mais cedo forzoso que se par-
tamos lagos do seinelhante unio. Eslou con-
vencido de que esse periodo aiirde nao chegou, e
pego a Dos que conserve a constituido e a unio
attaei de todas as geroces.
Conservemo-nos, porm, alientos e fagamos
dosapparecer a causa do perigo. .Ninguein podo
negar que ha vinto e cinco anoos que lem sido
continua a agitacao do norte contra a escravidao
do sul.
Em 1835, espalhavam-se profusamente no sul
inipressos com gravoras e provocares incendia- escravos'
rias proprias para sobrexcitar as paisoes dos es- estado.
cravos e (segundo a phrase do general Ja.kson),
para induzi-los a iosurreiciouar-se-, para traze-
rem as calamidades de una guerra servil. Desde
entao, foi essa agitacao constantemente sustenta-
da pela imprensa publica, pelos actos das con-
vences de estado ede condado, por serines c
discursos abolicionistas.
O lempo do congresso foi consumido em vio-
lentos discursos sobre esse a.-sumpto intermina-
vel; appellos sob forma de brochuras e outras
publicaces assignadas por nomes disiiuctos fo-
ram mandadas desto ponto eeutral da repblica
e espantadas em lodos os sentidos pela unio.
tuao fcil seria ao povo americano regular
pasa sempre a queslao da-escravidao, e restituir
a paz c a concordia a este paiz hoje entregue s
discusses I
lei dos escravos fgidos. A nica excepto foi
a de um tributial de estado no Wisconsin, e nao
e da rxtensao dos
titlelo ao govere federal. Esses poderes abra-
caro as altribeices mais importante da sebera-
nia nacional. Foem elles ap roesroo lempo a
bolja e a espade as mace do governo central.
Tem o congresso o poder de fazer a guerra e a
r^,CCnS0SJ. C.V?; o^fraX?^.5? ie"er Se P0SS"'S Pder
oe eenstranger pela forca das armas um estado a
Hcar na Unio. Pensaria.cu faltar.a um dever se
nao emillisse urna opinio a respeito desto as-
sompto.;
A quesllo claramente aprssentada : A cona-
:aa delegou ao congresso o poder de reduzir
a submisso un estado que procera aahir da con-
[ederacao, ou que i tem sahido ? Se a respost*
for affirmaliva, deve basear-se no principio quo
o dueilo de declarar fazer a guerra a um esta-
A constituicao, porm, nao cenferio somenle
lacs poderes soberanos ao Congresso ; tambera
adoptou reeios eflicazei para impediros estados
de Ihes eslorvar o excrcicio. Nesso inluilo, de-
clarou ella expressamente em termos enrgica-,
mente prohibitivos que neuhum estado dever
concluir tratado algum, allianga ou confedera-
cao : conceder cartas de corso ou de represalias ;
so essa decUao foi annullaa pelo legitimo tri- cunhar raoda ; emiltir papel de crdito; auto!
bunal superior, mas ancontrou urna reprovaco
to geral que nao pode couslituir um perigo
como prccedentel
A validade dessa lei foi confirmada e reronflr-
mada pelo supremo tribunal dos Estados-Uuidos
com urna pereita unanimidade. Firma-se ella
n'urua dis^iosigo expressada da constituigo que
ordena qwe sejam entregues s seus senhoies os
fgidos que se passam para oulro
E' ura facto histrico bem conhecido quo sem
essa estipulacao a propria cousliluicao nao pode-
ria nunca ser adoptada pela convenco. Sob
urna ou outra forma, sob o rgimen des actos de
1793 e de 1850 que de facto sao idnticos, i lei
dos escravos fgidos foi urna lei nacional desde
os dias de Washington at o actual momento.
Aqui apresenla-se pois evidentemente um caso
em que um dever do presidente, como foi. para
raim, o obrar com energa para mandar exceular
essa lei suprema a despeilo das decisoes de le-
gislaturas que se lho oppcm. Se faltasse ao
coniprimento dessa alta obrigaco, menos pre-
zaria eulao a. constituicao e as leis em prejuizo
do povo de quas raetade dos estados da Unio.
Mss devenios presumir antecipadaniciite que ello
infringir assim o seu dever? Seria desconhe-
r Iodos os principios da juslica e da caridade
a. Esperemos um acto positivo. A lei
Elle pode faz-lo, e sd elle quero o pode
Tudo quanlo mister para conseguir tal fim, ludo chisti
abanta sempre leem pedido os estados de escra- sobro os escravos fgidos foi exeWda era lodos
lll.Cnq?- S de,"m 3uce8'1<,os. 1S Se lhcS COa- os casos *< q foi contestada, desde o comego
rti?r K. 'SUa tU1" 'da a'"Dslragao actual, aiuda que muitas vezes
se houvesse do lamentar grandes perdas o gran-
sao elles os nicos des incommodos para osenl.ore desp*-zas consi-
peraiile Dos o o mundo, pela es- ; aerareis para o estado. Esperamos que as le-
itste entre e les. 0 povo do norte gislaturas de estado ho do revogar seus -.tos
ao por isso responsavel, o tanto direito lera ; inconstilucionaes e offensvo?. Se nao o fizaren
respeito como de importar-se | sem demoras Dotis, ser impossivel a qualquer
no poder humano salvar a Unio.
Os estados do sul. Armes no terreno da consli-
Coino estados soberanos,
responsaveis
crarido que existe entre elles.
idnticas na Prussia ou
de intervir
com insliluices
Brasil.
Coufesso
ae
tica
possi
jara suas tendencias polticas pessocs, o"resla-
belecer a paz e a boa harmona entre os es-
tados.
Cora as sabias reslriccoes quo lho rodearam o
poder, sob o imperio de uossa constituicao e de
nossa* leis, o presidento so pode fazt'r muito
pouia cousa, quer para bem, quer para mal,
u'uuia questo desta importancia.
Leva me isto a observar que a eleic.ao de qual-!
quer do nossos concidadaos para as uno-oes de
presidento uo fornece por si mesraa um justo
motivo para dissolver a unio. Isto mais es- !
pecialnieute exacto se a eleigo leve lugar por
urna simples rouioria relativa, nao por urna!
tnaioria absoluta do povo, se toi o resultado de I
cousas transitorias e momentneas que talvez'
tio se rcproduzro nunca. Para juslicar o re-
correr-se a urna resistencia revolucionaria, mis-
ter que o governo federal seja reo de ter exercido
afoutauenie, do um modo palpavel e perigoso,
poderes uo conferidos pela conslituigo. Ora, o
ultima eleicao presidencial Uve lugar rigosamen
te de conformidado com as dispusieres expressas
essa consliluico.
Como pois, o seu resultado poderia justificar
urna revolucao tendente a destruir a cunstimi-
Qao, ludo emfira exige que esperemos algum acto
evidentemente perigoso da paite do presidente
eleijo antes de recorrer semelhanle remedio.
Dizera comtudo que os antecedentes do presi-
dente eleito sao sullkenles para justificaren! os
receios que tem o sul de o ver usurpar direitos
constitucionaes. Mas essas appreheooes de um
perigo eventual, para o futuro, e erara sufllcien
tes para justificaren) o desseruico immediata do
mais nobre syslema de governo que teera orga-
nisado raorlaes?
O presidente obrigado a ser conservador pela
propiia nalureza de.suas unc^oese pela alta res-
ponsabilidade que lhes anda aunexa. 0 grave
dover de admiuislrar os pormenores tao vastos o
to complicados deste governo irazcomsi&o a ga-
ranta de que o presidente nunca tentar infringir
um direito constitucional manifest.
Ao depos, uo elle outra cousa mais do que
o principal funecionario executivo do governo*
Seu papel nao fazer leis, mas execula-las; e
um facto notavel em nossa historia que, apezar
des esforcos reiterados do par.ltdo anli-esclava-
gisla, nnnea passu no congresso um s acto^-
salvo se quizerem acceitar o conjpromi>so do
Missourique de qualquer maneira haja locado
nos direitos do sul como proprietario de escra-
vos. Tambera se podo observar que a ju'gar-so
pelas acluaes iodicages nao ha probabilidjde
alguma de ver-se um acto desse genero votado
pela maioria das duas cmaras presentemente ou
para o futuro cougjesso. A vista destas cir-
cumstancias, devemos sem duvida pensar anles
de obrar no preeeito daquelle que fallou como
nunca fallou homem algum e que disse : A'
cada dia sua desgrana, a Pode nunca chegar o
dia da desgraga salvo se nos mesmos o provo-
carmos incous'ideravelmenle.
Allega-se como causa do urna separagio im-
mediata que aos estados do sul nego-so direitos
oguaes ao< dos outros estados nos territorios
communs. Qual porm a autoridade que nega
taes direitos? Nao o congresso que nunca
approvou e jamis approvar. como pens, acto
algum que exclua a escravidao dos territorios.
Nao por certo o supremo tribunal que solem-
nemente decidi que os escravos constiluem
propriedade, e que, como, qualquer outra pro-
priedade, teem seus possuidores o direito de os
levar para os territorio* communs e ah coDser-
va-los sob a egide protectora da constituigo.
Em quanlo, pois, trata-se do corigrcsso, e
objecgo nao se applica 4 alguma cousa que
lenlia elle feilo at hoie, mas ao que ppder fazer
para o futuro. Acceitar-se-ha sem duvida que
essa apprehenso de um perigo futuro nao urna
razo valiosa para se dissolver a unio imme-
diatamente. E' verdade quo a 23 de fevereiro
de 1860 a legislatura territorial de Kaosas appro-
vou a toda a pressa e contra o roto do governo
um acto que declara que a escravidao eier
para sempre prohibida naquelle territorio. Has
esse acto, que infringe clararaento os direito, de
por urna porco delles, n'uran de suas disposicoes
essenciaes seguranga o folicidade domestico
dos outros.
Ncsse caso, os estados tesados, depoisde have-
rem esgolado todos os uieios pacficos e cuosli-
lucionaes para obterem urna salisfago, leriara o
direito de resistir revoluciouariameulo ao governo
da Unio.
De caso pensado limilei minhasreflexoes a hy-
polhest! de resistencia revolucionara, porque tem-
so pretendido estes ltimos anuos que qualquer
estado pode a seu bel praner o com sua volitado
soberana, relirar-se da Unio em virtude da cons-
tituicao, e sem era nada infringir os direitos
constitucionaes dos outros membros da confedo-
rago. Cada um delles, dizera, lendo feilo parle
da Uuio pelo veto de sua propria populaco
reunida era convengo, cada um pode igualmen-
te relirar-se da Uuio do raesmo raodo pelo voto
de unja convenco seraelhante.
Tara justificar a separago como meio consti-
tucional, misler paitir do piiucipo que o go-
verno federal urna simples associaco volunta-
ria de estados que pode ser dissolvida quando
houver por bem qualquer das parles contratan-
tes. Si assim fosse, o lago federal seria um cor-
do de areia que pude atravessar e partir a pi-
meira onda que vier em sentido contrario pa
opinio publica de um e.-lado qualquer. Assira,
os nossos trinta e tres estados pdem resolver-so
em outras tantas pequeas repblicas invejosas,
hostia, retirando-se cada um delles da Unio
sera responsabilidade no dia era que alguma so-
brexcilago repentina os nduzir s tomar essa re-
solugao. Por raeo de lal processo poderiaraos
ver reduzda a fragmentos, ao cabo de algumas
semanas, esta Unio, cojo estabelecimeolo pa-
garara os nossos avs cora tantos anuos de fadi-
gaa, cora tantas privages e sanguc.
Um semelhanle principio absolutamente in-
couciliavel com a historia e tambera com a pro-
pria nalureza da consliluigao federal. Esta cons-
tituicao, depois de ter sido redigida com as mais
serias reflexes e com o maior cuidedo foi sub-
mettida a convenges oomeadas pelo povo de
cada um dos estados para ratifica-la. Suas des-
risar para pagamento de dividas seno raodas
de ouro.e prata ; approvar algum 61// de altain-
der, alguma lei retroactiva, alguma lei attacan-
do a obrigago dos contractos. Alm disso, ne-
nhura estado poder, sem ronsentimento do
congresso; impor laxa alguma ou direito as
imporlagoes ou exportacoes, salvo o que for abso-
lutamente necessario para a execugo das leis de
inspecgo; e se as laxas impostas excederera
aquello lraitte, o excedente pertencer aos Es-
tadus-Unidos,
Anda mais : nenhum estado dever estabe-
lecer direilo algum de arqueago ; conservar em
pe de guerra tropas ou navios de guerra em lom-
po de paz ; entrar em arranjo ou convengo qual
quer com outru estado ou com alguma potencia
eslrangeira ; nem erapenhar-se em guerra, salvo
6e for materialmenle invadido ou se achar-se
em um perigo cuja eminencia nao soffra de-
mora.
Afim de assegurar ainda melhor o exercicio
nao interrumpido dos poderes superiores do go-
verno federal conlra a inlerferencia particular dea
estados, declarou-se que aquella consliluigao
e as leis dos Estados-Unidos que podorera ser
feitas em virtude da primeira. assira como todos
os tratados feilos e por fazer, pela autoridade dos
Estados-Unidos, seriara a lei suprema do paiz;
e os juizes de cada estado sao obligados a ebede-
cer-lhe, apezar do qualquer disposigo em con-
trario na consliluigao ou as leis de um estado
qualquer.
A sanego solemne da religio foi ainda reuni-
da s obngages do dever oflkial; todos os se-
nadores e representantes dos Estados-Unidos, to-
dos os membros das legislaturas, do estado, lodos
os funcciooarlos executivos ejudiciarios, tanto
dos Estados-Unidos como dos estados particula-
res serao obrigados por um juramento a defender
esta consliluigao.
Para exercer os poderes, eslabeleceu a consli-
luigao um gwerno pe feilo em todas as suas for-
mas : legislativo, executivo e judiciario. Esse
governo, na extensao de seus puderes, obra di-
rectamente sobre os cidados indviduaes de to-
dos os estados e executa as proprias decisoes por
intermedio de seus ofciaes. A este respeito dif-
fere inteiraraente do governo da anliga confede-
rago, que se limitava fazer pedidos aos esta-
dos em sua cspacidade soberana. Deixava isso a
escolha dcada estado o obedecer ou recusar, e
muitas vezes declnavam de obtemperar a taes
pedidos.
Foi assim quo tornou-se necessario, aflm do
fazer dosapparecer esse obstculo e formar urna
unio mais perfeita, c eslabelecer um governo
que podesse t-brar reciamente sobre as popu-
lages e executar suas proprias leis sem a agen-
cia intermediados estados. Toi o que fez a cons-
liluigao dos Estados-Unidos.
N'uma palavra, o governo creado pela consli-
luigao c tirando seus poderes do povo soberano
de cada estado, tero, para exercer o seu poder
sobre o povo de todos esses estados, nos casos
enumerados, justamente o mesmo direito que ca-
da estadopossue quanto aos pontos nao delega-
paz; derecrutare raanter exercilos e armadas; tiligo delegoti"ao"coVgrMso"o'poder" de"redu"zVr
de concluir tratadas com os goreroos estrangei- *
ros Tem o direito de cunhar raoda, de raar-
car-lhe o valor, de regular o commercio com as
nicoes estrangeiras assim como entre os diffe-
eo?ieAeSh"dS- E" '** MUBtrar o outras po- do confiado ao congresoi Depois de 1
Trtprfr"np0' qU6 fram con>tldos 80 ver- serias reflexes cheguei conclusa, de quine!
dei.mLr.f."ierCer ecaimet,le ospo- nhum poder semelhanle fra delegado ao con.
deres enumerados, (em o congresso o direito gresio ou a outro qualquer ramo do governo fe-
?nXd.e Ua importagoes. assim como langar o receber todas- essa faculdade nao se acha ntreos poderes es!
as dema.s laxas era coramura com os estados. pecicos e enumerados que confere ao cones-
so; tamben manifest que applicago dello
nao necessaria e conveniente para exercer al-
gum desses poderes.
Em vez de ser este poder delegado ao congres-
so, foi-lhe explcitamente recusado pela conven-
gnu que redigio a constituicao. Das discusses
desse corpo v-se que a 31 de raaio de 1787 ver-
sou a discusso acerca da clausula que autora-
va o emprego das farsas gerau contra um tita-
do dehnquenU. O Sr. Madison oppoz-se a isso
n'um curto, porm brilbanle discurso, do qual
apenas exlrabirei urna s phrase. Observou elle
que o uso da forga contra um oslado semelhar-
se-hia mais a urna declarago de guerra do que
a um castigo, o que seria provavelmente consi-
derado pela parle atacada como urna dissoluco
de todos os contratos anteriores, a que eslava
obligada. -Sob proposlasua, foi a clausula adia-
da unnimemente, e, segundo pens, nunca mais
01 apreenlda. Pouco depois, a 8 de iunho de
1807, alludindo incidentemente ao mesmo as-
surapln, disseo Sr. Madison : Todo governo pa-
ra os Estados-Unidos, organisado na supposigo
de quepoder-se-ha erapiegar a forga contra os
arlos inconstilucionaes do estados, seria to vi-
sionario e phantaslico como o governo pelo con-
gresso. Fallava elle evidentemente no entao
existeule congresso da anliga confedoraco.
Sera entrar em promenorea, pde-se avangar
cora certeza que o poder de fazer a guerra conlra
um eslado est em opposigo com lodo o espirito
o todas aa intengoes da consliluigao. Suppooha-
mos que semelhanle guerra veiilia a dar a con-
quista de um estado, como o governariarnos ao
depois? Conserva-lo-hiaraos como provincia e
governa-lo-hiamos despolicameole ? Segundo a
nalureza das cousas, nao poderiamos dominara
vonlade do povo com a, forga material nem cons-
trang-la eleger senadores o representantes pa-
ra o congresse, e a cumprir todos os outros de-
veres que dependera de sua simples vonlade, e
que pedimos aos cidados livres de um estado
livre, como membro constiluinle da coofedera-
go.
So po3suisscmos, porm, esse poder, seria pru-
dente usar delle as Circum6lancias acluaes? O
fim seria sem duvida raanter a Uniao. Nao s a
guerra seria o meio mais certo de deslrui-la, co-
mo baniria qualquer esperanga de reconstru-la
pacificamente. Ao depois, nesse conflicto fratri-
cida gaslar-se-hia urna quaulidade cooaideravel
de sangue o de dinueiro quo turnara impossivel
toda reconciliago ulterior entre da estados.
Quaos seriam ao mesmo lampo os sotrmcolos e
as privages do povo durante o conflicto ?
autoridade religiosa. Se a igreja aborreca a
usura era tambem por amor da liberdade*
Vode effectivamenle em que se resolva, o ena-
presiimo juro na mais bella anliguidadepagia.
Desde o momento em que era permittido pmnraa-
tar com q'ialquer juro, se os capitalistas mull
""""linrtTiThi. A~'~mm. '~~'
r o juro onail U'llital. aVaa a
alies as leis pliMum ao aavedor iaanV
T*,,-Aexp^opr'?,?*'d, sueanalhe* a de
saaa tUhos, e rednuavse can sua fanilia tVMV
prndade do rredat "mr"
la-qual era o akaoce sacaal da aaara. Sa a
erystalo vinha eeevaaiar-ae, os itaeatiranda-
I Em tados os ngulos do Miz fal!a-se de ad-
lowtraflerea bms. e daavias de dnheiros pu-
biicea, de oaeatoacees e davflnuraeraveis pitifa-
riaa. Ainda se a violagio do declogo se limi-
'aaen aa saaba da boi ou do burro de
seu vi-
zinho I....
> iI*a*,,i* uoaja1nial qaaeaerce
2voU.n2 TT "*** ""^
uriia>oi>iiaaaia,H|. sempre creaanwa- a con-
co#*aoencia,fcnnlaer do.atamn, V naactaa-
aaendias eaaaaduem tieaataa, oeaceaMtft-
ta-ae este crime; eaat> 6! relaajia. ella aeo
velan mal, quo o extremo soaiea eutaa- aa
*- eram cinden a, W.rSM, divida., qTyi'naltra ana,..
erara povoedo oe campos- deaertaa. ou
antea esses lugaresaonbviea, iudisaripliveja, aoa
quaos eram encadeadoa oa escravos esperando
quo-o-Papa poderse liherta^oa. (1)
Concebe-so agora por que razio a asura era
odiada pela autoridade catholica. Onde os de-
mcratas s vcen uma queslao econmica, a
igreja v principalmente uma queslao do moral
e de liberdade para oa individuos e para o ro-
vos. Tal finalmente, em todas aa cousas a
diHereng entre o chrislianismo encarado como
autoridade social e o leiguismo. Reflicta-se
bem nisto.
Ms voltemos ao emprestimo juros.
Ora pois pdo-se dizer que hojo o horror da
igreja pela usura seja sem motivos, sem excusa ?
Pde-se dizer que ella nao alterara os bons cos-
turaos, nem comprometleria injustamente a li-
berdade? Pondo de parle a randeragao, e at
(em certos casos) a brandura de nossas leis com-
paradas com as leis pagas, eremos que a usura
leria hoje laDlos inconvenientes como em qual-
quer ouira poca de sua historia. E' fcil provar.
Convm priaierameute observar que na dis-
tribuico dos lucros cabendo a maior parto ao
usurario, seria o fabricante obrigado a abaixar o
salario do operario, sem que alias houvesse aug-
mento de prego da materia prima; e assim, do-
baixo desto poulo de vista a usura nao approvei-
tarii definitivamente, nem industria agrcola,
nem industria manufacturera.; seu nico re-
sultado seria a oppresso do operario.
Nao tudo ainda. Lembremo-nos
fuaf A aana.1
cae de legiaiacdode adulterio, tonoa en
defacto aa rece ios pecuniarios limitnea, oo que
dtspoem essaa classes, e dest'arte preporcionou-
Hie* um meio fcil e poeo cuitoso- de eaUs*-
zerem sua immoralidade.
O parlamento como se sabe oceupou-ae du-
rante muitas aesses de eslabelecer, primeifo
um tribunal de divorcio, depois.de alargar a ea-
phera de suas a iribuiges. Assiro, foi lo gran-
de o enpeoho com que muitas peaaoas recorre-
rn! aoa servigea de Sir J. Creswell, que rauta
cousas devero ser retardada dous anona eu
mais roanos que se creem novoa tebunaas.
0 parlamento e o povo do-se as raaos para
animar os adulterios, cejo numero augmenta
avistado olhos. A lei declara-se impotente pan
prevenir o cooloio enlre os esposos ; porlanlu o
conloio tem lugar e ostenta-se florestente.
Ainda naic, uUimenMote liamos que un ho-
mem*casado gatunra os teres de uma' domella
depois de tor promeltido & esfa d.ivorciax-ae da
sua mulher e instala-la em seu lugar. Para pa-
gar ascustae do um processo. domella se des-
pojara de parle do seu dinheiro,
Mais eis ainda uma sonda, na qual precipita-
mos igulmenle o passo. As almas puras o aman-
tes parecem ter perdido seus direitos ao respeito
e afreigo do nossos rapazes. Aoies que as ideas
liberaes nos houvessem gratificado com o pro-
gresso. que os patitos e imbeceis gabam como o
mais seguro garante da felicidade dos horaens.
como em V* Uma mulher estimada por sua decencia, bon-
nossos. dias a industria procede, carainha. Qu.P nao%8%0d"{jf emPr0"nleBe,,t9 esl" ?irludes
a relageo entre o trabalho e o capital! E' ver-1 rm no.wZ?Z h V
dade que h.ja de um para o outro reciprocidade i hi^,. \ r!J1 i eem-,e lB,her
do servicos equivalentes, completa independen- mr d rnr.dPl?S .!,, mi8,e,aB n8 Pde "/l*
cia ; que o trabalho nunca dependa do capital ? Te Vdn ffofi t^. Q."" f"? 9er "gr,da"
Sabemos quantis vezes o operario precisa do : ."L8 J-i m?n?r X" **"* q"e ,0U 'l*
abonos para supprir as necesidades de sua fa- 1 "? 8lod*n'ne'rasLT^Tt^ae^ em uma P?"
milla como em consequencia de doengas, foi- a *Dm i rt.nrt .*^? aemelei-89 as.*
gaa ou outras causas, ello so torna obrigado ae ffi,'L"' .^k.T'?' d,'*"laJo P"P''a: J-
h i ".uae' e 1ue oastavain outr ora para a felicidade
do lar domestico, nao sao mais do nosso lempo.
capitalista e lhe d os direitos e prerogalivas do
credor. Ora, suppon lo que a laxa do juro seja
sera limites, nao visivcl que vira um dia em
que por esses abonos mesraos o capitalista pe-
dir juros?Eis pois o operario merc do ca-
pitalista.
O mesmo succeder no caso ero que em virtude
de suas economas leudo o operario adquirido um
peculio, quizer tentar fortuna alm de suas pos- .
ses acluaes, e quizer a fabricar por si. Exci-
tado pela concurrencia, a usura o acabrunhar le,"oV*nT noV^rlnnr^ iTs -"'Tn,""v.. "
com seu peso, e o embragar em lagos indisso- j.**' 2?. T mOI?,, t *m "* obJeclo-de ,n-
i,.vc r^m -.. o.u. \_..i..____._______i veja, tita raostra-se nos passetoa ; e sao. co-
nliecilos seus admiradores e patronos. Que pro-
babitidade resta virtude simples e menoloria
do captvar a atlengo em presonca do seoielhan-
te rival ?
Nao queremos dizer com isto quo uma raalher
por ser mi de familia nao seja virtuosa ; mas
sua virtude deve ser rodeada do espirito, da pe-
tulancia e do abandono de uma cortezas. E' que
Aspasia representa ura grande papel no mundo
da moda, e oelle bem conhecida e seu respeito
falla-se as familias onde sua presenga seria te-
mida como uma nodoa ; mas suas grgas e con-
quistas podem ser o thema da conversago, o
O cerlo que nossa Unio repousa na opinio
poltica e nao poderia ser cimentada pelo sangue
de seus concidadaos derramado na guerra civil.
Se ella nao pode viver oa affeigao do povo, deve
perecer um da. O congresso possue mais de um
meio para salva-la pela conciliago ; mas a es-
pada nao lhe foi confiada para manl-la forca
Seja-me, porm, licito supplicar solemnemen-
te a meus concidedesque parem deliberem an-
les de resolveren) a destruigo de3ta repblica o
templo mais sublime que jamis fei dedicado
liberdade humana desde o principio do mundo,
hoi esse templo consagrado pelo sangue de nos-
sos maiores, pelas glorias do passado, pelas es-
porangas do futuro. A Unio j fez do nos a na-
cno mais prospera da superficie do globo con-
servando-a, seremos dentro ero pouco a mais po-
derosa. Em todos os pontos do universo, tido
em profundo respeito o titulo de cidadao amer-
dos aos Estados-Unidos, mas reservados aos cano e bstanle pronuncalo no esiraneiro pa-
tstads respectivos ou ao povo. ra encher de um nobre orguiho o corago de no-
ves compatriotas. Por certo que quando chegar-
Denlro dos limites dos poderes delegados, a
constituicao des Esjados-Unidos faz parle da
conslnigo de cada estado, e obriga a popula-
gao tao rigorosamente como se all eslivesse tex-
tualmente iuserta.
Ksse governo pois, um grade e poderoso
governo, revestido de lodos os allribulos da so-
berana nos pontosespeciaes que se estende sua
autoridade.
Aquellos que o estabeleceram; nunca lveram
a inlengo de ah langar os germens de sua pro-
pria destruigo ; creando-o, nao com metieram o
absurdo de provar a sua destruigo.1 Nao quize-
rem fazer delle uma vrsao sera consistencia,
prestes a desfazer-se ao contacto do mgico, mas
antes urna construceo substancial e vigorosa, ca-
paz de resistir a lenta decomposigo dos tempos
o de desafiar a lempeslade dos seculos. Por aqu
v-se que os ciosos patrilas daquella poca re-
cetaran! ver um governo revestido de to altos
poderes infringir os direitos particulares dos es-
tados, e que adoptaram o principio de uma rigo-
posiges oro discutidas a fundo nessas conven- i r^*a 1DterPrel8a desses poderes, aflm de preve-
nirem o perigo. Mas elles nao suspeitavam, nem
podiam imaginar qne a constituicao fosse jamis
interpretada de sorte que permittisse a um esta-
do qualquer exonerar sua populaco de toda obri
gego federal, por simples vontde sua e rem
consentimento dosostados irmSos.
Poder-se-ha agora perguntarsi o povo dos es-
tados n6o tem um meio de-reagir contra a lyra-
na e a oppresso do governo federal. Por certo
que'no. O direito do resistencia da parle dos
governados contra a oppresso de seus governan-
tes nao poderia ser denegado. Existe elle inde-
pendentemenle de toda constituigio e foi exerci-
do em todos o periodos da historia do mundo.
Ero virtude desse direito, os amigos governos fo-
ram substituidos por outros novos. Acha-se elle
escriplo ero termos enrgicos e expressos em
nossa declarago de independencia. Porgoso
porm, observar esta distinego, que isso uma"
revolugo contra um govemo estabelecido, e nao
uma separago voluntaria em razo de nm direi-
to constitucional Intrnseco. N'uma palavra, en-
caremos corajosamente o perigo do frente : a di-
vise nada menos do que a revolugo. Pode
ou nao ser uma revolugo juslificavcl, mas nem
por isso deixa de ser uma revolugo.
goes composlas dos primeiros homens do paiz.
Seus adversarios susleotavam que ella conferia
ao. governo federal poderes perigosos para.os di-
reitos dus estados ; seus partidarios asseguravam
pelo contraro que o acto, bem interpretado, nao
dava o menor fundamento a taes apprehenses.
Nessa grande lula entre as piimeiras intelligencias
deste paiz, jamis alguem pcosou em um ou ou-
tro campo, ou ainda procurou insinuar que todos
aquelles esforcos eram baldados, porque no mo-
mento em que ura eslado qualquer se visse tesa-
do, poderia elle relirar-se da Unio. Que ar-
gumento esmagador nao seiia este conlra aquel-
es que receiavam que os direitos dos estados nao
fussom expostos a perigos pela consliluigao 1 A
verdade que s muiloa anuos depois da oiigem
do governo federal fui que appareceu semelhan-
le proposico. Foi ella entu combatida o refu-
tada com uma argumentago decisiva pelo gene-
ral Jackson, quo em sua mensagem de 16 de Ja-
neiro de 1833 acompanhando a remessa para o
congresso da ordenanga de nullidade approvada
pela Carolina do sul, expremia-se uestes termos :
Ningueni poder reconhecer n'um eslado iso-
lado o direito de livrar-so a seu tlenlo e sem
a o consentiraento dos outros estados das obri-
gages mais sagrada, e de fazer perigar a li-
bordaje e a felicidade de milhes de homens
que compem esta Uniao. Urna semelhanle
faculdade pareco iocoociliavel com os priuci-
pos segundo os quaes constiluio-se o governo
federal assim como oppe-se ao desidertum (na pode desobriga-o disso.
em vista do qual organisou-se esle governo. "
Nioguem allega que eaaa ibeoria se estriba em
alguma clausula da consliluico. Basea-se ape-
nas em indueges tiradas, nao de alguma exprs-
alo do proprio acto, mas do carcter soberano
dos estados indviduaes que ratificaram-na. Mas
nao podo um estado, como um individuo, abdi-
car un>a parte de seus direitos para assegurar
melhor a outra ? Segundo a phrase do Sr. Ma-
dison, que foi appcllidado o pai da consliluigao;
A consliluigao foi obra dos estados, isto e, do
propriedade garantidas nela coaatituicio rii ,,'""."'n"" "' ""l' ^? """" ""
porcerlo e&ato^M\?^ffito' PM?/t ?d* eM*-i b"8d0 "' *"' ,lU C"pa-
apenaa se discutir tal JeaS!* ob uma X ade soborana;. ella _en.ua por onsequenci.
legal.
Smenle trea das deponda minhainauguraco
foi que o supremo tribunal dos Estados-Unidos
Uecreou que tai podes nao tem uma legislatura
territorial.
Entretanto acha-se to deasiminado o espirito
faccioso que o ralor dona decisio foi fortemente
da meama autoridade donde emanara aa consti-
tuigea de estado. O governo dos Estados-Uni-
dos, creado pela constituigio, nio menea um
gororno aognndo o sentido rigoroso desta pala-
vra, na esphera de seus poderes, do que os go-
vernos creadas pelas constituiges de estado em
anas espberas respectivas. Assim ceno eatea,
ella dividido en deptrlamentos legislativo, exer
Em tudo isto. qual a responsabilidade, qual
a verdadeira posigo do executivo ? E' elle obri-
gado por um juramento solemne, prestado peran>
le eus e o paiz < a vigiar que ae leis sejam
fielmente executadas e nenhuma forga huma-
na pode desobriga-lo disso. Has o que deve elle
fazer se o cumprimento desse dever tornou-se
em parte ou no todo impossivel por causa do suc-
cessores a cujo respeito nao tioua elle a menor
ingerencia ? Tal o caso agora no estado da Ca-
rolina do sul, palo que diz respeito s leis dos
Estados-Unidos que regulan a admirago da jus-
lica por juizes federaes. J. derara sua demisso
lodos os funecionariosfederaea por intermedio dos
quaes podem taes leis ser executadas. Nao la-
moa nais.na Carolina doaul um sjuiz, um s
otorney de dislricto, um s marshalL Por isso
lodo o mochaoismo do Retorno federal, necessa-
rio para a adrainislrago da jusliga entre o povo
acha-se destello, e ser diflicil, seno impossi-
vel, reslabelec-lo.
Os nicos actos do congresso inscriptos no li-
vro dos estatutos que se referem a esta questo
sao os de 88 de fevereko de 1795 e de 3 de mar-
go de 1807. Esses acto auurisam o presiden-
te, depon dea havor asaegurado de ano o
nioraAo, con o-seu potse o*mtatusk ao. pode
mos s bordas do abysmo, haveraos de rocuar
com horror no momento de nos precipit.irmos
Essa lemivel ceiastrophe destruira as esperangas
dos amigos da liberdade no mundo inteiro, e pe-
sara por sobre as nages uma espessa noit" de
dispolismo. Nao se perdera aomente o nosso
eaeraplo de oitonla annos; cia-lo-hiam como
uma prova confludente de que o homem inca-
paz de so governar a si mesmo.
E' preciso uma queixa mais que trivial, pre-
ciso al mais do que urna queixa evidente__para
justificar o recorrer-se a uma resolugo to ter-
rivel. Deve este ser o ultimo recurso de um po-
vo desesperado, quando se leem esgolado lodos
os meioe constitucionaes. A questo da escravi-
dao, como todas as cousas deste mundo, vivera
um certo tompo. Creio firmemente que ella j
chegou e passou o seu porrto culminante. 0 mal
porm, pode (ornar-se irreparavel se a Uniao de-
ve perecer no meio da sobrexcitaco actual Mui -
to pode f3zer o congresso para evitar a ealaatro-
phe propondo e recommendando As legi'aturas
dos diverso* estados o remedio, que a mesrna
consliluigao iodieou para sua propria conserva-
oaov Em dilerenlos periodos oriticos foi eropre-
gado esse remedio, n sempre com o merhor re-
sultado. Acha-se elle no art. 5o, que prev os
meios de emenda-la. Em virtude des9e artigo te-
moa uma das emendas propostaa pelos doue 'ter-
cos das cmaras do congresso, ratificados pelas
legislaturas daa tres quarlas parles doa estados
e assim sao parte integrante da consliluico 'fi'
a esta maneira de proceder que o paiz'deve a
clausula que prohibe ao congresso approvjr anal-
quer le relativa religio ou liberdade de im-
prensa o de fallar, oe ao direito de pecao E'
lambem a case meio quo devemos o acto dos di-
reitos (bxltofrtghts), que garante o povo contra
todo abuso de poder da parte do governo fedaral.
Taos evaro aa apprehenses nutridas naquella
pooa pelos partidarios dos direiios dos estados
que era mu duvldoso que a constituicao nodease'
por tanto aobreviver sera aa emenda.
(afondaH. uperron.)
Ha muito lempo o principio divino do poder
esla. era perigo contra os cachopoa do velho li-
beralismo e da revolugo, e noa paaaos do falso
monarchismo. Salvemos, ae poseivel, a li-
berdade e dignidade indviduaes, por que s
assim quo poderemos dispor do corar.o indifle-
rente dos homens deste seculo para gozar de tu-
do quanto ba de grande e salutar na doulrina
eatholca da autoridade. E' digno de notar-se
quanlo transudam o deaprezodo hornera s theo-
rias que a revolucao ten o trabalho de criar.
Vamos fornecer um. nova prova.
E' til, adequada poca presente a lei que
Dxa o juro?Tal a questo que acaba da ser
discutida por um jornal revolucionario. Como
de razo, esse joroal penaou que eaaa lei nao era
mais conveniente, qae era injusta. Sustenta
mos ao contrario que a usura uo pode set sup-
primida sem comprometler a liberdade.
E primeiro que ludo, dominemos por que
motivo a igreja sempre professou um horror tao
vivo pela usura. Por que razio nunca deixou
de declara-la illegilima ? por que razo tem ella
iofatigavelmenle denunciado a usura autorida-
de secular durante secuto, e podido para ella
uma pesada penalid.de? Quando noa dizera que
ae a asura foi batida a reprovade o igwja fot
porauo em geral ella implicara da parta do cre-
dor a exigencia do indevido, nao se iodieam ta-
dos os motivos que neste caso faziam morar a
luveis. Com seus ftlhos e'mulher ele tornar-se-
ha o escravo do credor.
Fallemos agora da propriedade territorial.
Oual foi o lira do legislador ou do administra-
dor promulgando a lei sobre a transeripgo, ou
aulorisande o crdito territorial ?toi facilitar o
emprestimo hypothecario e sublrahir assim o
proprietario territorial obrigago muitas vezes
ruinosa dos baoqueiros ou s manobras dos usu-
rarios. Pois bem supposta a obroit.ac.ao da lei
de 1807, que ser feilo dos propriotarios que fo-
rem obrigados a tomar emprestado? Primeiro
que tudo muila verdade que a usura, compa-
rada ao rendimcnle habitual da propriedade ter-
ritorial, ser um roubo termal e em grande es-
cala. E tambem se concebe que o roubo assim
pratcado lera como oulr'ora por consequencia
inevtavel precipitar a grande e pequea cultura,
o homem e as cousas ao dominio do usurario.
Dest'arte, a abrogaco da lei de 1807 leria um
alcance desastroso para a liberdade pessoal. Era
um lempo em que to pouco caso se faz da dig-
nidade humana, em que se tem o homem em
to pouco, ella multiplicara as possibilidades de
servido, sera contar com. o roubo, que olla le-
ria por fim justificar e ayslematisar.
Ainda mais: a liceucia do empreslimu juro,
implantada em nossa nago, oceuparia em breve
um grande lugar enlre as oausss, que tendera
to visivelmente depravar os costumes e carc-
ter fraocez. De expansivo e generoso que aiuda
hontem era, e francez enhiria no egosmo srdi-
do do povos mercantis, e ultrapassa-los-h
mesmo nessa vergonha, por que do sua nalu-
reza levar tudo ao exlromo, o bem e o mal.
Era resumo, a theoria revolucionaria sobre o
emprestimo & juro est de cerlo no espirito do
despotismo, que a impedade noa aonuncia. Ge-
lando-nos as veas essa compaixo generosa,
que o chrislianismo fez nascer e nao cessa de
recommendar, ella disporia maravillosamente o
povo francez a soffrerscm murmurar o jugo da
escravidao. Eis a razo porque abitemos em
nome de ludo o que ha de mais precioso sobre a
Ierra:s religio, os bons costuraos ea liber-
dade.
Mn de Castelnal.
Le Monde.S. Filho.)
Desde longos annos os principios da revoiugo
foram acolhidos e patronados em Inglaterra pela
opinio publica. Posto que a esta hora o conli-
neole seja o theotro em que mais activamente se
desenvolve sua energa, nao eremos que sobre
nosso solo (enham elles permanecido engolfados
na inercia ou no enlorpeciraenta.
Com effeito, nao poda ser assiro. Quando no
eslrangeiro prega-se o derribameulo da autori-
dade, a aboligo das le, o descahimenio dos
mais legtimos direitos, o despreso da religio, a
dissoluco emfira da sociedade, nao se provoca
oecessariamente enlre si e entro seus vzinhos
um espirito de rebellio anloga ?
As paixe populares e as intrigas de uma cor-
le sem conscioncia poderiam derribar na Italia as
autoridades constituidas ; seria permittido con-
fiscar os bens das ordens religiosas ; fazer pren-
der os bispos e langa-lo3 no exilio ; decretar as
mais odiosas penalidades contra o clero, at mes-
mo esbulhar o Papa dos estados, que elle gover-
na para bem com mura da igreja, o depois pode-
ria alguem admirar-se se o pooiuglez tambera,
infadado do jugo do poder, procura ser desem-
bargado delle ?
A Europa carainha sob o imperio de uma le-
gislaco n.ova. Avista disto, nada a culpabili-
dade intrnseca de um acto qualquer ; cousa
sagrada, o todo o homem que lhe presta seu soc-
corro merece o nome de sabio o de verdadeiro
patrila, urna vez que esse acto inflamme o ar-
dor das raassas. A guerra portanlo feita por as-
sassnios, as intrigas o a Iraigo, os despachos
hypomtas, os falsos pretextos, as msnobras de
certos agentes faltos d honra,lodos estes meios
teem sidoempregados para reduzir Italia sua
condigo presente.
Ha porvenlura um s principio de religio ou
de moral, que tenha flcado de p no seto do mo-
vimento, excitado com o fim de conquistar uma
pretendida independencia '.'Evidentemente, nao;
mas ludo santo, segundo cdigo da moral re-
volucionaria. E quem dira que a Inglaterra fez
o mais qt.e pode para propga-la Intrigas, vo-
tos, manfestos de seu governo, publicidade da
imprensa, assemblas publicas, tudo ella poz om
obra paro conseguir seu fim.
Sera cousa contraria lodos os ensinoa da ex-
periencia se as consequencia de taes principio
nao lhe cahissem sobre a cabeca o nao produ-
zs8etn em seu proptio seio os mais venenosos
fructos.
Eis o que acontecen.
O respeito a propriedaJe, os direitos o a vida
de oulren vio rpidamente exlinguindo-ae entre
nos. Em poca nenhuma nossos anoaes crimi-
nosos foram nem lito cheios, nem tao horrveis;
e langando os olhos sobre um jornal ahi procu-
ramos novas mortes tao naturalmente como no-
vos telegrammas.
Um incommodo, uma suspeta, uma contrarie-
dade bastam para impellir aos crimes os mais
diablicos; ao assassinio sucuede o suicidio, e
todos os dias relatam-se-nos rasgos de dosprezo,
dignos do paganismo.
Quanto a nossa probidad conmercial, ella
tem-se tornado um objecto de osearneo. as
commjsses, enea/regadas da fazer a analyse de
diversas substancias, demonstraran] em seus re-
lalorins a pralic universal da sophisticago em
nossoauppostos santos raercadores. Bailey e a
corte das banca-rotas pozeram patente as inais
admiraveia fraudas, e naa quaes foram complica-
dos oa mais disliacto.
M-Nietaar-, t. IV-. aW30F.~
A pobreza, conservaudo o seu carcter, deve-
ria para ser bcra succedida lomar os adornos e a
alegra de Aspasia, e approximar-so das lascivia
o mais possivel.
E,' assim que mais escrevem respeito de sua
Glhas ao Turnes e ao Post cartas, cheias de la-
mentaces. e dizera que suaa filbas, menos quo
sejam usahidas, acham-se na impossibilidado
Je encontrar casamento.
Esle mal da seciedade vai por conseguinle es-
pargindo seu veneno por toda a parte, e, cousa
triste de dizer-se, a decadencia dos costumes nao
o lado mais repulsivo. Homens e mulheres
nao conheccm mais deverea ; nao ba mais obri-
gages nem principios,as palxes ludo desmo-
ronaram.
Mas a quem se deve altribuir esla ausencia de
costumes domsticos ?nicamente influenoia
dessa poltica immoral, chamada liberalismo, e
que ha muilos anoos cremo-nos com. o dever da
propaga-la.
Quando os governos ousam contratar alliaaga
cora as sociedades secretas afirn de deslhronisar
ospnocip8 legtimos, e depois anoexar si as
possesses delles, quando a sorte dos reinos e a
manutengo das leis dependem da voulade do
discontenles ; quando os ladres de estrada sao
honrados como hroes; quando se esbulba a
igreja, exilam-se seus ministros, e lodos os quo
so conservam fiis ,so insultados ou morios:
quando o subdito podo dar leis scu senhor ;
quando desculpa-se a intriga, a hypocrsia e a
raeutira, com tanto que o voto do povo, como se
diz, triumphe ; por Dos 1 Oude procuraremos
nos o bemavenlurado principio que conservar
ainda um vestigio de sanlidade?
Um re rouba e assassiua :porqu um sim-
ples particular nao faria o mesmo ? E' perrailti-
do ao povo eotregar-se aos transportes do sua
paixes :porque o individuo nao faria oulro
tanto?
Se o lago que une a nago seu soberano pode
ser quebrado desde o momento que elle canga,
que motivo haveria para reputar os que uero os
cidados entre si, o vizinho seu vizinho, o filbo
seu pai, o marido sua mulher ?
Se o governo inglez e a sua impreosa applau-
dem as mais infames aeges, quem austera o Dra-
go desse subdito de S. H. Britannica, quando
approuvcr-lhe roubar o boi, o burro ou a mu-
lher de seu irmao? Ah I na verdade, que piedo-
sa nago que somos nos Esle gerente infiel que
irahe seu dever esl 4 frente de associages re-
ligiosas, o que nao mpode que nos meetngs
convocados contra o Papa elle oceupe uma ca-
deira ;---esle sonso mercador vende fcula de ba-
tatas por ararula, mas i a Biblia seus fllhos -r
Aspasia vai ao templo, e seu lacaio atraz djilla
leva seus livros de orago.
Com effeilo, eu lia outro dia que um ministro
do Sanio Evangelho, tendo fgido com a mulher
de um oulro, escrevera uma carta cara melado
annunciando-lhe que se pozera caminho para
a America, e accrescentando era um tora muil
solemne que ella devia ter muito cuidado do edu-
car seus ihos no temor salutar do Senhor.
(O Tablet,S. Filho.)

PEBItAMBCO.
BEWSTt DIARIA.
Informam-nosque a pessoa, que nos annos
anlejiores lem lomado si e dado impulso s ca-
valhadas do carnaval, na ra do Imperador, tra-
ta de prornove-las no actual, dando andamen-
menlo preparago do campo.
E' para desojar que se reahse esse intento, pois
que o facto que elle deve Iraduzir, ser mais um
entrelenimento innocente offerecido popu-
lagao. r '
Hontem comegou o concurso para o prcen-
chimenlo da rg de 2." escripturario da thesou-
raria de fazenda desta cidade.
Sao examinadores na parte scientifica os Srr
Drs. Jos Soares d Avezedo, Fellppe Nery Colia-
go, Francisco Pinto Pessoa, Antonio Kangel de
Torres Bandeir, lente Antonio Egidio da Sil-
va, .Antonio Jos de Moraes Sarment ; o na
lecnoica os Srs. Emilio Xavier Sobreira de Mella
e Jo Francisco de Mour.
Segundo es ultimas decisoes do governo
as sesses preparatorias dos collegios eleitoraes
devem ter lugar no dia do correte, afhn de
que a eleige ou volaco se realse no seeuinle
na felina da lei. *
Hontem entrou om exercicio do respectivo
ugar o Sr. Antonio Jos Duarle, cartorario da
thesouraria provincial.
No da do 2i deixou de haver concurso para
o preeochimento dos lugares de 4.' eseriptuTari
da alfandega desta cidade por faltada oandi-
UBlOS.
Sao eleitore da parochia da Victoria, co-
marca de Santo Anto, os Srs. seguintes
Dr. Jos Pdippo de Sooza Leo.
Coronel Jos Cavalcanle Ferraz de Azevedo.
Coronel Tiourlino Pinto de Almeida
Manoel Cavalcanti de Albuquerqoo S
Antonio Basilio de Hollando Cavalcanti.
Joao Florenlmo de Ges Cavaloanti.
Alexandre Jos de Hnllanda Cavalcaoli.
Ignacio da Silva Caoiinho.
Hermogenes Gongalves Lima.
Jos Antonio da Sirva Lyra.
Jos Marcelino do Mello.
Julia Gongalve Lima.
Antanieda S ^velonsti.


MUUOJB
h
n**
Simplicio Lins doSouza Pontos.
Francisco Pedro Soares Brendao.
Pedro Cavarcanti de Albuquerque S.
Antonio Loureujo de Albuquerque Goelho.
Jos Patricio de Moura.
Joo Cavalcanli de Hoilanda ChacOB.
Jos Eugenio da Triada de.
Leodegario de S Cavalcanli.
Jos Francisco da Rocha Guedes.
Felippo Rodrigues Campe!.
Felippe Cavalcanli de Albuquerque.
Manoel Antonio Baplista C. Nanea.
Tiburlino Pinto de Souza Moreno.
Joo Laurentino Cavaloanli do Albuquer.
Manoel Severioo de Albuquerque.
Jos Ignacio de Soma Albuquerque.
Geraldo de Barros Coellio.
Jos Marques de Almeida Jnior.
Manoel de Ho'.Ianda Cavalcanli de Albuquerque.
Jos Barbes* de Barros Cavalcanli.
Francisco Antonio Sobral.
Jos (arneiro de Albuquerque Lacerda.
Antonio de Hoilanda S Caralcanti.
Christavao Dionizio da Barros.
Francisco de Barros C de Queiroz.
Manoel doNascimcnto Taveira.
Kaymundo Antonio da Cunha.
Sidrunio Joaqun do Reg Brrelo.
Tiburlino Pinto de Almeida Jnior.
Flix Antonio de Lima.
Idalino Jos da Silva Lyra.
Jucuodiniano de Hoilanda de S Caralcauli.
Antonio Marques de Almeida.
Ignacio Correa de Queiroz.
Francisco Thom de Paula.
Jos Ignacio de Meira Perrio.
Manoel Correa de Queiroz Monleiro.
Manuel Baptista de Souza Fraio.
Belarmino dos Santos Bulco.
Jos Alves de Souza Baplista.
Manoel Theodosio da Cuuha.
Jos Machado da Silva.
Rnlino Jos da Cmara Pimental.
Francisco Corr5a de Paula Simdes.
Antonio de Almeida Braga.
Felippe Antonio Rodrigues Costa.
Pedro Nolascc Cavalcioli de Albuquerque.
Ignacio da Silva Oliveira.
Antonio Sabino da Silva Moura.
Evaristo da Silva Cavalcanli.
Elias Alves do Monte.
Thomaz de Aquino Gomes.
Angelo Alves Ferreira de Mondonga.
Manoel Affonso Cavalcauti.
Jos Gomes Sil verio.
Antonio Jos Tiburcio.
Francisco Bernardes da Cunha.
Virgolino Jos de Almeida.
Manoel Antonio dos Santos.
Jos Flix de Almeida.
Hontem regressou ao nosso porto, o va(por
Thetis, que sahio de M icei no dia anterior, dei-
xando a provincia das Alagoas em tranquilIHade,
e cuidos sanenlo no resultado final das eleijoes,
que forara bastante disputadas.
Por occasio dos disturbios da Villa do Norte
marchou pra all urna Torga composta de prajas
da guarnij. do referido vapor, c do brigue es-
cuna Xingx, commandada pejo 2." tenente da
armada Pedro Lopes da Conceijao, a qual cora
sua presenja conseguio acalmar a agitaco pu-
blica se m elfiso de sangue.
O Bim. Sr. presidente da provincia apreciando
de vid luiente este servido porolTicio de lidojcor-
reute, dirigido ao cornmaniantc do referido >>ri-
gue escuna, raaniou elogia-la por mais esta pro-
va de sua disciplina e respailo as autoridades;
Tambero aquelles navios deram um destaca-
mento para guardar a urna na matriz da capital,
sob ocommaado do pilot > Rodrigo Carlos da li-
mara, e sua apparico opporluna se deven nao
ser ella v olentamente quebrada, como se pre-
tendeu.
Deve sahir brevemente para o Rio de Ja-
neiro a corveta a hlice Viamo, rendida nesta
cstajo pelo Pedro II.
Q lando o vapor Thetis sahio do porto de
Macei hontem, sahia lambem urna galera ingle-
za, queso vio obrigada tornar entrar no por-
to, por lersido perseguida pelos escalores do bri-
gue escuna Xing, e urna lancha da capitana do
porto.
Presume se quo nao linha ainda seus papis
em ordem.
Resultado da eleijo do Bonito, continuada
em 18 do crrenle pela mesa legitima :
Os Srs. Votos.
Teuenle-coronel Jos Joaquim Bezcrra de
Mello.................................... 1063
Francisco Cordeiro Falcao................ 1061
Tenenle-coronel Manoel Gomes da Cunha
Pedrosa................................ 1061
Theolonio Jos de l'reitas................ 1061
Major Vicente Ferreira PadilhaClumby. 1961
Jos Braz de Vasconcollos................. 1061
Aleixo Jos da Luz....................... 1061
Cipilo Antonio da Costa Mello Luna___ 1061
Tenenle-coronel Jus Antonio da Por-
ciuncula Lage.......................... '1061
Vigario Joaquim d.i Cunha Civalcanti___ 1061
Dr. Francisco Jos Fernandes Gilirana... 1061
Jacintho Jos de Mello.................... 1061
Alferes Jos Honorato Chaves............ 1061
Capito Miilnas Ferreira de Mello........ 1061
1061
1061
1061
t06l
1061
1061
1061
1061
061
1060
1060
1060
1060
1060
105S
1058
1038
Galdino Alves Barbosa....................
Francisco Q'iinlino da Silva Vieira........
Tenente Joo Firmino de Miranda........
Capito Antonio Francisco Torres Gilindo
Alferes Antonio Ferreira da Silva Jnior.
Tenente Jos Loureoco Torres Galindo...
Alferes Jos Joaquim Bezerra de Mello
Jnior..................................
Alferes Jos Comes Cabral...............
Agricullor Jos Joaquim da Silva........
Negociante Joo Auspesio Chaves........ 1060
Alferes Manoel Joaquim de Albuquerque. 060
Agricultor Joo Francisco da Fonseca
Mello...................................
Joaquim Miguel Gomes da Silva..........
Jos Gomes de Moura Borba...............
Luiz Francisco de Moura Borba...........
Jos Pedro de Albuquerque..............
Jos Poroira do Lucena...................
Tenente Jos dos Santos Souza...........
Joaquim de Meira Torres Galindo........
Agricultor Joaquim Antonio de Vascon-
celos.................................. 1058
Agricultor Joaquim Francisco Torres Ga-
lindo................................... 1058
Agricultor Joaquim Jos Barbosa........ 1058
Francisco Antonio de Amorim........... 1058
Agricultor Francisco Pi da Silva Valonea 1058
Francisco Antonio de Souza Vianna...... 1058
Manoel Antonio Soares da Fonseca...... 1058
Tenente Manoel Antonio Alves da Silva.. 1058
Manuel Antonio de Vasconcelos.......... 1057
Manoel Falcao de Azevodo Encorra Bodes 1057
Agricultor Pedro Jos da Silva........... 1057
Mathias Benigno Vandertu Tuiba......... 1057
Alferes Leandro Pereira Barbosa Calumby 1057
Manoel Joaquim da Silva Barres.......... 1057
Manoel Caetano Bezerra.................. 1057
Luiz Jos Mooteiro...............^...... 1057
Belarmino Antonio Soares da Fonseca.... 1057
Joo Soares da Costa...................... 1055
Na freguezia de Trancunhem saturara elei-
lores os Srs.:
Os Srs.
Reverendo vigario Bazilio Goncalves da
Luz ....................................
Reverendo Manoel Jos de Oliveira Reg
Tenente-coronel Joo Cavalcanli Mauri-
cio Wanderley ........................
Alferes Maooel Jos do Oliveira Helio.'.'..'
Major Joao Antonio da Silva Cabral......
Capito Joo Mauricio Wanderley......
Capito Chiistovo de Hoilanda Cavalcan-
li de Albuquerquo....................
Capito Joo da Cunha Ferreira........
Capito Lourenjo Bezerra Marinho Falcao
Capito Jos Pedro de Oliveira Mello....
Alferes Manoel Jos da Silva Csbral___
Capitao Joaquim Mondes de Azevedo....
Cipio Antonio da Molta Silveira Caval-
Bti ................................
Tenonte Joaquim Jos Moreira..........
Dito Ignacio-Francisco Cavalcanli Wan-
derley..................................
Dito Jos Vicente de Lyra................
Dito Genuino Antonio de Albuquerque.*.
Dito Antonio Marcolino Bandeira de
Mello........,.........................
Dile Jos Maria de Sant'Anna............
Proprietario Jos de Olivoira Melle.....'.
irito Jos de Oliveira Mello Jnior......
Dito Luiz de 0:iveira Cavalcanli de Albu-
querque................................
Alferes Francisco Salurnioo Mauricio
Wanderley.....................,......
Dito Antonio Tarares de Araujo Jnior..
.Sito Amonio Tavires de Araujo Sen....
AntrionUor Antonio tta Motta Sflraf|
Votos.
828
826
825
821
818
816
814
813
811
801
796
70*
793
791
786
787
786
784
782
. 780
778
773
274
7B9
767
Cavalennte Jnior...............t..... 763
Alferes Antonio Diniz de Albuquerque.. 758
Proprietario Antonio Bezerra de Me-
ueiros .............................. 744
Dito Antonio Pinto Cordeiro............ 741
Agricultor Francisco Jos de Mello Ca-
*olcanti............................... 7fJ
Dito Manoel Tasares de Millo*,.......... 748
Dito Jos Francisco de Oliveira.......... 630
Agricultor e proprietario Joan Mauricio
d -Reg Barros........................ 685
Capito Aureliano Carvalcanli da Bocha
Wanderley ............................ 684
AgricultorUiendre Jos .deOliveira.. 677
Dito Maooel Gomos Gadelha.............. 669
Dito Joo Jos do RogoGadalha.......... 666
Capitao Ciirislovo do Hoilanda Bezerra
Cavalcanli.............................. 66 (
Dito Lourenco Bezerra Cavalcanli Mello.. 658
Eleitores da freguezia de S. Jos da cidade
do Rio-Formoso.
Os Srs. Votos.
Corameodador Jos Antonio Lopes.... 985
Dr. Francisco Caldas Lins................ 981
Major Thomaz Lins Caldas.............. 974
Dito Leandro Jos da Silva Santiago___ 972
Padre Joo Gomes de Oliveira.......... 970
Capito Jos Antonio Lopes Jnior...... 967
Dito Joaquim Cordeiro Campos.......... 963
Major Antonio dos Santos Vital.......... 961
Empregada publico Antonio Mendes Ra-
mos.................................... 9%
Tenente Silvestre Rodrigues Pinto ...... 958
Dito Jos Ignacio dos Santos............ 956
Dito Joo Cancio Civalcanti.............. 954
Major Joo Baplista Paes Brrelo........ 953
Alferes Serara Ignacio Paes Brrelo.... 950
Dito Joaquim Ignacio Paes Brrelo...... 948
Dito Luiz Fernandos da Silva............ 948
Dito Manoel Mendos Bandeira Jnior___ 947
Dito Manoel de Mendonja e Silva........ 945
Capilo Manoel Buarque de Gusmo Lima 9 4
Negociante Antonio Jos da Cunos...... 9I
Dr. Ayres de Albuqnrque Gama........ 940
Agricultor Jos de Bmos Accioli........ 90
Alferes Pedro Joaquim Vianna Lima___ 936
Empregado publico Beroardiuo Teixeira
Barros.................................. 935
Artista Joo Francisco Branco............ 954
Cirurgiao Jos Antonio de Leo.......... 932
Agricullor Joo Cancio Cavalcanli J-
nior.................................... 031
Tenenle Auloni Cesar de Vasconcelos
Campos................................ 928
Negociante Melehiades Soares Pausa___ 915
Agricullor Manoel Jos de Couto........ 912
ProprietaTiu Pedro Alexandrino da Costa 910
Solicitador Bernardo Fernandes de Albu-
querque imi ........................ 9J|
Proprietario Filippe Naves da Silva...... 900
Negociaoto Leoncio Ribeiro Campos...... 884
Proprietario Thom Bandeira de Parias 884
Artista Ivo Augusto di Purilic*c&o...... 883
Negociante LinoCarneiro Rodrigues Pinto 875
Artista Flix Lins Con a de Lima...... 873
Tenente ZeBnno Accioli de Almeida Lins 873
Agricultor Joaquim Jos da Fonseca.... 871
Dilo Demetrio Francisco de Almeida___ 868
Passageiros da barca Sumpalhia, sahida
para Lisboa : Manoel da Costa Moura Bravo, Joo
Maria Louret, Maria Rita dos Sanios Barbosa,
Malhildes Pereira da Cunha, Antonio Ferreira
da Silva Brrelo, D. Maria da Gloria Silva Brre-
lo, D. Narcisa Augusta Brrelo Lima, D. Maria
Adelayde Ferreira, D. Alexandrina Candida de
Jess Nunes, Antonio Lopes da Cnnha.
MORTALlDADE DO DIA 25.
Leoncio, pardo, 8 annos, gaslro emrito.
Joaquina Mana do Livraraenlo, parda, casada,
34 annos, erysipella.
Lourenco, pardo, 3 mezes, inflammagiio.
AfTonso. pardo, escravo, solteiro, 15 annos, febre
lyphoide.
Maria dos Prazeres de Jess, branca, solteira,
71 annos, telano.
Ignez, parda, 4 mezes, convulsoes.
Candida Francisca das Cliagas, parda, casada, 3>
annos, melrite.
Luiza, prela, cscrava, solteira, 35 annos, gaslro
enterile.
Amelia, branca, 3 mezes, colite.
Rosallna, parda, escrava, 3 annos, frialdade.
Maria Lioania de Lemos Cunha, branca, casada,
40 annos, lypetrophia no corajo.
A igreja ser magniQeamnnle armada pelo artista
Inoocenclo Rodrigues de Miranda, e Iluminada
magestosamoate, cuer interior como exterior-
mente, e toda aifi I em frente, a qual
estar eoibaodsrr'itfa. bm roan do assim urna vis-
ta grata sos drcumstsM
A' Urde sahiromn saloom procisslo as ima-
gens de S. Sebastio e a a Senhora das Dores,
sendo esta pela primeira vez depois que ioi en-
carnada.
Finalmente serao as msicas dirigidas pelo
bem conhortan inrefeasor Queiroga.
Espora-se doa devesee grande concorrencia pa-
ra tornar o acto mais brilhante.
Muito preciae que todos de sna parte con-
corram com sena donativos para o explendor
dessa festividade, quo data de muito tempo, e
de grande devogo, o que eertaraenle davido
aos Ilimitados testemunhos que de sua bondade
lem dado o glorioso martyr S Sebastio, adro-
gado contra a peste, aos devotos.
COMMEitClO.
Praga do Recife 25 de Ja-
neiro de 1864.
\s tres Uoras 4a larde.
Ckstaa^es ofnetees.
Descont de letras14 0|0aoanno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaresseoretario.
Airande^a,
Rendimento do da 2 a5f4. .
dem do dia 25......
266.3155782
16:6563363
282:9728145
Mnvlmenlo da alfande.-.
Volutoes entrados cora faiendas.. 107
* com gneros.. 140
Volumes sahidos com fezendas.
> com gneros..
------247
96
70
------166
Descarregam hoje 26 de Janeiro.
Patacho americanoEagtelmerendonas,
Patacho hanoveriano Niculaus dem
Brigue hambuTguezCipibaribeidem.
Bng'ie americanoMarianfarinhs de trigo.
Importado.
Brigue escuna nacional Joven Arthur, vindo
do Rio de Janeiro, consignado Azevedo &
Mendes, manilestou o seguirtle :
400 remos do pinho e faio; Aranaga A
FilhosAC.
2 barris, azeile deamenloim, t caixa, garrafas
do vidro; a Vicente de Brlto &vFilhos.
1 caixota, chapeus; Mello bo&C.
2caixdes, cha de S. Paulo era caixnhas; S
Neves & Irmos.
1 lata, biscoitos, 1 caixote, iuhames; Erme-
lindo de Leo.
1 caixa, rap; Antonio C. Gouvga.
. 10 pipas e 50 barris, vinho, 10 ditas azeite de
palmeira, 250 barris e 450 meios, manteiga, 190
dusias da bagres seceos, 160 barricas vasias, 10
latas e 185 rollos fumo, 16 barricas potassa, 2
ditas farinha de mandioca, 2 ditas c 726 libras
caf, 2 caixoes charutos, 1 dilo chapeus, 2caixas
movis diversos, 1 barriquioha aramia ; ordem
de diversos.
Oceebedoria de nudas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 2 a 24. 14:1918725
dem do dia'25. ...... 6(45^61
14:8356996
Censatario provincial.
Rendimento do dia 2 a 24. 49 9970111
dem do dia 25......2:047971
52:0458082
Communicados.
I.endo algumas correspondencias do Rio Gran-
de do Norte, em que se raenciooaram os nomes
de alguna candidatos depurac.no geral; eslra-
nhei summamente nao haverem as correspon-
dencias a que me retiro, mencionado o nome do
distinclo rio-graodeiise o Illm. Dr. Gabriel Soa-
res Raposo da Cmara que se apresenlou candi-
dato pela sua provincia natsl.
Sein pretender desfazer o merecimeulo dos
oulros candidatos, nao posso deixar do recom-
mendar aos nobros rio-grandenses a candidatura
do Dr. Gabriel lillio da ama das principaes fa-
milias dessa provincia, e homcm de reconheci-
do carcter independente, de insiruc^o e dedi-
caco ao mclhoramento e adiantamento de sua
patria.
Com essasnobres qualidades (que nao devem
ser esquecilas em taes occasioes) o Sr. Dr. Ga-
briel se aprosenta com jus alta misso que to
legtimamente pretende, e que ninguem melhor
que elle a aaberdesempenhar com tinto zello e
dedicacSo.
Nao pretendo, Srs. Redactjres, comeslasli-
nhas exaltar as qualidades e mrito coohecido
por todos, do Sr. Dr. Gabriel ; o mea flra so-
mente fazer lerabrar aos distinclos rios-gran-
denses, que um representante como o Dr. Gabriel
honra a sua provincia, e as pessoas que o ele-
gerem.
O lmparcial.
Correspondencias.
Srs. reiacore.Como na publicago dos no-
raes dos eleitores da rreguezia do Cabo, cm seu
jornal de 2i do correte, se acha como 2o sup-
plente Manoel Jos de Soulo Araujo, e na de-
clarado que se fez no dia 24, ainda apparece com
o nomo de Mainel Jos dos Santos Araujo, lhe
pedimos queira faz^r publicar, que o 2" sup-
plenle dos eleitores da freguezia do Cibo o Sr.
Manoel Jos do Saula Anos o Araujo escrivo
dos orplios dahi.
De um amigo.
Publicacoes a pedido.
Festa do glorioso martyr
S. Sebastio na villa do
Cabo.
O thesouretro da fesla do glorioso martyr S.
Sebastio, cujmprindo o que por esle jornal pro-
melteu, vera hoje anuunciar a fesla qjue preten-
de fazer de confocraidade com as esmolas dos
juizos e mais devotos que tem obtido, e espera
obter.
No domingo 3 de avereifo vindouro tera lugar
na matriz desla villas festa do glorioso martyr
S. Sebastio.
O levantamento da bandeira ser s 9 lloras
da noile do dia Io daquelle mez, cuio prestito sa-
htr da igreja e percorrer toda a villa, anteando
as mcas um hymno. produeco de um cabista,
sob harmoniosos sons de msica de nova e bella
composico.
Antes, porm, s 6 horas da tarde desse dia Io
lera lugar tom toda a aolemoidade a bencoo da
imagera, que estA encarnada de novo, aasimo-
mo a bandeira, de um ptimo desenlio ; termi-
nsode esse acto com orna yrsndola de 5 duzias
de fogo.
Todos esses actos serio a.onuociados. por urna
gyraudola de fogo repiques de sino ao romper
desse dia Io. r
llavera na noire do dia segurte respera. Em
todo o dia se achara urna Jjoj msica para dis-
traeco dos dilt-taoli, tocando lindas e variadas
pecis novas.
Na festa e Te-Denm pregar o insigne orador
conego Joaquim 'Ferreira dos Santos. Estsra- a
Mo vimento do porto.
A'ofio entrado no dia 25.
Maceio-26 horasvapor do guerra nacional T he-
lis, commandanlc 1 tenente Jos Francisco
Coelho Netto.
Navivs tahidos no mesmo dia.
Lisboabarca portuguesa Sympathia, capito
Antonio Nogueira dos Sanios, carga assucar e
mais gneros.
Marsellegalera franceza Raoul, capito Ro-
dee, carga assucar. *
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a.
S'
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E
Hora*
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tmosphtra.
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A noile clara, vento SE regular at ao ama-
nhecer que rondou para o terrar.
OSCILLaQAO da har.
Preamar as 3 h. 6' da tarde, altura 6, p.
Baixamar as 8 h. 54' da manha, altura 1,1 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 25 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STEPPLB.
Io tenente.
Editaes.
Secretaria do overno de Pernam-
hueo 18 de jnaeiro de 1861.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, faco publico para conheciraeuto de quera
inleressar possa, que Sd acham vagos os oficios
de tabellio publico do judicial e escrivo do cri-
me, civel e execacSes do termo do Rio Formoso,
por desislencia que dellee fez o respectivo ser-
ventuario Antonio Pinheiro da Palma.
Os prelendenles aos mencionados oflicios sao,
pois, convidados, para que, habilitando-so na
frma do decreto n. 8t7 de 80 de agosto de 1851,
e aviso o. 252 de 30 de dezembro de 1854, apr-
senteos seus documentos no prazo de 60 das,
contados desta dala.& secretario do governo,
Joo Rodrigues Girares.
Secretapia alo goverao ale 'Pernam -
buco I de Janeiro de 1 MI.
Por esta se arelara se fazcm pblicos .para co-
nhecimnto dos ioleressados os despachos pro-
feridos pelo Exm. St. ministro e secretario de
estado dos negocios da justiQa do mez de dezem-
bio prximo lindo soote c-srequernenlos -dos
individuos abaixo declarados:
Dia 5Jos Peres Carpello, (objecto] officio.de
jastica, (despacho^ no tem lagar.
BU 5JoaoiFerreira Vllell, (objecto) odicio de
justiga, (despacho) prejudicado.
Dia 5Antonio Ignacio de Tories Randeira, (ob-
jic\o] dfficio de justija, (despacho) pre-
judlcado.
Dia 28Bernardo Jos Barbasey (objecto] perdi,
_ -Wesnachoj nao tem .Inflar.
Da 28Josoaim Harta da Conteico (objecto)
perao, (UespncrioJ trao lem lugar.
^h?,tr.aokd0SfleS0Senb0t^;cr"D?,twlt- '"""i '>o^ *odrigo"Cna"ves".'
. ,Mglrlll,,l4'- No.gtooaartlJoM^aptista de Oaatro < Silva, inspector da
V,\?h h,.A lei2?"8 de f0g,-, 1 Lne80ttria a fo4* de Pernambuco por S.
hJ\ ^a'ous,,t1erofreo. lindo e rafia-' R. Imprll'e Conaitucioual que Dos guarde.
Hn .f?K,'r.l,Q*" to lf" "T"*8 ,a" w>iwri '" *P*Bwftb tiu ordem do-Exm. Sr. rai-
do artista Jos Jofa^^de s.ata. Anq. e, SUurU*oWtbertU de ^ d.-dmabr, ultimo, faSo
,ber ? Sa. Joae Atecawtio do Santas que foi
indetendo pelo tribunal do (hesouro o requeri-
miento em que pedio o Sr. Sanios orna indemni-
sacaa por pretuliBia a raoUa e i9. rlM aa tur p*ewiaoi4eu
direito por nao o haver requerido deolro do pra-
zo de 5 annes.
Jhe3oraria de Pernambuco 19 de Janeiro de
1861.Joo Baptista da Castro e Silva.
O Dr. Antonio tpwmintndw "Helio, official da
imperial ordem da Hoss, juiz de paz mais vo-
tada-da Io dklriato da regutzU do Sntissimo
bacramento -de berro de iranio Antonio da ci-
dade do Recife, e paesidente interino do col-
legio eleitoral etr.
Fajo saber aos oteitoreeipie cempoem o eol-
legio eleitoral desta cidade. que elles se devem
reurrrr no dia 29 do corrente mez, na Igreja ma-
l u desU freguejia, adro de elegerem es 3 dipu-
tados asserabla geral pelo Io circulo, sendo
oeierUe collegio connmsto dos eleitores das
parochias desta freguezia, dadeSioFrei Pedro
Goncalves, S. Jos, Sanlissirao Sacramenlo da
Boa*uls.dosAlogados, Puco de retla', Var-
zea, S. Loureogo da Malta, S. Amaro de Jaboa-
tao, e Murlbeca, conforme ludo se acha deter-
minado na lei, e ordens expedidas pelo Exm.
Sr. presidente da provincia.
Recife 24 de Janeiro de 1861.
Eu Joaquim da Silva Raga, escrivo que o es-
crevi. *
Antonio Epaminondat de Mello.
0 Dr\ Anselmo FranciscoParetU, commendndor
da imperial ordem da Rosa e di Christo, ejuiz
de direito espacial do commercio, desta cidade
do ReciTu, capital da provincia de Pernambuco
e seu termo, por S. M. 1. e C. oSr. B. Pedro
II, que Deus guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital viren e
delle noticia liverem, que Joo Cardoso Ayres
por seu procurador rae dirigi a pelieo do Iheor
seguate : lllm. e Exm. Sr. Dr. juiz do cura-
memo. Diz Joo Cardoso Ayres, que deven-
do-lhes Antonio Raymundo de Mello a quanli
de rs. 125Jr360. importancia de urna letra venc-
de era pnmeiro de dezerabro 1851. Livio Lopes
Lastello Branco a quantia de 96&350, letra ven-
cida em feverelro sete de 1842. Jos Francisco
de Souza a quantia de res 75965, letra vencida
/?7 -r.ae abrl1 ,8,3> e Tempett a quantia dereis
4073742, de 2 letras vencidas em 16 de fevereiro
6 "o-e* ,847.CUJ letraa e uns debilos ji foram
em 18to protestadas por se acharem auzentes
em lugares nao sabidos os devedores ociraa re-
feridos, e quorendo evitar a pTeserlpr^o, vem
protestar contra esses devodores, de quem op-
poitunamente haver as referidas quanlias esous
J<"-Sflai effeclT0 embolso. Na forma do artigo
4M, g 3*. requer a V. Exc. digne-se do mandar
tomar por termo seu protesto e justificar a con-
tinuarlo da auzencia dos supplicados, sendo-
mes imimado dito protesto por editos. Pede a
. Exc. deferimento. Espera recebar merce.
Manoel Luiz da Veigs, procurador. E mais se
nao conlinha e nem outra alguma cousa se de-
clarava em dita peligo. que aqui est Qelmente
copiada e transcripta, a qual sendo-rae apresen-
jada, dei e profer o despacho que se segu.
Destribuldo, como requer Recito 26 de dazem-
bro 1860.A. F. Perelti. Nada mais se conli-
nha em dito despacho aqui copiado e transcripto,
em observancia do qual fez se a dcstribuico ao
escrivilo Manoel de Carvalho Paes de Andrade,
que lavrra o termo de protesto seguinte:
Termo de protesto.Aos vinle o oito de de-
zembro 1860, nesta cidade do Recife do Per-
nambuco em meu cartorio veio o solicitador
Manoel'Luiz da Veiga, procurador do supplican-
te Joo Cardoso Ayres, c peraote mim e as tes-
lemunhas inlra assignadas disse, que nos ter-
mos de sua pclijo retro, qae fica sendo parte
da presente, proteslavj por lodo o conteni na
mesma peligo expendido e de como assim o
disse e prolesluu, fiz o prezente, no qual se Or-
mou aquello solicitador com as mesmas leste-
munhas. Eu Manoel do Carvalho Pae3 de An-
drade. escrivo e escrevi.Manoel Luiz da Vei-
ga.Manoel Bonto da Saude.Fauslino Jos da
Fonceca.E mais se nao conlinha e nem outra
cousa alguma se declarara em dito termo de
tea, livroa radlua, livros aaeeaoraedes^em
oto o em papelio, sem ornamaftaal|uira, ro-
efcarae, papis de muatca. calalogo, arosf actos,
annuncios e avisos diversos ioaavessoa, fr^ados,
htbgraphadoeoM authograaibalos.
Naa aatras atalas rraa cattaa e impressos de
qualquer natureza para Austria, Blgica, Bineeaar-
ca. DuasSicilias, Estados da AHemanha, Estados
PonliBoiea, Estados Barios, GibnlUr, Gr*a-re-
tanha, grao-ducado de Luxetuburgo. Creca, Hea-
Knra, Ilhw Jdtiicas, liba de alta, Noruega,
les-Satios (o reino de Hoilanda) Polonia,
Prussia, Russia, Suecia, Buiasa e Tostara ;
Pwa as cidades do Egypto e da Turqua, rujo
aervico postal feilo por intermedio des paque-
tes francezes Alexandria, AleaandreUa. Beyroulh.
Constantinopla, Dardanellos. Callipoli, Ineboli,
JafTa, Kerassunde. Latiaqui, Meraina. Metelim,
Rhodes. Salnica, Samsoun, Scutari da Asia, Si-
nope, Smyros.Sulin, Trebizoada Trpoli da'Sy-
rta, Tulsr.4, Varea, Velo) ou pelo frrelo aus-
traco (Andrinopla, Anlivari, Burgas, Caifa, Can-
dla. Canoa. Cvale. Cbio. Durazzo. Jania, Lar-
naea, Prever, Retino, Roulsebouck, Serez, Ss~
pbia, Tenedos, Valona);
Para as possessri's (rancezas na India (Chan-
dernaitoT, Karikal, Mah, Poodkftery, Yanaon) ;
para Aden. Australia (via de Suez). Batana, Cey-
lao. China, Hong Kang, ilba da Reunio, ilha
auncia, ilha MayolU e suas dependencias (as
libas Pamanzi e Zaoudzi), Indias Orienlaes, Pe-
nang, Santa Hara de Hadagascar, Syngapone, e
outros paizes cuja correspondencia pode cura va'n-
lagem ser dirigida por va de Suez ;
Para as colonias (rancezas do Martinica eGua-
dalupe com as suas dependencias (as ti has Maria
(alante. Sanias e Desejavel). EstidoaUnidos da
America do Norte, Gopyanna Franceza, as ilhasde
Sao Pedro e Miqueloo, na Terra Nova; e para
oulros paizes que sao de alm-mar para a Franja
e que nao se acham cima mencionados.
Alera de cartas e impressos, receber-se-ho
lambem amostns de mercadorias, mas smente
para a Franga e Argelia.
O peso de cada porte simples, quanlo as car-
tas, deduas oitavas ou fraccao de duas oiUvas.
A caria que pesar mais de duas oilavas pagar
dous portes, a quo pesar roais de qaatro oitavas
tres portes, e assim por diante.
Os precos de cada porte sao osseguintes para :
Portugal e ilhas de Cabo-Verde......... 60 rs.
FranQo. Argelia, Senegal, ilha de Gora
ellespanha............................ 280 rs.
Grs-Brelanha...............*......... 300 rs.
Blgica, gro-ducado de l.uxemburgo,
Paizes Barios, Suissa, Estados Sardos,
Tosrana, Estados da AHemanha, Prus-
sia e Austria.......................... 430 rs.
Estados-Unidos da America do Norte o
ilhas Sandwich........................ 540 rs.
Demais lugares.......................... 570 rs.
O pagamento do porto facultativo e al o des -
lino das cartas para Argelia, Austria. Blgica,
Dinamarca, DuasSicilias, estados da AHemanha,
Estados Pontificios, Estados Sardos, Estados Uo-
dos da America do Norte, Franja, Gnra. Grea-
Bretsnha, Grao-ducado de Luxemburg, Grecia,
ilhas Jouicas, Malta. Noruega, Paizes-Baixos, Po-
lonia, Prussia, Russia, Senegal, Suecia, Suissa,
Toscana. cidades do Egypto e da Turqua, cujo
servign postal feilo por intermedio ds paque-
tes francezes ou pelo rorreio austraco, possesses
francezas na India, ilha da Reunio. Mayotla e
suas dependencias, Santa Maria de Madagascar,
Guadalupe e suas dependencias, Goyana France-
za, ilhas de S. Pedro e Miqueloo.
Para todos os oulros lugares (Portugal, Hes-
panha, ilhas de Sandwich, etc.) o pagamento do
porte obrigatorio, e nao ot o destino da carta.
Quanto s amostras de mercadorias, que, como
fica dito, so so recebem para Franja e Argelia, o
peso de cada porte simples de 11 oilavas ou
fraccao de 11 oittvas, e seu preco 52 rs. at o
destino da amostra.
A este respeilo diz o art. 8.
postal:
Nao gozaro do favor da laxa concedido pelo
precdeme artigo as amostras de mercadorias
que nao rcuoirem as seguintes condicoes: serem
transmillldas directamente por via dos paquetes
que navegara entre a Franja eo Brasil, nao con-
lerem valor algum, serem franqueadas, cintadas
protesto aqui inserto, e dos respectivos autos de ou acondicionadas de modo a nao deixir duvida
da convenjo
protesto nmi bem e verdaderamente va-se,
que produzindo o supplicaote as precisas pro-
vas, foram os autos competentemente sellados,
esubindo coucluso, dei n profer a seiitenjn
do tbeor e forma que se srguem. A' vista da
inquirijo de folhas 4 e folhas 5, jnlgo provada
alguma acerca de sua natureza, e nao trazexem
designajo alguma manuscripla alm do ende-
reco da pessoa a quem forem destinadas, a mar-
ca da fabrica ou do negociante, numerajo c
preco.
As amostras de mercadorias que nao preen-
a anuencia dos justificados em lugares nao sa- chereru estas coudijes, sero laxadas como cor-
bios, e por isso mando que lhes seja inti-',as- *
mado o protesto de folhas 2 v. por meio de edi-! Peso de cada porie simples dos impressos
toa, passando-se a respectiva cario cora o praso lf,nbem de II oilavas, oulfraeco de 11 oilavas,
de 30 dias : pagas pelo justifcame as cusas, i e prejos sao estes :
Recife 9 de Janeiro do 1861.Anselmo Francisco'Para as ilhas de Cabo-Verde, Senegal,
Perelti,E mais se nao conlinha em dita minha
-seotenca, que aqui est bem e fielmente trans-
cripta e copiada, em viriude da qual o escrivo,
que estesubscreveu, fez pasear o presente ediial
com o praso de 30 dias,* pelo qual e seu Iheor
chamo intimo e hei por intimados aos sobredi-
tos justificados auzentts supra mencionados de
lodo oconloudo na pclijo e termo de protesto
cima transcriptos. Pelo que toda e qualquer
pessoa, prenle, amigo ou coohecido doa indi-
cados supplicados ausentes c justificados lhes
poder fazer scienles do que aqu fica exposto; o
prsenle ser afllaado nos lugares do costume e
publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recite capi-
tal da provincia de Pernambuco aos 24 do mez
de Janeiro de 1B61. Eu Manoel de Carvalho Paes
de Andrade, escrivo do juizo especial do com-
mercio o Grescrever.
Anselmo Francisco Perelti.
Declarares.
Conselhod aministrativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os obiec-
los seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
10 resmas de papel almajo greve.
10 resmas de dilo pautado.
10 arrobas de salitre calcinado.
Quem qnizer vender t&es ohjectos aprsente as
suas propostas era carta fechada na secretaria do
conselhu, s 10 horas na monha ds dia 28 do
corrente mez.
Sala das sess5es do conselho administrativo,
para lornecimento do arsenal de guerra, 21 de
Janeiro de 1861.
tiento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Trancitco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Santa casa de misericordia do Recife.
A junta administrativa da irmandade di "Santo
casa de misericordia do Recite, manda (azar pu-
blico que no dia 29 to corrente, pelas 10 hora*
da maoha, na casa dos exposlos. far-se-ha pa-
gamento s amas que forem acompaohadas do.
respectivos exposlos. Secretaria de santa casa
da misericordia do Recife 18 de Janeiro de 1861a
Fancisco Antonio CavlcaUi Cousseiro.
Escrivo.
Pela admioiitrajao do correio desta cidade;
seifaz publico para flns convenientes,, que en
vtrtudo do disposto no art. 138 do regulamenlo
geral do correios de 21 de dezembro de t8<4. e
art. 9 do decreto o. 785 de 15 de maio de 1851,
se proceder a consumo daa cartas existentes
nesta administrajo, pertencenles ao mez de Jal
neiro de 1860, no dia 4 de fevereiro prximo, s
11'horas do dia, na port.i do mesmo correio, e a
respectiva lista se acha desde j exposta aos io-,
teressados.
Pela administra jo do correio desta provin-
cia se faz poblico qne boje as 3 horas da larde em
pealo techar-se ho as malas que deve conduzir
o vapor eosteiroJ8guarrbe com deslino as pro-!
vmcias do norle, isto al o Ceari somonte.
Gora e Estados da Europa, menos
Franja, Hcspanha o Gibraltar......... 10 rs.
Para a Franja e Argelia................. 52 rs.
Pura a Hespanha e Gibraltar............ 60 rs.
Para os demais lugares.................. 80 rs.
Devem ser franqueados, roas s para Franja
e Argelia o sao at seu destino.
Diz o art.-10 da convenso postal :
" Para que gozem o favor da laxa concedido
pelos arls. precedentes 7o e 9, os jurnaes, gaze-
las. obras peridicas, livros brochados, livros cn-
Cidernados em couro ou papclo sem ornamento
algum, brochuras, papis de msica, catlogos,
prospectos, annuncios e avisos diversos impressos,
gravados, lithograph-idos ou autographados, de-
vero ser franqueados al os limites respectiva-
mente flxados pelos ditos arligos, ser dolados e
nao conter manuscripto algum, algarismo ou
qualquer outro sigua! escriplo alm do endereco
da pessoa a quem forem destinados, a asigna-
tura de quem faz a remessa e a dala. Dos ditos
objeclos os que nao preencherem estas condi-
ces sero considerados como carias c tratados
como til. r>
O correio lambem segurar caitas para os lu-
gares j designados como aquelles para onde
facultativo o pagamento do porte das cartas or-
dinarias, excepto os Estados-Unidos da America
do uorte.
Devem ser entregues no balco como as do in-
terior, e a relribuijo do seguro consiste nica-
mente em pagar-se adianiado o dobro do porte.
Por exemplo, urna carta de duas oilavas paga
560 si for para a Franca, 600 ris si para a In-
glaterra, t. O remllenle deve exigir recibo.
A este respeilo o art. 6o do convenjo postal
dispe oseguinlo:
No caso de extraviar-se qualquer carta se-
gura, aquella das duas administr&ces sobre cujo
territorio houver tido lugar o extravio pagar ao
segurador, como indemnisajo, a quantia de 50
frenaos, no prazo de tres mezes, a contar da
data da reclamajo. Fica, porm, entendido que
as reclnmajes nao sero Hendidas seno den-
tro dos seis mezes contados de da em que bou-
ver sido feilo o seguro: fmdo este prezo, as duas
adminislrajdes nao sero responsaveis urna para
com a outra por indemnisajo alguma.
E o regulamenlo convencionado entre as di-
rectoras dos correios do Brasil e da Franja diz
assim :
Art. 7o As cartas seguras, procedentes das
agencias do correio brasileiro com deslino Fran-
ja ou aos paizes com os quaes o Brasil se pode
corresponder por intermedio do correio francez,
e, reciprocamente, as cartas seguras, proceden-
tes das agencias do corroio francez, desuadas
para o Brasil, nao sero reeebidas seno era ca-
pas lacradas, pelo menos em duas parles, o com
o mesmo sioete representando um signal parti-
cular ao remllenle da carta, e collocado de mo-
da a segurar todas as dobras da capa.
Para evitar demoras ou descaminlio, as carias,
as amostras de mercadorias e os impressos de-
vero ter em leltras maiusculas, na parle infe-
rior do sobrescripto depois do seu endereco par-
ticular, a designajo geral do imperio ou reino,
estado ou cidade a que forem dirigidas, confor-
me a nomenclatura feita cima ; por exemplo :
Austria, Pruasio, Portugal, ilhas do Cebo-Ver-
de, Gra-Bretanha, Estados ds AHemanha, Es-
tados Sardos, Estados Pontificios. Duas Sicilias,
Estados-Unidos da America do Norte, Alexan-
dria, Andrinopla, ele. Quando Franca, 'ta-
dispewskoel "mencionar o departamento, para qoe
possamos saber de prometo a que mata pertea-
cem os objeclos,. si da Pars, ti de Brdeos.
Os roraettenlos pdem sellar em suas casas,
Em virtude da convenci postal celebrada pe-
los governos brasile*ro e francs' em 7 de julho
do anno passado, fajo pubfico que pelo paqueto
Gttyenne, da linlia de Brdeos ao Rio de Janeiro,
cuja cliegada ao noss porlo, de rolla para a Eu-j cora os ellos actuaos, as cartas ordinaria,- a
ropojia dei ter lugar no dia 31 flor presenta mez, amostraste mercaderas eos impressos. Devano,
, mercadorias at tro horas actos da qoe fot mar-
cada para a partida do paquete, e as cartas para
segorar e as ordinarias ata 9 hars antes, k
carias ^dinariaSfy^Jiajpt at 1 hora antes.
| serao lambem rifibfsa, oae frie avulsas. De-
pois desse prazo devem ser entregues ero mi
do agenta aV> torre Trancen, no propra pa-
quete. r r
Exijie nesta roparlljo. oo )aie de caixa ja-
ral, Urna especial ora duas lendas. en uia
das quaes deve ser posta a correspondencia ara
Cabo-Verde, ilha do Gora, Senegal e Portugal,
e na outra a correspondencia que tiver de ser
incluida as mslas de Bordees e Pars. Esta se-
parojo indicada por dous letreiros, e portanto
indispensavel que os portadores sainara lr.
Adjiinisirajo geral do Correio de Pernambu-
co, 1, de Janeiro de 1PS1.
O Administrador
Domingo ios Passos Miranda.
Directora geral da instruefo
publica.
Por esta secretaria ae fas publico que o III.
St. Dr. Joaquim Pires Machado Portella reossn-
mio boje as foarjes de director geral.
Secretaria da inslruecio publica de Pernasj-
bnco 16 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
Caixa filial.
Be ordena do E\m. presidente da ca*
xa filial do banco do Brasil nesfa pro-
vincia, se faz publico para conbeci-
mento de Srs. accionistas, que o tbe-
soureiro da mesma caixa esta' autori-
sado a pagar d'ora em diante o IV di-
videndo relativo ao semestre lindo em
31 de dezembro p. p.. a razao de IOjK
por accao de conformidade com as or-
dens reeebidas da caixa central.
Caixa filial em Pernambuco 15 de Ja-
neiro de 1861.O guarda livros,
Ignacio Nunes Correia.
NOVOBANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de t0$ c
20$ que bavia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, en
cumpriment do decreto n. 2,66i de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituirlo ou resgate devera' efic-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que lindo
este prazo s podera' ter lugar cono
disconto progressivo de 10 por rento ao
mez, (cando asrim na forma do art 9
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de lo mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. O
directores, Joo Ignacio de Medeiros
Reg. Luiz Antonio Vieira.
De ordem do Sr. chafe de diviso, capilao
do Porto, se previne aos proprietuos de navios
encalha los ua cornados Passarinhos, par serem
desmanchado, que conven activar o trabatho de
desrnanchamenlo dos meamos navios, em alten-
jao ao damno que causara ao melhoraraento do
porto, certos de que lindo o ultimo praao con-
cedido, serao infalivelmente postas em effectivr-
dade as penas estipuladas nos termos lavrados
nesla repartijo.
Capitana do Porto de Pernambuco 23 de Ja-
neiro de 1861.O secretario,
i. V. B. de Mello Reg.
ou I. de fevereiro. esta adminisirajo espedir
tres malas, seo Jo urna para o Sgetite embarcado
no dito paquete, a segunda para o cerrcio de Br-
deos e a outra para o de Pnris.
Na primerra icio tiara Cabo-Verde, Senegal,
ilha de Gera Portugal cartas e impressos de
qualjut-r nalarera ; deveodo entenler-se pores-
tas nKUnas patarras', sempre que dellas marros
oeste aonuacio : jorno.es, gazeias, obras peiHI-
porm, Picar spieotes de,qu esta sdministrajao
muziiisrrd os tellos, qyndo fotem insuficien-
tes, e neste caso os objecioa deiurao da seguir
si forem destinados para Ue&panka, Portugal a
outros lugares, a respeilo dos quaes o pagamen-
to donarla i oArijrntoro ; restando, ledavia, oes
interesados o direito salva de reclamar o valor
dos sollos.
- Sarao recebMes os Impressos e as amostras das
Avisos martimos.
Para Li
sahir com brevMade o brigue portuguez Bella
Figueirrnse, capitao Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passagoiroa. para os quaes tem excelleo-
tes commodos. Irala-se com os consignatarios F.
Sevenano Rabillo & Piltio, largo da assembla
numero 12.
COMPAMIIA PERNVHCICA>A
DE
\avegaco costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, com mandante Lobato,
sahe para os portas do norte at ao Cea'r no dia
26 do correle as 5 horas da tarde. Recebe car-
ga al ao dia 25 ao meio dia e passageiros at o
dia da sahida s 2 horas : no escriptorio da com-
panhia largo da Assembla n.l.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ler j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : quera quizer carregar, di-
rija-sc a Bailar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife o. 12.
Para Gear.
O hiate Sergipana j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Mutins & Ir-
ralo na ra Nova n 48, ou com o capito Hen-
rique Vieira da Silva.
Rio de Janetro
O veleiro e bem coohecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muia brevidade, tem
parte de seu carregamento prompto : para o ros-
to que lhe falta, escravos a frele e passageiros.
para os quaes tem ercelleutes commodos, trata-
se com os seos consignatarios Azevedo & Mendes,
no seu escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para a Baha segu em poneos dias o palha-
bote nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com sen
consignatario Francisco L, O. Azevedo, na ion
da Madre de Deus n. 12.
Para o Cear, Ma-
ranho e Para.
O hiate nacional tosa, recebe carga paraos
portos cima e seguir era pou eos dias, I rata-se
com i. B. da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
ti. 23.
Rio Grande do Sul
O brigue Prioceta anda recebe alguma car-
ga : trata-se com os consignatarios Marqnes, Bar-
ros & L largo do Gerpo Santo n. 6.
Para o Rio de Janeiro.
o patacbo S. Salvador ainda recebe alguma
carga arfud* : trata-se com os consignatarios
*. Barros &., largo do Corno Sonto n*-
mero 0.

Para Aracaty e Ass
segu o hiate Dous Irmos ; para carga, traa-
se: com Harllos &rrmo na roa Nova n. 48, ou
tom o mestre Joaquim i os da Silveira.


W>
DIA* f* ftafllBMlJOO. ^ SAMADO M Dft JAROtO DE IMl.
engaja-se
i qual de-
chegada :
de Azeve-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera- se dos portos do sul at o da 29 do
correnle o vapor Oyapock, commaudante o ca-
Sito lente Santa Barbara, o qual depois da
emora do csiomo seguir para os portos do
norte.
Desde j recebem-se passageiros e
a carga que o vapor poder cooduzlr,
ver ser embarcada no dia de sua
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio
do & Mendos.
Para a Figueira
com escala por Lisboa, pretende sabir no dia 31
do corrente por ter a maior parte deseu carrega-
mento promplo, o veleiro e bem conheciJo pa-
tacho porluguez Mara da Gloria, capito An-
tonio de Barros Valenle, ainda recebe alguma
carga e passageiros, para os quaes lem excelleu-
tescommodos; a tratar coro os consignatarios
F. Severiano Babello & Filho,1 largo da Assem-
bla n. 12.
Segu para o Cear al o fim do presente
roez, o veleiro culer nacional Erna, visto j ter
grande parte da carga promuta : quem pois nelle
quizer carregar ou ir de passagem, pode enten-
der-se com o respectivo Manoel Joo Antones da
Silveira, no trapiche do algodao, ou a bordo do
dito navio.
Para o Rio de Ja-
neiro
Segu em poucos dias o patacho nacional ati-
zo, so falta-Ihe 3,000 arrobas de carga, recebe
escravos a frete e passageiros, trata-se com J.
B. da Fanseca Jnior, na ra do Vigario D. 23.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sani'Anna;
para o restante do seu carregamento e passagei-
ros, trata-se rom Gurgel Irmos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recite, primeiro ani-
dar o. 28.
O brigue Constante
segu impreterivelmente viagem para Lisboa, no
dia 28 do correnle. Ainda recebe carga e passa-
geiros, para o que traa se na ra do Vigario n4
19, primeiro andar, com o consignatario Thomaz
deAquino Fonseca, ou com o capito o Sr Au-
gusto Carlos dos Reis.
Alugam-se deus segundos andares, nm com
muitos coromedos para grande familia, no caes
do Bamos. e outro na ra Velha t a tratar com
Jos Hygino de Miranda.
Precisa-so fallar ao Sr. Francisco da Silva
Lisboa, a negocio do seu inleretee: na rus da
Cruz n. 01.
f ## *
dj Vende-se ura excellente engenho 4 le- A
guas disiente do Recite ou permuta-se &
por rasas : quem o pretender dirija-se ao 9
primeiro andar do sobrado b. 33 na ra dj
t da raiperatriz onde encentrar com quem Q
9b ^atar. &
SOD 8 D89*
Vndese uma raeia agua na ra da Palma '.
a tratar na ra Direita n 60, loja.
Saques pelo vapor larjcez
Carvalbo, Nogueira & C. ra do Vigario n. 9,
primeiro andar, sacam qualquer quantia sobre
Lisboa e Porto.
C. a vapor Viamo.
Os abaixo assignados declaram que o annun-
cio com o titulo cima publicado rieste jornal no
dia 24 e 25 do corrente, nao se emende com os
annunciantes porque nada devem.Manoel Vi-
cente da Silva Guiroares, escriao do mesmo
vaporGaspar Jos de Miranda, commissario.
O Dr. em medie na M. A. da
Costa raneante mudou a sua re-
sidencia para a ra Nova casa n.
52, primeiro andar, onde pode
ser procurado para o exercicio
de sua proissao.
iS
a
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos dias a barca Rio de Janeiro
por ter parte de seu carregamento promplo : pa-
ra o resto, trata-se com Anlunes Guimares &
C, no largo da Assembla n. 19.
REAL COIPAMIIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 28 deste roez espera-se da Europa
uro dos vapores desla companhia, o qual depois
da demora docostume seguir para o Bio ae Ja-
neiro, tocando na Bahia e para passagens etc.,
trala-se com os agentes Adamson Howie 4 C,
ra do Trapiche Novo n. 42.
Leiles.
LEILAO
DE
uva

O agente Hyppolito da Silva autori-
zado pelo Sr. H. A. Cowper, que se re-
tira temporariamente para fora do im-
perio, com (cenca do governo de sua
nacao, fara'leilao de sua livraria cons-
tando de livros classicos, taes como his-
toria, biographia, estatistica, poesa.
scienciae artes etc. : sabbado 26 do cor-
rente mez na ra do Trapiche no es-
criptorio do mesmo Sr. Cowper, as 1 i
horas da manima.
Thom Rodrigues da Cunh acom
cocheira de mnibus na ra da Floren-
tina n. 5, lembra aos devotos que qui-
zerem assistir a ultima nite de novena
e o dia da festa de Santo Amaro de Ja-
boatao, obriga-se a mandar um mni-
bus hoje as 6 |2 horas da tarde, para
o referido lugar e nao conducir' mais
de 20 pessoas no interuo e externo ten-
do de pagar os passageiros da e volta,
ica o mnibus obt gado a conduzr os
raes'ti os passageiros de volta para o Re-
cife na hora marcada por combinado
dos 20 passageiros que apresentarm
seus carines, assegura bons cavados e
um boleeiro prudente. Acham-se a
venda na mesma cocheira os 20 cartees.
Precisa-se alugar uma prela de meia idade
para servir a uma senhora tambem de idade :
quem pretender dirija-se ao pateo do S. Pedro,
sobrado n. 4.
i Fugio na noite de 23 do correnle, desta ci-
dade, o escravo crioulo de nome Manoel, de 43
anuos de idade, cor prela, espaduas largas e es-
tatura regular, indo vestido com roupa de algo-
dao trancado de listras : este prelo natural da
Cidade do Ass, provincia do Rio Grande do Nor-
te, official de ferreiro; elle falla bem, e bas-
tante ladino. Becommenda-se aos capilos de
campo a sua captura, e quem der noticias delle,
ou o agarrar, pode-o levar a seu senhor o major
Antonio da Silva Gusmo, morador na ra Im-
perial, que ser bem recompensado.
I Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-
rora n. 44 : a tratar na ra Nova n. 16.
I Aluga-se um preto capaz para todo servi-
50 : na ra do A mor i m n. 37, terceiro andar.
Precisa-sc do 6v0$ sobre hypotheca de uma
negra e tres crias, Gcando os servicos da negra
pplos juros, ou como se convencionar : quem
qiiizerannuncie.
Arrenda-se a excellente propriedade da
Barra de Sorinhem : na ra do Hospicio n. 17.
Aluga-se.
Uma sala e alcova propria para escriptorio, na
ra estreita do Rosario, a tralar na mesnu ra
n. 27 segundo andar.
ROUBO.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agenl" far leilio com autorisseo 1
do Sr. Manoel Joaquina da Cunha com o consen-
timento de seus credores de.sua taberna sita na
praga da Boa-Visla n. 21, terga feira 9 do cor-
renle, s 11 horas da manhaa
DA
armado, caixes, fatura toda nova e todos ge-
Jierosnovos, constando de loucas, vidros, vinhos
do Porto, Bordeaux, Muscatel, licores finos, mar-
rasquino, genebra. azeile fino, conservss, ervis
lhas. vinagre, vinho de Lisboa e outros rouilo-
generos de fora e da Ierra lodos novos que s a
vista do comprador. Vender-so-ha em um s
lote ou a retalho a vontade dos compradores,
esteestabelecimenlo esl proprio para um prin-
cipiante, pois a cas* lem bastantes comroodos
para familia ee aluguel barato.
LEILAO
DE
m wm
Kalkman rmelos & C. consignatarios do
hamburguez Capibiribe, faro leilao por ior-
vencao do preposto do agente Oliveira, por
conta e risco de quem pertcncer, do dito brigue,
lotacao 200 toneladas, promplo a navegar, cujo
inventario pode ser examinado em casa dos con-
signatarios, assim como o referido brigue neste
porto onde se acha carregado, fazendo-se entre-
ga delle no Cear, depois da sua descarga em
dita cidade para onde lem de seguir oestes dias :
lera pois lugar dito leilao sabbado 26 do corren-
te ao meio dia em ponto, porta da associaco
commercial praga do Corpo Santo.
Avisos diversos.
Boubarara da casa da ra da Senzalla-velha
n. CO as 5 para 6 horas do dia 22 do corronte,
dous relogios, um patente suisso e o outro ori-
zontal com os signaes seguintcs : o de ouro de
o. 6l33, todo lavrado, por fora de um lado,
lem uma flgirra de um cavallo. uma arvore u
uma moga offerecendo um ramo de flores a um
animal, dentro da caixa lem um esmalte azul
claro, dentro lem os signaes, detache de Lener
13 Jewets Mands M. J. Tovias& C, Liverpool ;
o de prata n. 18026, levou pendurado uma
liga de arado encasloado em ouro, sendo ludo
roubado de cima de uma banca. O dcouro es-
lava dentro de uma caixinha. Por tanto, roga-
se aos Srs. relojoeiros ou a qualquer pessoa a
quem os ditos relogios forera offerecidos do os
aprehenderem e os levar na mesma casa en-
tregar a Jos Joiquira Fernandes da Kocha ou
na taberna n. 9 da ra da Senzella-nova.
Na travessa da ra das Cruzes
n 2, Io andar, continua-se a tingir com toda a
perfeico para qualquer cor e o mais barato pos-
sivell: assim como as pessoas que lirerem obras
na mesma casa lenham a bondade de|as procurar
at o fim do mez do conlrario serao vendidas.
Os Srs, Silva & Barros queirara mandar to-
mar conta de um caixo e um pacote de marca
HPGG, vindo da Bahia pelo patacho S Salva-
dor, no escriptorio de Marques, Barros & C,
largo do Corpo Santo n. 6,
Corveta a hlice Viamo.
O primeiro sargento do cerpo de imperiaes
marinheiros, ex-mestre do brigue barca Ilama-
rac, Ernesto Dias Monteiro, e o fiel de segun-
da classe do corpo de fazenda Joao Baptista de
Amorim, fazem sciente ao respeitavel publico que
mui breve se retiram para a corle, e julgam nada
devera pessoa alguma desla provincia, ese ha
alguem que se julgue credor desles senhores, di-
rija-so bordo da dita corveta a hedice, ou do
brigue barca Itamarac ; assim como desde j
os meamos senhores se despedera de algumas
pessoas desuas amizades.
A dinheiro ou
a prazo.
Vende-se uma bonita arraaco da loia da ra
do Livramento n. 27. e tambero se vendo com as
tazendas & vontade do comprador ; a tratar em a
mesma loja. Outro sim, a armago pode pres-
lar-se qualquer genero deneglo, como seja
para tazendas, molhados, ferragens, etc.
No dia 4 de fevereiro principiam 03 traba-
mos lectivos do Gymnasio. Becife 25 de Janeiro
de J861.O secretario, A. A. Cabral.
Attenco.
Na loja de Nabucoo & C. na ra
n. 2, vende-se mascaras do papelo
a duzia.

Calcado barate.
Vende-se na loja de Nabuco 4 C.na ra
Nova n. 2, borzeguins de senhora a 2g o
par, ditos para hornero a 7J o par, sapa-
les de lustre e bezerro para meninos a
25 o par.
Precisa-se alugar uma escrav* boa engom-
madeira 0 cozinheira. que faga as compras para
uma casa de pouca familia; paga-se bem : na
ra de S. Gonealo n. 14, primeiro andar, casa de
solao indo para a igreja.
O annnncio de Jos Jo^1u'm Ferreira nao
se enlende com o Franca, esl<.',b9lMiolo na villa
da Es cada.
Companhia de seguros
equidade.
Establecida na cidade do Porto.
O agente desta companhia em Per-
nambuco, Manoel Duarte Rodrigues,
aceita por conta da mesma companhia
seguros de todos e para todos os portos
conhecidos, sobre eraba-ccacOes de qual-
quer parte e a preces muo ratoaveis:
ageucia ra do Trapiche n. 26.
DE
Umm FBMMKEZA
DE
GEOGILiPflIA E
HISTOBIA
DE
PHILOSOPHIA
DI
RHETORICA E POTICA
roR
JOS SORES DE AZEVEDO,
professor de lingoa e litteratura nacio-
nal no Gymnazio de Pernambuco, em
sua residencia, 'praca de D. Pedro II n.
37, segundo andar,
A inscrever-se de manhaa at as 9
horas, e de tarde a qualquer hora.
COMPANHIA DA VIA FRREA
DO
Recife
ao rio Sao Francisco.
Lmitado.
De conformidade com as ostruccoes recebidas
da respectiva directora faz-se publico que desti
data em diante sao condados os accionistas
desla companhia a cumprirem cora os termos do
aviso que por ordem.da mesma abaiio fleam pu-
blicados.
1a^criP,l0IJ^a companhia 17 de dezembro de
I80U.E. H. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FRREA
- DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por resolucao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
la tera-se feilo uma outrachamada de duas li-
bras sterlinas por cada accao. a qual chamada ou
prestacao1 dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Bio de Janeiro em casa dos
|rs. Man Mac Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
. uavemDort A C, e m Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma va frrea.
Polo presente ca tambem entendido que no
caso do nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
usreita no dia marcado pira o seupagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falla paga-
ra juros a razio de 5 por cento ao anno sobre
lal chamada ou prestado a contar deste dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
eirectuar o pagamento desta chamada ou presta-
gao dentro do 3 mezes a contar do dito dia fizado
para o embolso da mesma ficaro as acedes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposicoes dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos directores.
AssignadoW. H. Bellamy,
, Secretario.
199 Gresham House.
Od Brouad Street.
EC.
22 de novembro de 1860.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domineo 27 do corrente baver sesso ordina-
ria da assembla geral de accordo com a primei-
ra parte do ait. 25 dos respectivos estatuios : os
souhores socios sao pela terceira vez convidados
a comparecer a esta sesso, visto nao terem cora-
parecido como Ihos cumpria nos dias 6 e 13, co-
mo foram avisados, e se por casualidade ainda
deizarem de comparecer as 10 horas da manhaa
do referido dia mencionada sesso, nao haver
mais a convocado da reunio da assembla geral
neste mez. Outro sim, os senhores socios le-
nham em vista o disposto no art. 70 l. dos
respectivos estatutos, quesera pontualmente exe-
cutado at o dia 15 de fevereiro futuro.
Secretaria da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 21 de Janeiro de 186!.
Joo Francisco Marques.
1." secretario.
Banhos econmicos!!
Na casa-de banhos do paeo do
Carmo.
Neste estabelecimenlo (alem dos banhos j co-
nhecidos)sefornecer dora em vanle, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
luxo, mas com toda a decencia e aos precos se-
guintes :
l fri 320 rs.
i momo 400 rs.
fros 28 rs.
momos 25500.
30 banhos coecosutivos frios ou momos 58.
C. Sewart, capito do brigue inglez Mary
Wanch. arribado este porto por torga maior,
tendo de fazer concertos no dito brigue, precisa
de calafate, carpinteiro, ferreiro e polieiro: quem
se julgar habilitado para as mencionadas obras,
dirijam-se ao consulado britannico com suas pro-
postas em carta fechada, dirigida ao referido ca-
pito al o dia 26 do corrente.
Perdeu-se uma carteira do caes do collegio
al ao crrelo, ou vice-versa, a qual continha
duas sedulas de 5&000 e uma de 1$, assim como
uma carta de fretamento e facturas, e ama carta
para ura dos tripolantes do mesmo navio : quem
a tiver achado e a queira restituir ser gratifica-
do com 55, alm dos constantes na mosma car-
teira, pois que os ditos papis de nada servem
pessoa alguma, poJendo-os restituir no armazem
n. 2 da ra do Trapiche, de Widew Rayraond &
C, onde recebero a dita graficaco.
Existe para alugar um segundo andar om
boa ra e com commodos para familia : a tratar
na ra Nova n. 16.
1 banho avulso
7 cart5es para banhos
Monsenbor Francisco Muniz
Tavares, Francklina Iria de Men-
donca Ferreira e Luiz Gomes Fer-
reira, convidan as pessoas de sua
amizade para assistirem a uma
missa que se ha de celebrar na ma-
triz da Boa-Vista, pelas 7 horas da
manhaa do dia 26 do corrente (sab-
bado) por alma de sua prezada
irmaa, m3i e sogra Candida Mili-
tana de MendoDca Gardoso e des*
de ja Ihes agradece o obsequio.
.lluga-se
le ca-
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3|j
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tendo recebido uin sortimento
xinh&s novas
Tendo( recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salSo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recen temen te recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande forneetmen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada ura, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conbecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob conduces muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sSoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examtnarem os specimens do que
cima fica anunciado.
- Precisa-se de uma mestra ou raeslre, capaz
de tomar conta da educago de 6 meninas em
um engenho da freguezia da Escada ; a tratar
na ra do Imperador n. 29.
A quem interessar.
Precisa-se do seguinle: 3 linhas de 50 palmos
8l9, 6 travs de 28 palmos 8(8, 1 dita do 40 pil-
mos 8|8,26 ditas de 30 a 32 palmos 8(8, todas de
madeira de qualidade, ou piuho risinoso. Tam-
bem se comprara bois mansos e habituados ao
servico de carrocas : na casa'de'banhoso pateo
do Carmo at 8 horas da manhaa, ou das 4 da
larde em vanle.
Uma pessoa que nao pode ir ao
Manguioho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, rogalbe queira annu-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-lhe na
alfandega.
D. Maria Bernardina da Concei-
q5o Lima *uv* d Antonio Rodrigues
Lima, novanaente roga a todos os ere-
dores deseu fallecido marido o^obsequio
de apresentarm suas contas e letras ao
Sr. padre Jos Leite Pita Ortigueira
ate o dia 30 do corrente impreterivel-
mente, afina de se cuidar no pagamento
das mesmas contas e letras.
Aviso s familias.
Acha-se aberta a assignalura do jocoso jornala
SEMANA ILLSTBADA. '
que se publica no Rio de Janeiro e sahe lu
uma vez por semana,contendo cada numero qua-
tro paRioaa de gravuraa primorosas, e as outras
quatro de artigos escolhidos e ioteressantes s
senhoras e pessoas de bom gosto. J se acham
aqu os dous piimeiros nmeros. Assigna-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatriz n. 12,
loja. Por trimestre 6a). semestre 119, anno 18.
eiseieeiecieeieMs-fiKeeseiefisix
4\S0. I
Roga-se aos devedores da loja do fina-
do Antonio Francisco Pereira. que ve- H
nham realisar seus dbitos no prazo de 5g
15 dias, na ra do Crespo n. 8, do contra- |f
|| rio rero seus oomes por este Diario at 9
O pagarem o que esto a dever.
^MMB,Lii,^ftKMBWWKH
COMPAMHIA
ALLIANCE,
estabcecida em Londres
mm bb mu.
CAPITAL
Cinco mUiioes de Vibras
sleriinas.
Saunders Brothers Si C. tero a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quero mais convier, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflecluar seguros sobre edificios de lijlo e peJra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
ft e com esmero preparado.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaedes da sua arte e colloca
dentes artificiaos, ludo com a superiori-
dade e perfeigao que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos den tifricios ele.
SteMflMoaaaaaaHMfllBaiiggaMairtLi
OTVPWWCm trmyt B\T1^ BU cm. HB. PCT V9n Um moco solteiro aluga melade de um se-
gundo andar em que mora a uma pessoa que es-
leja em iguaes circunstancias ; a tralar na ra
da Cadeia n. 28, primeiro andar, das 9 horas s
4 da tarde.'
A oficina de
Atteiujo.
O abaixo assignado roga as pessoas que lho es-
18? a er f,,or de virein W 8eu debito,
ateo (Ira deste mez: na roa do Imperador n. 63.
Recife 9 de Janeiro de 1861.
Jos Aulonio Soares de Azevedo.
Attenco.
Trocam-se dulas de 1$ e 5f das que O Ihe-
souro desta provincia exige 10 0|0 de descont,
assim como notas dos bancos e caixas das mais-
pravas do imperio mediante o abale de 5 0i0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendos, ra da Crnz
numero 1.
Aluga-se
o terceiro andar do sobrado da ra da Cruz o.
40: a tratar no armazem do mesmo sobrado.
Precisa-sede un official de cigar-
reiro, pagase bem : na ra da Cadeia
do Recife n. 15, loja.
Emilio Kugemaon retira-se para a Bahia.
A abaixo assignada participa aos pais do
suas alumnas e a quem convier, que se achara
no exercicio de seu magisterio 9 de fevereiro :
no principio da ma.da Aurora__Maria Carneiro
de Souza Lacerda Villa-Secra.
Attenco.
Aluga-se o sitio perteocente s orphias do al-
ecido Francisco Mamede de Almeida, sito na es-
trada que segu para a otaria de Denlo Joaquim
Gomes, junio 30 sitio de Editar & Oliveira : es
pretendentes" dirijam-se a ra do Vigario n. 1.
Roga-se an Sr. Francisco Jos Coelho que
.queira ter a bondade de dar conta do que se lhe
: entregou. '
Escriptorio de eoterros
Na roa Nova n. 63, entrada dos carros
fnebres pela roa das Flores.
Agr, administrador deste estabelecimenlo,
grato ao publico e aos seus amigos, pela coone-
raSao que constantemente lhes teem prestado; e
na mranga de continuar a merecer-lhes, ten-
; se esorcado bem cumprir com as suas obriga-
coes, para oque lem preparado um novo carro
com riqueza, mas sem eetes apparalos de figuras
annuindo assim ao pedido de muilas pessoas, e
lendo tambem outros carros com figuras, confor-
me o goslo das pessoas que necessilarem de taes
objectos. tem igualmente os bolieiros preparados
com diversas libres: assim como, enc.rrega-se
de ludo quanto for preciso a qualquer enterro ou
omcie, por ter n estabelecimenlo montado de lu-
do quanlo relativo a laes mysteres, podendoser
procurado a qualquer hora do dia ou da noile, no
mesmo estabelecimenlo. Aproveita o ensejo pa-
ra fazer ver que esl preparando mais dous carros
novos, um ao gosto inglez (mas de conformidade
o qual
JOIAS.
marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
O Sr. J. A. M. haja de mandar a nota de
2ji que recebcu para trocar por outra, e at o
prsenle nao tem mandado, pois ver o seu no-
me por extenso.
Para uma casa de pequea familia, na ra
do Coiovello n. 8, precisi-se de uma criada por-
tugueza para o serrino interno, e um moleque
para compras e recados, etc., dando ambos abo-
no da sua conducta.
CASA DE SAME
DOS
, SSisiMH & Sl S
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administrado dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
O 2elo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes ge ral mente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos mor dores na ra Nova, ou eatender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2#000
Marujos ecriados, .... 2.s'500
Primeira classe 3^ e. 3#500
As operarles serao previamente ajustadas.
E
CONSULTORIO
DO
hed ro copar teie operador.
3 RA DA GLORIA, CASA DO FUHD AO 3
CUnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidado, como para o eneenhos
ou o liras propiedades ruraes. "
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de u gencta i outra qualquer hora do dia ou da noite. sendo por oscriptoem que se declare
o no ne da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio ttem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife no-
remetter seus bilhetas botica do Sr. J. Sounn & C. na roa da Crut, ou i loja de
do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado aonuncianteaehar-se-ha constantemente os melhores mdica-
mente shomtopatbicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
dero
lvros
uma pequea casa terrea na ra da Nascente : a
tratar na ra do Queimado n. 53.
Retratos a oleo em ponto na-
tural, e por precos mui ra-
zoaveis.
Especialidsde do retratos em panno encerado
para se reroelterem dentro de cartas. Tiram-se
no eslabelecimento photographico de F. Vilella
ra do Cabug o. 18, sobrado, entrada pelo pate
da matriz.
Botica de 12 tobos grandes.
Dita de 24 dilos............"..'."'.".
Dita do 36 ditos.............*. .
Dita de 48 ditos.................
Dita de 60 ditos................ .
Tobos avulsoscada um.........;
Fraseos de tinturas. ; ;............'
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido ota porluguez, com o diccionario dos termos
de medicina^ cirurgia etc.. etc....... 309000
Madielna domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
fioportori do Dr. Mello Unm. ........ ttOOt
109000
159000
209000
259000
309000
19000
29000

I 1 h
SeraOm & Irmio com loja de ourives na ra do
Cabug, esquinan ti, confronte a ra Nova e
pateo da matriz, participam a seus amigos, fre-
gu zese ao publico em geral, que se acham sor-
tidos das mais bellas e delicadas obras de ouro
para senhoras, assim como par homens e meni-
nas, pormenores presos do que em outra qual-
quer parte; e garantem ditas obras passando conta
com recibo, declarando a qualidade do ouro-
para facilidade das familias que quizerem esco-
cer mais a gosto no eslabelecimento. acha-so
este "iberio at as 71/2 horas da noite.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e soto :'
da ra da Imperial n. 109, a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Furtaram da olaria da Torre, pertencente
ao abaixo assignado, 2 quarlos, um alaso bus-
cando a canlo e outro csstauho, acuelle com os
signaes seguintes. muito sellado, ferrado da par-
le direita, e da esquerda tem um O, a dina e
cauda compnda ; e este com uma grande erruga
a cima da venta da pirle direita. e um Jobinho
na mao junio ao joelho, 3 ps pretos e 1 calcado,
ambos castrados ; da-se 40J0OOde gratiOcacao
quem descobrir ; rogo a lodas as autoridaddes a
apprehensao dos ditos animaes.
Manoel do Nascimento Silva Bastos.
Quem annunciou precisar de 1:000$ com
hypotheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado, botica do Sr. Jos
Alexsndre, at as 9 horas da manhaa, que acha-
ra com quem tratar.
Jos Tenorio de Castro Gramma faz sciente
a quem convier, que por aulorisacao do Exm. Sr.
presidente da provincia acha-se na regencia da
cdeira de inslruccao primaria do Curato da S de
ulinda, na ra do Amparo, casa terrea.
Aluga-se uma casa em Sanio Amaro com
commodos para grande familia ou collegio, de-
fronte da fuodicao do Sr. Star; es pretendentes
podera eniender-se com o propietario Guilher-
me Pursell, defronte da capella de Belem, ou na
ra do. Imperador n. 26, com Manoel Joaquim
Games. n
Precisa-se de uma mulher maior de 30 an-
uos, que tenha exemplar conducta e sem filhos,
e inteiramente desembarazada e independente,
parase encarregar da regencia de uma casa e do
trato de 4 meninos : quem esliver nesUs cir-
cunstancias, dando prora de sua boa conduela,
dirija-se ao sobrado da ra de S. Francisco n. 10
como quem vai para a ra Bella, das 6 s 7 ho-
ras da maohSa, e das 4 s 6 da tarde, para fallar
com o proprio dono da casa, e iralarem do ajuste.
Aos pais de familias.
D. rsula Alexandrina de Barros, directora do
collegio de Santa rsula, competentemente pro-
visionada pela directora geral da inslruccao pu-
blica, tem a honra de prevenir ao respeitavel pu-
blico, e principalmente aos pais de suas discipu-
lar que desde o dia 15 do corrente e acham
abertas as aulas do seu collegio ; o qual se acha
por ora estabelecido na ra Formosa, sobrado
nurrero-15........
A mesma directora approveila esta occasio
para asseverar aos pais de suas discipulas quo
eslas encontraro em seu collefcio a mesma ins-
pecQao, vigilancia e desvelos, que encontraro
em suas proprias casas, e que nelle recebero
uma educaco moral e religiosa, como convm s
ninas das sociedades christes, que devem um
da exercer oespiuhoso ministerio de mis de fa-
milia.
Finalmente, abstendo-se a mesma directora do
encarecer o methodo de ensino adoptado em seu
collegio, Iiroitar-se-ha apenas a afirmar aos pais
de suas discipulas. tanto internas como exlernas
que ludo envidar paia oadiantamenlo das mes-
mas, visto ser este o rreio mais propicio de sus-
tentar o Jisongeiro crdito, que gracas ao favor
publico, lem acoropanhado ao collegio de Santa
Uruja. desde a sua creaco e inslallaco.
As difiranles aulas do collegio sero dirigidas
pelos seguintes professores : 6
Os senhores :
Dr. Jos Soares de AzevedoFrancez.
Dr. Filippe Nery CollacoInglez.
Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva San-
tos Geographia.
Joaquim Bornardo de Mendonca-Piano e canto-
Eduardo GadaullDesenho.
Os abaixo assignados fazem sciente ao res-
peitavel publico e cora especialidade so corpo do
commercio, que nesla dala dissolveram amiga-
velmente a sociedade quo tinham na taberna sita
na cambo do Carmo n. 2, que gyrava sob a
razao de Joo Manoel de Siqueira & Filho, flean-
de a liquidajao do aclivo e passivo da e'xtincta
Arma a cargo do fllho Joaquim Vaz de" Siqueira
Recife 21 de j.oeiro de 1861. Joo Manoel
Siqueira-Joaquim Vaz de Siqueira ~"uoe4 *
hT^"6*'""5 f*A,arao Sr.Sabaatio JosLame-
2iz raiS rUd D' 6ue ih0
Precisa-se de 600# sobre os servicos de uma
escrava a qual lava, cozinha e eogomraa: quem
quizer fazer lal negocb annuncie por esla folba
para ser procurado.
Precisase alugar uma escrava po-
ra o servico de ama casa de familia : na
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Aluga-se o quarlo andar da casa da roa do
Trapiche n. 14, e o segundo andar da ra Velha
o. 43 ; a tralar no primeiro andar-da primeira.
Aluga-se a loja do sobrado da ru da Au-
rora o. 44 ; a tratar na rna Nora n. 16.a


DIARIO DE PEENJkllUCi i~ &BBADO 36 DR'JANEIRO M 1M1.
W
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA FABKDLHA @ BR. YOWM8IW
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
i mico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica sa p do seo extraordinario
e qaasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada un sabe que a saude ou a infermidade
ispeada directamente* do estado deste floido vi-
Tl. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na egonomia animal.
A quaulidade do sangue a'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas onc,as sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no eorpo huma-
no em menos de qdatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com adrairavel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrbntk os vida por todas as
partes da organisagio. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se emprenha
de materias ftidas ou corrompidas, diffunde
com VELOciDABB elctrica a corrupcao as
mais remotas e raais pequeas partes de corpo.
O veneno lanca-s* pera tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
al cada orgao e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulajao evidentemente se faz ura esgeniio
poderoso de Joen$a. Nao obstante pode tam-
bem obrar cora igual poder na criacao de saude.
Eslivdsse o corpo in faciormdo da doen;a maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se soraenle o san-
gue ple faxer-se puro e saudavei ficar superior
a doanga e inevitavelraente e*pellirda cons-
tituic.ao.
O grande manantial de doenja enlao como
d' aqai consta no fluido circulante,e nenhum
mlica menlo que nao obra directamente sobreel-
le paTa purificar e renova-lo.possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O SANGUE 1 O SANGDE I O ponto no qual
se ha mysier ixar a attencao.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
original
New-York, bavemos vendido duranteamitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send.consiJeramo lo ser o extracto original e ge-
nuino do salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi apresen-
lado ao publico,
BOYD d PAUL, 40CortlandtStreet.
WALTR.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Muden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William StreeU
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVIDT. LANMAN, 69 Water Slreet.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABGOCK & WOOD, 139 Mai-
den I Lone. '
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFBLIN, BROTHEB & Co, 104 &
106 Joba. St.
LKWIS & PRICE. 55 Pearl Street,
HAVILA?.'D, KEESE &CO, 80 Maiden Le-
ne.
RUSHTON, CLARK & CO, UO Broadway,
10 Asior.
House, and 273 Broadway,er. of Chanrbers
Street.
PHfLlPSCUIEFFELLN & CO, 107 Water
Streat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN.-64 Pearl Strest.
RUST & HOCGHTON, 83 John Street.
I. MINOR & CO. 214 Futoa Slreet.
INGERSOLL & BROTHER, 230 Peari Street.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandt
Street.
HAYDOCK, C0RLIES& CLAY, 818 Pear
Slreet.
CUMMING & VANDDSER, lT8 Street.
H ASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co.49 John Street.
CONHECEMOS AARYORE E SUASFRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhectmo um Medicamento nos seu Efeitot,
O extracto eomposlo de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
0 MEDICAMENTO DO POYO"
Adata-so lao maravilhosamente a constituirse-
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E: DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODRID AO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que lao graodes
servidos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a iospecc,o directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNw-York, cuja cer-
tidao e assigoalura se acha na capa exlerwr da
sda garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARMI.HA
DO DR, TOWNSEND-
O grande purificattor dovangm*
CURANDO
O Herpes
A Hertsipela,
M M.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesla
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastieo e civil para o
bispado de Peroambuco........... 160 rs.
Dita de algbeira coniendo alm do kalendario eeclesiastieo e civil,
explicarlo das fesias mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occafo do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do comoiercio;
dilu do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impos geraes, provinciaes e muoicipaes, ao
que se jumoi Uma eollecfao de bellos e divertidos
jagos de prendas, para entreteuimeolo da. mocidade. 320 rs.
Dit dtta .... coateodo alm do ka\*ndario ecclesiaslico civil, expli-
carlo das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mates e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e nunicipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e cortungar, e os oficios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). pre;o.....
Ditado almatiak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, auRmentou-s'
de formato, e fizeram-se militas alteracoes, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordena,
{que todos os diassoffre mudan cas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos comnierciaes e industriaos ;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
320 rs.
15000
A ADSTRICC.AODO VEN-
TOS,
As Alporcas
OsEtfeitos doazou-
ue,
Dispepsia,
As DoencAS,DEfiga-
DO,
A Uydropesia.
A Impngb
As Ulceras,
O RflEUMATISMO,
As Cuacas
A DEU1L10ADE GERAL'
AS DOESCAS DE TE4Z.B
AS BORBULHAS KA-CA-
As Tossesi,
Cada garrafa do
exterior de papel verde
No esjripiorio do proprietario,
em na blica da ra Direrta n. 88 do Sr.
Os Catarruos, As Tsicas, etc.
OExtraclo acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garanie-se ser mais forie e melhor em to-
do o respailo a algum outro purificador do-san-
gue., conserva-se em todos os climas por cer-
to sspaQo de tempo.
assignatma e a certidaodo Dr. J.'R.'Chlitlon, naospa
genuino ex t rae tu do Dr. Townsend lem
212 Broadway, New York, e em Pernambuco a ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, icm-
Paranhos.
DEBANHO
NO
Assignatora de banhos frios, mornos.de cheque ou chuvtscos (para uma pessoa)
tomados era 30 dia-s consecutivos. ............ 109000
30 carter p-raos ditosbanhos tomadosra qualquer IMM...... 15^000
1S Ditos dito dito dito : .... 000
7 ...:.. 40OO
Banhos ivulsos, aromticos, salgados esulphurososaospre?* annuneiados
Esiareducc.o de presos facilitar aorespeitavel publico ogozo dasvantagen* queresultam
a frecuencia de uro estabelecimeoto deuma utilidadeincortestavel,masque infelkmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida eapreciada:
O Sr. alferes Thooi G. Vieira
Lima, queira dirigir-se esta typogra-
phia, que se lhe precisa fallar.
Com o descont de 5 0|0 trocam-se as ee-
diilss de 1J> e 5$, das que s podem ser trocadas
oo Ihesouro geral desla provincia, com o descon-
t de 10 O\0, na travessa da Madre de Dos o. 17,
das 8 horas da manha s5 datarde.
TABAC
necesito das manuCacturas imperiaes deVva^a.
Esteexcelente fumo aoha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOC ARMO, o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a l$000eem pergode
10 rnasgos para cima com descont de 25 porceolo; no mesmo estabelecimento acha-se tarabem
verdadeiro papel de linho para cigarros.

Si
EAU MINERALE
NATRALLEDE VZCHY.
Deposito na botica franceza ra da'Cruz n.&2
PIANOS
J. Laumonnier, havendo sahido de casa do-Sr.
J. Vignes. oflereoe-se para tudo quanlo diz res-
peito sua arle, ooroo seja, afmar e concertar
pianos, ocgos de izreja, harmnicos, etc., em
sua officina, ra de Gadeia do Recife n. 11, pri-
meiro udar.
* OAV evmva)oBVvar WW WWJ* r** PtrTW VEIvm
crO Sr. Dr.JooPi-g
nheiro de Lemoa queira ir a negocio quo ,
nao ignora a loja-de fazendas da ra da <
Cadcia do Jlecifo o. 23. ^
JHndmca de domicilio
Joaquim 'Fernandes da Rosa scientiflca sos seus;
amigos e frejuezes que mda a sua cocheirade
carros deahiguel que tinha na ra das Flores n.
35 para a ra da Imperatrz n. 39, confronte ao i
becco dosTerreiros, ondo continuar a servir com F. Villela, photographo da augusla ca*a im-
promptidioe aceio aosseus freguezes. [perial, estabelecido na na do Calinga n. 18, so-
S o R- E72>?\^y7 w^ Z' acaba de receberum bello sortimento de ainne-
11 resid*";\. u \ tS^n J7 n Siles de de lei para retratos. Entre esses l-
1 m /" dn^S /' Z'Jll Sneles acham-se rLui.os com folhKens e flores
I iS^^!Z!?S?f* al'.de ro de earet, auiros cora perolas. coraes e
tnrofissao exerc.ee de sua pedraSi e ,,gUM pata WMal,P^ osprecosdes-
S-a,,<, @^@.;,nua..ealirarreUa,09 por ,odos os sysleraas
rlix Dopelo e 'Jernimo Larco. msceles photographicos.
italianos, moradores no Forle do Mallos, becco
dasBoiasn. 2, quarto andar, reliram-se para a
Europa, e rogam a todos os seus devedores que
leobam a bondade de*aiis[aer o mais breve pos-
sirel, o se houveralgumas pessoas que se julga-
rem seus credores apresentem as contas na dita
casa, que serao salisfeilas dentro de tres das.
aigiagaM-K-g^EBa^ casa
INJECTION BROU
fiemedioinfallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
t'aico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
Pmqo da frasco 3^000.
81110101
A.li. S.UVE OS 4fc WOL1M.
Scientillcam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que inudaram oiantigo eslabelecimeuto de fa-
zendas que tinhain na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdq sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr.com-
mendador Magalhes Bastos, oude continuaro a ter o mais
completo sortimento de faiendas de todas as quadades
para venderem por mdicos; presos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RA DO QUEIMADO N. 31.
Aluga-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado. |
_ Aluga-se um moleque de 18 annos para spr-
vir em qualquer casa eslrangeira ou de homem
solteiro, por ser muito fiel e sera vicios: procu-
re na ra do Cabug n. M$, *
Lava-se e engomraa-se com toda perfeijo;
na ra da Soledade n. 5*.
FrecUa-se de urna ama de leile que aeja
boa, sadia, sem filho, e com bastante leile: quem
eslirer oestas circumstancias, dirija-se a roa das
Cruzes, aobrdo de doga aodarea n. 2, o Bri-
mojia andar, que aehara com quera tratar. '
Trovador.
O proprietario deste estabelecimento desejsn-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
rs um primorosobilhar de mognoe o tem a
disposo.."o dos amadores desso bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexaro de fre-
quenlar constantemente o seu estabelecimento,
concorrendo assim para que seus exfnrcos sejam
coroadosdebom xito. Ra larga do Rosario nu-
mero 44.
Precisa-ee de ura cozinheiro ; na ra Nova
n. 21, loja do Germano.
Aluga-se uma escrava para casa de pouca
familia, a qual eozinha soffrivelmenle o diario de
uma casa, muito fiel e sem vicio de qualidade
alguma : a tratar na ra do Sebo n. 20.
Gratiiea-se bem.
Fugio um criado de nome Elesbao Francisco de
Barros, natural do Cear, idade 14 annos, gros-
60, baixo, cabeca chata cabellos carapinhos,
olhos grandes e abotoado6, sobrolhos largos, cara
larga e achatada, levou camisa branca de mada-
polao e caiga branca,indo levar um cavallo alasao
na ra do Colorello no domingo passado, dahi
fugio, e presume-se que esteja em algum dos
arrabaldes da cidade: quemo pegar e levar ao
collegio Bom Conselho, ser gratificado.
Desappareceo no dia 18 do correule, do si-
lio de Manuel Luiz Goncalves, na Ponte de Uchoa,
uma canoa abarla que podo conduzir 500 lijlos,
forrada do cobre, com 2 banquinhos na proa, um
menor outro maior, e com um bico de forro na
proa : quem della der noticia na ra da Cideia
do Recife n. 43, ou leva-la no seu sitio, na Pon-
te de Uchda, ser recompensado.
Attcnfjo |
{Quem annunciou querer comprar uma |M
mobilia de Jacaranda com lampos de pe- x
dra dirija-se a ra do Arago n. 14, das m
8 horas do dia al a 10, quo achara uma 2
H mobilia Luiz XIV. W
Umjwttmam'Mm mmsmm
O aclual esenvaoda rmandaJede Sanl'Ao-
na da igreja da Madre de Dos, convida a todos
os seus irmos a comparecerem no consistorio da
dita irmandade, domingo 27 do correnle, pelaa
10 1(2 horas da manhaa, afina de reunidos em
mesa geral deliberaren! sob negocios de impor-
tancia tendentes a mesraa irmaadado.
Jos Vicente de Lima,
Escrivio.
Precisa-se de um criado que eolenda de
cochotra, prefere-se escravo ; na Boa-Visla. ra
doTarabiB. 11, cocheira.
D-se dinheiro a juros sobre peonares de
.., ouro e prala, em pequea quanlias : na ra da
n 10 r?.. ^?6 a1 % 6^llSh "ni,,y pPIy *' Sadeia d0 Recife 24, segundo andirVw 7 *
o> 10, ra estrena do Rosario, segundo floor. .9 horas da manhaa, e das 4 s 6 da tarde,
7-^a cocheira de mnibus de Claudio Dubeus
existem recolhidos dous burros, igoorando-se a
quem perlencem : quom fdr seu dono pode pro-
cura-Ios.
Aos consumidores de gaz.
A empreza *Ia illuminacao
4 gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o fa^or de nao en-
tregare m aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena-de lb.es ser novamentc
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando se a actual residencia
do Sr. Jos Mana de Olreira e Silva
natural de Lisboa, que oi guarda do
gabinete portuguez de lei tura e ultima-
mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Guimaraes, roga-se ihe
Notas
de 5#000 e de 1#000 de uma
figura.
Trocam-se eetas nntaspor gneros, no estabe-
lecimento de Sodr & C. ra estrella do Rosario
n. 11 ; tambera se veodera as bellas uvas de lia-
marac.
ADVOCACIA.
O abajxo assignalo mudou seu escriptorio para
a ra do Imperador, oulr'ora do Collegio n. 54
primeiio andar, onde pode ser procurado todos
os das uteis, desde as 6 horas da manha at as
4 da larde.Antonio J. da Costa Ribeiro.
SOCIEDADEIMRIA
Amorim, Fragoso Sanios
Companhia.
Os senhores socios cotumandilarios sao convi-
dados a reunirem-se em assembla geral segun-
da-feira 28do correnle, no escriptorio da sscie-
dade Bancaris, ra da Cadeia do Recifo n. 6, as
11 horas do dia, afiro de dar coinnrimento ao que
dispoea ultima parte do artigo 3. do respectivo
contrato social. Recife 22 de Janeiro de 1861.
Mu noc Ferreira da Silva Tarrozo
na rtia do Apollo n. 28, saca sobre a
cidade do Porto.
A cba-se a berta a matricula d'&ula
publica de latim da freguezia de San
Jos desta cidade, e o seu exercicio tera'
jComeeo no dia 4 defevereiro prximo
futuro: os nteressados dirijam-se a'
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver di Baker.
Machinas da coser: em casa da Samuel P.
Jobston & C, ra da Sentada Nova n. 52.
Ha um excedente bola com todos os seus
pertences para alugar, pelo preco e lempo que
ae coovenciooar ; a tratar na praca da Indepen-
den' ii n. 3{.
Alugam-se o segundo e tereeiro andares da
casa da ra da Cru n. 45 : trata-se no primeiro
sudar da mesma casa, das 9 horas da manhaa s
4 da tarde.
Vllldanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de oulraa provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinba
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado soitimenlo
de fazendas de todas as quadades para vender
em groso e a retalho por presos muito baratos :
na do Crespo, sobrado de 4 indares n 13, e roa
do Imperador, oulr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Precisa-se de uma prela escrava que saiba
cozinhar e engommar : na ra da Senzala Velha
numero 106.
ag O Ur. Joao Maria Seve medico parleiro
O e operador avisj aos seusdoenles e arai-
4fc gos, que mudou a sua residencia para o
*P bairro da Boa-Vista (liba dos Ralos) ra
f& do Seve ou unio, casa n. 28, onde pode
9 ser procurado para o exercicio de sua
bs profisso, a saber de manha at as ID
j5 horas e de larde das 4 em dianle.
ss Os moradores do Recife, Santo Antonio
k eS. Jos para mais commodidade pode-
* rao dirigir os sem chamados por escrip-
g lo, fazendo as devidas notas da ru\ nu-
^ mero da casa e assignatura, sendo : no
\g Rerife ra da C.\ leia loja do Sr. Joao
fg da Cunha Magalhes c em Sanio Antonio,
rua ora botica do Sr. Jos da Cruz
Santos.
LINES
DE
PARTIDAS D0BR\IUS.
O ensino pratico de escripturnco rommerrial
por partidas dohradas e de arilhmetica, dirigido
polo abalxo assigoado, contina a funecionar re-
gularmente as quarias e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessoas que desejaiem ter conhecimenlo de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do annuncianle, na ra Novo n. 15, se-
gundo andar, nos dias e horas arima designadas.
E tao claro e fac' o syslema de esrripiurar os
livros mercantis por partidas dobradas, que s es
pessoas desfavorecidas do menor grao rie intelli-
gencia serao capazes de naoreconhecerem a ver-
dade do expendido logo as primeiras lices que
receberem do abaixo Assignado.
M. Fonseca de Medeiros.
Altenco.
Gouvea & Filho com casa de cc-nsig-
nacOes novamente estabelecida ne$ta
praca, avisam aos seus coinmitter.tcs e
ao publico em geral, que podem ser
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
i O Dr. Casanova I
H pode ser procurado todos os dias em seu 8
Jg consultorio especial homeopathico.
30Rm das Crozes-30
i| Neste consultorio lem sempre os mais
g novos e acreditados medicamentos pre-
1| parados em Paris [as tinturas) por Ca-
Stellan e Weber, por precos razosveis.
Os elementos dehomeopalhia obra, re-
commendada inlelligencia de qualquer
pessoa.
*m}^mwamm-m$mmmm
Maooel Ignacio de Oliveira & Filho sacam
sobro Lisboa e Porto : no largo do Corro Santo
escriptorio.
S@994lSS
% Dentista francez.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- i
g rangoiras d. 15. Na mesma casa lem
m agua e p deniifico. @
. queira i futuro: os nteressados dinjam-se a'sito nV'^ZTal U^/Z^T uSt
comparecer a*ua do Crespo loja n. 20 casa do respectivo prolessor sita ola,-!" diaiant. desu pra'c.f esi engeDno
A, que se lhe deseja fallar.
go do Terco n. 33.
VIA FRREA
, tem muito boas trras, boas matas, e 6i
: bom de agua com a nova obra que se fez. trm
grande casa de vivenda e concertada de novo
sarreja de dous a tres mil pes e mais que s
queira plaotar, pois lera Ierras suficientes para
isso : quem o pretender, procure ao maior Anto-
nio da Silva Gusmo, na ra do Queimtdo
n. 41, ou no mesmo engenho.
DO
II
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUNDA SICtyO AT A KfAM.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguiute :
loja
CONSULTORIO
DE
que saiba cozinhar
na ra do Caldei-
Precisa-so de uma ama
e fazer lodo servica de casa :
eird, taberna n. 60.
PrecUa-se da quanlia de 600# por 4 mezes,
pagando-se um juro vanlajoso, e dando-se em
hypotheca um excelleute escravo ; quem quizer
aonuncie.
' Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
13 da ra da Lapa ; a fallar no armazem do
mesmo.
To be let ono pr tworooms with or wilhoul
estacOes.
Cinco Ponas....
Afogados........
Boa-Viagem.....
Prazeres.........
Ponl<>zinha.......
Ilha..............
Villa doCabo.....
Ipojuca.........V
Olioda............
Timb-Ass......
Escada (chegada).
Trens para o interior.
DIAS DE TRABA-
LHO.
HAHHAA.
ESTAgOES.
Escada.........rtJ
Timb-Ass.......
Olinda.............
Ipoiuoa.......
Villa do Cabo.....
Ilha................
Pontezinha........
Prazeres.......
Boa-Viagem..
Afogados..........
Cinco PonUs (che-1
da.)...........
Hor.
8
8
8
9

9
9
10
10
10
10
Mili.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
TARDE.
Hor.
4
4
4
5
5
5
5
6
6
6
6
Min.
3l|
10
50
15
25
40
20
35
50
DOMINGOS EDIAS
SANTOS.
MAMA.
Hor
7
7
7
8
8
8
8
9
9
9
9
Min.
30
40
50
15
25
40
20
35
50
tarde.
Hor.
6
6
6
7
7
7
7
Precos de bilhetes.
VIAGENS MNGE-lVIAGENS DE ID\
LAS. VOLTA.
Min.
30
40
50
15
25
40
Trens do interior.
!.
400
120
1400
2400
2700
3400
4500
5300
6000
6500
2.
30)
900
1100
1900
2IK)
2700
3300
3800
4300
4500
3.*
200!
5(10'
600
1OO0>
1100
1400
2000, 6900
2300 8000
2600 9000
30.I0I100OO
l.. 2 3."
-*.
600 500 300
1800 1400 800
2000 1600 900
3600 2ti00 1500
4000 3200 1700
5000 4000 2100
5000* 3000
5700 3iO0
6500. 3900
7000 4500
DIAS
DE TRABA-
LHO.
MANHAA.
Hor.
5
Min.
45
5
20
35
15
25
40
50
10
TARDE.
Uor.
1
2
2
2
3
3
3
3
3
4
Min
45
5
20
35
15
25
Si
lOfl
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
MAMIAA.
Hor.
Min.
15
35
.40
50
10
TARDE.
Hor.
3
4
4
4
5
5
5
5
5
6
6
Min.
5
20
35
15
25
40
50
10
Precos de bilhetes.
VIAGENS SINGE-
LAS.
1.a
700
1400
2100
3200
3800
4400
5000
5600
000
2.a
500
1000
1500
2200
2800
3100
3800
4000
4300
3.
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
1.a
1000
600] 2100
900 3200
140(1 4800
1700 5700
1900 6600
2300 7900
2400 8100
2700 9500
6500 4W 3Q0O|l 0000
AssignadoE. B. Bramah] '"
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700
6000
6800
7000
3.a
500
900
1400
2100
2500
2800
3400
3600
4000
4500
Superlnlendanle.
Joao da Silva Ramos,
Medico pela universidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio dos Buritis na estrada do Arraial,
raeu consultorio estara' aberlo todos cj
dias das 9 horas as 11 da manhaa edas
3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terao a bondade
de dirigir os chamados porescripto pa-
ra a loja de louqa defronte da casa de
mirilla residencia na ra Nova.
John R ostrn retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
LicOes de inglez e francez.
Inglez e francez, ensinadas a cscrever e fallar
da maneira mais fcil, de manha e de tarde na
ra estreila do Rosario n. 10, segundo andar.
C, a vapor Viarno.
Quera se achar coro direitoa dividas, dirija-se
a bordo do raesmo, todos os dias, das 10 ao meio
da, nao sendo feriado.
Oabaiso assignado declara que vendeu o
aeu deposito de Tender ansucar sito na ra lan*a
do Rosario n. 35 so Sr. B-rnardo de Souza Leile
Bastos. Iivro e deserobaracado de impostas na-
conaes. e alugueis, Ocando todo o anivo e pas-
sto a cargo do mesmo comprador. Recife 22 de
Janeiro de 1861.Antonio Joaquim Cascao.
Da eulabaixo assignado, que comprei ao
Sr. Antonio Joaquim Cascao o deposito de ven-
der asaltear silo na ra larga do Rosario n. 5. e
por tal o hei por desonerado de todo o aclio e
passivo do mesmo deposito, or ser cu o nico
responsavelBernardo de Souzi Leile Bastos.
Furtaram na noiledo dia 20 para 21 do corren-
te mez 2 b.ns com os signaeaseguintes: 1 grande,
cor vermelho ponas viradas cara dentro c
gastas, tem a pona do cabo branca, rabadilha
de uma banda ; outro mais pequeo, caslanho
cor de raposa, calcado de branco dos dous ps de'
iraz a barriga em baiio branca, os chifres um
lano flooa, a cauda corlada, a cabeca pequea
ero cima da anca um aignal de ma* de besla
uma estrella pequonina na testa ; ambos esta-
vam gordos, e eiao de carraca ; quem delles der
noticia ou os apprehender. ser generosamente '
recompensado, na ra do Rosario da Boa-Vista
D< DO*
Ao publico.
Luiz Epifa.nio Mauricio Wanderley declara que
ae noje para sempre asslgnar-se-h
Luiz Bpifanio Maurica.
Preeisa-sa de um criado braaileiro para o
ser ufo interno e externo de casa de familia; na '
ra da matriz da Boa-Vista o. 24.


<*)

M1BH) 'DltMMHIWfl^ UMAM NNliKIM Bt*Mi,
Compras.
Compram-60 mopas de ouro de 28*000:
ai tu a Qa Cruz, arruazer n. W.
Coiupram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, e troram-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos,
de ambos os sexos, que sejam sadlos e le boa
figura, com habilidades, eque sirvam par o ser-
vico de campo, de 8 a 40 annos de insde ; no es-
cripiorin na ra Dimita n. 66.
Compram-se moedas de ourobrasileiras de
20* ; no esnriptorio de Maooel Ignacio de Oli-
Tcira & Filhos, largo do Corpo Santo.
Compram-se seravos
sendo do sexo masculino, mo;os, de 12 a 20 an-
nos de iJade, e sadios : na ra da lmperalriz u.
18. loja.
Compra-se
na praca da Independencia n. 22, notas de 1* e
53000 ve!h.as, com mdico descont.
Compra-.e uma grade de madeira com ba-
laustres para escriplorio : na prac,a da Indepen-
dencia n 22. loja.
Vendas.
Queijos do reiao a 2$.
Na ra das Cruzes u. 41 A, taberna da porta
larga, veudem-se queijos no vos a 2* cada um.
Botinas pretas a Garibaldipa-
ra senhoras a 5$ o par.
Vendem-se na loja do vapor, na ra era nu-
mero 7.
Botinas de cores a Garibaldi
para senhoras a
Uchoa.
Vende-se na par do .rrejos para carro de
4 rodas com pequeo so. e por preco commod:
na ra do Trapiche n. 14, .primeiro andar. Ha
mpsma casa vende-se urna bonita parelha de ffl-
vallos do Rio Grande, estando j ensinado otra
cerro.
Vela de carnauba e ditas de cemposlcio,
tanto para a trra como pira embarque, porte-
os prego do que em outra qualquer parte, por
haver grande porcao : os compradores podero
dirigir se rua do. Y'uaiio, caaa n. 39, qoeaeha-
ro a qualquer hora cum quepa tratar.
Vende-se orna casa terrea com 8 mei-aguas
no fundo, e chaos propries, na ra do- Padre Wo-
riano ; cujas rende per Mino 1:5508 ; a tratar na
ra larga do Rosario n. 2o, segundo andar.
e>j*Mr
,m# n#ehi
dos, e seus utencHios : cjut
car caiga -
" r achara
do lfltoa,
ra da Moedi n. 27.
Vende-se leile a 280 rs. a. garrafa : na ra
larga do Rosario b. 42, escada ao pe do hotel
Trorador.
Vende-se urna esejava .mojfs, seforcede, e
com eJgMi4-h#Jiilidads ; na ra 4a lmperalriz
n.,3, segundo andar.
IPIM OlBiWJUL
Velbutinado cores que parece rerdadeiro vel-
ludo, capa de la,de diversas corea.e mascarai:
oa ra do Cabugin. 8, loja de Almeida & Burgos
Vende-se*a iua de Apollo n. 28, armazem
dc-Hanoel FecriF* da Silva Tarroso, o superior
vinho do P'10 era garrafas, por prego cemmodo.
DMlffillf
DE
o par.
Veudem-se na loja do vapor, na ra Nova nu-
mero 7.
Vende-se um bonito escravo de idade de
22 anuos, muito possanle. bom canoeiro, amassa-
dor e serrador, muilo hbil p*ra qualquer servi-
go, proprio para eogenho : as Cinco Ponas nu-
mero 50.
Villa do Cabo.
Armazem do barateiro.
Rua do Livrainento, esquina da travs-
sa da Torrinlia.
O Mchalo avisa a seus freguezes que conti-
na a ler gemir grande sortiinxnlo de carne, ba-
calho, e os mais gneros necessarios para des
pensa, e vende pelos meamos pregos do recife.
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RUA DO QUEMADO 40
Defronte do heneo da Congregaco letreiro verde.
19000
4Uenoao.
Proprio para o carnaval.
Chapeos amazonas a 4*500, velbulinas de co-
res a 560 o covado, vellu lilho de cor a 780 o co-
vado, lencos do seda p*ra meninos a 160. ditos
maiiirtsa 600 rs. : na rua do Queimado. luja nu-
ttero 51.
Vende-se ou aluga-se uma prela croula,
de 25 a 30 annos. cozinha bera e faz lo lo o mais
ervico d6 urna casa, e ptima quitandeira : a
tratar na rua duCadeia Velha o. 27.
Vende-se um terreno de marinha nos fuoL
dos dasca'HS da na do Vigario, ao p do trapi-
che do Cunha, rom 9 bragas de frenle.no aliona-
ra en to do caes projectado, proprio para se.edifi-
car um armazem que sirva para trapiche, ou pa-
ra ser alfandegado : a tratar na rua do Trapiche
n. 14, primeiro andar.
Vende-se urna casa terrea com bastantes
commodos ni rilado da Victoria na rua da Paz
lado direlto u. 7, qunin a pretender comprar di-
rij-se. a rua de Sao Miguel, taberna n. 63 nos
.Atingidos que ahi se dir quem vende; a cas
tem os chaos pmprios.
Ama.
Prerisa-se de uma ama de leite, na rua da
C'mbda do Carino n. 4.
Vjende-se por todo preco remos de faia che-
gados ltimamente, Otees americana, tanto de
pono como de vara em barris de 200 libras o a
rotalho no armazem de Andr de Abres Porto,
rua dn Trapiche-novo n. 14.
Burros c cavallos de Montevideo, por lodo
prego em lotes a prazo, e a dinheiro no arma-
gem amarello defrome do arsenal de mariuha,
de Andr de Abren Porlo, se far t>do e qual-
quer negocia das 6 da manha as 6 da tarde a
tratar nos armazens, ou na rua doTropiche-novo
n. 14.
Escravos Jjons.
Uma escrava, idade 33 annos insigne engom-
madt-ira e cosinheira por 1:U03*. 3 ditas para
tolo o servico, idade 30 a 40 annos, de 700} a
800J. urna mu.eca, idade 9 annos por 700. uma
negra moga para todo oservigo por 1 OOOJ, na
rua das Aguas-verdes, n. 46.
LIQUIDi(M
Barato que admi-
ra, na rua do
Queimado n. 47.
Vcnilem-se raussulinas de cores 220 rs. o co-
vado, ripeado francez a 180 rs. o covado, chitas
flxas a 160 rs. o cova-lo em retalno e a 120.
eambraias de barra a 2,800 rs. o curta fizonda
Boa, chitas de barras a 2,000 o corte, corles de
risrado francez cora 13 covados a 1,500 rs gra-
vat is de seda de cores a 300 rs., a 600 rs., lencos do seda grandes a 800 rs. gan-
gas do cores para calca a 500 rs. o covado, cor
les de l para caiga a 2,000 rs doi do brira
adamascarlo a 2,400 rs groslonapoles prtos
fazenda boa a 1,600 rs. o covado, setim preto
maco a 2,800 rs., lengos de ganga a 210 rs.,
ditos do chita a 200 rs chales de merino liso a
4,50>l rs., .ditos bordados a 7,000 rs., chales de
l e algndo a 1,000 rs., chitas largas fr*ncezas
a 2t0 rs. 0 covado fazenda boa, ditas escoras a
220 rs.. madapolao de 4*200, 5*000 e 4tf800 rs.,
cortes de castor fazendi boa para caiga a 900 rs.,
brim pardo a 500 rs a vara, e muius oulras fa-
lendts ojio se vendem a vista do dinheiro por
todo prego: dao-se amostra com peohor> a.
por todo preco
A dinheiro ou mesmo a prazo
de 100$ para cima.
Por ler de retirar-so o proprietario desle esta-
belecimeoto para o centro da provincia por in-
comraodo em sua familia, tem resolv.lo vender
seu dito eslabelecimentn, acabando com toda fa-
zenda para com mais facilidade vender armagao
redo/indo os pregos do seus calgidos para os se-
guiol-s : Bor/eguins para senhora, sem nenhum
defeito a !^'j0. ditos com ulgum defeito no els-
tico a 20500. sapatos de lustre com franjas e fi-
vellasa 19)20, tj280e1M0, ditos de marru-
qi.im a 640 e 720, ditos de borracha para a pre-
sente cstacao para homem e senhora a >2lO, es-
palos de lustre para horam a 200 e 3^000, e
Com borrocha a 3ft500, sapatos virados de lustre
para humem forrados de marroquim a 1? l#6O0,->
tamancos dn marroquim o primor a 200, 400 e
500 rs., apatinhos de la pira crianza, couen ra-
ra s 320 rs., bonetspara miuiino, d .panno IW10,
a 640 rs., borzeguins de setim para senhot a 6,
e oulros mu'tos calcados que so vendero s*m
resrva de prego: na rua do Livnamonto, loja
o. 27. -
Vende e UTa ?e$tido de montara'
de p a ono fino preto, euro ilhao de vel-
ludo carmezun todo novo : na rua da
Cruz n. 49.
Seda de quadrinhos muilo fina covado
En faites de velludo com froco pretose
de cores para cabega de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda l
e seda, carnbraas e seda tapada e
transparente, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senhoras, hornease meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
2000 e
Manas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lengosde gurguro prelos
lucas capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafeta rdxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
29500
8500
2000
8500
30
500
Setim poeto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa p reta e de cores propria par?
forros com 4 palmos delargura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales deloquim nuito finos
Grosdenaple prelo ede cores de (odas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda prela
com froco
19600
2*000
1*500
GMDE SORT1MENT0
DE
fazendas e roupa leila
NA LOJA E ARMAZEM

PROGRESSO
de
-iargo da Penha-
Os proprietarios deste estabele-
ciraentoconvidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
achara em seu armazem de raolhados de oovamente sortido de gneros, os melhores que tem
viudo a este cercado, por cerera escolhidos por um dos socios na eapital de Lisboa e por serem
a maior parte delles vnoos por coma dos proprietarios
Gigos com c\\ampau\ia
las melhores marcas que ha no mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caitas proprias para mimo a 19000.
Barris com aieitonas
os mais novos qua ha no mercado a 192000.
Serveja branca
das mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e era garrafa a 500.
Queijos ameiigos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parlo
da melhores qualidades quo tem vindo a tste mercado a 900 res a libra, e era porrjo se fa^
r algum abatemenlo.
Queijos swlsso
recentemente chegado e de suqerior qualedade a 960 reisalibra.
Chocolate
dos melhores autores de Europa a 900 rs. alibra em porcao a 850 t.
Marmelaaa imperial
do afamado Abreu.e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porejio de se far algum abatimento.
Ma$a de tomate
sm latas de 1 libra por 900 rs.,em porgao vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e ingleas
ts mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de baiacuinna de soda
com diferentes qualidades a 19600 a lata -
A.meix.as traueexas
ts mais novas que tem vindo a este mercado em compoteiras,contando 3 libras por 39000 rs.
9 em latas de 1 e l|2 libra por 19500 reis
Caixinuas com 8 libras de passas
i 39000 rs. em porcao se far algum batimento, vende-se t a mbem retalhoa libra a 500 rs.
Hanteiga iuglea
,perfeiamenteflor a mais novaque ha no mercado a 19006 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cha perola
o melbor que ha nesle genero a 29500rs. alibra. dito hyson a 29000 rs.
Manteiga franceza
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toncinbo de Lisboa
mais novo que ha no mercado a 310 reis a libra.
Macas para sopa
m caninhas de 8 libras com deferentesqaalidadespor 49*00 rs.
Tambero vendetn-seos seguintes gneros, lado recenitmentechegado e de superiores qua-
lidades, presuntosa 4BO rs. a libra, choarige muila nova.mtrmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de tomate, perasecea, passss, fructas em calda, amendoas, noaes, frascos com
tmendoas cobertas, eonfeites, pastilbas de variasqualidades, vinagre braneo Berdeaux, proprio
para conservas,charutos dos melboree fabricantes de San Flix, mscas de todas s qaalidarJes,
gomma muito fina, er*Wbas franceaas, champagne ae mais aerodiudas marcas, cervejas dediles,
spefraacete barato, licores franrezesmuito floos, marfesqnincvde zaTa, azeiledocepurificado, azei-
iiHonovB, banha de porco reflnpfla e outros moiios paneros queencontrerao tendentes a
Joaqoim Rodrigues Tarares de Mello
ROA DO.QEIMADO N. 39
IMSVA'lMl oe <}*tRO OBfAS.
rn5J5-'"nig,l,ptol0 rtimanlo de roupa feita e
connaa a lodos seus fregueies e a quem deseiar
. SL u?or,m? feh0 cora todo gosto diriiam-se
a *sle estabelectmenio que enxontraro um ha-
Dti artista chegadu ltimamente de Lisboa para
esempenhiir as obras a vontade dos fregueses e
. i? u grande sorlimento de paletots saceos
m.u m de4,?la>enha de c6r ciozento, estswos,
ts Claro a 4 cada um. ditos da mesma fa-
zenda de pura la Una a 89. ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e smenlos de
apurado goste- 10#.dios do casemira de cores
icV5J- de "oa mira de quadriohos a
inditos de alpaca fina saeeos a 6j, ditos ao-
brecasacosa 8, ditos com gola de velludo a 9$,
flitos de panno e de casemira prela a sobrecasa-
d.s a 229. 2jJ e 30*. sobreessacos muilo finos a
Jo e 409,-paietois.de bros, de fusto e de gan-
ga a 49 e collotesde velludo bordado a 12*
ditos de gorgurao de seda pretos muito boa fa-
i 1S* dltS de casenr 59, ditos de fus-
taoa35500, caigas dcbrini e de fisto a4j e 53,
ul'lftfVTl" fcores a 9* e 10' dil" P"
ia a izj e 149, assfm como muilos mais artigos
que sena mpescirelaquias poder mencioaar!
Barato.
Para quem precisa de eslabeleccr qualquer ne-
gocio em ponto pequeo, aluga-se a loja da rua
ireita n. 102 com a compleme armagao, pro-
pria para qualquer negocio : quem precisar pode
procurar na mesma rua n. 100
S0 NO PRO-
gresso.
Queijos lamengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2S500 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da Penha n. 8.
LinhasdeJ^eM V.
Tende-se na roa larga 9o Solano, paseando a
botica do Sr. Bafthpiomeu. sea$d loja de miu-
dezss B-98,.iea Mit^dMiraniMriimenlo de
linhas de Pedro V. em cartao, e muito em centa.
proprias para papa de faapilta eplfautss. Ka
mesma. loja iem^ranJe soMmMto' d* mMnm
a vontade dos compradores, ludo muito em JBta
que sai isla se dir o ,pra?o.
Vende-se um pisno de mesa, en bomes-
tado.^iMMna .para spaendar. pN ftatacoai-
d; yy>t4afafawa.D, tmraewaBdar.
,- Acba.M Aieoda no paleo do Paraiio mA9,
em caaa.do Sr- AvRasto Xavier de oma Fopseca,
o dicciona.rie dos termas das molesliss, contpndo
atora disto a descripcao dos priocipaes ergios que
enlram a composigao o corpo bwaano, da la-
bre, suas divides e deDomioacops, d cirouU-
;o, dossymptomas e suas divises, ele etc. ; e
roga o abaixo assignado aos seohores aseignantes
da dita obra que teaham .a boqdpde de mandar
recebe-la nos lugares cima, mencionados.
Vende-se uma morada de casa
terrea na rua da aaairiz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rua sobrado que ?!-
ta para a ruada Gloran. 33.
Rua do Crespo,
loja n. 25, de Joaqtiim Ferreira de S, vende-se
por pregos baratissimos, para acabar: pegas de
cambraia lisa n a 3, rgaadys muito fiaasc
modernas a 500 rs. o ooredo, cassas abortas de
hernias cores a 240 rs., chilas largas a 200 e 240,
cortes de cassa de cores a 29. entremeios borda-
dos a 19660 a pega, babados bordados a 320 a
vsra, sedinhas de quadros finas a 600 rs., casa-
veques de cambrdia e fil a 59, perneadores de
"robraia bordadas a 59, gollinhas bordadas a
640, ditas com ponas a 29500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a *, damasco de la com
9 palmos de largaras 19800, bramante de Hubo
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas do fuslo en-
feitadas a 59, pegas de madapolao uno a 4$, laa-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 29, sobiecasaeas de panno
fino a 20$ e 25$, paletots de pannoe casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 3*500 a-89, ditos de
brim de crese brancos de 39500 a 5J, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim decores o brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e decores para todos os pregos,
colletes de casemira de cores finos a 59 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do su
valor para fechar contas.
Vende-se um moleque de idade de
19 annos pouco mais ou menos com al-
gum i% habilidades, o qual cesinha, co-
peiro, boleia um carro : a ver e tratar
na rua da Aurora n. 80.
Vende-se a taberna da rua doa Copiares,
boceo do to>oio n. 12: a tratar na mesma.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
H Moendas decanos.
#.fajina
B da* dentadas.
# Bronzes e aguilhes.
p) Alambiques de ferro.
% Crivos, padroes etc., etc.
Naif podlcpe g,Uxrodt 9lV*owman,
0 ruado Brum passaodo o cbafariz.
l
S
Bolsas de tapete -para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de pele ro-
pns para vuajeos, etc., etc., pelos baratissiseos
pregos de 59, e 7 : si loja da aguia branca,
rua do Queimado o. 16:
240.
Gurgel & PenJigo.
Rua da Cadeia loja n. 23.
Receberam modernos vestidos de phan-
5 tasia e de cambraia brancos bordados.
Receberam eros vosliJos de seda, di-
tos de hlonde com todos os perlences.
Ki'i:-' bf rain
de
completo sorlimento
manteletes, sabidas de baile., ulma
croxo de-seda, Bftis prelas bordadas.
Vendemmodernrs chapeos de palha,
enfeites modernos para senhoras.
saias balao de
senhoras e me-
Vendem as commodas
mussclins e culim para
ninas.
Vendem seda de quadrinhos, grosdena-
ples eserrros. dilosdcquairinhos.morean-
tique e lanzinhas era covado, cassas de
salpico.cambraiade cores.organdis e mais
fafendas proprias paravestidos.
A loja da ba-f
na rua ao Queimado n. 11
est muito sorfuVa.
c vende multo barato :
Brim braneo de puro lioho Irangado a 1SO00 e
WOOrs. a vara; dito pardo multo superior a
1J200 a vara ; gangas francezas multo finas de
padroes oscuros a 500 rs. ; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o no-
vado : cortes do caiga de meia casimira a 1J600;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 22* e a 249 rs. a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodo muilo
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 29400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 29100 a
duzia ; ditos maiores a 3J ; ditos de cambraia
de linho a 69, 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos multo finos a 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
loaSjOOO; e alera disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na rua do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com (velas para cintos de senhoras e
meninas, o pele baretissirco prego de 2<[: em
dita loia da af?uia branca, rua do Queimadonu-
mero 16.
Chcgueni ao barato
tonaa
mamados, por isso preroettem ospropriesrios venderem por muilo '-rueos doqueeutro qualquer,
proraenera mais tambera servirem aquellas pessoss qne mandrem por outras poueo praticas como
se viisera fessoalroente ; rogara tambera a todos os senhores de engento 6 serrantes lavradoras
queiram mana r suas encommenda no armazem Progresso, qne se Ibes affianca a boa qualidade e
a acondicinamelo,
O Preguica est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. S.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira.esoura infestada propria para cai-
fa, collete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3$,
49, 55, e 65 a peca,, dita tapada, com 10 varas
a 5* e 6$ a peca, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de merino eslanpado a
79 a 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, mnito finese 89500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 4$ a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 3*50O a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitas eseuras inglesas a 59900 a
pega, e a 160 rs. e covado, brim braneo de paro
linho a 15, 1*290e 19600 avara, dito preto
muito encorpado a 1*500 avara, brilhantina
azul a 400 rs. o covado, alpacas de difiranles
ores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 2**00, 3* e 39500 o covado, cambraia
prela e de slpiecs a500 rs. a vara, e outras
'murtas tazan das qne se far patente ao compra-
dor, da (odas se darao amostras com penhor*
Cassas de lindos padroes e cores Osas qne se
pode garantir aos comprados, s 240 rs. o covado,
na rua do Queimado, loja de 4 portas n.39.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
tornos de ouro de diversos fabricantes inglezes,
por prego commodo.
A.ssucar e carina.
Vende-se assncar mascavado a 100 rs. ali-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo o. 16,
casa pintada de amarello.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos. de largo.
No armazem de tazendas da rua do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser di melhor qualidade, e todas brancas
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grande sorli-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Mav a tra-
tar no mesmo* deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Ghega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores flxas
a doze vintenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quaoto nao ao acabara ;
oa rua do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
a da Boa f .
\u.a do Queimado n. 39
Lega de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda de cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
60*000,ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que esiac-se acabando
a 309000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 89000, ditos sem ser de ponta redonda
a 8*000, ditos estaopados com listras de seda
em roda da barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 7*000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, ditos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitadosa
259000, ditos muito superiores a 30*000, en-
feites de vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdisda mais fina qne ha no mer-
cado a 19000 o covado, eambraias de cores
de padroes muito delicadosa 800 rs. a vara, di las
de oulras qualidades a 60Q,rs. a vara, ricaschitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 30O,
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, peitos para camisa a 240rs.cada uma,
cortes de casemira decrese 6*000, ditas em
pesca de quadrinhos a 4*000 o covado, gollinhas
de muito bom goslo a 1*000, ditos de outro
bordados ricos a 30000, manguitos de cambraia
bordados a 3*000, trasbordados e entrimeios
que se vendem por proco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de ermneas, e capinbas
para senhoras a 19400 rs. o covado, corteado
eambraias de satpicos a 5*000, cortes de cam-
braia en/citadas com tiras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqu i pode-las mencionar todas.
Linha americana a 100 rs.l
de 200 jardas
branca e de todas .as cores, estas linhas;
sao fabncadas para cazar em machinas
por serem muilo fortes e iguaes sao as
melhores linhas que tem vindo a este
aereado.
Retroz e trocal preto e
cores
tambem proprio para coser em .machi-
nas, vera em carreleis e vende-se em li-
bra a 289 ou *S m carretel de 12 em li-'
bra : na rua da Imperotrir n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. B. Como existe um grande sorti-
menlo destes nbjectos vende-se mesmo
a quem nao tem comprado machina da
coser.
Vinho do Porto, germina,
Rico de 1820.
Stomacsl de 1830.
Precioso de 1847. -
As duzias.e em eaitinhas, a dinheiro, por ba-
rato prego : rende-sena rua do Trapiche n. 40,
escriplorio.
1IHIII
IVeiide-se E
1 Relogios patentes. ------
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisa's.
Biscoutos
Emcasade Arkiright AC, ruada.
Cruz n. 61.
Farinha a 3J500
Vendesefarinha de mandioca a 5#500
a sacca : na rua da Madre de Dos nu-
mero 35.

1 oa j* n n 9 hb
Seguro contra Fogo
COMPAimiA
i

I
I
e
i
i
LONDRES
AGENTES
J. Astley 4 Companhia.
I
Veede-se
para
I
Por metade do seu
valer*
Ra do Queimado n. 19.
Vestfeedeiraze e phontasra.maitoslindos.de
duassaias, pelo baralissirae preco de 10#cada
um corle.
baratas*
19 Rua do Queimado 19
Cortes de cambraia branca multo fina com sal-
picos miudinhos a 4#60O.
Cambraiela para vestido, muito fina, pelo ba-
rrtirtlmo preso de 2*TJ0D, 9800,39 e 3*500 cada
pe Baldes de mussulina, ditos arrendados, ditos I preco.
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Fsringardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posieo.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. AqtleyjHC.____
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler A Wilson e
Geo. B. Sloat AC.
Estas ma-
chinas q ue
sao as melho-
res e mais
d u r a i auras
moslram-s* a
qualquer hora
e ensiua-se a
trabalbar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se
sua boa quali-
dade e dure-
cao : no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leite & Irmo, rus da I rape-
ralriz n. 12, adtigameote aterro da Boa-Vista.
Botica.
Berlholomcu Francisco de Souza, rua lirg
ito Rosaiio n. 36, veis os seguales medica
censas s
Rofe l'ABecteur.
Pilulas contra sesSes.
Ditas vegetis.
Salsa parrilba Bristei. .
DiU Sands.
Vermfugo inglez.
Xsrope do Bosque.
Pilulas americanas (cnica fabres).
Ungento Hollowajw .
Pilulas do dito.
Ellixir snli-asmathico.
Vid ms de be cea la^ga com rihas, da 2 eneas
12 libras.
Assim como Uaa um grande sorutrurrto da pa-
pel para forro de sb, a truel -reade a nredhjo


.
DliftlQ >:>&-
StMIDO 2* DI J**MRO DI !?!.
Qualidades escolhidas.
43-Rwi ttireita-45
Eis a esta 1 nocessario renovar o calcado
correr ao estabeleeiaeoto da ra Direila, que o
vende uauito fraseo e en perfeilo estado por es-
te* presos :
Borzeguios de homem (bezerro e lustre) 9(500
Ditos de dito dem) 9J00
Ditos dedito idem) 8jg5O0
Ditos dedito idem) SfOOO
Ditos dedito idem) 09000
Borzeguios de seahors 5&000
Ditos de dita 4*806
Ditos de dita 4J50O
Ditos de dita 4|000
Sapa toes de bezerro [3 1)2 batera) 5*600
Ditos de dito e de lustre 5*000
Meios borzeguios de homem OfOOO
Borzeguios de menina 4(000 e 3*600
Sapaioes de bezerro para menino 4* e 3*500
Sapatos de lustre para seuhora a 1(200
Pechinchasem
k
igual.
Cassas francesas de cores a 200 rt. o
corado, ditas muito finas miudinhas de
muito lindos padroes a 240 rs. o cova-
do, ditas organdys matisadas &' bom
gosto a 210 rs. o covado : na lo ja do so-
brado de 4 andares na ra do Crespo
n. 13 eno artnazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos Moreira Lopes-
I m*

Vendem-se 5 carros novos com todos os f
9 arreios : na ra Nora o. 21 t-
8
9
Ceblas.
Veode-se a 610 e 800 rs. o ceoto ; oa travessa
do paleo do Paraizo o. 16, casa pioiada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cbegou al ti mamante a este e.tabelecimento uta
completo surtimento de chapeos prelos francezes
do inelhor fabricante de Pars, os quaes se vn-
dela a 7*000, ditos a 8*000, ditos a 99000
ditos muito superior a 10*000, ditos de castor
pretos e brancosa 16*000, o melhor que se
pode desojar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 7*000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vendem por preco
barato, bonets de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bara arranjades a 3*500
chapeos de seda para senhoras a25*000 muito,
supariores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninasa 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12*
milito superiores, ditas francres 8*000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 29000. ditos de tranca a
1*000, si utos de gruguro para senhoras eme-
ninas a 2*090, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras rauita fazendas
que a vista dos freguez.es nao deixaro de com-
prar.
Saceos com arroz de casca, teodo a miior par-
te pilado ; no caes do Ramos n. 6.
Vende-sena roa do Imperador a loja n. 38.
com miudezas, armario e seus pertencea ; quem
a pretender, dirija-se a meseaa.
Chapeos de castor
Na prac,a da Independencia ns. 4, 32 e 34, ven-
dem-se excelleotes chapeos de castor braocos e
pretos, rapados e com pello* pelo diminuto pre-
co de 10 e 12.
lAlnras slerUnas.
Vende-se libras sterlinas do escriptorio de Ma-
saos Ignacio de Oliveita & Filbo, da largO do
Corpo Santo.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty ; na
ra daCsdeia do Recife, primeira aodar, o. 28.
Pechincha.
Vende-se urna oegra de naci, ou troca-se por
um moleque : na ra do Rsngel o. 11.
g Remedios americanos s
m
DO DOCTOR
Radway & C, de New-YorkZ
J PROMPTO ALIVIO
9 Resolutivo renovador.
I Pilulas i*eg fiadoras. I
Estes remedios j sao aqu bem conhe- 9
2 cido.s pelas admirareis curas que tem ob- fls
* lido em toda a sorle de (ebres, molestias
@ chrooicas, molestias de seohor-as, de pe- 9
9 le etc., etc., conforme se v as instruc- 'JP
9 coes que se acham traduzidas em por-#
9 tuguez. 9.
9 --------
JSalsa parrilha legitima e
original do antigo
DR. JACOB TOUNSENDI
0 melhor purifleador do salgue 9
cara radicalmente
Algde nuiJ'i.
Vende-se algodSo monstro com duas larguras,
muito propriopara toalhas e leocea per.dispeu-
sar toda e qualquer costura, pelo, baratissimo
reco de 600rs. a vara ; oa rus do Queimado o.
!, oa loja da boa, f.
mkw wiri *3r% lij. tmm ss w^iwi;
Erisipela.
Rbeumatismo.
Gringas.
Alporcas.
Impiogeos.
Phtisicas. sj|
Calarrho. tj
Doencas de figado. y
Effeilesdo azougue.
Molestias da pella, m
9
9
Veode-se oo armazeui de fazeodas de
Raymundo Carlos l.eite Irmo, ra do S
.lmperatrizo 12. @
S999399 9999 9999999999
Potasa a da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conh3cido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdad eir potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambero, cal virgem em
edra, ludo por precos mais baratos do que em
utra qualquer parle.
I Loja do vapor.
Grande e vaciado sorlimento de calcado tran-
ces} roupa feita, miudezas tinas o perfumarias ,
ludo por meaos do que era outra parte : oa loj a
do vapor, oa ra Nova o. 7.
Cera e sebo
No armazem da ra da Cruz n 33, vendo-se
cera do carnauba em porcao de saceos a 80500 a
arroba, sebo do Porto em caixotes em porcJo a
10, Qo da Babia a 750 rs. a libra, cera amarclla
a 3z0 rs. a libra, velas de composiedes e caroauba
pura a 14*.
3ISi#aKS 9S9H 0e85i*a
Veode-se troco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 1* rs. a
peca; oa ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
SYSTEM MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mete de hervas medicinaos, nao contera mercu-
rio era alguna outra substancia delecteria. Be-
nigno raais tenra infancia, e a completan mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarrugar o mal na corapleicio mais robusta ;
enleiramente innocente em suas operaodes e ef-
feitos ; pois busca e reraove as doenjas de qual-
quer especie e grao por oais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas por las da
mor te, preservando em seu uso : cooseguiram
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais atflietas nao devem entregar-se a des-
esperado ; fagam um competente eusaiodos
eficazas eiTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este- remedio
para qualquer das seguintes enfermedades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Astbma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou exlenua-
So.
Debilidado ou falta de
torgas para qualquer
cousa,
Desi olera.
Dor de garganta,
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Eofermidadesno venlre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueta
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto^ da especie.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inlammaces.
Irregularidades
menslruago
Lombrigas de toda es-
pecie
Mal de pedra
Manchas na cutis.
Abstrucfio de ventre.
Phtysica ou consumo-
pulmonar.
Retenco d ourina.
Rheumalismo.
Sy rapio mas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Veuereo(naal)
Febreto iniermiteote.
Vnde-se estas pilulas no eslabelecimento'ge-
ral de Londres n. 2-24, tStrand, e na loja da
todos os boticarios droguista outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dallas, contm ama instrucfio em portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soura
dharrjjicfluiico^ na ra da Cruz n. 22, em Per-
namkuco.
ROl'PA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
DB.
Fazendase obras feitasj
na
LOJA E ARMAZEM
DE
oes k Basto!
NA
Una do Queimado
n. 46, trente amarella. <
Constantemente temos um gnndee va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito lino a 28*.
308 e 35jf, paletots dos mesmos pannos
a i 20$, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149, 16 e 18$, casa-
cas pretas muito bem feitas e de superior
panno a 289, 30$ e 359, sobrecasacas da
casemira de cores muito finos a 159, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas caseni-
ras a 10$, 129 e 14$, caigas pretas de
casemira lina para homem a 89, 99, 10/
c 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
9$ e 109, ditas de brim braocos muito
Cna a 5$ 069, ditas de ditos de cores a
39, 3950O, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500; col-
leles pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
braocos de seda para casamento a 59,
ditos de 69, collctes de brim brauco e de
fuglo a 39, 39500 e 49, ditos de cores a
295OO e 39, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99;
colletes pretos para loto a 4&50O e 59,
cas pretas.de merisa 49500 e 5 9 pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muito uno col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149,159 e 169, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
,79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
calcas de casemira pretas e de cores a 69,
$500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezaa pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna omeina de al
[jiate oude mandamos executai todas as
obras com brevidade.
A 2,000 ris!
Sapatos de borracha para aeohora e 2j500para
hornera de p grande: oa roa da Iwperatz a. 12.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
N0V0 methodepara aprender a lr,
a ascrever e a faliaringlezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os ettabelecimentos de nstruc-
c5o, pblicos e prticulares. Vnde-
te napra^a dePearo I! (antigo largo
do Colegio) n. 37, segundo andar.
BASTOS
que outr'ora tioha loja na roa do Quei-
mado o. 46, que gyrava sob a Grma de.]
Ges tS Bastos participa aos seus nume-
rosos fceguezes que dissolveu a sociedade
que tioha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu .mano do mesmo
8nome, por isso ficou syraodo a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro- 1
veita a occasiao para aoouocisr abertura
do seu grande armazem oa ra Nova jun-
to a Cmce.ic.ao dos Militares n. 47, que
passa i gyrar sob a firma
DE
Bastos & Rgo i
com um grande e numeroso sortimeuto de Ig
roupas feitas e fazeodas de apocado gos- S
to, por precos muito m jdicados como 1
de seu costme, assim como sejam: ri- S
eos sobrecasacos de superior panno fino fi
preto o de cor a 25$. 28$ e 309, essacas 5
do mesmo panno a 309 o a 359, paletots .f
sobrecasacados do mesmo paooo a I89, o
209 e a 22$, ditos saceos de paooo preto a 8
129 e .1 14$, ditos de casemira de cor 1
muito fina modelo inglez a 9$, 109, 129 91
el49, ditos de estamenha fazeoda de
adurado gosto a 5$ e 6j, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 4$, 49500 e 5$, ditos de fus-
lo de cor a 39, 39500 e 49, Oiloa brao-
S-cos a49J00 e595t0, ditos de brim pardo
H Que sacco a 2$800, calcas de brim de cor
g linas a 39. 39500, 49e 4$500, ditas de di-.
M to braoco linas a 5$ e 69500, ditas de
?C prioceza proprias pasa luto a 4$, ditas de
^ merino de cordo preto lino a 59 e 69.
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
I e 109, colletes de caserofTa de cer e pre-
ta a4$5O0e59, ditoado seda branca para
casamento a 59. ditos de brim braoco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
rino para luto a 4$ e 49500, ricos rub-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letols de paooo fino para meoino a 12$ e
119, casacas do mesmo paooo a 15$,calcM
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para os mesmos,
sapatos de tranca para homem e seoho-
ra a I9 e 19500, ceroolas de bramante a
189e 209 a duzia, camisas fraocezas fi-
nos de core brancas de botos modelos a
17$. I89, 209. 24$. 289 e 309 a duzia,
ditas de peilos oe Itabo a 309 a duzia, di-
las para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1J800
e 29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
00 modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 35$, e s com avista se
pode recoohecer que barato, ricas capas
de casemira para seobora a 188 e 209,
e muitas outras fazeodas de excelente
gosto que se deixam de mencionar qoo
por ser grande quaolidade se loroa co-
fadonho, assim como se recebe lada e
qualquer encommeoda de roupas feitas,
para o que ha umgraode numero de fa-
zeodas escolhidas e urna grande offioioa
dealfaialeque pela sua promptidaoeper-
feico nada deixa a desejar. m
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz n. 21, chegados no
vapor Tocan ti ds.
Milho novo.
Venderse milho
to grandes a 5# :
Velha n 106.
Cassas de cores.
Anda se veocem cassas de cores fizas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f. *
Yendem-se escravos.
Um molatioho de 1 moa, boteiro, 1 dito de
0'ataos-sor 9009 com m peqtrenodeferto, Sue-
gras de 30 ancos, qoo cozioha o diario de urna
casa, e sio-boas ertsaboadeiras, 1 negro de 20 ao-
nos, 1 moleque de 15, e 1' negra do 22, ambos
pra o sen-ico de campo, 1 raoleqoe perito co-
peiro de 18 amos, e outros escravos que so
i acham i renda no escript"rio de Francisco Ma-
thias Pereira da Costa, na ra Direita d. 60.
Barato que admira.
Superiores cortes da chita (ranese larga de
muito lindos padroes, de cores escuras e claras,
miudtnhas, com 11 covados cada corto, pelo ba-
ratissimo preco de 29500; ru loja de sobrado de
4 aadarta na roa do Crespo o, 13, de Jos' Mo-
reira Lopes.
Espirito de viok
Vende-se de 29560 a 2)800 a caada : oa tra-
vcssadopaleo,do Paraso n. 16, casa pintada de
amarello.
mente
SnaProcroaso. chazadas ao ultimo paquete fc ^3^ .
no armazem Prograsao. 1*2W "> la
rs. a libra, unica-
Fumo em folba para charutos.
De todas as qualidades em fardos
grandes e pequeos: na traVessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se orna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes. engomma, eosaboa
perfeitimeote, cozioha e faz lodo o mais servico
de urna casa, muito mriohosa para criancas : na
roa do Queimado o. 39, loja de fazeodas.
E'baratissimo 1
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores Oas miudinhaa a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desechos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 c
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prec,o : Qo-se amostras com penbor.
Ra da Seala INcrva n.42
Vende-sel em easa do P. Joobston A C,
sellinse silLoes ngleses, eano-eiroi. e casticis
nxouzeadoa, lonas oglasoa, fio6,u, ehieole
para carros, e saoaiatia, arreios pao rano de
um o dous cvalos relogios de ouro
ingles.
paier.te
A 9,0001a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de d: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 9.
Arados americanos e machinas
pai a lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra deSenzala n.*2.
Cheguem !ja da Boa f-
Chitas fraocezas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado; cambraias fraocezas muito fita
as a 640 rs a vara; idem lisa muito fina a
45300 e a 6$000 a pee* com 8 1|2 varas; di-
muito superior a 8g000 a peca com 10 varas;
dita fina com salpicos a 49800 a peca com 8 1r2
varas; fil de lmho liso mullo fino a 800 rs. a
vara ; tirlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, veddem-se muito baratas: na ruado.
Queimado n 22, ni leja da Boa f.
Lencos para rap.
Veudera-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
59OOO a duzia : oa ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-sel
panno preto fino a 49, 59, 69, 8 e IOS rs. o co-
vado, casimira prela fina a 2. 39 e 49 rs. o co-
vado ; groa de naples prelo a 29, 2|500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
lina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6g rs. o corle de
cale ; meias de algooo cr muito superiores a
498OQ rs. a duzia ; ditos de algodao :ru tambem
muito superiores para mooioos a 4g a dozia ; e
assim muites outros artigos de lei que se ven-
dem baratsimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camises brancas moito finos pelo ba-
ratissimo preco de 289 rs. a dozia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na raa do Queima-
do n 22, loja daBeaf.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, moito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setioeta escuros a 3500,
muito barato, aproveilem : oa ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Queijos novos
a 2,500 rs, doce fino de
goiaba a 1
Perfumaras
novas.
Nulas de 1,000 e de!
S8 de urna figura.
Troeam-se estas sedulassem descont ,
por fazendas que vendem-se por baraiis-
simos precos, na ra do Crespo loja ama-'
relia n.8 de Leandro Lopes Das suecos-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas linas.
Vendem-se chapeos de seda de moito
bom gosto s 159oa 259, vestidos de se-
d do muito bom gosto a 40S. 509 e 8ug,
ditos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (mullo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o covado, or-
gaodisde muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de tilo cooi ricos bi-
| eos de seda a 39, talhos rom brbos para
vestidos de seuhora a 500 rs., camiass
com pellos e punhos de linho a 309 a du-
zia, gollinhas bordadas para seuhora a
19. mussulinas de urna s cora 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendem por roetade de seu
valor na ra do Crespo loja amarella n.
8 de Leandro Lopes Das successor de
I Antobio Francisco Pereira.
Ceblas a fiO rs.
o cento,
Vendem-se ceblas a 600 rs o cento : na ra
dasCruzes n. 24, esquina da Imvessa do Oo?idur.
\G,NCliV
FMCiO LOWHIOW,
Raa da Sen zalla Nova n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a baver um
completo sorlimento de moendas e meias nioen-
das para engenho, machinas de vapor e laixas
te ferro balido e coado, de lodos os tamaitos
para dito.
A loja da aguia branca araba de receber de sua
;propna encommenda um lindo e coni|.)rtn sorli-
mento de perfumarias linas, as quaes est Ten-
deodo por menos duque em outra qualquer par-
te : sendo o bem coabecide oleo pbilorume t be-
| nha (Sucii-t HygieuiqieJ 19ofraro, finos ei-
tractus em bonitos frasroo de cores e douradoa a
2, 29500, 39 e 49. a afamada baoba transparen-
te, o ouUaa igualmente finas e novissimas roiro
ajapooaiseem buoilua irascos, coja lampa de.i-
dru tambera cheia da mesma, huile runrrele
odonnell, principe Tmpwial, creme, em-bor.itos
cqpinhoscom lampa de metal, o moilaa outras
diversas qualidades, todas estas a 19 o frasco
bonitos vasos de porcellana dourada proprios pa-
ra offerla a 29 e 29500, bonitos bahuzDhos rom
9 frasquinhos de cheiro a 29, lindas restiohas
com 3 e 4 frasquinhos, e caizinhas redondas rara
4 ditos a I5SOO e I96OO, finos pos para denles e
agua balsamina para ditas a 19 e 19500 o frasqui-
nho ; e assim urna linidade de ohjectos que So
patentes em dita loja da aguia blanca, oa ra do
Queimado n. 14
Vendem-.se figos de commadre o mais novo
possivel, em atizas pequeas, marmeladd n.a.
era laUs de libra edo 2 libras, e barris de 5." de
vinagre chRdns ullimamente de Lisboa na bar-
ca Bolla FiRueireose, tudo por preco muito
commodo ; no armszem de Francelmo Izdoro
Leal & C, roa da Madre de Dos o. 10.
Cal de Lisboa.
Vende-se cal superior de Lisboa, propria para
engenho a 59 o barril: na ra da Cruz n. 66, ar-
mazem de assncar.
Vende so um excellente sobrado de tres an-
dares e satn, sito na ra Direita n. 40: quem
pretender, dirija-se ao armazem o. 7 contronle a
porta da alfandega, que achara coro quem tratar.
Vende-se um bom terreno proprio para
qualquer propriedade, na ra da bica dos Quatro
Cantos em Olinda : quem prelende-l comprar,
dirija-se a ra do Caldeireiro o. 74, que sa oir
quem vende. Na mesma casa cose-se costura de
alfaiate.
Vende-se ora escraro com argomas habili-
dades e sero .icios, o motilo se dir ao compra-
dor : nos A togados, ra de S. Miguel n. 3t.
100 barricas de eerveja branca de ptima
qualidade em um s lote ou ero lotes pequeos,
Ogigos e raizas de champagne de urna marca a
mais afamad : na casa do James Crabtree 4 C,
ra da Cruz n. 42t
Queijo suisso e
prato.
Para hales.
novo em saceos mui-
ra ra da Senzala
RELOGIOS.
vinho do Porto a 800 rs. a garrofa, manteiga in-
glesa a 960, dita franceza a 800 rs., cha a 29, caf
a 240, toucinho a 320, arroz a 100 rs., sabo
massa a 200 rs,, alpista a 180 rs.: na taberna da
estrella, largo do Paraizo n. 14.
REMEDIO INCOMPmVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Mimares de individuos de todas as na$5es
podem teslemunhar as virtudes deste remedio
incomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu wpo e
membros inteiramente saos depois de havor era-
pregado intilmente outros trataroenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ras-
as
relatam todos os das ha muitos anuos; e a
maior parte dellas sao to sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran) com esle soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soTrer a amputado 1 Dellas ha mu-
cas que havendo deixado esses, asylos do pade-
limentos, para se nao submeterem a essa ope-
raaao dolorosa oram curadas compleUmente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessea na eniusao de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afira de mais autenticaren] sua afirma-
tiva.
Vende-se em:asade Saunders Bro hers 4
C. praca do Corpo Santo, relogioa do afama
e tambemraueolliua e cadeiasraraos meamos |,,.,. JAna J:. "^Z^^L I
deexceellnto tost.t,
Rival sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimsndo es seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas, eo
preco convida :
Caixas do clcheles a 40 rs.
Ca toes de ditos a 20 rs.
Croza do pennas de ac muito Gnas a 500 rs.
Charutos muito Goos, caixa com 100 a 29500.
Groza de botdes de louca a 120 rs.
Carretel de liona com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs.
Banha em lata com 1|2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caizas com obroias muito novas a 40 rs.
Ditas com phtsphoros especiaes o melor que
to a 160 rs.
Paresde meias croas pera homem. a 160 rs.
Ditos de ditas muito linas a 200 rs.
Pecas de franja de Ifia muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia do sabonetes muito finos a 600 rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs. ,
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Calzas de agu has francesas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 19.
Ditos de-lia para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3$.
Pares de luvss do fio de Escocia320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pecas de tranca do la com 10 varas a 320.
Escovas para deotes muito finas a 200 rs,
Cordao imperial fino a 40rs.
Dilo rosso a 80 rs.
Cordes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 19*
Paresde meias de coreo prra meninas a 160 rs.
Linho do marcar (oovello) 20 rs.
Groaa de marcas para cobrir a 60 rs.
Na ra das "Cruzes n. 41 A, taberna da porta
larga, vende-se queijo suisso e prato muito novo
a 900 rs. a libra, assim como tem grande sorli-
mento de charutos da Baha, dos fabricantes mais
afamados que ha, e vende por menos do qne em
outra qualquer parle, (mais a dinheiro vista)
Vfindom-co i burros muilo mansos
ga-se urna escra*a de cozioha : a tratar
da Conceico n. 25.
E' chegado loja da Aguia de Ouro da ra do
Cabug n. 1 B, asverdadeiras molas para bales
que se vendem pelo bataralissioio preco de 200
rs. a vara ou pecado 50 metros a 8JM00, assim
como cintos de marroqu muilo linous pelo ba-
ratissimo proco de lo -19200, penies de borra-
cha tanto para alisar como para bixos, e de ira-
vessa para meninas, de todos os lamanh< s, o mais
Ano qo podo haver, assim cemo rhfgnii o bello
sorlimento de franjas ne bollla para cortinados
pecas de 15 aras a ttf, 3*500, e 48000. ditas sem
bolula a 29000 o a 2800 a pees de 15 var.is, c
e a- uilos oulrus "bjectos que se vendem muito ba-
a ra ral" que TISU d0 fre8ez nao se engeila ne-
gocio.
Vende-so a taberna da ra de Hortas n. 4.1,, ~~ Na casa de James Crabtree 4 C, ra da
pertencenlo a Sebastio Luiz Ferreira, urna das [ _IuAn\" ',Pm par* vena'' pannos azuea dedi-
melhores e mais alreguezadas do bairro de Santo
Aolonio : as pessoas a quem convier, dirijam-se
4 casa terrea n. 6.
Vende-se urna barraca construida de novo
a safra passads, carreas 24 caixas : quem a pre-
tender, dirija-se a ra do Livramcnlo, luja de fa-
zendas n. 8, queahi sediiquem a vende.
Relogios.
Vende-se em casa de Johoston Pster & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento de;
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais Fug
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade da bonitos trancelins para os
mesmos.
versas qmlidades para firdamento da tropa, da
melhor que aqu ha, e por menos preco do que
em qualquer outra parle, e tambem panno azul
para capots.
Escravos fgidos.
Ninguem desesperarla do estado de sauda se
tivesso bastante confianza para encinar esle re-
medio constantemente seguindo algum tempo o I vidro"s para cima.
trata ment que necesstasso a natureza do mal,
cujo resultado seria provar incontestavelmente.
-Que ludo cura.
O ungento he til, mais particu-
larmente nos seguintes easMM.
Attenco.
*
Vende-se a taberna da ra Direita n. 31, com
poucos fundos, piopria para principiante, a prazo
ou a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros
Vendem-se dous ricos carros, um grande e ou-
tro menor ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira 4 Filbo, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Souw C, nicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seus bous
efeitos, continuara a vende-lo pelo preco de 19
cadavidro; fazem urna differenca no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
As melhores luvas para montar a cavallo ;
vendem-se em casa de J. Falque, ra do Crespo
n. 4, chegadas pelo ultimo vapor.
Attenco

No loja de fazendas da ra do Queimado n. 50,
ha para vender diversos sellins, redeas, estribes,
esporas, picadeias, silbas e lodo o mais neces-
sario a um cavalleiro, bem como todas as.ferra-
gens tendentes a um salloiro ; lambem ha urna
machina para costura com meio oso: tado. islo
ao vender sem reserva de preso.
Alporcas
Cambras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores da cabeea.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Empsoes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdada ou falta, de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadass.
Incha^es.
Inflamao da figado.
Vende-se este ungento no estabelecimenlo
geral de Londres n. 2-44/, Strand, o na leja
de todos os boticarios droguistas e outras pes-
soas encarregadas da sua venda em toda a
Amaricado sul, Havana o Hespanha.
Vende so a 800 rs., cada boeetinha contera
urna insiruego em portugus para explicar o
modo do lazar uso desta ungento.
O deposito garal e- em casa do Sr. Soum,
harmaceutico, ni raa da Cruz n. M. em
'emambuco.
Inflammago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dospeitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Palmos.
Queaadelas.
Sarna
Supurares ptridas
Tinta, em qualquer
parto que soja.,
Tremor da ervos
Ulceras na bocea.
do "figado.
das artieuiaees. "
Veias torcidas ou no-
das as pernas.
SL Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleitlln & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande'e variado sorlimento
de relogios de algibeira horisonlaes, ualentes,
chronometros, meioscbrooometros de ouro. pra-
ta dourada o foleados a ouro, sendo este* reJo-
giosdos primeiros fabricantes da SuLssa, que se
vondero or precos razoaveis.
Veode-se
EM CASA DE
Adamson Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Losa .o flele.
Fio de veta.
Sellins,silhas, arreios chicotes.
Rollua.
Hua do Trapiche n. 42.
t Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra No?a
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cilade do ATaealy urna cas
terrea com aotao. boro quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer aM estmelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, enmo tambem lnja, arma,
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Grgol Irmlos, que eatio aulorisadoa nara eue
Oto, ou nesta praa na ra do Cabug, loja n. 1T.
18 de drzembro de 1860 um preto por
nome Seveiino, erioulo, idade 50 unos, pouco
mais ou menos, estatura baixa e magro, rom os
signaes seguuies : um lobinho de baixo do co-
lovello direilo eoulro na p tsquerda, os hom-
bros relados de carregar madeira. fui escravo do
Sr. Moni.el Olimpio Carneiro da Cuaha, senhur
de engenho S. Caelano : quem a pegar e levar a
ra da Senzala Nuva n. 7, ser bem graiilicado.
No dta 8 do corrente fugio o prelo Pedro,
de na$5o, que representa ter 40 anuos, pouco
mais ou menos, estatura regular, magro, barba
no queizo, com falta de 2 denles de um ladu da
parle de cima, levou vestido calca de brim escu-
ro, chapeo e feltro usado, bem falUnte e pa-
rece crinulo, tem o peilo de um p reliado de
eiysipella ; este esciavo foi arrematado pelo sn-
nuorianle em praga publica do juiz dos leitos da
fazenda. por execuco contra o senhor do enge-
nho Pxulisla, a quero peitencia o dilo esiravo;
fugio oa padaria des Cinco Puntas que foi da An-
dr Nauzer & C. : quem o pegar, pode le*a-lo
mesma paoaria, ou a seu senhor Jnaquim da
Silva Lopes, no Recife, travessa da Madre de
Dos n. 18, que ser bem recon-pensado de seu
Iraualho.Joaqun da Silva Lopes.
Do erijfenrio Guiigj, fregoezia da Escada,
fugio no da 3 de novembro do corrente anno o
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regula ri cor mulato, ceheflo de
nfrro. pouca barba, denles limados, idade ib ou
28aunos. pescoco e ps grossos, tem pelo rosto,
pescoco e peilos algumas marcas de pannes, o
algumas cicatrizes pelas costas que parecem ter
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa alpu-
ma, e consta haver fgido para o lado 0e serlao
d'onde viera : quero o apprehenaer, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no>Recife, ra es-
trella do Rosario n. W, ao lllm. Sr- Piorismun-
do Marques Lins, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um muiBiocijfo, magro, com pannos pretos
* .m8a* do rosto, representando ter ?5 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de outubro da casa
do Dr. Cosme de S Pereira, de quem escravo-
suopoe-se ter levado um cavallo prelo do Sr.
Rostrn que s havia soltado, e que elle fora
ero busca do mesmo ; suppde-se mais que sua
roulher de nome Hara tambem o arompanha,
levando um pequeo ttah de flarxlres : ropa-so
as autoridades pnliciaes e a nutras- qiraoquer
pessoas que o prendam, o remeitam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer dospeza.
Pogio da cidade do Aracaty, oe mez de se-
tembro prximo passarfe, um escravo do com-
mandanle superior Manoe Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Bent
Lourenco Collares, de nomo Jnaquim, de idado
deflncoenta e tantos atines, fnlo, alto, magro
denles grandes, e com falta do alguna na trente'
rjueixo Ono, ps irrandes. e com os dedos grande
dos pos bem bertos, muito**pal>ivriedor, incul-
ra-se forro, e tem signaes do ter sido surrado/
Consta qne osto escravo apparecera no dia 6 do
corrente. vinoo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do nterrogado por um parceiro seu conhecido,
disse que tnha sido vendido por seo seohor para
Gnianm'nha ; qoalquer pessoa que o pegar o po-
der levar e m Pernarabuco aos Srs. Basto & Lo-
mos, qne gratificaran generosameloe.


WRIO DI PULMAMBUCO. SABBADO 18 M Milit M lftftl.
Litteratura.
Nos dias de provaco pr
Dos.
Xalus est Jesis.
Gloria t'n txcelsis Deo :
El in ierra pox nomtV"
bonic volunta/i*. ,
(<; V.IXA3.)
ata-le o leu
povo,
Vive lalrez csqn^-ido do que le deve cnquan-
1o feliz : mas iiK) le renega, SenhorI
Perramos r<> tua presrnc., por que abusamos
de la bom'adr. Eslendeu-so la mo sobre nos
o s i.tio trememos, humilhados por leu poder,
o recnnh-cendo la Justina!
Oh vulve a nos leus olhos do misericordia, e
compadece nossas dores. Esquero uossos delic- I
los. lembrando-teque s pae, inda quaodo oao ,
podes deixar de ser juiz l
Porque vieste ao mundo, Filh do Eterno, e
te revestis-lo com "o barro frgil ?
Porque entregaste o vaso da Dividade s mos
corruptas, o disseste aos algozes: derramac esse
thcsourn de sangue, quo vae lavar a Ierra de cri-
mes, e f-cun Senhur I Senhor! Os impos dirn que fui in-
til o sacrificio: nos nao. Por que eremos, que
tu es jusio e que justificas a la palavra, quaudo
punes. r
Mas se lu nao acodes, quem poder afrontara
insolencia dos que blaspheraam ?
l'ouco nos irnporlava que elies nos dissessoro :
o seu Deus abandonou-os, por que peccaram.
Nesse escarnen pungpnle, lanzado sobre leus G -
llios, recouhociam-le. e recouheciam leu poder :
o que en bastante, para que le glorilicassemos
ainda no meio dos oprobrio|.
So tauDem nos disst-ssem, que nos castigavas,
por que oramos hypocritas e nao criamos em. li,
ftcava s coronosio a afronl.., que. era a punijio
de ouirns peccados; e nos a soffreriamos por
amor de li mesmo, esperando que l nos havias
de justificar no di.i da juslija.
as tu bem sabes, que os que te nao eonhe-
cem, sao os que nos iasullam ; os que le abor-
recen) do fundo d'alma, sao os que nos odeiam, I
porque confessatrios leu poder, e adoramos leu '
Noriie Smilsimo.
Vtm, pois, Senhor: c confunde os maus.
Nao se apagar na lena a luz de la doutrina : i
mas pode apagar-se tas regies, onde deiiou
ruis bnllio.
as trras d'Asia surgu esse claro esplenden-
te que aluruiou os polos : mas boje o berreo da
luz esi em irevasl
Os que se moveram velozmente ao clarao do
sol da vida, ass-'tiiatu-se agora as sombras da
morte. E quera pode assegurar-nos que nao
acntela o mesmo a esta Europa orgulhosa de
sua degenerajao?
Se isto nao 6 urna blaspheroia, pereda antes o
mundo, Senhor, do que poreram as najoes, que
lcvaram leu nomo s regies ignotas,
Perdua ao seclo prsenle os seus erro; e os
seus (rimes, lembrando-le ds glonficajes que
te deram, os seclos quo 1 vio.
Tu podes ludo; podes salvar o leu povo. Sal-
va a Europa de si mesma, que ella seu maior
-ioimigo.
Por doas vezes dispersaste as trevas do cahos,
pronunciando o /ia fux : urna quando do seio do
uada arrancavas mundos; oulra quaodo du seio
da corrupjo fazias surgir o verbo da verdade,
que lluvia do annuuciar a loa nova s nacoes
Hoje, como ento, a corruuju passou "do co-
raco inielligencia : hoje como ento em vio
se procurara as altas regies as antigs najos
do justo.
Que peccados foram esses lio grandes da ge-
recao passada, pois comecasle a castigar lo du-
ramente no berjo a geraju presente?
Se pieciso, I)ou -, venham sobre nos os cas-
tigos que o leu prophela a'iinuuriava a David ;
venham lodos clles, Senhor I Veuha a pesie, a
fume e a guerra ; a peste de tres das, a fome
de lies mezes, a guerra de tres annos. Ve-
uha ludo isso ; mas cesse o desamparo em que
nos deixas-e. Venham os males do corpo ; mas
poupe-se a alma ; pereja embora a materia ; mas
que o sol da graca vivilique o espirito.
Piccou u hornm no Edn, e o peccado cor-
rompeu as geraces. O frmenlo da corrucjio
repartiu-se pelos filhos ao ru, como Inste lega-
do de morte ; e o peccado ji a horanca de toda
3 raga humana.
O humero orgulhoso, inspirado por Salanaz,
quiz saber o bem o mal ; c soube-o por sua des-
giaca o nossa.
T'ravou-lhc na lingua o fructo do bem ; e sou-
be-lh a neniar o veneno do mal.
Desniezou a tua palavra, o cunflou na sua ra-
zo E lu o abandonaste ao orgulho ile suas
cogitarps. Quiz ser Deus como tu, e fcou es-
cravo de Salanaz.
Mas a serpele maldita nao andava somonte
- no paraso ; veiu lambem seara do evangelho,
e com o hlito de sua pejotiha murchuu o oie-
llior trigo.
Tdtubeiu disse aochrislo quo poJia ser como
Dous. e llii! lisongeou o orgulho, exaltando o po-
der da razo.
Que zerara os mais elevados esoirilos antes
que lu viesses, sol da verdade, no meio desta
ceiraco tenebrosa? Correram desoorieados
discripi;o da porcella, e foram parar no abysrao.
A idea do verdadeiro Deus perdeu-se na me-
1 OLIll/l IH n
mora das g*ni~ e ellna faziara deuses quo ti-
ravam do *>? I
-Nir ,a **u*reador dos horneas c do mun-
^ eram 01 harnens creadores da divindade 1
-Tlaiqu* mono azera os chsislos degenera-
dos desles seculos de corrupjo? Criam um deus
a. sus senielhanja, por que so envergonharam do
serem seroelhanja de Deus.
Tu fuste humilde, Chrislo! E ellos despre-
zam os humildes.
Cada un aulles so imagina deus, por que le
nao ronhijcom, se nao pelo nomo.
Eu nao suppotto a afronti, castigo-a, diz o
orgulhoso pnr une nao cousiuto que ofiendam a
minha diguidade !.
No campo da honra jngo a vida pela de meu
irmao, pirque preliro os lou'cos preceilos de'
urna socie lade rorrompida aos decretos do Deus!'
Se fi7cu o bem, nao por quo lo amera e es-!
limem, Sonhor, porque se amara a si.
I'or orgulho nao foram rous um dia ; no dia
seguinte por orgulho foram pesslmos Adora -
vani-se a si mesmos, perlenderam subir altura
do leu ihrono : o cahiram no abysmo, d'onde
nao podero alevaotar-se, se nao Ihe esleudes a
mo.
Que flzeram os philosophos da antiguidade,
qne flzeram os legisladores? Plato, um dos
mais honestos sat.is divinisava a devassidSo;
Lycurgo, Um dos primeiros legisladores premiava
o roubo, e| humilhava os escravos de Helos abai-
xo das beslas de caiga.
Roma, a civilisada cidadedos deuses, parta os
escravos em postas para engordar moreas ; faiia
do matrimonio una mercanca, e da mulber ape-
nas urna alf.ia, que se perde o lustre, remove-se
de casi.
Esparta ordena ao pae, que mate o fllho re-
ceranascidp, quaudo Iho encontr a!eijo, em vir-
lude do qiinl o filho nao possa servir a repblica.
Sardes macula o lilho, que apenas o peso dos
annos ftzejr inclinar a cabeca do velho pae, ale-
vanle armjada a mSo sacrilega, e descarregue so-
bre aquella veneranda fronte o golpe de graca
que o deve deixar orphao I
Estremece ocu cora horror avista deslas bar-
barias as geraces que foram creadas para glo-
ria do Setborj o lu desi estes Chrislo, a ensi-
nar o pae a amar o filho, o iillio a amar o pae,
o esposo a amar a esposa, a esposa ao esposo,
tu chamasto ao escravo irmao leu, e apezar da
sci.ncia dos jurisconsultos da grande Roma res-
tituste ao escravo, a diKuidade de hornero que a
sciencia do mundo Ihe roubra; prolegeste a
fraqueza d,a>mulher com a forja da doutrina ; fl-
zeste da esposa o corarlo da 'amilia, como do
esposo haras feto a cabuya da socedado domes-
tica.
Desee tambera agora de novo, Chrsto, vem
hoje ter cjmmnsco, e regenera-nos, que o care-
cemos, como ento o careca o mundo.
Nasce de novo para esle seculo corrompido ;
nasce-llio no entendmento pola tua sabedorii
i'iliuita ; ^issce-lhe na vontade pela la grasa
DOmfasrjaJ
V alm os philosophos dessa culta Allema-
nha; escuta o eco de suas doulrioas repercu-
Undo-se na Franja e em lo la a Europa.
Elles ferharam os olhos para nao verera a ver-
dadeira luz; e quando os abriram, acharam-se
em trevas.
Pediratri razio, que os guiasse, e foram como
o baivelque lem piloto, mas nao v astros, ha-
vendo deiliado a bnssola aos mares. Na escuri-
do da proceda naufragaram
Eitabeleceram pnr unieo principio da philoso-
phiaa duvnla. Nao souberam solelrar leu no-
me nos asiros do cu ; e ilzeram do mundo o
seu deus ; deram creatura os attributos do
crpador 1
Tarnueni. como os pagaos, crcaram deus sua
imagem ; liraram deuses o lodo !
A Franca ha pouco mais de meio serillo tradu-
ziu ero loda a hediondez a doutrina do raciona-
lismo ; divinisou a razo corrupta ; symboli-
sou-a no pnte degradado, que represenlava a hu-
milhar.o dos costuraos na devassido dos prost-
bulos.
Nunca fui no mundo mais bem figurada a razo
orgulhosa e corrompida, do que no.diaemque
o delirio dios homens coilocou a prostituta sobre
os aliares, e Ih olTerereu o incens.
O' Deusj acode ao povo que remisle; pois se
nao hoja to eynico, nao menos devasso.
Perderam-se todas as nacoes de direito: a
alampada Ido templo brilha ; mas as aves noctur-
nas esvoajara-lhe em roda ; e lenlam apaga-la
rojando-lhe cora aza madda da podrido dos es-
j cornlnjo- !
Ha dezoilo seculos a religiao do leu povo era
, apenas coftiprehendida como urna formula gros-
seira e material, propria smenlo para embar a
mullido ;! huje a phiiosophia paga dos que se
chamam chnstos, cedo ante o inslincto do povo
que quer Deus; mas para apagar aquella sede
de ter fe, sustenta que to las as fonles sirvam pu-
ras ou imiiuras, quer levein ao corajo elemen-
tos de vi, quer veneno de morte moral I
Os phanseus iivcram successores, que se in-
Iroduzrarti na tua heranja. Os sepulcros caa-
dos por ra. e cheios de vermes por dentro, ro-
deiara o tabernculo.
Nao iSardes que presenceia iadiiTerente os
espectculos brutars da execujo do ancio pelas
naos do lillio ; nao na coi l: de Lydia que o
! velho vae arrestado velas mos daquelle que Ihe
paga a divida da existencia e da edecujo ser-
viudo-lhe de algnz : na propria Roma que se
consuma este horrendo sacrificio I
Li est o .pae comraum dos fiies, oppmido
pela dfjr, sopporlaods s afrotlas que Mi# Obspem
na cara degenerados filhos.
E a fllha primognita guia seus, cavallo* para o
capitolio, prompta a fazer passar o cqcki, como
a barbara Julia, por sobre o cadver de-seu pae I
Couforta, padre, o vigario de leu filho nos
transes da agona ; e se nao possivel que pasee
alm o calx das amarguras, sem que elle o beba
al s fezeS, faca-so*a la vntaie ; mas adoja-
Ihe o travo do fe!, com o man que do cu sa-
bes mandar, aos que viajara no doserto.
Ao soar a meia ooite do dia de hoje, renasce,
Cliristo ] Deseo do cu ao meio do estabulo I
QVie te adorrm os proprios brutos 1
Appareca no horisonte dcsta angustiada Euro-
pa a tua estrella, Senhor? E venham do Orien-
te os ks, guiados por ella, ensioar-tios a adorar
o Redemptor I ....
Oucaraos de novo os euros celestes que ou-
tr'ora soaram as monianhas de Bethlem ; e des-
jam deltas os pastores que curvaren o joelho
ante o re dos res. >e prsciso o sacrificio dos
innocentes, que atorran, s mos dos Herodcs
modernos;'-embora Corra o sangue desees pri-
rr eiros marlyres por teslerounho da t : mas aps
venha a paz aos homensde boa vontade !
Glorficam-te no cu dignamente os aojos, 6
padre.
Cesse na trra a injuria, com que os impos le
insultara na pessoa do leu pontfice.
Desee, Chrsto, ao cornea o dos horaens, como
outr'ora ao seio da Virgcm.
Repitam-se em todo o universo os hymnos que
ha dezoilo seculos ouvio Belhem.
Gloria a Deus as alturas, e na trra paz aos
horaens I
(A'flco.)
Estados Admiuislrali vos sobre o reina-
do deLuizXIV.

Sob o titulo de Correspondencia administrati-
va do reinado de Luis XIV, Mr. Depping publi-
co na collecco dos documentos inedictos sobre
a historia de Franca, urna porcao de pecas da
maior importancia e ao mesmo lempo do maior
inieresse sobre o gorerno interno do paiz no lem-
po do grande re.
Esses volumosos in 4 nao sao infelizmenle
mu lisiveis para lodos, algumas vezes tera-se at
um quasi medodelles, e entretanto, urna vez co-
mecada a leiiura, proseguir-se-ha com tanto af-
Onco, como se se lessem memorias.
Esperei, pois, que se percorressem esses esta-
dos com um certo prazer, e seria muilo feliz se
podesse dar urna idea do valor de tal publicacao,
rendondo ao mesmo lempo homenagem um sa-
bio, digno de ser chorado.
Muitos gostam de oceupar-se com o reinado de
Luiz XIV ; lilleral e socialmente elle conhecido
quasi mais do que este, em que vivemos; mas ad-
ministrativamente 6 mais ignorado. Estas notas
por conseguinlo podero interessar um certo
numero de nussos leitores, ensinando-lhes talvez
mais de um facto imperfetamente appreciado,
mais de urna partioularidade mesmo ioedieta. ,
I
Financas.
E sabido que o primeiro cuidado de Colbert, ao
tomar a direccao dos negocios, foi por ordena as
finanjas e fazer cessar os vergonzosos abasos
que tinham cornraellido, e serviam para enrique-
cer alguna cobradores de impostes com detri-
mento do estado e dos particulares; elle assigna-
lou sua elovajo ao poder pela ereajio desse ter-
rivel tribunal de justija, que fez decapitar esses
vidos e insaciaveis financeiros, que j era mais
procura .-ara dissimular os culposos meios por el-
les empregados.
Colbert mostrou-se inexoravel, e ne- pareca
dar ouvidos alguma das numerosas reclamajes-,
que Ihe foram dirigidas este respeito, e entre
as quaes nao posso resistir ao desejo de citar a
de Picault, datada de l'ldezerabro de 1665:
Senhor, pretendendo appellar perante vos e
os senhores commisstrios para minha descarga-
da taxa exorbila-ole e espantosa de cem mil trau-
cos, feita sem conhecimenlo algora de causa,
dando a entender quo eu sou inieressao na co-
branza do imposto do sil, e que teoho 600,000
libras de bens, cahi doente de alicjo e de urna
enfermidade, que ameaja apoplexia e morte pr-
xima, a qual ubriga-me a vollar Orleam para
ir morrer nos brajos de minha familia, dar-lhe
minha benjao, e deixar-lhe por nico bem, se
tiver lugar a taxa dita, a esperanga o confianza
em Deus e na justiga e bondade de Sua Magosta-
do, a qual estando informado da verdade do ex-
posto, etc.
Esta rigorosa medida, que populsrisou ento e
desde o primeiro momento o nome de Colbert
as massas, fez cessar apenas urna parte dos abu-
sos financeiros, e s no que dizia respeito ao ihe-
souro do estado ; mas a posijo dos contribua-
les conservou-se sempre triste ; financeiros, co-
bradores de impostos, vico-cobradores, etc., maJ-
tralaram-os porlia, e promplamente extingui-
r m os bons effeitos da rovolujo.que acaba va de
ser operada pelo tribunal de justica, at o da
em que o governo definitivamente poz fin a isso
ameacando de pena capital aos commissarios e
agentes de cobranzas de imposlos, roeonbficidos
culpados de malversajo.
Um imposto excitou principalmente um pro-
fundo descontentamente nessa poca, a deu lu-
gar sanguinolentas ras.
At o momento em que o Francbe-Cont e o
n .?. L llttm Fra"sa' ? nMM. .eohortde todo opafz Insurgido, acbav. mi que
UiOmUJIM^u'V* ^f le>" obra.se em seu torriloritTcome em paiz con"
o S!?i1KVB1,a dM"8fu,;*'leN.n-|qui.tado. e amescaraabra^ir o partido de seu.
_8J5"o ttona o monopoliu dcste produc-I conterrneos.
As cousas flcaram nesle estado, por que Mr.
les
to, qne nao era na realidale oulra cousa 'mais do
qtto um Imposto, designado desde o seculo XIV
com o nome de gabelle.
Luiz XIV quiz fazer cessar as difficulades de
continuo levantadas pelo grande numero das or-
denanzas e areslos relativos i esta malerta, e
promiilgou um edicto no raez de maio de 16S0,
que simplificou efectivamente o systems, ma.
sem diminuir-lho o. nconvenienles ; e a popu-
larlo nao flcou menos obrigada a fomecer-senos
armagens de suas circumscripjes, de alguraa
sorte em dias fixos, e por quantidade egual e raui
arbitrariamente designada de arUemio ; assm,
chamava-se francamente osla operario distri-
boijo de sal por imposto.
A' este respeito as provincias do reino dividan-
se era tres clsses :provincias eximidas, que
pretend im nao ser subraettidas e&lo rgimen
vexatorio ; provincias remidas, as quaes era vez
do armazens, tinham depsitos de sal, onde os
habitantes deviam fornecer-se sem poder ter pro-
vise em suas casas ; e provincias subraettidas i
ordenanca : e anda convm notar que este sysie-
ma s ora applicado s provistos ordinarias de
sal, a au pot el la salitre, como Se dizia en-
to, e nao s grandes provises de sal, regidas por
outros regujamentos.
Colbert quizera reduzir esta diviso duas cas-
sea supprimndo os paizes eximidos : encontrn
porm urna viva resistencia e tere do empregar
torca.
Quando em 1661 elle decidi a introducto na
Byscaia dos escriptorios chamados de comboi, os
Vasconsos prepararam-se para urna resistencia,
que foi vigorosamente sustentada durante dous
anuos.
A' 26 de maio (*) o intendente Pellot, previnin-
do Colbert que os habitantes de Hagetmau, al-
d..s situada enlre Mont-de-Marsan o Bayonoa,
tinliam atacado os commissarios o a escoltado
comboi, tinham raorlo e ferido muitos e posto
em fuga os outros, immediatamente duas .cora-
panhias de dragdes foram destacadas para essas
paragens, o o proprio Mr. Pellot transporlou-se
Mont-de-Marsan.
Depos de um verdadeiro combate empenhado
enlre os camponezes e os drages, rro qual hou-
ve morios e casas quemadas (6 de agosto), este
movimenlo tomn urna rpida extenso tfebsfto
da direcjo de um cerlo numero do' gerrtis-ho-
mens, os quaes entre! into tinham o cuidado de
nao se deixarem eonhecer.
Pellot principio teutou era vio empregar o ri-
gor, e bem que elle escrevesse 20 do juohocom
urna certa salisfaeo dos prisioneiros- feto em
Hagetmau, dona aeabavam de ser enforcados,
dous postos i gales, e muitos rodados-,- teve em
breve de confessar qot o movimento temara pro-
porjes graves.
Os rebeldes tinham eseolhido por chefum dos
contumaces, Audijo9. hornero de grande energa,
e que por sua resolucio tornava cada vez mais
dillicil a tarefa do inlemlenle.
Eis-aqui como esle miimo se explicar- -3 de
oalubro com Colbert:
t O tal Audijos, quem eondemnei por contu-
maz a ser rodado, corre o paiz com quioze ou vin-
te sediciosos. De dia vae elle s casas que-eslao
affasladas, e al is aldeia-s, s quaes rouba, e on-
de faz muitos violencias ;. e noite retirarse e
dorme nos bosques. Elle aesessinou o cura na
parochia do Costure, por lar publicado urna or-
denanza probibindo que 1-he- dsscm agasalho,
bem como ao chefe e aos outros condemnados
por minha ovdem ; e ha tros ou quairo das diri-
gi urna emboscada contra agente do comboi,
matou duas pessoas e ferio muilss outras. Faze'
mos o que podemos para agarra-lo, mas anda
nao podemos-conseguir, porque este paiz mui-
lo moe cheio de bosques ; e a genio cavallo
nao pode andar cora muia facilidade Je urna par-
te para outra, pois o solo cortado de grandes e
fortes sebes de mato denso, e- de diversos cami-
nhos cavadosv cujas bordas sao mui elevadas, o
que d osses-sediciosos os meios de atrarem de
detraz das faias, de cima para beixo, e depos re
lirarem-se para o bosque, onde nao podemos se-
gui-los. Alm disso, os habitantes e os gents-
iiomeus os soccorrem, ou por temor ou por con-
nivencia.
Nao decorreuurn mezsemque agente do com-
boi fosse anda atacada, e seu chefe, o senhor
. Boisset, foi apunhalado por Audijos em urna des
las excurses. Ao mesmo lempo a rebellio es-
tenda-se cada vez mais no Bearn, e Audijos es-
lava ento seguro de encontrar- abrigo as moa-
tanhaB tioB*o Pi o de poder reurar-se para a
Hespanha se fosse de mister :era um partida-
to resoluto, que linha servido-sete ou oito annos
como cavalleiro no regiment do marcchal de
Crequy. com um desesperado que faz os lti-
mos esforcos. segundo Pellote O caso que no
mez .le dezembro este pobre intendente nao sa-
bia mais o quo fizesse, e pedia tropa com todas
as forjas.
Os ataques tornav-am-se cada-vez mais frequen-
tes, os habitantes de Monl-de-Maisan insurg-
ram-se contra os taes escriptorios, que se eata-
beleciam em sua cidade, os-guardas comejavam
a temer esses inimigos invisiveis que os desima-
va m ; emGm, o marechal de Urammont, que era
() E' a primeira vez quo pode fallar com algu-
raa particulacidade desta curiosa rerolta, quo leve
urna certa importancia.
sar Insurreijio ; este passo t*ve bom xito, e
en breve pode esta eseessiva seteridade ser mi-
norada.
c Todos os dias prendemos alguns desses ia-
visiveis cmplices e companheiros do Aodijos :
e ao que principalmente mars nos enlregamoo, 6
exterminar esta canatha. Todos sio horaeos vi-
gorossimos o extremamente terminados.
Prenlemos ainda ha pouco um chamado Bordier,
um.dos principaes emlodos os crimes. Quanto
aos outros culpados, os dolamos em paz, e co-
raejarcoios a fazer eonhecer que com tanto que
elles sirvam e portem-se bem, nao os procurare-
mos mais.
Em maio e dezembro Mr. Pellot fez publicar
urna annistia geral em Bearn, exceptuando so-
mente Audijos e seus principaes adberenles, do3
quaes, diz elle Colbert, sei quo a mor parte re-
conhece sua falta e pedo perdi.., Quanto
Audijos, verdade que algumas pessoas tem-me
dito que ello quera deixar sua vida, o pedia per-
di ; mas apenas lhestenho respondido quo pn*
isto o nico meio sera recorrer misericordia de
S. M. A' isto uio live res posta ; mas se elle
acceitasse esto partido, o que tenbo difficurdado
em acreditar, far-se-bia delle o que approuvesse.
Como quer que seja, nao deseje que elle fcca
maiores mates. (t3 de dezembro.)
Os primeiros mezes do seguinte anno passa-
rara-se tranquilamente ; mas ontreranlo Audi^
jos, despeilode todos os esforjos nio poda sef
agarrado, e incesantemente temia-se quede no-
A LINDA MERCADORA DEPANOS
ron
ELIE BERTHET.
[ Conlinuajo.)
IX
Havia as expresses do capito o quer seja
que nao soou muilo bem aos ouvidos melindro-
sos do conde de Manle. Empinou-se para iraz
ille lando um ar de orgulho offrndido.
O que queris dizer, mi caro, exclamou
elle, viudo fallar-me do mo estado dos rorus
negocios? Dar-se-ha o caso oe que queiraes in-
sultar as miuhas desgrajas ? E' bem verdade
que nao pode impedir que fosse confiscado o
meu condado do Manle com todas as suas ierras
e casieilos. depos dessa aventura, que o diabo
leve : mas resla-me anda a honra, capito, e
nao vos assenla bema vos que sois um bravo
humem....
E lodos sabem que lambem vos o sois, ca-
valleiro, inlerrompcu o seu imerlo- utor framen-
te. Nao vira aqui para queslionar com vosco ;
e pois, eslou prompio a concpder-vos que per-
deslos em todo esse negocio nio s o vosso con-
dado de Mjinle, comn lambem o mais bello duca-
do da Praoja e de Navarra, se assm o queris.
l-'aili'i-vos no mo estado dos vossos negocios,
coutinuou elle em voz mais baixa, potque pte-
tendia propor-vos um meio de mclhora-tas.
V que seja 1 replicou de Maule com tom
mais moderado ; leudes vivido sempre nos cam-
pos de balalha, e por isso nao ronheccis as deli-
cadezas proprias da boa sociedade : desculpo-
tos pulanlo a vossa ncvilidade apparenlo Mas
como ler.des alguma cousa propor-me, fallae
depresaa ; eslou iuleiranienle ao vusso dispor.
O que lenho para aizer-vos nao deve ser
ouvido por mais ninguem, murmurou o capito :
se vos queris dar ao trahalho de sahir comi-
go
Sera esperar que elle acabasse a phraze o
conde se levantou, e enlenando al os olhos o
seu chapeo, disse :
Euto sao estes patifes que vos impedem ?
Esperae, vou j desembarazar-vos delles.
E dingindo-se para os burguezes que o olha-
vam com ar espantado :
O' l, bregeiros, salii j daqui, e livrae-nos
da vnssa preserfja. Tenho que conversa* com o
meu amigo, que aqu vedes : o as vossas ore-
lhas de asno sao lio grandes que nio podemos
consentir que ft^ueis neste lugar.
Os pai-iticos fr^guezes da taberna se pozeram
na defensiva vendo o insleme Qdslgo avanjar
para elles. Uus armaram-se de cceles, outros
lanjaram mi d. bancos: houve um delles que
pergunlou ao seu aggressor com que direito pre-
tenda expflli-lo de um lugar publico, onde el-
les nao ufiVndiam a uinguem.
() Vide iarv) n. 19.
Como isto, sceleratos, resists I exclamou
o conde apoderan io-se do chapeo daquelle que
Ihe linha fallado o alirando-o pela janella a
fra.
Camarada 1 Ihe disse o capitio ; dexae
estes marotos : nio vades agora fazer questo por
uina bagaleila ; melnor quo saiamos nos.
Porem de Maule julgava um ponto de honra
nao tornar atraz na sua resolujao ; e por tanto
replicou levando mo dos ropos da espada, sem
comludo arranca-la da bamba:
Vejamos ; queris ou nio ceder-nos o lu-
gar ? Ido esperar na rua : se me Qzerdes a von-
tade, prumeiio-vos que jogarei urna partida com
aquelles d'entre vos que liverdes algumas pisto-
las para perder, depos que houver acabado a
minha conferencia cora o capitio.
E dizendo isto ia emporrando os pobres bur-
guezes, que recua vara pouco a pouco, intimida-
dos rom esse ar de certeza. Quando passaram O
bai-nte da noria, o conde fechou-a arrebatada-
mente, e vuli"u iriumphantt para onde eslava o
seu amigo. Foi s entio quo reparou no velho,
que se havia deixado ficar uo canto mais escuro
da sala, emquanto se passava a scena prece-
dente.
0' l, qnem lemos nos ainda aqui ? pergun-
lou o conde com sorpreza. Que diavolo veio ci
fazer este barbono I Ento bom velho, nio ou-
vistes a ordem que dei aos oulros ?
Mas, apezar da sua sua impudencia, recuou um
passo, ej ficnu lodo perturbado: acabava doreco-
uhecer Nicolao Puliveau, paludo, fraco e abatido,
envp|h>cido vinio annos mais por um sanno de
soffrimentu3.
O capitio Corbineau, sorprendido pela mudan-
ja sbita opeada no seu companheiro, ia per-
guniar-lhe a causa, quaudo o infeliz mercador
se avanjou para elle, e Ihe disse com voz pene-
trante, Bponiando para o cunde :
Vedes esle hornera ? Foi por causa delle
que minha fllha se perdeu, foi por causa delle
que minha fortuna foi roubada, e que o meu no-
me foi infamado: ainda a elle que eu devo
achar-me sosiuho eisolado neste mundo, pobre,
volado infamia O' vos, por muilo mo que
sejaes, nao vos assorieis a este bomem, porque
elle amaidjoado de Deus, e o seu contacto vos
Irar grandes desgrajas 1
Ao mesmo lempo vultou-se lentamente para a
porta, e sahlo.
Os dous misersvei. se achavam em extremo
rommovidos com essa apparijio, que pareca ter
abalado a nalureza feroz de um, e o corajio r-
gido o mpeoernido do oulro. De Manle foi o
primeiro que recobrou o seu sangue fro.
Bem me haviam dito, disse elle gracejan-
do, que Poliveau se tinha refugiado no recinto do
templo : mas. per Dio 1 nem delle j me lem-
brava.i E como diavolo poderia eu suppor quo
esse velho corvo se achava assm empoleirado a
dous pnssos de nos ?
Seja como fr, disse o capito Corbineau
franziudo o sobr'olno, nao goslo nada de ver es-
ses velhos corvos a grasnarem sobre o meu ca-
minho : nio 6 isto de bom agouro, especial-
mente quando o negocio, com que vos vou en-
treier, toca de peno & esse prophela. de des-
grajas I
Gomo 1 I Poliveau ?
Stm, a elle mesmo. Fallemos bsixo, e va-
mos so Oro. Um hornera rico o' poderoso me
mandou chamar para propor-me um lance atre-
pello' nada acbou melher do que era abril de
loba propOr ao governo a destrincan di fonle Sa-
nes, que tornela ao paiz o sal.
No mez de maro leve elle por nm momento a
speranja deque Audijos ia ser preso: Audijos
ertava eolio era Montaner, urna columna rao-
bil drga-se para seu retiro, quando aa aldeas do
valle sublevaram-se, pegaram em armas, toca-
ram rebate todos os sinos, e o chefe da insurrei-
jo podo relirar-se a*um asylo mais seguro.
Pouco depos Bayonna Insurgio-Se e s foi ro-
duzida depos de urna lula seria : o interrogato-
rio feto aos principaes rebeldes, aprisionajos
nessa occasio, fez ver que esta revolta se pren-
da ao movimento geral de Bearn, e que a cidade
e os fortes deviam ser entregues Audijos, o
qual faria dola seu quartel-general. Foi ento
que a revoluciio chegou a seu apogeu, e que os
Bernezes manifestaran, mala altamente suas pre-
tendes.
Asseguram-me, escreve Mr. Pellot i 20 de
maio, que a gente do dito paiz rclirou-se Pa-
jols, parochia perleocente ao senhor marquez de
Poyanne, e que resolveram enviar como depulado
S. Msgestade o senhor bispo de A're e o senhor
lenenle-general de S. Sever, aflm de serem men-
udos em seus pretendidos privilegios o livrea dos
esciiptotios e brisadas do cemboi.- Nio aei como ..
elles'seUtendero. mas creque nao deviam en- *0?a?Z?! P.r0e"'
carregar-se de tal commisso, que tende a pedir
a recompensa de urna rebellio obstinada, de tan-
tas morles das- pessoas do re e dos crimes .tro-
zos, que (orara commelidos durante dous ou tres
annos, e finalmente, ten Je i quo Audijos leve
vantagom ao re.
As tropas" pedidas no flm do anno precedente
chegsrara entretanto em numero assaz grande
para que considerassevn seu elTectivo' bem muilo
mais importante da que era realmente, oque
nio produzio mi efleito (jolho.) Houve enlio
um caso serio entre o bando de Audijos e os dra-
ges do rei..
Cedo ainda a palavra i Mr. Pellot, que este
respeito exclama- tristemente : E' para admi-
rar como Audijos escapou ainda desta vea I
Soube-se que Audijos eslava em urna easa so-
lada perto da Bastida na tronleira da Navarra e
do Bearn ; e perto de duzenios drages e caval-
ieiros do comboi dirigirara-se esse lugar de-
baixo das ordens dos senhores de la Baume, l-
ente Ae drages e Marass, antigo marechal-.
i A' 8 de julho pela man-ha elles atravesea-
ram o Bearn em diligencia, passaram vo um
rio conhecido do dito Marass, o que muitos os
adiaotou, e dez ou doze guardas do comboi, que
isro na vanguarda e melhor montados, encontra-
ran) Audijos com sua gente, que estavam vinle
passos da drta casa, deitados de barriga para o
chio. Deram descargas departo i parte, depoia-
do que Audijos relirou-se para a dita casa, a
qual o resto das tropas chegando pelas onze ho-
ras para meio-dia, investo incontinenti. E' urna
casa baixa, sem trincheira, nem fosso, onde ha
urna grande porta e duas oulres portas pequeas,
cincoeols i
duas ou tres
se esses sed
limo seria poder agarra-Ios.
La Baume eapilaneou ptiacipio alguns
drages pira forjarem a porta grande, mas como
ahi livesse um merlo e alguns fridos, abando-
nou eolio o designio de atacar a easa pela forja,
que era o bom partido, o cuido* ea mandar vir
mais gente e postou diversos coipos de guarda
nos contornos da dita casa, ainda que Marass e
alguns oulros oQlctaes Ihe representassem que
elle nao devia esperar; que, i chegada da noito,
nao se- poderia impedir que Audijes sejalvasse e
ganhassoo bosque forjando com sua gente alguns
corpos de guarda.
Entretanto elle persistiu nesta resolujio ap-
parentemenle para peupar sua gente.
Audijos nio deizeu de fazer o^ue se tinha
provisto-, pois que s duas horas d-a madrugada,
elle sabio com sua gente por urna das portas pe-
quenas, forjou um corpo de guarda e fugiu para
o bosque : de quatorie que erara, apenas um po-
de ser morto e tres agarrados. Enlre estes ha
um chamado Plalos, que o lente/ de Audi-
jos, seu conselheiro, segundo dizera. tio resolu-
to como elle, porm de mais espirito : est gra-
vemente-ferido na cosa.
Continuaram depos a bater o paiz, mas ludo
isto nio- poda trazar resultado alg-um decisivo.
Audijos linha urna totiea, que de*> derrotar
constan tmeme os projecios dirigidos contra elle :
s reuna sua gente quando tinha um golpo a
dar, e logo depois enviava-os para suas casas,
nio conservando comslgo mais de des homens, o
que Ihe permitlia mudar de posijio e oceultar-se
fcilmente : em consequeneia disto, e principal-
mente quando sua cabeja foi posta prenrlo pela
somma de 12,000 libras-elle acalmou-se uro pen-
co, e passou algumas semanas tranquillo em essa
de um de seus amigos, Miguel Joo, em Saihen,
as monlanhas meridionaes do Bearn (agosto.)
O intendente Pellot tambera persegua irap%-
cavt.la.ente lodos qwelles, que Ihe oahiam as
mos. Ello escrovia no mez de setembro que
acabava de fazer rodar dous prisioneiros e en-
forcar tres, e que tres outros nao teriam me-
lhor sorte ; e ao nrtsmo lempo- lerantava urna
grande multa sobro as commuaidades do Bearn.
abrangendo assm todo o paiz pata despopulari-
Mr. Pellot diz mui ingenuamente i Colbert i
5 de junho de 166* que elle constantemente es-
capa aos que sio enriados au-a procura, ou
porque os que sao iocumbidjs deste mister nio
sao bastante diligentes, ou por causa daaffeicio,
que.anda Ihe dedicara oeste psir >, c- coneluiu
pedindo ao ministro que propozosse ao rai con-
ceder esses rebeldes cartas de perdi,, e um
eoiprego fra do reino : Se S. M,approvar esta
propost j, far-me-heis o favor de avisar-me, por
que eocarregaremos disso ao Sr. marquez do
Poyanno, que o desemperrhari, se possivet, de
modo que nao ser compremetlida dagnifode
do rei. Nio segundo me dzem, que esso pa-
life nio tenha bstanlo insolencia, e nao nirtra
pretenjes mais elevadas ; porm se-nio flear
satisfeito com esses offerecimentos. enlio s tra-
tariamo de expelli-ln e procurar agarradlo ;
bem ple ser que. isto ezciktase o pan contra
elle, vendo que n quera concorrer para set
accommodamento.
Parece que este projecto n3o tvo xito, ou
porque o gcrvejno com razo nio-quiz dar impor-
tancia i esse obscuro rebelde, o porque Audi-
jos. descontente do- poneo que Ihe era ofTerecido,
comejasse dV novo sera demora suas carreiras ;
o facto 'quo o Bearn eslava, novameote agitado
por seus bandos no n>ez de julho.
Esta ullma tentativa, porm, nao leve resulta-
dos serios Desta vez o marquez de Poyanne
commandante das milicias da provincia encarre-
gou-se activamente do negocio ;-e desde logo;
eni uro dos primeiros omootros, ama das com-
panhias de Audijos fo batida, e Plantier, seu
res leguas de comorimento P.r2 a qual tilT^ tuuo^nou Fq.sttof -T"
edicioses houvessem se retirado difDci- At,m ou.rvr ^1, ios u <"
vido, que demanda do muila destreza osagacida-
de. Quanto a mim, s sirvo para manejar a es-
pada ou o punhal, e por isso me apellidarais em
muitos lugares, por onde lenho passado, o capi-
tio corta-cabecas: nao acontece o mesmo com-
vosco, sois conhecido por um hornera muito des-
Iro, e eis a razio porque vos quero associar a
mim para esse negocio. Alera disto fustes feri-
do pelo joven marquez de Villanegra, e desejaes
vingar-vos delle. Offerejo-vos urna occasiio pro-
picia de Ihe pagardes na mesma moeda.e depois
tereis em ludo isso a vossa parte no lucro de
mil pistolas. Ealao queris ou nao ajudar-
me ?
O conde de Manle como j temos tido occasiio
de julgar, nio se poda gabar de grande de-
licadeza de sentimentos: todava a franqueza
brutal do seu companheiro nao pareceu nessa
occasiio muilo do seu gosto. A llagou por mo-
mentos a sua barba, como se meditasse n'uma
resposta conveniente.
Capito disse elle afinal, tenho-vas em
conta de um hornero corajoso, e desejava servir-
vos de todo o meu corajio ; mas cumpre que
nos entendamos. Sei que combatesles com hon-
ra no tempo do defunlo re, o que depois vos
vistes forjado a viver de vossa agilidade e des-
treza em filar urna carta, em falsificar um dado,
e em sustentar com o vosso braco um altercador
sem coofianja em si mesmo ; este um meio
de vida como qualquer oulro, o muita gente de
bem conhejo eu que vive dessa forma ; porten-
to, nada lenho que censurar respeito. Tam-
bem eu, mesmo antes da conQscacio do mou po-
bre condado, me vi obrigado a tentar um pouco
a fortuna, e associar-me a cerlos companheiros,
entre os quaes coube-me a sorte de conhecer-
vos. Agora, ou vos chamem capitio corta-ca-
becas, ou nio, isso pouco importa : gosto de to-
mar as ptlavras no seu verdadeiro sentido ; e
quero crer que, se sois muilo dexlro em dar urna
cuttlada ou urna punhalada, nunca o fazeis se-
nio em duello, mediante todas as regras requeri-
das. Quanto 5 proposta que me fizestes, eis o
que tenho a espouder-vos : nio ha dunda ne-
nhuma que faz urna cerla consonancia o apalpar-
se algumas centenas de pistolas e coofesso que
na presento occasiio viriam ellas muito a pro-
posito para a minha bolsa : esses procuradores e
roeirinhos do Chatelet me pozeram i orja, e cora
a perda dos meus excedentes criados fiquei sem
os meus melhores sustentculos. Por oulro la-
do Villanegra 6 um bregeirote com quom Dio
sympalhiso : mas nunca consenlirei era vingar-
rae delle por nm meio indecoroso & honra de um
cavalleiro. Se Irala-se de pregar-lhe algum lo-
gro, alguma traijiozinha, que possa ser contada
em alta sociedade, podis contar commigo, mi
caro, estarc prompto para ludo.
O capitio surrio-se com ar ainiatro.
V quo seja, diste elle : caber-vos-ha na
larefa a pa.te mais fcil ; quanto ao cusloso e
difficil, que puder apparecer, ficar a meu cuida-
do. E eolio satisfaris o vosso genio, cootando
a aventura l o vossa vontade, bem entendido,
dopois de concluida.
Neste csso, locae. Estamos de accordo, ca-
valleiro ; ezponde-me agora o vosso plano, e
antes de tudo dizei-me, quera esso thesoureiro
oficioso que ha do contar-nos as mil pistolas?
Tenho j qunhentas na algibeira ; o rosto
vira depois de concluido o negocio. Quanto' ao
dem.
Desde enl.WMr. Pellot apenas leve de dirigir
ao ministro a noticia a maio tranquillisetora, e a
ullma menco que fez de Audijos em seus officios
foi para dizer que este passava para a Htspsnha,
e annunciav. s-ua intenjio de entrar em nm con-
vento (Janeiro 16*7.)
A croajao do imposto d sol di logo-lugar &
urna nova insntreico. O governo quiz levantar
esto imposto em Koussillon, provincia recent-
mente conquistada,- e cujos habitantes gostevam
de prevalecerem-se de seus ampios e amigos pri-
vilegios. O movimento rompen no Vallespir,
isto as montonhas que Ifro-itaro as planicies
do-Roussillon ao sueste; oe-m-iqueletcs arma-
ram-se de todo oslados, e omejaram assassi-
uando no mez-de julho de I6S6- ao juiz do crirae,
interino.
O intendente, Mr Marqueron, ioformou a Col-
bert deste movraeolo, exponde-lhe a impooeibi-
lidade em que eslava de reprimi-lo por falta de
tropas sufficieates, e por cause tambero das-aym-
pathias, que apenas dissimularam os membros do
supremo conselno; poder, cem que era preciso
contar: elle caera que Ihe fossem mandados &
6,000 soldado, pera delles fazer oulros tantos
guardas, sustentados cusa do remissos, e com
ojo auxilio capciava pi umpiamente vencer a obs
tinaja o dos eampoaios do Vallespir.
Os do conselho- opposeram-se este meto ri-
goroso dizendo que confunir-se-hja o inno-
cente com oculpedo. Mas- nos males extre-
mos, acreseonU Mr. Marqueron, forja suplicar
remedios fortes, alm de que. por melhores quo
sejim as inienjoes dos membros do conselho,
difcillimo sera, para nao dizer impossvel, ee--
lalecer condemaajoes contra quem quer que seja.
no digo costra o principaes- da parochia, mas
ainda cootre. oa mais miseraveis, visto como,,
apoiando todo o paiz de facto e voluntariamente
esses nqueleles, sao se dbconlra ninguem,
que queira depor contra elles^ vos bem sabei
que juizes como os do conselho nio podero for-
mar conderanacio alguma em materia criminal,
a nio ser sobre o depoimento das testemuohas--
thesoureiro, o velho duque de Villanegra, o
pae do nosso galante.
Corpo de Dio I O que me dizeis, eapitio ?
Pois esse velho gottozo, enfermo, e que mor-
rer qualquer destes dias sem mesmoler tempo
de despodir-se de ninguem ?
precisamente porque espera morrer bre-
ve, e sabe que seu filho depois da sua. morte con-
tratar urna allianja vergonhosa para a familia,
que elle desoja impedir essa desgraca emquanto
vivo. Como vos disse fui chamado hoje pela ma-
nliaa ao palacio de Villanegra ; seu criado de
confiaeja, chamado Mignon, meu. amigo de ou-
lro tempo, e que hoje conhecido pelo infl-
menlo de Sr. Lafleur, gabou a seu amo a minha
resolujao, e esle poz-me hoje ao (acto do nue se
tratava. O marquezinho continua perdido de
amores pela linda mercadora, a qual depois da
famosa aventura, em que livesles parte, deixou-
se ficar encerrada no convento da Ave-Uaria sob
a proteceo do juiz criminal Defunctis. O nosso
namorado nio descanja ; noite o da. leva a
rondar em torno do convento, cujo entrada Ihe
rigorosamente prohibida Suspeita-se entretan-
to que a mulher de Defunctis, urna burgueza es-
tupida que, segundo afirmam, Iraz o marido pe-
lo beico, alimenta as esperanjas do marquez, e
Ihe di frequentes noticias da donzella, a quem v
todos os das. O pae est indignado ao ultimo
ponto ; os seus coaselhos e sormes nada teera
conseguido : pois o fllho declara que empenhou
a sua palavra de cavalleiro em como havia de
desposar a pequea, e quo a desposar apezar de
Deus, e do diabo. A duqueza, pobre velha, per-
deu a pouca razo que Ihe restara : est hoje
n'um eslado completo de imbecilidade. O du-
que, contando-me tudo isto, chorara da r.iva,
o entregava-se a tal desespero que eslivemos
quasi vendo-o morrer em nossa presenja. Quao-
do tornou a si disse-nos que esperava de nos o
cuidado Je impedir que o seu nome sofiresse se-
melhante nodoa.
Veramente, interrompeu de Manle. vamos
fazer urna accao magnfica, o de que muilo se
ha de fallar I E' um acto de caridade que de
nos exigem, o por isso a cousa nio ha de ser l
muito difficil de arranjar-sa ; tanto mais quaodo
nos ha de produzir algum dinheiro.... Mas
apressae-vos om dizer-me, capitio : o que se
deve fazer para salvar em tal caso a honra da
nobre casa de Vil legra ?
Propuz o melhor meio, e o mais fcil, res-
pondeu Corbineau com a voz surda, om deitar
fogo ao convento durante a noiie, e deixar quei-
mar talo; mas esta idea nao agradou. Sem-
pre ha gente que lem cerlos escrpulos 1 Mas
a final de conlas chega-se ao partido proposto co-
mo a qualquer oulro. Mignon spresenlou outro
plano, para o qual se tem necessidade dos vossos
servijos.
Dizei qual esse plano, amigo Corbineau,
disse de Manle abanando a cabeja com embara-
jo ; se elle nio for mais moderado do que o pri-
meiro nio contis comigo : nio estou muito dis-
posto a figurar n'um negocio, que nos pode con-
duzir ao supplicio da roda.
O veterano lanjou sobre elle um olhar de co-
lera e de desprezo.
J estaos recuando l Jeslaes com medo !
Nio recuo, companheiro, e modo cou-
sa que nunca tire. Porm estou sem pressa de
altrahir sobre os meus passos esse maldito De-
functis, que j me pilhou de muilo perto, Se eu
( Continuar-se-ha)
ni livesse lido a. boa idea de confundir com os
meus os negocios do pequeo Villanegra, de sor-
te que nao podessem condemnar-rae sem condera-
nar a elle tambero, nio sei qual trra sido o roeu
flm por causa da aventura de Poliveau.
Esse Defunctis vos parece bem lemivel, hein ?
pergunlou o capilo sorrindo com ar sombro e
desdenboso. Oque fariets enlio se como eu ros-
seis ha tres annos condemnado a ser enforcado,
e durante todo esse lempo forjado a illudir a vi-
gilancia dos seus aguazis?
De Manle fez um gesto de descontentamente.
Est bom, capitio, nio quero saber os vos-
sos segredos. Devo prevenir-ves antes de tudo
que de forma alguma quero ver-me de novo en-
volvido com os guardas do prevosle.
Ser, como quizerdes, camarada ; que dia-
bo I os amigos nao sio assm lio Turcos I O
maior pertgo que ha no nosso caso o de roubar
a moja o conduzi-la para lugar seguro ;. e disto
mesmo eu me encarrego. Quanto a vos, nao ten-
dee mais do quo deixardes-vos dirigir i e oslo
nao corrercis o menor perigo. Pregarei um lo-
gro ao marquezinho lomando-lhe a tucura esposa,
e ganhares com isto quinheolas pistolas. Demals
podareis contar a aoedocla como vos aprouver, e
com mil bombas 1 ella vos ha de dar muila
honra.
Eis aqui o quo eu quero I Agora, mios i
obra l exclamou de Manle. Mo caro Corbineau,
estou todo ao vosso dispor ; j nada mais exijo.
Urna vez que a aventura seja galante e jocosa, fl-
eo satisfeito. Ficar eu com a amante desse faluo
marquezinho, e ganlur o dinheiro do pae por
este acto, ua lance soberbo I Ha de fazer
muito ruido na corte; lodos me hio de querer ver,
gabario a minha habilidade, accumular-me-ho
de honrasje penses, e os mais nobres de entre os
nobres solicitario a minha amizade. Per Dio I
meu bravo capitio ; permilii que vos abrace ; fi-
zestes a minha fortuna, cootando comigo para
esse negocio.
No mesmo tempo levanlou-se, e nos transpor-
tes da sua alegria, transportes era que as furaajas
do vinho tinham sem duvida grande parle, abra-
cou o capiao corta-cabegas, quo se prestou de
mi humor a essa familiaridade.
Muito bem disse alegremente voltando
para o seu lugar : quando daremos comojo, meu
Corbineau ?
Esta nlle mesmo.
E estaremos sos ?
Levarei comigo alguns velhos petulantes da
corte dos Milagrea, que nio creem em co nem
inferno.
Nao ms ; porm antes quererla ter por
auxiliares cavalleiros como eu. E como conties
penetrar no convento ?
Nio temos necessidade disto : havemos de
encontrar a linda mercadora em oulra parla.
Onde, rato caro ?
Aqui mosmo no recinto do templo... Ide ;
o duque est bem informado deludo : Mignon
lem derramado ouro punbados, e nada ha que
igoorem. Accresce que oSr. Defunctis, de quem
tendes tanto medo, para desculpar-se da sua se-
veridade a respeito do joven marquez, presta ao
duque todos os esclarectmeotos necessarios..Mas
ia-me esquecendo, continuos Corbineau levan-
tando-so de quo o nosso socio Mignon me espera
para dar-me as suas instruejes. Assm, poli,
cavalleiro, devenios
0
As des horas estarai
Perlenjo-vos de toda a minha alma,.
Est dito I Deixo-vos agora para trajun'lar
a micha gente, e dispor as-couias. Espera*- me
aqu.,. Ser raelhor que seja n'outra parte; por
que estas das e rollas podero occasieoar aa-spei-
las. Vedo, conlinuou elle dirigimlo-se p ara a
janella e designando a torre do templo, hs dez
horas em ponto doris achar-vos ao- p da quella
terciana, que tica em frente do palacio *t> prior-
a la crgue-se do ladoopposto, o assiaa ficareis
oceulto na sombra. Se eu mesmo nao oder vir
niandarei alguem. quo vos.dir : L*we o diabo
as freirs \ E vos responderis : VTP0 0 vai^
dos aprendizes I Sao estas as-seobuas por quo
vos haveis do reconbecer mutuameot. Depws
seguiris a esse hornera, e farets o *jue elle vos
disse r.
Est convencionado.
no meu posto.
Olhao bem, camarada ; espero que nao com-
metlereis alguma imprudencia, disso o capito
apenando o laura da sua grande espada. Sobre
ludo sede sobrio ; estaes muito disposto, a beber
ainda, e me parece mesmo que tendes ja. festeja-
do o vosso copo mais do que conviria aos nosios
projectos....
Capitio! exclamou de Manle mostrando-se,
o Hendido.
Tomae bem sentido, torno a recemmeradar-
vos : e para activar o vosso zelo justo p ue re-
cebaos adiantida alguma cousa dos vossor/iucros
Aqui tendes, conlinuou o veterano, poo do sobre'
a mesa um punh.do de ouro : aqaiesl 0 que vos
dar coragem. E agora adeus : nio usouecaes a
hora e a senha. ^
E assim dizendo enlerrou o chapeo at os olhos
e sahio passos precipitados.
Picando a, de Manle se aitrou sobre o ouro e
passou-o para a sua bolsa suspensa cintura se-
gundo o uso de euto. Depois chegande o janel-
la parecou calcular o tempo que ainda Ihe resta-
va at a hora aprazada. Posto que o sol tives^o
desapparecido, todava inda era da claro.
- Teuho ainda, algumas horas, deque posso-
dispor e algumas moedas na bolsa, murmuro
elle precisa emprega-las.
Correu para a porta que o sea companheiro
deixara aberla, e percebeu na sala viziohaos
burguezes. a quem elle havia despedido tan sin-
gularmente.
O l, boa gente, vindeci I agora podis en-
trar. Devo-vos urna reparajo, e estou prompto
a dar-vo-la cem aa carta, dados, ou qualquer
outra sorte do jogo que quizerdes. Eolrae todos
por aqu. Tenho a bolsa recheiada do bons es-
cudos de ouro, o nada vos ha de faltar. E tu la-
bernelro do diabo. traza refrescos, vlnhos lico-
res para estes bons fsrroupilbas. Per Dio I 'quero
Urabem urna vez misturar-roa com esta eana-
dal'o ensia"6s,e' brewro* a beberem. orno fi
Aqnelles a quem elle assim interpollava nio
Ihe mostraran, mi vontade pela maneira porque
forara empurrados para fra da sala. Cinco minu-
tos depois o ;oo,de se achava cercado de urna du-
zis de individuos de mesqUihha apparencia, blas-
pheraan.tjo, jurando, e'bebendo de parceria com
61163
avalleiro, doremos contar com vosco par tqdot -- -
^oo4ot6i xijtimos? ^ J \ pjujf,^.
ra
i.Conlinuar-se-ha.)
TTP. DE M. F. DE FAMA. -1101,


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