Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09222


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Full Text
-

i *
A1I0 XXXVII 10MERO 20
Por tres mezes adiaitados 5JJ000
Por tres mezes vencidos 6$000
aXAZAAi i
QUIITi FEIRA 24 II JUMO DE KM.
Por amo adiasrtdo 19$000
Porte franco pava o subscriptor.
CMCARREGADOS DA SUBSCBJPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear, o Sr. J. Jos
de Olireira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
4ins Ribeiio Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fer-
nandes de Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS US GOtuifciu.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as lercas-IViras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px oas quartas letras.
Cabo, SerlnhSem, Rio Formse, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenleiras e Nalal quintas feras.
(Todos os correiosparlem as 10 horas da manha)
El'tiMtRiUES UO MEZ DE JANEIRO.
3 O u a rio mioguante as 11 horas e 4 minutos da
larde.
il La nova a 1 hora e 8 minutos da manha.
19 Quarto crescente a 1 hora e 11 minutos da
manha.
26 La cheia as 2 horas e 47 minutos da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
21 Seg. S. Ignez r. m.; s. Patroclo m.
22 Ter$. S. Vicente m.; s. Gaudencio b.
23 Quart. Os desporios de N. Senhora.
24 Qutnt. N. Senhora da Paz; s Themoteo b. m.
25 Sext. Converso do S. Paulo ap.; s. Ananias.
26 Sab. S. Policarpo b. m.;s. Paula v. m.
27 Dom. daSept.; S. Joao Chrysostomo b. d:
AUlfcNUAS UUS IHlriNAtta DA CAPITAL^
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relago: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazeoda : tercas, quintase sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel da:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas-.
Prirneira vara do civel: tersas e sextss ao meio
da.
Segunda vara do civel:
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SCL
Alagoas. o Sr. Claudino Falco Dias; Baha
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o S
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietaric- do diario Manoel Figneiroa d
Faria, na sua livraria praja da Independencia nj.
6e 8.
PARTE OFFICIftL.
Ministerio da fazenda.
Decreto n. 2,686 de 10 de novembro de 1860.
Marca o prazo dentro do qual os bancos e oulras
companhias e suciedades anonymas, suas cai-
xas tiliaese agencias, que actualmente funecio-
nam sora autorisacao e approvacao de seus es-
tatutos, devem impetra-las. .
Hei por bem, para boa execucao do 8J do ar-
tigo 2. da le n. 1,083 de 21 de agosto do cor-
rente anno, decretar o seguinte :
Art. 1. Os bancos, montes de soccorro, caixas
econmicas, e nutras companhias e sociedades de
qualquer naturezs, sem firma social, administra-
das por mandatarios revogaveis, socios ou nao
socios, jinda que beueQcentes sejam, e suas cai-
xas liliaes, que actualmente fuoccionam sem au-
torisacao e approvacao de seus estatutos ou es-
criptura de associaco, sao obrigados solicita-
las dentro do prazo'de sessenta dias, contados da
dala da publicado do presente decreto nas folhas
em que se publican os actos offlciaes, ou na sua
Talla, era qualquer oulro peridico do mesmo lu-
gar ou do inais vizinho. (Art. 2o Io e 8o da le
n. 1,083 de 22 de agosto de 1860.)
Para execucao da disposigao do presente artigo,
cora a devida antecedencia convocaro os seus
administradores, directores ou gerentes a assem-
nla geral dos accionistas, sob as penas do art. 7
da citada le n. 1,083, para que dehberem se a
companhia deve impetrar autorisacao e approva-
cao de seus estatutos, ou se devedissolver-se e li-
quidar-se.
Resolvida a questao no primeiro sentido, pro-
r.edor-se-ha na conformidade dos 2 e 3 do art.
2*d loi n. 1.083 e mais disposigs em vigor,
juntando ao scu requerimento copia da respectiva
acta do dia era que fdr lomada a deliberado.
Resolvida na segunda hypothese, a sociedade
se considerar dissolvida o entrar em liquidago,
na forma eslabelecida pelo cdigo do commercio,
sendo solidariamente responsaveisem todo o caso
os accionistas, como socios de urna sociedade sm
nome collectivo na forma da legislado em vigor
pelos actos que praticarera ou tiverera praticad
por si ou por seus mandatarios, alera das de mais
penas do art. 2 1, da citada lei n. 1.083.
Art. 2. Quanto ao directores, administradores
ou gerentes nao convocarem os accionistas para
e lira exigido noarligo antecedente, o poder fa-
zer qualquer accionista ; e se a convocaro nao
lar feta por algum dos modos cima menciona-
dos, ou nao se realizar, proceder-se-ha na forma
do citado art. 2 1 e 8 da referida lei e do arti-
go antecedente.
Art. 3. A dissolucao, no caso de recusa do nao
convocado ou de falla de reunio, se operar por
decreto do governo, ou por acto dos presidentes
as provincias, em lodosos casos que, na forma
oo art. 2 1 da lei n. 1,083, sao competentes para
conceder autorisacao ou approvacao dos seus es-
tatutos ou escripiuras de associaco.
Para este Qrn as autoridades -judiciarias e ad-
mioislraUtras, assim llscaes como policiaes, que
de taes actos tiverem noticia, remeltero aos pre-
sidentes das provincias, e estes, nos casos que
naoforom de sua competencia, respectiva se-
cretaria do estado, os documentos e informacoes
que forera necessarios, sob as ponas do art. 7 da
citada loi n. 1,033 ; e igualraento participaro,
sob as mesraas penas, a existencia de quaesquer
bancos, caixas econmicas, montes de soccorro
e outras companhias e sociedade anonymas qu
funecionarem sem autorisacao e approvacao de
seus estatutos.
Art. 4. A disposigao do art. 1 comprehendo :
primeiro, as compauhias estrangeiras, suas cai-
xasliaesou agencias, que funecionarem dentro
do imperio ; segundo, as irmandades, contrarias,
corporacoes de mo-mona o oulras associaces e
ordens religiosas, beneQcentes ou pias, nacionaes
ou estrangeires, e suas Dliaes, que funecionarem
sem autorisacao e approvacao de sus estatutos,
comproraissos ou regras. (Art. 2 1, 2 c 8 da
le 1,083 de 22 de agosto de 1860.)
Art. 5. As mullas por infranco das disposi-
Qoes do presente decreto sero impostas adminis-
trativamente pelo competente ministerio, distri-
buidas na forma do art. 6 da lei n. 1,033 de 22
de agosto do corrente anno, e cobradas execuli-
vamenle pelo mesmo modo empregado para com
as dividas activas da fazenda publica.
Art. 6._Ficam revogadas asdisposices em con-
trario.
Angelo Moniz da Silva Ferraz, do meu conse-
lho, senador do imperio, presidente do conselho
de ministros, ministro e secretario do estado dos
negocias da fazenda, e presidente do tribunal do
thesouro nacional, assim o lenha entendido e fa-
ca execular.
a ^SS'ono0^'-01e Janeiro- em 1 de novembro
de 1850,39 da independencia e do Imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Angelo Moniz
da Sxlva Ferraz.
Governo da provincia.
Expediente do dia 21 de Janeiro de 1861.
Officio ao coronel commandante das armas.
Respondo ao officio de 14 de dezembro ultimo
com que V. S. mformou o requerimento do alfe-
res do 8 batalho de infantaria Manoel da Costa
d Alfonsees remetlendo-lbe por copia a informa-
gao do inspector da thesouraria de azenda de 7
do corrente, da qual consta estar rectificado o
engao que acercados vencimentosdesse official
se deuoaguia passada por aquella repartico.
M,nHo 'JDS.Pector do arsenal de raarinha.-
Mande V. S f,zer no vapor de guerra Pedro II
os reparos de que trata o commandaute da esla-
Qao naval no trecho do seu offlcio de 20 do cr-
lenle, conslanle da copia junta.Communicou-so
ao predito commandante.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.-
ceno do contendo de sua informaco ministrada
em 10 do corrente, n. 38, acerca do requerimen-
to, que devolvo, em que r> bachsrel Jos de
Cerqueira Lima, capto do 4." batalho de arti-
Ihana.a p, pede pagamento da quantia de......
52$000 rs., que despendeu, de volta do presidio
de Fernando, com o scu transporte e de seu ca-
ntarada da cidade do Ass no Rio Grande do
Norte para esta capital no vapor Jaguaribe, da
companhia Peruambucana, tenno i dizer que
mando V. S. pagar ao supplente suiente a quan-
tia de 41J600 rs., conformo indica no final da
citada ioformajo.Communlcou-se ao commao-
danto das armas.
Dito ao mesmo.Transmillo a V. S., para o
flm conveniente, o incluso aviso de lellra na im-
portancia de 2733752 ris. saccada pela thesou-
raria de rendas da provincia do Rio Grande do
orle sobre essa, e a favor Jos Joaquim de Li-
ma, ou sua ordem.Communicou-se ao Exm.
presidente da mencionada provincia.
Dito ao mesmo.Ao ex-delegado do Caruar,
alfercs Francisco Antonio da Veiga Cabral de
Moraes da Mesquita Pimenlcl mande V. S pa-
gar a quantia de 53&680 rU cm que importara
as dianas abonadas pelo mesmo delegado a 9
recrulas e um dizertor, constantes dos prets jun-
tos em duplcala, que me forara remettidos pelo
chefe de polica com oflicio de 19 do corrente sob
n. 35.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao meimo.Resliluindo aV. S. os papis
que companharam a sua informaco de hoje, sob
n. 45, relativos ao pagamento, que pede o 2.
cirurglo do exrcito, Dr. Francisco Jacintho da
Silva Colho, das forragens por urna besta que
conduzio a sua bagagem do inierior da provincia
para esta capital o auloriso a mandar effectuar
esse pagamento na importancia de 459600 ris,
conforme indica na citada informaco.Commu-
nicou-se ao commandante das armas para que o
faca constar ao peticionario.
Dito ao mesmo.Comraunico a V. S. que em
oflicio de 19 do corrente pnrlicipou-me o coronel
commandante das armas terem sido admittidos
ao serviro do hospital militar os paizanos Manoel
Monteiro e Clemente Jos deSanl'Aona, este na
qualidade de cosinheiro e aquelle na de seu aju-
danle.
Dito ao mesmo.Pica de nenhum effeito a or-
dem expedida a V. S em 18 de agosto do anno
passado para ser paga ao delegado do tormo do
Ex a quantia de 79000 ris, despendida com o
concert do armenio das pracas da guarda nacio-
nal destacada em dito termo, visto que cssa des-
peza deve correr como V. S. declarou no seu
oflicio de 3 do corrente por conta da caira do
batalho, a que pertencem os guardas.Commu-
nicou-se ao chele de polica para o fazer sentir
ao supradito delegado.
Diloao mesmo.Mande V. S. pagar a quanlia
da 36ji80 ris, despendida, como se v da coola
que devolvo. com o expediente da secretaria do
cirurgio-mr do exercilo nesta proviocia no 2."
semestre do anno prximo ndo, visto nao haver
inconveniente nesto pagamento, segundo consta
de sua informaco de 19 do corrente, sob n. 40.
Dito ao mesmo.Mande V. S. abonar cm de-
vidos lempos a prestaco de 509000 ris, que o
capitao do corpo de guarnico desta provincia
Jos Joaquim de Barros pretende consignar de
seu sold nesta capital por tempo de quatro me-
zes, a contar do 1." de marco viudouro em dien-
te, am de ser entregue a seu procurador Fran-
cisco Jos Galvo.Communicou-se ao comman-
dante das armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mostrando o amanuense cartorario dessa reparti-
do. Antonio Jos Duarte, pelo documento que
junta inclusa petico, que pelo tribunal da re-
laco (ora julgado improcedente o processo de
responsabilidade a que responder, mande-o V.
S. entrar no exercicio do respectivo cargo.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar em vista
da conta junta em duplcala o quantia de.......
50f000 ris, em que importa o aluguel, relativos
aos mezes de outubro a dezembro do auno p.
passado, da casa que serve de cadeia do termo
de Barreiros, sendo essa quantia entregue a An-
tonio Augusto Macel, conforme requsilou o che-
le de polica em oflicio de 19 do corrente, sob n.
'?"Communicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo.Em vista da conta junta
mande V. S. pagar ao delegado de Olinda, ou ao
seu prjcurador, conforme requisita o chefe de
policia em oflicio de 19 do corrente, son n. 33, a
quantia de 289400 ris, despendida nos mezes de
outubro a dezembro do anno p. passado com o
sustento dos prezos pobres da cadeia d'aquelle
termo.Communicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requ-
silou o director das obras publicas em oflicio de
18 do corrente, sob n. 8. recommeado V. S.
que mando entregar ao thesoureiro pagador d'a-
quella reparlicjio a quantia de 935 para conclu-
sao dos reparos da bica do Rosario ni cidade de
Olinda, visto j se haver acabado o cont do ris
dado por S. M. e Imperador para esse Uro, segun-
do consta do citado oflicio.
Ditoiojuiz de paz mais volado da freguezia
de S. Fre Pedro Gongalves de Recite.Tenhu
presentes os seus officios de hontem datados em
que \ me. commuoica que, por ler comparecido
um eleitor smente, adiara para hoje a formago
da junta de qualiicacao e convidara o seu imme-
diato em volas para, nos termos do art. 8." de
decrelo n. 1812, de 23 de agoslo do 1856, ahi
comparecer o nomear os dous membros que de-
vem fazer parle da junta de qualiicacao d'essa
freguezia por parte dos respectivos eleitores ;
mas constando de ditos seus officios e de repre-
sentaco do Jos da Cunta Teixeira que Vmc.
proceder por essa forma estando presente o
eleitor Estevo Jos Baplista, cabe-me declarar-
lhe em resposta aos seus citados officios, que es-
lando presente aquelle eleitor nao pdeter lugar
a providencia do art. 8 do citado decrelo. que
subsidiaria e para o caso do comparecimento de
todos os eleitores da parochia, como so ve das
palavrasse nao comparecer nenhum eleitor.
Pelo que deve Vmc. neste sentido osgsnisar a
respectiva junta qualificadra admittindo o refe-
rido eleitor nomear os dous membros que de-
vem comp-la por parle dos eleitores d'essa pa-
rochia.
Dito ao juiz de paz mais votado e presidente
interino do collegio elcoral de Caraobuns.Na
dosignaco do numero de eleitores, que deve dar
essa parochia na prsenle legislatura, servio de
base por mero equivoco o algarismo 32 em vez
de 23, representando o numero de eleitores fiza-
do na tabella de 9 de outubro de 1856 para essa
freguezia na legislatura fioda, eclretanto que
feiio novamente o calculo, tendo-se por base o
referido n. 23, verifica-se que essa freguezia vem
dar 35 e nao 48 eleitores, como foi determina-
do por deliberado da presidencia de 17 de de-
zembro ultimo ; o que communico Vmc. para
o fazer constar ao collegio eleitoral d'essa villa,
que deve tomar em separado os votos dos eleito-
res que excederem esse numero legal nos ter-
mos do art. 30 das iostrucedes do 22 de agosto
de 1860. 6
Dito ao lenle coronel Dimas Lopes de Siquei-
queira, presidente do conselho de revista da
guarda nacional de Ouricury.Teoho presente
o oflicio que Vmc. me dirigi em data de 6 de
dezembro prximo lindo, participando ter sus-
pendida al ulterior deliberaco d'esta presiden-
cia, os Irabalhos do conselho de revista da guar-
da nacional do municipio do Ouricury, por isso
que no segundo dia de sua reunio se reconheceu
que os livros destinados para a matricula dos
guardas nacionaes e para as actas do conselho
eram insufllcientes para a necessaria escriptura-
Co, bem como quo nao tinham sido foroecidos
os demais objectos indispensaveis a ella.
Em respasla cabe-me doclarar-lhe que o mo-
tivo allegado por Vmc. em seucitado officio nao
podia ser objecto de duvida, e muilo menos ser-
vir de fundamento deliberaco por Vmc. toma-
da de suspender os irabalhos do conselho de re-
rista, que presidia ; por quanto, em virlude da
disposico da 2.a parle do art. 55 do decrelo
n. 722 de 25 de oulubro de 1850, por Vmc. cita-
do, corria-lhe a obrigaco de, na hypothnse dada,
supprir a falta dos livros, que allude. com ou-
tros, ou com cinco cademos, por Vmc. abertos,
numerados, rubricados e encerrados ; e na mes-
ma conformidade, e por argumento da citada dis-
posico, supprir tambem a falta dos demais ob-
jectos necessarios para a escriplurocao do conse-
lho de revista.
Coovm, pois, que Vmc, cumprindo as deter-
minaces da lei, faca quanto antes reunir o con-
selho de revista da guarda nacional desse muni-
cipio, e proseguir regularmente em seus Ira-
balhos.
Dito ao gerente da Companhia Peroambucana.
Para que eu possa resolver acerca do quo Vmc.
requsilou em seu officio de 2 do corrate, faz-se
necessario que Vmc. declare os nomes dos ma-
chinistas, que se achamao servico da Companhia
Pernambucana, e nao teni carta de exame.
Dito o mesmo.Ent aditamento portara
de 5 do corrente tenho i declarar i Vmc. qua a
uiportancia das passagens concedidas aos crimi-
inosos Antonio Geraldo, Martinho Gomes Meirel-
les, e s pracas de policia, que os vo escollando
at as Alagoas, deve ser paga n'aquella pro-
viocia.
Portara.O presidente da provincia, usando
da aiinbuicao que Ihe confere o i. do art. 211
do regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de 1812,
determina que as substituidos dos juizes de di-
reito das comarcas da proviocia se observe o se-
guinte :
Artigo 1.3 1. O juiz de direilo da 1 vara
da comarca da capital ser substituido : Ia pelo
juiz municipal da 1 vara ; 2 pelo do Olinda ;
3o pelo da 2* vara ; 4o pelo de Iguarass.
2. O juiz dedireito da 2a vara ser substi-
tuido : 1 pelo juiz municipal da 1* vara ; 2
pelo de Olinda ; 3* pelo da 2a vara ; 4o pelo de
Iguarass.
3. O mesmo juiz municipal, ou supplente,
nao poder accumular duas varas de direito, e
passar ultima que vagar, ao juiz a quem to-
car no seu impedimento, e emquanto este durar.
Art. 2. O juiz de direito da comarca de Santo
Anio ser substituido : 1 pelo juiz municipal
de Santo Anto ; 2* pelo da Escada.
Art. 3." O juiz de direito da comarca do Rio
Formoso ser substituido : Io pelo juiz munici-
pal do Rio Formoso ; 2o pelo de Serinhem ; 3
pelo de Barreiros.
Art. 4. O juiz de direilo da comarca do Bo-
nito ser substituida : Io pelo juiz municipal do
Bonito : 2o pelo de Caruar.
Art. 5. O juiz de direito da comarca de Gara-
nhuns ser substituido : 1 pelo juiz municipal
do Garanhuns ; 2 pelo de Bulque.
Arl. 6. O juiz de direito da comarca do Brejo
ser substitu lo: 1 pelo juiz municipal de Cim-
bres ; 2 pelo do Brejo.
Art. 7.a O juiz de direito da comarca de Flo-
res ser substituido : 1 pelo juix municipal de
Villa Bella ; 2 pelo de Ingazeira ; 3 pelo de
Flores, quando fdr creado o lugar por decrelo.
Ait. 8. O juiz de direilo da comarca da Boa-
Vista ser substituido: 1* pelo juiz municipal de
Cabrob ; 2o pelo da Boa-Vista ; 3 pelo de Ou-
ricury ; 4o pelo do Ex, quando fdr creado o lu-
gar por decreto.
Arl. 9." Os juizes dedireito, na faltado juizes
municipaes, sero substituidos pelos supplentes
destes, observando-se nao s a ordem em que
os ditos juizes municipaes se acham designados
para a substituido, mas tambem aquella em que
esto os supplentes as listas de suas oomeaces.
Remetieraro-se copias desta a cada um dos
juizes de direito das comarcas cima citadas.
Dita.O presidente da provincia, aitendenio
ao que Ihe requereu o 2o sargento do 4o batalho
de artilharia p, Manoel Jos de Castro Viaona,
e tendo em vista o parecer da junta militar de
saude, resolve, de conformidade com o regula-
monto que baixou como decreto n. 2,677, de 27
de outubro ultimo, prologar por um-mez a licen-
Ca com que se acha o suppticante.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o bacharel Luiz Antonio Pires,
juiz municipal e de orphos do termo da Escada,
resolve prorogar por mais um mez com veoci-
cimento a licenga que Ihe foi concedida por por-
tara de 19 de dezembro prximo ndo.
Dlla. Os SrS. agentes da companhia braailnira
de paquetes a vapor mandem dar transporte pa-
ra as Alagoas, por conU do ministerio da roari-
nha, ao 2 lente da armada Manoel Ricardo da
Cunha Coute, que vai servir no brigue escuna de
guerra Xing.Communicou-se aocommandanle
da estaco naval.
Tambem mandou-se dar passsgem para o Ma-
ranho ao Io tenente da armada Francisco Anto-
nio de Varsimon, e ao piloto Antonio Goularte da
Silveira.
Dita.Os Srs. agentes da companhia brasileira
de paqactes vapor mandem dar transporte para
a corte, por conta do ministerio da guerja, no va-
por Paran, ao 2o cadote 2o sargento do 4o ba-
talho de artilharia p Francisco Teixeira Pei-
xoto de Abreu Lima.Communicou-se ao com-
mandanle das armas.
Mandou-se igualmente dar transporte para a
Baha ao soldado Bibiano Pereira de Aquino,
que vai servir no batalho de caladores daquella
provincia.
Expediente do recretario do governo.
Oflicio ao commandante das armas.O Exm.
Sr. presidente da provincia, manda declarar a
V. S. que o major delegado do termo de Goian
na communicou-lhe em officio de 12 do correte,
ter mandado retirar para esta capital o 2o cadete
Io sargento Pretxtalo Heraclio de Araujo Per-
nambuco, com as dez pragas de prirneira linha,
que estavam destacadas na povoaco de Podras
de Fogo.
Dito ao juiz de paz presidente da mesa paro-
chial de Goit.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda aecusar recebido o offlcio de 10 do
correle em que a mesa eleitoral dessa freguezia
d parle de estarem concluidos os Irabalhos da
respectiva eleico de eleitores.
Igual ao juiz do paz presidente da mesa paro-
chia 1 de Caruar, que fez igual communicagao
em offlcio de 4 do corrente.
DESPACHOS DO DI* 21 DE JANEIRO DE 1861.
Requerimentot.
3586.Azevedo & Mendes.Informe o Sr. ca-
pilo do porto.
3587.Alexandrina Mara da Luz.O que a
supplcante requernotem lugar.
3588.Caelano Cyriaco da Costa Moreira.
Informe o Sr. capitao do porto.
3589.Carneiro & Irmao.Os supplicanles
opportuoamenle sero pagos pelo arsenal de
guerra.
3590.Francisco Xavier Rodrigues de Miranda.
Nao lem lugar por ora.
3591.Jos Joaquim de Barros.Dirija-se ao
Sr. inspector da thesouraria de fazenda. a quem
nesta dala se expede a competente ordem.
3592.Joaquim Francisco de S.Informe o
Sr. Inspector ao arsenal de marinha.
3593.Jos da Cunha Teixeira.Providenciou-
se convenientemente.
3594.Manoel da Costa de AfTonseca.Nao ha
que requerer vista da informaco da thesoura-
ria de fazenda, constante da copia junta.
3595.Manoel Antonio Alves da Silva.Sella-
da a petico que allude o mais documontos que
estiverem sem sello volle.
3596Pedro Leite de Albuquerque.Informe
o Sr. engenheiro director das obras publicas.
3597.Rosa Candida Goncalves Ferreira e ou-
'ro.Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazeada.
3598.dem idem.Informe
da thesouraria de fazenda.
cisco II e nao neste momento que soltaremos Austria de fazer sejara 0 n5o 8incera. .pj.-. ...
contra ello alguma palavra desrespeitosa : Delic- raneadas consciencia ou necessidad'e F/sem-
ta majorum_ immerxtu*; ello soffre apena de pre urna homenagem que o despotismo obriea-
faltas que nao commetteu e suecumbe ao peso
de uma heranca, que noo pode deixar de oc-
cultar.
Ma3 porque fazer a revoluQo nica responsa-
vel de suas desgracas e de sua qyeda ? Todo o
mundo sabe, diz a circular, como o exrcito mi-
nado e destruido pelas manobras da revolugo, a
marinha abandonada e perdida, a traico e a in-
disciplina introraettidas al no amago da corte e
do conselho, assignalavam uma dissolucao total
do reino___
Uma tal conssao asss preciosa para deixar
de ser guardada, e aquelles que todos os dias sao
tratados de revolucionarios jamis leriam atlri-
buido revoluco um poder tao grande. Como !
esse exrcito, essa marinha, tao bem organisados,
tao bem montados, to bom fardados, to bem
capitaneados, sobre os quaes os ltimos reis ha-
viam dispensado tantos cuidados, tanta solicilude
e tanto dinheiro, bastaram algumas manobras re-
volucionarias para faze-los desertar e seren trai-
dores I Como I foi a revoluco quem criou trai-
dores at no conselho, no palacio, na familia do
re?Na verdade, dar revoluco mais poder
e mais acjo, do que ella propria julgar-se-hia
ter.
Nos que julgamos que as revolucoes sao muilas
vezes um mal necessario, nao eremos que Deus
permita que o mal np seja justificado e nao te-
uha razdes. Se esse edificio apparenlemente to
solido desmoronou-se como um castello de car-
tas, porque nao repousava seno sobre a op-
presso e a mentira.
gem que o despotismo obriea-
do a render liberdade.
John Lemoinne.
[Journal des Debis S. Filho.)
INTERIOR.
AMAZONAS,
2 1 de novembro de I86O.
Felicitacao que em nome da assembla pro-
vincial foi dirigida ao Exm. Sr. Dr. Manoel Go-
mes Correia de Miranda,vice-presidente em exer-
cicio nj dia que linha de entregar a adroioistra-
Cao da provincia ao Exm. Sr. Dr. Manoel Cle-
meniino Carneiro da Cunha, feila por uma com-
raissao de cinco membros da metma assem-
bla.
Illm. o Exra. Sr.A assembla legislativa pro-
vincial, certa do bem que ha colhido esta pro-
vincia pela moderaco. zelo e illuslraco, cora
que lera V. Exc. gerido os seus pblicos negocios
pelo espaco de dezoilo mezes, em que nao pou-
pando esforcos para conjurar as crises e tropeas
porque infelizmente lem ella passado, proraoveu
o seu melhoramento e progresso, j supprindo
com economa a defllciencia das reodas, causada
pelos eflVilos perniciosos do rio, j empregando
a mais aturada sollicilude no auxilio prestado
classe indigente, accommettida de epidemias era
diversos potos, como arrancando-a dos moles
necessarios, para onde Ihe impelliria forae ; e
. "o podendo ser ella indiferente tantos bese-
Nao estamos encarregados de defender a causa o* noseva para p.tentearraos a V. Exc. em
S. .'? rDe T Dh exe-rc',0L nem nos conse- nome da provincia, que tomos a honra dfepre
V !?rll^ m '" d rl de Nap0lM : C,0" 8en,ar. seu reconhcimento. P
KopSSr.! srue e es8es o,Ikiaes ano ^^^m^^^^X-
L JEflKL ^ndonar1,"Veu \ 8 9feu sonhor., do espirites menos reflectidos. procurara abalar
T VSZJ&T d3 re/0,aao :- elj08 fora,m c"a' o* *'rces da ordem publica ;e nos teraos sa-
lJ i i "-.? araJad0S e e1u!?ados cont" ell8> lisiarlo por isso. de mais bom dizer a sabia ad-
e nao esta que devera ser dirigidas as censu- ministrao de V. Exc.
ras do re de aples. Aceite, portanlo. V. Exc. as sinceras e cor-
Muito mais amargas e sanguinolentas censuras diaes feliciUcoea da assembla legi "ali a provin-
TAPIAS!!1''1*'"'*?"* l0ffUrfl cial por to Jlausveis, qu.o jusC motivo."
fogo e nao esteoderara a raao para t.ra-lo Permitla-nos V. Exc. que como seus represen-
tantes, partilhando os meamos seolimentos nos
prcvalecamos da opportunidade para penhorar-
mos para com V. Exc. os protestos da nossa par-
ticular estima e considerado pessoa de V.
Exc.
Manaos em 24 de novembro de 1860.
Os denotados :
Jos Flix de Azevedo, Joao da Cunha Correa,
delle. Quando os governos liberaes da Europa
inslavam cora a edrte de aples, em sou proprio
inleresse, no interesse da ordem geral, para que
' legitimas salisfaces s necessidades do
dsse
seus povos, o quando ella permaneca surda
seus conselhos e s suas censuras, o que que a
animava em sua resistencia e a(Tstava-a de toda '
a idea de mudanca ? Eram essas outras cortes,'
para as quaes ella appellou era vo no dia do pe- Manoel ferataTrt a LTJ?Z- u uo"ea-
na avaencaS8m'a ll0CadH ** "^ "*3%" "toil da JflT ^
&V3l?2^&3hXZ* -S-.E'C- sa -Poo-r commisso nos
anda deram um passo em frente quando olla bra
dou, e que deixaram-asuccumbir sera enviar-lhe
era um hornera, nem um escudo.
De certo o rei de aples tem algum direilo de
dig
seguidles termos :
Senhores. Faltam expresses com que possa
significar a satisfaco e subido apreco. com que
BSSsSKSSi&R gpwsassasaia*
E, para o mais estranho dos contrastes, que
proa, como ha poaco atziamos, a que ponieras
ideas esto confundidas,qual o soberano
quem o rei de aples dirige seu nico e derra-
deiro testemunho de reconhcimento ?E'um
soberano, que inaugura urna dymnasiia nova, quo foroVguUdVr"inva"riverde i
se proclama -
o Sr. inspector
EXTERIOR.
a assemhU i.-o-'---- r---:--:-" --!;>.i.rA dfl.
vi jmenle a vontade e zelo com que me dediquei
ao seu esenvolvinienio ; e teria ella chegado ao
maior grao de prosperidade, de que suscepti-
vel, so somonte dependesse da minha vontade.
A conciliario combinada com a imparcialiaade
..i o regulador inviriavel de meus actos ; e vos
cora raza o lho da revoluco, que coofesso, senhores, que o adoptando por intima
d entre lodos mais altamente representa esse di- convido, segu assim um dos meios mu pode-
re.to novo, contra o qual protestara o re de Na- rosos para que esta bolla provincia" podesse fruir
poles e o cardeal ministro; por quanto, nessai de todos os melhoramentos e prosperidades,
circular da corte de aples na mesma pagins. que a destinara os grandes recursos, com que a
pode ler-se a opinio expressa pelo cardeal Anto- dotou a mo poderosa do Omnipoteole.
nelli sobre o appello para o suffragio das popula- Reconhecido sobre maneira por esta prova da
coes, principio, diz ello, que desnatura e des- estima e consideraco cora que me honra a as-
irue o direito dos Iratados, derriba as mximas sembla legislativa prov.nciil.vos peco que trans-
eternas da juslica, e estabelece o monstruoso di- mittaes estes meus senlimenlos ; e que o meu
reito da usurpacao.... m8s ardente voto ser que a provincia, que ella
Nao pretendemos aqu disculir a opioiao do fj0 dignamente representa, agradecida sinta os
cardeal Antonelli sobre o suffragio universal, e benficos effeitos das medidas que tomar a prol
nem mesmo exprimir a nossa ; porm repelimos de seus interesses. E vs?senhores membros da
o queja multas vezes teraos dito,que nao nes- commisso, accilai os signaes de minha gratido
so principio que baseamos a legilimidade da re- e subida estima.
252
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239
Jo?d. Eons8edc*a.8ad0 d 8CCU"d Df' ,0a Encerrou-se a audiencia s 3 horas da tarde
Acha-se era effectivo exercicio a junta de
qua iflcacao da freguezia de S. Jos, sendo com-
posta da forma seguinte :
Presidente.Maooel Joaquim Ferreira Esteves-
becrelario.Joaquim Pedro dos Santos B-
Joao Soares da Fonseca Velloso.
Escrutadores Francisco Antonio das Chazas
Caelano Moreira Fonles. B
..."" C"nc'ui-8e '"Cao Par eleitores na fre-
s""i\ ?,ranhuDS ahindo eleitos os senhores
Vigario Noraezio de S. Joo Guabeilo
Joao de Barros Correia.....
Antonio Vctor Correia.....\
Luiz Aurelio de Godoy e Vasconcelos
Dr. Theodoro Machado Freir Pereira
Joao de Oliveira Brasil.....
Antonio Baptiza de Mello Peixoto".
Miguel Archanjo de Mendonca. .
Custodio Elizio de Barros Piosng
Antonio Manoel de Barros. .
Joo Jos de Araujo.....'. '
Frsncisco Bezerra de Vasconcellos! .'
Miguel Primo Villar do O' Baodeira. .
Jos de Barros Silva Jnior. .
Izaias de Barros Silva......
Francisco Jos Cordeiro dos Santos. '.
Antonio Jos da Silva Jnior.....230
Joaquim Ferreira dos Santos Mello. '. 230
Manoel Pereira do3 Santos Rocha. ... 229
Joo Correia dos Santos Rocha. 229
Antonio Cardeal do Azevedo. ; 225
Corgnoho Jos Viaona. ] IS
Jos Cipriano da Silva......-225
Antonio de Barros Correia. s 225
Antonio de Souzs Mello..... o
Aotonio Xavier da Silva.....j 225
Padre Manoel Emigdio de Oliveira. '. '. 225
Joao Ferreira de Mello. 25
Joo Cordeiro Paz....... gjg
Mauricio Lopes Lima. 225
Agostinho de Godoy e Vasconcellos. .' 220
Pedro do Reg Chaves. 220
Eugenio Vellez de Mello.....! .' 220
rgnacio de Godoy e Vasconcellos. '. '. 220
Francisco Pereira da Costa..... 220
Joaquim Ferreiaa de Araujo. ; '. '. 220
Antonio Cordeiro Manco a*n
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Manoel Correia de Santiago Villela.
Vicente Ferreira dos Santos. .
Antonio Carneiro da Silva. .
Estolano Floranllno da Silva. : .
Francisco Antonio d'Alleluia Gto.
Thomaz Lopes Lima. .
Jos Liberato Correia,
Antonio Tavares de Lyra. ....
Manoel Bernardo Pereira da Silva.
Francisco Antooio Paz.....
Jos Lino de Barros......
MORTALIDADE DO DIA 23.
Amelia, parda, 2 anuos, sarampo.
Francisco, pardo, escravo, 2 mezes, intente,
Damiana, preta, escrava, 4 annos. pulmonile
chronica.
Vernica, cabocla, 3 mezes, calor de ligado.
Francclina, parda, 5 mezes. convulsoes.
Nos dias 21 e 22 desta mez fQramI,rnrolhi-
itn- ------- c uiiruji. n >. .....U3 0 1 inulher.
do 9 livres e 1 escravo, a saber ; ordem do Dr:
delegado do primeiro distrulo 1, ordem do
subdelegado de Saoto Antonio 2, ordem do da
S. Jos 1, ordem do da Boa-Vista 2, ordem.
do daCapuoga 4.
Quando ouvimos fallar da desordern das ideas
e doutrioas de nosso lempo, acharaos, nao um
consol, mas uma desculpa no espectculo, que
nos offerecem os poderosos da torra. Achamos
que a anarchia das ideas anda maior no espi-
rito dos reis do que no dos povos; e para prova
disto bastara-nos to somenle dous documentos
publicados por todos os Joroaes ha doua ou tres
das,a circular do ministro do rei de aples, e
a do cardeal ministro da Santa-S.
Locge de nos a intenco de aecusar a tei Fran-
voluco italiana. Quando vmonos atacados pelo
partido, que pretendo s representar a religio,
quando vemo-cos injuriados por elle, nao pode-
mos deixar de lembrar com que ardor, com que
paixo de servilismo esses mesmos horaens re-
baixaram a liberdade e a dignidade da 'greja ante
essas potencias terrestres, que elles hoje excom-
mungam e renegara.
Quanto nos, nos saudamos a liberdade da
Italia antes de ter sahfdo da uros. A causa da
Italia leve nossas sympathias e ooaso coocurso
quando era apenas pleiteada e sustentada pelas
classes liberaes e esclarecidas, que por toda a par-
te sera pre constituem a minora. Se essa causa
hoje consagrada pelo voto das massas, sem
duvida para ella uma forca de mais; porm ha
muilo tempo que a nata da nac.o. que o peque-
no numero, linham-a feito ttiumphar em todos
os espirilos liberaes e coracoes honrados.
Nao somos adoradores do numero; defende-
mos a causa italiana por que realisa o objecto,
pelo qual temos lutado em todos os lempos,a
preponderancia legitima das luzes e da opinio
das classes esclarecidas. A classe que est fren-
te da revoluco italiana a aristocrtica no sen-
tido o mais ampio e o mais justo da palavra ;
nao s a aristocracia do nascimento, mas anda a
da razo, das luzes, das sciencias, das letlras c
das artes, a classe culpada de pensar e do fal-
lar, de ler e de escrever, aquella que pertence-
mos e que pertencem, digam o que disserem,
aquelles proprios, que a renegam.
' por tanto a nossa causa que defendemos na
Italia. J temos dito que os temores, que podia
inspirar a criaco de uma grande potencia em
nossas fronteiras parecem-nos chimericos ; que
ao contrario a resurreico junto de nos e gracas
nos de uma nacao, quo ser-nos-ha ligada pela
communho de origera, pela affloidade das lin-
guas, pela semelhanga das legislages e pelos la-
cos da gratido ser antes uma condico de forca
para a Franca, do que um perigo. Nao hesitamos
em declarar que, abstrahindo mesmo dessas con-
sideracoes, a questo de justica absoluta seria
para nos superior do interesse nacional.
Nao por tanto neste sentido somenle que di-
zemos quo a causa da Italia a nossa ; porm
tambem por que ella por toda a parte nossos
olhos a cansa da liberdade,dessa liberdade co-
uda em justos limites, que temos sempre defen-
dido.
Tem-se com razo notado que a Franca nao
poda mostrar favorecer a liberdade alheia e es-
quecer a sua. E' uma das razdes porque presta-
vamos nosso conourso liberdade da Italia : nos
contavamos um pouco com o contagio.
Esta esperance realisou-se, e tomamos por tes-
temunha as felizes mudabas que acabam de fa-
zer entrar a Franca em uma nova senda. Pode-
riamos appellar tambem para as tentativas de
conciliaco feitas pelo imperador d'Austria, e para
as reformas, por elle concedidas s provincias
descontentes de seu imperio. A Italia tem anda
o consol e a recompensa de poder dizer-se que
olla contribuio at para a liberdade entre seus
iftimigos.
Pouco se nos di que as concesses que acaba a
Palacio do governo da provincia do Amazonas,
24 de novembro de 1860.
Manoel Gomes Correia de Miranda.
[Estrella do Amazonas.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Sao candidatos pelo primeiro districto elei-
toral, alm dos senhores j por nsapontados, os
Srs. Drs. Antonio Vicente do Nascimento Feitoza
e Joo Jos Ferreira de Aguiar, que deixa do
apresentar-se pelo segundo, como pretender i
principio.
Alguem dirige-nos este pedido : Por seu
intermedio, pede-se a direccoTlo opo Banco de
Pernambuco, que faca publico o dia em que prin-
cipia m a ter descontos as suas olas de l;j e 20j:
pois que tendo annunciado o prazo de quatro me-
zes para o resgate, nao diz quando linda tal pra-
zo. Uma declararSo costa pouco a fazer : diga
se deve entender-se este prazo da data do seu
annuncio ou de quando, e com isto evitar o pre-
juizo dos que anda possuera taes notas, e dos
que, pelas suas Iransaccoes commerciaes, sao Tor-
eados a receb-las.
Satisfeiio assim o nosso communicante, cor-
re-nos observar que, sem embargo de nao deter-
minar expressamenle a declaragao do Novo Ban-
co o termo da expiraco do prazo para o recolhi-
mento ao par das referidas notas de 10J e 20,
deprehende-se que este deve ter lugar no da 8
de marco prximo futuro, quando complelam-se
os quatro mezes consignados naquella declara-
Co, cuja data de 9 de novembro de 1860.
Parece-nos que para esta intelligencia nao
necessario esforco de boa vontade, visto que a
omisso da expresso usual de contados da data
desta supprida pelo iim da publicaco, devendo-
se por conseguinte subentender aquella expresso
ou presuppd-la.
Todava, como em taes negocios toda a clareza
pouca, importa que o Novo Banco faca a soli-
citada declaracao.
O 2o supplente dos eleitores do Cabo o Sr.
Manoel Jos de Santos Araujo, e nao Manoel Jo-
s de Souto e Araujo, como sahio publicado.
Por acto presidencial de 21 foi mandado en-
trar em exercicio o amanuense cartorario da the-
souraria provincial Antooio Jos Duarte, que ten-
do sido mettido em processo por crime de res-
ponsabilidade, fra despronunciado pelo joix
competente, e sustentada a dispronuncia pelo
tribunal da relami para o qual houve recurso ex-
ofDcio.
Foi nomeado guarda da casa de detenco o
Sr. Guilherme Tell Scheffler por portara do Sr.
Dr. chele de policia.
O Dr. juiz de direilo da 1* vara
criminal
sala dos
deu hontem audiencia de seu juizo na
auditorios.
No pocesso de fallencia em que 6 reo Claudiano
de Oliveira, forara inquiridas aa tostemuohas da
defeza, merend o Dr. promotor publico a aecu-
Revlsao do jury do termo do Itecife,
18 de dezembro de 1HOO.
Foram eliminados por terem fallecido uns,
outros se haverera mudado do municipio, o ou-
tros por soffrerem molestias chrouicas, que pro-
va ram cora documentos, os jurados segrales:
Antonio Augusto Macel.
Antonio Joaquim do Souza Ribeiro.
Antonio Leite Pilla Ortigueira.
Alexandre Jos da Rosa.
ADtonio Jos Pacheco e Silva.
Antonio Augusto Bandeira de Mello.
Antonio Francisco Pereira.
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
Antonio Joaquim de Mello Pacheco.
Antonio Baplista Ribeiro de Faria.
Antonio Domingues Ferreira.
Antooio Francisco de Paula Brrelo.
Coronel Alexaodre Manoel Albino de Carvalho.
Antonio Manoel Estevo.
Antonio da Costa Reg Monteiro.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem.
Antonio da Silva Motta.
Antonio Jos de Mendonca. -;-
Amaro Benedicto de Souza.
Amaro Jos dos Prazeres.
Alexandrino Mximo Leal de Barros.
Antonio Jos Barroso de Mello Jnior. .
Capitao Antonio Alves de Paiva.
Aotonio Gomes Pessoa.
Aodr Alves da Fonseca.
Dr. Antonio Pereira Barroso de Moraes.
Amaro Soares Moriz.
Antonio dos Santos de Siqueira Cavalcanli.
Dr. Adelino Antonio de Luna Freir.
Aotonio Augusto da Cmara Rodrigues Sette.
Dr. Adolpho de Barros Cavalcanli de Lacerda.
Antonio Jos Conrado.
Aotonio Francisco de Paiva.
Benedicto Jos Duarte Cidrim.
Bernardo Fernar\des Vianna.
Bernardo Pereira do Carmo.
Bernardo Antonio de Miranda.
Basilio Alves de Miranda Varejo.
Bernardo de Albuquerque FeroandesGama.
Cosme Jos do3 Santos Callado.
Caetano da Costa Moreira.
Caetano de Assis Campos.*
Claudino do Oliveira
Christovo Veira de Mello.
Dr. Eugenio Augusto do Couto Belmont.
Eduardo Burle.
Francisco de Paula Fjgueira de Saboia.
Firmino Pessoa da Gama.
Francisco Antonio de Oliveira.
Francisco Berenguer de Almeida Guedes.
Francisco Ignacio de Torres Bandeira.
Francisco Jos de Oliveira.
Francisco Manoel Beranger.
Dr. Francisco Pereira Freir.
Dr. Filippe Lopes Netto.
Flix Venancio de Cantalice.
Francisco Antonio de S Brrelo.
Firmino Moreira da Costa.
Francisco Ribeiro Pavo.
Dr. Francisco Bernardo de Carvalho.
Teoente-coronel Francisco Rodrigues Cardoso.
Francisco de Paula Gouva.
Francisco Jos Duarte Camsrco.
Feliciano Augusto de Vasconcellos.
Francisco Alfonso Ferreira.
Francisco Jos Gomes de Santa Rosa.
Francisco Xavier da Silva Mendonca.
Or. Francisco Augusto da Costa.
Flavo Ferreira Calo.
Firmino Theotonio da Cmara Santiago.
Dr. Francisco Lins Caldas.
Flix da Cunha Navarro Lins.
Francisco de Paula Cavalcanli da Silvefra.
Dr. Geminiano Anlooio Victal de Oliveira.
i Geraldo Laurinto de Siqueira Varejo.
ILEGVFI


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... r
.
URKj DI rEKlUMBUQTJ. QUISTA, fEU H 01 JANEIRO DE 1861.


r nnxi oii
Gustavo Augusto de Figueiredo.
Hemeterio Maciel da Silva.
Sonoralo Jos de Olivera c Figueiredo.
eoiique Jorge.
Henriquo Augusto Milet.
Hiraelio Peregrino Haciel Mouteire.
Ignacio los 'Assurauca. _
JoeMfnel da Costo.
Joan Neporuuceno. Barroso.
Jos Joaqun de Olive ira.
JtM Joaqun Lepes de Aljenla.
Jone Joaqun de Lima.
Joaquim AJtooso dos neis.
Jen* Joaqun* de Lima Jnior.
JoeAnc Carvalho Coate.
De. Juliao da Costa HooUire.
Jos Anselmo Ruarte Cedrim.
Jos Ignacio Xavier.
Joao Ignacio do Reg.
Jos Brasilino da Silva.
Jojo Paulo de Souza.
Dr. Jos de Mendonca Reg Barros.
Br. Joo Diniz Ribeiro oa Cunha.
Joe- Duarle de Oliveira Reg.
Dr. Joaquim Theotonio Soares de Avellar.
Jos Pereira de Alcntara.
Jos Francisco Pinto.
Joo Pedro da Rocha Pereira.
Jos Quintinu Rodrigues Esleves.
Jos Caries de Suza Lobo.
Joaquim Jos Bautista.
Joaquim Clemente dos Santos.
Dr. Juo Jos Innocencio Pogge.
Joo Policarpo dos Santos Campos.
Jas Antonio da Silva e Mello.
Jos Bernardo V.
Jos Gandido de Carvalho Medeiros.
fir. Jos Mara Ramos Gurjo.
Jas Antonio Bilancourt.
Dr Jos Joaquim Ayres de Almeida Freitas.
Joaquim Ignacio de Barros Lima:
Dr. Joaquim Pires Goncalves da Silva.
Joaquim Milito Mam.
Joo da Costa Munieiro.
Jas da Silva Gusmo Maia.
Dr. Jos Joaquim Gemiuiano de Moraes Navarro.
Dr. Jos Augusto de Souza Pitanga.
Joo Baplisl.i de Souza Lemos.
Jos Lucio Teixeira Cavaicinti.
Joa Benirio Camello Bcssone.
Jos Tiburdo. da Costa Gomes.
Joa Antonio Pereira de Iirile.
Dr. Leonardo Augusto Ferreira Lima.
Lauriano Jos de Barros.
Luiz Francisco Moreira de Mondonga.
Mauoel Julin da Fonseea Pinho.
Jlaoool Goncalves Pereiro.
Manoel Jos da Costa Magalhes.
Manoel Antonio .da Silva Antunes.
Manuel Caetaoo de Medeiros.
Dr. Manoel.Duarle de Faria.
Marcolioode Borja Geraldes.
Manool Pereira liosa.
Jlaooel Pereira do Couto
Dr. Manoel Mamede da Silva Cosa.
Manoel Carneiro Lial.
Mililo Burees Ucho.
Mauoel Antonio Martina Pereira:
Br. Pedro Secundino Mendes Lias.
Piimo Feliciano da Costa.
Rufino Joec Fernandos de Figueiredo.
lulliio Jos Cone i de Almeida.
Rufino Gomes da Fonceca.
Seraphim Alves da Rocha Bastos.
Salustiano.de Aquino Ferreira.
Severino Henrique da Costa Pimentel.
Forara qualilicadosjuizes de facto 09 cidados
seguinls :
S. Frei Pedro Goncalves.
Antera Ja come de Araujo.
Antonio Rodrigues Lima.
Antonio Pires de Moraes.
Augusto Jos Ferreira.
Antonio Ferreira da Silva Jnior.
Santo Antonio.
Antonio Jos de Moraes Sarment.
Antonio Pinto de Oliveira.
Antonio Carlos Pereira de Burgos ronce de
Len.
Antonio Francisco das Chagas.
Alexandre Ferreira da Silva.
Antonio Sergio da Gruz Muir.
Antonio Cimtrllo-Pessoa de Lacerda.
Ame-rico Ovidio dos Santos.
Antonio Joaquim Ferreira.
Antonio Cenrado Sabino.
Augusto Cesar Pereira de -Mondones.
Adriano Augusto de Almeida.
S. Jos.
Dr. Abilio Alvaro Mailins de Castro.
Alexandre Joaquim Coelho da Silva.
Abdias Bebiauo da Cunha Salles.
Antonio Jos da Costa.
Antonio Joaquim Vital do Amara!.
Antonio Seraphim dos > untos Lima.
bIoiiio FranLiatv, .*-..._ r..o-c5.
ntonio Jos Rodrigues de Paula-
Antonio Jos dd Costa Reg.
Boa-Vista.
Augusto Rufino de Almeida.
Dr. Antonio Uerculano de Souza Bandeira.
Dr. Antonio Fernandas-Trigo de Loureiro.
Dr. Antonio Burgos- da Fonceca.
AntonioNunes du Oiiveire.
Antonio Teixeira Peixoto.
Antonio de Uollanda Arco-Verde Cavalcanti.
Antonio Jos da Oliveira Braga.
Alexandre da Silveira Lima V.
Aurelianode Oliveira.
Afogados.
Alexandre Jos Gomes.
Antonio Soares da Silva Nobre.
Poco.
Antonio Ayrcs Vellora Jnior.
Varzea.
Antonio de Souza Barro*.
Muiibeca.
Agostinho Bezerra da Silva Cavalc3nli.
Alexandre Jos de Barros.
Santo Antonio.
Bernardo Luiz Ferreira Cesar Loureiro.
S. Jos
Bernardinode Oliveira Coragem.
Bernardo Falco de Souza.
Boa-Vista.
firaz Vieira da Silva Guedes.
Jtenjamin Viriles ulra.
Bemvindo Gurgel do Amara].
Afogados.
Benjamn Tranquilino da Cunha Torreo.
Camillo de Lelis Pexoto.
Candido Nunes de Mello.
Sanio Antonio.
Candido Aulran da Malta Albuquerque.
Candido Joa dos Passos.
Candido Pereira Monteiro.
Candido Carneiro Guedes Alcoforado.
S. Jos.
Caclano de Matlos Simos.
Candido Alves Lima.
Boa-Vista.
Caetano de Carvalho Rposao.
Carlos llllisses Dubois.
Candido do Souza Miranda Couto.
Candido Jos da Silva Guimares.
Caetano Aureliano do Carvalho Gouto.
Dr. Candido Kmigdio Pereira Lobo.
Dr. Carlos Augusto Aulran da Malta Albuquer-
que.
Saoto.Antonio.
Domingos Jos Alves da Silva.
Domingos Jos Nunes.
"kS. Frei Pedro Goncalves. .
Euzcbio Jos Antones.
Santo Antonio.
Euzebio Peixoto.
Ernesto Cariolan'o da Cost.
Estcvo Soares.
S. Joa.
Elias Figueira de Mello.
Boa-Vista.
Ernesto Brederodes.
Afogados.
Eduardo Ferreira Baltijar.
Eduardo de Souza Vianna.
S. Frei Pedro- Gaogalves.
Chele de deviso, Francisco. Mauoel Barroso.
Francisco Jos Bellera.
Francisco Jos dos Santos.
Feilx Fernandes da Paz.
Francisco Joao Airea.
Firmo Candido da Silveira Jnior..
Francisco de Albuquerque Mello
S. Antonio.
Francisco Ribeiro Pavao Jnior.
Francisco Pereira Lemos. '
Flix Jos de Souza Jnior.
Flix da Costa Mallo Borsl.
Florismundo Marques Lina.
Dr. Francisco Carlos Brandrio.
Feliz Antonio Alves HaecarcBbM.
Francisco de Paula Mindello.
Francisco Aatoaio 8 Almeida,.
Manoel M. da Sosa.
I Francisco Campello Pire* Fereia.
Francisco Lucas Ftrreira.
Francisco de Souza Reg Monteiro.
Francisco Cesario Braoco.
Francisco Maia Corle.
S.Jos '
Francisco Ipifanio dnSaeza.
Fsancieco Joaqun Clemente doa Santos.
Florencio Xeiiniiano do Reg Cont.
Frauciaco Rnri^vea- Pinbeiro.
ln*-Vista.
Faustino Joa da Foncota.
Francisco Pereira Vianna.
Francisco Doodaio Lina.
Frenase Antonia d Meoezes.
Francisco Jo*quirn Ramos e Silva.
Felippe da Coala Dourado.
Francelino Xavier da Fonceca.
Dr. Fernando Affonso de Melle.
Francisco da Rocha Passos Lins.
Poco.
Francisco Jos Duarta.
Felippe Duarle Pereira Jnior.
Varzea.
Francisco Xavier Carneiro da Cunha Miranda.
Feliciano Pinlo.de Vascuncellos.
Muribeca.
Francisco Mendes da Silva.
Francisco Cavalcaule de Lacerda.
S. Frei Pedro Concalves.
Gcdeo Fojas de Lacerda.
Guilherme Ferreira Pinto.
Afogados.
Dr. Guelherme CorJeiro Coelho Cintra;
Boa-Vista.
Herculano Julio de Albuquerque Mello.
Henrique Soares de Andrade Brederodes.
Herminio Egydio de Figueiredo.
Horario de Gusmo Coelho.
Henrique Martina Saldanha.
Afogados.
Henrique Bernardo do Oliveira.
S. Frei Pedro Goncalves. _
Innocencio Xavier Vianna.
Santo Antonio.
Innocencio Garca Chaves.
guaci Nery Ferreira.
Muribeca.
Iziiloro do Freilas Gamboa.
S. Frei Pedro GoBcalves.
Jos Feliciano Pereira de Lyre.
Joo Joaquim Alves.
A>o A.ostinho de' S Pereira.
Joo Climaco Freir.
Joaquim Antonio Seve.
Joaquim Oa Silva Lopes.
Joaquim Antonio Rodrigues Sobriuho.
Joaquim Jos da Costa.
Jos Feliciano Machado.
Jos Antonio Moreira.
Jos Alves Fernandes.
Jos Pereira da Cunha Jnior.
Jos Lopes de Oliveira Jnior.
Joaquim Pedro da Costa Moreira.
Jos Joaquim Seve.
Jos Augusto da Costa Guimares.
Joo Pereira Reg.
Joo Joaquim da Costa l.eile.
Joaquim Cavalcanti de Mello Filho.
Santo Antonio.
Jos Antenio da Rocha.
Jos dos Santos Nunes Jnior.
Jos Narciso dos Anjos.
Joaquim Luiz dos Santos.
Joaquim Theodoro Alves da Silva.
Joo Alves Machado.
Jos Antonio de Paula Madurcira.
Dr. Jos Leandro de Godoy Vasconcello.
Joo Vicente de Torres Bandeira.
Joaquim Leocadio Viegas.
Joo Ferreira Vilella.
Jos Jacintho da Silva Mendonca.
Jos Joaquim Pereira de Mendonca.
Joaquim Pereira de Mendonca.
Joo Ozono de Castro Maciel Monteiro.
Jos Mendes Silgado Guimares.
Justino Martins Correia de Mello.
Joaquim da Costa Leite.
Jos Moreira Dias.
Jos Rufino Coelho.
Joaquim Jos de Santa Anna Cardozo.
Joaquim Jos da Costa Fajozes.
Joo da Bocha e Silva.
Joaquim Olinto Bastos.
Joo Vieira de Mello e Silva.
Joaquim Faustino da Piedade.
James Eneas Gomes da Silva.
Joo Goncalves Pires Forreira.
Mejor Jos Antonio Barboza.
Joaquim Jos das Neves.
Joaquim Manoel Mendes da Silva.
Joo Baptlsta Guimares Pessoa.
Jos J,rano<* A", ,n,r"
Dr. Joaquim Jos de Campos.
Joao Francisco Gavio.
Joo Antonio da Costa.
Jos Ribeiro da Silva.
Joaquim Jos de Almeida.
Jos Joaquim Uucdes de Almeida.
Joo Antonio Couto.
Jos Joaquim da Costa.
Jos Theodoro da Conceico Vieira de Mello.
Jos Candido de Souza Castro.
Joaquim Faustino da Fonceca.
Joaquim Yaz de Siqueira.
Joo Chrisostoroo Botelho.
Joviuo Eduardo Pina.
Dr. Jos Antonio de Magalhes Bastos.
Jovino Carneiro Machado Rios.
S. Jos.
Joo Baplisti Cesar.
Jos Alfredo de Carvalho.
Jos Patricio de Siqueira Varejo.
Joaquim Goncalves do Cabo.
Joo Francisco Bastos de Oliveira.
Jos Elias de Oliveira.
Joaquim Pedro do Reg Barrete
Jos Antonio Baplista
Jos Rodrigues Piuheiro.
Joo Valeniim Dias Vilella.
Jos Antonio Cesar de Lima.
Joaquim do Paul Lira Tlores.
Jos Francisco dos Santos.
Joao Joaquim de Siqueira Varejio.
Joo Antonio de Silva Peres.
Dr. Joaquim da Silva Gusmo.
Boa-Vista.
Dr. Jos Honorio Bezerra de Meneies.
Joo Pessoa da Gama.
Justiniano do Albuquerque Mello.
Jacintho Antonio da Silva Pessoa.
Joaquim Traja.no da Silva.
Jos Alvcs Monteiro.
Joo Manoel dos Santos Vital.
Jos Flix de Oliveira.
Dr. Jacintho Pereira do Bego.
Dr. Jorge Dornellas Pessoa.
Jos Anastacio do Albuquerque.
Joaquim da Malta e Silva.
Jos GooQtlvea Baslos.
Joo Pereira Lagos.
Dr. Julio Augusto da Cunha Guimares.
Julio Francisco da Silva e Mello.
Jos de Vasconoellos.
Joo Duarle Carneiro Monteiro.
Jos Pacheco de Medeiros.
Jos Fernandes Torres.
Joaquim Ildefonso da Molla Silveira.
Joaquim de Santa Aona Lardoso.
Jos Mara Geraldea.
Julio Caldas Pires Ferreira.
Joo Francisco da Silva Mendonca.
Joaquim Jos Silveira.
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Joo Alvo de Carvalho Porto.
Joaquim Goncalves Vieira Guimares.
Joaquim Fornandes de Azevedo.
Jeronymo Gomes da Fonceca.
Joo Francisco do Nascimeolo Feiloza.
Jos Luiz Innocencio Pogge.
Joaquim Jos Martins.
Joao Pedro Pessoa de Mello.
Joviso Bandeira de Mello.
Afogados.
Joo Evangelista de Mello Brralo
Joo Cavaloante Pessoa deMenezes.
Jos Pedro Velloso da Silveira Jnior.
Jos Lins da Silva Guimares.
Jos Antonio Goncalves da Lu.
Jeronymo de liollanda Cavalcanti de Albuquerque
Joo Antonio de Araujo.
Jos Elesbio Borges Uchoa.
Joaquim Duarle de Azevedo.
Poco.
Jos Gonc.alves de Luna.
Joa Joaquim. Pereira.
Jos Joaquim do Amorim.
ooquim Marques de Amorim.
oe Lopes Guimares.
oo Alves Ferreira.
Jas* Francisco do Baga Barro.
Varzea.
Joo Cavalcanti de Albuquerque Lina.
Joaquim Jos Ferreir.-i.
Joaquim Francisco Ribeiro.
Jesuino Augusto Pereira dos Santos '
Jabona to.
aquijn.jUbojAdAS'ilva.
Mnsnans aanoiro Lean*
Joaqun Cavalean de Alsaqenrqua.
Manteca.
Joaqun tinta Carne ru Caaapello.
Jos Caataon.Cavalcanti.
los Mando. d# Carvalho.
Jos Ignacio d* Lyra.
S. Fe Pedro Goncalves.
Luis Botnarino 4a Costa,
Luiz Antonio da Silva Santos.
Leandro Lopes Dias.
Santo Antonio.
Lua Franoiaeo B**+eta de Aleeida.
Luiz Ignacio Jeronymo dos Santos.
Luiz da Franca Rodrigues.
Leocadio Henriques da Conceico.
S.Jos.
Leopoldino Pereira da Silva.
Ludgcro Antonio de Albuquerque Mello.
Luiz Jos Monteiro.
Loureoco Nones Campello.
Bta-Viste.
Luiz de Franca Lins de Albuquerque.
Luiz Jos de Oliveira Diniz.
Luiz Antonio Annes Jacome.
Lutegardo Aureliano de Figueiredo.
Dr. Luiz Carneiro de Souza Lacerda.
Poc da Panella.
Leopoldo do Reg Barros.
Varzea.
Lino Pereira da Fonceca.
Muribeca.
Luiz de Franca Mendes da Silva.
Luiz. Porfirio da Silva.
S. Pr. Pedro Goncalves,
Marcelino Jos de Brito.
Manoel da Silva Lnpes.
Manoel Vieira Perdlgiio.
Mariano Lopes Rodrigues.
Manoel Tolenlino de oliveira.
Manoel Osmandoda Cmara Pimentel.
Manoel Marques dos Sanios.
Martinho de Oliveira Borges.
Manoel Benlo da Silva Magalhes.
Sauto Aut-nio.
Manoel Tiburdo da Silva.
Manoel Joaquim Rodrigues de Souza.
Manoel Belarmino Ildefonso Cabral.
Manoel Ignacio de Torres Bandeira.
Miguel Ribeiro Pavao.
Manoel Lucio de Albuquerque Mello.
Manoel Luiz Moreira de Mendonca.
Manoel Sabino de Albuquerque."
Marcolino Dornellas Cmara.
Manoel Joaquim de figueiredo Scabra.
Malhias Antonio de Mello.
Manoel Joaquim de Souza Vianna.
Dr. Miguel Jos de Almeida Pernambueo Filho.
Dr. Manoel Joaquim Ayres do Nascimenlo.
Dr. Manoel Alvcs da Costa Brancante.
Manoel Cimillo Pires Falco.
S. Jos.
Manoel Ferreira dos Santos Pimentel Jonior.
Manoel Jos Dantas Jnior.
Miguel Pereira Geraldes.
Manoel Joaquim da Fonseea Rosa.
Manoel Marinhn de Souza Pimentel.
Manoel Gregorio Barroso de Mello.
Boa* Vista.
Manoel Antonio S.m'iago Lessa.
Manoel Joaquim Fernandes de Azevedo.
Manoel Antonio Goncalves Jnior.
Manoel Bruno Alves do Couto.
Manoel Domingues da Silva Jnior.
Manoel Jos de Souza Pitanga,
Manoel Marques deAbreu Porto.
Manoel Antonio da Silva Ros Jnior.
Manoel Antonio Sirnes do Amaral Jnior.
Cipito Manool de Mullo Albuquerque.
Manoel Ribeiro da Fonseea Braga.
Manoel Joaquim da Silva Brasileiro.
Dr. Miguel Felicio B. stos da Silva.
Dr. Manoel Gentil da Costa Alves.
Afogados.
Manoel Buorque de Macedo Lima.
Br. Manoel Buarque de Macedo Lima.
Manoel Cavalcanti de Azevedo Lias.
Manoel Antonio da Silva Grillo.
Manoel Bezerra Cavalcanti.
Poco.
Manoel Bento de Barros Wanderley.
Manoel de Ferias Gu.maraes.
Manool Leilo Figueira.
Varzea.
Manoel Jos da Costa Guimares.
Manoel de Mello Falco de Menezes.
Jaboalo.
Manoel de Souza Leo Jnior.
Mannfl Vlnrlarodn Mendes Lins.
Muribeca.
Manoel Carneiro Leao.
Miguel Nogueira de Oliveira.
Manoel Joaquim Baplista.
Miguel Mendes da Silva. 0
Manool Francisco Pereira.
Manoel Antonio de Albuquerque Mello.
Santo Antonio.
Necomedes Mara Freir.
Olympio Dornellas Cmara.
S. Frei Pedro Goncalves.
Pedro Dounely.
Santo Antonio.
Pedro Alexandrino Urtis Camsrgo.
Dr. Prudencio de Bro Colegipo.
S. Jos.
Dr. Pergentioo Saraiva de. Araujo Galvo.
Afogados.
Paulo Valenta) Negramente.
Santo Antonio.
Raymundo Alvcs de Oliveira.
Afogados.
Rufino Rodrigues Campello.
Rolino de Oliveira Rodrigues Campello.
Tojo da Panella.
Rosendo Alves da Si'.va.
Rufino Jos Fernandas de Figueiredo.
S. Fr. Pedro Goncalves.
Sabino Jos de Almeida.
Santo Antonio.
Servulo Manoel de Jess.
Severino Jos dos Reis Carneiro.
S..Fr Pedro Goncalves.
Thomaz de Almeida Antunea.
Thomaz Teixeira Bastos.
Santa Antonio.
Torquato da Silva Campos.
Thomaz Lins Soriano.
Thom Rodrigues da Silva.
Trajano Veriato de Medeiros.
Boa-Vista.
Thomaz Garret.
Tertuliano Scipio d.i Fonceca.
S. Fr. Pedro Gongalves.
Ullisses Pernambueaao de Mello.
Sanio Antonio.
Umbelino Maximino de Carvalho.
Santo Antonio.
Virgilio Jos da Molla.
Vicente Ramea da Silva.
Afogados.
Valenlim Jos dos Prazes.

liaeira, me* to jmente acompanharl
liva tributar o mrito a quem o |
? .o*uM| em aprosenta-lo em qualquer
Janeiro de 1861.
w-
I N. S.
selho.
eos po-
odo qua
r a ion.
Communicados.
O desecado de polica da comarca
do Cafen.
Adoptada a impreiiaa como mensageira propa-
gadora das censuras e dos elogios: seja-nos per-
millido escrever duas palavraa no vosso concei-
tuado jornal, como simples gralidao ao digno
delegado desta comarca o capitn Jos Pereira
Teixeira.
Quando a autoridide publica sabe das raiaa
que Iha sao morcadas pelas tois sociaes; quando
um cidado encarre^ado de dirigir oa movimen-
tos da ordom gtral, ato olha msios psra satisfa-
zer o seu mero dozejo, ahi est aopinio publica
para fase-lo desear do nobre cargo que lhe da-
do : roas, quando a auloridade so compenetra de
seos deveres, e so oaforca quanto lhe possisal
para harmonisar os nimos, evitando desgostos,
anda mesmo as occasies tumultuosas, como
lemos presenciado; |ulgimosde toda a equidade,
que se manifest ao publico o sao bom compor-
tamenlo, assuas acertadas deeises ; que louve-
nios suas boas qualidadesesau genio dcil pasa
cea todos; a raseirs sensata pela qual tem
sabido desempenhai o cargo da que ao acha en-
cumbido, colbtndo i asunta de toaos os cidados
honestos desta centres: fsiendo recahir com
aceito a espada da juslica sen quem quer que
a merece.
Nao tejamos eftanda s meesUa do Sr.capi-
--MWlllll-
No Brasil, por- ais que o c
mistas s eduaac* litteraria v___
urna earreita da desenvolimento
so. que muito nonneve sslisfazer. ,
Em um pas tan vasto, comnsan
pulaQo disseoMMdn por todnello,
se lorna summssneote difilcil feur...
truegao a lodos quietos della necessilam, rcal-
menre satisfactorio do ver qun o numero das.
pessoos analphabelaa val progreosivamrate di-
minuindo, aen> qun ha ja entra ana. como em ou-
Iros paizes, lei alguma que obrigoe os pais, raes-
tres o tutores, a fKor inatruic as pessoai que se
acham sob seu poder. Neste resultado nao tem
parte seno o senil ment proprio da necessidade
da instruego. Todos sentem essa necessidade e
desajara satisfaze-la.
E' para admirar o- grande aaciificio a qua se,
sujeitam muitos pais pobres e iguoranies por
amor de ver scus Olhos instruidos, ao menos
as primeiras leitras, seno ero ealudos mais ele-
vados. O de que ha grande falta no paiz 4 de
bons mestres, seno as grandes cidades ao me-
nos as povoatoes mais pequeas, de sorte que aa
enancas recebem urna instrneco incompleta, de-
feiuesa a improficua para o aperfelcoamento do
ospinto, ou o saeriacio doa pais ka de ser ineora-
paxavetmeate maior, pois obrigi-os a fater dea-
pezas mais crescidas mandando seus Qlhos pata
as grandes cidades, afim da receberea ah aro
sao alimento para o espirito urna educaco maia
perfeita e urna iostrueco mais solida e mais pro-
vateos.
Esta ultima hypothese a que se verifica no
maior numero dos casos, a respeito das pessoas
que vivera era urna certa abatfanca, que Ibes
permitte fazerem daapezaa mais avultada?. Para
estes pois, qua leero necessidade de separar.se
de scus filtras, a do entregar o cuidada de sua
educago a pessoas eslranbas nao deve ser indi-
ferente conhqcer os ostabelecimenlosr de educa-
cao quo existen no paiz, o grao de aperfeicoa-
menlo cm que so acham, as disciplinas que ahi
se ensioam, a- reputnco de que gozam, o trata-
ment que nelles leern os atranos, o ald mes-
mo a moralidade e o carcter dos directores e
mestres.
A esse respeito o com referencia a esta pro-
vincia nao podemos deixar de fallar do collegio
de N. S. do Bom Conselho, cu jo director o Sr.
Dr. Joaquim Barbosa Llms. Urna visita, que ha
dias fizemoe a esse c*!abeleciroento suggcria-nos
as observaooea qoe vimos do fazer, e habililou-
nos a dar delta a seguidle noticia.
No collegio de N. 3 do Bom Conselho, eslabe-
lecido ha- tres rnnna, ensins-ee : primeiras lot-
tras, grammalica philosophica da lingua portu-
gueza, ltiro, trances, mglez, allemo, italiano,
grego, geograpbla e historia, aritbraetica, geo-
metra, algebra, trigouoraetria, rethorica e po-
tica, e philasophis.
O enaino primario comprehende : leilura, cal-
ligraphia, contabilidade, orthographia, doutrina
christa, civiliJade, grammalica da lingua portu-
gueza, historia do Brasil e noces de geogra-
phia.
Alem destas materias,eosina-se tambero dese-
nlio linear, de paisagem e do figura, msica, e
danta.
As crcumslancias especiaos do nosso paiz, es-
sencialmente agrioola, e onde nao existem esco-
las para este cnsino especial, fez suggarir ao Sr.
Dr. Barboza Lima a idea de crear um curso de
agricultura de dous airaos, no primeiro dos quaes
se enainasse principios de botnica, de physica e
da chimica, e no segundo, principios de minera-
loga e de geologa, e os diversos systemas de
agricultura.
Por iguaes motivos creou tambem o Sr. Dr.
Barbosa no seu collegio um curso commercil de
dous annos, dos quaes, no primeiro se ensioaria
arbitrios de cambios, theoria a pratica de escrip-
luracocommercil, analyse dos ditferentes ra-
mos do commereio, o no segundo, logislago
commercil, historia do commereio, principios
geraes de economa poltica.
Assim orgaoisado, o collegio de N. S. do Bom
Conselho oilerece, pelo que toca is materias da
ensino, um curso completo de estudos geraes, e
curses ospeciaes de.incootostavel vantagein para
a mocidade de nosso paiz que se quer dedicar ao
commereio, ou i agricultura.
O pessoal do ensino nao pode ser mais com-
pleto e molhor. As cadeiraa taem sido confiadas
pesca** roi>nniit.ri.iamenle habilitadas, o que
gozam de muito crdito. Seja-nos lioito, sera os-
curecer o roerocimenlo dos raais professores,
mencionar aqu usnoroes dos Illms. Srs. Dr. Jo-
s Soares de Azevodo, qua rege a aula de fran-
cs ; Dr. Jacinto Pereira do Reg, quo reg a de
inglez ; Dr. Cajueiro de Campos, qua rege ama
das aulas de lalim ; Dr. Barboza de Araujo, que
se encarregou da cadeira da lingua nacional ;
Dr. J. Campos, quo.eosina rethorica e potica, o
geographia e historia ; e o Sr. major Antonia
Ignacio da Silva, a quera foi confiada, desde a
abertura do estabelecimento, a aula de primei-
ras lettras, cujo ensino feite com iocontesta-
vel vanlagem pelo meihodo Castilho.
As aulas do estabelecimento esto sendo fre-
quentadss actualmente, que ainda e anno vai em
principio, por cerca de Ireseotoa alumnos, o que
prova o crdito de que goza o collegio era razo
do bom pessoal do magisterio, e da ptima di-
receo quo d aos estudos o Sr. Dr. Barboza Li-
ma, o qual efilcazmente secundado pelo vico-
director, o Illm. Sr. Antonio Augusto Forreira
Lima.
Pelo que toca ao rgimen disciplinar, que
urna das parles mais importantes e atleodiveis
da educaco, o collegio do Bom Conselho acha-se
as maia favoraveia coodices. A disciplina
preenche all a mu satisfactoriamente as suas
Ires principaes funecoes, que saomoiUer, pre~
vinir t rtprimir.
Como a represso o mais penoso encargo da
disciplina, o Sr. Dr. Barbosa emprega todos os
seus esforcos para manter sern quebra o regula-
menlo, os bons co.siumes, e poe a mxima vigi-
lancia em impedir qualquer desvio daquelle ou
des les, afim da diminuir o necessidado dos moios
repressivos. E' assim que, despido desse ar ar-
rogante o empavezado de pedigogo, qua tomara
de ordinario os directores do collegiso, dirige os
seus collegiaes com affabilidade, aconselha-os
com brsodura, o s cm casos extremos lhes in-
fringe castigos, mas ainda assim moderados por
urna bem regulada indulgencia. Os meninos
mostram-se alegres, satisfeitos, e, guardando o
respeito devido ao director, ao rice-director e
aos seus mestres, cooservam urna certa liberda-
de, qua indispensavel para nao acanhar o en-
fraquecer o seu espirito, como succede em certas
casas de educaco, em que as pobres creangas,
j naturalmente tmidas em ooosequenciada pou-
ca idade, tremem de modo, voz, ao gesto, e
at a um aimptes aceno do director.
Em nossas casas de educaco, tem sempre
urna parte muito raesquinha a reiigio. Em al-
guna collegios considera-se como a parle mtia
importante o syslema disciplinar; em outros to-
ma dianleira a iostrueco propriamente Ilite-
raria, e alguos hs, cujo mais importante cuida-
do a hygiene, a aalubridado do estabelecimen-
to ; mas em neohum se cura, como deve, da
educaco religiosa dos collegiaes, o quando se
trata disto sempre de um modo incompleto e
que muito deixa a desojar. O resultado frequeo-
te do pouco apreoo que se faz desta parte essen-
cialissima da educaco, que sshem dos colle-
gios mocos intelligenles, habis, mas ou menos
perfeilamente illustrados ; mas sem consciencia
nem reiigio ; isto : mos homens e mos ci-
dados.
Felizmente, no collegio de N. S. do Bom Con-
selho, a educaco religiosaa>com quanto admit-
a sioda melhorameoloB para que chaguo ao grao
de perfeigo desejavel, melnoramenles que o Sr.
Dr. Barbosa se mostra disposto a realisar, nao
obstante, muito maia attendida 4 por isso urna
das melhores qua se receben oro. uossos colle-
gios. O ensino nao so-limita eimplesaale a na-
sas pratieaa exteriores, quo to poseo talero, e
que eariam esteris, so o snatimealo religioso
se nao iofiltrasso no espirito dos meninos. All
aprendem ellos a amar o a mspeilar a Dous e aos
sagrados sayaleras da reiigio, a esse ensino re*
cebara-no theorioa. e pralicamente, o theorico
em certos dias designados, a o pratioe todos os
dias, quasi a todas ss horas, nss aulas, na meza,
no reereie as dormitorios, em toda a parte. Osa
capello se acha encarte gado de Ibes ministrar o
pasto espiritual.
A respeito, finalmente, de culJados phisicos, o
collegio do Boa Conselho nada offeman deso-
jar. O edificio um dos maia vastos, conjmo-
dos e bem localiaados do Recife. A divlao in-
terior dos dormitorios, que sao muito areisdos,..!
tal que permitte a distribuico dos collegiaes por
.*** ,c;liu.,|MH|rcontl#i^o8 man.
en. O "siu.nunfi i 4 coomm e antin*
ten aimultaneaaiea*n taan as annUccaen dn
lente baohiro e
d
Ha na cana em eneel-
mpie torracn para retrete
tinetos mdicos nneto ciando, o Illa. Se Br.
Alexandre Pereiran 6*so. e por urna enfer-
eira muito afTeite nentotrabalho e to dillgaa-
te quenlo cuidadosa.
Kmsamjnav a Sivllt. Barbos Lian, dodicaa-
do- se, como se tem dedicado, a educaco da mo-
cidade, e auxiliado con a proteceo, e experien-
cia de um corto numero de pessoas notareis por
seus talentos, illustraco, e elevada pasic&o so-
cial, que so prestaram a formar urna especie de
conselho deliberativo, tem feito e esperamos que
continuar a fazer um importante servico ao seu
paiz.
confie de vossa generoiidade e patriotismo, nem
to pasco porque toehn proposito de axercer um
seto da oshantaco, que estAmu longe do mea
carcter: nao. Quando novos candidatos se apre-
lanlasa dliiilindo a gloria de conjuistar a vossa
coofiaoca, parece qua urna arguico publica se
tovonsa conmaj i p^les. nes>Mrer
na dn meresJMhnna estn om
tnsstntar o sea nenie com iantstei
quanto o valor dn mandato qon quo fcnam
onratosfco
elettoisl,
Elatrlu-
onarndos. 1 soinnio fase asis i
da que deten dnr-aan pe rento o
ion ainos. O*. cnllegiMnaao -anastidon ees ZaTio ruee iutoTa nre
chetos de, reeufsen: 4 torneenpon qua-sianvir
i tona da opimao publica ssstigalea* dos aneus
servicos, da. miuea oasienta adhenia aon prin-
cipios da minha rsligilo poltica, a ver se me
Un appello aodigao corpo eleitoral do
circalo do Cabo.
Em conjunctur to grave como aquella em
que o cidado de um paiz constitucional se apr-
senla pretandaado a honra de obter o suffragio
popular, para raanter-se na cadeira da represen-
laco nacional com que o honra'am, nao se lhe
poder censurar o seguir a pratica, muito osada,
de fazer um appello ao corpo eleitoral, exibindo
os motivos que o animara a solicitar urna graga
to elevada.
O facto de ter obtido, desde 1847 al hoje, um
astelo oa cmara temporaria, atiesta que nao
lenho andado asui longe do meu devee e das sym-
palhias dos meus concidados. O boro acolhi-
mento que, era geral, lenho encontrado, agora
mesara da parte dos amigos mais influentes do
poden valar; parque sou anda do nuero da-
quelles que tem f as Instltuicoes, e na firmeza
da carcter dos homens generosos
Concluirei, portento, invocando a benevolen-
cia de todos e de cada um dos manbros do cor-
po eleitoral do 3" circulo do Cabo, pedindo-lhcs
o voto de esnuanca e de honra, que muilo e,
muito saberei presar, e accolher no intimo da
meu agraJecinente-
Recife, 16 de juneiro de 1861.
Jos Bento da Cunha < fig'eiredo.
Delegada de polica do termo do Onrienr 17
do julho de 1809. Illm. Sr.Ordena-me V. S.
em offlcio de 9 de julho ultimo, sob numero 53,
que lhe iuforme 4 cerca, do cootedo d'uma re-
presen la gao, que contra mina dirigiJoao Bap-
lista de Atliayte Siqueiraao Exm. presideoto
da provincia, e obedecendo as ordena de V. S.,
como do meu dever. frisarei os pontos princi-
paes do accuaaco, e responderei com precisao
cada um de per&i.
Aules, porm, de coraeQsr a minha exposicao,
seja-me licito ponder .r a V. S., quo a prcita re-
i localidades, me confirma ni"ers'uaso d I Prsenlasao. elaborada por; um "espirito" de mae-
que. se a minha reeleico entrasse nicamente ,^n"!' .fenunas & olhos us como um par-
em concurrencia com a dos candidatos, que an-
teriormente forara eleitos deputados pelosjlistric-
tos hoje reunidos ao do Cabo, seria ella de certo
bem suave. Desde porra que outros canditados
se apresentam escudados de proteceo, difficul-
dades comecara a surgir.
Nunca deacenneci o grande embaraco que de [
tal posigo me resultara. Ter do epcontrar os
meus inieresses eleitoraes com os de amigos e
correligionarios de longa data, foi sempre para
mira, o ainda actualmente, um grande sacri-
cio. Quanto coube em minhas fscutdsdes procu-
rei affaatar esso doloroso coofticto, como fiz ou-
tr'ora com muila felicidade, que me nao valeu
para hojel... Noduvdei mesmo apresentar-me
candidato por outro circulo sujeitando-me a per-
der todo o trabalho de relacoes ja asseotadas e
mantidas, urna vez que os amigos, que assim o
desejavam, me ajudassem sincera e ef&cazmente
a remover as difficuldades que se me anlolha-
vam (e ue eram multas). Cheguei -a dar neste
sentido todos os passos que eslavam ao meu al-
cance. Consultei a alguns influentes de Gara-
nhone ; a communiquei aos amigos, a quem ci-
ma Iludo, lotos os cachopos a evitar por alli,
esperando que mo amparassem contra as contin-
gencias, que se preludiarais no districto do Bo-
nito. Mas elles ou se docuidaram, ou talvez me
julgaram bastante forte para estar entregue aos
meus proprios recursos, alias mui tenues, como
lhes fazia ver, e mais tenues ainda pela ausencia
que fiz da provincia por mais de um anno. In-
sisto nesta idea ; porque me consta, que se me
tem querido langar em culpa o nho rae haver eu
logo presentado pelo Bonito; culpa que alias,
por maioria de razo, poderia ser attribuida a
quem eslava em melhores crcumslancias do que
eu, per gozar de grande proteceo que oo lenho.
Ora, abracar-me definitivamente, nestas cir-
cunstancias, com o districto do Bonito, abando-
nando as adhcoes claras, certas eleaes, com que
centava no districto do Cabo, fora sujeitarme a
urna derrota quasi certa ; o oque seria peior do
que isso ; fora suicidar-me imbcilmente, sem Q-
car-me ao menos o dirello de queixar-me com
razo plausivel. Preferindo pois ariscar-me a
qualquer eventualidade. combatendo em um ter-
reno contiendo, e com armas igualmente conhe-
cidas, declarei-me candidato pelo districto do Ca-
bo ; mas quando? quando as proximidades das
eleices oo me' consenliam esperar mais lempo.
Prevendo a grande lula que tenho de sustentar,
assim como o perigo de minha situace, nao ve-
jo outro remedio seno tancar mo dos meus ni-
cos recursosa genarosidade do corpo eleitoral,
o qual, olhando sem desdem para a minha 1ra-
'iuc"i espero olhar com attencao para os pe-
queos servieos que lenho prestado heroica
provincia do Pernambueo ; servieos, que de certo
nao allegara, se oo fossem elles os ttulos mais
ogilimos, com que um hornera poltico deve so-
licitar o favor eapoio dos eleilores no meio de
um povo livre.
Bem qua ardesse no doaejo de ver o men paiz
chegar ao maior grao possivel de grandeza, nun-
ca me preooeuparam as altas ambicoes polticas.
J na modesta profissao de advogado, e lente da
faculdade de direito, procurara eu contribuir com
o meu pequeo contingente para tudo quanto tos de que tanto falla," ten do"sido teVleniuha'"c-
i respeito aos melhoramentos maleriaese mo-! cular da entrega do officio reservado, em que
os nomos dos indignados sudores do-
to do despeito, o reseutimeoto, visto como'ne-
nhum dos tactos nella aponlados me. fazem car-
ga, pr carecern de prova* e de especlcaclo.
Feito e*te reparo, que julguei uecessario, en-
trarei oa materia de aecusaco, cujos pontos
cardeaes sao os seguiotes .
1. Haver trasido dessa cidade urna lista da
suspeilos para prender.
" Ter praticado pelo camioho inauditas vio-
lencias.
3." Ter procedido a buscas domiciliarias as
casas dos patentes d'Alvaro Ernesto de Carvalho
Granja.
4." Ter Umbem procedido busca domicilia-
ria na do cidado leiieole-coronol Dian Lopes
de Siqueira, considerndolo tamben smpeilo.
5." Ter prendidq, sera culpa formada, aos in-
diciados no .assassinaio do infeliz capilo Do-
mingos Alves Branco Muniz Brrelo.
6. Haver prendido 4 cidados respeilaveis, 4
orphos innocentes, e a matronas venerarais,
sendo urna dallas a mulher do Joo Brasiloixo
Granja.
7 Ter demorado a farmecoda culpa.
8 Ter prendido aeraros som fundamenta,,
soltndoos iramediatamoote, somanta pela ra-
dcula vaidade de ostentar omnipotencia.
9." Ter exercido violencias contra os prezos.
10." Ter interceptado em villa Bella cartas,
quo oro enviadas pessoas residentes nesta
villa.
U.o Haver finalmente plantado neste tormo o
rgimen do terror.
A simples leilura de taes aeeusacea pelo mo-
do vago, e indeterminado, porque sa feilas, e
pela falta absoluta do pravas, que- aulorisem a
a menor crencha, basta por si. s para a minha
cabal dofeza. So a maUgnidade, e desembarace.
ero fallar a verdade, o negar a evidencia, dos
fados ; s a louga distancia de 200 legis- quo
me separa dessa capitil, onde osacontecimen-
tos. por via do regra, chegan adalterados, po-
dio levar o representante proferir semelrun-
les aleivozias.
Mas, nem isto mesmo, nem "a vara o radicela
osteiitaco de erudico do escriptor, 4 quera-as-
salanou, neo o seu inculcado podero, nem fi-
nalmente o sou iosondavel orgulho lhe valora
de cousa alguma contra a verdade, que afim sur-
gir esplendida e brilhanle para coofundi-lo, e
dossipar do espirito de V. S. quaasqoer resqui-
cios de duvida, que por ventura possa ter con-
cebido contra o meu procedimento neste termo,
como delegado de polica,
Isto dito, respondo ao 1." ponto, que 4 ver-
dade ter eu trazido dossa cidado urna lista de
indiciados om crimen para prender, a qual mefoi
dada, nao pelo Rvm. vigario Frandsco Pedro da
Silva, 4 quem somente 8 das vira a conhe-
cer, como diese o repreaenlante, mas sin por
V. S., em oflicio reservado de 17 de mar^o ul-
timo ; cumiado aioda notar, que iguaes listas
forara por mim iransmettidss diversas outras
autoridades, por onde paseava, por delermina-
Co de V. S., em oficios tamben reservados,
do quo fui portador.
E' realmente para admirar, que representan-
te nao soubesse a origem dessa lisli de suspei-
raes desta bella provincia : e talvez fosso essa
tendenda, que me prendeu poltica conserva-
dora.
Quando menos esperava acliei-me com assento
na assembla provincial, onde sempre cooperei
em todas as medidas concerneotes ao progresso
da provincia ; o que deu causa a que era 1817 me
achasse oceupaode urna das cadeiras da cmara
dos deputados, ondo nao fui indifferente aos ne-
gocios da mosma provincia, que ento se agitavam
com grande calor I.... Quera se nao lembrra
disso ?
Voltando sem pretencoes da edrte, com o de-
signio de continuar a exercer a minha commoda
profissao, fui em 1848 arrancado do seio de mi-
nha familh para presidir provincia das Alagoas,
instado por um dos homens mais eminentes da
poltica domioante, que me dizia : que eu trans-
lorjxaria ot planos do governo se teimasse em re-
cusar a honra que se me offerecia. Deixoi-me
magnetisar por esta exprossao; e part para o
meu destino, onde me obrigaram a llcarporqua-
tro aooos, cora prejuizo inaudito dos meas ia-
teresies particulares. Em lo importante com-
missao nao me tornel estril para a poltica es-
pecial desla provincia, que nunca perd de vista.
Nao sei mesmo a quem mais serv, se as Ala-
goas, se a Pernambueo. Os meus amigos poli-
lieos que o digam.
Quando iusistia pela cxoneraco de um encar-
go, que julgava superior s minhas forcas, e que
me obrigava a graves sacrificios, mandaram-roe
presidir esta provincia, que se considerava em
estado de desorgaoisaco. Os meus correligio-
narios me laocariam em rosto a pecha de egosta
se eu nao acceitasse a nova commisso. Accei-
tei-a, sim, doente e fatigado como me achava,
na esperanca de poder prestar alguns servieos
provincia, em quanto ne fossem attedidos os
motivos, que eu dava para obter a minha exo-
nerace, que nunca deixei de pedir. A insis-
tencia do governo em negar-m'a, e o amor qua
eu consagrava provincia, flzeram me curlir
mais tres annos de desgosto, de trabalho insano
e de fadigas, que somente terminaram quando,
depois de atravessar pela calamidade do cholera
morbus, deixei as redeas da admiuistraco. O
que nella fiz em prol da provincia todos o esto
vendo : o quo nem todos podem ver, spezar de
ser ums verdade, : que se eu tittise podido
faxer muito mais, te-lo-hia feito.
Percorrendo o longo e espinhoso caminho da
vida presidencial a ninguem persegu; nada pedi
ao governo para mira, nem para prente mea;
governei somonte para o governo, o para o bem
coramum da provincia, E' o lestemunho da mi-
nha consciencia.
Extenuado com os tribal bes das doas adminis-
traeoes, a que me tenho referido, nio me re-
cuse! anda assim aos legislativos, a que nanea
faltei. Na execueo do honroso mandato que
me fora conferido, achei-me sempre unido aos
meus collegas deputados por Pernambueo : sem-
pre unido pelo patriotismo e pelo mais vivo em-
penho, que a todos animara, de promover o
eagraedecimento da provincia.
Lineando urna vista retrospectiva sobre a mi-
nha conducta como depulado, nao me aecusa a
consclenda de haver-me desusado do mea de-
ver, e nem da eonsideraco e respeito que me
merecan os meus eoramiitentes. E porque te-
rei agora o menor pejo de procurar de novo as
suas gracasf
Srs. eleilores do circulo do Cabo r Se me vejo
obrigedo a tallar-voe te ma, nio porque des-
vinham
assassinato do capilo Alves~Braoco, ao delega-
do de polica do termo de Flores, que seu p-
rente, compradre, e intimo amigo I
Quanto ao Jt. ponto, lenho a declarar, qua
nao pratiquei violencias, e o facto. quo talvez
autorise a asserco do represeulaolo foi a cap-
tura o'um individuo, filho dessa cidade, o qalK
tondo abandonado a compaiihia de seus paes, an-
dava vagabundiando por estes serios, a enlitu-
laodo-se alteres da torca, vinha plantando pelc-
caminho o susto as habitaedes dos timoratos
camponezes. espalhando, qac|alraz dola marcha-
va um batalliao de 1.* linha o qual vinbalevan-
do tudo ferro o fogo, e j havia lomado gran-
de numero de cavalhos para a condcelo da
bagagem, polo que, e tambem pelas rapias, quo
a merco desse Ululo, vinha fazendo as estra-
das, julgei conveniente mandar dete-lo para nao
retardar a marcha da torca, pela falta d'ani-
raaes, que, para o seu transporte jase experi-
mentara.
Afora esta medida, de que me. vi toreado
laucar roso a a approhe'nsto de urnas cartas de
qua opportunamente tractarei, nao apontara o
representante um s acto que possa inculcar de
violento, por rajm praticado durante a minha ton-
ga jornada. Falle toda essa populacho por en-
tre quera transite!, desde essa cidade al esta
villa, fallera todos os cidados que roo dero
hospedagem ; appareca esse individuo, que sof-
fresse de mim e dos meus ordenanzas o mais
leve insulto, o mnimo acto de violencia.
Tenho a oecessaria moderaco para por ella
pautar os meus actos, e durante 10 mezas con-
secutivos, que exercitei nessa capital a cargo,,
que hoje aqu oceupo, nao pratiquei facto al-
gum, qne me denunciasse como arbitrario e vio-
lento.
Quanto ao terceiro ponto direi que vejo-me
embaracado em responder.
Suppunha que como auloridade policial mo
assistia o direito de dar busca as casas dosci*
dados suspeitos, residentes no termo de minha
jurisdiejo para a captura de criminosos, e ap-
preheosao de objectos, reveladores de alguto cri-
me, e de fazer todas as deligenctas necessarias
para o descobrimento da verdade afim de nao vi-
rara a soffrer os innocentes pelos culpados; a-
gora, porm, eis que so ergue o representante,
para dizer-rae quo tenho estado em erro, e que
me emende, porque o nosso cdigo criminal, o
cdigo do processo, as ordenacoes do reino, o
tantos autores por elle citados sustentara a sua
doulrina, e refutara a miohs.
Onda, porm, est provado o meu excesjo, da
poder, e de jorisdieco? Pois euto crmepor-
se em cerco durante a noile algumas casas de
cidados suspeilos, e ao amanhecer do dia se-
guale corr-las e vareja-Ias, acompanhad o
eompetenle auloridade de escrivo e testemu-
nhas, e apprehender documentosimporlaniissi-
mos contra o crime que se trata de punir T Se-
melhante aecusaco importa certimsntea irrisn
do bom sean que repolle srgoiooes estultas.
Nenhura fqoccionarlo argido por fados, que
eonstituetn o desempenho de urna altribulclo le-
gal : se ha abaso 4 prenso espedficar o tacto
abusivo e prova-lo. Feltxmente para minj e para
outros cidadios, que querem ser flels ao seu. ju-
ramento do bem servir ao pair, o direito nao ad-
miti aHegaco sem prova; e o publico illus-
trado de hoje tem o criterio preciso pata nio se
deixnr mais embar pelos tremendos paUrroe
vrefanaie,ptrseguxcio, terror, e outros'quljandos,
LEGVEL


DIARIO DE f BMiMBOCO. ^IMTA fHRA 11 DEUMUO DE i Mi.
lanados ao papel muilas rezes por ara cidado
inquieto e turbulento, que por via de regra que
tem sempre na bocea o vocabulos constiluico,
le*, garantas individuis, etc. etc.
Quauto ao quarlo ponto sou tambera aecusado
por ter dado busca era cas do tenenta coronel
Dimas Lopes de Siqueira.
Accusaces dosi ordem sao verdadeiras futli-
dade, meap-zes de resposti tria.
Era que cdigo, en que lei (permilla-me V.
S. que eu interrogue ao representante) se aeha
dtsposto, que a casi do tenente coronel Dimas
Lopes de Siqueira seja tira novo templo de Ves-
tal, impeoelravel aoa olhos maliciosos da poli-
ca Onde foi quo o representante provou, que
a busc em queslo fosse feia sera as formaJa-
dcslegaes? Sob quo pretexto ou fundamento
me devia abster de dar busca na casa desse cida-
do, quando havia para is-o fundamento, j pelo
que se me denunciava, e j pelo que constava
das panicipacoes oRciaes. tendo-se de?ulgado
que nella se litera cariurames, na respera do as-
sassinato do iofeliz capito Aires Branco.
Quando acceitei esta espinhosa commissoi
foi resignido asollrer a gritada dos desconten-
tes. O tenente coronel Dimas Lopes de Siquei-
ra. pessoa alias recommendavel pela sua nuslera
probidade, nao podia levar a mal, como de feito
nao evou, esse meu procedimento, que. segun-
do elle propro m'o declarou. era um dos meios
mais preraptos e efOcszes de eu me convencer
de sua innocencia. S o cidado orgulhoso, fj-
tuo, e ignoranto, e cujo domicilio em vez de ser
osancluario da paz e das bous cosluroes, pelo
contrario, a espolunca e o covil dos vicios, que
pode estronhar esse proceder do autoridade.
A busca s por si nada tem de avillanta para o
cidado, em cujo domicilio ella se verifica ; o
que o avilta, o deshonra, o degrada adia-
da e a apprehencao de objectos criminosos.
A prova do que venho de dizer se encontra no
procedimento, que teve o sobredito Linete co-
ronel, na noilo do assassinato, do infeliz capito
Alves Branco, indo pedir ao doutor juiz de di-
reita para dar busca em sua casa, visto como Ihe
constava, que na ra se dizia, que nella so no-
via fabricado cortuxame.
Repito, o tenente coronel Dimas Lopes de Si-
queira perante a nossa legislado, quer civil,
quer criminal, como outro qualquer cidado,
nao tem privilegios, nao goza de inmunidades,
porque a lei i igual pora lodos, quer premie,
quer casligue ; e eu que a considero, como urna
religiao, uo pdia viola-la sera incorrer na jus-
ta reprovacao dos seus sacerdotes, cm cujo nu-
mero distingo a T S.
Acerca do quinto ponto, diret, que o cdigo do '
proces3o criminal, a li do tres de dezembro de i
18l o o rogulatneuto numero 120 do U de ja-
netre de 1842 mu outorgara a faculdade de pren- I
der os indiciados em crimes inaliancaveis, antes
de culpa formida. Oulrosim direi mais, que se
de"o ser censurado por haver usado desse arbi-
trio, a censura, que me possa caber, deve ser
tarobem extensiva a V. S. e ao Exm. baro do
Bom Jardim, para havsr justica inleira, visto
como foi por ordem do V. S. e daquelle Ilustra-
do e enrgico ex-presideote, que prendi os indi-
viduos de que se trata.
Nem eu, nem V. S., nom o Exm. baro do
Bom Jardim, porra devenios ter o mais pe-
queo senlimento depezar por havermosdest'ar-
te, obrado, porque a condula reprehcnsivel da
,mor parte desses individuos reclamava todas
as medidas de seguranza em relaco s suas
pessoas.
Ouanto ao 6o ponto, direi, que ben poucos dos
cidados presos como indiciados no referido as-
sassinato, merecem a qualificaco de respeita-
veis que a todos generalisa o representante ;
porque se folhearmos as paginas da vida de al-
guns delles, veremos cora relaco ao tenente-
coronel Alvaro Ernesto do Carvalho Granja, que
se acha pronunciado por crime de roubo feito a
Antonio Cosario Alvares de Castro, desde os fios
do anno passado, que esta sendo processado por
crime do morte, feito com as suas prnprias mos
na pessoa do infeliz Joao de Congo, na fazenda
Angico do termo de Cabrob, e conderanado a
pena de |gals perpetuas, como mandante do
brbaro assassinato do capito Alves Branco,
sendo alera disto aecusado de prevaricaces, que
se provara pela achada de varios prncessos cri-
mes e civeis em sua concluso, desdo longa da-
ta, occultos maliciosamente em sua fazenda do
Pao Ferrado. Com relaco ao coronel Jos Se-
vero Granja, veremos, que so acha to beru pro-
nunciado no termo de Cabrob, em crime de mor-
te, perpetrada na pessoa de um pobre vaqueiro
na fazenda Sacco; que so acha processado por
crime de tomada de recruta e finalmeato pro-
nunciado o appellado como cumplice no assassi-
nato do capito Alves Branco. Com relaco a
D. Isabel Adelaide de Siqueira Granja, veremos
igualmente, que se acha condemnada a pena de
20 annos de priso, como cumplice do assassina-
to do capito Alves Branco, que est sendo pro-
cessaJa como mandante das mortes perpetradas
as pessoas de Josepha de tal e na do seu lenro
fllhiuho de nomc l'eJro: que est sendo tam-
bera processado pela surra cruel que mandou o
seu oscravo Manoel Cariaraba, j fallecido, dar
publicamente em urna das ras desta villa, ao
meiodia era ponto, em Marta Gorda, a qual, pas-
sados poucosdias aborlou e raorreu Alm disto
lambem aecusada, como mandante das surras
dadas em Vicencia de til, em Anni de tal, era
Justina de tal e em varias outras, cojos cabellos
mandou cortar. Com relaco aosoutros indivi-
duos, veremos, que uns fram condemnados a
pena de 20 annos de gales e outros appellados
pelo Ilustrado e inlegerrimo magistrado o Dr.
Joaquim de Paula Pessoa de Lacerda.
Eis os cidados respeitaveis, as matronas i-ene-
raveis, quera prend....
Disse ainda o representante nesto ponto, que
eu prendi a mulher de Joao Brasileiro Granja,
por esta haver conservado as minhas violencias?
E' lastimavel, Jllm. Sr. Dr. chefe de policio, ver
um bomem, que antepe ao seu nome o hon-
roso posto de capito, fallar assim a verdade,
perante urna autoridade superior e perante o
publico. Mas nao de admirar que assim pre-
cedesse o representante, quaudo a sua exposico
emjvez de st expresso fiel da verdade, que
todo hornera brioso sOe cultivar a inspiraco do
odio e do orgulho fatuo.
A mulher de Joao Brasileiro, senhora alias re-
commendavel pelo seu genio niroament* bran-
do, nunca foi por mim presa, nem nunca cens i-
rou em mnha pres*nca, acto algum que eu pra-
ticasse.
Os allestadosjuntos provarao exuberanlomente
esta e outras falsidades seraelhantes, do que es-
t recheada a representaco, so por ventura nao
bastarem os meus simples ditos.
Quanto ao7. ponto, sou aecusado por ter de-
morado a formarlo da culpa, isto sou aecusa-
do por terem menos de dous mezes organisado
um processo domis deoilocentas paginas con-
tra 18 individuos nelle indiciados, e com tempo
suQlciente para ser subraettido a julgamento em
urna das sesscs do tribunal do jury, convocado
para o dia 18 do mez prximo passado? Onde
fie vio no3 fastos criminaes do Brasil organisar-se
om mais rapidez um processo dessa ordem, em
to curto espaco de lempo, em grande parte era-
pregado na organisaco de mais de 15 procossos
diferentes e em repelidas diligencias para a cap-
tura de varios criminosos, quo percorrlam este
termo com offensa da lei e da justica? Quaes
sao os processos d'aquella natureza e impsrlan-
cia organisados e julgados no cuito periodo de
dous mezes? Se os ha soro bem poucos e V.
S. bem avaiar a sem razSo da acoisacao acorca
deste ponto, sem que eu insista em demons-
tra-la.
No 8. ponto sou tambem aecusado por ter
f'rendido oscrovos sem fundamento, soltando-os
inmediatamente pela ridicula vaidade de osten-
tar a rainha omnipotencia? Quaodo o hornera
Illm. Sz. Dr. chefe de polica, nao considera a
verdade. como um attributo da Divindade, tro-
pega cada passo na mentira e na calumnia. O
representante, se quizesse render preito e home-
nagom virtude, por certo ter-se-hia abstido de
dherque eu prendi escravoJ para ostentar a
minha omnipotencia ? A excepcao de um escra-
vo de D. Isabel Adelaide de Siqueira Granja, que
oi preso fora de horas, rondando a cadeia, e de
urna cabocla escrava de um de seos fllhos or-
phos. presa em virtude de sua requisicao, nao
prendi a rasis escravo algum. Os atlestados jun-
tos o comprovam.
No 9o ponto son lambem atcnsado porter 6xer-
cido violencias contra os preso 1 Ora, na reali-
dade esta a injuslica mais clamorosa, que me
pode fazer o representante, que morando mais de
sessema leguas distante desta villa, e nao tendo
anda aqu estado, dopois da minha chegada, fal-
la de outiva.ou por inforraacoes de pessoas sns-
peitas 1 Felizmente para mira ahi est a popula-
cho ieteira deste termo e dos circoransinhos. c
twremanho dospreprios- presos, se qoiierem fal-
lar a verdade psra desmentir o representante ;
felizmente para mim ahi esto os alteslados de
pessoas insuspeitas para coofuadi-lo.
Tohho tido a possivel complacencia para com
esses presos, j consenliudo, que seus fllhos, so-
brinhos e prenles frequentem e os visitera as
prises, e passem dius em companhia delles, no
sallo claro e espagoso que serve hoje de sala de
jury, e no grande salo terreo, com janellas ao
redor, j consenlindo que presos, que nao gozara
dos privilegios da lei, cstiveesem e estojara, an-
da hoje, aglomerados com aquelles 4 quem a
lei distingui.
No 10 panto sou aecusado por ter interceptado
oro Villa Bella cartas do representante, enviadas
a pessoas residentes nests tilla. Este fado
verdadeiro e nao o contesto. A' lie se deve o
bom resultado das miabas diligencias, como pas-
so provar.
Tendo chegado na manha do dia 6 de abril ul-
timo villi de Flores, fui hospedar-me em casa
do rospeclito delegado de polica, o tenente-eo-
ronel Pedro Pesso de Siqueira Campos, quem
logo enlreguei o offlcio reservado de V. S em o
qual lhe recomraendava a captura dos individuos
nelle indicados, como autores e cmplices do j
referido assassinato, e na tarde desse mesmo dia
segu vi.igem para a Villa Bella, indo pernoitir
com o Dr. Borges da Fonseca na fazenda Sacco
dos Bois, e fazendo a minha entrada naquella vil-
la somonte na manha do dia 7. Alli, era casa
do Rvm. vigario Manoel Lopos Rodrigues de Bar-
ros, veio procurar-me na tarde de dia 8 o coro-
nel Manuel Pereira da Silva, delegado de polida
daquelle termo, e referio-me, que un eo fltho
ou genro havia encontrado um correio particu-
lar, sabido da villa de Flores com destino este
termo, o qual devia naquella noite peiooitar era
urna fazenda que dista daquella villa seis leguas.
Recejando que a expodico desse correio nao ti-
yesse outro fim se nao levar aviso aos criminosos
indigilados nos oDicios reservados de V. S., para
se porem era fuga, e nao podendo conciliar a ida
de tal correio com as resposlas que me deu o re-
presentante na occasio de despedir-rae delle,
isto que nada quera pan este termo, requisi-
lei immediata e verbalmente a sua volta ao indi-
cado coronel Manoel Pereira da Silva, o qual
promptamente, e cijm o zelo pelo servico publi-
co, que tanto o recommenda, me aulorisou a fa-
ze-lovollar, pondo logo minha dlsposicao os
cavallos procisos, e um guia, e to bem dsera-
penhada foi essa deligencia, que no dia seguiote,
pelas duas horas da tarde, Uve a satisfacoo de ver
0 referido correio j de volta e em po ier do um
dos seus conductores duas cartas que elle condu-
zia para o tenenle-coronel Dimas Lopes de Si-
queira, e capito Lucio Jos de Siqueira Campos,
com a indicarlo no sobrescripto do urna dolas
onde se ochar. Estas carias me foram entregues
polo referido coronel, e no estado ora que as re-
cebi as transmiti agora a V. S. para dar-lhes a
devida direcQao.
Na manha do dia 10 chegaram & villa Bella,
onde ain la mo conservava espera do major
Barros Falcan, o referido representante e o Dr.
Borges da Fonseca, os quaes mo revelaram e
varas oulras pessoas, taes como ao dito major
Barros Falco, ao juiz municipal Dr. Ferreira Ta-
marindo, e ao Rvm. vigario Lopes de Barros, lo-
do o segredo das taes cartas : e como visse o re-
presentante frustrado o seu plano de aviso, eap-
prehendidas as cartae, ehegou tal ponto de ri-
dicula exaltaco que foi desaflar-me para um
duello em casado meu collega e amigo Dr. Fer-
reira Tamarindo, perante quera deu urna queixa
contra mira pela apprehensodas cartas, retiran-
do-a logo dopois.
Nao me record mais do todos os tpicos da
carta do representante, que este e o Dr. Borges
la Fonseca reproduziram-me : apenas me lem-
bra, que o indicado representante mandava avi-
sar ao sen prente capito Lucio Jos de Siquei-
ra Campos da minha chegada villa de Flores,
e pedia-lhe que sem perda de tempj se retirasse
por taes etaes caminhos, e que avisasse aos in-
dividuos indicados na lista que ioclusa lhe remel-
tia para que se evadissem tambem, porque eu le-
vava ordem para os prender.
Recordi-me mais de me haverem dito, que em
una das cartas se formara de mim um juzo me-
nos justo, julgando-se-me capaz de sacrificar a
justica, sob promessa de me fazerom deputado
geral.
Reflectindo bem sobre urna tal rovelacao, e re-
celando quo o representante mandasse de novo
partir outro correio para o mesmo (Ira, segui
nessa mesma tarde com o predilo major Barros
raleao, o marchas toreadas chegamos na tarde
do dia 21 esta villa, pondo logo em cerco, na
1 noite desse mesmo dia, as casas dos indigitado3
autores do assasinato, realisando-se a minha
previso com a chegada de um outro portador do
representante ao capito Lucio Jos de Siqueira
jCimpos na manha do dia seguinie. depois de
l varpjadas as casas, e presos alguns dos sus-
peitos.
Eis Illm. Sr. D. chefe de policio, a causa de to-
da a ogerisa, que me vola o representante ; o
tacto que venlio de expender a expresso pura
o genuino da verlade : se delinqu, devo ser des-
culpado, porque foi o scntimenlo vivo da justica,
que arda em meu peito, que rae empellio lo-
j mar todas os medidas preventivas, para que nao
ficassem mallogradosos louvaveis esforcos do go-
verno.
Sou finalmente aecusado de ter plantado neste
termo o rgimen do terror. Eu desejava, que o
representante dissesse, mosmo sem provas, qual
foi o acto de terror por mira praticado, para con-
fundi-lu com o testemunhode urna populacao.no
meio da qual tenho procurado manler o imperio
da lei, perseguindo efflcazmente o hornera crimi-
noso, e asspgurando a paz do cidado honesto.
Quando cheguei esta villa, achei-a ainda sob
a impressao dulorosa do brbaro fado, que cons-
titua verdad-iro escndalo do assassinato do do-
legado de policis, ninguem se presuma seguro
Jo assalto as ras da villa, ou no proprio domi-
cilio.
A tranquilla assistencia do ousado mandante de
crime to atrjz, era sua casa, proclamava o si-
lencio da le, que traz o terror dos bons, arredon-
do a onlianca da autoridade. A minha chegada
com a forja publica mudou o estado das cousas.
Ocidadao pacifico flcou desassombrado ; os fa-
cinoras, porra, busoram as brenhas, ou entra-
rom as prises.
Assim aterrados devem estar, com effeito o l-
ente Francisco Raymundo Teixeira o Silva, o
capito Btfllarraino Gomes Ferreira, Manoel Ro-
drigues, Joao d Moura, Jos Cesado Rodngues,
0. Joaquina Maria de Castro, Paulino Ferreira
Hispo, Alvaro Ernesto de Carvalho Granja, Jos
Sevoro Granji. D. Isabel Adelaide de Siqueira
Granja, Francisco Lopes de Siqueira Granja,
Cleomenes Lopes de Siquoira, Granja, Zeferino
tioncaives de Lima Granja, Joo Brasileiro
Granja e Jolvino Silvio do Alencar Granja, por
mm arremessados nis prises, e lodos por crimes
de raorto : atlerrados devem estar Conolano Ri-
beiro Granja, que tirou a existencia, ha poucos
annos.ua povoago do Silgueiro, um velho
portuguez, de nome Antonio Josquim para o
roubar ; Salviano Ribeiro Granja, que, alera de
ter assassinado em seu terroiro um seu credor,
uo nome Jos Nicolao, de mais mais autor de
varios-espancamentos; Antonio Gervasio Granja,
que mandou por um seu escravo, e um guarda-
costas assassnar, porto da Fazenda Pintada um
miseravel, morador rio Cariri ; Francisco Targi-
no Granja, que espancou oesta villa ao meio dia
em ponto a um pobre vendedor de mel, era dia de
enlrudo, deixando-o bastante maltratado no meio
da ra, pelo graodo crimo de nao querer deixar-
se entrudar ; Leandro Borges, Francisco de tal e
os escravos Jos e Manoel, que de concumitancia
com D. Joaquina Maria de Castro, mandarsm as-
sassnar ao infeliz Paulo Jos da Silva, entre as
fazendas Medubira e Agua Prela, arrebentaudo-
Ihe urna daspernas, earrancando-lhe o couro da
cara : capito Francisco Lins de Araujo Galdlno,
conderanado gales perpetuas pelo jury do Se-
rid, era virtude do assassinato feito em sua pro-
pria mulher ; Clementino do tal e JoSo Paneaaa,
co-autores do assassinato brbaro do Infeliz Igna-
cio, i quem foram prender na serra do Ignacio
para recruta; Feli* Passarinho, pronunciado por
crime de morte, o evadido da cadeia desta villa
emjulho do anno passado ; Manoel'Mangang,
pronunciado em crime defedmentos graves ; Jo-
s Lourenco, que, ha peuros annos, assossinou
na lugar dos Sitios Novos i um infeliz ; Joaquim.
Torio, autor de vanas nortes ; Victorino alendes
Monteiro, pronunciado em crime de ferimentos
srares ; Antonio Grosse, pronunciado em edme
de morte ; Rodrigo Castor da Rocha Barros, pro-
nunciado em crime de morte,'no termo de Gara-
nhuns; David Jos de Oliveira, que assassinou
sua propria fllha, evadido tarntera da cadeia des-
ta villa, e j pronunciado ; o escravo Jeronyme.
pronunciado em crime de morte ; Avolino de
Souza Cabral, pronunciadlo era crime de lenlativs.
* de morte no termo do Grato, e por mim perse-
guido at o termo de Cabrob, ende se acba oc-
cullo ; Joao de Moraes, a escravo Filippe e o ca-
pito Luqio Jos de Siqueira Campos, pronuncia-
do em crime de marte na pasaoa do infeliz capi-
to Alves Branco, e outiwetfroinosos seraelhan-
tes aos quaes*.enho pereagaMo iocessanteraente,
e afugentado para longe do bmu termo.
Os tactos ahi st : por Mes ser julgido o
meu procedimento, e nao pala vozapaxonada do
represeetante.
Acousa-me mais a representante de ambicoes
eleitoraea e da ter dito em Villa-Bella, que tra-
zia carta branca para fizar'ludo quando rae aproa-
vesse. Quera nao entrevi o tira occulio do re-
presentante em propalar taes falsidades ?
Acerca de taes aecusaeoes. verdadeiras falsida-
des apenas direi, que o mea procediraenle neste
termo, exuberantemente raostra quo temerarios
e infundados sao os juizos do represntame.
OITereco factos.de V. S. bem sabidos, que excluem
de mim qualquer prciumpeo de clculos elei-
toraes.
Estou contente com a aecusaco que me fez o
representante, perante n gover'no da provincia,
nao s porque nella nio ha um s tacto especifi-
cado o provado, seoo como porque entre ellas
nao ha um s, que me faca corar, e me empeca
de litar a luz deslumbrante do sol.
Eis, Illm. Sr. Dr. chefe de polica, o quo me
cumpre dizer acerca da reprcsentacSo. sobre que
V. s. me manJnu iafarmar. Os meas actos ahi
esto bem pateles ; V. S. os examine attenta-
raente, e afina! recontiecer, que nao me aaslei
um pice da senda do dever e da lo.
Em concluso s peco a V. S. que se digne des-
cu par-me por ter abusado da sua pacioncia, e
pelo desalinho deste escripto nascidu da pressa,
com que sahe o portador, que esta conduz, para
ainda esta vez impetrar de V. S. providencias de
outra ordem bem desle termo, que muitoja lhe
deve, pelos beneficios inapreciaveis, que sobre
elle ha derramado.
Deus guarde a V. S. por muitos annos.Illm.
Sr. Dr. Trislo de Alencar Araripe, digno chefa
de polica da provincia de Pernambuco.O dele-
gado de polica, Henrique Pereira de Lw.ena.
Conforme. O secretario. Rufino Augusto de
Almexda.
PARAHVBA.
Aos Srs, eleltores do priuioiro dis-
trieto.
Confiado na bondade dos meus amigos e co-
religonarios polticos, animo-me apresentar can-
didato depuiaQo geral pelo primero districio
eleitoral desta provincia.
Nao descoohego o arrojo da minha pretencoo.
Felizmente a Pjrahyba abun lo de ialelligencias
o llustragoes mais habilitadas do quo eu para
to elevada posico social.
Se teuho a ingenuidade di reconheeer a su-
perioridade de talentos em os candidatos, que
comtgo coucorrem eleico, a nenhum delles
cedo a palma em patriotismo e amor trra,
em que nasci, onde resido o para a qual tenho,
no periodo de 8 asnos, qu; enlrei na vida pol-
tica, delicado tempo, trabatho, hdigas e sacri-
ficios de toda especie, pugnando sernpre pelo
triumpho das ideas, que nicas podem fazer a
feheidade de nosso pau.
Nao sou inteirament desconhecido nesto dis-
tdeto e sem precedentes, ante os quaes sa nao
possa ajuizar do meu comportaraento futuro na
cmara, se liver a fortuna de ser eleto.
Durante tres legislaturas da assembla pro-
vincial, em que tenho oceupado urna cadeira, e
no jornlismo teuho sempre procurado sustentar
cora tola deliciQo os principios conservadores.
Sou conservador, nao por especularlo poltica,
mas sim pela conviego profunda e ioabalavel,
em que permaneco, de quo s do dominio.e do-
senvolvimento destes principios podero nalu-
ralmeuto decorrer o progresso e a felicidade do
paz, c que jamis de urna vez o leem salvo das
tempestades revolucionarias, quo se teem forma
do em torno do oosso horisonie poltico.
Dentro do rgimen constitucional quero a ma-
nutenco da orJem com as garantas da liberda-
de, e quero o desenvolvimenlo pralico da liber-
dade com as condieges de ordem.
Repulo este consorcio da orJem com a liber-
dadeto indispensavel na vi la social dos povos
como o raovimenlo e a medida necessarto na
ordem physica das cousas.
Qu-ro a conservaco da nossa carU constitu-
cional; porque ella consagra o dogma poltico
da monarebiarepresentativo, como o mais bella
e perfeita dss formas de goveroo humano :
quero a conservaco da nossa carta constitucio-
nal : porque ella ostabelece a fuso real do mo-
narcha e do poro, representado pelo parlamen-
to, concorrendo ambos para o melhor rgimen
de governo e para o bem da patria commura :
quero a conservaco da nossa carta constitucio-
nal ; porquo ella admiti a accessibilidade do
todos os brasileiros a todos a cargos, quei civis
o quer militares, com a nica differenca dos ta-
lentos, do raerecimento e das ciriales, de raa-
neiro que o ultimo das soldados, alisttdos as
fileiras do nosso exercilo, pode, pela sua intel-
ligencia, dedicagao. e coragora ascender oos pos-
tos mais avanzados e empunhar o basto de
marechal, e o ultimo dos cidados, pelos seus
talentos e virtudes, oceupar os cargos mais ele-
vados do estado e senlar-se nos conselhos da co-
ra : quero liualmeuto a conservado da nossa
carta constitucional, porque ella proclama o prin-
cipio eterno e iramutavel da igualdaio de lodos
perante a lei, que premio os bons servicos e
quer ca?tgue os delicio*.
as graves questes, que se agitam na actua-
lidade,liberdade do crdito,reforma do sys-
teraa eleiloral,reforma jliciaria,Jecentra-
lisaco administrativa, seguir! sempre os prin-
cipios da escola conservadora, que, conservando
o que hi de melhor em nossas iustituiges po-
lticas, admltte todava o progresso refleclido,
aconselhado pelo estulo e pela lico fecunda da
exporiencia, e que incessanlemen ha promo-
vido a prosperidade publica e os melhoramenlos
moracs e m eriaes do paz, que no curto perio-
do de sm independencia tem alcancado ni es-
trada da civilisaco.
Nao fago pomposas promessas, mas nao des-
conheco igualmente as necessidades peculiares e
mais salientes deste districto, que solicito a
honra de representar.
A meu er redusem-se ellos principalmente
na protocgo da lavoura, que definha. mediante
a reduego gradual dos inipostos,a inslituigo
do crdito territorial,o supprimerito dos bra-
gos livres,ainstrucclo professional e um systoma
regular de vias de commnnicago, que alravessem
os centros productores deste districto ; a proteegao
do commercio.fonte de riqueza e auxiliar pedero-
soda lavoors, mediante a dimiaoco lenta das la-
xas fiscaes,3 inslituigo d'uma caixa filial de des-
cont,a instruego professional,c o roelho-
mento do porto, que desafie ojeornmercio direc-
to, quo actualmente fogo para raelhores empo-
rios das provincias visinhos ; e finalmeote a pro-
teegao de todas as industrias, de que dependo
essencialmenie o futuro e a floreeencia da nossa
lavoura.
Eleito deputado, procurare*! corresponder a
coufianca do corpo eleiloral n desemDenhar o
mandato, com quo for hoirado, dentro da es-
phera da minhas fracas forgas.
Se estas ideas aqui suceintamenle expendidas
liverem a fortuna de merecer o assentimento
do corpo eleiloral deste 1. dialriclo. animo-me
a soliciiar o seus suffragios, que acollierei com
o mais profundo e grato reconhecimento.
Parahyba, 15 da Janeiro do 1861.
Anizio Satalliiel Carnelro da, Cunha.
(mprensa.) v
Por cartas que nos escreveram do Ouricury,
era data de 23 de dezembro prximo passado,
consta ter havido oque passaraos relatar :
Ha poucos dias aqui ehegou um offlcio do che-
fe do polica ao juiz municipal, ordenando-he
que interrogasso ao Agostinho, por constar ser
elle criminoso de morte na provincia da Baha, e
no termo de Garanhuns desta; e mandando o
tenente Raymundo Froadsco Teixeira, 3 sup-
plente do juiz munici:>al em exercicio, intimar
pelo escrivo ao dito Agostinho, a ordem pora
comparecer era sua casa horas determinadas,
este, ao receber a notificago, disse ao escrivo,
que podia certificar que ficava elle entendido,
porm que nao is casa do joie, e sim aquella
da cmara municipal, o que de fado aconleceu.
A's horas marcadas auhou-se -elle na casa da
cmara, e mandou dizer ao juiz que alli o es-
lava esperando ; e sendo-therespondido por par-
le do mesrao juiz que na casa da us residencia,
que lho foi designada, era aonde elle devia com-
parecer, e nao a'essa d'ondo o mandava cha-
mar; estaresposla, deixou elle a casa da c-
mara acampenhado de um sequilo, no qual acha-
ra-se tambem o vigario Francisco Pedro, que
naoaei se presen! iva o papal doaggregado ou
de amo do Agostinho ; e chejaudo em casa det-
txon-os, o M do jara muaicipal, quem disse,
que em sua casa nao ia-aer interrogado, por ser
um acto quedesejara fosse presenciado por al-
gurnee ouaras eesseas, como bam o vigario, e
<]ueitaaaaMaaa *a casa,p interrogatorio na da cmara ; ao que acquisceu
o Teixeira, juiz municipal, aliento ao aeu genio
cordato e do contemplagao. erabora com discre-
pancia ao respeito devido sua autoridade ; po-
rm tendo-se dado iato ante-honleai, e ficado o
interrogatorio para hontem, acooteceu hoolem
mesmo entrar o lenente-corooel Dimas Lopes de
Siqueira na aserrado de juiz aaaieipal, por ter
cessado o impedimento que o obstara do exerci-
cio, cabendo-lhe conseguinteraente o procedi-
mento do interrogatorio cima mencionada, e
para o que apiesentou-se o supradito Agostinho
aeorapanhado do mesmo squito do-primeiro dia.
Terminado o interrogatorio, e em curaprimen-
to da ordem do chefe o tenente-coronel Dimas
kUi,oz de pr,sao ao interrogado ; roas este e a
phalangequeo acompanhavo, inclusive o vigario
Francisco Pedro, consciosda compliddade de seu
comparca, e prevendo o desfeicho do interroga-
torio, porra nao querendo resignarem-se ao re-
ligioso preceilo da lei e da justica, nao trepida-
ran! de por em pratica um plaoo adrede para el-
les concertado, para d'esl'arle iaterromper e
anarchisar moralidade e a ordem publica, no
que sao avezados, sem respeitarero ao menos um
co em que i justica proceda de ordem supe-
rior. N'oste intento nham condolido de caso
pensado, fazendo paite a eomnitl.nite caterva
um individuo conhecido aqui por Jos Baiano,
ou Jos Meudobim, aupplonte de subdelegado
em exercicio, e preparado de urna denuncia con-
tra o tenenle-coronel Dimas, juiz municipal do
acto, por edme machinalmentu improvisado ; e
por despeito da priso do supradito Agostinho,
que acabava de ser interrogado, como j disse,
deu imme liataraonte voz do priso ao tenente-
coronel Dimas. o tal subdelegado suppleotu Jos
Meudobim, e nao querendo grande Dimos, sujeilar-
se urna priso to Ilegal quanto nascida do vil
manejo do atraoilario directord'estescegosinstru-
mentos que o cercam, e effectuando a que ara-
ba va de intimar, Agostinho, retirou-se c diri-
gio-so casa do juiz de direilo o Dr. Buarque, e
communicando-lho o occorrido este deelarou-se
levando mal a priso do Agostinho, o dizendo
que o mandara por em liberdade. Quando esta
conversa se dava com o juiz de direilo. entra o
Jos Mendobim e d parle que o tenenle-coro-
nel Dimas nao se entregara priso que elle in-
timara, ao que respondeu o iniz de direilo, quo
se reiirasso, quo eslava quizilado, e voltando
immediatamente o Mendobim, requisitou ao
commandante do dostacomento urnas pragas para
urna diligencia, e foram-lho in contioente apre-
senladas 20 pregas : o quando ainda o Dimas se
achavaem casa do juiz de direilo, desrospeitosa-
men:e para l se dirigi o subdelegado Mendo-
bim com os pragas, e acorapanhada dos seus pre-
dilectos sattelites, o vigario e outros, o ao appro-
ximarem-se casa do juiz do direilo, osle sahio
at a colgada c rompeu era altas vozesque se re-
tirassera j, pois nao consenta prisau olguma
Ao ouvir estas vozes vollou a patrulha, porm o
vigario e seus compargas que serviam de corapu-
nhia ao Mendobim, conlinuaram seguir, o por
mais que o juiz de direilo fallasse-lhes de rijo,
que nao quera ourir raides, o que se rctiras-
sem, ellos n&o o querUm alienler, mas por ul-
timo vendo elies a disposigo e a energa do juiz
de direilo, dalerminoram-se ceder.
O Dimas com toda a dispusico, que lhe
proprio, encorou a tempestade. *na firmo reso-
lugo de nao se sujeitar a vilipendiosa priso do
mendobim por arteirices do Chico Pedro, e com
effeito elle, antes seria victima do perversidade
destes avisados disordeiros do quo reconheeer
urna tal priso.
O resultodo foi o Dimas nao ser preso e o Agos-
tinho requerendo neste mesmo dia urna ordem
de habeas corpus, o juiz de direito o poz cm li-
berdade sem que tivesse tido resposta de um
offlcio que dirigi ao Dimas, pedindo informages
acerca do motivo da priso do Agostinho 1
Confiamos na probidade do Sr. Dr. Buarque,
todava nao louvamos este seu procedimento,
quinto a soltura de um indiciado em crime de
morte, nao s por que mesmo oesle lermo ha
pessoas quera elle communicou ter feito duas
mortes na provincia da Baha, segundo consta,
como por ter sido preso a ordem do chefe de
poli -.ia da provincia '
" Algumas noticias nos do tambem dos nimos
aleitoraes naquella comarca, que deixamos de
referir, por que val mais apena aguardar as
quo nao devom tardar trazendo o resultado das
mesraas eleiges; apenas ocrescentamos, que ha-
viom as melhores disposigoes era favor do can-
didatura do Sr. Augusto de Oliveira, para o que
os emissaries crusavam os estradas das difieren-
tes localidades, nao fallando da do Sr. conego
de Campos, que inconquistavel naquelle cir-
culo.
As churas por aquella comarca j iam appa-
recendo em principio, mais ainda n&o se ocha-
vara os habitantes desassombrados dos lerrivei3
effeitos do secco que ha mais do anno os tem
flagellado devassando o cento desta bella pro-
vincia, e nem to eede se prccnchcr o grande
vacuo por ella cruelmente causado aos criadores
dos nossos sertes.
COMERCIO.
f dita biseoitos ; J. F. B K. C.
1 dita vldroa. 1 dita fazenda da algodo, 1 dita
dita de la, 1 dita a 1 pacota amostras ; a C. J.
A i\ C.
2 caixas Tmapo, 1 dita ditos de sol, 1 dita
charutos ; a Christiani & Irmos.
2 barris tintas, 2 caixas frzenda de la, 2 ditas
sapatos, 1 pacote amostras; a Schafheilln & C
1 caixa couros envernisados, NJOO ditas viuho
2 ditas amostras. 150 barricas. 200 caixas e 300
garrafoes lquidos ; a G. Kalkmaa & C.
4 calas vldros ; ao administrador da igreja de
5 Jos.
70 caixas vinho, 100 ditas velas, I dita charu-
tos, 1 dita lirros. 1 dita plantas e seraentes, 2 di-
tas botes, t pacote do e linha, 100 garrafoes sa-
g. 50 cevadinha ; a Rabe Schmettau & C.
3 caixas cambraias para cortinas, 15 caixas
movis, 1 diia brinquedo* ; a L. A. Siqueira.
1 caixa miudezas ; a J. da Silva.
10ditas queijos ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
1 dita piano, 1 dita vidros vasios, 37 ditas miu-
dezas, 1 pacote amostras a J. A. Moreira Dias
6 C.
1 caixa roupa, 1 dita lvros, 3 ditas armas, 50
ditas volas. 300 garrafoes vasios, 2 caixas objec-
tos de msreira, 4 ditas courqsS^dilas queijos,
1 dita piano. 4 ditas ferjageirlH||y^s miude-
zas, 4 ditas oleo de linhaga, 1 Tar"&"Tror de tilia,
20 saceos pimenta, 10 caixas cassia ligoea, 3 cai-
xas e 20 meias passas, 20 fardos papel de embru-
Iho, 6 barris alumen, tO ditos alvaiade, 1 caixa
tinta. 1 barde* Mmphora, caixas mechas, 50
garrafoes sag, 45 cevadinha, 1:200 ditos, 200
caixas e 50 barris lquidos, 50 barris lquieos, 50
barris cerneja, 10:000 ladrilhos, 21 voluraes al-
catro, 4 caixas farragens, 60 caixas e 1 fsrJo fa-
zenda de algodo, de lioho, de la, de seda e
mixtas; a ordem.
Bccebedorttv de rendas internas
geraes de Pernainbnco.
Rendimeato do dia 2 a 22. 13:6663373
dem do dia 23....... 2533537
=
13.919;910
Consulado provincial.
Rendimento do da 2 t 22. 45 054*654
dem do dia 23.......2:342$153
47~96807
Mo vimento do porto.
JYauios entrados no dia 23.
Talcaana4 mezes o 10 dias, barca americana
Sea Brize, de 470 toneladas, capito Benjamn
F. John, equipagem 26, carga azeite de peixe ;
ao capito. Veio refrescar e seguio para New-
Bedford.
Londres60 das, brigne hollandez Ge;tena Geer-
truda, de 160 toneladas, capilo II. C. Schut,
equipagem 8, carga plvora e outros gneros ;
a Ruth Bidoulac.
Rio de Janeiro29 das, brigue escuna nacional
Joven Arthur, de 147 toneladas, capito Joa-
quim Antonio Goagalves da Silva, equipagom
II, carga caf e mais gneros ; a Azevedo &
Mendes.
Dunkerque59 dias, escuna franceza Alix, de
14S toneladas, capito Demester, equipagem 8,
carga carvo de pedra e mais gneros ; a Cou-
canas & Dubourg.
Navio sahido no mesmo dia.
AracalyHiato nacional Sania Rita, capito An-
tonio Joaquim Alves, carga varios gneros.
sado pagar d'ora em diaiite e> t%~. di-
videndo relativo ao letnestre lindo m
31 de dezembro p. p a razao de 10^
por accao de confonnidade com as or-
dem receidas da caixa centra!.
Caixa filial em Pernambuco 15 de Ja-
neiro de 1861 O guarda li vros,
Ignacio Nunes Correia.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
ou a resgalar o resto das notas de lOg e
20$ que baria emittido e anda exi$te
em circularlo, declarando que, em
cumprimento do decreto n. 2r#6* de
10 de outubro do corrente anno, esta
substituicSo ou resgate devera' effec-
tuar-se dentro de 4 mezes, e que lindo
este prazo s podera' ter lugar com o
disconto progressivo de 10 por cento ao
mez, fcando astim na forma do art 5
da lei n. 53 de 6 de outubro de 1835
sem valor algum no fim de lo mezes.
Recite 9 de norembro de 1860. Os
directores, Joao Ignacio de Medeiros
Reg, Lulz Antonio Yieira.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico,
que no dia 22 do corrent, depois do meio dia, a
porta da mesma repartcao, continuar a arr'e-
matacao das morcadorias j anounciada em edi-
taes do dia 16 do andante. Alfandega de Per-
nambuco 21 de Janeiro de 1861.
Maximiano Francisco Peixoto Dnarte.
2.* escriplnrario.
De ordem do Sr. chefe de divisao, capito
do Porto, se previne aos proprietarios de navio
encalhados na coroa dos Passarinhos, para seren
desmanchados, que coovem activar o trabalho de
desmanchamenlo dos mesmos navios, em stten-
co ao damno que causam ao melhoramento do
porto, cerios de que lindo o ultimo prato con-
cedido, sero iofaltvelmente postas era effeeiivi-
dade as penas estipuladas nos termos lavradoa
nesta repartico.
Capitana do Porto de Pernambuco 23 de Ja-
neiro de 1861.O secretario,
J. P. B. de Meti Bego.
Avisos martimos.
Para Lisboa
sahir com brevidale o brigue portuguez Bella
Figueirtnse. capito Jos Ferreira Lessa ; para
carga e passageiros, para os quaes tem excellen-
tes commodos, trata-se cora os consignatarios F.
Severiano Rabello & Filho, largo da assembla
numero 12.
a. a. lita, a* 6 da m oras
*a w n c 5 c c 2 a o-e Atmotphera.
W w w tg s 1 Direcco. y. 3 H O
( -i en r. O S ! 1 Intensidade 1
-4 O 00 00 00 00 I Fahrenheit 1 n V m O K H 5d O
-4 5 i Centgrado.
4 3 os a Hygrometr
o o O e 00 o Cisterna hydro-tnetrica.
os -1 ^1 * -4 O ce Francs. > O
2 o o -- 8 o os o o o i ingles.
a


?S xt.
ce
o S
H
a O
i 1
r.
>
.Viraiide^a.
Rendimento do dia 2 a 22. .
dem do dia 23.....,
. 231.359J633
. 11:321^928
2126S1561
Movimento da alfandega,
Volumes entrados cora fazendas..
a com gneros.. 167
------168
Volnmes salados com fazendas.. 121
> com gneros.. 178
------299
Descarrogam hojo 24de Janeiro.
Patacho americano Eglelmercadorias,
Brigue hamburguezCipibaribedem.
Patacho haneverianoNiculous dem
Brigue americanoMoranfariurn de trigo.
Brigue hollandezGruleriJaplvora.
Ininortaoao.
0 briquo hamburguez Capibaribe, vindo de
Hamburgo, manifestou o seguinte :
200 caixas o 100 garrafoes genebra, 3 caixas
couros ; a Domingos Alves Matheus.
8 caixas o 4 barricas drogas, 11 coixas vidros
vasios ; a Joo da Silva Fados.
9,coixas fazendas de algodo e miudezas; a
Seve Filhos & Futios.
1 caixa um gnarda vestidos, 2 ditas fazendas do
lia e de algodo e lia, 1 pacolo amostras ; a Da-
mayer& Carnelro.
1 caixo conservas. 1 caixa charutos ; a Gua-
la v Bousset & C.
100 cestos.btalas, 12 caixas conservas, 1 dita
brinquedos ; a J. Praeger & C.
4 caixas meias de algodo, 6 ditas ferragens, 8
ditas perfumaras, 12 ditas e 1 fardo papel, 4 di-
tos e 27 caixas miudozas; a Henrique & Aze-
dveo.
4 caixas drogas. 1 dita ferragens, 1 dita miude-
zas ; a Prenlo Vianoa & C.
200 fardos arroz, 1 pacote amostras; a Krabbe
Whstely & C.
80 caixas velas stearinaa, 1 dita charutos, 1 di-
ta fazenda de algodo, t dita e 1 pacote amos-
tras ; a Joao Keller & C
1 caixa movis ; a G. P.
1 dita ditos ; a Stabo & C.
1 caixa damasco de algodo e sed, 23 ditas
fazenda de algodo, 9 ditas dita de lioho, 5 ditas
0 2 fardos dita de la, 2 caixas Folhas de flan-
era obra, 1 dita roiudezs, I dita perfumara, 3
ditas botes, 4 ditas objectos de barro, 3 ditas
couros. 5ditas frnclas, 6 liles o 2 barricas ferra-
gens, 11 pacotinhos amostras: a Linden WilJ
&C.
6 caixas fazendas de algodo e de linho e al-
godao ; a Wild & C.
2 caixas couros envernisados, 1 dita chocolate,
1 dita papel, 1 dita esporas, 1 dita fazenda de
algodo, 3 ditas dito de dito e linho 4 ditas e 1
fardo dita de la, 1 alta cordas de aro e lato, 4
ditas miudezas, 1 dita botes, 5 pacotinhos amos-
tras ; a D. P. Wild & C.
3 caixas utas de seda, 1 dita objectos de lato,
1 dita ditos de melaes, 1 dita ceblas, 5 ditas pa-
pe* de escrever, 3 ditos pianos e cadeiras, 320
pacoles papel de embrulho, 1 dito amostras, I
caixa fazenda de atgodao ; a N. O, Bieber & C.
1 caixa Tidros e ferragens ; a B. Francisco da
Souza.
A noite clara al3 h. 30' que cabio um agoa-
cero, tornando o reslo da noilo nublada ; vento
ESE regular.
0SC1I.LaC.V0 da har.
Preamar a 1 h. 30' da tarde, altura 6 p.
Baixamar as 7 h. 18' da manha, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marnha, 22 de Ja-
neiro de 1861.
ROMANO STF.PPLB.
1 tenente.
Declarares.
Conselhod aministrativo,
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimeolo dos armazens do arsenal
do guerra.
10 resmas do papel almago greve.
10 resmas de dito pautado.
10 arrobas de salitre calcinado.
Quem qnizer vender taes objectos aprsente as
suos propostas ora cario fechada na secretana do
conselho, s 10 horas na manha de dia 28 do
correle mez.
Salo das sessoes do conselho administrativo,
.para fornecimento do arsenal de guerra, 21 de
Janeiro de 1861.
Bento Jos Lamtnha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Santa caja de misericordia do Recfe.
A junta adminislrava da irmandade da Santa
casa de misericordia do Kecife, manda fazer pu-
blico que no dia 29 do 'correte, pelas 10 horas
da manha, na casa dos expostos, far-se-ha pa-
gamento s amas que forem acompanhadas do.
respectivos expostos. Secretaria de santa cass
da misericordia do Recife 18 de Janeiro de 1861a
Fancisco Antonio CavalcaUi Cousseiro.
Escrivo.
Joo Bautista de Castro e Silva, inspector da
thesouraria de fazenda de Pernambuco por S.
II. Imperial e Constitucional que Dos guarde.
Em cumprimento da ordem do Exm. Sr. mi-
nistro da fazenda de 27 de dezembro ultimo, faco
saber ao Sr. Jos Alexandre dos Santos que foi
indeferido pelo tribuoal do Ihesouro o requeri-
mento em que pedio o Sr. Sanios urna indemni-
sacaopor prejuizos queallegou ler tido durante
a revolta de 1818, visto se ter prescripto o seu
direito por nao o haver requerido dentro do pra-
zo de 5 annos.
Thesouraria de Pernambuco 19 de Janeiro de
1861.Joo Baptisla de Castro e Silva.
Directora geral da instruego
publica.
Por esta secretaria se faz publico que o Illm.
Sr. Dr. Joaquim Pires Machado Portella reassu-
mio hoje as funredes de director geral.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario ioterino.
Caixa filial.
De ordem do E\m. presidente da cai-
xa filial do banco do Brasil nesfa pro-
vincia, se faz publico para conheci-
mentodosSrs. accionistas, que o the-
soureiro da mesma cixa esta' utori-
RSEv
COMPANHIA PERNAMBTCWt
DE
t\avegacdo costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandanla Lobato,
sahe para os portos do norte al ao Cear no dia
26 do correte as 5 horas da larde. Recebe car-
ga at ao dia 25 ao meio dia e passageiros at o
dia da sahida s 2 horas : no escriptorio da com-
panhia largo da Assembla o. 1.
Para o Rio de Janeiro
O brigue Moda Rosa sahir impreterivel-
mente no dia 25 do corrente, recebe nicamen-
te escravos a frele : na ra do Vigario o. 23.
Para o Rio Grando do Sul pelo
Rio de Janeiro
segu com rauita brevidade a veleira barca na-
cional Thereza I por ter j olguma carga a bor-
do, e parte engajada : quera quizer carregar, di-
rija-se a Bailar & Oliveira. ra da Cadeia do
Recife o. 12.
Para Aracaty e Ass
segu o hiate Dous Irmos ; para carga, trata-
se cora Marlins & Irmo na ra Nova n. 48, ou
com o mestre Joaquim Jos daSilveira.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera- se dos portos do sul at o dia 29 do
corrente o vapor Oyapock, commaiidante o ca-
pito tenente Santa Barbara, o qual depois da
demora do cusime seguir para os portos do
norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dio de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escdptorio de Azeve-
do Si alendes.
Para a Figueira
cora escala por Lisboa, pretende sahir no dia 31
do corrente por ter a raaior parte de seu carrega-
raento prompto, o veleiro e bem conhecido pa-
tacho portuguez Mana da Gloria, capito An-
tonio de Barros Valenle, ainda recebe algorra
carga e passageiros, pora os quaes tem excelleu-
lescommodos; a tratar com os consignatarios
F. Severiano Rabello & Filho, largo da Assem-
bla n. 12.
Para Cear.
O hiate Sergipano j tem a maior parte da
carga ; para o reslo trata-se com Marlins & Ir-
mo na ra Nova n. 48, ou com o eapito Hen-
rique Yieira da Silva.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional Ve-
lo: pretende seguir com muita brevidade, ten
parte de seu carregamento prompto : para o res-
to que lhe falta, escravos a frete e passageiros,
para os quaes lem excelleates commodos. trata-
se com os seus consignatarios Azevedo 4 Mendes,
no seu escriptorio ra da Cruz d. 1.
Para r Babia segu era poneos dias o palha-
bole nacional Dous Amigos, tem parte de sua
carga engajada; para o resto, trata-se com aeu
consignatario Francisco L. O. Azevedo, na ra
da Madre de Deas n. 12.
Para o Cear, Ma-
ranho e Para.
O hiate nacional Rosa, recebe carga paraos
portos cima e seguir em poucos dias, trata-se
com J. B. da Fonseca Jnior, na ra do Vigario
ii. 23.
Cear com escala por Aracaty, a fretes
reiuzidos.
O hiate Nicolao I, capilo Trajano Antunes
da Costa, sahe infalivelmente no Dm do correte
mez por ter a carga prosapia: para um reslo qua>
Uto (alta, e paaaigeirea, trta-a cora Patenta
Via un a & C, ras da Cadeia a. 57.
ILEGVEL
"


fi>
DUMO M PERHMIUOO. QUINTA FORA 24 DE JAHH10 DE isci.
Para o Rio de Ja-
neiro
Segn em poucos dias o patacho oacional Lui-
sa, so lalia-lhe 3,000 arroba* de carga, recebe
escravos a (rete e passagelros, (rata-se com J.
B. da Fanseca Jnior, na ra de*Viajarlo o. 23.
Para aAracaty
seguir breremente o hiate oacional para o reatante do seu carregamento e passagei-
TOS, tratase com Gurgel Irmlos, em seu escrip-
torio na ra da Cadeia do Recite, primeiro an-
dar n. 28.
O brigue Constante
segu impreterivelmente visgem para Lisboa, do
da 88 do corrente. Ainda recebe carga o passa-
feiros, para o que trata se na ra do Vigario o.
9, primeiro andar, com o consigoatario Thomaz
de Aquino Ponseca, ou com o capillo o Sr. Au-
gusto Carlos dos Reis.
o Rio de Janeiro
segu com brevidade o hiate Artista, recebe
carga a frete e passageiros: a tratar com Caela-
no Cyriaco da C. M. & Irmo. no lado do Corpo
Santo o. 23.
Barcaca Thereza.
Segu com brevidade para o Aracaty com es-
cala pelo Ass ; qnem nella quizer carregar, ou
ir de passagem, dirija-se a ra da Cruz do Re-
cife n. 50 t. andar, ou com o meado da mesma
oa escadinha d'alfandega.
Rio de Janeiro,
vai seguir em poucos dias a barca Rio de Janeiro
por ter parle de seu carregamento promplo : pa-
ra o resto, trata-se com Antunes Guimares <&
C, no largo da Assembla n. 19.
Para o Rio de Janeiro.
egue nestes das o patacho Alfredo ; para o
resto da carga, irata-se com Caetano Cyriaco da
G. M. & Irmo, no lado do Corpo Santo n. 23, ou
com o capilo Antonio Travasso da Rosa.
Baha.
O hiate Santo Amaro, recebe carga a frete ;
a tratar com Gaetano Cyriaco da C. M. &Irmeo,
colado do Corpo Santo o. 23.
REAL 001IPANUIA
DE
Paquete inglezes a vapor.
At o dia 28 dcsle mez espera-se da Europa
um dos vapores desta companhia, o qual depois
da demora do costme seguir para o Rio ae Ja-
neiro, tocando na Dahia e para passagens etc.,
(rata-se com os agentes Adamson Howie & C,
ra do Trapiche Novo n.'42.
Leiles.
LElLlO.
Quinta-feira 24 do corrente.
Costa Carvalho far leilao em seu armazem na
ra Nova n. 65, por conta de quem pertencer
DE
Urna porcSo de caixas cora vinhodo Porto.
Urna porco de cestas porloguezas
4 caixoes com quarlinhas de Hamburgo; em um
s lote ou o retalho a vonlade dos comprado-
res, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
LlfS
O agente Hyppolito da Silva autori-
sado pelo Sr. H. A. Cowper, que se re-
tira temporariamente para fora do im-
perio, com licenca do governo de sua
nacao, fara' leilao de sua livraria cons-
tando de hvros classicos, taes como his-
toria, biographia, estatistica, poesa,
scienciae ltesete. : sabbado 26 do cor-
rente mez na ra do Trapiche no es-
criptorio do mesmo Sr. Cowper, as 11
horas da manhaa.
0 Da Teira 24 do corrente
Leilao
oa
1I8T
E DE
Urna excellente escrava.
Antunes far leilao por conta de quem per-
tencer, na ra do Imperador n. 17, de urna por-
<;ao de taboas de amarello, cadeiras hamburgue-
sas, pretas e brancas, bcrcos, camas, marquezas,
secretarias, lavatorios com podra e sem ellas ca-
deiras de pianno, cabides, bidets, camas para
menino, coslureiras, mesas elsticos, pedras mar-
more para consulos e mesas de mcio de sala, ca-
deiras americanas de diversos gostos etc. etc.
s II horascm ponto, na ra do Imperador n'
17, defronte do S. Francisco.
LEILAO
DE
120 barris com bo-
lachas de Trieste.
Sexta~feira 25 do corrente,
Antunes fara' leilao por conta de
quem pertencer no cae do Apollo ar-
ana zem de arinha do Sr. Jos Duarte
das Neves, de 120 barris com bolachas
de Trieste muito nova, chegada lti-
mamente, para o que chama a attenco
dos Srs. de engenho que cm consequen-
cia da caresta da farinha v5o ou man-
dara comprar as referidas bolachas para
sustento de seus escravos, as quaes ge-
rao vendidas sem reserva de preco as 1
horado supra mencionad dia.
LEILAO
Sexta-feira 25 do corrate.
Evaristo far leilao de urna meia-agua sita na
ra dos Guararapcs u. 65, com 2 quariot, per-
lencente ao Sr. Manoel Jos da Costa, os pre-
lendentes poderlo examinar no armazem 22
da ra do Vigario, s 11 horas do dia cima.
DE
umm mmi
DE
GEOGRAPHIA E HISTORIA
DE
Quinta-feira 24 do corrente
as 11 horas.
O agente Gamargo por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do coramer-
co e a requerimento de Jo5o Francisco
de Souza, fara' leilao dos gneros, ob-
jectos e dividjts pertencentes a Jut DO-
mingufl^ipPprVho becco de Jos Cae-
tano.
Burros, vaccas e cavafio
O agente Hyppolito de novo Ievlr"a
leilao os animaes que se acham deposi-
tados no armizem amarerro**em frente
do arsenal : quinta-feira 21 do corrente
as 11 hora* em ponto no referido ar-
mazem.
Avisos diversos.
Fugio do abaixo sssiggado, morador no en-
genho Meguahipe de baixo, sito na freguezia de
Muribeca, urna escrava crioua, de nome Maris,
a qual tem os sigoaes seguinles : altura regular,
secca. rosto compndo, nariz chato, denles lima-
dos com ponas, bem fallante, e representa ter
a idade de 30 annos, tem mais no pescoco um
carosso do taraanho da cabera de um dedo, e
segundo nio parece, mais dous as costas,um era
cada lado das pazes, os quacs parecem ser pro-
venientes de chicote ; ella fugio ha mais de um
mez, o anda a pretexto de procurar senhor : ro-
commendo a qualquer autoridado policial e ca-
pites de campo a sua captura, assegurando a
estes urna boa paga ; e protestar contra qualquer
pessoa que a tenha occulla.
Joaquim Itibeiro de Aguiar Montarryos.
I Attenco
i| Quem annunciou querer comprar urna
4_ mobilia do Jacaranda com lampos de pe-
al dra dirija-se a ra do Arigao n. 14, das
5 8 horas do dia at a 10, que achara urna
| mobilia Luiz XIV.
$19^88 383 3I3'GI8!I${!^-6I6$88IS^
Precisa-se de urna mestra ou raeslre, capaz
de tomar conta da educacSo de 6 meninas em
um engenho da freguezia da Escada ; a tratar
na ra do Imperador n. 29.
Precisa-se alugarl ou 2 can^eiros, forros
ou captivos, por mez ou por visgera ; quem se
acharoas circunstancias de empregar-se neste
servico, pode dirixir-se a padaria n. 18 da ra
larga do Rosario junto do quartel, que achara
com quem tratar.
Precisa-sa de urna escrava que sja fiel pa-
ra cozinhar e fazer o mais servico de urna familia
pequea : na ra Augusta, casa terrea n. 84.
Para urna casa de pequea familia, na ra
do Cotavellon. 8, precisa-se de urna criada por-
tugueza para o servico interno, e um molequa
para compras e recados, ele, dando ambos abo-
no da sua conducta.
Na capella do cemiterio publico,
sexta-feira 25 do corrente, as 8
horas da manhaa, sera' celebrada
um missa, pela alma da fallecida
consorte do Ulna. Sr. coronel Luiz
Jos Ferreira, e sao convidados os
amigos do mesmo coronel que
quizerem assisttr a este acto de ca-
rida de.
I'rtcisa-se de ura caixeiro de 12 a 14 an-
nos, que tenha alguraa pratica de taberna : quem
pretender, dirija-se a ra do Pilar n. 141.
O actual escrivao da irmandade de Sanl'An-
na da igreja da Madre de Dos, convida a todos
os seus irmos a compar^cerera no consistorio da
dita irmandade. domingo 27 do corronle, pelas
10 1|2 horas da manhaa, afim de reunidos em
mesa geral deliberarem sob negoiios de impor-
tancia tendeles a mesma irmandade.
Jos Vicente de Lima,
Escrivao.
Ao publico.
Luiz Epif.inio Mauricio Wanderley declara que
de hoje para sempre assignar-se-h
Luiz Epifanio Maurica.
Quem annunciou precisar de t:000tf com
bypotheca a um sitio perto da cidade, pode ap-
parecer na ra do Queimado, botica do Sr. Jos
Alexandre, al as 9 horas da manhaa, que acha-
ra com quem tratar.
O vapor oacional Paran, sahido para os
portos dosul cooduzio a seu bordo os seguintes
passageiros ;Joo Alves Branco, Manoel Go-
mes de Almeida Leite, Francisco Jos Germano,
Norat Joseph Depres. Ignacio da Silva, Jos
Goncalves Malveira, Joao Bzerra de Mello. Ma-
noel Jos Alves Parias, Manoel Cabral de Me-
deiros, Jos Antonio de Carvalho, Joao Antonio
Machado, Joaquim Ferreira da Silva, Manoel Ca-
semiro Lucio de Souza, Jacintho Luiz Gouveia,
Jernimo Antonio Vianna, Napoleo da Costa
Moroira. Jos Antonio do Almeida Guimares,
Joaquim de Azevedo Villarouca, capito Fran-
cisco de Assis Guimares, sua senhora e ura D-
Iho, Jos Leite, Francisco Augusto de Mello e
Manoel Cadeira, tenenle Joaquim Jos dosPas-
sos, Paulo de Amorira Salgado, Antonio Aprigio
Gomes Itibeiro, Miguel Filelo da Silva Bastos,
Joaquim Jos da Paixao Santos, Carlos L. P.
Ruk, Manoel de Mello Bezerra. tenente Miguel
Teixeira Lopes, Marinaogeli, seu filho, G. Bel-
tramini, Marchetli e sua senhora, C. Bartolucci,
Passani, Alliat. Reghi, sua senhora e 1 escrava,
Guilherme Baptista dos Santos, Jos Dias de
Moura, segundo-tenente Sabino F. de Souza,
Antonio Francisco Novaes, Manoel Amancio dos
Santo?, segundo cadete Francisco 'teixeira P. de
Abreu Pinto, Custodio Alves dos Saotos o 1 cria-
do, Adolpho Cavalcanli Chaves, Jos Manoel Ri-
Riro, Jos Antonio de Hagalhaes Bastos e 1 es-
cravo, Manoel Ricardo da Cunha Castro, Janua-
rio de Oliveira Coelho, Dr. Joaquim Jos de
Campse 1 criado, Fortunato Raphael dos San-
tos, Acacio Leandro de Souza Cunha, primeiro
cadete Antonio de Paula Cavalcanli de Albu-
quesque. Silva Leao, sua senhora, um filho e 2
escravos, Gustavo Guilherme Wanderley, 1 sol-
dado e 14 escravos a entregar.
Jos Tenorio de Castro Gramma faz scienle
a quem convier, que por aotorlsacao do Exm. Sr.
presidente da provincia acha-se na regencia da
cadeira de iostrucedo primaria do Curato da S de
Oiioda, na ra do Amparo, casa terrea.
Precisa-se de um criada brasileiro para o
servico interno e externo de casa* da familia: na
ra da matriz ds Boa-Vista o, 24.
PHILOSOPIHA.
DE
RHETOIUCA E POTICA
POR
JOS SOARES DE AZEVEDO,
pioessor de lingoa e litteratura nacio-
nal no Gymnazi de Pernambuco, em
sua residencia, fpraca de D. Pedro II n.
37, segundo andar,
A inscrever-se de manhaa ate' as 9
horas, e de tarde a qualquer hora.
Attenco:

Trocam-se sedlas de 1$ e 5 das que o the-
souro desta provincia exige 10 0(0 de descont,
assim como oras dos bneos e caixas das mais
pracas do imperio mediante o abate de 5 0[0 : no
escriptorio de Azevedo & Mendos, ra da Cruz
numero.1.
COMPAMHA DA YIA FRREA
do'
Recife ao rio Sao Francisco.
lAmila&o.
De conformidade com as iostruccoes recebidas
da respecti/a directora faz-se publico que desta
data em diante sao convidados os accionistas
desta companhia a cumprirem com os termos do
aviso que por ordem da mesma abaixo fleam pu-
blicados.
Escriptorio da companhia 17 de dezembro de
1860.E. H. Bramah. thesoureiro.
Aviso.
COMPAMHA DA VIA FRREA
- d
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(LIMITADO.)
Pelo presente faz-se publico que por reolucao
da directora desta companhia, tomada nesta da-
ta tem-se feito urna outra chamada de duas li-
bras sterlinaspor cada aeco, a qual chamada ou
prestacao dever ser paga at o dia 31 de Janeiro
prximo futuro no Rio de Janeiro em casa dos
Srs. Mau Mac. Gregor& C, na Baha aos Srs. S.
S. Davemourt A C, e em Pernambuco no es-
criptorio da thesouraria da mesma via frrea.
Polo presente Oca tambera entendido qu no
caso de nao ser a dita chamada ou prestacao sa-
tisfeita no dia marcado para o seu pagamnnto ou
antes o accionista que incorrer nesta falla paga-
r juros a razio de 5 por cont ao anno sobre
tal chamada ou prestacao a contar desle dia at
que seja realisado o pagamento. No caso de nao
effectuar o pagamento desta chamada ou presta-
gao dentro do 3 mezes a contar do dito dia fizado
para o embolso da mesma ficaro as accoes que
incorrerem em tal falta sujeitas a serem confis-
cadas segundo as disposicoes dos estatutos a este
respeito.
Por ordem dos diroctores.
AssigoadoW. H. Bellamy,
. Secretario.
199 Gresham Ilouse.
Od BrouadStreet.
EC.
22 de novembro de 1860.
Attenco.
O abaixo assignado roga as pessoas que lho es-
li a dever o favor de virem pagar seus dbitos
ateo fira desle mez: na ra do Imperador o. 63
Recite 9de jaoeiro de 1861.
Jos Antonio Soares de Azevedo.
sr Precisa-se de um homem para feilor de um
engenho no termo de Serinhaem.offerecendo-se
bom ordenado, e enlendendo de hortalice, com
preferencia ser engajado : quem quizer, pede
dlrigir-se aos A Togados, ra Direita n. 41, ou no
pateo do Panizo n. 30.
Aluga-se
o terceiro andar do sobrado da ra da Cruz n.
40: a tratar no armazem do mesmo sobrado.
Precisa-se para um homem solteiro de um
criado que cozinhe, prefere-so escravo : a diri-
gir-se ru da Imperatriz o. 8, terceiro andar.
Charles James Bensoo, sua senhora e urna
filha menor, retiram-se para a Babia.
A abaixo assignada participa aos pas de
suas alumnas e a quem convier, que se achara
no exercicio de seu magisterio a 3 de feveroiro :
no principio da na da Aurora'.Mara Carneiro
de Souza Lacerda Villa-Secca.
Attenco.
Aluga-se o sitio perteocenle s orphias do fal-
lecido Francisco Mamede de Almeida, sito na es-
trada que segu para a olaria de Bonto Joaquim
Gomes, junto ao sitio de Bailar & Oliveira : os
prelendentes dirijam-se a ra do Vigario n. 1.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domineo 27 do corrente haver sessio ordina-
ria da assembla geral de accordo com a primei-
ra parte do art. 25 dos respectivos estatutos : os
seuhores socios sao pela terceira vez convidados
a comparecer a esta sessao, visto nao terem com-
parecido como lhcs cumpria nos dias 6 e 13, co-
mo foram avisados, e se por casualidde ainda
deixarem de comparecer a 10 horas da manhaa
do referido dia mencionada sessio, nao haver
mais a convocarlo da reuniao da assembla geral
neste mez. Outro sim, os senhores socios te-
nham em vista o disposto no art. 70 l. dos
respectivos estatutos, quesera pontualmente exe-
cutado at o dia 15 de fevereiro futuro.
Secretaria da Associagao Popular de Soccorros
Mutuos 21 de Janeiro de 1861.
Joao Francisco Marques.
1. secretario.
iVegocio de vantagem.
D-se sociedade em urna taberna no melhor
lugar da Boa-Vista, esl bem sortida e bem afre-
guezada para praca, mas precisa-sede urna pes-
soa que tenha bastante pratica deste negocio, e
que entre com a metade, po;s o dono faz esle
negocio por ter outros alazores e nao poder estar
effectivo no balcao, o que offerece grandes van-
tagens e garanta ; quem pretender, pode aonun-
ciarsua morada para ser procurado, ou deixe na
livraria da praca da Independencia ns. 6 e 8 em
urna carta fechada com as letras iniciaos A. B. C.
Roga-se ao Sr. Francisco Jos Coelho que
queira ter a bondade de dar conta do que se Ihe
entregou.
Bachos econmicos!!
Na casa de banhos do pateo do
Carmo.
Nesle estabelecimento [alem dos banhos j co-
nhecidos) ce fornecer d'ora em vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossem
laxo, mas com toda a decencia e aos precos se-
guintes :
Ibanhoavolso ISSfr,.
7 cartees para banhos JJJjJ '^
30 banhos coecnsutiros frics ou mornos 5#.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por Z0
Tira retratos por 30
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sortimento de ca
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grandesalo da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america-
no tem recen temente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos cliimi -os, e um grande
numero de objectos relativos a. arte.
Como tambera um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada ura, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos praticos na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicOes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras s5oconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima lica anunciado.
Quem precisar de um criado para copeiro
ou para outro qualquer servico do urna sala, di-
nja-se a ra da Penha, casa n. 9, que l achara
com quem tratar.
A quem interessar.
Precisa-se do seguinto: 3 linhas de 50 palmos
8i9, 6 travs de 28 palmos 8|8, 1 dita do 40 pil-
mos 8|8,26 ditas de 30 a 32 palmos 8|8, todas de
madeira de qoalidade, ou piuho risinoso. Tam-
bem se comprara bois mansos e habituados ao
servico de carrosas : na casa de banhos do pateo
do Carmo al 8 horas da manhaa, ou das 4 da
tarde em vante.
Urna pessoa que nao pode ir ao
Manguioho fallar ao Sr. Manoel Ephi-
genio da Silva, roga lhe queira annun-
ciar onde o pode procurar nesta cidade
visto nao ser permittido fallar-se-lhe na
alfandga.
D. Maria Bernardina da Concei-
c^o Lima viuva de Antonio Rodrigues
Lima, noTamente roga a todos os ere-
dores de seu fallecido marido o obsequio
de a presen tarem suas con tas e letras ao
Sr. padre Jos Leite Pita Ortigueira
ate o da 30 do corrente impreterivel-
mente, afim de se cuidar no pagamento
das mesmas contas e letras.
Aviso s familias.
Acha-se aberta a assignatura do jocoso iornal a
SEMANAILLUSTRADA, *
que se publica no Rio de Janeiro e tahe < luz
urna vez por semana,contendo cada numero qua-
tro paginas de gravuraa primorosas, e as oulras
quatro de artigos escolhidos e ioteressantes s
senhoras e pessoas de bom goslu. J se acham
aqu os dous piimeiros nmeros. Assiena-se e
paga-se adiantado na ra da Imperatriz n. 12
loja. Por trimestre 6, semestre 119, anno 18
Aviso. |
Roga-se aos devedores da loja do fina- S
do Antonio Francisco Pereira. que ve- 1|
nham realisar seus dbitos no prazo de 2
15 dias, oa ra do Crespo n. 8, do contra- lf
8 rio veno seus nomes por este Diario at s
pagarem o que esto a dever.
SmWSMm&!* '? sa* m 6K3K $K
COMPANHIA
ALLIANCE,
establecida em Londres
f MC& m mu.
CAPITAL
Cinco nilhues de libras
sterlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, que esto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e peJra,
cobertos de tolha, e igualmente sobre os objectos
que coniiverem os mesrnos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dado e perfeicio que as pessoas entendi-
das, lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Um moco solteiro aluga metade deum se-
cundo andar em que mora a urna pessoa que es-
teja em iguaes circumstancias ; a tratar na ra
da Cadeia n. 28, primeiro andar, das 9 horas s
4 da tarde.
Precisa-se de urna ama que cozinhe com
perfeicio e limpeza, para casa de pouca familia,
nao se olhando a preco ; a fallar na ra do Quei-
mado, loja n: 46.
A officina de marmore
mudou a sua residencia do caes 22 de Novembro
para a (ravessa da ra da Praia n. 3, junto ao
caes do Ramos.
Precisa-se para escriptorio urna sala inde-
pendente, em 1." ou 2." andar, na freguezia de
Santo Antonio ou S. Jos : quem a tiver para
arrendar, dirija -se a ra do Queimado n. 43, a
indicar sua morada para se procurar.
CASA DE SALDE
DOS
Sita em Santo Amaro.
Esteestabelecimentocontinua debaixoda administrado dos pro-
prietarios a receber doenles de qualquer natureza ou catbegoria que
seja.
O zelo e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizer utilisav podedirigir-se as casas dos proprietarios
ambos more dores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esla-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos. -..... 2#000
Marujos ecriados..... 2gb00
Primeira classe 3$ e. 3,(500
As operaQdesserao previamente ajustadas.

CONSULTORIO
DO
S> & Mi Ml(g
MED RO COPAR TE1E OPERADOR.
3 RA DA GLORIA, CASA DO I 1 \l> VO 3
Clvnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultas todos os das pela manhaa, e da tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao s para acidade, como para o engenhos
oa oulras propriedades ruraes.
Os chamados devera ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos easos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife "po-
derlo remetter seus bilheles botica do Sr. J. Sounn & G. na ra da Cruz, ou loja de
livros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos...... ;........159000
Dita de 36 ditos.................209000
Dita de 48 ditos............, 25&000
Dita de 60 ditos...............- 309000
Tubos avulsoscada um.........; 19000
Fraseos de tinturas. ; j............; 2|OO0
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. ele...... 209000
-Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Bepertorio do Dr, Mello Martes. ( i 0*009
Imperial matriz da Vanea
p irmies de N. 8. do Livramento, collocada
emsua igreja na imperial matriz da Varzea.dese-
jaodo este anno solemnisa-la com o brilhoe pom-
pa quo devem, promoeram ntreos fiis, mora-
dores daquelle lugar, algomas esmolas, o con-
tinuara a pedi-laa, afim da poderem occorrer as
grandes despeas que teern de fazer, para tornar
mais brilhante e magestosa a festa, que ter lu-
gar domiogo 27 do corrente. Os mesmos resol-
reram que no sabbado 26 do andante, pelas 6
horas da larde, e ao som de urna banda de msi-
ca, ai bandeira, conduzida por alguraas mocas de
familia, que a isto se prestam por serrico a oossa
mai saolissima, percorrei as ras da povoacao
trazida da casa da juiza al a igreja. onde ser
haateada. Nesle acto as mesmas .mocas rosario
donaiiTos para augmento da solemnidade, ae-
guinoo-se um Tariado leilao dos mesmos, oue
em beneficio da mesma Senhora Santissiro lhe
enderessarem os devotos. No dia seguiote 27.
I ser celebrad* a fesla. em que pregar um do
d atelos oradorea desla cidade, cancluida *
SS?ih"-l2aIB." b?da de D,u8ica- d0 pa"nqw
i pecas. Os irmos annuncianles. rogara aos mo-
radores daquelle lugar de m.nd.rem **
testadas de suas casas, de adorns-las e illumi-
ns-las as ditas noites de 26 e 27.
Precisa-se para um sitio perto da praca de
um bom eilorque entenda de plantacoes DOde
procurar a enlr.da da Capunga, passando a pon-
lezinba, casa n. 3. r
Escriptorio de enterros
Na ra Nova n. 63, entrada dos carros
fnebres pela ra das Flores.
ortrlk d"!lnislr grato ao publico e aos seus amigos, pela coope-
ragao que constantemente Ihes teem prestado, e
na esperanza de continuar a merecer-lhea. tem-
se esorcado bem cumprir com as suas obriea-
Coes, para oque tem preparado um novo carro
com riqueza, mas sem esles apparalos de figuras
f"n'"n|d0"' o Pedido demuilaa pessoa/
tendo lambem outros carros com ligaras Matar"
1lJnVl? *" PeS,Sa8 que JSS de laL
objectos. tem igualmente os bolieiros preparados
com diversas libres: assim como, encarreg.-se
de ludo quanto for preciso a qualquer enterra ou
SnDC,,?:n,!0r.,Pr,0 "''inienio montado de lu-
do quanlo relativo a taes mysleres. podendo ser
procurado a qualquer hora do dia o da noile no
ra fazer ver que esl preparando mais dous carra
novos um ao gosto inglez (mas de conformidade
com o regulamento), e outros para anjos, o qual
com esmero preparado. H
Urna pessoa que se retira para fra da pro-
vincia, vende urna duzia de cadeiras, dous con-
so os urna commoda, urna mesa redonda, ura
sof, duas cadeiras de braco, urna cama fraoceza.
tudo de amarello e em bom estado, e um orato-
rio moderno : na ra de Hortas n. 122. onde na-
de ser visto e tratado. F
Precisa-se de um homem que tenha inleiro
conhecimenlo para trabalhar e administrar urna
reunacao, a quem se paga bom ordenado : na
ra da Senzala Nova n. 30.
O Dr. Tristo Henrique Certa, tendo de re-
tirar-se des:a provincia, declara nada dever. se
a guem so julgar seu credor dirija-se ao hotel in-
glez, ou a bordo do vapor Viamao.
A~Ao/batX0 ass'8"8d0 f" publico que desde o-
r'i M,0nor0,n'f m|z dexou de 8er seu caixeiro
o Sr. Manoel Joio Francisco Duarte. e previne
cm seguida a todas as pessoas que contrahirara
dividas em seu estabelecimento durante a sua a
mioisiracao, hajam do vir ou mandar salisrazer
em lempo, po.s o abaixo assignado esl rsolvi-
do. Andas as ferias, proceder acobranca das
mesmas judicialmente. v
Jos Joaquim Moreira.
JOIAS.
Seralm & Irmo com loja de ourives na ra do
tabug, esquina n 11. confronte a ra Nova e
paleo da matriz, participam a seus amigos, fre-
guezes e ao publico em geral, que se acham sor-
iidos das mais bellas e delicadas obras de ouro
para senhoras, assim como para homens e meni-
nas, pormenores precos do que em outra qual-
quer parte; e garantera ditas obras passando conla
com recibo, declarando a qualidade do ouro;
para facilidade das familias que quizerem esco-
Iher mais a gosto no estabelecimento, acha-se
este aberto at as 7 1/2 horas da noite.
Aluga-se o sobrado de 2 andares e soto:
da ra da Imperial n. 109, a fallar na ra da
Aurora n. 36.
Furlaram da olaria da Torre, pertencente
ao abaixo assignado, 2 quarlo, um alaso bus-
cando a caxilo e outro castaoho. aquello com os
signaos seguintes. muito sellado, ferrado da par-
le direita, e da esquerda tem um O, a clina e
cauda compnda ; e esle com urna grande verruga
a cima da venta da porte direita. e um lobinho
na mao junto ao joelho. 3 ps pretos e 1 calcado
ambos castrados ; dase 40f000de gralifleacao
quem descobrir ; rogo a todas as autorldad'des a
apprenensao dos ditos animaes.
Manoel do Nascimento Silva Bastos.
Faz-se negocio com a loja de barbeiro n.
28 da ra das Triocheiras.
A pessoa que levou por impreslimo um se-
cretario de cartas, no botequim do Paiva. queira
manda-lo resluir.
Aluga-se urna casa em Santo Amara com
commodos para grande familia ou collegio, de-
froote da fundico do Sr. Star; es prelendentes
podera enlender-se com o propietario Guilher-
me Pursell, defronte da capella de Belem, ou na
ra do Imperador n. 26, com Manoel Joaquim
UDmes.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da
ra Nova n. 19 ; a tratar na loja.
CompaDhia
Indemnisadora.
A directora da companhia de Seguros Marti-
mos Indemnisadora convida os senhores accio-
nistas a reunirem-se em assembla geral no res-
pectivo escriptorio, no dia 25 do correle, pelas
11 horas da manhaa, para os fins designados no.
artigo 40 dos estatutos, e proceder-se a approva-
cao das transferencias de aeces ltimamente et-
fectuadas. Recife 22 de Janeiro de 1861. Os
directoresJoao da Silva Regadas, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
Precisa-se de urna mulher maior de 30 an-
uos, quo tenha exemplar conducta e sem filhos,
e inteiraracnle desembarazada e independeole^
para se encarregar da regencia do urna casa e d
trato de 4 meninos : quem estiver nestas cir-
cumslai.ci.-is, dando pruva de sua boa conducta,
dirija-se ao sobrado da ra de S. Francisco n. lo'
como quem vai pan a ra Bella, das 6 s 7 ho-
ras da mantisa, e das 4 s 6 da tarde, para fallar
com o proprio dono da casa, e tratarem do ajuste.
Precisa-se de ura caixeiro que tenha pratica
de taberna, e que d fiador a sua conducta : a
tratar na ra Imperial n. 7.
Aluga-se orna prela cozinheir, que cozinhe
o diario de urna casa : a tratar na travessa do
Queimado n. 1, primeiro andar.
Precisa-se de urna criada portugueza para
casa de pouca familia: na ra do Imperador n
51, segundo andar.
Deseja-s.e fallar ao Sr. SabastiSo Jos Lame-
nha Lins. na ra Direita d. 66. a negocio que lhe
diz respeilo.
Prccisa-se de 600# sobre os semeos de urna
escrava, a qual lava, cozinha e engomma : quem
quizer fazer tal negocio annnncie por esta folha
para ser procurado. |
O hiate nacional Santa Rila, aahido para o
Aracaiy conduzio a seu bordo os seguintes pas-
sageiros :padre Francisco de Salles Oliveira
Bastos e 1 criado. Candido Nunes de Mello Joa-
quina Francisca Alves, Candida Joaquina Alvos.
Precisase alugar urna escrava pa-
ra o servico de urna casa de familia : na
ra da Cadeia n. 53, terceiro andar.
Euzebio Kugemaner retra-se para a Baha.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da Au-
rora n. 44; a tratar na ra Nora n. 16.
Aluga-se o quarto andar da casa da ra do
Trapiche n. 14, eo segundo andar da ra Velha
n. 48 ;. a tratar no primeiro andar' da primeira,
. ILEGVEL


DIARIO DE MIftNAHtCO. i QUINTA PEUU U D* JANEIRO DI l6l.
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA [PABBBLHA B@ R- TWW8EIIII
MELHOBADO E FABRICADO SOB ADIRECgAO' DO DR JAMES R. CHILTOV,
linleo e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRACTO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seo extraordinario
o qnasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
lepando di recta mente do estado deste ploido vi-
tal. Islo ha de ser, visto o partido importante
qua era na economa animal.
A quauttdade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte a oito arrateis. Em cada
pulsado dnas oncas sahem do corceo nos bofes
e dalli toda o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de qihtro minutos. Urna dis-
pasicio extensiva tem sido formada e destinada
com admirave sabedoria a destribuir e faier
circular esta corrbht db vida, por todas as
partes da organisacao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa elguma se emprenha
de materias ftidas ou cjrrorapidas, diffunde
com vtH.ocida.dh blbctriga a corrupcao as
mais remotas a mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, a pelos vasas capillarios,
at cada orgo a cada teagem aa faz completa-
raenle saturado e desordenado. Desta maneira
a circulago evidentemente se faz um engesho
TODEROSO de doenca. Nao obstante pode tem-
bera obrar cora iguarl poder na criarlo desande.
:Eslivessa o corpo infecionao da doenga maligna^
ou local ou geral, a situada o systema nervoso
ou glan lulos, ou muscular, se simante a san-
gue ple faier-ae curo esendavel ficar superior
a doenija e inavitavelmento expellir da cons-
tituicao.
O grande rasaaoeial de doenca enlao como
d' aqu cansa no fluido-circulante^ nenhum
medicamento qae nao obra directamente sobreel-
le para purificar e renova-lo.possuealgum dimi-
to ao cuidada do publico.
O sangue O sangob o ponto no qual
se ha mysler fixar a attenco.
O OHrGINAL E O GINUINO !
AO PUBLICO.
Nos, os Assignames, Droguista na cidade de
New-York, bavemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilba do Dr. Towa-
send,consideramo-loser o extracto original a ge-
nuino da salsa parrilba do Dr. Townsend. o
qual primeramente sob este nome foi aprescn-
tado ao publico,
BOTDdPAUL, -OGortlandlStreet.
WALTER.B TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HAY1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON, R0BINS& Co, 134 Water Street.
THOMAS & MAXWELL, 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street.
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NOttTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lona.
PENFOLD, CLAY& Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & CO, 127 Msiden
Lae.
A. B. <5 O. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 104 &
I # Jota Si.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl SlreeU
HAViLAND, KEESE & CO, 80 Maiden La-
e.
RSHTON, CLARK &GO,l 16 Broadway,
OAsior. n
lio use, and 273 Broadway, cor. of Chambers
Street.
PHILIP SCHIEFFELIN & CO, 107 Water
Slreat.
POU & PALANCA, 96 Jobo Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I. MINORA CO. 214 FutonStreet.
INGERSOLL& BROTHER, 230 Pearl Street.
JOSEPH E. TRIPPI, 126 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortlandl
Street.
HAYDOCK, C0RLES& CLAY, 818 Pear
Street.
CUMMING & VANDSER, 176'Greenwch
Street.
HASKELL 4 MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK Co. 49 John Street.
CONHECEMOS AARYORE E SUAS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhecemos uro Medicamento nos seus Effeitos.
O extracto com posto de Salsa parrrlha do
Dr. Townsend esl
0 MEDICAMENTO DO POYO!'-
Adata-sa to maravilhosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfermi-
dades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE HE PODR1DO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servicos presta a humanidade, prepara-se agor
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washington, Brooklyn, sob a inspec^odirecta
do muito conhecido chimieo e medico Dr. James
R. Chilln, da Cidade deNew-York, cuja cer-
tido e assignatura se cha na capa exterior da
cada garrrfa de
ORIGINAL fE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DESALSAPARRILHA
DO m. TOWNSEND.
O grande purlcador do sangue.
CURANDO
O Herpes
A Herts PELA,
A Akstricc-sodo vbn-
TRE,
AsAlpobcas
OsEfpeitos doazoc--
GOE,
Dispepsia,
As Dos^^cAS,DE^IG:.
A Hydiiopesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A DEDILIDADE GERAL'
AS DOENCASDE TBLLB
AS BORBCLHAS BAGA-
BA,
AS ToSSESt,
DO,
Os Catarrhos, As Tsicas, -etc.
-Extracto achaseooDlidoemgarrafasq*adra-
das e garante-se ser mais forte e roelhor*em to-
do o respeito a albura outro purifcador-do san-
gue., conserva-se em todos -os climas por cer-
to sspaco de tempo.
a certidao do Dr. J.'R. Chlitton, na capa
Cada garrafa do original a genuino ertractu do Dr. Townsend tem assignatura e
extenor de papal >verde
No esariptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Peraambuco na ra da Cruz n. 21 escriptoric 1. andar, tam-
era na betica da raa Direita n. 89 doSr. Prannos.
ASA DE
so
Assignatura da bannos fros, mornesje choque enehuviscos (para urna pessoa)
tomados em SO das consecutivos. ,...... .
30 canda? o"a es-ditos banhos ornados em qualquer tempo......
15 Ditos dito dito dito i .
7 ...:..
Banhos wkIsos, aiamaticos, salgados esulphurososaosprecos anu-Bciados
Estareduc^ao de presos facilitar eorespeitavelpublico ogozo dasvantagens qaeresultam
da frequerreiadeum estabelecimenlo de urna utiliaoeincontestavel,masque infeUzoente nao
estando em nossa*4abitos, inda paueo conbecidaapreciada:
109000
15*000
000
40OO
TABAC CAPORAL
O ensilo 4as mauntaelaras inapervass aeFvanea.
Estee-xcelente fumo acha-se depositado, diretamejue na ra Nova n. 23,ESQUINA DA
GAMBOA DO CARMO, o qual se vende por mseos de^.hectogramoea HOOOe em poreaode
10 mseos para ima com descont de 25 porcenlo ; oo maamo esubeleeimento acha-se tambem
o verdadeiropapel de linho para cigarros.
O Sr. alferes Thom G. Vieira
Lima, queira dirigr*se aestatypogpa-i nheiro quei*
phia, que se lhe precisa (aliar.
as se-
to de 10 OjO, na travessa da Madre de Dos d. 17
das 8 horas da manlia s5 da tarde.
PIANOS
J. LaumoiMiier, hav>ado sehido de casa do-Sr.
J. Vignes, offerece-se para tudo qoanto diz re*-
peito sua arte, como soja, afinar e concertar
pianos, orgos de iereje, harmnicos, etc., em
sua oflicinn, ra da Gadeia do Recita o. 11, pri-
aieiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 34,
a ra do Rsngel, com bastantes commodos pa-
ra familia ; a tratar no segundo aodardo mesmo
eebrado.
f3P-0 Sr. Dr. JooPi-||
nheiro de Lemos (jueira ir a negocio quo
a nao ignora a loja de faseodas da ra da
Cadcia do.Recife n. 23.
160 rs-
Dita dita
320 rs.
POMtINNAS fig I8S4. S*"
Precisa-se de urna ama de le te
Acham-se yenda na livraria da praca da Independen- fmo^deTor^.Guarar8pes n-
ca ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impressas nesta r, .
tyDOtTranhifl I A6enc,a d0* labricantei americano!
a=!^ Grouver & Baker.
Folhinha de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
' bispado de Peraambuco.. ........
Dita de algibera contendo alm do kalendario eeclesiaslico e civil,
explicarlo das fastas modaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares a nascimento a occato do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercioj
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prownciaes e municipaes, ao
qua aa juntou urna colleccao da bellos a divertidos
jegos de prendas, para antretenimanto da mocidade.
contendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
csqo das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
m geraes, piovineiaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os cfficios que a
groja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
, sexta-feira da Paxo, (em portuguez). preco.....
ltdo lmanak civH, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, ausmentou-sn
de formato, e fieeram-se muitas alteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordero,
(que todos os tlias soffre mudancas) acresceutaodo-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes ;
acompanfaado de ndice para ficilitar o uso, procurando o
que se des-eja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a Tesidencw.
tem
30,
320 rs.
15000
Ama de faite.
Na rus da Mangueira n. 8, precisa-se alocar
urna ama de leite.
Lava-ge e 6ngowma-se com peTfeino e
promptidao : na travessa do Carmo n. -16, -segun-
do andar.
Alagase aloja
VVS^fS9ftS9^999a9f c arinacao
v ut. Antonio Xgnpmo Xavier de Brito &
reside na ra da Imperriz n. 47, pri- dv da ra Direita n. 87, propria para qualquer esta-
raeiro andar, onde pode ser procurado a beleoiraento, por preco commodo : a tratar na
ra do Queiraado n. 46, luja
qualquer hora, ^ara
profisso.
o exercicio de sua
~ Na cocheira de mnibus de Claudio Dubeux
existem TecolhrMos dous "burros, ignorando-se a I
quem perlencem : quem Mr seu dono pode pro-
cura-Ios.
4os consumidores de gaz.
A empreza ^ia i-lluminagao
gaz, roga a todos osSrs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
Notas
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Jobsion & C, ra da SenzallaNeva n. 62.
GABINETE PORTUGUEZ
UEIITOU.
..i. .- iid0 ,UB" a es!S oroinaria do con-
selno em 15 do crreme, como foi annuociada.
em consequeocia denaobaver-se'*reunido nume-
ro competente de membros que podesem runc~
clonar, sao de noo convidados es senhores cob-
selheiros a rpuoiiem-e para tal 0a>, qinia-feira
24 do rorn ntp, pelas 6 e meia horas da taide, aa
sala das senses do n>esmo gabinete.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
21 de Janeiro e 1861.
Francisco Ignacio Frr^ira.
1." secretario.
Ha um escolenle bote rom todos os seus
pertenres para alugar, pelo prego e lampo que
se coovenciooar a tratar na praca daliideoen-
dent a n. 34. 7 *
Alugam-se o segundo e terceiro andares da
casa oa ra da Cruz n. 45 : Irata-se no primeiro
andar da mesma casa, das 9 horas da manhaa s
4 da tarde.
Mudanca de esta-
belecimenlo.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigo3o
froguezes dosu e de ouiras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimenlo de lazendas que linha
no obrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Sr!. Sanios & ltnlim,
cride leiu o mais completo e variado soitimento
de ra?rndas de todas as qualidades para vender
em grosso e a relalho por prego? muito haialos :
roa do Crespo, sobrado de 4 andares n 13. e ra
do Imperador, outr'oia ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Precisa-se de una preta esrrava quo saiba
coznhar oengommar : na za da Senz&la \eiha
numero Ido.
5^000 mensaes.
j Constanca Perpetuado Larerda Machado, pro-
fessora de instruego piimaria. competentemente
I autorisada pelo F.xm. Sr. presidente da provincia,
avisa ao respeitavel publico, que do da 4 de fe-
vereiro vinduuro em diante. lera aberta sua aula
e,m Fra de Portas, ra do Pilar n. 141, or.de lo-
dos os dias nteis das 9 horas da manhaa s 3 da
tarde, funecionarau os seus trabalhos : aos [ais
de familia que se quizerem ulilisar de seu magis-
terio, garante toda a tflicacia no ensino de suas
alumnas.
uuiii o ucsconio uea vju irocam-se as ge-----------T~.-^.w ^- ^ v^. n_>, ov
dulas de l$e'5g. das que s podem-ser trocadas nena dft lhf*! ai1 prnnmmil.
no thesouro geral desta provincia, como deseon- lJC.*Ut' 1UW> ser KOVamenle
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autori-sedo ou -ao escrip-
torio dos gerentes.
I
EAU MINERALE
NATRAUE DE VICHT.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Precisa-se alugar um-sobrado no-bairro.de
iaoto Antonio ou S. Jos : a tratar no largo da
Peofea n: 8.
Ha por alugar urna casa de porta e ianlla
com duas salase um quarto, -fica com abatato
para o no-eao norte da fabricado gaz, junto ao
sobrado do Sr.^Vknca: .a entender-se como
mesmo.
figura.
Trocam-se estas rmtas por gerwros, no estabe-
lecimenlo de Sodr & C, ra estreita do 11 osario
o. 11 ; tambem se vendotn as bellas uvas de Ila-
marac.
ADVOCACIA.
O abajxo assignado mudou seu esrriptorio para
a roa do Imperador, outr'ora do Collegio n. 54.
primeiro andar, onde pude ser procurado todos
os das uteis, desde as 6 horas da manhaa al as
4 da tarde,Antonio i. da Costa Kibeiro.
Jos Dias Pereira retira-se para fra da
provincia.
S0CIEDADEBAMII4
Amorisil, Fragoso Sanios
Os senhores socios commandilarios sao convi-
dados a reunirem-se em assemhla geral segun-
da-feira 28do corrente. no escrlptoiio da sacie-
dade Bancada, ra da Cadeia do Kecifo n. 6, as
11 horas do -dia, afim de dar rompriraento ao que
dispea ultima parte do artigo 3." do respectivo
contrato social. Recife 22 de Janeiro de 1861.
Manocl Ferreira da Silva Tarrozo
na ruada Apollo n. 28, saca sobre a
cidade do Porto. "
LINES
DE
Attenc^.
Ignorando e a actual residencia
doSr. Jos Mana de >Olkeira e Silva Aluga-aa o segundo andar da casa n. 15 da
natural de Lisboa, que oi guarda do ra do v,?no qu^m pretende-lo, dirija-seao
-mente caiseiro do Sr. Candido Joseda! Acha-eaberta a matricula daula
.Iva Guimarae,, roga^e^e queira publica de latim da freguezia de San
HueTlL3 52 d0^rP 'OJa 2 I J8e' de8ta ddade' e *-exercicio tera"
A, que se lhe deseja fallar. Umeco no dia 4 de fevereiro prximo
futuro: os interesados dinjam-se a'
INJECTION BROU
Remedio ofallivel contra as agnorrhas antigs^ recentes.
nico deposito na botica francaza, ra da Cruz c. 22.
Preco de frasco 35000.
Trovador.
O proprietario deste slabelecioaento desejin-
do por todos os modos a seu alcance corresponder
a Condado de seus freguezes, mandoo vir de Pa-
rs um primorosobilhar de mogooe o tem a
disposicao do6 amadores deaso bello passa tempo
a todas as horas do dia e da noite. Espera que
seus-freguezes o amadores nao dexarao de fre-
quentar constantemente o seu estabelecimenlo
concorrendo assim para que seus exfnreos sejam
coreado* de bom eaito. Itua larga o Rosario nu-
mero 44.
Pcecka-se de um cozinheiro ; na ra Nova
n. 21, loja do Germano.
Candida Bernardino da Costa relira-se para
fora do imperio por motivo de molestia.
Aluga-se o segundo andaj do sobrado n |
a iratar I eala1 do respectivo prolessor sita no lar -
26 da ra atraz da matriz da Boa-Vwta
na ra dos Prazeres n. 30.
go do Terco n. 33.
VIA FRREA
PARTIDAS DOMADAS.
O ensmo pratico de escripluraro commercial
por partidas dobradas e de arithmelica, dirigido
pelo abaiio assignado, contina a funrrionar re-
gularmente as quartas e sabbados de cada se-
mana, das 7 horas s 9 da noite.
As ptaaoaa que d-sejareni ter conheciaento de
qualquer das referidas materias, queiram dirigir-
se casa do annunciante, na ra Nova n. 15 se-
gundo andar, nos dins e horas cima design'rlos.
fc. tao claro e taci' o systema de esrripturar es
itvros mercanli? por paitidas dobradas, que s is
pessoas desfavorecidas do menor grao rteinlelli-
pencia serao rapazes de n5o reconlifrerrm a ver-
dade do expendido logo as primeiras liroes que
receberem do abaixo assignado.
M. Fonstca de lltdexros.
Atteoco.
Gouvea & Fflho com casa de consir-
nacoes novamente eslabelecida neafa
praca .avisa ni aos seus committertes e
ao publico em geral, que podem fer
procurados a qualquer l.ora do dia em
eu etcriptorio na ra da Cadeia do Re-
cite n. 3, primeiro andar.
| O Dr. Casanova
H pode ser procurado Indos os dias rm sen B
^ consultor,*especial homeopata i
30-Raa das CrDies-30 I
X ->rsl ronsulioriotrm sen.pre os mais "*
M parados em paris (as tinturas) ,,r f, V
1 otir Wpb,pr.Prprecos ,'LZ's I
Jfl us elementos de homeopalliia obra ro
I Cpe8naonae.D(,a(,a D,ell*^ S I
iu
wmms su piisw)
Scientificam aos seus amigos e freguezes desta e d'outras
provincias, que mudaram o antigo estabeleciment de fa-
zendas que tinhatu na ra do Crespo n. 13 e do Imperador
n. 36, para o bem conheicdo sobrado amarello, na esquina
da ra do Queimado n. 31, propriedade do Illm. Sr.com-
mendador Magalhes Bastos, oude continuaro a ter o mais
completo sortimento de fazendas de todas as qualidades .S^
para venderem por mdicos precos em grosso e a retalho.
SOBRADO AMARELLO
ESQUI1VA DA RA DO QUEMADO N. 31.
Quera precisar de urna pessoa para cobrar
dividas fra da capital, tanto para os ceiros do
sul como do norte, anuuncie para ser procurado
ou dirija-se a ra da Lapa n. 13, lereeiro andar!
c=5* Manoel Pereira Lopes
Ribeiro, com loja de barbeiro e cabelleireiro tem
bichas de Hamburgo, tira denles, aangra. sppli-
ca ventosas pela presso do ar, bota ouvidos em
armas de espoleta, amolla todo o ferro corlante,
tudo isto com promptidao e pode ser procurado
a qualquer hora na ra da Imperatrlz n. 13.
<-- Atuga-se a loja do sobrado da ra q Cru-
zas n, 18 : a tratar oo mesmo fobrado.
_ O abano assignado previne ao publico que
otnguem contrate com a Sra. D.Carlota Estrepe
Pereira a compra da caca terrea sita na ra do
Brum n.2, e de mais 2 escravos, porque dita ca-
sa e escravos nao pertencem a mesma senhora.
mas sira foram dados no Inventario e partilhas
que ae pracedeu dos bens de seu finado marido
Manoel Jos Pereira, para pagamentos de seus
credoresde seu casal, emeojo numero ae acha o
aftatxo assignado, que protesta desde j annuliar
rl VS2 I' ?0 cS0.l9.eereB effecluadas. Re-
cua 7 de ;aneiro de 1861.
lui? Antonio de Sauza Ribeiro.
POCO DA PANELLA.
F'sla d* Milagrosa Senhora da Saude,
Sabbado 2 de fevereiro prximo, dever terlu^
gar a festa da Milagrosa Scihora da Saude que
se venera na igreja malriz do Poco da Panella.
O levanlameuloda uanleira ser na madruga-
da do dia 24 do correte. O prestito sahir de
urna das melhores casas do lugar, onde se de-
vem reunir as senhoras que se digoarem acom-
panhar a bandeira.
A msica dos versos de nova e bella compo-
sicao, assim como os versos sao produccSo de um
disltncto poeta pernambucano.
O acompaahamenlo ser feito pela banda de
msica do 4. batalho de artilharia.
O leyaolaraenlo da bandeira ser annunciada
por girndolas de fogo e por baldes aerost-
ticos.
Durante as novenas haver boa msica, versos
nlados pelas senhorss devolas daquolla Mila-
grosa imagem, illuminscao bales, e os signaes
de regosijo proprios de taes actos, conforme a
influencia e o enthusiasmo religioso dos de-
votos.
Na festa pregar o insigne orador Rvd. Sr. Joa-
juim Ferreira dos Santos, e no Te-Deum um
dos mais disttnctos alumnos do seminario de 0-
linda.
A igreja estar armada com toda magnificen-
cia. A msica ser dirigida por um dos mais
habis professores desta cidade.
A'noite depois do Te-Deum queimar-se-ha
um grande fogo de vista.
...V ,romPer ,de l 8flo dia, assim como
arde haver aalvas, baldes, msica eoulros fes-
tejos que se preparara.
Espera-se porlanto o concurso dos devotos
n.r.Pr8QCT qe l?dM de 8ua P"le contribuam
Si-f.e,pJend0!' esa* tortM*. nma das maU
S SS!.e mw0,';de,oc5t> de 1uanl se fazem
aoa 2,",t.alde,;1.0 ** & canamente devf-
aos mullos testomunhos que de sua ineffaval
bond.de tem dado a s-hof. da Saud'e S?S
LIMITADA.
ABERTURA DA SKDHDA SEC{A0 AT A USDA.
Dodia3dedezembrodel860at outro aviso a partida dos
trens ser regulada pela tabella seguinte :
no laigo do Corpo Santo,
sobre Lisboa e Porto
0 Dentista francez. |
g Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- *
1 ranuras 15. Na mesma casa tem f
g agua e po dentifico.
Trens para o interior.
ESTACES. I______5
DIAS DE TRABA-
LflO.
Presos de bilhetes.
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
MAMHAA.
Cinco Pontas
Afogados........
Boa-Viagem.....
Prazeres.........
Pnrtt'-'zinha.......
Ilha..............
Villa do Cabo.....
Ipojuca..........
Olioda............
Timb-Ass......
Escada (chegada).
IVIAGENS alNCE-|viAGKNS DE?DA
______ E VLTA.
i. "
2.
400
1200
1400
Trens do interior.
30ft
900
.. tino
2400. 190(1
2700 22(X)
3400| 2700
4500 3300
5300 3800
6C00 4300
65004500
3.a
I. 2 I 3/
2001
51)0
600
1000
1100
1400
2000
ESTACOES.
Escada...........
Timb-Ass.......
Olinda.............
Ipojuca...........
Villa do Cabo.....
Ilha................
Pontezinha........
Prazeres..........
Boa-Viagem......
Afogados..........
Cinco Ponas (che-
gada.]...........
DIAS
DE TRABA-
LHO.
DOMINGOS E DIAS
SANTOS.
MAMl.lA.
Hor.
5
6
6
6
7
7
7
7
7
8
8
Min
45
5
20
35
15
25
40
50
10
TARDE.
[VIAGENS SINGE
LAS.
00
18UO
2(100
3600
4000
5000
6900
2300. 8000
2600 9000
30i>o; 10000
500
1400
1600
2f(l0
3200
4000
5000
5700
6500
7000
Precos de bilhetes.
300
800
900
J500
1700
2100
3000
3iO0
3900
4500
Traspassa-se a renda do fnTiL r.ii
rgu---vi;X fF
"arnp?aedCea8dao,d,e 'l^'-r "'.%'. d"no\T
saireja de dous a tres mil paes e mi-is aue >
que, a plantar, pois lera terrea aufllc "i? Pi !
CONSULTORIO
Joao da Silva Ramos,
Medico pela ODiversidade de Coimbra
;nA o ?88ar a,6um t^po no til
^odcBunt,, na estrada do Arrai.1,
meu consultorio estara' aberlo todos c
d.as das 9 hora, as 11 da rnanhaa eda,
3 as 5 da tarde. As pessoas que man-
darem procurar-me, terao a bondade
de dirigir 0$ cbamadoi porescripto ra-
ra a lo,a de louca defronte da casade
minha residencia na ra Nova.
Min.
4
5| 700
30 1400
35 2100
- 3200
15 3800
35 4400
40 5000
50 5600
- 6000
10
VIAGENS DE IDA
E VOLTA.
500
1000
1500
2200
2800
3100
3800
4000
4300
6600 4-500
1000
2100
3200
4800
5700
600
7900
8400
500
2."
800
1500
2200
3300
4200
4600
5700,
6000
6800
AssignadoE. H. Braman",
Superintendente.
flooo 7000
3.
500
900
1400
2100
2500
2800
3400
3600
4000
Protesto.
i
ero assim fallado as obrigacoesid* ,IU. p'L '
jmenlo, ; aedo os que faltarin as SUa nhr !"
poe e qe porMO exonerado, a Sr.^?iV
lena Cerrhini, e o Sr F Huhen t. E*IS"
para conhecimealo deodos Tan, Dca di,
dearwX h *' "* "I publico q* se
a *o enhor no dia 19 do corren-
rle'nJn. ?Am ", p8 fro de seus or-
S u a B,e."na dl,a- Rec,fr I de iuciro
deWl.^iianoeldaSilva Ribeiro, c,,neuo



DIARIO Di BBJMBKJCO. -IQWtTTA >*A 14
I 1WM.
Lava-se e engornme-se com toda perfeicao:
na ra da Soledade o. 54.
Precisa-so de urna ama que" saiba cozinhar
faer lo lo servieo do casa : aa roa do Caldel-
eiro, I iberna o. 60.
Precisa-so de urna ama de leile que soja
boa, sala, sora ilho, e cora bastante leile:quera
oatirer nestas circu instancias, dirija-se a ra das
Cruzes, sobrado de dous andares o. 2, no pri-
meiro audar, que achara com quem tratar.
Precia-se da quantia de 600} por 4 mezes,
pagando-se ura juro ventajoso, e dando-se em
hypoibeea uin esoelleute escraro ; quem quizer
aonuncie.
John Rostron retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
Mu Janea de domicilio
Joaquim Fernandos da Rosa scientiQca aos seos
amigos e fregezes que muda a sua cocheirads
carros de aluguel que tinha na ra das Flores o.
35 para a ra da Imperatriz n. 39. confronte ao
becco dos Perreiros, ondo continuar a servir com
prornptidoe aceio aos seus reguezes.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
13 da ra da Lapa ; a fallar no armazem do
mesmn.
To be le one or two rooms with or without
board in thc house of an english family apply al
n. 10, ra estrea do Rosario, segundo floor.
Lices de inglez e francez.
Ingleso francez, ensioadas a cscrever e fallar
da maneira mais fcil, de manha e de larde : na
ra esitf iia do Rosario n. 10, segundo andar.
C, a vapor Viatuo.
Quera se achar cora direito a dividas, dirija-se
a bordo do raesrao, todos os das, das 10 ao meio
da, nao sendo feriado.
O abaixo assignido declara que vendeu o
scu deposito de vender assuear silo ni ra larga
do Rosario n. 35 ao Sr. Bernardo de Souza Leile
Bastos, livra e desembarcelo de impost-is na-
ciooacs, e alugueis, ficaudo todo o aclito e pas-
siro a cargo do raesrao comprador. Recife 22 de
Janeiro de 1861.Antonio Joaquim Casco.
Digo eu abaixo assigoado, que comprai ao
Sr. Amonio Joaquim Casco o deposito de ven-
der assuear sito na ra larga do Rosario n. 5, e
por tal o hei por desonerado de todo o activo e
passiro do mesmo deposito, por ser ou o nico
responsarel Bernardo deSouza Lile Bastos.
Fur'arara na noiledo dia 20 para 21 do corren-
te mez -2 bois com os siguaesseguinles: l grande,
cor verraelho ponas viradas oara dentro c
gastas, lera a pona do cabo branca, raoadilha
de u ma banda ; outro mais pequeo, caslanho,
cor de raposa, calcado de branco dos dous ps de-
traz, a barriga em baito branca, os chifres um
tanto tinos, a cauda cortada, a cabega pequea,
em cima da anca um signa! de mal de besta, e
uuia estrella pequenioa na testa ; ambos esta-
vara gordos, e ero de carroca ; quom delles der
noticia ou os approhenler. ser generosaraenle
recompensado, na ra do Rosario da Boa-Vista
d. 56.
OITereco-se i venda ura palanquira de re-
bufo e ura retalilo, ludo em boca estado e por
preco coraraodo; as pessoas que pretenderen],
dirijam-se a ruado Hosuicio n. 78.
Aluga-se a loja da ra Direila n. 9 ; a tra-
*ar na ra alraz da matriz da Boa-Vista n. 36.
Atlengo.
Aluga-se urna sala para escriptorio ; quera
pretender, dirija-se a roa estrella do Rosario n.
27, segundo andar, que se dir quem aluga. Na
mesma casa foroece-se comida com aceio e
protnplidao, por prego razoavel.
Vendern-tt ps de larangeiras, de umbigo e
da china, ps de sapoti, fructa-pao, japota, li-
mao para crea, e ostras qualidades de plantas :
no sitio da viuva de Joao Carroll, aa Ponte de
Uchoa.
Venlo-se um par do arrotos paca carro de
4 rodas com pequea aso, e por prgo comande :
na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar. Na
mesma casa vende-se urna bonita parelha de a'
vatios do Rio Grande, estando j ensinado para
carro.
Vende-se urna pequea casa na freguetia
de Santo Antonio : os pretendeotes podero pro-
curar na ra do Livramento o. 6, que abi achara
com quem tratar.
Vende-se urna scrava de idade 34 annos,
pouco mais ou menos, que coiioha bem o diario
de urna casa, ensaboa c eogomma soffrivelmente:
na ra da Praia n. 57.
Vende-se urna casa terrea com 8 mei-agaas
no fundo, e chaos proprios, na ra do Padre l'lo-
riano ; cujas rende por anno 1:550$; a tratar na
ra larga do Rosario n. 2o, segundo andar.
MA CAIHAIAI.
Velbutina de caro que R iad, capas d lia na ra do Cabuga a. 8, loja de Almeida 4 Burgos
Atteneo

Vendem-se 4 vaccas, sendo 3 psridas e 1 mo-
jando, 1 boi manso: a tratar na fiatrada Nova,
aonde se achara as vaccas, no rancho do Masca-
renhas: vendem-se por prego-caaraodos para
acabar.
Vende-se na ra de Apollo o. 98, armazem
de Manoel Ferreirs da Silva Tarroso, o superior
vinho do Porlo em garrafas, por prego cemmodo.
Vende-se um tarro destes que trabalham na
alfaodega, concertado dti novo: quem pretender,
dirija-se ao caminho nove da Soledade, na tenda
de Joo Baptista, crioulo ; o carro tem o n. 144.
Vende-se a casa do becco do Lobato n. 4,
quem vai pela ra de Santa Tbereza : a tratar na
ra eslreila do Rosario o. 1.
DE
N Y LOS\ \HM\ZHM
DE
Joaquim Francisco dos Santos
40 BA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
1*000
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeites de velludo com froco pretose
de cores para cabega desenhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraas e seda Upada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e Usas para
senhoras, homense meninos
Lencos de seda rxos para senbora a
29000 e
Manas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lengosde gurguro prelos
liicas capellas brancas para noivados
Saias balo para senbora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
29500
81500
29000
9500
9320
9500
Sotitn preto azule encarnado proprio
para forros com 4 palmos delargnra
o covado 1^600
Casemira 1 isa de cores 2 larguras, o co-
vado 29000
Chales de mirn bordados, lisos ees-
tampadosde todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria par?
forros com 4 palmos delargura, o
covado 19500
Ricos corles deseJa prelos e de coros
com 2 saias e de baba dos
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales deloquim muito finos
Grosdenaple preto e de cores de (odas
as qualidades
Seda lavradapreta e branca
Capas de fil e visitas deseda preta
com froco
GUARDE -MRTHEITO
DE
Fazendas
e roupa
Liohas de Pedro V.
iJul?" ai rua 1"a do RoMr'">. pastando a
botica do Sr.JUuhoiomeu, segunda loja de miu-
h l 1i a&I*nlpartl ****** soriimento de
lionas de Pedro V. em cartio, e muito em conta.
ptopn.s para casas de familia ealtaiatee. Na
mesma loja tem granas trarlrmanto 4 todaaas
a vontade dos compradores, ludo muito em conta
que so vista se dir o preco.
Vende-se um piano de mesa, em bornes-
lado, q oe serv para aprender, por preo asm-
4o ; ittfl de Carme n. 9, primeiro andar.
Acha-ao i venda no patead Paraizo n. 13,
em casa doSr. Augusto Xavier de Souia Fonseca,
o diccionario dos terms das molestias, conlendo
tara disto a doscripeo dos priocipaes ergios que
antMaa oa composicao do corno humano, da fe-
Kra anata JniftA* n i4.tfiniMa_..t__ 1 ..
Padaria
i) ouipras.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se. e trocam-se escravos
de ambus os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos,
de arabos os sexos, que sejam sadios e de boa
Agora, cora habilidades, e que sirvarn para o ser-
vico de campo, de 8 a 40 anuos de ilade ; no es-
criptorio de Francisco Haihias Pereira da Cosa,
ua rua Direila n. 66.
Cjinpra stima mobilia de jaca
raada' com lampos de pedra e urna
mesa elstica : na rua da Imperatriz
n.58.
Compram-se moodas de ouro brasileiras de
20} ; no escriptorio de Manoel Ignacio de Oli-
ve.ni i Filhos, largo do Corpo Santo.
Compram-se escravos
sen lo do sexo masculina, moQos, da 12 a 20 an-
nos do ilade, o sadios : ua rua da Iraperatriz n.
12, loja.
Compra-so urna taberna cora poucos fon-
dos sendo nos arrabaldes da cidade, e ton io a
casa comraodos para pouca familia : quem liver
e queira vender annuncie.
Compram-se mangabas em grandes porgos
para doce : na rua da Senzala Nova n. i)
Compram-se gigns vazios com palha, ado-
se buscar aonJe estiverem na rua Novan. 52,
loja.
Compra-se
na praca da Independencia n. 22, notas de 1) e
5;0l) velha*, com mdico descont.
Compra-se urna grade de madeira com ba-
laustres para escriptorio : oa praga da Iudepea-
den 11 n 22. loja.
Corapra-se urna porco de formas de velas de 6
em libra, disdo modelo de espermacete; na rua
do Passeio Publico n. 11, loja.
Vendas.
Na luja da rua do Crespo n. II. vende-se
um moleque de muilo boa figura, de idade de 15
a 16 annos.
Vende-se ummoleque de idade de
19 annos pouco mais ou menos com al-
gum iS habilidades, o qual cosinha, co-
peiro, boleia utn carro : a ver e tratar
na ra da Aurora n. 80.
Qiieijos novos
a 2,500 rs doce fino de
goiaba a 1$,
vinho do Porto a 800 rs. a garrafa, manleiga in-
gW* a 960, dita franceza a 8!)0 rs., cli a 2), caf
a 21", to'icinho a 320, arroz a 100 r., sabao
massi a 2)0 rs., alpisla a 180 rs.: na taberna da
eslrell'i, largo do Paraizo n. 14.
Ven jem-SA velas do composicao pelo dimi-
nuto preco de 13> a arroba, de 6, 7 e 13 em li-
bra : na rua Oireita, loja o. 59.
Vende-se a taberna da rua dos Copiares,
antigo becco do Lobato n. 12: a tratar na mesma.
4 3S000.
Saceos com arroz de casca, lando a maior par-
te pilado ; no caes do Ramos n. 6.
Venle-sana rua do Imperador a loja n. 88.
cora miudezas. armago e seus perlences ; quem
a pretender, dirija-se a mesmi.
Vndese urna escrava moca, reforjada, a
cora algoraas habilidades ; na rua da Imperatriz
o. 3, segundo andar.
Velas de carnauba e ditas do composicao,
tanto para a Ierra como para embarque, por me-
nos preco do que era outra qual^uer parle, por
haver grande porco : os compradores podero
dirigir se & rua do Vicario, casa n. 23, que acha-
ra j a qualquer bora com quem tratar.
REL06I0S.
Vende-se em;asade Saunders Bro hersS
C. pracado Corpo Santo, relogiosdo afama
do airicante Roskell, potarecos commodo
tambemrancellins e cadeitsfaraos meamos
deeceat g^sto.BB^.^- .^ ._ ,
PROGRESSO
de
^-Iurgo da oculta-
os proprietarios deste estabele-
ciraentoconvidam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom abarato, que se
achara em sea armazem de mohados de novrosme sonido degeneras, os melhores que tem
vindo a este aereado, porseretn escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por seren
a maior parte delles vindos por conta dos proprietarios
Gagos com c\vampaiiVia
das melhores marcas que ha do mercado a 209000 e em garrafa a 29000.
Figos de comadre
em caixas proprias para mimo a lO0O.
ttavris com azeloiias
os mais novos que ha no mercado a 192000.
Srvela branca
das mais acreditadas mareas a 5)000 a duzia e em garrafa a 500.
Quecos fLamengos
racebidos pelo ultimo vapor de Europa a 39000
Queijos parto
da melhores qualidades que tem vindo a este mercado a 9G0 reis a libra, e era porco se fa-
r algum abatemenlo.
Queijos sasso
recen tmente ehegado e de suqerior qualedade a 960 reis a libra.
Chocolate
dos melhores autoresde Europa a 900 rs. alibra em porfi a 850/9.
Marmelada imperial '
do afamado Abren, e de outros mais fabricantes de Lisboa emlatasde 1 a 2 libras a 800
rs., em porfi de se far algum abatimento.
Maca de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs.,em porco vende-se a 850 rs.
Conservas francezas e inglezas
as mais novas que ha no mercado a 700 rs. o frasco.
Latas de bolachvnha de soda
cora diferentes qualidades a 11600 a lata
iVme&as trncelas
is mais novas que tem vindo a este mercado em eompoteiras.coniendo 3 libras por 39000 rs.
eem atas de 1 e 1[2 libra por l50O reis
Caixinnas com & libras de passas
39000 rs. em poreo se far algum abatimento, vende-se tambera a retalhoa libra i 500 rs.
Manteiga ingleza
perfeita mente or a mais novaque ha no mercado a 1*000 rs. alibra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cn perola
o melhorque ha neste genero a 29500rs. alibra dito hyson-a 29000 rs.
Ilanteiga franeexa
a 720 rs. a libra em barril se far abatimento.
Toucinbo de Lisboa
o mais novo que ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
m caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 49060 rs.
Tambera vendera-seos seguin tes gneros, ludo recen tmente chsgado de superiores qua-
lidades, presuntosa 410 rs. a libra, chourica muita nova,marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa,maca de losaste, perssecca, passas, fructas em calda, amendoas, nozas, fraseos com
aendoas cobertas, confaites, pastiftes de varias rualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
i para conservas,charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de tedas as qualidades,
gomma muito fina.ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas deditas,
spermacetebarato, lkres rsocezesmatfinos, marrasquino de zara, azatledccpurificado, azei-
tonas muilo aovas, baa de porco refinada e eutros muitos gneros que encontrarao tendentesa
morbados, per isso proraettem osproprrelrios venderem ppr moli menos doque antro qualquer,
pro rae t tem mais tambera servirern aquellas pessoas que raandarem por ostras pouco praticas como
t viessera pessoalmeate ; rogamtambefnatodosossenhoTes.de engenbo a senhoras lavradores
queirare manrrar suas encommendas no armazem Progresso,que selhes amanea a boa qualidades
o acondiciona monto,
NA LOJA E ARMAZEM
Joaqnim Rodrigues Tarares de Mello
ROA DOQUEIMADO N. 39
KM-.SUA 101 DI (JATRO PORliS.
Tem um completo soriimento de roupa feita e
convida a lodos seus fregezes e a quem desejar
ter ura uniforme feito com tolo gosto dirijam-se
a vste estabelecimento que encontrarao um h-
bil artista chega lo ultimaraeole de Lisboa para
deserapenhur as obras a vontade dos fregezes e
ja tem ura grande soriimento de paletots saceos
a ingleza de eslamenha de cor cinzeoto, escuros,
mais claro a 49 cada um. dilos da mesma fa-
zendade pura la Una a 83, ditos de meia case-
mira de cores escuras e claras e sinzentos de
apurado gosto a 10$, dilos do casemira de cores
a U$, ditos de Qoa casemira de quadrinhos a
16J>, ditos de alpaca fina saceos a 6a, ditos so-
brecasacos a 8*, ditos com gola de velludo a 9$,
ditos de panno o de casemira preta asobrecasa-
dos a 22#, i^i e 30$. sobrecisacos muilo finos a
38 e 408, paletols de brins, de fustao e de gan-
ga a 49 e 5ij, colletes de velludo bordado a 129,
ditos de gorguro de seda pretos muito boa fa-
zenda a 6$, ditos de casemira a 53>, ditos de fus-
tao a 3350O, calca3 debrim e de f.islo a 4S e 53,
ditas de casemira de cores a 99 e 109, ditaspre-
las a 12g e 149, assim como muitos mais artigas
que seria impoasivelaqui as poder mencionar.
Barato.
Para quem precisa de estabelecer qualquer ne-
gocio em ponto pequeo, aluga-se a loja da rua
Direila n. 102 com a competente arma;o, pro-
pria para qualquer negocio : quem precisar pode
procurar na mesma rua n. 100.
SO NO PRO-
gresso.
Queijos flarnengos chegados no ultimo paque-
te da Europa a 2J5D0 ; vende-se nicamente no
armazem Progresso, no largo da Peoha n. 8.
Gurgel & Perdigao.
\Rua da Cadeia loja n. 23.
U-Cf beram modernos vestidos de phan-
5 tasia e de carnbraia brancos bordados.
Receberam novos volidos de seda, di- ]
| tos de blonde com lodos os perlences. i
| Kochberam completo soriimento de
manteletes, sabidas de baile, taimas de
croxe de seda, ditas prelas bordadas.
Vendem modernos chapeos de palha, '
^enfeiles modernos para senhoras.
saias bnlao de
senhoras e me-
Veodem as commodas
mussi'lina e culim para
ninas.
Vendem seda dequadtinhoe, grosdena- m
pies escuros, ditnsde quadrinhos,morean- fi
tique e lanzinhas em covado, cassas de 3s
sal (lien,carnbraia de cores,orgnndis e mais S
lerendas proprias para vestidos. j*
A loja da ba-f
na rna do Qaeimado n. 2.-1
est mnito sortida,
c vende mnito barato :
Brim branco de puro lioho trangado a 1$000 e
18400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
120 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riseadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes- do calca de meia casimira a 18600 ;
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249
pera com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 29400 a vara : lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2}i00 a
duzia; ditos maiores a 3; ditos de cambraia
de linho a 69. 78 e 8jj rs. a duzia ; dilos borda-
dos muilo finos a 89 rs. cada um; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
loa-2;000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na rua do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ra* e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas Titas com fivelas para cintos de senhoras e
meninas, o pelo baratissimo preco de 2: em
dita ldia da aRuia branca, rua do Queimadonu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 3.
Pe^as de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bora gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3$,
4, 59, e 69 a peca, dita tapada, com.10 varas
a 59 e 69 a pega, chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riqaissimos chales da merino estanpado a
7f e 88, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 cada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 8*50U, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lenco! de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
quadade a 38 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 280 rs. I
O covado, chitas escuras inglezas a 59900 a
peca, a a 100 rs. covado, brim branco de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito eneorpado a 19600 avara, brilhaatin
azul a 400rs. e covado, alpacas de difiranles
cores a 360 rs. o corado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 e 38600 o covado, cambraia
preta e de salpico aSOO rs. a vara, e outras
muitas fazendas nue se far patente ao compra-
dor, e de todas se darlo amostras com penhor
bre, suas divisos e denominacoes, da circula-
cao, dos symptomas e suas divisdes, ele., etc. ; e
roga o abaixo assignado aos senhores asignantes
da dita obra que teoham a bondad de mandar
recebe-la nos lugares cima mencionados.
Vende-se urna morada de casa
terrea na rua da matriz da Boa-Vista :
a fallar na mesma rua sobrado que vol-
ta para a rua da Gloria n. 33.
Rua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreirs -de-S, vende-se
por preeos baratissimos, para acabar : peca de
cambraia lisa fina a89, organdys muito finase
modernas a 500 rs. o covado, cassas abortas Oe
hernias cores a 240 rs., chitas largas a 200 e 240,
cortes de eassa de cores a 29. ntremelos borda-
dos a 19560 a peca, babados bordados a 320 a
vara, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 59, penteadores de
cambraia bordados a 59, golliohas bordadas a
olO, ditas com ponas a 28500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 29, damasco de la com
9 palmos de largara a 19600. bramante de lioho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fustao en-
feitadas a 59, pegas de madapolo fino a 4S, laa-
zinba de quadros para vestidos a 320, camisus da
cambraia bordados a 29, sobiecasacas de panno
fino a 20J e 25$, paletols de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 39500 a 89, dilos de
brim de crese brincos de 39500 a 5$, caigas de
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim de cores e brancos de 2} a 59, ca-
misas brancas e decores para todos os pregos,
colletes de casemira de cores finos a 59 ; assim
como outras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
240.
Cassas de lindos padroes e cores fizas que se
pode garantir aos comprados, a 240 rs. o covado,
na rua do Queimado, loja de 4 portas n.39.
Relogios.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C, re-
logios de ouro de diversos fabricantes inglazes,
por prego commodo.
Assuear e eanna.
Vende-se assuear mascavado a 100 rs. a li-
bra, agurdente de canna engarrafada a 240 a
garrafa ; na travessa do paleo do Paraizo n. 16
casa pintada deamarello.
Esteiras da India de 4, 5
e 6 pamos de largo.
No armazem ao tazendas da rua do Queimado
n. 19, propriamente para forro de salas e camas
por ser da melhor qualidade, e todas brancas
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem serapre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 1, um grande sorii-
mento de tachas e moendas para engenho, do
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapi-
che n.4.
Vende-se um esfabelecimento de padaria bem
montado,cem um deposito no centro desla cida-
ae, em muito bom lugar: tambera se vende s
a padaria muito .esa conta; a fallar na travessa
jyjaSaW <...
# Machinas de vapor.
# Rodas d'agua.
) Moendas de canna.
H Taizas.
m Rodas dentadas.
# Broazea e aguilkes.
9 AlaaiUqae da ferro.
Crivos, padroes etc., etc.
Na fundicao da ferro de r>W..$0wman,
- rna do Brum passanrJo chafariz.
1
i
Bolsas de tapete para
Yiagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas da tapete ore
priaapara viagens, etc.etc., pelos bavaUseinos
pregos de 59, 69 e"8 : oa loja da aguia branca
rua doQueimado o. 16: *
e aBtfkHNOtt mmm mmmx
jLinha americana a 100 rs.l
de 200 jardas
branca e de (odas as cores, estas linhas
sao fabricadas para cozer om machinas
i por serem muito fortes e iguaes sao as
melhores linhas que lea viudo a esta
mercado.
[Retroz e trocal preto e di
cores
tambera proprio para eoser em machi-
nas, vem cm carreteise vende-se em li-
bra a 209 ou 25 um carretel de 12 em li-
bra : na rua da Imperatriz n. 12, princi-
pal deposito de machinas de coser.
N. b. Gomo existe um grande sorti-
menlo destes objectos veada-se mesmo
a quem nao tem comprad machina da
cozer.
Vinho do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Slomacal de 18M.
Precioso de 1847.
As duziai.e em caiiinhas, a dinheiro, por ba-
rato prego : veade-se na roa do Trapiche n. 40,
escriplorio.
Ifeode-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisa's,
Biscoutos
Emcasade Arkvright 4 C, ruada
Crui n. 61.
Farinhaa3l500
Vende-sefarinha de mandioca a 3^500
a sacca : na rua da Madre de Dos nu-
mero 35.
'laajoaoia
i Seguro contra Fogo
I COMPJJfHIA
! ira
LONDRES
i
I
I
I
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores Oas
a doze vinlenso covado, mais barato do qne
chita, approveitem em quanto nao se acabam ;
oa rua d Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
a da Boa P.
Una do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de sedada cores, fazenda
muito superior com pequeo toque de mofo a
609000,ditos sem defeito a 1009000, tem um
resto de chales de toquim que esto-se acabando
a 309000, dilos de mirin bordados cora pona
redonda a 89000, dilos sem ser de ponta redonda
a 89000, ditos eslanpados com listras de seda
em roda d"barra a 99000, ditos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja branca a 29000, dilos sem franja e muito
eneorpado a 2000, rieos manteletes de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeitados a
259000, ditos muilo superiores a 309000, en-
feiiesde vidrilho preto a 39000, ditos de retroz
a 39500, organdisda mais fina que ha no mer-
cado a 19OOO o covado, cambraas de cores
de padroes muilo delicadosa 800 rs. a vara, ditas
de oulras qualidades a 600 rs. avara, ricas chitas
farncezasde muito boas qualidades a 280, 300,
320,e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode
imaginar, paitos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira decores a 69000, ditas em
pesca de quadrinhos a 49000 o covado, gollinhas
de muilo bom gosto a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3,)000, manguitos de cambraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevandera por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de criangas, e capinhas
pera senhoras a 19400 rs. o covado, cortes de
cambraas de salpicos a 59000, cortes de cam-
braia enfeitadas com liras bordadas a 69000,
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aquipode-las mencionar todas.
9
fi-
fi
A.GENTES
J. Astley A Companhia.
i
fi

3
I
fi
.
fi
fi
fi
fi
para

Vende-se
Formas de ferro
purgar assuear.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Fsringardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posicao.
Barril ha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem. de C.
J. Astley* C.
aoaai
6
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Siuger
& C, Whecler A Wilsou e
Geo. B. Sioat A C.
Esta, bu.
c hi n as que
sao as melho-
ies e mai3
durado oras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas doacom-
pradores g_
raatiodo-se a
sua boa quali-
"?de e dar-
gao: no depo-
sito de ma-
chinas de
Haymundo Carlos Leile & Irmo, rua da Imoe-
atriz n. 12, adligamente aterro da Boa-Vista
Por metade do seu
valor.
Rua do Queimado n. 19.
Vestidadegseephantsia,muitoslindos,de
dusssaias, pelo baratissimo preco do IOS cada
um corte.
Cambraas
baratas.
19 Rua do Queimadq 19
Cortes de cambraia branca muito fina com sal-
picos miudlnhos 49660.
Cambraieta para vestido, raoilo fina, polo ba-
ratissimo preco de 39600, 29800,3} e 39500 cada
pega
Botica.
Baldes de mussuUoa, ditos arrendados, ditos I preco.
Bertholomcu Francisco.de Souza, rua lar;
do Rosaiio n. 36, vendeos seguiste sdica
nenio :
Robl'AfCactear.
Pilulss contra sezoes.
Ditas vegetis.
Salsa pan Una Biistol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Plalas americanas (contra tebrae).
ungento Hollway.
Pilla do dito.
Ellixir anli-asmathfeo.
Vidros de bceca larga cora rolhas, de 2 nocas
12 libras.
Assim como tan umgraaxbaortiiaeoinde pa-
pel para forre de sala, o qual valida a modieo


DUE10 D WWJUMUW..~ QUJJtTA fBHU VOfrUOKlO DI IW1.

Calcado,
Qualidades cscoihidas.
45--Rua DireiU-45
Eis (es(a I E neoeuario renovar o calcado e
correr ao eslabelecimento da roa Direila, que o
vende muito fresco e era perfeo estado por es-
ta precos :
Borzeguios de homem (bezerro e lustre) 9J500
Ditos dedito idem) 9JOO0
Ditos dedito idem) 8*500
Ditos dedito idem) 8J000
Ditos dedito idem) 69006
Borzeguios de senhora 58000
Ditos de dita 498OO
Ditos de diU 4500
Ditos de dita -fgOOO
Sapatdes de bezerro (3 1|2 batera) 5*600
Ditos de dito e de lustre 5$000
Meios borzeguios de hornera 6*000
Borzeguios de menina 4^000 e 3j>600
Sapatdes de bezerro para menino 49 e 3&50O
Sapatos de lustre para senhora a 1 $200
Pechinchasem
igual.
Gassas francesas de cores a 200 rs. o
covado, ditas muito finas miudinhas de
muito lindos padrOes a 240 rs. o cova-
do, ditas organdys matisadas a' bom
gosto a 210 rs. o covado : na lo ja do so-
brado de 4 andares na ra do Crespo
n. i3 eno armazem da ra do Impera-
dor n. 36 de Jos' Moreira Lopes-
MUUBP1I.
Vende-se um palanqun! aovo, ltimamente
pialado, e forrado em o ultimo gosto, por prego
muito commodo ; na na da Cadeia do Recite n.
56, loja de ferrageas.
Chapeos de castor
Na praca da Independencia ns. 4, 32 e 34, veo-
dera-se excellentes chapeos de castor braceos e
pretos, rapado a com pello, pelo diminute pre-
co de 10 e 12.
lui\ras sterUiias.
Vende-se libras sterlinas no escripiorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira d- Fillio, no largo do
Corpo Santo.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; na
ra da Cadeia do Recie, primeira andar, n. 28.
Pechincha.
Vende-so urna negra de najo, ou troca-se por
um moleque : na ra do Rsagel n. 11.
4Jgodo BMBSlro.
Vende-se algodao monslro com duas largaras,
muito proprio para toalhaa e Leoces por dispen-
sar toda e qualqoer costura, pelo baratisslmo
Sreco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
2, na loja da bea (6.
d&@ *i"' rao m rBfi r ir ra~ ir
americanos
DO DOCTOR
|Radway & C, de New-York
g PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
S Pilulas reguladoras.
Estes remedios ja sao anu bem conhe-
5 cios pelas admirareis curas que tem ob-
" tido em toda a sorte defebres, molestias
# chronicas, molestias de senhoras, de pe-
le etc., ele, conforme se te as insiruc-
tces que se acham traduzidas em por-
tuguez.
*>
Vendem-se 5 carros novos com todos os @
@ arreios : na ra Nova n. 21. ffi
Ceblas.
Vende-se a 610 e 800 rs. o cento ; na travessa
do paleo do Paraizo n. 16, casa piniada de ama-
relio.
Ra do Queimado
n. 39.
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabeleciment um
completo surtimenlo de chapeos pretos francezes
do melhor fabricante de Pars, os quaes se ven-
dara a 7000, ditos a 89000, ditos a 99000
ditos muito ^superior a 10*000, ditos de castor
pretos e brancosa 16*000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 7 J000, ditos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vender por preco
barato, bonets de veludo para meninos a 5j?00O,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjades a 39500
chapeos deseda para senhoras a25$000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninasa 10*000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89OOO,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de valudo a 39000. ditos de tranca a
1*600, sintos de gruguro para senhoras o me-
ninas a 29000, coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita Calendas
qua a vista dos freguezes nao deixaro de com-
prar.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores e grossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e I5 rs. a
peca ; na ra do Queimado, loja da aguia bran-
ca n. 10.
SYSTEMA MEDICO DEDOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, composto inteira
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio era alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a complei(o mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compltelo mais robusta ;
entecamente innocente em suas operares eef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer espec6 e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas coradas com este,
remedio, muitas que ja eslavam as porlas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saudee forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos osoutros remedios.
As mais afilelas naodevem etregar-se a des-
esperado ; fagam um competente ensatados
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaran o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
gSalsa parrilha legitima e^
original do antigo
DR. JACOB TOUNSENDl
0 melhor purificador do sangue
cira radicalmente @
$ Erisipela. Pbtisicas. q
Rheumalismo. Catarrho. q
Chagas. Doencas de ligado. aj
Alporcas. Effeitos do. azougue. g
a Impingeos. Molestias de pelle. m
a Vende-se no armazem de fazendas de t
a Rayniundo Carlos l.eile & Irmo, ra do q
jj lmperatrizn 12. &
d98?@&e
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conbecido eacreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assirn como tambera cal virgera em
edra, tudo por presos mais baratos do que em
utra qualquer parte.
Vende-se urna loja
de calcado com poucos fundos, sita na ra Direi-
la d. 11 adioheiru ou a prazo, mui propria para
algum principiante por ser bem afreguezada e
com pequeo capital pode fazer muito negocio :
o prctendente queira dirigir-se ra larga do
Rosario n. 22, ou ao largo do Livrameoto, loja
de Manoel Francisco de Mello.
Vende-se um rico piano : na ra dos Gua-
rarapes n. 61.
Cera e sebo
No armazem da ra da Cruz n. 33, vendo-se
cera do carnauba em porjo de saceos a 8&5U0 a
arroba, sebo do Porto em caixotes em porco a
105, fio da Baha a 750 rs. a libra, cera amarclla
a 320 rs. a libra, velas de composiedes e carnauba
pura a 149.
3|ei$aijass9i3 skk eisfiiSMSSiei
&R01PA FEITA A1\I)\ MAIS BAR.4T.iS.;
SORTIMENTO COMPLETO
DR
Fazendase obras fcilas.1
Kl
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
)ebilidade ou extenua-
do.
Dbil ida de ou falla de
forgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueoa
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreuf da especie.
Gotta. .
Hemorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inuammacdes.
Irregularidades
menslruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruccao de ventre.
Phtysiea ou consump-
pulmonar.
Retenco de ourina.
Rheumalismo.
Symptomas secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).

Febreto intermiten te.
Vende-sa estas pilulas no estabeleci ment 'ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista e ou iras pessoas en-
carregadas de sua venda era toda a America do
fjul. Ha va na e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna deltas, conten urna instruccao em poriu-
guez para explicar o modo dse usar des Us pi-
lulas.
O deposito geral em easa do Sr. Soum
d bar macea tico, na ra da Cruz a. 22, em Per-
nsnmco,
LOJA E ARMAZEM
DE
IGes & Basto!
NA
Una do Queimado
; u. 46, frente amareUa.
Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 28$,
30$ e 35$, palelots dos mesmos pannos
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos doa
mesmos pannos a 14#, 169 e 18$, casa-
cas pretas muito bem (eitas e de superior
panno a 28$, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de cores muito finos a 15$, 16$
\ e 18$, ditos saceos das mesmas casenii-
ras a 10$, 120 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8$, 9$, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7$, &$,
99 e 10$, ditas de brim braceos muilo
fina a 5S e 65, ditas de ditos decores a
3$, 3$500, 4$ e 450O, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
leles pretos de casemira a 5$ e 6$, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5$, ditos
brancos de seda para casamento a 5$,
ditos de 61, colletes de brim branco e de
fusto a 3$, 39500 e 4$, ditos de cores a
2&500 e 39, palelots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99,
colletes pretos para lulo a 45500 e 59,
gas pretas de merino a 48500 e 5$ pa-
lelots de alpaca preta a 3$500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69, 79 e 8$, muilo fino col-
leles de gorgurao de seda de cores muilo
boa fazenda a 38oo e 4$. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 79 e 89. roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e 169, ditos de
casemira sacco para os roosmos a 6&500 e
7$, ditos de alpaca pretos saceos a 3$ e
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e &9500,
calcas de casemira pretas e de cores a 69,
6$500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglozas pregas largas
muito superior a 329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna ofllcina de al
fsiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
A2,000rist!
Sapatos de borracha para senhora e 29500 para
homem de p grande: na ra da linperalriz n. 12.
Grammatica in-
gleza de Ollendorff.
Noto methodopara aprender a lr,
a escrever e afallaiinglezem 6 mezes,
obrainteiramente nova, para uso de
todos os eitabelecimentos de instruc-
se napraca de Pedro II (antigo largo
do Gollegio) a. 37, segundo andar.
B4ST0S
que oui 'ora liuha loja na ra do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seos nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges icndo sido
substituida por um seu mano do mesmo X
norne, por isso ficou gyrando a mesma S
firma de Ges & Bastos, assim como apro- 1
veita a occasio para annunciar abertura I
do seu grande armazem na ra Nova jun- I
to a Cinceiro doa Militares n. 47, que j
passa a gyrar sob a firma
DE H
Bastos ( Reg g
com um grande e numeroso sortimento de
roupas leilas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados cotoo 6
de seu cosame, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
prelo o de cor a 25$. 28$ e 30$, casacas
do mesmo panno a 30$ e a 35$, palelots
sobrecasacados do mesmo panno a 18$,
20$ e a 22$, ditos saceos de panno prelo a
12$ e a 14$, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglrz a 9$, 109, 129
el4$, ditos do estamenha fazenda do
apurado gosto a 5$ e 6j, ditos de alpaca
preta e de cor a 4$. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89. ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 4fc, 49500 e 5$. ditos de fus- ,
II to de cor a 39, 3)500 e 4$, ditos bran- i
R eos a4$S00 e55C0, ditos de brim pardo,
i fine sacco a 2J80O, calcas de brim de cor :
finas a 3$, 3950O, 49e'4$500, ditas de di- i
to branco finas a 5g e 6$500, ditas de |
princeza proprias para lulo a 4$, ditas de
merino de cordo prelo fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4$500 e 5, ditos do seda branca pan
casamento a 5$, ditos de brim branco a
3$ e 4$, ditos do cor a 3$. colletes de me-
rino para luto a 4$ e 4&500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 108,pa-
lelots de panno fino para menino a 12$ e
14$,casacas do mesmo panno a 15$,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelots de alpaca ede brim para os mesmos,
sapalos de tronga para homem e senho-
ra a 1$ e 1$500, ceroulas de bramante a
18$ e 20$ a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
17$. 18$, 20$, 24$. 28$ e 30$ a duzia,
ditas de peitos ae liuho a30$a duzia, di-
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas
grvalas brancas para casamento a 1)800
e2$ cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto preco de 35$, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a les e 20$,
e muitas outras fazendas de excelente
gosto que se deixam de mencionar quo
por ser grande quantidade se torna cn-
fadonho, assim como se recebe tada e
qualquer encommenda de roupas feitas,
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolbidas e urna grande oflicina
de alfaiate que pela sua promplidao e per-
feico nada deixa a desejar.
WSi@b-l&2 l&$^MAi>iai>lBf
v^* CTTi CTiiT) c/d tTio B7AV rHtiW sPBV EJAV IDU EJAW srflt
Queijos de Minas,
Na ra da Cruz, n. 21, clicgados no
vapor Tocantins.
Milho novo.
Vndem-se escravos.
Um mulatinho de 19 annos, boleeiro, 1 dito de
6 ansas por 300$ cora um pequeo deleito, 2 ne-
gras de 30 aaaos, que coiinha o diarlo de orna
casa, e sao boaajensaboadeiras, 1 negro da 20 aa-
nos, 1 molqadel5, e 1 negra de 22, ambos
para o servido de campo, 1 moleque perito co-
peiro de 18 annos, e onlroa escravos quo st
achara renda no escripiorio de Francisco Ma-
linas Pereira da Costa, na roa Direila d. 66.
Barato que admira.
Superiores cortes da chita franceza larga de
muito lindos padroea, de cores escuras e claras,
miudinhas, coa 11 cevados cada corle, pelo ba-
raiuaime prego da 29500; na loja de sobrado de
4 andarte aa ruado traspon, 13, de Jos Mo-
reira Lopes.
Espirito de vinho.
Vende-sa de 2$560 a 2$800 a caada : na tra-
vessa do pateo do Paraso n. 16, casa pintada de
amare) lo.
A 9,000 a arroba.
Yende-se cera de carnauba da velha
e nova safra a preco de 9$: no antigo
deposito do largo da Assemblea n. 0.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: un casa de S. P. Jo-
finston & G. ra daSenzala n.42.
BATATAS.
S a> Progresso, chafadas no ultimo paquete a
mente no armazem Progresso.
3920O a arroba e 120 rs. a libra, nica-
Fumo emfolhapara charutos. RuadaSenzalaIN(r?ai 42
De todas a, qualidade* em f.rdo. Vende.8e|elD em d- S. P. Joifh8lODXc?
sellinse silbes nglezes, eandeeiros
da
grandes e pequeos: na travessa
Madre de Dos armazem n. 21.
Vende-se urna mulata de idade 18 annos,
com urna cria de 4 mezes. engomtna, ensaboa
perfeitsmente, coiinha e faz lodo o mais servico
de urna casa, muito carinhosa para crianzas: na
ra do Queimado n. 39, loja de fazendas.
E' baratissimol
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores Cxas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenos a 400
rs. o covado. e chitas largas Anas de 210, 260 c
280 o covado, o outras muitas fazendas por ba-
ratisslmo preso : oo-se amostras com penbor.
Cheguem loja da Boa fe.
Chitas francezas muito finas de cores xas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muilo fila
as a 640 rs a vara ; idem lisa muilo fina a
49500 e a 6(000 a per,a com 8 li2 varas; di-
muito superior a 8gOOO a peca com 10 varas;
dita fina com sal picos a 4$800 a peca com 8 1 [2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n 22, na leja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muilo finos proprios parados
tabaquistas por serem de cores escuras e fias a
5$00O a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa fe vende-se
panno prelo fino a 49, 59, 69, 8 e 10| rs. o co-
vado. casimira preta fina a 2g, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples prelo a 29, 2$500 e 39 o
covado ; alpaka preta Gna a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas do
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado; ditas de cores claras a 6g rs. o corle de
calca; meias de algodao cr muito superiores a
49800 rs. a duzia ; ditas Je algodao ;ru lambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assim muitoe onlros arligos de lei que se ven-
de ra baralissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f, na ra do Queimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ralissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nda para rosto a 99 a duzia ; djtas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
e cashracs
bromeados, lenas nglezes, fio de vela, chcete
para carros, e montara, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro
ingles.
paitte
Perfumarlas
novas.
[Sedlas de 1,000 e del
SI de urna figura.
Trocam-se estas sedulassem descont
por fazendas que vendem-se por baralis-
simos precos, na ra do Crespo loja ama-
relia n.8 de Leandro Lopes Das succei-
sor de Antonio Francisco Pereira.
Fazendas finas.
Venden-se chapeos de seda de muilo
bom gosto a 159 ea 259, vestidos de se-
de de muito bom gosto a 408, 509 e SOJ,
ditos de barege e gaze a 109, ditos de
cambraia branca bordados (multo ricos),
chaly e barege a 500 rs. o oovado, nr-
gaodis de muito bom gosto a 800 e 900
rs. a vara, basquinas de fil com ricos bi-
eos de seda a 39, talhos rom ticos para
vestidos de senhora a 500 rs., camisas
com pellos e punhos de linho a 309 a du-
zia, gollinhas bordadas para senhora a
19. mussulinas de urna s rr a 240 rs.
o covado e muitas outras fazendas de bom
gosto que se vendem por metade de seu
valor na ra do Crespo loja amare lia n.
8 de Leandro Lopes Das successor de
Antonio Francisco Pereira.
gjftajM|ft fieaiS fi*3a*aanase S
Ceblas a 600 rs.
o cento,
Vendem-se ceblas a 600 rs. o cento : na ra
das Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor
AGENCIA.
A loja a aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo foiI-
menlo de perfumaras linas, as quaes rft i en-
deudo por menos do que em outra qnaloutr par-
le : sendo o bem conbecido oleo ihilortfme < lt-
nha(Societ Hygienique) a 1 o frasco, nos ex-
tractos em bonitos frascoa de cores e dourados a
29, 2J500, 39 e 49, a afamada banha transparen-
te, e outras igualmente finas e novsimas rciro
ajaponsiseem bonitos frascos, cuja lampa devi-
dro tambero cheia da mesma, huile Conrretp
odonnell, principe imperial, creme, em boniit,
copinhos com- lampa de metal, o n nias outras
diversas qualidades, todas estas a 1 o fraco
bonitos vasos de purcellana deurada propiits ra '
ra offerta a 29 e 2*500. bonitos bahuzii^os rom
9 frasqoinhos de cheiro a ?9, lindas restinhas
com 3 e 4 fmquinhns. e raixinhas redondas cea
4 dilos a 1JI00 e I96OO, finos pos para denles e
agua balsmica para dilos a 190 1J500 o frasqui-
nho ; e assim urna inllnidadc de ojectos que cae
patentes em dita loja da aguia bunca, na ma do
Queimado n. 14.
Relogios.
Vende-se em casa de Jobnston Paier & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sorlimento d
relogios de ouro, paiente inglez, deum dos mais
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
de bonitos trancelins para es
urna variedade
mesmos
\endem-se figos de com madre o mais nove
poSMvel, em caixas pequeas, marmelada ora,
em latas de libra o de 2 libras, e barris de 5. do
vinagre chegados ltimamente de Lisboa na bar-
ca Bella Figueirense, tudo por preco muito
commodo ; no armazem de Francolino Izidoro
Leal a C, ra da Madre de Dos n. 10.
DA
FUDIGilO LOW-JIOW,
novo em saceos mui-
na ra da Sea zal
Veade-ac uiilho
to grandes a bs :
Velha n 106.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fizas, padres
moito booitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, e mais baralo que chita: na ra do
Queimado n. 22, na bem conbecida loja da
Boa f.
Panos
Saunders Brothers & C. tem
eu armazem
para vender em
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 2-29 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setioeta oscuros a 35500,
muilo baralo, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Aos proprietarios de co-
cheiras, de carros de
aluguel, eparticulares
Na loja da ruado Crespo n. 14, vende-se um
completo sortimenlo de nbjnrtos par ferro de
carros, como sejam. vaquetas, sola, encerado,
lanternas, chicles, gales, virola, berlotas, da-
masco de seda, puxadores, boies, velas de cera,
e arreios para cabriole!, tudo por menos preco do
que em oulra qualquer parte.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as najoes
podem testemunhar as virtudes desie remedio
ineomparavele provar em caso necessaro, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu carpo e
membrosinleiramente saos depois de hava em-
pregado intilmente outros tratamentos. Cada
Ra da Senzalla Nova n. 42.
Neste estabeleci ment contina a haver um
completo sorlimento de moendas e meias rnoen-
das para eagenho, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e coado, de todos os lmannos
para dito.
Escravos fgidos.
Attenco.
Fugio em 18 do dezembro de 1860 um prelo por
nome Severino, crioulo, idade 50 annos, pouco
i mais ou menos, estatura baixa e magro, com os
signaes seguiules : um lobinho de baixo do co-
tovello direitoeoutro na paVsquerda, os hom-
: oros relados de cvregar madeira, foi escrao do
Sr. Moooel Olimpio Carneiro da Cunha, senhor
de engenbo S. Caelano : quem a pegar e levar a
I ra da Senzala Nova n. 7, ser bem gratilirado.
Fugio no dia 9 do correnle, urna preta de
nome rsabel, cora os signaes seguintes : idade
I de 36 annos pouco mais ou menos, altura regn-
Na ra das Cruzes n. 41 A, taberna da porla lar, tem urna bellide no olho esquerdo, tem os
larga, vende-se queijo suisso e prato muito novo i dedos das maos defeituosns, e a cabeg chata o
a 900 rs. a libra, assim como tem grande sorti- com cantos, e crioula : quem a pegar leve-a
menlo de charutos da Baha, dos fabricantes mais I ra das Aguas Verdes, sobrado n. 46 primeiro
afamados que ha, e vende por menos do qne em andar.
Queijo suisso e
prato.
vista)
outra qualquer parle, (mais a dinheiro
Batatas hambur-
guezas.
hambur-
Barros &
na praca do Corpo Santo n. 11,1 pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
alguns pianos do ultimo gosto recentimenta! nvilhoiM pela leilora dos peridicos, aue lh'as
chegados dos bem conbecidose acreditadosa-L.i .ij .. r,""u,CU!' 1uo "> s
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres rela.tam lodosos das ha mu itos annos ; e a
muito proprio so ara este clima maior parle dellas sao to sorprendentes que
admirara, os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraran! com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos bospitaes, onde
deviam soffrer a amputado 1 Dellas ha mu-
cas que ha vendo deixado esses, asylos de pade-
timenlos, para se nao submeterem a essa ope-
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes arligos abaixo de-
clarados, todas as miudezas estao perfeitas, eo
prefo convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Carices de dilos a 20 rs.
Croza de nennas de ac muito finas a 500 rs?
Charutos muilo finos, caixa com 100 a 29500.
Groza de boles de louca a 120 rs.
Carretel de linba com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muilo fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs
Banha em lata com 1 [2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito novas a 40 rs.
Dilas com phcsphoros especiaos o melhor que
hs a 160 rs.
Pares de meias eruas pera homem a 160 rs.
Ditos de dilas muilo finas a 200 rs.
Tecas de franja de laa muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia desabneles muilo finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa d folha a 100 rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Farea de sapatos de tranca de algodao a 1$.
Dilos de laa para meninos a 200 rs.
Frascos de macassa perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de eabo preto a 3$.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 ra.
Tesouras para unhas e costura muilo finas a
500 rs.
Pecas de tranca de la com 10 varas a 320.
Escovas para denles muilo finas a 200 rs.
Cordao imperial fino a 40 ra.
* Dito groeso a 80 rs.
Cordea para espartilho a 80 rs.
Caixas para rap muito finas a 19
Pareada meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Luvas
As melhores lavas para montar a cavallo ;
vendem-sa em casa de J. Falque, ra de Crespo
n. 4, chegadas pelo ultimo vapor.
Cevarf nova,
Vecde-se tanto a retalho como per atacado,
pelos precos seguintes : arroba a 28200, o em
saceos a 2g a arroba: na rus da Penha n. 33,
taberna.
Vende-se um excellente cabriole! pintado e
forrado de novo, por commodo preso : na roa do
Imperador, cocheira Sr, Manoel, defronte de S.
Francisco.
O ungento be
lamiente nos
Alporeas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anas.
ErupgOes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fialdade ou falU de
calor as extremida-
des.
Frieras.
Gengiva escaldadass.
In chacees.
Inflamado do figado.
Vende-sa este ungento no estabeleci manto
geral do Londres n. 244, Strand, e na loja
de todos os boticarios droguistas o outras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana o Hespanba.
Vendo se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao era portuguez para expliear e
modo de fazer oso desto ungento.
O deposite geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na rae da Cruz n. 92. em
Pernambuco.
Chegaram alguns gigos com batatas
guezas, quo se vendem no armazem de
Silva.
Vendem-se4 burros muito mansos,' e alu-
ga-seuma escrava de cozioha : a tratar na ra
da Conceicao n.25.
Acaba de chegar ao arma-
zem de Bastos & Reg
Urea grande quantidade de camisas inglezas pei-
tos de linho com pregas largas, e por ser grande
quantidade deliberamos vender pelo diminuto
preco do 309 a duzia com o fim de dar prompta
extraeco : na ra Nova junio a Coneeieio dos
Militares n. 47.
Atteneao.
Vende-se a taberna da ra Direila n 31, com
poneos fundas, propria para principiante, a prazo
ou a dinheiro ; a tratar na mesma.
Carros
Vendem-se dous ricos carros, um grande e ou-
ra$o dolorosa foram curadas completamente, tro menor; no escripiorio de Manoel Ignacio de
Oliveira & Filbo, largo do Corpo Santo.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Souw & C, nicos possoidores
deste xarope ji bem conbecido pelos seus bons
effeitos, continnam a vende-lo pelo preco de 19
cada vidro ; fazem urna difTerenca no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros para cima.
jBk Relogios Jk
Suissos.
Em casade Schafleitlln & C.,rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
cbrenometro8,meioschrooometros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo eslea relo-
gios dos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vondero por precos razoaveis.
Veode-se
EM CASA DE
AdamsoD Howie & C.
Vinho do Porto de superior qualidade.
Tinta de todas as cores.
Lona afille.
Fio da vela.
SolIiM.ailhSea, arreios e chicotes.
Rolhas.
Ra do Trapiche n. 42.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Araealy orna casa
terrea com sotao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao so commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmos, que estao autoriaados para esse
fim, ou nesta praca na ra do Cabug, loja n. 11.
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gunas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhocimento declararan! estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, aim de mais autenticaren) sua a firma-
Uva.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianca para encinar este re-
medio constantemente seguindo algnm tempo o
tratamento quo necesslasse a natureza do mal,
cujo resultado seria provar ineonlestavelmente.
Que ludo cura.
til, mais partica-
seajrnlntes casos.
lnflammac^o da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
deolhos.
Mordeduras de reptis.
Picadora de mosquitos
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna .
Su purar6es ptridas
Tinha, em qualquer
parte que seje.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das artieolaees.
Veas torcidas ou
das as pernas
no-
No dia 8 do correle fugio o prelo Pedro,
de nacao, que representa ler 40 annos, poqco
mais ou menos, estatura regular, magro, barba
no queixo, coro falta de 2 denles de um lado da
parle de cima, levou vestido calca de brim escu-
ro, chapeo de feltro usado, bem fallante e na-
j rece crioulo, lem o peito de um p luchado de
eiysipella ; esle escravo foi arrematado pelo ajn-
nuncianle em praca publica do juiz dos feilos da
fazenda, porexecuco contra o senhor do enge-
nho Peutista. a quem peitencia o OiTo esiravo-
fugio da padaria das Cinco Puntas que foi da An-
dr Nauzer & C.: quem o pegar, pode levadlo
mesma padaria, ou a seu senhor Joaquim da
Silva Lopes, no Recife, travessa da Medio de
Dos n. 18, que ser bem recompensado de seu
trabalho.Joaquim da Silva Lopes.
Aiiuncio.
Fugio na manha de 7 do correnle o escrave
Gaudencio, .mulato esruro, natural do Pera mo-
co, sem barba, de estatura regular, um lano
Cheto do corpo. e sera defeito algum ; Irabalha de
pedreiro soffrifelmenie, o tocador de viola : le-
vou vestido roupa fina aSm de passar por lioaem
livre.
Tambem se acha fgido desde 27 de novembrb
do anno passado o cabra Marcolino, que foi es-
cravo do Sr. Amonio Baptista de Mello Peixoto
subdelegado de Caranhuns : de estatura alta'
grosso do corpo, bem barbado (bem que antes de'
fugir raspasse toda a barba), com falla de der.tes
na frente, e usa constantemente de um centur
de soldado na cintura. Consta que este escrav
se dirigi para Papacara.
Quem apprehandar os referidos escravos e o
levar ao abaixo assignado no engenho Dous Ir
maos, na freguezia ao Poco da Panella sci re-
compensado com generosidade.
Recife 7 de Janeiro de 1861.
JossCesario de Mello.
Do engenho Culigi, freguezia da Escada,
fugio no dia 3 de norembro do correnle anno c
escravo de nome Antonio, com os signaes se-
guintes : estatura regular, cor mulato, cebello de
negro, pouca barba, denles limados, idade 25 ou
28annos, peseoco e ps grossos, tem pelo rosto
pesclo e peitos algumas martas de pannes
alguma cicatrizes pelas costas que parecen, t'rr
sido de chicle ; nao levou comsigo roupa algu-
ma, e consta hr ver fgido para o lado de serlao
d'oode viera : quem o apprehender, poder el-
va-lo ao referido engenho, ou no Fecife. ra es-
trella do Rosario n. 29, ao Illm. Sr- Florisrruo-
do Marques Lina, que ser bem recompensado.
Escravo fgido.
Um mniaioclaro, magro, com pannos rretoa
na macaa do rosto, representando ter 25 annos
de idade, natural do Rio do Peixe, chamado
Luiz, desappareceu no dia 30 de Oulubro da casa
do Dr. Cosme de Si Pereira, de quem escravo
suppoe-se ter levado um cavallo
Roslron que se havia soltado, e
em busca do mesmo ; suppoe-se
mulher de nome Mara tambem
levando uro pequeo bahtt de flandres : roga-s
as autoridades pollciae e a cutres quaequer
pessoas que o prendara, e remetlam ao aeu se-
nhor, qne pagar qualquer despeza.
Pu/io da cidade do Aracaty, no uez de se-
tembro prximo passado, um escravo do rom-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco
que ha pouco o havia comprado ao Sr. Berilo
Lourrnco Collares, de nomo Joaquim, de idade
de cincuenta e tantos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e com falta de alguns na frente'
queixo fino, ps grandes, e com os dedos grandes
dos ps bem herios, muito palavriador, incol-
ea-se forro, e lem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera so dia 6 do
correnle. viudo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareelro seu conhecido,
dlsse que tinha sido vendido por seu senhor para
Golanninha : qoalquer pesaos que o pegar o po-
der! levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
aos, que gralifiesro geuerosamelue.
preto do Sr.
que elle fra
mais que sua
o acompanha,


8)
L literatura.
MAMO DE PERHAUBUC. -QUINTA PEIRA 14 DE JANEIRO ftEitt.'
Episodio mantillo
Naufragio da cuuveta brasileira d. isabel.
toes. Sem se lembrar, talvez, quo depois de
| meies da longa trafessia, chega ancioso o inte-
resse que motiva a sauia Je da patria, e nuuca
enfraquecido nem desbulaJo por cIToito d'uma
prolongada viagem.
A navegado progredia, augmentando de hora
-------- ..,., poiii'O
ao h, u .W.assar-Kebir. tmulo do r-M I). S-bas-
liao e do oulros bravos Portuguezes. Naufragamos
a vista u Aimadroncs e praia de Tnger.
nOTembro s 9 horas da noute.
il e
Da
poca nos aDnaes
O anno de 1660 ha do (azer
da ri;iriiihn do imperio.
A curvea brasileira Isabel, dcMinida cor-
rer vatios (orlos oa Euiopa, e dus Kstados-Uni-
oos, para insirucgao da companhii dos guardas-
Diarinha, qu,e haviam completado os .-studos aca-
dmicos, thegou tranquilla e riesasombrada lo-
dos osporlos do seu itinerario,mpellida por ven-
tos la ora veis, nesses portos onde osaconleci-
mentos polticos do Brasil deixatn impressoes
pOuco duradouras.
A sahida de Mancille.
Rompa as barras o dia 30deouiubro de 1860:
ja a linda Isabel, que em troco do grandes sacri-
ficios rollara enriquecida de uteis obserragoes
para com ellas eunobrecer os annaes da marinha
do imperio, aprestava-se para a viagem. De-
pois de ixi'tular rom pericia e esmero todas as
pratios doesiylo martimo, entre nags civilisa-
das, salvou ierra, e capitana da dviso fran-
ceza aliestacionada.com ludo o rigor da etiqueta.
A ancora pouco pouco so ia suspendendo.aj as
aguas do ancoradouro de Marseille como que
sentidas d'ausencia de lio soberbo o garboso na-
vio, rnurmuravam entre si, e os toarinheiros smi-
dosos eniuavam em voz baixa e SMmida a canr.o
do despedida... quando, i um signal do r, es-
tremece o casco da crvela cora o baque d'auco-
ra que de novo, largas as bogas que a prendan)
encrava-sc no leilo do rio. Que ser ? Pode mais
o ccu. que as ordens ou instrucgesdo comman-
Uante ; o veoto tiulia acalmado de lodo.
L'm vapor francez ptsioso offerece para o re-
tar, no extremo da pennsula ibrica : urna mansa
brisa do nordeste empella a crvela para fra do
Mediterrneo. Esta bella perspectiva por vezes
despenara a aliento de toda a guarnigao, do la-
do ttpposto s inhspitas coslis do continente
d'Afnca, Argel, Coitsiaiitina, Mogador, Tetuan
e masridades e villas da Bai baria, freule fren-
te, o contraste vivo da civilisago e progressos do
enjeenhe humano, Toolun, Barcelona, Malaga e
Tavira, e no rerilro do golpho as ilhas de Malta,
Majorca, e outra* do grupo das Baleares.
Saudando o Mediterrneo, e entrando nos do-
minios do Atlntico, leste-oeste com a ponta de
Tarifa, saltn o vento para OSO, com regular in-
tensidade. Ctelo, barredoura colhidos, e sobre-
gneles ferrados, braceando-se bolina, conli-
nuava seu esminho- toda acochada ao rento a
Isabel : eram quatro horas da tarde do dia 10 de
novembro.
O barmetro ptincipia mostrar mudanca na
aihmosphera ; a brisa que ento reinara suave e
branda, torna-so forie e variavel, crescendo de
minuto em minuto, enfumagando toda a costa do
htlural da Hesp-nlia, e s ponas occidentaes da
Europa, iao pillorescamenie chanfradas. O sol
cammhava para o seu ocaso, o tempo eslava
empacador, o rento temperava com suas rajadas
o calor deixado pelo sol abrasador dss proximi-
dades do invern : alm dos trpicos : bizarro
archileclo, lngara em mil construeges de fogo
as grossas nuvcus que o circundaram como ar-
raigadas para seus caprichos.
O mar at ento liso, e unida sua superflcio,
presentando amencia de elevadas ragas que for-
mam cameirinhos, desapparecia com rapidez essa
tratiq.mii.jflde eslagnante que faz alentar os na-
vegantes : excepcao de algumas reas quo ap-
pareciam barlavento em demanda do Estreito,
nenhuma oulra circamstancia allrahia a attengo
manobra eslava (Inda Amudadas rezes inter-
roga ao hornea do teme, onde ve?... ESE...
andar assira I... nao arribar I
feO vento rariara no quadranledo SO : profun-
do silencio reinara bordo, todas as vistas e ea-
perancas eslaram depositadas Uj'um s homem I
effeilos do rigor da disciplina militar. Gaita um,
collocado em seu posto de honra, auxliava como
de de ver aoserrico da manobra ; todos queriam
penetrar por entre o negro vu que os cobria, o
pharol que os guiasse porto seguro e salva-
como duas fateixas, e os pos sobre um convez
lodoso como urna alga, assim estas earilhas riras
redobram de instancia para que elle se salve; e
a ealag redobradas aupplicas, responde com toda
a serenidadeA vida de um commandantt dt no-
eto de guerra, i to custosa depois deum naufra-
gio que .nao vale a pena disputa-la t caja I
Desee i cmara, toda innundada, e ninguem
mais o rio I.... suecumbio cora a sua crvela....
victima de sua m estrella.
Eis que ura bravo lenle
atento: s de quaodoora rc.Voav. a voz do! hoa'Iar.^^^'c^t ZZ"
actu crucial, que unido ao hornera do lerae lhe'cercaran! no torabadilho e era delorde
dispertava a ailengao : a corrida era medonha,' -
mo grado a Isabel, longe do ugir do eminente
esordem se pte-
boque; ido generosa e delicada aiteugo fra acei- du vigilante officjl do qu
ta, e em seguila se suspenden o ferro e largou ram lodo o resio da larde.
uarto, e assim navega-
._.gou | ram ioao o resto da larde. Ao anoitecer montado
do ancoradouro no meio do tumulto dos ltimos estara o cabo Traf.-iljiar, permanente teslemunha
: e os amaveis visitadores rio d-ram pe- 1109 feilos sobre humanos de Nelson e de Colin-
good : a crvela segua na bordada do N. em ga-
veas nos primeiros rises, pouco-depois nos se-
gundos, fazendo toda forga de vela possivel. para
llllll'jr ksBAou.1. -si 2^ _
lo engao senao ao verem as arvores do boule-
vard contiguo ao cae3 passarem como na csrrei-
ra ao Irare dos ovens da lagareta. Nao houve
remedio senao vollar par tetra em seus esauos
escaleres, onde forga de remos sbordarara em
tempo de verem a sabida da crvela.
Dando-lhe em cheio a ficsca virago. mostrou
por despedida to hospialeira gente a banda
do lado oppoxlo, abandonando sua Imha d'agua
e descobrindo assim pouco pouco, como com
pojo, seu costado o o enverdecido cobre. A
som das salvas de agradeciruento, os lencos e as
es becas alegres, dispu.sl.ts era grupos ao longo
da aburada de buin-l.ordo, troraram um ultimo
adeus, com os cavalleiros o lindas damas que no
niolhe davam saudosus emboras : ellas que ha-
vium escoltado seus adornse enfeilcs. para que
Ulitis bellas parocessem aos jovens oficaes.
Deilando 6 milhas com boa aragem, carregada
e ufanada com seus ctelos o barredoura em
breve tnontou a ponta do Sueste e desappar'eccu
aos olhosde todos.
Devera ser digno de esludar-se as sensacoes
dcsoliciaes e mais pregas que bordo dissetla-
vam alegremente sobie as impressoes da via-
gem : na entrada e sahida de portos paraelles
nunca vistos e assoberbados e enriquecidos de
magnificas obras d'arte, que lauto elevam e en-
graudecein o eiigenlio humano.
No casiullo da proa rnannheiros cigarrando e
cauarolando, coiifuudiodo seus cnticos com o ru-
mor das vagas ; danzando com essa alegra in-
fantil que caracterisa o homem du mar, quando.
depois de loriga ausencia, trabalhos, vigilias e
milliares de pnvncoess6 dirige para a patria que
ganhar barlavento alioi de afaslar-se, como con-
vinha, da costa. Era urna travesis, podendo
assim apreciar-se a bondade e excelfentes quali
dudes da crrela D. Isabel.
No da seguinte. eniregs do fuarto d'alva,
quando as pracag'acudiam ao reclamo do apilo,
responder o alardo, de repente apparece o com-
o mandante em cima da tolda, parecia reter a respi-
s j racao, nessa postura to espressiva do homem
que escuta com unciedade ; o ouvfele-do mari-
nheiro comprehendeu o mar e o estado da aihmos-
phera. O vento sibiUva de encontr os cabos
anda na direcgo de OSO e forte : annunciando-
se de longo com as rajadas que de espago es-
pago dava. Dou as precisas in.strutc.des em or-
dem acanlelar qualquer sini.-tro, mais de urna
vez desee cmara, consutia mappas, 16, ponteia
a caria, indaga de nstame V instante onde rae a
proa, ordena loda vigilancia-e cautela ao experi-
mentado timoneiro.que de prompto acuda, repo-
lludo as mesraas palavras, ao montono som do
official que eslava na catarento... folga !... alli-
via I. agenla ao lemel...
Em gaveas colhidas de todos os-rises, papa-fi-
gos e vela de estae, a /sa6ei, seguindo o rumo que
a escassez do vento Ihe ronceia, se dessfronva
impvidamente das injurias do tempo, quando
um lufao arrjncando-lhe as gaveas, atirando para
longo seus farpados restos, desapiedadamente a
entregou discrigo dos vagalhes ; a amestrada
ente que naosuecumbe, redobrando de esfergos,
enverga oulras que exisliam de sobresaMowle,
anciosa os espera. No tombadilho, grupos d'of- '"g" risadas nos lerceiros, coutimiando-se assim
flciaea e mancebos guardas-marinha, g.ilhofei- 4 ruxar oasadamente.
ros e espiniuusus, entregues dourados sonhos :
uns desenliando em esbogo a cottfiguracao da
coala do paiz que tanto os honrara e distingui-
r, outios enchendo de olas descriptivas as pa-
ginas desuascarleras de viagem. Erolievecilos
na contemplago de to estupendas maravjlhas,
devora'ios pelo amor da sciencia, indagando as
lacuuas ou faltas de seus roteiros, examinandu
com escrupulosa atlengo, quaes as cidades e
que naci perlenclam os portos que bordavam
as margeus da costa : oulros analvsando os bou-
quetse varios luirnos de deliciosos fructos que le
tena ha pouco tinhara viudo, misturando seus
delicados aromas e perfumes, com o delicioso
cheiro da maresia e do alcatro ; deleitoso quadro
formando um contraste dos primeiros.
No meio do todos elles o pobre Felippe, tai-
feiro de menor edade ao servigo dos guardas
marinha, correndo e mulnplicando-se par ser-
vir lodos os seus anuos e contento. Pobre
i'tlippe 1 cabocolinhode camisa azul, e barrete de
xadrez verde e encarnado. Encantador rapaz,
que aquelles jovpus apreudizes amavam, por fal-
lar sempre em sua velha me de Nictherny qual
quera levar os 7^000 de suido que Ihe davam
por mez.
No catavento estava embebido na manobra um
oITicial com as insignias de capio-tenenle, sem-
blante aobro e trigueiro, barba espessa e grisa-
Iha, matinhc-iro alieno lular cora o horrivel
elemento, physionuraia endurecida e encrespada
pelo rigor do mando ; mas dolado d'um corago
docil.sffarel o generoso : era o commandauto Car-
vallio.
Tudo promeltia e agourava urna feliz viagem, e
Tan brandamenie os venios a levavam
Como quem o cu linha por amigo.
(Camoes ).
A crvela, luda e tranqnilla.se deslisava pelo
caminho indicado relo lenie, gaibosa efeituei-
r que ella era I Sua proa de encantador perfil,
afiliada eligeira, suas turmas mysteriosas, ele-
gantes, correspondentes Umbem ao seu nome 1
Seus maslros levemente inclinados r, popa
nobre e grave, larga bandeira e llamla cutnpn-
da, que se nao podii sustentar no sr, balancean-
do-so ao loiiso do raastro, lnguida e preguigosa
que era! Quem nao se enamurou o'ella ? !
Encantador capricho do gosto e arte, deliciosa
mistura dos genios de dous paizes situados em
continentes oppostos, que o grande ocano se-
para. To suave viulia ella 1.... rapariga lou-
rera, que anda cm visitas no dia em qo veste
seu vestido novo, ella tambem se preparou no
trinque para so mostrar em sua lorna-viagem,
ainoa mais bella, anda mais garbosa do que sa-
nio do Rio de Janeiro.
A alegra da equipagem parece que havia se
transmiiiido aos ofiiciaes de r ; a unir excep-
cao era a do commaudante ; seu pensament es-
lava preocupado pela imagem do destino que lhe
nao suma ; a tranquillidade u'espiritu sumtra-se,
para deixar em seu lugar lo profundas medita-
FOLlIETOl (1
A LINDA MERCADORA DE PANOS
POR
Unta tempestado se forraava com todo seu hr-
rido cortejo ; o relmpago o osuzis cortaram os
ares, os trovos corabinavam o seu medonhoes-
tampido com o ruido sinislro das grossas vagas e
os sibillos do vento ; a chuva principiava ea-
hir em torrentes, semelhatiie & calarais que jor-
ra de 600 ps de altura ; expesso nevoeiro enein-
zeirando e ennegrecendo a athmosphera todo
confundi ; correles demasiadamente fortes-en-
sacavam a pobre Isabel, aproximando-a inceosi-
velmente do perigo dos baixios o restingas jun-
tos costa da Barbaria.
Os navios que at ento a arompanharsm, ten-
do podido ganhar o largo, busearam na arribada
aos portos do Mediterrneo segsro abrigo.
E fui sempre causa triste tornada ao porto
daquplles que tornaram : a IsaCel bem doligen-
cias fez por os imitar, mis a sua posigae era j
critica e assustadora ; sotaventeada 1... aseria-
ran vendou-lhe os olhos ao perigo.
Acontecimenios que abysmam & quem os suve
e escuta o sobre elles medita, lhe eslaram desti-
nados I
Cada um desles temporaes na garganta do Es-
treito, ondeesto enllocadas as columnas de Her-
cules, deixa aps si sua reeordago raaie ou me-
nos extranha, mais ou menos trgica e dura-
doura.
E na verdade, critica e asustadora era a posi-
cao da crvela :A's cineo horas damanka reu-
ni o commandante em conselho- os officiaes, e
o-uvindo a upinio de todos, resolveu-se en com-
mum accordo continuar fazer-se [orea de vela
no mesmo bordo. E assim uavegaram at s 10
horas e 30 minutos ; rondando, porm, o vento
para o oeste, com a mesma torea e iotensidade,
deu-se preferencia mudanga 'amura; ea ma-
nobra fui executada com a rapidez do pensa-
nienio, virando a crvela m bordada do sul.
Uuas horas depois, reunindo em novo conselho
a o/ficialidade, a arribada a bahia de Gibraltar,
fura o ali'itre escolhido e acceito, porquanlo a.
forte iravessia impeda que a crvela se amar-
rasse corno convinha, fugtndo da costa. Ella que
em gaveas nos lerceiros, papa figos emezena, re-
pela com denodo as injurias do lempo :
Ora arremessada aos cus com furia rija,
Ora locando as fumas arenosas.
(/. A. Macdo.]
Sendo o seu peior inimigo as correles occul-
tas, que inuiilisavam todos os esforcos. Eram 8
horas e 15 minutos da noile, quando os clculos
oa eslima, e oulras investigages motivadas por
descontos e abalimentos por torga do grande ca-
himenio, davam a postcao do navio, agua-aberta
com a embocadura do Estreito.
perigo que todos aguardava, paraellfi se apro-
ximava com incrivel rapidez I A lisongeira espe-
ranza que raras vezc3 abandona os afilelos, ele-
ra-se proporco que o perigo augmenta: era
ella que alentava todos, quando foram disper-
lados pelo agudo grito de terror dado pelo sota-
gageiro do grupz... arrebentago sotavento
da proa I... no meio da celeuma medonha, urna
voz gravo e sonora se ou vio, era a do amestrado
e impassivel commandante, que bradou... Silen-
cio I.. bom bordo o leine I... orea, orea lodo I...
caca a vela de r\... ala bracos bolina I...
amura papa- figos I... ore* \...orca\
Soou o apilo, e a crvela ao chegar linha do
vento, descrevendo apressadamento a cura que
a poria salvo do eminente perigo..., estaca!...
um instante depois, por urna dessas irregularida-
des do tempo, to commum em as grandes tem-
pestades, a massa enorme de duas montanbas
d'agua arrojadas este-bordo da proa, atordoa-
ram a victima, que estacando sem poder mudar
de amuras.... menlio'..... voltou sobre si mes-
ma e descahio aiordoada do choque das ragas,
anles quo podesso obedecer acgd do leme f...
Em balde a linda Isabel se debteu com to po-
deroso elemento, com lo inexoravel immigo! Em
breve toda a esperaos* de salvamento se malo-
grou.... urna forte panerda,que todos atterrou,
aonuncioit que a hora fatal era chegada I um es-
colho lhe embargou a carreira !.... e>s vagas,
engolphando-a por todos os lados, ab*faram-a I
No meio desta scena que se nao pode descre-
cer, verdadeira bacchanal da creago. orgia em
que a nalureza grita, danca e se rasga!.-.., cam-
ba!6a e cahe 1 Neste espante geral queeocan-
deava as vistas de todos, fazendo tremer esferas
da Barbaria em suas tocas, era cousa singular ver
o frgil lenho, a misera e desdiloaa Isabel, qual
ponto no espago, eomparado com a-immensrdade
do ocano, lulando contra a tempestado paito
peilo, logo que entrou em seus dominios I,.-,,
combate de morte f
A hbil, a linda tr seductora crvela que o go*-
rerno deS. Magestad>, hara confiadoaocomman-
do do cap lo-lenle Car val ho, estava-ahi debai-
xo de seu3 ps, supptita-ndo soccorro, tremendo
com loda sua mastreago, agoutaodo o ar com
seus mastrds, impellidse repellida comom-a pe-
las grossas e elevadas ragas que vinham do lar-
go, e pelas ressacas da torra, que mais Ebriosas
rer cediam----elle va rudo islo___ea primei-
ra cousa que ferio seus olhos, foi a queda do
mastro grande, cuspindo arcunhes da enors"sal-
tou fra da carlinga e partiese como se fora um
tubo de vidro, em sua es tr ondosa cahida. No
meio dos gritos de horror, nruitos eederam a-vi-
da esmagades-pelos destroc, entre j>s quaes o
segundo commandante maia-oulrosefBciaes e ra-
as pragas da guarnicao. k
Entre os lamentos dos rrruribvados, ouvio
86 destnela mente os do pobre- Petrppe 1......-.
mi ha me !.... forsm suas derraderras patarra;
seu ultimo suspiro que lhe eonsagrou 1 ella er
seu ludo, seu Deus, quem renda um verdadeiro-
culto, culto nascldo do corago de es piedoso fi-
lho: foi esbarrar-se de encontr -amurada oppos-
ta a arrebenlar;.Q>uiz levantar-se nws vi'am-o
recahir e envolver-se na onda que atravessou a
crvela, por entre a lea de cabe e pedagos de
mastaros o vergas, destrogos que isterceplavam
todo transito na tolda: pobre me ir qual elle
queria levar os 7ft.de sold I ante hontero riso e
folguedo, honlem a tempestad, e hoje a morte !
Foi, pois, cora as vidas de 38-praga, 3 officiaes,
i guardas-marinha, o capello- e 2 cabo que a
curveta brasileira O. Isabel pagou o pcimeiro tri-
buto ao temporal da noile de ll.de novembro !
Nesse momento em que a scena do-inferno se
apresenlava com todo seu lgubre e hrrido cor-
tejo, urna forte rajada ou antes um tufao, arro-
jando a muribaoda Isabel sobre o parce! a fez
estalar, abrindo-a em suas costuras ot- a ultima
eavilha ; e esse-estte foi como do um. rato que
escala as grandes florestas grossos madeiros :
quem resistira tantos e lo-suecessivesdesas-
tres? E o estertor da morte do mundo I.... s
falta a trombeH do snjo do esverminio E" a tr-
ra e o mar oueestao em completa luta I...Todas
estas lgubres ideas se combaliam na- cabecs dos
miseros naufrago, em maioe tucbiln&o de que a
tempestado!
Horrivel combate se dava n.'alma do comman-
dante : por mais forte, por- mais slreiUmenie
que a conseieoeta do dever o 4ranqu>itizasse, hr-
rido espectro se ergua anteelle! o dever, o ter-
rivel dever militar encarado ao sabor de quem
analysa fastosalbeios ; eslava ahi interceptando,
reparando.era suas ordens, embargando suas pa-
lavras ; eslava ahi com uBoa-mo.esmagando>lhe
o hombro e as dragonas, por sua pressao de fer-
ro, com a outra rbostrando-lho & mesa e fazendo
resoar as vozes dos seis vogaes do- conselho de
guerra.... cobarda 1 impreridenctl traicao !....
estava ahi, mostrando-lhe os coatmandanles sen-
tenciados morte, arrancaodo-ee-lhes as fardas,
despindo-os de todas as honras I....
r. ao sentir essa mo satnica que lhe abrasara
o hombro e apertava-lhe o corago, eis que elle
mais se enerva, mais so encoraja na resolug
temada.
Neslo lance de desespero, renunciava o bravo
commandante, o interesse de salvar sua vida, e
s queria estar unido ao seu navio, ligando sua
sorte ao destino da curveta. A sua curveta, era
para elle.uma muther cora a qual o estado o hara
casado, qual elle bavia prometttdo Adeuda-
da e protecgo ante um padre e sobre um tirro
sagrado ? nao I sem duvida Mas era sotxe a
honra de suas dragonas, perante seu paiz tateiro,
peranto a numerosa e Ilustrada classe de seus
camaradas e companheiros d'arroas, quo jurara
de ella affetrar-se como o pavilho no peol da
mesma em um combate de vida e morte! de de-
fend-la at o ultimo sopro da vida, contra,
cipilam sobre agitadas vagas: o impetuoso man-
oe^s seus, agarrados aos fragmentos dos mas-
tros, vergas e antenas que confusamente boiaram,
entregaram-se discrigo da divina Providen-
cia. A par do rumor dos Irovoes e do seu horre-
re! estampido, ourcm-se os lamentos dos feridos
e moribundos prestes desccrem para o abysmo.
Oue espectculo que era essa longa esquadra
de destrogos, que servia de batel aos miseros au-
tragosl uns, mutilados e extenuados de torgas ar-
cando brago brago, peito peilo com a morte!
outros susiidos por pedagos de amurada, arranca-
dos e levados de rojo sobre a praia e caehopos
coxos car regados por cejos.
Reunidos na praia de Tnger em trras de Ha-
oat, lngara ao cu risUs piadosas e de contric-
gao ; com anciedade dfficil de descrever-se bus-
cam atravez das modonhas vagas do ocano, o
camarida, o amigo, o companheiro de iofrtounio,
o irmao de armas quo rhes faha ltenlos escu-
tam, nada ouvem seno o sybilar do vento e o l-
gubre som do vagalho; nada ouvem, nada veem
seno cm torno de si o horrivel despojo da san-
guinolenta calastrophe !....
E assim acabou seus dias, a malsetegante e ve-
leira curveta, a D. Isabel, elliminando-se para
sempre da curta lista dos navios- da armada, e
com ella seu commandante e 132 pragas, inclusive
10 offlciaes de diflereules clanes e 11 guardas-
marinha i
Mo fado persegue a nascente marinhvdoim-
e**"0!...... de mez em mez, um naufragio,
um funeral 'r de dia em dia, urna-demisso, urna
reforma !
Recife, 16 de Janeiro de 1861.
c. e.
Carrega vela de r e cela grande I... conlro\...
conlro lodo !... ala brago* ao redondo\... car-
rega o tragete!... Lessuesle o caminho I...
Estas vozes dadas com energa eseguridade.com
o auxilio do porta-voz, foram com promptido
executadas, o o amestrado e intrpido comman-
dante, apenas linha acabado de proferi-las, j a
agua, contra, a Ierra e contra o fogo! ludo islo
sob pena do ser marcado com o infame ferrete...
cobarda improvidencia !.... traigan !
E, pois, nom os conselhos de amigos compa-
nheiros d'armas, o decidiam de urna prelescjlo to
imprudente e temeraria, e mais.que. tudo do funes-
to resultado que nao tardava. Mudo e esttico
junta ao topo do mastro da gala, embreohado
em seus lgubres pensamentos, mais negros tai-
vez que aquella noite, despede-se cota aceoos de
seus subordinados e ordeoa-lhes que abandonas-
sera o navio e se salvassem Aos poucos que
anda exisliam agrupados no tombadilho, com as
mos aferradas aos cabos e cabegos da amurada
ELIE BERTHET.
DIREFiOe0HttERCI.il.
Eitrahlmos da obra intitulada Manual do Di-
reilo Commercial, cuja sexta edgo Mr. Dravard-
Veyrire; professor da faculdade de direito de
Pars, vae brevemente dar 6 luz o seguinte capi-
tulo consagrado s prezas martimas. Ler-se-ha
cora interesse o histrico Ja? legislsgo sobre es-
la materia, eojo ultimo-estado foi flxado pela ul-
tima declarado de 16 d abril de 1856; nlecla-
rsfo, que constilue um progresso do civirisagio
dos mais importantes.
Btts
DAS PREZAS MARTIMAS.
SEcgO'l*.
Dos-armamentos- em corso. Do- direito de fazer
o corso.
O mar coomam todos os someus. e ne-
nhuBv-principe, nenhura estado pedera preten-
der ler n'elle di.-eitos particulares: Mari gusd
natura mnibus patet, servitus imponi privatm
lege non potest (L. t3. D. Princip. comm. prced.);
elle pertence, pois, todos aquelles-,. que podem
utilmente snlca-lo.pera o bem estar e eivilisaga"-
dos poro.
Entretanto, desda tempos qHasi immemoriaes,
es soberanos olhara-ra como um dos attribulos de
seu poder a faculdade de autorisar o sprisiona-
mento no mar ds novios de comraercio e das
raercadoria perlencentes aos membrosda nago
oem a qual estavam em guerra-;-em urna pala-
rra, coneeder seus- subditos a autorieago de
fizer o eo9So.
Era um velho resto de barbaria, urna- especio
do roubo organisado, que com raao reprevam os
publicistas modernos.
A inslilmge das cartos de maraadats do Ora
*o seculo XIV, e desde essa poca todo os go-
vernos servirsm-se della, e os corsario foram
considerado como os auxiliares da armadas re-
gulares. O governo francez, convm diC -lo em
honra sua, msis de u-ma vez convidou a poten-
cias martimas abolirem esse use ; e ot tomou
este respeito era lTinma genereBa intciatlva,
mas sem suceesso ; e desde ento vio-se. na ne-
cessidade de renunciar ir esta reforma, tanto
difocil fazerv. com que- os soberanos abeudonem
um meio de-prejudicar seus inimgos, sem que
Ibes custe nada !
D'ahi, diz Martens, provm.. essa inconse-
qjiencia frisante que, em.quanto as guerras do-
eoetinenle as nages crilisadas da Europa estor-
gam-se por fazer cahir o menos possivel o fardo
sobre os subditos pacficos do inimigo, e respei
lam suas propriedade mediante urna eonlribut
gao, autorisaado o saqus somente em alguns ca-
sos extraordinarios, conserrortrse as guerras
martimas o uso brbaro de privar os subditos
iniralgos, de seus navios e carregamentos, prohi-
bindo, quasi geralmente hoje, receber um res-
gale.
Convtn. no entanto, confossar que na conu-
so das usos e tratadosem vigor at estes lti-
mos lempos, sob o imperio da interesses oppos-
tos e de tradigoes contradictorias, nao possivel
esperar a applicago immediata e completa dos
principios, que condemnam o eorso. E assira,
despelo do que elles lem de verdadeiro e ge-
neroso, nao tinhara sahido do dominio da espe-
cujaco. e duas razos ptincipalraenle tinham-os
feito considerar coma irrealisareis : em primei-
ro lugar, dkia-se, os navios mercantes e. sua
equipagom sao elementos constitutivos do poder
naval do inimigo, sempre promptos transfor-
marem-so 4 primeira requisico em instrumen-
tos e pessoal de guerra ; em segundo tugar, no
mar impossivol aecusar o inimigo por oceupa-
gOes de territorio : nao possivel atacarlo nao
ser na. ulidade que elle procura tirar desse
elemento, e esta utilidade consiste nicamente
na navegacao commercial..
Porm, urna cousa impedir momentnea-
mente a navegago comraerciai por mediia de
aeguranga, e outM Cerusa apoderar-se das pro-
predadea privadas, darlos e raercadorins; por
outra. uma cousa o direito de captura, exerci-
do pelos navios do estado, e outra cousa a ia-
tervenco de navios privados armados em guer-
t>, de simples particulares que corroa e mar en
seu proveilo, com o flm'unico de enriquecer, pe-
la captura dos navios inimigoa ou das mercadu-
ras ioimigas.
Assim, o illuslre Frauklin altamento reprova-
va o corso martimo e fazia votos pela poca em
que elle fosse abol lo.
A' esle respeito, um grando passo fui dado em
1854. gragas aos principios proclamados ao mes-
mo tempo pala Fiauga o Inglaterra respeito da
conducta que ellas accordavam ter durante a
guerra, que iam emprehender contra a Kussia,
principios proclamados, dizemos nos, na declara-
gao de 29 de margo de 1854.
Com efleito, pelos termos desta declaragSo nao
deviam ser concedidas cartas de marea, e as ope-
rages da guerra deviam restriogir-se s forjas
regulirraente organisadas dos dous estado?. Esta
declaragao, porCanto, abra ama nova era..
Eutretanto, as eoncessdes que ella consagrava
lioham apenas um carcter provisorio e momen-
tneo : Sua Magestade, diz a declaragio, movi-
do pelo desejo de diminuir os males da guerra,
quanlo fr possivel, e restringir as operages
della s torgas do estado regularmente organisa-
das, declara que nao tenciona por em quanlo
conceder carta* de marea. Esta declaragao,
por conseguiole, deixara subsistir em direito a
doutrioa, segundo a qual, o corso considerado
como urna pratica legitima, como um concurso
de forjas mvaes, que os particulares prestara ao
estado, do qual fazem parte, pouco mais oo me-
nos como os corpos francos e os partidarios nos
guerras temloriaes.
[Conlinnar-se-ha.)
Variedades.
GEERALN PIMONDArt
(Concluso.)
Recobrando por flm a sua liberdade, voltou
r Continnago.)
VIH
Muilo pouco resta hoje do antigo quarteiro do
Templo no estado etn que se achava hs dous ou
tros seculos. Todo o espagocomprehendido entre
o boulevard, a ra de Cordene e a ra do Tem-
plo formara ento um vasto recinto que, depois
de ter pettencido Ordcm dos Templarios, pas-
sou ser propnedade dos cavalleiros de Malta
desde o remado de FelippeoBello. Esse ter-
reno (ora em lempos mu remotos cercado de fs-
sos e muralhus. flanqueado de torres, e guarne-
cido de puntes levadigas, como uma verdadeira
praga de guerra ; porem na poca, que nos re-
ferimos, essas forlificages arneagaduras tinhara
em parte desappaiecido : apenas do lado da ra
do Templo, onde era a entrada principal do re-
cinto, se va anda uma parle do muro fortifica-
do, com suas torrinhas e guantas. Essa entrada,
pralicada n'uma beriura entre o palacio do grao-
prior e a muralha, formara uma abobada som-
bra situada por um edificio alto e ami-
go : ol velava da e noite uma guarda eulu-
ciente para fazer com que fosse respailado o di-
reito de asylo, de que gozavam os habitantes do
'quarteiro.
() Yide Diario n. 18.
O interior do recinto olterecia aos olhos dos
que l peiieiraram um complexo do casas de ma-
deira, pela maor parle immundas e arruinadas:
nao obstante minias dessas conslrucgoes, sola-
das das oulras e de urna apparencia mais moder-
na, eram cercadas de jardins bem cultivados; e
poderiam at passar por bonitas herdades, seno
fosse a parcimonia com que se lhes havia distri-
buido o are o ospago.
Dous ou tres edificios grandes dominavam es-
se ajuntamento confuso de casebres e folhageos.
Alm do palacio do grao-prior, vasto e nobre edi-
ficio de que ainda existe hoje urna parle, via-se
no fundo da praga principal, ento chamada pro-
pnamenie praga do Templo, uma velha torre go-
thica que servia de pris.io aos cavalleiros. A' di-
reiia na extremidade Oos jardins do priorado se
elevava o lgubre monumento, lo celebre sob o
nome de torre do Templo : era quadrade, fortifi-
cado nos quatro cantos com enormes torredes,
escuro, e sombro; suasjanellas eram guarneci-
das de grades, e suas pyeamides elevadas pare-
ciam perder-Se oas nuvens.
Essa especie de fortaleza fra edificada no d-
cimo terc.eiro sernio pelo irmo Hubert, thesou-
reiro dos Templarios, flm de servir para ahi se-
ren guardados os archivos da ordem. Mais tardo
servio para l dr-posilarem os seas ihesouros os
res de l'ranca. quando partiam para guerras em
longinqnas trras: e nos lempos, de que falla-
mos, conlinha os archivos dos cavalleiros de
Malta. Nao para aqu a hi>t<>ria da torre do Tem-
plo : o infeliz Luiz XVI esperou dorante seis oae-
zes dentro das suas espessa muralhos A senten-
ca, que contra elle deu a Convencao.
Eases monumentos historeos, esses soberbos
pala.ios, dessitninados no meio das casinholas e
grandes arvores, que enchiam o recinto, davam
ao mesmo recinlo um aspecto particular, O seus
Vtenna quebrado pela doenca esoflrendoas con-
sequencias da sea'longa pris'o, seus amigos, que
o tinham julgado morte, festajaram asna volla
como umaressurreigo.
O imperador recempensou tantos servigos e
tantos actos de bravura, nomeando majar o joven
official.
Honrando muito- a Franca para deixardeser
francez leve que interromper a sua carreira mili-
lar ao servigo da Austria, porque para continuar
necessario lhe fra naturatisar-se Austraco.
A guerra cessou por' atguns instantes, a paz
dourou essas campias ensopadas pelo sanguedas
batalhas
Foi dorante esta tregua, em que a revolugo e a
sociedad e-toraavam alent paramis terrivelmente
renovarenr a lula, que o merquez de Pimodan
voltou f-esla Frangaqu-e amara o aonde podidis-
putar Bayard, o ttulo de cavalleiro sans
peur et sansreproche.
O joven guerreiro fixoua su* residencia-em
Pars, o homem que rinha visitado em Gorila es
tmulos de Carlos X e do duque de Angouleme
quiz ter ante os elhos todos os das os sitios que
se tinham ensopado no saogue de desgragada t.
bella Mara Anioincte e do bondoso Luiz fV,
Pars lhe parecia o* hecatacombe d fidelidades
Era um espectculo curioso- para o herdeiro
das glorias da enliga Franca, ver este povo que
tkiha assassinado e desterrado seus principes,
vergar, em nome da democracia,, sob o poder do
imperio.
Os manes-des Lascure,. de Bomohamps, de Cal-
clinoud, de La Rochejacquelio,. e de tantos ou-
tros, recordaran) Pimodan o seu dever desol-
dado da regitrmidade, mas, dSo- era contra a
Frnga que elle linha de desembainh-ir a sua es-
pada mas swn contra arevoluge, que todos os
dias ameaea-va a religio o a elvilisago.
Foi durante a sua estada em Pars, que Pi-
modan eneooirou em Emma de Mally Couro-
nel descendente da familia de Vayer-d'ArgeH-
son e de Mootmorency Laral uma esposa digno
delle.
A felicidade domestica nao pode fazer-lhe es-
quecer o dever de soldado legitmista, e de bom
grado troceo esse socego envejado pelos riscos
e trabalhos-des campos da batalha.
A revoVuge, depois de ter quebrado as corojs
do duque de Modena e dos grao-duques de
Toscana eParnu, descencadeando-se com vio-
lencia em toda i Italia, pretenden triumphaote
sentar-se no Quirinal e expellir o vigario de
Chrslo.
Nestas circumstaneias lastimosas o pae dos
fiis, recorreu ao catholicismo, e eom o corceo
magoado os chamen ao redor do estandarte deS.
Pedro..
Este brado amargnrado retii per toda a chris-
tandade e a Franca cathohea elle respondeu
nobremeote ; milhares de seus filhos, milliares
dos mais bellos nemes daFranga, correram de-
fender o pontificado que a.revolugo ameagava;
correram salvar a civilisago que a impiedade
procurara subverter.
Entre estes mancebos generosos, Pimodan foi
um dos primeiros ; Qdalgo francez e official ao
servigo d'Austria, a sua appaiigo no esercito
pontificio nao poda sor indiferente.
Os principios desta nova campanha seannun-
ciaram para o marquoz. de Pimodan debaixo dos
mais felaes auspicios.
Uma forga dos. revolucionarios, comm anda-
da por Zambanchi, passou a fronleira de Tosca-
na lisongeandorse com a victoria e com a pi-
lhagera.
A nrasio effecluou-se por um Jugar perto do
sitio denominado das Grutas.
Pimodan, que nao linha corosigo senao alguns
soldados de cavalliria, sem olhar ao numero
carregou com tanlo vigor a columna revolucio-
naria que obrigou Zambanchi & fugir em de-
sordem.
f.amoricire este grando general, sabia apre-
ciar o general Pimodan, i quem o velho Radetzky
liana chamado oh* Urrietl lh, sabia apre-
ciar esle mancebo para ViuU das antes da batait.i dt CaslelOdardo,
Pimodan escrevla quo esperara de momeato
momento ainrasao dos garibaldinoa do lado de
aples.
t Os aconteelmentos, dizia o'braro general
succedem-se to rpidamente qae n5o temos (ido
o tempo de nos orgamisar ainda. Nao obstante,
aconlega o que acoulecer,haremos de fazer o nos-
so dever, e cumprio a sua patarra.
Deixandoocampo de Terrrt o general Pimodan
chegou 17 de setembro Lorelo com a sua bri-
gada do cinco mil horneas e oito pegas de arli-
Iharia.
O general Lamoriclre chsgra* na raspara
com tres mil homeos e cinco pegas, e foi coas
lo pequeo exereifo que se deu lo grande ta-
taib.
Na vespera do combate, Pimodan e f.amori-
cire eommungaram, e egtralmenlo recebeu a
sagrada cos&munhiotodoopeqoenoexercitepon-
tificio.
Quando lemoa este quadro edificante nao po-
demos deiaar de nos lembrar das nossas gento
proezas da India, parece-nos* estarmos ver D.
Joo de Castro e seus valemos guerreiros ao p
dos altares prepararem-se parr acmbale, re-
cordamo-nos de algumas acenor historia da
Grecia per Poqueville.
Das alturas do Lorelo os generaeravisiaram
uma meia legua as barracas do inimigo.
No dia lfcV pela maoba a acgo comegoo, des-
creve-la ser longo, e fa-lo por nos o relaterio
do general Lamoriciro, diga elle por nos os pro-
digios de valor que cootra a orga numertcar e
superioridade de armamento a organisaco mili-.
tarda tropas de Vctor Emmanuel, fiaeram os-
voluntariOs catholicos.
O general Pimodan, no calor da acgo, vendo
celer suas tropas ao numero, com aquella cora-
gem de que linha jai dado sobe)as proras na eanr-
panha da Hungra, ao risco de ser envolvido, eor-
re al sobre as bayonetas ioiatigas, uma baila o
fere, aanmo-, Deus comooseo grita aos seus
soldados, por uma segunda repete o mesmo bri-
do, terceira e quarta o frem e elle ese. Quatro
bailas e duas bayonelades acabavaaa de o langar
por Ierro.
Oexercito pontificio censeguio o seu fim, on--
trou em Ancn*
Ogeneral foi oeste triste estado aprisionado
pelo Piemontezes e condolido moribundo am-
bulancia, a vida Iba fugia como sangueque der-
ramara por uma larga ferida no ventre; soflria
horrivelmente, me; sua firmeza minea; a abando-
nou, morreu como soldado o calholeo.
Alguns amigos do general quizaran* i todo o
'ranse oecultar sua nobre esposa qu era viuva,
porm, a amiade cao pode engaar-o corago de
uma espesa, presen'.mentos fnebres a assusla-
vam, quiz escrever seu marido que ainda ha
pouco deixra na forga da edade cercado dos
prestigio da gloria. Nao fagaesHar.sennora, lhe
dizem, est prisioneiro.
Prisioneiro! I impossiveV,. exclamen lem-
brada desta coragem impetuoso com-que corra
ao perigo e aronfflava a morle, impessivcl,
morreu !
E com uma energa viril, tomando nos bra-
gos um de seus filhos. Iba diz como o feria uma
fllha de Sparta, ou umi matrona romana :
Eh bien! toi aussi, te seras soldal 1'
Nao quitemos traduzvr estas tocantes-patarras
em que a ddr entrega i innocentia a espada do
hroe.
O general- Gialdini entregou aarqueaa de Pi-
modan o corpo de seu marido. Porm. se acre-
ditronos algumas voze, fez gravar sobre o cai-
xo uns versos de Dante eiprmindo o aensamen-
to, de que a colera nao sobrevive do vencedor i
morte do vencido.
So o fao'.o verdadeiro-, denota-a-ausencia tota
da delicadeza, edo resentimento-;.do sublime ao
odioso, assim como do sublime ao ridculo, a iran-
sigo faeil.
O corpo da general: marque* do Pimodan foi
conduiido -Roma.
Mr. Couronel, irmoda marquesa da Pimodan,
e Mr. Mlrepoix vieram recolher os restos do ge-
neral. Mr. de Goyontinha receido o corpo.
Um ollicio fnebre em graade pompa teve lu-
gar em S. Luix dos Erancezasy por alma do ge-
neral.
As msicas francetas- al fiaeram ouvir suas
tristes harmonas, foi &um deus que os Francezes
deram um hroe.
Debaixo do prtico de Santa Mara in Trans-
ieren) se grarou.. uma inacripgao assim conce-.
bida :
habitantes parectam inicuamente diversos dos
habitantes dos outros quarleires de Pars po-
diam muito bom devidir-se em duas catbaagoras
differentes : uns eram sombros, desasse-cegados,
taciturnos outros eram petulantes, alegres e
folgazes ao. ultimo ponto. Os primeiros anda-
vam vagarosamente encostados s casas, com a
cabega baixa, langando em torno de si olhares
furtivos c vergonhosos; os segundos canlavam
com toda a forga dos seus pulmdes, e embriaga-
vam-se as numerosas tabernas do recinto. Nos
dias bellos e serenos vinham aquellos sentar-se
so passeio publico silenciosos e pensativos, nao
parecendo viver senao para as suas reflexoes, e
para as suas recoidagdes ; enlretinto .que estes
ltimos se entregavam alegremente aos seuspas-
gatempos, e levavam as horas jogando a bola ou
a pela. .
Finalmente nessa multido variada, que hab-
lava o asylo do Templo, haviam representantes
de todas as classes, e de todas as condignos:
viam-se jovens e elegantes Odalgos com os seus
gibes da seda, assira como tambem viam-se po-
bres maltrapilhos; riam-se maisabbades, bur-
guezes, escriptores e letrados, cada qual com a
sua vestimeota destinctiv, seus costumes e seus
gustos : em summa era uma especie de villa, on-
de nao fallaram as iotrigaziohas, as paiioes, e
as chocalhices proprias dos lugarejos de pro-
vincia.
Ora, todos os habitantes desse quaiteirio, ou
fossem abbades ou militares, plebeus ou fldal-
gos, so haviam ali reunido por um motivo com-
mum ; porquanto eram uns commerciaotes falli-
dos, eram outros devedores insoluveis, que se ti-
nham refugiado naquelle canto de Paris para po-
derem escapar s perseguicoes dos meirinhos e
esbirros, e at mesrap alguns para se sublrahi-
rem cobrauqa doi collectores de-irapostos, 0
recinto do Templo era nessa poca o que sao ho-
je a Blgica e a Inglaterra para muita gente, is-
lo um asylo coaira oa credoras.
Com effeito tal era o privilegio de que gozara
esse velho quarteiro desde lempos immemo-
raos. Todos sabem que em Paris exisliam ami-
gamente nanitas jurisdigoes differentesurnas se-
culares, como as do preboste e do bailio. oulras
ecclcstasticas, como as do abbade de Sainl-Ger-
raain-des-Prs ou do capitulo de Nolre-Dame,
jurisdigOsque, sa multiplicando, e chocando-se
muloamente, prejudicavam a prompla represso
dos criraes o dos delictos. O poder exercido pelo
grao-prior de Malla no quarteiro ou recinto do
Templo provinha do gro-raestre dos Templa-
rios, seu antigo proprictario, que tioha o direito
de jurisdigo amplissima sobre o territorio da
corporago, de que era elle chefe. Os cavalleiros
de Malta, assim como oulros senhores justiceiros
de Paris, erara bstanle oiosos da sua autoridade,
e nao poda ter lugar no seu quarteiro uma s
priso por motivo de dividas, salvo o caso em
que fosse ella promovida pelos officiaes do grao-
prior : mas como este, e a ordem, que parten-
cia, achavam proveilo em fazerem do Templo um
lugar de asylo, nao tioha ainda havido exeraplo
de que houvessera permillido pessoa alguma o
direito de violar os suas immunidades. Este es-
tado de cousas durou at a revoluco de 1789,
quando foram abolidos os previlegios e juslicas
particulares.
De mais, se bem que no comego do seculo
XVII a arta do enriquecer-se por meio da ban-
carrota nao eslivesse ainda lo aperfeigoada, co-
mo nos nossos dias, todava nem todos "os habi-
tantes do recinto do Templo se achavam reduzi-
dos miseria: pelo contrario haviam ali pessoas
lio ricas como em qualquer outro quarteiro de
Paris; cerlo deYOores se liabais, omito bem
[Nago,]
Georgiu de Pimodan
Viro nobilissimo
Duci fortissimo
Quera pro sede apostlica, .
Magna anima; prodigum
Galholicus orbis luget,
Pius IX Pont. Max.
Suo et romanee ecclesite nomine,.
Solemne fuas.
Tantas virtuti et pietatt debitum
Moerens persolvit.
O nuncio do Papa apresentou em nome d* gua
Santidad*, marquesa de Pimodan es.sent mea-
tos de dor e asconsolagdes da religio..
Um officlo fnebre, i que assislio a nobreza.
franceza, foi celebrado em Notre Dame e em Or>
leans, a eloquente voi de Mr. Dupanloi'.p, celebren
ero ura panegrico a memoria dos soldados de
Castelfidardo^
aclimatado nesse ponto, e nao trocarbm de boa
vonlade a sua morada por outra. Os commer-
ciantes, que l se haviam refugiado para esca-
pareis ao castigo do pelourinho, e ao barrete
verde com que se destisguiam ento oa fallidos,
l mesmo coolinuavam a exercer a sua iaduslria
com toda a liberdade, e muitas vezes com xito
feliz. Certos fidalgos, que nao tinham tido o cr-
dito sufUcienlo pana poderoso, sublrahlr-se s
perseguiges dos seus credores, baliam-se ali,
jogavam, erequestavam as damas, como na pra-
ca da Rainha ou na praga Real e tambem alguns
abbades gastavam os seus rditos mu lo sua
vonlade, como se nao livessem delapidado as
rendas das suas abbadias, e iocorrido nos ana-
themasdoseu bispo. Em summa jogava-se ali
jogo grosso, vivia-se vida alegre o folgada.
Aconteca, porm, que durante o dia, 6 excep-
gao do domingo, nem um s dos habitantes do
recinto poda sabir para fra dello sem correr o
risco do cahir em mos dos seas ioimigos. O ca-
nal, qae divida em duas parles a ra do Tem-
plo, era o limite fatal alm do qual os privilegios
do lugarcessavam de proteger os devedores, As-
sira, pois. quantas astucias, quantos estratagemas
empregavam os credores, e os meirinhos por el-
los assalariados, flm de altrahirem para a mar-
geni eaquerda desse canal de aguas ftidas os po-
bres reclusos encurralados na margetn direita I
Oraera ura Qdalgo T[ue via passar oa sua
presenga a mulher, que havia amado, recostada
ao brago de um alegre mosquetelro, o qual enca-
rava-o dirigiodo-lhe raas e motejos: infeliz do
pobre Qdalgo se ao deixava cahir na lentago de
segu-los, e transpor a barroira I O mosqueteiro
tornava-se logo n'um- esbirro do Chatelet, que
exhiba (mmediatamenle o seu mandado, e ar-
rastava o ciumento para a priso. Oravinham
anuuQciar & uta mercador fallido que um dos
seus antigos devedores, ralado pelos remnos o
espera va em certa ra vizinha com uas sacco'de
dinheiropara pagar-lhe: infeliz do pobre mer-*
cador se calila nesse logro I O devedor nio era
nem mais nem menos do que um gordo moiri-
nho quo sem ceremonia ia logo agarrando peta
gola do crdulo meccador, e cotyiuziodo-o, ara
lugar seguro. r^
Desta sorte os hospedes do grao-prior se acha-
vam sempre prevenidos cootra as sorprozap, ca-
da qual se conservara traaquillameute no zilo
commum, oceupado cora os seus prareres ou
com os seas affazeres. No domingo somente ao
por do sol os habitantes do recinto tinham o di-
reito de se lngaro por todo Peris ; podan
ir entao aos lugares pblicos, affrontar os seus
credores, e irrila-los alardeando um luxo impo-
tente. Mas no dia seguinte quando o sol apoare-
oia no horisonto deviam estar j de rolla e
mullas imprudentos se haviam arrependido de
terem ultrapasado a hora enlretidoaiunto a uma
mulher, ouao p de uma boliia.
Tal era n aquella poca o recinto do Templo.
Pedmos descolpa ao leilot por haver-lhe oc-
eupado a aliencao com essas minuciosidades, qae
julgamos indispeosaveia, antes de proseguirmos
na nossa narragao, para faje-lo conhecedor des-
so ponto de Par, onde o ramos iotroduzir, um
anno depois que o roubo dos dez mil escudos
commettido em casa de Totireau precipitara a
ruina do honesto mercador de pannos.
IContinitor-aa-Ao.)
PSRN,- TTP. DE M. F. DS FARIA. -181.
L


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