Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09223


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Full Text
AIIO XXXT1I IU1ERO 21
M&
Por tres mezes adiantados 5JJ000
Por tres mezes vencidos- 6$000
SEITA FEIRi 25 DE JAHE1R0 DE IS6I
Per anna adianlado t9$f}f}0
Perle franco para o sabscripUr.
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antouio Marques da Silva ; Araca-
ty, oSr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fer-
nandes deMoraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS US CUHHE1U3.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas feiras.
S. Anio, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nszarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas reiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Dos.Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Natal quintas feraa.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)
El'liEMKKlUES DO MK2 DJ JANMKO.
3 Quarto minguante as 11 horas e 4 minutos da
tarde.
11 La ora a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manbia.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manha.
Segundo as 3 horas e Ai minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
21 Seg. S. Ignez t. m.; s. Patrocolo m.
22 Terg. S. Vicente m.; s. Gaudencio b.
23 Quart. Oa desporios de N. Senhora.
24 Qulnt. N. Senhora da Paz ; a Themoteo b. m.
25 Sext. Cooversio de S. Paulo ap.; s. Ananias.
26 Sab. S. Policarpo b. m.; s. Paula t. m.
27 Dom. daSept.; S. JooChrysoslomo b. d.
AUDIENCIAS DUS TKlBUNAE DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relarao: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda: lerdas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Prirneira Tara do civel: tergas e sextss ao meio
da.
Segunda rara do civel:
hora da larde.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Bahia
I Sr. Jos Martins Alvcs; Rio de Janeiro, o Sr!
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
quartas o sabbados a 11 Faria, na sus livraria prega da Independencia d =
6e8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 22 de Janeiro de 1861.
OQicio ao commandanie superior da guarda na-
cional do Rio Formoso.Para poder submetter
ao conhecimenlo do governo imperial a proposta
que V. S. apresentou-me com seu oOicio de 8 do
corrente para preenchimenlo do posto de' capito
secrclaro geral desse commando superior, que
V. S. considera vago por se ler coocedido em 19
do outubro de 18>7 a Antonio Pinheiro da Pal-
ma, que o oceupava, dispensado do servigo acti-
vo da guarda nacional por nao poder aecumu-
tar as funcedes iuherentes aquelle posto com os
dos seus oflicios de escrivo e labclliao do termo
do Rio Formoso, convem que V. S. declare se
por qualquer oulra razo, que nao essa, so acha
vago o dito posto ; porquanlo a dispensa tempo-
raria do servigo activo jamis importou a passa-
gem de alguma praga ou oficial para a lisia da
reserva, tanto mais quanlo tendo o individuo
de quem se trata, feito desistencia dos oflicios
que servia, tem cessado a seu respeilo o funda-
mento da dispensa do servigo, quo s por tal mo-
tivo se 1 fie concedeu.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda.
Estando nos termos legaes os prets juntos man-
de V S. pagar a Simplicio Jos de Mello os ven-
cimentos relativos ao mez de novembro do anno
prximo passado, dos guardas nacionaes desta-
cados na villa de Pesqueira, visto assim me ha-
ver requisitado o commandanie superior interino
da comarca do Brejo em ofllcio de 4 de dezera-
bro ultimo.Communicou-se ao commandanie
superior supracitado.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o
fim conveniente, as inclusas contas, que me fo-
ram enviadas pelo presidente do consclho admi-
nistrativo do arsenal do guerra cora officio de
hontem sob n. 4, relativas aos objectos que ao
znesmo conselho venderam Jos Rodrigues da
Silva Rocha, e Christiano Kroeger com destino
ao presidio de Fernando do Noronha.
Dito oo mesmo.Com a inclusa copia do ofll-
cio do Exm. presidente da Bjhia transmiti a V.
S. pan seu conhecimenlo urna certido da the-
souraria da fazenda daquella provincia, da qual
consta deslequando o capito Nicacio Alvares
cora deduegao da quautia de 20JO0O que consig-
nou tiesta provincia.
Dito ao inspeclor da thesouraria provincial.
Nos termos de sua informago de 19 do corrente,
sob n. 22, mande V. S. pagar avista dos com-
petentes certificados a Barlholomcu Francisco de
Souza a quanlia de 1:120*784. a Rufino Manoel
da Cruz Cousseiro a de 190J620. e a Jos Lopos
da Silva Cuimaresji de 296j000, provenientes
de tintas, madeiras e duas bombas, que vendo-
ram para a obra do raio do sul da casa de de-
tengo, Ocando V. S. na iolelligencia de que de
conformidsde com o final da citada informaco,
resolv nesta data abrir para csses pagamentos
um crdito supplemcnlar de l:59114, como ve-
r da portara junta por copia.Lavrou-se a por-
tara brindo o referido crdito
Dito ao mesmo.Restituindo a V. S. a conla
que acompanhou o seu officio de hontem, sob n.
27, relavoao sustento dos presos pobres da ca-
deia de Flores, o auloriso a mandar pagar so-
niente a quanlia de 30^500, sendo o restante sa-
tisfeito pela thesouraria de fazenda, conforme V.
S. indica no citado officio.
Dito ao mesmo em vista dos documentos que
devolvo, e que acompanharam a sua informaco
de 21 de dezerabro do anno prximo passado, sob
n. 535. mando V. S. iademnisar o alteres do 8.
batalho de infantaria Joaquim Jos Ramos da
Suanlia de 88*000, que dispendeu com o aluguel
e casas para sua redencia, quando esleve em
diligencias policiaes no centro da provincia.
Dito ao mesmo.A'visla das contas juntas,
que me forara remettidas pelo chefe de polica
com officio do hontem sob n. 41, mand6 V. S.
pagar a Pedro ongalves da Rocha a quanlia de
7J660 cm que importa o aluguel da casa que
serve de quarlel ao destacamento de Jaboalo
contar de 20 de margo a 31 de dezembro do an-
no prximo passado.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao juiz de direilo do Brejo.Sciente do
que me communica Vmc. em offiejo de 8 deste
mez recommendo-lhe que faga cessar o abuso a
que ni lude, de nao haverem das sessdes de ju-
ry por anno ero cada termo dessa comarca, e
que regularmente abra as correiges proscriptas
por lei, como convem ao servigo pnblico.
Dito ao director das obras militares.Remello
incluso o officio do inspector da thesouraria de
fazenda datado de 21 do corrente, para que exa-
minando o oslado da casa arrendada para secre-
taria do commando das armas, informe sobre o
3ue reclama o respectivo proprioiarlo Marcelino
os Lopes no requerimento tarobem junto.
Dito ao juiz de paz mais votado do 1. dislric-
to do S. Antonio do Recite.Declaro a Vmc. para
seu conhecimenlo que o collegio eleitoral desta
cidade deve runocionarna igreja matriz desta fre-
guezia, visto ter a respectiva cmara municipal
declarado ser insullciente para esse fim a casa
de suas sessocs.
Fortaria.o presidente da provincia annuindo
ao quo requisitou o inspector da thesouraria de
fazenda em officio n. 41 de 19 do corrente, resol-
ve designar para examinadores nos concursos a
que se tem de proceder naquclla repartigo para
preenchimento dos lugares de2.cscripturario da
mesma thesouraria e 4. da alfandega aos profes-
sores e empregados abaixo declarados :
1. Jos Soares de Azevedo, para o exame de
grammatica etc.
2." Emilio Xavier Sobrcira de Mello, para o
de escnpturago mercantil por partidas simples e
dobradas, suas applicaces ao commercio e ad-
ministrado da fazenda."
3. Dr. Filippe Nery Collago, para o de arith-
raetica, suasapplicagoes ao commercio, com es-
pecialidade reduego de pesos e medidas nacio-
naes e estrangeiras, calculo de descont e juros
simples e composlos, theorias e cambios e suas
epplicages.
4. Antonio Egidio da Silva, para o de noges
de algebra.
5.a Antonio Jos de Moraes Sarment, para o
de tradugo da lingna franceza.
6. Dr. Francisco Pinto Pessoa, para o de tra-
dugo da liogua ingleza.
7." bacharel Aotonio Rangel de Torres Ban-
deira para o de principios goraes de geographia,
da historia do Brasil e da eslatisllca com iner-
cia!.
8. Jos Francisco de Moora.'para o de pratica
do servigo peculiar da repartigo em que o exa-
minando esliver servindo.
Os examinadores designados sob os nmeros I
S i deverao comparecer na thesouraria de fazen-
da no da 21 do corrente s 10 horas da manha,
O os de nmeros 5 8 no dia 25 s msmas ho-
ras. Expcdiram-se a respeito as communicaces
uecessanas. *
Dita.O presidente da provincia' attendendo
ao que lhe requereu o escriv&o do arsenal de
guerra, Manoel Policarpo Moreira de Azevedo, e
lendo em vista a informago do respectivo direc-
tor, resolve conceder-lhe um mez de licengacom
vencimentos para tratar de sua saud fra desta
Expediente do tecretario do governo.
Officij ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, transmiti a V.S. a inclusa ordem do tlie-
souro nacional, datada'.de 26 de novembro ultimo,
sob n. 217.
Dito ao juiz de paz presidente da mesa paro-
chial de Alaga de Baixo S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, manda aecusar receido o
officio que V.S. lhe dirigi cm 3 do corrente, dan-
do parle de ter-se concluido os trabalhos da elei-
go de eleitores dessa freguezia.
DESPACHOS DO DIA 22 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimentot.
3599.Anna Felicia da Conceigo.Informe o
Sr. director do arsenal de guerra.
3600.Bartbolomcu Francisco de Souza.D-
rija-se ao Sr. inspector da thesouraria provincial,
a quem nesta data se expedo as convenientes
orderis.
3601.Francisco Antonio da Silva Cavalcanti.
Informo o Sr. inspeclor da thesouraria pro-
vincial.
3602.Jos Lopes da Silva Guimaraes.Diri-
ja-se ao Sr. inspector da thesouraria provincial,
quem nesta data se expede a conveniente
ordem.
3603.Jos Francisco Bento. Informe o Sr.
inspector da thesouria provincial.
3604.Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
Passe portaiia concedendo um mez de liceoga
com vencimento*.
3605.Mara Joaquina da Trindade. Informe
o Sr. director do arsenal de guerra.
3606.Mara do Rosario Resplandor.Ser-lhe-
ha concedida a passagem que pede quando huu-
ver opporlunidade.
3607.Rufino Manoel da Cruz Cosseiro. Diri-
ja-se ao Sr. inspector da thesouraria provincial,
a quera nesta data se expede a conveniente
ordem.
commando" das armas.
Quartel do commando das armas
em fernambuco, na cidade da
Recife, SI de Janeiro de t SKI
ORDEM DO DA. N. 68.
O coronel commandanie das armas, faz publico
para conhecimenlo da guarngo e devido cleito,
quo em data de 22 do corrente, apresentaram-se
nesto commando, vindos dos porlos do norte, no
vapor Paran, os seguinles Srs. ofliciaes : capi- '
to Antonio Francisco de Avila, alteres Ilercula-
no de Lima Pires, Roymundo Augusto Dias Mar- '
tins e Albino Jos de Ferias ; este do 9o, e
aquelles do 10 batalho de infantaria, oj quaes
fien rao recolhidos aos seus respectivos corpos.
Assignado.Jos Antonio da Fonceca Galvao.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao.
Alteres ajudanle de ordensinterino do commando.
seja concedida aquelles que abandonaram o seu
corpo antes do dia 19 de novembro, nem squelles
que se tenham ausentado sem licenga regular :
naquelle excrcito ha seguramente muitos que
nao sao muito seguros no capitulo das formali -
dades.
Neste momento os garbaldluos esto disper-
sosi encootram-se por toda a parte. Era Millo
esto em grande numero, e assegura-se que a
Genova vo chegar uns 3,000.
< Aqu passou-se um tacto muito significativo;
na sociedade dos operarios om Turin apresentou-
se urna proposta para ser votada urna mensagem
ao rei, afim de que Mazzni seja alliviado das con-
demoagoes que pezam sobre elle. A proposta
fui regeitada, por isso que os operarios de Turin
esto animados de mais excellente espirito, as-
sim como lodosos habitantes da cidade. Mas
assim mesmo aquella proposta foi urna grande
ousadia, e v-se claramente quesequer por mui-
tos modos desligar os operarios. as reunidos
que houve em Florcnga, mr. Montanelli, anligo
memore do governo de 1848, fez ampias exclama-
goes a este respeito.
a Mazzini perigoso por toda a parte, em con-
sequencia das suas relagoes com as sociedades
secretas que ni Italia gozaram do grande impor-
tancia, e cujos quadros anda existem. Nos go-
vernos absolutos erara ellas o nico meio de op-
posigo. Mas n'um paiz onde se pode fundar um
jornal som autorisago nem abonago, ellis nao
leeni a menor razao de ser. Todava existem ef-
fectivamente por toda a parte.
Considerado por todos oslados, muilo con-
veniente que o parlamento se rena o mais breve
possivel; a discusso de certo o mclhor reme-
dio contra os manejos e intrigas, que me parecen)
do maior perigo para a Italia.
Assegura-se que aconselharam ao conde do
Cavour que reunisse o parlameuto antes da aber-
tura do corpo legislativo francez, onde aqui espe-
ra m se encontraio inimigos mais ou menos de-
clarados da causa italiana.
As eleiges esto demoradas, em consequen-
cia do reino de aples, onde nada est prompto ;
o quo nao para admirar. Um jornal da oppo-
sigo pretende que as eleiges deviam ler lugar
no dia 25 deste mez, como por engao seannun-
ciou nos jornaes miuisteriaes ; mas foram retar-
dadas cora receio de ler no meio-dia eleiges ga-
ribaldinas. Tenho a certeza moral que nada disto
assim, e que o conde de Cavour deseja fazer
as eleiges breve. Est demorado pelas formali-
dades legaes, e por obstculos puramente mate-
mes
EXTERIOR.
capital.
A ultima eleign para a presidencia da rep-
blica americana, tem suscitado graves apprehen-
ses entre os Estados do sul o do norte da U-
nio.
Segundo um accordo recente da legislatura da
Caroliua do Sul, no dia 17 d'este mez deve reu-
nir-se na cidade de Calumbia urna commissao
encarregada de examinar o que convem aquelle
Estado fazer no ponto de vista das suas relagoes
futuras com os Estados do norte e com o governo
de Washington. Os delegados para esta grande
commissao ho de ser nomcados pelo povo, como
se pratica com os membros da legislatura, e lio
de gozar dos mesmos previlegios, exempges e
direilos que estes. Esta commissao ser compos-
ta de tantos membros quantos tem a legislatura
do Estado.
Para que se possa fazer idea do que esta espe-
cie de cooslituinte teri a oceupar-se. vamos in-
dicar as resolu^es que parece deverem ser sub-
roeltidos ao seu exame e approvaco:
Resol .ido como conviego d'esta asserabla
geral: que a eleigo de um republicano negro
para a presidencia dos Estados-Unidos ser o
triumpho o applicago pratica de principios in-
compaliveis com a paz e seeuranga dos Estados
do sul. |
Resol vi Jo : que o senado e a cmara dos re-
presentantes nomeiem um commissionado que,
no caso de sahir eleilo mr. Lincoln, se dirija ira-
mediatamente a Milledgeville, sede do governo
do Estado da Georgia, cuja legislatura estar en-
to reunida, e participe ao dito governo que, em
considerago ao eminente perigo, a Carolina do
Sul se pora logo era estado de completa defeza
militar, e cooperar cordealmenle com o Estado
da Georgia para adoptar medidas quo sirvam da
protecgo aos interesses do sul; e que alm disso
manifesta que este Estado est resolvido, oo caso
de Dcar eleilo mr. Lincoln, retormar-se, coujunc-
tamente com o Estado da Georgia, dosdemais di
Confederago ; recommendando que simultanea-
mente se convoquem em ambos os Estados con-
venges cncarregadasde levar ao cabo estas me-
didas e de excitar os demais Estados do sul a se-'
pararem-se da presente Unio, e formero por si
urna confederago separada. |
Resolvido : que as commisses militares do
senado e da cmara dos representantes preparem,;
durante a suspenso das scsses, um bil que te- I
rao de apresentar as suas respectivas cmaras no
da da reabertura, o no qual se designe um plano '
para armar o Estado, e estabelecer urna oflkina
militar permanente.
< Resolvido: que durante a suspenso das ses-
ses permanega reunida a commissao e prepara
um bil sobre a concesso dos recursos necessa-
rios para levar a effeito as medidas que recom-
menda a commissao militar, cujo. bil dever ser
apresentado a cmara na prirneira sessao da pr-
xima legislatura.
Resolvido: que se supplique immediatamen-
te ao governador que se converta em armamen-
tos os cem mil pesos, votados pela ultima assem-
bla geral.
Resolvido: que immediatamente depois da
nomeago de um commissionado para o Estado
da Georgia, se dissolva esta assembia geral, e
se nao torne a reunir seno para 19 de novem-
bro.
Resolvido: que esta assembia geraljulgou
que os cidados da Carolina do Sul que tenham
desempenhado cargos pblicos sob o governo ge-
ral, devem serindemnisados das cerdas pecunia-
rias que Ibes occasiona a renuncia dos ditos car-
gos, em consequencia da eleigo para a pre-
sidencia do candidato do partido republicano ne-
gro.
< Resolvido : que se consulte a commissao de
assumptos militares se convem assignar a somma
de 400:000 pesos com applicago compra das
armas e muuices necessarias para por o Estado
em p de defeza.
De urna correspondencia de Turin extrahimos
o seguiote:
A Gatera Militar contm om decreto que
vai augmentar o descontentamenlo dos garibal-
dinos, com quanto seja urna medida conforme as
regras da boa contabilidad^ militar. O decreto
de 19 de novembro liona coocedido aos garibal-
dinos urna graliQcago de seis mezes de odo; o
ministro agora decidi que esl, gratificaci* nao
D urna carta de Turin, publicada pela Patrie,
exlrahimos os seguinles paragraphos :
As tropas napolitanas que se tinham refugia-
do nos Estados Pontificios, quando regressam li-
cenciadas aos seus lares, recobem inslrucges de
um centro director da reaego, que usa do sig-
naes magonicos, e est em connivencia com 03
curas, ou pelo menos com aleuns curas das pro-
vincias napolitanas.
Estes manejos insurreccionaes dos soldados
licenciados, a quem a reaegao paga puntualmen-
te, ho de ser auxiliados pelo general Bosco,
que far sortidas de Gaeta para cntreter os pio-
montezes, e irapedi-los de poderera desviar-se do
acampamento para irem suffocar as Insurreiges.
Em consequencia disto, o general Cialdini esla-
belcceu ura cordo na fronteira do patrimonio
de S. Pedro para agarrar os licenciados napoli-
tanos.
Na ultima sorlida da guarngo de Gaeta, des-
lioguio-se nolavclmente o joven principe irmo
do rei, Affonso de Casera, que nasceu em 1841.
Levado pelo seu cav.illo, que se desbocou, ao
meio das fileiras inimigas, fol-lhe intimado que
se rendesse por um official piemonlez, que, de
pistola lhe liulia lomado a redea do cava lio. Mas
o principe, em vez de se render, descarregou um
golpe com a sua espada na cabega do official, e
obrigou-o a largar a redea, regressando depois ao
seu acampamento, e entrando na praca sem a
menor leso.
Os jornaes inglezes publicara urna serie de do-
cumentos ofliciaes acerca dos negocios da China.
De todos elles eitrahimos oseguinte pela natu-
reza das informages que conteem.
Lord El^in a lord John Russell
Pekn, 9 de oulubro.
Mylord : Tenho a grande satisfago de in-
formar a V. Exc. de que se reslisaram as previ-
soes que eu tinha, e de que dei conhecimenlo a
V. Exc. noroeu despacho de hontem, n. 57, por-
que os prisioneiros inglezes e francezes presos
em Peko, em oumero de oito, foram hoje reen-
viados ao campo. Os subditos de S. M.que assim
esto de novo entre nos sao Mr. Parkes, meu se-
cretario particular e um soldado do regiment de
lanceiros de Probyn. Os francezes sao Mr. d'Es-
cayrac de Lauture, que est testa de urna mis-
so scieotiGca, e cinco soldados.
O regresso de todos elles nao causou a ne-
nhum dos seus amigos mais alegra do que a mira.
Desde a sua priso o sentimento do meu dever
obrigou-me a nao dar ouvidos s propostas que
me foram feitas para lhe ser dada a liberdade, e
das quses podesse resultar a menor demora
marcha do nosso exercilo, ou fizessecom que eu
abandooasse alguma das minhss exigencias que
havis dirigido ao governo chira.
Conbeci que urna semelhaute concess3o da
minha parte teria estabelecido um precedente,
porque poderia dar a suppor aos chinas que fa-
zendo prisioneiros inglezes, podiam oleangar re-
sultados que lhe seria irapossivel esperar pelas
armas ou pela diplomacia.
c Pensei que tomando esta appareocia decidi-
da, e collocando enrgicamente o interesse nacio-
nal superior ao interesse particular, tinha adop-
tado o melhor meio de asseguraro bem-eslardos
prisioneiros; mas nio se devia esperar que fosse
geralmenle avaliads debaixo do mesmo ponto de
vista urna questo do poltica to obscura. Tam-
bem V. Exc. ha de comprehender o grande inte-
resse que tomei oa sua seguranzao seu regresso
livrou-me de urna grande anxiedade, mostrndo-
me que a marcha quo eu devia seguir nao era
mal calculada para provocar a sua liberdade. A
narrago que elles fazem do seu captiveiro desde
o dia em que foram feitos prisioneiros, a 18 do
oiez passado, excessivamente interessante. Pe-
di-lhe para reduzir a escripto as snas lembran-
gas, afim deque eu possa traosmittir a V. Exc.
c Vai junta urna copia da narrago de Mr. Loch,
mas Mr. Parkes leve tanto que fazer depois da
sua volta no cumplimento dos seus deveres, que
nao pode coocluir a sua narrago. J sabemos
sufflcienie para ficormos convencidos de que no
seu penoso captiveiro mostrou muia constancia
e coragem, e de que o seu exemplo foi nobremen-
te seguido pelos voltios soldados sikhs que o
scompanhavam.
c De principio os chinas trataram-os com a
maior brutalidade, na intengo evidente de os ate-
morisar, o de influir assim no animo dos embai-
xsdores. Logo que viram que este plano nao
produzia, a sua maneira de tratar mudou, e tor-
naram-se muito mais benvolos; dtligenciaram
ento crear ttulos ao reconheciment dos prisio-
neiros.
Taes foram as inslrucges prescriptas pelas
autoridades aos empregados chinas. E' notavel
qne os nossos compatriotas tenham ido tratados
com avila hondade. e respeito pelos chinas e ou-
tras pessoas das classes inferiores com que esti-
verara em contacto.
c Uro grande motivo de senlimento para mim,
nao sabermos anda cousa alguma com certeza
a respeito de Mr. Bruce, Mr. Norman, Mr. Rpw-
Ihy, o correspondente do Timet, e 19 soldados,
um siktt e um drago que formava a escolla sob
o commando do lente Anderson.
c Estes individuos foram separados de Mrs.
Parkes e Sveh emouanto que estes, no comego
do conflicto, a 18 de selerobro, foram levados a
Saii-ko-lin-sin, a pretexto de obter delle um
salvo conducto. Desde ento nada temos sabido
de aulhentico quanto aaua sorte, mas diz-se quo
comquanto nao estejaro neste momento em Pe-
kn, sero dentro em ponco entregues.
Aproveito esta occasio para vos informar
que papis muito importantes foram encontrados
no palacio de vero do imperador, que foi loma-
do pelos francezes. Algumas sao escripias pelo
propno punho do imperador. Os mais impor-
tantes, tanto qmnto se pode acreditar por um r-
pido exame, s3o diversas memorias descobertas
por Mr. Monison. N'um attribue San-kolin-
sin a perda dos fortes de Takoo exploso de
um armtzem de plvora, e Insiste enrgicamente
para com o imperador afim de que elle baja do
deixara capital, designio que muito combatido
as outras memorias. A maior parte desles do-
cumentos indicara a resolugo era que se eslava
de resistir aos barbaros, mesmo depois da tomada
de Takon. Teem em pregado grandes esforcos e
deve suppor-se que com osreforgos que s es-
peravara haveria all 300,000 homens para de-
fender a capital. Os alliados nao eram mais de
10.000. Espero, pelo prximo correio, poder
enviar vos a tradugo destes importantes docu-
mentos.
Assignado Elgin el Kinkardine.
A Opinio de Turin publica o seguidle artigo
com o titulo do Garibaldi na Caprera '.
O Direilo perguntou-nos o se bom ou mo
para a Italia que Garibaldi so afastasse desde-
nhosaraente do theatro da guerra, com o espirito
excitado. >
Nos poderiamos tambero perguntar ao Direi-
lo so a resolugo de Garibaldi de se retirar para
Caprera nao era prevista.
a Nao adraittimos que Garibaldi se retirasse
com o espirito excitado. Teria o espirito excita-
do, se depois dos prodigios de valor, depois de
ter ido de Marsala a CalataGoi, a Palermo, a Ca-
bo d'Armi, a Reggio e a aples, tivesse encon-
trado obstculos invenciveis que lhe livessem
feito perder os fruclos das suas victorias, e, se,
apezar da bravura dos voluntarios, o rei Francia-
cisco II tivesse tornado a subir para o seu
throno, e se a reaego tivesso sabido Irium-
phante.
Mas, elle sabe de aples para Oprera,
quando o excrcito do norte commandado pelo
rei da Italia, tem marchado para eslender a sua
mo fraternal ao exercito do meio dia, e quaodo
para acabar de libertar o reino de aples eram
necessarias tongas operages para as quaes nao
podiam bastar o iostincto generoso, a bravura, o
enthusiasmo dos voluntarios.
c Garibaldi tem o merecimenlo de ter co-
megado ama grande empresa, e a consolago de
a ter concluido. E talvez elle proprio a tivesse
podido coocluir, so o exercito de Dourbon se nao
tivesse dissolvdo, se os regimentos organisados
livessem permanecido debaixo de armas, se se
nao tivosse tornado publico ura antagonismo
que se sabia s poda aproveitar aos nossos ioi -
raigo?, c que fez resnascer entre os bourbons a
esperanga de poder reconquistar o que tinham
perdido, e os levavaa urna resistencia, qual te-
riam renunciado, se livessem julgado que Gari-
baldi eslava de accordo cora o nosso governo.
Mas a falta nao de Garibaldi. Para nos o
o grande patriota e o intrpido general que con-
dumio os seus voluntarios aos perigos os mais
terrireis, que osioflamma e os excita, e elle sa
be, como tambem o sabe a Italia, que se nao po-
dem esquecer os servigos prestados por elle e que
os deve remunerar.
Sabemos que a independencia e a unidade
da ngo sao o fim que deseja esse hornero de
carcter provado. O governo oflereceu-lhe o que
devia a um homem que to gloriosamente bem
mereceu da patria. Elle recusou ludo, prefe-
nndo relirar-se para a Capera; mas isto nao des-
liga a nago da obrigagao que conlrahio para
com elle, e quer elle acceite quer recuse, deve
conceder-lhe os testemunhos de reconheciraento
com que os povos civilisados recompensara os
homens Ilustres.
Urna vez que era prevista a sua resolugo de
se retirar para Caprera, logo que tivesse deposto
a dictadura, o facto nao deve sorprender-nos.
Todava nao podemos attribui-lo s razes sup-
postas pelo Direilo. Estamos mesmo certosale
que a Italia tem de novo necessidade do leu
brago : Garibaldi anda ha de sabir de Csprera
para deffendera causa nacional. Aquelle ape-
nas um descango. Julga-lo-ha o Direilo intil e
mopportuno?
Tambem estamos convencidos de que o pro-
gramo dos italianos a independencia e a uni-
dade nacional. Em quanto os austracos estive-
rem em Vienna, e o goveruo theocratico domi-
nar o centro da pennsula, o programma nao est
cumplido, mis estamos persuadidos que nenhura
homem poltico aronselharia actualmente a guer-
ra para o poder conseguir.
a O programma nacional, e pertence a na-
go escolher o momento e as occasies para o
realisar inteirameote. GaribalJi nao o poderia
fazer s, e ninguem pode altribuir-lhe o penta-
menlo de querer tentar s a empreza de Veneza,
a qual pede concurso de toda a nago. '
c Porque que exist a obstinago de ver na
resolugo de Garibaldi um desgosto, urna dr
profunda causada por algumas nomeages? Para
que serve injuriar desceodo comparago de
homens vulgares? Se nao fosse um nico, mas
eem La Farias, que fossem mandados para a
Sicilia, estamos convencidos de que Garibaldi te-
ria continuado a sua obra, se o houvesse julgado
necessario. E' esta a idea que toda a Italia faz
de Garibaldi, e a nica equitativa e justa, por-
que est de accordo com o seu carcter.
< O Direilo, para dar resolugo de Garibaldi
um sentido hostil ao ministerio, repete antigs
queixas, queja nao produzem effeito algum, mas
nao diz o que deveria ler feito o ministerio para
que Garibaldi se nao retirasse, nem se Garibaldi
deixaria do se ter retirado, se por ventura o mi-
nisterio tivesse podido obrar de outra maneira.
A questo nao est portanto resolvida.
Damos em seguida a tradueco de um arti-
go da hbil pena de John Lemine, favor da
causa italiana, e que foi publicado pelo Journal
de* Debis.
c Aquelles que desejassem ver a antiga ordem
deeousasrestabelecida na Italia, nao sabem qual
seria a serie de calamidades que d'ahi resulta-
ran] nao s paral a propria Italia, mas para a
Europa inteira. Ha, no movimenlo que iropelle
todos os povos da pennsula para se consluuirem
em urna s nago, a expresso de urna torga rao-
ral, que a torga material quando mesmo podesse
momeataoeajneotecomprimi-la, nao conseguira
nunca anniquila-ls. Nao somos partidarios sis-
temticos da unidade, e nunca se conseguir fa-
zer-nos adoradores d'essa conoentrago exagera-
da que absorve, e soffrer (odas as libertades. J
temos dito que tilvez a deaenroIv$>etito das d>
versas e independentes nacionalidades fosse mais
conforme com o carcter e com a historia do po-
vo italiano, do que essa concentrado repentina
que hoje se lhe d : roas existe um facto que nao
deve ser esquecido dos adversarios da uni-
dade da Italia, que a Italia nao tinha que es-
colher.
E' necessario que a Italia seja urna, para ser
independente ; da mesma maneira que neces-
sario que seja iu lependenle, para ser livre. A
mesma concentrago de que a Fraoga careceu
para repellir os eslringeiros do seu slo, ne-
cessaria Italia para limpar o seu. Se os diver-
sos estados da pennsula nao livessem estado ou
debaixo da oceupagao, ou sob a presso estran-
geira, o os livessem deixado sos entregues si
proprios, provavel que livessem permanecido
constituidos separadamente sem seotirem a ne-
cessidade da unio. E' porque as iotervenges ou
as proteeges estrangeiras teem constantemente
sustentado entre ellas governos ou regimens de
governos que elles nao queriam. e que tambem
Ihes tiravam a esperanga do reformas internas,
resultando d'aqui senlirem afinal a necessidade
de se uoirem para se libertaren!. Nao pelo amor
d urna abslracgo que elles abratarara a idea da
unidade ; os Italianos nao sao suOicieuleraente
Alleracs para isso. E* porque o mais seguro
conselheiro dos povos, assim como dos reis, a
adversidade, mostrou-lhes que ers aquelle o ni-
co meio de salvago, e porque a experiencia,
principalmente a dos ltimos quinze annos. Ihes
provou cruelmente, que a patria dividida seria
sempre opprimda.
Dir-se-ha, na verdaJe, ouvindo-se os anathe-
raas com que agora perseguida a causa da in-
dependencia italiana, que ella nao mais do que
a filha da revolugo nascida hontem, c creda
oa desordera e na violencia. Mas ella tem urna
origem mais elevada ; foi sustentada sobre a pia
do baptismo por mos mais augustas e mais san-
tas. Nao era revolucionaria, devia ser nacional,
jusla, sagrada, a causa que leve o Papa por ini-
ciador, e que al forgou o re de aples com-
baler por ella. Eolo, no meio dos applausos da
Europa christa e liberal, associaram-se os sobe-
ranos aos se.us povos n'essa nova cruzada, roas
foi precisamente ento tambem que appare-
ceram as causas constitutivas da traqueza da
Italia.
a Quando so tornou necessario combater, o Pa-
pa achou-se entre a posigo do priocipe chrislo
e a do pai comraum dos fiis, e a sua escolha
nao podia ser duvidosa. O rei de aples, que
tinha dito em urna proclamago : Todo o povo
da peniosula tem o dever de tomar parle na luc-
ia os nossos irmaos esperam-nos, c nos nao
os abandonaremos onde houver que combater
pelo grande inleresso da nacionalidade italia-
aoa Esle rei que fallava assim, sob a pres-
so do movimenlo nacional, appressou-se, logo
que foi livre, reunir as suas (ropas para opprimir
o seupovo. Achando-se s no campo da batalha da
independencia, o Pieraonte e Veneza oporimidos,
o movimento nacional, sahUo do seu curso, tor-
nou-se revolucionario, e d'ahi resultou ter a Eu-
ropa contra si. Esta foi a terrivel experiencia.
Tornou-se desde ento manifest que a Ita-
lia assim constituida oo seria nunca libertada.
Porque, observe-se bem, nao se tratava j de
urna lucta entre os soberanos e os seus subditos;
os soberanos e os povos tinham tentado fazer
causa commum, e demonslrou-se fatalmente que
essa unio era impossi.-el.
Lerabramos rpidamente estes tactos d'ou-
ti'ora porque sao a explicago dos tactos de hoje.
Foi depois de ter empregado todos os outros
meios, que a Italia se langou no meio extremo
da unidade ; se verdade que ella faz urna vio-
lencia sua historia, ao seu carcter e aos seus
antecedentes, primeiro que lude s ella que
soflre, e a grandeza do esforgo prova a do sacri-
ficio.
Se na actualidada passamos d'esta questo
particular para urna questo mais geral, 00 que
diz respeito Europa e Franca, pedimos licen-
ga para a encarar debaixo dos dous pontos de
vista, o da justiga e o do interesse.
Na nossa opinio, a questo de justiga nao
duvidosa. A Italia tem o direilo de querer ser
urna nago ; possue ttulos iguaes, seno supe-
riores, aos demais de urna das potencias que pre-
tenden! conserva-la em grao secundario. Se o
equilibrio europeu estivesse alterad), nos teme-
ramos pelo equilibrio. Achamo-nos algumas
vezes confundidos pelo egosmo cora que um
certo mundo official trata o direilo natural. lia
homens polticos que nos ho de dizer que olham
a constiluiglo do imperio ottomano como urna
monstruosidade moral, mas que o equilibrio eu-
ropeu exige a sua conservogo, e esle triste go-1
verno ser mantido custa do sangue, e do di-
nheiro da Europa christa, e as ragas intelras
que aspiram liberdade sero langadas de novo
na escravido, porque qualquer mudanga na
obra eslabelece o desarranjo na mudanga.
E' a mesma poltica e a mesma moral quo se
quera applicar Italia. Dir-nos-ho muito se-
riamente que a Europa nao poderia ver sera in-
quietago a constluigo dessa nova grande po-
tencia ; que para a Fianca particularmente exis-
te perigo em deixar estabelecer a seu lado, as
suas fronteiras, urna nago composla de mais de
20 milhes de almas. Dir-vos-ho que o inte-
resse da Franga est em que exista urna Italia
dividida, fraca, pobre o escravisada ; e que a
Franga nao estara em seguranga se tivesse ci-
ma urna Italia feliz, livre, prospera e bem gover-
nada; e estas mximas, que sfachiavel nao acol-
lara, ho de ser consideradas honestas, moraes,
virtuosas, nicamente porque se Ihes chamaro
nacionaes.
a Se assim fosse, nao hesitaramos em regeitar
um semelhaote genero de patriotismo ; gragas a
Deus, nao acontece assim, e nos estamos con-
vencidos de que nesta conjunctura o direito, a
justiga, a moral, que esto do lado dos italianos,
esto perfeilamente de accordo com os interesses
da Europa e os da Franga.
< O primeiro interesse da Europa a paz. Ora,
ha mais de quareota annos, isto desde o fim
das guerras geraes, o maior elemento de discor-
dia e de desorden na Europa tem sido o estado
da Italia, e nunca haver paz duradoura na Euro-
pa em quanto a Italia nao estiveraatisteita. Eo-
tendam nos bem, nao pedimos satisfago para a
Italia simplesmente porque ella est descontente,
mas sim porque tem razo de o estar. Nao bas-
ta, efectivamente, que o descontentamento de
um povo sej um perigo, necessario que repre-
sente um direito. -
Muito bem I as queixas dos italianos eram to
manifeslamente legitimas, que os proprios gover-
nos nao podiam recusar-se a reconhec-las e a
defend-las. Ha cncoenta annos que a Europa
se esforga junto des .qovernos da Italia para os
converter razo, moderago e ao bom senso,
e ao mais simples instiocto da conservago pes-
10*1.
Vio-se mesmo que as potencias que iotervie-
ram com as armas, foram as prmeiras scoodem-
nar os governos que ellas sustentavam, e em jus-
tificar os povos que opprmiam. Nao sao na rea-
lidade os povos, mas pela cootririo os governos
ue ha cincoenta annos esto em insurreigo oa
lata ; slo elles que esto em opposigo flagran-
te, nio s com a justiga, com a moral e com a
humanidade, mas tambem com os interesses com-
muns de todos os governos. O que aconteceu ?
Foi nio haver um nico dos outros governos que
quizesse ligar a sua causa i delles. Fizerara o
seu appello para o principio da solidariedade,
roas nao receberam res.osta alguma, porque
ellas proprias tinham compromettido. arruinado
e desconsiderado o titulo queiovocavam.
Quando os governos teem desta maneira c-
nido debaixo do um poso natural e accumulado
pelas suai fallas, e depois de urna longa repro-
vagao geral, querer estabelec-los seria urna em-
preza impossivel e em todos os casos fatal. Nao
toram derrubados pela violencia, morreram da
dissolugao.
Os elementos que os subsliluem sao os ni-
cos dotados de vida, de energa, e de persisten-
cia, c quando mesmo os compromissem momen-
tneamente pela forga estrangeira, nao se conse-
guira nunca distrui-los. O mteresse bem enten-
dido da Europa, e dos governos europeus est
pois, em detxar a Italia constituir-se e regulari-
sar-se na sua nova condigao. e qualquer tentati-
va teita n outro sentido, nao fsza mais do que
transformar o campo de batalha italiano em cam-
po de batalha europeu.
O interesse da Franga, a menos que a nao
supponnam animada de uro espirito de conquista
pouco conforme com o espirito de nosso tempo
o que Deus nao permitte e nos estamos longe d
acreditar, ser por ventura deixar esse campo de
batalha sempre aberlo ? Ser ler sempre junto
de si um paiz dividido e raco, que appella suc-
cessivamenle para todas as intervenges, passan-
do de urna outra oceupagao. mais depressa do
que um paiz unido, prospero, livre e forte, que
viva de si mesmo e que nao carega nenhuma pro-
tecgo estrangeira ? Na nossa opinio a respos-
la nao p Je ser duvidosa ; a voz da Italia ha de
ser, no coucurso europeu, urna voz franceza de
mais
A communidade de origem, a afunidade das
Unguas edo espirito, a sympathia dos caracteres
todas as razes naturaes tendem a ligar cada vez
mais os dous povos.
Os elementos que hoje se desenvolvem cora
tanta energa na Italia sao da mesma natureza
uaquelles que conslituiram a Franga actual, e a
este respeito os chimes da Europa seriara menos
justificados talvez do que os da Franga. A crea-
gao de urna ora grande nago, da familia das
nages latinas pode effectivamente modificar as
condiges do equilibrio europeu, mas nao somos
nos que devemos queixar-no?. Esse equilibrio
em simis apparente do que real, e quando se
ayalu a3 eventualidades de urna coalliso, nao
diflicil prever para que lado pesar a balanga. O
peso da Italia fez-se para a encaminhar, a Fran-
ga deve, pois, perservando na poltica que ella
mesma inaugurou, continuar a ligar-se pelos la-
gos do reconhecimento, a urna nago queja est
unida ella por tantas razes polticas e natu-
raes.
(Jornal do Commercio de Lisboa. J
Calhol i cismo liberal.
< ..........somos los
lis ao poder temporal do
papado, em quanto que
como christos acatamos
o chefe da igreja.
(Portuguez, 7 de dez.l
Nao se auanem, que nao logram segurar a
mascara, com que pretenden) inculcar-se stre-
ouos confessores do chnstianismo. Nao a sen-
tero escorregar, e reagir ventajosamente contra a
pertinacia, com que procurara mantfi-la, para
Ihes encobrir as ulceras da impjs descrenga, que
Ihes corroe a alma vendida ao demonio do ma3
estupido materialismo 1
Se exclusivamente immolam aos dolos, para
que san essas manifestages beatas diante do ver-
dadero Dous, que Ihes conhece a impureza, e a
prfida intengo, com que ostensivamente o ado-
ram ?
Se diariamente cospem a injuria, e o sarcasmo
sobre a esposa de Chrsto, para que se dizem
christos ?
Se a maltralam, se a perseguem, se a expoliam,
se a expoem irriso das turbas malditas.porque
se chamara catholicos?
Se tymbram em manifestar-so hostis ao papa-
do, para que sao esses protestos to frequentes da
submissa obediencia a Pi IX 1
8e de veras creem na autoridado do primeiro
pastor do rebanho de Chrsto, porque lhe arro-
jara face o lodo de seus doestos, e sacrilegas dia-
tribes ?
Se acatara o chefe d igreja, porque lhe deso-
bedecen) ?
Se o veneram, porque o esbofeteam, porque o
agoulam, 'porque o coram de espinhos, porque
o escarnecem, porque o obrigam a esgotar o ca-
lix da amargura, porque o sacrifleam ao odio de
seus corages pervertidos ?
Porque f mister illudir o povo ?
Porque aioda cedo para derrubar de todo a
Cruz, e erguer sobre o pedestal della a imagem
do mais torpe sensualismo?
Porque, a despeilo de tantas e to teimosas di-
ligencias, vem o paiz mal preparado para assis-
tir prophanago de lodosos templos, almoeda
de todos os vasos sagrados, e alfaias do culto, a
martyrio de todos os sacerdotes que prefiram
morrer confessando a infallibilldade da igreja, a
verdade do evaogelho, a excellencia e pureza da
roligio catholica, ao indelevel ferrete do rene-
gado ?
Porquo anda preciso minar mais a existencia
da f radicada no corago deste povo, que surgi
e se dilatou immeosamente guiado pelo estandar-
te das quinas, syroblo da victoria, e dos mais
ousados e prodigiosos commettimentos, e do fa-
vor com que Deus agradeca a religiosidade dos.
que, para implantar a cruz em trras sujeitas s
trevas da ignorancia e do erro, abandooavam a
patria, e a familia ?
O desojo de maUrialiiar completamente o ca-
tholico Portugal revelam-no aa obras da revo-
lugo.
A innomerabilidade dos templos derrocados pe-
lo camartello liberal, a extinego das ordens re-
ligiosas, a postergago das leis canoBicas, o rou-
bo dos bens da igreja, a expoliago do clero, a
accAo arbitraria do poder temporal sobre o que 6
da competencia da auloridade eccleaiaslica, a
perseguigo vandlica aos prelados legitimes, etc.
etc., demonstrara bem sensivelmente qual a sin-
cendade com que acatam o chefe da igreja, ese
dizem christos, nao s aquelles que oo calor da
lula, e quando anda ella eslava mal tincta.
manifestaran) praticamente que abominavam a
religio dos porluguezes, mas aquelles que, se-
guindo-lbes a senda, ah se nj apreseoiaa me-
nos Ogadaes inimigos do calholicismo.
E sabem quem sao? Sao os taes perpetuo
inimigos da religio e dos throoos, de quem fal-
la o documento, ha pouco publicado por um do
jornaes clerophobo3, e attnbuido ao nuncio apos-
tlico residente em Lisboa.
Sio os que dizem que os inimigos da religie
teem o seu chefe em Roma.
Sao os que blasphemam contra o Papa, e se
mostrara denodados campeos das doutnoas evan-
glicas.
E" o Porlugmz, sao os revolucionarios, cota
poucas excepgoes. que proclaman) a liberdade, e
oppnmem o povo, a igualdade e sacrificara. ao>
nepotismo, a fraternidade e ensopam a torra no
sangue de seus irmos pela patria, recompensan
fidalgamente o regicidio, vntam ao ostracismo,
mllhares de familias innocentes, metralbam na


w

IAR10 DI riRSAHBUQO. V SEXTA FE11A U DI JANEIRO DE 1861,
5f
s 03 que inviriaveknente (inham regeitado as
mximas, e os principios aabversivos, mas os
proprios sequares das ideas e iheonas i4 Sao bem otoas as opimaes do Portaauet, t
4o liberalismo em geral. E porque o sao, que
realmente nos d vontade de rir quando nos fal-
lam do fervor com que acolhcm o Evangellio, e
4a huantdarte com que aeaUoi o Me da igre-
j. Tanta vontade de rir, aaanti scvla ao cyni-
co jornal da calumnia o tul epithel de perpetuas
lameos da raligio, e dos thronos com relacao
frente revolucionaria.
Esta poda apregoar muita religioaldaa'e, a olio
amor s doatrinas chri.~l.iea, muil* apego i lei,
cuja di viada de (o i solada caan o sangae da Tic-
tima impeccavel; mas ahi osUo as blasprremiat,
< as assercocs herticas do* joroaes revolucio-
narios a por bem mantfesla a tal reVigiosidade
liberal. Ah eslo os improperios, as insinua-
^oes prfidas, as denuncias falsos, as calumnias.
M vaias e ironas pendentes do Pw'l-ugues con-
tra as diversas rnstilaigoes de beneficencia e de
piedade, contra o ele r que nao perfllba as Ideas
racionalistas, contra ludo e contra lodos, que
procwram salvar a barca de Podro da proceda
materialista, que o acossa e faz um ultime esfor-
ro para merguma-la no abysmo, mas de balde.
porque as diligencias dos impos oppde-se a pa-
tarra divina, que infallivel.
Necolhemde sobresalto o pan, que sabe de
sobeja donde vieran), sonde se dirigen) e quaes
os alalhus que trilham; tenham com tudo a co-
ragem de dizet chmenle para onde vo para ao
menos so urtarem violencia do representaren!
aiaultaneamente, dous papeistao oppostos.
i (asofias de popularidad*'.
HSo escarnegara do povo, que elle bem dig-
no de lasurasr e nao de zombarias.
O povo ama e respeila os taes grandes vultos
4o cooselho hi.-torico tanto, quanio ama e res-
peita o resto dos verlugos, que sombra do urna
haerdade tantas vezes invocada, quaotas menti-
da, o teem vexado com urna see de leis ini-
cuas, cujas consequencios alii esto actuando
hrridamente sobre o paiz, quo soffre o despo-
tismo liberal porque tres governos de nacoes po-
derosas lhe vedam sulier o gnto, que alias teria
ha muito eccoadu de um ngulo a oulro ngulo
de Portugal.
O povo sabe que nenhuma faego revoluciona-
ria anda n'esta trra lomo peilo a sua causa,
otra fez o menor esforz bem dos ulereases na-
cionaes.
E' por isso tambera, que o partido revolucio-
nario relativamente fraeo, o se-lo-ha sempre.
O povo couliece a ndole, o as manhas hbe-
raes. O povo sent a decadeucia do paiz, e nao
seo te menos que a erigom d'elli estaa iohabi-
Udade administrativa, e no desamor patrio dos
hnuiens, que teem gerido as cousas pdicas ha
26 anuos. O povo est caneado de promessa, e
de |trogramraas campanudos, e de realidades,
que us desmeulem redondamente. O povo que
olha para a fazenda.e v o cabos ; apalpa a algi-
beira, e acha-a vazia, porque o fisco o depenna ;
teru sede de jusliga, c nao Ih'a mitigara ; pedo
instruccao para s filhos, e diOicullam-lh'a ;
quer seguranza, e vive em permaneute sobre-
sallo ; quer moralidade, e a corrupgo mais de-
vassa campea desenfreada : procura esses rae-
lhoraraenlos inoraes e matrriaes, com que o teem
embalado, e ouve as queixas c exprubragoes da
imprensa liberal contra u airazo do paiz, contra
os que, sob o pretexto dos taes malhoramcntos,
teem ido impondo rouliibuigoes sobre conlribui-
coes sem oulro resultado mais do que a exscer-
bago dos vexames publicos. O povo sonda a si-
tuscao d'esla larra, que surgira do obscurantis-
mo e da tyrannia do antigo rgimen para a il-
luslrariio e suavidade do actual systeraa, e an-
tollia um futuro ainda malr medonho que o pre-
sente ja sobejamente temeroso.
Kssa popularidadc, que alardean) conseios da
execragau publica, mais um escarneo, que ar-
rojam face do povo. que a victima expiatoria
de tudo ess i celosso de inepcias, e de inqualiO-
caveis erros, commetiidos pelas diversas adri-
nislraces revolucionarias.
O povo amana, e respeitaria um governo, que
lhe exigisse un tiibuto suave, e o applicasse s
indspensaveis despezas do estado ; que lhe eco-
nomisasse a fazonda, e a nao inalbaratasse, que
m
o mundo, mas salve-se o grande principio da nao
intervencio.
U esto grande principio deve tanto mais coo-
"*'* oto, bem entendido e platicado,
segundo o espirito dos seus inventores, nao im-
pede de iotervir, quando estes julgam corrvenien-
'e ,e pelo modo porque u querenu Com effeito,
graaaVa anarevilboaa como elle te amplifica.
o se restringe fas-se casnprido. e encurt-ae i
vanue de quem dllese dave servir, comad-
miravel eUstKJada de moda que por man que
so tena* al agara-cstadado. ha sido raposai-
vel anda acbac alrmala que esplique, re-
gala a sua aautabilidade.
A Franca, por eancapla, arrufa-se com ai-
si, e esta >m a Turqua ; como pois so applica
aqu o grande principia da nao intervencio ? Ve-
ja m-o : a Franca deten de, e conserva eiupre o
grande principio, e nem a Inglaterra entende ap-
parlar-se delle ; mas como permittir.que a Ruaeia
colossal abuse da sua torga contra o Turco mori-
bundo ? isso Bao se pode permittir; porque em
qualquer lugar em que se acbe urna idea genero-
sa defender.
itoMtestot eu. dsse a Franca, e a Inglaterra
acresceniou : lt parece, que ninguem podtr
negar, que sonde lia urna idea generosa sus-
tentar, uo se ackz tambem a Inglaterra. E as-
sim, com a intervengao da idea generosa, a Fran-
ga, e a Inglaterra inlervera na Crimea, deslruem
o exercilo e a esquadra russa, e nao s garaniem
o proprio predominio na Europa, mas tambem a
preponderancia do grande principio da nao inter-
venco.
Questionam o Piemnnte e a Austria, isto o
Piemonte entende ler direito de dizer Austria ;
Sia da Lombardia porque quero entrar eu ,
mas para dize-lo com elBcacia se oppoe a dispa-
ndado das torgas. Tem-se lalvez de iotervir pelo
Tremme pois nao I o grande principio nao de-
ve ser violado.
Todava, procurando-se bem, acha-se que tam-
bera do lado do Piemonle existe urna idea gene-
rosa : ej se sabe, que aonde ha urna idea gene-
rosa, l est a Franca. Poder-se-hia por ventu-
ra permittir, que a Austria colossal abusasse da
sua torca, contra as pretengoes do pequeo Pie-
monte ? Isto certamente nao se pode tolerar ; e
pois, duzentos mil Francezes eutram na Italia,
veuceina Austria, anoexam a Lombardia ao Pl-
mente, voltam para a Franca contentes, por le-
rem salvado o principio da nao intervengao, por
torera devendido urna idea generosa, por lerem
finalmente ganho a Saboya e Niza.
O Piemonte provoca a revolugao nos Estados
Italianos, da liberdade todas aspaixes, rene
tolos os perturbadores da Italia, alias da Europa,
forma delles ura exercilo, e com o seu soccorro
annexa si mesrao toda a Italia.
Ento os res desthronados se volvem
Franga, e dizem: Eis urna idia
Franca aonde ests
Oh dor I a Franga querea sem duvida inlervir :
aonde se acha urna idea generosa defender, a
Franga l est ; mas a Franga tera sempre con-
servado o grande principio da nao intervengao.
Como se poderia prrmillir, que a Franga violasse
o grande principio? Nao porventura este gran-
de principio a base do drreito publico cuiopeu?
por t ii to a Franga nao pode, com inliiiila masoa
sua intervir: a Italia faga por si.
O Piemonte contina a sua bella obra : loma
Bolonha, e as Romanhas, violando sacrilega-
mente o territorio da igreja. Osummo puntillee
so volve para a Franga. Nao se pode negar, que
tambera aqui exisla urna idea generosa defen-
der, alias a mais generosi, que se possa cunce-
ber. Talvez a Franga acuda? Aquetla Franga,
que se acha em tolos os Ijgares aonde ha urna
idea generosa carecedora de soccorro?
Siitissimo padre, responde a Franca,V. Sant-
dade tem razao, o Piemonte injusto", e eu nao
deixei de Ih'o fazer saber militas vezes, e sempre
claramente. Fu o que poude. Se o Piemonte
nao quer obedecer o que tenho de fazer eu ? De-
vere talvez inlervir nos factos, violando o sagra-
do principio da nao intervengao? Quer autes
saber V. SantiJado o que deve fazer para conci-
liar todas as cousas? Ceda ao Piemonte Bolo-
nha, e as Romanhas ; assim ficar legalisada a
presento condicao das cousas ; Vctor Emmar.uel
liear contente, e V. Santidado nao ter mais
ffliccdes de governo. Para alcancar este m tao
dos; de taes factos, quanto i naalutvrrencao,
j possuimos diversos, os quaes coH>iw>s en
nota a coBcluso do artigo, para erudfccJae >*>
servadores.
I.* O grande principio da nao itrtnjajpajgbi
declarado sagrado e inviolavcl, todas as vezer'que
se julgue bem viola-la ; e assim :
' 2. Eftordirialdi 4 ljorta intenir:
por ssoneri bem chegaio na guha qnnlcner
corpo [de inglcies, Aniericann; -Vincos, Tor-
cos e do igansjaui nntro paro estsanneiro, com
tanto que ialarvenha na lleha i lavr do grande
principio da nao intervengao aatiangara.
S. Taatbem eeri lie i .a aatarvir na Asia para
defender a iatagadada ao patriraanio de Mao~
meth ; na fia lia afim deg anbar para o Piaaron
te a Lombardia.
4.* Ser sfualtaente licito intervir en qanlqaer
lugar, e ero qualquer lempo, com tanto que se
trate da deleuder ana jilaa-genarosa.
Qual Idea seja generosa, e qual nao, nm pon-
' lo que at agora nao tem sido esclarecido : com
Jludo at agora se pode afllrmar, que ser decla-
rada generosa aquella luda pela qual se livor iu-
tervindo com o tacto ; o pelo contrario sero ir-
remissivelmente declaradas nao generosas todas
aquellas outras pelas quaes se houvet determi-
nado de nao inlervir.
5.' Ser igualmente licite a intervengao estran-
geira toda vez que se tratar de accender a rovo-
lugo m qualquer provincia do mundo ; mas se
jratasse de acaba-la, o grande principio da nao
intervencio seria cora escrpulo e rigerosemente
observado, e feito observar.
6. Se ionver urgentu preersao de vender opio
c algodao aos Chinezcs, a intervengao na China
poder-se-ha tolerar.
7. Se tratar-se do continonte italiano, a iti-
tervencao cetrangeira debaixo da forma de domi-
nio, ser tolerada em Venexa, defendida forte-
mente no territorio de Niza, e em todos os ootros
lagares vedado.
Do mesmo modo toda a intervengao ser pro-
hibida as ilhas adjaceotes Italia, excepto na-
quellas da Corsega o de Malta. Has em Malta
ser de m vontade tolerado pela Franca, e alta-
mente opprovado pela Inglaterra ; na Corsega
pelo contrario ser allsmente approvado pela
Franga, e tolerado do mi ventado pela Ingla-
terra.
8. Se tratar-se dos Estados Pontificios a inter-
vengao estrangeira ser tolerada smente em al-
guna casos, isto quando se trate de langar fra
-

para a
generosa !
lhe garanlisse, e tornasse eTecliva a couvenienie | sublime, eu me animara inlervir, e depois
liberdade, que au tolerasse a pre^arcago dos
jui/.es, funceionarios pblicos, e toase buscar a probida-
de, e a intrlligencia para todos lies, e Danisse
par consequencia o nepousmo ; que formulasse
a industria, protegosse a agricultura, o o com-
mercio por metu de leis proficuas, que rerollaSSfl
pelos actos, ludos ellos de acerdo com as pres-
eripcoee legaes. que uau tiuha as menores ten-
dencias arbitrarias, que inantivessc, cmlim, os
toros naciouaes, o exhibisse prov-is de que ante-
punha quaesquer outras consideracoes o til
progresso, o a mxima prosperidade lo paiz.
E' susceplivel a liberdade liberal de dar ao
povo um governo tal, qual levamos dito ? Os
otopislas respondem allirmativametile ; porm
estes nao sao o paiz
O paiz er na possibilidade de um governo na-
cional, mas quando fr snpplanlado o dominio
da revoluco. Era quanto nao baler a ora da
liberdade de Portugal, a populandado dos go-
cemos ser urna trrisuria phantasmaaoria.
(.Vnpdo].
garautiria V. Sanlidade o resto dos seus esta-
dos, bem entendido, o garantira, salvo sempre o
grande principio da nao intervengao. Garibaldi
entra na Sicilia. Pode-se iotervir? Nao. Entra
na Ierra firme, e tima aples. Pode-se inler-
vir? Nao. Rene povo. e diz: Quero ir d /toma
para fundar sobre o Quirinal a unidade ita-
liana ; c se os Francezes fizerem resistencia, peior
para elles, Garibaldi tambem atacar os France-
zes se fdr prociso. Pode-se intervir? Nao, isto
e, sim ; e os Francezes correm Roma
Padre.
para
defender a pessoa do Santo
Q Sanio Padro organisa seu exercilo, altrahe
ao seu servico um here francez, daquelles que
na vordade se ochara aonde existo urna idea ge'-
nerosa defender; seguem aps elle rauitos
nutros do todas as nagoes calholicas, felizes tam-
bem de por meio de obras acharen)-so aonde
una idea generosa est em perigo. O exercilo
esl quasi organisado, com elle o Santo Padre
est no caso de defender-se por si, sem inler-
vencao estrangeira. de qmlquer estorgo da revo-
lugao. Mas logo o Piemonte av-anga com 60 mil
humens ; e o faz contra os Francezes, que defeu-
dem Roma, ou contra o exercilo do Papa? So
ulliar-se para suas proelamages, a resposta
diflieil 1 pois que o Picmonte'diz querer tora da
Italia as tropas eslrangeiras sem excepgao, esem
duvida sao os Grancezes, que defendein Roma ;
porque o exercilo do pootQce est composlo de
maior numero de italianos. O fjelo, porm, ex-
plica o direito. Os Pieraontezes, como grandes
hroes que sao, lancam 60 contra 20 mil
O grande principio da nao inter-
vengi'io. (*)
Mil embora* sejam dados ao inventor do gran-
de principio da nao intervengao, principio natu-
ral e simples, mus feotilissimo, como o sao to-
das os grandes principios 1
Para bem avalia-lo, importa, que cada indivi-
duo se considero isolado no mundo, sem relagoes
com os vizinhos, sem deveres para com os ami-,
gos e prenles, som nenhum vinculo moral ou os fa'em fug'r, os dispersajn, depois cantam tri-
physico com pejsoa desta ou daquella paito ; e umP.h>i promovem UluraloagSes publicas ordens
assim quando o viziuhuieslver affogar-so e pe-
dir soccorro, dir-lhe-ha;:
< Meu amigo, esforce-se, que Deus o sjuda-
r ; sympalhiso muilo com vosco, mas nao lendo
eu nuuca calado n'agua.limilo-me desejarque
ao salve, com o que teri muilo prazer ; mas nao
me possivel ajuda-k>, pois quo sigo o grande
principio da nao intervengao.
Uuando ura vizinho de aposento grita : Aqui
d'el-re I aos ladros 1 vou ver o que olho
pelo buraco da chave, e observo eeso vizinho em
lula cora um assassino. que lhe crava atina! a fa-
ca na garganu. Vejo-o, mas digo contigo :
Que lenho de inlervir eu entro ladies e
quem roubado ? 6ao negocios domsticos,em
que estranhos nao tem que melter-se: eu estou
pelo grande principio da nao intervengao.
E pur tanto evidente, .quo este grande principio
applicado s relagoes entre os individuos, o fe-
cundissiiuo era uteis resultados ; mas applicado
s nagoes entre si, tambera produz effeiios ma-
ravilhosos o em proporgesiadmirarelmeule gi-
gantescas.
tlebellaa-se os subditos de um monarcha fron-
toiro :
Meu vizinho, soccorra-me, diz o pobre mo-
narcha ; a traigo privou-mo de dufender-rae :
ae uo me eoccorrer, pereceroi.
Senhor, responde o vizinho, V. M. meu ami-
go, meu prenle, me chaxtssimo ; mas muilo
mais charo me i o grande principie da nao in-
tervengao. Se pode, venga por si mesmo ; se ou
pode, pertea. Meus me livre de inlervir na casa
des uuiros.
Arrebenta guerra i^il em um paiz; quem tem
por si o direilo evidente, pede eoccorro. Que soc-
corro ? Isto o negocio Que tea do aoabor-se em
familia. Quanto pode durar urna guerra civil ?
seis ou ele anuos .ao mais ; havor em sen de-
curso milhares de nortes, alguraa cidade saquea-
da, c mais alguma coma ; porm do menos Mea-
r a consola pao de que ser-vos-ha cortada aca-
beca na meama iaznika, aem intervengao estran-
geira.
Beunera-se alguos tnilhares de aventureiros,
entran; em ura remo pacico, o levam-lbe a .auar-
chia e a desolago. O rei pede aos seus vizinhos
soccorro, e diz :
As divergencia penetraran no meu exercilo,
os generaos me alraigoam, os soldados neo sabem
a twca obedegam : os raeus paoprios ministros
eslao de ioielligencia com os meus ioimigos 1 Se
nao lor soecorrido.n meu 'estado eehici as asios
dos piratas e assassinoe.
ttespoade-oe-Hje :. Vme. o njui charo :
anas nao posso intoMir. a minha cosa aeho-
roe socegado, os meus soldadossio eis, e leaea.
sslou contente, conteatet estao todos. Peoega
i*J m bello e curioso artigo da IUginer*cim\,l
jornal do Madrid, de 8 de setenibro de 1860, nos
deu a idea deste escripia, o qual ea algumas par-
te* a fiel Uaduccao dell.
intervengao estrangeira, quando se tr'aler de
assassfnar o exercito pontificio, quando se l ste
de balidos do voluntarios, que ahi acodera para
affligir os povos, quando se trate de annexar os
estados do pontfice do re de aples quelles
do re da Sardenha.
Ser, pois, rigorosamente prohibida cada inter-
vencSo estrangeira, quando so trate de engajar
soldados calholicos para defender o estado pon-
tificio, contra os seus invasores.
9. Para a ridade de Roma at agora est tole-
rada a intervengao eslrangeira.
Para o territorio da cidade do Roma
* IM,eT"M"ln* cr*r Ia9 legio britnica nao
**** 'OMe-n silencio que guarda a impren-
5 ^Sf*** lo seus lacios e gestos. Essc si-
lo J*lgoiucevo : se os voluntarios
'osna snoalrado alguna rasgos de bravura e
*i I0*1 disciplina, te-los-hiam transformado
em heres^Nada ajlar a resnajl*doiUa, cou-
i *" ''omo. desdo ao postira* da
nKiatoosn, mostrado quera omro. Apeaos
*4" 'o^bootora os mais hootadotd'enlrani-
* (,,*, *odo queixaodo-oo que ohaan
**2 !5?****,CC08 eo4aBko por os
eompaoneiwa, gae nao podiam aoopoitar aaa
nguagcm obscena a blasphemadora. Coaegavam
bem. Assim, apsjan descmbaaiw na solo na-
politano, os vokMHonos entragaeawi ao rarto
com tal ardor, mea coronel quena mandar
mular sete para excmplo. Mas a interveuco op-
portonade aribaldi eatvon ,! os culpados
(o dictador sempre Indulgente para os actos de
rapio.)
Era toda a campaoha e legio britnica so urna
aV -go; e,tCT P1* ^i escaramuga
do lado de Casera e este ofitribilho da guerra foi
sufficiente. Commandados segunda veipara irem
f.SI g a dlrecSo e Capua, os voluntarios
ingtczes recusarara marchar na vanguarda, e por
este acto de rebelllao 87 offlciaes toram prezos
para seffrerera um cooselho de guerra. Desde aue
o exercilo piemonlez vcio dar folga aosgaribaldi-
rios, a legio britnica flcou livre do cuidado de
faier fogo e toda a hoslilidade dos iugiezes toI-
tou-se contra si proprios.
O coronel Peard acensa seus ofilciaes, estes ex-
cusara o coronel, e os soldados aecusam lodo o
mundo. E urna propenslo a rovolta am estado
chronico, e nao se sabe como possivel desem-
bartgar-se de taes libertadores.
Ao mesmo lempo o ihesouro napolitano es-
banjado por mos piemootezas, se espantado pre-
go fabuloso que costara esses soldados patriota-.
Nao sao elles, sem duvida, os que o Times es-
Hgmatisaria cora o lltulo de mercenarios ; mas
urna muludao de judeus flteram-lho os mais am-
pios abonos antes de deixarem Londres para uni-
tormes, sustento, sold, -viagem e prazeres; e es-
ses dignos israelitas, munidos de seus crditos
cercara de continuo o thesouro vasio, pedindo pa-
ra que elles nao sejam viutiraas de sua dedicaco
causa italiana. *^
aples se desoa do prego exorbitante, que cus-
ta um voluntario ingles, que s quer bater-se con-
tra seus chetos, e calcula com espanto o queser-
Itie-na anda preciso pagar-lhes para desembara-
gsr-se delles.
Nao fazemos Inglaterra a injuria de fazo-la
respensavel pelos actos desses indignos repre-
sentantes de sua nacionalidad*. Ha malfeifores
em todos es paizes. e muilo natural que Gari-
baldi s tenha achado voluntarios a reeriitar na
escena do pevo de Londres ; o que porm de-
ploravcl que pessoos de bera sejam asss cegas
para testem un harem soas sympathias urna eau
sa detendida por taes nitseraveis.
o territorio da cidade do Roma a in- Se aples WreVoziiVcom'aTvni.r^r, a*ar
X1!2SS* eSl suJeit" *- brove .vre ^^1^^^:
ro, Pars se consola de ter de renuociar ao espe-
taculo de milicianos inglezcs. O diligente organi-
sador desta eicursao militar. M. Klotz-Ronsell
ro siiccessiramente desapprovado por lodos os
grandes personsgens; cujo patronato elle se li-
songera de ter adquirido, e oddiou a risita para
lempos melhores. Os inglezestiveram o bom sen-
so de reconhecer que tornavam-seridiculof, pre-
icndecdo vir mostrar-nos como elles fazem exer-
cicie e forgoso que os eliiitemos.
Mas se perdemos a visita dos milicianos do Lon
dres somos convidados a receber de urna com-
panhia de guardas nacionaes americanos. Estes
eem mais direito de moslrarem-se do que os vo-
untarios inglezes, e teem tambera muito mais
mulos ao acolho syrapathico do publico francez.
No lempo da guerra da independencia, as mili-
cias dos Estados Unidos soubcrara por em derrota
o exercilo regular da Inglaterra, ecombaterara ao
lado de nossos soldados, commandados por Ro-
chambeau. Vimos em New-York. um motim re-
primido pela nica intenvengo da milicia, e os
voluntarios faziam fogo contra a populaca com o
maior sangue fri.
Que servigos teem prestado os voluntarios in-
glezes? Em ura banquete dado aos guardas na-
conaes dos Estados Unidos, nada seria mais fcil
do que evocar as recordages de Luiz XVI e de
Washington, deLiayetle e de Fraocklin, e tra-
var urna fraternidad de bom quilate sob a in-
fluencia do champagne. Mas que ponto de con-
tacto temos nos com os voluntarios inglezes?O
espectro de Waterlou nao se ergueria por ventu-
ra no meio de um feslim para gelar qualquer vel-
leidade de enlhusiasmo? Os milicianos de Balii-
more, aos quaes o governo de Londres recusou o
previlegio de desembarcaren! com as armas em
Inalaterra.podem contar com urna excedente re-
dea imprevistas.
11. Emfim, salvo ns excepges cima referi-
das, o grande principio da nao intervengao est
novamei.le declarado sagrado e inviolavei em
todos os casos e lempos, todas as veies que nao
se julgue bem fazer-lhe alguma outra excep-
Ouem nao tosse deste mundo, ou ao menos
desle secuto, poderia lalvez imaginar, que estes
axiomas seriara dignos de mais de um arlequn
de theatro ; mas nenhum dos nossos leitores po-
der negar, que elles sejam grandes e profundos
inventos, com os quaes muitos grandes e profun-
dos homens de estado e do governo, guiam de
presente a propria consciencii, os parlamentos
e as nacoes.
Que admirago ha, pois, que com o conheci-
mento de tao sublimes exemplos se estimule a
eloqur-ncia dos obreiros ofilciaes e ofilciosos, a
perspicacia dos diploraatas, e o ervor dos exer-
cilos ; pois que evidente, que s recorrendo ao
pratico valor dos cima louvados axiomas, se po-
dera explicar ss notas, os memoranduns, os ulti-
matos diplomticos, as falladas do diversos ora-
dores e obreiros, as marchas e contramarchas de
muitas tropas? Tanto verdade, que parva sa-
pientia regiltvr mundus 1
Mas o mundo nao se go*eroa somente com em-
bustes deshonrosos e baixo?, com que agor al-
guns cuidara, zombando de Dos e dos homens,
chegar aos seus torios designios. E ainda que o
zombar dos meamos homens nao seja trousa lao
fcil, como o julgam os malaodrinos de profisso,
que eslariam muito mortificados, se em vez de
adulages de amigos, otmssem os reboligos dos
povos ; comludo, ranilo mais dilllcil zombar-se
de Deus, qe se nao paga no sabbadn, paga po-
rm at o ultimo real, paga-o infallivelmente
segundo .quelle cele'brertexto depsalmo-e ^SS^SS^L'SSlSSL'SlS^
excitatus ttt lamauam dormitas Dnminus tom. P3 P"16 da P0P>CM excualus est tamquom dormiens Dominas, awi-
7am poleas orapulatus vino, it percussit m-
micos ejus in posteriora : vpprobrium sempiter-
num dedil illis.
ICivilla CathoKca.)
do dia. e fazein cmlim cousas" eslrondosas, dignas
em tudo de um heroico aconlccimenlo.
E contra os Francezes? O Piemonle contra os
Francezes nao tem animo nem de respirar; pois
que o grande principio da nao intervengao pro-
hibe s a intervengao aquolles, que defendem
o pontfice, excepluando-se todava se seus do-
fensores sao francezes, os quaes aos olhos do
Piemonte nao passam nem por eslrangeiros, nem
por defensores do pontfice. Quem disso poder
penetrar alguma cousa?
Porm, parece nao poder-se negar, que os
Pieraontezes na Roraanha, as Marcas, e na Om-
bra rescendara muito de intervengao estrangeira.
Tambem parece evidente que livesse u poniilice
direito de conservar um exerdto, que defendesse
seu estado dos aventureiros garibaldinos, que o
ameagavam. Com ludo o Piemonte avanca con-
tra o exercito do Papa. O que far a Franca ? A
Franca que esl pelo grande principio da nao in-
lervengo? A Franga, que inlervera em Roma,
e as visnhas provincias? A Franga, que sem
duvida voltaria suas armas contra os bandos ga-
ribaldinos. que passassem os limites da guarn-
gao ? A Franga nao pode dissimular ao Piemon-
te a sua desapprovago por aquella intervengao.
E o Piemonte? o Piemonte ouve com respeito
deviJo as admoestacoes da Franga, o segu ad-
ame, fazendo o contrario daquillo, que a Franga
raaoesta querer, e esta consternarse at ao
fundo do seu corago pelo Sesprezo com que
seo acolhidos os seus conselhos; mas uo pode
fazer outra cousa, porque lh'o prohibe o grande
principio da nao intervengao.
Salvo, porm, sempre o grande principio da nao
intervengao, a Franga declara, que iotervir em
favor do Santo Padre dentro daquellas lmites
prudentes e discretos, que a sua planitude iul-'
ga poder e dever determinar; e nao ha perigo '
de que o Piemonte intervenha aonde a Franca '
naoi auer por duas razoes poderosissimas: urna
de direito outra de laclo. A razaode direilo consiste'
em que dentro de cortos limites arbitrarios se acha '
urna idea generosa, que se pode defender com a '
intervengao ; a de fado em que acruelles, .qug
interven) nos sobrdaos limites ainda que sejam
eslrangeiros, nem raais, nem menos que ae tro-
pas papes, pdem, quando o queiram, reunir
sabedoria dos bons conselhos a eJEcacia de me-
Ihoies canhonadas; isto posto, quem oso res-
peita i a intervengao estrangeira?
De ludo quanto disso at agora,certamente cao
possivel conhecer a formula precisa, com que
explicar as inconstancias maravilhosas do grande
principio da nao intervengao. Mas, ao menos se
podem conhecer alguns'toctos positivos e verifi-
cados pola experiencia, com o soccorro dos quaes
os sabios podero, com o esludo e com o lempo,
achar alguma cousa certa.. Nao se descobriro
as leis da mudare) la i Nao te espera chegar
com 48 observagoes metereolqgicas, que agora se
fazem em tantos observatorios, predizer os ven-
tos, as chuvas^s tempestades? Toda a difflcul-:
4ade esl .em reunir tocios.certas, e JYem prora-1
A Austria comprometle-se no caminho desas-
troso das concesses. Ignoramos si a siluago era
desesperada ponto, que fosse este o meio .ni-
co, imposto pulo instioclo do conservago ; mas
nao podemos illudir-oos: si a nomeagao do mi-
nistro Scnmerling tea por Ora a reviso da Con-
cordata, como alrmara seus partidarios, esta
mudanga ter um alcance inimeoso e ser para
a Austria urna origen fecunda de calamidades.
A Austria nunca deixou de ser a potencia mais
popular da AUemanha ; paputoridade, quo clara-
mente manitostou-se na Baviera, no Wuitomberg
e no ducado de Haden, quando a Prussia, que a-
proveitava-se dos vexames de sua confederada,
vio-se forgada pela altiludedo meio-dia a pr-se
era p de guerra e inaugurar sua .palilica do me-
do armado.
O norle da AUemanha, onde conram-so dez mi~
Ihoes de calholicos, una-so por ura bom lergode
sua populacao causa du imperador Francisco
Jos, e alora disso numerosos e poderosissimos
partidos, oppostos ao piemonlissirao pru6so [no
Ilaoover, por exemplu), achavara-se arrastados
pelo perigo quecorriam a;pronunciorem-se pela
grfnde potencia meridional. 0 caso de ministro
de Borries est anda presente todos os espri-
tus.
As tolhea mercenarias, cqja frente est a Ga-
zetla de Cologne, fizeram da Concordata ura meio
para desacreditar a Austria ; e pintaran) com as
mais sombras crassuaaituago financoira ; mas
todas essas deolaraages s tiuhara por ieitores e
pnocipalmoute por approvadores urna parte da
burguezia, de que sao cebo os.jornaes liberaos.
A uniao dos calholicos da Allcraaulia Austria
augmenlou vista das desgragas desta potenoia.
Recordaramse do reinado de Femando II, espa-
raram a mesma firmeza de principios sob seu ac-
lual successoc, e uao cessaram anda de esperar
o mesmo soccorro providencial nos momentos de
crise.
Mas se realmente or decidida a reviso da Con-
cordata,, e essa reviso assenlar sobre seus prin-
cipios fundamentaos, ala coofiaooa e oslas espe-
rangas se desvanecoran, os honieBsoTderos.que
anda sao numerosisaimos na Austria e em toda a
AUemanha nerderara *eus estandartes, e a Prus-
sia. quo tea inaugurado sua em naa desde que
subir ao llirono o principe regente, achara apenas
adversarios privados o appeio e de centro.
Assim, a Prussia obler sem Irabalbo o que el-
la ha muito tesADO procura,a -hegemona, e at
mesmo a demioaco exclusiva. Ao ourir-aa as
centenas da nes, que se diana a Sociedade Na-
cional, pode-se prever que enlao a AUemanha
ter tambora aeus Ppoli, seus Farini, seus noraa-
oe,te.
Mal baja a Austria se um dia devem ser parti-
darios separarenv-se da causa quo Pi 1K repre-
senta :easedia serta para ella o eomeco da dis-
aaluqao.
14. J. ConnET.
JJU Monde.S. Filho.)
Durante um mezn T*mesdivertio-se muito pu.
blicando todas as maohaas am ignobil artigo con-
tra a brigada irlandeza, lecentemento licenciada
pelo^ su mm o pontifico. Tudo quanto -a odio aoca-
ibolidsmo pode, inspirar de injurias eslava aecu-
mulado aesses artigo contra bravos soldados, ac-
ensados de se lerem mostrado na Italia cobardes,
indisripliuados, bebados, 'ladros, dsbcchadoo
mais.
Si o limes snbattairaa nesaes rUgns o ooao
de voluntarios ateas ao Aair4and$xei, eie to-
na o retrato vlridko do naa noUvel parte da
legiSo britnica rocrutada porflaribaldi para aiti-
dr-lo em aeus latrocinios patriticos.
Tderse-dizar que a Inglaterra Uteira eavergo-
nba-na do proceder daseut voluntarios; e assim
procura Janear .un veo -.espsao sobra seus acto#j
C. DE Laroche-Hror.
[Le fonde.A'. Filho.)
INTERIOR.
CftaaJkaaVV
Duas palavaas sobre as seeeas lo
Cr, pelo Or. lliehei^e
[Conoluso.)
Quando digo isto a um tozendeiro do CearS, ou
a algum bacharel que campa de ter estudado a
economa polrtica, olham para nnm com riso
morador, e alrraam que semclhante recurso nao
e adroissivel no Brasil. Gerlamenlo concordo que
nao admissivel semelhjute s-ysiema cora urna
populacao tao immiga do trabalho, c lao tolla dos
recursos da industria. Que remedio sedar a um
mal lao palpitante, e que o reclama imperiosa-
mente ? Quanto a nnm nao vejp oulro se uao a
labncagao do tono, e de outras plantas quo po-
dem servir para a sustenlago dos animaes. Bem
sei que 6 mais trabalhoso e mais dispendioso do
que o systems hoje seguido.
O remedio quo aprsenlo nao urna utopia
nao tem resultados incettos ou duridosos, um
meio experimentado, seguido e sanecionado por
urna tonga serie do seculoa, que produz os effei-
los maravilhosos que jiapoolei Fanrica-se tono
na Luropa, porque nao se podar tambem fabri-
ca-Io no Brasil, j que exietem as materias pri-
mas l J so lera encelado e exeoutado'outrea om-
prezas do maior cusi, com feliz exila.
Vejamos se os resultados ompensarao o *ue-
menlo do trabalho e de gostos.
No syslema de criacao hoje adoptado seguido
nesla provincia, quando as chuvas o invern
apparecem e succedem com regularidade, o ea-
pira do campo nasce e crease cora urna singular
rapidez, e em ura mez ou ponco mato eo pem
em estado do niadurn, .isto adquire todo seu
cresciraento. Entre a poca da floraqao a dagra-
nagao acha-se no estado mais conveniente pera a
suslcnugao dos animaos de .toda especie; con-
tera todos os suecos da vegetago proprios oli-
mentagao.* conserva urna celta macoz quo.con-
vm muilo o agrada nos herbvoros. Depois des-
te periodo os suecos da planto sao mpregados
na organisagao Uaaemonte, a herva ficadura fi-
brosa, secca e sem subslancia,.a sentenle oahe e
oaoaproveita malaxo gado que nao apoda apa-
nnar no chao quando i mida ; serve somonte
para a reproduccao no averno segutnle. Quando
a hera secca no primeare poriodo, isto entro
a florago o agranaoao, o capim conservar-so nx-
cellente c suostancial,n o gado oonserva-semu-
tndo do um al ao nutro invern. Suc'cede isto
guando os invernas sao curios a mediocremente
hmidos. Sao estos os melhores annos para a
cnago. Dizeni os toieadeiroe, que ledas unni-
memente recouhccem o tocto, que nssim succede
em razao de nao ser o capim lavado pela cbova
depois de maduro, persuadindo-ae que ella dis-
solve o carrega comsigo os principias nutritivos,
mas a meu ver euganara-se na xplicago do.toc-
to, que depende de ter o capim seccado no seu
estado ans conveniente nulrigo dos herbvo-
ros. Quando pelo coatrsrio os inveroos sao abun-
dantes .de cluivas o prolongados, o capim da
campo amadurece de mais, peda toda a sua
substancia, ika duro, lenhoso, e-secco oeste pes-
simo estada, lorue-so enlao pessimo para a cria-
gao do gado que definha o emmagreoe muito oa
secca subsequenle ; e so nestes annos falbam ns
chuvas de outubio en invento seguinle demora-
se,, oosluma morrer muilo gado. Quanda nhove
em oulubro com abundancia aUfQctonte.para fa-
zer brotar a verdura des arbastos.erita o gado
comando (olhos verdea dorante algum lempo corv-
aerva^ae mais robaato rar polo invern seguale.
Do que precede se collige que os annos Uvo-
ravais i agricultura ao os que menas eonrm
cria'co reoipcecaaeate : os annos pouoo chu-
vasos n cortoa.aenao jobos para a ngricultuva,
sao os a:ihof ts para a proepiudadc tta crPjlp
de tuda especie de anaraes. Triste alternativa se
industria nao lhe desso remedio coma o vere-
mos.
O capia no estado em que o deixa o invern
ou melnor ou peior, que ae conserva secco no
campo de um a oulro invern, hoio o nico re-
*w*gue ha para sullas asga o do gada, estera-
oarna acha-se proaagasaasiilu lianai 1 iiiilii
aaanerosas causa da Saatiiiiul, a aaa ae soba
exporto. PrimilivsaMate todas oa tevrenoano
pmdatem capim4akaa qaaJitade os aervntea o
labatoixos pedregaaoaprodaaaa ua assim craa-
c-2r o o'toiqso gadosaao coaem
saaao quando fa tasa Ibes a outra* especiee de
qaaaa sustenta. Os aaimaas perconaado iacea-
santemente os caspas pisa e deatraem cea as
pda a os escreraealoa peto menos ama qaarta
parte desta carnada de herva secca que tica coa-
, pletamenle perdida. Os ventos geraes que sopram
| um a oulro invern quebrara, estorelaro e carre-
gara seguramente outra quarta parle. As chuvas
de oulubro apodrecem s vezes outra quantidade
nao pequea. EraGm os togoa dos campes lao
communs pela incuria da populago e pela apa-
thiadas autoridades, que oo caaligaa como de-
veramos autores de semclhante crime, conso-
mem graodo parle do que resta : qualquer fais-
ca de fuga toncada no capim secca comraunica-
so-Ihe e produz um incendio que enlretido e ac-
tivado pelo sopro violento dos ventos caminha s
vezes leguas e leguas sem se poder alalhar ; des-
mirado e devorando tudo quanto encontra no ca-
minho. Apenas lhe resislera as arvorea que nem
sempre morrem, mas Acara multo acanhadas no
seu crescimento. O paiz por onda passuu um fo-
go desles apresenta um aspecto particular de
destriunfa, que preciso ver para comprehender.
A poTcao diminuta do pasto que escapa a estas
e outras causas de destriunfa a que se aprovei-
ta cada anno. Reduzindo-se a quarta parte do
pasto que deixa o invern, sopponho que se ha
engao certamente para mais. Por ahi se ve
quanto imperfeiio o methodo de deixar reccar o
capim em p. E realmento causa admiraco a
quem observa bem os toctos, como que ainda
se cria Unto gado, com lao precarios recursos,
i uSe e rop,l Ia* resistem os animaes pe-
lo habito que lem conlrahido desde o seu nasci-
mento, do soffrer e supportar tomes e privaces
peridicas de anno em anno.
O loropo da fecundagao das feraeas sendo o do
invern, poca em que os animaes adiando ali-
mento com frfara, rriam torcas e robustez, As
vaccas porcooseguinle vem a' parir no fien da
estacno calmosa, lempo, em que se acham re-
duzdas a estado do raagrem que frequentemen-
te as mpossibilila do poder resistir ao trabalho
da parlungao. por isto em ceos annos morrem
muitas nesla ocasiao, ou quando parem sem ris-
co, nao teem substancia bastante para susten-
taren! 03 filhos, com seu leile, esgotam-se e
morrem com elles Annos ha em que esia mor-
tandado crescida. O bizerrinho nao come ca-
pim secco, come o verde e lenro quando as cha-
vas pouco demorara depois do seu nasci-
mento.
Quando o invern demora-so depois do uaa
secca intensa ou gnando principia com muiloar-
rojo, morrem muitas rezesque caem sem se po-
derem levantar. Estas causas raunidas occasio-
nam de annos era annos raortandade em corlas
localidades que deixa-as por vezes despovoadas
de ao passe que u'outras parles circuuvisinhas a
criaco prospera.
Independenlemente destas, nutras ha que tam-
bem levara muilo gido. Morrem muiUs vezes
de mordidaras de cobras, muitas de bicho das
moscas que. depositara sous ovos em qualquer
tonda berta. Por todos estos principios moire
muito gado no raatu, por nao haver quem lhe
possa aar os soceorros necessarios em lempo
opporiuno.
Do e depois delle al oulubro os animaes sollos no
campo achara alimento soffrein falta delle,
mesmo nos annos os mais escassos de chuva!
Pode-se pertoitaraenle continuar durante este
lempo a deixa-lo andar sollo no campo, mas de
oulubro at que principio o invarno, subro ludo
nos anuos em que tollo as chuvas nesle mez,
isto durante os quatro mezes de novembro,
dezembro, Janeiro e tovereiro, a do toda neces-
sidade supprillo cora pastos seceos e reservados
para esle 0m. Ser esse meio um passo inter-
mediario, dado a passagera do 2." ao 3. syslema
que j deacrevi, prepara a adopcao do 3." sys-
tema era engao ser sufficiente para prevfair es
cleilos das aeccas mesmo as raais rigorosas, era
relacao ao gado, e permitlir aos tozendeiros de
duplicar ou mesmo treplicar o numero de rezes
que pode criar, no mesmo espago delerreno.
Entremos a esle respeito em alguns do tainos que
lhe esclarecerao as duvidas, e tornaro palpaveis
os resultados de minhas asserges.
()ae um fazendeiro possnapor exemplo urna
legua de terreno em quadro, ueste espago nun-
ea poder crear pelo methodo hoje eguiio se-
nao om cerlo numero de canecas de gado, nu-
mero que nao determino por'juo varia muito,
conforme as localidades, as qualidades de terre-
no e dos campos, cireoavUrnhos, porque nao po-
de como tica dito dispr senao de urna diminu-
ta parte do capim quo o invern deixa era p
no campe o este mesmo as mais das vezes de
roa qualidode, alterado pela exposigo do lem-
po nn sem substanda. Que elle cerque orna
quarta parte deste terreno, aquello que d me-
lnor qualidade de pastagens, e que o prepare
convenientemenio para a fabricagio do tono.
0 primeiro custo ser gtande, porque esta
preparagao reclama que soja o terreno depois
de cercado destocado, lmno de pedras, e nive-
lado. Se nao pode fazer tudo n'um anno, faca-o
aos pouco de armo era anno.
Os servigos que presta um cercado n'uraa to-
zenda, mesmo sen servir para a fabricacao do
feno, compensam bem as cusas quo se -fazem
com ello, por isto depois de feito, servir como
servem os que existera hoje, at que pouco e
pouco se terina conseguido p-lo em estado de
servir para a tobricago do tono.
Depois do prompto o cercado, se o capim
que cria nao da raelhoT qualidade poder n'um
anno se colher eeraerrtes das melhores, no prin-
cipio de invern seraeia-las, usando, se for ue-
eessBrio. do arado para revolver a Ierra e pri-
n-la das plantas nocivas que cria ordinaria-
mente. Quando os invernos se roanifestnrem
com regularidade o capim naseer o crescer
cora tamo mais vigo e rapidez quo as chuvas
forera mais abundantes, o era 30 das pouco mais
pouco menos chegar a seu termo de madurez,
que j ftrei no tempo quo decorro entre a flera-
go e e granagio Neste estado corta-se, secca-
se rpcedo-o ao sol o virando-o por veres, at
quo chegtte so panto cnrrvenienf- ; e guarda-se
abrigado do tempo. este estado, nao s de ura
para o oulro anno/3 mas al dons e mais
annos, sam perder as suas exctenles proprieda-
des nulritivas, e a experiencia mostra que ao
passo que superior era partes nutritivas, agra-
da tanto ao paladar do gado, que o prefero a toda
odlra-especie fle alimento, e nao se eotoda com
elle.
Este captm assim secco com orraortunidade
o meio usado na Europa para sustentar a prodi-
giosa qaantidade de animaes domsticos qne
distemos ali serera creados.
A primeira difficuldafte que senos obierta
0 do corle. Como se ha do coftsr o capim de
um qnarto ou mesrao de um oilavo de legua em
quadro ? Se or com toca ou com faco, como
hoje se usa, en tambem considero o trabalho co-
mo hiereqirivel, e ' mister saber-se que esta grande difflculdade
desapparece completamente, snbstitaindo o uso
da faca por uro iustruraento de urna simplicida-
do admirare], um manejo simples e ponco po-
sado, rani pouco dispendioso, e que nao Tecla-
ma raais do que alguns dias de pralica para se
amestrar no sen uso.
Esla instrumento chamido gradonha, compoe-
se do uaa vara ou aba, que tem 7 ou 6'palmos
d cumprimento, na exiremidade da qual aa ap-
plica .urna orna dora de torro, na qual armadora
se flx* o p do um faco de forma especial, que
fica assim adoptado em ngulo recto sobre o dito
eabo.no ramo do qual se acha am oabo pequeo,
gao serva pata agarrar e manobrar o instru-
mento.
Um horaom pega eotnn modireita o cabinho
e com a esquerda a outra exiremidade da rara,
inclina s dita vara ds mamerra quo a fouce esteja
no tio.'sua ceasrfucdfa e-val que neSta posicao
toda a tolha fica parslella no chao. "O segador
tora a fotos do instrumento a seu lado direito e
dvrvgo-apavay* wjaerdaaremio-Bie dascrerer
m aovrmflntodaaetodroummln^io 10'redor de
ai, dental roa nena que o torro "qoe est mu to
aadlado corta -aesa meia ctrcomroligo ama to-
ta de herva de meio palmo de ndo, ede toda!
rtenro qua pertows sMte'aagadaHrr, toi-1
. la o instrumento a seu lado direito d meio pas-
,>'Bwa4oBS3daoajanro-oiovimeoto;de circura-
| voUcae da diaaita aasqaavia corta outra tocha
| Igual, val assia marchando para dianle, e a cada
paasorart niiira.nova tocha igual a que cortou,
lendo de largara o dimetro da meia circuoereo-
cn aaa penaaaa gad.nba.
kiwrva aaataa acha-ae pi li aaailaoaai do
atramento, arrumada era toixe oa parte asquer-
daalacircuavolucioque di. Laonemua-
raio neste meaefa, coila aem vande trabalho
-_m da a qua nao cortariaai daz eem taoae.
sta herva aapalba-ae ao sol, e donadlas, at qua adquire aa gsiaata seqaido
caavanicutaaaue axperiaocia sastaaa aaaaa-
aac O fas eaU praapio, basta raeaaaa-doaasn
lugar seacoe conpriai-ia da moda aaeaaoae
molhe nem se deixe alterar pela acgo do ar qoe
o dessecando nm demasa lhe toz perder a .u*
qualidade. Neste estado Oca maclo, multo aro-
mtico, e so conserva annos.
Coa a gadanha se veo-la sempre urna bigornea
e um martello especial para bater o gume de
maoeira que fique leveiLenle amolado, o que fa-
cilita muito o corle.
Vem tambera junto coa ella urna pedra da
amolar especial que serve para avivar de quando
era quando o Do ua pedra. O uso de todos ates
instrumentos, reclama alguraa pratica que se ad-
qaire em amito poHco lempo ; s vendo obrar
quem j est tollo a seu uso, por isto os priaiei-
ros ensaios necessilam que se mande vir da Eu-
ropa alguaa pasaos pralica nesle otficio.
Apenas se ttrou asta carnada que a herva que
J tem todoa os orgaos da vegetaeo bem dosea-
volvidos, cresce outra vez com urna rapidez ex-
iraordinana, e em 15 ou 20 dias j produzio ou-
tra carnada igual a pnmeira, o aue com ella se
j corta o se cooverte em tono.
N'um invern regular de dous a tres aja
l poderao se fazer tres cortes iguaes; e depois d
derradciro a trra anda conservar bstanle hu-
raidade para crear urna qaarta carnada que se
dcixar estar era p no cercado.
Eslao por conseguinte quatro carnadas de ca-
pim deexcellente qualidade que neraae destroa
nem se desperdigara, com as quaes se poder tri-
plicar a qaauttdado do gado de urna fazenia.
porque independenlemente de ter a tozenda a
mesma carnada de capira secco sempre no campo
3 i-"-" osanno8' 0c com urna reserva
grande de tono que tomo a dizer de qusldado
.ncomparavelaente superior ao do campo. O
gado ficar sotto no campo durante o inver-
?!:. 6r nwsmo ao dePs t que principie a
sentir falla de pasto. Ento ou se recolher aos
cercados, ou se accostumar a vir a um certo lu-
gar comer todos os dias urna rago de tone.
be esta rago se der perto da bebida, ainda me-
lnor ser, porque ter dous attraclivos a esfa
ponlo, o da comida e da bebida.
Quem nao comprehende qne por esta industria
se pode augmentar muito a popolago em gado
de urna tozenda, e mudar completamente a toca
uo serto 1 Por esse meio seria muilo diQUil que
urna secca por rigorosa que seja d lira ao gado
lodo de urna fazenda. porque o tozendeiro nun-
ca dever crear tanto gado s.uo d consumo a to-
da sua reserva de feno, polo contrario deveri
sempre conservar urna boa porgo delle de um
anno paTa oulro como prevengo contra um anno
calamitoso. Basta que todos os annos conserva
um dos cortes de que falle! cima.
O gado adiando comida e bebida certa n'um
pouto dado nunca faltar de vir rago: e que
vanlagena para o creador do ter todos os dias o
meio de ver, inspeccionar e curar seu gado, sem
grande trabalho ? Ser este um meio de se iivrar
dos parsitas quo sem possuirem ierras sollo to-
dava graude porgao de gado que se sustenta a
cusa dos propnetarios, e os impossibilitam de
lirr das suas ierras o partido que poderiam tirar.
Esle methodo intermediario entre oque se se-
gu hoje o oterceiro. que mais laborioso.
Atem da despeza do cercado sero necessarios
grandes armazens para depositar o tono e guar-
da-lo convenientemente, Em algumas partes vi
conservar esle feno no campo, arrumado em m,
muito aperlado socado, e coberto cora calmo,
i odena se odmutir aqui o mesmo systoma e co-
ori-lo cora palhas do carnaubas, o que despensa-
ra a despeza dos armazens, que todava me pa-
recen) ser muilo preferiris em razao de.preser-
var melhor o produelo da aeco destruidora do
lempo.
As despezas do estabeleciraento urna vez toitas
as annuaes pouco avultam ; porque dez gada-
unas por da manobradas por homens experientes
cortarao urna porgo immen3a de herva, que se
paguem 1, por dia sao 10, e este numero de
trabalhadores era 8 ou 10 das cortarao segura-
mente um oilavo de legoa era quadro, l vo
cera mil res, o trabalho de virar e seccar o ca-
pim muito leve, e pode ser toilo por mulheres
a ouo res por da, 10 mulheres no mesmo tempo
gastaro 50&; quero que o carreto do feno para
os armazens cusiem outros 50$ ; eis urna despe-
za annual por cada corle de capim de 200$ que
certamente ser compensada ao decuplo, so o to-
zendeiro dobrar o produelo de sua tozenda.
Objecta-se; como que um tozendeiro que
apanda mil bizerros poder usar desle expedien-
te r a isto respondo augmentando a despeza an-
nual. a esto que aproveitar o expediente ;
porque como as despezas primarias nao aug-
mentara em proporgo do gado quo possue, em-
patar menos fundos proporcionalmente do que
o pequeo fazeodeiro.
Resta saber agora so as qualidades de capim
que produz o serto sao proprias para dar tono
como succede na Eu.-opa. Posso affirmar qu
sim, pela experiencia que tenho adquirido. To-
dos os capins de talo macio, rraa vegetara nos
bamos, nos taboleiros onde ha bastantes humus
nas vaneas onde o baiTo misturado com bas-
tante area, todos estes capins quo os sertanejos
chamara capim mimoso, os capins de rogados
arailhan, e outros rauitos dos quaes nao tenho
maior conhecimenlo por rae ter pouco entregado
a este esludo, do 6xcelleole tono, em nada in-
ferior ao que se fabrica na Europa.
J o experiraenlei por raim, e o mandei expo-
rimentar por pessoss a quem ensinei o processo
da fabncagao, sem so fazs-r uso da gadanha para
o corte, o que tora sido ciusa de nao so adoptar
o methodo, por ser mui laborioso e longo o pro-
cesso do corle com toca. Em todos esses casos
observe um tono de excelrente qualidade, e que
os animaes comem com muito prazer, .mesmo
depois de relho.
Outro meio de auxiliar a sustenlago do gado
6 a cultura om grande escala de certas plantas
que o gado come, secca-las, como o proprio tono
o conserva-las neste estado em armazens para
usar delles quando se torna preciso. Ha gran-
de numero de plantas destas particularmente da.
familia das leguminosas que crescem espontnea-
mente nos campos, e que deveriam se cultivar
em grande escala.
Tivo vontade de me entregar ao esludo das
graroinas em retogo a sua importancia para a
creacao do gado, e tambem das plantas de outras
ramillas que poderiam dar resultados tovoraveis
para o mesmo fim, mas recuei perante urna la-
refa tao aTdua, que nao dcxaria nem gloria, nem
tiieresse, e que tambem nao produziria por ora
resultado algum, e para isto sao necessarios
raeios de fortuna que nao possuo.
Entre as arvores muitas ha cujas toluas, ou
fructas servem de sustento aos berbivaros; \as-
ta ordera sao ojoazeiro, a canafistula, o umari-
zeiro e a mutarabeira, quo o gado vaceum come
marto, o toijSo bravo, a tova brava e outros mui-
tos que os cavallos procurara com avidez.
Tornar-se-hia muito interessante para a crea-
gao estudar estas arvores e favorecer a sua cul-
tura era -todo o serto, por que a maior parte del-
las conservara as tolhas durante toda a secca.
A multiplicago dosagudea tanto convria nos-
te syslema como no que hoje seguido.
Quanto mais se multiplican) as agoadas para a
gsdo, tanto mais se lhe facilitara, os meiosda re-
sistir aos estragos da secca, e nas Ierras molha-
das que deacobrem as agoas quando mioguam
pode se cultivar fructas e verduras muilo apxe-
ciavels no serto onde os recursos da vegeuco
sao to escagos para a sustenlago dobonTanV.
Estou convencido que na mesma tozenda 9 crea-
dor nao re deve limitar a um agudo mas deve Ia-
ze-los em -todos os lugares onde sao admissiveis
Urna medida que julgo urgentemente redama-
da para animar os proprietarios a melharar -as
suas ierras a seguranza da prqpriedade. Nun-
ca vi conusolgual a das posees. Todos os an-
nos gastam-se na provincia um dinheiro louco
era raetitedes judiciaes de trra, o o resaludo
embaracar cada vez mais o problema.
- *u^a2.M!n3M'"e idbtm ifluniUvtmeul
subdmflMn,_ ellas oooca foram bem fletermlna-
ntoye hoje ninguem sabe dosrumos que aevem-
se'adoptar, apontoque no Icd, de rioibalto^a
am* extengo de meia legua, enconrrei dazmar-
cas judicialmente postu. que variara entra sVb
f


MARIO Dft raWUMiQQD. HIT* FEUU 14 Di /MKO DB 14*.
90 graos. Como determinar entre elles o verda-
dero rumo ou o melhor t O os o geralraeote
muiio cheios de sinuosidades, s' datas (orem
concedida calculando tusa extensao delermiaa-
" no curso dolles.mas na podo ser seguindoas
uas oUas, mas sim un linha reta, e os runos
dos traressoes que direcces devera tomar ? Nao
pdem ser as perpendiculares ao rio cora suas
voltas. derem ser tratadas sobra une linha recta
que distribua s sinuosidades esa parte* iguaes
para um e outro lado enli> esta linba ser aten-
to sinuosa, e ser neceasario tirar em todo o do aquelle, sem respeito 4 leL aera idade e
curso do rio, ou n'um* extensa grando delle *
urna linha media que sirva de base pira as me-
dicos e estas linhas medias devera ser tiradas
por pessoas habilitadas e adquirir torca de lei,
quando oe 4 cada Umbidor loe dar como suc-
cede hojo a dire.c.io que quizer, e a propriedade
flear sempre no seu estado indeciso e continua-
r trazer as consecuencias as mais funestas.
Cuando aFgum hzcndeiro faz alguma bomteiloria
na stta fazenda, vem um de seus visinhos que por
meio de peilas ou sabtrlezas manda dar um rumo
tal que estas bemfeilorias do visinho vera a se
echar as suasserras ; dahi se originara conloa-
das delerminaveii que arruinara os contendores
e esfriam muilo os dorios que querem fazer algu-
ma bemfeitoria as suas Ierras. Os juizes, ad-
vogados, tumbadores el reliqua officiaes da pre-
tendida Justina sao cm geni lio ignorantes uns
como os oulros nesta materia de medicao. e por
isso embrulham de tal modo as questoes que nin-
guera as pode entonder, era elles a si mesmo.
E necessario urna medida este respeito, e della
depende em grande parte o futuro da provincia
do Cear. Sacho seguranza as dalas de ria-
chos quo comprehendem as suas duas margeos.
Nos ros grandes cujas datas sao mais anti-
gs, ha urna coofusio mui difflcil de sanar.
Suppouhu ter demonstrado que os resultados
mais terriveis das seccas sao : Io a falla do ali-
mento para os habitantes, contra a qual iodiquei
remedios, declarando a minhs convlcgao de como
morrem raramente cearenses falla de alimen-
to, tao prodiga a nsturezj para quem se dedica
a sin cultura e prepararlo; 2o a falla de pasto
para os gados que constituindo a principal foute
ca riqueza desta provincia, causa a ruina com-
pleta das fortunas, e por conseguidle aaniquila o
commereio, e obriga os habitantes a principiar
de novo a vida. Tambem tenho demonstrado que
fcil nao smenla prevenir estes eHeiios, senao
augmentar muito a prodargo dos sertes era ga-
do, reforma esta que pateoteei ser urgentemente
reclamada pelo estado do paiz. No foi sobre
utopias que eslabeleci estes principios, mas sim
sobro meios j exp- riraeulados, e eujo resultado
ha muilo 6 patente.
Estas ideas que uo me possivel desenvolver
ii'um artigo desta nalureza, sao o summario de
urna obra que ha lempo elaboro sobre esta pro-
vincia, no qual estudo sua geographia. sua his-
toria, seu clima, seus productos, seus recursos,
suas industrias, suas seccas os rucios de pre-
venir c remednr os seus resultados, porque co-
mo j o disse e prove, so Dos compete fje-
las cesser, reformando a constituidlo climatrica
da provincia. Teuho sido demorado na marcha
de meu Irabalho pela parte histrica que em prin-
cipio quera dar debaxo da forma de um ndice
chronologico, mas como durante as minhas pes-
qnizas sobre esta materia adquir dados e docu-
mentos que julgu nodever perder, resolvi-me a
lhe dar mais exteoso. Juntarei a esta obra
lima carta chorographica da provincia na qual
tenho feilo uaia descripcao minuciosa das parti-
cularidades, notando nella at os lugares os me-
nos crescidos o principiantes, os limites as fre-
guezias no seu estado actual, Faltava-me para
dar ultima mo 3 esla carta determinar a sita-
gao geographica dos pontos principaes di pro-
vincia. Dispunha-mc a tomar as observares
astronmicas necessarias para a solucao oestes
probleuas, roas minha nenhuma pratica em tra-
balhos destes, rae fazia receiar resultados pouco
exactos, quanrto o Ilustrado membro da com-
missoo scientilics, o Dr. Capanema a quem com-
mumq.iei o meu Irabalho. dignou-se oirerecer-me
o resultado dos seus irabalhos nesta materia, e
autorisar-me ausardelles ; cora esta facudade
persuado-me presentar urna carta muilo superior
as que tem havido at hoje, porque, como j
-
PEBIMMBUCT.
REVISTl DIARIA.
Hoje cometa na thesouraria de fazenda o coa-
corso- para preenchimento da raga da !; escrip-
turario, que all existe.
Inormam-nos que na roa. do Caldere.ro
existe um individuo, qoe all se ha constituido
um verdedeiro flagello, espancando a este, fnn-
condieo de suas victimas.
Aiuda na da 31, pelas 8 horas da- aoite, foi es-
pantado por eaae desalmado um preto velho e
ceg, a pona de o deilar por tarta.; assim como
o menor Augusto Das Martina, que por elle foi
encontrado porta de urna pessoa cooversaad*
pacificamente.
Este ultimo por pouoa que victima, per lar
apanludo orna cacetada na cabeca ; a o dyseolo
procurou aiuda feri-lo.com um instrumento per-
fil rauta ; do qua foi livre. pela familia do Sr. Xa-
vier Ramos, que abrgou o rapaz em sua casa ; a
qual pretendeu o mesmo invadir anda com ins-
lita ousadia.
A existencia de um tal sugeito repugna com a
idea de polica ou de un paiz policiado ; e per
taso convem que sejara dadas as necessarias pro-
videncias, para fazer desappareceresse escndalo
vivo d'entre a populacSo.
Os furtos de cavados apparecem m Torre,
tendo dalles sido victima ltimamente o Sr. Bas-
tos-; de quera foram roubados dous quartos de
servco.
Importa que a polica local lome alguma acli-
vidade, fazeudo por apanhar em suas redes es
taes Itdres, para garantir a propriedade que por
elles assim atacada.
A caroe verde tem subido do prego n'uraa
progressio espantosa, no correr desle mez.
Do custo razoavel de doze e dezeseis patacas,
psssou trinta e duas por arroba, sendo alera
dislo ra !
Damos ascienda do publico os nomes dos
eleitores da parochta do Brejo :
Dr. Jos Quiniino de Castro Leo......
Conego Podro Marinho Falcio___,.,..
Caetano de Oliveira Mello..............
Jos do Reg Cnule Maciel............
Joao Marinho Falcao...................
(iemiiiiduo do Reg Maciel.............
Francisco Berenguer Cesar d'Andra ie.
Manoel Claudio Bczer'ra do Menczes...
Francisco das Chagas Pereira...........
Joau do Reg Maciel...................
JosdaSilva Amarsl.................
Jos Theodoro Pereira..................
Jos Hagalhes da Silva Porto.........
Padre Jos Theodoro Gordeiro........
toSo Marques Pereira..................
Antonio da Silva Barros................
Antonio Altes Maciel...................
Thomaz d'Araujo Albuquerque Jnior.
Claudni Ferreira Vaidivino............
Elias Francisco Bastos..................
Francisco de Sales Tenorio.............
Joao Tila Alves Maciel...............
Dedier do llego Maciel..................
Bento Moreira de Albuquerque........
Joao Marinho Falcao Jnior............
Firmino de Oliveira Mello..............
Manoel Henriques Pereira..............
Sebastiao Jos de Araujo...............
Briiuraldo da Silva Albuquerque.......
Jos Baptisla Pereira...................
Jos Alves Marinho Falcao.............
Leonlio de Oliveira Mello.............
Antonio de Araujo Altiuquerque........
Belarmino Jos da Silva................
Antonio Marinho da Costa Tenorio.. ..
Fran.iscu das Cbagas Peietca de Brito..
Francisco Cordeiro Lima Falcao........
Jos de Beuevides Albuquerque........
Hontem s 5 horas da Urde leve lugar, na
matriz de Santo Antonio, o Te-Deum, em aeco
de gragas pela concluso da eleico de eleitores.
Fornra recolhidos casa de deleoco no da
13 do torrente 6 hornees e 1 roulher. sendo 5 li-

meacio de caixeiro de Tiaaet-frres. Regfs-
tre-se.
Outro de Joio da Silva Ferreira, pedindo o re-
fistro de so a ooscaaca i caiieiro de Barros &
uva.Como reqoer.
Outro de Jbo Xavier Ivamro de Andrade J-
nior e Antonio Alvee Ferretra da Silva, pedindo
o registro de Manomeagao de caixeiro de N. O.
Bieber 4 Successores.Como requerem.
Nada mais houve.
710
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46o
463
463
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457
O Diario dt Pemambueo fflra o primero que,
dMtdo conta dos candidatos, que se tem apresen-
lado pelo 4.* circulo, omitir o meu nome : o
Diario do Reeift de hoje o mesmo fez, nao obs-
tante aquelle haver rectificad esta noticia, de-
clarando posteriormente ser eu ura dqs candi-
datos. Agradogo estes senhores o esquecerera-
se de mim, e os desculan de> igneraram o que
quasi todos sabera, isto que ha muito. que vi-
vo em intimas rclages com as pessdas d'aquelle
circulo, declarando todas os roen amigos qoe
por all apresenlar-roe hit como eaadidato, e
que effect va mente apreserdei-me, contando com
rauitas dedicaces e esforgos sinceros. -
E quando agora mesrae mea nome all corra
defeodido por peasoas mai importintes. e quan-
do lulo com as ioversoes de atguem e com ou-
tras medidas empreadas por pessas poderosas
para proteger a. candidatura da eu tros, prejndi-
cando a minha, o Diario do Recifu ignorara
tudo isto :
Repito : agredeco-lhe estes bae officios ; e
concluo dizeodo, que son nm dos candidatos por
aquelle circulo.
Francisco de Paula Baplisla.
Aos eleitores di ." eireulo.
Como vos promelti no meu primeiro coramu-
nicadn, eis-me outra vez no campo, para conti-
nuar na minha tarefa de conrencer-vos que o Sr.
conselbeiro Jos Bento deve eer o candidato do
vosso peilo.
J procurei, como me foi possivel, fizer-vos
conhecedor des relevantes servigos prestados por
S. Exc. a esla muito heroica e abencoada trra,
agera tratare dos servcoa do roasmo Exm. Sr.,
prestados briosa provincia das Alsgoas e em
gorai ao Brasil inteiro.
Como de veis saber, foi S. Exc. presidente das
Alagoas por quasi qualro annos, os Alagonos
para quem eppello, que digam o qoe fez este ho-
roem incansavel era to pouco tempo Ir... Ouem
quer que fr Macei. como j fui, veri que ae
Sr. Jos Bento. dovo aquella cdade quasi tudo
quanU possue de rico e importante I
. A,*i' baU* e mageslesa matriz, obra do Sr.
Jos Beolo.
O seu elegante e til pharol, tambem do Sr.
Jos Bento.
0 palacete da 3ssembla provincial, porveniura
um dos melhores do imperio, a prosperidade do
seu commereio. da agricultura etc. tudo obra
do Sr. Jos Bento II
Nao licaram ah os seus servigos.
Todos terao anda em memoria os calamitosos
lempos da revoiugao, principiada em Pernambu-
co era 1848 e ramificada as Alagoas om 18i9.
Que de servigos nao prestou S. Exc. nessa po-
ca, para todos os Brasileiros, do terror, desgostos
e artlicges ?
Todos sabem que depois do ataque esta cida-
de do Recife, em 1 de fevereiro de 189, o va-
lente capitao Pedro Ivo, tendo perdido a acgo
desse da, recolheu-se, com alguns dos s*us, s
maltas da provincia das Alagoas.
Foi nesse tempo que o presidente do Pernam-
buco, um dos caracteres mais dfslinctos e que
mais honrou a trra que lhe servio de bergo, ven-
do-se quasi sem esperangas de por termo a revo-
iugao, principiada em Pernaoiboeo e entao em-
maas viitoana d kmU pdz a
nfmes em ritir-lW pcow o>disrie*Sao, como
as que abatxo se transcreve.
Levado de iguaes senflroeotos para com aquelle
rosflMnaX efcafsadv asta pfovtnaia, da qael
d'g *a; sm apracs cm readBttJb* ao publico
les*emil,>he do apreco que me merece.
Recife,,2a da Janeiro de 1861.
O Siridoense.
Illm. Sr.Esta cmara leudo, sejencia, de que
em breve se efrecrtrarff a remocho de V. S. desta
comarca para uma oul da provincia de Per-
nambuce, e aoorocitana>o o enejodesaaremo-
cao. vai srgniBcar a T. S. a gratirtao, com que
nos deixa penhorado. j como autordade que
sempre se houve com toda iotejreza de mrito
J coma- amiga, e j ffnaFmerHe pelos beneficios
que deixa neste municipio : a feira que foi crea-
da pel> intervengo de V.S., a qual nos trouxe
ee mercado na presente qoadra ladea oe eneros
de pnraeira neceasidade, assim como a subscrp-
eao que sgenciou para a casa do mercado, que
vai ser edificada. ^
Digne-so, pois, V. S. acceitar os sinceros
agradecimeatos da espaito, qua em nome desta
mnnicipalidade lhe tributamos.
JMis guarde a V. SPago da cmara munici-
pal da villa do Principe' em sesso ordinaria de
17 de outubro de t9dB.
_ Illm. Sr. Br. Jos QuinJino. da Castro
juiz de direita desta comarea do-SiritM
Manoel Baptista Pereira, presidente.
nlonio Pereira Honteiro.
Jos Garda de Medtiros.
Germano Gonres de rito.
Silv$8tre Patriar Correa.
a. ex "A
2 i
Moras
e S1
a
e
a
o
I
en

3
Leao,
Chegando ao conhecimenlo desta cmara, que
"' j'or* femovido para a conjarca do Brejo
da Madre-Deus, e nat podendo ella deixar de
dar a V. S. um testemunho de gratldo pelos
relevantes servigos.que prestou, nao s a comar-
ca, mas tambera a esta cmara, por isso desde
j apprega-se em fehcilal-o pela honradez, com
eue sempre soube desempenhar a pesada missao
de juii.intrpido e magistrado honrado: missao
esta alias espinhosa para aquelle que sempre
procura dcseropenha-la; por tanto queira V. S.
receber os puros votos de gratidio desia cmara
como stgnal de eterno rerooheciiaento.
Deus guarde a V. S. felizmente. Pago da
cmara municipal da villa do Acory 31 de outu-
bro de 1860-
Illm. Sr. Dr. Jos Quiniino de Castro Leo,
dignissiraojuiz dedireito da comarca doSirid.
Antonio Pires de Albuquerque Calvo, presi-
dente.
Joaquim Jos Dantas.
Antonio Jos Dantas Correa.
Manoel Severiano da Silva.
Antonio Manoel Dantas.
as mallas virgen* de Jacoiue,
premio a cabega doehefe Pedro Ivo 1
vres e 2 escravos, a saber: 1 ordem-' do Dr. che- g0aa 0 TTs^nl^LlT^!^ *** A''"
5,ueiemnav,uoate ,oje, porque, como ,, o^ft\l^lS^^ -Heg,
disse, durante doze annos de viagens quasi inees-' oraera do de S Jos 8UDdelegaao ao Kec,le e ; cu a autordade era mais que indiceme pera sea
sanies pur toda a provincia, tenho adquirido um O brigue nacional Felicidad, vin.Jn di Ra conducto Jl<.ao governo geral, pelo oon-
seus ros e riachos, da sua arologia, e mais par-
ticularidades.
Julgaodo que um Irabalho destes merecesse
alguma acceiacao da parte da ssembla pro-
vincial, como capaz de guiar os presidente e a
mesma assemblea nos seus trabalhos, que as
mais das vezes executam sem o menor conheci-
menlo das localidades, apresenlei-lh'oo ped al-
guma gratficagao em remuneraco do Irabalho e
das despezas que me occasionou. Foi minha
pretencao regeilada quasi in limine, dando-mea
entender a illustre corporacao ou que a maior
parle dos seua merabros nao "teroillustracao suB-
cienle para comprehender a sua importancia, ou
que nao se importa eom oque pode oproveilar
a provincia. Sei que entre elles ha numerosas
e honrosas excepgoes, mas que nao saosucieo-
tes para contrabalangar opiniees c cegueira da
maioria.
Quando submelti ao govrrno as minhas ideas
sobre o eatabelecmento da eroprezt de roda-
gem, manifesle-lhea necessidadeque ha do mu-
dar o systema de creagao seguido na provincia,
e mostrei-lhe que a rutina se opporia a toda re-
forma, mas quo a corapnnhia encarregada da em-
presa oecessilando recorrer a fabrieagSo do feno
para sustentagio do grande numero de cavallos
necessarios para a empreza, visto que os recursos
acluaes seriam insuficientes para roante-los em
estado de prestar servigos aturados, este inseju
seria uma escola pratica onde os sertanejos po-
deriam aprender a fabricagao tao necessaria.
Anda hojo eslou convencido que seria uaj dos
meios mais proveitosos para ir estabelendo esla
reforma.
Ouiro meo haveria, mas, muito mais dispen-
dioso e de um resultado muito mais lento e de-
morado, mas muito mais seguro. Seria a crea-
gao 'uuj ponto dos sertoes de uma fazenda mo-
delo, para a qual seriam chamados homens crea-
dores da Europa, pralicos as industrias l usa-
das na creac.to do gado habis veterinarios, e
t.imbem creadores intelligentes do Brasil, que
todosjuntos teotariam o meios que indiquei e
oulros que perecessem de utilidade. Nella se
educara um certo numero de fllhos de fazeii-
deiros destinados a oontintrar a sua industria.
Ensinar-se-lhes-hia todas as sciencias que po-
dem ter relagao com a criago, e entre ellas a
medicina veterinaria tan necessaria para a sua
prorlsso. Elles tomariara parte era todos os tra-
balhos da fazenda aos quaes se adestar ara. Es-
tes mogos voltando s suas asas, levariam a
promover as reformas mais uteis, touiar-se-hhra
homens Ilustrados, capazes de advogar um dia
os interessesda agricultura muilo melhor do que
os hachareis que viio invadindo cada vez mais as
essen-blas.
Nao se persuadara que estas ideas sejam occio-
sas. A criacSo sendo a primeira e principal in-
dustria da provincia donde depende a sua sorle,
e prosperidide, bera merece que so olhe para
ella com alguma atteneau e que se facam sacri-
ficios para promover os seus melhoraraentos.
Acho tambera muilo conveniente que se ani-
me e favorega a agricultura, mas deve-se allen-
der que nao se lhe de-'e sacrificar a criago, pois
a agricultura nunca poder chegar ao grao de
importancia que lem uesta provincia e esl des-
tinado a aiquerir a criago. Os terrenos que
admittem a primeira sao mui limitados e pouco
se poderao augmentar, ao passo quo os terrenos
de criar coaslituera mais dos nove decimos da
provincia.
Deveriom os goveroos e os depulados pr-se
bera ao par deslas industrias para lhes poder
prestar os auxilios que merecem e favorece-las
com discernimento, mas. infelizmente succede
que uns e outros despresio esle estudo lio aJheo
as suas especialidades e nada fazem a favor del-
las quando nao as ernbaracam com medidas de-
sacerrads. Os homens de lellras sao a mau ver
os menos habilitados da provincia para legislar
sobro a criago, porque estas materias reclamam
mais pratica e observagao, do que bellos discur-
sos oratorios. A materia muito abaixo das
suas doutas locubragSes muri embora seja della'
que depende o engrandecimeulo e prosperrdedt I
do. poro.
Nada, fazem que aproveLte,,por Isto est e. fie*-1
r lonxoslempos entregde rotiua e ao estado!
estacienario era qoe ella se acha destes muitos
aonoe.
Concluo esta arante! j* demasiadameot^ ex-
tenso fazeaeo votos.cincer.ae para: que aasismnaa
*eja.
Lcn 2fi de marco da ieViO.
Bn. Btdtt: mueri
Joaquim Ferreira,
Jos dos Santos.
seguiules passageiros
Juu Thomaz de Oliveira, M.
O vapor nacional Paran, sahido para os
portas dosul cmdu/.io a seu bordo os seguiules
brados pela prudeocia e bom senso deque do-
tado. '
Maodou virda Baha e pai do infeliz Pedro Ivo,
e por meo desle respeitavel anciao, nao s li-
vrou s provincia de urna lula fratrecia. fazendo
Illm. Sr.Esta cmara aecusa a recepgao do
ofDcio de V. S. com data do t. do correte, no
qual nos diz fra a seu pedido removido para a
cmara do Brejo da Madra-Dons, em Pernambu-
co, e paseado a vara dedireito- ao juit municipal
em eie.rr.icio, do que Acaraos scientes. e milito
agradecemos e telo, com que sempre nos tratou,
e a maneira regular, com quesempro dirigi est
comarca, e sobre ludo este termo.
Deus guarde a V. S.-Pago da cmara muni-
cipal da villa do Acary 7 de noverobro de 1860.
Illm. Sr. Dr. Jos Quiniino de Castro Leso,
dignisstmo juiz de drelo da comarca d Brejo
da Madre-Deus na provincia de Ternambuco.
Antonio Pxres de Albuquerque Galvo,
denle.
presi-
Joaquim Jos Dantas.
Antonio Joti Dantas Correa.
Manoel Severiano da Silva.
Antonio Manoel Dantas.
COMMKRCIO.
deiros.Jos Antonio de Carvalho, Joao .
Machado, Joaquim Ferreira da Silva, Manoel Ca-
semiro Lucio de Souza, Jacintho Luir Gouveia,
Jernimo Antonio Viaona, Napoleo da Costa
Moreira. Jos Antonio de Atmeida Guimeraes,
Joaquim de Azevedo Villarouca, capito Fran-
cisco de Assis Guimare, sua seohora e om fi-
iho. Jo< Leiie, Francisco Augusto de Mello e
Manoel Cadeira, tenente Joaquim Jos dus Pas-
sos, Paulo de Amorira Salgado, Antonio Aprigio
Gomes Ribeiro, Miguel Filicio da Silva Basto,
Joaquim Jos da Paixao Santos, Carlos L. P.
Ruk, Manoel de Me'.lo Bezerra. lente Miguel
Teixeira Lopes, Marinangeli, seu filho. G. Bel-
tramioi, Marchetti e sua senhora, C. Bartolueci,
Passani, Alliat, Beghi, sua senhora e 1 escrava,
Guilherrae Baptislt dos Santos, Jos Das de
Moura, spgundo-teneole Sabino F. de Souza,
Antonio Francisco Novaes, Manoel Amando dos
Santo-, segundo cadete Francisca Terseira P. de
Abrcu Pinto, Custodio Alves dos Santos e 1 cria-
do. Adolpuo Cavalcanti Chaves, Jos Manoel Ri-
Kiro, Jos Antonio da Magalliaes Bastos t es-
cravo, Manoel Ricarda da Cuohs Castro, Janua-
rio de Oliveira Coelho, Dr. Joaquim Jos de
Campse 1 criado, FottonaloRaphael dos San-
tos, Acacio Leandro de Souza Cunha, primeiro
cadete Antonio de Paula Cavalcanti de Albu-
quesque. Silva LeSo, sua senhora, um filho e 2
escrivos, Gustaro Guilherme Wauderley, 1 sol-
dado e 14 escravos a entregar.
- 0 hiate nacional Sanio Rila, sahido para o
Aracaty conduzio a seu bordo os seguinles pas-
sageiros :padre Francisco de Salles Oliveira
Bastos e 1 criado. Cmdido Nunes de Mello, Joa-
qnina Francisca Alves, Candida Joaquina Alves.
MATADOl'RO Pl'BMCO .'
Malararn-se no da 21 do correte para o con-
sumo desta cidade 41 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 21.
Francisco Jos Das, brancu, solteiro, 30 annos ;
gaslro eolito clironica.
Maria daEocarnagao Monleiro, branca, viuva, 93
annos ; velhice.
Generosa, prela, escrava, 18 mezes ; dentigo.
Jos Broterihon, branco.solteiro, 32 annos ; me-
negile chronica.
Maria Magdaleua, prela, escrava, solteira, 30 an-
nos ; ttano.
CHRONICAjUItlAHIA.
TRIBUNAL DO COJIMIERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 24 DE JANEI-
RO DE 1861.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADO
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos osSrs-depu-
lados Reg, Lemos, Basto o Silvcire.o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessao.
I.ida, foi approvada a acia da ullioia.
EXPEDIENTE.
Um oCRcio do secretario do meritissimo tribu-
nal do commereio da provincia-do Maranhao, de
1 do corrente, acomprrohando a relBcaados ne-
gociantes matriculados alli us mezes de outubocr
a dezembro. Accuse-se a recepcaQ earchi-
ve-se. r
DESPACHOS.
Ura requerimiento da: Josa Baplisla da Fonseca
Juntar e Fraocieco Moreiaa Pinto Baritosa, padin- ,
do o registro do seu contrato do sooledqde-Vis-
ta ao Sr. desembargador fiscal*.
Outro de Jos rtodrigiies. Tavares de-Mello, sa-
tisazendo o desojiiha desle Irihuaal de 4-de ou-
tubro prximo paaaade.Volte ao Sr. desembar-
gador fiscal.
Outro de Wilhelnr Otro, natural" de Lubech, d
28 annos de idade-, eslnbeWcido-com caeadcom
mercio na ra da GnOeta desta cidade, pedindo
matricular-se. Visl^ao senhor desembargador
fiscal.
Outro de Frederich WilmMrn O'Hrt, ifirsnnir-
quez, de 29 annos de idade^. nflatielacido com na-
sa de commereio na nada Cadeiik pedindo am-
tricular-se.O mesma despacho,
Outro de Manoel Luiz Alves TTanna e Joao flfar-
, roso pnsioneiro, perarileo governo imperiat, para
Antonio: que elle ochaste na
munificencia imperial, per-
do para suas faltas 1 I perdo queseno deo, nao
por culpa de S. Exc, mas sim.....Nao devo le-
vantar o veo que cobre esle misterio, nao meu
fin aecusar, outra a minl* missao.
O que porm certo, que se a obra do Sr.
Joee Bento, que lautos sacrificios lhe custou nao
fosse destruida oor oulrem, ainda quo nao inten-
conalmente, ainda existira, porveniura prestan-
do bons servigos a seu paiz. o muilo valente,
honrado e summamente infeliz, capito Pedro
Ivo.
Este servgo feilo pelo Sr. eonselheiro nao foi
ura servlgj feito a esta ou aquella pareialidade
poltica, nao foi tambera feito somente provin-
cia das Alagoas, foi sim um servgo prestado a
seu paiz, mais ainda, prestado ahumanidadel
Como deputado, quer assemblea geral, quer
a provucial, S. Exc. tem sempre se mostrado so-
licito em promover o bem geral do seu paiz, e
especial de sua provincia.
Recordai-ros por um momento dos bellos, e
labre* hoje esquecidos lempos era que occapa-
vam as cadeiras da assemblea provincial, os Srs.
Mendes da Cunha, Urbano, Maciel Monleiro, hn-
je Baro de Itamarac, Nunes Machado, Peixoto
de Brito, Nabuco etc etc. e entao voslembrareis
das luminosas discusses dessa poca ( balda de
todo velho jul^ar seu temno sempre o melhor) e
vos lombrando dolas, vos lembrareis do mpor-
tinte papel que sempre fez o Sr. Jos Bento, pe-
ranle seus dignos colleg.is. quando nao por dis-
cursos, revestidos das gatas da eloquencia fasci-
nadora e malisados cora as formosas cores da
poesa, ao menos abundantes de lgica, de pru-
dencia e de boas ideas.
Como deputado geral, quera negjr os seus
servigos? Ahi esto as discusses que corrent im-
pressas cm varios Jornaes para confuso dos
incrdulos. Qual a medida importante tomada
pelo governo, duranto o tempo da deputago de
S. Exc, que elle notenba tomado alguma parle
nella?
Foi elle porveniura indlfferente a muilo impor-
tante questo do crdito, ostabelecida oestes lti-
mos annos as nossas-cmaras?
Nao sabem todos como se.houvo S. Exc. nesla
questJo, nao s era relago ao governo, como
iprinciparmente- em reraga a seos companhe'ros
deputadorr por PernaraBuco ?
Nao merecer, pois, um homem as condces
do Sr. Jos Bento as honras de uma reeleigo"?
Nio poderei eofraco e velho admiradotr dos
seus importantes eeivicps, Chilar com a maior
franqueza ao patriotismo dos briosos habitantes
daa Domareis dos Re fwrmeso, Cabo c S. Anteo Y
Por certo que sim.
0 ?"*" .D5Bvwiofradera-modv3stia de
S. Exc.^nio queso-a aera duro mais fallar a quem
bem rae entend.
Sra.. eleitore do 3: circulo, fiado, ai prsenle
dizenda-vos,. que como amiga negp-*os a- reelei-
go do Sr. eonselheiro Josa Bento ; como vosso
patricio aconselho-vos, como veterano Ca trarr-
qoillo.
Sr. redactores do Otario dr Pernambuco, pe
go-vo.s ainda desU. vez. a publicago de-presente
communicado, afitaogando-vos que nao. vos n-
commotiurei mais, antes das prximos eleiges.
Vosso amigo e raurto amigo,
O Veitraato-
PffMfcacoes a pedido.
Volutnes entrados com fazendas..
> com gneros..
Volnmes sabidos com fazendas..
com gneros..
As. maneira e cMaatirinau com que o Dr.
Jos Quiniino. derCasiroi Tj&T, cTterceo naco
marca do Sir3,,o. cargp.de juiz de direilo, a in-
teiTeza- de que- scnrprir ffer rasoavel timbre;
creaurnt-loiet tal ajiaipalM* a eslima no seio
da p.oBul.ac,aa- qua-dearriUuiit 3 mai< benfica
JiVSligp,. que ao rtcubac anua remogo para
a remarca do Brejo di aTaifre-Deus, nao lhe
^talwraoi'- aa'>mo'frslircesr de aprego. de que
.anda aeniwai das cus antecessores linha
roso de garvalhoi-^hdo.oVegiat-ra"1^ Vr4 c^S&^bVX^S fomiat
Praea do Reeife tk de Ja-
neiro de 1861.
A.s tres lloras da tarde.
Coiuooes nrilriaes.
Assucsr raascavsdo, Canal220 por arroba.
Cambio suDre Londres 26 5i8 d. por 1 a 90
das de vista.
Cambio sobre Pars361 rs. por franco 90 das
de vis ti.
Deseoato de letras1S O|0.o nno.
Leal SevfiPresidente.
Freerico Guimaressecretario.
Rendmento do dla2a59. .212:691*561
dem do dia 2*.......23:6343221
2G6.315a7S>
MoTlmento fin alfandega.
113
389
------502
36
83
------119
Descarregam hoje 25de Janeiro.
Bng'ie americano Haranfariort de trigo.
Brigue hollandez^ Gesien Gerlruidapolvura.
Patacho americano Eagletmercadorias,
Brigue hamburguezCipibaribeidem
Patacho hanoveranoNiculaus idem
Patacho brasileiroJovem Arthuridem.
Importa*/ato.
Patacho Hannoveriano Nicolaus, de Antuerpia
consignado a Rollie \ Bidoulac, manifeslou e se-
guinti):
2 cautas vldros vazios; a Mello Lobo & C
3 ditas am carro e pertonces ; a Barroca &
Mndeiros, e 2 voluntes colheres. para excavar:
A. &M.
2 dita ferro em obra ; a Henrique & Azevedo.
50 ditas queijos flamengos; 1 dita obras de
estanho ; a N. O. Bieber cv C.
II caixas fajeadas de algodo,10O ditos vdros
de vidraca, 40 barra pregas, 2 caixas queijos 2
ombrttlhos a 3 eais-s amostris, 100 ditos- gene-
brav 200 ditas velas coruposicao, 16 ditas papel ;
a Lindera Wild & C.
300 fardos papel de embrulho; a E. H. Wyalt
&C.
200 caixas genebra, 15 dalos queijos flamen-
|ga, t fardo cobertores de la e 16 barra pregos :
a D. P. Wud & t.
13 caixas marmore polido ; a Brander a Bran-
dis & C
17 caixas papel de imprimir e 4 barris tinla de
imprimir; a M. F. de Paria.
4 fardos papel de embntlho, 9 caixas papel de
escrever o cartas de jogar, I embniltio typos, 17
caixas tenas de vidro, 263- gigos batatas, 30:000
kilognramas de carvo de pe Ira, a ordem.
Barca americana, Marin, vinda de Richmood,
consignada Phipps Brothers Si C.
2:400 barricas e 150 meias farinha de trigo ;
aos raesmos.
Barca franceza Cephise, vinda de Cardff, con-
signada a. Tysset Frezes.
282 toneladas de carvo de pedra; a ordem.
Bceebeduria de rendas latevnas
Keraes de Pcrnamhuco.
Rendmento do-dia 2 a.23. ... 13-.W9a1M0
dem do dia 24. .... 271g815
14:191*725
CoealaMle prwlneiat*.
f#endimento a dia 2 a 28.
dem do dt 24.
4Tr3088r
2:600*904
49-99TJ/llr
Movimeoto do porta.
) iVart'o mirados no dia 24.
Rio de Jsneiro pela Baha25 dias do primeiro
porto, e lfl. doseguodo.brigiie nacioasl. Almi-
rtmee, d* 2IVMneladiis, capto Jbs-" tforroel'
Vioana, equioagwn lk cargo, caf e nm gne-
ros ; s Azevedo 4 Mendes.
Baha6 das brigue nacional FeLkta*. d&>275
toneladas, espilaa Joao Fraaciseo da Costa,
| eqipagem 12, carga pipas.vasias lastro ; a J.
Venoso ases Si Filho.
JVarto saoidu "no mesmo dia.
Canal brigue nglez Urania, capito Robert
wightmari, carga assucar,
itmcsphtra.
Direcgo.
intensidad*
9
00
MI
S 2
8
3 ss
S

I*
Pahrenheit
Centgrado.
o o o
I Kyfrometr-
I Cts^raa ftyra-
aMtriea.
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Ingles.
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respectivos expostoa. Secretaria de santa caos
da misericordia do Reeife t da Janeiro de 1861a
fandseo Antonio Cavolcacti Cousseiro.
. ,. Escrivlo.
Joo Bapt.sta ale Caalro a SHa, inspector da
thesouraria de fuenda de Prnambuco por S.
M. Imperial e Constudonal que Dos arde.
nistro da Uzeada de 27 de deembrp ultimo, taco-
saber o, Sr. Joa Alexandre dos Santos
A noite com atgnns nevoeirs, vento ESE regu-
lar e sssim amanheceu.
oscixlaqao da mabk.
Preamar a 2 h. 18' da tarde, sltura 6,2 p.
Baixamar as 8 h. 6' da manha, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 24 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STKPPL.
I* tenente.
Edita es.
indeferido pelo tbun.rdo'lha^^T tj?
ment em que pedio o Sr. Sania, orna ino>e*i-
O Dr. Antonio Epaminondas de Mello, ofrial da
imperial ordem da Rosa, juiz de paz man vo-
tada do Io dielriclo da freguezia do Sanlissmo
Sacramento do bairro de Santo Antonio da ci-
dade do Recife, o presidente interino do eol-
legio eieitoral etc.
Fago saber aos eleitores que compera o col-
legio eieitoral desta cidade. que elles se devem
reunir no dia 30 do correle mez, na greja ma-
triz desta freguezia, alim de elegerem os 3 depu-
lados assemblea geral pelo Io circulo, sendo
o referido collegio compostu dos eleitores das
parochios desta Ireguezia, da de Sao Fre Pedro
Goncalves, S. Jos, SanUssirao Sacramento da
Boa Vista, dos Afogados, Poco 4a Panella, Var-
zea, S. Lourenco da Malta, S. Amaro de Jaboa-
lao, e Muribeea, conforme tudo se acha deter-
minado na lei, e ordens expedidas pelo Exm.
Sr. presidente da provincia.
- Recife 24 de Janeiro de 1861.
Eu Joaquim da Silva Reg, escrvo que o es-
crevi.
Antonio Epaminondas de Mello.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da Cliristo, o juiz
de direilo especial do commereio, desta cidade
do Recife, capital da provincia de Prnambuco
e seu termo, por S. M. I. e C. oSr. D. Pedro
II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presante edtal vrem e
delle noticia tiverera. que Jo5o Cardoso Ayres
por seu procurador me dirigi a pelicao do llieor
seguinle : Illm. e Exm Sr. Dr. juiz do com-
mereio. Diz Joo Cardo3o Ayres, que deven-
do-lhes Antonio Raymundo de Mello a quantia
de rs. 125|t360, importancia de ama letra venci-
da em primeiro de dezembro 1851. Livio Lopes
Caslello Branco a quantia de 9&&S50, letra veo-
cidaem fevereiro tete- da 1842. Jos Francisco
de Souza a quantia de res 759965, letra vencida
j" -tde abril 1843, a Vera pe l a quantia dereis
4b7j>< 42, de 2 leiras vencidas em 16 de fevereiro
e abril de 18i7,cojas letras e uns dbitos j foram
em 1855 protestadas por se acharem auzentes
era lugares nao sabidos os devedores cima rc-
fendus, equerendo evitar a prescripgo, vem
protestar contra csses devedores, de quem op-
portunamente haver as referidas quanlias o seus
J.n-o0S.a """"'o embolso. Na forma do artigo
4^3, 3o, requer a V. Exc. digne-so de mandar
tomar por termo seu protesto e justificar a con-
tinuacao da auzencia d s supplicados, sendo-
Ihcs intimado dito protesto por edilos. Pede a
V Exc. deferimento. Espera receber merc.
Hauoel Luiz da Veiga, procurador.- P. mais se
nnn poattnhm v- uom uuira ulguma cousa se ae-
clarava em dita petico. que aqu est fielmente
copiada e transcripta, a qual sendo-me apresen-
jada, dei o profer o despacho que se segu.
IJestribuido, como requer. Recife 26 de djzem-
bro 1860.A. F. Peretti. Nada mais se conti-
nhaea dito despacho aqni copiado e transcripto,
em observancia do qual fez-se a dostribuiQo ao
escrivso Manoel de Carvalho Paes de Andrado,
que lavrra o lermo de protesto seguinte:
Termo de protesto.Aos viate a oito de de-
zembro 1860, nesta cidade do Recife de Per-
aambiico em meu cartorio veio o solicitador
anoelLuiz da Veiga, procurador do supplicaa-
fc Joao Cardoso Ayres, e peranle mim e as tca-
temunhas inda assignartas disse, que nos ter-
mos de sua pelicao retro, que fica sendo parte
a presente, proteslavj por todo o conleudo na
mesma petico ^expendido e de como assim o
disse e arotcsluu, flz o prezente, no qual se flr-
mou aquelle solicitador com as mesmas teste?-
munhas. Eu Manoel de Carvalho Paes do An-
drade, escrivo o escrevi.Manoel Luiz da Vei-
.Manoel Bento da Saude.Faustino Jos da
oncees.E mais se nao continha e nem outra
couss alguma se declaraba em dito termo de
protesto aqu aserto, e dos respectivos autos de
protesto nuui bem e verdaderamente via-se,
que produzindo o supplicaote as precisas pro-
vas, foram os autos competentemente sellado,
esubindo concluso, dei e profer a sentencia
en theor e forma que se seguem. A' vista da
inquiriro de folhas 4 e folhas 5, julgo provad*
a au/.encia dos justificados em logares nao sa-
bidos, e por isso mando que Ibes seja nfi-
ma Jo o protesto de folhas 2 v. por meio de edi-
103, passando-se a respectiva carta com o praso
de 30 dias : pagas pelo justificante as cusas.
Recife 9 de Janeiro do 1861.Anselmo Francisco
Perelf!,E mais se nao continha era dita minha
sentenca, que aqui est bera e fielmente trans-
cripta e copiada, era virlude da qual o escrivo,
que estesubcreveu, fez passar o presente edtal
com o praso de 30 das, pelo qual e seu iheor
chamo intimo e hei por intimados aos sobredi-
tos justificados auzentus supra mencionados de
todo oconteudo na petico e termo de protesto
cima transcriptos. Pelo que toda e qualquer
pessoa, prente, amigo ou condecido dos indi-
cados supplicados auzentes o justificados lhes
poder faier scientes do que aqu (lea exposto; o
prsenle ser afRxado no9 lugares do eoslume e
publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Racife capi-
tal da provincia de Prnambuco aos 2* do mez
de Janeiro de 1861. Eu Manoel de Carvalho Paes
de Andrade, escrivo do juizo especial do com-
mereio o fi escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
------ ter presenpto o
aireito por nao o haver requerido dentro do ora-
zo de 5 annos. v
Thesouraria de Prnambuco 19 de Janeiro da>
1BSI.Joao Baptisia de Castro e Silva.
Directora geral da iostruegao
publica.
Por esta secretaria se fai publico que o U|n
Sr. Br. Joaquim Prea Machado Portella reata!
mo hoje a fuiKQdes de director geral.
Secretaria da inslruccia publica de Prnam-
buco 16 de Janeiro de 1861. naae*
Soltador Henrique de Albisqnerqae.
Secretario interino.
Caixa filial.
De ordem do Exm. presidente da ca-
xa filia! do banco do Brasil nesfa pro-
vincia, se faz publico para conbeci-
mento dos Srs'. accionista, que o tbe-
soureiro da mesma caixa esta' autor-
sadoa pagar d'ora em diante olV di-
videndo relativo ao semestre findo em
31 de dezembro p. p.. a razao de 10$
por accao de conormidade com as or-
dens recebidas da caixa central.
Caixa filial em Prnambuco 15 de Ja-
neiro de 1861.O guarda litros,
Ignacio Nuies Correia.
NOVO BANCO
DE
Prnambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de 10$ e
20$ que iiavia emittido e ainda existe
em circulacao, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2,66* de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituicao ou resgate derera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que lindo
este prazo poder' ter lugar c-oin
disconto progressivo de O por cento ao
mez, ficando as^im na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de i O mezes.
Recife 9 de novembro de 1860. ___Os
directores, Joo Ignacio de Medeirt*
Reg. Lurz Antonio Vieira.
Pela inspeccJo da alfandega se faz pabHco,
que no da 21 do corrente, depois do meio da, o
porta da mesma repartiran, conlinaar a arr-
matacao das morcadorias j annun i.i.la em fdi-
taes do dia 16 do andante. Alfandega de Pr-
nambuco 21 de Janeiro de 1861.
Maxinwaoo Francisco Peixoto Duarte.
2. escripturario.
De orlem do Sr. chefe de diviso, capito
do Porto, se previne aos proprietarios de navios
encalhailos na eoroa dos Passarinhos, para seren
desmanchados, que convem activar o irabalho de
desmnncharnento dos mesmos navios, em silen-
cio ao damno que cansara ao melhoramento do
porto, certo de que liado o ultimo prazo con-
cedido, serao infalivelatente postas era effectivi-
dade as penas estipuladas nos termos lavradoe
nesla repartieo.
Capiania do Porto do Prnambuco 2S de Ja-
neiro de 1861.O secretario,
J. P. B. de Mello flego.
Avisos martimos.
Para Lisboa
sahir com brevidade o brigue portuguez Bella
Figueirtuse, capilo Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passageirue, para os quaes tem cxcelleo-
tes c i ni modos, trata-se com os consignatarios F.
Severiano RabeJIo A Filho, largo da assemblea
numero 12.
COJ.PAUIA PEWAMIXAXA
DE
eclara^es.
Conselhod amiotistrativo.
O conselho administrativo, para farnecnento
dio arsenal de guerra, tem de comprar os obyec-
tos seguinles :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
10 resmas d. papel almaco greve.
10 resmas de dito pautado.
10 arrobas de salitre calcinado.
\ Quem qnizer vender taes objectos aprsenlo as
suas propostas em carta lechada na secretaria do
Hconselho, s 10 hora na manitaa de dia 28 do
corrente mez.
> Sala das sessoes do ceoselho administrativo
para fornecimenlo da acaenai de guerra, 21 d
jaoeiro de 1861. ,
Sent foslLamena Knt,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira tobo.
Coronel vogal seeretario interino.
\Tavegaco eosteira a vapor
O vapor Jitguaribe, commandanle Lobato,
sahe para os portos do norle al ao Cear no dia
26 do corrente as 5 horas da tarde. Receba car-
ga at aa dia 35 ao meio da e passageiros at o
da da sabida s 2 horas : no escriplorio da com-
panhia largo da Assemblea o. 1.
Para o Rio de Janeiro
0 brigue fMaria Risa* sahir impreterire-
mente uo dii 25 do correnle, recebe nicamen-
te escravos a fretc : na ra do Vigario n. 23.
Paraojftio Grando do Sui pelo
Rio de Janeiro
segu com muita brevidade a. veleira barca na-
cional Tliereza I por ter j alguma carga a bor-
do, e parte engajada : qirem quizer carregar, i-
rija-se a Bailar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife o. 12.
Para Cear*
O hiate Sergipano j tem a maior parle da
carga ; para o resto trata-se com Mirlins & Ir-
m3o na ra Nova n 48, ou com o capito Hen-
rique Vieira da Silva.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem coohecido brigue nacional Ve-
loz pretende seguir com muir brevidade, teaa
.parte de seu carregamento prompto : para o res-
!lo que lhe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes lem excelleutes commedos, trata-
se cora os seus consignatarios Azevedo & Mendes,
no seu escriplorio ra da Cruz a. f.
IMiM,
Srnta casa de misericordia dfo Recife..
A junta, administra la da itmaudade da Santa
casa de misericordia, do Recife, manda fazer pu-
blico qua no dia US da crranle, pelas ,10 horas
da machia, na casa dos expsls, far-se-ba pa-
gamento s amas que forera acompanhadas do.
Para a Baha segoe em-poneos da o patka-
bote nacional Oous Amigos, tem parte de sua
eoeejejajadas para a resto, trata-s* cem seu
consignatario Francisco L. O. Azevedo. M r*
da Madre de Daos n. 12.
Para o Cear, Ma-
ranhao e Para.
O hiate nacional Rusa, recebe cara;a para as
parto*cima.e seguir em paucoa dias, trata-ae
com J. B. da Ponseca Jnior, na ra do Visarlo
n. 23.
Cear com cafa por Aracaty, a retes
re lu tutos.
Uhiataaicrea I, capHao Trajano Ananaes
da Costa, sshe infalivelmenle no Ara do corrente
raer por ter a carga prompia : para om fwrd qti
llMUataj a> Boasagaitoa, = trata*ae oa Poreal*
Vunua & C., ra da Cadeia n. 57.
ILEGVEL


(>
DIARIO DE PEAAABMUOO. SEXTA FEIRA 25 D JANEIRO DE mi.
COIflPMHiyRASILEIRA
paquetes" a vapor.
Espera-se dos portos do sal at o da 29 do
corrente o vapor Oyapock, comiaaudante o ca-
Sito teuente Santa Barbara, o qual depois da
emora do cosame seguir para os portos do
nortp.
Desdo j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
ver ser embarcada no da de sua chegada :
agencia ra da Cruz d. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
Para Aracaty e Ass
cegu o hiate Dous Irmos ; para carga, trata-
se cora Mariins & Irinao na ra Nova o. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos da Silveira.
Para a Figueira
com escala por Lisboa, pretende sabir no dia 31
do corrente per ler a maior parte de seu carrega-
meoto prometo, o veleiro e bem conheciJo pa-
tacho portuguez Mnria da Gloria, capito An-
tonio de Barros Valenle, anda recebe atguma
carga e passageiros, para os quaes tem excelleu-
tes commodos; a tratar com os consignatarios
F. Severiano Rabello & Filho,' largo ds Assem-
bld n. 12.
O vapor -Uaguaribe s recebe carga para
os poitosdo norte at ao Cear at hoje 25 do
corrente, por ter de conferir e sihir no dia 26,
como ett annuticiado.
Segu para o Cear at o fim do presente
mez, o veleiroculer nacional Erna, visto j ter
grande parte da carga prompta : quera pois nelle
quizer carregar ou ir de passagem, pode enlen-
der-se com o respectivo Manoel Joo Aotunes da
Silveira, no trapiche do algodo, ou a bordo do
dito navio.
Para o Rio de Ja-
neiro
Segu era poucos das o patacho nacional Lui-
sa, s falta-lhe 3.000 arrobas de carga, recebe
escravos a frele e passageiros, trata-se com J.
B. da Fanseca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
Para o Aracaty
seguir brevemente o hiate nacional Sant'Anna;
para o restante do seu carregamenlo e passagei-
ros, trata-se rom Gurgel Irmos, em seu escrip-
torie na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 28.
O brigue Constante
segu impreterivelmenle viagem para Lisboa, no
dia 28 do corrente. Ainda recebe carga e! passa-
feiros, para o que trata se na ra do Vigario n.
9, primeiro andar, com o consignatario Thomaz
de Aquino Fonseca, ou com o capilo o Sr. Au-
gusto Carlos dos Res.
I
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos das a barca Rio de Janeiro
por ter parte de sen carregamenlo prompto : pa-
ra o resto, trata-se com Aniones Guimares &
C, no largo da Assembla o. 19.
REAL IIOIIIVVMIIV
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Ateo dia28 dosle mez espera-se da Europa
ura dos vapores desta companhia, o qual depois
da demora ao costume seguir para o Kio oe Ja-
neiro, tocando na Bahia e para passageos etc.,
trata-se cora os agenles Adamson Ilowie & C,
ra do Trapiche Novo n. 42.
Leiles.
LEILAO
Sexta-feira 25 do corrente.
Evaristo far leilao de urna meia-agua sita na
ra dos Guararapes u. 65, cora 2 quailos, per-
tencei.le ao Sr. Manod Jos da Costa, os pre-
tenderes poderlo examinar no armazera n. 22
da n do Vigario, s 11 horas do dia cima.
LEILAO
O agente Hyppolito da Silva autor i-
sado pelo Sr. H. A. Cowper, que se re-
tira temporariamente para fora do im-
perio, com licenca do governp de sua
nacao, fara' leilaodesua livrara cons-
tando de Itvros classicos, taes como his-
toria, biographia, estatistica, poesa,
scienciae artes etc. : sabbado 26 do cor-
rente mez na ra do Trapiche no es-
criptorio do mes-no Sr. Cowper, as 11
horas da manliaa.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agento far leilao com autorisacao
do Sr. Manoel Joaquim da Cunha com o consen-
timenlo de seuscredores de sua taberna sita na
praca da Boa-Vista n. 21
DA
artnaco. caixoes, falura loda nova e todos g-
neros novos, constando de loucas, vidros, vinbos
doPoito, Bordesux, Muscatel, licores finos, mar-
rasquino, genebra, azeilefino, conservas, ervl-
Ihas, vinagre, vinho de Lisboa e outros rouitos
eneros de fora e da trra lodos novos que s a
Tista do comprador. Vender-se-ha em um
lote ou a retalho a vontade dos compradores
este estabelecimento est proprio para um prin-
cipiante, pois a casa (era bastantes commodos
para familia e o aluguel barato.
LEILO
DE
4 20 barris com bo-
lachas de Trieste.
Sexta-feira 25 do crvente.
Antunei fara' leilao por conta de
quem pertencer no cae* do Apollo ar-
mazem de arinha do Sr. Jos Duarte
das Neves.de 120 barris com bolachas
de Trieste multo nova, chegada lti-
mamente, para o que chama a attencao
cosSrs. de engenho que cm coasequen-
cia da caresta da arinha va o ou man-
dara comprar as referidas bolachas para
sustento de seus escravos, as quaes se*
rao vendidas sem reserva de preqo as 11
horas do supra mencionado dia.
LEILAO
DE
m mm
Kalkman Irmos &C. consignatarios do brigue
hamburguez Capibiribe, faro leilo por inter-
venco do preposto do agente Oliveira, por
conta e risco de quem pertencer, do dito brigue,
lotacao 200 toneladas, prompto a navegar, cujo
inventario pode ser examinado em casa dos con-
signatarios, assim como o referido brigue neste
porto onde se acha estregado, fazendo-se entre-
ga delle no Cear, depois da sua descarga em
dita cidade para onde tem de seguir nesles das :
lera pois lugar dito leilo sabbado 26 do corren-
te ao me i o dia em ponto, porta da associagao
commercial praca do Corpo Santo.
Avisos diversos.
^4luga-se
urna pequea casa terrea na ra da Nascente : a
tratar na ra do Queimado n. 53.
No dia 21 do corrente desappareceu do bec-
co do Veras, da casa do criuulo por nomo San-
l'Aom, alfaiate, um menino do nome Antonio,
de idade de 8 para 9 annos, pardo escuro, porm
de bom cabello, tem um lado com signal de quei-
madura ; o qual forro, e desconfia-se que se
acha oceulto, talvez com o Qm de ser vendido
como escravo : quem o adiar, leve ao mesmo
Sant'Anna, que ser recompensado. Adverle-se
que coslumado a auseotar-se de casa.
Flix Dopelo e Jernimo Larco. mscales
italianos, moradores no Forte do Mallos, becco
das Boias n. 2, quarto andar, reliram-se para a
Europa, e rogam a todos os seus devednres que
tenham a bondadedesalisfazer o mais breve pos-
sivel, e se non ver algumas pessoas que se julga-
rem seus credores apresentem as contas na dita
casa, quesero satisfeitas dentro de tres das.
D-se dioheiro a juros sobre penhores de
ouro e prata, em pequeas quantias : na ra da
Cadeia do Recife o. 24, segundo andar, das 7 s
9 horas da monba, e das 4 s 6 da tarde.
Precisa-se de um criado que enteada de
cocheira, prefere-se escravo ; na Boa-Vista, ra
doTambin. 11, cocheira.
DE
Pianos
Saunders Brothers 4 C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n.ll,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
ciega dos dos bem conhecidose acreditadosfa-
bricantes J. Broadwood & Sonada Londres a
milito croo iosjara esteclima
Gazeta Musical do Brasil.
Peridico scientifico, critico e
litterario.
Publica-se na corte todos os domingos, e cada
numero sempre acompauhado de urna peca de
msica moderna, escolhida e indita para piano
s, piano o ce rito ou flauta.
D todas as noticias musicaes de algura vulto,
quer do Brasil, quer da Europa ; publica as bio-
graphias dos compositores, cantores e instrumen-
tistas celebres, e os retratos dos que nos visitara;
analysa as operas nacionaes e estrangeiras que
vo secna no Rio de Janeiro, emQm trata de
tudo quantodiz respeito msica.
O prego das assignaturas sem msica 9$ por
anno, ou 4&500 por semestre ; e com msica 22$
por inno, ou tt# por momaetro
Assigna-se nesta cidade, na livraria Universal
de Guimares 4 Oliveira, ra do Imperador n.
54, onde as pessoas que quizerem iuscrever-se
podero examinar em urna colIecQao da gazela a
quanlidade e qualldade lano dos artigos como
das msicas que ella publicou durante o anno
prximo passado. Ver-se-ha que s as msicas
importara pelos precos por que sao vendidas avul-
sas, em mais de 60$.
Monsenhor Francisco Muniz
lavares, Francklina Ira de Men-
donca Ferreira e Luiz Gomes Fer-
reira, convidamas pessoas de sua
amizade para assistirem a urna
missa que se ha de celebrar na ma-
triz da Boa-Vista, pelas 7 horas da
manhaa do dia 26 do corrente (sab-
bado) por alma de sua prezada
irinaa, mai e sogra Candida Mili-
tana de Vfendonqa Cardoso e des-
deja lhes agradece o obsequio.
umm mmmu
DE
GEORAPHIA E HISTORIA
DE
riIILOSOPHIA
DE
RHETORICA E POTICA
POR
JOS SOARES DE AZEVEDO,
professor de lingoa e litteratura nacio-
nal no Gymnazio de Pernambuco, em
sua residencia, 'praca de i). Pedro II n.
37, segundo andar,
A itiscrever-se de manhaa ate as 9
horas, e de tarde a qualquer hora .y
Aviso.
COMPANHIA DA VIA FERBEA
* DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo prsenle faz-se publico que por resolocSo
da directora desla companhia, tomada nesla da-
la tem-se feito uma oulrachamada de duas li-
bras sterlinas por cada aeco, a qual chamada ou
prestaco dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futaro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Man Mac. Gregor& C, na Bahia aos Srs. S.
S. Davemourt & C, e om Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente Oca tambem entendido que no
caso de nao ser a dita chamada ou prestaco sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razo de 5 por cento ao anno sobre
lal chamada ou prestaco a contar deste dia al
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
effectuar o pagamento desta chamada ou presta-
co dentro de 3 mezes a contar do dito dia Puado
para o embolso da mesma flearo as acedes que
iocorrerem em tal falta sujeitas a serem cooQs-
cadas segundo as disposices dos estatutos a este
respeilo.
Por ordem dos directores.
AssigoadoW. H. Bellamy,
.M Secretario.
199 Greshara House.
Od Brouad Street.
E C.
22 de novembro de 1860.
Aluga-se
o lerceiro andar do sobrado da ra da Cruz n.
40 a tratar no armazem do mesmo sobrado.
Precisa-se para um homem solteiro de um
criado que cozinhe, prefere-se escravo: a diri-
gir-se rus da Imperatriz o. 8, terceiro andar.
Charles James Benson, sua senhora e uma
ulha menor, retiram-se para a Bahia.
A abaixo assignada participa aos pas de
suas alumnas e a quem convier, que se achara
no exercicio de seu magisterio a 3 de fevereiro :
no principio da ra da Aurora.Hara Carneiro
de Souza Lacerda Villa-Secca.
Attencao.
Aluga-se o sitio pertencente s orphas do fal-
lecido Francisco Mamede de Almeda, sito na es-
trada que segu para a otaria de Bento Joaquim
Gomes, junto ao sitio de Bailar & Oliveira : os
pretendentes dirijam-se a ra do Vigario n. 1.
ASS0CIAG10 POPULAR
DE
Soccoitos Mutuos.
Domineo 27 do corrente haver sesso ordina-
ria da assembla geral de accordo com a primei-
ra parte do art. 25 dos respectivos estatuios : os
senhores socios sao pela terceira vez convidados
a comparecer a esta sesso, visto nao terem com-
parecido como lhes cumpria nos das 6 e 13, co-
mo foram avisados, e se por casualidade ainda
deixarem de comparecer as 10 horas da manhaa
do referido dia mencionada sesso, nao haver
mais a convocacilo da reunio da assembla geral
nein mez. Outro m, os senhores socios te-
nham em vista o disposto no art. 70 l. dos
respectivos estatutos, quesera pontualmeote exe-
cutado at o dia 15 de fevereiro futuro.
Secretaria da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 21 de Janeiro de 1861.
Jlo Francisco Marquos.
1. secretario.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Coelho que
queira ter a bondade de dar conta do que se lhe
entregou.
Banhos econmicos!!
Na casa de banhos do pateo do
Carmo.
Nesle estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhecidos)sefornecer dora em vante, por maior
com modo do publicobanhos econmicossera
luxo, roas com toda a decencia e aos precos se-
guintes:
1 banho avulso
Os abaixo assignados fazem scente ao res-
pcitavel publico e com especialidade ao corpo do
commercio, que nesta data dissolveram amiga-
velmente a sociedade que tinham na taberna sita
na cambo? do Carmo n. 2, que gyrava sob a
razo de Joo Manoel de Siqueira Filho, flcan-
do a liquidajao do activo e passivo da extincta
Arma a cargo do fllho Joaquim Vaz do Siqueira.
Recife 21 de Janeiro de 1861. Joo Manoel de
SiqueiraJoaquim Vaz de Siqueira.
O Sr. J. A. M. haja de mandar a nota de
28 que recebeu para trocar por outra, e at o
presente nao tem mandado, pois ver o seu no-
me por extenso.
O Dr. Joao Mara Seve medico parteiro
8 operador avisa aos seusdoentes e ami-
gos, que mudoo a sua residencia para o
bairro da Boa-Vista (Ilha dos Ratos) ra
do Seve ou Unio, casa n. 28, onde pode
ser procurado para o exercicio de sua
proflsso, a saber de manhaa at as 10
horas e de tarde das 4 em diante.
Os moradores do Recife, Santo Antonio
e S. Jos para mais comraodidade pode-
ro dirigir os seus chamados por escrip-
to, fazendo as devidas notas da ra, nu-
mero da casa e assigoalura, sendo : no
Recife ra da Cadeia loja do Sr. Joo
da Cunha Magalhiese em Santo Antonio,
ra nova botica do Sr. Jos da Cruz
Santos.
7 cailes para banhos
j fro 320 rs.
I morno 400 rs.
fros 2$ rs.
momos 25500.
30 banhos coecnsutivos fros ou momos 59.
C. Sewart, capito do brigue inglez Mary
Wanch. arribado i este porto por torga maior,
tendo de fazer concertos no dito brigue, precisa
de calafate, carpinleiro, ferreiro e poliero : quem
se julgar habilitado para as mencionadas obras,
dirijam-se ao consulado britannico cora suas pro-
postas em carta fechada, dirigida ao referido ca-
pito at o dia 26 do corrente.
Perdeu-se uma carteira do caes do collegio
at ao crrelo, ou vice-versa, a qual coolinha
duas sedulas de 5$000 e uma de 1$, assim como
uma carta de fretamento e facturas, e uma carta
para ura dos tripolan'tes do mesmo navio : quem
a tiver achado e a queira restituir ser gratillca-
do com 5y, alm dos constantes na mesma car-
teira, pois que os ditos papeisde nada servem
pessoa alguma, polendo-os restituir no armazem
n. 2 da ra do Trapiche, de Widew Raymond 4
C, onde recebero a dita gralificacao.
Existe para alugar um segundo andar em
boa ra o com commodos para familia : a tratar
na ra Nova n. 16.
Fesla de N. S. da Boa-
Viagem;
Precisa-sede unj official de cigar-
reiro, paea-se bem : na ra da Cadeia
do Recife n. 15, loja.
F. Villela, photographo da augusta casa im-
perial, estabelecido na rus do Cabug n. 18, so-
brado, entrada pelo pateo da matriz, avisa que
acaba de recebe? um bello sortimento de alne-
les de onro de lei para retratos. Entre esses al-
unles acham-se rnuitos com folhagens e flores
de turo de core, outros com perolaa, cora.es e
ptftt, e alguns para brilhantes. Os pre{sdes-
sis joiae slo mu razoaveis. Na mesma cassnsjw-
tinua-se tirar retalos por Codos os sysflhiM
photograpnlcoj. ,

Sexta-feira 25 do corrente mez de Janeiro, as
8 horas da noite, sahir de sua igreja o prestito
conduzido por um coro de virgeos condidamente
vestidas entoando uns novos versos anlogos
Santa Virgem, aompanhado pela banda de mu-
sica militar, e assim percorrer em torno da igre-
ja, seodo anal astiado este santo estandarte; no
sabbado a noite lera lugar a vespera solemne ;
no dia domingo ha festa e Te-Deum a noite, cu-
jos actos festivos serio feilos com a pompa e de-
cencia devida ao culto divino, sendo o orador o
Rvm. padre mestre ex-provincial do Carmo, Fr.
Joo d'Assumpco Moura ; a msica militar ede
orchestra do insigne professor Hermogenes.
A armac&o do templo ao gosto do insigne ar-
raader Beato, e Ando os actos cima declarados,
ser desarvorado o santo estandarte com a mes-
ma pompa e decencia com que foi asilado.
Haverao mais o Uros appendices e diverliraen-
ios, dos quaes se scham incumbidos os habitan-
es do lugar.
Retratos a oleo em ponto na-
tural, e por precos mui ra-
zoaveis.
F.specialidade do retratos em panno encerado
para remetieren duntro de cartas. Tiram-se
no estabelecimento photograpbico de F. Vilells
ra do Cabug o. 18, sobrado, entrada pelo pate
4a malrifc
D.Mara Bernardina da Concei-
c,5o Lima viuva de Antonio Rodrigues
Lima, nova mente roga a todos os cre-
0 artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Attencao.
O abaixo assignado roga as pessoas que lhe es-
dores deieu fallecido marido o obsequio j4*' aefer ''<>' de virem pagar seus dbitos
ateo (Ira deste mez: na ra do Imperador n. 63.
O artista americano
Tira retratos por Z$
'Tira ratratos por Z$
Tira retratos por 3/j|
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Oaborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande ornecimen-
todecaixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos praticos na arto
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicws mijito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras s5oconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra exarainarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Precisa-se de uma mestra ou mestre, capaz
de tomar conta da educaco de 6 meninas em
um engenho da freguezia da Escada ; a tratar
na ra do Imperador n. 29.
A quera interessar.
Precsa-se do seguinte: 3 linhas de 50 palmos
8i9, 6 travs de 28 palmos 8(8. 1 dita do 40 pil-
mos 8|8,26 dilasde 30 a 32 palmos 8|8, todas de
madeira de qualidade, ou piuho risinoso. Tam-
bem se compram bois mansos e habituados ao
servico de carracas : na casa de banhos do pateo
do Carmo at 8 horas da manhaa, ou das 4 da
larde em vante.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Wanguinho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-Ihe na
alfandega.
de apresentarem suas contas e letras ao
Sr. padre Jote Leite Pita Ortigueira
ate o dia 30 do corrente impreterivel-
mente, afim de se cuidar no pagamento
das mesmas contas e lttras.
Aviso s familias.
Acha-se sberla a assignatura do jocoso jmala
SEtANA ILLSTRADA,
que se publica no Rio de Jaoeiro e sane 4 loz
uma vez por semana,contendo cada numero qoa-
tro paginas de gravuras primorosas, e as outras
quatro de artigos escolhidos e interessantes s
senhoras e pessoas de bom gosto. JS se acham
aqui os dous primeiros nmeros. Assigna-se e
iaga-se adiantado na ra da Imperatriz n. i2,
oja. Por trimestre 69, semestre 11?, anno 18.
Recite 9 de Janeiro de 1861.
Jos Autonio Suares de Azevedo.
Precisa-se de um hornera para feitor de um
engenho no termo de Seriiihero,ou"erecendo-s bom ordenado, e entendeado de hortalice, com
preferencia ser engajado : quem quizer, pede
dlrigir-se aos Afogados, ra Direita o. 41, ou do
pateo do Panizo n. 30.
Attencao:
*
Trocam-se sedulas de 1$ e 55 das que o the-
souro desla provincia exige 10 0)0 de descont,
assim como notas dos bancos ecaixas des mais
pracas do imperio mediante o abate de 5 0(0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendcs, ra da Cruz,
numero i.
Aviso. 1
Roga-se aos devedores da loja do fina-
do Antonio Francisco Pereirs. que te-
nham realisar seus debilos no prazo de
15 das, na ra do Crespo n. 8, do contra-
rio verso seus nomes por este Diario at
v. pagarem o que este a dever. .j
COMPANHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
Mittm 6! mi.
CAPITAL
Cinco niUkftes de Utoas
sterUnas.
Saunders Brothers & C. lera a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, queestao ple-
namente aulorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
coberlos de telha, e igualmente sobre os objectos
que coniiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, ciiurgiao dentista, faz
todas as operaedes da sua arle e colloca
denles artificiaos, todo com a superiori-
dade e perfeicio que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro n,1D|8,raca0. hajam de vir ou mandar satisfazer
para a travessa da ra da Praia n. 3, junto ao m ?0' po's aD8i*o assignado est resolvi-
eses do Ramos. i_>JjDdas a/enas. proceder a cobranca das
caes do Ramos.
Precisa-se para um sitio perto da praca de
um bom feitor que entenda de plantacoes : pode
procurar a entrada da Capunga, passandoa pon-
tezinha, casa n. 3. .-s
Para uma casa de pequen familia, na'rus
do Cotovellon. 8, precisa-se de uma criada por-
tugueza para o servico interno, e um molequo
para compras e recados, etc., dando ambos abo-
no da sua conducta.
CASA DE SALDE
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administrarlo dos pro-
prietarios a receber doentes de qualquer natureza ou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para o prompto restabelecimen-
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisar pode dirigir-se as casas dos proprielarios
ambos morsdores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2#000
Marujos ecriados..... 2^500
Primeira classe 3^ e. 3#500
As operaqOesserSo previamente ajustadas.
WSL-
CONSULTORIO
DO
MED fi COPAR TEIE OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, CASA DO II \ II AO 3
Clnica por ambos os sysientas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos psra curar annualmenie, nao s para acidade, comopara o engenhos
ou outras propriedades ruraes.
Os chamados derem ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra'qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da rus e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velh.
Nessa loja e na casa do annuncianieaehar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopalhicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.......... 10000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 dito..................209000
Dita de 48 ditos................. 259000
Dita de 60 ditos................ 3OO0O
Tubos avulsoscada um:........: 1*000
Fraseos de tinturas. : j............2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, eirurgia etc.. ele........20900O
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Acpriorio do Dr. Mello Martes, ...... 69009
COMPAMIIA DA VIA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
Limitado.
De conformidade com as iostrucedes recebidas
da respectiva direcloria faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionislas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo fleam pm-
blicados. *
oenCtip.0U0 da companhia 17 de dezembro de
1BWJ. E. H. Dramsh. ihesoureiro.
Escriptorio de enterros
Na roa Nova n. 63, entrada dos carros
fnebres pela ra das Flores.
Agr, administrador deste estabelecimento.
grato ao publico e aos seus amigos, pela coope-
racao que constanlemente lhes teem prestado! e
na esperanca de continuar a merecer-lhes, tem-
se esforcado bem cumprir com as suas obriga-
Qoes, para o que tem preparado um novo carro
com riquea. mas sem estes apparatos de figuras,
annuindo assim ao pedido de muas pessoas, e
lendo tambem outros carros com figuras, confor-
me o gosto das pessoas que necessitarem de taes
objectos. tem igualmente os bolieiros preparados
com diversas libres: assim como, encarrega-sa
de tudoquaoto for preciso a qualquer enterro ou
oicio, por ter o estabelecimento montado delu-
do quaolo relativo a taes mysteres, podendo ser
procurado a qualquer hora do dia ou da noite, no
mesmo estabelecimento. Aproveila o ensejo pa-
ra fazer ver que est preparando mais dous carros
novos, uro ao gosto inglez (mas de conformidade
com o regulamenlo), e outros para anios, o qual
e com esmero preparado.
Uma pessoa que se retira para fra da pro-
vincia, vende uma duzia de cadeiras, dous con-
solos, uma commoda, uma mesa redonda, um
sc, duas cadeiras de braco, uma cama franceza,
tudo de amarelloe em bom estado, e um orato-
rio moderno : na ra de Hortas n. 122. onde po-
de ser visto e tratado.
Precisa-se de um homem que lenha inteiro
conhecimento para trabalhar e administrar uma
Qnacio, a quem se paga bom ordenado : na
desde o
caixeiro
previne
pessoas que contrahiram
vidas em seu estabelecimento durante a sua ad-
mioistracao, hajam de vir ou mandar salisfazer
.-----" ClWVtUOl HlUUluDCa
mesmas judicialmente.
Jos Joaquim Moreira;
JIMS.
SeraGm & Irmio com loja de ourives na ra do
Cabug, esquina n. ti, confronte a ra Nova e
pateo da matriz, participam a seus amigos, fre-
gu zese ao publico em geral, que se aeham sor-
lidos das mais bellas e delicadas obras de ouro
para senhoras, assim como para homens e meni-
nas, pormenores precos do que em outra qual-
quer parte; e garanten) ditas obras passando conla
com recibo, declarando a qualidade do ouro;
para facilidade das familias que quizerem esco-
Iher mais a goslo do estabelecimento, acha-se
este aberlo at as 7 1/2 horas da noite.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e soto:
a ra da Imperial n. 109, a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Furlaram da olaria da Torre, pertencente
o abaixo assigoadt, 2 quarlos, um alesao bus-
cando a caxilo e outro CBstauho, aquelle com os
signaes seguintes. muito sellado, ferrado da par-
te direita, e da esquerda tem um O, a clina e
cauda comprida ; e este com uma grande verruga
a cima da venta da pirle direila, e um lobinho
na mao junio ao joelho, 3 ps p re toa e 1 calcado
ambos castrados ; da se 40000de gralificacao a
quem descobrir ; rogo a todas as aulorldaddes a
epprenensao dos ditos animaes.
Manoel do Nascimento Silva Bastos.
Quem annunciou precisar de 1:000$ com
hypotheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado, botica do Sr. Jos
Alexandre, al as 9 horas da manhaa, que acha-
ra com quem tratar.
Jos Tenorio de Castro Gramma faz scienle
a quem convier, que por autorisacao do Exm. Sr.
presidente da provincia acha-se na regencia da
cadeira do insirucco primaria do Curato da S de
Uhnda, na ra do Amparo, casa terrea.
Aluga so uma casa em Sanio Amaro com
commodos para grande familia ou collegio, de-
fronle da fundico do Sr. Star; es prelendentes
podera entender-se com o proprietario Guilher-
me Pursell, defronte da capella de Helero, ou na
ra do Imperador n. 26, com Manoel Joaquim
Gan.es. *
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da
ra Nova n. 19 ; a halar Da loja.
Companhia
Indemnisadora.
A directoiia da compsohia de Seguros Marti-
mos Indemnisadora convida os senhores accio-
nistas a reonirem-se em assembla geral no res-
pectivo escriptorio, no dia 25 do corrente, pelas
11 horas da manhaa, para os Ons designados no
artigo 40 dos estatutos, e proceder-se a approva-
cio das transferencias de acedes ltimamente et-
fectuadas. Recife 22 de Janeiro de 1861. Os
directoresJoao da Silva Regadas, Joo Ignacio
de Medeiros Reg.
Precisa-se de uma mulher maior de 30 an-
uos, que tenha exemplar conduela e sem fllhos
e inteiraracnte desembarajada e independenle'
para se encarregar da regencia de uma casa e d
trato de 4 meninos : quem estiver nesUs cir-
cumstancias, dando prova de sua boa conducs
dinja-se ao sobrado da ra de S Francisco n lo'
como quem vai para a ra Bella, das 6 s 7 ho-
ras da manhaa, e das 4 s 6 da tarde, para fallar
com o proprio dono da casa, e tratarem do ajuste
Precisa-se de um caixeiro que lenha pratica
de taberna, e que d Dador a sua conducta a
tratar na ra Imperial n. 7.
Deseja-se fallar ae Sr. Sabastiflo Jos Lame-
nha l.ins na roa Direita n. 66, a negocio que lha
diz respeito. H "*
Precisa-se de (3004 sobre os servaos de uma
escrava, a qual lava, cozinha e engomma: quem
quizer fazer tal negocia annuncie por esta folha
para ser procurado. |
Precisase alugar uma escrava pa-
ra o servico de uma casa de familia : na
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Emilio Kugemann retira-se para a Babia.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-
rora n. 44 ; a tratar na ra Nova n. 16.
Aluga-se o quarto andar da casa da ra do
Trapiche n. 14, e o segundo andar da ra Velha
n. 48 ; a tratar no primeiro indar da primeira,
1
ILEGVELl


. -"
t>lAAIO DE PERNaVaaBUCO '- SEXTA FElfU w >*NKIRO DE 1861.
W
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA PAaBOLHA E)0 R. f^WISDSin
MELflORADO FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CBILTON,
_____________________________Imloo e medico celebre de New York
GRANDE SPERIORIDADE DO:EX-
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Eplica se pelo seo extraordinario
e qtiasi mlraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saudo ou a inferraidade
tepende directamente do estado deslePLOlob vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tero, na bcomomia animal.
A quautidade do sangue n'um hornera d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as prioaeiras
autoridades era vinte e oiioarrateis. Encada
pulsadlo duas oncas sahem do coraco nos bofes
e no era menos de qoatro minutos. Urna dis-
pesicioexiensi ratera sido formada e destinada
cora airairavel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrkstts ds vida por todas as
partes da organisa^o. Oeste modo corre sera-
pra pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de inferraidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguraa se emprenha
le raaierias ftidas ou CDrrompidas, diflonde
com vslocdabb KLECTRiCA a corropcao as
raais remotas a ma'rs pequeas partes do corpo.
O venena lanca-*e para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos caprarios,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circalacao evidentemente se faz arn engenho
poderoso de-doen^a. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igual poder na criajo de saude.
Eslivesse o corpo infecionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glan luloso, ou muscular, sa somante o san-
gue pie faier-se puro e sandavel ficar superior
a doenca e inevitavelmeate expellirda cons-
tituigo.
O grande maoancial da doenca entao como
medicamento que nao otra directamente sobreal-
ce para purificar e rene*a-lo,possue algum direi-
to ao cuidado do publico.
O s\ngue 1 O sangos! o ponto no qual
-se ha myster fixar a attenco.
O ORIGINAL E O GINUINO!
AO PUBLICO.
"Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original a
de papel
New*York, ba vemos vendido durante muitos an-
nos o extracto deaalsa parrilha do Dr. Town-
send,consideramo lo ser o extracto original e ge-
nuino da salsa parrilha do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob esta nome foi apresen-
lado ao publico,
BOTDdcPAUL, 40 Cortlandt Street.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEOS & HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHNCABLE& Co, 153 Water Street.
M WARD z Co, 53 Maiden Lana.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM d Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, ROBINS& Co, 134 Waier Streel.
THOMAS & MAXWELL, 86 William SlreeU
WM. UNDERB1LL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOL, CLAT& Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BBOTHER & Co, 104 &
10 6 Jobo Su
LBWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAYILAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & CO, 110 Broadway,
10 Asior.
House, and 273 Broalway, cor. of Chambars
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD A COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOtfGHTON, 83 John Street.
I. MINOR4CO. 214 Futon Street.
INGERSOLL& BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPH E. TKIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corllandt
Street.
HAYDOCK, C0BLIES& CLAT, 218 Pear
Street.
CUMMING & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNES TOCK & Co.49 John Street.
CONHECEMOS A ARVOBE E SUASFRU-
TAS ,'
B IGUALMENTE
Conhecemoi um Medicamento nos seus Effeitot,
O extracto composto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend est
O1EDIG4HENT0DO POYO I
Adata-sa tao rnaravilhosamenle a constituido
que pode ser ulilisado em qu asi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEMUDA DE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE HE PODR1D0,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das tuas Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspeccac directa
do muito conhecido chinaco e medico Dr. James
R. Chiltoo, da Cidade deNew-Vork,cuja cer-
tido a assignatura -se acha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL ,E GENUINO
XTBACTO COMPOSTO DESALSAFARRILHA
DB DR. TOWXSESD.
9 grande purlftcador do sangue
CUBANDO
A Hydbopesia,
AImpingk
rOUttNNAS BE 48S4. J2i*lt
leite
n.
fcm
30,
Dita dita
320 rs.
Acham-se vead na livraria da iraca da Independen- m FordeTortas.^*'*1**
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas Tolhinhas impressas ntsta ,..., -.'.
typognphia | A6enc,a %tZe>rlc>
Folhinha de porta ou K ALEN DA RIO eedesiasUco e civil para o
bispado de Peroarabuco.. ......... 160 rs.
Dita de algibeira contando alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explicarao das fastas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occiso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do eomoiercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceao da bellos e divertidos
jogoa de prendas, para entretenimento da mocidade.
contendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expu-
esto das fastas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; dita dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, so que se reuni o
modo de eonfessar-se, a conungar, a os c fficios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixao, (em portuguez). pre^o.....
Dita do almatiak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao pre^o de: ....... VVWV
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas altera^oes, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordero,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
merago dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupa^o do individuo de quem se quer
saber a residencia.
320 rs.
15000
O Herpes
A ERYSrPELA,
A Adstmcqaodo vbr-
TRE,
AsAlporcas
OsEweitos DO AZOC-
GOE,
Dispepsia,
as boencas.dtfiga-
'BO,
As Ulceras,
O Rhemattsmo,
As Chacas
a f.d1l1dade grral'
as doencasde peu.r
as borrolhas ma ca-
RA;
As ToSSESt,
Ama de leie. \
precisa-se alugar!
Na ruj da Hangueira n. 8,
ama amada leite.
Miianfa de domicilio
Alugase aloja
genuino extracto do Dr. Townsend tem a assignatara e
Os Catarbhos, As Tsicas, etc.
OExtracto acha-secontidoemgarrafas quadra-
das e garante-e ser -mais forie e melhor em to-
do o respaile algum outro purificador do san-
gue., conserva-se <:m lodos es climas por cer-
to sspago de tempe.
a certidaodo Dr. J.'R. Chlitton,na capa
oxterior de papel verde
No eswiptorio do proprietario, 212 Broadway, New Tork, e em Pernambueo na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, Um-
-ora na blica da raa Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
V9&Sx[Si)
NO
ssignatnra da banhos trios, momos,da choque ou chuviscos (para urna pesso)
tomados em 30 das consecutivos. ,.......,.
30 cartaf o*fos ditos banhos lomados em qualquer-tempo. .
*5 Bitos dito dito dito ; .
7 ;
Banhos ivulsos, aromticos, salgadosesulphurososaosprecos annunciados
Estareducfo de presos facilitar-aorespeitavel publico ogoxo dasvantagens qweresultain
la frequenciadeum estabelecimenlo de urna utiUddei ncontestavel,masque infelizmente nao
estando em nos** hbitos, aindapoeo conbecidaeapreciada!
TABAC CAPORAL
Deposito das manufaeturasim^eraes i\rafi^a.
Eteexceleote fumo acha-se depoeitado, diretamejHe na rualNeva.a. 23,ES.QOINA DA
GAMBOA DOC ARMO, oqual se vende por masaos de 2 heotogramos a 1^000 eem porgode
10 masaos para cima com descont de 25 porcento ; no meemo estabelecknento acha-e tambem
verdadeiro papel de linho para cigarros.
O Sr. lferes Thoni G. Vieira
Lima, queira dirigir-se a esta typogra-
pliia, que se lhe precisa (aliar.
Com o descont de 5 DiO trocam-ee as se-
dulasde 1$ e 5$, das que-s podem ser trocadas
no thesouro gerai desta provincia, com o descon-
t de 10 0|0, na travessa da Madre de Seos n. 17,
das 8 horas da machia s 5 da tarde.
PIMS
J. Laumofinier, havendo sahido de casa du Sr.
J. Vigncs, offerece-se para tudo quanto diz rea-
peito sua arte, como seja, afnar e concertar
pianos, orgos de igreja, harmnicos, etc., em
sua ofllcina, ra da Gadeia do Recife n. 11, pri-
meiro andar.
<=B"0 Sr. Dr.JooPi-"
nheiro de Lemos queira ir a negocio quo
nao ignora a loja de fazendas da ra da
10000
1o*000
060
40OC
s
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito nq boticafranceza ra da Cruz n.22
Joaquhn Fernandea da Rosa scienliOca aos seus *^ Ctl lIlelL/ClU
amigos e freguezes que muda a sua cocheiraO da ra Direita d. 87, propria para qualquer esla-
carros de aluguel que traba na ra das Flores n. beleciraento, por preco ommodo : a tratar na
dD para a ra da Imperatnz n. 39, confronte ao' rua ,j0 Quiimado n. 6, luja,
oecco dos Ferreiros, onde continuar a servir com
proroptido e aceio aos seus freguezes.
"O Dr. Antonio Agripino Xavier de Brito
9 reside na rua da Imperatriz n. 47, pri-
9 meiro andar, onde pode ser procurado a
@ qualquer hora, para o exercicio de sua
proQssio.

Notas
1K Cadci'adoReci'fe n. 83! ; ~T~-------"~-M"c/.' gurua ao
mmm^^s^ mm tmmimsml gab'fete Por.tu^u^d^ Jf e iuma-
j mente caixeiro do Sr. Candido Jos da
Silva Guimarae, roga-se-lbe queira
Trovador.
O proprietario deste estabekcimenlo desejsn-
do por lodos osmodos a seu alcance corresponder
a bondade de seus freguezes, mandou vir de Pa-
ris.um primorosobilhar de mognoe o tem a
disposi^ao dos amadores desso bello passa lempo
a todas as horas do da e da noite. Espera que
seus freguezes e amadores nao dexaro de re-
quentar constan temen le o seu eslabelecimenlo,
concorrendo assim para que seus exforcos sejam
coroadosde bom xito. Rua larga do Rosario nu-
mero 44.
Precisa se de ura cozinheiro ; a ru Nova
n. 21, loja do Germano.
INJECTION BRO
de 5#000 e de 1#000 de una
figura.
Trocam-se estas nntas por gneros, no estabe-
lecimenlo de Sodr A C, rua estrella do Rosario
o. 11 ; tambem se veodein as bellas uvas de lia-
marac.
ADVOCACIA.
O abajxo assignado mudou seu esrriplorio para
a rua do Imperador, outr'ura do Cullegio n. 54.
primeiro andar, onde pode ser procurado todos
os dias uteis, desde as 6 horas da manha al as
4 da tarde.Antonio J. da Costa Uibeiro.
SOCIEDADE BAMiItU
Amorim, Fragoso Santos
& Companhia.
Os senhores socios rommandilarios sao convi-
dados a reunirem-se em assembla gpral segn-
da-feira 28do corrente. no escrlptoiio da sucie-
dade Baocaria, rua'da Cadeia do ltt>cife n. 6, as
11 horas do dia, a lira de dar roniprimento ao que
dispoe a ultima parle do artigo 3. do respectivo
contrato social. Recife 22 de Janeiro de 1861.
Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na rua do Apollo n. 28, taca sobre a
cidade do Porto.
Attenq^.
Alugase o segundo arpiar da casa n. 15 da
rua do Vigario : quem preteode-lo, dirija-se ao
caes do Ramos n. 23, ou a rua ugusta n. 114,
a fallar com Prxedes da Silva Gusmao.
\ Acha-se aberta a matricula 'luI
_ publica de latim da freguezia de San
comparecer a rua do Crepo loja n. 20 .Jos desfa cidade, e o seu exercicio tera'
A, que e lhe deseja fallar. |comeco no dia 4 de fevereiro prximo
- Aluga-oe o segundo andai do -sobrado j"*UrJ : in*eado. dirijam-ie a'
26 da rua atraz da matriz da Boa-Yieta : a tratar i03** do respectivo prolessor sita no lai
na rua dos Prazeres n. 30. go do Terqo n. 33.
~ Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem recolhidos dous burros, ignorando-se a
quem perlencem : quem for seu dono pode pro-
cura-Ios.
los consumidores de gaz.
A eiiipreza da illummaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer d reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novameDte
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Ignorando-se a actual -residencia
do Sr. .'Jos Mana de Olrveira e Silva
natural de Lisboa, que foi guarda do
-. vasa uo o
Jobston d, C., rua da Senzalla Nava n. i*
Ha um exilenle bote com todos o'.,,..
perlenrea par. .logar, pelo preco e lempo"".
denAaT^0" ""^ P"a d" **&*
-.7"-Alog,ni."se casa oa rua da Cruz n. 45 : Irata-se no primeiro
andar da meama casa, das 9 horas da manhia s
4 da tarde.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
ireguezes desia e de oulras provincias, que ma-
dou o seu eslabelecimenlo de fazendas que lii.ha
no sobrado aroarelio da rua do Oaeimedo. para a
loja e armazem que foi dos Srs. Snios & Rolim,
onde lem o mais completo e variado sui lmenlo
de fazendas de indas as qualidadea para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
rua do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e rua
do Imperador, ouir'ora rua do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Prectsa-se de urna preta escrava que aba
coznhar eengommar : na rua da Senzala Vtlha
numero 106
5^000 mensaes.
Constanca Perpetua de Lacerda Machado, pro-
ressora de nstriicgo pilmaria. compeieniemenle
aulonsada pelo Exm. Sr. presidente da provincia,
avisa ao resi.eilavel publico, que do d'a 4 de fe-
vereiro vmdouro em diante, lera aberta sua aula
em Fra de Portes, ru do Pilar n. 141, onde lo-
dos os das litis das 9 horas da manhaa s 3 da
tarde, funcrionarao os seus Irabalbos : aos t ais
de familia que se quizerem ulilisar de seu magis-
terio, garante toda a eficacia no ensino ae suss
alumnas.
HCOES
DE
PARTIDAS DOBRADAS.
O ensino pralico de escripluraro commercial
por partidas dobradas e de ariihmelica, diiiaido
l-e o abalxo assignado, contina a funrcionar re-
gularmente as quarins e sabbados de cada e-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As pessons quo desejaiem ter conhecirrento de
qualquer das referidas malerias, qutiraro diiigir-
se casa do annunciante, na rua Nova n. 15 se-
gundo andar, nos dias e horas cima designada*
E tao claro e faci' o systema de esrripiurar oa
livros roercaiilis por partidas dobladas, que s ts
pesoas desfavorecidas do menor grao deinielli-
gencia sero capazes de nao reconhecerpm a ver-
dade do expendido logo as primeiras licdes que
receberem do abano ..ignado.
M. Fonseca de Medetros.
Attenco.
Gouvea & Filho com casa de consig-
nar^oes novamente estabelecida nesta
prar^a, avisam aos seus ccuimittcrles e
ao publico em geral, que podem er
procurados a qualquer hora do dia em
seu escriptorio na rua da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
VIA FRREA
Remedioinfallivel cnica as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica francezi, rua da Cr n. 2
Prega de frasco 33000.
wmsms m. mmm
.Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo esiabelecihento de fa-
zendas que tinham na rua do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da rua do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr. com-
mendador Magalhes Bastos, oude continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades
para venderem por mdicos precos em grosso e k;'-retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUINA DA RUA DO QUEMADO N. 31.
Ao8'"8* a loja do sobrado da rua das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.'
Offerece-se venda ura palanqun de re-
buco e um retabolo, tudo era bom estada e por
preco commado as pessoas que pretenderem,
dirijam-se a rua do Hospicio n. 78.
Lava-se e engomma-se cora toda perfeieo;
aa rua da Soledade n. 54.
Pre:isa-se de urna ama de leite que seja
boa, ladia, sera filho, e com bastante leite: quem
eslirer negtas circuinstancias, dirija-se a rua das
Cruzes, sobrado de dous andares n. 2, no pri-
wona andar, que achara cora qusrn tratar.
que saiba coiinliar
na rua do Caldei-
Precisa-se de urna ama
e fazer todo servio de casa :
eiro, taberna o. 60.
Precisa-se da quanlia de 600f por 4 mezes,
pagando-se um joro vanlajoso, e dando-se em
nypotheca um excelleute ejeravo ; quem quizer
annuncie.
..~T A'0ga-se o primeiro andar do sobrado n.
3 da rua da Lapa; a fallar ao
Na capella do cemiterio publico,
sexta-fera 25 do corrente, as 8
horas da manlia, sera' celebrada
um missa, pela alma da fallecida
consorte do Illm. Sr. coronel Luiz
Joe Ferreira, e sao convidados os
amigos do mesmo coronel que
quizerem assistir a este acto de ca-
nda de.
Precisa-se de ura caixeiro de lt a 14 an-
nos, que tenha alguma pralica de taberna : quem
pretender, dirija-se a rua do Pilar n. 141.
"'(I
LIMITADA.
ABERTURA DA SEGUNDA SCAO AT A ESfilDA.
Do dia 3 de dezembro de 1860 at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte : -
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em s
consultorio especial homeopoihtco.
30-Rua das Ctuzcs-30
Nesle consultorio lem compre os maia
novos e arredilados medicamentos pre-
parados era Pars [as tiniuras) por C3-
| lellan e Weber, por procos razoaveis.
H Os elementos de homeopathia obra, re-
jgg commendada intelligencia de qualuuer
pessoa.
mmmmm wi mmmmM
Manoel Ignacio de Ollveira 4 Filho saram
sobre Lisboa e Porto : no largo do Corpo Santa,
escriptorio.
Dentista francez. |
# Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- 01
k ranjreiras n. 15. Na mesma casa tem ^
;$, agua e p den tilico.
#- C*S
Traspassa-so a renda do engenno Uiha.
sito na reguezia de Afogados. pouco mais de
urna legoa distante desta praja, eslfl engrifo
tem mullo boas Ierras, boas malas, e n.uilo
bom de agua com a nova obra que se fez. Kra
grande casa de vivenda conrerlada de ro0 -
sareja de dous a tres mil pes e m-is que s
queira plantar, r.o.8 tero Ierras suflirieMu para
w: quem o pretender, procure ao m*jr Anto-
nio .i, Mlva Gusmao, na rn. do Queinido, loja
n. 41, ou no mesmo engenho.
Precos de bilhetes.
[VIAGENS ^1NGE-~V1AGENS DE "iDA
LA 3.
Attenco
Quem annunciou querer comprar urna
mobilia de Jacaranda com tampos de pe-
dra dirija-se a rua do Aragio n. 14, das
8 horas do dia at a 10, que achar urna
mobilia Luiz XIV.
O actual esenvaoda trmaudadede Sant'An-
na da igreja da Madre de Dos, convida a todos
os seus irmos a comparecerera no consistorio da
ditairmandade, domingo 27 do correeAe, pelas
,10 1| horas da mauhia, aura de reunidos em
mbfa geral deliberarem sob negocios de impor-
. a fallar no armazem do
mesmo.
_ Ti k i# .. i ra*"0 B"'81 aeiiDerarem ion negocios
a# iu, ru estrella do Rosario, segundo floor. Escriv8o.
E VOLTA.
2^
ESTACOES.
Sor.
Escada............ 5
Timb-Ass...... 6
Olinda............. 6
Ipojuca........... 8
Villa do Cabo..... 7
Ilha................ 7
Pontezinha........ 7
Prazeres.......... 7
Boa-Viagera...... 7
Afogarlo*.......... 8
Cinco Pontas che-
gda.)...........
Trens do interior.
DIAS DE TRABA-
LUO.
MASHAA.
MO.
45
5
20
35
15
25
40
50
10
TARDB.
Hor.
1
2
2
2
3
8
3
3
3
4
4
Mln
451
5
20
35
15
25
40
50
10
DOMINGOS E DAS
SANTOS.
SUNOJU.
Hor.
Hin.
15
25
40
50
10
TARDE.
4500 3300
5300! 3800
0001 4300
6500 4500
200 flOO
500 18U0
OS 2000 .
1000' 3600 2f00
1100' 4000 3200
1400 5000 4000
500
1400
1600
2000: 900
2300 8000
2600 9000
30/ 0 10000
5000
5700
6500
7000
Precos de bilhetes.
3.'
300
800
900
1500
1700
2100
3000
3500
3900
4500
VIAGENS SINGE-
LAS.
1.'
Hor.
3
4
4
4
5
5
5
5
5
6
6
Vfin
45|
5
20
35
1S
25
40
700
1400
2100
3200
3800
4400
1000
35*00
6000
6500
Assignado E. B. Brama
Superintendente,
n
Joo da Silva Ramos,
Medico pela oniversidade de Coimbra.
Tendo de passar algum tempo no si-
tio do$ Buritis Da estrada do Arraia),
meu consultorio estara' aberlo todos es
dia$ das 9 hora as 1 i da manhaa e da*
5 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terao a bondade
de dirigir 0$ chamados porescripto ra-
ra a loja de louqa defronte da casa de
ruin ha residencia oa rua Nova.
John Rostron retira-se para o Rio de Ja-
LicCes de ngl-z e francez.
r!. m.n rr,DreV ,nnda a cscrever e fallar
?,!. ? '? Ta,5 faci de "">* de tarde : na
rua estrena do Rosario n. 10. segundo andar.
C, a vapor Viamo.
Quro se achar cora direito a dividas, dirija. tf ff.t.r.r.J' 8 das-dos {"; -^
JTv0 "? ao Sr Bernardo de "a LeHe
Bastos, livre e desembaracado de imoo/tn, nn
i nei?ocsgi0reinr coTador- *<*&
- lS6,;-Anlu'"0 Jr.aq.iim Caario.
Jr *f "D'? signado, que comnrei ao
Por lal o hei por desonerad* de todo o "tiro
"',ermHh0 Pn' aradas oara dentro
PJ, m PDla *o cabo branca, ratadilba
?, h" haD,U ; .ulro m, Pe"* c.slanho
cor de raposa, calcado de branco dos dous ps del
raz, barriga em baito branca, os chiires um
l.nto finos. cauda corlada, a abec enLn?
em cima da ,c. om tign,{- de "al QdePbest, i
urna estrella pequenina na test. .A .' *
- gordos. IX de^VruV'TVem^ele:^;
utira ou oa apprehender eri n. .
recompensado, na i"^^^:^!:
Ao publico.
_ pr~.t. JLuu EP'r,Do Maurica.
r.i-T 8a de um tT,*'So brasilelro para o :
iSrJSBVSSBAsr*-*.-


m
jj Aluga-se'um molecrue de 18 at"0* P'J'* SRr-
r em qualquer casa uirangeir* 00 ** hornera
olteiro, por ser muito el e "jm os procu-
e na rus do Cabug& n. 1P
Aluga-se urna e~r" Pa casa de pouca
familia, a qual coiir"9 oHnvetmenle o diario de
urna casa, muito ,el e senl Tlcio dB qnahdale
alguma : a trc"r na tul do Sebo n- 20-
Grtifiea-se bem.
ftg/3 um criado de neme Elesbao Francisco de
Bar/**; n*lur*' do Gar, i Jarte 14'aonos, groa-
so, baiko, cabern chala cabellos carapioho*.
itios grandes e abototdos, sobrolhos largos, cara
larga e achatada. levou camisa branca de roadn-
polo ecalQj branca,indo levar ura cavallo-alaso
na rus do Cotorello no domingo paitado, dahi
fugio, e presume-se que esleja em algura dos
arrabaldr.s da ridade : quera a pegar e levar ao
collegio Bom Conselho, ser graticado.
MARIO. BE. miM^wa. SSSgM FEiflA 1Q ULJJOmm OL
t.
Vos pais de familias.
D. rsula Alejandrina de Barros, directora do
collegio de Stnti rsula, competentemente pro-
visionaia pela directora eral da inslroccao pu-
blica, lera a honra de-prevenir ae reepoitovel pu-
blico, e principalmente aos pas de suas diseipu-
las, que desde o dia 15 do correte se acharo
bertas as aulas do seu colleuio ; o qual aeacha
por ora estabelecido na ra Furmusa, sobrado
nuirero 15.
A mesma directora appxoveila esta occasio
para aseoverar aos pais.de suas discipulas que
estas encontraro emiaeu collegio a mesma ins-
peccao, vigilancia e desvelos, que encontraras
em suas propiias. casas, e que nelle recebe r
urna educacao moral e relisiona, como conven s
Alnas das sociedades christes, qu derem um
dia exercer oespinhoso ministerio de-mais de fa-
milia.
Finalmente, abslendo-se a mesma directora do
encirerer o roethoio de ensino artoi-l ido em seu
collegio, limiiar-se-ha apenas a afirmar aos pais
do suas discipulas, tanto internas como externas,
que ludo envidar para o adiantameoio das mea-
rais, visto ser este o rr.eio mais propicio de sus-
tentar o lisongeiro ere lito, que aricas ao favor
publico,* lem acompanhado ao collegio de Santa
rsula, desde a sua creac.au e insUllago.
As differenles-aulas do collegio sero dirigidas
pelo* segointna professores :
O "iihiires :
Dr. los S >ares de teredoFrancez.
Dr. Fllippe Nery Cullar;i)Injlez.
Dr. Augusto Carneiro Monltiro da Silva San-
tosGeographia.
ioiquim B-rnardo de afendoocaPiano e canto
Eluirdo G i'laiiltDesenlio.
D^ssppareceu no dia 18 do correle, do si-
tio de Manuel Luii Gongalves, na Ponle de.Uohoa,
urna canoa aberia que pode conluzir 500 lijlos,
forrada do cobre, com 2 banquinhos na prfta, um
menor outro maior, e cora um bico de forro na
pro i : quera delta der noticia na rus da Cidein
do Recite n. 43, ou leva-la no seu sitio, na Pon-
te de Ucha, s-r recompensado.
a ouipras.
Comprara so moedas de ouro de 20j>000:
na ra da Cruz, armazem n. 19.
Compram-se eseravos.
Compram-se, vendem-se. etrocam-seeseravos
de amti"S os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se eseravos,
de ambos os sexos, que sejam sadlos e de boa
figura, com habilidades, e que sirvan) para o ser-
vido de campo, de 8 a 40 annus de i-iade ; no es-
cripturio de Praaeiseo Mjthias Pereira da Costa,
na ra Direila n. 66.
Compram-se moedas de ouro brasileiras de
20> ; no eseriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
TWfl & 1''ilhos, largo do Corpo Santo.
Compram-se eseravos
sendo do sexo masculino, morbos, de 12 a 2") an-
nos de ilade, e sadios : ua rua da Imperatriz n.
12, luja.
Comiira-se urna taberna com poucos fun-
dos, seui.i nos arrab illes da ridale, e tendo a
casi comrBidos p*ri punca familia ; quem tiver
e qneira veuler annuecie.
Compram-se mangabas em graniles poredes
para doce : ni rua di Senxala Nova n. 30
Compram-se gjjrns raxios-mn palha, indo-
so buscar aonde estuurem : na rua Nova n. 52,
leja.
Compra-se
na praca da Independencia n. 22, notas do ljj c
5;000 velhas, com mdico descont.
Compra-se urna grade de madeira com ba-
laustres paia tscriplorio : na prai-a da Iudepen-
den-ia n 22, luja.
Compra-se urna porco de formas de velas de 6
em libra, das do modelo de espermacele ; na rua
do Passeio Publico D. 11, luja.
Vendas.
Na casi de James Crabtree 4 C, rua da
Gruz n. 12, lera para vender pannos azues de di-
versas qn ilidadi-s para firdamento da tropa, da
melhor que aqu ha, e por menos preijo do que
em qualqier uitra parte, e tambera panno azul
para capoUs.
100 barricas de cerveja branca d9 ptima
qnalidale em um s lole ou em lotes pequeos,
50 g'gos o calas de champagne de urna marca a
mus afamada : na casa de-James Crabtree & G.,
rua da Cruz n. 42.
Vendem-se ps de larangeirss, de umbigo e
da chin, ps de sepoti, frueta-pso,, pota. li,
mao para cerca, e ootras quafidates.de plantas :
p sitio da viuva de Joao CirrolL na Pont* de
Uchoa.
Veode-se ura par do arrojos para carro do
4 rodas com pequeoo uso, epjor prego- coronjod:
nai rua do Trapiche n. 14, primeiro andar. Na=
mesma casa rende-se urna bonita parclHa de car-
vallos do Rio Grande, estando j ensinado para
carro.
Velas de carnauba e ditas de composicfo,
linio para a Ierra como pira emtarque', por me-
nos prego do queem oulra qualquer parte, por
haver grande porco : os compradores- pcderSo
dirigirse cua do Vigaiio.caaa n. 2B, queacha.-
ro a qualquer hora cum quem tratar.
Vende-se nnra rasa terrea com 8 mei-agvas
no fundo, e chaos proprioSi na ruado Padre Hlo-
riano ; cujas-rende per- armo 1:550$.; a tcalar na
rua larga do Rosario n. 20, segundo-andar.
Vende-te um moleqt*B de idade de
H9 annos pouco amia ou rueo oora al-
gumat UaUlidadairtO juri cotdxa, eko>
peiro, bolera um carro : a ver e tratar
na roa da Aurora ou 80.
Vendem-se velas do compoaico pelo dimi-
nuto precode 18^-a-arroba;, d-oV T*l$ em lih
bra : na rua Direita, loja n. 58.
Vende-se a taberna da rn* dos Copiares;
anligabeace do. Isbato o. 12 : a tralar na mesma,
T-ende-sr urna escrava moer, reforgada,
cora alguraas habilidades ; na ra da Usperetrir
n. 3, segundo andar.
IP JilM % UMMM*
Velbutioa de-cores que parece rerdadeiro vel-
ludo, capas db laa de diversas cores e mascarasc
na ruado Cabug-rr. 8. loja de Almeida & Burgos
Vende-se na rja de Apollo n. 28, armazem
de Manoel Rerreira da Silva Tarroso, o superior
vinho do Porto em.garrafas, por prego cemmoda.
IWi
DE
KA UM \ 1L XVMMXM
DdK
Joaquim Francisca dos Santos.
40 RUI M OUEIMADO 40
Defroote do beoco da Gongregatjao letreiro, veTde.
19000
Seda .ie quadrinhos muito fina covado
ttnfeites de velludo com froco pretose
de cores para cabera desenhora da
ultima moda
Pazendas para vestidos, sendo seda la
e seda.carabraas e seda tapada e
transparenre, covedo
Luvas Je seda bordadas e lisas para
senhoras, homense meninos
Lengos de seda rxos para senbora a
2000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lengos de gurgurao prelos.
(licascapellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafea rdxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
2&500
81500
2#000
$500
320
600
Selim prelo azul e encarnado praprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado
Casemiralisa de cores 2 largaras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
tampadosde todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propri* par?
forros com i palmos delargnra o
corado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e debabados
Ditos de gaze e de seda phantatia
Chales de loquiro muilo Gaos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
1*600
2*000
19500
LioJias de Pedro V.
CHAME SftRTIMEOTO
Fazendas e roupa feit
NA LOJA E ARMAZEM
Joaquim Rodrigues Tarares de Sello
ROA DOOJfJEIMADO N. 39
IlfSTJA.lOI* E.9DJUfcO IWI*
rnvtd.Uf,fH0mplet0,8OrlO1M,0'der,uPa feil
ter m*-r d* '?U-' freoe W* desejar
L1TJ2S252 feUo "-todo gosto dirijam-sa
aeeie esuile|ecimento,que,eicoitrario. um-ha-
desempenhsrasobrasavontade dos fregoezese
. iZOl amJnia* sortimento de paletots- wccos
"K,zailt',UmeD"a de.oArcinzeDto, eseures,
- iBra ** 0'",* UQH <">8 da mesma fa-
zenda de pura laa fina a 8. ditos de raeia case-
mira de cores escuras e claras e ainzentos de
fila,!T2 f UD8"emira- de- quadrinhos,
Ib, ditos.de alpaca una sacos- a 6, ditos so-
brecasacosa8. dltoSTomgoda d> velludo a 9a.
w1 5"2?2'e-d" c"emi" RTeta. aaohrecasa-
2?2 a 3-*1? e 30*- sobreessacos muito finos a
Vi* ,^letia9 brDt de fu'*o ede gan-
ga'MJe5|, colletesde valludo bordad* a 12*.
,2 dei!?r5.uri* ** seda Prelos muit0 bos fa-
f. qS*S[' "P* d" o8"^" 5. ditos de fus-
tao a djtjOO,, calgaa de brim e de fusto a 4 e 5*.
lai l i**6?*!!;" d? COreS 9* e 10' d,,M Pfe'
.. M9, a9Mm como muilos mate uniros
qoe sena uapouirel aqui.asr podar menciooer!
Barato.
araquem precisa de eslabelecer qualquer ne-
gocio em poni pequeo, aluga-se, a lena da rua
uireila n. 102 com a competente armago, pro.
pna para qualquer negocio : qoem precisar pods
procurar na mesma rua n. 100.
Vendjr-se na rua larga do Rosario, pan-ando a
botica do Sr. Jartholomeu. segunda loja de miu-
nt.1" ^ -1 w*r um soi tmenlo de
lionas de Pedro V, em cartio, e muilo em coota.
PT^riaa. pata ca*, de faoMis) e aKahrte* Ka
^m^&^ssss^9 ,Dnit0 em ^"lSr^-
Veode-se um pino de mesa,
!!5,,Je*1"* pmm vWBV par preea.com-
*^* '^^^^h *t -PrimVli airdt.
AitlM.ee reada em casa do Sr. Augusto Xavier de Souza Fonseca'
odlcdoiittiedostfrmw das molestiu, contando
wmdtatriaeTlpeo^ttes BTincipaatorgios que
^entraar awcomposigao do corpo baawno, da fe>
bia,;Soa* divisci a denominacoea, da> circula-
gao, dea symptomas e suas divisoes, ele, etc. ; e
roga o abaixo assignado aos seohores ass'ignanies
da dita obra qu* teoham. a- bondade- de mandar
recebe-la nos lugares cima mencionadoi.
VBmre*$e nnra morada de casa
terrea na rua da matriz da, Boa-Virta :
a fallar na mesma rua.sobrado que yol.
ta para a rua da Glora n. 33.
Pailaria
Veode-se um esfabelecimento de padaria bem
montado, cem um deposito no centro desta cida-
de, em muito bom lugar : tambem se vende s
a padaria muito em conta ; a filiar na travessa
do arsenal da gaerra n. 1 a 3.
!# Rodead'afuas
embornes- % Moen das de canoa.
% Taixas.
dM* Rodas-den ta das.
#Brones aguilhes.
^ Alambiques"de fere.
% Crivos, padres etcn ele:
% Na fundicao de fera daD. W# lowman. Z
dj ruadoBrumpass.Hdao chafctir. S
I
MBT
Sua k Crespa,
lojan. 25- de-Joaquia Prreifa- db S, rende-se.
por pregos baratissimos, para acabar : pecas da
tcambreu litaiBna a,3 organdy muilo Snn.e<
,madarnaaae rs. a-covadcs cassas abertarde
Henilasi corea a 240 rt., chitas largas a 200 a 240,
cortes de eassa-de oores.2&; entrenreios borda-
dos a 1**00 a pega, babadoa bordados a> 320 a
vira, sedinhas de quadros Anas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e Ole a 5. penteadores de
carabraia bordados a 5. golliohas bordadas a
b4U, ditas com ponas a 2*500, mangoitos borda-
dosde cambraia e fil a 2, damasco de laa com
9'palmoa-de Laraaraa 10609.. bramante de-linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, lavas
para senhora a 100 rs. o par, canas de fusto en-
tenadas a 5$, pegas-de madapolao fino a4r, laa-
zinha de.quadrea^para vestidos a 320, caraisusde
cambraia bordadoa a 2j, jobiecaaacas da panno
o ^ e ^8" Mletata de panno e cas*mira>dB
6 a 2DJ, ditos de alpaca de 3J500 a 8!*, ditos de
bnm dexorese brencos de 3*500 a 5g, calcas de
casemira pretas e de cores para todos ps procos.,
ditos de brim decores a broncos de-2* a 5*. ca-
misas brancas e de cores para todos, os procos,
colletes de casemira de corea finos a 5* ; assim
corno outras muilas fSzendas per menos do- seu
valor para fechar contas.
Bolsas lie tpele par
viagen.
Veodem-se mubkairHas bolsa* de tapete-pro-
Si?Vi left-P" "*?! Pl^b-raUsaSas
pregos de 5*. 6t e7j| : na loja da amia branca
rurdoQueimadon;rrJ: "Branca,
amenicaii a 100 rs.!
d*V 2rMf jortdclff
branca e db todas as coras, astas linhas*
sao fabricadas' para cozer car machinas
por serem. amito for^a a iguaes sao a
melhores lionas que tea vindo a este
mercado.
[Retroz e>tro$al- preto e de|
cores
tambera propTio par coser em machi-
nas, veai em carreteis e vende-ee em li-
bra a 20*.ou 2$ am carretel de 12 em li- !
bra : na rua da Imperatriz n. 12. prioci-
l pal deposito de machinas de coser,
i N. b. Como existe um grande sort-
menlo dssles objectes vende-se meamo |
a quem nao tem comprado machina da
cozer.
240.
Gassas de lindos padres e- cores fizas que ae
PdegaranXir aos comprado, a 240 rs. o aovado
na rua do Queinjsdo, loja de 4 porlaa n.39.
de
fara bales.
E' cliega lo aloja da Aguia de Ouro da rua do
Cibug ii. 1 R, ns ver.ladeiras molas para balos
que se vend*m pelo bataratissimo prego de 200
rs. a vara ou peni de 50 metros a 8glW0, assirn
como cintos do raarroquim muilo lindos'pelo ba-
kaliasimo prego de la i 1*200, pentes de*orra-
chi t-inio para alisar como para blxos, e de Ira-
?essn par.i meninas, de todos os lamanh'is, o mais
fino qu> pode haver, assim cerno .chaguo o bello
sortimentn de franjas de bollla para cortinados,
ecas de 15 aras a Hg..3s5v0, e 43000. ditas sem
bolota a 2*500 e a 2*800 a pec/i de 16 varas, e
muios outros nbjeclos que se vendem muito ba-
rato que vista do freguez nao se engeila ne-
gocio.
Cal de Lisboa,
Vende-se cal superior da Lisboa, propria para
engenho a 5* o barril: na rua da Cruz n. 66, ar-
mazem de assucar.
Vende c um encllenle sobrado de tres an-
dires c soi'), sito na rua Direila n. 40; quem
pret"nder, dinja-se ao armiznm n. 7 contronte
porta da alfan lega, qiie achara com quera tratar.
Vende-se um bnm terreno proprio para
qualquer propriedade, na rua da bica dosQuatro
Cantos cid Olinda : quem preiendn-lo comprar,
dirija-se a rua do Caldeireiro n. 74, que se dir
quem vende. Na mesma casa cose-se costura de
alaiale.
Vendos^ um escravo cora atgomas habili-
dades e si-ni vicios, o motivo se dir ao compra-
dor : nos Afogadus. rua de S. Migu-1 n. 31.
Vende-so a taberna da re* de Hortnsn. 4,
perlencenle a Sebaslio Luis Perreira, nma das
inelhiires e mais sfreguezadas do bairro de Santo
Antonio : as pessoas a quem coovier, dirijam-so
casa terrea n. 6.
Loja do vapor.
Grande e variado sortimento de calgado fran-
cez, roupa f.-it-i, miudezas finas o perfumaras,
tudo por menos do que rm oulra parlo : na loja
do tapar, na rua Nova n. 7.
Veirrle-ae orna barcaga construida de nevo
a snfra pissaia, carresa 24 caixas : quem a pre-
tender, dirija se a roa do Livramenlo, loja defa
zondas o. 8, que thi se dii quem a rende.
Attencao
^--largo da l'ciilia -
Os proprietarios deste estabele-
cimeotoeonvidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom abarato que se
acharo, em seu armazem de raolhados de novamente sonido degeneres, os malhores que lem
vindo a este lercado, porserem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por coma dos proprietarios
Ggos com cliarapattUa
las melhores marcas que ha no mercado a 209000 e am garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a 1*000.
Barrs com azeonas
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Srvela Vraaca
das mais acreditadas marcas a 5*000 a duzia e em garrafa a 500.
Qaeijos amengos
recebidos pelo ultimo vapor de Europa a 31000
Queijos oarlo
las melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 960 rais a libra, e em poreao se fa
r algum abatemento.
Qaeijos sasso
recen temante chegado e de suqerior qualedade a 960 res a libra.
Caoeo\ate
ios melhores autoresde Europa a 900 rs. alibra era porgao a 850/..
MarmeAada imperial
do afamado Abreu.e de outros mais fabricantes da Lisboa em latas de 1 a 2 libras a 800
rs., em porgad de se far algum abalimento.
Ma?a de tomate
am latas de 1 libra por 900 rs.,em porgaovende-se a 850 rs.
Conservas fraaeezas e iaglezas
s mais novas que ha i mercado a 700 rs.o frasco.
Latas de boYacuvaiia de soda
cora diferentes qualidades a 19600 a lata
JLmei&as traaeezas
is mais novas que tem vindo a este mercado em eampotairas.contendo 3 libras por 39000 rs.
s era ratas de 1 e 1[2 libra por 1*500 reis
CaixinVias com 8 libras de passas
i 39000 rs. em ptelo se far algum abalimento, vende-se tambera a retalhoa libra 500 rs.
Manteiga iuglea
perfeitaraenteflor a mais novajue ha no marcado a 1900O rs. alibra, am barril safar al-
gara batimento.
Cl\ perola
o melbor que ba neste gener a 29500rs. alibra dita byson a 29000 rs.
Maftteiga fraacez.
a 720 rs. a libra m barril so far abat mente.
Toacialio de l%lslo
o mais nova que ha no morcado 3*0 rais a libra.
Macas para sapa
trn eexiobas da 8 librar com deferentesqualidadespor 4f)f06 rs.
Tambem vendtm-seos seguintes genero,Indo recentemeatecaegido e de superiores qua-
lidades, presuitosa 48o rs. a libra, chosuigamuila nova.mftrmemda domaisaftmadofabricanta
de Lrsboa.roaga de tmate, peraseooa, pessa, fractasem calda, ameodoas, noaes, frascos com.
imendoas cobertas, eonfeites, pastiBiat *e viriasqualidadea, vinagrebraneo Blrdeaux, proprio
para conservas,cbarntos dos melhores. fabricantes de Sn Flix, majas d todas as quahdadas
Na luja de fzendasaraa do Qiieiraado n. 50,
ha para vender diversos selting, redeas, eat(ibnflr
esporas, prca-iras, silbas, e tola a mAis aario a um cavnileiro, haro cama todas as ferra-
gns tendentes a. um aelieiro ; tibm. a aro*
maetnoa p.ira costara com wwuo.; taio iatt
se tender sera ressrra da ptaca.
gresso.
Oueijosflamengos cheggdos no ultimo paque-
te da Europa a 2fS00 ; venda-se nicamente no
armazem Frogresso, no largo da Penha n. 8.
mmmm mm-mmmmm
Gitrgel Rua da Cadvia loja n. 29.
Receberam modernos vestidos de pban-
tasia e de cambraia brancoa bordados.
Receberam novos vestidos de seda, di-
tos de blortde com lodos os-pertences.
Receheram completo sor limen to de
mantelete, sabidas de baile, taimas de
croze de seda, dilas pretas bordadas.
Vendem modernos, chapeos de palha,
enfeiles modernos para senhoras.
Vendem ascommodas saias balao de
musselma. e eutim para senhoras e me-
ninas.
H Vendem seila de quadrinhos, grosdena-
I pies escuros. ditnsde quadrinhoa.morean-
gi tmue e lanzinhas em covado, cassas de
|S salpico,cambraia de cores,organdis e mais a.
J| fareodea i-roprias para-veelidos. II
ffnii wmii mi m mi wil
A laja da boa-f
na rua do Q aeimado a. 11
eit mato srlida.
e vende muilo barato :
jj*21 hranco de puro Hnho trangado a 1J900 e
ilann"" 3 Vara dito P*"10 muiU superior a
1^200 avara; gangas francezas muito Qnas de
padres oscuros a 500 rs. ; riscadinhos de linho
propnos para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : corles do carea de meia casimira a 1J600 ;
s de brim de linho de cores a 2# rs.; breta-
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
iogiosdBou.ro de diversos fabricantes iugiezes,
por prego commodo.
Assucar e canna.
Venda-se assucar masoavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do pateo do Pararzo n. 16,
casa pintada deamaretlo.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem de lazendas da rua do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas acamas
por ser di melhor qualioade, e todas brancas
Tachas e rnoendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grandasorti-
mento de tachas emoendas- para engenho, do
muilo acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores Qxas
{a_doze vintensjo covado, mais barato daqne
ehita, approvokem em quantn nao se acabara ;
na rua do Queimado n. 22, nabemcoahecida lo-
a da Boa V.
Una do Qaeimado n. 5&
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TA VARIS
DE MELLO.
Ha cortes da-vestidos de sedado cores, faaanda
Vinho do Porto, genuino,
Rioo de 182.
Stomaca de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias.e em caixinhas, a dinheirt-, por ba-
rato prego.: rende-se Da roa: de Trapiche i n. 40.
escripterio. ^
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas ingieras.
Peilosparacarmisas,
Biscoutos
Emcasade Ariwight are, ruada
Cruz n. W.
nha de Moho moito Qna a 20. 22 e a 24$ rs. a ,nuil0 superior cem pequeo toque de mofo
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
saoerior a 1400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2;40() a
duzia ; dilos maiores a 3J ; ditos re cambraia
de linho a o>, 7 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n8jrs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
llo a 2j000 ; e alm disto, outras muilas fazee
dos que se vendem muito barato- a diuhiro a
vtela : oa rua do Queimado n. 22, loja da Boa 6.
iooitos cintos para senri
ras e meaiBas.
Na loja d ag*iia branca vendem-ae mu boni-
tas filas cem nvaias pata cintoa da senhoras a
meninas, e pete baratissimo prego de 2t[ : em
dka loia da aflua branca, rua do Queimado nu-
maro 16.
Cheguem ao barata
O Pregnica est quairnaa*) am sua bia naJ
rua do Queimado n. 2.
Pegas de. bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga., collete e paliiots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, ra.
a vara, dita. liza, mmpwanta maita fina a 3,.
it, 5?S, e65 a pega, dita tapada, com 10 varas
a e6a peca,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 240, 260e 280 rs. o nota-
do, riquissimos chales do marin eslanpado a
T e 8f, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9| cada um, ditos com
urna s palma, rauiuj fiaos a 8*500, ditos lisos
com franjas de seda a 51, laiums dacassas com
b&rra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
hnas para senhora H$a duzia, ditas de boa
qjulida4e 3* o 3500 a duzia, chitas ftao-
cezas de ricos desenhos,,para.cob*rta a 2SOra.
i> avado, chitas escuras inajexasa 5J900 a
, peca .a a 168 rs. e covado, brim branco de puro
Farinba a 31500
Veode-sefarinha de mandioca a 3J500
a acca : oa rua da Madre de Dos nu-
mero 35.
*
I
6
Seguro contra Fogo
COMPA1V1IIA
LONDRES
se
I
9
i
i
gamma asnito fio, ervirbesfracezaa>chsmrgneda6 mais acreditadas mareas, aetveja* daditas, llinho a I, 192*0 o 1600 avara, dito preto
parnMcetttJeratov'lieoPwfraofezcesiailB finos, marrastainoie zara, azeiledocajpurificado, aze-|muita encerrado a !-50O avara, brilhantina
lona*, muito nova, lanha d>poTco refimwa a out*aamu toagen os ojuaenoontiarao tendentes* ,'mml a 46rs. o eowdov alpacas do differeotes
mnfhado^^isMpwmatiemospwjajavioftvenJerempormui a'360 is. o covado, casemiras pretas
psomettmn mais tamfcra serviVera quelps pessoas*que mandlrem por autras poueo pratioas eemo fina* a 2140O, 31 a 3a00 o corado, cambraia
s iaweni pessealaaeate; regata trale a todos ob senbores de engenho e senhore lavradorm
qaeTrara mandar suas epcam monda o* armaBom Frogresso,que so Ibes afJBanoa a boa qualidadee
a acondicionamemo,
preu e de salpicas a 500 rsf a vara, e outras
muitas faiendas que se far patente ao compra-
dor, e da todas sa daro amostras (om ponhor*
601000, dilos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chale de toqui m que esto-se acabando
a 399000, ditos de mirin bordados com pona
redonda a 8000, ditos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos estanpados- com listras do seda
eos roda da barra a 91000^ ditos de rieas-estam-
pas a7l00O, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 2$000, ditos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos manieletes dagrosdi-
naples preto o de cores ricamente entonados a
25*000, ditos muito superiores a 301000, en-
feiles de vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 11000 o covado, carabraias de cora]
de padres muito delicadosa 800 rs. a vara, ditas
de outras qualidades a 600 rs. avara, ricas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 309,
320, o 400/ rs. ao eovado, a melhor que se pade
imaginar, paitos para camisa a 240r$i. cada urna,
cortes de casemira de corea a 61009, ditas em
pesca de quadrinhos a 41000 o covado, golliohas
de muito bom gosto a 19000, ditos do outros
bordados ricos a 3$Q00, manguitos de cambraia
bordado a 3*000, trasbordados e entrimeios
quese vendem por p*eco commodo. bameazil do
cores proprio para roupa de *r tangas, e-capinhas
para senhoras a 1400 rs. o covado, cortes d
camkraias de salpicos a 51000, cortos de cam-
braia eafeuadas com tira bordadas a 68000
e outras muitas mais fazendas que ser difieil
iquipode-Us menetonar todas.
Por metade do seu
valor.
Rua da Qneftad n. tk
Vestido* A-\j 11 rtmniaburaii_U.iliac,o>
duassaias, pelo aaratiasimo prece da lOft cada
I um corte. '" m
(auibraias
baratas.
19 Rua do Queimado t9
Cortes de enrobrata brancaamito fina com sal-
picos miudlnhos a 49600.
Cambr'jieta para vs4idvj-, muito Bna, pelo ba-
raiiMiiSW PMfo de 2600, 29909; 3 a 39560 cada
peg..
Bales de mussulina, ditos arrendados, dilos
0A.GENTES
jjC-J. A.9ey & Companhia.
|-------------------------------------------------------
f Vende-se
Formaa do ferro para
purgar mssuear.
Echadas de ferro.
Ferro sueco-
FsptBgardas.
I Ac de Trieste.
I Pregos d cobre de com-
posico.
Barrilla e eabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhiiiha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley A C.
As melhores- raachiJias v co-
zer dos mais afirmados au-
tores de New-York, Sia-ger
da.C... Wfiecrer 4 Wilson e
Geo. B. Sloat A C.
Estas ma-
chinas que
san s aielho-
ree e mais
duradouxas
mostram-ea a
qualquer hora
e easina-se a
trabalhar as
casas.dos com-
pradores g-
raatiado-ae 4
sa boa quali-
dade e *jra-
o : no depo-
sito de ma-
chiaas da
Raymando Carlos Leite & Irmao, rua da Imoe-
latsti a 12, adiigMoaote atorro da Boa-Vmta.
Botica,
Berlholomcu Francisco de Souza, rua iarg
Ratao n, 38. vendo oa. senumles m*\r
nenias a
seguales medica
Hab rABeoJeur.
PBmhi
Ditas vegetis.
Salsa parrilha BiislaJ.
Dita Sands.
Vermfugo ingloz.
Xaropedo Boiqua.
Plluras americanas (contra febres).
Ungento HoRoway.
Pirujos do dilo.
Ellixir anli-osroathico.
12itTras* bCCC* ^^ ""' roUtas*^0DCs
As como toa um grandeaoninaato da pa-
pel par forra de sala, o qual-vendo modleo
preco.

ILEGVEL


DlAteO 3K VBRIUMAUQO. EJU5A IRA 1 M 4AM0 M lMl.
W
Qualidades cscoihidas.
4o--Rm IMnU-44
Eis a feala I neoaseario renovar o calcado e
correr ao estabelecimenio da ra Direiu, que o
vende mailo fresco e en pereo estado -por es-
le pregos ;
Borzeguios de hamem (bezerro e lustre) 9(500
Ditos de uto idem) 9J0O0
Ditas edito idem) BgoOO
Ditos dedito idem) 8(000
DUos de dita idem) 69006
Borzegaius de senhor* 5j000
Ditos de dita 4*800
Ditos de dita 4500
Ditos de dita 48600
Sapilos de bezerro {3 1|2 batera) 59600
Ditos de dito e de lustre 5#000
Meios borzeguios de homem 61000
Barzeguins de menina 4g000 e 39600
Sapatoes de bezerro pera menino 49 e 3*500
Sapatos de lustre para senhora a 1(200
PecMnchasem
igual.
Cassas francesas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
muito liados padres a 240 rs. o cova-
do, ditas orgaavJy* matisadas a' bom
gosto a 210 rs. o covado : na loja do so-
brado de i a adares na ra do Crespo
n. 13 eno armazem da ra do Impera-
do.- n. 36 de Jos Moreira Lopes.
Iz^
Vendem-se 5 carros novos com lodos os
arreios : na ra Nora n. SI.
Ceblas.
Vende-se a 610 e 800 rs. ocento ; na travessa
do paleo do Faraizo u. 16, casa puada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cuegou ltimamente a este esubelecimento um
completo surtimeole de chapeos pretos francezes
do tnelhor fabricante de Paris, os quaes se ven-
den) a 7*000, ditos a 8*900, ditos a 99000
ditos muito superior a 10*000, ditos de castor
pretos e brancosa 16*000, o melhor que se
poda desojar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 7*000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se venden por proco
barato, bonets de veludo para meninos a 5*000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
da panno muito bem arranjades a 3*500
chapeos de seda para senhoras a25#000 muito,
s iperiores, ditos do palha escuras proprios para
campo a 125000, ditos para meninas 10*060,
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12*
muito superiores, ditos franceses a 8*000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de veludo a 39000. ditos de tranca a
1*600, sintos de gruguro para senhoras e me-
ninas a 2*000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e gfessuras,
com rame e sem elle a 400, 590, 640 e 1* rs. a
poca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 16.
SYSTEM MEDICO DEEOlLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.-
Este inestintavel especifico, composto inteira
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio nem alguma oulra substancia delectara. Be-
nigno mais lenra infancia, e a com pleito mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
entecamente nnocente em suas operacoes eef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs etenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas caradas comete
remedio, minias que estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcea, depois dehaver ten la-
do inultimente todos osoulros remedios.
As mais afilelas ni devem entregar-se a des-
esperado ; fagam um compleme ensato dos
elBcazes effeiios desta assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempe em tomar este remedio
Dara qualquer das seguintes enfermidades:
Pobreto* da especie.
Gotta.
Hsraorrhoidas.
4 3*000.
Sarcos cora arroz de casca, tende a raaior par-
te pilado ; no caes do llamos n. 6.
Vende-se na ra de imperador a loja n. 68.
com miadezaa, ermago seas peiteneee.; quem
a pretender, drrija-se a mee me. v. -,v
Chapeos de castor
Na praca da Independencia os. 4,32 e 34, ven-
den-se exce I lentes chapeos de castor braacoe e
pretos, rapados e com pello, pelo diminuto pre-
so de 10o 12*.
\AViras sterVuias.
Yende-se libras rteriinas no escriptorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira Corpo Santo.
Gomma doAraoaty.
Vende-se excelleote gomma do Araealy; na
ra da Cadeia do Recife, primeira andar, o. 28.
Pechincha.
Veade-se urna negra de naci, ou troca-se por
um moleque : na raa do ftsagel n. 11.
i Remedi >s americanos
DO DOl-TOR
iRadway & CM de New-York!
PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
S Pilulas reguladoras. 2
Estes remedios j sao aqu bem conhe-
5 cios pelas admirareis curas que lera ob- 9
' tido em toda a surte de febres, molestias 9
chronicas, molestias de senhoras, de pe- 9
le etc., etc., confrmese v as instruc-
9 coes que se acham traduzidas em por-
9 tuguez. 9
9 ------------ 9
Salsa parrilha legitima eg
original do antigo
SDR. JACOB TOUNSENDl
0 melhor purificador do sanpe 9
cora radicalmente *
jy Erisipela. Phtisicag. fj
A Rheumatismo. Catarrho. o*
Chagas. Doencas de figado. fj
^ Alporcas. Effeitesdoazougue. g
^ Impingeos. Molestias de pello, gj
&, Vende-se no armazem de fazendas de m
Raymundo Carlos l.eite & Irmo, ra do
lmperatrizn 12.
9
Utf/nlWi RiAAdrA i Vendem-se escravos.
AfgVUftU nitJUmiVe UmmuWnhodelS.nnos.bolaeiro.ldi
Vende-se algodeo monetre eom duaslarguras,
muito proprio pera toalhas e lenges per dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baralisatmo
prega deOOOrs. a rara ; na raa do'Queimado n.
22, na loja da boa (6.
BASTOS
Potass.1 da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhscido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova de superior
qualidade, assim como tarabem cal virgem em
edra, tudo por precos mais baratos do que em
utra qualquer parte.
Vende-se urna loja
de calcado com poucos fundos, sita na ra Birei-
ta n. 11 adinheiro ou a prazo, mui propria para
algum principiante por ser bem afreguezada e
com pequeo capital pode fazer muito negocio :
o protendenle queira dirigir-se A ra larga do
Rosario n. 22, ou ao largo da Livramento, loja
de Manoel Francisco de Mello.
Cera e sebo
No armazem da ra da Cruz n 33, vende-se
cera decarnnubi em porgo de saceos a 8JJ500 a
arroba, sebo do Porto em caiiotes em poreo a
10$, lio da Baha a 750 rs. a libra, cera amrella
a 320 rs. a libra, velas de composicoes e carnauba
pura a 14*.
&m*ntQ9m san es^s^H
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthrna.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidadeou exleaua-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dasinteria.
Dor de garganta,
de barriga.,
nos rie.
Dureza no ventre.
EnferroiJadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Eneha quera
Herysipea,
Pebre biliosa.
Hydrcpesia.
ictericia.
Lndige&les.
Inflammaeoes:
Irregularidades
menstruac,5o.
Lombrigas de toda s-
peeie.
Ha4de pedra.
-Manchas na CHtis.
Abstrucjao de venlre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Reten|jao de ourina.
Rheumatismo.
Sym plomas secundarios
Tumores.
Tico dol oroso,
Ulceras.
VtQ8reo(mal).
iROtl'A FEITA ANDA MUS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
i DB
[Fazeodase obras feitasj
que oui 'ora tinlia loja na ra do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Goes & Bastos participa os seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que liona com o meame Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo jT
nnme, por isso cou gyrando a mesma g
(Irma de Ges A Bastos, assim como apto- veita a occasio para annunciar abertura 1
do seu grande armazem na roa Novajun- 8
le a Conceicao dos Militares n. 47, aue tt
passa i gyrar aeb a firma 8
DE
Bastos (t Reg k
com u rcupasfeiUs e fazendas da apurado gos- 55
to, por precos muito madificados como m
de seu costume, assim como se}i eos sobrecasacos de superior panno fine If
prcto o de cor a 25$. 28$ e 305, casacas
do mesmo panno a 309 e a 35$, palelots j%
snsrecasacados do mesmo panno a 185, |
20$e a 22J. ditos saceos de panno preto a f|
12{te a 14$, ditas de casemira de cor ||
muito fina modelo inglez a ag, 10$, 12$ S
e 14$, ditos de estumenha fazeoda de
apurado gosto a'Jia e 6J, ditos de alpaca
prela e de cor a 4$. sobrecasacos de me-
rino de cordao a K$, ditos muito superior
a 12$, ditos saceos a 5$, ditos de esguiao
pardo fino a 4$, 4$500 e 5$, ditos de fus-
tao de cor a 35, 3&500 e 4$, ditos bron-
cos a 45)00 e 585(0, .utos de biira pardo S!
fine scco a 2800, calcas de brim de cor
finas 3$. 3$500,4$e 4$500. diUs de di-
to branco linas a 5$ e 6$500, ditas de I
i prmceza proprias para luto a 4$, ditas de *
i merino de cordao pete fino a 5$ e 6$, fl
ditas de casemira de cor e prela a 8$, 0$ 2
e 10$, colletes de aasemira de cor e pre- >
la a4$500e5#, ditusdoseda branca par a
casamento a 5$, ditos de brim branco a 3f
3$ e 4$, ditos de cor a 3$, colletes de me- 3*
rin para lula a e 4$500, ricos rob- *>
chambres de chita para homem a 10$,pa- S|
letots de panno fino para menino a 12j e g
14$,casacas do mesmo panno a 15g,calcas ]
de brim e de casemira para meninos, pa- x
letots de alpaca ede brim para os mesmos, |i
sapatos de tranca para homem e senho- 2?
ra a 15 e 1$500. ceroulas de bramante a ||
183e 205 a duzia, camisas francezas fl- o
nns de core brancas de novos modelos a
178.185, 20$. 248, 28$ e 30$ a duzia,
ditas de peitos oe linhoa30$a duzia, di-
tas para menino a lj800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1;800
e2$ cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito aparado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto precode 35j, e s com avista se
pode reconhecer qu6 barato, ricas capas
de casemira para senhora a 18$ e 20$,
e muitaa outras fazendas de escllente
gosto que se deiiam de mencionar quo
por ser grande quantidade se torna cn-
adonho, assim como se recebe tada e
qualquer encommenda de Toupas feitas,
fnara o que ha um grande numero de fa-
zendas escolladas e urna grande officine
de alaiale que pela sua promplido e per- g
feicao nada deixa a desejar. 31
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz n. 21, chegados no
vapor Tocantins.
Milho novo.
Vndese milho
to grandes a 5# :
Vellia n. 106.
Una muUtinho de 18 annos, bqlaeiro, X dito de
6 annos por 300$ com um pequeo defeito, 2 ne-
gras de 3 amos, que cozinba o diario de ama
casa, e sao toas osaboadeiras, di aegse de 20 as -
nos, 1 moleque de 15, e 1 negra da 22, amaos
para o sejriico de campo, 1 moleque perito co-
peiro de 18 annos, e cutros escravos que se
acham i venda no escriptorio de Francisco Ma-
linas Pereira da Costa, na ra Direita o. 66.
Barato que admira.
Superiores cortes de chita franceza larga de
muito lindos padres, de cores escuras e claras,
miudtnhes, eom 11 covado* cada corte, pele ba-
ratiaaiao prece de 2$5O0; na loja da aoarade de
4 aimaras na ra do Crespo o, 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Espirito de vtnho.
Veade-se de 2$560 a 2$600 a caada : na tra-
vessa do pateo do Paraso n. 16, casa pintada de
amarillo.
A 9,000 a arroba.
Vende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a pr eco de 9fj: no antigo
deposito do largo da Assembla n. 0.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa:em casa de S. P. Jo-
rtnston & C. raa daSenzala n.%2.
Cheguem loja da Boa ( -
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado; cembraias francezas muito fita
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito lina a
49500 e a GJ000 a poga c om 8 12 varas; di-
muito superior a 8$O0 a peca com 10 varas;
dita fina com salpicos a 48800 a pega com 8 1(2
varas; fil de linhe riso ulto fino a 800 rs.
vara ; Urlaiana branca e de cores a 800 re. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nlieiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n 22, ns leja da Boa T.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finas proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fitas a
55000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na,
loja da Boa f.
Na loja da Boa fe vende-se
panno preto fino a 4$, 5$, 6$, 8$ e IOS rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2J. 3$ e 4$ rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 2$, 2$500 e 3$ o
covado; alpaka prela fina a 40, 800, e muito
fina a 1$ rs. o covade ; casimiras muilo finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 4$ rs. o
covade ; ditas de cores claras a 6g rs. o corte de
caiga; meias de algodeo cr muito superiores a
4$800 rs. a duzia; ditas Je algedao SN tambera
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim muitos outros artiges de lei que se ven-
dem baratsimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. S2.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas branca; muito finas pelo ba-
raiissimo prego do 28$ ts. a duzia ; toalhas de li-
nhe para rosto a 9$ a duzia ; ditas felpadas mul-
lo superiores a V2$ a duzia : na roa do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
BATATAS.
So no Fxogreiso, chegadas no ultimo paquete a
mente no armazem Progresso.
3200 a arroba e 120 ra. a libra.
umea-
Fumoem iblhapara charutos.
De todas as qualidades -em fVrdos
grandes e pequeos: na travessa da
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes. engomma, ensaboa
pereitimenle, eozinha e faz lodo o mais servico
de sais casa, muito cariobosa para criaocas: na
ra do Queimado n. 39, loja de fazendas.
E' bara tissimo 1
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores filas raiudinhas a 240 rs. o co-
vado* csmbraii. organdys lindos desenhos a 400
ra. o covado, e chitas largas finas de 210, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prece : ao-se amostras com penhor.
RuadaSezalaNo\au.42
Vende-se; em casa do 8. P. Joohston *C,
selhns -ailhes nglezes, eandeeiro e castieaes
bronzeados, lenas nglezes,
Saes
fio de vela, chicote
para carros, emoniaria, arreios pata carro de
usa e done cvalos relegios de ouro
ingles.
poiecto
Perfumaras
novas.
[Sedlas de 1,000 e de]
58 de una figura.
Trooam-se estas sedulas sem descont
porazendas que vendem-se por barat-
simos pregos, na ra do Crespo loja ama-
relia n.8 de Leandro Lopes Das succei-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Vendem-se chapeos de seda de muito
bom gosto a 15$ e a 25$, vestidos de se-
da de muito bom gosto a 40$. 50$ e 80g,
ditos de barege e aaze a 10$, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege s 500 rs. o covado, or-
gandiade muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de 016 com ricos bi-
cosde seda a 3$, tainos rnm blcos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com .pellos e punhos de linhe a 30$ a du-
zia, golliohas bordadas para senhora a
1$, mussulinas de urna s tr a 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se venden por metsde de seu
valor ni roa do Crespo loja amrella n.
8 de Leandro Lopes Dias successor de
Antonio Francisco Pereira.
A laja da aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e cout|.|< lo sorti-
menlo de perfumaras Unas, as quaes esi Ttr-
dendo por menos do que rm outra qualquer par-
te : sendo o bem conht-cido oleo philocome t b-
nha(Societ Hygeiik|*e) a 1$ o frasco, finos ex-
trarlosvm bonitos frascos de cores e curados a
2$, 28500, 3 e 4, a afamada bai.ha transpaien-
le, e outras igualmente finas e novissimas ceno
ajaponaiseem bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro tamben cheia da mesma, huile concrete
odonnell, principe imperial, creme, em bonitcs
copinhos com tampa de metal, o muitas oiilras
diversas qualidades, todas estas a 1 o frasco
bonitos vasos de porcellana dourada proptios ra-
raoertea 2$ e 2500. bonitos bahnzirhos rom
9 frasquinhos de cheiro a 2$, lindas (eslillas
com 3 e 4 frasquinhos, e caixinbas ndondasrf.ni
4 ditos a 1J200 e IcfiOO. finos pos para denles e
agua balsmica para ditos a l$e 1$500 o frasqui-
e assim urna intinidade de objeilos que sao
nho
patentes em dit3 loja da aguia blanca, na ra do
Queimado o. 14.
Vendem-se figos de enmmadre o mais novo
pos.'ivel, em caixas pequeas, mermelada nova
em latas de libra e de 2 libras, e barris de 5. de
vinagre cagados ltimamente de Lisboa na bar-
ca Bolla Figueireme, tudo por prego muito
coromodo ; no armazem de Francelino Izidoro
Leiil_g_C., ra da Madre de Dos n. 10.
Escravos fgidos.
novo em saceos rani-
na ra da Senzala
RA
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Bastol
8
NA
Febreto lutermitents,
Vende-ea estas pilulas no estaiwrteeiment 'ge-
ral de Londres n. 224, Strana, e na loja de
todos os balicarios droguista a ?utraspeasoas en-
carregadaa sua venda em leda a America do
Sul, Ha va na e Hspanha.
Vendern-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna aellas, coatem ama iu*truogao em porm-
guax para suplicar o medo de se oetr destas ni-
Lulas. "
O -deposito ,ger,al em casa 8o Sr. Sourra
dharraaceutico/ na ra da Cruz a. 22^ aja Par
naBabaxo.
1
Kua do Queimado
n. 4.6, frente amrella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimenio de sobrecasacas prelas
de panno e de cores multo fino a 28$,
30$ e 85$, paletots-dos mesmos pannos
a 20$, 22g e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14$, 16$ e 18$, casa-
cas pretas muito bem (eitas e de superior
panno a 28$, 30$ e 35$. sobrecasacas de
casemira de cores muilo finos a 15$, 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ra s a 10$, 12$ e 14$, caigas pretas de
casemira lina para homem a 3$, 9$, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 8$,
9$ e 10$, ditas de brim brancos muilo
flaa a 5$ e 6$, ditas de ditos decores a
3$, 3$500, 4$ e 4$500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e ($500, col-
letes pretos de casemira a 5$ e 6$, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5$, ditos
brancos de seda para casamento a 5$,
ditos de 6$, colletes de brim branco e de
fusto a 3$, 3$50O e 4. ditos de cores a
2$500 e 3$, paletols pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a ~, 8$ e 9$,
colletes pretos para lulo a 4$500 e 5$,
cas pretas de merino a 4$500 e 5$ pa-
l lots de alpaca preta a 3$500 e 4$, ditos
obrecasaco a 6$, 7$e 8$, mailo Ono col-
leles de orguo de seda de cores muito
boa fazenda a 3$8oO e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7$ e 8$, roupa
para menino sobre casaca de panno pre- ;
toa e de cores a 14$, -15$ e 16$, ditos de
casemira saces para es mesmos a 6$oO e
7$, ditos de alpaea pretos saceos a 8$ e
39500, ditos sobrecasacos a 5J e $500,
calcas de casemira pretas e de coree a 6$,
6$500 e 7$, camisas para menino a 20$
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muilo superior a 32$ a duzia para acabar.
Assim como temos urna officioa de al
aiate onde mandamos secutar todas as
obras com brevidade.
mmmxemm m____
Ai,000 ris!!
Sapatos de borracha para senhora e 2$500p a ni
horaesa de pgrande: na ra da Impartriz a. f*.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
*Novo methodopara aprender a lr,
a esCTever e afallaringlezetn^ -orezet,
obrainteiramente nova, para uso-de
todos os estabelecLmento* de nstame-'
cito, puMicos e prticulores. Vnde-
se na,pra^a de Pedro II (antigo largo
stodoegio) a. 37, segundo an Cassas de cores.
Ainda se vencem cassas de cores Oxas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f.
BEL0OI0S.
Vende-se esn:asade Saunders Bro hers*
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama
do abricante Roskell, porp rejos commodos
e tsmbemraQcellins e cadeiasiaraos mesmos
deexceellnta costo.t;
Rival sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes artigos abaico de-
clarados, todas as miudezas est o perfeilas, e o
prego convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Cartees de ditos a 20 rs.
Croza de pencas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caisa com 100 a 2$500.
Croza de boloes de louca a 120 rs.
Carretel de linha com 100"jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 ts.
Ditos com dita dita a 500 Banha em lata com 1[2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novase 40 rs.
Ditas com phesphoros especiaes o melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 ra.
Ditos de ditas muilo finas a 200 rs.
Pecas de franja de lia muilo bonitas cores a
800 re.
Duzia desabneles muilo finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60rs.
Phosphoros em caixa de folba a 100rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 ns.
Caixas do agu has francesas a 30 rs.
Pares de sapatos de (ranea de algodo a 4$.
Ditos de laa para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Di tos de olee a 420 rs.
Duzia de facas e arlos de cabo preto a 3$.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Masaos de grampas finos a 40 rs.
Canifetes de aparar peona a 80 rs.
Tesoures para uahas e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de tranca de laa com 10 varas a 320.
Esoovas para denlas muilo finas a 200 rs,
Cordao imperial fine a 40 ra.
Dito grosso a 80 t*.
Cordoes para espartilho a 80 rs.
Caixas para rap muito finas a 1$.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Croza de marcas para cobrar a 0 rs.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetoa a 22$ ra.; ditos de brim braace de
hnho a 5$ rs.; ditos de setinela escuros a 3$500,
muito barato, aproveilem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa 'f.
Queijos novos
a 2,500 rs doce fino de
- goiabaa1$,
vinho do Porto a 800 rs. a garrafa, manteiga in-
gleza a 960, dita franceza a 800 rs., cha a 2$, caf
a 240, toucinho a 320, arroz a 100 r., sabao
massa a 200 rs., alpista a 180 rs.: na tab erna da
estrella, largo do Paraizo n. 14.
REMEDIO INCOIYIPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoes
podem testemunhar as virtudes desle remedio
neomparaveleprovarem caso necesario, que,
pelo uso que delle fizerara tero, seu arpo e
membros inteiramenle saos depois de havor era-
pregado intilmente outros Irataroentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatam todos os dias ha muitos ancos; e a
osaior parte dellas sao tao sor prndenles que
admirara o* mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram cem este soberano remedio
o uso de seus bracos e persas, depois de ter
permanecido longo tempo nos faospitaes, onde
deviam soffrer a amputagao 1 Dellas ha snui-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
tiraen los, para se nao submeterem a essa ope-
rafao dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedie. Al-
guma s das taes pessoa na en fu sao de seu reco-
nhecimenlo declararan estes resoltados benfi-
cos diante do lord corregador a outras magis-
trados, afim de mais autenticaren! sua a finna-
liva. ^
^ Ningaent desesperaria do estado de saude se
| tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio eoastanlemente seguindo algum tempo o
tratamente qne necesstasse a natarera de mal,
cujo resaltado seria provar incentestavelsaente,
Que todo cura.
Ouaguento he ntil, mais prtieai-
lamente *ms Besjmtates casos
-- PngTo do abaixn assrgnado, morador no en-
BenhoM^guBhipe de baixo, sito na fregnezia de
Munbeca, urna escrava crioula, de nome Mara,
a qual tero os signaes seguintes : altura regi.lv,
secca. rosto romprido. naiii rhalo, dent.s lima-
dos com puntas, bem fallante, e representa !cr
a idade de 30 annos, tem mais no pescogo um
carosso do tamanho da cabega de um dedo, o
segundo me parece, mais dous as rostas.um'era
cada ladodBS pares, ns quaes parerem ser pro-
venidles de chirote ; ella fugio ha mais de w.
mez, e anda a pretexto de procurar senhor : re-
con pitoes de campo a sua captura, asseguramlo a
estes urna boa paga; e protestar contia qualquer
pessoa que a t-nha corulla.
Jeaquim Itibeiro de Aguiar
Ceblas a 600 rs.
o cento,
Vendem-se ceblas a 660 rs o cento : na ru I
das Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvido
DA
findico low-mow;
Roa da Senzalla Kova n. 42.
Neste estabeleciment contina a haver-nm
completo sortimenio de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Queijo suisso e
prato.
Na ra das C'uzes n. 41 A, taberna da porla
larga, vende-se queijo suisso e pralo muito novo Dome Isabel, eom os signaes seeuintes : idade
a 900 rs. a libra, assim como tem grande sorti- de 36 toos pouco mais ou menos, altura regu-
mento de charutos da Bahia, dos fabricantes mais
afamados que ha, e vende por menos do qne em
outra qualquer parte, (mais a dinheiro vista)
Batatas hambur-
MoDtarryos.
AtteDcao.
Fucio em 18 de dezembro de 1860 um preto por
nome Severino, crioulo. idade 50 annos, pouco
mais ou menos, estatura baixa e magro, com os
signaes seguintes : um lobinho de baixo do co-
lovrllo direilo e oulro na p tsquerda, os hom-
bros relados de carregar madeira, foi escravo do
Sr. Monoel Olimpio CanreiTO da Cimba, senhor
de Migenbn S. (".aciano : quem a ppgar e levar a
ra da Senzala Nova n. 7, ter bem gratilicado.
Fugio no dia 9 do corrente, un.a prela do
guezas.
hatr-bur-
Barros &
Chegaram alguos gigos com batatas
guezas, que se venden, no armazem de
Silva.
Vendem-se 4 burros muito mansos, e alo-
ga-seuroa escrava de eozinha : a tratar na ra
da Conceigo n.25.
Relogios.
Vende-se em easa de Johnston Pater & C,
rda do Vigario n. 3, urabello sortimenio de;
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos irancelins para os
mesmos.
As melhores luvas para montar a cavallo
vendem-se em tasa de j. Falque, ra do Crespo
n. 4, anegadas pelo ultimo vapor.
Cevada nova,
Vende-se 'tanto a retalho como por atacado,
pelos vreces seguintes : atteba a '2J200, e em
saceos a 2J a arroba: na roa da PerAa n.iW,
taberna.
' 'nde-'seou exeeReiite eabrtWtplntadn
forrado de novo, por commoflo preco : ra fna do
'PWdoT, oecheira 8r. Mineel, aBfctnte-ae fe.
Francisco.
Attenco.
*
Vende-se a taberna da ra Direita n 31, com
poneos fondos, propria para principiante, a prazo
ou a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros
Vendem-se dous ricos carros, om grande e nu-
tro menor ; no escriptorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filho, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Souw C, nicos possuidores
deste xarope j bem conhecido pelos seus bons
eieitos. oontiDuam a vpode-lo pelo prego de 1$
cadavidro; fazem ama dtfferenga no prego aos
collegase a todas as pessoas que tomareaa de.12
vidros para cima.
3SL ^gios jg^
SuissoSa
Em casa de Schafleitltn & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisoutaes, patenies,
chronometros,.meioschronometros de ouro, pra-
ta dourada e {oleadas a oro, sendo estes relo-
gios dos arisseiros fabricantes da Suissa, que se
vandero sor oreos axoaveia.
VeDde-se
EM CASA I>E
Adamson Hiroie & C.
Vinho do Parto de superior qualidade.
Tinta da todas as corea.
Lona e flele. I
Fio de vela.
SalLss.aUbAsa, arreios a chicolea.
Rollas.
Roa do TrapiAe n. 42.
i
Veadem-se noventa apolices da
corapaBb do Beberibe : na ra Nova,
*> 14 primeiro andar.
5 Mlroejio -m portnguet pira apBcir crplnia de commercio. propria para qem qui-;
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeea.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da culis
em geral.
DUas do anua.
Erupooes escorbuteas.
Fstulas no abdomen*
FtaUade oa falta
Inflamma^ao da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
deoHios.
Mordeduras de reptis.
Pieadara Polmbes.
Queimadelas.
Sarna
Sapnraeoespatnaas
Trnka, trm qnalquer
parte que seja.
calor as tremida- Tremor de ervos
des.
Frieiras.
Gengiva escaldsdass.
iBtniaijoes.
Inflamago do figado.
I
Dlceras na bocea,
do figado.
Idas acticalaooes.
Veias roteidas ou no-
das as pernas.
asta ungento no estabelecimento
geral da Londres a. 244, Straid, na loja
detodos os boticarios droguistas e oatras pes-
soas encarragadaB de sua venda em toda a
America do sal Ha vana e Hespanba.
Veade se a 900 rs., cada faoaetiiha contem
modo de lazar uso desto ungento.
0 deposita etal e em asa do Sr.,So>m,
pharanacanisoo, na rus da Crw i, 2i. em
Pera am buco.
ver afi estbdrecer-sh, ,pdr ter riSo so commodos
jrretsos.psra residencia, como lambvm'loia, arma-l
zenj/etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
vSTrrgel Irmlos, qneesrao autorisades para esse
*>, v>n Ttesta prasaua ra-dotabof.lcja n.ll.
I lar, tem urna beUide no olho esquerdo, tem os
i dedos dasmos defeituosns. e a rabega chata e
com cintos, e rrioula : qnem a pegar leve-a
i roa das Aguas Verdes, sobrado n. 46, primeiro
! andar.
No dia 8 do correle fugio o preto Pedro,
de nagao, que representa ter 40 anuos, pooco
mais ou menos, estalora regular, n no queixo, rom falta de 2 denles de um lado da
parle de cima, levou vestido caiga de brim escu-
ro, chapeo de feliro usado, bem fallante e pa-
rece crioulo, tem o pelo de um p irchado da
etysipella ; este escravo foi arrematado pelo an-
riui.ri.-H.ie em prag publica So juiz dos feilos da
fazenda, por esecugiu contra o senhor do enge-
nho Peulista, a qii-ro peilencia o dito esiravo;
fugio da padaria das Cinco Puntas que foi da An-
dr Nauzer & C. : quem o pegar, pode leva-lo
mesma padaria, ou a seu senhor Joaquim da
Silva Lopes, no Recife, travessa da Madie de
Dos n. 18, que ser bem recompensado de seu
trabalho.Joaquim da Silva Lopes.
Anmiiicio.
Fugio na manhia de 7 do corrente o escraro
Gaudencio, mulato esn.ro. natural do Para, mo-
go, sem barba, de estatura regular, um tanio
cheio do corpo, e sem deleito algum ; liabalha de
pedreiro sofTrivvltnenie, o locador fle viola : le-
vou vestido roupa lina a6m de pessar por homem
livre.
Tambem se acha fgido desde 27 de novembro
do anno passado o cabra Marcolino, que foi es-
cravo doSr. Antonio Bapttsta de Mello Peixolo,
subdelegado de Garniihws : de estatura alta,
grosso do corpo, bem barbado (bem que antes do
fugir raspaste toda a barba), com falla de di i-les
na frente, e usa constablemente de um cenluio
de soldado na cintura. Consta que este escravo
se diitgio para Papacage.
Quem apprehandar os referidos escravos e os
levar ao abaixo assignado no engenho Dous Ir-
mao9, na freguezia oo Poco da Pantlla seta re-
con.pensado cem generosidade.
Recife 7 de Janeiro de 1861.
JossCesario de Mello.
o enger*e CiSigl, freguezia da Escada,
Tngio no dia 3 de novembro do corrente anno o
escravo de nome Aatonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello da
negro, peuca barba, denles limados, idade 25 ou
28 annos, pescogo e psgrossos, tem pelo rosto,
pescogo e peitos slgumas marcas de pannes, a
algumas cicatriaes pelas costas que parerem tes
sido de chicote ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta ha ver fgido para o lado do serlio
d'onde viera : quero o appreheader, potier el-
Ta-lo ao TBeridoiongen*, on ae Beeifo, roa es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florisoun-
do Marques Lias, que aer bem recompensado,
EscraYO fgido.
aaa?Jj,5l0*Ur0 *'**> C0ID P8DD0 PretO*
na mfid aoato, presentando ter 25 8rinoa
Lo,"dt MVUra ** 'Wo d0 Pei"' '"-?
MU, deeapparMmi ae-dia 30 de oulubro da casa
doi)r. Caame-de.8 Pereira, de quem .acravo-
suppoe,ae ler levado m caaallo preto do SrJ
Eostron que aa ba em bwoa do moaa ; auppde-se mais qve sua
mu fber aunme Mara tambem oacompanha.
levando um pequeo bah de liendres : raga-s
asiauondadea poHeiaea a ontraa qvaeiquet
paasoaa.qiaeio prendan, reaMtaa. ao eeu se-
ahor, que pagar qualquer despeza.
Pu,iio.da Didade do Aracaty, no.mee de se-
tembro jnoaimo yaaaado, um ecravo do com-
maBdaaMoaopefiorSlanoel Jos Penna Pacheco
que a* poooo o TMvia ooeopredo ao Sr. Bfpt
Louneaeo CoHame, de >nnaae Joaquim, de idade
'deciBcotnta e tantos ea-aoa. falo, ello, magro
denles,grandes, e eom falta de alguns na rente
qvmao fino, pea famadm, eeoai oa dedos grandes*
toa P*4m Swtaoa, muita palavriador, incul-
Caasta qu* estoaaaava aoparecaaa no die 6 do
orrevae, vwwU) de laao daaCinco Puntas, sen-
do enterrogado por um pareeiro aeu connecido,
disse qup linha aide widWo'por seu senhor para
m*nrrinha .* qailqaer-**oa que o ifegar o po-
der levar em Pernaaaiof o *om Srs. Basto & Lo-
mos, que gratificarlo generoaamelue.


%)
MAMO DE MUMBUCO. fiOTAttlmJ, 35 DE JANR1O D ,l.
Litteratura.
--
dos navios ueulrns, e de outra parte, contraria
ao consulado, que a mercadoria neutra fosse aprl-
sionavel nos navios inimigos.
Terceira phase. Secuto XVIll e meta de do
secuto XIX.
A extensio do commercio martimo e princi-
palmente do commercio de commissao pareceo
exigir ouiras regras. EnUo vio-se apparecer urna
libera! e 'h"fa "'a- niais cor,f"rmp irises e ao Pau!o j W a aln)a da D(Ka il4> e 0 lralado (o
aireo dos neutros, e que lorinu-se o contrape-
DII1EIT0 COMMRCIAL.
(ConcJasp.}
Mas, ni sesso do congreso de Paris de 8 de
abril de 1860, o primeiro plenipotenciario da
Franja propoz ao congresso que lerminasse sua
obra, etibeleccn lo de urna maneira
proprossiva as bases de um direilo martimo ,
,....., ,, i zo oas "uas mximas do consu ado do mar: O
e em lempo de guerra ; e u'eslc (Ini os plenipo- ,l,v,.s .
, ,;. .,. panlhao cobre a mercadona .
teuciarios. por urna declararan solemne de 16 de, n. ,, '.....
abr.1 d. 1856. adoptaran, este principio, que .ons-1 *"de. fCSUlla qUB mer"do"a "8a "
U.ueoarligoprimciro^OcorsoencaaWlido j '
E esle um beneficio immcoso; porque esta prali-'
ca, que, apezar de sua generalidade e antiguida-
rf, ni h.. carregamento fui ligada do navio.de sorte que,
ac, nao eixava por iste de ter algumo cousa de _____, ...
h>rk.M .,;. T. .. t. i sem respeto nacionalidade dos proprietanos, a
brbaro, sena presentemente e no futuro ma a ,.. .. n i
. ,r carga era confiscavel. se o nrnnrin navio era rim-
oesaslrosa anda do que no passado, por causa
da iovcnco dos navios i vapor e do grande aper-
prestigio inmenso, ,e .a piz do cohliaeoltf resta-
beleceu entre os gabinetes um accordo era sua
vantagem. O gasto, que o imperador Paulo I
mostrara pela poltica e pele peisoa do primeiro
cnsul permitlio que a Franca proseguase em
saa antiga politice sobre o direilo dos neutros,
e csperasse algum successo de urna liga de con-
federados, que se estendia de Ccotuladl Cadix
tros e que a mercadoria neutra poje ser apri-
sionada borlo dos navios inimigos. A sorte do
gs era conflscavcl, se o proprio navio era con
flscavel como inimigo, e livre, se o navio era li-
vre. Em outros termos, a mercadoria inimiqa
eicoamenlo da arlilharia. Esta dec aracao. Pois. j.t j *
> i deba%xo de pavtlhao neutro era neutra, assim co-
mo a mercadoria neutra, debaixo de pavilho
cor.siitue um progresso importan!
Todava, as incoes que au accederam n'este
ponto, conservam o direito de conceder cartas
de marca. Mas estas nijoes sao cm numero as-
saz limitado; e d'ura em dante, grajas decla-
rajao do 1C do abril de 1856, os navios do com-
mercio em gera! nao lerio. salvo rarissimas ex-
cepcoes, de liaver-sc seno com os cruzeiros e
mvis de guerra das najoes belligerintes. Pur-
tnimigo, era tnimiga. As nicas mercadorias
que o pavho nao cob-ia eram as de contraban-
do, e as nicas mercadorias de contrabando eram
as armas e as municoes de guerra.
Foi urna transaejo que todas as potencias cu-
j ropas acibaram por adoptar urnas depois das
j oulras, excepjo someote da Inglaterra. Com
i effeito, a Inglaterra, tendo admittido este prioci-
tanto, nao terao mus de soffrer as inqumcoes e ,,t, om -i. ...
_, i P' em a'8"ns tratados, o corabalra sempre co-
vexames. a que eslavam exoostos da par e dos mn rp(,r. ,, N ., ; .
.... \ ,oc. ,, mo regra g*ral. Nos Estados-Unidos da Amen-
corsario?. A declarado de 1856 prevenio. alm '
disto, por urna outra disposijao, como vamos ver,
a seguranca dos neutros, com urna sollicitude to-
da especial.
SECCAO II.
Do direito de preza. lia legislacao sobre as
prezas e de suas diversas pitases.
A" este respeto a historia do direito marilimo
aprsenla trez e at quatro phases destnelas :
Trimeira phase, ou phase anterior ao XVII
secuto.
N'esta primeira phase, que remonta ao nsse-
rr.entu do commercio, dava-se mais importancia
particularmente propriedsde do carregamento.
A mercadura nimiga era considerada como po-
dendo ser sempre confiscada pelos beligerantes
por luda a parle onde fosse encontrada, tanto
em
inimigo?
ca prevalecan, em principio e em direilo as m-
ximas do consulado do mar; mas em seus trata-
dos com as' potencias eslrangeiras nao punham
difflCuldade em aparlar-se dellas e de abracar vo-
luntariamente a doulrina que geralmente se pro-
ffssav na Europa.
Al.tis provavel aos interesses dos neutros, aos
quaes ella garanta no estado 'de guerra o mono-
polio do commercio dos beligerantes, esta dou-
lrina era fua Ja sobre esto dado moderno, de
que um navio urna colonia flucluante, um pa-
gamento movel do territorio do estado que elle
perlence, e por conseguirle, s deve obediencia
e respeilo s leis desle estado. Nenhum esta-
do beligerante tem, por tanto, direito de in-
lervir no commercio marilimo dos neutros, e
estes tem liberdade de commereiar com o ini-
Daos amigos ou neutros, como em navio! m,30- 1uer suas operacoes se exercam sobre os
Mas, em sentido ioverso. a mercado-produc,0!' do seu proprio territorio, quer sobre
os do territorio inimigo.
A Inglaterra, s a Inglaterra recusa va reconhe-
ria amiga ou neutra era resucitada anda mesmo
cm navios do inimigo.
Em consequencia, o mais antigo monumento; cer s Plencias neutras o direito de commereiar
da legislacao martima moderna, o consulado do i por raar Cra scus '"migos. e sto aflm de garan-
tut. considerando o navio como um simples re-! Ur 8ua ""'"nha mercante o mouopolio dos
hiculo, quera que se podesem aprisionar as' ,rausPorltfs martimos. Ella confiscara, por tan-
mercadorias inimigas sobre os navios neutros, c l0' no8 navios "e,,,rs todos os objectos perlen-
que ossem respetadas as mercudorias neutras, cenles Polencia cni a qual cstava em guerra,
anda que. en-onlradas bordo dos navios inimi- c Prelenda que os navios neutros, anda que es-
gas. A mercadoria inimia. pois, nao era neu-
tralisada pelo pavilho neutro, e a mercadoria
amiga nao perda esle carcter por ser encontra-
da em um navio inimigo.
Estes principios, est>belecidos pelo consulado
do mar, no capitulo 273, foram geralmente ac-
Cetos c foram durante mullos seculos a regra su-
prema da Europa. Durante todo o curso dos se-
sua narao.
navios in-
culos XV e XVI, estas duas mixim.is do consu-
lalo do mar: o pavho nao cobro a merca- j raum de seu commercio martimo.
doria, o pavho nao confisca a mercadoria ,! redigiram urna declaraco celebre
collados por um navio de guerra de
deviara submelter-ss vist dos
glezes.
Entretanto, os abusos da dominagao, que ella
se arrogava nos mares, tornaram-se to intolera-
veis, durante a guerra emprehendda em 1778
era favor da independencia dos Eslados Unidos,
que os estados neutros formaran) no 1." de agos-
to de 1780 urna liga armada para a defeza com-
Os neutros
na qual pc-
prcvalcceram na pratica e nos tratados.
Segunda phase. secuto XVII.
A ordennnea de 1681 e o regulamento de 1074
Tcram era parte confirmar. e as mximas do consulado. A ordenanca de 1681,
livro 3., titulo 9, artigo 5, declara boa preza to-
do o navio, qu* combate sob um pavilho diver-
so do do estadj, do qual elle tem commissao.
ou que tem ao mesmo lempo comramissao de
principes e estados differentes; e, se o navio es-
t armado em guerra, o capito e os offlciaes sao
punidos como piratas.
Segundo o art. 7 do mesmo livro e ttulo des-
la ordenanca, era valida (salvo o caso de boa f
provada ) a pieza de mercadorias de Francezes
ou alliados encontradas em um navio inimigo.
como tambem a preza de todo o navio carregado
de eff-itos pertencentes aos inimioos E' o que
era expresso n'estes lermos : Robe d'ennemi con-
fisque, rob d'ami; da palana italiana robe, que
significa ludo o que pode perlencer 6 alguem.
dinheiro, mercadorias, vestidos, era urna pala-
vra, bagagens. Esta dsposi^o fui conOrmada
pelo aresto do conselho de 26 de oului>ro de
1692 e pelo ar. 5 do regulamento de 23 de julho
de 170i.
Segundo esta legislago, nao eram confisca-
veis, ao que parece, nicamente as mercadorias
inimigas cerregadas em navio neutro ; o proprio
navio e a parte do carregamenlo que nao perten-
ciam ao inimigo eram declarados bda preza. Ao
menos, o que inconleslavol que a ordenanza
de 1681 e o regulamento de 1704 estabeleciam
claramente que as mercadorias neutras deviam
ser confiscadas bordo dos navios inimigos, as-
sim como as mercadorias inimigas bordo dos
navios neutros.
Esta ordenanca e este regulamenfo queriam,
pois, de urna parte conforme ao consulado, que
a propriedade nimiga fosse aprisionada i bordo
diam
1. Que os navios neutros podessera navegar
livremeote de um nutro porto sobre as costas
das potencias bclligcrantes ;
2." Que os effeilos embarcados em navios neu-
tros fossem respeitados, ainda que perlenceasem
s potencias inimigas, excepto as municoes e
guerra ;
3." Que, para ser reronhecido pelos neutros,
o bloqueio fosse nao fu-tico, mas real.
O tratado de Verstiles de 1783, que poz fim
guerra da America, n.io mudouem cousa alguma
o rgimen dos mares: a Franja persisti em sua
poltica generosa; a Inglaturra em sua poltica
egostica, e al conseguio desunir da liga a mor
paite dos colligados.
As gr.ives coaiplii'.aroes, que a revolugo fran-
cesa produzo no continente, o odio que ella
atCou contra a Franja, desviaran) as potencias de
se lhe unirera em favor da liberdade dos mares ;
e raulas daquellas que oulr'ora se haviam uni-
do neutralidade armada, foram vislas sacrificar
seus antigos principios resentimenlos contra a
Franja, e em odio ella deixar visitar, insultar,
confiscar seus navios pela Inglaterra, que para
assegurar o dominio dos mares explorara hbil-
mente as dissencoes continentaes.
Algumas, entretanto, a Suecia, a Dinamarca e
os Estados-Unidos continuaran) proclamar o
principio: O pavilho cobre a mercadoria.
Nisto ellas nao defendan) a causa da Franja ;
defendan) a dignidade e independencia de seu
pavilho, e resista m por seu proprio interesse s
exigencias da Inglaterra, por quanlo entre os po-
vos como nos individuos existe urna disposijio
natural, que os leva subtrahirem-se injustija
e oppresso.
No lempo do consulado, houve no continente
urna mudanja sbita, favoravel Franja. As vic-
torias do primeiro cnsul linham dado ella um
IOLMTIM (1
A LINDA MERCADORA DE PANOS
assignado 10 de dezembro de 1800. As forjas
que a liga dos neutros poda oppor Ioglaterra
eram consideraveis ; os mares nunca linham vis-
to preparativos mais fornidaveis: a Inglaterra
nao persisti menos obstinada em suas preten-
jes, e d'ahi seguo se urna guerra goral sobre
todos os mares. Ignora-se que destinos estavam
reservados liga dos neutros qoando o Cm trgi-
co de Paulo I velo de repente dissolve-la.
A Inglaterra, que eslava entio no apogeu de
seu poder natal, dcserrrolveu-o "todo na grande
guerra, que sustentou contra a Franja durante
quasi todo o lempo do imperio, e persisti at
1854, com a spera rontsde que que a caracte-
risa, em sua antiga poltica. As cousas poc cori-
seguinte permaceram neste estado al 1854.
Quarta phase.Outra metadt do secuto XIX.
No principio da guerra contra a Russia, o go-
veroo do imperador Napoleo pedio ao da rai-
nha Victoria que abandonasse, ao menos tempo-
rariamente, seus principios respeilo dos neu.
tro, e obteve. A aeclarajo, accordada em 1854
entre a Franja e a Inglaterra, consagrava urna
concesso importante, que como a relativa s
cartas dn marca attestava um noiavel progresso
oas ideas; ella dizia assim :
t Sua Mageslade, afiai de garantir o com-
mercio dos neulros de lodo o embarajo intil,
consente por em quanto renunciar urna par-
te dos direilos, que lhe perteocern como potencia
beligerante. Em consequencia, declara nao s
que seus navios nao aprisionarlo a proprieda-
de do inimigo. carregada bordo de um navio
neutro (menos que essa propriedade seja con-
trabando de guerra), porm ainda que nao- pre-
tende reivindicar o direilo de confiscar a pro-
priedale dos neutros encontrada bordo dosna>-
vios inimigos .
A' respoito da renuncia do direito de aprisio-
nar a propriedade neutra bordo dos navios ini-
migos, esla declarajo, conformo aos antigos-
principios da Inglaterra, era nova para Franja,
que generosamente tomou a iniciativa della;
mas quanto ao privilegio do pavilho neutro, de
cobrir com sua neutralidade a mercadoria nimi-
ga, esta declarajo nao fazia mais do que confir-
mar as doutrinasde estado, os tratados antigos e
novos da Franja. Da parte da Inglaterra pelo
contrario era o sacrificio de suas pretenjoes de
todos os lempos. Renunciando-as, esta potencia
obiecia lei do progresso, como j o fizera re-
nunciando protecjo industrial, agrcola o ma-
rtima, que entretanto lhe fra tao proveitosa no
passado.
Assim, por esta declarajo, a Franja e a Ingla-
terra fizeram cada urna por sua parte urna con-
cesso s novas ideas: a Franja abandonando o
dreite de apoderar-se da mercadoria neutra
bordo dos navios inimigos ; e a Inglaterra aban-
donando o de aprisionar a mercadoria nimiga
bordo dos navios neutros.
Comprehende-se bem que a Franja e a Ingla-
terra nao podiam mais d'ora em dianta tornar
por em vigor um direito caduco, que ellas pro-
prias, deixando- o dormir durante a guerra contra
a Russia, acabavam de condemnar de alguma sor-
te era face do universo.
Assim, em 1856, por occasio da concluso da
paz, o governo do i nperador propoz aos pleni-
potenciarios reunidos no congresso de Paris o
consagraren) definitivamente em favor dos esta-
dos neutros, em lempo de guerra, principios que
fossem accolhidos como um boueQcio pelo mundo
inteiro, grajas sua liberdade. Em consequencia
disso, os plenipotenciarios para conseguir este
fim, determinaran) urna declarajo solemne, onde
nao se limilavam a abolir o-corso (art. 1), mas
onde, alm disso, proclamaran (art. 2) que o pa-
vilho neutro cobre a mercadoria nimiga, ex-
cepjo de contrabando de guerra, e (art. 3] que
a mercadoria neutra, excepjo do contrabando
de guerra, nao aprisiouavel debaixo do pavi-
lho inimigo.
Pergunto eu, nao offerece esta declarajo urna
prova brlhanle do espirito progressiro que hoje
preside s relajes internacionaes, e nao um
fado de urna alia importancia para o presente e
para o futuro da humanidade, a acquiescencia
unnime dada esses principios por todas as na-
jse martimas?
Em um relatoriodirigido ao imperador 12 de
junho de 1858, o ministro dos negocios estran-
geiros annunciou com effeito que todas as poten-
cias europeas e americanas tinham adherido .
declarajo de 16 de abril de 1856, salvas tres
excepjijes: a Hespanha e o Mxico nao accede-
ram ao primeiro ponto, relativo abolico do
corso, mas adherirn) aos outros tres ; os Estados-
Unidos da America do Norte, approvando os tres
ltimos pontos, subordinaram sua adhesio ao
primeiro addijo das seguinles patarras : E a
propriedade privada dos subditos de ama das po-
E assim que a repblica ios Estados-Unidos
cllocoa-Mi -i frente das grandes nagots civilisa-
daa para pWir urna reforma, qual a diploma-
cia europea parece ainda resistir.
0 grando imperio da America do aul,o Bra-
'J'T" doPt" 16 de abril de 1856, formal e fortemente apoiou
a emenda proposta pelos Estados-Unidos.
A America, porlanto, levou vanlagem desta
ver Europa, e do alguma sorte inangorou o
syslema definitivo, ao qual convm chegar.
Cum effeito por grando que seja o progresso
realisado pela declarajo de 1856, resta anda
um ullirro passo dar, o qual nao 6 o menos
imporlinle. A nviolabilidade absoluta em lem-
po de guerra ^Ja propriedade flucluante reconhe-
cida ; pezar da declarajo do congresso de Pa-
rs, no caso do hiver urna guerra, a marinha
mercante dos eslados belligorantes, a proprieda-
de privada de seus subditos, embarcada bordo
qps navios neutros, ficaria merce dos navios de
guerra inimigos, e ainda dos corsarios das najps,
que nao bouvessem accedido declarajo cima
mencionada.
Mas este principio da completa inviolabilida-
de, lano no mar como em trra, da propriedade
privada, interessa mu vivamente s relaedes in-
ternacionaes para deixar de ser adoptado maisoo
menos prximamente; e deve desejar-se que se-
ja quaiito antes, porque urge remediar um es-
tado de cousas, que expe milhoes de propieda-
des inoffensivas deslruijSo, Qoe, desde o rora-
pimento da guerra, p6o milhares de bracos fra
de aclividade, e cuja apprehenso s basla para
embaracar as emprezas e paralitar as operejdes
commereiaes.
Sobre este ponto foram formulado os verda-
deros principios com tanta energa quanla awto-
ridade era um documento celebre, oo'prembu-
lo do famoso decreto de Berln de 21 de novem-
bro de 1806 sobre o bloqueio continente!. O que
Napoleo censurava antes de ludo aos-inimigos,
contra os quaes eraprehendia a luta gigantesca,
da qual este decreto foi o primeiro acto,, era re-
pularem inimigo todo o individuo pertencente
ao estado inimigo, perseguir nao s as equpa-
gens dos navios armados em guerra, mas-ainda
as equipsgens do navios de commercio e os ne-
gociantes, que viajaran) por seus proprios nego-
cios ; estender aos navios e s mercadorias-de
commercio e s propriedades dos particulares o
direito de conquista, que s pode applicar-ae ao
que pertenco ao estado inimigo.
Em consequencia disto,, o deereto de BerHo
declarava que a Fraoja usara.d represalias ar
qaie-o inimigo houvesse reconheerdo que o di-
reito da guerra o mesmo na trra e uo mar, e
que nao pode estender-se nem s propriedades
privadas quaesjuer sejam, nem s pessoas dos-
individuos estranhos proOsso daarmas.
O" triumpho desle principio eminentemente
conserrador nao pode estar, segundo nos parece,
muito distante, ou ao menosser incerto ; elle pa-
rece tanto menos duvidoso quando- os Estados
o defnde com energa, quando a Franja e a
Russia desde 1857 se lhe mostraran faroraveis,
quando a Prussia e a Austria nao tem razio pa-
ra sfr lhe opporem, e a Inglaterra au querer
um vez ainda pr-se em luta aberte com a opi-
nio do mundo civilisado,. que altamente pede
esta modificajo ao direito martimo- em lempo
de guerra, afim de po-lo em harmona com as
exigencias de nossa poca.
Como quer que seja, no estado actual das eou-
sas os navios de guerra e os cruzeiros do esta-
do conservam o direito do apoderar-se da pro-
priedade privada dos subditos inimigos, un vez
que ella nao esleja bordo de navios neutras.
seo;lo- ni
Bloqueio.
hoje priocipio correte que lodo o neutro
lera o direilo de navegar dos portes de urna das
potencias belligerantes para os portos da utra,
transportar qualquer mercadoria que seja, ainda
mesmo a do inimigo, excepto o contrabando de
guerra. Entretanto, esta liberdade desapparece
quando se trata de urna praca raasitima, bloquea-
da por urna forja naval, sufficiente para tornar o
bloqueio ellicaz ; isto o que se chama bloqueio
real.
Entretanto a Inglaterra na guerra, que-susten-
tou contra a repblica e o i-mpario, mais de
urna vez procuran ullrapassar os limites do blo-
queio real, p re tendeado ter o-direito de declra-
lo oom algumas velas, iosuOkieates em- numero
para fechar as barras de urna praca martima
Ella anda foi mais alem, e- em 1806* poca de
seu. rompimenlo toomeulanea com a Prussia, ou-
sou prohibir lodo o commercio aos neutros sobre
seoslas da Franja e da Allemanha, desle Brest
at as boceas do Elba.
Com effeilo\ desde o momento em que ella ul-
trapassava o meo limite certo, o da-presenja de
urna forja effecliva, na havia mais raao para
que ella nao fosse al Culminar o interdicto s
costas inleiras do globo, sob pretexJo.de bloqueio.
Assim, este abuso da forja, levado.ao ultimo ex-
cesso, esta incrivel vioUjao do direito commum,
suggcrio & Napoleo a idea do famoso decreto de
Berln de 21 de novembro de 1806, pelo qual
elle declarava as ilhas brtanniaas em estado do
bloqueio.
Para tornar impossivel para o futuro a rolla
dessas medidas indesculpaveis, desses bloqueios
sobre o. papel, e prevenir as desastrosas conse-
queocias que acarretavam cemsigo, os plenipo-
tenciarios reunidos no congresso de Paris,no-art
4 e ultimo da declarajo de 16 de abril de 1856,
que corda dignamente sua obra, consagraran) o
principio, de que os bloqueios para serum obri-
gatorios devora ser effoclivos, islo mantidos
por urna forja suQlcenle para prohibir o accesso
do til toral ao inimigo. Assim, como, se v,
fundas drises eiUttm na conftderajao germ-
nica.o espirito publico acha-se tnfrarjnecido.e os
ciumes aaeionaes permitiera lodos os projectos
de desorganlsajo deaenvolverem-ae
A broehura o imperador Francisco Jos i a
Europa itn signal, e toda a imprensa europea
seguir no mesmo passo. Convites, supplicas,
ame ajas, etc., nada-ser poopado para determi-
na: a Austria ; os jornaes austracos bradario
progresso. que prepara e prometa um ultim-
tum d o/a em dianle certo, devido iniciativa
da Franja.
nao aprlslonaral mam mesmo debaixo do pa-
Ib-c D(n'80 ) declarajo de 16 de abril de
1856 accrescentou a necessidade o bloqueio real
para impedir o accesso de um porlo.
Ser asaim abolido o corso, estibelecido o direi-
to dos neutros, e consagrada a doutrioa do blo-
queio effeclivo, ter feilo muito pela liberdade
dos mares : dizemos bem alto, ora acto me-
moravel, um notavel progresso na marcha e
Sm^w,T?tDfi?d?.I*,"c??' inlf.r".c<>n. como os outros. A' esto empenho junlar-se-ha
ha tres mezes. Todo o reino de aples esl
subleva lo contra a dominajo estraogeira, e Vc-
tor Emmanuel nao ousou apresentar-se tu Sici-
lia. Mas a revolujio italiana prosigue seu ca-
minho ; fazendo irrupjo na Veneeia ella nao
augmentar as vantagens do reino italiano, mas
abrir para s ium campo mais vasto.
De mais, se o famoso principio de nao-inter-
ven jo for respailado, nao harer guerra,.e po-
demos estar tranquillos de que nem Vctor Em-
manuel, era Garibaldi atacarlo a Veneeia. Nes-
le momento apenas ha guerra declarada entre o
Pieraonte e a Austria ; conservera aa oulras po-
tencias a neutralidade e nos profetisamos cora
certeza a paz para a primavera : os inimigos se
olhstam sem se tocarem. O conselho da srbe-
doria seria a neutralidade. e apostamos mil cen-
tra um que elle nao ser escutado.
GOQIILLE
( Le Monee = 9. Filho).
P. BRAVARO-VEYRIEHSS.
( Le Monileur S. Filho.
lencias martimas belligerantes nao poder. ser abolijo do corso, ao reconhecimcnlo dos direi-
aprisonada pelos navios da outra i menos que tos dos neutros ( cujo pavilho d'ora em diante
POR
ELIE BERTHET.
( Continuado. )
VIII
N'ora becco escuro, que Acara quasi defronte
-da celebre torre, exista urna lasca sombra,
qual seia ler por um conedor praticado entre dous
muros elevados, e sombreados por velhos olmei-
ros. Essa tasca consista n'uma rasa antiga de
tres andares, carunchosa, e meio arruinada : com
tudo urna elegante videira plantada junto porta
da entrada occullava as fendas das paredes r.om
os seus pmpanos verdes, e quasi que dava es-
te pardieiro um ar pouco risonho. Era para es-
se poni que, em virlude do preco mdico do v-
riho, affluiam os habitantes menos abastados
do recinto ; pelo que rhamavam-o a taberna dos
pebeusem opposijo taberna dos fidulgos, si-
tuada na outra eilretnidade do quarteirao junto
entrada principal
Apezar disto nao se pense que essa taberna era
exclusivamente reservada aos plebeus ou merca-
deres arruinados. Posto que no recinto do Tem-
plo a dpslincjoda classes estivesse lio bem esta-
e! ecida como em qualquer outro lugar, todava,
muiloa fidalgos nao se desprezavam de misturar-
se com os freguezes da taberna dos plebeut: mas
preciso conlessar que de ordinario esses trns-
fugas eram mal acolbidos, e s podiam confraler-
Diaar com as pessoas que nicamente por eco-
noma fiequantavam essa pacifica mansarda.
O ceno, porm, que ali asseenas de desorden),
os desafos e os escndalos eram muito mais ra-
ros do que na outra taberna frnquentada pela
aristocracia doa commeiciantes fallidos, edos Q-
daluos iiisoluveia.
Em urna larde de eslo, ao por do sol, acha-
vam-se algumas pessoas reunidas na sala baixa
nao consista em contrabando de guerra .
t") Vide Diario n. 18.

da taberna dos plebeus ao redo r de toscas mesas,
que formavam toda a mobilia ali existente com
alguna bancos grosseiros e tamboreles de pao. As
janellas aberlas permiUiam que o ar fresco da
tarde penetrasse no interior da sala, e que a vista
podesse errar sobre o h risonte mu limitado do
recinto. Os pardaes piavam empeleirados as
arvores ; o rail outros passaros comejavam pai-
rar sobre o cirao da grande torre que se destaca-
va oas nuvens corno um ponto negro. Muilos
dos freguezes se haviam j retirado para se espa-
Iharem pela cidade, poique, como dissemos. a
imite e~a a hora de liberdade para os habitantes
do Templo. Apenas Gcaram cinco ou seis bur-,
guezes jogaram o la;quenele,disputaodo-se em
altos gritos alguns liaras.
Junio janella eslava um hornera de alta es-
tatura, vestido em trages militares com um sobre-
todo de pello de bfalo : o seu rosto, onde se va
una longa cicatriz vermelha, apresentava a appa-
rencia a mais agreste que se pode dar. Es.se ho-
rnera sentado urna mesa defronlo de um pu-
carode vinho.tinba sobre os joelhos urna formi-
davel espada com o punho de ferro : nao dizia
urna s palsvra, e de vez en quando enchia e es-
vaaiava silenciosarannte o seu copo de estanho.
Algumas ve/fS. porm, quando a dUcusso dos
jugadores seus visinhos se tornava maisColorosa,
e perlurbava a.-sim as suas meditajea, de-
xava ouvir um certo grunhido seraelhante ao
de um cao que se infiza, e esse signal de des-
conteniameuto cessavam para logo os berros e
gritara da pobre gente.
Um pouco distante da personagem, de que fal-
lamos, esbojo brbaro do que mais tarde se cha-
raou un lyramio de caf notava-se no ngulo
da sala, e orculto na sembra, um velho de humil-
de apparencia, curvado pela edade e pelos peza-
res. Eslava elle om pouco retirado dos outros,
e nao hara sobras mesaeoocada sua freola
um s refresco, ou porque fosse pobre, de mais
pan pagar qualquer despeza, ou porque do tris-
te scisroar, em que.se achara mergulhado, se ti-
vesse esquecidu de dar as suas ordena urna vo-
Ihiciiada corcovada que anda va na sala, de um
para outro lado. Conservava-se esse velho na
mais completa insensibllidade, com os cotovelos
apurados snbre a meaa e a cabeja entre as mos:
de espajo espajo lnjtva um Jolhar distrahido
pira a Janella, por Onde pod{ tO-se ,lodos
cobre a mercadoria nimiga, e cuja, propriedade
A broehura Ffanclsco Jose a Europa tem at-
Irahido a atlenjo publica. E' com effeito o ma-
nifest da prxima campeona.
O autor um judeu ou um san-simnisla, e
provavelmente ambas as cousas ao mesmo lem-
po. Sendo a guerra substituida pela acjo dos
capilaes, os clicfes da raja judaica dao as mos
entre si para cortar por meio de compras e ven-
das as difliculdadesactuaes da poltica. Asques-
les do soberana e de naefonalidade se re-
solvero d'ora em dianle em lucros. E quera
ser que os pague em dinheiro correnle ? O*
judeus Oh l elles so armaram de boas garantas.
Nao vos inquietis com sua sorte. Eis j Mr.
Miles que tomou hypofheca sobre o imperio ol-
tomano pela aomma de 4"00 millies,.sem prejui-
zo dos outros credores inscriptos. Mr. Pereira
letia eertamenle bons desejos do furnecer os
fundos necessarios compra da Veneeia, c nao
reclamara, pobro homem 1 mais da- que urna
modesta commissao.
Mr. de-Hotsehild tambem nao lera sciHimentos
do enriqaecer-so sobre o primeiro grande impe-
rio vago Sendo sabido que a casa de Hopsbur-
go est insolvevel, e alias expropriada por causa
de utilidade publica, quera melrior a-substituira
do que a casa de Hoihjchild ? A especie huma-
na tem apenas-um passo dar para ser governa-
da como uro-a soc'udade em comraandita. Lindo
sonho 1 E quem pensar que toda a Asia, desde
a China at Turqua, entra rpidamente, impe-
rios e productor, no commercio europeo, que alia
idea nao ar da fortuna dos grandes comman-'
ditarios, que rae reorganisar a humanidade por
meio de seus capilaes ? Esla glorio entrevista.
quasi realisada pelo sintonismo, pende de um fio,
da compra da Veneeia.
Porque razo, diz a broehura, nocederia o
imperador Francisco Jos a Veneeia- Vctor
Emmanuel por seiscentos milh&es de francos ?
E por que a cedera ?' Vctor Emmanoet cede-
ra o Piemonte por urna dupla somma? Como
querem que a Austria consolide a pretendida
nacionaliuade italiana; cu>os agentes agitara a
Hungra eos paizes esclavonios A goerra
inevnavel, porque impossivel destruir nm im-
perio sera fazer-lhe goerra ; difncilmetrte per-
suadi-lo-ho que seu suicidio o salvar.
Bera loucaesperances se alimentara I A re-
volujo a guerra, ns o-temos vislo, e ve-lo-
hemos anda. Os soberanos da Europa protegen)
a revolujo, por consegumte desejara a guerra.
Cada qual sereserve para approveltar-se daseom-
plicajes, que se annunciam.
A paz I ruuttos esforcos sao precisos para ba-
ve-la, se com effeito sinceramente procurada.
Par isso nao -ha necessidade de eeder a Veneeia ;
basla que os-tratados sejam respeitados, e que
somente sejam reprimidos aquelles que osto-
lam.
Muita-simplicidade ha em fallarem-no dos
tralodos, que havero para garantir os direilos
dos-povos e do res, e em trajarem planos de
pai universal. Ah 1 a guerra e a revolujo rora-
perao em virlude de um direito novo, em -vir-
tud do priocipio de que nao ha direito contra a
vontade ou o capricho dos poves. Desde euto
serolettra-morta- os tratados futuros, e lodos as
observajoes possiveis sao ipriori fulminadas de
nulldade.
A eonvenjes suppoe um direito ; a vontade
pors s impotente para crear a obrigajao-mo-
ral, mister que ella se apele no direUox E
da eonfuso das ideas europea nao ha outro di-
reito- que nao seja a forja. Esta doutrio tero
sido-mu altamente professada pelos bomons de
estad do Pieraonte para que em sua bocea a
palavra tratado tenha mais sentido.
Nee discutiremo esta opiuiao da broehura,
islo que a Veneeia um enus e um perigo
para a Austria. Sao elevadas fantasas. Apo-
ltica sas-simonsta leo seus lados engranados,
e por tanto nao nos doremos esp-aetar muio.
O raciocinio da broehura pecca aqu pela base ;
se Veneeia um oaus, o imperador d'Auslria
quem, cedendo-a, deve inderaoisar Vctor
Emmanuel. Alm disto AUemanha que in-
cumba examinar o perigo, que lhe faz correr a
annexajo da Veneeia ao imperio d'Austria, e
at- boje seus temores ainda nae foram manifes-
tados. Ella logo ver se lhe mais ulit quea
Veneeia pertenja ao Piemonte ou Austria.
Urna s circunstancia poderia empeohar a
Austria desfazer-se da Veneeia, o reslabeleci-
mento da repblica -de Venesa. A broehura le-
vanta duvidas sobre a vallidade do tratado de
Campo-Formio. O que ha de-particular oeste
tratado que elle parece contradilorio com os
fados que o produziram. A primeira campaoha
da Italia, ao monos nos bollolins franceses, nao
foi mais do que urna serie de victoria ; e acon-
tece, nao se sabe como, que a repblica do Ve-
neza, destruida por nosses- cuidados, cabe em
quinho Austria. Difcilmente se comprehen-
deria que houvessemos emprohendido expressa-
menle urna guerra para augmentar a Austria.
Mos boatos correrm respeitedodirectorio ;
sua innocencia foi suspeilada. B' verdade que
a Austria ceda-nos em troca, alguna paizes, que
j linhamos, e dos quaes mui diilit ser-lhe-hia
desalojar-nos.
Ha tos.nenle um meio de voltar ao tratado
de Campo-Pormio, e por as cousas no estado
em que estavam em 1796. E' impossivel, dir-
nos-ho. Neste caso deixae-as como ellas esto.
Com que direito tornara a Franja tomar o que
ella deu ? A AUemanha bem como a Franja
interessada em que saa (ronteira seja limitada
por pequeos estados : esta sua segueanja, e
nunca tem ella temer cousa alguma de Italia.
Sua pesijo agora est mudada ; o que nao quer
dizer que a AUemanha sustera a Austria. Pro-
aquelles que passavam na ra: era o nico, mov-
mento que fazia. Ninguem ainda tinha dado com
a sua presen ja-ali.
O homem da cicatriz pareca tambem esperar
por alguem ; mas longe de imitar a resigaajo do
velho tacilurno, franzta as suas grossas sobran-
ceras, e proferia em pequeos intervallos impre-
cajoes e pragas meio abafadas. Aflnal njareceu
socegar quando urna voz alta e clara se fe.ouvir
entrada da taberna : a voz era dirigida ao taber-
neiro, e dizia com insolencia :
o capito Corbineau a quem eu procuro.
Per Dio\ bregeiro, pois nao cunheces o bravo ca-
pito de Corbineau \
Vindc c ; aqui estou eu 1 exclamou com
urna voz rouca o homem da cicatriz levantan-
do-se.
Neste momento urna personagem, que j o lei-
lorconbece, e que era sem pdr nen tirar o pro-
tendido conde de Maule, entrou na sala. Affec-
ta va ainda elle ares e modos de fidalgo, e se ba-
loujava com altivez quando andava; mas nao
vinna lo ricamente vestido como no da em que
foi casa de Pliveau representare comedia da
corja favorita : e o seu bigode continuava ser
bem preparado, se a sua pluma era ainda bastan-
te comprida, o gibo, porm, se achava horrivel-
menle surrado, e o caljo comejava i perder a
cor primitiva. Finalmente vinna s; sem davrda
porquo a sua posijao nao lhe permittia mais tra-
zcr aps si essa comitiva de lacaios e pageos que
no outro lempo o acompanharam toda a parle.
Apezar da pobreza do seu exterior,- de Manle
lanjou aos burguezes um olhar de desprezo, quan-
do passou por junto delles : depois corrou ao Ca-
pito com os bracos abertos, dizendo-lbe oom a
saa officiosa polidez :
Capito, eu vos sado de todo o meu cora-
jo. Juro-vos que sou mais feliz do que os ros-
4 sos inimigos, que nunca ousaiam encarar-ros
face face, tanto elles vos ternera e lio vajele
sois I Estou veramente encantado....
Est bom ; deixemos de parte essas corte-
zanias, inlerrompeu Corbineao com asperezi :
bem podis saber que quando vos aprazei urna
entrevista c ta&rrna dos plebeus, nao foi para
que estejamos a gastar o lempo em cumprimen-
tos e banalidades que do aua servem. Tomae
asiento e conversemos bebendo um pouco.
Dizeodo islo fez que se sentasse o novo, hqspe-?
de, e encbeu-lhe um copo que elle esvasiou sem
se fazer rogar.
Apenas de Manle entrara na sala o velho si-
lencioso, de quem cima fallamos, ergueu-se
por um movimento repentino, e pareceu querer
urecipitar-se sobre o recem-ehegado; mas quasi
logo tornou cahir sobre o banco, deixando esca-
par um surdo gemido.
Os dous amigos nao repararamnesse movimen-
to do seu visinho. Depois de ler despejado o seu
copo o veterano replicou cora um accenlo de sel-
vagem cordialidade:
J l vae muito lempo, cavalleiro, que nao
temos o prazer de beber junios. Que fizestes de-
pois que nao nos vimos f
Extravagancias, mo caro, estra 'agaacias de
ddlgo, responden de Manle comleviandade cru-
zando s pernas urna sobre outra.
E' verdade, continuou o capito abaixando
a voz, ouvi diser que vos achule per ah envol-
vido n'uma aventura um pouco ridicula.
Dissestes bem, um pouco ridicula, replicou
de Manle elevando a voz como como se quizesse
por na confidencia dos seus segredos a todos
quantos se acbavam presentes. Nos c pessoas
da corte temos as nossas boas aventuras, e tam-
bem algumas que sao varamente ridiculas: porm
islo urna mera distrajio ; e aflnal de coutas
estamos longe de assemelhar-nos aos farrou-
pilhas....
Sim I inlerrompeu Corbineau em ar de com-
bara ; apezar disto nao eslaes lirres vos, homens
da corte de irdes parar muilas vezes s galeras do
re.
De Manle fez um gesto de desorejo.
Corpo di Dio l capiiao, replicou elle de mo
humor : aprendesles na guerra cerlos palavres,
e urna maneira de fallar mu pouco corlez I On-
Agricultura.
Caikecismo de agrfcul turav
CAPITULO I.
Das substancias primitivas dn plantar.
LijBo 1.a
Meslre. Os principios, que melhor podem for-'
mar a nossa ir.telligencia em agricultura, serc
ensiuados no presente calhecismo.
Discpulo. Que devoraos entender pela palavra
Ctfthciismo ?
M. E' um compendio de doutrina elementar d*
qualquer materia. Por eaemplo, ocatheeismo da
nossa religio declara-cada ura dos seus-precei-
tor os quaes primeiro que tudo devemos apren-
der, para sabermos bem obrar para com Deus e
para com os bomens : bem assim o calhecismo
de agricultura offerece cada ama das regresen)
que ella fundada,, as- quaes necessitsmos
aprender para sabermos cntttvar a Ierra com
acert.
LijSo2.-
JtV Para alcanjarmos o conhecimenlo do qae
se deve praticar acerca da oriajau das plantas,
convm examinar e conhecer a substancias pri-
mitivas de que ellas sao formada.
D, Qe se eatende por substancia primitivas ?
M. Sao aquellas que unidas e misturadas for-
mara um corpo. Por exemplo, urna pare Je de al-
venara eomposta de pedra, de cal, de ara, o
de agua, que servio para misturar e unir as pri-
meiras-tre materias; logo,, as substancias pri-
mitivas da parede, sepedra, cal, ara, e
agua
D. Essa- esplieajo ba em quanto- i parede,
porque sabemos as substancias de que ella for-
mad ; .meerolo que perlence qualqiter planta,
como podemos as examinar e conhecer as snbs-
lancias primitivas, que formara a- compesico
della?* ^
M. Vanado aso do raciocinio e do sentidos.
O raciocinio dos ensina qu% para podernos exa-
minar e conhecer as substancia* do- que urna
planta composla, neeessario asar des meios
competentes para desfazer a mesma planta de tal
maneira, que as substancia que nella existen),
misturada e unidas, se apreseotem eada urna
separada das oulras, e eoto, usando dos nossos
sentidos, podemos conheeer claramente a aalureza
de cada urna das ditas substancias*
D. Porque meios podramos conseguir a de-
composicao de qualquer planta,, d modo-que as
suas subataucias se apresealem cada urna- separa-
da das oulras?
M. Ufioese raciocinio-guiado pela eaaeriencia
nos aprsenla os quatro- meios seguinle: fogo,
agua, podrido, e presso.
D. Como podo o fogo fazer-nos-oonheser algu-
mas das substancias primitiva- de aualquer
plantot
M. Se urna planta seecpoo a fogo at acabar
de arder, ludo o que della resta- cinz ; tnja-
se estaem um alguldar, que lenha agua lirapa,
pouco mais ou menos- em Iresdbro do volume
da mesma-einze, entose meche a cinzeea agua
por alguns minutos, e depois se conserva o al-
guidar por algumas horas sem movimento algum
e quando a cioza est.bem asenle n tundo, ti-
ra-se a agua sem perturbar a ciozs.
D. Porque motivo, e para que fta devemos
ns separar aquella agua da> einza ?
. Para se examinar o conhecer se a cinza
conlm algum sal,pois esle.disaolve-se pela acjo
da agua, e vem misturar-se com ella deixando a
cinaa, e assim eonbeceremo se a dita agua se-
parada da cinza tem algum gosto de sal; mas
que rendo veriflear isle aiada mais claramente
ponha-se ferver a dita agua, tendo sido pri-
meiro coada por um panno, pata extrahir desta
qualquer resto de cinza, quando estiver quasi
exmela a forja de-ferver e dse evaporar, pon-
do-ae esfriar, e ennservando-se era repens
sem lhe mecher. por alguns. dias,veremos no fun-
do do vaso urna, materia, que em dureza e gpsto
se parece com o sal; com sto podemos afirmar
que o sal urna das substancias primitivas das
plantas, pois que Aesla maneira se conhece que.
em toda existe, c se descolare em mais ou menos
quanlidade, segundo a diflerenle natureza-della,,
Lijo 4.a
D. Que as. plantas contera sal j nos sabemos,
examinar, e conhecer por meio fogo, e da,
agua ; quaes sao as outras substancias, que ael-
las podemos descobrir, fazendo uso d raciocinic,
e dos sentidos ?
SI. As plantas nao s contera sal, mas tambem
trra, oleo e agua,; e estas sao as q.uatto subs-
tancias primitivas que entrara na composijo de
todos os vegelaes.
(ConttiMtar-u-ha.\
de ouristes dizer que ura fidalgo
olhar provocador. Se entre estes palifes houver
um s cavalleiro que reprove o que vou contar,
diga-o, que estarei prompto dar-lhe urna sa-
tisfajao. Tomando nossa aventura, imaginae,
mi. caro, que o joven Villanegra e eu resolve-
mos vingar-nos de um estpido mercador, que
recusou vender-nos ss suas mercadorias a cr-
dito. Villanegra se achava enamorado da filna.
desse velho, e assentamos em rouba-la. A' noi-
te collocamos urna cscada por baixo da janella,.
mi compagnero subi, e eu flquei cota os mous
criados vigiands a ra : mais eis que esses bre-
geiros, para passarem o.tempo, comejam a ar-
rombar a loja do mercador, quando um aprendiz,
que era da casa, se tanja sobre nos herrando
cora todas as forjas : atirei-lhe urna estocada
que o poz por Ierra sem sentidos ; de nada servio
porquo Os seas gritos, haviam attrahido a ronda
para aquel le ponto:. tiramos a nossa esca da, e
pozemo-nos ao fresco deixando Villanegra sahir-
se do negocio como pdeme.
E de que maneira sahio-se elle ?
E de que maneira lahiu-so elle ?
O melhor possirel \ Eu nao quiz mais vol-
tar com medo dos soldados que por ali ronda-
vam: porm enviei os meus lacaios com a as-
eada afim de livrarem o prisiooeiro. Os patitos,
era lugar de obedecerera-me, devrtiram-se em
dar saque na loja, e, segundo dizem, roubaram
ao mercador dez mil escudos. Ainda boje nao
possg deixar de rir-me pensando na cara de
chormiga* que teria Caito o maroto do velho
encontrsndo os seus cofres varios.
E poz-se rir arrebentar olhaodo descara-
damente para os burguezes : estes tinham dei-
xado o jogo, e estupefactos preslavam altenjo
para as horrivals proesas, da que de Manle Uve-
ra a imprudencia de gabar-se em publico. Cor-
ilgo de alto nasci- bneau esperou com imperturbavel saogue fro
era semelhantea lugares ? que esse accesso de hilaridade pauasse.
Cavaignac, Chatilloo, ganey ovolveram-se em
muitas dessas aventuras, e nem por isso consta
que Ibes succedesse mal algum. Vou cootar-vos
a cousa como se passou, o veris que foi urna
gentileza, urna pura gentileza.
Ao menos flle mais baiio, disse Corbineau
designando os burguezes que se achivam urna
mesa alguns pasaos.
Ne me importa que me oujam I exclamou
o fanfarrio, flxando sobre 08 seus yisiahoa um
Aflnal o que resullou de tudo isto ? per-
guntou elle.
.-Oque resullou?. Ura alarido terrivel. Esses
plebeos nao. querem acabar de convencer-se
deque as suas fllhas Sao para Os fidalgos. assim
coala as sua? botas para os finnos e refinados
volhacos. Aquptle, de quam fallo, tatito bradou,
tanto g'rilou, que um juiz criminal raandou pren-
der o meu secretario e o meu criado grave, dous
celreotes gatunos qae das pequeninas Tanta-.
gens qn obtioham, nunca me recusaram o
meu dizimo. Foram remar oas gateras do rei
para onde os mandaram, como se fossem criados'
de algum charlato ou de ajgu rillo por
Na verdade que foi urna grande perda tiara
vi, disse o espito com escarueo ; esses esper-
talhoes vos davam mais lucro do que todo o
vosso patrimonio... commettestes juntos mais de
urna esperteaa I Porm com o crdito, qu* di-
zets ter, nada Qwstes para salvar os vosbos. so-
cios r
Como, se Uve al. muito trabalho. em sal-
var 4 mini mesmo I replicou de Manle mgaau.
Veromenta da algum tempo para c ua-e eom
a nobreza de cerlos modos que me parecer bem
singulares f Esse Defunctis sobro tudo, rae ner
segua como villo roim : mas eu tiuha loma-
do as minhas precauces. Se nia me tvessem
deixado em paz. eu teria lanjado toda a culoa
sobrq o joven VUl.negra. e isso nio seria uUo
airoso para a famiha. Elles pois empregaram os
seus exforjos afim de que eu me sahuse bem dr?
nageeto. Do mioh. parte gastei tambara .gura
dinheiro en sobornar aquelles que me oi n-
CZel\ tSo e?ros; e \ ist0 >* e cham*ser
um homem de lino; se fosse qualquer panalva
anda estarla todo atrapalhado com seraelhante
bagatella. O peior. de tudo isto fei que, sahfsdo
da priso. eocontrei o marquezinho qu me deu
urna estocada, de qual estiva seis mezo dj/oAm.
Anda que seja islo muito natural, todava jB7a-
0lPreLDni0 qUB e?".Pwnho me ha de paffirt.
,nlZT- "'?" o que acabava den.Vxfr q
conde despejou de um s trago um grande codo'
intrometteMe na vosea, bolsa. E'Justamente l
V* .6llw,,irtr' "ber: "8" PMeU ouric o
que tenho i propor-vos. /;,
FWM.- ITP. DE M. F, DI PAIU. r4


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